Aliar o conhecimento popular ao científico em busca de novos medicamentos farmacoterápicos e fitoterápicos é um dos principais caminhos para o sucesso de pesquisas na área de plantas medicinais. Isso é benéfico para as famílias que habitam os ecossistemas florestais, que podem obter dos recursos naturais e da sua conservação seu desenvolvimento sustentado, e para a população em geral, pelo acesso a novos e eficazes remédios. Resultado de uma extensa pesquisa iniciada em 1987, este livro compreende a descrição de 135 espécies medicinais, com nomes científico e popular, dados botânicos e propriedades de cura atribuídas pela medicina tradicional. Esse corpus foi selecionado num total de 340 espécies mencionadas em entrevistas com aproximadamente 110 moradores da Amazônia e 170 habitantes urbanos e rurais da região da Mata Atlântica. A obra, que inclui glossários de termos botânicos, químicos e médicos - além de um índice de nomes científicos -, não é uma mera segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia, publicado originalmente em 1989. Trata-se de um autêntico novo trabalho, que, além de incorporar todos os dados publicados naquele livro, introduz uma nova forma de apresentação dos dados das espécies medicinais, catalogadas graças a criteriosas pesquisas etnofarmacológicas.

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

FUNDAÇÃO EDITORA DA UNESP Presidente do Conselho Curador José Carlos Souza Trindade Diretor-Presidente José Castilho Marques Neto Editor Executivo Jézio Hernani Bomfim Gutierre Conselho Editorial Acadêmico

Alberto Ikeda Antonio Carlos Carrera de Souza Antonio de Pádua Pithon Cyrino Benedito Antunes Isabel Maria F. R. Loureiro Lígia M. Vettorato Trevisan Lourdes A. M. dos Santos Pinto Raul Borges Guimarães Ruben Aldrovandi Tania Regina de Luca

Luiz Claudio Di Stasi Clélia Akiko Hiruma-Lima

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

2- edição, revista e ampliada

© 2002 Editora UNESP Direitos de publicação reservados à: Fundação Editora da UNESP (FEU) Praça da Sé, 1 08 0 1 0 0 1 - 9 0 0 - S ã o Paulo-SP Tel.: (Oxxll) 3242-7171 Fax: (Oxxll) 3 2 4 2 - 7 1 7 2 Home page: www.editora.unesp.br E-mail: feu@editora.unesp.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP Brasil) Di Stasi, Luiz Claudio Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica / Luiz Claudio Di Stasi, Clélia Akiko H i r u m a - L i m a ; colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito, Alexandre Mariot, Claudenice Moreira dos Santos. - 2. ed. rev. e ampl. - São Paulo: Editora UNESP, 2002. ISBN 8 5 - 7 1 3 9 - 4 1 1 - 3 1. Plantas medicinais-Amazônia 2. Plantas medicinais-Atlântica, Mata I. Hiruma-Lima, Clélia Akiko. II. S o u z a - B r i t o , A l b a Regina M o n t e i r o . III. M a r i o t , A l e x a n d r e . IV. Santos, Claudenice Moreira dos. V. Titulo. 02-4394 Índice para catálogo sistemático: 1. Brasil: Plantas medicinais: Botânica 581.6340981 CDD-581.6340981

Sobre os autores e colaboradores

Autores Luiz Claudio Di Stasi Biólogo Mestre em Farmacologia (EPM) Doutor em Química Orgânica (UNESP - Araraquara)

Laboratório de Fitofármacos - Lafit Batu Departamento de Farmacologia - In Clélia Akiko Hiruma-Lima Bióloga Mestre em Química e Farmacologia de Produtos Naturais (UFPB) Doutora em Ciências Biológicas, AC: Fisiologia (UNICAMP) Departamento de Fisiologia - Instituto de Biociências de Botucatu (UNESP) Colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito Bióloga - Fisiologia (UNICAMP) Alexandre Mariot Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Claudenice Moreira dos Santos Bióloga

Elza Maria Guimarães Santos Bióloga Fabiana Gaspar Gonzalez Bióloga - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Leonardo Noboru Seito Biomédico - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Maurício Sedrez dos Reis Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Shirley Barbosa Feitosa Bióloga Wagner Gomes Portilho Biólogo - Fundação Florestal (Registro/SP)

Aos entrevistados Aldeia dos tenharins - Amazônia Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes Município de Humaitá - Amazonas

Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado, Jacupiranga e Sete Barras Mata Atlântica - Vale do Ribeira (São Paulo)

Agradecimentos da pesquisa na Amazônia

Ao Prof. Dr. Osvaldo Aulino da Silva, Departamento de Botânica, Instituto de Biociências, UNESP, Campus de Rio Claro, SR que, através de seu constante incentivo, de sua amizade e de suas idéias lúcidas e coerentes, tornou possível a realização deste trabalho com as características que ele possui. Aos ecólogos José Luís Campana Camargo, Silvana Amaral, Fábio Bassini e José Eduardo Mantovani; aos biólogos Aldeli Prates Ferreira, Silvana Trevisan, Simone Godói Cera, Ricardo Santos Silva e Natalina Evangelista de Lima (UNESP - Botucatu), pela imensa disposição e contribuição dispensada durante o levantamento etnofarmacológico e a coleta das plantas da região de Humaitá. A Dra. Marlene Freitas da Silva, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, por sua pronta disposição na identificação das espécies vegetais que constam desta obra. A Fundação Nacional do Índio - Funai, por permitir nossa permanência na aldeia dos tenharins. Ao Grupo de Trabalho da UNESP (GTUNESP) e à Fundação Rondon, pelo apoio. Aos soldados Nunes e Fonseca e ao próprio 42° Batalhão de Infantaria da Selva de Humaitá, pelas diversas caminhadas pelas matas da região à procura das espécies de nosso interesse. A srta. Roseli Galhardo Paganini, in memoriam, pela sua dedicação, interesse e paciência na datilografia da primeira edição deste livro. À Editora UNESP pela oportunidade de publicação. A todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para que nossos objetivos se concretizassem.

Agradecimentos da pesquisa na Mata Atlântica

À diretora e ao vice-diretor do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, Profa. Dra. Sheilla Zambello de Pinho e Prof. Dr. Carlos Roberto Rubio, pelo constante apoio e estímulo durante toda a realização desta etapa da pesquisa. Aos funcionários da Seção de Transporte do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, sempre prestativos e colaborando quando de nossa necessidade. Aos biólogos Murillo Queiroz Júnior, Mariana Aparecida Carvalhaes, Oei Sioe Tien, Gabriela Priolli de Oliveira, Sueli Harumi Kakinami e Miriam Helena Bueno Falótico, pela enorme colaboração na realização do levantamento etnofarmacológico e na coleta das espécies vegetais no Vale do Ribeira. A bióloga Renata Mazaro, pela imensa colaboração na atualização da revisão bibliográfica. A Fundação Florestal, pela colaboração em inúmeras atividades de campo e pelo apoio na realização de atividades de Educação Ambiental junto à base de Saibadela - Parque Estadual Intervales. Aos herbários "Irina Delanova Gemtchujnikov" IB, UNESP - Botucatu e "Barbosa Rodrigues" Itajaí, Santa Catarina, pela imensa colaboração na identificação do material botânico. A Fundação Brasileira de Plantas Medicinais, pela oportunidade de utilização de seu banco de dados na revisão das informações técnicas de todas as espécies vegetais constantes deste trabalho. A todos aqueles que colaboraram nas diversas etapas deste trabalho e para que ele fosse publicado com as características aqui apresentadas.

Agradecimentos especiais à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).Vale do Ribeira. . pelo apoio à pesquisa na Mata Atlântica .

Sumário Prefácio 17 Prefácio à primeira edição (1989) 23 Sobre a primeira edição do livro (1989) 27 Apresentação do trabalho em 1989 29 Metodologia de pesquisa 31 Organização do livro 35 Parte 1 Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 39 1 Commelinidae medicinais 41 2 Zingiberidae medicinais 51 3 Liliidae medicinais 64 4 Outras monocotiledôneas medicinais na Mata Atlântica 79 .

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 87 85 5 Magnoliales medicinais 89 6 Aristolochiales medicinais 7 Piperales medicinais 120 113 8 Ranunculales medicinais 139 Seção 2 Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 145 9 Caryophyllales medicinais 147 Seção 3 Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 1 7Í 10 Violales medicinais 1 77 11 Malvales medicinais 200 12 Urticales medicinais 230 13 Euphorbiales medicinais 236 14 Guttiferales medicinais 259 15 Primulales medicinais 262 16 Capparidales medicinais 265 Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 269 17 Rosales medicinais 271 18 Fabales medicinais 276 .

Sumário 19 Myrtales medicinais 321 20 Celastrales medicinais 331 21 Polygalales medicinais 337 22 Sapindales medicinais 339 23 Apiales medicinais 364 Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 373 24 Gentianales medicinais 375 25 Solanales medicinais 393 26 Lamiales medicinais 406 27 Scrophulariales medicinais 449 28 Asterales medicinais 463 29 Rubiales medicinais 492 30 Dipsacales medicinais 496 Posfácio 501 Glossário de termos botânicos. químicos e médicos 505 Referências bibliográficas 523 Índice de nomes científicos 601 .

da soma de dois fatores: • os escassos conhecimentos científicos sobre a complexidade de relações existentes entre os diversos componentes desses ecossistemas e. se propõe e se discute sobre o assunto. Acreditamos que. Inúmeras discussões e propostas são realizadas. a falta de propostas decorre de um dos dois.Prefácio Acreditamos que é desnecessário afirmar a importância e a necessidade da conservação dos ecossistemas florestais brasileiros. comprometimento do abastecimento de água. mas pouco se faz. alterações climáticas. incluindo a perda de conhecimentos sobre essas espécies e de seus potenciais produtos. ou significam estratégias proibitivas. empobrecimento do solo.perda da fauna e da flora. pois. é patente também que não há nenhuma estratégia de manejo global desses ecossistemas e a sua conseqüente conservação. provavelmente. entre outros -. mas nenhuma satisfaz de forma completa as necessidades. Nos últimos anos. especialmente a Floresta Amazônica e a Floresta Tropical Atlântica. conse- . Apesar de tudo que se conhece sobre o assunto. ou representam paliativos de curto prazo de funcionamento. podemos verificar a necessidade de estratégias que permitam a manutenção dessas florestas. Enumerando apenas alguns problemas decorrentes da devastação de ecossistemas como esses . que em sua maioria não resolvem o assunto. ou melhor. esse tema tomou conta do planeta e muito se fala.

