Aliar o conhecimento popular ao científico em busca de novos medicamentos farmacoterápicos e fitoterápicos é um dos principais caminhos para o sucesso de pesquisas na área de plantas medicinais. Isso é benéfico para as famílias que habitam os ecossistemas florestais, que podem obter dos recursos naturais e da sua conservação seu desenvolvimento sustentado, e para a população em geral, pelo acesso a novos e eficazes remédios. Resultado de uma extensa pesquisa iniciada em 1987, este livro compreende a descrição de 135 espécies medicinais, com nomes científico e popular, dados botânicos e propriedades de cura atribuídas pela medicina tradicional. Esse corpus foi selecionado num total de 340 espécies mencionadas em entrevistas com aproximadamente 110 moradores da Amazônia e 170 habitantes urbanos e rurais da região da Mata Atlântica. A obra, que inclui glossários de termos botânicos, químicos e médicos - além de um índice de nomes científicos -, não é uma mera segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia, publicado originalmente em 1989. Trata-se de um autêntico novo trabalho, que, além de incorporar todos os dados publicados naquele livro, introduz uma nova forma de apresentação dos dados das espécies medicinais, catalogadas graças a criteriosas pesquisas etnofarmacológicas.

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

FUNDAÇÃO EDITORA DA UNESP Presidente do Conselho Curador José Carlos Souza Trindade Diretor-Presidente José Castilho Marques Neto Editor Executivo Jézio Hernani Bomfim Gutierre Conselho Editorial Acadêmico

Alberto Ikeda Antonio Carlos Carrera de Souza Antonio de Pádua Pithon Cyrino Benedito Antunes Isabel Maria F. R. Loureiro Lígia M. Vettorato Trevisan Lourdes A. M. dos Santos Pinto Raul Borges Guimarães Ruben Aldrovandi Tania Regina de Luca

Luiz Claudio Di Stasi Clélia Akiko Hiruma-Lima

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

2- edição, revista e ampliada

© 2002 Editora UNESP Direitos de publicação reservados à: Fundação Editora da UNESP (FEU) Praça da Sé, 1 08 0 1 0 0 1 - 9 0 0 - S ã o Paulo-SP Tel.: (Oxxll) 3242-7171 Fax: (Oxxll) 3 2 4 2 - 7 1 7 2 Home page: www.editora.unesp.br E-mail: feu@editora.unesp.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP Brasil) Di Stasi, Luiz Claudio Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica / Luiz Claudio Di Stasi, Clélia Akiko H i r u m a - L i m a ; colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito, Alexandre Mariot, Claudenice Moreira dos Santos. - 2. ed. rev. e ampl. - São Paulo: Editora UNESP, 2002. ISBN 8 5 - 7 1 3 9 - 4 1 1 - 3 1. Plantas medicinais-Amazônia 2. Plantas medicinais-Atlântica, Mata I. Hiruma-Lima, Clélia Akiko. II. S o u z a - B r i t o , A l b a Regina M o n t e i r o . III. M a r i o t , A l e x a n d r e . IV. Santos, Claudenice Moreira dos. V. Titulo. 02-4394 Índice para catálogo sistemático: 1. Brasil: Plantas medicinais: Botânica 581.6340981 CDD-581.6340981

Sobre os autores e colaboradores

Autores Luiz Claudio Di Stasi Biólogo Mestre em Farmacologia (EPM) Doutor em Química Orgânica (UNESP - Araraquara)

Laboratório de Fitofármacos - Lafit Batu Departamento de Farmacologia - In Clélia Akiko Hiruma-Lima Bióloga Mestre em Química e Farmacologia de Produtos Naturais (UFPB) Doutora em Ciências Biológicas, AC: Fisiologia (UNICAMP) Departamento de Fisiologia - Instituto de Biociências de Botucatu (UNESP) Colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito Bióloga - Fisiologia (UNICAMP) Alexandre Mariot Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Claudenice Moreira dos Santos Bióloga

Elza Maria Guimarães Santos Bióloga Fabiana Gaspar Gonzalez Bióloga - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Leonardo Noboru Seito Biomédico - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Maurício Sedrez dos Reis Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Shirley Barbosa Feitosa Bióloga Wagner Gomes Portilho Biólogo - Fundação Florestal (Registro/SP)

Aos entrevistados Aldeia dos tenharins - Amazônia Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes Município de Humaitá - Amazonas

Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado, Jacupiranga e Sete Barras Mata Atlântica - Vale do Ribeira (São Paulo)

Agradecimentos da pesquisa na Amazônia

Ao Prof. Dr. Osvaldo Aulino da Silva, Departamento de Botânica, Instituto de Biociências, UNESP, Campus de Rio Claro, SR que, através de seu constante incentivo, de sua amizade e de suas idéias lúcidas e coerentes, tornou possível a realização deste trabalho com as características que ele possui. Aos ecólogos José Luís Campana Camargo, Silvana Amaral, Fábio Bassini e José Eduardo Mantovani; aos biólogos Aldeli Prates Ferreira, Silvana Trevisan, Simone Godói Cera, Ricardo Santos Silva e Natalina Evangelista de Lima (UNESP - Botucatu), pela imensa disposição e contribuição dispensada durante o levantamento etnofarmacológico e a coleta das plantas da região de Humaitá. A Dra. Marlene Freitas da Silva, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, por sua pronta disposição na identificação das espécies vegetais que constam desta obra. A Fundação Nacional do Índio - Funai, por permitir nossa permanência na aldeia dos tenharins. Ao Grupo de Trabalho da UNESP (GTUNESP) e à Fundação Rondon, pelo apoio. Aos soldados Nunes e Fonseca e ao próprio 42° Batalhão de Infantaria da Selva de Humaitá, pelas diversas caminhadas pelas matas da região à procura das espécies de nosso interesse. A srta. Roseli Galhardo Paganini, in memoriam, pela sua dedicação, interesse e paciência na datilografia da primeira edição deste livro. À Editora UNESP pela oportunidade de publicação. A todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para que nossos objetivos se concretizassem.

Agradecimentos da pesquisa na Mata Atlântica

À diretora e ao vice-diretor do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, Profa. Dra. Sheilla Zambello de Pinho e Prof. Dr. Carlos Roberto Rubio, pelo constante apoio e estímulo durante toda a realização desta etapa da pesquisa. Aos funcionários da Seção de Transporte do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, sempre prestativos e colaborando quando de nossa necessidade. Aos biólogos Murillo Queiroz Júnior, Mariana Aparecida Carvalhaes, Oei Sioe Tien, Gabriela Priolli de Oliveira, Sueli Harumi Kakinami e Miriam Helena Bueno Falótico, pela enorme colaboração na realização do levantamento etnofarmacológico e na coleta das espécies vegetais no Vale do Ribeira. A bióloga Renata Mazaro, pela imensa colaboração na atualização da revisão bibliográfica. A Fundação Florestal, pela colaboração em inúmeras atividades de campo e pelo apoio na realização de atividades de Educação Ambiental junto à base de Saibadela - Parque Estadual Intervales. Aos herbários "Irina Delanova Gemtchujnikov" IB, UNESP - Botucatu e "Barbosa Rodrigues" Itajaí, Santa Catarina, pela imensa colaboração na identificação do material botânico. A Fundação Brasileira de Plantas Medicinais, pela oportunidade de utilização de seu banco de dados na revisão das informações técnicas de todas as espécies vegetais constantes deste trabalho. A todos aqueles que colaboraram nas diversas etapas deste trabalho e para que ele fosse publicado com as características aqui apresentadas.

Agradecimentos especiais à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).Vale do Ribeira. . pelo apoio à pesquisa na Mata Atlântica .

Sumário Prefácio 17 Prefácio à primeira edição (1989) 23 Sobre a primeira edição do livro (1989) 27 Apresentação do trabalho em 1989 29 Metodologia de pesquisa 31 Organização do livro 35 Parte 1 Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 39 1 Commelinidae medicinais 41 2 Zingiberidae medicinais 51 3 Liliidae medicinais 64 4 Outras monocotiledôneas medicinais na Mata Atlântica 79 .

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 87 85 5 Magnoliales medicinais 89 6 Aristolochiales medicinais 7 Piperales medicinais 120 113 8 Ranunculales medicinais 139 Seção 2 Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 145 9 Caryophyllales medicinais 147 Seção 3 Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 1 7Í 10 Violales medicinais 1 77 11 Malvales medicinais 200 12 Urticales medicinais 230 13 Euphorbiales medicinais 236 14 Guttiferales medicinais 259 15 Primulales medicinais 262 16 Capparidales medicinais 265 Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 269 17 Rosales medicinais 271 18 Fabales medicinais 276 .

Sumário 19 Myrtales medicinais 321 20 Celastrales medicinais 331 21 Polygalales medicinais 337 22 Sapindales medicinais 339 23 Apiales medicinais 364 Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 373 24 Gentianales medicinais 375 25 Solanales medicinais 393 26 Lamiales medicinais 406 27 Scrophulariales medicinais 449 28 Asterales medicinais 463 29 Rubiales medicinais 492 30 Dipsacales medicinais 496 Posfácio 501 Glossário de termos botânicos. químicos e médicos 505 Referências bibliográficas 523 Índice de nomes científicos 601 .

ou melhor. entre outros -. é patente também que não há nenhuma estratégia de manejo global desses ecossistemas e a sua conseqüente conservação.perda da fauna e da flora. alterações climáticas. mas nenhuma satisfaz de forma completa as necessidades. provavelmente. empobrecimento do solo. Inúmeras discussões e propostas são realizadas. a falta de propostas decorre de um dos dois. Acreditamos que. comprometimento do abastecimento de água. incluindo a perda de conhecimentos sobre essas espécies e de seus potenciais produtos.Prefácio Acreditamos que é desnecessário afirmar a importância e a necessidade da conservação dos ecossistemas florestais brasileiros. ou significam estratégias proibitivas. conse- . pois. que em sua maioria não resolvem o assunto. Enumerando apenas alguns problemas decorrentes da devastação de ecossistemas como esses . se propõe e se discute sobre o assunto. ou representam paliativos de curto prazo de funcionamento. esse tema tomou conta do planeta e muito se fala. podemos verificar a necessidade de estratégias que permitam a manutenção dessas florestas. Nos últimos anos. Apesar de tudo que se conhece sobre o assunto. da soma de dois fatores: • os escassos conhecimentos científicos sobre a complexidade de relações existentes entre os diversos componentes desses ecossistemas e. mas pouco se faz. especialmente a Floresta Amazônica e a Floresta Tropical Atlântica.

como os ribeirinhas da Amazônia. Nesse sentido. especialmente considerando-se o crescimento da população e a necessidade de mais e mais produtos a cada dia que passa. Por sua vez. mas inclui ainda interesses econômicos. as pequenas vilas nas áreas rurais de ambas as regiões . alternativas que mantenham esses habitantes na floresta com a qualidade de vida merecida irão. como mais um produto para comercialização. São eles que podem. É nesse sentido que o manejo de vários produtos florestais de forma sustentável surge como uma excelente proposta e que as plantas medicinais.qüentemente. quer sejam comunidades tradicionais. Para tal. novos estudos precisam ser feitos e as pesquisas interdisciplinares. Nesse aspecto. sem dúvida alguma. os pescadores do Vale do Ribeira. permitir grandes avanços na conservação. como as diversas aldeias e tribos da Amazônia ou os quilombolas do Vale do Ribeira. São eles que vivem em contato direto com todos os elementos desse ecossistema. Dessa forma. Consideramos. os moradores da floresta . integram esse novo momento de ação sobre os ecossistemas. Sabemos que o homem sempre buscou na natureza recursos para sua sobrevivência. os quais são atores-chave na elaboração de estratégias de conservação. entretanto. portanto.quer sejam grupos definidos. • o descaso por parte daqueles que propõem e executam as políticas de conservação ambiental local.vivem diretamente dos produtos que essa floresta lhes oferece para sobrevivência ou para comercialização do excedente. Essa forma de relação tornou-se mais perigosa. uma vez que permitirá avanços na detecção de alternativas de conservação. que enquanto não se contemplar nas estratégias de conservação a melhoria da qualidade de vida do habitante da floresta pouco se poderá alcançar. São eles que conhecem a floresta. atualmente. contribuir imensamente com a elaboração de estratégias de conservação. de sua fragilidade diante da ação devastadora do homem. não se dá apenas visando à sobrevivência. nacional e internacional para com os elementos humanos que habitam esses ecossistemas ou seu entorno. priorizadas. seus produtos e suas relações. devemos salientar que qualquer proposta ou estudo que contribua com o conhecimento desses ecossistemas é valiosa. a contribuição deste . regional. fator que limita a elaboração de estratégias eficazes de conservação. pois além do conhecimento que possuem também atuam como verdadeiros fiscais de controle da ação antrópica. Essa relação.

em janeiro de 1999. Foi a partir de pesquisas que realizamos. cada qual havia tomado seu caminho. que é justamente o conhecimento popular decorrente de dezenas. Começamos o trabalho. melhores condições de vida podem ser oferecidas para esses habitantes que conhecem a floresta e dela vivem diariamente. Dessa forma. menos globalizado e mais coerente com as necessidades e aspirações daqueles que fazem o patrimônio cultural do país e que conhecem o funcionamento de seus ecossistemas melhor que qualquer área específica do conhecimento científico. pagando o preço de um trabalho mais social. Não custa lembrar e salientar. Passou da hora de a ciência e a política. como instituições determinantes para o avanço. sobretudo depois que a Fundação Editora UNESP propôs. A equipe já não era a mesma. No entanto. na verdade. então começamos a ampliar o leque de colaboradores no trabalho de revisão bibliográfica das espécies vegetais identificadas e introduzir novos elementos à . centenas ou mesmo milhares de anos de relação desses habitantes da floresta com o ecossistema florestal. entretanto. que a idéia de Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica foi tomando forma lentamente. o número de informações disponibilizadas tornou a proposta mais árdua e difícil do que imaginávamos. Nessa proposta inicial a idéia era atualizar a revisão bibliográfica das 59 espécies medicinais que constavam daquele livro. a realização de uma segunda edição atualizada do livro Plantas medicinais na Amazônia. mais abrangente. Verificamos que a atualização dos dados e a ampliação do livro representava. que pensávamos menor que aquele que originou o primeiro livro. publicado originalmente em 1989. já que dez anos haviam se passado. considerando os aspectos aqui referidos. reunir valor econômico maior que aquele atualmente praticado na relação das indústrias e laboratórios farmacêuticos com os grupos e as comunidades tradicionais. legitimarem o valor do conhecimento dessas comunidades e desses grupos e incluí-los no processo de conservação. que a ciência usou e ainda usa como fonte de informações para obtenção de novos medicamentos. conseqüentemente. fazer um novo livro e juntar os dados com os da primeira edição. pois ele fornece dados importantes sobre um grande número de espécies vegetais que podem ser estudadas como medicamento e. abrindo uma porta importante para a publicação deste material. e incorporar na nova edição outras 41 espécies medicinais usadas na Amazônia e que haviam sido catalogadas em nossa pesquisa após a primeira edição.livro é um começo. e também no de desenvolvimento.

toxicológicos e botânicos) de espécies vegetais desse importante ecossistema que é a Floresta Tropical Atlântica. além dos desenhos apresentados inicialmente. químicos.não . mas verificamos lentamente que a proposta era bem mais valiosa. que prontamente os disponibilizou para esta publicação. Chemical Abstracts). farmacológicos. A quantidade de informações obtidas foi gigantesca e iniciamos um trabalho cansativo e detalhado de seleção dos dados que considerávamos mais importantes para constar do novo material. além da pesquisa nos tradicionais índices de revisão (Biological Abstracts. permitiria comparar os usos que grupos humanos distintos poderiam fazer de uma mesma espécie medicinal e. pois não existiam ainda dados pormenorizados (etnofarmacológicos. incluindo fotos de algumas espécies. tornou-se o objetivo principal da nova equipe. A idéia de agrupar dados de pesquisas etnofarmacológicas com grupos étnicos distintos que habitam diferentes ecossistemas florestais ou em suas proximidades foi se concretizando como uma proposta de grande valor. especialmente com comunidades tradicionais que habitam o interior ou no entorno da Mata Atlântica. foi a possibilidade de disponibilizar para as comunidades tradicionais de ambas as regiões . catalogadas em uma pesquisa etnofarmacológica realizada na região do Vale do Ribeira. Estado de São Paulo. adicionando-se a essas plantas dados técnicos e científicos que permitissem avanços reais na pesquisa de plantas medicinais e na pesquisa de novas estratégias de conservação desses ecossistemas. à medida que. por um lado. já disponibilizados em disquetes e com fácil acesso pelos computadores. Nessa nova etapa. outro importante e singular ecossistema brasileiro. colocar lado a lado os dados de espécies vegetais específicas de cada ecossistema e usadas como medicamento pelos diferentes grupos estudados. Index Medicus. Foi nessa fase do trabalho que surgiu a idéia de incorporarmos à pesquisa algumas das plantas medicinais. a nova idéia não tinha mais como retornar. buscando nas mais variadas fontes dados que pudessem ser adicionados para cada uma das espécies a serem inseridas numa segunda edição do livro. pelo menos as mais citadas. Por si só. páginas e links que tratam do assunto e que estão com livre acesso na Internet. A oportunidade de produzir uma publicação de plantas medicinais usadas na Amazônia e na Mata Atlântica. por outro.proposta original. assim como no banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM). No entanto. buscamos informações em diversos endereços.

todos os dados e informações possíveis e mais importantes sobre as espécies vegetais mais utilizadas que orientou todo o nosso esforço em publicar este material na forma em que ele se apresenta. hoje. Quando Plantas medicinais na Amazônia foi publicado. Com essa nova concepção. como é o caso da Amazônia e da Mata Atlântica. sem dúvida. Mas mesmo considerando-se os enormes avanços nessa área. Devemos ressaltar aqui a enorme evolução que o tema "plantas medicinais" teve no Brasil nos últimos anos. especialmente quando esses dados se referem a espécies nativas de ecossistemas florestais pouco conhecidos em sua complexidade. A conservação dos ecossistemas tropicais. que serão úteis. mas com um livro. durante todo esse período. realizadas na região amazônica e na região da Mata Atlântica do Estado de São Paulo. não apenas catalogando espécies medicinais. como é o caso da Amazônia e. especificamente. Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica não é uma segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia. que incorpora todos os dados publicados no primeiro livro e que introduz uma nova forma de apresentação dos dados de espécies medicinais catalogadas por pesquisas etnofarmacológicas criteriosas.em artigos científicos e técnicos. mas um novo trabalho. sempre foi uma preocupação constante. mas também discutindo e introduzindo novas abordagens para que a pesquisa com plantas medicinais pudesse escolher rumos e caminhos que apontassem para a solução dos principais problemas de saúde do país. tanto para os pesquisadores da área como para a comunidade em geral. especialmente os mais ameaçados. da Mata Atlântica. No entanto. especialmente os habitantes das duas regiões onde foram realizados os estudos. mas as plantas medicinais. raros eram os trabalhos e as publicações que estavam disponíveis. dados etnofarmacológicos continuam sendo a principal base para a escolha de plantas medicinais para estudos voltados para a obtenção de novos medicamentos. mais acessível que os artigos . passaram a representar uma nova alternativa . Relembramos que já em 1989 destacamos a importância de que o tema "plantas medicinais" tivesse uma abordagem ecológica e ambiental e que os dados das comunidades tradicionais e dos diferentes grupos étnicos sobre as plantas medicinais não fossem apenas um rol de informações para a seleção de plantas medicinais pelos pesquisadores da área. excelentes publicações foram sendo disponibilizadas.

respeitando-se os interesses das comunidades tradicionais. mas pouco realizado na prática. para sugerir que as pesquisas com plantas medicinais sejam pensadas também pelo seu caráter social e econômico. permitem a redução da ação antrópica sobre outros produtos florestais. quer sejam como medicamentos eficazes e seguros para uso local quer como recursos econômicos explorados de forma sustentável. envolvendo uma enorme equipe de pesquisadores de distintos órgãos governamentais (estaduais. cujo objetivo principal está na melhoria da qualidade de vida de comunidades que habitam os ecossistemas florestais por meio do uso correto e adequado de espécies nativas de valor medicinal. municipais e federais) e não-governamentais. acreditamos que este trabalho é uma importante contribuição. para que espécies nativas sejam priorizadas nos estudos de plantas medicinais pelos pesquisadores no Brasil. apesar de preliminar e pequena. assim como a obtenção de renda adicional para as famílias que habitam os ecossistemas florestais ou seu entorno com a exploração sustentável desses recursos e sua conseqüente conservação . e para estimular e incentivar que tais pesquisas sejam realizadas efetivamente com o caráter inter e multidisciplinar amplamente apregoado e estimulado em inúmeras publicações. Aliar o conhecimento popular com o conhecimento científico . Finalmente. reduzindo assim os sérios problemas ambientais pelos quais esses ecossistemas passam. realizadas de forma racional e sustentável. não sendo apenas uma compilação de dados da literatura. para que parte do patrimônio cultural de diferentes grupos étnicos brasileiros seja registrada e não seja perdida. Nesse sentido. Luiz Claudio Di Stasi .somando-se a isso a busca de novos medicamentos. Trata-se de uma pesquisa iniciada em 1987 e que continua em comunidades tradicionais da Mata Atlântica.para a conservação dos ecossistemas. farmacoterápicos e especialmente fitoterápicos.não pode ser apenas a retórica. visto que as espécies vegetais de valor medicinal passam a ser mais um recurso florestal passível de exploração e de comercialização que. devemos fazer constar que este trabalho é resultado de uma pesquisa etnofarmacológica realizada com diferentes comunidades e grupos humanos do Brasil. mas a base das pesquisas na área de plantas medicinais.

significaria um grande prejuízo para a cultura e para a ciência do país. Em primeiro lugar. mediante a realização de um inventário de plantas medicinais. o trabalho teve caráter de extensão universitária baseado na preocupação de devolver para a população envolvida no objeto de estudo os resultados das pesquisas realizadas com as espécies da região que pudessem fornecer esclarecimentos adicionais. que esse conhecimento seja perdido. o que. visando ao resgate e à preservação da cultura popular de grupos étnicos definidos. desse modo. a nosso modo de ver. pretendeu-se. evitando-se. obter informações que viessem subsidiar pesquisas nas diversas áreas que envolvem o estudo de plantas medicinais. principalmente no aspecto de alertar a população acerca dos problemas oriundos do uso indiscriminado de plantas medicinais e das plantas com efeitos tóxicos comprovados. principalmente no que se refere a facilitar a seleção de espécies vegetais potencialmente ativas e que são utilizadas amplamente pela população de determinada região. pois permite que a população se utilize dos recursos terapêuticos de origem .Prefácio à primeira edição (1989) O trabalho aqui apresentado teve como objetivo alcançar as seguintes finalidades. Em terceiro lugar. Em segundo lugar. referente ao uso das plantas com fins terapêuticos. Tal proposta que se concretiza parcialmente com este trabalho é de grande valor. realizar um estudo etnofarmacológico regional.

Nesse contexto. consideramos que a ciência. Osvaldo Aulino da Silva. com as atividades deste trabalho. ficamos plenamente satisfeitos com o interesse do grande número de alunos que participaram do trabalho. realizado no município de Humaitá. Nesse contexto. deve ter um componente social em seu escopo. com a promoção de melhores condições de vida para a população. como qualquer outra atividade humana. Fugimos assim da postura clássica de exploração dos conhecimentos tradicionais da população e dos recursos naturais da região com fins estritamente de pesquisa. Em nenhum momento este trabalho quer se prestar como um receituário de plantas medicinais (tal uso seria um engano desastroso). preocupando-se não só com a busca do conhecimento real e verdadeiro. Tal proposta decorre de uma filosofia de trabalho que contém uma preocupação em contribuir. mas também com a descoberta de soluções e novos caminhos que venham ao encontro das aspirações da sociedade brasileira. oferecer oportunidade a alunos de Ciências Biológicas e cursos afins de atuarem e manterem contato com uma área de pesquisa fascinante e de grande importância para um país com as características sociais que o Brasil possui. Por outro lado. para executar atividades mais coerentes com nossa realidade.natural. mas funcionar como um instrumento de esclarecimento e alerta ao leigo usuário das plantas. e que visa. juntamente com o Prof. a estudar aspectos botânicos das plantas da região e executar atividades de Educação Ambiental. químicos. é importante colocarmos aqui que o presente trabalho é parte integrante de um amplo projeto de pesquisa e extensão universitária. farmacologistas etc). Em quarto lugar. da qual o próprio pesquisador faz parte. principalmente no que está relacionado às questões de saúde e preservação do patrimônio cultural e natural de uma região rica do nosso país. objetivou-se redigir este trabalho com o intuito de fornecer informações sobre plantas medicinais de forma que fosse acessível à população leiga e de interesse para os mais variados profissionais que trabalham na área (botânicos. Uma proposta de trabalho com tais características só é viável quando passa a envolver um grande número de indivíduos. além dos objetivos aqui expostos. Finalmente. com os conhecimentos adquiridos. tendo conhecimentos adicionais sobre essas plantas. muitos deles atualmente se direcionando profissionalmente para a pesquisa com plantas medicinais. que potencialmente es- . pretendeu-se. do Departamento de Botânica da UNESP Campus de Rio Claro (SP).

para que o conheci- . antes de se propor um cultivo programado de plantas medicinais. estágio de desenvolvimento. consideramos de grande importância colocar que. Ao considerarmos as características culturais de nosso país. visto o grande risco de extinção de várias plantas medicinais e principalmente pelo fato de que os vegetais. portanto é urgente a sua consideração. desde que cada participante cumpra suas tarefas e responsabilidades dentro do grupo. independentemente das dificuldades inerentes à própria relação social dos indivíduos. tipo do solo. O trabalho em equipe na área de pesquisa em plantas medicinais. essa área requer um enfoque novo. além de engrandecer o trabalho. A inserção dessa abordagem ambiental ou ecológica no estudo das plantas medicinais fornece novos elementos que melhor caracterizam os resultados experimentais realizados com determinada espécie. A literatura nos mostra que essas influências são inegáveis. que se superando as dificuldades. principalmente no aspecto do rico conhecimento de plantas medicinais existentes nas diversas regiões. propiciou um imenso prazer. incomparável com aquele que sentimos ao executarmos um trabalho individual. Acreditamos. além de botânicos. como seres vivos. O trabalho em equipe baseado em uma proposta concreta e clara torna-se simples e empolgante na medida em que permite um alcance mais rápido dos objetivos e envolve uma grande variedade de idéias. que podemos denominar ecológico. como exemplos) e abióticos (umidade do ar. clima. e nossa experiência é prova disso.tejam dispostos a concretizar os objetivos sem medir esforços. como também a qualidade das propriedades terapêuticas de interesse. no entanto. estão sujeitos às influências de fatores bióticos (floração. A experiência do trabalho em equipe aqui realizado. torna-se obrigatório quando se propõe o alcance de objetivos mais amplos como os aqui apresentados. verificamos que é este o momento da realização do maior número possível de estudos etnofarmacológicos. que podem não só determinar a quantidade de produção de compostos secundários das plantas (princípios ativos). qualquer projeto de pesquisa realizado em equipe tende a produzir melhores resultados em menor espaço de tempo. No entanto. antropólogos e químicos. é necessário que se ampliem em número e em qualidade as pesquisas na área. estações do ano e outros). propostas e encaminhamentos que enriquecem imensamente o trabalho. pela sua característica multidisciplinar. farmacologistas.

acrescentaram uma experiência rica. desde a fase inicial até a possibilidade de publicá-lo com as características que aqui se apresentam. Foi unânime por parte de toda a equipe que se relatasse a beleza do contato com os grupos étnicos envolvidos. além de tornarem possível este trabalho. Não podemos deixar de fazer constar aqui o grande prazer e até mesmo uma verdadeira paixão que envolveu a realização deste trabalho. principalmente pela influência dos meios de comunicação de massa e pelo aspecto de que a abordagem etnofarmacológica possui a vantagem de permitir a padronização de modelos experimentais específicos que serviriam de instrumento de avaliação de um grande número de espécies vegetais. preservado e utilizado como subsídio de pesquisas com plantas medicinais. o que é de extremo interesse nas condições em que se encontra o país. que.mento tradicional seja devidamente resgatado. Luiz Claudio Di Stasi . mas também por demonstrarem uma visão mais pura e bela da vida. Essa urgência na realização desses trabalhos se baseia no fato de que o conhecimento popular está sendo rapidamente alterado ou até mesmo extinto. não só de conhecimento das potencialidades da natureza. o que significa um menor custo no desenvolvimento da pesquisa e na obtenção do produto final.

Acredita-se que a flora mundial esteja entre 250 mil e 500 mil espécies. apenas 10% foram cientificamente investigadas do ponto de vista químico-farmacológico.. porque na terra não existe nada tão vil que não preste à terra algum benefício especial. quando se constata. quando se sabe que milhares de informações populares sobre o uso de plantas medicinais estão desaparecendo. surge o livro Plantas medicinais na Amazônia. mas os primeiros registros remontam a milênios. das quais o saber popular selecionou cerca de duas mil como medicinais. e. apesar disso. Observa-se. Oh! imensa é a graça poderosa que reside nas ervas e em suas raras qualidades. Dentro do terno cálice da débil flor residem o veneno e o poder medicinal. O Brasil contribui com 120 mil espécies. 1564-1616) A utilização de plantas com fins medicinais era comum na Idade Média. e a ausência de levantamentos etnofarmacológicos . portanto.William Shakespeare. Dessas. o enorme risco de extinção que correm fauna e flora. por fim. uma disparidade entre a quantidade e a diversidade da flora medicinal. a grande maioria na região amazônica. (Cena III. de um lado.. Ato II de Romeu e Julieta .Sobre a primeira edição do livro (1989) Quando a consciência de uma nação inteira parece despertar para a preservação do santuário ecológico mundial que é a Amazônia. quando as pessoas parecem querer retomar suas raízes buscando nas plantas a cura de seus males.

chamamos a atenção para levantamentos etnofarmacológicos nos quais constem identificação taxonômica das plantas envolvidas. posologia. Dra. Alba Regina Monteiro Souza Brito (UNICAMP . Profa. Quando dizemos criteriosos.Campinas) . efeitos observados. descrição botânica objetiva da espécie citada e usos. Por último. e isso é o que importa. Mas o passo foi dado.criteriosos. dados que auxiliem o usuário final na busca de conhecimento que tais levantamentos oferecem. Esses requisitos estão plenamente satisfeitos neste livro. Levantamentos etnofarmacológicos. Sua importância é tanto maior por tratar-se da região amazônica. como este que aqui se apresenta. enfim. são raros e induzem-nos a pensar que é possível ou que ainda há tempo de resgatar a memória nacional na utilização de plantas medicinais. a distância vencida. vale salientar que este trabalho representa um pequeno passo diante do extenso caminho que se tem a percorrer na recuperação de todas as informações relativas às plantas medicinais. de outro.

no caso da Amazônia. que chama a atenção de cientistas de várias partes do mundo. a taxa de desmatamento é o que realmente preocupa. Atualmente. A exploração madeireira. provenientes da evapotranspiração. Fearnside. . atualmente assume proporções alarmantes graças ao desenvolvimento de vias rudimentares e com estas o avanço da colonização. No entanto. qualquer atividade descontrolada pode acarretar processos irreversíveis de destruição da floresta. Não é difícil justificar a necessidade de manejo dessa vegetação. alta precipitação e reciclagem de seu próprio material orgânico. que outrora era restrita às margens dos rios navegáveis. Basta lembrar que as florestas têm papel importante na regulação do ciclo hidrológico e que. apesar da pobreza dos solos. atingiu um equilíbrio graças à interação de fatores como umidade. por se tratar de uma importante fonte de perturbação. a situação em relação às áreas perturbadas é deveras preocupante. que. a ação predatória do homem na Floresta Amazônica vem ocorrendo numa velocidade espantosa. Dada a fragilidade desse equilíbrio. que para sua subsistência demanda áreas de cultivo e criação de gado. apesar da exploração madeireira ainda representar pequena fração dos seus cinco milhões de quilômetros quadrados. De fato. esta contribui com cerca de 50% de vapor d'água para a formação de chuvas. conforme aponta Philip M.Apresentação do trabalho em 1 989 A Amazônia constitui um dos mais completos ecossistemas da Terra.

sua redação simples e facilidade de acesso para consulta. desde o leigo ao mais especializado. das quais poucas foram estudadas. ecológico e histórico. A importância da Amazônia não se restringe apenas às espécies animais e vegetais. por trás do uso inadvertido da área estão interesses industriais e políticos que concorrem para o desaparecimento da flora. por outro. acarreta duas situações que. tendo à frente toda a dedicação e coordenação do Prof.O setor industrial tem também colaborado com o desmatamento na medida em que depende de matéria-prima florestal para manter o seu nível de industrialização. muitas provavelmente sucumbirão antes mesmo de qualquer conhecimento de seu potencial. Osvaldo Aulino da Silva (UNESP .Rio Claro) . Dr. fruto de um trabalho sério de pesquisa. em vista do desconhecimento das conseqüências reais que disso possam advir. levando-se em conta a preocupante taxa de predação feita pelo homem. De qualquer maneira. a carência de estudos sobre a vegetação brasileira e orientação popular. informações importantes sobre as 59 espécies mais utilizadas pelos grupos étnicos estudados para fins terapêuticos. Luiz Claudio Di Stasi. e. do ponto de vista social. riquíssima em espécies. Somada a isso. Sinto-me. que se origina tanto da necessidade de uma terapêutica alternativa pelo baixo poder aquisitivo e pelo difícil acesso à assistência médica como da grande influência cultural dos arborícolas da região. Trata-se de uma obra de capital importância no assunto e que se sobrepõe aos freqüentes receituários para se dedicar ao resgate do patrimônio etnofarmacológico e às valiosas informações técnicas que certamente servirão de apoio a novas pesquisas no campo das ciências naturais. Plantas medicinais na Amazônia. Prof. pelos cuidados com a parte gráfica e as ilustrações. julgamos altamente preocupantes: por um lado. honrado em apresentar esta obra. coloca às mãos dos leitores. o uso indiscriminado de material vegetal na cura de doenças. mas diz respeito também à riqueza do conhecimento popular acerca do uso terapêutico de plantas. visando à preservação da memória histórica dos usos e costumes. as falhas no fluxo informativo e conseqüente perda do conhecimento sobre a terapêutica empregada pelos diferentes grupos étnicos e. portanto.

Local da pesquisa A pesquisa foi realizada em duas regiões e em várias localidades de cada uma delas: Amazônia • Município de Humaitá. Mata Atlântica • Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado.Metodologia de pesquisa Apresentamos. a seqüência de estudos realizados para melhor compreensão das atividades de campo realizadas desde 1987. sul do Estado do Amazonas. no Estado de São Paulo. conforme descrito a seguir: . no Amazonas. localizada a 120 quilômetros do município de Humaitá. pois não consideramos ser este o espaço para pormenorizar todos os métodos utilizados. Vale do Ribeira. • Aldeia dos Tenharins. • Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes. pela Rodovia Transamazônica em direção ao Norte. resumidamente. Entrevistas Entrevistas semi-estruturadas foram realizadas em ambas as regiões. Jacupiranga e Sete Barras.

novas visitas foram realizadas aos entrevistados até sua obtenção. • Noventa questionários aplicados a professores voluntários da rede oficial de ensino (escolas rurais e urbanas) e para líderes comunitários voluntários do município de Sete Barras. Em alguns casos o material vegetal florido não foi coletado. cujo acesso era feito por meio de barcos cedidos por lideranças locais (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar deste projeto). exsicatas foram preparadas e enviadas para identificação. as exsicatas foram enviadas ao Herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Coleta de material e identificação taxonômica As espécies referidas nas entrevistas foram sempre coletadas pela indicação do entrevistado e na sua presença. ao Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov".Amazônia • Noventa entrevistas com habitantes de Humaitá . • Vinte entrevistas com habitantes de comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes. a coleta errada do material. Jacupiranga (21) e Sete Barras (31) (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista). • Setenta entrevistas com habitantes rurais de Eldorado (18). • Duas entrevistadas (tuxaua "Kuarrã". Mata Atlântica • Cem entrevistas com habitantes urbanos dos municípios de Eldorado e Jacupiranga (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista).Amazonas (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar do trabalho). No caso de material em fase de floração. evitando-se. Para as espécies da Amazônia. Chefe da Aldeia dos Tenharins e sua esposa foram entrevistados várias vezes por diferentes membros da equipe e por meio de quatro viagens para a aldeia). Amazonas. assim. Para materiais fora da fase de floração. Departamento de Botânica do Instituto de .

Sites da Internet.Botucatu. Banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM). Para as espécies coletadas na Mata Atlântica. os dados químicos e os de toxicidade que orientassem o uso das espécies. Index Medicus (Med-line).Rio Claro. . Chemical Abstracts. ecológicas e botânicas) foram sendo adicionadas conforme a organização de cada um dos capítulos.Biociências da UNESP . foram realizadas pesquisas bibliográficas nos seguintes índices: • • • • • Biological Abstracts. priorizando-se os relatos de farmacologia que confirmassem ou não o uso tradicional das espécies vegetais.Santa Catarina. Revisão bibliográfica Uma vez identificadas as espécies. Outras informações (agronômicas. Itajaí . Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da UNESP . para sua identificação. as exsicatas foram enviadas aos Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov". e ao Herbário do Instituto de Biociências da UNESP . Depois da compilação dos dados foram selecionados aqueles de interesse para as características do trabalho aqui apresentado.Botucatu e ao Herbário "Barbosa Rodrigues".

Optou-se por apresentar as espécies dentro de suas famílias. mas considerando especialmente a Ordem Botânica à qual pertenciam.incluindo as monocotiledôneas medicinais. assim como enriqueceria os dados disponibilizados no livro. verificou-se que agrupar as espécies de forma sistemática considerando os grupos taxonômicos seria a melhor estratégia. incluindo-se assim pequenas introduções e informações sobre cada uma das ordens e das famílias botânicas incluídas neste trabalho. as espécies não poderiam mais ser apresentadas por ordem alfabética de nomes populares. Utilizou-se o sistema de classificação botânica adotado por Cronquist (1981) e modificado por Kubitzki em seu sistema de arranjo das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997). como havia sido feito na primeira edição deste livro.Organização do livro Para permitir que os dados das diferentes espécies medicinais referidas pelos habitantes de ambos os ecossistemas florestais pudessem ser avaliados comparativamente. Incluem-se no livro apenas espécies de Angiospermae. Isso tornaria fácil analisar a importância de cada família vegetal como fonte de espécies medicinais para estudos. Uma nova forma de apresentação das espécies teve que ser analisada e. . Os capítulos se distribuem em duas partes: • Parte I . com o tempo.

. Também não é referida nenhuma espécie de Pteridophyta e Gymnospermae. incluindo-se os principais grupos e classes químicas já descritos na literatura científica para cada um dos gêneros ou espécie referida no texto. as quais se subdividem em cinco seções: .Seção 3: Medicinais da subclasse Dillenidae . • Introdução sobre a família botânica ou.Seção 5: Medicinais da subclasse Asteridae Cada uma das partes inclui diversos capítulos montados a partir da ordem botânica das espécies vegetais referidas. significado do nome do gênero e dados sobre o gênero. . dados ecológicos e distribuição.dados botânicos e outras informações (quando for o caso). • Monografias de espécies medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica.nomes populares da espécie na região de estudo ou de acordo com outras referências bibliográficas pesquisadas.Seção 2: Medicinais da subclasse Caryophyllidae .Seção 1: Medicinais da subclasse Magnoliidae . especialmente apontando-se o valor da ordem como fonte de espécies medicinais. às quais foram adicionadas (quando existiam) outras referências de dados de uso popular. • Dados químicos.incluindo as dicotiledôneas medicinais. Das Dicotyledonae não foram referidas espécies das famílias.• Parte II . Para cada capítulo. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. em vários casos. das diversas famílias incluídas em uma determinada ordem. que compreendem uma descrição botânica. incluindo: . respectivas ordens e respectiva subclasse Hamamelidae. pois não foram citadas espécies vegetais desta subclasse em nenhuma entrevista.dados da medicina tradicional que incluem os dados decorrentes das entrevistas realizadas pelos pesquisadores do projeto. . tem-se a seguinte estrutura-padrão: • Introdução sobre a ordem botânica.Seção 4: Medicinais da subclasse Rosidae .

formatado e montado para a inclusão neste livro. C. O material após coleta ou por empréstimo dos herbários foi escaneado.escaneratas: técnica desenvolvida no Laboratório de Fitofármacos ( ) do Departamento de Farmacologia. . químicos e médicos usados no livro e um índice de nomes científicos que ajudam na compreensão dos diferentes tópicos abordados em cada um dos capítulos. Essas ilustrações constavam do livro Plantas. para o armazenamento de imagens de exsicatas depositadas nos herbários. medicinais na Amazônia e foram escaneadas. Di Stasi a partir da exsicata do material coletado ou a partir de outras ilustrações indicadas nas legendas. No final do livro. . formatadas e montadas para inclusão no livro. . incluindo as principais referências sobre as atividades farmacológicas já descritas para uma espécie ou gênero. • Ilustrações: para algumas das espécies são apresentadas ilustrações. • Em alguns capítulos todos esses dados estão agrupados em um único tópico. além de uma extensa bibliografia atualizada. encontram-se um glossário de termos botânicos. . • Dados toxicológicos. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe.Todas essas imagens fazem parte do Banco de imagens organizado com apoio da Fapesp. formatadas e montadas para inclusão no livro. UNESP.desenhos escaneados: incluem ilustrações realizadas por L. de vários tipos: .fotos escaneadas: incluem fotos de várias origens (todas com a autoria) cedidas para esta publicação e que também foram escaneadas. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. Instituto de Biociências de Botucatu.• Dados farmacológicos. apontando os principais efeitos tóxicos ou adversos de cada uma das plantas ou gênero.

Parte I Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

1 Commelinidae medicinais C. Restionales e Hydatellales são pouco importantes nos ecossistemas brasileiros. Outras ordens botânicas como Juncales. Guimarães C. das quais devemos destacar apenas algumas espécies do gênero Tradescantia (Commelinaceae). M. A ordem Cyperales inclui as famílias Cyperaceae e Graminae (Poaceae). algumas com importantes famílias botânicas e diversas espécies vegetais de valor medicinal e econômico. e dessa segunda é que se destacam várias espécies de valor medicinal e econômico. Na ordem Eriocaulales estão incluídas apenas as espécies da família Eriocaulaceae. Xyridaceae. Di Stasi Introdução A subclasse Commelinidae de espécies vegetais inclui sete ordens. pelo seu grande valor ornamental. Mayacaceae e Commelinaceae. A ordem Commelinales inclui as famílias Rapateaceae. Typhales. . A. algumas delas descritas neste capítulo. Santos L. M. destacando-se o gênero Paepalanthus com centenas de espécies popularmente denominadas sempre-vivas e amplamente usadas como ornamentais. Hiruma-Lima E. C.

açúcar e óleos essenciais. amido. que incluem vários gêneros.500 espécies distribuídas universalmente e com grande importância econômica. Saccharum e outros. Cymbopogon citratus e Saccharum officinarum. Várias espécies possuem importância terapêutica. reunindo inúmeras utilidades. e uma grande proporção desses produtos é utilizada na indústria de gêneros alimentícios. saponinas. Zea. Dessas quatro espécies devemos destacar a Saccharum officinarum e a Cymbopogon citratus. gêneros alimentícios como bebidas. • Pooideae. • Centothecoideae. e na Amazônia identificou-se o uso popular de quatro espécies distintas dessa família: Andropogon leucostachys. que inclui os gêneros Secale e Avena. Essa família botânica inclui plantas herbáceas com raízes fibrosas e rara ocorrência de arbustos ou árvores. açúcar e trigo. do ponto de vista de espécies medicinais. Os outros constituintes incluem alcalóides. flavonóides e terpenóides (Evans. Andropogon nardus. e o gênero Oryza. subfamília que. excetuando-se as espécies do gênero Eleusine. ácidos fenólicos. A família é dividida em quarenta tribos. também referidas como medicinais na região da Mata Atlântica e cujos dados passamos a apresentar. um dos mais importantes alimentos da população brasileira. é a mais importante. .A família Poaceae. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de grãos. inclui cerca de 668 gêneros e aproximadamente 9. do famoso centeio e da aveia. principalmente Zea mays (milho). Nessa subfamília também encontramos importantes espécies e gêneros de valor econômico e alimentar. respectivamente. As espécies de Poaceae contêm uma grande variedade de constituintes químicos. Arundinoideae e Chloridoideae. como o Bambusa e suas 120 espécies popularmente denominadas bambus. visto que inclui inúmeras espécies dos gêneros Andropogon. mas sem importância medicinal. substâncias cianogênicas. Paspalum. que estão distribuídas em seis subfamílias botânicas: • Bambusoideae. como Sorghum do sorgo. Cymbopogon. cujo representante principal é o arroz. 1996). ferragem. • Panicoideae. que inclui alguns importantes gêneros. e a cana-de-açúcar {Saccharum officinale). também denominada Gramineae.

Em outras regiões do país.B. também são ramificados e terminam em uma panícula de espigas digitadas. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Rabo-de-cavalo.5 m de altura. a espécie também é chamada de Capim-de-cheiro e Citronela. os quais. espigas digitadas e com uma coroa de pêlos compridos. os colmos são finos. Dados botânicos A espécie é uma erva que atinge até 80 cm de altura com rizomas bastante oblíquos. Não foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica. com folhas invaginadas bastante agudas.K. glabros e curvados. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie. bainhas foliares cobrem a base dos ramos e das lâminas foliares com 10 a 20 cm de comprimento e aproximadamente 3 cm de largura. Na Mata Atlântica não foi referida como medicinal.Espécies medicinais Andropogon leucostachys H. possuindo um grande número de ramos. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas secas é utilizada como antitérmico e analgésico. Em outras regiões do país. podendo atingir até 2 m de comprimen- . espiguetas sésseis e fruto cariopse. Andropogon nardus L. a planta também é conhecida como Capim-membeca. Dados botânicos A espécie é uma erva de colmo ereto que atinge até 1. por sua vez. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Capim-cheiroso e Capimlimão.

1962). Patchuli-falso. rizoma semi-subterrâneo. problemas estomacais e febre. Capim-sidró. folhas alternas. Erva-cidreira. Capim-cidrão. tais como flexuosus. respectivamente sinônimos de Cymbopogon citratus. Sídró. bainha larga e lígula na base do limbo. Alguns autores afirmam que essa espécie possui muitas variedades. Dados botânicos Erva perene com caule do tipo colmo. flores reunidas em inflorescências do tipo espigueta com glumas vermelhas (Figura 1.to. ásperas em ambas as faces. Capim-marinho. com grande valor econômico. Capim-cidreira.) Stapf. Capim-cheiroso. Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado na região amazônica contra qualquer tipo de dor. formigas e traças. marginatus e validus.1). Cymbopogon citratus (DC. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Vervena. nervação paralela e nervura central saliente na face dorsal. Corrêa (1984) refere que das folhas se pode obter um óleo essencial denominado óleo de citronela. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica a espécie é chamada de Capimsanto. ao passo que o óleo possui importante ação para espantar mosquitos. Capim-limão. Cymbopogon marginatus e Cymbopogon validus (Watt & BreyerBrandwijk. sudoríficas e carminativas. eretas. formando uma touceira robusta. . com nós e entrenós. a decocção das folhas passada sobre a pele serve como repelente para insetos. compridas. O uso oral dessa decocção é útil como antitérmico e para o alívio de gases intestinais. as inflorescências são panículas lineares compostas de espigas pequenas e escuras. lineares. Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugas.

em Brasília. 1980). nervura central saliente e bainha espinescente..Na região da Mata Atlântica. espiguetas com flores pequenas. Na região da Mata Atlântica. simplesmente. como calmante e antiespasmódico (Matos et al. articulado e um pouco mais grosso nos internós. 1988). carminativo. Dados botânicos Planta herbácea de raiz geniculada e em parte fibrosa. o suco do colmo da planta. duas vezes ao dia. simples. ao passo que a decocção das raízes é amplamente usada como .. ápice agudo. 1 dísticas. contra gripes. 1982). folhas amplexicantes. verde ou violácea. hermafroditas. ásperas. dores de cabeça e dores musculares. A decocção das raízes é usada contra gripes fortes e reumatismo. colmo arqueado na base. planas. pequeno (Figura 1. Nomes populares A espécie é chamada em todo o Brasil de Cana-de-açúcar ou. no Pará. como calmante e antiálgico (Van den Berg. fruto do tipo cariopse ovóide. gripes fortes. 1986). Cana. a infusão das folhas é usada internamente como sedativa e contra diarréia. é utilizado para aumentar a lactação e para tratar a insônia. na forma de banho (Amorozo & Gély. a infusão das folhas é usada como antidiurético. como calmante e contra pressão alta e esterilidade (Simões et al. calmante e antiespasmódico (Barros.2). O suco das folhas gelado é consumido como sedativo e como refrigerante. reumatismo e febre. como diurético. Outras indicações de uso medicinal incluem o uso do chá das folhas. carnoso e com epiderme lenhosa de cor amarelada. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. 1982. dores de cabeça e disenteria. Matos & Das Graças. cilíndrico. no Mato Grosso. Saccharum officinarum L. lineares. no Ceará. 1980). no Rio Grande do Sul.

ácido nerólico e ácido gerânico (Sargenti & Lanças. a. além de o açúcar servir para o combate à pneumonia. como citronelal. citratus das Filipinas foi obtido de suas folhas. isovaleraldeído e decilaldeído. 1997). limoneno. tuberculose. 1. externamente. . geranial e outros compostos não identificados (Craveiro et al. Ming et al. farnesol. chumbo e cobre. laurato de etila.diurético e contra hipotensão.. O óleo essencial de C. 1984). neral. cariofileno. linalol. vômitos da gravidez (Corrêa. erisipela. metil-heptenona. além de seus isômeros geralúal e neral. vários aldeídos. aftas. Outras indicações incluem a referência de que a espécie é útil.8-cineol. 1996). envenenamento com arsênico. como o geraniol. 1997). 1981). escarlatina. mirceno. Dados químicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus é constituído de mirceno. internamente. cetonas e alcoóis. geraniol. metil-heptenol. contra resinados e anginas e. terpenos e dipenteno (Costa. neral. A decocção dos bulbos é usada contra distúrbio dos rins e para expulsão de parasitas intestinais. contra úlceras da córnea. Esse óleo possui grande quantidade de citral (75% a 85%). nerol. terpineol e citronelol (Torres & Ragadio. 1986). mentol.4%).e b-pineno. rachas dos seios. Estudos foram feitos no intuito de avaliar a variação sazonal da composição do óleo (Chagonda & Chalchat. felandreno. citronelal. cólera.. sendo determinados os principais constituintes: citral (69. 1996. febres.

citratus inibiu a hepatocarcinogênese (Puatanachokchai et al. enquanto Ferreira et al. anti-helmíntica (Jourdan.. citratus já foram constatadas as atividades: sedativa (Ferreira & Fonteles. (1983) referem atividade antiespasmódica.. 1988).. O óleo essencial foi incorporado a cremes antifúngicos tendo bons e significativos resultados (Wannissorn et al.. 1997). Onawunmi et al. O efeito analgésico foi confirmado por Lorenzetti et al. (1985). Os principais constituintes das folhas de C. analgésica (Viana et al. 1988). A atividade antibacteriana de C. O citral apresentou atividade citotóxica contra células leucêmicas P388 de camundongos (Dubey et al. Com as folhas de C...5%) apresentaram atividade antibacteriana e antifúngica (Chalchat et al. 1988). 2000.Dados farmacológicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus possui atividade antibacteriana (Cimarga et al. 1988). uma potente atividade analgésica detectada pelos métodos de contorções abdominais e imersão da cauda. citratus. aumento do tempo de sono (Ferreira & Fonteles. 1984. não observando propriedades de interesse terapêutico. 1989) e antioxidante (Lopes et al.9%) e neral (33. 1998). Onawunmi. depressora do SNC (Ferreira & Raulino Filho....8%). 2002. Foram observadas as atividades de diminuição da atividade motora (Ferreira & Raulino Filho. 1983 e 1989a).. citratus foram atribuídas aos constituintes do óleo essencial citral e mirceno (Ferreira et al. citratus foi testado quanto à sua atividade antinematoidal. Carlini (1985) realizou um amplo estudo farmacológico. 1986 e 1987)... no entanto.... porém apresentou atividade muito fraca (Mackeen et al. 1990). relatam. 1985). anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho. 2002). 1985) e anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho. geranial (45. 1988). 1986. . O extrato metanólico de C. Pinho et al. Onawunmi & Ogunlana. 1995). 1996). Di Stasi et al. 1997) e o extrato de C. 1997). mirceno (12. Tanto a atividade depressora do SNC quanto a atividade analgésica de C. e Di Stasi (1987). 1986 e 1987. citratus parece ser afetada pelo conteúdo de citral existente no óleo (Syed et al. (1988) e atribuído à presença do mirceno nessa espécie (Sarti et al. toxicológico e clínico com essa espécie. Lorenzetti et al. 1988) antimicrobiana (de Sá et al.

. citriodorus. ataxia. 1997. 1999). sedação e defecação (Ferreira et al. 1988)... Do extrato das raízes foi isolado éter glicosídeo aromático denominado vaniloil-1-Obeta-glucosídeo acetato (Yadava & Misra. é antiplaquetário e não apresentou efeito tóxico (Gomez et al. ferúlico e sinápico (He & Terashima. O policosanol também foi capaz de prevenir as lesões espontâneas ateros-cleróticas e na isquemia cerebral em animais. citratus. ácidos p-coumárico. . officinarum foram obtidos polissacarídeos pécticos (Saavedra et al.. capaz de diminuir os índices de colesterol em voluntários hipercolesterolêmicos. Menendez et al. também conhecido como Capim-cidrão. O efeito antioxidante do policosanol foi observado sobre a peroxidação lipídica de membrana do fígado (Fraga et al. visto o grande número de trabalhos com C. Dados toxicológicos O óleo de C. 1986a). Além de hipocolesterolêmico.Em relação a outras espécies do mesmo gênero. Foi isolado também o policosanol.. Corrêa (1984) relata a presença de inúmeros compostos de interesse industrial. 1983). perda de postura. 1976) e o hidrolato dessa espécie provocou um quadro de hipocinesia. o extrato hidroalcoólico das folhas de C. apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al. bradipnéia. e Di Stasi (1987) demonstrou um discreto efeito analgésico do extrato hidroalcoólico. Hikino et al. Não consideramos importante relatar os estudos químicos e farmacológicos de outras espécies desse gênero. citratus possui ação irritante sobre a pele de animais (Opdyke. De S. 1990). (1985) relatam que a fração polissacarídica dessa espécie foi capaz de inibir a acumulação de peróxidos lipídicos no soro de ratos. 1989). ligninas e ácidos fenólicos. Para a espécie Saccharum officinarum. 2000). um álcool alifático com alto peso molecular..

1 . c) vista geral da touceira (Banco de imagens ).FIGURA 1.Cymbopogon citratus: a) base da planta com bainhas. b) inflorescências com os numerosos estames (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Costaricensis). .

Banco de imagens ).FIGURA 1. Vista geral da planta com a inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa (1984) .2 . .Saccharum officinarum.

Santos E. da qual há vários representantes popularmente denominados Banana. importante fonte de espécies de grande interesse ornamental e econômico e cuja exploração comercial na região da Mata Atlântica representa um grande problema ambiental e uma fonte de recursos para as populações locais. especificamente das famílias Zingiberaceae e Musaceae. M. De todas essas famílias. Zingiberaceae. Na ordem Bromeliales se encontra apenas a família Bromeliaceae. apesar de sua intensa ocorrência e exploração na região da Mata Atlântica. Lowiaceae. Hiruma-Lima L. Cannaceae e Marantaceae. Guimarães C. A. referiremos espécies medicinais apenas da ordem Zingiberales.2 Zingiberidae medicinais C. As espécies da família Bromeliaceae. entre outras o famoso gengibre (Zingiber officinale). importante produto de comercialização. . Tal uso não é comum na região amazônica. Na ordem Zingiberales estão incluídas as famílias Musaceae. Di Stasi A subclasse Zingiberidae inclui duas grandes ordens: Bromeliales e Zingiberales. M. C. todas com pouco valor nos dois ecossistemas em questão. não inclui espécies referidas popularmente como medicinais.

com várias espécies medicinais. Alpinia. lâminas . na qual se encontram as espécies dos gêneros Costus. na qual se localizam os gêneros Zingiber. nos quais estão distribuídas 1. Os gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: • Costoideae. larga bainha na base que envolve o caule. e • Zingiberoideae.100 espécies tropicais espontâneas. com folhas membranosas. várias são ervas com rizomas aromáticos e células secretoras com óleos etéricos de amplo uso. de amplo uso nas regiões de Mata Atlântica. Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Vendicaá. Além do valor medicinal das espécies dessa família. Vindecaá e Vindicáa.Plantas medicinais da família Zingiberaceae Introdução A família Zingiberaceae. descrita por Ivan Ivanovic Martinov. deve-se destacar o grande valor econômico do gênero Zingiber e sua importância para as comunidades que habitam a região da Mata Atlântica. inclui 52 gêneros. Renealmia e Riedelia. algumas delas aqui descritas. que o utilizam como medicamento e como fonte de recurso financeiro. Curcuma. Costus e Hedychium. destas. Espécies medicinais Alpinia japonica Miq. Dados botânicos Erva perene com rizoma aromático do qual nasce o caule aéreo. especialmente as famosas Canas-do-brejo.

o banho preparado com folhas e flores é considerado útil como anti-séptico externo e contra corrimento vaginal. 1988). gineceu com ovário ínfero. . tridenteado e pubescente) e corola não vistosa. descrito por Carl Linnaeus. perianto distinto em cálice (claviforme. distribuídas especialmente na Ásia e nos países do Pacífico.com 20 a 40 cm de comprimento. Dados botânicos Erva de rizoma ramificado e carnoso. espessas. mas com algumas espécies em regiões tropicais. podendo chegar a até 35 cm de comprimento. trilocular e muitos óvulos (Figura 2. O gênero Alpinia descrito por William Roxburg possui aproximadamente duzentas espécies. fruto capsular. O banho morno preparado com as folhas é utilizado em "frialdade nas pernas" (Amorozo & Gély. contra sarampo. Dados da medicina tradicional Na Amazônia. entouceirada. podendo chegar a até 1. Outras indicações envolvem o uso interno da infusão das folhas. contém inflorescências terminais. O gênero Costus. densas com flores brancas ou róseas. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira e nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica a espécie é conhecida como Cana-do-brejo. elípticas. enquanto o macerado das folhas em água é usado como amaciante de roupas. hermafroditas e zigomorfas. vistosas. A espécie é ornamental e muito explorada comercialmente na região do Vale do Ribeira. hastes longas e folhas espiraladas em relação ao ramo. inclui 42 espécies tropicais. androceu com um estame fértil e em geral quatro estaminódios petalóides. ocorrendo em abundância em regiões alagadas. flores em grupos com brácteas vistosas. Costus spiralis Rosc. ápice agudo e base arredondada.1).5 m de altura.

muito perfumadas (Figura 2. em Iguape é comum a denominação Napoleão. especialmente de origem sifilítica. contra diarréias graves. Em outras regiões do Brasil também é denominada Lágrima-de-moça. Dados botânicos É uma planta herbácea e rizomatosa. A decocção de suas folhas. inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais. . Hedychium coronarium Koen. cilíndricas. e a infusão dos colmos é usada internamente contra hepatite e dores de barriga. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica como Lírio-do-brejo. A planta é amplamente encontrada na Mata Atlântica. Lírio branco e Gengibre branco. lanceoladas e coriáceas. além de ser útil externamente na lavagem de feridas.2). O gênero Hedychium. sésseis. habitando brejos ou locais alagados a pleno sol. na forma de infusão. Corrêa (1984) refere que o suco dessa planta é útil contra arteriosclerose e como calmante das excitações nervosas e do coração. são muito usadas na região do Vale do Ribeira como diurético e para reduzir a pressão arterial. sendo de fácil multiplicação por touceiras. a espécie é muito utilizada como ornamento. Em razão de sua beleza. descrito por Johan Gerhard Koenig. as folhas frescas são usadas topicamente como resolventes de tumores. vistosas. Dados da medicina tradicional As folhas e flores dessa espécie. muitas delas cultivadas como ornamentais e fornecedoras de fibras para produção de papel. incluindo a espécie aqui descrita. a infusão das folhas é usada contra hipertensão e como diurético. grandes.Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. podendo atingir até 2 m de altura com suas hastes eretas. as inflorescências são terminais com flores brancas. de onde partem as folhas longas.

com a parte aérea atingindo até 1 m de altura. onde a maioria das espécies é espontânea. diarréias e como vomitiva. em todo o Brasil. A espécie é reputada como estimulante. Dados da medicina tradicional Nas comunidades do Vale do Ribeira. contra reumatismo. lanceoladas. contra náusea. A espécie é usada. a decocção dos rizomas é usada contra gripes e tosses. flores amarelas na forma de espigas e fruto capsular. Na medicina chinesa é usada internamente contra tosses. Ela também é explorada comercialmente como alimento e como medicamento pelos habitantes da região da Mata Atlântica. O gênero Zingiber foi descrito por Karl Julius Boerner e inclui mais de cem espécies pereniais. com ampla distribuição. mesmo no Vale do Ribeira. gripes. A espécie já era referida como medicinal no ano 200 d. gripes e para problemas circulatórios. sendo provavelmente o local de sua origem. A espécie tem sido cultivada por seu valor na medicina e na culinária. carminativa com uso na dispepsia. 1995). cólicas. ao passo que o xarope dos rizomas é amplamente utilizado contra dores de barriga. tendo sido citada também na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica e considerada uma das mais antigas espécies vegetais referidas como medicinais. e. internamente. tosses.Zingiber officinale Roscoe Nomes populares A espécie é chamada. além de diversos outros usos (Bown. com uma lígula membranosa bífida. externamente. mas especialmente na Ásia. indigestão. flatulência e eólicas. de Gengibre. folhas alternas. Dados botânicos É uma espécie com rizoma tuberoso. C. 1994). sendo especialmente importante contra a gastrite causada por consumo de álcool e para controle da diarréia (Grieve. . lumbago e cólicas menstruais. Não houve referência de uso dessa espécie na região amazônica.

1987). alcalóides e fenóis livres foram verificados em A... Dois constituintes fenólicos foram também isolados do extrato clorofórmico do rizoma de A.16-dial (Morita & Itokawa. 1985a e 1985b. taninos. flavonóides em A. (Xue et al.6-dehidrokawaina. japonica foram isolados diversos sesquiterpenos. isohanalpinona e alpinenona.8cineol.. o peróxido secoguaiano e 6-hidroxialpinolídio (Itokawa et al.. dihidro-5. Os compostos isolados dos rizomas de A.6-dehidrokawaina. são os responsáveis pela atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em . 1990). 1995). eugenol e acetato de chavicol foram determinados como os compostos aromáticos de A. O acetato l'-acetoxichavicol foi isolado também do óleo essencial dos frutos de A.. Dos rizomas de A. óleo essencial. galanga são 1acetoxichavicol acetato e l'-acetoxieugenol acetato. 1987a) e três do tipo guaiano: hanalpinona.Dados químicos da família Diversos compostos sesquiterpenóides foram isolados de Alpinia japonica (Itokawa et al.. 1988).. 1987). 1988a). 1996). Foram isolados também dois sesquiterpenos do tipo alpinolídio. humulene. Foram isolados dos rizomas de A. além da presença de sesquiterpenos e compostos fenólicos (Itokawa et al. 1987c). speciosa. 1987b). nutans (Mendonça et al. acetato de geranil. 1988). galanga. galanga foram isolados dois compostos: acetato l'-acetoxichavicol e acetato DL-l'-acetoxieugenol (Itokawa et al. galanga (Mori et al..-(17)12-labddieno-15.. speciosa derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária (Teng et al. De A. 1987a e 1987f) e A. 1987).. galanga (Barik et al. Da espécie A. 1. Foram também detectadas de suas sementes diterpenos com atividade citotóxica e antifúngica denominados galanal A e B. Cinco compostos. nerolidol.. 1987).. conchigena que possui também nonacosano e sitosterol (Yu et al. epóxido II e 4ahidroxidihidroagarofurano foram isolados de A. sendo três do tipo eudesmano (Itokawa et al. speciosa e A. Esses mesmos constituintes foram também detectados nos frutos da espécie A.. galanga. formosana foram isolados de seus rizomas diterpenos do tipo labdano e do tipo bisnorlabdano. Os principais constituintes dos frutos de A. intermedia (ltowaka et al. e 5. Os sesquiterpenos -eudesmol. constituintes fenólicos em A. katsumadai (Okugawa et al... japonica (Morita et al. São eles: p-hidroxicinamaldeído e di-(phidroxi-cis-stiril) metano (Barik et al. 1987b). 1988). galanolactona e (E)-8. linalol.

1997b). isohanalpinol e aokumanol. furopelargona A. yakuchinona B. zinco. yakuchinona A.. speciosa demonstrou a presença de taninos catéquicos. 2001) e do seu rizoma (Masuda et al.foram isolados recentemente da espécie A. 1987d). cálcio. 1989). ferro. flavonóides (Luo et al. hanalpinona. 1997b) e quercetina (Wang et al. 1999)... densibracteata foram isolados os bisabolanos. 1994) fenilbutanóides foram obtidos das folhas de A. oxyphylla contêm neonotkatol.. -sitosterol. além das vitaminas B1.5heptanediona. flabellata (Kikuzaki et al. hanalpinol peróxido. intermedia foram isolados os sesquiterpenos peróxidos. além de óleos essenciais (Mendonça et al. O óleo essencial das folhas e caules de A. terpineol e 1. fenchona e geraniol. intermedeol e -selineno (Itokawa et al. manganês. zerumbet (Xu et al. tectochrisina e nootkatona (Zhang et al.. potássio. 1990). 1997a). isohanalpinona. . alpinenona. As sementes possuem mirceno. E. mirceno. além de sesquiterpenos bisabolano oxigenados e monoterpenos oxigenados (Sy & Brown..modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu. Além dos sesquiterpenos hanalpinol.8-cineol (Lai et al. sódio. sendo um novo. bornil acetato. 1987). C. 1997).. 1996). Das sementes A. chinensis foram isolados diterpenóides (Sy & Brown.. 1. Cinco diarilheptanóides. chumbo. De A. decanol. citronelol. 1997a).7-difenil-3.. epialpinolídio e o sesquiterpeno do tipo elemofilano.. daucosterol. pineno. felandreno. citronelil e geranil acetato (Nguyen et al. Alpinia officinarum possui diarilheptanóides (Uehara et al. magnésio. geraniol. 1990). 1997). blepharocalyx (Kadota et al. B2. além de dois flavonóides e quatro fenilpropanóides foram isolados dos rizomas de A. trans-bergamoteno. conchigera (Athmaprasangsa et al. -ll(12)-eremofilen-10.. Três novos diarilheptanóides . linalol... 1989). sesquifelandreno e zingibereno. A análise fitoquímica de A. polyantha foram isolados. Dois novos diterpenos denominado zerimina A e B foram isolados de A. blepharocalyx foram isolados diarilheptanoídios com propriedade de inibir a produção de óxido nítrico (Prasain et al. Das partes aéreas de A. o sesquiterpeno do tipo secoguaiano. grande conteúdo de zinco e manganês (Luo et al. aminoácidos e ácidos graxos (Wang et al.. 1988). furopelargona B... l.-o1.calixina A e B e 3-epi-calixina B . Do óleo essencial das sementes de A. katsumadai possui -pineno. Os frutos de A. fenóis e alcalóides.8-cineol. 1992). 1994). Dos rizomas de A.

1987). nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al. Sesquiterpenos isolados de A. 1987c) e A. 1996). A atividade antiedema descrita decorre provavelmente por bloqueio da liberação de mediadores ou de suas ações (Gadelha & Menezes. Dados farmacológicos da família Diversas espécies do gênero Alpinia apresentaram atividade antimicrobiana (Habsah et al. mas não apresentou atividade diurética quando administrada agudamente na forma de chá (Laranja et al. indicando . que é um derivado do gingerol. 2000). 1988. A espécie A. Constituintes isolados de A. sugerindo que a atividade se deve a mudanças na permeabilidade da membrana (Haraguchi et al. e seu óleo. 1988b). speciosa. provavelmente por diminuição do influxo de íons cálcio durante a contração (Vanderlinde et al. 1996). além de medicinal. 1972). 1985). 1989).De Costus ofer e Costus speciosus foram isolados furostanol glicosídios e saponinas esteroidais (Ichinose et al. 1999). 1994). A espécie também produz inibição da secreção gástrica (Hsu. sendo antiulcerogênica (Wang et al. galanga (Janssen & Schefter. O gengibre (Zingiber officinale) é uma espécie rica em óleo volátil denominado gingerol e shogaol. Furostanol glicorilado também foi isolado de Costus spicatus (Da Selva et al. 1996). bloqueio neuromuscular. é usada na culinária. Estudos com a espécie A. A erva. inibição da musculatura lisa. galanga (Itokawa et al. Lin et al. na perfumaria. Determinou-se a atividade fungicida utilizando-se as espécies Alpinia officinarum (Ray & Majumdar. 1988). 1986). speciosa produziu depressão do sistema nervoso central. japonica e A. assim como vários derivados sesquiterpenóides inibiram as contrações induzidas por histamina ou bário (Morita et al. revertida com a presença de ácidos graxos insaturados. 1999. ambos importantes como flavorizantes e usados de diversas formas. A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A. Um diterpeno isolado de A galanga apresentou importante atividade antifúngica. Mendonça et al. 1997). A espécie possui alcalóides e sesquiterpenolactonas (Guerrero. galanga apresentaram efeitos sobre a indução de glutationa-S-transferase. 1988a) e tranqüilizantes (Mendonça et al. 1976) e A. oxyphylla (Kyung-Soo et al. 1999 e 2000) e Costus tonkinensis apresentou tuterpenóides e esterois (Bohme et al.

1987c)... ArnaudBatista et al. speciosa também possuem potente atividade antimicrobiana contra bactérias patogênicas (Tairaetal. 1996) e antiproliferativo (Ali et al. também isolado do óleo essencial. antifúngica (Lima et al. que apresentou atividade cardiotônica (Nascimento et al.a potencialidade desses compostos como anticarcinogênicos (Zheng et al.. Existem relatos da atividade anti-helmíntica de Alpinia sp(Suzuki et al. speciosa foi isolado o terpinen-4-ol.. nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al.. 2001). 1988b). 2001).. 1990).. 1989). Compostos isolados dos rizomas de A. 1996). 1987c) e A. 1988. oxyphylla inibiu 57% das lesões gástricas produzidas por etanol (Yamahara et al.. 1996). anticonvulsivante (Maia et al. O composto dihidro-5.. Mendonça et al.. 1990). oxyphylla (Chun et al. O provável efeito dos derivados se deve à inibição da formação de tromboxana A2 (Teng et al. Os diarilheptanóides isolados de A. Dos rizomas de A. blephawcalyx possuem efeito inibitório sobre a formação de óxido nítrico (Kadota et al. O extrato hidroalcoólico do rizoma e das folhas não apresentou atividade moluscicida (Almeida & Fonteles. 1992). 1992) e atividades ansiolíticas (Elizabetsky et al.. Os rizomas de A. 1993) e antimicrobiana (Sá et al. apresentou atividade espasmolítica e hipotensora (Almeida et al. speciosa possui efeito inibidor do desenvolvimento vegetal (Fujita et al. Geraniol e isotimol isolados de A. 1998. Estudos com a espécie A. 1994). Derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária foram isolados dos rizomas de A. 1992). 1998). O extrato acetônico de A. 1992). speciosa apresentou atividade analgésica periférica. Do óleo essencial das folhas de A. Esta mesma planta apresentou constituintes antieméticos (Shin et al. O óleo essencial de A. 2002) e antigenotóxico (Heo et al. 1988). 1982. speciosa. 1988a.. officinarum (Kiuchi et al. O terpinen-4-ol.. 1982).. 1988). speciosa também possuem potentes agentes inibidores da biossíntese de prostaglandinas (Kiuchi et al. 2002).6-dehidrokawaina isolado de A. galanga também foram isolados inibidores da xantina oxidase (Noro et al. galanga (Itokawa et al. Moraes et al. 1993) e atividade antitumoral contra Sarcoma 180 em camundongos (Itokawa et al. 1994). Mendonça et al. . speciosa apresentaram atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu. A síntese de prostaglandinas foi inibida por substâncias isoladas de A. A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A.

Dos rizomas de Hedychium coronarium foram isolados diterpenos que reduziram a permeabilidade vascular e a produção de óxido nítrico (Matsuda et al... speciosa produziu excitação psicomotora. De Zingiber officinale foi observada a atividade imunoestimulante (Puri et al. 2000). Nos levantamentos etnobotânicos realizados foram referidas duas espécies medicinais. 1988b). Estudos toxicológicos (agudos e crônicos) com extratos etanólicos de A. dos quais dois possuem grande importância no Brasil.. 2000) e H. O gingerol isolado desta espécie apresentou-se como potente inibidor da ativação plaquetária antioxidante. O extrato de Costus dioscolor possui potente atividade antifúngica e antibacteriana (Habsah et al. Dados toxicológicos do gênero Alpinia A administração de extrato hidroalcoólico de A.. 1992). contorções. ellipticum inibiu a síntese de leucotrienos (Kumar et al.. 1999).. 1999). 2000) e redutor da peroxidação lipídica induzida pelo Malation em ratos (Ahmed et al. relatadas a seguir. que incluem espécies conhecidas popularmente como Banana. além de prolongar o tempo de sono (Mendonça et al. oxyphylla tem sido atribuída à presença de diarilheptanoides (Chun et al. A espécie H. 2000).A atividade antiinflamatória de A. gardneranum apresentou atividade antitrombótica (Medeiros et al. Surh. . 2000). Musa e Heliconia. Plantas medicinais da família Musaceae Introdução A família Musaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende duzentas espécies vegetais distribuídas em seis gêneros. galanga foram realizados e demonstradas mudanças intensas no ganho de peso e aumento da motilidade e contagem de espermatozóides (Qureshi et al. hipocinese.. 2001. A propriedade antilitíase foi conferida à espécie Costus spiralis (Viel et al. 2002). antitumoral e antiploriferativo (Koo et al. 2002).... de amplo uso como alimento e de grande valor econômico..

com bainhas grandes. Dados da medicina tradicional A infusão da raiz de Heliconia sp é usada na região amazônica como diurético. A espécie referida na região amazônica provavelmente se trata da Heliconia biahi L. oblongas e inteiras. .5 m de altura. no entanto não foi possível obter sua identificação completa. reunindo importantes usos como alimento e como ornamento. Dados botânicos O gênero Heliconia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies na América tropical. com folhas longo-pecioladas. folhas longas. Musa sp Nomes populares No Vale do Ribeira a espécie é chamada de Banana.. Trata-se de uma espécie com até 4 m de altura. O fruto da espécie não é usado como alimento. Dados botânicos A espécie atinge de 2 a 2. inflorescência na forma de espada protegida por brácteas e fruto capsular drupáceo contendo sementes ovóides. laminares de grande comprimento. mas não se trata da espécie comestível denominada Musa paradisíaca. minúsculas e duras.Espécies medicinais Heliconia sp Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Banana-da-selva. com pseudocaule ereto e cilíndrico. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies desse gênero.

mas de pequeno tamanho se comparado à banana verdadeira (Musa paradisíaca).Alpinia japonica.1 . Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. tendo sido trazida da Ásia e introduzida na região há mais de cinqüenta anos. dando um pequeno fruto que também é comestível. ao passo que o xarope da mesma parte é indicado contra bronquite.podendo atingir até 2 m. Ramo com inflorescência (redesenhado e modificado por Di Stasi a partir de Van der Berg) (Banco de imagens ). FIGURA 2. o macerado dos bulbos em água fria é usado contra tosse e asma. onde é amplamente cultivada como ornamento. fruto cilíndrico e anguloso semelhante à banana verdadeira. mas com 25% do comprimento e da largura. flores reunidas em espigas. . A espécie não é nativa da Mata Atlântica.

FIGURA 2. Vista da planta florida (Banco de imagens - ).2 . .Hedychium coronarium.

Ocorrem ainda importantes espécies medicinais nas famílias Smilacaceae. G. Di Stasi F. Na família Agavaceae encontramos o gênero Sansevieria. N. nas quais se encontram importantes espécies medicinais. ordem Orchidales. Hiruma-Lima A subclasse Liliidae compreende seis grandes ordens botânicas (Haemodorales. com uma espécie referida como medicinal na região amazônica. das quais devem ser destacadas as famílias Agavaceae. A ordem Asparagales inclui uma das espécies aqui referidas como medicinais. Gonzalez L. e essa última também inclui inúmeras espécies ornamentais com ampla comercialização no Brasil.3 Liliidae medicinais L. Alliaceae e Amaryllidaceae. família Liliaceae. Liliales e Orchidales). C. Velloziaceae e Iridaceae. Dioscoreaceae. especialmente na ordem Liliales. Asparagales. A. Velloziales. A ordem Liliales inclui oito famílias botânicas. principal. família Liliaceae. como é o caso das orquídeas da família Orchidaceae. e espécies ornamentais de grande beleza e valor econômico. sendo uma ordem com 23 famílias botânicas. Dioscoreales. das quais duas são particularmente importantes no Brasil pela abundância e ocorrência: Iridaceae . Seito C.

Colchicum e Drimia. ao passo que espécies medicinais são referidas especialmente nos gêneros Allium. a maioria de ervas perenais cosmopolitas geralmente ricas em alcalóides (Mabberley. sendo duas das mais antigas espécies usadas como medicamento pelos mais diferentes povos e civilizações. especialmente do gênero Iris. Nos levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas as espécies Allium cepa (Mata Atlântica). Narcissus e Veratrum. A segunda. grande fonte de espécies dessa família. que passamos a descrever. . A primeira. Outro gênero importante é Aloe. Convallaria. 1997). Essa grande família ainda não possui uma subclassificação clara e aceita. Trilium. como é o caso da cebola e do alho. pelo grande número de espécies ornamentais. também com usos medicinais e ornamentais ao longo de toda a história.e Liliaceae. em razão do grande número de opiniões sobre a forma mais adequada de classificar suas espécies. Espécies medicinais da família Liliaceae Introdução A família Liliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 288 distintos gêneros. Alloe. muitas das quais importantes fontes de recursos econômicos para os habitantes de regiões próximas à Mata Atlântica. Muitas das plantas dessa família são ornamentais e se encontram especialmente nos gêneros Agapanthus. Lillium. esse da importante Babosa (Aloe vera). duas espécies de grande valor econômico e medicinal.950 espécies vegetais. que compreende as espécies Allium sativum (Alho) e Allium cepa (Cebola). Tulipa. nos quais estão distribuídas aproximadamente 4. ambas de valor econômico incomensurável. dos quais devemos destacar o gênero Allium. pela ocorrência de importantes espécies medicinais e com uso na alimentação. Allium sativum (Mata Atlântica e Amazônia) e Aloe vera (Mata Atlântica).

1995). onde a espécie é denominada rashoma (Bown. ao passo que a decocção é usada contra enxa- . ao passo que a infusão é usada contra gripes. são indicados contra hipertensão e gripes fortes.000 a. Os primeiros registros escritos aparecem na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica. Era citado pelos babilônios no ano 3. tosse e também contra hipertensão. Quando macerados em aguardente ou vinho branco. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil com o nome de Alho. C. cuja maioria se encontra na Ásia e na Europa. são utilizados de várias formas. flores brancas ou avermelhadas. os bulbos dessa espécie. que se mesclam com os bolbilhos. O macerado dos bulbos em água fria é indicado contra asma. A decocção do bulbo preparado com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cominho é indicada contra cólicas menstruais e gripe. Poucas espécies nativas são encontradas no Brasil. fruto. capsular. a maioria é cultivada. loculicida (Figura 3. O gênero Allium descrito por Carl Linnaeus compreende aproximadamente 650 espécies vegetais. Nas comunidades do Vale do Ribeira.Espécies medicinais Allium sativum L. O alho é uma das mais antigas espécies vegetais com referência de utilização como alimento e como medicamento. Dados botânicos Erva de 50 a 60 cm de altura. folhas lineares. inclusos e envolvidos por fina membrana. obtida comercialmente. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o bulbo do alho cru é utilizado topicamente contra dores de dente em crianças. Não foram encontrados sinônimos para a espécie. em geral seco. sésseis. na forma de umbela pedunculada. corn bulbo formado por oito a doze bolbilhos (dentes) arqueados. especialmente em crianças.1). e amplamente consumido pelos gregos e romanos.

o bulbo é utilizado contra inflamações da garganta (Amorozo & Gély. todos usados e comercializados como alimento e condimento. Allium cepa L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Cebola. em afecções nervosas. poderoso anti-séptico das vias digestivas. flores hermafroditas regulares esverdeadas. ateromatose. antiasmático. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Em outras regiões do Brasil. Os bulbilhos (macerados em água) também são usados contra resfriados. rouquidão. além do uso como condimento. agudas. carnoso e com casca fina amarelo-parda. arteriosclerose. subgloboso. folhas radicais ocas e compridas. reumáticas e paralíticas (Corrêa. diurético. o uso externo. e como anti-séptico das vias digestivas (Costa. Os bulbos são usados como excitante da mucosa do estômago. especialmente acne e micoses. 1992). Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos para prevenir infecções e para tratar gripes. também são utilizados como sudorífico. tosse com expectoração. como referido para o Alho. É de amplo uso na culinária e na alimentação em geral. febrífugo. tosse. com bulbo grande e solitário. com inúmeras variedades e subtipos. No Pará. histéricas. 1988). digestivo. a espécie inclui vários usos medicinais.queca. dispostas em umbela. gastroenterite e disenteria. Trata-se de uma espécie com usos históricos. bronquite. para problemas da pele. 1982). carminativo e vermífugo. os bulbos são usados na hipotensão. Dados botânicos Erva bulbosa. como antiespasmódico e antigripal (Verardo. 1984). Em Minas Gerais. Os bulbos frescos são utilizados externamente para o alívio de dores de cabeça. o macerado dos bulbos da cebola em água fria é usado contra bronquites de crianças. anual. e são úteis contra dores de dentes e ouvidos. ao passo que a infusão das cas- . resfriados.

Dados botânicos Planta perene e suculenta. é considerado excelente contra úlceras. densas. A espécie é originária da África Oriental e amplamente cultivada no Brasil. internamente. apesar de a espécie ser encontrada cultivada em quintais. são úteis contra edemas. onde foi descrita a utilização para massagear a pele da rainha Cléopatra. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Na região amazônica. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Babosa. sendo aproveitada para esse fim desde o Antigo Egito. A espécie também apresenta importante uso na indústria de cosméticos. Aloe vera L. reunidas na forma de rosetas em sua base. as flores são tubuladas. cremes e soluções para pele é intenso na atualidade. o suco preparado com as folhas dessa espécie é utilizado.cas é usada como emético e contra parasitas intestinais. como cicatrizante. podendo atingir até 1 m de altura. Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos contra infecções gástricas e dos brônquios e. Os bulbos frescos também são consumidos como condimento e alimento. não foi referida pelos entrevistados como medicinal. externo. ao passo que as folhas frescas. sinuoso-serrada com espinhos triangulares nas margens e ricas em mucilagens. dispostas em rácimos terminais de cor amarelo-esverdeada (Figura 3.2). O uso interno de um macerado em água fria. descansado por 24 horas na geladeira. externamente. folhas suculentas. dores e infecções da pele. lanceoladas. O gênero Aloe descrito por Carl Linnaeus inclui 365 espécies tropicais com ampla distribuição. onde se adaptou em quase todas as regiões do país. A manipulação dessa planta no preparo de loções. para acne. como antiinflamatório e no alívio de dores de cabeça e. . usadas externamente. A espécie não foi referida como medicinal pelos entrevistados na região amazônica.

. . 1979).. e aliina e alicina foram determinadas por cromatografia de camada delgada (Kappenberg & Glasl. exigindo-se cuidado na utilização. isobarboloina (Kuzuya et al. et al. barboloina. barbadensis (Saleen et al. Ajoeno e outros compostos sulfidrilas (Mutsch Eckner et al. 1999).Costa (1992) refere o uso externo da polpa das folhas contra ferimentos e queimaduras da pele. obtidos de A. isolados dessa espécie inibiram a agregação plaquetária e/ou a atividade viral do HIV (Tatarintsev et al. Dados químicos Vários sulfetos e polissulfetos de vinil. Da espécie A. (B8) e P.. catártico e febrífugo. sabaea foram obtidos alcalóides tóxicos (Blitzke et al. C. S-alilcisteína e S-alilmercaptocisteína. relatando ainda que as folhas são purgativas.. saponinas esteroidais (Peng et al. 1968). sativum. vários heterosídeos sulfurados. as raízes são consideradas eficazes contra cólicas. 1993). além de evitar queda de cabelo. sendo útil externamente contra enfermidades dos olhos e como inseticida. 1990). Nos bulbos também foram encontrados aliina. para melhorar o apetite e aliviar problemas digestivos. desoxialiina. 1996b) e antocianinas e cianidina (Fossen & Andersen. 1997). alil e alil-propil. 2000).. Além disso. proteínas e fermentos (Costa. 2001) plicatolorídeo (Viljoen et al. Corrêa (1984) refere que o suco fresco da planta é refrigerante e usado como anti-helmíntico.. aloe barbendol foram isoladas das raízes A. Sulfeto de metila e dissulfeto de isopropila foram detectados por cromatografia gasosaespectrometria de massa a partir de extratos aquosos dessa espécie (MartinLagos et al. 1995).. o ácido α-aminoacrílico que forma o ácido pirúvico e ácido amoníaco. 1997). vitaminas A. 1992). holosídeos. apresentam atividade antiproliferativa em cultura de células de câncer de mama (Li G. Bown (1995) refere o uso interno para constipação crônica.. 1986). De diferentes espécies de Aloe foram isolados aloenina.. A antro-cenona. além de insulina e vitamina C foram isolados do bulbo de Allium sativum (San Martin. foram isolados dessa espécie alfa-tocoferol (vitamina E) (Malik. Prostaglandinas A. 1997). e o composto aliina inativa radicais hidroxila (Kourounakis & Rekka. aliinase que origina a alicina. 1995). a polpa é emoliente e resolutiva. fitosterinas. recomendada contra tumores e tuberculose pulmonar. B e F foram isoladas dessa espécie (Pobozsny et al. 1991). B.

1995. 2000). isolado de Allium sativum Linn. Larner (1995) propôs uma teoria para explicar essa ação hipoglicemiante de Allium sativum. 1987. in vitro (Sheela et al.. Entretanto. demonstrou que os compostos de A. Por sua vez. Hikino et al... Esse mesmo efeito foi detectado . Em animais com carciriogênese bucal o A. antibiótica.. O tratamento de ratos diabéticos com o composto antioxidante Sulfóxido de S-alilcisteína. Uma recente avaliação da importância do alho como agente terapêutico pode ser encontrada no trabalho de Augusti (1996). O sulfeto de dialila isolado dessa espécie inibiu a incidência e reduziu a freqüência de adenocarcinoma. Nerkar et al.Dados farmacológicos A espécie Allium sativum possui inúmeros compostos de enxofre que se decompõem em produtos voláteis presentes no óleo da espécie. estudos recentes demonstram que enquanto o dissulfeto de dialila atua como agente quimiopreventivo. Além dessa classe de compostos. O estudo comparativo in vitro. 1992). Kwon et al. o sulfeto de dialila promove hepatocarcinogênese (Takahashi et al. No entanto. sativum exerceu efeito protetor ao aumentar a atividade antioxidante e reduzir a peroxidação lipídica (Balasenthil et al.. apresentando atividade antineoplásica através da indução da apoptose (Wargovich. 2002). 1996). agregação plaquetária e a enzima conversora de angiotensina I. estudos clínicos mostraram que preparados de Allium sativum apenas promovem essa diminuição na colesterolemia se contiverem alicina (Bimmermann et al.. o que demonstra sua importância como rica fonte de substâncias potencialmente úteis como medicamento. alérm de promover melhor controle da peroxidação de lipídios e estimular a secreção de insulina. amenizou a condição da diabetes na mesma extensão que a glibenclamida e a insulina. várias outras estão presentes nessa espécie e têm inúmeras outras atividades farmacológicas. fibrinolítica. 1981. (1986) descrevem uma atividade hepatoprotetora para extratos brutos preparados com essa espécie. Augusti & Sheela. cicloxigenase.. para avaliar as atividades inibitórias contra 5-lipoxigenase. sugerindo ser decorrência da presença de compostos contendo o elemento telúrio. hipocoleste. rolêmica. sativum responsáveis pelas três primeiras atividades são substâncias com enxofre em suas estruturas (thiosulfinatos e ajoenos). 1991). entre outras ações que serão discutidas a seguir. Esses constituintes possuem atividade hipoglicemiante.

contra Helicobacter pylori. sativum apresentou também atividade antibacteriana. dados que corroboram o efeito antidiabético da espécie (Sheela & Augusti. O estudo realizado por Celini et al. 1981. enquanto a associação dessa dose com 4. mas bactérias gram-positivas e gram-negativas e contra fungos. sativum tem reduzido o nível tecidual de animais contaminados com chumbo indicando uma alternativa terapêutica para contaminação com este metal (Senapati et al. 1985. 1983. fosfatase ácida.. O sulfóxido de S-alilcisteína. 1984. Rees et al.5 mg/kg de cloroquina preveniu completamente o desenvolvimento subseqüente de parasitemia nos camundongos (Perez et al. O extrato de A. Dababneh & Aldelamy. O uso de alho na dieta de camundongos protegeu os animais contra as lesões causadas pela infestação por Schistosoma mansoni. Atividade antibacteriana foi determinada para a alicina (Hatanaka & Kaneda.... 1985). produziu diminuição na concentração de lipídeos no plasma. glicose sangüínea e da atividade de enzimas como fosfatase alcalina.... o aquecimento do extrato provoca diminuição do efeito observado e a associação desse extrato com omeprazol produz efeitos sinérgicos. inibindo inclusive a produção de afiatoxinas por Aspergillus sp (Zohri et al. (1996) demonstrou que o extrato aquoso inibiu o desenvolvimento bacteriano na concentração de 2-5 mg/ml. Guevara et al. 2002) contra Staphylococcus aureus. in vitro. compostos fenólicos (Patel et al. Escherichia coli e Aspergillus niger (Anesini & Perez.. 1980). lactato desidrogenase e glicose-6-fosfatase hepática. a qual suprimiu o desenvolvimento de parasitemia em camundongos.. 1996).por Kumari & Augusti (1995) com a administração de sulfóxido de S-metilcisteína isolada dessa espécie e com extratos brutos (El-Ashwah et al. além de atuar como . precursor da alicina e obtido do alho. Singh & Shukla. 1997.. 1992). Khan et al. Sovova et al. 1986) e com extratos brutos (Kumar & Sharma. 2001). 1984. 1982. 1995). A atividade antibacteriana do alho também foi estudada recentemente. bactéria envolvida na produção de úlceras gástricas (Sivam et al. 1993) e aquosos (Sato et al. 1983) obtidos a partir dessa espécie. 1994). Atividade antimalárica foi determinada para uma única dose de 50 mg/kg de ajoeno. 1993).. Recente estudo demonstra uma importante ação tripanomicida de extratos e frações obtidas do óleo dessa espécie (Nok et al. Mossa. O óleo de A.

