Aliar o conhecimento popular ao científico em busca de novos medicamentos farmacoterápicos e fitoterápicos é um dos principais caminhos para o sucesso de pesquisas na área de plantas medicinais. Isso é benéfico para as famílias que habitam os ecossistemas florestais, que podem obter dos recursos naturais e da sua conservação seu desenvolvimento sustentado, e para a população em geral, pelo acesso a novos e eficazes remédios. Resultado de uma extensa pesquisa iniciada em 1987, este livro compreende a descrição de 135 espécies medicinais, com nomes científico e popular, dados botânicos e propriedades de cura atribuídas pela medicina tradicional. Esse corpus foi selecionado num total de 340 espécies mencionadas em entrevistas com aproximadamente 110 moradores da Amazônia e 170 habitantes urbanos e rurais da região da Mata Atlântica. A obra, que inclui glossários de termos botânicos, químicos e médicos - além de um índice de nomes científicos -, não é uma mera segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia, publicado originalmente em 1989. Trata-se de um autêntico novo trabalho, que, além de incorporar todos os dados publicados naquele livro, introduz uma nova forma de apresentação dos dados das espécies medicinais, catalogadas graças a criteriosas pesquisas etnofarmacológicas.

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

FUNDAÇÃO EDITORA DA UNESP Presidente do Conselho Curador José Carlos Souza Trindade Diretor-Presidente José Castilho Marques Neto Editor Executivo Jézio Hernani Bomfim Gutierre Conselho Editorial Acadêmico

Alberto Ikeda Antonio Carlos Carrera de Souza Antonio de Pádua Pithon Cyrino Benedito Antunes Isabel Maria F. R. Loureiro Lígia M. Vettorato Trevisan Lourdes A. M. dos Santos Pinto Raul Borges Guimarães Ruben Aldrovandi Tania Regina de Luca

Luiz Claudio Di Stasi Clélia Akiko Hiruma-Lima

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

2- edição, revista e ampliada

© 2002 Editora UNESP Direitos de publicação reservados à: Fundação Editora da UNESP (FEU) Praça da Sé, 1 08 0 1 0 0 1 - 9 0 0 - S ã o Paulo-SP Tel.: (Oxxll) 3242-7171 Fax: (Oxxll) 3 2 4 2 - 7 1 7 2 Home page: www.editora.unesp.br E-mail: feu@editora.unesp.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP Brasil) Di Stasi, Luiz Claudio Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica / Luiz Claudio Di Stasi, Clélia Akiko H i r u m a - L i m a ; colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito, Alexandre Mariot, Claudenice Moreira dos Santos. - 2. ed. rev. e ampl. - São Paulo: Editora UNESP, 2002. ISBN 8 5 - 7 1 3 9 - 4 1 1 - 3 1. Plantas medicinais-Amazônia 2. Plantas medicinais-Atlântica, Mata I. Hiruma-Lima, Clélia Akiko. II. S o u z a - B r i t o , A l b a Regina M o n t e i r o . III. M a r i o t , A l e x a n d r e . IV. Santos, Claudenice Moreira dos. V. Titulo. 02-4394 Índice para catálogo sistemático: 1. Brasil: Plantas medicinais: Botânica 581.6340981 CDD-581.6340981

Sobre os autores e colaboradores

Autores Luiz Claudio Di Stasi Biólogo Mestre em Farmacologia (EPM) Doutor em Química Orgânica (UNESP - Araraquara)

Laboratório de Fitofármacos - Lafit Batu Departamento de Farmacologia - In Clélia Akiko Hiruma-Lima Bióloga Mestre em Química e Farmacologia de Produtos Naturais (UFPB) Doutora em Ciências Biológicas, AC: Fisiologia (UNICAMP) Departamento de Fisiologia - Instituto de Biociências de Botucatu (UNESP) Colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito Bióloga - Fisiologia (UNICAMP) Alexandre Mariot Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Claudenice Moreira dos Santos Bióloga

Elza Maria Guimarães Santos Bióloga Fabiana Gaspar Gonzalez Bióloga - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Leonardo Noboru Seito Biomédico - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Maurício Sedrez dos Reis Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Shirley Barbosa Feitosa Bióloga Wagner Gomes Portilho Biólogo - Fundação Florestal (Registro/SP)

Aos entrevistados Aldeia dos tenharins - Amazônia Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes Município de Humaitá - Amazonas

Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado, Jacupiranga e Sete Barras Mata Atlântica - Vale do Ribeira (São Paulo)

Agradecimentos da pesquisa na Amazônia

Ao Prof. Dr. Osvaldo Aulino da Silva, Departamento de Botânica, Instituto de Biociências, UNESP, Campus de Rio Claro, SR que, através de seu constante incentivo, de sua amizade e de suas idéias lúcidas e coerentes, tornou possível a realização deste trabalho com as características que ele possui. Aos ecólogos José Luís Campana Camargo, Silvana Amaral, Fábio Bassini e José Eduardo Mantovani; aos biólogos Aldeli Prates Ferreira, Silvana Trevisan, Simone Godói Cera, Ricardo Santos Silva e Natalina Evangelista de Lima (UNESP - Botucatu), pela imensa disposição e contribuição dispensada durante o levantamento etnofarmacológico e a coleta das plantas da região de Humaitá. A Dra. Marlene Freitas da Silva, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, por sua pronta disposição na identificação das espécies vegetais que constam desta obra. A Fundação Nacional do Índio - Funai, por permitir nossa permanência na aldeia dos tenharins. Ao Grupo de Trabalho da UNESP (GTUNESP) e à Fundação Rondon, pelo apoio. Aos soldados Nunes e Fonseca e ao próprio 42° Batalhão de Infantaria da Selva de Humaitá, pelas diversas caminhadas pelas matas da região à procura das espécies de nosso interesse. A srta. Roseli Galhardo Paganini, in memoriam, pela sua dedicação, interesse e paciência na datilografia da primeira edição deste livro. À Editora UNESP pela oportunidade de publicação. A todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para que nossos objetivos se concretizassem.

Agradecimentos da pesquisa na Mata Atlântica

À diretora e ao vice-diretor do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, Profa. Dra. Sheilla Zambello de Pinho e Prof. Dr. Carlos Roberto Rubio, pelo constante apoio e estímulo durante toda a realização desta etapa da pesquisa. Aos funcionários da Seção de Transporte do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, sempre prestativos e colaborando quando de nossa necessidade. Aos biólogos Murillo Queiroz Júnior, Mariana Aparecida Carvalhaes, Oei Sioe Tien, Gabriela Priolli de Oliveira, Sueli Harumi Kakinami e Miriam Helena Bueno Falótico, pela enorme colaboração na realização do levantamento etnofarmacológico e na coleta das espécies vegetais no Vale do Ribeira. A bióloga Renata Mazaro, pela imensa colaboração na atualização da revisão bibliográfica. A Fundação Florestal, pela colaboração em inúmeras atividades de campo e pelo apoio na realização de atividades de Educação Ambiental junto à base de Saibadela - Parque Estadual Intervales. Aos herbários "Irina Delanova Gemtchujnikov" IB, UNESP - Botucatu e "Barbosa Rodrigues" Itajaí, Santa Catarina, pela imensa colaboração na identificação do material botânico. A Fundação Brasileira de Plantas Medicinais, pela oportunidade de utilização de seu banco de dados na revisão das informações técnicas de todas as espécies vegetais constantes deste trabalho. A todos aqueles que colaboraram nas diversas etapas deste trabalho e para que ele fosse publicado com as características aqui apresentadas.

. pelo apoio à pesquisa na Mata Atlântica .Vale do Ribeira.Agradecimentos especiais à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Sumário Prefácio 17 Prefácio à primeira edição (1989) 23 Sobre a primeira edição do livro (1989) 27 Apresentação do trabalho em 1989 29 Metodologia de pesquisa 31 Organização do livro 35 Parte 1 Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 39 1 Commelinidae medicinais 41 2 Zingiberidae medicinais 51 3 Liliidae medicinais 64 4 Outras monocotiledôneas medicinais na Mata Atlântica 79 .

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 87 85 5 Magnoliales medicinais 89 6 Aristolochiales medicinais 7 Piperales medicinais 120 113 8 Ranunculales medicinais 139 Seção 2 Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 145 9 Caryophyllales medicinais 147 Seção 3 Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 1 7Í 10 Violales medicinais 1 77 11 Malvales medicinais 200 12 Urticales medicinais 230 13 Euphorbiales medicinais 236 14 Guttiferales medicinais 259 15 Primulales medicinais 262 16 Capparidales medicinais 265 Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 269 17 Rosales medicinais 271 18 Fabales medicinais 276 .

Sumário 19 Myrtales medicinais 321 20 Celastrales medicinais 331 21 Polygalales medicinais 337 22 Sapindales medicinais 339 23 Apiales medicinais 364 Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 373 24 Gentianales medicinais 375 25 Solanales medicinais 393 26 Lamiales medicinais 406 27 Scrophulariales medicinais 449 28 Asterales medicinais 463 29 Rubiales medicinais 492 30 Dipsacales medicinais 496 Posfácio 501 Glossário de termos botânicos. químicos e médicos 505 Referências bibliográficas 523 Índice de nomes científicos 601 .

ou significam estratégias proibitivas. provavelmente. incluindo a perda de conhecimentos sobre essas espécies e de seus potenciais produtos. ou melhor. comprometimento do abastecimento de água. Enumerando apenas alguns problemas decorrentes da devastação de ecossistemas como esses . entre outros -. que em sua maioria não resolvem o assunto.perda da fauna e da flora. Inúmeras discussões e propostas são realizadas. Nos últimos anos. ou representam paliativos de curto prazo de funcionamento. alterações climáticas. se propõe e se discute sobre o assunto. Apesar de tudo que se conhece sobre o assunto.Prefácio Acreditamos que é desnecessário afirmar a importância e a necessidade da conservação dos ecossistemas florestais brasileiros. podemos verificar a necessidade de estratégias que permitam a manutenção dessas florestas. a falta de propostas decorre de um dos dois. mas nenhuma satisfaz de forma completa as necessidades. conse- . Acreditamos que. é patente também que não há nenhuma estratégia de manejo global desses ecossistemas e a sua conseqüente conservação. da soma de dois fatores: • os escassos conhecimentos científicos sobre a complexidade de relações existentes entre os diversos componentes desses ecossistemas e. esse tema tomou conta do planeta e muito se fala. empobrecimento do solo. pois. especialmente a Floresta Amazônica e a Floresta Tropical Atlântica. mas pouco se faz.

devemos salientar que qualquer proposta ou estudo que contribua com o conhecimento desses ecossistemas é valiosa. Por sua vez. É nesse sentido que o manejo de vários produtos florestais de forma sustentável surge como uma excelente proposta e que as plantas medicinais. os moradores da floresta . os quais são atores-chave na elaboração de estratégias de conservação. • o descaso por parte daqueles que propõem e executam as políticas de conservação ambiental local. entretanto. regional. Essa relação. Para tal. a contribuição deste . mas inclui ainda interesses econômicos.qüentemente. como os ribeirinhas da Amazônia. que enquanto não se contemplar nas estratégias de conservação a melhoria da qualidade de vida do habitante da floresta pouco se poderá alcançar. permitir grandes avanços na conservação. pois além do conhecimento que possuem também atuam como verdadeiros fiscais de controle da ação antrópica.vivem diretamente dos produtos que essa floresta lhes oferece para sobrevivência ou para comercialização do excedente. as pequenas vilas nas áreas rurais de ambas as regiões . Nesse aspecto. contribuir imensamente com a elaboração de estratégias de conservação. Dessa forma. sem dúvida alguma. atualmente. quer sejam comunidades tradicionais. novos estudos precisam ser feitos e as pesquisas interdisciplinares. fator que limita a elaboração de estratégias eficazes de conservação. como as diversas aldeias e tribos da Amazônia ou os quilombolas do Vale do Ribeira. portanto. uma vez que permitirá avanços na detecção de alternativas de conservação. seus produtos e suas relações. integram esse novo momento de ação sobre os ecossistemas.quer sejam grupos definidos. como mais um produto para comercialização. São eles que vivem em contato direto com todos os elementos desse ecossistema. São eles que podem. alternativas que mantenham esses habitantes na floresta com a qualidade de vida merecida irão. especialmente considerando-se o crescimento da população e a necessidade de mais e mais produtos a cada dia que passa. Consideramos. não se dá apenas visando à sobrevivência. Sabemos que o homem sempre buscou na natureza recursos para sua sobrevivência. São eles que conhecem a floresta. os pescadores do Vale do Ribeira. Nesse sentido. priorizadas. de sua fragilidade diante da ação devastadora do homem. Essa forma de relação tornou-se mais perigosa. nacional e internacional para com os elementos humanos que habitam esses ecossistemas ou seu entorno.

Começamos o trabalho. menos globalizado e mais coerente com as necessidades e aspirações daqueles que fazem o patrimônio cultural do país e que conhecem o funcionamento de seus ecossistemas melhor que qualquer área específica do conhecimento científico. mais abrangente. cada qual havia tomado seu caminho. A equipe já não era a mesma. já que dez anos haviam se passado. que a idéia de Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica foi tomando forma lentamente. reunir valor econômico maior que aquele atualmente praticado na relação das indústrias e laboratórios farmacêuticos com os grupos e as comunidades tradicionais. sobretudo depois que a Fundação Editora UNESP propôs. e também no de desenvolvimento. Nessa proposta inicial a idéia era atualizar a revisão bibliográfica das 59 espécies medicinais que constavam daquele livro. Foi a partir de pesquisas que realizamos. a realização de uma segunda edição atualizada do livro Plantas medicinais na Amazônia. centenas ou mesmo milhares de anos de relação desses habitantes da floresta com o ecossistema florestal. melhores condições de vida podem ser oferecidas para esses habitantes que conhecem a floresta e dela vivem diariamente. pois ele fornece dados importantes sobre um grande número de espécies vegetais que podem ser estudadas como medicamento e. como instituições determinantes para o avanço. abrindo uma porta importante para a publicação deste material. Não custa lembrar e salientar. conseqüentemente. fazer um novo livro e juntar os dados com os da primeira edição. publicado originalmente em 1989. que é justamente o conhecimento popular decorrente de dezenas. e incorporar na nova edição outras 41 espécies medicinais usadas na Amazônia e que haviam sido catalogadas em nossa pesquisa após a primeira edição. que pensávamos menor que aquele que originou o primeiro livro. o número de informações disponibilizadas tornou a proposta mais árdua e difícil do que imaginávamos. pagando o preço de um trabalho mais social. Passou da hora de a ciência e a política. Verificamos que a atualização dos dados e a ampliação do livro representava. então começamos a ampliar o leque de colaboradores no trabalho de revisão bibliográfica das espécies vegetais identificadas e introduzir novos elementos à . legitimarem o valor do conhecimento dessas comunidades e desses grupos e incluí-los no processo de conservação. entretanto. considerando os aspectos aqui referidos. em janeiro de 1999.livro é um começo. No entanto. Dessa forma. que a ciência usou e ainda usa como fonte de informações para obtenção de novos medicamentos. na verdade.

No entanto. além dos desenhos apresentados inicialmente. Index Medicus.proposta original. além da pesquisa nos tradicionais índices de revisão (Biological Abstracts. foi a possibilidade de disponibilizar para as comunidades tradicionais de ambas as regiões . outro importante e singular ecossistema brasileiro. Por si só. catalogadas em uma pesquisa etnofarmacológica realizada na região do Vale do Ribeira. buscamos informações em diversos endereços. especialmente com comunidades tradicionais que habitam o interior ou no entorno da Mata Atlântica. buscando nas mais variadas fontes dados que pudessem ser adicionados para cada uma das espécies a serem inseridas numa segunda edição do livro.não . pois não existiam ainda dados pormenorizados (etnofarmacológicos. toxicológicos e botânicos) de espécies vegetais desse importante ecossistema que é a Floresta Tropical Atlântica. assim como no banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM). A oportunidade de produzir uma publicação de plantas medicinais usadas na Amazônia e na Mata Atlântica. colocar lado a lado os dados de espécies vegetais específicas de cada ecossistema e usadas como medicamento pelos diferentes grupos estudados. incluindo fotos de algumas espécies. à medida que. por um lado. farmacológicos. por outro. a nova idéia não tinha mais como retornar. A idéia de agrupar dados de pesquisas etnofarmacológicas com grupos étnicos distintos que habitam diferentes ecossistemas florestais ou em suas proximidades foi se concretizando como uma proposta de grande valor. já disponibilizados em disquetes e com fácil acesso pelos computadores. tornou-se o objetivo principal da nova equipe. Foi nessa fase do trabalho que surgiu a idéia de incorporarmos à pesquisa algumas das plantas medicinais. Nessa nova etapa. que prontamente os disponibilizou para esta publicação. Chemical Abstracts). adicionando-se a essas plantas dados técnicos e científicos que permitissem avanços reais na pesquisa de plantas medicinais e na pesquisa de novas estratégias de conservação desses ecossistemas. pelo menos as mais citadas. químicos. mas verificamos lentamente que a proposta era bem mais valiosa. permitiria comparar os usos que grupos humanos distintos poderiam fazer de uma mesma espécie medicinal e. A quantidade de informações obtidas foi gigantesca e iniciamos um trabalho cansativo e detalhado de seleção dos dados que considerávamos mais importantes para constar do novo material. Estado de São Paulo. páginas e links que tratam do assunto e que estão com livre acesso na Internet.

como é o caso da Amazônia e da Mata Atlântica. mas um novo trabalho. não apenas catalogando espécies medicinais. mas com um livro.em artigos científicos e técnicos. da Mata Atlântica. especialmente quando esses dados se referem a espécies nativas de ecossistemas florestais pouco conhecidos em sua complexidade. especialmente os habitantes das duas regiões onde foram realizados os estudos. Devemos ressaltar aqui a enorme evolução que o tema "plantas medicinais" teve no Brasil nos últimos anos. Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica não é uma segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia. realizadas na região amazônica e na região da Mata Atlântica do Estado de São Paulo. sem dúvida. Relembramos que já em 1989 destacamos a importância de que o tema "plantas medicinais" tivesse uma abordagem ecológica e ambiental e que os dados das comunidades tradicionais e dos diferentes grupos étnicos sobre as plantas medicinais não fossem apenas um rol de informações para a seleção de plantas medicinais pelos pesquisadores da área. mas as plantas medicinais. durante todo esse período. especialmente os mais ameaçados. que serão úteis. hoje. como é o caso da Amazônia e.todos os dados e informações possíveis e mais importantes sobre as espécies vegetais mais utilizadas que orientou todo o nosso esforço em publicar este material na forma em que ele se apresenta. passaram a representar uma nova alternativa . que incorpora todos os dados publicados no primeiro livro e que introduz uma nova forma de apresentação dos dados de espécies medicinais catalogadas por pesquisas etnofarmacológicas criteriosas. Com essa nova concepção. dados etnofarmacológicos continuam sendo a principal base para a escolha de plantas medicinais para estudos voltados para a obtenção de novos medicamentos. Quando Plantas medicinais na Amazônia foi publicado. Mas mesmo considerando-se os enormes avanços nessa área. especificamente. mais acessível que os artigos . sempre foi uma preocupação constante. A conservação dos ecossistemas tropicais. raros eram os trabalhos e as publicações que estavam disponíveis. No entanto. excelentes publicações foram sendo disponibilizadas. mas também discutindo e introduzindo novas abordagens para que a pesquisa com plantas medicinais pudesse escolher rumos e caminhos que apontassem para a solução dos principais problemas de saúde do país. tanto para os pesquisadores da área como para a comunidade em geral.

visto que as espécies vegetais de valor medicinal passam a ser mais um recurso florestal passível de exploração e de comercialização que. devemos fazer constar que este trabalho é resultado de uma pesquisa etnofarmacológica realizada com diferentes comunidades e grupos humanos do Brasil. realizadas de forma racional e sustentável. permitem a redução da ação antrópica sobre outros produtos florestais. apesar de preliminar e pequena. para que espécies nativas sejam priorizadas nos estudos de plantas medicinais pelos pesquisadores no Brasil. mas pouco realizado na prática. quer sejam como medicamentos eficazes e seguros para uso local quer como recursos econômicos explorados de forma sustentável. respeitando-se os interesses das comunidades tradicionais. reduzindo assim os sérios problemas ambientais pelos quais esses ecossistemas passam. farmacoterápicos e especialmente fitoterápicos.não pode ser apenas a retórica. para sugerir que as pesquisas com plantas medicinais sejam pensadas também pelo seu caráter social e econômico. para que parte do patrimônio cultural de diferentes grupos étnicos brasileiros seja registrada e não seja perdida.somando-se a isso a busca de novos medicamentos. não sendo apenas uma compilação de dados da literatura. Nesse sentido. cujo objetivo principal está na melhoria da qualidade de vida de comunidades que habitam os ecossistemas florestais por meio do uso correto e adequado de espécies nativas de valor medicinal. envolvendo uma enorme equipe de pesquisadores de distintos órgãos governamentais (estaduais. Aliar o conhecimento popular com o conhecimento científico . e para estimular e incentivar que tais pesquisas sejam realizadas efetivamente com o caráter inter e multidisciplinar amplamente apregoado e estimulado em inúmeras publicações. mas a base das pesquisas na área de plantas medicinais. assim como a obtenção de renda adicional para as famílias que habitam os ecossistemas florestais ou seu entorno com a exploração sustentável desses recursos e sua conseqüente conservação . Luiz Claudio Di Stasi . Trata-se de uma pesquisa iniciada em 1987 e que continua em comunidades tradicionais da Mata Atlântica. Finalmente.para a conservação dos ecossistemas. municipais e federais) e não-governamentais. acreditamos que este trabalho é uma importante contribuição.

realizar um estudo etnofarmacológico regional. que esse conhecimento seja perdido. o que. o trabalho teve caráter de extensão universitária baseado na preocupação de devolver para a população envolvida no objeto de estudo os resultados das pesquisas realizadas com as espécies da região que pudessem fornecer esclarecimentos adicionais. significaria um grande prejuízo para a cultura e para a ciência do país. evitando-se. principalmente no aspecto de alertar a população acerca dos problemas oriundos do uso indiscriminado de plantas medicinais e das plantas com efeitos tóxicos comprovados. pretendeu-se. visando ao resgate e à preservação da cultura popular de grupos étnicos definidos. Tal proposta que se concretiza parcialmente com este trabalho é de grande valor. referente ao uso das plantas com fins terapêuticos.Prefácio à primeira edição (1989) O trabalho aqui apresentado teve como objetivo alcançar as seguintes finalidades. Em segundo lugar. Em terceiro lugar. pois permite que a população se utilize dos recursos terapêuticos de origem . a nosso modo de ver. Em primeiro lugar. obter informações que viessem subsidiar pesquisas nas diversas áreas que envolvem o estudo de plantas medicinais. principalmente no que se refere a facilitar a seleção de espécies vegetais potencialmente ativas e que são utilizadas amplamente pela população de determinada região. mediante a realização de um inventário de plantas medicinais. desse modo.

Nesse contexto. químicos. principalmente no que está relacionado às questões de saúde e preservação do patrimônio cultural e natural de uma região rica do nosso país. realizado no município de Humaitá. Finalmente. Em quarto lugar.natural. Osvaldo Aulino da Silva. oferecer oportunidade a alunos de Ciências Biológicas e cursos afins de atuarem e manterem contato com uma área de pesquisa fascinante e de grande importância para um país com as características sociais que o Brasil possui. deve ter um componente social em seu escopo. tendo conhecimentos adicionais sobre essas plantas. pretendeu-se. com os conhecimentos adquiridos. Fugimos assim da postura clássica de exploração dos conhecimentos tradicionais da população e dos recursos naturais da região com fins estritamente de pesquisa. é importante colocarmos aqui que o presente trabalho é parte integrante de um amplo projeto de pesquisa e extensão universitária. Por outro lado. Tal proposta decorre de uma filosofia de trabalho que contém uma preocupação em contribuir. para executar atividades mais coerentes com nossa realidade. consideramos que a ciência. objetivou-se redigir este trabalho com o intuito de fornecer informações sobre plantas medicinais de forma que fosse acessível à população leiga e de interesse para os mais variados profissionais que trabalham na área (botânicos. mas funcionar como um instrumento de esclarecimento e alerta ao leigo usuário das plantas. com a promoção de melhores condições de vida para a população. farmacologistas etc). do Departamento de Botânica da UNESP Campus de Rio Claro (SP). e que visa. Nesse contexto. além dos objetivos aqui expostos. juntamente com o Prof. mas também com a descoberta de soluções e novos caminhos que venham ao encontro das aspirações da sociedade brasileira. que potencialmente es- . a estudar aspectos botânicos das plantas da região e executar atividades de Educação Ambiental. com as atividades deste trabalho. Em nenhum momento este trabalho quer se prestar como um receituário de plantas medicinais (tal uso seria um engano desastroso). Uma proposta de trabalho com tais características só é viável quando passa a envolver um grande número de indivíduos. da qual o próprio pesquisador faz parte. ficamos plenamente satisfeitos com o interesse do grande número de alunos que participaram do trabalho. como qualquer outra atividade humana. muitos deles atualmente se direcionando profissionalmente para a pesquisa com plantas medicinais. preocupando-se não só com a busca do conhecimento real e verdadeiro.

além de engrandecer o trabalho. A literatura nos mostra que essas influências são inegáveis. além de botânicos. como exemplos) e abióticos (umidade do ar. antropólogos e químicos. no entanto. torna-se obrigatório quando se propõe o alcance de objetivos mais amplos como os aqui apresentados. é necessário que se ampliem em número e em qualidade as pesquisas na área. No entanto. estão sujeitos às influências de fatores bióticos (floração. desde que cada participante cumpra suas tarefas e responsabilidades dentro do grupo. antes de se propor um cultivo programado de plantas medicinais. como seres vivos. estações do ano e outros). consideramos de grande importância colocar que. propostas e encaminhamentos que enriquecem imensamente o trabalho. Ao considerarmos as características culturais de nosso país. pela sua característica multidisciplinar. verificamos que é este o momento da realização do maior número possível de estudos etnofarmacológicos. estágio de desenvolvimento. tipo do solo.tejam dispostos a concretizar os objetivos sem medir esforços. como também a qualidade das propriedades terapêuticas de interesse. e nossa experiência é prova disso. que se superando as dificuldades. qualquer projeto de pesquisa realizado em equipe tende a produzir melhores resultados em menor espaço de tempo. propiciou um imenso prazer. incomparável com aquele que sentimos ao executarmos um trabalho individual. Acreditamos. visto o grande risco de extinção de várias plantas medicinais e principalmente pelo fato de que os vegetais. O trabalho em equipe baseado em uma proposta concreta e clara torna-se simples e empolgante na medida em que permite um alcance mais rápido dos objetivos e envolve uma grande variedade de idéias. A experiência do trabalho em equipe aqui realizado. principalmente no aspecto do rico conhecimento de plantas medicinais existentes nas diversas regiões. para que o conheci- . essa área requer um enfoque novo. A inserção dessa abordagem ambiental ou ecológica no estudo das plantas medicinais fornece novos elementos que melhor caracterizam os resultados experimentais realizados com determinada espécie. que podemos denominar ecológico. independentemente das dificuldades inerentes à própria relação social dos indivíduos. que podem não só determinar a quantidade de produção de compostos secundários das plantas (princípios ativos). farmacologistas. clima. portanto é urgente a sua consideração. O trabalho em equipe na área de pesquisa em plantas medicinais.

Essa urgência na realização desses trabalhos se baseia no fato de que o conhecimento popular está sendo rapidamente alterado ou até mesmo extinto. Foi unânime por parte de toda a equipe que se relatasse a beleza do contato com os grupos étnicos envolvidos. Não podemos deixar de fazer constar aqui o grande prazer e até mesmo uma verdadeira paixão que envolveu a realização deste trabalho.mento tradicional seja devidamente resgatado. Luiz Claudio Di Stasi . o que é de extremo interesse nas condições em que se encontra o país. não só de conhecimento das potencialidades da natureza. além de tornarem possível este trabalho. o que significa um menor custo no desenvolvimento da pesquisa e na obtenção do produto final. desde a fase inicial até a possibilidade de publicá-lo com as características que aqui se apresentam. acrescentaram uma experiência rica. preservado e utilizado como subsídio de pesquisas com plantas medicinais. principalmente pela influência dos meios de comunicação de massa e pelo aspecto de que a abordagem etnofarmacológica possui a vantagem de permitir a padronização de modelos experimentais específicos que serviriam de instrumento de avaliação de um grande número de espécies vegetais. mas também por demonstrarem uma visão mais pura e bela da vida. que.

Dessas. uma disparidade entre a quantidade e a diversidade da flora medicinal. das quais o saber popular selecionou cerca de duas mil como medicinais. e. Acredita-se que a flora mundial esteja entre 250 mil e 500 mil espécies... 1564-1616) A utilização de plantas com fins medicinais era comum na Idade Média. quando se sabe que milhares de informações populares sobre o uso de plantas medicinais estão desaparecendo.Sobre a primeira edição do livro (1989) Quando a consciência de uma nação inteira parece despertar para a preservação do santuário ecológico mundial que é a Amazônia. Oh! imensa é a graça poderosa que reside nas ervas e em suas raras qualidades. portanto. quando se constata. Observa-se. apenas 10% foram cientificamente investigadas do ponto de vista químico-farmacológico. porque na terra não existe nada tão vil que não preste à terra algum benefício especial. a grande maioria na região amazônica. Ato II de Romeu e Julieta . surge o livro Plantas medicinais na Amazônia. por fim. O Brasil contribui com 120 mil espécies. apesar disso. (Cena III. mas os primeiros registros remontam a milênios. de um lado. Dentro do terno cálice da débil flor residem o veneno e o poder medicinal. quando as pessoas parecem querer retomar suas raízes buscando nas plantas a cura de seus males. e a ausência de levantamentos etnofarmacológicos .William Shakespeare. o enorme risco de extinção que correm fauna e flora.

vale salientar que este trabalho representa um pequeno passo diante do extenso caminho que se tem a percorrer na recuperação de todas as informações relativas às plantas medicinais. a distância vencida. como este que aqui se apresenta. Sua importância é tanto maior por tratar-se da região amazônica.Campinas) . Esses requisitos estão plenamente satisfeitos neste livro. Mas o passo foi dado. dados que auxiliem o usuário final na busca de conhecimento que tais levantamentos oferecem. enfim. Dra. Profa. Alba Regina Monteiro Souza Brito (UNICAMP . Por último.criteriosos. e isso é o que importa. Quando dizemos criteriosos. são raros e induzem-nos a pensar que é possível ou que ainda há tempo de resgatar a memória nacional na utilização de plantas medicinais. efeitos observados. de outro. Levantamentos etnofarmacológicos. descrição botânica objetiva da espécie citada e usos. posologia. chamamos a atenção para levantamentos etnofarmacológicos nos quais constem identificação taxonômica das plantas envolvidas.

Não é difícil justificar a necessidade de manejo dessa vegetação. que para sua subsistência demanda áreas de cultivo e criação de gado.Apresentação do trabalho em 1 989 A Amazônia constitui um dos mais completos ecossistemas da Terra. que. apesar da pobreza dos solos. alta precipitação e reciclagem de seu próprio material orgânico. A exploração madeireira. a ação predatória do homem na Floresta Amazônica vem ocorrendo numa velocidade espantosa. a situação em relação às áreas perturbadas é deveras preocupante. Dada a fragilidade desse equilíbrio. qualquer atividade descontrolada pode acarretar processos irreversíveis de destruição da floresta. Fearnside. apesar da exploração madeireira ainda representar pequena fração dos seus cinco milhões de quilômetros quadrados. atualmente assume proporções alarmantes graças ao desenvolvimento de vias rudimentares e com estas o avanço da colonização. . a taxa de desmatamento é o que realmente preocupa. De fato. que chama a atenção de cientistas de várias partes do mundo. provenientes da evapotranspiração. atingiu um equilíbrio graças à interação de fatores como umidade. por se tratar de uma importante fonte de perturbação. Basta lembrar que as florestas têm papel importante na regulação do ciclo hidrológico e que. conforme aponta Philip M. Atualmente. que outrora era restrita às margens dos rios navegáveis. esta contribui com cerca de 50% de vapor d'água para a formação de chuvas. No entanto. no caso da Amazônia.

pelos cuidados com a parte gráfica e as ilustrações. Trata-se de uma obra de capital importância no assunto e que se sobrepõe aos freqüentes receituários para se dedicar ao resgate do patrimônio etnofarmacológico e às valiosas informações técnicas que certamente servirão de apoio a novas pesquisas no campo das ciências naturais.Rio Claro) . do ponto de vista social. das quais poucas foram estudadas. acarreta duas situações que. honrado em apresentar esta obra. por outro. Osvaldo Aulino da Silva (UNESP . coloca às mãos dos leitores. Prof. sua redação simples e facilidade de acesso para consulta. levando-se em conta a preocupante taxa de predação feita pelo homem. Dr. Plantas medicinais na Amazônia. e. a carência de estudos sobre a vegetação brasileira e orientação popular.O setor industrial tem também colaborado com o desmatamento na medida em que depende de matéria-prima florestal para manter o seu nível de industrialização. De qualquer maneira. riquíssima em espécies. portanto. A importância da Amazônia não se restringe apenas às espécies animais e vegetais. mas diz respeito também à riqueza do conhecimento popular acerca do uso terapêutico de plantas. julgamos altamente preocupantes: por um lado. muitas provavelmente sucumbirão antes mesmo de qualquer conhecimento de seu potencial. desde o leigo ao mais especializado. por trás do uso inadvertido da área estão interesses industriais e políticos que concorrem para o desaparecimento da flora. em vista do desconhecimento das conseqüências reais que disso possam advir. Somada a isso. fruto de um trabalho sério de pesquisa. que se origina tanto da necessidade de uma terapêutica alternativa pelo baixo poder aquisitivo e pelo difícil acesso à assistência médica como da grande influência cultural dos arborícolas da região. visando à preservação da memória histórica dos usos e costumes. Sinto-me. as falhas no fluxo informativo e conseqüente perda do conhecimento sobre a terapêutica empregada pelos diferentes grupos étnicos e. o uso indiscriminado de material vegetal na cura de doenças. Luiz Claudio Di Stasi. ecológico e histórico. informações importantes sobre as 59 espécies mais utilizadas pelos grupos étnicos estudados para fins terapêuticos. tendo à frente toda a dedicação e coordenação do Prof.

pela Rodovia Transamazônica em direção ao Norte. localizada a 120 quilômetros do município de Humaitá. • Aldeia dos Tenharins. • Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes. no Amazonas. Jacupiranga e Sete Barras. no Estado de São Paulo. Entrevistas Entrevistas semi-estruturadas foram realizadas em ambas as regiões.Metodologia de pesquisa Apresentamos. pois não consideramos ser este o espaço para pormenorizar todos os métodos utilizados. sul do Estado do Amazonas. a seqüência de estudos realizados para melhor compreensão das atividades de campo realizadas desde 1987. Mata Atlântica • Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado. Local da pesquisa A pesquisa foi realizada em duas regiões e em várias localidades de cada uma delas: Amazônia • Município de Humaitá. resumidamente. Vale do Ribeira. conforme descrito a seguir: .

• Vinte entrevistas com habitantes de comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes. as exsicatas foram enviadas ao Herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). • Noventa questionários aplicados a professores voluntários da rede oficial de ensino (escolas rurais e urbanas) e para líderes comunitários voluntários do município de Sete Barras. novas visitas foram realizadas aos entrevistados até sua obtenção. Amazonas. Em alguns casos o material vegetal florido não foi coletado. Chefe da Aldeia dos Tenharins e sua esposa foram entrevistados várias vezes por diferentes membros da equipe e por meio de quatro viagens para a aldeia). Jacupiranga (21) e Sete Barras (31) (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista). Mata Atlântica • Cem entrevistas com habitantes urbanos dos municípios de Eldorado e Jacupiranga (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista). a coleta errada do material. evitando-se.Amazonas (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar do trabalho). ao Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov". • Setenta entrevistas com habitantes rurais de Eldorado (18). assim. Coleta de material e identificação taxonômica As espécies referidas nas entrevistas foram sempre coletadas pela indicação do entrevistado e na sua presença. • Duas entrevistadas (tuxaua "Kuarrã".Amazônia • Noventa entrevistas com habitantes de Humaitá . cujo acesso era feito por meio de barcos cedidos por lideranças locais (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar deste projeto). No caso de material em fase de floração. Para as espécies da Amazônia. Departamento de Botânica do Instituto de . Para materiais fora da fase de floração. exsicatas foram preparadas e enviadas para identificação.

Para as espécies coletadas na Mata Atlântica. Revisão bibliográfica Uma vez identificadas as espécies. Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da UNESP . Chemical Abstracts. para sua identificação. priorizando-se os relatos de farmacologia que confirmassem ou não o uso tradicional das espécies vegetais. .Botucatu. as exsicatas foram enviadas aos Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov". os dados químicos e os de toxicidade que orientassem o uso das espécies. Banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM). foram realizadas pesquisas bibliográficas nos seguintes índices: • • • • • Biological Abstracts.Santa Catarina.Botucatu e ao Herbário "Barbosa Rodrigues". Depois da compilação dos dados foram selecionados aqueles de interesse para as características do trabalho aqui apresentado.Rio Claro. Itajaí . Index Medicus (Med-line).Biociências da UNESP . ecológicas e botânicas) foram sendo adicionadas conforme a organização de cada um dos capítulos. Outras informações (agronômicas. e ao Herbário do Instituto de Biociências da UNESP . Sites da Internet.

Optou-se por apresentar as espécies dentro de suas famílias. mas considerando especialmente a Ordem Botânica à qual pertenciam. com o tempo. Incluem-se no livro apenas espécies de Angiospermae.incluindo as monocotiledôneas medicinais. Isso tornaria fácil analisar a importância de cada família vegetal como fonte de espécies medicinais para estudos. Utilizou-se o sistema de classificação botânica adotado por Cronquist (1981) e modificado por Kubitzki em seu sistema de arranjo das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997). . as espécies não poderiam mais ser apresentadas por ordem alfabética de nomes populares. incluindo-se assim pequenas introduções e informações sobre cada uma das ordens e das famílias botânicas incluídas neste trabalho. Uma nova forma de apresentação das espécies teve que ser analisada e. assim como enriqueceria os dados disponibilizados no livro.Organização do livro Para permitir que os dados das diferentes espécies medicinais referidas pelos habitantes de ambos os ecossistemas florestais pudessem ser avaliados comparativamente. verificou-se que agrupar as espécies de forma sistemática considerando os grupos taxonômicos seria a melhor estratégia. como havia sido feito na primeira edição deste livro. Os capítulos se distribuem em duas partes: • Parte I .

Seção 4: Medicinais da subclasse Rosidae . as quais se subdividem em cinco seções: .Seção 5: Medicinais da subclasse Asteridae Cada uma das partes inclui diversos capítulos montados a partir da ordem botânica das espécies vegetais referidas. • Introdução sobre a família botânica ou. Das Dicotyledonae não foram referidas espécies das famílias. . significado do nome do gênero e dados sobre o gênero. pois não foram citadas espécies vegetais desta subclasse em nenhuma entrevista. incluindo-se os principais grupos e classes químicas já descritos na literatura científica para cada um dos gêneros ou espécie referida no texto. Para cada capítulo.Seção 2: Medicinais da subclasse Caryophyllidae .Seção 1: Medicinais da subclasse Magnoliidae . respectivas ordens e respectiva subclasse Hamamelidae. em vários casos. que compreendem uma descrição botânica. dados ecológicos e distribuição. . • Monografias de espécies medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica.dados da medicina tradicional que incluem os dados decorrentes das entrevistas realizadas pelos pesquisadores do projeto. especialmente apontando-se o valor da ordem como fonte de espécies medicinais. .• Parte II . • Dados químicos.incluindo as dicotiledôneas medicinais. das diversas famílias incluídas em uma determinada ordem. Também não é referida nenhuma espécie de Pteridophyta e Gymnospermae.Seção 3: Medicinais da subclasse Dillenidae . Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe.nomes populares da espécie na região de estudo ou de acordo com outras referências bibliográficas pesquisadas. incluindo: . tem-se a seguinte estrutura-padrão: • Introdução sobre a ordem botânica. às quais foram adicionadas (quando existiam) outras referências de dados de uso popular.dados botânicos e outras informações (quando for o caso).

• Em alguns capítulos todos esses dados estão agrupados em um único tópico. . químicos e médicos usados no livro e um índice de nomes científicos que ajudam na compreensão dos diferentes tópicos abordados em cada um dos capítulos. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. . No final do livro. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. além de uma extensa bibliografia atualizada. C. • Ilustrações: para algumas das espécies são apresentadas ilustrações. • Dados toxicológicos.• Dados farmacológicos. Di Stasi a partir da exsicata do material coletado ou a partir de outras ilustrações indicadas nas legendas. UNESP.Todas essas imagens fazem parte do Banco de imagens organizado com apoio da Fapesp. de vários tipos: . encontram-se um glossário de termos botânicos. Essas ilustrações constavam do livro Plantas. incluindo as principais referências sobre as atividades farmacológicas já descritas para uma espécie ou gênero. . .desenhos escaneados: incluem ilustrações realizadas por L. O material após coleta ou por empréstimo dos herbários foi escaneado. para o armazenamento de imagens de exsicatas depositadas nos herbários.fotos escaneadas: incluem fotos de várias origens (todas com a autoria) cedidas para esta publicação e que também foram escaneadas. medicinais na Amazônia e foram escaneadas. Instituto de Biociências de Botucatu. apontando os principais efeitos tóxicos ou adversos de cada uma das plantas ou gênero. formatadas e montadas para inclusão no livro.escaneratas: técnica desenvolvida no Laboratório de Fitofármacos ( ) do Departamento de Farmacologia. formatado e montado para a inclusão neste livro. formatadas e montadas para inclusão no livro.

Parte I Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Hiruma-Lima E. e dessa segunda é que se destacam várias espécies de valor medicinal e econômico. Di Stasi Introdução A subclasse Commelinidae de espécies vegetais inclui sete ordens.1 Commelinidae medicinais C. M. A ordem Commelinales inclui as famílias Rapateaceae. Na ordem Eriocaulales estão incluídas apenas as espécies da família Eriocaulaceae. A. C. Xyridaceae. das quais devemos destacar apenas algumas espécies do gênero Tradescantia (Commelinaceae). A ordem Cyperales inclui as famílias Cyperaceae e Graminae (Poaceae). destacando-se o gênero Paepalanthus com centenas de espécies popularmente denominadas sempre-vivas e amplamente usadas como ornamentais. Outras ordens botânicas como Juncales. algumas com importantes famílias botânicas e diversas espécies vegetais de valor medicinal e econômico. Typhales. Guimarães C. M. Restionales e Hydatellales são pouco importantes nos ecossistemas brasileiros. Mayacaceae e Commelinaceae. algumas delas descritas neste capítulo. pelo seu grande valor ornamental. . Santos L.

flavonóides e terpenóides (Evans. Paspalum. que estão distribuídas em seis subfamílias botânicas: • Bambusoideae.500 espécies distribuídas universalmente e com grande importância econômica. e o gênero Oryza. • Panicoideae. e na Amazônia identificou-se o uso popular de quatro espécies distintas dessa família: Andropogon leucostachys. do famoso centeio e da aveia. Os outros constituintes incluem alcalóides. como o Bambusa e suas 120 espécies popularmente denominadas bambus. ácidos fenólicos. Cymbopogon. As espécies de Poaceae contêm uma grande variedade de constituintes químicos. 1996). ferragem. açúcar e óleos essenciais. um dos mais importantes alimentos da população brasileira. Andropogon nardus. também denominada Gramineae. excetuando-se as espécies do gênero Eleusine. • Centothecoideae. que incluem vários gêneros. é a mais importante. açúcar e trigo. . • Pooideae. Nessa subfamília também encontramos importantes espécies e gêneros de valor econômico e alimentar. amido. inclui cerca de 668 gêneros e aproximadamente 9. Essa família botânica inclui plantas herbáceas com raízes fibrosas e rara ocorrência de arbustos ou árvores. do ponto de vista de espécies medicinais. gêneros alimentícios como bebidas. e uma grande proporção desses produtos é utilizada na indústria de gêneros alimentícios. substâncias cianogênicas. que inclui alguns importantes gêneros. visto que inclui inúmeras espécies dos gêneros Andropogon. Arundinoideae e Chloridoideae. que inclui os gêneros Secale e Avena. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de grãos. e a cana-de-açúcar {Saccharum officinale). Zea. principalmente Zea mays (milho). saponinas. respectivamente. mas sem importância medicinal. também referidas como medicinais na região da Mata Atlântica e cujos dados passamos a apresentar. Cymbopogon citratus e Saccharum officinarum. reunindo inúmeras utilidades. Dessas quatro espécies devemos destacar a Saccharum officinarum e a Cymbopogon citratus. subfamília que.A família Poaceae. Saccharum e outros. cujo representante principal é o arroz. como Sorghum do sorgo. A família é dividida em quarenta tribos. Várias espécies possuem importância terapêutica.

também são ramificados e terminam em uma panícula de espigas digitadas. glabros e curvados. Não foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica. Na Mata Atlântica não foi referida como medicinal. por sua vez. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Rabo-de-cavalo.B. Dados botânicos A espécie é uma erva de colmo ereto que atinge até 1. Em outras regiões do país. Dados botânicos A espécie é uma erva que atinge até 80 cm de altura com rizomas bastante oblíquos. os colmos são finos.K. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas secas é utilizada como antitérmico e analgésico. a planta também é conhecida como Capim-membeca.Espécies medicinais Andropogon leucostachys H.5 m de altura. bainhas foliares cobrem a base dos ramos e das lâminas foliares com 10 a 20 cm de comprimento e aproximadamente 3 cm de largura. Andropogon nardus L. espigas digitadas e com uma coroa de pêlos compridos. a espécie também é chamada de Capim-de-cheiro e Citronela. podendo atingir até 2 m de comprimen- . os quais. com folhas invaginadas bastante agudas. Em outras regiões do país. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Capim-cheiroso e Capimlimão. espiguetas sésseis e fruto cariopse. possuindo um grande número de ramos.

tais como flexuosus. nervação paralela e nervura central saliente na face dorsal.) Stapf. 1962). Patchuli-falso. ásperas em ambas as faces. Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado na região amazônica contra qualquer tipo de dor. Erva-cidreira. Sídró. Capim-cidrão. Capim-cheiroso. Vervena. Cymbopogon citratus (DC. Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugas. compridas. sudoríficas e carminativas. as inflorescências são panículas lineares compostas de espigas pequenas e escuras. Dados botânicos Erva perene com caule do tipo colmo. Alguns autores afirmam que essa espécie possui muitas variedades.to. Cymbopogon marginatus e Cymbopogon validus (Watt & BreyerBrandwijk. com nós e entrenós. Capim-marinho. Capim-cidreira. folhas alternas. com grande valor econômico. bainha larga e lígula na base do limbo. a decocção das folhas passada sobre a pele serve como repelente para insetos. O uso oral dessa decocção é útil como antitérmico e para o alívio de gases intestinais. problemas estomacais e febre. Capim-limão. flores reunidas em inflorescências do tipo espigueta com glumas vermelhas (Figura 1. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. ao passo que o óleo possui importante ação para espantar mosquitos.1). Corrêa (1984) refere que das folhas se pode obter um óleo essencial denominado óleo de citronela. respectivamente sinônimos de Cymbopogon citratus. marginatus e validus. lineares. formigas e traças. rizoma semi-subterrâneo. formando uma touceira robusta. Capim-sidró. . eretas. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica a espécie é chamada de Capimsanto.

verde ou violácea. reumatismo e febre. o suco do colmo da planta. no Pará. A decocção das raízes é usada contra gripes fortes e reumatismo. gripes fortes. 1988). em Brasília. cilíndrico. dores de cabeça e dores musculares. 1 dísticas. 1982). articulado e um pouco mais grosso nos internós. 1980). colmo arqueado na base. simples. carminativo. espiguetas com flores pequenas. duas vezes ao dia. Na região da Mata Atlântica. Cana. na forma de banho (Amorozo & Gély. no Mato Grosso. folhas amplexicantes. ao passo que a decocção das raízes é amplamente usada como . planas. como calmante e contra pressão alta e esterilidade (Simões et al. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. a infusão das folhas é usada como antidiurético. ásperas. a infusão das folhas é usada internamente como sedativa e contra diarréia.. calmante e antiespasmódico (Barros. como calmante e antiálgico (Van den Berg. 1982.Na região da Mata Atlântica. como diurético. O suco das folhas gelado é consumido como sedativo e como refrigerante. Nomes populares A espécie é chamada em todo o Brasil de Cana-de-açúcar ou.2). hermafroditas. 1980). Dados botânicos Planta herbácea de raiz geniculada e em parte fibrosa. Matos & Das Graças. lineares. ápice agudo. Outras indicações de uso medicinal incluem o uso do chá das folhas. contra gripes. fruto do tipo cariopse ovóide. Saccharum officinarum L. é utilizado para aumentar a lactação e para tratar a insônia. nervura central saliente e bainha espinescente. carnoso e com epiderme lenhosa de cor amarelada. simplesmente. pequeno (Figura 1. no Rio Grande do Sul. no Ceará.. dores de cabeça e disenteria. como calmante e antiespasmódico (Matos et al. 1986).

neral. além de o açúcar servir para o combate à pneumonia. felandreno. citronelal. contra úlceras da córnea. a. escarlatina. chumbo e cobre. citratus das Filipinas foi obtido de suas folhas. cólera. Ming et al. O óleo essencial de C. Esse óleo possui grande quantidade de citral (75% a 85%). Dados químicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus é constituído de mirceno. mentol. farnesol. erisipela.. 1984). cetonas e alcoóis.8-cineol. vômitos da gravidez (Corrêa. febres. tuberculose. Outras indicações incluem a referência de que a espécie é útil. internamente. limoneno.diurético e contra hipotensão. como citronelal. metil-heptenol. 1986). terpenos e dipenteno (Costa. vários aldeídos. externamente. geranial e outros compostos não identificados (Craveiro et al. 1. ácido nerólico e ácido gerânico (Sargenti & Lanças. laurato de etila. 1997). 1997). além de seus isômeros geralúal e neral. nerol. contra resinados e anginas e. sendo determinados os principais constituintes: citral (69.4%). envenenamento com arsênico. Estudos foram feitos no intuito de avaliar a variação sazonal da composição do óleo (Chagonda & Chalchat. 1981). geraniol. aftas.. 1996. terpineol e citronelol (Torres & Ragadio. rachas dos seios. isovaleraldeído e decilaldeído. A decocção dos bulbos é usada contra distúrbio dos rins e para expulsão de parasitas intestinais. metil-heptenona. 1996).e b-pineno. mirceno. linalol. . cariofileno. como o geraniol. neral.

A atividade antibacteriana de C. enquanto Ferreira et al.. Carlini (1985) realizou um amplo estudo farmacológico. Tanto a atividade depressora do SNC quanto a atividade analgésica de C.. não observando propriedades de interesse terapêutico. 1997) e o extrato de C. 1997). 1988).9%) e neral (33.. 1985). 1986 e 1987). 1995). 1986 e 1987.. 1983 e 1989a). depressora do SNC (Ferreira & Raulino Filho. no entanto.. Onawunmi. aumento do tempo de sono (Ferreira & Fonteles. 2002. uma potente atividade analgésica detectada pelos métodos de contorções abdominais e imersão da cauda. Lorenzetti et al. (1983) referem atividade antiespasmódica.. O citral apresentou atividade citotóxica contra células leucêmicas P388 de camundongos (Dubey et al.. O extrato metanólico de C. 1985) e anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho. e Di Stasi (1987). 1996). anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho.Dados farmacológicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus possui atividade antibacteriana (Cimarga et al. 1988). relatam. geranial (45. (1988) e atribuído à presença do mirceno nessa espécie (Sarti et al. anti-helmíntica (Jourdan. 1990). analgésica (Viana et al. 1988). (1985). citratus foi testado quanto à sua atividade antinematoidal. 1988) antimicrobiana (de Sá et al. 1984. Foram observadas as atividades de diminuição da atividade motora (Ferreira & Raulino Filho. 2000. 1986. mirceno (12.. O óleo essencial foi incorporado a cremes antifúngicos tendo bons e significativos resultados (Wannissorn et al. . toxicológico e clínico com essa espécie. 1988)... 1989) e antioxidante (Lopes et al. Onawunmi & Ogunlana.5%) apresentaram atividade antibacteriana e antifúngica (Chalchat et al. 2002). Pinho et al.8%).. porém apresentou atividade muito fraca (Mackeen et al. Onawunmi et al. 1997).. Com as folhas de C. citratus foram atribuídas aos constituintes do óleo essencial citral e mirceno (Ferreira et al.. citratus inibiu a hepatocarcinogênese (Puatanachokchai et al.. Os principais constituintes das folhas de C. 1998). 1988). citratus. citratus parece ser afetada pelo conteúdo de citral existente no óleo (Syed et al. citratus já foram constatadas as atividades: sedativa (Ferreira & Fonteles. O efeito analgésico foi confirmado por Lorenzetti et al.. Di Stasi et al.

ferúlico e sinápico (He & Terashima. Para a espécie Saccharum officinarum. perda de postura. sedação e defecação (Ferreira et al. Corrêa (1984) relata a presença de inúmeros compostos de interesse industrial.. De S. . (1985) relatam que a fração polissacarídica dessa espécie foi capaz de inibir a acumulação de peróxidos lipídicos no soro de ratos.. ácidos p-coumárico. 1999). visto o grande número de trabalhos com C.Em relação a outras espécies do mesmo gênero. O policosanol também foi capaz de prevenir as lesões espontâneas ateros-cleróticas e na isquemia cerebral em animais. apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al. ligninas e ácidos fenólicos. 1988).. Dados toxicológicos O óleo de C. Hikino et al. citratus. 1983). citratus possui ação irritante sobre a pele de animais (Opdyke. 2000). e Di Stasi (1987) demonstrou um discreto efeito analgésico do extrato hidroalcoólico. citriodorus. também conhecido como Capim-cidrão. Foi isolado também o policosanol. 1976) e o hidrolato dessa espécie provocou um quadro de hipocinesia. capaz de diminuir os índices de colesterol em voluntários hipercolesterolêmicos. Não consideramos importante relatar os estudos químicos e farmacológicos de outras espécies desse gênero.. 1986a). o extrato hidroalcoólico das folhas de C. um álcool alifático com alto peso molecular. Além de hipocolesterolêmico. 1989). Do extrato das raízes foi isolado éter glicosídeo aromático denominado vaniloil-1-Obeta-glucosídeo acetato (Yadava & Misra. 1990). bradipnéia. officinarum foram obtidos polissacarídeos pécticos (Saavedra et al. é antiplaquetário e não apresentou efeito tóxico (Gomez et al... ataxia. Menendez et al. 1997. O efeito antioxidante do policosanol foi observado sobre a peroxidação lipídica de membrana do fígado (Fraga et al.

c) vista geral da touceira (Banco de imagens ).Cymbopogon citratus: a) base da planta com bainhas. .FIGURA 1.1 . b) inflorescências com os numerosos estames (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Costaricensis).

FIGURA 1. .Banco de imagens ). Vista geral da planta com a inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa (1984) .Saccharum officinarum.2 .

Di Stasi A subclasse Zingiberidae inclui duas grandes ordens: Bromeliales e Zingiberales. importante produto de comercialização. Tal uso não é comum na região amazônica. Cannaceae e Marantaceae. da qual há vários representantes popularmente denominados Banana. referiremos espécies medicinais apenas da ordem Zingiberales. Na ordem Zingiberales estão incluídas as famílias Musaceae. M. . Hiruma-Lima L. M. importante fonte de espécies de grande interesse ornamental e econômico e cuja exploração comercial na região da Mata Atlântica representa um grande problema ambiental e uma fonte de recursos para as populações locais. apesar de sua intensa ocorrência e exploração na região da Mata Atlântica. Na ordem Bromeliales se encontra apenas a família Bromeliaceae. Guimarães C. não inclui espécies referidas popularmente como medicinais. De todas essas famílias. A. todas com pouco valor nos dois ecossistemas em questão. Santos E. C. Zingiberaceae. Lowiaceae. entre outras o famoso gengibre (Zingiber officinale).2 Zingiberidae medicinais C. especificamente das famílias Zingiberaceae e Musaceae. As espécies da família Bromeliaceae.

Espécies medicinais Alpinia japonica Miq. especialmente as famosas Canas-do-brejo. várias são ervas com rizomas aromáticos e células secretoras com óleos etéricos de amplo uso. nos quais estão distribuídas 1. lâminas . Curcuma. inclui 52 gêneros. e • Zingiberoideae. larga bainha na base que envolve o caule. Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Vendicaá. Os gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: • Costoideae. descrita por Ivan Ivanovic Martinov. que o utilizam como medicamento e como fonte de recurso financeiro. deve-se destacar o grande valor econômico do gênero Zingiber e sua importância para as comunidades que habitam a região da Mata Atlântica. Alpinia.Plantas medicinais da família Zingiberaceae Introdução A família Zingiberaceae. com folhas membranosas. na qual se localizam os gêneros Zingiber. algumas delas aqui descritas.100 espécies tropicais espontâneas. com várias espécies medicinais. na qual se encontram as espécies dos gêneros Costus. Vindecaá e Vindicáa. Dados botânicos Erva perene com rizoma aromático do qual nasce o caule aéreo. Renealmia e Riedelia. Costus e Hedychium. destas. de amplo uso nas regiões de Mata Atlântica. Além do valor medicinal das espécies dessa família.

podendo chegar a até 35 cm de comprimento. androceu com um estame fértil e em geral quatro estaminódios petalóides. hastes longas e folhas espiraladas em relação ao ramo. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira e nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica a espécie é conhecida como Cana-do-brejo. inclui 42 espécies tropicais. hermafroditas e zigomorfas. O gênero Alpinia descrito por William Roxburg possui aproximadamente duzentas espécies. distribuídas especialmente na Ásia e nos países do Pacífico. entouceirada. mas com algumas espécies em regiões tropicais. contém inflorescências terminais. enquanto o macerado das folhas em água é usado como amaciante de roupas. A espécie é ornamental e muito explorada comercialmente na região do Vale do Ribeira. ápice agudo e base arredondada. espessas. gineceu com ovário ínfero. podendo chegar a até 1. elípticas. 1988). Dados da medicina tradicional Na Amazônia. Outras indicações envolvem o uso interno da infusão das folhas. Dados botânicos Erva de rizoma ramificado e carnoso.com 20 a 40 cm de comprimento.5 m de altura. o banho preparado com folhas e flores é considerado útil como anti-séptico externo e contra corrimento vaginal. . O gênero Costus. flores em grupos com brácteas vistosas. Costus spiralis Rosc. descrito por Carl Linnaeus. fruto capsular. contra sarampo. vistosas. O banho morno preparado com as folhas é utilizado em "frialdade nas pernas" (Amorozo & Gély. tridenteado e pubescente) e corola não vistosa. densas com flores brancas ou róseas. ocorrendo em abundância em regiões alagadas. trilocular e muitos óvulos (Figura 2. perianto distinto em cálice (claviforme.1).

grandes. Dados da medicina tradicional As folhas e flores dessa espécie. em Iguape é comum a denominação Napoleão. a infusão das folhas é usada contra hipertensão e como diurético. na forma de infusão. a espécie é muito utilizada como ornamento. são muito usadas na região do Vale do Ribeira como diurético e para reduzir a pressão arterial. Em outras regiões do Brasil também é denominada Lágrima-de-moça.Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. especialmente de origem sifilítica. A planta é amplamente encontrada na Mata Atlântica. incluindo a espécie aqui descrita. e a infusão dos colmos é usada internamente contra hepatite e dores de barriga. além de ser útil externamente na lavagem de feridas. O gênero Hedychium. muitas delas cultivadas como ornamentais e fornecedoras de fibras para produção de papel. as inflorescências são terminais com flores brancas. muito perfumadas (Figura 2. inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais.2). vistosas. sendo de fácil multiplicação por touceiras. de onde partem as folhas longas. podendo atingir até 2 m de altura com suas hastes eretas. Em razão de sua beleza. lanceoladas e coriáceas. contra diarréias graves. A decocção de suas folhas. descrito por Johan Gerhard Koenig. Corrêa (1984) refere que o suco dessa planta é útil contra arteriosclerose e como calmante das excitações nervosas e do coração. . Dados botânicos É uma planta herbácea e rizomatosa. as folhas frescas são usadas topicamente como resolventes de tumores. cilíndricas. Lírio branco e Gengibre branco. sésseis. habitando brejos ou locais alagados a pleno sol. Hedychium coronarium Koen. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica como Lírio-do-brejo.

externamente. diarréias e como vomitiva. com ampla distribuição. mesmo no Vale do Ribeira. internamente. Dados da medicina tradicional Nas comunidades do Vale do Ribeira. e. A espécie tem sido cultivada por seu valor na medicina e na culinária. a decocção dos rizomas é usada contra gripes e tosses. indigestão. A espécie é reputada como estimulante. flores amarelas na forma de espigas e fruto capsular. com a parte aérea atingindo até 1 m de altura. folhas alternas. A espécie já era referida como medicinal no ano 200 d. 1995). Não houve referência de uso dessa espécie na região amazônica. lumbago e cólicas menstruais. com uma lígula membranosa bífida. sendo provavelmente o local de sua origem.Zingiber officinale Roscoe Nomes populares A espécie é chamada. 1994). contra reumatismo. ao passo que o xarope dos rizomas é amplamente utilizado contra dores de barriga. tendo sido citada também na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica e considerada uma das mais antigas espécies vegetais referidas como medicinais. carminativa com uso na dispepsia. Dados botânicos É uma espécie com rizoma tuberoso. cólicas. em todo o Brasil. contra náusea. C. lanceoladas. gripes e para problemas circulatórios. onde a maioria das espécies é espontânea. O gênero Zingiber foi descrito por Karl Julius Boerner e inclui mais de cem espécies pereniais. flatulência e eólicas. tosses. gripes. de Gengibre. além de diversos outros usos (Bown. A espécie é usada. . Na medicina chinesa é usada internamente contra tosses. sendo especialmente importante contra a gastrite causada por consumo de álcool e para controle da diarréia (Grieve. Ela também é explorada comercialmente como alimento e como medicamento pelos habitantes da região da Mata Atlântica. mas especialmente na Ásia.

speciosa e A. Dois constituintes fenólicos foram também isolados do extrato clorofórmico do rizoma de A. galanga..8cineol.. 1987).Dados químicos da família Diversos compostos sesquiterpenóides foram isolados de Alpinia japonica (Itokawa et al. 1987b). 1988a).6-dehidrokawaina. e 5. 1988). Os sesquiterpenos -eudesmol. eugenol e acetato de chavicol foram determinados como os compostos aromáticos de A.. O acetato l'-acetoxichavicol foi isolado também do óleo essencial dos frutos de A. Foram também detectadas de suas sementes diterpenos com atividade citotóxica e antifúngica denominados galanal A e B. japonica foram isolados diversos sesquiterpenos.. isohanalpinona e alpinenona.. galanga são 1acetoxichavicol acetato e l'-acetoxieugenol acetato. 1987). Os compostos isolados dos rizomas de A. Os principais constituintes dos frutos de A.. humulene. galanga (Barik et al. 1. flavonóides em A. Foram isolados dos rizomas de A.6-dehidrokawaina. Cinco compostos.. linalol. 1988). nerolidol. alcalóides e fenóis livres foram verificados em A.-(17)12-labddieno-15. Foram isolados também dois sesquiterpenos do tipo alpinolídio. speciosa. além da presença de sesquiterpenos e compostos fenólicos (Itokawa et al... speciosa derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária (Teng et al. Esses mesmos constituintes foram também detectados nos frutos da espécie A.. 1990). 1985a e 1985b. 1987a e 1987f) e A. dihidro-5. formosana foram isolados de seus rizomas diterpenos do tipo labdano e do tipo bisnorlabdano.. são os responsáveis pela atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em . De A. 1987).. intermedia (ltowaka et al. São eles: p-hidroxicinamaldeído e di-(phidroxi-cis-stiril) metano (Barik et al. 1987b). japonica (Morita et al. 1987a) e três do tipo guaiano: hanalpinona. constituintes fenólicos em A. (Xue et al. nutans (Mendonça et al. conchigena que possui também nonacosano e sitosterol (Yu et al. galanga foram isolados dois compostos: acetato l'-acetoxichavicol e acetato DL-l'-acetoxieugenol (Itokawa et al. taninos. o peróxido secoguaiano e 6-hidroxialpinolídio (Itokawa et al. galanolactona e (E)-8. 1995). Dos rizomas de A. 1987). galanga (Mori et al. 1996). galanga... óleo essencial.. katsumadai (Okugawa et al. sendo três do tipo eudesmano (Itokawa et al. Da espécie A. 1987c). 1988). epóxido II e 4ahidroxidihidroagarofurano foram isolados de A.16-dial (Morita & Itokawa. acetato de geranil.

2001) e do seu rizoma (Masuda et al. manganês. zerumbet (Xu et al.foram isolados recentemente da espécie A. intermedeol e -selineno (Itokawa et al... 1997b) e quercetina (Wang et al. 1987). 1997a).. densibracteata foram isolados os bisabolanos. 1997). 1989). 1988). sendo um novo. citronelol.-o1. daucosterol.. 1990). -sitosterol. Dos rizomas de A.. potássio. o sesquiterpeno do tipo secoguaiano. flavonóides (Luo et al.. 1997b). alpinenona. Dois novos diterpenos denominado zerimina A e B foram isolados de A.5heptanediona. além de óleos essenciais (Mendonça et al. B2. linalol.. 1992). além de dois flavonóides e quatro fenilpropanóides foram isolados dos rizomas de A... A análise fitoquímica de A. Três novos diarilheptanóides .7-difenil-3. blepharocalyx (Kadota et al. flabellata (Kikuzaki et al. ferro. isohanalpinona. 1. bornil acetato. -ll(12)-eremofilen-10. sódio.. trans-bergamoteno. As sementes possuem mirceno. C. yakuchinona A. 1997).. cálcio. Além dos sesquiterpenos hanalpinol. . epialpinolídio e o sesquiterpeno do tipo elemofilano. Alpinia officinarum possui diarilheptanóides (Uehara et al.calixina A e B e 3-epi-calixina B . 1997a). Cinco diarilheptanóides. oxyphylla contêm neonotkatol. 1994) fenilbutanóides foram obtidos das folhas de A. hanalpinona. speciosa demonstrou a presença de taninos catéquicos.modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu. zinco. O óleo essencial das folhas e caules de A. conchigera (Athmaprasangsa et al. citronelil e geranil acetato (Nguyen et al. Das sementes A. polyantha foram isolados. E. chinensis foram isolados diterpenóides (Sy & Brown. 1994). hanalpinol peróxido.8-cineol. tectochrisina e nootkatona (Zhang et al. Do óleo essencial das sementes de A. l. felandreno. Os frutos de A.. além das vitaminas B1. 1996). 1989). pineno. intermedia foram isolados os sesquiterpenos peróxidos.. decanol. Das partes aéreas de A. blepharocalyx foram isolados diarilheptanoídios com propriedade de inibir a produção de óxido nítrico (Prasain et al. De A. chumbo. grande conteúdo de zinco e manganês (Luo et al. furopelargona A. magnésio. fenóis e alcalóides.8-cineol (Lai et al. 1987d). terpineol e 1. 1990).. isohanalpinol e aokumanol. katsumadai possui -pineno. fenchona e geraniol. 1999). furopelargona B. além de sesquiterpenos bisabolano oxigenados e monoterpenos oxigenados (Sy & Brown. geraniol. mirceno. sesquifelandreno e zingibereno.. aminoácidos e ácidos graxos (Wang et al. yakuchinona B..

1988b). A espécie possui alcalóides e sesquiterpenolactonas (Guerrero. galanga (Janssen & Schefter. bloqueio neuromuscular. speciosa. ambos importantes como flavorizantes e usados de diversas formas. 1988a) e tranqüilizantes (Mendonça et al. Mendonça et al. na perfumaria. nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al. 1972). A espécie também produz inibição da secreção gástrica (Hsu. 1986). Estudos com a espécie A. inibição da musculatura lisa. assim como vários derivados sesquiterpenóides inibiram as contrações induzidas por histamina ou bário (Morita et al. A espécie A.De Costus ofer e Costus speciosus foram isolados furostanol glicosídios e saponinas esteroidais (Ichinose et al. 1996). A erva. galanga (Itokawa et al. 1988. provavelmente por diminuição do influxo de íons cálcio durante a contração (Vanderlinde et al. 1987). Dados farmacológicos da família Diversas espécies do gênero Alpinia apresentaram atividade antimicrobiana (Habsah et al. Constituintes isolados de A. 1988). 1999). indicando . 1996). 1994). A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A. 1999 e 2000) e Costus tonkinensis apresentou tuterpenóides e esterois (Bohme et al. que é um derivado do gingerol. oxyphylla (Kyung-Soo et al. 1976) e A. revertida com a presença de ácidos graxos insaturados. sendo antiulcerogênica (Wang et al. speciosa produziu depressão do sistema nervoso central. Lin et al. e seu óleo. Determinou-se a atividade fungicida utilizando-se as espécies Alpinia officinarum (Ray & Majumdar. A atividade antiedema descrita decorre provavelmente por bloqueio da liberação de mediadores ou de suas ações (Gadelha & Menezes. Furostanol glicorilado também foi isolado de Costus spicatus (Da Selva et al. 1987c) e A. galanga apresentaram efeitos sobre a indução de glutationa-S-transferase. é usada na culinária. sugerindo que a atividade se deve a mudanças na permeabilidade da membrana (Haraguchi et al. O gengibre (Zingiber officinale) é uma espécie rica em óleo volátil denominado gingerol e shogaol. 1996). 1999. 1997). japonica e A. Um diterpeno isolado de A galanga apresentou importante atividade antifúngica. mas não apresentou atividade diurética quando administrada agudamente na forma de chá (Laranja et al. 2000). Sesquiterpenos isolados de A. 1985). 1989). além de medicinal.

Geraniol e isotimol isolados de A.. 1988a. que apresentou atividade cardiotônica (Nascimento et al. O composto dihidro-5. speciosa foi isolado o terpinen-4-ol. 1989). 2002) e antigenotóxico (Heo et al. Do óleo essencial das folhas de A. 2002). speciosa apresentaram atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu. 1990). Mendonça et al.a potencialidade desses compostos como anticarcinogênicos (Zheng et al. 1992) e atividades ansiolíticas (Elizabetsky et al. 1982. 1994).. apresentou atividade espasmolítica e hipotensora (Almeida et al. galanga também foram isolados inibidores da xantina oxidase (Noro et al. O extrato hidroalcoólico do rizoma e das folhas não apresentou atividade moluscicida (Almeida & Fonteles. 1996) e antiproliferativo (Ali et al. galanga (Itokawa et al. também isolado do óleo essencial. oxyphylla (Chun et al. O extrato acetônico de A.. 1988). Dos rizomas de A. O óleo essencial de A. Estudos com a espécie A. speciosa apresentou atividade analgésica periférica. Esta mesma planta apresentou constituintes antieméticos (Shin et al. Os rizomas de A. officinarum (Kiuchi et al. 1988). 1992). . blephawcalyx possuem efeito inibitório sobre a formação de óxido nítrico (Kadota et al. 1987c). speciosa possui efeito inibidor do desenvolvimento vegetal (Fujita et al. Compostos isolados dos rizomas de A. anticonvulsivante (Maia et al. 1996). speciosa também possuem potente atividade antimicrobiana contra bactérias patogênicas (Tairaetal. Moraes et al.6-dehidrokawaina isolado de A.. 1996). 1987c) e A. 1998). O provável efeito dos derivados se deve à inibição da formação de tromboxana A2 (Teng et al. 2001). A síntese de prostaglandinas foi inibida por substâncias isoladas de A. 1998. 1982).. Derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária foram isolados dos rizomas de A. O terpinen-4-ol.. Os diarilheptanóides isolados de A. 1993) e atividade antitumoral contra Sarcoma 180 em camundongos (Itokawa et al. antifúngica (Lima et al... speciosa também possuem potentes agentes inibidores da biossíntese de prostaglandinas (Kiuchi et al. 2001). 1988. 1993) e antimicrobiana (Sá et al.. 1990). 1992). ArnaudBatista et al. 1988b). nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al.. Existem relatos da atividade anti-helmíntica de Alpinia sp(Suzuki et al. 1994).... A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A.. oxyphylla inibiu 57% das lesões gástricas produzidas por etanol (Yamahara et al. 1992). speciosa. Mendonça et al.

contorções. Nos levantamentos etnobotânicos realizados foram referidas duas espécies medicinais. De Zingiber officinale foi observada a atividade imunoestimulante (Puri et al.A atividade antiinflamatória de A. 2000) e H. dos quais dois possuem grande importância no Brasil. 1999). oxyphylla tem sido atribuída à presença de diarilheptanoides (Chun et al. Dos rizomas de Hedychium coronarium foram isolados diterpenos que reduziram a permeabilidade vascular e a produção de óxido nítrico (Matsuda et al. speciosa produziu excitação psicomotora. . 2000). hipocinese. gardneranum apresentou atividade antitrombótica (Medeiros et al. além de prolongar o tempo de sono (Mendonça et al. A espécie H. Estudos toxicológicos (agudos e crônicos) com extratos etanólicos de A.. 2000). 2000) e redutor da peroxidação lipídica induzida pelo Malation em ratos (Ahmed et al... relatadas a seguir. que incluem espécies conhecidas popularmente como Banana. A propriedade antilitíase foi conferida à espécie Costus spiralis (Viel et al... ellipticum inibiu a síntese de leucotrienos (Kumar et al.... 2001.. 1988b). Dados toxicológicos do gênero Alpinia A administração de extrato hidroalcoólico de A. 2002). O extrato de Costus dioscolor possui potente atividade antifúngica e antibacteriana (Habsah et al. 1999).. Plantas medicinais da família Musaceae Introdução A família Musaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende duzentas espécies vegetais distribuídas em seis gêneros. galanga foram realizados e demonstradas mudanças intensas no ganho de peso e aumento da motilidade e contagem de espermatozóides (Qureshi et al. Surh. 2002). 1992). de amplo uso como alimento e de grande valor econômico. antitumoral e antiploriferativo (Koo et al. Musa e Heliconia. O gingerol isolado desta espécie apresentou-se como potente inibidor da ativação plaquetária antioxidante. 2000)..

. com pseudocaule ereto e cilíndrico. oblongas e inteiras. inflorescência na forma de espada protegida por brácteas e fruto capsular drupáceo contendo sementes ovóides. Dados botânicos A espécie atinge de 2 a 2. no entanto não foi possível obter sua identificação completa. A espécie referida na região amazônica provavelmente se trata da Heliconia biahi L. folhas longas. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies desse gênero.. Trata-se de uma espécie com até 4 m de altura. Dados da medicina tradicional A infusão da raiz de Heliconia sp é usada na região amazônica como diurético. Musa sp Nomes populares No Vale do Ribeira a espécie é chamada de Banana. com bainhas grandes. minúsculas e duras.Espécies medicinais Heliconia sp Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Banana-da-selva.5 m de altura. mas não se trata da espécie comestível denominada Musa paradisíaca. O fruto da espécie não é usado como alimento. laminares de grande comprimento. Dados botânicos O gênero Heliconia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies na América tropical. com folhas longo-pecioladas. reunindo importantes usos como alimento e como ornamento.

. A espécie não é nativa da Mata Atlântica. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. fruto cilíndrico e anguloso semelhante à banana verdadeira. FIGURA 2. ao passo que o xarope da mesma parte é indicado contra bronquite. dando um pequeno fruto que também é comestível. mas de pequeno tamanho se comparado à banana verdadeira (Musa paradisíaca). tendo sido trazida da Ásia e introduzida na região há mais de cinqüenta anos. Ramo com inflorescência (redesenhado e modificado por Di Stasi a partir de Van der Berg) (Banco de imagens ).podendo atingir até 2 m. mas com 25% do comprimento e da largura.1 . flores reunidas em espigas. o macerado dos bulbos em água fria é usado contra tosse e asma.Alpinia japonica. onde é amplamente cultivada como ornamento.

2 . . Vista da planta florida (Banco de imagens - ).FIGURA 2.Hedychium coronarium.

Alliaceae e Amaryllidaceae. sendo uma ordem com 23 famílias botânicas. Di Stasi F. A. Velloziales. família Liliaceae. ordem Orchidales. principal. especialmente na ordem Liliales. nas quais se encontram importantes espécies medicinais. A ordem Asparagales inclui uma das espécies aqui referidas como medicinais. família Liliaceae. Hiruma-Lima A subclasse Liliidae compreende seis grandes ordens botânicas (Haemodorales.3 Liliidae medicinais L. A ordem Liliales inclui oito famílias botânicas. Seito C. G. como é o caso das orquídeas da família Orchidaceae. Velloziaceae e Iridaceae. e essa última também inclui inúmeras espécies ornamentais com ampla comercialização no Brasil. Dioscoreales. N. com uma espécie referida como medicinal na região amazônica. C. Dioscoreaceae. e espécies ornamentais de grande beleza e valor econômico. Na família Agavaceae encontramos o gênero Sansevieria. Asparagales. Liliales e Orchidales). Ocorrem ainda importantes espécies medicinais nas famílias Smilacaceae. Gonzalez L. das quais devem ser destacadas as famílias Agavaceae. das quais duas são particularmente importantes no Brasil pela abundância e ocorrência: Iridaceae .

nos quais estão distribuídas aproximadamente 4. Essa grande família ainda não possui uma subclassificação clara e aceita.e Liliaceae. Espécies medicinais da família Liliaceae Introdução A família Liliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 288 distintos gêneros. como é o caso da cebola e do alho. muitas das quais importantes fontes de recursos econômicos para os habitantes de regiões próximas à Mata Atlântica. Nos levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas as espécies Allium cepa (Mata Atlântica). Allium sativum (Mata Atlântica e Amazônia) e Aloe vera (Mata Atlântica). ambas de valor econômico incomensurável. em razão do grande número de opiniões sobre a forma mais adequada de classificar suas espécies. esse da importante Babosa (Aloe vera). Convallaria. a maioria de ervas perenais cosmopolitas geralmente ricas em alcalóides (Mabberley. Alloe. . Trilium. ao passo que espécies medicinais são referidas especialmente nos gêneros Allium. Outro gênero importante é Aloe. A primeira. duas espécies de grande valor econômico e medicinal. especialmente do gênero Iris. A segunda. grande fonte de espécies dessa família. 1997). também com usos medicinais e ornamentais ao longo de toda a história.950 espécies vegetais. Narcissus e Veratrum. dos quais devemos destacar o gênero Allium. pela ocorrência de importantes espécies medicinais e com uso na alimentação. que passamos a descrever. Tulipa. Muitas das plantas dessa família são ornamentais e se encontram especialmente nos gêneros Agapanthus. Colchicum e Drimia. Lillium. sendo duas das mais antigas espécies usadas como medicamento pelos mais diferentes povos e civilizações. pelo grande número de espécies ornamentais. que compreende as espécies Allium sativum (Alho) e Allium cepa (Cebola).

Era citado pelos babilônios no ano 3. flores brancas ou avermelhadas. loculicida (Figura 3. onde a espécie é denominada rashoma (Bown. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o bulbo do alho cru é utilizado topicamente contra dores de dente em crianças. 1995). Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil com o nome de Alho. e amplamente consumido pelos gregos e romanos. ao passo que a decocção é usada contra enxa- . capsular.000 a. os bulbos dessa espécie. cuja maioria se encontra na Ásia e na Europa. O alho é uma das mais antigas espécies vegetais com referência de utilização como alimento e como medicamento. Dados botânicos Erva de 50 a 60 cm de altura. tosse e também contra hipertensão. Nas comunidades do Vale do Ribeira. A decocção do bulbo preparado com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cominho é indicada contra cólicas menstruais e gripe. folhas lineares. na forma de umbela pedunculada. inclusos e envolvidos por fina membrana. obtida comercialmente. Não foram encontrados sinônimos para a espécie. O gênero Allium descrito por Carl Linnaeus compreende aproximadamente 650 espécies vegetais. C. fruto. sésseis. a maioria é cultivada. Quando macerados em aguardente ou vinho branco. Os primeiros registros escritos aparecem na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica. O macerado dos bulbos em água fria é indicado contra asma. Poucas espécies nativas são encontradas no Brasil. especialmente em crianças.1). são indicados contra hipertensão e gripes fortes.Espécies medicinais Allium sativum L. ao passo que a infusão é usada contra gripes. que se mesclam com os bolbilhos. são utilizados de várias formas. em geral seco. corn bulbo formado por oito a doze bolbilhos (dentes) arqueados.

o macerado dos bulbos da cebola em água fria é usado contra bronquites de crianças. tosse com expectoração. dispostas em umbela. com inúmeras variedades e subtipos. Trata-se de uma espécie com usos históricos. No Pará. como referido para o Alho. resfriados. 1984). e são úteis contra dores de dentes e ouvidos. como antiespasmódico e antigripal (Verardo. com bulbo grande e solitário. além do uso como condimento. anual. o bulbo é utilizado contra inflamações da garganta (Amorozo & Gély. digestivo. antiasmático. ateromatose. Dados botânicos Erva bulbosa. arteriosclerose. 1982). flores hermafroditas regulares esverdeadas. o uso externo. tosse. bronquite. também são utilizados como sudorífico. É de amplo uso na culinária e na alimentação em geral. Em outras regiões do Brasil. ao passo que a infusão das cas- . Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos para prevenir infecções e para tratar gripes. a espécie inclui vários usos medicinais. histéricas. Os bulbos frescos são utilizados externamente para o alívio de dores de cabeça. especialmente acne e micoses. 1992). Em Minas Gerais. Allium cepa L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Cebola. gastroenterite e disenteria. todos usados e comercializados como alimento e condimento. carminativo e vermífugo. subgloboso. os bulbos são usados na hipotensão. febrífugo. em afecções nervosas. diurético. e como anti-séptico das vias digestivas (Costa. poderoso anti-séptico das vias digestivas. agudas.queca. reumáticas e paralíticas (Corrêa. para problemas da pele. Os bulbilhos (macerados em água) também são usados contra resfriados. rouquidão. Os bulbos são usados como excitante da mucosa do estômago. carnoso e com casca fina amarelo-parda. 1988). folhas radicais ocas e compridas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.

como cicatrizante. internamente. as flores são tubuladas. dispostas em rácimos terminais de cor amarelo-esverdeada (Figura 3. o suco preparado com as folhas dessa espécie é utilizado. é considerado excelente contra úlceras. externo. sinuoso-serrada com espinhos triangulares nas margens e ricas em mucilagens. são úteis contra edemas. apesar de a espécie ser encontrada cultivada em quintais. sendo aproveitada para esse fim desde o Antigo Egito. externamente. Os bulbos frescos também são consumidos como condimento e alimento. . onde se adaptou em quase todas as regiões do país. Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos contra infecções gástricas e dos brônquios e. O uso interno de um macerado em água fria.cas é usada como emético e contra parasitas intestinais. como antiinflamatório e no alívio de dores de cabeça e. não foi referida pelos entrevistados como medicinal. O gênero Aloe descrito por Carl Linnaeus inclui 365 espécies tropicais com ampla distribuição. usadas externamente. folhas suculentas. para acne. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Babosa. cremes e soluções para pele é intenso na atualidade. lanceoladas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. A manipulação dessa planta no preparo de loções. Na região amazônica.2). A espécie também apresenta importante uso na indústria de cosméticos. dores e infecções da pele. densas. A espécie não foi referida como medicinal pelos entrevistados na região amazônica. ao passo que as folhas frescas. descansado por 24 horas na geladeira. A espécie é originária da África Oriental e amplamente cultivada no Brasil. podendo atingir até 1 m de altura. Dados botânicos Planta perene e suculenta. Aloe vera L. onde foi descrita a utilização para massagear a pele da rainha Cléopatra. reunidas na forma de rosetas em sua base.

. holosídeos. 1990). (B8) e P. isobarboloina (Kuzuya et al. vários heterosídeos sulfurados. e aliina e alicina foram determinadas por cromatografia de camada delgada (Kappenberg & Glasl. e o composto aliina inativa radicais hidroxila (Kourounakis & Rekka. 1991). Sulfeto de metila e dissulfeto de isopropila foram detectados por cromatografia gasosaespectrometria de massa a partir de extratos aquosos dessa espécie (MartinLagos et al. exigindo-se cuidado na utilização. barboloina. Prostaglandinas A. a polpa é emoliente e resolutiva. catártico e febrífugo. saponinas esteroidais (Peng et al. proteínas e fermentos (Costa. 1997). 2001) plicatolorídeo (Viljoen et al. Além disso. vitaminas A. obtidos de A.Costa (1992) refere o uso externo da polpa das folhas contra ferimentos e queimaduras da pele.. 1997). as raízes são consideradas eficazes contra cólicas. A antro-cenona. alil e alil-propil. 2000). 1979). Ajoeno e outros compostos sulfidrilas (Mutsch Eckner et al. 1992).. et al. fitosterinas. além de evitar queda de cabelo.. sendo útil externamente contra enfermidades dos olhos e como inseticida. além de insulina e vitamina C foram isolados do bulbo de Allium sativum (San Martin. aloe barbendol foram isoladas das raízes A.. 1993). barbadensis (Saleen et al. Da espécie A. 1968). sativum. foram isolados dessa espécie alfa-tocoferol (vitamina E) (Malik. Dados químicos Vários sulfetos e polissulfetos de vinil. 1986). aliinase que origina a alicina. o ácido α-aminoacrílico que forma o ácido pirúvico e ácido amoníaco. De diferentes espécies de Aloe foram isolados aloenina. 1995). desoxialiina. Bown (1995) refere o uso interno para constipação crônica. S-alilcisteína e S-alilmercaptocisteína. B e F foram isoladas dessa espécie (Pobozsny et al. isolados dessa espécie inibiram a agregação plaquetária e/ou a atividade viral do HIV (Tatarintsev et al.. para melhorar o apetite e aliviar problemas digestivos.. 1999). sabaea foram obtidos alcalóides tóxicos (Blitzke et al. recomendada contra tumores e tuberculose pulmonar. B. 1997).. relatando ainda que as folhas são purgativas. C. Corrêa (1984) refere que o suco fresco da planta é refrigerante e usado como anti-helmíntico. .. apresentam atividade antiproliferativa em cultura de células de câncer de mama (Li G. Nos bulbos também foram encontrados aliina. 1995). 1996b) e antocianinas e cianidina (Fossen & Andersen.

agregação plaquetária e a enzima conversora de angiotensina I. Esses constituintes possuem atividade hipoglicemiante. hipocoleste.... para avaliar as atividades inibitórias contra 5-lipoxigenase. entre outras ações que serão discutidas a seguir..Dados farmacológicos A espécie Allium sativum possui inúmeros compostos de enxofre que se decompõem em produtos voláteis presentes no óleo da espécie.. várias outras estão presentes nessa espécie e têm inúmeras outras atividades farmacológicas. cicloxigenase. 2002). (1986) descrevem uma atividade hepatoprotetora para extratos brutos preparados com essa espécie. 1981. Em animais com carciriogênese bucal o A. fibrinolítica. in vitro (Sheela et al. Kwon et al. o que demonstra sua importância como rica fonte de substâncias potencialmente úteis como medicamento. estudos recentes demonstram que enquanto o dissulfeto de dialila atua como agente quimiopreventivo. o sulfeto de dialila promove hepatocarcinogênese (Takahashi et al. antibiótica. estudos clínicos mostraram que preparados de Allium sativum apenas promovem essa diminuição na colesterolemia se contiverem alicina (Bimmermann et al. O sulfeto de dialila isolado dessa espécie inibiu a incidência e reduziu a freqüência de adenocarcinoma. O estudo comparativo in vitro. 1996). 1992).. apresentando atividade antineoplásica através da indução da apoptose (Wargovich. No entanto. Nerkar et al. Uma recente avaliação da importância do alho como agente terapêutico pode ser encontrada no trabalho de Augusti (1996). Esse mesmo efeito foi detectado . Além dessa classe de compostos. 1995. Entretanto. 1991). demonstrou que os compostos de A.. Hikino et al. Por sua vez. isolado de Allium sativum Linn. sugerindo ser decorrência da presença de compostos contendo o elemento telúrio. sativum responsáveis pelas três primeiras atividades são substâncias com enxofre em suas estruturas (thiosulfinatos e ajoenos). amenizou a condição da diabetes na mesma extensão que a glibenclamida e a insulina. rolêmica. Augusti & Sheela. sativum exerceu efeito protetor ao aumentar a atividade antioxidante e reduzir a peroxidação lipídica (Balasenthil et al. O tratamento de ratos diabéticos com o composto antioxidante Sulfóxido de S-alilcisteína. Larner (1995) propôs uma teoria para explicar essa ação hipoglicemiante de Allium sativum. 2000). 1987. alérm de promover melhor controle da peroxidação de lipídios e estimular a secreção de insulina.

fosfatase ácida. 1986) e com extratos brutos (Kumar & Sharma. compostos fenólicos (Patel et al. Rees et al. 1985.por Kumari & Augusti (1995) com a administração de sulfóxido de S-metilcisteína isolada dessa espécie e com extratos brutos (El-Ashwah et al. O estudo realizado por Celini et al. Escherichia coli e Aspergillus niger (Anesini & Perez. glicose sangüínea e da atividade de enzimas como fosfatase alcalina... O óleo de A. o aquecimento do extrato provoca diminuição do efeito observado e a associação desse extrato com omeprazol produz efeitos sinérgicos. sativum apresentou também atividade antibacteriana. 1981. além de atuar como . O sulfóxido de S-alilcisteína.. 1980)... enquanto a associação dessa dose com 4.. 1993). 1984. Atividade antibacteriana foi determinada para a alicina (Hatanaka & Kaneda. 1992). 1994).. 1997. Mossa. 2001). a qual suprimiu o desenvolvimento de parasitemia em camundongos. 1995). 1985). precursor da alicina e obtido do alho. Recente estudo demonstra uma importante ação tripanomicida de extratos e frações obtidas do óleo dessa espécie (Nok et al.. in vitro. 1996).. contra Helicobacter pylori. 1984. 1983. sativum tem reduzido o nível tecidual de animais contaminados com chumbo indicando uma alternativa terapêutica para contaminação com este metal (Senapati et al. Guevara et al. dados que corroboram o efeito antidiabético da espécie (Sheela & Augusti.5 mg/kg de cloroquina preveniu completamente o desenvolvimento subseqüente de parasitemia nos camundongos (Perez et al. 1982. Sovova et al. (1996) demonstrou que o extrato aquoso inibiu o desenvolvimento bacteriano na concentração de 2-5 mg/ml. inibindo inclusive a produção de afiatoxinas por Aspergillus sp (Zohri et al. O uso de alho na dieta de camundongos protegeu os animais contra as lesões causadas pela infestação por Schistosoma mansoni. 1983) obtidos a partir dessa espécie. produziu diminuição na concentração de lipídeos no plasma. 1993) e aquosos (Sato et al. mas bactérias gram-positivas e gram-negativas e contra fungos. Atividade antimalárica foi determinada para uma única dose de 50 mg/kg de ajoeno. Khan et al. Singh & Shukla. lactato desidrogenase e glicose-6-fosfatase hepática... 2002) contra Staphylococcus aureus. bactéria envolvida na produção de úlceras gástricas (Sivam et al. Dababneh & Aldelamy. A atividade antibacteriana do alho também foi estudada recentemente. O extrato de A.

1984. cepa (Dorsch et al„ 1985). Essas propriedades farmacológicas. assim como as respectivas substâncias isoladas. inibem a síntese de colesterol. Os compostos responsáveis pela atividade antiviral do extrato de alho foram recentemente determinados por Weber et al. 1995) e Cladosporium (Sanchez-Mirt et al. 1978.agente anticercaricida. extratos aquosos (Fromtling & Bulmer. apresentar atividade esquistosomicida (Zakhary. 1978. Block et al. A atividade antifúngica tem sido atribuída à presença da proteína allevina (Wang & Ng.. Adetumbi et al. Rotzsch et al. e não as substâncias isoladas. 1993). Kamanna & Shandras-Wkhara. (1986).. Atividade antifúngica de extratos aquosos e óleo essencial de alho foi também determinada contra várias espécies de Aspergillus (Pai & Platt. (1985). assim como o efeito antiasmático podem ser oriundos da inibição das enzimas ciclooxigenase e lipoxigenase verificada com a espécie A. 1993).. 1993). Segundo Larner (1995) essa espécie mostrou-se razoavelmente ativa no controle da hipercolesterolemia. no entanto. Sandhu et al. Mohammad & Woodwara (1986). foram estudadas quanto à inibição da síntese de colesterol. que demonstraram que os compostos ajoeno e alicina são os principais constituintes químicos com essa atividade farmacológica. Potente atividade moluscicida dose-dependente foi determinada para extratos brutos de bulbo de alho (Singh & Singh. Diminuição da velocidade de agregação plaquetária com aumento do tempo de sangria também foi determinada por Doutremepuich et al. 2001). (1992b) nesse experimento demonstram que o extrato contendo ajoeno. assim como substâncias isoladas do alho. assim como atividade nematicida de extratos aquosos (Gupta & Sharma. Também foi verificada atividade fungicida com compostos voláteis (Misra. sem. 1996). Boelter et al. 1980. enquanto atividade pesticida foi recentemente determinada para vários extratos preparados com raiz da espécie (Khan & Siddiqui. 1978). 1995b).. esse efeito é maior quando se emprega a mistura dos principais componentes. (1992).. Dados recentes demonstram que extratos aquo- . metil-ajoeno. 1994). alicina e sulfeto de dialila. Os resultados obtidos por Sendl et al. 1986) e brutos (Rees et al. Foi relatada também redução dos níveis plasmáticos de colesterol (Pushpendran et al. Extratos preparados com acetona/clorofórmio.. no entanto. 1993). 1980. 1992). da obesidade e no desarranjo da atividade das enzimas na dieta de ratos alimentados com colesterol (Sheela & Augusti.

1993). relatam que esse composto inibe de forma reversível a agregação plaquetária (Mutsch Eckner et al. Atividade hipotensora foi descrita por Twaij et al.. M. (1992) com o composto ajoeno. 1986a). 1996). natriurética e hipotensora em cão. diminuindo a atividade clastogênica e a freqüência de aberrações cromossômicas (Das. promovendo bradicardia em altas doses (Pantoja et al. 1997).. (1982). 1991). sativum apresentou atividade protetora contra substâncias genotóxicas. e demonstram que esse componente previne a formação de trombos e pode ser usado na prevenção de trombos induzidos por lesões vasculares. Estudos realizados por Apitz-Castro et al. A atividade antiasmática descrita para o alho foi recentemente relacionada à presença de ajoeno no extrato.. A. 1996). enquanto Pantoja et al. tais como a histamina (Usui & Susuki.. (1986b). atividade diurética.. Por sua vez. além de atividades contra células de carcinoma de epitélio de transição (bexiga) (Riggs et al. Alta atividade anticoagulante foi determinada para o extrato aquoso de bulbos de A. et al. E. também. antiinflamatória (Khobragade & Jangde. (1987). I. 25 e 50 mg/ml) foram capazes de inibir a síntese de prostanóides de maneira dose-dependente (Ali. 1996). assim como a reação de liberação induzida por agonistas. 1993). A fração aquosa dessa espécie diminuiu o potencial do sódio. a atividade antiplaquetária também descrita para a cebola (Allium cepa) tem sido relacionada à presença de compostos de enxofre (Goldman et al. Ribeiro et al. Foram verificadas ainda outras atividades farmacológicas.sos de bulbos de alho fresco (5. Essa mesma planta reduziu a concentração . 12. 1993b). como radioproteção (Reeve et al. 1990). et al.. de redução com subseqüente aumento de contrações abdominais. 1996).. sua condutância. principal componente antiplaquetário do alho. 1996). (1996) determinaram resposta diurética e natriurética de frações de alho sem observarem alterações na pressão arterial e no eletrocardiograma dos animais tratados. atividade inibidora do transporte ativo de sódio em pele isolada de sapo e atividade hipocolesterolêmica e antiaterosclerótica em cabras (Kaul & Prasad.. sugerindo a presença de componentes analgésicos e hiperalgésicos (Di Stasi et al. bem como a atividade da Na+/ K+ ATPase (Norris et al. 1991).. Foushee et al.. e essa ação farmacológica provavelmente ocorre por inibição da liberação de mediadores químicos.5. sativum (Kweon et al.

Ko & Son. 1993). A ação do alho em ativar a óxido nítrico-sintase foi recentemente estudada por Das... I. cepa com A. ela é um excelente cicatrizante (Costa. Além disso. O extrato aquoso e as duas frações aumentam a produção de interleucina-2 (Burger et al. que determinaram atividade antioxidante de extratos e de vários compostos organossulfurados isolados da espécie. sativum L.. 1995). 1992)... Resultados similares foram obtidos por Imai et al. Esse estudo demonstra claramente que este efeito não depende da presença de arginina ou de produtos derivados da aliina e que os constituintes responsáveis por essa ação farmacológica ainda não foram determinados. et al.. (1996). a fração polar e a fração tiosulfinato apresentaram atividade. 1991). 1993. 1992. (1994). Chithra et al. O estudo relata ainda que o aquecimento do alho não prejudica sua capacidade de ativar essa enzima. Para a espécie Aloe vera. enquanto a fração tiosulfinato aumenta a atividade das células natural killer. Atividade antioxidante dose-dependente foi atribuída para o óleo (Sujatha & Srinivas. . 1991) e antiparasitária contra Hymenolepis nana e Giardia lamblia em crianças infectadas (Soffar & Mokhtar.. ciclofosfamida e arsenato de sódio (Das et al. conseqüentemente. o extrato bruto dessa espécie reduziu a clastogenicidade dos compostos mutagênicos mitomicina. Nepeta hindostana e ácido nicotínico. tais como S-alicisteína e Salilmercaptocisteína. promove proteção contra o infarto do miocárdio provocado pelo isoproterenol em ratos (Arora et al. 1994). um preparado à base de Curcuma longa. apresentou atividade anti-hipertensiva e cardioprotetora em ratos hipertensos (Jacob et al. in vitro. o extrato aquoso apresentou atividade antitrombótica (Ali. 1993). sativum ou A. O extrato aquoso e a fração polar aumentam a produção de interleucina-1. 1993).sérica de ácido úrico em pacientes com gota (Ghosh & Ghosh. Extrato aquoso de A. de aumento das funções das células mononucleares do sangue humano periférico.. 1990). Lipotab. E a mistura de A. A ingestão de Allium sativum com a alimentação promoveu atividade cardioprotetora em coração isolado de rato (Isensee et al... chinense aumenta a atividade inibitória sobre a agregação plaquetária (Morimitsu et al. 1996). e o óleo modificou a atividade de enzimas digestivas (Sharathchandra et al. 1995). 1995) e o extrato aquoso do alho (Yang et al. Allium sativum. estudos referem que as folhas dessa planta possuem a capacidade de estimular a formação de fibroblastos e.

Saleem et al.1998). vera e hipotensora de A. apenas aos pacientes que consumiram exclusivamente essa espécie na dieta. e dois gêneros se destacam: o Sansevieria. Dados toxicológicos e observações de uso Recentes estudos clínicos demonstraram que o consumo de alho na dieta não está associado com a incidência de carcinoma de mama (Dorant et al. que inclui algumas espécies popu- . Entretanto. 1996. pois o consumo desse produto associado a outras dietas e em quantidades comumente utilizadas não está associado ao risco de aparecimento de carcinoma de pulmão (Dorant et al. 1997).. barbadensis tem sido relatada (Vasques et al. Os estudos de toxicidade de Allium cepa.. 2000). 1997). 2001). mas redução no peso do fígado e nos níveis de eritrócitos (Al Bekairi et al. aumento na contagem de espermatozóides. em camundongos. 2001). Esta última espécie também possui registros de atividade antioxidante (Lee et al. 1999) que têm apresentado efeito tóxico em cultura de células (Avila et al.. estudos clínicos mostram que há associação entre o alto consumo de alho na dieta com um alto risco de aparecimento de carcinoma de pulmão. O efeito laxante tem sido relatado para espécies do gênero Aloe atribuído à presença de doina e emodina (Izzo et al. 1995).. As folhas de A. esses dados referem-se. 1991). Essa família possui pequena importância no Brasil. 1994). Espécies medicinais da família Agavaceae (Dracaenaceae) Introdução A família Agavaceae descrita por Barthélemy Charles Joseph Dumortier compreende 210 espécies tropicais e de climas áridos distribuídas em treze gêneros (Mabberley... A atividade antiinflamatória de A. relataram poucas alterações funcionais orgânicas nos animais de experimentação... vera têm apresentado efeito hipoglicêmico em animais diabéticos não-dependentes de insulina (Okjar et al. contudo. Foi também averiguado aumento no peso dos testículos e epidídimos..

trifasciata têm sido estudadas como material potencial para baterias. pontiagudas e com manchas brancas. flores pequenas. 1987). em relação a esse gênero não foi referida nenhuma espécie medicinal nas pesquisas realizadas na Amazônia e na Mata Atlântica. na região amazônica. No entanto. reunidas em grandes inflorescências paniculadas e trímeras. brancas.. A infusão das folhas tem uso mágico: "evitar a falta de alguma coisa em casa". 1996). O gênero Sansevieria foi descrito por Carl Peter Thumberg.. Espécies medicinais Sansevieria sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Jibóia. saponinas esteroidais (Mimaki et al.larmente denominadas Jibóia e usadas como medicinais no Norte do Brasil. longas. possui folhas carnosas. e o Agave. o material vegetal não permitiu a identificação segura da espécie. 1996 e 1997b). pelas suas características de transmissão de corrente de voltagem (Jain et al. Das . As características indicam que se trata da espécie Sansevieria cylindrica. Dados químicos e farmacológicos do gênero As folhas de S. contra problemas hepáticos.. cilíndricas. que também inclui espécies medicinais como a Agave americana. Dados da medicina tradicional A infusão das partes aéreas da planta é usada internamente. Dados botânicos É uma planta herbácea que pode alcançar 90 cm de altura. Quimicamente foram isolados glicosídeos (Mimaki et al. no entanto.

pigmentos. Vista da planta toda (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov .1 . reduziu significativamente a parasitemia de camundongos infectados com Plasmodium berghei (Franssen et al. 1986). FIGURA 3. hyacinthoides foi isolado um constituinte esteroidal (GamboaAngulo et al. O extrato metanólico de Sansevieria guineensis Willd. beta-sitosterol e beta-caroteno (Moustafa et al. 1982). 1998) (Banco de imagens ). cylindrica foram isolados lipídios. e o extrato das folhas de Sansevieria ehrinbergii promoveu bloqueio da junção neuromuscular em preparação in vitro (Woodcock et al. além de carboidratos.em Joly. .. 1996).folhas de S.. Das folhas de S.Allium sativum. saponinas. 1997)...

.2 .Aloe vera. Vista da planta toda sem flores (Banco de imagens - ).FIGURA 3.

duas das quais são importantes fontes de espécies vegetais de valor medicinal e econô- . Mariot M. portanto.4 Outras monocotiledonal medicinais na Mata Atlântica L. de pouco interesse para nosso estudo. sem importância nos dois ecossistemas aqui discutidos. esta segunda com uma única família. S. Na ordem Alismatales estão incluídas treze famílias botânicas. pertencem respectivamente às subclasses Arecidae e Alismatidae. ainda não discutidas neste livro. Na subclasse Alismatidae ocorrem apenas duas ordens botânicas: Alismatales e Triuridales. das quais destacamos apenas a família Alismataceae. Na subclasse Arecidae encontram-se quatro ordens botânicas. As duas espécies. Di Stasi A. Euterpe edulis e Echinodorus grandiflorus. Outras famílias dessa ordem são importantes fontes de espécies medicinais em regiões de clima temperado e. mas importantes quanto a seus usos e utilidades para os habitantes da Mata Atlântica. C. Reis Além das monocotiledonal já descritas nos capítulos anteriores. duas outras espécies de grande valor na região da Mata Atlântica foram referidas como medicinais. Triuridaceae. que inclui a espécie medicinal Echinodorus grandiflorus aqui descrita.

muitas aquáticas ou brejosas. freqüentemente . essa segunda inclui apenas a família Palmae. contendo vasos apenas nas raízes. folhas pecioladas. coriáceas. grandes e eretas. como é o caso da ordem Arales e da ordem Arecales. amplamente explorada e comercializada na região da Mata Atlântica como produto para alimentação.1). flores brancas. Espécies medicinais da família Alismataceae Introdução A família Alismataceae descrita por Walter Vent possui quatorze gêneros. com caule triangular e glabro. mas que também é usado como espécie de valor medicinal. Aguapé. Espécies medicinais Echinodorus grandiflorus Michelli Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é amplamente conhecida como Chapéu-de-couro. rizoma grosso e carnoso. numerosas. do famoso Chapéu-de-couro da Mata Atlântica. Dados botânicos A espécie é uma erva de área alagada ou brejo. Inclui ervas perenais. ovadas. e Sagittaria. Os principais gêneros dessa família encontrados no Brasil são Echinodorus. espécie de grande valor econômico. A planta é chamada também de Chá-de-campanha. nos quais estão distribuídas aproximadamente cem espécies vegetais cosmopolitas em regiões temperadas e tropicais (Mabberley. 1997). latescentes com lâmina foliar grande. Congonha-do-brejo e Erva-do-brejo.mico. também denominada Arecaceae. vistosas e dispostas em panículas (Figura 4. na qual se encontra o famoso palmiteiro Euterpe edulis. A espécie possui as variedades floribundus.

tendo caracteristicamente o caule do tipo estipe não ramificado. bem como gripes e resfriados. 2000). . moléstias da pele e do fígado. também denominada Arecaceae. nos quais estão distribuídas aproximadamente 2. nas costas. reumatismo.. O gênero Echinodorus descrito por Louis Claude Marie Richars e Georg Engelmann inclui 48 espécies tropicais com distribuição restrita às Américas e à África. especialmente contra lombrigas (Ascaris lumbricoides). as raízes são usadas externamente como cataplasmas no tratamento de hérnias. Dados Farmacológicos do Gênero: Efeitos tóxicos foram observados na espécie E. tônica e diurética. foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui 203 gêneros. além de usarem esse preparado para combater dores de cabeça. como sedativo. especialmente contra dores de cabeça. como ornamentais. Incluem árvores ou arbustos. de barriga.650 espécies tropicais (Mabberley. e outras. Espécies medicinais da família Palmae (Arecaceae) Introdução A família Palmae. A decocção das folhas também é usada para problemas renais e como analgésico. raramente trepadeiras. com folhas terminais. Corrêa (1984) refere que a planta é considerada depurativa.consideradas outra espécie. útil ainda contra artrites. Dados da medicina tradicional Os habitantes do Vale do Ribeira referem o uso da infusão das folhas para o tratamento de problemas renais e hepáticos. muitas delas usadas como medicinais. e como anti-helmíntico. sífilis. Ocorrem também nessa família representantes acaules com folhas que nascem rentes ao chão. macrophyllus alertando para o cuidado em seu uso crônico (Costa Lopes et al. 1997).

que inclui o famoso palmiteiro. Dados botânicos A planta é uma palmeira esbelta de estipe reto. importante fonte de recursos para as populações que habitam as proximidades dos ecossistemas florestais. 2000a e 2000b). Tratase de uma família de grande valor econômico e. Outros gêneros de importância são Orbignia e Copernicia. conseqüentemente. como é o caso de várias palmeiras. especialmente da Mata Atlântica. macrophyllus (Shigemori et al. chegando até 25 m de altura. que incluem a piaçava e a ráfia. Dados químicos do gênero Diversos diterpenos foram isolados de E.. Kobayashi et al.A família está subdividida em seis subfamílias. como é o caso de várias espécies dos gêneros Attalea e Raphia. amplamente conhecida na região amazônica. como é o caso da Areca catechu. Cocos. usadas tanto na indústria de alimentos como para ornamentos. 2002. outras são importantes como medicamento. com folhas pinadas. do jerivá (Joly. respectivamente do babaçu e da carnaúba. 1998). e o Arecastrum. Destaca-se o gênero Euterpe. Muitas espécies exóticas são ainda cultivadas no Brasil como ornamentais. muito usadas no Brasil na produção de artesanatos. Espécies medicinais Euterpe edulis M. especialmente a palmeira imperial do gênero Roystonea. do famoso coqueiro da Bahia. outros gêneros se destacam como fonte de produtos de valor econômico. amplamente conhecido na Mata Atlântica.. recurvadas e gomo vegetativo formado pelas bai- . como é denominada a outra espécie do gênero. e o açaí. e os principais gêneros encontrados no Brasil são representados por espécies de grande valor econômico. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Palmito ou Palmiteiro.

Echinodorus grandiflorus (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. como antídoto para picada de cobras. frutos esféricos de cor preta-arroxeada. o suco do caule é usado. espádice na base do gomo com muitos ramos espiciformes. Verifica-se intensa exploração da espécie para comercialização como produto alimentício de grande valor nos mercados nacional e internacional. não fosse a intensa exploração da espécie.1 . FIGURA 4.nhas. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. . O gênero Euterpe descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui aproximadamente trinta espécies tropicais americanas. internamente. contra dores de barriga para controlar hemorragias e. fato responsável pela intensa redução nas populações naturais da espécie na Mata Atlântica. Espécie exclusiva de mata pluvial de encosta atlântica e de ocorrência muito comum na Mata Atlântica. 1998) (Banco de imagens). externamente. sendo muitas vezes dominante no extrato arbóreo.

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Hiruma-Lima E. Outras famílias dessa ordem também são importantes. A. são importantes como ornamentos. M. Annonaceae. algumas com amplo número de espécies no Brasil. amplamente conhecido e usado no Brasil como medicinal. tais como Magnoliaceae. Santos L. Myristicaceae e Lauraceae. todas essas quatro com importantes espécies tanto na região amazônica como em áreas de Mata Atlântica. C. Na família Chloranthaceae. especialmente aquelas do gênero Hedyosmum. M. muito comuns e amplamente usadas como medicinais nas regiões da Mata Atlântica do Brasil. inúmeras espécies são medicinais. da qual inúmeras espécies de grande valor . Espécies de Lauraceae e Myristicaceae possuem importante valor medicinal e econômico. consideradas uma das famílias botânicas mais primitivas e nas quais inúmeras espécies. especialmente dos gêneros Magnolia e Michelia. Guimarães C. mas deve ser destacado o gênero Peumus. inúmeros gêneros são importantes. Nessa ordem botânica encontra-se ainda a família Lauraceae. Di Stasi A ordem Magnoliales inclui dezessete famílias botânicas. Na família Monimiaceae. do famoso Boldo.5 Magnoliales medicinais C. tais como as Magnoliaceae.

que inclui os gêneros Annona. A família inclui árvores. 1997) e subtropicais.150 espécies tropicais (Mabberley. espalhadas por todo o planeta. O gênero Xylopia inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. O gênero Annona inclui aproximadamente 140 espécies tropicais com várias espécies selvagens. Espécies medicinais da família Annonaceae Introdução A família Annonaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 112 gêneros com aproximadamente 2. que inclui nosso Abacateiro. Aniba e Nectandra. os gêneros mais comuns são Annona. Cabeça-de-negro. e ainda outras importantes como alimento. Annona tenuiflora e Annona squamosa. divididas em duas grandes subfamílias: Annonoideae. As espécies mais comuns no Brasil são Annona muricata. Guatteria. como é o caso de algumas espécies do gênero Persea. Pinha. arbustos e lianas. esta segunda é uma espécie alternativa como fonte de piperina (Mabberley. e dos gêneros existentes há 29 registrados no Brasil. que inclui os gêneros Isolona e Monodora.econômico e medicinal são encontradas no Brasil e especialmente na Amazônia. Cryptocarya. Espécies conhecidas e mais comuns são Xylopia aromatica e Xylopia brasiliensis. Annona cherimolia. Laurus e Sassafras. e Monodoroideae. Uvaria. 1997). A maioria das espécies é de plantas lenhosas. Na região amazônica foram registrados os usos medicinais de algumas espécies pertencentes às famílias Annonaceae e Myristicaceae. No Brasil. Graviola e outros. Nessa família podemos destacar as famosas espécies medicinais dos gêneros Ocotea. como Aniba. Annona coriacea. Xylopia. Xylopia e Rollinia. Artabotrys. compreendendo aproximadamente 260 espécies. e no Brasil as espécies são freqüentes em matas do litoral e no cerrado. Annona reticulata. . Cinnamomum. muitas das quais denominadas popularmente Fruta-do-conde. enquanto na região da Mata Atlântica comunidades tradicionais referem o uso de espécies da família Lauraceae. outras importantes fontes de compostos aromáticos e flavorizantes.

Coração-de-rainha e Nona. com um tronco revestido por casca aromática. amareladas. O gênero Annona descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 140 espécies tropicais encontradas nas Américas e cerca de 130 distribuídas no continente africano. 1998). Na Amazônia foi identificado o uso freqüente de três espécies distintas dessa família: Annona muricata. latescente. tais como Araticum. ovadas ou elípticooblongas. O nome do gênero Annona descrito por Carl Linnaeus deriva de Anon. sementes castanhas ou pretas (Figura 5.Já o gênero Rollinia inclui aproximadamente sessenta espécies tropicais. com um espinho central. com várias delas comuns na Amazônia (Joly. que são muito apreciados. Iriticum. Dados botânicos e informações gerais Arvore que atinge até 10 m de altura. Araticum-punhê. flores axilares. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de frutos comestíveis. Espécies medicinais Annona muricata L. que apresentamos a seguir. no entanto. pecioladas. as folhas são alternas. têm importantes usos terapêuticos em diversas comunidades do país. Araticum-de-paca. onde são conhecidas como Araticum e Biribá. com cálice de lobos triangulares e agudos. cordadas na base e acuminadas no ápice. nome popular da planta no Haiti e que significa "colheita do ano". . Nomes populares Essa espécie é conhecida especialmente pelo nome de Graviola.1). no entanto vários sinônimos são usados. sucosa. com epiderme verde-escura. Annona tenuiflora e Xylopia frutescens. polpa branca. Araticum-ponhê. alcançando até 15 cm de comprimento. inflorescência cauliflora. espessa com saliências cônicas. Várias espécies. subglobosas. alcançando até 30 cm de comprimento. E a espécie típica do gênero e a primeira a ser descrita. fruto do tipo baga irregular. mole e recurvado.

folhas de Jambu e Amor-crescido é usada para problemas hepáticos. O fruto. ao passo que a decocção da raiz é considerada antídoto nos envenenamentos por estupefacientes. a planta fornece madeira. sendo amplamente consumido nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. antiespasmódicas e hipotensivas. As folhas e raízes são consideradas sedativas. podendo também ser usada na arborização urbana. antiespasmódicas e antidisentéricas. As sementes esmagadas são usadas como vermífugo e antihelmíntico contra parasitas internos e externos. 1984). com importante uso potencial na fabricação de papel. sendo depois levada para outras regiões do planeta. o chá das folhas é ainda usado contra proble- . especialmente na produção de sucos. os brotos e as folhas são usados como béquicas. as flores. A infusão das folhas frescas também é usada no controle da diabetes e da hipertensão. enquanto as sementes são adstringentes e eméticas (Corrêa. para baixar febres. peitorais. diurético e no combate a insônias leves. tem grande valor como alimento. onde se tornou subespontânea. A infusão de uma mistura contendo folhas frescas dessa espécie. o suco dos frutos é usado internamente como antitérmico. 1984). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. mole e branca. sorvetes e geléias (Corrêa. Na Amazônia. combatem reumatismo e abcessos. especialmente lombrigas. ao passo que a decocção das folhas frescas é indicada contra cistite. Além dos usos medicinais da espécie. a decocção das folhas contém óleo essencial com ação parasiticida. O bochecho do suco dos frutos é indicado no combate às aftas. os frutos da espécie são usados contra aftas e como antidisentéricos. antirreumática e antinevrálgica quando usadas internamente. aumentar o leite de mãe depois de parto (lactagoga) e como adstringente. dores de cabeça e como emagrecedor. por sua vez. tais como o uso do suco da fruta contra lombrigas e parasitas. usadas topicamente. 1984). as folhas cozidas.É uma espécie amplamente encontrada desde a América Central até a Venezuela. como é o caso da espécie na Amazônia brasileira (Corrêa. A espécie possui ainda diversos usos populares disseminados em todo o país. referidos a seguir. A infusão das folhas secas é usada contra insônias graves. Em outras regiões do Brasil.

como antiespasmódico. contra diabetes.. . 1986). no entanto. na forma de chá. No Peru. 1993). diarréia e como lactagogo. Ayensu. mas estas ainda não foram coletadas com material vegetal fértil.. a fruta e seu suco são usados contra febre. são usadas como sedativo e tônico cardíaco (Grenand et al. Weninger et al. Annona tenuiflora Mart. 1955. Esse uso.mas do fígado. Na Jamaica e no Haiti. especialmente na África. impedindo-lhes a identificação correta. 1978. que também são consideradas eméticas e usadas popularmente em envenenamentos de peixes. no levantamento realizado com as comunidades da região do Vale do Ribeira. no processo de pesca. e as sementes. as raízes e folhas. parasitas. as raízes e as folhas são consideradas antiparasitárias. Na Índia. Nomes populares A espécie é conhecida como Araticum. Várias espécies do gênero Annona são encontradas na região de Mata Atlântica. 1987). Não foram encontrados sinônimos dessa espécie. misturado com a fruta verde e óleo de azeitona. as cascas e folhas. Nas Guianas. reumatismo e dores em casos de artrites (Almeida. 1992). foram referidas espécies desse gênero. como sedativo e antiespasmódico (Vasquez. gripe. 1962). enquanto o óleo das folhas. casca e raízes são usadas para combater disenterias e parasitas intestinais (Watt & Breyer-Brandwijk. o chá das folhas é utilizada para catarro. as sementes. 1990). sedativo e no tratamento de problemas cardíacos. hipertensão e parasitas intestinais (Asprey & Thornton. Embora essa espécie seja usada tipicamente por indígenas da América do Sul. as folhas da espécie são usadas como anti-helmínticas e antiflogísticas. De acordo com os mesmos autores. onde é usada contra tosses. espasmos e febres. contra diversos parasitas (de Feo. é usado externamente para neuralgia. ela tem sido cultivada e estabelecida em vários países tropicais. tosse. asma. inseticidas. as folhas e a casca da árvore. também tem sido referido para as raízes e casca da planta. 1962). enquanto as flores para diminuir o catarro (Watt & Breyer-Brandwijk.

O gênero Xylopia. A espécie também é usada pelos habitantes da cidade de Humaitá. fruto do tipo baga ovóide. coriáceas. tonturas e hipotensão. Envira. cálice gamossépalo. Envira-preta. vermelho. frutos sincárpicos com aspecto estrobiliforme (Figura 5. aromática. a espécie também é conhecida como Pimenta-do-sertão. sul do Amazonas. muitas das quais usadas na medicina popular.2). glabras na face superior e pubescentes na face inferior.Dados botânicos Arvore de aproximadamente 9 m de altura.3). . Coajerucu. Dados botânicos e informações gerais Arvore de pequeno porte. com duas a seis sementes (Figura 5. Pau-de-imbira. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das folhas é usada contra dores de cabeça. Xylopia cf. hermafroditas. Breu. Pindaúba. oblongolanceoladas. agudas no ápice. onde parte deste estudo foi realizada. Jejerecou. Jegerecu. lineares. É uma espécie com intensa ocorrência na Amazônia e amplamente utilizada como medicamento. deiscente. Jejerecu. folhas ovado-oblongas. Pindaíba. tronco ereto e cilíndrico. tanto pelas comunidades ribeirinhas da Amazônia como pelos índios tenharins. simplesmente. Pindaíba-branca. alcançando até 8 m de altura. alternas e ápice cuspidado. Breu branco ou. Coagerucu. folhas alternas. flores rosas com perianto trímero diferenciado em cálice e corola. Pijerucu. inflorescências e glomérulos axilares com flores regulares. significa lenho amargo e inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. Coaguerecou. Em outras regiões do Norte do Brasil. Nomes populares A espécie é denominada. na região amazônica. Pindaúva. Ibira. com casca fibrosa. curto-pecioladas. e copa alongada. simples. pétalas lineares. Malagueta e Banana-de-macaco. frutescens Aubl. também descrito por Carl Linnaeus. sem estipulas.

Acetogeninas Acetogeninas são substâncias naturais bioativas presentes na casca. 1998). leucorréia e cólicas do estômago (Corrêa. própria para uso em carpintaria. sendo uma espécie heliófita. ao passo que a decocção da casca é usada. os índios witoto utilizam com cautela o chá das folhas como diurético e antiedematogênico. são usadas como estimulantes da bexiga. A casca da espécie é aromática e usada como condimento picante. Além dos usos medicinais descritos a seguir. para depois apresentarmos uma discussão dos dados farmacológicos. 1984). a espécie fornece madeira macia de fácil manipulação para artesanato. A população refere que a inalação só pode ser feita na hora de dormir. a infusão das folhas é usada como potente analgésico e antiinflamatório. sementes de espécies da família Annonaceae. raízes. Na região amazônica da Colômbia. especialmente. As sementes. . para combater resfriados e dores de cabeça. A espécie Xylopia aromatica é usada popularmente como condimento em substituição à Pimenta-do-reino. chegando a substituir a Pimenta-do-reino (Piper nigrum L. como cabos de instrumentos e varas de pesca. perenifólia e pioneira. também aromáticas. como digestivo e são úteis contra catarro. incluímos inicialmente os dados químicos divididos em classes. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.Trata-se de uma planta de ocorrência na região amazônica e também nas Guianas. Dada a grande quantidade de estudos realizados com espécies dessa família botânica. típica de floresta pluvial amazônica (Lorenzi. na forma de inalação. folhas e. muitas das quais com importantes atividades farmacológicas. Dados químicos dos gêneros Annona e Xylopia Estudos químicos realizados com a espécie Annona muricata indicam a presença de inúmeras substâncias químicas.) por causa de seu óleo volátil (Corrêa. 1984).

muricatetrocina A e B. 1994). e sugeriram que esta também é uma substância precursora da biossíntese das acetogeninas comuns dessa família botânica. Das sementes também foram obtidas as acetogeninas solamina (Mynt et al.. murihexocina A e B (Zeng et al. anonacina e goniotalamicina já descritas nas sementes. além das acetogeninas tetrahidrofurânicas gigantetrocina A. das quais relacionamos oito acetogeninas monotetrahidrofurânicas denominadas neo-isoanonacina-10-ona.. 2002).. 1995c).. No entanto. neo-anonacina-10-ona. 1994a e 1994c). essa última também descrita em outras espécies do gênero Annona (Wu et al. Da espécie Annona muricata foram isoladas inúmeras acetogeninas. 1991). Outros estudos relatam a presença de acetogeninas na casca do caule dessa espécie (epoximurina A e B).. anomutacina 1. (1993) isolaram outra acetogenina dessa mesma espécie. 1993). hoviicina B e desoxi-hoviicina B (Yang et al. Recentemente.São ácidos graxos modificados. uma nova acetogenina tetrahidrofurânica foi isolada das folhas dessa espécie e denominada anonohexocina (Zeng et al. e que são importantes representantes da flora brasileira. Anomuricina A e B. cis-annomontacina (Liaw et al.. 1995e). epomuricenina A e B (Roblot et al. enquanto Gromek et al.. 1995b)... 1995a) e muricatocina A e B (Wu et al. Acetogeninas também são encontradas em inúmeras espécies do gênero Annona. com atividade citotóxica descrita por inúmeros estudos e pesquisas. as quais são considerados compostos precursores das acetogeninas (Hisham et al. iso-neoanonacina-10ona. 1991b). Das folhas ainda foram isoladas as acetogeninas anomuricina C. I. muricina H. muricatocina C e gigantetronenina. também foram isoladas das folhas dessa espécie (Wu et al. os dados químicos de outras espécies desse gênero permitem descrever a sua constituição química clássica e indicar a potencialidade de estudo dessa espécie como fonte de novas substâncias de interesse farmacológico. Destacamos aqui algumas das espécies mais estudadas como fonte de acetogeninas de interesse terapêutico. denominada corepoxilona. hoviicina A. 1995b). A espécie Annona tenuiflora referida em nosso levantamento etnofarmacológico não tem sido estudada sob nenhum aspecto. anonacina-10-ona. 1995a). . corossolina 1 e corossolina 2 (Cortes et al. 2 e 3 (Wu et al.. especialmente como citotóxicas...

1995).. 1993). 1995) em Annona bullata. esquamosteno A (Araya et al. Sahai et al.. bulatanocina.. 1994a).. isomolvizuína 2. Da espécie Annona reticulata inúmeras acetogeninas foram isoladas. além de esquamocina e esquamostatina A. 1991). squamocina e almunequina (Duret et al. anoreticuína-9-ona.. 1994a e 1994b). 1991). 1994b). desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona (Gu et al. reticulacinona (Hisham et al. três uvariamicinas. 1994). anomontacina em Annona montana (Jossang et al. cherimolia.. itrabina. (1994) isolaram dezessete acetogeninas tetrahidrofurânicas. tais como reticulatina (Saad et al. jeteína. tais como araticulina em Annona crassiflora (Santos et al. neo-anonina B e neo-reticulacina A (Zheng et al.. muricata e A. B. C e D (Fujimoto et al. 32-hidroxibulatacina. anoglaucina em Annona glauca (Etcheverry et al... 1993b). Existem relatos da presença de acetogeninos na espécie Xylopia aromatica (ColmanSaizarbitoria et al. 30-hidroxibulatacina.. 1994b).. (1993a) ainda isolaram 39 acetogeninas de várias espécies de Annonaceae. Das semen- . tais como querimolina 1 e 2 e almunequina e otivarina (Cortes et al.. molvizarina e motrilina (Cortes et al.Da espécie Annona cherimolia já foram isoladas inúmeras acetogeninas. 1994). 1995a)... 1991a e 1991c). 4-deoxiasimicina e várias uramicinas (Hui et al. Alcalóides Alcalóides como muricina e muricinina foram descritos por Manske & Holmes em Annona muricata (Watt & Breyer-Brandwijk. esquamona.. esquamostanal A (Araya et al. anomonicina e roliniastatina (Chang et al. cis. esquamosinina A (Yang et al. 1962). anogaleno (Sahpaz et al. 1993b). 1994c) neodesacetiluvaricina. solamina. esquamocina e roliniastatina I (Vu et al. 1996).. Cortes et al.. Das sementes da mesma espécie. bulatencina. Outros estudos relatam a presença de acetogeninas em várias outras espécies desse gênero. isoquerimolina 1.buladecionona e trans-buladecionona (Gu et al. cis-28hidroxibulatacinona e tran5-28-hidroxibulatacinona (Guetal.. Das sementes da espécie Annona squamosa foram isoladas as acetogeninas esquamostatinas A. incluindo A. 1992).. 1995).. 1993).. 1994).. 1996). 31-hidroxibulatacina. além de queromolina-2 e anonina em Annona glabra (Li et al.

squamosa (Silveira et al.. salzmannii (Paulo et al. A.. 1993) e sesquiterpenos em A. 1986) e A. Alcalóides benzilisoquinoléicos denominados anomolina. oxouxinsunina.tes de Annona muricata isolaram também o alcalóide liriodenina (Philipov et al... Constituintes químicos dessa classe química foram ainda obtidos das espécies A. Inúmeros compostos terpenóides.. 1996). Wu et al. squamosa (Krishna Rao et al. michelalbina. 1986). 1982a e 1982b. 1976).. 1992.. 1976). 1987).. squamosa (Setharaman. isoboldina e outros foram isolados de A. argentinina e liriodenina foram obtidos de Annona montana (Leboeuf et al. Y.. X. laureliptina. A. cacans (Saito & Alvarenga. Monoterpenos foram isolados de A. A. 1978). anonaína.. montana (Wu et al. 1962).. 1984). 1979. Outros constituintes químicos A polpa da fruta de Annona muricata é rica em vitaminas B e C. et al. squamosa (Leboeuf et al.. Martins et al. de A. cherimolia (Villar et al.. foram isolados do fruto de Annona muricata . reticulina. 1996) e de Annona reticulata (Saad et al. cherimolia (Yang et al.. 1994). Existem registros de alcalóides nas espécies Xylopia pancheri (Nieto et al. 1994). enquanto os alcalóides anonaína. 1991). enquanto três amidas ácidas. enquanto a casca possui grandes quantidades de ácido hidrociânico (Watt & BreyerBrandwijk. 1989. uma lignana ((-)-siringaresinol). frutos de A. C. 1985) e A. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein.. aromatica (Rios et al. como constituintes predominantes. 1993). ambotay (Carazza et al. quintasii (Quevauviller & FoussardBlanpin. 1970) e X. 1978). Yang & Chen.. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein. reticulina. um aldeído aromático (siringaldeído) e dois esteróides foram isolados do caule de A. 1995e). squamosa (Wu. 1986). bullafa (Kutschabsky et al.. enquanto diterpenos foram descritos em A. Flavonóides foram descritos em A. Mukhopadhyay et al. X. purpurea (Castro et al.. Barbosa Filho et al. A. 1988). 1991).. 1994). 1979. ambotay (Oliveira et al. anolobina e asimilobina foram isolados de A. 1981).. anolatina.. Alcalóides conhecidos como anoretina. brasilienses (Casagrande & Merotti.

sedativa e analgésica foi determinada para a espécie Annona muricata (Cavalcante. brasiliensis e X.. enquanto extratos de folhas. aethiopica foram isolados diterpenos (Moreira & Roque. X. corosolona 1 e corosolina 2.. 1996. A espécie Annona muricata possui. raiz e sementes demonstraram propriedades inseticidas (Tattersfield et al. 1979). 1962). 1988. Estudos demonstram que a casca e as folhas de Annona muricata possuem atividades hipotensora. Vilegas et al. o talo e as sementes dessa espécie possuem ação antibacteriana contra vários patógenos (Sundarrao et al. X... vasodilatadora. Heinrich et al. propriedades inseticidas (Tattersfield et al. Resultados similares foram obtidos com as acetogeninas muricatocina A e B também isoladas dessa espécie (Wu et al. Misas et al. 1979). 1941. Terpenos também foram isolados de Annona reticulata (Saad et al. 1991). 1991b). Acetogeninas isoladas sementes de A. acetogenina isolada de Annona muricata. obtidas de Annona muricata. 1987).. 1940). muricata e de A.. antiespasmódica.. Lopez Abraham. relaxante de músculo liso e cardiodepressora em animais (Meyer. Solanina. 1995. possui atividade citotóxica contra algumas células tumorais (Mvnt et al. 1979. . De Xylopia frutescens. Di Stasi. a raiz.. enquanto as sementes da espécie possuem propriedades antiparasitárias (Bories et al.. Ngouela et al. 1993). ao passo que as acetogeninas monotetrahidrofurânicas.. 1998).. 1991). Uma importante ação depressora em coração isolado de coelhos foi descrita por vários autores (Watt & Breyer-Brandwijk. Gbeassor et al. Anomutacina 1. Carbajal et al. 1993. Inúmeras pesquisas demonstram que a folha. 1995b). 1992. 1991). apresentaram potente atividade citotóxica sobre vários tipos de células tumorais (Cortes et al. mas inativas contra Entamoeba histolytica (Bories et al. também apresentou importante efeito citotóxico contra células tumorais de pulmão humano (Wu et al. 1995e). 1925 e 1932). muricata.(Wong & Khoo.. Bourne & Egbe. 1990). 1993. uma acetogenina isolada de A. assim como outras espécies do gênero. Dados farmacológicos dos gêneros Annona e Xylopia Atividade hipocolesterolêmica.. Extratos obtidos a partir de folhas da espécie possuem atividade antimalárica (Antoun et al.. aromatica.. a casca.. 1991. cherimolia foram ativas contra alguns parasitas.. 1991).