São eles que podem. sem dúvida alguma. não se dá apenas visando à sobrevivência. Essa forma de relação tornou-se mais perigosa. os moradores da floresta . permitir grandes avanços na conservação. regional. fator que limita a elaboração de estratégias eficazes de conservação.vivem diretamente dos produtos que essa floresta lhes oferece para sobrevivência ou para comercialização do excedente. de sua fragilidade diante da ação devastadora do homem. nacional e internacional para com os elementos humanos que habitam esses ecossistemas ou seu entorno. que enquanto não se contemplar nas estratégias de conservação a melhoria da qualidade de vida do habitante da floresta pouco se poderá alcançar. Consideramos. Nesse aspecto. quer sejam comunidades tradicionais. priorizadas. uma vez que permitirá avanços na detecção de alternativas de conservação. integram esse novo momento de ação sobre os ecossistemas. pois além do conhecimento que possuem também atuam como verdadeiros fiscais de controle da ação antrópica. É nesse sentido que o manejo de vários produtos florestais de forma sustentável surge como uma excelente proposta e que as plantas medicinais. especialmente considerando-se o crescimento da população e a necessidade de mais e mais produtos a cada dia que passa.quer sejam grupos definidos. entretanto. São eles que conhecem a floresta. Para tal.qüentemente. seus produtos e suas relações. mas inclui ainda interesses econômicos. os pescadores do Vale do Ribeira. Essa relação. alternativas que mantenham esses habitantes na floresta com a qualidade de vida merecida irão. os quais são atores-chave na elaboração de estratégias de conservação. Dessa forma. contribuir imensamente com a elaboração de estratégias de conservação. • o descaso por parte daqueles que propõem e executam as políticas de conservação ambiental local. São eles que vivem em contato direto com todos os elementos desse ecossistema. as pequenas vilas nas áreas rurais de ambas as regiões . Nesse sentido. portanto. a contribuição deste . devemos salientar que qualquer proposta ou estudo que contribua com o conhecimento desses ecossistemas é valiosa. novos estudos precisam ser feitos e as pesquisas interdisciplinares. como os ribeirinhas da Amazônia. Sabemos que o homem sempre buscou na natureza recursos para sua sobrevivência. atualmente. como as diversas aldeias e tribos da Amazônia ou os quilombolas do Vale do Ribeira. Por sua vez. como mais um produto para comercialização.

cada qual havia tomado seu caminho. mais abrangente. em janeiro de 1999. já que dez anos haviam se passado. que a ciência usou e ainda usa como fonte de informações para obtenção de novos medicamentos. Nessa proposta inicial a idéia era atualizar a revisão bibliográfica das 59 espécies medicinais que constavam daquele livro. pagando o preço de um trabalho mais social. melhores condições de vida podem ser oferecidas para esses habitantes que conhecem a floresta e dela vivem diariamente. Verificamos que a atualização dos dados e a ampliação do livro representava. o número de informações disponibilizadas tornou a proposta mais árdua e difícil do que imaginávamos. legitimarem o valor do conhecimento dessas comunidades e desses grupos e incluí-los no processo de conservação. publicado originalmente em 1989. considerando os aspectos aqui referidos. entretanto. conseqüentemente. na verdade. Dessa forma. que pensávamos menor que aquele que originou o primeiro livro. abrindo uma porta importante para a publicação deste material. sobretudo depois que a Fundação Editora UNESP propôs. Começamos o trabalho. A equipe já não era a mesma. e também no de desenvolvimento. centenas ou mesmo milhares de anos de relação desses habitantes da floresta com o ecossistema florestal. fazer um novo livro e juntar os dados com os da primeira edição. a realização de uma segunda edição atualizada do livro Plantas medicinais na Amazônia. que é justamente o conhecimento popular decorrente de dezenas. como instituições determinantes para o avanço. e incorporar na nova edição outras 41 espécies medicinais usadas na Amazônia e que haviam sido catalogadas em nossa pesquisa após a primeira edição. No entanto. Não custa lembrar e salientar.livro é um começo. pois ele fornece dados importantes sobre um grande número de espécies vegetais que podem ser estudadas como medicamento e. menos globalizado e mais coerente com as necessidades e aspirações daqueles que fazem o patrimônio cultural do país e que conhecem o funcionamento de seus ecossistemas melhor que qualquer área específica do conhecimento científico. Passou da hora de a ciência e a política. reunir valor econômico maior que aquele atualmente praticado na relação das indústrias e laboratórios farmacêuticos com os grupos e as comunidades tradicionais. então começamos a ampliar o leque de colaboradores no trabalho de revisão bibliográfica das espécies vegetais identificadas e introduzir novos elementos à . que a idéia de Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica foi tomando forma lentamente. Foi a partir de pesquisas que realizamos.

catalogadas em uma pesquisa etnofarmacológica realizada na região do Vale do Ribeira. Index Medicus.não . mas verificamos lentamente que a proposta era bem mais valiosa. permitiria comparar os usos que grupos humanos distintos poderiam fazer de uma mesma espécie medicinal e. Estado de São Paulo. toxicológicos e botânicos) de espécies vegetais desse importante ecossistema que é a Floresta Tropical Atlântica. a nova idéia não tinha mais como retornar. foi a possibilidade de disponibilizar para as comunidades tradicionais de ambas as regiões . incluindo fotos de algumas espécies. buscamos informações em diversos endereços.proposta original. além da pesquisa nos tradicionais índices de revisão (Biological Abstracts. farmacológicos. à medida que. Foi nessa fase do trabalho que surgiu a idéia de incorporarmos à pesquisa algumas das plantas medicinais. buscando nas mais variadas fontes dados que pudessem ser adicionados para cada uma das espécies a serem inseridas numa segunda edição do livro. Nessa nova etapa. A oportunidade de produzir uma publicação de plantas medicinais usadas na Amazônia e na Mata Atlântica. A idéia de agrupar dados de pesquisas etnofarmacológicas com grupos étnicos distintos que habitam diferentes ecossistemas florestais ou em suas proximidades foi se concretizando como uma proposta de grande valor. especialmente com comunidades tradicionais que habitam o interior ou no entorno da Mata Atlântica. Chemical Abstracts). por um lado. outro importante e singular ecossistema brasileiro. tornou-se o objetivo principal da nova equipe. assim como no banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM). pelo menos as mais citadas. além dos desenhos apresentados inicialmente. químicos. já disponibilizados em disquetes e com fácil acesso pelos computadores. pois não existiam ainda dados pormenorizados (etnofarmacológicos. No entanto. páginas e links que tratam do assunto e que estão com livre acesso na Internet. por outro. Por si só. que prontamente os disponibilizou para esta publicação. adicionando-se a essas plantas dados técnicos e científicos que permitissem avanços reais na pesquisa de plantas medicinais e na pesquisa de novas estratégias de conservação desses ecossistemas. A quantidade de informações obtidas foi gigantesca e iniciamos um trabalho cansativo e detalhado de seleção dos dados que considerávamos mais importantes para constar do novo material. colocar lado a lado os dados de espécies vegetais específicas de cada ecossistema e usadas como medicamento pelos diferentes grupos estudados.

que serão úteis. No entanto. mas também discutindo e introduzindo novas abordagens para que a pesquisa com plantas medicinais pudesse escolher rumos e caminhos que apontassem para a solução dos principais problemas de saúde do país. sempre foi uma preocupação constante. mas as plantas medicinais. especialmente quando esses dados se referem a espécies nativas de ecossistemas florestais pouco conhecidos em sua complexidade. hoje. realizadas na região amazônica e na região da Mata Atlântica do Estado de São Paulo. A conservação dos ecossistemas tropicais. Relembramos que já em 1989 destacamos a importância de que o tema "plantas medicinais" tivesse uma abordagem ecológica e ambiental e que os dados das comunidades tradicionais e dos diferentes grupos étnicos sobre as plantas medicinais não fossem apenas um rol de informações para a seleção de plantas medicinais pelos pesquisadores da área. como é o caso da Amazônia e da Mata Atlântica. que incorpora todos os dados publicados no primeiro livro e que introduz uma nova forma de apresentação dos dados de espécies medicinais catalogadas por pesquisas etnofarmacológicas criteriosas. sem dúvida. mas com um livro. como é o caso da Amazônia e. especialmente os mais ameaçados. mais acessível que os artigos . dados etnofarmacológicos continuam sendo a principal base para a escolha de plantas medicinais para estudos voltados para a obtenção de novos medicamentos.todos os dados e informações possíveis e mais importantes sobre as espécies vegetais mais utilizadas que orientou todo o nosso esforço em publicar este material na forma em que ele se apresenta. Mas mesmo considerando-se os enormes avanços nessa área. Quando Plantas medicinais na Amazônia foi publicado. Com essa nova concepção. mas um novo trabalho. Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica não é uma segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia. não apenas catalogando espécies medicinais. especificamente. excelentes publicações foram sendo disponibilizadas. durante todo esse período. tanto para os pesquisadores da área como para a comunidade em geral. Devemos ressaltar aqui a enorme evolução que o tema "plantas medicinais" teve no Brasil nos últimos anos. especialmente os habitantes das duas regiões onde foram realizados os estudos. passaram a representar uma nova alternativa .em artigos científicos e técnicos. da Mata Atlântica. raros eram os trabalhos e as publicações que estavam disponíveis.