1995b). Diminuição da velocidade de agregação plaquetária com aumento do tempo de sangria também foi determinada por Doutremepuich et al. no entanto. 1992). e não as substâncias isoladas. metil-ajoeno. inibem a síntese de colesterol. cepa (Dorsch et al„ 1985). assim como atividade nematicida de extratos aquosos (Gupta & Sharma. 2001). 1993). 1986) e brutos (Rees et al.. 1978. assim como as respectivas substâncias isoladas.. 1993). Sandhu et al. 1984. Boelter et al. A atividade antifúngica tem sido atribuída à presença da proteína allevina (Wang & Ng. 1978. alicina e sulfeto de dialila. enquanto atividade pesticida foi recentemente determinada para vários extratos preparados com raiz da espécie (Khan & Siddiqui. sem. Os resultados obtidos por Sendl et al. Essas propriedades farmacológicas. Rotzsch et al. Potente atividade moluscicida dose-dependente foi determinada para extratos brutos de bulbo de alho (Singh & Singh. Os compostos responsáveis pela atividade antiviral do extrato de alho foram recentemente determinados por Weber et al. (1992). da obesidade e no desarranjo da atividade das enzimas na dieta de ratos alimentados com colesterol (Sheela & Augusti. 1980. 1996). no entanto. assim como o efeito antiasmático podem ser oriundos da inibição das enzimas ciclooxigenase e lipoxigenase verificada com a espécie A. Kamanna & Shandras-Wkhara.. Block et al.. Mohammad & Woodwara (1986). 1978).. Atividade antifúngica de extratos aquosos e óleo essencial de alho foi também determinada contra várias espécies de Aspergillus (Pai & Platt. 1993). (1992b) nesse experimento demonstram que o extrato contendo ajoeno. esse efeito é maior quando se emprega a mistura dos principais componentes. 1994). Adetumbi et al.. assim como substâncias isoladas do alho. 1980. que demonstraram que os compostos ajoeno e alicina são os principais constituintes químicos com essa atividade farmacológica. Foi relatada também redução dos níveis plasmáticos de colesterol (Pushpendran et al.agente anticercaricida. Segundo Larner (1995) essa espécie mostrou-se razoavelmente ativa no controle da hipercolesterolemia. 1995) e Cladosporium (Sanchez-Mirt et al. Também foi verificada atividade fungicida com compostos voláteis (Misra. (1986). 1993). Extratos preparados com acetona/clorofórmio. (1985). foram estudadas quanto à inibição da síntese de colesterol. Dados recentes demonstram que extratos aquo- . extratos aquosos (Fromtling & Bulmer. apresentar atividade esquistosomicida (Zakhary.

como radioproteção (Reeve et al.sos de bulbos de alho fresco (5. diminuindo a atividade clastogênica e a freqüência de aberrações cromossômicas (Das. Alta atividade anticoagulante foi determinada para o extrato aquoso de bulbos de A. antiinflamatória (Khobragade & Jangde. enquanto Pantoja et al. 1986a). e demonstram que esse componente previne a formação de trombos e pode ser usado na prevenção de trombos induzidos por lesões vasculares. 1990). Estudos realizados por Apitz-Castro et al. a atividade antiplaquetária também descrita para a cebola (Allium cepa) tem sido relacionada à presença de compostos de enxofre (Goldman et al. (1982). sugerindo a presença de componentes analgésicos e hiperalgésicos (Di Stasi et al. E... 1997). (1992) com o composto ajoeno.. e essa ação farmacológica provavelmente ocorre por inibição da liberação de mediadores químicos. tais como a histamina (Usui & Susuki. (1986b). 1993). Ribeiro et al. atividade diurética. bem como a atividade da Na+/ K+ ATPase (Norris et al. 1993). 1991). sativum (Kweon et al. 1996). sativum apresentou atividade protetora contra substâncias genotóxicas. et al. relatam que esse composto inibe de forma reversível a agregação plaquetária (Mutsch Eckner et al. 25 e 50 mg/ml) foram capazes de inibir a síntese de prostanóides de maneira dose-dependente (Ali. I.. 1996). sua condutância.. 1996). natriurética e hipotensora em cão. 1991).. Atividade hipotensora foi descrita por Twaij et al. assim como a reação de liberação induzida por agonistas. Foushee et al. (1996) determinaram resposta diurética e natriurética de frações de alho sem observarem alterações na pressão arterial e no eletrocardiograma dos animais tratados. et al. também. A fração aquosa dessa espécie diminuiu o potencial do sódio. de redução com subseqüente aumento de contrações abdominais.5... Por sua vez. M. Essa mesma planta reduziu a concentração . 1996). A atividade antiasmática descrita para o alho foi recentemente relacionada à presença de ajoeno no extrato. principal componente antiplaquetário do alho. 1996). A. 1993b). (1987). atividade inibidora do transporte ativo de sódio em pele isolada de sapo e atividade hipocolesterolêmica e antiaterosclerótica em cabras (Kaul & Prasad. além de atividades contra células de carcinoma de epitélio de transição (bexiga) (Riggs et al.. Foram verificadas ainda outras atividades farmacológicas. 12. promovendo bradicardia em altas doses (Pantoja et al..

conseqüentemente. 1995). (1994).sérica de ácido úrico em pacientes com gota (Ghosh & Ghosh. 1992.. O extrato aquoso e a fração polar aumentam a produção de interleucina-1. apresentou atividade anti-hipertensiva e cardioprotetora em ratos hipertensos (Jacob et al. 1996). Além disso. cepa com A. A ingestão de Allium sativum com a alimentação promoveu atividade cardioprotetora em coração isolado de rato (Isensee et al. sativum L.. o extrato aquoso apresentou atividade antitrombótica (Ali. que determinaram atividade antioxidante de extratos e de vários compostos organossulfurados isolados da espécie. sativum ou A. (1996). enquanto a fração tiosulfinato aumenta a atividade das células natural killer. o extrato bruto dessa espécie reduziu a clastogenicidade dos compostos mutagênicos mitomicina. chinense aumenta a atividade inibitória sobre a agregação plaquetária (Morimitsu et al. O extrato aquoso e as duas frações aumentam a produção de interleucina-2 (Burger et al. ciclofosfamida e arsenato de sódio (Das et al. .. Para a espécie Aloe vera. 1995) e o extrato aquoso do alho (Yang et al. de aumento das funções das células mononucleares do sangue humano periférico. Atividade antioxidante dose-dependente foi atribuída para o óleo (Sujatha & Srinivas. Nepeta hindostana e ácido nicotínico. Extrato aquoso de A. in vitro. Ko & Son. O estudo relata ainda que o aquecimento do alho não prejudica sua capacidade de ativar essa enzima. Resultados similares foram obtidos por Imai et al. promove proteção contra o infarto do miocárdio provocado pelo isoproterenol em ratos (Arora et al. Esse estudo demonstra claramente que este efeito não depende da presença de arginina ou de produtos derivados da aliina e que os constituintes responsáveis por essa ação farmacológica ainda não foram determinados.. 1993). 1994). 1993). 1993. Chithra et al. E a mistura de A.. 1990). 1995).... um preparado à base de Curcuma longa. I. Allium sativum. et al.. 1992). 1991).. 1993). 1991) e antiparasitária contra Hymenolepis nana e Giardia lamblia em crianças infectadas (Soffar & Mokhtar. estudos referem que as folhas dessa planta possuem a capacidade de estimular a formação de fibroblastos e. Lipotab. A ação do alho em ativar a óxido nítrico-sintase foi recentemente estudada por Das. a fração polar e a fração tiosulfinato apresentaram atividade. e o óleo modificou a atividade de enzimas digestivas (Sharathchandra et al. ela é um excelente cicatrizante (Costa. tais como S-alicisteína e Salilmercaptocisteína.

aumento na contagem de espermatozóides. Espécies medicinais da família Agavaceae (Dracaenaceae) Introdução A família Agavaceae descrita por Barthélemy Charles Joseph Dumortier compreende 210 espécies tropicais e de climas áridos distribuídas em treze gêneros (Mabberley.. pois o consumo desse produto associado a outras dietas e em quantidades comumente utilizadas não está associado ao risco de aparecimento de carcinoma de pulmão (Dorant et al. estudos clínicos mostram que há associação entre o alto consumo de alho na dieta com um alto risco de aparecimento de carcinoma de pulmão.. Dados toxicológicos e observações de uso Recentes estudos clínicos demonstraram que o consumo de alho na dieta não está associado com a incidência de carcinoma de mama (Dorant et al. 1997). Essa família possui pequena importância no Brasil.1998). apenas aos pacientes que consumiram exclusivamente essa espécie na dieta. e dois gêneros se destacam: o Sansevieria. vera têm apresentado efeito hipoglicêmico em animais diabéticos não-dependentes de insulina (Okjar et al. Foi também averiguado aumento no peso dos testículos e epidídimos. 1994). A atividade antiinflamatória de A. 2000). que inclui algumas espécies popu- . Entretanto. em camundongos. 1996. mas redução no peso do fígado e nos níveis de eritrócitos (Al Bekairi et al.. 1999) que têm apresentado efeito tóxico em cultura de células (Avila et al. esses dados referem-se. 1995). 2001). contudo. 1991)... barbadensis tem sido relatada (Vasques et al.. Esta última espécie também possui registros de atividade antioxidante (Lee et al.. 2001).. relataram poucas alterações funcionais orgânicas nos animais de experimentação. O efeito laxante tem sido relatado para espécies do gênero Aloe atribuído à presença de doina e emodina (Izzo et al. vera e hipotensora de A.. Os estudos de toxicidade de Allium cepa. 1997). Saleem et al. As folhas de A.

e o Agave. na região amazônica.larmente denominadas Jibóia e usadas como medicinais no Norte do Brasil. trifasciata têm sido estudadas como material potencial para baterias. A infusão das folhas tem uso mágico: "evitar a falta de alguma coisa em casa". As características indicam que se trata da espécie Sansevieria cylindrica. Quimicamente foram isolados glicosídeos (Mimaki et al. pelas suas características de transmissão de corrente de voltagem (Jain et al. Dados da medicina tradicional A infusão das partes aéreas da planta é usada internamente. O gênero Sansevieria foi descrito por Carl Peter Thumberg. 1996). cilíndricas. reunidas em grandes inflorescências paniculadas e trímeras. Dados botânicos É uma planta herbácea que pode alcançar 90 cm de altura.. no entanto. No entanto. longas. que também inclui espécies medicinais como a Agave americana. Dados químicos e farmacológicos do gênero As folhas de S. flores pequenas. 1996 e 1997b). brancas.. contra problemas hepáticos. em relação a esse gênero não foi referida nenhuma espécie medicinal nas pesquisas realizadas na Amazônia e na Mata Atlântica. Das . 1987). possui folhas carnosas. Espécies medicinais Sansevieria sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Jibóia. pontiagudas e com manchas brancas.. saponinas esteroidais (Mimaki et al. o material vegetal não permitiu a identificação segura da espécie.

1996). O extrato metanólico de Sansevieria guineensis Willd.folhas de S. Das folhas de S. reduziu significativamente a parasitemia de camundongos infectados com Plasmodium berghei (Franssen et al. beta-sitosterol e beta-caroteno (Moustafa et al. FIGURA 3. hyacinthoides foi isolado um constituinte esteroidal (GamboaAngulo et al. além de carboidratos. pigmentos. Vista da planta toda (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov .. 1997). saponinas.. 1982). cylindrica foram isolados lipídios. 1986). e o extrato das folhas de Sansevieria ehrinbergii promoveu bloqueio da junção neuromuscular em preparação in vitro (Woodcock et al.em Joly.Allium sativum. .. 1998) (Banco de imagens )..1 .

2 .Aloe vera. . Vista da planta toda sem flores (Banco de imagens - ).FIGURA 3.

duas outras espécies de grande valor na região da Mata Atlântica foram referidas como medicinais. ainda não discutidas neste livro. S. Reis Além das monocotiledonal já descritas nos capítulos anteriores. Na subclasse Arecidae encontram-se quatro ordens botânicas. Na subclasse Alismatidae ocorrem apenas duas ordens botânicas: Alismatales e Triuridales. Mariot M. das quais destacamos apenas a família Alismataceae. mas importantes quanto a seus usos e utilidades para os habitantes da Mata Atlântica. C. de pouco interesse para nosso estudo. pertencem respectivamente às subclasses Arecidae e Alismatidae. sem importância nos dois ecossistemas aqui discutidos. que inclui a espécie medicinal Echinodorus grandiflorus aqui descrita. Euterpe edulis e Echinodorus grandiflorus. Di Stasi A.4 Outras monocotiledonal medicinais na Mata Atlântica L. esta segunda com uma única família. Outras famílias dessa ordem são importantes fontes de espécies medicinais em regiões de clima temperado e. As duas espécies. Na ordem Alismatales estão incluídas treze famílias botânicas. portanto. Triuridaceae. duas das quais são importantes fontes de espécies vegetais de valor medicinal e econô- .

Inclui ervas perenais. 1997). essa segunda inclui apenas a família Palmae. numerosas. grandes e eretas.mico. ovadas.1). rizoma grosso e carnoso. muitas aquáticas ou brejosas. A planta é chamada também de Chá-de-campanha. A espécie possui as variedades floribundus. vistosas e dispostas em panículas (Figura 4. flores brancas. na qual se encontra o famoso palmiteiro Euterpe edulis. latescentes com lâmina foliar grande. espécie de grande valor econômico. amplamente explorada e comercializada na região da Mata Atlântica como produto para alimentação. como é o caso da ordem Arales e da ordem Arecales. folhas pecioladas. Espécies medicinais Echinodorus grandiflorus Michelli Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é amplamente conhecida como Chapéu-de-couro. do famoso Chapéu-de-couro da Mata Atlântica. contendo vasos apenas nas raízes. coriáceas. freqüentemente . Os principais gêneros dessa família encontrados no Brasil são Echinodorus. mas que também é usado como espécie de valor medicinal. e Sagittaria. Dados botânicos A espécie é uma erva de área alagada ou brejo. Congonha-do-brejo e Erva-do-brejo. Aguapé. também denominada Arecaceae. Espécies medicinais da família Alismataceae Introdução A família Alismataceae descrita por Walter Vent possui quatorze gêneros. com caule triangular e glabro. nos quais estão distribuídas aproximadamente cem espécies vegetais cosmopolitas em regiões temperadas e tropicais (Mabberley.

macrophyllus alertando para o cuidado em seu uso crônico (Costa Lopes et al. nos quais estão distribuídas aproximadamente 2. 2000). moléstias da pele e do fígado. reumatismo. Dados da medicina tradicional Os habitantes do Vale do Ribeira referem o uso da infusão das folhas para o tratamento de problemas renais e hepáticos. como sedativo. tônica e diurética. Corrêa (1984) refere que a planta é considerada depurativa. . nas costas. A decocção das folhas também é usada para problemas renais e como analgésico. O gênero Echinodorus descrito por Louis Claude Marie Richars e Georg Engelmann inclui 48 espécies tropicais com distribuição restrita às Américas e à África. além de usarem esse preparado para combater dores de cabeça..consideradas outra espécie. bem como gripes e resfriados. Espécies medicinais da família Palmae (Arecaceae) Introdução A família Palmae. Dados Farmacológicos do Gênero: Efeitos tóxicos foram observados na espécie E. tendo caracteristicamente o caule do tipo estipe não ramificado. foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui 203 gêneros. Ocorrem também nessa família representantes acaules com folhas que nascem rentes ao chão. também denominada Arecaceae. raramente trepadeiras. Incluem árvores ou arbustos. muitas delas usadas como medicinais. as raízes são usadas externamente como cataplasmas no tratamento de hérnias. sífilis. 1997). especialmente contra lombrigas (Ascaris lumbricoides). de barriga.650 espécies tropicais (Mabberley. como ornamentais. útil ainda contra artrites. especialmente contra dores de cabeça. e como anti-helmíntico. com folhas terminais. e outras.

amplamente conhecida na região amazônica. chegando até 25 m de altura. do famoso coqueiro da Bahia. outros gêneros se destacam como fonte de produtos de valor econômico. e os principais gêneros encontrados no Brasil são representados por espécies de grande valor econômico. como é o caso de várias palmeiras. e o açaí... 2002. especialmente a palmeira imperial do gênero Roystonea. com folhas pinadas. Kobayashi et al. macrophyllus (Shigemori et al. outras são importantes como medicamento. Outros gêneros de importância são Orbignia e Copernicia. Dados químicos do gênero Diversos diterpenos foram isolados de E. Espécies medicinais Euterpe edulis M. Tratase de uma família de grande valor econômico e. que incluem a piaçava e a ráfia. recurvadas e gomo vegetativo formado pelas bai- . e o Arecastrum. do jerivá (Joly. respectivamente do babaçu e da carnaúba. como é o caso da Areca catechu. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Palmito ou Palmiteiro. importante fonte de recursos para as populações que habitam as proximidades dos ecossistemas florestais. Dados botânicos A planta é uma palmeira esbelta de estipe reto. especialmente da Mata Atlântica. 2000a e 2000b). Cocos. 1998). conseqüentemente. usadas tanto na indústria de alimentos como para ornamentos. como é denominada a outra espécie do gênero. Destaca-se o gênero Euterpe.A família está subdividida em seis subfamílias. como é o caso de várias espécies dos gêneros Attalea e Raphia. que inclui o famoso palmiteiro. amplamente conhecido na Mata Atlântica. muito usadas no Brasil na produção de artesanatos. Muitas espécies exóticas são ainda cultivadas no Brasil como ornamentais.

externamente. . Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. sendo muitas vezes dominante no extrato arbóreo. internamente. o suco do caule é usado. Espécie exclusiva de mata pluvial de encosta atlântica e de ocorrência muito comum na Mata Atlântica. Verifica-se intensa exploração da espécie para comercialização como produto alimentício de grande valor nos mercados nacional e internacional. FIGURA 4. frutos esféricos de cor preta-arroxeada. espádice na base do gomo com muitos ramos espiciformes. fato responsável pela intensa redução nas populações naturais da espécie na Mata Atlântica. não fosse a intensa exploração da espécie. O gênero Euterpe descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui aproximadamente trinta espécies tropicais americanas. 1998) (Banco de imagens).Echinodorus grandiflorus (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. contra dores de barriga para controlar hemorragias e. como antídoto para picada de cobras.nhas.1 .

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

A. Outras famílias dessa ordem também são importantes. tais como Magnoliaceae. Annonaceae. Santos L. M. do famoso Boldo. C. Na família Monimiaceae. algumas com amplo número de espécies no Brasil. inúmeros gêneros são importantes. tais como as Magnoliaceae. Hiruma-Lima E. especialmente aquelas do gênero Hedyosmum. Di Stasi A ordem Magnoliales inclui dezessete famílias botânicas. especialmente dos gêneros Magnolia e Michelia. mas deve ser destacado o gênero Peumus. consideradas uma das famílias botânicas mais primitivas e nas quais inúmeras espécies. todas essas quatro com importantes espécies tanto na região amazônica como em áreas de Mata Atlântica. M. muito comuns e amplamente usadas como medicinais nas regiões da Mata Atlântica do Brasil. inúmeras espécies são medicinais. Guimarães C. Myristicaceae e Lauraceae. da qual inúmeras espécies de grande valor .5 Magnoliales medicinais C. são importantes como ornamentos. amplamente conhecido e usado no Brasil como medicinal. Espécies de Lauraceae e Myristicaceae possuem importante valor medicinal e econômico. Na família Chloranthaceae. Nessa ordem botânica encontra-se ainda a família Lauraceae.

Artabotrys. Annona coriacea. Espécies medicinais da família Annonaceae Introdução A família Annonaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 112 gêneros com aproximadamente 2. Xylopia. . arbustos e lianas.150 espécies tropicais (Mabberley. Na região amazônica foram registrados os usos medicinais de algumas espécies pertencentes às famílias Annonaceae e Myristicaceae. Pinha. muitas das quais denominadas popularmente Fruta-do-conde. A família inclui árvores. Uvaria. Xylopia e Rollinia.econômico e medicinal são encontradas no Brasil e especialmente na Amazônia. 1997) e subtropicais. Annona tenuiflora e Annona squamosa. que inclui nosso Abacateiro. como é o caso de algumas espécies do gênero Persea. Cabeça-de-negro. e dos gêneros existentes há 29 registrados no Brasil. Aniba e Nectandra. enquanto na região da Mata Atlântica comunidades tradicionais referem o uso de espécies da família Lauraceae. e no Brasil as espécies são freqüentes em matas do litoral e no cerrado. Laurus e Sassafras. esta segunda é uma espécie alternativa como fonte de piperina (Mabberley. compreendendo aproximadamente 260 espécies. divididas em duas grandes subfamílias: Annonoideae. os gêneros mais comuns são Annona. outras importantes fontes de compostos aromáticos e flavorizantes. Espécies conhecidas e mais comuns são Xylopia aromatica e Xylopia brasiliensis. Cryptocarya. espalhadas por todo o planeta. que inclui os gêneros Annona. Annona cherimolia. Nessa família podemos destacar as famosas espécies medicinais dos gêneros Ocotea. Annona reticulata. A maioria das espécies é de plantas lenhosas. O gênero Annona inclui aproximadamente 140 espécies tropicais com várias espécies selvagens. Guatteria. As espécies mais comuns no Brasil são Annona muricata. Graviola e outros. que inclui os gêneros Isolona e Monodora. como Aniba. Cinnamomum. O gênero Xylopia inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. e ainda outras importantes como alimento. e Monodoroideae. No Brasil. 1997).

ovadas ou elípticooblongas. têm importantes usos terapêuticos em diversas comunidades do país. Coração-de-rainha e Nona. amareladas. com várias delas comuns na Amazônia (Joly. tais como Araticum. Nomes populares Essa espécie é conhecida especialmente pelo nome de Graviola.Já o gênero Rollinia inclui aproximadamente sessenta espécies tropicais. E a espécie típica do gênero e a primeira a ser descrita. flores axilares. Araticum-ponhê. mole e recurvado. com um tronco revestido por casca aromática. com epiderme verde-escura. alcançando até 15 cm de comprimento. . espessa com saliências cônicas. O gênero Annona descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 140 espécies tropicais encontradas nas Américas e cerca de 130 distribuídas no continente africano. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de frutos comestíveis. que são muito apreciados. polpa branca. Dados botânicos e informações gerais Arvore que atinge até 10 m de altura. Na Amazônia foi identificado o uso freqüente de três espécies distintas dessa família: Annona muricata. nome popular da planta no Haiti e que significa "colheita do ano". Araticum-punhê. latescente. Espécies medicinais Annona muricata L. sucosa. no entanto vários sinônimos são usados. Iriticum. subglobosas. 1998). Araticum-de-paca. que apresentamos a seguir. cordadas na base e acuminadas no ápice.1). O nome do gênero Annona descrito por Carl Linnaeus deriva de Anon. as folhas são alternas. com um espinho central. inflorescência cauliflora. alcançando até 30 cm de comprimento. Annona tenuiflora e Xylopia frutescens. com cálice de lobos triangulares e agudos. sementes castanhas ou pretas (Figura 5. onde são conhecidas como Araticum e Biribá. Várias espécies. fruto do tipo baga irregular. no entanto. pecioladas.

folhas de Jambu e Amor-crescido é usada para problemas hepáticos. como é o caso da espécie na Amazônia brasileira (Corrêa. tais como o uso do suco da fruta contra lombrigas e parasitas. O bochecho do suco dos frutos é indicado no combate às aftas. tem grande valor como alimento. O fruto. 1984). sendo depois levada para outras regiões do planeta. enquanto as sementes são adstringentes e eméticas (Corrêa. antirreumática e antinevrálgica quando usadas internamente. diurético e no combate a insônias leves. peitorais. a decocção das folhas contém óleo essencial com ação parasiticida. A infusão das folhas secas é usada contra insônias graves. referidos a seguir. o suco dos frutos é usado internamente como antitérmico. combatem reumatismo e abcessos. as folhas cozidas. com importante uso potencial na fabricação de papel. sendo amplamente consumido nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. aumentar o leite de mãe depois de parto (lactagoga) e como adstringente. por sua vez. A espécie possui ainda diversos usos populares disseminados em todo o país. As folhas e raízes são consideradas sedativas. antiespasmódicas e hipotensivas. os frutos da espécie são usados contra aftas e como antidisentéricos. Na Amazônia. Em outras regiões do Brasil. onde se tornou subespontânea. especialmente lombrigas. podendo também ser usada na arborização urbana. mole e branca. A infusão das folhas frescas também é usada no controle da diabetes e da hipertensão. 1984). 1984). antiespasmódicas e antidisentéricas. sorvetes e geléias (Corrêa. dores de cabeça e como emagrecedor. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. usadas topicamente. para baixar febres. A infusão de uma mistura contendo folhas frescas dessa espécie. Além dos usos medicinais da espécie. a planta fornece madeira. ao passo que a decocção da raiz é considerada antídoto nos envenenamentos por estupefacientes.É uma espécie amplamente encontrada desde a América Central até a Venezuela. ao passo que a decocção das folhas frescas é indicada contra cistite. especialmente na produção de sucos. As sementes esmagadas são usadas como vermífugo e antihelmíntico contra parasitas internos e externos. o chá das folhas é ainda usado contra proble- . as flores. os brotos e as folhas são usados como béquicas.

asma. inseticidas. as raízes e as folhas são consideradas antiparasitárias. Ayensu. Esse uso. enquanto as flores para diminuir o catarro (Watt & Breyer-Brandwijk. reumatismo e dores em casos de artrites (Almeida. diarréia e como lactagogo.. hipertensão e parasitas intestinais (Asprey & Thornton. também tem sido referido para as raízes e casca da planta. Weninger et al. 1962). Na Jamaica e no Haiti. contra diabetes. as cascas e folhas. 1990). no entanto. especialmente na África. 1987). casca e raízes são usadas para combater disenterias e parasitas intestinais (Watt & Breyer-Brandwijk. Nomes populares A espécie é conhecida como Araticum. a fruta e seu suco são usados contra febre. parasitas. tosse. que também são consideradas eméticas e usadas popularmente em envenenamentos de peixes. gripe. 1993). De acordo com os mesmos autores. as folhas e a casca da árvore. onde é usada contra tosses. como antiespasmódico. contra diversos parasitas (de Feo. no levantamento realizado com as comunidades da região do Vale do Ribeira.mas do fígado. Não foram encontrados sinônimos dessa espécie. as sementes. . impedindo-lhes a identificação correta. sedativo e no tratamento de problemas cardíacos. 1986). como sedativo e antiespasmódico (Vasquez. 1978. e as sementes. No Peru. ela tem sido cultivada e estabelecida em vários países tropicais. espasmos e febres. enquanto o óleo das folhas. Na Índia. são usadas como sedativo e tônico cardíaco (Grenand et al. 1992). Embora essa espécie seja usada tipicamente por indígenas da América do Sul. Annona tenuiflora Mart.. na forma de chá. Nas Guianas. no processo de pesca. foram referidas espécies desse gênero. as raízes e folhas. 1955. 1962). as folhas da espécie são usadas como anti-helmínticas e antiflogísticas. é usado externamente para neuralgia. Várias espécies do gênero Annona são encontradas na região de Mata Atlântica. misturado com a fruta verde e óleo de azeitona. mas estas ainda não foram coletadas com material vegetal fértil. o chá das folhas é utilizada para catarro.

simples. Dados botânicos e informações gerais Arvore de pequeno porte. tanto pelas comunidades ribeirinhas da Amazônia como pelos índios tenharins. curto-pecioladas. sul do Amazonas. Pindaíba. lineares. Coaguerecou.2). também descrito por Carl Linnaeus. Nomes populares A espécie é denominada. Envira. A espécie também é usada pelos habitantes da cidade de Humaitá. Pindaíba-branca. aromática. Jegerecu. oblongolanceoladas. frutescens Aubl. vermelho. a espécie também é conhecida como Pimenta-do-sertão. com casca fibrosa. sem estipulas. O gênero Xylopia. fruto do tipo baga ovóide. simplesmente. tronco ereto e cilíndrico. Pijerucu. folhas alternas. hermafroditas. Coagerucu. Em outras regiões do Norte do Brasil. alternas e ápice cuspidado. Pindaúba. alcançando até 8 m de altura. com duas a seis sementes (Figura 5. folhas ovado-oblongas. onde parte deste estudo foi realizada. significa lenho amargo e inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. deiscente. Malagueta e Banana-de-macaco.3). na região amazônica. muitas das quais usadas na medicina popular. É uma espécie com intensa ocorrência na Amazônia e amplamente utilizada como medicamento. Breu. pétalas lineares. frutos sincárpicos com aspecto estrobiliforme (Figura 5. inflorescências e glomérulos axilares com flores regulares.Dados botânicos Arvore de aproximadamente 9 m de altura. Pau-de-imbira. Jejerecou. coriáceas. tonturas e hipotensão. e copa alongada. Envira-preta. Jejerecu. Pindaúva. agudas no ápice. Coajerucu. cálice gamossépalo. Ibira. Xylopia cf. Breu branco ou. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das folhas é usada contra dores de cabeça. flores rosas com perianto trímero diferenciado em cálice e corola. . glabras na face superior e pubescentes na face inferior.

Dados da medicina tradicional Na região amazônica. a espécie fornece madeira macia de fácil manipulação para artesanato. como digestivo e são úteis contra catarro. As sementes. Dada a grande quantidade de estudos realizados com espécies dessa família botânica. Além dos usos medicinais descritos a seguir. a infusão das folhas é usada como potente analgésico e antiinflamatório. leucorréia e cólicas do estômago (Corrêa. especialmente. Na região amazônica da Colômbia. sementes de espécies da família Annonaceae. os índios witoto utilizam com cautela o chá das folhas como diurético e antiedematogênico.Trata-se de uma planta de ocorrência na região amazônica e também nas Guianas. 1984). chegando a substituir a Pimenta-do-reino (Piper nigrum L. para combater resfriados e dores de cabeça. na forma de inalação. A população refere que a inalação só pode ser feita na hora de dormir. típica de floresta pluvial amazônica (Lorenzi. perenifólia e pioneira. ao passo que a decocção da casca é usada. . também aromáticas. folhas e. incluímos inicialmente os dados químicos divididos em classes. A espécie Xylopia aromatica é usada popularmente como condimento em substituição à Pimenta-do-reino. própria para uso em carpintaria. raízes. Acetogeninas Acetogeninas são substâncias naturais bioativas presentes na casca. 1984). para depois apresentarmos uma discussão dos dados farmacológicos. 1998). Dados químicos dos gêneros Annona e Xylopia Estudos químicos realizados com a espécie Annona muricata indicam a presença de inúmeras substâncias químicas.) por causa de seu óleo volátil (Corrêa. sendo uma espécie heliófita. A casca da espécie é aromática e usada como condimento picante. como cabos de instrumentos e varas de pesca. muitas das quais com importantes atividades farmacológicas. são usadas como estimulantes da bexiga.

. corossolina 1 e corossolina 2 (Cortes et al. iso-neoanonacina-10ona. também foram isoladas das folhas dessa espécie (Wu et al. epomuricenina A e B (Roblot et al. Das sementes também foram obtidas as acetogeninas solamina (Mynt et al. com atividade citotóxica descrita por inúmeros estudos e pesquisas. Destacamos aqui algumas das espécies mais estudadas como fonte de acetogeninas de interesse terapêutico. 1995a).. 1993). Da espécie Annona muricata foram isoladas inúmeras acetogeninas. os dados químicos de outras espécies desse gênero permitem descrever a sua constituição química clássica e indicar a potencialidade de estudo dessa espécie como fonte de novas substâncias de interesse farmacológico. anomutacina 1. muricatetrocina A e B.. 1995c). 1994a e 1994c). muricina H.. murihexocina A e B (Zeng et al. e que são importantes representantes da flora brasileira. No entanto. muricatocina C e gigantetronenina. denominada corepoxilona. uma nova acetogenina tetrahidrofurânica foi isolada das folhas dessa espécie e denominada anonohexocina (Zeng et al. hoviicina B e desoxi-hoviicina B (Yang et al. das quais relacionamos oito acetogeninas monotetrahidrofurânicas denominadas neo-isoanonacina-10-ona. Outros estudos relatam a presença de acetogeninas na casca do caule dessa espécie (epoximurina A e B). Das folhas ainda foram isoladas as acetogeninas anomuricina C. 1994). Recentemente. cis-annomontacina (Liaw et al. especialmente como citotóxicas. Acetogeninas também são encontradas em inúmeras espécies do gênero Annona. 1991b).. 2 e 3 (Wu et al. (1993) isolaram outra acetogenina dessa mesma espécie.. essa última também descrita em outras espécies do gênero Annona (Wu et al. Anomuricina A e B..São ácidos graxos modificados.. as quais são considerados compostos precursores das acetogeninas (Hisham et al. enquanto Gromek et al.. . anonacina-10-ona. além das acetogeninas tetrahidrofurânicas gigantetrocina A. 1991).. e sugeriram que esta também é uma substância precursora da biossíntese das acetogeninas comuns dessa família botânica. 1995e). neo-anonacina-10-ona. 1995a) e muricatocina A e B (Wu et al. I... 2002). 1995b). anonacina e goniotalamicina já descritas nas sementes. hoviicina A. A espécie Annona tenuiflora referida em nosso levantamento etnofarmacológico não tem sido estudada sob nenhum aspecto. 1995b).

.. 1995). isoquerimolina 1. 1995a). tais como reticulatina (Saad et al. tais como araticulina em Annona crassiflora (Santos et al.. anoreticuína-9-ona. 1995) em Annona bullata. anoglaucina em Annona glauca (Etcheverry et al... desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona (Gu et al.. 1994b). 1993).. tais como querimolina 1 e 2 e almunequina e otivarina (Cortes et al. 1992). 1993). 1994). além de queromolina-2 e anonina em Annona glabra (Li et al. bulatanocina. incluindo A. reticulacinona (Hisham et al. muricata e A. anomontacina em Annona montana (Jossang et al. 1962). esquamocina e roliniastatina I (Vu et al. cis-28hidroxibulatacinona e tran5-28-hidroxibulatacinona (Guetal.buladecionona e trans-buladecionona (Gu et al. esquamosteno A (Araya et al. Das semen- . 1991). 31-hidroxibulatacina. Existem relatos da presença de acetogeninos na espécie Xylopia aromatica (ColmanSaizarbitoria et al. isomolvizuína 2.. esquamona. jeteína. B. (1993a) ainda isolaram 39 acetogeninas de várias espécies de Annonaceae.. 1994c) neodesacetiluvaricina. 1991)..Da espécie Annona cherimolia já foram isoladas inúmeras acetogeninas. Cortes et al. Das sementes da mesma espécie. Da espécie Annona reticulata inúmeras acetogeninas foram isoladas. squamocina e almunequina (Duret et al. três uvariamicinas. Sahai et al. cis. esquamosinina A (Yang et al.. 1991a e 1991c)... (1994) isolaram dezessete acetogeninas tetrahidrofurânicas. 1993b). 1994).. solamina.. C e D (Fujimoto et al. 1994a). 1996). molvizarina e motrilina (Cortes et al.. 1994b). 1994a e 1994b). 1996).. 1995). Alcalóides Alcalóides como muricina e muricinina foram descritos por Manske & Holmes em Annona muricata (Watt & Breyer-Brandwijk. neo-anonina B e neo-reticulacina A (Zheng et al. 1994).. 30-hidroxibulatacina. cherimolia. 1993b)... além de esquamocina e esquamostatina A.. anomonicina e roliniastatina (Chang et al. anogaleno (Sahpaz et al. 4-deoxiasimicina e várias uramicinas (Hui et al. bulatencina. itrabina. Outros estudos relatam a presença de acetogeninas em várias outras espécies desse gênero. Das sementes da espécie Annona squamosa foram isoladas as acetogeninas esquamostatinas A. 32-hidroxibulatacina.. esquamostanal A (Araya et al.

A. 1976). 1982a e 1982b. Alcalóides conhecidos como anoretina. cherimolia (Villar et al. como constituintes predominantes. brasilienses (Casagrande & Merotti. 1991). laureliptina. A.. 1994).. montana (Wu et al. 1979.. 1995e). anolobina e asimilobina foram isolados de A. 1962). 1986).. foram isolados do fruto de Annona muricata . bullafa (Kutschabsky et al. 1985) e A. Existem registros de alcalóides nas espécies Xylopia pancheri (Nieto et al. Inúmeros compostos terpenóides. C. 1978). aromatica (Rios et al. reticulina... argentinina e liriodenina foram obtidos de Annona montana (Leboeuf et al. enquanto os alcalóides anonaína. oxouxinsunina. anolatina. ambotay (Oliveira et al.. 1984). Wu et al. 1992.. ambotay (Carazza et al. salzmannii (Paulo et al. Constituintes químicos dessa classe química foram ainda obtidos das espécies A. squamosa (Leboeuf et al. Y. squamosa (Wu. X. 1996) e de Annona reticulata (Saad et al. um aldeído aromático (siringaldeído) e dois esteróides foram isolados do caule de A.. 1976). 1996). Mukhopadhyay et al. isoboldina e outros foram isolados de A. squamosa (Setharaman. 1991). cacans (Saito & Alvarenga.. 1979. Flavonóides foram descritos em A. enquanto três amidas ácidas.. 1986) e A.. 1987). A. et al. 1993). Monoterpenos foram isolados de A. X.. 1978). enquanto diterpenos foram descritos em A. Yang & Chen.. squamosa (Silveira et al.. reticulina. frutos de A. squamosa (Krishna Rao et al.. 1994). uma lignana ((-)-siringaresinol). 1986). Alcalóides benzilisoquinoléicos denominados anomolina.. quintasii (Quevauviller & FoussardBlanpin.. 1988).. cherimolia (Yang et al. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein. de A. Martins et al. 1994). 1981)..tes de Annona muricata isolaram também o alcalóide liriodenina (Philipov et al. Outros constituintes químicos A polpa da fruta de Annona muricata é rica em vitaminas B e C. michelalbina. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein. purpurea (Castro et al. anonaína.. A. 1989. 1993) e sesquiterpenos em A. 1970) e X. Barbosa Filho et al. enquanto a casca possui grandes quantidades de ácido hidrociânico (Watt & BreyerBrandwijk.

Estudos demonstram que a casca e as folhas de Annona muricata possuem atividades hipotensora. Ngouela et al. Solanina. 1993. relaxante de músculo liso e cardiodepressora em animais (Meyer. Terpenos também foram isolados de Annona reticulata (Saad et al. mas inativas contra Entamoeba histolytica (Bories et al.(Wong & Khoo. 1996. 1991. X. aromatica. sedativa e analgésica foi determinada para a espécie Annona muricata (Cavalcante..... Bourne & Egbe. ao passo que as acetogeninas monotetrahidrofurânicas. enquanto as sementes da espécie possuem propriedades antiparasitárias (Bories et al. a raiz. vasodilatadora. Dados farmacológicos dos gêneros Annona e Xylopia Atividade hipocolesterolêmica. aethiopica foram isolados diterpenos (Moreira & Roque. a casca. Di Stasi. 1990). Carbajal et al. 1979. muricata e de A. Resultados similares foram obtidos com as acetogeninas muricatocina A e B também isoladas dessa espécie (Wu et al. apresentaram potente atividade citotóxica sobre vários tipos de células tumorais (Cortes et al. 1991). Anomutacina 1. assim como outras espécies do gênero. o talo e as sementes dessa espécie possuem ação antibacteriana contra vários patógenos (Sundarrao et al. raiz e sementes demonstraram propriedades inseticidas (Tattersfield et al. Uma importante ação depressora em coração isolado de coelhos foi descrita por vários autores (Watt & Breyer-Brandwijk. 1991b).. antiespasmódica. X.. Inúmeras pesquisas demonstram que a folha. 1988.. Extratos obtidos a partir de folhas da espécie possuem atividade antimalárica (Antoun et al. 1979). 1987). 1995e). 1925 e 1932). brasiliensis e X. 1991). Acetogeninas isoladas sementes de A.. propriedades inseticidas (Tattersfield et al. cherimolia foram ativas contra alguns parasitas. 1940).. A espécie Annona muricata possui. 1941.. De Xylopia frutescens. possui atividade citotóxica contra algumas células tumorais (Mvnt et al. muricata. acetogenina isolada de Annona muricata.. 1979). Misas et al. 1995. . 1993). 1998).. 1992. 1995b). corosolona 1 e corosolina 2. Heinrich et al. Vilegas et al. também apresentou importante efeito citotóxico contra células tumorais de pulmão humano (Wu et al. obtidas de Annona muricata... enquanto extratos de folhas.. 1991)... 1991). 1962). uma acetogenina isolada de A. 1993. Lopez Abraham. Gbeassor et al.

desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona de Annona bullata (Gu et al. Hui et al. 1980).. Cortes et al. 1993b e 1994b. 1992). 1992).. Y. Os alcalóides isolados de A.. oxoxilopina. squamosa. asimilobina.Atividade citotóxica contra vários tipos de tumores foi descrita para inúmeras acetogeninas de várias espécies do gênero Annona. reticulatina. enquanto alcalóides isolados de A. norcoridina. montana (Wu et al.. montana (Wu et al... 1980). Alcalóides citotóxicos também foram isolados das folhas de A. squamosa apresentaram importante ação larvicida e quimioesterilizante contra mosquitos do gênero Anopheles (Saxena et al. 1993). (1995b).. isolados de A. squamosa demonstraram potente atividade cardiotônica (Wagner et al. bulatanocina. 1994). salzmanii apresentaram atividade antibiótica contra diversas bactérias e fungos (Barbosa et al. C. 1991.. De quatro alcalóides benzilisoquinoléicos (anonaína. . 1991c e 1991a). et al.. A atividade inseticida de várias acetogeninas isoladas do gênero Annona tem sido determinada para a anonacina e compostos similares (Londershausen et al. coridina. cherimolia (Villan del Fresno et al. enquanto os alcalóides liriodenina. salzmannii. tais como cinco acetogeninas isoladas de A. roemerina e desidroroemerina isolados das raízes dessa espécie (Chulia et al. Atividade similar foi descrita para os alcalóides silopina.. produziram significante atividade antiagregação plaquetária e citotóxica. laureliptina e isoboldina) isolados da casca de A.. 1993).. 1988b e 1988a). 1987) e A. galucina. Chang et al. solamina. cherimolia (Cortes et al. esquamona. anonaína. nornuciferina e asimilobina foram inativos nos mesmos modelos experimentais (Wu. 1995a). Resultados similares foram obtidos para os alcalóides anonaína. enquanto os alcalóides de A. Os alcalóides coclaurina e oxoxilopina. apenas a anonaína apresentou atividade antifúngica (Paulo et al.. 1991). Esteróides de A. 1993) e várias outras (Jossang et al. anomonicina e roliniastatina isoladas de Annona reticulata (Saad et al. 1993b). cherimolia induziram contrações uterinas (Lozoya & Lozoya.. Os alcalóides liriodenina e noruchinsunina isolados de Annona cherimolia apresentaram efeitos vasodilatadores sobre aorta de rato isolada e tiveram seu mecanismo de ação estudado por Chulia et al. oxonantenina e liriodenina isolados de Annona reticulata (Chang et al. Atividade antimicrobiana também foi verificada com extratos de A. 1991. anoreticuína9-ona. reticulina. respectivamente.. 1995).. reticulina...

atividade anticonvulsivante e analgésica.. senegalensis produziram importantes efeitos antiparasitários contra cepas de Leishmania major. que apresentou atividade citotóxica. reticulata foi determinada por Williams & Mansingh (1993). que apresentou atividade antimicrobiana e tripanossomicida (Campos et al. A. Extratos metanólicos de A. 1994). fungitóxica. 1993). squamosa foram amplamente estudados por Saluja & Santini (1994). donovani. 1996. Rao et al. porém extratos obtidos das cascas e do caule produziram efeito moluscicida (Santos.. 1996). 1994). Extratos hidroalcoólicos de sementes de Annona crassiflora produziram efeito inibitório inespecífico sobre contração muscular de íleo de cobaia (Weinberg et al. O extrato etanólico da raiz de X. 2000) e apresentou atividade antiplasmodial (Jenett-Siems et al. et al. aromatica foi isolada atherospermidina. entre outras. 2001). Silva. F. Trypanossoma brucei. provavelmente por impedir a implantação (Mishra et al. 1993). Verificou-se ainda atividade antifertilidade de A. L.1983).. 1996). Extratos etanólicos de sementes de A. Martins et al.. Esta espécie também inibiu a atividade da enzima lipoxigenase (Braga et al. senegalensis apresentou atividade relaxante muscular e antiespasmódica in vitro. 1999). squamosa produziram mortalidade dose-dependente contra o mosquito... foi caracterizada a . Das cascas de X. discreta. que determinaram efeito depressor do SNC. frutescens não apresentou atividade moluscicida. 1979. que também apresentaram atividade tripanossomicida (Oliveira et al. A. além dos compostos caurol e os ácidos xilópico e acutiflórico. potenciação do efeito hipnótico do pentobarbital. além de atividade antiúlcera induzida por indometacina e estresse (Langason et al. et al... 1979). parassimpatomimética de A. De Xylopia frutescens foram caracterizados alguns constituintes que apresentaram atividade biológica. 1990.. 1998). coriaceae (Souza et al. A atividade inseticida do extrato etanólico de A. Anopheles stephensi (Saxena et al. 1975). Extratos preparados também com A. squamosa. 1998)... como acido caurenóico... Do extrato etanólico das folhas de X. popularmente utilizado para afecções do trato digestivo e reumatismo. Oliveira et al.. e há relatos na literatura de sua atividade antitumoral (Rios et al. enquanto o extrato etanólico de A. além de atividade citotóxica contra vários tipos de células tumorais (Sahpaz et al. Diversas espécies do gênero foram estudadas quanto a sua propriedade molucicida (dos Santos & Sant'Ana. 1989. E..

2002). 1988c). 1996 e 1997).Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica atividade antimicrobiana (Lima et al. Em Guadalupe. anti-helmíntico e citotóxica. 1962).. sericea ou embiriba foi testado o extrato aquoso do fruto e das cascas. muricata e A. especialmente em uso crônico. Doses altas de extratos produzidos com Annona muricata causam tremores e convulsões (Watt & Breyer-Brandwijk. indica a necessidade de cuidados no uso dessas espécies pela população. E da espécie X. Estudos recentes têm caracterizado a presença de alcalóides em A. (1988) para a espécie Annona muricata. squamosa (Caparros-Lefebvre & Elbaz. Antilhas diversos casos de Parkinsonismo foi atribuído à ingestão de A. O grande número de indicações das diversas espécies do gênero Annona. que apresentou atividade analgésica (Almeida et al. 2001). bem como a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem as atividades farmacológicas e toxicológicas. 1999).. muricata como a responsável pelas degenerações de células nervosas dopaminergéticos observadas in vitro (Lannuzel et al. . aethiopica promoveram efeito diurético e Hipotensor (Somovaet al.. Os diterpenos caurenoicos presentes em X.. como inseticida. Dados toxicológicos e observações de uso A degradação de hormônios tireoidianos ou a depressão da produção hormonal da adrenal é sugerida por Queiroz Neto et al.

Neste levantamento. é freqüente a presença de espécies do gênero Virola e Myristica. Ucuuba cheirosa. Virola. Dados botânicos e informações gerais Arvore de porte médio. utilizadas na indústria madeireira 0oly 1998). Bicuíba. No Brasil. a única espécie medicinal registrada na região amazônica a respeito dessa família foi a Virola surinamensis. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Ucuuba. contendo ramos carregados de folhas . Em outras regiões a espécie é denominada Andiroba. tronco de 60-90 cm de diâmetro com casca grossa. Nozmoscada e Ucuuba-branca. localizadas principalmente na região tropical (Mabberley. que possuem importância do ponto de vista econômico. Árvore-do-sebo. como a Noz-moscada (Myristica). mas salientamos a ocorrência de várias espécies nessa formação florestal. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies medicinais dessa família. usada como condimento. Não existem muitos dados fitoquímicos dessa família.Espécies medicinais da família Myristicaceae Introdução A família Myristicaceae descrita por Robert Brown inclui dezenove gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. podendo chegar a até 35 m de altura. Essa família inclui gêneros importantes. Sucuba. como Myristica. porém há estudos sobre a presença de óleos essenciais e substâncias alucinogênicas (Evans. e também como Leite-de-mucuiba. Horsfieldia e Knema. 1997). Espécies medicinais Virola surinamensis L. Sucuuba. e espécies do gênero Virola. 1996).

S. Inclui 45 espécies de florestas tropicais. V. gastrites e úlceras (Paixão & Hiruma-Lima. A decocção das folhas é útil contra problemas do fígado.. Dados químicos do gênero Virola Foram isolados de três espécies de Virola ésteres de ácidos graxos. bem como -sitosterol. 1987a). 1984). elongata . O nome do gênero Virola provém de um nome popular das Guianas. L. a saber: V sebifera (Von Rotz et al.. como foi descrito por Jean Baptiste Aublet. 1989. O látex é usado externamente misturado com água e na forma de banho no local para tratar doenças venéreas. 1997). Ferri & Barata. Vidigal et al. 1969. popularmente conhecido como Leite-de-mucuíba. 2000). 1996. 1995). infecções. oblongolanceoladas. V surinamensis (Lopes et al. A casca é usada como medicamento para aftas.pecioladas. Existem relatos de 1969 da presença de alcolóides em espécies do gênero Virola (Azurrel et al.. 1991 e 1992). Existem diversos relatos da presença de lignanas e neolignanas em diversas espécies do gênero Virola. 1992. pavonis (Marques et al.. 1996). Cassady et al.. V michelli (Santos. chegando até Pernambuco. No Estado do Tocantins existem relatos da utilização da seiva da V. V.. V cf. Martinez et al. surinamensis. com até 20 cm de comprimento. pavonis (Martinez et al. muitas delas com substâncias alucinógenas pela presença de triptaminas. usadas como venenos de flechas.. Espécie de ocorrência na Amazônia. É uma planta perenifólia. A planta é importante fornecedora de madeiras para marcenaria. como outras do gênero. inflamações. para o tratamento de câncer. heliófita e típica de áreas alagadas da floresta amazônica.. hemorróidas e contra úlceras (Corrêa. 1987). inflorescências em panículas axilares e fruto elipsóide bivalvar. et al. -sitosteril-D-glucosídeo e uma nova série de ésteres acídicos (Kawanishi & Hashimoto. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada internamente contra inflamações e febres.. 1971). Dglucose e ácido ferúlico (trans e cis).

. V. calophylla (Martinez et al. 1996a). Além das lignanas. A presença dos flavonóides glicosilados astilbena e quercitrina em V oleifera foram as responsáveis pela atividade analgésica (Kuroshima et al. Dados farmacológicos do gênero Virola Da seiva de V.. venosa (Kato et al. 1996.. V. oleifera (Fernandes et al. V... 1992) e V... Alvarez et al. caducifolia (Aparecida dos Santos et al. V.. 1986 e 1990). 1994 e 1995). V. V. calophylloidea (Martinez. carinata e V. calophylloidea (Von Rotz et al.. 1992)... urbaniana (Reis et al. 1990). surinamensis foi extraído um óleo essencial com atividade antimalarial (Lopez et al. 1987). 1993 e 1994). Andrade et al.. 1994 e 1996. Cavalho et al. michellii foi atribuída à presença da flavona. A atividade antifúngica das espécies V.. 1996. flexuosa (Aguirre.. koschnyi foi atribuída à presença de lignanas na composição de diferentes partes da planta (Rodriguez et al. 1990. A atividade analgésica de V. existem relatos da presença de flavonóides nas espécies V.. 1990). surinamensis. 1989) e V. 1999). V.... Pagnocca et al. 1999. 1996) e V. titonina . V. foschnyi (Lemus & Castro. As atividades analgésicas e antiinflamatórias foram verificadas nas espécies V.(Kato et al. 2001). V.. Lemus & Castro. Das folhas de V. michellii (Cavalho et al. e polifenóis nas espécies V. 1988). 1987b). carinata e V. calophylla. 1995). 1989). sebifera. pavonis. michelli (Santos et al. 2001). titonina (Andrade et al. surinamensis foi constatada a atividade gastroprotetora atribuída à presença de flavonóides (Batista et al. que também possui atividade bradicárdica e colinérgica (Martins et al.

porém. 1997). calophylla (Miles et al. e outros. 1994). Persea. A propriedade antioxidante foi confirmada para V. pois. pavonis foi atribuída à presença de neolignanas (Fernandes et al. Barata et al. todos aromáticos. inseticida de V. carinata e V. surinamensis. 1987) e anti-hemorrágica de V. A família reúne grande importância econômica. Sassafras. As propriedades antioxidante e surfactante de V. Ainda existem relatos das atividades antitumoral. 2000). sebifera são atribuídas à presença de ômega-(feruliloxi) acilglicerídeo (Kawanishi & Hashimoto.850 espécies. aliados ao relato de atividade moluscicida. 1999). koschnyi (Castro et al.. 1996). surinamensis (Lopes et al. do famoso Louro. tripanossomicida.. mas não foi detectada em V..A atividade leishmanicida nas espécies V. inseticida e alucinogênica de diferentes espécies dessa família.. além do . com substâncias flavorizantes e algumas medicinais. 1986b e 1998). donovani e V. árvores e arbustos (Mabberley. cercaricida e molucicida de V. Incluem muitas espécies aromáticas. 1978). 1987). dados etnofarmacológicos de V. Ocotea. 2000). Observações de uso Não existem dados de toxicidade de espécies do gênero. 1998.. 1996. a grande maioria tropicais e de ocorrência na América do Sul e no Brasil. Os principais gêneros são Laurus. V. oleifera. 1991) como a surinamensina (Pinto et al. Licaria. da famosa Canela-sassafrás. elongata (Davino et al. amplamente usado no Brasil como condimento. No Brasil ocorrem dezenove gêneros e aproximadamente 390 espécies (Barroso. Aniba e Cinnamomum (da Canela em casca). Espécies medicinais da família Lauraceae Introdução A família Lauraceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 52 gêneros e aproximadamente 2. sebifera. do nosso famoso Abacateiro. alucinogênica de V. sugerem cuidados da população quanto ao uso. V. duckei (Bennett & Alarcon.. Nectandra. surinamensis (Paixão & Hiruma-Lima.

Dados botânicos A espécie é uma árvore de pequeno porte com ramos eretos. flores muito aromáticas dispostas em umbelas e fruto do tipo baga pequena. folhas alternas. bem como para dores de barriga. Na região da Mata Atlântica a espécie é cultivada ou adquirida no comércio como alimento e para ser usada como medicamento.Abacateiro. 1998). Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. a espécie cultivada ou adquirida no comércio é usada como medicamento na forma de infusão das folhas. há inúmeras plantas fornecedoras de madeiras de excelente qualidade (Joly. lanceoladas. como a Canela e o Louro. . pecioladas. deriva de lauer = "verde". e laus = "louvor". É uma planta exótica e cultivada no Brasil. onde se adaptou muito bem. 1998). sendo considerada digestiva. A infusão também é indicada contra dores de cabeça. de estômago e como emética e abortiva. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Louro ou Loureiro. Essa espécie não foi referida no levantamento realizado na região amazônica. fornecedor de alimento amplamente comercializado. para combater problemas hepáticos e intestinais.costume posteriormente assimilado por Roma e usado pelos césares (Joly. e de outras espécies. A decocção das folhas é usada como abortivo e contra constipação intestinal. usado na Grécia para a confecção das famosas coroas de louro para agraciar os atletas ou outros heróis nacionais . O gênero Laurus descrito por Carl Linnaeus é de origem mediterrânea. O nome do gênero é derivado do uso da planta ao laurear um herói. Espécies medicinais Laurus nobilis L.

bronquites.Internamente. anti-sifilíticas. Persea americana Mill. fruto do tipo baga ovóide. As folhas são consideradas excitantes da vesícula biliar. além de serem usadas contra doenças renais. as folhas são usadas contra indigestão. O nome do gênero deriva de uma homenagem a Perseu. não ocorrendo espontaneamente. pequenas e pouco vistosas. 1984). ou Persea gratíssima Gaertn. sendo comercializada em todo o mundo. com polpa verde. úlceras e piolhos (Bown. é também usada contra febres. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Abacateiro ou simplesmente Abacate. emenagogas. especialmente contra dores de barriga e para a expulsão de cálculo renal. diuréticas e febrífugas. nome dado especificamente ao fruto. podendo chegar a até 20 cm de comprimento. comestível. analgésico. . Na região da Mata Atlântica essa espécie é cultivada em terrenos e áreas desmatadas. onde se encontram as folhas alternas. 1995). a decocção das folhas do abacateiro é usada como diurético. O gênero foi descrito por Phillip Miller e inclui aproximadamente duzentas espécies tropicais. externamente. vulnerárias. carminativas. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. lanceoladas e acuminadas. A planta também fornece madeira e reúne importante valor econômico. flores branco-pálidas. pecioladas. contra reumatismo. ao passo que a infusão das folhas. com caule um pouco tortuoso e uma enorme copa. que envolve a semente grande e marrom. além de atuar como diurético e analgésico. estimulante do apetite e contra cólicas. Dados botânicos É uma árvore com até 20 m de altura. estomáquicas. reumatismo e uremia (Corrêa.

2000. monoterpenos e sesquiterpenos oxigenados (Caredda et al. 2002. 2001).. 1989) sendo a cardiomiopatia um dos distúrbios mais citados (Oelrichs et al. elemicina. 2002).... constituem-se em alertas para a população quanto à utilização das folhas desta espécie. O 1.. americana citados acima. 2002)... 1991). hidrocarbonetos. Sladler et al.. Dados tóxicos e observação de uso Os diversos relatos dos efeitos tóxicos das folhas de P. spatulenol. antiinflamatório (Ademylmi et al. 1995. bem como os efeitos larvicida e inseticida desta espécie (Oberlies et al„ 1998).. O extrato das folhas e flores também foi efetivo contra a Biomphalaria glabrata (Re & Kawano.. A espécie Persea americana L. Afifi et al.. Carman & Handley. 1999). 1997). O óleo essencial apresentou atividade anticonvulsivante (Sayyah et al. Grant et al. 1991. americana têm sido atribuídos efeitos tóxicos em diversos animais (Mckenzie & Brown. nobilis promoveu apoptose das células leucêmicas in vitro (Moteki et al. .Dados químicos e farmacológicos de Laurus nobilis e Persea americana O óleo essencial das folhas de Laurus nobilis possui eugenol. 2002).. A atividade antiulcerogênica de L.8-cineol isolado de L. beta-eudesmol (Diaz-Maroto et al. Às folhas de P. antifúngico (Domergue et al. antimicrobiana (Raharivelomanana et al. 2002). 1991. foram atribuídos os efeitos analgésico. 2002). Hargis et al.. 1989) e dermatite de contato (Ozden et al. nobilis foi atribuída à presença de sesquiterpenolactonas que promoveu inibição do enchimento gástrico e aumento da secreção do muco gástrico (Matsuda et al. 1987).

b) Fruto característico da espécie (Banco de imagens ).1 . 1984).Annona muricata: a) Detalhe do ramo com flor (modificado a partir de Corrêa. .FIGURA 5.

Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa. . 1984) (Banco de imagens).2 .Annona tenuiflora.FIGURA 5.

FIGURA 5.Xylopia cf. . b) Detalhe da flor (Banco de imagens).3 . frutescens: a) Escanerata do ramo florido.

A família Aristolochiaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent Jussieu inclui doze gêneros com aproximadamente 475 espécies tropicais. e. 1997. no Brasil. Thottea e Asarum. A. 1998). Hiruma-Lima E. Joly. Outros gêneros que incluem espécies medicinais descritas são Asarum e Trottea. muitas das quais usadas como medicinais. ao passo que na região do . Guimarães Introdução A Aristolochiales é a ordem três da subclasse das Magnoliidae e inclui apenas três famílias botânicas: Aristolochiaceae. M. mas também com arbustos e herbáceas (Mabberley. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso da espécie Aristolochia trilobata. predominantemente na forma de lianas e trepadeiras. Os gêneros mais importantes dessa família são Aristolochia. Di Stasi C. M. ocorrem aproximadamente sessenta espécies distintas de Aristolochia.ó Aristolochiales medicinais L. Santos C. com referências etnofarmacológicas pouco comuns no país. sendo a primeira a mais importante e a única que inclui espécies medicinais referidas na Amazônia e na Mata Atlântica. C. Hydnoraceae e Rafflesiaceae.

Calunga. Capa-homem. ventralmente lisas e dorsalmente verrugosas (Figura 6. Mil-homens e Papo-de-peru. a planta era usada popularmente para facilitar o parto. denominada popularmente como Milomem. com sementes achatadas. Nomes populares A espécie é denominada Urubu-caá na região amazônica. Outras denominações populares são Angelicó. enquanto o banho preparado com folhas em água fria é utilizado contra dores de cabeça e dores musculares. ramos lisos. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Batarda. zigomorfas. Contra-erva. pecioladas. foi referida como medicinal. grandes. Em razão dessa forma e de acordo com a Teoria das Assinaturas. e várias com usos medicinais descritos. Dados botânicos É uma planta trepadeira. que lembra o feto em posição antes do nascimento. O gênero Aristolochia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 120 espécies tropicais. axilares. Espécies medicinais Aristolochia trilobata L.Vale do Ribeira uma espécie do gênero Aristolochia. folhas alternas. Jarrinha. o decocto das folhas é útil contra cólicas abdominais e problemas estomacais. muitas das quais ricas em alcalóides. hermafroditas. usadas como venenos. parto. e lochia = "nascimento". monoclamídeas com tépalas bilabiadas. e refere-se à forma curvada da flor de uma das espécies (Aristolochia clematitis). sulcados e estriados. fruto capsular cilíndrico. . O nome do gênero Aristolochia vem do grego aristos = "bom". simples.1). flores isoladas. ovadotrilobadas com base cordiforme e sem estipulas.

apresentamos os principais dados químicos referentes à espécie do gênero. Também não é uma espécie cultivada. estimulante. sulcados e estriados. as flores são isoladas e axilares. pecioladas. no entanto. Dados botânicos Assim como Aristolochia trilobata. catarros crônicos. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. resfriados e para expulsão de parasitas intestinais. anti-histérica e útil contra febres graves. diurética. 1982). Aristolochia sp Nomes populares Nas comunidades da região do Vale do Ribeira. excitante. cicatrizante e contra úlceras crônicas. essa espécie é denominada Milomem ou Mil-homens. sudorífica. ovado-trilobadas com base cordiforme e sem estipulas. anti-séptica. . disenteria e diarréia. estomáquica. constipação nasal. gripes fortes. e fruto capsular cilíndrico com sementes achatadas. sarnas e orquites (Van den Berg. para caracterizar a sua importância como fonte de novos constituintes químicos. Dados químicos do gênero Aristolochia Não foram encontrados estudos químicos com a espécie Aristolochia trilobata. não sendo encontrada em áreas degradadas. simples. 1984). os ramos são lisos.Outros usos populares indicam que a raiz é tônica. o chá da raiz também é utilizado como emenagogo. A espécie é sempre obtida de dentro da floresta. capoeiras e áreas em regeneração. é usada também como abortiva e eficaz contra veneno de cobras (Corrêa. A infusão das folhas é utilizada contra dores de barriga. a decocção das folhas dessa espécie é usada contra distúrbios estomacais e hepáticos. especialmente para combater náuseas e vômitos. essa espécie também é uma planta trepadeira com folhas alternas.

.. C. 1995). 1980). A. A. chilensis (Urzua Rodriguez.. 1994). 1985) e A. arcuata (Watanabe & Lopes. A. A. longa (De Pascual et al. 1987. clematitis (Kostalova et al... 1995) e A. 1979) em raízes de A. molissima (Peng. vários outros alcalóides aporfínicos de A. 1991b).. A.. 1992). fangchi (Tsai et al. 1979). 1987).. tubiflora (Peng et al. A. 1995). 1992).. L. gigantea (Lopes. S. Abel & Schimmer. 1986b e 1986a). galeata (Lopes. 1988) e Aristolochia cymbifera (Leitão et al. indica (Che et al. 1991b). kankauensis (Wu.. A. Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren. tais como A. .. 1980). A. longa (De Pascual et al. ponticum (Houghton & Ogutveren. indica (Piers & Tse. kankauensis (Wu. molissima (Peng et al. 1987)..... Alcalóides foram isolados de várias espécies.. P et al. A. A. Higa et al. 1991). manshuriensis (Lou et al. ftiangularis (Bolzani et al. 1992). A.. 1977 e 1985). 1991). 1987).. A. 1983). 1994). tubiflora (Peng et al.. G. rotunda (Pistelli et al.. tubiflora (Peng et al. kankauensis (Wu et al. 1996. 1991). et al. A. 1988). A. A.. Paiva et al.. A. 1996).. 1989). 1987). 1993). 1991). bracteata (ElTahir.. 1983b).. debilis (Ahmed Farag et al. M. 1994). T.. et al. A. Lopes. em A. L. A. acuminata (Moretti et al. sendo descrito em A. 1991) e de A. II. A.. cinnabarina (Li. liukiuensis (Mizuno et al..... 1983a). 1991a). Terpenóides foram descritos em inúmeras espécies de Aristolochia. incluindo a magnoflorina obtida de partes aéreas de A... et al. clematitis (Kostalova et al. alcalóides do grupo da berberina foram descritos em A. versicolor (Zhang&He. A. 1995). et al.. rigida (Pistelli et al. bracteata (ElTahir. A.. 1991.1993).. A.. dematilis (Makuch et al... As sesquiterpenolactonas foram isoladas de A. A. A. 1987. argentine (Priestap. brasiliensis (Lopes et al. 1987). 1988).. 1991a).Os ácidos aristolóquicos são os principais componentes de inúmeras espécies do gênero Aristolochia. 1995). gigantea (Cortes et al. X. manshuriensis (Ruecker et al. A. clematitis (Kostalova et al. Lou et al. A. 1988). versicolor (Zeng et al. 1995).. A. chilensis (Urzua et al. et al. Chakravarty et al. A. contorta (Lou et al. 1995) e A. J. 1983). 1980). yunnanensis (Chen et al. T. 1992.. 1982). A. argentine (Priestap. 1992) e outros alcalóides em A. cinnabarina (Li et al. H. elegans (El-Sebakhy et al.. 1986).. S. rodix (Tsai et al. 1987). maurorum (Kery et al. esperanzae e A. 1988. A. III e IV (Houghton & Ogutveren.. 1995). raízes de A. 1990. A. A. auricularia que possuem os ácidos aristolóquicos I. A. nata (Moretti et al. auricularia (Houghton & Ogutveren. 1984).. inúmeros alcalóides denominados aristolactâmicos de A. Zhang et al. A. A. versicolor (He et al. Aristolochia cymbifera (Leitão et al.

kankauensis (Wu. 1995). Dados farmacológicos do gênero Aristolochia Atividade antifertilidade foi determinada com substâncias isoladas de Aristolochia versicolor (He et al. indica apresentou propriedades antiestrogênica e antiimplantacional (Pakrashi & Chakrabarty. copaeno. 1977). Diterpenos isolados de Aristolochia albida agem como importantes antídotos de picada de cobras do gênero Naja (Haruna & . cymbifera. 1988) e A.. 1990)... et al.. S. 1996). galeata (Lopes & Bolzani. R. O ácido aristolóquico de A. rodix foi eficaz contra veneno de ofídeos (Tsai et al. 1993). A. Urzua & Presle. 1978). Lopes et al. triangularis (Ruecker et al.. Lignanas também foram descritas em A. S.. indica (Pakrashi & Pakrasi.. 1979). esperanzae.Uma nova lignana nunca descrita na família Aristolochiaceae foi isolada de Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren. 1987b. Estudos recentes demonstram ainda que o ácido aristolóquico possui uma efetiva atividade antiespermatogênica por interferir na espermiogênese no estágio de formação das espermátides (reduzidas em 72%) e reduzir em 47% a produção de células de Leydig maturas (Gupta.. A. 1988) e amidas em A. 1987) e A. -elemeno.. e o ácido aristolóquico de A. A.. 1990). 1980). 1980. Compostos como -cariofileno. macroura (Leitão et al. chilensis (Urzua et al. gigantea e A. A. et al. -elemeno e -humuleno foram determinados em A. 1994). A. A. T. taliscana (Longsw et al. 1991b). birostris (Conserva et al. arcuata (Watanabe & Lopes.

antibacteriana. paucinervis (Gadhi et al. além de promover contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir. 1990)... tulobata (Sosa et al. et al. triangularis (Garcia.. Vários tipos de ácidos aristolóquicos são nefrotóxicos.. anti-séptica e cicatrizante de A. O alcalóide magnoflorina obtido de várias espécies de Aristolochia diminui a pressão arterial em coelhos e induz hipotermia em camundongos. enquanto uma atividade relaxante muscular inespecífica em músculos lisos foi descrita para o extrato etanólico de Aristolochia papillaris (Lemos et al. Atividade antiinflamatória também foi observada em A. papilaris (Maia et al. acetilcolina e ocitocina (Conserva et al. 1995).. também foi descrita para o ácido aristolóquico IV isolado de Aristolochia rigida (Pistelli et al. Estudos com A. determinada pelo teste de Ames.. 1985). multiflora (Moretti et al. O ácido aristolóquico II é capaz de produzir arilação do DNA e promover carcinogênese e mutagênese (Pfau et al.. 1991).. 1985). A. 1979)... A. causando lesões renais de forma dose-dependente em apenas três dias de tratamento .. indica apresentou atividade hepatotóxica e nefrotóxica em camundongos (Pakrashi & Shaha. papilaris (Maia et al. no Sistema Nervoso Central. niaurorum (Kery et al. birostris demonstraram. 1993). 2001). Atividade antifúngica foi determinada utilizando-se a espécie A. com A.. G. 1988). 1999). antitérmica e inibição das contrações induzidas por histamina. Dados toxicológicos e observações O ácido aristolóquico tem sido reportado por seus efeitos tóxicos (Hashimoto et al. Abel & Schimmer (1983) relatam que esse ácido é capaz de induzir aberrações cromossômicas estruturais e de apresentar potente efeito carcinogênico. 1991). 2002).. H. 1988). O mesmo ácido obtido de A.. 1993). Foram ainda determinadas atividades citotóxica de A. 1983). gigantea (Campos et al. atividade analgésica. 1991). O ácido aristolóquico I promove contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir. paucinervis foi ativa contra a Helicobacter pylori (Gadhi et al. A espécie A. e antiviral com A. 1996). Importante atividade cardiotônica foi obtida com os constituintes químicos obtidos de cultura de células de Aristolochia manshuriensis (Bulgakov et al.Choudhury. 1979).. 1999). Atividade mutagênica.

não é recomendada a utilização sobretudo em gestantes. FIGURA 6. Da mesma forma. 1993). Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis). Recentes estudos demonstram ainda o aparecimento rápido de fibrose renal intersticial pelo consumo crônico da infusão de Aristolochia pistolochia (Pena et al.1 . . Hoehne (1978) relata inúmeros casos de intoxicação com várias espécies desse gênero. cujos principais sinais são necrose do epitélio dos túbulos renais e alterações nos níveis de diversas enzimas (Mengs & Stotzem. Dados químicos e farmacológicos são escassos para garantir o uso seguro dessas espécies. 1996) por humanos. Esse uso pode revelar inúmeros efeitos tóxicos dos constituintes químicos dessas espécies. Entretanto. as espécies desse gênero são importantes fontes de novos constituintes químicos que ainda não foram devidamente estudados.com 10. por suas características químicas. salientando ainda que várias delas são usadas como abortivas.. 50 ou 100 mg/kg via oral.Aristolochia trilobata.

e espécies me- .7 Piperales medicinais L. Reis Introdução Na ordem Piperales ocorrem apenas duas famílias botânicas: Saururaceae e Piperaceae. especialmente do gênero Piper. onde ocorrem em abundância e diversidade. ervas e pequenas árvores sempre aromáticas. No Brasil ocorrem aproximadamente 460 espécies de cinco gêneros. epífitas. Piper nigrum. lianas. C. A. do qual se destacam espécies como a Pimenta. Peperomia e Pothomorphe. Di Stasi C. 1997). dos quais se destacam os gêneros Piper. Hiruma-Lima A. A família é muito importante como fonte de substâncias com atividade farmacológica. G. Geralmente as plantas são arbustos. a família Piperaceae descrita por Paul Dietrich Giseke compreende aproximadamente três mil espécies distribuídas em oito gêneros (Mabberley. Portilho M. e a primeira não possui importância como fonte de espécies de valor medicinal. muitas delas extremamente comuns na Mata Atlântica. S. o mais estudado e conhecido do ponto de vista químico. normalmente com células de óleos essenciais. Mariot W. Por sua vez.

muitas delas cultivadas como ornamentais e raramente conhecidas como medicinais. Espécies medicinais Peperomia elongata H. como a Piper betle (betel). como a chinesa e aiurvédica. Dados botânicos Planta herbácea com internós glabros. Nomes populares Além de Tracoaptera. Pela ampla ocorrência e abundância no Brasil. sendo também apenas . pequenas.1). várias espécies dessa família foram referidas como medicinais em ambos os locais de estudo envolvidos nesta pesquisa. os índios tenharins denominam essa planta Tracoá. compreende aproximadamente mil espécies tropicais de ocorrência nas Américas. fruto pequeno do tipo drupa (Figura 7.K. Piper angustifolium. Piper cubeba. O nome do gênero Peperomia é derivado de Piper.B. descrito por Hipólito Ruiz Lopes e José Antônio Pavón. O gênero Peperomia. folhas alternas. Piper longum. A espécie só foi referida como medicinal pelos índios tenharins.dicinais de ampla utilização. Dados da medicina tradicional Os índios tenharins usam internamente (decocção) as partes aéreas da planta para curar diarréia e dores intensas do estômago. elíptico-lanceoladas ou elíptico-ovadas. ovário com um só estigma. muito semelhantes entre si. Trata-se de uma família de complexa identificação taxonômica pelas características das inflorescências. flores sésseis reunidas em inflorescências do tipo espiga. Piper methysticum e outras de grande importância em sistemas tradicionais de medicina. Não foram identificados outros sinônimos para essa espécie. as quais passamos a discutir a seguir. ápice agudo com lâminas glabras e opacas em ambas as faces.

bastante carnosas e glabras. curtopecioladas. A espécie é encontrada na Mata Atlântica. simples. . ao passo que a decocção das folhas é usada para facilitar a digestão e no tratamento da hipertensão. Piper cavalcantei Yuncker. de o Céu elétrico ou Óleo elétrico.B. Não ocorreram relatos de usos de outras espécies desse gênero nos outros grupos entrevistados na região amazônica (comunidades ribeirinhas e habitantes do município de Humaitá). Nomes populares A espécie é chamada. em geral nas áreas de clareiras e em locais com grande umidade. mas com pouca ocorrência.obtida na área de floresta em torno da aldeia. pequenas. gastrite e gripes. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. a infusão das folhas é usada internamente como sedativo e contra dores de estômago. as flores são dispostas em espigas e de coloração clara. na região amazônica. Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Salva-vida ou Salva-vidas. de distúrbios do estômago. Dados botânicos Trata-se de uma planta herbácea com folhas alternas. Corrêa (1984) refere que a planta é estomáquica e tônica. Peperomia rotundifolia H. Não foram encontrados sinônimos. sendo também amplamente cultivada como ornamental na região.K.

inflorescências do tipo espiga. sendo a maioria arbustos. folhas curto-pecioladas com limbo foliar assimétrico e glabro em ambas as faces.Dados botânicos A espécie é um arbusto que chega até 2 m de altura. Outras denominações populares são João-guarandi-do-grado. característica marcante da espécie e bem distinta de outras Piperaceae. . todas aromáticas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. membranáceas. a inflorescência especiforme varia de 30 a 60 cm de comprimento. com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura. O nome do gênero Piper é a denominação árabe da Pimenta. O gênero Piper descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duas mil espécies tropicais.2). com caule e ramos de muitos nós e de coloração verde-escura. O óleo retirado por maceração e aquecimento é usado topicamente para dor de ouvido e qualquer outro tipo de dor externa. a decocção das folhas é considerada excelente antitérmico e analgésico. Piper cernnum Vell. Jaborandi-cepoti e Pimenta-de-morcego. folhas pecioladas. isoladas e levemente curvadas. Dados botânicos A planta é considerada um arbusto. para evitar desidratação e para combater cólicas menstruais. atingindo até 10 cm de comprimento. algumas lianas e pequenas árvores. Nomes populares A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira pelo nome de Pariparoba. os frutos são drupáceos (Figura 7. pendente. O nome Pariparoba é muito comum para várias espécies de Piperaceae. podendo chegar a até 5 m de altura. com vários nós e internós no caule central e em seus ramos. conforme será observado na descrição de outras espécies deste livro. podendo atingir 40 cm ou mais de comprimento e 25 cm de largura. A infusão das folhas é usada como antidiarréico. assimétricas na base. especialmente para dores de cabeça.

tendo distribuição por todo o Brasil. ao passo que as raízes frescas também são mastigadas como antiinflamatório e contra distúrbios hepáticos. especialmente em regiões de clareiras naturais e na borda de cursos de água. O uso tópico da decocção das folhas ou apenas do seu sumo alivia dores musculares. incluindo hepatite. além de ser útil em distúrbios renais. particularmente contra cólicas abdominais. A espécie possui grande ocorrência na Mata Atlântica. membranáceas. estomacais e hepáticos. Trata-se de uma espécie amplamente coletada para comercialização como adulteração do jaborandi verdadeiro. acuminadas no ápice. Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Iaborandi ou Jaborandi. . Dados botânicos É um arbusto de pequeno porte com folhas curto-pecioladas. levemente curvadas. inflorescências do tipo espiga. tanto a infusão das folhas como as folhas frescas são usadas para aliviar a dor de dente. Em outras regiões do país. a infusão das folhas é usada como analgésico. Piper gaudichaudianum Kunth. onde a espécie é abundante. assimétricas na base. um pouco ásperas.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. especialmente contra dores de barriga. podendo atingir até 8 cm de comprimento (Figura 7. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.3). enquanto as raízes frescas mastigadas são usadas como analgésico. com os nomes de Murta e também de Pariparoba.

com ramos glabros e cilíndricos. Dados botânicos Arbusto de 2 a 5 m de altura. glabra. A planta t a m b é m é coletada e comercializada como adulteração da pariparoba. levemente assimétrica na base. folhas alternas. membranosas. estomacais e renais. Piper marginatum Jacq. Outras denominações populares para essa espécie são Caapeba-cheirosa. membranácea. flores verdes dispostas em inflorescências do tipo espiga. cordiformes. Em outras regiões do país. sendo encontrada em áreas de clareira e em locais com u m i d a d e . c o m o Aperta-mão e Pimenteira.4). a infusão das folhas é u s a d a contra distúrbios hepáticos. Dados botânicos A planta é um arbusto pequeno com folhas curto-pecioladas e pequena bainha. Pimenta-do-mato e Pimenta-dos-índios. Nhandi. Aperta-ruão ou Aperta-juan. Ihotzkyanum Kunth. inflorescências do tipo espiga. flores .Piper cf. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica com os nomes de Apepa-ruão. pecioladas. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins pelo n o m e de Nhambuí. pequena (até 11 cm de comprimento). Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. alongada e fina. com ápice acuminado. com até 7 cm de comprimento (Figura 7. com distribuição restrita à região Sudeste do Brasil. A espécie é muito comum na Mata Atlântica. r e t a . Bitre.

andróginas. gineceu com três estigmas. sialagogas. Caá-peuá. descrita a seguir. contra veneno de cobra. essas diferenças ficam bem claras. membranosas. os frutos são excitantes. Dados da medicina tradicional A raiz amassada é usada externamente para o alívio da dor e coceira causadas pela picada de insetos. O gênero Pothomorphe diferencia-se do gênero Piper. peltatas. as folhas. Catajé.6). flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum. Pothomorphe peltata (L. sudoríficas. . O gênero Pothomorphe foi descrito por Friedrich Anton Wilhelm Miquel e significa "semelhante a Pothos". A planta é tônica. visto que no primeiro as inflorescências aparecem agrupadas. Comparando-se as figuras das espécies descritas neste capítulo. peitadas. é encontrada na Mata Atlântica e conhecida com os mesmos nomes. ovado-arredondadas. androceu com três estames. se ingerida. estomáquica. dores de dente e blenorragias. bainha desenvolvida. Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas. e não isoladas. fruto do tipo baga (Figura 7. Malvarisco. formando uma falsa umbela. 1984). minúsculas. resolutiva e usada em banhos após o parto. Uma outra espécie do mesmo gênero. diuréticas. fruto anguloso do tipo baga ovóide (Figura 7. Segundo os índios tenharins essa planta é tóxica.com brácteas triangulares. as raízes são carminativas.5). com ápice agudo e nervação peltinérvea. Caapeba-do-norte no Pará e no Mato Grosso como Pariparoba. Nomes populares A planta é conhecida na região amazônica com os nomes de Caapeba. flores sésseis. principalmente da tucundeira.) Miq. como ocorre no gênero Piper. um gênero da família Araceae. estimulatórias (Corrêa.

Pothomorphe umbellata (L) Miq. A única diferença macroscópica entre essa espécie e a anterior é que no primeiro caso as folhas são peitadas (Pothomorphe peltata) e nesta espécie as folhas são cordadas. desobstruente do fígado e do baço e útil contra infarto das vísceras abdominais (Corrêa. minúsculas. os mesmos usos atribuídos à infusão das raízes. e ela recebe o nome de Pothomorphe umbellata pela característica da inflorescência (Figura 7. flores sésseis. vermífugo. bainha desenvolvida.Dados da medicina tradicional As folhas untadas e levadas indiretamente ao fogo devem ser usadas topicamente para diminuir inchaço. 1984). andróginas. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica pelo nome de Caapeba. A raiz e as folhas são diuréticas e antigonorréicas. fruto do tipo baga. cordada. Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas. formando uma falsa umbela.7). 1980). Capeba ou Pariparoba. com ápice agudo e nervação peltinérvea. flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum. antiinflamatório externo e interno. as folhas são resolutivas e a raiz é estimulante do sistema linfático. a planta toda fornece um suco útil contra queimaduras. lenitivo para "machucaduras" e queimaduras (Van den Berg. ovado-arredondadas. membranosas. no Mato Grosso a planta é utilizada como antible-norrágico. a população refere o uso externo da infusão das folhas para o alívio de dores musculares e o uso interno do macerado das folhas em água para tratar distúrbios hepáticos. Os mesmos sinônimos apresentados para a espécie Pothomorphe peltata são atribuídos a essa espécie. diurético. .

E. 1996). sesquiterpenos. acetato de bornila e os ácidos elaídico e linolênico (Garcia. monoterpenos. 1989) e peperomina D de Peperomia glabella (Delle Monache et al... 2000)... Os compostos descritos no óleo essencial de Peperomia subespatula foram safrol. 1994). 1982). vulcanica e proctorionas de P. galopiperona e hidropiperona (Villegas et al. Das partes aéreas de P.5-metilenedioxialilbenzeno e farneseno (De Diaz et al. C. G. flavonóides (Tillequin et al. 1988). Mahiou et al. Seeram et al. 1988). grifolina bisobolol. 1987) que também estão presentes em outras espécies deste gênero (dos Santos et al. miristicina.Dados químicos Peperomia O composto com atividade antibacteriana obtido de Peperomia pellucida foi isolado como cristais incolores na forma de agulhas e elucidado como C-42N-230H (Bojo et al.. Os alcalóides. Dos óleos essenciais de Peperomia rotundifolia foram isolados terpenos e sesquiterpenos (Joseph et al. B e C (Chen. et al.. ácidos graxos (Lima et al. indicada populamente como antitumoral. consideramos necessário apresentar os principais estudos realizados com suas espécies. 1997). marginatum foi isolada a croweacina (De Oliveira Santos et al. De Peperomia campylotropa foram isoladas safrol. além de apiol. marginatum foram isolados aril-propanóides. 3-hidroxi-4. 1982). Das raízes de P. 1990). proctorii (Mbah et al. 2002. De Peperomia japonica.. 1978) e vários aril-propanóides no óleo essencial (Ramos et al.. 2001). que representa 49% dos constituintes voláteis. et al. Cromonas foram isoladas de P. quinonas piperogalona.. Piper Das raízes de P. marginatum foram isolados o ácido 3-farnesil4-hidroxibenzóico e um derivado metilado (Maxwell & Rampersad. 2001). M... foram isolados lignanas denominadas peperomina A. Pela importância do gênero Piper nos aspectos químico e farmacológico.. são . que também possui ácido grifólico.. compostos de grande importância farmacológica. (1995) isolaram piperogalina de Peperomia galioides.

Tabuneng et al.. Bacillus subtilis.. com potencialidade de ser importante antibiótico de largo espectro. 1987). cubeba (Badheka et al.. galioides apresenta atividade contra Leishmania sp e Trypanosoma cruzi (Mahiou et al.. 1983. auritum (Ampofo et al. 1992).encontrados com freqüência nesse gênero. sendo os principais piperlonguminina.. P. lancei (Han et al. P peepuloides (Shah et al. tuberculatum (Braz Filho et al. 1982) e P clusti (Koul et al.. guineense (Cole. P. piperidina. methysticum (Smith. 1980) e P. Li & Han.. peltatol B e peltatol C) ativos contra HIV (Gustafson et al. amalago (Dominguez et al. hostmanianum (Diaz et al. flavonas de P sylvaticum (Banerji & Das. aduncum e P. 1983). 1986). 1979). P. 1977. peltata apresenta o derivado monomérico do catecol 4-nerolidylcatechol e três dímeros (peltatol A. futokadsura (Chang et al. hispidum (Vieira et al.. Pothomorphe P. P. P. P. Shoji et al. hispidum (Vieira et al. 1979). P.. aduncum (Smith & Kassim. nigrum (Inatani et al.. hancei (Li et al. P. retrofractum (Banerji et al. Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli.. isolada de Peperomia galioides apresentou atividade antiparasítica contra três espé- .. 1987). 1987). flavonóides de P. 1986) e flavonas de P. 1995). P. betle (Rimando et al. 1980).. Foram estudados os óleos essenciais de P sarmentosum (Likhitwitaywuid et al.. 1968). Foi demonstrado também que P.. 1985).. 1977) e P. Isolaram também neoglicanas de P. 1984). piperlongumina. 1981). 1987).. 1985) e P.. sylvaticum (Banerji & Pal. piperina. 1985). compostos fenólicos de P.. lignanas de P... 1986 e 1987). P. chavicina e outros. Uma quinona. 1986) e P. hispidum (Burke & Nair. 1987). Dados farmacológicos Peperomia Peperomia pellurída apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. 1986. longum (Dutta et al. Foram isolados diversos alcalóides em P. Achenbach et al. 1986). jaborandi (San Martin. betle (Evans et al.. 1981) e P. 1986). 1986.. hidropiperona.

M. 1997). 2002. marginatum as propriedades antiagregadora plaquetária (Lemos. analgésica e antiedemotogênica (Kham & Omoloso. cicatrizante (Saad et al. et al. mas não promoveu migração de leucócitos na pleurisia induzida por carragenina. em doses que variaram de 0. V.1-1 g/kg. V. O extrato aquoso também reduziu edema da pata induzido por carragenina em ratos. Embora o extrato de P. 1996b).v. S. o extrato aquoso de Peperomia transparens apresentou propriedades natriurética e caliurética (Ribeiro.. marginatum administrado intraperitonealmente em ratos e camundongos. A administração i. Peperomia nivales e Peperomia galoide apresentou atividade antiedematogênica cicatrizante e antiulcerogênica (Lozano et al.. relaxamento muscular e dispnéia. analgésica (Da Silva et al.. Substâncias de P. Aziba et al. O extrato também apresentou pouco efeito analgésico no modelo de contorção abdominal. e atóxica (Saad et al. O. H.. promoveu piloereçáo. O extrato aquoso de P. V. H. provavelmente o efeito antiedematogênico do extrato está especialmente relacionado com seu constituinte vasoconstrictor (D'Angelo et al. et al..5 mg/kg) em ratos anestesiados promoveu hipertensão dose-dependente. 1995). et al. lacrimejamento. Diversas espécies do gênero apresentam importantes atividades farmacológicas. 1996). 1994). 1992).. Arigoni-Blank et al. O.cies de Leishmania (Mahiou et al. 1996a).. R.. B. grifolina e piperogalina apresentem atividade leishmanicida in vitro. enquanto o extrato hidroalcoólico de Peperomia pellucida. apresentou atividades diurética (Santos. antifúngica (Lima.. Assim. et al. E. do extrato (0.1-0.. antibacteriana. O extrato metanólico de Peperomia flavamenta. atuar como antialérgico e diminuir . 1994). 2002. 1996). salivação intensa... hipotensora (Siqueira et al. galioides e os compostos ácido grifóico. 1998. não foi observada inibição da doença em camundongos tratados tanto oralmente como pela via subcutânea (Inchausti et al. 1997).. et al. 2001). hipotensora (Santos. Villegas et al. também conhecida como Língua-de-sapo. longum foram capazes de proteger o animal do antígeno causador de broncoespasmo.. Doses acima de 1g/kg promoveram depressão respiratória e morte... 1996). L. 2001). 1997). bloqueada com prazosin e ioimbina. Piper Foram caracterizadas para P. R.

1984). 1985). 1983). 1991. 1986.. inseticida com substâncias de P. inibindo a agregação de plaquetas. Pothomorphe A espécie P.. nematicida (Evans et al. a liberação de beta-glucuronidase e as enzimas lisossomais induzidas pelo PAF (Han et al.. e reduzir a acomodação visual (Garner & Klinger. De P. O extrato metanólico das folhas apresentou ainda . fungicida.. por seus constituintes químicos. abutiloides. Efeito analgésico foi determinado nas espécies P.. gaudichandianum. e antiviral P. a degranulação. 1986).. lancei e P.a freqüência e a intensidade dos ataques de asma (Dahanukar & Karandikar. as kovalactonas isoladas desta espécie são responsáveis pelos efeitos ansiolíticos e antidepressivos. 1988). P. antiedematogênica dos extratos aquosos e alcoólico da planta (Amorim et al. além de atuar impedindo a implantação de óvulos e como um abortivo precoce (Chandhoke et al. 2002. sua utlização crônica tem promovido hepatotoxicidade (Belia et al.. Shen et al. Di Stasi & Pupo. 1984.. 2002) e reduz a parasitemia por Plasmodium berghei em camundongo (Amorim et al. nigrum (Miyakado et al. Atualmente. 1986 e 1988. futokadsura atuam efetiva e especificamente como antagonistas do PAF (fator de agregação plaquetária). analgésica. Desmachelier et al. 2002). 1984)... Dahanukar et al. agindo como os anestésicos locais (Singh. 1987).. anticonvulsivante. lindbergü e P. peltata possui atividade analgésica (Pupo. methysticum também conhecida como kava-kava.. retrofactum (Woo et al. P. Atividade depressora do Sistema Nervoso Central foi verificada com piperina de P.. regnelli. A espécie P. 2002). conhecida como Pariparoba.. amalago (Pupo. esta última com potente atividade (Di Stasi. 1988). 1987. 1985). espasmolítica. 1976). Prakash. 1985). P. 1985). 1988) e não apresenta atividade mutagênica e antimalárica (Felzenszwalb et al. também foram caracterizadas as atividades antiinflamatória. 1988). larvicida (Mongelli et al.. 1979). além de bloquear a transmissão neuromuscular. 1984). betle apresentou atividades fungicida. apresentou propriedades anestésica. 2002) e de indução de câncer mamário (Rao et al. e aumentou o tempo de sono (Duve. aduncum (Lohezic-Le et al. A espécie P. peltata.. 1978. cincinnatoris. 2000). mutagênica (Chen et al. Amorim et al. antioxidante (Choudhary & Kale. Porém. P. As neoglicanas isoladas de P.. Cairney et al.

. antiedematogênica. peltata (Felzenswalb et al. O extrato etanólico das raízes de P. 1995). 2000).1 . analgésica.. 1996).. 1987).. peltata também promoveu inibição parcial do crescimento de bactérias (Mongelli et al. 2002. Miq.Banco de imagens .. de Ferreira da Cruz et al. 1987). FIGURA 7. umbellata L. De P. umbellata foram determinadas as atividades antimicrobiana. umbellata.. Moraes (1986) fez uma revisão da farmacognosia de P. Ramo florido (Desenhado por Di Stasi . antimalárica e antioxidante (Isobe et al. Também foi detectada a atividade teratogênica no extrato aquoso das folhas de P. 1992). umbellata..Peperomia elongata.. P. 1997. além de atividade anti-HIV (Gustafson et al. 1996) e antimutogênica (Felzenswalb et al.atividade protetora de DNA (Desmarchelier et al. Desmarchelier et al. o que não foi observado na espécie P. apresentou atividade antioxidante in vitro (Barros et al..

FIGURA 7.2 . b) detalhe da inflorescência (Fotos: Alexandre Mariot . .Piper cernnum: a) vista parcial da planta com as inflorescências.Banco de imagens ).

b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens ).3 . .Piper gaudichauditmum: a) escanerata do ramo com inflorescência.FIGURA 7.

Piper Ihotzkyanum: a) escanerata do ramo com as inflorescências em espiga.FIGURA 7.4 . b) escanerata com detalhe da inflorescência e ápice da folha (Banco de imagens ). .

FIGURA 7. Ramo com inflorescência (Desenho original por Di Stasi Banco de imagens ).5 .Piper marginatum. .

.. .Pothomorphe peltata. Ramo florido mostrando a folha peitada e a inflorescência em forma de umbela (Desenho original por Di Stasi .FIGURA 7.Banco de imagens .6 .

Pothomorphe umbellata.7 .inflorescências Folha cordada FIGURA 7. Ramo com inflorescência mostrando a folha cordada (Banco de imagens ). .

8 Ranunculales medicinais L. famílias com várias espécies de valor medicinal e com algumas de grande importância farmacológica. Circaeasteraceae e Lardizabalaceae. A. Ranuculaceae e Papaveraceae. C. Hiruma-Lima C. como a morfina e outros derivados opióides. Em ambos os levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas apenas espécies da família Menispermaceae. arbustos escandentes e . Berberidaceae. Pteridophyllaceae. Santos E. das quais devemos destacar Menispermaceae. como é o caso da Papaver somniferum. de onde inúmeros compostos importantes e de grande valor na medicina. foram obtidos. M. Sabiaceae. todas sem importância do ponto de vista de espécies de valor medicinal e com distribuição e ocorrência no Brasil. Outras famílias dessa ordem são Fumariaceae. Di Stasi C. M. algumas lianas. Guimarães Introdução A ordem Ranunculales compreende nove famílias botânicas distintas. o famoso Ópio. nos quais se distribuem aproximadamente 450 espécies tropicais e algumas raras de climas temperados. A família Menispermaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 72 gêneros.

assim como . onde muitas das quais são usadas popularmente como medicamento.1). rufescens e A. constituída de cipós lenhosos com caule de estrutura anômala. folhas alternas e pecioladas. 1997). trata-se de uma espécie do gênero Cissampelos e que não foi completamente identificada. da Mata Atlântica. imene. flores masculinas reunidas em inflorescências paniculiformes multifloras e flores femininas em inflorescências racemosas. tais como A. também denominada de Abutua. raspada e misturada com água. no entanto. é considerada útil como cicatrizante e antiinflamatório. onde a planta foi referida como medicinal. Dados da medicina tradicional A casca do tronco. Espécies do gênero Abuta.raramente árvores ou ervas (Mabberley. flores masculinas e femininas com seis sépalas e apétalas. Outra denominação é Iroba. aplicada no local lesado e/ou ingerida. foi referida como planta antiinflamatória. típica da aldeia tenharins. a espécie é chamada de Abuta. Outras espécies desse gênero são conhecidas principalmente por Abutua ou Bútua. fruto do tipo drupa. O gênero Abuta descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé Aublet inclui aproximadamente 35 espécies tropicais (Evans. Uma delas. Nessa família. com ampla distribuição na América do Sul. 1996). com contorno oblongo (Figura 8. O nome do gênero Abuta tem origem na linguagem popular da Guiana. são consideradas muito tóxicas. Dados botânicos Planta perene. Espécies medicinais Abuta sabdwithiana Krukoff & Barnaby Nomes populares Na região amazônica. destacam-se os gêneros Cissampelos e Abuta com grande número de espécies medicinais. utilizadas por índios do Norte do país.

espécies do gênero Strychnos, que são usadas no preparo de um veneno que se aplica na ponta das flechas para caça (Hoehne, 1939). Várias espécies desse gênero são utilizadas no preparo de medicamentos tradicionais como anticoncepcionais (Mabberley, 1997).

Dados químicos das espécies
De A. sabdwithiana foram isolados sitosterol e éster alifáticos (Corrêa et al., 1977) e os alcalóides palmitina e xylopina (Nagem et al., 1993). Foram isolados dos caules de A. pahni, e identificados por métodos espectroscópicos, alcalóides do grupo da ísoquinolina. Três dos alcalóides bis-benzilisoquinolinas foram caracterizados como 2-N-nordaurisolina, 2-N-metillindoldamina e 2'-N-metil-lindoldamina. Os demais alcalóides foram: coclaurina, daurisolina, lindoldamina, di-metil-lindoldamina, esteparina e talifolina (Dute et al., 1987). De A. grisebachii já foram identificados os alcalóides da família bis-benzil-isoquinolina denominados grisabina, grisabutina, peinamina, 7-O-di-metil-peinamina, N-metil-7-O-di-metilpeinamina, macolidina e macolina (Ahmad & Cava, 1977; Galeffi et ai., 1977). De A. panurensis foram identificadas as presenças dos alcalóides panurensina e norpanurensina (Cava et ai., 1975), de A. rufescens, a esplendina (Skiles et ai., 1979) e de A bullatta, asaulatina (Hocquemiller et al., 1984). De A. velutina foram isolados o esteróide abutasterona (Pinheiro et al., 1983), os triterpenóides taraxerol e taraxerona e os alcalóides imerubina e imelutina (Pinheiro et al., 1984). De A. rufescens e A. pahni foram isolados diversos alcalóides (Dute et al., 1987; Skiles et al., 1979).

Dados farmacológicos das espécies
Estudos recentes demonstram que decocção de A. grandifolia inibiu parcialmente o desenvolvimento de Pseudomonas aeruginosa e de Mycobacterium gordonae, indicando a importância dessa espécie como agente antimicrobiano (Mongelli et al., 1995). Esta mesma espécie também apresentou atividade inseticida significativa contra Aedes aegypti (Ciccia et ai., 2000) e atividade antiplasmodial atribuídas aos alcalóides krukovina e limacina (Steele et al., 1999). Estudos com a infusão da espécie A. grandiflora demonstraram a ausência de citotoxicidade (Desmarchelier et al., 1996).

Dados toxicológicos das espécies
A utilização dessa espécie como medicamento tradicional ou fitoterápico, especialmente considerando-se os dados populares de toxicidade, é restrita, em razão do pequeno número de informações que garantam uso seguro. Essa restrição torna-se maior pelo fato de que os medicamentos tradicionais preparados com essa espécie na região amazônica não se caracterizam por uso disseminado e poucas informações estão disponíveis. Entretanto, esse aspecto torna a espécie interessante para a realização de novos estudos como fonte de substâncias ativas, especialmente aquelas com atividade antiinflamatória e cicatrizante.

FIGURA 8.1 - Abuta sabdwhhiana. Detalhe do ramo vegetativo (Desenho original por Di Stasi - Banco de imagens -

Seção 2
Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

9
Caryophyllales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. A. Hiruma-Lima

A ordem Caryophyllales, mais as ordens Polygonales (inclui a família Polygonaceae) e Plumbaginales (inclui a família Plumbaginaceae), formam a pequena subclasse Caryophyllidae. A ordem Caryophyllales também é conhecida pela denominação Centrospermae e inclui um grande número de espécies medicinais com distribuição e ocorrência na região amazônica. Nessa ordem de espécies vegetais estão incluídas quinze distintas famílias botânicas, das quais as mais importantes e com grande ocorrência no Brasil são Caryophyllaceae, Amaranthaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae, Cactaceae e Portulacaceae. Das espécies referidas nas regiões de estudo (Amazônia e Mata Atlântica) como medicinais e aqui registradas, encontram-se indivíduos que pertencem às famílias Amaranthaceae, Cactaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae e Portulacaceae, as quais serão discutidas mais adiante. No entanto, outras espécies dessa ordem são importantes como medicinais e devem ser aqui registradas, especialmente a Chenopodium ambrosioides da família Chenopodiaceae, amplamente conhecida e usada no Brasil como uma importante espécie medicinal com amplo espectro de usos populares. Essa espécie foi referida no levanta-

mento realizado na Mata Atlântica, ao lado de outras espécies das famílias Portulacaceae e Nyctaginaceae.