Atividade citotóxica contra vários tipos de tumores foi descrita para inúmeras acetogeninas de várias espécies do gênero Annona. roemerina e desidroroemerina isolados das raízes dessa espécie (Chulia et al. 1988b e 1988a)... Hui et al. Alcalóides citotóxicos também foram isolados das folhas de A. cherimolia (Cortes et al. Atividade antimicrobiana também foi verificada com extratos de A. Os alcalóides liriodenina e noruchinsunina isolados de Annona cherimolia apresentaram efeitos vasodilatadores sobre aorta de rato isolada e tiveram seu mecanismo de ação estudado por Chulia et al. salzmannii. 1995a). 1993b).. 1980). Y. 1987) e A. reticulatina. anoreticuína9-ona. 1980). 1994). oxoxilopina. 1991. squamosa. apenas a anonaína apresentou atividade antifúngica (Paulo et al. cherimolia (Villan del Fresno et al... 1991c e 1991a).. (1995b). nornuciferina e asimilobina foram inativos nos mesmos modelos experimentais (Wu. laureliptina e isoboldina) isolados da casca de A. coridina. reticulina.. isolados de A. asimilobina. 1993). galucina.. Os alcalóides coclaurina e oxoxilopina. enquanto alcalóides isolados de A. cherimolia induziram contrações uterinas (Lozoya & Lozoya. anomonicina e roliniastatina isoladas de Annona reticulata (Saad et al. norcoridina.. 1993). et al. salzmanii apresentaram atividade antibiótica contra diversas bactérias e fungos (Barbosa et al. desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona de Annona bullata (Gu et al. solamina. Resultados similares foram obtidos para os alcalóides anonaína. 1993b e 1994b. tais como cinco acetogeninas isoladas de A. Cortes et al. anonaína. Os alcalóides isolados de A. A atividade inseticida de várias acetogeninas isoladas do gênero Annona tem sido determinada para a anonacina e compostos similares (Londershausen et al.. enquanto os alcalóides de A. De quatro alcalóides benzilisoquinoléicos (anonaína. produziram significante atividade antiagregação plaquetária e citotóxica. respectivamente.. 1991).. squamosa demonstraram potente atividade cardiotônica (Wagner et al. bulatanocina. reticulina. enquanto os alcalóides liriodenina.. 1992).. esquamona. Chang et al. 1992). 1991. montana (Wu et al. oxonantenina e liriodenina isolados de Annona reticulata (Chang et al. 1995). Atividade similar foi descrita para os alcalóides silopina. Esteróides de A.. 1993) e várias outras (Jossang et al. montana (Wu et al. squamosa apresentaram importante ação larvicida e quimioesterilizante contra mosquitos do gênero Anopheles (Saxena et al.. C.. ..

Verificou-se ainda atividade antifertilidade de A. O extrato etanólico da raiz de X.. 1979). e há relatos na literatura de sua atividade antitumoral (Rios et al. reticulata foi determinada por Williams & Mansingh (1993). 1975)... 1993). Extratos etanólicos de sementes de A. A atividade inseticida do extrato etanólico de A... 1994). 1996). senegalensis produziram importantes efeitos antiparasitários contra cepas de Leishmania major. F. A.. além dos compostos caurol e os ácidos xilópico e acutiflórico. 2000) e apresentou atividade antiplasmodial (Jenett-Siems et al. Martins et al.. 1993). 1994). E. 1998). donovani. Oliveira et al. que também apresentaram atividade tripanossomicida (Oliveira et al. que apresentou atividade antimicrobiana e tripanossomicida (Campos et al. Esta espécie também inibiu a atividade da enzima lipoxigenase (Braga et al. fungitóxica.. que determinaram efeito depressor do SNC.1983). porém extratos obtidos das cascas e do caule produziram efeito moluscicida (Santos. frutescens não apresentou atividade moluscicida. squamosa foram amplamente estudados por Saluja & Santini (1994). Extratos hidroalcoólicos de sementes de Annona crassiflora produziram efeito inibitório inespecífico sobre contração muscular de íleo de cobaia (Weinberg et al.. 1998). 1999). potenciação do efeito hipnótico do pentobarbital. Rao et al. parassimpatomimética de A. Diversas espécies do gênero foram estudadas quanto a sua propriedade molucicida (dos Santos & Sant'Ana. discreta. squamosa. Trypanossoma brucei. entre outras. Extratos metanólicos de A. 1996. 1979. 1996).. 2001). atividade anticonvulsivante e analgésica.. aromatica foi isolada atherospermidina. et al. senegalensis apresentou atividade relaxante muscular e antiespasmódica in vitro. além de atividade citotóxica contra vários tipos de células tumorais (Sahpaz et al. Extratos preparados também com A. et al.. coriaceae (Souza et al. provavelmente por impedir a implantação (Mishra et al. popularmente utilizado para afecções do trato digestivo e reumatismo. L. foi caracterizada a . Das cascas de X. squamosa produziram mortalidade dose-dependente contra o mosquito. De Xylopia frutescens foram caracterizados alguns constituintes que apresentaram atividade biológica. Do extrato etanólico das folhas de X. Anopheles stephensi (Saxena et al. além de atividade antiúlcera induzida por indometacina e estresse (Langason et al. que apresentou atividade citotóxica.. como acido caurenóico. 1989. enquanto o extrato etanólico de A.. 1990.. A. Silva.

2001). . (1988) para a espécie Annona muricata. 1988c). anti-helmíntico e citotóxica.. 1962).. sericea ou embiriba foi testado o extrato aquoso do fruto e das cascas. squamosa (Caparros-Lefebvre & Elbaz. 1999). muricata e A. Antilhas diversos casos de Parkinsonismo foi atribuído à ingestão de A. que apresentou atividade analgésica (Almeida et al.. Doses altas de extratos produzidos com Annona muricata causam tremores e convulsões (Watt & Breyer-Brandwijk. especialmente em uso crônico. bem como a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem as atividades farmacológicas e toxicológicas. muricata como a responsável pelas degenerações de células nervosas dopaminergéticos observadas in vitro (Lannuzel et al. Em Guadalupe. O grande número de indicações das diversas espécies do gênero Annona. 2002). 1996 e 1997). aethiopica promoveram efeito diurético e Hipotensor (Somovaet al. E da espécie X. Dados toxicológicos e observações de uso A degradação de hormônios tireoidianos ou a depressão da produção hormonal da adrenal é sugerida por Queiroz Neto et al.Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica atividade antimicrobiana (Lima et al. como inseticida. Os diterpenos caurenoicos presentes em X. indica a necessidade de cuidados no uso dessas espécies pela população. Estudos recentes têm caracterizado a presença de alcalóides em A..

a única espécie medicinal registrada na região amazônica a respeito dessa família foi a Virola surinamensis. Espécies medicinais Virola surinamensis L. Essa família inclui gêneros importantes. Sucuuba. mas salientamos a ocorrência de várias espécies nessa formação florestal. porém há estudos sobre a presença de óleos essenciais e substâncias alucinogênicas (Evans. No Brasil. Virola. Horsfieldia e Knema. usada como condimento. Sucuba. Em outras regiões a espécie é denominada Andiroba. contendo ramos carregados de folhas . que possuem importância do ponto de vista econômico. Ucuuba cheirosa. Árvore-do-sebo. Dados botânicos e informações gerais Arvore de porte médio. utilizadas na indústria madeireira 0oly 1998). é freqüente a presença de espécies do gênero Virola e Myristica.Espécies medicinais da família Myristicaceae Introdução A família Myristicaceae descrita por Robert Brown inclui dezenove gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. localizadas principalmente na região tropical (Mabberley. Neste levantamento. Não existem muitos dados fitoquímicos dessa família. e também como Leite-de-mucuiba. como a Noz-moscada (Myristica). Nozmoscada e Ucuuba-branca. 1997). Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Ucuuba. e espécies do gênero Virola. tronco de 60-90 cm de diâmetro com casca grossa. 1996). como Myristica. podendo chegar a até 35 m de altura. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies medicinais dessa família. Bicuíba.

É uma planta perenifólia.. L. 1971). Ferri & Barata. Inclui 45 espécies de florestas tropicais. infecções. surinamensis.. chegando até Pernambuco. inflorescências em panículas axilares e fruto elipsóide bivalvar. V surinamensis (Lopes et al. heliófita e típica de áreas alagadas da floresta amazônica. 2000). Existem relatos de 1969 da presença de alcolóides em espécies do gênero Virola (Azurrel et al. V cf.. V. pavonis (Marques et al. -sitosteril-D-glucosídeo e uma nova série de ésteres acídicos (Kawanishi & Hashimoto. et al. 1991 e 1992). 1992. 1996. com até 20 cm de comprimento. Espécie de ocorrência na Amazônia. Vidigal et al. oblongolanceoladas. bem como -sitosterol. Cassady et al. V michelli (Santos. gastrites e úlceras (Paixão & Hiruma-Lima. Dados químicos do gênero Virola Foram isolados de três espécies de Virola ésteres de ácidos graxos. inflamações.pecioladas. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada internamente contra inflamações e febres. A decocção das folhas é útil contra problemas do fígado.. O nome do gênero Virola provém de um nome popular das Guianas.. Dglucose e ácido ferúlico (trans e cis). 1969. para o tratamento de câncer. A planta é importante fornecedora de madeiras para marcenaria.. como foi descrito por Jean Baptiste Aublet.. 1987a). a saber: V sebifera (Von Rotz et al.. 1984). V. hemorróidas e contra úlceras (Corrêa. Existem diversos relatos da presença de lignanas e neolignanas em diversas espécies do gênero Virola. popularmente conhecido como Leite-de-mucuíba. como outras do gênero. muitas delas com substâncias alucinógenas pela presença de triptaminas. No Estado do Tocantins existem relatos da utilização da seiva da V. 1995).. pavonis (Martinez et al. 1987). O látex é usado externamente misturado com água e na forma de banho no local para tratar doenças venéreas. 1997). 1996). 1989. usadas como venenos de flechas. elongata . S. Martinez et al. A casca é usada como medicamento para aftas.

1993 e 1994). 2001). V. 1990). A atividade antifúngica das espécies V. 1986 e 1990).. 1999.. 1994 e 1996.... V. 1990. V. carinata e V. calophylla. sebifera.(Kato et al. 1996a). que também possui atividade bradicárdica e colinérgica (Martins et al. 1988). oleifera (Fernandes et al. 1994 e 1995). Pagnocca et al. Lemus & Castro. surinamensis foi extraído um óleo essencial com atividade antimalarial (Lopez et al. V. 1996.. Além das lignanas. As atividades analgésicas e antiinflamatórias foram verificadas nas espécies V. existem relatos da presença de flavonóides nas espécies V. michelli (Santos et al... Dados farmacológicos do gênero Virola Da seiva de V.. flexuosa (Aguirre.. venosa (Kato et al. 1992) e V. A presença dos flavonóides glicosilados astilbena e quercitrina em V oleifera foram as responsáveis pela atividade analgésica (Kuroshima et al. V. 1995). 1999).. pavonis. 1996) e V. 1987b). A atividade analgésica de V. V. calophylloidea (Von Rotz et al. V.. V. 1990). 1992).. 1987). michellii foi atribuída à presença da flavona. titonina (Andrade et al. surinamensis.. carinata e V. 1989). 1989) e V. 1996.. V. Das folhas de V. urbaniana (Reis et al. calophylloidea (Martinez.. surinamensis foi constatada a atividade gastroprotetora atribuída à presença de flavonóides (Batista et al. Andrade et al. calophylla (Martinez et al.... e polifenóis nas espécies V. 2001). Cavalho et al. caducifolia (Aparecida dos Santos et al. Alvarez et al. foschnyi (Lemus & Castro. titonina . koschnyi foi atribuída à presença de lignanas na composição de diferentes partes da planta (Rodriguez et al. michellii (Cavalho et al.

do nosso famoso Abacateiro. As propriedades antioxidante e surfactante de V. elongata (Davino et al... com substâncias flavorizantes e algumas medicinais. Incluem muitas espécies aromáticas. V. No Brasil ocorrem dezenove gêneros e aproximadamente 390 espécies (Barroso. 1998. Nectandra. Ocotea. inseticida de V. inseticida e alucinogênica de diferentes espécies dessa família. 1986b e 1998). cercaricida e molucicida de V. Observações de uso Não existem dados de toxicidade de espécies do gênero. Ainda existem relatos das atividades antitumoral. 1987) e anti-hemorrágica de V. surinamensis. 1987). 1997). 1996. 1991) como a surinamensina (Pinto et al. tripanossomicida. 2000). A família reúne grande importância econômica. pois. sebifera são atribuídas à presença de ômega-(feruliloxi) acilglicerídeo (Kawanishi & Hashimoto. Persea. donovani e V. sugerem cuidados da população quanto ao uso.. 2000). 1978). Sassafras. A propriedade antioxidante foi confirmada para V.A atividade leishmanicida nas espécies V. pavonis foi atribuída à presença de neolignanas (Fernandes et al. 1994). do famoso Louro. mas não foi detectada em V. dados etnofarmacológicos de V. amplamente usado no Brasil como condimento. koschnyi (Castro et al. Aniba e Cinnamomum (da Canela em casca).850 espécies. aliados ao relato de atividade moluscicida. carinata e V. duckei (Bennett & Alarcon. Espécies medicinais da família Lauraceae Introdução A família Lauraceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 52 gêneros e aproximadamente 2. árvores e arbustos (Mabberley. da famosa Canela-sassafrás. Barata et al. além do . 1999).. todos aromáticos. surinamensis (Lopes et al. alucinogênica de V.. sebifera. e outros. V. Os principais gêneros são Laurus. oleifera.. Licaria. porém. a grande maioria tropicais e de ocorrência na América do Sul e no Brasil. 1996). surinamensis (Paixão & Hiruma-Lima. calophylla (Miles et al.

e de outras espécies. de estômago e como emética e abortiva. flores muito aromáticas dispostas em umbelas e fruto do tipo baga pequena. Na região da Mata Atlântica a espécie é cultivada ou adquirida no comércio como alimento e para ser usada como medicamento. bem como para dores de barriga. deriva de lauer = "verde". 1998).costume posteriormente assimilado por Roma e usado pelos césares (Joly. . há inúmeras plantas fornecedoras de madeiras de excelente qualidade (Joly. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. a espécie cultivada ou adquirida no comércio é usada como medicamento na forma de infusão das folhas. Essa espécie não foi referida no levantamento realizado na região amazônica. lanceoladas. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Louro ou Loureiro. Dados botânicos A espécie é uma árvore de pequeno porte com ramos eretos. sendo considerada digestiva. O gênero Laurus descrito por Carl Linnaeus é de origem mediterrânea. fornecedor de alimento amplamente comercializado. e laus = "louvor".Abacateiro. folhas alternas. para combater problemas hepáticos e intestinais. A decocção das folhas é usada como abortivo e contra constipação intestinal. É uma planta exótica e cultivada no Brasil. Espécies medicinais Laurus nobilis L. onde se adaptou muito bem. A infusão também é indicada contra dores de cabeça. O nome do gênero é derivado do uso da planta ao laurear um herói. como a Canela e o Louro. pecioladas. usado na Grécia para a confecção das famosas coroas de louro para agraciar os atletas ou outros heróis nacionais . 1998).

ou Persea gratíssima Gaertn. fruto do tipo baga ovóide. O nome do gênero deriva de uma homenagem a Perseu. além de serem usadas contra doenças renais. nome dado especificamente ao fruto. pequenas e pouco vistosas. ao passo que a infusão das folhas. reumatismo e uremia (Corrêa. pecioladas. vulnerárias. além de atuar como diurético e analgésico. O gênero foi descrito por Phillip Miller e inclui aproximadamente duzentas espécies tropicais. as folhas são usadas contra indigestão. 1995). úlceras e piolhos (Bown. especialmente contra dores de barriga e para a expulsão de cálculo renal. As folhas são consideradas excitantes da vesícula biliar. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Abacateiro ou simplesmente Abacate. externamente. emenagogas. não ocorrendo espontaneamente. comestível. A planta também fornece madeira e reúne importante valor econômico. podendo chegar a até 20 cm de comprimento. analgésico. lanceoladas e acuminadas. onde se encontram as folhas alternas. flores branco-pálidas. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. anti-sifilíticas. Persea americana Mill.Internamente. estomáquicas. com polpa verde. . contra reumatismo. Na região da Mata Atlântica essa espécie é cultivada em terrenos e áreas desmatadas. diuréticas e febrífugas. estimulante do apetite e contra cólicas. que envolve a semente grande e marrom. bronquites. sendo comercializada em todo o mundo. a decocção das folhas do abacateiro é usada como diurético. Dados botânicos É uma árvore com até 20 m de altura. 1984). carminativas. é também usada contra febres. com caule um pouco tortuoso e uma enorme copa.

2002). O 1.. foram atribuídos os efeitos analgésico. Às folhas de P. O óleo essencial apresentou atividade anticonvulsivante (Sayyah et al.. 2002). monoterpenos e sesquiterpenos oxigenados (Caredda et al. hidrocarbonetos. bem como os efeitos larvicida e inseticida desta espécie (Oberlies et al„ 1998). 1989) e dermatite de contato (Ozden et al. Carman & Handley. 2002). . beta-eudesmol (Diaz-Maroto et al. antimicrobiana (Raharivelomanana et al.. Afifi et al. antifúngico (Domergue et al. 1997). A espécie Persea americana L. 2001)..Dados químicos e farmacológicos de Laurus nobilis e Persea americana O óleo essencial das folhas de Laurus nobilis possui eugenol. Hargis et al. elemicina... americana citados acima. 1991. 1987).. spatulenol. 2002. Dados tóxicos e observação de uso Os diversos relatos dos efeitos tóxicos das folhas de P. 2002). 1991). Grant et al. 2002)... nobilis foi atribuída à presença de sesquiterpenolactonas que promoveu inibição do enchimento gástrico e aumento da secreção do muco gástrico (Matsuda et al. O extrato das folhas e flores também foi efetivo contra a Biomphalaria glabrata (Re & Kawano. antiinflamatório (Ademylmi et al. americana têm sido atribuídos efeitos tóxicos em diversos animais (Mckenzie & Brown. 1989) sendo a cardiomiopatia um dos distúrbios mais citados (Oelrichs et al. constituem-se em alertas para a população quanto à utilização das folhas desta espécie. nobilis promoveu apoptose das células leucêmicas in vitro (Moteki et al. A atividade antiulcerogênica de L.. 1999). 1995... 2000. 1991.8-cineol isolado de L. Sladler et al..

.FIGURA 5.1 . b) Fruto característico da espécie (Banco de imagens ). 1984).Annona muricata: a) Detalhe do ramo com flor (modificado a partir de Corrêa.

Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa.2 .FIGURA 5. 1984) (Banco de imagens). .Annona tenuiflora.

b) Detalhe da flor (Banco de imagens). frutescens: a) Escanerata do ramo florido.FIGURA 5. .3 .Xylopia cf.

Joly. ocorrem aproximadamente sessenta espécies distintas de Aristolochia. M. Di Stasi C. M. predominantemente na forma de lianas e trepadeiras. A. mas também com arbustos e herbáceas (Mabberley. com referências etnofarmacológicas pouco comuns no país. Hiruma-Lima E. Os gêneros mais importantes dessa família são Aristolochia. Thottea e Asarum. Hydnoraceae e Rafflesiaceae. e. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso da espécie Aristolochia trilobata. Santos C. sendo a primeira a mais importante e a única que inclui espécies medicinais referidas na Amazônia e na Mata Atlântica. muitas das quais usadas como medicinais. C. Outros gêneros que incluem espécies medicinais descritas são Asarum e Trottea. Guimarães Introdução A Aristolochiales é a ordem três da subclasse das Magnoliidae e inclui apenas três famílias botânicas: Aristolochiaceae.ó Aristolochiales medicinais L. 1998). no Brasil. 1997. A família Aristolochiaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent Jussieu inclui doze gêneros com aproximadamente 475 espécies tropicais. ao passo que na região do .

parto. e várias com usos medicinais descritos. flores isoladas. axilares. O gênero Aristolochia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 120 espécies tropicais. grandes. Espécies medicinais Aristolochia trilobata L.1). e refere-se à forma curvada da flor de uma das espécies (Aristolochia clematitis). simples. Jarrinha. o decocto das folhas é útil contra cólicas abdominais e problemas estomacais. Batarda. denominada popularmente como Milomem. Calunga. Mil-homens e Papo-de-peru. zigomorfas. folhas alternas. pecioladas. com sementes achatadas. ventralmente lisas e dorsalmente verrugosas (Figura 6. Dados botânicos É uma planta trepadeira. monoclamídeas com tépalas bilabiadas. usadas como venenos. Nomes populares A espécie é denominada Urubu-caá na região amazônica. Em razão dessa forma e de acordo com a Teoria das Assinaturas. a planta era usada popularmente para facilitar o parto. ovadotrilobadas com base cordiforme e sem estipulas. muitas das quais ricas em alcalóides. O nome do gênero Aristolochia vem do grego aristos = "bom". que lembra o feto em posição antes do nascimento. Capa-homem. sulcados e estriados. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. ramos lisos. Outras denominações populares são Angelicó. Contra-erva. hermafroditas. enquanto o banho preparado com folhas em água fria é utilizado contra dores de cabeça e dores musculares. fruto capsular cilíndrico. e lochia = "nascimento". .Vale do Ribeira uma espécie do gênero Aristolochia. foi referida como medicinal.

resfriados e para expulsão de parasitas intestinais. apresentamos os principais dados químicos referentes à espécie do gênero. essa espécie é denominada Milomem ou Mil-homens. para caracterizar a sua importância como fonte de novos constituintes químicos. Dados químicos do gênero Aristolochia Não foram encontrados estudos químicos com a espécie Aristolochia trilobata. catarros crônicos. as flores são isoladas e axilares. sudorífica. . capoeiras e áreas em regeneração. constipação nasal. sarnas e orquites (Van den Berg. Também não é uma espécie cultivada. sulcados e estriados. o chá da raiz também é utilizado como emenagogo. 1984). é usada também como abortiva e eficaz contra veneno de cobras (Corrêa.Outros usos populares indicam que a raiz é tônica. pecioladas. disenteria e diarréia. anti-histérica e útil contra febres graves. a decocção das folhas dessa espécie é usada contra distúrbios estomacais e hepáticos. Aristolochia sp Nomes populares Nas comunidades da região do Vale do Ribeira. ovado-trilobadas com base cordiforme e sem estipulas. essa espécie também é uma planta trepadeira com folhas alternas. cicatrizante e contra úlceras crônicas. gripes fortes. A infusão das folhas é utilizada contra dores de barriga. e fruto capsular cilíndrico com sementes achatadas. estimulante. anti-séptica. 1982). especialmente para combater náuseas e vômitos. excitante. não sendo encontrada em áreas degradadas. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. estomáquica. A espécie é sempre obtida de dentro da floresta. diurética. os ramos são lisos. no entanto. simples. Dados botânicos Assim como Aristolochia trilobata.

1991a).. A. acuminata (Moretti et al. L. J. tubiflora (Peng et al. versicolor (Zeng et al. A. versicolor (He et al. fangchi (Tsai et al.. A. Zhang et al. 1980). 1983a). A... 1995). S. auricularia que possuem os ácidos aristolóquicos I. Terpenóides foram descritos em inúmeras espécies de Aristolochia. 1994). A.. et al. 1987).. esperanzae e A. molissima (Peng.. 1995) e A. et al. 1991.. tubiflora (Peng et al. 1979) em raízes de A. 1994). A. M.. A. A.. brasiliensis (Lopes et al.. 1992) e outros alcalóides em A. dematilis (Makuch et al. Lou et al. vários outros alcalóides aporfínicos de A. A. 1995) e A. inúmeros alcalóides denominados aristolactâmicos de A. 1987).. 1995). 1977 e 1985)... 1995). cinnabarina (Li et al. S. 1983).. 1988). kankauensis (Wu. sendo descrito em A. 1992). 1995). argentine (Priestap. 1987). Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren. 1991). em A. A. III e IV (Houghton & Ogutveren. alcalóides do grupo da berberina foram descritos em A. 1988). 1991b).. 1987. A. chilensis (Urzua Rodriguez. clematitis (Kostalova et al. X.. A. chilensis (Urzua et al.. debilis (Ahmed Farag et al. 1987). kankauensis (Wu et al.. A. A. L. argentine (Priestap. raízes de A. 1980). contorta (Lou et al. A. rodix (Tsai et al. tubiflora (Peng et al. A. nata (Moretti et al. 1988). 1984). versicolor (Zhang&He. P et al. T. A. A.. 1982). A. Lopes. 1995). As sesquiterpenolactonas foram isoladas de A. A.. clematitis (Kostalova et al. A.. 1983). 1980). 1989). Abel & Schimmer. 1986). Paiva et al. elegans (El-Sebakhy et al. Higa et al. A. 1979).Os ácidos aristolóquicos são os principais componentes de inúmeras espécies do gênero Aristolochia. 1988) e Aristolochia cymbifera (Leitão et al. manshuriensis (Ruecker et al. 1986b e 1986a).. 1995). H. yunnanensis (Chen et al. Alcalóides foram isolados de várias espécies. 1991) e de A. 1987). kankauensis (Wu... incluindo a magnoflorina obtida de partes aéreas de A.. Chakravarty et al. 1991). tais como A. longa (De Pascual et al. molissima (Peng et al.. 1991a). 1994). C... et al.. bracteata (ElTahir. A. rigida (Pistelli et al. 1988. et al.. 1991). 1992). A. A. 1987. A. manshuriensis (Lou et al. gigantea (Cortes et al. bracteata (ElTahir. ponticum (Houghton & Ogutveren... A.1993). 1991). Aristolochia cymbifera (Leitão et al. indica (Che et al. A. A. auricularia (Houghton & Ogutveren. A. A. A. 1992). 1996. 1990.. A. ftiangularis (Bolzani et al... maurorum (Kery et al.. arcuata (Watanabe & Lopes.. T. galeata (Lopes. 1985) e A.. cinnabarina (Li.. G. 1993). .... A. 1983b). longa (De Pascual et al. II. rotunda (Pistelli et al.. 1992. clematitis (Kostalova et al. liukiuensis (Mizuno et al. 1987). A. 1996). 1991b). et al. indica (Piers & Tse... gigantea (Lopes.

. birostris (Conserva et al. cymbifera... triangularis (Ruecker et al.. A. copaeno. T. 1990). esperanzae.. 1988) e A. chilensis (Urzua et al. A. 1994). 1993). taliscana (Longsw et al. Compostos como -cariofileno. galeata (Lopes & Bolzani. S.. 1990). 1987b. macroura (Leitão et al. -elemeno. S.Uma nova lignana nunca descrita na família Aristolochiaceae foi isolada de Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren. Lignanas também foram descritas em A. 1978).. Diterpenos isolados de Aristolochia albida agem como importantes antídotos de picada de cobras do gênero Naja (Haruna & . 1980). 1996). e o ácido aristolóquico de A. 1987) e A. R.. A. Urzua & Presle. gigantea e A.. 1995). 1988) e amidas em A. A. Dados farmacológicos do gênero Aristolochia Atividade antifertilidade foi determinada com substâncias isoladas de Aristolochia versicolor (He et al. 1980. rodix foi eficaz contra veneno de ofídeos (Tsai et al. 1979). O ácido aristolóquico de A. A. kankauensis (Wu. indica apresentou propriedades antiestrogênica e antiimplantacional (Pakrashi & Chakrabarty. Lopes et al. A. Estudos recentes demonstram ainda que o ácido aristolóquico possui uma efetiva atividade antiespermatogênica por interferir na espermiogênese no estágio de formação das espermátides (reduzidas em 72%) e reduzir em 47% a produção de células de Leydig maturas (Gupta. -elemeno e -humuleno foram determinados em A.. et al. arcuata (Watanabe & Lopes. 1991b). indica (Pakrashi & Pakrasi. 1977). et al.

1991). 1993). O ácido aristolóquico I promove contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir. O alcalóide magnoflorina obtido de várias espécies de Aristolochia diminui a pressão arterial em coelhos e induz hipotermia em camundongos. A espécie A.. antibacteriana. determinada pelo teste de Ames.. 1999). paucinervis foi ativa contra a Helicobacter pylori (Gadhi et al. também foi descrita para o ácido aristolóquico IV isolado de Aristolochia rigida (Pistelli et al. H. acetilcolina e ocitocina (Conserva et al. 1988). papilaris (Maia et al.. atividade analgésica. Dados toxicológicos e observações O ácido aristolóquico tem sido reportado por seus efeitos tóxicos (Hashimoto et al. niaurorum (Kery et al. Estudos com A. Vários tipos de ácidos aristolóquicos são nefrotóxicos. Atividade antifúngica foi determinada utilizando-se a espécie A. e antiviral com A. Atividade antiinflamatória também foi observada em A. O ácido aristolóquico II é capaz de produzir arilação do DNA e promover carcinogênese e mutagênese (Pfau et al. 1993). 1991). antitérmica e inibição das contrações induzidas por histamina. Foram ainda determinadas atividades citotóxica de A. 1985).. 1983). 1999). 1991). 1979). O mesmo ácido obtido de A. 2001). causando lesões renais de forma dose-dependente em apenas três dias de tratamento . A. indica apresentou atividade hepatotóxica e nefrotóxica em camundongos (Pakrashi & Shaha. multiflora (Moretti et al. G. gigantea (Campos et al.Choudhury. enquanto uma atividade relaxante muscular inespecífica em músculos lisos foi descrita para o extrato etanólico de Aristolochia papillaris (Lemos et al. 2002).. Atividade mutagênica.. birostris demonstraram.. paucinervis (Gadhi et al. tulobata (Sosa et al. além de promover contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir.. et al. 1990). A.. anti-séptica e cicatrizante de A. 1995). 1988). 1996). 1979).. papilaris (Maia et al.. Abel & Schimmer (1983) relatam que esse ácido é capaz de induzir aberrações cromossômicas estruturais e de apresentar potente efeito carcinogênico. com A.... no Sistema Nervoso Central. triangularis (Garcia. Importante atividade cardiotônica foi obtida com os constituintes químicos obtidos de cultura de células de Aristolochia manshuriensis (Bulgakov et al.. 1985).

as espécies desse gênero são importantes fontes de novos constituintes químicos que ainda não foram devidamente estudados. 50 ou 100 mg/kg via oral. Dados químicos e farmacológicos são escassos para garantir o uso seguro dessas espécies. 1996) por humanos. . Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis). Esse uso pode revelar inúmeros efeitos tóxicos dos constituintes químicos dessas espécies. não é recomendada a utilização sobretudo em gestantes. Entretanto.1 . por suas características químicas. Recentes estudos demonstram ainda o aparecimento rápido de fibrose renal intersticial pelo consumo crônico da infusão de Aristolochia pistolochia (Pena et al.. Da mesma forma. salientando ainda que várias delas são usadas como abortivas. Hoehne (1978) relata inúmeros casos de intoxicação com várias espécies desse gênero.com 10. cujos principais sinais são necrose do epitélio dos túbulos renais e alterações nos níveis de diversas enzimas (Mengs & Stotzem.Aristolochia trilobata. FIGURA 6. 1993).

G. e a primeira não possui importância como fonte de espécies de valor medicinal. especialmente do gênero Piper. onde ocorrem em abundância e diversidade. e espécies me- .7 Piperales medicinais L. ervas e pequenas árvores sempre aromáticas. Reis Introdução Na ordem Piperales ocorrem apenas duas famílias botânicas: Saururaceae e Piperaceae. do qual se destacam espécies como a Pimenta. epífitas. Portilho M. lianas. a família Piperaceae descrita por Paul Dietrich Giseke compreende aproximadamente três mil espécies distribuídas em oito gêneros (Mabberley. S. C. Peperomia e Pothomorphe. Di Stasi C. A. normalmente com células de óleos essenciais. Hiruma-Lima A. Mariot W. dos quais se destacam os gêneros Piper. Piper nigrum. No Brasil ocorrem aproximadamente 460 espécies de cinco gêneros. 1997). A família é muito importante como fonte de substâncias com atividade farmacológica. o mais estudado e conhecido do ponto de vista químico. muitas delas extremamente comuns na Mata Atlântica. Por sua vez. Geralmente as plantas são arbustos.

Piper cubeba. fruto pequeno do tipo drupa (Figura 7. como a Piper betle (betel). compreende aproximadamente mil espécies tropicais de ocorrência nas Américas. Dados botânicos Planta herbácea com internós glabros. como a chinesa e aiurvédica. várias espécies dessa família foram referidas como medicinais em ambos os locais de estudo envolvidos nesta pesquisa. ápice agudo com lâminas glabras e opacas em ambas as faces. Espécies medicinais Peperomia elongata H. elíptico-lanceoladas ou elíptico-ovadas. pequenas.1).B. muitas delas cultivadas como ornamentais e raramente conhecidas como medicinais. Trata-se de uma família de complexa identificação taxonômica pelas características das inflorescências. os índios tenharins denominam essa planta Tracoá.dicinais de ampla utilização. Piper methysticum e outras de grande importância em sistemas tradicionais de medicina. sendo também apenas . flores sésseis reunidas em inflorescências do tipo espiga. Nomes populares Além de Tracoaptera. muito semelhantes entre si. descrito por Hipólito Ruiz Lopes e José Antônio Pavón. folhas alternas. Dados da medicina tradicional Os índios tenharins usam internamente (decocção) as partes aéreas da planta para curar diarréia e dores intensas do estômago. ovário com um só estigma. Pela ampla ocorrência e abundância no Brasil. A espécie só foi referida como medicinal pelos índios tenharins.K. Piper longum. O gênero Peperomia. as quais passamos a discutir a seguir. O nome do gênero Peperomia é derivado de Piper. Não foram identificados outros sinônimos para essa espécie. Piper angustifolium.

Nomes populares A espécie é chamada. curtopecioladas. sendo também amplamente cultivada como ornamental na região. Não ocorreram relatos de usos de outras espécies desse gênero nos outros grupos entrevistados na região amazônica (comunidades ribeirinhas e habitantes do município de Humaitá). pequenas.obtida na área de floresta em torno da aldeia. de distúrbios do estômago. Dados botânicos Trata-se de uma planta herbácea com folhas alternas. . mas com pouca ocorrência. Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Salva-vida ou Salva-vidas. Corrêa (1984) refere que a planta é estomáquica e tônica. as flores são dispostas em espigas e de coloração clara. simples. gastrite e gripes. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. bastante carnosas e glabras. Peperomia rotundifolia H. na região amazônica. a infusão das folhas é usada internamente como sedativo e contra dores de estômago. em geral nas áreas de clareiras e em locais com grande umidade. de o Céu elétrico ou Óleo elétrico.K. ao passo que a decocção das folhas é usada para facilitar a digestão e no tratamento da hipertensão. Piper cavalcantei Yuncker. A espécie é encontrada na Mata Atlântica. Não foram encontrados sinônimos.B.

folhas pecioladas. O óleo retirado por maceração e aquecimento é usado topicamente para dor de ouvido e qualquer outro tipo de dor externa.Dados botânicos A espécie é um arbusto que chega até 2 m de altura. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. especialmente para dores de cabeça. O gênero Piper descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duas mil espécies tropicais. algumas lianas e pequenas árvores. . pendente. Piper cernnum Vell. a inflorescência especiforme varia de 30 a 60 cm de comprimento. A infusão das folhas é usada como antidiarréico. os frutos são drupáceos (Figura 7. Outras denominações populares são João-guarandi-do-grado. Nomes populares A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira pelo nome de Pariparoba. podendo chegar a até 5 m de altura. a decocção das folhas é considerada excelente antitérmico e analgésico. Dados botânicos A planta é considerada um arbusto. com caule e ramos de muitos nós e de coloração verde-escura. membranáceas. conforme será observado na descrição de outras espécies deste livro. podendo atingir 40 cm ou mais de comprimento e 25 cm de largura. para evitar desidratação e para combater cólicas menstruais. todas aromáticas. folhas curto-pecioladas com limbo foliar assimétrico e glabro em ambas as faces. atingindo até 10 cm de comprimento. sendo a maioria arbustos. assimétricas na base.2). isoladas e levemente curvadas. O nome do gênero Piper é a denominação árabe da Pimenta. característica marcante da espécie e bem distinta de outras Piperaceae. com vários nós e internós no caule central e em seus ramos. inflorescências do tipo espiga. O nome Pariparoba é muito comum para várias espécies de Piperaceae. Jaborandi-cepoti e Pimenta-de-morcego. com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura.

3). Trata-se de uma espécie amplamente coletada para comercialização como adulteração do jaborandi verdadeiro. Em outras regiões do país. tanto a infusão das folhas como as folhas frescas são usadas para aliviar a dor de dente. Piper gaudichaudianum Kunth. incluindo hepatite. tendo distribuição por todo o Brasil. enquanto as raízes frescas mastigadas são usadas como analgésico. ao passo que as raízes frescas também são mastigadas como antiinflamatório e contra distúrbios hepáticos. onde a espécie é abundante.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. especialmente contra dores de barriga. estomacais e hepáticos. . Dados botânicos É um arbusto de pequeno porte com folhas curto-pecioladas. um pouco ásperas. com os nomes de Murta e também de Pariparoba. especialmente em regiões de clareiras naturais e na borda de cursos de água. membranáceas. acuminadas no ápice. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. a infusão das folhas é usada como analgésico. inflorescências do tipo espiga. O uso tópico da decocção das folhas ou apenas do seu sumo alivia dores musculares. além de ser útil em distúrbios renais. assimétricas na base. podendo atingir até 8 cm de comprimento (Figura 7. A espécie possui grande ocorrência na Mata Atlântica. Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Iaborandi ou Jaborandi. particularmente contra cólicas abdominais. levemente curvadas.

inflorescências do tipo espiga. sendo encontrada em áreas de clareira e em locais com u m i d a d e . com distribuição restrita à região Sudeste do Brasil. A planta t a m b é m é coletada e comercializada como adulteração da pariparoba. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica com os nomes de Apepa-ruão. Dados botânicos Arbusto de 2 a 5 m de altura. Pimenta-do-mato e Pimenta-dos-índios. com ramos glabros e cilíndricos. Ihotzkyanum Kunth. flores verdes dispostas em inflorescências do tipo espiga. com até 7 cm de comprimento (Figura 7. levemente assimétrica na base. alongada e fina. c o m o Aperta-mão e Pimenteira. Em outras regiões do país. r e t a . Aperta-ruão ou Aperta-juan. A espécie é muito comum na Mata Atlântica. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins pelo n o m e de Nhambuí.4). membranosas. flores . Dados botânicos A planta é um arbusto pequeno com folhas curto-pecioladas e pequena bainha. estomacais e renais. com ápice acuminado. a infusão das folhas é u s a d a contra distúrbios hepáticos. Bitre. pecioladas. cordiformes.Piper cf. membranácea. Outras denominações populares para essa espécie são Caapeba-cheirosa. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. glabra. Nhandi. folhas alternas. Piper marginatum Jacq. pequena (até 11 cm de comprimento).

A planta é tônica. minúsculas. é encontrada na Mata Atlântica e conhecida com os mesmos nomes. descrita a seguir. fruto anguloso do tipo baga ovóide (Figura 7. Caá-peuá. flores sésseis. 1984). estimulatórias (Corrêa. principalmente da tucundeira. Malvarisco. Comparando-se as figuras das espécies descritas neste capítulo. formando uma falsa umbela. essas diferenças ficam bem claras. Nomes populares A planta é conhecida na região amazônica com os nomes de Caapeba.5).com brácteas triangulares. andróginas. Pothomorphe peltata (L. um gênero da família Araceae. peltatas. e não isoladas. estomáquica. fruto do tipo baga (Figura 7. Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas. Catajé. Uma outra espécie do mesmo gênero. flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum. como ocorre no gênero Piper. as raízes são carminativas. ovado-arredondadas. se ingerida. dores de dente e blenorragias. . contra veneno de cobra. Segundo os índios tenharins essa planta é tóxica. Caapeba-do-norte no Pará e no Mato Grosso como Pariparoba. peitadas. sudoríficas. as folhas. visto que no primeiro as inflorescências aparecem agrupadas. com ápice agudo e nervação peltinérvea. membranosas. gineceu com três estigmas.) Miq. Dados da medicina tradicional A raiz amassada é usada externamente para o alívio da dor e coceira causadas pela picada de insetos.6). sialagogas. androceu com três estames. bainha desenvolvida. resolutiva e usada em banhos após o parto. os frutos são excitantes. O gênero Pothomorphe foi descrito por Friedrich Anton Wilhelm Miquel e significa "semelhante a Pothos". diuréticas. O gênero Pothomorphe diferencia-se do gênero Piper.

membranosas. 1980).7). ovado-arredondadas. a população refere o uso externo da infusão das folhas para o alívio de dores musculares e o uso interno do macerado das folhas em água para tratar distúrbios hepáticos. . cordada. os mesmos usos atribuídos à infusão das raízes. A raiz e as folhas são diuréticas e antigonorréicas. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica pelo nome de Caapeba. com ápice agudo e nervação peltinérvea. flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum. bainha desenvolvida. e ela recebe o nome de Pothomorphe umbellata pela característica da inflorescência (Figura 7. desobstruente do fígado e do baço e útil contra infarto das vísceras abdominais (Corrêa. fruto do tipo baga. Os mesmos sinônimos apresentados para a espécie Pothomorphe peltata são atribuídos a essa espécie. formando uma falsa umbela. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. a planta toda fornece um suco útil contra queimaduras.Dados da medicina tradicional As folhas untadas e levadas indiretamente ao fogo devem ser usadas topicamente para diminuir inchaço. no Mato Grosso a planta é utilizada como antible-norrágico. A única diferença macroscópica entre essa espécie e a anterior é que no primeiro caso as folhas são peitadas (Pothomorphe peltata) e nesta espécie as folhas são cordadas. 1984). lenitivo para "machucaduras" e queimaduras (Van den Berg. flores sésseis. Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas. vermífugo. antiinflamatório externo e interno. Pothomorphe umbellata (L) Miq. andróginas. as folhas são resolutivas e a raiz é estimulante do sistema linfático. diurético. Capeba ou Pariparoba. minúsculas.

. 2000). marginatum foram isolados aril-propanóides. 3-hidroxi-4.. 1990). G. que também possui ácido grifólico. são . et al. De Peperomia campylotropa foram isoladas safrol. sesquiterpenos. M. compostos de grande importância farmacológica. vulcanica e proctorionas de P. 1988). 2001). et al.... Das raízes de P. 1997).. E. consideramos necessário apresentar os principais estudos realizados com suas espécies. Pela importância do gênero Piper nos aspectos químico e farmacológico. ácidos graxos (Lima et al. 1982). (1995) isolaram piperogalina de Peperomia galioides.. Piper Das raízes de P. Das partes aéreas de P. 1989) e peperomina D de Peperomia glabella (Delle Monache et al.. monoterpenos. 2001). que representa 49% dos constituintes voláteis. marginatum foram isolados o ácido 3-farnesil4-hidroxibenzóico e um derivado metilado (Maxwell & Rampersad.5-metilenedioxialilbenzeno e farneseno (De Diaz et al. 1996). B e C (Chen.. flavonóides (Tillequin et al. indicada populamente como antitumoral. 1988). 1987) que também estão presentes em outras espécies deste gênero (dos Santos et al. foram isolados lignanas denominadas peperomina A. Seeram et al. Os alcalóides. miristicina. C. proctorii (Mbah et al. grifolina bisobolol. Cromonas foram isoladas de P. Os compostos descritos no óleo essencial de Peperomia subespatula foram safrol. marginatum foi isolada a croweacina (De Oliveira Santos et al.. 1994). acetato de bornila e os ácidos elaídico e linolênico (Garcia.Dados químicos Peperomia O composto com atividade antibacteriana obtido de Peperomia pellucida foi isolado como cristais incolores na forma de agulhas e elucidado como C-42N-230H (Bojo et al. 1978) e vários aril-propanóides no óleo essencial (Ramos et al. quinonas piperogalona. Dos óleos essenciais de Peperomia rotundifolia foram isolados terpenos e sesquiterpenos (Joseph et al... Mahiou et al. além de apiol. galopiperona e hidropiperona (Villegas et al.. 1982). 2002. De Peperomia japonica.

. P. hancei (Li et al. chavicina e outros. 1980). hidropiperona. 1982) e P clusti (Koul et al. P. 1992). Uma quinona. com potencialidade de ser importante antibiótico de largo espectro. 1987). Foram estudados os óleos essenciais de P sarmentosum (Likhitwitaywuid et al. Li & Han.. 1986). 1987). retrofractum (Banerji et al. sendo os principais piperlonguminina. Pothomorphe P. 1968).... piperina. 1986 e 1987). nigrum (Inatani et al. piperidina. amalago (Dominguez et al.. 1987).. jaborandi (San Martin. P.. P.. 1987).. 1979). 1985). Foi demonstrado também que P. betle (Evans et al.encontrados com freqüência nesse gênero. futokadsura (Chang et al. longum (Dutta et al.. guineense (Cole. lignanas de P... 1980) e P. hostmanianum (Diaz et al. 1995). 1977. Tabuneng et al. 1977) e P. Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli. P. 1985).. cubeba (Badheka et al. galioides apresenta atividade contra Leishmania sp e Trypanosoma cruzi (Mahiou et al. compostos fenólicos de P. 1986. peltata apresenta o derivado monomérico do catecol 4-nerolidylcatechol e três dímeros (peltatol A... flavonas de P sylvaticum (Banerji & Das. P. 1986). 1981) e P. P. 1986) e P. 1983. aduncum e P. lancei (Han et al... Dados farmacológicos Peperomia Peperomia pellurída apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. 1987).. aduncum (Smith & Kassim... Bacillus subtilis. auritum (Ampofo et al. sylvaticum (Banerji & Pal. methysticum (Smith.. Isolaram também neoglicanas de P. piperlongumina. isolada de Peperomia galioides apresentou atividade antiparasítica contra três espé- . hispidum (Vieira et al. Foram isolados diversos alcalóides em P. 1984). 1986. 1986). flavonóides de P. Achenbach et al. P peepuloides (Shah et al. 1983). P. 1981). 1986) e flavonas de P.. betle (Rimando et al. 1985) e P. Shoji et al. peltatol B e peltatol C) ativos contra HIV (Gustafson et al. 1979). hispidum (Burke & Nair. hispidum (Vieira et al. P. P. tuberculatum (Braz Filho et al.

marginatum administrado intraperitonealmente em ratos e camundongos. B. A administração i.. provavelmente o efeito antiedematogênico do extrato está especialmente relacionado com seu constituinte vasoconstrictor (D'Angelo et al. apresentou atividades diurética (Santos. O extrato aquoso de P. galioides e os compostos ácido grifóico. L. mas não promoveu migração de leucócitos na pleurisia induzida por carragenina. Arigoni-Blank et al.. V. Peperomia nivales e Peperomia galoide apresentou atividade antiedematogênica cicatrizante e antiulcerogênica (Lozano et al. 1992). salivação intensa. Aziba et al. H. Doses acima de 1g/kg promoveram depressão respiratória e morte. 1996). bloqueada com prazosin e ioimbina. V. Diversas espécies do gênero apresentam importantes atividades farmacológicas. R.. antifúngica (Lima.5 mg/kg) em ratos anestesiados promoveu hipertensão dose-dependente.cies de Leishmania (Mahiou et al.. 1994).1-1 g/kg. promoveu piloereçáo... Villegas et al. 1997). Substâncias de P.1-0.. em doses que variaram de 0. e atóxica (Saad et al. 1995).. et al. M. 1998. hipotensora (Santos. 2001). Assim. lacrimejamento. et al.. analgésica (Da Silva et al. 2002. longum foram capazes de proteger o animal do antígeno causador de broncoespasmo. E. relaxamento muscular e dispnéia.. cicatrizante (Saad et al. et al. Embora o extrato de P. et al. 1996b).. 1997). S. et al.. 1994). O extrato aquoso também reduziu edema da pata induzido por carragenina em ratos. H. R. 1996). 1996a). O. O extrato também apresentou pouco efeito analgésico no modelo de contorção abdominal. grifolina e piperogalina apresentem atividade leishmanicida in vitro. marginatum as propriedades antiagregadora plaquetária (Lemos. antibacteriana. 2001). V. O. atuar como antialérgico e diminuir . também conhecida como Língua-de-sapo.. hipotensora (Siqueira et al.. 1996). analgésica e antiedemotogênica (Kham & Omoloso..v. O extrato metanólico de Peperomia flavamenta. 2002. 1997). do extrato (0. enquanto o extrato hidroalcoólico de Peperomia pellucida.. o extrato aquoso de Peperomia transparens apresentou propriedades natriurética e caliurética (Ribeiro. não foi observada inibição da doença em camundongos tratados tanto oralmente como pela via subcutânea (Inchausti et al. Piper Foram caracterizadas para P.

1986. e aumentou o tempo de sono (Duve. antiedematogênica dos extratos aquosos e alcoólico da planta (Amorim et al. apresentou propriedades anestésica. nigrum (Miyakado et al.a freqüência e a intensidade dos ataques de asma (Dahanukar & Karandikar. 1987. Cairney et al. A espécie P.. methysticum também conhecida como kava-kava. a degranulação. 1978. 1976). 1986 e 1988.. fungicida.. Shen et al. anticonvulsivante.. as kovalactonas isoladas desta espécie são responsáveis pelos efeitos ansiolíticos e antidepressivos. 2002) e de indução de câncer mamário (Rao et al. além de atuar impedindo a implantação de óvulos e como um abortivo precoce (Chandhoke et al. conhecida como Pariparoba.. 2002). a liberação de beta-glucuronidase e as enzimas lisossomais induzidas pelo PAF (Han et al... 2002). 1988). cincinnatoris... betle apresentou atividades fungicida. 1988) e não apresenta atividade mutagênica e antimalárica (Felzenszwalb et al. peltata possui atividade analgésica (Pupo. P. Prakash. 1985). nematicida (Evans et al. amalago (Pupo. Desmachelier et al. e reduzir a acomodação visual (Garner & Klinger. Efeito analgésico foi determinado nas espécies P. além de bloquear a transmissão neuromuscular. 2002.. Atividade depressora do Sistema Nervoso Central foi verificada com piperina de P. Dahanukar et al.. P. mutagênica (Chen et al.. P.. 1991. As neoglicanas isoladas de P. 1984). 1979). e antiviral P. P. 1984). Atualmente. A espécie P. sua utlização crônica tem promovido hepatotoxicidade (Belia et al. 2002) e reduz a parasitemia por Plasmodium berghei em camundongo (Amorim et al. O extrato metanólico das folhas apresentou ainda . inibindo a agregação de plaquetas. larvicida (Mongelli et al. peltata. 1988). também foram caracterizadas as atividades antiinflamatória. 2000). 1987). 1984. 1985). aduncum (Lohezic-Le et al. futokadsura atuam efetiva e especificamente como antagonistas do PAF (fator de agregação plaquetária). gaudichandianum. espasmolítica. agindo como os anestésicos locais (Singh. Amorim et al.. inseticida com substâncias de P. lancei e P. regnelli. Pothomorphe A espécie P. 1984). retrofactum (Woo et al. antioxidante (Choudhary & Kale. analgésica. Porém. 1986).. por seus constituintes químicos. Di Stasi & Pupo. De P. 1983). 1985).. abutiloides.. 1988). 1985). lindbergü e P. esta última com potente atividade (Di Stasi.

de Ferreira da Cruz et al. 2002. umbellata. 1997. 1987). 2000)... Moraes (1986) fez uma revisão da farmacognosia de P. além de atividade anti-HIV (Gustafson et al. Desmarchelier et al. umbellata. 1992)..Banco de imagens .1 . 1995).. FIGURA 7.. O extrato etanólico das raízes de P.atividade protetora de DNA (Desmarchelier et al. De P. 1987). umbellata foram determinadas as atividades antimicrobiana. peltata também promoveu inibição parcial do crescimento de bactérias (Mongelli et al.. P. o que não foi observado na espécie P.. analgésica. peltata (Felzenswalb et al. Ramo florido (Desenhado por Di Stasi .. antiedematogênica. 1996) e antimutogênica (Felzenswalb et al.Peperomia elongata. apresentou atividade antioxidante in vitro (Barros et al.. Também foi detectada a atividade teratogênica no extrato aquoso das folhas de P. antimalárica e antioxidante (Isobe et al. Miq. umbellata L. 1996).

2 . . b) detalhe da inflorescência (Fotos: Alexandre Mariot .FIGURA 7.Banco de imagens ).Piper cernnum: a) vista parcial da planta com as inflorescências.

3 .FIGURA 7.Piper gaudichauditmum: a) escanerata do ramo com inflorescência. b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens ). .

FIGURA 7.4 . b) escanerata com detalhe da inflorescência e ápice da folha (Banco de imagens ). .Piper Ihotzkyanum: a) escanerata do ramo com as inflorescências em espiga.

Ramo com inflorescência (Desenho original por Di Stasi Banco de imagens ).FIGURA 7.Piper marginatum. .5 .

. .6 .FIGURA 7..Banco de imagens .Pothomorphe peltata. Ramo florido mostrando a folha peitada e a inflorescência em forma de umbela (Desenho original por Di Stasi .

Ramo com inflorescência mostrando a folha cordada (Banco de imagens ).inflorescências Folha cordada FIGURA 7. .7 .Pothomorphe umbellata.

M. Berberidaceae. famílias com várias espécies de valor medicinal e com algumas de grande importância farmacológica. como é o caso da Papaver somniferum. das quais devemos destacar Menispermaceae. o famoso Ópio. de onde inúmeros compostos importantes e de grande valor na medicina. Hiruma-Lima C. Outras famílias dessa ordem são Fumariaceae. Sabiaceae. Guimarães Introdução A ordem Ranunculales compreende nove famílias botânicas distintas. algumas lianas. nos quais se distribuem aproximadamente 450 espécies tropicais e algumas raras de climas temperados. Di Stasi C. arbustos escandentes e . A.8 Ranunculales medicinais L. M. como a morfina e outros derivados opióides. todas sem importância do ponto de vista de espécies de valor medicinal e com distribuição e ocorrência no Brasil. Circaeasteraceae e Lardizabalaceae. foram obtidos. Em ambos os levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas apenas espécies da família Menispermaceae. A família Menispermaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 72 gêneros. Pteridophyllaceae. Ranuculaceae e Papaveraceae. C. Santos E.

Dados botânicos Planta perene. também denominada de Abutua. com contorno oblongo (Figura 8. Uma delas. Outras espécies desse gênero são conhecidas principalmente por Abutua ou Bútua. trata-se de uma espécie do gênero Cissampelos e que não foi completamente identificada. a espécie é chamada de Abuta. constituída de cipós lenhosos com caule de estrutura anômala. aplicada no local lesado e/ou ingerida. Espécies medicinais Abuta sabdwithiana Krukoff & Barnaby Nomes populares Na região amazônica. raspada e misturada com água. assim como . flores masculinas e femininas com seis sépalas e apétalas. flores masculinas reunidas em inflorescências paniculiformes multifloras e flores femininas em inflorescências racemosas. é considerada útil como cicatrizante e antiinflamatório. Dados da medicina tradicional A casca do tronco. utilizadas por índios do Norte do país. no entanto. típica da aldeia tenharins. são consideradas muito tóxicas. Espécies do gênero Abuta. foi referida como planta antiinflamatória. O nome do gênero Abuta tem origem na linguagem popular da Guiana. rufescens e A. folhas alternas e pecioladas. com ampla distribuição na América do Sul.raramente árvores ou ervas (Mabberley. fruto do tipo drupa.1). tais como A. da Mata Atlântica. O gênero Abuta descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé Aublet inclui aproximadamente 35 espécies tropicais (Evans. imene. Outra denominação é Iroba. destacam-se os gêneros Cissampelos e Abuta com grande número de espécies medicinais. onde muitas das quais são usadas popularmente como medicamento. 1997). onde a planta foi referida como medicinal. Nessa família. 1996).

espécies do gênero Strychnos, que são usadas no preparo de um veneno que se aplica na ponta das flechas para caça (Hoehne, 1939). Várias espécies desse gênero são utilizadas no preparo de medicamentos tradicionais como anticoncepcionais (Mabberley, 1997).

Dados químicos das espécies
De A. sabdwithiana foram isolados sitosterol e éster alifáticos (Corrêa et al., 1977) e os alcalóides palmitina e xylopina (Nagem et al., 1993). Foram isolados dos caules de A. pahni, e identificados por métodos espectroscópicos, alcalóides do grupo da ísoquinolina. Três dos alcalóides bis-benzilisoquinolinas foram caracterizados como 2-N-nordaurisolina, 2-N-metillindoldamina e 2'-N-metil-lindoldamina. Os demais alcalóides foram: coclaurina, daurisolina, lindoldamina, di-metil-lindoldamina, esteparina e talifolina (Dute et al., 1987). De A. grisebachii já foram identificados os alcalóides da família bis-benzil-isoquinolina denominados grisabina, grisabutina, peinamina, 7-O-di-metil-peinamina, N-metil-7-O-di-metilpeinamina, macolidina e macolina (Ahmad & Cava, 1977; Galeffi et ai., 1977). De A. panurensis foram identificadas as presenças dos alcalóides panurensina e norpanurensina (Cava et ai., 1975), de A. rufescens, a esplendina (Skiles et ai., 1979) e de A bullatta, asaulatina (Hocquemiller et al., 1984). De A. velutina foram isolados o esteróide abutasterona (Pinheiro et al., 1983), os triterpenóides taraxerol e taraxerona e os alcalóides imerubina e imelutina (Pinheiro et al., 1984). De A. rufescens e A. pahni foram isolados diversos alcalóides (Dute et al., 1987; Skiles et al., 1979).

Dados farmacológicos das espécies
Estudos recentes demonstram que decocção de A. grandifolia inibiu parcialmente o desenvolvimento de Pseudomonas aeruginosa e de Mycobacterium gordonae, indicando a importância dessa espécie como agente antimicrobiano (Mongelli et al., 1995). Esta mesma espécie também apresentou atividade inseticida significativa contra Aedes aegypti (Ciccia et ai., 2000) e atividade antiplasmodial atribuídas aos alcalóides krukovina e limacina (Steele et al., 1999). Estudos com a infusão da espécie A. grandiflora demonstraram a ausência de citotoxicidade (Desmarchelier et al., 1996).

Dados toxicológicos das espécies
A utilização dessa espécie como medicamento tradicional ou fitoterápico, especialmente considerando-se os dados populares de toxicidade, é restrita, em razão do pequeno número de informações que garantam uso seguro. Essa restrição torna-se maior pelo fato de que os medicamentos tradicionais preparados com essa espécie na região amazônica não se caracterizam por uso disseminado e poucas informações estão disponíveis. Entretanto, esse aspecto torna a espécie interessante para a realização de novos estudos como fonte de substâncias ativas, especialmente aquelas com atividade antiinflamatória e cicatrizante.

FIGURA 8.1 - Abuta sabdwhhiana. Detalhe do ramo vegetativo (Desenho original por Di Stasi - Banco de imagens -

Seção 2
Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

9
Caryophyllales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. A. Hiruma-Lima

A ordem Caryophyllales, mais as ordens Polygonales (inclui a família Polygonaceae) e Plumbaginales (inclui a família Plumbaginaceae), formam a pequena subclasse Caryophyllidae. A ordem Caryophyllales também é conhecida pela denominação Centrospermae e inclui um grande número de espécies medicinais com distribuição e ocorrência na região amazônica. Nessa ordem de espécies vegetais estão incluídas quinze distintas famílias botânicas, das quais as mais importantes e com grande ocorrência no Brasil são Caryophyllaceae, Amaranthaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae, Cactaceae e Portulacaceae. Das espécies referidas nas regiões de estudo (Amazônia e Mata Atlântica) como medicinais e aqui registradas, encontram-se indivíduos que pertencem às famílias Amaranthaceae, Cactaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae e Portulacaceae, as quais serão discutidas mais adiante. No entanto, outras espécies dessa ordem são importantes como medicinais e devem ser aqui registradas, especialmente a Chenopodium ambrosioides da família Chenopodiaceae, amplamente conhecida e usada no Brasil como uma importante espécie medicinal com amplo espectro de usos populares. Essa espécie foi referida no levanta-

mento realizado na Mata Atlântica, ao lado de outras espécies das famílias Portulacaceae e Nyctaginaceae.

Espécies medicinais da família Amaranthaceae

Introdução
A família Amaranthaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales, subclasse Caryophyllidae, inclui 71 gêneros, com aproximadamente novecentas espécies tropicais ou subtropicais e poucas de clima temperado (Mabberley, 1997). A maioria das espécies é herbácea, mas alguns arbustos e trepadeiras são descritos na família, raramente ocorrem árvores. Os gêneros mais importantes dessa família são Amaranthus e Ptilotus (Amarantheae - Amaranthoideae), Celosia (Celosiae - Amaranthoideae), Gomphrena, Iresine, Alternanthera e Pfaffia (Gomphreneae - Gomphrenoideae) e Pseudoplantago (Pseudoplantageae Gomphrenoideae). No Brasil ocorrem doze gêneros e aproximadamente noventa espécies, destacando-se, pelo seu valor medicinal, várias espécies dos gêneros Celosia e Amaranthus descritos por Carl Linnaeus, e Pfaffia e Gomphrena, por Carl Martius. Muitas dessas espécies também são amplamente utilizadas como ornamentais, especialmente as do gênero Celosia. Outras espécies, do gênero Alternanthera, são amplamente distribuídas no Brasil e consideradas ervas daninhas, tais como A. ficoidea, A. amabilis, A. spectabilis e A. versicolor, mas algumas também são consideradas medicinais e outras, tóxicas. O gênero Pfaffia inclui uma espécie muito utilizada no Brasil como medicamento, a Pfaffia paniculata, que não é referida nas regiões em estudo.

Espécies medicinais

Alternanthera brasiliana (L) Kuntze e Alternanthera micrantha Domin.
Nomes populares

Para a espécie A. brasiliana, Emenda é o nome popular mais utilizado na região de amazônica; no entanto, as denominações Corrente, Abranda e Perpétua são também muito utilizadas popularmente e referem-se à mesma espécie. Em outras regiões do país a espécie é conhecida ainda como Correnteroxa, Perpétua-do-brasil, Caaponga, Ervanço, Carrapichinho, Terramicina, Penicilina, Argentina e Carrapichinho-do-mato. Para a espécie A. micrantha, Abranda é o nome popular utilizado na região. A população, muitas vezes, utiliza ambos os nomes populares de forma indiscriminada para ambas as espécies, mesmo considerando os distintos usos terapêuticos.
Dados botânicos

Alternanthera brasiliana é uma planta herbácea, perene, rasteira, com caule esverdeado; as folhas são simples, opostas, sésseis, de ápice agudo ou pouco acuminado e base atenuada nitidamente pilosa; a inflorescência é formada por espigas pedunculadas, multiflora, contendo flores em glomérulos alongados, hermafroditas, com duas brácteas subiguais, cobertas por cinco tépalas, com cinco estames alternados; o ovário é unilocular e uniovulado; o fruto é utrículo, indeiscente e unisseminado, envolvido por duas brácteas lanceoladas. O gênero Alternanthera inclui aproximadamente cem espécies tropicais e temperadas, distribuídas especialmente na América do Sul. O nome do gênero Alternanthera, descrito por Carl Linnaeus, significa "Anteras alternadas".
Dados da medicina tradicional

Para a espécie A. brasiliana a população da região amazônica usa a infusão das flores contra diarréia, inflamação e tosse (béquica), enquanto a

decocção das folhas em grande quantidade é usada internamente em caso de derrame cerebral; o banho preparado com as folhas é utilizado para "deslocamento de osso". Para a espécie A. micrantha, a população utiliza-se da infusão das flores contra diarréias fortes e hemorróidas. Refere-se popularmente, ainda, que essa infusão não deve ser utilizada topicamente contra hemorróidas, apenas internamente. Outras indicações incluem o uso do chá de todas as partes da planta para hemorróidas (Amorozo & Gély, 1988). Não foram referidos usos medicinais na região da Mata Atlântica para nenhuma espécie desse gênero.

Ce/os/a argentea L. var. crisfata
Nomes populares

Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Crista-de-galo; no entanto, vários sinônimos são usados, tais como Crista-de-galo plumosa, Celósia plumosa, Amaranto branco, Celósia branca, Suspiro e Veludo branco.
Dados botânicos

Celosia argentea é uma planta herbácea, anual, ereta, glabra, atingindo até 1 m de altura; possui um caule suculento com folhas sésseis, alternas, pecioladas, linear-lanceoladas de ápice acuminado, sem estipulas; as flores são pequenas, não vistosas, reunidas em inflorescências do tipo espiga ou panícula terminal, densamente ramificadas, podendo apresentar-se nas cores vermelha, vermelha-roxa, amarela ou branca; as flores possuem brácteas e bracteolas lanceoladas, acuminadas; as sépalas são lanceoladas e agudas; os estames estão reunidos na base; possui de quatro a oito sementes lenticulares, pontuadas e pretas (Figura 9.1). Essa variedade, também denominada Celosia cristata, é um derivado tetraplóide da Celosia argentea com plumas de várias cores (amarela, vermelha, roxa). O nome do gênero Celosia, descrito originalmente por Carl Linnaeus, vem de kéleos = "queimado", referindo-se ao aspecto geral das inflorescências. Esse gênero inclui aproxi-

madamente 45 espécies tropicais e subtropicais, com ampla distribuição na América do Sul e na África. Essa espécie também é encontrada na região do Vale do Ribeira, mas não foi referida como medicinal nas entrevistas realizadas nessa região.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá das flores é usado internamente contra gripe e rouquidão, e para esse segundo sintoma é comum o preparo de um chá bastante adocicado. Corrêa (1984) relata o emprego das sementes como antiescorbútico, anti-helmíntico e antidiarréico. O uso de espécies desse gênero, tais como C. trigyna e C. antihelminthica, é muito comum contra helmintos intestinais, especialmente contra Taenia (Hoehne, 1939). O uso de C. trigyna contra helmintos é extremamente comum e disseminado por diversos países da África (Watt & Breyer-Brandwijk, 1962).

Gomphrena globosa L
Nomes populares

Essa espécie, assim como outras da mesma família botânica, é conhecida popularmente na Amazônia como Perpétua. Em outras regiões, é também conhecida como Amaranto globoso e Gonfrena.
Dados botânicos

Gomphrena globosa é uma planta herbácea anual com até 1 m de altura; possui um talo ereto e pubescente, com ramos abundantes e curtos, opostos; as folhas são simples, opostas, elíptico-lanceoladas e pilosas; as flores se apresentam reunidas em inflorescências capitulares nas cores roxa ou rosada (Figura 9.2). Provavelmente originária da América tropical, mas também encontrada no sul da Ásia e com ampla distribuição na América do Sul. O gênero Gomphrena inclui aproximadamente 120 espécies tropicais e subtropicais, especialmente nativas da América e da Austrália. O nome do

gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius significa "escrever, pintar", relativo à folha variegada de grande parte das espécies desse gênero.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a infusão das flores é usada externamente no tratamento de hemorróidas, ao passo que o uso interno dessa infusão é referido como excelente no alívio da "palpitação" no coração. Outros usos incluem a fervura de todas as partes da planta, usada internamente, no caso de hemorragias fortes, especialmente em hemorragias menstruais (Guerrero, 1994).

Dados químicos dos gêneros Ce/os/a, Gomphrena e Alternanthera
Celosia argentea possui triterpenóides (raiz e sementes), sucrose (raiz) e flavonóides (folhas e caule), além de um importante polissacarídeo denominado celosina (Shah et al., 1993; Hase et al., 1996 e 1997; Schliema et al., 2001). A espécie também possuí dois raros isoflavonóides (Jong et al., 1995), lipídios, esteróis e ácidos (Mehta et al., 1981; Opute, 1980; Behari & Shri, 1986), várias isoflavonas (Jong & Hwang, 1995) e peptídios bicíclicos (Kobayashi et al., 2001; Morita et al., 2000). As sementes de treze linhagens de Celosia referentes a quatro espécies (C. argentea, C. cristata, C. plumosa e C. whileii) possuem proteínas, gordura e ácidos graxos, especificamente o ácido palmítico, oléico e linoléico (Prakash et al., 1992). Cinco espécies de Celosia foram analisadas quanto à composição nutricional e possuem vitamina C, carotenóides, proteínas e fatores antinutricionais, nitrato e oxalato (Prakash et al., 1995). Estudos farmacognósticos realizados com Gomphrena globosa confirmam a presença de flavonóides, saponinas e taninos nas flores; flavonóides, saponinas, sesquiterpenolactonas, taninos e triterpenos nas folhas e saponinas na raiz (Guerrero, 1994). De Alternanthera brasiliana foram caracterizadas as presenças de esteróides e terpenos (Macedo et al., 1999). Da espécie A. pungens foram isolados o

ácido oleanólico e uma sapogenina (De Ruiz et al., 1991), além de alfa-pineno (7,40%), canfeno (4,21%), beta-pineno (6,42%), mirceno (3,61%), p-cimeno (4,29%), limoneno (3,52%), beta-ocimeno (2,35%), 1,8-cineol (6,28%), alfatujeno (3,62%), alfa-borneol (4,46%), alfa-curcumeno (2,36%), cânfora (5,52%), bornil acetato (3,82%), alfa-terpinoleno (5,38%), linalol (6,29%), geraniol (7,42%), alfa-terpineol (3,82%), elemol acetato (6,14%), eudesmol (5,38%) e azuleno (3,16%) (Gupta & Saxena, 1987). Dos frutos dessa espécie também foram isolados antraquinonas e glicosídeos, além de heterosídeos, ácido oleanólico, b-sitosterol, amônias quaternárias, colina e acetilcolina. Lipídios neutros, fosfolipídios, glicolipídios e tocoferol foram determinados em A. sessilis por Sridhar & Lakshiminarayana (1993), além de ácido oleanólico e açúcares como glucose e ramnose (Kapundu et al., 1986). Uma C-flavona glicosilada denominada alternantina foi isolada de A. philoxeroides (Zhou et al., 1988). Estudos farmacognósticos demonstram a presença de taninos, sesquiterpenolactonas, esteróides e triterpenos em Alternathera sp, conhecida popularmente como Sanguinária (Guerrero, 1994).

Dados farmacológicos dos gêneros Alternanthera, Celosia e Gomphrena
Flavonóides das folhas e caule de C. argentea e o extrato alcoólico de folhas dessa espécie têm sido estudados pela ação antibacteriana e as sementes, pela atividade diurética em voluntários e ratos albinos (Shah et al., 1993). Esta espécie também possui propriedade antimetastática, imunomoduladora (Hayakawa et al., 1998), antidiabética (Vitrichelvan et al., 2002) e antimetótico atribuído à presença de peptídios tricíclícos (Morita et al., 2000; Kobayashi et al., 2001). O extrato de Celosia argentea, administrado intraperitonialmente, apresentou uma marcante supressão na produção de IgE anti-DNP em camundongos, mas não afetou a de IgG. Esses resultados sugerem que esse extrato, futuramente, poderá ser útil para a supressão de anticorpos IgE em certas desordens alérgicas (Imaoka et al., 1994). Celosina, um polissacarídeo isolado do extrato aquoso das sementes de Celosia argentea, apresentou um efeito hepatoprotetor, por inibir diversos

. Farias. 1997). relaxante (Araújo et al. argentea. Esses resultados indicam que celosina é um agente imunoestimulante do efeito anti-hepatotóxico (Hase et al. pungens apresentaram atividade purgativa dose-dependente . et al. Uma loção contendo C.... raízes. L. 1993. et al. 1996). 1987). 1997) antiinflamatória e atóxica (Souza. Verificou-se ainda que essa espécie é capaz de aglutinar hemácias em felinos. Amaranthus tricolor (também da família Amaranthaceae) e outras plantas foi usada para o tratamento de dermatites atópicas (Mitsuyama & Yoshino... talos e flores são extremamente tóxicos para peixes (Guerrero. porém. M. 1994). Além disso. Kern et al. 1996a e 1996b). ainda. D....parâmetros alterados pela ação de tetracloreto de carbono.. B. 1996). 1998. Induziu. Celosina também induziu a produção do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alpha) em camundongos. antiviral (Brochado et al. 1997). a secreção de IL-1-beta em células mononucleares humanas e aumentou a produtividade de gama interferon junto à concavalina A em células de baço de camundongos. 1999. 1996. 1993). in vitro. 1996. tais como os níveis das enzimas plasmáticas (GPT. 1996). et al. Brochado et al. J.. B. Não foram observadas. as propriedades antibacterianas da planta (Schlemper et al. Com outras espécies do gênero Alternanthera verificou-se que extratos do fruto de A. Estudos realizados com extratos etanólicos de raiz de Gomphrena globosa apresentaram atividade antibacteriana. Esses dados sugerem que essa substância química é um ativo componente protetor dose-dependente contra hepatites químicas e imunológicas (Hase et al. D. 1997. analgésica (Macedo et ai. Loureiro et al. GOT. LDH) e o nível de bilirrubina. além da produção de interleucinas-1-beta (IL1-beta) e óxido nítrico em macrófagos em concentração dose-dependente. assim como se confirmou que extratos aquosos e etanólicos de folhas. mas essa ação pode ser inibida pelo soro humano (Lim & Gook. O tratamento feito com folhas secas e frescas de Celosia trigyna mostrou-se muito efetivo como anti-helmíntico (Audu. o efeito sobre a peroxidase lipídica (Hase et al. 1994) e depressora do SNC (Kern et al. Estudos com Alternathera brasiliana permitiram constatar as seguintes propriedades: inibidor da proliferação de linfócitos humanos (Bento et ai... Farias. L. celosian reduziu a mortalidade por hepatite induzida por Dgalactosamina em camundongos e. 1997). 1996 e 1998). Gomes et al... 1997).

et al. pungens possui atividade estimulante direta sobre o sistema gastrointestinal.. A atividade antidiarréica foi estudada em camundongos em que o extrato metanólico de Alternanthera repens foi mais efetivo (Zavala et al. 1989). et al. 1995). C. inclui . provavelmente por ação sobre receptores colinérgicos (Garcia. Estudos mais recentes demonstram uma redução na taxa de mortalidade de animais infectados com vírus da febre hemorrágica.. O uso das espécies contra helmintos. B. 1972). 1998). Observações de uso Há uma grande concordância nos usos populares das diversas espécies. Yang et al. porém. hemorragias. não apenas com as espécies citadas. 1996). Do extrato de A. 1986. sessilis foi detectada atividade antiulcerogênica (Wang et al. 1992). em doses terapêuticas também foram observadas ligeiras deformações das células hepáticas (Qu. assim como sugere a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem a eficácia dessas espécies em diversas atividades farmacológicas e sua toxicidade. Espécies medicinais da família Cactaceae Introdução A família Cactaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales. aliado aos dados de toxicidade em peixes.quando administrados oralmente em camundongos (Calderon et al. Zhang et al. 1988. subclasse Caryophyllidae. 1996...... A ação anticarcinogènica de folhas de Alternanthera sp não foi efetiva para inibir o desenvolvimento de carcinomas implantados no estômago de camundongos (Aruna & Sivaramakrishnan.. S. requer cuidados por parte da população. De Ruiz et al. Extrato aquoso de A. sobretudo contra helmintos. 1993). mas com inúmeras outras da mesma família botânica. Diversos estudos foram desenvolvidos sobre a atividade antiviral de Alternanthera philoxeroides (Niu. especialmente em uso crônico. confirmados para inúmeras espécies dessa família.

com aproximadamente 160 espécies distribuídas em todas as regiões (Barrozo. Segundo Joly (1998). Cereus e Melocactus (Cactoideae).97 gêneros. usada na Amazônia como medicinal e descrita a seguir. • Cactus. de hábito variável e geralmente espinhosas. mas amplamente comercializadas como espécies ornamentais. com afinidade com as cactáceas de origem andina (Barrozo. 1978). . Os gêneros mais importantes dessa família são: • Pereskia (Pereskioideae). Espécies medicinais Pereskia grandiflora Haworth Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sangue-de-cristo. As espécies no Brasil podem ser divididas em dois grupos distintos: as encontradas na região Nordeste (com afinidades com as Cactaceae de origem norte-americana) e as cactáceas comuns das regiões Sudeste e Sul do país. 1978). com aproximadamente 1. No Brasil ocorrem 32 gêneros. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal da espécie Pereskia grandiflora. a família reúne 170 gêneros de distribuição restrita às Américas.400 espécies (Mabberley. reconhecidas popularmente como espécies comuns de caatinga. Em outras regiões do país recebe os nomes de Cacto-rosa e Quiabento. que inclui a espécie Pereskia grandiflora. A família inclui árvores xeromórficas comumente com caules suculentos e algumas epífitas. são espécies perenes. que também inclui espécies medicinais. Em ambos os casos. 1997). todas com metabolismo adaptado à produção de ácidos orgânicos e usualmente produzindo alcalóides e betalaínas. • Opuntia (Opuntioideae). enquanto na região do Vale do Ribeira nenhuma espécie dessa família foi referida como medicinal. suculentas. embora várias espécies possam ser encontradas na África.

com numerosas sementes lenticulares aplanadas e obovadas. ramnose e ácido galacturônico (Sierakowski et al. fructose e arabinose (Carvalho & Dietrich. guamacho possui ácidos galacturônico. 1987). fruto do tipo baga glabra. ramnopiranose e glucopiranose (Sierakowski et al. dispostas em rácimos terminais. ácido galactopiranosilurônico. Dados químicos e farmacológicos do gênero De Pereskia grandifolia foram isolados sucrose. antitérmico e contra gripes e resfriados. glucurônico e seus metil ésteres. .Dados botânicos É uma planta terrestre arbustiva ascendente por meio de espinhos que lhe servem como garras. Não foram encontradas outras referências populares sobre a espécie. xilose e ramnose (De Pinto et al. arabinopiranose.. C. cresce em matas e em restingas. obovóide. O nome do gênero Pereskia foi revisado por Phil Miller. 1990). além de heteropolissacarídeos. Peiresc.. galactopiranose. F. arabinose. O gênero Pereskia é o único dessa família em que as folhas são desenvolvidas e não são suculentas. além de galactose. muito ramificada e com ramos e caule cilíndrico. numerosos acúleos. folhas subpecioladas. sendo amplamente usada e comecializada como cerca viva. Dados da medicina tradicional A decocção de qualquer parte da planta é usada internamente como analgésico. A goma de P. sendo uma homenagem ao professor N. galactose. lenhoso. flores rosas com anteras amarelas e inodoras. 1994). glucose. A espécie é originária da Argentina. arabinofuranose. galactose. Das folhas de P. aculeata caracterizou-se a presença de arabinose.. em altitudes e também no nível do mar. sendo uma planta arbustiva ou arbórea com até 6 m de altura. É uma espécie apreciada como ornamental pelas abundantes flores rosas. oblongas e acuminadas com base atenuada. 1986).

O principal gênero é o Portulaca. 1997). No Brasil ocorrem apenas dois gêneros. muitas delas suculentas (Mabberley.Espécies medicinais da família Portulacaceae Introdução A família Portulacaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 32 gêneros. usada como alimento e medicamento em quase todo o território brasileiro. nos quais estão compreendidas aproximadamente 380 espécies cosmopolitas espontâneas. e 33 espécies (Barrozo. Talinum e Portulaca. 1978). . Portulaca oleracea. no qual se encontra uma espécie cosmopolita de grande ocorrência no Brasil. sendo algumas pequenas árvores. arbustos e ervas. sendo uma espécie referida como medicinal nas duas regiões em que foram realizados os estudos aqui descritos.

enquanto as folhas frescas são mastigadas e deglutidas para as mesmas finalidades. Nomes populares A planta é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Beldroega. cólicas renais e . Na região da Mata Atlântica. o uso tópico da decocção é considerado excelente para aliviar a dor de queimaduras. obovadas. O suco das folhas é usado internamente contra úlceras e dores de barriga. na forma de salada. como alimento. referindo-se às propriedades purgativas da planta. flores amarelas. pequenas. O gênero Portulaca descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies tropicais. que são cultivadas em vários países como alimento cru ou cozido. planas e suculentas. outros usos são atribuídos à espécie. febrífugo e contra parasitas intestinais e cólicas renais. Corrêa (1984) refere que o caule e as folhas da planta são diuréticos. especialmente em Portugal e na Alemanha. fruto capsular obovóide. Bodroega. vermífugos e úteis para combater problemas hepáticos. sendo uma planta muito comum e de fácil desenvolvimento em todo o Brasil. arroxeado e suculento. A espécie é usada desde os tempos mais remotos. diminutivo de "porta". dadas sua rusticidade e resistência à seca. Inclui três variedades principais. pequenas.Espécies medicinais Portulaca oleraceae L. mas algumas variações de nome popular são usadas. Dados botânicos É uma erva de caule curto. folhas pequenas. Berduega e Veduega. tais como Verduega. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. sésseis. O nome do gênero Portulaca deriva de portula. a decocção das partes aéreas é utilizada como diurético. as partes aéreas cruas são usadas. axilares ou terminais. e a maioria é de ervas suculentas anuais.

A infusão das folhas é utilizada para retenção urinaria. estomáquica. Dados botânicos É uma erva prostrada de caules cilíndricos. como as da beldroega. A infusão das folhas misturada com alfazema serve para tratar cólicas renais. Também conhecida como Beldroega. vulnerária. pequenas. roxas ou avermelhadas dispostas em fascículos no ápice de cada um dos ramos. diurética. A infusão das folhas com casca de caju (Anacardium occidentale) é usada na forma de banho de assento para tratar hemorróidas. Portulaca pilosa L. Perrexi e Alecrim-desão-josé. cicatrizante externa. emenagoga e eficaz contra erisipela. As folhas dessa planta também são comestíveis. de onde saem folhas alternas. . além de seu uso na cura das queimaduras e das úlceras de todos os tipos. A infusão das folhas com as de graviola e jambu (Spilanthes acmella) é considerada excelente para problemas do fígado. glabros e suculentos. as sementes passam por diuréticos.afecções da vista. lanceoladas. Corrêa (1984) refere ainda que a planta é considerada tônica. emoliente. O sumo das folhas cruas é usado internamente para diminuir cólicas menstruais e corrimento vaginal. A infusão de folhas com broto de goiaba (Psidium guajava) é indicada contra diarréias graves. amarga. Dados da medicina tradicional A decocção das partes aéreas é usada contra erisipelas e febres. Caaponga. O macerado das folhas em água é usado externamente contra qualquer tipo de ferida. flores amarelas. sendo uma planta muito variável e encontrada em todo o território brasileiro. emenagogos e vermífugos. sendo também usada localmente para "carne crescida no olho". Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Amor crescido. pilosas.

jewenol A e jewenol B (Ohsaki et al. cálcio. beta-caroteno e glutation (Simopoulos et al. 1986) e os diterpenos trans-clerodânicos. fósforo. manganês..Dados químicos Foram determinados diferentes ácidos graxos ômega-3 em folhas de R oleracea. fumárico e acético (Gao & Liu. dentre os quais 18:3-ômega-3. málico. oleracea apresenta um glicosídeo monoterpênico denominado portulosídeo A.. parkeol. carboidratos. B e C.. 1996).. Schneider & Kubelka (1990) caracterizaram a presença do ácido graxo ômega-3 (Omara-Alwala. dos quais 25% são ácidos graxos livres e 19% são esteróis. pilosa (Ohsaki et al. 1991). pilosanol A. malônico. Boschelle et ai. P. Também foram realizados estudos quantitativos da composição química de P. 1995. (1991) detectaram de R oleracea 3. ácido linoléico e ácido palmítico.0 undecano) de R pilosa (Ohsaki et ai. portulacaxantina II e portulacaxantina III (Trezzini & Zryd. Observou-se a presença de triterpenos beta-amirina. succínico. Das outras espécies do gênero foram ainda isolados outros diterpenóides clerodânicos (Ohsaki et al. 24-metilene-24dihidroparkeol e 24-metilenecicloartanol.. . 22:6ômega-3. ácido ascórbico. 1994). sintetizado a partir de linalol (Sakai et ai. sendo o último composto um glicosídeo. 1991). 1996). isolados das raízes de P.5% de lipídios. 1995b).. Foram isolados diversos triterpenóides em outras espécies do gênero Portulaca. além dos ácidos graxos do tipo ácido linolênico. oleracea de proteínas. além da presença de antioxidantes alfa-tocoferol. potássio e cobre (Mohamed & Hussein. 1992). cycloartenol. butirospermol.. tais como o diterpenóide pilosanona C (que possui esqueleto biciclo 5. campesterol e stigmasterol. ferro. e determinado que a tirosina é importante precursor do pigmento betalaína nas pétalas de espécies de Portulaca (Kishima et ai. 1996). hidrocarbonos e alfa-tocoferol. ascórbico.. 1991) e uma mucilagem viscosa formada por um complexo polissacarídeo (Wenzel et ai. Foram também isoladas duas betaxantinas de flores de R grandiflora. 1992). Boehm & Boehm.. três diterpenóides transclerodânicos.... ao passo que das suas sementes foram caracterizadas as presenças de ácido linoléico e ácido linolênico (Liu et ai. 1991).4. Simopoulos et ai. 20:5-ômega-3 22:5-ômega-3. 1988). 1991. como sitosterol. 18:2-ômega-6 e 18:l-ômega-9 (Ornara Alwala et al. Detectou-se a presença dos ácidos cítrico. 1990).

. (1994). em parte decorrente da grande quantidade de íons K+. 1987). 1989b) e hipotensora (Poli et al. . 1985) relaxante muscular. oleracea. n-hexacosanol.. Dados farmacológicos O extrato aquoso de P oleracea apresentou atividade relaxante de músculo esquelético. 1994)... enquanto das partes aéreas de P. grandiflora Hook.. 1989. 1989). 1994). suffruticosa foram isolados n-hentriacontano. quando se observou um relaxamento muscular que não está relacionado com a liberação intracelular de cálcio. 1989). mas com o cálcio extracelular (Okwuasaba et al. O extrato aquoso das partes aéreas de P pilosa apresentou atividades espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al.. 1993). stigmasterol. 1989).. beta-D-glucosídeo e quercetina-3-ramnosídeo (Joshi et al. O extrato hidroalcoólico de P pillosa também apresentou atividade espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al.. 1987). 1996).De P. 1995). dentre outras espécies.. oleracea foi investigado in vitro. P. aumentando a concentração de insulina sérica em ratos com diabetes mellitus (tipo II) experimentalmente induzida (Eskander & Jun. reduziu atividade motora (Radhakresharan et al. De P. porém não foi observada atividade analgésica (Poli et ai.. além de antipirética e antiinflamatória (Poli et al.. apresentou atividade hipoglicemiante. beta-sitosterol. Habtemariam et al. foram isolados também diterpenos clerodânicos (Boehm & Boehm. lupeol. 1993. o que confere qualitativamente uma ação do tipo dos sais de potássio (Parry et al. 1989). n-triacontano. sem alterar a diurese. encontrado por Rocha et al. O extrato hidroalcoólico de P oleracea apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al. Rocha et al. diurética (Rocha et al.. Essas atividades podem esclarecer o efeito renal de aumento da excreção de potássio. 1995a) e outro diterpenóide clerodânico (Ohsaki et al. 1997). 2001) e não foi observada atividade antiulcerogênica (Costa et al.. grandiflora foi isolado o diterpeno portulal (Ohsaki et al. O extrato de P....

todos de pequena importância como fonte de espécies medicinais. em que podemos destacar o gênero Chenopodium como o principal. flores agrupadas em inflorescências glomerulares com muitas flores pequenas amarelo-esverdeadas. que pode atingir até 1. Erva-das-cobras. caule ereto e glabro. Anserina vermífuga. Salicornia. são encontradas no Brasil espécies dos gêneros Beta. 1997). No entanto. 1978). Erva-das-lombrigas. Trata-se de uma espécie com usos pré-históricos. Spinaceae. Erva vomiqueira. oblongas denteadas.Espécies medicinais da família Chenopodiaceae Introdução A família Chenopodiaceae descrita por Walter Vent compreende 1.300 espécies cosmopolitas d de áreas de deserto e semidesértica (Mabberley.5 m. sendo uma planta extremamente . Ex Stend. referida como uma das plantas usadas no embalsamamento de cadáveres. Inclui arbustos. raramente. Salsola e Atriplex. pequenas árvores. Espécies medicinais Chenopodium ombrosioides Bert. até espécies bem aclimatadas em áreas tropicais. extremamente ramificado. Caacica. Dados botânicos A planta é uma erva cosmopolita. Mentrasto e Mentrusto. Também é chamada de Ambrósia. sendo no Brasil encontradas espécies subespontâneas (Barrozo. Menstruço. ervas anuais ou perenes e. A família se subdivide em quatro subfamílias. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Erva-de-santa-maria. ramos folhosos verdes com folhas alternas. Lombrigueira.

Godano et al. especialmente na área veterinária. 1985a e 1985b. incluindo a Amazônia. contra reumatismo. Melito et al. ao passo que a infusão das folhas é usada. o macerado das folhas em água é usado tanto interna como externamente como antiinflamatório. os quais devem ser observados em seu extenso trabalho. O gênero Chenopodium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cem espécies.) . seu uso deve ser extremamente restrito pelos relatos de indução de tumores estomacais. A espécie é utilizada na expulsão de parasitas intestinais. como abortiva. destaca-se aqui a importância da espécie como vermífugo.. esse uso é comum também em outros países. Além desse uso. onde não foi referida como medicinal no estudo realizado. febre. para problemas da pele. a maioria de ervas. Corrêa (1984) refere dezenas de usos medicinais dessa espécie. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. as folhas frescas são usadas topicamente para diminuir edemas. amplamente disseminado nas zonas rurais. Dados toxicológicos Apesar da grande utilização desta espécie na medicina tradicional. 1978. uso disseminado em todo o Brasil e popularmente com eficácia incontestável. bronquite. dor ciática e parasitas intestinais e. O nome do gênero Chenopodium significa "péde-ganso". a espécie é também empregada como estomáquica e digestiva e. referindo-se às folhas lobadas. lesões hepáticas. 2002. baratas e demais insetos. extremamente útil para afugentar pulgas.vulgar no Brasil e de ocorrência em todo o território nacional. percevejos. além de ser empregado como fumigante contra mosquitos e inibidor do crescimento de larvas de pragas de lavoura (Bown.. sendo especialmente útil como vermífugo de animais. renais e genotoxicidade (Kapadia et al.. em altas doses. externamente. 1995). internamente. Outro uso disseminado em todo o Brasil e reconhecidamente de grande valor é como inseticida doméstico.

flores reunidas em panículas isoladas com quatro a sete flores pediceladas (Figura 9. Referimos a seguir o amplo uso medicinal na região do Vale do Ribeira de espécies do gênero Boerhavia. pilosas e pecioladas. com ampla distribuição no território e pertencentes especialmente aos gêneros Neea. 1997).Espécies medicinais da família Nyctaginaceae Introdução A família Nyctaginaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 390 espécies tropicais. Dados botânicos A planta é uma erva rasteira com poucos ramos ascendentes e pilosos. a espécie é conhecida como Erva-tostão. opostas. e o nome do gênero foi dado em homenagem ao médico. Espécies medicinais Boerhavia difusa Willd. O gênero Boerhavia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais. mas não antocianinas (Mabberley. Pisonia. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Mirabilis. Guapira e Andradea. químico e botânico alemão Hermann Boerhraave. de onde partem folhas pequenas. incluindo árvores. distribuídas. destacamos aqueles que possuem espécies de valor medicinal: Boerhavia. Bougainvillea. Outros nomes empregados para identificar a espécie são Batata-de-porco. nome usado em todo o Brasil. Boerhavia. No Brasil ocorrem apenas dez gêneros e aproximadamente setentas espécies.3). . em trinta gêneros. Mirabilis e Bougainvillea. arbustos e ervas que produzem betalaínas. Dos gêneros. ovadoblongas. Pega-pinto e Tangaraca.

especialmente a raiz.. Sohni et al. Aslam. 2000a).. 1978 e 1980. Pesquisas fitoquímicas apontam a presença de alcalóides (Garg. a maioria rica em antocianinas (Mabberley. sendo a parte mais usada e comercializada como excelente medicamento para problemas do fígado. O uso principal se baseia na infusão das folhas para a expulsão de vermes. atóxica. 1995). 1991) e antimicrobiana (Abo & Ashidi.. nos quais se encontram aproximadamente 65 espécies tropicais espontâneas nas Américas. desobstruente e um dos melhores medicamentos para icterícia e contra picadas de cobras... além de ser considerada excelente diurético. Esta planta faz parte de uma composição fitoquímica que apresentou atividade amebicida (Sohni & Bhatt. A fração alcaloídica é responsável pela atividade imunomoduladora observada para esta espécie (Mungantiwar et al. 1999). 1996) e lignanas (Lami et al. Espécies medicinais da família Phytolacaceae Introdução A família Phytolacaceae descrita por Robert Brown compreende dezoito gêneros. 1999). sendo árvores. 1991. 1996.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica a planta é muito conhecida e sempre referida como medicinal. ou na infusão de toda a planta contra hepatite e diarréia. Os principais gêneros dessa família são Phytolacca. particularmente contra lombrigas. 1997). arbustos.. 1990 e 1991). que inclui várias espécies medicinais e inúmeras usadas . 1997). cujos efeitos benéficos são incontestáveis. lianas ou ervas. possui sabor picante.. antiinflamatória (Hiruma-Lima et al. Rawat et al. 1991). Dados químicos e farmacológicos da Boerhavia diffusa Alguns estudos farmacológicos têm demonstrado atividades hepatoprotetoras (Chandal et al. sem efeito teratogênico (Singh et al. e antifibrinolítica (Barthwal & Srivastava. Corrêa (1984) refere que a planta.

O uso externo das folhas novas e da raiz. limão de cayanna. no Mato Grosso. farmacêutico e amante da natureza. membranosas. folhas. pequenas. Outros dados incluem o uso da raiz. Erva-pipi e Raiz-de-guiné. antiespasmódica e reputada como sudorífica. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. o banho preparado com as folhas é útil como anti-séptico e antiemético para crianças. Gambá-tipi. inchaço de mem- . como Tipi. O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende apenas essa espécie de origem na América tropical. como abortiva. o uso tópico do preparado de folhas de mocura-caá. reunidas em inflorescências axilares e terminais espiciformes. Dados botânicos Subarbusto perene. estimulantes e úteis no tratamento de paralisia. fruto aquênio cilíndrico. peão-branco ou roxo é utilizado contra dores de cabeça. Espécies medicinais Petiveria alliacea L. Em outras regiões. amplamente utilizada como medicinal no Brasil e aqui descrita. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Mocura-caá. estipuladas. diurética. no Rio de Janeiro. na Bahia. Pipi. anti-reumática e antivenérea (Corrêa. raízes e ramos são considerados emenagogos. em decocto ou pó. sublenhoso. folhas curto-pecioladas. que inclui uma única espécie. 1984).4). alternas. em Pernambuco e em São Paulo.como ornamentais. O nome do gênero foi dado em homenagem a Jacob Petiver. delgados e ascendentes. gineceu unicarpelar com ovário súpero. também é comum. agudas no ápice e estreitas na base. Tipi-verdadeiro. ereto. ramificado com ramos compridos. e o gênero Petiveria. flores sésseis. achatado e carenado (Figura 9. alfavacão. androceu com quatro estames. no alívio de dores musculares. Amansa-senhor.

1982)... e para a atividade depressora do Sistema Nervoso Central o efeito anticonvulsivante parece ser o mais importante (Lima et ai.. glicina e alantoína (Sousa et al. como antitérmico e em banhos de descarga (Simões. ácido lignocérico. a planta é utilizada como expectorante e vermífugo (Amorozo & Gély. 1988. protegeu parcialmente animais contra as convulsões induzidas por pentilenotetrazol e mostrou ação anestésica local (De Lima et al. 1980). Pinto C. flavonóides: 6-formil-8-metil-7-0-metilpinocembrina. De Lima et al. as indicações populares se repetem (Matos & Das Graças. Diversos outros trabalhos também relatam atividades anticonvulsivante (Lima. M. trans-N-metil-4-metoxiprolina. em Minas Gerais. T. Trotta et al. na Paraíba. C..7-di-O-metilpinocembrina. C. et al. lignocerato de lignoceril e alfa-friedelinol (De Souza et al.bros inferiores e em dores de dente (Van den Berg.. 1980).. as raízes são usadas na hidropsia. M. linoléico. paralisia. 1988.. a raiz é útil na amenorréia (Agra. dores de cabeça. alantoína. o macerado da raiz é utilizado como antimalárico (Matos et ai. pinitol. antiespasmódico e sudorífico (Verardo. reumatismo. T. esteárico. trisulfeto de dibenzila.. Dados químicos da espécie Da raiz e do caule foram isolados nitrato de potássio. 1988). et al. serina. ainda. como abortivo. em Brasília e no Mato Grosso. flavonóides. no Ceará. 1982)... 1992).. dihidroquercetina e miricetina (Delle Monache & Cuca Suarez. 1986).. no Rio Grande do Sul.. 1990). além dessas indicações. lignoceril álcool. peptídeos como ácido glutâmico. beta-sitosterol. S. 1982. ácidos palmítico. triterpenos (Delia Monachi et al. O infuso das raízes apresentou ação antinociceptiva. Grandi et ai. Van den Berg. et al. 1986). beta-sitosterol. 1996) e dibenziltrisulfeto (DBTS) (Johnson et al. 1980. 1982). 1997. 1990). 1988b). 1988. 1988). 3-O-ramnosídeos de dihidrokaempferol. 6-hidroximetil-8-metil-7-0-metilpinocembrina e 6-hidroximetil-8-metil5.. 1998). 1989) e depressora do SNC (Lima. . Dados farmacológicos da espécie Os dados farmacológicos são muito variados. nitrato de sódio. De Souza et al.

. decorrente de substâncias mutagênicas e potencialmente carcinogênicas (Hoyos et al. Y. sendo estas atribuídas à presença de saponinas e cumarinas na raiz (Davino et al. por levar à imbecilidade. 1993. 1988.. 1996) e antitumoral (Davino et al. acaricida (Johnson et al. Germano et al.. . citotóxica.. No entanto. 1998). Os extratos de raiz e folhas possuem efeito abortivo. 1992) e antiinflamatória para o extrato aquoso.. Takahashi... O extrato hidroalcoólico de P. Davino et al. 1984). utilizado popularmente como vermífugo. além de não apresentar atividade depressora (De Lima et al. antiinflamatória oral (Germano et al.270 mg/kg para o extrato hidroalcoólico (Germano et al. Malpezzi et al. 1991 e 1992). 2002.. 1995) e hipoglicemiante (Lores & Pujol.. e o de caule. 1992). 1991). alliacea também apresenta atividades tópica antiinflamatória (Germano et al.mas não apresentam atividades sedativa e ansiolítica (Takahashi.. tanto das folhas quanto da raiz (Peters et al. 1987) e antiviral (Ruffa et al... com uma D L m a de 1. Dados toxicológicos Dados populares dessa planta indicam atividade tóxica. efeito zigotóxico (Guerra et al.. Lopez-Martins et al. M. alliacea. 2050 aci02).. Guerra et al. 1988).. Outros estudos também caracterizaram as atividades abortiva. Davino et al. 1998). 2001).. afasia e até à morte (Corrêa. 1993.. outros estudos para avaliação das atividades analgésica e depressora do SNC em ratos e camundongos demonstraram atividade no teste de contorções abdominais induzidas por diferentes substâncias e inatividade no teste de imersão da cauda em água aquecida.. estudos in vitro demonstraram atividade genotóxica. além de atividade antimitótica (Malpezzi et al. 1989... O composto dibenziltrisulfeto (DBTS) apresenta importante atividade inseticida. 1988.. tendo sido determinada a toxicidade subaguda. hematopoiética (Quadros et al.. 1990). 1991.. também apresentou atividade moluscicida (Almeida. Elisabetsky et al. 1989. zigotóxica e antimitótica do extrato hidroalcoólico. O extrato aquoso da planta apresentou também atividades gastroprotetora (Cortez et al.. 1995). 1991). 1994). Cortez et al. 1993). 1988. et al. 1991.. atividades analgésica (Thomas et al.. 1997) e antifungica (Benevides et al. 1994). Caldeira et al. P.

FIGURA 9.1 - Celosia argentea: a) ramo florido; b) semente (Foto: Hiruma-Lima).

FIGURA 9.2 - Gomphrena globosa: a) escanerata do ramo com flores; b) escanerata com detalhe da flor (Banco de imagens -

FIGURA 9.3 - Boerhavia difusa. Detalhe do ramo com flores (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa, 1984 - Banco de imagens

FIGURA 9.4 - Petiveria alliacea. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998 - Banco de imagens -

Seção 3
Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

10
Violales medicinais

L. C. Di Stasi C. A. Hiruma-Lima F. G. Gonzalez W. G. Portilho

A ordem Violales inclui 23 famílias botânicas, muitas delas importantes fontes de espécies medicinais, tais como Flacourtiaceae (Lacistemaceae), Violaceae, Passifloraceae, Turneraceae, Caricaceae, Cucurbitaceae e Begoniaceae. Nessas e em outras famílias dessa ordem são encontradas muitas espécies comestíveis e inúmeras ornamentais, tratando-se de uma importante ordem de espécies vegetais com valor econômico e medicinal. Da família Flacourtiaceae deve-se destacar o gênero Casearia, que inclui a famosa medicinal Casearia sylvestris. Da família Violaceae, os gêneros Anchietia e Viola são os mais importantes, a espécie Anchietia salutaris, uma trepadeira conhecida como Cipó-suma, tem sido amplamente usada e estudada como importante fonte de produtos com atividade antialérgica e antiulcerogênica, enquanto no gênero Viola inúmeras espécies são cultivadas e comercializadas como ornamentais. Na família Begoniaceae, destacam-se as espécies ornamentais do gênero Begonia, enquanto na família Caricaceae encontram-se os gêneros Carica, importantes como fonte de espécies comestíveis e medicinais, e Jacaratia, no qual inúmeras espécies são belas ornamentais. Do

gênero Carica, a espécie Carica papaya foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica, cujas folhas são amplamente utilizadas contra gripes, resfriados e tosses. Das outras famílias dessa ordem destacam-se espécies medicinais de Lacistemaceae, Passifloraceae e Cucurbitaceae, referidas como medicinais na região amazônica, assim como espécies medicinais de Cucurbitaceae e Passifloraceae, referidas na região do Vale do Ribeira.

Espécies medicinais da família Cucurbitaceae Introdução
A família Cucurbitaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 119 gêneros, com 775 espécies distribuídas especialmente em regiões tropicais e poucas em climas temperados (Mabberley, 1997). No Brasil, a família é representada por trinta gêneros, com aproximadamente duzentas espécies (Barrozo, 1978). A família inclui inúmeros gêneros de importância farmacológica, dos quais ressaltamos Fevillea, Cucumis, Momordica, Bryonia, Luffa, Cucurbita, Wilbrandia e Sechium. Muitas espécies dessa família são comestíveis e reúnem importante valor econômico no Brasil, especialmente aquelas dos gêneros Cucurbita, Momordica, Fevillea e Sechium.

Espécies medicinais Cucumis anguria L.
Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Maxixe ou Pepino-deíndio. Em outras regiões do país é também conhecida como Maxixe-bravo, Maxixeiro, Maxixo, Pepino-castanha, Pepino-de-burro, Pepino-espinhoso, Maxixe-do-mato e Cornichão.

Dados botânicos

A espécie é anual, com caule rasteiro e anguloso, contendo folhas curto-pecioladas, cordiformes, sublobadas e base emarginada, profundamente 5-lobada; flores brancas, de corola partida e segmentos mucronados; fruto do tipo baga, ovóide, indeiscente e com mesocarpo branco; sementes marginadas. O gênero Cucumis inclui 35 espécies tropicais, e várias são úteis como medicinais e na produção de compostos flavorizantes para uso em cosméticos e alimentos, devendo-se destacar a espécie Cucumis sativus, o famoso Pepino. O nome do gênero Cucumis descrito por Carl Linnaeus deriva de cuce, palavra céltica que significa "oco".
Dados da medicina tradicional

O fruto, além de comestível, é usado na forma de suco como sudorífico.

Cucurbita pepo L.

Nomes populares

A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil como Abóbora. Também denominada Abóbora-moranga, Abóbora-de-carneiro, Abóbora-de-porco, Abóbora-moranga e Abóbora-porqueira.
Dados botânicos

É uma planta anual, rasteira e trepadeira, com ramos bastante vilosos e com gavinhas; folhas alternas, cordiformes, grandes e profundamente 5lobadas e pilosas; flores amarelas, grandes e vistosas; fruto grande, oblongo-arredondado com uma polpa fibrosa e comestível; as sementes achatadas são brancas. A espécie reúne inúmeras variedades, mas a C. pepo é de origem africana. É cultivada na região do Vale do Ribeira, inclusive pelas comunidades tradicionais e em quase todo o Brasil, sendo muito apreciada como alimento e importante recurso econômico. O gênero inclui aproximadamente treze espécies, mas inúmeras variedades para cada espécie, todas

de origem tropical. O nome do gênero Cucurbita descrito por Carl Linnaeus deriva de Cucumis e orbis, devido à forma esférica do fruto.
Dados da medicina tradicional

Na região do Vale do Ribeira, o macerado dos frutos em água fria, durante seis horas, é usado internamente para aliviar os sintomas de "queimação" do estômago. As sementes frescas trituradas ou secas ao sol são usadas internamente contra parasitas. Tanto os frutos como as sementes são amplamente consumidos como alimento. Corrêa (1984) refere que as folhas são usadas contra queimaduras, e as flores, para combater erisipela e qualquer inflamação; as sementes são usadas para doenças do fígado e baço, além de serem reconhecidamente tenífugas de grande uso; as raízes cozidas são usadas interna ou externamente como febrífugo ou para lavar feridas de origem sifilítica. As sementes frescas são usadas contra disenteria e para "refrescar o fígado", enquanto o cozimento das raízes possui propriedade febrífuga e tenífuga e, externamente, é usado contra úlceras sifilíticas (Guerrero, 1994).

Luffa cylindrica Roem.
Nomes populares

A espécie é chamada na região da Mata Atlântica, assim como em várias regiões do Brasil, pelo nome de Buchinha. A espécie também é chamada de Bucha-dos-paulistas, Fruta-dos-paulistas, Bucha-do-pescadores e Quingobógrande. Também é conhecida como Buchinha-do-norte, mas não tratamos aqui da verdadeira Buchinha-do-norte, que é a espécie Luffa operculata.
Dados botânicos

É uma planta trepadeira herbácea de porte alto e caule 5-angulado; folhas longo-pecioladas, palmadas e 5-lobadas, raramente com sete lobos; flores amarelas, sendo as masculinas dispostas em rácimos axilares, e as femininas, solitárias; fruto oblongo e cilíndrico, chegando a até 35 cm de comprimento, com sementes pretas ou cinzentas. Os frutos dessa espécie eram amplamente utili-

zados e ainda o são nas zonas rurais como esponja para a lavagem de louças (Figura 10.1). A espécie é cultivada na região da Mata Atlântica em São Paulo, sendo comum e subespontânea na região Nordeste do Brasil. O gênero inclui sete espécies tropicais. O nome do gênero Luffa descrito por Phillip Miller deriva de luff, que é o nome árabe da planta.
Dados da medicina tradicional

Na Mata Atlântica, especialmente nas regiões rurais, os frutos são macerados em aguardente ou vinho e utilizada contra rinite. O fruto (esponja) é empregado na limpeza do corpo e para melhorar a circulação na pele, além de comumente ser usado na lavagem de louça. A espécie é empregado equivocadamente como abortiva, por se considerar tratar-se da Buchinha-donorte, a Luffa operculata. Internamente a espécie é usada contra reumatismo, dores, hemorróidas, hemorragias internas e para melhorar a lactação (Bown, 1995). As folhas são usadas para acalmar a dor de cabeça e, quando cozidas, para purificar o sangue e como emenagogo; os frutos são usados como eméticos e catárticos violentos; a polpa, quando verde, é considerada purgante (Guerrero, 1994). Momordica charantia L.
Nomes populares

A espécie é conhecida na região amazônica e em várias regiões do país como Melão-de-são-caetano, inclusive na região do Vale do Ribeira. Em outras regiões, a espécie também é denominada Fruto-de-cobra, Fruto-denegro, Erva-de-são-caetano, Erva-são-vicente e Erva-de-lavadeira.
Dados botânicos

Planta trepadeira, escandente, delicada, ramificada, com caule estriado; folhas membranosas, 5-7-lobadas com lobos estreitos na base; gavinha simples, longa, delicada, pubescente; flores masculinas solitárias, em pedúnculo com bráctea reniforme, inteira; cálice com lacínios lanceolado-ovais; estames aglutinados com os lóculos das anteras; flor feminina longo-pedunculada;

fruto capsular carnoso, amarelo quando maduro; sementes vermelhas (Figura 10.2). O nome do gênero Momordica descrito por Carl Linnaeus deriva de momordi = passado do verbo mordere, significando "eu mordi", referindose à disposição das sementes no fruto deiscente, como dentes.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o sumo das folhas, uma vez ao dia, é útil como antimalárico, enquanto o preparado do sumo das folhas com óleo de andiroba é aplicado externamente contra coceira. A infusão das folhas misturada com folhas de Sacaca é utilizada no tratamento de hepatite. Na região da Mata Atlântica, a infusão das partes aéreas da planta é usada para problemas hepáticos e como emagrecedor. A espécie também é utilizada como purgativo, emético-catártico, febrífugo, antileucorréico, anticatarral, anti-reumático, vermífugo, supurativo, anticarbunculoso, antiinflamatório e contra cólicas abdominais, menstruações difíceis, queimaduras, cravos e morféia (Corrêa, 1984); no Piauí, é usada externamente contra enxaquecas e internamente como abortivo e contra problemas do fígado (Emperaire, 1982); em Minas Gerais, é usada como anti-hemorroidal, emenagogo, febrífugo, resolutivo, anti-helmíntico, anti-reumático, antigripal, emético e purgativo (Gavilanes et al., 1982; Verardo, 1982; Grandi et al., 1982; Grande & Siqueira, 1982); na Paraíba, contra verminoses e cólicas (Agra, 1980).

Sechium edule Sw.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil como Chuchu. Outras denominações comuns são Maxixe, Machucho, Maxixe francês, Xuxu e Machuchu.
Dados botânicos

É uma trepadeira herbácea, com caule ramoso, piloso, com gavinhas; folhas pecioladas, membranosas, ásperas, alternas, cordiformes, com três

especialmente na Itália. Dados botânicos É uma planta rasteira e trepadeira. Na região da Mata Atlântica é comum encontrar a espécie dentro da floresta. especialmente após o cultivo sistematizado. rugoso. O gênero descrito por Silva Manso inclui apenas duas espécies. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica e em outras regiões do país como Taiuiá. Reúne ainda inúmeras outras qualidades econômicas. a decocção dos brotos é usada contra hipertensão e como sedativo. com caule anguloso. sulcado. É uma importante espécie econômica. mas ásperas. . é uma variação de sicyos. nas raízes formam-se tubérculos cilíndricos. 5-lobadas e raramente com mais lobos. descrito por Patrick Browne. flores amarelo-claras. flores amarelas esbranquiçadas. como em formações secundárias. visto seu grande consumo como alimento em todo o Brasil e em vários países da Europa. longos. chegando a atingir 50 cm de comprimento (Figura 10. sendo um produto amplamente comercializado. que significa "pepino". A espécie é usada e amplamente comercializada como adulterante da Taiuiá verdadeira (Cayaponia tayuiya). ramoso e delicado. O nome do gênero Sechium. foi dado em homenagem a John Wilbrand. e o nome. capoeiras e na beira de estradas. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira.3). fruto do tipo pepônio verde. membranosas.a cinco lobos. folhas pecioladas. alternas. com até 20 cm de comprimento. O gênero inclui apenas seis espécies. como Cabeça-de-negro. Wilbrandia. Wilbrandia ebracteata Cogn. e muitas variedades em cada espécie. e sua raiz.

Zn. a decocção das raízes e das folhas é usada contra úlceras e gastrites. Mn e Li (Peng & Li. aminoácidos e abundância em elementos como Cu. 1992)... momordenol e o álcool monocíclico denominado momordol (Begum et ai.. Nguyen. charantia foi determinada como 0. além do esterol. 1997). Kusmenoglu.40%).. Hara et al.. Huang et al. 1987). Das sementes de M. 1996). Grondin et al. além das momordicinas (Fatope et al. assim como no controle da diabetes. Além disso. Das sementes de M. a raiz é utilizada no tratamento de febre. ácido linolênico. reumatismo.. charantia .. glicolipídios (35. como laxativo (Farias et al. charantia foram isolados os triterpenóides cucurbitanos. Dados químicos de alguns gêneros Diversos estudos fitoquímicos têm sido feitos com a Momordica charantia (Garcia et al.80%) e fosfolipídios (16. Os ácidos graxos predominantes foram o ácido alfa eleosteárico. 1991.. também. 1996. sífilis (Almeida et al. 1989.. Wang et ai. Ni. 1989) e monossacarídeos e dissacarídeos (Ishikawa et al. Zheng et al.. Das sementes de M. A composição química do fruto de M... Foram isolados também cicloarterol. taraxerol e beta-amirina (Kikuchi et al.76% de lipídios. 1996). ácido esteárico e o ácido palmítico (Yuwai et al. charantia foi isolada a gama-momorcharia. uma proteína inativadora de ribossomos (Pu et ai.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 1986). divididos em lipídios não-polares (38. 1989. proteínas. charantia foram isolados os triterpenos momordicina. charantia foi isolado um inibidor da tripsina (Kawamura et al.81%). 1990a). Co.. Chandravadana et al. momorcharasídeo A e momorcharasídeo B que inibiram a síntese de DNA e RNA em células tumorais S180 (Zhu et al. Dos frutos verdes de M. Foram isolados ainda das sementes de M. 1990. charantia isolou-se uma mistura de esteróis acilglicosilados (Guevara et al. 1985).. 1995. charantia também foram isolados triterpenos. Dos frutos frescos de M. 1996.24-dien-3beta-ol e o 24-metilenecicloartanol os constituintes majoritários do óleo de suas sementes. charantia também foram isolados vicina. 1990). momordicinina e momordicilina. Das folhas de M. 1988.. 1996). 1992). De M. 1996. tumores e. Das sementes foram ainda isoladas lecitinas (Wang et ai. afecções da pele. Chang et al.. sendo o cucurbita-5. Cr. 1997)... 1989)..

1993). Aí. além de possuir óleo essencial (Guerrero. além de glicoproteínas (Minami & Funatsu. A espécie Cucurbita pepo é rica em glicosídeos saponínicos. pela E e. também foram detectados em Aí. 1990). além do ácido rosmarínico. Triterpenóides cucurbitanos foram isolados do extrato clorofórmico das folhas de M. 1991). dioica eM. punícico e alfa-eleosteárico (Gaydou et ai. As sementes possuem 50% de óleo. 1993). isolados das partes aéreas. 1994). 1990b). também descrito em M. Estudos fitoquímicos demonstraram grande proximidade entre espécies do gênero Momordica: Aí. 1987). charantica. 1987). balsamina foram isolados os ácidos graxos: ácido octadecatrienóico. Sobre outras espécies do gênero Momordka foram realizados inúmeros estudos químicos. posteriormente. albumina e um glicosídeo denominado cucurbitina.. esteárico. 1994). Geralmente. Dos frutos de Aí. micose e momorcharasídeos A e B (Zhu et al. 1990). charantia. e inúmeros estudos são realizados com essa espécie. A espécie Luffa cylindrica possui alcalóides (Guerrero. provavelmente uma das mais estudadas quanto às suas atividades farmacológicas. aos quais se atribui a potente atividade biodinâmica e tóxica das espécies em que são encontradas (Pagotto. foetida (Mulholland et al.. . As mais comuns no reino vegetal são as cucurbitacinas B e D. pelas G. Dos frutos de Cucumis anguria foram isolados ácido palmítico..vicine. linoléico e linolênico (Sibanda & Chitate. seguidas. involucrata (Shanta & Radhakrishnaiah. e são nomeadas com letras sucessivas do alfabeto (A -» R). Das sementes de M. contendo trinta carbonos. oléico. Os glicosídeos fenilpropanóides verbascosídeo e calceolariosídeo. 1995). sesquiterpenolactonas e taninos. Recentes estudos demonstram que a família Cucurbitaceae é especializada na produção de cucurbitacinas. grosvenor foi isolado um triterpeno usado como adoçante (Hu & Lu. Dados farmacológicos Várias atividades farmacológicas foram verificadas com a espécie Momordka charantia. balsamina (De Tommasi et al.. 1995). H e I (Miro. rigorosamente. as cucurbitacinas estão presentes nas plantas como (J-glucosídeos. 1997). além de uma resina (Volák & Stodola. triterpenos tetracíclicos.

Atividade hipoglicemiante do extrato aquoso dos frutos de M. 1996. Os experimentos em animais e in vitro têm caracterizado o fruto como secretagogo de insulina e como insulinomimético (Kedar & Chakha Barti. da síntese protéica. Inibição da síntese de RNA. 1987). 1982. com aumento de glicogênio nos tecidos e músculos. sem alterações na glicemia e com redução significante na colesterolemia (Platel et al. 1996... Ng et ai.. 1984. antiviral (Takemoto et al. 1993). (2001) demonstraram ainda que o suco da planta aumenta a tolerância a glicose e a recaptura da glicose nos tecidos. Ahmad et al. parâmetros hematológicos permaneceram normais. 1982a e 1982b). Platel & Sirinivasan. (1986b e 1986c) verificaram que frações isoladas dessa espécie possuem atividade antilipolítica e lipogênica. extratos brutos de folhas. charantia apresenta efeitos nas monooxigenases dependentes do citocromo P450 e glutation Stransferase hepáticas (enzimas metabolizadoras de drogas) em ratos com diabetes induzida por estreptozotocina (Raza et al.... Welihinda & Karunana-Yake (1986) e Miura et al. 2002). A administração oral do suco do fruto ou das sementes possibilitou redução nos níveis de glicose sangüínea e melhorou a tolerância a glicose em animais diabéticos e normais e no homem. El-Gengaihi et al.. no crescimento e no peso dos órgãos em ratos normais. O suco dos frutos de M. Além disso. DNA. Estudos demonstraram que a alimentação suplementada com Momordica charantia não produz efeitos adversos na ingestão alimentar. Athar et al. (1986)... O extrato etanólico de M. 1983a e 1983b) e . 1993). Karunanayake et al. charantia em camundongos com hiperglicemia induzida por ciproheptadina foi determinada por Cakici et al. 1986.. 1983). charantia (Rathi et al. 1996. charantia apresentou atividade hipoglicemiante em ratos diabéticos por diminuir a atividade das enzimas hepáticas envolvidas na gliconeogênese (glicose-6-fosfatase e frutose-l. Os frutos atuam como imunossupressores via ação linfocitotóxica (Leung et al. Pugazhenthi & Murthy. 1980. 1996). do AMPcídico de linfócitos leucêmicos.. 1997). 2002) (Jilka et al.. decocto das folhas e suco de M. Foram também descritas as atividades antitumoral (Nagasawa et al. (1994).6-bisfosfatase) e aumentar a atividade da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase em hepatócitos e eritrócitos (Shibib et ai. 1981.Atividade hipoglicemiante foi descrita para sementes. Raman & Lau. Welihinda et ai. da guanilato ciclase de vários tecidos foi determinada com substâncias isoladas dessa espécie (Takemoto.

. 1990). antitumoral. . A glicoproteína isolada das sementes de M. 1995). impedindo a integração do DNA viral (Lee Huang et al. O extrato metanólico dos frutos livres de saponinas em M.. 1994). et al.. na qual descreveram a momorcochina. charantia. uma glicoproteína que apresenta atividades abortiva. Fong et al. 1993). os quais promoveram a inibição da síntese de DNA e RNA na linhagem de células tumorais SI80 (Zhu et al. uma proteína inativadora de ribossomos. 1996). charantia apresenta atividade hipoglicemiante em ratos normais e diabéticos (Ali. 1995b). incluindo M...imunomoduladora (Spreafico et al.. MAP30 (uma proteína anti-HIV isolada de M. momordina 1 e momordina 2. As proteínas inativadoras de ribossomos. 1983). charantia. 1990a). atuam na clivagem de RNA (atividade ribonucleásica) (Mock et al. charantia. Wang et al... L... Foi caracterizada a atividade antitumoral in vitro das proteínas inativadoras de ribossomos MAP30 de M. 1996). e suas seqüências de aminoácidos foram determinadas (Miura & Funatsu. apresentam importante atividade imunotóxica (Wang et al. A espécie também apresentou atividade indutora da produção de interferon (IFN tipo I) em coelhos e aumentou a atividade de células NK (natural killer) de camundongos (Huang et al. Duas proteínas inibidoras da tripsina (MCTI-II' e BGIT) foram isoladas das sementes de M. Foi observado um potente efeito imunossupressor das proteínas alfa e beta-momorcharina pela sua ação linfocitotóxica direta ou por um deslocamento dos parâmetros cinéticos da resposta imune (Leung et al. quando conjugadas com anticorpo monoclonal reconhecedor de linfócitos humanos. charantia têm sido relatados por uma atividade antileucêmica e antiviral (Cunnick et al. isoladas de sementes de M. isoladas dessa espécie. charantia) inibe a integrase de HIV-1. alda-momorcharina. charantia contra diferentes linhagens de células tumorais renais.. Ng et al. pulmonares e da mama (Rybak et al. Cinco compostos foram isolados de sementes de M. Demonstrou-se que momorcharina alfa e beta. proteínas inativadoras de ribossomos. (1993) consideram que tais momordinas imunotóxicas poderiam ser utilizadas para a eliminação de linfócitos T em transplantes alogênicos de medula óssea. Os frutos e sementes de M. 1987. 1990). (1992) realizaram uma revisão das características bioquímicas e atividades biológicas de oito proteínas vegetais de espécies de Cucurbitaceae. possui atividade antitumoral contra diferentes linhagens de células (Ng et al.. inativadora de ribossomos e imunomoduladora. 1994). charantia. charantia. 1993).

Embora indicada contra malária. charantia não foi efetiva na diminuição da parasitemia contra Plasmodium berghei em camundongos (Menezes Ornelas et ai.. A potencialização da atividade anti-HIV das drogas antiinflamatórias dexametasona e indometacina pela proteína MP30 de M. não foi observada atividade antiinflamatória das folhas e dos caules de M. M. e o rizoma de Curcuma longa Linn.(1991) detectaram essa atividade in vivo e in vitro contra Plasmodium berghei. No entanto. L.. antiancilostomose (Berchieri et al. 1995).Atividade antiimplantacional foi determinada por Chan et al. Os frutos de M. O extrato produzido com a combinação dos frutos de M. MAP30 isolado de M. Das folhas de M.. O extrato aquoso da folha de M. 1991)... De M. charantia apresenta atividade anti-retroviral contra o vírus do herpes (Bourinbaiar & Lee Huang. charantia apresentaram ainda atividade antiulcerogênica e antitumoral (Sener & Temizer. 1990. 1988) e o extrato etanólico das sementes possui atividade antitumoral (Santana et al. De M. et al. charantia foram isolados triterpenóides que diminuem a infestação de besouros (Chandravadana. 1996).. Um ensaio com radioligantes indicou que o extrato bruto de M. Amorim et ai. 1988). charantia foi isolado ginsenosídeo. Apesar da indicação popular para inflamação.. charantia diminuiu em mais de 60% a atividade dos receptores para adenosina (Hasrat et al. (1984 e 1985). 1996). 1990. charantia que se apresentaram ativos diante do vírus do herpes (Bourinbaiar et al.... charantia apresentou atividade analgésica (Castro et al.. 1996). Basaran et al. charantia (Silva. 1996). 1987). que inibiu a síntese de esteróides induzida por uma dose máxima de ACTH em células adrenais isoladas de rato (Ng et al. 1997). 1990). 1994). Dos frutos verdes de M. Misra et al. apresenta maior atividade antibacteriana do que os extratos em separado das espécies e maior .. 1995). charantia foi detectada atividade antimutagênica (Guevara et al. charantia e Emblica officinalis Gaertn. A M. charantia também foi efetiva como medida profilática contra coccidiose de aves (Hayat et al. charantia indica a possibilidade de seu uso conjunto na terapia contra o HIV (Bourinbaiar & Lee Huang. 1987). Foram isoladas duas proteínas de M. charantia foram também isoladas proteínas que apresentaram ação antifertilidade em ratos machos (Chang & Li. 1994).

tais como antioxidante. 1991). et al. Jensen & Lai. anti-helmíntica. Considerando-se a enorme variedade de cucurbitacinas. 1995.atividade hipoglicemiante. dioica apresenta atividade antialérgica em ratos e camundongos (Gupta et ai. 1995). anticoncepcional. hipotensora (Gordon et al.... 1995. ao mesmo tempo em que a atividade mutagênica e outros efeitos tóxicos têm sido descritos para as mesmas substâncias (Pagotto et al. 1993). 1991). 2002) analgésica e antiiflamatória (Peters et al. inúmeras atividades farmacológicas são referidas. do que o extrato de M. Testes in vitro e in vivo com o conjugado anti-CD5-momordina (imunotoxina) pode ser útil na terapia da doença do enxerto e no tratamento contra leucemias e linfomas (Porro et al.. Proteínas isoladas de M. 1995). Hamato et ai. diminuição da síntese de eicosanóides e aumento da razão de AMPc/ GMPc (Miró. charantia (Sankaranarayanan &Jolly. De Wilbrandia ebracteata foram caracterizadas as propriedades antiulcerôgenicas (Gonzales & Di Stasi. Teixeira. Outras atividades também foram descritas para a espécie. além de apresentar atividade gastroprotetora (Fernandopulle. inibição da ovulação. Além disso. 1997 e 1999). diarréia. Foram observadas inibições da ativação de fatores do sistema de coagulação sangüínea por inibidores de protease isolados de espécies da família Cucurbitaceae. diminuição da pressão arterial. 1996). . alfa-momorcharina e beta-momorcharina apresentam baixa imunogenicidade e ausência de reação cruzada em camundongos (Zhen et al.. citotóxica. O extrato alcoólico de M.. 1984.. em especial a tripsina inibitora-II (Hayashi et al. Peters et al. Miró. A. Para a espécie Sechium edule existem descrições de suas propriedades diurética (Melita Rodrigues et al. 2000) e antimutagênico (Yen et al. 2001). antimicrobial.. como aumento da permeabilidade capilar e diminuição da permeabilidade vascular. 1993).. hipovolemia. podem ser observados outros efeitos biológicos provocados pelas cucurbitacinas. cochinchinensis foi isolada uma fração hemolítica resistente a enzimas proteolíticas e ao aumento da temperatura (Ng et ai.. tais como antiinflamatória. 1989.. 1994).. 1986b). aprisionando radicais livres derivados do oxigênio (radicais superóxido e hidroxila) (Sreejayan & Rao. De M. 1986). 1993).. em rato. 1996). antitumoral. 1995. Trichosantina.. hepatoprotetora e anti-reumática (Konoshima et al. Pagotto et al. 1995. 1997)... charantia são inibidoras de tripsina e elastase (Hara et ai. C.

6 mgAg. charantia foram isoladas duas proteínas denominadas alfa e betamomorcharina. angaria foi de DL50 = 1. dois glucosídeos norcucurbitanos (WG1 e WG ) que apresentaram potentes atividades antiinflamatória.. Chan et al. Raman & Lau. A espécie também provoca lesões testiculares em cães (Díxit et ai.Da fração purificada de rizoma de Wilbrandia sp foram isolados. 1990). 1978) e induz alterações sobre parâmetros sangüíneos de suínos (Queiroz Neto et ai. recentemente. 1996. 1986). 1996. charantia em enzimas hepáticas.. charantia em animais ocorre principalmente no fígado e no sistema reprodutor (Pugazhenthi & Murthy. 1997).. especialmente por gestantes. 1987). cochinchinensis com o mesmo tipo de efeito abortivo (Yeung et ai. porém diminuiu sensivelmente com a fervura dos frutos em água (Sibanda & Chitate. Os frutos de M. Em estudo realizado para avaliar os efeitos do suco dos frutos e do extrato das sementes de M.. El-Gengaihi et al. A toxicidade do fruto de C. 1988). sendo também observado que altas doses do suco dos frutos pode causar congestão das veias centrolobulares hepáticas. Essas mesmas proteínas foram isoladas das raízes de M. 1994). observou-se um aumento na concentração sérica de gama-glutamil transferase e fosfatase alcalina.. 1992).. Das sementes de M. 1986. que foram eqüipotentes em induzir aborto em camundongos (Yeung et ai. 1986). Platel & Sirinivasan. 1996... o consumo dessas espécies deve ser feito com cuidado. Em ambos os casos. charantia possuem substâncias abortivas capazes de induzir teratogênese em embriões de ratos (Yeung et ali. Dados toxicológicos dos gêneros Momordica e Cucumis A toxicidade de M.. com um possível efeito hepatotóxico (Tennekoon et ai. . antitumoral e antifertilidade em ratos e camundongos (Almeida et al.

pedaço. pétalas ausentes. semente com endosperma carnoso (Figura 10. e não foram encontrados sinônimos para ela. distribuídas em regiões tropicais. flores andróginas dispostas em espigas curtas com brácteas que protegem as flores. Dados botânicos Árvore de pequeno porte.Espécies medicinais da família Lacistemaceae Introdução A família Lacistemaceae descrita por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui apenas dois gêneros (Lacistema e Lacistemopsis). referindo-se ao estame bifurcado. O nome do gênero Lacistema deriva do grego lacis = "trapo. alternas. cálice com sépalas imbricadas e desiguais entre si. bem desenvolvidas. nos quais se distribuem aproximadamente quarenta espécies. Na região da Mata Atlântica não foram referidas espécies dessa família botânica. com gomo terminal protegido por estipula caduca. fruto do tipo capsular trilobado. androceu com um estame. desde o México até o Peru e o norte do Brasil. farrapo". Dessa família foi referida uma espécie medicinal na região amazônica a qual não foi completamente identificada. onde há cerca de oito espécies. 1978). incluindo árvores de pequeno porte ou arbustos cosmopolitas (Barrozo. . Mabberley (1997) inclui a família Lacistemaceae na Flacourtiaceae. um sistema de classificação também usado por vários pesquisadores. e stemon = "estame". visto que foi citada por grande parte dos entrevistados. ovário unilocular. Espécies medicinais Lacistema sp Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins (Amazônia) de Inguanguana.4). mas que possui uma grande importância. folhas simples.

1997). de valor alimentício e medicinal. representando um importante recurso econômico. em geral trepadeiras. Alguns frutos da família são comestíveis (Passiflora edulis). enquanto outros são utilizados na medicina popular como sedativos (Passiflora incarnata e outras espécies). Nos estudos etnofarmacológicos aqui descritos foram referidas apenas espécies desse gênero. existem registros para a espécie como Maracujá-poranga. conforme apresentamos a seguir. . Nomes populares A primeira espécie é mais conhecida pelo nome de Maracujá-do-mato. Espécies medicinais da família Passifloraceae Introdução A família Passifloraceae foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e Augustin Pyramus de Candole e inclui dezessete gêneros. com 575 espécies tropicais e temperadas. conhecidas popularmente como Maracujá (Joly. existem várias espécies do gênero Passiflora. arbustos e árvores (Mabberley. No Brasil. no entanto. 1996). A presença de glicosídeos cianogênicos é relatada em espécies dessa família (Evans.Dados da medicina tradicional O uso externo das folhas sobre a cabeça é indicado como febrífugo. Essa família é composta principalmente pelos gêneros Passiflora. Adenia e Tetrapathaea que habitam a Nova Zelândia. A grande maioria das espécies descritas nessa família são herbáceas ou lenhosas. compreendendo lianas. 1992). Espécies medicinais Passiflora coccinea Abl.