para que espécies nativas sejam priorizadas nos estudos de plantas medicinais pelos pesquisadores no Brasil.para a conservação dos ecossistemas. visto que as espécies vegetais de valor medicinal passam a ser mais um recurso florestal passível de exploração e de comercialização que. reduzindo assim os sérios problemas ambientais pelos quais esses ecossistemas passam. Finalmente. realizadas de forma racional e sustentável.somando-se a isso a busca de novos medicamentos. apesar de preliminar e pequena. acreditamos que este trabalho é uma importante contribuição. assim como a obtenção de renda adicional para as famílias que habitam os ecossistemas florestais ou seu entorno com a exploração sustentável desses recursos e sua conseqüente conservação . permitem a redução da ação antrópica sobre outros produtos florestais. devemos fazer constar que este trabalho é resultado de uma pesquisa etnofarmacológica realizada com diferentes comunidades e grupos humanos do Brasil.não pode ser apenas a retórica. envolvendo uma enorme equipe de pesquisadores de distintos órgãos governamentais (estaduais. Luiz Claudio Di Stasi . para sugerir que as pesquisas com plantas medicinais sejam pensadas também pelo seu caráter social e econômico. farmacoterápicos e especialmente fitoterápicos. mas pouco realizado na prática. mas a base das pesquisas na área de plantas medicinais. Aliar o conhecimento popular com o conhecimento científico . para que parte do patrimônio cultural de diferentes grupos étnicos brasileiros seja registrada e não seja perdida. quer sejam como medicamentos eficazes e seguros para uso local quer como recursos econômicos explorados de forma sustentável. não sendo apenas uma compilação de dados da literatura. respeitando-se os interesses das comunidades tradicionais. cujo objetivo principal está na melhoria da qualidade de vida de comunidades que habitam os ecossistemas florestais por meio do uso correto e adequado de espécies nativas de valor medicinal. Nesse sentido. municipais e federais) e não-governamentais. e para estimular e incentivar que tais pesquisas sejam realizadas efetivamente com o caráter inter e multidisciplinar amplamente apregoado e estimulado em inúmeras publicações. Trata-se de uma pesquisa iniciada em 1987 e que continua em comunidades tradicionais da Mata Atlântica.

pretendeu-se. referente ao uso das plantas com fins terapêuticos. principalmente no aspecto de alertar a população acerca dos problemas oriundos do uso indiscriminado de plantas medicinais e das plantas com efeitos tóxicos comprovados. obter informações que viessem subsidiar pesquisas nas diversas áreas que envolvem o estudo de plantas medicinais. Em terceiro lugar. principalmente no que se refere a facilitar a seleção de espécies vegetais potencialmente ativas e que são utilizadas amplamente pela população de determinada região. Tal proposta que se concretiza parcialmente com este trabalho é de grande valor. Em primeiro lugar. que esse conhecimento seja perdido. pois permite que a população se utilize dos recursos terapêuticos de origem . a nosso modo de ver. mediante a realização de um inventário de plantas medicinais.Prefácio à primeira edição (1989) O trabalho aqui apresentado teve como objetivo alcançar as seguintes finalidades. significaria um grande prejuízo para a cultura e para a ciência do país. o trabalho teve caráter de extensão universitária baseado na preocupação de devolver para a população envolvida no objeto de estudo os resultados das pesquisas realizadas com as espécies da região que pudessem fornecer esclarecimentos adicionais. Em segundo lugar. visando ao resgate e à preservação da cultura popular de grupos étnicos definidos. desse modo. o que. realizar um estudo etnofarmacológico regional. evitando-se.

mas também com a descoberta de soluções e novos caminhos que venham ao encontro das aspirações da sociedade brasileira. Por outro lado. consideramos que a ciência. ficamos plenamente satisfeitos com o interesse do grande número de alunos que participaram do trabalho. Osvaldo Aulino da Silva. para executar atividades mais coerentes com nossa realidade.natural. oferecer oportunidade a alunos de Ciências Biológicas e cursos afins de atuarem e manterem contato com uma área de pesquisa fascinante e de grande importância para um país com as características sociais que o Brasil possui. Tal proposta decorre de uma filosofia de trabalho que contém uma preocupação em contribuir. muitos deles atualmente se direcionando profissionalmente para a pesquisa com plantas medicinais. Nesse contexto. preocupando-se não só com a busca do conhecimento real e verdadeiro. além dos objetivos aqui expostos. principalmente no que está relacionado às questões de saúde e preservação do patrimônio cultural e natural de uma região rica do nosso país. que potencialmente es- . tendo conhecimentos adicionais sobre essas plantas. Nesse contexto. Finalmente. farmacologistas etc). realizado no município de Humaitá. Fugimos assim da postura clássica de exploração dos conhecimentos tradicionais da população e dos recursos naturais da região com fins estritamente de pesquisa. Uma proposta de trabalho com tais características só é viável quando passa a envolver um grande número de indivíduos. mas funcionar como um instrumento de esclarecimento e alerta ao leigo usuário das plantas. do Departamento de Botânica da UNESP Campus de Rio Claro (SP). a estudar aspectos botânicos das plantas da região e executar atividades de Educação Ambiental. é importante colocarmos aqui que o presente trabalho é parte integrante de um amplo projeto de pesquisa e extensão universitária. Em nenhum momento este trabalho quer se prestar como um receituário de plantas medicinais (tal uso seria um engano desastroso). deve ter um componente social em seu escopo. com os conhecimentos adquiridos. com a promoção de melhores condições de vida para a população. pretendeu-se. objetivou-se redigir este trabalho com o intuito de fornecer informações sobre plantas medicinais de forma que fosse acessível à população leiga e de interesse para os mais variados profissionais que trabalham na área (botânicos. juntamente com o Prof. da qual o próprio pesquisador faz parte. com as atividades deste trabalho. como qualquer outra atividade humana. químicos. e que visa. Em quarto lugar.

tipo do solo. antes de se propor um cultivo programado de plantas medicinais. além de botânicos. no entanto. estações do ano e outros). A experiência do trabalho em equipe aqui realizado. como seres vivos. desde que cada participante cumpra suas tarefas e responsabilidades dentro do grupo. visto o grande risco de extinção de várias plantas medicinais e principalmente pelo fato de que os vegetais. verificamos que é este o momento da realização do maior número possível de estudos etnofarmacológicos. A literatura nos mostra que essas influências são inegáveis. essa área requer um enfoque novo. consideramos de grande importância colocar que. pela sua característica multidisciplinar. antropólogos e químicos. estão sujeitos às influências de fatores bióticos (floração. torna-se obrigatório quando se propõe o alcance de objetivos mais amplos como os aqui apresentados. que podemos denominar ecológico. além de engrandecer o trabalho. como exemplos) e abióticos (umidade do ar. portanto é urgente a sua consideração. propostas e encaminhamentos que enriquecem imensamente o trabalho.tejam dispostos a concretizar os objetivos sem medir esforços. incomparável com aquele que sentimos ao executarmos um trabalho individual. No entanto. como também a qualidade das propriedades terapêuticas de interesse. propiciou um imenso prazer. principalmente no aspecto do rico conhecimento de plantas medicinais existentes nas diversas regiões. que podem não só determinar a quantidade de produção de compostos secundários das plantas (princípios ativos). O trabalho em equipe baseado em uma proposta concreta e clara torna-se simples e empolgante na medida em que permite um alcance mais rápido dos objetivos e envolve uma grande variedade de idéias. farmacologistas. clima. é necessário que se ampliem em número e em qualidade as pesquisas na área. que se superando as dificuldades. independentemente das dificuldades inerentes à própria relação social dos indivíduos. Acreditamos. Ao considerarmos as características culturais de nosso país. para que o conheci- . e nossa experiência é prova disso. O trabalho em equipe na área de pesquisa em plantas medicinais. A inserção dessa abordagem ambiental ou ecológica no estudo das plantas medicinais fornece novos elementos que melhor caracterizam os resultados experimentais realizados com determinada espécie. estágio de desenvolvimento. qualquer projeto de pesquisa realizado em equipe tende a produzir melhores resultados em menor espaço de tempo.

desde a fase inicial até a possibilidade de publicá-lo com as características que aqui se apresentam. o que significa um menor custo no desenvolvimento da pesquisa e na obtenção do produto final. além de tornarem possível este trabalho. mas também por demonstrarem uma visão mais pura e bela da vida. Não podemos deixar de fazer constar aqui o grande prazer e até mesmo uma verdadeira paixão que envolveu a realização deste trabalho. Luiz Claudio Di Stasi . não só de conhecimento das potencialidades da natureza. preservado e utilizado como subsídio de pesquisas com plantas medicinais. acrescentaram uma experiência rica. Essa urgência na realização desses trabalhos se baseia no fato de que o conhecimento popular está sendo rapidamente alterado ou até mesmo extinto. principalmente pela influência dos meios de comunicação de massa e pelo aspecto de que a abordagem etnofarmacológica possui a vantagem de permitir a padronização de modelos experimentais específicos que serviriam de instrumento de avaliação de um grande número de espécies vegetais. que.mento tradicional seja devidamente resgatado. o que é de extremo interesse nas condições em que se encontra o país. Foi unânime por parte de toda a equipe que se relatasse a beleza do contato com os grupos étnicos envolvidos.