Espécies medicinais da família Amaranthaceae

Introdução
A família Amaranthaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales, subclasse Caryophyllidae, inclui 71 gêneros, com aproximadamente novecentas espécies tropicais ou subtropicais e poucas de clima temperado (Mabberley, 1997). A maioria das espécies é herbácea, mas alguns arbustos e trepadeiras são descritos na família, raramente ocorrem árvores. Os gêneros mais importantes dessa família são Amaranthus e Ptilotus (Amarantheae - Amaranthoideae), Celosia (Celosiae - Amaranthoideae), Gomphrena, Iresine, Alternanthera e Pfaffia (Gomphreneae - Gomphrenoideae) e Pseudoplantago (Pseudoplantageae Gomphrenoideae). No Brasil ocorrem doze gêneros e aproximadamente noventa espécies, destacando-se, pelo seu valor medicinal, várias espécies dos gêneros Celosia e Amaranthus descritos por Carl Linnaeus, e Pfaffia e Gomphrena, por Carl Martius. Muitas dessas espécies também são amplamente utilizadas como ornamentais, especialmente as do gênero Celosia. Outras espécies, do gênero Alternanthera, são amplamente distribuídas no Brasil e consideradas ervas daninhas, tais como A. ficoidea, A. amabilis, A. spectabilis e A. versicolor, mas algumas também são consideradas medicinais e outras, tóxicas. O gênero Pfaffia inclui uma espécie muito utilizada no Brasil como medicamento, a Pfaffia paniculata, que não é referida nas regiões em estudo.

Espécies medicinais

Alternanthera brasiliana (L) Kuntze e Alternanthera micrantha Domin.
Nomes populares

Para a espécie A. brasiliana, Emenda é o nome popular mais utilizado na região de amazônica; no entanto, as denominações Corrente, Abranda e Perpétua são também muito utilizadas popularmente e referem-se à mesma espécie. Em outras regiões do país a espécie é conhecida ainda como Correnteroxa, Perpétua-do-brasil, Caaponga, Ervanço, Carrapichinho, Terramicina, Penicilina, Argentina e Carrapichinho-do-mato. Para a espécie A. micrantha, Abranda é o nome popular utilizado na região. A população, muitas vezes, utiliza ambos os nomes populares de forma indiscriminada para ambas as espécies, mesmo considerando os distintos usos terapêuticos.
Dados botânicos

Alternanthera brasiliana é uma planta herbácea, perene, rasteira, com caule esverdeado; as folhas são simples, opostas, sésseis, de ápice agudo ou pouco acuminado e base atenuada nitidamente pilosa; a inflorescência é formada por espigas pedunculadas, multiflora, contendo flores em glomérulos alongados, hermafroditas, com duas brácteas subiguais, cobertas por cinco tépalas, com cinco estames alternados; o ovário é unilocular e uniovulado; o fruto é utrículo, indeiscente e unisseminado, envolvido por duas brácteas lanceoladas. O gênero Alternanthera inclui aproximadamente cem espécies tropicais e temperadas, distribuídas especialmente na América do Sul. O nome do gênero Alternanthera, descrito por Carl Linnaeus, significa "Anteras alternadas".
Dados da medicina tradicional

Para a espécie A. brasiliana a população da região amazônica usa a infusão das flores contra diarréia, inflamação e tosse (béquica), enquanto a

decocção das folhas em grande quantidade é usada internamente em caso de derrame cerebral; o banho preparado com as folhas é utilizado para "deslocamento de osso". Para a espécie A. micrantha, a população utiliza-se da infusão das flores contra diarréias fortes e hemorróidas. Refere-se popularmente, ainda, que essa infusão não deve ser utilizada topicamente contra hemorróidas, apenas internamente. Outras indicações incluem o uso do chá de todas as partes da planta para hemorróidas (Amorozo & Gély, 1988). Não foram referidos usos medicinais na região da Mata Atlântica para nenhuma espécie desse gênero.

Ce/os/a argentea L. var. crisfata
Nomes populares

Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Crista-de-galo; no entanto, vários sinônimos são usados, tais como Crista-de-galo plumosa, Celósia plumosa, Amaranto branco, Celósia branca, Suspiro e Veludo branco.
Dados botânicos

Celosia argentea é uma planta herbácea, anual, ereta, glabra, atingindo até 1 m de altura; possui um caule suculento com folhas sésseis, alternas, pecioladas, linear-lanceoladas de ápice acuminado, sem estipulas; as flores são pequenas, não vistosas, reunidas em inflorescências do tipo espiga ou panícula terminal, densamente ramificadas, podendo apresentar-se nas cores vermelha, vermelha-roxa, amarela ou branca; as flores possuem brácteas e bracteolas lanceoladas, acuminadas; as sépalas são lanceoladas e agudas; os estames estão reunidos na base; possui de quatro a oito sementes lenticulares, pontuadas e pretas (Figura 9.1). Essa variedade, também denominada Celosia cristata, é um derivado tetraplóide da Celosia argentea com plumas de várias cores (amarela, vermelha, roxa). O nome do gênero Celosia, descrito originalmente por Carl Linnaeus, vem de kéleos = "queimado", referindo-se ao aspecto geral das inflorescências. Esse gênero inclui aproxi-

madamente 45 espécies tropicais e subtropicais, com ampla distribuição na América do Sul e na África. Essa espécie também é encontrada na região do Vale do Ribeira, mas não foi referida como medicinal nas entrevistas realizadas nessa região.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá das flores é usado internamente contra gripe e rouquidão, e para esse segundo sintoma é comum o preparo de um chá bastante adocicado. Corrêa (1984) relata o emprego das sementes como antiescorbútico, anti-helmíntico e antidiarréico. O uso de espécies desse gênero, tais como C. trigyna e C. antihelminthica, é muito comum contra helmintos intestinais, especialmente contra Taenia (Hoehne, 1939). O uso de C. trigyna contra helmintos é extremamente comum e disseminado por diversos países da África (Watt & Breyer-Brandwijk, 1962).

Gomphrena globosa L
Nomes populares

Essa espécie, assim como outras da mesma família botânica, é conhecida popularmente na Amazônia como Perpétua. Em outras regiões, é também conhecida como Amaranto globoso e Gonfrena.
Dados botânicos

Gomphrena globosa é uma planta herbácea anual com até 1 m de altura; possui um talo ereto e pubescente, com ramos abundantes e curtos, opostos; as folhas são simples, opostas, elíptico-lanceoladas e pilosas; as flores se apresentam reunidas em inflorescências capitulares nas cores roxa ou rosada (Figura 9.2). Provavelmente originária da América tropical, mas também encontrada no sul da Ásia e com ampla distribuição na América do Sul. O gênero Gomphrena inclui aproximadamente 120 espécies tropicais e subtropicais, especialmente nativas da América e da Austrália. O nome do

gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius significa "escrever, pintar", relativo à folha variegada de grande parte das espécies desse gênero.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a infusão das flores é usada externamente no tratamento de hemorróidas, ao passo que o uso interno dessa infusão é referido como excelente no alívio da "palpitação" no coração. Outros usos incluem a fervura de todas as partes da planta, usada internamente, no caso de hemorragias fortes, especialmente em hemorragias menstruais (Guerrero, 1994).

Dados químicos dos gêneros Ce/os/a, Gomphrena e Alternanthera
Celosia argentea possui triterpenóides (raiz e sementes), sucrose (raiz) e flavonóides (folhas e caule), além de um importante polissacarídeo denominado celosina (Shah et al., 1993; Hase et al., 1996 e 1997; Schliema et al., 2001). A espécie também possuí dois raros isoflavonóides (Jong et al., 1995), lipídios, esteróis e ácidos (Mehta et al., 1981; Opute, 1980; Behari & Shri, 1986), várias isoflavonas (Jong & Hwang, 1995) e peptídios bicíclicos (Kobayashi et al., 2001; Morita et al., 2000). As sementes de treze linhagens de Celosia referentes a quatro espécies (C. argentea, C. cristata, C. plumosa e C. whileii) possuem proteínas, gordura e ácidos graxos, especificamente o ácido palmítico, oléico e linoléico (Prakash et al., 1992). Cinco espécies de Celosia foram analisadas quanto à composição nutricional e possuem vitamina C, carotenóides, proteínas e fatores antinutricionais, nitrato e oxalato (Prakash et al., 1995). Estudos farmacognósticos realizados com Gomphrena globosa confirmam a presença de flavonóides, saponinas e taninos nas flores; flavonóides, saponinas, sesquiterpenolactonas, taninos e triterpenos nas folhas e saponinas na raiz (Guerrero, 1994). De Alternanthera brasiliana foram caracterizadas as presenças de esteróides e terpenos (Macedo et al., 1999). Da espécie A. pungens foram isolados o

ácido oleanólico e uma sapogenina (De Ruiz et al., 1991), além de alfa-pineno (7,40%), canfeno (4,21%), beta-pineno (6,42%), mirceno (3,61%), p-cimeno (4,29%), limoneno (3,52%), beta-ocimeno (2,35%), 1,8-cineol (6,28%), alfatujeno (3,62%), alfa-borneol (4,46%), alfa-curcumeno (2,36%), cânfora (5,52%), bornil acetato (3,82%), alfa-terpinoleno (5,38%), linalol (6,29%), geraniol (7,42%), alfa-terpineol (3,82%), elemol acetato (6,14%), eudesmol (5,38%) e azuleno (3,16%) (Gupta & Saxena, 1987). Dos frutos dessa espécie também foram isolados antraquinonas e glicosídeos, além de heterosídeos, ácido oleanólico, b-sitosterol, amônias quaternárias, colina e acetilcolina. Lipídios neutros, fosfolipídios, glicolipídios e tocoferol foram determinados em A. sessilis por Sridhar & Lakshiminarayana (1993), além de ácido oleanólico e açúcares como glucose e ramnose (Kapundu et al., 1986). Uma C-flavona glicosilada denominada alternantina foi isolada de A. philoxeroides (Zhou et al., 1988). Estudos farmacognósticos demonstram a presença de taninos, sesquiterpenolactonas, esteróides e triterpenos em Alternathera sp, conhecida popularmente como Sanguinária (Guerrero, 1994).

Dados farmacológicos dos gêneros Alternanthera, Celosia e Gomphrena
Flavonóides das folhas e caule de C. argentea e o extrato alcoólico de folhas dessa espécie têm sido estudados pela ação antibacteriana e as sementes, pela atividade diurética em voluntários e ratos albinos (Shah et al., 1993). Esta espécie também possui propriedade antimetastática, imunomoduladora (Hayakawa et al., 1998), antidiabética (Vitrichelvan et al., 2002) e antimetótico atribuído à presença de peptídios tricíclícos (Morita et al., 2000; Kobayashi et al., 2001). O extrato de Celosia argentea, administrado intraperitonialmente, apresentou uma marcante supressão na produção de IgE anti-DNP em camundongos, mas não afetou a de IgG. Esses resultados sugerem que esse extrato, futuramente, poderá ser útil para a supressão de anticorpos IgE em certas desordens alérgicas (Imaoka et al., 1994). Celosina, um polissacarídeo isolado do extrato aquoso das sementes de Celosia argentea, apresentou um efeito hepatoprotetor, por inibir diversos

Amaranthus tricolor (também da família Amaranthaceae) e outras plantas foi usada para o tratamento de dermatites atópicas (Mitsuyama & Yoshino. celosian reduziu a mortalidade por hepatite induzida por Dgalactosamina em camundongos e.parâmetros alterados pela ação de tetracloreto de carbono. porém. Farias. L. Kern et al.. M.. Além disso. 1996 e 1998). LDH) e o nível de bilirrubina.. in vitro.. 1997. talos e flores são extremamente tóxicos para peixes (Guerrero. Estudos realizados com extratos etanólicos de raiz de Gomphrena globosa apresentaram atividade antibacteriana. GOT.. 1993).. et al. 1998. além da produção de interleucinas-1-beta (IL1-beta) e óxido nítrico em macrófagos em concentração dose-dependente. ainda. Esses dados sugerem que essa substância química é um ativo componente protetor dose-dependente contra hepatites químicas e imunológicas (Hase et al.. Com outras espécies do gênero Alternanthera verificou-se que extratos do fruto de A.. raízes.. L.. argentea. 1997) antiinflamatória e atóxica (Souza. 1996). o efeito sobre a peroxidase lipídica (Hase et al. assim como se confirmou que extratos aquosos e etanólicos de folhas. B. 1996.... Loureiro et al. relaxante (Araújo et al. Brochado et al. 1996. 1996a e 1996b). 1997). D. tais como os níveis das enzimas plasmáticas (GPT. as propriedades antibacterianas da planta (Schlemper et al. Não foram observadas. 1997). D. a secreção de IL-1-beta em células mononucleares humanas e aumentou a produtividade de gama interferon junto à concavalina A em células de baço de camundongos. B.. Induziu. 1996). antiviral (Brochado et al. Gomes et al. 1997). Verificou-se ainda que essa espécie é capaz de aglutinar hemácias em felinos. Uma loção contendo C. 1997). analgésica (Macedo et ai. 1993. 1987). Esses resultados indicam que celosina é um agente imunoestimulante do efeito anti-hepatotóxico (Hase et al. J. 1999. et al. Estudos com Alternathera brasiliana permitiram constatar as seguintes propriedades: inibidor da proliferação de linfócitos humanos (Bento et ai. pungens apresentaram atividade purgativa dose-dependente . 1994) e depressora do SNC (Kern et al. Celosina também induziu a produção do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alpha) em camundongos. mas essa ação pode ser inibida pelo soro humano (Lim & Gook. O tratamento feito com folhas secas e frescas de Celosia trigyna mostrou-se muito efetivo como anti-helmíntico (Audu. 1994). 1996). et al.. Farias.

1988. et al. A atividade antidiarréica foi estudada em camundongos em que o extrato metanólico de Alternanthera repens foi mais efetivo (Zavala et al. sobretudo contra helmintos. Yang et al. porém. 1996. 1995).. aliado aos dados de toxicidade em peixes.. O uso das espécies contra helmintos. especialmente em uso crônico. requer cuidados por parte da população. B. em doses terapêuticas também foram observadas ligeiras deformações das células hepáticas (Qu. sessilis foi detectada atividade antiulcerogênica (Wang et al. 1996).. inclui . mas com inúmeras outras da mesma família botânica. subclasse Caryophyllidae.. 1972). 1986. Estudos mais recentes demonstram uma redução na taxa de mortalidade de animais infectados com vírus da febre hemorrágica.. 1992). S.. não apenas com as espécies citadas. 1993). assim como sugere a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem a eficácia dessas espécies em diversas atividades farmacológicas e sua toxicidade. Diversos estudos foram desenvolvidos sobre a atividade antiviral de Alternanthera philoxeroides (Niu.. hemorragias. Zhang et al. et al. confirmados para inúmeras espécies dessa família. De Ruiz et al. A ação anticarcinogènica de folhas de Alternanthera sp não foi efetiva para inibir o desenvolvimento de carcinomas implantados no estômago de camundongos (Aruna & Sivaramakrishnan. 1998). provavelmente por ação sobre receptores colinérgicos (Garcia. Espécies medicinais da família Cactaceae Introdução A família Cactaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales..quando administrados oralmente em camundongos (Calderon et al. Extrato aquoso de A. C. pungens possui atividade estimulante direta sobre o sistema gastrointestinal. 1989). Do extrato de A. Observações de uso Há uma grande concordância nos usos populares das diversas espécies.

As espécies no Brasil podem ser divididas em dois grupos distintos: as encontradas na região Nordeste (com afinidades com as Cactaceae de origem norte-americana) e as cactáceas comuns das regiões Sudeste e Sul do país. Em outras regiões do país recebe os nomes de Cacto-rosa e Quiabento. mas amplamente comercializadas como espécies ornamentais. 1978). Espécies medicinais Pereskia grandiflora Haworth Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sangue-de-cristo. • Opuntia (Opuntioideae).97 gêneros. Em ambos os casos. com aproximadamente 160 espécies distribuídas em todas as regiões (Barrozo. enquanto na região do Vale do Ribeira nenhuma espécie dessa família foi referida como medicinal. com afinidade com as cactáceas de origem andina (Barrozo. que inclui a espécie Pereskia grandiflora. são espécies perenes. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal da espécie Pereskia grandiflora. todas com metabolismo adaptado à produção de ácidos orgânicos e usualmente produzindo alcalóides e betalaínas. 1997). No Brasil ocorrem 32 gêneros. . reconhecidas popularmente como espécies comuns de caatinga. suculentas. Os gêneros mais importantes dessa família são: • Pereskia (Pereskioideae).400 espécies (Mabberley. 1978). embora várias espécies possam ser encontradas na África. • Cactus. A família inclui árvores xeromórficas comumente com caules suculentos e algumas epífitas. que também inclui espécies medicinais. a família reúne 170 gêneros de distribuição restrita às Américas. com aproximadamente 1. de hábito variável e geralmente espinhosas. Segundo Joly (1998). Cereus e Melocactus (Cactoideae). usada na Amazônia como medicinal e descrita a seguir.

Dados botânicos É uma planta terrestre arbustiva ascendente por meio de espinhos que lhe servem como garras. C. cresce em matas e em restingas. em altitudes e também no nível do mar. fruto do tipo baga glabra. galactose. sendo uma homenagem ao professor N. ácido galactopiranosilurônico. guamacho possui ácidos galacturônico. 1994). Dados químicos e farmacológicos do gênero De Pereskia grandifolia foram isolados sucrose. 1990). arabinose. aculeata caracterizou-se a presença de arabinose. arabinofuranose. Não foram encontradas outras referências populares sobre a espécie. É uma espécie apreciada como ornamental pelas abundantes flores rosas. com numerosas sementes lenticulares aplanadas e obovadas. galactose.. Dados da medicina tradicional A decocção de qualquer parte da planta é usada internamente como analgésico. A espécie é originária da Argentina. sendo uma planta arbustiva ou arbórea com até 6 m de altura. sendo amplamente usada e comecializada como cerca viva. O gênero Pereskia é o único dessa família em que as folhas são desenvolvidas e não são suculentas.. dispostas em rácimos terminais. galactopiranose. oblongas e acuminadas com base atenuada. folhas subpecioladas. . flores rosas com anteras amarelas e inodoras.. fructose e arabinose (Carvalho & Dietrich. lenhoso. F. muito ramificada e com ramos e caule cilíndrico. A goma de P. 1987). O nome do gênero Pereskia foi revisado por Phil Miller. Das folhas de P. além de galactose. além de heteropolissacarídeos. ramnopiranose e glucopiranose (Sierakowski et al. arabinopiranose. obovóide. xilose e ramnose (De Pinto et al. antitérmico e contra gripes e resfriados. glucose. Peiresc. glucurônico e seus metil ésteres. ramnose e ácido galacturônico (Sierakowski et al. 1986). numerosos acúleos.

sendo algumas pequenas árvores. Talinum e Portulaca. Portulaca oleracea. nos quais estão compreendidas aproximadamente 380 espécies cosmopolitas espontâneas. muitas delas suculentas (Mabberley. e 33 espécies (Barrozo. no qual se encontra uma espécie cosmopolita de grande ocorrência no Brasil. . sendo uma espécie referida como medicinal nas duas regiões em que foram realizados os estudos aqui descritos.Espécies medicinais da família Portulacaceae Introdução A família Portulacaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 32 gêneros. 1978). O principal gênero é o Portulaca. arbustos e ervas. usada como alimento e medicamento em quase todo o território brasileiro. No Brasil ocorrem apenas dois gêneros. 1997).

na forma de salada. Berduega e Veduega. tais como Verduega. folhas pequenas. especialmente em Portugal e na Alemanha. a decocção das partes aéreas é utilizada como diurético. Dados botânicos É uma erva de caule curto. planas e suculentas. que são cultivadas em vários países como alimento cru ou cozido. febrífugo e contra parasitas intestinais e cólicas renais. outros usos são atribuídos à espécie. axilares ou terminais. diminutivo de "porta". como alimento. A espécie é usada desde os tempos mais remotos. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. dadas sua rusticidade e resistência à seca. enquanto as folhas frescas são mastigadas e deglutidas para as mesmas finalidades. cólicas renais e . referindo-se às propriedades purgativas da planta. e a maioria é de ervas suculentas anuais. Corrêa (1984) refere que o caule e as folhas da planta são diuréticos. as partes aéreas cruas são usadas. sendo uma planta muito comum e de fácil desenvolvimento em todo o Brasil.Espécies medicinais Portulaca oleraceae L. O suco das folhas é usado internamente contra úlceras e dores de barriga. pequenas. Bodroega. Nomes populares A planta é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Beldroega. vermífugos e úteis para combater problemas hepáticos. obovadas. mas algumas variações de nome popular são usadas. Inclui três variedades principais. O nome do gênero Portulaca deriva de portula. Na região da Mata Atlântica. o uso tópico da decocção é considerado excelente para aliviar a dor de queimaduras. arroxeado e suculento. flores amarelas. pequenas. sésseis. O gênero Portulaca descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies tropicais. fruto capsular obovóide.

. A infusão das folhas com as de graviola e jambu (Spilanthes acmella) é considerada excelente para problemas do fígado. Portulaca pilosa L. pilosas. vulnerária. sendo também usada localmente para "carne crescida no olho". cicatrizante externa. A infusão das folhas é utilizada para retenção urinaria. As folhas dessa planta também são comestíveis. Caaponga. A infusão de folhas com broto de goiaba (Psidium guajava) é indicada contra diarréias graves. O macerado das folhas em água é usado externamente contra qualquer tipo de ferida.afecções da vista. amarga. além de seu uso na cura das queimaduras e das úlceras de todos os tipos. roxas ou avermelhadas dispostas em fascículos no ápice de cada um dos ramos. Corrêa (1984) refere ainda que a planta é considerada tônica. as sementes passam por diuréticos. Dados da medicina tradicional A decocção das partes aéreas é usada contra erisipelas e febres. Também conhecida como Beldroega. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Amor crescido. emenagoga e eficaz contra erisipela. diurética. Dados botânicos É uma erva prostrada de caules cilíndricos. de onde saem folhas alternas. glabros e suculentos. A infusão das folhas com casca de caju (Anacardium occidentale) é usada na forma de banho de assento para tratar hemorróidas. emenagogos e vermífugos. O sumo das folhas cruas é usado internamente para diminuir cólicas menstruais e corrimento vaginal. sendo uma planta muito variável e encontrada em todo o território brasileiro. A infusão das folhas misturada com alfazema serve para tratar cólicas renais. emoliente. estomáquica. pequenas. lanceoladas. Perrexi e Alecrim-desão-josé. flores amarelas. como as da beldroega.

.. pilosanol A.4. além da presença de antioxidantes alfa-tocoferol. 20:5-ômega-3 22:5-ômega-3. ácido ascórbico. carboidratos.. (1991) detectaram de R oleracea 3. 1986) e os diterpenos trans-clerodânicos. sintetizado a partir de linalol (Sakai et ai.0 undecano) de R pilosa (Ohsaki et ai. ferro. B e C. cycloartenol. butirospermol. 1991).. . ácido linoléico e ácido palmítico.. 1994)..5% de lipídios. Schneider & Kubelka (1990) caracterizaram a presença do ácido graxo ômega-3 (Omara-Alwala. portulacaxantina II e portulacaxantina III (Trezzini & Zryd. 1991). 1996). como sitosterol. isolados das raízes de P. sendo o último composto um glicosídeo. 1995. P. 1991) e uma mucilagem viscosa formada por um complexo polissacarídeo (Wenzel et ai. 1988). três diterpenóides transclerodânicos. 24-metilene-24dihidroparkeol e 24-metilenecicloartanol. oleracea de proteínas. oleracea apresenta um glicosídeo monoterpênico denominado portulosídeo A.. Observou-se a presença de triterpenos beta-amirina. 1990). potássio e cobre (Mohamed & Hussein. dentre os quais 18:3-ômega-3. 1996).Dados químicos Foram determinados diferentes ácidos graxos ômega-3 em folhas de R oleracea.. 1995b). ascórbico. ao passo que das suas sementes foram caracterizadas as presenças de ácido linoléico e ácido linolênico (Liu et ai. campesterol e stigmasterol. pilosa (Ohsaki et al. succínico. parkeol.. málico. 18:2-ômega-6 e 18:l-ômega-9 (Ornara Alwala et al. 1991. fumárico e acético (Gao & Liu. e determinado que a tirosina é importante precursor do pigmento betalaína nas pétalas de espécies de Portulaca (Kishima et ai. 1996). cálcio. dos quais 25% são ácidos graxos livres e 19% são esteróis. hidrocarbonos e alfa-tocoferol. tais como o diterpenóide pilosanona C (que possui esqueleto biciclo 5. Simopoulos et ai. Detectou-se a presença dos ácidos cítrico. manganês. 1992). 1992). Também foram realizados estudos quantitativos da composição química de P.. malônico. 22:6ômega-3. Boehm & Boehm. beta-caroteno e glutation (Simopoulos et al. Das outras espécies do gênero foram ainda isolados outros diterpenóides clerodânicos (Ohsaki et al. Foram também isoladas duas betaxantinas de flores de R grandiflora. além dos ácidos graxos do tipo ácido linolênico. jewenol A e jewenol B (Ohsaki et al. fósforo.. 1991). Foram isolados diversos triterpenóides em outras espécies do gênero Portulaca. Boschelle et ai..

diurética (Rocha et al. sem alterar a diurese. 1989. enquanto das partes aéreas de P. mas com o cálcio extracelular (Okwuasaba et al. 1989). 1996). apresentou atividade hipoglicemiante. encontrado por Rocha et al. reduziu atividade motora (Radhakresharan et al. beta-D-glucosídeo e quercetina-3-ramnosídeo (Joshi et al. stigmasterol. grandiflora Hook. dentre outras espécies. além de antipirética e antiinflamatória (Poli et al. o que confere qualitativamente uma ação do tipo dos sais de potássio (Parry et al. Rocha et al. De P. suffruticosa foram isolados n-hentriacontano.. grandiflora foi isolado o diterpeno portulal (Ohsaki et al. Dados farmacológicos O extrato aquoso de P oleracea apresentou atividade relaxante de músculo esquelético. 1995).De P. aumentando a concentração de insulina sérica em ratos com diabetes mellitus (tipo II) experimentalmente induzida (Eskander & Jun. 1989). 1995a) e outro diterpenóide clerodânico (Ohsaki et al. O extrato aquoso das partes aéreas de P pilosa apresentou atividades espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al. 2001) e não foi observada atividade antiulcerogênica (Costa et al. O extrato hidroalcoólico de P oleracea apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al.. n-hexacosanol... 1994). oleracea. em parte decorrente da grande quantidade de íons K+. oleracea foi investigado in vitro. porém não foi observada atividade analgésica (Poli et ai. 1987). 1989). (1994)... Habtemariam et al. 1989). 1994)..... 1989b) e hipotensora (Poli et al.. lupeol. .. O extrato de P. 1985) relaxante muscular. foram isolados também diterpenos clerodânicos (Boehm & Boehm. n-triacontano.. 1987).. 1993). 1993.. P. Essas atividades podem esclarecer o efeito renal de aumento da excreção de potássio. 1997).. beta-sitosterol. O extrato hidroalcoólico de P pillosa também apresentou atividade espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al. quando se observou um relaxamento muscular que não está relacionado com a liberação intracelular de cálcio.

Inclui arbustos. flores agrupadas em inflorescências glomerulares com muitas flores pequenas amarelo-esverdeadas. No entanto. caule ereto e glabro.Espécies medicinais da família Chenopodiaceae Introdução A família Chenopodiaceae descrita por Walter Vent compreende 1. Erva vomiqueira. Espécies medicinais Chenopodium ombrosioides Bert. Salsola e Atriplex. Menstruço. todos de pequena importância como fonte de espécies medicinais. Spinaceae. referida como uma das plantas usadas no embalsamamento de cadáveres. Mentrasto e Mentrusto. A família se subdivide em quatro subfamílias. Anserina vermífuga. Trata-se de uma espécie com usos pré-históricos. 1978). pequenas árvores. Salicornia. que pode atingir até 1. raramente. são encontradas no Brasil espécies dos gêneros Beta. Erva-das-lombrigas. ramos folhosos verdes com folhas alternas. Também é chamada de Ambrósia. oblongas denteadas. em que podemos destacar o gênero Chenopodium como o principal. até espécies bem aclimatadas em áreas tropicais. sendo uma planta extremamente . sendo no Brasil encontradas espécies subespontâneas (Barrozo. Caacica.5 m. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Erva-de-santa-maria. extremamente ramificado. Ex Stend. Dados botânicos A planta é uma erva cosmopolita.300 espécies cosmopolitas d de áreas de deserto e semidesértica (Mabberley. ervas anuais ou perenes e. Erva-das-cobras. Lombrigueira. 1997).

além de ser empregado como fumigante contra mosquitos e inibidor do crescimento de larvas de pragas de lavoura (Bown. onde não foi referida como medicinal no estudo realizado. a espécie é também empregada como estomáquica e digestiva e. para problemas da pele. 1995). baratas e demais insetos. internamente. Além desse uso. lesões hepáticas. sendo especialmente útil como vermífugo de animais. O gênero Chenopodium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cem espécies.. Corrêa (1984) refere dezenas de usos medicinais dessa espécie. a maioria de ervas. especialmente na área veterinária. renais e genotoxicidade (Kapadia et al. incluindo a Amazônia. Dados toxicológicos Apesar da grande utilização desta espécie na medicina tradicional. extremamente útil para afugentar pulgas. destaca-se aqui a importância da espécie como vermífugo.. os quais devem ser observados em seu extenso trabalho. percevejos. como abortiva. amplamente disseminado nas zonas rurais. bronquite. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. A espécie é utilizada na expulsão de parasitas intestinais. seu uso deve ser extremamente restrito pelos relatos de indução de tumores estomacais. o macerado das folhas em água é usado tanto interna como externamente como antiinflamatório. Godano et al. contra reumatismo.vulgar no Brasil e de ocorrência em todo o território nacional. O nome do gênero Chenopodium significa "péde-ganso". Outro uso disseminado em todo o Brasil e reconhecidamente de grande valor é como inseticida doméstico. externamente. 1978. 1985a e 1985b.. referindo-se às folhas lobadas. esse uso é comum também em outros países. em altas doses. febre. dor ciática e parasitas intestinais e. uso disseminado em todo o Brasil e popularmente com eficácia incontestável.) . Melito et al. 2002. as folhas frescas são usadas topicamente para diminuir edemas. ao passo que a infusão das folhas é usada.

1997). de onde partem folhas pequenas. mas não antocianinas (Mabberley. Bougainvillea. em trinta gêneros.3). com ampla distribuição no território e pertencentes especialmente aos gêneros Neea. Espécies medicinais Boerhavia difusa Willd. Mirabilis. flores reunidas em panículas isoladas com quatro a sete flores pediceladas (Figura 9. Dados botânicos A planta é uma erva rasteira com poucos ramos ascendentes e pilosos. . Mirabilis e Bougainvillea. Guapira e Andradea. distribuídas. Pega-pinto e Tangaraca. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. arbustos e ervas que produzem betalaínas. Referimos a seguir o amplo uso medicinal na região do Vale do Ribeira de espécies do gênero Boerhavia. opostas. nome usado em todo o Brasil. Boerhavia. Outros nomes empregados para identificar a espécie são Batata-de-porco. ovadoblongas. e o nome do gênero foi dado em homenagem ao médico. No Brasil ocorrem apenas dez gêneros e aproximadamente setentas espécies. pilosas e pecioladas. Dos gêneros. destacamos aqueles que possuem espécies de valor medicinal: Boerhavia. O gênero Boerhavia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais. Pisonia. químico e botânico alemão Hermann Boerhraave.Espécies medicinais da família Nyctaginaceae Introdução A família Nyctaginaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 390 espécies tropicais. a espécie é conhecida como Erva-tostão. incluindo árvores.

cujos efeitos benéficos são incontestáveis. sendo a parte mais usada e comercializada como excelente medicamento para problemas do fígado.. 1995).. Sohni et al. antiinflamatória (Hiruma-Lima et al. particularmente contra lombrigas. 1996. arbustos. Dados químicos e farmacológicos da Boerhavia diffusa Alguns estudos farmacológicos têm demonstrado atividades hepatoprotetoras (Chandal et al. desobstruente e um dos melhores medicamentos para icterícia e contra picadas de cobras. 1997).... Aslam. 1990 e 1991). A fração alcaloídica é responsável pela atividade imunomoduladora observada para esta espécie (Mungantiwar et al.. nos quais se encontram aproximadamente 65 espécies tropicais espontâneas nas Américas. 1996) e lignanas (Lami et al. sem efeito teratogênico (Singh et al. Pesquisas fitoquímicas apontam a presença de alcalóides (Garg. sendo árvores. Corrêa (1984) refere que a planta. 1978 e 1980. ou na infusão de toda a planta contra hepatite e diarréia. especialmente a raiz. além de ser considerada excelente diurético. 1991) e antimicrobiana (Abo & Ashidi. O uso principal se baseia na infusão das folhas para a expulsão de vermes. 1997). 2000a).Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica a planta é muito conhecida e sempre referida como medicinal. Espécies medicinais da família Phytolacaceae Introdução A família Phytolacaceae descrita por Robert Brown compreende dezoito gêneros. 1999). a maioria rica em antocianinas (Mabberley. lianas ou ervas. Esta planta faz parte de uma composição fitoquímica que apresentou atividade amebicida (Sohni & Bhatt. 1991). 1991. e antifibrinolítica (Barthwal & Srivastava. atóxica. Rawat et al. que inclui várias espécies medicinais e inúmeras usadas . Os principais gêneros dessa família são Phytolacca. possui sabor picante. 1999)..

amplamente utilizada como medicinal no Brasil e aqui descrita. Tipi-verdadeiro.4). membranosas. Gambá-tipi. alternas. estipuladas. O uso externo das folhas novas e da raiz. Outros dados incluem o uso da raiz. Erva-pipi e Raiz-de-guiné. o uso tópico do preparado de folhas de mocura-caá. no Rio de Janeiro. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. o banho preparado com as folhas é útil como anti-séptico e antiemético para crianças. que inclui uma única espécie. como Tipi. O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende apenas essa espécie de origem na América tropical. no alívio de dores musculares. Espécies medicinais Petiveria alliacea L. O nome do gênero foi dado em homenagem a Jacob Petiver. farmacêutico e amante da natureza. inchaço de mem- . 1984). também é comum. no Mato Grosso. agudas no ápice e estreitas na base. Dados botânicos Subarbusto perene. e o gênero Petiveria. Pipi. estimulantes e úteis no tratamento de paralisia. fruto aquênio cilíndrico. ereto. folhas curto-pecioladas. androceu com quatro estames. sublenhoso.como ornamentais. antiespasmódica e reputada como sudorífica. folhas. limão de cayanna. em decocto ou pó. diurética. flores sésseis. ramificado com ramos compridos. alfavacão. reunidas em inflorescências axilares e terminais espiciformes. na Bahia. como abortiva. em Pernambuco e em São Paulo. Em outras regiões. achatado e carenado (Figura 9. peão-branco ou roxo é utilizado contra dores de cabeça. raízes e ramos são considerados emenagogos. anti-reumática e antivenérea (Corrêa. delgados e ascendentes. pequenas. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Mocura-caá. Amansa-senhor. gineceu unicarpelar com ovário súpero.

alantoína. protegeu parcialmente animais contra as convulsões induzidas por pentilenotetrazol e mostrou ação anestésica local (De Lima et al.. 1980). beta-sitosterol. trisulfeto de dibenzila. C. 1988). Trotta et al. Grandi et ai. 1988. Dados químicos da espécie Da raiz e do caule foram isolados nitrato de potássio. Diversos outros trabalhos também relatam atividades anticonvulsivante (Lima. 3-O-ramnosídeos de dihidrokaempferol. nitrato de sódio. triterpenos (Delia Monachi et al. et al.. 1989) e depressora do SNC (Lima.7-di-O-metilpinocembrina. ainda. a planta é utilizada como expectorante e vermífugo (Amorozo & Gély. 1982). 6-hidroximetil-8-metil-7-0-metilpinocembrina e 6-hidroximetil-8-metil5. ácido lignocérico.. antiespasmódico e sudorífico (Verardo. ácidos palmítico. lignocerato de lignoceril e alfa-friedelinol (De Souza et al... trans-N-metil-4-metoxiprolina. paralisia. 1982. dihidroquercetina e miricetina (Delle Monache & Cuca Suarez. as indicações populares se repetem (Matos & Das Graças. De Souza et al. De Lima et al. no Rio Grande do Sul.. flavonóides. 1997. linoléico.bros inferiores e em dores de dente (Van den Berg. em Minas Gerais. S.. Pinto C.. 1986). e para a atividade depressora do Sistema Nervoso Central o efeito anticonvulsivante parece ser o mais importante (Lima et ai. 1992). 1990).. além dessas indicações.. 1996) e dibenziltrisulfeto (DBTS) (Johnson et al. O infuso das raízes apresentou ação antinociceptiva. peptídeos como ácido glutâmico. T. como abortivo. . lignoceril álcool. 1980). como antitérmico e em banhos de descarga (Simões. serina. beta-sitosterol.. em Brasília e no Mato Grosso. no Ceará. et al. 1982). Van den Berg. na Paraíba. 1986). pinitol.. 1988). M. C. M.. as raízes são usadas na hidropsia. 1998). flavonóides: 6-formil-8-metil-7-0-metilpinocembrina. 1982). esteárico. glicina e alantoína (Sousa et al. Dados farmacológicos da espécie Os dados farmacológicos são muito variados. 1988.. reumatismo. 1990). a raiz é útil na amenorréia (Agra. 1980. 1988b). T. 1988. dores de cabeça. o macerado da raiz é utilizado como antimalárico (Matos et ai. et al.

1993.. Y. decorrente de substâncias mutagênicas e potencialmente carcinogênicas (Hoyos et al... 1994). tanto das folhas quanto da raiz (Peters et al. 1988.. 1987) e antiviral (Ruffa et al... Lopez-Martins et al. No entanto. 1992) e antiinflamatória para o extrato aquoso.. . M. 1995) e hipoglicemiante (Lores & Pujol.. estudos in vitro demonstraram atividade genotóxica. alliacea.. 1991. Cortez et al. 1991. tendo sido determinada a toxicidade subaguda. et al. Os extratos de raiz e folhas possuem efeito abortivo. Dados toxicológicos Dados populares dessa planta indicam atividade tóxica. P. 2001). 1991 e 1992). Caldeira et al. 1998). 2050 aci02). alliacea também apresenta atividades tópica antiinflamatória (Germano et al... 1993. Guerra et al. Outros estudos também caracterizaram as atividades abortiva.. por levar à imbecilidade. antiinflamatória oral (Germano et al. Germano et al.. 1991). além de não apresentar atividade depressora (De Lima et al. e o de caule. O extrato aquoso da planta apresentou também atividades gastroprotetora (Cortez et al.. efeito zigotóxico (Guerra et al. 1992).. 1988. atividades analgésica (Thomas et al. 1989.. 2002.. 1989. além de atividade antimitótica (Malpezzi et al. 1988). zigotóxica e antimitótica do extrato hidroalcoólico.. O extrato hidroalcoólico de P.. 1991).. Elisabetsky et al. utilizado popularmente como vermífugo. também apresentou atividade moluscicida (Almeida. acaricida (Johnson et al. 1988. 1997) e antifungica (Benevides et al.. 1994). Davino et al.. citotóxica. com uma D L m a de 1. sendo estas atribuídas à presença de saponinas e cumarinas na raiz (Davino et al. Davino et al. Takahashi. outros estudos para avaliação das atividades analgésica e depressora do SNC em ratos e camundongos demonstraram atividade no teste de contorções abdominais induzidas por diferentes substâncias e inatividade no teste de imersão da cauda em água aquecida. 1984). 1996) e antitumoral (Davino et al. Malpezzi et al.mas não apresentam atividades sedativa e ansiolítica (Takahashi.. afasia e até à morte (Corrêa.. 1993). 1995).. hematopoiética (Quadros et al.270 mg/kg para o extrato hidroalcoólico (Germano et al. O composto dibenziltrisulfeto (DBTS) apresenta importante atividade inseticida. 1998). 1990)..

FIGURA 9.1 - Celosia argentea: a) ramo florido; b) semente (Foto: Hiruma-Lima).

FIGURA 9.2 - Gomphrena globosa: a) escanerata do ramo com flores; b) escanerata com detalhe da flor (Banco de imagens -

FIGURA 9.3 - Boerhavia difusa. Detalhe do ramo com flores (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa, 1984 - Banco de imagens

FIGURA 9.4 - Petiveria alliacea. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998 - Banco de imagens -

Seção 3
Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

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Violales medicinais

L. C. Di Stasi C. A. Hiruma-Lima F. G. Gonzalez W. G. Portilho

A ordem Violales inclui 23 famílias botânicas, muitas delas importantes fontes de espécies medicinais, tais como Flacourtiaceae (Lacistemaceae), Violaceae, Passifloraceae, Turneraceae, Caricaceae, Cucurbitaceae e Begoniaceae. Nessas e em outras famílias dessa ordem são encontradas muitas espécies comestíveis e inúmeras ornamentais, tratando-se de uma importante ordem de espécies vegetais com valor econômico e medicinal. Da família Flacourtiaceae deve-se destacar o gênero Casearia, que inclui a famosa medicinal Casearia sylvestris. Da família Violaceae, os gêneros Anchietia e Viola são os mais importantes, a espécie Anchietia salutaris, uma trepadeira conhecida como Cipó-suma, tem sido amplamente usada e estudada como importante fonte de produtos com atividade antialérgica e antiulcerogênica, enquanto no gênero Viola inúmeras espécies são cultivadas e comercializadas como ornamentais. Na família Begoniaceae, destacam-se as espécies ornamentais do gênero Begonia, enquanto na família Caricaceae encontram-se os gêneros Carica, importantes como fonte de espécies comestíveis e medicinais, e Jacaratia, no qual inúmeras espécies são belas ornamentais. Do

gênero Carica, a espécie Carica papaya foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica, cujas folhas são amplamente utilizadas contra gripes, resfriados e tosses. Das outras famílias dessa ordem destacam-se espécies medicinais de Lacistemaceae, Passifloraceae e Cucurbitaceae, referidas como medicinais na região amazônica, assim como espécies medicinais de Cucurbitaceae e Passifloraceae, referidas na região do Vale do Ribeira.

Espécies medicinais da família Cucurbitaceae Introdução
A família Cucurbitaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 119 gêneros, com 775 espécies distribuídas especialmente em regiões tropicais e poucas em climas temperados (Mabberley, 1997). No Brasil, a família é representada por trinta gêneros, com aproximadamente duzentas espécies (Barrozo, 1978). A família inclui inúmeros gêneros de importância farmacológica, dos quais ressaltamos Fevillea, Cucumis, Momordica, Bryonia, Luffa, Cucurbita, Wilbrandia e Sechium. Muitas espécies dessa família são comestíveis e reúnem importante valor econômico no Brasil, especialmente aquelas dos gêneros Cucurbita, Momordica, Fevillea e Sechium.

Espécies medicinais Cucumis anguria L.
Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Maxixe ou Pepino-deíndio. Em outras regiões do país é também conhecida como Maxixe-bravo, Maxixeiro, Maxixo, Pepino-castanha, Pepino-de-burro, Pepino-espinhoso, Maxixe-do-mato e Cornichão.

Dados botânicos

A espécie é anual, com caule rasteiro e anguloso, contendo folhas curto-pecioladas, cordiformes, sublobadas e base emarginada, profundamente 5-lobada; flores brancas, de corola partida e segmentos mucronados; fruto do tipo baga, ovóide, indeiscente e com mesocarpo branco; sementes marginadas. O gênero Cucumis inclui 35 espécies tropicais, e várias são úteis como medicinais e na produção de compostos flavorizantes para uso em cosméticos e alimentos, devendo-se destacar a espécie Cucumis sativus, o famoso Pepino. O nome do gênero Cucumis descrito por Carl Linnaeus deriva de cuce, palavra céltica que significa "oco".
Dados da medicina tradicional

O fruto, além de comestível, é usado na forma de suco como sudorífico.

Cucurbita pepo L.

Nomes populares

A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil como Abóbora. Também denominada Abóbora-moranga, Abóbora-de-carneiro, Abóbora-de-porco, Abóbora-moranga e Abóbora-porqueira.
Dados botânicos

É uma planta anual, rasteira e trepadeira, com ramos bastante vilosos e com gavinhas; folhas alternas, cordiformes, grandes e profundamente 5lobadas e pilosas; flores amarelas, grandes e vistosas; fruto grande, oblongo-arredondado com uma polpa fibrosa e comestível; as sementes achatadas são brancas. A espécie reúne inúmeras variedades, mas a C. pepo é de origem africana. É cultivada na região do Vale do Ribeira, inclusive pelas comunidades tradicionais e em quase todo o Brasil, sendo muito apreciada como alimento e importante recurso econômico. O gênero inclui aproximadamente treze espécies, mas inúmeras variedades para cada espécie, todas

de origem tropical. O nome do gênero Cucurbita descrito por Carl Linnaeus deriva de Cucumis e orbis, devido à forma esférica do fruto.
Dados da medicina tradicional

Na região do Vale do Ribeira, o macerado dos frutos em água fria, durante seis horas, é usado internamente para aliviar os sintomas de "queimação" do estômago. As sementes frescas trituradas ou secas ao sol são usadas internamente contra parasitas. Tanto os frutos como as sementes são amplamente consumidos como alimento. Corrêa (1984) refere que as folhas são usadas contra queimaduras, e as flores, para combater erisipela e qualquer inflamação; as sementes são usadas para doenças do fígado e baço, além de serem reconhecidamente tenífugas de grande uso; as raízes cozidas são usadas interna ou externamente como febrífugo ou para lavar feridas de origem sifilítica. As sementes frescas são usadas contra disenteria e para "refrescar o fígado", enquanto o cozimento das raízes possui propriedade febrífuga e tenífuga e, externamente, é usado contra úlceras sifilíticas (Guerrero, 1994).

Luffa cylindrica Roem.
Nomes populares

A espécie é chamada na região da Mata Atlântica, assim como em várias regiões do Brasil, pelo nome de Buchinha. A espécie também é chamada de Bucha-dos-paulistas, Fruta-dos-paulistas, Bucha-do-pescadores e Quingobógrande. Também é conhecida como Buchinha-do-norte, mas não tratamos aqui da verdadeira Buchinha-do-norte, que é a espécie Luffa operculata.
Dados botânicos

É uma planta trepadeira herbácea de porte alto e caule 5-angulado; folhas longo-pecioladas, palmadas e 5-lobadas, raramente com sete lobos; flores amarelas, sendo as masculinas dispostas em rácimos axilares, e as femininas, solitárias; fruto oblongo e cilíndrico, chegando a até 35 cm de comprimento, com sementes pretas ou cinzentas. Os frutos dessa espécie eram amplamente utili-

zados e ainda o são nas zonas rurais como esponja para a lavagem de louças (Figura 10.1). A espécie é cultivada na região da Mata Atlântica em São Paulo, sendo comum e subespontânea na região Nordeste do Brasil. O gênero inclui sete espécies tropicais. O nome do gênero Luffa descrito por Phillip Miller deriva de luff, que é o nome árabe da planta.
Dados da medicina tradicional

Na Mata Atlântica, especialmente nas regiões rurais, os frutos são macerados em aguardente ou vinho e utilizada contra rinite. O fruto (esponja) é empregado na limpeza do corpo e para melhorar a circulação na pele, além de comumente ser usado na lavagem de louça. A espécie é empregado equivocadamente como abortiva, por se considerar tratar-se da Buchinha-donorte, a Luffa operculata. Internamente a espécie é usada contra reumatismo, dores, hemorróidas, hemorragias internas e para melhorar a lactação (Bown, 1995). As folhas são usadas para acalmar a dor de cabeça e, quando cozidas, para purificar o sangue e como emenagogo; os frutos são usados como eméticos e catárticos violentos; a polpa, quando verde, é considerada purgante (Guerrero, 1994). Momordica charantia L.
Nomes populares

A espécie é conhecida na região amazônica e em várias regiões do país como Melão-de-são-caetano, inclusive na região do Vale do Ribeira. Em outras regiões, a espécie também é denominada Fruto-de-cobra, Fruto-denegro, Erva-de-são-caetano, Erva-são-vicente e Erva-de-lavadeira.
Dados botânicos

Planta trepadeira, escandente, delicada, ramificada, com caule estriado; folhas membranosas, 5-7-lobadas com lobos estreitos na base; gavinha simples, longa, delicada, pubescente; flores masculinas solitárias, em pedúnculo com bráctea reniforme, inteira; cálice com lacínios lanceolado-ovais; estames aglutinados com os lóculos das anteras; flor feminina longo-pedunculada;

fruto capsular carnoso, amarelo quando maduro; sementes vermelhas (Figura 10.2). O nome do gênero Momordica descrito por Carl Linnaeus deriva de momordi = passado do verbo mordere, significando "eu mordi", referindose à disposição das sementes no fruto deiscente, como dentes.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o sumo das folhas, uma vez ao dia, é útil como antimalárico, enquanto o preparado do sumo das folhas com óleo de andiroba é aplicado externamente contra coceira. A infusão das folhas misturada com folhas de Sacaca é utilizada no tratamento de hepatite. Na região da Mata Atlântica, a infusão das partes aéreas da planta é usada para problemas hepáticos e como emagrecedor. A espécie também é utilizada como purgativo, emético-catártico, febrífugo, antileucorréico, anticatarral, anti-reumático, vermífugo, supurativo, anticarbunculoso, antiinflamatório e contra cólicas abdominais, menstruações difíceis, queimaduras, cravos e morféia (Corrêa, 1984); no Piauí, é usada externamente contra enxaquecas e internamente como abortivo e contra problemas do fígado (Emperaire, 1982); em Minas Gerais, é usada como anti-hemorroidal, emenagogo, febrífugo, resolutivo, anti-helmíntico, anti-reumático, antigripal, emético e purgativo (Gavilanes et al., 1982; Verardo, 1982; Grandi et al., 1982; Grande & Siqueira, 1982); na Paraíba, contra verminoses e cólicas (Agra, 1980).

Sechium edule Sw.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil como Chuchu. Outras denominações comuns são Maxixe, Machucho, Maxixe francês, Xuxu e Machuchu.
Dados botânicos

É uma trepadeira herbácea, com caule ramoso, piloso, com gavinhas; folhas pecioladas, membranosas, ásperas, alternas, cordiformes, com três

e sua raiz. sendo um produto amplamente comercializado.3). visto seu grande consumo como alimento em todo o Brasil e em vários países da Europa. foi dado em homenagem a John Wilbrand. e muitas variedades em cada espécie. com caule anguloso. Reúne ainda inúmeras outras qualidades econômicas. O nome do gênero Sechium. . Dados botânicos É uma planta rasteira e trepadeira. rugoso. como Cabeça-de-negro. que significa "pepino". É uma importante espécie econômica. O gênero descrito por Silva Manso inclui apenas duas espécies. flores amarelas esbranquiçadas. longos. é uma variação de sicyos. e o nome. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. alternas. a decocção dos brotos é usada contra hipertensão e como sedativo. 5-lobadas e raramente com mais lobos. especialmente após o cultivo sistematizado. O gênero inclui apenas seis espécies. folhas pecioladas. flores amarelo-claras. fruto do tipo pepônio verde. sulcado. com até 20 cm de comprimento. chegando a atingir 50 cm de comprimento (Figura 10. especialmente na Itália. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica e em outras regiões do país como Taiuiá. Wilbrandia ebracteata Cogn. nas raízes formam-se tubérculos cilíndricos. Na região da Mata Atlântica é comum encontrar a espécie dentro da floresta. ramoso e delicado. Wilbrandia.a cinco lobos. descrito por Patrick Browne. como em formações secundárias. capoeiras e na beira de estradas. A espécie é usada e amplamente comercializada como adulterante da Taiuiá verdadeira (Cayaponia tayuiya). membranosas. mas ásperas.

charantia isolou-se uma mistura de esteróis acilglicosilados (Guevara et al.. Kusmenoglu. proteínas. uma proteína inativadora de ribossomos (Pu et ai. Foram isolados ainda das sementes de M. 1996.. charantia também foram isolados vicina. momordenol e o álcool monocíclico denominado momordol (Begum et ai.. Das sementes de M.. 1985). Mn e Li (Peng & Li. ácido esteárico e o ácido palmítico (Yuwai et al.24-dien-3beta-ol e o 24-metilenecicloartanol os constituintes majoritários do óleo de suas sementes. 1991. 1986). assim como no controle da diabetes.. Nguyen. a decocção das raízes e das folhas é usada contra úlceras e gastrites. 1987).. Foram isolados também cicloarterol. 1995. 1997)..80%) e fosfolipídios (16. Chang et al. charantia foi isolado um inibidor da tripsina (Kawamura et al. além do esterol. charantia foi isolada a gama-momorcharia. reumatismo. 1992). Os ácidos graxos predominantes foram o ácido alfa eleosteárico. também. como laxativo (Farias et al... sífilis (Almeida et al. aminoácidos e abundância em elementos como Cu.. Cr. charantia também foram isolados triterpenos.40%). Zheng et al. Ni.. Co. Das sementes foram ainda isoladas lecitinas (Wang et ai. charantia foi determinada como 0. 1996). 1989. momordicinina e momordicilina. 1997). divididos em lipídios não-polares (38.. Dos frutos frescos de M. Grondin et al. sendo o cucurbita-5. Dos frutos verdes de M. tumores e. Huang et al. Hara et al. 1989.. charantia foram isolados os triterpenóides cucurbitanos. Dados químicos de alguns gêneros Diversos estudos fitoquímicos têm sido feitos com a Momordica charantia (Garcia et al.. 1996.76% de lipídios. 1990a). momorcharasídeo A e momorcharasídeo B que inibiram a síntese de DNA e RNA em células tumorais S180 (Zhu et al. Chandravadana et al. ácido linolênico.. De M.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Zn. A composição química do fruto de M.81%). 1992). Das sementes de M. 1990). 1996). 1989) e monossacarídeos e dissacarídeos (Ishikawa et al. 1990. glicolipídios (35. afecções da pele.. 1988. taraxerol e beta-amirina (Kikuchi et al.. charantia . charantia foram isolados os triterpenos momordicina. além das momordicinas (Fatope et al. 1996). 1996... Das folhas de M. a raiz é utilizada no tratamento de febre. Das sementes de M. 1989). Wang et ai. Além disso.

Dos frutos de Cucumis anguria foram isolados ácido palmítico. 1987). 1995). isolados das partes aéreas. dioica eM. 1994).. linoléico e linolênico (Sibanda & Chitate. Recentes estudos demonstram que a família Cucurbitaceae é especializada na produção de cucurbitacinas. além de glicoproteínas (Minami & Funatsu. Dos frutos de Aí. pelas G. sesquiterpenolactonas e taninos. seguidas. também descrito em M. aos quais se atribui a potente atividade biodinâmica e tóxica das espécies em que são encontradas (Pagotto. As sementes possuem 50% de óleo. 1993). contendo trinta carbonos. Triterpenóides cucurbitanos foram isolados do extrato clorofórmico das folhas de M. 1987).. Das sementes de M. grosvenor foi isolado um triterpeno usado como adoçante (Hu & Lu. e são nomeadas com letras sucessivas do alfabeto (A -» R). Os glicosídeos fenilpropanóides verbascosídeo e calceolariosídeo. Dados farmacológicos Várias atividades farmacológicas foram verificadas com a espécie Momordka charantia. posteriormente. .. A espécie Cucurbita pepo é rica em glicosídeos saponínicos. albumina e um glicosídeo denominado cucurbitina. 1990b). além de uma resina (Volák & Stodola.. foetida (Mulholland et al.vicine. além de possuir óleo essencial (Guerrero. 1990). 1990). punícico e alfa-eleosteárico (Gaydou et ai. Sobre outras espécies do gênero Momordka foram realizados inúmeros estudos químicos. as cucurbitacinas estão presentes nas plantas como (J-glucosídeos. e inúmeros estudos são realizados com essa espécie. charantia. também foram detectados em Aí. 1995). triterpenos tetracíclicos. provavelmente uma das mais estudadas quanto às suas atividades farmacológicas. involucrata (Shanta & Radhakrishnaiah. As mais comuns no reino vegetal são as cucurbitacinas B e D. Estudos fitoquímicos demonstraram grande proximidade entre espécies do gênero Momordica: Aí. balsamina foram isolados os ácidos graxos: ácido octadecatrienóico. pela E e. Aí. 1993). micose e momorcharasídeos A e B (Zhu et al. 1997). 1994). balsamina (De Tommasi et al. A espécie Luffa cylindrica possui alcalóides (Guerrero. H e I (Miro. além do ácido rosmarínico. 1991). Geralmente. rigorosamente. charantica. esteárico. oléico.

..Atividade hipoglicemiante foi descrita para sementes...6-bisfosfatase) e aumentar a atividade da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase em hepatócitos e eritrócitos (Shibib et ai. com aumento de glicogênio nos tecidos e músculos. DNA. 1996.. charantia apresentou atividade hipoglicemiante em ratos diabéticos por diminuir a atividade das enzimas hepáticas envolvidas na gliconeogênese (glicose-6-fosfatase e frutose-l. da guanilato ciclase de vários tecidos foi determinada com substâncias isoladas dessa espécie (Takemoto. (1986). da síntese protéica. 1996). Pugazhenthi & Murthy. 1984.. Além disso. Estudos demonstraram que a alimentação suplementada com Momordica charantia não produz efeitos adversos na ingestão alimentar. Ahmad et al. 1987).. 1983a e 1983b) e . (2001) demonstraram ainda que o suco da planta aumenta a tolerância a glicose e a recaptura da glicose nos tecidos. 2002) (Jilka et al. Raman & Lau.. (1994). charantia (Rathi et al. 1986. extratos brutos de folhas. 1981.. Platel & Sirinivasan. A administração oral do suco do fruto ou das sementes possibilitou redução nos níveis de glicose sangüínea e melhorou a tolerância a glicose em animais diabéticos e normais e no homem.. sem alterações na glicemia e com redução significante na colesterolemia (Platel et al. O extrato etanólico de M. Athar et al. 1980. 1996. Inibição da síntese de RNA. 1997). 1993). 1982a e 1982b). O suco dos frutos de M. Os experimentos em animais e in vitro têm caracterizado o fruto como secretagogo de insulina e como insulinomimético (Kedar & Chakha Barti. 1993). Welihinda et ai. 2002). 1996. Ng et ai. Karunanayake et al. no crescimento e no peso dos órgãos em ratos normais. charantia apresenta efeitos nas monooxigenases dependentes do citocromo P450 e glutation Stransferase hepáticas (enzimas metabolizadoras de drogas) em ratos com diabetes induzida por estreptozotocina (Raza et al. charantia em camundongos com hiperglicemia induzida por ciproheptadina foi determinada por Cakici et al. decocto das folhas e suco de M. Foram também descritas as atividades antitumoral (Nagasawa et al. antiviral (Takemoto et al.. Atividade hipoglicemiante do extrato aquoso dos frutos de M. El-Gengaihi et al. 1983). do AMPcídico de linfócitos leucêmicos.. Welihinda & Karunana-Yake (1986) e Miura et al. 1982. (1986b e 1986c) verificaram que frações isoladas dessa espécie possuem atividade antilipolítica e lipogênica. Os frutos atuam como imunossupressores via ação linfocitotóxica (Leung et al. parâmetros hematológicos permaneceram normais.

pulmonares e da mama (Rybak et al. 1990). Os frutos e sementes de M. charantia contra diferentes linhagens de células tumorais renais. L.. A espécie também apresentou atividade indutora da produção de interferon (IFN tipo I) em coelhos e aumentou a atividade de células NK (natural killer) de camundongos (Huang et al.. 1983). na qual descreveram a momorcochina. charantia. . momordina 1 e momordina 2. impedindo a integração do DNA viral (Lee Huang et al. Demonstrou-se que momorcharina alfa e beta. 1996). 1996).. MAP30 (uma proteína anti-HIV isolada de M. antitumoral. 1990). os quais promoveram a inibição da síntese de DNA e RNA na linhagem de células tumorais SI80 (Zhu et al.. alda-momorcharina. possui atividade antitumoral contra diferentes linhagens de células (Ng et al. uma glicoproteína que apresenta atividades abortiva. 1990a). charantia) inibe a integrase de HIV-1. 1987. Foi observado um potente efeito imunossupressor das proteínas alfa e beta-momorcharina pela sua ação linfocitotóxica direta ou por um deslocamento dos parâmetros cinéticos da resposta imune (Leung et al. isoladas de sementes de M. charantia.. 1994). proteínas inativadoras de ribossomos. As proteínas inativadoras de ribossomos.. A glicoproteína isolada das sementes de M. atuam na clivagem de RNA (atividade ribonucleásica) (Mock et al. charantia têm sido relatados por uma atividade antileucêmica e antiviral (Cunnick et al.. 1994). (1992) realizaram uma revisão das características bioquímicas e atividades biológicas de oito proteínas vegetais de espécies de Cucurbitaceae. charantia apresenta atividade hipoglicemiante em ratos normais e diabéticos (Ali. charantia.. isoladas dessa espécie. inativadora de ribossomos e imunomoduladora... Foi caracterizada a atividade antitumoral in vitro das proteínas inativadoras de ribossomos MAP30 de M. 1993). et al. 1993). 1995b).. Wang et al. 1995). Ng et al. Cinco compostos foram isolados de sementes de M. apresentam importante atividade imunotóxica (Wang et al.. incluindo M. (1993) consideram que tais momordinas imunotóxicas poderiam ser utilizadas para a eliminação de linfócitos T em transplantes alogênicos de medula óssea. Duas proteínas inibidoras da tripsina (MCTI-II' e BGIT) foram isoladas das sementes de M. O extrato metanólico dos frutos livres de saponinas em M. charantia. charantia. uma proteína inativadora de ribossomos.imunomoduladora (Spreafico et al. Fong et al. quando conjugadas com anticorpo monoclonal reconhecedor de linfócitos humanos. e suas seqüências de aminoácidos foram determinadas (Miura & Funatsu.

1995). Foram isoladas duas proteínas de M. 1995)... Misra et al. e o rizoma de Curcuma longa Linn. charantia diminuiu em mais de 60% a atividade dos receptores para adenosina (Hasrat et al.. MAP30 isolado de M. De M. charantia não foi efetiva na diminuição da parasitemia contra Plasmodium berghei em camundongos (Menezes Ornelas et ai. charantia também foi efetiva como medida profilática contra coccidiose de aves (Hayat et al. 1994). apresenta maior atividade antibacteriana do que os extratos em separado das espécies e maior . 1987).. 1997)...(1991) detectaram essa atividade in vivo e in vitro contra Plasmodium berghei.. charantia e Emblica officinalis Gaertn.. Os frutos de M.Atividade antiimplantacional foi determinada por Chan et al. O extrato produzido com a combinação dos frutos de M. Dos frutos verdes de M. 1987). 1991). O extrato aquoso da folha de M. 1994). charantia apresenta atividade anti-retroviral contra o vírus do herpes (Bourinbaiar & Lee Huang. antiancilostomose (Berchieri et al. 1996). charantia (Silva. Basaran et al. Das folhas de M. 1990). L. charantia apresentaram ainda atividade antiulcerogênica e antitumoral (Sener & Temizer. A M.. charantia foi isolado ginsenosídeo. Amorim et ai. De M.. (1984 e 1985). 1990.. que inibiu a síntese de esteróides induzida por uma dose máxima de ACTH em células adrenais isoladas de rato (Ng et al. 1996).. 1990. 1988) e o extrato etanólico das sementes possui atividade antitumoral (Santana et al. charantia foi detectada atividade antimutagênica (Guevara et al. Um ensaio com radioligantes indicou que o extrato bruto de M. Apesar da indicação popular para inflamação. 1996). charantia foram também isoladas proteínas que apresentaram ação antifertilidade em ratos machos (Chang & Li. charantia indica a possibilidade de seu uso conjunto na terapia contra o HIV (Bourinbaiar & Lee Huang. et al. M. A potencialização da atividade anti-HIV das drogas antiinflamatórias dexametasona e indometacina pela proteína MP30 de M. 1988). 1996). Embora indicada contra malária. No entanto. não foi observada atividade antiinflamatória das folhas e dos caules de M. charantia foram isolados triterpenóides que diminuem a infestação de besouros (Chandravadana. charantia que se apresentaram ativos diante do vírus do herpes (Bourinbaiar et al. charantia apresentou atividade analgésica (Castro et al.

inúmeras atividades farmacológicas são referidas. dioica apresenta atividade antialérgica em ratos e camundongos (Gupta et ai. C.. 1995. 1997 e 1999).. 1984. diarréia. ao mesmo tempo em que a atividade mutagênica e outros efeitos tóxicos têm sido descritos para as mesmas substâncias (Pagotto et al. 1996). Trichosantina. 1993). aprisionando radicais livres derivados do oxigênio (radicais superóxido e hidroxila) (Sreejayan & Rao. alfa-momorcharina e beta-momorcharina apresentam baixa imunogenicidade e ausência de reação cruzada em camundongos (Zhen et al. inibição da ovulação. cochinchinensis foi isolada uma fração hemolítica resistente a enzimas proteolíticas e ao aumento da temperatura (Ng et ai... 2002) analgésica e antiiflamatória (Peters et al. 1991). podem ser observados outros efeitos biológicos provocados pelas cucurbitacinas. do que o extrato de M. 1986b). diminuição da síntese de eicosanóides e aumento da razão de AMPc/ GMPc (Miró. hipotensora (Gordon et al. De M. 1993)... Proteínas isoladas de M. anticoncepcional. 1996). Pagotto et al. ... 2001).. Teixeira. Considerando-se a enorme variedade de cucurbitacinas. O extrato alcoólico de M. Hamato et ai. 1989. 1997). 1994). como aumento da permeabilidade capilar e diminuição da permeabilidade vascular. além de apresentar atividade gastroprotetora (Fernandopulle. 1995. em especial a tripsina inibitora-II (Hayashi et al.. em rato. Peters et al. antimicrobial. citotóxica. 1995.atividade hipoglicemiante. 1995).. diminuição da pressão arterial. Jensen & Lai. Outras atividades também foram descritas para a espécie. tais como antiinflamatória. De Wilbrandia ebracteata foram caracterizadas as propriedades antiulcerôgenicas (Gonzales & Di Stasi. Miró. 1995)... antitumoral. Testes in vitro e in vivo com o conjugado anti-CD5-momordina (imunotoxina) pode ser útil na terapia da doença do enxerto e no tratamento contra leucemias e linfomas (Porro et al.. Para a espécie Sechium edule existem descrições de suas propriedades diurética (Melita Rodrigues et al. 1995.. 2000) e antimutagênico (Yen et al. tais como antioxidante. hepatoprotetora e anti-reumática (Konoshima et al. Além disso. Foram observadas inibições da ativação de fatores do sistema de coagulação sangüínea por inibidores de protease isolados de espécies da família Cucurbitaceae. et al. 1986). charantia (Sankaranarayanan &Jolly. charantia são inibidoras de tripsina e elastase (Hara et ai. 1993).. 1991). anti-helmíntica. A. hipovolemia.

recentemente. A toxicidade do fruto de C. A espécie também provoca lesões testiculares em cães (Díxit et ai.. Platel & Sirinivasan. Chan et al. 1992). Os frutos de M. 1986). dois glucosídeos norcucurbitanos (WG1 e WG ) que apresentaram potentes atividades antiinflamatória.. Raman & Lau. especialmente por gestantes. Dados toxicológicos dos gêneros Momordica e Cucumis A toxicidade de M.. . 1997).. 1994). charantia foram isoladas duas proteínas denominadas alfa e betamomorcharina. com um possível efeito hepatotóxico (Tennekoon et ai. Em ambos os casos. porém diminuiu sensivelmente com a fervura dos frutos em água (Sibanda & Chitate. cochinchinensis com o mesmo tipo de efeito abortivo (Yeung et ai. antitumoral e antifertilidade em ratos e camundongos (Almeida et al. 1986. o consumo dessas espécies deve ser feito com cuidado. que foram eqüipotentes em induzir aborto em camundongos (Yeung et ai. 1996. 1986).6 mgAg. observou-se um aumento na concentração sérica de gama-glutamil transferase e fosfatase alcalina. 1987).. 1996. Essas mesmas proteínas foram isoladas das raízes de M. 1988). angaria foi de DL50 = 1. El-Gengaihi et al.Da fração purificada de rizoma de Wilbrandia sp foram isolados. sendo também observado que altas doses do suco dos frutos pode causar congestão das veias centrolobulares hepáticas.. 1996. charantia em enzimas hepáticas... 1990). Em estudo realizado para avaliar os efeitos do suco dos frutos e do extrato das sementes de M. charantia possuem substâncias abortivas capazes de induzir teratogênese em embriões de ratos (Yeung et ali. Das sementes de M.. 1978) e induz alterações sobre parâmetros sangüíneos de suínos (Queiroz Neto et ai. charantia em animais ocorre principalmente no fígado e no sistema reprodutor (Pugazhenthi & Murthy.

1978). com gomo terminal protegido por estipula caduca. O nome do gênero Lacistema deriva do grego lacis = "trapo. um sistema de classificação também usado por vários pesquisadores. visto que foi citada por grande parte dos entrevistados. e não foram encontrados sinônimos para ela. e stemon = "estame". mas que possui uma grande importância. incluindo árvores de pequeno porte ou arbustos cosmopolitas (Barrozo. ovário unilocular. androceu com um estame. Espécies medicinais Lacistema sp Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins (Amazônia) de Inguanguana. alternas. distribuídas em regiões tropicais. pétalas ausentes. referindo-se ao estame bifurcado. Mabberley (1997) inclui a família Lacistemaceae na Flacourtiaceae. bem desenvolvidas. desde o México até o Peru e o norte do Brasil. folhas simples. . onde há cerca de oito espécies. cálice com sépalas imbricadas e desiguais entre si.Espécies medicinais da família Lacistemaceae Introdução A família Lacistemaceae descrita por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui apenas dois gêneros (Lacistema e Lacistemopsis). fruto do tipo capsular trilobado. semente com endosperma carnoso (Figura 10.4). Dessa família foi referida uma espécie medicinal na região amazônica a qual não foi completamente identificada. Na região da Mata Atlântica não foram referidas espécies dessa família botânica. farrapo". pedaço. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. nos quais se distribuem aproximadamente quarenta espécies. flores andróginas dispostas em espigas curtas com brácteas que protegem as flores.

arbustos e árvores (Mabberley. conhecidas popularmente como Maracujá (Joly. Nos estudos etnofarmacológicos aqui descritos foram referidas apenas espécies desse gênero. . 1996). conforme apresentamos a seguir. No Brasil. no entanto. em geral trepadeiras. existem várias espécies do gênero Passiflora. 1997). Alguns frutos da família são comestíveis (Passiflora edulis).Dados da medicina tradicional O uso externo das folhas sobre a cabeça é indicado como febrífugo. com 575 espécies tropicais e temperadas. enquanto outros são utilizados na medicina popular como sedativos (Passiflora incarnata e outras espécies). Nomes populares A primeira espécie é mais conhecida pelo nome de Maracujá-do-mato. Espécies medicinais Passiflora coccinea Abl. Essa família é composta principalmente pelos gêneros Passiflora. A grande maioria das espécies descritas nessa família são herbáceas ou lenhosas. Espécies medicinais da família Passifloraceae Introdução A família Passifloraceae foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e Augustin Pyramus de Candole e inclui dezessete gêneros. compreendendo lianas. de valor alimentício e medicinal. representando um importante recurso econômico. existem registros para a espécie como Maracujá-poranga. A presença de glicosídeos cianogênicos é relatada em espécies dessa família (Evans. 1992). Adenia e Tetrapathaea que habitam a Nova Zelândia.

Na região da Mata Atlântica. estipulas ovadas. corniculadas. 1990). Spencer & Seigler. ovadas. 1997). 2-pentadecanona. e cinco pétalas rosadas. fruto oblongo-ovóide. é usada para diversas finalidades. 1987b e 1985). 1991). agudas no ápice e estreitas na base. 1987a. caule robusto. principalmente a P edulis. mas esta só é usada na falta da Passiflora coccinea. planas e obtusas. margem inteira. enquanto o macerado das folhas em água fria é útil para aliviar sintomas da asma.. pela interpretação dada às peças florais. gavinhas que são ramos florais modificados. Passiflora macrocarpa Mart.Dados botânicos Planta glabra. que lembram os instrumentos do martírio. chamada popularmente de Maracujá gigante. o suco dos frutos é considerado sedativo. pecíolos canaliculados com seis glândulas aos pares.. O nome do gênero Passiflora se refere à flor da paixão (crucificação de Jesus). Dados da medicina tradicional Na região amazônica o chá das folhas é útil contra problemas cardíacos e como sedativo. antocianinas (Kidoey et al. passissuberosina e epipassisuberosina (Spencer & Seigler. sementes compridas (Figura 10. cilíndrico. (9Z)-ácido octadecenóico. esverdeadas ou vermelho-esverdeadas (externamente) e róseas (internamente). Informações adicionais foram obtidas com outras espécies do gênero. Dados químicos Isolaram de P coccinea os glicosídeos cianogênicos: passicoriacina. 1989). da qual foram obtidas substâncias cianogênicas (Chassagne et al.. côncavas. flores com cinco sépalas ovadas.5). cordiformes. também foi referida na região amazônica como útil contra insônias. 1983). alternas. epipassicoriacina. hexadecanóico. peninérveas. folhas inteiras. uma espécie denominada Maracujá. Uma outra espécie de maracujá. principalmente linalol e norterpenóides (Winterhalter. 2tridecanona. monoterpenóides.. . 1996. carotenóides (Ferreira et al. mas identificada apenas até o gênero. 3-hidroxi-retro-alpha-ionol (Herderich & Winterhalter. a infusão das folhas é usada internamente como sedativo.

. riboflavina. 1997. carboidratos. ferro. Sena & Leite. 1988.2-tridecanol octadecanóico e óxido ariofileno (Arriaga et al. fósforo. P.. 2000). 1988. açúcares.. Costa. proteínas. 1988. vitaminas A. 1997). isoorientin-2"-0glucopiranosídeo (Li et al. 1986). Raffaelli et al. Spencer & Seigler. 1998).. 1980). 1988) e a ausência de efeito teratogênico (Amaral et al. mollissima (Froehlich et al. 1979). Constituintes voláteis também já foram caracterizados de P. fermentos. schaftosídeo (Proliac & Raynaud. 1991). Menghini. 2000. et al. além de vários compostos aromáticos (Winter et al. cálcio. isovitexina. 1987). isoorientina.. Da espécie P. amliformis (Restrepo & Duque. 1989). incarnata foram isolados: alcalóides (harmana.. harmina. flavonóides (orientina. quadrangularis (Orsini et al.. Vale & Leite. espasmolítica (Queiroz & Brandão. P coriacea (Spencer & Seigler. assim como ácidos graxos. 1996). 1986).. orientina e isoorientina. composto que apresentou atividade depressora do SNC apenas em doses altas.. analgésica. sendo a passiflorina o mais conhecido. 1997). 1984) e a P incarnata (Kimura et al. 1996). ácido ascórbico e beta-caroteno (Marin et al. 1988). isoschaftosídeo. Flavonóides como vitexina.1979). gomas e resinas foram obtidos em diversas espécies do gênero (Celighini et al. harmalina. glicosilflavona (Geiger & Markham.. B1. maltol. taninos.. Ortega et al. 1995. PP e C (Zhuang & Wang.. potássio.. vitexina e isovitexina) (Soulimani et al. harmol e harmalol). Dados farmacológicos Estudos feitos com P edulis demonstraram atividade depressora inespecífica do Sistema Nervoso Central (Maluf et al.. Das folhas de P alata foram caracterizadas as atividades sedativa. K. 1987a) e P suberosa (Kidoey et al. 1988). sovetexin-2"-0-glucopiranosídeo. Esse composto não foi detectado em P coerulea. Vários alcalóides indólicos foram isolados desse gênero. Efeito depressor central também foi verificado com a P alata (Oga et al. Dos frutos e folhas de P . Amaral.. bem como ansiolítica e hipno-sedativa (Silva & Freire. Proliac & Raynaud. de onde foi isolada crisina. 1980. 1986). 1987b). nem em R incarnata (Speroni et al. 1997. 1988). lipídios. isoscoparin -2"-0-glucosídeo (Rahman et al. B2... bem como a presença de glicosídeos em P. 1997. O suco dos frutos contém água. saponarina.

.. antiinflamatório (Silva et al. que apresentou atividade citotóxica e antibacteriana contra Escherichia coli. antipirético (Silva et al. 1985).. fruto e flor (Banco de imagens .Luffa cylindrica Roem. 1988).edulis caracterizou-se a ausência de toxicidade (Melito et al. 1991).. 1998a). Porém... 1989). 2000).. 1978).. Bacillus subtilis e Pseudomonas aeruginosa (Perry et al. Barros et al. foetida apresentou atividades hipotensora. atribuída ao flavonóide ermanina (Echeverri et al. inotrópica. espasmolítica (Carneiro et al. ao passo que das folhas foram determinados os efeitos analgésico. 1991. 1988) e efeitos tóxicos nos sistemas hepático e pancreático (Maluf et al. Detalhe da folha 5-lobada. 1989 e 1993) e inseticida. Echeverri & Suarez. 2000) e imunoestimulante (Guerra et al.1 .. FIGURA 10.. 1985b.. tetrandra foi isolada 4-hidroxi-2ciclopentenona. Das folhas de P . O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de P. outros trabalhos relatam a presença de efeito tóxico como a promoção de um quadro de hepatodistrofia quando do uso de dose superior à preconizada pela população (Melito et al. enquanto do extrato aquoso das partes aéreas de Passiflora sp foi observada a atividade antifúngica (Boelter et al.

Momordica charantia: a) ramo com frutos. e b) ramos com flores (Fotos originais: Hiruma-Lima).2 . .FIGURA 10.

FIGURA 10.3 - Wilbrandia ebracteata: a) escanerata com detalhe dos ramos com gavinhas e flores; b) escanerata com detalhe das flores; c) escanerata com detalhe da folha 5-lobada (Banco de imagens

FIGURA 10.4 - Lacistema sp. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius Flora Brasilica - Banco de imagens -

FIGURA 10.5 - Passiflora coccinea. Ramo florido com gavinhas (original por Di Stasi - Banco de imagens

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Malvales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. M. Santos E. M. Guimarães C. A. Hiruma-Lima

A ordem Malvales inclui doze famílias botânicas, muitas delas congregando inúmeras espécies medicinais, como é o caso das famílias Bixaceae, Tiliaceae, Sterculiaceae, Bombacaceae, Malvaceae e Geraniaceae. Das doze famílias pertencentes a essa ordem, espécies medicinais usadas na região amazônica e aqui registradas pertencem às Tiliaceae, Bixaceae, Sterculiaceae e Malvaceae. Das outras famílias dessa ordem ressaltam-se a Bombacaceae, que inclui gêneros importantes como Bombax, Adansonia - dos famosos e gigantescos Baobás -, Ceiba - à qual pertencem inúmeras espécies produtoras de fibras e espetaculares plantas ornamentais - e Ochroma - contendo várias espécies medicinais.

Espécies medicinais da família Bixaceae

Introdução
A família Bixaceae (Dicotyledonae) descrita por Karl Sigismund Kunth foi subordinada em 1968 à ordem Bixales (Barrozo, 1978) e incluía apenas o gênero Bixa. Atualmente a família Bixaceae está subordinada à ordem Malvales, subclasse Dilleniidae, e inclui o gênero Bixa e os gêneros Amoreuxia e Cochlospermum, anteriormente pertencentes à família Cochlospermaceae. A família conta com apenas dezesseis espécies tropicais, entre elas árvores e ervas, e todas produzem um suco vermelho ou laranja em suas células secretoras (Mabberley, 1997), uma característica marcante da família. O gênero Bixa possui quatro espécies, todas conhecidas no Brasil como Urucum e que reúnem importante valor econômico, além de suas propriedades medicinais. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal de Bixa arbórea, a qual passamos a discutir a seguir.

Espécies medicinais
Bixa arbórea Hubr. e Bixa arbórea L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelos nomes de Urucum, Urucu e Urucu-da-mata.
Dados botânicos

Essa espécie é considerada um arbusto ou pequena árvore que atinge até 10 m de altura, com desenvolvimento na América Central, na América do Sul, no Caribe e no México. Possui folhas alternas, inteiras, simples e ovadas; flores vistosas, andróginas, reunidas em inflorescências paniculadas terminais, pentâmeras com numerosos estames livres ou concrescidos na base;

ovário súpero, unilocular, bicarpelar, com muitos óvulos; fruto seco, capsular, loculicida; sementes crassas e obovóides (Figura 11.1). Aproximadamente cinqüenta sementes são encontradas em cada um de seus frutos, e cada árvore chega a produzir mais de seiscentos frutos. Dessas sementes são retirados pigmentos de grande valor econômico, usados para as mais variadas finalidades, como adulteração de derivados da pimenta, aditivos de alimentos e outros, sendo um produto de grande exportação para a América do Norte e a Europa. Tradicionalmente, estas sementes são usadas até hoje pelos grupos indígenas da Amazônia para a pintura do corpo. O nome do gênero Bixa descrito por Carl Linnaeus deriva da denominação vulgar da espécie no Brasil. Exemplares da planta foram coletados nas duas regiões de estudo e submetidos à identificação taxonômica; a espécie coletada na região amazônica foi identificada como Bixa arboea, e a da Mata Atlântica, como Bixa orellana.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a decocção das sementes é usada contra bronquite, febre e como afrodisíaco, enquanto a decocção das folhas é usada como antitérmico. Na região do Vale do Ribeira, a decocção das sementes é usada internamente contra bronquite e febre, especialmente em crianças. O chá feito com os brotos jovens é usado como antidisentérico, afrodisíaco, adstringente e para tratar problemas de pele, febres e hepatite (De Feo, 1992). As folhas cruas também são usadas para tratar problemas de pele, hepatite e como afrodisíaco, antidisentérico, além de como antipirético e digestivo (Duke et al, 1994). A espécie ainda é usada para tratar azia e problemas estomacais causados por comidas picantes, também como diurético e purgativo (Almeida, 1993).

Dados químicos
Nas sementes de Bixa orellana foi detectada a presença de terpenos do tipo E-geranolgeraniol (57% do peso), farnesilacetona, geranilgeranil octadecanoato e geranilgeranil formato e delta-tocotrienol (Jondiko & Pattenden, 1989). Além dos terpenóides foram identificados apocarotenóides,

Parte II - Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

como a bixina, e outro carotenóide, a nor-bixina, que juntos são responsáveis pela ação corante das sementes (Craveiro et ai., 1989; Chão et ai., 1991). A bixina é utilizada, fraudulentamente, como corante natural dos produtos derivados da pimenta vermelha, tais como páprica, pasta de páprica e outros (Minguez-Mosquera et ai., 1995). A substância apocarotenóide (1% do carotenóide total) isolada da casca da semente do fruto de Bixa orellana possui: 9'Z-apo-6'-locopenoato (Mercadante et al, 1996).

A análise do óleo essencial das sementes detectou a presença de 66,5% de hidrocarbonos e 12% de sesquiterpenos oxigenados. Dos compostos especialmente identificados constam alfa- e beta-pineno, alfa-elemeno, ischwarano, valenceno e amorfeno (Rath et al 1990). Além dos compostos citados, há também registro do isolamento de carotenóides: metilbixina, transbixina, beta-caroteno, criptoxantina, luteína e zeaxantina; de flavonóides: apigenina-7-bisulfato, cosmosiina, hipoaletina8-bisulfato, luteolina-7-bisulfato, luteiolina-7-O-beta-D-glucosídeo e isoscutelareína; de diterpenos: farnesilacetato, geranilgeraniol, geranil formato, geranil octadecanóico e ácido gálico (Gupta, 1995). Nas sementes dessa espécie foi descrita a presença de 40% a 45% de celulose; 3,5% a 5,5% sucrose; 0,3% a 0,9% de óleos essenciais; 3% de óleo fixo; 4,5% a 5,5% de pigmentos; 13% a 16% de proteínas, além de alfa- e beta-carotenóides (Zhang, 1992; Di Mascio, 1990).

Dados farmacológicos
O extrato aquoso de Bixa orellana promoveu atividade anti-secretora gástrica em ratos (Tseng et a., 1992), e o extrato clorofórmico promoveu atividade hipoglicemiante (Morrison & West, 1985; Thompson et ai., 1989). O extrato aquoso das sementes por via intraperitoneal promoveu diminuição da atividade motora, aumento da diurese e não apresentou sinais de toxicidade

(Paumgartten et al. 2002). O extrato etanólico dos frutos apresentou atividade antibacteriana (George & Pandalai, 1949), cuja potência foi recentemente confirmada contra algumas bactérias gram-positivas, tais como Bacillus subtilis, Staphylococcus aureus e Streptococcusfeccalis, e um discreto efeito contra Escherichia coli, Serratia marcescens, Cândida utilis e Aspergillus niger (Irobi et al., 1996). O extrato aquoso de Bixa orellana apresentou potente atividade inibitória à aldose redutase, assim como a substância isolada dele, a isocutelareína (Terashima et al., 1991). Outros estudos com preparados tradicionais mostram que o decocto das folhas é espasmogênico, ao induzir a contração do útero isolado de ratas (Rodriguez, 1988), o extrato aquoso das sementes apresentou atividade anti-hipertensiva (Rodrigues et al., 1987); e o extrato hidroalcoólico dos frutos apresentou atividades analgésica e antiinflamatória em camundongos (Nunes et al., 1998). O extrato solúvel em gordura de Bixa orellana é utilizado na coloração de manteiga de búfala (Ortega-Freitas et al., 1996), enquanto a maceração em álcool a 50% e a tintura de folhas de Physalis angulata mostraram atividade antigonorréica contra Neisseriagonorrhoeae in vitro (Caceres et al., 1995). O óleo essencial de Bixa orellana exibiu uma moderada atividade antibacteriana a Pseudonomas aeruginosa (Ontengro et al., 1995). A norbixina, um antioxidante extraído de B. orellana, não apresentou toxicidade significativa, porém registrou-se um aumento da massa hepática dos animais tratados, bem como foi observada atividade citostática in vitro (Laranja et al., 1998) e alterações na glicemia (Fernandes et al., 2002). Um metil-éster, trans-bixina, foi isolado e purificado a partir do extrato do pó das sementes de Bixa orellana. Essa substância causou hipoglicemia em cachorros, além de injúrias nas mitocôndrias e no retículo endoplasmático, especialmente do fígado e do pâncreas (Morrison et al., 1991).

Espécies medicinais da família Malvaceae Introdução
A família Malvaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 111 gêneros, nos quais ocorrem aproximadamente 1.800 espécies cosmo-

politas, espontâneas e tropicais (Mabberley, 1997). No Brasil é representada por 31 gêneros e cerca de duzentas espécies, incluindo ervas, arbustos, subarbustos e raramente árvores (Barrozo, 1978). Os principais gêneros com espécies medicinais são Gossypium, Hibiscus, Sida, Urena, Abutilon, Pavonia e Malva. Dessa família foram referidas inúmeras espécies medicinais, tanto na Amazônia como na Mata Atlântica, as quais são descritas a seguir.

Espécies medicinais Hibiscus furcellatus Desr.
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, Algodão-bravo ou Salsa-branca.
Dados botânicos

É um arbusto que pode atingir até 2 m de altura, com folhas ovadas, pecioladas e trilobadas, algumas vezes podendo ser penta-lobadas, dentadas com nervuras evidentes e salientes na parte inferior; as flores são rosas com manchas vermelhas, pedunculadas, solitárias e grandes; fruto do tipo capsular ovóide. O nome do gênero Hibiscus descrito por Carl Linnaeus deriva de íbis, deusa do antigo Egito.
Dados da medicina tradicional

A infusão das folhas é usada no combate a gases intestinais e como purgativo. Hibiscus rosa-sinensis L
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, como Pampola. Outros nomes atribuídos à mesma planta são Pampoela, Firmeza-dos-homens,

Amor-de-homens, Amor-dos-homens, Aurora, Mimo-de-vênus, Papoula, Papoula-de-duas-cores, Rosa-branca, Rosa-louca, Rosa-paulista e Pampulha.
Dados botânicos

Arbusto pouco ramificado ou simples; caule redondo quase aveludado, com pêlos glandulosos e granulações estreladas; folhas pecioladas, lobadas, alternas, densamente pilosas ao longo das nervuras, com granulações estreladas na face superior; estipulas agudas, pubescentes; pedúnculos arqueados, arredondados, pubescente-aveludados; flores grandes, brancas de manhã e rosas ou vermelhas à tarde, pétalas ciliadas na margem; fruto do tipo cápsular com cinco lóculos; a cápsula é aveludada, com pêlos estrelados e glandulíferos (Figura 11.2).
Dados da medicina tradicional

O infuso das flores é utilizado contra insônia e como reputado alucinógeno.

Hibiscus

sabdariffa

L.

Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Vinagreira. Outros nomes da espécie são Caruru-azedo, Azedinha, Caruru grande, Quiabo-azedo, Quiabo-de-angola, Quiabo doce, Quiabo rosa e Rosela.
Dados botânicos

A planta é um arbusto anual de porte herbáceo e que pode atingir até 3 m de altura, com caule avermelhado, ramo e glabro, de onde partem ramos contendo folhas alternas 3 ou 5-lobadas, dentadas, 5-nervadas, com uma enorme glândula na parte inferior da nervura média; as flores são axilares, solitárias, rosas, com manchas escuras na base das pétalas; fruto do tipo cápsular. É uma planta amplamente cultivada em quintais como ornamental, pela beleza que apresenta quando florida, sendo ainda largamente usada na produção de recheios de doces, xaropes para confecção de geléias e o

famoso vinho de rosela (Corrêa, 1984), muito consumido antigamente, mas com pequena produção na atualidade.
Dados da medicina tradicional

A decocção das folhas é usada internamente como antitérmico, emoliente estomáquico. O suco preparado com os frutos também é indicado como antitérmico, além de ser comestível. Corrêa (1984) refere que as folhas, além do uso como tempero, são empregadas como emolientes estomáquicos, antiescorbúticos e febrífugos, enquanto as sementes e as raízes são diuréticas e tônicas.

Gossypium barbadense L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Algodão ou Algodoeira, mas também reúne vários sinônimos: Algodão crioulo, Algodão-dacosta, Algodão-da-guiné, Algodão-das-barbadas, Algodão-de-pernambuco e Algodão-folha-de-parreira.
Dados botânicos

Arbusto ramoso de até 5 m de altura, glabro; folhas pecioladas, alternas, largas, palminérvias, com estipulas eretas; flores amarelas, com manchas vermelhas na base das pétalas, grandes, vistosas, cíclicas, hermafroditas, axilares, solitárias; estames numerosos, com filetes parcialmente soldados formando o andróforo que envolve o gineceu; ovário supero; fruto capsular verde contendo seis sementes obovais, pretas, livres em cada lóculo, envolvidas por lã branca (Figura 11.3). O nome do gênero Gossypium descrito por Carl Linnaeus vem de gossum = "barrete", e "papo", referindo-se à cápsula.
Dados da medicina tradicional

O sumo das folhas é utilizado como expectorante e antimalárico e deve ser ingerido com um pouco de água, três vezes ao dia, até o alívio dos sinto-

Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. canaiensis (Willd. aplicando-se topicamente as cinzas da seda (Emperaire. Dados botânicos É uma planta anual e pilosa. Nomes populares A espécie é chamada.mas. na Bahia. 1982). Malva parviflora L Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é chamada de Malva ou Marva. também conhecida como Malva-crespa e Malvaísco. de Vassoura. 1939). como emético (Hoehne. reunidas em fascículos axilares. emenagogos e as folhas (decocto).) K. Schum. no Pará. Sida rhombifolia L var. freqüentemente com cálice roseado. na região amazônica. as raízes são usadas contra moléstias uterinas. fruto trígono com sementes vermelho-sangue vistosas. de onde partem folhas pecioladas e lobadas. com caule ereto e ramoso. enquanto um macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante. a decocção das folhas é usada contra febres e problemas intestinais. as flores são pequenas. mas também de Ganchuma e Relógio. Malva-preta. . lineares e de cor branca. O gênero Malva descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies de ocorrência em clima temperado e especialmente em áreas tropicais. No Piauí é utilizado como antiinflamatório. Vassoura e Relógio. como abortivos. O decocto das folhas é indicado contra hemorragias do ovário e no desarranjo menstrual.

chamada de Caapiá. Ibaxama. mas esta não foi completamente identificada. é de grande uso externo contra reumatismo.Vassourinha. no Rio Grande do Sul. como Guaxima e Carrapichode-cavalo. Na Mata Atlântica. em São Paulo e no Rio de Janeiro. e Guanxuma. na região amazônica. como Minas Gerais. tônica. flores solitárias. Guaxima. dispostas em racemos. .. no Rio Grande do Sul. ereta. róseas. rombóideovais ou lanceoladas. popularmente conhecida como Caapiá. emoliente. var. 1986). as folhas são usadas como anticatarrais e emolientes. Aguaxima. anti-hemorroidal. Malvaísco. pedras nos rins e como fortificante (Simões et ai. Dados botânicos Planta anual. Guaxuma. é tido como útil. Outros nomes atribuídos à espécie são Guaxima-roxa. O chá de toda a planta. reticulata (Cav.) Gurke Nomes populares A espécie é chamada. 1982. Rabo-de-foguete. contra desarranjo menstrual. a planta é utilizada como béquica. O nome do gênero Sida descrito por Carl Linnaeus é um antigo nome grego usado por Linnaeus. Malva-roxa. Coaquibosa. Urena lobato L. Grandi & Siqueira. na dose de três xícaras ao dia. 1982). Guaxiúba. folhas curto-pecioladas. em Minas Gerais. carpídio isolado com sementes trígono-achatadas (Figura 11. Aramim. Uacima e Uacima-roxa. Malva e Vassoura-do-campo. pubescentes na face superior e tomentosas na inferior. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. axilares. Carrapicho-de-lavadeira. ramosa e pubescente.4). alternas.. a decocção das folhas de uma espécie desse gênero. Na Mata Atlântica foi citada uma espécie desse gênero. e o termo vulgar "Relógio" vem da pontualidade com que as flores se abrem e fecham diariamente. febrífuga e estomacal (Gavilanes et ai. Em outras regiões do país.

flores pecioladas. cordiformes. ligninas de H. De suas pétalas foram isoladas antocianinas identificadas como cianidina-3-soforosídeo (Nakamura et ai. 3-7 nervadas. 1984). a decocção da raiz é usada como diurético. rosa-sinensis foi isolado metil 2-hídroxisterculato (Nakatani & Hase. cannabinus (Kulchik . suculentus (Tomoda et al. suculentus (Moawad et al. Corrêa (1984) refere que a planta é emoliente.. com ramos alternos cilíndricos. O nome do gênero Urena descrito por Carl Linnaeus deriva do uso da infusão das flores como expectorante. com grande destaque para as três nervuras centrais. 1991). de onde partem folhas alternas. lobadas e de formas variáveis. um esterol denominado beta-rosasterol (Yu et ai. 1986). 1991). De H. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. 1977a. A planta é de grande ocorrência no Brasil e em outros países tropicais. de até 3 m de altura. enquanto a infusão das flores como expectorante e a decocção das cascas empregada internamente contra afecções do digestivo. diurética e útil contra eólicas. cannabinus foram isolados. fruto do tipo capsular. 1990). onde se encontram glândulas nectaríferas.Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto. emoliente e contra eólicas renais. roxas ou rosas. além de as flores serem consideradas excelentes expectorantes.. moschentos (Tomoda et al.. 1990) e quatro novos compostos alifáticos (Nakatani et ai. 1977b e 1978). ciclopropenos (Nakatani et ai. H. 1986. fosfolipídios (Tolibaev et ai. H. solitárias. mas também é cultivada e espontânea em alguns países de clima temperado. pequenas. syriaceus (Shimizu et al.. 1987). Dados químicos Hibiscus De H. comum às espécies desse gênero. 1985) e H.. 1986). Tomoda & Ichikawa. pecioladas. mucilagens das espécies H. Não foram citadas espécies medicinais desse gênero na região da Mata Atlântica.