. côncavas. fruto oblongo-ovóide. Passiflora macrocarpa Mart. corniculadas. peninérveas. esverdeadas ou vermelho-esverdeadas (externamente) e róseas (internamente). O nome do gênero Passiflora se refere à flor da paixão (crucificação de Jesus). uma espécie denominada Maracujá. chamada popularmente de Maracujá gigante. Informações adicionais foram obtidas com outras espécies do gênero. caule robusto. também foi referida na região amazônica como útil contra insônias. da qual foram obtidas substâncias cianogênicas (Chassagne et al. 2-pentadecanona. 1990). 1997). a infusão das folhas é usada internamente como sedativo. é usada para diversas finalidades. 1991). 1987b e 1985). Uma outra espécie de maracujá. estipulas ovadas. sementes compridas (Figura 10. que lembram os instrumentos do martírio. Spencer & Seigler. cordiformes. mas esta só é usada na falta da Passiflora coccinea. planas e obtusas. epipassicoriacina.5). 1996. alternas.. 2tridecanona. carotenóides (Ferreira et al. pecíolos canaliculados com seis glândulas aos pares. Na região da Mata Atlântica. 1987a. o suco dos frutos é considerado sedativo. mas identificada apenas até o gênero. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o chá das folhas é útil contra problemas cardíacos e como sedativo. pela interpretação dada às peças florais. (9Z)-ácido octadecenóico. gavinhas que são ramos florais modificados.. passissuberosina e epipassisuberosina (Spencer & Seigler. 1989). cilíndrico. agudas no ápice e estreitas na base. e cinco pétalas rosadas. flores com cinco sépalas ovadas. enquanto o macerado das folhas em água fria é útil para aliviar sintomas da asma. hexadecanóico. .. folhas inteiras. 3-hidroxi-retro-alpha-ionol (Herderich & Winterhalter. Dados químicos Isolaram de P coccinea os glicosídeos cianogênicos: passicoriacina. monoterpenóides. antocianinas (Kidoey et al. ovadas. principalmente a P edulis. margem inteira.Dados botânicos Planta glabra. principalmente linalol e norterpenóides (Winterhalter. 1983).

1997. de onde foi isolada crisina. et al. 1980. vitaminas A. Amaral. O suco dos frutos contém água. composto que apresentou atividade depressora do SNC apenas em doses altas. potássio. Efeito depressor central também foi verificado com a P alata (Oga et al..2-tridecanol octadecanóico e óxido ariofileno (Arriaga et al. quadrangularis (Orsini et al. fermentos. Proliac & Raynaud. proteínas. bem como ansiolítica e hipno-sedativa (Silva & Freire. isovitexina. 1988. sovetexin-2"-0-glucopiranosídeo. 1997). 1980).. isoschaftosídeo. 1988.. Flavonóides como vitexina. Da espécie P. açúcares. 1986). 1979). Ortega et al. 1989). riboflavina. Esse composto não foi detectado em P coerulea.. 1991). isoscoparin -2"-0-glucosídeo (Rahman et al. Spencer & Seigler. schaftosídeo (Proliac & Raynaud. maltol. isoorientina. 1997). 1988). analgésica. lipídios. K. B1. 2000. 1995. 1998). Dados farmacológicos Estudos feitos com P edulis demonstraram atividade depressora inespecífica do Sistema Nervoso Central (Maluf et al. glicosilflavona (Geiger & Markham. taninos. 1987a) e P suberosa (Kidoey et al. orientina e isoorientina. 1986). 1996). sendo a passiflorina o mais conhecido. 1988). além de vários compostos aromáticos (Winter et al. gomas e resinas foram obtidos em diversas espécies do gênero (Celighini et al. 1988. 1987b). P. harmina. cálcio. saponarina.. 1986). incarnata foram isolados: alcalóides (harmana. assim como ácidos graxos. Costa. Vale & Leite. harmol e harmalol). Raffaelli et al... bem como a presença de glicosídeos em P.. PP e C (Zhuang & Wang.. 1987). Menghini. nem em R incarnata (Speroni et al. isoorientin-2"-0glucopiranosídeo (Li et al. Dos frutos e folhas de P . Constituintes voláteis também já foram caracterizados de P. ferro. Das folhas de P alata foram caracterizadas as atividades sedativa. flavonóides (orientina.. espasmolítica (Queiroz & Brandão.1979). vitexina e isovitexina) (Soulimani et al.. 1996).. 1997. fósforo. Vários alcalóides indólicos foram isolados desse gênero. 1988). carboidratos. Sena & Leite. mollissima (Froehlich et al.. P coriacea (Spencer & Seigler. 1997. ácido ascórbico e beta-caroteno (Marin et al.. 2000). amliformis (Restrepo & Duque. 1988) e a ausência de efeito teratogênico (Amaral et al. B2.. 1984) e a P incarnata (Kimura et al. harmalina...

1998a)... 2000) e imunoestimulante (Guerra et al. antipirético (Silva et al. 1991). espasmolítica (Carneiro et al. 1988)...Luffa cylindrica Roem. 1988) e efeitos tóxicos nos sistemas hepático e pancreático (Maluf et al. ao passo que das folhas foram determinados os efeitos analgésico. 1991. 2000). Das folhas de P ... Bacillus subtilis e Pseudomonas aeruginosa (Perry et al.. O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de P. 1985b.. fruto e flor (Banco de imagens . Detalhe da folha 5-lobada. foetida apresentou atividades hipotensora. 1989). enquanto do extrato aquoso das partes aéreas de Passiflora sp foi observada a atividade antifúngica (Boelter et al. 1985). tetrandra foi isolada 4-hidroxi-2ciclopentenona. outros trabalhos relatam a presença de efeito tóxico como a promoção de um quadro de hepatodistrofia quando do uso de dose superior à preconizada pela população (Melito et al... atribuída ao flavonóide ermanina (Echeverri et al. Porém.. 1989 e 1993) e inseticida. inotrópica.edulis caracterizou-se a ausência de toxicidade (Melito et al. antiinflamatório (Silva et al. Barros et al. que apresentou atividade citotóxica e antibacteriana contra Escherichia coli. 1978). Echeverri & Suarez.1 . FIGURA 10.

. e b) ramos com flores (Fotos originais: Hiruma-Lima).2 .FIGURA 10.Momordica charantia: a) ramo com frutos.

FIGURA 10.3 - Wilbrandia ebracteata: a) escanerata com detalhe dos ramos com gavinhas e flores; b) escanerata com detalhe das flores; c) escanerata com detalhe da folha 5-lobada (Banco de imagens

FIGURA 10.4 - Lacistema sp. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius Flora Brasilica - Banco de imagens -

FIGURA 10.5 - Passiflora coccinea. Ramo florido com gavinhas (original por Di Stasi - Banco de imagens

11
Malvales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. M. Santos E. M. Guimarães C. A. Hiruma-Lima

A ordem Malvales inclui doze famílias botânicas, muitas delas congregando inúmeras espécies medicinais, como é o caso das famílias Bixaceae, Tiliaceae, Sterculiaceae, Bombacaceae, Malvaceae e Geraniaceae. Das doze famílias pertencentes a essa ordem, espécies medicinais usadas na região amazônica e aqui registradas pertencem às Tiliaceae, Bixaceae, Sterculiaceae e Malvaceae. Das outras famílias dessa ordem ressaltam-se a Bombacaceae, que inclui gêneros importantes como Bombax, Adansonia - dos famosos e gigantescos Baobás -, Ceiba - à qual pertencem inúmeras espécies produtoras de fibras e espetaculares plantas ornamentais - e Ochroma - contendo várias espécies medicinais.

Espécies medicinais da família Bixaceae

Introdução
A família Bixaceae (Dicotyledonae) descrita por Karl Sigismund Kunth foi subordinada em 1968 à ordem Bixales (Barrozo, 1978) e incluía apenas o gênero Bixa. Atualmente a família Bixaceae está subordinada à ordem Malvales, subclasse Dilleniidae, e inclui o gênero Bixa e os gêneros Amoreuxia e Cochlospermum, anteriormente pertencentes à família Cochlospermaceae. A família conta com apenas dezesseis espécies tropicais, entre elas árvores e ervas, e todas produzem um suco vermelho ou laranja em suas células secretoras (Mabberley, 1997), uma característica marcante da família. O gênero Bixa possui quatro espécies, todas conhecidas no Brasil como Urucum e que reúnem importante valor econômico, além de suas propriedades medicinais. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal de Bixa arbórea, a qual passamos a discutir a seguir.

Espécies medicinais
Bixa arbórea Hubr. e Bixa arbórea L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelos nomes de Urucum, Urucu e Urucu-da-mata.
Dados botânicos

Essa espécie é considerada um arbusto ou pequena árvore que atinge até 10 m de altura, com desenvolvimento na América Central, na América do Sul, no Caribe e no México. Possui folhas alternas, inteiras, simples e ovadas; flores vistosas, andróginas, reunidas em inflorescências paniculadas terminais, pentâmeras com numerosos estames livres ou concrescidos na base;

ovário súpero, unilocular, bicarpelar, com muitos óvulos; fruto seco, capsular, loculicida; sementes crassas e obovóides (Figura 11.1). Aproximadamente cinqüenta sementes são encontradas em cada um de seus frutos, e cada árvore chega a produzir mais de seiscentos frutos. Dessas sementes são retirados pigmentos de grande valor econômico, usados para as mais variadas finalidades, como adulteração de derivados da pimenta, aditivos de alimentos e outros, sendo um produto de grande exportação para a América do Norte e a Europa. Tradicionalmente, estas sementes são usadas até hoje pelos grupos indígenas da Amazônia para a pintura do corpo. O nome do gênero Bixa descrito por Carl Linnaeus deriva da denominação vulgar da espécie no Brasil. Exemplares da planta foram coletados nas duas regiões de estudo e submetidos à identificação taxonômica; a espécie coletada na região amazônica foi identificada como Bixa arboea, e a da Mata Atlântica, como Bixa orellana.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a decocção das sementes é usada contra bronquite, febre e como afrodisíaco, enquanto a decocção das folhas é usada como antitérmico. Na região do Vale do Ribeira, a decocção das sementes é usada internamente contra bronquite e febre, especialmente em crianças. O chá feito com os brotos jovens é usado como antidisentérico, afrodisíaco, adstringente e para tratar problemas de pele, febres e hepatite (De Feo, 1992). As folhas cruas também são usadas para tratar problemas de pele, hepatite e como afrodisíaco, antidisentérico, além de como antipirético e digestivo (Duke et al, 1994). A espécie ainda é usada para tratar azia e problemas estomacais causados por comidas picantes, também como diurético e purgativo (Almeida, 1993).

Dados químicos
Nas sementes de Bixa orellana foi detectada a presença de terpenos do tipo E-geranolgeraniol (57% do peso), farnesilacetona, geranilgeranil octadecanoato e geranilgeranil formato e delta-tocotrienol (Jondiko & Pattenden, 1989). Além dos terpenóides foram identificados apocarotenóides,

Parte II - Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

como a bixina, e outro carotenóide, a nor-bixina, que juntos são responsáveis pela ação corante das sementes (Craveiro et ai., 1989; Chão et ai., 1991). A bixina é utilizada, fraudulentamente, como corante natural dos produtos derivados da pimenta vermelha, tais como páprica, pasta de páprica e outros (Minguez-Mosquera et ai., 1995). A substância apocarotenóide (1% do carotenóide total) isolada da casca da semente do fruto de Bixa orellana possui: 9'Z-apo-6'-locopenoato (Mercadante et al, 1996).

A análise do óleo essencial das sementes detectou a presença de 66,5% de hidrocarbonos e 12% de sesquiterpenos oxigenados. Dos compostos especialmente identificados constam alfa- e beta-pineno, alfa-elemeno, ischwarano, valenceno e amorfeno (Rath et al 1990). Além dos compostos citados, há também registro do isolamento de carotenóides: metilbixina, transbixina, beta-caroteno, criptoxantina, luteína e zeaxantina; de flavonóides: apigenina-7-bisulfato, cosmosiina, hipoaletina8-bisulfato, luteolina-7-bisulfato, luteiolina-7-O-beta-D-glucosídeo e isoscutelareína; de diterpenos: farnesilacetato, geranilgeraniol, geranil formato, geranil octadecanóico e ácido gálico (Gupta, 1995). Nas sementes dessa espécie foi descrita a presença de 40% a 45% de celulose; 3,5% a 5,5% sucrose; 0,3% a 0,9% de óleos essenciais; 3% de óleo fixo; 4,5% a 5,5% de pigmentos; 13% a 16% de proteínas, além de alfa- e beta-carotenóides (Zhang, 1992; Di Mascio, 1990).

Dados farmacológicos
O extrato aquoso de Bixa orellana promoveu atividade anti-secretora gástrica em ratos (Tseng et a., 1992), e o extrato clorofórmico promoveu atividade hipoglicemiante (Morrison & West, 1985; Thompson et ai., 1989). O extrato aquoso das sementes por via intraperitoneal promoveu diminuição da atividade motora, aumento da diurese e não apresentou sinais de toxicidade

(Paumgartten et al. 2002). O extrato etanólico dos frutos apresentou atividade antibacteriana (George & Pandalai, 1949), cuja potência foi recentemente confirmada contra algumas bactérias gram-positivas, tais como Bacillus subtilis, Staphylococcus aureus e Streptococcusfeccalis, e um discreto efeito contra Escherichia coli, Serratia marcescens, Cândida utilis e Aspergillus niger (Irobi et al., 1996). O extrato aquoso de Bixa orellana apresentou potente atividade inibitória à aldose redutase, assim como a substância isolada dele, a isocutelareína (Terashima et al., 1991). Outros estudos com preparados tradicionais mostram que o decocto das folhas é espasmogênico, ao induzir a contração do útero isolado de ratas (Rodriguez, 1988), o extrato aquoso das sementes apresentou atividade anti-hipertensiva (Rodrigues et al., 1987); e o extrato hidroalcoólico dos frutos apresentou atividades analgésica e antiinflamatória em camundongos (Nunes et al., 1998). O extrato solúvel em gordura de Bixa orellana é utilizado na coloração de manteiga de búfala (Ortega-Freitas et al., 1996), enquanto a maceração em álcool a 50% e a tintura de folhas de Physalis angulata mostraram atividade antigonorréica contra Neisseriagonorrhoeae in vitro (Caceres et al., 1995). O óleo essencial de Bixa orellana exibiu uma moderada atividade antibacteriana a Pseudonomas aeruginosa (Ontengro et al., 1995). A norbixina, um antioxidante extraído de B. orellana, não apresentou toxicidade significativa, porém registrou-se um aumento da massa hepática dos animais tratados, bem como foi observada atividade citostática in vitro (Laranja et al., 1998) e alterações na glicemia (Fernandes et al., 2002). Um metil-éster, trans-bixina, foi isolado e purificado a partir do extrato do pó das sementes de Bixa orellana. Essa substância causou hipoglicemia em cachorros, além de injúrias nas mitocôndrias e no retículo endoplasmático, especialmente do fígado e do pâncreas (Morrison et al., 1991).

Espécies medicinais da família Malvaceae Introdução
A família Malvaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 111 gêneros, nos quais ocorrem aproximadamente 1.800 espécies cosmo-

politas, espontâneas e tropicais (Mabberley, 1997). No Brasil é representada por 31 gêneros e cerca de duzentas espécies, incluindo ervas, arbustos, subarbustos e raramente árvores (Barrozo, 1978). Os principais gêneros com espécies medicinais são Gossypium, Hibiscus, Sida, Urena, Abutilon, Pavonia e Malva. Dessa família foram referidas inúmeras espécies medicinais, tanto na Amazônia como na Mata Atlântica, as quais são descritas a seguir.

Espécies medicinais Hibiscus furcellatus Desr.
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, Algodão-bravo ou Salsa-branca.
Dados botânicos

É um arbusto que pode atingir até 2 m de altura, com folhas ovadas, pecioladas e trilobadas, algumas vezes podendo ser penta-lobadas, dentadas com nervuras evidentes e salientes na parte inferior; as flores são rosas com manchas vermelhas, pedunculadas, solitárias e grandes; fruto do tipo capsular ovóide. O nome do gênero Hibiscus descrito por Carl Linnaeus deriva de íbis, deusa do antigo Egito.
Dados da medicina tradicional

A infusão das folhas é usada no combate a gases intestinais e como purgativo. Hibiscus rosa-sinensis L
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, como Pampola. Outros nomes atribuídos à mesma planta são Pampoela, Firmeza-dos-homens,

Amor-de-homens, Amor-dos-homens, Aurora, Mimo-de-vênus, Papoula, Papoula-de-duas-cores, Rosa-branca, Rosa-louca, Rosa-paulista e Pampulha.
Dados botânicos

Arbusto pouco ramificado ou simples; caule redondo quase aveludado, com pêlos glandulosos e granulações estreladas; folhas pecioladas, lobadas, alternas, densamente pilosas ao longo das nervuras, com granulações estreladas na face superior; estipulas agudas, pubescentes; pedúnculos arqueados, arredondados, pubescente-aveludados; flores grandes, brancas de manhã e rosas ou vermelhas à tarde, pétalas ciliadas na margem; fruto do tipo cápsular com cinco lóculos; a cápsula é aveludada, com pêlos estrelados e glandulíferos (Figura 11.2).
Dados da medicina tradicional

O infuso das flores é utilizado contra insônia e como reputado alucinógeno.

Hibiscus

sabdariffa

L.

Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Vinagreira. Outros nomes da espécie são Caruru-azedo, Azedinha, Caruru grande, Quiabo-azedo, Quiabo-de-angola, Quiabo doce, Quiabo rosa e Rosela.
Dados botânicos

A planta é um arbusto anual de porte herbáceo e que pode atingir até 3 m de altura, com caule avermelhado, ramo e glabro, de onde partem ramos contendo folhas alternas 3 ou 5-lobadas, dentadas, 5-nervadas, com uma enorme glândula na parte inferior da nervura média; as flores são axilares, solitárias, rosas, com manchas escuras na base das pétalas; fruto do tipo cápsular. É uma planta amplamente cultivada em quintais como ornamental, pela beleza que apresenta quando florida, sendo ainda largamente usada na produção de recheios de doces, xaropes para confecção de geléias e o

famoso vinho de rosela (Corrêa, 1984), muito consumido antigamente, mas com pequena produção na atualidade.
Dados da medicina tradicional

A decocção das folhas é usada internamente como antitérmico, emoliente estomáquico. O suco preparado com os frutos também é indicado como antitérmico, além de ser comestível. Corrêa (1984) refere que as folhas, além do uso como tempero, são empregadas como emolientes estomáquicos, antiescorbúticos e febrífugos, enquanto as sementes e as raízes são diuréticas e tônicas.

Gossypium barbadense L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Algodão ou Algodoeira, mas também reúne vários sinônimos: Algodão crioulo, Algodão-dacosta, Algodão-da-guiné, Algodão-das-barbadas, Algodão-de-pernambuco e Algodão-folha-de-parreira.
Dados botânicos

Arbusto ramoso de até 5 m de altura, glabro; folhas pecioladas, alternas, largas, palminérvias, com estipulas eretas; flores amarelas, com manchas vermelhas na base das pétalas, grandes, vistosas, cíclicas, hermafroditas, axilares, solitárias; estames numerosos, com filetes parcialmente soldados formando o andróforo que envolve o gineceu; ovário supero; fruto capsular verde contendo seis sementes obovais, pretas, livres em cada lóculo, envolvidas por lã branca (Figura 11.3). O nome do gênero Gossypium descrito por Carl Linnaeus vem de gossum = "barrete", e "papo", referindo-se à cápsula.
Dados da medicina tradicional

O sumo das folhas é utilizado como expectorante e antimalárico e deve ser ingerido com um pouco de água, três vezes ao dia, até o alívio dos sinto-

freqüentemente com cálice roseado. na Bahia. fruto trígono com sementes vermelho-sangue vistosas. Malva parviflora L Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é chamada de Malva ou Marva. também conhecida como Malva-crespa e Malvaísco. canaiensis (Willd. a decocção das folhas é usada contra febres e problemas intestinais. 1939). as raízes são usadas contra moléstias uterinas. emenagogos e as folhas (decocto). enquanto um macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante. com caule ereto e ramoso. reunidas em fascículos axilares. as flores são pequenas. Nomes populares A espécie é chamada. lineares e de cor branca. 1982). de Vassoura. mas também de Ganchuma e Relógio. . Dados botânicos É uma planta anual e pilosa. O gênero Malva descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies de ocorrência em clima temperado e especialmente em áreas tropicais. como emético (Hoehne. no Pará. na região amazônica. No Piauí é utilizado como antiinflamatório. O decocto das folhas é indicado contra hemorragias do ovário e no desarranjo menstrual. como abortivos.) K. Sida rhombifolia L var. aplicando-se topicamente as cinzas da seda (Emperaire. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. Schum. Vassoura e Relógio. de onde partem folhas pecioladas e lobadas.mas. Malva-preta.

pedras nos rins e como fortificante (Simões et ai. carpídio isolado com sementes trígono-achatadas (Figura 11. Carrapicho-de-lavadeira. reticulata (Cav. Aguaxima. popularmente conhecida como Caapiá. O nome do gênero Sida descrito por Carl Linnaeus é um antigo nome grego usado por Linnaeus. Dados botânicos Planta anual. Malvaísco. a planta é utilizada como béquica. róseas. Malva e Vassoura-do-campo. como Minas Gerais. anti-hemorroidal.. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Grandi & Siqueira. Aramim. . as folhas são usadas como anticatarrais e emolientes. Coaquibosa. chamada de Caapiá. Na Mata Atlântica foi citada uma espécie desse gênero. ereta.4). a decocção das folhas de uma espécie desse gênero. Outros nomes atribuídos à espécie são Guaxima-roxa. var. Uacima e Uacima-roxa. e Guanxuma. em São Paulo e no Rio de Janeiro. pubescentes na face superior e tomentosas na inferior. O chá de toda a planta. 1982. e o termo vulgar "Relógio" vem da pontualidade com que as flores se abrem e fecham diariamente. mas esta não foi completamente identificada.. febrífuga e estomacal (Gavilanes et ai. Guaxuma. na região amazônica.Vassourinha. tônica. em Minas Gerais. Urena lobato L. Rabo-de-foguete. rombóideovais ou lanceoladas. ramosa e pubescente. flores solitárias. Guaxima. alternas. dispostas em racemos. na dose de três xícaras ao dia. axilares. 1986). como Guaxima e Carrapichode-cavalo. Ibaxama. no Rio Grande do Sul. é de grande uso externo contra reumatismo. 1982). Guaxiúba. folhas curto-pecioladas.) Gurke Nomes populares A espécie é chamada. contra desarranjo menstrual. no Rio Grande do Sul. Na Mata Atlântica. Em outras regiões do país. emoliente. é tido como útil. Malva-roxa.

onde se encontram glândulas nectaríferas. 1987). além de as flores serem consideradas excelentes expectorantes. com ramos alternos cilíndricos. De suas pétalas foram isoladas antocianinas identificadas como cianidina-3-soforosídeo (Nakamura et ai. cordiformes. pequenas.. 1984). H. diurética e útil contra eólicas. 1977b e 1978). 1985) e H. Corrêa (1984) refere que a planta é emoliente. mucilagens das espécies H. ciclopropenos (Nakatani et ai. suculentus (Tomoda et al. rosa-sinensis foi isolado metil 2-hídroxisterculato (Nakatani & Hase. fruto do tipo capsular. De H. Não foram citadas espécies medicinais desse gênero na região da Mata Atlântica. comum às espécies desse gênero. suculentus (Moawad et al.. roxas ou rosas. 1991). solitárias. a decocção da raiz é usada como diurético.. cannabinus foram isolados. 1990) e quatro novos compostos alifáticos (Nakatani et ai. com grande destaque para as três nervuras centrais. 1986). pecioladas.. um esterol denominado beta-rosasterol (Yu et ai. 1977a. 1986). A planta é de grande ocorrência no Brasil e em outros países tropicais. O nome do gênero Urena descrito por Carl Linnaeus deriva do uso da infusão das flores como expectorante.Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto. fosfolipídios (Tolibaev et ai. mas também é cultivada e espontânea em alguns países de clima temperado. flores pecioladas. de onde partem folhas alternas.. de até 3 m de altura. 1986. Tomoda & Ichikawa. 1991). emoliente e contra eólicas renais. moschentos (Tomoda et al. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. 3-7 nervadas. Dados químicos Hibiscus De H. 1990). cannabinus (Kulchik . H. lobadas e de formas variáveis. ligninas de H. enquanto a infusão das flores como expectorante e a decocção das cascas empregada internamente contra afecções do digestivo. syriaceus (Shimizu et al.

. Husain et al.et al. sabdariffa foi determinada (Kalyane. N-acilfosfatidiletanolamina. glucose. mutabilis também foram detectadas as antocianinas (Amrhein & Frank. 1986. Um estudo da composição do mucopolissacarídeo das flores de H. arabinose e arabinan. fosfatidiletanolamina. 1986. 1990). tiliaceus (Ali et al. N-acilisofosfatidiletanolamina. kaempferol-7-O-alfa-ramnopiranosídeo.. esterois livres.. 1990) e alfacelulose (Saikia et al. De H. kaempferol 3. linolenato de metila. 1991). 1989).7.8. betasitosterol. cannabinus foram isolados hidrocarbonetos.. moschentos foram isolados 3. cianidina. 7-0alfa-ramnopiranosídeo. esculentus furfuraldeído do ácido aldobiurônico (Shaw & Sen. 1988). 1989). além de genina e açúcares como delfinidina e cianidina.. De H. taxifolina e herbacetina. xilose e frutose (Pouget et al. . dois tipos de glocisídeos cianidinas (Mizukami et al. 1986). galactose. ikshusterol. lisofosfatidilcolina e lisofosfatidilinositol.-L-arabinosideo-7. sesquiterpenóides de H. 1988).. fosfatidilinositol.4'-pentahidroxiflavona. 1989a e 1989b). monoglicerídeos. 1988). ácidos palmítico. uma pectina típica (constituinte majoritário) (Mueller & Franz. De H. esculentus e H. 1977). além de 15% de ramnose. 1988). cannabinus foram isolados ácido péctico (Saha et al. vernólico e outros ácidos graxos (Farooqi & Ahmad..-L-ramnosídeo e os flavonóides foliares saponaretina e saponarina (Bandyukova & Ligai.. abelmoschus (Maurer & Grieder. pelargonidina. peonidina. malvidina (Kim et al. o H. syriacus foram isolados 3-O-malonilglucosídeos de delfinidina. Me dioxindole-3-acetato e rutina (Ohmoto et al. triacilglicerídeos. oléico e linoléico (Tolibaev et al. beta-sitosterilglicosilado. Duckart et al. A quantificação das proteínas das sementes de H. sabdariffa revela sua presença em 6%-8%.. sterculico. No óleo das sementes de H.5. petunidina. epoxiacilglicerídeos. Das sementes de H.. 1990). mutabilis foram detectadas as presenças dos ácidos malválico. quercimeritrina. sabdariffa produziu antocianinas. ácido 2-oxindole-3-acetilaminometilaspártico. glicolipídios e fosfolipídios que incluem fosfatidilcolina. esterol ésters. 1990a e 1990b). diacilglicerídeos. 1978).. Em cultura de tecidos. Foram isolados também de H. Das pétalas de H. epi-ikshusterol. 1991) e lactonas de H. ácidos graxos livres.

dipalmito-linoleínas. principalmente o esqualeno. Das sementes de G. mucilagens e proteínas (Costa. syriacus também foi isolada mucilagem composta de polissacarídeos como L-ramnose. Compostos terpenóides também foram determinados nas espécies G. 1995). 1979) e G. barbadense. 1987). 1985). palmito-dilinoleínas. esteárico. 1978) e polissacarídeos (Rakhmov et al. dipalmito-oleínas. corantes como carotenos. hirsutum e B. glicerídeos como palmito-óleolinoleínas. miristoléico e palmitoléico. prolamina e glutelina (Sammour et al. hirsutum também foram isolados amilose e amilopectina (Chang. resinas. 1986). também isolado de G. araquídico. fosfolípides. hidrocarbonetos. G. hirsutum e G arboreum. 1995). globulina. Um estudo qualitativo e quantitativo das proteínas presentes nas sementes de G. D-galactose. tocoferóis como alfa e gama-tocoferóis. 1986). 1979). Foi feita a determinação de (-) gossipol e . xantofilas. Gossypium As principais espécies do gênero Gossypium são G. lecitinas. sesquiterpenóides (0'Brien & Stipanovic. ácido D-galacturônico e ácido L-glucurônico (Shimizu et al 1986). palmítico. hirsutum (Schmidt & Wells. rainundii (Stipanovic et al. Ermatov et al. 1985). barbadense foram isoladas proteínas solúveis em água (Yunuskhanov & Dzhalilov. mirístico. Foram isolados de G. óleo-dilinoleínas. 1978) e o gossipol (Zhou & Lin. Isolaram-se ainda os ácidos linoléico. diversos terpenóides (Hunter et al. 1980). esteróis.Das folhas de H. barbadense vários flavonóides (El-Negoumy et al. silianum (Kumamoto et al. oléico. barbadense determinou a presença de albumina. De G. 1986.

De S. 1989a). As partes aéreas de S. Sida Alcalóides foram isolados de S. O epidídimo apresentou uma diminuição de espermatozóides. barbadense e G. barbadense e G. ácidos graxos como beta-sitosterol. S. rosasinensis durante sessenta dias em ratos adultos machos sadios causou alterações degenerativas no espermatócito. cordifolia contêm hidrocarbonetos saturados. hermaphrodita com etanol 70% obteve o maior rendimento de rutina (2. isoquercitrina. Hidrocarbonetos (alcanos de cadeia normal e ramificada. Dados farmacológicos Hibiscus A administração oral do extrato etanólico 50% (400 mg/dia) de H. ácido glutâmico e aspártico. 1988). Os valores hematológicos ficaram dentro da faixa normal. stigmasterol. quercimeritrina e herbacetina e as cumarinas. 1988a).3%3%) (Bandyukova & Ligai. 1989b). vesícula seminal e próstata ventral foram . colesterol e stigmasterol (Goyal & Rani. esteárico e hexacosanóico (Khan et al. As partes aéreas floridas de S. acuta (Goyal & Rani. e detectouse também a presença de baixas concentrações de taninos nas espécies G. veronicaefolia foram isolados n-alcanos de cadeia longa (C13-36) e os fitosteróis. acuta. pristano. 1987). 1997). escopoletina e escopolina e ácido clorogênico. espermátide e espermatozóide. fenilalanina e alanina (Ligai & Bandyukova. campesterol. hentriacontano e nonacosano) e fitosteróis (colesterol. hirsutum (Mansour et al.(+) gossipol de G. 1990). rhombifolia e S. S. betasitosterol e stigmast-7-enol) também foram isolados das partes aéreas de P. 1981). spinosa (Prakash et al. hirsutum (Zhou & Lin. fitano. 1989). Das partes aéreas de S. Foi detectada também a presença dos aminoácidos livres serina. ácido palmítico. rhombifolia foram isolados n-alcanos e esteróis (Goyal & Rani. A extração das partes aéreas de S. humilis. hermaphrodita contêm também os flavonóides. As proteínas e o conteúdo de ácido siálico no epidídimo.

1985). A luteólise pode se dar pela interferência hormonal. O extrato das flores de H.. causando o final da gestação (Pakrashi et al. a administração oral do extrato benzênico das flores de H.reduzidos nos animais tratados com H. A espécie H. O efeito angioprotetor em ratos se deu pela presença de flavonas e antocioninas no extrato (Jonadet et al. bem como atividade hipoglicemiante (Tomoda et al. 1987). a atividade broncodilatadora (Medeiros et al. sabdariffa foi capaz de inibir in vitro a conversão da angiotensina I e em menor grau a elastase. . O efeito está associado com a queda dos níveis de progesterona periférica e na diminuição da atividade da fosfatase ácida uterina. sabdariffa (El-Merzabani et al. rosa-sinensis (Kholkute & Udupa. e de H. 1987). com queda dos níveis plasmáticos de progesterona. 1984. dificultando a implantação de óvulos e impedindo o desenvolvimento da gravidez em 92% dos animais (Kabir et al. e inibidora da broncoconstricção por ADP de H. 1986). 1979). 1987). rosa-sinensis apresentaram uma forte atividade contraceptiva. assim como uma forte ação citostática. tripsina e a alfa-quimiotripsina. Essas atividades. 1990). 2001). antiespermatogênica. antioxidante e anti-hepatotóxico (Liu et al. Pakrashi et al. rosa-sinensis na dose de 1 gAg/dia durante cinco a oito dias encerra a gestação em 92% dos animais. Ainda de H. 1985). hipoglicêmica de H. A taxa de inibição de fertilidade com H. O extrato causa reabsorção do feto e diminuição do tamanho do ovário. 1989). antimutagênica (Wang et al. 2000). Em camundongos. Haji & Haji. 1992). Os componentes de Hibiscus mucilage apresentaram atividade anticomplemento em soro humano. porém os níveis de colesterol subiram. As flores de H. 1999. rosa-sinensis foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Andrade et al. e a atividade da enzima DELTA 5-3 beta-hidroxi-esteróide dehidrogenase do corpo lúteo diminui sensivelmente. O ovário apresenta sinais de luteólise. esculentus (Medeiros et al. sabdariffa foi caracterizada também como anti-hipertensiva (Onyenekwe et al. 1986. no tratamento com Hibiscus. Com outras espécies foram verificadas atividades antitumoral de H. Tan (1983) e Singwi & Lall (1980) e hipoglicemiante (Sochdewa et al. 2002). verificadas por Singh et al (1982). rosa-sinensis foi de 100% nos ratos (Gupta et al. citotóxica. 1999). moschentos (Tomoda et al. Pai et al. esculentus. Não foram observadas alterações no glicogênio testicular. 1976a e 1976b ).

As proteínas das sementes de G. 1988) e S.Gossypium O gossipol. Extratos de S. 1979) e mostrou-se eficaz como agente antifertilidade em fêmeas (Nomeir & Abou-Donia. A atividade antibacteriana de compostos como alcanos e esteróis isolados de três espécies de Sida indicam que os hidrocarbonetos de cadeia longa .. O estudo da atividade antioxidativa demonstrou que o extrato de Gossypium barbadense inibiu altas porcentagens da atividade hidrocarboneto hidroxilase produzido pelas enzimas microssomais hepáticas de camundongos induzidos por lindane. 1996). Sida Os alcalóides de S. 1982). Um estudo extenso sobre essa substância e seus efeitos tóxicos pode ser encontrado no trabalho de Liener (1980). acuta apresentaram atividade antimicrobiana (Gunatilaka et al. serratifolia (Sawhney et al. 1985). Terpenóides isolados de G. 1995). Wang & Bunkers. 1997). Os sintomas de intoxicação se dão pela presença do gossipol nessas espécies. barbadense e G. Esses resultados indicam que a atividade antioxidante que está associada com o efeito anticarcinogênico de G. cordifolia apresentaram atividade de prevenção de cáries dentárias (Namba et al. Malva Para a espécie Malva parviplora existem relatos de atividade antifúngica (Wang et al. hirsutum são capazes de induzir a liberação de histamina por mastócitos e de promover alterações respiratórias em humanos (Elissalde et al. 2000) e tóxico (Bourke. rhombifolia (Bortoluzzi et al. 1984). 1978). 2001. 1980). barbadense apresentaram propriedades imunoquímicas (Ermatov et al. Atividade antibiótica contra bactérias e fungos foi verificada com extratos de S. principal constituinte do óleo do algodão. Flavonóides de G. barbadense tem uma importante função de proteção contra injúrias oxidativas (Awney et al. 1985). arboreum apresentaram atividade antibacteriana contra várias bactérias (Waage & Hedin. hirsutum e G. induziu esterilidade em ratos machos (Nadakavukaren et al.

et al. F. carpinifolia. Franzotti et al. As espécies medicinais aqui descritas foram referidas na região amazônica. Dombeya. nos quais se distribuem 1. Bianchi et al. e o gênero Theobroma. utilizadas popularmente para banhos ginecológicos e nos casos de inflamações da mucosa bucal. 1998. distribuídas em onze diferentes gêneros. Segundo Barrozo (1978). cordifolia (Malva-branca). 1998. vulgarmente chamada de Guaxuma. foram detectadas as atividades antiinflamatória e antimicrobiana (Santos. V. 1988b). com uso popular nas afecções respiratórias e digestivas. no Brasil ocorrem cerca de 120 espécies. Helicteres e Waltheria. Os principais gêneros presentes no Brasil são: Byttneria. 1996). exceto Bacillus subtilis. onde são encontrados em abundância. 1992). rhombifolia. dos populares Chichá e Tacacá do Nordeste brasileiro. C. do valioso Cacaueiro Joly 1998). Espécies medicinais da família Sterculiaceae Introdução A família Sterculiaceae descrita por Augustin Pyramus de Candole compreende 67 gêneros. todos típicos de cerrados e campos.são ativos contra bactérias gram-positivo e gram-negativo. Fernandes et al. Do infuso de S. Atividade antimicrobiana também foi detectada nas folhas e raízes de S. 2001). Sterculia. não foi observada atividade mutagênica (Sugai. enquanto os esteróis são ativos contra seletivas bactérias. Drena As raízes de U. A introdução do grupo acetil no esterol propicia a diminuição da atividade do composto (Goyal & Rani. poucas em áreas temperadas. incluindo árvores e arbustos. lobata apresentaram atividade antibacteriana (Mazumder et al. Das partes aéreas e folhas de S. raramente ervas ou lianas (Mabberley. 1988.500 espécies tropicais. Na região . 1997). onde também é comum a ocorrência de espécies do gênero Guazuma. de grande cultivo em jardins. 1998). porém com atividade tóxica (Bortoluzzi et al.

para o tratamento de diarréia. onde podemos referir o Cupuaçu e o Cacau. o suco das folhas é usado no tratamento da bronquite e de infecções renais. 1990). pedunculadas. com brácteas linear-lanceoladas. Dados botânicos Arvore de grande porte. vermelho-escuras. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. com estipulas caducas. Cupu-assu. . com ramos longos. oblongolanceoladas. Espécies medicinais Theobroma grandiflorum (Willd. Suas sementes são utilizadas para tratar dores abdominais. liso e escuro (Figura 11. na tribo ticuna da Amazônia (Schultes & Raffauf. o Cupuaçu é cultivado como uma fonte alimentar primária (Balee & Moore. O nome do gênero. 1988). ovóide. medicinal e alimentar. Copoaçu. no Pará (Amorozo & Gély. Theobroma. grandes e vistosas. descrito por Carl Linnaeus. flores que brotam dos galhos. de valor econômico. ex Spreng.5). bem como nas comunidades locais da Amazônia.da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica. 1991).) Schum. folhas com pecíolos curtos e carnosos. significa "manjar dos deuses". Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica e em todo o Brasil de Cupuaçu. grossos e tomentosos. Em tribos indígenas amazônicas. duas das mais importantes e valiosas espécies. ou por suas variantes: Cupuaçu. O gênero Theobroma. inclui vinte espécies vegetais de ocorrência na América tropical. e o chá da sua casca. com grande abundância no Norte e Nordeste do Brasil. fruto do tipo capsular grande.

1986). flores dispostas no caule. 1993). fruto capsular ferrugíneo. Dados botânicos Árvore de porte médio. tripsina . oblongolanceoladas. Outros nomes populares atribuídos a essa espécie são Cacao.9-tetrametilúrico. Dados químicos Assim como no Cupuaçu (T. teobromina. palmítico. M. speciosa possui ácido 1. glicerídeos di-saturados. fornece sementes sucedâneas ao Cacau verdadeiro. T. denominado Theobroma cacao L. cacao. fasciculadas. mono. Chocolate. vermelho-escuras..Theobroma speciosa Willd. Cacaoyer. oléico e linoléico.. a planta é utilizada para o tratamento de infecções da garganta. Cacao azul. Caca-y. cafeína (Maia et al.7. Outras espécies desse gênero. com ramos curtos. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Cacau. cacao desse mesmo gênero é usada nos casos de câncer e hemorróidas (Santos. contêm flavonóides (Jalal & Collin.3. (Figura 11. no Amazonas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. grandiflorum). 1989). Criollo. globulinas (Voigt et al. até 10 m de altura.6).. e a forma de uso se baseia na secagem das folhas a serem aplicadas na região afetada. como a T. 1970. Cacao forastero. Pagonini et al. et al. usado no interior da região amazônica como excelente desodorante (Rodrigues. folhas com pecíolos longos. inteiras. 1979). Já a espécie T.e tri-insaturados (Costa. ex Mart. ácidos esteárico. 1992a e 1992b). 1977). mirístico. inibidores fenólicos da a-amilase. Outras indicações incluem o uso da cinza da madeira e da casca do fruto para produção de um sabão artesanal. albuminas.. Kakao.

Nessa espécie foi detectada a presença de hidrocarbonetos saturados. nerol. augustifolium (Sotelo & Alvarez.37 a 1. A gordura foi o principal constituinte das sementes de todas as amostras (Sotelo & Alvarez.9%). mariae. (-)epicatequina...2%). Em T. teobromina e teofilina) foram encontrados em Theobroma cacao (Hammerstone et ai. principalmente hidrocarbonetos saturados e insaturados.7% a 57. O T. dentre os quais o óxido de linalol (12.. que variou 50. Essas duas últimas substâncias atuam contra o fitopatógeno Crinipellis perniciosa (Vassoura-de-bruxa) (Andebrhan et al.. T.. ácido araquídico. geraniol. ácido cítrico. Foi confirmada também a presença de (-)-epicatequina. quercetina e esculentina (Bastide et al. 1991). Porém. 1991). T. 1987). Os alcalóides teobromina. 1986).. speciosum. diferentemente do T. O índice de saponificação da T. e sua goma encerra polissacarídeos (Figueira et al. cacao foi caracterizado como de 190. derivados do ácido hidroxicinâmico. bicolor e T. ácido erúcico e ácido lignocérico (Zakaria & Busri. esteárico e oléico (Griffiths & Harwood. mammosum foi detectada a presença de 58 componentes. augustifolium.. Além de açúcares totais. o n-tricosana foi caracterizado como majoritário (12. tais como ácidos palmítico. simiarum. e T. pela presença de ácidos graxos. procianidina B2. T. Durante a maturação da semente foi detectada a presença de fenóis. cacao do Estado de São Paulo foi analisado quanto ao seu conteúdo de gordura.. 1995). teobromina. As essências florais de T. 1989).74% (SantAnna Tucci et al. 1994). taninos condensados. (+)-catequina e antocianinas (Andebrhan et al. 1995) estão presentes nas sementes dessa espécie. Esse constituinte também . Em menor quantidade foi detectada a presença de ácido hexadecadienóico. bem como em sementes de Theobroma grandiflorum. quercetina3-0-glucosídeo. cafeína e teofilina foram detectados nas diferentes partes de duas variedades de T. bicolor e T. gorduras (Malini et al. nenhuma dessas quatro espécies vegetais apresenta teofilina (Marx & Maia.(Quesada et al. 1994). 1986). antocianinas. ácido ecosadienóico. 1996). cacao e também em T. A taxa de ácido graxos saturados/ insaturados variou de 1. xantinas e lipídios. Em T. cacao consistem de 78 componentes. 1996). longifoleno e citronelol (Erickson et al. flavan-3-ols. taninos. subincanum.5%) e o isoeugenol (8. cacao. 1987). porém.6%. ácido lático. Alcalóides purínicos (cafeína. tais como o 1-pentadeceno e n-pentadecano. os maiores constituintes foram os monoterpenóides citral.. 1991).

cacao (Gurney et al. análoga à manteiga de cacau. e a proantocianidina... Paganini et al. cacao apresentou um efeito vasodilatador. isolada dessa espécie vegetal. 1992). . amido. 1994) e antidepressora (Matsunaga et al.. teobromina e teofilina com seu efeito estimulante natural (Matissek. 1997).. A infecção das folhas com o fungo Crinipellis perniciosa é capaz de promover alterações na composição do fruto (Da Conceição et al.. 1970. proteína.pode ser encontrado em culturas de tecidos de T. Aos polifenóis é atribuída também a atividade antiestresse em testes comportamentais em ratos (Takeda. clorofila. uma atividade analgésica (Santos. 2002). A presença de epicatechina contribui para a inibição da lipoxigenose e o efeito antiinflamatório desta espécie (Schewe et al. 1997). 1992a e 1992b). Polifenóis antitumorais foram encontrados no extrato hidroalcoólico (60:40) das sementes de T.. 1989). Esses polifenóis também foram responsáveis pelas atividades antioxidante e moduladora do sistema humano in vitro (Osakabe et al. 1997). O fruto do Theobroma grandiflorum (Cupuaçu) apresenta em sua composição açúcares. 2000). Sanbongi et al. com ponto de fusão de 32°C (Rodrigues... 1997). cacao (Yamagishi et al. 1997. fenóis e taninos. et al.. Dados farmacológicos das espécies e do gênero O extrato aquoso dos frutos de T.. cafeína. 1997. As sementes fornecem 48% de uma gordura branca. 1997). Melzig et al. bem como atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Perez & Anesini. M. Inúmeras revisões têm sido feitas acerca das propriedades farmacológicas dos alcalóides derivados das metilxantinas.

flores brancas com cinco sépalas e cinco pétalas. oblongolanceoladas. que a referiram como medicinal. folhas curto-pecioladas. que compreende uma espécie medicinal denominada Açoita-cavalo.Espécies medicinais da família Tiliaceae Introdução A família Tiliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 46 gêneros e 680 espécies subcosmopolitas. Essa família tem no Brasil um dos principais centros de dispersão. No Brasil. Na região da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica. 1997). serrilhadas. 1998). Espécies medicinais Muntingia calabura L. e Apeiba. de até 13 m de altura. raramente ervas ou lianas (Mabberley. Os principais gêneros são Tilia e Muntingia. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins. com o nome de Curumin-nhapuá. Dados botânicos Árvore de porte médio. de outra espécie medicinal chamada Carrapicho-de-carneiro. os gêneros mais comuns são Luehea. 1978). muito conhecida na região amazônica Joly. neste último está aqui descrita a única espécie referida na região amazônica como medicinal. agudas no ápice e oblíquas na base. da planta Pau-de-jangada. Outros nomes atribuídos à espécie decorrem desse nome indígena: Curuminzeira e Curuminzieira. e aqui são encontrados treze gêneros e aproximadamente sessenta espécies (Barrozo. Triumfetta. sendo a maioria de árvores e arbustos. de numerosos estames livres. Outras denominações são Calabura e Pau-de-seda. .

ésteres (26. 1991). antiespasmódicas (Corrêa. fruto do tipo baga. Dados químicos das espécies e do gênero Das folhas e flores de M.dispostas em pedicelos axilares. ovário 5-7 locular. sesquiterpenóides (10. Foi observada a presença de potentes componentes de odor..7%). e salicilato de metila. compostos fenólicos (11. aqui descrita como medicinal. ácido caféico e ácido elágico (Seethraman. flavonas e biflavanas (Kaneda et al.3%). calabura foram isolados polifenóis como kaempferol. quercetina. dos quais predominaram alcanos (44. . foram isolados por destilação a vácuo 42 compostos.5%) e compostos carbonil (23.6%) e derivados furanos (8. Dos frutos de Aí. e as flores. Do extrato citotóxico das raízes de M. vermelho. inúmeras sementes (Figura 11.7). alcanos (15.4%). sendo ésteres (31. Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado pelos índios tenharins para facilitar a expulsão do feto durante o parto.3%). kaempferol 3-O-beta-D-galactosídeo. O nome do gênero foi dado por Linnaeus em homenagem a Abraham Munting.9%). calabura foram isoladas Havanas. calabura L. 1990). denominado de 2-acetil-l-pirroline (1. O gênero Muntingia descrito por Carl Linnaeus inclui uma única espécie.3%) os mais significativos. indeiscente. Por destilação de arraste a vapor foram identificados 56 compostos. arredondado.3%). A casca é emoliente. 1984).

1 -Bixa arbórea. e foto original por Hiruma-Lima) (Banco de imagens . Detalhe do ramo com flores (Desenho modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.FIGURA 11. 1998.

2 . b) detalhe do fruto aberto (segundo Gemtchujnikov em Joly. 1984).Hibiscus rosa-sinensis: a) ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa.FIGURA 11. 1998) (Banco de imagens - .

Gossypium barbadense.3 .FIGURA 11. Ramos floridos com detalhes das flores (Desenhos originais por Di Stasi e fotos originais por Hiruma-Lima) (Banco de imagens .

1998) (Banco de imagens .4 .FIGURA 11.Sida rhombifolia var. Detalhe do ramo florido e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. canaiensis.

Theobroma grandiflorum.5 .FIGURA 11. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens .

FIGURA 11. Detalhe do ramo florido (Flora brasiliensis) e detalhe do caule com frutos (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .Theobroma speciosa.6 .

7 . Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov) (Banco de imagens .FIGURA 11.Muntingia calabura.

e o segundo. fonte da maconha (Cannabis sativa). Em duas delas. Da família Urticaceae devemos destacar a ocorrência de espécies medicinais nos gêneros Parietaria e Pilea. das quais as famílias Moraceae. Cecropiaceae e Moraceae. duas espécies medicinais foram referidas: Cecropiapeltata. amplamente conhecida como . Di Stasi L N. e o importante gênero Urtica. pois nela estão incluídas cinco famílias botânicas.12 Urticales medicinais L. Urticaceae e Cannabaceae possuem importantes espécies de valor medicinal. devemos salientar os gêneros Cannabis e Humulus: o primeiro. Da família Cannabaceae. fonte de substâncias também tóxicas. Seito C. C. Relembramos aqui que empregamos neste estudo a revisão de Kubitzki sobre o sistema de classificação de Cronquist e. Nos estudos realizados e apresentados neste livro. Cecropiaceae. por esse fato. Hiruma-Lima A ordem Urticales é uma importante ordem da subclasse Dillenidae. A. espécies medicinais foram referidas na região amazônica e na Mata Atlântica. cujas espécies sempre foram referidas apenas na família Moraceae. As outras duas famílias dessa ordem. Ulmaceae e Barbeyacea. apresentamos distintamente as famílias Cecropiaceae e Moraceae. cujo uso abusivo é disseminado em todo o planeta. não possuem importantes espécies de valor medicinal.

Figueira-de-surinam. Imbati. Ambatí. Berg e incorporada por Kubitzki em sua modificação sobre o sistema de Cronquist. de Lixa. a família Cecropiaceae fica definida como uma família que inclui aproximadamente 180 espécies. Espécies medicinais da família Cecropiaceae Introdução A família Cecropiaceae foi recentemente definida por Corneli C. Dados botânicos Árvore com ramos curvos. Outras denominações populares são Aimbahú. Poiküospermum. . sendo este último o único importante como fonte de espécies medicinais e com grande ocorrência em todo o Brasil. Arvore-da-preguiça e Torém. Ambaí. Nomes populares Na região amazônica a planta é chamada de Imbaúba. e a espécie Sorocea bomplandii. Ibaíba. Ibaituga. Arvore-da-guiça. Ambahú. ao passo que na Mata Atlântica são comuns os nomes Embaúba e Umbaúba. longopecioladas. alternas e protegidas por duas estipulas. Pourouma e Cecropia. distribuídas em seis gêneros: Coussapoa. peitadas acima do centro. lactescentes. Embaúba. Com esse novo arranjo. Myrianthus. Toréin. referida com adulterante da Espinheirasanta. Imbaubão. Espécies medicinais Cecropia peltata L. uma importante espécie medicinal da Mata Atlântica. Ambaitinga. folhas grandes.Umbaúba e citada como medicinal tanto na Amazônia como na Mata Atlântica. Musanga. Ambaíba.

et al. Mal de Parkinson. Das raízes de C. usados na fabricação de instrumentos de sopro. muitas delas de ocorrência no Brasil. . A. Na região do Vale do Ribeira. 1992.. As folhas. que significa "chamar. 1984). Em C. C. Das folhas de C. indicado popularmente como diurético e no tratamento de bronquites e asmas.flores pequenas de sexo separado. C.. ecoar". a decocção das folhas é usada para facilitar o funcionamento dos rins e contra a malária (Corrêa. catharinensis foi determinada atividade colinomimética bloqueável por atropina (Dalla-Costa & Rates. lyratiloba (Menda. asma. a decocção das folhas é amplamente usada contra tosses. 1986. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. antililiásica (Domingos et al.. apresentou atividade hipotensora e atóxica (Borges. carpelar. O xarope dos brotos também é usado contra tosse. 1996b). gemas e brotos são adstringentes. Kerber. R. catharinensis. 1996). A. et al. flores masculinas com dois estames e femininas com ovário súpero.1). hidropisia. o chá dos brotos é tido como útil contra tosse e bronquite. do grego. A. 1994). o látex é usado contra úlceras gangrenosas e cancerosas e verrugas. frutos nuculares. 1998).. referindo-se ao caule e aos ramos ocos das plantas desse gênero. formando infrutescências inclusas (Figura 12. glazioui foram detectadas as atividades antisecretora (Cysneiros et al. a raiz é considerada útil contra tosse. R. Nas folhas do extrato de C. Dados químicos e farmacológicos Foram isolados flavonóides e cumarinas de C. não foi detectada atividade inflamatória (Schenkel et al. 1983). bronquite e gripes fortes. adenopus. reunidas em densas inflorescências. unilocular.. obtusa foram detectadas as atividades anti-hipertensiva e diurética (Ribeiro. Santos. F. et al. meio homem e meio serpente. 1984b). O gênero Cecropia descrito por Pehs Loefling compreende 75 espécies tropicais. indicada popularmente como antiinflamatório.. peltata já foram detectadas atividades antimalárica e atóxica (Marinuzzi et al. Na espécie C. filho da Terra. O nome do gênero Cecropia vem de Cecrops. 1986).. 1985).

descrita originalmente por. Espécies medicinais da família Moraceae Introdução A família Moraceae. espasmolítica (Delia Monache et al. nos quais várias espécies medicinais são encontradas. e um dos compostos responsáveis é a isovitexina (Delia Monache et al. efeito depressor do SNC. Lanjow & Bouer Nomes populares A espécie é chamada. A atividade hipoglicemiante foi constatada nas folhas de C. 1988). 2002). usualmente com células lactíferas e grande produção de látex.depressora do SNC. Esta mesma espécie apresentou baixa toxicidade. 1998a e 1998b.. lianas e ervas (Mabberley. Rocha et al.) Burger. 2001).. Dorstenia. 1992). Espécies medicinais Sorocea bomplandii (Baill. dos quais se destacam: Ficus. compreende 1. de Espinheira-santa. analgésico e relaxante muscular (Perez-Guerrero et al.. No Brasil. 1998. Morus. na Mata Atlântica. Rocho et al. A cecropina. isolada de espécies deste gênero. Johann Heirinch Friedrich Link.. 1993 e 1996a). 1997). que incluem árvores. distribuídas em 28 gêneros. Em outras re- ... Diversos estudos comprovaram a indicação como anti-hipertensivo.. 2001). Astocarpus e Sorocea. obtusifolia (Andrade-Cetto & Wiedenfild.100 espécies tropicais e poucas temperadas. 2001). distribuídas em 38 gêneros. possui atividade antimicrobiana (Andra et al. pois é confundida e coletada como a verdadeira Espinheira-santa.. ansiolítica (Barettaetal. Cysneiros et al. antiulcerogênica (Cysneiros et al.. arbustos.. característica marcante da maioria das espécies dessa família. com inúmeras espécies usadas como ornamentais. 1998) e antimalárica (Marinuzzi et al. 1988. antidepressiva. a família conta com aproximadamente 340 espécies.

giões do país a planta é chamada de Cincho.. de face superior brilhante e inferior opaca. da família Celastraceae). 1993). ilicifolia e S. 1993). os dados etnofarmacológicos obtidos incluem o uso da espécie no tratamento de úlceras. Carapicica-de-folha-miúda. com tronco ereto. Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 12 m de altura. Trata-se de uma espécie perenifólia. onde ocorre em abundância e possui uma madeira empregada apenas pela população local para produção de cabos de enxadas e outros utensílios. especialmente na Mata Atlântica. especialmente da Mata Atlântica. cilíndrico.. fruto do tipo baga. A espécie é latescente. 2001) e antagonizou as contrações em úteros de ratos e íleo de cobaia (Calixto et al.. bomplandii (Ferrari & Delle Monache. Esta mesma espécie apresentou efetiva atividade antiulcerogênica (Andrade et al. chegando a 10 cm de comprimento. Flavonóides foram isolados de S. Laranjeira-do-mato. Calixto et al. Dados Químicos e Farmacológicos A soroceina foi isolada de S. bastante coriáceas e de bordas com pequenos espinhos. Folhas-de-serra. inflorescências em rácimos axilares com flores verdes (femininas) e vermelho-escuras (masculinas).. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. quando não está em época de floração. 2001. Recentemente. . 2001. ciófita. característica importante na diferenciação em relação à Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia. uso comum nas comunidades do Vale do Ribeira. A planta é de ocorrência no Sudeste e no Sul do Brasil. Soroco. primária e exclusiva do sub-bosque de matas primárias. a infusão da espécie é usada contra dores de estômago. bomplandii. Araçari. Resple. folhas simples. Gonzales et al. Canxim. de casca fina.

e) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. S. b) detalhe da folha.1 . (Banco de imagens . 1998. d) flor feminina. c) inflorescência. Reis).FIGURA 12.Cecropia peltata: a) vista geral da planta (foto M.

segundo Mabberley (1997). No Brasil.100 espécies espalhadas pelos mais variados tipos de vegetação (Barrozo. M. visto que os limites da diferenciação dos gêneros são pouco precisos. C. Hiruma-Lima A. é urgente uma revisão da família. Os principais gêneros estão distribuídos em cinco subfamílias e. M. com ampla distribuição e ocorrência no Brasil. arbustos.13 Euphorbiales medicinais C. especialmente encontradas em regiões tropicais e subtropicais (Mabberley. das quais a terceira é uma importante fonte de espécies medicinais. a maioria cosmopolita. lianas ou ervas. . A. 1978). R. Na família ocorrem árvores. A família Euphorbiaceae. Thymelaceae e Euphorbiaceae. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. 1997). a família é representada por 72 gêneros.100 espécies. Das centenas de gêneros. Di Stasi Introdução A ordem Euphorbiales inclui apenas três famílias botânicas: Pandaceae. compreende 313 gêneros. Santos L. nos quais estão distribuídas aproximadamente 8. M. Souza-Brito E. com aproximadamente 1. comumente com células especializadas na produção de látex. Guimarães C.

fruto seco. da valiosa Mamona. Do gênero Euphorbia. a maior produtora de borracha. a decocção das folhas é utilizada contra dores de estômago. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica como Sacaca e Cajucara. reunidas em inflorescências racemosas com flores femininas inferiores. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. pecioladas. com limbo dividido em lobos ou segmentos.devemos destacar Ricinus. e outras. pela semelhança das sementes com esse animal. Nesse gênero ocorrem 750 espécies tropicais. icterícia e malária. sementes ricas em endosperma (Figura 13. febres. Uma importante espécie da região amazônica do gênero Hevea é a seringueira. devemos destacar inúmeras espécies usadas como ornamentais. Jatropha e Croton. flores de sexo separado. folhas simples. sendo algumas árvores. ervas e arbustos. O nome do gênero Croton descrito por Carl Linnaeus significa "carrapato". atualmente cultivada em vários países. lanceoladas. espécie rica em óleo de rícino. Espécies medicinais Croton cajucara Beth. belas quando floridas e muitas delas causadoras de irritação ocular. separando-se em três cocos. Mabea. Espécies medicinais são referidas e encontradas em vários gêneros. Dados botânicos Arbusto grande de até 6 m de altura. peninérveas. que são abundantes na região amazônica e na Mata Atlântica. amplamente explorado comercialmente e cuja espécie Ricinus communis também é usada para diversas finalidades terapêuticas. Pedilanthus. dos quais referimos algumas espécies a seguir. enquanto a infu- . problemas hepáticos. verdes. estipuladas.1). esquizocárpico. especialmente em Phyllanthus.

Não foram encontradas outras indicações populares para essa espécie. separando-se em três cocos. é útil contra hepatite. sementes ricas em endosperma. Pinhão-de-purga. Pinhãodos-barbados. Dados botânicos Arvore de até 4 m de altura. atingindo até 4 m de altura. Maduri-graça. na região amazônica. esquizocárpico. Pinhão Pinhão-branco. com brácteas . fruto seco. de caule grosso. Dados botânicos A planta é um arbusto de porte médio. no Pará. Pião. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada via oral contra malária e problemas do fígado. Pinhão-do-paraguai. lanceoladas. estipuladas. reunidas em inflorescências racemosas. flores de sexo separado. com ápice curtamente acuminado e base cordada. glabras. lobadas. amarelo-esverdeadas. Jairopha curcas L Nomes populares A espécie é chamada de Peão-branco. lactescente. curto-pecioladas. A espécie é muitas vezes usada em substituição à Croton cajucara. a Sacaca. Pinhão-manso. membranosas. misturada com Melão-de-são-caetano (Momordica charantia). folhas simples. e Mandobiguaçu. mas também de Peão. de Sacaquinha. grandes. folhas alternas. reunidas em inflorescências paucifloras. no Ceará. palminérvias. longo-pecioladas. nodoso.são das folhas. peninérveas. flores unissexuadas. pequenas. Nomes populares A espécie é chamada. Croton sacaquinha Croizat.

Peão-curador. colocar no café e banhar a cabeça). elipsóides e oblongas (Figura 13. Pião caboclo. 1984). gripe (descascar a semente. assar a polpa na cinza. e por isso deve ser sempre retirado antes do preparo do medicamento. Batata-detéu. coriáceo. no Pará. gengibre amassado. raladas e utilizadas no preparo de infusão ou adicionadas ao leite para tratar sinusite. constipação nasal e como purgativo. secar até ficar fria. O nome do gênero Jatropha. flores masculinas com cinco sépalas ovadas e cinco pétalas. partir e tirar a "folhinha". a infusão das folhas é usada para lavar a cabeça e curar dores. contra feridas (Amorozo & Gély. 1982). Peão-pajé. . o chá das folhas é usado contra febre e fraqueza. resina de copaíba e folhas de arruda é considerado útil contra derrame cerebral.. As sementes são eméticas (Corrêa. o óleo das sementes é utilizado no Piauí como purgativo (Emperaire. A população ribeirinha da região amazônica refere que o embrião da semente pode levar à cegueira pela alucinação que produz. assim como para constipação nasal. enquanto as sementes. Raizde-téu. e phagein = "comer" (depois que extraído o composto tóxico da raiz. Erva-purgante. Nomes populares A espécie é conhecida como Peão-roxo ou como Jalopão. Pinhão-roxo. tosse e catarro no peito (torrar com sebo da Holanda). as sementes são usadas contra dor de cabeça (tomar com cachaça ou torrar e fazer pílulas). sementes escuras. Outras indicações do uso local dessa espécie podem ser encontradas nas plantas Mocura-caá e Peão-roxo.2). fruto do tipo capsular. lisas. dez estames. Arg.lanceoladas. descrito originalmente por Carl Linnaeus e revista por Muell. O preparado das sementes de Peãobranco com sumo de folhas de cravo. 1988). Mamoninha. o látex é aplicado externamente. são torradas. gineceu com ovário glabro e estigma bífido. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. após a retirada do embrião. esta passa a ser comestível e saudável). Jatropha gossypifolia L. deriva do grego iatros = "remédio".

grandes.3). A planta é purgativa. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 5 m de altura. lineares. 1982). que nas flores masculinas podem formar um tubo petalóide. contra "mau olhado" (Amorozo & Gély. escuras e com pecíolos pubescentes. o chá das folhas é usado como antitérmico. Nomes populares A espécie é conhecida popularmente como Canudo-de-pito. dispostas em cimeiras paniculadas. descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé . contra "mau olhado". 1982). e as folhas na cabeça. as folhas novas têm uso mágico pelas benzedeiras da região. Em outras regiões é chamada de Tacoari e Taquari. na hidrópisia e no tratamento do reumatismo (Corrêa. No Pará. O nome do gênero Mabea. o banho. folhas pecioladas. 1984). Em Brasília. no Piauí (Emperaire. as folhas untadas com sebo da Holanda e aquecidas no fogo são utilizadas na forma de compressa para dores de cabeça. contendo uma semente escura com pintas negras (Figura 13. cálice com cinco pétalas. roxas. glabras e estipuladas. palmadas e limbo dividido em lobos.Dados botânicos Árvore de pequeno porte. Dados da medicina tradicional O banho preparado com as folhas é utilizado como anti-séptico. útil nas obstruções das vias abdominais. contra feridas. flores em grande quantidade agrupadas em rácimos. ramosa. Outras indicações podem ser observadas em Mocura-caá. 1988). fruto capsular. A aplicação do látex no local é tida como útil contra feridas e mordidas de animais peçonhentos. com ramos pubescentes e estipulas compridas e lineares. as sementes são usadas contra gripes fortes (Barros. Mabea angustifolia Spruce ex Bth. com folhas alternas. trissulcado. flores unissexuadas.

1984). Na região do Vale do Ribeira. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das cascas é utilizada como antitérmico. refere-se a um nome comum e popular das Guianas. alternas. folhas com limbo. flor feminina fasciculada com ovário 5-7 locular. distribuídas na América tropical. flores de sexo separado. sendo um gênero que inclui cinqüenta espécies. Dados botânicos Planta de pequeno porte. cápsulas pequenas. trissulcadas. com ramos glabros. é tido como útil na expulsão de pedras dos rins. dividida na base em ramos cauliformes e em toda a extensão em ramos menores. reunidas em inflorescências do tipo glomérulo. ramificada. Dados da medicina tradicional A planta é usada como diurético e dissolvente dos cálculos renais (Corrêa. descrito por Carl Linnaeus. a decocção da raiz ou o preparado de raiz com folha de abacate. flor masculina fasciculada com três estames. Não foram encontradas outras citações de uso medicinal dessa espécie. é usada como diurético e contra . Arg. Arrebenta-pedra ou Erva-pombinha. sementes minúsculas (Figura 13.5 m de altura. O nome do gênero Phyllanthus. a infusão das partes aéreas da planta é usada para expulsão de pedras dos rins e contra diarréia. que atinge até 0. Phyllanthus corcovadensis Muell. significa "flor na folha". Na região amazônica. incluindo as raízes. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como o nome de Quebra-pedra.4). enquanto a infusão de toda a planta. estipuladas.Aublet.

principalmente por copaeno e cipereno (Nunes et al. 1982).. beta-cariofileno. Das cascas de C. é útil contra problemas do fígado.. Posteriormente.dores de barriga. cajucarina A e cajucarina B (Itokawa et al. foi descrita a presença da trans-desidrocrotonina (Itokawa et al. alfa-humuleno.8-cineol. de ácido aleuritólico (Muller et al. 1992).. além de ser usada contra pedras nos rins.. A infusão das folhas. 1989). 1990. Dados químicos dos gêneros Crofon Da espécie C. desidrocrotonina copaeno Craveiro et al. Maciel et al. 1979. dois clerodane diterpenos que apresentaram atividade antiinflamatória na inibição da fosfolipase A2 de veneno de abelha (Ichihara et al. 1. 1998). O óleo essencial das cascas de C. 1986).. 1991). (1981) realizaram um grande estudo sobre a composição do óleo essencial de inúmeras espécies do gênero Croton.. Kubo et al. cajucara também foi isolada a sesquiterpenolactona desidrocrotonina (Simões et al. transcrotonina. . Em Minas Gerais. cajucara também foi caracterizado pela presença de sesquiterpenos. e os principais constituintes são alfa-pineno. é tida também como útil como desobstruente e contra problemas hepáticos e icterícia (Grandi & Siqueira. 2000).. 1989. cajucara foram isolados cajucarinolídeo e isocajucarinolídeo.

5-trimetoxibenzeno.. propionato de etila. crolechinol e ácido crolechínico (Cai et al.16-epoxi-12-oxocleroda-13(16). e de C. . 1992). gama-elemeno. ludianus possui 1. acetato de 3-metil-butanol. Dois clerodane-diterpenos foram obtidos do extrato metanólico das cascas de C.. alfa-cubebeno. a printziano e um norclerodano (Siems et al. acetato de 2-metil-butanol. (E)-nerolidol e alfacadinol foram encontrados apenas em C. zambesicums Muell. 1993b). hovarum: a 3a. a levatina (Moulis et al.. cadineno. foi determinada.. Os constituintes voláteis isolados de C. levatii foi isolado um diterpenóide neoclerodane. Foram também isolados triterpenos e o ácido 4-hidroxihigrínico (Krebs & Ramiarantsoa. 4-hidroxifeenetil.4-dimetoxifenol. o óleo de C. 3. chilensis foi isolada a clerodane e ácido crotônico (Borquez et al. cânfora.. Das folhas de C. 1994).16-epoxi-12-oxo-cleroda-13(16). 1993a). linalol. e das cascas do caule de C. e das folhas de C. 1995). allo-aromadendreno e torreyol.4b-dihidroxi-15. C.. enquanto germacreno B. gama-elemeno. alfa-humuleno. acetato de 1-butanol e 3-metil-2-pentanol (Bellesia et al. Ambas possuem em comum a presença de beta-cariofileno. 4b-dihidroxi-15. limoneno e outros. Foi analisada a composição do óleo essencial de duas espécies de Croton. Porém. zambesicus apresenta também grande quantidade de limoneno (Menut et al. o epoxichiromodine e 3-O-acetoacetil lupeol (Addae-Mensah et al. sitosterol. 1996). 1995). glandulosus (Neto et al.cadideno.. A composição do óleo essencial das cascas de C. Das cascas de Croton lechleri foram isolados também os diterpenos korberina A (I) e korberina B. 1992). metil isoeugenol. lechleri foram: acetato de etila. 2-metil-butanol. estragol. lundianus e a C.4-dimetoxibenzil. Das partes aéreas de C.6-trimetoxifenol.. sitosterol-b-D-glucopiranosídeo e b-sitostenona. que não apresentou atividade cicatrizante (Carlin et al. aubrevillei J. que apresentaram atividade antimicrobiana (Cai et al.. As duas amostras possuem linalol e b-cariofileno como constituintes majoritários. alfa-ilangeno. Das cascas de Croton lechleri foram isolados 1. megalocarpus foram isolados o diterpeno clerodane. a C. 2. metileugenol. p-cimeno.14-dieno. 1992b). betabourboneno e gama-cadineno. 3. lechleri foi isolada a sinoacutina. 1996).. cortesianus foram isolados o clerodano.. De C.3. e chiromodine (Weckert et al.8-cineol. Além disso. eucaliptol. alfa-guaieno.14dien-9-al e 3a. mirceno.4. glandulosus. 1996). 1992). acetato de propila.

sonderianus foram isolados os diterpenos neo-clerodanos 6a-hidroxiannoneno.7b-dihidroxiannoneno e 6a. castaprenol-11. curcas foram isolados ainda as latiranas... 1995). beta-D-glucosídeo e beta-sitosterol. e o diterpeno crotamaclina foi isolado de C. (-)epigallocatequinae (-)-epi-3. Jatropha Das raízes de J. gossypifolios (Cespedes et al.. e das cascas de C. tomentina. stigmasterol. os triterpenóides jatrofolona A. 1981).6-diona. draco foram isolados os terpenóides b-sitosterol..7. Compostos terpenóides foram isolados de C. 1996). taraxerol. taraxerol. sublyratus foi isolado o plaunotol (Nilubol. draconoides foram isoladas as catequinas: (+)-ballocatequina. jatrofina. 5hidroxi-6. jatrofolona B. 1988).3'.. Das partes aéreas de C. jatrofolona B.7b-diacetoxiannoneno (Silveira & McChesney. beta-sitosterol (Chen et al. 1996)... 1991a). 1986) e C. 1992). 3-hidroxi-4-metoxibenzaldeído é ácido 3metoxi-4-hidroxibenzóico e daucosterol (Kong et al. 1988) e curcaciclina B (Auvin et al. Das raízes de C. ácido 2S-tetracosanóico glicéride-1. e de C. 1992). e das folhas de C. De C. 1976).. eluteria foram isolados sesquiterpenos. 6-metoxi-7hidroxicoumarina. jatrofol. C. eudesmanos. Do óleo de C. macwstachys (Herlem et al... ruizianus foram isolados vários alcalóides (Del Castillo Cotillo et al. 1994). 6a. ésteres e cetonas não-terpenóides. nobiletina. 1986). vomifoliol e ergasterol-5a-8a-endoperóxido (Hernandez & Delgado.7-dimetoxicoumarina. 1991). curcas foram isolados 5a-stigmastane-3. 1991). 1993). matourensis foi isolado o ácido maravuico um diterpeno. diasii (Alvarenga et al. sesquiterpeno fenol e diterpenos clerodânicos (Hagedorn & Brown. a seco-labdane (Schneider et al. b-sitosterol. hemiargyreus (Barnes & Borges. riangularis (Moura et al. jatroolona A. De J.5'-pentahidroxirlavina (Aquino et al. Altas concentrações de taninos foram encontradas em C.. caniojana. salutaris foram isolados sonderianol e diterpenos acíclicos e diterpenos tricíclicos (Itokawa et al. 16hidroxijatrofolona. argyrophylloides (Monte et al. 1992).. enquanto alcalóides foram encontrados em C.De C. curculatiranas A e B (Naengchomnong et al.5.. .

isoleucina (3.. 2epijatrogrossidiona. 1997). esteróides e glicosídeos. 1997). Makkar et al. todos utilizados no tratamento de tumores (Taylor et al. Do látex de /.98%). ciclogossina A e ciclogossina B (Horsten et al.. Das folhas deJ. os aminoácidos cistina (2. terpenos. 1987).. compostos fenólicos. 1996a) e jatrodiena (Das et al. vitexina e isovitexina (Xavier & D'Angelo. Dos rizomas de J. a lignana arilnaftaleno (Das & Banerji. 1983)... 1989). Suas sementes possuem 50% a 60% de óleo. saponinas. além de outros três derivados diterpenóides. alanina (28.11-bisepicaniojana (Jakupovic et al. Das raízes secas de J. 1988). 0. podagrida apresentaram 24%. J. De J. tlalcozotitlanensis e J.9%. elliptica foi isolado como constituinte majoritária do óleo a d-selinina (Brum et al. grossidentata foram isolados jatrogrossidiona. e delas foram isolados os óleos fixos: ácido palmítico. jatrofolona B. elbae.92%) e leucina (12. Das cascas da raiz de J. pohliana var. . galvani foram caracterizadas as presenças de alcalóides.15% e 15% de ácidos graxos saturados. De J. 1986). ácido esteárico.. valina (18. gadaína (Das et al. sendo 0. ácido oléico.60%... caniojanae 1. J. mas não foi detectada a presença de taninos (Aderibigbe et al. 14. 1988. citlalitriona e riolozatriona (Villarreal et al..9%. 1997. Das raízes de J.71%). ácido linoléico (Nasir et al. As espécies.9%). flavonóides. 1996. 1987.. arginina (0. e 43. gossypifolia foram isolados os diterpenos jatrofolona A e jatrofatriona (Rahman et al. galvani (Guevara et al. mollissima foram isoladas orientina.26%.. 15. respectivamente (Raina & Gaikwad. divica foram isolados beta-sitosterol. Teixeira. gossypifolia foram isoladas as lignanas isogadaína. 1996b). um decapeptídeo cíclico a multifidol e o glucosídeo multifidol (Kosasi et al.. Do caule de J. 1997). foi isolado de seu látex a albaditina. 1988). multifida L. Saponinas foram detectadas apenas em J. 1990). 1988).6% de ácido oléico. curcas. denominada curcina (Costa. 1995). gossypifolia foram isolados os heptapeptídio cíclico.1997).. malacophylla. Das folhas de J.26% de ácido aracdônico. J. 1989).. glicina (19. curcas foram isoladas também várias lectinas./. Auvin-Guette et al.07%). 1990). bem como o ácido nurístico. isoorientina. 0. De J.. Banerji et al. 1989a e 1989c). 1988).30%) (Jain & Garg.1%). gossypifolia e J. ácido araquídico e toxalbumina.94%). metionina (13. gossypifolia foram isolados a lignana prasantalina (Chatterjee et al.

1986). Yunes et al. macrorhiza isolaram-se compostos triterpenóides com atividade antitumoral (Torrance et al. P. 1996. Petchnaree et al.. como sofraxidina e escopoletina (Hnatyszyn et al. 1996). a mais estudada é a P.. P.. 1980). Ahmad et al. diterpenos.. P. ácido caféico. 1989. fistulifera foi detectado um naringenina coumaroil glucosídeo (Garcez et al.. cumarinas. De J. 1981). 1997). virgatus (Babady-Bila et al. simplex..... 1991). enquanto em P. 1988. Singh et al. 1983. Anjaneyuly et al. klotzchianus foi isolado o orcinol (Kuster et al. lignanas (Satyanarayana et al. Há revisões acerca desse gênero devido à diversidade de espécies existentes (Unander et al.. Phyllanthus Das várias espécies do gênero Phyllanthus. E do seu látex foram isolados peptídeos cíclicos podaciclina A e B (Van den Berg et al. podagrica foram isolados vários esteróides e flavonóides. 1977). 1996)... 1986.. 1984) e antibacteriana (Odebiyi. ácido clorogênico.. 1988). 1996. da qual foram isolados alcalóides. Singh et al. levulose. e um alcalóide denominado tetrametilpirazina (TMPZ)... 1988. triterpenóides (Joshi et al.. 1991). glucose e galactose (Hnatzyszyn et al. timol e carvacrol (Odebiyi. 1995). Alcalóides foram isolados das folhas da P niruroides. gossypifolia. 1989a e 1989b. antibroncoconstritora e antiarrítmica (Ojewole. 1985). amarus e P. sacarose. 1996) e do alcalóide filantimida (Tempesta et al. flavonóides. . e dos frutos de M.Da espécie J. niruri. assim como os diterpenóides de J. Ojewole & Odebiyi. 1996.. Singh et al. neolignanas (Satyanarayana et al. sellowianus foram detectadas as presenças de 7-hidroxiflavanona. excelsa foi isolado um diterpeno ingenana (Brooks et al. 1988). terpenos. que apresentou atividade bloqueadora da junção neuromuscular e hipotensora (Ojewole & Odebiyi. 1988. 1986. hidroxiflavanona. Houghton et al. Negietal. Hassarajani & Mulchandani. 1990. Mabea Do látex do caule de M.. Mensah et al. Anjaneyulu et al. De P. 1986) e vários outros compostos (Singh et al. discoideus. citral. 1986.. 1980 e 1981). 1990). 1988. Huang et al....

1996) e fisalinas (Makino et al. antiestrogênica (Luma Costa et al. 1999). Dados farmacológicos dos gêneros Croton A desidrocrotonina isolada das cascas de C. Em P. e o extrato hidroalcoólico das folhas apresentou atividade hipolipidêmica em ratos (Farias et al. n-alcanos.. nalcanóis. antidiabética (Silva et al. emblica L. 1997 e 1996a). HirumaLima et al.. hipocolesterolêmica (Martins et al. 1998). 1996).. 1996). mínima foi isolada a fisalina L (Kawai et al. Bighetti et al. estas últimas também presentes em P angulata (Makino et al. 1996b).. olenadienóis. 1999) e antiulcerogênica (Souza Brito et al. foi determinado o conteúdo de ácido ascórbico. Farias et al. 2002. De P. Tanaka et al.De P. et al. 1996c). 1998) e teratogênica (Crisostomo et al.. 1996). 1988. analgésica. De P flexuosus foram isolados triterpenos. Farias et al. 1988. Li et al. Tanaka & Matsunaga.... 1998. 1995) e de carboidratos ésteres do ácido cinâmico (Latza et al. 1988b). além do alcalóide fisoperuvina (Hiroya et al. D. inúmeras lignanas filamirícinas e os filamiricosídeos que aumentam a atividade da transcriptase reversa HIV-1 foram descritos (Lee. depressora do SNC (Hiruma-Lima. cajucara apresentou atividade antiinflamatória. Z.. 1995a). fitosteróis e ácido tricadênico (Tanaka & Mastunaga. 1993.. . 1997). antiinflamatória.. et al. 1995b)... De P.. Em P acuminatus foi descrita uma lignana com atividade citostática denominada filantostatina A.. francheti foram obtidos cicloheptano. além de taninos (Zang. Das raízes de P. 1987. antiedermatogênica (Campos et al.. 1996) antitumoral (Grynberg et al.. Tanaka et al. 1996). 1999a)... calisteginas (Asano et al. 2001).. 1988a. C.. Lu et al. 1988. Das cascas dessa espécie já foram comprovadas as atividades hipoglicemiante (Cavalcante. 1995).... alkekengi var. antinociceptiva (Carvalho et al.. ácido múcico e ácido gálico (Basa & Srinivasulu. myrtifolius.. 1996). peviana foi descrita a presença de ácidos graxos no fruto e sementes (Aslanov et al. 1989.

1988. entre outras. C. tiglium foram isoladas duas toxinas crotina I e II.. tranqüilizante. Ensaios in vitro indicaram que o látex não estimula a proliferação celular (Pieters et al. sonderianus (Craveiro & Silveira. 1988). C. 1993). 1988a).. estudos de toxicidade subcrônica com a desidrocrotonina alertam para o desenvolvimento de distúrbios hepáticos em ratos. 1999b. C. 1988b) e substâncias isoladas de C. glabelus (Novoa et al. 1999). O óleo essencial obtido de suas cascas apresentou atividade antiinflamatória.. C. 1984). 1980). et al. Luz Paredes et al. cajucara (Hiruma-Lima et al. draconoides e C. 1985) e C. A crotina II também apresentou forte atividade inibitória sobre a síntese protéica em ribossomo (Chen et al.. Batatinha et al. mucronofolius (Moraes Filho & Fonteles. 1987). 1999) atóxica e excelente efeito cicatrizante e antiulcerôgenica (HirumaLima et al. antinociceptiva (Bighetti et al. zehnteri (Albuquerque et al. 1993.. A propriedade cicatrizante de Croton sp (sangue-de-dragão) foi testada com seus constituintes isolados: o alcalóide taspina. penduliflorus (Asuku. subtyratus (Kitazawa et al. rhamnifolius (Silveira et al. Além da desidrocrotonina a atividade antiulcerôgenica foi atribuída também a crotonina. inseticida de C. lechleri. 1988) e C. 1983). lacciferus (Bandara & Wimalasiri. 1994). a ligana 3'. 1993.23 mg/kg para crotina II. pôde-se concluir que o poder cicatrizante da planta se dá pelas proan- . M. 1985.Apesar de a desidrocrotonina não ter apresentado efeito citotóxico (Agner et al. C. Foram verificadas ainda atividades laxativas com C. 1982). rangelianus (Lima et al. penduliflorus (Anika & Shetty.. 2001). Atividade antibiótica contra inúmeras bactérias e fungos foi determinada com extratos de C. A DL50.. Chen & Pan. macrostachys (Mazzant et al. mais comumente de C.... antiulcerôgenica de C. lacciferus (Ratnayake et al. 1982).. 1986). 2002a). Ao final. para crotina I foi de 0. tiglium (Deshmukh & Borle. Sangue-de-dragão é um látex viscoso de coloração vermelha obtido de espécies de Croton. Em outras espécies desse gênero foram verificadas inúmeras atividades farmacológicas. 2000a e 2002b). 1987) e C. Tang et al. 1975). C. Das sementes de C. erythrochilus. Propriedade antineoplásica potente foi determinada utilizando-se extratos de C. Costa. anestésica local.. 1980. hipotensora de C. campestris (Lima et al. com o uso prolongado (Rodriguez et al...45 mg/kg e 2.. presente nos casos de C. anticonvulsivante e analgésica de C.4-O-dimetilcedrusina e uma proantocianidina...

.... antibacteriana e cicatrizante. que apresentaram atividade antimicrobiana (McChesney et al. zehntneri foram extraídos os constituintes majoritários anetol e estragol. 1992a). 1993). 1992).78% de flavonóides. Ao final. nardus (Lemos et al. Essa possui isoguanosina. De C. tonkinensis contêm 0. os alcalóides de C. macrostachys foram isolados crotepóxido.tocianidinas que estimularam a contração do ferimento e formação de proteínas cicatrizantes (Pieters. C.. Do óleo essencial de C.. Ao final dos experimentos. pôde-se constatar que a planta não apresentou atividade citotóxica e a atividade antibacteriana constatada foi atribuída aos compostos fenólicos e diterpenos existentes na planta.. Pieters et al. campestris também apresentou atividade relaxante da musculatura lisa em diversas preparações farmacológicas. 1991). Os resultados sugerem que tanto o óleo essencial como o anetol e o estragol . 1995). lechleri sobre a proliferação das células endoteliais foi pouco significativo (Chen et al. berghei (Be &Truong. 1991a e 1991b). 1992. Os alcalóides das folhas foram estudados quanto à sua atividade antimalárica. e a fração responsável pela atividade relaxante é a fração de alcalóides totais (Ribeiro Prata et al. A mistura foi citotóxica em todas as linhagens de células tumorais testadas (Kim et al. 1994). Atividade antimicrobiana também foi encontrada no óleo essencial de C. Das raízes de C. lupeol. sonderianus foram isolados vários diterpenos acídicos. Todos os três compostos bloquearam a contração induzida por estimulação nervosa. betulina e ácidos graxos. Foi avaliado também o efeito antitumoral de alcalóide de Croton e da cisplatina sobre a membrana celular de eritrócitos humanos (Xy et al. 1994a e 1994b).32% de alcalóides e 2. O efeito de C. 1995). O extrato etanólico bruto das folhas de C. lechleri foi testado em ensaios in vitro para avaliar sua propriedade citotóxica. berberina e outros alcalóides desse grupo. Tanto o óleo essencial quanto o anetol e o estragol foram estudados em preparação de músculo isolado de rato.. A crotepóxido possui atividade antitumoral contra carcinoma de pulmão de Lewis e carcinossarcoma de Walker (Addae-Mensah et al. As folhas secas de C. tonkinensis reduziram significativamente a infecção de camundongos com P. A fração anticâncer ativa foi isolada da mistura aquosa de Croton tiglium e Coptis japonica.

. lechleri foi isolada grande quantidade de proantocianidinas..7%) além de aminoácidos essenciais e lipídios (57. 1997) antidiarrêica (Mujumdar et al. 1987. Hirota et al. diminuindo o comportamento exploratório e a locomoção. O óleo de C. 1992). curcas foi isolada uma enzima proteolítica. e detentores de atividade moluscicida contra Biomphalaria glabrata (Liu et al. como também diminuindo os episódios de convulsões induzidas por pentilenotetrazol (Batatinha et al. tiglium foram testadas in vitro e apresentaram efeito inibitório contra protease HIV (Ma et al. 1988). 1995).. 1994)..39 mg pela via i.. antiplasmodial (Kohler .. tanto na prova do campo aberto. 1991a).9%) (Liberalino et al. Do látex de C.. 1990) o óleo de C. pelo bloqueio da transmissão neuromuscular. 1988). 2000).. Ubillas et al. 1992. Uma análise química das sementes revela a existência de um alto grau de conteúdo protéico (26. curcas também foi purificada e caracterizada uma hemaglutinina (Asseleih et al. Os extratos da sementes de C.. 1997) e Schistosoma mansoni e S. (Huang et al. e um inseticida de plantas foi preparado a partir de C. Atividades larvicida (Karmegam et al. tiglium (Fanetal. eluteria é usado como atrativo de insetos (Tokumoto et al.. 2000). Das sementes de /. o alcalóide taspina (Itokawa et al.. curcas. 1989).. aromaticum foram isolados ácidos ciperenóico e (-)-hardwíquico. Jatropha Das sementes de J. curcas foram isoladas três proteínas que apresentaram efeito tóxico potente em camundongos com DL50 de 6. haematobium (Rug & Ruppel.. 1995). Das sementes de J.. 1993). que apresentaram atividade inseticida (Bandara et al. 1991). que apresentaram atividade antiviral (Tempesta. curcas foram isolados ésteres forbálicos promotores de tumores (Horiuchi et al. Do extrato clorofórmico das raízes de C. zehntneri também foi capaz de alterar parâmetros comportamentais.. De Croton palanostigma foi isolada uma substância citotóxica. 1988. pelo aumento da concentração de cálcio (Albuquerque et al. 1994). Do látex de J. a curcaína (Nath & Dutta.p. e no retículo sarcoplasmático.. Um alto grau de toxicidade em ratos foi encontrado nas sementes de J.possam ter dois sítios de ação na fibra muscular: na membrana pós-juncional. 1989 e 1991).

Esse efeito da jatrofona pode ser decorrente tanto da etapa intracelular de transdução dos sinais como da mobilização dos níveis de cálcio intra e/ou extracelular (Dutra. 1992). 1996). isabellii foi isolada a jatrofona. 1992a.. 1996). usado tradicionalmente para o tratamento de feridas infecciosas.. zeyheri foi isolada a jaherina. 1992b e 1996). et al. 1996).. curcas foram ativas na intercalação de DNA (Gupta. gaumeri (Sanchez-Medino et al. elliptica foram caracterizadas as atividades antiinflamatória. O látex de /. 1998). De J. 2002) e hemostática (Kone-Bamba et al.. cilliata foram isolados isoorientina e orientina. apresenta constituintes anticomplementos do soro humano (Kosasi et al.... A atividade moluscicida foi também derivada na espécie /.. 1996). 1994). que é moluscicida (Santos & Sant'Ana. J. 1987). P.. 2001). Das raízes de J. grossidentata foi isolada a jatrogrossidiona. um diterpeno que possui atividade antimicrobiana (Dekker et al. 1993). que apresentaram componentes ansiolíticos e fraxetina com efeito analgésico (Okuyama et al. Mas o extrato metanólico dos seus frutos não foi capaz de apresentar atividade moluscicida. Dessa espécie foi isolada a jatrofona. apesar de sua utilização tradicional (Adewunmi & Marquis.. De J. M. 1996).. . Dutra et al]. que apresentaram efeito citotóxico e promoveram hipertermia (Picha et al. 1987b).. O óleo das sementes de /.. 1987) e tóxica (Brum et al. Santos et al. curcas foram isoladas curcusonas A e C. glauca (AlZanbagi et al. 1997). F. das contrações de preparações de músculo liso e cardíaco de maneira concentração dependente (Calixto & Santana. 2000) responsável pela atividade antitumoral (Pessoa et al. 1996. Esta mesma atividade foi observada em J.. 1996). De J. 2000). 1990. curcas. A J.. 1987) também foram caracterizadas em J. 2001). multifida. 1996). gossypifolia apresentou atividades espasmolítica (Fontenele et al. et al. De /. espasmolítica (Trebien et al. multifida é utilizado como cosmético de pele e cabelos (Furuse et al... antiespasmódica (Silva et al... atóxica e anti-hipotensora (Paes et al..et al.. e de J. inibidora da agregação plaquetária (Dutra et al. 1989c) e atividade antibacteriana (Aiyelaagbe. as quais apresentaram atividade leishmanicida e tripanossomicida (Schmeda-Hirschmann et al. As folhas de J.

1995). 1996b) e resposta contrátil na bexiga urinária de cobaia in vitro (Dias et al. urinaria promoveu resposta contrátil em traquéia isolada de cobaia (Paulino et al. 1988). De P.Phyllanfhus Diversas espécies do gênero Phyllanthus apresentaram efeito analgésico (Santos et al. Shimizu et al. O extrato etanólico dessa espécie apresentou atividade inibitória sobre a aldose reductase. Do extrato metanólico das folhas dessa planta foi isolado o nirurisídeo. 1985).. 1989). 2000). 1987). 1994).. mas promoveu efeito relaxante em traquéia isolada de cobaia contraída por carbacol (Paulino et al. 1988. 1992. 1984. O extrato hidroalcoólico de P. anti-hepatotóxicas (Syamasundar et al. denominados filantina e fipofilantina e nirtetralina (Hussain et al. O extrato alcalóide de P niruri demonstrou atividade relaxante do músculo liso do trato urinário e biliar... 1996).... hipotensiva e hipoglicemiante (Srividya. corcovadensis existem diversos relatos de sua atividade analgésica (Di Stasi et al. campesterol e fitosterol (Santos et al. 1993.. 1987). 1996a). obtidos da fração hexânica das partes aéreas do Quebra-pedra (Phyllanthus corcovadensis). Ribeiro et al. Existem relatos da atividade diurética (Ribeiro et al. 1992). 1995). 1995). 1988). 1984) do extrato hidroalcoólico das folhas de P corcovadensis. Na espécie P niruri foram determinadas atividades de redução no crescimento de cálculos renais (Melo et al. que foi atribuída aos compostos estigmasterol. A atividade antihepatotóxica dessa espécie foi atribuída a dois compostos chamados de filantina e fipofilantina (Syamasundar. Foram também isolados dessa espécie antagonistas não-peptídicos da endotelina... Santos et al.... essa planta demonstrou atividades analgésica (Santos et al. . e o ácido elágico mostrou-se seis vezes mais potente que a quercitrina (Ueno. 1985 e 1986b. 1985) e contra hepatite do tipo B (Venkateswaran et al. Além disso. Gorski et al. Além disso.. o que leva pesquisadores a supor uma maior facilidade de expulsão de cálculos renais e vesiculares. diurética.. porém o mesmo tipo de extrato não foi capaz de promover a diurese em outro artigo (Gorski et al. a geranina foi ativa em inibir a atividade diante da enzima conversora de angiotensina (Ueno et al.. que não foi capaz de proteger as células contra uma infecção aguda de HIV (Qian-Cutrone et al.. 1995). Di Stasi.

Do extrato etanólico dos caules e folhas de P sellowianus foram isolados elagitaninos identificados como furosina e geranina. 1996). ácido brevifolincarboxílico. 1995). 1997a e 1997b). 1996). de P urinaria. ácido elágico.. Por meio de modelos in vivo foram caracterizadas as atividades antinociceptivas dos extratos de P... Roy et al. e o extrato diclorometano inibiu a função de neutrófilos (Paya et al.. 1996).. O extrato de P amarus apresentou atividade potente no tratamento do vírus da hepatite B (Lee et al.. 1997). 1990. que apresentaram atividade inibitória sobre o crescimento do vírus HSV-1 (Zuo et al.. A corilagina e outros flavonóides apresentaram atividade anticarcer in vivo e in vitro (Chen & Ren. 1997). 1996. e o extrato dos frutos foi avaliado quanto ao efeito protetor contra clastogenicidade induzida por sais de chumbo e alumínio (Dhir et al. Seu extrato aquoso administrado oralmente durante três semanas provocou a diminuição dos níveis de glicose em ratos diabéticos (Hnatyszyn et al. ácido gálico e geraniina e flavonóides responsáveis pela atividade antinociceptiva (Filho et al. O extrato dos seus frutos possui antagonistas de estrogênio (Vessal & Yazdanian.. 1995).. 1996). corilagina. De P caroliniensis foram isolados fitosteróis. 1994).. das folhas e caules foram isoladas xantoxilinas que apresentaram atividade antifúngica (Lima et al. ácido gálico e ácido protocatecoico. Foi isolado de P sellowianus um alcalóide com atividade antibacteriana (Cechinel-Filho et al. niruri e P urinaria (Santos et al. De P fraternus foram isolados flavonóides que apresentam atividade hipoglicemiante oral em ratos tratados com aloxana (Hukeri et al.. O extrato aquoso dos frutos de P alkekengi foi capaz de modular a atividade aminopeptidase da pituitária e do hipotálamo basomedial (Vessal et al. Sane et al. De P matsumurae foram isolados compostos polifenólicos como geranina. quercetina. caracterizadas como responsáveis pela atividade hepatoprotetora (Deb & Mandai.. propriedades antivirais do éster metílico do ácido dehidroquebúlico e ácido metil brevifolincarboxílico. 1995). 1995). . 1996). 1991). Foram caracterizadas. 1988). Em ensaios in vivo foram observados mecanismos envolvidos com a atividade antinociceptiva (Miguel et al. De P emblica foi detectada a atividade antioxidante (Zhang et al.. 1996).. Foi caracterizada a presença das lignanas filantina e hipofilantina..

e ação estimulante da musculatura lisa.. 1979). podendo causar a morte em humanos. Um caso típico foi relatado para a espécie Croton cajucara. diarréia. 1991c). 1986. amplamente utilizada sob a forma de chá no combate ao colesterol e em regimes de emagrecimento. Ações simpatomimética e hipotensora foram determinadas com administração de jatrofona (Schvartsman. Efeitos como redução no tempo de protrombina.. hiporreflexia e coma podem ser conseqüência dos distúrbios hidroeletrolíticos (Schvartsman. 1995. 2000). Itokawa et al. cabras e carneiros (Abdu-Aguye et al. redução no consumo de água. Hemorragias internas em diversos órgãos. vômitos e diarréia.. diversos casos de hepatite foram registrados confirmando portanto os resultados de Bighetti (1999b). 1993. coagulação e aumento no tempo de sangria foram verificados com o uso da polpa da semente. Existem registros de intoxição em crianças de J.. Como conseqüência de seu uso crônico.. Torpor. Ahmed & Adam. 1987) e provoca náuseas. distúrbios respiratórios e eletrocardiográficos. Porros et al. Quadros de hemorragia anal. 1979). foram verificadas por Ahmed & Adam (1979).. 1979). mutifida (Levin et al.. A presença de um complexo-lipóide nas sementes é considerada responsável pela dermatite causada. 1984). Rodrigues (1999) e Rodrigues & Haum . hipotensão e desidratação. 1993. Pieters et al. O óleo de suas sementes induz ao aparecimento de tumores de pele (Horiuchi et al. Em casos graves ocorrem espasmos musculares. desidratação e morte são sinais de envenenamento por J. Os glicosídeos da casca dessa semente possuem ação depressora sobre os sistemas respiratório e cardiovascular. vômitos e diarréias em crianças Joubert et al. A sintomatologia após o consumo é caracterizada por dor abdominal.Dados toxicológicos dos gêneros Jatropha Essa espécie é muito importante pelos efeitos tóxicos que produz. náuseas.. uma vez que existem diversos relatos de citotoxicidade para diferentes espécies do gênero (Mongelli et al. Croton As espécies do gênero Croton também merecem cuidados quanto à sua utilização. curcas em ratos.

(1999). tiglium (Bauer et al. Pieters & Vlietinck. FIGURA 13.Croton cajucara: a) detalhe do ramo com flores e b) flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. nos quais são descritas as atividades citotóxicas e hepatotóxicas desta planta. Já foram isoladas também substâncias carcinogênicas de C. 1998) (Banco de imagens ..1 . 1983. 1986).

2 -Jatropha curcas.FIGURA 13. . Detalhe do ramo com flores e das flores (fotos originais por Hiruma-Lima).

Jatropha gossypifolia.FIGURA 13. . Detalhe do ramo com flores e frutos e detalhe das flores e frutos (fotos originais.3 . Hiruma-Lima).

1998). b) flor feminina. c) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.Phyllanthus corcovadensis: a) aspecto geral do ramo.FIGURA 13.4 . d) escanerata do ramo com folhas e flores (Banco de imagens .

14 Guttiferales medicinais C. C. Os gêneros são distribuídos em três subfamílias. A família Clusiaceae foi descrita por Antonie Laurent de Jussieu e compreende aproximadamente 1. gomas. Hiruma-Lima L. e Elatinaceae. com aproximadamente 131 espécies de ampla distribuição por todo o território (Barrozo. A. É composta por árvores. Di Stasi Introdução A ordem Guttiferales inclui as famílias Guttiferae (também denominadas Clusiaceae). 1997). pigmentos. como Hypericum e Vismia (Hypericoideae). No Brasil ocorrem 21 gêneros. Destacam-se nesses gêneros importantes espécies econômicas para a produção de madeiras. algumas delas de valor medicinal. 1978). Calophyllum e Garcinia (Calophylloideae) e Kielmeyera (Bonnetioideae).370 espécies. dentro de 45 gêneros de ocorrência em regiões tropicais (Mabberley. Clusia. óleos essenciais e resinas. destacando-se inúmeros com importância medicinal no Brasil. sendo raramente descritas epífitas. arbustos ou ervas. . No Brasil ocorrem várias espécies da família Clusiaceae.

Dados botânicos A espécie é uma árvore que atinge de 9 a 11 m de altura e possui uma copa larga e densa. No Brasil. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. madagascina. como Picharrinha. O gênero inclui aproximadamente 35 espécies. a espécie mais conhecida é a Vismia brasiliensis. comerciante de Lisboa que se dedicava à Botânica. coriáceas. Trata-se de uma espécie semidecídua. ácido crisofânico. o látex é usado topicamente no tratamento de impetigo. inflorescências em panículas terminais com flores branco-amareladas e fruto do tipo baga. euxantona. O tronco ereto possui casca grossa. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Lacre. também chamada de Lacre.Espécies m e d i c i n a i s Vismia japurensis Reich. guianensis foi detectada a presença de dois compostos fenólicos: a vismiona . 1990). e algumas na África. Não houve registro de espécies medicinais dessa família no levantamento realizado na Mata Atlântica. com distribuição restrita à América tropical. com ocorrência em formações secundárias. Pau-de-lacre e Purga-de-vento. Dados químicos do gênero Nas folhas e caules de V. sendo facilmente cultivada. e várias têm valor medicinal. as folhas são simples. martiana foi observada a presença de sitosterol. O nome do gênero Vismia. opostas e com borda inteira. Em V. damagascina. damaradienol. vismiaquinona A-C (Nagem & Faria. descrito por Domingos Vandelli. foi dedicado a Visme. Em outras regiões. friedelina. pecioladas. ácido betúlico. a maioria é fornecedora de resinas.

. micrantha foram isolados xantonas. 2000) e benzofenonas e benzocumarinas (Seo et al. p-o. 1983). . 1995). 1994).. flavonóides e triterpenóides (Nagem & Ferreira. Foram realizados testes de toxicidade com o fruto do Vismia reichardtiana. Dados farmacológicos do gênero De Vistnia d.. vários triterpenos. 1996). indicado para dermatofilose. Em V. vulgarmente chamada de Pichirina.. cayennensis. Das raízes de V. 2000). 1979).japurensis Rich.5'dimetoxisesamina (Camele et al. apresentou atividade hipotensora (Prazeres et al. da planta fresca (Tokarnia et al. e em V. De Vismia guineensis foi isolado vismiona o H com potencial atividade antimalarial (François et al. et al. Os extratos hidroalcoólicos. 1982). Xantonas e antraquinonas (Bilia et al. De Vistnia caynnensis. 1997). popularmente chamado de Lacre ou Picharinha. magnoliaefolia. 1999) em V.. Neles observou-se inexistência de efeito mutagênico ou citotóxico (Borges et al.. Moracelli et al... 1995... 2-isorenilemodina e 5.. clorofórmicos e hexânicos apresentaram atividade imunodepressora e supressora de IgM (Guerra & Souza.. não foram observados sinais de toxicidade em bovinos até a dose de 10 g/kg. como a friedelina. as antraquinonas isoladas do fruto apresentaram atividade imunoativante (Pinto Jr. 1993). benzofenonas (Fuller et al. foi estudado um extrato etanólico dos frutos verdes que promoveu uma atividade depressora do Sistema Nervoso Central. 1996). conhecido popularmente como Lacre.e a ferruginina (Pasqua et al. Porém. O extrato etanólico da folhas. 1999).. guaramirangae foram isoladas xantonas e xantolignóides (Delle Monache et al.

Os principais gêneros com espécies medicinais são Embelia. Di Stasi C. das quais se destacam espécies medicinais na família Myrsinaceae. Theophrastaceae e Myrsinaceae. A. Rapania e Cybianthus.15 Primulales medicinais L. C. ainda não identificada completamente. Descrevemos a citação de uma única espécie do gênero Cybianthus. sendo a maioria árvores. e poucas espécies herbáceas (Mabberley. Hiruma-Lima Introdução A ordem Primulales compreende apenas três famílias botânicas: Primulaceae. 1997). Nessa família ocorrem 33 gêneros. mas aqui referida dada a sua importância como medicamento para os índios tenharins. descrita por Robert Brown. . nos quais se distribuem 1.225 espécies tropicais e raramente em climas temperados. arbustos e lianas.

folhas alternas. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins de Moitini-nhopoã. bicarpelar e unilocular com óvulos unisseriados (Figura 15. flores e frutos. e anthos = "flor". flores pequenas. . Não foram encontrados sinônimos para ela. O nome do gênero Cybianthus vem do grego kybos = "cubo". referindo-se à forma radial e tetrâmera da corola. androceu com cinco estames opostos às pétalas.1). reunidas em inflorescências axilares. dispostas em racemos. O gênero foi descrito por Carl Friedrich Philip von Martius e inclui aproximadamente 150 espécies de clima tropical. ramos. Dados botânicos Pequeno arbusto com canais secretores na forma de pontes ou estrias nas folhas. inteiras. curtas. diclamídeas. Dados da medicina tradicional Os índios tenharins utilizam o chá das folhas contra veneno de cobra. Observação: Não foram encontrados estudos sobre plantas deste gênero. ovário supero. actinomorfas.Espécies medicinais Cybianthus sp. sem estipulas.

Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius) (Banco de imagens .FIGURA 15.1 .Cybianthus sp.

enquanto a decocção das folhas e talos é usada contra bronquites. ambas cultivadas ou obtidas no comércio local. C. a população do Vale do Ribeira refere o uso do xarope das folhas. A espécie Brassica nigra reúne diversas aplicações na medicina tradicional do Vale do Ribeira. onde se encontram mais facilmente inúmeras espécies das famílias Capparidaceae e várias outras cultivadas da família Brassicaceae. incluindo o uso interno do macerado em água da semente para o tratamento de inflamações e o uso tópico das sementes cruas e frescas contra inflamações. A. apesar de seu amplo uso em todo o mundo. anemia e distúrbios da tireóide. Na região amazônica. assim como a infusão das partes aéreas contra tosses. uma espécie da família Capparidaceae foi referida em uma das regiões de estudo e é descrita a seguir. além de seu consumo como condimento. Para a espécie Nasturtium officinale. gripes e bronquites. Di Stasi A ordem Capparidales inclui treze famílias com pequena distribuição no Brasil. Essa ordem possui pequena importância como fonte de espécies medicinais. essas espécies não foram referidas como medicinais. no entanto.16 Capparidales medicinais C. Da família Brassicaceae foram referidas duas espécies medicinais de uso na região do Vale do Ribeira. . Brassica nigra (Mostarda) e Nasturtium offiánale (Agrião). Hiruma-Lima L.

espalhadas nas regiões tropicais (Mabberley. possui folhas compostas com 5 a 7 folíolos. e a espécie Cleome latifolia. descrita a seguir. Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante espinhento e ramificado. Espécies medicinais da família Capparidaceae Introdução A família Capparaceae ou Capparidaceae (Dicotyledonae). inflorescências terminais bastante vistosas. descrita por Antoine Laurent de Jussieu.Considerando que essas duas espécies são amplamente usadas e comercializadas em todo o mundo. com seus representantes incluindo ervas. e amplamente conhecidas e descritas em inúmeros livros e estudos. tem aproximadamente 39 gêneros e 650 espécies. no Brasil ocorrem apenas nove gêneros e aproximadamente 45 espécies. arbustos ou pequenas árvores. 1978). que justifi- . Capparia e Maerua. tem valor medicinal na região amazônica. optamos apenas por referi-las como medicinais de uso comum na região do Vale do Ribeira. raramente são descritas lianas (Barrozo. Espécies medicinais Cleome latifolia Vahl. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Muçambé ou Mussambé. 1997).5 m de altura. que atinge até 1. Os principais gêneros são Cleome. com muitas flores rosas e bonitas.

Das sementes de C.... viscosa foram isolados cleomiscosinas (Kumar et al..0013%).. a infusão da planta toda é usada internamente como analgésico e antitérmico. 1997b). 1990).. Dados químicos Do gênero Cleome foram isolados flavonóides (Sharaf et al. os flavonóides artemetina (0.. brachycarpa foi isolado o triterpenóide cleocarpone (Ahmad et al. isorhamnetina-3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo. 1990). 1987). incluindo a Cleome latifolia. amblyocarpa foram isolados cleoamblinol A (Ahmed et al. 1997) e triterpenos (Harraz et al. 1986). 1990). Essa espécie é facilmente cultivada em todo o Brasil a pleno sol e muito usada ao longo de cercas.. Dados farmacológicos De Cleome africana foram isolados esteróides triterpenóides que apresentaram atividade antitumoral (Nagaya et al. 1995). são cultivadas e usadas como ornamentais.7-di-O-ramnosídeo e 3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo (Yang et al. a isoramnetina 3. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. kaempferol. um trinortriterpenóide dilactona..0025%). 1997).06%) (El-Din et al. um flavonol. droserifolia foram isolados os flavonóides quercetina-3-Oglucosil-7-O-ramnosídeo.7-di-O-ramnosídeo (0. das quais um número muito pequeno (seis) é usado como medicinal (Mabberley. kaempferitrina (0. além do cabralealactona e do ácido ursólico (Ahmad & Alvi. De C. e das partes aéreas de C.0075%).cam seu uso como ornamental. 3. 1997a) e citotóxica (Nagaya et al. 1997) e glicinebetaína. viscosa apresentou um . O gênero Cleome inclui aproximadamente 150 espécies tropicais.. 1988) e um diterpeno macrocíclico. Várias espécies desse gênero. a diacetoxibraquiicarpona. O extrato metanólico da planta toda de C.03%) e isorhamnetina e 3-O-neohesperidosídeo (0.. 1996). De C. o ácido cleomaldéico (Jente et al. bonanzina (0. a única betaína descoberta em espécies do gênero Cleome (McLean et al.

No extrato etanólico das raízes de Cleome sp. 1996).. droserifolia apresentou atividade hipoglicemiante e hipocolesterolêmico (Nicola et al. 1992).. Lemos et al... A mesma atividade foi observada em Cleome spinosa.. além de antiagregadora plaquetária (Medeiros et al. De C. . C. arábica foi isolado flavonol que apresentou atividade antiinflamatória comparável ao do diclofenaco em ratos (Selloum et al. Chrysantha (Hashem & Wahba... popularmente conhecido como Mussambé. foi detectada a atividade espasmolítica (Barros et al.. A propriedade antibacteriana foi constatada em C. 1995b). A espécie C. A espécie Cleome brachycarpa foi testada quanto à sua atividade sobre a musculatura lisa intestinal (Tanira et al. Foram isolados o stigmast-4-en-6b-ol-3-ona e stigmast-4-en-3. 1999). 1999). 1995)....6-diona como as substâncias inotrópicas que aumentaram a amplitude do batimento cardíaco pela inibição da atividade Na+-K+ ATPase (Huang et al. gynandropsis Samy et al. 1995a) e antioxidante (Selloum et al. 2000) e C. 1993. 1996). viscosa (Samy et al.efeito inotrópico sob os batimentos espontâneos in vitro. 1970).

Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Rosaceae e Chrysobalanaceae (Barrozo. destacando-se em Crassulaceae as plantas do gênero Kalanchoe. Não apresentamos uma revisão geral dessa espécie ou desse gênero. espécies dos gêneros Spiraea. a espécie descrita a seguir tem uso disseminado e generalizado na região de estudo. Di Stasi C. Na Mata Atlântica foi referido o uso de uma espécie cultivada da família das Rosaceae amplamente consumida como alimento. em razão do uso prioritário da planta como frutífera. C. Hiruma-Lima A ordem Rosales inclui 22 distintas famílias botânicas. A. Várias espécies dessa ordem são medicinais. 1978). Em Rosaceae também são encontrados os principais exemplos de espécies cultivadas e usadas como alimentares e ornamentais.17 Rosales medicinais L. Na região amazônica. com inúmeras espécies medicinais. No Brasil só ocorrem representantes das famílias Cunoniaceae. a qual foi identificada apenas até o gênero. das espécies medicinais dessa ordem foi referida apenas uma da família Chrysobalanaceae. Saxifragaceae. Pittosporaceae. sendo raro o informante que não conheça ou não cite a planta como medicinal. Crassulaceae. e de Rosaceae. Rubus e Prunus. e muitas das espécies da família Crassulaceae e Rosaceae são amplamente cultivadas como alimentares ou ornamentais. a qual descrevemos a seguir. No entanto. .

estipuladas. o centro de dispersão dessa família é a Amazônia. Chrysobalanus e Hirtella. segundo Barrozo (1978). Espécies medicinais Hirtella sp. diclamídias. incluindo árvores e herbáceas. alternas. . cíclicas. com semente sem endosperma e sulcos longitudinais (Figura 17. Não foram encontrados sinônimos populares para ela. e inclui aproximadamente 103 espécies tropicais. com cerca de 460 espécies tropicais. sépalas e pétalas livres. onde ocorrem 120 espécies. folhas simples. Dados botânicos Arvore de pequeno porte. zigomorfas. incluindo este último uma das espécies mais usadas e conhecidas na região de estudo. encontradas especialmente nas Américas e algumas na África.1). ovário unilocular. cálice gamossépalo com cinco lacínios.Espécies medicinais da família Chrysobalanaceae Introdução A família Chrysobalanaceae inclui aproximadamente dezessete gêneros. inteiras. muitas delas usadas para a produção de carvão. corola com cinco pétalas. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Marapuama. O nome do gênero Hirtella descrito por Carl Linnaeus deriva de hirtus. referindo-se ao tipo de pilosidade. É considerada por muitos autores uma subfamília das Rosaceae e. peninérveas. Os principais gêneros dessa família são Licania. flores pequenas. distribuídas em seis gêneros encontrados no Brasil. fruto do tipo drupa.

1997). no que se refere à farmacologia. No Brasil há poucas espécies. da qual foi isolado o ácido salicílico. Potentila. • Maloideae. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. e raiz bifurcada para as mulheres. com destaque para os gêneros Rubus. com destaque para o gênero Spiraea. a partir deste se sintetizou o ácido acetilsalicílico. também se utiliza o chá contra reumatismo. primeira substância a ser comercializada como medicamento. a maioria nos gêneros Prunus. compreende 95 gêneros. e outros gêneros normalmente de espécies cultivadas como ornamentais. ralada. que inclui.825 espécies subcosmopolitas. arbustos e ervas (Mabberley. da histórica Spiraea ulmaria. Espécies medicinais da família Rosaceae Introdução A família Rosaceae. com aproximadamente 1. como é o caso das espécies do gênero Rosa. preparada com aguardente ou vinho branco e ingerida por seis dias consecutivos em jejum. é utilizada como afrodisíaco. Os principais gêneros estão distribuídos em quatro subfamílias: • Spiraeoideae. entre outros. A população distingue a planta em duas: com raiz pivotante que deve ser usada pelos homens. encontradas em climas temperados.Dados da medicina tradicional A raiz da planta. ou frutíferas. como a . Agrimonia e Fragaria. a famosa aspirina. toxicologia e química. do gênero Frunus. Normalmente são árvores de pequeno porte. • Rosoideae. Rubus e Quijala. Observações: Não foram encontrados dados na literatura sobre espécies desse gênero. e inúmeras em climas subtropicais e tropicais. que inclui a espécie aqui descrita e referida como medicinal. os gêneros Crataegus e Malus. e • Prunoideae. aliás um dos mais consumidos em todo o mundo.

carnoso. lanceoladas. especialmente de cabeça.Maçã (Malus). e a infusão dos frutos. Pêra (Pirus). que existe em grande número. solitárias e/ou geminadas. Marmelo (Cydonia). e contra diarréias. a decocção das folhas é usada contra dores. de cor roxo-escura ou amarelo-ouro. assim como em várias regiões do país. ásperas. O gênero Prunus descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies. Morango (Fragaria). Cereja. com folhas alternas. A infusão da casca do tronco é usada contra dores de barriga e diarréia. 1998). Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. dependendo da variedade. . a planta é chamada popularmente de Ameixa ou Ameixeira. onde algumas têm sido aclimatadas e cultivadas em áreas de climas mais amenos. flores vistosas brancas. Espécie de grande valor econômico pela delícia de seus frutos e pela ampla ocorrência e cultivo na Europa e também no Brasil. pendente. doce e com uma única semente. Groselha e Moranguinho (Rubus). Abricó e outras do gênero Prunus (Joly. de margem serrada. dispostas em fascículos do tipo umbela. fruto do tipo drupa. Espécies medicinais Prunus domestica L. Ameixa. Pêssego. em latim. comestível e saboroso. Damasco. a maioria de climas temperados e raramente encontradas espontaneamente em climas tropicais. Nomes populares Na Mata Atlântica. Dados botânicos A planta é uma árvore de pequeno porte. enquanto o banho preparado com as folhas é indicado como antiinflamatório. O nome do gênero corresponde a "ameixa".

Corrêa (1984) refere que os frutos são laxativos quando ingeridos em grande quantidade. Nakatani et al.. De Prunus avium foi constatada a presença de monoterpinos (Rapparini et al.. FIGURA 17.1 . 2001).. 2000). Dados Químicos e Farmacológicos do Gênero Prunus Á espécie Prunus domestica têm sido atribuídas as propriedades antioxidantes (Kayano et al. 2001). O suco preparado com água e sementes é usado para lavar os olhos quando irritados. 2001).Hirtella: a) ramo florido (desenho original por Di Stasi). 1978) (Banco de imagens • ...Sapuntzakis et al. Estas propriedades têm sido atribuídas à presença de flavonóides (StacewiczSapuntzakis et al. 2002. b) detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Barroso.contra distúrbios hepáticos e dores de barriga. laxante cardiotônica e preventiva na osteoporose (Stacewicz.

M. Compreende três subfamílias. Hiruma-Lima A. dependendo do arranjo sistemático adotado. Guimarães C. De acordo com o arranjo de Kubitzki a partir do sistema de Cronquist (Mabberley. 1997). visto o grande número de espécies vegetais e a sua importância como fonte de produtos alimentares. arbustos. M. tem-se a divisão nas seguintes subfamílias: • Caesalpinioideae (Leguminosae I) ou família Caesalpiniaceae. • Mimosoideae (Leguminosae II) ou família Mimosaceae. lianas e ervas. incluindo árvores. que é uma das maiores e mais importantes famílias botânicas. medicinais. nos quais estão distribuídas dezoito mil espécies cosmopolitas. madeireiras e outras espécies úteis de grande valor econômico. muitas vezes tratadas individualmente como famílias botânicas distintas. A. C. Di Stasi E. . A família Leguminosae originalmente descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 642 gêneros. Santos C. R. M. ornamentais. Souza-Brito A ordem Fabales inclui a família Leguminosae. e • Papilionoideae (Leguminosae III) ou família Fabaceae.18 Fabales medicinais L.

pulcherrima. pertence à ordem Fabales e subclasse Rosidae (Mabberley. espécie vegetal com grande utilização medicinal em todo o território brasileiro. Cassia occidentalis e Cassia reticulata. bonducella. dentre as quais C.Espécies medicinais da família Caesalpiniaceae Introdução A família Caesalpiniaceae (Dicotyledonae). Hymenaea courbaryl e outras espécies do gênero Hymenaea. occidentalis. ao passo que no levantamento realizado na região do Vale do Ribeira foram citadas como medicinais as espécies Bauhinia forficata. Cassia multijuga. C. As espécies dessa família estão distribuídas em quatro tribos. que inclui o gênero Bauhinia. onde se encontra a famosa Copaíba encontrada no Norte e Nordeste do país. J. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foram referidas cinco espécies medicinais. Dalwits. as quais descrevemos a seguir. conforme indicado a seguir para os principais gêneros: • Caesalpinieae. que inclui o gênero Copaifera. senna. de onde se extrai um importante óleo com grande valor na indústria. todos contendo várias espécies de valor medicinal. angustifolia e C. das quais se destacam as espécies C. que inclui o gênero Caesalpinia. 1997). sapan e C. C. No Brasil destaca-se o conhecido Pau-ferro (Caesalpinia férrea). • Cercideae. Cassia occidentalis. Caesalpinia pulcherrima. • Detarieae. amplamente usadas e comercializadas como medicamentos. a saber: Caesalpinia férrea. Dialium e Senna. • Cassieae. . também denominada subfamília Caesalpinioideae (Subfamília I) da família Leguminosae descrita originalmente por Antoine Laurent de Jussieu e redefinida em 1983 por Leslie Watson e M. no qual estão distribuídas inúmeras espécies medicinais com uso em inúmeros países. que inclui os gêneros Cássia. bonduc. C. no qual se pode referir a conhecida Pata-de-vaca (Bauhinia forficata).

sempre com acúleos e seus dois ápices. assim como em quase todo o Brasil. algumas arbóreas e outras lianas. bastante espinhosa. heliófita. tronco tortuoso ou ereto. dadas as características morfológicas de suas folhas. É amplamente utilizada como ornamental. usada para produção de carvão e caixotes. onde ocorre em áreas úmidas. A espécie fornece madeira leve. flores intensamente brancas. O gênero Bauhinia foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente trezentas espécies pantropicais. folhas glabras. Mororó. Outras denominações comuns são Cascode-vaca. é recomendada para recuperação de áreas degradadas. divididas a partir da metade e atingindo até 12 cm. Pata-de-boi e Unha-de-boi. mas especialmente nas encostas e formações secundárias. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. .Espécies medicinais Bauhinia forficata Link. Por ser de rápido crescimento. a espécie é chamada de Pata-de-vaca ou Unha-de-vaca. com grande abundância na Mata Atlântica. Dados botânicos A planta é uma espécie arbórea com até 10 m de altura. mas por causa de seus espinhos é substituída por outras espécies do mesmo gênero. vistosas (Figura 18. a infusão das folhas é amplamente referida como diurético. hipoglicemiante e contra hipertensão e dores nas costas. os mesmos usos atribuídos à decocção das folhas. raramente dentro das florestas.1). É uma planta decídua. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.

ferrea e a C. é utilizado como . ovário séssil e pubescente com 10 a 12 óvulos. Jucá. botânico italiano. açúcar e água. Dados botânicos Arvore de grande porte. A espécie é heliófita. fruto levemente estipitado. especialmente de ruas e avenidas. quase reto (Figura 18. mas conhecida em todo o Brasil como Pau-ferro ou Pau-ferro verdadeiro. O preparado da casca com um litro de água e um quilo de açúcar. casca de jatobá. com corola de quatro pétalas subiguais e uma quinta superior. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. na forma de decocto. folhas de manga. flores diclamídeas. hermafroditas. são utilizadas externamente e no local contra hemorróidas.2). A madeira da espécie é muito usada na construção civil. enquanto a decocção da casca é usada internamente como antidisentérico. na região amazônica. O sumo das folhas é usado internamente para problemas cardíacos. dez estames. Imirá-itá. Suas folhas. São muito comuns duas variedades: a C. folhas bipinadas com folíolos oblongos. além dos nomes indígenas Ibirá-obi. após aquecimento. A infusão conjunta da raspa da casca com folhas de manga é útil como antigripal e antitussígeno. leiostachya. com tronco liso e cerne duro. A infusão conjunta das folhas e frutos é útil para tratar inflamações do fígado e tuberculose. ferrea var. podendo chegar a 15 m de altura. além de ser empregado como fortificante para crianças. além de largamente empregada como espécie ornamental. Muirá-obi e Muiré-itá. ultrapassando o cálice gamossépalo. séssil. ovalados ou obovais. é utilizado contra asma e bronquite. várias são as utilizações medicinais dessa espécie. O nome do gênero Caesalpinia descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem a Andrea Caesalpino. enquanto o uso interno dessa decocção é indicado contra amebíase e problemas hepáticos. Nomes populares A espécie é denominada. com característica de mata pluvial com ampla dispersão. ao passo que o preparado de casca de jucá.Caesalpinia ferrea Mart. ferrea var. aquecido até formar um xarope.

resfriados e tosses. a decocção das raízes é usada como antitérmico. frutos do tipo vagem bivalve e lenhosos. com folíolos ovado-oblongos. com até 10 cm de comprimento. tem distribuição das Guianas até o Rio de Janeiro (Corrêa. A vagem crua é útil contra tosse. 1982). 1984). bipinadas. 1982). Em outras localidades do país.anticatarral. Espécie muito usada como ornamental. . glabros. a espécie também é utilizada contra feridas e contusões (Emperaire. na região. e em Alagoas. Baio-deestudante. Flor-do-paraíso. Considerada de origem antilhana. pois floresce quase ininterruptamente. tais como o das raízes como febrífugos e antidiarréicos. além do uso comum contra gripes. também é chamada de Flor-de-pavão. folhas compostas. Na região da Mata Atlântica. a infusão das folhas da espécie é usada contra problemas respiratórios. da casca como desobstruente e da madeira como anticatarral e contra feridas (Corrêa. 1984). Outros usos medicinais dessa espécie são referidos por vários autores. bem como contra desarranjo menstrual e problemas renais e pulmonares. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. vermelhas e amarelas e roxoalaranjadas com estames longos. Flamboyanzinho e Poinciana-anã. No Piauí. especialmente bronquites. inflamações do fígado e baço. asma e como cicatrizante (Campêlo. Caesalpinia pulcherrima (L. Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante lenhoso e com espinhos fracos e pouco numerosos. internamente. sobretudo como cerca viva.) Sw. Chagueira ou Barba-de-barata. flores grandes e vistosas. Nomes populares A espécie é denominada. do fruto com propriedades béquicas e antidiabéticas. enquanto o macerado das cascas em água fria é empregado. contra tosse crônica.

A decocção das flores é utilizada contra dores de dente. Cassia multijuga Rich. lenha e carvão. deriva do grego Kasia. excitantes. quando em grandes doses. estipuladas. é chamada de Pau-cigarra e Caquera.como emenagogo e abortivo e. obtusos no ápice e com base irregular. as folhas e flores são usadas como tônicos. purgativos. O nome do gênero Cassia. com rara ocorrência dentro de florestas. no alívio de dores causadas por contusões e para diminuir a febre. dado à falsa canela. Em outros locais do país. febrífugos. A espécie ocorre em todo o Brasil. o fruto é do tipo vagem reta. tendo propriedades tônicas. a casca é considerada emenagoga e. heliófita e pioneira. mas também é conhecida na região amazônica e no Brasil como Canafístula e Aleluia. pela beleza da planta na época de floração. sendo uma planta decídua no inverno. . abortiva. em doses elevadas. Segundo Corrêa (1984). casca lisa e cinzenta. externamente. compostas de inúmeros pares de folíolos (20 a 40) peciolados. Dados da medicina tradicional As folhas da espécie são usadas pelos índios tenharins como sedativo para crianças. a raiz é acre.3). Nomes populares As espécie é denominada pelos índios tenharins Topeiuia. as flores amarelas são reunidas em racemos dispostos em panículas terminais múltiplas. febrífugas e venenosas. febre e como purgativo. além de ornamental. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. brinquedos. emenagogos e indicadas contra as anginas e qualquer inflamação da garganta e catarro pulmonar. odontálgicos. A espécie reúne usos econômicos como fornecimento de madeira para produção de caixotes leves. folhas pinadas. amarga. largo e achatado (Figura 18. descrito também por Carl Linnaeus. atingindo até 10 m de altura. passando-se o ramo no rosto como se fosse um benzimento.

dispostas. Fedegoso-verdadeiro e Fedegosa. infecções gerais. racemos axilares. sementes cilíndricas achatadas (Figura 18. flores grandes. amarelas. das folhas e da raiz é utilizada durante a menstruação. Outras denominações são Folha-de-pajé. laxativo.4). gineceu com ovário piloso. Na região da Mata Atlântica. Manjerioba. Mamangá. febre. gripes. Segundo Emperaire (1982). folhas alternas. Em Minas Gerais. A espécie é anual e floresce na época de chuvas. diurético e colagogo (Gavilanes et al. androceu com seis estames e três estaminódios curtos. ramos quase cilíndricos. 1982) e no tratamento de dores de cabeça. a infusão das raízes é usada contra dores de barriga. achatados. a espécie é conhecida principalmente como Fedegoso. Dados botânicos Arbusto glabro de até 2 m de altura. verde-escuros em ambas as faces. com caule lenhoso na base. frutos do tipo vagem glabra.Cassia occidentalis L. Tararucu. é indicada popularmente como antitérmico. Mata-pasto. Lava-prados. composta de folíolos apicais (quatro a seis pares). Rioba. A infusão das folhas também é utilizada contra a malária. Maioba. no Brasil é espontânea nas pastagens. enquanto o macerado da raiz em aguardente de cana é usado como diurético e contra infecções gerais. resfriado e diarréia (Grandi et . Majerioba. no Piauí a infusão do caule. a semente torrada ou na forma de decocção é utilizada no tratamento de anemias e contra doenças do fígado e baço. paripenadas com ráquis comprida. distúrbios hepáticos e do estômago e como diurético. assim como em outras regiões do país. curto-peciolados. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica.. estipulada e com glândulas na base. beiras de estradas e próximo a culturas. Lava-pratos. o sumo das folhas é usado topicamente em locais com coceira e na cura de micoses. Ibixuma. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.

1990). erisipela e tuberculose. No Brasil. tinha e hemorróidas. malária. e a decocção é indicada para baixar a febre (Soukup. as raízes são consideradas diuréticas. No Rio Grande do Sul. reumatismo. na asma. nos desarranjos menstruais. . no combate de febre palustre e doenças hepáticas. Em outras localidades do país. 1970). diurético. o chá das folhas é usado para cólicas estomacais e a trituração dessa mesma parte vegetal. sudorífico. 1994). Além disso.. No Peru. 1988). Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com os nomes de Pé-desão-joão e Dartrial. hidrópisia e dismenorréia (Dennis.al. reumatismo.. rins e bexiga (Simões et al. oceidentalis tem uma longa história de uso pelos indígenas e indianas para febre. estômago. desordens do trato urinário. mordida de escorpião. 1986). são utilizadas contra asma. problemas hepáticos.. 1982). mas também são utilizadas contra tuberculose. febrífugo. Na Amazônia peruana. No Panamá. 1985). as folhas e as raízes são usadas contra gonorréia. Corrêa (1984) relata o uso dessa espécie como antídoto de venenos e como abortiva enérgica. as sementes. Os índios misquitos da Nicarágua usam a decoçcão da planta fresca para dores em geral. internamente. doenças venéreas. a raiz triturada é utilizada para epilepsia. sendo o suco utilizado no alívio da dor causada por queimaduras. Cassia reticulata Willd. como vermífugo (Nagaraju et al.. e a infusão das flores contra bronquite (Rutter. A espécie C. emenagogo. como Mata-olho. doenças hepáticas e como reconstituinte em doenças e fraquezas em geral (Coimbra. é utilizada contra doenças do fígado. dores menstruais e uterinas. e para constipações em bebês (Gupta et al. Na Índia. inflamações nos olhos. 1979). 1990). na forma de cataplasma. anemia. purgativo. como antiinflamatório e. febrífugo e diurético. as folhas são usadas no combate a doenças cutâneas e ainda como diaforético. sarna e doenças de pele (Bardhan et al. as raízes são consideradas um tônico.. preparadas como o café.

Jutaí-do-campo. purgativo e contra enfermidades renais (Guerrero. 1994). enquanto a infusão da planta toda é usada internamente no alívio de sintomas após picada de cobra.Dados botânicos É um arbusto com caule lenhoso na porção inferior. base assimétrica. folhas compostas. farinhento e comestível. glabros na porção superior e pilosos na porção inferior. Olhode-boi. Algarobo. flores amarelas reunidas em racemos longos e repletos de flores. Jatobazeiro. fruto doce. dispostas em cimeiras terminais. folhas compostas contendo dois folíolos brilhantes. a decocção das raízes dessa planta é empregada no controle de problemas menstruais. ápices acuminados. Jatobá-roxo. Jutaí-café. lisos. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Jutaí-açu. os frutos são vagens delgadas. alternas e pilosas. marrom. Nomes populares No Vale do Ribeira. contendo glândulas e estipulas coriáceas persistentes e folíolos oblongos. entre outros. com casca dura. com 6 a 15 cm de comprimento. nome dado à planta em quase todo o Brasil. tronco ereto e ramos glabros. Jutaí-peba. negras. A espécie também é comumente usada como ornamental e habita sobretudo nas margens dos rios. A infusão de folhas é empregada externamente para problemas de pele. A planta é usada na medicina de San Salvador também como laxativo. como antitérmico e diurético. Jutaí. com até . flores brancas vistosas. Também é chamada de Jatobá-mirim. a espécie é conhecida como Jatobá. brilhante. Jatobá-de-porco. Jatai. Hymenaea courbaryl L. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 20 m de altura. Jatobá-de-anta. Abati-tambaí.