quando as pessoas parecem querer retomar suas raízes buscando nas plantas a cura de seus males.William Shakespeare. 1564-1616) A utilização de plantas com fins medicinais era comum na Idade Média. portanto. apenas 10% foram cientificamente investigadas do ponto de vista químico-farmacológico. das quais o saber popular selecionou cerca de duas mil como medicinais. O Brasil contribui com 120 mil espécies. por fim.Sobre a primeira edição do livro (1989) Quando a consciência de uma nação inteira parece despertar para a preservação do santuário ecológico mundial que é a Amazônia. e a ausência de levantamentos etnofarmacológicos . apesar disso. (Cena III. quando se sabe que milhares de informações populares sobre o uso de plantas medicinais estão desaparecendo. o enorme risco de extinção que correm fauna e flora. Acredita-se que a flora mundial esteja entre 250 mil e 500 mil espécies. de um lado. Dessas. Ato II de Romeu e Julieta . quando se constata. Observa-se. surge o livro Plantas medicinais na Amazônia. uma disparidade entre a quantidade e a diversidade da flora medicinal. Dentro do terno cálice da débil flor residem o veneno e o poder medicinal. Oh! imensa é a graça poderosa que reside nas ervas e em suas raras qualidades. e. a grande maioria na região amazônica. mas os primeiros registros remontam a milênios... porque na terra não existe nada tão vil que não preste à terra algum benefício especial.

dados que auxiliem o usuário final na busca de conhecimento que tais levantamentos oferecem. efeitos observados. descrição botânica objetiva da espécie citada e usos. Sua importância é tanto maior por tratar-se da região amazônica. Profa. vale salientar que este trabalho representa um pequeno passo diante do extenso caminho que se tem a percorrer na recuperação de todas as informações relativas às plantas medicinais. posologia. Por último. Alba Regina Monteiro Souza Brito (UNICAMP . de outro. a distância vencida. como este que aqui se apresenta. chamamos a atenção para levantamentos etnofarmacológicos nos quais constem identificação taxonômica das plantas envolvidas. enfim. e isso é o que importa. Levantamentos etnofarmacológicos. Esses requisitos estão plenamente satisfeitos neste livro. são raros e induzem-nos a pensar que é possível ou que ainda há tempo de resgatar a memória nacional na utilização de plantas medicinais.criteriosos.Campinas) . Quando dizemos criteriosos. Mas o passo foi dado. Dra.

por se tratar de uma importante fonte de perturbação. no caso da Amazônia. No entanto. Basta lembrar que as florestas têm papel importante na regulação do ciclo hidrológico e que. . apesar da pobreza dos solos. que chama a atenção de cientistas de várias partes do mundo. esta contribui com cerca de 50% de vapor d'água para a formação de chuvas. A exploração madeireira. Atualmente. que. apesar da exploração madeireira ainda representar pequena fração dos seus cinco milhões de quilômetros quadrados. qualquer atividade descontrolada pode acarretar processos irreversíveis de destruição da floresta.Apresentação do trabalho em 1 989 A Amazônia constitui um dos mais completos ecossistemas da Terra. que outrora era restrita às margens dos rios navegáveis. Dada a fragilidade desse equilíbrio. alta precipitação e reciclagem de seu próprio material orgânico. a ação predatória do homem na Floresta Amazônica vem ocorrendo numa velocidade espantosa. provenientes da evapotranspiração. Não é difícil justificar a necessidade de manejo dessa vegetação. Fearnside. conforme aponta Philip M. atingiu um equilíbrio graças à interação de fatores como umidade. atualmente assume proporções alarmantes graças ao desenvolvimento de vias rudimentares e com estas o avanço da colonização. que para sua subsistência demanda áreas de cultivo e criação de gado. a taxa de desmatamento é o que realmente preocupa. De fato. a situação em relação às áreas perturbadas é deveras preocupante.

mas diz respeito também à riqueza do conhecimento popular acerca do uso terapêutico de plantas. desde o leigo ao mais especializado. honrado em apresentar esta obra. das quais poucas foram estudadas. pelos cuidados com a parte gráfica e as ilustrações. De qualquer maneira. muitas provavelmente sucumbirão antes mesmo de qualquer conhecimento de seu potencial. sua redação simples e facilidade de acesso para consulta. A importância da Amazônia não se restringe apenas às espécies animais e vegetais. coloca às mãos dos leitores. visando à preservação da memória histórica dos usos e costumes. Osvaldo Aulino da Silva (UNESP . e. informações importantes sobre as 59 espécies mais utilizadas pelos grupos étnicos estudados para fins terapêuticos. ecológico e histórico. fruto de um trabalho sério de pesquisa. julgamos altamente preocupantes: por um lado. as falhas no fluxo informativo e conseqüente perda do conhecimento sobre a terapêutica empregada pelos diferentes grupos étnicos e. Dr. Luiz Claudio Di Stasi. do ponto de vista social. a carência de estudos sobre a vegetação brasileira e orientação popular. por trás do uso inadvertido da área estão interesses industriais e políticos que concorrem para o desaparecimento da flora. tendo à frente toda a dedicação e coordenação do Prof. levando-se em conta a preocupante taxa de predação feita pelo homem. Sinto-me. em vista do desconhecimento das conseqüências reais que disso possam advir.Rio Claro) . por outro. Somada a isso. o uso indiscriminado de material vegetal na cura de doenças. portanto. Plantas medicinais na Amazônia. Prof.O setor industrial tem também colaborado com o desmatamento na medida em que depende de matéria-prima florestal para manter o seu nível de industrialização. riquíssima em espécies. acarreta duas situações que. que se origina tanto da necessidade de uma terapêutica alternativa pelo baixo poder aquisitivo e pelo difícil acesso à assistência médica como da grande influência cultural dos arborícolas da região. Trata-se de uma obra de capital importância no assunto e que se sobrepõe aos freqüentes receituários para se dedicar ao resgate do patrimônio etnofarmacológico e às valiosas informações técnicas que certamente servirão de apoio a novas pesquisas no campo das ciências naturais.

no Amazonas.Metodologia de pesquisa Apresentamos. Jacupiranga e Sete Barras. • Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes. Entrevistas Entrevistas semi-estruturadas foram realizadas em ambas as regiões. resumidamente. Vale do Ribeira. sul do Estado do Amazonas. no Estado de São Paulo. localizada a 120 quilômetros do município de Humaitá. conforme descrito a seguir: . Mata Atlântica • Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado. Local da pesquisa A pesquisa foi realizada em duas regiões e em várias localidades de cada uma delas: Amazônia • Município de Humaitá. • Aldeia dos Tenharins. pela Rodovia Transamazônica em direção ao Norte. a seqüência de estudos realizados para melhor compreensão das atividades de campo realizadas desde 1987. pois não consideramos ser este o espaço para pormenorizar todos os métodos utilizados.

ao Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov". Coleta de material e identificação taxonômica As espécies referidas nas entrevistas foram sempre coletadas pela indicação do entrevistado e na sua presença. Chefe da Aldeia dos Tenharins e sua esposa foram entrevistados várias vezes por diferentes membros da equipe e por meio de quatro viagens para a aldeia). exsicatas foram preparadas e enviadas para identificação.Amazonas (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar do trabalho). Em alguns casos o material vegetal florido não foi coletado. Departamento de Botânica do Instituto de . Jacupiranga (21) e Sete Barras (31) (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista). Amazonas. • Setenta entrevistas com habitantes rurais de Eldorado (18). as exsicatas foram enviadas ao Herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). cujo acesso era feito por meio de barcos cedidos por lideranças locais (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar deste projeto).Amazônia • Noventa entrevistas com habitantes de Humaitá . • Duas entrevistadas (tuxaua "Kuarrã". Para as espécies da Amazônia. No caso de material em fase de floração. evitando-se. • Vinte entrevistas com habitantes de comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes. novas visitas foram realizadas aos entrevistados até sua obtenção. • Noventa questionários aplicados a professores voluntários da rede oficial de ensino (escolas rurais e urbanas) e para líderes comunitários voluntários do município de Sete Barras. Mata Atlântica • Cem entrevistas com habitantes urbanos dos municípios de Eldorado e Jacupiranga (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista). assim. Para materiais fora da fase de floração. a coleta errada do material.

ecológicas e botânicas) foram sendo adicionadas conforme a organização de cada um dos capítulos.Rio Claro. Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da UNESP . priorizando-se os relatos de farmacologia que confirmassem ou não o uso tradicional das espécies vegetais. Chemical Abstracts.Biociências da UNESP . as exsicatas foram enviadas aos Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov".Santa Catarina. para sua identificação. Banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM). Itajaí . e ao Herbário do Instituto de Biociências da UNESP . Para as espécies coletadas na Mata Atlântica.Botucatu e ao Herbário "Barbosa Rodrigues".Botucatu. Index Medicus (Med-line). foram realizadas pesquisas bibliográficas nos seguintes índices: • • • • • Biological Abstracts. Revisão bibliográfica Uma vez identificadas as espécies. Sites da Internet. os dados químicos e os de toxicidade que orientassem o uso das espécies. . Depois da compilação dos dados foram selecionados aqueles de interesse para as características do trabalho aqui apresentado. Outras informações (agronômicas.

incluindo-se assim pequenas introduções e informações sobre cada uma das ordens e das famílias botânicas incluídas neste trabalho. as espécies não poderiam mais ser apresentadas por ordem alfabética de nomes populares.Organização do livro Para permitir que os dados das diferentes espécies medicinais referidas pelos habitantes de ambos os ecossistemas florestais pudessem ser avaliados comparativamente. com o tempo. como havia sido feito na primeira edição deste livro. Uma nova forma de apresentação das espécies teve que ser analisada e. Os capítulos se distribuem em duas partes: • Parte I . Utilizou-se o sistema de classificação botânica adotado por Cronquist (1981) e modificado por Kubitzki em seu sistema de arranjo das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997). mas considerando especialmente a Ordem Botânica à qual pertenciam. assim como enriqueceria os dados disponibilizados no livro. . verificou-se que agrupar as espécies de forma sistemática considerando os grupos taxonômicos seria a melhor estratégia.incluindo as monocotiledôneas medicinais. Optou-se por apresentar as espécies dentro de suas famílias. Isso tornaria fácil analisar a importância de cada família vegetal como fonte de espécies medicinais para estudos. Incluem-se no livro apenas espécies de Angiospermae.