. sabdariffa foi determinada (Kalyane. mutabilis foram detectadas as presenças dos ácidos malválico. 1986). galactose. xilose e frutose (Pouget et al. 1988). glucose. epoxiacilglicerídeos. Me dioxindole-3-acetato e rutina (Ohmoto et al. quercimeritrina.5. 1991).. moschentos foram isolados 3. 1986. fosfatidilinositol. pelargonidina. cannabinus foram isolados ácido péctico (Saha et al. linolenato de metila. fosfatidiletanolamina. 1988). 1989a e 1989b). N-acilfosfatidiletanolamina. sesquiterpenóides de H. esculentus furfuraldeído do ácido aldobiurônico (Shaw & Sen. A quantificação das proteínas das sementes de H.-L-arabinosideo-7. vernólico e outros ácidos graxos (Farooqi & Ahmad. esterol ésters. sabdariffa revela sua presença em 6%-8%. glicolipídios e fosfolipídios que incluem fosfatidilcolina. 1978). epi-ikshusterol. syriacus foram isolados 3-O-malonilglucosídeos de delfinidina. Das pétalas de H.. ácidos graxos livres. ácidos palmítico. 1990). De H. 1988). além de 15% de ramnose. . N-acilisofosfatidiletanolamina. sabdariffa produziu antocianinas. taxifolina e herbacetina. além de genina e açúcares como delfinidina e cianidina. dois tipos de glocisídeos cianidinas (Mizukami et al.-L-ramnosídeo e os flavonóides foliares saponaretina e saponarina (Bandyukova & Ligai. lisofosfatidilcolina e lisofosfatidilinositol. sterculico. petunidina. Em cultura de tecidos. cianidina. De H.. Um estudo da composição do mucopolissacarídeo das flores de H. o H. arabinose e arabinan. esculentus e H.. beta-sitosterilglicosilado. kaempferol-7-O-alfa-ramnopiranosídeo. mutabilis também foram detectadas as antocianinas (Amrhein & Frank. peonidina. esterois livres. No óleo das sementes de H.. 1990a e 1990b). 1991) e lactonas de H. kaempferol 3. triacilglicerídeos. 1989).. Husain et al. uma pectina típica (constituinte majoritário) (Mueller & Franz. De H. 1988).. tiliaceus (Ali et al. 1990).7. malvidina (Kim et al. 7-0alfa-ramnopiranosídeo..4'-pentahidroxiflavona. 1989). Foram isolados também de H.et al. oléico e linoléico (Tolibaev et al. 1990) e alfacelulose (Saikia et al. diacilglicerídeos.. Das sementes de H. monoglicerídeos. 1986. Duckart et al. cannabinus foram isolados hidrocarbonetos. ácido 2-oxindole-3-acetilaminometilaspártico..8. betasitosterol. ikshusterol. abelmoschus (Maurer & Grieder. 1977).

mirístico. 1985). hirsutum também foram isolados amilose e amilopectina (Chang. palmítico. De G. 1986. globulina. G. Gossypium As principais espécies do gênero Gossypium são G. corantes como carotenos. lecitinas. mucilagens e proteínas (Costa. silianum (Kumamoto et al. 1995). esteárico. hirsutum (Schmidt & Wells. ácido D-galacturônico e ácido L-glucurônico (Shimizu et al 1986). barbadense vários flavonóides (El-Negoumy et al. 1986). 1979) e G. barbadense determinou a presença de albumina. 1978) e o gossipol (Zhou & Lin. barbadense foram isoladas proteínas solúveis em água (Yunuskhanov & Dzhalilov. 1986). 1995). 1978) e polissacarídeos (Rakhmov et al. hirsutum e G arboreum. esteróis. Foram isolados de G. dipalmito-oleínas. rainundii (Stipanovic et al. Ermatov et al. oléico. dipalmito-linoleínas. 1987). óleo-dilinoleínas. Compostos terpenóides também foram determinados nas espécies G. palmito-dilinoleínas. Isolaram-se ainda os ácidos linoléico. principalmente o esqualeno. miristoléico e palmitoléico. 1980). syriacus também foi isolada mucilagem composta de polissacarídeos como L-ramnose. diversos terpenóides (Hunter et al. fosfolípides.Das folhas de H. Foi feita a determinação de (-) gossipol e . hidrocarbonetos. Das sementes de G. xantofilas. araquídico. sesquiterpenóides (0'Brien & Stipanovic. barbadense. glicerídeos como palmito-óleolinoleínas. tocoferóis como alfa e gama-tocoferóis. hirsutum e B. 1985). também isolado de G. 1979). prolamina e glutelina (Sammour et al. D-galactose. Um estudo qualitativo e quantitativo das proteínas presentes nas sementes de G. resinas.

Foi detectada também a presença dos aminoácidos livres serina. hirsutum (Mansour et al. Hidrocarbonetos (alcanos de cadeia normal e ramificada. acuta (Goyal & Rani. 1989b). rhombifolia e S. hirsutum (Zhou & Lin. hermaphrodita contêm também os flavonóides. vesícula seminal e próstata ventral foram . espermátide e espermatozóide. 1989a).3%3%) (Bandyukova & Ligai.(+) gossipol de G. ácidos graxos como beta-sitosterol. As partes aéreas de S. hermaphrodita com etanol 70% obteve o maior rendimento de rutina (2. Dados farmacológicos Hibiscus A administração oral do extrato etanólico 50% (400 mg/dia) de H. O epidídimo apresentou uma diminuição de espermatozóides. barbadense e G. veronicaefolia foram isolados n-alcanos de cadeia longa (C13-36) e os fitosteróis. campesterol. hentriacontano e nonacosano) e fitosteróis (colesterol. escopoletina e escopolina e ácido clorogênico. As partes aéreas floridas de S. S. Das partes aéreas de S. 1988a). Os valores hematológicos ficaram dentro da faixa normal. rhombifolia foram isolados n-alcanos e esteróis (Goyal & Rani. pristano. 1997). acuta. isoquercitrina. quercimeritrina e herbacetina e as cumarinas. rosasinensis durante sessenta dias em ratos adultos machos sadios causou alterações degenerativas no espermatócito. fitano. 1989). humilis. colesterol e stigmasterol (Goyal & Rani. 1987). 1981). stigmasterol. 1988). cordifolia contêm hidrocarbonetos saturados. e detectouse também a presença de baixas concentrações de taninos nas espécies G. De S. A extração das partes aéreas de S. ácido glutâmico e aspártico. Sida Alcalóides foram isolados de S. 1990). fenilalanina e alanina (Ligai & Bandyukova. S. esteárico e hexacosanóico (Khan et al. spinosa (Prakash et al. As proteínas e o conteúdo de ácido siálico no epidídimo. ácido palmítico. betasitosterol e stigmast-7-enol) também foram isolados das partes aéreas de P. barbadense e G.

citotóxica. Não foram observadas alterações no glicogênio testicular. rosa-sinensis apresentaram uma forte atividade contraceptiva. a administração oral do extrato benzênico das flores de H. esculentus. O efeito angioprotetor em ratos se deu pela presença de flavonas e antocioninas no extrato (Jonadet et al. antioxidante e anti-hepatotóxico (Liu et al. O extrato causa reabsorção do feto e diminuição do tamanho do ovário. 1987). e a atividade da enzima DELTA 5-3 beta-hidroxi-esteróide dehidrogenase do corpo lúteo diminui sensivelmente. Os componentes de Hibiscus mucilage apresentaram atividade anticomplemento em soro humano. A taxa de inibição de fertilidade com H. 1984. rosa-sinensis (Kholkute & Udupa. 1992). rosa-sinensis na dose de 1 gAg/dia durante cinco a oito dias encerra a gestação em 92% dos animais. 2002). Em camundongos. 1999). Pakrashi et al. porém os níveis de colesterol subiram. bem como atividade hipoglicemiante (Tomoda et al. assim como uma forte ação citostática. 1999. 2001). As flores de H. 1976a e 1976b ). a atividade broncodilatadora (Medeiros et al. 1986. antiespermatogênica. 1987). sabdariffa foi caracterizada também como anti-hipertensiva (Onyenekwe et al. moschentos (Tomoda et al. Tan (1983) e Singwi & Lall (1980) e hipoglicemiante (Sochdewa et al. 1985). Haji & Haji. esculentus (Medeiros et al. causando o final da gestação (Pakrashi et al. e inibidora da broncoconstricção por ADP de H. O ovário apresenta sinais de luteólise. no tratamento com Hibiscus. A luteólise pode se dar pela interferência hormonal. 1986). 1985). dificultando a implantação de óvulos e impedindo o desenvolvimento da gravidez em 92% dos animais (Kabir et al. Com outras espécies foram verificadas atividades antitumoral de H. verificadas por Singh et al (1982).. O efeito está associado com a queda dos níveis de progesterona periférica e na diminuição da atividade da fosfatase ácida uterina. tripsina e a alfa-quimiotripsina. A espécie H. O extrato das flores de H. e de H. 2000). antimutagênica (Wang et al. sabdariffa (El-Merzabani et al. 1989). hipoglicêmica de H. Essas atividades. 1979). .reduzidos nos animais tratados com H. rosa-sinensis foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Andrade et al. Ainda de H. rosa-sinensis foi de 100% nos ratos (Gupta et al. 1987). Pai et al. sabdariffa foi capaz de inibir in vitro a conversão da angiotensina I e em menor grau a elastase. 1990). com queda dos níveis plasmáticos de progesterona.

Terpenóides isolados de G. acuta apresentaram atividade antimicrobiana (Gunatilaka et al. Esses resultados indicam que a atividade antioxidante que está associada com o efeito anticarcinogênico de G. A atividade antibacteriana de compostos como alcanos e esteróis isolados de três espécies de Sida indicam que os hidrocarbonetos de cadeia longa . induziu esterilidade em ratos machos (Nadakavukaren et al. 1988) e S. Sida Os alcalóides de S. 1985). hirsutum são capazes de induzir a liberação de histamina por mastócitos e de promover alterações respiratórias em humanos (Elissalde et al. 1979) e mostrou-se eficaz como agente antifertilidade em fêmeas (Nomeir & Abou-Donia. 1997). 2001. 1982). hirsutum e G. 1996). 1985). Malva Para a espécie Malva parviplora existem relatos de atividade antifúngica (Wang et al.. rhombifolia (Bortoluzzi et al. Wang & Bunkers. barbadense apresentaram propriedades imunoquímicas (Ermatov et al. As proteínas das sementes de G. 1978). barbadense e G. Os sintomas de intoxicação se dão pela presença do gossipol nessas espécies. arboreum apresentaram atividade antibacteriana contra várias bactérias (Waage & Hedin. principal constituinte do óleo do algodão. serratifolia (Sawhney et al. Um estudo extenso sobre essa substância e seus efeitos tóxicos pode ser encontrado no trabalho de Liener (1980). 2000) e tóxico (Bourke. Extratos de S. 1984). 1980). barbadense tem uma importante função de proteção contra injúrias oxidativas (Awney et al. Atividade antibiótica contra bactérias e fungos foi verificada com extratos de S. cordifolia apresentaram atividade de prevenção de cáries dentárias (Namba et al. O estudo da atividade antioxidativa demonstrou que o extrato de Gossypium barbadense inibiu altas porcentagens da atividade hidrocarboneto hidroxilase produzido pelas enzimas microssomais hepáticas de camundongos induzidos por lindane. Flavonóides de G.Gossypium O gossipol. 1995).

Na região . 1998). rhombifolia.são ativos contra bactérias gram-positivo e gram-negativo. cordifolia (Malva-branca). enquanto os esteróis são ativos contra seletivas bactérias. e o gênero Theobroma. incluindo árvores e arbustos. lobata apresentaram atividade antibacteriana (Mazumder et al. Espécies medicinais da família Sterculiaceae Introdução A família Sterculiaceae descrita por Augustin Pyramus de Candole compreende 67 gêneros. exceto Bacillus subtilis. não foi observada atividade mutagênica (Sugai. todos típicos de cerrados e campos. Sterculia. onde também é comum a ocorrência de espécies do gênero Guazuma. do valioso Cacaueiro Joly 1998). Drena As raízes de U. A introdução do grupo acetil no esterol propicia a diminuição da atividade do composto (Goyal & Rani. 1998. As espécies medicinais aqui descritas foram referidas na região amazônica. C. dos populares Chichá e Tacacá do Nordeste brasileiro. distribuídas em onze diferentes gêneros. raramente ervas ou lianas (Mabberley. 1988. 1992). V. Franzotti et al. com uso popular nas afecções respiratórias e digestivas. 2001). poucas em áreas temperadas. carpinifolia. 1988b). de grande cultivo em jardins. Os principais gêneros presentes no Brasil são: Byttneria. vulgarmente chamada de Guaxuma. 1997). F. et al. Helicteres e Waltheria. Bianchi et al. onde são encontrados em abundância. Atividade antimicrobiana também foi detectada nas folhas e raízes de S. Do infuso de S. Fernandes et al. porém com atividade tóxica (Bortoluzzi et al. 1996). Dombeya.500 espécies tropicais. no Brasil ocorrem cerca de 120 espécies. 1998. Segundo Barrozo (1978). Das partes aéreas e folhas de S. utilizadas popularmente para banhos ginecológicos e nos casos de inflamações da mucosa bucal. foram detectadas as atividades antiinflamatória e antimicrobiana (Santos. nos quais se distribuem 1.

grandes e vistosas. Cupu-assu. Espécies medicinais Theobroma grandiflorum (Willd. 1991). Em tribos indígenas amazônicas. com estipulas caducas. O nome do gênero. na tribo ticuna da Amazônia (Schultes & Raffauf. no Pará (Amorozo & Gély. pedunculadas. fruto do tipo capsular grande. vermelho-escuras. liso e escuro (Figura 11. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica e em todo o Brasil de Cupuaçu. grossos e tomentosos. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. com ramos longos. ovóide. o Cupuaçu é cultivado como uma fonte alimentar primária (Balee & Moore. O gênero Theobroma. Dados botânicos Arvore de grande porte.5). oblongolanceoladas. . com grande abundância no Norte e Nordeste do Brasil. 1990). e o chá da sua casca. flores que brotam dos galhos. significa "manjar dos deuses". duas das mais importantes e valiosas espécies. onde podemos referir o Cupuaçu e o Cacau.da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica. para o tratamento de diarréia. com brácteas linear-lanceoladas. Suas sementes são utilizadas para tratar dores abdominais. 1988). ex Spreng.) Schum. o suco das folhas é usado no tratamento da bronquite e de infecções renais. medicinal e alimentar. Copoaçu. inclui vinte espécies vegetais de ocorrência na América tropical. folhas com pecíolos curtos e carnosos. Theobroma. descrito por Carl Linnaeus. ou por suas variantes: Cupuaçu. de valor econômico. bem como nas comunidades locais da Amazônia.

Dados botânicos Árvore de porte médio. tripsina .6). a planta é utilizada para o tratamento de infecções da garganta. Caca-y. ácidos esteárico. cafeína (Maia et al.Theobroma speciosa Willd. no Amazonas. 1992a e 1992b).. speciosa possui ácido 1. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. com ramos curtos. flores dispostas no caule.. 1986). grandiflorum). vermelho-escuras.. Cacao azul. Chocolate. fruto capsular ferrugíneo. 1989). Já a espécie T. inteiras. Dados químicos Assim como no Cupuaçu (T. albuminas. denominado Theobroma cacao L.7. cacao desse mesmo gênero é usada nos casos de câncer e hemorróidas (Santos. Pagonini et al. oléico e linoléico. et al. mirístico. mono. (Figura 11. fornece sementes sucedâneas ao Cacau verdadeiro. contêm flavonóides (Jalal & Collin. glicerídeos di-saturados. globulinas (Voigt et al. folhas com pecíolos longos.3. T. inibidores fenólicos da a-amilase. oblongolanceoladas. 1979). palmítico. e a forma de uso se baseia na secagem das folhas a serem aplicadas na região afetada. Cacaoyer. 1993). até 10 m de altura. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Cacau. Outros nomes populares atribuídos a essa espécie são Cacao. 1970. M. como a T. Kakao. Outras indicações incluem o uso da cinza da madeira e da casca do fruto para produção de um sabão artesanal. 1977). Outras espécies desse gênero. usado no interior da região amazônica como excelente desodorante (Rodrigues. teobromina. Criollo.9-tetrametilúrico.. cacao. ex Mart.e tri-insaturados (Costa. Cacao forastero. fasciculadas.

xantinas e lipídios. 1996).2%).. simiarum. 1991). 1987). mariae. geraniol. 1994). T. cacao do Estado de São Paulo foi analisado quanto ao seu conteúdo de gordura.5%) e o isoeugenol (8. Foi confirmada também a presença de (-)-epicatequina. A taxa de ácido graxos saturados/ insaturados variou de 1.. bicolor e T.. dentre os quais o óxido de linalol (12.. ácido lático.37 a 1. Esse constituinte também . e T. tais como ácidos palmítico. diferentemente do T. quercetina3-0-glucosídeo. 1987). nerol. ácido araquídico. T. o n-tricosana foi caracterizado como majoritário (12. augustifolium. esteárico e oléico (Griffiths & Harwood. Em T. pela presença de ácidos graxos. speciosum. quercetina e esculentina (Bastide et al. augustifolium (Sotelo & Alvarez. 1991).. O T. 1989). 1991). bem como em sementes de Theobroma grandiflorum. mammosum foi detectada a presença de 58 componentes.6%. cacao. T. taninos condensados.. taninos. Porém. cacao consistem de 78 componentes. os maiores constituintes foram os monoterpenóides citral. 1996). cacao foi caracterizado como de 190. cacao e também em T. cafeína e teofilina foram detectados nas diferentes partes de duas variedades de T. derivados do ácido hidroxicinâmico. flavan-3-ols.74% (SantAnna Tucci et al. Durante a maturação da semente foi detectada a presença de fenóis. antocianinas. e sua goma encerra polissacarídeos (Figueira et al. 1995).7% a 57. Em T. Os alcalóides teobromina. procianidina B2.. gorduras (Malini et al. 1995) estão presentes nas sementes dessa espécie. As essências florais de T. ácido cítrico. Além de açúcares totais. Essas duas últimas substâncias atuam contra o fitopatógeno Crinipellis perniciosa (Vassoura-de-bruxa) (Andebrhan et al. 1994). 1986). longifoleno e citronelol (Erickson et al. A gordura foi o principal constituinte das sementes de todas as amostras (Sotelo & Alvarez.(Quesada et al. Nessa espécie foi detectada a presença de hidrocarbonetos saturados. Em menor quantidade foi detectada a presença de ácido hexadecadienóico. 1986). bicolor e T. ácido ecosadienóico. (-)epicatequina. teobromina e teofilina) foram encontrados em Theobroma cacao (Hammerstone et ai.9%). ácido erúcico e ácido lignocérico (Zakaria & Busri. subincanum. nenhuma dessas quatro espécies vegetais apresenta teofilina (Marx & Maia. principalmente hidrocarbonetos saturados e insaturados. que variou 50. teobromina.. tais como o 1-pentadeceno e n-pentadecano. Alcalóides purínicos (cafeína. (+)-catequina e antocianinas (Andebrhan et al.. O índice de saponificação da T. porém.

1997.. teobromina e teofilina com seu efeito estimulante natural (Matissek. análoga à manteiga de cacau. 1997). M. Aos polifenóis é atribuída também a atividade antiestresse em testes comportamentais em ratos (Takeda. isolada dessa espécie vegetal. Esses polifenóis também foram responsáveis pelas atividades antioxidante e moduladora do sistema humano in vitro (Osakabe et al.. com ponto de fusão de 32°C (Rodrigues. 1997. fenóis e taninos.. . clorofila. cacao (Gurney et al. O fruto do Theobroma grandiflorum (Cupuaçu) apresenta em sua composição açúcares. cacao (Yamagishi et al... proteína. 1992). 1989). e a proantocianidina. 1997). 1994) e antidepressora (Matsunaga et al. 1997). 1970. uma atividade analgésica (Santos. cafeína. bem como atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Perez & Anesini. Dados farmacológicos das espécies e do gênero O extrato aquoso dos frutos de T. Melzig et al. 1992a e 1992b)..pode ser encontrado em culturas de tecidos de T. As sementes fornecem 48% de uma gordura branca. Polifenóis antitumorais foram encontrados no extrato hidroalcoólico (60:40) das sementes de T.. Paganini et al. 1997). amido. et al. cacao apresentou um efeito vasodilatador. 1997). Sanbongi et al.. A presença de epicatechina contribui para a inibição da lipoxigenose e o efeito antiinflamatório desta espécie (Schewe et al. Inúmeras revisões têm sido feitas acerca das propriedades farmacológicas dos alcalóides derivados das metilxantinas. 2000). 2002)... A infecção das folhas com o fungo Crinipellis perniciosa é capaz de promover alterações na composição do fruto (Da Conceição et al.

1998). de numerosos estames livres. sendo a maioria de árvores e arbustos. oblongolanceoladas. e aqui são encontrados treze gêneros e aproximadamente sessenta espécies (Barrozo. serrilhadas. . Triumfetta. 1978). Essa família tem no Brasil um dos principais centros de dispersão. raramente ervas ou lianas (Mabberley. Dados botânicos Árvore de porte médio. Na região da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica. Os principais gêneros são Tilia e Muntingia. com o nome de Curumin-nhapuá. que compreende uma espécie medicinal denominada Açoita-cavalo. flores brancas com cinco sépalas e cinco pétalas. agudas no ápice e oblíquas na base. Outras denominações são Calabura e Pau-de-seda. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins. No Brasil. e Apeiba. da planta Pau-de-jangada. muito conhecida na região amazônica Joly. neste último está aqui descrita a única espécie referida na região amazônica como medicinal.Espécies medicinais da família Tiliaceae Introdução A família Tiliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 46 gêneros e 680 espécies subcosmopolitas. Outros nomes atribuídos à espécie decorrem desse nome indígena: Curuminzeira e Curuminzieira. que a referiram como medicinal. os gêneros mais comuns são Luehea. Espécies medicinais Muntingia calabura L. folhas curto-pecioladas. 1997). de até 13 m de altura. de outra espécie medicinal chamada Carrapicho-de-carneiro.

e as flores.4%). sesquiterpenóides (10.5%) e compostos carbonil (23. Foi observada a presença de potentes componentes de odor.7%).6%) e derivados furanos (8. 1984). Dos frutos de Aí..7). calabura foram isoladas Havanas. Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado pelos índios tenharins para facilitar a expulsão do feto durante o parto. ovário 5-7 locular. O gênero Muntingia descrito por Carl Linnaeus inclui uma única espécie. indeiscente. fruto do tipo baga. compostos fenólicos (11. dos quais predominaram alcanos (44. inúmeras sementes (Figura 11.3%). denominado de 2-acetil-l-pirroline (1.3%).9%). O nome do gênero foi dado por Linnaeus em homenagem a Abraham Munting.3%) os mais significativos. aqui descrita como medicinal. sendo ésteres (31. alcanos (15. 1991). Do extrato citotóxico das raízes de M. antiespasmódicas (Corrêa. flavonas e biflavanas (Kaneda et al. calabura foram isolados polifenóis como kaempferol. e salicilato de metila.dispostas em pedicelos axilares. . vermelho. kaempferol 3-O-beta-D-galactosídeo. A casca é emoliente. quercetina. foram isolados por destilação a vácuo 42 compostos. 1990).3%). ésteres (26. calabura L. Dados químicos das espécies e do gênero Das folhas e flores de M. arredondado. ácido caféico e ácido elágico (Seethraman. Por destilação de arraste a vapor foram identificados 56 compostos.

1 -Bixa arbórea. Detalhe do ramo com flores (Desenho modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.FIGURA 11. 1998. e foto original por Hiruma-Lima) (Banco de imagens .

Hibiscus rosa-sinensis: a) ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa. 1984). 1998) (Banco de imagens - .FIGURA 11.2 . b) detalhe do fruto aberto (segundo Gemtchujnikov em Joly.

Ramos floridos com detalhes das flores (Desenhos originais por Di Stasi e fotos originais por Hiruma-Lima) (Banco de imagens .FIGURA 11.Gossypium barbadense.3 .

canaiensis. 1998) (Banco de imagens . Detalhe do ramo florido e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.4 .FIGURA 11.Sida rhombifolia var.

Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens .FIGURA 11.Theobroma grandiflorum.5 .

Theobroma speciosa. Detalhe do ramo florido (Flora brasiliensis) e detalhe do caule com frutos (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .6 .FIGURA 11.

Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov) (Banco de imagens .7 .Muntingia calabura.FIGURA 11.

Relembramos aqui que empregamos neste estudo a revisão de Kubitzki sobre o sistema de classificação de Cronquist e. duas espécies medicinais foram referidas: Cecropiapeltata. Da família Cannabaceae. Di Stasi L N. não possuem importantes espécies de valor medicinal. Nos estudos realizados e apresentados neste livro. As outras duas famílias dessa ordem. Cecropiaceae e Moraceae. Hiruma-Lima A ordem Urticales é uma importante ordem da subclasse Dillenidae.12 Urticales medicinais L. C. cujas espécies sempre foram referidas apenas na família Moraceae. fonte de substâncias também tóxicas. devemos salientar os gêneros Cannabis e Humulus: o primeiro. cujo uso abusivo é disseminado em todo o planeta. Urticaceae e Cannabaceae possuem importantes espécies de valor medicinal. fonte da maconha (Cannabis sativa). Ulmaceae e Barbeyacea. A. amplamente conhecida como . espécies medicinais foram referidas na região amazônica e na Mata Atlântica. apresentamos distintamente as famílias Cecropiaceae e Moraceae. por esse fato. e o importante gênero Urtica. Cecropiaceae. Da família Urticaceae devemos destacar a ocorrência de espécies medicinais nos gêneros Parietaria e Pilea. Em duas delas. das quais as famílias Moraceae. Seito C. pois nela estão incluídas cinco famílias botânicas. e o segundo.

Espécies medicinais Cecropia peltata L. Ambaíba. Ibaituga. Ambatí. Embaúba. Espécies medicinais da família Cecropiaceae Introdução A família Cecropiaceae foi recentemente definida por Corneli C. Ambahú. longopecioladas. Berg e incorporada por Kubitzki em sua modificação sobre o sistema de Cronquist. Myrianthus. folhas grandes. Ambaí. referida com adulterante da Espinheirasanta. de Lixa. Dados botânicos Árvore com ramos curvos. Toréin. Poiküospermum. lactescentes. sendo este último o único importante como fonte de espécies medicinais e com grande ocorrência em todo o Brasil. ao passo que na Mata Atlântica são comuns os nomes Embaúba e Umbaúba. Com esse novo arranjo. Figueira-de-surinam. Nomes populares Na região amazônica a planta é chamada de Imbaúba. peitadas acima do centro. distribuídas em seis gêneros: Coussapoa. . Outras denominações populares são Aimbahú. Arvore-da-preguiça e Torém. Imbaubão. alternas e protegidas por duas estipulas. uma importante espécie medicinal da Mata Atlântica. Arvore-da-guiça. Imbati. e a espécie Sorocea bomplandii. Pourouma e Cecropia. Ibaíba. a família Cecropiaceae fica definida como uma família que inclui aproximadamente 180 espécies. Musanga.Umbaúba e citada como medicinal tanto na Amazônia como na Mata Atlântica. Ambaitinga.

Nas folhas do extrato de C. filho da Terra. hidropisia. flores masculinas com dois estames e femininas com ovário súpero. reunidas em densas inflorescências. meio homem e meio serpente. formando infrutescências inclusas (Figura 12... O gênero Cecropia descrito por Pehs Loefling compreende 75 espécies tropicais. gemas e brotos são adstringentes.. asma. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. R. O xarope dos brotos também é usado contra tosse. 1994). 1984). peltata já foram detectadas atividades antimalárica e atóxica (Marinuzzi et al. carpelar. 1983). Em C. et al. o látex é usado contra úlceras gangrenosas e cancerosas e verrugas. unilocular. A. lyratiloba (Menda. frutos nuculares.. o chá dos brotos é tido como útil contra tosse e bronquite. Na região do Vale do Ribeira. que significa "chamar. 1984b).. a raiz é considerada útil contra tosse. glazioui foram detectadas as atividades antisecretora (Cysneiros et al. antililiásica (Domingos et al. A. As folhas. 1986. obtusa foram detectadas as atividades anti-hipertensiva e diurética (Ribeiro. Kerber. Das folhas de C. F. 1996). não foi detectada atividade inflamatória (Schenkel et al. adenopus.flores pequenas de sexo separado. C. ecoar". Na espécie C. Dados químicos e farmacológicos Foram isolados flavonóides e cumarinas de C. 1986). a decocção das folhas é usada para facilitar o funcionamento dos rins e contra a malária (Corrêa. Santos. C. Das raízes de C.. et al. O nome do gênero Cecropia vem de Cecrops. 1985).1). indicada popularmente como antiinflamatório. do grego. R. Mal de Parkinson. bronquite e gripes fortes. catharinensis foi determinada atividade colinomimética bloqueável por atropina (Dalla-Costa & Rates. muitas delas de ocorrência no Brasil. usados na fabricação de instrumentos de sopro. indicado popularmente como diurético e no tratamento de bronquites e asmas. referindo-se ao caule e aos ramos ocos das plantas desse gênero. 1996b). 1998).. . a decocção das folhas é amplamente usada contra tosses. apresentou atividade hipotensora e atóxica (Borges. catharinensis. et al. 1992. A.

na Mata Atlântica. A cecropina.. nos quais várias espécies medicinais são encontradas. 1992). antiulcerogênica (Cysneiros et al... espasmolítica (Delia Monache et al..) Burger. dos quais se destacam: Ficus.depressora do SNC. 1997). isolada de espécies deste gênero. de Espinheira-santa. e um dos compostos responsáveis é a isovitexina (Delia Monache et al. com inúmeras espécies usadas como ornamentais. 2002).. A atividade hipoglicemiante foi constatada nas folhas de C. Diversos estudos comprovaram a indicação como anti-hipertensivo. que incluem árvores. Em outras re- . No Brasil. Espécies medicinais da família Moraceae Introdução A família Moraceae. Astocarpus e Sorocea. 1998) e antimalárica (Marinuzzi et al. 2001). arbustos. 1998. característica marcante da maioria das espécies dessa família.. Lanjow & Bouer Nomes populares A espécie é chamada. pois é confundida e coletada como a verdadeira Espinheira-santa. 1993 e 1996a). 2001). lianas e ervas (Mabberley. usualmente com células lactíferas e grande produção de látex. compreende 1. 1988. possui atividade antimicrobiana (Andra et al. 1988). Johann Heirinch Friedrich Link. Cysneiros et al. 1998a e 1998b. antidepressiva. efeito depressor do SNC. Dorstenia. Espécies medicinais Sorocea bomplandii (Baill. Rocho et al. analgésico e relaxante muscular (Perez-Guerrero et al. a família conta com aproximadamente 340 espécies.. distribuídas em 38 gêneros.. ansiolítica (Barettaetal. Morus.100 espécies tropicais e poucas temperadas. 2001). Rocha et al. Esta mesma espécie apresentou baixa toxicidade. descrita originalmente por... obtusifolia (Andrade-Cetto & Wiedenfild. distribuídas em 28 gêneros.

Dados Químicos e Farmacológicos A soroceina foi isolada de S. com tronco ereto. 2001. Araçari. Calixto et al. . de casca fina. 1993). 1993). de face superior brilhante e inferior opaca. da família Celastraceae). uso comum nas comunidades do Vale do Ribeira. Resple. Carapicica-de-folha-miúda. ciófita. característica importante na diferenciação em relação à Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia. folhas simples.. Folhas-de-serra. Flavonóides foram isolados de S. a infusão da espécie é usada contra dores de estômago. os dados etnofarmacológicos obtidos incluem o uso da espécie no tratamento de úlceras. Recentemente.. Esta mesma espécie apresentou efetiva atividade antiulcerogênica (Andrade et al.. ilicifolia e S. A planta é de ocorrência no Sudeste e no Sul do Brasil. fruto do tipo baga. bomplandii (Ferrari & Delle Monache. quando não está em época de floração. chegando a 10 cm de comprimento. 2001) e antagonizou as contrações em úteros de ratos e íleo de cobaia (Calixto et al. A espécie é latescente. Trata-se de uma espécie perenifólia. especialmente na Mata Atlântica. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira.. Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 12 m de altura. onde ocorre em abundância e possui uma madeira empregada apenas pela população local para produção de cabos de enxadas e outros utensílios. primária e exclusiva do sub-bosque de matas primárias. Gonzales et al. bastante coriáceas e de bordas com pequenos espinhos. Laranjeira-do-mato. inflorescências em rácimos axilares com flores verdes (femininas) e vermelho-escuras (masculinas). bomplandii.giões do país a planta é chamada de Cincho. Canxim. 2001. Soroco. especialmente da Mata Atlântica. cilíndrico.

c) inflorescência. S. 1998. d) flor feminina. Reis). b) detalhe da folha.Cecropia peltata: a) vista geral da planta (foto M. e) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.1 . (Banco de imagens .FIGURA 12.

arbustos. com ampla distribuição e ocorrência no Brasil. visto que os limites da diferenciação dos gêneros são pouco precisos. lianas ou ervas. R. Na família ocorrem árvores. é urgente uma revisão da família. Hiruma-Lima A. Souza-Brito E. . M. Thymelaceae e Euphorbiaceae. 1978). nos quais estão distribuídas aproximadamente 8. No Brasil.100 espécies. C.13 Euphorbiales medicinais C. Os principais gêneros estão distribuídos em cinco subfamílias e. 1997). Di Stasi Introdução A ordem Euphorbiales inclui apenas três famílias botânicas: Pandaceae. Santos L. Guimarães C. das quais a terceira é uma importante fonte de espécies medicinais.100 espécies espalhadas pelos mais variados tipos de vegetação (Barrozo. A. a família é representada por 72 gêneros. Das centenas de gêneros. comumente com células especializadas na produção de látex. A família Euphorbiaceae. M. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. M. com aproximadamente 1. compreende 313 gêneros. a maioria cosmopolita. segundo Mabberley (1997). especialmente encontradas em regiões tropicais e subtropicais (Mabberley.

Jatropha e Croton. O nome do gênero Croton descrito por Carl Linnaeus significa "carrapato". problemas hepáticos. sendo algumas árvores. Uma importante espécie da região amazônica do gênero Hevea é a seringueira. Nesse gênero ocorrem 750 espécies tropicais. verdes. enquanto a infu- . folhas simples. ervas e arbustos. fruto seco. icterícia e malária. da valiosa Mamona. devemos destacar inúmeras espécies usadas como ornamentais. dos quais referimos algumas espécies a seguir. Espécies medicinais Croton cajucara Beth. e outras. Mabea. especialmente em Phyllanthus. espécie rica em óleo de rícino. estipuladas. peninérveas.1). a maior produtora de borracha. Do gênero Euphorbia. esquizocárpico. Dados botânicos Arbusto grande de até 6 m de altura. Espécies medicinais são referidas e encontradas em vários gêneros. belas quando floridas e muitas delas causadoras de irritação ocular. febres. pela semelhança das sementes com esse animal. reunidas em inflorescências racemosas com flores femininas inferiores. lanceoladas. a decocção das folhas é utilizada contra dores de estômago. com limbo dividido em lobos ou segmentos.devemos destacar Ricinus. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica como Sacaca e Cajucara. que são abundantes na região amazônica e na Mata Atlântica. Pedilanthus. separando-se em três cocos. sementes ricas em endosperma (Figura 13. flores de sexo separado. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. pecioladas. atualmente cultivada em vários países. amplamente explorado comercialmente e cuja espécie Ricinus communis também é usada para diversas finalidades terapêuticas.

grandes. a Sacaca. lanceoladas. flores de sexo separado. lactescente. é útil contra hepatite. reunidas em inflorescências racemosas. Pinhão-de-purga. misturada com Melão-de-são-caetano (Momordica charantia). Pinhão Pinhão-branco. peninérveas. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada via oral contra malária e problemas do fígado. sementes ricas em endosperma. de caule grosso. A espécie é muitas vezes usada em substituição à Croton cajucara. Não foram encontradas outras indicações populares para essa espécie. Dados botânicos Arvore de até 4 m de altura.são das folhas. no Ceará. Nomes populares A espécie é chamada. Pinhão-do-paraguai. Pinhão-manso. esquizocárpico. na região amazônica. Croton sacaquinha Croizat. no Pará. reunidas em inflorescências paucifloras. lobadas. flores unissexuadas. Dados botânicos A planta é um arbusto de porte médio. nodoso. mas também de Peão. Pião. folhas simples. folhas alternas. fruto seco. longo-pecioladas. atingindo até 4 m de altura. separando-se em três cocos. de Sacaquinha. Pinhãodos-barbados. curto-pecioladas. com ápice curtamente acuminado e base cordada. pequenas. com brácteas . estipuladas. amarelo-esverdeadas. palminérvias. membranosas. Jairopha curcas L Nomes populares A espécie é chamada de Peão-branco. glabras. Maduri-graça. e Mandobiguaçu.

contra feridas (Amorozo & Gély. Jatropha gossypifolia L. flores masculinas com cinco sépalas ovadas e cinco pétalas.lanceoladas. raladas e utilizadas no preparo de infusão ou adicionadas ao leite para tratar sinusite. Peão-curador. dez estames. partir e tirar a "folhinha". a infusão das folhas é usada para lavar a cabeça e curar dores. e por isso deve ser sempre retirado antes do preparo do medicamento. esta passa a ser comestível e saudável). após a retirada do embrião. assim como para constipação nasal.2). o óleo das sementes é utilizado no Piauí como purgativo (Emperaire. resina de copaíba e folhas de arruda é considerado útil contra derrame cerebral. Batata-detéu. as sementes são usadas contra dor de cabeça (tomar com cachaça ou torrar e fazer pílulas). enquanto as sementes. assar a polpa na cinza. sementes escuras. O preparado das sementes de Peãobranco com sumo de folhas de cravo. 1988). Outras indicações do uso local dessa espécie podem ser encontradas nas plantas Mocura-caá e Peão-roxo. colocar no café e banhar a cabeça). A população ribeirinha da região amazônica refere que o embrião da semente pode levar à cegueira pela alucinação que produz. gengibre amassado. secar até ficar fria. Arg. deriva do grego iatros = "remédio". no Pará. lisas. 1982). Raizde-téu. elipsóides e oblongas (Figura 13. coriáceo. gripe (descascar a semente. o chá das folhas é usado contra febre e fraqueza.. constipação nasal e como purgativo. tosse e catarro no peito (torrar com sebo da Holanda). O nome do gênero Jatropha. Pião caboclo. fruto do tipo capsular. As sementes são eméticas (Corrêa. são torradas. Peão-pajé. 1984). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. o látex é aplicado externamente. Pinhão-roxo. e phagein = "comer" (depois que extraído o composto tóxico da raiz. descrito originalmente por Carl Linnaeus e revista por Muell. Nomes populares A espécie é conhecida como Peão-roxo ou como Jalopão. Erva-purgante. Mamoninha. gineceu com ovário glabro e estigma bífido. .

o banho. 1982). no Piauí (Emperaire. contra "mau olhado". Dados botânicos A planta é uma árvore com até 5 m de altura. glabras e estipuladas. 1982). contendo uma semente escura com pintas negras (Figura 13. as folhas untadas com sebo da Holanda e aquecidas no fogo são utilizadas na forma de compressa para dores de cabeça. as sementes são usadas contra gripes fortes (Barros. O nome do gênero Mabea. lineares. Outras indicações podem ser observadas em Mocura-caá. na hidrópisia e no tratamento do reumatismo (Corrêa. 1988). cálice com cinco pétalas. com folhas alternas. trissulcado. escuras e com pecíolos pubescentes. as folhas novas têm uso mágico pelas benzedeiras da região. e as folhas na cabeça. o chá das folhas é usado como antitérmico. contra "mau olhado" (Amorozo & Gély. com ramos pubescentes e estipulas compridas e lineares. A planta é purgativa. Em Brasília. que nas flores masculinas podem formar um tubo petalóide. Em outras regiões é chamada de Tacoari e Taquari. contra feridas. útil nas obstruções das vias abdominais. palmadas e limbo dividido em lobos. Nomes populares A espécie é conhecida popularmente como Canudo-de-pito. fruto capsular. ramosa. flores em grande quantidade agrupadas em rácimos. roxas. A aplicação do látex no local é tida como útil contra feridas e mordidas de animais peçonhentos. descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé . Dados da medicina tradicional O banho preparado com as folhas é utilizado como anti-séptico. dispostas em cimeiras paniculadas.Dados botânicos Árvore de pequeno porte.3). flores unissexuadas. No Pará. folhas pecioladas. 1984). Mabea angustifolia Spruce ex Bth. grandes.

enquanto a infusão de toda a planta. folhas com limbo. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como o nome de Quebra-pedra. flores de sexo separado. reunidas em inflorescências do tipo glomérulo.4). Não foram encontradas outras citações de uso medicinal dessa espécie.5 m de altura. é usada como diurético e contra . O nome do gênero Phyllanthus.Aublet. cápsulas pequenas. incluindo as raízes. com ramos glabros. 1984). descrito por Carl Linnaeus. alternas. refere-se a um nome comum e popular das Guianas. que atinge até 0. estipuladas. sementes minúsculas (Figura 13. Na região do Vale do Ribeira. flor masculina fasciculada com três estames. Arrebenta-pedra ou Erva-pombinha. a decocção da raiz ou o preparado de raiz com folha de abacate. flor feminina fasciculada com ovário 5-7 locular. Phyllanthus corcovadensis Muell. ramificada. Dados botânicos Planta de pequeno porte. Arg. significa "flor na folha". trissulcadas. Dados da medicina tradicional A planta é usada como diurético e dissolvente dos cálculos renais (Corrêa. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das cascas é utilizada como antitérmico. dividida na base em ramos cauliformes e em toda a extensão em ramos menores. a infusão das partes aéreas da planta é usada para expulsão de pedras dos rins e contra diarréia. sendo um gênero que inclui cinqüenta espécies. Na região amazônica. é tido como útil na expulsão de pedras dos rins. distribuídas na América tropical.

cajucara também foi caracterizado pela presença de sesquiterpenos. desidrocrotonina copaeno Craveiro et al.. Em Minas Gerais. é útil contra problemas do fígado. 2000). e os principais constituintes são alfa-pineno..dores de barriga. é tida também como útil como desobstruente e contra problemas hepáticos e icterícia (Grandi & Siqueira. transcrotonina. Maciel et al.. cajucara foram isolados cajucarinolídeo e isocajucarinolídeo. além de ser usada contra pedras nos rins. 1989). de ácido aleuritólico (Muller et al.. beta-cariofileno. 1979. 1986). Kubo et al. 1991). A infusão das folhas.. cajucara também foi isolada a sesquiterpenolactona desidrocrotonina (Simões et al. O óleo essencial das cascas de C. 1. Posteriormente. alfa-humuleno. Das cascas de C. Dados químicos dos gêneros Crofon Da espécie C. principalmente por copaeno e cipereno (Nunes et al. 1992). foi descrita a presença da trans-desidrocrotonina (Itokawa et al. (1981) realizaram um grande estudo sobre a composição do óleo essencial de inúmeras espécies do gênero Croton. .8-cineol. cajucarina A e cajucarina B (Itokawa et al. dois clerodane diterpenos que apresentaram atividade antiinflamatória na inibição da fosfolipase A2 de veneno de abelha (Ichihara et al.. 1990. 1989.. 1998). 1982).

Das cascas de Croton lechleri foram isolados também os diterpenos korberina A (I) e korberina B. alfa-ilangeno. hovarum: a 3a. metil isoeugenol. acetato de 2-metil-butanol. sitosterol. chilensis foi isolada a clerodane e ácido crotônico (Borquez et al. acetato de propila. alfa-cubebeno. 1996).14dien-9-al e 3a. que não apresentou atividade cicatrizante (Carlin et al. eucaliptol. 4-hidroxifeenetil. p-cimeno. metileugenol. Das partes aéreas de C. Das folhas de C. glandulosus (Neto et al.16-epoxi-12-oxo-cleroda-13(16). Além disso. alfa-guaieno. 1992b). lundianus e a C. limoneno e outros.6-trimetoxifenol. megalocarpus foram isolados o diterpeno clerodane. zambesicums Muell. e das cascas do caule de C. Foi analisada a composição do óleo essencial de duas espécies de Croton.. Dois clerodane-diterpenos foram obtidos do extrato metanólico das cascas de C. As duas amostras possuem linalol e b-cariofileno como constituintes majoritários. cânfora.5-trimetoxibenzeno. gama-elemeno. acetato de 3-metil-butanol. A composição do óleo essencial das cascas de C.16-epoxi-12-oxocleroda-13(16). sitosterol-b-D-glucopiranosídeo e b-sitostenona. . Ambas possuem em comum a presença de beta-cariofileno.8-cineol. Os constituintes voláteis isolados de C.. betabourboneno e gama-cadineno.. foi determinada. 2... 1995). crolechinol e ácido crolechínico (Cai et al. 1993a).. lechleri foi isolada a sinoacutina. 3. a levatina (Moulis et al. 1996).4-dimetoxifenol. allo-aromadendreno e torreyol. 1993b).. C. Porém. mirceno. gama-elemeno.. e de C. (E)-nerolidol e alfacadinol foram encontrados apenas em C.4-dimetoxibenzil.4b-dihidroxi-15. acetato de 1-butanol e 3-metil-2-pentanol (Bellesia et al. De C. a printziano e um norclerodano (Siems et al..3. cortesianus foram isolados o clerodano. propionato de etila. 3. enquanto germacreno B. 1995). 1996).. o epoxichiromodine e 3-O-acetoacetil lupeol (Addae-Mensah et al. ludianus possui 1. aubrevillei J. glandulosus. 2-metil-butanol. cadineno. e chiromodine (Weckert et al. que apresentaram atividade antimicrobiana (Cai et al. linalol. a C. 1992).cadideno. estragol. 1994). 1992). Foram também isolados triterpenos e o ácido 4-hidroxihigrínico (Krebs & Ramiarantsoa. lechleri foram: acetato de etila.14-dieno. 4b-dihidroxi-15.. levatii foi isolado um diterpenóide neoclerodane. o óleo de C. Das cascas de Croton lechleri foram isolados 1. zambesicus apresenta também grande quantidade de limoneno (Menut et al. 1992). e das folhas de C.4. alfa-humuleno.

7-dimetoxicoumarina. (-)epigallocatequinae (-)-epi-3. diasii (Alvarenga et al. . draco foram isolados os terpenóides b-sitosterol. De C. 1991).. nobiletina.3'. beta-sitosterol (Chen et al. curculatiranas A e B (Naengchomnong et al. eluteria foram isolados sesquiterpenos. 6-metoxi-7hidroxicoumarina.De C. 1992). 1992). sesquiterpeno fenol e diterpenos clerodânicos (Hagedorn & Brown. taraxerol. argyrophylloides (Monte et al. a seco-labdane (Schneider et al.. 1995).. jatrofolona B.. 5hidroxi-6. Compostos terpenóides foram isolados de C. matourensis foi isolado o ácido maravuico um diterpeno. os triterpenóides jatrofolona A.. sublyratus foi isolado o plaunotol (Nilubol. ésteres e cetonas não-terpenóides. jatrofolona B. b-sitosterol.5. draconoides foram isoladas as catequinas: (+)-ballocatequina.7b-dihidroxiannoneno e 6a. e das cascas de C. jatroolona A. Das partes aéreas de C. taraxerol.. e de C. riangularis (Moura et al. 1994). 3-hidroxi-4-metoxibenzaldeído é ácido 3metoxi-4-hidroxibenzóico e daucosterol (Kong et al. caniojana.. macwstachys (Herlem et al.. jatrofol. ruizianus foram isolados vários alcalóides (Del Castillo Cotillo et al. e o diterpeno crotamaclina foi isolado de C. e das folhas de C.. 1993). Jatropha Das raízes de J. 1976). 1986) e C. Das raízes de C. enquanto alcalóides foram encontrados em C. 1996). Altas concentrações de taninos foram encontradas em C.5'-pentahidroxirlavina (Aquino et al. ácido 2S-tetracosanóico glicéride-1. eudesmanos. curcas foram isolados 5a-stigmastane-3.. beta-D-glucosídeo e beta-sitosterol. 1981).7. 1988) e curcaciclina B (Auvin et al. hemiargyreus (Barnes & Borges. curcas foram isolados ainda as latiranas. 1992). salutaris foram isolados sonderianol e diterpenos acíclicos e diterpenos tricíclicos (Itokawa et al. stigmasterol. vomifoliol e ergasterol-5a-8a-endoperóxido (Hernandez & Delgado. 1991a).. jatrofina.7b-diacetoxiannoneno (Silveira & McChesney. Do óleo de C. 1996). C. 16hidroxijatrofolona. 1986). castaprenol-11. 1988). De J.6-diona.. tomentina. gossypifolios (Cespedes et al.. 6a. sonderianus foram isolados os diterpenos neo-clerodanos 6a-hidroxiannoneno. 1991).

As espécies. foi isolado de seu látex a albaditina. sendo 0. ácido araquídico e toxalbumina. Auvin-Guette et al. 1988). ácido linoléico (Nasir et al. pohliana var. J. tlalcozotitlanensis e J.. 2epijatrogrossidiona..15% e 15% de ácidos graxos saturados. jatrofolona B. 1990). isoorientina.. malacophylla.. vitexina e isovitexina (Xavier & D'Angelo. 1997. ácido oléico.9%). gadaína (Das et al.6% de ácido oléico. saponinas. 1996b). e 43.26% de ácido aracdônico. 1988). caniojanae 1. Makkar et al. Do látex de /.. esteróides e glicosídeos. 1987). 1990).92%) e leucina (12. elbae. Das raízes secas de J. respectivamente (Raina & Gaikwad. elliptica foi isolado como constituinte majoritária do óleo a d-selinina (Brum et al. os aminoácidos cistina (2.. 1997).07%). valina (18. 1983). 0. 15. citlalitriona e riolozatriona (Villarreal et al. 1996a) e jatrodiena (Das et al. . bem como o ácido nurístico. Banerji et al.9%. gossypifolia foram isolados os heptapeptídio cíclico. Do caule de J. 1988). 0. arginina (0.. além de outros três derivados diterpenóides.30%) (Jain & Garg. isoleucina (3. metionina (13.. denominada curcina (Costa.1%). e delas foram isolados os óleos fixos: ácido palmítico. 14. 1995)... Teixeira.60%. 1988).26%.11-bisepicaniojana (Jakupovic et al. gossypifolia e J./.. grossidentata foram isolados jatrogrossidiona. 1988. Das folhas de J. Saponinas foram detectadas apenas em J... gossypifolia foram isolados a lignana prasantalina (Chatterjee et al. gossypifolia foram isolados os diterpenos jatrofolona A e jatrofatriona (Rahman et al. flavonóides. galvani (Guevara et al. divica foram isolados beta-sitosterol. Dos rizomas de J. curcas. alanina (28. De J.9%. podagrida apresentaram 24%. multifida L. 1997). Das folhas deJ. um decapeptídeo cíclico a multifidol e o glucosídeo multifidol (Kosasi et al. 1989a e 1989c).98%). ciclogossina A e ciclogossina B (Horsten et al.. 1996. J. 1989).71%). 1987. galvani foram caracterizadas as presenças de alcalóides. todos utilizados no tratamento de tumores (Taylor et al. terpenos. gossypifolia foram isoladas as lignanas isogadaína. a lignana arilnaftaleno (Das & Banerji. De J. mollissima foram isoladas orientina.. 1997). 1986). De J. glicina (19. compostos fenólicos.1997). Das raízes de J. Suas sementes possuem 50% a 60% de óleo. J. mas não foi detectada a presença de taninos (Aderibigbe et al. Das cascas da raiz de J. ácido esteárico.94%). 1989). curcas foram isoladas também várias lectinas.

1990). cumarinas. excelsa foi isolado um diterpeno ingenana (Brooks et al. 1996. 1991). 1997). De J. 1996.. 1980). podagrica foram isolados vários esteróides e flavonóides. lignanas (Satyanarayana et al. discoideus. Anjaneyuly et al. 1988). Yunes et al. 1991). como sofraxidina e escopoletina (Hnatyszyn et al.. 1980 e 1981). glucose e galactose (Hnatzyszyn et al... 1983.. diterpenos.Da espécie J. virgatus (Babady-Bila et al. niruri. 1986. simplex. 1986). E do seu látex foram isolados peptídeos cíclicos podaciclina A e B (Van den Berg et al. sacarose. Negietal.. Phyllanthus Das várias espécies do gênero Phyllanthus. enquanto em P. Mensah et al. e dos frutos de M... hidroxiflavanona. 1986. amarus e P. assim como os diterpenóides de J. ácido caféico. 1984) e antibacteriana (Odebiyi. Alcalóides foram isolados das folhas da P niruroides.. gossypifolia. klotzchianus foi isolado o orcinol (Kuster et al. triterpenóides (Joshi et al. 1988. 1977).... Ojewole & Odebiyi. flavonóides. que apresentou atividade bloqueadora da junção neuromuscular e hipotensora (Ojewole & Odebiyi.. Houghton et al. Singh et al. Singh et al. 1988. macrorhiza isolaram-se compostos triterpenóides com atividade antitumoral (Torrance et al. . terpenos.. 1988.. 1996. De P. e um alcalóide denominado tetrametilpirazina (TMPZ). sellowianus foram detectadas as presenças de 7-hidroxiflavanona. 1981). Petchnaree et al.. P. Huang et al. 1986. da qual foram isolados alcalóides. 1988). P. 1996) e do alcalóide filantimida (Tempesta et al. 1995). fistulifera foi detectado um naringenina coumaroil glucosídeo (Garcez et al. Mabea Do látex do caule de M. antibroncoconstritora e antiarrítmica (Ojewole.. 1996).. timol e carvacrol (Odebiyi. 1988. Ahmad et al.. levulose. a mais estudada é a P.. Há revisões acerca desse gênero devido à diversidade de espécies existentes (Unander et al. 1989a e 1989b. 1985). Hassarajani & Mulchandani... citral. Anjaneyulu et al. 1996). Singh et al. ácido clorogênico. neolignanas (Satyanarayana et al. 1989. P. 1990.. 1986) e vários outros compostos (Singh et al.

1989.. calisteginas (Asano et al. 1995b). Tanaka & Matsunaga... olenadienóis. 1996c).. myrtifolius. 1995) e de carboidratos ésteres do ácido cinâmico (Latza et al.. emblica L.. 2001). 1998).. alkekengi var.. 1996). 1993. Lu et al.. 1996). 1997).. Tanaka et al. 1996b). et al. 1999a). 1995). 1996). antinociceptiva (Carvalho et al. peviana foi descrita a presença de ácidos graxos no fruto e sementes (Aslanov et al. hipocolesterolêmica (Martins et al. 1996) e fisalinas (Makino et al.. 1988b). analgésica..De P. inúmeras lignanas filamirícinas e os filamiricosídeos que aumentam a atividade da transcriptase reversa HIV-1 foram descritos (Lee... D. 1987. além de taninos (Zang. foi determinado o conteúdo de ácido ascórbico. cajucara apresentou atividade antiinflamatória. 1996). C.. De P.. Li et al. HirumaLima et al.. ácido múcico e ácido gálico (Basa & Srinivasulu. Farias et al. 2002. antiinflamatória.. 1998) e teratogênica (Crisostomo et al.. De P. Das cascas dessa espécie já foram comprovadas as atividades hipoglicemiante (Cavalcante. nalcanóis. antiedermatogênica (Campos et al. 1999). 1998. além do alcalóide fisoperuvina (Hiroya et al. n-alcanos. 1988.. 1988. Das raízes de P. Em P acuminatus foi descrita uma lignana com atividade citostática denominada filantostatina A. francheti foram obtidos cicloheptano. 1999) e antiulcerogênica (Souza Brito et al.. fitosteróis e ácido tricadênico (Tanaka & Mastunaga. Z. et al.. Dados farmacológicos dos gêneros Croton A desidrocrotonina isolada das cascas de C. antidiabética (Silva et al. estas últimas também presentes em P angulata (Makino et al. antiestrogênica (Luma Costa et al.. .. mínima foi isolada a fisalina L (Kawai et al.. 1997 e 1996a). De P flexuosus foram isolados triterpenos.. Em P. Tanaka et al. depressora do SNC (Hiruma-Lima. Farias et al. 1988. 1995a). e o extrato hidroalcoólico das folhas apresentou atividade hipolipidêmica em ratos (Farias et al. 1996). 1988a. 1996) antitumoral (Grynberg et al. Bighetti et al.

.. Costa. 2002a). rhamnifolius (Silveira et al. zehnteri (Albuquerque et al. Batatinha et al.. C. 1999) atóxica e excelente efeito cicatrizante e antiulcerôgenica (HirumaLima et al. penduliflorus (Anika & Shetty. 1993. 1999). 1975). 1987). com o uso prolongado (Rodriguez et al. draconoides e C. Ao final. campestris (Lima et al. Chen & Pan.. erythrochilus. Ensaios in vitro indicaram que o látex não estimula a proliferação celular (Pieters et al. 1984). 1987) e C. C. 2000a e 2002b).4-O-dimetilcedrusina e uma proantocianidina. lacciferus (Bandara & Wimalasiri. mais comumente de C... 1988).. Atividade antibiótica contra inúmeras bactérias e fungos foi determinada com extratos de C. A propriedade cicatrizante de Croton sp (sangue-de-dragão) foi testada com seus constituintes isolados: o alcalóide taspina. Além da desidrocrotonina a atividade antiulcerôgenica foi atribuída também a crotonina. Das sementes de C.. 2001). 1980. antiulcerôgenica de C. hipotensora de C. tranqüilizante. entre outras. anestésica local.. lacciferus (Ratnayake et al. anticonvulsivante e analgésica de C. 1985. Em outras espécies desse gênero foram verificadas inúmeras atividades farmacológicas. glabelus (Novoa et al. para crotina I foi de 0. 1993.45 mg/kg e 2. et al. rangelianus (Lima et al. 1980). C. Tang et al. penduliflorus (Asuku. estudos de toxicidade subcrônica com a desidrocrotonina alertam para o desenvolvimento de distúrbios hepáticos em ratos... macrostachys (Mazzant et al.. presente nos casos de C. sonderianus (Craveiro & Silveira. C.. 1982).. pôde-se concluir que o poder cicatrizante da planta se dá pelas proan- . inseticida de C. A crotina II também apresentou forte atividade inibitória sobre a síntese protéica em ribossomo (Chen et al. tiglium foram isoladas duas toxinas crotina I e II. C. Luz Paredes et al. 1994).23 mg/kg para crotina II.Apesar de a desidrocrotonina não ter apresentado efeito citotóxico (Agner et al. 1988) e C. cajucara (Hiruma-Lima et al. 1983). antinociceptiva (Bighetti et al. A DL50... 1988b) e substâncias isoladas de C. 1988a). 1986). 1985) e C. 1999b. 1993). O óleo essencial obtido de suas cascas apresentou atividade antiinflamatória. 1982). subtyratus (Kitazawa et al. a ligana 3'. Sangue-de-dragão é um látex viscoso de coloração vermelha obtido de espécies de Croton. Foram verificadas ainda atividades laxativas com C. Propriedade antineoplásica potente foi determinada utilizando-se extratos de C. C. tiglium (Deshmukh & Borle. lechleri.. mucronofolius (Moraes Filho & Fonteles. M. 1988.

As folhas secas de C.tocianidinas que estimularam a contração do ferimento e formação de proteínas cicatrizantes (Pieters. Atividade antimicrobiana também foi encontrada no óleo essencial de C... Os resultados sugerem que tanto o óleo essencial como o anetol e o estragol .78% de flavonóides. antibacteriana e cicatrizante. nardus (Lemos et al. A fração anticâncer ativa foi isolada da mistura aquosa de Croton tiglium e Coptis japonica.. 1993). berghei (Be &Truong. tonkinensis contêm 0. 1994). 1991). A mistura foi citotóxica em todas as linhagens de células tumorais testadas (Kim et al. O efeito de C. 1995). Ao final dos experimentos. zehntneri foram extraídos os constituintes majoritários anetol e estragol. Do óleo essencial de C. Essa possui isoguanosina. O extrato etanólico bruto das folhas de C. Tanto o óleo essencial quanto o anetol e o estragol foram estudados em preparação de músculo isolado de rato.. lupeol. e a fração responsável pela atividade relaxante é a fração de alcalóides totais (Ribeiro Prata et al. De C.. 1994a e 1994b). Todos os três compostos bloquearam a contração induzida por estimulação nervosa. betulina e ácidos graxos. 1995).. Das raízes de C. lechleri sobre a proliferação das células endoteliais foi pouco significativo (Chen et al.32% de alcalóides e 2. berberina e outros alcalóides desse grupo. os alcalóides de C. macrostachys foram isolados crotepóxido. campestris também apresentou atividade relaxante da musculatura lisa em diversas preparações farmacológicas. pôde-se constatar que a planta não apresentou atividade citotóxica e a atividade antibacteriana constatada foi atribuída aos compostos fenólicos e diterpenos existentes na planta. 1992a). que apresentaram atividade antimicrobiana (McChesney et al. tonkinensis reduziram significativamente a infecção de camundongos com P. 1991a e 1991b). 1992). Os alcalóides das folhas foram estudados quanto à sua atividade antimalárica. Ao final. A crotepóxido possui atividade antitumoral contra carcinoma de pulmão de Lewis e carcinossarcoma de Walker (Addae-Mensah et al. 1992. sonderianus foram isolados vários diterpenos acídicos. Foi avaliado também o efeito antitumoral de alcalóide de Croton e da cisplatina sobre a membrana celular de eritrócitos humanos (Xy et al.. C.. Pieters et al. lechleri foi testado em ensaios in vitro para avaliar sua propriedade citotóxica.

De Croton palanostigma foi isolada uma substância citotóxica. eluteria é usado como atrativo de insetos (Tokumoto et al. 1995). 1992. 1997) e Schistosoma mansoni e S.. 1988. e um inseticida de plantas foi preparado a partir de C. curcas também foi purificada e caracterizada uma hemaglutinina (Asseleih et al. antiplasmodial (Kohler . 1989). Do látex de C.. que apresentaram atividade antiviral (Tempesta. Hirota et al. como também diminuindo os episódios de convulsões induzidas por pentilenotetrazol (Batatinha et al.. curcas foi isolada uma enzima proteolítica. 2000). pelo bloqueio da transmissão neuromuscular. tiglium foram testadas in vitro e apresentaram efeito inibitório contra protease HIV (Ma et al.39 mg pela via i... o alcalóide taspina (Itokawa et al. Das sementes de /. Do extrato clorofórmico das raízes de C..7%) além de aminoácidos essenciais e lipídios (57... Do látex de J. 1987. aromaticum foram isolados ácidos ciperenóico e (-)-hardwíquico. Das sementes de J. tiglium (Fanetal. 1995). e no retículo sarcoplasmático. pelo aumento da concentração de cálcio (Albuquerque et al. Atividades larvicida (Karmegam et al. Ubillas et al. e detentores de atividade moluscicida contra Biomphalaria glabrata (Liu et al.. 1991a). 1997) antidiarrêica (Mujumdar et al. curcas.. 1992).. 1989 e 1991). curcas foram isolados ésteres forbálicos promotores de tumores (Horiuchi et al. lechleri foi isolada grande quantidade de proantocianidinas.9%) (Liberalino et al.possam ter dois sítios de ação na fibra muscular: na membrana pós-juncional. curcas foram isoladas três proteínas que apresentaram efeito tóxico potente em camundongos com DL50 de 6. zehntneri também foi capaz de alterar parâmetros comportamentais. 1990) o óleo de C. 1991).. Os extratos da sementes de C. 2000). que apresentaram atividade inseticida (Bandara et al. haematobium (Rug & Ruppel.. Jatropha Das sementes de J. 1993). 1994). diminuindo o comportamento exploratório e a locomoção. 1994). a curcaína (Nath & Dutta. tanto na prova do campo aberto. Uma análise química das sementes revela a existência de um alto grau de conteúdo protéico (26. 1988)... 1988). (Huang et al.. O óleo de C. Um alto grau de toxicidade em ratos foi encontrado nas sementes de J.p.

J. apresenta constituintes anticomplementos do soro humano (Kosasi et al. 1996).. 1996). 1998). 1992). multifida é utilizado como cosmético de pele e cabelos (Furuse et al. isabellii foi isolada a jatrofona. As folhas de J. 1989c) e atividade antibacteriana (Aiyelaagbe. zeyheri foi isolada a jaherina.. 1996).. O óleo das sementes de /.. glauca (AlZanbagi et al. 1996). Esta mesma atividade foi observada em J... curcas foram isoladas curcusonas A e C. O látex de /. 1996). P. 1992b e 1996). inibidora da agregação plaquetária (Dutra et al.. elliptica foram caracterizadas as atividades antiinflamatória. 1992a.. as quais apresentaram atividade leishmanicida e tripanossomicida (Schmeda-Hirschmann et al. usado tradicionalmente para o tratamento de feridas infecciosas.. Dutra et al]. e de J. multifida. 1987) também foram caracterizadas em J. 2000).. 1990. que apresentaram efeito citotóxico e promoveram hipertermia (Picha et al. Mas o extrato metanólico dos seus frutos não foi capaz de apresentar atividade moluscicida. que apresentaram componentes ansiolíticos e fraxetina com efeito analgésico (Okuyama et al.. 1987). Esse efeito da jatrofona pode ser decorrente tanto da etapa intracelular de transdução dos sinais como da mobilização dos níveis de cálcio intra e/ou extracelular (Dutra. De /. apesar de sua utilização tradicional (Adewunmi & Marquis. antiespasmódica (Silva et al. 1997). et al. 1993).. De J. curcas foram ativas na intercalação de DNA (Gupta.. que é moluscicida (Santos & Sant'Ana. 2002) e hemostática (Kone-Bamba et al. 1994)..et al.. 2001). Das raízes de J. curcas. cilliata foram isolados isoorientina e orientina.. A J. um diterpeno que possui atividade antimicrobiana (Dekker et al. atóxica e anti-hipotensora (Paes et al. . 1996). 2000) responsável pela atividade antitumoral (Pessoa et al... gossypifolia apresentou atividades espasmolítica (Fontenele et al. gaumeri (Sanchez-Medino et al.. 2001). 1996). A atividade moluscicida foi também derivada na espécie /. 1987b). et al.. das contrações de preparações de músculo liso e cardíaco de maneira concentração dependente (Calixto & Santana.. grossidentata foi isolada a jatrogrossidiona. F. De J. De J. espasmolítica (Trebien et al. 1987) e tóxica (Brum et al. Dessa espécie foi isolada a jatrofona. 1996. M. Santos et al.

A atividade antihepatotóxica dessa espécie foi atribuída a dois compostos chamados de filantina e fipofilantina (Syamasundar. diurética. 1989). urinaria promoveu resposta contrátil em traquéia isolada de cobaia (Paulino et al. 1987). 1984. e o ácido elágico mostrou-se seis vezes mais potente que a quercitrina (Ueno. Além disso. porém o mesmo tipo de extrato não foi capaz de promover a diurese em outro artigo (Gorski et al.. que não foi capaz de proteger as células contra uma infecção aguda de HIV (Qian-Cutrone et al. Além disso. 1994). Existem relatos da atividade diurética (Ribeiro et al. Na espécie P niruri foram determinadas atividades de redução no crescimento de cálculos renais (Melo et al. 1988). 1995). 1995). 1996a). obtidos da fração hexânica das partes aéreas do Quebra-pedra (Phyllanthus corcovadensis).. Do extrato metanólico das folhas dessa planta foi isolado o nirurisídeo.. O extrato etanólico dessa espécie apresentou atividade inibitória sobre a aldose reductase. Shimizu et al. 1996). mas promoveu efeito relaxante em traquéia isolada de cobaia contraída por carbacol (Paulino et al. a geranina foi ativa em inibir a atividade diante da enzima conversora de angiotensina (Ueno et al. . De P. anti-hepatotóxicas (Syamasundar et al. 1985). Gorski et al... 1988.. campesterol e fitosterol (Santos et al. 1995). 2000). O extrato hidroalcoólico de P. corcovadensis existem diversos relatos de sua atividade analgésica (Di Stasi et al... Foram também isolados dessa espécie antagonistas não-peptídicos da endotelina. 1996b) e resposta contrátil na bexiga urinária de cobaia in vitro (Dias et al. 1984) do extrato hidroalcoólico das folhas de P corcovadensis. 1993. denominados filantina e fipofilantina e nirtetralina (Hussain et al. Ribeiro et al.. 1985 e 1986b.. o que leva pesquisadores a supor uma maior facilidade de expulsão de cálculos renais e vesiculares. 1988). O extrato alcalóide de P niruri demonstrou atividade relaxante do músculo liso do trato urinário e biliar.. 1992). 1985) e contra hepatite do tipo B (Venkateswaran et al. Di Stasi.. 1992... 1995).. Santos et al... 1987). que foi atribuída aos compostos estigmasterol.Phyllanfhus Diversas espécies do gênero Phyllanthus apresentaram efeito analgésico (Santos et al. essa planta demonstrou atividades analgésica (Santos et al. hipotensiva e hipoglicemiante (Srividya.

e o extrato diclorometano inibiu a função de neutrófilos (Paya et al. De P matsumurae foram isolados compostos polifenólicos como geranina. 1991). .. niruri e P urinaria (Santos et al.. O extrato de P amarus apresentou atividade potente no tratamento do vírus da hepatite B (Lee et al. 1996). ácido brevifolincarboxílico... De P fraternus foram isolados flavonóides que apresentam atividade hipoglicemiante oral em ratos tratados com aloxana (Hukeri et al. O extrato dos seus frutos possui antagonistas de estrogênio (Vessal & Yazdanian. A corilagina e outros flavonóides apresentaram atividade anticarcer in vivo e in vitro (Chen & Ren. Foram caracterizadas. 1995).. ácido elágico. De P emblica foi detectada a atividade antioxidante (Zhang et al. Por meio de modelos in vivo foram caracterizadas as atividades antinociceptivas dos extratos de P.. 1996).Do extrato etanólico dos caules e folhas de P sellowianus foram isolados elagitaninos identificados como furosina e geranina. ácido gálico e ácido protocatecoico. 1996. Sane et al. 1995). Seu extrato aquoso administrado oralmente durante três semanas provocou a diminuição dos níveis de glicose em ratos diabéticos (Hnatyszyn et al. De P caroliniensis foram isolados fitosteróis. propriedades antivirais do éster metílico do ácido dehidroquebúlico e ácido metil brevifolincarboxílico. e o extrato dos frutos foi avaliado quanto ao efeito protetor contra clastogenicidade induzida por sais de chumbo e alumínio (Dhir et al.. 1996). quercetina. Em ensaios in vivo foram observados mecanismos envolvidos com a atividade antinociceptiva (Miguel et al.. 1995). 1994). caracterizadas como responsáveis pela atividade hepatoprotetora (Deb & Mandai. 1990.. 1988).. corilagina. Foi isolado de P sellowianus um alcalóide com atividade antibacteriana (Cechinel-Filho et al. Roy et al. 1996). 1996)... das folhas e caules foram isoladas xantoxilinas que apresentaram atividade antifúngica (Lima et al... 1997). ácido gálico e geraniina e flavonóides responsáveis pela atividade antinociceptiva (Filho et al. 1995). O extrato aquoso dos frutos de P alkekengi foi capaz de modular a atividade aminopeptidase da pituitária e do hipotálamo basomedial (Vessal et al. 1997a e 1997b). 1997). Foi caracterizada a presença das lignanas filantina e hipofilantina.. de P urinaria. 1996). que apresentaram atividade inibitória sobre o crescimento do vírus HSV-1 (Zuo et al.

. cabras e carneiros (Abdu-Aguye et al. uma vez que existem diversos relatos de citotoxicidade para diferentes espécies do gênero (Mongelli et al. 1991c). Existem registros de intoxição em crianças de J. desidratação e morte são sinais de envenenamento por J. Em casos graves ocorrem espasmos musculares. Ações simpatomimética e hipotensora foram determinadas com administração de jatrofona (Schvartsman. 2000).. hiporreflexia e coma podem ser conseqüência dos distúrbios hidroeletrolíticos (Schvartsman. 1979). diversos casos de hepatite foram registrados confirmando portanto os resultados de Bighetti (1999b). vômitos e diarréias em crianças Joubert et al. podendo causar a morte em humanos.. e ação estimulante da musculatura lisa. Efeitos como redução no tempo de protrombina. Um caso típico foi relatado para a espécie Croton cajucara. 1993. 1979). A presença de um complexo-lipóide nas sementes é considerada responsável pela dermatite causada. Porros et al. 1993. Pieters et al. Como conseqüência de seu uso crônico. náuseas. Os glicosídeos da casca dessa semente possuem ação depressora sobre os sistemas respiratório e cardiovascular.Dados toxicológicos dos gêneros Jatropha Essa espécie é muito importante pelos efeitos tóxicos que produz. diarréia.. Quadros de hemorragia anal. curcas em ratos. Itokawa et al... amplamente utilizada sob a forma de chá no combate ao colesterol e em regimes de emagrecimento. Croton As espécies do gênero Croton também merecem cuidados quanto à sua utilização. 1984). 1986. O óleo de suas sementes induz ao aparecimento de tumores de pele (Horiuchi et al. mutifida (Levin et al. foram verificadas por Ahmed & Adam (1979). hipotensão e desidratação. 1979). vômitos e diarréia. coagulação e aumento no tempo de sangria foram verificados com o uso da polpa da semente. Torpor. redução no consumo de água.. 1995. 1987) e provoca náuseas. distúrbios respiratórios e eletrocardiográficos. Ahmed & Adam. Rodrigues (1999) e Rodrigues & Haum . Hemorragias internas em diversos órgãos. A sintomatologia após o consumo é caracterizada por dor abdominal..

1986). Pieters & Vlietinck. FIGURA 13.(1999). nos quais são descritas as atividades citotóxicas e hepatotóxicas desta planta. 1998) (Banco de imagens . Já foram isoladas também substâncias carcinogênicas de C.Croton cajucara: a) detalhe do ramo com flores e b) flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. tiglium (Bauer et al.1 .. 1983.

2 -Jatropha curcas. Detalhe do ramo com flores e das flores (fotos originais por Hiruma-Lima).FIGURA 13. .

FIGURA 13. Detalhe do ramo com flores e frutos e detalhe das flores e frutos (fotos originais. .3 . Hiruma-Lima).Jatropha gossypifolia.

4 . 1998). d) escanerata do ramo com folhas e flores (Banco de imagens . b) flor feminina.FIGURA 13.Phyllanthus corcovadensis: a) aspecto geral do ramo. c) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.

com aproximadamente 131 espécies de ampla distribuição por todo o território (Barrozo. Destacam-se nesses gêneros importantes espécies econômicas para a produção de madeiras. Calophyllum e Garcinia (Calophylloideae) e Kielmeyera (Bonnetioideae). dentro de 45 gêneros de ocorrência em regiões tropicais (Mabberley. pigmentos. óleos essenciais e resinas. 1997). C. É composta por árvores.14 Guttiferales medicinais C. A família Clusiaceae foi descrita por Antonie Laurent de Jussieu e compreende aproximadamente 1. A. algumas delas de valor medicinal. gomas. como Hypericum e Vismia (Hypericoideae). destacando-se inúmeros com importância medicinal no Brasil. Os gêneros são distribuídos em três subfamílias. sendo raramente descritas epífitas. Di Stasi Introdução A ordem Guttiferales inclui as famílias Guttiferae (também denominadas Clusiaceae).370 espécies. Hiruma-Lima L. e Elatinaceae. No Brasil ocorrem várias espécies da família Clusiaceae. 1978). Clusia. . arbustos ou ervas. No Brasil ocorrem 21 gêneros.

Não houve registro de espécies medicinais dessa família no levantamento realizado na Mata Atlântica. a maioria é fornecedora de resinas. euxantona. madagascina. sendo facilmente cultivada. o látex é usado topicamente no tratamento de impetigo. O tronco ereto possui casca grossa. coriáceas. 1990). e algumas na África. ácido betúlico. opostas e com borda inteira. Dados botânicos A espécie é uma árvore que atinge de 9 a 11 m de altura e possui uma copa larga e densa. pecioladas. Dados químicos do gênero Nas folhas e caules de V. O nome do gênero Vismia.Espécies m e d i c i n a i s Vismia japurensis Reich. guianensis foi detectada a presença de dois compostos fenólicos: a vismiona . Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Lacre. Trata-se de uma espécie semidecídua. foi dedicado a Visme. martiana foi observada a presença de sitosterol. friedelina. com distribuição restrita à América tropical. vismiaquinona A-C (Nagem & Faria. No Brasil. damagascina. Em outras regiões. inflorescências em panículas terminais com flores branco-amareladas e fruto do tipo baga. damaradienol. descrito por Domingos Vandelli. comerciante de Lisboa que se dedicava à Botânica. as folhas são simples. Pau-de-lacre e Purga-de-vento. também chamada de Lacre. ácido crisofânico. Em V. com ocorrência em formações secundárias. O gênero inclui aproximadamente 35 espécies. e várias têm valor medicinal. como Picharrinha. a espécie mais conhecida é a Vismia brasiliensis. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.

Foram realizados testes de toxicidade com o fruto do Vismia reichardtiana. 2000) e benzofenonas e benzocumarinas (Seo et al.. 1993)..e a ferruginina (Pasqua et al.. da planta fresca (Tokarnia et al. não foram observados sinais de toxicidade em bovinos até a dose de 10 g/kg. Xantonas e antraquinonas (Bilia et al. 1995. micrantha foram isolados xantonas. De Vistnia caynnensis. foi estudado um extrato etanólico dos frutos verdes que promoveu uma atividade depressora do Sistema Nervoso Central..japurensis Rich. . 1997). et al. apresentou atividade hipotensora (Prazeres et al. benzofenonas (Fuller et al... 1999). 2000).. 1979). 1995). popularmente chamado de Lacre ou Picharinha. Moracelli et al. Porém.. Neles observou-se inexistência de efeito mutagênico ou citotóxico (Borges et al. conhecido popularmente como Lacre. guaramirangae foram isoladas xantonas e xantolignóides (Delle Monache et al. De Vismia guineensis foi isolado vismiona o H com potencial atividade antimalarial (François et al. O extrato etanólico da folhas. e em V. indicado para dermatofilose. Em V. flavonóides e triterpenóides (Nagem & Ferreira. Os extratos hidroalcoólicos.. 1999) em V.5'dimetoxisesamina (Camele et al. 1996). Das raízes de V. 2-isorenilemodina e 5. como a friedelina... 1996).. Dados farmacológicos do gênero De Vistnia d. as antraquinonas isoladas do fruto apresentaram atividade imunoativante (Pinto Jr. 1994). p-o. magnoliaefolia. 1983). 1982). vulgarmente chamada de Pichirina. vários triterpenos. clorofórmicos e hexânicos apresentaram atividade imunodepressora e supressora de IgM (Guerra & Souza.. cayennensis.

mas aqui referida dada a sua importância como medicamento para os índios tenharins. das quais se destacam espécies medicinais na família Myrsinaceae.15 Primulales medicinais L. Hiruma-Lima Introdução A ordem Primulales compreende apenas três famílias botânicas: Primulaceae. Rapania e Cybianthus. arbustos e lianas. Theophrastaceae e Myrsinaceae. Os principais gêneros com espécies medicinais são Embelia. descrita por Robert Brown. C. nos quais se distribuem 1. A. Di Stasi C. Nessa família ocorrem 33 gêneros. 1997). .225 espécies tropicais e raramente em climas temperados. ainda não identificada completamente. sendo a maioria árvores. Descrevemos a citação de uma única espécie do gênero Cybianthus. e poucas espécies herbáceas (Mabberley.

sem estipulas. actinomorfas. folhas alternas. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins de Moitini-nhopoã. inteiras.1). Não foram encontrados sinônimos para ela. ovário supero. e anthos = "flor". Observação: Não foram encontrados estudos sobre plantas deste gênero. bicarpelar e unilocular com óvulos unisseriados (Figura 15. Dados da medicina tradicional Os índios tenharins utilizam o chá das folhas contra veneno de cobra. O nome do gênero Cybianthus vem do grego kybos = "cubo". diclamídeas.Espécies medicinais Cybianthus sp. O gênero foi descrito por Carl Friedrich Philip von Martius e inclui aproximadamente 150 espécies de clima tropical. flores pequenas. curtas. dispostas em racemos. . flores e frutos. Dados botânicos Pequeno arbusto com canais secretores na forma de pontes ou estrias nas folhas. ramos. reunidas em inflorescências axilares. androceu com cinco estames opostos às pétalas. referindo-se à forma radial e tetrâmera da corola.

Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius) (Banco de imagens .Cybianthus sp.1 .FIGURA 15.

assim como a infusão das partes aéreas contra tosses. anemia e distúrbios da tireóide. A espécie Brassica nigra reúne diversas aplicações na medicina tradicional do Vale do Ribeira. Brassica nigra (Mostarda) e Nasturtium offiánale (Agrião). . Da família Brassicaceae foram referidas duas espécies medicinais de uso na região do Vale do Ribeira.16 Capparidales medicinais C. a população do Vale do Ribeira refere o uso do xarope das folhas. além de seu consumo como condimento. ambas cultivadas ou obtidas no comércio local. uma espécie da família Capparidaceae foi referida em uma das regiões de estudo e é descrita a seguir. Essa ordem possui pequena importância como fonte de espécies medicinais. Hiruma-Lima L. essas espécies não foram referidas como medicinais. C. no entanto. Na região amazônica. gripes e bronquites. incluindo o uso interno do macerado em água da semente para o tratamento de inflamações e o uso tópico das sementes cruas e frescas contra inflamações. onde se encontram mais facilmente inúmeras espécies das famílias Capparidaceae e várias outras cultivadas da família Brassicaceae. Di Stasi A ordem Capparidales inclui treze famílias com pequena distribuição no Brasil. apesar de seu amplo uso em todo o mundo. Para a espécie Nasturtium officinale. A. enquanto a decocção das folhas e talos é usada contra bronquites.

Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante espinhento e ramificado. Espécies medicinais Cleome latifolia Vahl. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Muçambé ou Mussambé. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. descrita a seguir. com seus representantes incluindo ervas. tem aproximadamente 39 gêneros e 650 espécies. Capparia e Maerua. e amplamente conhecidas e descritas em inúmeros livros e estudos.Considerando que essas duas espécies são amplamente usadas e comercializadas em todo o mundo. com muitas flores rosas e bonitas. e a espécie Cleome latifolia. inflorescências terminais bastante vistosas. 1997). que justifi- . possui folhas compostas com 5 a 7 folíolos. Os principais gêneros são Cleome. raramente são descritas lianas (Barrozo.5 m de altura. no Brasil ocorrem apenas nove gêneros e aproximadamente 45 espécies. arbustos ou pequenas árvores. Espécies medicinais da família Capparidaceae Introdução A família Capparaceae ou Capparidaceae (Dicotyledonae). tem valor medicinal na região amazônica. optamos apenas por referi-las como medicinais de uso comum na região do Vale do Ribeira. espalhadas nas regiões tropicais (Mabberley. que atinge até 1. 1978).

1997b).. amblyocarpa foram isolados cleoamblinol A (Ahmed et al. kaempferol. a única betaína descoberta em espécies do gênero Cleome (McLean et al. viscosa foram isolados cleomiscosinas (Kumar et al. e das partes aéreas de C. a isoramnetina 3.06%) (El-Din et al. O gênero Cleome inclui aproximadamente 150 espécies tropicais. 1988) e um diterpeno macrocíclico. 3. um trinortriterpenóide dilactona. Várias espécies desse gênero.cam seu uso como ornamental. kaempferitrina (0. De C. a infusão da planta toda é usada internamente como analgésico e antitérmico. Das sementes de C. um flavonol.7-di-O-ramnosídeo (0.. 1997a) e citotóxica (Nagaya et al. Essa espécie é facilmente cultivada em todo o Brasil a pleno sol e muito usada ao longo de cercas.. incluindo a Cleome latifolia. brachycarpa foi isolado o triterpenóide cleocarpone (Ahmad et al. Dados químicos Do gênero Cleome foram isolados flavonóides (Sharaf et al. o ácido cleomaldéico (Jente et al... bonanzina (0.7-di-O-ramnosídeo e 3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo (Yang et al.. 1997) e glicinebetaína. os flavonóides artemetina (0... a diacetoxibraquiicarpona. 1990).0025%). 1995).0013%). viscosa apresentou um . O extrato metanólico da planta toda de C. das quais um número muito pequeno (seis) é usado como medicinal (Mabberley. 1997). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. 1996).. além do cabralealactona e do ácido ursólico (Ahmad & Alvi.03%) e isorhamnetina e 3-O-neohesperidosídeo (0. isorhamnetina-3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo.. são cultivadas e usadas como ornamentais. droserifolia foram isolados os flavonóides quercetina-3-Oglucosil-7-O-ramnosídeo. De C. 1987). 1986). 1997) e triterpenos (Harraz et al. Dados farmacológicos De Cleome africana foram isolados esteróides triterpenóides que apresentaram atividade antitumoral (Nagaya et al.0075%).. 1990). 1990).

1995b).. A espécie C. 1970). gynandropsis Samy et al. 1995a) e antioxidante (Selloum et al.. 1995). 1992). Chrysantha (Hashem & Wahba. além de antiagregadora plaquetária (Medeiros et al. droserifolia apresentou atividade hipoglicemiante e hipocolesterolêmico (Nicola et al. popularmente conhecido como Mussambé..efeito inotrópico sob os batimentos espontâneos in vitro.6-diona como as substâncias inotrópicas que aumentaram a amplitude do batimento cardíaco pela inibição da atividade Na+-K+ ATPase (Huang et al. .. De C. 1993. arábica foi isolado flavonol que apresentou atividade antiinflamatória comparável ao do diclofenaco em ratos (Selloum et al.... foi detectada a atividade espasmolítica (Barros et al. 1996). 1999). Foram isolados o stigmast-4-en-6b-ol-3-ona e stigmast-4-en-3.. 1999). viscosa (Samy et al. 2000) e C. No extrato etanólico das raízes de Cleome sp. A mesma atividade foi observada em Cleome spinosa.. 1996).. C. Lemos et al.. A propriedade antibacteriana foi constatada em C. A espécie Cleome brachycarpa foi testada quanto à sua atividade sobre a musculatura lisa intestinal (Tanira et al.

Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Não apresentamos uma revisão geral dessa espécie ou desse gênero. das espécies medicinais dessa ordem foi referida apenas uma da família Chrysobalanaceae. e de Rosaceae. a qual foi identificada apenas até o gênero. C.17 Rosales medicinais L. Rosaceae e Chrysobalanaceae (Barrozo. a qual descrevemos a seguir. sendo raro o informante que não conheça ou não cite a planta como medicinal. Na Mata Atlântica foi referido o uso de uma espécie cultivada da família das Rosaceae amplamente consumida como alimento. Di Stasi C. Várias espécies dessa ordem são medicinais. No entanto. Rubus e Prunus. A. a espécie descrita a seguir tem uso disseminado e generalizado na região de estudo. Na região amazônica. destacando-se em Crassulaceae as plantas do gênero Kalanchoe. Crassulaceae. em razão do uso prioritário da planta como frutífera. Saxifragaceae. 1978). espécies dos gêneros Spiraea. e muitas das espécies da família Crassulaceae e Rosaceae são amplamente cultivadas como alimentares ou ornamentais. Em Rosaceae também são encontrados os principais exemplos de espécies cultivadas e usadas como alimentares e ornamentais. Pittosporaceae. Hiruma-Lima A ordem Rosales inclui 22 distintas famílias botânicas. . com inúmeras espécies medicinais. No Brasil só ocorrem representantes das famílias Cunoniaceae.

com cerca de 460 espécies tropicais. sépalas e pétalas livres. alternas. o centro de dispersão dessa família é a Amazônia. encontradas especialmente nas Américas e algumas na África. com semente sem endosperma e sulcos longitudinais (Figura 17. e inclui aproximadamente 103 espécies tropicais. ovário unilocular. segundo Barrozo (1978). Espécies medicinais Hirtella sp. incluindo este último uma das espécies mais usadas e conhecidas na região de estudo. Os principais gêneros dessa família são Licania. fruto do tipo drupa. cálice gamossépalo com cinco lacínios. cíclicas. O nome do gênero Hirtella descrito por Carl Linnaeus deriva de hirtus. É considerada por muitos autores uma subfamília das Rosaceae e. distribuídas em seis gêneros encontrados no Brasil. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Marapuama.Espécies medicinais da família Chrysobalanaceae Introdução A família Chrysobalanaceae inclui aproximadamente dezessete gêneros. corola com cinco pétalas.1). . flores pequenas. referindo-se ao tipo de pilosidade. folhas simples. incluindo árvores e herbáceas. inteiras. Chrysobalanus e Hirtella. zigomorfas. estipuladas. Não foram encontrados sinônimos populares para ela. Dados botânicos Arvore de pequeno porte. diclamídias. peninérveas. muitas delas usadas para a produção de carvão. onde ocorrem 120 espécies.

e raiz bifurcada para as mulheres. Os principais gêneros estão distribuídos em quatro subfamílias: • Spiraeoideae. a maioria nos gêneros Prunus. que inclui a espécie aqui descrita e referida como medicinal. aliás um dos mais consumidos em todo o mundo. com aproximadamente 1. e inúmeras em climas subtropicais e tropicais. como a . entre outros. da qual foi isolado o ácido salicílico. Observações: Não foram encontrados dados na literatura sobre espécies desse gênero. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. e • Prunoideae. • Maloideae. Agrimonia e Fragaria. no que se refere à farmacologia. toxicologia e química. primeira substância a ser comercializada como medicamento. como é o caso das espécies do gênero Rosa. compreende 95 gêneros. ralada. os gêneros Crataegus e Malus. arbustos e ervas (Mabberley. preparada com aguardente ou vinho branco e ingerida por seis dias consecutivos em jejum. com destaque para o gênero Spiraea.825 espécies subcosmopolitas. com destaque para os gêneros Rubus. é utilizada como afrodisíaco. do gênero Frunus. que inclui. Espécies medicinais da família Rosaceae Introdução A família Rosaceae. também se utiliza o chá contra reumatismo. ou frutíferas. a partir deste se sintetizou o ácido acetilsalicílico. da histórica Spiraea ulmaria.Dados da medicina tradicional A raiz da planta. No Brasil há poucas espécies. e outros gêneros normalmente de espécies cultivadas como ornamentais. A população distingue a planta em duas: com raiz pivotante que deve ser usada pelos homens. Normalmente são árvores de pequeno porte. • Rosoideae. 1997). a famosa aspirina. Potentila. Rubus e Quijala. encontradas em climas temperados.

que existe em grande número. solitárias e/ou geminadas. Nomes populares Na Mata Atlântica. dependendo da variedade. Pêssego. a decocção das folhas é usada contra dores. em latim. Abricó e outras do gênero Prunus (Joly. carnoso. Espécie de grande valor econômico pela delícia de seus frutos e pela ampla ocorrência e cultivo na Europa e também no Brasil. doce e com uma única semente. de cor roxo-escura ou amarelo-ouro. e a infusão dos frutos. onde algumas têm sido aclimatadas e cultivadas em áreas de climas mais amenos. . pendente. fruto do tipo drupa. flores vistosas brancas. Pêra (Pirus). 1998). A infusão da casca do tronco é usada contra dores de barriga e diarréia. e contra diarréias. Morango (Fragaria). a maioria de climas temperados e raramente encontradas espontaneamente em climas tropicais. Marmelo (Cydonia). Ameixa. de margem serrada. lanceoladas. Groselha e Moranguinho (Rubus). ásperas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Damasco. assim como em várias regiões do país. O gênero Prunus descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies. Cereja. O nome do gênero corresponde a "ameixa". enquanto o banho preparado com as folhas é indicado como antiinflamatório. com folhas alternas. comestível e saboroso. Dados botânicos A planta é uma árvore de pequeno porte. Espécies medicinais Prunus domestica L.Maçã (Malus). dispostas em fascículos do tipo umbela. especialmente de cabeça. a planta é chamada popularmente de Ameixa ou Ameixeira.

FIGURA 17.. laxante cardiotônica e preventiva na osteoporose (Stacewicz.Sapuntzakis et al. Nakatani et al. De Prunus avium foi constatada a presença de monoterpinos (Rapparini et al. 2001). 2000). O suco preparado com água e sementes é usado para lavar os olhos quando irritados.Hirtella: a) ramo florido (desenho original por Di Stasi). b) detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Barroso.. Dados Químicos e Farmacológicos do Gênero Prunus Á espécie Prunus domestica têm sido atribuídas as propriedades antioxidantes (Kayano et al.. 2001)... 2002.contra distúrbios hepáticos e dores de barriga. 2001).1 . 1978) (Banco de imagens • . Estas propriedades têm sido atribuídas à presença de flavonóides (StacewiczSapuntzakis et al. Corrêa (1984) refere que os frutos são laxativos quando ingeridos em grande quantidade.

M. A família Leguminosae originalmente descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 642 gêneros. Compreende três subfamílias. De acordo com o arranjo de Kubitzki a partir do sistema de Cronquist (Mabberley. tem-se a divisão nas seguintes subfamílias: • Caesalpinioideae (Leguminosae I) ou família Caesalpiniaceae. 1997). lianas e ervas. e • Papilionoideae (Leguminosae III) ou família Fabaceae. M. madeireiras e outras espécies úteis de grande valor econômico. Hiruma-Lima A. Di Stasi E. Souza-Brito A ordem Fabales inclui a família Leguminosae. dependendo do arranjo sistemático adotado. medicinais. Santos C. .18 Fabales medicinais L. incluindo árvores. C. que é uma das maiores e mais importantes famílias botânicas. ornamentais. muitas vezes tratadas individualmente como famílias botânicas distintas. Guimarães C. R. visto o grande número de espécies vegetais e a sua importância como fonte de produtos alimentares. nos quais estão distribuídas dezoito mil espécies cosmopolitas. M. • Mimosoideae (Leguminosae II) ou família Mimosaceae. arbustos. A.

Cassia occidentalis e Cassia reticulata. senna. a saber: Caesalpinia férrea. • Cassieae. . onde se encontra a famosa Copaíba encontrada no Norte e Nordeste do país. espécie vegetal com grande utilização medicinal em todo o território brasileiro. Cassia multijuga. C. das quais se destacam as espécies C. sapan e C.Espécies medicinais da família Caesalpiniaceae Introdução A família Caesalpiniaceae (Dicotyledonae). No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foram referidas cinco espécies medicinais. C. Dalwits. No Brasil destaca-se o conhecido Pau-ferro (Caesalpinia férrea). Hymenaea courbaryl e outras espécies do gênero Hymenaea. Caesalpinia pulcherrima. que inclui os gêneros Cássia. amplamente usadas e comercializadas como medicamentos. bonducella. de onde se extrai um importante óleo com grande valor na indústria. Cassia occidentalis. no qual se pode referir a conhecida Pata-de-vaca (Bauhinia forficata). As espécies dessa família estão distribuídas em quatro tribos. pertence à ordem Fabales e subclasse Rosidae (Mabberley. que inclui o gênero Bauhinia. angustifolia e C. • Cercideae. • Detarieae. que inclui o gênero Caesalpinia. bonduc. que inclui o gênero Copaifera. todos contendo várias espécies de valor medicinal. C. J. no qual estão distribuídas inúmeras espécies medicinais com uso em inúmeros países. 1997). dentre as quais C. pulcherrima. também denominada subfamília Caesalpinioideae (Subfamília I) da família Leguminosae descrita originalmente por Antoine Laurent de Jussieu e redefinida em 1983 por Leslie Watson e M. occidentalis. as quais descrevemos a seguir. conforme indicado a seguir para os principais gêneros: • Caesalpinieae. ao passo que no levantamento realizado na região do Vale do Ribeira foram citadas como medicinais as espécies Bauhinia forficata. Dialium e Senna.