2000). 2001.forticata (da Silva et al. Caesalpinia O extrato benzênico de C. especialmente em crianças. o deus da união. A espécie não foi referida nem encontrada na região amazônica. quercitrina e miricitrína foram obtidos de B. em alusão aos dois folíolos. ferrea forneceu sitosterol. A infusão da casca é usada como tônico para crianças. além do uso contra bronquite. O nome do gênero deriva do grego hymen.15 cm de comprimento. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. microstachya (Meyre-Silva et al. enquanto o xarope da casca do caule. Yadava & Tripathi. purpurea possuem flavonas glicosiladas (Yadava & Reddy. A casca serve para curtume e fornece fibras para cordoaria. Dados químicos dos gêneros Bauhinia As espécies Bauhinia variegata e B. enquanto o extrato alcoólico forneceu gaiato de etila. sendo usada na arborização de parques e jardins. ácidos . estimulando a digestão e fortificando o organismo. sedativo e peitoral. a infusão das folhas é usada internamente contra bronquites. O macerado das folhas em aguardente é usado contra bronquites e asma e como estimulante do apetite. É uma espécie semidecídua. 2001) e betasistosterol e kaempferotrina foram isolados de B. 2000) e os flavonóides kaempferol. e a seiva é excelente tônico para crianças. além de cultivada em pomares para consumo de seus frutos.. é eficaz contra tosses. Corrêa (1984) refere que a casca serve como adstringente.. e o fruto ainda é comestível e amplamente consumido na região do Vale do Ribeira. O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende dezesseis espécies tropicais de ocorrência nas Américas e na África. ácidos palmítico e octacosanóico. com florescimento entre outubro e dezembro. vermífugo. enquanto a madeira é usada na construção civil.

Das sementes de Caesalpinia ferrea foram isolados os aminoácidos: ácido 2-amino-3-(3-carboxifenil) propanóico. C e D (Patil et al. ácido 2-amino-4-metilidenepentanedióico e ácido 2-amino-4-metilpentanedióico (Watson & Fowden.ll. 1986) além do esteróide P-sitosterol (Varshney & Pal. 1983).. beta-sitosterol. a 8metoxibonducelina (Parmar et al. e dos ácidos 2-amino-4-metilenepentanedióico e 2-amino-4metilpentanodióico (Watson & Fowden. ácido 3.. quercetina (Rao et al. quercimeritrina (Awasthi & Misra.. 8metoxibonducelina. beta-amirina.. 1987b. 1986. 6p-cinamoiloxi5a.. 1997). 1985).. bonducelina.. 1987a). 3'-0-metilbrazilin. 3'-0-metilepisappanol. lup-20(29)-en-3beta-ol.4'-dihidroxi-2'-metoxichalcona. miricetina.gálico e elágico (Santos & Sant'Ana. alfa-amirina.6-dimetoxi-l. B. 1978).. 6-metoxipulcherrimina (McPherson et al. 7p-vouacapenediol. sapanol. bondenolídeo. sappan foram isolados octacosanol. os esteróis beta-sitosterol e beta-sitosteril galactosídeo (Ahmad et al. 1983). 3'-deoxisapanoI. 1987c). sapanona B. 1997). 1997b). 4-O-metilepisapanol. protosapina (Namikoshi et al..... leucodelfinidina. 1978) e 2. 8. bolducella foram isolados trinta diferentes ácidos graxos (Shameel et al. neocaesalpinas A e B (Kinoshita et al.. 1954).14-didehidro-5a-vouacapenol. pulcherrima foram isolados os terpenóides caesalina. 1997). pulcheralpina e 5-vouacapenol (Che et al. 1978). 4. 1973) e furanoditerpenóides (Ragasa et al. pulcherrima foram também isolados produtos naturais alifáticos (ácido decanedióico) (Awasthi & Misra. 3'-0-metilsappanol.. Da madeira de C. 1997a).. pulcherimina. ramnetina e ombuína (Namikoshi et al. 1987) e pulcherriminas A. bonducelpina A. lupeol. Das sementes de C. 2002). C e D (Peter et al. quercetina.. 1973). De Caesalpinia bolducella foram isolados os furanoditerpenos caesalpina A e F (Pascoe et al. Kim et al.. ácido 2-amino-4-etilidenepentanedióico. De Caesalpinia pulcherrima foram isolados: homoisoflavanona. acetato de lup-20 (29)en-3beta-il. 1996). 1977). 8metoxibonducelina. Peter et al. Das cascas e raízes de C. . Foram isolados os flavonóides: rutina. 1997).4. cianidina e miricitrina (Forsyth & Simmonds. 1987).. taraxerol (Yadava & Nigam.9. brazilina (Namikoshi et al. De diferentes partes de C. 3-deoxisapanona B e 3'-deoxisapanona B (Namikoshi et al. 1987e). B. cianina..5-trihidroxibenzóico (Rao et al. 4-O-metilsapanol. 1977).4benzoquinona (McPherson et al. episapanol.

1977. sappan (Nigan et al. sitosterol. 1986) e outros derivados antraquinônicos (Tiwardi & Singh... 1996). sapanol. leiostachya foram isolados polissacarídeos como galactomanana e xilogucana (Lima. Kitanaka et al. 1985).. 1996) e de C. platyloba. a espécie C. 1985). episapanol. Da madeira de C.. taninos. pumila foi analisada. Das sementes de C. além de xantonas (Wader & Kudav. multijuga foram isolados derivados antraquinônicos (Singh. triterpenos e sesquiterpenolactonas (Guerrero. 1982). hintoni (Contreras et al. 1997). 1981). Namikoshi et al. M. 1987f). 1987d).. sapachalcona. spinosa foram extraídos ácido gálico (Reategui Gonzalez & Nakasone Rivadeneyra. major foram isoladas caesaldekarinas A-E.. C. ácidos linoléico e palmítico de C. 4-O-metilsapanol. 1983). Cassia Da espécie C. glicosídeos (Singh. brasilina e protosapaninas A. sappan (Namikoshi & Tamotsu. sapanonas a e b. S.. isoflavanóides de C.Das raízes de C. saponinas. 1986). 1986. et al.. 3-deoxisapanchalcona. Foi realizado um estudo comparativo da composição de flavonóides e ácidos graxos das sementes de Caesalpinia velutina. . 1988) e altas concentrações de taninos (Garro Galvesetal. reticulata. ácido esteárico e pinitol (Fernandes et al. japonica foram isolados 3'-deoxi-4-0-metilsapanol. Fuke et al. 1988). estudos fitoquímícos demonstram a presença de alcalóides. crista foi isolado (+)-ononitol (Shi et al. digyna (Mahato et al. sendo predominantemente de ácido linoléico e oléico (OrtegaNieblas et al. isolaram-se 1. 1977). buteína. Foram isolados alcalóides de C.8-di-hidroxiantraquinona (Costa.. 1987. Na espécie C. A composição de ácidos graxos das sementes de C.. B e C (Namikoshi et al. 1977). 4-O-metilepisapanol. isoliquiritigenina.. 1987a). sappan (Saitoh et al. 1996). caladenia e C. C. japonica (Namikoshi et al. Do Fedegoso.. Dos frutos de C. M.. vários compostos aromáticos de C. occidentalis. 1995). 1994)... glicosídeos de C. C. sitosterona. (Kitagawa et al. glicosídeos cardiotônicos. cacalaco e C. dicopetala (Chowdhury et al..

senna foram isolados derivados antraquinônicos (Lemli & Curvele... 1987). marginata foram isolados derivados antraquinônicos das folhas (Duggal & Misra. 1986). 1988a). 1989).e beta-amirina. bis (tetrahidro) antraceno. questina.. 1990). l.. emodina.. J. Da madeira foram isolados beta-sitosterol. além de flavonas (Guptaetal. Da raiz de C. alfa. metilgermitorosona e singueanol-I (Kitanaka & Takido.7-dihidroxi-3metilxantona. Singh. occidentalis de diferentes estágios de desenvolvimento (Ambasta et al. ácido tereftálico e (-)-epiafzelequina (Reddy et al. O gênero Cassia tem sido amplamente estudado do ponto de vista químico. palmítico.. roxburguinol e um novo estilbeno. occidentalis ácidos graxos e esteróis (Miralles & Gaydou. De C.. 1987). Foram isolados das sementes de C. occidentalol-1. Das folhas de C. 1985). Telange et al.. 1987). 1.1987. carotenóides e tocoferóis durante o desenvolvimento das sementes (Zaka et al. além do ácido graxo ceto(Z)-7-oxo-ll-octadecenóico (Daulatabad et al. occidentalis foram isolados pinselina. 1977) e os ácidos cáprico. 1987. De C. 1982) e das raízes (Singh & Singh. 1988b). crisofanol. ácidos monoenóico. e sua descrição fitoquímica permite verificar as potencialidades de estudo de outras de suas espécies como fontes de novas substâncias químicas. germicrisona. occidentalis também foram avaliados conteúdo de óleo.. 1989a). Das sementes de C. 1985). 1996). & Singh. . 1987). Das superfícies das folhas de C. mirístico.8-dihidroxiantraquinona (Wader & Kudav. esteárico e oléico (Alencar et al. 1987). renigera foram isolados derivados antraquinônicos (Tiwardi & Richards. roxburguina. 1989)... triglicerídeos (Zaka et al. A concentração de compostos fenólicos totais foi estimada em folhas e caules de C. beta-sitosterol e betulina (Zafar et al. De C. 1986. dienóico e trienóico (Zaka et al. 1979). J. enquanto das vagens foram isolados crisofanol. roxburguina (Ashok & Sarma.. 1978). crisofanol. occidentalis foram isolados hidrocarbonetos (Majumdar et al. hirsuta foram isolados triterpenóides e biantraquinona (Singh & Singh. pinselina. occidentalol-2. 1990). roxburghii foram isolados derivados antraquinônicos (Ashok & Sarma. 1986). Das sementes de C.

2-hidroxi-4-metoxiacetofenona. polissacarídeos solúveis em água (Alam & Gupta. O perfil fitoquímico de C. e das folhas.. o aminoácido histidina (Zhang et al. 1990) e das naftopironas cassiasídeos B e C (Kitanaka & Takido. além de ácido palmítico. beta-sitosterol e l. obtusofolina. De C. além da presença de beta-sitosterol. uma Cglicosilflavona (Kitanaka et al. 1997). . siamea foram isolados alcalóides e triterpenóides (Biswas & Mallik. antraquinonas (Zhang et al.. glicosídeos. Também foram isolados vários outros derivados antraquinônicos (Pal et al. acutifolia quanto à presença de aminoácidos. 1980) e os ácidos palmítico. 1979). 1985). emodina. Asamizu et al. 1989). tora foram isolados crisoobtusina e os aminoácidos cistina... acutifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kalashnikova et al. obtusifolia foram também isolados obtusina. 1979) e sennosídeos A e B em diferentes partes da planta (Yasmin et al. Das sementes foi isolado o dihidroeleuterinol (Kitanaka et al. colesterol. crisoobtusina. aurantioobtusina. obtusifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kitanaka & Takido. agliconas de antraquinonas e flavonóides (Upadhyaya & Singh. polissacarídeos (Khare et al. malválico. 1987. Metil palmitato e metil oleato.. fisciona. 1988). flavonóides (Wassel & Baghdadi. 1989). 1984).3-dihidroxi-8metilantraquinona (Kameoka et al. obtusifolia foi detectada a presença de antraquinonas (Yasuda et al. oléico e linoléico. De C. Dessa espécie também foram isolados os ácidos esteárico. 1978). . que apresentaram atividade inibitória do crescimento de células KB (Kitanaka & Takido. 1977). flavonóides (Wassel & Baghdadi.. o senosídeo é o principal desses derivados. oléico. 1988). 1988). 1986).. flavonas. 1989). angustifolia foram isolados polissacarídeos (Alam & Gupta..estercúlico e vernólico (Daulatabad et al. questina. ácido crisofânico. obtusina. estigmasterol. 1990).. torosa foram isoladas as estruturas de tetraidroantracenos diméricos torosa I e II. 1986). De C. De C.. Ishidaet al... flavonóides (Crawford et al. Nas sementes de C. obtusifolina e estigmasterol.. succínico e tartárico (Matsuura et al. 1987). esteárico. 1986).Das raízes de C.. angustifolia não difere muito do de C. linoléico. Do óleo essencial foram isolados dihidroactinidiolídeo. 1986. gamahidroxiarginina e ácido aspártico (Upadhyaya & Singh.. m-cresol. 1988). 1986). 1990). 1987) e emodina (Yang & Wang. De C. De C.

de carboidratos e ácidos graxos totais (Ukhun & Ifebigh. 1981). reina. arginina. 1987). 1988). e do caule foram isolados procianidinas (NopitschMaietal. fistula (Cano Asseleih et al.senosídeos das folhas de vagens de C. Das vagens de C. aminoácidos (lisina. 1991). As cascas do caule de C. sericea foram caracterizadas as presenças de fibras. fistula também foram isolados flavonóis e glicosídeos (Gupta et al. laevigata foram isolados flavonóides (Tiwardi & Singh. 1990). 1988).. palmitato de beta-sitosterol.. Das sementes de C. palmitato. granais foram isolados polissacarídeos (Bose & Srivastava.. linoléico. beta-amirina.. glauca foram isolados os ácidos palmítico. fistula e C. Das cascas do caule de C. triacontano. estercúlico e ácidos graxos ciclopropenóides (Daulatabad et al. ácido glutâmico e aspártico. araquidato de beta-sitosterol. 1988).... 1987b. De C.Ahuja et al. emodina.. 1978). Das raízes de C. behenato de beta-sitosterol. allata foram caracterizados os conteúdos de proteínas... 1988) e antraquinonas (. fistula e das cascas de C. 1990). O óleo da semente de C. butirospermona. 1990). oléico.javanica foram isoladas antraquinonas (Singh & Singh. proteínas brutas. 1977). 1989a). javanica apresenta nonacosano. 1990). 1990). auriculata foram isolados flavanóides glicosilados (Rai & Dasaundhi. O extrato das folhas de C. carboidratos. esteárico.. renigera possui ácidos vernólico. fistula foram isolados biflavanóides e triflavanóides (Morimoto et al. De Cassia pudibunda foram isolados derivados naftopironas (Messana et al. Chowdhury et al. ácido behênico. malválico. De C. fistula foram isolados flavonóides (Morita et al. singueana possuem 7-metilfisciona e cassiamina A (Mutasa et al. linolênico e araquídico (Dixit & Tiwari.javanica foram isoladas proantocianidinas (Kashiwada et al. 1978). ácidos estercúlico e malválico (Daulatabad et al.De C... Do óleo das sementes de C. De C. triptofano.. 1988). Das folhas de C. 1990a) e antraquinonas (Messana et al. 1990) e foi determinada a variação sazonal do conteúdo de . 1987). compostos fenólicos e taninos (Ramachandra et al. . 1990a). treonina e leucina). ácido crisofânico e kaempferol (Chaudhuri & Chawla.. biantraquinonas e o alcalóide espermidina (Alemayehu et al. De C. 1987b). flavonóides (Srivastava & Gupta.

1985). Galactomanana foi encontrada nas sementes de Cassia alata (Gupta et al. Das raízes de C. javanica (Singh & Jindal. 1997). 1990). falacinol e uracila (El-Sayyad et al.. 1989a) e derivados antraquinônicos (Jain & Purohít. 1987).. araquídico e behênico (Khalid et al. 1978). Cassia javanica (Azero et al. 1977).. semicordata foram isolados compostos do tipo 1. 1986). fastuosa foram isolados os glicosídeos. senosídeos A e B e 3 agliconas (aloé emodina. 1988). linolênico.. beta-sitosterol e estigmasterol (Mulchandani & Hassarajani. nodosa foram isolados glicosídeos antraquinônicos (Sinha et al. 1985). C.. 1988). mimosoides foram isolados n-hentriacontanol. palmitoléico... 1986. pumila foram isolados tetratriacontanol. 2-methoxistipandrona. emodina e rheina) (Krambeck et al. mirístico. 1989) e nas sementes de C.. B.. De C. didymobotrya foram isolados e caracterizados crisofanol. De C. sericea (Muralikrishna et al. 1989).. .. garrettiana foram isolados um polifenol denominado cassigarol A.... 1988). 1987. marginata (Kumar et al. emodina.. 1988). palmítico. R. siamea (Khan et al. 1986 e 1988b) e derivados antraquinônicos (Hata et al. 1987). De C. crisofanol e antraquinonas (Mukherjee et al. Sen et al. C. 1989). linoléico. 1977). 1987). dimetil quelidonato e monometil quelidonato (Ashok & Sarma. Das folhas de C. podocarpa foram isoladas antraquinonas (Rai. spectabilis foram isolados antraquinonas. Das sementes de C. além de alcalóides (Christofidis et al. De C. Das flores de C.Das partes aéreas de C.. De C. holosericea é predominantemente de ácido láurico. 1986 e 1987).. A composição dos ácidos graxos de C.. 1988). estérico. oléico. ovata foram isolados polissacarídeos solúveis em água (Kumar et al. C. fisciona. dihidroxantiletina e fisciona (Mukherjee et al. ácido quelidônico. Cassia laevigata (Singh.4-dihidronaftaleno (Delle Monache et al. (Baba et al.

. et al.. antihistamínica e antialérgica (Rossi-Ferreira.. anticoagulante (Milagres et al.. antiedematogênica.. 2000. Rossi-Ferreira et al. 1991). 1997) e hepatotóxica (Queiroz Neto et al. 2001) e antimolarial de B. O. 1996).. 1995. e os dibenzoatos diterpenos pulcherriminas A e B foram ativos na reparação de DNA de leveduras (Patil et al.. et al. sapanchalcona. J. Bacchi & Sertié. 1999). 1986). 1996. contêm caesalpina P. comumente utilizados no tratamento de complicações da diabetes. Estudos mais recentes têm apontado C.. et al... antimicrobiana (Cebalhos et al. candicans (Pepato et al.. antiinflamatória (Carvalho. analgésica (Carvalho.. 1976) e proteínas de C. Nakamura et al. Caesalpinia Estudos com extratos brutos de C.. C. Extratos de C. Munoz et al. Atividade hipoglicemiante foi verificada com extratos de C. ferrea como antitumoral (Queiroz et al. 1995. 1977). 1994. 2002. et al.. 1987).. pulcherrima atua sobre as interações DNA-ligante (McPherson. 1997). tarapotensis (Braca et al. 2001. T. leiostachya (Moura et al. 3- . Lopes et al.Dados farmacológicos dos gêneros Bauhinia A propalada atividade hipoglicemiante foi observada nas espécies B... ferrea revelaram a presença de atividades atóxica e antiúlcera (Bacchi et al.. E. purpurea deve ser evitado por causar disfunções tireoidianas (Panda & Kar. Existem relatos ainda da propriedade antioxidante de B. Os inibidores da aldose reductase. ferrea foram ainda caracterizadas as atividades cardiotônica (Santos W. 1998). 2000). Lemus et al. 1990) Lima. De C. C. 1994) e de restrição ao fluxo coronariano por possível ação sobre a musculatura lisa dos vasos.. 1988). 1998).. O uso crônico de B. 2002a e 2002b). malabarica e B. O. gilliesii produziram 70% a 80% de inibição do tumor de Walker em ratos (Montgomery et al. com alterações eletrocardiográficas secundárias (Santos et al. Amaral et al.. guianensis (Kittakoop et al. crista apresentaram atividade antimicrobiana (Beloy et al. 1986). A espécie C.. J..forficata e B. 1985). 1991).

.. de estimulante uterino (Saraf et al. Sama et al. 1987. que foram utilizados no tratamento de microanginopatias e nas desordens da microcirculação (Moon. inibitória da hemólise. 1962). Sadique et al.. sappan como ingredientes ativos (Morota et al. 1978. hipotensiva.. antimalária (Gasquet et al. Schmeda-Hirschmann et al.. 1991b) antimutagênico (Bin-Hafeez et al. principalmente pelo aumento da atividade das células T em camundongos com halotano (Choi et al. 2001)... antiparasitária. 1992. brasilina e derivados fenólicos extraídos de C. Feng et al. antiviral contra hepatite B (Patney et al. O extrato metanólico de C.. de relaxamento do músculo liso. 1993. 1997). occidentalis verificaram-se atividades antiinflamatóría (Sadique et al. in vitro. 1996). Cassia Nas folhas de C.. 1987)... Do extrato de Caesalpinia foram isolados derivados benzindenopiranos. sappan apresentou mais de 50% de inibição sobre a atividade da hialuronidase (Kim et al. spinza foi obtido um inibidor da formação de melanina utilizado em cosméticos (Shibata et al. 1985). antibacteriana. O extrato de Caesalpinia crista foi testado quanto à sua atividade anti-helmíntica contra Toxocara vitulorum. vasoconstritora.deoxisapanona. 1994. 1996). sappan foi capaz de aumentar a atividade tirosinase e o conteúdo de melanina nas células B-16 (Lee & Kim.. Caceres et al. 1997). antifúngica. De C.. hepatoprotetor (Jafri et al.. A brasilina (isolada de várias espécies de Caesalpinia) também foi capaz de modular a função imunológica.. Hussain et al. 1989). 1999). 1976) e... protosapanina A.. A brasilina isolada de C. porém o tratamento em búfalos não apresentou eficácia (Sindhu et al. 1995a). 1991.

citotóxica com extratos de C. garrettiana foi isolada a 3. alata e o kaempferol 3-O-soforosídeo foram avaliados quanto à sua atividade antiinflamatória comparada com a fenilbutazona. glucoobtusifolina e glucoaurantioobtusina).3'. As antraquinonas de C. espasmolítica com subs- ... fastuosa também apresentou atividade laxante (Krambeck et al. 1986a). 1990). Crawford et al.. Ao final dos testes foi determinado que ambos apresentaram significativa atividade antiinflamatória (Palanichamy & Nagarajan. As folhas de dez espécies de Cassia da Nigéria foram estudadas quanto à sua propriedade laxante em ratos albinos machos. As sementes de C. Estudos com as sementes de C. 1990). que apresentaram efeito antiagregador plaquetário quando estudadas com células de ratos estimuladas por ácido araquidônico. obtusifolia também foram detectados altos níveis de mutagenicidade em testes com linhagens de bactérias (Friedman & Henika. que apresentou intenso efeito inibitório sobre a liberação de histamina induzida por antiIgE de basófilos humanos in vitro (Inamori et al. 1989). obtusifolia também apresentaram atividade tóxica sobre as funções mitocondriais do músculo (Lewis & Shibamoto. 1984). 1986). podocarpa apresentaram atividade laxante tão potente como a C. tora possuem glicosídeos de naftopirona que apresentaram atividade antihepatotóxica (Wong et al. C. e C. acutifolia... 1990). As folhas de C. 1988). Nas sementes de C. Os resultados finais indicaram que tanto C. podocarpa apresentaram resultados significativos quanto à atividade laxante (Elujoba et al. obtusifolia indicam alto grau de toxicidade quando comparados com parâmetros como tamanho do fígado e níveis de citocromo P-450 funcional (Crawford & Friedman. angustifolia foi testada quanto à sua atividade antitumoral contra Sarcoma-180 de camundongos.pudibunda (Cavalcanti et al. O extrato a 10% das folhas de C. obtusifolia (Kitanaka & Takido.. 1989). acutifolia como controle positivo. pudibunda (Cavalcanti et al. garrettiana (Inamori et al... lugustrina (Abhaham et al. 1988 e 1989). Atividade antimicrobiana foi verificada com a utilização de C. obtusifolia foram obtidas antraquinonas (glucocrisoobtusina. exibindo uma taxa de 51% de inibição (Mueller et al. De C... 1990. 1991).. A fração polissacarídica de C. 1989).4. ADP e colágeno (Yun-Choi et al. 1979) e C. alata quanto C. 1991).5'-tetrahidroxistilbene. O extrato das folhas de C. pumila possui antraquinonas que apresentaram atividade espasmolítica (Fatawi et al..Das sementes de C. 1985). 1988) e C. utilizando as folhas de C.

Salienta-se que a espécie C. talica em cabras e carneiros revelou quadros de ataxia. 1979).. Salienta-se que as espécies desse gênero são amplamente usadas e comercializadas como laxativos. 1979). fistula (Bhardwaj & Mathur.. A administração de folhas de C. O gênero Cassia produz. A espécie C. Isso pôde ser verificado em intoxicação de suínos. 1979) e C. cansaço e dores. cólicas abdominais e diarréia. roenwilana (Rowe et al. fazendo parte de uma grande série de fitoterápicos disponíveis no mercado.tâncias isoladas de C. apatia. seca e/ou torrada. 1987). com degeneração de músculos esquelético e cardíaco (Martins et al. quinquangulata (Ogura et al.. vômitos.. enquanto um quadro de envenenamento foi verificado com C. purgativa dos glicosídeos de C. e as espécies usadas para essa finalidade devem ser consumidas com cuidado. em razão dos efeitos tóxicos e abortivos de sua casca (Corrêa. amplamente utilizada pela população. Colvin et al. 1991). antitumoral com extratos de C. Estudos realizados com Caesalpinia ferrea determinaram seu efeito hepatotóxico (Queiroz Neto et al. especialmente por crianças. acompanhado de distúrbios hidreletrolíticos em casos graves (Schvartsman. A ingestão de grandes quantidades dessa semente tem causado problemas de toxicidade e até mesmo de morte em vacas. 1977) e antivirótica com extratos de C. em geral. 1986.. ocrídentalis seja utilizada na medicina tradicional.. em razão de seus efeitos hepatotóxicos. echinata também apresentou toxicidade (Oliveira et al. dispnéia. pulcherrima é considerada planta de uso perigoso. angustifolia (Nakajima et al. pumila (Fatawi et al. fistula (Babbar et al.. cavalos e cabras. anorexia e morte após oito a doze dias da ingestão. anemia. C.. Dados toxicológicos dos gêneros Embora a semente de C. diarréia. . 1985). em muitos países. na forma fresca.. caracterizado por náuseas. ferrea. 1986b). além de lesões renais e disfunção hepática (Galai et al. um quadro de sintomas de tóxicos por causa da presença de glicosídeos antraquinônicos.. estudos clínicos têm demonstrado sua toxicidade. 1984). Seu consumo indiscriminado é perigoso. que apresentaram um quadro de ataxia. 1998). deve ter seu uso controlado e realizado com cuidado. 1985). 1986). como substituta do café.

Os principais gêneros estão distribuídos em 31 subfamílias. Robinieae: Sesbania e Robinia. um importante produto alimentar no Brasil —. Psoraleae: Psoralea. onde muitas espécies vegetais possuem importantes efeitos inseticidas. Diplotropis. Galegeae: Astragfalus e Glycyrrhiza. das quais destacamos aqui apenas as de importância medicinal: • • • • • • Swartziae: Swartzia e Zollernia. Genisteae: Lupinus. Dioclea e Mucuna. Abreae: Abrus. Vicieae: Vicia e Pisum. Millettieae: Tephrosia. onde se encontram plantas (Barrozo. Dalbergieae: Dalbergia e Andira. Indigofereae: Indigofera. Derris e Lonchocarpus. Phaseoleae: Phaseolus — do famoso Feijão. Sophoreae: Sophora. Crotalarieae: Crotalaria. Myrocarpus e Ormosia. sendo amplamente utilizadas in natura no combate a inúmeras pragas de lavouras e de ectoparasitas de animais.Espécies medicinais da família Fabaceae Introdução A família Fabaceae também é classificada como subfamília Papilionoideae (Faboideae) da família Leguminosae. Nos estudos realizados na região amazônica e . Cajanus. Cymbosena. Canavalia. • • • • • • • • • • Os dados aqui referidos demonstram a imensa importância dessa subfamília de espécies vegetais. Trifolieae: Medicago. Desmodieae: Desmodium. Dypteryxeae: Dypteryx. Para a família Fabaceae estão descritos aproximadamente 482 gêneros e cerca de doze mil espécies de ampla distribuição nas regiões temperadas e tropicais. 1978).

Alguns autores referem que ocorrem três variedades. as quais são descritas a seguir. . de onde partem folhas pecioladas.na Mata Atlântica foram referidas dez espécies medicinais. fruto do tipo vagem linear. na Mata Atlântica. visto que seus frutos são comestíveis e usados em substituição ao feijão verdadeiro. indicus Spreng Nomes populares A espécie é chamada. Dados botânicos A planta é um subarbusto de caule ereto e lenhoso. pinadas. gripes. Cuandu. contra constipação nasal. Ervilhade-angola. podendo atingir 3 m de altura. o banho preparado com as folhas é indicado contra dores de barriga e diarréia. Espécies medicinais Cajanus cf. No restante do Brasil é conhecida como Guando. com ramos angulosos. compostas de três folíolos aveludados. Feijão-de-cuandu e Erva-desete-anos. dispostas em pedúnculos axilares. A espécie possui um grande valor econômico. sendo um nome popular da planta usado em Malabar. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. com ampla utilização em diversos países. Inúmeras utilidades são atribuídas a essa espécie (Corrêa. flores vistosas. Andu. 1984). enquanto a decocção é usada internamente contra tosses. Guandu ou Feijão-guandu. oblongos. O gênero Cajanus foi descrito por Augustin Pyramus de Candole e inclui 37 espécies tropicais. Erva-do-congo. Feijão-de-árvore. dores de barriga e diarréia e a infusão. sendo ainda forrageira. mas há divergências quanto a essa classificação. comprimida.

O chá das folhas é usado na Amazônia contra desordens menstruais (Mabberley. por arbustos ou árvores. . de Flor-da-terra. de onde partem folhas compostas com sete a nove folíolos. O gênero Cymbosema inclui uma única espécie. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Dados botânicos A planta é um arbusto com folhas trifoliadas. Dados botânicos A planta é uma enorme liana. mais freqüentemente do sudeste da Ásia até a Austrália. e foi descrito por George Benthan. com ramos tomentosos. significa "pele dura". em forma de bote. pediceladas. Derris amazonica Killip Nomes populares A espécie é chamada de Timborana na região amazônica. fruto do tipo legume falcado. O nome do gênero Derris. acuminados e glabros. a infusão das folhas é usada contra desordens do fígado e do estômago. flores rosas. oblongos. referindo-se ao legume. O gênero Derris é composto basicamente por lianas e. reunidas em fascículos. descrito por João de Loureiro. Aproximadamente quarenta espécies desse gênero estão distribuídas nas florestas tropicais e subtropicais do Velho Mundo. flores rosas. menos freqüentemente. O nome do gênero significa "estandarte cimbiforme". reunidas em inflorescências com ráquis nodosa. na Mata Atlântica.Cymbosema roseana Bent. Nomes populares A espécie é chamada. 1997).

enquanto a raspa da raiz é empregada contra envenenamento por cobras. Desmodium tortuossum (Sw. fruto do tipo legume linear. a prefloração da corola é imbricada descendente. Erva-dos-mendigos e Jiquerana. revestida de pêlos curtos. sementes sem endosperma (Figura 18. didamídea. compostas.5). Nomes populares A espécie é chamada de Carrapicho na região amazônica. trifoliadas e .) DC. externa.Dados da medicina tradicional A infusão das raízes é usada pelos índios tenharins no alívio dos sintomas de picada de cobra. folhas pecioladas. Nomes populares A espécie é denominada pelos índios tenharins Timuatã. com folíolos articulados na base. pentâmera. flores fortemente zigomorfas. cilíndrica. ereto e com raiz bastante lenhosa. coriáceo. Trevo-da-flórida. Dados botânicos Erva de pequeno porte. corola dialipétala. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura. Não foram encontrados sinônimos populares para ela. Outros nomes populares são Amores-do-campo. com cálice gamossépalo. Dados da medicina tradicional O talo da planta amassado é útil contra dores no peito e garganta e na cura de resfriados. Derris floribunda Bth. hermafrodita. folhas alternas. com uma grande pétala superior.

tendo um apêndice na base. Dados da medicina tradicional A semente ralada. fruto do tipo legume. pinadas e folíolos glabros. Sucupira-da-terra-firme. com folhas compostas. Cutiúba. Cutiubeira. A espécie é excelente fornecedora de forragens e adubo verde. O nome Diplotropis significa "duas carenas". indeiscente. Paricarana. um banho preparado com toda planta é indicado para combater a caspa. plano. O nome do gênero significa "feixe". referindo-se à disposição das flores. flor com estandarte longo. misturada com enxofre. coriáceos. todas conhecidas como Sucupira. botão floral com pétalas de carenas desenvolvidas. Outros nomes comuns são Favinha. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. Sapupira-da-mata. . com ampla distribuição no Brasil e no México. e a infusão é usada internamente como antigonorréico. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. O gênero descrito por George Benthan inclui sete espécies da região amazônica. O gênero Desmodium descrito por Auguste Desvaux inclui aproximadamente 450 espécies vegetais. Sapupira. ovário piloso com pêlos cinzentos ou quase sésseis.) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica principalmente de Fava. pequenas. com sementes pretas e duras (Figura 18.6).com folíolo terminal ovado maior que os laterais. reunidas em racemos. Sebipira. fruto do tipo vagem. Diplotropis purpurea (Rich. é aplicada topicamente para tratamento de impingem. flores rosas ou roxo-pálidas e raramente brancas. Sapupira-da-várzea. Sicupira. Sapupira-preta. vexilo oblongo provido de apêndices na base. inflorescência revestida por pêlos cinzentos.

Os frutos usados topicamente são eficazes no alívio da dor de ouvido e.) Willd. que. de Cumaru. na região amazônica. Em outras regiões do Brasil é conhecida como Cumaru-verdadeiro. Cumaru-amarelo. dispostas em panículas pubescentes. se fendem liberando a semente roxo-escura. grosso. folhas grandes. de pequena espessura. além da famosa fava de cumaru. quando maduros e secos. Das sementes se preparavam antigamente excelentes colares e braceletes. sabonetes e outros produtos da indústria de cosméticos. 1991). A planta é de grande ocorrência na Amazônia e fornece excelente madeira de lei. e na produção de perfumes. quando passados sobre as costelas. O nome do gênero significa "duas asas". de cor verde-amarelada. imparipinadas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. doces. aromáticas. sendo indicado "cheirar quando se está com dor". produto de enorme comércio no século passado por causa de seu excelente aroma. flores vermelhas. referindo-se ao cálice. oleosa e aromática coberta por um pecíolo (Vieira. com cascas avermelhadas ou amarelo-acinzentadas. Cumaruzeiro. O gênero Dipteryx descrito por Johann Cristian Daniel von Schreber inclui apenas dez espécies tropicais de grande ocorrência na Amazônia. Umburana e Kumbaru. Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte. cigarros. caule reto. alternas. charutos. podendo atingir até 35 m de altura. . frutos em forma de vagem drupácea.Dipteryx odorata (Aubl. muito explorada comercialmente pela qualidade na produção de móveis de luxo. compostas. alimentos e uísque. servem para tratar a pneumonia. que permitiu seu uso na aromatização de chocolates. Imburana. Nomes populares A espécie é chamada. as sementes maceradas em água são utilizadas como antiespasmódico. Cumar-do-amazonas. pecioladas. diaforético e contra problemas cardíacos e menstruais. O macerado dos frutos em álcool é usado contra dores de cabeça. Imburana-de-cheiro.

para aliviar dores de garganta e. Dipteryx punciata (Blake) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada de Dióuvi pelos índios tenharins. diaforéticas. Dados da medicina tradicional A decocção das sementes é usada pelos índios tenharins em gargarejos. grosso. contra contusão e reumatismo. 1991). aromáticas. flores vermelhas. tônico cardíaco e anestésico sobre o sistema nervoso.As sementes embebidas no rum são usadas pelos "Créoles" para mordida de cobra como xampu. dispostas em panículas pubescentes. . folhas grandes. contra qualquer inflamação. Corrêa (1984) refere que as sementes são antiespasmódicas. para banhos fortificantes de crianças. antidispéptico. e os palikur. narcótico e estimulante. dores de ouvido e serve como tônico capilar (Vieira. contendo casca de pequena espessura. emenagogo. antiespasmódico. compostas de sete a nove folíolos. emenagogas e cardíacas. podendo atingir até 3 m de altura. Na Amazônia o uso dessa planta é aconselhado nas convalescências. diaforético. com semente oleosa e aromática. essa espécie é utilizada como anticoagulante. caule ereto. imparipinadas. O óleo das sementes auxilia nas úlceras bucais. diaforético. pela presença de Cumarina. Em outros lugares. Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte. cardiotônico. alternas. frutos em forma de vagem verde. febrífugo. A planta é de grande ocorrência na Amazônia. internamente. Já os índios wayãpi usam a decocção da casca para banhos antipiréticos. como reconstituinte das forças orgânicas. pecioladas. antitussígeno.

Myrocarpus frondosus Aliem. flores brancas dispostas em racemos e fruto do tipo vagem oblonga. enquanto os frutos passam por excitantes e antidispépticos. outros compostos . sendo muito usada na indústria de cosméticos. Bálsamo e Pau-de-óleo. O gênero descrito por Francisco Friera Allemão e Cysneiro inclui apenas quatro espécies. compostos 5-9 folioladas. o macerado da casca da planta em aguardente é usado externamente como cicatrizante e antiinflamatório. tinturas e perfumaria. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. com casca rugosa no caule. urucu. assim como a casca. 1974). sendo ainda expectorante peitoral. portas e janelas de luxo. na região da Mata Atlântica e em quase todo o Brasil. de Cabreúva. A planta fornece uma madeira avermelhada muito usada na construção civil. Óleo-pardo. a mais estudada é a D. Outros nomes são Cabruê. A espécie tem grande ocorrência e distribuição na Mata Atlântica do Estado de São Paulo. de onde foram isolados flavonóides (Braz Filho et al. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 15 m de altura. ramos glabros de onde partem folhas imparipinadas.. O nome do gênero significa "fruto de bálsamo". Pau-bálsamo. para fabricação de carroças. indicadas nas lesões do sistema respiratório. os mesmos efeitos são atribuídos às raízes. Nomes populares A espécie é chamada. possui aroma balsâmico. de ocorrência na América do Sul. Corrêa (1984) refere que a casca e a resina são excelentes para tratar feridas e contusões. Dados químicos dos gêneros Derris Das espécies do gênero Derris. A madeira.

De D. canarensis (Evans et al. araripensis (Nascimento et al. Desmodium De D. D. 1991. B e C). Do caule de D. enquanto de D.. 1986.rotenóides (Braz Filho et al. 1989).8-difenileriodictiol. 1997). Em diferentes espécies de Derris caracterizou-se a presença de rotenonas.. 1994). Bell et al. foram isolados os flavonóides desmodina.. Todos os compostos apresentaram atividade citotóxica contra linhagem de células P-388 (Mahidol et al. 1986). heterocarpon e D. foram isolados. 1961. Lin & Kuo.) DC. laxiflora Lin et al... 1962). 1995b) e D. 1976) e D. e das raízes de D. D. hiravanona. 1976. 1978). epoxilupinifolina e dereticulatina. obtusa (Nascimento et al. D. 1977).. homoadonivenita (Batyuk et al. indica caracterizou-se a presença de carboidratos. frutescens.. elliptica foram isolados os rotenóides eliptinol. et al. reticulata... 1977). Foram isolados alcalóides de D. 1985) e D. também denominada D.. hookerianum foi isolada canavanina (Bell et al. benthmii (Fellows et al.. conhecidas popularmente como Pega-pega ou Beiço-de-boi. Em D. spruceana (Garcia et al. D. Kimetal.. adhaesivum Schldl. Nakatu et al. em maior quantidade nas raízes com mais de 18-24 meses de idade (Nguyen et al. 1993. senegalenseína. laxiflora foram isoladas as flavanonas: 6. possuem em suas flores o flavonóide delfinidina (Forsyth & Simmonds. E em D. reticulata cujos flavonóides apresentaram atividade citotóxica (Mahidol et al. Rao M. scandens foram isolados isoflavonóides (Garcia et al.. N. incanum DC. spruceana. 1994)... 1954). 1978).. 1973b) e saponina (Parente & Mors. canum detectou-se a presença de isoflavanonas (desmodianonas A.) DC. 1988). 1978... foram isoladas as flavanonas lupinofolina e as piranoflavanonas. lupinifolina e laxiflorina. crisantemina e cianina (Matinod et al.. além de coumestrol e alfa-amirina (Zoghbi et al. Da espécie D. Flavonóides também foram isolados em D. Nascimento & Mors.. tortuosum. 1995b). As espécies D. ácido ascórbico e pigmentos fenólicos (Mathur & Kamal.. aparines (Link. proteínas. canadense (L. 1987) e também o aminoácido canavanina (Tschiersch. 1997). 1978). 1996). D.. os flavonóides. .. com significativa atividade inibitória contra a proteína tirosina quinase (Kim et al. amoena. lipídios. que apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al. D. glutinosum. Das raízes de D. deguelina e tefrosina (Ahmed et al. do seu caule e de suas folhas. oblonga e D. ou D. 1989).

1984.. O-metilbufotenina N-óxido (Gosal & Banerjee. e o esteróide antiosídeo (Alaniya. intortum foram caracterizados também os taninos condensados (Mwendia.. Ghosal & Bhattacharya. N. 1978) e swertisina (Aritomi & Kawasaki. galactopinitol A. hordenina. N-N-dimetil-3. 1969. possui os flavonóides dalbergioidina. intortum) possui carboidratos. hordenina.. Em suas raízes foram isolados abrina. gangetina.. 1972. 1975). Em D. A espécie D. hipoforina e os alcalóides. possui em suas folhas os produtos naturais alifáticos hexacosil eicosanoato. 1971). O D. 1968) e o aminoácido canavanina (Nakatu et al. tiliafolium G. elegans DC. e de D.. triptamina e tiramina (Ghosal & Srivastava. além de canavanina (Beveridge et al. difisolina. isoquercitrina. beta-carbolina. leptocladina. Gray foram isolados o carboidrato D-pinitol (Plouvier.. O-metilbufotenina. salsolina. Purushothaman et al.. foram isolados mangiferina.) DC. salsolidina. betaína. gangetinina. desmodina. cinereum (Kunth) DC. Nakatu et al. 1-octacosanol.4-dimetoxifenetilamina. 1977.Os alcalóides bufotenina. hipoforina. 1978). ario-inositol e betapinitol. os alcalóides candicina. 1963). normacromerina. 3. Don. Purushothaman et al. também denominada D.4-dimetoxifenetilamina. 1972). 1964) foram todos isolados de D. 2-feniletilamina. também muito usado medicinalmente. 1949) e a canavanina (Van Etten et al. ácido octacosanóico. . os flavonóides desmodol (Ueno et al. cinarascens A. 1-triacontanol e o esteróide betasitosterol (Hussain & Saifur-Rahman. bufotenina N-óxido.. 1983). os flavonóides hiperina. 1962. genisteína. desmocarpina. 1973). kaempferol e quercetina. Bell et al. gangeticum (L. 2-hidroxigenisteína e kievitona (Ingham & Dewick. De D. caudatum (Thunb.N-dimetiltriptamina.) DC. Nmetiltiramina. A planta conhecida popularmente como Amor-seco ou Pega-pega (D.

foi isolado o flavonóide kaempferitrina (Aritomi... e os flavonóides isoliquiritigenina. . Anjaneyulu et al.. 1997). multiflorum. Bell et al. De D.. Adinarayana & Syamasundar.. 1989). De D. 1995). feniletilamina. 1995). também denominado D. epifriedelinol e estigmasterol (Yang et al. e de D. floribundum. 1986. 1989).. estigmasterol. ougenina e quercetina (Balakrishna et al. 1996). 1961 e 1962. também denominado Amor-develha-da-folha-graúda. Diplotropis Foram isolados do tronco da espécie os esteróides sitosterol... compostos estes também isolados em D.. vitexina.. De D. b-sitosterol. foram isolados os carboidratos galactopinitol A. e os alcalóides colina. 7-hidroxiflavona. heptacosanol. foram isolados os flavonóides apigenina. betuína e lupeol (Ghosh & Dutta. Amor-de-velho-comum.1995. os terpenóides beta-amirina. Mukherjee et al. e de D sandwicense E. estigmasterol. foi isolado o alcalóide hordenina (Maurya et al. isovitexina. De D.) DC. 1977. o terpenóide lupeol. 1989). inositol. 1962). Meyer foi isolado o flavonóide malvina (Park & Rotar. De D.. ácido indol-3-acético. 1989. lupeol. também conhecido com D. Sreenivasan & Sankarasubramanin.. N.N-dimetiltriptamina N-óxido. 1965). 1965. styracifolium foram também isolados triterpenóides saponínicos (Ikegami et al. 1966). 1971. Kubo et al. foram isolados os flavonóides dalbergioidina. 1963a e 1963b. tricosanol. triflorum (L. Kubo et al. Perez-Maldonado & Norton.. flavosativasídeo. 1982. racemosum.) DC. De Desmodium uncinatum (Jacq. 1978). De D. laxiflorum foram isolados heptacosanos. também denominado Ougeinia dalbergioides Benth. podocarpum. ácido triacontanóico e ácido 2-triacontenóico (Saxena & Shukla. formononetina. mollicum foram isolados flavonas e flavonóides glicosilados (D'Agostino et al. homoferreirina. 1985).. kaempferol.. triquetrum foram isolados friedelina. 1984). vitexina e xilosilvitenina. Ahluwalia et al.. styracifolium foram isolados os flavonóides schaftosídeo e vicenina e os terpenóides soiasapogenol B e soiasaponina (Yasukawa et al. e de D. liquiritigenina e maackiana (Braz Filho et al. pinitol e canavanina (Beveridge et al. nonacosanos. 1968). ovalifolium (Giner-Chavez et al. trigonelina e tiramina (Ghosal et al.. ojeinese. De D.

.. 1.1973a).3epimetoxilupanina. 1982). lupanina e tetrahidrorombifolina (Kinghorn et al. De Diplotropis martiusii foram isolados os alcalóides angustifolina.

1966). alata foram determinados 40% de óleo. isoflavonóides (Lourenço et al. 1995. lacunifera foram isolados ácidos graxos e di e sesquiterpenóides (Mendes & Silveira. odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona). além dos terpenóides betulina. 1995). A espécie D. odorata apresenta um grande valor comercial. lupenona e lupeol (Kaplan et al. 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri. De Dipterix odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al.. pois suas sementes são ricas em Cumarina.. 1995) e cumarinas (Ehlers et al.. Nakano et al. De D. retusina).. odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al. além dos terpenóides betulina. Das sementes da espécie D.. 1995). ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al. utilizadas na indústria de cosméticos e perfumaria.. 1981). Benzopiranóides também foram isolados da espécie D. 1979) e terpenóides (19-vouacapanol. . cumarinas (Ehlers et al. alata foram determinados 40% de óleo. punctata (Gruenwald. odoratina. odoratina. 1996). Das sementes de D. 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri. flavonóides (dipterixina. 1994). Togashi. 1952).. De D. odoratina. lupenona e lupeol (Kaplan et al. 1994). flavonóides (dipterixina. retusina) e terpenóides (19-vouacapanol. 2000. 1966) e beta-farneseno (Matos et al. 1994). De diferentes partes de D. odoratina. 1991). 1996) e constituintes voláteis (Woerner & Schreier.Dipferyx De diferentes partes de D. 1952). punctata (Gruenwald. 1993). odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona). Benzopiranóides também foram isolados da espécie D. ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al....

De D.. que provavelmente estão envolvidos com o efeito biológico in vivo e por sua atividade inseticida (Wang et al. Datta & Bhattacharrya. Desmodium O Desmodium sp foi utilizado para o tratamento de hepatites do tipo B em humanos. 1972). 1979)... Derris A espécie Derris amazonica apresentou atividade antimalárica (Munoz et al. elíptica apresentou atividade antifúngica seletiva (Mohamed et ali. De Derris sp. e o princípio ativo responsável pela atividade foram os alcalóides indólicos (Tubery et al.... 1996). 1997).. 1999. D.. gangeticum a gangetina que promoveu a diminuição da fertilidade masculina em ratos (Latha et al. 2001). . 1998. sendo a rotenona o composto responsável pela atividade (Santos et al. 1997). Aragão & Valle. scandens foram isolados dois compostos warangalona e ácido robústico.. urucum foram caracterizados os efeitos ictiotóxicos...Dados farmacológicos dos gêneros Caia nus Uma proteína isolada de C. Essa planta também foi responsável pela atividade leishmanicida (Iwu et al. micou. 2001). indicus tem apresentado efeito hepatoprotetor (Datta et al.. Derris sp e D. foi avaliada a atividade tóxica em bovinos. também conhecido como Timbó. 1997). Até a dose de 10 g/kg da planta fresca aplicada ao animal não foram observados sinais de toxicidade (Tokarnia et al. urucu e D. Das raízes de D. 1987). Foi isolada das raízes de D. 1992) e depressora do SNC (Jabbar et al. O extrato etanólico de D. nicou (Costa et al. 2002). 2000) e inseticida (Luitgards-Moura et al.

A D. Tolera & Said. grahami promoveu relaxamento da musculatura lisa (Rojas et al.. 1997). O extrato aquoso de D. 1988).. B e C. e o principal constituinte parece ser um polissacarídeo que poderia ser usado para o tratamento renal (Li et al. 1996. e os taninos isolados de D. 1997). que também apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al. 1999). 1988).. De D. D. 1989). 1987). adscendens apresentou atividade antianafilática e é utilizado localmente para o tratamento da asma. 1997)..... 1996). intortum foi estudado quanto à sua digestibilidade e quanto ao seu uso como suplemento alimentar para carneiros e ovelhas (Perez-Maldonado et al.. além de apresentar atividades analgésica e antibacteriana (Vu et al. O extrato de D. A desmodina apresentou atividade analgésica in vivo no modelo da placa quente (Batyuk et al. . styracifolium inibiu a cristalização de oxalato de cálcio. Estudos in vivo foram realizados com os flavonóides de D. styracifolium. O extrato de D. Uma caracterização preliminar sugere serem as saponinas triterpênicas as responsáveis pelas atividades (Addy. que foram responsáveis pela prevenção da formação de cálculos renais (Kubo et al. canadense foram isolados os flavonóides desmodina e homoadonivernite. De Desmodium canum foram caracterizadas isoflavanonas desmodianonas A. styracifolium promoveu a estimulação da secreção biliar. ovalifolium apresentaram atividade antibacteriana (Nelson et al.

vômito. distribuídas em cinco tribos. Prosopis. Zollernia e Acácia. et al. 1993). doses elevadas podem causar náusea. Mas o pesticida natural rotenona extraído das espécies de Derris não apresenta atividade carcinogênica (Greenman et ali. das sementes de D. Leucaena. lacunifora foi caracterizada atividade moluscicida (Almeida. Albizia. 1998). Mimosa.Diploiropis O caule de Diplotropis duckei apresentou atividades antiedematogênica e antinociceptiva (Costa et al. Calliandra.. 1987).950 espécies descritas. 1996).. tremores musculares e morte por parada respiratória no homem (Sousa et al. urucum provoca irritação da pele. Inga. . Dados toxicológicos do gênero Derris O contato direto de D. Adenanthera. M. muitos deles de valor medicinal. Y. das quais destacamos os gêneros Parkia..Espécies medicinais da família Mimosaceae Introdução A família Mimosaceae (subfamília Mimosoideae ou Leguminosae II) compreende 64 gêneros e 2. 1991).. Dipteryx Das cascas de Dipterix alata foi caracterizada a atividade antiinflamatória (Lima & Martins.

pinadas. na região da Mata Atlântica. O gênero Inga descrito por Phillip Miller inclui 350 espécies vegetais. . com grande ocorrência na Amazônia. flores reunidas em espigas terminais. compostas por folíolos ovais. Dados botânicos A planta é uma árvore com folhas alternas. folhas simples coriáceas com cerca de 15 cm de comprimento e 5 cm de largura. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Ingá.) Willd. O fruto é amplamente consumido como comestível na região amazônica. pois é confundida e coletada como adulterante da Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia). Nomes populares A espécie. encontradas em áreas tropicais e temperadas. Dados botânicos A planta é uma árvore de porte médio (aproximadamente 15 m). Ingá-grande e Jambolão. Moçataíba e Orelha-de-onça. pecioladas. Zollernia ilicifolia Vog. a espécie é chamada de Mocitaíba. Em outras regiões do país. é chamada de Espinheira-santa. O nome do gênero é denominação popular nas Guianas. e a infusão das folhas é usada no tratamento de diabetes. repletas de glândulas. Laranjeira-do-mato.Espécies medicinais Inga spectabilis (Vahl. Dados da medicina tradicional Os frutos são comestíveis.

5. longispica. alba. O gênero descrito por Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuied e Christian Gottfried Daniel Nees von Esenbeck inclui quatorze espécies tropicais. a antiga casa regente prussiana. e o nome deriva de Hohenzollern. heterophylla. Estudos preliminares de atividades analgésica e antiulcerogênica da espécie Zollernia ilicifolia. I. incluindo dores. paterno (Morton et al.7). assim como perfil fitoquímico e toxicidade aguda. I. Maytenus ilicifolia). semialata. I. . bourgonii. oerstediana e I. laurina. a infusão das folhas é usada internamente contra úlceras e problemas estomacais. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. nobilis. 1996). farmacológicos e toxicológicos. I. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie. stipularis (Kraus & Reinbothe. com margens onduladas e providas de espinhos.8-dimetilflavona (Correa et al. Dados químicos e farmacológicos dos gêneros De Inga edulis var. flores rosadas (Figura 18.4'-tetrahidroxi-3-metoxiflavona. I. sertulifera. 1973). I.22stigmastadien-3b-ol glucosedeo. I.. 6.3'. I. Sobre o gênero Zollernia não foram encontrados estudos químicos. estão sendo realizados em nossos laboratórios mas ainda em fase de publicação. Foram isolados alcalóides das espécies I.oblongas.7.. parviflora foram isolados os constituintes 7. I.3'4'-trihidroxiaurona e 7.4'trihidroxi-6. 1991). estipulas espessas (característica marcante na diferenciação da Espinheira-santa verdadeira.

FIGURA 18. b) detalhe das folhas (fotos originais por M. Reis). . S.Bauhinia forfícata: a) vista geral da copa da árvore.1 .

2 . Escanerata do ramo florido e da flor (Banco de imagens - .FIGURA 18.Caesalpinia ferrea.

c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens 316 .FIGURA 18.3 .Cassia multijuga: a) escanerata do ramo com flores e frutos. b) ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa. 1984).

c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens . b) escanerata do ramo com flores e frutos.Cassia occidentalis: a) ramo com frutos e flores (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne.4 .FIGURA 18. 1939).

Ramo florido e detalhe da flor (desenho original por Di Stasi .FIGURA 18.Banco de imagens - .Derris floribunda.5 .

Banco de imagens - .FIGURA 18.6 .Diplotropis purpurea. Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi .

Zollemia ilicifolia.FIGURA 18. S. . Detalhe das folhas com espinhos e das estipulas (fotos originais por M.7 . Reis).

São plantas herbáceas. Muitas dessas espécies são ornamentais e amplamente conhecidas no Brasil. arbustivas. como a popular Quaresmeira (Tibouchina) e . e as duas famílias aqui descritas. C. que inclui o gênero Punica. Melastomataceae e Myrtaceae. com ocorrência principalmente nas regiões tropicais de todo o mundo (Mabberley. 1997). da famosa Romã. onde ocorrem cerca de 63 gêneros e aproximadamente 480 espécies (Barrozo. 1978). Di Stasi C. distribuídas nos 188 gêneros. assim come outras espécies de valor econômico. Espécies medicinais da família Melastomataceae Introdução A família Melastomataceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 4. que incluem espécies medicinais. A. lianas ou arbóreas (árvores) grandes e pequenas. das quais devemos destacar as Lytraceae do gênero Cuphea.19 Myrtales medicinais L. Hiruma-Lima A ordem Myrtales reúne doze famílias botânicas. Punicaceae. a Punica granatum. com inúmeros representantes no Brasil.950 espécies.

as demais plantas ornamentais do gênero Leandra. fruto do tipo baga. Neste estudo. as folhas maceradas cruas são usadas topicamente em feridas e coceiras provocadas por picadas de insetos e carrapatos. brancas ou rosas. Miconia. Cambessedesia e Lavoisiera 0oly. O nome do gênero Clidemia foi dedicado ao médico grego Clidemus. em outras regiões. Salpinga. que descreveu inúmeras patologias em plantas. ou Pixirica. muitas delas com frutos comestíveis e várias de uso medicinal. Microlicia. roxo. nervadas e pubescentes. dispostas em cimeiras. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.) DC. . Outro nome popular é Flor-de-quaresma. ereto e piloso. com folhas ovais e cordiformes. foram referidas como medicinal apenas duas espécies. Dados botânicos A planta é um arbusto de pequeno porte. essa espécie é chamada de Quaresma. O gênero foi descrito por David Don e inclui 117 espécies tropicais de ocorrência nas Américas. Huberia. ambas pela indicação popular na região amazônica. flores pequenas. Rhynchanthera grandiflora (Aubl. Espécies medicinais Clidemia novemnervia Nome popular Essa espécie é conhecida popularmente como Aritucá. na região amazônica. 1998). Nomes populares Na região amazônica. Clidemia novemnervia e Rhynchanthera grandiflora.

cordiformes na base e com margens serreadas e nervura central proeminente. Dados químicos e farmacológicos do gênero Clidemia Não foram encontrados dados químicos ou farmacológicos da espécie. Foram observadas também nefrotoxicidade e gastroenterites (Murdiati et al. Eugenia. Essa família inclui gêneros como Myrtus. bem representada na Austrália. Mas existem relatos da intoxicação em cabras por ingestão de Clidemia hirta. Leptospermum e Melaleuca. No gênero são descritas quatorze espécies vegetais. Pimenta. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada contra febres. flores rosas ou roxas e fruto de cápsula escura. planas. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Pseudocaryophyllus. Enzimas séricas indicam provável dano hepático. 1997) arbustivas e arbóreas. 1990). como o Óleo de eucalipto e a Pimenta. inclui cerca de 129 gêneros e aproximadamente 4. A planta fornece madeira e é cultivada como ornamental pela beleza das flores.Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto e repleto de ramos pilosos e glandulosos. de onde partem folhas de pecíolo longo.. e várias outras em climas temperados. Syzygium. Várias espécies fornecem importantes óleos essenciais e temperos. que contém 19% de taninos hidrolizáveis. oeste da Índia e América tropical. Os . O nome do gênero significa "antera rostrada" e foi descrito por Augustin Pyramus De Candole. Psidium. Espécies medicinais da família Myrtaceae Introdução A família Myrtaceae. Não foram encontradas outras referências medicinais dessa espécie.620 espécies (Mabberley. Eucalyptus.

enquanto a infusão com folhas de alfavaca (Ocimum basilicum) é usada externamente contra sinusite. são usadas no local. 1998). Espécies medicinais Caryophyííus aromaticus L. E uma espécie exótica. flores pequenas. com folhas pecioladas. cultivado ou adquirido no comércio. bastante aromáticas. sendo rara a presença dos glicosídeos cianogênicos e alcalóides (Evans. os gêneros Pimenta (Pimenta) e Syzygium (Cravo-da-índia) destacam-se como condimentos (Joly. especialmente as flores. dispostas em corimbos. além de óleos essenciais. 1996). Cereja-nacional. fruto do tipo drupa. congestão nasal e dores de cabeça. A infusão das partes aéreas é utilizada como afrodisíaco e contra desordens estomacais. taninos. Dados botânicos Árvore de porte médio (até 15 m) a pequeno (até 5 m quando cultivada). Jambo e Cambuci) e Paivaea se destacam pelo valor alimentício. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. ácidos fenólicos e ésteres. opostas. . Araçá). as partes aéreas do Cravo-da-índia. para o alívio de dores de dentes. No Brasil. leucoantocianinas. Myrciaria Gabuticaba). Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente como Cravo-da-índia ou Craveiro-da-índia. oblongas e glabras. Eugenia (Pitanga. rosas ou avermelhadas. de grande valor pelo seu uso na indústria de cosméticos e na produção de bebidas. comercializada no mundo todo como condimento e para a extração de seu óleo essencial. várias espécies dos gêneros Psydium (Goiaba.constituintes dessa família incluem.

com cálice membranoso. a infusão das folhas é usada contra dor de barriga.1). glabras ou ligeiramente pubescentes na face superior. doenças da pele. os brotos de goiaba e de caju. contra diarréias. de polpa abundante (branca ou vermelha) e numerosas sementes pequenas e duras (Figura 19. flores hermafroditas. edema e. referindo-se aos frutos. e Goiabeira Branca em Minas Gerais. assim como o chá das folhas com Amor-crescido. o chá das folhas novas. Araçá-goiaba. Araçá-vaçu no Rio Grande do Sul. botões florais tomentosos ou glabros. Dados botânicos Arbusto ou árvore de pequeno porte. no entanto. esmagar. usada externamente. folhas opostas. diclamídeas. fruto com baga amarela. são usados contra dores de estômago e problemas de fígado e contra desarranjo menstrual e hemorróidas. brancas e com numerosos estames. Psidium. morder". ovadolanceoladas.Outras indicações incluem o uso da "água destilada de cravo" como digestivo e sudorífico (Corrêa. Psydium guajava L Nomes populares Essa planta é conhecida na região Amazônica como Goiaba. e. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. actinomorfas. Provém de psidion. que é a denominação em grego da planta. significa "triturar. de sabor agradável. Na região da Mata Atlântica. para regulação do ciclo . Guaiava. por outras. internamente. Araçá-guaçu. é útil contra hemorróidas. curto-pecioladas. galhada. O chá feito das folhas e/ou da casca dessa espécie é utilizado por algumas tribos contra diarréia e disenteria. Araçáguaiaba. fervidos. A infusão dos frutos. Guaiaba. O nome do gênero. 1984). enquanto a decocção dos brotos é indicada contra diarréias graves. com caule tortuoso e casca lisa. é indicado contra diarréia. existem registros para a espécie como Goiabeira.

sendo também muito abundante em capoeiras e outras áreas desmatadas. 1982. o chá da folha.. Na Mata Atlântica a espécie é encontrada dentro de áreas florestais de formação secundária. As folhas de P. A espécie é muito semelhante à goiabeira verdadeira. misturado com folhas de pitanga. em gargarejos contra afecções da boca e garganta. . no Piauí. 1984).. Dados botânicos A espécie é um arbusto com até 5 m de altura. oeste da África e sudeste da Ásia (Smith et al. é antidiarréico (Amorozo &Gély. lavagens de úlceras. como também os frutos. indisposição estomacal e vertigem (Forero. 1987. sendo facilmente confundida com esta. é considerado útil contra desarranjo menstrual (Simões et al. no Pará. guajava ainda são utilizadas na América Latina. 1982). flores hermafroditas. actinomorfas. de polpa abundante. As outras indicações populares incluem a utilização da casca como adstringente. 1980. Grenand et al. no Rio Grande do Sul. 1994). brancas e com numerosos estames. antidiarréica. Duke & Vasquez. Central. 1982). guineense Sw. A espécie é igualmente cultivada no Brasil e em vários outros países. o chá das folhas. e o decocto.menstrual. antileucorréica. misturado com folhas de salva-de-marajó. a infusão das folhas é utilizada como antidiarréica e contra problemas hepáticos (Emperaire. folhas opostas. Nomes populares A espécie é denominada nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica Araçá ou Araçá-mirim. curto-pecioladas e glabras. 1986). em Minas Gerais. com cálice membranoso. a casca do tronco é utilizada também contra catarros intestinais. as raízes são usadas contra problemas estomacais e cutâneos (Corrêa. igualmente usados como alimento. fruto com baga amarela. diclamídeas. 1988). anticolérica e antiúlcera. Psydium cf. com vários galhos e caule bastante tortuoso e casca lisa.. como estomáquico. botões florais tomentosos ou glabros. Grandi & Siqueira. também é indicado contra leucorréias e em irritações vaginais (Verardo. 1992). principalmente em diarréias infantis.

Zheng et al. ésteres. 1991). as comunidades tradicionais usam a decocção das folhas como antiinflamatório e cicatrizante local. 1990. Ortega & Pino. -terpineol. 1989. p-cimeno. 31 alcanos. 1996). 1996). dos quais 13 são aldeídos. 1989. Dos frutos também foram isolados: l-0-trans-cinamoil-a-L-arabínofuranosil-(16)-b-D-glucopiranose e 1-O-trans-cinamoil-b-D-glucopiranose (Latza et al. 1. 1987). 1987). e 95% são cariofileno (Latza et al. Ortega & Pino. t-cariofileno. humuleno. -cedreno. Marcelin et al. apresentou atividade depressora do SNC. Wilson & Shaw. derivado de eugenol. alcanos. Yusof & Mohamed. 1989.. -bisaboleno. borneol. Pino et al... analgésica e anticonvulsivante (Costa et al. além de taninos (Misra & Seshadri. 17 cetonas. Pino et al.. pectina. mirceno.. cetonas. denominados 1. Dados químicos Foi isolado de Caryophyííus aromaticus o eugenol (Costa et al. 1987. polissacarídeos e ácidos (El-Zorkani. enquanto a infusão das folhas é usada na forma de gargarejo como anti-séptico bucal e também como antiinflamatório externo.1-dietoxihexano e acetaldeído etil cis-3-hexenil acetal (Zhengy et al. -bergamoteno. -cubebeno.. 1994). 10 ácidos. O dehidrodieugenol. Chyau & Wu. Existem relatos das atividades quimopreventiva e detoxificante hepática (Kumari. himacaleno. lignina. os frutos contêm monoterpenos e sesquiterpenos. 1994). 1.. 1990). De Psydium guajava foram isolados vários polifenóis (Okuda et al. -guaieno.. hidrocarbonetos e uma mistura de compostos (Nishimura et al. 1982) e quercetina. O aroma característico do fruto foi atribuído a quatro constituintes.1-dietoximetano. o óleo essencial é constituído principalmente de -pineno. vitaminas C e A. 1978).. bisaboleno e -bisabolol (Craveiro et al. 1968). óxido de humuleno.1-díetoxietano. 28 ésteres. bem como outros constituintes aromáticos (Cicogna-Junior et al. açúcares. aldeídos. 10 hidrocarbonetos e 13 uma mistura de compostos (Nishimura et al. As diferenças quantitativas e qua- .... cremoflieno. Oliveros-Belardo et al. 1996). 1987. 122 componentes voláteis.. -santaleno. 1968. 1990. acoradieno. 1981). p-menten-9-ol. 1986. 1996.Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica...

A atividade antibacteriana das cascas de P. guaijaverina. Osman et al. ácidos linoléico. Lima Filho et al. 2002. Dados farmacológicos dos gêneros Farmacologicamente. Hegnaurer. 1987).. 1987). e nas folhas foram isolados taninos (Okuda et al.. 1987). 1979b. (1994) e Neri et al.. 1978). Nas sementes foram determinados lipídios e proteínas (Habib. 1986).... palmítico. 1987). ácido oleanólico (Mair et al. Ácido elágico. O interior das cascas é rico em ésteres. d-arabinose e ácido urônico (El-Sayed.. 1981).. 1991). (1985) demonstraram que essa atividade não está relacionada com alterações no nível de insulina plasmática. 1996). polifenoloxidase (Augustin et al. óleo essencial (Ji et al.litativas nos constituintes voláteis do interior e do exterior da casca do fruto foram determinadas.. 1989). (1994) verificaram atividade hipoglicêmica. 1986). e Maruyama et al. flavonóides. Jain et al. alcoóis sesquiterpenóides e triterpenóides (Begum et al. 1987. 1985) e quercetina foram isolados das flores (Mair et al. O extrato aquoso tam- . 1974.. As atividades antimicrobiana e antimutagênica foram verificadas para essa espécie (Misas et al. d-galactose.. enquanto (Z)ocimeno e beta-e gama-cariofileno se apresentam em maior quantidade no exterior (Chyau & Wu. existem várias atividades descritas para espécies desse gênero. Chen & Yang (1983). oléico e esteárico (Opute. guajava foi atribuída à presença de alcalóides quaternários (Ali et al. Okuda et al.

F. 1996a)... 1994. 1996) Rotavirus enterico e suas folhas foram efetivas contra a staphylococcus faureus (Gran & Demillo. Do extrato hexânico das folhas de P. guajava inibiu a liberação gastrintestinal de acetilcolina em íleo de cobaia estimulado eletricamente ou por meio de contração espontânea. Morales et al. PonceMacotela et al. guajava tem sido validado por estudos clínicos para o tratamento de disordens gastrintestinais (Lin et al. 1994).. 1995.bém diminuiu significativamente os níveis de triglicérides sangüíneos (Basnet et al. e antitumoral de P. pohlianum foram os responsáveis pela atividade (Cunha et al.. Santos et al. apresentou atividade antimicrobiana (Santos.. Lutterdodt. Lutterdodt et al. 1990. 1994. De P. Lozoya et al.. 1998).. guyanensins. incanescens (Santos. Existem ainda relatos das reduzidas atividades tóxicas (Rao et al.). Meckes et al. widgrenianum (Souza et al. 1995). guajava foram isolados terpenóides (cariofileno. 1990.. 1995). 1996c. Grover et al..... guajava foi isolado um alcalóide quartenário que apresentou atividade antibacteriana contra Shigella dysenteriae (Ali et al. A. óxido e b-selineno). et al. Shimomura.. F.. (Santos et al. 1970). 1996a) de P... 1994. explicando possivelmente seu efeito no tratamento das diarréias agudas (Lutterdodt... que apresentaram atividade depressora do SNC (Shaheen et al.. 1996). Das cascas de P. Cheng et al. A. Lozoya et al. Cáceres et al. 1996b) e P. . A propriedade hipoglicêmica dos frutos dessa espécie tem sido estudada e demonstrada (Roman-Ramos et al. 1989. 1999). 1992. 1995). guyanensis (Santos. et al. incorporados aos dentifrícios para o controle de doenças periodontais (Santos. Lutterdodt.. incanescens (Zelnik et al.. 1999). A quercetina isolada de P. 1993. 1997) e bloqueadora da junção neuromuscular. A. A. anticonvulsivante (Santos. e eugenol e timol de P. 1988) e tosse (Jaiay et al. O extrato de folhas de P.. Atividades analgésica e antiinflamatória também foram detectadas nas espécies P. 1994). et al... propriedade anticatártica (Pinto et al. F. 1989). et al. F. P.. 1983). 1997.. F. guyanensis. A. P. Cáceres et al. 2002. et al... 2000. O óleo essencial de P. 1993. guajava foram isolados inibidores de colagenase com atividade antiinflamatória. pohlianum e Psidium sp. 1994.

1 .FIGURA 19. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) e detalhe da flor (Banco de imagens .Psydium guajava.

gênero de grande valor medicinal. que inclui uma importante espécie vegetal do cerrado brasileiro. Inclui desde árvores até arbustos e lianas. Austroplenckia. no qual discutimos duas espécies referidas na região da Mata Atlântica.20 Celastrales medicinais L. são Celastrus e Trypterygium. representa importante fonte de espécies medicinais. . Seito F . A família Celastraceae foi descrita por Robert Brown e compreende 88 gêneros. aqui presente pela sua importância na região da Mata Atlântica. nos quais se distribuem aproximadamente 1. N. com atividade antifertilidade masculina. Di Stasi L. Salada e Cassine são também muito usadas e estudadas. e Maytenus.300 espécies vegetais tropicais e raramente de climas temperados (Mabberley.G. com inúmeras atividades farmacológicas já descritas. e apenas uma delas. que possuem espécies medicinais. Os principais gêneros dessa família. ambos contendo espécies amplamente estudadas. 1997). Gonzalez Introdução A ordem Celastrales inclui oito famílias botânicas. C. a família Celastraceae.

Nomes populares A espécie é chamada. Corrêa (1926) refere o emprego da planta contra câncer do estômago e Graham (2000) cita o uso de diversas espécies para câncer. fruto do tipo cápsula ovóide. Erva. de Espinheira-santa. a infusão das folhas é usada contra dores de barriga. de onde partem folhas elípticas. dores nas costas e úlceras do estômago. Também é conhecida como Sombra-de-touro. bastante coriáceas. Em outras regiões é chamada de Cambotá bravo e Pau-mamão. Espinheira-divina. dor do "ciático". arbusto menor (de 1 a 3 m). copa globosa e ramos glabros. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. denteadas.Espécies medicinais Maytenus ilicifolia Mart. gastrite e ulcera péptica. Cancerosa.cancerosa. na região da Mata Atlântica. com acúleos. flores numerosas. Salva-vidas. Maytenus aquifolium M. glabras. agrupadas em pequenas inflorescências fasciculares de cor amarelo-esverdeada. ápice agudo. Espinho-de-Deus. . axilares. atingindo até 9 cm de comprimento. ex Reiss. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 10 m de altura (no interior da Mata Atlântica). amarelo-avermelhado. Erva-santa e Congorça. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil e é chamada na região da Mata Atlântica de Espinheira-santa. Costa (1984) prescreve o uso da infusão de suas folhas contra dispepsia.

De M. bem como os triterpenos fenólicos blefarodol e 7 alfa-hidroxi-canarol (Gonzalez et al. blepharodes foram isolados o triterpenóide xuxuarina E alfa (dímero baseado em duas unidades de pristimerinas) e dois sesquiterpenóides com esqueleto dihidro-beta-agarofurano (Gonzalez et al. alcalóides e triterpenos foram obtidos de M. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 1998a e 1998b os terpenóides friedelina e quinona metídeo (Corsino et al. 1995a)... 1995. Da infusão das folhas de M. aquifolium os alcalóides aquifoliunina E-III e aquifoliunina E-IV e os alcalóides siringaresinol e 4'-0-metil-(-)epigalocatequina (Corsino et al. Das sementes de M. arbitifolia (Orabi et al.. 2000). podendo chegar a até 4 m de altura. Dados químicos De M. flores pequenas e axilares. 1999)..Dados botânicos A planta é uma árvore ou um grande arbusto. 1998) e glucosídeos (Zhu et al. com ramos finos. 1998). para comercialização como adulterante da Espinheira-santa Maytenus ilicifolia.. 2000). fruto do tipo capsular. aquifolium foram isolados quercetina e kaempferol (Sannomiya et al... krukovii (Honda et al. vermelho. Foram isolados das cascas de raízes de M. 1995). . serradas e com acúleos nas margens e pequenas estípulas caducas.. 1997).. Não foram encontradas outras referências de uso popular desta espécie. oblongas. cuja aglicona é estruturalmente relacionada com os típicos sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos de várias Celastraceae (Munoz et al.. 2001) e triterpenos cetônicos de M. A espécie tem sido amplamente usada e coletada na Mata Atlântica do Estado de São Paulo. podendo chegar a até 15 cm de comprimento. heterophylla e M.. boaria foram isolados quatro poliésteres betaagarofurânicos (Alarcon et al. contendo folhas alternas.. Foram também isolados um glicosídeo. a infusão das folhas é usada contra dores de barriga e úlceras do estômago. amazonica foram isolados nor-triterpeno e triterpenos nor-fenólicos (Chavez et al.

além de epicatecol. De M. 1994b). triterpenos com esqueleto friedo-oleanano (Gonzalez et al. xuxuarinas F beta. cangoronina e ilicifolina. W-I e 4deoxieuonimina (Shirota et al.. triterpenos do tipo friedelana.21-trione (Nozaki et al. emarginata foram isolados os alcalóides emarginatina-C. canariensis foram isolados nor-triterpenos (Gonzalez et al. lupeol.. 1998). foram isolados das folhas de M. alcalóides piridínicos com centro dihidroagarofurânico foram isolados das cascas de raízes de M. ilicifolia (Itokawa et al.. iliocifolia (Shirota et al. macrocarpa (Chavez et al.. De M.. os triterpenos fenólicos canarol. canaradial.. 1999). bem como oito triterpenos dammarano (Chavez et al. E-V. chuchuhuasca apresentam diferentes alcalóides. 1994).Gonzalez et al. além de pristimerina. E-II..30-dihidroxi-lup-20(29)-en-3-one (Gonzalez et al... 1998). ilicifolia foram isolados glicosídeos como os ilicifolinosídeos A-C (Zhu et al. 1996b). sendo a estrutura determinada como 6-beta-hidroxifriedelan3. 1992).. ebenifolia foram isolados os alcalóides ebenifolinas WI. emarginatina-D. Sesquiterpenos foram isolados de M. os triterpenóides beta-amirina. 1997). 7.8dihidroisoxuxuarina E alfa. ácido oleanólico e ácido betulônico. . G alfa e G beta. As cascas das raízes de M. 15 alfa-hidroxi-21-ceto-pristimerina. E-I e E-II (Itokawa et al. 7-hidroxi-6-oxoiguesterol. tendo sido isolados os alcalóides chuchuhuaninas E-I. tingenona e 20 alfa-hidroxi-tingenona (Alvarenga et al.28.30-lup-20(29) ene-triol e 28. Além disso. E-III. Dos ramos de M. 1995b) e sesquiterpenos com esqueleto dihidro-beta-agarofurânico (Gonzalez et al.16. e outros triterpenos (Gonzalez et al. 1993a e 1993b).. 7 alfa-hidroxicanarol. sendo que o último apresenta atividade citotóxica contra células KB humanas (Kuo et al. E-IV. e escutidina alfa A foram isolados de M.30-diol (20). Das folhas de M. 1995a). betulina. 1991). chuchuhuasca (Shirota et al. diversifolia foi isolado um triterpeno friedelano (maytensifolina-C). os triterpenos 3-beta. 1993).... lup-20(29)-ene-3beta. 1994). Dímeros geométricos e estereoisoméricos de triterpenos. 1999a e 2000).... Dos ramos de M.. emarginatina-E e emarginatinina. 5'-0-metilgallocatecol e 4-hidroxibenzaldeído (Munoz et al. 1991b). 1994). 1992b).

1996b). Wang et al. macrocarpa (Chavez et al. scutioides apresenta atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e modesta atividade citotóxica contra as linhagens de células HeLa. Alcalóides foram isolados de M. Nor-triterpenos e triterpenos nor-fenólicos isolados de M.. maytansina e maytanprina com atividade antitumoral (Wang et al. Hep-2 e Vero (Gonzalez et al. Do extrato metanólico de cascas dos ramos de M. 1996). buchananii apresenta atividade mitogênica em linfócitos isolados de camundongos atímicos (Tachibana et al... O composto escutiona isolado de M. M. 1984). 1996a). scutioides (Gonzalez et al.. senegalensis também foi isolado o triterpeno ácido maytenônico (Abraham et al. catingarum (Alvarenga et al. magellanica apresenta sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos (Gonzalez et al.. 6 beta. 1996b). 1981). assim como outro nor-triterpeno isolado de M.. assim como os compostos 6 beta. -15-triacetoxi-l alfa.. 1993c) e triterpenos dímericos (Gonzalez... tendo o extrato hidrometanólico apresentado moderada atividade inibidora contra protease de HIV (Hussein et al. 1971. confertiflora apresentaram atividade antitumoral (Tinwa et al. 1999). tendo sido também isolados dímeros triterpenos na espécie (Gonzalez et al. senegalensis e M. . 1999).. 1981) e antimolarial ( El Taher et al. et al. G.. 9 alfa-dibenzoiloxi-4 beta-hidroxi-betadihidroagarofurano e 1 alfa.. Um triterpeno denominado escutiona foi isolado das cascas de raízes de M.. De M. Dados farmacológicos M. Gonzalez et al. 2000.. 1971). senegalensis foram isolados glicosídeos flavan-3-ol metilados e uma protoantocianidina metilada ((-)-epicatequina. 8 beta. 2001). isolados de M.. 1999a). 1999b). myrsinoides (Baudouin et al...M. 1996c). canariensis apresentaram atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas (Gonzalez et al. 1999). A. amazonica apresentam uma baixa atividade antitumoral contra linhagens de células tumorais (Chavez et al. Nor-triterpenos isolados de M.. 15-tetraacetoxi9-alfa-benzoiloxi4 beta-hidroxi-beta-dihidroagarofurano. 8 beta.

Oliveira et al. Queiroz et al..O extrato diclorometânico de M. F. As folhas e caules de M. 2002). Extratos de Maytenus ilicifolia e M. 2000). 1991. aquifolium possuem várias atividades farmacológicas... 2001). 2001. senegalensis apresentou importante atividade antiplasmódica contra linhagens de Plasmodium falciparum sensíveis e resistentes à cloroquina.. ilicifolia não foram efetivos como antifúngicos (Portillo et al.. Gonzalez. . 1998a) porém reduziu a taxa de implantações dos embriões em ratas grávidas (Montanari & Bevilacqua. et al. G. especialmente contra úlceras (Souza-Formigoni et al... 1999). ilicifolia não interfere na espermatogênese (Montanari et al. Dados recentes indicam que o extrato etanólico das folhas de M. Estudos fitoquímicos preliminares detectaram a presença de terpenóides e traços de compostos fenólicos nesse extrato (El Tahir et al. 1991.

Vochysiaceae e Krameriaceae. ocorrem 32 gêneros. No Brasil são encontradas espécies das famílias Malpiguiaceae. com aproximadamente trezentas espécies. Byrsonima. A família Malpiguiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange aproximadamente 67 gêneros. contendo cerca de 1. arbustos e lianas (Mabberley. . podem ser citadas as dos gêneros Banisteriopsis. Di Stasi Introdução A ordem Polygalales inclui sete famílias botânicas. 1978). usada na produção da Ayahuasca. além das duas referidas a seguir. como espécies medicinais da família Malpiguiaceae. Os principais gêneros dessa família são Banisteriopsis. 1997). corantes e de medicamentos. Malpiguia e Stygmaphyllon. ambas com várias espécies medicinais. especialmente a famosa Banisteriopsis caapi. especialmente árvores.100 espécies tropicais. das quais se destacam as Malpiguiaceae e Polygalaceae. e outras espécies dos gêneros Byrsonima e Calphimia. Da família Vochysiaceae destacam-se os gêneros Vochysia e Qualea. Trigoniaceae. C. bebida alucinógena. com importantes espécies fontes de madeiras. Polygalaceae.21 Polygalales medicinais L. No Brasil. distribuídas em todo o território nacional (Barrozo. Algumas plantas dos gêneros Polygala e Securidaca são espécies medicinais da família Polygalaceae.

arredondadas. bastante pubescente. Outra espécie na região amazônica é coletada com o mesmo nome e mesma utilização medicinal. nas raízes formam-se grandes tubérculos. sendo comumente coletadas como da mesma espécie. . glabas na face superior e sedosas na face inferior. no entanto foi identificada como Stigmaphyllon strigosum (Poepp. O nome do gênero Stigmaphyllon. Observação Não foram encontrados dados químicos e farmacológicos sobre essas duas espécies. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada internamente contra febre. descrito por Antoine Laurent de Jussieu. grande e robusta. dor de estômago e gripes. Gordura-de-porco ou Cajuçara. possui inflorescências dispostas em racemos axilares.) Juss. contra icterícia.Espécies medicinais Stigmaphyllon fulgen Juss. Dados botânicos A espécie é uma planta trepadeira. Nomes populares Ambas são denominadas na região amazônica Tapiquira. externamente. e. formando panículas com flores amarelas e frutos do tipo sâmara. de folhas cordiformes.) Juss. significa "estigmas foliáceos". e Stigmaphyllon strigosum (Poepp.

Essa ordem.22 Sapindales medicinais C. A. Sapindaceae. Ailanthus. inúmeras espécies medicinais. Quassia. Cupania e Serjania. a ocorrência na região amazônica de espécies medicinais das famílias Anacardiaceae. Meliaceae. além das espécies aqui citadas. amplamente usadas e estudadas como fontes de várias substâncias com atividades antimalárica e amebicida. essas espécies serão descritas a seguir. destacando-se as famílias Burseraceae. Simaroubaceae. C. algumas com grande ocorrência no Brasil e na região amazônica. Na família Sapindaceae destacam-se os gêneros Paullinia. Possuem também significativos efeitos farmacológicos. Simarubaceae e a outra família. Oxalidaceae e Balsaminaceae. Das demais famílias dessa ordem. muitas das quais usadas para a pesca por serem consideradas narcóticas para os peixes. reúne inúmeras plantas de grande valor medicinal e econômico. que contém. Souza-Brito L. R. especialmente dos gêneros Simarouba. o Guaraná. Anacardiaceae. todos com importantes espécies conhecidas popularmente como Timbó. . Oxalidadaceae e Rutaceae foi relevante. É ainda nessa família que se encontra um dos produtos mais importantes do Brasil. Rutaceae. Picrasma e Brucea. Di Stasi A ordem Sapindales possui vinte diferentes famílias botânicas. especialmente no Sistema Nervoso Central. M. Hiruma-Lima A.

muitas espécies estão espalhadas por todo o território. Na região amazônica registrou-se amplo uso das espécies Anacardium occidentale (Caju). tais como Caju.Espécies medicinais da família Anacardiaceae Introdução A família Anacardiaceae (Dicotyledonae). Semecarpus (Semecarpeae). especialmente como fonte de frutas amplamente consumidas e comercializadas. que inclui espécies conhecidas popularmente como Cajazeiro e Umbuzeiro. subclasse Rosidae. o segundo gênero mais importante no Brasil é o Spondias. relatados a seguir. Spondias e Schinus. Pistacia terebinthus e Rhus coriaria. Mangifera. Muitas espécies dessa família são produtoras de frutos bem apreciados em todo o mundo. arbustos. As espécies estão prioritariamente distribuídas nos trópicos. pertence à ordem Sapindales. Do mesmo gênero. algumas com ampla ocorrência na Região Nordeste. reúne setenta gêneros. sendo pouco referida e usada em populações urbanas. Schinus. Essa família botânica inclui árvores. Anacardium giganteum é uma espécie muito utilizada pelos índios do Brasil. Spondias. subtropicais e poucas em regiões de clima temperado (Mabberley. No Brasil. Além dos usos medicinais. descrita por John Lindley. com aproximadamente 875 espécies. Muitas dessas espécies são usadas como medicinais em diversas regiões do país. Rhus e Ozoroa (Rhoeae) e Dobinea (Dobineae). enquanto no Brasil os gêneros principais são Anacardium. nos países de clima temperado. além de inúmeros usos na indústria de plásticos e de resinas. A espécie Mangifera indica. Das variadas espécies dessa família deve-se destacar o Cajueiro. lianas e raramente ervas pereniais. enquanto outras representam importantes fontes de madeiras. Desses gêneros destacam-se. Anacardium giganteum (Moranha) e Spondias purpurea (Serigüela). Os principais gêneros dessa família botânica são Anacardium e Mangifera (Anacardiae). 1997). Nessa família. Lanneae e Tapiríra (Spondiadeae). distribuídas em regiões tropicais. as espécies Pistacia lentiscus. o Cajueiro fornece uma fruta de grande valor na produção de sucos. Manga e Pistache. amplamente consumida . cuja castanha possui grande valor no mercado internacional como alimento.

Não foram encontradas outras referências de usos desta espécie na medicina popular. carnoso e raras vezes doce (Figura 22. . Pará e Mato Grosso. as folhas simples e alternas são glabras na face superior e pubescentes na face inferior. Cajuí. Dados botânicos Anacardium giganteum é uma árvore alta. Possui ocorrência na Região Norte do Brasil. Esses índios se utilizam do suco das folhas como antitérmico e para o alívio de dores de cabeça. de 25 a 30 m de altura. o fruto em forma de drupa é peduncular. Dados da medicina tradicional O uso dessa espécie é restrito aos índios tenharins. Cajueiro-da-mata (Mato Grosso). Espécies medicinais Anacardium giganteum Hancock ex. Caju-assu. ovário súpero com um só óvulo. com tronco de casca lisa. especialmente no Amazonas. Nomes populares Essa espécie é conhecida pelos índios tenharins como Moranha.1). dispostas em panículas. possuem sépalas e pétalas pentâmeras. O suco é preparado por maceração em água fria e então aplicado topicamente sobre a testa e a nuca. apesar de possuir inúmeras virtudes medicinais registradas em outros levantamentos etnofarmacológicos. entre outras tribos indígenas. Caju-da-mata (Amazonas). em outras regiões do Brasil e Cajuy e Mairu. as flores. Engl. perfumadas. sendo também denominada Cajuaçu. não foi referida na região de estudo como medicinal. não sendo referida em outra comunidade da região amazônica.como alimento e cultivada em todo o território brasileiro.

plástico e resinas. o óleo da castanha. no entanto. Nomes populares Essa espécie é amplamente conhecida como Cajueiro. Anacardium. tais como Acajaíba. sendo seu centro de ocorrência o Brasil. Dados da medicina tradicional Na região de estudo foi relatado que a casca é usada no tratamento de hemorróidas e diarréias graves. utiliza-se um macerado coado da casca em água fria. Além dos usos medicinais descritos a seguir. O . que alcança até 15 m de altura e tem um tronco grosso e tortuoso de 25 a 40 cm de diâmetro. com um só estame fértil. e as castanhas secas e torradas são muito apreciadas no mundo inteiro. pecioladas. ou simplesmente Caju. o chá deve ser aplicado na forma de banho de assento. O nome do gênero. várias outras denominações são usadas para a espécie. Caju-da-praia. O óleo é usado na produção de borracha. Caju-manteiga. pendente de um receptáculo carnoso e aromático que é confundido com fruto (Figura 22. as flores. Caju-de-casa. possui importante mercado nacional e internacional. heliófita e que cresce bem em solos secos. ovadas. significa "semelhante ao coração". Acajuíba. onduladas. reticuladas e nervadas em ambas as faces. assim como a própria castanha. Dados botânicos Anacardium occidentale é uma árvore nativa do Nordeste do Brasil. em referência ao nome de seu fruto. são pediceladas e dispostas em panículas terminais ramificadas. Contra diarréia. É uma planta decídua. tomando-se um copo por dia. Economicamente. o fruto é do tipo aquênio reniforme. ovário unilocular. o suco das frutas é usado como bebida refrigerante. raspa de amor-crescido e cajá. Para hemorróidas. utiliza-se o chá da casca adicionando-se broto de goiaba.2). as folhas são alternas. glabras. entre outras. O gênero Anacardium descrito por Carl Linnaeus inclui quinze espécies tropicais na América do Sul. pequenas e de coloração pálida.Anacardium occidentale L. Cajumanso.

. utiliza-se ainda a infusão da casca como purgativo (Emperaire. Outros usos catalogados no Brasil referem à utilização da casca como tônico e estimulante medular.. 1993). Os índios ticuna da Amazônia usam o suco de fruta como preventivo contra gripes e o chá das folhas contra diarréia. estimulante e afrodisíaco. 1982). 1995). contra úlceras. 1990. a casca é utilizada como adstringente. purgativa. tônico. Grenand et al. O uso dessa espécie no combate à diarréia é comum em inúmeros países da América do Sul (Mejia & Reng.. debilidade muscular. assim como um potente adstringente. como um diurético. 1993. depurativo e anti-sifilítico. Inúmeros outros usos foram descritos para essa espécie. problemas respiratórios e do estômago (Smith et al. contra glicosúria e poliúria na forma de banho. 1994). E comum no Brasil o uso na forma de banho de assento. O pericarpo tem utilização como anti-séptico. 1992). 1984). Reporta-se ainda que as frutas verdes são usadas para tratar hemoptise. O pedúnculo dos frutos é reputado diurético. para controle das secreções vaginais. No Piauí. O suco das folhas serve como antiescorbútico.broto do caju é utilizado contra dores de estômago e problemas digestivos e deve ser fervido com broto de goiaba. enquanto os índios wayãpi da Guiana indicam o chá contra cólicas de crianças (Schultes & Raffauf.. antidiabético e antihemorrágico (Verardo. historicamente há relatos do consumo do suco de caju para o tratamento de febre. desordens urinádas e asma (Lima. No Brasil ocorre ainda o uso da fruta contra sífilis. As flores são afrodisíacas. Cruz. 1982). é eficiente contra aftas e cólicas intestinais. 1995). e a raiz. astenia. Em Juiz de Fora (MG). calos e verrugas. anti-helmíntico. e ainda como expectorante e contra a icterícia (Corrêa. uma infusão de folha é usada contra diarréia.. brotos servem como expectorantes e o vinho obtido da fruta é indicado como um antidisentérico (Duke et al. 1994. Matos. A resina é usada como depurativo e expectorante. contra aftas e inflamação da garganta na forma de gargarejo. além de o chá de folhas ser usado como líquido para limpeza bucal e gargarejo em úlceras de boca. o óleo de semente com suco de fruta é usado contra verrugas. tonsilite e problemas de garganta. e a maceração de folhas para tratar diabete. P.

Dados botânicos A planta é uma árvore com até 12 m de altura. Coração-de-bugre. referindo-se às frestas da casca do fruto. caule tortuoso. o macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante. O gênero Schinus foi descrito por Carl Linnaeus e compreende 27 espécies tropicais americanas. com casca grossa. Aroeira-do-campo.3). A planta é de ocorrência em todo o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Corrêa (1984) refere que a casca é depurativa. A infusão das folhas é usada internamente contra reumatismo e a mastigação das folhas frescas. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Aroeira-da-praia. sendo comum encontrá-la no interior da Mata Atlântica. lenha e carvão. Fruto-de-raposa. tônico. sugere-se o uso com moderação. Bálsamo. imparipinadas e de folíolos glabros (Figura 22. as folhas são anti-reumáticas e consideradas excelentes para tratar úlceras e feridas. Fruto-de-sabi. Aroeira-branca. . Outros nomes comuns são Aroeira-mansa. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. como cicatrizante e contra gengivites. analgésico e contra coceiras. com copa bonita e arredondada. mas é muito usada como ornamental. adstringente. Aroeira-vermelha. por tratar-se de espécie com vários efeitos tóxicos. Fornece uma madeira de valor para a produção de mourões.Schinus terebenthifolius Raddi. o de onde saem ramos principais repletos de ramos secundários com folhas compostas. estimulante e analgésico. O nome do gênero significa "cortar". febrífuga e usada contra afecções uterinas. a planta é amplamente conhecida como Arueira ou Aroeira. Aroeira-do-brejo. Cambuí. Aroeira-do-sertão. Apesar de diversas outras indicações medicinais como diurético.

sendo um composto característico das espécies deste gênero. Outras denominações comuns são Acajá. como antidiarréico. O nome Spondias significa "ameixa". Nomes populares As espécie é conhecida na região amazônica como Umbu ou Serigüela.O3). Dados químicos dos gênero A família Anacardiaceae é bem conhecida pela presença de fenóis e ácidos fenólicos. Acaju. imparipinadas. o fruto da espécie é empregado contra dores renais. do tipo drupa. O ácido anacárdico (C22H32. referindo-se apenas à fruta da espécie. inclui espécies tropicais. Dados botânicos Spondias purpurea é uma árvore alta. as folhas pecioladas e alternas são ovadolanceoladas. foi isolado da fruta e especialmente do óleo da castanha por Stadler (1887). além de comestíveis. com 5 a 7 m de altura. Em outros países da América do Sul. enquanto as folhas são consideradas antianêmicas (Guerrero. Cirouela. Siriuela. O gênero Spondias. Dados da medicina tradicional Na região amazônica os frutos. as flores são pequenas. descrito também por Carl Linnaeus. o fruto. reunidas em racemos.4). ou mesmo Caju. referindo-se à semelhança com o fruto. com folíolos oblongo-elípticos e acuminados.Spondias purpurea L. esverdeado e doce (Figura 22. ilustrado a seguir. Das folhas de Anacardium occidentale foram isolados ácidos fenólicos como gálico. p-hidroxi- . antiespasmódico. Acaiou. é ovóide. especialmente árvores com resinas. 1994). são usados na forma de suco para o alívio de febre e dores. ou Cajá e Umbu. diurético e analgésico. Inúmeras espécies desse gênero são historicamente conhecidas como Cajazeiro e Umbuzeiro.

1985). Compostos derivados do ácido anacárdico. esteróis. sódio e açúcar. kaempferol. 1989).benzóico e cinâmico (Koegel & Zech. ácido gentísico. 1997c).. amentoflavona. Das cascas de seu tronco foram isolados b-sitosterol. anacardol. anacardeína (Sathe et al. Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Anacardium occidentale indicam a presença de glicosídeos cardiotônicos.. leucocianidina. aminoácidos. 1986). a-amirina. K e Ca (Thomas & Dave. os seguintes compostos: acetofenona. a-selineno e vitamina C (Gupta. (-)-epiafzelequina. A castanha possui também cardol e ácido anacárdico (Hegnauer. (-)epicatequina. robustaflavona. No fruto foram detectadas as presenças de ácido ascórbico. álcool araquidílico. glicosídeos de quercetina. limoneno. além de Na. agathisflavona. Mg. triterpenos e sesquiterpetenolactonas . também foram isolados (Costa. taninos e açúcar (Nagaraja et al. quercetina 3-O-ramnosídeo e quercetina 3-O-glucosídeo (Arya et al. derivado de resorcinol. ácido procatéquico. S. 1995). aminoácidos. quercetina. fenol. Al. 1986). narigenina. 1973). de diferentes partes da planta. De Anacardium occidentale foram feitas caracterizações químicas e obtidas a partir das castanhas inúmeras proteínas.. antocianinas. cicloartenol. 1987). 1997). estigmasterol. além de flavonóides voláteis (Pino. cardanol. flavonóides. 1987). amido. P. Foram também caracterizados. apigenina. taninos. anacardol e cardol. As castanhas possuem 96% de lipídios neutros e 4% de glicolipídios e fosfolipídios (Nagaraja. 1990). C1. ácido-p-hidroxibenzóico. n-eicosano. campesterol e colesterol (Dinda et al. e de suas folhas foram isolados miricetina.

denominados geraniina e galoilgeraniina. mombin foi isolada uma série de ácidos 6-alkenilsalicílicos (Corthout et al. onde se observou que o ácido anacárdico foi o que apresentou a atividade mais fraca (Himejima & Kubo. O composto 2-hexenal isolado dessa espécie mostrou importante ação bactericida contra bactérias gram-positivas. gram-negativas e outros microorganismos (Muroi et al. 1993. -linolênico. Escherichia coli. e raízes (Guerrero.(Guerrero. 1992). 2000). 1994) e 15-lipoxigenase (Shobha et al. láurico. tais como -catequina.. Muroi & . aminoácidos variados. Dezesseis compostos fenólicos isolados do óleo da castanha do caju foram testados quanto às suas propriedades antimicrobianas em quatro microorganismos típicos . 1991. Himegima & Kubo. 1994) e frutos (Augusto et al. um derivado do ácido anacárdico (Onwuka. tocoferol. ácidos esteárico. -caroteno. 1999). -sitosterol. 1994). flavonóides e triterpenos em suas folhas. De Spondias citherea foram isolados compostos terpênicos voláteis (Franco & Shibamoto. que apresentou uma pronunciada atividade antifilária.. Vários derivados do ácido anacárdico. 1994). Porém diante do Helicobacter pylori o ácido anacárdico foi o mais efetivo antibacteriano ( Kubo et al. 1991). quercetina. 2000). 1994).. tocoferol e outros.... O grupo hidroxil e a cadeia lateral alquil são imprescindíveis para a manutenção da atividade. Dados farmacológicos dos Gêneros Das cascas da castanha de Anacadium occidentale foi isolado um composto fenólico denominado cardol. palmitoléico. ácido salicílico.. cardol e metilcardol obtidos dessa espécie apresentaram potente ação inibidora das enzimas tirosinahidroxilase (Kubo et al. Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742. Dados descritos em inúmeras publicações confirmam a presença de inúmeros constituintes químicos. Das folhas e caule dessa espécie também foram isolados dois taninos (Corthout et al. Saccharomyces cerevisiae e Penicillium chrysogenum -. 1991). palmítico.Bacillus subtilis. Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Spondias purpurea indicam a presença marcante de taninos. Do extrato etanólico de folhas e caule de S. oléico.

1995). 1993). enquanto o cardol.. 1974. meticardol e outros ácidos dessa espécie apresentaram efeitos citotóxicos moderados (Kubo et al. 1994). occidentale foram avaliados perante a B. que apresentou atividade depressora central (Garg & Kasera. 1984b) e antibacteriana (Garg & Kasera. O extrato hexânico das cascas de A.. occidentale administrado em dose única em ratos normoglicêmicos e hiperglicêmicos (Vargas. glabrata. Estudos com os componentes do ácido anacárdico extraído de A. occidentale permitiram verificar que tanto o grupo carboxila como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida (Sullivan et al. 1984a). Não foi constatada a atividade hipoglicemiante de A. 1993). . e observou-se que tanto o grupo carboxil como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida. Souza et al. Craveiro et al. Três ácidos anacárdicos isolados recentemente possuem ação citotóxica contra células de carcinoma de mama. mas se mostraram importantes como agentes antitumorais. occidentale apresentou atividade moluscicida (Pereira & Pereira. (1981) identificaram a-pineno no óleo essencial. 1991). Atividades moluscicida e hipoglicemiante foram determinadas também por Pereira & Souza (1974). Extratos aquosos de folhas dessa espécie possuem importante ação antifúngica (Ganesan. 1992. Jurberg et al.. Os componentes do ácido anacárdico extraído de A.. 1982).epicatequina Kubo.

. 1999) e antibacteriano contra Bacillus cereus.. isolada de A. pela presença do cardol (Hoehne. mombin.. O extrato aquoso das cascas do caule apresentou atividade hipoglicemiante (Vetral et al. Dos extratos hidroalcoólico. França et al. o extrato etanólico e metanólico apresentaram atividades antimicrobiana e antifúngica (Moura et al.. foi estudada farmacologicamente e observou-se sua propriedade antiedematogênica e antiinflamatória em ratos (Swarnalakshmi et al. 1994). 1992).. occidentale. Mota et al. Kudi et al. As catequinas isoladas a partir do extrato clorofórmico apresentaram atividade depressora do SNC (Fonteles et al.... além de uma atividade moluscicida contra o caramujo Biomphalaria glabrata. um derivado do ácido anacárdico que possui atividade inibitória sobre a beta-lactamase (Coates et al.. possuem pronunciada atividade antiviral contra Coxsackie e Herpes simplex viruse (Corthout et al.. 1982. 1981). Akinpelu. o que pode ser considerado um fator limitante à alimentação bovina (Onwuka. 2001. 1993). 1992). Barbosa Filho et al. 1980) enquanto. occidentale.. 2000. responsáveis por irritação da pele. analgésica e tóxica (Rocha Mota et al. as folhas possuem altas concentrações de taninos e saponinas. Além disso. um intermediário do ciclo de vida do Schistosoma mansoni (Corthout et al. Geraniina e galoilgeraniina.. Dados toxicológicos da família Anacardiaceae e observações de uso Foram relatados efeitos tóxicos com a utilização das sementes cruas do caju. Salmonella enteritidis e Shigella flexneri (Cáceres et al. Ácidos alcenisalicílicos isolados de Spondias mombin apresentaram pronunciado efeito antifúngico (Rodrigues et al. Abo et al. Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742 (1). 1991). etanólico e aquoso das cascas e do caule de A. 1983). antiartrítica. 1990. Estudos in vitro realizados com extratos etanólico de Spondias purpurea apresentaram atividade contra algumas enterobactérias: Escherichia coli. . Streptococcus pyogenes e Mycobacterium fortuitum.. 1982 e 1985.. foram isolados taninos que produziram atividade antiinflamatória.A epicatequina. 1994). 1999. taninos isolados de S.. 1990).

1939). Nesse sentido, estudos mais recentes demonstram que o cardol e o ácido anacárdico são os compostos responsáveis pela promoção de dermatites de contato (Hegnauer, 1973). Em razão da presença de fenóis, o caju induz a processos alérgicos, e a ingestão da semente crua determina problemas digestivos com dores e queimação na boca, edema de lábios, língua e gengivas, sialorréia intensa, disfagia e vômitos (Schvartsman, 1979). A semente assada é inócua. Recentes estudos confirmam casos de dermatite de contato pela castanha-de-caju (Rosen & Fordice, 1994; Diogenes et al, 1996), enquanto outros demonstram o desenvolvimento de processos alérgicos por causa do pólen da espécie (Fernandes & Mesquita, 1995). Sérios problemas de irritação da pele são causados pelos compostos fenólicos, ácido anacárdico e compostos derivados, enquanto os casos mais sérios de irritação e alergia ocorrem nos trabalhadores que coletam ou manipulam produtos da espécie Anacardium occidentale. A espécie Schinus terebenthifolius possui vários efeitos tóxicos, especialmente sob uso prolongado, o qual deve ser evitado.

Espécies medicinais da família Oxalidaceae

Introdução
A família Oxalidaceae descrita por Robert Brown compreende seis gêneros e aproximadamente 775 espécies distribuídas no Hemisfério Sul, especialmente nas zonas tropicais e subtropicais (Mabberley, 1997). Essa família apresenta em geral plantas herbáceas, ervas ou raramente arbóreas pequenas (Averrhoa), de folhas compostas, trifolioladas (Oxalis) ou com maior número de folíolos (Averrhoa), alternas com ou sem estipulas (Joly, 1998). Essa família inclui várias espécies de Trevo ou Azedinha de uso medicinal (Oxalis) e comestíveis (Averrhoa).

Espécies medicinais Averrhoa bilimbi L. e Averrhoa carambola L.
Nomes populares

Esta planta é conhecida na região amazônica como Limão de cayanna; no entanto, existem registros para a espécie como Bilimbi, Bílimbino e Caramboleira-amarela.
Dados botânicos

Árvore de até 13 metros de altura, com casca lisa e escura; folhas inteiras, com disposição alterna, imparipinadas, compostas de numerosos folíolos opostos; flores vermelhas e aromáticas, com cálice pubescente, reunidas em panículas terminais; fruto do tipo baga, oblongo, anguloso, verde-amarelado, comestível e semelhante ao de Averrhoa carambola (Carambola); duas sementes elípticas (Figura 22.5). O nome do gênero Averrhoa foi dado em homenagem a Averróis, médico árabe. O gênero Averrhoa foi descrito por Carl Linnaeus e inclui apenas as duas espécies aqui referidas; a espécie A. carambola tem origem na Malásia e é amplamente cultivada no Brasil; diferencia-se da outra porque os estames férteis são alternados com estaminódios, enquanto na espécie A. bilimbi os estames férteis possuem filetes mais curtos, alternados com filetes mais longos.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá do fruto é utilizado na cura de resfríados; o fruto misturado com goma de mandioca, água e açúcar é indicado contra dores de estômago; o fruto macerado com folhas de mocura-caá, alfavacão, peão-branco ou roxo e água é considerado excelente para dores de cabeça. Na região da Mata Atlântica, os frutos, além de comestíveis, são usados na forma de suco contra febres e disenterias. A infusão das folhas é considerado útil em diabetes "leves", como diurético e para reduzir o colesterol. Os outros usos catalogados no Brasil referem a utilização do suco do fruto como antiescorbútico e contra doenças cutâneas (Corrêa, 1984).

Dados químicos do gênero
Das folhas de A. carambola foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio. Os saponosídeos totais e flavonóides totais apresentaram atividade antibacteriana sobre cinco tipos de bactérias gram-positivas, porém não foram efetivas contra outros cinco tipos de bactérias gram-negativas e Candida albicans (Long et al., 1996). Dos frutos da A. carambola foram isolados carotenóides (Gross et al., 1983), polifenoloxidase (Adnan et al., 1986), ácido málico, ácido cítrico, fructose e glucose, aminoácidos (Yang et al., 1995), ácido ascórbico (Biswas & Mannan, 1996) pectinesterase (Horng et al., 1996), ácido oxálico (Wei & Wu, 1997). Constituintes voláteis do fruto fresco de A. carambola foram determinados, nos quais foi detectada a presença de um total de 126 compostos voláteis, predominantemente ésteres e compostos carbonil. Dos constituintes majoritários detectou-se a presença de (E)-hex-2-enal (2,4 mg/ kg) e benzoato de metila (1,9 mg/kg) (Froehlich & Schreier, 1989). Das folhas foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio (Long et al., 1996). Constituintes voláteis dos frutos dessa espécie foram isolados, obtendo-se 53 componentes, dos quais 47,8% são ácidos alifáticos, além de ácido hexadecanóico (20,4%) e ácido (Z)-9-octadecenóico. Dentre os doze ésteres, foram isolados butil-nicotinato (1,6%) e hexil nicotinato (1,7%) (Wong & Wong, 1995), além de 3-O-cianidina também isolado de A. bilimbi (Gunasegaran, 1992). Já a espécie A. carambola possui diversos carotenóides (Gross et al., 1983) e sementes ricas em óleo (Berry, 1978).

Dados farmacológicos do gênero
O extrato aquoso de A. carambola apresentou atividade hipoglicemiante (Dalla Martha et al., 1997). Além disso, constatou-se atividade depressora central (Muir & Lam, 1980) e houve relatos de intoxicação pela ingestão de neurotoxinas do fruto em pacientes com insuficiência renal (Neto et al., 1998).

Os saponosídeos totais e flavonóides totais isolados de A carambola apresentaram atividade antibacteriana (Long et al., 1996). O efeito hipoglicemiante foi observado também para a espécie Averrhoa bilimbi sendo a função aquosa detentora de melhor atividade (Pushparaj et al., 2000 e 2001).

Espécies medicinais da família Rutaceae

Introdução
A família Rutaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 156 gêneros, nos quais estão distribuídas 1.800 espécies cosmopolitas, especialmente em regiões tropicais, incluindo arbóreas, arbustos e ervas aromáticas contendo compostos terpenóides característicos da família (Mabberley, 1997). No Brasil, a família está representada por 28 gêneros e aproximadamente 182 espécies (Barrozo, 1978). No sistema de Engler, as Rutaceae fazem parte da ordem Rutales e incluem sete subfamílias, enquanto no rearranjo aqui utilizado e proposto por Kubistzki, os gêneros dessa família se distribuem em cinco subfamílias distintas, das quais a mais importante é a Rutoideae, onde se encontram os gêneros Ruta, da famosa Arruda aqui descrita, e os gêneros Esenbeckia e Cusparia, que incluem espécies medicinais. Na subfamília Aurantioideae encontram-se os gêneros Aegle e Citrus, este segundo de imenso valor econômico e medicinal, dadas as famosas Laranjeiras e os variados Limoeiros, grupos de espécies cítricas amplamente cultivadas e comercializadas no Brasil, num importante setor da economia. Desse gênero, inúmeras espécies foram referidas como medicinais; no entanto, pelo amplo conhecimento delas e grande número de trabalhos envolvendo-as, optamos por não incluí-las no presente estudo.

Espécies medicinais Ruta graveolens L
Nomes populares

Essa espécie é chamada popularmente de Arruda, sendo ainda denominada Ruta em Minas Gerais, Arruda-fedorenta e Arruda-fêmea e Arrudamacho no Rio Grande do Sul.
Dados botânicos

Subarbusto de folhagem densa com odor característico; folhas alternas, pecioladas, tripinatipartidas, sem estipulas; flores amarelo-esverdeadas, hermafroditas, com pétalas livres entre si, pedunculadas, lanceoladas, com bráctea pequena; ovário súpero com muitos óvulos; fruto do tipo capsular com quatro a cinco lobos, arredondados; sementes pardas e rugosas (Figura 22.6). O nome do gênero, Ruta, vem do grego rute, derivado de ruesthai = "salvador", referindo-se ao poder curativo da planta. O gênero Ruta descrito por Carl Linnaeus inclui espécies com ocorrência e origem na região do Mediterrâneo e no sudeste da Ásia.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá ou o sumo das folhas, utilizado externamente, é considerado útil contra asma, pneumonia e dor de cabeça; o chá das folhas também é usado como analgésico, antiespasmódico, tranqüilizante e contra problemas uterinos, quando misturado com alho e cominho; o suco das folhas é usado como abortivo e contra derrame cerebral; folhas de arruda misturadas com sumo das folhas de cravo, resina de copaíba, gergelim amassado e semente de peão-branco são indicadas contra derrame cerebral; o preparado de sumo das folhas com flores de cravo e semente de gergelim é usado contra dores, paralisia infantil e "malapanhado" ("doença que entorta criança"). Na região do Vale do Ribeira, a infusão das folhas é usada contra cólicas menstruais, diarréia, dores de cabeça e febres, enquanto o xarope das folhas é usado contra tosses graves. O macerado das folhas em aguardente ou vinho branco é usado externamente contra dores de cabeça e enxaqueca,

e o banho preparado com as folhas serve para aliviar qualquer tipo de dor. A decocção das folhas de arruda é usada como abortivo, especialmente associada a outras espécies vegetais ou medicamento. É também utilizada externamente como inseticida e internamente como estimulante, sudorífero e emenagogo, e suas sementes servem como antihelmínticos e parasiticidas (Corrêa, 1984); o chá das folhas é usado como analgésico, abortivo, emenagogo, estupefaciente, antigripal, hemostático, anti-helmíntico, anti-reumático e contra lumbago, em Minas Gerais (Verardo, 1982; Grandi & Siqueira, 1982; Grandi et al., 1982); no Ceará, como analgésico e contra dismenorréia (Matos et al., 1982); em Brasília, como tranqüilizante (Barros, 1982); no Rio Grande do Sul, como abortivo e o banho com o chá das folhas serve para menstruação atrasada (Simões et al., 1986). Além destas indicações, também é utilizada como febrífugo, no Pará (Amorozo & Gély, 1988).

Dados químicos da espécie
Os constituintes químicos particulares da planta são a rutina e a essência. Foram reconhecidas também lactonas aromáticas como a Cumarina,

bergapteno, xantotoxina, rutarena e rutamarina, heterosídeos antiociânicos, alcalóides como a rutamina, cocusaginina, esquiamianina e ribalinidina. A essência da arruda possui metilcetonas, sendo 87,8% são representadas pela metilnonilcetona e metil-heptíicetona, pequenas quantidades de outras metilcetonas, hidrocarbonetos aromáticos e terpenóides, fenóis, ésteres fenólicos, ácidos graxos, cineol e alcoóis alifáticos (Costa, 1986). Alcalóides e glicosídeos também foram isolados (Nahrstedt et al., 1981; Kuzovkina et al., 1980; Kong et al, 1984; Kuzovkina et al., 1984; Nahrstedt et al, 1985; Somanathan & Smith, 1981; Chen et al., 2001) e flavonóides (Trovato et al, 2000).

Dados farmacológicos da Espécie
Costa (1986) relatou propriedades anti-helmínticas, estimulantes, febrífugas, emenagogas, e mostra que a ação espasmolítica da planta é atribuída à presença de bergapteno e xantotoxina, enquanto a presença de metilnonilcetona é responsável por sua ação vesicante, excitante da motilidade uterina e abortiva quando em doses altas. Atividade antimicrobiana foi determinada utilizando-se alcalóides dessa planta (Eilert et al., 1984) e flavonóides (Trovato et al., 2000). Atividades espasmolítica, contra micoses cutâneas e inibidora da implantação de óvulos, foram também determinadas (Minker et al, 1979; Fróes & Fróes, 1988; Guerra & Andrade, 1978). O extrato de Ruta graveolens, que apresenta os alcalóides dictamina, gamafagarina, chimianina, pteleína e cocusaginina, revelou um efeito mutagênico moderado na linhagem TA98 da Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1987). A rutina é um dos compostos isolados dessa planta mais utilizados para o tratamento dermatológico, porém apresenta problemas quanto à sua metabolização. Em razão disso, várias tentativas de encontrar um composto que melhore sua metabolização têm sido realizadas. Testes posteriores com rutacridona e epoxirutacridona indicaram que a rutacridona possui menor toxicidade ao ser metabolizada por enzimas do fígado de rato, ao passo que o epóxido não sofre metabolização (Paulini et al., 1989). Além disso, o extrato dessa planta também foi responsável pela inibição de 100% da atividade hemolítica dos venenos de cobra e escorpião (Sallal & Alkofahi, 1996).

Isolou-se ainda das raízes dessa espécie o alcalóide furanoacridona, composto responsável pela atividade mutagênica em diferentes linhagens de Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1991a). Em estudos farmacológicos recentes, as folhas apresentaram atividades abortiva, mutagênica, além de diminuir a fertilidade (Rao et al. 1987; Sugai, 1996; Melito et al., 1997). E o extrato hidroalcoólico das partes aéreas mostrou atividade anticonvulsivante (Trotta et al., 1989) e antimicrobiana, mas não apresentou atividade esquistossomicida (Guilherme et al., 1989; De Sá et al., 1990b). A tintura de R. graveolens também foi responsável pela moderada atividade fotomutagênica em uma linhagem de algas verdes. A tintura possui bergapteno, psoraleno, impeatorina, dictaminina, gama-fagarina e skimianina. Mas o principal responsável pela atividade fotomutagênica parece ser o bergapteno (Schimmer & Kuehne, 1990). O extrato de éter de petróleo dessa planta apresentou efeito citotóxico quanto avaliado in vitro utilizando-se células de sarcoma de Yoshida (Trovato et al., 1996). O extrato clorofórmico da raiz, caule e folhas apresentou significativa atividade antifertilidade em ratos quando administrado intragastricamente do primeiro ao décimo dia pós-coito. A partir do fracionamento do extrato foi isolada a chalepensina como componente ativo responsável pela atividade tóxica (Kong et al., 1989).

Dados toxicológicos da Espécie
Hesnel et al. (1983) e Schwartsman (1979) verificaram fitodermatites causadas por substâncias químicas da R. graveolens, mediante um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar, induzindo dermatites. Corrêa (1984) relatou o aparecimento, após a ingestão, de dores epigástricas, cólicas, vômitos, arrefecimento da pele, depressão do pulso, contração das pupilas, convulsões e sonolência. A ingesta desta planta, por animais, tem promovido morte em 1 a 7 dias (El Agraa et al., 2002).

FIGURA 22.1 - Anacardium giganteum. Ramo com flor (desenho original por Di Stasi) e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998) (Banco de imagens -

FIGURA 22.2 - Anacardium occidentalle Ramo com inflorescência e fruto (original por HirumaLima).

FIGURA 22.3 - Schinus terebenthifolius. Ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998).

1946).4 .FIGURA 22. . Ramo com frutos (modificado a partir de Hoehne.Spondias purpurea.

Averrhoa carambola: a) detalhe do ramo com flor e fruto.FIGURA 22. c) detalhe do fruto (original por Di Stasi) (Banco de imagens - . b) detalhe do ramo com folhas e flores (fotos originais por Hiruma-Lima).5 .

FIGURA 22.Ruta graveolens.6 . Escanerata do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Eichler) (Banco de imagens - .

com aproximadamente 3. de acordo com o sistema de classificação botânica.23 Apiales medicinais C. como Umbelliferae. Essa família inclui 446 gêneros. C. 1997). as quais são descritas a seguir. Existe uma grande discordância quanto à classificação dessas espécies e aqui adotamos aquela usada por Mabberley (1997). Dessa ordem foram registrados usos de espécies de ambas as famílias. A maioria das espécies é de plantas herbáceas. descrita inicialmente por Antoine Laurent de Jussieu. Di Stasi A ordem Apiales. Espécies medicinais da família Apiaceae (Umbelliferae) Introdução A família Apiaceae (Dicotyledonae) é também denominada. denominada também Umbellales. Hiruma-Lima L.540 espécies cosmopolitas do Norte de climas temperados e espécies tropicais de montanhas (Mabberley. ambas com várias espécies medicinais e ocorrência em todo o Brasil. mas alguns arbustos e árvores são des- . inclui apenas duas famílias botânicas (Araliaceae e Apiaceae). A.

optamos por incluir aqui apenas duas delas. Dados botânicos Erva de até 1 m de altura. com raízes fasciculadas. Cominho e Salsa. Cicuta. Apium (gênero do Salsão). inflorescência dicásio ramificado com cada bifurcação . tais como Cenoura.Apioideae). Coriandrum (Coriandreae . não foram encontrados sinônimos populares que a identificassem. ascendentes. assim. Petroselium (Salsa). densamente imbricadas. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Chicória. Inúmeros gêneros cultivados são muito comuns no Brasil. Eryngium e Alepidea (Eryngeae . a Eryngium ekmanii. sendo considerados nativos Hydrocotyle com espécies em matas. especialmente pelo seu uso como alimento e condimento. Os gêneros mais importantes dessa família são Centella e Hydrocotyle (Hydrocotyleae . dunas e brejos. Essas plantas exóticas e amplamente cultivadas no Brasil possuem inúmeros estudos e descrições já disponíveis e. Coentro. Erva-doce. fibrosas e caule florífero solitário.Saniculoideae). e Hydrocotyle exigua. onde há amplo uso como medicamento. sendo também usadas como medicamentos na região amazônica e na Mata Atlântica. Daucus (Caucalideae . Pimpinella (Erva-doce). dos quais se destacam Daucus (que inclui a Cenoura). Apium com características ruderais. folhas alternas. oblongolanceoladas.critos na família. e Eryngium com espécies freqüentes em campos (Joly.Hydrocotyloideae). No Brasil ocorrem poucos gêneros.Apioideae). Coriandrum (Coentro) e Foeniculum (Cominho e Funcho). Apium. muito comum na Mata Atlântica. pela sua grande utilização na região amazônica e por representar um gênero nativo do Brasil. Espécies medicinais Eryngium ekmanii Wolff. entre inúmeros outros. 1998). Foeniculum e Pimpinella (Apiae Apioideae). Muitas dessas espécies são cultivadas.

habitando em lugares úmidos. fruto subgloboso (Figura 23. no entanto. enquanto o chá da raiz é empregado internamente em estados gripais.1). crenadas. espalhadas por diversos continentes. exigua (Urban. diclamídeas e hermafroditas. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e . O nome do gênero. é considerado excelente contra dores de cabeça.) Malme Nomes populares A espécie é chamada. Hydrocotyle hirsuta Sw. de Erva-terrestre. Também é conhecida como Erva-capitão. Inúmeras espécies desse gênero são usadas como medicinais em diversos países. semelhantes a barba de cabra. não foram encontrados dados de medicina tradicional referente à espécie em questão. dos quais são emitidas raízes. e aix = "cabra". Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Dados botânicos A planta é uma erva de caule prostrado. especialmente em crianças. de no máximo 1 cm de espessura. na região do Vale do Ribeira. com flores avermelhadas. quando preparado em alta concentração. usado topicamente. folhas pequenas. cordiformes. frutos pilosos.com um pedúnculo terminal e dois ramos laterais surgindo de um par de folhas ou brácteas. Na Mata Atlântica a espécie é encontrada em áreas de formação secundária e raramente na floresta. Eryngium. Esse chá. referindo-se às fibras do rizoma. inflorescência em capítulo. com nós. vem de eros = "lã". torcidas antes de abrir. cíclicas. é usado internamente para expulsar restos de placenta em partos difíceis. O gênero Eryngium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 250 espécies tropicais e temperadas. var. o sumo das folhas frescas. capítulos esverdeados com flores pequenas. lobadas e pilosas.

1997). 1986). também encontrados em E. creticum foi testado por sua atividade inibitória contra venenos de escorpião e de cobra. Além de saponinas. ácido hexadecanóico e carotol os constituintes majoritários (Pino et al.4. campestre (Erdemeier & Sticher. acetilenos. emético. 1985. maritimum (Lisciani et al. 1986).. ilicifolium (Pinar & Galan.. foetidum apresentou atividade anticonvulsivante (Simon & Singh. em altas doses. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. O extrato aquoso e etanólico das folhas frescas e secas e da raiz de E. Esta mesma espécie apresentou atividade antiinflamatória (Garcia et al. 1985). comarinas e flavonóides. campestre foram isolados ainda flavonol e cumarinas (Erdemeier & Sticher.. 1997) além da atividade antimicótica (Abou-Jawdah et al. 1986). ao passo que das sementes foram isolados 37 compostos. farneseno. 1992). O extrato das folhas frescas e secas e da raiz seca promoveu 100% de inibição dos venenos de cobra e de escorpião (Alkofahi et al. Hohmann et al. . 1980) e E. O extrato aquoso de E. a DL50 por via oral foi de 1. sendo majoritários carotol...000 mg/kg e de 50 mg/kg por via endovenosa (Gupta. sendo 2.. anetol e alfa-pineno (Pino et al. a infusão das folhas é usada contra gripes e bronquites fortes.5-trimetilbenzaldeído. diurético e. enquanto vários acetilenos foram obtidos das raízes de E.. De E. foi ainda isolado o falcarindiol em E. O nome Hydrocotyle deriva do grego hydro = "água". Das folhas de E. a água das folhas serve para tirar sardas do rosto.. 1999). Dados químicos e farmacológicos Sobre a espécie Eryngium ekmanii não foram encontrados estudos químicos e farmacológicos. 1997a). planum (Hiller et al. 1984). 2002). e cotyle = "umbigo". 1997a)..inclui 130 espécies cosmopolitas. elegans (Campos & Garcia. bourgatii (Lam et al. A atividade antiinflamatória foi determinada em E. foram isolados 46 compostos. foetidum L. 1995). Glicosídeos foram isolados de E. Corrêa (1984) refere o uso das folhas como tônico.

ambos introduzidos no Brasil. No Brasil ocorrem vários gêneros. com aproximadamente 1. Várias espécies do gênero Hydrocotyle também são consideradas tóxicas para animais. Várias espécies dessa família são consideradas tóxicas. Das inúmeras espécies descritas nessa família. Centro-Oeste e Sul. Panax. e inclui 47 gêneros. mas muito pouco se tem estudado sobre as espécies nativas dessa família botânica. em três distintas zonas de expansão: região Indomalaia. arbustos. Australásia e América tropical (Joly. especialmente do gênero Cicuta. lianas. 1997). Os gêneros mais importantes dessa família são Aralia. mas demonstram a importância da realização de estudos com a espécie e outras do gênero. e Polyscias. No entanto. mas raramente ervas. da famosa Hera dos parques. especialmente em refogados e saladas. Hedera. de uso comum em cercas vivas e como ornamentais. segundo a história. é pouco comum a ocorrência de uso medicinal. Essa espécie é uma das drogas mais comercializadas no mundo. Árvores. Espécies medicinais da família Araliaceae Introdução A família Araliaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Apiales.325 espécies tropicais espontâneas e poucas espécies de clima temperado (Mabberley. nessa família as raízes de uma importante espécie Panax ginseng têm sido usadas há mais de dois mil anos na medicina tradicional chinesa contra inúmeras doenças. subclasse Rosidae. epífitas. utilizada como alimento. Tetrapanax. Tetrapanax e Aralia. e centenas de . As espécies estão distribuídas predominantemente em regiões tropicais. Mackinlaya e Polyscias. e as espécies mais comuns pertencem aos gêneros Hedera. famosa por ter sido usada.Observação de uso Esta Chicória não é a mesma planta conhecida na região Sudeste. no envenenamento do filósofo Sócrates. são encontradas na família. Schefflera. Os dados da espécie e do gênero não fornecem subsídios que garantam sua utilização. 1998).

tais como Panax notoginseng e Panax quinquefolius. O gênero Polyscias. Dados botânicos Arvore de pequeno porte. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de apenas uma espécie medicinal dessa família. Cuia. cálice pequeno. descrito por Johann Forster e Georg Forster. mas com certeza não se trata das espécies (Figura 23. amplamente cultivadas no Brasil como ornamentais. globoso. reunidas em inflorescências axilares.estudos têm sido realizados em razão de sua importância química e farmacológica. Cuia. e o banho com folhas são úteis para acalmar crianças na hora de dormir. inclui aproximadamente 150 espécies tropicais. e acias = "sombra". variegadas. refere-se à forma da folhas. usada internamente. também possuem constituintes químicos e atividades farmacológicas similares ao Ginseng verdadeiro. ovário ínfero. O nome do gênero vem do grego polys = "muito". flores pequenas. O nome popular da espécie. com larga bainha na base. androceu com cinco estames. Outras espécies do gênero. Dados da medicina tradicional A infusão preparada com folhas. pertencente ao gênero Polyscias. Cunha e Cunha-mansa. grandes. amplamente cultivada como ornamental. pela beleza de sua folhagem. folhas alternas. Espécies medicinais Polyscias sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Cuia-mansa. cuja identificação taxonômica não foi completamente obtida. A espécie não foi completamente identificada.2) Polyscias fruticosa e Polyscias guilfoylei. a maioria de árvores de pequeno porte ou arbustos. sendo também usa- . fruto indeiscente.

2001). Dados químicos e farmacológicos do gênero Polyscias Saponinas triterpênicas do grupo do ácido oleanólico. 1989a. crispatum caracterizou-se a presença de alcanos de cadeia longa (Broschat & Bogan. foi constatada a presença de flavonóides (Lussignol et al. 1988. 1991). A combinação desse tratamento com levo-deprenil é mais eficaz que o tratamento isolado (Yen & Knoll. 1996.... De P pichroostachya foram isoladas saponinas triterpênicas que apresentaram efeito moluscicida (Gopalsamy et al. 1992. A raspa da casca do tronco servida com o sumo das folhas com raiz de açaí é um preparado útil contra anemias. Recentes estudos confirmam os resultados obtidos por Slaveinskene et al. os autores demonstram que . Não foram encontradas referências de uso dessa espécie em nenhum levantamento etnofarmacológico. 2002. scutellaria (Paphassarang et al.. Estudos com camundongos tratados (três vezes por semana a partir de doze meses de idade) com extrato da raiz de Polyscias fruticosum demonstram claramente o aumento da função da memória. Glicosídeos oleanólicos. Fulva (Bedir et al. Um importante estudo realizado por Trylis & Davydov (1995) sugere os mecanismos endócrinos e metabólicos da atividade adaptogênica de culturas de tecidos das espécies Polyscias filicifolia e Panax ginseng. Vo et al. 1992). assim como do tempo de sobrevida e ganho de peso.dos como calmante por adultos. 1998). Em P. Nas folhas de Polyscias sp... 1992). saponinas triterpênicas e triterpenos glicosilados foram encontrados nas folhas de P. Extratos alcoólicos de Polyscias filicifolia possuem efeito antimutagênico detectado pela habilidade de suprimir mutações genéticas de Salmonella tiphymurium (Dvornyk et al. sobretudo no extenso trabalho realizado por Corrêa (1984). sesquiterpenóides voláteis e poliacetilenos foram isolados de Polyscias fruticosa (Brophy et al. 1994). 1990. 1989c e 1990) e de P. 1989b. 1995... Barilyak & Dugan.. (1986) e demonstram que culturas de células da espécie Polyscias filicifolia normalizam a biossíntese de proteínas e a atividade de RNAt-sintetases de fígado de coelhos com isquemia do miocárdio induzida (Lekis et al. ao passo que a fruta verde com mel é usada contra tosse. Nesse estudo.. Proliac et al. 1990). Chaboud et al. Lutumski & Luan. 1986).

. foi verificado aumento da atividade da adrenal e da tiróide. especialmente a Panax ginseng. associados àqueles referentes a outras da família. mostram que essa espécie. A espécie P.as espécies estimulam a capacidade de trabalho físico dos animais em condições de imobilização.Eryngium ekmanii. FIGURA 23. bem como diminuição da produção de insulina e glucagon pelo pâncreas. alterações nas taxas de metabolismo de carboidratos e lipídios. Observações Os dados apresentados para algumas das espécies desse gênero. assim como outras do gênero Polyscias. prevenindo a exaustão das reservas de energia nos estágios finais de estresse. são fontes potenciais de novos constituintes químicos com importantes atividades farmacológicas. filicifolia também possui atividade antimicrobiana (Furmanowa et al.1 . 2002). Detalhe da planta toda e da inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) (Banco de imagens - . e de prolactina pela hipofise.

Banco de imagens - .Polyscias. Detalhe do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi .FIGURA 23.2 .

Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Essas três famílias reúnem grande valor medicinal e terapêutico. Gentianaceae e Asclepiadaceae -. do qual foi isolada a famosa estricnina e inúmeros outros compostos com efeitos tóxicos já descritos.Strychnaceae. devendo ser considerada uma significativa fonte de novos compostos de interesse terapêutico ou toxicológico. Loganiaceae. sendo importantes fontes de substâncias com atividade farmacológica. somados aos descritos a seguir para as famílias Apocynaceae. referidas como medicinais na região amazônica e descritas a seguir. Gentianaceae e Asclepiadaceae. . Genistomaceae. Apesar de não referidas no nosso estudo. Di Stasi C. Esses dados. demonstram que a ordem Gentianales. Hiruma-Lima A ordem Gentianales inclui apenas seis famílias . Apocynaceae. é uma importante fonte de substâncias com potentes efeitos e ações farmacológicas. destacando-se o gênero Strychnos (família Strychnaceae ou também denominada Loganiaceae III). espécies da família Strychnaceae também possuem importantes fontes de substâncias ativas.24 Gentianales medicinais L. C. apesar de pouco numerosa. A. das quais as três últimas reúnem várias espécies medicinais e algumas com ampla ocorrência no Brasil.