incluindo: . Das Dicotyledonae não foram referidas espécies das famílias.Seção 3: Medicinais da subclasse Dillenidae . significado do nome do gênero e dados sobre o gênero. às quais foram adicionadas (quando existiam) outras referências de dados de uso popular.Seção 1: Medicinais da subclasse Magnoliidae . em vários casos. • Dados químicos.nomes populares da espécie na região de estudo ou de acordo com outras referências bibliográficas pesquisadas. dados ecológicos e distribuição.dados botânicos e outras informações (quando for o caso). . • Monografias de espécies medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. pois não foram citadas espécies vegetais desta subclasse em nenhuma entrevista. respectivas ordens e respectiva subclasse Hamamelidae.incluindo as dicotiledôneas medicinais. especialmente apontando-se o valor da ordem como fonte de espécies medicinais.Seção 5: Medicinais da subclasse Asteridae Cada uma das partes inclui diversos capítulos montados a partir da ordem botânica das espécies vegetais referidas. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe.Seção 4: Medicinais da subclasse Rosidae .dados da medicina tradicional que incluem os dados decorrentes das entrevistas realizadas pelos pesquisadores do projeto. das diversas famílias incluídas em uma determinada ordem. • Introdução sobre a família botânica ou. Também não é referida nenhuma espécie de Pteridophyta e Gymnospermae.• Parte II . incluindo-se os principais grupos e classes químicas já descritos na literatura científica para cada um dos gêneros ou espécie referida no texto. as quais se subdividem em cinco seções: . que compreendem uma descrição botânica. .Seção 2: Medicinais da subclasse Caryophyllidae . tem-se a seguinte estrutura-padrão: • Introdução sobre a ordem botânica. . Para cada capítulo.

.• Dados farmacológicos. No final do livro. Di Stasi a partir da exsicata do material coletado ou a partir de outras ilustrações indicadas nas legendas. • Ilustrações: para algumas das espécies são apresentadas ilustrações. de vários tipos: . C. formatado e montado para a inclusão neste livro. apontando os principais efeitos tóxicos ou adversos de cada uma das plantas ou gênero. Instituto de Biociências de Botucatu. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. químicos e médicos usados no livro e um índice de nomes científicos que ajudam na compreensão dos diferentes tópicos abordados em cada um dos capítulos. incluindo as principais referências sobre as atividades farmacológicas já descritas para uma espécie ou gênero. além de uma extensa bibliografia atualizada. encontram-se um glossário de termos botânicos. formatadas e montadas para inclusão no livro. • Em alguns capítulos todos esses dados estão agrupados em um único tópico. UNESP. . medicinais na Amazônia e foram escaneadas.Todas essas imagens fazem parte do Banco de imagens organizado com apoio da Fapesp. O material após coleta ou por empréstimo dos herbários foi escaneado.fotos escaneadas: incluem fotos de várias origens (todas com a autoria) cedidas para esta publicação e que também foram escaneadas. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. • Dados toxicológicos. . para o armazenamento de imagens de exsicatas depositadas nos herbários. .desenhos escaneados: incluem ilustrações realizadas por L. Essas ilustrações constavam do livro Plantas.escaneratas: técnica desenvolvida no Laboratório de Fitofármacos ( ) do Departamento de Farmacologia. formatadas e montadas para inclusão no livro.

Parte I Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

A. Typhales. Xyridaceae. Na ordem Eriocaulales estão incluídas apenas as espécies da família Eriocaulaceae. destacando-se o gênero Paepalanthus com centenas de espécies popularmente denominadas sempre-vivas e amplamente usadas como ornamentais. Di Stasi Introdução A subclasse Commelinidae de espécies vegetais inclui sete ordens. Restionales e Hydatellales são pouco importantes nos ecossistemas brasileiros. Hiruma-Lima E. e dessa segunda é que se destacam várias espécies de valor medicinal e econômico. M. Guimarães C. algumas delas descritas neste capítulo. C. Santos L. A ordem Cyperales inclui as famílias Cyperaceae e Graminae (Poaceae). das quais devemos destacar apenas algumas espécies do gênero Tradescantia (Commelinaceae). . Outras ordens botânicas como Juncales. algumas com importantes famílias botânicas e diversas espécies vegetais de valor medicinal e econômico. pelo seu grande valor ornamental. M. Mayacaceae e Commelinaceae. A ordem Commelinales inclui as famílias Rapateaceae.1 Commelinidae medicinais C.

Essa família botânica inclui plantas herbáceas com raízes fibrosas e rara ocorrência de arbustos ou árvores. inclui cerca de 668 gêneros e aproximadamente 9. flavonóides e terpenóides (Evans. respectivamente. mas sem importância medicinal. como Sorghum do sorgo. gêneros alimentícios como bebidas. Paspalum. que incluem vários gêneros. excetuando-se as espécies do gênero Eleusine. substâncias cianogênicas. Saccharum e outros. Várias espécies possuem importância terapêutica. como o Bambusa e suas 120 espécies popularmente denominadas bambus. açúcar e trigo. Arundinoideae e Chloridoideae. saponinas. 1996). amido. e na Amazônia identificou-se o uso popular de quatro espécies distintas dessa família: Andropogon leucostachys. visto que inclui inúmeras espécies dos gêneros Andropogon. e o gênero Oryza. do ponto de vista de espécies medicinais.500 espécies distribuídas universalmente e com grande importância econômica. um dos mais importantes alimentos da população brasileira. é a mais importante. que estão distribuídas em seis subfamílias botânicas: • Bambusoideae. Cymbopogon. ferragem. Cymbopogon citratus e Saccharum officinarum. Zea. que inclui os gêneros Secale e Avena. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de grãos. principalmente Zea mays (milho). . e a cana-de-açúcar {Saccharum officinale). • Centothecoideae. também denominada Gramineae. A família é dividida em quarenta tribos. reunindo inúmeras utilidades. açúcar e óleos essenciais. Os outros constituintes incluem alcalóides. do famoso centeio e da aveia. Nessa subfamília também encontramos importantes espécies e gêneros de valor econômico e alimentar. Dessas quatro espécies devemos destacar a Saccharum officinarum e a Cymbopogon citratus. As espécies de Poaceae contêm uma grande variedade de constituintes químicos.A família Poaceae. cujo representante principal é o arroz. ácidos fenólicos. Andropogon nardus. • Pooideae. subfamília que. também referidas como medicinais na região da Mata Atlântica e cujos dados passamos a apresentar. • Panicoideae. que inclui alguns importantes gêneros. e uma grande proporção desses produtos é utilizada na indústria de gêneros alimentícios.

bainhas foliares cobrem a base dos ramos e das lâminas foliares com 10 a 20 cm de comprimento e aproximadamente 3 cm de largura. Em outras regiões do país. espigas digitadas e com uma coroa de pêlos compridos. podendo atingir até 2 m de comprimen- . os quais. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie. possuindo um grande número de ramos.Espécies medicinais Andropogon leucostachys H. glabros e curvados. a planta também é conhecida como Capim-membeca. espiguetas sésseis e fruto cariopse. Dados botânicos A espécie é uma erva de colmo ereto que atinge até 1. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Capim-cheiroso e Capimlimão. os colmos são finos. por sua vez. Não foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica. a espécie também é chamada de Capim-de-cheiro e Citronela. Dados botânicos A espécie é uma erva que atinge até 80 cm de altura com rizomas bastante oblíquos.B.5 m de altura. também são ramificados e terminam em uma panícula de espigas digitadas.K. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas secas é utilizada como antitérmico e analgésico. Andropogon nardus L. com folhas invaginadas bastante agudas. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Rabo-de-cavalo. Em outras regiões do país. Na Mata Atlântica não foi referida como medicinal.

Capim-cidreira. Patchuli-falso. 1962). . lineares. ásperas em ambas as faces. nervação paralela e nervura central saliente na face dorsal. marginatus e validus. Corrêa (1984) refere que das folhas se pode obter um óleo essencial denominado óleo de citronela. respectivamente sinônimos de Cymbopogon citratus. Vervena. folhas alternas. eretas. ao passo que o óleo possui importante ação para espantar mosquitos. problemas estomacais e febre. Alguns autores afirmam que essa espécie possui muitas variedades. Sídró. Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado na região amazônica contra qualquer tipo de dor.) Stapf. Erva-cidreira. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. formigas e traças. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica a espécie é chamada de Capimsanto. Capim-cidrão. com grande valor econômico. Capim-limão.1). com nós e entrenós. compridas. rizoma semi-subterrâneo. Capim-sidró.to. a decocção das folhas passada sobre a pele serve como repelente para insetos. sudoríficas e carminativas. Capim-marinho. Capim-cheiroso. Cymbopogon citratus (DC. Cymbopogon marginatus e Cymbopogon validus (Watt & BreyerBrandwijk. bainha larga e lígula na base do limbo. flores reunidas em inflorescências do tipo espigueta com glumas vermelhas (Figura 1. O uso oral dessa decocção é útil como antitérmico e para o alívio de gases intestinais. formando uma touceira robusta. Dados botânicos Erva perene com caule do tipo colmo. tais como flexuosus. Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugas. as inflorescências são panículas lineares compostas de espigas pequenas e escuras.