O gênero Bauhinia foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente trezentas espécies pantropicais. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. hipoglicemiante e contra hipertensão e dores nas costas. usada para produção de carvão e caixotes. É amplamente utilizada como ornamental. bastante espinhosa. folhas glabras. mas por causa de seus espinhos é substituída por outras espécies do mesmo gênero. mas especialmente nas encostas e formações secundárias. É uma planta decídua. flores intensamente brancas. assim como em quase todo o Brasil. os mesmos usos atribuídos à decocção das folhas.1). tronco tortuoso ou ereto. com grande abundância na Mata Atlântica.Espécies medicinais Bauhinia forficata Link. raramente dentro das florestas. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Por ser de rápido crescimento. . Outras denominações comuns são Cascode-vaca. Dados botânicos A planta é uma espécie arbórea com até 10 m de altura. sempre com acúleos e seus dois ápices. a espécie é chamada de Pata-de-vaca ou Unha-de-vaca. onde ocorre em áreas úmidas. a infusão das folhas é amplamente referida como diurético. A espécie fornece madeira leve. dadas as características morfológicas de suas folhas. vistosas (Figura 18. é recomendada para recuperação de áreas degradadas. heliófita. Mororó. algumas arbóreas e outras lianas. divididas a partir da metade e atingindo até 12 cm. Pata-de-boi e Unha-de-boi.

mas conhecida em todo o Brasil como Pau-ferro ou Pau-ferro verdadeiro. com tronco liso e cerne duro. folhas de manga. dez estames. Jucá. Muirá-obi e Muiré-itá. Nomes populares A espécie é denominada. é utilizado como .Caesalpinia ferrea Mart. séssil. especialmente de ruas e avenidas. é utilizado contra asma e bronquite. ultrapassando o cálice gamossépalo. podendo chegar a 15 m de altura. ovalados ou obovais. quase reto (Figura 18. hermafroditas. ferrea var. Imirá-itá. ovário séssil e pubescente com 10 a 12 óvulos. são utilizadas externamente e no local contra hemorróidas. açúcar e água. leiostachya. A infusão conjunta das folhas e frutos é útil para tratar inflamações do fígado e tuberculose. fruto levemente estipitado. folhas bipinadas com folíolos oblongos.2). várias são as utilizações medicinais dessa espécie. O sumo das folhas é usado internamente para problemas cardíacos. ferrea var. ferrea e a C. flores diclamídeas. além de ser empregado como fortificante para crianças. após aquecimento. A espécie é heliófita. Suas folhas. na forma de decocto. aquecido até formar um xarope. São muito comuns duas variedades: a C. Dados botânicos Arvore de grande porte. casca de jatobá. enquanto o uso interno dessa decocção é indicado contra amebíase e problemas hepáticos. além dos nomes indígenas Ibirá-obi. A madeira da espécie é muito usada na construção civil. A infusão conjunta da raspa da casca com folhas de manga é útil como antigripal e antitussígeno. ao passo que o preparado de casca de jucá. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. com corola de quatro pétalas subiguais e uma quinta superior. na região amazônica. além de largamente empregada como espécie ornamental. botânico italiano. O preparado da casca com um litro de água e um quilo de açúcar. enquanto a decocção da casca é usada internamente como antidisentérico. O nome do gênero Caesalpinia descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem a Andrea Caesalpino. com característica de mata pluvial com ampla dispersão.

tais como o das raízes como febrífugos e antidiarréicos. pois floresce quase ininterruptamente.) Sw. Flor-do-paraíso. . Chagueira ou Barba-de-barata. frutos do tipo vagem bivalve e lenhosos. a espécie também é utilizada contra feridas e contusões (Emperaire. inflamações do fígado e baço. Considerada de origem antilhana.anticatarral. A vagem crua é útil contra tosse. flores grandes e vistosas. Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante lenhoso e com espinhos fracos e pouco numerosos. bem como contra desarranjo menstrual e problemas renais e pulmonares. especialmente bronquites. além do uso comum contra gripes. folhas compostas. da casca como desobstruente e da madeira como anticatarral e contra feridas (Corrêa. a infusão das folhas da espécie é usada contra problemas respiratórios. e em Alagoas. também é chamada de Flor-de-pavão. Na região da Mata Atlântica. Nomes populares A espécie é denominada. Em outras localidades do país. No Piauí. 1982). Outros usos medicinais dessa espécie são referidos por vários autores. 1982). do fruto com propriedades béquicas e antidiabéticas. Espécie muito usada como ornamental. com até 10 cm de comprimento. Flamboyanzinho e Poinciana-anã. Caesalpinia pulcherrima (L. Baio-deestudante. enquanto o macerado das cascas em água fria é empregado. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. contra tosse crônica. internamente. a decocção das raízes é usada como antitérmico. sobretudo como cerca viva. resfriados e tosses. tem distribuição das Guianas até o Rio de Janeiro (Corrêa. vermelhas e amarelas e roxoalaranjadas com estames longos. 1984). asma e como cicatrizante (Campêlo. glabros. bipinadas. 1984). com folíolos ovado-oblongos. na região.

passando-se o ramo no rosto como se fosse um benzimento. febre e como purgativo. Cassia multijuga Rich. estipuladas. é chamada de Pau-cigarra e Caquera. pela beleza da planta na época de floração. folhas pinadas. as flores amarelas são reunidas em racemos dispostos em panículas terminais múltiplas. com rara ocorrência dentro de florestas. obtusos no ápice e com base irregular. excitantes. casca lisa e cinzenta. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. odontálgicos. lenha e carvão. quando em grandes doses. heliófita e pioneira. febrífugos.como emenagogo e abortivo e. tendo propriedades tônicas. . febrífugas e venenosas. externamente. descrito também por Carl Linnaeus. deriva do grego Kasia. O nome do gênero Cassia. A decocção das flores é utilizada contra dores de dente. Nomes populares As espécie é denominada pelos índios tenharins Topeiuia. brinquedos. Dados da medicina tradicional As folhas da espécie são usadas pelos índios tenharins como sedativo para crianças. as folhas e flores são usadas como tônicos. a raiz é acre. no alívio de dores causadas por contusões e para diminuir a febre. compostas de inúmeros pares de folíolos (20 a 40) peciolados. purgativos. atingindo até 10 m de altura. mas também é conhecida na região amazônica e no Brasil como Canafístula e Aleluia. além de ornamental. o fruto é do tipo vagem reta. sendo uma planta decídua no inverno. emenagogos e indicadas contra as anginas e qualquer inflamação da garganta e catarro pulmonar. amarga. Segundo Corrêa (1984). A espécie ocorre em todo o Brasil. a casca é considerada emenagoga e. abortiva. dado à falsa canela. em doses elevadas.3). A espécie reúne usos econômicos como fornecimento de madeira para produção de caixotes leves. Em outros locais do país. largo e achatado (Figura 18.

Mata-pasto. febre. laxativo. 1982) e no tratamento de dores de cabeça. é indicada popularmente como antitérmico. Majerioba. Rioba.Cassia occidentalis L. beiras de estradas e próximo a culturas. Ibixuma. Em Minas Gerais. curto-peciolados. enquanto o macerado da raiz em aguardente de cana é usado como diurético e contra infecções gerais. infecções gerais. paripenadas com ráquis comprida. Outras denominações são Folha-de-pajé. amarelas.. Tararucu. das folhas e da raiz é utilizada durante a menstruação.4). A infusão das folhas também é utilizada contra a malária. composta de folíolos apicais (quatro a seis pares). Maioba. com caule lenhoso na base. frutos do tipo vagem glabra. assim como em outras regiões do país. folhas alternas. Fedegoso-verdadeiro e Fedegosa. a espécie é conhecida principalmente como Fedegoso. racemos axilares. resfriado e diarréia (Grandi et . estipulada e com glândulas na base. Na região da Mata Atlântica. androceu com seis estames e três estaminódios curtos. Manjerioba. no Piauí a infusão do caule. verde-escuros em ambas as faces. gineceu com ovário piloso. Segundo Emperaire (1982). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. ramos quase cilíndricos. distúrbios hepáticos e do estômago e como diurético. no Brasil é espontânea nas pastagens. Lava-pratos. diurético e colagogo (Gavilanes et al. Mamangá. flores grandes. o sumo das folhas é usado topicamente em locais com coceira e na cura de micoses. Dados botânicos Arbusto glabro de até 2 m de altura. sementes cilíndricas achatadas (Figura 18. a semente torrada ou na forma de decocção é utilizada no tratamento de anemias e contra doenças do fígado e baço. dispostas. achatados. Lava-prados. gripes. A espécie é anual e floresce na época de chuvas. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica. a infusão das raízes é usada contra dores de barriga.

oceidentalis tem uma longa história de uso pelos indígenas e indianas para febre. é utilizada contra doenças do fígado. na asma. hidrópisia e dismenorréia (Dennis. 1979). diurético. febrífugo. . 1988). dores menstruais e uterinas. as sementes. Além disso. e a infusão das flores contra bronquite (Rutter. Corrêa (1984) relata o uso dessa espécie como antídoto de venenos e como abortiva enérgica. mordida de escorpião. inflamações nos olhos. mas também são utilizadas contra tuberculose. sarna e doenças de pele (Bardhan et al. e para constipações em bebês (Gupta et al. sudorífico. problemas hepáticos. Na Amazônia peruana. no combate de febre palustre e doenças hepáticas. como antiinflamatório e. No Rio Grande do Sul. A espécie C. reumatismo.al. o chá das folhas é usado para cólicas estomacais e a trituração dessa mesma parte vegetal. doenças venéreas. rins e bexiga (Simões et al. como Mata-olho. 1986). No Brasil. são utilizadas contra asma. 1985). Os índios misquitos da Nicarágua usam a decoçcão da planta fresca para dores em geral. Em outras localidades do país. reumatismo. internamente.. estômago. Cassia reticulata Willd.. as raízes são consideradas um tônico. No Panamá. sendo o suco utilizado no alívio da dor causada por queimaduras. purgativo.. tinha e hemorróidas. a raiz triturada é utilizada para epilepsia.. malária. febrífugo e diurético. 1990). erisipela e tuberculose. anemia. e a decocção é indicada para baixar a febre (Soukup. na forma de cataplasma. as folhas são usadas no combate a doenças cutâneas e ainda como diaforético. doenças hepáticas e como reconstituinte em doenças e fraquezas em geral (Coimbra. nos desarranjos menstruais. emenagogo. 1982). desordens do trato urinário. as folhas e as raízes são usadas contra gonorréia. as raízes são consideradas diuréticas. 1990).. Na Índia. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com os nomes de Pé-desão-joão e Dartrial. 1970). 1994). preparadas como o café. No Peru. como vermífugo (Nagaraju et al.

flores brancas vistosas. contendo glândulas e estipulas coriáceas persistentes e folíolos oblongos. com casca dura. os frutos são vagens delgadas. com 6 a 15 cm de comprimento. fruto doce. Jatobazeiro. com até . a decocção das raízes dessa planta é empregada no controle de problemas menstruais.Dados botânicos É um arbusto com caule lenhoso na porção inferior. Jatobá-de-anta. Algarobo. Também é chamada de Jatobá-mirim. Hymenaea courbaryl L. marrom. Jutaí. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Jatobá-roxo. A espécie também é comumente usada como ornamental e habita sobretudo nas margens dos rios. A infusão de folhas é empregada externamente para problemas de pele. lisos. A planta é usada na medicina de San Salvador também como laxativo. entre outros. Abati-tambaí. Jutaí-açu. ápices acuminados. brilhante. dispostas em cimeiras terminais. alternas e pilosas. nome dado à planta em quase todo o Brasil. folhas compostas contendo dois folíolos brilhantes. enquanto a infusão da planta toda é usada internamente no alívio de sintomas após picada de cobra. tronco ereto e ramos glabros. flores amarelas reunidas em racemos longos e repletos de flores. Jatobá-de-porco. a espécie é conhecida como Jatobá. Nomes populares No Vale do Ribeira. Olhode-boi. purgativo e contra enfermidades renais (Guerrero. negras. farinhento e comestível. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 20 m de altura. base assimétrica. Jutaí-do-campo. folhas compostas. Jutaí-peba. glabros na porção superior e pilosos na porção inferior. Jutaí-café. 1994). Jatai. como antitérmico e diurético.

além do uso contra bronquite. Dados químicos dos gêneros Bauhinia As espécies Bauhinia variegata e B. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 2001) e betasistosterol e kaempferotrina foram isolados de B. enquanto o xarope da casca do caule. vermífugo. ácidos . quercitrina e miricitrína foram obtidos de B. 2001. enquanto a madeira é usada na construção civil. 2000). com florescimento entre outubro e dezembro. é eficaz contra tosses. ferrea forneceu sitosterol. A casca serve para curtume e fornece fibras para cordoaria.. 2000) e os flavonóides kaempferol. O nome do gênero deriva do grego hymen. e a seiva é excelente tônico para crianças. além de cultivada em pomares para consumo de seus frutos. A infusão da casca é usada como tônico para crianças. A espécie não foi referida nem encontrada na região amazônica. o deus da união. enquanto o extrato alcoólico forneceu gaiato de etila. ácidos palmítico e octacosanóico. Yadava & Tripathi.15 cm de comprimento. microstachya (Meyre-Silva et al. Caesalpinia O extrato benzênico de C. especialmente em crianças. e o fruto ainda é comestível e amplamente consumido na região do Vale do Ribeira. sendo usada na arborização de parques e jardins. a infusão das folhas é usada internamente contra bronquites. estimulando a digestão e fortificando o organismo. sedativo e peitoral. purpurea possuem flavonas glicosiladas (Yadava & Reddy. Corrêa (1984) refere que a casca serve como adstringente.forticata (da Silva et al. É uma espécie semidecídua.. O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende dezesseis espécies tropicais de ocorrência nas Américas e na África. em alusão aos dois folíolos. O macerado das folhas em aguardente é usado contra bronquites e asma e como estimulante do apetite.

. 1997).. os esteróis beta-sitosterol e beta-sitosteril galactosídeo (Ahmad et al. 6p-cinamoiloxi5a. Das sementes de Caesalpinia ferrea foram isolados os aminoácidos: ácido 2-amino-3-(3-carboxifenil) propanóico. 1987b. 1987) e pulcherriminas A. C e D (Peter et al. . 3'-0-metilbrazilin. pulcherimina. 1987e). 1973) e furanoditerpenóides (Ragasa et al. quercetina (Rao et al. Foram isolados os flavonóides: rutina. 1983). 1987).. Das cascas e raízes de C. sapanol. quercimeritrina (Awasthi & Misra.4benzoquinona (McPherson et al.. ácido 2-amino-4-etilidenepentanedióico. pulcherrima foram também isolados produtos naturais alifáticos (ácido decanedióico) (Awasthi & Misra... 6-metoxipulcherrimina (McPherson et al. 2002). 1978).. lupeol. episapanol. cianidina e miricitrina (Forsyth & Simmonds. miricetina. 1997b). 4-O-metilsapanol. beta-amirina. brazilina (Namikoshi et al. 1973). lup-20(29)-en-3beta-ol.. quercetina. 3'-deoxisapanoI. 1977).gálico e elágico (Santos & Sant'Ana. bonducelpina A. a 8metoxibonducelina (Parmar et al. 1986. C e D (Patil et al.. bonducelina.. 1986) além do esteróide P-sitosterol (Varshney & Pal. 3'-0-metilsappanol. ácido 2-amino-4-metilidenepentanedióico e ácido 2-amino-4-metilpentanedióico (Watson & Fowden. 1997a).5-trihidroxibenzóico (Rao et al. bolducella foram isolados trinta diferentes ácidos graxos (Shameel et al. 1985). Das sementes de C. protosapina (Namikoshi et al.. De diferentes partes de C. Da madeira de C.. 1987c). 7p-vouacapenediol.. De Caesalpinia bolducella foram isolados os furanoditerpenos caesalpina A e F (Pascoe et al.... pulcherrima foram isolados os terpenóides caesalina.4. 1997). neocaesalpinas A e B (Kinoshita et al. sapanona B. 8metoxibonducelina. 3-deoxisapanona B e 3'-deoxisapanona B (Namikoshi et al. 4-O-metilepisapanol. B. 1983). ramnetina e ombuína (Namikoshi et al. 1977).. 8.6-dimetoxi-l. 4. 1954). 1997).9. e dos ácidos 2-amino-4-metilenepentanedióico e 2-amino-4metilpentanodióico (Watson & Fowden. sappan foram isolados octacosanol. bondenolídeo. pulcheralpina e 5-vouacapenol (Che et al. De Caesalpinia pulcherrima foram isolados: homoisoflavanona. 3'-0-metilepisappanol. cianina. 1987a). B. 1997). beta-sitosterol.14-didehidro-5a-vouacapenol. taraxerol (Yadava & Nigam. acetato de lup-20 (29)en-3beta-il. alfa-amirina. 1978) e 2.. 1978). 8metoxibonducelina. Kim et al. leucodelfinidina.ll.4'-dihidroxi-2'-metoxichalcona. ácido 3. Peter et al. 1996)..

1995). sappan (Namikoshi & Tamotsu. caladenia e C... ácido esteárico e pinitol (Fernandes et al. 1986). et al. ácidos linoléico e palmítico de C. digyna (Mahato et al. 4-O-metilepisapanol. Fuke et al. 1986) e outros derivados antraquinônicos (Tiwardi & Singh.. Cassia Da espécie C. major foram isoladas caesaldekarinas A-E. 1977). 1988). Foram isolados alcalóides de C.. Dos frutos de C.. M. isolaram-se 1. reticulata. estudos fitoquímícos demonstram a presença de alcalóides. 1986.Das raízes de C. 1985). 1982). isoflavanóides de C. Na espécie C.. Namikoshi et al. a espécie C. Foi realizado um estudo comparativo da composição de flavonóides e ácidos graxos das sementes de Caesalpinia velutina. spinosa foram extraídos ácido gálico (Reategui Gonzalez & Nakasone Rivadeneyra. brasilina e protosapaninas A. sappan (Saitoh et al.. triterpenos e sesquiterpenolactonas (Guerrero. hintoni (Contreras et al.. 1996). 1994). 1996). multijuga foram isolados derivados antraquinônicos (Singh. 1997). A composição de ácidos graxos das sementes de C. Das sementes de C. sapachalcona. episapanol. 1981).. occidentalis.. 1983). C. sitosterona. 1987. isoliquiritigenina.8-di-hidroxiantraquinona (Costa. glicosídeos (Singh. 1988) e altas concentrações de taninos (Garro Galvesetal. 1977.. sendo predominantemente de ácido linoléico e oléico (OrtegaNieblas et al. 1987a). saponinas. crista foi isolado (+)-ononitol (Shi et al. 4-O-metilsapanol. japonica (Namikoshi et al. platyloba. B e C (Namikoshi et al. Do Fedegoso. 1987d). 1996) e de C. dicopetala (Chowdhury et al. sappan (Nigan et al.. glicosídeos de C. 1977). taninos. cacalaco e C. leiostachya foram isolados polissacarídeos como galactomanana e xilogucana (Lima. Kitanaka et al. 1985). 3-deoxisapanchalcona. glicosídeos cardiotônicos.. Da madeira de C. sapanonas a e b. além de xantonas (Wader & Kudav. sitosterol.. . (Kitagawa et al.. buteína. S. sapanol. 1987f). vários compostos aromáticos de C.. M. japonica foram isolados 3'-deoxi-4-0-metilsapanol. pumila foi analisada. C. C.

1987). . occidentalis foram isolados pinselina. De C.1987. occidentalol-1. beta-sitosterol e betulina (Zafar et al. 1990). Das folhas de C.. além do ácido graxo ceto(Z)-7-oxo-ll-octadecenóico (Daulatabad et al. Das superfícies das folhas de C. e sua descrição fitoquímica permite verificar as potencialidades de estudo de outras de suas espécies como fontes de novas substâncias químicas... senna foram isolados derivados antraquinônicos (Lemli & Curvele. 1985). 1988b). 1. Das sementes de C. roxburguina. 1987).8-dihidroxiantraquinona (Wader & Kudav. roxburguinol e um novo estilbeno.. 1989). 1987).. marginata foram isolados derivados antraquinônicos das folhas (Duggal & Misra. occidentalis foram isolados hidrocarbonetos (Majumdar et al. 1987). ácido tereftálico e (-)-epiafzelequina (Reddy et al. 1988a). palmítico. & Singh. A concentração de compostos fenólicos totais foi estimada em folhas e caules de C. 1989a).. roxburghii foram isolados derivados antraquinônicos (Ashok & Sarma. emodina. carotenóides e tocoferóis durante o desenvolvimento das sementes (Zaka et al. metilgermitorosona e singueanol-I (Kitanaka & Takido.. triglicerídeos (Zaka et al. 1990). Telange et al. J.. pinselina. 1977) e os ácidos cáprico. occidentalis ácidos graxos e esteróis (Miralles & Gaydou.. germicrisona. occidentalol-2.. crisofanol. além de flavonas (Guptaetal. ácidos monoenóico. 1989). 1987). l. Foram isolados das sementes de C. 1986). alfa. enquanto das vagens foram isolados crisofanol. De C. crisofanol. 1978). Da raiz de C. renigera foram isolados derivados antraquinônicos (Tiwardi & Richards. 1979). 1986). Singh.e beta-amirina. 1982) e das raízes (Singh & Singh.. 1996). J. mirístico.7-dihidroxi-3metilxantona. Da madeira foram isolados beta-sitosterol. 1985).. O gênero Cassia tem sido amplamente estudado do ponto de vista químico. De C. Das sementes de C. hirsuta foram isolados triterpenóides e biantraquinona (Singh & Singh. 1987. occidentalis também foram avaliados conteúdo de óleo. questina. bis (tetrahidro) antraceno. roxburguina (Ashok & Sarma. occidentalis de diferentes estágios de desenvolvimento (Ambasta et al. dienóico e trienóico (Zaka et al. esteárico e oléico (Alencar et al. 1986.

angustifolia não difere muito do de C. De C... 1989)... beta-sitosterol e l. oléico. 1986. 1990) e das naftopironas cassiasídeos B e C (Kitanaka & Takido. além de ácido palmítico. crisoobtusina. De C. tora foram isolados crisoobtusina e os aminoácidos cistina. De C. De C. agliconas de antraquinonas e flavonóides (Upadhyaya & Singh. polissacarídeos (Khare et al. oléico e linoléico. 1988).. 1987). 1988). obtusifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kitanaka & Takido. gamahidroxiarginina e ácido aspártico (Upadhyaya & Singh. 1979) e sennosídeos A e B em diferentes partes da planta (Yasmin et al. 1978). acutifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kalashnikova et al. o aminoácido histidina (Zhang et al.. flavonas. .. uma Cglicosilflavona (Kitanaka et al.estercúlico e vernólico (Daulatabad et al. De C.. succínico e tartárico (Matsuura et al. flavonóides (Crawford et al. . torosa foram isoladas as estruturas de tetraidroantracenos diméricos torosa I e II.. flavonóides (Wassel & Baghdadi. 1986).. Também foram isolados vários outros derivados antraquinônicos (Pal et al. questina. 2-hidroxi-4-metoxiacetofenona. flavonóides (Wassel & Baghdadi. malválico. 1977). glicosídeos. siamea foram isolados alcalóides e triterpenóides (Biswas & Mallik.. antraquinonas (Zhang et al. obtusofolina.3-dihidroxi-8metilantraquinona (Kameoka et al. Do óleo essencial foram isolados dihidroactinidiolídeo. o senosídeo é o principal desses derivados. obtusifolia foi detectada a presença de antraquinonas (Yasuda et al. colesterol. Metil palmitato e metil oleato. 1988). 1989). além da presença de beta-sitosterol. 1989).. 1986). 1986). Dessa espécie também foram isolados os ácidos esteárico. linoléico. e das folhas. obtusifolina e estigmasterol. m-cresol. 1985). 1979). esteárico. polissacarídeos solúveis em água (Alam & Gupta. que apresentaram atividade inibitória do crescimento de células KB (Kitanaka & Takido.. ácido crisofânico. 1986). fisciona. 1987. 1988). obtusifolia foram também isolados obtusina. angustifolia foram isolados polissacarídeos (Alam & Gupta. obtusina. acutifolia quanto à presença de aminoácidos. 1980) e os ácidos palmítico. 1990). Asamizu et al. 1987) e emodina (Yang & Wang. estigmasterol.Das raízes de C. O perfil fitoquímico de C. Das sementes foi isolado o dihidroeleuterinol (Kitanaka et al.. aurantioobtusina. De C. 1990). Ishidaet al. 1984).. emodina. Nas sementes de C. 1997).

Das folhas de C. beta-amirina. carboidratos. 1988). linoléico. 1989a). Das vagens de C. fistula (Cano Asseleih et al. Do óleo das sementes de C. linolênico e araquídico (Dixit & Tiwari. 1990a) e antraquinonas (Messana et al. 1990) e foi determinada a variação sazonal do conteúdo de . As cascas do caule de C. fistula foram isolados biflavanóides e triflavanóides (Morimoto et al. palmitato. allata foram caracterizados os conteúdos de proteínas. estercúlico e ácidos graxos ciclopropenóides (Daulatabad et al.... 1990). ácidos estercúlico e malválico (Daulatabad et al. aminoácidos (lisina.. Das raízes de C. laevigata foram isolados flavonóides (Tiwardi & Singh. Chowdhury et al. ácido glutâmico e aspártico. 1988) e antraquinonas (. 1990a).Ahuja et al.. 1978). butirospermona. ácido crisofânico e kaempferol (Chaudhuri & Chawla. De C. O extrato das folhas de C. esteárico. palmitato de beta-sitosterol. 1991). compostos fenólicos e taninos (Ramachandra et al. flavonóides (Srivastava & Gupta.. oléico. Das sementes de C. e do caule foram isolados procianidinas (NopitschMaietal. De C.. 1988). fistula e C.senosídeos das folhas de vagens de C. 1987). triptofano. singueana possuem 7-metilfisciona e cassiamina A (Mutasa et al. fistula e das cascas de C. proteínas brutas. de carboidratos e ácidos graxos totais (Ukhun & Ifebigh.. triacontano. arginina. 1990). 1990). granais foram isolados polissacarídeos (Bose & Srivastava. De Cassia pudibunda foram isolados derivados naftopironas (Messana et al. malválico. 1988). javanica apresenta nonacosano. emodina.javanica foram isoladas proantocianidinas (Kashiwada et al. renigera possui ácidos vernólico.. 1981). ácido behênico.javanica foram isoladas antraquinonas (Singh & Singh... 1987). reina. 1987b. De C. 1988).. 1990). 1990). behenato de beta-sitosterol. De C. O óleo da semente de C. .. 1978). araquidato de beta-sitosterol. fistula também foram isolados flavonóis e glicosídeos (Gupta et al. 1977). Das cascas do caule de C. auriculata foram isolados flavanóides glicosilados (Rai & Dasaundhi. sericea foram caracterizadas as presenças de fibras. 1987b).De C.. biantraquinonas e o alcalóide espermidina (Alemayehu et al.. treonina e leucina). fistula foram isolados flavonóides (Morita et al. glauca foram isolados os ácidos palmítico.

. 1997). 1985). spectabilis foram isolados antraquinonas. B.. 1986). beta-sitosterol e estigmasterol (Mulchandani & Hassarajani. 1986. além de alcalóides (Christofidis et al. 1987). A composição dos ácidos graxos de C. De C. 1988). fastuosa foram isolados os glicosídeos. holosericea é predominantemente de ácido láurico. C. Das sementes de C. 1988). ácido quelidônico. C. garrettiana foram isolados um polifenol denominado cassigarol A... didymobotrya foram isolados e caracterizados crisofanol.. mimosoides foram isolados n-hentriacontanol.. 1978). araquídico e behênico (Khalid et al. 1989)... R. 1987). sericea (Muralikrishna et al. Das folhas de C. 1990). crisofanol e antraquinonas (Mukherjee et al.. 1985). 1986 e 1988b) e derivados antraquinônicos (Hata et al. palmitoléico. De C. 1989a) e derivados antraquinônicos (Jain & Purohít.. Cassia laevigata (Singh. 1987).. mirístico. ovata foram isolados polissacarídeos solúveis em água (Kumar et al. podocarpa foram isoladas antraquinonas (Rai. semicordata foram isolados compostos do tipo 1. falacinol e uracila (El-Sayyad et al. nodosa foram isolados glicosídeos antraquinônicos (Sinha et al.Das partes aéreas de C.. Das raízes de C. 1989) e nas sementes de C.. Cassia javanica (Azero et al.. Sen et al. . De C. estérico. C. 1988). fisciona.. linoléico. (Baba et al. pumila foram isolados tetratriacontanol. 2-methoxistipandrona. dimetil quelidonato e monometil quelidonato (Ashok & Sarma. Galactomanana foi encontrada nas sementes de Cassia alata (Gupta et al. Das flores de C. oléico. 1977). linolênico. 1988).4-dihidronaftaleno (Delle Monache et al. 1989). 1987.. siamea (Khan et al. 1986 e 1987). marginata (Kumar et al. 1977). emodina e rheina) (Krambeck et al. De C. emodina. 1988). De C.. javanica (Singh & Jindal. dihidroxantiletina e fisciona (Mukherjee et al. palmítico.. senosídeos A e B e 3 agliconas (aloé emodina.

Os inibidores da aldose reductase. anticoagulante (Milagres et al. tarapotensis (Braca et al. 2002a e 2002b).. purpurea deve ser evitado por causar disfunções tireoidianas (Panda & Kar. crista apresentaram atividade antimicrobiana (Beloy et al.. 1995. et al. 1997). antihistamínica e antialérgica (Rossi-Ferreira. O uso crônico de B. 2002.. 1976) e proteínas de C.forficata e B. sapanchalcona. ferrea revelaram a presença de atividades atóxica e antiúlcera (Bacchi et al.. 1997) e hepatotóxica (Queiroz Neto et al. J. 1994. guianensis (Kittakoop et al.Dados farmacológicos dos gêneros Bauhinia A propalada atividade hipoglicemiante foi observada nas espécies B. Lemus et al. contêm caesalpina P.. O. 1990) Lima. pulcherrima atua sobre as interações DNA-ligante (McPherson. antiedematogênica. 2000). 1991). ferrea foram ainda caracterizadas as atividades cardiotônica (Santos W... 3- . com alterações eletrocardiográficas secundárias (Santos et al. A espécie C. Estudos mais recentes têm apontado C. Atividade hipoglicemiante foi verificada com extratos de C. malabarica e B. T.. 1991). 1986).. Amaral et al. 2000. Extratos de C. Bacchi & Sertié. et al. J. 1994) e de restrição ao fluxo coronariano por possível ação sobre a musculatura lisa dos vasos. candicans (Pepato et al. Munoz et al.. Caesalpinia Estudos com extratos brutos de C.. 1999). et al. Rossi-Ferreira et al. 1995.... ferrea como antitumoral (Queiroz et al. C.. comumente utilizados no tratamento de complicações da diabetes. 1987). 1996.. et al. De C.. Nakamura et al.. C. 2001) e antimolarial de B.. 1988). analgésica (Carvalho. 1977). antimicrobiana (Cebalhos et al.. Lopes et al.. O. e os dibenzoatos diterpenos pulcherriminas A e B foram ativos na reparação de DNA de leveduras (Patil et al. E.. 1998). leiostachya (Moura et al. 1985). 2001.. 1986). 1998). antiinflamatória (Carvalho. 1996). gilliesii produziram 70% a 80% de inibição do tumor de Walker em ratos (Montgomery et al. Existem relatos ainda da propriedade antioxidante de B.

que foram utilizados no tratamento de microanginopatias e nas desordens da microcirculação (Moon. vasoconstritora. 1994.. 1991. 1995a). 1996). O extrato metanólico de C.. A brasilina isolada de C. principalmente pelo aumento da atividade das células T em camundongos com halotano (Choi et al. Schmeda-Hirschmann et al. 1993. 1992. de estimulante uterino (Saraf et al. sappan foi capaz de aumentar a atividade tirosinase e o conteúdo de melanina nas células B-16 (Lee & Kim...... hepatoprotetor (Jafri et al. 1997).. occidentalis verificaram-se atividades antiinflamatóría (Sadique et al.. antibacteriana. A brasilina (isolada de várias espécies de Caesalpinia) também foi capaz de modular a função imunológica. 1997). sappan apresentou mais de 50% de inibição sobre a atividade da hialuronidase (Kim et al. antimalária (Gasquet et al. 1996). hipotensiva.. 1999). sappan como ingredientes ativos (Morota et al. 2001).. antifúngica. Sadique et al. inibitória da hemólise. De C. O extrato de Caesalpinia crista foi testado quanto à sua atividade anti-helmíntica contra Toxocara vitulorum.. Caceres et al. Feng et al. antiviral contra hepatite B (Patney et al.. 1985). 1987). spinza foi obtido um inibidor da formação de melanina utilizado em cosméticos (Shibata et al.. brasilina e derivados fenólicos extraídos de C. Sama et al. 1991b) antimutagênico (Bin-Hafeez et al. 1962). . Do extrato de Caesalpinia foram isolados derivados benzindenopiranos. 1989).. 1978. 1987. 1976) e. Cassia Nas folhas de C.. in vitro.deoxisapanona. porém o tratamento em búfalos não apresentou eficácia (Sindhu et al. Hussain et al.. de relaxamento do músculo liso. antiparasitária. protosapanina A.

Crawford et al.. fastuosa também apresentou atividade laxante (Krambeck et al. 1990). obtusifolia também foram detectados altos níveis de mutagenicidade em testes com linhagens de bactérias (Friedman & Henika.. garrettiana foi isolada a 3. 1988) e C. O extrato das folhas de C.. utilizando as folhas de C.. O extrato a 10% das folhas de C. 1990).. e C... 1986). 1988 e 1989). As folhas de dez espécies de Cassia da Nigéria foram estudadas quanto à sua propriedade laxante em ratos albinos machos. lugustrina (Abhaham et al. 1991). angustifolia foi testada quanto à sua atividade antitumoral contra Sarcoma-180 de camundongos. exibindo uma taxa de 51% de inibição (Mueller et al. tora possuem glicosídeos de naftopirona que apresentaram atividade antihepatotóxica (Wong et al. obtusifolia também apresentaram atividade tóxica sobre as funções mitocondriais do músculo (Lewis & Shibamoto. 1990). 1985).pudibunda (Cavalcanti et al. A fração polissacarídica de C. espasmolítica com subs- . citotóxica com extratos de C. que apresentou intenso efeito inibitório sobre a liberação de histamina induzida por antiIgE de basófilos humanos in vitro (Inamori et al.Das sementes de C. C. 1991). Atividade antimicrobiana foi verificada com a utilização de C. que apresentaram efeito antiagregador plaquetário quando estudadas com células de ratos estimuladas por ácido araquidônico. glucoobtusifolina e glucoaurantioobtusina). garrettiana (Inamori et al. As folhas de C. As antraquinonas de C. acutifolia.. pudibunda (Cavalcanti et al. Os resultados finais indicaram que tanto C..3'. 1990. alata e o kaempferol 3-O-soforosídeo foram avaliados quanto à sua atividade antiinflamatória comparada com a fenilbutazona. ADP e colágeno (Yun-Choi et al. 1989). obtusifolia foram obtidas antraquinonas (glucocrisoobtusina. podocarpa apresentaram resultados significativos quanto à atividade laxante (Elujoba et al.. Ao final dos testes foi determinado que ambos apresentaram significativa atividade antiinflamatória (Palanichamy & Nagarajan. 1986a). 1989).5'-tetrahidroxistilbene. acutifolia como controle positivo. obtusifolia indicam alto grau de toxicidade quando comparados com parâmetros como tamanho do fígado e níveis de citocromo P-450 funcional (Crawford & Friedman. Nas sementes de C.. De C. 1979) e C. 1989). pumila possui antraquinonas que apresentaram atividade espasmolítica (Fatawi et al.. Estudos com as sementes de C. As sementes de C. 1984). 1988).4. obtusifolia (Kitanaka & Takido. podocarpa apresentaram atividade laxante tão potente como a C. alata quanto C.

pulcherrima é considerada planta de uso perigoso. 1985). 1986b). em razão dos efeitos tóxicos e abortivos de sua casca (Corrêa.. angustifolia (Nakajima et al. especialmente por crianças. cólicas abdominais e diarréia. fistula (Babbar et al. quinquangulata (Ogura et al. em geral.. cansaço e dores. anorexia e morte após oito a doze dias da ingestão.. deve ter seu uso controlado e realizado com cuidado. fazendo parte de uma grande série de fitoterápicos disponíveis no mercado. 1991). enquanto um quadro de envenenamento foi verificado com C. Salienta-se que as espécies desse gênero são amplamente usadas e comercializadas como laxativos. O gênero Cassia produz. 1979). Isso pôde ser verificado em intoxicação de suínos. fistula (Bhardwaj & Mathur. estudos clínicos têm demonstrado sua toxicidade. 1984). ocrídentalis seja utilizada na medicina tradicional. 1987). em razão de seus efeitos hepatotóxicos. Seu consumo indiscriminado é perigoso. anemia. Colvin et al. Estudos realizados com Caesalpinia ferrea determinaram seu efeito hepatotóxico (Queiroz Neto et al... Dados toxicológicos dos gêneros Embora a semente de C.tâncias isoladas de C. vômitos. e as espécies usadas para essa finalidade devem ser consumidas com cuidado. pumila (Fatawi et al.. antitumoral com extratos de C. 1986).. amplamente utilizada pela população. 1979). echinata também apresentou toxicidade (Oliveira et al. apatia. 1977) e antivirótica com extratos de C. dispnéia. A ingestão de grandes quantidades dessa semente tem causado problemas de toxicidade e até mesmo de morte em vacas. com degeneração de músculos esquelético e cardíaco (Martins et al. 1998).. um quadro de sintomas de tóxicos por causa da presença de glicosídeos antraquinônicos.. ferrea. acompanhado de distúrbios hidreletrolíticos em casos graves (Schvartsman. 1979) e C.. C. diarréia. 1986. cavalos e cabras. como substituta do café. Salienta-se que a espécie C. . além de lesões renais e disfunção hepática (Galai et al. A espécie C. caracterizado por náuseas. 1985). roenwilana (Rowe et al. A administração de folhas de C. purgativa dos glicosídeos de C. em muitos países. talica em cabras e carneiros revelou quadros de ataxia. que apresentaram um quadro de ataxia. na forma fresca. seca e/ou torrada.

Millettieae: Tephrosia. Dypteryxeae: Dypteryx. sendo amplamente utilizadas in natura no combate a inúmeras pragas de lavouras e de ectoparasitas de animais. 1978). • • • • • • • • • • Os dados aqui referidos demonstram a imensa importância dessa subfamília de espécies vegetais. um importante produto alimentar no Brasil —. Dalbergieae: Dalbergia e Andira. Cajanus. das quais destacamos aqui apenas as de importância medicinal: • • • • • • Swartziae: Swartzia e Zollernia. Crotalarieae: Crotalaria. Phaseoleae: Phaseolus — do famoso Feijão. Robinieae: Sesbania e Robinia. Genisteae: Lupinus. onde muitas espécies vegetais possuem importantes efeitos inseticidas. Para a família Fabaceae estão descritos aproximadamente 482 gêneros e cerca de doze mil espécies de ampla distribuição nas regiões temperadas e tropicais. Os principais gêneros estão distribuídos em 31 subfamílias. Nos estudos realizados na região amazônica e . Psoraleae: Psoralea. Abreae: Abrus. Diplotropis. Desmodieae: Desmodium. Trifolieae: Medicago. Vicieae: Vicia e Pisum. Myrocarpus e Ormosia. Derris e Lonchocarpus. Canavalia. Cymbosena. Dioclea e Mucuna. Galegeae: Astragfalus e Glycyrrhiza. Sophoreae: Sophora.Espécies medicinais da família Fabaceae Introdução A família Fabaceae também é classificada como subfamília Papilionoideae (Faboideae) da família Leguminosae. Indigofereae: Indigofera. onde se encontram plantas (Barrozo.

Ervilhade-angola. na Mata Atlântica. Andu. sendo ainda forrageira. com ramos angulosos.na Mata Atlântica foram referidas dez espécies medicinais. compostas de três folíolos aveludados. dores de barriga e diarréia e a infusão. pinadas. o banho preparado com as folhas é indicado contra dores de barriga e diarréia. A espécie possui um grande valor econômico. sendo um nome popular da planta usado em Malabar. No restante do Brasil é conhecida como Guando. Alguns autores referem que ocorrem três variedades. visto que seus frutos são comestíveis e usados em substituição ao feijão verdadeiro. Inúmeras utilidades são atribuídas a essa espécie (Corrêa. flores vistosas. contra constipação nasal. O gênero Cajanus foi descrito por Augustin Pyramus de Candole e inclui 37 espécies tropicais. fruto do tipo vagem linear. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Erva-do-congo. as quais são descritas a seguir. mas há divergências quanto a essa classificação. indicus Spreng Nomes populares A espécie é chamada. oblongos. podendo atingir 3 m de altura. dispostas em pedúnculos axilares. Cuandu. enquanto a decocção é usada internamente contra tosses. de onde partem folhas pecioladas. Feijão-de-árvore. Feijão-de-cuandu e Erva-desete-anos. comprimida. Dados botânicos A planta é um subarbusto de caule ereto e lenhoso. com ampla utilização em diversos países. . Guandu ou Feijão-guandu. 1984). Espécies medicinais Cajanus cf. gripes.

O chá das folhas é usado na Amazônia contra desordens menstruais (Mabberley. descrito por João de Loureiro. referindo-se ao legume. reunidas em inflorescências com ráquis nodosa. Dados botânicos A planta é uma enorme liana. por arbustos ou árvores. O gênero Cymbosema inclui uma única espécie. acuminados e glabros. de onde partem folhas compostas com sete a nove folíolos. O nome do gênero significa "estandarte cimbiforme". . flores rosas. O gênero Derris é composto basicamente por lianas e. e foi descrito por George Benthan. significa "pele dura". pediceladas. Dados botânicos A planta é um arbusto com folhas trifoliadas. na Mata Atlântica. Nomes populares A espécie é chamada. mais freqüentemente do sudeste da Ásia até a Austrália. com ramos tomentosos. a infusão das folhas é usada contra desordens do fígado e do estômago. oblongos. 1997). reunidas em fascículos. Derris amazonica Killip Nomes populares A espécie é chamada de Timborana na região amazônica. O nome do gênero Derris. fruto do tipo legume falcado. em forma de bote. menos freqüentemente.Cymbosema roseana Bent. de Flor-da-terra. flores rosas. Aproximadamente quarenta espécies desse gênero estão distribuídas nas florestas tropicais e subtropicais do Velho Mundo. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.

hermafrodita. compostas. folhas pecioladas. Nomes populares A espécie é chamada de Carrapicho na região amazônica. com uma grande pétala superior. revestida de pêlos curtos. ereto e com raiz bastante lenhosa. Dados botânicos Erva de pequeno porte. Derris floribunda Bth. pentâmera. didamídea. com cálice gamossépalo. fruto do tipo legume linear. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura.5). corola dialipétala. trifoliadas e . a prefloração da corola é imbricada descendente. Erva-dos-mendigos e Jiquerana. cilíndrica. folhas alternas. externa. enquanto a raspa da raiz é empregada contra envenenamento por cobras. Trevo-da-flórida. Outros nomes populares são Amores-do-campo. coriáceo. flores fortemente zigomorfas. Nomes populares A espécie é denominada pelos índios tenharins Timuatã. Desmodium tortuossum (Sw. Dados da medicina tradicional O talo da planta amassado é útil contra dores no peito e garganta e na cura de resfriados. Não foram encontrados sinônimos populares para ela.Dados da medicina tradicional A infusão das raízes é usada pelos índios tenharins no alívio dos sintomas de picada de cobra. sementes sem endosperma (Figura 18.) DC. com folíolos articulados na base.

A espécie é excelente fornecedora de forragens e adubo verde. flores rosas ou roxo-pálidas e raramente brancas. flor com estandarte longo. fruto do tipo legume. O nome do gênero significa "feixe". Sapupira-preta.) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica principalmente de Fava. tendo um apêndice na base. um banho preparado com toda planta é indicado para combater a caspa.6). coriáceos. Sebipira. Sicupira. Sucupira-da-terra-firme. Cutiúba. Outros nomes comuns são Favinha. com ampla distribuição no Brasil e no México. todas conhecidas como Sucupira. ovário piloso com pêlos cinzentos ou quase sésseis. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. pinadas e folíolos glabros. com folhas compostas. vexilo oblongo provido de apêndices na base. com sementes pretas e duras (Figura 18. misturada com enxofre. pequenas. O gênero descrito por George Benthan inclui sete espécies da região amazônica. plano. indeiscente. O nome Diplotropis significa "duas carenas". Sapupira-da-mata. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. . Sapupira. Paricarana. Sapupira-da-várzea. botão floral com pétalas de carenas desenvolvidas. é aplicada topicamente para tratamento de impingem. e a infusão é usada internamente como antigonorréico. fruto do tipo vagem. Cutiubeira.com folíolo terminal ovado maior que os laterais. inflorescência revestida por pêlos cinzentos. Dados da medicina tradicional A semente ralada. Diplotropis purpurea (Rich. O gênero Desmodium descrito por Auguste Desvaux inclui aproximadamente 450 espécies vegetais. referindo-se à disposição das flores. reunidas em racemos.

charutos. O nome do gênero significa "duas asas". servem para tratar a pneumonia. Das sementes se preparavam antigamente excelentes colares e braceletes. frutos em forma de vagem drupácea. as sementes maceradas em água são utilizadas como antiespasmódico. Umburana e Kumbaru. muito explorada comercialmente pela qualidade na produção de móveis de luxo. e na produção de perfumes. Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte.Dipteryx odorata (Aubl. Os frutos usados topicamente são eficazes no alívio da dor de ouvido e. O macerado dos frutos em álcool é usado contra dores de cabeça. compostas. caule reto.) Willd. imparipinadas. de cor verde-amarelada. pecioladas. grosso. Imburana-de-cheiro. flores vermelhas. oleosa e aromática coberta por um pecíolo (Vieira. quando passados sobre as costelas. Imburana. de Cumaru. que. . sendo indicado "cheirar quando se está com dor". que permitiu seu uso na aromatização de chocolates. Cumaru-amarelo. 1991). doces. cigarros. dispostas em panículas pubescentes. quando maduros e secos. alternas. folhas grandes. com cascas avermelhadas ou amarelo-acinzentadas. na região amazônica. podendo atingir até 35 m de altura. além da famosa fava de cumaru. se fendem liberando a semente roxo-escura. O gênero Dipteryx descrito por Johann Cristian Daniel von Schreber inclui apenas dez espécies tropicais de grande ocorrência na Amazônia. aromáticas. sabonetes e outros produtos da indústria de cosméticos. Cumar-do-amazonas. Em outras regiões do Brasil é conhecida como Cumaru-verdadeiro. diaforético e contra problemas cardíacos e menstruais. alimentos e uísque. referindo-se ao cálice. A planta é de grande ocorrência na Amazônia e fornece excelente madeira de lei. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Cumaruzeiro. Nomes populares A espécie é chamada. produto de enorme comércio no século passado por causa de seu excelente aroma. de pequena espessura.

Dados da medicina tradicional A decocção das sementes é usada pelos índios tenharins em gargarejos. tônico cardíaco e anestésico sobre o sistema nervoso. diaforético. contendo casca de pequena espessura. Corrêa (1984) refere que as sementes são antiespasmódicas. antidispéptico. emenagogas e cardíacas. essa espécie é utilizada como anticoagulante. antitussígeno. grosso. dores de ouvido e serve como tônico capilar (Vieira. caule ereto. O óleo das sementes auxilia nas úlceras bucais. emenagogo. dispostas em panículas pubescentes. antiespasmódico. Já os índios wayãpi usam a decocção da casca para banhos antipiréticos.As sementes embebidas no rum são usadas pelos "Créoles" para mordida de cobra como xampu. como reconstituinte das forças orgânicas. contra contusão e reumatismo. Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte. pela presença de Cumarina. imparipinadas. . frutos em forma de vagem verde. internamente. para aliviar dores de garganta e. A planta é de grande ocorrência na Amazônia. pecioladas. Em outros lugares. contra qualquer inflamação. febrífugo. 1991). para banhos fortificantes de crianças. flores vermelhas. Dipteryx punciata (Blake) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada de Dióuvi pelos índios tenharins. alternas. cardiotônico. diaforético. narcótico e estimulante. podendo atingir até 3 m de altura. e os palikur. compostas de sete a nove folíolos. com semente oleosa e aromática. folhas grandes. diaforéticas. aromáticas. Na Amazônia o uso dessa planta é aconselhado nas convalescências.

Outros nomes são Cabruê. possui aroma balsâmico. sendo ainda expectorante peitoral. tinturas e perfumaria. Nomes populares A espécie é chamada. ramos glabros de onde partem folhas imparipinadas. os mesmos efeitos são atribuídos às raízes. O gênero descrito por Francisco Friera Allemão e Cysneiro inclui apenas quatro espécies. para fabricação de carroças. com casca rugosa no caule. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 15 m de altura. A planta fornece uma madeira avermelhada muito usada na construção civil. a mais estudada é a D. Dados químicos dos gêneros Derris Das espécies do gênero Derris. de Cabreúva. outros compostos . A espécie tem grande ocorrência e distribuição na Mata Atlântica do Estado de São Paulo. compostos 5-9 folioladas. Pau-bálsamo. de ocorrência na América do Sul. Óleo-pardo. flores brancas dispostas em racemos e fruto do tipo vagem oblonga. na região da Mata Atlântica e em quase todo o Brasil. 1974).. portas e janelas de luxo. de onde foram isolados flavonóides (Braz Filho et al. Corrêa (1984) refere que a casca e a resina são excelentes para tratar feridas e contusões. Bálsamo e Pau-de-óleo. O nome do gênero significa "fruto de bálsamo". Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.Myrocarpus frondosus Aliem. enquanto os frutos passam por excitantes e antidispépticos. o macerado da casca da planta em aguardente é usado externamente como cicatrizante e antiinflamatório. assim como a casca. sendo muito usada na indústria de cosméticos. A madeira. indicadas nas lesões do sistema respiratório. urucu.

1954). 1973b) e saponina (Parente & Mors. 1995b) e D. D. do seu caule e de suas folhas. conhecidas popularmente como Pega-pega ou Beiço-de-boi. reticulata. D. amoena. foram isolados os flavonóides desmodina. Todos os compostos apresentaram atividade citotóxica contra linhagem de células P-388 (Mahidol et al. 1986. 1993. 1989). Do caule de D. ácido ascórbico e pigmentos fenólicos (Mathur & Kamal. em maior quantidade nas raízes com mais de 18-24 meses de idade (Nguyen et al.. aparines (Link. 1978. senegalenseína. 1991. Em diferentes espécies de Derris caracterizou-se a presença de rotenonas. canarensis (Evans et al... laxiflora foram isoladas as flavanonas: 6. foram isoladas as flavanonas lupinofolina e as piranoflavanonas.... 1977).. 1961. 1986).. glutinosum. Bell et al. B e C). Flavonóides também foram isolados em D. foram isolados. 1989). proteínas. epoxilupinifolina e dereticulatina.rotenóides (Braz Filho et al.. araripensis (Nascimento et al. 1985) e D. lipídios. D. . e das raízes de D. spruceana. 1994). também denominada D. 1987) e também o aminoácido canavanina (Tschiersch. 1988). com significativa atividade inibitória contra a proteína tirosina quinase (Kim et al. frutescens. canum detectou-se a presença de isoflavanonas (desmodianonas A.) DC. oblonga e D. 1977).) DC... homoadonivenita (Batyuk et al.. obtusa (Nascimento et al. além de coumestrol e alfa-amirina (Zoghbi et al. 1978). reticulata cujos flavonóides apresentaram atividade citotóxica (Mahidol et al. N. D. 1976. 1978).. Desmodium De D.. lupinifolina e laxiflorina. D. crisantemina e cianina (Matinod et al. os flavonóides. Rao M.. As espécies D.8-difenileriodictiol. spruceana (Garcia et al. possuem em suas flores o flavonóide delfinidina (Forsyth & Simmonds. canadense (L. adhaesivum Schldl. D. scandens foram isolados isoflavonóides (Garcia et al. 1978). 1976) e D. 1962).. 1997). incanum DC. hookerianum foi isolada canavanina (Bell et al. Kimetal. et al. heterocarpon e D. elliptica foram isolados os rotenóides eliptinol.. indica caracterizou-se a presença de carboidratos. benthmii (Fellows et al.. que apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al. hiravanona. Da espécie D. Lin & Kuo. Nakatu et al.. 1994). Das raízes de D. Foram isolados alcalóides de D. Em D.. ou D. De D. tortuosum.. 1995b). deguelina e tefrosina (Ahmed et al. 1996).. enquanto de D. laxiflora Lin et al. 1997). E em D.. Nascimento & Mors.

O-metilbufotenina. beta-carbolina. A espécie D.. cinereum (Kunth) DC. elegans DC. 1969. gangeticum (L. .. 1968) e o aminoácido canavanina (Nakatu et al. 1971). 1978) e swertisina (Aritomi & Kawasaki. ácido octacosanóico. Nakatu et al. hipoforina e os alcalóides. isoquercitrina. salsolidina. Em D.. betaína. desmocarpina. Em suas raízes foram isolados abrina. desmodina. 1984. foram isolados mangiferina. triptamina e tiramina (Ghosal & Srivastava. gangetina.. ario-inositol e betapinitol.N-dimetiltriptamina.Os alcalóides bufotenina. os flavonóides hiperina.4-dimetoxifenetilamina. e o esteróide antiosídeo (Alaniya. 1-triacontanol e o esteróide betasitosterol (Hussain & Saifur-Rahman. De D. N-N-dimetil-3. 1972). difisolina. O-metilbufotenina N-óxido (Gosal & Banerjee. N. 1949) e a canavanina (Van Etten et al. gangetinina. Purushothaman et al. também muito usado medicinalmente.. galactopinitol A. além de canavanina (Beveridge et al. genisteína. 2-hidroxigenisteína e kievitona (Ingham & Dewick. bufotenina N-óxido.) DC. Purushothaman et al. 1975). possui em suas folhas os produtos naturais alifáticos hexacosil eicosanoato. e de D. intortum foram caracterizados também os taninos condensados (Mwendia. 1983). 2-feniletilamina. cinarascens A. hipoforina. também denominada D. salsolina. caudatum (Thunb. A planta conhecida popularmente como Amor-seco ou Pega-pega (D. 1962. 1973). tiliafolium G. 1964) foram todos isolados de D. Don. 3. possui os flavonóides dalbergioidina. 1-octacosanol. 1972.. leptocladina.4-dimetoxifenetilamina. 1978). intortum) possui carboidratos. Ghosal & Bhattacharya. 1977. os flavonóides desmodol (Ueno et al. 1963). O D.. hordenina.) DC. os alcalóides candicina. hordenina. Nmetiltiramina. Gray foram isolados o carboidrato D-pinitol (Plouvier.. kaempferol e quercetina. normacromerina. Bell et al.

1989). feniletilamina. ácido triacontanóico e ácido 2-triacontenóico (Saxena & Shukla. foram isolados os carboidratos galactopinitol A. De D.. Kubo et al. homoferreirina.. floribundum.. styracifolium foram também isolados triterpenóides saponínicos (Ikegami et al. De D. b-sitosterol. 1978). De D. e de D. 1965). 1989. Ahluwalia et al. Mukherjee et al. mollicum foram isolados flavonas e flavonóides glicosilados (D'Agostino et al. De D. também conhecido com D. 1995). e de D. 1985). estigmasterol. kaempferol. heptacosanol. liquiritigenina e maackiana (Braz Filho et al... nonacosanos. 1997). compostos estes também isolados em D.N-dimetiltriptamina N-óxido. 1982. também denominado Ougeinia dalbergioides Benth. 1977. 1963a e 1963b. pinitol e canavanina (Beveridge et al. De D... foram isolados os flavonóides apigenina. Amor-de-velho-comum. 1989). foram isolados os flavonóides dalbergioidina. ácido indol-3-acético. estigmasterol. epifriedelinol e estigmasterol (Yang et al. 1968).. 1989).. 1966). Bell et al.) DC. foi isolado o alcalóide hordenina (Maurya et al. betuína e lupeol (Ghosh & Dutta. flavosativasídeo. 1965. triquetrum foram isolados friedelina.1995. vitexina e xilosilvitenina. De Desmodium uncinatum (Jacq... trigonelina e tiramina (Ghosal et al. tricosanol. vitexina. e os alcalóides colina. 1961 e 1962. ovalifolium (Giner-Chavez et al. multiflorum.. N. ougenina e quercetina (Balakrishna et al. triflorum (L. o terpenóide lupeol. também denominado D. Anjaneyulu et al. e os flavonóides isoliquiritigenina. foi isolado o flavonóide kaempferitrina (Aritomi. Kubo et al. isovitexina. 1971. 1986.. formononetina. laxiflorum foram isolados heptacosanos. 7-hidroxiflavona.. Sreenivasan & Sankarasubramanin. Meyer foi isolado o flavonóide malvina (Park & Rotar. 1996). Diplotropis Foram isolados do tronco da espécie os esteróides sitosterol. 1995). De D.. e de D sandwicense E. styracifolium foram isolados os flavonóides schaftosídeo e vicenina e os terpenóides soiasapogenol B e soiasaponina (Yasukawa et al. racemosum. Perez-Maldonado & Norton. também denominado Amor-develha-da-folha-graúda. os terpenóides beta-amirina. 1984). ojeinese. inositol. 1962). Adinarayana & Syamasundar.) DC. De D. .. lupeol.. podocarpum.

3epimetoxilupanina. 1.1973a).. . lupanina e tetrahidrorombifolina (Kinghorn et al. De Diplotropis martiusii foram isolados os alcalóides angustifolina. 1982).

odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al. além dos terpenóides betulina. 1995). . Togashi. 2000. 1981). 1966). 1995). 1994). pois suas sementes são ricas em Cumarina. além dos terpenóides betulina. 1979) e terpenóides (19-vouacapanol. 1996) e constituintes voláteis (Woerner & Schreier. 1952). 1993). retusina) e terpenóides (19-vouacapanol. 1994). De Dipterix odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al.. 1952). odoratina. Das sementes da espécie D. 1996). odorata apresenta um grande valor comercial.. Benzopiranóides também foram isolados da espécie D. punctata (Gruenwald. isoflavonóides (Lourenço et al. ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al. De D. De D..Dipferyx De diferentes partes de D. 1995) e cumarinas (Ehlers et al. 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri.. odoratina. flavonóides (dipterixina. 1994). alata foram determinados 40% de óleo. Benzopiranóides também foram isolados da espécie D.. lupenona e lupeol (Kaplan et al. 1966) e beta-farneseno (Matos et al.. A espécie D. alata foram determinados 40% de óleo. odoratina. retusina). Das sementes de D... odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona). lacunifera foram isolados ácidos graxos e di e sesquiterpenóides (Mendes & Silveira. 1995.. odoratina. flavonóides (dipterixina. Nakano et al. lupenona e lupeol (Kaplan et al. cumarinas (Ehlers et al. utilizadas na indústria de cosméticos e perfumaria. 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri. punctata (Gruenwald. De diferentes partes de D.. 1991). ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al. odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona).

elíptica apresentou atividade antifúngica seletiva (Mohamed et ali. também conhecido como Timbó.. Desmodium O Desmodium sp foi utilizado para o tratamento de hepatites do tipo B em humanos. Derris sp e D. 1996). scandens foram isolados dois compostos warangalona e ácido robústico. 1992) e depressora do SNC (Jabbar et al. urucu e D.. Aragão & Valle.. Datta & Bhattacharrya. O extrato etanólico de D. nicou (Costa et al.. 1987). 2001). 2000) e inseticida (Luitgards-Moura et al. 1997). 1979). D. 1998. foi avaliada a atividade tóxica em bovinos. 1972). 2001)..Dados farmacológicos dos gêneros Caia nus Uma proteína isolada de C. Até a dose de 10 g/kg da planta fresca aplicada ao animal não foram observados sinais de toxicidade (Tokarnia et al. De Derris sp.. 1999. Das raízes de D. Derris A espécie Derris amazonica apresentou atividade antimalárica (Munoz et al. sendo a rotenona o composto responsável pela atividade (Santos et al. . Foi isolada das raízes de D.. 2002).. micou. indicus tem apresentado efeito hepatoprotetor (Datta et al. urucum foram caracterizados os efeitos ictiotóxicos. 1997). que provavelmente estão envolvidos com o efeito biológico in vivo e por sua atividade inseticida (Wang et al. Essa planta também foi responsável pela atividade leishmanicida (Iwu et al.. 1997). e o princípio ativo responsável pela atividade foram os alcalóides indólicos (Tubery et al. De D.... gangeticum a gangetina que promoveu a diminuição da fertilidade masculina em ratos (Latha et al.

1997). ovalifolium apresentaram atividade antibacteriana (Nelson et al. e o principal constituinte parece ser um polissacarídeo que poderia ser usado para o tratamento renal (Li et al.. além de apresentar atividades analgésica e antibacteriana (Vu et al. D. e os taninos isolados de D. . que foram responsáveis pela prevenção da formação de cálculos renais (Kubo et al. 1996.. 1997).A D.. styracifolium promoveu a estimulação da secreção biliar. que também apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al. O extrato de D.. Tolera & Said. Uma caracterização preliminar sugere serem as saponinas triterpênicas as responsáveis pelas atividades (Addy. O extrato de D.. O extrato aquoso de D. grahami promoveu relaxamento da musculatura lisa (Rojas et al. 1987). styracifolium. 1988). A desmodina apresentou atividade analgésica in vivo no modelo da placa quente (Batyuk et al... 1999). canadense foram isolados os flavonóides desmodina e homoadonivernite. B e C.. adscendens apresentou atividade antianafilática e é utilizado localmente para o tratamento da asma. De D. Estudos in vivo foram realizados com os flavonóides de D. 1988). 1989). 1996). intortum foi estudado quanto à sua digestibilidade e quanto ao seu uso como suplemento alimentar para carneiros e ovelhas (Perez-Maldonado et al. 1997). styracifolium inibiu a cristalização de oxalato de cálcio. De Desmodium canum foram caracterizadas isoflavanonas desmodianonas A.

Dados toxicológicos do gênero Derris O contato direto de D. das quais destacamos os gêneros Parkia. Adenanthera. 1993). tremores musculares e morte por parada respiratória no homem (Sousa et al. et al. lacunifora foi caracterizada atividade moluscicida (Almeida. 1998). das sementes de D. Leucaena. muitos deles de valor medicinal. 1996). urucum provoca irritação da pele. doses elevadas podem causar náusea. .Espécies medicinais da família Mimosaceae Introdução A família Mimosaceae (subfamília Mimosoideae ou Leguminosae II) compreende 64 gêneros e 2. 1987). M. Prosopis. Albizia. 1991).. Inga. Calliandra. Dipteryx Das cascas de Dipterix alata foi caracterizada a atividade antiinflamatória (Lima & Martins...Diploiropis O caule de Diplotropis duckei apresentou atividades antiedematogênica e antinociceptiva (Costa et al. Y.. Mas o pesticida natural rotenona extraído das espécies de Derris não apresenta atividade carcinogênica (Greenman et ali. Mimosa. vômito.950 espécies descritas. Zollernia e Acácia. distribuídas em cinco tribos.

com grande ocorrência na Amazônia. repletas de glândulas. na região da Mata Atlântica. a espécie é chamada de Mocitaíba. Dados da medicina tradicional Os frutos são comestíveis. O gênero Inga descrito por Phillip Miller inclui 350 espécies vegetais. pois é confundida e coletada como adulterante da Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia). pinadas. Em outras regiões do país. Moçataíba e Orelha-de-onça. Zollernia ilicifolia Vog. . encontradas em áreas tropicais e temperadas. folhas simples coriáceas com cerca de 15 cm de comprimento e 5 cm de largura. pecioladas. Ingá-grande e Jambolão.) Willd. flores reunidas em espigas terminais. é chamada de Espinheira-santa.Espécies medicinais Inga spectabilis (Vahl. Laranjeira-do-mato. e a infusão das folhas é usada no tratamento de diabetes. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Ingá. O fruto é amplamente consumido como comestível na região amazônica. compostas por folíolos ovais. O nome do gênero é denominação popular nas Guianas. Nomes populares A espécie. Dados botânicos A planta é uma árvore de porte médio (aproximadamente 15 m). Dados botânicos A planta é uma árvore com folhas alternas.

oblongas.7). Foram isolados alcalóides das espécies I. paterno (Morton et al. laurina. 1973). 6. 5.7. Estudos preliminares de atividades analgésica e antiulcerogênica da espécie Zollernia ilicifolia. I. I. I. stipularis (Kraus & Reinbothe. com margens onduladas e providas de espinhos. I.3'4'-trihidroxiaurona e 7.3'. estipulas espessas (característica marcante na diferenciação da Espinheira-santa verdadeira. oerstediana e I. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie. estão sendo realizados em nossos laboratórios mas ainda em fase de publicação. semialata. nobilis. 1991). I. . e o nome deriva de Hohenzollern. Sobre o gênero Zollernia não foram encontrados estudos químicos. sertulifera. longispica. O gênero descrito por Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuied e Christian Gottfried Daniel Nees von Esenbeck inclui quatorze espécies tropicais.8-dimetilflavona (Correa et al. alba. a antiga casa regente prussiana. 1996). flores rosadas (Figura 18. I.4'-tetrahidroxi-3-metoxiflavona. bourgonii. I. assim como perfil fitoquímico e toxicidade aguda.. farmacológicos e toxicológicos.4'trihidroxi-6. Dados químicos e farmacológicos dos gêneros De Inga edulis var. heterophylla. incluindo dores. Maytenus ilicifolia).22stigmastadien-3b-ol glucosedeo. parviflora foram isolados os constituintes 7. I.. a infusão das folhas é usada internamente contra úlceras e problemas estomacais. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. I.

1 . .FIGURA 18. Reis).Bauhinia forfícata: a) vista geral da copa da árvore. S. b) detalhe das folhas (fotos originais por M.

2 . Escanerata do ramo florido e da flor (Banco de imagens - .FIGURA 18.Caesalpinia ferrea.

FIGURA 18. 1984).3 .Cassia multijuga: a) escanerata do ramo com flores e frutos. c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens 316 . b) ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa.

Cassia occidentalis: a) ramo com frutos e flores (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne.4 .FIGURA 18. 1939). c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens . b) escanerata do ramo com flores e frutos.

Derris floribunda.5 .Banco de imagens - .FIGURA 18. Ramo florido e detalhe da flor (desenho original por Di Stasi .

Diplotropis purpurea.6 .FIGURA 18.Banco de imagens - . Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi .

.Zollemia ilicifolia. S. Reis).7 .FIGURA 18. Detalhe das folhas com espinhos e das estipulas (fotos originais por M.

lianas ou arbóreas (árvores) grandes e pequenas. a Punica granatum.950 espécies. onde ocorrem cerca de 63 gêneros e aproximadamente 480 espécies (Barrozo. Hiruma-Lima A ordem Myrtales reúne doze famílias botânicas. 1978). Melastomataceae e Myrtaceae. arbustivas. São plantas herbáceas. da famosa Romã. Di Stasi C. Espécies medicinais da família Melastomataceae Introdução A família Melastomataceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 4. com ocorrência principalmente nas regiões tropicais de todo o mundo (Mabberley. Punicaceae. e as duas famílias aqui descritas. assim come outras espécies de valor econômico. com inúmeros representantes no Brasil. como a popular Quaresmeira (Tibouchina) e . das quais devemos destacar as Lytraceae do gênero Cuphea. distribuídas nos 188 gêneros. 1997).19 Myrtales medicinais L. C. Muitas dessas espécies são ornamentais e amplamente conhecidas no Brasil. que inclui o gênero Punica. A. que incluem espécies medicinais.

) DC. 1998). Salpinga. Outro nome popular é Flor-de-quaresma. que descreveu inúmeras patologias em plantas. nervadas e pubescentes. Dados botânicos A planta é um arbusto de pequeno porte. na região amazônica. ambas pela indicação popular na região amazônica. Neste estudo. flores pequenas. Huberia. ou Pixirica. ereto e piloso. brancas ou rosas. . fruto do tipo baga. com folhas ovais e cordiformes. O gênero foi descrito por David Don e inclui 117 espécies tropicais de ocorrência nas Américas. Espécies medicinais Clidemia novemnervia Nome popular Essa espécie é conhecida popularmente como Aritucá. Clidemia novemnervia e Rhynchanthera grandiflora. Rhynchanthera grandiflora (Aubl. foram referidas como medicinal apenas duas espécies. essa espécie é chamada de Quaresma. O nome do gênero Clidemia foi dedicado ao médico grego Clidemus. Microlicia. em outras regiões. roxo. dispostas em cimeiras. muitas delas com frutos comestíveis e várias de uso medicinal. Nomes populares Na região amazônica.as demais plantas ornamentais do gênero Leandra. Miconia. as folhas maceradas cruas são usadas topicamente em feridas e coceiras provocadas por picadas de insetos e carrapatos. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Cambessedesia e Lavoisiera 0oly.

Os . planas. Essa família inclui gêneros como Myrtus. Psidium. O nome do gênero significa "antera rostrada" e foi descrito por Augustin Pyramus De Candole. inclui cerca de 129 gêneros e aproximadamente 4. A planta fornece madeira e é cultivada como ornamental pela beleza das flores..Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto e repleto de ramos pilosos e glandulosos. No gênero são descritas quatorze espécies vegetais. Dados químicos e farmacológicos do gênero Clidemia Não foram encontrados dados químicos ou farmacológicos da espécie. 1990). descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Eugenia. que contém 19% de taninos hidrolizáveis. cordiformes na base e com margens serreadas e nervura central proeminente. oeste da Índia e América tropical. Eucalyptus. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada contra febres. 1997) arbustivas e arbóreas. de onde partem folhas de pecíolo longo. bem representada na Austrália. Pimenta. e várias outras em climas temperados. Várias espécies fornecem importantes óleos essenciais e temperos. Mas existem relatos da intoxicação em cabras por ingestão de Clidemia hirta. Espécies medicinais da família Myrtaceae Introdução A família Myrtaceae. Não foram encontradas outras referências medicinais dessa espécie. Pseudocaryophyllus. como o Óleo de eucalipto e a Pimenta.620 espécies (Mabberley. Enzimas séricas indicam provável dano hepático. flores rosas ou roxas e fruto de cápsula escura. Foram observadas também nefrotoxicidade e gastroenterites (Murdiati et al. Leptospermum e Melaleuca. Syzygium.

1998). Dados botânicos Árvore de porte médio (até 15 m) a pequeno (até 5 m quando cultivada). para o alívio de dores de dentes. . enquanto a infusão com folhas de alfavaca (Ocimum basilicum) é usada externamente contra sinusite. bastante aromáticas. A infusão das partes aéreas é utilizada como afrodisíaco e contra desordens estomacais. dispostas em corimbos. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente como Cravo-da-índia ou Craveiro-da-índia. especialmente as flores. com folhas pecioladas. os gêneros Pimenta (Pimenta) e Syzygium (Cravo-da-índia) destacam-se como condimentos (Joly. rosas ou avermelhadas. as partes aéreas do Cravo-da-índia. comercializada no mundo todo como condimento e para a extração de seu óleo essencial. opostas. congestão nasal e dores de cabeça. fruto do tipo drupa. oblongas e glabras. Myrciaria Gabuticaba). 1996). sendo rara a presença dos glicosídeos cianogênicos e alcalóides (Evans. Cereja-nacional. várias espécies dos gêneros Psydium (Goiaba. de grande valor pelo seu uso na indústria de cosméticos e na produção de bebidas. E uma espécie exótica. Jambo e Cambuci) e Paivaea se destacam pelo valor alimentício. leucoantocianinas. No Brasil. Eugenia (Pitanga. ácidos fenólicos e ésteres. são usadas no local. taninos. Espécies medicinais Caryophyííus aromaticus L.constituintes dessa família incluem. cultivado ou adquirido no comércio. além de óleos essenciais. Araçá). flores pequenas.

actinomorfas. flores hermafroditas. e Goiabeira Branca em Minas Gerais. O nome do gênero. Araçáguaiaba. contra diarréias. são usados contra dores de estômago e problemas de fígado e contra desarranjo menstrual e hemorróidas. Psidium. significa "triturar. Araçá-guaçu. Provém de psidion. com caule tortuoso e casca lisa. Dados botânicos Arbusto ou árvore de pequeno porte. é indicado contra diarréia. é útil contra hemorróidas. com cálice membranoso. que é a denominação em grego da planta. os brotos de goiaba e de caju. ovadolanceoladas. existem registros para a espécie como Goiabeira. de sabor agradável. e. no entanto. Araçá-goiaba. Na região da Mata Atlântica. doenças da pele. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. internamente. glabras ou ligeiramente pubescentes na face superior. o chá das folhas novas.Outras indicações incluem o uso da "água destilada de cravo" como digestivo e sudorífico (Corrêa. curto-pecioladas. referindo-se aos frutos. de polpa abundante (branca ou vermelha) e numerosas sementes pequenas e duras (Figura 19. brancas e com numerosos estames. Guaiaba. fervidos. Psydium guajava L Nomes populares Essa planta é conhecida na região Amazônica como Goiaba. esmagar. galhada. fruto com baga amarela. edema e.1). usada externamente. Guaiava. botões florais tomentosos ou glabros. A infusão dos frutos. assim como o chá das folhas com Amor-crescido. para regulação do ciclo . Araçá-vaçu no Rio Grande do Sul. folhas opostas. enquanto a decocção dos brotos é indicada contra diarréias graves. por outras. 1984). O chá feito das folhas e/ou da casca dessa espécie é utilizado por algumas tribos contra diarréia e disenteria. morder". a infusão das folhas é usada contra dor de barriga. diclamídeas.

Grandi & Siqueira. curto-pecioladas e glabras. anticolérica e antiúlcera. 1987. oeste da África e sudeste da Ásia (Smith et al. sendo também muito abundante em capoeiras e outras áreas desmatadas. lavagens de úlceras.. As outras indicações populares incluem a utilização da casca como adstringente. 1992). e o decocto. 1994). como também os frutos. Central. 1986). Psydium cf. de polpa abundante. brancas e com numerosos estames. Dados botânicos A espécie é um arbusto com até 5 m de altura. misturado com folhas de pitanga. o chá da folha. no Pará. Duke & Vasquez. folhas opostas. indisposição estomacal e vertigem (Forero. no Piauí. botões florais tomentosos ou glabros. 1982). . sendo facilmente confundida com esta. antileucorréica.. 1982. actinomorfas. fruto com baga amarela. A espécie é igualmente cultivada no Brasil e em vários outros países. as raízes são usadas contra problemas estomacais e cutâneos (Corrêa. a infusão das folhas é utilizada como antidiarréica e contra problemas hepáticos (Emperaire. em Minas Gerais. em gargarejos contra afecções da boca e garganta. é antidiarréico (Amorozo &Gély. Grenand et al.menstrual. 1984). misturado com folhas de salva-de-marajó. 1980. igualmente usados como alimento. principalmente em diarréias infantis. com vários galhos e caule bastante tortuoso e casca lisa. flores hermafroditas. antidiarréica. As folhas de P. a casca do tronco é utilizada também contra catarros intestinais. guajava ainda são utilizadas na América Latina. Na Mata Atlântica a espécie é encontrada dentro de áreas florestais de formação secundária. A espécie é muito semelhante à goiabeira verdadeira. diclamídeas. como estomáquico. Nomes populares A espécie é denominada nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica Araçá ou Araçá-mirim. 1982). 1988). no Rio Grande do Sul. o chá das folhas. também é indicado contra leucorréias e em irritações vaginais (Verardo. com cálice membranoso. guineense Sw.. é considerado útil contra desarranjo menstrual (Simões et al.

1968). 1990. Dados químicos Foi isolado de Caryophyííus aromaticus o eugenol (Costa et al.. denominados 1. 1996). 122 componentes voláteis. 1989. Marcelin et al. óxido de humuleno. lignina. alcanos.. ésteres. 1996. 1991). Oliveros-Belardo et al. e 95% são cariofileno (Latza et al. o óleo essencial é constituído principalmente de -pineno. 1987. -cubebeno. 1987).. himacaleno. 28 ésteres. enquanto a infusão das folhas é usada na forma de gargarejo como anti-séptico bucal e também como antiinflamatório externo. aldeídos. açúcares.. 1990). vitaminas C e A. derivado de eugenol.. Ortega & Pino. p-menten-9-ol. De Psydium guajava foram isolados vários polifenóis (Okuda et al. Chyau & Wu. Yusof & Mohamed. 1987. 17 cetonas. acoradieno.. Pino et al. -bergamoteno. 1. além de taninos (Misra & Seshadri. 10 ácidos. analgésica e anticonvulsivante (Costa et al. mirceno. 1. t-cariofileno. -cedreno. bem como outros constituintes aromáticos (Cicogna-Junior et al. Existem relatos das atividades quimopreventiva e detoxificante hepática (Kumari. dos quais 13 são aldeídos. 10 hidrocarbonetos e 13 uma mistura de compostos (Nishimura et al. humuleno. O dehidrodieugenol. borneol.. Pino et al. 1982) e quercetina. p-cimeno. As diferenças quantitativas e qua- . 1996).1-díetoxietano.. 1996). bisaboleno e -bisabolol (Craveiro et al. -bisaboleno. Dos frutos também foram isolados: l-0-trans-cinamoil-a-L-arabínofuranosil-(16)-b-D-glucopiranose e 1-O-trans-cinamoil-b-D-glucopiranose (Latza et al. Wilson & Shaw.. pectina.. os frutos contêm monoterpenos e sesquiterpenos. cetonas. 1987). -santaleno. polissacarídeos e ácidos (El-Zorkani. 1986.1-dietoximetano.. 1989. -terpineol. 1968. 1981). apresentou atividade depressora do SNC. hidrocarbonetos e uma mistura de compostos (Nishimura et al.. -guaieno.. 1994). 1990. 1978).1-dietoxihexano e acetaldeído etil cis-3-hexenil acetal (Zhengy et al. Zheng et al...Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. O aroma característico do fruto foi atribuído a quatro constituintes. 1989. cremoflieno. as comunidades tradicionais usam a decocção das folhas como antiinflamatório e cicatrizante local. Ortega & Pino. 31 alcanos. 1994).

1987).. enquanto (Z)ocimeno e beta-e gama-cariofileno se apresentam em maior quantidade no exterior (Chyau & Wu... ácido oleanólico (Mair et al. Lima Filho et al. e nas folhas foram isolados taninos (Okuda et al. oléico e esteárico (Opute. A atividade antibacteriana das cascas de P. O interior das cascas é rico em ésteres. 1978). existem várias atividades descritas para espécies desse gênero.. guaijaverina. d-galactose. e Maruyama et al. polifenoloxidase (Augustin et al... flavonóides. 1986). Chen & Yang (1983)..litativas nos constituintes voláteis do interior e do exterior da casca do fruto foram determinadas. 1987. 1991). (1994) verificaram atividade hipoglicêmica. As atividades antimicrobiana e antimutagênica foram verificadas para essa espécie (Misas et al. Hegnaurer. 1989). Nas sementes foram determinados lipídios e proteínas (Habib. 1987). 1979b. óleo essencial (Ji et al. guajava foi atribuída à presença de alcalóides quaternários (Ali et al. 1996).. 1987). Ácido elágico. ácidos linoléico. (1994) e Neri et al. 2002. 1985) e quercetina foram isolados das flores (Mair et al. 1987).. 1986). Dados farmacológicos dos gêneros Farmacologicamente... Osman et al. Jain et al. Okuda et al. (1985) demonstraram que essa atividade não está relacionada com alterações no nível de insulina plasmática. palmítico. O extrato aquoso tam- . 1981). d-arabinose e ácido urônico (El-Sayed. 1974. alcoóis sesquiterpenóides e triterpenóides (Begum et al.

pohlianum foram os responsáveis pela atividade (Cunha et al. Grover et al. guajava inibiu a liberação gastrintestinal de acetilcolina em íleo de cobaia estimulado eletricamente ou por meio de contração espontânea. 1994. O extrato de folhas de P. 1990. Morales et al. et al. P.. Shimomura. F. 1990. F.). et al. Lozoya et al. 1995).. 1996) Rotavirus enterico e suas folhas foram efetivas contra a staphylococcus faureus (Gran & Demillo. 1992. F.. A. 1970).. (Santos et al. F. incanescens (Santos. 1994. P.. 1983). Santos et al.. A. óxido e b-selineno). 1989.. O óleo essencial de P. Lutterdodt. Das cascas de P. 1995). 1993. pohlianum e Psidium sp. incanescens (Zelnik et al. widgrenianum (Souza et al.. guyanensis (Santos.. guajava foram isolados terpenóides (cariofileno. 1999). 1997. Lutterdodt et al. que apresentaram atividade depressora do SNC (Shaheen et al... PonceMacotela et al. guyanensins. 1988) e tosse (Jaiay et al...... 2002. A. 1998). De P. 2000. 1994). 1993. guajava foi isolado um alcalóide quartenário que apresentou atividade antibacteriana contra Shigella dysenteriae (Ali et al. 1995.. Cheng et al. Existem ainda relatos das reduzidas atividades tóxicas (Rao et al.. 1996a). explicando possivelmente seu efeito no tratamento das diarréias agudas (Lutterdodt.. 1989). 1996). e eugenol e timol de P. guajava foram isolados inibidores de colagenase com atividade antiinflamatória. Lozoya et al. 1994.. 1994. et al. 1999). 1996b) e P.. Meckes et al. .. Do extrato hexânico das folhas de P. anticonvulsivante (Santos. 1996c.. propriedade anticatártica (Pinto et al. guajava tem sido validado por estudos clínicos para o tratamento de disordens gastrintestinais (Lin et al. A propriedade hipoglicêmica dos frutos dessa espécie tem sido estudada e demonstrada (Roman-Ramos et al. guyanensis.. e antitumoral de P. Lutterdodt. apresentou atividade antimicrobiana (Santos. Cáceres et al.. F.. 1996a) de P. 1994). 1995). A. Cáceres et al. Atividades analgésica e antiinflamatória também foram detectadas nas espécies P. et al. 1997) e bloqueadora da junção neuromuscular. et al. A quercetina isolada de P..bém diminuiu significativamente os níveis de triglicérides sangüíneos (Basnet et al.. A. incorporados aos dentifrícios para o controle de doenças periodontais (Santos.

FIGURA 19. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) e detalhe da flor (Banco de imagens .Psydium guajava.1 .

com inúmeras atividades farmacológicas já descritas. Gonzalez Introdução A ordem Celastrales inclui oito famílias botânicas. a família Celastraceae. Inclui desde árvores até arbustos e lianas. com atividade antifertilidade masculina. e apenas uma delas. Os principais gêneros dessa família. Di Stasi L. . C. no qual discutimos duas espécies referidas na região da Mata Atlântica.20 Celastrales medicinais L. Seito F . A família Celastraceae foi descrita por Robert Brown e compreende 88 gêneros. aqui presente pela sua importância na região da Mata Atlântica. são Celastrus e Trypterygium. Austroplenckia.300 espécies vegetais tropicais e raramente de climas temperados (Mabberley. 1997).G. representa importante fonte de espécies medicinais. gênero de grande valor medicinal. que inclui uma importante espécie vegetal do cerrado brasileiro. N. Salada e Cassine são também muito usadas e estudadas. e Maytenus. ambos contendo espécies amplamente estudadas. que possuem espécies medicinais. nos quais se distribuem aproximadamente 1.

Corrêa (1926) refere o emprego da planta contra câncer do estômago e Graham (2000) cita o uso de diversas espécies para câncer. de Espinheira-santa. atingindo até 9 cm de comprimento. Erva. fruto do tipo cápsula ovóide. arbusto menor (de 1 a 3 m).Espécies medicinais Maytenus ilicifolia Mart. ápice agudo. Cancerosa. Também é conhecida como Sombra-de-touro. agrupadas em pequenas inflorescências fasciculares de cor amarelo-esverdeada. na região da Mata Atlântica. com acúleos. dor do "ciático". Espinho-de-Deus. Em outras regiões é chamada de Cambotá bravo e Pau-mamão. bastante coriáceas. flores numerosas. Nomes populares A espécie é chamada. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil e é chamada na região da Mata Atlântica de Espinheira-santa. denteadas. de onde partem folhas elípticas. . Costa (1984) prescreve o uso da infusão de suas folhas contra dispepsia. Maytenus aquifolium M. dores nas costas e úlceras do estômago. Erva-santa e Congorça. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 10 m de altura (no interior da Mata Atlântica). ex Reiss. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.cancerosa. glabras. a infusão das folhas é usada contra dores de barriga. Espinheira-divina. axilares. gastrite e ulcera péptica. copa globosa e ramos glabros. Salva-vidas. amarelo-avermelhado.

2000). amazonica foram isolados nor-triterpeno e triterpenos nor-fenólicos (Chavez et al.. Da infusão das folhas de M. flores pequenas e axilares. Não foram encontradas outras referências de uso popular desta espécie.. para comercialização como adulterante da Espinheira-santa Maytenus ilicifolia. contendo folhas alternas. fruto do tipo capsular. 1999).... A espécie tem sido amplamente usada e coletada na Mata Atlântica do Estado de São Paulo. boaria foram isolados quatro poliésteres betaagarofurânicos (Alarcon et al.. 2000).Dados botânicos A planta é uma árvore ou um grande arbusto. 1998a e 1998b os terpenóides friedelina e quinona metídeo (Corsino et al. De M. 1995). Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. blepharodes foram isolados o triterpenóide xuxuarina E alfa (dímero baseado em duas unidades de pristimerinas) e dois sesquiterpenóides com esqueleto dihidro-beta-agarofurano (Gonzalez et al. com ramos finos. podendo chegar a até 4 m de altura. heterophylla e M. Dados químicos De M. serradas e com acúleos nas margens e pequenas estípulas caducas. podendo chegar a até 15 cm de comprimento.. alcalóides e triterpenos foram obtidos de M. aquifolium os alcalóides aquifoliunina E-III e aquifoliunina E-IV e os alcalóides siringaresinol e 4'-0-metil-(-)epigalocatequina (Corsino et al. Das sementes de M. vermelho. 1998) e glucosídeos (Zhu et al.. . aquifolium foram isolados quercetina e kaempferol (Sannomiya et al... arbitifolia (Orabi et al. 1997).. krukovii (Honda et al. 1998). 2001) e triterpenos cetônicos de M. 1995. Foram isolados das cascas de raízes de M. bem como os triterpenos fenólicos blefarodol e 7 alfa-hidroxi-canarol (Gonzalez et al. oblongas. cuja aglicona é estruturalmente relacionada com os típicos sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos de várias Celastraceae (Munoz et al.. a infusão das folhas é usada contra dores de barriga e úlceras do estômago. Foram também isolados um glicosídeo. 1995a).

canaradial.21-trione (Nozaki et al. 1995b) e sesquiterpenos com esqueleto dihidro-beta-agarofurânico (Gonzalez et al.. 1993). 7 alfa-hidroxicanarol. E-IV. foram isolados das folhas de M. e outros triterpenos (Gonzalez et al. 1999). E-III.. tendo sido isolados os alcalóides chuchuhuaninas E-I. ebenifolia foram isolados os alcalóides ebenifolinas WI. sendo que o último apresenta atividade citotóxica contra células KB humanas (Kuo et al. 5'-0-metilgallocatecol e 4-hidroxibenzaldeído (Munoz et al. As cascas das raízes de M. ilicifolia (Itokawa et al.. 1992). . 1994). cangoronina e ilicifolina. Das folhas de M. macrocarpa (Chavez et al. 1995a). 1997). bem como oito triterpenos dammarano (Chavez et al.. iliocifolia (Shirota et al. canariensis foram isolados nor-triterpenos (Gonzalez et al. Dos ramos de M. G alfa e G beta.. 1999a e 2000). ilicifolia foram isolados glicosídeos como os ilicifolinosídeos A-C (Zhu et al. lup-20(29)-ene-3beta.. emarginatina-D. chuchuhuasca apresentam diferentes alcalóides.. 1994b). os triterpenos 3-beta. os triterpenóides beta-amirina. De M.. 1994).16.. 7. além de epicatecol.30-dihidroxi-lup-20(29)-en-3-one (Gonzalez et al. Dímeros geométricos e estereoisoméricos de triterpenos. E-II. 1996b).8dihidroisoxuxuarina E alfa. Além disso. 7-hidroxi-6-oxoiguesterol.. xuxuarinas F beta.. 1998).28. 1991). diversifolia foi isolado um triterpeno friedelano (maytensifolina-C). 1992b). E-V. triterpenos com esqueleto friedo-oleanano (Gonzalez et al.Gonzalez et al.. e escutidina alfa A foram isolados de M. 15 alfa-hidroxi-21-ceto-pristimerina. 1994)... ácido oleanólico e ácido betulônico. 1993a e 1993b). 1991b). betulina. triterpenos do tipo friedelana. emarginata foram isolados os alcalóides emarginatina-C. os triterpenos fenólicos canarol.30-diol (20)... E-I e E-II (Itokawa et al. além de pristimerina. tingenona e 20 alfa-hidroxi-tingenona (Alvarenga et al..30-lup-20(29) ene-triol e 28. alcalóides piridínicos com centro dihidroagarofurânico foram isolados das cascas de raízes de M.. De M. W-I e 4deoxieuonimina (Shirota et al. emarginatina-E e emarginatinina. 1998). chuchuhuasca (Shirota et al. lupeol. Dos ramos de M. sendo a estrutura determinada como 6-beta-hidroxifriedelan3. Sesquiterpenos foram isolados de M.

. 1981) e antimolarial ( El Taher et al.M. tendo sido também isolados dímeros triterpenos na espécie (Gonzalez et al. 1999). assim como outro nor-triterpeno isolado de M. 1971. 1996). 1999a).. 1996a). 1993c) e triterpenos dímericos (Gonzalez.. 1999).. confertiflora apresentaram atividade antitumoral (Tinwa et al... senegalensis também foi isolado o triterpeno ácido maytenônico (Abraham et al. 1996b). 15-tetraacetoxi9-alfa-benzoiloxi4 beta-hidroxi-beta-dihidroagarofurano. magellanica apresenta sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos (Gonzalez et al. Gonzalez et al. 1999). canariensis apresentaram atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas (Gonzalez et al.. scutioides apresenta atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e modesta atividade citotóxica contra as linhagens de células HeLa.. 9 alfa-dibenzoiloxi-4 beta-hidroxi-betadihidroagarofurano e 1 alfa.. 2000.... G. Wang et al. Dados farmacológicos M. 1996b). Alcalóides foram isolados de M. senegalensis foram isolados glicosídeos flavan-3-ol metilados e uma protoantocianidina metilada ((-)-epicatequina. 8 beta. 1981). senegalensis e M. maytansina e maytanprina com atividade antitumoral (Wang et al. . isolados de M. A. -15-triacetoxi-l alfa. 1999b). amazonica apresentam uma baixa atividade antitumoral contra linhagens de células tumorais (Chavez et al. 2001).. macrocarpa (Chavez et al. 8 beta. 1971). Nor-triterpenos e triterpenos nor-fenólicos isolados de M. assim como os compostos 6 beta. O composto escutiona isolado de M. 1996c). Hep-2 e Vero (Gonzalez et al. M. scutioides (Gonzalez et al. De M. Do extrato metanólico de cascas dos ramos de M. Um triterpeno denominado escutiona foi isolado das cascas de raízes de M. myrsinoides (Baudouin et al. tendo o extrato hidrometanólico apresentado moderada atividade inibidora contra protease de HIV (Hussein et al... et al.. Nor-triterpenos isolados de M.. buchananii apresenta atividade mitogênica em linfócitos isolados de camundongos atímicos (Tachibana et al. catingarum (Alvarenga et al. 1984).. 6 beta.

.. 1999). aquifolium possuem várias atividades farmacológicas. 1991.. . Gonzalez. et al. especialmente contra úlceras (Souza-Formigoni et al. 2001. 2002).. 1998a) porém reduziu a taxa de implantações dos embriões em ratas grávidas (Montanari & Bevilacqua. ilicifolia não foram efetivos como antifúngicos (Portillo et al. Estudos fitoquímicos preliminares detectaram a presença de terpenóides e traços de compostos fenólicos nesse extrato (El Tahir et al. Extratos de Maytenus ilicifolia e M.. ilicifolia não interfere na espermatogênese (Montanari et al. As folhas e caules de M. G. 1991. senegalensis apresentou importante atividade antiplasmódica contra linhagens de Plasmodium falciparum sensíveis e resistentes à cloroquina... F. 2000).O extrato diclorometânico de M. Queiroz et al. 2001). Oliveira et al. Dados recentes indicam que o extrato etanólico das folhas de M.

Vochysiaceae e Krameriaceae. podem ser citadas as dos gêneros Banisteriopsis. das quais se destacam as Malpiguiaceae e Polygalaceae. especialmente árvores. Trigoniaceae. ambas com várias espécies medicinais. contendo cerca de 1. C. especialmente a famosa Banisteriopsis caapi. além das duas referidas a seguir. 1978). Da família Vochysiaceae destacam-se os gêneros Vochysia e Qualea. Os principais gêneros dessa família são Banisteriopsis. ocorrem 32 gêneros. 1997). Di Stasi Introdução A ordem Polygalales inclui sete famílias botânicas. Polygalaceae. como espécies medicinais da família Malpiguiaceae. bebida alucinógena.100 espécies tropicais. e outras espécies dos gêneros Byrsonima e Calphimia. corantes e de medicamentos. Byrsonima. A família Malpiguiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange aproximadamente 67 gêneros. No Brasil são encontradas espécies das famílias Malpiguiaceae. . Algumas plantas dos gêneros Polygala e Securidaca são espécies medicinais da família Polygalaceae. arbustos e lianas (Mabberley. com aproximadamente trezentas espécies. No Brasil. usada na produção da Ayahuasca.21 Polygalales medicinais L. com importantes espécies fontes de madeiras. distribuídas em todo o território nacional (Barrozo. Malpiguia e Stygmaphyllon.

externamente. nas raízes formam-se grandes tubérculos. Dados botânicos A espécie é uma planta trepadeira. O nome do gênero Stigmaphyllon. possui inflorescências dispostas em racemos axilares. descrito por Antoine Laurent de Jussieu. Nomes populares Ambas são denominadas na região amazônica Tapiquira.) Juss. no entanto foi identificada como Stigmaphyllon strigosum (Poepp. sendo comumente coletadas como da mesma espécie. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada internamente contra febre. . formando panículas com flores amarelas e frutos do tipo sâmara. Gordura-de-porco ou Cajuçara. bastante pubescente. significa "estigmas foliáceos". Outra espécie na região amazônica é coletada com o mesmo nome e mesma utilização medicinal.) Juss. dor de estômago e gripes. e. e Stigmaphyllon strigosum (Poepp.Espécies medicinais Stigmaphyllon fulgen Juss. de folhas cordiformes. arredondadas. glabas na face superior e sedosas na face inferior. Observação Não foram encontrados dados químicos e farmacológicos sobre essas duas espécies. contra icterícia. grande e robusta.