Paquistão e Tailândia. No Brasil ocorrem 41 gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. a família possui espécies trepadeiras. ressaltam-se alguns gêneros e suas principais espécies: • do gênero Rauwolfia. Catharanthus. Rauwolfia. Inclui espécies arbustivas. Allamanda. aqueles que incluem espécies arbóreas. especialmente a espécie Rauwolfia serpentina.Espécies medicinais da família Apocynaceae Introdução A família Apocynaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Gentianales. muitas das quais trepadeiras e suculentas. como Aspidosperma. Java. sendo esta última o mais importante. muito bem descritas nas obras clássicas de Farmacologia. Strophantus. Joly (1998) destaca. além dessas. muitas das quais conhecidas como Mangaba. e. Mandevilla. muito utilizadas ornamentalmente. Nesse contexto. . dentre os gêneros. arbóreas. entre as espécies de pequeno porte. as ornamentais Tabernaemontana e Plumeria. 1997). Várias substâncias têm sido isoladas a partir de espécies dessa família. Himatanthus (Plumeria) e Wrightia. ajmalinina. fornecedores de madeira. Vinca. Aspidosperma. Hancornia. Esse composto foi isolado em 1952 e possui inúmeras atividades farmacológicas. e que inclui aproximadamente trinta alcalóides. serpentina. subclasse Asteridae. que possui diversas espécies como a Peroba e o Pau-pereira. herbáceas. Os gêneros mais importantes dessa família são Alstonia. com destaque para ajmalina. serpentinina e reserpina. como os gêneros Allamanda. Thevetia. com aproximadamente 1. Tabernaemontana. arbusto encontrado na Índia. os gêneros Mandevilla e Thevetia. sendo algumas poucas registradas em regiões temperadas (Mabberley. com espécies distribuídas nos cerrados e na Amazônia. A família Apocynaceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes vegetais de constituintes químicos de utilidade na medicina moderna.900 espécies tropicais e subtropicais. Nerium. inclui 165 gêneros. e muitas dessas espécies representam protótipos de classes farmacológicas distintas de drogas e fazem parte da história da Farmacologia e da Terapêutica. e encontrado em várias outras espécies do gênero. Hancornia.

conhecida no Brasil como Espirradeira e muito usada como ornamental. • do gênero Nerium. estrofantinidina e cimarina. Espécies medicinais Allamanda cathartica Nomes populares L Alamanda é o nome popular utilizado nas duas regiões. merece destaque por possuir glicosídeos cardiotônicos como a adinerigenina e a canogenina. Dedal-de-dama. Vinca rosea e Catharanthus roseus. • do gênero Strophantus. destacando-se espécies do gênero Mandevilla. tem sido designada também como Catharanthus roseus. • do gênero Alstonia as espécies Alstonia scholaris e Alstonia contricta. Strophantus combe e Strophantus sarmentosus. . Orélia. segundo Evans (1996).• do gênero Vinca e Catharanthus. vinblastina e vincristina. alstonilina. fonte de mais de sessenta distintos alcalóides. tais como ouabaína. A espécie também é conhecida no país com as seguintes denominações: Alamanda-deflor-grande. tais como majdina. Deve-se destacar. Alamanda amarela e Quatro-patacas. e Thevetia peruviana. as espécies Vinca major. tais como alstonina. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de três espécies medicinais distintas dessa família. espécies ricas em glicosídeos. cilastonina e também a reserpina. as espécies Strophantus gratus. fonte principal dos alcalóides antitumorais citados e de aproximadamente mais de 150 distintos alcalóides. tanto para os animais como para a espécie humana. algumas das quais serão discutidas no final deste capítulo. A espécie Vinca rosea. Vinca minor. especialmente a Nerium oleander. Himathantus sp. Wrightia e Aspidosperma. Várias espécies dessa família têm sido recentemente objeto de estudos como fonte de novas drogas. ambas contendo inúmeros alcalóides bioativos. contudo. que essa família inclui um grande número de espécies tóxicas. a saber Allamanda cathartica. sendo estes dois últimos importantes agentes antineoplásicos.

Cathortica a mais extensivamente cultivada como ornamental. sendo este segundo muito comum como animal doméstico na região amazônica. purgativo e catártico. emético e purgativo. com copa estreita e tronco ereto. usada internamente. glabras e verticiladas. com a mesma indicação. alternas. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sucuuba. contendo poucas sementes (Figura 24. Outros sinônimos populares são Janaguba e Sucuuba-verdadeira. em grande número. na forma de funil. enquanto a decocção das cascas da planta. As flores e raízes são usadas contra problemas do baço. em animais domésticos.Dados botânicos A espécie Allamanda cathartica é um arbusto alto e trepador lactescente. com tubo estreito e longo. grandes. Segundo Corrêa (1984).1). A infusão das folhas é utilizada como emético. com folhas brilhantes. o qual também é útil contra sarna quando usado externamente. Dados botânicos É uma árvore latescente de grande porte. A folha é considerada excelente catártico. atingindo até 20 m de altura. especialmente em crianças. . O nome do gênero Allamanda descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem ao famoso botânico holandês Allamand. Dados da medicina tradicional O uso tópico do macerado de todas as partes da planta é utilizado contra sarna. adicionando-se seu uso contra tumores hepáticos e parasitas intestinais. O gênero inclui doze espécies tropicais. Himatanthus sucuuba (Spruce) Wood. sendo a A. especialmente cães e macacos. folhas simples. Refere-se ainda o intenso emprego desse macerado. axilares e fasciculadas. Ucuuba e Sucuba. semilenhoso. Atribuem-se à casca as mesmas atividades das folhas. espessas. fruto do tipo capsular. com casca rugosa. inflorescências com flores amarelas. a planta exsuda látex considerado venenoso. é considerada um excelente vermífugo.

inflorescências dispostas em cimeiras terminais com poucas flores. Dados da medicina tradicional O uso tópico do látex é indicado contra afecções da pele. Esse gênero é considerado sinônimo do gênero Plumeria (Mabberley. recente divisão realizada por Plumel (1991) permite a distinção entre ambos os gêneros. estômago (dores e irritação) e na expulsão de vermes. contendo sementes aladas.) K. todas encontradas na América do Sul (Plumel. simples. 1997). enquanto a decocção das folhas é usada internamente contra problemas do intestino (constipação). frutos geminados em forma de chifres. referindo-se às brácteas que envolvem os botões florais. Fava-elétrica e Ahoay-guassu. pois o uso excessivo pode causar diarréias e desidratação. 1990). O gênero Himatanthus foi descrito por Carl Willdenov e Josef Schultes e inclui apenas treze espécies. Noz-de-cobra. grandes e brancas. coriáceas. sendo útil como anti-helmíntico. com um tronco de casca cinzenta. Schum. glabras em ambas as faces. A espécie tem ocorrência principal na Amazônia. acumi- . ovaladas. especialmente no alívio de coceiras. sendo uma planta perenifólia. Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. folhas alternas. no entanto.pecioladas. especialmente em crianças. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Castanha-da-índia e Chapéu-de-napoleão. Coração-de-jesus. Corrêa (1984) relata que a casca exsuda um látex medicinal e venenoso. alcançando até 10 m de altura. ocorrendo preferencialmente no interior da mata. heliófita e secundária. A população refere que a planta deve ser usada com cuidado. O nome do gênero deriva do grego. Thevetia peruviana (Pers. significando "manto de flor". Outros nomes populares no Brasil são Jorro-jorro. linear-lanceoladas. margens inteiras.

contendo flores grandes. a decocção das folhas tem sido empregada para combater febre e malária. O nome do gênero Thevetia. carnosas e glabras nas duas faces. onde a espécie também é usada no envenenamento de peixes e como inseticida (Walt & Breyer-Brandwijk. em pó. purgativa e emética e de uso perigoso. fruto do tipo drupa carnosa. 1962). bactericida e como veneno para peixes. com corola em forma de funil. contra reumatismo e hemorróidas e no tratamento de insônias (Duke. Os usos dessa espécie como purgativo. amarelas. além de comumente empregadas para suicídio ou homicídio. das quais a referida é a mais conhecida e estudada. é empregada como cataplasma para neutralizar efeitos de veneno de cobra (Corrêa. como pulseiras. triangular. as sementes da espécie são muito utilizadas pelos indígenas na confecção de artefatos de adorno. colares. Thevetia peruviana é sinônimo de Thevetia neriifolia. antitérmico e emético são conhecidos por todo o planeta. As sementes da espécie são usadas como inseticida. sendo referidos em inúmeros trabalhos etnobotânicos realizados em vários países. É uma espécie muito usada como ornamental. além da sua utilização uso em vários países como emético. braceletes. arbotifaciente. para provocar vômitos. enquanto a decocção das folhas é usada no alívio dos sintomas após picada de cobra. inflorescências dispostas em cimeiras terminais. com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura. enquanto na Índia é comum a utilização da espécie para suicídios (Mabberley. A casca é considerada amarga e febrífuga. que veio ao Brasil em 1590 e escreveu sobre a Guiana Francesa. especialmente do continente africano. foi dado em homenagem a um monge francês chamado Andre Thevet. assim como outros inúmeros usos de várias par- . purgante. descrito originalmente por Carl Linnaeus. contendo sementes duras e grandes. 1985). 1984). Dados da medicina tradicional A infusão das cascas da planta é usada internamente como antitérmico. O gênero inclui apenas oito espécies tropicais. No Brasil. a amêndoa. o látex acre é usado para acalmar dores de dente.nadas. 1984). revestimento de maracás (Corrêa. O látex é amplamente utilizado em vários locais do mundo como veneno para flechas. aromáticas. 1997). sendo amplamente cultivada em vários países tropicais.

1988). -sitosterol. além de 13-O-acetil plumierida. Himatanthus e Thevetia Akah & Offiah (1992) relatam a presença de alcalóides. pinoresinol e alamicina (Anderson et al. medioresinol. 1962.-D-glucopiranosilsitosterol (Matida et al. canogenina. ruvosídeo e neriifolina.-hidroximedioresinol. também chamado tevetina A. além de lignanas como pinoresinol. e possuem ainda outros glicosídeos como a tevetoxina. 1996. Existem ainda relatos da presença de iridóides lignanas(Abdel. 1989)..1997. 2002).. flavonóides. -sitosterol. plumericina. 1986). 1985).. 1996). Glicosídeos do grupo dos iridóides também têm sido descritos nas folhas dessa espécie (Abe et al.tes da planta têm sido relatados por diversos autores (Duke. 1974). blanchetii (Ganapaty et al. ovata e T. Tewtrakul et al. neriifolia os compostos 9.. Dessa mesma espécie também foi caracterizado o iridóide glicosídeo.-O. perivosídeo. 1992b. 1984). -amirina. e de suas flores. schottii.. As folhas dessa planta contêm ainda as lignanas ácido ortocumárico. escopoletina.-hidroxipinoresinol e 9. escoparona. a alanerosida. enquanto do extrato etanólico das folhas e ramos foram isolados 3. Dados químicos dos gêneros Allamanda. cumarato de plumierida e protoplumericina (Shen & Chen.. ácido ferúlico e ácido gentísico. tevetina B. 1993).Kader et al. Os dados etnofarmacológicos são similares em todas as partes do mundo. Corrêa. quercetina. plumierida. De outras espécies do gênero Allamanda. saponinas e carboidratos no extrato aquoso de Allamanda cathartica. lupeol e trifolina foi descrito nas flores de A. siringaresinol e glicosídeos (Abe & Yamauchi. Glicosídeos também têm sido isolados de outras espécies desse gênero... tais como de T. rutina e os iridóides plumierida.. kaempferol. . como a A. thevetioides (Perez-Amador et al. acetato de lupeol. são ricas em um glicosídeo a tevetina. cumarato e um glicosídeo (Ganapaty & Rao. Das folhas dessa espécie foram isolados vários glicosídeos derivados da digitoxigenina. O isolamento de diosgenina. foram isolados do caule isoplumericina. além das flavonóides (Germonsén-Robineau. também encontrados em outras partes das plantas desse gênero (Watt & Breyer-Brandwijk. Foram isolados de A. As sementes de Thevetia peruviana. tevetiogenina e uzarigenina (Abe et al. 1988). alamandina. 1992a e 1994). 1988). 1995c e 1995a). assim como de outras espécies do gênero. Kupchan et al.

1995b) e monoterpenos polihidroxilados (Abe et al. 1993). taninos. phagedaenica foram isolados iridóides e triterpenos como a plumericina. cáprico.. 1978). Himatanthus e Thevetia Estudos recentes demonstram que extratos brutos de folhas de A.. peruviana foram igualmente isolados novos flavonóis. enquanto as cascas possuem alcalóides. Da espécie H.. 1991). behênico e erúcico.. De acordo com Obasi et al. taninos e saponinas (Gupta. (1990) e Beauregard Cruz et al. triterpenos e saponinas. o rendimento e a composição do óleo das sementes de Thevetia peruviana variam de acordo com a época de coleta. cathartica causam purgação e aumento do movimento propulsivo do intestino em . Saxena & Jain (1990) descrevem que o óleo das sementes dessa espécie possui os ácidos palmítico. Guerrero.. follax (Abdel-Kader et al. glicosídeos cardiotônicos. Dados fitoquímicos demonstram que as folhas possuem alcalóides. Iridóides também foram isolados de H.Foi isolado das folhas dessa espécie um novo triterpeno pentacíclico além de um conhecido glicosídeo (Begum et al.. taninos e saponinas. 2001) e o ácido dihidroplumerinico além da ausência de alcalóides (Rocha et al. tendo sido isolados do óleo das sementes maduras e imaturas componentes como ácidos oléico. 1994) e fulvoplumierina (Perdue & Blonster. oléico.. flavonóides. láurico e caprílico apenas no óleo das sementes imaturas coletadas em outra época do ano. Das folhas de T. esteárico e palmítico.. 1990). Da mesma forma. estudos descrevem a presença dos compostos denominados ácido confluêntico. Foram descritos os ácidos mirístico. 1994. linoléico. e as raízes. 1996). neriifolia (Dinda&Saha. 1997) além da lignana pinoresinol (Braga et al. 1998). esperolactonas... 1992) e em T. triterpenóides (Wood et al. obovatus (Vilegas et al.. alcalóides. 1995.. (1986). ursólico. 1992) e H. Quanto à espécie Himatanthus sucuuba. acetato de -amirina e acetato de -amirina também foram descritos nessa espécie (Siddiqui et al. linolênico. Ali et al. além de compostos conhecidos como kaempferol e quercetina (Abe et al. ácido metilperlatólico (Endo et al. Triterpenos como ácido olianólico. 1982). Dados farmacológicos dos gêneros Allamanda. allamandina e isoplumericina (Vanderlei et al. esteárico. linoléico. 2000).

1991). 1962).. 2000). 2000) A atividade antibiótica foi atribuída à alamandina de A. mas substâncias mais ativas e menos tóxicas que elas foram obtidas por processos semi-sintéticos.. 1981). O óleo das sementes de Thevetia peruviana possui atividade bactericida contra Bacillus subtilis. Existem ainda estudos que caracterizam a atividade antitumoral (Trotta & Paiva. 1945 e 1947). De Himatanthus sucuuba foram isolados a fúlvoplumierina com atividade citotóxica (Perdue & Blonster. 1978) e os ácidos confluêntico e metilperlatólico... O extrato etanólico das partes aéreas de Allamanda blanchetii.camundongos. indicando ação purgativa por aumento da motilidade do trato gastrintestinal via ativação de receptor muscarínico (Akah et al. 1994) antifúngico (Tiwari et al. atóxica e cicatrizante (Villegas et al. 1989). Obasi & Igboechi. 1984... conhecida popularmente como orélia. Ações similares foram obtidas com o glicosídeo tevetoxina.. isolada dessa espécie. cathartica e A.. blanchetii (Melo et al. útero e vasos sangüíneos (Chopra et al.. bexiga. mas mesmo assim pouco seguro para ser usado como agente terapêutico (Watt & Breyer-Brandwijk. 2002) e antiofídico (Otero et al. Staphylococcus aureus e Vibrio cholerae e outros microorganismos (Saxena & Jain. Moreira et al. . é considerada precursora de outros glicosídeos citados e possui efeitos farmacológicos e tóxicos similares aos apresentados (Frerejacque et al. 1990. violacea (Lima & Caldas. produziu atividades espasmogênica. componentes principais da espécie Thevetia peruviana. analgésica e antiinflamatória (de Miranda et al. 1997). 1935). Moraes et al. Dados clínicos mostraram que esse composto produziu bons resultados em pacientes com descompensação cardíaca (Arnold et al.. 2002). anti-hipertensora (Socorro & Thomas. 1982a e 1982b. O glicosídeo tevetina isolado de Thevetia peruviana possui importante ação estimulante de músculos lisos do intestino... inibem a atividade da Na+K+-ATPase por mecanismos similares ao dos digitálicos (Ye & Yang. 1933). Peruvosídeo e neriifolina. o qual se mostrou menos tóxico que a tevetina. que possuem atividade inibitória sobre a enzima monoamino oxidase B (Endo et al. além de induzir contrações dose-dependentes apenas antagonizadas pela atropina. 1990). antimicrobiana (Neto et al. 1994).. 1964) e à plumericina e isoplumericina isoladas de A. 1992). A neriifolina.

2000). A inclusão de sementes de Thevetia peruviana na dieta de ratos permitiu estabelecer que o consumo acima de 2.. Em razão das grandes semelhanças farmacológicas entre os diversos compostos obtidos de espécies dessa família com os digitálicos. vindo a morrer 24 horas após o consumo (Oji & Okafor. respectivamente. acompanhadas de hemorragias e necrose de fibras do coração.. 0. 1958. nereifolia provocou arritmia cardíaca e diarréia sem manifestações histológicas (Tokarnia et al. Saraswat et al.5 g/ kg e 14. além de congestão da mucosa da área digestiva restante. Singh & Singh. Estudos de toxicidade demonstram que as espécies Allamanda cathartica..700 mg/kg é dose letal. 2002. 2000. e estudos recen- .4g/kg. fato importante por ser essa espécie ornamental e muito comum em pastos. gatos.. cobaias. há diferenças entre esses compostos quanto à sua toxicidade.. Maringhini et al. peixes e outros animais (Chopra et al.. 1999. para bovinos (Tokarnia et al. Frerejacque.. Os animais exibem sérios problemas cardíacos e neuromusculares.Dados toxicológicos das espécies Recentes estudos realizados com a espécie A. e Thevetia peruviana e T. Oji et al. Inúmeros efeitos tóxicos dos glicosídeos produzidos por essa espécie e por outras do mesmo gênero estão descritos por Watt & BreyerBrandwijk (1962) e Langford & Boor (1996). Eddleston et al. edema da parede do rúmem e congestão da mucosa do trato digestivo (Tokarnia et al. 1933). 1992). cathartica indicam sua toxicidade para bovinos e demonstram que a DL50 para essas espécies é de 30 g/kg (Tokarnia et al. 1996). A tevetina encontrada nessa espécie é altamente tóxica para camundongos. 1933. Nerium oleander causou arritmia cardíaca e diarréia severa. No entanto. Allamanda cathartica causou principalmente manifestações de cólica e edemas nas paredes do rúmen e retículo. 1993).. 1996). 1996.. A mortalidade humana pela ingestão de Thevetia peruviana e Nerium oleander é geralmente pouco freqüente. efeitos tóxicos também são similares. 1996). 2002) a margem de segurança entre dose terapêutica e tóxica dessa substância é extremamente pequena (Chopra et al. A espécie Thevetia peruviana é considerada extremamente tóxica e a causa de inúmeros envenenamentos na espécie humana (Eddleston et al. Nerium oleander. O consumo da espécie por bovinos causa cólicas. Thevetia peruviana possuem valores de dose letal na ordem de 30 g/kg.

com conseqüente identificação dos compostos responsáveis pela atividade hipotensora já determinada e como antiparasitária. tanto de forma terapêutica quanto como instrumento de suicídio. são capazes de produzir efeitos inotrópicos positivos no coração de várias espécies animais. A utilização dessas espécies em paisagismo ou como ornamentais oferece sérios riscos à saúde (Langford & Boor. Da mesma forma. os quais ainda não foram estudados. inibição da Na+. uma importante fonte de novos constituintes químicos de interesse farmacológico. incluindo o homem. no entanto. pelo agravamento dos sintomas de purgação e êmese. A base das ações fisiológicas desses compostos é similar àquela dos digitálicos clássicos. podendo provocar a eliminação de parasitas do trato gastrintestinal. verifica-se a potencialidade dessas espécies e a conseqüente necessidade de estudos voltados a uma melhor descrição química. Deve-se salientar. De todo modo. Estudos realizados com a decocção de casca de caule de Himatanthus sucuuba sugerem que há uma baixa toxicidade reprodutiva e teratogênica.K+-ATPase. que o uso indiscriminado de preparados tradicionais com essa espécie pode causar sérios efeitos tóxicos. 1996). Considerando a importância da família Apocynaceae como fonte de compostos com atividade farmacológica. Dessa forma.tes demonstram que os acidentes mais sérios ocorrem com crianças. especialmente do grupo dos alcalóides e glícosídeos. Essas propriedades cardiotônicas têm sido exploradas desde a Antigüidade. é importante considerar a utilização externa da espécie no combate a sarnas e parasitas intestinais. 1991). a espécie Himatanthus sucuuba pode representar. a utilização de espécies dessa família na pesquisa de novos compostos com esse tipo de atividade é extremamente promissora. visto que a espécie age aumentando a motilidade intestinal. . dada a riqueza química da família. especialmente Thevetia peruviana e Nerium oleander. A utilização interna da espécie Allamanda cathartica como purgativo e catártico se confirmou pelos estudos já realizados. Observações Várias espécies dessa família. visto que estudos nessa área ainda não foram realizados. ou seja. revelando que seu consumo é seguro para a espécie humana (Guerra & Peters.

herbáceas e raramente arbustos e árvores. com aproximadamente 2. e algumas de grande valor medicinal. mariana. Espécies medicinais Fischeria cf. sobretudo para animais. e inclui 315 gêneros. Fischeria. Inclui lianas.Asclepias. mariana Dcne. . esta última com os principais gêneros de espécies medicinais . subclasse Asteriddae.Espécies medicinais da família Asclepiadaceae Introdução A família Asclepiadaceae (Dicotyledonae) descrita por Friedrich Medikus e Mortis Borkhausen pertence à ordem Gentianales. trepadeiras. a maioria das espécies tem ocorrência em matas secundárias ou capoeiras e em regiões de campo de cerrado. distribuídos em três subfamílias Periplocoideae.900 espécies tropicais e poucas de clima temperado (Mabberley. sendo o gênero Asclepias o mais abundante em espécies conhecidas. Nomes populares A espécie é denominada Angélica ou Angélica-do-ar. Verifica-se aqui uma grande ocorrência de espécies dos gêneros Asclepias. No Brasil. Nessa família ocorre um grande número de espécies tóxicas. todas com inúmeros usos medicinais em vários países de todos os continentes e amplamente estudadas como fonte de novos compostos de interesse terapêutico. 1997). descrita a seguir. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso da espécie Fischeria cf. tais como Asclepias curassavica. sendo raras em matas primárias e em restingas (Barrozo. 1986). Oxypetalum e Calostigma. Tylophora asthmatica e Calotropis procera. Tylophora e Calotropis. especialmente por seus efeitos tóxicos. Sacamonoideae e Asclepiadoideae. Oxypetalum.

especialmente a febre. nos quais se distribuem 1. O gênero Fischeria inclui apenas dezesseis espécies tropicais com ocorrência na América tropical. com ramos pubescentes. com pecíolos pubescentes. formando uma corona composta de uma porção petalóide maior (cúculo) e uma porção fina recurvada (cornículo). flores pentâmeras. curador do Jardim Botânico Imperial em Petersburgo e que viajou com Langsdorff. Não foi encontrada descrição de outros usos tradicionais dessa espécie. 1979).Dados botânicos Espécie de pequeno porte. Ao final do experimento não foram observados sinais de toxicidade nos animais (Tokarnia et al. administrando-se oralmente Fischeria mariana (10 g/kg) em bovinos jovens e desmamados. de onde saem as folhas simples.225 espécies cos- . Exceto por esse ensaio e ainda alguns dados botânicos e ecológicos de algumas espécies. hermafroditas e de simetria radial. com testa verrucosa (Figura 24. L. Dados toxicológicos da espécie Pela sua constante presença em pastagens. foi realizado experimento de toxicidade. E. químicos e toxicológicos de espécies desse gênero. Dados da medicina tradicional A infusão da folhas é usada contra problemas hepáticos e no combate a sintomas da malária. androceu modificado. continuam inexistentes na literatura dados farmacológicos. von Fischer. fruto unilocular. corola gamopétala. Espécies medicinais da família Gentianaceae Introdução A família Gentianaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu.. diclamídeas. sementes comosas. inclui aproximadamente 78 gêneros. O nome do gênero foi dado por Augustin de Candolle em homenagem a Friedr. com lacínios conspicuamente crispados.2). opostas. membranosas.

na região amazônica. flores brancas grandes e muito vistosas.mopolitas. subtropicais e de clima temperado. amplexicaules e grandes. também sésseis. Puruvá e Cutúbea. No Brasil estão registrados aproximadamente 25 gêneros. como é o caso de espécies de Lysianthus (Joly. com pequenas árvores e alguns arbustos e ervas (Mabberley. mas também inúmeras espécies tropicais. F. Muitas dessas espécies são comuns no cerrado brasileiro. e outras são usadas como ornamentais. amenorréia e como vermífugo. a decocção das raízes é usada contra febre. 1998). 1978). Voyria. desordens estomacais. Dejanira. 1997). especialmente do gênero Dejanira. Os gêneros principais e mais conhecidos são Gentiana. Aublet refere-se a um nome popular e comum nas Guianas e inclui cinco espécies tropicais encontradas na América do Sul e no Brasil. com caule ereto de muitos ramos. reunidas em verticilos. Lisianthus e Coutoubea. . folhas opostas e sésseis. Nomes populares A espécie é chamada. Espécies medicinais Coutoubea spicata Aubl. sendo várias delas medicinais. O nome do gênero Coutoubea descrito por Jean Baptiste C. sendo conhecida em outras regiões brasileiras como Genciana. de Carne-seca. Genciana-do-brasil ou Raiz-amargosa. dispostas em espigas simples terminais. fruto capsular. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Dados botânicos É uma planta anual. muitas espécies são comumente usadas como ornamentais e várias outras possuem valor medicinal pelos seus princípios amargos (Barrozo.

foi atribuída a mortes súbitas em bovinos. conhecida popularmente como Tingui em Roraima. Porém. demonstraram que a morte foi decorrente da ingestão de Arrabidaea japurensis (Bignoniaceae). hipotermia. Os sintomas duraram cerca de 8 a 19 horas e consistiram em anorexia. da famosa Strychnos nux vomica. A rama coletada seca permanece tóxica mesmo depois de quatro meses e meio (Tokamia et al. febrífugo. taquicardia. Os gêneros estão distribuídos em dez subfamílias. Os primeiros sintomas foram observados por aproximadamente 14 a 19 horas após ser completada a dose letal.. onde é cultivado como ornamental. e morte. ramosa também apresenta toxicidade manifestada com um quadro predominante de dores abdominais que evoluem de 8 a 20 horas. dentre eles. destacamos apenas os principais: Spigelia. estudos de toxicidade. 1997). lianas e ervas (Mabberley. polipnéia. um gênero fonte de substâncias de interesse farmacológico e toxicológico. fonte entre outras espécies do gênero da estricnina. 1984). diminuição da atividade motora e dores abdominais. . um dos encontrados no Brasil. anti-helmíntico e útil contra amenorréia (Corrêa. e Strychnos. com aproximadamente 570 espécies de distribuição tanto em áreas tropicais como em áreas de clima temperado. Mas a C. incluindo tanto árvores como arbustos. do qual destacamos aqui uma espécie referida como medicinal. Espécies medicinais da família Loganiaceae Introdução A família Loganiaceae descrita por Ivan Ivanovitc Martinov compreende 29 gêneros. Dados toxicológicos A Coutoubea ramosa. 1979).Toda a planta é amarga e a decocção da raiz é usada como estomáquico. Um estudo experimental em bovinos indica que a dose letal da planta gira em torno de 20 g/kg. quando ingerida dentro de 24 horas. diminuição da atividade do rúmen. tônico.

A espécie também é conhecida como Cipó-cruzeiro. em seus cipós.. também constatado para a espécie S. que se refere à presença de mais de 190 espécies. Dados botânicos A planta é descrita como árvore ou como uma enorme liana cujos rizomas saem e entram do solo. as plantas com propriedades narcóticas. foi uma das espécies mais citadas pelos entrevistados. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira.Espécies medicinais Strychnos triplinervia M. Noz-vômica e Quina-de-cipó. porém de S. O nome do gênero designava. potatorum foi caracterizada a atividade antidiarrêica (Biswas et al. a espécie é chamada de Quina-cruzeiro. coriáceas e trinervadas. Nomes populares Na Mata Atlântica. 1978). A planta recebe esse nome por possuir. fruto do tipo baga globosa. A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica. antigamente. O gênero Strychnos é o mais importante dessa família e foi descrito por Carl Linnaeus. flores amarelas em grande abundância. 2002). glabras. nux-vomica (Shoba & Thomas. nós na forma de uma cruz. Corrêa (1984) refere que a casca dos rizomas é usada contra problemas do estômago. . das quais aproximadamente setenta ocorrem no Brasil. a decocção da casca é amplamente referida como útil contra qualquer tipo de dor e para reduzir a febre. folhas opostas e ovais. No levantamento realizado. a maioria na Amazônia (Barrozo. a planta é narcótica e venenosa. Dados Farmacológicos do Gênero Não existem registros de estudos com Strychnos triplinervia. Segundo Corrêa (1984). 2001).

1996). 1999)... Das raízes de S. 1998) e S. guianesis (Penelle et al.1 . Dados Químicos do Gênero Os alcalóides foram os constituintes mais freqüentemente obtidos de espécies de S. 1995). FIGURA 24.. 2000). 2000 e 2001. 2000.. 2001). Existem relatos da atividade tóxica de diversas espécies do gênero que alerta para os cuidados de sua utilização (Ho et al. 2001).. icaja foi isolado a sungucina com atividade antimalarial e citotóxica (Frederich et al. . S.. 1996). S.. nux-vomica reduziu a ingestão de álcool em ratos (Sukul et al.. mellodora (Brandt et al. Alcalóides do gênero tem apresentado potente atividade antitumoral (Bonjean et al. 1996).Allamanda cathartica. Quetin-Lecrerq et al. Rafatro et al.. Detalhe da flor (Banco de imagens - ). S. panganesis (Nuzillard et al.. usambarensis (Frederich et al..A S. myrtoides (Martin et al.

Banco de imagens - . laniflora Dcne.FIGURA 24. Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi .Fischeria cf.2 .

Espécies medicinais da família Convolvulaceae Introdução A família Convolvulaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 1. G.600 espécies. arbus- . Seito C. C.25 Solanales medicinais L. A. Solanaceae. lianas. Polemoniaceae e Hydrophyllaceae. ervas. algumas vezes parasitas. Essas duas famílias botânicas também são importantes pelo grande número de espécies cultivadas e comercializadas como alimentos. das quais alguns exemplos são aqui referidos. N. Di Stasi F. distribuídas em 56 gêneros de ocorrência em regiões tropicais e de clima temperado e distribuição cosmopolita. Convolvulaceae. incluindo plantas herbáceas. Gonzalez L. Hiruma-Lima A ordem Solanales inclui cinco famílias: Nolanaceae. Inúmeras plantas medicinais são encontradas principalmente nas famílias Solanaceae e Convolvulaceae.

internamente. a espécie é cultivada e consumida como alimento. Os tubérculos são amplamente utilizados como alimento. em gargarejos. como Batata-da-terra. gengivite e dores de dente. espécie amplamente cultivada e usada como alimento em todo o mundo. Na região da Mata Atlântica. raízes tuberosas. aqui também descrita como medicinal. Corrêa (1984) refere que as folhas são anti-reumáticas e eficazes contra abcessos da boca e inflamações da garganta. ainda que raramente. Ipomoea batatas. na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil. suculentas. A planta também é conhecida. pecioladas. para infecções da boca. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea. Nomes populares A espécie é chamada. cordiformes. e muitas espécies são cultivadas como alimentares e ornamentais. Espécies medicinais Ipomoea batatas Poir. com folhas alternas. delicadas e amplamente consumidas como alimento. flores brancas. Possuem inúmeras variedades.tos e raramente árvores (Mabberley. de Batata-doce. rosas ou arroxeadas. que são cultivadas com fins comerciais. Os principais gêneros são Ipomoea e Convolvolus. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada externamente como cicatrizante e. geralmente lobadas. axilares e fruto capsular. . 1997). No gênero Ipomoea se encontra a famosa Batata-doce.

tubérculos ou arbustos. com nove a dezenove pares por segmentos lineares. Dados químicos do gênero Da espécie I. de cor vermelhoviva ou rosa. fruto capsular ovóide. Muitas espécies são medicinais. anti-reumáticas e laxativas.. e de homoios = "semelhante". 1996).Ipomoea quamoclit L Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Primavera ou Florde-cardeal. De . Corrêa (1984) refere que o pó da raiz é utilizado como antiencefalálgico e esternutatório. como é o caso de /. 1986). sinensis. como é o caso de I. 1995). O nome do gênero Ipomoea descrito por Carl Linnaeus deriva de ips = "verme que rói". 1996. purpurea e I. flores de 4 a 6 cm reunidas em pedúnculos axilares com uma a três flores tubulosas. oblongata. com cinco lobos arredondados. cairica. O gênero Ipomoea é numeroso e inclui aproximadamente 650 espécies tropicais e temperadas. coptica. É também chamada de Boa-tarde e Primavera. comparando-se as plantas deste gênero. 1. Delgado et al. Goda et al. flavonóides (Zhou. muitas delas amplamente cultivadas. pelo seu aspecto parecido com o dos vermes. Dados da medicina tradicional A decocção da raiz da planta é usada internamente contra dores de cabeça e como purgativo. purpurea e /. hederifolia. carnea. 1996). friedelina.. acetil-b-amirina. Alba. Dados botânicos A espécie é uma trepadeira anual. cairica. com caules bastante entrelaçados. I. pinatipartidas e pecioladas. I. I. de amplo uso em Veterinária contra feridas e úlceras de animais (uso externo).. b-sitosterol. folhas alternas.antocianinaseantocianidinas (Terahara et al. enquanto as folhas são detergentes. glabra. foram isolados vários carotenos (Bicudo de Almeida et al. de 5 a 18 cm de comprimento. sendo várias ervas. batatas Lam. ácido caféico e quercetina (Tan et al.. 2000. I. principalmente como ornamentais pela beleza de suas folhagens e de suas flores. I.

carnea.. Diversos flavonóides foram isolados de I. Já do extrato etanólico da planta toda foram isoladas as ligninas (-)-arctigenina. tornando-a uma boa opção de suplementação alimentar (Ekpa. 1990). além de b-sitosterol ácidos graxos e lignonas (Paska et al. além de escopoletina e friedelinol (Lin & Chou. reticulata (Mann et al. Das raízes de I. Das sementes de I. 1996) amidos pirrolidina defótica (Tofern et al.. regnellii e I. A contração do trato gastrintestinal pela administração de I. lonchophylla foi isolada uma fração tóxica para camundongos que contém uma mistura de inseparáveis glicosídeos resinosos (MacLeod et al. alba foram isolados os alcalóides do tipo hexahidroindolizina (Ikhiri et al. asarifolia apresentam quantidades apreciáveis de proteínas brutas. reptan foi isolada galactomanana (Kumari & Alam. hardwickii (Liu et al.. 1989). quando administradas a cabras. adrenérgicos e . tricolorinas e ácido tricolórico (Bah & Pereda-Miranda. De Lima & Braz-Filho. 1996). e das flores de I. os níveis de oxalato e ftalatos na planta são menores do que a recomendação máxima como tóxica. 1987)..7-dimetil-quercetina e 7-O-bD-glucopiranosil-4'-metilapigenina. 1996). as lignanas arctigenina. purpurea foram isolados glicosídeos acilados como a pelargonidina (Saito et al. 1997). Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero De Ipomoea orizabensis e I. 1996 e 1997). cairica foram isoladas as cumarinas umbeliferona e scopoletina.. e também dibenzil-g-butirolactona. operculinas I-VIII ácido operculínico A. carnea Jacq. 1997). As folhas de I. 1997). Foram detectados indícios de toxicidade nas folhas de I. 1986). alta concentração de cálcio e potássio.. cornea. operculata foram isolados os glicosídeos jalapina. matairesinol e trachelogenina. Em Ipomoea aquatica foi detectada a presença do carotenóide aluteína (Wills & Rangga. tricolor foram caracterizadas antocianinas (Teh & Francis. 1999). os flavonóides 4'... Das sementes de I. 1988). arctiina e matairesinosídeo. também encontrados em I. 1999a.. (Sharma & Shukla. onde foi observada a diminuição dos níveis de glicose e fosfatase sangüínea e elevação dos níveis de uréia (Zakir et al.. ácido n-dodecanóico e/ou n-decanóico (Ono et al. Das partes aéreas de I. muricata foram isolados glicosídeos com atividade laxante (Noda et al. 1987). De I. 1999) e estudos químicos foram realizados com a I. 1996). 1997). é medido por mecanismos colinérgicos.I.

O extrato diclorometano de I.. As sementes de Ipomoea ssp. 2000). 1996). Foram isolados de I. 1993) e tóxica (Melo Diniz et al. tristeza e perda de peso nas cabras tratadas com a planta. arbustos. 1992). sendo 56 gêneros espontâneos da América do Sul. pescapae (Madeira et al. 1997). que apresentaram uma pronunciada atividade citotóxica em três linhagens de célula tumoral humana e atividade antibiótica contra duas linhagens de bactérias (Reynolds et al. Espécies medicinais da família Solanaceae Introdução A família Solanaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 94 gêneros. 1991).. O efeito tóxico foi observado no cérebro. conhecida popularmente como salsa-da-praia. Entre estes. muitos destes com grande ocorrência no Brasil. antiagregadora plaquetária (Lemos et al.. Foram observadas também anorexia. 1994). 1990). stans três tetrassacarídeos. 1995).. lianas e ervas (Mabberley. fistulosa apresentou atividade antiinflamatória em teste de edema de rato em camundongos (Gorzalczany et al. no cerebelo e na medula espinhal (Srilatha et al. com 2. encontram-se árvores. A I..950 espécies subcosmopolitas... 1996). 1997).. depressão. 1997) e hemolítica (Paula & Freitas. já foram caracterizadas as suas propriedades antimicrobiana (Lima et al.. A atividade antinociceptiva foi caracterizada também em I.. Atividade tóxica também foi encontrada na espécie I fistulosa (Florio et al.. Os principais gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: .não-colinérgicos (Hore et al. dos quais 25 são endêmicos. 1998). apresentaram potencial atividade genotóxica em testes com bactérias (Friedman & Henika. espasmolítica (Medeiros et al. 1998). As folhas de Ipomoea impeati apresentaram atividades antiinflamatória (Paula & Freitas. 1998a e 1998b). hispida é citada como droga antileprótica da flora medicinal indígena. Das partes aéreas de Ipomoea asarifolium. Os extratos aquosos. hidroalcoólicos e clorofórmicos das raízes desta espécie apresentaram atividade anticonvulsivante em ratos (NavarroRuiz et al. 1996). e seus constituintes foram avaliados diante da Mycobacterium leprae (Kataria &Gupta.

Nomes populares Na região amazônica. a capsaicina. entre outros inúmeros compostos. Em outras regiões. como por compreender espécies vegetais de alto valor econômico e de grande utilidade na alimentação humana. da famosa Datura stramonium. Cuvitinga e outras espécies. Datura. Espécies medicinais Brunfelsia grandiflora D. como é o caso da Batata-doce e das mais variadas batatas. dessa subfamília. do famoso Tomate. na qual se destacam os gêneros Nicotiana. pelos nomes de Manacá-da-serra. constituintes também presentes no gênero Hyoscyamus. inúmeras espécies dessa família foram referidas como medicinais e passam a ser descritas a seguir. . como Juá-bravo. que tem aqui descrita e posteriormente discutida uma de suas espécies. uma importante espécie cuja indústria do fumo movimenta milhões de dólares anualmente. Nos estudos realizados. fonte de nicotina. e Solanum. Managá-caa. importante ferramenta farmacológica e. Estes dados mostram a enorme importância dessa família botânica. e outras relevantes espécies de importância farmacológica pela presença de inúmeros alcalóides como a hiosciamina e hioscina. essa espécie é conhecida popularmente como Maliaca. especialmente na espécie Hyosciamus niger. da famosa espécie Nicotiana tabacum. Manacá-açu e Jeratacaca. Don. mas que causam problemas de saúde extremamente sérios e graves.• Solanoideae. das inúmeras pimentas vermelhas e amarelas usadas como condimento. com inúmeros representantes no Brasil. amplamente usadas como alimento e que possuem elevado valor econômico. • Cestroideae. ainda do ponto de vista comercial e social. Fumobravo. visto que inclui inúmeras espécies fontes de compostos químicos de grande relevância na Farmacologia e na medicina moderna. Brunsfelsia. descrito posteriormente. tanto do ponto de vista farmacológico. Physalis. Gambá. Lycopersicum. na qual se encontram os gêneros Capsicum. de onde se isolou.

flores amarelas. Dados botânicos Erva com muitos ramos. especialmente na Amazônia. O nome do gênero Physalis vem do grego physa = "bexiga. o chá de sua raiz é utilizado para o tratamento de problemas do fígado e contra malária. flores dispostas em cimeiras. fruto esverdeado do tipo baga. a infusão das folhas é considerada excelente para diminuir febre. Physalis angulata L. Juá-de-capote. androceu com cinco estames. pequenas. Mata-fome. semente rufescente (Figura 25. folhas inteiras. possui. Joá. O chá preparado com raiz de . Dados da medicina tradicional Na região amazônica. bilocular. Tomate silvestre e Cereja-de-inverno. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Mulaca. Mabberley (1997) refere que as folhas e cascas da espécie são usadas na Amazônia como alucinógenos.Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. Nomes populares A espécie é chamada. ereto e crasso. súpero. contendo ramos cilíndricos e casca fina e rugosa. pentâmeras. diclamídeas. com anteras azuladas. muito ramificado. bolha". na região amazônica. longo-pecioladas. sem estipulas. folhas elípticas e acuminadas. agudas. ovário bicarpelar. referindo-se à forma do fruto. hermafroditas. de Camapu. Joá-de-capote. caule verde. Em outras regiões também é conhecida como Bucho-de-rã. Bolsa mulaca.1). glabra. O nome do gênero foi dado por Carl Linnaeus em homenagem ao botânico alemão Otto Brunfels. usadas e cultivadas como ornamentais e medicinais. O gênero Brunfelsia descrito por Carl Linnaeus inclui quarenta espécies tropicais americanas e fontes de alcalóides.

. bem como no combate a febre. o uso interno da planta toda é tido como útil contra problemas renais (Agra. 1982). Algumas tribos colombianas utilizam o chá das folhas no tratamento de asma (Forero. Outras denominações populares são Jurubeba verdadeira. No Peru. diuréticos e resolutivos (Corrêa. e as folhas e/ou as raízes contra dores de ouvido. para tratar hepatite.camapu misturada com raiz de açaí. Juripeba. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. e suas folhas têm uso diurético. Juuna e Juvena. jurubeba e pega-pinto é utilizado contra doenças nervosas. os frutos são desobstruentes. renais e de vesícula biliar (De Almeida. 1980. Solanum paniculatum L. são utilizados para os mesmos fins (Gavilanes et al. 1980). da Amazônia brasileira. 1984) e a raiz. enquanto outras acreditam que as folhas e os frutos possuem propriedade narcótica e que a decocção dessas partes vegetais apresentam atividade antiinflamatória e efeito desinfectante sobre as doenças de pele (Garcia-Barriga. Embora alguns indígenas da Amazônia peruana usem o suco das folhas. vômito. útil contra reumatismo. A seiva dessa espécie é calmante e depurativa. a espécie ainda é empregada para tratar reumatismo crônico. outros. 1980). contra inflamações. malária. 1990). 1998). o chá da raiz é considerado útil contra problemas do fígado. a espécie é conhecida como Jurubeba e Jurubebinha. contra vermes. a infusão da sua raiz. usam a seiva dessa planta para combater dores de ouvido (Ayala Flore. problemas hepáticos. 1984). interna e externamente. Rutter. 1993). No Brasil. . 1990). na Paraíba. 1974-1975). tosse e dores no corpo (Amorozo & Gély. problemas hepáticos. 1995). 1994). no Pará. essa espécie vegetal é utilizada contra diabetes. Jubeba. dermatites e doenças de pele. A ingestão de uma xícara de chá das partes aéreas desse vegetal é recomendada para o tratamento de asma e de malária (Kember Mejia & Elsa. hepatite e reumatismo (Forero.. contra icterícias (Schultes & Raffauf. As tribos indígenas da Amazônia utilizam a infusão das folhas como diurético (Duke et al. em Minas Gerais.

sendo úteis contra icterícia. Inclui inúmeras variedades. O gênero Solanum descrito por Carl Linnaeus compreende 1. hepatite e febres intermitentes. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada contra parasitas intestinais. desiguais. especialmente contra lombrigas. folhas alternas. todas cultivadas. ramos subterrâneos formam tubérculos de diversos tamanhos e formas. brancos ou amarelados. O nome do gênero deriva de solamen = "consolo. muitas delas de grande valor econômico. ricos em fécula e amplamente consumidos e apreciados em todo o mundo. carnosos. de caule alado. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea. lilás ou roxas. alívio". ereta. as quais são inteiras ou lobadas (cinco a sete lobos). flores brancas. fruto do tipo baga globosa. Solanum tuberosum L. Corrêa (1984) refere que as raízes e os frutos possuem propriedades amargas e desobstruentes. flores em umbela. A espécie ocorre em áreas de formação secundária na região do Vale do Ribeira.700 espécies subcosmopolitas. referindo-se aos efeitos analgésicos e sedativos de inúmeras de suas espécies. muito parecidas com as da Batata-inglesa. sinuosas e acuminadas. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. fruto do tipo baga redonda. a espécie é conhecida como Batata e comumente denominada Batata-inglesa ou Batatinha. de cor verde brilhante na parte superior e verde-esbranquiçada na inferior. es- . compostas de cinco segmentos inteiros e ovados. dispostas em racemos. além de ser indicada contra problemas do estômago.Dados botânicos A planta é um arbusto pubescente nos ramos e nas folhas. de onde é obtida pelos habitantes locais.

. 1987. o principal grupo de substâncias são os esteróis obtidos de P. P. Eguchi et al. minima (Mulchandani et al. ácido oléico (11. dos quais foram caracterizados. a infusão das folhas é usada contra distúrbios do estômago. principalmente. 1987). Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. obtido de suas partes aéreas. alkekengi (Kawai et al. Das raízes P peruviana foram isolados vitanolídeos (Neogi et al. peruviana (Sahai & Ray. uniflora constituem rica fonte de óleo (30.52%) (Maestri & Guzman.. P peruviana (Gottlieb et al.pecialmente no Sul e no Sudeste do Brasil para comercialização interna e para exportação. 1991).. Gottlieb et al. grandiflora. 1986). 1996). 1977). 1986). Glotter et al. Salicilato de metila também foi caracterizado como um dos constituintes majoritários. hopeana foram isolados quatro novos glicosídeos esteroidais (Ichiki et al. 1980. 1986). As sementes de B.5%). cetonas. P pubescens (Reddy et al. foram identificados escopoletina e ácido oleanólico (Magadan et al. 1977a).. Vasina et al.. 1980) e alcoóis triterpenóides de P alkekengi (Itoh et al. P viscosa (Maslennikova et al. Na região. com ciclopropenóides. Oshima . Dados químicos das espécies e dos gêneros As espécies de Brunfelsia são ricas em escopoletina. aldeídos. Itoh et al. 1985... Do gênero Physalis. 1985). hidrocarbonetos. De B. furocumarinas que parecem ser um antiinflamatório (Iyer..8%).. ácido palmítico (7.. americana foram identificadas as presenças do ácido ricinoléico. 1986. 1987. 1994). identificou a presença de 122 compostos.. 1979a.. além de ácidos graxos normais (Daulatabad & Hosamani... 1980) e P. 1977 e 1978). Os principais componentes identificados foram: ácido linoléico (75. ixocarpa (Abdullaev et al. 1981). Uma análise detalhada através de CG-MS do óleo essencial de B.25%) e ácido ricinoléico (0.5%). 1988. Frolow et al. 1980. 1995). Constatou-se que quase um terço da totalidade dos compostos identificados é de origem terpênica (Castioni & Kapetanidis. Alcalóides foram isolados de P. No óleo das sementes de B. alcoóis e ésteres. espécie de origem cubana. a planta é obtida no comércio (tubérculos) ou pelo cultivo (folhas). P. nitida. angulata (Row et al.. Sinha et al... Já da casca da raiz de B.

O extrato aquoso de B. Banton et al. apresentou atividade antiedematogênica (Pereira et al. 1990). 1990. B. 1992a... 1990).. 1983.. minima var. floribunda. Chen et al. 1987b. neoclorogenina. indica foram isolados vitasteróides.. 1986. figrina. De P ixocarpa foi isolada ixocarpalactona A (Abdullaev et al. beta-sitosterol. Moiseeva et al.. além de vitaminimina (Gottlieb et al. vitaminimina.. 1997.et al. artrites. hopeana foi detectado um constituinte denominado escopoletina. 1987). 1975. 1988 e 1989).. Já da raiz de B. Vasina et al.. 1967a e 1967b). 1988)... além de contatar também atividade antiinflamatória (Iyer et al. febre e picadas de cobra. 1986). 1991). 1977). Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Brunfelsia grandiflora é popularmente utilizada para o tratamento de reumatismo. flavonas e beta-sitosterol (Sinha et al. revelou atividade depressora do SNC. bonodora.. além de alcalóides. 1987. 2001) e vários tipos de esteróides (De Almeida. Shingu et al. 24-25-epoxi-vitanolídeo D e T e vitafisanolídeo. De P. 1997). De P. 1992b e 1992c). ácido clorogênico. 1990. flavonóides (Ismail & Alan. glicosídeos. enquanto das folhas de P... calcyina var. alkekengi foram isoladas fisalinas (Kawai et al. Chen et al. flavonóides (Ser.. Existem relatos de atividade tóxica das espécies B. fisalina B e quercetina (Gupta et al. Oliveira et al. vamonolídeo e vitanolídeos (Vasina et al. 14-alfa-hidroxi-ixocarpanolídeo. B. 1968.. 1987 e 1990. painculogenina e jurubina (Ripperger & Schreiber.. Spainhour et al. utilizada para picadas de cobra. hopeana.. 1989. bronquites. A administração oral de B. . angulata foram isolados ainda vitasteróides. 1989. fisangulídeo. 1993. Ripperger et al. Neilson & Burren. Dinan et al. vitangulatina A. vitagulatina A.. 1990). acetil colina.. que apresentou atividade espasmolítica (Romero et al. 2001). fisagulina A e K. 1988). 1992). uniflora.. Da espécie Solanum papniculatum foram isolados paniculonina A e B. com extratos da raiz de B. aianinas. australis (McBarron & de Sarem. uniflora na forma de infuso (planta seca) a 10% ou planta fresca a 20% nas doses de 1 ou 2 g/kg produziu atividade analgésica e antiinflamatória em camundongos (Ruppelt et al. vamonolídeo. pauciflora e B. Uma triagem hipocrática em ratos.

1998. Barbi et al. peruviana revelou atividade antimicrobiana (Zaki et al.. 1998b). minima foram isolados constituintes que apresentaram atividade antiinflamatória (Sethuraman & Sulochana. citotóxica.. I. Kurokawa et al. Das folhas de P. anticoagulante (Kone-Bamba et al. M.... Dados toxicológicos Estudos realizados com folhas frescas e secas de Brunsfelsia pauciflora apresentaram toxicidade em bovinos. Haussmann et al. 1997. 1993. 1990). Carvalho...Para a Physalis angulata. anticolinérgica (Fonteles et al... Silva. 1995.. 1998). aos esteóides.. Os extratos aquosos. M. V. alcoólicos. antiasmática. et al. V. incluindo leucemias. 1998) e antineoplásica (Carvalho. quando ingeridas em dose única ou repetida. M. V. imunomoduladora (Rosas et al. A atividade antineoplásica foi atribuída à fisalina D. et al. M. do extrato da planta inteira e/ou da fração esteroidal (Carvalho. 1990). aqui descrita. tenellus foi detectada a atividade analgésica (Ribeiro. melanomas. et al.. Kusumoto et al. M.. Ribeiro et al. antiespasmódica. 1987). 1998). imunoestimulante (Carvalho. constataram-se atividades hipotensora. niruri e P. anti-séptica. M... entre outras. 1991. antigonorréica... 1998). V. antibacteriana (Hussain et al. 1988). 1998). 1998) antimicobacteriano (Januario et al. tripanossomicida (Barbi et al. M. P. Pietro et al. antimutagênica. como movimento . moluscicida (Almeida & Fonteles. et al. 1987). 1998). 1992. M. Chiang et al. Para as diferentes partes vegetais de Physalis caroliniensis. 1998. 2002. 1998.. atividade citotóxica contra vários tipos de células cancerígenas. Soares et al. 2000). embora outros sinais também tenham sido verificados. V. edulis detectou-se a presença das atividades colinomiméticas por meio de testes farmacológicos in vitro (De Almeida. antiviral (Otake et al. etanólicos e esteroidal mostraram. in vitro e in vivo. et al. 1997. entre outras (Lin et al. G. et al. 1998). T..... antileucêmica. diurética.. isolada da fração aquosa da planta inteira (Carvalho. O principal sintoma desse envenenamento foi a excitabilidade.. et al.. O extrato aquoso e etanólico de diferentes partes dessa planta apresentou atividade antiinflamatória (Carvalho. V. e a atividade imunoestimulante. O estudo dos vitanolídeos de P. 1989). 1992a e 1992b). et al. 1992a e 1992b). Nos frutos de P.

perda de peso. FIGURA 25.de mastigação.Physalis angulata.Banco de imagens - . às vezes levando-o ao chão. falta de apetite. Aspecto geral do ramo com flor e fruto (desenho original por Di Stasi . Além disso. 1991). estiramento e contração das patas traseiras.1 . tremor muscular com algumas contrações súbitas e falta de estabilidade do animal. quatro animais sofreram ataque epiléptico (Tokarnia et al. irritabilidade. salivação.

Espécies medicinais da família Boraginaceae Introdução A família Boraginaceae (Dicotyledonae). descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Guimarães C. freqüentemente . A família inclui árvores. Amazônia e Mata Atlântica. com aproximadamente 2. A. M. M.26 Lamiales medicinais L. Verbenaceae e Lamiaceae (Labiatae). inclui 130 gêneros distintos. Santos C. apesar de incluir apenas oito famílias. das quais se destacam as Boraginaceae. foram referidas espécies medicinais dessas três famílias botânicas. Hiruma-Lima Lamiales é uma das maiores ordens botânicas existentes.300 espécies (Mabberley. as quais serão discutidas a seguir. 1997). Di Stasi E. arbustos. espalhadas por todo o planeta. C. Nas regiões de estudo. Esta última família compreende um grande número de espécies de valor medicinal.

Nomes populares A espécie é chamada. inflorescência espigosa. a infusão das folhas é usada como antiinflamatório. 1998). A população atribui os mesmos efeitos à decocção das folhas. um dos gêneros mais comuns no Brasil. na Mata Atlântica e em todo o Brasil. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura. onde ocorre em abundância em solos arenosos e em áreas de restinga. fruto subgloboso vermelho (Figura 26. • Cynoglossum. • Heliotropium (Heliotropioideae). A planta também é conhecida como Balieira-cambará.1). denominada popularmente Confrei e identificada como Symphytum officinale. de Ervabaleeira. amplamente utilizada como medicinal e conhecida como Erva-baleeira e aqui descrita. muito ramificado. . cujo gênero inclui a espécie Heliotropium indicum. densa. sendo também indicada para o alívio de dores e na redução de febres. É uma planta heliófita e higrófita. no qual se encontra a famosa Cordia verbenaceae. Borago e Symphytum (Boraginoideae). pubescentes na face inferior. formando grandes populações em áreas litorâneas. e seus gêneros mais importantes são: • Cordia (Cordoideae). este último com uma espécie amplamente conhecida e usada como medicinal. Inúmeras espécies dessa família são consideradas medicinais. com até 12 cm de comprimento. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Espécies medicinais Cordia verbenaceae L. com pedúnculos eretos e muitas flores brancas. referida como medicinal na região de estudo e reconhecida como espécie cultivada no Brasil (Joly.herbáceas e raramente lianas. lanceoladas. agudas. de onde saem folhas sésseis. Espécie muito comum na região da Mata Atlântica. sendo raramente encontrada no interior de matas.

incluindo espécies tropicais e outras de climas temperados. Segundo Corrêa (1984). O gênero Heliotropium contém aproximadamente 250 espécies vegetais. europaeum são reconhecidamente medicinais. Crista-de-galo. de origem na América e distribuição global por todo o Brasil. estomatites. 1994). faringites. tubulosas. inflorescência curvada. O nome do gênero Heliotropium descrito por Carl Linnaeus vem de helios = "Sol". Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Borragem-brava ou Fedegoso. Outros sinônimos são Aguaraciunha-assu. folhas pecioladas. Dados botânicos A espécie é um subarbusto de 0. amplexicaule e H. fruto formado como uma mitra. alternas. Aguaraquiunha. com flores brancas ou azuis. .Heliotropium indicum L. o macerado de folhas em água é indicado topicamente contra hemorróidas e afecções cutâneas. dispostas em espigas solitárias. Na medicina tradicional salvadorenha. e as espécies H. Jamacanga e Jacuacanga. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. enquanto as folhas amassadas com folhas de Mucuracaá são usadas topicamente contra "baque". as folhas e raízes maceradas são usadas topicamente nas regiões inflamadas do corpo (Guerrero. moléstias cutâneas e feridas. e trepein = "mudar". O uso interno da infusão de folhas é útil como desobstruente do fígado. anginas. furúnculos e também contra queimaduras. incluindo úlceras. É uma planta anual. com dispersão regiões tropicais e temperadas. a planta é desobstruente e anti-hemorroidária. referindo-se ao fato de as flores se torcerem após a exposição ao sol. ovadas ou cordiformes e acuminadas. com ramos lisos e glabros. de flores brancas. glabro ou pubescente. abcessos. Amorozo & Gély (1988) referem que o chá da folha fresca é útil contra tosse e febre.5 a 1 m de altura. Um grande número dessas espécies é útil como ornamental. e seu suco é de alto valor contra aftas.

De H. Orelha-de-vaca etc. O macerado das folhas em aguardente é empregado externamente como cicatrizante. Sonsólida. com folhas ovadas ou oblongas. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Consolda maior. 1986). possuem glicosídeos cardiotônicos (Guerrero. dispostas radialmente. vistosas. A decocção das folhas é usada internamente contra hepatite. fruto com quatro aquênios lisos. indicum também foram isolados da fração alcaloídica os alcalóides pirrolizidínicos heliotrina e lasiocarpina e compostos não-alcaloídicos. lupeol. caule curto e ramoso. marifolium foram isolados os alcalóides pirrolizidínicos conhecidos por sua atividade antitumoral e denominados heliotrina. ásperas e onduladas. . Das partes aéreas de H. Outros nomes são Consolda. Dados químicos Estudos fitoquímicos mostram que as folhas de Heliotropium indicum são ricas em alcalóides.Symphytum officinale L. de Confrei. enquanto as raízes. taninos e triterpenos. distúrbios estomacais. Língua-de-vaca. 1994). com porte herbáceo e raízes fasciculadas. Erva-do-cardeal. 1996). acuminadas no ápice. enquanto o macerado da raiz em aguardente também é usado como diurético e contra anemias. tubulosas. Dados botânicos A espécie é uma erva de rizoma grosso. inflamação e dores de barriga. lasiocarpina. europina. beta-amirina e beta-sitosterolglucosídeo (Pandey et al. Nomes populares A espécie é chamada. lasiocarpina-N-óxido e indicina-N-óxido (Jain & Purohit. na Mata Atlântica e em todo o Brasil. flores grandes. a espécie é amplamente cultivada com fins medicinais.. além de alcalóides e taninos. como beta-sitosterol. É uma planta cultivada ou subespontânea com origem na Ásia. amarelas ou rosas.

H. 1996).. bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. supinina e europina (Rizk et al. dasycarpum (Rakhimova & Shakirov. argentinum e var. heliotrina e lasiocarpina e. subulatum (Malik & Rahman.. curassavina. 1988). curassavicum var. H. heleurina. Outras classes de compostos também têm sido estudadas para este gênero. europina e supinina em H. heliovicina. 1996). coromandalinina. heliotrina e lasiocarpina (Guner. keralense (isolicopsamina.de H.. lasiocarpina e 5'-acetileuropina) por Asibal et al. heliotrina. curassavicum (Davicino et al. 1986).. 1995b.. europina. 1988. 1995). H. H. 1987). coromandalina. 1988).. bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. 1989). Farrag et al. rotundifolium (europina. 1988). além de dois novos alcalóides pirrolizidínicos .. em menor quantidade. curassavinina. circinatum foram isolados os alcalóides curassavina. (1990). 1990). 1988). bursiferum (Marquina et al. H. echinatina. Alcalóides pirrolizidínicos também foram descritos em H. e heliotropina de H. Inúmeros alcalóides pirrolizidínicos foram também descritos nas espécies H. heliotrina e lasiocarpina de H. licopsamina amabilina. (1989). esfandiarii (Yassa et al. intermedina e retronecina) por Ravi et al. lasiocarpum (Akramov. scabrum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. Das partes aéreas de H. heleurina. 1995) e H. stenophyllum. em H. bovei.De H.. 1988). Reina et al. 1994). 1995b). arborescens (Bourauel et al. destacando-se compostos fenólicos em H.. heliotrina. em que se . spathulatum (Roeder et al. bacciferum foram isolados também os alcalóides heliotrina e europina (Pizk et al.. e suas folhas encerram ácidos graxos e esteróis (Miralles et al. 1991). hirsutissimum (Guner et al.a heliospatina e o heliospatulina . H.. H.

naringenina e 2-geranil-4-hidroxifenil acetato foram isolados de H. do exsudato. 2001) e de C. o filifolinol e um espiro-benzodihidrofuranilterpeno (Torres et al. stenophyllum (Villarroel & Urzua. larvicidas e antiviral foram obtidas das espécies de C.. C. dentre outras espécies (Ficarra et al. linnaei (Ioset et al. naringenina e 2geranil-4-hidroxifenil acetato (Villarroel & Urzua. verbenacea. 3-0-metilgalangina. De H. 2000a) e C. A propriedade cicatrizante também foi atribuída a esta espécie (Reddy et al.. enquanto 3-metilgalangina e galangina foram isolados de H. A Atividade antiinflamatória foi atribuída aos frutos de C. solicifolia (Hayashi et al. 1990). tais como ácido rosmarínico. pinocembrina. Ácidos graxos e esteróis foram descritos em H. multispicata foi isolado triterpenóides com atividade anti-androgénica (Kuroyangi et al. bursiferum foram isolados os alcalóides 9-angeloylretronecina N-óxido que inibiu o crescimento de Bacillus subtilis. sinuatum foram isolados os flavonóides naringenina... e a lasiocarpina que foi capaz de inibir todos os microorganismos testados.. sakuranetina foram isolados da resina de H. 2000b). 1989) e esteróis e quinonas em H. alliodora (Ioset et al. 1990). Os constituintes fenólicos denominados galangina. filifolium (Urzua et al. 2001). C. pervianum produz compostos fenólicos antioxidantes. Do exsudato resinoso de H. 7.. 1998). 1990).descreveram os constituintes galangina.. 1987).. 1996). Dados farmacológicos De Cordia dichotoma foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Ahmad & Beg. 2002). pinobanksina-3-acetato. C. myxa. pinocembrina.. filifolium também foram isolados. a qual foi avaliada quanto à sua atividade antitumoral diante de carcinoma de Ehrlich e sarcoma 180 em camundongos (Dutta et al. Os flavonóides ayanina.3-0-metilisorhamnetina e pachipodol (Torres et al... pinocembrina.. ovalifolium (Guntern et al. hesperetina.. 2001). chenopodiaceum. 1995. Al Awadi et al. 1996).. curassavica (Ioset et al. 1994 e 1996). A H.3'-dimetileriodictiol. bacciferum (Miralles et al. As propriedades antifúngicos. derivados do ácido caféico trimérico e tetramérico (Motoyama et al. De H. Porém nenhum composto isoladamente foi ca- . De Heliotropium indicum foi isolada indicina N-óxido. 1991 e 1988.. 7-O-metileriodictiol. 2001).. Sertie et al. 1996).

Espécies medicinais da família Lamiaceae Introdução A família Lamiaceae. Jain et al. Alcalóides isolados de H. 2001a e 2001b).. 1994. Dados toxicológicos A espécie. subtilis como o extrato bruto de H. Eroksuz et al.. reconhecidamente constituintes com alta toxicidade. Em razão dos estudos realizados com a espécie Symphytum officinale. 1987. havendo relatos da presença de alcalóides pirrolizidínicos em inúmeras espécies do gênero. argentinum apresentam genotoxicidade. ramosissimum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que em estudos preliminares inibiram a atividade colinesterase sérica (Mahmoud et al. elipticum apresentou também atividades antimicrobiana e antitumoral (Jain & Arora. o Ministério da Saúde do Brasil proibiu o uso e a comercialização de preparados por via oral. 2001). 2002. Portanto.700 espécies. 1992). 1995). infusão ou chás por via oral. porcos e aves (Gaul et al. nos quais se distribuem 6. ellipticum e H. Um outro estudo com o extrato etanólico das partes aéreas e raízes de H. 1997)... europaeum e H. 1987). sendo também contra-indicado o uso do material fresco. Das partes aéreas de H. De H. Alcalóides pirrolizidínicos de Heliotropium bovei possuem atividade antifúngica (Reina et al. bursiferum (Marouina et al.paz de inibir efetivamente o B. o consumo de espécies desse gênero deve ser evitado. é potencialmente tóxica... Singh et al. possivelmente associada aos pirrolizidínicos alcalóides (Carballo et al. a maioria de arbustos e ervas e raramente de árvores . também denominada Labiatae. subulatum apresentaram atividade antimicrobiana significativa (Jain & Sharma. assim como todo o gênero Heliotropium.. enquanto alcalóides de Heliotropium curassavicum var. dolosum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que apresentaram hepatotoxicidade em camundongos. 1989). foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui cerca de 252 gêneros.

obovais. pois são usadas como condimentos.(Mabberley. com ápice agudo ou arredondado e base arredondada. Lavandula. Ocimum. especialmente americanas. Salva-de-marajó e Salsa-de-marajó. visto que nela se concentra um grande número de plantas referidas e citadas como medicinais em todo o mundo. ex Benth. oposto-decussadas. do ponto de vista medicinal. Scutellarioideae: Scutellaria. Teucrioideae: Teucrium. 1997). Satureja. corola com tubo infundibuliforme. bem como na indústria de perfumes e cosméticos. Salva-do-campo. A família também é importante como fonte de espécies de grande valor no mercado. flores dispostas em capítulos pedunculados. Hyptis e Plectranthus.2). alimentos. Thymus. Espécies m e d i c i n a i s Hyptis crenata Pohl. bilabiado. nas quais destacamos as principais espécies medicinais de ocorrência subespontânea ou cultivadas no Brasil: • • • • • • • Viticoidea: Vitex. androceu com estames esbranquiçados e anteras unitecas (Figura 26. Malva. Dados botânicos A planta é uma erva ereta. rígidas. com haste suculenta. com cálice tubuloso. . Mentha. Trata-se de uma importante família. folhas pecioladas. pubescentes. Os principais gêneros desta família ocorrem em sete subfamílias. crenadas. Nepetoideae: Hyssopus. Origanum. Rosmarinus. Salva. Pogostemonoideae: Pogostemon. e inclui mais de trezentas espécies de áreas tropicais. referindo-se ao lábio inferior da corola bilabiada. Ajugoideae: Ajuga. Melissa. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Malva-do-campo. Leucas e Sideritis. Lamioideae: Leonotis. O nome do gênero Hyptis descrito por Nicolaus Jacquim vem de hyptios = "recurvado". Salvia.

uma espécie popularmente chamada de Mentrasto pertence a esse gênero. Cordão-de-são-francisco e Pau-de-praga. O nome do gênero Leonotis descrito inicialmente por Christian Persoon e posteriormente revisado por Robert Brown significa "orelha de leão". cálice pulverulento (corola bilabiada com lábio superior elminiforme muito mais longo que o inferior. Leonotis nepetaefolia Hort. a decocção misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra problemas do fígado. na região amazônica e em quase todo o Brasil. .3). folhas opostas. icterícia. ovadas e subcordiformes na base. enquanto o banho preparado com as raízes é usado externamente contra infecções. para regular a menstruação. um pouco lenhosa. a decocção das folhas é usada contra malária. e a infusão da planta toda. antigripal. As folhas e os ramos são indicados como excitantes. com caule quadrangular aveludado e pubescente. emenagogos. de até 2 m de altura. anti-reumático e contra cólicas menstruais. formando capítulos globosos isolados (Figura 26. Essa espécie é usada na forma de infusão das raízes como analgésico. flores pediceladas com quatro estames. flores dispostas em racemos densos e verticelados. Dados botânicos Erva anual. Nomes populares A espécie é chamada. Na região da Mata Atlântica. de constipações e artrites (Van den Berg. e inclui apenas quinze espécies tropicais. mas não foi completamente identificada. cólicas menstruais e problemas digestivos. por causa do lábio superior da corola grande e ereto. diarréia. recebe o mesmo nome. Também é popularmente denominada Cordão-de-frade. 1982). de Rubim.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. no tratamento de inflamações da garganta e olhos. Na Mata Atlântica. sudoríficos.

antiasmática. nas inflamações broncopulmonares. cálice bilabiado. herbáceo. distúrbios do estômago.. ovadas ou oblongolanceoladas. pubescentes nas duas faces e membranosas. Dados botânicos Planta anual. facilitando a expectoração. de caule ereto. na Mata Atlântica. com cinco segmentos acuminados. com lábio superior 1-2 .Dados da medicina tradicional Na região amazônica. brancas. Na região do Vale do Ribeira. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica pelo nome de Catinga-demulata e. 1982. hipotensão. folhas pecioladas. elefantíase e hemorragias uterinas (Corrêa. reumatismo. externamente. raramente arredondadas. ramos quadrangulares. no Mato Grosso. Leucas martinicensis R. em Minas Gerais (Verardo. 1982). o chá de toda a planta. no Rio Grande do Sul. Outros nomes comuns na região amazônica e em outras regiões do país são Cordão-de-são-francisco. Grandi & Siqueira. dores gerais. a planta florida é usada na fraqueza geral. Esses nomes também são comuns para a espécie Leonotis nepetaefolia. A planta é também considerada antiespasmódica. no Ceará (Matos et al. desiguais entre si. antireumática. é utilizado como anti-reumático. sendo ainda indicada contra úlceras. duas vezes ao dia. Br. a aplicação do macerado da planta no local lesado serve como cicatrizante e para aliviar dores de contusão. pilosos e sulcados. internamente. 1982). flores sésseis. a infusão das folhas é usada. o xarope das flores é indicado contra problemas digestivos.. ramoso e pubescente. como cicatrizante. 1984). especialmente de barriga e. contra gripes. Pau-de-praga e Cordão-de-frade. uma xícara por dia. o sumo da raiz amassada é considerado útil contra maleita (Van den Berg. 1980). durante dois dias. como abortivo e antitérmico (Simões et al. febrífuga e diurética. útil contra úlceras. corola bilabiada. como Cordão-de-frade. 1986).

difere da M. piperita é um híbrido de M. Na região do Vale do Ribeira. viridis por apresentar maior número de flores por glomérulo e menor número de glomérulos. . ramoso. descrito por Robert Brown. O nome do gênero Leucas. 1984). numerosas. Menta e Hortelã-verdadeira. Entre seus sinônimos estão Hortelanzinho. corola gamopétala. serrilhadas. fruto do tipo aquênio (Figura 26. de porte herbáceo. planas. ao passo que a infusão ingerida com elixir de Parigó é considerado útil contra dores de estômago. antiespasmódico e contra nevralgias. O nome do gênero Mentha descrito por Carl Linnaeus deriva de Mintha. formando espigas no ápice dos ramos. com raiz fibrosa e caule ereto. os poetas dizem ter sido transformada nessa planta. A planta também é utilizada como tônico. na forma de gargarejo. hermafroditas. apenas de Hortelã. folhas opostas. pouco aveludada. Dados botânicos A espécie M. pentâmeras. o macerado das folhas em água. bilabiada. agudas. filha de Cocylus. flores dispostas em verticilos axilares multiflorais. é usado sobre gargantas inflamadas. as folhas picadas e adicionadas à água pré-aquecida são utilizadas contra problemas digestivos. curto-pecioladas. ramos eretos e opostos.5). contra tumores. contra dores musculares e reumatismo. externamente. dela.4). topicamente. decussadas. Mentha piperita L Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Hortelã-pimenta e. viridis e M. diclamídeas. as folhas (infusão) são sudoríficas e carminativas (Corrêa. nome recebido em todo o Brasil. zigomorfas. fruto formado por quatro aquênios (Figura 26. flores violáceas. Hortelã-das-cozinhas. enquanto a infusão das folhas é utilizada internamente contra gripes fortes e tosses e. referindo-se à cor das flores.lobado e o inferior 1-3 lobado. na Mata Atlântica. significa "branco". e seu cozimento é indicado como antireumático. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. aquatica. um pouco pubescentes.

de Hortelã-verde. mas também possui os seguintes nomes: Hortelã-grande. é utilizada internamente em distúrbios digestivos. Hortelã-graúda. vômitos e cólera (Matos & Das Graças. enquanto o macerado das folhas em aguardente ou vinho branco também é empregado externamente como analgésico. eólicas uterinas. a infusão das folhas. timpanite. Hortelã-da-preta. e ainda para diminuir o leite em lactantes (Corrêa. problemas cutâneos. Nomes populares A espécie é chamada. Mentha viridis L. 1980).Dados da medicina tradicional Na região amazônica. dismenorréias e verminoses. anti-reumático e contra insônia. em Brasília. estimulante do fluxo biliar. 1991). 1982) e como anti-séptico. é indicada contra dores de estômago em crianças. Outros usos incluem suas propriedades tônicas. o suco das folhas é usado externamente como cicatrizante. e as folhas frescas são usadas em crianças como estimulantes do apetite. Hortelã-das-hortas e Hortelã-levante. musculares. Hortelã-comum. garganta e dentes (Simões et al. dor de barriga. diarréia. Na região da Mata Atlântica. de estômago. a infusão das folhas é usada como sedativo e contra parasitas intestinais. vômitos. estimulantes. . em 1990. sendo indicada contra flatulências. tremores. dores de cabeça. 1986). a FDA declarou que o óleo dessa espécie não é eficaz no auxílio digestivo e baniu seu uso no país como droga sem prescrição para tal finalidade terapêutica (Blumenthal. calmante. bronquite e tosses. 1984). Contudo.. antiespasmódicas. cólicas abdominais e tétano. Hortelã-pequena. estomáquicas. na região amazônica. antibacteriano e promotor de secreções gástricas (Bundesanzeiger. digestivas. é utilizada para tratar problemas do fígado (Barros. no Rio Grande do Sul. A M. a decocção das sementes é indicada para a expulsão de vermes. piperita ou o seu óleo é considerado eficiente espasmolítico (particularmente usado para aliviar desconfortos causados por espasmos no trato digestivo). carminativas. catarros de mucosas. 1986). três vezes ao dia.

ovais ou oblongas. flores rosas ou violeta-claras. cilíndrica e frouxa. assim como em todo o Brasil. bastante pilosa e com aroma forte. garganta e estômago. a infusão das folhas é usada para expulsão de parasitas intestinais e como analgésico. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. os mesmos usos são atribuídos à infusão da raiz. caule ereto. a infusão das folhas é usada contra parasitas intestinais. tétano. Também é conhecida como Poejo-das-hortas. denticuladas. tosses. em verticilos aproximados. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. ameba e giárdia. folhas subsésseis. com folhas pequenas. Mentha pulegium L. dores de estômago e "quebranto". Dados da medicina tradicional Na região amazônica o xarope das folhas é utilizado contra asma. a decocção das folhas faz parte de um coquetel de plantas com finalidade abortiva. O sumo das folhas é muito usado contra dores de ouvido. Dados botânicos A planta é uma erva que chega a atingir até 50 cm de altura. ovadolanceoladas. o xarope das folhas é usado contra gripes e tosses. pecioladas. cólicas. ramos eretos. Na região do Vale do Ribeira. a espécie é chamada de Poejo ou Puejo. opostas. além de ser considerada útil contra febres. gripes. bronquite e gripe. seu decocto é considerado útil contra tosse. especialmente lombriga. dores de barriga e pedras nos rins.6).Dados botânicos Planta herbácea de pequeno porte. bronquites. . glabras. ascendentes. corola e cálice campanulado (Figura 26. inflorescência do tipo espiga. serrilhadas.

pequenas e finas. referindo-se à planta toda. o xarope e a infusão das folhas são usados contra tosses e bronquites. assim como em todo o Brasil. a espécie é chamada de Alfavaca ou Alfavacão. peitoral. A planta é de origem asiática e muito usada na indústria de perfumaria.Ocimum basilicum L. com ramos tetrágonos e pubescentes. significa "perfumada". Alfavaca-de-cheiro. O gênero inclui aproximadamente 150 espécies de climas tropicais e temperados. diaforética. Alfavacona. especialmente de ocorrência na África. Corrêa (1984) refere que a planta é béquica. Ocimum. aglomeradas no ápice dos ramos e dispostas em espigas. . O nome do gênero. diurética e útil contra resfriados. dentadas. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. diarréias e disenterias. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Alfavaca-do-campo. Alfavaca-cheirosa. ovadas. de onde partem folhas opostas. é conhecida como Remédio-de-vaqueiro. estimulante. flores brancas ou rosas. Em outras regiões. Alfavaca-de-vaqueiro e Manjericão. Em outras regiões. descrito por Carl Linnaeus. Alfavaquinha. estomáquica. glabras. de Alfava. Dados botânicos A planta é uma erva anual. entre outros. de caule ramoso. com até 50 cm de altura ou maior. Nomes populares A espécie é chamada de Alfavacão na região amazônica. Ocimum canum Sims.

o banho preparado com as folhas é usado externamente para combater qualquer tipo de micose. além de diurética. contendo folhas pecioladas. flores vermelhas. enquanto a infusão das partes aéreas. denteadas. Dados botânicos A planta é um arbusto lenhoso. dispostas em racemos paniculados. de onde partem folhas ovais. amarelo-esverdeadas. A decocção das raízes . é usada contra febres. Em outras pode ser reconhecida com o nome de Manjericão-cheiroso.Dados botânicos A planta é uma erva com ramos ascendentes. a espécie é chamada de Alfavaca. dores de cabeça e bronquites. além de excelente na cura da coqueluche. sudorífica e útil contra problemas da bexiga. O xarope das folhas com mel é usado contra tosses. carminativa. glabros e eretos. A planta toda é bastante aromática. béquica. pubescentes. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Corrêa (1984) refere que a planta é diurética. de ramos quadrangulares. flores roxas ou. As folhas cruas também são empregadas como condimento. ovadolanceoladas. pubescentes. rins e uretra. raramente. diaforética. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas ou das flores é indicada como diurético e diaforético. dispnéia e reumatismo. É originária do Oriente e amplamente cultivada no Brasil como condimento. glabras. verticiladas e dispostas em racemos. tosses e desordens uterinas e renais. fruto do tipo capsulas. Ocimum gratissimum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. serradas. tosses. verdes e finas.

Alfavacão. folhas pecioladas. distúrbios do estômago. mas também sob os seguintes sinônimos: Mangericão-grande. Dados botânicos Arbusto com caule pouco pubescente. e na Mata Atlântica. como Manjericão. Corrêa (1984) refere que a planta é estimulante. congestão nasal e dor de cabeça. carminativa. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. devendo porém ser tomado somente à hora que se vai dormir. Alfavaca-de-vaqueiro e Alfavacona. o sumo das folhas é usado externamente como cicatrizante. As sementes são usadas externamente como anti-séptico da região ocular e para eliminar "carne crescida" no olho. sudorífica. . ovaladas. inflorescência racemosa. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em todo o Brasil pelo nome de Alfavaca. Alfavaca-do-campo. glomerulada. Ocimum micranthum Willd. agudas. membranosas. As folhas são ainda muito usadas como condimento.7). dores de cabeça e como sedativo para crianças. O xarope preparado com as raízes é indicado contra tosses e dores de cabeça. problemas nervosos. pequenas. O decocto das folhas misturado com cravo-da-índia é utilizado externamente contra sinusite. enquanto seu uso interno é indicado contra dores do estômago e de cabeça. gripe e catarro no peito. levemente pubescentes e inferiormente glandulosas. dores de cabeça e febres. com flores de cálice tubuloso de lábios superior tetradenteado e corola com tubo campanulado e lábios superior branco e inferior violeta. ao passo que o banho preparado com as folhas é considerado útil contra dores de cabeça. núculas negras e lisas (Figura 26. margem irregular. diurética e útil contra tosses.é usada contra diarréias. gineceu com ovário ovóide. androceu com estames inclusos. As folhas da planta também são usadas como condimento alimentar.

Patchuli ou Patchouli. dispostas em panículas. de base arredondada e margem denteada. Origanum vulgare L. no Mato Grosso (Van den Berg. com até 50 cm de altura. Pogostemon patchouly Pellet. formando uma espiga terminal. 1980). sendo também conhecida como Manjerona-selvagem. Corrêa (1984) refere que a planta é emenagoga. no Pará (Amorozo & Gély. Dados botânicos A planta é uma erva ereta. tosses e bronquites. dores de cabeça e tosse.Na região da Mata Atlântica. de onde partem folhas ovais. flores em glomérulos. pilosa. as folhas são consideradas úteis contra gripes. a infusão das folhas é usada contra infecções. enquanto a decocção é indicada contra constipação nasal. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. 1984). . e em todo o Brasil é denominada Patcholi. com ramos ascendentes. vilosas. o xarope das folhas é usado contra bronquites e tosses. além de a espécie ser utilizada também como condimento. Nomes populares A espécie é chamada pelos habitantes da região amazônica de Oriza. as sementes são usadas para eliminar "vilide" (excrescência conjuntival). Outras indicações referem o uso da planta como diurética e estimulante (Corrêa. Nomes populares A espécie é chamada no Vale do Ribeira e em todo o Brasil de Manjerona ou Orégano. 1988).

suaveolens apresentou altas concentrações de 1. A espécie não foi citada na região da Mata Atlântica. 1988. suaveolens por Misra et al. bilocular. descrito por Desf. Dados químicos dos gêneros e das espécies Hyptis De Hyptis suaveolens foi isolado L-fuco-4-O-metil-D-glucurono-D-xilano (Aspinall et al. pentâmeras. ovário supero. Uma outra análise do óleo essencial de H.. significa "estames barbados". corola com quatro lobos. sabineno e alfa-copaeno (Din et al. Existem. três formando um lábio aberto. (1982). Triterpenóides foram isolados de H. com dois óvulos em cada lóculo. hermafroditas. A decocção das folhas com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra hepatite. fruto seco (Figura 26.8-cineol. como beta- . sendo mais comuns o beta-cariofileno. 1990). Das folhas de H. suaveolens possui setenta componentes. O óleo essencial das partes aéreas de H.8).Dados botânicos Planta herbácea com folhas opostas. predominantemente de sesquitepenos. cruzadas. 1. enquanto a infusão das folhas é utilizada como tranqüilizante. 2001 e 2002).. Azevedo et al. flores em glomérulos. alfa-bergamoteno. pectinata foi extraído um óleo essencial que apresentou 27 constituintes. O nome do gênero Pogostemon. bicarpelar. androceu com estames excertos. 1990). com espigas compostas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. dos quais 32 foram identificados. evidências de variabilidade intrapopulacional dessa espécie quanto à composição de monoterpenos (Queiroz et al. 1991).8-cineol (27%-38%) e sabineno (12%-18%). sedativo e hipotensor. o sumo das folhas é usado externamente contra dores de cabeça... flores diclamídeas. terpinen-4-ol. Corrêa (1984) refere que essa espécie é o verdadeiro Patchuli originário da Índia e da Mianmá. O óleo apresentou ainda forte atividade antimicrobiana contra Staphyloccocus aureus (Fun et al. porém.

1991). De H. mutabilis foram isolados triterpenos. uma ortoquinona denominada umbrosona (Delle Monache et al.. Das folhas de H. Vários diterpenóides foram isolados dessa espécie por Eagle et al. campesterol. ácido ursólico. 1988). (1978) e Blounietal. e de L. umbrosa. 4. ácido oleanólico e ácido maslínico (Pereda-Miranda & Gascon-Figueroa. Porém. especialmente no que se refere aos terpenos (Purushothaman & Vasanth. a flavona salvigenina e o triterpenóide ácido ursólico (Romo de Vivar et al. Das raízes de L. (1980). leonotis foi isolado um novo diterpenóide (Dekker et al. De H. 1990). sendo p-cimeno. ácido n-octacosanóico. 1989). albida foram isoladas triterpenolactonas. 1987a). 1988). germacreno D e biciclogermacreno e o constituinte majoritário é o beta-cariofileno (Brophy & Lassak. lignanas e flavononas (Messana et al.. nepetaefolia foram isolados os compostos n-octacosanol. uma outra análise do óleo de H. leonurus isolouse diterpeno da classe do labdano (Kruger & Rivett. . alfa-thujeno e mirceno os constituintes majoritários (Malan et al. 1990).. Em H. 1988). 1990). Metil betulinato. 1996). e de H. ácido oleanólico acetato. salzmanii foram isolados diterpenos. Um estudo da variação sazonal da composição do óleo essencial dessa espécie também foi realizado (Malan et al. quercetina... 1990b).6. 1988) e leonotinina (Sivaraman et al. oblongifolia foram detectadas as presenças de alfa-pironas (PeredaMiranda et al. spicigera foi extraído um óleo essencial que é caracterizado principalmente pela presença de beta-cariofileno (68%) (Onayade et al. urticoides foram isolados o delta-lactone hipurticina. beta-sitosterol-beta-D-glucopiranosídeo.elemeno. triterpenos e flavonóides (Pereda-Miranda & Delgado.7-trimetoxi-5metilcromene-2-ona (Vasanth & Rao.. timol.. Leonotis Do gênero Leonotis foram realizadas revisões sobre os constituintes químicos e atividade biológica. 1987). gama-terpineno.. pectinata da África caracterizou a presença de 32 componentes. beta-cariofileno.. 1988). Das partes aéreas de H. Outras espécies do gênero também foram estudadas: de L. 1990) e de H.

treonina. 1988).. A M..10%) e 1. cephatoles isolaram-se ésteres e ácidos graxos (Chen et al... O conteúdo de óleo essencial das folhas de M.4'-tetrametoxiflavona e dimetilsudaquitina e nevadensina (Zakharova et al. De L. neuflisiana foram isolados diterpenos e flavonas (Khalil et al. 1990) e um composto fenólico (Misra. tirosina. piperita foi caracterizado quanto à constituição de terpenos e flavonas. colesterol. O óleo extraído da planta na Itália possui: mentol (45. 1996). T.80%). flavonas himenoxina.3'.. enquanto a mentona diminuiu significativamente (Vaverkova & Felklova.Leucas Não foram encontrados estudos sobre a espécie Leucas martinicensis. N. lisina. Das raízes de L. que cresce no norte da Itália e no sul do Brasil. piperita apresentou maior conteúdo de mentol e metil-acetato do óleo durante o período de máxima floração. lanata foram isolados os aminoácidos histidina. parece que o fotoperíodo associado com as variações ambientais influencia consideravelmente a com- . officinalis. Foram feitas comparações entre o óleo essencial de M. 1987). hidroxiprolina. 1987. 1995). lanata também foram caracterizados os esteróis campesterol.. das partes aéreas de L. fenilalanina. Com isso. piperita rubescens aumentou significativamente durante o período de floração (Carnat & Lamaison. Das partes aéreas de L. 1987). beta-sitosterol e estigmasterol (Dinda & Jana.07%) e mentano (11. mentona (24. piperita varia muito no decorrer das diversas fases do desenvolvimento da planta (Voirin & Bayet. Da espécie L.. alanina. ácido glutâmico. mentona. 1979). et al. aspera foi caracterizado um triterpenóide lactona denominado leucolactona (Pradhan et al.64%). isomentona e o neomentol (Zakharova et al. ácido aspártico..84%). mentocubanona. metil acetato (16. glicina. triptofano e metionina (Dinda et al. sendo os principais terpenos mentol. Os maiores componentes do óleo no Brasil foram: mentol (29.8-cineol (6. 5-hidroxi-6. 1986 e 1987). piperita var. 1986). serina. Mentha A composição do óleo essencial de M. Vaverkova et al. brassicasterol. 1987). O óleo essencial de três variedades de M. mentofurano (19.7.80%).20%). prolina. 1996).

como alfa-pineno. 1988). 1.6. fenílico. Zi e Cu. piperita foram isolados também os flavanóides apigenina.8. glicídios. Mg. Entre os constituintes químicos reconhecidos isolados contam-se taninos.4'-hexahidroxiflavona (Zakharov et al. Mg. resinas.. Nas folhas de M. 1987). ácidos p-cumárico. nicotinamida. b-cariofileno.posição de terpenos dessa espécie (Sacco. catalase. a mentona permaneceu estável (Shalaby et al. 1986). lavanduliodora foram detectados altos níveis de linalol e linalil acetato. luteolina e 5.e sesquiterpenóides. caféico e clorogênico. De M. limoneno.. a-terpineol e geraniol (Sacco et al.3'. vitaminas C e D2. K. piperita foram encontrados ainda os elementos Na. O óleo essencial da planta florida apresentou limoneno. 1992). fitosterol. Ca. Fe.8-cineol. além de ácido cítrico e ácido ascórbico (Zimna & Piekos. peroxidases..7. 1989). cadideno. betaínas e óleo essencial já descrito (Costa. A estocagem da planta alterou a composição de óleo essencial. Foram ainda isolados mono. . betasitosterina. Em Mentha viridis var. 1990) e flavonóides glicorilados. reduzindo significativamente a concentração de mentol.

1983). cis-ocimeno. 1990). Das folhas da O. 1989). os constituintes majoritários variam em cada parte da planta. canum foram isolados diversos componentes. Takahashi et al. 1987). gratissimum foram identificados 37 constituintes voláteis (Yu & Cheng.. gratissimum que cresce em Ruanda apresenta timol e eugenol.. 1996a). Diversas revisões foram realizadas quanto à variação na composição do óleo de O. 1987). micranthum foram isolados vinte compostos. . Sharma et al. 1986. Ocimum Do óleo essencial de O. 1996). o óleo essencial apresentou 21 constituintes. eugenol. Porém. t-bergamoteno. 1990). as folhas e flores de O.. Sakurai et al. Em Cuba. canum foram isoladas altas concentrações de ácido linolênico (Angers et al. Na China. 1986.. 1981).cariofileno. Lawrence. eugenol (Ekundayo et al. 1986. basilicum (Brophy & Jogia.. beta-cariofileno. Das sementes de O.. gratissimum apresentam como constituintes majoritários timol e p-cimeno (Pino et al. já citados. flores e caule de O. 1988).. Phan et al. gratissimum é composto de gamaterpineno.. 1996). linalol. cariofildeno e alfa-guaieno (Craveiro et al. hidrocarbonetos como p-cimeno.. e um grande número de hidrocarbonetos (Costa. 1... betaselineno e elemeno identificados como constituintes majoritários. Um estudo do óleo essencial envolvendo diversas espécies de Ocimum foi realizado (Khosla et al. O óleo essencial de O. 1986.. 1987. 1981.. 1996 e 1997a). eugenol. sendo 1. 1986.Patel et al... e apresenta ainda atividade antimicrobiana (Ntezurubanza et al. Os constituintes majoritários foram Metil eugenol e eugenol (Vostrowsky et al. cis-cariofileno e alfa-muuroleno os constituintes majoritários (Wu et al.8-cineol.8-cineol. gratissimum brasileira foram caracterizados 34 constituintes. 1988. De O. Do óleo essencial das folhas... 1989). 1987. compostos principalmente de mono e sesquiterpenos. sendo eugenol. Khanna et al.. O óleo essencial de O. 1990). 1997). dentre eles: (-)-borneol (Ravid et al. estragol e a-terpineol (Chalchat et al. Nas folhas. Kartnig & Simon. De O. Borges et al.. o eugenol é o constituinte majoritário. b-cariofileno. canum também foi isolada mucilagem e determinado seu teor emulsificante (Rojanapanthu et al. enquanto nas flores e no caule é a beta-selinene (Charles et al.

ácidos graxos e flavonóides (Maheshwari . 1985. sendo o linalol e o trans-metil-cinamato os constituintes majoritários (Berrada et al.. basilicum caracterizou-se a presença de polifenóis (Hodisan. basilicum apresenta 44 compostos. Thoppil. nesse caso. linolênico e araquídico (Malik et al. 1996) e também os constituintes responsáveis pelo seu aroma característico (Sheen et al. basilicum e O. sendo.. sabineno e eugenol (Retamar et al. 1990. 1991). sendo Metil chavicol. mirístico... Foi observada também a variação da composição do óleo essencial de O. basilicum foram também obtidos vários taninos (Lang et al. 1989). palmítico esteárico.. na Turquia. 1994). basilicum em decorrência de secagem e armazenamento (Venskutonis et al. eriodictiol7-glucosídeo e vicenina-2 (Skaltsa & Philianos. cetonas. 1984). 1987. quercetin-3-O-diglucosídeo.. isoquercitrina. xantomicrol e derivados do ácido caféico (Tapenes et al. fenóis.. basilicum que cresce em Portugal apresenta como constituinte majoritário linalol e Metil chavicol (Carmo et al. terpenos. esculetina. triacontanol ferulato. linalol. linalol e eugenol são os constituintes majoritários (Akgul. 1989). Das folhas de O. A extração do óleo essencial com C0 2 supercrítico caracterizou a presença de dezenove componentes. já comentados (Modawi et al.O óleo essencial de O.. basilicum da Austrália (Lachowicz et al. oléico. sanctum possui estigmasterol. A casca do caule de O. o óleo essencial de O. rubrum foram isolados borneol. eriodictiol. De O. láurico. 1996).. basilicum foram isolados quercetina. alcoóis. 1. Fatope & Takeda. basilicum da Argentina apresenta altas concentrações de linalol. kaempferol-3-O-rutinosídeo. 1995). Murugesan & Damodaran. ácido caféico. 1995).. 1988). 1996).. 1989). A espécie O. linalol e Metil eugenol os constituintes majoritários (Riaz et al. 1986. 1990).8cineol.. linoléico. 1995). No Marrocos foram isolados 28 constituintes. 1987). Foram caracterizados a composição do óleo essencial de O. o metil-eugenol e o eugenol os constituintes majoritários (Tateo & Verderio. 1996). esculina (Skaltsa & Philianos. Ekundayo et al. timol e outros três sesquiterpenos ainda não caracterizados (Farrag. kaempferol.8cineol e eugenol. timol. 1978). Em O.8-cineol e sesquiterpenos (Farrag. 1987). 1. rutina. ácidos orgânicos. além de ácido p-cumárico. album foram caracterizados os ácidos graxos: cáprico.. 1977) e polissacarídeos (Bekers & Kroh. No Paquistão. Das sementes de O. b-sitosterol. além de metilchavicol. 1987) e ácido rosmarínico de suas raízes (Tada et al. 1. Das flores de O.

1985). lactonas sesquiterpenóides de P. flavonas. parviflorus (Nanda et al. flavonas (Patwarphan & Gupta. 1984) e grandes quantidades de timol em O. foram obtidos limoneno e beta-pineno em O. Pogostemon As folhas de P. Foram isolados de P purpurascens. 1984). cablin (Akhila . kilmandschariciim (Ntezurubanza et al. 1986). 1981).. viride (Ekundayo. patchouly encerram 45% de um óleo volátil do qual se extrai a cânfora (Corrêa. hidrocarbonetos monoterpenóides e sesquiterpenóides de P.Além desses compostos..

saxatilis (Fernandes. 1998) e atóxica (Junior et al.. a-bulneseno. auricularis (Prakash et al. beta-amirina. 1997). suaveolens e H. betasitosterol... mutabilis. 1998). Em H. bem como apresentou uma moderada atividade antifúngica (Iwu et al. garwal et al. 1984. que foram testados quanto à sua atividade antibacteriana. 1987. 1988.. foram caracterizadas as atividades antiulcerogênica (Barbosa. H.. Dados farmacológicos dos gêneros e das espécies Hyptis O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de H. cablin foi isolado o sesquiterpeno patchoulol (Croteau et al.. . apresentou atividade tranqüilizante (Trotta et al. suaveolens apresenta 32 terpenóides. O óleo essencial de P cablin possui patchouli e norpathoulenol (Zhang et al. Atividades antimicrobiana e antifúngica foram atribuídas a H. 1990). 1996) e os sesquiterpenos a-guaieno. Do óleo essencial das folhas de P.. citoprotetora do miocárdio (Barbosa et al. Estudos fitoquímicos e farmacológicos do extrato de P. Foram identificados n-octacosanol. O óleo essencial foi capaz de inibir o crescimento de bactérias gram-positiva e gram-negativa. também conhecido como Sambacaitá. 1977. H. Phadnis et al. 1971). 1990). 1998). lupeol e epifriedalinol (Bahuguna et al.. crenata.. O óleo essencial de H.. 2001). plectranthoides (Esvandzhiya et al.. 1984). vulgata foi caracterizada a propriedade antiparacoccidiose (Fonseca et al. plectranthoides foram investigados experimentalmente. comumente utilizada como calmante. Em H. C. F et al. et al. 1998). estigmasterol. Coelho et al. Um diterpeno espasmolítico chamado de ácido auriculárico foi isolado de P. ovalifolia e H.. 1994. Munck & Croteau. P. 1990). 1989). a-patchouleno e seiqueleno (Rakotonirainy et al. 1989). e sesquiterpenóides do óleo essencial de P... Silva et al. pectinata (Bispo et al. analgésica (Freitas et al... 1996) e analgésico e antiedemalogênico em H. Thapa et al... 1987.& Nigan. além de outros diterpenóides (Hussaini et al. mostrando baixa toxicidade e atividade sedativa. 1988). umbrosa.. 1988). atrorubens...

1993) foram atribuídas a H. Posteriormente.. que foram testados quanto à sua citotoxicidade.. porém não foram observadas atividades antiinflamatória e diurética (Rae et al. nem antialérgica (Rossi-Ferreira et al. Para o óleo essencial foi comprovada atividade fungicida (Guerin & Reveillere. leonurus (Bienvenu et al. 1988. piperita apresenta atividade antioxidante (Campos & Lissi. ramos e flores de H. que apresentou citotoxicidade significativa em células linfocíticas leucêmicas P388 e L-1210. Calixto et al. O ácido ursólico também apresentou citotoxicidade marginal em células tumorais de cólon humano (HCT-8) e mamário (MCF-7) (Lee et al. 1988). anti-hipertensiva e espasmolítica. além das células A-549 de carcinoma de pulmão humano. do extrato de H... 1984). anti-secretória e citotóxica (Kuhnt et al. Do extrato metanólico de H. 1976. Diterpenóides isolados de H. O chá e o extrato hidroalcoólico relaxaram a musculatura lisa e aumentaram o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al. 1988). 1979). causando relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al... conhecido como Cordão-de-frade. 1995). 1988). Saksena & Saksena. 1988). enquanto extratos de folhas.. 1988).. Leonotis Em L.. O ácido alfa-hidroxiursólico demonstrou significativa atividade citotóxica in vitro em linhagens de célula tumoral de cólon humano HCT-8 (Yamagishi et al. Coelho et al.. antiinflamatória e analgésica (Benoit et al.. nepetaefolia.. 1995.. enquanto estudos realizados com extratos brutos mostraram atividades antiespasmódica. umbrosa apresentaram atividade antibacteriana (Bosshard et al.As propriedades antibacterianas. 1985. 1988). 1980. Mentha O infuso das folhas de M. 1995).. antimicrobiana (Cos et al. tomentosa possuem atividades citotóxica e antitumoral (Kingston et al. 2002). verticillata. 2002). Forster et al. capitata foram isolados e caracterizados cinco triterpenos. foram detectadas as atividades broncodilatadora. 1988.. e Novelo et al. capitata foi isolado o ácido ursólico. A propriedade anticonvulsivante foi atribuída a L. Di .

gratissimum apresentou atividade antibacteriana (Ntezurubanza et ai. Nos compostos isolados foi verificado que os óleos essenciais de O. 1988) e relaxante da musculatura lisa intestinal (Madeira et ai. Do híbrido. enquanto estudos com O. Além das atividades já relatadas com M. 1989) e diurética (Carvalho et ai. analgésica e antipirética (Savitri & Vyas.. 1986). 1989). (1968).. americanus (Jain & Agrawal. sanctum (Phadke & Kulkarni. crispa (Mello et ai. cannum (Dubey et ai. espasmolítica (Queiroz & Reis. 1986c) e em O. internamente aumenta em doses terapêuticas a força cardíaca e a pressão nos vasos (Corrêa. Atividade imunomoduladora foi determinada na espécie O. 1986a. Mentha x Villosa foi isolado o rotundifolona com atividade analgésia e depressora do SNC (Hiruma. arvensis (Ceruti et al. Chen et al. piperita (Ansari et al. micranthwn produziu bradicardia intensa (Ribeiro et ai. R. cordifolia (Villasenor et al. et ai.. O tratamento de enteroparasitoses mostrou-se eficaz sob a administração de M... gratissimum (Atai et ai. 2001 e 2002). 2002. 2002). e a atividade antimutagênica ao extrato de M. determinaram-se propriedades fungicida. O mentol aplicado sobre a pele ou mucosas exerce uma ação anestésica.. 1987b).. basilicum demonstraram atividades analgésica. 1978) e O. também verificada com extratos de O. 1982. O... utilizando-se M. 2000). 1988. 1987). basilicum foram caracterizadas as propriedades analgésica (Di Stasi et ai. 1986a. Queiroz & Brandão. A. 1989). 1996) e hipotensora (Guedes et ai..... Ocimum Verificou-se que a espécie O. Atividade antiúlcera com diminuição de secreção gástrica e dor local foi determinada por Meyer et al. 1981). 1986a). 1987. A propriedade larvicida e inseticida foi atribuída ao óleo de M. Almeida et ai. produzindo uma sensação de frio por causa da estimulação das extremidades térmico-sensoriais dos nervos localizados na pele. 1984). sanctum (Dey & Choudhuri.Stasi et al. antiespasmódica (Di Stasi et ai.. 1984) possuem atividade fungicida contra vários fungos patogênicos. antibacteriana. sanctum também apresentaram atividades antiinflamatória. Queiroz & Reis. antifertilidade.. 1998).. Queiroz & Brandão. 1986). 1993. micranthum foi caracterizada a propriedade hipoglicemiante (Ribeiro. Em O. 2002).. Lahlou et ai. 1986b). piperita. Extratos brutos de O. . Sharma & Jocob. 2002). O óleo essencial de O.

. 1995) e O. . 1994).. o ácido ursólico. suave foram utilizadas como repelente de insetos. Vanderlinde et al. Esses resultados indicam que o ácido ursólico pode apresentar uma potente atividade antialérgica (Rajasekaran et al. O óleo essencial de O. 1999. 1992. 1994. O óleo essencial de O.. 1989). 2002). sanctum foi utilizado na desintoxicação induzida por CuS04. 1986). Vanderlinde et al. sanctum foram diminuição da acidez do suco gástrico e aumento das defesas da mucosa do estômago de ratos (Singh & Majumdar. sanctum restaurou vários parâmetros para valores próximos da normalidade (Shyamala & Devaki. 1995). A intoxicação com CuS04 produziu uma significativa diminuição na produção de peróxido de lipídio. Vanderlinde et al. 1996). A atividade antifúngica também foi observada nos óleos de O.O. 2001). sanctum também é responsável pelas atividades antimicrobiana e antifúngica (Prasad et ai... basilicum (Dube et al. 1995 e 1996) imunomoduladora (Mediratta et al. As enzimas antioxidantes foram elevadas na toxicidade por CuS04. 1994a) e analgésica (Vanderlinde & Costa. 1997). 1986). 1994b.. Os efeitos do pré-tratamento de animais com O. suave (Tan et al. Vanderlinde et al. E. 1993. 1994). Os óleos fixos de O. antiedematogênica (Vanderlinde & Costa. selloi apresentou atividades depressorado SNC (Vanderlinde & Cortes. gratissimum (Sobti et al. 1989). Das folhas de O. sanctum também apresentaram significativas atividades antiartrítica.. espasmolítica (Vanderlinde & Cortes. gratissimum foi obtida uma fração que apresentou contração em íleo de cobaia e cólon de ratos e elevou a pressão sangüínea arterial de ratos (Onajobi.. adscendens apresentou significativo efeito fungitóxico e não mostrou atividade fitotóxica (Asthana et al. que apresentou atividade protetora do mastócito. basilicum apresentou atividade antinematoidal (Mackeen et al.. 1996). 1986).. gratissimum apresentou atividade antifúngica (Lima.. Das folhas de O. Nakamura et ai. O óleo essencial de O.. 2002) e hipotensora em cão (Singh et al. sanctum foi isolado um triterpeno caracterizado como constituinte majoritário. principalmente por sua composição em eugenol (Hassanali et al. et ai.. As folhas de O. ao inibir de maneira concentração-dependente a degranulação de mastócitos do mesentérico e do peritônio. Vanisree & Devaki. Extrato etanólico das folhas de O. O.. mas a administração de O. A atividade antiulcerogênica também foi confirmada para O. antipirética em ratos (Singh & Majumdar. enquanto a O. 1992. 1990). 1994a).. antiinflamatória..

Salva-brava. e estimulam a secreção de mucosas da boca e do nariz (Corrêa. arbustos e ervas.5 ml/kg. Salsa. folhas pecioladas. 1984). pois ele pode provocar parada cardíaca ou respiratória por via reflexa (Costa. Os principais gêneros que incluem espécies medicinais são Verbena. e em estudos de toxicidade subaguda não foram observados efeitos tóxicos visíveis (Singh & Majumdar. provocando sonolência. Salva-limão. quadrangulares. ascendentes. 1995).Br.E. Sálvia e Salva-da-gripe. Em estudos de toxicidade com espécies de Ocimum observou-se que a DL50 para camundongos foi de 42. Stachytarpheta e Lippia. caule e ramos primários.Dados toxicológicos dos gêneros Altas doses do mentol obtidas de várias espécies referidas inibem a sensibilidade. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Erva-cidreira nas duas regiões de estudo. especialmente da América do Sul (Mabberley. Compreendem árvores.) N. 1997). e em outras. longos. Espécies medicinais da família Verbenaceae Introdução A família Verbenaceae descrita por Jean Henri Jaune Saint-Hilaire inclui 41 gêneros nos quais se distribuem 950 espécies tropicais. 1986). muitas delas aromáticas e de grande valor na indústria de perfumes. sobretudo em crianças. pubescentes. Alecrim-docampo. A utilização terapêutica do mentol como anti-séptico deve ser criteriosa. alternas ou opostas . como Erva-cidreira-do-campo. Espécies medicinais Lippia a/ba (Will. Dados botânicos Arbusto de até 3 m de altura.

corola violácea com lábio inferior maior que o superior. pentâmeras. relaxante e contra intoxicações gerais e problemas do estômago. cálice curto. o chá das folhas é utilizado como calmante. sementes pequenas (Figura 26. membranoso. cólica do estômago. flores pequenas. emenagoga (Corrêa. o banho preparado com as folhas também é usado contra tosses e bronquites de crianças. sem estipulas. além de problemas do estômago.9). Lippia grandís Schan. diclamídeas. a infusão das folhas é usada como calmante e contra hipertensão. Na região do Vale do Ribeira. tosses e gripes. na Paraíba (Agra. 1980). Essa espécie é usada como antiespasmódica. relaxante e contra intoxicações gerais. no Rio Grande do Sul (Simões et al. como antigripal e calmante. enquanto a infusão das raízes é usada externamente como cicatrizante. no Pará. náuseas. estomáquica.. O uso interno das folhas é indicado contra problemas estomacais. Salva. fruto com dois mericarpos plano- . corola bilabiada. é considerado útil para acalmar crianças e dar sono (Amorozo & Gély. reunidas em inflorescências capituliformes. o chá ou xarope das folhas com mel é utilizado contra gripes e tosse. 1986). Malva e Nulva-do-marajó. no Mato Grosso (Van der Berg. Dados botânicos Planta de pequeno porte.(às vezes na mesma planta). hermafroditas. flores pequenas. 1980). 1988). reunidas em inflorescências vistosas. 1984). Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Salva-do-marajó. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. folhas pecioladas. pubescente e bipartido. cálice curto. fruto do tipo capsular branco. o chá das folhas é utilizado como calmante. com lábio anterior trilobado e o posterior reduzido.

1981). esteárico. alfa-cubebeno.. No óleo essencial de L. As espécies L. 1986.. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.. 1981). dulcis (Bubnov & Gurskii. 1987). Hernandulcina. Souto-Bachiller et al. ermanina e errodictiol (Morais Filho et al. behênico e lignocérico (Macambira et al. carboidratos e aminoácidos (Neidlein & Daldrup. gama-terpineno. sesquiterpenos e epihernandulcina foram detectados em L. timol. porém variações evidentes foram constatadas de acordo com a distribuição geográfica das . a mais estudada é a L sidoides. lapachenol. microphylla foram isolados flavonóides: glicosil-quercetina.. canescens e I. isocatalpanol e os ésteres metílicos dos ácidos palmítico. Do óleo essencial dessa espécie foram obtidos os seguintes compostos: alfa-tugeno. Sauerwein et al. o preparado das folhas dessa planta com vagem-dejucá. 1991. três vezes ao dia.vanílico... Vários terpenóides foram isolados de L. 1980). o chá das folhas. alba foram determinados os seguintes constituintes: neral. O nome do gênero Lippía é uma homenagem ao médico e botânico francês August Lippi. triphylla apresentaram os mesmos tipos de flavonóides (Tomas-Barberan et al. Já de L.. 1987). mirceno. timol.. nodiflora foram isolados vários flavonóides (Barberan et al. ukambensis (Chogo & Crank. 1983).. araquídico. Matos et al. Craveiro et al. 1996). americana foram obtidos ácidos graxos livres. 1996a e 1996b). A composição do óleo essencial de várias espécies desse gênero foi estudada por Craveiro et al. geranial. limoneno. p-cinieno. e esses sesquiterpenóides foram isolados por Compadre et al.. Da espécie L. carvacrol e cariofileno (Craveiro et al. é usado contra problemas do fígado. 1986. 1982). 1987. Da parte aérea de L. e do caule e folhas foram obtidos ácido . betacariofileno (Craveiro et al. Dados químicos do gênero Das plantas do gênero Lippia. 1987). monoterpenos. acacetina. broto de goiaba e casca de caju é considerado útil para tratar desarranjo menstrual.convexos.. citral e carvona (Matos et al. naringenina. (1986 e 1987). (1981).

1994 e 1995).8-cineol. apigenina. alfa-terpineno (4. naringenina e lapachenol (Dominguez et al. 1990). Das folhas de L. graveolens. pectolinarigenina e cirsiliol (Skaltsa & Shammas.l. 1996b). 1991 e 1995). sabineno.8-cineol. p-cimeno (3.5-diona e trans-nerolidol (Catalan et al. 1. hispidulina. multiflora de diferentes regiões do Congo foi caracterizado.01%) ecariofileno (15. dois fenóis e uma cetona (Pino et al. O óleo essencial de L. limoneno. timol. As folhas dessa espécie coletadas no Togo apresentaram variações quanto à quantidade de geranial. acetato de timol (17.espécies de L. 1. Do óleo essencial dessa espécie do México foi isolado um total de 33 componentes. Do óleo das folhas de L.. 1987). Os constituintes p-cimeno. sesquiterpenolactonas como a integrifolian-l. Foi discutida também a possível relação entre as altas concentrações de monoterpenos e o alegado efeito antifertilidade dessa planta (Compadre et al. A composição química do óleo essencial de L. quatro éteres. 1. Das partes aéreas e das raízes de L. alfa.12%).8-cineol (2. 1. p-cimeno... O óleo essencial apresentou atividade inseticida de maneira dose-dependente (Koumaglo et al. 1987). . 1990). 1988). 1.e beta-pineno.. alba e L.. wilmsii foram isolados quinze componentes. germacreno D e elemol (Koumaglo et al. luteolina. Fun et al..8-cineol (15.43%) e piperitenona (11. 1989). 1989). 6-hidroxiluteolina. citriodora foram isolados treze flavonóides identificados como salvigenina. 1996a)...35%). a-pineno.. Das folhas dessa espécie foi obtido ainda um óleo que possui cânfora. Dentre os compostos isolados. quatro alcanos. De L.origanoides foi quantificada.27%). timol e carvacrol foram os maiores constituintes voláteis de L.97%) como principais componentes (Mwangi et al. foram identificados ipsenona e outros vinte terpenos (Lamaty et al.8-cineol. sendo o timol caracterizado como o componente principal (38. dos quais foram identificados piperitona (28. eupafolina.67%).8-cineol e betacubebeno (Dellacassa et al. cirsimaritina. 1989). Das folhas e flores de L. crisoeriol. eupatorina. adoensis foram isolados monoterpenóides e sesquiterpenóides sendolinalol.. integrifolia foram isolados sesquiterpenos.23%) e metiltimol (2. sendo 22 hidrocarbonetos. 1990.54%) sesquiterpenos e hidrocarbonetos (Gallino.33%). diosmetina. luteolin-7-O-beta-glucosídeo.. timol. graveolens foram isolados pinocembrina. neral. fissicalyx (Retamar et al.

. 2002).. Moraes et al.. assim como o de L.. Observou-se ainda atividade antitumoral com L. 1996). mircenona (31%) e de L. e atividade anticonvulsivante (Vale et al. 1987). sendo geralmente maior em gram-positiva (Álea et al. um dos componentes principais.. além de uma atividade moluscicida (Almeida. polystachya foram isolados tujona (30. antiulcerogênica (Pascual et al...Y. 1986).. M. de L. P D. 1990). junelliana. contribui para a coesão das células da pele.. Desta espécie ainda foram caracterizadas as atividades anti-hipertensiva (Guerrero et al. atribuída à presença de flavonóides (Santos. Dados farmacológicos do gênero Estudos farmacológicos demonstraram que Lippio alba produz pequeno efeito na diminuição do tônus intestinal (Viana et al. 19 Depressão do SNC foi detectada com óleo essencial de L. o verbascosídeo. 1980 e 1987. atribuída à presença de linalol e citral (Andrade et al...9%) elimoneno (13. Com a espécie L. integrifolia foram isolados da cânfora (18. 1995a). aristata (Rouquayrol et al. 1986b) e atividade citostática (Abhahan et al. Do extrato das folhas de L. turbinata da Argentina foram isolados os principais constituintes. polystachya.5%).4- . L. turbinata e L. 1996). L. as folhas apresentaram atividade depressora do SNC (Klueger et al. Esse óleo. um éster do ácido caféico ligado ao 3... formando uma barreira que regula a perda da umidade transepidermal (Elder et al. et al.3%) (Zygadloet al. enquanto o outro componente. 1998. relaxamento do duodeno e contração do reto abdominal (Gadelha et al.. 1980). lipifolil(6)-en-5-ona (18. copaeno e delta-cadineno (Elakovich & Oguntimein. Do óleo das flores de L. gracilis foram observados aumento inotrópico. integrifolia e L. 2000). sidoides mostrou atividade moluscicida. 1988a). 1979)... et al. junelliana. Vale et al. efeito analgésico discreto (Di Stasi et al. misturado a cremes.... Já o óleo essencial de L. Seu óleo apresenta atividade antibacteriana.. multiflora. 1980). grata (Viana et al..2% e 41. 1998).. 1996). 1997). 1990). inibiu a biossíntese de tromboxana A2 (Chanh et al. respectivamente). 1981). 2001) e anticonvulsivante (de Barros Viana et al. Além disso. 1998). De L. e forte atividade antifúngica contra Trichophyton mentagrophytes interdigitale e Cândida albicans (Fun et al.carvacrol.4%. aristata (Moraes Filho et al.

S. Y. Ximenes et al. O óleo essencial de L. nodiflora foi realizado um screening preliminar. L.. 1988b). 1978). 1992). 1998). O. potente atividade antimalárica in vitro perante Plasmodium falciparum (Valentin. e no óleo essencial.. 1980. hipnótica e hipotensora (Noamesi. polystachya foi avaliado quanto à sua atividade antioxidante. . 1977). parece ser o principal responsável pela atividade hipotensora do extrato metanólico das folhas de L.. apresentaram atividades antibacteriana. anestésica (Viana et al. 1987) e antimicrobiana e leishmanicida.. et al. anti-hipertensiva. Almeida. hipotensora e bloqueadora de contrações abdominais (Viana et al. et al. 1994. antifúngica (Lemos et al. 1996. Nunes. Nas folhas de L. Moraes. 1978). 1988.. Teixeira et al. 1995). timol e carvacrol. 1995b).. anti-hipertensiva e bloqueadora da junção neuromuscular (Matos et al. Lacotes et al. sidoides (Fonteneles & Sales. Dados toxicológicos do gênero Foram observados efeitos tóxicos em L. antibacteriana (Aguiar et al. no qual se observaram atividades analgésica. porém. 1994. mas já foram constatadas as propriedades antitumoral (Costa et al. e o de L. antimicótica e antifúngica contra microorganismos da pele (Guarrera et al. Teixeira. Os principais componentes do seu óleo essencial. 1979) e I... sendo estas duas últimas propriedades atribuídas à presença de timol em sua composição (Lemos et ai. 1992. M. ele não exibiu significativamente os valores de peróxido (Zygadlo et al. 1996)... M. Botelho & Soares.. 1985). espasmolítica (Viana et al. tranqüilizante (Matos et al. 2001). moluscicida (Moraes.. 1978). Viana et al. Matos et al.. 1995. 1986).. 1980).. espasmolítica e bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al. Laxoste et al. et al.. 1996). Além disso.. 1988).. Menezes et al. 1978. 1996.. R. grata.. geminata e L. graciliy (Fontenele et al.. 1984). 1980. 1988. chamassonis apresentou atividades espasmolítica.. antiinflamatória e antipirética em ratos e camundongos (Forestieri et al... 1979.. M. et al. bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al. no extrato aquoso dessa espécie foram verificadas propriedades de relaxamento muscular (Noamesi et al.... O óleo essencial das folhas de L. 1979).dihidroxifeniletanol. multiflora (Chanh et al. atividades cicatrizante. sidoides é usado comumente para o tratamento de micoses. O. 1998).

c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens ). b) escanerata com detalhe da inflorescência.1 .Cordia verbenaceae: a) escanerata com ramo florido. .FIGURA 26.

Hyptis crenata. 1998). .2 . Aspecto geral do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.FIGURA 26.

Detalhe do ápice florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .FIGURA 26.3 .Leonotis nepetaefolia.

Detalhe do ápice do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .Leucas martinicensis.FIGURA 26.4 .

5 .FIGURA 26. Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .Mentha piperita.

6 .FIGURA 26.Mentha viridis. Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Nunez) (Banco de imagens - .

Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .7 .Ocimum micranthum.FIGURA 26.

Pogostemon patchouly.FIGURA 26. Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .8 .

b) escanerata com detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .FIGURA 26.Lippia alba: a) escanerata do ramo florido.9 .

arbustos e raramente ervas (Joly.27 Scrophulariales medicinais C. e reúne 120 gêneros. No estudo realizado. Pedaliaceae e Acanthaceae são as que apresentam maior ocorrência no Brasil. pertence à ordem Scrophulariales. Di Stasi A ordem Scrophulariales inclui treze distintas famílias botânicas. Mabberley. Os gêneros mais importantes da . lianas. com aproximadamente 750 espécies. Scrophulariaceae. Bignoniaceae. incluindo árvores. as quais passamos a descrever. A. Hiruma-Lima L. Pedaliaceae e Scrophulariaceae. Espécies medicinais da família Bignoniaceae Introdução A família Bignoniaceae (Dicotyledonae). subclasse Asteridae. foram referidas espécies medicinais das famílias Bignoniaceae. representantes das mais importantes fontes de compostos ativos desta ordem botânica. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. geralmente tropicais espontâneas na América do Sul. 1998. C. 1997).

a saber Pyrostegia venusta e Adenocalyma alliaceum. a famosa medicinal Unha-degato do gênero Bignonia. podendo chegar a até 16 cm de comprimento. Jacaranda caroba. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica. de ramos cilíndricos e glabros. Espécies medicinais Adenocalyma alliaceum Miers. folhas normalmente 2-3-folioladas. com folíolos peciolados. que inclui os Ipês e o Paud'arco. . inflorescência em racemo com cálice campanulado ou tubular e corola amarela e afunilada. Essa característica permite o uso da planta em substituição ao alho. é descrita aqui. curto-pecioladas. Na região da Mata Atlântica. significando "coberta de glândulas" e referindo-se ao cálice e às brácteas florais. são Tabebuia e jacaranda. e as várias espécies do gênero Zeyhera. O caule lenhoso e as folhas possuem um odor fortíssimo de alho. duas espécies do gênero Jacaranda foram citadas como medicinais. No Brasil. da famosa Flor-de-são-joão. o que gera o nome popular atribuído à espécie.1). oblongo-linear. Nomes populares A espécie é popularmente denominada Cipó-alho e Alho-d'água. contendo sementes oblongas (Figura 27. com gavinhas. anteras glabras e ovário oblongo. uma delas. as quais são discutidas a seguir. Dados botânicos É uma espécie de arbusto trepador. Pyrostegia. duas espécies dessa família mostram-se amplamente utilizadas com fins medicinais. também é conhecida como Cipó-de-alho. elípticos e coriáceos. os gêneros mais comuns são Tabebuia.família. Em outras regiões do país. O nome do gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius e Carl Daniel Friedrich Meissner deriva do grego aderi = "glândula" e kalymma = "invólucro". com ampla distribuição nas regiões tropicais. fruto do tipo capsular largo.

não completamente identificada e conhecida como . Jacaranda caroba (Vell. sendo amplamente usada como ornamental. a infusão das folhas é utilizada no alívio a dores e no combate à febre. especialmente a associada a estados gripais e resfriados.) DC. O gênero Jacaranda foi descrito por Antoine Laurent dejussieu e inclui 34 espécies tropicais americanas. A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica. fruto do tipo capsular. Caroba-miúda. Em outras regiões do país pode ser reconhecida como Camboatá. Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 20 m de altura. enquanto a infusão das folhas é usada internamente contra sífilis e como depurativa. de caule ereto de casca fina com escamas que se desprendem facilmente.Dados da medicina tradicional Na região de estudo. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. flores tubulosas. roxas. Camboatá-pequeno. coriáceos e glabros. o banho preparado com as folhas da planta é indicado no combate a infecções. folhas compostas com até 20 cm de comprimento e folíolos oblongolanceolados. Caroba-do-campo. Uma outra espécie do mesmo gênero. por ser mole e porosa. Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugos usados sobretudo contra resfriados. Carobado-carrasco. a espécie é chamada de Caroba ou Carobinha. A planta oferece uma madeira apreciada na carvoaria. dispostas em panículas. O macerado das folhas em aguardente é aplicado externamente como cicatrizante e contra úlceras. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Camboté. das quais a maioria é encontrada no Brasil. pois possui crescimento rápido e é de fácil cultivo.

descrito por Carel Borinov Presl. Nomes populares A espécie é conhecida como Cipó-de-são joão. Segundo Corrêa (1984). fruto do tipo capsular com cerca de 25-30 cm de comprimento e 1.5 cm de largura. ou seja /'coberta de fogo". O nome do gênero Pyrostegia. o macerado das folhas em água fria é usado internamente contra disenterias e diarréias. as folhas são reputadas tônicas e antidiarréicas. sendo portanto ideal para cultivo como ornamental. contendo sementes de 1 cm de comprimento e 3. onde é amplamente usada como ornamental em fazendas. sítios e quintais de residências. Pyrostegia venusta (Ker-Gawler) Miers. podendo ocorrer com flores amarelas. é usada na região contra diabetes e distúrbios hepáticos (infusão das folhas) e como cicatrizante (macerado das folhas em aguardente). inflorescências numerosas. deriva do grego pyr = "fogo" e stege = "coberta". Corrêa (1984) refere que a casca é amarga e possui propriedades diurética. Dados botânicos É uma liana trepadeira por gavinhas. adstringente e anti-sifilítica. de cor laranja. referindo-se à planta florida com flores de corola alaranjada. É muito comum no Brasil. com ampla freqüência em formações secundárias de regiões litorâneas e matas pluviais. . Dados da medicina tradicional Na região de estudo.5 cm de largura (Figura 27. com até 11 cm de comprimento e 5 cm de largura. Trata-se de uma espécie heliófita. as folhas são tônicas e anti-sifilíticas. folhas com folíolos ovadooblongos.2).Carobinha. longas. O nome popular decorre de seu emprego nos mastros usados nas festas juninas. como corimbos multiflorais. amplamente encontrada em campos. repletos de flores tubulares. raramente encontrada no interior de matas densas. especialmente em crianças. especialmente no Dia de São João. com ramos jovens delgados e folhagem densa.

. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Gergelim. a família não é encontrada de forma espontânea. mas apenas cultivada. com aproximadamente 85 espécies tropicais espontâneas e algumas de climas áridos. a atividade antimicrobiana foi conferida a J. marginatum apresentou atividade tripanossomicida (Oliveira et al. Foi detectada na flor de P. 2001) e anticancinogênica atribuída ao ácido/. 1976 e 1977). 1995). A espécie J. Espécies medicinais da família Pedaliaceae Introdução A família Pedaliaceae descrita por Robert Brown compreende dezessete gêneros. venusta a presença de aminoácidos. A espécie J. promovendo uma diminuição da absorção de colesterol pelo intestino em animais hipercolesterolêmicos (Srinivasan & Srinivasan. 1996). 1994). 1996). decurrens possui ácido ursólico (Varanda et al. Do caule dejacaranda filicifolía foi isolado um ácido fenolítico com atividade inibidora da lipoxigenase (Ali & Houghton. caucana tem apresentado a propriedade antiprotozoária (Weniger et al. No Brasil. acorendico presente na planta (Oguro et al.. O extrato etanólico da espécie A.Dados químicos e farmacológicos dos gêneros Adenocalyma e Pyrostegia As flores secas de Adenocalyma alliaceum foram incorporadas à dieta de ratos (2%) durante seis semanas... especialmente a espécie Sesamum indicum. 1999). carotenóides e flavonóides (Gusman & Gottsberger.. . Espécies medicinais Sesamum indicum L. aqui descrita como medicinal e da qual também se utilizam as sementes na alimentação e na produção do óleo de gergelim. mimosifolia (Bisnuttu & Lajubutu. sendo a maioria de ervas ou arbustos. 1992).

1997). O macerado das sementes com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cravo (Caryophyllum aromaticus) é usado externamente no alívio a dores causadas por batida e contusão. clorosesamona hidroxisesamona é 2. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui apenas quinze espécies tropicais. com origem na Ásia tropical ou na África. com muitas sementes oleosas.. Dados químicos do gênero De Sesamum indicum foram isoladas as lignanas sesamina. podendo ser aplicado sobre a região do estômago para aliviar dor de barriga.. inteiras e pubescentes. o uso tópico das sementes de gergelim é considerado útil como antiinflamatório e contra qualquer tipo de ferida. para alívio da dor de ouvido. episesaminona (Marchand et al. castanha-de-peão-branco (Jatropha curcas) e folhas de arruda é usada internamente para tratar sintomas de derrame cerebral. para tratar constipação nasal crônica.Dados botânicos A planta é uma erva anual. no Egito e na Babilônia (Bown. visão fraca. Tashiro et al. também possui importância na perfumaria e como medicinal: internamente. disenteria e catarro intestinal. dores de cabeça. contra hemorróidas (Bown. flores amarelas. distúrbios renais. Nas sementes de S. opostas. além de seu uso na culinária. e. 1995). diarréias.3-epoxisesamone (Feroj Hasan et al. externamente. osteoporose. fruto do tipo capsular. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. A mistura das sementes com sumo de cravo (flores) é usada como purgante. O sumo das sementes é usado topicamente sobre a testa para aliviar a febre. 1990). O óleo de gergelim. 1997). 2001). e a espécie mais conhecida é Sesamum indicum. externamente. indicum foi caracterizada a presença de . sesamolina (Mimura et al.. abortiva e anti-reumática e. vistosas.. de ocorrência nas áreas tropicais do Velho Mundo e no sul da África (Mabberley. Já essa mesma mistura acrescida de resina de copaíba. tosses secas. Trata-se de uma planta usada há aproximadamente cinco mil anos. para evitar perda de cabelos. A infusão das sementes é usada internamente como diurética. e sobre as pernas para tratar paralisia. folhas simples. 1988. 1995).

1988) e betaglobulina (Rajendran & Prakash. gama-tocoferol e sesamolina.. Mimura.albumina. 1991). 1996). . Foi também observada a presença de cetoácidos nas sementes de S. ácidos graxos.. 2000 e 2001). glutelina (Singh & Khanna. 1989. indicum decorrem da presença de flavonóides em sua composição (Anila & Vijayalakshmi.2000). indicum detectaram a presença de glicolipídios. (Kar & Mishra. A estrutura desses compostos foi elucidada por evidências químicas e espectroscópicas (Suzuki et al. Foi observada a presença de glicosídeos polifenóis e fenóis com atividade antioxidante (Mimura & Ohsawa. indicum foram isolados naftoqueinonas com atividade antifúngica (Hasan et al. 1988). prolamina. sesamina Do extrato aquoso de S. Nas raízes de S. A quantidade desses elementos varia de acordo com o grau de torra dos grãos (Yoshida. 1993). Muitas das atividades biológicas conferidas às sementes de S. indicum L. indicum foram isolados dois glicosídeos novos e seis conhecidos. bem como três novos triglicosídeos. 1994). Estudos realizados com o óleo de sementes assadas de S. globulina.

Da parte aérea de S. 1997). Foi observado que o efeito antioxidante associado ao efeito anticarcinogênico de Sesamum representa um papel importante para o organismo. sesamolina (Mimura et al. indicum demonstrou uma potente atividade larvicida contra Aedes aegypti (Cepleanu et ai. além de verbascosídeo. Tashiro et al. sendo seu efeito citostático no bloqueio da fase S (Kamei et ai.Duas lignanas furânicas. rengiol e isorengiol (Pottrat et al. Três novas saponinas foram isoladas da parte aérea de S. 1992). Mediante o uso de animais diabéticos observou-se o efeito hipoglicemiante das sementes de S.. O extrato de S. o que faz dessa planta um suplemento nutricional efetivo como antioxidante (Mimura.. Dados farmacologicos da espécie O extrato alcoólico das sementes de S.. . contração em útero isolado de ratas e íleo de cobaias. 2002). 5alatum (Kamal Eldin & Yousif. 1988. 1995). angolense.. 1992). 1991). diminuição da força e da taxa de contrações Atriais (do átrio do coração) de cobaias. 2001).. alatosídeo A-C. tais dados indicam que esse extrato contém substância semelhante à acetilcolina (Gilani & Aftab. protegendo-o contra danos oxidativos. dessa forma. em altas doses. e. 1990) e sesangolina. indicum (Takswchi et ai. foram isoladas das sementes de S. Todos esses efeitos foram abolidos na presença de atropina. alatum. laciniatum foram isolados quatro derivados do ácido hidroxioleanólico (Krishnaswamy et al. indicum e S. respectivamente (Kang et al. Foram identificadas das sementes desta espécie proteínas alergênicas que têm contribuído para os casos de alergia pelo uso da semente de gergelim (Beyeretal. 1992). 1994). dois derivados do ciclohexiletanol. 1991).... indicum provocou hipotensão em ratos anestesiados.. Uma 2-episesalatina foi isolada das sementes de S. A alomelanina extraída das sementes suprime o crescimento de células tumorais in vivo e in vitro.

bicarpelar. Coerana-branca. pentâmeras. Calceolaria e Maurandia. incluindo árvores. arbustos e ervas. Ganha-aqui-ganha-acolá. 1997). No Brasil.Espécies medicinais da família Scrophulariaceae Introdução A família Scrophulariaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange 269 gêneros. nos quais estão distribuídas 5. ovário supero. ovaldolanceoladas. algumas aquáticas (Mabberley. bilabiada. Vassourinha-doce e Corrente-roxa. Verbascum e Wightia. Outro gênero muito comum e de ocorrência em quase todo o Brasil é Scoparia. opostas. Nomes populares Na região amazônica. lanata. no Pará. com corola rotácea. purpurea e D. crenadas e glabras. pequenas. em Minas Gerais e Rio Grande do Sul. . aqui descrito como medicinal. inúmeras espécies são cultivadas como ornamentais. Tapixaba. popularmente conhecido como Vassoura. hermafroditas. Dados botânicos Planta herbácea de folhas pecioladas. tais como Digitalis. axilares. Tupixaba. das famosas D. Veronica. Espécies medicinais Scoparia dulcis L. Vassourinha-de-botão. Outros nome são Vassourinha. Pupeiçava. fontes de compostos digitálicos de grande valor na medicina moderna. Scobedia. Esterhazia. Vassoura. a espécie é popularmente conhecida como Fel-da-terra. especialmente dos gêneros Antirrhinum. flores brancas. quatro estames didínamos. Nessa família constam ainda importantes gêneros de espécies medicinais.100 espécies cosmopolitas espontâneas de áreas temperadas e parte em áreas tropicais.