carnoso e com epiderme lenhosa de cor amarelada. no Pará. Dados botânicos Planta herbácea de raiz geniculada e em parte fibrosa. é utilizado para aumentar a lactação e para tratar a insônia. hermafroditas. ao passo que a decocção das raízes é amplamente usada como . verde ou violácea. simples. pequeno (Figura 1. 1986). 1982). colmo arqueado na base.Na região da Mata Atlântica. cilíndrico. no Mato Grosso. Na região da Mata Atlântica. ápice agudo. nervura central saliente e bainha espinescente. 1980). dores de cabeça e dores musculares. como calmante e antiálgico (Van den Berg.2). em Brasília. espiguetas com flores pequenas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. o suco do colmo da planta. reumatismo e febre. 1988). fruto do tipo cariopse ovóide. Saccharum officinarum L. no Rio Grande do Sul. como diurético. A decocção das raízes é usada contra gripes fortes e reumatismo. carminativo.. calmante e antiespasmódico (Barros. Outras indicações de uso medicinal incluem o uso do chá das folhas. dores de cabeça e disenteria. como calmante e antiespasmódico (Matos et al. contra gripes. Nomes populares A espécie é chamada em todo o Brasil de Cana-de-açúcar ou. O suco das folhas gelado é consumido como sedativo e como refrigerante. 1980). como calmante e contra pressão alta e esterilidade (Simões et al. no Ceará. folhas amplexicantes. a infusão das folhas é usada internamente como sedativa e contra diarréia. 1982. 1 dísticas. lineares. gripes fortes. duas vezes ao dia. Cana. Matos & Das Graças. simplesmente. a infusão das folhas é usada como antidiurético. na forma de banho (Amorozo & Gély. planas.. articulado e um pouco mais grosso nos internós. ásperas.

neral. 1996. geraniol. sendo determinados os principais constituintes: citral (69. além de seus isômeros geralúal e neral. 1996). contra resinados e anginas e. 1997). mirceno. como citronelal. tuberculose. 1981). Dados químicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus é constituído de mirceno. febres. O óleo essencial de C.8-cineol.e b-pineno. ácido nerólico e ácido gerânico (Sargenti & Lanças. . citratus das Filipinas foi obtido de suas folhas. 1997). internamente.. Estudos foram feitos no intuito de avaliar a variação sazonal da composição do óleo (Chagonda & Chalchat. metil-heptenona. isovaleraldeído e decilaldeído. vários aldeídos. cariofileno. aftas. a. nerol. terpineol e citronelol (Torres & Ragadio. Ming et al. erisipela.4%). além de o açúcar servir para o combate à pneumonia. 1. felandreno. escarlatina. mentol. geranial e outros compostos não identificados (Craveiro et al. como o geraniol. cetonas e alcoóis.diurético e contra hipotensão. Outras indicações incluem a referência de que a espécie é útil. citronelal. vômitos da gravidez (Corrêa. neral.. metil-heptenol. externamente. Esse óleo possui grande quantidade de citral (75% a 85%). laurato de etila. limoneno. terpenos e dipenteno (Costa. 1984). chumbo e cobre. cólera. rachas dos seios. linalol. 1986). farnesol. contra úlceras da córnea. A decocção dos bulbos é usada contra distúrbio dos rins e para expulsão de parasitas intestinais. envenenamento com arsênico.

Lorenzetti et al. 2002... Os principais constituintes das folhas de C. Onawunmi & Ogunlana. 1989) e antioxidante (Lopes et al. 1988) antimicrobiana (de Sá et al. no entanto. depressora do SNC (Ferreira & Raulino Filho. 1996).9%) e neral (33. 1983 e 1989a). 1997) e o extrato de C.. 1984. porém apresentou atividade muito fraca (Mackeen et al.... Com as folhas de C.. 1985) e anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho.. citratus inibiu a hepatocarcinogênese (Puatanachokchai et al. Onawunmi. relatam.. analgésica (Viana et al. 1986 e 1987). enquanto Ferreira et al. 1988). aumento do tempo de sono (Ferreira & Fonteles. O citral apresentou atividade citotóxica contra células leucêmicas P388 de camundongos (Dubey et al. 1995). 1988). A atividade antibacteriana de C. 1990).. citratus foram atribuídas aos constituintes do óleo essencial citral e mirceno (Ferreira et al. e Di Stasi (1987). O efeito analgésico foi confirmado por Lorenzetti et al. 1988).. geranial (45. 2002). (1983) referem atividade antiespasmódica. citratus já foram constatadas as atividades: sedativa (Ferreira & Fonteles. 1988). 1986 e 1987. Di Stasi et al. 1986. 1985). 1997).. não observando propriedades de interesse terapêutico. citratus foi testado quanto à sua atividade antinematoidal. Foram observadas as atividades de diminuição da atividade motora (Ferreira & Raulino Filho. 1997). . (1988) e atribuído à presença do mirceno nessa espécie (Sarti et al.. Carlini (1985) realizou um amplo estudo farmacológico. citratus parece ser afetada pelo conteúdo de citral existente no óleo (Syed et al.. Pinho et al. 2000.Dados farmacológicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus possui atividade antibacteriana (Cimarga et al. uma potente atividade analgésica detectada pelos métodos de contorções abdominais e imersão da cauda. Tanto a atividade depressora do SNC quanto a atividade analgésica de C. O extrato metanólico de C. Onawunmi et al.8%). mirceno (12. anti-helmíntica (Jourdan. O óleo essencial foi incorporado a cremes antifúngicos tendo bons e significativos resultados (Wannissorn et al. (1985).5%) apresentaram atividade antibacteriana e antifúngica (Chalchat et al. citratus. 1988). 1998). toxicológico e clínico com essa espécie.. anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho.

Menendez et al... bradipnéia. Hikino et al. um álcool alifático com alto peso molecular. ferúlico e sinápico (He & Terashima. Dados toxicológicos O óleo de C. 1999). é antiplaquetário e não apresentou efeito tóxico (Gomez et al. O efeito antioxidante do policosanol foi observado sobre a peroxidação lipídica de membrana do fígado (Fraga et al. Corrêa (1984) relata a presença de inúmeros compostos de interesse industrial. o extrato hidroalcoólico das folhas de C. 1988). ácidos p-coumárico. De S. . capaz de diminuir os índices de colesterol em voluntários hipercolesterolêmicos. sedação e defecação (Ferreira et al. apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al. perda de postura. officinarum foram obtidos polissacarídeos pécticos (Saavedra et al. Do extrato das raízes foi isolado éter glicosídeo aromático denominado vaniloil-1-Obeta-glucosídeo acetato (Yadava & Misra. e Di Stasi (1987) demonstrou um discreto efeito analgésico do extrato hidroalcoólico. citratus. 1983). 1989). 1990). também conhecido como Capim-cidrão. ligninas e ácidos fenólicos. 2000). Para a espécie Saccharum officinarum. ataxia. (1985) relatam que a fração polissacarídica dessa espécie foi capaz de inibir a acumulação de peróxidos lipídicos no soro de ratos... 1976) e o hidrolato dessa espécie provocou um quadro de hipocinesia. citratus possui ação irritante sobre a pele de animais (Opdyke.. citriodorus. Além de hipocolesterolêmico. 1986a).Em relação a outras espécies do mesmo gênero. visto o grande número de trabalhos com C. 1997. Não consideramos importante relatar os estudos químicos e farmacológicos de outras espécies desse gênero. Foi isolado também o policosanol.. O policosanol também foi capaz de prevenir as lesões espontâneas ateros-cleróticas e na isquemia cerebral em animais.

Cymbopogon citratus: a) base da planta com bainhas. b) inflorescências com os numerosos estames (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Costaricensis). c) vista geral da touceira (Banco de imagens ).FIGURA 1.1 . .

Saccharum officinarum. .Banco de imagens ).2 .FIGURA 1. Vista geral da planta com a inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa (1984) .

Tal uso não é comum na região amazônica. Guimarães C. . Santos E. não inclui espécies referidas popularmente como medicinais. referiremos espécies medicinais apenas da ordem Zingiberales. entre outras o famoso gengibre (Zingiber officinale). Di Stasi A subclasse Zingiberidae inclui duas grandes ordens: Bromeliales e Zingiberales. C. A. Na ordem Bromeliales se encontra apenas a família Bromeliaceae. Lowiaceae. M.2 Zingiberidae medicinais C. As espécies da família Bromeliaceae. apesar de sua intensa ocorrência e exploração na região da Mata Atlântica. da qual há vários representantes popularmente denominados Banana. De todas essas famílias. Na ordem Zingiberales estão incluídas as famílias Musaceae. Zingiberaceae. Cannaceae e Marantaceae. M. importante fonte de espécies de grande interesse ornamental e econômico e cuja exploração comercial na região da Mata Atlântica representa um grande problema ambiental e uma fonte de recursos para as populações locais. especificamente das famílias Zingiberaceae e Musaceae. importante produto de comercialização. Hiruma-Lima L. todas com pouco valor nos dois ecossistemas em questão.

na qual se encontram as espécies dos gêneros Costus. destas. Vindecaá e Vindicáa.100 espécies tropicais espontâneas. descrita por Ivan Ivanovic Martinov. Curcuma. várias são ervas com rizomas aromáticos e células secretoras com óleos etéricos de amplo uso. de amplo uso nas regiões de Mata Atlântica. lâminas . Dados botânicos Erva perene com rizoma aromático do qual nasce o caule aéreo. Alpinia. que o utilizam como medicamento e como fonte de recurso financeiro. Renealmia e Riedelia. deve-se destacar o grande valor econômico do gênero Zingiber e sua importância para as comunidades que habitam a região da Mata Atlântica. Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Vendicaá. Além do valor medicinal das espécies dessa família. com folhas membranosas.Plantas medicinais da família Zingiberaceae Introdução A família Zingiberaceae. na qual se localizam os gêneros Zingiber. larga bainha na base que envolve o caule. Os gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: • Costoideae. especialmente as famosas Canas-do-brejo. Costus e Hedychium. nos quais estão distribuídas 1. inclui 52 gêneros. e • Zingiberoideae. algumas delas aqui descritas. com várias espécies medicinais. Espécies medicinais Alpinia japonica Miq.