Oxalidaceae e Balsaminaceae. especialmente dos gêneros Simarouba. Das demais famílias dessa ordem.22 Sapindales medicinais C. Ailanthus. M. a ocorrência na região amazônica de espécies medicinais das famílias Anacardiaceae. A. Di Stasi A ordem Sapindales possui vinte diferentes famílias botânicas. que contém. Simarubaceae e a outra família. muitas das quais usadas para a pesca por serem consideradas narcóticas para os peixes. Simaroubaceae. o Guaraná. destacando-se as famílias Burseraceae. Meliaceae. Hiruma-Lima A. Oxalidadaceae e Rutaceae foi relevante. reúne inúmeras plantas de grande valor medicinal e econômico. Possuem também significativos efeitos farmacológicos. R. Picrasma e Brucea. algumas com grande ocorrência no Brasil e na região amazônica. Cupania e Serjania. Anacardiaceae. especialmente no Sistema Nervoso Central. Essa ordem. além das espécies aqui citadas. . Na família Sapindaceae destacam-se os gêneros Paullinia. Rutaceae. essas espécies serão descritas a seguir. Souza-Brito L. Sapindaceae. inúmeras espécies medicinais. Quassia. todos com importantes espécies conhecidas popularmente como Timbó. C. É ainda nessa família que se encontra um dos produtos mais importantes do Brasil. amplamente usadas e estudadas como fontes de várias substâncias com atividades antimalárica e amebicida.

tais como Caju. Spondias. Do mesmo gênero. além de inúmeros usos na indústria de plásticos e de resinas. Muitas dessas espécies são usadas como medicinais em diversas regiões do país. amplamente consumida . enquanto no Brasil os gêneros principais são Anacardium. As espécies estão prioritariamente distribuídas nos trópicos. Anacardium giganteum (Moranha) e Spondias purpurea (Serigüela). com aproximadamente 875 espécies. Spondias e Schinus. muitas espécies estão espalhadas por todo o território. subtropicais e poucas em regiões de clima temperado (Mabberley. Nessa família. Pistacia terebinthus e Rhus coriaria. Essa família botânica inclui árvores. subclasse Rosidae. cuja castanha possui grande valor no mercado internacional como alimento. que inclui espécies conhecidas popularmente como Cajazeiro e Umbuzeiro. A espécie Mangifera indica. Semecarpus (Semecarpeae). Schinus. o Cajueiro fornece uma fruta de grande valor na produção de sucos. Muitas espécies dessa família são produtoras de frutos bem apreciados em todo o mundo. Das variadas espécies dessa família deve-se destacar o Cajueiro. pertence à ordem Sapindales. 1997). o segundo gênero mais importante no Brasil é o Spondias. Mangifera.Espécies medicinais da família Anacardiaceae Introdução A família Anacardiaceae (Dicotyledonae). Na região amazônica registrou-se amplo uso das espécies Anacardium occidentale (Caju). Rhus e Ozoroa (Rhoeae) e Dobinea (Dobineae). Anacardium giganteum é uma espécie muito utilizada pelos índios do Brasil. distribuídas em regiões tropicais. enquanto outras representam importantes fontes de madeiras. descrita por John Lindley. reúne setenta gêneros. algumas com ampla ocorrência na Região Nordeste. nos países de clima temperado. sendo pouco referida e usada em populações urbanas. Manga e Pistache. arbustos. Os principais gêneros dessa família botânica são Anacardium e Mangifera (Anacardiae). No Brasil. as espécies Pistacia lentiscus. lianas e raramente ervas pereniais. Além dos usos medicinais. Desses gêneros destacam-se. relatados a seguir. Lanneae e Tapiríra (Spondiadeae). especialmente como fonte de frutas amplamente consumidas e comercializadas.

especialmente no Amazonas. perfumadas. apesar de possuir inúmeras virtudes medicinais registradas em outros levantamentos etnofarmacológicos. ovário súpero com um só óvulo. . as folhas simples e alternas são glabras na face superior e pubescentes na face inferior. Caju-assu. Cajuí. de 25 a 30 m de altura. O suco é preparado por maceração em água fria e então aplicado topicamente sobre a testa e a nuca. Dados da medicina tradicional O uso dessa espécie é restrito aos índios tenharins. dispostas em panículas. as flores. em outras regiões do Brasil e Cajuy e Mairu. Dados botânicos Anacardium giganteum é uma árvore alta.como alimento e cultivada em todo o território brasileiro. carnoso e raras vezes doce (Figura 22. Possui ocorrência na Região Norte do Brasil. Engl. entre outras tribos indígenas. não foi referida na região de estudo como medicinal. Esses índios se utilizam do suco das folhas como antitérmico e para o alívio de dores de cabeça. Espécies medicinais Anacardium giganteum Hancock ex. Pará e Mato Grosso. Não foram encontradas outras referências de usos desta espécie na medicina popular. possuem sépalas e pétalas pentâmeras. sendo também denominada Cajuaçu. o fruto em forma de drupa é peduncular. não sendo referida em outra comunidade da região amazônica. Nomes populares Essa espécie é conhecida pelos índios tenharins como Moranha. Caju-da-mata (Amazonas). Cajueiro-da-mata (Mato Grosso). com tronco de casca lisa.1).

o óleo da castanha. onduladas. raspa de amor-crescido e cajá. Para hemorróidas. tais como Acajaíba. Dados da medicina tradicional Na região de estudo foi relatado que a casca é usada no tratamento de hemorróidas e diarréias graves. Nomes populares Essa espécie é amplamente conhecida como Cajueiro. com um só estame fértil. Cajumanso. O . O óleo é usado na produção de borracha. utiliza-se um macerado coado da casca em água fria. assim como a própria castanha.Anacardium occidentale L. o chá deve ser aplicado na forma de banho de assento. pecioladas. pequenas e de coloração pálida. Além dos usos medicinais descritos a seguir.2). em referência ao nome de seu fruto. ovário unilocular. Anacardium. Caju-de-casa. O nome do gênero. sendo seu centro de ocorrência o Brasil. ovadas. que alcança até 15 m de altura e tem um tronco grosso e tortuoso de 25 a 40 cm de diâmetro. Caju-manteiga. são pediceladas e dispostas em panículas terminais ramificadas. o suco das frutas é usado como bebida refrigerante. Dados botânicos Anacardium occidentale é uma árvore nativa do Nordeste do Brasil. as folhas são alternas. heliófita e que cresce bem em solos secos. Economicamente. as flores. o fruto é do tipo aquênio reniforme. várias outras denominações são usadas para a espécie. e as castanhas secas e torradas são muito apreciadas no mundo inteiro. É uma planta decídua. Acajuíba. glabras. Caju-da-praia. reticuladas e nervadas em ambas as faces. entre outras. possui importante mercado nacional e internacional. pendente de um receptáculo carnoso e aromático que é confundido com fruto (Figura 22. Contra diarréia. O gênero Anacardium descrito por Carl Linnaeus inclui quinze espécies tropicais na América do Sul. no entanto. significa "semelhante ao coração". utiliza-se o chá da casca adicionando-se broto de goiaba. plástico e resinas. ou simplesmente Caju. tomando-se um copo por dia.

O suco das folhas serve como antiescorbútico. além de o chá de folhas ser usado como líquido para limpeza bucal e gargarejo em úlceras de boca. As flores são afrodisíacas. estimulante e afrodisíaco. e a raiz. problemas respiratórios e do estômago (Smith et al. Matos. uma infusão de folha é usada contra diarréia. 1992). utiliza-se ainda a infusão da casca como purgativo (Emperaire. 1994. Cruz. anti-helmíntico.. contra aftas e inflamação da garganta na forma de gargarejo.. é eficiente contra aftas e cólicas intestinais. Grenand et al. 1984). 1995). contra glicosúria e poliúria na forma de banho. e ainda como expectorante e contra a icterícia (Corrêa. o óleo de semente com suco de fruta é usado contra verrugas. astenia.. Outros usos catalogados no Brasil referem à utilização da casca como tônico e estimulante medular. purgativa. O uso dessa espécie no combate à diarréia é comum em inúmeros países da América do Sul (Mejia & Reng. Os índios ticuna da Amazônia usam o suco de fruta como preventivo contra gripes e o chá das folhas contra diarréia. depurativo e anti-sifilítico. O pericarpo tem utilização como anti-séptico. tônico. brotos servem como expectorantes e o vinho obtido da fruta é indicado como um antidisentérico (Duke et al. enquanto os índios wayãpi da Guiana indicam o chá contra cólicas de crianças (Schultes & Raffauf. No Brasil ocorre ainda o uso da fruta contra sífilis. P. assim como um potente adstringente. Inúmeros outros usos foram descritos para essa espécie. 1990. . 1993. 1993). e a maceração de folhas para tratar diabete. contra úlceras. debilidade muscular. 1994). tonsilite e problemas de garganta. E comum no Brasil o uso na forma de banho de assento.. a casca é utilizada como adstringente. 1982). Em Juiz de Fora (MG). como um diurético. No Piauí. antidiabético e antihemorrágico (Verardo. 1982). 1995). para controle das secreções vaginais. calos e verrugas. historicamente há relatos do consumo do suco de caju para o tratamento de febre. O pedúnculo dos frutos é reputado diurético. desordens urinádas e asma (Lima. Reporta-se ainda que as frutas verdes são usadas para tratar hemoptise. A resina é usada como depurativo e expectorante.broto do caju é utilizado contra dores de estômago e problemas digestivos e deve ser fervido com broto de goiaba.

a planta é amplamente conhecida como Arueira ou Aroeira. Outros nomes comuns são Aroeira-mansa. tônico. O gênero Schinus foi descrito por Carl Linnaeus e compreende 27 espécies tropicais americanas. Corrêa (1984) refere que a casca é depurativa. mas é muito usada como ornamental. adstringente. Coração-de-bugre. com copa bonita e arredondada. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira.Schinus terebenthifolius Raddi. as folhas são anti-reumáticas e consideradas excelentes para tratar úlceras e feridas. analgésico e contra coceiras. sugere-se o uso com moderação. Fruto-de-raposa. imparipinadas e de folíolos glabros (Figura 22. Aroeira-do-campo. lenha e carvão. por tratar-se de espécie com vários efeitos tóxicos. Fornece uma madeira de valor para a produção de mourões.3). Bálsamo. estimulante e analgésico. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. o macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante. Apesar de diversas outras indicações medicinais como diurético. o de onde saem ramos principais repletos de ramos secundários com folhas compostas. sendo comum encontrá-la no interior da Mata Atlântica. Aroeira-vermelha. O nome do gênero significa "cortar". . febrífuga e usada contra afecções uterinas. Aroeira-branca. Aroeira-do-brejo. Aroeira-da-praia. como cicatrizante e contra gengivites. com casca grossa. Cambuí. referindo-se às frestas da casca do fruto. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 12 m de altura. caule tortuoso. A planta é de ocorrência em todo o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Fruto-de-sabi. A infusão das folhas é usada internamente contra reumatismo e a mastigação das folhas frescas. Aroeira-do-sertão.

imparipinadas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica os frutos. ou Cajá e Umbu. Em outros países da América do Sul. referindo-se apenas à fruta da espécie. ou mesmo Caju. Cirouela. especialmente árvores com resinas. com 5 a 7 m de altura. é ovóide. as flores são pequenas.4). diurético e analgésico. o fruto da espécie é empregado contra dores renais. Dados químicos dos gênero A família Anacardiaceae é bem conhecida pela presença de fenóis e ácidos fenólicos. reunidas em racemos. O ácido anacárdico (C22H32. Dados botânicos Spondias purpurea é uma árvore alta. do tipo drupa. foi isolado da fruta e especialmente do óleo da castanha por Stadler (1887). O nome Spondias significa "ameixa". referindo-se à semelhança com o fruto. ilustrado a seguir.Spondias purpurea L.O3). como antidiarréico. descrito também por Carl Linnaeus. inclui espécies tropicais. Acaju. Outras denominações comuns são Acajá. o fruto. são usados na forma de suco para o alívio de febre e dores. com folíolos oblongo-elípticos e acuminados. O gênero Spondias. Acaiou. Inúmeras espécies desse gênero são historicamente conhecidas como Cajazeiro e Umbuzeiro. além de comestíveis. enquanto as folhas são consideradas antianêmicas (Guerrero. as folhas pecioladas e alternas são ovadolanceoladas. Das folhas de Anacardium occidentale foram isolados ácidos fenólicos como gálico. esverdeado e doce (Figura 22. Nomes populares As espécie é conhecida na região amazônica como Umbu ou Serigüela. 1994). p-hidroxi- . sendo um composto característico das espécies deste gênero. antiespasmódico. Siriuela.

glicosídeos de quercetina. Al. No fruto foram detectadas as presenças de ácido ascórbico. agathisflavona. ácido procatéquico. a-selineno e vitamina C (Gupta. amentoflavona. taninos e açúcar (Nagaraja et al. amido. cicloartenol. aminoácidos. anacardeína (Sathe et al. ácido-p-hidroxibenzóico. 1997). derivado de resorcinol. n-eicosano.. cardanol. limoneno. 1973). Foram também caracterizados. quercetina 3-O-ramnosídeo e quercetina 3-O-glucosídeo (Arya et al. anacardol e cardol.benzóico e cinâmico (Koegel & Zech. 1997c). De Anacardium occidentale foram feitas caracterizações químicas e obtidas a partir das castanhas inúmeras proteínas. esteróis. sódio e açúcar. estigmasterol. Mg. 1995). flavonóides. ácido gentísico. 1985). P. 1990). 1986). os seguintes compostos: acetofenona. kaempferol. Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Anacardium occidentale indicam a presença de glicosídeos cardiotônicos. (-)-epiafzelequina. quercetina. campesterol e colesterol (Dinda et al. A castanha possui também cardol e ácido anacárdico (Hegnauer. antocianinas. leucocianidina. taninos. anacardol. de diferentes partes da planta. Das cascas de seu tronco foram isolados b-sitosterol. S. Compostos derivados do ácido anacárdico. álcool araquidílico. 1987). aminoácidos. (-)epicatequina. 1987). também foram isolados (Costa. além de flavonóides voláteis (Pino. apigenina. fenol. As castanhas possuem 96% de lipídios neutros e 4% de glicolipídios e fosfolipídios (Nagaraja. 1986). narigenina. 1989).. e de suas folhas foram isolados miricetina. K e Ca (Thomas & Dave. a-amirina. além de Na.. triterpenos e sesquiterpetenolactonas . robustaflavona. C1.

ácido salicílico. 1994). Dados descritos em inúmeras publicações confirmam a presença de inúmeros constituintes químicos. Vários derivados do ácido anacárdico. 1991. De Spondias citherea foram isolados compostos terpênicos voláteis (Franco & Shibamoto. flavonóides e triterpenos em suas folhas. Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742.. 1994). onde se observou que o ácido anacárdico foi o que apresentou a atividade mais fraca (Himejima & Kubo. Das folhas e caule dessa espécie também foram isolados dois taninos (Corthout et al... oléico. Dezesseis compostos fenólicos isolados do óleo da castanha do caju foram testados quanto às suas propriedades antimicrobianas em quatro microorganismos típicos . tocoferol. O composto 2-hexenal isolado dessa espécie mostrou importante ação bactericida contra bactérias gram-positivas. O grupo hidroxil e a cadeia lateral alquil são imprescindíveis para a manutenção da atividade. ácidos esteárico. mombin foi isolada uma série de ácidos 6-alkenilsalicílicos (Corthout et al. e raízes (Guerrero.(Guerrero. denominados geraniina e galoilgeraniina. 1991). Himegima & Kubo. 1994) e 15-lipoxigenase (Shobha et al. Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Spondias purpurea indicam a presença marcante de taninos. Saccharomyces cerevisiae e Penicillium chrysogenum -. 1999).. Dados farmacológicos dos Gêneros Das cascas da castanha de Anacadium occidentale foi isolado um composto fenólico denominado cardol. -linolênico. quercetina. Porém diante do Helicobacter pylori o ácido anacárdico foi o mais efetivo antibacteriano ( Kubo et al. Do extrato etanólico de folhas e caule de S. tocoferol e outros.. aminoácidos variados. palmítico. 1991). 1992).. cardol e metilcardol obtidos dessa espécie apresentaram potente ação inibidora das enzimas tirosinahidroxilase (Kubo et al. palmitoléico.. 2000). 2000). láurico. gram-negativas e outros microorganismos (Muroi et al. Muroi & . 1994) e frutos (Augusto et al. que apresentou uma pronunciada atividade antifilária. 1993. -caroteno. -sitosterol. 1994). Escherichia coli. um derivado do ácido anacárdico (Onwuka.Bacillus subtilis. tais como -catequina.

1991). Estudos com os componentes do ácido anacárdico extraído de A. mas se mostraram importantes como agentes antitumorais. enquanto o cardol. 1995)... 1984b) e antibacteriana (Garg & Kasera. 1974. glabrata.epicatequina Kubo. meticardol e outros ácidos dessa espécie apresentaram efeitos citotóxicos moderados (Kubo et al. occidentale permitiram verificar que tanto o grupo carboxila como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida (Sullivan et al. 1993). Três ácidos anacárdicos isolados recentemente possuem ação citotóxica contra células de carcinoma de mama. Extratos aquosos de folhas dessa espécie possuem importante ação antifúngica (Ganesan. 1994). Atividades moluscicida e hipoglicemiante foram determinadas também por Pereira & Souza (1974). Souza et al. Os componentes do ácido anacárdico extraído de A. 1993). occidentale foram avaliados perante a B. (1981) identificaram a-pineno no óleo essencial.. Jurberg et al. . 1992. Craveiro et al. que apresentou atividade depressora central (Garg & Kasera.. occidentale administrado em dose única em ratos normoglicêmicos e hiperglicêmicos (Vargas. occidentale apresentou atividade moluscicida (Pereira & Pereira. e observou-se que tanto o grupo carboxil como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida. O extrato hexânico das cascas de A. Não foi constatada a atividade hipoglicemiante de A. 1982). 1984a).

. Geraniina e galoilgeraniina. 1983). 1991). isolada de A. possuem pronunciada atividade antiviral contra Coxsackie e Herpes simplex viruse (Corthout et al... Salmonella enteritidis e Shigella flexneri (Cáceres et al. 1990). foram isolados taninos que produziram atividade antiinflamatória. 1999) e antibacteriano contra Bacillus cereus.. o que pode ser considerado um fator limitante à alimentação bovina (Onwuka. 1980) enquanto.A epicatequina.... mombin.. 1992). analgésica e tóxica (Rocha Mota et al. taninos isolados de S. 2000. 2001. pela presença do cardol (Hoehne. o extrato etanólico e metanólico apresentaram atividades antimicrobiana e antifúngica (Moura et al. além de uma atividade moluscicida contra o caramujo Biomphalaria glabrata... 1981). Abo et al. 1982 e 1985. etanólico e aquoso das cascas e do caule de A.. 1994). occidentale.. 1992). Barbosa Filho et al. Kudi et al. 1999. occidentale. Dos extratos hidroalcoólico. 1994). Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742 (1). O extrato aquoso das cascas do caule apresentou atividade hipoglicemiante (Vetral et al. foi estudada farmacologicamente e observou-se sua propriedade antiedematogênica e antiinflamatória em ratos (Swarnalakshmi et al. Akinpelu. Streptococcus pyogenes e Mycobacterium fortuitum. . Mota et al... Além disso. 1982. um intermediário do ciclo de vida do Schistosoma mansoni (Corthout et al.. Estudos in vitro realizados com extratos etanólico de Spondias purpurea apresentaram atividade contra algumas enterobactérias: Escherichia coli. 1990. antiartrítica. França et al. 1993). um derivado do ácido anacárdico que possui atividade inibitória sobre a beta-lactamase (Coates et al. responsáveis por irritação da pele. Dados toxicológicos da família Anacardiaceae e observações de uso Foram relatados efeitos tóxicos com a utilização das sementes cruas do caju. As catequinas isoladas a partir do extrato clorofórmico apresentaram atividade depressora do SNC (Fonteles et al. as folhas possuem altas concentrações de taninos e saponinas. Ácidos alcenisalicílicos isolados de Spondias mombin apresentaram pronunciado efeito antifúngico (Rodrigues et al.

1939). Nesse sentido, estudos mais recentes demonstram que o cardol e o ácido anacárdico são os compostos responsáveis pela promoção de dermatites de contato (Hegnauer, 1973). Em razão da presença de fenóis, o caju induz a processos alérgicos, e a ingestão da semente crua determina problemas digestivos com dores e queimação na boca, edema de lábios, língua e gengivas, sialorréia intensa, disfagia e vômitos (Schvartsman, 1979). A semente assada é inócua. Recentes estudos confirmam casos de dermatite de contato pela castanha-de-caju (Rosen & Fordice, 1994; Diogenes et al, 1996), enquanto outros demonstram o desenvolvimento de processos alérgicos por causa do pólen da espécie (Fernandes & Mesquita, 1995). Sérios problemas de irritação da pele são causados pelos compostos fenólicos, ácido anacárdico e compostos derivados, enquanto os casos mais sérios de irritação e alergia ocorrem nos trabalhadores que coletam ou manipulam produtos da espécie Anacardium occidentale. A espécie Schinus terebenthifolius possui vários efeitos tóxicos, especialmente sob uso prolongado, o qual deve ser evitado.

Espécies medicinais da família Oxalidaceae

Introdução
A família Oxalidaceae descrita por Robert Brown compreende seis gêneros e aproximadamente 775 espécies distribuídas no Hemisfério Sul, especialmente nas zonas tropicais e subtropicais (Mabberley, 1997). Essa família apresenta em geral plantas herbáceas, ervas ou raramente arbóreas pequenas (Averrhoa), de folhas compostas, trifolioladas (Oxalis) ou com maior número de folíolos (Averrhoa), alternas com ou sem estipulas (Joly, 1998). Essa família inclui várias espécies de Trevo ou Azedinha de uso medicinal (Oxalis) e comestíveis (Averrhoa).

Espécies medicinais Averrhoa bilimbi L. e Averrhoa carambola L.
Nomes populares

Esta planta é conhecida na região amazônica como Limão de cayanna; no entanto, existem registros para a espécie como Bilimbi, Bílimbino e Caramboleira-amarela.
Dados botânicos

Árvore de até 13 metros de altura, com casca lisa e escura; folhas inteiras, com disposição alterna, imparipinadas, compostas de numerosos folíolos opostos; flores vermelhas e aromáticas, com cálice pubescente, reunidas em panículas terminais; fruto do tipo baga, oblongo, anguloso, verde-amarelado, comestível e semelhante ao de Averrhoa carambola (Carambola); duas sementes elípticas (Figura 22.5). O nome do gênero Averrhoa foi dado em homenagem a Averróis, médico árabe. O gênero Averrhoa foi descrito por Carl Linnaeus e inclui apenas as duas espécies aqui referidas; a espécie A. carambola tem origem na Malásia e é amplamente cultivada no Brasil; diferencia-se da outra porque os estames férteis são alternados com estaminódios, enquanto na espécie A. bilimbi os estames férteis possuem filetes mais curtos, alternados com filetes mais longos.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá do fruto é utilizado na cura de resfríados; o fruto misturado com goma de mandioca, água e açúcar é indicado contra dores de estômago; o fruto macerado com folhas de mocura-caá, alfavacão, peão-branco ou roxo e água é considerado excelente para dores de cabeça. Na região da Mata Atlântica, os frutos, além de comestíveis, são usados na forma de suco contra febres e disenterias. A infusão das folhas é considerado útil em diabetes "leves", como diurético e para reduzir o colesterol. Os outros usos catalogados no Brasil referem a utilização do suco do fruto como antiescorbútico e contra doenças cutâneas (Corrêa, 1984).

Dados químicos do gênero
Das folhas de A. carambola foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio. Os saponosídeos totais e flavonóides totais apresentaram atividade antibacteriana sobre cinco tipos de bactérias gram-positivas, porém não foram efetivas contra outros cinco tipos de bactérias gram-negativas e Candida albicans (Long et al., 1996). Dos frutos da A. carambola foram isolados carotenóides (Gross et al., 1983), polifenoloxidase (Adnan et al., 1986), ácido málico, ácido cítrico, fructose e glucose, aminoácidos (Yang et al., 1995), ácido ascórbico (Biswas & Mannan, 1996) pectinesterase (Horng et al., 1996), ácido oxálico (Wei & Wu, 1997). Constituintes voláteis do fruto fresco de A. carambola foram determinados, nos quais foi detectada a presença de um total de 126 compostos voláteis, predominantemente ésteres e compostos carbonil. Dos constituintes majoritários detectou-se a presença de (E)-hex-2-enal (2,4 mg/ kg) e benzoato de metila (1,9 mg/kg) (Froehlich & Schreier, 1989). Das folhas foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio (Long et al., 1996). Constituintes voláteis dos frutos dessa espécie foram isolados, obtendo-se 53 componentes, dos quais 47,8% são ácidos alifáticos, além de ácido hexadecanóico (20,4%) e ácido (Z)-9-octadecenóico. Dentre os doze ésteres, foram isolados butil-nicotinato (1,6%) e hexil nicotinato (1,7%) (Wong & Wong, 1995), além de 3-O-cianidina também isolado de A. bilimbi (Gunasegaran, 1992). Já a espécie A. carambola possui diversos carotenóides (Gross et al., 1983) e sementes ricas em óleo (Berry, 1978).

Dados farmacológicos do gênero
O extrato aquoso de A. carambola apresentou atividade hipoglicemiante (Dalla Martha et al., 1997). Além disso, constatou-se atividade depressora central (Muir & Lam, 1980) e houve relatos de intoxicação pela ingestão de neurotoxinas do fruto em pacientes com insuficiência renal (Neto et al., 1998).

Os saponosídeos totais e flavonóides totais isolados de A carambola apresentaram atividade antibacteriana (Long et al., 1996). O efeito hipoglicemiante foi observado também para a espécie Averrhoa bilimbi sendo a função aquosa detentora de melhor atividade (Pushparaj et al., 2000 e 2001).

Espécies medicinais da família Rutaceae

Introdução
A família Rutaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 156 gêneros, nos quais estão distribuídas 1.800 espécies cosmopolitas, especialmente em regiões tropicais, incluindo arbóreas, arbustos e ervas aromáticas contendo compostos terpenóides característicos da família (Mabberley, 1997). No Brasil, a família está representada por 28 gêneros e aproximadamente 182 espécies (Barrozo, 1978). No sistema de Engler, as Rutaceae fazem parte da ordem Rutales e incluem sete subfamílias, enquanto no rearranjo aqui utilizado e proposto por Kubistzki, os gêneros dessa família se distribuem em cinco subfamílias distintas, das quais a mais importante é a Rutoideae, onde se encontram os gêneros Ruta, da famosa Arruda aqui descrita, e os gêneros Esenbeckia e Cusparia, que incluem espécies medicinais. Na subfamília Aurantioideae encontram-se os gêneros Aegle e Citrus, este segundo de imenso valor econômico e medicinal, dadas as famosas Laranjeiras e os variados Limoeiros, grupos de espécies cítricas amplamente cultivadas e comercializadas no Brasil, num importante setor da economia. Desse gênero, inúmeras espécies foram referidas como medicinais; no entanto, pelo amplo conhecimento delas e grande número de trabalhos envolvendo-as, optamos por não incluí-las no presente estudo.

Espécies medicinais Ruta graveolens L
Nomes populares

Essa espécie é chamada popularmente de Arruda, sendo ainda denominada Ruta em Minas Gerais, Arruda-fedorenta e Arruda-fêmea e Arrudamacho no Rio Grande do Sul.
Dados botânicos

Subarbusto de folhagem densa com odor característico; folhas alternas, pecioladas, tripinatipartidas, sem estipulas; flores amarelo-esverdeadas, hermafroditas, com pétalas livres entre si, pedunculadas, lanceoladas, com bráctea pequena; ovário súpero com muitos óvulos; fruto do tipo capsular com quatro a cinco lobos, arredondados; sementes pardas e rugosas (Figura 22.6). O nome do gênero, Ruta, vem do grego rute, derivado de ruesthai = "salvador", referindo-se ao poder curativo da planta. O gênero Ruta descrito por Carl Linnaeus inclui espécies com ocorrência e origem na região do Mediterrâneo e no sudeste da Ásia.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá ou o sumo das folhas, utilizado externamente, é considerado útil contra asma, pneumonia e dor de cabeça; o chá das folhas também é usado como analgésico, antiespasmódico, tranqüilizante e contra problemas uterinos, quando misturado com alho e cominho; o suco das folhas é usado como abortivo e contra derrame cerebral; folhas de arruda misturadas com sumo das folhas de cravo, resina de copaíba, gergelim amassado e semente de peão-branco são indicadas contra derrame cerebral; o preparado de sumo das folhas com flores de cravo e semente de gergelim é usado contra dores, paralisia infantil e "malapanhado" ("doença que entorta criança"). Na região do Vale do Ribeira, a infusão das folhas é usada contra cólicas menstruais, diarréia, dores de cabeça e febres, enquanto o xarope das folhas é usado contra tosses graves. O macerado das folhas em aguardente ou vinho branco é usado externamente contra dores de cabeça e enxaqueca,

e o banho preparado com as folhas serve para aliviar qualquer tipo de dor. A decocção das folhas de arruda é usada como abortivo, especialmente associada a outras espécies vegetais ou medicamento. É também utilizada externamente como inseticida e internamente como estimulante, sudorífero e emenagogo, e suas sementes servem como antihelmínticos e parasiticidas (Corrêa, 1984); o chá das folhas é usado como analgésico, abortivo, emenagogo, estupefaciente, antigripal, hemostático, anti-helmíntico, anti-reumático e contra lumbago, em Minas Gerais (Verardo, 1982; Grandi & Siqueira, 1982; Grandi et al., 1982); no Ceará, como analgésico e contra dismenorréia (Matos et al., 1982); em Brasília, como tranqüilizante (Barros, 1982); no Rio Grande do Sul, como abortivo e o banho com o chá das folhas serve para menstruação atrasada (Simões et al., 1986). Além destas indicações, também é utilizada como febrífugo, no Pará (Amorozo & Gély, 1988).

Dados químicos da espécie
Os constituintes químicos particulares da planta são a rutina e a essência. Foram reconhecidas também lactonas aromáticas como a Cumarina,

bergapteno, xantotoxina, rutarena e rutamarina, heterosídeos antiociânicos, alcalóides como a rutamina, cocusaginina, esquiamianina e ribalinidina. A essência da arruda possui metilcetonas, sendo 87,8% são representadas pela metilnonilcetona e metil-heptíicetona, pequenas quantidades de outras metilcetonas, hidrocarbonetos aromáticos e terpenóides, fenóis, ésteres fenólicos, ácidos graxos, cineol e alcoóis alifáticos (Costa, 1986). Alcalóides e glicosídeos também foram isolados (Nahrstedt et al., 1981; Kuzovkina et al., 1980; Kong et al, 1984; Kuzovkina et al., 1984; Nahrstedt et al, 1985; Somanathan & Smith, 1981; Chen et al., 2001) e flavonóides (Trovato et al, 2000).

Dados farmacológicos da Espécie
Costa (1986) relatou propriedades anti-helmínticas, estimulantes, febrífugas, emenagogas, e mostra que a ação espasmolítica da planta é atribuída à presença de bergapteno e xantotoxina, enquanto a presença de metilnonilcetona é responsável por sua ação vesicante, excitante da motilidade uterina e abortiva quando em doses altas. Atividade antimicrobiana foi determinada utilizando-se alcalóides dessa planta (Eilert et al., 1984) e flavonóides (Trovato et al., 2000). Atividades espasmolítica, contra micoses cutâneas e inibidora da implantação de óvulos, foram também determinadas (Minker et al, 1979; Fróes & Fróes, 1988; Guerra & Andrade, 1978). O extrato de Ruta graveolens, que apresenta os alcalóides dictamina, gamafagarina, chimianina, pteleína e cocusaginina, revelou um efeito mutagênico moderado na linhagem TA98 da Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1987). A rutina é um dos compostos isolados dessa planta mais utilizados para o tratamento dermatológico, porém apresenta problemas quanto à sua metabolização. Em razão disso, várias tentativas de encontrar um composto que melhore sua metabolização têm sido realizadas. Testes posteriores com rutacridona e epoxirutacridona indicaram que a rutacridona possui menor toxicidade ao ser metabolizada por enzimas do fígado de rato, ao passo que o epóxido não sofre metabolização (Paulini et al., 1989). Além disso, o extrato dessa planta também foi responsável pela inibição de 100% da atividade hemolítica dos venenos de cobra e escorpião (Sallal & Alkofahi, 1996).

Isolou-se ainda das raízes dessa espécie o alcalóide furanoacridona, composto responsável pela atividade mutagênica em diferentes linhagens de Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1991a). Em estudos farmacológicos recentes, as folhas apresentaram atividades abortiva, mutagênica, além de diminuir a fertilidade (Rao et al. 1987; Sugai, 1996; Melito et al., 1997). E o extrato hidroalcoólico das partes aéreas mostrou atividade anticonvulsivante (Trotta et al., 1989) e antimicrobiana, mas não apresentou atividade esquistossomicida (Guilherme et al., 1989; De Sá et al., 1990b). A tintura de R. graveolens também foi responsável pela moderada atividade fotomutagênica em uma linhagem de algas verdes. A tintura possui bergapteno, psoraleno, impeatorina, dictaminina, gama-fagarina e skimianina. Mas o principal responsável pela atividade fotomutagênica parece ser o bergapteno (Schimmer & Kuehne, 1990). O extrato de éter de petróleo dessa planta apresentou efeito citotóxico quanto avaliado in vitro utilizando-se células de sarcoma de Yoshida (Trovato et al., 1996). O extrato clorofórmico da raiz, caule e folhas apresentou significativa atividade antifertilidade em ratos quando administrado intragastricamente do primeiro ao décimo dia pós-coito. A partir do fracionamento do extrato foi isolada a chalepensina como componente ativo responsável pela atividade tóxica (Kong et al., 1989).

Dados toxicológicos da Espécie
Hesnel et al. (1983) e Schwartsman (1979) verificaram fitodermatites causadas por substâncias químicas da R. graveolens, mediante um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar, induzindo dermatites. Corrêa (1984) relatou o aparecimento, após a ingestão, de dores epigástricas, cólicas, vômitos, arrefecimento da pele, depressão do pulso, contração das pupilas, convulsões e sonolência. A ingesta desta planta, por animais, tem promovido morte em 1 a 7 dias (El Agraa et al., 2002).

FIGURA 22.1 - Anacardium giganteum. Ramo com flor (desenho original por Di Stasi) e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998) (Banco de imagens -

FIGURA 22.2 - Anacardium occidentalle Ramo com inflorescência e fruto (original por HirumaLima).

FIGURA 22.3 - Schinus terebenthifolius. Ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998).

Ramo com frutos (modificado a partir de Hoehne. .FIGURA 22. 1946).Spondias purpurea.4 .

b) detalhe do ramo com folhas e flores (fotos originais por Hiruma-Lima).FIGURA 22. c) detalhe do fruto (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .Averrhoa carambola: a) detalhe do ramo com flor e fruto.5 .

Ruta graveolens. Escanerata do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Eichler) (Banco de imagens - .FIGURA 22.6 .

mas alguns arbustos e árvores são des- . com aproximadamente 3. C. A. denominada também Umbellales. Di Stasi A ordem Apiales. A maioria das espécies é de plantas herbáceas. Hiruma-Lima L. as quais são descritas a seguir. 1997). Espécies medicinais da família Apiaceae (Umbelliferae) Introdução A família Apiaceae (Dicotyledonae) é também denominada.23 Apiales medicinais C. Dessa ordem foram registrados usos de espécies de ambas as famílias. Existe uma grande discordância quanto à classificação dessas espécies e aqui adotamos aquela usada por Mabberley (1997). descrita inicialmente por Antoine Laurent de Jussieu. inclui apenas duas famílias botânicas (Araliaceae e Apiaceae). ambas com várias espécies medicinais e ocorrência em todo o Brasil. de acordo com o sistema de classificação botânica. Essa família inclui 446 gêneros.540 espécies cosmopolitas do Norte de climas temperados e espécies tropicais de montanhas (Mabberley. como Umbelliferae.

Apioideae). Eryngium e Alepidea (Eryngeae . Pimpinella (Erva-doce).Saniculoideae). fibrosas e caule florífero solitário. sendo considerados nativos Hydrocotyle com espécies em matas. muito comum na Mata Atlântica. Daucus (Caucalideae . ascendentes. Petroselium (Salsa). inflorescência dicásio ramificado com cada bifurcação . Apium. Coentro. Cominho e Salsa.Apioideae). No Brasil ocorrem poucos gêneros. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Chicória. entre inúmeros outros. oblongolanceoladas. Coriandrum (Coriandreae . e Hydrocotyle exigua. pela sua grande utilização na região amazônica e por representar um gênero nativo do Brasil. a Eryngium ekmanii. 1998). assim. dos quais se destacam Daucus (que inclui a Cenoura). tais como Cenoura. Espécies medicinais Eryngium ekmanii Wolff. Apium com características ruderais. especialmente pelo seu uso como alimento e condimento. Foeniculum e Pimpinella (Apiae Apioideae). Inúmeros gêneros cultivados são muito comuns no Brasil. e Eryngium com espécies freqüentes em campos (Joly. Apium (gênero do Salsão).Hydrocotyloideae). densamente imbricadas. não foram encontrados sinônimos populares que a identificassem.critos na família. optamos por incluir aqui apenas duas delas. Muitas dessas espécies são cultivadas. com raízes fasciculadas. dunas e brejos. sendo também usadas como medicamentos na região amazônica e na Mata Atlântica. folhas alternas. onde há amplo uso como medicamento. Erva-doce. Essas plantas exóticas e amplamente cultivadas no Brasil possuem inúmeros estudos e descrições já disponíveis e. Coriandrum (Coentro) e Foeniculum (Cominho e Funcho). Dados botânicos Erva de até 1 m de altura. Cicuta. Os gêneros mais importantes dessa família são Centella e Hydrocotyle (Hydrocotyleae .

frutos pilosos. Dados botânicos A planta é uma erva de caule prostrado. especialmente em crianças. usado topicamente. vem de eros = "lã". cordiformes. espalhadas por diversos continentes.1). torcidas antes de abrir. habitando em lugares úmidos. Eryngium. quando preparado em alta concentração. dos quais são emitidas raízes. fruto subgloboso (Figura 23. semelhantes a barba de cabra. inflorescência em capítulo. lobadas e pilosas. Inúmeras espécies desse gênero são usadas como medicinais em diversos países.) Malme Nomes populares A espécie é chamada. de Erva-terrestre. e aix = "cabra". Também é conhecida como Erva-capitão. Na Mata Atlântica a espécie é encontrada em áreas de formação secundária e raramente na floresta. não foram encontrados dados de medicina tradicional referente à espécie em questão.com um pedúnculo terminal e dois ramos laterais surgindo de um par de folhas ou brácteas. Hydrocotyle hirsuta Sw. folhas pequenas. diclamídeas e hermafroditas. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e . é considerado excelente contra dores de cabeça. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. é usado internamente para expulsar restos de placenta em partos difíceis. var. enquanto o chá da raiz é empregado internamente em estados gripais. com nós. referindo-se às fibras do rizoma. com flores avermelhadas. exigua (Urban. O nome do gênero. crenadas. de no máximo 1 cm de espessura. cíclicas. capítulos esverdeados com flores pequenas. O gênero Eryngium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 250 espécies tropicais e temperadas. no entanto. o sumo das folhas frescas. na região do Vale do Ribeira. Esse chá.

1986). emético. sendo 2. Além de saponinas. 2002). e cotyle = "umbigo". também encontrados em E.. 1997) além da atividade antimicótica (Abou-Jawdah et al. .000 mg/kg e de 50 mg/kg por via endovenosa (Gupta. foetidum L. elegans (Campos & Garcia.. Esta mesma espécie apresentou atividade antiinflamatória (Garcia et al. em altas doses. a água das folhas serve para tirar sardas do rosto. 1997a).4. comarinas e flavonóides. 1986). O extrato aquoso de E. 1986). 1997). a infusão das folhas é usada contra gripes e bronquites fortes. ao passo que das sementes foram isolados 37 compostos. campestre foram isolados ainda flavonol e cumarinas (Erdemeier & Sticher. ácido hexadecanóico e carotol os constituintes majoritários (Pino et al. creticum foi testado por sua atividade inibitória contra venenos de escorpião e de cobra. A atividade antiinflamatória foi determinada em E. 1985). farneseno... anetol e alfa-pineno (Pino et al. sendo majoritários carotol. O nome Hydrocotyle deriva do grego hydro = "água". acetilenos. 1997a). Corrêa (1984) refere o uso das folhas como tônico. bourgatii (Lam et al. Hohmann et al.. Glicosídeos foram isolados de E. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. 1999). 1985.. Dados químicos e farmacológicos Sobre a espécie Eryngium ekmanii não foram encontrados estudos químicos e farmacológicos.inclui 130 espécies cosmopolitas.. O extrato das folhas frescas e secas e da raiz seca promoveu 100% de inibição dos venenos de cobra e de escorpião (Alkofahi et al.. 1984). 1995). foi ainda isolado o falcarindiol em E. De E. foetidum apresentou atividade anticonvulsivante (Simon & Singh. planum (Hiller et al.. 1980) e E. foram isolados 46 compostos. maritimum (Lisciani et al. a DL50 por via oral foi de 1. 1992). O extrato aquoso e etanólico das folhas frescas e secas e da raiz de E.5-trimetilbenzaldeído. diurético e. ilicifolium (Pinar & Galan. Das folhas de E. enquanto vários acetilenos foram obtidos das raízes de E. campestre (Erdemeier & Sticher.

325 espécies tropicais espontâneas e poucas espécies de clima temperado (Mabberley. arbustos. Os dados da espécie e do gênero não fornecem subsídios que garantam sua utilização. subclasse Rosidae. e as espécies mais comuns pertencem aos gêneros Hedera. nessa família as raízes de uma importante espécie Panax ginseng têm sido usadas há mais de dois mil anos na medicina tradicional chinesa contra inúmeras doenças. Espécies medicinais da família Araliaceae Introdução A família Araliaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Apiales. é pouco comum a ocorrência de uso medicinal. Das inúmeras espécies descritas nessa família. e Polyscias. e inclui 47 gêneros. mas demonstram a importância da realização de estudos com a espécie e outras do gênero. Os gêneros mais importantes dessa família são Aralia. segundo a história. no envenenamento do filósofo Sócrates. mas raramente ervas. e centenas de . ambos introduzidos no Brasil. Hedera. são encontradas na família. Árvores. especialmente do gênero Cicuta. especialmente em refogados e saladas. Australásia e América tropical (Joly. epífitas. da famosa Hera dos parques. em três distintas zonas de expansão: região Indomalaia. Mackinlaya e Polyscias. Centro-Oeste e Sul. Tetrapanax. 1998). Várias espécies dessa família são consideradas tóxicas. No Brasil ocorrem vários gêneros. Panax. Várias espécies do gênero Hydrocotyle também são consideradas tóxicas para animais. Tetrapanax e Aralia. mas muito pouco se tem estudado sobre as espécies nativas dessa família botânica. No entanto. Essa espécie é uma das drogas mais comercializadas no mundo. famosa por ter sido usada. de uso comum em cercas vivas e como ornamentais. Schefflera. As espécies estão distribuídas predominantemente em regiões tropicais.Observação de uso Esta Chicória não é a mesma planta conhecida na região Sudeste. utilizada como alimento. lianas. 1997). com aproximadamente 1.

Cunha e Cunha-mansa. O nome do gênero vem do grego polys = "muito". cálice pequeno. Cuia. fruto indeiscente. flores pequenas. refere-se à forma da folhas. amplamente cultivada como ornamental. Outras espécies do gênero. globoso. androceu com cinco estames. pertencente ao gênero Polyscias. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de apenas uma espécie medicinal dessa família. a maioria de árvores de pequeno porte ou arbustos. com larga bainha na base. mas com certeza não se trata das espécies (Figura 23. amplamente cultivadas no Brasil como ornamentais. A espécie não foi completamente identificada. Cuia. reunidas em inflorescências axilares. O gênero Polyscias. inclui aproximadamente 150 espécies tropicais.2) Polyscias fruticosa e Polyscias guilfoylei. Espécies medicinais Polyscias sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Cuia-mansa. usada internamente. Dados botânicos Arvore de pequeno porte. sendo também usa- . descrito por Johann Forster e Georg Forster. ovário ínfero. grandes. e o banho com folhas são úteis para acalmar crianças na hora de dormir. variegadas.estudos têm sido realizados em razão de sua importância química e farmacológica. cuja identificação taxonômica não foi completamente obtida. e acias = "sombra". Dados da medicina tradicional A infusão preparada com folhas. O nome popular da espécie. pela beleza de sua folhagem. folhas alternas. tais como Panax notoginseng e Panax quinquefolius. também possuem constituintes químicos e atividades farmacológicas similares ao Ginseng verdadeiro.

A raspa da casca do tronco servida com o sumo das folhas com raiz de açaí é um preparado útil contra anemias. 1991). assim como do tempo de sobrevida e ganho de peso. Não foram encontradas referências de uso dessa espécie em nenhum levantamento etnofarmacológico. 1990. 1986). Glicosídeos oleanólicos. Em P. 1996.dos como calmante por adultos. Barilyak & Dugan. Um importante estudo realizado por Trylis & Davydov (1995) sugere os mecanismos endócrinos e metabólicos da atividade adaptogênica de culturas de tecidos das espécies Polyscias filicifolia e Panax ginseng. Chaboud et al. Vo et al. 1994).. os autores demonstram que . Dados químicos e farmacológicos do gênero Polyscias Saponinas triterpênicas do grupo do ácido oleanólico.. sobretudo no extenso trabalho realizado por Corrêa (1984). 1989c e 1990) e de P. Recentes estudos confirmam os resultados obtidos por Slaveinskene et al. foi constatada a presença de flavonóides (Lussignol et al. 1988. Nas folhas de Polyscias sp. Proliac et al. Fulva (Bedir et al... Estudos com camundongos tratados (três vezes por semana a partir de doze meses de idade) com extrato da raiz de Polyscias fruticosum demonstram claramente o aumento da função da memória. 2002. 1992). (1986) e demonstram que culturas de células da espécie Polyscias filicifolia normalizam a biossíntese de proteínas e a atividade de RNAt-sintetases de fígado de coelhos com isquemia do miocárdio induzida (Lekis et al. 2001). Nesse estudo. Lutumski & Luan. saponinas triterpênicas e triterpenos glicosilados foram encontrados nas folhas de P.. 1992). sesquiterpenóides voláteis e poliacetilenos foram isolados de Polyscias fruticosa (Brophy et al... A combinação desse tratamento com levo-deprenil é mais eficaz que o tratamento isolado (Yen & Knoll. Extratos alcoólicos de Polyscias filicifolia possuem efeito antimutagênico detectado pela habilidade de suprimir mutações genéticas de Salmonella tiphymurium (Dvornyk et al. crispatum caracterizou-se a presença de alcanos de cadeia longa (Broschat & Bogan. 1995. scutellaria (Paphassarang et al... 1990). ao passo que a fruta verde com mel é usada contra tosse. 1998). 1989a. 1992.. De P pichroostachya foram isoladas saponinas triterpênicas que apresentaram efeito moluscicida (Gopalsamy et al. 1989b.

Detalhe da planta toda e da inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) (Banco de imagens - . associados àqueles referentes a outras da família. Observações Os dados apresentados para algumas das espécies desse gênero. prevenindo a exaustão das reservas de energia nos estágios finais de estresse. assim como outras do gênero Polyscias.. mostram que essa espécie. foi verificado aumento da atividade da adrenal e da tiróide. são fontes potenciais de novos constituintes químicos com importantes atividades farmacológicas. filicifolia também possui atividade antimicrobiana (Furmanowa et al.1 . alterações nas taxas de metabolismo de carboidratos e lipídios. e de prolactina pela hipofise. A espécie P. especialmente a Panax ginseng. FIGURA 23. bem como diminuição da produção de insulina e glucagon pelo pâncreas. 2002).as espécies estimulam a capacidade de trabalho físico dos animais em condições de imobilização.Eryngium ekmanii.

Polyscias.2 .FIGURA 23. Detalhe do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi .Banco de imagens - .

Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Gentianaceae e Asclepiadaceae -.Strychnaceae. Genistomaceae. referidas como medicinais na região amazônica e descritas a seguir. Apocynaceae. destacando-se o gênero Strychnos (família Strychnaceae ou também denominada Loganiaceae III). Esses dados. . Hiruma-Lima A ordem Gentianales inclui apenas seis famílias . Apesar de não referidas no nosso estudo. espécies da família Strychnaceae também possuem importantes fontes de substâncias ativas. apesar de pouco numerosa. Loganiaceae. sendo importantes fontes de substâncias com atividade farmacológica. do qual foi isolada a famosa estricnina e inúmeros outros compostos com efeitos tóxicos já descritos.24 Gentianales medicinais L. Essas três famílias reúnem grande valor medicinal e terapêutico. demonstram que a ordem Gentianales. Gentianaceae e Asclepiadaceae. somados aos descritos a seguir para as famílias Apocynaceae. das quais as três últimas reúnem várias espécies medicinais e algumas com ampla ocorrência no Brasil. devendo ser considerada uma significativa fonte de novos compostos de interesse terapêutico ou toxicológico. Di Stasi C. é uma importante fonte de substâncias com potentes efeitos e ações farmacológicas. C. A.

e muitas dessas espécies representam protótipos de classes farmacológicas distintas de drogas e fazem parte da história da Farmacologia e da Terapêutica. Allamanda. e encontrado em várias outras espécies do gênero. Tabernaemontana. e. Inclui espécies arbustivas. especialmente a espécie Rauwolfia serpentina. Himatanthus (Plumeria) e Wrightia. Rauwolfia. como Aspidosperma. 1997). Paquistão e Tailândia. Aspidosperma. Vinca. A família Apocynaceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes vegetais de constituintes químicos de utilidade na medicina moderna. além dessas. ressaltam-se alguns gêneros e suas principais espécies: • do gênero Rauwolfia. . que possui diversas espécies como a Peroba e o Pau-pereira. Strophantus. Nesse contexto. os gêneros Mandevilla e Thevetia.900 espécies tropicais e subtropicais. serpentina. Esse composto foi isolado em 1952 e possui inúmeras atividades farmacológicas. muito bem descritas nas obras clássicas de Farmacologia. aqueles que incluem espécies arbóreas. Os gêneros mais importantes dessa família são Alstonia. Várias substâncias têm sido isoladas a partir de espécies dessa família.Espécies medicinais da família Apocynaceae Introdução A família Apocynaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Gentianales. dentre os gêneros. com destaque para ajmalina. muito utilizadas ornamentalmente. herbáceas. No Brasil ocorrem 41 gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. Thevetia. muitas das quais conhecidas como Mangaba. Nerium. Java. a família possui espécies trepadeiras. com espécies distribuídas nos cerrados e na Amazônia. ajmalinina. como os gêneros Allamanda. com aproximadamente 1. Hancornia. muitas das quais trepadeiras e suculentas. as ornamentais Tabernaemontana e Plumeria. Joly (1998) destaca. Mandevilla. e que inclui aproximadamente trinta alcalóides. Catharanthus. serpentinina e reserpina. inclui 165 gêneros. subclasse Asteridae. sendo esta última o mais importante. arbusto encontrado na Índia. fornecedores de madeira. sendo algumas poucas registradas em regiões temperadas (Mabberley. arbóreas. entre as espécies de pequeno porte. Hancornia.

sendo estes dois últimos importantes agentes antineoplásicos. Vinca rosea e Catharanthus roseus. Strophantus combe e Strophantus sarmentosus. destacando-se espécies do gênero Mandevilla. Wrightia e Aspidosperma. estrofantinidina e cimarina. tais como alstonina. Alamanda amarela e Quatro-patacas.• do gênero Vinca e Catharanthus. • do gênero Strophantus. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de três espécies medicinais distintas dessa família. tais como majdina. espécies ricas em glicosídeos. Espécies medicinais Allamanda cathartica Nomes populares L Alamanda é o nome popular utilizado nas duas regiões. merece destaque por possuir glicosídeos cardiotônicos como a adinerigenina e a canogenina. Várias espécies dessa família têm sido recentemente objeto de estudos como fonte de novas drogas. . vinblastina e vincristina. contudo. fonte de mais de sessenta distintos alcalóides. A espécie também é conhecida no país com as seguintes denominações: Alamanda-deflor-grande. conhecida no Brasil como Espirradeira e muito usada como ornamental. tem sido designada também como Catharanthus roseus. tanto para os animais como para a espécie humana. Dedal-de-dama. as espécies Strophantus gratus. algumas das quais serão discutidas no final deste capítulo. • do gênero Alstonia as espécies Alstonia scholaris e Alstonia contricta. alstonilina. ambas contendo inúmeros alcalóides bioativos. Vinca minor. especialmente a Nerium oleander. a saber Allamanda cathartica. Himathantus sp. segundo Evans (1996). tais como ouabaína. as espécies Vinca major. A espécie Vinca rosea. Deve-se destacar. fonte principal dos alcalóides antitumorais citados e de aproximadamente mais de 150 distintos alcalóides. cilastonina e também a reserpina. e Thevetia peruviana. Orélia. • do gênero Nerium. que essa família inclui um grande número de espécies tóxicas.

purgativo e catártico. espessas. fruto do tipo capsular. grandes. contendo poucas sementes (Figura 24. O gênero inclui doze espécies tropicais. glabras e verticiladas. A infusão das folhas é utilizada como emético. semilenhoso. O nome do gênero Allamanda descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem ao famoso botânico holandês Allamand. axilares e fasciculadas. Outros sinônimos populares são Janaguba e Sucuuba-verdadeira. enquanto a decocção das cascas da planta. Atribuem-se à casca as mesmas atividades das folhas. A folha é considerada excelente catártico. adicionando-se seu uso contra tumores hepáticos e parasitas intestinais.Dados botânicos A espécie Allamanda cathartica é um arbusto alto e trepador lactescente. com casca rugosa. especialmente cães e macacos. sendo a A. Dados botânicos É uma árvore latescente de grande porte. folhas simples. a planta exsuda látex considerado venenoso. especialmente em crianças. Dados da medicina tradicional O uso tópico do macerado de todas as partes da planta é utilizado contra sarna. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sucuuba. Himatanthus sucuuba (Spruce) Wood. com folhas brilhantes. com a mesma indicação. atingindo até 20 m de altura. Cathortica a mais extensivamente cultivada como ornamental. com copa estreita e tronco ereto. usada internamente. Ucuuba e Sucuba. emético e purgativo. com tubo estreito e longo. em grande número. o qual também é útil contra sarna quando usado externamente. inflorescências com flores amarelas. As flores e raízes são usadas contra problemas do baço. sendo este segundo muito comum como animal doméstico na região amazônica. em animais domésticos.1). na forma de funil. Segundo Corrêa (1984). alternas. Refere-se ainda o intenso emprego desse macerado. é considerada um excelente vermífugo. .

1997). coriáceas. A população refere que a planta deve ser usada com cuidado. frutos geminados em forma de chifres. simples. especialmente no alívio de coceiras. recente divisão realizada por Plumel (1991) permite a distinção entre ambos os gêneros. Coração-de-jesus. Thevetia peruviana (Pers. 1990). Fava-elétrica e Ahoay-guassu. glabras em ambas as faces. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Castanha-da-índia e Chapéu-de-napoleão. heliófita e secundária. Schum. com um tronco de casca cinzenta. grandes e brancas. contendo sementes aladas. acumi- .) K. O nome do gênero deriva do grego. folhas alternas. especialmente em crianças. margens inteiras. referindo-se às brácteas que envolvem os botões florais. inflorescências dispostas em cimeiras terminais com poucas flores. pois o uso excessivo pode causar diarréias e desidratação. Corrêa (1984) relata que a casca exsuda um látex medicinal e venenoso. ovaladas. linear-lanceoladas. Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. sendo uma planta perenifólia. ocorrendo preferencialmente no interior da mata. significando "manto de flor". sendo útil como anti-helmíntico. A espécie tem ocorrência principal na Amazônia. Dados da medicina tradicional O uso tópico do látex é indicado contra afecções da pele. estômago (dores e irritação) e na expulsão de vermes.pecioladas. alcançando até 10 m de altura. no entanto. Noz-de-cobra. Esse gênero é considerado sinônimo do gênero Plumeria (Mabberley. enquanto a decocção das folhas é usada internamente contra problemas do intestino (constipação). O gênero Himatanthus foi descrito por Carl Willdenov e Josef Schultes e inclui apenas treze espécies. todas encontradas na América do Sul (Plumel. Outros nomes populares no Brasil são Jorro-jorro.

contendo sementes duras e grandes. arbotifaciente. purgativa e emética e de uso perigoso. 1997). antitérmico e emético são conhecidos por todo o planeta. assim como outros inúmeros usos de várias par- . contendo flores grandes. a amêndoa. enquanto a decocção das folhas é usada no alívio dos sintomas após picada de cobra. contra reumatismo e hemorróidas e no tratamento de insônias (Duke. descrito originalmente por Carl Linnaeus. a decocção das folhas tem sido empregada para combater febre e malária. aromáticas. as sementes da espécie são muito utilizadas pelos indígenas na confecção de artefatos de adorno. em pó. A casca é considerada amarga e febrífuga. sendo referidos em inúmeros trabalhos etnobotânicos realizados em vários países. além de comumente empregadas para suicídio ou homicídio.nadas. com corola em forma de funil. com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura. como pulseiras. para provocar vômitos. inflorescências dispostas em cimeiras terminais. É uma espécie muito usada como ornamental. As sementes da espécie são usadas como inseticida. Dados da medicina tradicional A infusão das cascas da planta é usada internamente como antitérmico. além da sua utilização uso em vários países como emético. onde a espécie também é usada no envenenamento de peixes e como inseticida (Walt & Breyer-Brandwijk. especialmente do continente africano. carnosas e glabras nas duas faces. Thevetia peruviana é sinônimo de Thevetia neriifolia. o látex acre é usado para acalmar dores de dente. das quais a referida é a mais conhecida e estudada. sendo amplamente cultivada em vários países tropicais. fruto do tipo drupa carnosa. O látex é amplamente utilizado em vários locais do mundo como veneno para flechas. amarelas. 1984). 1962). 1985). enquanto na Índia é comum a utilização da espécie para suicídios (Mabberley. é empregada como cataplasma para neutralizar efeitos de veneno de cobra (Corrêa. 1984). revestimento de maracás (Corrêa. foi dado em homenagem a um monge francês chamado Andre Thevet. Os usos dessa espécie como purgativo. O nome do gênero Thevetia. No Brasil. colares. O gênero inclui apenas oito espécies tropicais. purgante. que veio ao Brasil em 1590 e escreveu sobre a Guiana Francesa. triangular. braceletes. bactericida e como veneno para peixes.

1995c e 1995a). -amirina. ruvosídeo e neriifolina.. O isolamento de diosgenina. As folhas dessa planta contêm ainda as lignanas ácido ortocumárico. cumarato de plumierida e protoplumericina (Shen & Chen.-hidroxipinoresinol e 9. Corrêa. ácido ferúlico e ácido gentísico.. escopoletina. rutina e os iridóides plumierida. flavonóides. 1984). blanchetii (Ganapaty et al. 1996. Glicosídeos também têm sido isolados de outras espécies desse gênero. perivosídeo. 1992b. e possuem ainda outros glicosídeos como a tevetoxina. cumarato e um glicosídeo (Ganapaty & Rao. 1962.. 1985). Tewtrakul et al. 1992a e 1994). kaempferol. além de 13-O-acetil plumierida. além das flavonóides (Germonsén-Robineau. Glicosídeos do grupo dos iridóides também têm sido descritos nas folhas dessa espécie (Abe et al. também chamado tevetina A. 1988). neriifolia os compostos 9. Kupchan et al. também encontrados em outras partes das plantas desse gênero (Watt & Breyer-Brandwijk.Kader et al. 1996). 1974). tevetiogenina e uzarigenina (Abe et al..-D-glucopiranosilsitosterol (Matida et al.-O. alamandina. schottii..tes da planta têm sido relatados por diversos autores (Duke. Existem ainda relatos da presença de iridóides lignanas(Abdel. siringaresinol e glicosídeos (Abe & Yamauchi. escoparona. são ricas em um glicosídeo a tevetina. assim como de outras espécies do gênero. Os dados etnofarmacológicos são similares em todas as partes do mundo. plumericina. plumierida. como a A. Dados químicos dos gêneros Allamanda. 1989).-hidroximedioresinol. 2002). tais como de T. a alanerosida. -sitosterol. De outras espécies do gênero Allamanda. medioresinol.. tevetina B. foram isolados do caule isoplumericina. 1988). pinoresinol e alamicina (Anderson et al. -sitosterol. 1986). Das folhas dessa espécie foram isolados vários glicosídeos derivados da digitoxigenina. canogenina. além de lignanas como pinoresinol.. quercetina.1997. Himatanthus e Thevetia Akah & Offiah (1992) relatam a presença de alcalóides. enquanto do extrato etanólico das folhas e ramos foram isolados 3.. . e de suas flores. thevetioides (Perez-Amador et al. Foram isolados de A. saponinas e carboidratos no extrato aquoso de Allamanda cathartica. acetato de lupeol. As sementes de Thevetia peruviana.. ovata e T. lupeol e trifolina foi descrito nas flores de A. 1988). 1993). Dessa mesma espécie também foi caracterizado o iridóide glicosídeo.

. glicosídeos cardiotônicos. Triterpenos como ácido olianólico. cathartica causam purgação e aumento do movimento propulsivo do intestino em . obovatus (Vilegas et al. esperolactonas. (1990) e Beauregard Cruz et al. Ali et al.. 1996). taninos e saponinas. além de compostos conhecidos como kaempferol e quercetina (Abe et al. ácido metilperlatólico (Endo et al. linoléico. 1995. 1995b) e monoterpenos polihidroxilados (Abe et al. cáprico. 1997) além da lignana pinoresinol (Braga et al. 1991). linoléico. o rendimento e a composição do óleo das sementes de Thevetia peruviana variam de acordo com a época de coleta.. Quanto à espécie Himatanthus sucuuba. 1994) e fulvoplumierina (Perdue & Blonster. Da espécie H. allamandina e isoplumericina (Vanderlei et al. 1982). 1990).. Dados farmacológicos dos gêneros Allamanda. 1978). 1994. Iridóides também foram isolados de H. Himatanthus e Thevetia Estudos recentes demonstram que extratos brutos de folhas de A. alcalóides.Foi isolado das folhas dessa espécie um novo triterpeno pentacíclico além de um conhecido glicosídeo (Begum et al. peruviana foram igualmente isolados novos flavonóis. Das folhas de T. esteárico e palmítico. Saxena & Jain (1990) descrevem que o óleo das sementes dessa espécie possui os ácidos palmítico. e as raízes. estudos descrevem a presença dos compostos denominados ácido confluêntico. triterpenos e saponinas. láurico e caprílico apenas no óleo das sementes imaturas coletadas em outra época do ano. taninos.. ursólico. phagedaenica foram isolados iridóides e triterpenos como a plumericina. flavonóides. 1998). De acordo com Obasi et al. linolênico. taninos e saponinas (Gupta. behênico e erúcico. (1986).. acetato de -amirina e acetato de -amirina também foram descritos nessa espécie (Siddiqui et al. esteárico. Dados fitoquímicos demonstram que as folhas possuem alcalóides. Guerrero. Da mesma forma. oléico.. enquanto as cascas possuem alcalóides. neriifolia (Dinda&Saha.. Foram descritos os ácidos mirístico. 2000). triterpenóides (Wood et al. tendo sido isolados do óleo das sementes maduras e imaturas componentes como ácidos oléico. 1992) e H.. 1992) e em T. 1993)... follax (Abdel-Kader et al.. 2001) e o ácido dihidroplumerinico além da ausência de alcalóides (Rocha et al.

antimicrobiana (Neto et al. Peruvosídeo e neriifolina. violacea (Lima & Caldas. 1992). Dados clínicos mostraram que esse composto produziu bons resultados em pacientes com descompensação cardíaca (Arnold et al... 1997)... Moreira et al. o qual se mostrou menos tóxico que a tevetina. 1991). bexiga.. 1935). 1989). 2000) A atividade antibiótica foi atribuída à alamandina de A. O extrato etanólico das partes aéreas de Allamanda blanchetii. 1994) antifúngico (Tiwari et al. Moraes et al. Obasi & Igboechi. inibem a atividade da Na+K+-ATPase por mecanismos similares ao dos digitálicos (Ye & Yang.. componentes principais da espécie Thevetia peruviana. indicando ação purgativa por aumento da motilidade do trato gastrintestinal via ativação de receptor muscarínico (Akah et al.. 2002) e antiofídico (Otero et al.. cathartica e A.. 1982a e 1982b. mas mesmo assim pouco seguro para ser usado como agente terapêutico (Watt & Breyer-Brandwijk. A neriifolina. 1984. além de induzir contrações dose-dependentes apenas antagonizadas pela atropina. 1978) e os ácidos confluêntico e metilperlatólico. atóxica e cicatrizante (Villegas et al. que possuem atividade inibitória sobre a enzima monoamino oxidase B (Endo et al. Existem ainda estudos que caracterizam a atividade antitumoral (Trotta & Paiva.. De Himatanthus sucuuba foram isolados a fúlvoplumierina com atividade citotóxica (Perdue & Blonster. 1994). 1962). 2002).. produziu atividades espasmogênica. 1990). . 1933). isolada dessa espécie. é considerada precursora de outros glicosídeos citados e possui efeitos farmacológicos e tóxicos similares aos apresentados (Frerejacque et al.. O glicosídeo tevetina isolado de Thevetia peruviana possui importante ação estimulante de músculos lisos do intestino. útero e vasos sangüíneos (Chopra et al.camundongos.. Staphylococcus aureus e Vibrio cholerae e outros microorganismos (Saxena & Jain. conhecida popularmente como orélia. blanchetii (Melo et al. 1964) e à plumericina e isoplumericina isoladas de A. O óleo das sementes de Thevetia peruviana possui atividade bactericida contra Bacillus subtilis. 1945 e 1947). 1990. analgésica e antiinflamatória (de Miranda et al. anti-hipertensora (Socorro & Thomas. Ações similares foram obtidas com o glicosídeo tevetoxina. mas substâncias mais ativas e menos tóxicas que elas foram obtidas por processos semi-sintéticos. 2000). 1981).

há diferenças entre esses compostos quanto à sua toxicidade. edema da parede do rúmem e congestão da mucosa do trato digestivo (Tokarnia et al. 1996).Dados toxicológicos das espécies Recentes estudos realizados com a espécie A. efeitos tóxicos também são similares. respectivamente.4g/kg. Oji et al.. 2000. 1993). gatos. A inclusão de sementes de Thevetia peruviana na dieta de ratos permitiu estabelecer que o consumo acima de 2. 2002.700 mg/kg é dose letal. 1992). Nerium oleander causou arritmia cardíaca e diarréia severa. além de congestão da mucosa da área digestiva restante. O consumo da espécie por bovinos causa cólicas. 1996). cathartica indicam sua toxicidade para bovinos e demonstram que a DL50 para essas espécies é de 30 g/kg (Tokarnia et al.. Nerium oleander.. 1996. 1999.. nereifolia provocou arritmia cardíaca e diarréia sem manifestações histológicas (Tokarnia et al. 2000). A mortalidade humana pela ingestão de Thevetia peruviana e Nerium oleander é geralmente pouco freqüente. 1933).. fato importante por ser essa espécie ornamental e muito comum em pastos. 0. 2002) a margem de segurança entre dose terapêutica e tóxica dessa substância é extremamente pequena (Chopra et al. vindo a morrer 24 horas após o consumo (Oji & Okafor. Eddleston et al. Estudos de toxicidade demonstram que as espécies Allamanda cathartica. 1996).. 1933. peixes e outros animais (Chopra et al.5 g/ kg e 14. e Thevetia peruviana e T. Em razão das grandes semelhanças farmacológicas entre os diversos compostos obtidos de espécies dessa família com os digitálicos. para bovinos (Tokarnia et al. Os animais exibem sérios problemas cardíacos e neuromusculares. e estudos recen- ... cobaias. Saraswat et al. acompanhadas de hemorragias e necrose de fibras do coração. A tevetina encontrada nessa espécie é altamente tóxica para camundongos. Maringhini et al. No entanto. Thevetia peruviana possuem valores de dose letal na ordem de 30 g/kg. A espécie Thevetia peruviana é considerada extremamente tóxica e a causa de inúmeros envenenamentos na espécie humana (Eddleston et al. Frerejacque.. Inúmeros efeitos tóxicos dos glicosídeos produzidos por essa espécie e por outras do mesmo gênero estão descritos por Watt & BreyerBrandwijk (1962) e Langford & Boor (1996). Allamanda cathartica causou principalmente manifestações de cólica e edemas nas paredes do rúmen e retículo. Singh & Singh. 1958.

inibição da Na+. tanto de forma terapêutica quanto como instrumento de suicídio. é importante considerar a utilização externa da espécie no combate a sarnas e parasitas intestinais. De todo modo. . pelo agravamento dos sintomas de purgação e êmese. dada a riqueza química da família. incluindo o homem. 1996).K+-ATPase. verifica-se a potencialidade dessas espécies e a conseqüente necessidade de estudos voltados a uma melhor descrição química.tes demonstram que os acidentes mais sérios ocorrem com crianças. A utilização dessas espécies em paisagismo ou como ornamentais oferece sérios riscos à saúde (Langford & Boor. ou seja. podendo provocar a eliminação de parasitas do trato gastrintestinal. A base das ações fisiológicas desses compostos é similar àquela dos digitálicos clássicos. com conseqüente identificação dos compostos responsáveis pela atividade hipotensora já determinada e como antiparasitária. no entanto. os quais ainda não foram estudados. a espécie Himatanthus sucuuba pode representar. uma importante fonte de novos constituintes químicos de interesse farmacológico. a utilização de espécies dessa família na pesquisa de novos compostos com esse tipo de atividade é extremamente promissora. Da mesma forma. A utilização interna da espécie Allamanda cathartica como purgativo e catártico se confirmou pelos estudos já realizados. revelando que seu consumo é seguro para a espécie humana (Guerra & Peters. especialmente Thevetia peruviana e Nerium oleander. Essas propriedades cardiotônicas têm sido exploradas desde a Antigüidade. são capazes de produzir efeitos inotrópicos positivos no coração de várias espécies animais. Dessa forma. Deve-se salientar. Observações Várias espécies dessa família. que o uso indiscriminado de preparados tradicionais com essa espécie pode causar sérios efeitos tóxicos. visto que a espécie age aumentando a motilidade intestinal. 1991). Estudos realizados com a decocção de casca de caule de Himatanthus sucuuba sugerem que há uma baixa toxicidade reprodutiva e teratogênica. especialmente do grupo dos alcalóides e glícosídeos. Considerando a importância da família Apocynaceae como fonte de compostos com atividade farmacológica. visto que estudos nessa área ainda não foram realizados.

Verifica-se aqui uma grande ocorrência de espécies dos gêneros Asclepias. mariana Dcne. 1997). Nomes populares A espécie é denominada Angélica ou Angélica-do-ar. 1986). sendo o gênero Asclepias o mais abundante em espécies conhecidas. Inclui lianas. e algumas de grande valor medicinal. sendo raras em matas primárias e em restingas (Barrozo. . No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso da espécie Fischeria cf. Sacamonoideae e Asclepiadoideae. Nessa família ocorre um grande número de espécies tóxicas. descrita a seguir.Asclepias. Oxypetalum e Calostigma. trepadeiras. mariana. Oxypetalum. Espécies medicinais Fischeria cf. esta última com os principais gêneros de espécies medicinais . No Brasil. tais como Asclepias curassavica.Espécies medicinais da família Asclepiadaceae Introdução A família Asclepiadaceae (Dicotyledonae) descrita por Friedrich Medikus e Mortis Borkhausen pertence à ordem Gentianales. distribuídos em três subfamílias Periplocoideae. com aproximadamente 2. a maioria das espécies tem ocorrência em matas secundárias ou capoeiras e em regiões de campo de cerrado. e inclui 315 gêneros. Fischeria. Tylophora e Calotropis. todas com inúmeros usos medicinais em vários países de todos os continentes e amplamente estudadas como fonte de novos compostos de interesse terapêutico. especialmente por seus efeitos tóxicos. herbáceas e raramente arbustos e árvores. subclasse Asteriddae.900 espécies tropicais e poucas de clima temperado (Mabberley. sobretudo para animais. Tylophora asthmatica e Calotropis procera.

Ao final do experimento não foram observados sinais de toxicidade nos animais (Tokarnia et al. opostas. químicos e toxicológicos de espécies desse gênero. Não foi encontrada descrição de outros usos tradicionais dessa espécie. hermafroditas e de simetria radial. com testa verrucosa (Figura 24. especialmente a febre.2). von Fischer. Exceto por esse ensaio e ainda alguns dados botânicos e ecológicos de algumas espécies. nos quais se distribuem 1. com lacínios conspicuamente crispados. formando uma corona composta de uma porção petalóide maior (cúculo) e uma porção fina recurvada (cornículo). E. sementes comosas. Espécies medicinais da família Gentianaceae Introdução A família Gentianaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Dados da medicina tradicional A infusão da folhas é usada contra problemas hepáticos e no combate a sintomas da malária. flores pentâmeras. com ramos pubescentes. fruto unilocular.. de onde saem as folhas simples. continuam inexistentes na literatura dados farmacológicos. membranosas.Dados botânicos Espécie de pequeno porte. L. administrando-se oralmente Fischeria mariana (10 g/kg) em bovinos jovens e desmamados. O nome do gênero foi dado por Augustin de Candolle em homenagem a Friedr. Dados toxicológicos da espécie Pela sua constante presença em pastagens.225 espécies cos- . diclamídeas. inclui aproximadamente 78 gêneros. corola gamopétala. foi realizado experimento de toxicidade. com pecíolos pubescentes. O gênero Fischeria inclui apenas dezesseis espécies tropicais com ocorrência na América tropical. curador do Jardim Botânico Imperial em Petersburgo e que viajou com Langsdorff. 1979). androceu modificado.

Nomes populares A espécie é chamada. sendo várias delas medicinais. Aublet refere-se a um nome popular e comum nas Guianas e inclui cinco espécies tropicais encontradas na América do Sul e no Brasil.mopolitas. Lisianthus e Coutoubea. Espécies medicinais Coutoubea spicata Aubl. com pequenas árvores e alguns arbustos e ervas (Mabberley. . mas também inúmeras espécies tropicais. com caule ereto de muitos ramos. como é o caso de espécies de Lysianthus (Joly. Dados botânicos É uma planta anual. e outras são usadas como ornamentais. subtropicais e de clima temperado. também sésseis. 1978). reunidas em verticilos. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. muitas espécies são comumente usadas como ornamentais e várias outras possuem valor medicinal pelos seus princípios amargos (Barrozo. Voyria. dispostas em espigas simples terminais. flores brancas grandes e muito vistosas. especialmente do gênero Dejanira. na região amazônica. F. fruto capsular. Puruvá e Cutúbea. desordens estomacais. amenorréia e como vermífugo. O nome do gênero Coutoubea descrito por Jean Baptiste C. 1998). a decocção das raízes é usada contra febre. Os gêneros principais e mais conhecidos são Gentiana. Genciana-do-brasil ou Raiz-amargosa. folhas opostas e sésseis. 1997). sendo conhecida em outras regiões brasileiras como Genciana. amplexicaules e grandes. de Carne-seca. No Brasil estão registrados aproximadamente 25 gêneros. Muitas dessas espécies são comuns no cerrado brasileiro. Dejanira.

um dos encontrados no Brasil. Os sintomas duraram cerca de 8 a 19 horas e consistiram em anorexia. Espécies medicinais da família Loganiaceae Introdução A família Loganiaceae descrita por Ivan Ivanovitc Martinov compreende 29 gêneros. quando ingerida dentro de 24 horas. dentre eles. ramosa também apresenta toxicidade manifestada com um quadro predominante de dores abdominais que evoluem de 8 a 20 horas.. e morte.Toda a planta é amarga e a decocção da raiz é usada como estomáquico. Um estudo experimental em bovinos indica que a dose letal da planta gira em torno de 20 g/kg. da famosa Strychnos nux vomica. . um gênero fonte de substâncias de interesse farmacológico e toxicológico. Os primeiros sintomas foram observados por aproximadamente 14 a 19 horas após ser completada a dose letal. lianas e ervas (Mabberley. fonte entre outras espécies do gênero da estricnina. taquicardia. conhecida popularmente como Tingui em Roraima. do qual destacamos aqui uma espécie referida como medicinal. Mas a C. e Strychnos. com aproximadamente 570 espécies de distribuição tanto em áreas tropicais como em áreas de clima temperado. diminuição da atividade motora e dores abdominais. onde é cultivado como ornamental. 1984). demonstraram que a morte foi decorrente da ingestão de Arrabidaea japurensis (Bignoniaceae). Dados toxicológicos A Coutoubea ramosa. Porém. A rama coletada seca permanece tóxica mesmo depois de quatro meses e meio (Tokamia et al. 1997). 1979). febrífugo. hipotermia. incluindo tanto árvores como arbustos. destacamos apenas os principais: Spigelia. estudos de toxicidade. diminuição da atividade do rúmen. anti-helmíntico e útil contra amenorréia (Corrêa. tônico. foi atribuída a mortes súbitas em bovinos. polipnéia. Os gêneros estão distribuídos em dez subfamílias.

glabras. foi uma das espécies mais citadas pelos entrevistados. flores amarelas em grande abundância.. nós na forma de uma cruz. 2002). coriáceas e trinervadas. a maioria na Amazônia (Barrozo. a decocção da casca é amplamente referida como útil contra qualquer tipo de dor e para reduzir a febre. antigamente. O nome do gênero designava. as plantas com propriedades narcóticas. que se refere à presença de mais de 190 espécies. . 2001). Corrêa (1984) refere que a casca dos rizomas é usada contra problemas do estômago. Dados botânicos A planta é descrita como árvore ou como uma enorme liana cujos rizomas saem e entram do solo. potatorum foi caracterizada a atividade antidiarrêica (Biswas et al. 1978). a espécie é chamada de Quina-cruzeiro. A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica. fruto do tipo baga globosa. a planta é narcótica e venenosa. porém de S. Noz-vômica e Quina-de-cipó.Espécies medicinais Strychnos triplinervia M. No levantamento realizado. A espécie também é conhecida como Cipó-cruzeiro. em seus cipós. Segundo Corrêa (1984). O gênero Strychnos é o mais importante dessa família e foi descrito por Carl Linnaeus. folhas opostas e ovais. Nomes populares Na Mata Atlântica. também constatado para a espécie S. Dados Farmacológicos do Gênero Não existem registros de estudos com Strychnos triplinervia. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. A planta recebe esse nome por possuir. nux-vomica (Shoba & Thomas. das quais aproximadamente setenta ocorrem no Brasil.

mellodora (Brandt et al. S. 1998) e S. Rafatro et al.A S. 1996). S. panganesis (Nuzillard et al... icaja foi isolado a sungucina com atividade antimalarial e citotóxica (Frederich et al.Allamanda cathartica. Alcalóides do gênero tem apresentado potente atividade antitumoral (Bonjean et al. 1996). 1995). nux-vomica reduziu a ingestão de álcool em ratos (Sukul et al. myrtoides (Martin et al. 2000).. 2000 e 2001.1 . . guianesis (Penelle et al. usambarensis (Frederich et al...... Dados Químicos do Gênero Os alcalóides foram os constituintes mais freqüentemente obtidos de espécies de S.. 1996). 2000. S.. Quetin-Lecrerq et al.. FIGURA 24. Das raízes de S. 2001). 1999). 2001). Detalhe da flor (Banco de imagens - ). Existem relatos da atividade tóxica de diversas espécies do gênero que alerta para os cuidados de sua utilização (Ho et al.

Fischeria cf.FIGURA 24. Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi . laniflora Dcne.2 .Banco de imagens - .

Hiruma-Lima A ordem Solanales inclui cinco famílias: Nolanaceae. ervas. Convolvulaceae. Solanaceae. lianas. G. Polemoniaceae e Hydrophyllaceae. Seito C. incluindo plantas herbáceas. N. Inúmeras plantas medicinais são encontradas principalmente nas famílias Solanaceae e Convolvulaceae. Essas duas famílias botânicas também são importantes pelo grande número de espécies cultivadas e comercializadas como alimentos. algumas vezes parasitas. Espécies medicinais da família Convolvulaceae Introdução A família Convolvulaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 1. distribuídas em 56 gêneros de ocorrência em regiões tropicais e de clima temperado e distribuição cosmopolita. Di Stasi F. A. Gonzalez L.600 espécies. C. das quais alguns exemplos são aqui referidos. arbus- .25 Solanales medicinais L.

rosas ou arroxeadas. de Batata-doce. Espécies medicinais Ipomoea batatas Poir. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada externamente como cicatrizante e. gengivite e dores de dente. geralmente lobadas. a espécie é cultivada e consumida como alimento. . em gargarejos. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea. axilares e fruto capsular. aqui também descrita como medicinal. Na região da Mata Atlântica. pecioladas. A planta também é conhecida. Os principais gêneros são Ipomoea e Convolvolus. para infecções da boca. Ipomoea batatas. e muitas espécies são cultivadas como alimentares e ornamentais. delicadas e amplamente consumidas como alimento.tos e raramente árvores (Mabberley. como Batata-da-terra. ainda que raramente. Nomes populares A espécie é chamada. 1997). internamente. No gênero Ipomoea se encontra a famosa Batata-doce. Corrêa (1984) refere que as folhas são anti-reumáticas e eficazes contra abcessos da boca e inflamações da garganta. flores brancas. Possuem inúmeras variedades. raízes tuberosas. com folhas alternas. espécie amplamente cultivada e usada como alimento em todo o mundo. suculentas. na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil. que são cultivadas com fins comerciais. Os tubérculos são amplamente utilizados como alimento. cordiformes.

Dados químicos do gênero Da espécie I. Alba. I. I. batatas Lam. friedelina.Ipomoea quamoclit L Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Primavera ou Florde-cardeal. comparando-se as plantas deste gênero. purpurea e I. O nome do gênero Ipomoea descrito por Carl Linnaeus deriva de ips = "verme que rói".. I. folhas alternas.. hederifolia. ácido caféico e quercetina (Tan et al. com nove a dezenove pares por segmentos lineares. pinatipartidas e pecioladas. flores de 4 a 6 cm reunidas em pedúnculos axilares com uma a três flores tubulosas. anti-reumáticas e laxativas. principalmente como ornamentais pela beleza de suas folhagens e de suas flores. 1996). 1996. 2000. 1. sinensis. e de homoios = "semelhante". fruto capsular ovóide. De . pelo seu aspecto parecido com o dos vermes. b-sitosterol. Goda et al. É também chamada de Boa-tarde e Primavera. com cinco lobos arredondados. sendo várias ervas. I. como é o caso de I. Dados da medicina tradicional A decocção da raiz da planta é usada internamente contra dores de cabeça e como purgativo. cairica. glabra. Delgado et al. de cor vermelhoviva ou rosa. tubérculos ou arbustos. coptica. 1996). enquanto as folhas são detergentes. oblongata. 1986). O gênero Ipomoea é numeroso e inclui aproximadamente 650 espécies tropicais e temperadas. de 5 a 18 cm de comprimento. Corrêa (1984) refere que o pó da raiz é utilizado como antiencefalálgico e esternutatório. como é o caso de /. cairica. acetil-b-amirina.. carnea. Dados botânicos A espécie é uma trepadeira anual. purpurea e /. flavonóides (Zhou. I. de amplo uso em Veterinária contra feridas e úlceras de animais (uso externo).antocianinaseantocianidinas (Terahara et al. foram isolados vários carotenos (Bicudo de Almeida et al. muitas delas amplamente cultivadas. Muitas espécies são medicinais. com caules bastante entrelaçados. 1995)..

ácido n-dodecanóico e/ou n-decanóico (Ono et al. alba foram isolados os alcalóides do tipo hexahidroindolizina (Ikhiri et al. Já do extrato etanólico da planta toda foram isoladas as ligninas (-)-arctigenina. Das sementes de I. 1986).. Diversos flavonóides foram isolados de I. 1997). as lignanas arctigenina. os níveis de oxalato e ftalatos na planta são menores do que a recomendação máxima como tóxica. 1996 e 1997). purpurea foram isolados glicosídeos acilados como a pelargonidina (Saito et al. muricata foram isolados glicosídeos com atividade laxante (Noda et al. regnellii e I.. Das raízes de I. além de b-sitosterol ácidos graxos e lignonas (Paska et al. Em Ipomoea aquatica foi detectada a presença do carotenóide aluteína (Wills & Rangga. matairesinol e trachelogenina.. asarifolia apresentam quantidades apreciáveis de proteínas brutas. 1996) amidos pirrolidina defótica (Tofern et al. Das partes aéreas de I. 1989). adrenérgicos e . tricolor foram caracterizadas antocianinas (Teh & Francis.. cairica foram isoladas as cumarinas umbeliferona e scopoletina. tornando-a uma boa opção de suplementação alimentar (Ekpa. 1996).. Das sementes de I. As folhas de I. 1996). lonchophylla foi isolada uma fração tóxica para camundongos que contém uma mistura de inseparáveis glicosídeos resinosos (MacLeod et al. Foram detectados indícios de toxicidade nas folhas de I. é medido por mecanismos colinérgicos. cornea. e também dibenzil-g-butirolactona. 1990). 1999a. 1997). alta concentração de cálcio e potássio. onde foi observada a diminuição dos níveis de glicose e fosfatase sangüínea e elevação dos níveis de uréia (Zakir et al.. além de escopoletina e friedelinol (Lin & Chou. (Sharma & Shukla. 1997). reptan foi isolada galactomanana (Kumari & Alam.. quando administradas a cabras. os flavonóides 4'. 1996).7-dimetil-quercetina e 7-O-bD-glucopiranosil-4'-metilapigenina. operculinas I-VIII ácido operculínico A. 1987). A contração do trato gastrintestinal pela administração de I. De I. carnea.. tricolorinas e ácido tricolórico (Bah & Pereda-Miranda.I. também encontrados em I.. hardwickii (Liu et al. carnea Jacq. Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero De Ipomoea orizabensis e I. 1999) e estudos químicos foram realizados com a I. operculata foram isolados os glicosídeos jalapina. 1999). e das flores de I.. arctiina e matairesinosídeo. 1988). 1997). reticulata (Mann et al. 1987). De Lima & Braz-Filho.

não-colinérgicos (Hore et al.. 1994). hispida é citada como droga antileprótica da flora medicinal indígena. no cerebelo e na medula espinhal (Srilatha et al. espasmolítica (Medeiros et al. Os extratos aquosos.. As folhas de Ipomoea impeati apresentaram atividades antiinflamatória (Paula & Freitas.. que apresentaram uma pronunciada atividade citotóxica em três linhagens de célula tumoral humana e atividade antibiótica contra duas linhagens de bactérias (Reynolds et al. Atividade tóxica também foi encontrada na espécie I fistulosa (Florio et al. tristeza e perda de peso nas cabras tratadas com a planta. O extrato diclorometano de I.950 espécies subcosmopolitas. 1996). 1997). 1995). 1996). com 2. 1993) e tóxica (Melo Diniz et al.. sendo 56 gêneros espontâneos da América do Sul.. 1998a e 1998b). 1998). Os principais gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: . 2000). pescapae (Madeira et al. 1990). A I.. stans três tetrassacarídeos.. Das partes aéreas de Ipomoea asarifolium. lianas e ervas (Mabberley. Foram observadas também anorexia.. conhecida popularmente como salsa-da-praia. depressão. hidroalcoólicos e clorofórmicos das raízes desta espécie apresentaram atividade anticonvulsivante em ratos (NavarroRuiz et al. Foram isolados de I. 1992). Entre estes. O efeito tóxico foi observado no cérebro. e seus constituintes foram avaliados diante da Mycobacterium leprae (Kataria &Gupta. 1997). As sementes de Ipomoea ssp. arbustos. fistulosa apresentou atividade antiinflamatória em teste de edema de rato em camundongos (Gorzalczany et al.. apresentaram potencial atividade genotóxica em testes com bactérias (Friedman & Henika. já foram caracterizadas as suas propriedades antimicrobiana (Lima et al. muitos destes com grande ocorrência no Brasil. antiagregadora plaquetária (Lemos et al. A atividade antinociceptiva foi caracterizada também em I. 1997) e hemolítica (Paula & Freitas. 1996).. 1998).. Espécies medicinais da família Solanaceae Introdução A família Solanaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 94 gêneros. dos quais 25 são endêmicos. 1991). encontram-se árvores.

e Solanum. a capsaicina. uma importante espécie cuja indústria do fumo movimenta milhões de dólares anualmente. descrito posteriormente. Manacá-açu e Jeratacaca. constituintes também presentes no gênero Hyoscyamus. . na qual se encontram os gêneros Capsicum. Don. Nos estudos realizados. Nomes populares Na região amazônica. da famosa espécie Nicotiana tabacum. ainda do ponto de vista comercial e social. como por compreender espécies vegetais de alto valor econômico e de grande utilidade na alimentação humana. Lycopersicum. fonte de nicotina. Managá-caa. Datura. Espécies medicinais Brunfelsia grandiflora D. essa espécie é conhecida popularmente como Maliaca. inúmeras espécies dessa família foram referidas como medicinais e passam a ser descritas a seguir. Cuvitinga e outras espécies. de onde se isolou. com inúmeros representantes no Brasil. • Cestroideae. como é o caso da Batata-doce e das mais variadas batatas. que tem aqui descrita e posteriormente discutida uma de suas espécies. importante ferramenta farmacológica e. Physalis. especialmente na espécie Hyosciamus niger. mas que causam problemas de saúde extremamente sérios e graves. Brunsfelsia. do famoso Tomate.• Solanoideae. pelos nomes de Manacá-da-serra. amplamente usadas como alimento e que possuem elevado valor econômico. Gambá. visto que inclui inúmeras espécies fontes de compostos químicos de grande relevância na Farmacologia e na medicina moderna. entre outros inúmeros compostos. Em outras regiões. da famosa Datura stramonium. Estes dados mostram a enorme importância dessa família botânica. como Juá-bravo. na qual se destacam os gêneros Nicotiana. das inúmeras pimentas vermelhas e amarelas usadas como condimento. e outras relevantes espécies de importância farmacológica pela presença de inúmeros alcalóides como a hiosciamina e hioscina. Fumobravo. tanto do ponto de vista farmacológico. dessa subfamília.

flores dispostas em cimeiras. Juá-de-capote. referindo-se à forma do fruto. usadas e cultivadas como ornamentais e medicinais. pentâmeras. Mata-fome. contendo ramos cilíndricos e casca fina e rugosa.1). O chá preparado com raiz de . o chá de sua raiz é utilizado para o tratamento de problemas do fígado e contra malária. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Mabberley (1997) refere que as folhas e cascas da espécie são usadas na Amazônia como alucinógenos. especialmente na Amazônia. caule verde. glabra. agudas. muito ramificado. Mulaca. O nome do gênero foi dado por Carl Linnaeus em homenagem ao botânico alemão Otto Brunfels. semente rufescente (Figura 25. possui. Joá-de-capote. bolha". Nomes populares A espécie é chamada. Bolsa mulaca. flores amarelas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. diclamídeas. O nome do gênero Physalis vem do grego physa = "bexiga. de Camapu. pequenas. sem estipulas. Tomate silvestre e Cereja-de-inverno. Em outras regiões também é conhecida como Bucho-de-rã. a infusão das folhas é considerada excelente para diminuir febre. folhas inteiras.Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. hermafroditas. ereto e crasso. com anteras azuladas. longo-pecioladas. folhas elípticas e acuminadas. bilocular. Dados botânicos Erva com muitos ramos. ovário bicarpelar. androceu com cinco estames. Joá. O gênero Brunfelsia descrito por Carl Linnaeus inclui quarenta espécies tropicais americanas e fontes de alcalóides. na região amazônica. Physalis angulata L. súpero. fruto esverdeado do tipo baga.

Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. interna e externamente. Outras denominações populares são Jurubeba verdadeira. Juripeba. 1982). A ingestão de uma xícara de chá das partes aéreas desse vegetal é recomendada para o tratamento de asma e de malária (Kember Mejia & Elsa. o uso interno da planta toda é tido como útil contra problemas renais (Agra. para tratar hepatite. jurubeba e pega-pinto é utilizado contra doenças nervosas. Embora alguns indígenas da Amazônia peruana usem o suco das folhas. 1998). 1984). 1984) e a raiz. dermatites e doenças de pele. 1993). o chá da raiz é considerado útil contra problemas do fígado.. contra icterícias (Schultes & Raffauf. 1990). a espécie é conhecida como Jurubeba e Jurubebinha. usam a seiva dessa planta para combater dores de ouvido (Ayala Flore. 1994).camapu misturada com raiz de açaí. renais e de vesícula biliar (De Almeida. hepatite e reumatismo (Forero. contra inflamações.. da Amazônia brasileira. Juuna e Juvena. vômito. 1990). 1974-1975). Jubeba. No Brasil. problemas hepáticos. os frutos são desobstruentes. A seiva dessa espécie é calmante e depurativa. e suas folhas têm uso diurético. em Minas Gerais. enquanto outras acreditam que as folhas e os frutos possuem propriedade narcótica e que a decocção dessas partes vegetais apresentam atividade antiinflamatória e efeito desinfectante sobre as doenças de pele (Garcia-Barriga. . e as folhas e/ou as raízes contra dores de ouvido. essa espécie vegetal é utilizada contra diabetes. diuréticos e resolutivos (Corrêa. são utilizados para os mesmos fins (Gavilanes et al. problemas hepáticos. tosse e dores no corpo (Amorozo & Gély. malária. As tribos indígenas da Amazônia utilizam a infusão das folhas como diurético (Duke et al. Algumas tribos colombianas utilizam o chá das folhas no tratamento de asma (Forero. no Pará. na Paraíba. outros. 1980. 1980). 1995). 1980). contra vermes. a espécie ainda é empregada para tratar reumatismo crônico. a infusão da sua raiz. Solanum paniculatum L. No Peru. útil contra reumatismo. bem como no combate a febre. Rutter.

folhas alternas. sendo úteis contra icterícia. todas cultivadas. muito parecidas com as da Batata-inglesa. especialmente contra lombrigas. A espécie ocorre em áreas de formação secundária na região do Vale do Ribeira. as quais são inteiras ou lobadas (cinco a sete lobos). Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada contra parasitas intestinais. O gênero Solanum descrito por Carl Linnaeus compreende 1. hepatite e febres intermitentes. Corrêa (1984) refere que as raízes e os frutos possuem propriedades amargas e desobstruentes.700 espécies subcosmopolitas. flores em umbela. de onde é obtida pelos habitantes locais. desiguais. lilás ou roxas. referindo-se aos efeitos analgésicos e sedativos de inúmeras de suas espécies. muitas delas de grande valor econômico. fruto do tipo baga globosa. flores brancas.Dados botânicos A planta é um arbusto pubescente nos ramos e nas folhas. ereta. ricos em fécula e amplamente consumidos e apreciados em todo o mundo. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea. compostas de cinco segmentos inteiros e ovados. sinuosas e acuminadas. brancos ou amarelados. alívio". de caule alado. Inclui inúmeras variedades. carnosos. ramos subterrâneos formam tubérculos de diversos tamanhos e formas. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. dispostas em racemos. de cor verde brilhante na parte superior e verde-esbranquiçada na inferior. além de ser indicada contra problemas do estômago. O nome do gênero deriva de solamen = "consolo. fruto do tipo baga redonda. Solanum tuberosum L. es- . a espécie é conhecida como Batata e comumente denominada Batata-inglesa ou Batatinha.

Na região. foram identificados escopoletina e ácido oleanólico (Magadan et al. com ciclopropenóides.8%).. Itoh et al. 1995).. De B. angulata (Row et al. 1985. hopeana foram isolados quatro novos glicosídeos esteroidais (Ichiki et al. 1986. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. Alcalóides foram isolados de P. além de ácidos graxos normais (Daulatabad & Hosamani. 1980. P peruviana (Gottlieb et al. grandiflora. 1980) e P. Do gênero Physalis. Glotter et al. 1994).25%) e ácido ricinoléico (0. P pubescens (Reddy et al. Uma análise detalhada através de CG-MS do óleo essencial de B. furocumarinas que parecem ser um antiinflamatório (Iyer. 1987. peruviana (Sahai & Ray. ixocarpa (Abdullaev et al. Frolow et al.5%). 1980. P.. Das raízes P peruviana foram isolados vitanolídeos (Neogi et al. Já da casca da raiz de B. 1988. 1985). principalmente. Os principais componentes identificados foram: ácido linoléico (75.. identificou a presença de 122 compostos. uniflora constituem rica fonte de óleo (30. 1979a. 1996). nitida. cetonas. Salicilato de metila também foi caracterizado como um dos constituintes majoritários. 1986). 1981).. 1977 e 1978).. Oshima . americana foram identificadas as presenças do ácido ricinoléico. Gottlieb et al. 1986).52%) (Maestri & Guzman. dos quais foram caracterizados. Sinha et al.. Constatou-se que quase um terço da totalidade dos compostos identificados é de origem terpênica (Castioni & Kapetanidis... Dados químicos das espécies e dos gêneros As espécies de Brunfelsia são ricas em escopoletina. 1977a). Vasina et al.pecialmente no Sul e no Sudeste do Brasil para comercialização interna e para exportação. ácido palmítico (7. aldeídos. No óleo das sementes de B. a infusão das folhas é usada contra distúrbios do estômago.. 1986). 1987). As sementes de B. espécie de origem cubana. P viscosa (Maslennikova et al. hidrocarbonetos.. ácido oléico (11. 1980) e alcoóis triterpenóides de P alkekengi (Itoh et al.. 1977). 1987. alcoóis e ésteres.. 1991).. minima (Mulchandani et al.. Eguchi et al.. P. a planta é obtida no comércio (tubérculos) ou pelo cultivo (folhas). alkekengi (Kawai et al.5%). obtido de suas partes aéreas. o principal grupo de substâncias são os esteróis obtidos de P..