1988). 1980). 1993. o chá da planta toda é utilizado contra problemas hepáticos. As tribos indígenas das Guianas utilizam a decocção das folhas para enxaqueca. além de ser considerada tônica. Coimbra. 1995). emoliente e béquica (Corrêa. Matos. 1982. No Rio Grande do Sul. 1994. béquica. 1986). 1996). mas com a finalidade de reduzir inchaço e dor (Schultes & Raffauf. doenças venéreas. Scoparia. 1990). . Nas tribos indígenas do Equador. emoliente. 1984). Outros indígenas do Brasil usam o suco das folhas para problemas nas vistas e. Cruz. problemas cardíacos. picada de mosquito. essa espécie também é considerada emoliente. 1982. 1990).. tosse. bronquite. pectoral. brotoejas. 1994. No Pará. também. especialmente na Floresta Amazônica. com muitos óvulos (Figura 27.3). No Brasil. com todas as partes da planta. expectorante.. significa "vassoura". 1988. febre. para tratar problemas do fígado e do estômago e estimular o apetite (Simões et al. desordens menstruais. hipoglicemiante. O nome do gênero. a decocção é usada para lavar feridas e como forma de contraceptivo e/ou abortivo durante o período menstrual (Schultes & Raffauf. bem como para a limpeza do sangue e como auxiliar no parto (Dennis. antidiabética e contra afecções catarrais. também. malária. já o chá da raiz é usado como antidiabético (Amorozo & Gély. 1987). Já entre os ticunas. Na Paraíba. Encontrada em abundância na América do Sul. 1983). febrífuga. é utilizada como anti-hemorroidal. Grandi et al. para melhorar o estado geral do indivíduo.. Os indígenas da Nicarágua utilizam a infusão a quente e/ou a decocção das folhas ou de todas as partes contra dor de barriga. 1982). hipotensiva. por causa do seu emprego. para aliviar a febre e como antiemético infantil e anti-séptico (Grenand et al. 1990). coceiras. e as folhas. infecção urinaria e corrimento vaginal (Gavilanes et al. peitoral. Em Minas Gerais.bilocular. o chá é preparado. o chá da planta é usado contra hemorróidas. A infusão da planta toda é usada como expectorante e emoliente (Hirschmann et al. bronquite.... tosse. hepáticas e estomacais. erisipela e afecções cutâneas. Grandi & Siqueira. é utilizada contra tosses e verminoses (Agra. diabetes e hipertensão (De Almeida. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. para lavar feridas (Branch & da Silva. menstruais. Coee et al. 1982. Verardo. e utilizada contra desordens respiratórias.

simpatomimética (Freire et al. 1987 e 1988c)... Também foi detectada a presença de glicosídeos. ácido escopadúlcico A e B (Hayashi et al. O ácido escopadúlcico tem apresentado também ati- . O diterpeno escoparinol isolado desta espécie apresentou atividade analgésica.. 1988. antibacteriana gram-positiva.. 6-metoxibenzoxazolinona. Torres et al.. et al. 1990b). 2001). scopadulciol (Hayashi et al. dulcinol e ácidos dulcióico. apigenina. iflainóico.. benzoxazolinona.. expectorante e atóxica (Moura et al. são capazes de inibir a atividade da bomba de próton gástrica (Hayashi et al. antifúngica. gentísico. beta-sitosterol. glutinol e acacetina (Hayashi et al. escopadulciol. entre outros compostos (Kawasaki et al. (1979) e Mahato et al. 1993 e 1996a). Freire. 1991).. 1987. M. Dalla Torre et al. O. 1990).. Hayashi et al.. Dados farmacológicos da espécie Atividades analgésica. acacetina. 1989. 1993 e 1996). hipocolesterolêmica. Azevedo et al. obtidos da espécie. escutelareína. 1996b). 1987). 1998). manitol.. O óleo essencial da espécie também apresenta atividade fungicida (Lima. Na escopadulina foi detectada a atividade antiviral (Hayashi et al. secretagoga e gastroprotetora (Mesia et al. cinarosídeo D. 1997) e o diterpeno tetracíclico escopadulina (Hayashi et al... 1988a e 1990c). antiviral. Hayashi e al. A atividade antiviral do ácido escopadúlcico B e escopadulina foi observada contra o vírus do herpes em estudos in vivo e in vitro (Hayashi et al. betulínico. alfa-amirina. M. flavonas.1988b). antiinflamatória. anti-séptica... (1981).. cumárico. S. sedativa e diurética (Ahmed et al. S. 1993 e 1996) depressora (Freire. 1990a e 1991). 1985). 1997. hipertensiva (Freire et al. E. antidiabética (Jain.. 1996). antiespasmódica. B e C (Kawasaki et al. depressora do SNC. Os ácidos escopadúlcico B. escoparinol e dulcinol (Ahamed & Jakupovic... anti-herpética. 1990b). Existem registros na literatura da presença de diterpenóides denominados ácido escopárico A. 1994.Dados químicos da espécie Vários triterpenóides foram isolados desta espécie por Ramesh et al. antiinflamatória (Freire et al.. 2000) foram determinadas em Scoparia dulcis. 1986 e 1988a. et al.

1 . Atividade citotóxica causada pela himenoxina foi observada em cultura de tecido humano. 1997a e 1997b).. 1993).Adenocalyma alliaceum. além de extrato etanólico demonstrar a mesma inibição aos receptores de serotonina e dopamina (Hasrat et al. porém essa flavona apresentou maior suscetibilidade para linhagens de células cancerosas do que para as normais (Hayashi et al. Ramos com flores (modificado a partir de Hoehne... 1988b).. Em estudos de radioligantes foi observado que o extrato de S.. dulcis diminuiu em mais de 60% a ligação do radioligante aos receptores 5-HT1A (Hasrat et al. 2002) e antitumoral (Nishino et al.vidade antimalarial in vitro (Riel et al. FIGURA 27. 1997a). 1978) (Banco de imagens - .

2 . Detalhe das inflorescências e flores tubulares (Banco de imagens - .Pyrostegia venusta.FIGURA 27.

3 . 1946) (Banco de imagens - .FIGURA 27. Ramo florido com detalhes da flor e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne.Scoparia dulcis.

750 espécies cosmopolitas. Guimarães Introdução A ordem Asterales compreende nove famílias botânicas. M. C. arbóreas. a grande maioria dos gêneros é constituída de plantas de pequeno porte. que reúne milhares de espécies vegetais com distribuição em todo o planeta. Essa família compreende 1. M.Ivan Martinov. com aproximadamente 22.528 gêneros. Santos E. Trata-se de uma grande ordem. Na região amazônica foram referidas inúmeras espécies medicinais da família Asteraceae. foi descrita inicialmente como Compositae por Paul Dietrich Giseke. que passamos a descrever a seguir. 1997). Di Stasi C. exceto na Antártida (Mabberley. trepadeiras e ervas. herbáceas. Inclui espécies arbustivas. Hiruma-Lima C. sendo a maior família botânica do grupo das angiospermas. A. Os gêneros estão distri- . encontradas em todo o planeta.28 Asterales medicinais L. A família Asteraceae (Dicotyledonae) . das quais a família Asteraceae (Compositae) é uma das mais importantes como fonte de espécies vegetais de valor medicinal.

Aster. Matricaria. Novalgina e Anador. Lactuca. Zinnia. conhecidas popularmente como Macela ou Macela-do-campo. Artemisia. Ageratum. Stevia e Eupatorium (Eupatorieae). A família Asteraceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes de espécies vegetais de interesse terapêutico. especialmente a Mikania glomerata. popularmente conhecidas como Artemisia e Losna. tais como inúmeras Vernonia. e inúmeras plantas de . Nesse contexto. Sonchus e Taraxacum (Lactuceae).buídos em três grandes subfamílias. com ampla distribuição no território brasileiro. Achillea e Santolina (Anthemideae). as importantes Carquejas. Achillea millefolium. os inúmeros Guacos e Guacos-de-quintal. muitas conhecidas como Picão e Carrapicho. Wedelia. especialmente Bidens pilosa e Bidens bipinnatus. Vernonia e Elephantopus (Vernonieae). Bidens e Helianthus (Heliantheae). Gnaphalium e Achyrocline (Gnaphalieae). as várias espécies de Artemisia. várias espécies do gênero Bidens. Ageratum conyzoides. muitas das quais amplamente estudadas dos pontos de vista químico e farmacológico. Baccharis e Solidago (Astereae). Gnaphalium e Achyrocline. muitas das quais conhecidas como Boldo ou Jalapa e amplamente usadas. Saussurea e Echinopis (Cardueae). do gênero Arnica. Galinsoga. Tanacetum. • Cichorioideae Chaptalia (Mutisieae). do gênero Mikania. Matricaria chamomila. Calendula (Calenduleae). • Asteroideae Inula (Inuleae). devem ser ressaltadas algumas espécies de interesse medicinal. o Mentrasto. Calendula officinalis. a Camomila. a famosa Arnica. Calea. Semeio e Emilia (Senecioneae). Arnica e Tagetes (Helenieae). Mikania. Calendula. conhecida como Mil-folhas. sendo os mais importantes os encontrados nas subfamílias Cichorioideae e Asteroideae. dado o grande número de plantas pertencentes a ela que são usadas popularmente como medicamentos. das quais se destaca a Baccharis trimera. gênero da famosa Calêndula.

Em outras regiões do país. de pequeno porte. inflorescências axilar ou terminal com flores reunidas em capítulo paucifloro.pequeno porte do gênero Eupatorium. como antiinflamatório e.1).) Kuntze Nomes populares Essa espécie é conhecida na região amazônica como Carrapicho-rasteiro e apenas como Carrapicho na região do Vale do Ribeira. O gênero Acanthospermum descrito por Franz Schrank inclui apenas seis espécies tropicais. Espécies medicinais Acanthospermum australe (Loefl. em Minas Gerais. rasteira. curto-pecioladas. folhas simples. externamente. sendo Acanthospermum hispidum e Acanthospermum australe as mais comuns e consideradas invasoras. com borda irregularmente serreada. de ápice e base agudas. opostas. caule comprimido e denso-piloso. Na região do Vale do Ribeira. a infusão preparada com a raiz é usada internamente para combater problemas renais e como potente diurético. . como Carrapichinho e Carrapicho-de-carneiro. sendo as flores dos bordos apenas femininas e as do disco. onde foram incorporadas na medicina tradicional. Grande parte dessas espécies é nativa do Brasil. O nome do gênero vem do grego e significa "semente com espinhos". e brácteas involucrais envolvendo a flor feminina. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. como cicatrizante. internamente. fruto do tipo aquênio fusiforme ou cuneiforme com cerdas uncinadas (Figura 28. inteiras. oblongo lanceoladas. flores unissexuais e marginais. amplamente usadas na medicina popular. a decocção das folhas é usada. apenas masculinas. ereta ou prostrada. enquanto várias outras foram aqui aclimatadas e podem ser encontradas em todo o território brasileiro. Dados botânicos Planta anual.

agindo ainda como antiespasmódico.. flores dimorfas. digestivo. no Uruguai. raras são nativas das Américas. nome dado à planta pelos seus usos medicinais na região. . amarelas e tubulosas. Em outras regiões do país. sendo considerada útil para deter hemorragias uterinas. contendo folhas oblongolanceoladas. além de ser anti-helmíntica. O nome do gênero Achillea foi dado em homenagem ao grego Aquiles (Achiles). Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Aquiléia. rizomatosa. como contraceptivo feminino (Mabberley.A espécie também é usada em Minas Gerais como diaforética e emoliente (Gavilanes et al. e as centrais. dor de cabeça e dores gerais. sendo as marginais femininas e brancas. a espécie é conhecida ainda como Erva-de-carpinteiro. reunidas em capítulos corimbosos. Dados botânicos A planta é uma erva perene. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 115 espécies de origem na Europa e na Ásia. a espécie é chamada de Novalgina. hemorroidais e pulmonares. com caules ramosos. Milefólio e Mil-em-rama. A espécie é de origem européia e amplamente cultivada no Brasil como medicinal. 1997). glabra. hermafroditas. com até 60 cm de altura. gripes e distúrbios do estômago. 1982) e. Corrêa (1984) refere que a planta é amarga e aromática e possui a propriedade de melhorar as condições gerais da circulação. a infusão ou a decocção das folhas é usada contra febre. Achillea millefolium L Nomes populares Na região da Mata Atlântica.

Ageratum conyzoides L. além de indicada para aliviar náuseas. flores brancas ou lilases. Ageratum. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui 44 espécies tropicais de origem nas Américas. pilosa e ramosa. a espécie é chamada de Mentrasto. reunidas em capítulos dispostos em panículas densas. a infusão das raízes é usada internamente como analgésico. Corrêa (1984) refere que a planta é amarga. com até 1 m de altura. a espécie é chamada de Carqueja. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.2). significa "o que não envelhece". Erva-de-são-joão e Maria-preta. amenorréia e gonorréia. com folhas opostas. cólicas flatulentas e uterinas. é conhecida ainda como Catinga-de-bode. Catingade-barão. antidiarréica. tônica. carminativa. mucilaginosa. com caules cilíndricos de onde partem ramos ascendentes. e o nome do gênero. A infusão preparada com a planta toda é usada na regulação menstrual e contra dores de cabeça e de barriga. É conhecida ainda como Carqueja-amargosa e Carqueja-crespa. mesmo nome dado para ela em quase todo o Brasil. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. anti-reumática. A planta é invasora de culturas e fornecedora de forragem (Figura 28. crenadas. anti-reumático e contra cólicas menstruais. . Baccharis trimera (Lers) DC. pecioladas. Dados botânicos A planta é uma erva anual. febrífuga. útil contra resfriados. ovadas. enquanto o banho preparado com as raízes é indicado como anti-séptico e contra infecções da pele. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Em outras regiões do país.

A infusão das raízes é usada externamente na redução de inchaço. (Bidens pilosa L. Aceitilla. a planta é usada como tônico. podendo atingir até 1 m de altura. O nome do gênero foi dado em homenagem a Bacchus. Em outras regiões do país. sendo as alas levemente inervadas e seccionadas alternadamente. sendo considerada útil contra afecções do fígado e diabetes. entre outras (Corrêa.) Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e na Mata Atlântica. Picão-do-campo. bem como em vários Estados brasileiros.3). os caules são lenhosos e trialados desde a base até o ápice. diurético e contra distúrbios renais. Macela-do-campo. Carrapicho-de-cavalo. Piolho-de-padre. o deus Baco do vinho. enquanto o banho preparado com as folhas é indicado externamente para reduzir inchaços. Carrapicho-deduas-pontas. hipertensão. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Goambu. Espinho-de-agulha. Bidens bipinnatus L. a decocção das folhas é usada como analgésico. Erva-picão e Pau-pau. A decocção das partes aéreas da planta é também utilizada como diurético e contra inflamações e febres. Amor-seco.Dados botânicos A planta é um subarbusto ereto e cheio de ramos glabros. estomacais e intestinais. Inúmeros nomes têm sido registrados para essa espécie. . com ampla distribuição na América do Sul. Carrapicho-de-agulha. estomáquico. Carrapicho. anti-helmíntico. 1926). Erva-picão. anti-reumático. Pirco. A infusão das folhas é empregada como "emagrecedor" e para "desintoxicação do corpo". derrame cerebral e diabetes. inflorescências em capítulos aglomerados com flores amarelas. como Picão-preto. fruto do tipo aquênio (Figura 28. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente quatrocentas espécies tropicais americanas. tais como Cuambu.

significa "dois dentes". formando o papilho que é transformado em aristas (Figura 28. o suco da planta fresca é usado contra dores de ouvido e conjuntivite (Watt & Breyer-Brandwijk. antidisentérica. com cálice modificado. antileucorréica. desordens hepáticas. com flores radiais liguladas. infecções urinárias e vaginais (De Almeida. utilizada especialmente contra icterícia. folhas opostas. Vasquez. glabra. leucorréia. pecioladas e fendidas. 1984). pentâmeras. diurética. dores de cabeça e de dentes (De Feo. bem como no combate a dores em geral Jager et al. vermífuga e vulnerária. 1995). diabetes. 1992. sialagoga.. ereta. diurético e contra hepatite. micoses. Outros usos indígenas incluem a decocção no tratamento da hepatite alcoólica e contra vermes. a infusão preparada com as partes aéreas da planta é usada no tratamento da hepatite. hepatite. simples. A planta é considerada estimulante. 1962). Essa espécie é de uso disseminado por toda a Amazônia e por todos os Estados brasileiros. antiblenorrágica. ramosa. dismenorréia. laringite. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 240 espécies cosmopolitas. adstringente e considerada útil contra icterícia. com até 1 m de altura. conjuntivite. 1990. icterícia e contra vermes distintos (Rutter. desobstruente. Coimbra. 1990). 1993. Bidens. capítulos pleiomorfos. edema. a espécie também é referida como emoliente. referindo-se às aristas do papilho. 1994). Duke et ai. No Brasil.Dados botânicos Planta de pequeno porte. 1996). a espécie é usada como antiinflamatório. No Leste da África. antiescorbútica.4). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. disenteria. Na medicina tradicional peruana. flores amarelas reunidas em inflorescências do tipo capítulo. Grupos indígenas da Amazônia utilizam-na contra angina. . O nome.. 1994). infecções urinárias (Mejia & Reng. diabetes e inflamações (Corrêa.

Aiapana. triplinervadas. lanceoladas. a espécie possui vários usos das folhas. A infusão de suas folhas com as de arruda (Ruta graveolens).Eupatorium ayapana Veuten. empregado externamente na forma de banho. é considerado útil contra dores de cabeça e febre. antidiarréico e antidisentérico. especialmente do fígado. Japana-roxa e Erva-de-cobra.são coletadas pela população da região como sendo da mesma espécie. A decocção das folhas também é usada em desordens digestivas. estriado e diminuto. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica especialmente pelo nome de Japana. angina. que o denominou assim em homenagem ao rei Eupator. androceu com anteras levemente sagitadas.5). Dados botânicos Erva bastante delicada. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada como expectorante e contra diarréia e disenterias graves. de caule ereto. anguloso. mas são comuns outras denominações. fruto do tipo aquênio alongado. com papilho do mesmo tamanho (Figura 28. enquanto o sumo das folhas frescas.) é usada internamente contra hemorróidas e verminoses. digestivo. jambu (Spilanthes acmella) e abacate (Persea sp. o primeiro a usar a planta como medicamento contra doença do fígado. ferrugíneo e glabro. cólera. como tônico. . 1984). como Iapana. e contra malária. além de se reconhecer nela poderosa ação contra tétano. estomáquico. visto a grande semelhança entre elas. infecções da boca e contra veneno de cobras (Corrêa. corola com tubo interno glabro. O gênero Eupatorium foi descrito por Carl Linnaeus. sudorífico. estimulante. Em outras regiões do Brasil. acuminadas. Japana-branca. folhas opostas. Duas outras distintas espécies do gênero Eupatorium . reunidas em capítulos dispostos terminalmente. flores (20 a 30) azuis.ambas não identificadas .

O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e compreende aproximadamente oitenta espécies. que formam uma inflorescência cilíndrica. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente cinqüenta espécies cosmopolitas. com caules contendo folhas elípticas e obovadas. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. capítulos pequenos e reunidos.e com raras espécies na América do Sul. a infusão das folhas é usada contra diarréia. podendo atingir até 1 m de altura. a espécie é chamada de Macela. pequenas. com a face superior verde e glabra e a inferior alvo-tomentosa. . dores de barriga e outros distúrbios intestinais. a espécie é chamada de Arnica.especialmente na América do Norte . serradas. Solidago microglossa DC. com ápice arredondado. assim como em todo o Brasil. Dados botânicos A planta é uma espécie perenial e herbácea. referindo-se ao tomento das folhas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. O nome significa "feltro". de ocorrência nas Américas . Dados botânicos A planta é um subarbusto perene. folhas oblongas. flores amarelas.Gnaphalium purpureum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. O nome do gênero significa "o que é firme". reunidas em pequenos e numerosos capítulos radiados.

Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. dispostas em capítulos globosos terminais ou axilares. Dados botânicos Planta herbácea. comprimido com papilho aristado. ovadas. não alado. excitante e tônica na Aldeia Olho D'Água (Elisabetsky et ai. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Jambu. Dados da medicina tradicional Na região de estudo. o chá das folhas. vários outros nomes são usados. O nome do gênero. enquanto a decocção da planta toda é usada internamente como sedativo e contra distúrbios digestivos. fruto do tipo aquênio. Essa planta é utilizada como estomáquica. Mastruço e Agrião-do-norte. boldo e abacate é indicado contra hemorróidas e helmintoses. descrito por Nicolaus von Jacquim. picadas de insetos e infecções. membranosas. entretanto. longo-pecioladas. Agriãobravo. com corola curva. que tem mancha escura sobre a lígula. Jambuaçu. Spilanthes acmella Rich. cálculos da bexiga e dores de dente. aristas do papilho sem pêlos retrorsos (Figura 28. Spilanthes. com folhas opostas. Corrêa (1984) relata o uso da planta contra doenças da boca e da garganta. batidas. . o macerado da planta toda em aguardente é usado externamente contra dores musculares.6). flores amarelas. misturado com folhas de amor-crescido e de graviola. é utilizado contra conjuntivite e problemas hepáticos. o preparado com folhas de arruda.. Botão-de-ouro. o chá ou xarope das folhas é considerado útil contra tosses e problemas hepáticos. Agrião-do-brasil. significa "flor com mancha". tais como Agrião-do-pará. referindo-se à corola de flor feminina de algumas espécies. Abecedária. agudas.

considerada carminativa. Na Colômbia. Cravo-africano e Tagetes. com muitos ramos. e seu nome vem de Tages. emenagoga. 1980). as folhas. antiespasmódica. minuta. Cravo-de-tufo. americana é utilizada no tratamento de afecções bucais e algumas variedades de herpes. e indicada contra problemas hepáticos. cicatrizante. atingindo de 60 a 90 cm de altura. também são usadas como medicinais. A infusão das flores é considerada útil na dismenorréia. lucida. Cravinho. as flores pequenas são reunidas em capítulos grandes amarelo-alaranjados. Originária do México.1982). opostas ou alternas. Tagetes erecta L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Cravo-de-defunto. T. Outras espécies do gênero. sendo também comumente chamada de Cravo. 1988). a decocção das partes aéreas é usada internamente contra dores reumáticas. divindade etrúria representada como um belo jovem. são partidas e aromáticas. 1997). antigripal. está muito bem aclimatada no Brasil. a S. patula e T. febrífuga. desinfetante e antiasmática. sendo muito comum como espécie ornamental e amplamente usada em cemitérios. bronquite. narcótica. abortiva. tosse e resfriado. no Pará (Amorozo & Gély. nas dores de cabeça e na "doença dos nervos". Dados botânicos A espécie é uma herbácea ereta. tais como T. O macerado das raízes em água é usado também internamente como laxante e emético. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Bown (1995) refere que a espécie é usada contra constipações severas e cólicas. O gênero Tagetes descrito por Carl Linnaeus (tribo Tagetae) inclui aproximadamente cinqüenta espécies tropicais (Mabberley. digestiva. em Brasília (Matos & Das Graças. Cravo-amarelo ou Cravo-vermelho. Amorozo & Gély (1988) referem que o .

Originária do México. incluindo brancas. além de possuir raízes e sementes reputadas como laxativas. as folhas são ásperas. Zinnia elegans Jacq. forte. australe. é amplamente usada no Brasil como ornamental. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas e flores misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é amplamente utilizada no combate à malária. a espécie possui um óleo essencial nauseabundo. Outras denominações populares incluem os nomes Capitão. opostas. flores pequenas reunidas em inflorescências do tipo capítulo solitário. e a folha socada com cachaça ou água morna é usada externamente (fricção) contra"doença que prende e doença do vento". resfriados. Dados botânicos A espécie é uma herbácea de 60 a 80 cm de altura. de Zinha ou Zínia. cordiformes. sésseis. pela abundância de flores. rosas. anteras amarelas e estigmas vermelhos. Moça-e-velha e Canela-de-velho. Corrêa (1984) refere que a planta toda é peitoral e calmante. Dados químicos das espécies e gêneros Acanthospermum Óleo essencial (0. para tratar "doença que deixa o queixo duro". na região de estudo.chá das folhas com alho é usado contra febres. com caule ereto. bronquites e tosses. Segundo Hoehne (1939). arroxeadas e vermelhas. . as flores possuem várias cores. Nomes populares A espécie é chamada. que atua como anti-helmíntico e sudorífico. bem como foram identificados os constituintes majoritários: beta-cariofileno. o chá das folhas e flores.13% de terpenos) foi obtido das folhas de A. com uso freqüente contra dores reumáticas.

isocariofileno. 1987).. carotenóides e glicosídeos foram isolados de B. Serquiterpenos lactonas e flavonas foram obtidos de A.. Christensen et al.. 1992b. limoneno. 1990). 1987. 1996.. 1992). crisosfenol D. glabratum (Saleh et al. 2001. 1975) e monoterpenos (Orth et al. 2000). gama-cadineno. triterpenos (Chandler et al.7. 1986. 1987). 1994. delta-cadineno (De Marais et al. De A. Alvarez et al. Hausen et al.. Bohlmann et al.. alfahumuleno. 1979). 1978). Herz & Kalyanaraman. Diversos constituintes já foram obtidos de Ageratum conyzoides como terpenos e flavonóides (Okunode. flavonóides (Shimizu et al. B. laevis e B.. B. 1979). Da espécie B. germacreno A. Sharma & Sharma. hispidum foram isolados sesquiterpenos e compostos fenólicos (Jakupovic et al. 1976).. 2000). leucoantociandinas. gama-humuleno e viridifloreno (Machado et al.. De A. 1985. deterpenos. 1980. Herz & Kalyanaraman.. cumarinas. flavonas (Falk et al. leucantha (Wat et ai. tripartitus... Das partes aéreas de A.. 1994 e 1984. Gene et al. alfa-farneseno e beta-bisaboleno (Craveiro et al. 1979.. Poliacetilenos. De A. 1997).... De Baccharis trimera foram isolados flavonóides. bipinnatus. flavonas. catecolaminas. australe já foram isolados diterpenos e sesquiterpenolactonas (Bohlmann et al.beta-elemeno. terpenos (Verzan & El Sayed. beta-pineno. 1988a e 1988b. alfa-copaeno. Achilea. millefolium também foram isolados ésterois. beta-guaieno.4'-trihidroxi-3. 1975... Torres et al. Wang et al. alfa-felandreno. diterpenos (Saleh et al. 1981. 1991) também isolados de A setacea (Zitterl-Eglseer et al.. Gill et al. 2002.. cadineno. monoterpenos e alcalóides (Bohlmann et al. 1991). 1986. australe também foram isolados quatro flavonóides: penduletina. Ageratum e Bacchoris Achilea millefoluim possui diversas sesquiterpenolactonas (Zozyo et al.. 1981). 1997).. 1977). rutina e saponinas (Soicke & Leng-Peschlow. pilosa. Hoffman & Hoelzl. De Tommassi et al. timol... Nair et al. monoterpenos. axilarina e 5.. Caffmi & Demolis. 1987. saponinas e xantonas (Caetano et al. beta-cariofileno.. Debenedetti et al... flavonóides (Bohlmann et al. 1984). pilosa .. 1990. B. 1994). 1976a e 1976b).6-dimethoxiflavona (Debenedetti et al. Bidens O óleo essencial de Bidens pilosa possui alfa-pineno. 1975).

1994)... E. 1987. £. E. eugenol.. e vários flavonóides (Geissberger & Sequin. frondosa (Karikome et al. 1995) e £. maximowicziana.. B. Outros glicosídeos foram determinados nas espécies £. radiata e B. E. Edgar et al. 1988a.. 1985). 1991). 1990c) e E adenophorum (Li-Rongtao et al. buniifolium (Muschietti et al. 1995). E. odorata (Hai et al. E. dahlioides. B. Flavonóides glicosilados foram isolados de E tinifolium (D'Agostino et al.. 1990). Wang et al. Alcalóides pirrolizidínicos foram determinados em E cannabinum (Schimio et al. 1990). Liu et al. adenophorum (Li et al. 1992). parviflora. cannabinum (Stevens et al. altissimum (D'Agostino et al. foi isolado do óleo essencial de Bidens cernua (Smirnov et al. leucolepis (Herz & Palaniappan. micranthum (Herz et al 1978). campylotheca (Bauer et al.fortunei.. enquanto várias chalconas foram obtidas de B. ácido linoléico. os triterpenos friedelina e friedelan-3p-ol. Um novo diterpeno foi recentemente isolado de B..B. E. 1992). E.. B. salvia (Gonzalez et al. bipinnatus (W B. angustifolium (Mesquita et al... . 1986). 1985). ferulefolius. Três poliacetilenos. cernuol.japonicum. tais como quatro auronas. pilosa (Hoffmann & Hoelzl..foram ainda isolados inúmeros compostos. dois derivados tiofênicos. B. erythropappum (Talapatra et al. E. 1991) e E. 1995). B. B. 1990a e 1990b). chrysoanthemoides. tripartita (Isakova et al. 1992).. 1987 e 1988). E. 1992). tinifolium (D'Agostinoetal. portoricense (Wiedenfeld et al. 1990). pilosa (Zuleeta et al. 1994) e E. e um novo composto sesquiterpênico com atividade antimicrobiana. E. 1979).. 1995) E. 1997). E. 1997). 1997). 1988b. 1991. E guayanum (Sagareishvili et al. chinese (Zhao et al. 1986). 1988. B. £. tripartitus (Christensen et al. 1987. 1993 e 1995). rotundifolium (Hendriks et al.. 1988c e 1988d). E. littorale (Sato et al. Poliacetilenos também foram isolados de B. ocimeno e chalconas foram isolados e caracterizados das partes verdes e flores de B. glandulosum (Nair et al.. ácido linoléico e linolênico. ternbergianum (D'Agostino et al. 1981). 1995). 1982). E. bem como dois glicosídeos fenilpropanóides a partir de folhas frescas (Sashida et al. Pagani. subhastatum (Ferraro et al. Eupatorium Flavonóides foram isolados de Eupatorium coelestinum (Le Van & Pham. frondosa.

odoratum (Talapatra et al. entre outras espécies (Ding et al. A presença de sesquiterpenolactonas foi caracterizada em E. adenophorum são p-cimeno e acetato de bornila (Ding et al. 1979). sitosterol. espilantol. . compostos oxigenados e nitrogenados (Stashenko et al. 1987). sesquiterpenos. Spilanthes De Spilanthes acmella foram isolados saponinas e triterpenóides (Mukharya & Ansari. 1986). 1987). 1987). stoechadosmum foram descritos como componentes principais a acetofenona e os derivados do timol (Nguyen et al. ácidos graxos e ácido tetratriacontanóico.. Das partes aéreas de S. odoratum foram encontrados taninos. 1987) e E. 1980). Os principais constituintes do óleo essencial de E. 1996) e triterpenos (Ospina de Nigrinis et al. cannabinum (Stefanovic et al.. cânfora. 1987). 1991)... Diterpenóides foram isolados de E. E. p-cimeno.. naginatacetona. cariofileno e cadinol (Inya-Agha et al. Uma grande quantidade de terpenos (geranial. quadrangularae (Hubert et al. 1977). quadrangularis (Hubert et al. 1980) e E. E. fortuna (Haruna et al. 1988a e 1988b). sitosterolO-beta-D-glucosídeo (Dinda & Guha. triterpenóides de E.. 1999).. americana foram isolados monoterpenos. fenóis e saponina. laevigatum (Bauer et al. 1993).. 1992b.fortunei (Haruna et al. E. 1987).. E. 1992a). 1987). De S. 1994). estigmasterol. paniculata foram isolados aminoácidos (Dinda & Guha. mikanioides (Herz et al. var. 1986b). 1996). cannabinum (Zdero & Bohlmann. adenophorum. altissimum (Jakupovic et al. 1978). oleracea Clarice (Nakatani & Nagashima. E. deltoideum (Quijano et al. 1990a e 1990b).. Monoterpenos glicosilados foram obtidos de E. Uma amida. Ramsewak et al. Na fração diclorometânica das flores dessa espécie também foram detectados várias amidas. E. tinifolium (D'Agostino et al. entre outros (Nakatani & Nagashima. rufescens (Ruecker et al. 1986). beta-himachaleno) ou ésteres fenólicos foi identificada nos óleos essenciais de E. e sesquiterpenóides de E. laevigatum (Lopes et al. recurvens (Herz et al. 1986). enquanto em E. espilantol e três amidas foram isolados das flores de S. limoneno.. e o óleo essencial das folhas contém alfa-pineno. 1986). acmella L. E.Nas folhas de E. E.

Tagetes Foram realizadas análises fitoquímicas dos óleos essenciais de Tagetes minuta (T. T. patula. T multiflora (De-Israilev & Seeligmann. Alguns compostos têm sido identificados como típicos para muitas das espécies pertencentes ao gênero Tagetes. T. 1995). erecta (Singh et al. T. tais como quercetagetina. sendo a concentração desses compostos dependente do órgão utilizado e do estágio ontogênico da planta (Beavides & Caso. Tosi et al. T. lucida (Hethelyi et al. 1988). riojana sintetiza quercetina 5-0-glicosídeo (De-Israilev. rupestris (De-Israilev & Seeligmann.. mendocina e T. As espécies T. erecta e T. dentro desse gênero foi encontrada uma certa diferenciação entre o padrão químico das flores e folhas de T. Entretanto... 1988a e 1988b). Na raiz e no broto de duas espécies desse gênero (T. tenuifolia (I signata) (Parodi et al. 6-hidroxi e 6-metoxi flavonóis e seus glicosídeos (De-Israilev & Seeligmann. Pe- . 1988). benzofurano e isoeuparina (Parodi et al. como quercetagetina.. que podem ser diferenciadas pela composição química. riojana são duas espécies do gênero Tagetes morfologicamente muito similares. 1988).. No entanto. bem como a quercetina detectada apenas nas flores dessa espécie. Ahmad et al. 1985). 1993). minuta são ocimeno. pois somente T. zipaquirensis (Abdala & Seeligmann. 1991).. 1987. distribuídos nas diferentes partes da raiz (Makjanic et al. patuletrina e patuletina. além de enxofre e fósforo. 1993b). Foi relatada ainda a presença de flavonóides em T. patuletina e muitos desses derivados. Das raízes de T. 1988. laxa (De-Israilev et al. 1987).. 1987). glandulifera) (Craveiro et al. T microglossa (Castro. T. patula e I minuta apresentaram propriedade biocida natural decorrente da presença de tiofenos (Ketel. campanulata. Os monoterpenos descritos em T. 1990b). que parecem ser sintetizados somente pelas folhas (DeIsrailev & Seeligmann. 6-hidroxikaempferol. o padrão floral não inclui flavonas nem flavonóides polimetoxilados... patula foram isolados tiofenos. 1987). 1992). 1994) e T. minuta e T.. 1990a). onde foi caracterizada a presença majoritária de terpenóides e sesquiterpenos. patula (Ivancheva & Zdravkova. tagetona e tagetenona (Zygadlo et al. 1990). T. T. 1993). argentina) foram identificados quatro tiofenos.

glicosídeos cardíacos. Compostos com atividade citotóxica e antineoplásica também foram obtidos de uma outra espécie do gênero. indicando a possibilidade de atividade antimalárica dessa espécie.. 1988. 1995). a A. Atividade antineoplásica foi descrita para a espécie A. Foram detectadas várias agliconas acumuladas na folhas e no caule (Wollenweber et al. Nascimento et al. .. Carvalho et al.. no fluxo coronário e na amplitude das contrações (Medeiros et al. elegans indicou a presença de Cumarina. elegans foram identificadas como pelargonidina acetilada e cianidina 3. o qual apresentou atividade broncodilatadora e espasmolítica (Brandão et al. As antocianinas das flores de Z. ocitocina. Zinnia Uma triagem fitoquímica de Z. 1996) bem como atividade imunomoduladora (Mirambola et al.5-diglucosídeo por métodos cromatográficos e espectrais (Yamaguchi et al. taninos. 1988). patula foi detectada (Arroo et al. 1988). b-sitosterol e triterpenos (Sharada et al.. 1987). 1995). 1997). hispidum foi estudado o extrato hidroalcoólico da planta toda.. Foi também constatada a atividade antimicrobiana (Silva et al. Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Acanthospermum Estudos realizados com a espécie A.. 2001). 1997). australe demonstraram a ocorrência de uma forte inibição da enzima aldose redutase (Shimizu et al. 2002) e antifúngica (Portillo et al. glabratum (Saleh et al. 1980). além de produzir efeito inibitório sobre as contrações induzidas por histamina.. australe (Matsunaga et al.. australe contra Plasmodium berghei em roedores..quena quantidade de monotiofeno na raiz de T. hispidum mostraram ainda um pequeno aumento na freqüência cardíaca. bradicinina e isoprenalina em vários órgãos isolados (Brandão et al. Experimentos com A. 1991). (1991) e Carvalho & Kretlli (1991) demonstraram efeitos parciais de extratos brutos de A... Em A. 1996) dessa espécie....

pilosa.. Triterpenos.. (1991). além de vários flavonóides obtidos de B. 1991). Os extratos aquosos de Bidens pilosa L.. 1982) das folhas e raízes de Bidens pilosa. e B. 1969). chilensis DC diminuíram significativamente o edema de pata induzido pela canogenina em ratos. aumento do tônus e da amplitude das contrações no duodeno. possuem atividade antiinflamatória. 1987. (1993) foram capazes de comprovar o efeito analgésico desta espécie dois anos depois. pilosa (Santos et al. 2000). efeito que explica a utilização da espécie como analgésica (Jager et al. Porém. mas Bidens pilosa var. pilosa inibiu a síntese das cicloxigenases. As atividades analgésica e antiinflamatória de Ageratum conyzoides não foram confirmadas por Yamamoto et al.Achila. A atividade anti-hepatotóxica de Baccharis trimera foi atribuída à presença de flavonóides (Soicke & Leng-Peschlow. Abena et al. N'Dounga et al. Ações antimicrobiana e antiparasitária foram verificadas com B. As folhas de A. B. Extrato etanólico de B.. Foram detectadas atividades antimalárica in vivo e in vitro (Brandão et al... 1987). 1996) e finalmente as propriedades relaxante e vasodilatadora de B. imunoestimulante (Ignácio et al. minor (Blume) Sherff. 1996).. presente em suas partes aéreas (Torres et al. pilosa L.. 1995) e anti-hipertensiva (Santos & Queiroz Neto. 1949). à presença de saponinas (Gene et al.. var. conyzoides apresentaram atividade espasmolítica in vitro (Silva et al. bipinnatus mostraram diminuição da amplitude da contração muscular do coração e aumento da freqüência cardíaca.-ol.. 1997). 1985. 2000). as propriedades analgésica e antiinflamatória. 1983). reduzindo a produção de prostaglandinas. trimera foram caracterizadas como de responsabilidade do diterpeno.. como friedelina e friedelan-3.. Bondarenko et al. enquanto os ácidos linoléico e linolênico possuem atividade antimicrobiana (Geissberger & Sequin. Bidens Experimentos com B. Goldberg et al. 1980). 1998b. além de bloqueio das contrações uterinas produzidas pela acetilcolina (Torres da Silva et al. minor foi a mais . As flores e os talos possuem atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Nishikawa. Agerathum e Baccharis Existem relatos da atividades antiespermatogênica e antiinflamatória para Achilea millefolium (Montanari et al.

1985). pilosa L.. atidifolium e E. minor e B. var. 1995 e 1996) e. .. tacotaneum (Sanabria & Mantilla. hipotensora (Dimo et al. gracilae.. O extrato hexânico de B... cernua impediu o crescimento de bactérias gram-positivas in vitro e de micodermatófitos (Smirnov et al. ativa contra úlcera gástrica crônica e aguda (Ayuso Gonzales et al. ou seja... 1995). As folhas de E. Entretanto. potente inibição sobre a ciclooxigenase e a 5-lipoxigenase. Foram relatadas atividades moluscicida e antibacteriana dos sesquiterpenóides de E.. pauciflorum (Giesbrecht et al.. E. Eupatorium A espécie E. além de ação inibitória da síntese de prostaglandinas (Jager et al. A espécie B. pilosa foi ainda descrita e confirmada a atividade bactericida (Rabe. hepatoprotetora e antiinflamatória (Chin et al. 1986) e diurética (Rebuelta et al.. balantaefolium (Almeida & Fonteles. E. reduziram o edema de pata induzido por adjuvante de Freund (Chin et al. E. 1985). 1998 e 1999). La Casa et al.. 2002). 1977). E. e cinco poliacetilenos isolados desse extrato exibiram o mesmo efeito inibitório. 1997). Estudos recentes mostram que frações ricas em flavonóides obtidas de B. 1995). 1994). aurea mostrou-se depressora do sistema nervoso central (Ayuso Gonzales et al. morifolium e E. Para a espécie B.. campylotheca apresentou. 1995).. glyptophlebum. sendo eficazes contra úlcera por estresse (Alarcon et al. aurea aumentam a quantidade de muco e de proteínas em ratos. Um composto sesquiterpênico isolado de B.. consaguineum (Lopes et al. brevipes (Guerrero et al. uma significativa ação antiinflamatória (Redl et ai. 1996). 1994. 1988) e E. Atividade antibiótica foi descrita para as espécies E. 1996). tequendamense (Mantilla & Sanabria. ayapana possuem atividade antimicrobiana (Guptaetal. in vitro. ayapana faz parte da composição de produtos cosméticos e farmacêuticos por seu efeito protetor contra os raios solares e os radicais livres (Greff. somente os extratos de B.. pilosa L.ativa. densum. 1997). 1986b). E. Estudos com essas frações em modelos de úlcera gástrica por ácido acético demonstram que o efeito protetor dessa fração contra úlceras decorre da recuperação da vascularização da área de úlcera com simultânea redução da infiltração leucocitária (Martin-Calero et al. 1985). 1989). E. mais recentemente..

. porém possui alcalóides pirrolizidínicos que induzem à hepatotoxicidade (Mendonça et al. 1986 e 1987. larvicida (Pitasawat . O extrato bruto aquoso de E.. fortunei são inibidoras de glicosidases (Sekioka et al. Atividade antiviral (anti-herpética) de Asteráceas da Argentina: Eupatorium buniifloium. enquanto a espécie E. odoratum (Iwu & Chiori. 1988). hyssopifolium (Hall et al. proteínas.. 1988. 1984.. 1990). inulaefolium (Gorzalczany et al. Inibição da síntese de colesterol. 1986). e de E. A. Spilanthes Das folhas de S. flaccida. RNAse. Herz & Palaniappan. 1992).. Cáceres et al.. E. vautheriana e Flaveria bidentis (Garcia et al. Os extratos de E. 1991). cannabinum.. brevipes e E. 1995). 1978). Eupatorium perfoliatum.1986)... squalidum (Carvalho et al. Piperidinas de E. 1982a). 1994) apresentaram ainda atividade antiinflamatória. 1991) e promove a contração de dueto deferente de cobaia e tiras arteriais de coelhos (Akah. Atividade antimalárica foi determinada para a espécie E. 1995). 1995) e E.. A. DNA e RNA de células tumorais. Baptisia tinetoria e Arnica montana promove aumento da atividade fagocitária in vivo e in vitro (Wagner & Jurcic. A combinação dos extratos de Echinacea angustifolia.. riparium (Ratnayake-Bandara et al. cannabinum (Bourrel et al. acmella foram isolados n-isobutil-4... 1991). 1991). seabridum apresentaram atividade antitumoral (Woerdenbag. E. triplinerve também inibe o crescimento de inúmeras bactérias (Yadava & Saini.. 1998). halinfolium e E. 1987) contra inúmeras bactérias e fungos patogênicos. O óleo essencial de E. DNAse. E. E. enzimas lisossomais e enzimas da síntese de glicogênio foram verificadas como substâncias isoladas de E. Sesquiterpenóides isolados de E.. 1990). ayapana (Gonçalves et al. Guerrero et al. squalidum foram isoladas naftoquinonas com atividade antimalárica (Krettli. Atividade antifúngica também foi determinada para compostos puros obtidos de E. Inya-Agha et al.5-decadienamida.. odoratum acelera o processo de coagulação sangüínea (Triratana et al. assim como da atividade da RNA polimerase. 1990 e 1991). 1996) e E. candolleanum (Campos et al. 1989). (Giesbrecht et al. Achyrodine alata. 1985. que apresentou atividade analgésica (Ansari et al. laevigatum possui atividade espasmolítica (Andrade & Aucélio. pauciflorum.

oleracea (Herdy & Carvalho.. testes de pele realizados posteriormente apresentaram reações positivas não só à arnica. antiulcerogênica e espasmogênica (Moreira et al. J. 1987. O eugenol.. 1990).. et al. que possui potencial atividade inseticida (Kadir et al. isso denota um risco na aplicação imprópria dessas partes vegetais. enquanto o extrato de S. e o extrato de S.. como no cravo-da-índia. antimicrobiana. 1996).. erecta apresenta toxicidade contra fases larvais de Anopheles stephensi (Sharma & Saxena. 1994) e outras espécie de insetos (Broussalis et al. Compostos com atividade anestésica local foram isolados de Spilanthes americana (Nigrinis et al. conhecida popularmente como Cravo-do-campo ou Coaribravo. como também a várias outras plantas do mesmo gênero e do gênero Tagetes (Pirker et al.. folhas e flores de T. e Plasmodium berghei in vivo (Gasquet et al.. oleracea (200 a 400 /mg/ml) apresentou atividade antimalárica contra Plasmodium falciparum... Foi relatado o caso de um paciente de 69 anos de idade que apresentou dermatite facial após 24 horas de contato com arnica. Camargo Neves et al. 1995). 1988. 1998) e espilantol. mauritana (raiz e flores) possui atividade antifúngica contra Aspergillus sp. in vitro.. F. Andrade. 1995). Uma fração do extrato de flores dessa espécie apresenta importante ação sobre o controle de outros vetores parasitários. 1993). RJ. Souza. bem como no consumo destas (Meckes et al. embora ainda não se conheça o mecanismo de ação. 1986) e S. 1994). Tagetes Os extratos metanólicos de raiz. et al.et al. mas não contra Candida sp.. 1989). 1993. sedativa.. 1992. O extrato de S. erecta apresentaram uma alta fototoxicidade. 1984). 1999).. C. Valderrama et al. (Fabry et al. usado como emenagogo. L. calva inibiram a mutagênese induzida pelo tabaco e também a nitrosação de metiluréia de forma dose-dependente (Sukumaran & Kuttan. foi caracterizada a atividade antichagásica dos extratos hidroalcoólico e etanólico da folhas contra o Triatoma infestam (Bronfen. Em I minuta. acmella foram caracterizadas também as atividades anticonvulsivante. como Aedes aegypti e Anopheles stephensi (Perich et al.. T.. Essa espécie também possui atividade larvicida contra Aedes fluviatilis. 1992) e antitumoral (Moraes et al. sendo os deri- . et al.. presente em muitas espécies. 1992). 1993).. Em S.

Ca2+ dependente e inibiu. e o efeito do óleo persiste por pelo menos nove dias. 1987). flavicoma foram isolados elemanlídeos do tipo zinaflavina B.. 1994). D e F. Houve também um aumento da amplitude de contração do intestino de coelho isolado. elegans L. além de seu efeito persistir por aproximadamente 24 horas (Green et al. 1991).. a amplitute de contração do músculo esquelético em ratos (Aoki & Cortes. Foi testado o extrato etanólico das partes aéreas de I patula.. além de atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e gram-negativas (Tereschuk et al. foram eficazes como fungicidas (Lacicowa & Wagner. Zinnia As sementes de Z. O extrato de T. 1997). in vivo e in vitro. 1995).. lúcida estimulou discretamente.vados tiofênicos os compostos ativos. o terpeno ocimenona presente no óleo revelou atividade em concentrações maiores que no óleo essencial completo.. füifolia apresenta atividade antioxidante no óleo de amendoim (Maestri et al.. Dentre outras espécies. O extrato de Zinnia na dose 10% acima da DL50 induziu a algumas alterações histopatológicas e bioquímicas do fígado (Sharada et al. coronopifolia e T. tendo sido isoladas fototoxinas que apresentaram atividade inseticida (Consoli et al. in vitro. Do extrato de Z. O extrato alcoólico de diferentes partes dessa espécie exibiu atividade estrogênica. 1996). 1991). Essa planta também possui ação bactericida contra as infecções respiratórias causadas por três tipos de bactérias gram-positivas (Staphylococcus aureus. 1994). sendo potencialmente utilizável contra outras espécies de mosquitos.. Mabberley (1997) refere que um composto terpênico é considerado eficaz contra HIV e importante composto com atividade larvicida. presentes em diversas espécies de Asteraceae (Macedo et al.. 1995). . enquanto seus compostos cumarínicos apresentaram uma pequena atividade inibitória sobre a contratilidade do músculo liso de coelhos (Rivera et al. O óleo essencial de I minuta apresenta atividade larvicida contra Aedes aegypti. o óleo essencial de T. 1992). que possuem elevada citotoxicidade em carcinoma laringeal humano e em fibroblasto do tecido conjuntivo (Tellez et al.. a atividade da ATPase. Streptococcus pneumoniae e Streptococcus pyogenes) (Caceres et al.. 1997). foetidissima possuem componentes fitotóxicos com atividade antibiótica (Perez-Amador et al. Os extratos hexânicos de T. 1989).

hemorragia. et al. a espécie é uma fonte de substâncias que podem e devem ser estudadas para várias atividades farmacológicas. 1995). os extratos não apresentam efeitos abortivos (Lemônica & Alvarenga. oleraceae apresentaram atividade convulsivante (Moreira et ai. especialmente na fase jovem. hispidum mostraram efeitos tóxicos dos brotos e sementes. Segundo Hoehne (1939). no entanto. dispnéia. icterícia e enterite catarral (Ali & Adam.. T. Tremetona isolada de E.. ageratoides possui efeitos tóxicos em bovinos. 1993). adenophorum (Oelrichs et ai. Estudos com a espécie A. A ingestão regular de E. australe são tóxicas para aves. especialmente . caracterizados por diarréia. V. alopecia.. fraqueza e debilidade dos membros. Estudos com extratos brutos demonstram que ocorrem malformações externas com o uso de A. S.. Observações adicionais Os dados de toxicidade apresentados para o gênero Acanthospermum demonstram claramente que preparados tradicionais com essa espécie não devem ser utilizados durante o período de gestação. 1994). 1996 e 1997). enquanto o extrato aquoso de S. congestão do baço e coração. Estudos realizados com essa espécie demonstram a presença de várias atividades farmacológicas. 1990). acmella induziu a contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-clônicas e morte (Moreira. 1978a e 1978b). Considerando-se ainda a pequena importância da espécie como medicamento tradicional.. adenophorum causou doenças pulmonares crônicas em cavalos (Oelrichs et ai. As folhas de S. 1988). poucos dados estão disponíveis sobre o uso dessa planta pelo homem. aspecto que limita sua utilização até que novos estudos sejam realizados. especialmente se for levado em conta que a espécie é utilizada como contraceptivo. Entretanto. et ai. M. 1995). australe durante o período de prenhez de ratas. A. porém nenhuma delas representa importante avanço na pesquisa de novas drogas.Dados toxicológicos das espécies e dos gêneros Hoehne (1939) relata que as sementes de A. enquanto hepatoxicidade foi determinada nas espécies E. rugosum é o principal componente tóxico (Beier et ai. a espécie E.. Estudos recentes mostram que o extrato hidroalcoólico não produz efeitos tóxicos (Dutra E.

Acanthospermum australe: a) escanerata de ramo fértil.1 . c) detalhe da escanerata com flor (Banco de imagens - . A propriedade antimalárica indica a necessidade de novos estudos voltados à caracterização química dos constituintes responsáveis por essas atividades. FIGURA 28.como diurético e hipotensor. assim como novas avaliações da farmacologia com as substâncias devidamente isoladas. relaxante muscular e antineoplásica. A utilização da espécie para estudos de outras atividades farmacológicas descritas para espécies do mesmo gênero pode representar uma importante estratégia de estudo de compostos com atividades antimicrobiana. b) detalhe da escanerata.

Ageratum conyzoides: a) escanerata do ramo florido.FIGURA 28.2 . b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .

FIGURA 28.3 . b) escanerata com detalhe das inflorescências (Banco de imagens - .Baccharis trimera: a) escanerata mostrando o caule alado e as inflorescências.

4 .Bidens bipinnatus.FIGURA 28. Detalhe da escanerata mostrando inflorescência (Banco de imagens - .

FIGURA 28.: a) ramo florido (Di Stasi . b) flor isolada e c) corte de capítulo longitudinal (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov.original).5 . . 1998).Eupatorium ayapana.

FIGURA 28. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa. 1984).Spilanthes acmella.6 . .

1997). Coffea arábica. arbustivos. Essa família possui inúmeros gêneros de espécies medicinais. Hiruma-Lima Introdução A ordem Rubiales inclui apenas três famílias botânicas. e Gardenia. algumas espontâneas nas áreas tropicais. . alguns deles de valor histórico. fonte de quinino e outros compostos de valor terapêutico. como é o caso de Coffea e Cinchona. com representantes arbóreos. Genipa. Gelsemiaceae. do famoso Cafeeiro. apenas esta última apresenta importância como fonte de espécies de valor econômico e terapêutico. fonte de uma das mais apreciadas bebidas no Brasil. nos quais se distribuem mais de 10.29 Rubiales medicinais L.200 espécies vegetais cosmopolitas. Desfontainiaceae e Rubiaceae. Os gêneros dessa família estão distribuídos em quatro subfamílias. C. Di Stasi C. A família Rubiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu um grande número de gêneros abrange (630). • Ixoroideae: Coffea. algumas lianas e poucas ervas (Mabberley. importante fonte de espécies ornamentais. das quais destacamos os principais: • Cinchonoideae: Cinchona. do famoso jenipapo brasileiro. assim como de vários compostos com atividade farmacológica. A.

Espécies medicinais Palicourea /an/f/ora Standl. estipulas não foliáceas. ipecacuanha. que inclui várias espécies com compostos de ação no SNC e muito usadas em rituais. com corola de base gibosa. com espécies popularmente denominadas Poaia. inteira. Borreria e Dioidea. simples. muitas delas encontradas na Amazônia e várias com atividade emética (Mabberley. tubo de corola ventricoso ou ampliado na base. O nome do gênero Palicourea é popular nas Guianas. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Guarapitanga-poranha. fruto indeiscente. flores hermafroditas. diclamídeas. bicarpelar. • Rubioideae: Psychotria. fonte de emetina e outros constituintes de importância. e Palicourea. folhas curto-pecioladas. 1997). Cephaelis da famosa C. que compreende uma das espécies aqui referidas como medicinais. especialmente na Amazônia. e o gênero descrito por Jean Baptiste Christopjore Fuseé Aublet inclui duzentas espécies tropicais. com pêlos abaixo da inserção dos estames. bilocular com óvulos fixados na base do lóculo. Dados da medicina tradicional Os índios da aldeia tenharins utilizam o sumo das folhas ou o chá com pouca água para deter hemorragias de menstruação irregular. Não foram encontrados sinônimos.1). O nome dessa planta se refere ao levantamento etnofarmacológico realizado na aldeia tenharins. ovário ínfero. lanceoladas. importante árvore. carnoso e drupáceo (Figura 29. . ereto. muito comuns em terrenos baldios. Dados botânicos Pequeno arbusto.• Antirheoideae: Guettarda.

(Kemmerling. Hil. sendo a Palicoureina o polipeptídeo com atividade anti-HIV (Bokesch et al. acuminadas. opostas. de P. 2001). Nomes populares No Brasil todo. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. De-Moraes-Moreau et al... Peptídios macrocíclicos de P condensata foram isolados. E popularmente usada como medicamento. avermelhadas. de onde partem folhas com venação tênue. Além de alcolóide. 1996. 1989a). Dados químicos do gênero Das folhas de Palicaurea adusta foi isolado o alcalóide lyalosídeo (Valverde et al.5 m de altura. sobretudo na região amazônica. pois acreditase popularmente que os ratos sintam atração por ela.. marcgravii. A planta é chamada de Erva-de-rato-verdadeira. Stuart & Woo-Meng. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2. frutos do tipo baga. glabros.. a infusão das partes aéreas é usada como alucinógeno e contra "verminoses de barriga cheia".Palicourea marcgravii St. pecioladas. fendleri (Nakano & Martin. Palermo-Neto et al. avermelhados. foi caracterizada também a presença de ácido fluoroacético (Krebs et al. 1974) alcolóides também foram detectados na espécie P. 1976). delgados. o palicosídeo e de P alpina a palinina (Morita et al 1989. 1999). . 1995. com ramos cilíndricos. 1994). inflorescência em panículas. mas também considerada espécie tóxica e perigosa. a planta é conhecida popularmente como Erva-de-rato ou Douradinha-do-campo. Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero O extrato aquoso de P marcgravii apresentou atividades tóxica..

. 1982). contrações musculares. Tokarnia & Dobereiner. 1989). 1988. 1989b. P. outras duas substâncias também contribuem para o efeito tóxico: N-metiltiramina e 2-metiltetrahidro-b-carbolina. vômitos. 1980) e convulsivante (Gorniak et al. os frutos são mais tóxicos que as flores e folhas. enquanto P.teratogênica (Costa. marcgravii promoveu o aparecimento de excitação. marcgravii foi isolado também um alcalóide indólico denominado palicosídeo (Morita et al. convulsões tônico-clônicas e distúrbios cardíacos. midríase e morte em bovinos (Costa et al. que têm grande absorção no sistema gastrintestinal e atuam como inibidores da monoaminooxidase (Kemmerling.juruana provocou mortes repentinas em coelhos e bezerros (Tokarnia & Jurgen.. náuseas. porém tais sintomas foram observados somente em ruminantes. marcgravii foi atribuída à presença do ácido monofluoracético nas folhas dessa planta (Eckschmidt et al. Palermo-Neto et al. Segundo Schvartsman (1979). comum em animais e rara na espécie humana. Das folhas de P. espasmos musculares. De-Moraes-Moreau et al. et al..... 1995)..1 . caracteriza-se por um quadro hipoglicêmico com ansiedade. Gorniak et al.Banco de imagens - . Aspecto do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi . 1989). falta de coordenação motora.Palicourea laniflora. 1989. 1986).. A ingestão experimental de P marcgravii promoveu morte repentina no gado. FIGURA 29. 1996). e a intoxicação. A intoxicação aguda provocada pelo extrato de P. 1984a. Além de fluoroacetato.

Lonicera e Sambucus (Barrozo. 1978). arbustos e lianas. A família Caprifoliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu possui aproximadamente quinze gêneros e 420 espécies. mas as medicinais são referidas principalmente na família Caprifoliaceae. Hiruma-Lima Introdução A ordem Dipsacales inclui apenas cinco famílias botânicas. Lonicera. também utilizado como medicinal em todo o mundo. Os principais gêneros são Sambucus. No Brasil. A. na qual foi registrado o uso de uma importante espécie econômica e medicinal. . descrita a seguir.30 Dipsacales medicinais L. C. mas que são também comuns na Europa e na Austrália (Mabberley. das quais a família Caprifoliaceae é a que apresenta com maior número de exemplares encontradas no Brasil. Di Stasi C. Abelia e Linnaea. a planta mais comumente utilizada e mais conhecida no Brasil é o Sabugueiro. As famílias Valerianaceae e Dipsacaceae também incluem importantes espécies no Brasil. distribuídas especialmente na América do Norte e na Ásia. cultivam-se algumas espécies dos gêneros Abelia. A família inclui inúmeras plantas ornamentais. 1997). Viburnum.

Apresenta importante valor econômico. dispostas em um corimbo branco. gripes fortes e varicela. a infusão das folhas é indicada contra febres e resfriados. além de seu histórico uso medicinal. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Dados botânicos A espécie é um arbusto de 3 a 6 m de altura. óleos e ungüentos. É uma espécie nativa da Europa e do Norte da África. com ramos bastante lenhosos. visto que suas flores são empregadas na produção de inúmeras loções para pele. o uso tópico do sumo das folhas ou do macerado das folhas em água é indicado contra afecções da pele e como repelente de insetos. Floresce nos meses de julho a agosto. as flores são brancas. é considerada excelente diurético e sudorífico. O nome do gênero Sambucus descrito por Carl Linnaeus significa "cor vermelha". no champanhe e no catchup. além de flavorizantes em vinhos. e suas frutas são usadas em saladas e no preparo de sucos. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em várias outras do Brasil como Sabugueiro e Sabugueiro-negro. considerada exótica nas Américas. e possuem aroma muito agradável. os frutos são drupas negras e brilhantes (Figura 30. que se manifesta no suco vermelho-escuro dos frutos. usada internamente. A infusão das folhas. A espécie.1).Espécies medicinais Sambucus nigra L. . O mesmo nome é atribuído para a espécie na região do Vale do Ribeira. também é utilizada em culinária como flavorizante de inúmeros alimentos. folhas verde-escuras com cinco a sete folíolos peciolados e ovais. Na região da Mata Atlântica. ao passo que a infusão das flores é usada contra dores musculares. A decocção das folhas é empregada internamente contra sarampo.

1996) e carotenóides (Osianu & Ciurdaru.Bown (1995) refere que flores. palmítico. além do uso das folhas como inseticida e anti-séptico. Van Damme et al. racemosa e S. 1990. 2001). Internamente. linoléico e linolênico das sementes (Karovicova et al. 1986). os aminoácidos fenilalanina e leucina (Karovicova et al. externamente. heptadecênico. De S. sinusite. diuréticas. 1989a). Essa espécie possui uma importante e milenar história de usos medicinais e econômicos.. flavonóides. irritação dos olhos ou pele inflamada e úlceras.. tetradecênico. reduzir inflamação e como diurético e anticatarral. 1989b e 1989c).. Corrêa (1984) refere que o chá da inflorescência é sudorífico e que as folhas são inseticidas. canadensis foi isolado o iridóide . erisipelas e queimaduras. esteárico. 1988). casca e frutos são usados para diminuir febres. os ácidos graxos láurico.. lignanas. catarros.. Dados químicos Da espécie Sambucus nigra foram obtidos antocianinas (BroennumHansen & Flink. Kaku et al. sudoríficas. mirístico. gripes. nigra. reumatismo e febres. para pequenas queimaduras. 1989. folhas. além de serem úteis (uso externo) contra furúnculos. onde também podem ser encontrados inúmeros dados químicos e farmacológicos. descrita no trabalho de Grieve (1994). cianogeninas. S. lectinas das cascas (Shibuya et al. a planta ainda é indicada contra influenza. glicosídeos fenólicos (D' Abrosca et al. oléico.

De estrutura semelhante também foi isolada a nigrina F. conhecido como Sauco. De Sambucus sieboldina isolou-se mucina (Harada et al. nigra também foram capazes de induzir à agregação de neutrófilos (Timoshenko et al. 1992b e 1992). 1997). 2000). 1996.. As lectinas de S. 1997).. não apresentou atividade antiinflamatória nem analgésica (Salamanca et al.. Bojic & Cuperlovic. porém com uma toxicidade menor em camundongos (Battelli et al. O reatival. que apresentaram atividade anti-hepatotóxica (Lin & Tome. O extrato hidroalcoólico de S. Glicosídeo cianogênico foi caracterizado em S.. ebulus foram isolados glicosídeos iridóides e um glicosídeo monoterpeno (Gross et al. 1997).. 1989). formosana foram isolados os triterpenos ésteres chamados de sambuculina A. . sieboldiana foi isolada uma lectina responsável pela aglutinação de eritrócitos humanos (Tazaki & Shibuya. 1990). e das raízes de S. 1994). mexicana. 1997. 1997. promoveu atividade antioxidante (Stajner et al. 1987). 1995).. formosana foram isolados. Sambucus nigra. uma formulação de plantas preparada com Mentha piperita. apresentou atividade vasodilatadora (Paganini et al. Salvia offtcinalis. promoveu-se um teste de hemaglutinação utilizando aglutininas de várias espécies de Sambucus (Murayama et al. O extrato aquoso das folhas de S.. australis.. os triterpenóides e esteróides (Lin & Tome. apresentou atividades analgésica. Schoning.morronisídeo (Jensen & Nielsen. 1980). Van Damme & Peumans. das folhas. beta-amirina e o ácido oleanólico. 1988). 1996). 1974). Com base nessa constatação. Prunus spinosa. antiinflamatória e antipirética. Centaurium minus.. Dados farmacológicos A nigrina b é uma lectina isolada das cascas de Sambucus nigra que apresenta estrutura e atividade enzimática semelhante à da ricina. e Polygonum aviculare. com ausência de atividade tóxica (Girbes et al. que possui atividade colerética (Takeda et al. 1997a e 1997b). Das cascas de S. Artemisia absinthium. O extrato aquoso de S. De S. De S. sem apresentar sinais de toxicidade (Nunes et al. canadensis (Buhrmester et al... nigra. indicado para hidropisia.. 1986). indicado popularmente como anti-reumático e anti-hemorroidol.

peruviana apresentou atividade antimicrobiana para bactérias gram-positivas (Hernandez et al. .A espécie S. 1999) e a espécie S. Detalhe do ramo florido (Banco de imagens - ). 2002). 2000.. Neto et al. ebulus não foi efetiva no combate ao Helicobacter pylori (Yesilada et al.1 . FIGURA 30..Sambucus nigra.

Posfácio L. • 79 plantas medicinais são usadas na região do Vale do Ribeira. Carambola (Averrhoa carambola) e outras. como é o caso do Alho (Allium sativum). cujos dados da medicina tradicional foram obtidos por entrevistas e questionários aplicados em duas importantes regiões do país: Amazônia e Mata Atlântica paulista. entre outros. como é o caso do Pau-ferro (Caesalpinia ferrea). Di Stasi O livro aqui apresentado compreendeu a descrição de 135 espécies medicinais. C. muitas delas espontâneas em áreas de formação secundária e capoeiras. • 23 espécies foram referidas em ambas as regiões. das quais 86 são espécies referidas exclusivamente nà região amazônica e a maioria se trata de espécies nativas e endêmicas da região. Algumas também são espécies nativas do Brasil e com ampla distribuição no território brasileiro. Mata Atlântica. e a maioria das espécies é de plantas exóticas cultivadas no Brasil. e várias também exóticas e cultivadas na região do Vale do Ribeira. das quais 56 espécies são exclusivamente referidas pelos entrevistados que habitam a Mata Atlântica de São Paulo ou seu entorno. A maioria é nativa desse ecossistema. • 109 são usadas na Amazônica. Dessas 135 espécies medicinais. . da Hortelã (Menthapiperita).

a Calêndula (Calendula officinalis). a Camomila (Matricaria chamamila). das quais apenas 135 foram selecionadas para esta publicação. apenas dezesseis são monocotiledôneas. incluindo na totalidade 160 espécies referidas na Amazônia e 180 referidas na Mata Atlântica. o Agrião (Nasturtium officinalis). Também não fazem parte deste livro espécies de fungos. ambos grupos vegetais compreendidos pelas angiospermas. neste livro. das quais 55 ordens e 322 famílias são de dicotiledôneas. O mesmo critério foi usado para excluir algumas das espécies referidas na Amazônia e para justificar aquelas que se encontram aqui descritas. as espécies foram selecionadas a partir dos levantamentos etnofarmacológicos realizados em ambas as regiões. a Losna (Artemisia absinthium). definida pelo número de citações feitas pelos entrevistados. Além da pequena importância que essas plantas possuem nas comunidades entrevistadas. ou seja. a Mostarda (Brassica nigra). Se considerarmos que o sistema de arranjo sistemático das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997) e usado neste livro inclui nas angiospermas 76 ordens e 426 famílias. a Erva-cidreira de folhas ou Melissa (Melissa officinalis). enquanto as outras 119 são dicotiledôneas. tais como o Alecrim (Rosmarinus offirínalis). o Coentro (Coriandrum sativum). Esse dado se torna mais importante porque. briófitas e seres vivos que integram outros grupos taxonômicos do reino vegetal. o Mamão (Carica papaya). As 135 espécies de angiospermas referidas estão distribuídas em 61 famílias botânicas. razão pela qual não foram incluídas no texto. o Guaco (Mikania ghmerata) e outras do mesmo gênero. entre eles a sua importância para determinado grupo estudado. compreendidas em trinta diferentes ordens. a Erva-doce (Pimpinela anisum). e 21 ordens e 84 famílias são de monocotiledôneas.Dessas 135 espécies medicinais. A seleção das espécies baseou-se em vários critérios de exclusão. 340 espécies. podemos observar a imensa diversidade biológica de espécies vegetais com usos medicinais que fazem parte da cultura e do patrimônio do Brasil. o Tomate (Lycopersicum suculentum) e a Salsa (Petroselium sativum) foram referidas como medicinais. várias espécies amplamente conhecidas. No caso de plantas medicinais usadas na Mata Atlântica. mas por pequeno número de entrevistados (menos de 10%). Não foram referidas nas entrevistas nem incluídas no livro espécies de Pteridófita e de Gimnopermas. . devemos considerar que também priorizamos espécies nativas como um dos critérios de inclusão. líquens.

caracterizando-se como espécies com efetiva tradição de uso na comunidade.Cumpre ainda assinalar que várias espécies não identificadas completamente foram incluídas pela sua importância nos distintos grupos étnicos que as referiram como medicinais. que deve ser devidamente resgatado para que não se perca. esse conhecimento se enriquece a cada dia. alcançando alto índice de citação. isto é. razão pela qual optamos por incluir apenas os dados de uso tradicional. ou pagaremos tal perda com a redução das possibilidades de obtenção de novos medicamentos e novas alternativas terapêuticas ou econômicas. documentado (como aqui está sendo feito) e avaliado como propriedade intelectual dos devidos grupos pesquisados. Essas informações mostram a grande importância do conhecimento popular acerca das virtudes medicinais das espécies vegetais brasileiras. Por isso. como a de massa e a erudita. insistimos que pesquisas etnofarmacológicas continuem sendo exaustivamente realizadas em todo o Brasil. vários estudos estão sendo feitos e a revisão bibliográfica não foi completamente realizada. para que em futuro próximo estes possam adquirir direitos sobre os eventuais e prováveis produtos que decorrerão das pesquisas nessa área. Sobre essas. seja de modo espontâneo seja por influências de outras culturas. e que esse conhecimento seja recuperado. O mesmo não ocorre com as espécies medicinais de uso na região amazônica. devemos salientar que o conhecimento popular sobre as plantas medicinais provém de uma cultura dinâmica e que se modifica diariamente. pelos mais variados grupos de pesquisadores. . e sempre espécies vegetais podem tornar-se novas espécies medicinais e potencialmente úteis para as pesquisas farmacológicas e químicas voltadas para a obtenção de novos medicamentos. Finalmente. Várias das espécies medicinais usadas na Mata Atlântica incluídas neste livro não tiveram sua revisão bibliográfica apresentada. dados botânicos e as informações que consideramos relevantes para esta publicação.

Diz-se da folha que apresenta a ponta aguda e comprida. termo empregado para especificar qualquer estrutura que nasça sobre o ponto de inserção da folha no caule. Qualquer parte da planta que tem pelo menos dois planos de simetria. Aquênio. Amplexicaule. o ciclo reprodutivo e depois morre. químicos e médicos Termos botânicos Actinomorfa. pelo lado interno. Alternas. Que fica na axila. Planta que em seu primeiro ano tem seu ciclo vegetativo. com dois sexos. Bainha. Androceu. Fruto seco. com uma única semente. Fruto carnoso com pericarpo fino e parte interna carnosa. Bianual. Axilar. se desenvolve até dar frutos e morre em um período não superior a um ano. no segundo. Extremidade sutil e dura de determinadas estruturas da planta. Folhas que se inserem isoladamente em diferentes níveis do ramo. Aguda. Hermafroditas. Antera.Glossário de termos botânicos. Conjunto de órgãos masculinos da flor. Estrutura basal e alargada da folha que normalmente envolve o caule. folhas que envolvem o caule. Parte apical dos estames onde estão alojados os grãos de pólen. Anual. Arista. Andróginas. Baga. os estames. Acuminada. Planta que nasce. indeiscente. . Excrescência da semente. Arilo. Folha terminada em ponta com ápice de ângulo agudo. Que abraça o caule.

Decumbentes. Decorrente. Fruto carnoso com uma semente dentro do caroço. Conjunto de pétalas. Na forma de cunha. Ex. Diz-se da folha cuja base se estende para além do ponto de inserção no caule. Crenada. Tipo de inflorescência em que as flores saem em pontos distintos do mesmo eixo. Colmo. Carena. que produz no ápice uma flor ou inflorescência. Didínomo. Cariopse. Estandarte. quase sempre é o verticilo floral fortemente colorido. seco e indeiscente. dois mais altos e dois mais baixos. Com a forma de elipse. Fruto monospérmico. Flor com dois envoltórios: cálice e corola. androceu ou planta que possui quatro estames.Bráctea. Parte do gineceu que fica entre o estigma e o ovário. que é o verticilo externo da flor.: cana-de-açúcar. Epicarpo. Conjunto de pétalas inferiores ou dianteiras de uma flor papilionada. Capítulo. Caduco. Tipo de inflorescência em que as flores são geralmente sem pedúnculo e muito próximas entre si. Diz-se da flor. Carpelo. Tecido nutritivo encontrado nas sementes. normalmente largo. Cápsula. mas sempre terminando na mesma altura. Caule com articulações bem evidentes nos nós. Endosperma. Planta trepadeira. Escandente. Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem dois cotilédones. deiscente. Cada um dos apêndices. Conjunto de sépalas. Deiscente. Diz-se de caules deitados no solo com as extremidades se erguendo. Cuneiforme. em geral dois. Que se abre. Camada externa do pericarpo. Folha modificada que origina o gineceu. tornando-o alado. Escapo. inseridas em um eixo comum. Diclamídea. que se desenvolve a partir de dois ou mais carpelos. Pedúnculo geralmente sem folhas. Corimbo. Fruto seco. Drupa. Dicotiledôneas. com função de proteção. Estipula. que se formam ao lado da parte basal das folhas. Elíptico. Qualquer órgão foliáceo situado na proximidade das folhas. Qualquer órgão que cai em determinado período. . Pétala superior da corola papilionada. Cálice. como o fruto das gramíneas. Corola. Diz-se da folha cujas bordas são recortadas em dentes arredondados. Estilete.

As principais partes de uma f l o r podem ser observadas como segue. Ao conjunto de sépalas dá-se o nome de cálice. Filete.Estômato. Refere-se geralmente à raiz que não tem eixo principal. o de corola. de forma geralmente laminar e estrutura dorsiventral. Flores. . pentâmeras etc. trímeras. que é ramificada igualmente em forma de pincel. Fasciculada.As principais partes de uma folha podem ser observadas a seguir. complexas e variadas nas formas. e ao de pétalas. As flores podem ser dímeras. de acordo com o número de elementos que constituem todo o verticilo floral. Parte do estame que sustenta a antera. Estrutura existente na epiderme de órgãos e tecidos aéreos da planta e responsável pelas trocas gasosas entre a planta e o ambiente. que juntos constituem o perianto. sendo a parte da planta mais importante na classificação e identificação das espécies vegetais. Folha. As flores são estruturas de reprodução. É um termo usual com que se designa todo órgão lateral que brota do caule e dos ramos de maneira exógena e com crescimento limitado.

conjunto de vasos que se distribuem pela lâmina e que podem ser dos seguintes tipos: As folhas ainda podem ser descritas em relação ao seu ápice como: . sendo os principais mostrados a seguir: Outro aspecto de grande importância na morfologia foliar é a nervação. e sua margem pode apresentar diversos tipos de recorte.A morfologia das lâminas foliares é bastante variada.

que surgem de ambos os lados de um eixo denominado ráquis.ou composta . ou com o próprio caule. Nesses casos. . Os principais tipos de folhas quanto à forma de sua base e articulação podem ser observados na figura que segue.A disposição das folhas no caule constitui a base da filotaxia. Essa disposição pode ser das formas demonstradas nas figuras que seguem: As folhas podem ser simples . recebendo o nome de folíolos (ou pinais).quando consta somente uma lâmina . no caso das folhas compostas pinadas. às vezes numerosas. A figura que segue ilustra esses tipos de folhas. As folhas podem ainda ser classificadas quanto à base de suas folhas e de acordo com a articulação com o ramo central ou secundário. as folhas podem ser pecioladas ou não. às vezes reduzidas. representando uma importante característica para a classificação e identificação das plantas.quando se compõem de duas ou mais lâminas.

são essenciais para a descrição das plantas e sua correta identificação.Finalmente. mais aquelas apresentadas para as flores. as folhas podem ainda ser classificadas quanto à forma do limbo ou lâmina foliar. . conforme se observa na figura a seguir. Todas essas características.

Brácteas externas que envolvem a espigueta. Lobado. Conjunto de órgãos femininos de uma flor. com numerosas sementes que são liberadas quando atingem a maturação. é constante para cada espécie vegetal. Lâmina foliar articulada sobre a ráquis de uma folha composta. os carpelos. Monoclamídea. Provido de pêlos longos. Cavidade existente dentro do gineceu de uma flor. As inflorescências podem ser de diversos tipos. Porção alargada e achatada da folha. Diminuta excrescência ou apêndice na base das folhas das gramíneas. Gineceu.Folíolo. Desprovido de pêlos. deiscente. Que não se abre. Flor com apenas um invólucro no perianto. Oblonga. Diz-se da folha em forma de círculo. É uma denominação dada ao conjunto de flores que supõem uma ramificação que. Indeiscente. Metaclamídeos. e as principais são motivadas na próxima figura. Folículo. Fruto seco. Agrupamento de frutos desenvolvidos a partir de uma inflorescência. mais longa que larga. Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem um só cotilédone. Monóica. Infrutescência. sendo assim importante na morfologia e sistemática das plantas. Hirsuto. Gavinha. Diz-se da folha mais longa e com bordas quase paralelas. Lanceolada. Gluma. Lígula. Planta ou flor com dois sexos. Lóculo. Estrutura filamentosa e enrolada que auxilia a fixação da planta em um suporte. Planta que produz flores unissexuais. Monocotiledôneas. . Orbicular. Dividido em lobos ou porções não muito profundas. Diz-se da folha que tem a forma de lança. porém presentes na mesma planta. Glabro. Lâmina. Inflorescência. em linhas gerais. Grupos vegetais cuja flor tem corola com pétalas concrescidas. Hermafrodita.

. 1978).Principais tipos de inflorescências de angiospermas (segundo Raven et al. .

isovalérico. de caráter básico e ação farmacológica enérgica. Alcalóides. Ácidos orgânicos. o mesmo que cacho. fenólico e tartárico. Séssil. Estruturas com simetria bilateral. succínico. Tipo de inflorescência que corresponde a um cacho composto. aromáticos etc. Receptáculo. Substâncias orgânicas. Parte da folha que prende a lâmina foliar ao ramo. Pubescente. dibásicos. cujos pêlos se entrelaçam. Caule subterrâneo. esteárico. Planta ou órgão denso. cáprico. gálico. Qualquer substância de sabor ácido. Eixo da inflorescência ou de uma folha composta. Rizoma. Termos químicos Acetileno. Que forma gancho. Perene. Exemplos: ácidos acético. como folha sem pecíolo ou flor sem pedúnculo. São ácidos que possuem carbono em sua molécula. Ráquis. cerdas ou aristas. ou parte da inflorescência capituliforme que sustenta todas as flores. gasoso. Parte basal da flor que sustenta os verticilos. Conjunto de estruturas com a mesma função. oléico. dispostas circularmente. Conjunto formado por cálice e corola. Ácido. araquídico. Papilho. solúvel em água. Perianto. palmítico. Qualquer órgão ou parte orgânica que não tem suporte. mirístico. linoléico. Uncinada. fórmico. Ácido graxo. Podem ser monobásicos. Ácidos são compostos que contêm um hidrogênio e um radical negativo. com cheiro desagradável. Pecíolo.Panícula. . Inflorescência na qual as flores são pedunculadas e se inserem num eixo a distância não desprezível das outras. Tomentoso. Qualquer ácido orgânico monocarboxílico. Racemo. Qualquer estrutura provida de pêlos. incolor. Hidrocarboneto não saturado. Planta com ciclo de vida superior a três anos. nitrogenadas de origem vegetal. característico da família Asteraceae (Compositae). Cálice modificado em pêlos. Verticilo. Zigomorfa.

Alcoóis. derivados do cicloperidrofenantreno. Qualquer álcool não saturado com uma estrutura de diversos anéis. Muitas atuam na atração de insetos para a polinização de plantas e apresentam inúmeras ações farmacológicas. composto formado por combinação da água com carbono e que possui a fórmula tipo Cn(H20) Carotenóides. Substâncias derivadas de lactona do ácido p-hidroxicinâmico. Substâncias fenólicas que ocorrem de forma livre (agliconas). de cor amarela e que acompanham a clorofila e os carotenóides nas partes verdes das plantas. Líquidos incolores. onde exerce importantes funções. Compostos orgânicos em cuja molécula figuram os grupos carboxila e amina. timol. Flavonóides. Amilopectina. Substâncias cuja molécula contém um anel benzênico. Catalase. Uma das substâncias constituintes do amido. Fenóis. Aminas com fórmula de dois pólos deferentes. originam as flavononas. . acompanhada de uma quantidade de ácido fosfórico difícil de separar. Betaínas. derivados de hidrocarbonetos por substituição de um ou mais átomos de hidrogênio por uma ou mais hidroxilas (OH). como a quercetina. Cetonas. Exemplos: carvacrol. com caráter gelatinoso. Compostos aromáticos. ou ligadas a açúcares (glicosídeos). Qualquer composto orgânico que possui o grupo -CHO unido ao hidrogênio ou ao carbono de um radical orgânico. Compostos derivados da 2-fenil-benzopirona. Compostos orgânicos que possuem um grupo -CO unido por suas duas valências a um átomo de carbono. Aminoácidos. vegetais e animais. Compostos com uma hidroxila ligada diretamente a um carbono do anel benzênico. São corantes vegetais. Fitosterol. estragol. Carboidrato. Ver esteróides. Quando reduzidas nos carbonos 2 ou 3. Exemplo: p-cimeno. Esteróides. Aldeído. amarelos e roxos. Ou hidrato de carbono. que exercem várias funções. Compostos alifáticos. Esterol. Enzima que desdobra peróxido de hidrogênio em água e oxigênio. tais como os hormônios. Compostos naturais ou artificiais. voláteis. encontrado nos organismos vivos. Compostos orgânicos não-cíclicos. Cumarinas. que podem ou não acompanhar a clorofila nos cloroplastos. Flavonas. eugenol e hidroquinonas. odor característico facilmente reconhecido nas espécies de guaco.

Qualquer lipídio que contenha uma molécula de ácido fosfórico. . recobrindo-as com uma camada protetora. Líquido incolor e aromático. Nome genérico das gorduras ou substâncias insolúveis em água. sofrem hidrólise. Glicosídeos. Combinações orgânicas do tipo da glicose. Polímeros de açúcares (polissacarídeos). que se obtém pela destilação de água com plantas ou outras substâncias aromáticas. liberando um ou mais açúcares e um outro componente denominado aglicona. Peróxido. Hidrolato. com importante função no metabolismo dos açúcares pelo organismo. Exemplos: digitoxina e estrofantina. Óleo essencial. Glicosídeo que por hidrólise não produz exclusivamente a glicose. Hidrocarboneto. Lactonas.Fosfolipídio. Qualquer substância constituída exclusivamente por carbono e hidrogênio. com propriedade de diminuir irritações locais da pele e mucosas. Compostos cíclicos. obtido de plantas mediante destilação por arraste com vapor d'água. Possui composição química diversificada e algumas atividades farmacológicas de interesse. Lignanas. Diz-se dos compostos orgânicos que apresentam ao menos uma ligação dupla ou tripla. Insaturados. Glicídios. Substâncias incrustantes que acompanham a celulose nas paredes celulares dos tecidos chamados lignificados e que possuem caráter aromático. Substâncias que. ocorrendo livremente ou ligados a açúcares. Heterosídeo. Insulina. por aquecimento em meio ácido ou por ação de enzimas. Hormônio secretado pelo pâncreas. Peroxidase. Mucilagens. pela ação de ácidos diluídos. Líquido oleoso. Lipídios. que se extraem de órgãos e partes vegetais com solventes orgânicos. Óxido em que existem dois átomos de oxigênio diretamente ligados e que formam água oxigenada. oxidando outros compostos. geralmente de odor agradável. Qualquer enzima que decompõe o peróxido de hidrogênio sem deixar oxigênio livre. derivados de terpenos com grande ocorrência na família Asteraceae (Compositae). Ligninas. Compostos cíclicos. derivados do fenilpropano.

Falta de menstruação. de um músculo ou grupo de músculos). Amenorréia. Expectorante. Angina. Que combate fungos. Perda da capacidade de exprimir a linguagem por palavras escritas ou sinais.Termos médicos Abortivo. Antidiabético. ato ou efeito de desvariar. Acne. em conseqüência de lesão do sistema nervoso central. Estado em que o sangue é deficiente em qualidade e quantidade de glóbulos vermelhos. Que combate o escorbuto (estado mórbido por carência de vitamina C no regime alimentar). sufocação. Capaz de promover expulsão do feto. Antiblenorrógico. Que exerce efeito lesivo sobre as bactérias. antigonorréico. Adenocarcinoma. Que aumenta ou excita o desejo sexual. Que combate a eliminação de muco. Alopecia. às vezes. podendo ser feminina ou masculina. a sangue). . Anticatarral. Que combate a diabetes (doença caracterizada pela falta de insulina e eliminação de grande quantidade de urina). Delírio. Que suprime náuseas ou vômitos. perda momentânea da razão. Agrupamento. Antiemético. violenta. Adstringente. Agregação. Afrodisíaco. Que combate as convulsões (contrações violentas. Tumor maligno com disposição glandular. Lesão na pele com aparecimento de pus por infecção dos folículos pilosos. Antidisentérico. Afasia. involuntárias de músculos voluntários). Antigonorréico. Antifertilidade. Que combate a doença inflamatória da mucosa genital provocada pelo gonococo Neisseria gonorrhoeae. que impede a formação de catarro. Queda dos cabelos. especialmente táctil e dolorosa. Antiespasmódico. doença sexualmente transmissível. Antiescorbútico. Que produz perda parcial ou total da sensibilidade. calvície. Anestésico. Antibacteriano. aglomeração. Que reduz a capacidade de reprodução. Que reduz ou suprime a dor. Anemia. Antifúngico. Auticonvulsivante. que provoca constricção. Que combate a disenteria (desordem intestinal com aumento do número de evacuações de fezes misturadas a muco e. Que aperta. que prende. Dor sufocante. Alucinação. Analgésico. Que alivia espasmos (caracterizado por contração involuntária.

. doença causada pelo Treponema pallidum. Que combate a malária (doença transmitida por um mosquito e causada por um protozoário do gênero Plasmodium). Relativo à tosse. Béquico. Que combate a prurigem (dermatose caracterizada por intensa coceira). Que combate estímulos dolorosos nocivos ao organismo. Broncodilatador. inatividade. Anti-séptico ou Antisséptico. Que impede a fermentação. Anti-reumático. Que combate micróbios. Antinociceptivo. em geral acompanhada por desordens na fala. termo comumente usado para definir produtos capazes de reduzir a incidência ou controlar a quantidade de microorganismos. Canais da árvore respiratória por onde passa o ar. Que combate a formação de tumor maligno. formada por sais minerais. Que combate o corrimento vaginal simples. insensibilidade. Antitumoral. Anti-histérico. Redução ou perda de apetite. Que combate hemorróidas (tumor vascular constituído por varizes infectadas da região anal). Antileprótico. Também denominado antipirético e febrífugo. Que combate tumores. Estado de indiferença. Falta de coordenação motora e capacidade de movimentação. febre paludosa ou palustre. Que faz baixar a temperatura. Que combate helmintos. Que combate as doenças provocadas por vírus. Antiinflamatório. Apatia. popularmente chamados de vermes dos intestinos. Que combate as inflamações. Antivenéreo. Anti-sifilítico. Antimalárico. Que combate a lepra. nos rins e/ou na vesícula biliar. Que combate a sífilis. Anorexia. Antineoplásico. Massa inorgânica anormal no organismo animal. Antileucorréico. Antipruriginoso. Que dilata os brônquios. Anti-hemorroidal. Antitérmico. quase sempre transmitida por contato sexual. Que combate o reumatismo. Antivirótico. desinfetante. Cálculo. Brônquios. também chamada de paludismo. Que age contra as doenças sexualmente transmissíveis. falta de emoção. Ataxia. que serve para o tratamento da tosse. Que combate a histeria.Anti-helmíntico. especialmente bactérias.no. putrefação ou contaminação microbiana. Em geral se forma na bexiga. Antimicrobio.

Dispepsia. Que alivia a distensão por gases. Que favorece a secreção urinária. também. Respiração difícil. Constipação. Emético. Cardiotônico. Depurativo. Cicatrizante. Indigestão. reduz a força. Carminativo. Alteração do sistema digestivo caracterizada por má digestão. gripe. Que exerce efeito tônico sobre o coração. Que desentope. crostas e secreção. Acúmulo exagerado de sangue em determinada zona. Substância que possui propriedade de ser tóxica para as células. Citotóxico. Depressor. Diaforético. Que favorece ou provoca menstruação. Desobstruente. Dispnéia. Congestão. Dermatite. enfraquece. que aumenta ou provoca a secreção urinária. Eczema. Diurético. Doença da pele de caráter inflamatório e com formação de bolhas. medicamento que apressa e aumenta a evacuação intestinal e provoca purgação. produzindo lesões nos órgãos e com a presença de bactérias no sangue. Purgativo. . Prisão de ventre ou. dificuldade para respirar. medicamento que restabelece o ritmo cardíaco. Que provoca vômito. Dificuldade na deglutição. estimulante da transpiração. gripe comum. do estômago etc. Sudorífico. Desinfetante. Que limpa. particularmente a pele inflamada e porções próximas. Catártico. Que favorece o fechamento de feridas cutâneas e recompõe tecidos lesados. Que tem a propriedade de amolecer. libera a passagem de um vaso ou canal. sensação de peso ou queimação no estômago. Inflamação da pele. que ativa a eliminação de bile. do intestino. Que favorece o fluxo biliar. que previne a invasão de microorganismos. Emoliente. Aumento do líquido entre as células nos tecidos ou nos espaços intercelulares. empachamento. resfriado. reduz a excitação. Que combate as infecções ou seus agentes causadores. caracterizado visualmente pelo inchaço. Edema.Carbúnculo. purifica. Emenagogo. que separa substâncias nocivas. Que deprime. muitas delas usadas para destruir células tumorais. Colagogo. Infecção por bactérias. acompanhada de náuseas. Disfagia.

Que facilita a saída das secreções das vias respiratórias. Emprego de fitoterápicos no tratamento de doenças. Acúmulo anormal de líquido debaixo da pele ou em uma ou mais cavidades do corpo. Ictericia. Estupefaciente. Capaz de promover estímulos. Tóxico para as células do fígado. Hiperglicemia. Hepatócitos. Expectorante. Hipotensor. Fitofármaco. que estanca hemorragia. que melhora o funcionamento do fígado. estado de irritação. Hipertensor. Fitoterápico. Que combate fungos. Relativo a hemostasia. Hidropisia. lentidão anormal dos batimentos cardíacos). Hepatotóxico. Fungicida. Que estimula ou provoca a ação. Flatulência. . Presença de taxa anormal de açúcar na urina. Excitante. com anemia. Febrífugo. febre e dores (provocada por bactérias do tipo estreptococo). Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) plantas medicinais inteiras ou partes dela.Erisipela. que facilita as funções do estômago. Farmacoterápico. Eructação. Distensão por gases no intestino. que leva à perda de atividade. Relativo ao estômago. Que baixa a taxa de glicose no sangue. Que diminui a da taxa de colesterol no sangue. com vermelhidão. Taxa de glicose (açúcar) no sangue acima do normal. Que combate a febre. obtido tanto por síntese como a partir de produtos de origem natural. espanto. Doença provocada por parasita da pele e tecido subcutâneo. no estômago etc. Derrame de bile no sangue. Fitoterapia. Hepático. Estimulante. O mesmo que arroto. Células do fígado. Estomáquico. Hipoglicemiante. Que aumenta a pressão sangüínea. Hemostático. Produto medicinal farmacêutico com estrutura química definida. com bradicardia (pulso lento. deposição de bile nos tecidos. assombro. Que baixa a pressão sangüínea. Que produz imobilidade emocional. Relativo ao fígado. produz sono e alivia a dor (narcóticos). Hipocolesterolêmico. Glicosúria. Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) substância(s) ativa(s) isolada(s) de plantas medicinais. pigmentação amarela generalizada da pele.

Que produz gordura. Midríase. Narcótico. Substância que apressa e aumenta a evacuação intestinal. Que laxa ou afrouxa. Poliária. Inseticida. Lipogênico. importantes para a coagulação sangüínea. Doença ou alteração cutânea de natureza alérgica. Nefrotoxicidade. que faz cessar inflamação. produzindo sono e alívio da dor. Presença de taxa elevada de gordura no sangue. Que mata ou destrói parasitas.Impingem. Que adoça ou acalma. Que resolve. Parasitemia. Que produz sono ou inconsciência. Morféia. Tóxico para as células brancas do sangue. Incapacidade de reprodução. dorso). Lipemia. calmante. . Plaquetas. Lumbago. purgante. Que combate moluscos (alguns são transmissores de doenças. Lepra. Estado que é tóxico ao rim. Purgativo. Substância que mata insetos. que acalma. Corpúsculos sangüíneos. Que provoca fluxo de saliva ou salivação. Parasiticida. Relativo a peito. droga que paralisa as funções do cérebro. afecção cutânea. Lenitivo. Moluscicida. Maleita. o mesmo que laxante. Dilatação da pupila. Mutagênico. purgativo fraco. Infertilidade. como no caso da esquistossomose). Sialagoga. Dor na região lombar (costas. Resolutivo. Grau ou índice de parasitas no sangue. Malária. Que alivia excitação. Sedativo. Peitoral. tranqüilizante. causado por gordura. que apenas exonera o intestino. Excreção excessiva de urina. Laxativo. impaludismo. Qualquer agente químico capaz de provocar mutações (transformação da informação genética que resulta em células ou indivíduos com diferenças). Linfocitotóxico. medicamento para o tratamento de doenças pulmonares ou do peito.

Órgão sexual masculino que produz espermatozóides. que facilita a saída de pus. Diaforético. que restabelece o estado de saúde ou do órgão. Testículo. Sudorífico. Teratogênese. Medicamento que se aplica às pessoas feridas ou que tenham sofrido queda. Tóxico para o zigoto. que acalma. Revigorante. Que destrói ou afugenta vermes. Desenvolvimento de anormalidades fetais. Tônico. Salivação abundante. Vulnerário. Que provoca vesículas. Sinusite.Sialorréia. . Que produz pus. Vermífugo. Vesicante. Próprio para curar feridas. Zigotóxico. Que tranqüiliza. Supirativo. bolhas. Tranqüilizante. Inflamação em um ou nos dos seios nasais.

v. 1997. ABDALA. n.2.657-63.12. v. n. et a l j . ABDEL-KADER. 1985. L. página e ano. 1986. Human Toxicol. os autores são citados como nos casos das revistas. 1986.499-500. SEELIGMANN. ABE. apenas sua referência. v. os autores são citados no texto. ABDULLAEV. Biochemical Systematics and Ecology. P Lilloa. . v. O mesmo se aplica a teses. n. nos casos de dupla autoria.3. incluindose volume.5. Os dois autores. n. et al. p. ABDU-AGUYE.5. .38. N.3. nos casos em que há mais de dois autores. p. seguindo-se o título do congresso.23. Khim. D.Referências Bibliográficas As referências bibliográficas estão aqui apresentadas por ordem alfabética dos autores e sistematizadas da seguinte forma: • • • • Apenas o primeiro autor. Soedin (Tashk). • Quando se trata de resumo de Anais de congressos. 1995a. fascículo.326-32. p. dissertações e outras publicações do gênero. F. . et al. R. Não são apresentados os títulos dos trabalhos. n. seguindo-se o ano de publicação e a referência bibliográfica com a autoria (conforme trabalhos e livros).871-2. Soedin. 1995. p.1294-7. p. (Tashk). • Quando se trata de livro. I. Prir. simpósio ou similar. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). p. seguindo-se o título do livro e todos os dados de imprenta necessários para a obtenção do material.43.4. v. Nat.7-8. nos casos de única autoria. n. M.269-74. S. n. Khim.l69-71.. página inicial e página final e ano de publicação.. Prod. Um autor. p. Prir. et al. 1995.60.

Phytochemistry.105-12. v. n. D. V.18. AHMAD. v. v. n. V. Sci. v.315-6.43. v..375. I. v. 1966. OH. et al. Hum. Acta Biologica Colombiana. 1987. Curr.5. . S. n.131-3.. p. A.51. Cubana Med. p. Res. . K. CAVA. Res..3. V..73. Nat. O. Pak. p. Prod. A. Chem. ABEL.2. . n. M. A.27. p. V. Chem.29B. V.4. p. p. n.26. I. n. n. Anais da XXXVI Reunião Anual da SBPC. Phytochemistry. F.1977. 1982. 1990. 2001. Acta Chem. S. ALVI. v..60. U. 1997 . p. I. n. 1979. et al. p. 1995b. U.410-2. ABOUTABL. Phytochemistry. SYAMASUNDAR. p. Park. 1969. 1999. v.2.3208-13. O. Chem. et al. K. p. ABHAHAM. Phytochemistry. et al. 1986.. A..67. YAMAUCHI. AHMAD.38. v. n. Food Chem.50. 1993. E. Scand. Chem. J. v.]. . A.4. p.29. 1994.. AHLUWALIA.223-43. 1986.2. v.329-32.13. K.3. Zool. B. A. AGUIRRE.6. v. A. n.81-91.l. ADERIBIGBE..1. ADEYAMI. v.}.9. M. ABO. M. . Planta Medica.52.l 13-23.. 1995a. v. Phytochemistry.499-501.700-1. Phytochemistry. p. n.19. v. p. A.40.29.31.184-6.39.2055-8. 1988. n. 1999. Agric.67. Ciência e Cultura. et al.. n. v. v. Planta Med. et al. Fitoterapia.8. L. Int. et al.l. et al. n. 547. p. 1986. ADEDEJI. Antimicrob. ADINARAYANA. Genet. Cryst. et al. p.1494-7. 1986.. Journal of Pharmaceutical Sciences. Phytochemistry. p.69-72.64.2. G. ABRAHAM.23.5. AHMAD. p. E. p. 1983. p..]. Am. Y. K.2.. Phytother. H. Fitoterapia..4.58. T. B. v.9-14. n. 1987. n.. v. et al. J. n. L. AHMAD.937-9. R. BEG. M. Sci. Indian J.815-9. p.9. ADEWUNMI.3035-7. 2001. A. 1989. J.28.l. M. C. ADDY. ABO. n. ADDAE-MENSAH. 1990.J. ACHENBACH. L. A. v. 1997 ADETUMBI.. 1986. p. 1997. p. p. et al. et al.575-7. v. p. . Phytochemistry.3-4.. T.793-4. v. n. AHMAD.. Org. v. p. AHMED. AHMED FARAG.10.. p.2/3.89-98. MARQUIS.27.239-44. et al. Sci. v. Pertanika. V. O. n. J.3. et al. v. AFIFI.3.. AHAMED. O. 2002. p. S. AGNER. v. 1997. E. E. J.1988. M.13.250-1. SCHIMMER. Trop. O.l.ABE.23. n. D.l.81. n. Phytochemistry. J. n. n.1.3189-93. Soc. p. p. JAKUPOVIC. p.. 1980. p. Ind. F. Ver.1085. 1991. p. Agents Chemother. n.4. 1996. v. n. G. ABENO.251-4. Crude DrugRes. Pharm. v.6.37. n.577-81.2271-3. p. . 1992a. 1990 AGURELL. P. p..4. M. Food Chem. n. ABOU-JAWDAH. n. n .31.. 1984.}. Technol.9.. v. v. et al. 1992. Technol. v.45-8. Lett.219-24.9.2. Phytochemistry.30. n.2. et al. p.42. 1992b.673-4. AHMAD. n. J. F.56. p. K.l. n. Phytother.7. Chem. v. et al. et ai.161-3. (Suppl).2.12-8. AfrJ Med Med Sci. AGARWAL. AGRA. p. n. p. n. ASHIDI.903-16. et al. v.58. v. Anim. Sci. U. Encephale. v. v.74. 1971. Indian).64-6. v.494-7.1429-32.30.6. et al.31.. T.31. l l . V. et al. p. p. p. R. ABE. p. Res. 1981. Z.2. Agric. et al.729-34. n. M. Res. 2002. A. v. n. AGUIAR. p. 1988. Ethnopharmacoi. Ethnopharmacol.2. et al.3. J. et al. et al. A. n. v. v. n. 121-4. 1990. 167-9. S.l. 1992. n. Phytochemistry. Feed Sci. ADNAN. v.63.670-2.

F.4. Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC.496-7.89-96. ALI. p. M.3. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. et al.1992.1991. v . Plantas medicinais brasileiras.6. n. 1996. ALI.8. Phytochemistry. p. v.301-6. v. v. n. O. J. Ind. Fitoterapia. n.455-7.88. p. et al. v.1995. Prostaglandins Leukotrienes and Essential Fatty Acids.1995. v. n. AHUJA. Fitoterapia. Pathol.56. Cubana Farm.55. .J. Res.65. Fitoterapia. C. Khim.391-6.657-60. ALENCAR.l. v. E.l. . n. ALARCON. et al. v. International]ournal of Crude Drug Research. et al. /.. ALANIYA. et al. T.443-8. Conhecimentos populares e científicos. v. et al. v. AL-AWADI.108. Planta Med.. Yakugaku Zasshi. n. O. v.5 p. n. p. p.J.31. ALBEKAIRI. et al. Khim.Ethnopharmacol. v. ALI.308-10.1990. p. C. n. 751. et al. n.161-8.1994. AKRAMOV. et al. O.5.4.27. v. v. v.. v.7. p. p. p. Journal of Ethnopharmacol. Fitoterapia. v. Phytochemistry. ALKOFAHI.525-8. R. p.1983...55.. M. C. n. A.40.33.1986. et al. Rev. p. Buli.. S.701-2. et al. A.12..42. p. et al.1215-8. M. et al. p.6.n. 2001.59. 286-7. p. Trans. et al. p.88.2. p. et al. M. AKINPELU. Planta Medica.1990. . et al. v.1978a.9. Fitoterapia. n.533-44. n.207-8. ADAM. v. 1996. Planta Medica. D.87-8. Phytother. n.31.308-10. Soedin. M.J.5. I.6. M.l421-3.5. A. Food and Chemical Toxicology. 2001. ALARCON. et al. 1457-60.49. ALARCON-DEL-LA-LASTRA. AHMED. Perkin.1978. p. ALMEIDA. p. R J. M. M. 2001. A. ALMEIDA. n.p. Pathol. ALEMAYEHU. ALI. A. A.l33-9.l.29. Planta Med. n. Chem. 1993. . Vet. n. A. Bangladesh J. 2001. Comp. p. p. J. E. Res. M.1989. v. n. n. 1994.2001. ALI.38.55. p. GUPTA.53. v.5. et al. v. Pharmazie. Soedin. São Paulo: Hemus Editora Ltda.49. n l . p.. 1980. v. v. ALI. p. Pharm.1991. S. .1980.253-6. AHMED.24. Planta Med. n. M. C. G. P.. 1989.161-8.J.5. AHMED.42. 1996. ÁLEA. M. Sci. n.544-6. v. v.855-9.. p.4.28. v.41-9..1986. J.443-50. Fitoterapia.1984.. 1985. v.385-9. E. AKHILA. Pharmazie. p. S. S.1988. 518. P.29-35. 1993. p. .5. 2000. 1990. Anais da XXXVI Reunião Anual da SBPC.62. 1999.4. HOUGHTON.3.. . n.. Biol. ALBUQUERQUE.AHMED. 1988. v. M. M. p. ALI. v.4. v.. p. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.72.3. B. AIYELAAGBE..5. N. D. Journal ofEthnopharmacoi. E. et al.30. AKGUL. et al. p.1993.17. n. A. Ethnopharmacol. A. n.5. Comp. AHMED. p. p.Sci.62.l. R. L.475-9. ALI. Prostaglandins Leukotrienes and Essential Fatty Acids.397-400. B. R A. n.2.85. S. Soc. M. n. 188. p. ALAM.Nahrung. n. l l . AKAH.59.408-12.5. A..72.646. n. Nutrition.4. M. Prir. 1997.1979.540-2. C. n. 1997. n. Prir. W. n. A.363-5. NIGAN.3035-7. JAKUPOVIC. p. Res. ADAM. J. R. p. n.2000. 1995.3. p.257-9. v.6. N. . v.

p.189. 1998.51. et al. ALVARENGA. P. n.5. 786.1033-4. B. J. 1998. Anais da 38a Reunião da SBPC.8. AMORIM. AMARAL. p. Emílio Goeldi. 1987.l 19-28. L. K. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C. R. GÉLY. Quim. M.J. et al.2. et al. J. F.357-60. 64. n. et al. Rev. Naturforsch. A. v. 2). v. C. FRANK. A. ANDRADE-CETTO. ANDERSON. Biosci.26. v. Anais da XXVIII Reunião Anual da SBPC. n. et al. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M.l 77-80. Fitoterapia.). H.750-1. K. C. et al.l. Bol. p. C. et al. 48. ALVAREZ.. ANIKA. Res.44. N.2367-70. Res. Z. S. et al. AMBASTA. v.67. n5-6.307-8. p. p. 1987. WIEDENFILD. J. L. p. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Y. et al. n. 1999. L.39. n. V. 1992. v. 1995.1986. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C. K. A.J. Nat.692-595. v. 1994. Environ.1-2.. 1992..14. n. 1989. 1993.78. et al. N.47-131. F. M.2.6. v. L. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. . ALVARENGA.J.. v. F. 962. AURÉLIO. n. Med. 1976. Anais da Reunião Anual da FESBE.5. ANDEBRHAN. AMOROZO. D.953. 1996.355-7..3.2001. Anais do XXXIX Congresso Brasileiro de Botânica. A.1459. p. 1996.l 19-25. J. Série Botânica. FONTELES. p. ANDRADE. 1991. et al. M. n. E. ALMEIDA. C.73.8.334-8. R.8. p. et al. et al. 1988.14. C. p. p. 1989. T. ANDRADE. v. A. 1992. Par. p. M.2..4. AMARAL. n.59-65. Chromatogr. F. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. N. 1990.287-91.ALMEIDA.62. L. . Soc.70. Phytotherapy Research.2-3. v. et al. et al. ANGERS. et al.1991. 118. N. Physiological and Molecular Plant Pathology.1-2. AMPOFO. 1998. Z. p. S. 46.. AL-ZANBAGI. 184. J.3. p. L. 172. et al. et al. A. 106. 85. Anais da XI Reunião Anual da FESBE.31-41.J. Am. Z.393-5. Prod. SHETTY. v.21. n. A. ANDRA.189-93. ANDRADE. S. p. p. ANDRADE.2000. AMORIN. PEREZ. M. Y. v..1996. et al. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro 86 (Suppl. n. Int.J. 1988. M.4. Immunol.33948. Mus. Planta Medica. ALMEIDA. Crude Drug. ALMEIDA. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. et al. N. v. ANDRADE. Anais da II Reunião Anual da FESBE. Phytother. ALVAREZ. AMARAL. n.. Ethnopharmacol. Colomb. p. G.. et al. F. C. M. 2002. C. n.169-73. Ethnopharmacol. Anais da 43a Reunião Anual da SBPC. K. 316. Microbiol.1988. p. p. ANILA. AMRHEIN. 112. A. 2001. Phytochemistry (Oxf. v. G. p. M. n. et al. p. Journal of 'Ethnopharmacology. A.62. 51. 1998.4. v.1987. v. et al. et al. n. ALMEIDA. 214. R. 2000. Journal of Natural Products. Ecol.2. 225.. n. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. n. . 1996. et al. 194. ANDRADE. v. S. 1998.3. N. VIJAYALAKSHMI. 1983. M. v. Oil Chem.. ANESINI.

117. v.2. et al. n. H. et al. R. D. et al. p. Carbohydr. F. B M C Pharmacol. Indian J. In: EVANS.. et al. 1993.3. ARAGÃO. S. London.2. UK: Saunders Company Ltd. v.108.30.255-8. Int. v. S.1987.l. VALLE. C. Med. 1972. Sci.2. et al. p. ASIBAL. n. n. M.3. ARITOMI.13.ANJANEYULU.37. Thrombosis Research. B. n. p. Chem.. n. ASTHANA. v.. P.l842-3. ASLOK. n. Sci. v.1994a. E.1994. v. 1996.67-8.I6. Food and Chemical Toxicology. p. Soc.127-33 1995. l l . A. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. et al. A.862.. p. B. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. ATHAMAPRASANGSA. . p. p.44-8.193. ASPREY. Sect. Braz. p.145-55. p.J. Phytochemistry (Oxford).5. et al. L.2. p. n. Sect.1995. Khim. ARRIGONI-BLANK.24.62. v. 1994. v. Fitoterapia. 1994.71. O.) Pharmacognosy. 1968.l 146-7. Asian and its practice in Britain..9. M. Indian J. n. B9. AQUINO.. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE.152-9. Soedin.9. p... n. AOKI.1215-8.726-31. M. p.719-21. C. Incl. p.6.25. APITZ-CASTRO. L.31. P. SARMA.58.. 1988. R Phyton (Buenos Aires). p. n. K. T Chem. et al.614-5. A. J. APARECIDA DOS SANTOS. . 1987. Amer. et al.496-7. v. ARAUJO. 1998. Chem. Chem. p. 108. Indian Chem. v. (Ed.1-20.l. SARMA.J. F. v. M. p . v. p.l. n.25.1989.18. Fitoterapia. v. ANSARI. n. J. v.50. p. Yakugaku Zasshi. et al. et al. 2002. p. ARROO.3. n . Indian Chem. p.2. 1994. n. S. v. n. J. 1991. l l . N.J.52.4. p. Med. v. D. J Pharmacog. 1992. 1995.42.J. 1986. J. Soc.64.. R.. 1935 ARORA.. ASPINALL. n. S. p. et al. Bioresource Technology. Chem. G. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. R. Org. ARUNA. v. v. J. p. Soc. v. p. p. R. Essent. Anais da XXIV Reunião Anual da SBPC. A. A.4. v. et al.278. R.12...38. v.61.1990. J. Indian J. ASHOK.. Phytopathol. n. et al. 1146-7. M.559-61. .. M.. 2000. et al. Natural produets. p. R. M. v.2673-6. ARITOMI.H. p. p. et ali. 1992. Pharm.. n .6. B. Prir. V. ARNAUD-BATISTA.3. T.107-13. p . et al. V. D.J. v. v.499-500. Yakugaku Zasshi.9. p. R West Indian Med J. M.l. OH Res. Buli.4. C. et al. 313.235-6.. p. v. 9 5 3 . ASANO. et al. Sect. Int. .. ASSELEIH. London. ATAL.454. Chemical &Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). v. 1991. S.5. 1995.82.1989. et al.871-3. 1965. ARNOLD. A. ASLANOV. D. v. CORTES.l 193-7. 1986. J. p. R. n.2. Phytochemistry.B27. . H. Pharm.388-91.214. 1986. v.43-9. et al..66. ARRIAGA.. n. 1988. 1996. v. p. p. 1988. THORNTON. Phytochemistry (Oxford).589-95.56. A. n. v.133-42. et al.6 . Chem. n. p. v. et al.6. p. et al. Res. n. M.J. n. l 2 . Etnopharmacol. N. Chem. Pharm. n. KAWASAK1..189.2. ASAMIZA.862.1997. Indian J.267-71.356-8.69-92.63.6. v. ANTOUN.1985.1989 ASLAM. v. et al. Phytochemistry (Oxford). N. U. 289.42. C.4. 1994.68.1962. n. Res. ANSARI.. W. n. ARAYA. Sci. Food Biochem. p. v. B.l06. I. ANJANEYULU. Indian J.3. et al.1955. M.l.349-52. v. n. Chem. v.4. p. G.1989. ARYA. R. K.. n. ASUKU.Crude Drugs.2. K.58.237-8. SIVARAMAKRISHNAN.

p. F. n.5. et al.653-61.41. Res. Bull. Chem.J.2845-48. p. Chem.l155-7.. 1977. n. v. H. . p.27. et ai. BADHEKA. Chem.Nat.60. Sect./. p. Plant. p. v.5. Indian Chem.9007-22.l.1985.41. E.429-33. S. M. v. R I.l 18-120. Pharm. Office of Biological Conservation Smithsonian Institution. SHEELA. !. M.. AUVIN.1997. n.25.. Proc. n.2. 1981. p. R.1989. Filotergnia. v. AUGUSTIN.1. et ai. Bull. M.24.. p. p.733-6. et al. Planta Med. et al. PEREDA-MIRANDA. B20. 1423-30. v.1-20.72. Med.60.3. Phytochemistry. A 268.1981a.l34-5.3. AUGUSTI. 1978. Phytother.1996.J.3-4. A. Pharm. 1961.1986.19. Exp. L.19. A. p.61. A. Unpublished manuscript. p. p. J. Environ.544-6.2000. et al. . v. M. n.. 1996. 2000. Bull. Tetrahedron. v. v.Soc.2033-6. 1996 BABBAR. v.1997 BAHUGUNA.4. Biochemical Systematics and Ecology. Planta Med. et al. p. n. 2002. et al. p. E.l. 1995. et al. R.2. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Malays. Interact.10. v. v. . SERTIÉ.9. n.3... p.17.39-41.13063-80. p. (Berlin). Plant.646. 93. C. a 1996.11. AUGUSTO. v. Nutr.5. A. et al. T. Prod.35. I. v. v. Chromatogr. p. . et al.7. K.39. p. n. BACCHI. A. AYALA FLORE. v. C.4418-21. E. v.2977-83. M. n.8. AYUSO GONZALES. .1997. p. AVILA. O.. Ret al.10. p. 2001. p. C G . AZEVEDO.3.. K.4418-21. . et al. p. K..l-8. S. M. Journal of Economic and Taxonomic Botany. K. n.52.. v. v. Res. 6/ 9.451-5.Biol.l. . J. 1984. v. 1986. BALASENTHIL.1962.ll. E. p. S. Sã Ind. 117-27. 1979. n.873. Tetrahedron.3. v.38. Ethnopharmacol. Phytother. AWNEY. v.634-40. n..57-8. n.57.621-5.2001. Phytochemistry. MISRA. n. London. p.. v. R. p. Planta Med.34.. n.3. 1988. AUDUJ.54. H.5. 1.36. K.1986. A. Experientia (Basel).487-90. F.ATHAR. p.205-16. AZERO.27-30. R.1 lOp.30. BAH. T. J. p.1997. Proc. SERTIÉ. v. 1441-3. R.1.204-7. Bull. BALAKRISHNA.l22-4. Conf. O.1988. AWASTHI. p. K. v. n. Medicinal Plants of the Westlndies. Biochem. n. AYENSU. G.. BABA.1985.72. Polym. et al.34. N. A. AUGUSTI. 1996.. G.2001. Soc. BACCHI. Ind. Fitoterapia. Toxicol. Soc. . Indian. p.9. BACCHI. n. v. n. n. Pak.1996.205-12. p. Washington.36.. n. n. M. n. Pharm. et ai. AZIBA. 1995 . Indian Journal of Experimental Biology. p..42. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p.52. Phytochemistry (Oxford).20.. J. n. AYELBAGBE. v.129-42.35. L.l 1. J.7.5. S. v. Sci.190-201. R et ai. v. Ser. p.1997. Herba Pol. p. v. n.1988. Phytochemistry (Oxford). n. E.26. n.115-9. Med. 1997 AZEVEDO. Tetrahedron Lett.255-63. Advances in Economic Botany. BABADY-BILA.16. 1994. p. R et ai. v. AUVIN-GUETTE. DC. et al. V. p. v. n. n.1987. v. J. et al.53. et al. p. .

Hum. G. p. 1982. p. p. BANERJEE. K„ GHOSAL. Anais do III Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Chem.4.3.J. Phytochemistry (Oxford). BARROS. C. BARATA.. R et ai. Incl. A.1987. n. L. M.26. n. et al. MOORE. M. BANTON. Biological Sciences. n. Anais da III Reunião Anual da FESBE. p. T et al. BATISTA. BARBOSA FILHO.45. . 548.7. v. G. n. BANERJI.140-51.2126-7. Oreades. J. p. BARTHWAL.125-38. p. J.1987. M. 7/9. p. p. 450.42. W. Gene. BANERJI. BARBI. p. 1987. A. v.1990.8.. Chem. N. I. Toxicol. 1994. R.. p.l. PAL.225-6. BARETTA. A. D.1995. et al. 1996. BARROZO. Anais da 40a Reunião da SBPC. et al. M.ll.1988.589-95. Khim. n. S.. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v.6. BARBOSA. A. BARBOSA.55. G. S. 1985.26. Med. A.48. Bull. H. M. Counc. Mutagen. v. et al. BANDYUKOVA.7. v. Prir.27. n.1977. v.1/2. Anais da III Reunião Anual da FESBE. Phytochemistry.BALEE. SriLanka. v.l64-7.2. Natl. n. BARROS. Liaison . n. WIMALASIRI..665-7. 1988. S. E... 1982.2. L. Vet. Sect. I. v.5.. SRIVASTAVA.l 14-6. B. 1969. 871. V. p. S. A. I. 1989. BARNES.. Phytochemistry (Oxford). Anais da XL Reunião Anual da SBPC. AUST. 1981. v. 1991. v. BASARAN. . Indian J. Sistemática de angiospermas do Brasil. B. . p. Prod.5.711-3. Anais do XIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental..139. et al.496-7. 213.l 1. BARBOSA.. 871. n. M.Groupe Polyphenols. BARROS. Org. v.18. V. DAS.. B. DUGAN. v. 1987. p. et al. 2000. J. BANDARA. Chem.9. p. n. R L. p. n. . BASA. et al.209-62.8.4. n.67-76. n. B. R R R B B.293. SRINIVASULU.l. 1985. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. et al.55.13.I5. Anais da XXXIII Reunião Anual da SBPC.485-96. Chem.14/15. Memorias Del X Congreso Italo Latinoamericano de Etnomedicina. Prod. M. 1986. p. WakanIyakugakuZasshi. p.279-84. Sci. BASNET. BARILYAK. et al.Carcinog. R et al. C. 113-4. Dopovidi AkademiyiNauk Ukrayiny. Anais do VII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et ai.6. R. 1989.31. p. Advances in Contraception. K. 178. B. et al. A. Advances in Contraception. 2. p.. LIGAI. Soedin.672-5. São Paulo: Edusp.1998a.l.1991. Teratog.552-3.16. n. 2001. et al. . n. L. Prir. et al. 1998. 57..425-7. R et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1998. M. M. R et al. p. v. v.5. n.13-4. BORGES. . S. n. R. 1992. Nat. BARBERAN. 251-6. Sect.275-7. BANERJI. Nat. 1978.2281-4. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE.1990. Phytochemistry (Oxford). v. M. S. n. BARROS. A.24. BANERJI. F. 1970. R. 1998. 191.l 19-26. R. p.ll. v. p. Khim.2.1996. S. p. Phytochemistry (Oxford). A. 1988. B. ASTIDE. 1990 BANDARA. Chem. C.. S... BARBOSA. Soedin. R. Cult.88. J. n. 28B. p.. Indian J.2. B.1989. IndianJ. T. et al. 1988a. L. BARIK. P. v. A.109-17. 1988. 3v. C. 1981.2. v. R. p. W. J. v. p.. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. 249. et al. p.6. n.

p. v.. n. et al.3. p.121-4. v. et al. p. et al. BEVERIDGE. M. v. F. 1976. KHRO.201-12.59. l . J. MATHUR. S.5. G. n. /. Am. v. v. n.4. v. Journal of Natural Products (Lloydia). Essent.340-1. A. BEHARII. p. 1997.71. Plantas Med. P. M. n. et al. n. v. et al. v.46. S.69.22. BENNETT.J.1554-8. BEAUREGARD CRUZ. P. Syst. BIGHETTI.65-8.42.95-7.360-4. Sci. Acta. Phyton. n.J.8.1993. p.l..83-8. n. Comp. J. Allergy Clin Immunol.1987..277-9. v.6. v. 2001. C.. BERRADA. 2002. p. ALARCON. K. n . p.4.70. p. Nat. J. B.7. p. M. 1983. CASO. p. 6/9. et al. Chem.1986.l.3. B. 1995. S. p. et al. et al.3. 1978. L. Philipp). 1996.137-44.64. BELL. p.l 73-7. BEM-HAFFEEZ. p. BAUDOUIN.. p. . 64.13-8.2221-6. V.l 583-90. 1992.110. et al.B. . v. et al.l52-8. T. n.57.67-8. v. R. p. BELIA. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Biochem. TRUONG. p. n. 1978. 327.435-7. Sect.6.44.4. BIANCHI. et al. 1987. BENTO. n. v. Zh. EconomicBotany. v.2-3. 1986. S. B. BIENVENU. p. et al.7.l. p.1993.l. Prod. v. p.5.48. F. Med. E. R. A. A.2035-7. /.Unicamp. Phyton (Buenos Aires). et al..J. v. n. Chem. Chem.6. BERCHIERI. . BHARDWAJ. . Chem. BATTELLI. A. M.J. BENEVIDES. p.13-7.30. et al.53-7. n. v. Campinas. BELLESIA.l. R.53.63-7. Helv. A.4. n. p. G.l. et al. p. 1313-20.48. et al. Prod.2. n. C. 1999b..2. L. n. v. E. v. L. Phytochemistry (Oxford). v. n.Toxicol. Natural Toxins. . Heterocydes. Dissertação (Mestrado) . Indian J. n. Ecol. p.n. Soc. Acta Bot. Lett. n.27. A. Ethnopharmacoi. 1993.205-14. 104. BAUMERT. Ecol. p.105. et al.16.2002.1992. Prod. Phytochemistry. B.27. 1988. Aust. B. 2002. v.435-7.743-7. E. BAUER. OH Res.BATATINHA. Phytochemistry.. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais da XIII Reunião anual da FESBE. n.8. n. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. O. p. E. n. F.l. v. Chim. v. E. et al. G. Hat. et al.217-23. n. 1978.9. 1996.154-9. Pharmazie. Essent.55. n. v. BERRY.. n.J. BEDIR. R. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. S. Efeitos de substâncias obtidas das cascas de Croton cajucara sobre o processo inflamatório e o agente etiológico da malária. /. Biruniya. BEIER. 1992.160-71. . n. V. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n.39. p. p. J. M. et al. v. Ethnopharmacol. Nat. Arch.1986..1988. C.. et al. 2001. v. 46. 2001.1. V.ll.10.-Farm. et al. v.1997 . BIGHETTI. v. OH Res... M. p. 1976. v. 1984. J. 6. BATYUK.1979. 1988. BEYER. N.6. J. et al Phytochemistry.2. Khim. p.45. v.1977. P. M. R.31.10-6.7. 2002.25. Fitoterapia. H. p. Physiol. SHRI. p. 1998. v. et al.1978. BE. Life Sci.l. T. M. BEGUM. R. p. BICUDO DE ALMEIDA.p.21.. Neerl.2581-94.613-7.56.4. et al. n. v.75.286-93. Org. K.1994 BENOIT. et al. 1987. J. p. n. BEKERS. OH. Incl.3. Chem.4. BEAVIDES. v. n.750-1. BELOY.2. J. N.

O.. BORDIA.1984. 1999. Phytochemical distionary of the leguminosas London: Chapman & Hall. v. v . F. Med.3. A. 1994. I.3. Med. Pharmacol.335-54.1041-4. v. v. et al. Soc.. v. 1991.1994. et al. p. 89. P. p.25. 1081. p. 49. M. L. v. n. et al. 1995. 1978. p. H. BISPO. Sect. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1978. 1994. Asia Life Sciences. et al. v. n.5. et al. p.. v. H. BILIA. BOSCHELLE. BOEHM. Medizinische Welt.57. MANNAN.23.54. BISNUTU.269-73.37-9.3. H. et al. For. BLITZKE. Chil. p. p. BOEHM. p. Incl. p.l. 551. et al.6.3 a .. J. Herbal Gram No. Sei.183-6.l 129-37. p. n. T. l l . 1986. v. n.20. n. n. n. 1980. 1991.l.1994. Biotechnol. 1996. S.45. n.108. BORGES. R. et al. v. Phytochemistry (Oxford). Nat.16. v. T. V. Ind. v. K. p. v. et al. Planta Medica.434-6. et a l . p. BISBY. (Kiev). Alimentaria (Madrid). E. 26.1991. Phytochemistry. 1988. v. O. . 1996. BISWAS.979-82. 1997.. C.91-4.14-5. p. v..51: 1447-1453. v. M.43-7. BOTELHO.J.7045-55. 1986. v. v.35-44.79-92. BISWAS. v. et al. et al. 1996. BONJEAN. 2000. Prod. BORGES. BORGES. n. Phytochemistry.157-62. SOARES. n . p. Bangladesh J.l.7. Phytochemistry. BIMMERMANN.264-8. Fitoterapia. BLOCK. 2001. A. C. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anticancer Res. . 20. Anais do IX Reunião Anual da FESBE. 2002. et al.. J. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC.22. Bol Soc. p. J . et a l . H. Chem. Agric. LAJUBUTU.l. F. C.. et al. Chem.76.1997 BORIES.81-6. Chem. Prostaglandins Leukotrienes and Essential Fatty Acids. T.l. Anais da XL Reunião Anual da SBPC.1981. Sostanze Grasse. BOJIC.33. Z. n. S. Chem. BOSSHARD. A. J.1.55.. S.5. Trans. BOHME. A. v. v. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. B. M. Org. Perkin. Physiol. n. 1985. A. 1987. 7/9. R. A.J.16. l . et al. Planta Med.. n.37. et al.BIGHETTI.249-50. n. Phytochemistry. S. CUPERLOVIC.. J. Sci. A. M. O. BOHLMANN. p. B. J. p. 205. B. p.63. p.. E.. 455. BORTOLUZZI.287-92. D.16-21. K. n. M. p.. p. v. 582.68. et al. A. p. Mikrobiol. M.287. A. n . BOKESH.1997. 2001. SRIVASTAVA. R. K. et al.40.3. C. Phytochemistry. p.32-3. p.73. BOLZANI. et al. A. n. BOJO. 1996. n. A. Zh. p. et al.625-30.31. et al. S. p. S. M. Afr.47. BORQUEZ. Pharmacol. MALLIK. et al. Pharm. p. Res. F.1988. lugosl. p. .1990. Am.. et al. BOELTER. Quim.16.2.l.. 1994. BLUMENTHAL. BONDARENKO. Riv. E. M. R. Indian J. v. v. BLOUNI. J. v. BISWAS. et al. BOSE. 1994.273.. 2000. Ethnopharmacol.7A.966-9. n.1979. R. et al.62. Soc. Itaí. B.23-7. M. n.1727-30. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C.23.101-4. Acta.

1996. BROUSSALIS. J. v. n. 5/9.583-4. p. NAIR. V.6. . London: The Royal Horticultural Society.17.2.. 1986. G. O. et al.. BRAGA. 1997.57. BRAZ FILHO.131-8. p. p.127-33. v. v. BRANDÃO.5/6. 1999. 1981. p. p. S. v.. v. R.ll. n. LEE-HUANG.5. p. 424p. 1997. n. 1995.179-82.. v. 1985. A. p.2.BOURAUEL.5.6.345-6.6. LASSAK. v. 1993. . C. Res. et al. n. n.14. n. 1973a. 1995.31. Phytochemistry. Sei.l 69-74. M. 1987. Y N.. 1996. 1998. 1983. et al. Aust. J. Syst.4.2. Commun. 175. v.Biophys. M.3. p.57. I. S. p. K..208. BURKE. 1991. BURNOUF-RADOSEVICH.29. p. 1995. 1995. Biophys. Biochem.67. BROPHY. J. R. DA SILVA. p. Food Technol. 1990. et al. E. et al J. v. n. J. Ser. BURGER. 2000.1615-7. BRUM. 1992. et al. Phytochemistry (Oxford). p.67. Med. 2000. A.3.642-7.9. p. p. C. A. n. Vet. BRAGA.. J. Phytochemistry (Oxford). I.5.779-85. BRONFEN. p.2. M. Commun. BUHRMESTER. . v. 173. n. E. v.296. Phytomedicine. BRANDÃO. Ser. BRAÇA.20. n. 1990.2. v. Essent.).228-34. p.892-5. F. et al. 1973. et al. Sci. W. L.923-9. M. v. K.. V. G. PAUPARDIN. C.28. BOWN. p. J.2.13. Riv. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.6.. BOURKE.. Phytochemistry. J. p.28. 2001. v.8. n. BROENNUM-HANSEN. p.447-52. n. et al. n. M.429-32.6. Res.J.653-9. P C. T. Dorling Kindersley. 308. EPPOS. n.l. M. Biochem. et al. v. n. BOURINBAIAR.l427-30. 1979.238-40. p. Flavour Fragrance). p. 1988. Ecol. Ethnopharmacol. L. Ethnopharmacol. V. BROOKS. M.. FLINK. 1986. GURSKII. et al. Acta Amazonica.219-23. F. 1983. n. C.1.. M. Biochem. v.6.41-3... Anais da XII Reunião Anual da FESBE. EGBE. Biochemical Systematics and Ecology.53-5. BROSCHAT. R. p.ll. International Journal of Pharmacognosy.2. v. v. BRADY. R. M. III Sei. v. C. 2001. v. Pharm. 1995. C. Flavour Fragrance J. BURNOUF-RADOSEVICH. Seances Acad. BULGAKOV. 8. R. n..106-10.. v. Anais da XXV Reunião Anual da SBPC. v. C. A.63. F. et al. p.477-8. J. BRANCH. R.24. et al. Vie. J. et al. n. B. 1997.737-97.689-95. Chemical Research in Toxicology. v.3. Flavour FragranceJ. Polyscias. p. BRANDI. p. p. E. et al. P. 149.5.4. M.6. et al. T. et al.2063-6. 1986.7. n. n. K. J. p. BOURREL.605-14. BOGAN. A. J. K. Prod. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Khim. v. BROPHY. v. 4. 1986.9. Fitoterapia..31-42. M. BUBNOV. Oil Res. BROPHY.6. p.1448.25. n. 118. n. A. JOGIA. v. Phytochemistry (Oxford). Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1996. Anais da XXV Reunião Anual da SBPC.3.. J. Anais do XIV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil. v. V. Itaí. . Nat. D. Encyclopedia of Herbs and their uses. R. L. . n. J. BROCHADO. BOURNE. et al.. et al.64.. et al. 1986. n. n. n.219.