distribuídas especialmente na Ásia e nos países do Pacífico. ocorrendo em abundância em regiões alagadas. densas com flores brancas ou róseas. O gênero Costus. vistosas. O banho morno preparado com as folhas é utilizado em "frialdade nas pernas" (Amorozo & Gély. fruto capsular. hermafroditas e zigomorfas.1). enquanto o macerado das folhas em água é usado como amaciante de roupas. hastes longas e folhas espiraladas em relação ao ramo. 1988). Dados da medicina tradicional Na Amazônia.5 m de altura. inclui 42 espécies tropicais. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira e nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica a espécie é conhecida como Cana-do-brejo. podendo chegar a até 1. perianto distinto em cálice (claviforme. o banho preparado com folhas e flores é considerado útil como anti-séptico externo e contra corrimento vaginal. flores em grupos com brácteas vistosas. contém inflorescências terminais. podendo chegar a até 35 cm de comprimento. A espécie é ornamental e muito explorada comercialmente na região do Vale do Ribeira. entouceirada. tridenteado e pubescente) e corola não vistosa. contra sarampo. Dados botânicos Erva de rizoma ramificado e carnoso. gineceu com ovário ínfero. androceu com um estame fértil e em geral quatro estaminódios petalóides. . Costus spiralis Rosc. trilocular e muitos óvulos (Figura 2.com 20 a 40 cm de comprimento. espessas. ápice agudo e base arredondada. descrito por Carl Linnaeus. mas com algumas espécies em regiões tropicais. elípticas. O gênero Alpinia descrito por William Roxburg possui aproximadamente duzentas espécies. Outras indicações envolvem o uso interno da infusão das folhas.

as folhas frescas são usadas topicamente como resolventes de tumores. O gênero Hedychium. sésseis. Corrêa (1984) refere que o suco dessa planta é útil contra arteriosclerose e como calmante das excitações nervosas e do coração.Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. habitando brejos ou locais alagados a pleno sol. cilíndricas. e a infusão dos colmos é usada internamente contra hepatite e dores de barriga. são muito usadas na região do Vale do Ribeira como diurético e para reduzir a pressão arterial. Dados da medicina tradicional As folhas e flores dessa espécie. Em outras regiões do Brasil também é denominada Lágrima-de-moça. vistosas. Em razão de sua beleza. a infusão das folhas é usada contra hipertensão e como diurético. Dados botânicos É uma planta herbácea e rizomatosa. muitas delas cultivadas como ornamentais e fornecedoras de fibras para produção de papel. incluindo a espécie aqui descrita. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica como Lírio-do-brejo. na forma de infusão. descrito por Johan Gerhard Koenig.2). A decocção de suas folhas. inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais. a espécie é muito utilizada como ornamento. especialmente de origem sifilítica. lanceoladas e coriáceas. Lírio branco e Gengibre branco. podendo atingir até 2 m de altura com suas hastes eretas. muito perfumadas (Figura 2. em Iguape é comum a denominação Napoleão. as inflorescências são terminais com flores brancas. Hedychium coronarium Koen. além de ser útil externamente na lavagem de feridas. grandes. contra diarréias graves. . de onde partem as folhas longas. A planta é amplamente encontrada na Mata Atlântica. sendo de fácil multiplicação por touceiras.

Não houve referência de uso dessa espécie na região amazônica. Dados da medicina tradicional Nas comunidades do Vale do Ribeira. O gênero Zingiber foi descrito por Karl Julius Boerner e inclui mais de cem espécies pereniais. folhas alternas. contra reumatismo. lanceoladas. ao passo que o xarope dos rizomas é amplamente utilizado contra dores de barriga. indigestão. mesmo no Vale do Ribeira. com uma lígula membranosa bífida. contra náusea. flatulência e eólicas. sendo provavelmente o local de sua origem. sendo especialmente importante contra a gastrite causada por consumo de álcool e para controle da diarréia (Grieve. tosses. em todo o Brasil. com a parte aérea atingindo até 1 m de altura. mas especialmente na Ásia. e. A espécie é reputada como estimulante. 1995). lumbago e cólicas menstruais. Ela também é explorada comercialmente como alimento e como medicamento pelos habitantes da região da Mata Atlântica. diarréias e como vomitiva. Na medicina chinesa é usada internamente contra tosses. . externamente.Zingiber officinale Roscoe Nomes populares A espécie é chamada. A espécie é usada. a decocção dos rizomas é usada contra gripes e tosses. de Gengibre. gripes. Dados botânicos É uma espécie com rizoma tuberoso. carminativa com uso na dispepsia. internamente. além de diversos outros usos (Bown. tendo sido citada também na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica e considerada uma das mais antigas espécies vegetais referidas como medicinais. onde a maioria das espécies é espontânea. C. A espécie já era referida como medicinal no ano 200 d. gripes e para problemas circulatórios. com ampla distribuição. 1994). A espécie tem sido cultivada por seu valor na medicina e na culinária. cólicas. flores amarelas na forma de espigas e fruto capsular.

. 1988).. intermedia (ltowaka et al. nerolidol. 1987). 1985a e 1985b. galanga.. Da espécie A.. japonica (Morita et al.. galanga são 1acetoxichavicol acetato e l'-acetoxieugenol acetato. galanga.. Dois constituintes fenólicos foram também isolados do extrato clorofórmico do rizoma de A. 1987). Os sesquiterpenos -eudesmol. Cinco compostos.16-dial (Morita & Itokawa. 1987b). linalol. 1987c). formosana foram isolados de seus rizomas diterpenos do tipo labdano e do tipo bisnorlabdano. sendo três do tipo eudesmano (Itokawa et al. Foram também detectadas de suas sementes diterpenos com atividade citotóxica e antifúngica denominados galanal A e B.. speciosa derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária (Teng et al. O acetato l'-acetoxichavicol foi isolado também do óleo essencial dos frutos de A. Dos rizomas de A. De A. o peróxido secoguaiano e 6-hidroxialpinolídio (Itokawa et al.. Esses mesmos constituintes foram também detectados nos frutos da espécie A. galanolactona e (E)-8. taninos. Os principais constituintes dos frutos de A. epóxido II e 4ahidroxidihidroagarofurano foram isolados de A. além da presença de sesquiterpenos e compostos fenólicos (Itokawa et al. nutans (Mendonça et al.. Foram isolados também dois sesquiterpenos do tipo alpinolídio. 1996). 1990). acetato de geranil. 1988a). isohanalpinona e alpinenona. 1987). 1987b).. 1987a) e três do tipo guaiano: hanalpinona. japonica foram isolados diversos sesquiterpenos. galanga (Mori et al. alcalóides e fenóis livres foram verificados em A. conchigena que possui também nonacosano e sitosterol (Yu et al.6-dehidrokawaina. humulene.Dados químicos da família Diversos compostos sesquiterpenóides foram isolados de Alpinia japonica (Itokawa et al.6-dehidrokawaina. dihidro-5. 1987a e 1987f) e A. Foram isolados dos rizomas de A. 1988). galanga (Barik et al. speciosa. 1988).. 1. 1987). galanga foram isolados dois compostos: acetato l'-acetoxichavicol e acetato DL-l'-acetoxieugenol (Itokawa et al. São eles: p-hidroxicinamaldeído e di-(phidroxi-cis-stiril) metano (Barik et al. katsumadai (Okugawa et al. Os compostos isolados dos rizomas de A. constituintes fenólicos em A.. (Xue et al. e 5. flavonóides em A. speciosa e A.. 1995)... eugenol e acetato de chavicol foram determinados como os compostos aromáticos de A. são os responsáveis pela atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em .8cineol.-(17)12-labddieno-15. óleo essencial.

geraniol.7-difenil-3.. ferro. speciosa demonstrou a presença de taninos catéquicos. 1997b) e quercetina (Wang et al. blepharocalyx (Kadota et al. yakuchinona B... furopelargona B. isohanalpinol e aokumanol. 1989).foram isolados recentemente da espécie A.. Dois novos diterpenos denominado zerimina A e B foram isolados de A. citronelol. sesquifelandreno e zingibereno... 1988). felandreno. além de dois flavonóides e quatro fenilpropanóides foram isolados dos rizomas de A.calixina A e B e 3-epi-calixina B .. 1994) fenilbutanóides foram obtidos das folhas de A. alpinenona. 1999). Das partes aéreas de A. hanalpinona. fenóis e alcalóides.8-cineol (Lai et al.. 1. furopelargona A.. potássio. terpineol e 1. chumbo. Além dos sesquiterpenos hanalpinol. Das sementes A. além de óleos essenciais (Mendonça et al. Três novos diarilheptanóides . daucosterol. oxyphylla contêm neonotkatol. 1990). grande conteúdo de zinco e manganês (Luo et al... sendo um novo. linalol. 1996). pineno. Dos rizomas de A. -sitosterol. além das vitaminas B1. l. chinensis foram isolados diterpenóides (Sy & Brown. cálcio. yakuchinona A. 1987). 1990).. flabellata (Kikuzaki et al. zinco. decanol. hanalpinol peróxido. Os frutos de A. intermedeol e -selineno (Itokawa et al. 2001) e do seu rizoma (Masuda et al.. o sesquiterpeno do tipo secoguaiano. 1997). 1987d).. trans-bergamoteno. Do óleo essencial das sementes de A... -ll(12)-eremofilen-10. mirceno. epialpinolídio e o sesquiterpeno do tipo elemofilano. citronelil e geranil acetato (Nguyen et al. 1994). flavonóides (Luo et al. zerumbet (Xu et al. 1997b). . 1997). aminoácidos e ácidos graxos (Wang et al. As sementes possuem mirceno. C. polyantha foram isolados. B2. E. sódio. 1989). fenchona e geraniol. 1997a).-o1. conchigera (Athmaprasangsa et al. bornil acetato. tectochrisina e nootkatona (Zhang et al.modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu. A análise fitoquímica de A. densibracteata foram isolados os bisabolanos. Alpinia officinarum possui diarilheptanóides (Uehara et al. magnésio. O óleo essencial das folhas e caules de A. 1992). katsumadai possui -pineno. De A. blepharocalyx foram isolados diarilheptanoídios com propriedade de inibir a produção de óxido nítrico (Prasain et al. manganês. intermedia foram isolados os sesquiterpenos peróxidos.5heptanediona.8-cineol. além de sesquiterpenos bisabolano oxigenados e monoterpenos oxigenados (Sy & Brown. Cinco diarilheptanóides. isohanalpinona. 1997a).