.. Oliveira et al.. 1986).. painculogenina e jurubina (Ripperger & Schreiber. pauciflora e B. floribunda. além de alcalóides. neoclorogenina. Moiseeva et al. 14-alfa-hidroxi-ixocarpanolídeo. fisagulina A e K. calcyina var. 1986. O extrato aquoso de B. 1990). Banton et al. vamonolídeo. 1988). 1990. 1993. uniflora na forma de infuso (planta seca) a 10% ou planta fresca a 20% nas doses de 1 ou 2 g/kg produziu atividade analgésica e antiinflamatória em camundongos (Ruppelt et al. 1991). figrina.. flavonóides (Ismail & Alan... 1987)... 1990). Chen et al. que apresentou atividade espasmolítica (Romero et al. flavonas e beta-sitosterol (Sinha et al. fisalina B e quercetina (Gupta et al. com extratos da raiz de B. 1989.. hopeana foi detectado um constituinte denominado escopoletina. 1983. 1987b. 1967a e 1967b). 1987. Da espécie Solanum papniculatum foram isolados paniculonina A e B. aianinas. 1977). Neilson & Burren. 1997). bronquites. minima var.. angulata foram isolados ainda vitasteróides. De P ixocarpa foi isolada ixocarpalactona A (Abdullaev et al. revelou atividade depressora do SNC..et al. 1992a. febre e picadas de cobra.. vitaminimina. A administração oral de B. B. uniflora... vitangulatina A. B. vitagulatina A. flavonóides (Ser. . indica foram isolados vitasteróides. hopeana. Vasina et al. Chen et al. alkekengi foram isoladas fisalinas (Kawai et al. além de vitaminimina (Gottlieb et al. beta-sitosterol. além de contatar também atividade antiinflamatória (Iyer et al. Shingu et al.. De P. utilizada para picadas de cobra. Existem relatos de atividade tóxica das espécies B. 1988 e 1989). artrites. Dinan et al. bonodora. 1992b e 1992c). australis (McBarron & de Sarem. 1989. 1968. Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Brunfelsia grandiflora é popularmente utilizada para o tratamento de reumatismo. ácido clorogênico. 1988). 2001). 1990. Já da raiz de B. 1997. 1992).. Spainhour et al.. De P. Ripperger et al. apresentou atividade antiedematogênica (Pereira et al. 2001) e vários tipos de esteróides (De Almeida. vamonolídeo e vitanolídeos (Vasina et al.. enquanto das folhas de P. 24-25-epoxi-vitanolídeo D e T e vitafisanolídeo. fisangulídeo.. 1987 e 1990.. 1975. 1990). acetil colina. glicosídeos. Uma triagem hipocrática em ratos.

Carvalho.. Ribeiro et al. melanomas. et al. M... O estudo dos vitanolídeos de P. tenellus foi detectada a atividade analgésica (Ribeiro. imunoestimulante (Carvalho. 1998. Chiang et al. 1998) e antineoplásica (Carvalho. et al. edulis detectou-se a presença das atividades colinomiméticas por meio de testes farmacológicos in vitro (De Almeida. 1993.. in vitro e in vivo. aos esteóides. et al... 2002. A atividade antineoplásica foi atribuída à fisalina D. et al. M. et al. 1989). etanólicos e esteroidal mostraram. 1998). V. quando ingeridas em dose única ou repetida. 1990). tripanossomicida (Barbi et al.. M. M. antiespasmódica. et al. Soares et al. Haussmann et al. 1987). I..Para a Physalis angulata. O principal sintoma desse envenenamento foi a excitabilidade. minima foram isolados constituintes que apresentaram atividade antiinflamatória (Sethuraman & Sulochana. 1998b). 1987).... antibacteriana (Hussain et al. V... niruri e P.... antiasmática. Para as diferentes partes vegetais de Physalis caroliniensis. P. et al. et al. Dados toxicológicos Estudos realizados com folhas frescas e secas de Brunsfelsia pauciflora apresentaram toxicidade em bovinos. V. peruviana revelou atividade antimicrobiana (Zaki et al. e a atividade imunoestimulante. aqui descrita. O extrato aquoso e etanólico de diferentes partes dessa planta apresentou atividade antiinflamatória (Carvalho. Kusumoto et al. T. V. isolada da fração aquosa da planta inteira (Carvalho. 1992. M. 1998). diurética. V. como movimento . 1991. incluindo leucemias. antigonorréica. M... M. anticolinérgica (Fonteles et al. atividade citotóxica contra vários tipos de células cancerígenas. moluscicida (Almeida & Fonteles. Silva. Barbi et al. antimutagênica. V. 1998) antimicobacteriano (Januario et al. imunomoduladora (Rosas et al.. G. M.. 1998). constataram-se atividades hipotensora. citotóxica. Nos frutos de P. antiviral (Otake et al. Os extratos aquosos. Das folhas de P. 1988). 1997. 1998. 1995. 2000). 1997. 1998). alcoólicos. 1998).. antileucêmica. embora outros sinais também tenham sido verificados.. Pietro et al.. 1990). Kurokawa et al. 1992a e 1992b). 1998.. 1992a e 1992b). anti-séptica.. 1998). anticoagulante (Kone-Bamba et al. entre outras. entre outras (Lin et al. do extrato da planta inteira e/ou da fração esteroidal (Carvalho.

FIGURA 25. Além disso. Aspecto geral do ramo com flor e fruto (desenho original por Di Stasi .1 . falta de apetite. irritabilidade.Banco de imagens - .Physalis angulata. tremor muscular com algumas contrações súbitas e falta de estabilidade do animal. às vezes levando-o ao chão. 1991).de mastigação. salivação. estiramento e contração das patas traseiras. quatro animais sofreram ataque epiléptico (Tokarnia et al. perda de peso.

C. Espécies medicinais da família Boraginaceae Introdução A família Boraginaceae (Dicotyledonae). A família inclui árvores. Verbenaceae e Lamiaceae (Labiatae). descrita por Antoine Laurent de Jussieu. das quais se destacam as Boraginaceae. Santos C. as quais serão discutidas a seguir. freqüentemente . inclui 130 gêneros distintos. Hiruma-Lima Lamiales é uma das maiores ordens botânicas existentes. M. arbustos. espalhadas por todo o planeta. Nas regiões de estudo. Esta última família compreende um grande número de espécies de valor medicinal. foram referidas espécies medicinais dessas três famílias botânicas. 1997). M. Guimarães C. A. com aproximadamente 2. Di Stasi E. apesar de incluir apenas oito famílias.300 espécies (Mabberley. Amazônia e Mata Atlântica.26 Lamiales medicinais L.

• Cynoglossum. A planta também é conhecida como Balieira-cambará. sendo também indicada para o alívio de dores e na redução de febres. amplamente utilizada como medicinal e conhecida como Erva-baleeira e aqui descrita. com pedúnculos eretos e muitas flores brancas. pubescentes na face inferior. Nomes populares A espécie é chamada. lanceoladas. formando grandes populações em áreas litorâneas. 1998). Espécie muito comum na região da Mata Atlântica. no qual se encontra a famosa Cordia verbenaceae. onde ocorre em abundância em solos arenosos e em áreas de restinga. um dos gêneros mais comuns no Brasil. Espécies medicinais Cordia verbenaceae L. sendo raramente encontrada no interior de matas. de onde saem folhas sésseis.herbáceas e raramente lianas. de Ervabaleeira. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura. cujo gênero inclui a espécie Heliotropium indicum. agudas. a infusão das folhas é usada como antiinflamatório. referida como medicinal na região de estudo e reconhecida como espécie cultivada no Brasil (Joly. com até 12 cm de comprimento. muito ramificado. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. É uma planta heliófita e higrófita. • Heliotropium (Heliotropioideae). Borago e Symphytum (Boraginoideae). A população atribui os mesmos efeitos à decocção das folhas. este último com uma espécie amplamente conhecida e usada como medicinal. . inflorescência espigosa. densa. na Mata Atlântica e em todo o Brasil. e seus gêneros mais importantes são: • Cordia (Cordoideae). fruto subgloboso vermelho (Figura 26. Inúmeras espécies dessa família são consideradas medicinais. denominada popularmente Confrei e identificada como Symphytum officinale.1).

5 a 1 m de altura.Heliotropium indicum L. tubulosas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. incluindo úlceras. com dispersão regiões tropicais e temperadas. faringites. Outros sinônimos são Aguaraciunha-assu. dispostas em espigas solitárias. O nome do gênero Heliotropium descrito por Carl Linnaeus vem de helios = "Sol". furúnculos e também contra queimaduras. É uma planta anual. Segundo Corrêa (1984). ovadas ou cordiformes e acuminadas. Na medicina tradicional salvadorenha. . amplexicaule e H. de flores brancas. estomatites. Um grande número dessas espécies é útil como ornamental. incluindo espécies tropicais e outras de climas temperados. Aguaraquiunha. as folhas e raízes maceradas são usadas topicamente nas regiões inflamadas do corpo (Guerrero. anginas. glabro ou pubescente. 1994). Jamacanga e Jacuacanga. abcessos. Amorozo & Gély (1988) referem que o chá da folha fresca é útil contra tosse e febre. o macerado de folhas em água é indicado topicamente contra hemorróidas e afecções cutâneas. a planta é desobstruente e anti-hemorroidária. de origem na América e distribuição global por todo o Brasil. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Borragem-brava ou Fedegoso. Crista-de-galo. com ramos lisos e glabros. folhas pecioladas. e trepein = "mudar". com flores brancas ou azuis. moléstias cutâneas e feridas. e as espécies H. Dados botânicos A espécie é um subarbusto de 0. enquanto as folhas amassadas com folhas de Mucuracaá são usadas topicamente contra "baque". O uso interno da infusão de folhas é útil como desobstruente do fígado. e seu suco é de alto valor contra aftas. O gênero Heliotropium contém aproximadamente 250 espécies vegetais. europaeum são reconhecidamente medicinais. alternas. fruto formado como uma mitra. inflorescência curvada. referindo-se ao fato de as flores se torcerem após a exposição ao sol.

. na Mata Atlântica e em todo o Brasil. Dados químicos Estudos fitoquímicos mostram que as folhas de Heliotropium indicum são ricas em alcalóides. distúrbios estomacais. Dados botânicos A espécie é uma erva de rizoma grosso. A decocção das folhas é usada internamente contra hepatite. de Confrei. 1994). inflamação e dores de barriga. Outros nomes são Consolda. taninos e triterpenos. 1986).. acuminadas no ápice. flores grandes.Symphytum officinale L. amarelas ou rosas. além de alcalóides e taninos. vistosas. lasiocarpina-N-óxido e indicina-N-óxido (Jain & Purohit. como beta-sitosterol. Orelha-de-vaca etc. Das partes aéreas de H. É uma planta cultivada ou subespontânea com origem na Ásia. a espécie é amplamente cultivada com fins medicinais. lasiocarpina. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Língua-de-vaca. De H. possuem glicosídeos cardiotônicos (Guerrero. ásperas e onduladas. tubulosas. Nomes populares A espécie é chamada. 1996). Sonsólida. com porte herbáceo e raízes fasciculadas. lupeol. Erva-do-cardeal. com folhas ovadas ou oblongas. enquanto o macerado da raiz em aguardente também é usado como diurético e contra anemias. dispostas radialmente. O macerado das folhas em aguardente é empregado externamente como cicatrizante. enquanto as raízes. beta-amirina e beta-sitosterolglucosídeo (Pandey et al. europina. Consolda maior. marifolium foram isolados os alcalóides pirrolizidínicos conhecidos por sua atividade antitumoral e denominados heliotrina. fruto com quatro aquênios lisos. indicum também foram isolados da fração alcaloídica os alcalóides pirrolizidínicos heliotrina e lasiocarpina e compostos não-alcaloídicos. caule curto e ramoso.

. echinatina. curassavicum var. destacando-se compostos fenólicos em H. argentinum e var. bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. curassavinina. bursiferum (Marquina et al. 1988). bovei. 1988. e heliotropina de H... Alcalóides pirrolizidínicos também foram descritos em H. coromandalina. 1991). heliotrina e lasiocarpina e.. 1988).. dasycarpum (Rakhimova & Shakirov. H.. esfandiarii (Yassa et al. 1987). 1989). e suas folhas encerram ácidos graxos e esteróis (Miralles et al.a heliospatina e o heliospatulina . licopsamina amabilina. 1996). 1988). Outras classes de compostos também têm sido estudadas para este gênero. stenophyllum. scabrum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. heliotrina. 1988). heliotrina e lasiocarpina (Guner. arborescens (Bourauel et al. intermedina e retronecina) por Ravi et al. curassavicum (Davicino et al. curassavina. europina e supinina em H. lasiocarpum (Akramov. Inúmeros alcalóides pirrolizidínicos foram também descritos nas espécies H. heliotrina. H. H. (1989). keralense (isolicopsamina.de H.. europina. Farrag et al. em que se . 1995b). 1995) e H. supinina e europina (Rizk et al. bacciferum foram isolados também os alcalóides heliotrina e europina (Pizk et al. 1996).. além de dois novos alcalóides pirrolizidínicos . circinatum foram isolados os alcalóides curassavina. subulatum (Malik & Rahman. rotundifolium (europina. em menor quantidade. H. em H.. heliotrina e lasiocarpina de H. 1990). spathulatum (Roeder et al. heleurina. 1988). H.. 1994). heliovicina. (1990). 1986). heleurina. hirsutissimum (Guner et al. H.. Das partes aéreas de H.De H. 1995b. coromandalinina. lasiocarpina e 5'-acetileuropina) por Asibal et al. H. bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. 1995). Reina et al.

. a qual foi avaliada quanto à sua atividade antitumoral diante de carcinoma de Ehrlich e sarcoma 180 em camundongos (Dutta et al. pervianum produz compostos fenólicos antioxidantes. filifolium (Urzua et al. A propriedade cicatrizante também foi atribuída a esta espécie (Reddy et al.. C.. 2002). 1996). myxa. enquanto 3-metilgalangina e galangina foram isolados de H.. 1990). solicifolia (Hayashi et al. stenophyllum (Villarroel & Urzua. larvicidas e antiviral foram obtidas das espécies de C. Do exsudato resinoso de H. 1995. 2001) e de C. filifolium também foram isolados. 7-O-metileriodictiol. Porém nenhum composto isoladamente foi ca- . naringenina e 2geranil-4-hidroxifenil acetato (Villarroel & Urzua. e a lasiocarpina que foi capaz de inibir todos os microorganismos testados. 1989) e esteróis e quinonas em H.. naringenina e 2-geranil-4-hidroxifenil acetato foram isolados de H.3'-dimetileriodictiol. De H. 1994 e 1996).. Ácidos graxos e esteróis foram descritos em H. Al Awadi et al. C. C. pinocembrina. De H. linnaei (Ioset et al. do exsudato. Dados farmacológicos De Cordia dichotoma foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Ahmad & Beg. 7.. As propriedades antifúngicos. 2001).. bursiferum foram isolados os alcalóides 9-angeloylretronecina N-óxido que inibiu o crescimento de Bacillus subtilis. o filifolinol e um espiro-benzodihidrofuranilterpeno (Torres et al.. 1998).. dentre outras espécies (Ficarra et al. derivados do ácido caféico trimérico e tetramérico (Motoyama et al. 1987). pinobanksina-3-acetato. Os constituintes fenólicos denominados galangina. pinocembrina. bacciferum (Miralles et al. 1990). 2001). Sertie et al.. A Atividade antiinflamatória foi atribuída aos frutos de C.. pinocembrina. verbenacea. 1990). tais como ácido rosmarínico. A H. ovalifolium (Guntern et al. 1996). chenopodiaceum. sinuatum foram isolados os flavonóides naringenina.. 3-0-metilgalangina. De Heliotropium indicum foi isolada indicina N-óxido. 1991 e 1988. alliodora (Ioset et al. sakuranetina foram isolados da resina de H.3-0-metilisorhamnetina e pachipodol (Torres et al. Os flavonóides ayanina. 2000a) e C. 2001). 2000b).... 1996).descreveram os constituintes galangina. multispicata foi isolado triterpenóides com atividade anti-androgénica (Kuroyangi et al. hesperetina. curassavica (Ioset et al.

1995).. o consumo de espécies desse gênero deve ser evitado. subtilis como o extrato bruto de H. também denominada Labiatae.. enquanto alcalóides de Heliotropium curassavicum var. 2001a e 2001b). 1987).. dolosum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que apresentaram hepatotoxicidade em camundongos. bursiferum (Marouina et al. De H. Eroksuz et al. havendo relatos da presença de alcalóides pirrolizidínicos em inúmeras espécies do gênero. 1997). porcos e aves (Gaul et al. é potencialmente tóxica. assim como todo o gênero Heliotropium. reconhecidamente constituintes com alta toxicidade. 1992). o Ministério da Saúde do Brasil proibiu o uso e a comercialização de preparados por via oral. ellipticum e H. 1994. Dados toxicológicos A espécie.paz de inibir efetivamente o B. Portanto. elipticum apresentou também atividades antimicrobiana e antitumoral (Jain & Arora. Das partes aéreas de H. Alcalóides isolados de H. sendo também contra-indicado o uso do material fresco. europaeum e H.. Em razão dos estudos realizados com a espécie Symphytum officinale.. argentinum apresentam genotoxicidade. foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui cerca de 252 gêneros. Singh et al. 2001).. infusão ou chás por via oral. possivelmente associada aos pirrolizidínicos alcalóides (Carballo et al. 1989). Alcalóides pirrolizidínicos de Heliotropium bovei possuem atividade antifúngica (Reina et al. a maioria de arbustos e ervas e raramente de árvores . subulatum apresentaram atividade antimicrobiana significativa (Jain & Sharma. Um outro estudo com o extrato etanólico das partes aéreas e raízes de H. Jain et al. ramosissimum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que em estudos preliminares inibiram a atividade colinesterase sérica (Mahmoud et al.700 espécies.. 2002. Espécies medicinais da família Lamiaceae Introdução A família Lamiaceae. nos quais se distribuem 6. 1987.

oposto-decussadas. com haste suculenta. Teucrioideae: Teucrium. Malva. nas quais destacamos as principais espécies medicinais de ocorrência subespontânea ou cultivadas no Brasil: • • • • • • • Viticoidea: Vitex. Ocimum. corola com tubo infundibuliforme. referindo-se ao lábio inferior da corola bilabiada. obovais. bilabiado. Mentha. Os principais gêneros desta família ocorrem em sete subfamílias. Salva-do-campo. Ajugoideae: Ajuga. visto que nela se concentra um grande número de plantas referidas e citadas como medicinais em todo o mundo. com cálice tubuloso. 1997). bem como na indústria de perfumes e cosméticos. pois são usadas como condimentos. e inclui mais de trezentas espécies de áreas tropicais. O nome do gênero Hyptis descrito por Nicolaus Jacquim vem de hyptios = "recurvado". Salva. do ponto de vista medicinal. Salva-de-marajó e Salsa-de-marajó. crenadas. Lavandula. pubescentes. androceu com estames esbranquiçados e anteras unitecas (Figura 26. A família também é importante como fonte de espécies de grande valor no mercado.2). Nepetoideae: Hyssopus. Satureja. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Malva-do-campo. Lamioideae: Leonotis. Leucas e Sideritis. .(Mabberley. Scutellarioideae: Scutellaria. Rosmarinus. com ápice agudo ou arredondado e base arredondada. folhas pecioladas. Salvia. rígidas. Thymus. ex Benth. Hyptis e Plectranthus. alimentos. Dados botânicos A planta é uma erva ereta. Melissa. especialmente americanas. Espécies m e d i c i n a i s Hyptis crenata Pohl. Origanum. Trata-se de uma importante família. Pogostemonoideae: Pogostemon. flores dispostas em capítulos pedunculados.

Na Mata Atlântica. flores dispostas em racemos densos e verticelados. sudoríficos. para regular a menstruação. Essa espécie é usada na forma de infusão das raízes como analgésico. Dados botânicos Erva anual. Nomes populares A espécie é chamada. mas não foi completamente identificada. de até 2 m de altura. um pouco lenhosa. . com caule quadrangular aveludado e pubescente. no tratamento de inflamações da garganta e olhos. anti-reumático e contra cólicas menstruais. antigripal. cálice pulverulento (corola bilabiada com lábio superior elminiforme muito mais longo que o inferior. formando capítulos globosos isolados (Figura 26. O nome do gênero Leonotis descrito inicialmente por Christian Persoon e posteriormente revisado por Robert Brown significa "orelha de leão". e a infusão da planta toda. por causa do lábio superior da corola grande e ereto. uma espécie popularmente chamada de Mentrasto pertence a esse gênero. Na região da Mata Atlântica. Também é popularmente denominada Cordão-de-frade. folhas opostas. Cordão-de-são-francisco e Pau-de-praga. icterícia. a decocção das folhas é usada contra malária. cólicas menstruais e problemas digestivos. As folhas e os ramos são indicados como excitantes. e inclui apenas quinze espécies tropicais. recebe o mesmo nome. flores pediceladas com quatro estames. 1982). na região amazônica e em quase todo o Brasil. ovadas e subcordiformes na base.3). de constipações e artrites (Van den Berg. Leonotis nepetaefolia Hort. emenagogos. diarréia. enquanto o banho preparado com as raízes é usado externamente contra infecções. a decocção misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra problemas do fígado.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. de Rubim.

pilosos e sulcados. uma xícara por dia. contra gripes. reumatismo. como Cordão-de-frade. especialmente de barriga e. duas vezes ao dia. brancas. elefantíase e hemorragias uterinas (Corrêa. de caule ereto. durante dois dias. como abortivo e antitérmico (Simões et al. raramente arredondadas. ramos quadrangulares. flores sésseis. febrífuga e diurética. no Ceará (Matos et al. em Minas Gerais (Verardo. a planta florida é usada na fraqueza geral. hipotensão. Dados botânicos Planta anual. corola bilabiada. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica pelo nome de Catinga-demulata e. Leucas martinicensis R. internamente. útil contra úlceras. no Mato Grosso. na Mata Atlântica. o sumo da raiz amassada é considerado útil contra maleita (Van den Berg. como cicatrizante. dores gerais. 1986). sendo ainda indicada contra úlceras. 1982). folhas pecioladas. Na região do Vale do Ribeira. Esses nomes também são comuns para a espécie Leonotis nepetaefolia. herbáceo. a aplicação do macerado da planta no local lesado serve como cicatrizante e para aliviar dores de contusão. facilitando a expectoração. com cinco segmentos acuminados. externamente. distúrbios do estômago. antireumática.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. pubescentes nas duas faces e membranosas. o chá de toda a planta.. a infusão das folhas é usada. 1982. ramoso e pubescente. Br. 1982). 1984). Grandi & Siqueira. Pau-de-praga e Cordão-de-frade. é utilizado como anti-reumático.. Outros nomes comuns na região amazônica e em outras regiões do país são Cordão-de-são-francisco. ovadas ou oblongolanceoladas. no Rio Grande do Sul. desiguais entre si. 1980). nas inflamações broncopulmonares. A planta é também considerada antiespasmódica. com lábio superior 1-2 . cálice bilabiado. o xarope das flores é indicado contra problemas digestivos. antiasmática.

as folhas picadas e adicionadas à água pré-aquecida são utilizadas contra problemas digestivos. decussadas. com raiz fibrosa e caule ereto. dela. serrilhadas. O nome do gênero Mentha descrito por Carl Linnaeus deriva de Mintha. hermafroditas. fruto formado por quatro aquênios (Figura 26.lobado e o inferior 1-3 lobado. piperita é um híbrido de M. antiespasmódico e contra nevralgias. contra tumores. os poetas dizem ter sido transformada nessa planta. A planta também é utilizada como tônico. aquatica. filha de Cocylus. Na região do Vale do Ribeira. corola gamopétala. viridis e M. Hortelã-das-cozinhas. folhas opostas. flores violáceas. significa "branco". Dados da medicina tradicional Na região amazônica. e seu cozimento é indicado como antireumático. planas. apenas de Hortelã. o macerado das folhas em água. flores dispostas em verticilos axilares multiflorais. . fruto do tipo aquênio (Figura 26. externamente. pouco aveludada. um pouco pubescentes. difere da M. O nome do gênero Leucas.4). de porte herbáceo. pentâmeras. viridis por apresentar maior número de flores por glomérulo e menor número de glomérulos. descrito por Robert Brown. enquanto a infusão das folhas é utilizada internamente contra gripes fortes e tosses e.5). Dados botânicos A espécie M. na Mata Atlântica. agudas. zigomorfas. contra dores musculares e reumatismo. ramoso. 1984). ao passo que a infusão ingerida com elixir de Parigó é considerado útil contra dores de estômago. é usado sobre gargantas inflamadas. Mentha piperita L Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Hortelã-pimenta e. Menta e Hortelã-verdadeira. Entre seus sinônimos estão Hortelanzinho. ramos eretos e opostos. bilabiada. nome recebido em todo o Brasil. formando espigas no ápice dos ramos. referindo-se à cor das flores. na forma de gargarejo. as folhas (infusão) são sudoríficas e carminativas (Corrêa. curto-pecioladas. diclamídeas. numerosas. topicamente.

é utilizada internamente em distúrbios digestivos. 1982) e como anti-séptico. mas também possui os seguintes nomes: Hortelã-grande. em 1990. enquanto o macerado das folhas em aguardente ou vinho branco também é empregado externamente como analgésico. Hortelã-graúda. de Hortelã-verde. antiespasmódicas.. estomáquicas. a infusão das folhas é usada como sedativo e contra parasitas intestinais. é utilizada para tratar problemas do fígado (Barros. 1986). garganta e dentes (Simões et al. dor de barriga.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. o suco das folhas é usado externamente como cicatrizante. Mentha viridis L. cólicas abdominais e tétano. e as folhas frescas são usadas em crianças como estimulantes do apetite. catarros de mucosas. vômitos e cólera (Matos & Das Graças. bronquite e tosses. 1991). Hortelã-das-hortas e Hortelã-levante. carminativas. 1980). estimulante do fluxo biliar. na região amazônica. Hortelã-da-preta. problemas cutâneos. Hortelã-comum. diarréia. Contudo. de estômago. no Rio Grande do Sul. calmante. 1984). Na região da Mata Atlântica. é indicada contra dores de estômago em crianças. dismenorréias e verminoses. Nomes populares A espécie é chamada. sendo indicada contra flatulências. a FDA declarou que o óleo dessa espécie não é eficaz no auxílio digestivo e baniu seu uso no país como droga sem prescrição para tal finalidade terapêutica (Blumenthal. Outros usos incluem suas propriedades tônicas. estimulantes. timpanite. vômitos. três vezes ao dia. dores de cabeça. antibacteriano e promotor de secreções gástricas (Bundesanzeiger. piperita ou o seu óleo é considerado eficiente espasmolítico (particularmente usado para aliviar desconfortos causados por espasmos no trato digestivo). a decocção das sementes é indicada para a expulsão de vermes. em Brasília. musculares. . digestivas. Hortelã-pequena. A M. eólicas uterinas. 1986). tremores. anti-reumático e contra insônia. a infusão das folhas. e ainda para diminuir o leite em lactantes (Corrêa.

Dados botânicos Planta herbácea de pequeno porte. bronquite e gripe. O sumo das folhas é muito usado contra dores de ouvido. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. tétano. especialmente lombriga. ameba e giárdia. a decocção das folhas faz parte de um coquetel de plantas com finalidade abortiva. o xarope das folhas é usado contra gripes e tosses. caule ereto. os mesmos usos são atribuídos à infusão da raiz. assim como em todo o Brasil. gripes. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o xarope das folhas é utilizado contra asma. bronquites. cólicas. Na região do Vale do Ribeira. Também é conhecida como Poejo-das-hortas. a espécie é chamada de Poejo ou Puejo. dores de estômago e "quebranto". flores rosas ou violeta-claras. . ascendentes. tosses. pecioladas. denticuladas. cilíndrica e frouxa. ovadolanceoladas. folhas subsésseis. em verticilos aproximados. glabras. serrilhadas. inflorescência do tipo espiga. além de ser considerada útil contra febres. Dados botânicos A planta é uma erva que chega a atingir até 50 cm de altura. bastante pilosa e com aroma forte. opostas. garganta e estômago.6). seu decocto é considerado útil contra tosse. Mentha pulegium L. com folhas pequenas. ramos eretos. ovais ou oblongas. dores de barriga e pedras nos rins. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. a infusão das folhas é usada contra parasitas intestinais. a infusão das folhas é usada para expulsão de parasitas intestinais e como analgésico. corola e cálice campanulado (Figura 26.

O gênero inclui aproximadamente 150 espécies de climas tropicais e temperados. é conhecida como Remédio-de-vaqueiro. dentadas. Alfavaca-de-vaqueiro e Manjericão. especialmente de ocorrência na África. a espécie é chamada de Alfavaca ou Alfavacão. com até 50 cm de altura ou maior. Alfavaca-cheirosa. Em outras regiões. Dados botânicos A planta é uma erva anual. flores brancas ou rosas. assim como em todo o Brasil. A planta é de origem asiática e muito usada na indústria de perfumaria. entre outros. Alfavaca-do-campo. glabras. de Alfava. aglomeradas no ápice dos ramos e dispostas em espigas. . Ocimum canum Sims. diarréias e disenterias.Ocimum basilicum L. o xarope e a infusão das folhas são usados contra tosses e bronquites. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. com ramos tetrágonos e pubescentes. pequenas e finas. diaforética. Nomes populares A espécie é chamada de Alfavacão na região amazônica. descrito por Carl Linnaeus. estimulante. Em outras regiões. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Alfavaquinha. Ocimum. Corrêa (1984) refere que a planta é béquica. referindo-se à planta toda. ovadas. significa "perfumada". estomáquica. Alfavacona. de caule ramoso. O nome do gênero. de onde partem folhas opostas. Alfavaca-de-cheiro. diurética e útil contra resfriados. peitoral.

Corrêa (1984) refere que a planta é diurética. raramente. pubescentes. enquanto a infusão das partes aéreas. fruto do tipo capsulas. denteadas. Ocimum gratissimum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas ou das flores é indicada como diurético e diaforético. o banho preparado com as folhas é usado externamente para combater qualquer tipo de micose. béquica. As folhas cruas também são empregadas como condimento. além de diurética. A decocção das raízes . contendo folhas pecioladas. de ramos quadrangulares. tosses. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Dados botânicos A planta é um arbusto lenhoso. ovadolanceoladas. verdes e finas. diaforética. É originária do Oriente e amplamente cultivada no Brasil como condimento.Dados botânicos A planta é uma erva com ramos ascendentes. pubescentes. flores roxas ou. serradas. A planta toda é bastante aromática. além de excelente na cura da coqueluche. carminativa. a espécie é chamada de Alfavaca. amarelo-esverdeadas. glabras. Em outras pode ser reconhecida com o nome de Manjericão-cheiroso. sudorífica e útil contra problemas da bexiga. dispostas em racemos paniculados. dispnéia e reumatismo. verticiladas e dispostas em racemos. glabros e eretos. rins e uretra. O xarope das folhas com mel é usado contra tosses. flores vermelhas. dores de cabeça e bronquites. tosses e desordens uterinas e renais. é usada contra febres. de onde partem folhas ovais.

As sementes são usadas externamente como anti-séptico da região ocular e para eliminar "carne crescida" no olho. enquanto seu uso interno é indicado contra dores do estômago e de cabeça. carminativa. androceu com estames inclusos. pequenas. As folhas da planta também são usadas como condimento alimentar. sudorífica. como Manjericão. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. devendo porém ser tomado somente à hora que se vai dormir. . congestão nasal e dor de cabeça. com flores de cálice tubuloso de lábios superior tetradenteado e corola com tubo campanulado e lábios superior branco e inferior violeta. distúrbios do estômago. O decocto das folhas misturado com cravo-da-índia é utilizado externamente contra sinusite. Ocimum micranthum Willd. membranosas. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em todo o Brasil pelo nome de Alfavaca.é usada contra diarréias. dores de cabeça e febres. folhas pecioladas. ao passo que o banho preparado com as folhas é considerado útil contra dores de cabeça. Alfavaca-de-vaqueiro e Alfavacona. mas também sob os seguintes sinônimos: Mangericão-grande. Corrêa (1984) refere que a planta é estimulante. gineceu com ovário ovóide. As folhas são ainda muito usadas como condimento.7). dores de cabeça e como sedativo para crianças. diurética e útil contra tosses. levemente pubescentes e inferiormente glandulosas. núculas negras e lisas (Figura 26. problemas nervosos. e na Mata Atlântica. ovaladas. inflorescência racemosa. margem irregular. agudas. O xarope preparado com as raízes é indicado contra tosses e dores de cabeça. Alfavacão. Alfavaca-do-campo. Dados botânicos Arbusto com caule pouco pubescente. gripe e catarro no peito. glomerulada. o sumo das folhas é usado externamente como cicatrizante.

1980).Na região da Mata Atlântica. além de a espécie ser utilizada também como condimento. a infusão das folhas é usada contra infecções. sendo também conhecida como Manjerona-selvagem. Dados botânicos A planta é uma erva ereta. vilosas. 1988). no Pará (Amorozo & Gély. de onde partem folhas ovais. flores em glomérulos. Nomes populares A espécie é chamada no Vale do Ribeira e em todo o Brasil de Manjerona ou Orégano. 1984). Outras indicações referem o uso da planta como diurética e estimulante (Corrêa. com até 50 cm de altura. de base arredondada e margem denteada. pilosa. Origanum vulgare L. . dispostas em panículas. Corrêa (1984) refere que a planta é emenagoga. o xarope das folhas é usado contra bronquites e tosses. formando uma espiga terminal. no Mato Grosso (Van den Berg. enquanto a decocção é indicada contra constipação nasal. e em todo o Brasil é denominada Patcholi. tosses e bronquites. Pogostemon patchouly Pellet. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Patchuli ou Patchouli. dores de cabeça e tosse. Nomes populares A espécie é chamada pelos habitantes da região amazônica de Oriza. com ramos ascendentes. as sementes são usadas para eliminar "vilide" (excrescência conjuntival). as folhas são consideradas úteis contra gripes.

Dados químicos dos gêneros e das espécies Hyptis De Hyptis suaveolens foi isolado L-fuco-4-O-metil-D-glucurono-D-xilano (Aspinall et al.. flores diclamídeas. hermafroditas. ovário supero.8-cineol. Corrêa (1984) refere que essa espécie é o verdadeiro Patchuli originário da Índia e da Mianmá. O nome do gênero Pogostemon.. fruto seco (Figura 26. Das folhas de H. suaveolens possui setenta componentes. significa "estames barbados". alfa-bergamoteno. sedativo e hipotensor. 1990). 1991). A decocção das folhas com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra hepatite. 1990). sabineno e alfa-copaeno (Din et al. o sumo das folhas é usado externamente contra dores de cabeça. predominantemente de sesquitepenos.8-cineol (27%-38%) e sabineno (12%-18%). porém. como beta- . três formando um lábio aberto. cruzadas. pectinata foi extraído um óleo essencial que apresentou 27 constituintes. O óleo apresentou ainda forte atividade antimicrobiana contra Staphyloccocus aureus (Fun et al. (1982). Uma outra análise do óleo essencial de H. enquanto a infusão das folhas é utilizada como tranqüilizante. terpinen-4-ol. A espécie não foi citada na região da Mata Atlântica. Azevedo et al. descrito por Desf. flores em glomérulos.8).Dados botânicos Planta herbácea com folhas opostas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. bilocular... androceu com estames excertos. sendo mais comuns o beta-cariofileno. Existem. pentâmeras. suaveolens apresentou altas concentrações de 1. 2001 e 2002). suaveolens por Misra et al. 1. 1988. Triterpenóides foram isolados de H. corola com quatro lobos. evidências de variabilidade intrapopulacional dessa espécie quanto à composição de monoterpenos (Queiroz et al. dos quais 32 foram identificados. bicarpelar. com dois óvulos em cada lóculo. com espigas compostas. O óleo essencial das partes aéreas de H.

Outras espécies do gênero também foram estudadas: de L.. 1990) e de H. 1989).. uma outra análise do óleo de H.. Leonotis Do gênero Leonotis foram realizadas revisões sobre os constituintes químicos e atividade biológica. e de L. De H. lignanas e flavononas (Messana et al. uma ortoquinona denominada umbrosona (Delle Monache et al. ácido n-octacosanóico.. ácido oleanólico e ácido maslínico (Pereda-Miranda & Gascon-Figueroa. 1996). campesterol. sendo p-cimeno. 1990b).6. 4. especialmente no que se refere aos terpenos (Purushothaman & Vasanth. . umbrosa. Das raízes de L.. triterpenos e flavonóides (Pereda-Miranda & Delgado. Um estudo da variação sazonal da composição do óleo essencial dessa espécie também foi realizado (Malan et al. Porém. Vários diterpenóides foram isolados dessa espécie por Eagle et al. Das folhas de H. 1988) e leonotinina (Sivaraman et al. nepetaefolia foram isolados os compostos n-octacosanol. (1978) e Blounietal.7-trimetoxi-5metilcromene-2-ona (Vasanth & Rao. Metil betulinato... leonotis foi isolado um novo diterpenóide (Dekker et al. germacreno D e biciclogermacreno e o constituinte majoritário é o beta-cariofileno (Brophy & Lassak. alfa-thujeno e mirceno os constituintes majoritários (Malan et al. oblongifolia foram detectadas as presenças de alfa-pironas (PeredaMiranda et al. quercetina. pectinata da África caracterizou a presença de 32 componentes. ácido ursólico. urticoides foram isolados o delta-lactone hipurticina. 1988). gama-terpineno. 1988).. 1990). a flavona salvigenina e o triterpenóide ácido ursólico (Romo de Vivar et al. leonurus isolouse diterpeno da classe do labdano (Kruger & Rivett. ácido oleanólico acetato. spicigera foi extraído um óleo essencial que é caracterizado principalmente pela presença de beta-cariofileno (68%) (Onayade et al. 1987a). 1988). e de H. timol. 1987). salzmanii foram isolados diterpenos. De H. 1988). beta-sitosterol-beta-D-glucopiranosídeo. 1990). 1991).. mutabilis foram isolados triterpenos. albida foram isoladas triterpenolactonas. beta-cariofileno. (1980). Das partes aéreas de H. 1990). Em H.elemeno.

. lanata foram isolados os aminoácidos histidina. beta-sitosterol e estigmasterol (Dinda & Jana. serina. parece que o fotoperíodo associado com as variações ambientais influencia consideravelmente a com- .8-cineol (6. aspera foi caracterizado um triterpenóide lactona denominado leucolactona (Pradhan et al. Da espécie L. T. piperita var.. Das partes aéreas de L. flavonas himenoxina. Os maiores componentes do óleo no Brasil foram: mentol (29. 1990) e um composto fenólico (Misra. 1979). enquanto a mentona diminuiu significativamente (Vaverkova & Felklova. neuflisiana foram isolados diterpenos e flavonas (Khalil et al.3'. sendo os principais terpenos mentol.. alanina.. cephatoles isolaram-se ésteres e ácidos graxos (Chen et al. lanata também foram caracterizados os esteróis campesterol. lisina.20%). officinalis. 1996).64%). treonina. A M. triptofano e metionina (Dinda et al. 1987).4'-tetrametoxiflavona e dimetilsudaquitina e nevadensina (Zakharova et al. piperita varia muito no decorrer das diversas fases do desenvolvimento da planta (Voirin & Bayet.80%). prolina.80%)..7. piperita rubescens aumentou significativamente durante o período de floração (Carnat & Lamaison. Das raízes de L. De L. 1986 e 1987). mentona (24. et al. metil acetato (16. Mentha A composição do óleo essencial de M. mentofurano (19.84%). tirosina. 1995). 1996).10%) e 1. 1986).. das partes aéreas de L. glicina.07%) e mentano (11. 5-hidroxi-6. N. colesterol. mentocubanona. piperita apresentou maior conteúdo de mentol e metil-acetato do óleo durante o período de máxima floração..Leucas Não foram encontrados estudos sobre a espécie Leucas martinicensis. O conteúdo de óleo essencial das folhas de M. fenilalanina. isomentona e o neomentol (Zakharova et al. 1987. piperita foi caracterizado quanto à constituição de terpenos e flavonas.. ácido glutâmico. que cresce no norte da Itália e no sul do Brasil. O óleo extraído da planta na Itália possui: mentol (45. 1988). mentona. 1987). O óleo essencial de três variedades de M. Vaverkova et al. Foram feitas comparações entre o óleo essencial de M. hidroxiprolina. brassicasterol. Com isso. 1987). ácido aspártico.

Zi e Cu. nicotinamida. Foram ainda isolados mono. 1987). glicídios. peroxidases. a mentona permaneceu estável (Shalaby et al. como alfa-pineno. betasitosterina. 1992). fitosterol.posição de terpenos dessa espécie (Sacco. ácidos p-cumárico. Ca. limoneno. K. resinas. catalase. a-terpineol e geraniol (Sacco et al.4'-hexahidroxiflavona (Zakharov et al.. piperita foram encontrados ainda os elementos Na. 1988).3'. . 1.. 1986). fenílico. lavanduliodora foram detectados altos níveis de linalol e linalil acetato. Nas folhas de M.e sesquiterpenóides. piperita foram isolados também os flavanóides apigenina. Entre os constituintes químicos reconhecidos isolados contam-se taninos. A estocagem da planta alterou a composição de óleo essencial.. além de ácido cítrico e ácido ascórbico (Zimna & Piekos.8-cineol.8. De M. luteolina e 5. b-cariofileno. cadideno. Fe. Mg. Em Mentha viridis var. betaínas e óleo essencial já descrito (Costa.7. Mg. reduzindo significativamente a concentração de mentol. vitaminas C e D2.6. O óleo essencial da planta florida apresentou limoneno. 1989). 1990) e flavonóides glicorilados. caféico e clorogênico.

.8-cineol. De O. Porém. micranthum foram isolados vinte compostos. estragol e a-terpineol (Chalchat et al. Diversas revisões foram realizadas quanto à variação na composição do óleo de O. cariofildeno e alfa-guaieno (Craveiro et al. gratissimum é composto de gamaterpineno. 1. Na China. o eugenol é o constituinte majoritário. já citados. 1986. Sakurai et al.. 1990). Nas folhas.8-cineol. 1983). dentre eles: (-)-borneol (Ravid et al. sendo eugenol.. cis-cariofileno e alfa-muuroleno os constituintes majoritários (Wu et al. 1996 e 1997a). 1990).. t-bergamoteno.cariofileno.. e um grande número de hidrocarbonetos (Costa. gratissimum foram identificados 37 constituintes voláteis (Yu & Cheng. 1996)... as folhas e flores de O. basilicum (Brophy & Jogia. canum foram isolados diversos componentes. sendo 1. Phan et al... Do óleo essencial das folhas. 1987). Takahashi et al. os constituintes majoritários variam em cada parte da planta. beta-cariofileno. betaselineno e elemeno identificados como constituintes majoritários. 1990). 1987). Lawrence. 1987. gratissimum brasileira foram caracterizados 34 constituintes.. Kartnig & Simon. eugenol (Ekundayo et al. 1996). flores e caule de O. 1989)... 1986.. eugenol. canum também foi isolada mucilagem e determinado seu teor emulsificante (Rojanapanthu et al. Em Cuba. eugenol. hidrocarbonetos como p-cimeno. 1986. 1988). canum foram isoladas altas concentrações de ácido linolênico (Angers et al.. Das sementes de O. Os constituintes majoritários foram Metil eugenol e eugenol (Vostrowsky et al. Khanna et al. 1996a).. Sharma et al. Ocimum Do óleo essencial de O. O óleo essencial de O. 1988. compostos principalmente de mono e sesquiterpenos. 1997). Um estudo do óleo essencial envolvendo diversas espécies de Ocimum foi realizado (Khosla et al.Patel et al. cis-ocimeno. . Das folhas da O. linalol. e apresenta ainda atividade antimicrobiana (Ntezurubanza et al. 1981). gratissimum apresentam como constituintes majoritários timol e p-cimeno (Pino et al. De O. 1987.. b-cariofileno.. 1981. o óleo essencial apresentou 21 constituintes... O óleo essencial de O. enquanto nas flores e no caule é a beta-selinene (Charles et al. gratissimum que cresce em Ruanda apresenta timol e eugenol. 1986. 1989). 1986. Borges et al.

timol e outros três sesquiterpenos ainda não caracterizados (Farrag. b-sitosterol. oléico. No Marrocos foram isolados 28 constituintes. basilicum da Austrália (Lachowicz et al. além de ácido p-cumárico. linoléico. A extração do óleo essencial com C0 2 supercrítico caracterizou a presença de dezenove componentes.. isoquercitrina. ácidos graxos e flavonóides (Maheshwari . basilicum caracterizou-se a presença de polifenóis (Hodisan.. 1990. Foi observada também a variação da composição do óleo essencial de O. 1977) e polissacarídeos (Bekers & Kroh. nesse caso. Das folhas de O. No Paquistão. basilicum que cresce em Portugal apresenta como constituinte majoritário linalol e Metil chavicol (Carmo et al. 1989). A casca do caule de O. já comentados (Modawi et al. fenóis. Foram caracterizados a composição do óleo essencial de O. láurico. 1987) e ácido rosmarínico de suas raízes (Tada et al. 1995). 1987). kaempferol. basilicum foram também obtidos vários taninos (Lang et al. Em O. Das flores de O. Fatope & Takeda. basilicum foram isolados quercetina. na Turquia.. ácido caféico. xantomicrol e derivados do ácido caféico (Tapenes et al. 1986. 1987). linalol. sendo o linalol e o trans-metil-cinamato os constituintes majoritários (Berrada et al. esculetina. basilicum apresenta 44 compostos. basilicum da Argentina apresenta altas concentrações de linalol.. timol. alcoóis. De O. 1996) e também os constituintes responsáveis pelo seu aroma característico (Sheen et al.. eriodictiol. 1996)..8cineol. album foram caracterizados os ácidos graxos: cáprico. 1991). palmítico esteárico. 1. o metil-eugenol e o eugenol os constituintes majoritários (Tateo & Verderio. 1978). Ekundayo et al.. linolênico e araquídico (Malik et al. 1. 1995).O óleo essencial de O. basilicum em decorrência de secagem e armazenamento (Venskutonis et al.. linalol e eugenol são os constituintes majoritários (Akgul. sabineno e eugenol (Retamar et al. Das sementes de O. cetonas. além de metilchavicol. 1994). 1987.. rubrum foram isolados borneol. 1990).. kaempferol-3-O-rutinosídeo. basilicum e O. sendo Metil chavicol. rutina. 1. mirístico. A espécie O. sanctum possui estigmasterol. triacontanol ferulato. Thoppil. o óleo essencial de O. 1989). sendo. ácidos orgânicos. 1989). 1985. eriodictiol7-glucosídeo e vicenina-2 (Skaltsa & Philianos.8cineol e eugenol. linalol e Metil eugenol os constituintes majoritários (Riaz et al. terpenos..8-cineol e sesquiterpenos (Farrag. 1996).. 1988). 1995). quercetin-3-O-diglucosídeo. 1984). 1996). Murugesan & Damodaran.. esculina (Skaltsa & Philianos.

flavonas. kilmandschariciim (Ntezurubanza et al.Além desses compostos. 1986). 1981). lactonas sesquiterpenóides de P. hidrocarbonetos monoterpenóides e sesquiterpenóides de P. patchouly encerram 45% de um óleo volátil do qual se extrai a cânfora (Corrêa. flavonas (Patwarphan & Gupta. 1984). viride (Ekundayo. 1984) e grandes quantidades de timol em O. Foram isolados de P purpurascens. Pogostemon As folhas de P.. cablin (Akhila .. parviflorus (Nanda et al. foram obtidos limoneno e beta-pineno em O. 1985).

suaveolens apresenta 32 terpenóides. 1996) e analgésico e antiedemalogênico em H. analgésica (Freitas et al. 1990). foram caracterizadas as atividades antiulcerogênica (Barbosa. 1971).. 1987..... 1997). Thapa et al. beta-amirina. Em H. Coelho et al. Munck & Croteau. garwal et al.& Nigan.. et al. 1987. 1984). a-patchouleno e seiqueleno (Rakotonirainy et al. 1988. plectranthoides (Esvandzhiya et al. pectinata (Bispo et al. umbrosa. 2001). Do óleo essencial das folhas de P. Silva et al. que foram testados quanto à sua atividade antibacteriana. O óleo essencial de P cablin possui patchouli e norpathoulenol (Zhang et al... estigmasterol. 1998). P. atrorubens... 1977. O óleo essencial de H. H. 1994. H. crenata. também conhecido como Sambacaitá... Atividades antimicrobiana e antifúngica foram atribuídas a H. C. 1998). Phadnis et al.. betasitosterol. Estudos fitoquímicos e farmacológicos do extrato de P.. 1989). Foram identificados n-octacosanol. . 1988). 1990).. vulgata foi caracterizada a propriedade antiparacoccidiose (Fonseca et al. saxatilis (Fernandes. 1989). apresentou atividade tranqüilizante (Trotta et al. 1998) e atóxica (Junior et al. Dados farmacológicos dos gêneros e das espécies Hyptis O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de H. mostrando baixa toxicidade e atividade sedativa. 1996) e os sesquiterpenos a-guaieno. ovalifolia e H.... 1998). O óleo essencial foi capaz de inibir o crescimento de bactérias gram-positiva e gram-negativa. citoprotetora do miocárdio (Barbosa et al. Um diterpeno espasmolítico chamado de ácido auriculárico foi isolado de P. 1990). bem como apresentou uma moderada atividade antifúngica (Iwu et al. 1984.. a-bulneseno. e sesquiterpenóides do óleo essencial de P. além de outros diterpenóides (Hussaini et al. comumente utilizada como calmante. F et al.. plectranthoides foram investigados experimentalmente. cablin foi isolado o sesquiterpeno patchoulol (Croteau et al. lupeol e epifriedalinol (Bahuguna et al. Em H. suaveolens e H. auricularis (Prakash et al.. 1988). mutabilis.

1976. além das células A-549 de carcinoma de pulmão humano. que apresentou citotoxicidade significativa em células linfocíticas leucêmicas P388 e L-1210.. que foram testados quanto à sua citotoxicidade. 1995). verticillata. umbrosa apresentaram atividade antibacteriana (Bosshard et al. O ácido alfa-hidroxiursólico demonstrou significativa atividade citotóxica in vitro em linhagens de célula tumoral de cólon humano HCT-8 (Yamagishi et al. Para o óleo essencial foi comprovada atividade fungicida (Guerin & Reveillere. leonurus (Bienvenu et al. 1988). do extrato de H.. Do extrato metanólico de H. nem antialérgica (Rossi-Ferreira et al. 1985. Coelho et al. 1979). e Novelo et al. 1980... 1995.. piperita apresenta atividade antioxidante (Campos & Lissi. Posteriormente. 1995). antimicrobiana (Cos et al.. ramos e flores de H.. 1988.As propriedades antibacterianas... 1984). conhecido como Cordão-de-frade. anti-hipertensiva e espasmolítica. tomentosa possuem atividades citotóxica e antitumoral (Kingston et al. 2002). foram detectadas as atividades broncodilatadora. 1988). Forster et al. 1988). O ácido ursólico também apresentou citotoxicidade marginal em células tumorais de cólon humano (HCT-8) e mamário (MCF-7) (Lee et al. 1988). Diterpenóides isolados de H. O chá e o extrato hidroalcoólico relaxaram a musculatura lisa e aumentaram o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al. 2002).. causando relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al. Mentha O infuso das folhas de M. Saksena & Saksena.. capitata foram isolados e caracterizados cinco triterpenos. capitata foi isolado o ácido ursólico. Calixto et al. anti-secretória e citotóxica (Kuhnt et al. enquanto extratos de folhas. Di .. A propriedade anticonvulsivante foi atribuída a L. 1988).. 1993) foram atribuídas a H... 1988. 1988). Leonotis Em L. nepetaefolia. antiinflamatória e analgésica (Benoit et al. enquanto estudos realizados com extratos brutos mostraram atividades antiespasmódica. porém não foram observadas atividades antiinflamatória e diurética (Rae et al.

2002. 1986b). basilicum demonstraram atividades analgésica. 1984).. 1987b). 2002). cordifolia (Villasenor et al. 1987. Atividade antiúlcera com diminuição de secreção gástrica e dor local foi determinada por Meyer et al. produzindo uma sensação de frio por causa da estimulação das extremidades térmico-sensoriais dos nervos localizados na pele. 1986). micranthum foi caracterizada a propriedade hipoglicemiante (Ribeiro. utilizando-se M. crispa (Mello et ai. piperita (Ansari et al. Sharma & Jocob.. 1986a. Em O. O tratamento de enteroparasitoses mostrou-se eficaz sob a administração de M. basilicum foram caracterizadas as propriedades analgésica (Di Stasi et ai. espasmolítica (Queiroz & Reis. 1988) e relaxante da musculatura lisa intestinal (Madeira et ai. sanctum (Dey & Choudhuri.. Queiroz & Brandão. Queiroz & Reis. Chen et al.. O. 2002). Ocimum Verificou-se que a espécie O. 1996) e hipotensora (Guedes et ai. 1989). (1968). antiespasmódica (Di Stasi et ai. Mentha x Villosa foi isolado o rotundifolona com atividade analgésia e depressora do SNC (Hiruma... Almeida et ai. cannum (Dubey et ai.. determinaram-se propriedades fungicida. enquanto estudos com O. . sanctum também apresentaram atividades antiinflamatória.. 1986a). R. Atividade imunomoduladora foi determinada na espécie O. Do híbrido. O óleo essencial de O. 2001 e 2002).. 1986a. Queiroz & Brandão... 1993.Stasi et al. Lahlou et ai. A propriedade larvicida e inseticida foi atribuída ao óleo de M.. A. também verificada com extratos de O. 1984) possuem atividade fungicida contra vários fungos patogênicos.. 1978) e O. 1986c) e em O. 1989). e a atividade antimutagênica ao extrato de M. 1982. 1987).. Extratos brutos de O. micranthwn produziu bradicardia intensa (Ribeiro et ai. 1981). 2002). arvensis (Ceruti et al. Além das atividades já relatadas com M. et ai. piperita. 1989) e diurética (Carvalho et ai.. gratissimum (Atai et ai. 2000). 1986). sanctum (Phadke & Kulkarni.. gratissimum apresentou atividade antibacteriana (Ntezurubanza et ai.. antifertilidade. antibacteriana. Nos compostos isolados foi verificado que os óleos essenciais de O. internamente aumenta em doses terapêuticas a força cardíaca e a pressão nos vasos (Corrêa. 1988. analgésica e antipirética (Savitri & Vyas. 1998). O mentol aplicado sobre a pele ou mucosas exerce uma ação anestésica. americanus (Jain & Agrawal.

adscendens apresentou significativo efeito fungitóxico e não mostrou atividade fitotóxica (Asthana et al. que apresentou atividade protetora do mastócito. espasmolítica (Vanderlinde & Cortes. 1994). 1994). antipirética em ratos (Singh & Majumdar. 1996). o ácido ursólico. 1986). sanctum foi isolado um triterpeno caracterizado como constituinte majoritário.. principalmente por sua composição em eugenol (Hassanali et al.. basilicum (Dube et al. et ai. 1994a) e analgésica (Vanderlinde & Costa. sanctum também é responsável pelas atividades antimicrobiana e antifúngica (Prasad et ai. 1993. 2002) e hipotensora em cão (Singh et al... Das folhas de O.. E. suave foram utilizadas como repelente de insetos. 1999.. Extrato etanólico das folhas de O. Vanderlinde et al. antiedematogênica (Vanderlinde & Costa. gratissimum apresentou atividade antifúngica (Lima. gratissimum foi obtida uma fração que apresentou contração em íleo de cobaia e cólon de ratos e elevou a pressão sangüínea arterial de ratos (Onajobi. sanctum restaurou vários parâmetros para valores próximos da normalidade (Shyamala & Devaki. basilicum apresentou atividade antinematoidal (Mackeen et al. O óleo essencial de O. 1994b. A intoxicação com CuS04 produziu uma significativa diminuição na produção de peróxido de lipídio. Vanderlinde et al... sanctum foi utilizado na desintoxicação induzida por CuS04. O óleo essencial de O. As enzimas antioxidantes foram elevadas na toxicidade por CuS04. sanctum também apresentaram significativas atividades antiartrítica. 1989). Esses resultados indicam que o ácido ursólico pode apresentar uma potente atividade antialérgica (Rajasekaran et al. A atividade antiulcerogênica também foi confirmada para O. enquanto a O. 2002). 1995). ao inibir de maneira concentração-dependente a degranulação de mastócitos do mesentérico e do peritônio. antiinflamatória. 1996). Vanisree & Devaki... 1992. suave (Tan et al. Vanderlinde et al...O. Nakamura et ai. O. O óleo essencial de O. gratissimum (Sobti et al. Os efeitos do pré-tratamento de animais com O. 1986). Das folhas de O. 1995 e 1996) imunomoduladora (Mediratta et al... Os óleos fixos de O. 1997). selloi apresentou atividades depressorado SNC (Vanderlinde & Cortes. mas a administração de O. 1986). As folhas de O.. sanctum foram diminuição da acidez do suco gástrico e aumento das defesas da mucosa do estômago de ratos (Singh & Majumdar. . 1994. 2001).. 1992. Vanderlinde et al. 1989). 1994a). 1995) e O. 1990). A atividade antifúngica também foi observada nos óleos de O.

Dados toxicológicos dos gêneros Altas doses do mentol obtidas de várias espécies referidas inibem a sensibilidade. sobretudo em crianças. alternas ou opostas . arbustos e ervas.) N. Salva-limão. e estimulam a secreção de mucosas da boca e do nariz (Corrêa. folhas pecioladas. Compreendem árvores.E.Br. Os principais gêneros que incluem espécies medicinais são Verbena. 1984). longos. Espécies medicinais Lippia a/ba (Will. quadrangulares. e em outras. pubescentes. especialmente da América do Sul (Mabberley. Salsa.5 ml/kg. Espécies medicinais da família Verbenaceae Introdução A família Verbenaceae descrita por Jean Henri Jaune Saint-Hilaire inclui 41 gêneros nos quais se distribuem 950 espécies tropicais. Em estudos de toxicidade com espécies de Ocimum observou-se que a DL50 para camundongos foi de 42. 1997). ascendentes. Stachytarpheta e Lippia. muitas delas aromáticas e de grande valor na indústria de perfumes. 1995). como Erva-cidreira-do-campo. 1986). pois ele pode provocar parada cardíaca ou respiratória por via reflexa (Costa. A utilização terapêutica do mentol como anti-séptico deve ser criteriosa. e em estudos de toxicidade subaguda não foram observados efeitos tóxicos visíveis (Singh & Majumdar. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Erva-cidreira nas duas regiões de estudo. Dados botânicos Arbusto de até 3 m de altura. Salva-brava. caule e ramos primários. Alecrim-docampo. provocando sonolência. Sálvia e Salva-da-gripe.

flores pequenas. com lábio anterior trilobado e o posterior reduzido. o chá das folhas é utilizado como calmante. reunidas em inflorescências vistosas. Na região do Vale do Ribeira. diclamídeas. a infusão das folhas é usada como calmante e contra hipertensão. cólica do estômago.(às vezes na mesma planta). relaxante e contra intoxicações gerais. náuseas. hermafroditas. 1984). Lippia grandís Schan. corola bilabiada. no Mato Grosso (Van der Berg. pentâmeras. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Salva-do-marajó. 1988). na Paraíba (Agra. fruto com dois mericarpos plano- . folhas pecioladas. como antigripal e calmante. O uso interno das folhas é indicado contra problemas estomacais. o chá ou xarope das folhas com mel é utilizado contra gripes e tosse. sem estipulas. no Rio Grande do Sul (Simões et al. Salva. além de problemas do estômago. relaxante e contra intoxicações gerais e problemas do estômago. Malva e Nulva-do-marajó. Essa espécie é usada como antiespasmódica. cálice curto.. fruto do tipo capsular branco. estomáquica. sementes pequenas (Figura 26. é considerado útil para acalmar crianças e dar sono (Amorozo & Gély. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. flores pequenas. 1980). membranoso.9). Dados botânicos Planta de pequeno porte. enquanto a infusão das raízes é usada externamente como cicatrizante. corola violácea com lábio inferior maior que o superior. emenagoga (Corrêa. tosses e gripes. pubescente e bipartido. no Pará. o banho preparado com as folhas também é usado contra tosses e bronquites de crianças. reunidas em inflorescências capituliformes. o chá das folhas é utilizado como calmante. 1980). cálice curto. 1986).

1987). betacariofileno (Craveiro et al. é usado contra problemas do fígado. Da espécie L. limoneno. alfa-cubebeno. As espécies L. microphylla foram isolados flavonóides: glicosil-quercetina. 1987). Vários terpenóides foram isolados de L.. (1981). 1987.. 1983).. Dados químicos do gênero Das plantas do gênero Lippia. O nome do gênero Lippía é uma homenagem ao médico e botânico francês August Lippi. monoterpenos. 1981). timol. alba foram determinados os seguintes constituintes: neral. timol. Souto-Bachiller et al. ermanina e errodictiol (Morais Filho et al. o preparado das folhas dessa planta com vagem-dejucá. behênico e lignocérico (Macambira et al... carvacrol e cariofileno (Craveiro et al. triphylla apresentaram os mesmos tipos de flavonóides (Tomas-Barberan et al. No óleo essencial de L. 1996a e 1996b). porém variações evidentes foram constatadas de acordo com a distribuição geográfica das . araquídico.convexos. p-cinieno.. Matos et al. a mais estudada é a L sidoides. Sauerwein et al. Já de L. citral e carvona (Matos et al.. acacetina. gama-terpineno. Craveiro et al. o chá das folhas. naringenina. dulcis (Bubnov & Gurskii. mirceno. e esses sesquiterpenóides foram isolados por Compadre et al. 1986. Da parte aérea de L. sesquiterpenos e epihernandulcina foram detectados em L. 1980). ukambensis (Chogo & Crank. A composição do óleo essencial de várias espécies desse gênero foi estudada por Craveiro et al.. broto de goiaba e casca de caju é considerado útil para tratar desarranjo menstrual. e do caule e folhas foram obtidos ácido . três vezes ao dia. 1987). 1996). canescens e I. nodiflora foram isolados vários flavonóides (Barberan et al. 1982). (1986 e 1987). isocatalpanol e os ésteres metílicos dos ácidos palmítico..vanílico. 1986. lapachenol. Do óleo essencial dessa espécie foram obtidos os seguintes compostos: alfa-tugeno. 1981). americana foram obtidos ácidos graxos livres.. esteárico. 1991. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.. Hernandulcina. geranial. carboidratos e aminoácidos (Neidlein & Daldrup.

citriodora foram isolados treze flavonóides identificados como salvigenina. Do óleo essencial dessa espécie do México foi isolado um total de 33 componentes. sabineno.97%) como principais componentes (Mwangi et al.. 1990).e beta-pineno. alba e L. dois fenóis e uma cetona (Pino et al. Dentre os compostos isolados. sendo o timol caracterizado como o componente principal (38. A composição química do óleo essencial de L. diosmetina.espécies de L. 1994 e 1995). 6-hidroxiluteolina. eupafolina. alfa. hispidulina. acetato de timol (17. quatro alcanos.43%) e piperitenona (11. Das partes aéreas e das raízes de L. As folhas dessa espécie coletadas no Togo apresentaram variações quanto à quantidade de geranial. timol. integrifolia foram isolados sesquiterpenos. limoneno.5-diona e trans-nerolidol (Catalan et al. a-pineno. O óleo essencial de L. sesquiterpenolactonas como a integrifolian-l.35%). foram identificados ipsenona e outros vinte terpenos (Lamaty et al.8-cineol (2. germacreno D e elemol (Koumaglo et al. eupatorina.27%). quatro éteres. 1989). 1. Fun et al.8-cineol. pectolinarigenina e cirsiliol (Skaltsa & Shammas.12%).54%) sesquiterpenos e hidrocarbonetos (Gallino.. timol e carvacrol foram os maiores constituintes voláteis de L. 1987). Foi discutida também a possível relação entre as altas concentrações de monoterpenos e o alegado efeito antifertilidade dessa planta (Compadre et al. fissicalyx (Retamar et al. adoensis foram isolados monoterpenóides e sesquiterpenóides sendolinalol. 1990. O óleo essencial apresentou atividade inseticida de maneira dose-dependente (Koumaglo et al. apigenina. Das folhas dessa espécie foi obtido ainda um óleo que possui cânfora. 1996b). alfa-terpineno (4.. graveolens foram isolados pinocembrina. Das folhas e flores de L. Do óleo das folhas de L. 1.. p-cimeno. 1. . sendo 22 hidrocarbonetos.33%).8-cineol (15. Os constituintes p-cimeno. cirsimaritina. luteolin-7-O-beta-glucosídeo.67%). 1989). luteolina. crisoeriol. De L. dos quais foram identificados piperitona (28. 1991 e 1995). 1989). Das folhas de L. naringenina e lapachenol (Dominguez et al. 1987).. 1988). neral..8-cineol e betacubebeno (Dellacassa et al. multiflora de diferentes regiões do Congo foi caracterizado. graveolens. wilmsii foram isolados quinze componentes.. 1990). 1. timol..l.8-cineol. 1.01%) ecariofileno (15..origanoides foi quantificada..23%) e metiltimol (2.8-cineol. p-cimeno (3. 1996a)..

1998). relaxamento do duodeno e contração do reto abdominal (Gadelha et al..4- . Com a espécie L. Já o óleo essencial de L. polystachya foram isolados tujona (30. L. 1981). 1980 e 1987.. M. Esse óleo. Do extrato das folhas de L. aristata (Rouquayrol et al. copaeno e delta-cadineno (Elakovich & Oguntimein. 1987).Y.. sendo geralmente maior em gram-positiva (Álea et al.. 1986b) e atividade citostática (Abhahan et al..carvacrol. 2000).. integrifolia foram isolados da cânfora (18. 1980). 1996). gracilis foram observados aumento inotrópico. 2002). lipifolil(6)-en-5-ona (18. et al... multiflora. atribuída à presença de flavonóides (Santos. grata (Viana et al. um éster do ácido caféico ligado ao 3.. assim como o de L. respectivamente). turbinata da Argentina foram isolados os principais constituintes. 1986). de L. e forte atividade antifúngica contra Trichophyton mentagrophytes interdigitale e Cândida albicans (Fun et al. 1980). 1990). misturado a cremes.. aristata (Moraes Filho et al. efeito analgésico discreto (Di Stasi et al. junelliana.. Seu óleo apresenta atividade antibacteriana. De L. um dos componentes principais.. 1996). atribuída à presença de linalol e citral (Andrade et al. Do óleo das flores de L. antiulcerogênica (Pascual et al. mircenona (31%) e de L. inibiu a biossíntese de tromboxana A2 (Chanh et al. turbinata e L. L.2% e 41. o verbascosídeo. polystachya. 1995a)..9%) elimoneno (13. Dados farmacológicos do gênero Estudos farmacológicos demonstraram que Lippio alba produz pequeno efeito na diminuição do tônus intestinal (Viana et al.... e atividade anticonvulsivante (Vale et al... Além disso.. Observou-se ainda atividade antitumoral com L. 19 Depressão do SNC foi detectada com óleo essencial de L. 1998. P D.. 1997).5%).. contribui para a coesão das células da pele. 1979).. junelliana. 2001) e anticonvulsivante (de Barros Viana et al. 1990). enquanto o outro componente. as folhas apresentaram atividade depressora do SNC (Klueger et al. Moraes et al. integrifolia e L. 1988a). sidoides mostrou atividade moluscicida.4%. formando uma barreira que regula a perda da umidade transepidermal (Elder et al.3%) (Zygadloet al. 1996). et al. além de uma atividade moluscicida (Almeida. Vale et al. Desta espécie ainda foram caracterizadas as atividades anti-hipertensiva (Guerrero et al. 1998).

antibacteriana (Aguiar et al. moluscicida (Moraes.. M.. antiinflamatória e antipirética em ratos e camundongos (Forestieri et al.. 1994. 1996. 1996). espasmolítica (Viana et al. polystachya foi avaliado quanto à sua atividade antioxidante. e o de L. 1995b). 1994... hipotensora e bloqueadora de contrações abdominais (Viana et al. M. 1980). sendo estas duas últimas propriedades atribuídas à presença de timol em sua composição (Lemos et ai. 1992). 1980. nodiflora foi realizado um screening preliminar. 1978). grata... 1980. graciliy (Fontenele et al. 1978).. Matos et al. chamassonis apresentou atividades espasmolítica. hipnótica e hipotensora (Noamesi. 1977). Almeida. 1987) e antimicrobiana e leishmanicida. geminata e L. timol e carvacrol. bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al. anti-hipertensiva e bloqueadora da junção neuromuscular (Matos et al. potente atividade antimalárica in vitro perante Plasmodium falciparum (Valentin... . apresentaram atividades antibacteriana.dihidroxifeniletanol. O.. antifúngica (Lemos et al. 1979. sidoides é usado comumente para o tratamento de micoses.. 1988.. atividades cicatrizante.. 1984). 1995).. no qual se observaram atividades analgésica. Lacotes et al. Moraes. Nas folhas de L. mas já foram constatadas as propriedades antitumoral (Costa et al. antimicótica e antifúngica contra microorganismos da pele (Guarrera et al. et al. Teixeira. Os principais componentes do seu óleo essencial. 1988. L... espasmolítica e bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al. 1985).. Além disso. Dados toxicológicos do gênero Foram observados efeitos tóxicos em L. 1988b). anestésica (Viana et al. sidoides (Fonteneles & Sales.. Botelho & Soares. Nunes. anti-hipertensiva. Y. Laxoste et al. Ximenes et al.. ele não exibiu significativamente os valores de peróxido (Zygadlo et al. 2001). 1996). 1996. parece ser o principal responsável pela atividade hipotensora do extrato metanólico das folhas de L. et al. 1992.. Teixeira et al. 1978). 1995.. 1979) e I. tranqüilizante (Matos et al. M. et al. no extrato aquoso dessa espécie foram verificadas propriedades de relaxamento muscular (Noamesi et al. 1986). Menezes et al.. e no óleo essencial. R.. 1998). et al.. O óleo essencial das folhas de L. 1998).. 1979). O óleo essencial de L. porém. S.. O. 1988). 1978.. multiflora (Chanh et al. Viana et al.

Cordia verbenaceae: a) escanerata com ramo florido. .FIGURA 26. c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens ).1 . b) escanerata com detalhe da inflorescência.

. Aspecto geral do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.2 .FIGURA 26. 1998).Hyptis crenata.

FIGURA 26.3 . Detalhe do ápice florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .Leonotis nepetaefolia.

4 . Detalhe do ápice do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .FIGURA 26.Leucas martinicensis.

Mentha piperita.5 .FIGURA 26. Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .

Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Nunez) (Banco de imagens - .Mentha viridis.FIGURA 26.6 .

Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .7 .Ocimum micranthum.FIGURA 26.

Pogostemon patchouly. Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .8 .FIGURA 26.

Lippia alba: a) escanerata do ramo florido.FIGURA 26. b) escanerata com detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .9 .

No estudo realizado. C. representantes das mais importantes fontes de compostos ativos desta ordem botânica. 1997). e reúne 120 gêneros. as quais passamos a descrever. Espécies medicinais da família Bignoniaceae Introdução A família Bignoniaceae (Dicotyledonae).27 Scrophulariales medicinais C. incluindo árvores. lianas. 1998. com aproximadamente 750 espécies. Mabberley. Hiruma-Lima L. pertence à ordem Scrophulariales. Pedaliaceae e Scrophulariaceae. foram referidas espécies medicinais das famílias Bignoniaceae. Os gêneros mais importantes da . Di Stasi A ordem Scrophulariales inclui treze distintas famílias botânicas. Scrophulariaceae. A. geralmente tropicais espontâneas na América do Sul. Pedaliaceae e Acanthaceae são as que apresentam maior ocorrência no Brasil. subclasse Asteridae. arbustos e raramente ervas (Joly. Bignoniaceae. descrita por Antoine Laurent de Jussieu.

uma delas. são Tabebuia e jacaranda. duas espécies dessa família mostram-se amplamente utilizadas com fins medicinais. O nome do gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius e Carl Daniel Friedrich Meissner deriva do grego aderi = "glândula" e kalymma = "invólucro". Espécies medicinais Adenocalyma alliaceum Miers.família. duas espécies do gênero Jacaranda foram citadas como medicinais. Na região da Mata Atlântica. No Brasil. é descrita aqui. contendo sementes oblongas (Figura 27. Pyrostegia. com ampla distribuição nas regiões tropicais. podendo chegar a até 16 cm de comprimento. as quais são discutidas a seguir. fruto do tipo capsular largo. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica. Em outras regiões do país. a famosa medicinal Unha-degato do gênero Bignonia. o que gera o nome popular atribuído à espécie. Jacaranda caroba. significando "coberta de glândulas" e referindo-se ao cálice e às brácteas florais. com gavinhas. curto-pecioladas. inflorescência em racemo com cálice campanulado ou tubular e corola amarela e afunilada. oblongo-linear. com folíolos peciolados. . folhas normalmente 2-3-folioladas. Essa característica permite o uso da planta em substituição ao alho. elípticos e coriáceos. da famosa Flor-de-são-joão.1). também é conhecida como Cipó-de-alho. que inclui os Ipês e o Paud'arco. anteras glabras e ovário oblongo. e as várias espécies do gênero Zeyhera. Dados botânicos É uma espécie de arbusto trepador. O caule lenhoso e as folhas possuem um odor fortíssimo de alho. os gêneros mais comuns são Tabebuia. a saber Pyrostegia venusta e Adenocalyma alliaceum. Nomes populares A espécie é popularmente denominada Cipó-alho e Alho-d'água. de ramos cilíndricos e glabros.

Uma outra espécie do mesmo gênero.) DC. a espécie é chamada de Caroba ou Carobinha. de caule ereto de casca fina com escamas que se desprendem facilmente. A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica. Carobado-carrasco. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. o banho preparado com as folhas da planta é indicado no combate a infecções. Camboté. Jacaranda caroba (Vell. Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugos usados sobretudo contra resfriados. flores tubulosas. dispostas em panículas. coriáceos e glabros. especialmente a associada a estados gripais e resfriados. roxas. a infusão das folhas é utilizada no alívio a dores e no combate à febre. por ser mole e porosa. folhas compostas com até 20 cm de comprimento e folíolos oblongolanceolados. Caroba-do-campo. enquanto a infusão das folhas é usada internamente contra sífilis e como depurativa. não completamente identificada e conhecida como . Caroba-miúda.Dados da medicina tradicional Na região de estudo. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. Em outras regiões do país pode ser reconhecida como Camboatá. O macerado das folhas em aguardente é aplicado externamente como cicatrizante e contra úlceras. pois possui crescimento rápido e é de fácil cultivo. Camboatá-pequeno. Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 20 m de altura. sendo amplamente usada como ornamental. O gênero Jacaranda foi descrito por Antoine Laurent dejussieu e inclui 34 espécies tropicais americanas. das quais a maioria é encontrada no Brasil. A planta oferece uma madeira apreciada na carvoaria. fruto do tipo capsular.

ou seja /'coberta de fogo". inflorescências numerosas. Nomes populares A espécie é conhecida como Cipó-de-são joão.5 cm de largura (Figura 27. Corrêa (1984) refere que a casca é amarga e possui propriedades diurética. folhas com folíolos ovadooblongos. Dados da medicina tradicional Na região de estudo. É muito comum no Brasil. como corimbos multiflorais. Pyrostegia venusta (Ker-Gawler) Miers. especialmente no Dia de São João. . raramente encontrada no interior de matas densas. O nome do gênero Pyrostegia. Dados botânicos É uma liana trepadeira por gavinhas. amplamente encontrada em campos. longas.Carobinha. o macerado das folhas em água fria é usado internamente contra disenterias e diarréias. com até 11 cm de comprimento e 5 cm de largura. deriva do grego pyr = "fogo" e stege = "coberta". é usada na região contra diabetes e distúrbios hepáticos (infusão das folhas) e como cicatrizante (macerado das folhas em aguardente). O nome popular decorre de seu emprego nos mastros usados nas festas juninas. referindo-se à planta florida com flores de corola alaranjada. descrito por Carel Borinov Presl.5 cm de largura. com ramos jovens delgados e folhagem densa.2). as folhas são reputadas tônicas e antidiarréicas. sítios e quintais de residências. Segundo Corrêa (1984). especialmente em crianças. contendo sementes de 1 cm de comprimento e 3. onde é amplamente usada como ornamental em fazendas. podendo ocorrer com flores amarelas. de cor laranja. sendo portanto ideal para cultivo como ornamental. as folhas são tônicas e anti-sifilíticas. fruto do tipo capsular com cerca de 25-30 cm de comprimento e 1. com ampla freqüência em formações secundárias de regiões litorâneas e matas pluviais. adstringente e anti-sifilítica. repletos de flores tubulares. Trata-se de uma espécie heliófita.

1995). 1999). carotenóides e flavonóides (Gusman & Gottsberger. No Brasil. Espécies medicinais da família Pedaliaceae Introdução A família Pedaliaceae descrita por Robert Brown compreende dezessete gêneros. 1992).Dados químicos e farmacológicos dos gêneros Adenocalyma e Pyrostegia As flores secas de Adenocalyma alliaceum foram incorporadas à dieta de ratos (2%) durante seis semanas. decurrens possui ácido ursólico (Varanda et al.. A espécie J. 1996). 1996). venusta a presença de aminoácidos.. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Gergelim. com aproximadamente 85 espécies tropicais espontâneas e algumas de climas áridos. 2001) e anticancinogênica atribuída ao ácido/. a família não é encontrada de forma espontânea. promovendo uma diminuição da absorção de colesterol pelo intestino em animais hipercolesterolêmicos (Srinivasan & Srinivasan. Foi detectada na flor de P. 1976 e 1977). marginatum apresentou atividade tripanossomicida (Oliveira et al. Do caule dejacaranda filicifolía foi isolado um ácido fenolítico com atividade inibidora da lipoxigenase (Ali & Houghton. acorendico presente na planta (Oguro et al. sendo a maioria de ervas ou arbustos. Espécies medicinais Sesamum indicum L.. especialmente a espécie Sesamum indicum.. mimosifolia (Bisnuttu & Lajubutu. 1994). a atividade antimicrobiana foi conferida a J. caucana tem apresentado a propriedade antiprotozoária (Weniger et al. . mas apenas cultivada. O extrato etanólico da espécie A. A espécie J. aqui descrita como medicinal e da qual também se utilizam as sementes na alimentação e na produção do óleo de gergelim..

episesaminona (Marchand et al. para alívio da dor de ouvido. O sumo das sementes é usado topicamente sobre a testa para aliviar a febre. inteiras e pubescentes. A mistura das sementes com sumo de cravo (flores) é usada como purgante. vistosas. A infusão das sementes é usada internamente como diurética. disenteria e catarro intestinal. também possui importância na perfumaria e como medicinal: internamente. para tratar constipação nasal crônica. além de seu uso na culinária. sesamolina (Mimura et al. tosses secas. 1988.. castanha-de-peão-branco (Jatropha curcas) e folhas de arruda é usada internamente para tratar sintomas de derrame cerebral. osteoporose. dores de cabeça. clorosesamona hidroxisesamona é 2.. 1997).. 2001). Trata-se de uma planta usada há aproximadamente cinco mil anos. externamente. 1990). e. podendo ser aplicado sobre a região do estômago para aliviar dor de barriga. O óleo de gergelim. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui apenas quinze espécies tropicais. 1995). com muitas sementes oleosas. Dados químicos do gênero De Sesamum indicum foram isoladas as lignanas sesamina. contra hemorróidas (Bown. o uso tópico das sementes de gergelim é considerado útil como antiinflamatório e contra qualquer tipo de ferida.. 1997). para evitar perda de cabelos. e sobre as pernas para tratar paralisia. de ocorrência nas áreas tropicais do Velho Mundo e no sul da África (Mabberley. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. distúrbios renais. e a espécie mais conhecida é Sesamum indicum. fruto do tipo capsular. indicum foi caracterizada a presença de . O macerado das sementes com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cravo (Caryophyllum aromaticus) é usado externamente no alívio a dores causadas por batida e contusão. opostas. externamente. no Egito e na Babilônia (Bown. Nas sementes de S. Já essa mesma mistura acrescida de resina de copaíba. 1995). flores amarelas.Dados botânicos A planta é uma erva anual. abortiva e anti-reumática e. folhas simples. Tashiro et al.3-epoxisesamone (Feroj Hasan et al. visão fraca. diarréias. com origem na Ásia tropical ou na África.

indicum L. Foi também observada a presença de cetoácidos nas sementes de S. Estudos realizados com o óleo de sementes assadas de S. prolamina. Muitas das atividades biológicas conferidas às sementes de S. indicum decorrem da presença de flavonóides em sua composição (Anila & Vijayalakshmi. A quantidade desses elementos varia de acordo com o grau de torra dos grãos (Yoshida. Nas raízes de S. 1988) e betaglobulina (Rajendran & Prakash. . Foi observada a presença de glicosídeos polifenóis e fenóis com atividade antioxidante (Mimura & Ohsawa. gama-tocoferol e sesamolina. indicum foram isolados naftoqueinonas com atividade antifúngica (Hasan et al. 1988). 1991). ácidos graxos.albumina. sesamina Do extrato aquoso de S.2000). indicum detectaram a presença de glicolipídios. 1994).. (Kar & Mishra. 1989. 2000 e 2001). A estrutura desses compostos foi elucidada por evidências químicas e espectroscópicas (Suzuki et al. 1996). indicum foram isolados dois glicosídeos novos e seis conhecidos. glutelina (Singh & Khanna. Mimura. globulina. 1993). bem como três novos triglicosídeos..

1991). diminuição da força e da taxa de contrações Atriais (do átrio do coração) de cobaias. Da parte aérea de S. 1992). sendo seu efeito citostático no bloqueio da fase S (Kamei et ai. Foram identificadas das sementes desta espécie proteínas alergênicas que têm contribuído para os casos de alergia pelo uso da semente de gergelim (Beyeretal..Duas lignanas furânicas. . indicum demonstrou uma potente atividade larvicida contra Aedes aegypti (Cepleanu et ai. 1994). alatosídeo A-C. 1997). 1990) e sesangolina. 2001). 1992). tais dados indicam que esse extrato contém substância semelhante à acetilcolina (Gilani & Aftab. indicum (Takswchi et ai. angolense.. Foi observado que o efeito antioxidante associado ao efeito anticarcinogênico de Sesamum representa um papel importante para o organismo. além de verbascosídeo. o que faz dessa planta um suplemento nutricional efetivo como antioxidante (Mimura. Dados farmacologicos da espécie O extrato alcoólico das sementes de S. sesamolina (Mimura et al.. alatum. 1992). Tashiro et al. indicum e S. Mediante o uso de animais diabéticos observou-se o efeito hipoglicemiante das sementes de S. 1995).. Uma 2-episesalatina foi isolada das sementes de S. A alomelanina extraída das sementes suprime o crescimento de células tumorais in vivo e in vitro. contração em útero isolado de ratas e íleo de cobaias. 1988. rengiol e isorengiol (Pottrat et al. 2002). 5alatum (Kamal Eldin & Yousif. respectivamente (Kang et al. e. dois derivados do ciclohexiletanol. foram isoladas das sementes de S.. dessa forma. em altas doses. Todos esses efeitos foram abolidos na presença de atropina. protegendo-o contra danos oxidativos. O extrato de S.. Três novas saponinas foram isoladas da parte aérea de S. 1991)... indicum provocou hipotensão em ratos anestesiados.. laciniatum foram isolados quatro derivados do ácido hidroxioleanólico (Krishnaswamy et al.

lanata. Dados botânicos Planta herbácea de folhas pecioladas. especialmente dos gêneros Antirrhinum. bilabiada. Pupeiçava. pentâmeras. arbustos e ervas. nos quais estão distribuídas 5. bicarpelar. axilares. no Pará. purpurea e D. popularmente conhecido como Vassoura. ovário supero. Espécies medicinais Scoparia dulcis L. 1997). tais como Digitalis. Scobedia. Nessa família constam ainda importantes gêneros de espécies medicinais. Outro gênero muito comum e de ocorrência em quase todo o Brasil é Scoparia. com corola rotácea. algumas aquáticas (Mabberley.Espécies medicinais da família Scrophulariaceae Introdução A família Scrophulariaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange 269 gêneros. Coerana-branca. opostas. Nomes populares Na região amazônica. Verbascum e Wightia. a espécie é popularmente conhecida como Fel-da-terra. flores brancas. No Brasil. quatro estames didínamos. Outros nome são Vassourinha. Calceolaria e Maurandia. crenadas e glabras. hermafroditas. Vassourinha-de-botão. em Minas Gerais e Rio Grande do Sul. inúmeras espécies são cultivadas como ornamentais. Vassourinha-doce e Corrente-roxa. incluindo árvores. Tupixaba. ovaldolanceoladas. Esterhazia. Ganha-aqui-ganha-acolá. aqui descrito como medicinal. das famosas D. Vassoura. Veronica. fontes de compostos digitálicos de grande valor na medicina moderna.100 espécies cosmopolitas espontâneas de áreas temperadas e parte em áreas tropicais. . Tapixaba. pequenas.

As tribos indígenas das Guianas utilizam a decocção das folhas para enxaqueca. bronquite. essa espécie também é considerada emoliente. o chá é preparado. tosse. significa "vassoura". Verardo. 1982). problemas cardíacos. Coimbra. pectoral. para tratar problemas do fígado e do estômago e estimular o apetite (Simões et al. por causa do seu emprego. expectorante. para lavar feridas (Branch & da Silva. com todas as partes da planta. o chá da planta toda é utilizado contra problemas hepáticos. picada de mosquito. A infusão da planta toda é usada como expectorante e emoliente (Hirschmann et al. diabetes e hipertensão (De Almeida. mas com a finalidade de reduzir inchaço e dor (Schultes & Raffauf. além de ser considerada tônica. Matos... Dados da medicina tradicional Na região amazônica. é utilizada como anti-hemorroidal. 1990). 1984). bem como para a limpeza do sangue e como auxiliar no parto (Dennis. erisipela e afecções cutâneas. doenças venéreas. também. especialmente na Floresta Amazônica. emoliente. antidiabética e contra afecções catarrais. menstruais. 1983). Os indígenas da Nicarágua utilizam a infusão a quente e/ou a decocção das folhas ou de todas as partes contra dor de barriga. o chá da planta é usado contra hemorróidas. 1995). hepáticas e estomacais. bronquite. 1982. Já entre os ticunas. hipoglicemiante. coceiras. hipotensiva. No Brasil. 1994. 1986). Coee et al. com muitos óvulos (Figura 27. infecção urinaria e corrimento vaginal (Gavilanes et al. e utilizada contra desordens respiratórias. Encontrada em abundância na América do Sul. 1996). também. brotoejas. a decocção é usada para lavar feridas e como forma de contraceptivo e/ou abortivo durante o período menstrual (Schultes & Raffauf. No Pará. já o chá da raiz é usado como antidiabético (Amorozo & Gély. 1990). 1982. Em Minas Gerais. Outros indígenas do Brasil usam o suco das folhas para problemas nas vistas e.bilocular. é utilizada contra tosses e verminoses (Agra.. para melhorar o estado geral do indivíduo. e as folhas. No Rio Grande do Sul. 1980). malária. 1993. Na Paraíba. 1988. 1994. Scoparia. peitoral. para aliviar a febre e como antiemético infantil e anti-séptico (Grenand et al.. 1988). Nas tribos indígenas do Equador.. Cruz. tosse. 1982. febre.3). emoliente e béquica (Corrêa. O nome do gênero. Grandi & Siqueira. Grandi et al. febrífuga. . béquica.. desordens menstruais. 1987). 1990).

1996b). S. antiviral. 1988a e 1990c). et al.. 1985). 1990b).. antibacteriana gram-positiva. S. M.Dados químicos da espécie Vários triterpenóides foram isolados desta espécie por Ramesh et al. dulcinol e ácidos dulcióico. são capazes de inibir a atividade da bomba de próton gástrica (Hayashi et al. expectorante e atóxica (Moura et al. acacetina.. O diterpeno escoparinol isolado desta espécie apresentou atividade analgésica. A atividade antiviral do ácido escopadúlcico B e escopadulina foi observada contra o vírus do herpes em estudos in vivo e in vitro (Hayashi et al. hipocolesterolêmica. cinarosídeo D. cumárico. (1979) e Mahato et al.. 1993 e 1996). (1981). anti-herpética. beta-sitosterol.... 1990b).. M. gentísico. escopadulciol.. Freire. 2000) foram determinadas em Scoparia dulcis. betulínico.. 1993 e 1996) depressora (Freire. Existem registros na literatura da presença de diterpenóides denominados ácido escopárico A.. B e C (Kawasaki et al. depressora do SNC. simpatomimética (Freire et al. iflainóico.. Hayashi et al. 1987. benzoxazolinona. entre outros compostos (Kawasaki et al. antiinflamatória (Freire et al. 1988... escutelareína. scopadulciol (Hayashi et al. O. antiinflamatória. E. Hayashi e al. ácido escopadúlcico A e B (Hayashi et al. Torres et al.. 1998). 1996). sedativa e diurética (Ahmed et al. 1994. 2001).. Dados farmacológicos da espécie Atividades analgésica.1988b). 1997) e o diterpeno tetracíclico escopadulina (Hayashi et al.. 1987).. O óleo essencial da espécie também apresenta atividade fungicida (Lima. 1991). 6-metoxibenzoxazolinona. manitol. antiespasmódica. apigenina.. Também foi detectada a presença de glicosídeos. flavonas. 1990a e 1991). alfa-amirina. antifúngica. obtidos da espécie. 1990). 1993 e 1996a). 1989. Na escopadulina foi detectada a atividade antiviral (Hayashi et al. Os ácidos escopadúlcico B. antidiabética (Jain. hipertensiva (Freire et al. anti-séptica. O ácido escopadúlcico tem apresentado também ati- . secretagoga e gastroprotetora (Mesia et al. et al. escoparinol e dulcinol (Ahamed & Jakupovic. Azevedo et al. 1997.. glutinol e acacetina (Hayashi et al. 1986 e 1988a. 1987 e 1988c). Dalla Torre et al.

1978) (Banco de imagens - .. Em estudos de radioligantes foi observado que o extrato de S... Ramos com flores (modificado a partir de Hoehne.1 . dulcis diminuiu em mais de 60% a ligação do radioligante aos receptores 5-HT1A (Hasrat et al. 1988b). 1993). porém essa flavona apresentou maior suscetibilidade para linhagens de células cancerosas do que para as normais (Hayashi et al.Adenocalyma alliaceum.. 2002) e antitumoral (Nishino et al. FIGURA 27. 1997a). Atividade citotóxica causada pela himenoxina foi observada em cultura de tecido humano.. 1997a e 1997b). além de extrato etanólico demonstrar a mesma inibição aos receptores de serotonina e dopamina (Hasrat et al.vidade antimalarial in vitro (Riel et al.

2 . Detalhe das inflorescências e flores tubulares (Banco de imagens - .Pyrostegia venusta.FIGURA 27.

3 . Ramo florido com detalhes da flor e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne. 1946) (Banco de imagens - .FIGURA 27.Scoparia dulcis.

com aproximadamente 22. das quais a família Asteraceae (Compositae) é uma das mais importantes como fonte de espécies vegetais de valor medicinal. exceto na Antártida (Mabberley. Di Stasi C. Os gêneros estão distri- . M. Essa família compreende 1. A.28 Asterales medicinais L. Guimarães Introdução A ordem Asterales compreende nove famílias botânicas. arbóreas. Trata-se de uma grande ordem. herbáceas. 1997). Santos E. que passamos a descrever a seguir. M. sendo a maior família botânica do grupo das angiospermas. Na região amazônica foram referidas inúmeras espécies medicinais da família Asteraceae. trepadeiras e ervas. encontradas em todo o planeta. a grande maioria dos gêneros é constituída de plantas de pequeno porte.750 espécies cosmopolitas. A família Asteraceae (Dicotyledonae) .Ivan Martinov. Inclui espécies arbustivas. Hiruma-Lima C.528 gêneros. foi descrita inicialmente como Compositae por Paul Dietrich Giseke. que reúne milhares de espécies vegetais com distribuição em todo o planeta. C.

Calendula (Calenduleae). Ageratum conyzoides. com ampla distribuição no território brasileiro. várias espécies do gênero Bidens. Baccharis e Solidago (Astereae). Bidens e Helianthus (Heliantheae). Vernonia e Elephantopus (Vernonieae). Semeio e Emilia (Senecioneae). a famosa Arnica. devem ser ressaltadas algumas espécies de interesse medicinal. Calea. especialmente a Mikania glomerata. A família Asteraceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes de espécies vegetais de interesse terapêutico. Achillea millefolium. Gnaphalium e Achyrocline (Gnaphalieae). Tanacetum. Lactuca. especialmente Bidens pilosa e Bidens bipinnatus. Calendula officinalis. Matricaria chamomila. Calendula. Arnica e Tagetes (Helenieae). Wedelia. Nesse contexto. • Asteroideae Inula (Inuleae). tais como inúmeras Vernonia. conhecida como Mil-folhas. Zinnia. as importantes Carquejas. dado o grande número de plantas pertencentes a ela que são usadas popularmente como medicamentos. conhecidas popularmente como Macela ou Macela-do-campo. muitas das quais conhecidas como Boldo ou Jalapa e amplamente usadas. Saussurea e Echinopis (Cardueae). gênero da famosa Calêndula. Sonchus e Taraxacum (Lactuceae). Novalgina e Anador. o Mentrasto. do gênero Mikania. os inúmeros Guacos e Guacos-de-quintal. das quais se destaca a Baccharis trimera. Aster. a Camomila. sendo os mais importantes os encontrados nas subfamílias Cichorioideae e Asteroideae. Ageratum. e inúmeras plantas de . do gênero Arnica. muitas das quais amplamente estudadas dos pontos de vista químico e farmacológico. popularmente conhecidas como Artemisia e Losna. Gnaphalium e Achyrocline. Stevia e Eupatorium (Eupatorieae). as várias espécies de Artemisia.buídos em três grandes subfamílias. Achillea e Santolina (Anthemideae). Matricaria. • Cichorioideae Chaptalia (Mutisieae). Mikania. Artemisia. muitas conhecidas como Picão e Carrapicho. Galinsoga.

externamente. ereta ou prostrada. curto-pecioladas. inflorescências axilar ou terminal com flores reunidas em capítulo paucifloro. enquanto várias outras foram aqui aclimatadas e podem ser encontradas em todo o território brasileiro. Espécies medicinais Acanthospermum australe (Loefl. internamente.1). com borda irregularmente serreada. de ápice e base agudas. O gênero Acanthospermum descrito por Franz Schrank inclui apenas seis espécies tropicais. folhas simples. Grande parte dessas espécies é nativa do Brasil. Em outras regiões do país. como Carrapichinho e Carrapicho-de-carneiro. inteiras. flores unissexuais e marginais. em Minas Gerais. sendo Acanthospermum hispidum e Acanthospermum australe as mais comuns e consideradas invasoras. rasteira.) Kuntze Nomes populares Essa espécie é conhecida na região amazônica como Carrapicho-rasteiro e apenas como Carrapicho na região do Vale do Ribeira. e brácteas involucrais envolvendo a flor feminina. de pequeno porte.pequeno porte do gênero Eupatorium. . apenas masculinas. Na região do Vale do Ribeira. como cicatrizante. como antiinflamatório e. a infusão preparada com a raiz é usada internamente para combater problemas renais e como potente diurético. opostas. fruto do tipo aquênio fusiforme ou cuneiforme com cerdas uncinadas (Figura 28. a decocção das folhas é usada. caule comprimido e denso-piloso. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. onde foram incorporadas na medicina tradicional. amplamente usadas na medicina popular. sendo as flores dos bordos apenas femininas e as do disco. O nome do gênero vem do grego e significa "semente com espinhos". oblongo lanceoladas. Dados botânicos Planta anual.

nome dado à planta pelos seus usos medicinais na região. reunidas em capítulos corimbosos. 1982) e. rizomatosa. e as centrais. sendo as marginais femininas e brancas.. Aquiléia. hermafroditas. dor de cabeça e dores gerais. Em outras regiões do país. O nome do gênero Achillea foi dado em homenagem ao grego Aquiles (Achiles). gripes e distúrbios do estômago. glabra. Milefólio e Mil-em-rama. contendo folhas oblongolanceoladas. raras são nativas das Américas. digestivo. . no Uruguai. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Corrêa (1984) refere que a planta é amarga e aromática e possui a propriedade de melhorar as condições gerais da circulação. Dados botânicos A planta é uma erva perene. além de ser anti-helmíntica.A espécie também é usada em Minas Gerais como diaforética e emoliente (Gavilanes et al. amarelas e tubulosas. agindo ainda como antiespasmódico. hemorroidais e pulmonares. com até 60 cm de altura. flores dimorfas. como contraceptivo feminino (Mabberley. Achillea millefolium L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 115 espécies de origem na Europa e na Ásia. 1997). a espécie é conhecida ainda como Erva-de-carpinteiro. a espécie é chamada de Novalgina. sendo considerada útil para deter hemorragias uterinas. com caules ramosos. a infusão ou a decocção das folhas é usada contra febre. A espécie é de origem européia e amplamente cultivada no Brasil como medicinal.

flores brancas ou lilases. . Dados botânicos A planta é uma erva anual. amenorréia e gonorréia. A infusão preparada com a planta toda é usada na regulação menstrual e contra dores de cabeça e de barriga. a espécie é chamada de Carqueja.2). Nomes populares Na região da Mata Atlântica. com até 1 m de altura. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. enquanto o banho preparado com as raízes é indicado como anti-séptico e contra infecções da pele. reunidas em capítulos dispostos em panículas densas.Ageratum conyzoides L. com caules cilíndricos de onde partem ramos ascendentes. febrífuga. mesmo nome dado para ela em quase todo o Brasil. crenadas. Catingade-barão. Baccharis trimera (Lers) DC. mucilaginosa. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui 44 espécies tropicais de origem nas Américas. a espécie é chamada de Mentrasto. pecioladas. e o nome do gênero. significa "o que não envelhece". É conhecida ainda como Carqueja-amargosa e Carqueja-crespa. a infusão das raízes é usada internamente como analgésico. anti-reumático e contra cólicas menstruais. com folhas opostas. carminativa. útil contra resfriados. Em outras regiões do país. A planta é invasora de culturas e fornecedora de forragem (Figura 28. ovadas. cólicas flatulentas e uterinas. Ageratum. anti-reumática. Corrêa (1984) refere que a planta é amarga. pilosa e ramosa. tônica. Erva-de-são-joão e Maria-preta. além de indicada para aliviar náuseas. é conhecida ainda como Catinga-de-bode. antidiarréica.