15. R. v. I. et al. p. Braz.265-8. OH Res.v. SANTANA. CAMARGO NEVES. p. E. 186. A. Phytochemistry. L. B.8. v. p. n. 3. B. Fitoterapia.1993b CAIRNEY. et al. C.1993. Oréades. M. A. R. Psychiatry. R. Chil. v.2. . L. Guatemala: Universidad de San Carlos de Guatemala (USAC). p. v. CARMAN.6. v. M. L. Pharmacol. 17. Phytochemistry. v. CAMPOS. Plant Physiology (Rockville).755-60.J. CAMPÊLO.1492-6.48. v. 40.657-62.32. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.109.1987.2. 1329-31. M. GARCIA. M.l. A.417-9.3.1993.38. Brasília: CEME. v. A. Etfmopharmacol. .2. et al. n. p. . CALIXTOJ. Pharmacol.. 1990. 816. n. 2002. p. CARNAT. 1995. p.31. Planta Med. 1996.J. 1999.. CARBALLO.375-81.l 17-122. p. LAMAISONJ.38.CÁCERES.. Phytochemistry.279.. et al.. 1984.9-12. Int. 1985.21. CAREDDA.44. n. p. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. n.242-51.4. Actividad antibacteriana de plantas usadas en Guatemala para el tratamiento de infecciones. n. p. CALIXTOJ. CALIXTOJ. L.21. 98p. v.3.l.1991. n. A. v. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. p. CARLIN.34. Journal of Ethnopharmacology. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC.29.36. P. D. 1982. 1980. CANO ASSELEIH.. et al. et al.3.90-1. 1990. Phytother.50.Journal of Ethnopharmacol.313. CAMPOS.50.2. Acta Farm. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. T. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e farmacologia de Produtos Naturais. et al. n. Y. Bot. n. n. 1985. C. CARBAJAL. 1978. et al. Agric. 286. 1992. p. et al. L. et al. C. 324.. et al. et al. R et al. 129-36. 2002. et al.. 292/649. v. S. p. CARMO. CAFFINI. 1991. et al. 1999. . 1989. L. A.. HANDLEY. V. . l . et al. et al. n.983-9.33. Food Chem.14/14. J. p.2. LISSI.21-4. 1991.62. Ethnopharmacol. N.1993. Rev. B.85-8. p. R A. et al. Med. Z. v. A. Mutation Research. CAKICI. R.175. v. CARAZZA. E. C. p. N. v. L. n. M. Cymbopogon citratus. v. n. v.1990. 1990. v. A. Quim.4. CAI. n. p. n. F. In: Farmacologia pré-clínica e toxicologia do Capim Cidrão. v. et al. CAMELE. . Journal of Ethnopharmacol.82-8. n. V. Bol Soc.5..1993. p.31. J. et al. 1991. CAPARROS-LEFEBVRE.1982.ll. v. et al. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE.5.l. Anais da XL Reunião Anual da SBPC./. n. 621. M. T. Exp. v.281-6.. v. p. Phytochemistry.2. Biol.31-8. CAMPOS.117-21. B.4. B. CALDERON. p. L.2. p.245-53. D. CAMPOS.29. DEMOLIS..445-55. 1995. p. .24. Phytochemistry. n.263-4. 1988. p. M.. n. 1990.354.10. 1988. M. n. 2002. L.. p. 873.1996. CAMMUE.l 16-20. n. n. CARLINI. Gen.. Essent.2.263-76. Plant. ELBAZ. A.3. AUST.1995. E. N. M. v. v. 1990. 1994. M. p.3095-9. CAMPOS. N. p. v.193-208. Lancet. O. p. et al. n . Bonaerense. CALDEIRA. Journal of Ethnopharmacol.1/2. Phyton. p.73. A. CARNEIRO. B. Med. n. Res.. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. n.l53-8. B. Gen. G.

65. p. p. et al. p. et al.799-808..83-91. v. Prod. Trop. Org. CAVALCANTI.161-2.402-4. 4. et al.3. et al. et al. J. M. Riv. Fitoterapia. et al. 1971. S. . CEPLEANU. v. 2. n. v. et al. M. v. p. v. C. et al. v.24. p.23.1994.13. L. 1996. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. A. Cienc. n. B.l 1. Bot.1996. p.62. Ethnopharmacol. Sci. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1992. M. C.5. S.6-10. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. Phytochemistry. 1998.25.768-72. S.4. Rev. v. Rev. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.56. MEROTTI.3. et al.151-7. 1999.2.9-16. S.9. CHAGONDA. Lloydia. 1996.173-7. v. 1995. v. et al. n. J.2647-9. J. Cienc. p.. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. v. 1990. EPPOS. O. . et al. F. 1994.3. CASSADY. F. 195. M. CESPEDES. C. 139.58. Bras. CASAGRANDE.9. Planta Med. Quim. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE.9. 1991. N. n.64. CHABOUD. M. T. U. 1975. G. R.81-184. p. CASTRO. B. v.94-5. Rio de Janeiro 86 (Suppl.53. p. CASTRO. n. p. et al. Farmaco. p. v.467-8. International Journal of Pharmacognosy. Brazilian Journal of Medicai and Biological Research. CHALCHAT. CHAKRAVARTY. 56. M. CHALCHAT. 88. A. C. 1997. A. Ethnopharmacol.J. I. n. p. l l .14. R. C. v. p. v. p.CARNEIRO. .9. p. n. n. L. v. et al. CAVALCANTE.1997. Anais da III Reunião da FESBE. 1993.. Allionia (Turin).18. et al. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1323-6. Ing. R et ali. p.1996.J. Latinoam.l. C. Pharm. O. 1996a. 1991. et al.34.25. n.32. P. FEMS Immunology and Medicai Microbiology. Ital.. n.. 1998. n.1988.181-2. et al. M. CEBALHOS.3. KAPETANIDIS. CARVALHO. KREITTLI. v.1995. CECHINEL-FILHO. v.294-307. 111.47. Chem. C.3. p. n .371. CASTRO..l. n. 1985. n.J.. A.1713-7. 2000 CELLINI. Ing.l113-24. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. v. DIETRICH. 6. S. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. p.5. l l . v. V et al. L.54. L. n. 1996. C. I. CARVALHO. 7/ 9. p.. Pharmazie. Nat.67. M. M. p. 292. CARVALHO. p. A. et al. 1997. 1986.39. CASTRO.. Rev. D. . . S. 182. Quim. v. CARVALHO. C.50.30. CATALAN. n . V I.14.551-60. v. H.2. M.l 16-20.4. J. v. H. CARVALHO. p. A. et al. p. Planta Med. et al. 1991). CAVA. EPPOS.J. V et al. n. 1991.40. J. CERUTI.273-7.2. n. p. 1970. Ital.64.l 75-8. Riv. O.2. CELIGHINI.Quim. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. et al. et al. CARVALHO. CARVALHO. M. v.. CARVALHO. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. CASTIONI. Biol. 1995. L.1982.605-16. 1988. M. 1988. S.1999.

1988b.4.34. Nat. 28. Prod. Ecol. Res. D.. n. Mol. Prod. CHANG.26.73. 1985. 2001. D. 1978. v. 1982. PAN. Essent.71.l. CHEN. Chinese Pharmaceutical Journal. v.74-6. v.1689-94.3. J. n. K. C. K. CHAWLA. M.4.J. n. v. Riv. Prostaglandins. p. R. 1987.J. N. Pharm.l 576-7. et al. v.1979.. J.7. Shengwu Huaxue Zazhi. H.1997. J. J. H. B.833-6. Ital. Zhongcaoyao.9.1999.5. v. CHANDRAVADANA. et al.6. p. p.1997. v. CHEN. CHAVEZ. YANG. n.6. . p. F. Shoyakugaku Zasshi. CHE.24.3.. p. R. (Bethesda). p.29. Heterocycles. H. v. n. et al. H.Journal of Natural Products. .308-11. CHAUDHURI. n. Plant. v. v. Inst. 27B.1996. n.. R. .Journal of Natural Products.31.l. R.1985. P. p.53. R. C.1995. n. n.908-9. n.1371-5. LI. M. v. N. Zhongguo Bingli Shengli Zazhi. v. CHANH.1984.434-6. Repub. n. M. OH Res.ll.537-44. n. F. F.47. China Part B.1988. .67-75.6465-72.2. p. Nat. p. Medv. n. CHEN. n.80-3. C. M.J. 1990.120-2.507-10 1995.1-4. .J. J.J. n. Journal of Natural Products (Lloydia) 56.10. Prod.759-62. K. J. Natl. p.2. n. CHANDAL.41. p. Phytochemistry (Oxford). 1996 . CHANDER.10. v. M. n. Ethnopharmacol. T.281-4.4. 1996. 1999. Chem.596-9. CHATTERJEE. v. n. Oil Chem. et al. v. et a l .3. Life Sei.34.6. n. et al.740-1. v.18. v. v. Zhongcaoyao.3. p. v.64. v. et al..64. n. v. Prod.62. l l . 1987.1986. W. 54. p. p.234. n.91-100. Soc. Tetrahedron. Contraception. et al.2. et al. J.1984. p.12.. C.l. Agric.31.38. V. Sci. M. et al. v. 1988. v. p. CHANG.618-26.CHALCHAT. Am. Sci. p.73.215-25.2049-82. Heterocycles.49. p. Nat.13. CHEN. p. Planta Med. M. n. . M. C. Zhiwu Xuebao.31. C. n.7. .56. p.62. n. n.. v.7./. p.l183. C. CHAN. Food Chem.9. J. Am.1993.3. n. p.44. K.299-307. p. Food Chem. v. . p.Biol.. J. p. v. M. CHEN. Fatty Acids. v..29..1688-94. v.1995. CHANG. S. Indian J.l. W.561-9. CHANDHOKE.12. et al. 1991. Agric.23.. et al. Annu Rep. p. CHANDLER. p. CHANG. 1984. n. CHEN.F R. p. Chem.. B.294-6. Counc. v.263-5. n. p. CHANG. T. M.. V.411-4. . n. Nat. Indian J. CHAO. n. Procl. p. Physiol. v. Pharm. Contraception. et al. p. F. ZHAO. 1990.26. et al. CHEN. Y. Univ. P et al. p. n. S. CHASSAGNE. n. v. 1996.l 13-6. n.6. Sect.9. et al. J . Chin. et al.263-5 1996. p.50.990-2. 1986.. CHANG. C. 17-27... p. p. p.3. v. et al. p. CHANG. v. 1987.40. n. CHEN.690-3.J.8.104-8. n . A. Indian J.1990.7. EPPOS.5.l. Sci. p.l.83-90. N. p. .5. K. Exp. et al. v. 1988a. n. CHANDRAVADANA.l85-6.30.10.483-91. et al. CHARLES. p.1993.1989.l.1993. Journal of the American Oil Chemists' Society. Biol. 1991.2. p. Food Sci. v. v. M. Contraception. Biorganic & Medicinal Chemistry Letter.4-10. Seoul Natl. v.2000. et al.8.83-8. CHANG. 1983.3817-20. n. n. Leukotrienes Essent.

16. J.29. p. Med. CHITHRA. et al. p. p.72.19. M. n. n. 1992b. 37. 1998.. Anais do Simpósio Brasil-China de Farmacologia e Química de Produtos Naturais. p. et al.3-4. Am.l86-8.71-107.47.2.541-5.104-6. v. J. v.50. 1982. Am J Chin Med. n. Planta Med. Pharmacology (Basel). Food Chem. W.423-6. CHEN. 814. Phytochemistry.3005-6.23. n. 1985. p.88.. v.5. 1933. p. A. J.495-6. . CHULIA. Oil Technol. p. CHOI. p.231-40. C.l. p. D.2. 1987. v..405-8. G. et al. v. índia (Bombay). 1997. R. p. CHEN.2. O.3.l.13.J.837-43. n. v. 1994. P.12. v.486-93.8. Econ Bot. p. n. 1983. Phytochemistry. 1989.l. 1989. L. et al. p. n. v.60. C. n. n . CHOGO. n. v. K. Zhongcaoyao. v. p. G. p. 1995a. 2002. 216.J. n. Zhongcaoyao.53. L. 1986. CHOWDHURY.. 1988. CHENG. v.1-2.J. Ciências Farmacêuticas. Assoc.12. 1983. Nat.20.60. p. Planta Med.. n. et al. et al. n. n. . p. p. S. p. F. T. p. p.99-101. n. C. n. Ethnopharmacol. p. .28.6.. .33.303. n.J.2.71-2. C. S.. 7/9. 1994. p. 1990. 1987. et al. n. S.].5-7.57-88. v. l l . Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. CHOPRA.57.. C1MARGA.15.4. v. R. 1997b. Nat. CHEN.1-4.59. v. COELHO. p. Tetrahedron.1986.57.. Ethnopharmacol. 1990. A. T. v.903. n. Chin. CHIANG.3233-4. Chin.CHEN. M. COLVIN. 1992a. B.l73-82. M. 1994a. Prod.l.37-45.50. 1995. 2000. L.5. v.189. . 1994. CÍCCIA.3.29. J. COATES.2. Med. Fette Seifen Anstri Chem. Ethnopharmacol.5. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. v. R. et al. Am. v. n. J.195-201. CONSOLI. CHYAU.435-8. . R. S. Anticancer Res. Indian J. v.J. 1987. 1979. et al Journal of Natural Products (Lloydia)./. CHRISTENSEN. Phytother. n. v. Ethnopharmacol.27. Res.-Wiss. v.1577-85. 1996. Res. n. et al.8-9. Med. . COLE. p. 1986. R. Phytochemistry (Oxford). J. v.380-7. CHRISTOFIDIS. p.l53-6. 63. 1997a. L. et al.461-6. 2002. 1986. p.. YANG. . p. n. CRANK. CHIN. v.ll.Y. CITORES. I.74-6.J. Food Chem. v. et al. AmJ Chin Med. Planta Med.Bot.. et al. et al. n.10. Technol. 1977. CHENG. Res.. Med.57. B. et al. Prod.J. CHOUDHARY. Belém: Editora Cejup. et al.1661-9. v.541-5.28. v. F. COLMAN-SAIZARBITORIA.185-9. p. G. Rev. O. v.. Oncol.273-8. 2002.l.4.647-50.3.4. p. p. n. Nat. COIMBRA.1155-62. Exp. Vet. v. T. et al. Anticancer Res. Manual de fitoterapia. 1995.4. K. 1987. v. N.6.79. p.257-60.45.273-9. 1994. 1996. CHUN. v.47.J. S. v. .213-20. C.. REN. n. et al. n.24.5. n. v. Planta Med. Z.198-202. v. p. H et al.J. et al. . v.654-7. Assoc. et al.. Journal of Pharmacy and Pharmacology.28. Agric.3155-6. S.J.3-4. Lebensm. Am. R et al. CICOGNA-JUNIOR. p. P. et al. n. Prod. J. p. p. 1994b.. p. . n. Agric. 1989. v. R. M. COEE. Kale. 2. K. et al. v. n. p.6.ed. N. p. p. n.12..ll. Planta Med. COMPADRE.35. Y. WU. n.3. H. 1996. CONSERVA. W.

G. et al.I a IV. Rio de Janeiro: IBDF.36. D. Zootec. 1998. p. 1475-82. p. R. n. FRIEDMAN. 2000.79.116. n. v. A. 2002.ed. 1995. J. 1980. Phytochemistry {Oxford). v. 1982.460-3. 1990.571-80. Tetrahedron. S.38. 1984. CORTHOUT.256. 1995. CROTEAU. v. Imprensa Nacional. J. Med. 1995. M. p./. n. p. 439. 1992.l. COSTA.30. n.32.6.35-6. 5. p. Nat. Tetrahedron Letters.2169-75.. Nat. G. et al. 530.49.24. P. n.2.F. A. n. COSTA. CRAWFORD. 1994. CRAWFORD.l75-81. . p. Dicionário das plantas úteis do Brasil. G. 297. p. 155-63. et al.54. A. V. Fed. p. 767-8. . .. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 1998. p.5. Farm. et al.32.6133-4. Arq. et al. Food Chem. Arch.8-11. 1993.. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v.40-5. p.l. R. v. n. Letter. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M. D. l . n. Ceará. 94. L.J. COSTA. 2000. 1990. n. . A. 1994. COSTA. v. p. CORTEZ. v. 56. p. Toxicol.60.6. Bras. Anais da XIII Reunião anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. Perfum. n. n. B. Rev. . .l89-98. Anais da XXIX Reunião Anual da SBPC. n.5. 1991. n. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas. A.55. Bioch. 1987. CRAVEIRO. p. 1981. n. 114. n.. L. Vet. SILVEIRA.3. Fortaleza: Edições UFC. 1977. et al. Anais da 32 Reunião Anual da SBPC.741-8. et al. . CORRÊA. v. .I. Anais da 34 Reunião Anual da SBPC. 1993a. n . Jul. v. L. D. et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Phytochemistry. et al. v.8195-202. CORRÊA. 1998. COSTA.75. Phytochemistry (Oxford). n. Toxicol. et al. p. Ministério da Agricultura. Óleos essencias de plantas Medicinais do Nordeste. E. COSTA LOPES. 1987. v. n.93-4.7. Univ. COS. 88p. CORSINO. E.J. 1988. n. Planta Medica. Quim. M. A. et al.48. Fitoterapia.12. 137-40.32.38.3. COSTA. A. 1994. p. CRAVEIRO.2. Lett. et al. CORTES.47. v. C.2-3. CRISOSTOMO.1129-30. J.64. 1991b. Plantas e Saúde: um guia introdutório à Fitoterapia. et al Phytochemistry. Farmacognosia.2181-3. J. . 101.43.66.31-5.1467-73. v. 1998. n. p. v. v.6. v. et al. Prod. 1982. CRUZ. Brasília: Governo do Distrito Federal. v.12. et al. M. 1986. Rio de Janeiro: Bertrand.50. v. et al.. p. v. . 1998. 1989. L. Rev.910-14. Anais da XXXIX Reunião Anual da SBPC.4. M. p. v. M. v.l. C.5. Anais do I Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. v. CORREA. p. Lisboa. 2001. p. et al. . Phytochemistry (Oxford).l. L. n. J. P.. II e III. Agric. n.CONTRERAS. 1987. Phytochemistry. A.4. Nova. Bras. p.. Ethnopharmacol. v.5..69. .783.297-8. Canadian Journal Of Chemistry. 1984.379. A. v. Med. n.56-68. L. v. COSTA. Flavor. 1991. 57. Prod. 1984a. p.13. Phyton. S. 1991a. Biophys. p. et al. .782-5. M. .

C. 218. Plantas da medicina popular.ll. 126. . DAHANUKAR. v. 1984. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.J. CAB International.J.41-2.J. v. p. Phytochemistry. n. 2001. A. Seed Science and Technology.CUNHA. .31.41.1990b.55. 2001. p. Oil Technol. .1987. DAHANUKAR. v.4387-8.1997. S. v.9. v.383-8.2000. 98.5-6. n.v. n. Oil Chem. Phytochemistry. Phytochemistry.l1-8. Assoc. l l . n. v.3684-6. 1993.J.. n. p.. n. Food and Chemical Toxicology.23.62. L. v. DABABNEH. 1984.6. E.61. DATTA. Oil. . v. M.33-40..377-83. et al. H.43-9. _ J .43-7.3.5-9.29. Am. p. Fitoterapia. v. Ethnopharmacol. v. p.259-67. n.1996. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE.62.77. R. n.4. 1998. (English) 1994.1996.l.l.1999. R.l 1. Veg. Wallingford.34. Journal of Ethnopharmacology. et al. 2000.1990c. v.Am. p.931-5. p. et al. n. T. n. UK. n. In: SIMÕES.1991.90. R. 191.67. Phytochemistry. D'ABROSCA. et al. Soc.5.21. D'ANGELO. 135-8.472-3.65. v. 1997.87-92. Fett/Lipid. n. p.1987.98.445-6. E. v. CUNNICK. .19. et al. R R. n.1996b.64. Z Naturforsch. P et al. S. p. D. O. et al.1990. v. 1996.l. Anais da XI Reunião Anual da FESBE. . Environmental and Molecular Mutagenesis. C. p. 1999.952-3. Chem.l.l. v.2. 1995. Rev. (Bombay). p. Phytochemistry. Cell.1997.l. DA CONCEIÇÃO.29-31. n . S. et al. p. n. et al. Fitoterapia. Fitoterapia. M. KARANDIKAR. A. DASILVA. Bras. n. et al. M. 1985. v. v. Indian Drugs. et al.58. . DORLING. v. 1996. . n.. B. 1993. . B. 187. S.384. . DA SILVA. v. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. DATTA.278-89.J. G. Soc. Indian Drugs. Phytomedicine.1990a. K. v. C. p. . 103. et al. I.1995. Phytochemistry. v. p. Rio Grande do Sul: Editora da UFRGS. n.1992. DAULATABAD. A. 1996b. n. . p..5. Fisiol. M.66.9. et al. T. p.4.5. n. p. p.l. p. BHATTACHARYYA. et al. B. . . et al. v. n. p. Edited by COLEGATE.2. v. 1994. CYSNEIROS. n. B. F. S. v. C.353-4.1988.3.51.65. n. v. DAS.9.478-80.. M. M. A. Phytochemistry. p..10.2. BANERJI. 277. DAS.1423. B. D'AGOSTINO.176-7. A.l. 1996a.4. p. DA SILVA..985-7.375-6.12.383-8.53. J. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. DAS. n. 1986. L. n. S. et al. p. . . p. DALLA-COSTA. p. Immunol.53. Lebensm-wiss Technol. v. p. DATE 1993.3656-7. 1988. Fitoterapia. v. v.29. n. S. RATES. ALDELAMY. p. M. 1984. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. CUNHA. Ethnopharmacol. Phytochemistry. PlantaMed. S. p. v. n.1073-81. M.I7.21. K.1994. p..21. 137-42. p. K. p.4.

Lilloa.608-9.1993. 1991. DE BARROS VIANA. n. J. PlantaMed. p. v. Res. A. Biochemical Systematics and Ecology. 169. n.15.2..1997. G.5. p. 1994. v. V.. 1992 (1993a). 1997. n. 290/6.63-6. Phytochemistry.54. v.1983a. et al. p. T. . p. DE ISRAILEV. 204/649. DE OLIVEIRA SANTOS. Indian Drugs. Anais da IX Reunião Anual da FESBE. p. Planta Medica. R J . v. J. p.Planta Med. L.l. C.1996. n. v. . v. . v. L. G. Biochemical Systematics and Ecology..1992. p. n. Conhecimentos populares e científicos. n. R. A. MONOBL.8. n. . v. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. v.103-4.133-28. n . Memórias do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro 86 (Suppl.389-391.2. n. v. p. . Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.4. n. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1990. DEB. 1991.63-6. L. n.291-5.4.1997.1990. v. Soc.l. n. et al. .23.. Indian Drugs. Bot. 4. DE SÁ. et al. Prod. p. S. .33. p. M.l. v. n. v. et al. Fitoterapia. N. O. Ecol. LIMA. M. v..2745-8. p. Lilloa. p.. D. Biochem. p. K. A.4. Pharma. v. O. Bonaerense.38.3.60. n. p. DE MELO. et al. . DE ISRAILEV. R. Phytochemistry (Oxford).99-100. V..685-2. C. ..94. et al.426-9. 4.l.2000. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. p.1997. Phytochemistry {Oxford). v. J.41. p. S.25-8. M.9. DE LIMA.235-8. Fitoterapia.960-2. 1992.J.l 53-8. P.8.333-5.1991. p. n. DE. et al.22. M. 154. 1997. et al. DE-MORAES-MOREAU.415-6.DAULATABAD. C. 7/9. p. 1996. M. São Paulo: Hemus Editora Ltda. et al J. J. S. v. . C. DE PASCUAL. Bull Acad. l l . L.38.87. Fitoterapia. 37.12. p. l l . 1996.3. L.38.25.4.201.. 2). T. G. Plantas medicinais brasileiras.1990. et al.471-2. R. et al. 2000.27. et al.415-6.243-7. 1993. R. DE ALMEIDA. . Essent.61.79.8. Nat.56. Syst.Anais da VI Reunião Anual da FESBE. p.417-40. DE DIAZ.22.29. Exp. E. v.l314-17. v. DE FERREIRA-DA-CRUZ. DE FEO. n. et al. . . 1990a. n. 1988.ll. et al.45. v. n. n. S. DE SOUZA. n.5. Parasitol. et al. DAV1CINO. Med. DE A. A. p. p. 1990b. Bull.33. Ethnopharmacol. A. P. 2001. 168/6. p.. 1991. et al. v.Lilloa. 1992.63. 1.431.10.22. DEB. Biol.86. E. 1988.5.l.2. Anais da XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. BRAZ-FILHO. p.3653-5. Bonaerense. S. n . Bio.270-3.1988.3..Anais da VII Reunião Anual da FESBE.l. DE PINTO. Acta Farm. DE MIRANDA.92-3. R. S. SEELIGMANN. v. n. Planta Med. n. v. n. Chem. v.38. DE TOMMASI.1994. DAVINO. et al.68. p. Journal of the American oil Chemisfs Society.3. n. p.105-8. D. Acta Farm. n. n. p.l. Sin. L.2002. v. B.1990. HOSAMANI. C. R.601-2. p. 1991. Oil Res. J. Braz. K.40-5.8. v.57. S.. p. et al. DE MARAIS.28. DE RUIZ.1998.6. n. DAY. v. Braz. v..1995. 1994.

p. .5.2. et al.42. 1999. R.5. n. 1997. C. v. n. CUCA SUAREZ. Syst. DIAS. n. p.12..1987. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. DINDA.3. Fisiol. S.5. p. Soc.50.. 2002. L. C. C. DESMARCHELIER. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. R.1996.1987. Phytochemistry. São Paulo. L.1992.. (Oxford). P. Chem.126. . B. Prod.50. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. C.l 1-8.45. 1. Indian J. B. v. Chim. Phtytochemistry. n.. A.31. p. 1990.27. BORLE. M. 42. Dissertação (Mestrado) . p. B. n. p. Afr. et al. Med. 1995.J.3971-2. v.28. 1996.5. L.6203-6. Res.509-12. p. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. F. G.. p. v. C. v.44..EPM. p. E. Phytochemistry (Oxford). Phytochemistry. Biochem.6. DELLAMARTHA. G. DELLA TORRE. DIMO.325.l. DELLE MONACHE.228-32. 1997. Planta Med.l. 1998. M.16-28. F. Biol.685-92. v.1990 DELLE MONACHE. Pharm. Tetrahedron Lett. PUPO. C.241. et al. et al. Agric. et al.3. R.l. n. n. E. S.22. 1989. n. Ethnopharmacoi. A. n. n. Indian Biol. 1998.74-6. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.. DE-MORAES-MOREAU. 1987. n.2481-2. Soc.2. n. Veg.l 11-5. Acad. M. DHIR.10. et al. DEY. Sci. Entomol. p. v.7. 99-100. 144.29.. v.2. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. p. v. P.. p. C. S.64. 1986.. p. n. Sci.16. C. DINAN. Nat. 1995. n. Indian Perfum. v. Bras. Ital. Ecol. DELLA MONACHE. N. DELGADO. 6. v. v.5. E.82-7. v. 1996. DIN. n.2.1988a. DIAZ-MAROTO. DELLE MONACHE.4520-4. DELLACASSA.8. Poit.60. DIAZ. n. DEL CASTILLO COTILLO. B. et al. 98. et al. Food Chem. DHAR. et a l . R. DEKKER. 1985. n. et al. III. T. B. v. p. n. p. L. v. Indian J. n.. 1997. et al. S. S. v. 1988. v. 1990. et al. 1975.J. P. .2. 1990. p.305-12. p.. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. et al. p.28. p.24.30. DESMARCHELIER. P. 286/6. v. Biochem. n. n.26. G. 1996. et al. n.18. Rev. D1NDA. n.10. N. F. p.43.J. L. DI STASI.40.J. et al. p. Res. n. 1988.11.. . n. p. 1987. E. L.3. S. . CHOUDHURI.J.63. Flavour FragranceJ. Indian Chem. S.1054-6. p. 1988. L. p. 107-8. 13. Pharmacol. E. DI MASCIO.37. DENNIS. 43. v. 1987.2. Trans. v. Phytochemistry. DIMO..14-8. DI STASI. T.65. 1991. DI STASI.561-3. v. et al. 1988.227-32. M.J. T et al. v. n.l79-82.146.809-12. et al. p.846-51.239-47.10978. et al. p. p. DEY. DELLE MONACHE. v. Pharm. 1995.38. v. v. Econ Bot.DEBENEDETTI. H. v. et al.323-8. DESHMUKH. A.. Soc. COMPAGNONE.463-4. Pertanika. S. 1987.6. C. et al.322. H. A. GUHA..275-8.J. Triagem farmacológica de plantas medicinais com atividade analgésica. 1983. p. et al.47. 1986a.281-3. v. D. Mutat. 1996. Gazz. et al.50. N.2.647-8. v.4. Indian Chem. v. et al.

n. Boca Raton.55. 1987. et al. W. DUCKART.. E. v. Eur. et al. N.22-4. Inc. Anais da 49° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. n. Can. DORANT. n.25. v. DO. Phytochemistry (Oxford). M.1987. p. 2000. Indian Chem. et al. J.25. U.1996.. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. DOS SANTOS. Cancer Research.26.7. et al.l.l 14-5. v. P. 273-7..3. Sci. 1996. E. 104. .48-50. n.2. P. S. n. 143. E.2. v. J. p. K. Phytomedicine.10.49.l. 1982.2001. R J. DOMERGUE.2.10.73-7. 1990. p. DING.583-4. n. p. X. p. v. et al. Med.2.2. Planta Med.703-6.. p.280-6. Chem. 171. A.2. DIOGENES. et al. . S.29-37. Indian Chem. n.3. n.271-3.67.23. n. Chem. VASQUEZ. v. 1988b. v. p. v. Integ.. Chem.2136-7. D. Indian Chem.J.73.17-24. Gastroenterology.376-7. J. K. p. Ann. Phytochemistry. B.4. Pharm.911-6.12-20. 1985.864. Soc. A. 1992a.1997.33. v. p. v. B. DUKE. 1983.1996. DUTTA.9. v. . Boca Raton.J. E V.1989.7. DOMINGOS. 1994.65. Amazonian Ethnobotanical Dictionary. J. v.. R.. R et al. p.58. v. Soc. ACHAR. v. . C. p. 2001. p. Soc. et al. J. DINDA. Curr. 1987. 1994.163-70.64. K.. n.1995. MISRA. Planta Med. et al. n. Indian Chem.. J.35.1981. Cancer Chemother. A.6148-53.57. Journal of Natural Products (Lloydia). p. 1977. Indian J. p. 1994. Natl.110. S. Technol. n. p. p. . E. 1996. DUBEY. DUTRA. K. n.J. 1985. Org. C. v.208-9. et al.l. 168-73. 1985. R et al. DUTRA.l 1-12.22-6. n. p.8. p.l.2.45. 1988. Zeitschrift fuer Naturforschung Section C Biosciences.25 .6.4. Cellul.7. et al.. F. R et al.1978. GUHA. v. n. p. K.54. 1991.. DOS SANTOS. DUTE. A. Florida: CRCPress. Assoc. p. 1992.22. p. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. JANA. n. . K. Pharmacol. N. v. p. n. n. . Phytother. et al. SANT 'ANA.9. Fr.2085-7. v. n. Florida: CRC Press Inc.64. Phytochemistry (Oxford). Med. p.43. DUKE. M. n. Acta Botânica Yannanica. n. 677p. DOUTREMEPUICH.67. DURET. 1992b. A.55.l83-9.88-9. p. et al. DINDA.. n. v.525-6.239-40. L. S. v. v.l. et al. Soe. . v. J. Indian Chem.DINDA.13. p.3.1986..67. et al. J. et al.l.. DIXIT. v. Handbook of medicinal herbs. Chem. v. Res. p. 115-20.8. C. p.441-4.273-9. B. v. Indian Perfum. S.. 66. 1989. A. Anais da VII Reunião Anual da FESBE. p. . DUBE.15. v.. et al. n.J. P.107. n.6. DOMINGUEZ. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al.547-51. C.1996 DIXIT. R.269.. H. V.34. 1994. 1990. v.54. p. Journal of Natural Products (Lloydia). DUGGAL. n. TIWARI. Planta Med. v. n..1987. DORSCH. Contact Dermatitis. v. v. Breast Cancer Research and Treatment. v. Bot. n. et al.. p.J.582-3.J. DUTTA. v. SAHA. Sect. n. Phytochemistry. A. 1997. n. Incl. B. DIXIT. K.7. DING. P. Indian J.

. M. Med. Res. EL-MERZABANI. Phytochemistry. Heart.64. EPPOS.20. 1976. Ital. v. Planta Med. n.ll. Chem.1/2. et al.l.. Riv. Chem.1996. p. A.J. et al. p. . v.42. R. et al. O. Lebensm.36. 1453-7. EKUNDAYO. p. v. n. Científico-Médica. v.. Sci. p. 1982. ELDER. M. U.31. p. (Cairo). et al.975-7. n. D. ECKSCHMIDT. Anal.. v.278-82.229-32. EL AGRAA. p. Pharm. EL-GENGAIHI. Planta Med.83.J. J. v.1991.. S.14/15. p. p. v.42-5. v. 1978. Fenn. et al. S. A..2. 1988.8. J. OGUNTIMEIN. v... p. v.4.9.. A. M. p.396-401. p. EKUNDAYO. Prod. p.271-81. n.503-6.7. EL-SEBAKHY. N.712-4.281-8. v. ECHEVERRI.8. Inst. p.3-4.2. Y et al. Bulletin.. Anais da 24 a Reunião Anual da SBPC. N. v. et al. n. Planta Med.52.l53-5.J. M. G. Am. et a l . Ind. v. In: SAN MARTIN. et al. v.2. 2002.6.ll. . EKUNDAYO.20.1992. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Food Sci.227-33. S.98.l. Perkin Trans. p. Med. Quim. R.8. . n. Assiut Univ. Assoc. Drug. M. M.DUVE..4. Z. 2000. n. Planta Med.201. n. Bull. p. Bull. SUAREZ.164-75.l. A.-Unters.165-75.269-76. G. Flavour Fragrance J.2.50. 1988. Fiji Agric. EDDLESTON. 1987. EAGLE. v. EGUCHI.508-12.3.1987. Pharm. Journal of Ethnopharmacology.ll.2897-901. n.54. et al.1-4. n. p.4.34. p.227-33. n. A. p.4. n.209-12. n. D. T. v.2. Pharm. v. Oréades. et al.. Braz. Trop.13.64. Grasas Aceites.301-6.. n. ELUJOBA.1982. et al. 1994.1995.96. 1989. EL-DIN. 1992. A. 9. 101-6. EL-ZORKANI.1.202-4.J. H. IWEIBO. v. v.313-9. p. v.. n. . Carbohydr. Pharm. v.57. EKPA. Acta Pharm.. 1968. H. v. v. EL TAHIR.l 198-201. 1991. ECHEVERRI.3. T. v.J. p. Nat. Anim.7.46. Health Prod. p.1989. Technol. v.. Buli.2. 1986. v. n. O.3. G.4. et al.2.36. Res. M. Oréades. p. J. H. O. p. A et al. S. E. 1979. 898. v. n.l7-8..994-7. et al.3-10. n. Ethnopharmacol.3. Egypt. E.6. Int. et al. 1981. S. 1986. International Journal Of Pharmacognosy.14/15.6. Prod. . ELUJOBA. n. p.150-5. E. p. p. n. A.61-71. n. Biomed. n. M. F.l.36. S.81-4. EL-TAHIR.3. p. EHLERS.. n. et al. V.l.6-7. B. Tsitol. I. v. 1981. n.1374-5. DVORNYK. n. p.ll.2. OGONTIMEIN.. O. Sci. Health. EILERT. B. n. p. Pharmacol. n.21-4. n. EL-NEGOUMY.3.}. Cent. et al.91-5. Forsch. n. EL1SSALDE. ENDO. 1997. v. 2002. p. Trop. 1989. et al.30. n. E. n. Biol.. n. EMPERAIRE. et al.266-73. Soc. p. EDGAR. O. 1989. L. Farmacognosia com farmacodinamia.1996. K. Chem. EL-TAH1R.200-2.. 1989.372. n. p. Genet. v.. EL-ASHWAH. n. n. v. v. E. American Journal of Chinese Medicine. et al.101-11. et al. Nat. 1988. 1987. et al. 1996. Barcelona: Ed. J. 1999. O.. n. Pharm. p.3.. p. S. EL-SAYED.36. Planta Med.38. 1984. A. Res.50. v.. EL-SAYYAD.. p. v. p. Hyg.3. ELISABETSKY. F. 1999.28.29. Latinoam. 1985. v. . A. Food Chem. Res. 1999.. p. p. Natl. 1985.8. D.1982. ELAKOVICH. et al. v.

C. 136. P. p. FAN. Planta Medica. . p. Phytotherapy Research.272-5. Y. p. D. Ecol. Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 300.57. A. I.5. 4. v. FARRAG. N. p. . et al.38. et al..403-5. Syst.J. v. 1997. Planta Med. JUN.3.6.5. Insect Sci. n. M.. 1992.ed. et al. Resumos.1986. Res. W.. C. B. n. Toxicol. Seifen. Hum.32. v.331-42. EVANS. n. Planta Medica. v. O. 4.ed. n.39.301-10. ESVANDZHIYA. Saunders Company Ltd. Pharmacognosy. Z. R. Vet. AHMAD. Soedin.33. p. Fitoterapia. v.204-8.1985. n. FAROOQI. 1995. Int. RÜCKER. v. FARIAS. C.43. M. FARRAG. Trease and Evans Farmacognosy. FELZENSWALB.39-42. et al. n . 44p. F.36.3-4. et al. et al.1996.. Anstrichm. J.25. 1996. et al.6. p.J. STICHER. R. v. v. v. E. V. et al. 189.271-302. Khim.63. FARIAS. O. Pharmacognosy. et al. FARIAS.J. M.374-7. v. v. R. l l . Ecol. FARIAS. Hum. EVANS. N.7. n .374-7. v. London: W.ERDEMEIER. p. FARIAS.64. M. p. Syst. et al. n. 1996. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 1076082 A 15 Sep 1993. l l . p. Planta Medica. A. 1996.335-8. Pharmacogn.6. Fette. 1987. 12. Pharm. et al.1491-7. S.). p. 1992..1254-6.8.679-99. et al. Biochem. Pharm. Anais da II Reunião Anual da FESBE. v. Phytochemistry.l6. 1995. et al.W.l90.. ..6. v. A. Biol. p..2. p. n. H. G.53. v. 1987. 1996.411-20. S. n. M. A.. Nutr. 132. WB Saunders Company Ltd. 1988. p.Jzv. N. B. et al. Phytochemistry (Oxford). M. ToxicoL. P et al. 1995. FENG.2.l-2. J. p. W. Biochem. p. v. C. ETCHEVERRY. 1985. p.1992. Resumo 118. p. Timiryazev S-Kh Akad. FATOPE. v.88.1996. J. J.J.2..459-61.. I. Pharm. n.43.]. p. Food Chem. S.1838-42.. Braz. In: Orders and Families of Medicinal Plants. F.34. Biochem. et al. n. p. Bull. 1975. v. Soedin.5. 1962.. Y. v. 612p. M. 1977. Egypdan Journal of Pharmaceutical Sciences.3. et al. p. FANOG. S..34. Mycoses. 1984. n. EVANS.13. 1986. W. et al. n.67-70. 1996. Nat. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.271-302. n. WB Saunders Company Ltd. 13.10. p.556-61. EVANS.20. FABRY. 1986.741-3. R. v.271. n. Prod. v.. n. p. E. Int. p. Sci. TAKEDA. .5. et al. Y. Pharmacol. H. A. EROKSUZ. p. . et al. Fac. ERICKSON. J. Vet. v. n. 2001b. A. p.2002.1423-6.J. Khim. The plants and animal kingdowms as sources of drugs.6. O.4. p. v. 2001a.1990.. FALK. ERUKSUZ. ESKANDER.1997. FATOPE.. p.871-7. n. v.407-9.. 1985. FELLOWS. X. L. G. n. Its Appl.558-60. Prir.1995. Med. n. Prir. UK.l 13-4.14. 1996. et al.13..J. et al. p. v.152-5.54. M. A. A. . B. Agric.l. UK. Curitiba. 1987b..59. FATAWI.6.1996. Pharm. ERMATOV. (Cairo Univ. FERNANDES. et al.38p. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v.

v. v. FERREIRA. F. C. n. p. et al. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p..51. FONTENELES. V. 287. B. FERNANDES.. 5. v. 184. p. v.1231-6. M. v. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2. Tecnol. 1996.1986. H.2. S. MESQUITA. n. p. FILHO.245-56. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. L.. L. Journal of Allergy and Clinicai Immunology.. Life Sci. Flora Invasora de los Cultivos de Pacallpi y Tingo Maria.48.26.50. Farmaco. et al. p. FONT QUER. Anais da XXXV Reunião Anual da SBPC. FONTENELE. C. .19. et al. El Dioscórides Renovado.3092-3. C. et al. 1996.. C. 1990. v. p.. . p. FERRI. FERREYRA. v. J. n. 27. G.24. F. M.901-9. P.. 438. p. 2001. 1989a.501-4.12. Pharmacol.24. 1995.1988. FIGUEIRA. Phytochemistry. FERNANDES. 1987. v. FICARRA. Cult. Prod. l 1 . A. . FERREIRA. M. Medicai Science Research. M. 1993.3. FEROJ HASAN. P.4. FERREIRA. v. Fitoterapia. M. n. M. n.301-3. n. Phytochemistry. 1375-7. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. 2001.30. l l . 174. et al. 11. 1988. FERRARI. S. A. FERRARO.v.1987. 5/9. 1109-11. n. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.95. BARATA. n. M.533-4. et al. C. 1988. Anais da III Reunião Anual da FESBE. Phytochemistry. R.586-7. M. L. E.85-8. 1993. V. FONG.. n. P. v. Phytochemistry.1991. et al. 1994. 1977. Phytochemistry. R. FONSECA. 202. 126. Phytochemistry. A. FLORIO. Colet.12. v. et al. Plantas Medicinales. p. et al.1992. 1988. FERREIRA. FERNANDES. et al. P. M. S. et al J. 1962. et al. S. L. 389. et al. B. FONTENELE.50-8.58.40. DELLA MONACHE. Barcelona: Editorial Labor AS. Anais da I Reunião Anual da FESBE. 1994. 1989. n. C. 1998. Phytochemistry. 1983.' FONTELES. H. et al. A. p. RAULINO FILHO.ll. et al. n . v. A.4204-5.Anais da II Reunião Anual da FESBE. F. Carbohydrate Polymers.1988. . M. n. Inst. 729.2.3. M.36. 1996. . FERREIRA.l.4.2. p. Anais da IXI Reunião Anual da SBPC. v. A. R. p. FERNANDOPULLE. E. .FERNANDES. M. 1973. FILHO. 1998. Anais da XIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. J. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C. n. 1995.l 184-6. . S. et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 253. n . W. v. R. C. 133-8. 283.12. F. 4/16. . B. FONTELLES. p. 1970. 1985.R et al. 312. n. Pharm. M. et al. 729. 1225-8.32. v.31.6. A. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. F. C. p. Ci. Aliment. 5/9. v.1567-72.1994. p.1996. Anais da 35a Reunião Anual da SBPC.59. R. FERNANDES. Nat. C. et al. v. 1993. M.J. 5. p. et al.

7. FROEHLICH.4. 1990. p. p. p. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. Sci. et al. Acad. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. W. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. 145-52. M. 1997. . FREIRE.33. et al. v. Parasitol. v. 1979. Phytother. Paris. O. n. Sci. F. FRAGA. 1954. Planta Med.85. 1175-84. et al..10. FORERO. BULMER. Food Chem. Paris. n. 1500-3. v. Cespedesia. v. M. n. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. p. et al. B. Agric. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.309-19.7.215-7.494-501. C. 1988. 1947. 1985. .3. . SALES.. v.421-5. FREDERICH.J.1991.. p. et al. 135/136. W... 1988b. R. et al.624-8. p.J. et al. Perkin Trans. Z. FRÓES. M. n. .42.67-9.. v. FORSTER. v. et al. Chem. Bulletin (Tokyo).221. FRIEDMAN. et al. n. et al. et al. 7/9-24. 1998.1945. n. M.2. Sci. et al. v. Food Chem. n. v.669. FROLOW. Food Chem. Prod. V.J. Essent. 1993. LAWRENZ. H. F.6. 46.. M. 6/9. 33. SCHREIER.Agents Chemother.40. p.3. F.2000.1029-32. Agric. 4. v.23-7. N. et ali.l00-6. Acad. n. et al.1999. p.48. n.48. n. FOUSHEE. p. p. V. et al.3. 1982. 1981.271-5. Acad. ANDERSEN. v. Soc. T. 1996. 1986. Pharm. FROMTLING. R. 1999. . v. 2000. Phytochemistry (Oxford). Planta Med. p. p. D. 43. FOSSEN. v. V. F. 1980. v.6. FRANKE. Paris. et al. Phytochemistry (Oxford).5. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil..l. S. R. HENIKA. Herba Hung.. FRANÇOIS. n. p. p.3.3. 1988. v. et al.39.3. W.6. p. S.225.l. OH Res. Phytother Res.1958. Res.28. Agric.. 1989.408-14. FRIEDMAN.l 15-302. B. 1992. . n.. G. M. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M.19. p. p.2.. A. v. p. FRANCO. London. p. 47. et al. 1994. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. . Med.70.. 1263-5.l. M. n. 1991.4. 1980.24. M. p. v.1994.J. T. v.41.9. 654. 1998.7. W. 1980.262-9. M. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Chem. Arch. FORESTIERI.. F. 92. R L. n. FORSYTH.10. FUJIMOTO et al. v. S. R R. 1989.7. p. FRÓES. FUJITA. SIMMONDS. et al.1996. O. Ser.FONTENELES.1263-6. v. S. 1978.. v.58. T. p.J. Food Chem. Res. Soc. C. FRANÇA. n. p.3.2.34. J. 31. et al. 50. v. G. FOURNET.. R. M. C. FUKE.397-405.2403-6.71-82. n. FREREJACQUE. Ato. SHIBAMOTO. O.J. B. n.494-501. v.J. C. n. FROEHLICH. p.J.. n. N.645. FREIRE.4.48.246. FORESTIERI. FREIRE.l77-84.265-7. n.37. Phytochemistry.2.355-60. F. A. M. Proc. Pharm Pharmacol. 549564. R Flavour Fragrance]. FREITAS. R. p. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. . p. Phytomedicine.459.36.48. v. n. M. p. FRANZOTTI.4 .66. S. 1994. n. 1997. A.39. M.. v. n. Mycologia. FRANSSEN. v. Food Chemistry. FULLER. A.4. Res. Cytobius. Agric. v. 1990. n. 1996. 1997..62. p. v.582-8. n.1988. E. 142. et al.

GARC1AJIMENEZ. Botanica-Medica.386. v. v. D. Fitoterapia. GADANO. v. Soc.4.. v. n. 139-50. . L. et al.3.1988. T. v. v. GALAL. Fitoterapia. n. C. v.99-102. p. . Fitoterapia.67. n. Oréades.l. Bogotá: Ins.3. GALLINO. S.l. n. Des.235-43. p. GAO.. H. M. H. 1996.. p. C. Acta. S. J.324-7. p. RAO.50-2. Trans.307-12.. M. .. S. KASERA. A. O. W.51. Fitoterapia. v. S. M. Poisoning of pigs and poultry by stock feed contaminated with heliotrope seed. n. Trans. Lipids. n.6. C. et al.423-6. et al. n. et al.. p. A. n.Biol. Univ. p. 1982. Sepu.1984a. p.12.1999. et al. n.. Flora Medicinal de Columbia. v. Phytochemistry. n. Indian J... GANAN. 1985. K. Ethnopharmacol.185-7. M. B. v.3-4. Pharm. GANAPATY. Stud. p. Ind.. n. 7/9. p. GANAPATY. Res. v. p.163-74. M.31-4. et al. et a l j . v. Symp. GADELHA.68. n.103-8.87-92. Pharmazie. M. p.51. p. G.57. p. M. 2002. n. Planta Med. E.134-5. D.34-7. GARCIA.4. A. GAUL. G.10. et al. p. v. Indian Perfum. GARRO GALVES. v. Advances in Plant Sciences.13. v. D.78-80. 25.1995. S.256-8. T.Poisonous Plants]..1991. GARNER. GASQUET.l 105-10.1079-81.61.35.6. Pharm. v. Stud. v. 1988. GARCIA-BARRIGA. D. Farmaco (Sci). 1996.2. LIU. et al. 93. Indian J.28.95-7.161-3.1985. FURMANOWA. GARG. GARCIA et al. 12.62-4. S. A. v.114. et al.l. n.l 1-6. 1978. p.3. Soc. T.. Kokai Tokkyo Koho JP 09059668 A2 4 Mar 1997 Heisei. GARCIA. 2001.64.1990.T. p. v.32. 3v.1393. Z. Meeting. p.57. et al.51. K. M. n. p. v. Phyton {Buenos Aires).2. T.5. F.FUN. L. Philipp. Agrum. C. Ethnopharmacol. 628-9.J. 1996. M.2. et al.. 1986. et al.55. P. p. Indian J. GADHI. v.542-6.4. p. 2002.63.61. Nat. 40. Univ. Chengguang. M. S.81.l.1990.. MENEZES. v. Plant-Assoc.66. F. GALEFFI. GARCEZ. p. GANESAN. GARCIA. v. GARCIA. 1999. .1995. Exp. 1989. p. GADELHA.1994. H. n.1077-9.l. p. et al. E. G. GARG.10. v. GARG. n.7. 1997.1986.14/15. p. C. et al. et al. p.203-5. GAMBOA-ANGULO.542-6. n. 4th. Ethnopharmacol. J. v. Jpn.5..75. 1985. p.l. 1987.16. Sci. n. Fitoterapia.J.424-6. 1974-1975. DEMELLO. Sci. n. p. v. .12. et al. GARCIA G. et al. GAVILLANES. et al. Ethnopharmacol.J. n. et al. L. p. Essenze Deriv. n..131-6. J D.30. n. Flavour Fragrance ]. Sci.1999. 1990.90. Phytochemistry (Oxford). n. n. n. S. Anais l X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. L. n. GARCIA.2. v. n.6.1997. Ind.1990.. et al. Fitoterapia. p.3. et al.5.6. Ethnopharmacol. Cein. et al.853-65. M.. Int. 1993.5. v. KLINGER.1984b.14. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. p. Des.1978b. GARCIA.J.61. D. L.3. v. Toxins [Proc.2425-7. v. FURUSE. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.V. M.8 .1990. n. S. v.43. Holzforschung. (Belgrado). M. Vet.50. 1977. p. v. v. M.T. p. C.1980. Phytother. 9p.

l. Med. p. et al. Sci. n. 1996.1-2. Bioorganic & Medicinal Chemistry.315.434-40. R. M. . BHATTACHARYA. et al. n.2. n. L. Soc.. v. H. Phytochemistry. . v.169-1. n.9-10.4. GHOSH.58. 1996. v. Tetrahedron. MARKHAM. 1992. GHOSAL S.570-3. K. GLOTTER. et al. n . I. Planta Med. p.232-5. Enda Caribe.30. v. n. U.29. M. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1990.195-202. 1986.4. 1949.Journal of Natural Products. v. Archives of Pharmacal Research (Seoul). n. Soc.6637-44. . v. L. .52. PANDALAI. Acta Tropica.359-68.1993. A. v. n. p.28. n..M.343. n.3. S.64. 1973.63. p. R. p. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. v. DUTTA.1993a.209-18.3. 1996.129-32. K. G. n. p. p.3. p. et al.1996c. Perkin Trans.l. . GILL.l773-8. E. Indian J. D.Lloydia.4. n. Res. 1985. GONÇALVES.l 16-20. Phytochemistry. GOMES. K.93.997-1000. S et al. v. et al.56. Am. Chem. GOLDMAN.. n.7. n. v. BANERJEE. Tetrahedron. M. Biorganic & Medicinal Chemistry.. 193-7. N. v. I. Natural Product letters.95-8. R. et al.41.2029-31. 1996. n. p. n.. A. GEORGE.15.2241-50.450-2. Phytochemistry.64..50.12. et al. et al. v. 1971.J. et al. p. n. n.J. p. S. S.6.50.4.49. GILANI.58.3. et al. v. GHOSAL.831-5. S. 1986..l.327. 1972. v. 2000. v. v. n. D. 1993b.66. GONZALEZ. et al .43.8. v. GHOSH.. SRIVASTAVA. I.l. A. P K. 292/6. M.76. v. P. 1965.. GIESBRECHT. 2000. v. Y. 1985.J. p. et al. . n. p. Aust. p. S. 1996b...C.3.459-62. S. Pharm.1995b. Phytochemistry.1995. GEIGER. 1997.ll. n. . SEQUIN.5. p.. Indian Journal of Physiology and Allied Sciences. 1969. et al. v. 44. L. 1991. 815-20. p.GAYDOU. v. Santo Domingo: Tramil.37. B.41.949-50.3. p. 1978.2114-9.C. GOLDBERG. Planta Med.ll. GHOSAL. p. p.. v. Biochem. Farmacopea Caribenã. Herba Po. v.42. U. 1990. Pharm.35. H. E. v.. OH Chem.183-6. v. n. Letter. R. n. p. et al. A. GERMONSÉN-ROBINEAU. GHOSAL. n. 1996.. Soe. P. K. . R. p. v.9597-608. et al. 1996. Y et al. Indian Chem. p.1996a. Phytochemistry.3. 2000.ed.251-62.8. GBEASSOR. p.74.1991. AFTAB. G1NER-CHAVEZ.303-8. 1969. GERMANO. K. Biosci. v. Fitoterapia.J. . p. p. GERMANO. GIRBES.31-41. p. n.. 1996. p. v.938-41. Chem.321-3. l. Fitoterapia. J. .Journal of Natural Products. H.l. Acta Pol. 244.1995a. 697-702.241-3. p.10. SPMB. v.4.J. p. v. p. A. C. Food Agric. p. GEISSBERGER.62. p. Anais da VI Reunião Anual da FESBE.12. P. p. GHOSH.l 15-7. ..3312-3.7..J. Phytother Res. n. 1997. p. S.l. v. v. et al. p. K. et al.48-51. M. Toxicol.Journal of Natural Products . GLOWNIAK. Thrombosis and Haemostasis.118. v. Sci. 1994. Herb. A. T. l l .48. GODA. n. v. GENE. GOMEZ.

et al. Venezuela).. n. A.1994. v. S. Mark. Editorial 1-Orstrom. n. Indian Drugs. Indian Drugs.49. 1975.. A Moden Herbal. Chem.65 . 1992. p. 169.. v.6-10. v.74-6.793-5. v. v. GRUENWALD. p. n.20. J. Phytomedicine. 1983.. v. 1952. H. p. n. et al. n.2700-4. Palikur.25. D. et a l j .1979. GRANDI. P et al. S. Anais da XXVII Reunião da SBPC. v. 1993. Helv. 1982.3. GORN1AK. n. 1993.14/15.l.62. 9p.l 16-25. Oréades. S. 143741. Biochem.383-99. et al. n. Fundamental and Apllied Toxicology. v. Herba Pol.1283-7. . n. Creoles. v.l 84-5.l. EPPOS. v. I.74. et al.4.2.91-101.. GREFF.3.2000. p. et al.35. S. K. p.2001.25. GOTTLIEB. .. p. GROSS.49.21-2. v. T. et al. . R. v. West.269-76.29. . v. n. Phamacopees taditionnels en Guyane.27-31. N.l. GORSKI.1801-4.l.24.(Maracay. GROMEK. Wayapi..6. HARWOOD. Editorial 1ORSTROM.126-39. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.9. 1987. KALEMBA. 274. v. 980.2. p. Journal of the Chemical Society-Perkin transactions. Soc.12. O. Afr.125-34. n. J.). R. GRANDI. GOYAL.7 (Spec.J. v. GRANT. p. n. Phytomedicine. G.60. F. M. E. et al. M. p. p. C. GRENAND. GROSS. n.14/15.44. D. .5. Tiger books International. 108. 176. Ethnopharmacology. Acta. D. 1987. Mem.l. Anais da 40a Reunião Anual da SBPC. et al. n. et al.24.1987. p. Palikur. Phytochemistry. Wayãpi. I. M. p. 1988b.1988a. et al. p. 1991. G. GOTTLIEB. 1993.57. p.. Vet. Oréades. T. L. Perkin Trans.1992. L. Mutat Res. K. GORDON.J. GREEHMAN. Fitoterapia. et al.6. 1989. . . Trans.J. v.31. M.73. p. 1992. p.l 87-9.1980.1988. n.2. 2000. Assoc.1989b.22. et al. et al. v. GRIEVE. France Plotkin. n. v. Demande FR 2745183 Al 29 Aug 1997.31-40.70. et al. M. F. R et al. L. v. v. et al. n.2. SIQUEIRA. GREEN.181-4.J. Phytochemistry. GOSWAMI. Créoles.l. M. . Paris. Chim. GORA. Tetrahedron. No.5247-52. Phytochemistry. Coll. GONZALEZ. p.l. n. GRIFFITHS. p.8..1996. Paris. v. 11. GRAHAM.1989. Pharmacopees aditionnels en Guyane. p.GONZALEZ. 1994.l. n. DI STASI. 1993. J. v. RANI.l 63-4. Trop. p.1479-82.17. n.688-9. n. Indian Med. et al. n. 1996. GROVER.282-6. G.347-77. Phytochemistry (Oxford). G.1990. Journal of the American Mosquito Control Association. Agron. L. 1982. Indian Chem. G. p. p. Soc. p.]. Ethnopharmacoi. v. O. Pharmazie.6. p. GORZALCZANY. p. J. p.1986. 2001. 1991. n. GONZALEZ. Tetrahedron. v. M. n.77. . p. F. Num. v. v. D. J. et al.26.654-7. E.3.1989a. London. G. p. v. .4. Anais do Simpósio Brasileiro de Farmacologia e Química de Produtos Naturais..8. D.2069-72. et al. S. Soc. S. Jun. Phytochemistry. M. 2v. A. n.7. p. n. A. 2002.2.41-7. GOPALSAMY. Fr. GRONDIN.

l. I. n. Universidad de El Salvador.89-90.162 . Sci.687-9. Fr. 1990. v. . Res. 1988.195-200. EPPOS. p. D. GUARRERA.267.51. 1985. GUDI. Mutat. Ethnopharmacol.. p. v. R Plantas Medicinales Iberomaericanas. Volume Date 1995. GUEVARA. S. V.49. et al. 1996. ANDRADE. p. 1980. Planta Med. p.262-7.3742. Spectroscopy.6..2. 1978. Journal of Natural Products (Lloydia). 564p.20. Phytochemistry.58. 1985.56. p. p. p. Acta Pharm. et al.1995.. H. et al. A. Proc. 1983.7. F. GUEVARA. n. et al. 1991.3/4. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. . Rev.53-6. M. Phytochemistry.. p. Natl.l-14. et al. M. p. GUNATILAKA. GUERRA. et al. M.22. S. p. Sci. R. I. p. n. 1992. 1988. R.65. O.870-6.467-7. GUILHERME. 873.v.66-72. M. Med. p.6. n. GUERRERO. Z. Fitoterapia.2-3.2002. v. p. Nat. p. A. P M. v. v. SINGH..1993. v. p. p. et al. p. D.8. n.P. 1994.107-11. S. v. PETERS. Obtencion y aprovechamento de extractos vegetales de Ia flora Salvadorena. R.191-200. Journal of Ethnopharmacology.8. N. Phyton (Buenos Aires). p.. 15.2. n. v. n. et al. GUNER. Contraception. 1988. GUNASEGARAN. Riv.. Acad. .1988. R et al. . n. El salvador: Ed. 121-6. 2000.34. v.3-4. L.l9-27.1996. Planta Medica. . .147-9. Fitoterapia.2. n. . G. p. v. M. F. v. et al.1990. p. v. n. 1989. M.17. J. 2. Pharm.80. 1995.1990.747-54. n. Phytother.4. M.p. p. et al. Carbohydr. GUPTA. Phytochemistry (Oxford). M. v. n.l. N. et al.67. 1999. 2002.473-8. Appl. GUERRA. n. GUEDES. M.V Biochemical Pharmacology. . p. O. Universitaria. Latinoam. O. n.1991.63. 6. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. N. QJ Crude Drug Res.700-4. M.34. 211. v. p.1261-6. F. San Salvador. n. v.l68-70. GU. 19-27.4. Bogotá: CYTED-SECAB. n.39.3. GUPTA. et al.J..18. GUERRA. L. D.l.40.597-9.2. Planta Med. C.l07-lO.287-90.68. GUPTA. p. Natural Toxins. Pharmacogn. A. n. N.J. 1995. GUNTERN.. n. A.1994.49-55. R et al.l. A.ed. v.1986.. Int. n. T.2. V. Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters. B 55. n.. . 1995.73.4. R Ann. v. et al.l. p.3-4. p. A. 126. v. M.631-5.271-6. v.28. n. N. p. GUARIN. Indian Chem.. v. v. . GUERRA.4. Soc. 1721 -4. 230. GUPTA. M. SOUSA.GRYNBERG. A. n. B.1994 a. 1993a.. n. índia. Res. Sect. Ital. M. GUERRERO..23-5.34. 245.40-1. v. n. v.J. p. Acta Manilana Ser. REVEILLERE.l 15-30. n.19.2.30.6. GUERRERO. GUEVARA. v. Tetrahedron. Turc. et al. 1989. C. et al. n. n. Q.3. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. n.6. 2 0 0 1 ..l.42. GUPTA. et al. n. A. et al. v. p. Quim.4.2.43. n. 1979. 2002. n. R Anais da X Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. 1987. v. p. GUERIN.l. p. International Journal of Pharmacognosy.77-81. GUERRA.

China Journal of Chinese Matéria Medica. Food Chem.l. A. v. p.l. A.31. V. F. SHARMA-N-K. Sin. HAGEDORN. Planta Medica. 1991. n. H. 1981.2.133-140.117.769-75. et al. v. p. p. HASSANALI.40. p. 1986. V. et al. PlantaMed. v.328-34. F.6.12.222-4. FENG.39.Jr. S.8.366-9. HASAN. p.67. R. M. n.5. n.. 1993.57. HASAN. v.12. Biochem. MULCHANDANI. Med. K. p. n.. HARUNA. M. G. v.. et al. n.194. J.2809-11. n. p. M. n.2.35. H. International Journal of Farmacognosy. M.J.39-41. v. p.4.J. p. n.31. 1990. n. 1995.6. et al. 1996.62. 1987. Journal of Experimental Botany.284-7. n. p. GUPTA.. 28B. P P. Indian Perfum.2. HAMMERSTONE. p. Ethnopharmacol. et al.195-200. v.. HABTEMARIAM. Indian Journal of Nematology.5.l. .161-72.92-4. p. B. Phytomedicine. n. 63. n.15-8. HASRAT.. F. p. et al. v. v.5157-60.14.4. 8B. p. Haji.88-92.. Anal.361-5. K. et al. et al. 18. v. 1989. Phytother. (Tokyo).64. et al.262-6.231-6.3. HALL.14-8.216-9.. v..S.10. 1990. GUPTA. A. GWARNALA KSHMI. Pharm.1996b.1994. I.22 . HAJI. T. v.. Res. 2001. .1993.1997. v. GUSMAN.43. n. HARUNA. HASHEM. Pharm.1992.193-204.1996a. Biosci. H. v. Biotechnol. v. B..34. HAN.5. 1986. Journal of Biochemistry (Tokyo). M. Indian J. . et al. L.. p. HARAGUCHI. . Annals ofBiology. HARGIS. v. Acta Pharm. CHOUDHURY. v.l.251. S. n. S. n. J. v. n. Phytochemistry (Oxford). Res. Pharm.1997.91-5. p..3. v.308-13. p. 1978. Sci. 1993. n. p. Journal of Ethnopharmacology. Journal of Organic Chemistry. et al.5. n. p. A.3.. n. et al. GUPTA. Chem. p. M. G. Indian J.189. 59-65. HARRAZ.1989. HASHIMOTO. K. A.1237-40.1996. A. Assoc.21. J. Chem.1225-8. Chem. p. HABIB.l. v. F. Phyton. p.. n.1232-5.l.185-9. WAHBA. v. Soc.59-65.65. 1990. 1995. et al. n. v. v. n.21. p. n. A. p. Buli. HASE K.l. A. M.64-6. SAXENA. 1995. v.105.1986.1989. p. F.282-4.567-72.57. K. v.. . et al.403-10.5. Planta Med. M.387-92. n.3. HASAN..53.4. n. v. Indian Journal of Pharmaceutical Sciences.2. et al.139-142.. Bangladesh Chem. 2000. (Tokyo). K. M. GUPTA.. R. p. n. K. n.l. n..2. et al. p.l. n. GURNEY. 801-3. n. Phytochemistry. GOTTSBERGER. 29B. v. B..9. p.2. et al.1989. Ethnopharmacol.. n. Vet. Y. S. et al.2. BROWN. et al.205-8.4. Biochem. A. S.3 p. A. HASSARAJANI.6. Q. et al. Biol.4. p.175-8. 1995. v.J. v. 2000. A.9. E. v. F. HABSAH... Bull. n. et al.2. n. Pharm. Flavour Fragrance J.2.1997b.. Phytomedicine. Chem.J. Indian J. R. 2000. et al. Sect. A. HAN. 1987. HA1. 1996.432-7. p. Am.64. v. HARA. p.72. v. J..l. 1999.1999. Sci.. 1997a. M. M. v. n. HAMATO. v. Ethnopharmacol. Biochem. et al. Indian].63.10. R. Phytochemistry. et al. n. C.4 p. v. et al.578-9.7-16. p. p. Sect.36. n. GUSTAFSON. p. T. Phytother. et al.1991. V. p. .4. K. n. N. HARADA. Discovery Innovation.58. K. Sect. B. n.19.43.GUPTA. n. N.4. v.873-4. 1992. p.A. n. Phytomedicine. B.

W.12.J. HERDY. 1990.63. n. Tetrahedron Lett..10.. T. HENDRIKS..164-7 1996. Arq. HE.HATA. . J.36. Bras. Wood Chem. n. et al. et al. p.38. Agric.35. HERNANDEZ.1978. p. et al. l l . Org.345-54. Pharm.l35-50. Chem Pharm Buli (Tokyo). Nat. n. p. H.35. Y. v.488.517-20. M. et al. 1969. Coll. Prod.5..4. J.1980. 1993.278-80. n. v. 1988c. et al. 1013-8. p.1991. 1975. Nat. et al.4. Chem. . Pharm. n. et al. Vet..ll.5587-90.l 1. v. PALANIAPPAN.1978a.3v. B. HERLEM. n. N. W. 1987. Chem. R. ) .3. n. Phytochemistry. HATANAKA.73. v.54.81-5. J.. M„ WINTERHALTER. p.3792-7. v. p. Ethnopharmacol. Chem. v. n.24. HAYASHI.26.1990. n. S. HETHELYI. v. HERZ. L. HE.Planta Med. Bull.274-80. Bull.. T. Y.. n. Hyg.3559-64. Contact Dermatitis. KALYANARAMON. n. Y. K.J. The Diversity of Crop Plants. v. HERNANDEZ. n. 1987. 2000.2367-70.360-3. HAUSEN. p.945-7..45. HIGA. p..J. HERDERICH. p. HEGNAUER. Chem. N. Contact Dermatitis. Cambridge: Harvard University Press. Chem. H.317-22.et al.51. et al. W. . v. (Tokyo). M.18. Org. . P.32. Cardiol.3. 1986.. HESNEL. HAYAKAWA. p.4..29. Bull.1978. 1978. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian..v.56.1154-9. A. Technol.5. X. HERZ. Antiviral Res. v.J. 16. n. . p. M..116. n. Tetrahedron Lett.34. P.. v. J. . n. v.3693-6. Phytochemistry (Oxford).6.. . DELGADO. Pharm.2999-3003. 1994.4. Res.802-9.3486. 1991. HERZ.ed. 1973.44. p. Pharm. A. Ryukyus.12. p.2..21. v. et al.J.439-43. p. Chem. Phytochemistry (Oxford). p.53-60. 38.. D. Org. G. Biol.40. p. v.489-93. 2001. n. n.J. HAYASH1.l 1. 36. 1998. n. S. p. v.377-8.17.1982. Fitoterapia. E. et al.J. Sin. K.28.. p.46.2.6. HAYAT. v. Buli. p.9. p.17. Pak. Ethnopharmacol.4849-51. p.197-203. G.4.17. v. 1992. F. J. n.945-7. p.423-8. v.1997.1979.43. v. Food Chem. p. Chemotaxonomie der Pflanzer. E. n. . et al.39. n .1988b. V. 1987. H. 1983. TERASHIMA. Chem. v. n. P. Herba Hung.352-6.3. et al.7. HAYASHI. Sci. v. v.5. Basel und Stuttgart: Birkhauser Verlag. In: COSTA. p. n. CARVALHO.. N. v.2. . Univ. 1980. v. v. n. p. n. 145-58.. HEGNAUER.9. Farmacognosia. Org. n. p.1990a.435-59. Chem. K. n.1988. HAWKES. p.1990b.26. p. 1984. .9-10.4.1987. . Chromatogr.. 1990.247580.43. p. p. 1952-6. Pharm.2. v. v.746-51. n. 1992. HEINRICH. n.l. v.. n. 1991. v.Journal of Biochemistry (Tokyo). Pn. KANEDA. Acta Bot. M. 4. 1988..J.2-3. Prod. n. n.J. p. n. et al. p.. B. p.1953-6. Bull. L. p. 1270-4. J. .43. p. et al.38.10. G. Mutat. v. Phytochemistry. Buli.1983.4. p.2740-5. HEO. v.

3.72. et al. 1939. n. v. .. v. et al. Clujul Med. 88p. et al. 2000. p. v. p. n. Pharmacol. O.2205-6.2000a. 1980. p.452-6.l.5800-4. n.l 1. PlantaMed. Phytomedicine. n.43.UFPB. (Gann). M.3.418-21. São Paulo. Buli. HIROYA.1999b.30.1988a.l.l325-9. p. Int.2. C. Ethnopharmacol. OGUTVEREN. v. v. .20. 228-234..l. et al.1991a. p.28. n. 1996a.J.14. v. n.46-50. HORE. et al. n. 1946.1988b.1996.. v. v. .78.4. et al. HONDA.. S. 1995. Biophys. A.. n. HORSTEN. Commun. Phytochemistry. p. HORIUCHI. A. HODISAN. Int. 1972 HIROTA. T. n. v. p.J.l53-6.l. J.152.69. . n. n. 1.48. et al.3700-1. HOCQUEMILLER. Ethnopharmacol.J.1996. Chem. n. et al.T. Planta Med. P.539-40. 2002a. Planta Med. p. J.3. p. v. M. 2000b. v.71. 1997. A.6. Jpn . Ethnopharmacal. Plantas e substâncias vegetais tóxicas e medicinais.. 1996.1986. v.. v. 1991. HORNG. v.163-8.253-9. Food Chem. n. p.715-7.29. J.355p. 1993. Acta Farm.60.153-6.54.l. HNATYSZYN. . p. Agric. v. HIRUMA-LIMA. v. 1996. E C. p.1999a.p. p. n.. Fitoterapia. p. Pharm. v..223-6.78.247-9 1988d. L. v. KUBO. p. et al. Cancer Res. O. p. Phytochemistry.l 13-4. v. et al. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Planta Med. et al. 2002b. M. Nat. Arch.96. J. p. n.340-3. et al.30. HOELZL.35.4. Phytochemistry. 1988. 2002b v.l.4.. p. v.261-8. HOEHNE. p. p.54. . R.267-74. Phytochemistry.. Sci.52-4. n.. A.3.3. v.3. J.J. et al. p. Soc. São Paulo: Instituto de Botânica do Estado de São Paulo. HIRSCHMANN. HOHMANN.6.66. .3. J. v.2.1984. K.J.253-254..1988c.62.J. n. v.1987. p.21-8. 117. Ethnopharmacol. B.27. HIMEJIMA. K. Cancer Res.4. Estudo farmacológico e químico do óleo essencial das folhas de Mentha x villosa Huds. et al. Pharmazie. p. Sci. Nat.223-6. Ethnopharmacol. 1985. HOUGHTON. n. Pharm. v. n. n. p. Phytochemistry. Jpn.1996..9 n. p. et al. p. PlantaMed.. A.1991.65. v.39. S. p.2. p. v. P. HIROSE. H1RUMA. J. Coletânea de aulas.1994. .35. et al. K.341-6. n.]. Dissertação (Mestrado) . HIRUMA-LIMA. Bonaerense. C.l 174-7. Prod.36-43.51.. Frutas indígenas Instituto de Botânica do Estado de São Paulo. 1997.T..S.2. Cancer Res.60. G.2. V. HNATYSZYN. Biol. J. p. Prod.25. n. C. v. F.1987. (Lahore)..21. Nephron. n.5. p.v.15. v.n.1996. HO.251-3. .2/3.1997. Phytomedicine.676-8. p.8. n. et al. .543. v. p.J. M.5.1987. Phytochemistry (Oxford).J.63.325-30. 1990. p. n. v. v..71.HIKINO. v. .47. . HILLER. p. Biochem. HOFFMANN. .1995.717-8. HISHAM. n. .8. Chem. T. HOUGHTON..l59-72.523-9. et al. v.450-1. et al. H.. PlantaMed.

HUKERI.3.5. Chem.l. S. Pharm. v. X.59.1977.521-5. v. .l49-51. 1998.2. 1989.212-6. 1980. A. Natural Medicines.l. v. 1987. v. HUSSAINI. K.1989 HUANG. v.1489-90.2. IMAI. Kokai Tokkyo Koho]P 09087195 A2 31 Mar.58. p.26.1995. G. J. S.2229-31. et al.39... Phytochemistry {Oxford). p. E. H.. A. 1994. IONGSW. p. 1992. Int. n.43.J. v. R. A. et al.J. J. 1999. 1978. v. v. Prod. F. 1996.J. G. n.6. et al. p.1987. Anais da X Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. Virologia Sinica. 1995. R. 195-6.l. 1973. IDE. 1994. Phytochemistry (Oxford). n. Nat. Pharm. Y.l. p. Phytochemistry. v.520-1. n. p. et al. et al. v . P.. E.1997. v.314-6. HUSSAIN. Buli. Pharm. v. n. R.10. n. Y. 1991.51. D. Y. 1991. et al. T. v. H.l. n. HUANG et al. n. n. 1992.29-34. p. Fitoterapia. Wakan Iyakugaku Zasshi. 1996.. H. Prod. et al.60. Crude Drug Res. Food Prot. 87101850.59. n. HUSSAN. p. Prod. v. S. n. ICHINOSE.2. . Med.. Nat. ICHIHARA. INGHAM.45. V. 1999. p. 1972. Shengwu Huaxue Yu Shengwu Wuli Jinzhan.237-40.69. p. HUTCHENS. n. Buli.. et al. n. I et al.51-6. et al. R.161-4. p. 280.91. INCHOUSTI. v. n. INATANI. et al. HUNTER. TechnoL.J. et al. M. p. v. n.549-51. 1994. p.18. 6.805-7.59. p. n.599-603. HUBERT. INYA-AGHA.58. n. p. Sci. HU.40. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 87101850 (IPC C07J-009/00. et al.5.2. HUSSAIN. C. et al.66.4-14. et al. Chem. et al.. Formosan.5. v. p. L. p. Biol. Nat.1. Japanese Journal of Allergology.689-94. 16 Dec 1987. p. n.4. Naturforsch. n. B. v. IKHIRI. S. et al. et al. et al. n.367-73. et al. Assoc. R.. p.l. n. p.531-4. p. p. Fett Wiss.48.1751-4. n. 1988. p. 1984.l.417-20. Mutation Research. Chem. FEBS (Federation of European Biochemical Societies) Letters 284. v. et al.S. S. Int f Pharmacog. l l . Prod.J. n. L. v.58-64.50. v. HUHTANEN. p.HOYOS.68-70. Nat. INAMORI. 1981.213-8. p.41-8.l. p..50. Planta Medica. et al. T.1989. Prod. L. v. Planta Soil. n. 1991. p.8. 1995. 1990.4. Nat.29. 1989.12. M. p. n. v.652-9. ICHIKI.. N. p. Phytochemistry. HUSAIN. Acta Chim.. v. Sin. SAIFUR-RAHMAN. et al. London: Shambhala.4. HUANG. 1987. v. J. Q.49-52.51.. 9 Mar 1987.40.4. D. I. LU. et al.l67-8.3.86.5. et al. v. et al. 1992.25. v. Chem..3.37.10. HUANG. Agric.50. HUSSEIN. p. p. K.J. et al.2.1984.7. IGNÁCIO. Indian Herbalogy of North America. Phytochemistry. HUANG. Pharm. 1987. p. p. Chung-hua Yao Hsueh Tsa Chih.43. INOUE. HUI. A. v. H. Z. v. DEWICK.39. Y.6. n. F.l.152-6. 1988. p. Planta Med. T. N.88-90.667-74. HSU. HOZUMI.32.1515-20. 1995. n. v. n. Bull (Tokyo).202-8. J. J. K. IKEGAMI.3. R. n. v. et al. Natural Toxins. n. Appl. p. et al.3546-7. v. n. K et al. IMAOKA.

377. Chem Pharm Buli.43-8. B.122..2000b. Medizinische Welt. p. Pharm. n.1041-2. et al. T. M.4.435-8. O. p. . Phytochemistry. T. n.5. . Pharm. n. et al. v. et al. p. 1977a. et al. . p. Steroids 30.33.. Chem. . (Tokyo).1988. P.2086-8. JAIAY..5. Ethnopharmacol.30..2849-59. n. 1989. n.l.3.7. v. Prod. p. H. et al. Heterocycles v. n. ISHIDA.28. p.64. v. et al.424-6. v. A.4.52. ISHIKAWA. International Journal of Pharmacognosy.613-7.1987a.35.1991. et al J. Phytochemistry (Oxf. IWU.l.3. European J.4. v. . S. JAGER. JABBAR. Phytochemistry.12.35. n.4071-3. IYER. ISOBE. p. n. O. 2001.47.l.7. et al.35. ZDRAVKOVA. 1987.58.1667-9. p. n. v.3713-6. n.63. p.729-34. Int. Chem.27.2023-7. ITOKAWA.38. n. p. p. R. Crude Drug Res. Rastit. v. T.2.566. Fitoterapia.86-92. v. . n. Bull.3.203-12.517-23. 1986. M. Phytochemistry.34.1987d.368. v. n.3. et al. Planta Medica. 1999. n.9. . A. 1996.6. v. . v.Phytochemistry. v. n. Pharm.ll. Yakugaku Zasshi. IROBI. R. 1999. n. (Tokyo). 2001. 2849-59.5.2. n. ITOH. v. 165-70. M.39. Chem. Bull (Tokyo). Bull. ISAKOVA.35.41-3.12. n. v. v. Pharm.43. 1991.1460-3. C. . Toyama-ken Yakuji Kenkyusho Nenpo. A.254-6. n. p. v.53. Lloydia.2000a. Phtochemistry. IVANCHEVA. 1999. .1981. n. N.1977. n. 1978. p. ISMAIL. . n. et al.1977. Bioscience Biotechnology and Biochemistry 60.66.6. Bull. n. JACOB. Chem.7. Bull (Tokyo). v. p.28. M. Journal of' Ethnopharmacology. p.32-3. p.J. p. 2002. Fitoterapia. of Pharmacology. p.7. n.66. IWU. p.1990.et al. p. M. et al. .355-61. J. v. Chem.2. n.73-6.11.1990. v.555.1723-1728. p. H.). p. S. . v. JABBAR. Phytochemistry (Oxf.971-8.5. v. Bull (Tokyo).17. . n. M.1987c. 34. n. . v.5. Pharm. . Pharmazie. 1987.4. p. et al.1993. v. Fitoterapia.55. Bull (Tokyo). A. 1996.1992. et al. p.4. p. J. 1991.11. v.1989.16. v. n. M. p.356-60. p. et al.l 148-53. 1993. v. et al J. A. p.5. et al.7A. I. n.2860-8. Pharm. . n. 1995. Arzneimittel Forschung. . IZZO. Bull.1985a. BunruiA. v. ISENSEE.506-8. Resur.436-41. ALAM. R.Bull. 1998. v.1991a. K. P. n. p.1992.p. p. n. p.2860-8.IOSET. Pharm.676-9. 28. Pharm. N. v. p.354-6.30.2. Chem.425-433.67.. p. v. Chem.6. CHIORI. Phytochemistry. v. et al.885-9. Pharm.40.94-8. 1996.1987b.22. M. n. . . v. et al..87-90. ISH1KAWA. K.1985. n. Fitoterapia.95-100. p. Ethnopharmacoi.53. Chem.). n.35.3. T. n. v. n.4. p. JAFRI. p. p. v.1987d. n..6.l. Nihon Daigaku Kogakubu Kiyo.33.16. n.1984. Planta Med. v.291-4. Nat.701-5. p.

Abstr-152.3.154-5.2.4. p.H. Journal of Natural Products (Lloydia).155.11.359-61. 1990. Trop.97-8. v. Phytochemistry. 169. Res. 1986.. JAIN. T. p. Buli. Flavour Fragrance J.J.16. C. A. G. 1995. 1987.24. 1991.9.l266-9. Abstr Internai Res Cong.4. H. AGRAWAL.3487-9 (Eng).41.13. 1997. Planta Medica. JONG.133-4. Phytochemistry. Pharm. p. p. n.1988. Biosci. n. . et al Phytother. COLLIN. et al. JANSSEN. Chem.. 1995. v. n. 1986. Planta Med. Introdução à taxonomia vegetal. p. H. v. v. M. Belg... S.1985. n. 1995.l. Med. n.809-12. v. JANUARIO.27.31. A. p.50. p. et al. et al. (Bangalore). n.54. JOSHI. B. Chem. X. JONADET. p.56. 1987. n. Electrochem. p. n. Pesticide Science. p. p.507-511.61.3/4. NIELSEN. v.90. M. Oil Res..517-8. Editora Nacional.. C. n. v. R.2.. n. Planta Med. v. JOUBERT.. PATTENDEN.43.666-8.. H. Afr. 1985. Int. 2001.584-5. Botânica. K. p.729-30. v.11.228-32. C. Mycol. JI. p.45. K. Inst. Herba Pol.584-5. Planta Med. J.. J. p. J.445-8.29.19. p. n.614-20. J.. n.74. C. JAIN.JAIN.6. p. . v. 1989. Prod. JAIN. 1978. M.5. v. et al. Pharm.611-5.1986. n. ARORA. n. HWANG. S. p. v. JOHNSON. JENSEN. I. Soc. GARG.2. R.1914.18.3159-62. J. Jpn.O. Obstet. p.. v. Sci. JOSEPH. n. T. p. et al. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. v. S. B. et al. p. n.2. M. L. 1977.6. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.27. L.72.16. J.4. n. Planta Med. et al. Cancer Res.. F. S.3. S.2.3. J. n. P. p. v. n. et al. A. Memorias do Instituto Oswaldo Cruz Rio de Janeiro. Nat. Chem. A. v. v. R. et al. C. R.l048-9.666-7. JOLY. JALAL.. 1974.6. J. Trans.8. JUNIOR.1377-80. 1989. LAI.1986. JAIN.. Fitoterapia. 1986. p. JOURDAN.6. n. JURBERG-P et al.61. JAIN.9. T. et al. p. et al. Am. JORDAN. 1987.71-4. et al.61. p. R. JAIN.. JAIN. Phytochemistry. v. Curr.l 15-8.65. C. A. M. JONG. R. J. A. p. n. P. et al. M.2. B. Essent. C. 1985. 1989. . Med. n. v. . v.3. n.5151-5.430-1. p. 1998. v. C. et al. v. 1997. n. v. Pharm.1986. p. JOSHI..5154-6. K.4. p. et al. 1987.120-4. C. JAIN. C. R. . p. Phytochemistry.. 1983. 1984. C. A. J. Univ N Carolina Chapei Hill NC July 7-12 1985. B.5. v. Health. Bull. v.2. p.. p. R. A. Gynecol. 2002.53. PUROHIT. S. v.2997-8.197-200.Herba Pol. p. Soc. J.5. 1998. Phytochemistry. n. n. SCHEFFER.49. 1999.967-71. JENTE. v.35. Indian Chem. JENETT-SIEMS. JILKA.34. JENSEN. v. v. 1991. SHARMA.12. v.33. n.2677-8. p. São Paulo: Cia. n.. JOSSANG. 1987. p. et al.l87-9.9-10. v. 45. Buli.28.. n. M. JONDIKO. v.. n. 11.l. A.. C. 407p. et al. n. H. 1987. S. JAKUPOVIC. Nat Prod Coll Pharm.25. 1990. et al. n.n.3. Phytochemistry (Oxford).9.

KALASHNIKOVA.3. N. 1989. p. Arch. .3.91-2.787-91. N. KADIR. p.888-93.l. Phytochemistry. p. J. 1995.79. N. GUPTA. n.. et al. Cienc. 1990.2911-2. n. n. et al. Potravin. v. 1989. Pharm.26. L. v. p. SIMON.55. R. 1987.4. Res. v. Zh. V. KAROV1COVA.1992. . v. n.l03-7. . 1990. Phytochemistry. Phytochemistry.273-6. KATSUZAKI-H. Bull. 255-62.4.35. KARIKOME.26..9.54.385-97.1994. Radiopharm. J.25.329-35. p. n.2.ll. n. v. p. Bras. M.l. n. Chem.5. Acta Cienc. KAWANISHI. V. p. J. S. Technol.223-5. 1984. v.33. et al.593-4.7. S.683-6.ll. H. J. Bull. et al.. n.1989c.3963-6. et al. KAPPENBERG. 1985. Pharm. J. 1996. Soc.1991. PRASAD. p. et al. Nahrung. et al. KATO. n. KAWAMURA.4.1988. n. YOUSIF.661-3. v. v. 1992. n. HASHIMOTO. Liege. S. KASHIWADA. K. H.35. n.3. p.. .12.12. v. G.59. KADOTA. p.5. .. KAPLAN. S. 1991.23.4. J. Acad. KAWASHIMA.361-3. v.1989. A. Bulletin 39. et al.10.40. SHANDRAS-WKHARA. p. n.580-3. et al. n. KATARIA. . KARUNANAYAKE.196-206.8. . p. n. S. n. .1992. Med.. p.5. n. p. v. KAWA1.KABIR. v. n. KAMEOKA. v. J. v. A. P. et al. et al. Bioresour.27. et al.7283-6.9.. H.1996. v. Indian Veterinary Journal. Kinki Daigaku Rikogakubu Kenkyu Hokoku. v. KANEDA. Bull. M. 1994. 1986. KARMEGAM. Phtochemistry {Oxford). n. 1984. n. 1991. n. p. v. Cancer Inst.4. Express.4.1987.97-100. v.6. E.25.1799-810. Pharm. KAWASAKI. Phytochemistry (Oxford). p. Chem.29. p. Jpn. et al. n. v. n. 1990. et al. 1990. Asian J. KANG. Chem.1984. et al.7. F. 1978. p.. T. Chem. 1990.51.1988. KAPUNDU. KAMANNA.3.5-6. et al. N. G.6. S. p.68991.189-93. M. C. PZ (Pharmazeutische Zeitung) Wissenschaft. KAKU. Na. n. n.. v. Cancer Biother. M. p. et al. 1966. Chem. v. et al.30.1989. Y. H. v.38. Phytochemistry.2.135. et al. Sci.31. Pestic. Contraception. Trop. Bull. Chem. v. Tetrahedron Letters 37. v. p.. Pharm.3313-8. Phytochemistry. p.2647-9. H.. n. Lhim.38. p.749-52.3585-91. Indica. n.61.569-73. n. p. H.l 112-5. P. M. K. n.43.8. p. p.l. p. et al.1997.5.4. Int.l 1. MISHRA.3.1990.29. n. . 1988. p.283-8.ll. Chem. p. n. v. Soc. n. p. Ethnopharmacol. Prod.2. n. Phytochemistry. Archives of Pharmacal Research (Seoul). M.ll. A. et al. p.419-20.3709-11.2-3.1996. p.605-6. KAR.289-93.18.12. Biophys. 1986. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo).31.. Phytochemistry (Oxford).3063-8.279-80.1997. v.1987. S. n.137-40. Vedy. .3..4 .. v. KAMEI.280-2.223-32.3. v. KAPAD1A. Chem. p.773-6. G. p. B. Sci. GLASL. J. p. v.60. KARTNIG.. p.1996. Nat.2696-8. K.. 1986. p. Bulletin 42. v.. 277. Phytochemistry (Oxford). n.. n. Gartenbauwissenschaft. KAMALELD1N. v. Natl. K.67.ll. v. n. KAUL.Agric. L. p. KALYANE. et al. p.40.19. L. v. Biochem. 1987. D. n. Phytochemistry. Y. Indian J. v. v.1986. n. Pharm. H. v. et al. S.2761-3. H.

1995. v. CHAKHA BARTI. B.3. 1997.251-4.13.9. n.5. S.D. v.l. J.41. p. KERBER. v.14. KHOSLA.76-80. 1976b. Indian Veterinary Journal.2570-9.. 1994a. v. Exp.32.265-72. n. n.51. Food Chem. A. H. p. KIKUCHI.l 15-8. p. et al. n. N.10. v. v. B.). Chem. A. 2002. n. p.6. p. Bangladesh Acad. Sarhad Journal of Agriculture.3. Phytochemistry. Plantas medicinales de uso popular en la Amazonia Peruana. Plantas da Medicina Popular Do Rio Grande do Sul.43. 1986. n.3. W..232-5. T. (Lahore). M. R..59-72. p. Sci. KIMURA. KHOLKUTE.1979. KIM.19..6. v. . 1980. n.177-8. n. KHARE.1978.561-3. Kyushu Univ. Bull. p.. Chem. J.69. Lett.p.. KIM.. et al.. P. Pak. Journal of Pant Physiology. v. 2001.1/2.34951.59-64. Sci.1996.1989a.25. v. (Suppl. Res. Lima.l. S.73. Phytochemistry. D. p.1994b. n.1/2. p. Chem. et al. Exp. KISHIMA. et al. Herba Hung.2921-2. Sect. p. p. v.187. n.. et al. D. 1989. KHAN. v. n. n. C. KINGSTON. Phytochemistry. v. KHOBRAGADE. Ind. p. S. Naturforsch. JANGDE. 2002. v. Biol. Editora da UFRGS. . KIM.n. .31-7. Biol.1996.137. R. M. J..KAYANO. Y H.73. Phytochemistry. . v.. 157. v.2. M. et al. 1983.291-7. I. Exp. 1988.. A. v. n. KHAN. v. R. Unserer Zeit. p. v. n. UDUPA. Cosmet.56. Acta Amazonica.299-307.33. v. P.44. A..l 503-6. Bull. Phytochemistry. p.50. 1982.17. Chem.. I. et al. 1996. v. K1NGHORN. v. R. Parfuem. p. W. et al. n. Y. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.3708-12. p.1989. J.13. D.J. G.564-8. v. v.21. p. J. Planta Med. H.26. KIKUZAKI. I. S. S. Res. C.1989b.307-13. Heterocycles. p. Fitoterapia. n. Saengyak Hakhoechi.8. KERN.49-54. p. SIDDIQUI. Bot.2. C. C. Sci.505-6. p. B. KINOSHITA. Agric.4. Indian J. J.2269-75. n. J. p. N. p. Biol.6. 1997. p. K. KITAGAWA. n.50.1995. M.496-9. K. v.28. Pharmacol.l. et al. KIM.409-14. n. Yakhak Hoechi. n. 1996.322-30. KHALID.41.1996. KHALIL. AECI and IIAP.175-6. n. v. V. 1995. 1996. Kosmet.l. et al. O. R. ELSA. n.1-2.109-14. H. n. 1989. n. M.. Biol. p. Chem. J. 1996.. Agric. et al. 1985.243-51. p. p. KHAN. KIOK. KHANNA. M. Crude Drug Res. Z. n. p. K.l. et al. H. . Fac.. (Lloydia).. et al. . p. D. Inst.. Biosci. v. p. p.821-4.6. v.. n.3-4. M. et al. n. A. KHAN.. n.141-3.3. p. K. Agric. Arch. Prod.11. et al. et al. n. KEDAR. et al.9. p. 1988. et al.1982. T.9.38.13-9.2. n. v. v. p.1568-71. J.38. In: SIMÕES. Anal.42. Indian J. v.9. p. Indian J. G. KEMMERLING.6. p. Pharm. L. KIDOEY. 1995. Pharm. D. Nat. KERY. v. R. Y et al. 1980. J.28. n. (Tokyo). OMOLOSO.l 157-61. Food Compos. n. et al. V. 1987. KIM.3.28. et al. et al. 1991. 27B.25. et al. KETEL.5. Prod. J. KEMBER.3. et al.10. v. lnt.20.643-5.46. 1994..3. v. Pharm. 1983.55-60. Nat. N. Phytochemistry. n. p. p.l09-10. KHAN.2. v.223-31. Peru. M. et al. et al. 1986.

p.6. p. 2000b. Phytochemistry. n. p. KREBS. v. Biological and Pharmaceutical Bulletin.7.91-6. v. Farm.349-52.2.122-30. 28.ll. Essent. J.511-12.55. 2000.l..2279-82.. Chem. p.1995. n. H. KITANAKA. v. et al.713-6. v.1991. p. H. KRAMBECK. Org. n.680-91. n.53. p. n.41. M. p. KLINKS. Chem.3-4. FEBS Lett.1-11.63. p. Bull. v.S.3. n.. p. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l. n. KITANAKA. 1996. n. n . Pharm.55. et al. et al. Toxicon.5. p. Y C.. p. 1987. S. Pharm. n. Phytochemistry.9. v.ll..2.2. v. Naturforsch.8.48-56. n. Sci.237-40. M. v.l. KOUL. n. p.21.176-8.66. v. M. Yakugaku Zasshi. v. KOUROUNAKIS. p.387-97.KITANAKA.4.57.2. 1996.909-13. 1980. R.8.74. Med. n. p. Nat.879-86.. 1985.1982. H. p. I.249-52. p. Pharm. p. H. v. 1996.55.33.28. .3. K. v. v. p. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo).1-2. v. Oil Res. Ethnopharmacol.2439-41. RAMIARANTSOA. 1996. v. n. Indian J. V. Journal of the Korean Society for Horticultural Science. et al. Chem.67-72.1984. n.1989b. KOBAYASHI.30. S. I. KLEBS. N.63. Pharm. KOEGEL.36. n. S. Zhiwu Xuebao. 118. 1988. KOHLER.. p. v. p. n.2001. n. KOSTOVA. 1973. C. n. SON.32. et al.. Geoderma. TAKIDO. Chem. n. E. 1990. ZECH. KOSTALOVA. v. et al J.J. v. p. p. et al. K. Pharm. Bull. et al. KITANAKA. K.302-6. et al.37. KONG. KITTAKOOP. G. n.1984. J. et al.TAKIDO.. v.20. p. Chem.4. l l . RANGASWAMI. K.161-6.561-3. KONG.8.1986. p.. S. B. Ital EPPOS. Med. p.. 27.1989. Bull. A.6626-33.1989c. v. (Tokyo). n. Phytochemistry.. et al. Z.. I. D. Chem. 1985. J. REKKA. v. M. L. Pharm.106.103. et al. n.2.1292-4. v. E.. Prod. .3980-4. p. T. Chem. KOSASI. n. . n. C. KOUMAGLO. p. v.2. Prod. v. p. 81-9 1989a. J. v. KO.21.37.350-1. v. 1983. P. KIUCHI. n. Nat.2. S. P. Bull. KOUMAGLO.764-5.375-7.999-1000.860-4. n. n. n. Y. Chem.1-2.2001. . REINBOTHE..2441-4.387-91.. et al. H. 2002. KONE-BAMBA.1992.3. J. Phytochemistry (Oxford).2.971-4. Sos. Plant Med Phytother. H. Bull (Tokyo). n. et al. et al. Planta Med. n. . Pharm. V.9. KLUEGER. 1994.5. K. . v. C. et al. Sect. 45. 1985. KRAUS.32. v. P A.15. Chem.277-81.38. 1996. 1989. . Riv. Research Communications in Chemical Pathology and Pharmacology. n. 1985. Chem. p. KONOSHIMA. p. Bull.284-7. v.J. . v.1989.4. F. et al. KRETTLI. KITAZAWA. Phytochemistry.125-42.l 19-26. 1977. D. . KOBAYASHI. 1994.35.. Chem. v.8. v. A.10. et al.256. Trib. v.1989. K. et al. p. Pharm.35.18. Chem. L. n. Bull. . n. n. Chemical Papers. 1991.l. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.1576-19. p. Bull.29.40.. p. v.38.227-34. KOO. Incl. et al. Thrombosis Research. 44. Org. Fitoterapia. v. W. Phytochemistry.3. p. p.2. S.. 2000a.1990.

v. KUMAR. n. Bull. Sci. Pharm. Biomass Energy Environ. 1991.41. 1996. G. p. et al. Soc. p. J.61. their medicine and magic. Prir.3. M. I. v.67. Naturforsch.8.2229-31.l.. 1987. et al.37. v. v. Chin.3. Soedin (Tashk).245-6.T.J. A. n. M. Prir. v. 1994. KUMAR. et al. p.8. Kokai Tokkyo Koho JP01305080 [89305080] (IPCC07D-311/60. V.. Chem. L. KUMARI. 1978. 1974.. et al. KUBO. 1985. Food. Food Chem. Khim. Chem. 1992a. et al.3. n.. n. v. v.57. p. p. p. 2001.1978. HO. n. V. p. S. KUTSCHABSKY.198. 1970. Fiziol. 2001. et al. et al. p .1996.40. v. J.13. n. Y.39. Pharm.72-4.2477-8. Proc. n. Journal of Agricultural and Food Chemistry. et al. N.). R. p. N. 9th. v. p. p.: Edited by Chartier. Y. KUROYANAGI.175-88. Ethnopharmacoi. KUPCHAN et al. n. p. n. n..l7. p. v.703-6. 1984. v. K. n. et al. p. KUSUMOTO. n. 1989. v. p. I.. Indian Journal Of Chemistry Section B Organic Chemistry including Medicinal Chemistry. 1992. p. p.545-51. Pharm. 1976.61. KUMAR. 1997.203-4. M. et al. 1988. S. . T. Carbohydr. et al. Rast. 1012-5. 1991.. A. et al. 1994. Chem. 1995. et al. I. KUBO. p. p.39.8. Chem. 1996.769-72. Philippe.191-5. .35.1. T. et al. v. KRUGER. v. p. A. KUSUMOTO.5. Oxford. 27. Soedin (Tashk). v.Jpn.Journal of Natural Products (Lloydia). v. Chem. S. KUSTER. KUMAR. Pharm. Grain Britain: Dragon's world ltd. S.. R.1987. n. Phytother Res.22.1025-7. ALAM. et al. KULCHIK. v. Gozi Univ.1993. M. KUSMENOGLU. v. n. KUMAR. KUROKAWA. . M. KUGELMAN. et al. V D.637-41.65. S.954-7. Pharm. n. Bioenergy Conf. KUO. P.41.l. Pharm.1993.. v. v.70.1 Jun. 1995. p.2. SHARMA.. KUHNT. n.167-70.74.227-32. Planta Medica. 1988. Khim.758-61. v. v. K. Res. KUMAMOTO. I et al. 8 Dec. Shoyakugaku Zasshi. KUMAR. S. p.30.401-4.819-24.2. p.1992b. Phytochemistry. et al. Soc. Cancer Letters. Res. Appl.533-7. J. KUMARI.. Antiviral Res. 2000. 1988. KUMARI.l.. Fac. v. et al.5.6. J. S. 1979. M. Chem.. KRUGER. p. 1996.34. Am. p.. 1992. Agric.. R. et al.9-10. KUPCHAN. n. n.3. Indian Chem.803-7.. v. et al.40.67-74.1990. p.. v. UK.6. C.125-8. KUO. p. R. v. KUBO.KRISHNA RAO. 1978.48. n. p.384-6. Eur..4.24. n. KUZOVKINA. KRISHNASWAMY. n.61.4476. J.241-4.60.. limpsfield.2. p.. Planta Med. Lloydia. n.56. 88/132874. 1991..27.66-70.1982. p. Fitoterapia. K.49. . p. Pol. KUO. 1999.1989..3. et al. N.2/3. v. E.291-302. Buli.170-1.2/3.M. Med.5.2. 192p. n.2. J.636-8. R.2724-5. A. v. V. v.4-6.. l 1 1 17. Food Chemistry. n. . Indian J. p. KRISNA RAO. p. N. p.2445-6. et al. Chem.4. v. 124-5. Phytochemistry. Org. M.. v. AUGUSTI.76 (suppl. J. v.. RIVETT. Afr. J.8. n. Phytochemistry. n. Agric.30. n. Phytochemistry (Oxford). p.47. p. Indian J. n. n. Sci. v.40. et al. p.283-4. R. I. An illustrated guide to herbs.l. J. N.190-3. et al. v. n. Z.46. 17-171.5.92. v. Agric.l 1. H.. C. Indian J. D. J. KUROSHIMA. n.

301-2.6. v.l. Phytochemistry. et al. p. 1994. Pharm. Plant. Mov. Med. Prod. K. KWON.l.16.14.1551-5. p. p.2881-2. SHANMUGASUNDARAM. M.91-7.11-2.1995.. v.. v.l 12-18. 1996. E.. Res. J. n. H. v. v.l. LAGROTA. v.. Phytochemistry. p. Pharm.41-7.44. Nat. et al. J. n.240. LAMATY. .. Toxicology.5. J.J.39. LANGFORD. Soc.39. Food Chem. v.1995a.372-81. Agric. Perkin Trans. et al. et al.4. Phytochemistry. 1989.2. LEBOEUF. p. et al. Biochemical Pharmacology. N. M. LATHA. p. LAM. Nat. Food Sci. B.235-40. H. v. et al.7. 1995. 1979.1994. v. 1996. 1998. p.228-30. et al.51. 1996. . S. Ann.. n. v. v.29. KYUNG-SOO. n. Phytother.3.44.. Prod.8. 1997. Probl. Biosci. n.43. p. v.2. LA CASA. P. v. 1977. Zhongguo Zhongyao Zazhi.50. C. LASKAR. P. p. v. BOOR..18.68. Phytochemistry (Oxford). n.36. A. n. v. 1980. 2002. 2002. Rastit Resur. Prod. M. n. et al. . N.65. Disord.54. v. p. et al..1981. p. v.3. 1999. LAI.161-70.169-84.53-60.11.l. A. p. 1996. . n. Phytochemistry. M.481-5..854-61. et al. n. S. v.854-61. n. Zeitschrift fuer Naturforschung Section C Journal of Biosciences. LANG. et al. p. v.65. of Chromatography B. n. p.473-5. 1996.1982a.42.1995. G.63. 1991. LACOSTE.202. Indian Chem. et al. 386.109. et al.245-8.V. Mutation Research. 1990. .159-64. D. et al.40. v.1995.752. J. 2002. Biomedical Letters. N. Nat.11/12. T. LARNER. v. C. n..KUZOVKINA. KYOUKO. M.1-13. R. O. KWEON. n. Agricultural Chemistry and Biotechnology. Fr. J. A. K. A. p. LANGASON. p.1989. Chem. p. p. Fitoterapia. S. Phytother. v. et al. v. et al. v. Cytobiologic. p. R. J. v.16.6.1625-8. n.. n.. M. n.394-7. Phytochemistry (Oxford).64.291-4. Brasilian-Sino Symp. 238. p. C. S. n. Chem. Brazilian-Sino Symp. et al. v.521-2. et al.. Chem.1995. A.4.2.263-72. LE VAN.49-57. p. Zesz. n.1989.1982. p. et al. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. p.11.694-9. n. 1988. LAKSHMANAN. PHAM.3. T.31. LANNUZEL. n. LAHLOU.295-7. v. H.2.5. v. 2001. S. F. Chem. v. I.877-81. Phytochemistry (Oxford). KUZUYA. LACHOWICZ. LAMI. v. p. v.1205-8. et al. p. Planta Med. Phytochemistry. 1992. n.1959-62. p.84-90. 238.428. n. p. S. Let al. and Pharmacol. p. v.l. 1989. (Lloydia). Anais do XIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. LAWRENCE.39.. E.50.15. G.127-35. Dev. Soc..372-5. p. B. LACICOWA. et al. p... LATZA. p.J. et al. n. LACASE. A. LARANJA.18.8. J.l. n. n. M. p.et al. LARANJA. 1987. p. n. WAGNER. . 1996.2. n.5. Postepow Nauk Roln. J.17. Bull.44. Pharm. et al.. B. 1988. v. Medicai Hypotheses.

CASTRO. Journal of Ethnopharmacol. .141-5. Tecnol. p. LEE. n. et al. 1989.2. LEE. Khim. et al.224-6.2.19. et al.17. p.. J. LI. LEMONICA. n.3. 1991. J H. et al. n. J.. n. n. n. p.1997.1987.l.LEE HUANG.3944.2. LEMLI. Spectroscopy. p.1995. S. Planta Med.26.40.1987. A. Toxic Constituents of Plants foods tuffs. et al. Acta Botanica Sinica. Univ. LI. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. LI. v. et al. Q. v... M.208-12. p. n.54. S. 1996. Oncology Reports.172-5. v. O.. p.3... p.4.3. V.. n. 1988. n.. 1999. K. Soedin. Acta Botanica Yunnanica. Tianran Chanwu Yanjiu Yu Kaifa. . Y.787-91.2. C. p. Chromatogr. p. Immunopharmacology. LEITÃO.1061-5. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. Invest. n. p. T Toxicon.24.269-70. 1995. Phytochemistry. et al. 1987. Med. 1994. 1987.S. N. J. R.92. M. Taichung. Korea. Acta Botanica Yunnanica. Journal of Ethnopharmacology. V. p.. et al.8818-22. Asian Societies of Cosmetic Scientists. v.l7-24.539-50. LEVIN. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica.459-62.1992. n.. et al. G. n. Patologicheskaya Fiziologiya I Eksperimental'naya Terapiya.l6.519-29. Med.9. G. et al.59.161. p. 1993. K. v. LEMOS. LEE. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. et al. Planta Med. LEE.29. n.1995. et al.1992. S. p. p.2.27.8. v. K. A. D. p. p.17. C. p. 1992. J. Y. et al.3. 1997.3.745-8. p. LEMOS. et al. et al. n.5-6. LI. S. v.63. et al. I. V.. v.2. v. S. 1988. p. n.12.470-5. v. M. LEMUS. G. Clin.Acta Botanica Yunnanica. . Phytother Res.1987.. n. v. LEUNG.3. C. K. Fitoterapia. Shenyang Yaoxueyuan Xuebao. LEWIS.562.37. V. v. p.5. 1995b.2. et al.17. p. LEKIS. 2000.1990. Nat. LIAW. Emerg.5. BANDYUKOVA. n.308-11. Med. H. 1989.1988. R.159-71. M„ HAN. 1995. Yunnan Zhiwu Yanjiu. 1988. G. J.196-200.C.3. p. p.2000.. v. M. Prod. J.13. et al. n.151-6.. A. v.1996. Prir. .1995a.43. Acta Botsin. Eur. et al. J.196-202. S. P. 2002. C. A. n. v. 1978.19. LIKHITWITA YAWUID. . n. G.297-301. v.1995. 1996. J. p. Arq. v. v.35-8. v.435-46. Taiwan. L. SHIBAMOTO. .19. New York: Academic Press. v. n. LIENER. Gene (Amsterdam). n. Tetrahedon. v. 217. v. Nat. n.l.5.l069-76. LI.2.3689-94. p. n. v. v. 154.31. I. n. et al. v.22.311-8. Free Rad. v. J. n. LEMUS. J.2.43.353-8. v. n. . C. n. n. p. Q. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America.9. GOOK. G. T.11. L.4. .3. LIBERALINO. Biol.91-4. Sin. V. v. 1989.. LI. p. n. S.221-4. CUVEELE. n. v. A. et al. LIGAI. E. H. LI. p. D. v. AVARENGA...ed.13. H. Acta Pharm. 91. A. T. 1988.7. Biol.28. et al.49-51. LIM. p. 72.34.2. p.. 2.4. et al. n. Kim. LEMOS. Prod. S. p. n. O. 1980.65. p. LI.31. p. p.266-8. LEE. S.1992.3277-9..1-2.4.261-5.

31. Int. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE. 1986. et al J. LOPES.14-6.514-17.36. 34.. S. v. 1988c. et al. v. n. R. p.39. v.. et al. p. S. . et al. et al. Y. G.213-16.1995.2. n. p. . v. v. Anais da Soc. Zhonghua Xinxueguanbing Zazhi. LIU.2. 1994b. Food Chem.3132-5. GOOK.41. LIN. LIMA FILHO. E. C. n. 10. Tap Chi Duoc Hoc.635-41. Issue). L. L. R. Acta Botanica Yunnanica. et al. . LIN. et al. Conhecimentos Populares e Científicos. 124.20. p. n. P et al. Acta Farm. n. v. 3. Ethnopharmacoi. Lat. v. 1996 LIMA.3. Pesticide Science. 1988..16. p.1997. LI-RONGTAO et al.54. LIMA. v. LISCIANI. p. R. 2002.. Pharm.223-4. L. p. et al.14. S. L. v.1988. p. LONG. LIN. p. n. Anais da XV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil.LIM. Health.333-6. F. Korea Med. 151.9-10. Chin. CALDAS J. O. Mycoses. 32.5. E. J. Pharm. G. p. Plantas Medicinais Brasileiras. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1984.. .. Zhiyong Fenxi Ceshi Xuebao. 1996b. M. n. .1993. D. n. et al.2. .. 1982. O. et al.263-70. et al. B. 1992. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Med. 1994a.5.5. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. M. et al. v.2002. LIU. W. p. Am.53-6. TOME.233-43. F. N.9. v.. v..l.49. 1998. LIMA. J. v. .33. LIMA. Univ. LIN.l3-20. M. n. p.179-88. M. Planta Med. et al. et al. p. Y S. de ALMEIDA. 1987. Y. 1990. K. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C. MARTINS. v. 2002. Phytochemistry.2. 7/9.3. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. p. A. M. n. et al. R. v. C. Kao-hsiung I Hsueh K'o Hsueh Tsa Chih. n. J.. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n.l96-200.2573-4.26(Spec. LOHEZIC-LE. J.43. G. LIMA.45.4. J. Phytochemistry. v.19. LIMA. 1987. p. F. 36.70-2. v. p. G.l7-24. . v. Anais da XXXIV Reunião Anual da SBPC.34. F. Toxicol. Bonaerense. (Tokyo). 1998. 101. 1988. n.3. et al. LIMA. v. 54.06.8. et al. 1998.40. KUO.3. L.1456-8.. v. et al. 57.l.1-3. p. Y H. n.. O.12.79. S. Huaxue Xuebao. LIU. p. 1988a.7. 1992. 517. et al. n. Q. n. P. C. p. J. 152. T. Trop. de Pernambuco. M. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. LONDERSHAUSEN. O.400. v. C.14. LIMA. Bull.427-38. S. Appl. Z. . D. 1993.12. S. P. 1996. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. LIN. Bull. Anais da X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. p. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. n.3. n. et al. p. p. et al. S. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. 1995. CHOU. 1994. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. 1991. Amer J Chinese Med. P. São Paulo: Hemus Editora Ltda. 377. et al.. 583. 1988. Pharm.161-3. 1993. n. LIMA. 1991.73. 172. Biol. Chem. Res.3. A. p. LIU. 89. 1997. v. Ethnopharmacol. LIU. . p. 1964.12. LIN. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Y. et al.665-8. Fitoterapia. LOPES. 1996a.24. 1994.3/4.654-8. LIU. C.5. Chem. n. 7/9. 1997.1996. 1996. T. LIMA. LIN. R.

737-42. n. LOPES.4005-9. J.5. C.1989. 1990. p. LOU. LUNA COSTA. Arbustivas. 1999. Phytochemistry.67. et al. LU.1998.. Shipin Kexue (Beijing).. Anais IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. L.5-6.69-71. 1995. A. X. et al.268-70. Anais da XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. LUZ PAREDES. L. H. R. v. v.26. Herba Pol. . Químico-Farm. 2000. p. v. 1986a. Arch Invest Med (Mex). 203. 1990. LORENZETTI. Ethnopharmacol.64. Anais da IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.31.38. Phytochemistry.2. J. p.LOPES.30.37-41. Acta Helv. Sin.1992. p. M. LUAN. M. LOPEZ-ABRAHAM A. 1990. . LOPES.7.235-47. Phytother.588-93.660-2. T. 1998. LORES. 1992. Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil.46-50.66. Spring 1994.-Jun. LOPES.27. Phytochemistry. Ethnopharmacol. Anais da IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE.9. Res. LOZOYA.9. R. et al. et al. LUSSIGNOL.390-1. Guangdong Weiliang Yuansu Kexue.702-5. .l. p.13.3. n. n. N. 1985. p. B.313-9. 1994.2781-4. p.8.. et al. LOXOSTE. 1996. v. X.3.27. Plantas ornamentais do Brasuil.25. n. . et al. P. LUTOMSKI. M. H. p.11. n.9.9.3. p. Chin. J. Lier. Acta Pharmaceutica Sinica. 1986. Arvores brasileiras. Phytochemistry.3. n. v. et al. Yaoxue Xuebao. n. Colombiana Cienc. L. v. . 1999. 1980. 1993. v. Arch Med Res. X. p. p.1979. LUITZARDS-MOURA. v. p. R.7. M.. n. Rev. v. LOPES. p.3. et al.. v. p. et al.21. Inst. v. 1997a..1-6.10. . A. Guangdong Weiliang Yuansu Kexue.34752. H. Acta Pharm. n. A. et al. 81. v.17. v. LOPEZ-MARTINS.689-91.2.Anais da XXXIX Reunião Anual da SBPC. BOLZANI. Pharm.8.3-11. v. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.245-8. et al. . 1998. 2002. . n. Rev. et al.28. V. X. et al. et al.8. p. v. Zhongcaoyao. LOZOYA. J.2.702-5. . Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1995. Trop. N. v. LUO. n. G. Yaoxue Xuebao. et al. n. X. B. LUTTERDODT. n. M. 6. v. n. p. n. M. p. p. Anais da III Reunião Anual da FESBE. p. 1986a. X. 2002.9. Am.151-2. n. n. LOZOYA. Phytomedicine. v. LOURENÇO. 1986. Nova Odessa: Editora Plantarum. 58. M.. E. et al.667-8. n.31. Nova Odessa: Editora Plantarum. 1992. Cubana Med. . v.. M. 1988...4. 2v. M. 1988. 67. SOUZA. 75.3. F. et al. v.. J. p. M. V. . Med. LOU. H. n. Apr.29. 1991. PUJOL. n. J. Oswaldo Cruz. 1997b. 138. 513.1986.2.l.28. 1998.1987. Mem.21. v. v. p. R. n.4. n. C. I. L. p. L. H. F. p. 1987. F. v. herbáceas e trepadeiras. C. S. LOZOYA.99. LOUREIRO. LORENZI.2265-8.97. Revue Roumaine de Medecine Interne. et al. n. v.97-104. LORENZI. 1986. Planta Med. 730p. LORANO.. 75. 176. D. Lier. p. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.4. C. et al.

n. K. n. et al. 1992. Phytother. K. J. 60. Res.746-7. J. MacKEEN. v.6. MAIA. Food Sci. 201. et al. n.13.27.96-7. O. M. MAIA. MALPEZZI.1-2. D.l. Phytochemistry. v. Grasas y Aceites. n. M. 2000.51. v. MAIA. J. n. v.47. et al. MACAMBIRA.3. M. et al. p. GUZMAN. et al. D. Biol.707-11. v. 1995. p. J. Anais da XXXV Reunião Anual da SBPC. et al.817-9. Prod. A. 1989. .10.1/3. n.12529-38. v. Ethnopharmacol. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. Rev. . J. Sci. et al. Pak. et al.259-60. .5. J. Anais da VIII Reunião Anual da FERBE.4. R. 1988. Natural Prod. v. P S.. n. et al. J. 558.4.46. p. 1987. B.32. p. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n.. p.1886.207-8.54. S. v. p.145-51. J. Ind.3152-7. p. p.324-8. v. Plant. v. et al. MACEDO.1988.2. n. et al.5. N. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. n.64. MAKINO.58. MABBERLEY. Journal of Agricultural and Food Chemistry. B. 1995. A. et al. Nat. MAIR. 2.18. Grasas y Aceites.59. MAKJANIC. MacLEOD. H.467-71.165-70. C. 1999.. MALIK. Technol. MAHIDOL. R. 2002. Sci. MAJUMDAR.23.127-35. p. et al. n. et al. 1993. 1987.749-54. 1994.3. p. Soc. n. et al. v.1997. G. n. MACHADO.20. Pharmazie. Prod.. p.51.1995. v.10. et al. S. p..208. 1992. L. 1997.96-7. 80. p. J. Tetrahedron. v.24. MADEIRA. H. et al. A. Ethnopharmacol. v.2. p. A. Bot. MACIEL. Wakan Iyakugaku Zasshi. S.531-2. n. A. 1981..v. .67. 187. p. M. 1998a. M. p.30.45. 1988. v. 1987. v. J.v. Prod. E..2.694-7.1997 MAKUCH. Nat.171-3. Res. 185.. n. Brazilian Journal of Medicai and Biological Research. 1987. Pestic.4441-5. E. n. . n. v. 1994.31. v. et al. K. n. p. MALIK. v. The plant book.1989. 1987. n.565-70. Chem. H.58.39.. Farm.l668-74.27. n. p. B. Pak. et al. v. MAHMOUD.8. Pharmazie v. J. n.41-55.4. 1997. et al. v.2. Soc. .. MALIK.11. F.1987.l. v. v.776-7. Sci. v. Bras. n. n. et al. v. p. M.1997. Indian Perfum. L.. Res.MA. A. MAHIOU. et al. 1997. p. et al. M.2. et al.1-4... p. p.397-400. Med. 858p. Journal of Chromatography. MALINI.3. p. et al.. et al.l 1.204-5.3. Heterocycles. D. F. p.369-71.v. MAHATO. Sci.86-9. J. 39. 1994. K. MACEDO. C. p. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 389. J.45.81.. et al. Exp. et al.7. p. v. et al. n.594. p. MADEIRA.1995. Phytochemistry {Oxford). Indian Chem. MAGALHÃES. n.1996. MALAN. et al.41.. Agric. p.92. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.2. p.3. 1979. n.1998b.1988.B. S.. Am.4. Ind. MAHESHWARI. E. M. n. 1983.. Planta Med. V. G. n. n. MAGADAN.6. A.825-9. 1983. F. 1997. J. et al.. MAHATO. M. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. et al. Food Chem.137-45.416-7. L. p. et al. 1996. p. MAESTRI. p. M. MAESTRI.l.46.. M. MAKKAR.105. B. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE. 480. S./. V.54. n. A portable dictionary of the vascular plants. MALAN. S.J. v. C. RAHMAN. A.70.1523-8. F. n. Nat. X. G. p. Fitoterapia.17-31.58. n.ed. v. Cambridge: Cambridge University Press. M. 1986. J. J.45.

et al. .3. Quim. n.. Journal of Phytological Research. Phytochemistry (Oxford).2.121. 181. 1985.479-86. n. C. v. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.45. 1979. A. MATIDA.. 752.1992. Quim. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. Shoyakugaku Zasshi. p. v..6. MARCHAND. Politecnica. MATHUR. .. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. l l . p. et al. Quimico-Farm. H.3. Prod. Rev. p. MARTINEZ V. Bras.5.1989. v. n. Oil Res. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. n. p.l.1997.12.175-84. 1988. M. v. Entomol.1995. Phytochemistry.8.1979. . 20.6. J. p. 389. v. Zeitschrift fuer Lebensmittel-Untersuchung Und-Forschung. MARTIN. v.1987b. v. et al. MARTINS. MATINOD. An. J. 1990. E. p. et al.Óreades. et al. Alimentos. n. p. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. v. Y. v. et al.. 1997.12. O. v.1322-4. p. et al. n.1981. MANN.695-8.3.. M. MANCHAND.4. p. Pharmazie. v. G et al. H. 1999. . G S. M.137-40. J. n. n. Anais da 33a Reunião da SBPC. n. MARTIN-LAGOS. et al. Vet. Heart J.214-7. Phytochemistry.60. MARTINS. 1987. Colombiana Cien. 594.50. et al. M. M.l 179-82. v. P A. MATOS. p..1995. 1994.6. n . 147-51. et al. 1987. v. MARINUZZI. .8. n. Nat. 174. M.460-1. n. v.7. et al. M. n. Forsch. A. p. MARIN. MARCELIN.44. A.MALUF. Assoc.1-2. 1997. 1978. Phytochemistry. Fruits.3.267-71. n. et al.14. n. v. et al. p.2. p. . v. p. .191-4. A. P. et al.1990.8. 474. v. n. 1996. et al. MARTIN-CALERO. p. p.53. MATA.8.31. 647.321-5. et al.511-20. B. n.44. R. v.26. R. et al J. n. p. et al. R„ SANABRIA. K et al.6.193. MARQUINA.1-2. A. A.2.5. p. Phytochemistry. MARINGHINI.1982. p. G. R.205.2. n. Food Chemistry.45. Org. et al. p. S. 1988. 1999. 1986. P.39-47. O. .51. 2002. .l. 6/9. 1045-7. v. MATOS. S. Journal of Biosciences.39. Soedin (Tashk).2. MATISSEK. Prod. Prir. J. P S. F. R. n. MARX. n. Anais da Reunião Anual da FESBE. n. F..l. v. MANTILLA. n.1987a. v. MARQUES. Anais da 32a Reunião Anual da SBPC.7-8. J. p. 1980. Bras. 1991. Khim.4. 533. Chem.870-1. MARQUINA.1980. 1992.35-8. MARUYAMA. A. p.. p. Phytochemistry.51.. et al.50. J. p. 1996. p. 1986. 1985. Essent. Nat. F. 1994. Lebensm.74-85. 255. MAIA.l 189-92. Anais da 31a Reunião Anual da SBPC.44. p. R. n. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC.117-25. Rev.1979.43.29.2655-7. v.570-7. 1996. p. v.25-34. et al. Appl.6. Pesqui.l 11-6.-Unters.261-9. v.2. p. E. J. V. et al. p.91-3.3.55-6. E. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil 272. n. v. MANSOUR. et al. E.1997. v. G. v. 1996. Colomb. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1996. n. n. R..21. 1993. n. D. Ital.89-91. Pharmazie.14/15. et al.4380-1. v.4. MARTINS. KAMAL. MARTINS. MASLENNIKOVA.

Aust. McCHESNEYJ. R. J. Univ. p. D. A. MEHTA. MELITO. Etnopharmacol. 2001. n. O. 183. Anais do Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. Yakugaku Zasshi. .. p. J. MBAH.10.77-8. 2002.51. DAS GRAÇAS. p. Bioorganic & Medicinal Chemistry.l. Rev.2835-8. W.. sistema de utilização de plantas medicinais projetado para pequenas comunidades. n. Chem.7. BROWN. A. et al.. H.. 1996. n. 121-7.19. n. Fitoterapia.). n.60.4. MEJIA.MATOS. H. v. Chem.l. Chem.p. n..9. J.. et al. 1987. Panama. E. p. Indian Chem. K.1991. McLEAN. v. Fitoterapia.35-41. n. Austr.6. VI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1986. v. 1288-91.l.1996. Microfilms Int.96-103.72.2835-8. MEDEIROS. 2330-1. . Abstr.37. 1985b. Natural Medicines. 1987. F. Vet. M. D.. MATSUNAGA. 1996. p. K. 305. p. 1994. I. v. et al. I. n.2. 1981. Sect. DA8725002. McBARRON.370-3.68. AECI and IIAR 1995. p. 2000. 241. et al. v.25. MECKES.1991b.167-70. Incl. p. 1996. J.8. M. 105p. v... Res. Rev. 1993. Med. R. p. R K. et al. 48. MELITA RODRIGUES.2002b..22. Studies on Caesalpinia pulcherrima and DNA-ligand interactions.5. Chim. Cult. p. 1975.8. n. p.8. Anais da II Reunião Anual da FESBE.1625-33.64. J. . A. p. D. S.10. 195-6. et al. et al. MAXWELL. MAZZANT. n. p. K. p. Avail. v.1987.l0. Vet. MATOS. Phytochemistry (Oxford). p. D. 5/9.4. 1980. MAURYA.15-20. R. .. K.1243-7. et al J.9. Syst. .51. Plantas medicinales de uso popular en Ia Amazonia Peruana. n. n.68-74. Prod. RAMPERSAD. Indian J.5.Tetrahedron Lett. v. MATSUURA. MELITO. MAZUMDER. et al. Prod. RENG. Ecol. Cie... A. Soc.280.9.63-6. J.8. p. A.72. p. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. Org. v.. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. Nat. et al.1997. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE.80. 1984. et al.2002a. et al. et al. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. Res. G. C. p. S. Phytochemistry (Oxford). E.l 155-60. From Diss.799-801. Heiv.. A.. L. Fortaleza: Edições UFC.2. A. p. J.. C. n. 1985a. . et al.ll. v. Farmácias vivas. MCKENZIE. J. 249. v.n.9.10. n. n. et al.1988. p. Ethnopharmacol. Order No. MAUER. Bras.54. et al.98. Biochem. et al. MEDEIROS. D. J.p. v.600-3. 1997. 1978. v.2527-34. 1455-6. J. MEDEIROS. B.213-20. n.. M. v. A. Phytother.927-9. n. n. v.2. 1985.60. (Eng). Ethnopharmacol.834. n. D. Pharm.Alcohol Alcohol. McPHERSON. v. Nat. et al. De SAREM. F.2. p. Phytochemistry. 2002. al. R. MATSUDA. 1983. v.51.l. C.77. M. v. v. 1988. 1977. . B. MEDEIROS. n. Acta. P.12. MEDIRATTA. n.24.427-34.1991. Farm.l37-41. GREIDER. A. v. v. p. v. Phytochemistry (Oxford). B 1988. v. p. Int.1983. U. 7. et al. L.157-65.62. v. v.v.ll. J. (suppl.. 1993. MECKESET et. p. Med.37.. McPHERSON. . et al.

Phytochemistry.57. Naturforsch.41. Phytochemistry. v.l.794-7. et al. A.5.31..25.44. A. 1999.. O.30.329-32. 82. MELO. 26 Aug.1996.555-9. C. MIMAKI. L.107-11. Z.. MIMURA. C.1847-53. 1991. J. 1993. MENENDEZ. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 9. In: SAN MARTIN. v.1255-6.1201-3. Anais da I Reunião da FESBE. J. p.1988. C. v. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1141-4. F. et al.71-80. 1986. A. Commun. . Z. MESIA. 1976. J. et al. n. R. v.4. Anais da XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. 5/9. 1997.4. p. p. C.. MELO DINIZ. 1988. D. Phytochemistry. MENDA.10.29. v.9. MIGUEL. v. n. p. v. p. p. . F. p.1989. A..l. H. n. Phytochemistry.v. p.1990.5. M. C. v. n. 15.96-101. 1990. n. M. n. I. Phytochemistry.35. et al.64-5. MENDONZA. MENUT..9. G. MENSAHJ. MELLO.67. M. n. 1987. Essent. L. et al. Behav. In: SIMÕES. Heterocycles. J.l325-31. Revista de Ciências Farmacêuticas. MENEZES ORNELAS.7. 1986. et al. et al. n.67.419-22 1995. MEYER et al. 1993. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. Nat. v. D. M. et al. M. p. p. M. O. MELLO. 5.86 (Supl. Rio de Janeiro. n.4. .MELITO.6. V. v. Kokai Tokkyo Koho JP. Y. p. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. 13. MENGS. n. Res. T. et al. . A. n. B. et al. 1988. MERCADANTE.2. Fragrance J. n. R.) n.1997. et al.8. p. A. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. 1988.l 13-16. n. p. p. p.5. et al. T Bio Ind.. et al.7. S. Agric. v. 61.43. Editora da UFRGS. MEYRE-SILVA. MIMURA. Ethnopharmacol. C. et al. Anais do VII Simposio de Plantas Medicinais do Brasil. MILES. 1991. Phytochemistry (Oxford). v. MENDONÇA. v. n. MENGHINI. Farmacognosia com Farmacodinamia. MENDONÇA. p.1996. C. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M.1990.11-12.6. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul. v. 1986. MINAMI. v. D. n. Prod. Food Chem. et al.414-28. 11. p.5. Jpn.). Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. M. p.73. n. n. 1990. Arg. MESSANA.153-9.. p.19. 2001.. U.51. 1941. I. et al. METZIZ. v. OHSAWA. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.1-7. n. Indie.. E. et al. p. MIMURA. . 488.ll. H.708-10. 270. MILAGRES. C. p.20 (Suppl. n. MING. Archives Of Toxicology. V.l 113-15. V. G. v. Acta Hortic. Physiol. B. MENEZES.1-2. Phytochemistry (Oxford). M.1986. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1998. F. A.1991. F. v. 6/9.l. 1988a. C.6.939-42. MEYER. L. 1988. et al. A. . 2000.6.426. v. p. 353.56. 256. Ing. et al. Ned. A. 1968.93-8. et al.. 1996. STOTZEM. S.307-11. 1988.2. p.1988.3027-8. et al. L. OH Res. J. et al. MESQUITA. L. v. et al. n. FUNATSU.6. v. 1984. 1997. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. v. Y.12.