Aceitilla. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente quatrocentas espécies tropicais americanas. como Picão-preto. O nome do gênero foi dado em homenagem a Bacchus. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. A infusão das raízes é usada externamente na redução de inchaço. Inúmeros nomes têm sido registrados para essa espécie. diurético e contra distúrbios renais. Bidens bipinnatus L. derrame cerebral e diabetes. Pirco. (Bidens pilosa L. a planta é usada como tônico. Goambu. A infusão das folhas é empregada como "emagrecedor" e para "desintoxicação do corpo". Erva-picão. o deus Baco do vinho. Macela-do-campo. Amor-seco. com ampla distribuição na América do Sul. Carrapicho-de-agulha. a decocção das folhas é usada como analgésico. fruto do tipo aquênio (Figura 28. Carrapicho. sendo as alas levemente inervadas e seccionadas alternadamente. enquanto o banho preparado com as folhas é indicado externamente para reduzir inchaços. Em outras regiões do país. bem como em vários Estados brasileiros. tais como Cuambu. entre outras (Corrêa. sendo considerada útil contra afecções do fígado e diabetes. Carrapicho-de-cavalo. anti-helmíntico. Picão-do-campo. podendo atingir até 1 m de altura. inflorescências em capítulos aglomerados com flores amarelas. os caules são lenhosos e trialados desde a base até o ápice. Espinho-de-agulha. Piolho-de-padre.Dados botânicos A planta é um subarbusto ereto e cheio de ramos glabros.) Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e na Mata Atlântica. anti-reumático. Carrapicho-deduas-pontas.3). . hipertensão. estomáquico. 1926). A decocção das partes aéreas da planta é também utilizada como diurético e contra inflamações e febres. Erva-picão e Pau-pau. estomacais e intestinais.

1996). referindo-se às aristas do papilho. sialagoga. folhas opostas. No Leste da África. a espécie também é referida como emoliente. disenteria. 1994).. bem como no combate a dores em geral Jager et al. 1984). dores de cabeça e de dentes (De Feo. desordens hepáticas.4). infecções urinárias e vaginais (De Almeida. a espécie é usada como antiinflamatório. diabetes e inflamações (Corrêa. leucorréia. Outros usos indígenas incluem a decocção no tratamento da hepatite alcoólica e contra vermes. flores amarelas reunidas em inflorescências do tipo capítulo. com até 1 m de altura. formando o papilho que é transformado em aristas (Figura 28. 1993. A planta é considerada estimulante. conjuntivite. . micoses. glabra. pecioladas e fendidas. diurético e contra hepatite. antidisentérica. laringite. No Brasil. Duke et ai. adstringente e considerada útil contra icterícia. diabetes. O nome. diurética. 1992.Dados botânicos Planta de pequeno porte. 1995). significa "dois dentes". 1994). 1962). antiescorbútica. antiblenorrágica. vermífuga e vulnerária. Vasquez. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Essa espécie é de uso disseminado por toda a Amazônia e por todos os Estados brasileiros. antileucorréica. ramosa. capítulos pleiomorfos. desobstruente. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 240 espécies cosmopolitas. utilizada especialmente contra icterícia. com cálice modificado. dismenorréia. Na medicina tradicional peruana. 1990). o suco da planta fresca é usado contra dores de ouvido e conjuntivite (Watt & Breyer-Brandwijk. ereta. Coimbra.. Bidens. com flores radiais liguladas. a infusão preparada com as partes aéreas da planta é usada no tratamento da hepatite. infecções urinárias (Mejia & Reng. 1990. hepatite. pentâmeras. Grupos indígenas da Amazônia utilizam-na contra angina. edema. simples. icterícia e contra vermes distintos (Rutter.

triplinervadas. com papilho do mesmo tamanho (Figura 28. flores (20 a 30) azuis. corola com tubo interno glabro. androceu com anteras levemente sagitadas. Duas outras distintas espécies do gênero Eupatorium . visto a grande semelhança entre elas. o primeiro a usar a planta como medicamento contra doença do fígado. estimulante. de caule ereto. sudorífico. é considerado útil contra dores de cabeça e febre. A infusão de suas folhas com as de arruda (Ruta graveolens). jambu (Spilanthes acmella) e abacate (Persea sp. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica especialmente pelo nome de Japana. anguloso.são coletadas pela população da região como sendo da mesma espécie.5).Eupatorium ayapana Veuten. 1984). estomáquico. .ambas não identificadas . acuminadas. O gênero Eupatorium foi descrito por Carl Linnaeus. infecções da boca e contra veneno de cobras (Corrêa. reunidas em capítulos dispostos terminalmente. estriado e diminuto. lanceoladas.) é usada internamente contra hemorróidas e verminoses. Japana-branca. folhas opostas. mas são comuns outras denominações. cólera. angina. como Iapana. Aiapana. Japana-roxa e Erva-de-cobra. empregado externamente na forma de banho. e contra malária. a espécie possui vários usos das folhas. fruto do tipo aquênio alongado. Em outras regiões do Brasil. enquanto o sumo das folhas frescas. ferrugíneo e glabro. antidiarréico e antidisentérico. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada como expectorante e contra diarréia e disenterias graves. como tônico. digestivo. Dados botânicos Erva bastante delicada. além de se reconhecer nela poderosa ação contra tétano. que o denominou assim em homenagem ao rei Eupator. A decocção das folhas também é usada em desordens digestivas. especialmente do fígado.

reunidas em pequenos e numerosos capítulos radiados. capítulos pequenos e reunidos.Gnaphalium purpureum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. . com a face superior verde e glabra e a inferior alvo-tomentosa. O nome do gênero significa "o que é firme". de ocorrência nas Américas . a infusão das folhas é usada contra diarréia. com ápice arredondado. O nome significa "feltro". a espécie é chamada de Arnica. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. a espécie é chamada de Macela.especialmente na América do Norte . O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente cinqüenta espécies cosmopolitas. serradas.e com raras espécies na América do Sul. Dados botânicos A planta é um subarbusto perene. que formam uma inflorescência cilíndrica. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e compreende aproximadamente oitenta espécies. com caules contendo folhas elípticas e obovadas. Solidago microglossa DC. pequenas. podendo atingir até 1 m de altura. flores amarelas. folhas oblongas. referindo-se ao tomento das folhas. assim como em todo o Brasil. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. dores de barriga e outros distúrbios intestinais. Dados botânicos A planta é uma espécie perenial e herbácea.

boldo e abacate é indicado contra hemorróidas e helmintoses. não alado. aristas do papilho sem pêlos retrorsos (Figura 28. ovadas. Mastruço e Agrião-do-norte. referindo-se à corola de flor feminina de algumas espécies. Spilanthes. o chá ou xarope das folhas é considerado útil contra tosses e problemas hepáticos. Jambuaçu. o macerado da planta toda em aguardente é usado externamente contra dores musculares. Agrião-do-brasil. . Dados da medicina tradicional Na região de estudo. longo-pecioladas. Essa planta é utilizada como estomáquica. Corrêa (1984) relata o uso da planta contra doenças da boca e da garganta. excitante e tônica na Aldeia Olho D'Água (Elisabetsky et ai. vários outros nomes são usados. tais como Agrião-do-pará. Botão-de-ouro.. é utilizado contra conjuntivite e problemas hepáticos. membranosas. cálculos da bexiga e dores de dente. com folhas opostas. Abecedária. descrito por Nicolaus von Jacquim. O nome do gênero. que tem mancha escura sobre a lígula. batidas. enquanto a decocção da planta toda é usada internamente como sedativo e contra distúrbios digestivos. Spilanthes acmella Rich. agudas. dispostas em capítulos globosos terminais ou axilares.6). flores amarelas. Agriãobravo. misturado com folhas de amor-crescido e de graviola. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Jambu. fruto do tipo aquênio. comprimido com papilho aristado. com corola curva. entretanto. o preparado com folhas de arruda. picadas de insetos e infecções. Dados botânicos Planta herbácea. significa "flor com mancha". o chá das folhas.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.

minuta. Tagetes erecta L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Cravo-de-defunto. opostas ou alternas. abortiva. Dados botânicos A espécie é uma herbácea ereta. no Pará (Amorozo & Gély. bronquite. Cravo-africano e Tagetes. O macerado das raízes em água é usado também internamente como laxante e emético. as flores pequenas são reunidas em capítulos grandes amarelo-alaranjados. digestiva. Cravinho. O gênero Tagetes descrito por Carl Linnaeus (tribo Tagetae) inclui aproximadamente cinqüenta espécies tropicais (Mabberley. narcótica. atingindo de 60 a 90 cm de altura. nas dores de cabeça e na "doença dos nervos". americana é utilizada no tratamento de afecções bucais e algumas variedades de herpes. Amorozo & Gély (1988) referem que o . cicatrizante. e seu nome vem de Tages. 1980). a decocção das partes aéreas é usada internamente contra dores reumáticas. tais como T. T. sendo também comumente chamada de Cravo. 1997). tosse e resfriado. antiespasmódica. também são usadas como medicinais. as folhas. e indicada contra problemas hepáticos. patula e T. divindade etrúria representada como um belo jovem. 1988). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. lucida. em Brasília (Matos & Das Graças. Originária do México. com muitos ramos. está muito bem aclimatada no Brasil. febrífuga. desinfetante e antiasmática. sendo muito comum como espécie ornamental e amplamente usada em cemitérios. Na Colômbia. A infusão das flores é considerada útil na dismenorréia. Cravo-de-tufo. são partidas e aromáticas. a S. Bown (1995) refere que a espécie é usada contra constipações severas e cólicas. Outras espécies do gênero.1982). antigripal. emenagoga. Cravo-amarelo ou Cravo-vermelho. considerada carminativa.

Nomes populares A espécie é chamada. Corrêa (1984) refere que a planta toda é peitoral e calmante. sésseis. pela abundância de flores. o chá das folhas e flores. Outras denominações populares incluem os nomes Capitão. resfriados. Originária do México. australe. que atua como anti-helmíntico e sudorífico. Dados químicos das espécies e gêneros Acanthospermum Óleo essencial (0. bem como foram identificados os constituintes majoritários: beta-cariofileno. anteras amarelas e estigmas vermelhos. na região de estudo. bronquites e tosses. a espécie possui um óleo essencial nauseabundo. Moça-e-velha e Canela-de-velho. com caule ereto. flores pequenas reunidas em inflorescências do tipo capítulo solitário. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas e flores misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é amplamente utilizada no combate à malária. para tratar "doença que deixa o queixo duro". Segundo Hoehne (1939). incluindo brancas. arroxeadas e vermelhas. . e a folha socada com cachaça ou água morna é usada externamente (fricção) contra"doença que prende e doença do vento". as flores possuem várias cores. Zinnia elegans Jacq. rosas. opostas. de Zinha ou Zínia. forte. além de possuir raízes e sementes reputadas como laxativas. é amplamente usada no Brasil como ornamental. Dados botânicos A espécie é uma herbácea de 60 a 80 cm de altura.chá das folhas com alho é usado contra febres. com uso freqüente contra dores reumáticas. as folhas são ásperas.13% de terpenos) foi obtido das folhas de A. cordiformes.

1986. terpenos (Verzan & El Sayed. 1992b.7. tripartitus. alfa-felandreno. Wang et al. 2000)..6-dimethoxiflavona (Debenedetti et al. 1977). millefolium também foram isolados ésterois. Achilea. Hausen et al. 1979).. Gene et al. 1975) e monoterpenos (Orth et al. leucantha (Wat et ai. alfa-copaeno. diterpenos (Saleh et al. delta-cadineno (De Marais et al. cumarinas. 2001. 1990). 1976).. Ageratum e Bacchoris Achilea millefoluim possui diversas sesquiterpenolactonas (Zozyo et al. limoneno. 1987). Da espécie B. B. 1987.... flavonóides (Bohlmann et al. australe já foram isolados diterpenos e sesquiterpenolactonas (Bohlmann et al. De A.. crisosfenol D. 1981).beta-elemeno. Das partes aéreas de A. 1994.. isocariofileno. flavonas (Falk et al. B. Caffmi & Demolis. 1996. 1997).. 1991).. 1994). Gill et al. australe também foram isolados quatro flavonóides: penduletina.. monoterpenos e alcalóides (Bohlmann et al. flavonas. 1980. 1987. Nair et al. alfa-farneseno e beta-bisaboleno (Craveiro et al. leucoantociandinas. Serquiterpenos lactonas e flavonas foram obtidos de A... pilosa . beta-guaieno. cadineno. 1985. Herz & Kalyanaraman. bipinnatus. 1978). 1990.. 1997).. 1994 e 1984. glabratum (Saleh et al... rutina e saponinas (Soicke & Leng-Peschlow. alfahumuleno.. hispidum foram isolados sesquiterpenos e compostos fenólicos (Jakupovic et al. De Tommassi et al. catecolaminas. monoterpenos.. 1979). 1986. De A. De Baccharis trimera foram isolados flavonóides. Herz & Kalyanaraman.. 1984). Alvarez et al.. Bohlmann et al. carotenóides e glicosídeos foram isolados de B. beta-pineno. Debenedetti et al.. gama-humuleno e viridifloreno (Machado et al. 1992). 1987). Sharma & Sharma. 1981.. 1975.. Poliacetilenos.. B. 1975). 2000). axilarina e 5. deterpenos. 1979.. timol. germacreno A. Christensen et al.. 1991) também isolados de A setacea (Zitterl-Eglseer et al. pilosa. Hoffman & Hoelzl. triterpenos (Chandler et al. saponinas e xantonas (Caetano et al. 2002. laevis e B. Torres et al. Bidens O óleo essencial de Bidens pilosa possui alfa-pineno.4'-trihidroxi-3.. beta-cariofileno. flavonóides (Shimizu et al.. Diversos constituintes já foram obtidos de Ageratum conyzoides como terpenos e flavonóides (Okunode. 1988a e 1988b. 1976a e 1976b). De A.. gama-cadineno.

£. 1991). 1991. radiata e B. tais como quatro auronas.... E. Outros glicosídeos foram determinados nas espécies £. pilosa (Hoffmann & Hoelzl. B. dahlioides... 1994). Liu et al. subhastatum (Ferraro et al. glandulosum (Nair et al. 1992). parviflora. ácido linoléico e linolênico. portoricense (Wiedenfeld et al. buniifolium (Muschietti et al. E. ácido linoléico.. 1995) E. maximowicziana. 1990c) e E adenophorum (Li-Rongtao et al. 1979). 1992). chrysoanthemoides. 1997). 1990). Alcalóides pirrolizidínicos foram determinados em E cannabinum (Schimio et al. E. E. campylotheca (Bauer et al. 1981). altissimum (D'Agostino et al. rotundifolium (Hendriks et al. ocimeno e chalconas foram isolados e caracterizados das partes verdes e flores de B.fortunei. 1992). 1995) e £. salvia (Gonzalez et al. odorata (Hai et al.. dois derivados tiofênicos.japonicum.. 1987. 1995). .foram ainda isolados inúmeros compostos. 1986). tinifolium (D'Agostinoetal... ternbergianum (D'Agostino et al. erythropappum (Talapatra et al. 1986). E. enquanto várias chalconas foram obtidas de B. Eupatorium Flavonóides foram isolados de Eupatorium coelestinum (Le Van & Pham. littorale (Sato et al. 1988a. 1985). tripartitus (Christensen et al. 1990a e 1990b). bem como dois glicosídeos fenilpropanóides a partir de folhas frescas (Sashida et al. Pagani. 1995). Wang et al. os triterpenos friedelina e friedelan-3p-ol. 1995). leucolepis (Herz & Palaniappan.. E. adenophorum (Li et al. foi isolado do óleo essencial de Bidens cernua (Smirnov et al. 1988b. 1987. £. E guayanum (Sagareishvili et al. 1991) e E. B. frondosa. e um novo composto sesquiterpênico com atividade antimicrobiana. Flavonóides glicosilados foram isolados de E tinifolium (D'Agostino et al. E. e vários flavonóides (Geissberger & Sequin.B. Edgar et al.. E. angustifolium (Mesquita et al. pilosa (Zuleeta et al. 1990). eugenol. cernuol.. 1992). 1997). 1997). B. chinese (Zhao et al. B. E.. Um novo diterpeno foi recentemente isolado de B. B. bipinnatus (W B. Poliacetilenos também foram isolados de B.. Três poliacetilenos. 1985). 1982). 1988c e 1988d). 1987 e 1988). tripartita (Isakova et al. 1988. B.. E. ferulefolius. E. frondosa (Karikome et al. B. 1990). cannabinum (Stevens et al. E. E. micranthum (Herz et al 1978). 1993 e 1995). 1994) e E.

1977). americana foram isolados monoterpenos. beta-himachaleno) ou ésteres fenólicos foi identificada nos óleos essenciais de E. E. p-cimeno. Uma grande quantidade de terpenos (geranial. espilantol e três amidas foram isolados das flores de S. 1991). ácidos graxos e ácido tetratriacontanóico.. enquanto em E. quadrangularis (Hubert et al. adenophorum. 1987). 1986). var.. E. Spilanthes De Spilanthes acmella foram isolados saponinas e triterpenóides (Mukharya & Ansari. deltoideum (Quijano et al. triterpenóides de E. 1980). 1986). Na fração diclorometânica das flores dessa espécie também foram detectados várias amidas. E. adenophorum são p-cimeno e acetato de bornila (Ding et al. tinifolium (D'Agostino et al. Os principais constituintes do óleo essencial de E. sitosterolO-beta-D-glucosídeo (Dinda & Guha.. estigmasterol. quadrangularae (Hubert et al. 1988a e 1988b).. E. entre outras espécies (Ding et al. Diterpenóides foram isolados de E. altissimum (Jakupovic et al. laevigatum (Lopes et al. mikanioides (Herz et al. Uma amida. A presença de sesquiterpenolactonas foi caracterizada em E. odoratum (Talapatra et al. 1987). cariofileno e cadinol (Inya-Agha et al. E. 1979). E. 1996). 1996) e triterpenos (Ospina de Nigrinis et al. 1994). acmella L. Das partes aéreas de S. cânfora. e o óleo essencial das folhas contém alfa-pineno. sesquiterpenos. Monoterpenos glicosilados foram obtidos de E. stoechadosmum foram descritos como componentes principais a acetofenona e os derivados do timol (Nguyen et al. E. rufescens (Ruecker et al. espilantol. e sesquiterpenóides de E. 1987). naginatacetona. cannabinum (Zdero & Bohlmann. fortuna (Haruna et al. fenóis e saponina. De S. odoratum foram encontrados taninos. 1978). 1990a e 1990b).. laevigatum (Bauer et al. 1986). sitosterol. 1987) e E... cannabinum (Stefanovic et al.Nas folhas de E. 1980) e E. 1987). recurvens (Herz et al. entre outros (Nakatani & Nagashima. Ramsewak et al. 1993).fortunei (Haruna et al. limoneno. 1986b). 1986). ... 1987). 1992a). 1992b. compostos oxigenados e nitrogenados (Stashenko et al. E. 1999). paniculata foram isolados aminoácidos (Dinda & Guha.. oleracea Clarice (Nakatani & Nagashima.. 1987).

argentina) foram identificados quatro tiofenos. 1993). riojana são duas espécies do gênero Tagetes morfologicamente muito similares. T. zipaquirensis (Abdala & Seeligmann. erecta (Singh et al. 1990a). lucida (Hethelyi et al.. minuta são ocimeno. patula (Ivancheva & Zdravkova. patula. 1985). que parecem ser sintetizados somente pelas folhas (DeIsrailev & Seeligmann. 1990b). 1990). 1988)... Alguns compostos têm sido identificados como típicos para muitas das espécies pertencentes ao gênero Tagetes. Na raiz e no broto de duas espécies desse gênero (T.. 6-hidroxikaempferol.. 1987). 1988). 1991). onde foi caracterizada a presença majoritária de terpenóides e sesquiterpenos. 1987). pois somente T. patuletrina e patuletina. distribuídos nas diferentes partes da raiz (Makjanic et al. T. T. tais como quercetagetina.. sendo a concentração desses compostos dependente do órgão utilizado e do estágio ontogênico da planta (Beavides & Caso. mendocina e T.. 6-hidroxi e 6-metoxi flavonóis e seus glicosídeos (De-Israilev & Seeligmann. 1992). T. T. Pe- . Ahmad et al. Foi relatada ainda a presença de flavonóides em T. T multiflora (De-Israilev & Seeligmann. tagetona e tagetenona (Zygadlo et al. 1993b). 1987. T.. 1994) e T. T.. T microglossa (Castro. o padrão floral não inclui flavonas nem flavonóides polimetoxilados. riojana sintetiza quercetina 5-0-glicosídeo (De-Israilev. glandulifera) (Craveiro et al. patula e I minuta apresentaram propriedade biocida natural decorrente da presença de tiofenos (Ketel. bem como a quercetina detectada apenas nas flores dessa espécie. As espécies T. rupestris (De-Israilev & Seeligmann. 1995). 1988.Tagetes Foram realizadas análises fitoquímicas dos óleos essenciais de Tagetes minuta (T. Os monoterpenos descritos em T. 1987).. patula foram isolados tiofenos. tenuifolia (I signata) (Parodi et al. Das raízes de T. que podem ser diferenciadas pela composição química. benzofurano e isoeuparina (Parodi et al. como quercetagetina. dentro desse gênero foi encontrada uma certa diferenciação entre o padrão químico das flores e folhas de T. além de enxofre e fósforo. laxa (De-Israilev et al. Entretanto. Tosi et al. campanulata. minuta e T. erecta e T. 1988a e 1988b). patuletina e muitos desses derivados. 1993). No entanto. 1988).

1988).. taninos. Experimentos com A. 1995).. ocitocina. Compostos com atividade citotóxica e antineoplásica também foram obtidos de uma outra espécie do gênero. 1996) bem como atividade imunomoduladora (Mirambola et al. no fluxo coronário e na amplitude das contrações (Medeiros et al. australe demonstraram a ocorrência de uma forte inibição da enzima aldose redutase (Shimizu et al.. 1988).. hispidum mostraram ainda um pequeno aumento na freqüência cardíaca. bradicinina e isoprenalina em vários órgãos isolados (Brandão et al. hispidum foi estudado o extrato hidroalcoólico da planta toda. Carvalho et al.. a A. 1996) dessa espécie.. Foram detectadas várias agliconas acumuladas na folhas e no caule (Wollenweber et al.. patula foi detectada (Arroo et al. 1991). glabratum (Saleh et al. o qual apresentou atividade broncodilatadora e espasmolítica (Brandão et al. .. australe contra Plasmodium berghei em roedores. 1997).quena quantidade de monotiofeno na raiz de T. elegans foram identificadas como pelargonidina acetilada e cianidina 3..5-diglucosídeo por métodos cromatográficos e espectrais (Yamaguchi et al. Zinnia Uma triagem fitoquímica de Z. Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Acanthospermum Estudos realizados com a espécie A. glicosídeos cardíacos. australe (Matsunaga et al. 1980). 2002) e antifúngica (Portillo et al. Foi também constatada a atividade antimicrobiana (Silva et al. (1991) e Carvalho & Kretlli (1991) demonstraram efeitos parciais de extratos brutos de A. Nascimento et al.. 1995). Em A. elegans indicou a presença de Cumarina. 1988.. b-sitosterol e triterpenos (Sharada et al. 1997).. As antocianinas das flores de Z. indicando a possibilidade de atividade antimalárica dessa espécie. além de produzir efeito inibitório sobre as contrações induzidas por histamina.. 1987). Atividade antineoplásica foi descrita para a espécie A.. 2001).

1995) e anti-hipertensiva (Santos & Queiroz Neto. As atividades analgésica e antiinflamatória de Ageratum conyzoides não foram confirmadas por Yamamoto et al. 1980). conyzoides apresentaram atividade espasmolítica in vitro (Silva et al.Achila. 1985. Abena et al. Ações antimicrobiana e antiparasitária foram verificadas com B. Agerathum e Baccharis Existem relatos da atividades antiespermatogênica e antiinflamatória para Achilea millefolium (Montanari et al. 1987). e B. Goldberg et al.. 1982) das folhas e raízes de Bidens pilosa. (1991). chilensis DC diminuíram significativamente o edema de pata induzido pela canogenina em ratos. (1993) foram capazes de comprovar o efeito analgésico desta espécie dois anos depois. 2000). pilosa. pilosa inibiu a síntese das cicloxigenases. 1998b. 1949). B. minor foi a mais ... as propriedades analgésica e antiinflamatória. trimera foram caracterizadas como de responsabilidade do diterpeno. 1997). possuem atividade antiinflamatória. mas Bidens pilosa var. efeito que explica a utilização da espécie como analgésica (Jager et al. 1969). à presença de saponinas (Gene et al. Extrato etanólico de B. Triterpenos... As flores e os talos possuem atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Nishikawa.. Os extratos aquosos de Bidens pilosa L. presente em suas partes aéreas (Torres et al. N'Dounga et al. var. Foram detectadas atividades antimalárica in vivo e in vitro (Brandão et al. pilosa L. além de bloqueio das contrações uterinas produzidas pela acetilcolina (Torres da Silva et al. bipinnatus mostraram diminuição da amplitude da contração muscular do coração e aumento da freqüência cardíaca. 1991). 2000). imunoestimulante (Ignácio et al.. pilosa (Santos et al. como friedelina e friedelan-3... A atividade anti-hepatotóxica de Baccharis trimera foi atribuída à presença de flavonóides (Soicke & Leng-Peschlow. 1987. Bidens Experimentos com B. aumento do tônus e da amplitude das contrações no duodeno. reduzindo a produção de prostaglandinas. 1996). 1983).. 1996) e finalmente as propriedades relaxante e vasodilatadora de B. As folhas de A. Porém.-ol. enquanto os ácidos linoléico e linolênico possuem atividade antimicrobiana (Geissberger & Sequin. além de vários flavonóides obtidos de B. Bondarenko et al... minor (Blume) Sherff.

1997). 1985). 1995 e 1996) e. E. brevipes (Guerrero et al.ativa. mais recentemente. reduziram o edema de pata induzido por adjuvante de Freund (Chin et al. Atividade antibiótica foi descrita para as espécies E.. E.. 1998 e 1999). balantaefolium (Almeida & Fonteles. 1985). aurea aumentam a quantidade de muco e de proteínas em ratos. E. . Entretanto. Para a espécie B. Foram relatadas atividades moluscicida e antibacteriana dos sesquiterpenóides de E.. pilosa L. cernua impediu o crescimento de bactérias gram-positivas in vitro e de micodermatófitos (Smirnov et al. 1988) e E. 1995). in vitro. além de ação inibitória da síntese de prostaglandinas (Jager et al. campylotheca apresentou... ativa contra úlcera gástrica crônica e aguda (Ayuso Gonzales et al.. hipotensora (Dimo et al. 1986) e diurética (Rebuelta et al. 1995).. pauciflorum (Giesbrecht et al.. 2002). densum. 1994. tequendamense (Mantilla & Sanabria. sendo eficazes contra úlcera por estresse (Alarcon et al. 1985).. ou seja.. e cinco poliacetilenos isolados desse extrato exibiram o mesmo efeito inibitório. La Casa et al. E. 1996). consaguineum (Lopes et al. tacotaneum (Sanabria & Mantilla. ayapana faz parte da composição de produtos cosméticos e farmacêuticos por seu efeito protetor contra os raios solares e os radicais livres (Greff. glyptophlebum. E. morifolium e E. 1995). aurea mostrou-se depressora do sistema nervoso central (Ayuso Gonzales et al. 1996). 1994). O extrato hexânico de B.. Estudos com essas frações em modelos de úlcera gástrica por ácido acético demonstram que o efeito protetor dessa fração contra úlceras decorre da recuperação da vascularização da área de úlcera com simultânea redução da infiltração leucocitária (Martin-Calero et al. uma significativa ação antiinflamatória (Redl et ai. E.. Um composto sesquiterpênico isolado de B. 1989). potente inibição sobre a ciclooxigenase e a 5-lipoxigenase. 1986b). Eupatorium A espécie E. Estudos recentes mostram que frações ricas em flavonóides obtidas de B.. 1997).. pilosa foi ainda descrita e confirmada a atividade bactericida (Rabe. hepatoprotetora e antiinflamatória (Chin et al. atidifolium e E. As folhas de E. gracilae. minor e B.. ayapana possuem atividade antimicrobiana (Guptaetal. var. pilosa L. 1977). somente os extratos de B. A espécie B..

Achyrodine alata.. ayapana (Gonçalves et al... DNA e RNA de células tumorais. Os extratos de E. proteínas. 1992). 1991) e promove a contração de dueto deferente de cobaia e tiras arteriais de coelhos (Akah. 1995). e de E. odoratum acelera o processo de coagulação sangüínea (Triratana et al. Atividade antiviral (anti-herpética) de Asteráceas da Argentina: Eupatorium buniifloium. E. larvicida (Pitasawat . riparium (Ratnayake-Bandara et al.. candolleanum (Campos et al. 1984. RNAse. halinfolium e E. squalidum foram isoladas naftoquinonas com atividade antimalárica (Krettli. A combinação dos extratos de Echinacea angustifolia. 1978). Atividade antimalárica foi determinada para a espécie E. Cáceres et al. 1988). odoratum (Iwu & Chiori. Inya-Agha et al. 1990). 1998). vautheriana e Flaveria bidentis (Garcia et al.. 1991). Sesquiterpenóides isolados de E. 1994) apresentaram ainda atividade antiinflamatória. Piperidinas de E.. 1991). cannabinum. seabridum apresentaram atividade antitumoral (Woerdenbag. acmella foram isolados n-isobutil-4. Baptisia tinetoria e Arnica montana promove aumento da atividade fagocitária in vivo e in vitro (Wagner & Jurcic. brevipes e E. porém possui alcalóides pirrolizidínicos que induzem à hepatotoxicidade (Mendonça et al. enzimas lisossomais e enzimas da síntese de glicogênio foram verificadas como substâncias isoladas de E. 1985.1986).. 1989). Herz & Palaniappan. assim como da atividade da RNA polimerase. que apresentou atividade analgésica (Ansari et al.5-decadienamida... (Giesbrecht et al. 1987) contra inúmeras bactérias e fungos patogênicos.. fortunei são inibidoras de glicosidases (Sekioka et al. laevigatum possui atividade espasmolítica (Andrade & Aucélio. Guerrero et al.. 1988. inulaefolium (Gorzalczany et al. Atividade antifúngica também foi determinada para compostos puros obtidos de E. A. triplinerve também inibe o crescimento de inúmeras bactérias (Yadava & Saini. enquanto a espécie E. Spilanthes Das folhas de S. 1990). 1996) e E..... O óleo essencial de E.. E. flaccida. 1986). 1991). Eupatorium perfoliatum. pauciflorum. squalidum (Carvalho et al. O extrato bruto aquoso de E. hyssopifolium (Hall et al. 1990 e 1991). Inibição da síntese de colesterol. DNAse. E. E. 1995) e E. 1986 e 1987. 1982a). 1995). cannabinum (Bourrel et al. A.

. que possui potencial atividade inseticida (Kadir et al. 1988.. Essa espécie também possui atividade larvicida contra Aedes fluviatilis. Em I minuta. O extrato de S. erecta apresentaram uma alta fototoxicidade.. como no cravo-da-índia. oleracea (Herdy & Carvalho. J... 1992) e antitumoral (Moraes et al. 1984). 1996). presente em muitas espécies.. RJ. e Plasmodium berghei in vivo (Gasquet et al. 1986) e S. 1994). T. calva inibiram a mutagênese induzida pelo tabaco e também a nitrosação de metiluréia de forma dose-dependente (Sukumaran & Kuttan. Souza. Uma fração do extrato de flores dessa espécie apresenta importante ação sobre o controle de outros vetores parasitários.. Valderrama et al.. 1993). Camargo Neves et al.. 1995). Tagetes Os extratos metanólicos de raiz.. testes de pele realizados posteriormente apresentaram reações positivas não só à arnica. F. mauritana (raiz e flores) possui atividade antifúngica contra Aspergillus sp. antimicrobiana. in vitro. mas não contra Candida sp. oleracea (200 a 400 /mg/ml) apresentou atividade antimalárica contra Plasmodium falciparum. bem como no consumo destas (Meckes et al. Foi relatado o caso de um paciente de 69 anos de idade que apresentou dermatite facial após 24 horas de contato com arnica.. usado como emenagogo. et al. Andrade. O eugenol.. 1995). 1992). conhecida popularmente como Cravo-do-campo ou Coaribravo. e o extrato de S. 1994) e outras espécie de insetos (Broussalis et al.et al. L. sedativa... 1999). isso denota um risco na aplicação imprópria dessas partes vegetais. enquanto o extrato de S. Compostos com atividade anestésica local foram isolados de Spilanthes americana (Nigrinis et al. 1993. folhas e flores de T.. 1998) e espilantol. C. 1987. embora ainda não se conheça o mecanismo de ação. erecta apresenta toxicidade contra fases larvais de Anopheles stephensi (Sharma & Saxena. 1989). 1992. acmella foram caracterizadas também as atividades anticonvulsivante. foi caracterizada a atividade antichagásica dos extratos hidroalcoólico e etanólico da folhas contra o Triatoma infestam (Bronfen. Em S. antiulcerogênica e espasmogênica (Moreira et al. sendo os deri- . et al. 1990). et al. (Fabry et al.. como também a várias outras plantas do mesmo gênero e do gênero Tagetes (Pirker et al. como Aedes aegypti e Anopheles stephensi (Perich et al. 1993)..

. foetidissima possuem componentes fitotóxicos com atividade antibiótica (Perez-Amador et al. Foi testado o extrato etanólico das partes aéreas de I patula. O óleo essencial de I minuta apresenta atividade larvicida contra Aedes aegypti. coronopifolia e T. o óleo essencial de T. o terpeno ocimenona presente no óleo revelou atividade em concentrações maiores que no óleo essencial completo. que possuem elevada citotoxicidade em carcinoma laringeal humano e em fibroblasto do tecido conjuntivo (Tellez et al. in vitro. elegans L.. a atividade da ATPase. füifolia apresenta atividade antioxidante no óleo de amendoim (Maestri et al. 1996).Ca2+ dependente e inibiu.. presentes em diversas espécies de Asteraceae (Macedo et al. 1995). sendo potencialmente utilizável contra outras espécies de mosquitos. Houve também um aumento da amplitude de contração do intestino de coelho isolado... in vivo e in vitro. foram eficazes como fungicidas (Lacicowa & Wagner. 1992). lúcida estimulou discretamente. além de seu efeito persistir por aproximadamente 24 horas (Green et al. O extrato de T. além de atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e gram-negativas (Tereschuk et al. e o efeito do óleo persiste por pelo menos nove dias.. 1997). 1997). Os extratos hexânicos de T. 1991).. tendo sido isoladas fototoxinas que apresentaram atividade inseticida (Consoli et al. 1995). Essa planta também possui ação bactericida contra as infecções respiratórias causadas por três tipos de bactérias gram-positivas (Staphylococcus aureus... . a amplitute de contração do músculo esquelético em ratos (Aoki & Cortes. Mabberley (1997) refere que um composto terpênico é considerado eficaz contra HIV e importante composto com atividade larvicida. enquanto seus compostos cumarínicos apresentaram uma pequena atividade inibitória sobre a contratilidade do músculo liso de coelhos (Rivera et al. Dentre outras espécies. flavicoma foram isolados elemanlídeos do tipo zinaflavina B. O extrato de Zinnia na dose 10% acima da DL50 induziu a algumas alterações histopatológicas e bioquímicas do fígado (Sharada et al.vados tiofênicos os compostos ativos. D e F. 1987). 1991).. Zinnia As sementes de Z. Streptococcus pneumoniae e Streptococcus pyogenes) (Caceres et al. 1994). 1994). 1989). O extrato alcoólico de diferentes partes dessa espécie exibiu atividade estrogênica. Do extrato de Z.

Estudos realizados com essa espécie demonstram a presença de várias atividades farmacológicas. enquanto hepatoxicidade foi determinada nas espécies E. australe são tóxicas para aves. V. As folhas de S. especialmente . ageratoides possui efeitos tóxicos em bovinos. aspecto que limita sua utilização até que novos estudos sejam realizados. Estudos recentes mostram que o extrato hidroalcoólico não produz efeitos tóxicos (Dutra E. 1994). no entanto. Estudos com extratos brutos demonstram que ocorrem malformações externas com o uso de A. especialmente se for levado em conta que a espécie é utilizada como contraceptivo. et ai. 1996 e 1997). os extratos não apresentam efeitos abortivos (Lemônica & Alvarenga.. caracterizados por diarréia. A ingestão regular de E. 1993). poucos dados estão disponíveis sobre o uso dessa planta pelo homem. rugosum é o principal componente tóxico (Beier et ai. 1978a e 1978b). Estudos com a espécie A. adenophorum (Oelrichs et ai. alopecia. 1990).. icterícia e enterite catarral (Ali & Adam.. enquanto o extrato aquoso de S. Entretanto. A. Segundo Hoehne (1939). 1995). porém nenhuma delas representa importante avanço na pesquisa de novas drogas. oleraceae apresentaram atividade convulsivante (Moreira et ai. dispnéia. S. a espécie é uma fonte de substâncias que podem e devem ser estudadas para várias atividades farmacológicas. congestão do baço e coração.. hemorragia. 1988).. acmella induziu a contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-clônicas e morte (Moreira. a espécie E. 1995).. australe durante o período de prenhez de ratas. Observações adicionais Os dados de toxicidade apresentados para o gênero Acanthospermum demonstram claramente que preparados tradicionais com essa espécie não devem ser utilizados durante o período de gestação. especialmente na fase jovem. T. M.Dados toxicológicos das espécies e dos gêneros Hoehne (1939) relata que as sementes de A. Tremetona isolada de E. Considerando-se ainda a pequena importância da espécie como medicamento tradicional. hispidum mostraram efeitos tóxicos dos brotos e sementes. et al. fraqueza e debilidade dos membros. adenophorum causou doenças pulmonares crônicas em cavalos (Oelrichs et ai.

1 .como diurético e hipotensor. A utilização da espécie para estudos de outras atividades farmacológicas descritas para espécies do mesmo gênero pode representar uma importante estratégia de estudo de compostos com atividades antimicrobiana.Acanthospermum australe: a) escanerata de ramo fértil. relaxante muscular e antineoplásica. b) detalhe da escanerata. FIGURA 28. assim como novas avaliações da farmacologia com as substâncias devidamente isoladas. A propriedade antimalárica indica a necessidade de novos estudos voltados à caracterização química dos constituintes responsáveis por essas atividades. c) detalhe da escanerata com flor (Banco de imagens - .

FIGURA 28.2 . b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .Ageratum conyzoides: a) escanerata do ramo florido.

Baccharis trimera: a) escanerata mostrando o caule alado e as inflorescências.FIGURA 28.3 . b) escanerata com detalhe das inflorescências (Banco de imagens - .

Detalhe da escanerata mostrando inflorescência (Banco de imagens - .Bidens bipinnatus.4 .FIGURA 28.

Eupatorium ayapana.FIGURA 28.: a) ramo florido (Di Stasi .original). . b) flor isolada e c) corte de capítulo longitudinal (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov. 1998).5 .

. 1984).FIGURA 28.Spilanthes acmella.6 . Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa.

nos quais se distribuem mais de 10. A. arbustivos. Gelsemiaceae. • Ixoroideae: Coffea. alguns deles de valor histórico. apenas esta última apresenta importância como fonte de espécies de valor econômico e terapêutico. do famoso jenipapo brasileiro.29 Rubiales medicinais L. . Desfontainiaceae e Rubiaceae.200 espécies vegetais cosmopolitas. assim como de vários compostos com atividade farmacológica. A família Rubiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu um grande número de gêneros abrange (630). com representantes arbóreos. das quais destacamos os principais: • Cinchonoideae: Cinchona. C. fonte de quinino e outros compostos de valor terapêutico. Hiruma-Lima Introdução A ordem Rubiales inclui apenas três famílias botânicas. algumas espontâneas nas áreas tropicais. fonte de uma das mais apreciadas bebidas no Brasil. do famoso Cafeeiro. Di Stasi C. e Gardenia. Coffea arábica. 1997). Genipa. Essa família possui inúmeros gêneros de espécies medicinais. Os gêneros dessa família estão distribuídos em quatro subfamílias. como é o caso de Coffea e Cinchona. importante fonte de espécies ornamentais. algumas lianas e poucas ervas (Mabberley.

fonte de emetina e outros constituintes de importância. com pêlos abaixo da inserção dos estames. Não foram encontrados sinônimos. . especialmente na Amazônia. folhas curto-pecioladas. lanceoladas. O nome do gênero Palicourea é popular nas Guianas. importante árvore. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Guarapitanga-poranha. ereto. inteira. bicarpelar. 1997).1). tubo de corola ventricoso ou ampliado na base. • Rubioideae: Psychotria. diclamídeas. que compreende uma das espécies aqui referidas como medicinais. flores hermafroditas. que inclui várias espécies com compostos de ação no SNC e muito usadas em rituais. Cephaelis da famosa C. O nome dessa planta se refere ao levantamento etnofarmacológico realizado na aldeia tenharins. fruto indeiscente. simples. Borreria e Dioidea. ipecacuanha. muito comuns em terrenos baldios. com espécies popularmente denominadas Poaia. Dados da medicina tradicional Os índios da aldeia tenharins utilizam o sumo das folhas ou o chá com pouca água para deter hemorragias de menstruação irregular. ovário ínfero.• Antirheoideae: Guettarda. Espécies medicinais Palicourea /an/f/ora Standl. carnoso e drupáceo (Figura 29. e o gênero descrito por Jean Baptiste Christopjore Fuseé Aublet inclui duzentas espécies tropicais. Dados botânicos Pequeno arbusto. muitas delas encontradas na Amazônia e várias com atividade emética (Mabberley. com corola de base gibosa. e Palicourea. bilocular com óvulos fixados na base do lóculo. estipulas não foliáceas.

opostas. 2001). Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero O extrato aquoso de P marcgravii apresentou atividades tóxica.5 m de altura. A planta é chamada de Erva-de-rato-verdadeira.Palicourea marcgravii St. 1999). sendo a Palicoureina o polipeptídeo com atividade anti-HIV (Bokesch et al.. 1976). Stuart & Woo-Meng. fendleri (Nakano & Martin. pois acreditase popularmente que os ratos sintam atração por ela. 1994). inflorescência em panículas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. (Kemmerling. . Peptídios macrocíclicos de P condensata foram isolados. de P. sobretudo na região amazônica. De-Moraes-Moreau et al. 1974) alcolóides também foram detectados na espécie P. acuminadas. pecioladas. avermelhados. Hil. marcgravii.. com ramos cilíndricos. mas também considerada espécie tóxica e perigosa.. 1989a). a infusão das partes aéreas é usada como alucinógeno e contra "verminoses de barriga cheia". Além de alcolóide. avermelhadas. Dados químicos do gênero Das folhas de Palicaurea adusta foi isolado o alcalóide lyalosídeo (Valverde et al. delgados. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2. Nomes populares No Brasil todo. 1996. foi caracterizada também a presença de ácido fluoroacético (Krebs et al. a planta é conhecida popularmente como Erva-de-rato ou Douradinha-do-campo. glabros. E popularmente usada como medicamento. frutos do tipo baga. Palermo-Neto et al. de onde partem folhas com venação tênue.. 1995. o palicosídeo e de P alpina a palinina (Morita et al 1989..

Palicourea laniflora. Tokarnia & Dobereiner. enquanto P. 1989). espasmos musculares. e a intoxicação. Palermo-Neto et al. falta de coordenação motora. 1995). FIGURA 29. outras duas substâncias também contribuem para o efeito tóxico: N-metiltiramina e 2-metiltetrahidro-b-carbolina.. 1996). náuseas. caracteriza-se por um quadro hipoglicêmico com ansiedade. Além de fluoroacetato. Gorniak et al. Aspecto do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi . A ingestão experimental de P marcgravii promoveu morte repentina no gado..juruana provocou mortes repentinas em coelhos e bezerros (Tokarnia & Jurgen. et al. A intoxicação aguda provocada pelo extrato de P. contrações musculares. Segundo Schvartsman (1979).. que têm grande absorção no sistema gastrintestinal e atuam como inibidores da monoaminooxidase (Kemmerling. os frutos são mais tóxicos que as flores e folhas. comum em animais e rara na espécie humana. Das folhas de P. vômitos. 1988. 1982). P. convulsões tônico-clônicas e distúrbios cardíacos. midríase e morte em bovinos (Costa et al. 1989b. 1980) e convulsivante (Gorniak et al. marcgravii promoveu o aparecimento de excitação. De-Moraes-Moreau et al.Banco de imagens - . 1989)..teratogênica (Costa. marcgravii foi isolado também um alcalóide indólico denominado palicosídeo (Morita et al... porém tais sintomas foram observados somente em ruminantes. 1989. 1984a.1 ... marcgravii foi atribuída à presença do ácido monofluoracético nas folhas dessa planta (Eckschmidt et al. 1986).

descrita a seguir. . Di Stasi C. na qual foi registrado o uso de uma importante espécie econômica e medicinal. das quais a família Caprifoliaceae é a que apresenta com maior número de exemplares encontradas no Brasil. também utilizado como medicinal em todo o mundo. Lonicera e Sambucus (Barrozo. distribuídas especialmente na América do Norte e na Ásia. mas que são também comuns na Europa e na Austrália (Mabberley. A. No Brasil. C. Hiruma-Lima Introdução A ordem Dipsacales inclui apenas cinco famílias botânicas. Abelia e Linnaea. Os principais gêneros são Sambucus. 1997). arbustos e lianas. 1978). As famílias Valerianaceae e Dipsacaceae também incluem importantes espécies no Brasil. Viburnum. Lonicera. A família inclui inúmeras plantas ornamentais. cultivam-se algumas espécies dos gêneros Abelia. a planta mais comumente utilizada e mais conhecida no Brasil é o Sabugueiro. A família Caprifoliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu possui aproximadamente quinze gêneros e 420 espécies. mas as medicinais são referidas principalmente na família Caprifoliaceae.30 Dipsacales medicinais L.

considerada exótica nas Américas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. também é utilizada em culinária como flavorizante de inúmeros alimentos. folhas verde-escuras com cinco a sete folíolos peciolados e ovais. os frutos são drupas negras e brilhantes (Figura 30. . Floresce nos meses de julho a agosto. A espécie. A decocção das folhas é empregada internamente contra sarampo. dispostas em um corimbo branco. Na região da Mata Atlântica. além de flavorizantes em vinhos. gripes fortes e varicela.1). o uso tópico do sumo das folhas ou do macerado das folhas em água é indicado contra afecções da pele e como repelente de insetos. e possuem aroma muito agradável.Espécies medicinais Sambucus nigra L. O nome do gênero Sambucus descrito por Carl Linnaeus significa "cor vermelha". além de seu histórico uso medicinal. no champanhe e no catchup. É uma espécie nativa da Europa e do Norte da África. e suas frutas são usadas em saladas e no preparo de sucos. A infusão das folhas. que se manifesta no suco vermelho-escuro dos frutos. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em várias outras do Brasil como Sabugueiro e Sabugueiro-negro. é considerada excelente diurético e sudorífico. Apresenta importante valor econômico. visto que suas flores são empregadas na produção de inúmeras loções para pele. ao passo que a infusão das flores é usada contra dores musculares. as flores são brancas. com ramos bastante lenhosos. O mesmo nome é atribuído para a espécie na região do Vale do Ribeira. Dados botânicos A espécie é um arbusto de 3 a 6 m de altura. a infusão das folhas é indicada contra febres e resfriados. usada internamente. óleos e ungüentos.

mirístico... De S. diuréticas. lectinas das cascas (Shibuya et al. esteárico. sudoríficas.Bown (1995) refere que flores. casca e frutos são usados para diminuir febres. Corrêa (1984) refere que o chá da inflorescência é sudorífico e que as folhas são inseticidas. Kaku et al. catarros. 1996) e carotenóides (Osianu & Ciurdaru. 1988). reumatismo e febres. 2001). tetradecênico. reduzir inflamação e como diurético e anticatarral. palmítico. descrita no trabalho de Grieve (1994). flavonóides. Dados químicos Da espécie Sambucus nigra foram obtidos antocianinas (BroennumHansen & Flink. externamente. Essa espécie possui uma importante e milenar história de usos medicinais e econômicos. os aminoácidos fenilalanina e leucina (Karovicova et al. para pequenas queimaduras. racemosa e S. 1989a). S.. 1989. linoléico e linolênico das sementes (Karovicova et al. heptadecênico. Van Damme et al.. erisipelas e queimaduras. os ácidos graxos láurico. cianogeninas. glicosídeos fenólicos (D' Abrosca et al. canadensis foi isolado o iridóide . lignanas. onde também podem ser encontrados inúmeros dados químicos e farmacológicos.. além de serem úteis (uso externo) contra furúnculos. folhas. Internamente. 1989b e 1989c). sinusite. irritação dos olhos ou pele inflamada e úlceras. nigra. gripes. 1986). a planta ainda é indicada contra influenza. oléico. 1990. além do uso das folhas como inseticida e anti-séptico.

O extrato aquoso das folhas de S. O extrato aquoso de S. 2000). De Sambucus sieboldina isolou-se mucina (Harada et al. e Polygonum aviculare. beta-amirina e o ácido oleanólico. 1990). antiinflamatória e antipirética. 1997)..morronisídeo (Jensen & Nielsen. formosana foram isolados. 1997. mexicana. Van Damme & Peumans. não apresentou atividade antiinflamatória nem analgésica (Salamanca et al. Artemisia absinthium. que apresentaram atividade anti-hepatotóxica (Lin & Tome. nigra também foram capazes de induzir à agregação de neutrófilos (Timoshenko et al. conhecido como Sauco. 1997). e das raízes de S. 1988). australis.. 1980). 1989). apresentou atividade vasodilatadora (Paganini et al. Glicosídeo cianogênico foi caracterizado em S.. De S. Schoning. 1986).. De S. formosana foram isolados os triterpenos ésteres chamados de sambuculina A. 1994). O extrato hidroalcoólico de S. 1987). 1996. Das cascas de S... Sambucus nigra.. 1996). indicado para hidropisia. As lectinas de S. nigra. . Salvia offtcinalis. Com base nessa constatação.. Dados farmacológicos A nigrina b é uma lectina isolada das cascas de Sambucus nigra que apresenta estrutura e atividade enzimática semelhante à da ricina. 1992b e 1992). uma formulação de plantas preparada com Mentha piperita. 1997)... 1974). 1997a e 1997b). 1995). que possui atividade colerética (Takeda et al. O reatival. 1997. Bojic & Cuperlovic. os triterpenóides e esteróides (Lin & Tome. porém com uma toxicidade menor em camundongos (Battelli et al. De estrutura semelhante também foi isolada a nigrina F. apresentou atividades analgésica. promoveu atividade antioxidante (Stajner et al. das folhas. Prunus spinosa. promoveu-se um teste de hemaglutinação utilizando aglutininas de várias espécies de Sambucus (Murayama et al.. sem apresentar sinais de toxicidade (Nunes et al. indicado popularmente como anti-reumático e anti-hemorroidol. ebulus foram isolados glicosídeos iridóides e um glicosídeo monoterpeno (Gross et al. sieboldiana foi isolada uma lectina responsável pela aglutinação de eritrócitos humanos (Tazaki & Shibuya. canadensis (Buhrmester et al.. Centaurium minus. com ausência de atividade tóxica (Girbes et al.

Neto et al. peruviana apresentou atividade antimicrobiana para bactérias gram-positivas (Hernandez et al. Detalhe do ramo florido (Banco de imagens - ).Sambucus nigra. 2000..A espécie S. FIGURA 30. ebulus não foi efetiva no combate ao Helicobacter pylori (Yesilada et al. 1999) e a espécie S.. 2002). .1 .

e a maioria das espécies é de plantas exóticas cultivadas no Brasil. Carambola (Averrhoa carambola) e outras. • 109 são usadas na Amazônica. muitas delas espontâneas em áreas de formação secundária e capoeiras. da Hortelã (Menthapiperita). Algumas também são espécies nativas do Brasil e com ampla distribuição no território brasileiro. como é o caso do Alho (Allium sativum). C. . Di Stasi O livro aqui apresentado compreendeu a descrição de 135 espécies medicinais. das quais 86 são espécies referidas exclusivamente nà região amazônica e a maioria se trata de espécies nativas e endêmicas da região. e várias também exóticas e cultivadas na região do Vale do Ribeira.Posfácio L. entre outros. A maioria é nativa desse ecossistema. • 23 espécies foram referidas em ambas as regiões. das quais 56 espécies são exclusivamente referidas pelos entrevistados que habitam a Mata Atlântica de São Paulo ou seu entorno. cujos dados da medicina tradicional foram obtidos por entrevistas e questionários aplicados em duas importantes regiões do país: Amazônia e Mata Atlântica paulista. como é o caso do Pau-ferro (Caesalpinia ferrea). • 79 plantas medicinais são usadas na região do Vale do Ribeira. Mata Atlântica. Dessas 135 espécies medicinais.

a Mostarda (Brassica nigra). Além da pequena importância que essas plantas possuem nas comunidades entrevistadas. o Mamão (Carica papaya). líquens. o Guaco (Mikania ghmerata) e outras do mesmo gênero. as espécies foram selecionadas a partir dos levantamentos etnofarmacológicos realizados em ambas as regiões. enquanto as outras 119 são dicotiledôneas. ambos grupos vegetais compreendidos pelas angiospermas. o Tomate (Lycopersicum suculentum) e a Salsa (Petroselium sativum) foram referidas como medicinais. razão pela qual não foram incluídas no texto. Esse dado se torna mais importante porque. Se considerarmos que o sistema de arranjo sistemático das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997) e usado neste livro inclui nas angiospermas 76 ordens e 426 famílias. apenas dezesseis são monocotiledôneas. o Agrião (Nasturtium officinalis). das quais apenas 135 foram selecionadas para esta publicação. devemos considerar que também priorizamos espécies nativas como um dos critérios de inclusão. briófitas e seres vivos que integram outros grupos taxonômicos do reino vegetal. definida pelo número de citações feitas pelos entrevistados. várias espécies amplamente conhecidas.Dessas 135 espécies medicinais. Também não fazem parte deste livro espécies de fungos. ou seja. entre eles a sua importância para determinado grupo estudado. a Losna (Artemisia absinthium). das quais 55 ordens e 322 famílias são de dicotiledôneas. compreendidas em trinta diferentes ordens. As 135 espécies de angiospermas referidas estão distribuídas em 61 famílias botânicas. neste livro. a Camomila (Matricaria chamamila). a Erva-doce (Pimpinela anisum). e 21 ordens e 84 famílias são de monocotiledôneas. . mas por pequeno número de entrevistados (menos de 10%). tais como o Alecrim (Rosmarinus offirínalis). O mesmo critério foi usado para excluir algumas das espécies referidas na Amazônia e para justificar aquelas que se encontram aqui descritas. incluindo na totalidade 160 espécies referidas na Amazônia e 180 referidas na Mata Atlântica. o Coentro (Coriandrum sativum). podemos observar a imensa diversidade biológica de espécies vegetais com usos medicinais que fazem parte da cultura e do patrimônio do Brasil. a Erva-cidreira de folhas ou Melissa (Melissa officinalis). a Calêndula (Calendula officinalis). 340 espécies. Não foram referidas nas entrevistas nem incluídas no livro espécies de Pteridófita e de Gimnopermas. No caso de plantas medicinais usadas na Mata Atlântica. A seleção das espécies baseou-se em vários critérios de exclusão.

Cumpre ainda assinalar que várias espécies não identificadas completamente foram incluídas pela sua importância nos distintos grupos étnicos que as referiram como medicinais. razão pela qual optamos por incluir apenas os dados de uso tradicional. Sobre essas. dados botânicos e as informações que consideramos relevantes para esta publicação. ou pagaremos tal perda com a redução das possibilidades de obtenção de novos medicamentos e novas alternativas terapêuticas ou econômicas. e que esse conhecimento seja recuperado. Essas informações mostram a grande importância do conhecimento popular acerca das virtudes medicinais das espécies vegetais brasileiras. para que em futuro próximo estes possam adquirir direitos sobre os eventuais e prováveis produtos que decorrerão das pesquisas nessa área. . O mesmo não ocorre com as espécies medicinais de uso na região amazônica. caracterizando-se como espécies com efetiva tradição de uso na comunidade. Várias das espécies medicinais usadas na Mata Atlântica incluídas neste livro não tiveram sua revisão bibliográfica apresentada. isto é. que deve ser devidamente resgatado para que não se perca. documentado (como aqui está sendo feito) e avaliado como propriedade intelectual dos devidos grupos pesquisados. seja de modo espontâneo seja por influências de outras culturas. vários estudos estão sendo feitos e a revisão bibliográfica não foi completamente realizada. Finalmente. alcançando alto índice de citação. Por isso. esse conhecimento se enriquece a cada dia. devemos salientar que o conhecimento popular sobre as plantas medicinais provém de uma cultura dinâmica e que se modifica diariamente. insistimos que pesquisas etnofarmacológicas continuem sendo exaustivamente realizadas em todo o Brasil. pelos mais variados grupos de pesquisadores. e sempre espécies vegetais podem tornar-se novas espécies medicinais e potencialmente úteis para as pesquisas farmacológicas e químicas voltadas para a obtenção de novos medicamentos. como a de massa e a erudita.

Alternas. . Planta que em seu primeiro ano tem seu ciclo vegetativo. Arista. Arilo. Amplexicaule. Anual. Androceu. Excrescência da semente. pelo lado interno. Acuminada. Baga. o ciclo reprodutivo e depois morre. indeiscente. Aquênio. Estrutura basal e alargada da folha que normalmente envolve o caule. folhas que envolvem o caule. Fruto seco. Conjunto de órgãos masculinos da flor. Planta que nasce. com dois sexos. Bianual. Fruto carnoso com pericarpo fino e parte interna carnosa.Glossário de termos botânicos. químicos e médicos Termos botânicos Actinomorfa. no segundo. Que fica na axila. Axilar. Folha terminada em ponta com ápice de ângulo agudo. Extremidade sutil e dura de determinadas estruturas da planta. termo empregado para especificar qualquer estrutura que nasça sobre o ponto de inserção da folha no caule. Aguda. os estames. se desenvolve até dar frutos e morre em um período não superior a um ano. Diz-se da folha que apresenta a ponta aguda e comprida. Hermafroditas. Bainha. Antera. Qualquer parte da planta que tem pelo menos dois planos de simetria. Parte apical dos estames onde estão alojados os grãos de pólen. Que abraça o caule. Andróginas. Folhas que se inserem isoladamente em diferentes níveis do ramo. com uma única semente.

Flor com dois envoltórios: cálice e corola. Fruto monospérmico. Conjunto de sépalas. que produz no ápice uma flor ou inflorescência. Diz-se da folha cujas bordas são recortadas em dentes arredondados. Decorrente. Diclamídea. seco e indeiscente. Epicarpo. Qualquer órgão que cai em determinado período. Caduco. Cálice. Corola. normalmente largo. Crenada. quase sempre é o verticilo floral fortemente colorido. Decumbentes. Tipo de inflorescência em que as flores saem em pontos distintos do mesmo eixo. Pedúnculo geralmente sem folhas. Que se abre. Parte do gineceu que fica entre o estigma e o ovário. Cápsula. Conjunto de pétalas inferiores ou dianteiras de uma flor papilionada. tornando-o alado. como o fruto das gramíneas. Escapo. Drupa. Diz-se de caules deitados no solo com as extremidades se erguendo. Camada externa do pericarpo. Capítulo. com função de proteção. mas sempre terminando na mesma altura. dois mais altos e dois mais baixos. Diz-se da folha cuja base se estende para além do ponto de inserção no caule. Pétala superior da corola papilionada. que é o verticilo externo da flor. Cada um dos apêndices. androceu ou planta que possui quatro estames. Endosperma. que se desenvolve a partir de dois ou mais carpelos. Planta trepadeira. Ex. Estipula. deiscente. Fruto seco. Caule com articulações bem evidentes nos nós. Tecido nutritivo encontrado nas sementes. Carena. Estandarte. Tipo de inflorescência em que as flores são geralmente sem pedúnculo e muito próximas entre si. Deiscente. Carpelo. Escandente. Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem dois cotilédones. inseridas em um eixo comum. Folha modificada que origina o gineceu. Com a forma de elipse. Didínomo. . que se formam ao lado da parte basal das folhas. Dicotiledôneas.: cana-de-açúcar. Elíptico. Qualquer órgão foliáceo situado na proximidade das folhas. Diz-se da flor. Conjunto de pétalas.Bráctea. Cariopse. Corimbo. Fruto carnoso com uma semente dentro do caroço. Colmo. Na forma de cunha. Estilete. Cuneiforme. em geral dois.

Parte do estame que sustenta a antera. As flores são estruturas de reprodução. complexas e variadas nas formas. que juntos constituem o perianto. Ao conjunto de sépalas dá-se o nome de cálice. trímeras. Fasciculada.As principais partes de uma folha podem ser observadas a seguir. Estrutura existente na epiderme de órgãos e tecidos aéreos da planta e responsável pelas trocas gasosas entre a planta e o ambiente. pentâmeras etc. sendo a parte da planta mais importante na classificação e identificação das espécies vegetais. o de corola. As flores podem ser dímeras. As principais partes de uma f l o r podem ser observadas como segue. Refere-se geralmente à raiz que não tem eixo principal. É um termo usual com que se designa todo órgão lateral que brota do caule e dos ramos de maneira exógena e com crescimento limitado. Folha.Estômato. Flores. de acordo com o número de elementos que constituem todo o verticilo floral. e ao de pétalas. que é ramificada igualmente em forma de pincel. Filete. . de forma geralmente laminar e estrutura dorsiventral.

conjunto de vasos que se distribuem pela lâmina e que podem ser dos seguintes tipos: As folhas ainda podem ser descritas em relação ao seu ápice como: . sendo os principais mostrados a seguir: Outro aspecto de grande importância na morfologia foliar é a nervação.A morfologia das lâminas foliares é bastante variada. e sua margem pode apresentar diversos tipos de recorte.

A disposição das folhas no caule constitui a base da filotaxia. que surgem de ambos os lados de um eixo denominado ráquis. ou com o próprio caule. as folhas podem ser pecioladas ou não. no caso das folhas compostas pinadas.quando se compõem de duas ou mais lâminas.ou composta . Essa disposição pode ser das formas demonstradas nas figuras que seguem: As folhas podem ser simples . . recebendo o nome de folíolos (ou pinais).quando consta somente uma lâmina . às vezes reduzidas. Os principais tipos de folhas quanto à forma de sua base e articulação podem ser observados na figura que segue. A figura que segue ilustra esses tipos de folhas. representando uma importante característica para a classificação e identificação das plantas. às vezes numerosas. As folhas podem ainda ser classificadas quanto à base de suas folhas e de acordo com a articulação com o ramo central ou secundário. Nesses casos.

Finalmente. conforme se observa na figura a seguir. mais aquelas apresentadas para as flores. as folhas podem ainda ser classificadas quanto à forma do limbo ou lâmina foliar. são essenciais para a descrição das plantas e sua correta identificação. . Todas essas características.

Fruto seco. Agrupamento de frutos desenvolvidos a partir de uma inflorescência. com numerosas sementes que são liberadas quando atingem a maturação. Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem um só cotilédone. Diminuta excrescência ou apêndice na base das folhas das gramíneas. Gavinha. Metaclamídeos. Planta ou flor com dois sexos. Lâmina. Hermafrodita. é constante para cada espécie vegetal. Provido de pêlos longos. Diz-se da folha que tem a forma de lança. Lanceolada. Hirsuto. deiscente. Conjunto de órgãos femininos de uma flor.Folíolo. Monóica. Lobado. Inflorescência. . Monoclamídea. Planta que produz flores unissexuais. Indeiscente. Grupos vegetais cuja flor tem corola com pétalas concrescidas. Porção alargada e achatada da folha. Folículo. e as principais são motivadas na próxima figura. Flor com apenas um invólucro no perianto. Infrutescência. os carpelos. Dividido em lobos ou porções não muito profundas. Lóculo. Diz-se da folha em forma de círculo. Lígula. mais longa que larga. Glabro. As inflorescências podem ser de diversos tipos. Desprovido de pêlos. Brácteas externas que envolvem a espigueta. Diz-se da folha mais longa e com bordas quase paralelas. É uma denominação dada ao conjunto de flores que supõem uma ramificação que. sendo assim importante na morfologia e sistemática das plantas. Monocotiledôneas. Gineceu. Que não se abre. Oblonga. Estrutura filamentosa e enrolada que auxilia a fixação da planta em um suporte. porém presentes na mesma planta. em linhas gerais. Gluma. Cavidade existente dentro do gineceu de uma flor. Orbicular. Lâmina foliar articulada sobre a ráquis de uma folha composta.

Principais tipos de inflorescências de angiospermas (segundo Raven et al. .. 1978).

Racemo. Tomentoso. cáprico. Qualquer estrutura provida de pêlos. palmítico. Receptáculo. Rizoma. Perene. Séssil. Hidrocarboneto não saturado. Eixo da inflorescência ou de uma folha composta. Planta com ciclo de vida superior a três anos. Ráquis. Ácido graxo. Ácidos são compostos que contêm um hidrogênio e um radical negativo. ou parte da inflorescência capituliforme que sustenta todas as flores. Ácido. Cálice modificado em pêlos. linoléico. solúvel em água. de caráter básico e ação farmacológica enérgica.Panícula. araquídico. Inflorescência na qual as flores são pedunculadas e se inserem num eixo a distância não desprezível das outras. Podem ser monobásicos. mirístico. isovalérico. fórmico. . esteárico. Perianto. Pecíolo. Exemplos: ácidos acético. dibásicos. Que forma gancho. Planta ou órgão denso. Qualquer substância de sabor ácido. gasoso. nitrogenadas de origem vegetal. succínico. Pubescente. Parte basal da flor que sustenta os verticilos. o mesmo que cacho. Ácidos orgânicos. Papilho. incolor. Uncinada. Qualquer ácido orgânico monocarboxílico. Qualquer órgão ou parte orgânica que não tem suporte. fenólico e tartárico. Conjunto formado por cálice e corola. gálico. Conjunto de estruturas com a mesma função. como folha sem pecíolo ou flor sem pedúnculo. oléico. dispostas circularmente. Estruturas com simetria bilateral. Caule subterrâneo. São ácidos que possuem carbono em sua molécula. Verticilo. Zigomorfa. Tipo de inflorescência que corresponde a um cacho composto. Alcalóides. aromáticos etc. cerdas ou aristas. Substâncias orgânicas. com cheiro desagradável. cujos pêlos se entrelaçam. Termos químicos Acetileno. característico da família Asteraceae (Compositae). Parte da folha que prende a lâmina foliar ao ramo.

Flavonóides. Compostos orgânicos não-cíclicos. . Cetonas. vegetais e animais. Fitosterol. ou ligadas a açúcares (glicosídeos). Líquidos incolores. Aminoácidos. Qualquer composto orgânico que possui o grupo -CHO unido ao hidrogênio ou ao carbono de um radical orgânico. voláteis. odor característico facilmente reconhecido nas espécies de guaco. de cor amarela e que acompanham a clorofila e os carotenóides nas partes verdes das plantas. tais como os hormônios. com caráter gelatinoso. Esteróides. derivados de hidrocarbonetos por substituição de um ou mais átomos de hidrogênio por uma ou mais hidroxilas (OH). Betaínas. como a quercetina. Substâncias fenólicas que ocorrem de forma livre (agliconas). eugenol e hidroquinonas. Compostos com uma hidroxila ligada diretamente a um carbono do anel benzênico. que podem ou não acompanhar a clorofila nos cloroplastos. Ou hidrato de carbono. Compostos naturais ou artificiais. Flavonas. Qualquer álcool não saturado com uma estrutura de diversos anéis. Amilopectina. encontrado nos organismos vivos. Exemplo: p-cimeno. São corantes vegetais. Muitas atuam na atração de insetos para a polinização de plantas e apresentam inúmeras ações farmacológicas. acompanhada de uma quantidade de ácido fosfórico difícil de separar. onde exerce importantes funções. composto formado por combinação da água com carbono e que possui a fórmula tipo Cn(H20) Carotenóides. Esterol. Carboidrato. Compostos derivados da 2-fenil-benzopirona. Cumarinas. Substâncias cuja molécula contém um anel benzênico. Fenóis. amarelos e roxos. Compostos orgânicos que possuem um grupo -CO unido por suas duas valências a um átomo de carbono. originam as flavononas. que exercem várias funções. Catalase. timol. Exemplos: carvacrol. Aminas com fórmula de dois pólos deferentes.Alcoóis. Quando reduzidas nos carbonos 2 ou 3. Uma das substâncias constituintes do amido. Aldeído. Compostos alifáticos. Substâncias derivadas de lactona do ácido p-hidroxicinâmico. estragol. derivados do cicloperidrofenantreno. Compostos aromáticos. Compostos orgânicos em cuja molécula figuram os grupos carboxila e amina. Ver esteróides. Enzima que desdobra peróxido de hidrogênio em água e oxigênio.

Combinações orgânicas do tipo da glicose. ocorrendo livremente ou ligados a açúcares. Polímeros de açúcares (polissacarídeos). derivados do fenilpropano. Exemplos: digitoxina e estrofantina. Qualquer enzima que decompõe o peróxido de hidrogênio sem deixar oxigênio livre. Qualquer lipídio que contenha uma molécula de ácido fosfórico. Substâncias que. Glicosídeos. que se extraem de órgãos e partes vegetais com solventes orgânicos. Hidrolato. Glicídios. recobrindo-as com uma camada protetora. Lactonas. pela ação de ácidos diluídos. Mucilagens. Lipídios. Insaturados. Substâncias incrustantes que acompanham a celulose nas paredes celulares dos tecidos chamados lignificados e que possuem caráter aromático. derivados de terpenos com grande ocorrência na família Asteraceae (Compositae). Diz-se dos compostos orgânicos que apresentam ao menos uma ligação dupla ou tripla. por aquecimento em meio ácido ou por ação de enzimas. com importante função no metabolismo dos açúcares pelo organismo. . oxidando outros compostos. Compostos cíclicos. Líquido oleoso. Qualquer substância constituída exclusivamente por carbono e hidrogênio. Insulina. Lignanas. com propriedade de diminuir irritações locais da pele e mucosas.Fosfolipídio. Peroxidase. liberando um ou mais açúcares e um outro componente denominado aglicona. que se obtém pela destilação de água com plantas ou outras substâncias aromáticas. Possui composição química diversificada e algumas atividades farmacológicas de interesse. Líquido incolor e aromático. Compostos cíclicos. Hormônio secretado pelo pâncreas. Heterosídeo. Hidrocarboneto. Óxido em que existem dois átomos de oxigênio diretamente ligados e que formam água oxigenada. Nome genérico das gorduras ou substâncias insolúveis em água. Ligninas. obtido de plantas mediante destilação por arraste com vapor d'água. Peróxido. Glicosídeo que por hidrólise não produz exclusivamente a glicose. sofrem hidrólise. Óleo essencial. geralmente de odor agradável.

Que aumenta ou excita o desejo sexual. Que combate as convulsões (contrações violentas. Antiemético. Antiescorbútico. sufocação. calvície. Agrupamento. doença sexualmente transmissível. Afasia. Tumor maligno com disposição glandular. que provoca constricção. de um músculo ou grupo de músculos). Antiespasmódico. Afrodisíaco. que impede a formação de catarro. Lesão na pele com aparecimento de pus por infecção dos folículos pilosos. perda momentânea da razão. Que combate a doença inflamatória da mucosa genital provocada pelo gonococo Neisseria gonorrhoeae. Que combate a diabetes (doença caracterizada pela falta de insulina e eliminação de grande quantidade de urina). Agregação. a sangue). Adstringente. Que produz perda parcial ou total da sensibilidade.Termos médicos Abortivo. Que reduz a capacidade de reprodução. Falta de menstruação. Antifertilidade. ato ou efeito de desvariar. Acne. às vezes. Dor sufocante. antigonorréico. Que aperta. Queda dos cabelos. Antifúngico. especialmente táctil e dolorosa. involuntárias de músculos voluntários). que prende. Anticatarral. Antibacteriano. Delírio. Perda da capacidade de exprimir a linguagem por palavras escritas ou sinais. Angina. em conseqüência de lesão do sistema nervoso central. Que exerce efeito lesivo sobre as bactérias. Expectorante. Analgésico. Anemia. Adenocarcinoma. Que combate fungos. Auticonvulsivante. Que combate a eliminação de muco. aglomeração. Estado em que o sangue é deficiente em qualidade e quantidade de glóbulos vermelhos. Que suprime náuseas ou vômitos. Alucinação. Antidisentérico. . Que combate o escorbuto (estado mórbido por carência de vitamina C no regime alimentar). Que alivia espasmos (caracterizado por contração involuntária. Capaz de promover expulsão do feto. podendo ser feminina ou masculina. Amenorréia. violenta. Que combate a disenteria (desordem intestinal com aumento do número de evacuações de fezes misturadas a muco e. Que reduz ou suprime a dor. Alopecia. Antidiabético. Antigonorréico. Anestésico. Antiblenorrógico.

Anti-sifilítico. Antipruriginoso. Antimicrobio. Que combate helmintos. nos rins e/ou na vesícula biliar. febre paludosa ou palustre. Que combate as inflamações. Anti-histérico. Estado de indiferença. Que combate o reumatismo. em geral acompanhada por desordens na fala. Ataxia. inatividade. Que dilata os brônquios.Anti-helmíntico. Béquico. Anorexia. Antineoplásico. quase sempre transmitida por contato sexual. Que faz baixar a temperatura. Relativo à tosse. Anti-séptico ou Antisséptico. Que combate tumores. especialmente bactérias. Que combate a malária (doença transmitida por um mosquito e causada por um protozoário do gênero Plasmodium). Que combate hemorróidas (tumor vascular constituído por varizes infectadas da região anal). Massa inorgânica anormal no organismo animal. Que combate a histeria. Que combate a sífilis. Antinociceptivo. . Que combate as doenças provocadas por vírus. Antileprótico. que serve para o tratamento da tosse. Antivirótico. Brônquios. popularmente chamados de vermes dos intestinos. também chamada de paludismo. Cálculo.no. Redução ou perda de apetite. termo comumente usado para definir produtos capazes de reduzir a incidência ou controlar a quantidade de microorganismos. desinfetante. Antiinflamatório. Antitérmico. Falta de coordenação motora e capacidade de movimentação. Anti-hemorroidal. Broncodilatador. Que combate a prurigem (dermatose caracterizada por intensa coceira). Que age contra as doenças sexualmente transmissíveis. Que combate o corrimento vaginal simples. doença causada pelo Treponema pallidum. Que combate a formação de tumor maligno. Apatia. Antitumoral. Também denominado antipirético e febrífugo. Antimalárico. Antileucorréico. Que combate micróbios. formada por sais minerais. Que combate estímulos dolorosos nocivos ao organismo. Antivenéreo. Canais da árvore respiratória por onde passa o ar. insensibilidade. Em geral se forma na bexiga. putrefação ou contaminação microbiana. Anti-reumático. Que combate a lepra. falta de emoção. Que impede a fermentação.

muitas delas usadas para destruir células tumorais. Indigestão. produzindo lesões nos órgãos e com a presença de bactérias no sangue. Que combate as infecções ou seus agentes causadores. libera a passagem de um vaso ou canal. Alteração do sistema digestivo caracterizada por má digestão. Dificuldade na deglutição. gripe. Que limpa. Substância que possui propriedade de ser tóxica para as células. Eczema. reduz a força. Diaforético. Que favorece o fechamento de feridas cutâneas e recompõe tecidos lesados. Cardiotônico. particularmente a pele inflamada e porções próximas. Que alivia a distensão por gases. Desobstruente. do intestino. Diurético. Purgativo. Carminativo. Emético. Edema. . medicamento que restabelece o ritmo cardíaco. Depressor. Aumento do líquido entre as células nos tecidos ou nos espaços intercelulares. Que favorece a secreção urinária. reduz a excitação. sensação de peso ou queimação no estômago. Inflamação da pele. Emoliente. Prisão de ventre ou. Dispnéia. Colagogo. caracterizado visualmente pelo inchaço. do estômago etc. Que favorece ou provoca menstruação. estimulante da transpiração. Congestão. Emenagogo. que previne a invasão de microorganismos. Infecção por bactérias. Citotóxico. dificuldade para respirar. enfraquece.Carbúnculo. resfriado. Constipação. Catártico. Respiração difícil. medicamento que apressa e aumenta a evacuação intestinal e provoca purgação. Acúmulo exagerado de sangue em determinada zona. que separa substâncias nocivas. Que favorece o fluxo biliar. Sudorífico. gripe comum. que ativa a eliminação de bile. Cicatrizante. crostas e secreção. empachamento. Que desentope. Dispepsia. purifica. também. Dermatite. Que exerce efeito tônico sobre o coração. Desinfetante. Disfagia. Depurativo. acompanhada de náuseas. Que provoca vômito. Doença da pele de caráter inflamatório e com formação de bolhas. que aumenta ou provoca a secreção urinária. Que deprime. Que tem a propriedade de amolecer.

que facilita as funções do estômago. O mesmo que arroto. Capaz de promover estímulos. Hepatotóxico. Acúmulo anormal de líquido debaixo da pele ou em uma ou mais cavidades do corpo. Fitofármaco. febre e dores (provocada por bactérias do tipo estreptococo). Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) plantas medicinais inteiras ou partes dela. Que combate a febre. no estômago etc. Fitoterapia. Hipertensor. Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) substância(s) ativa(s) isolada(s) de plantas medicinais. pigmentação amarela generalizada da pele. Tóxico para as células do fígado. Que baixa a taxa de glicose no sangue. Estomáquico. estado de irritação. Estupefaciente. Ictericia. Febrífugo. Relativo a hemostasia. Excitante. Hepático. Fungicida. Estimulante. Derrame de bile no sangue. Fitoterápico. Hemostático. com vermelhidão. Produto medicinal farmacêutico com estrutura química definida. Distensão por gases no intestino. Que facilita a saída das secreções das vias respiratórias. Relativo ao estômago. Que aumenta a pressão sangüínea. produz sono e alivia a dor (narcóticos). Hipoglicemiante. lentidão anormal dos batimentos cardíacos). Taxa de glicose (açúcar) no sangue acima do normal. Expectorante. Hidropisia. Que estimula ou provoca a ação. com bradicardia (pulso lento. Hiperglicemia. que melhora o funcionamento do fígado. Relativo ao fígado. Hipotensor. deposição de bile nos tecidos. Eructação. que leva à perda de atividade.Erisipela. Emprego de fitoterápicos no tratamento de doenças. Flatulência. Que produz imobilidade emocional. que estanca hemorragia. Farmacoterápico. Presença de taxa anormal de açúcar na urina. obtido tanto por síntese como a partir de produtos de origem natural. Hipocolesterolêmico. Que baixa a pressão sangüínea. Hepatócitos. Que combate fungos. Glicosúria. Células do fígado. espanto. Que diminui a da taxa de colesterol no sangue. Doença provocada por parasita da pele e tecido subcutâneo. assombro. com anemia. .

Tóxico para as células brancas do sangue. Parasitemia. Substância que apressa e aumenta a evacuação intestinal. Que laxa ou afrouxa. que faz cessar inflamação. Laxativo. Moluscicida. Morféia. Dilatação da pupila. Lipogênico. como no caso da esquistossomose). medicamento para o tratamento de doenças pulmonares ou do peito. Que produz sono ou inconsciência. Parasiticida. Substância que mata insetos. Malária. o mesmo que laxante. Que alivia excitação. que acalma. Relativo a peito. Infertilidade. Que produz gordura. purgante. Nefrotoxicidade. Midríase. Lenitivo. Estado que é tóxico ao rim. Maleita. Excreção excessiva de urina. Resolutivo. Grau ou índice de parasitas no sangue. Sialagoga. Plaquetas. tranqüilizante. causado por gordura. calmante. Inseticida. Lipemia. Mutagênico. Que combate moluscos (alguns são transmissores de doenças. Dor na região lombar (costas. Que adoça ou acalma. Que provoca fluxo de saliva ou salivação. . produzindo sono e alívio da dor. dorso). Poliária. Corpúsculos sangüíneos. Que mata ou destrói parasitas. Narcótico. Doença ou alteração cutânea de natureza alérgica. Lumbago. Incapacidade de reprodução. que apenas exonera o intestino. Presença de taxa elevada de gordura no sangue. importantes para a coagulação sangüínea. Que resolve. Linfocitotóxico. impaludismo. droga que paralisa as funções do cérebro.Impingem. Peitoral. purgativo fraco. afecção cutânea. Purgativo. Qualquer agente químico capaz de provocar mutações (transformação da informação genética que resulta em células ou indivíduos com diferenças). Sedativo. Lepra.

Tranqüilizante. Diaforético. Inflamação em um ou nos dos seios nasais. que facilita a saída de pus. Salivação abundante. Que provoca vesículas. que acalma. Desenvolvimento de anormalidades fetais. bolhas. Supirativo. Vesicante. Tóxico para o zigoto. Sudorífico. Que tranqüiliza. Órgão sexual masculino que produz espermatozóides. Próprio para curar feridas. que restabelece o estado de saúde ou do órgão. Vulnerário. Medicamento que se aplica às pessoas feridas ou que tenham sofrido queda. Tônico. Sinusite. . Que produz pus. Zigotóxico.Sialorréia. Que destrói ou afugenta vermes. Revigorante. Vermífugo. Teratogênese. Testículo.

n. p. v. • Quando se trata de livro. p. p. Khim.Referências Bibliográficas As referências bibliográficas estão aqui apresentadas por ordem alfabética dos autores e sistematizadas da seguinte forma: • • • • Apenas o primeiro autor.7-8. O mesmo se aplica a teses. Prod.5. SEELIGMANN. M.43. simpósio ou similar. N.12. n. v. v. R.38. I. et al. S. et al..23. (Tashk). . 1986. seguindo-se o título do livro e todos os dados de imprenta necessários para a obtenção do material.499-500. Nat. ABDALA. n. Khim. ABDU-AGUYE. os autores são citados como nos casos das revistas. Human Toxicol. apenas sua referência. Biochemical Systematics and Ecology. n.60. v. seguindo-se o título do congresso. n. D. . 1995a. Prir. Prir. Soedin. 1995.269-74. 1986. p. nos casos em que há mais de dois autores. fascículo.2. 1985. ABDULLAEV.4.3.l69-71. p. os autores são citados no texto. n.. Não são apresentados os títulos dos trabalhos. et al. Os dois autores. incluindose volume. Um autor. seguindo-se o ano de publicação e a referência bibliográfica com a autoria (conforme trabalhos e livros). P Lilloa.871-2. nos casos de única autoria. n. ABDEL-KADER. et a l j . ABE. v. • Quando se trata de resumo de Anais de congressos. 1995.1294-7. p. dissertações e outras publicações do gênero. p. L.326-32. Soedin (Tashk). página e ano. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). 1997. F.3. página inicial e página final e ano de publicação.5.657-63. . nos casos de dupla autoria.

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479. 381-5. 458-6 Achillea millefolium. 75 Allium sativum. 345. 154 Alternanthera micrantha. 58. 391 Allium cepa. 461 Ageratum conyzoides. 351-2 Averrhoa carambola. 78 Alpiniajaponica. 90 Apiaceae. 373 Averrhoa bilimbi. 480 Bignoniaceae. 102.Índice de nomes científicos Abuta sabdwithiana. 377-78. 62 Alternanthera brasiliana. 43 Annona muricata. 65. 79 Aristolochia. 90-3. 119 Aristolochiaceae. 467. 77 Aloe vera. 96. 360 Anacardium occidentale. 115 Aristolochia trilobata. 143 Acanthospermum australe. 475. 480. 3512. 475. 489 Bidens pilosa. 466 Adenocalyma alliaceum. 339-40 Anacardium giganteum. 474. 79 Allamanda cathartica. 65-6. 65. 68. 95-9. 450. 152. 140-1. 149. 56. 368 Arecaceae. 111 Annonaceae. 93. 202-4 . 364 Apiales. 468-9. 316 Bidens bipinnatus. 488 Bauhinia forficata. 351-2 Baccharis trimera. 342-3. 487 Alismataceae. 453. 340-3. 81 Arecidae. 364 Apocynaceae. 67. 69-74. 376 Araliaceae. 227-8. 468-9. 113-5. 467-8. 113 Asclepiadaceae. 42-3 Andropogon nardus. 463-5 Asterales. 148 Anacardiaceae. 463 Asteridae. 465. 52. 201-2. 149-50 Amaranthaceae. 361 Andropogon leucostachys. 79 Alismatidae. 449 Bixa arborea. 110 Annona tenuiflora. 223 Bixa orellana. 386 Asteraceae. 113 Aristolochiales.

231 Celastraceae. 237. 201 Boerhavia difusa. 242. 206-7. 386-7 Gentianaceae. 365-9. 496 Dipteryx odorata. 224 Hibiscus sabdariffa. 172 Boraginaceae. 171 Gossypium barbadense. 373 Eupatorium ayapana. 238 Cucumis anguria. 255 Croton sacaquinha. 178-9. 259 Commelinidae. 287-8 Cassia reticulata. 406 Brunfelsia grandiflora. 207. 287 Cecropia peltata. 272 Clidemia novemnervia. 46-7. 80. 481. 398. 300. 393 Cordia verbenacea. 298 Derris floribunda. 213. 279. 212-3. 287 Cassia occidentalis. 301-2. 395 . 312 Ipomoea batatas. 408-9. 41-2 Convolvulaceae. 299. 430. 318 Desmodium tortuossum. 185. 292. 299 Dillenidae. 388 Croton cajucara. 147 Caryophyllidae. 295. 298 Derris amazônica. 366-7 Hymenaea courbaryl. 331 Celosia argentea. 259 Hedychium coronarium. 205 Hibiscus rosa-sinensis. 272. indicus. 83 Eryngium ekmanii. 215. 385 Hirtella. 63 Heliconia. 214 Himatanthus. 49 Cymbosena roseuna. 170 Chenopodiaceae. 292 Caesalpiniaceae. 490 Euphorbiaceae. 151-2. 407. 190 Cucurbitapepo. 178 Cybianthus. 440 Costus spiralis. 411 Hibiscus furcellatus. 236 Euphorbiales. 315 Caesalpinia pulcherrima. 152-3. 441 Inga spectabilis.Bixaceae. 266 Capparidales. 211. 297 Capparidaceae. 302 Echinodorus grandiflorus. 54. 496 Caryophyllales. 225 Guttiferales. 280. 163-4 Chrysobalanaceae. 235 Cecropiaceae. 210. 286. 44. 247. 470. 175 Diplotropis purpurea. 308 Dipteryx punctata. 281. 165. 276-7 Cajanus cf. 265 Caprifoliaceae. 205. 61 Heliotropium indicum. 382-3. 471 Gomphrena globosa. 285. 276 Fischeria cf. 413-4. 394-5 Ipomoea quamoclit. 82-3 Fabaceae. 322 Clusiaceae. 275 Hydrocotyle exigua. 53-4 Coutoubea spicata. 154. 145 Caryophyllus aromaticus. 150. 155-6 Caesalpinia ferrea. 283. 230-2. 296 Fabales. 163 Chenopodium ambrosioides. 375 Gnaphalium purpureum. 284 Hyptis crenata. 179 Cucurbitaceae. 264-5 Cymbopogon citratus. 282-3. 236 Euterpe edulis. 327 Cassia multijuga. 319 Dipsacales. mariana. 231 Celastrales. 379. 387 Gentianales. 324. 402-3 Cactaceae.

443 Liliaceae. 135 Piper marginatum. 254. 419-20. 429. 241. 240-1 Magnoliidae. 453 Peperomia elongata. 139 Mentha piperita. 434-5 Lippia granais. 419. 432 Ocimum micranthum. 192-3. 418 Mentha viridis. 451-2 Jatropha curcas. 252. 229 Musa. 233 Muntingia calabura. 42 Pogostemon patchouly. 173 Phyllanthus corcovadensis. 134 Piper d. 250-1. 399-400. 303 Myrsinaceae. 184-9. 494-5 Passiflora coccinea. 350 Palicourea cf. 414. 427. 192 Pedaliaceae. 129. 132 Peperomia. 311 Momordica charantia.120 Piperales. 435 Loganiaceae. 412-3 Lamiales. 106 Laurus nobilis. 126-7. 431. 166 Piper cavalcantei. 415-6. 167-9. 122-3 Piper cernnum. 191-2. 121-2 Pereskia grandifolia. 495 Palicourea cf. 158 Pothomorphe peltata. 425. 61 Musaceae. 238-9. 262 Myrtaceae. 87 Magnoliales. 162 Portulacaceae. 137 . 221-2. 277 Leonotis nepetaefolia. marcgravii. 108 Petiveria alliacea. 200 Maytenus aquifolium. 332. 208 Malvaceae. 402-5 Phytolacaceae. 125. 427 Ocimum gratissimum. 64 Liliidae. 427. 336 Maytenus ilicifolia.Jacaranda caroba. 422 Oxalidaceae. 108 Persea gratíssima. 251 Lacistema. 39. 161-2 Portulaca pilosa. 107 Leguminosae. 180. 131. 416. 121. 442 Leucas martinicensis. 191 Lamiaceae. 420. 161 Ocimum basilicum. 239-40. 256 jatropha gossypifolia. 124. 128. 123. 389 Luffa cylindrica. 64 Lippia alba. 425-6. 103 Myrocarpus frondosus. 321 Menispermaceae. 432. 136 Piperaceae. 431. 258 Physalis angulata. 244-6. laniflora. 89 Malpiguiaceae. 493. 199 Passifloraceae. 332. 195 Mabea angustifolia. 427-8. 185. 133 Piper gaudichaudianum. 447 Polygalales. 79 Moraceae. 417. 120 Poaceae. 426. 125. 204 Malvales. 337 Polyscias. 64-5 Liliales. 156-7 Persea americana. 422-3. 406 Lauraceae. 445 Mimosaceae. 321 Nyctaginaceae. 130. 160. lhotzkyanum. 424. 432 Ocimum canum. 446 Origanum vulgare. 334-6 Melastomataceae. 245. 198 Lacistemaceae. 323-4 Myrtales. 196 Monocotiledonae. 444 Mentha pulegium. 181-2. 158-9. 60 Myristicaceae. 421. 337 Malva parviflora. 369-72 Portulaca oleraceae.

449 Sechium edule. 477. 55. 491 Spondias purpurea. 233-4 Spilanthes acmella. 354-7. 101. 497-500 Sansevieria. 260-1 Wilbrandia ebracteata. 138 Primulales. 474. 453-6 Sida rhombifolia. 393 Solanum paniculatum. 400 Solanum tuberosum. 217-9. 345. 485. 182 Sesamum indicum. 471 Sorocea bomplandii. 326 Psydium guajava. 213. 484 Zollernia ilicifolia. 412 Tagetes erecta. 472. 492 Rubiales. 363 Rutaceae. 478 Theobroma grandiflorum. 401 Solidago microglossa. frutescens.Pothomorphe umbellata. 45. 379-85 Tiliaceae. 330 Pyrostegia venusta. 112 Zingiber officinale. 76 Sapindales. 338 Stigmaphyllon strigosum. 218. 189. 221 Urena lobata. 390 Symphytum officinale. 52 Zingiberales. 353 Saccharum officinarum. 269 Rubiaceae. 492 Ruta graveolens. 325-9. 320 . 262 Prunus domestica. 349. 473-4. 339 Schinus terebenthifolius. 360 Scoparia dulcis. 48. guineense. 434 Violales. 457 Scrophulariales. 409. 347. 479. 209 Urticales. 132. 457-60. 462 Ranunculales. 274 Psydium cf. 226 Solanaceae. 50 Sambucus nigra. 452. 103-6 Vismia japurensis. 273 Rosales. 197 Xylopia cf. 228 Thevetia peruviana. 397-8 Solanales. 271 Rosidae. 99. 127. 183. 361 Sterculiaceae. 344. 227 Theobroma speciosa. 350. 216 Stigmaphyllon fulgen. 338 Strychnos triplinervia. 177-8 Virola surinamensis. 230-1 Verbenaceae. 139 Rhynchanthera grandiflora. 51 Zinnia elegans. 312. 463 Scrophulariaceae. 58 Zingiberaceae. 322 Rosaceae. 94-5. 215-6. 51 Zinigiberidae. 208-9. 482.

5 x 49 paicas Tipologia: lowan Old Style 10/15 Papel: Offset 75 g / m 2 (miolo) Cartão Supremo 250 g / m 2 (capa) 2» edição: 2003 EQUIPE DE REALIZAÇÃO Coordenação Geral Sidnei Simonelli Produção Gráfica Anderson Nobara Edição de Texto Nelson Luís Barbosa (Assistente Editorial) Nelson Luís Barbosa (Preparação de Original) Marcelo Rondinelli e Ada Santos Seles (Revisão) Editoração Eletrônica Lourdes Guacira da Silva Simonelli (Supervisão) AVIT'S .SOBRE O LIVRO Formato: 1 6 x 23 cm Mancho: 27.Estúdio Gráfico (Diagramação) .

e Clélia Akiko Hiruma-Lima. Campus de Botucatu. Capa: tsabel Carballo . do Departamento de Farmacologia.Ao coordenar a equipe científica multidisciplinar responsável pelo livro. os biólogos Luiz Cláudio Di Stasi. estimulam a realização de estudos desse gênero que recuperem e documentem o conhecimento popular das mais diferentes populações autóctones. do Departamento de Fisiologia. do Instituto de Biociências (IB) da UNESP.

. estudadas pelo seu potencial dores condições de atingir o desenvolvimento sustentado com a extração e conservação dos produtos medicinais existentes no seu próprio hábitat.Esta cuidadosa pesquisa etnofarmacológica tem como fonte moradores da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica. ponto de partida para a identificação e catalogação de 135 espécies vegetais daquelas regiões que.