QUEIROZ. A. N.309-13.. MITSUYAMA. 1996.10.7. et al. et al. Prod. J.1994. T.5.9.1990.l56-60. B. v. Trop.l. et al. p. M...29. v.. p. Fr. Biochemical Systematics and Ecology. MISAS. MONACELLI.469-73. 2002. Plant Foods for Human Nutrition (Dordrecht). Fitoterapia. E.l. 7-11. v. Agric.4. M. Planta Med.l.170-6. Cub. S.l.3. p.l9-23. 1986.1-9. p. Contraception. et al. MISRA.65. v. et al. S. p.3. n. A. S.342-4. p. p. I. S.5. n.5. MONGELLI. p. Ann. M. B. n.24. et al.45. n. T. Contraception. Rev. MINKER. F. Arg. v. MIRALLES. n. n. p.491-6. H.24. MONTANARI. n. G.. 1988. p.. Prod. 2001.43-7. MIYAKADO.l. v. et al.179-81. J. p.537-44. Rev. v. 1979. 1995. (Cairo). E. p.31.340-4.p. v. C.. MODAWI. T. n.1982. S. n. MOLINATORRES. v. Plant Cell Rep. v. p. v.3-4.2. p.1995. Planta Med.l 108-10.. J. Sci.381-4.171-5. n.60-2. Nat. MOHAMED.. M.793-806. n. et al.l. A..55. (Lloydia). v. .2. 1979. p. n.. MISRA. MIRANDOLA.p. MIRAMBOLA. G. Jpn. MOISEEVA.25-30. GAYDOU.2. n.l.199-203. MIZUNO. . MOCK. 1996. 1996. et al. v. Soedin. S. v. et al.. MONACHE. G. Herba Hung. et al.13-20. M. v. J. P. et al. n. v.33. et al. p.71-86. In: SAN MARTIN. Immunopharmacol. J. n. BEVILACQUA.59. MOAWAD.259-64.1979. Chem. I. MOHAMMAD. p. n.3. 6p. T. 1991. n. p. 1985.101. p. v. v. p.283-5.12. L.. M. B. v. 1995.198. International Journal of Pharmacognosy.2002. Life Sciences. Prir. Pestic. FUNATSU. S. n. n. J. n. S. 1989. 1968. Corps Gras.1986. v.47. M. p. MONTAGU. v. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. Sci. et al. J. 1995. Thromb. E. S. Pharmazie. Res. Journal of AOAC International.78. .16. 1997.. 1978..). v. A.. p. n. B. E.58.348. P et al..28. MIRO.37.44. 1968. YOSHINO. v. Protoplasma. n.7 . et al. Anais da XIV Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. p.. Res. Sci. Acta Bot. 1996 Heisei. Indian. MISHRA. v.6 (Suppl. MIZUKAMI. J. 426. 1996.371-6. p.6. Farmacognosia com Farmacodinamia. HUSSEIN.41.59. de Microbiol.6. et al.1853-9. v. p. D.5. Kokai Tokkyo Koho JP 08099889 A2 16 Apr. 1984.735-8. v. v. n.1998b. WOODWARA.1998a. Vitaminol. Indica. J. Rev. n.3. v.29. L. et al. v. n. p. 2002.53. n. 1999. 1995. Pesticide Science.571-2. MIURA. n. L. J. MONTANARI. MISRA. A. G. p. Phytotherapy Research. n.1-2. et al.35. Contraception.l.1984.44. v. MIURA.2. MISRA. Immunotoxicol.22.47.l59-68.l 18-21.MINGUEZ-MOSQUERA.275-88. C. MOHAMED. v. Nutr.335-9.. n.57. Phytother.l. et al. 1990. v. 1989. Med. et al. Nat. p. SESHADRI. Khim. 27. T. p. M.44. Editorial Científíco-Médica. p.. n. et al. E. et al. MIRALLES. Phytochemistry. R.553-6.

et al. MORAIS FILHO. 1991. N. DE 3546505 (IPC A61K-035/78. 1988. . p. .l. 1988.. v. p.1985. T C. Inst.989-95. v. Int. MORAES.1980. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Med. n. n. Offen. J. . MORAIS. MORITA.30. M. v. p. M. Anais da XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Planta Med. 1992. 1980-1981.269-74. Anais do XXXIX Reunião Anual do SBPC. 1992.. v. 176. v. M. Lett. M. H. Y.5. et al. S. F. 23. 29 Mar.. 156. MOROTA. J. n. West Indian Med.1996. MORRISON. Anais da 32a Reunião Anual da SBPC.MONTE. v. n.l37-45. 1977. M. M. FONTENELES. M. C. Anais da XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. n. Phytochemistry. et al. O. 356. S. p.38-42.54.. Journal of the Japanese Society for Food Science and Technology.3. L.1. 1979.360-5. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. et al.l. Bras.1985. 533. Appl. S. T. n. Anais do Congresso Nacional de Botânica.44. n. p. A. MOREIRA. F. O. p.31. H. p. E. v. 1989. n. 1990. MORITA. n. West Indian Med. E. Y S. v. M.2. p. A.34.l 17-20. C. Appl. MORITA. Chem. N.42.l. MORITA. Journal of Agricultural and Food Chemistry. MORAES FILHO. et al. Tropical and Geographical Medicine. M. 1989.184-8.3. 1977. n. p.1-2. 1985..12. Q. 89/83906.36. J.1987. v. et al. Rev. A. v. 1994. L. MORIMITSU.2.34. MORAES. p. 1990. MONTGOMERY. MOREIRA. 1986. n.1982.43. . MORRISON. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo).469-71. M. V.20 Aug. Anais do I Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. 3546505. et al. 1987. v. Bioorg. Lloydia (Cinci).. 1987. . J. 776-7. Kokai Tokkyo Koho JP 02264718 [90264718] (IPC A61K-031/ 335..4. M. Chem. E. A. p. et al. et al. p. n. C. MOTA. et al. ROQUE. et al.2.7. n. Buli. Y et al. ITOKAWA. 1996.Planta Med. MORI. MOSSA.2397-9. L. O. n.3. S. 1988. p. A... H.7p. p. K. Spring 1994. T. v. 1988.40. 1990.20. MORAES FILHO.1/2.38-42. 1986.. Anais do XXXIX Reunião Anual do SBPC. Crude Drug. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. . S. Planta Med. et al.40. 788.99-103. MORAES. 1987.172-4. Antibióticos. J. Anais da 34a Reunião Anual da SBPC. n. et al. et al. et al. Syoyakugaku Zasshi. 10. et a. MORIMOTO. et al. Rev. J. MOON.101-9. n. 776-7. MORALES. MOREIRA.368-72. Pharm. 1995. Ger. 627-8. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l603-6. Arch. .. R. p. WEST. et al. v. Res. C.l.23. S. v. 1982.1991. v.29 Oct. Res. MORETTI. v.West Indian Med. S. Med.4 Apr. 2000.36. n. p. F et al.8. C. et al.35.29-34. v. MORTON.39-47.. M. 1985. p. H. Farmacogn.

. n. 2000. Org.66. K. p. Chem. v. MUNOZ. E. p. B. Fitoterapia. Anais da 42a Reunião da SBPC.13. MOURA. K. H. C.37.. KUBO.182.73-4 (English) 1996.32.853-5.J. Trans. et al. J. M. G. 1989. ANSARI. p. v..26.l.7 2537-2543. 1979.. M. Sect. 1985. J. MOTEKI. et al. . Chem. Soc. et al. n.. .183-7. et al. et al.l.1997. MURALIKRISHNA.130.MOTA. p. A. A. p. p. v. CROTEAU. L. D. p. p. HASSARAJANI. p. Indian Chem. Indwn Chem. p.. p. K.45. n. n. B.66-7. v.4.l. et al. A. p. MUROI. K.2.2.2. J. v. v.1106-9.l.1990.. Phytochemistry. A. et al. Sci. n. MUJUMDAR.1993. Assiut Univ. L. n. v.2. et al. G. 2000... Indian Chem. v. Apoth. et al. p.. MOURA. n. n. 2002. n.163-5. p. V.l.64. Bose Res.86. et al.357-61. T.5. et al. K.213-14. v. 1977.1987.1988. 242. MULCHANDANI. n.1999. XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1-10. Biochem. et al. n. R. M. Carbohydr. 1990.2. S.. et al. Malaysia.J.5.. v. v.. n. A.2. Toxicol. F. 1993. I. Soc. n. et al. J. v.172-3. . H. T. et al. n. p.70. et al. 1988. M. 1985. MULHOLLAND. v. 1995.. p.7-10. .325-31. Indian J. et al. S.10. M. J. p. D. . v.55. B. Ztg. 2000.31. Sci.82. C. N. Chem.65. 1987. MOURA. Phytochemistry {Oxford). 568. C. Helvetica Chimica Acta 76. MURDIATI. v. K. et al. B. M. M. p. n. Prod. MUELLER. v. n.130. G. p. n. H.391-5.6. n. A. p.3. Int. p.279-80. DAMODARAN. Phytochemistry (Oxford).41. n. . MULCHANDANI. Res. T.55-8.l 19-25.70. O. v.69. Ethnopharmacol. 99. v.. 1997. MULHERJEE. Planta Med.7329-33. v. v. Anais da 40a Reunião Anual da SBPC. et al.34. et al. Inst.9.56. n.26. 1989. B. MURUGESAN. C. v. MURAYAMA.l51-2. et al.3. MUKHERJEE.55. p.3. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. 1993. n. Shokubutsu Soshiki Baiyo. V. MUKHERJEE. T. Biophys. 1987. 631. 1990.289-300. Cancer. MUROI. V. v. Indian Perfum. .9. L.7. Fitoterapia. L. Med. 1994. Dtsch.. n.40. v. Appl.3. L.1986. Bull. Planta Med. Ethnopharmacol. Pharm. 801.l. p. MOUSTAFA.445-9.619.1987. MUNDE.p. J.n.. FRANZ. S. Journal of Agricultural and Food Chemistry. et al.575-81. n. N. MUKHARYA. Indian Chem. 1986.4. 1985. S. J. p. Anais da 39a Reunião Anual da SBPC.1963. n.536-9.. MUKHOPADHYAY. p. I. v.36. N. M.. S. H. 631.l. Med. N.41 .4. v. et al. A.1780-3.29. J. v. Cult.757-60. Journal of Agricultural and Food Chemistry. MUSCHIETTI. v. V.4. p. p. MOULIS. n. 1986.2. n. MULLER.58-64. 1990. MUIR. et al.13. n. p.l085-6.6. MOURA.64. Incl. Planta Med. v. 1992. 1986. E. 1980.1963. A. n. B. n. H. et al. p.268-73. D. R. Arch.1989.. LAM. 1993. MUELLER.127-37. p. A.3. Nat. v. p. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. MOTOYAMA. P.. MUNGANTIWAR.J. MOURA. v. M. MUNOZ.. K. 38ª Reunião da SBPC. Soc. Oncol Rev. Ethnopharmacol. v.125-31.. T..10. J Ethnopharmacol.66.63. et al. et al. Soc. 436.

l. MYINT. Seikagaku. 1997a Heisei.48.2. K. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. v. T.6. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Chem.. et al.201-6. Phytochemistry (Oxford). n.1991. MUTSCH ECKNER. S. Lebensmittel-Wissenschaft & Technologie. .7. N.1985. Bras.244-5. Planta Med. Microfüms Int. NAKATANI. l l .293-6.J. A.417-21. et al.. Planta Med.27.1995. Chem. 1992b.l 19-24. v. DE JESUS FARIA. n. v. J.34..1979.3335-8. 125.6. Fitoterapia. NAKANO.MUSUDA.177. Phytochemistry. Jpn. A. v. Natur. et al.. MARTIN.. Food Chem. . p. V. 1990.759-62. NAGASAWA. v. v. v. et al. NAENGCHOMNONG. et al.3. et al.l95-205. Med. v.29. Agric. Perkin. n.3362-4. p. ALVES.278. J. p. p. Cancer Letter. J. 1995. v. 1990.36.. FARIA.204.47.2.1275-6.30. L. V. I. 2002b.3362-4. MWANGI. n.56. n. J.8649. Soc. NAHRSTEDT. M. v. et al.703-6. p. n. p. et al. v. Fitoterapia.12.2. K.249-50. NAGEM. v. Phytochemistry (Oxford). n. p. NAKAJIMA. n. Biosci. NAKATU. v.3/4. Planta Med. Tennen Yuki Kagobutsu ToronkaiKoen Yoshishu. p. v. n. p.25.64. Ethnopharmacol.1990.. p.135-7. v.. 1989. Agric. et al. 1991. 1996.. n. MUTASA. n.296-303.2. Phytother. 1976. Plant Foods Hum. n. T. N.l37-58. p.6.2.l.36.5. NAIR. n. p. n. et al. et al.56. Biol. 2000.. MWENDIA.32. n. T. H.. Fitoterapia. n. Avail. . R. M. p.1962.56.. Phytochemistry (Oxford).1993. p. p.. N. Phytochemistry. v. T. . M. H. p. v. W. T. Phytochemistry (Oxford).5675-8. n. V. et al. v.25. NAGAYA. Kokai Tokkyo Koho JP 09221496 A2 26 Aug. C. Phytochemistry (Oxford). V. v. T. n . NAKATANI. n. v. NAGEM..66. Anais da 16a Reunião Anual da Soc.4. . T. 3518. p. PN-86. v. T. v.30. n. T.1993. 186-8. A. NAKAMURA. NAGEM. 1990. et al. Nutr..37. NAKANO.30. S. J. NAGARAJA. p. H.50.2002a. A. p. n.1986. v. J. FERREIRA.. v.1985. S.5512-6. et al. n. 10. p. Plant Foods Hum.37. p. et al.4. p. Journal of Natural Products (Lloydia). M. Order No. W. 1993. NAKATANI. n. n. p. v.64-75. NAGASHIMA.40.382-3.1992a. p.3-4.1981. Chem. p. Rev. Int.3. Tetrahedron Lett. 1999.2.29. p.143-4..1987. . n.9. Univ. M.163-6. v. Pharm.3345-6. . et al.. et al J.10. 13p. v.10. Cell. v.Abstr. v.2107-12.307-11. J.Diss. NAKAMURA. Z.20.1990. et al. NADAKAVUKAREN.. Tissue Res.1995.449-52.2-3.54 . p. NAJAMURA.l 115-9. WDOUNGA. Latinoam. n. J.200-3. Planta Med. T Chem. p. Lett. n.5.17. n. p.5. p.. p. n. B 56.1986. J.2. NAGARAJU. Quim. Nutr. J..253-7. Sect. 1985. et al.283-5. n. Forsch. NAGEM.10..33. n. E. M. W. Phytochemistry. p. HASE.1. C.1983. NAGEM. L. n.44. 1979. NAGARAJA. v. et al. G.29.DANN97521 From.J.4.1986. Y. M.. n.517-9. Am.56. Ethnopharmacol.2002. Quim. p. p. S. Pharmacol. 1993. et al.1990.47-8. et al. v. T. et al. K. p. p. . C.1997.81. n. NAKATANI.

K. . DUTTA. p. S. v. C. l 1 . Anais da XXXXIX Reunião Anual da SBPC.9. et al.J. M.12-16 (Vietnamese) 1997. n. T.. p. NASCIMENTO. et al. J.61. 1996.2.327-8. (Tokyo). J.31.1980.1977.146-53.1986a. v. NEIDLEIN. Anais da XIV Reunião Anual da FESBE. Bull (Tokyo). p. Nephrol. . 1987c. p. p.1988.97-108.23. 826. . Pak. n. v. Pharm.4. Tap Chi Duoc Hoc. v.125-7. A. NAMBA. NATH.264-6. p.9. n. (Tokyo). Q. .2735-6. p. v.23. p. 1987.. NEGI. M. 1987. 26.598-600. NASCIMENTO. 391. p.43.242-4. M. F. Anais da 48a Reunião Anual da SBPC. n ..2. Sci.12. TAMOTSU.9.163-72.25. Arch. NERALIYA.J. P.6. v. 1996. p. 1999. n. Ethnopharmacol.10.. n.l831-3.24. P et al. n. J. 826. Transplant. 1994. NETO.1987b.. p. NASIR. p. n.17. 1997.2. Pharm. K.26.l. Prod. n.l.313.. et al. NAVARRO-RUIZ. Bull. R. v. et al.467. Pharm.Journal of Ethnopharmacology.6. 1985. R.. Vet. SRIVASTAVA. SAITOH. Chem. 189. NGOUELA. M.l.1998. NAMIKOSHI.l. p. et al. n.107-18. Bull.1988. NEVES PEREIRA. v. Pharm.2. J. p.2002. M.243-7.19.1986. . M. Dial. n.1986. C. n. . K. Chem. NEOGI. p. n. . D. C. R. NEILSONJ. S..3568-75. 36159. 1986b. p. Aust.35. et al. n. v. NETO. General Pharmacology. p. T.28. R. et al.35. Shoyakugaku Zasshi. n.2. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.15. MORS. Exp. 1994.1981. C. n. C... M. Bull.54-8.1996. Sci. M. n.570-2. Protein.1997. S. n.50. p.NAKATU. 1989. S.Ecol. p. L. Pharmacol.79.3. n.43-7. Phytochemistry. v. et al.2.2. et al.4. General Pharmacology. 108. 36. v. Indian J. J. NASCIMENTO. Biol. B. M. Journal of Advanced Zoology. n. v. v. v.2. v. Ind.J. . Chem.81-7. Nat. Sci. p. Pharm.8. NAMIKOSHI.. et al. . Seikagaku.60. Phytother. l .l33-8. N. NGUYEN. DALDRUP V. Pept. p.ll.l 175-94. Phytochemistry. v. 446. et al.3597-602. v. NG. p. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. BURREN. et al. T. Chem. et al.1987a. K. p. A. A. et al. B. v.2761-73. . Phytochemistry..43. NASCIMENTO.75-7. n.566-8. E. Ethnopharmacol. K.8.. v.35.7. Essent.l91-3. 1964. v.2.. Ethnopharmacol. p. M. B. n . .1994. M. p.1976. et al.39. p.21-9.13 . v.l11-14. NAMIKOSHI. S. NETO. S. p. Pharm. J.. Indian J. n.1998. Indian J. et al. S. Int. J. p. Anais da XXIX Reunião Anual da SBPC.3568-75.575-90. v. et al.1983. 1987. (Weinheim). Anais da XXVIII Reunião Anual da SBPC. v.51. Ethnopharmacol. v. Pharm.1992. Oil Res. .J. Pharm. NERI. 1985.35. v. Res.1997. v.9. Phytochemistry. NANDA. n. p.l.379-80. Res. J.1988. A. et al. Chem. V. v. NERKAR.3. W. v. 1991. n. v. p.1994. 58.55-61. n.. n. Res. NELSON. U. n.18. n.21.

9p. v.85-7. Essent. Planta Med.. et al. Soc. 86/49164. . NIETO.1998. A.l325-35.Antibiot.. Pharm. 1986.67. et al. Oncology. Phytochemistry.20.l.6. Planta Med. n. p. J. p. T.3. v.624-5 . Jpn.9. Brit. n. p. v. Tap Chi Hoa Hoc. n. v.et al.781-5. Food Chem. v. et al J. v. et al.NGUYEN. NOVELO. Soc. Prod. Colombiana Cienc.897-902.259-61. NIE. n.5. Res. West Afr. Planta Medica. Oil Chem.2.33-6. Journal of' Ethopharmacology. n. et al. et al. ODEBIYI. Toxins.l.5. P. R. NUZELLLARD. p. Am. K.253-5. n. 1949 NISHIMURA. E. p.43.1976.1985. . NOVOA.l. et al. H. Parasitology Research.5.350-4. Appl. p. Prod. v. Rev.1990.144-6.1728-6. Jap. Indian J. OBASI. C. Q. n.. NORRIS. et al J. NOZAKI.507-7.62. NOPITSCH-MAI.3.6.1996. p. L. et al.37-48.49.480-1. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. J.1990.358-8. p.3.157-9. p. PZ Wíss.309-18.30.50.1985.9. D. Natural Toxins. v. p. et al. n. NODA. B.l. N. v.J. p. Nat.. NISHINO. Colombiana Cienc.T. K. v. G. NOAMESI.2. STIPNOVIC. NIU.1980. H.2. J. 47. p.4.38. n.244-8. B. v. Prod. p.n.10.30.2.. J. Nat. v. v. n.1978. n. p. Pharmacol.10. J.546-9. p. et al. IGBOECHI. v. S. W. OELRICHS. Planta Med. p.. Am. N. p. S. n. NOAMESI. n. Pharm.36.p.1987.1989. Químico-Farm. S. v.16. v. n. 1997b. C. N1GRINIS. N. v.p. p. n. R. 189.1995.1995.201-8.82. P. B.1991. D. 1992. n. Chem. B. 1998 NUNES.135. A. B J. J. NUNES. GB 2246128 Al 22 Jan. 1977.11 Sep 1987.1991.4.1993.7.. OBASI. NIGAM.43. Oil. p. v. et al. 195. . Nat. Oil Res. (Tokyo).1991.27. Agric. n.l.5.3.634-7..5. Rev. v. n. NICOLA.337.. M.l5. 134. v.59. p.56. Drug. n. N. T. X.139-42.61.1993.1996. H..5. D.v40. v. n. Farm. Fitoterapia. et al J. n. Nat. UK Pat. NGUYEN. OBERLIES. n. p. Chem. n. B.4. v. n. v.37. Chung Kuo Chung Yao Tsa Chih. p. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. A.421-3. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.53. p. p. Exp Med.100-3.29-30. ABOU-DONIA. NOMEIR.159-62. O. C. O. et al. B. p.297-9. p. p. v.2.12. p.17-19. M. 1986. Boll Chim. L. v.2. B. S. n. NTEZURUBANZA. NGUYEN. J. O 'BRIEN. R.7-14.1988. Kokai Tokkyo Koho JP 62207287 [87207287] (IPCC07H-013/06.5. et al. B. . E. H. p.39. Buli.. n. C.3. p.4.4. et al.344-9. NUNES. v. et al.1997a. M.6 Mar. Químico-Farm. n. Acta Botanica Yunnanica. et al. Fitoterapia. v. v. v. B. NORO.1994.1987.4. n. .6.5.50. NISHIKAWA. n. v.1993..1985. I. et al. n. et al. Phytochemistry. NOK A. D. n.N. p.48-8. et al.1982. n..Anais da XII Reunião Anual da FESBE.31.1105-11. et al. OELRICHS.59. O. . Fitoterapia. Appl. p. F. O. 1986.1986. H.302-3. Chem.. Org. 1998.. v. K. T. Planta Med..11 3819-21. NILUBOL. et al J.1977. et al..1989. v..1990..56.1984. n.1996.. et al J.945-7.

Pharm. OLIVEROS-BELARDO. 67.4. OGURA.2650-2.l33-5. M.333-6.. v. n.198-9. G. p. Phytother. n. L.91-7.347-51. . OKUGAWA. 1998. v.B.1984. v.3. n. v.1983. 1984.1980.1986. p..115. O. Crude Drug. M. O.64.243-226.2. p.l. Lloydia (Cinci). p. p. v. . Fitoterapia.1982.3. OLIVEIRA.2. Planta Med. p. 27. Phytochemistry (Oxford). p. et al. p. n. n. Chem.. Bull. et al. E.12.1993. p.43..34.3. M. v.42.4. p. n. n. OHMOTO. A. . J. O.l. v.40. OKAFOR. 189. v.605-8. Chem. et al.1997. v. O. et al. ONAYADE. et al J.1996. Commun. 137-9. Journal of the American OH Chemists' Society. v. G. Tennen Yuki Kagobutsu Toronkai Koen Yoshishu. Phytochemistry. Pharm. OLIVEIRA. p. v. Pharmazie. Phytochemistry (Oxford).10.1986.14. Shoyakugaku Zasshi. et al. 1984.2414-2416. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1-21. Phytochemistry. OKJAR. v. n. 25. et al.l. J. p. .OGA.1987 . O.12. n. Planta Med. n.1986. 1996. v. E. F. et al J. v. G. 1986. Ethnopharmacol. A.18. ODEBIYI.. OKWUASABA.2871-4. n.l. p.347-51. Lloydia.1987. p.24. G. J. OHSAKI. Res. J.281-287. v.68. n. 1995. Phytochemistry (Oxford).279-86. A.1981.2. Lloydia. Fitoterapia.1.l57-61. n. v.4. 253-8.1977. 1987. OLIVEIRA. . OKUYAMA.39. O. p.332-338. Pharm.4. ONAJOBI. et al. . et al.41. R. Prod.1987. v. J. v.2.2002.35.. 1987. ONAWUNMI. 1990. 1976. Chem.l 55-257. Planta Med. n. . OLIVEIRA. . et al..5. n.2.36. Ethnopharmacol. OKUNADE. v. n.12. p. A. Bull.30. p. p. n. n.38. v. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v.4075-8.. 1997.2. et al. A. F. 2001. Q. M. E.9. n.. 37th.2.3-11. OKUDA. S. v. et al. p.3. p. p. . Ethnopharmacol.4. p. O.303-6.. n. 123. Chem. OJI. T. et al. Res.41.1991. . E.64-8. Q. . p. p. Philipp. A.205-7. Planta Med.1988.44.4. M. v.51. p.l. O. 123.76. n. OMARA ALWALA. p. J. Fitoterapia. T. A. n.. Flavour Fragrance J. 1986. n.1991. v. n.9. p. OJEWOLE. 1995. OLIVEIRA.21. Phytochemistry. n.151-3. n.l. n. Nat. Chem. p... p. n. O.1988. O. et al. n. G..139-41.73. n. H. OJEWOLE. v.26. Planta Med. n.578-81. 1996.912-4. Res. ONAWUNMI. et al.2.2.4. OJI. n.21. et al. 1991. p.15. Sci. O.2000. OMIDIJI. n.l08-15. Int. Bull. v. v.J. L et al. .. 2001. Journal of Ethnopharmacology.7.40.443-6.1-16. O. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.54.5. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. D. .55. Phytother.J. n. et al. v.7.1988. 1993. T. p.60.2171-2173. OGUNLANA.2.. p.101-5. Discovery and Innovation. p. ONAWUNMI. v.157-68.29-41. v. v. Soc. v.

1996. et al.47.J. et al. PAKRASI.2000. Contraception.1979. n.5. v. 1989a. n. OSHIMA. et al. et al.3. et al.19-23. A. Alimentaria (Madrid). et al. W. et al...158-62.. M.2986-91. Chem.. Pharm. n. Experientia. Anais da XXVII Reunião Anual da SBPC.8. Cirne. ONTENGCO. PAGOTTO. A. v. 165.1990.5.31. ONYENEKWE. ORTEGA. F.1978. A. PAIVA.3. A.26. C. n.2. n. Chim. G.44-7. J. Farm. L J. p. PAES. Chem. p. p.2001. p. M. PAGNOCCA.2000. n. v. PALANICHAMY. p. v. v. OTERO. p. PAGAM.1987.1283-5. .15. v. PAIXÃO.. n. v.1996. n.9. 109. L.34.1985.32. p. . et al.475-80.1986. T. Jornada Paulista de Plantas Medicinais. .. n. et al. p. Zootec. OSIANU. n. PAKRASHI. Fitoterapia. R. Dematitis..20. 2000.6-10. A. Biochim.3.7.l. p.1996 ORTH. Anais da XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.4. Sep..l 192-6. S. p. OPUTE. S. Phytochemistry.. Quim. Letters in Applied Microbiology. v. Toxicol. p. Bot. Farm. Pharmazie.1997. Biol.273. v. C. 2. Y et al J. et al.1995. Contraception. PAKRASHI. P. ORTEGA. R.14-8.55. Araraquara. PAKRASHI. Indian J. p.. p.1992b. C.14. n. B. n. Exp. .43. 108. L.l 101-5.1976.l 1.1988. et al..l.. p. L. et al. n. V.l79-80.30. ORSINI. I.1990. v. OSAKABE. v.517-29.1978.l78.2015-6. p. C.1995.45.601-6. F. et al. Jpn.1. Food Cosmet. p.1989. C. G. n. v.. p.437-9.5. SHANA.73. D. OSPINA de NIGRINIS.1996. 1996. p.37-47. 78. D. v. I. 1974. M. Ethnopharmacol. NAGARAJAN. p. Biol. 485. Contact. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. G. Alimentaria. p. v. F. A. Pharma Prat. Commun. n.3. p. A. A. Cercet. Colomb.1992. Exp. Chem. v. K. Anais do XIV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil.. C.12. F. v..16. p.38. p. Arch. PAL. Exp. p. Ecol.l 16-7.9. v.737-8. n. n. ORTEGA-NIEBLAS.46. et al. p. A. v.1986. v. n.4. C. et al. Phytother Res. M. 275.47-9. p. B. p. Chem. n.1995.39. C. n. Stud. Buli. v.17.l74. D.176-80. et al. n.1-2. A. N. J. S.1977. Soc.1978. p. SHALA.. Kokai Tokkyo Koho JP 09234018 A2 9.l99-206. p. PLATT. Cell Biochem. PAGANINI.456-9. Pharm. M. et al. Indian J.281-2. L. L. Sci. et al. C.1980. J. PAI. PAKRASHI. Acta Manilana. 1995. et al. OZDEN. ORTEGA-FLEITAS.ONO.61. 1997. v.457. CIURDARU.5. n. Phytochemistry. S. Indian J. K.58.17.l 16. A..1999.1979. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.69. n. CHAKRABARTY. Boll. Contraception. 1992a. ONWUKA.6. M.13. et al J. n. n. v.2001. Tropical Agriculture. p.l. Grasas Aceites. v.T et al. PAL.233-41. ORABI. R. OPDYKE. OSMAN. PALERMO-NETO.628-9.1995.385-9. p.1990. HIRUMA-LIMA. et al.10. G. v.22.129. Y. et al.49-54.34. v.523-36. Phytochemistry. Food Agric.1985.276. OTAKE. v. F. M.65-72. v. Funct. PAKRASHI.5. et al.34.l. Anais da VII Reunião Anual da FESBE. n.29.20. p. v. P. Rev. v. v. n.1325-30. v. A. v. O.39-42.

LI.J.51. G.1989. Nat.21. v.l359-60. v. n. . J.1996. Protoplasma.1995. v. et al.. v.187-94. P.1996.325-32. p.31. M. S. PASQUA.271-3. H.36. D.l 1. p. v. P.7. . . DELAVEAU.v.6. PARLERMO-NETO.1986. M.595-7. n. M. Journal of Ethnopharmacology. J. J . Orient. PAYA. Ser. Food Chem.470-4. p.57. PASKA.1968. Crude Drug Res. M. p. Quart. p. Compt.4. Planta Med.53. J.200-2. Toxicol. PARK. v. et al.1990. C. SCHIMMER. v. W.189.521-5.577-80.2. et al.1057-66.1978. PANTOJA. v. J. Hosp. FREITAS. v. PARMAR. B. Nephrology Dialysis Transplantation.23. p. v..1991. et al.63. ] Etnopharmacol.24.5.59-61.1989a. p. S.7. v. P.9-16. O. Phytother. v. et al.49. n.43. n. v. n. PAULINI. et al. 132-42.6.26.20. et al. n. 39. Phytochemistry. 1967.271-3. J. 1997.267-70. p. Mutagenesis. Pharm.2. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. n. n. O. Pharmazie. Pharmazie. A. K. PENG. PAUMGARTTEN.1989b. Sci. . Phytochemistry (Oxford). KAR. v. Pharmacol.8.1987.3. n. PANDEY. v. PATNEY.913-15. et al J. A. v. 108. et al. v. et al. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE.3.1998.2001. E. v. n. p. v. Journal of Ethnopharmacology.101-5. 1996.. GUPTA. B.4. n.53. .5.31. p..82-3.3.52. n. PARIS.5. PASCUAL.1999. p.2. et al Biochemical Sytematic and Ecology. v.2. PENELLE. et al J.27. Journal of Ethnopharmacology. J. N. B. PATEL.40.12. Acta Chem.40. Phytochemistry. v.1999.5. PELOTTO. Scand. et al. P.1965. n. v.PANDA. v.52. n. C.8. O... et al.4. p. et al.446-50.67. p. N. p. v.1995. Probe. M.1583-92. PATWARPHAN. S. M. n.4.l. v.44. MORS. n. et al.17.296-7. R et al. p.3. n. p. Prod. C.l 158-63. Res. v. v. PENG.. Yaoxue Xuebao. .8. Yaoxue Xuebao..2000. v. Gen. Nat. PARODI. Journal of Ethnopharmacology. p. et al.30. . PARRY.. F.. p. n. V. Volume Date 1995. J.52.1539-41..260.J. Phytochemistry.l 1. F. n.879-83..5. J. n. n.11. p. n.1996 .1-2. 2001.1991. Crop. 10. P.501-4. p. A. p. R... Mutagenesis. S.1991. Tetrahedron. n. PATEL. n. Nat. . J. D. et al.l63-6. lndian Drugs.. p. p. . p. 1992. et al J. p. p. n.7. n. 294. P.2002. n.5. v.l595.. v.11. p.4. n. et al. Rend. J. p. PAPHASSARANG. 1998. Chem. A.1977. p. A.239-42.45-50. V.. n. p..l.1993.1987. PATIL. C.l.228-32 1996. n. PENA.1988.1988.5-7. R.58. 446.1996. p. . Prod. 594-5. v. PAULA. v. G.305-7. A.l.2. G. PAULO. p. R. Prod. p. p. ROTAR. S.5. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. 1989b. n.39-41. n.580-1. B41. Nat.321-2 (English) 1996. p.3.. n.56. PAULINO. PAULINI. p. PARENTE. Prod. Farmaco. v.. Hunan Yike Daxue Xuebao. n.795-802 1996a. S. et al.233-9. v. v.619-26. v.4.28. n. et al. . Pharmacol.1458-9. Phytochemistry. 1999.1987.1989c. B. p. 1986. H.964-6. p.48. PASCOE. Anais da XXIX Reunião Anual da SBPC. D. Indian J. Pharm. n.

1996.. p. Chemical Research in Toxicology.525-8. 1997. PIETERS. Phyton. A. Cancer Res. NORTON. p. et al.3.. Diss. n. v. M. et al J.29. TSE. PEREZ-MALDONADO. PERDUE. R. 1991. A.. et al.l. G. PEREIRA. N. BLONSTER. Ethnopharmacol.1. n.. Clin. M.33.2. Nat. n.53. PEREDA-MIRANDA.6. Br. et al. J.2.1974. Ciência e Cultura. PETTIT.67. Planta Medica. R. R Anais da XXVI Reunião Anual da SBPC. S. P. Exp. ANESINI.38..43. B. Univ.2429-37. v. et al. P. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. p..25. 1974. Chem. PEREZ-AMADOR.1986. J Ethnopharmacol. Nat.17-22.5. 302.1322. Phytochemistry. PHILIPOV. PERRY. p. p.5. p. PEREZ-GUERRERO.9. n. p. n. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. J. Perkin Trans.76. M. 1990...26. Prod.2. p.J.515-33. W. v.1997b. Sci.. N. M. Planta Med.1984. v. Indian J.2.465-8.337-9. J.1994. V. B. et al. .56.5Mar. L. S. Antimicrobial Agents and Chemotherapy.. P.5. et al. n.26. .. A. 1994. PIETERS. Phytomedicine.307-10. v. PEREIRA. v. PETERS. p. p. P. v. W. PIETERS. S. Arizona Board of Regents US. C.1990.555.27.607-12. Soc. n. DELGADO. n.2001.. p. n.279-84. et al J. v. n. p. p.38. v. n. .31. v.2971-4.1551-6.64. W.2803-4 (English) 1992. 129-31. 216p. v. A.833-7. KULKARNI.6. p. p. 1988. et al. A. . American Journal of Chinese Medicine.T. p.57. v. PEREZ. Order No.937-40. PIERS.182-5. The biologically active constituents of "sangre de drago".1993. H. Prod. R. v.2002. A. et al.1219-21 1997a.. p. n. n.99-102. Avail. v. PETCHNAREE. M.. PHAN.1054-7.54. R. et al.8. v.1993.918-22. 1995.23-6. Can.2623. Appl. PEREIRA.996-8. v. Vlietinck.53. PERICH. Planta Med. n. l l . et al J.. et al.23. DA9231869 From. n. Life Sci. p. p.J.1996. G.1991.1994. n. et al. . v. Abstr. v. R.1980. p.2. p. 1994. .2. Sci. Fitoterapia. PHADNIS. Int.169-74. E.1994.l. PESSOA. n. L. PFAU.2.12.l 77-83. W.PENG. n.. Nat. Med. et al. R.60.3. p. Journal of Medical Entomology. p.1994. n.l 13-7.1996. v.]. 872. a traditional South American drug. S. et al J.. p. R.4.5767-70. B 1992. et al J. p.6.51.. n. Pharm.6. Tap Chi Hoa Hoc...6.65. PETER.15. SOUZA. PEREDA-MIRANDA. n. n.9. Acta Pharmaceutica Sinica. n. p. R. Prod.l43-6. v.. Nutr. M J..19Jan. 1.1986.4. p.58.63. v. J.31.. T. 514-25 (IPC A61K-031/ 71. p. p. p. Chem.22.. p. I.5. PEREDA-MIRANDA.1989. P.1987. N.1990. et al. S. p. .. Chem. R. v. PEREZ. n. C. GASCON-FIGUEROA. Microfilms Int. Soc. S. 467683. B. v. D.1999.l91-7. Nat. R. 1992. n. 1995. H. C. J. p.76. Tetrahedron Lett. J. Phyton. Prod. v. v. n. n. . v. L. n . Anais da XXVI Reunião Anual da SBPC.56. PICHA. PETERS. n. 1974.2. PEPATO.Journal of the American Mosquito Control Association. v. J. v. v. n. et al. Perkin Trans. n. R. PEREIRA.581-6. 1988.12. Anais da 40a Reunião Anual da SBPC. P. G. 1991.899-906. C.81. v. Yaoxue Xuebao.6. 1978.11.1992. US4997817 (C1. PHADKE. C. C.

et al. p. Rend. Bradea 5 (Suppl.1997.833-41.1990.p. p. v. K. n. p. POLI. Technol. R.. 1995.. Anais da XXXVI Reunião Anual da SBPC. v. POTTRAT O.1981.10. Phytochemistry. P. 1994. POUGET. p. p.71-82.]. O.1949.48.1997.p.-Oct. Journal of Natural Products (Lloydia).1979. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.335-8. 1998..1997. v. K. n. PINTO JUNIOR. F. v. v. n. n. C. Essent. p. et al. v. GALAN. n. v.3.4. S..1991. et al.9. . Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. A.1987. A.101-5. PLOUVIER. n.103-127. v. 1998. 1993.2. PINO..25. Phytochemistry. 1994.2. p.1992.1994. v. et al. p. . et al. M.-Wiss. v. Contact Dermatitis. p.156-160. A. Lebensm.384-8.1993. Oil. . n. E. n.228. p. p.29. Ethnopharmacol. Nahrung. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.93-8. et al. n. PINO.1990. et al..279-82. n.J. M. A. RUKMINI.56. .l-118.76. 2000. Essent. n.1983.36. et al.25-33. S. et al.1997a.8. Trop. PINHO. v.PIETRO. n. et al.. n.1993.37. 1990. Ethnopharmacol. p. J.2320-21. PLATEL.365.467-8. B. n. Compt. V. PORROS..68-74. Food Chem. Med. p. R.1996. L. p.1992. p.5. n. p. et al.3. H. 88. Phytomedicine.. PINO. POLASA. 59. PORTILLO. n. M. Proceeding of the Society for Experimental Biology and Medicine.l23-4.217-9. POBOZSNY. Toxicol.36. v. v. Planta Med.41-5. 1984. p. C.346-50.1989. v.l. J.2. Ethnopharmacol. A. p. n.4. Nat. A.3. 258. B.).1605-8. v. Sept.41.. v.. Anais da XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. PINO. 2001. PLATEL. M. v. PITASAWAI B. PRAKASH. A. C. E.8. v. 258.203. Herba Hung. L. et al J. 149. p.10. J. n. PIRKER.l 8-25. PINHEIRO. PONCE-MACOTELA.3. p.l. Oil Res. ORTEGA. p. Nahrung. M.1997.4. PINTO.286. R. Oil Res. et al. Oil Res.2. P. SRINWASAN. 1998.1989. n.5. et al. v. . 547. v. Nahrung. 1998. v. et al. v. p. v.26..362-4. PISTELLI. Essent.44. 1985. et al. P.4.2.445-6.4. n. Public Health. n. .22. et al J.et al. Essent. et aí. n.2. J.43. G. p. p.3.1993.9. K. et al J. Rev Invest Clin.18. v.139-41 1996.155-61. Res. Nahrung. .. M.7. et al. International Journal of Pharmacognosy. Cancer Immunology Immunotherapy. PINAR. PINO. p. n.4. Compte Rendu Des Seances De La Societe De Biogeographie 66. PLUMEL.29. A. p. B. n. et al. p.J. Helvetica Chimica Acta. Oil Res. N.859-61. 1693-5. v. 87.23 .662-3. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. K. Alimentaria (Madrid). et al.l. J.33.763-6.9.3. PINTO.1990.. K. 1996. PINTO. C.33. p. PORRO. M. PRADHAN. B.J. R. Prod.1992. .l.J. v.853-4. v. C. et al.75. Southeast Asian J.5.. v. n.34. n.9. n. POMÍLIO. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v.289-95.

et al.72.519-30.l.185-92.. Immunotoxicol.63. PRAKASH. p. v. J.7833-42.11.2.2.1985.8.1986. 1993.221-6. v. C.3035-40. v. O. F. Phytochemistry. n.75-81. Journal of Food Protection. Indian]. K. Soc.685-6.v.51. Immunopharmacol. v. C. M. Monografia Unesp-Botucatu. R. v. n.l74-5. PURUSHOTHAMAN. v.ll. v. lnt. v. n.229.59.24.25.1997. v.304-5. n. Phytochemistry.. v. v.. n. Exp.24. QUADROS. et al. BRANDÃO. .2420-2. A.9.89-92.1-2.. J. QUEIROZ NETO. v.1988. 1988.1986. Indian J.2002. et al.l9-24. v.. n. PUSHPARAJ. p. n. v. n. n. QUEIROZ.8. Z. G. p.611-12. v. n. MURTHY. QUEIROZ. Cancer Letter. n.2.12. PRAZERES.1987.26. 1996 QU. Crude Drug. L. v. p. et al. et al. n. et al..3.12. 1996.47. Nat. A. v.1977. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. O. PRASAIN.23. 133. J. Pharmazie. B.18.858-61. p. et al. et al. p. p.13. QUEIROGA. Fitoterapia. et al. p. S. 1980. v.5. . 1992. n. A. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. B. PURUSHOTHAMAN. Phytochemistry. v. PUSHPENDRAN. P. p.l.18. 246. PURI.2.53.183. Materia Medica.1986. n. 109. n. S.l-2. J. Bot. 1995. PROLIAC. Life Sci. p.l. n. et al. Biol. K. D et al.l 15-9. Ethnopharmacol.304-5. PROLIAC.l. p. p. PUATANACHOKCHAI.14. Estudo do efeito analgésico de plantas medicinais da família Piperaceae.18.6. A. PUGAZHENTHI. n.. QUEIROZ. . 22. 320. I. et al. A. Pharm. n. p. p. p. RAYNAUD. et al. p.1987.2000.287-94. PRASAD. Pharmazie. K. et al. H. Tetrahedron. et al. p. S.. PRIESTAP.673-4. 1988. 1988. REIS. S.9-15.57. p.5. Journal of the Science of Food and Agriculture. Ethnopharmacol.. K. L.3. Prod. . P. Biochem. p. et al. p.1991.5. p. I..196-9. B. v. A.PRAKASH.484-91. v. 1989. J. Phytochemistry. n. Ethnopharmacol. Indian Drugs. 6/9. et al. et al. R.3. v. M. p. PU.1971.1990. J. p.Plant Foods for Human Nutrition (Dordrecht). n. C.1996. . n.59. p.2000.l579-82.2001. et al. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. J.. J. Bras. n.6. n. n. J. p. Biophys. R. China Journal of Chinese Materia Medica.6. et al. n. S. et al. Anais do X Simposio de Plantas Medicinais do Brasil. n. p.23.1996. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 2000. 5/9.41. C.367-82. .1996. QUEIROZ. 1996. Tetrahedron Letter. 320.33. Commun.71.69-76. Res. A. 1975. L. 273.70.10.143-4. 1996. Res.58. 2001. Clin. J. Biochem. v. n. Chem.l 129-30. VASANTH. QUEIROZ NETO. QIAN-CUTRONE. QUESADA. Acta Helv. K. .2. PUPO.28.. .429-32.465-8. Rev. v. v. p. v. PRAKASH. v. K.. p. L. A. 16.1988. 1993.535-47. K.

v. Indian J.67. n. SHAKIROV.41. RAMSEWAK.349-62. Y. v. K. Biol.2.68. RAMAN. p.14. RAINA. Pasteur Madagascar.l. Cancer Lett. v. T.. n.321-7. Phytochemistry. v.179-82. GAIKWAD. J. V. 1975-8. v.1987.517-20. n.2. v. Res..40.5. v. n.9. V J.1994. et al. Phytochemistry (Oxford).P. Prir.81-7. et al. n.2. p.261-71. et al.869-72.2002. A J.56.58. RAGASA. et al. S.1982. 6/9.1987. D. et al.70 (Sept. n. et al.1997. T. et al. A. Pharm. R.. RAKHMOV. v. B.67. et al. RATNAYAKE.2001. n. Phytomedicine. v. p.48. Res. A.1988..37. p. p. Drug Dev. RAHARIVELOMANNA. R. n. Anais da II Reunião Anual da FESBE. v. n. 313. p.3. Seances Soc. L. n.57. Soedin (Tashk). v.l.. n. R.517-20..2000. Anais da XXXIV Reunião Anual da SBPC.QUETIN-LECRERQ. Oil Technol. Pharm.1978.. Prod. v.l 107-10. L..10/11.J.1985. . n. C. p.267-9. Med.1985.2. L.1986. p. n. v.19. RAFATRO. p. et al. 236. S. RAKHIMOVA. Khim. R J . RAFFAELLI.56. 6. A. Indian J.27. Food Chem. p. v. H. et al J. B. Pertanika. n. RAO.40. p. et al. v. RAO. Med. C. Indian Chem. v. Fil. RAMOS RUIZ. Essential Oil Res.2002. p. v. S. F. RAKOTONIRAINY. v. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. et al. n. p. S.l.. v.. n. India.19. 123-7.9.. v.9. Soc. Indian J. p. Arch. Nat. A. et al J. LAU.4.3. v.1980.16. O. R. v.2. p. D. n.76. 509. Ethnopharmacol. Bangladesh Acad. R. RAJENDRAN.. n. 1995. R. et al. n. Ethnopharmacol. Sci. M.. n. et al. RATH.1978. et al. n. 777.1996. Nat. 1990. p. et al. Khim. 1988.1990.2. v. Indian J.3.1053-61. Soedin.52. RAHMAN.63-4. n. n. A.1990. p.26. . p.8.81-5. M. p. n.5.V. v. QUEVAUVILLER. Assoc.1988.1979.3. p. p. n. S. RAO.).1988. P. RAJASEKARAN. R.51. N.59. v. RAO. v. et al. 1997.13. v. p.223-31.67. et al. Planta Medica. Res. .1979. RAI. Phytochemistry. RADHAKRESHANAN..2001.1093-4. Phytochemistry. Curr Sci. p. et al.. Phytochemistry. n.l. et al. A.384-6..4.3. K. n.3.). Chromatogr. M.1997. DASAUNDHI. RAO. RATHRI. p.65. p.. C.1996. p. p.. K. 1225-30. p.171-6. Anal. P. v. n. v. n. p. Sci.5...236-3.170. et al. S. FOUSSARD-BLANPIN. N. v. Inst.51. A. 1187-1188.1999. RAE. 1976. et al. Food Compos. v.. p. Biochem. et al. RAPPARINI. et al J. p. v. P.729-32.3.6.81-7.492-5. Pharmacoi. 1989. Fitoterapia. QURESHI. RAO. et al J.681-7. v. Agric. Phytother.l. Phytochemistry.1979.3. Prir.l. A. RAHMAN. P. v. Prod. RABE. N.207-214. et al. p. A. et al J.l. PRAKASH. n. S. p. J. Journal of Ethnopharmacology. p. V. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil..l24-7. C. Biochimie (Paris). n. p. S. et al. A. K.J. RAMOS.36. n.269-75.l. et al. Phytochemistry.l557-60. QUIJANO.1990.86.1987.21-4. p. N. V.40. RAI.5.70 (Sept. p.1989. 1994. RALISON.57-61.. G et al J. S. RASTOGI. G. 1997. 1. Sei.405-8. p. RAMESH. S.170-1.3. RAMACHANDRA.103-4.1996.1992.45.

. A.1985.. REDDY. J. p. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. p. v. K.17. S.3. RESTREPO. v.J.Essenze. Chem.503-10. M. et al. Inst. R.614-5.J. et al. R. n .. p. H. M.. 1986. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. H.37. Trans.56.l.65. M.1988. Bot.61-6.58-62.303-7. Mem. v.. 9. RAVI.15. et al. M. RAVID. 1988. v. Flavour Fragrance J. p.703-14. T.9.1996. p.. R. 1989. v. RIAZ. . p.RATNAYAKE-BANDARA.J. M. n..1984b. 10.1993. DUQUE. Soc. REEVE. RIBEIRO.52.J. Pharm. R.6. RAY. R. et al.3.38.. et al. Photochemistry and Photobiology.1976. 1987. Bot. Agrum. v. Inst. REBUELTA. RETAMAR. 1986.. 300. et al. . Bras. S. 138. Essenze.2. v. RIEL. REDDY. RIBEIRO.1995. RIBEIRO. 300. p. R et al J. V. et al.317-20. n. v.1986. Perkin. Deriv. 764.1993.. v. et al.4.813-17.11.l-2.2002. n. p.. Soc. Oswaldo Cruz. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l. et al.191-5. et al. v.1988. RAULINO FILHO. p. n. n. Nakasone Rivadeneyra. K. n.34. W. n. H. RAZA.32. J.447-52.261-70.1977.317-20. . REISCH.. Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.315-20. n.1976. et al.12-19. Phytochemistry (Oxford). p.171-4. 21.82. p. n. M. Cavinilles.1983-5. et al. Peru. p. v. M.4. n.58. J. p. L.361-4.1995. p. A. v. n. B. et al J. M. 64. J.2002. n. p. Agrum.65. KAWANO.362-4.1993.1988.J.36-41. et al. Quim. Nat. v.6. REDL. p.79.1995.. n. Etnopharmacol. Inst. Cavinilles. 41.. v. p. et al. Phytochemistry (Oxford). Phytochemistry (Oxford). Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. Anais do II Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental.3. RIBEIRO DO VALLE. R. p. REIS. M.67. Farm. A. Anais do II Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. 41. 56. n. M. P. p. v. 262.30. 1996 RAWAT. v. World Journal of Microbiology & Biotechnology. et al.. Indian Chem. Sci. Etnopharmacol. p. et al.783-4. 7/9. K. et al. Deriv. RE. v.60. S. A. et al. Prod. K.1990.1997.. F. Phytochemistry. Rev.l. 1994. n. n.1995.40. p. MAJUNDAR. Agrum. RETAMAR.1980. REINA. R G. n. et al. 1994. 1992. v.C. n. REDDY.9. E. REES.34.4. Pak. 31. Ind. v.l. . . A. 176. v. RIBEIRO PRATA. v.1990. . v. n. n. Anais da X Reunião da FESBE.249-51.74. A. Planta Medica. RIBEIRO.4. L.3.2.58. A.1995. Prod. v. l 1 . Soc. n. n.56. M. n. Etnopharmacol. et al. Biochemical Pharmacology. I. Bol.Rev.l.57-63. L. E.4.218-20. An.2. Bot. Quim. et al. 1984. p. Sci. 1993.l.65.54. n. v. 3.355-8. p. p. p. REYNOLDS. v. A. v. An.l730-4. n. P. . REATEGUIGONZALEZ. U. J„ PODPETSCHNIG E.3. J. 1639-42. Econ. p. p. 1998. n.29.459. et al. Deriv. Nat. Colomb.1994. Res. S.. A.45-53.

ROSEN. A.381-7. L. Ver. ROEDER.135-44. 42. v. v.5.30.1223-7. Basic. 166. Anais da II Reunião Anual da FESBE. p. ROJAS.l48-62. n. v. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. W. HAUN. 6. v. n. RODRIGUES. n. et al J. 1992. A. RODRIGUEZ. (Seoul). H. ROMAN-RAMOS.5. .13.1989. L. I. ROUQUAYROL. M. n. Behav. 1995. Anais da X Reunião Anual de FESBE.2417-18. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v.2. p.1967b. 186. V. n. Biol. A. ROBLOT. Chem. . RODRIGUES. Acta Amazônica.Anais da XI Reunião Anual da FESBE. ROSAS. RODRIGUES. Bras.1987-94. et al.6..101. n. Qatar University Science Bulletin. A. ROMERO. ROTZSCH.71. Aliment. Phytochemistry (Oxford). et al.543-6. B. n.9. 2000.. et al. v.1999. p. 1996. A flora da Amazônia. p. SIMEON. p. p. n. n.10. Microbiol. et al. et al.1994. TAKAKI. toxicidade e metabolização in vivo e in vitro.367-71. et al. H. v. A. 279.79.1986. . et al. Planta Medica. 1997. 73.l0. n.60. M. RODRIGUEZ.1988. v. J.53. v.87.1741-52. Varasarn Paesachasarthara.4-6.1725-40. 113-9.. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l. RODRIGUEZ. RIPPERGER. ROMO de VIVAR. v. A.387. L.30.RIGGS. A. Belém: CEJUP. Pharmacal Res. P. Desidrocrotonina: Atividade antiulcerogenica. p...261-7.7. et al. F. Anais do 1o Congresso Brasileiro de Farmacologia e de Terapêutica Experimental. n. G.l. p. p.93-8.1989. M. v. p. 113. L. v. 1988. n. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1982. C.9. v. A.281-5. Phyton (Buenos Aires). T. A.2450-8. p.5-10. VILLAR. n. et al. 1986. D. A. p. M. ROCHA. K. Southern Medicai Journal.34. n. Chem Ber. . ROCHA MOTA. v.7. L.4. F. 241.1980. J. p. E.1967c. RODRIGUES. RODRIGUES. p. KIMURA. RIVERA. RIOS. Pesqui. Phytochemistry. v. M.42.1991. v.5.2.56. Cancer. v..1995. Campinas. 1998. Phytochemistry. E. p.. v.40. B. p. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. 1997.138 p.65. p. 1982.2. M.6-11.100. et al. n. A. et al. Chem Ber. et al. et al. p. Anais da XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil 127. 189. 1991. Biochem. R. 89. ROSSI-FERREIRA. 2002. v. Aug.9.n. et al. Tecnol. p. RODRIGUES.l. et al Arzneimittel-Forschung. ROCHA. S. SCHREIBER. . 1993. M. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. v.183-190. A.11. Arch. R. 1988. et al. v. .. et al. et al.1991 ROJANAPANTHU. 1989. D. n. n. J.100. Phytochemistry (Oxford). et al. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.1988.. FORDICE. p.p. RIZK. Tese (Doutorado)Universidade Estadual de Campinas.1-2. v.522-6. 1998. 311. ROCHA.42. R. 1987. 1999. J. M. 1996. 1998. Fitoterapia.5.1992.13. 1994.3.1968. et al. RIPPERGER. F.. p. M. Med. F.12. et al Journal of Ethnopharmacology. et al Pharmacol. RIMANDO. 1703-6. n. M.. Sci Pharm. K. n. Z.L.16. A.4. J Ethnopharmacol. n. RODRIGUEZ-AMAYA. R.105-10.43. v. 6/89. 1989. p.2.. B. Cienc. A. Ber. D.l79-83.

N. D. n.2000. . SAKURAI. SAHAI.l 171-6. Phytochemistry. p. K. M.1249-56.ROW.1996 SAKSENA. Khim.6. SAHA. B.. p..28. A.188-90. 42. v. et al J. et al. v. RUZ. et al. L. N.19. p. AgricBiol.1997. Phytochemistry.1090-7.1991. p. T. n.39.2. et al. n. Phytochemistry. SACHDEWA.45 . L. Trop. . p. M. Am. p. SALEEM. J. ROZSA. p.2. et al.l. 1163-74.1980. Med. n. N. Yarinacocha: Instituto Lingüístico de Verano. v. Phytochemistry. Agrum. v. p.29 . Health. n.55.6.l 175-82. v. ALVARENGA. B. Memórias do Instituto de Oswaldo Cruz Rio de Janeiro. et al J. Carbohydr.. G. n. p.2002. S.144-7. 327. Trans. n.1987.1996.5. Chemical & Pharmaceutical Bulletin. M. n. L.1976. B. Chem.1994. Anais da XI Reunião Anual da FESBE..43. K. et al. Planta Med. . n. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.180. 1990. SAGAREISHV1LI.203-6.3. SAADJ. Chem. v.61-71. v. et al. et al. n. M. Soc.6.29. A.2.103-7. v.) 2. n. SAIKIA.456-9. D. p. J.5. v.9. R. et al. v. n. n.. 2001. 86.65. 1988.8. B. n. p. p.67. et al.1. 565-6.. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2506-11. 1980. T. L. 1984.l. et al.1991..86 (SUPPL. Int. A.3. T. M. p. SALAMANCA. 1990.423-30.l. Vet.201-12. A. v. 1991.. Lloydia. v. p. et al.1980.1365-70 1996.2. v. p. Res. Sect.497-510. ROY.284-6. S.87. v. v.1987. R.6.. Phytochemistry. Planta Med.2751-6.1987. p. n. n. Soedin (Tashk). International Journal of Oncology. M.6. Bull. SAAVEDRA.992-7. v. n. Pharmacogn. n.42-45. A. 1994. SAITO. ROWE. v. n.. n. Tetrahedron. 6/9.. p.1981.19. p. Chem. RYBAK.6. RAY. SAAD. v. J. J.2001. SERTIÉ..1994.47. p. C. Org. Etnopharmacol. Indian J. Indian Perfum.3265-8. Technol.45. v.. n. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. SAKAI.48.1986. SAITOH. F. v. L. Planta Med. n.. v.57. n. . Prir.v34.1988. . J.. n. v. et al. p.29.l. Essent. Planta Med.6. p. K. et al. A.5. M..5.1983. Chem. n. n. SAKSENA..6. p. RUPPEL.3. n. p. v.l6.5. 29B. p.6.1990. 187. Biol. n. A.. Exp. p. Essenze Deriv. et al. M.41. v. Catalogo de Plantas Utiles de Ia Amazonia Peruana. Int.4. p.1992. 1994. n.3. SALEH.1980. OH Res. v. n. N. SACCO. p. Chem.3. et al. SAHPAZ. .68-9. . SACCO. et al. v. Chemotherapy.l625-8. E.1989.298-303. RUPPELT.48. L. p. J.42.42.l6-17. et al.6. (Tokyo). R. M.1994. RUFFO. p. SÁ. V.60. S. S.535-9. Phytochemistry (Oxford).l. et al. Indian J. A. M.l 17-26. v.538-40. Res. SADIQUEJ. p. SACCHI. 1996a. et al. et al. Z. RUTTER. et al. p. A.143-9.. M. n. et al.757-60. G. RUECKER. v.47. et al. Phar.983-5. A.39. v. SAITO.1991. A.40-4.1996.. et al. Planta Medica.62. T.6. Perkin. n. p. 1992. Indian J. 1279-82. Fitoterapia.

387. P. et al. R. ALKOFAHI.211-15. Qatar Univ.66. M. SANTANA.6.l. p. v. et al..74-8. n.555-6. Res. .l5. K. p.1996. L. SAMY. Phytomedicine.. v. 32. et al. Editorial Científico-Médica. n. v. R. SANTOS. p.23. J.26.7.63. E.42. v.l 15-200.83. n. 1994. T. n. Fitoterapia. 1996.1997. 118. v.2. SANDHU. L. p. SANTANI. 1994. O. n. SANTOS.32. C.49. F. A. 1990.72. v. n. p. Indian Drugs.1994.207-13. Anais da 22' Reunião da SBPC. . SANTOS.1999. et al. M.177. v. n. et al. et al. SANBONGI. et al. n.34. 793. Indian Journal of Pharmaceutical Sciences. Anais do VIII Reunião Anual da FESBE.51. A.2. F A.15. 10. 1993. Med. R. 6. F..3. p. SANTOS. SAMA. p. p. et al.1982. n. v. et al. 129-36. 347.53 . v.1993.l7-22.76. SALUJA. n.7. p. Gen. 1998. V. A. v. p. Cell. Gen Pharmacol.705-7. . Anais do XIV Simposio de Plantas Medicinais do Brasil. 347. 580-4.2. p. . Ethnopharmacol. 1998 SANTOS. E. n. Anais do XV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil. 6. Indian J. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. J.237-9. p. 1987. SANTOS.212. SANABRIA. p. J. R et al.2.1998.1499-506. 1995. v.l33-5. QUEIROZ NETO.2..J Ethnopharmacol. et al. Phytochemistry.144-51. 50. SANTOS.. N. SANTOS. Lett. Revista Iberoamericana de Micologia. . et al. Anais da 34a Reunião Anual da SBPC.9. 1997.1998. SANTOS. v.235-40.1997. 1970. L.8. 103. Phytomedicine. 384. p.1985. Mykosen. SANTOS.738. C. v. v.. 1996a. v.67.3. I. D. p. 244. 108-10. n. . Ethnopharmacol.. lmmunol. et al. ADLER. C. C. Anais do IX Reunião Anual da FESBE. Rev. Lipids. R. et al.691-8.12. et al. A. 1986. et al. M.l. SANTOS. n. n. . A.. Anais da XI Reunião Anual da FESBE. K.1995. n.8. p. V. Quimico-Farm. v. Pharmacol. v. et al. Phytochemistry.19. 12. 1993.1996. p. SANCHEZ-MIRT. Farmacognosiacom Farmacodinamia. J. et al. n.77-82... SALT.Anais da XII Reunião Anual da FESBE. n.10. B. v. Bragantia. R. T.2. . SANT'ANA. v. A. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. MATNILLA.55.95.F.. Reunião Anual da FESBE. p. SANKARANARAYANAN. SANNOMIYA. SANTANNA TUCCI. S. p. SAMMOUR. SANE. v.26. A. Colomb. Sci. D. 1995. S. A.229-38..l54-62.2001. A. Anais da II Reunião Anual da FESBE. 1996(a).549-601.1999. 1996(b). . Planta Med.1997.1995. 1968. A. n. 2000. n. S.1976.55. H. Barcelona. et al. Anais da X. SANTOS. V. p.1996.6-13. SAN MARTIN. SANCHEZ-MEDINA. D. . v. A. F. R. E. p. J. 2001. v. 298.1043-7. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Cienc.l. E. p. et al.SALLAL.J.1980. JOLLY..20. 431. Anais do XIV Simposio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE.J.1499-506. et al.. A. Biomed.64. International Journal of Pharmacognosy. SANOKO. A.

Mutat. 83.78. SANT'ANA. v. 364. n.10. et al. n.1997. R.1986. Anal.l78-83.1992. n. et al. v. O.2. n. v. 1991.2. Zoo.1991 . Res. V.40. V. n.1994.21. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. Anais da 36a Reunião da SBPC.2854-60. v. S. P et al. K. SCHULTES. SAXENA. W.4. Cryst.9. Biochem.287-8..J.1988. Fitoterapia. v. v. G. SATHE. S.. et al. Physicians India. The Healing Forest. Phytomedicine. p. E.l. n. v. Prod. S. A.44. P R J . p. Histotechnol.l. SANTOS. n. et al. SAUERWEIN. Trib.SANTOS. v. SAXENA. J.1990.1995.10. n.. Dioscorides Press. H.132. RAFFAUF. p.244-9. SATO. SHUKLA. p.44-9. SCHLEMPER. p. SASHIDA. n. p. . 45. Chem.84-7.159-65.3. F. 1986. E M. v. et al.1997. JAIN. Phytother. p..3. Plant Cell Rep.1997. 125. Food Chem. . Journal of the American Mosquito Control Association. Y N.44. Agric.709-11. et al. A.9.2001. n. p. SANTOS.1990. et al. SAXENA. Phytother Res. R.. v. SCHIMIO. n. R. WELLS. 1985. p. Anais da III Reunião Anual da FESBE. SAWHNEY. SCHNEIDER.663-6. SATYANARAYANA.45.6.63-67.46. SCHMEDA-HIRSCHMANN. v.7. Asian J. n. A. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. S. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M.579-81. 53. S. ML. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Growth. et al. SARGENTI. J. 605. SCHENKEL. E. SAVITRI. Medicinal and Toxic Plants of the Northwest Amazonia. Pak. 485.1997.53.2.. 1993. v. P. Assoc. n. K.2. p. Nutri. Phytochemistry.9. p. SCHNEIDER. Apoth. v. E.l5.M..5. v.1825-9.68-73.381. v. et al.1993. Res. SAYYAH.66. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. SANTOS. p. Sci..1990. E.v.179. SAXENA..l.2.. V. K. n. Oesterr.1994.1985. et al.208-16.9. SARASWATHI.1986.1990. Chromatographia. n. p. W.39..58. T et al. P. R.l. n. MOREIRA. Oesterr. et al. R.l.9. 1990. G. n. v. Liebigs Ann. p. et al. n. v. . 1986. KUBELKA. S.4. SCHNEIDER.l. M.. T.12. 1996...1997. R.31-4.1 996. n.20. J. K. M. Plant Cell Rep. C. SATO. Prod. R. et al. I. n. L. 206.13-27.. P D.185-91.628-9. p. Lebensmittelunters Hyg.. N. p. Journal of the Food Hygienic Society of]apan.. v. Zeitschrift Fuer Angew.1992-1993.. p. N. SCHONING. n. Mittgeb. M. et al.243. et al. v. J. p. H. p. Herba. M. SCHIMMER. D. G. Farm. v. MUKHARYA.. SAXENA. p.285-90.193-6.. 1998.348-9.375-8.l5.2002.. J.611-17. Chemical &Pharmaceutical Bulletin. et al.l.79. n. p. SARAF. et al. Ztg..1995. C.-Ztg. Nat. p.1978. SARASWAT D.709-10.253-60. n. v. Y. p. GNANAM. p.8. v.1988. 1988. A.44-9. E. SARTI..4. Apoth. LANCAS. v. 1992.. A. 9.47-62. SCHMIDT. VYAS. O. v. n. v. J. Fitoterapia. O. 209/69.287-8. E. Int J Pharmacog.6. p. et al. et al. J.154.l.3/4. Nat. v. p. S. O. n. p. J.5/6. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. v. E D.1991a. K.51.l. et al. v. KUEHNE.1987.34. Anais da IX Reunião Anual da FESBE. K.. SATO. n. W.. n. S.. A. A. K. et al. SCHLIEMANN. SCHEWE. 2002. p. Res.32. p.212-6.. 1998.5/6. p. n.51. n.

Res. v. p. 1997.2. SHARMA. p. SCHWARTZMAN et al.197-201. Bull. S. Cient. p. p. l l . P. v. et al. n. 1987. RADHAKRISHNAIAH.11. A. 1988. M. p. SELLOUM.35-42. (London). v.5-12. Pharm.95-6. R. Fitoterapia. A. H.8. C. SENAPATI.332-5. Res.. et al. SHABA.1-7. . 9. Sci. SENDL. Biochem. p.225-40.3. SHAH.59. et al. 1995. n. Ethnopharmacol. A. v.104. 2001. 1991.4. P. p.3708-9.2. v. O. J. n. v. Soc. 2002. Ecol..1-2.21-6. et al. K. Phytochemistry. v. Phytochemistry. v. H.31. v. p. p. v. p. v.JACOB. et al. v.2. 1970. C. Trans.27. N.80. Soc. J.356-7. v.3.63. Fitoterapia. p.7-10. SHARMA. 1995. 1993. n. v.33.4. SEO. 1994. Sci. v. SHAHEEN.4.223-34. p. Plantas Venenosas. et al. n. R. et al.15660. p. SHARAF. n. SHAW. p. v. p.13. et al. F.l. v. n.5. p.3. 1980. Biochem. v.9-13. Phytochemistry..25. Bilimler Derg.55.399-402.15. N. SEEROM. et al.61. et al.73-6.23. K.12. p.4. v. SHARMA.663. v. n. SEN. 1992. v. V.l. SULOCHANA. M./. SHUKLA. n.107-111. Experientia. et al..51-2. C. SELLOUM L. A.94.15..J.3. M.l. p. K. Arch.30.l. n.J. SETHARAMAN. SHARADA. n.76. n. R. Natural Medicines. 1995. n. M. FABAD Farm. p. J. p. SHAH. 1975. Biochem. 1993.S608. G„ THOMAS. Egypt.31.523-6.4.4.. K. p. Ethnopharmacol. Ethnopharmacol. SHARMA. B 26B. International Journal of Pharmacognosy. 27. v. M. p. v. Planta Medica. v. N. Rev. M.54. Exp. R. 61.. v. Planta Med.. n. Biochem. L. N.161-6. SHANTA. SHARATHCHANDRA. v.54 . S. p. S. p. n. Phytochem. E.27. Curr. Prod. 2000. SHEELA. et al.25.3. Orient..76.31. SETHURAMAN.173-4..14. 755. n. n. N. 2000. SEN. J. C. n. et al.25. . A. SEETHARAMAN. Hortic. Ind.57. 2001.58. v.33. p. 1992. v. 1996. 2001. P. K.21-5. p. B. n. D. TEMIZER.6. et al J.534-535. SENER.609S. 1987.. SHARMA. 1988.75. 1986. n. L.l. Indian J. et al. 1998. v. p. Ethnopharmacol..J. Pak. v. B. n. Indian Journal of Malariology. p. AUGUSTI. 1988. .. p. M. SER. p. et al. J.. SENGUPTA. 1995. et al. SHALABY. SERTIE. 1997.79-85. et al. n. T.l. Trans. Feddes Repertorium.. J. n . p.27-32. H. A. SHAMEEL. n. SENA. Plants. 1986. Aromat. v. Fitoterapia. Planta Medica. 198-9.SCHVARTSMAN. l . n. p.4. S.l. 1995. G. H. p. P. . n.Pharm. p.. 1977. Phytother. LEITE. Atherosclerosis. SESHAGIRIRAO.374. v. T..49. SEKIOKA. SHARMA. J. n.3. 1992. p. n.263-5. K.l. S.229-32. SAXENA. v. Soc. São Paulo: Sarvier. 1995. v. v. K. p..12..239-147. R. Anal. Biol. S. 1979. p.. T Indian J. 1988. et al. 1990. N. Fac.2. Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC. p. n. M. 2001. Chem.1997-8. Y. G. v. Syst.335-6.29-38. et al. 1989.. v . Nat. K. .. Indian Journal of Pharmacology. Ethnopharmacol. 2000. n. 1997. p. A. Cult.516-21.l. n. Chem. Sect.4.l36-51. Med. n. n. Chem. SHEELA.10.

1985.l. Y. SILVA. L. 2000 SILVA. n. p. M.l. p. et al.5. A. SHI. Buli. N. et al. Heterocycles.7. M. Diabetes Obes. Tai-wan Yao Hsueh Tsa Chih.. Indian Journal of Experimental Biology.1315-8. Y. v. 1998 SILVA. n.2. et al. Bull. p. H. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.39.26. p. et al. Bull. 1990.12. Pharm. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Agric. Clin. Metab. SILVA. et al.2. v.31. n. p.339-44. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil 245. H. Bull. M.. SHYAMALA. Nutrition and Cancer.2. E. E. Chem.38. 1995. et al. .40.1709-13.65. J. C. T.267-70. 1997. v.82-4. v. 1991. v. et al. et al. SILVA. n. Fitoterapia. Y. n.38.12. T. Phytochemistry. J. et al. p...201. Planta Med. v. n.J. Phytother. Food Chem.2. p.l. SHINGU. J. M. v. 1987. et al..381. Tissue React. v. p..9. A. p. M. . v.5. S. n.337-41.1755-7.203-13. Pharm. v. N. SILVA. SIEMS. 1989. N.2. 1994. B. F. p. J. A.35. Res. v. Indian Journal of Experimental Biology.383-9.10. 1998. 1998..6. C. Chem.l 188-9. . p. 1994. v. . 78. . SHIGEMORI. p. 140. A. K. SHOJI.6. et al. L. p. p. n. 166. 1995.4. p. Jpn. Sci. p. C. n.. et al.. 1987. K. .277-84.. n. v. n. et al. Kokai Tokkyo Koho JP 07291873 A2 7 Nov.40. et al.7.38. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. F. Pharm. Buli. SIERAKOWSKI. v.75.9 p. M. Biochemical Journal. p. SHIBIB. et al. SIDDIQUI.1234-7.452-6.8. et al. n. p. SHEEN. v. SH1BATA. Pharm. G. 1986. v. S. 2000. M.37. p. v. et al. Chem. v. et al. . Res.. V. p. R. 1990.2531-2. SILVA. O. n. v. 1986. v.34. Jpn.61.39. n. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. 8p.2219-29.103-6.6.113-9. n. Nat. 2002. LENG-PESCHLOW.. n.4. CHITATE.2088-91. V. T. S. n. 1992. SHOBHA. T. n.10.102-6. Phytochemistry. p. 1995a. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al.2. et al. Phytochemistry. SILVA. 2002. Int. v. Prod. Pharm. n. 129.12. 1992b.939-43.14.9. 1998. et al. . SIGOUNAS. J. v. et al. Kokai Tokkyo Koho JP 08012550 A2 16 Jan 1996 Heisei.37-8. n. v. p. v. FREIRE.2448-51. v.1591-3. SHIMOMURA. Heterocycles. Journal of Natural Products (Lloydia). p. H. 1986. Carbohydr.l86-91. Chem. 245.57. T.4133-8. SHIROTA. v. Anais da VII Reunião Anual da FESBE. Pharm. 61. n. n. SHIN. SHIMIZU. J. K. SIBANDA. n. SILVA. Bull.53. R. 1993. S. Chem. SICKE.33.3541-6. 1992. 1996. M.. p. v.749-51. G.. Pharm. 1988. p. 1998.65. 1992c. M. Nutr. Buli. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. DEVAKI. Chem. 1994a.5. et al. Pharm. p. n.33. Jiegou Huaxue. S.l. 1994. p. p. n. K. n. G.3. . n.130-2. p. 1996. 1987. SHIMIZU. SILVA B. 1992. B. n.4363-5.10. E. Y. v. Biochem. Chem. et al.292. C. Nat. et al. AUGUSTI. E. 161. 2000..20. T. n. CHEN. 2001. n. 44.31.46.3. SHEN. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. K. SHEN. et al.SHEELA.10.27. Prod. 1992a. v.

2.1996. Chem.. et al.6. McCHESNEY.2. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Int. v. et al. v.267-76.l140-1. et al..1996. Indian J. p. 1986. p. Fitoterapia.11. B27B. Biol. et al. SINGH.3. v.1986. S. Ret al. Med. p. Ethnopharmacol. 1986. KHANNA. n. SILVEIRA. J. E. Acta Cienc. 1995. p. Exp. n. SINGH. Phytochemistry (Oxford).1457-63.57. J. Pak.8..18. SIMÕES.1980. Planta Medica.1991.858-9. n. Int. n. N.4. v. 10. Chem. 1999. 3rd.3. n. n. K. W. n.10. n. K. SINGH. p. Biotechnol. Chem.15. Nutr..6. v.600-2. p. p. v. 1989.25. SINGH. SILVEIRA. E.1994. n. SINHA. v. Phytochemistry. SINGH.81-8. R. J. J. n. p.48. .397-9. R. SINGH.C.l. Incl.. n. A. Editora da UFRGS. J.218-22.48-51. A.21. D.1982. K.3.55-9. Prod.1983. Indian J. Ethnopharmacol. 1979. p. . n. SINGH. et al. SINGH.1986.12. R. p.41.303-8.171-4 (Eng). Chem. Ciência e Cultura. n.36.J..2.35. V. P. Meeting Date 1985. p. Environ. S. v. v..4. J. v..153-5. SINGH.1992.1984. . Phytochemistry.61. p.4. N J.16. n. R Fitoterapia. v. Chem. B.1987.1980-1.2. . S.1994. SINGH.55-7.12.28. v. p. p. S.34.73. p.20.1982. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC.. B. n.7. p.25.457-63. LALL.1405-7.5. R. n. Phytochemistry.507-8. n. Diet. Chem. 1986 SIMÕES. A.2001. S. p. K.1991. Sci. Indian J. p. et al J. p. Weinheim.. SIMOPOULOS. SINHA. V. 1995. S. JINDAL. Act. E. v.49.33. p.. p. Nat.1987. SINGH. et al..3. M. p.78. Ger. Pharmacogn. n. 84. SINGH. n. v.108-11. S. v.. D. v. n.9. SIMON. Planta Med.l 171-9. v. Chemophere. SINGH J.65.203-8. v. p.1979. Rep. MAJUMDAR.3-4. Indian J.4. [Proc]. n. Planta Med.. S. v.2..319-21.. S. K. 1987. Pol. A. .288-92. D. Phytochemistry. et al. .37482. Y. R et al. A. 1987. p. p. K. Biological Agriculture & Horticulture. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul.1989. B. Fed.7. C.313-5. v.805-9. n. Int.1988. L J.. Pharmacogn. J. p.121-4. v. p.l.n. n.36. n. M. v.. Res. Sci. SINGH. Cellul.l985-7. Sect. . n. p.4. p..l 19-13. n. 397. Publisher. B. Indica. R et al. p. B.l. v.287-94. Chem. A.57. .3.. n. Chem. 1989. Org. v.25.98. SINGH...171-4. Journal of the American College of Nutrition. B. Conf.9. v. n. Technol. p. v. SINGH. Phytochemistry. v. Etnopharmacol. n. v.1989a.6. SINGH. Nat. SINDHU. M.2. v.1988. VCH. p. Sect. Biol.l.1986. SINGH. D.121-5. Med. SHUKLA. . SINGH.4. SILVEIRA.. 28B.2002. . Indian J.l3-9. . et al. n.1987.45-9.SILVEIRA. p.2002.53 . SINGWI.. Toxicol. SINGH. v. V. Chem. S. O. Sect. Planta Med. SINGH. 1993. J . p.315-6. n.5. . v. D. p.. SINGH. v. D.31.52.2.44. K. Chem. et al. O.1981.7-12. Blangladesh Acad. Prod.26. MAJUMDAR.139-43. v. I. J. K. et al J. Planta Med.1986. S. v. . R. C... n.55. N. p. p. Biological Agriculture & Horticulture.

M.1979. M. Fitoterapia. N. SMITH. v. Indian Chem. G.48..1981. A. Rastitel'nye Resursy. n.1996. 1998 . et al.l 1.ll. M.1991. p.C. Journal of the Egyptian Society of Parasitology. p.. I. FESBE. Q.l 1-20.. et al. SKALTSA-DIAMANTIDIS..1990. G.. n.. SOUSA.1997. p. 103. p.57. SIVAM. n.8.280-2. et al. H. 1992. Revista do Instituto de Medicina Tropical São Paulo..161-3.1940-3. et al. SLAVINKSKENE.465. G. p. p. H. p. P et al. C52. SIVARAMAN.286.. Afr. J.5.58. R.2. A. Med. H. n. 54. Bio. S. SKALTSA. n. v. SOCORRO.3. A.62. n. SMITH. SOUTO-BACHILLER. R. Kletka. SOMANATHAN. 2001.20. SOFFAR. Med. n. A. ALVAREZ. Vocabulary of the Common Names of the Peruvian Flora and Catalog of the Genera. p. SIQUEIRA. SMOLARZ.165-74. v.2. M. H.. p. K. v. v. Med.. M. Ethnopharmacol.1995.186-8.. R.. SOUKUR J.2. MOKHTAR. v.1979. Nutrition and Cancer.21. M. n. et al J. v.81. Ethnopharmacol. R.3.1995. v. G. p.4.57. et al. v. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. Anais da 34a Reunião Anual da SBPC.1642-6. L. R D. R. Food Chem. New York: Comstock Publishing. Acta Crystallogr. n.1982b. Y. Soc. n. S.54. 103. L..20432045.S.1997.2. Prod. Sect. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais do Io Congresso Brasileiro de Farmacologia e de Terapêutica Experimental. A. n. et al. p. M.J. J. 101. p. C. A. F. PHILIANOS. et al. S. n. n. SKALTSA. n. n. Heterocycl. et al. 138. 1986.18. Editorial Salesiano. N. B. M. et al. v. Nat.2.119-24. p.Í. Chem. Chem.127-8. M. J Ethnopharmacol..l.v. v.1991. SOUZA BRITO. SOULIMANI..J.2. Agric.1992.24. THOMAS.2. Y R. H.151-8. et al. et al.1988. n. K. n. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. Tropical Forests and their Crops. n. Phytother..43-52. SLADER.211-5. Ethnopharmacol.1988. 1997.2. v. D. SOUZA. n.Z.. p. J. SKALTSA. 1970.79-81.. M.1986.39. SOHNI. v.2-3. RAY. v. n. W. Indian Phytopathol. SOHNI. J. v.. SOCORRO.10.1996. et al. S.1077-80. 2002. Cryst. n.1996.SINHA.54. Plant. Lett.64. THOMAS.1994.35.13. L. p.65.l52-6.1991.4. et al.1988. KASSIM. Phytother. SOUZA BRITO.J. p.1986. p. SOARES. n.. C. SOSA. Y R.459-66. SMIRNOY V. Struct. G. 278. n. v. v. n.. M.. C.6. M.34. SOBTI. p.27.1987. SKALTSA. G. J. SOMOVA. v. Tetrahedron. A.. et al. n.2. SOUZA.24. M.2.191-3. R. et al. . v. et al. p. et al. Polim. Planta Medica. Acta Pol. Pharm. A.3. v45. 600. SOTELO. J. p. R. BHATT. n.291-9. Can.31. 118-21. Phytother.1997.8. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p.77. Planta Med.. p. p. p..437-40. Med.1995. R. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. Phytother. SMITH. et al J. et al.31-7. p. v.1979. Plant. 1990. et al.4.740-1. 59. Plant. Assoc.1998 . Q. SMITH. R. Plant.4. v.193-6.. Vet.126-9. S.497-502. H. v. J.. P. Commun. R. et al. J. 1998. I. Ethnopharmacol. V. n.l.1988. et al. v.436p. 1982a.22. M. S.2-3.. SHAMMAS. R. D. 783. SK1LES. v.5. p.

p. SUNDARRAO. n. p.1995. Indian J Exp Biol.52. et al.41. SANKARASUBRAMANIAN. SRIVIDYA. et al J.1996. Constituintes químicos ativos de plantas medicinais brasileiras.1995.1982.l. 78.1735-8. Agric. E. M. Arogya.3-6. n . v.S98-S100. Exp. 2001. GUPTA.11. Indian J. n. Y.2001.271-2. v. Food Sá. n.A.1983. E. p. Crit.861-4. K. Tetrahedron letters.33. Planta Med. Chem. K et al. LAKSHIMINARAYANA. STUART. . SUJATHA. v.n. v. K. P.2615-18. n. Y J.8. v. WOO-MING. L. J. K. SUGA. v.2. n. Phytother. v.2. n. R.1665-7. Journal of Agricultural and Food Chemistry. SEIGLER. K. STACEWICZ-SAPUNTZAKIS. STIPANOVIC. v. Diagn. R. et al. v..66. 1995. Phytochemistry.67. K Indian J.1993..1996.305-27.1995. Toxicology ln Vitro.4.. SOUZA. C. Invest.44. p.335-44.4. SUKARI. STEELE. n.253-54. Pharmaceutical Sciences. M.3853.1981. RAJ.4. Fitoterapia. 1991.6.1986. v. Biochemical Systematics and Ecology.1984. n. C.Agric. p.1990.10.1974.1999. et al. p.51. M. Chromatogr. SPENCER. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.477-9.261-4.428. Res.413-6. et al. p. J.. SULLIVAN. Sci. 1998. Complement. 1996. R. L.41.19. Anais do 39a Congresso Nacional de Botânica. C. v. et al. n. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1999.. n. p.. J. p. p. M.1987b. SUGAI.1 +2. p.. P. v. C.65.l.8.1997. v. p. Fortaleza: Ed. J Immunopharmacol.5. N. v.J. v. p.794-6. SPATNHOUR. SRIDHAR. J. p.68.l. 1985. SRIVASTAVA. . N..223-32. et al. Nutr. et al. n.. S. p. Ver. p. et al.62.33.l.3.l. Farm. Curr.59. F. Chem.1997.156-8.1887.47.3.552-3. Vet.344-6. Phytochemistry (Oxford). J. n. et al. A.. SUZUKIJ.SOUZA.44. v..1993. p. M. n. C. n. A. . et al. L. v. 64. STADLER. STEVENS. v. RAO. STAJNER.. Int J Pharmacog. 1983. v. p.. R. Indian J. Biol.6.400-2.3. J.44. e SRINIVAS. K. O. Int. S.64-6.51. 130. 1988.34.343. Planta Med. SUKUL.24.2002. Journal of Ethnopharmacology. Ceska Slov.. 559. M. K. p.1990.C. n. et al.4.. v. v. v. Planta Med. v.31. Anim. p.251 -86. V. et al. n.l75-7. SOUZA-FORMIGONI. v. Sci.7. v. D.. D. 1975.F. Fitoterapia. M. 9. N.. Chem.1987a. p. v. et al J. K. Fitoterapia. v. R. n. . E. KUTTAN. 752. Soc. J. p. v. et al.1980. Soc. SOUZA. p. G. T.6. SUKUMARAN.1995. 1995.10. Anais da XXVII Reunião Anual da SBPC. n. n. p.3-8. v. n. n... C. C. SREENIVASAN.5. p. J. Med. et al. R. SURESH. SRINIVASAN.21-7..4. Mutation Research. n. p. SREEJAYAN. 1991. p. Biol. n.9. et al. p.l68-72.25-30.l.231-6. S. v. n. R. v. SOVOVA. SRINIVASAN.12.61-3. Serh. STEFANOVIC. SURH.3. v. SPERONI.1661-3. Phytochemistry.26. H. B.123-5. Tokyo-toritsu Eisei Kenkyusho Kenkyu Nenpo. Altern. M. M. S.6. . et al.4. l l . SPREAFICO.663. p. p. FoodChem.41. p. n. 1817-20. p. p. Phytochemistry (Oxford). SOUZA. p.v31. p.51..575-81. n. et al. n.4. et al J. T.1991. P et al.451-2. n. v. 1990a. p. Mutation Research. SRILATHA.35-42. M. UFC. et al. D et al. B. 1996.23. A.1980.26.. STASHENKO.

904-8.3.1997b.l29-32.12.1983. Phytochemistry. et al. Indian. D.4. v. n. n. p. Commun. p. Phytochemistry. n. v. K. Apl.3/4. v.5. Prep.4. TAKEDA. 103. n. et al J. Prep. R. v. et al. S. p. Ann.38.1989. M.1990.37.1981. TANAKA. v. J. D.1981. Ann. Pharm.1215-7.545-50. Cienc. 31. Int.3562-4.10.4.l788.1996.48.J. E.41-4. BROWN. n.. TAIRA. p. 1989. p.371-94. Biochem.8. p.13...65. G. n . J. 1985.1513-9.1997.28. T et al. n. p. Phytochemistry.1. O. n. T. v.1992. Biochem.. N.6. v.13. p. D.. Agric. Rev.27.1995. n.69-71. Phychedelic Drug.69-74. Biochem.34. J. . et al. J. et al.. Aids.27.9.9.2. LAI-KING.13.62.61. Chem. v.262-73. n. SYAMASUNDAR. .355-75. TALAPATRA.7.29. Sect. SYSNEIROS. Med. n.1983.299-304. S. Y et al.4. A. n. et al. Ethnopharmacol.27. n. TAKEMOTO. H.94.2273-7.97.l.SUZUKI.4..1. n. . 1925.. Biosci. 1980. n. v. v. Chem. n. G. TACHIBANA. Soc.. H..2318-21.44-6.. Ann Appl Biol. p. p. .19.1982a. R. v. p.1977. n. n. p. et al.247-8. 1996. N. p. H. et al.178-88. p.205-8. Res.3. et al. Pak. v.3. n. TABUNENG.12. n.l. espec). p. p. p.10.16 (n.12. p. v. Chem. P.45. v. et al. J.217-20..19. . TATARINTSEV. n. C. Sepu. F. M.45. v.999-1002.1980. S. G.3563-7. R. n.14. v. et al. p. Biol. l 1 . Res. v.1994. J. . n. J. p. n.1996.3. TAKEUCHI.60. n. V. Pharm.6. v. Shokuno Kagaku.1988a.1995 TAN. et al. Ethnopharmacol. n. Org. Pharmacol. p.537-44.4751-4. et al. . v. MATSUNAGA.7. Indian Chem. J. SY. Phytochemistry. M.1996.52-6.9. 1989.3.397-422. v. p. v. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. TAPANES. Biochem.67. Oil Chem.82. n.1993. TAKAHASHI.J. Biol. v.4. Soc.1989a. p. et al. v.137-8. p. v.43.5.244-6. v. Oil Res. S.12. 1983a. Tianran Chanwu Yanjiu Yu Kaifa. et al. V. et al.J.1992. . TAN. v.1994. W. p. et al. Apl. Tetrahedron Lett. . E. n.1932. p. v. v. TAN. v. Biotechnol. v. Sci.10. 1985. Essent. K.. 1940. p. TANAKA. TATTERSFIELD.. v. n. R. et al. v.1983. TASHIRO.l. TANG. v. Phytochemistry. Prod. Chem. n.729-32.. 2001.1997a. Pharm.. n. . Am.1988. Oil Res. Shokubutsu Soshiki Baiyo.228. Phytomedicine. Fertil.335-9.332-9. TATEO. S. p. p.2. Incl. M. et al.146-8. Buli. Quim. n. p. v. TADA.1985. TANIRA. p. B.1988. Indian J.31. Biol. p. et al. et al.485-92. p. TAKAHASHI. v. Biochem. p.. TATEO.1982.l. et al. J.806-7. Journal of Pesticide Science.27. Carcinogenesis (Eynsham). R. p. V. Enzyme (Basel). SYED. SWARNALAKSHMI. Essent. p.J. TAKAHASHI. Prep.2-3. Sci. TAKEMOTO. v. p. TAKEDA.13. Chem. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p.508-11.28.253. Ind.15. v. K. v. H. VERDERIO. Nat. p.4. v.2000... F. Biophys.

n. Phytochemistry.32-5. Journal of Ethnopharmacology..5. P.v. D. n. p. p. M. et al. 1988. M.51.. 151-3. Planta Med. Indian Bot. F. v.6. n. D. v.3. v. p. THOMAS.20. Indian J. Y. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). 1983. TOFERN.46-52.54.12. TENNEKOON.25. TOGRASHI. G.3. v.18. 1989. M. et al Journal of Ethnopharmacology. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. Indian J. TERESCHUK.. p.151-7. B. M.471-85.1. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. Am. Chem Pharm.5. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1996. p.25.. 1996.3.4.. Org. TIWARDI. Composição e caracterização química e nutricional dos frutos do baru (Dipteryx alata Vog. n. et al.9-12. .34. v. et al.4. n. Journal.39. n.4. v.J. v. n. v. v. v.171-4. Bull.1999. p. M.209-12. p..52.3. n. Herba Hung. Bragantia. TELLEZ. F. TEIXEIRA. Phytochemistry. R. J.Unicamp. 1988.J. p. A.105.]. C. TILLEQUIN. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. B. TERAHARA. n. p. Chem.. J.1971. TIMOSHENKO. n. TEIXEIRA. et al. THAKER.363-4. THAPA. n. J. Adv. A. v.36. p. et al. K.l.1986. 1998. et al. Pesquisa Veterinária Brasileira. 1993. v.. C.1978.1978.. 1996. 109p. THOMPSON.. et al. n. Oil Res. S. p. n. L. S. TAZAKI. V. 1996.41-8. Phytother. v. SHIBUYA.50. 1437-41.27-42. S. P. n. 124.38 SI. M. N.1990. ANJARIA. . S. C. V.8.46.E. C.l. n. Manaus: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Planta Med.. et al.1988.899-903. M...16. SINGH.l.3.1986. TIWARDI. v. Cienc.7. v.1987.44.2. M.3177-83. DAVE..33. SGARBIERI. Contracept. FRANCIS.... M. H. Kornelius. TEIXEIRA. v. p. T.1990. TELANGE.553-6. Plant Cell Physiol. p. n. TOGASHI. v. F.1977. THOPPIL.l.).2.4. TENG. p. Pesquisa Veterinária Brasileira. K. Physiol. Nat.5-20. et al.1989. M.l-2. n. Chem. Tecnol.630-5.n. p.6.34.919-22.. V. v. et al.67-9. R. S. p. N.8.TAYLOR. v. West Indian Med. p.. TERBLANCHE. n. v..2000.J. v.66-9.15. G. p. TERASHIMA. TEH.1991. Gematol. p. 1979. p. p. et al. v. Delivery Syst. n. TEMPESTA. Food Sci.227-32.319-22.40. p. J. Lloydia.91-4.11. S. THOMAS. Campinas.33. et al. 51. L.375-7. v. WO9206695 Al.p. Chem. p. V. RICHARDS.30 Apr. Transfuziol. v. Aliment. Contador. p.J. 1992. F. 1991. n.30.93-7.56.3346-7. p. P et al. et al. Chin.2002. M. 7/9/5. A.3.15.46. TETENYI. Plantas tóxicas da Amazônia a bovinos e outros herbívoros. J. N.195-9. R. n. PCT Int.8. N. D.79. v.617-18.53. Soc.l580-1. n. K. Acta Pharm. Dissertação (Mestrado) . p. v.l. Planta Med. v.p. n. n. p.108p.l.5. TOKARNIA. n. Pharmacol. Prod. v. H. et al. R. Sect.4.1994. Res. v. et al.32. et al. Cherenkevich.l. . TEWTRAKUL. H.1995.1979. Chem.1995. . n. Incl.16.1996. p. 142.. Med.2002.1977. 1997. n. et al J. A.. v. n. et al. C. Planta Med. et al.11.10. TEMPESTA. TIWARI.1995 TINWA. Planta Medica. Appl.1971. p. .

p. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. 520.1994.5. M. A. p.125. et ai.2. Soedin (Tashk). et al.5. TOZYO. TSCHIERSCH. R. TSAI.Phytochemistry (Oxford). TOMODA. A. T.6. v.1989. Res. T et al.139. Anim. Phytochemistry.6. TREZZINI. R. et al. p.1986. Buli.151. Pat. T. et al. Phytochemistry (Oxford).6. 194.35. p. .1986.485-7. Pesq.. Tecnol.1991.. Physiol. Mol.263-6.. n. C.TOKARNIA.1096-100. p.40. S.. n. C.. Chem. v. EP 309342 (IPC A61K-035/78.1996.225-7. Anim. et al. . P. H. L.559-62.l987. Boll.5.. et al.2. Farm.147-56. 1994. I. n. 802. TROTTA. Anais da 39a Reunião Anual da SBPC.55. Chem. R. G. p. et al.30. n. TROTTA. G. Chim.1980. p. p. n. v. n.l 17-21. p.209-16. Pharm. n. Chem. v... v. Prir. TROVATO. Eur. Anais do XXXII Reunião anual da SBPC.390-400.1897-9. T et al. B. Khim. n. Boll. 1989. p. Pesq. Pharm. B. p. J.1987. E. Bull.26.9. (Tokyo). 217. .. J. et al. v. M. Appl. Sci. et al.42. v. Soedin (Tashk). 1980. Khim. et al.24 Sept. Journal of Liquid Chromatography.. Khim. Jpn. 1991. Farm. Res. Sci. p. TSENG. 4p.. Carbohydr. H. v.77. n. v. TOKUMOTO. et al.25. p. V V Rastitel'nye Resursy. TORRES. TUBERY. Pharm. v. . M. A. p.1989. p. p. 1173-82. E.1987.617-9. . p. et al. n. SAID. .7. p. Cient. S. Prir. et al. A. Phytochemistry. .3.(Japan). 16. K. TRIRATANA. p.1977a. n. P. Kokai Tokkyo Koho JP 04368309 A2 21 Dec. J. p. n. et al. TOKARNIA.776-80. I.283-6. v. TOLERA.2.5.33. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. C.2360-5. E.l. 1992 Heisei. v. Appl. H.1987. J. 1989. DAVYDOV.26. v.249-50. Journal of the Medicai Association of Thailand.2000. Prir. M. C.66. H. n. v. Pharm. v. E. Anais da XXXXI Reunião Anual da SBPC.l7-20. n. v.l7-26.1996. v.31.3. B.1348-9. A. TREBIEN.2281-4.1977. L. Philipp. Res. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. D. . FR87/13348. 342. v.1978.34. TORRES DA SILVA. v. p. TRYLIS.1992. v. v.323-8. Bull.l11. TORRES.1993. p.. E. 1994 . M. Pharmacol.3330-5. v.JURGEN. RAGADIO. N.5. n.36. A.5.150.).35-43. Vet. p. Khim. Prir. TOMAS-BARBERAN. Anais da IX Reunião Anual da FESBE.1996.1988a. Vet. Commun. Chem. C. v. et al. TORRES. Chem. Phytochemistry..l.40-4. TSAI.1988b. Y. p.8. v. H.1987. Nutr.29-36. PAIVA.1977. ICHIKAWA.1994.6. TOSI. Soedin. p..2000. Bras.1997 TOLIBAEV. Flora.558-64.190. v.4. p. n. Pharm. TOMODA. 1982. p. A. 1986.8. Bras.3. J. v.4. G.1995.87-94. Soedin (Tashk). TORRANCE.135. 196. v.20 (Suppl. J.2297-300. DOBEREINER. D. v. et al. TRATSK. n. 752. (Tokyo). ZRYD. Buli. 1989. n. n. .1985.5. et al. n. n. F. et al. n.l. .79-92.8. F. p. v. Formosan Sá. Contrib. E.2.29 Mar. n. n.2.1961. p. Bioact. Carbohdr. TORRES.74.19-36.

v. et al. p. 1979.3. 8-12. n. J. 3rd. J.129-33. UEHARA. Eff.. Bull. SUZUKI. Nat. p. Food Chem.97-133. . VAISBERG. n. USUI.1439-42. v. Belém: CNPq/PTU. n. et al. v. 178.40. VAN DEN BERG. v. URZUA. v. Plant Sei. Sci. Volume 3. J. 1996. v. 1989.34. CORTES.33. O. Plantas medicinais da Amazônia. T. p. H. A. v. 2 n d .42. M.. J. J.. n. 2nd. Bol.1. Antinutr. A. . . n. n.135-7.18. VALE.2-3. Lett.205-10. LEITE. F. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. Quim. v. E. UKHUN. Indian Acad. 1986. et al. (Suppl. 120. p.874-5.. 1998.. 1982.2. p. 16.2.5. et al.2. Phytochemistry. 5/9. Nutr. J.3298-304. RODRIGUEZ A. Prod. M. 1992.1213-16. Acad. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M. n.61-74. PEUMANS.TWAIJ.2411-16. URUSHIBARA. 1989. 1992. 1963. S. UENO.J. W. V.2. n..8. A.26. Tetrahedron Lettres. n.51-5. A.6. p. M. URZUA. p.). Workshop.l. 1991. . Buli.. A. F.l.45. p. COSTA.26.l63-70. n. 196. SINGH.. p. R. A. et al.2. URZUA A. Ci.30.16. v.33. p. 1996. S.. n. 1987. . et al. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. TM VANDERLINDE.30. . J. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. Chil.35. Pharm.. et al. 1993. K. J.399-410. v .52. S. 19879a. Braz. VALDERRAMA. J.26. R. Sci. 36. et al. Sci.2. et al.2414-15. v. UNANDER. 1987. Anais da IX Reunião anual da FESBE. K. 1996.3. VANDERLINDE. n. 1988. 1994. A. et al. Chem. Pharm. IFEBIGH. R. 1993.3. VANDERLINDE. 1982. W.181-2. 1978.6. VI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. VALE. E. p. B. Planta Med. Proc. v.50. Res.140-3. 1996. 1988.8. M. F. VALENTIN. UPADHYAY. p. PRESLE. UPADHYAYA. 1996. C. Chem. p. et al. Antinutr.9. v. v. n.51. VAN DEN BERG. Biol. Meeting Date 1995. Natl. n. S. UENO. v. Ethnopharmacol. 1994. E.Workshop. et al. W. A. Phytochemistry. volume 2. Soe. p. v. N. n. 1980.. Cult. A. J. Proc.4. Meeting Date 1995. VAN DAMME.96. v. Chem. p.691-3. 1994. 3nd. VANDERLEI. S. v. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. p.34. G. p. 1988. v.109-28. J. 636. p. Nutr. Value Legume Diets. Planta Med. Phytomedicine. ... F.l. Phytochemistry. Value Legume Diets.1485-9. 1988.1509-12. Agric. M. et al. p. p. 158. D. M. VAN DAMME. A. et al. 357-9. et al. p. Proc. Phytochemistry. n. p. Sci. J. v. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. Natural Medicines.. n. 1987. Sci. 87. p. Phytochemistry. et al. E. E. UBILLAS. H. Anais da VII Reunião Anual da FESBE. 1986. . 1991..55. et al. 1991. VAN EITEN. T. 208.321-6.5. l l .2.. v.. VALVERDE. L. Phytochemistry. E. Soc. p.51-2. Food Chem. H. v. n. (India). J. v.I2. n..147-50. 1995. 1999.77-106.. Anais da IX Reunião Anual da FESBE. et al Phytochemistry.

1996. Soe. n. VIEIRA.. v. A. B. 1999. RAO. n. M. p. Planta Med.6.1995. et al.1992. S. et al. p.2. VASQUEZ. p. VAVERKOVA.. A. Sci. 752.40. M. 1994a.856-8. S. 1977. S.26. W. n. 1996. A.Biochem. R S. 1991. n.5. Quim..800-3.Q. F. p. v. Tesis.J.19. n. URZUA.2. R. et al. 596-602. Ethnopharmacol. n. 1978. VARANDA. 1869-72. Prod. Fitoterapia da Amazônia. Pharmacol.55.1995. n. n.39. p. 1991. v. v. Acd. R. p. Oréades. p. v. . Universida Naciona. Second Draft.25. E. et al. v. v. C. n.40. v. P. DEVAKI. CM.211-17. et al. Useful Plants of Amazonian Peru. Phytoher. M. v. D. 156. VESELOVA. Latinoamericana Química.70. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.17. Y.51.30. p. R.309-11. T. VILLAR.6. p. FELKLOVA.ll. M. VENSKUTONIS.5. et al. Farm. 143-8. VASANTH. p. 167-73.47. VILEGAS.2.1982.6. v. et al. Departamento de Farmacia. Nat.47. USA 84. S..507-17. n. et al.1988. p. n. Ethnopharmacol.403-6. A. Phytochemistry.1980. Planta Med.19. B. M. p. A. B.l. Hung.4. 453. Biol.4. Ceres: Ed. Journal of Agricultural and Food Chemistry. v. S. VILLARROEL. R C. 1984. USA. n. v. Filed with USDAs National Agricultural Library.. et al.55. A. Chemv Nat Com.J. G. T. n. VENKATESWARAN.. p. Facultad. Prir. . Anais da XXX Reunião Anual da SBPC.1988. et a l . 1990 VAVERKOVA. et al. et al. et al.2002. Natl. VIANA. v. Crude Drug. v. Comprobacion de Ia actividad hipoglicemiante de Ia corteza de Anacardium occidentale. v.69-75.. Clin. Fitoterapia. J.. S. Farm. n. M.2. et al. M. p.526-8. Pharm. Prod.1978. Planta Med. Indian Drugs. p. Khim. A. R.1981.1259-61. Agronômica.l..749-53.2. Acta Botanica Gallica. G. E.238-40. p. n. 157. v. VANISREE. Pharm.4. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1987. 115B. 1999..1987.J. Comp.l 17-21.2. . Nutr.1996.323-7.4. v. B.. VARGAS. 1990.l53-6. p. 14/15. VIDIGAL.. Toxicol. C. De Ciencias. p. VILLAN DEL FRESNO. et al.4..267-71. S. M. n. v.4. 1996.56. n. VERZANE. J . v.193-8. YAZDANIAN. p. Biochemical Systematics and Ecology.35. v. L.3. VARSHNEY.15-16. G. 1980.261-9. p. Obz. VIEL. .6. 1988.3.1990.1986. VILEGAS. Endocrinol.J. VILLARREAL. 117p. n. et al. . p. v. EL SAYED.. p.Biochem. VESSAL. VIANA.. p. MELLOUKI. M. Santa Fé de Bogotá. T. n. n. et al. v. Phytochemistry. n. 1999.230-5. A. 1995 VANNEREAU.1983.. n. Phytother. v. 1994. p.8. S.229-36.79-87. M. Biol. Nat. 143. Physiol C. Flavour Fragrance J. VESSAL.. p.127-8. R G. p. VERARDO.VANDERLINDE.27. M. 2000. A. Soedin {Tashk). n. Proc.. v.. 1995 VIEIRA. et al.2-3..18. p..l. p. n. VETRICHELVAN. et al. v. et al. S. n.. n. 56p. Obz. Res. PAL. Buli.1996.. VILJOEN.. L. Acta Pharm.J.560-5.66.44-5. v.112C.Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC.1987.J.3. Soedin. n.11. Ethnopharmacol. Colombia. H. Rev.274-8. M. .1-10.92-115.. Bol.1992.57.5. IndianJ. VASINA. p.233-6.67. VAZQUEZ. v. A. p. F. Prir. I. v. Khim. . p. p. et al.

1993 VU..l 189-93. et al. p. p.l. n. WANG. v. . 1984. Org. . p.19. Phytochemistry (Oxford). n.. et al. G.7.6. v. F. WANG. p. n. p.576.64. Food Chemistry. n. Sect. Naturforsch. v. 1981.411-6. et al. et al. v. p. C.. NY. B. et al. n. Quim.1997. H.1993. p. Rev. WAAGE. n.. et al. Tai-wan I.2. p. Rev.441-2.787-96. 134-5. Phytochemistry. v.5. H. Biosci..2. p. S. HEDIN. D.VILLASENOR. H. Anais da 36a Reunião Anual da SBPC.703. n.487-90.1-2.8. . v. WANG. Life Science. Z.141-6. VOIRIN. v.573-80. v. B. et al. Huaxue Shijie. B. n.47. v. WASSEL. p. WANG. VITRAL. p.8. BUNKERS.5.2. n. Colomb.318p. p. n. et al. et al.28.45.1995. n.3. n. n. Zhongguo Zhongyao Zazhi.5. p. Zhongcaoyao. R.. l 1 .737-9. n.45.3.. M.2001. v. Y T.3.. WAGNER. VOSTROWSKY. WANG. L. I. WADER. p. Chem.16.1987. 1991. A.287-288.4.40. Zhongcaoyao.1972...1509-12. Prod. v. v. n. v. WANG. v. M. BAYET. Zhongcaoyao. Yao Hsuch-Husch-Pao.2509-12.3.1984.7. Shengwu Huaxue Zazhi.229-231.23. K. v. p.1989. Phytother.5.41. H. X.25. Arzneimittel Forschung. N.4.1996.13.279.1990. X..256-9. et al. . 1987. n. v.1992b. p. Planta Med Phytother. v. STODOLA. p.7.34-6.1997 WANG. H. 1990. et al. p.15.]. 1073-6. Carcinogenesis (Lond). WANNISSORN. Phytochemistry. v. v. F.97-00...2000.. C. H.9-10. n. Res.13. Lisboa: Editorial Inquérito.551-4. Res.3.l. p. 492-3. Biochem. et al.282. Res.1-2. v. O. A. v.50.11.55.44. v. Phytochemistry. p.l.1987. G.1997.1998. p.599-602. Chin. n. B. n. WANG.1996.7.357-65. VOLLERNER YU. et al. WANG. T.1996. J.26. B. 2002.231 -41. WAN. p. p.8. . C. p.59. Lett. Chinese Journal of Microbiology and Immunology (Beijing). v. et al..1999. et al. v.38.30. J.193-200. Planta Med.5. VOIRIN. v.1990. n. VOLÁK. v. Chin. p. et al. p. Phytochemistry.43. Planta Medica.1980. p. . V. Plantas medicinais. Biophys.3.26.1991.3. VON ROTZ. Indian J.6. N.7. . v. p.. n. 1991. X.. Hsueh Hui Tsa Chih.27. Incl. v.16. n. Medizinische Welt. 1997. Colomb.515. T. n.l 12-14. T.10. WANG. R.51-5. JURCIC. Lett. v. 1979. Biochem.2001.. 2000. Quim.71.2001. n. R A. p. L. WARGOVICH.. et al. D. Biophys. et al. Chem. n.7A. M.1989. p. v. VO. J.. H.628-30. VU.1993.1990. VOIGTJ. et al.16-18.451-7. Chem. Mutat. Food Chem.J. n.8. n. H.70.10. n. Ethnopharmacol.74-7. 1072-6. p.1357-9. VILLEGAS. Chem.669-73. v. n. n.1992a. n . H. n. HEDIN.77-85. J. Phytochemistry. n.4. v. S. G. Toxicol. KUDAV.. . n. et al. K.1997. Tap Chi Duoc Hoc.1224-8. p. Nat. B.2. Med. p. p. p. 879. K. Chem. Z. WAGNER. R. v. Commun. P. Q. v. S. J. S. Commun. n. Res. Khimiya Prirodnykh Soedinenii. p. v. n. et al. BAGHDADI. p. 10. et al.145-51. v.47. WANG. G.. WAAGE. et al. p.

WEI.17. 193. Planta Medica. v. M. WU. n.1990.3.42.l2. p.659-61. 1986. Acta. V. J. v. v. L. T. J.5-10. S. p.38. v.J. WATT. WATSON. v.245-51. Phytochemistry. n .8.5... C. v. v.5/6.380-1. R.17. n. Pharm. n. L. D.52. Archiv. v. WOERDENBAG. Phytother. D.30. et al.277-82. H. n. L. et al. M. G. p. p.l93-200. v. Phytochemistry (Oxford). WELIHINDA. v. n. v. Edinburgh/London: E. Bull.J. W. .J. 1995.17. Planta Med. v. 121-6. . 1. v..1996 WILSON. et al.24-25. et al. The medicinal and poisonous plants of southern and Eastern Africa. Pharm.1982. SCHNIER. et al.131-9. Res.211-14. v. v. Ethnopharmacol.2.l.58. Y C. n.277-82. n. p. et al. M.J. p. Helv.1989. WENIGER. Flavour and Fragrance Journal.61. G. E.8. p. v. v. n. n.419-28. M. 1477-8. v..2001.A.6. WINTER.24. 1993.452-5. Phytochemistry. p. Phytochemistry.1995. WIEDENFELD.l. LOPES.WAT. p. C. (Seoul). Essent. et al.301-7. WOLLENWEBER. E. p. n.28. . P. C. 2.46. K.423-6. Shipin Kexue.991-4. F. J. M.17.2.61.4.55.vA5. . n. MANSINGH. G.J. M. Agric. WENZEL. WONG.}. et al. WU..1987. KARUNANA-YAKE. Pharmacal. v. et al. SHAW. WEBER. Insect Science and its Application. N.J. Y.l..1979.36. S.7. p.1430-7. Toxicon. n.3. BREYER-BRANDWIJK. D... n.P.J Ethnopharmacol.31. Sei.2170-2. p.1979. 1993. Chim.2.1997. Zeitschrift Fuer Lebensmittel-Untersushung UndForschung. Planta Medica. . H. n.417-23. 1994. A. p. et al. B. v. p. n. Weekbl.1992. H.691-3.318-22. p.. p.8. . v. p. C. n. E. n. .617-22.56. Phytochemistry. WONG.2.697-700. WONG.58.40. WONG. S. p. Z. p.1978. Journal of Pharmacy and Pharmacology. FOWDEN.1988 WOO. n. WOODCOCK. Biosci.830-6.1995.l. p. 1063-8. p. v.. A. WECKERT. WILLIAMS. WU.1986. et al. K. P. 103-11. E. 1962.4.438-46. v.. n. Ed. p. p.4. n.l. n.20. R E.1979. K. WU.2.ed. Essent. H. n. v. et a. Journal of Natural Products (Lloydia). 1994. n. 1457p. v. (Lloydia).1986. Food Chem. v. n. N.451-5.E. et al.4. v. 1995.1435-6.2.1973. Oil Res. Chinese Pharmaceutical Journal..5. Biotechnol. p.1986. v. n. 1990.33. n. C. p.53.146-9. et al. v. et al. C et al.13-30. R. 902-15. M. B. Phytochemistry.1992.1996. p. p. Appl Biochem. 109-14.6. Food Chem. WELIHINDA.J.62. Naturforsch.p. 1993. . n.1982. L. WEINBERG. 1995. v.3. 1986. H. Phytochemistry. v. p. J.70-2. v.Livingstone LTd. p.. KHOO.4. p. WILLS.276-80. n. RANGGA..1997.. Planta Medica. Ethnopharmacol. v. p. Nat. n. WOERNER.4.. p.1993.3. K. Journal of Natural Products (Lloydia). Ethnopharmacol. WATANABE.5-6. K.. Chem. WINTERHALTER.8.l 1. p.1991. A. Oil Res. v. et al.. p. v. S. n.6. n. WOOD.J. Prod.21-5. L.5. p.. WONG. C. 2001. W.3. X. Y.497-500.49. l .78. B. p. 14. n. et al. D. 1995. Res.58. n. et al. Planta Med.341-53.9.

3.714-9.3. Pept.8. n. v.2. V. B. P/anta Med.2001. Chung Kuo Chung Yao Tsa Chih. et al.31. p. REDDY. p. S.13. T.53. H. p. 1987. v.J. R..468. v. M. n.. 1989.44 . B. n. n. YU.l. Zhongcaoyao. et al. L. Prod. n. n. v. XIMENES. Indian]. N.86. v. D'ANGELO.149-51. T. et ai. et al. Tianran Chanwu Yanjiu Yu Kaifa. Int. n. Fenxi Shiyanshi.443-51. G. et al.16.875-7.Pharm.1979. p. H. et al. n. n. n.354-6.66. Zhongyao Tongbao.39. p. Sect. NIGAM. p. Egypt.ll. p.517-19. . YANG. C. n. N. 1990.71. YOSHIDA. J. 1990. 1995. p.l. Nat. p. p. et al. n. 1993.l. Proc. Zhiwu Xuebao. n. XUE..1-4.6. p. YASUKAWA. v. Kokai Tokkyo Koho JP 09224606 A2 2 Sept.18-21. v. M. Asian. Pharm. YEN. Sci. 1991. XAVIER. S.518-24.66. Acta Cienc. R. Fitoterapia. Prod.805-12. . Toxicol. n. D.. v. Int. v. Nat. YANG. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. YANG. n.341-6. J.13. M.6. et al.WU. YU. Mem. W et al.2.5.. p.357-64. M. H. Sci. n. 1994. YU. YADAVA. XY. p. N„ TRIPATHI.289-93.36. YANG. C. p. et al. Y X. et al.16. 145-7.2. v. p. 2000. et al.61-3.4. W.29. 1996. H. n. Z. YEN. n.457-64. J. n. p.Tokyo-Toritsu Eisei Kenkyusho.17.8.135-46. YESILADA.l. L. Phytochemistry {Oxford).3. p. 1997. Acta Physiologica Hungarica. n. v. YE. v. China.2. n. Inst. YANG. p. YANG. v. P. Jpn.. p. et al.42.. S. 1989. p. v. n. 1995. MISRA. 1989. H..2.1989.. YAMAGISHI. v. R. 1993. R. v. v. WANG. Food Chem.29. YADAVA.34. X. T. . YUN-CHOI. Acta Pharmacologica Sinica. n. p. n. et al. Q. YU. Res.4.3213-16.. SBCQFPN. v.J. Sichuan. p.106. n. 127. 1990. n. CHEN. Simpósio Brasil-China. YANG. p. Pept. p. n.488-90. Ethnopharmacol. D. 1986. K.J. p. n. p.58-60. 1988. Phytochemistry. p. Acta Botanica Sinica. CHENG.ll. 1992. S. K.3053-4. 1990. Journal of Plant Resources and Environment.8. YADAVA. S. G. p... 1994.. S. et al. T. 1986. 1991. n. v. v. 1986.1. YASSA. B. Journal of Food and Drug Analysis. v. YAMAHARA. 1989. J.2. p. p. 1995. et al. Chem. v. p.583-4. v.28. n.2. et al. v. Chinese Pharmaceutical Journal.. Chem... YAMAMOTO.43. 1991. Pak. et al. n.6. 1987. 1990.. n. 2. p. A. v. v.38.331-6. E.l. et al. Repub.l 15-17.39. Zhonghua Nongye Yanjiu.5.61-4. 1999. 1987. YANG.. Protein Res. Zhonghua Zhongliu Zazhi. Q. n.3-5. v. C. Gaodeng Xuexiao Huaxue Xuebao. YADAVA.l.l 19-24. Fitoterapia. H.14. YANG. C.ll. H. 1990.3.J. YANG. v. p.31. v.2. Acta Botanica Yunnanica.27.88-90.5.1045-53.62.3.1269-70. A.Y. p. YAMAGUCHI.. 1996. Indica.630-3. V. A. v. et al. Kenkyu Nenpo .l35-40.28B. p. Phytochemistry. v.J.6. Counc. p.4. v. et al. XU.30. YEUNG. S. S. v. YASUDA. et al. et al. E.491-4. 171-4.63-6.128-31.65. et al. 1988. p. T. J. A. Journal of the Science of Food and Agriculture. p. v. et al. X. Bul.55-7. n. V K. Chem.187-90..10. Oswaldo Cruz. Y. n.2. YASMIN.10. L. N. p.348-9. I.l. 1996. 1997. 8. et al. KNOLL. N„ SAINI.2. T. R. 1994. Natl. Ind. et al. v.87-8. n. R. v. Res. v. Yakugaku Zasshi. X. et al.2. v. Protein Res. Sci. 2001.79.10. 1991. V. YADAVA. YAMAGISHI. Z. Indian Perfumer.

n. H.1-2. ZHANG..791-2.152-6. S. Planta Med.J. et al. Anais do XXXIX Congresso Brasileiro de Botânica. (Engl Ed.). p. Pak. 1996. 351. Ind. R. et ai.143-4. et al.2.104. p.1. n.. Sin. X. 1987. v. n. 1987. v. 1987. Maharashtra Agric.3633-6.107-27.41-7. ZENG. Acta Botanica Sinica. v. v. Am. 1989. ZAKARIA.30... et al. ZAVALA.52.. I.3. n. EthnopharmacoL. ZHANG. p. et al. 1991.l72-3.16-17.2.2. p. J.l. p.. Acta Pharm. X. ZENG. l l . LIN.. 1970.. Res.126-7. S. A. G. v. L.101.l. v. v. ZHOU. Sci. Duoqing Zhongcaoyao. C. n.603-7. Univ. M.61. O. J. 1987. ZHU.265-8. 1989. v. 1988.292-9..5707-12. p. p.846-51. Soedin. Acta Pharmaceutica Sinica.2. Egypt. n. et al. ZHANG. R.l.15.89-92. v.861-6. et ai.ll. et al Indian J. et al.38 . Egyptian Journal of Bilharziasis. ZAKHARY.2. n. v. Prir. Journal of Agricultural and Food Chemistry. 1991. Sin. S.53. p.36.. 1986.l. Prod.28. YUNUSKHANOV.4. v. 1992.l67-72. Khim. N. MOHAMED.33. ZHENG. p. Q. Agric. n. M. Chin.39. n. Med. Food Chem.2.3. 1990.2. l l . v. et al. B. Soedin.1865-8. ZHOU. Kexue Tongbao.5. ZAKHAROVA.8.153-6. p. . ZAKHAROV.16.l. l l .. Chin. N. Y Fenxi Ceshi Xuebao. p. 1994.33. Y. R.J. p. 1987. Sci. et al. Sci. Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters.4. Shengwu Huaxue Yu Shengwu Wuli Xuebao. Pharm. D. Acad.488-91.31. X.l. ZHENG. A. 1986.26.5. 1986. B. Sci.YUNES. 1998.47. 12th. n.59-67. v. 1986. J. ZHENG.35-8. et al. Med.5.J.. M. p. Prir..14. Ed. ZDERO. n. L.2.15. 1995.J.I.23. v. n. D. v. .71-4. et al. C. Z. Tetrahedron Letters. 1988.2.5. S. ZHENG. Acta Chim. l l .l. n. v.28. ZHANG. YUSOF. 1995. p.l 18-19.6. Proc. A. Conf. 1988. Soedin. v. n .. n. 1997.16. n . Soedin. p. et al.. v. n. BUSR1. 1988.J.238-43. ZHANG. Prir.79-85. p.169-72.J. n. D. Soe. H. 1991. S. 1988. v. p. v. . et al.41. Proc. ZHAO. et al. ZHEN. Food Agric. Khim. et al. p. 1988.37.234. n. Malays.6.235-45. 1986. n. ZAFAR.91-102. F. v. Khim. Kexue Tongbao. 1987. n. p. ZAKIR. n . n.1/2. L. ZHANG.201-6. Pak. ZHOU..131-3.218-222 . M. {Engl. p. ZELNIK. n. Chinese Medicai Journal. ZHANG. Sci.3.79-85. ZENG. p. DZHALILOV. N. Acta Pharm. ZHOU. 1996. n.. .et al. S. Pak. n. Acad. v. n. et ai. et al. v. p. v.4.106-13. p..2. v. BOHLMANN. Zhiwu Xuebao.812-14. p.1-4. p.. . 1993. v.. p. p. 1997. Cancer Res. 1988. S. n. n. . Proc. p.. Redai Yaredai Zhiwu Xuebao. Q. p. YUWAI.. Y et al. R. v. p. p. v. et al. v. F. et al. et al.207-8. v. p. 1996. 1989.28. 47.. LIN. 1987. v. F.27.22.18.. et al.30. ZHANG. A. X.l762-3. HE. 1998.. n. Nat.J.. n .. J. 1989.).643-8.25. Acta Chim. K. Sci. n. Anais da 22a Reunião Anual da SBPC. Biochem. n. 1988. p. FEBS Lett. ZAKI. C. E. v. p. p. Sin. Q. v. p.5291-4.. v.31-9. n. p. Phytochemistry. et al. M. Sin. n. X. p. 1987. p. ZAKA. Prir.10. v. v. 1987. N. et al. R. 1995a.273-8.1. B. p. M. p. J. v. Ind. Zhongcaoyao. v. Phytochemistry. ZHEN. Pak. F.l. Res.

Shipin Kexue. Ann. v. 1988. 18.898-903. (London). v.898-903..98.48-51. n. ZITTERL-EGLSEER. Bot. et al. et al. n. n. p. 19p. n. C. A. et al. ZOBEL. v. n. p.57-9. Herba Hung. n..}. 21p.4-5. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 1093362A 120ct.1995. v. v. J. ZUO.213-18. 1990. Acta Amazonica. p.12.57. n. 1994. v. W.l.46. v..285-8. J. 1990. Ecol. v.6. ZULUETA. A et al. p. F. 1995.3.25. p. Z.. n. p. Grasas Aceites (Seville)...1-2. 1991. . . K. n..6. ZHUANG. B. et al. M. 1989. p. A. WANG. p. Acta Pharmaceutica Sinica. 1449-50.12. n. Phytochemistry (Oxford).65-75.67. 1988. n.5. p.593-5. p. Planta Med.9. v. A.25. G. C.. v. A. 1990. p. 1991. 1994.67 . Yaoxue Xuebao. ZYGADLO. n. D. Biochemical Systematics and Ecology. v. .444-6.3. PIEKOS. M. R. 1991. A. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 1093361 A 12 Oct.405-8. p. S.27.7. . et al. BROWN. v. J. Chem. Can. ZOGHBI.J.38. OH Res.6. Essent.1995. et al. M.18. ZIMNA.17. 1988.ZHU. p. Bot.1801-10. J. v.. ZOBEL. ZYGADLO.915-21.

465. 458-6 Achillea millefolium. 65. 340-3. 487 Alismataceae. 78 Alpiniajaponica. 202-4 . 316 Bidens bipinnatus. 79 Alismatidae. 201-2. 81 Arecidae. 474. 361 Andropogon leucostachys. 110 Annona tenuiflora. 489 Bidens pilosa. 468-9. 154 Alternanthera micrantha. 450. 461 Ageratum conyzoides. 453. 90 Apiaceae. 376 Araliaceae. 113-5. 140-1. 65-6. 368 Arecaceae. 56. 67. 96. 360 Anacardium occidentale. 90-3. 79 Allamanda cathartica. 115 Aristolochia trilobata. 75 Allium sativum. 43 Annona muricata. 467. 152. 364 Apocynaceae. 113 Asclepiadaceae. 223 Bixa orellana. 449 Bixa arborea. 373 Averrhoa bilimbi. 95-9. 113 Aristolochiales. 468-9. 364 Apiales. 386 Asteraceae. 58. 111 Annonaceae. 148 Anacardiaceae. 62 Alternanthera brasiliana. 3512. 479. 381-5.Índice de nomes científicos Abuta sabdwithiana. 466 Adenocalyma alliaceum. 77 Aloe vera. 93. 65. 377-78. 149-50 Amaranthaceae. 119 Aristolochiaceae. 351-2 Baccharis trimera. 475. 467-8. 463 Asteridae. 79 Aristolochia. 488 Bauhinia forficata. 68. 475. 339-40 Anacardium giganteum. 342-3. 69-74. 143 Acanthospermum australe. 227-8. 463-5 Asterales. 149. 102. 351-2 Averrhoa carambola. 391 Allium cepa. 52. 480 Bignoniaceae. 345. 480. 42-3 Andropogon nardus.

441 Inga spectabilis. 152-3. 53-4 Coutoubea spicata. 272. 481. 46-7. 287 Cassia occidentalis. 272 Clidemia novemnervia. 408-9. 299. 292. 406 Brunfelsia grandiflora. 185. 178 Cybianthus. 470. 237. 302 Echinodorus grandiflorus. 205 Hibiscus rosa-sinensis. 430. 387 Gentianales. 155-6 Caesalpinia ferrea. 282-3. 231 Celastrales. 154. 402-3 Cactaceae. 395 . 145 Caryophyllus aromaticus. 297 Capparidaceae. 407. 284 Hyptis crenata. indicus. 292 Caesalpiniaceae. 301-2. 276-7 Cajanus cf. 264-5 Cymbopogon citratus. 224 Hibiscus sabdariffa. 214 Himatanthus. 236 Euterpe edulis. 379. 82-3 Fabaceae. 296 Fabales. 295. 147 Caryophyllidae. 382-3. 276 Fischeria cf. 298 Derris amazônica. 150. 213. 281. 287-8 Cassia reticulata. 440 Costus spiralis. 242. 61 Heliotropium indicum. 299 Dillenidae. 411 Hibiscus furcellatus. 247. 496 Caryophyllales. 490 Euphorbiaceae. 366-7 Hymenaea courbaryl. 175 Diplotropis purpurea. 210. 178-9. 225 Guttiferales. 388 Croton cajucara. 308 Dipteryx punctata. 231 Celastraceae. 255 Croton sacaquinha. 151-2. 496 Dipteryx odorata. 265 Caprifoliaceae. 385 Hirtella. 179 Cucurbitaceae. 215. mariana. 54. 235 Cecropiaceae. 190 Cucurbitapepo. 386-7 Gentianaceae. 373 Eupatorium ayapana. 41-2 Convolvulaceae. 315 Caesalpinia pulcherrima. 285. 170 Chenopodiaceae. 312 Ipomoea batatas. 286. 171 Gossypium barbadense. 172 Boraginaceae. 163 Chenopodium ambrosioides. 280. 80. 49 Cymbosena roseuna. 287 Cecropia peltata. 279. 275 Hydrocotyle exigua. 331 Celosia argentea. 413-4. 375 Gnaphalium purpureum. 365-9. 471 Gomphrena globosa. 205. 211. 207. 298 Derris floribunda. 327 Cassia multijuga. 398. 236 Euphorbiales. 322 Clusiaceae. 324. 318 Desmodium tortuossum. 319 Dipsacales. 394-5 Ipomoea quamoclit. 259 Hedychium coronarium. 201 Boerhavia difusa. 230-2. 63 Heliconia.Bixaceae. 83 Eryngium ekmanii. 163-4 Chrysobalanaceae. 44. 300. 238 Cucumis anguria. 206-7. 283. 266 Capparidales. 165. 393 Cordia verbenacea. 259 Commelinidae. 212-3.

321 Menispermaceae. 494-5 Passiflora coccinea. 137 . 126-7. 135 Piper marginatum. 161 Ocimum basilicum.120 Piperales. 443 Liliaceae. 132 Peperomia. 128. 420. 431. 184-9. 125. 303 Myrsinaceae. 107 Leguminosae. 124. 447 Polygalales. 311 Momordica charantia. 208 Malvaceae. 129. 244-6. 139 Mentha piperita. 87 Magnoliales. 239-40. 399-400. lhotzkyanum. 198 Lacistemaceae. 103 Myrocarpus frondosus. 136 Piperaceae. 131. 167-9. 426. 429. 446 Origanum vulgare. 120 Poaceae. 258 Physalis angulata. 240-1 Magnoliidae. 277 Leonotis nepetaefolia. 431. 421. 181-2.Jacaranda caroba. 192-3. 422-3. 233 Muntingia calabura. 427. 42 Pogostemon patchouly. 451-2 Jatropha curcas. 123. 337 Malva parviflora. 406 Lauraceae. 196 Monocotiledonae. 166 Piper cavalcantei. 444 Mentha pulegium. 427 Ocimum gratissimum. 185. 432. 161-2 Portulaca pilosa. 350 Palicourea cf. 133 Piper gaudichaudianum. 134 Piper d. 180. 229 Musa. 415-6. 435 Loganiaceae. 453 Peperomia elongata. 121-2 Pereskia grandifolia. 425. 495 Palicourea cf. 122-3 Piper cernnum. 204 Malvales. 162 Portulacaceae. 256 jatropha gossypifolia. 252. 334-6 Melastomataceae. 192 Pedaliaceae. 106 Laurus nobilis. 199 Passifloraceae. 337 Polyscias. 254. 39. 64-5 Liliales. 121. 417. 432 Ocimum canum. 402-5 Phytolacaceae. 60 Myristicaceae. 262 Myrtaceae. 64 Liliidae. 389 Luffa cylindrica. 173 Phyllanthus corcovadensis. 108 Petiveria alliacea. 125. 336 Maytenus ilicifolia. 323-4 Myrtales. 79 Moraceae. 160. 221-2. 432 Ocimum micranthum. 422 Oxalidaceae. 427-8. 424. 419-20. 425-6. 191-2. 191 Lamiaceae. 108 Persea gratíssima. 238-9. 427. 332. 442 Leucas martinicensis. 445 Mimosaceae. 493. 241. 251 Lacistema. 419. 89 Malpiguiaceae. 200 Maytenus aquifolium. laniflora. 158-9. 416. 418 Mentha viridis. 158 Pothomorphe peltata. 412-3 Lamiales. 156-7 Persea americana. 195 Mabea angustifolia. 414. 250-1. 61 Musaceae. 332. marcgravii. 434-5 Lippia granais. 369-72 Portulaca oleraceae. 245. 321 Nyctaginaceae. 64 Lippia alba. 130.

177-8 Virola surinamensis. 58 Zingiberaceae. 330 Pyrostegia venusta. 183. 228 Thevetia peruviana. 112 Zingiber officinale. 401 Solidago microglossa. 353 Saccharum officinarum. 320 . 99. 218. 463 Scrophulariaceae. 45. 269 Rubiaceae. 462 Ranunculales. 260-1 Wilbrandia ebracteata. 103-6 Vismia japurensis. 434 Violales. 492 Rubiales. 400 Solanum tuberosum. 76 Sapindales. 189. 457 Scrophulariales. 51 Zinnia elegans. 412 Tagetes erecta. 127. 221 Urena lobata. 471 Sorocea bomplandii. 50 Sambucus nigra. 94-5. 138 Primulales. 452. 492 Ruta graveolens. 409. 482. 233-4 Spilanthes acmella. 216 Stigmaphyllon fulgen. 390 Symphytum officinale. 48. 217-9. 51 Zinigiberidae. 273 Rosales. 485. 349. 132. 484 Zollernia ilicifolia. 52 Zingiberales. 397-8 Solanales. 339 Schinus terebenthifolius. 477. 215-6. 262 Prunus domestica. 347. 363 Rutaceae. 354-7. 344. 478 Theobroma grandiflorum. 379-85 Tiliaceae. 213. 226 Solanaceae. 326 Psydium guajava. 230-1 Verbenaceae. 139 Rhynchanthera grandiflora. 101. 345. 479. 474. 274 Psydium cf. 457-60. 227 Theobroma speciosa. 491 Spondias purpurea. 338 Stigmaphyllon strigosum. 473-4. 350. 449 Sechium edule. guineense. 360 Scoparia dulcis. 453-6 Sida rhombifolia. 182 Sesamum indicum. 393 Solanum paniculatum. 208-9. 472. 338 Strychnos triplinervia. 197 Xylopia cf. 322 Rosaceae. 325-9. 312. frutescens.Pothomorphe umbellata. 271 Rosidae. 209 Urticales. 55. 361 Sterculiaceae. 497-500 Sansevieria.

SOBRE O LIVRO Formato: 1 6 x 23 cm Mancho: 27.Estúdio Gráfico (Diagramação) .5 x 49 paicas Tipologia: lowan Old Style 10/15 Papel: Offset 75 g / m 2 (miolo) Cartão Supremo 250 g / m 2 (capa) 2» edição: 2003 EQUIPE DE REALIZAÇÃO Coordenação Geral Sidnei Simonelli Produção Gráfica Anderson Nobara Edição de Texto Nelson Luís Barbosa (Assistente Editorial) Nelson Luís Barbosa (Preparação de Original) Marcelo Rondinelli e Ada Santos Seles (Revisão) Editoração Eletrônica Lourdes Guacira da Silva Simonelli (Supervisão) AVIT'S .

do Instituto de Biociências (IB) da UNESP. Capa: tsabel Carballo . e Clélia Akiko Hiruma-Lima. os biólogos Luiz Cláudio Di Stasi.Ao coordenar a equipe científica multidisciplinar responsável pelo livro. Campus de Botucatu. estimulam a realização de estudos desse gênero que recuperem e documentem o conhecimento popular das mais diferentes populações autóctones. do Departamento de Fisiologia. do Departamento de Farmacologia.

estudadas pelo seu potencial dores condições de atingir o desenvolvimento sustentado com a extração e conservação dos produtos medicinais existentes no seu próprio hábitat.Esta cuidadosa pesquisa etnofarmacológica tem como fonte moradores da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica. . ponto de partida para a identificação e catalogação de 135 espécies vegetais daquelas regiões que.