galanga (Janssen & Schefter. nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al. Determinou-se a atividade fungicida utilizando-se as espécies Alpinia officinarum (Ray & Majumdar. 1976) e A. Constituintes isolados de A. A espécie A. 1987). 1986). speciosa. sugerindo que a atividade se deve a mudanças na permeabilidade da membrana (Haraguchi et al. 1988b). Lin et al. 1999 e 2000) e Costus tonkinensis apresentou tuterpenóides e esterois (Bohme et al. é usada na culinária. 1996). Estudos com a espécie A. A atividade antiedema descrita decorre provavelmente por bloqueio da liberação de mediadores ou de suas ações (Gadelha & Menezes. A espécie possui alcalóides e sesquiterpenolactonas (Guerrero. e seu óleo. indicando . 1997). 1996). O gengibre (Zingiber officinale) é uma espécie rica em óleo volátil denominado gingerol e shogaol. ambos importantes como flavorizantes e usados de diversas formas. A espécie também produz inibição da secreção gástrica (Hsu. 1988). 1988a) e tranqüilizantes (Mendonça et al. Mendonça et al. japonica e A. sendo antiulcerogênica (Wang et al. mas não apresentou atividade diurética quando administrada agudamente na forma de chá (Laranja et al. bloqueio neuromuscular. 2000). 1999). assim como vários derivados sesquiterpenóides inibiram as contrações induzidas por histamina ou bário (Morita et al.De Costus ofer e Costus speciosus foram isolados furostanol glicosídios e saponinas esteroidais (Ichinose et al. 1994). A erva. na perfumaria. 1985). revertida com a presença de ácidos graxos insaturados. 1987c) e A. que é um derivado do gingerol. 1996). A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A. 1989). speciosa produziu depressão do sistema nervoso central. além de medicinal. Furostanol glicorilado também foi isolado de Costus spicatus (Da Selva et al. Dados farmacológicos da família Diversas espécies do gênero Alpinia apresentaram atividade antimicrobiana (Habsah et al. galanga apresentaram efeitos sobre a indução de glutationa-S-transferase. Um diterpeno isolado de A galanga apresentou importante atividade antifúngica. oxyphylla (Kyung-Soo et al. 1988. 1972). provavelmente por diminuição do influxo de íons cálcio durante a contração (Vanderlinde et al. galanga (Itokawa et al. inibição da musculatura lisa. Sesquiterpenos isolados de A. 1999.

. apresentou atividade espasmolítica e hipotensora (Almeida et al. 1993) e antimicrobiana (Sá et al.. 1990).. Estudos com a espécie A. ArnaudBatista et al. O provável efeito dos derivados se deve à inibição da formação de tromboxana A2 (Teng et al. 2001). speciosa também possuem potente atividade antimicrobiana contra bactérias patogênicas (Tairaetal. speciosa foi isolado o terpinen-4-ol.. O composto dihidro-5. 2002). Derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária foram isolados dos rizomas de A. . anticonvulsivante (Maia et al. 1987c). 1992). 1987c) e A.. 1996). Do óleo essencial das folhas de A. 1998). speciosa apresentaram atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu. 1993) e atividade antitumoral contra Sarcoma 180 em camundongos (Itokawa et al.6-dehidrokawaina isolado de A. oxyphylla inibiu 57% das lesões gástricas produzidas por etanol (Yamahara et al. officinarum (Kiuchi et al. Moraes et al. Os rizomas de A. O extrato hidroalcoólico do rizoma e das folhas não apresentou atividade moluscicida (Almeida & Fonteles. 1992). galanga também foram isolados inibidores da xantina oxidase (Noro et al. O extrato acetônico de A. 1990). 1992) e atividades ansiolíticas (Elizabetsky et al. 1992). blephawcalyx possuem efeito inibitório sobre a formação de óxido nítrico (Kadota et al. 1998. 1996)..a potencialidade desses compostos como anticarcinogênicos (Zheng et al. O óleo essencial de A. O terpinen-4-ol. A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A. Compostos isolados dos rizomas de A. Dos rizomas de A. Existem relatos da atividade anti-helmíntica de Alpinia sp(Suzuki et al. 1988).. 1989). Esta mesma planta apresentou constituintes antieméticos (Shin et al.. 1994). nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al. 1982). antifúngica (Lima et al. 1988b). 1994). 1982. Mendonça et al. speciosa. galanga (Itokawa et al.... speciosa apresentou atividade analgésica periférica. 1988). Mendonça et al. 1988. oxyphylla (Chun et al. 1988a. 1996) e antiproliferativo (Ali et al. A síntese de prostaglandinas foi inibida por substâncias isoladas de A. 2001). Os diarilheptanóides isolados de A. speciosa também possuem potentes agentes inibidores da biossíntese de prostaglandinas (Kiuchi et al. também isolado do óleo essencial. speciosa possui efeito inibidor do desenvolvimento vegetal (Fujita et al.. 2002) e antigenotóxico (Heo et al.. que apresentou atividade cardiotônica (Nascimento et al. Geraniol e isotimol isolados de A..

1999). 2000) e redutor da peroxidação lipídica induzida pelo Malation em ratos (Ahmed et al. de amplo uso como alimento e de grande valor econômico. dos quais dois possuem grande importância no Brasil. O gingerol isolado desta espécie apresentou-se como potente inibidor da ativação plaquetária antioxidante. ellipticum inibiu a síntese de leucotrienos (Kumar et al.. Dados toxicológicos do gênero Alpinia A administração de extrato hidroalcoólico de A. 2000). A propriedade antilitíase foi conferida à espécie Costus spiralis (Viel et al. relatadas a seguir. Estudos toxicológicos (agudos e crônicos) com extratos etanólicos de A.. Surh. 2001. 2002). além de prolongar o tempo de sono (Mendonça et al. . 2000). speciosa produziu excitação psicomotora.A atividade antiinflamatória de A. gardneranum apresentou atividade antitrombótica (Medeiros et al. contorções. 2000). oxyphylla tem sido atribuída à presença de diarilheptanoides (Chun et al. Nos levantamentos etnobotânicos realizados foram referidas duas espécies medicinais.. hipocinese. O extrato de Costus dioscolor possui potente atividade antifúngica e antibacteriana (Habsah et al.. que incluem espécies conhecidas popularmente como Banana. 1992).. 1999). 2000) e H... De Zingiber officinale foi observada a atividade imunoestimulante (Puri et al. antitumoral e antiploriferativo (Koo et al. Dos rizomas de Hedychium coronarium foram isolados diterpenos que reduziram a permeabilidade vascular e a produção de óxido nítrico (Matsuda et al.. Plantas medicinais da família Musaceae Introdução A família Musaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende duzentas espécies vegetais distribuídas em seis gêneros. 2002).. Musa e Heliconia. A espécie H... galanga foram realizados e demonstradas mudanças intensas no ganho de peso e aumento da motilidade e contagem de espermatozóides (Qureshi et al. 1988b).

reunindo importantes usos como alimento e como ornamento. inflorescência na forma de espada protegida por brácteas e fruto capsular drupáceo contendo sementes ovóides.5 m de altura. com pseudocaule ereto e cilíndrico. oblongas e inteiras. com bainhas grandes.Espécies medicinais Heliconia sp Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Banana-da-selva. com folhas longo-pecioladas. Dados botânicos A espécie atinge de 2 a 2. Dados botânicos O gênero Heliconia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies na América tropical.. no entanto não foi possível obter sua identificação completa. . folhas longas. Dados da medicina tradicional A infusão da raiz de Heliconia sp é usada na região amazônica como diurético. Musa sp Nomes populares No Vale do Ribeira a espécie é chamada de Banana. mas não se trata da espécie comestível denominada Musa paradisíaca. laminares de grande comprimento. O fruto da espécie não é usado como alimento. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies desse gênero. minúsculas e duras. Trata-se de uma espécie com até 4 m de altura. A espécie referida na região amazônica provavelmente se trata da Heliconia biahi L.

flores reunidas em espigas. dando um pequeno fruto que também é comestível. mas de pequeno tamanho se comparado à banana verdadeira (Musa paradisíaca).1 .Alpinia japonica. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. A espécie não é nativa da Mata Atlântica. onde é amplamente cultivada como ornamento. Ramo com inflorescência (redesenhado e modificado por Di Stasi a partir de Van der Berg) (Banco de imagens ). ao passo que o xarope da mesma parte é indicado contra bronquite. tendo sido trazida da Ásia e introduzida na região há mais de cinqüenta anos.podendo atingir até 2 m. FIGURA 2. mas com 25% do comprimento e da largura. fruto cilíndrico e anguloso semelhante à banana verdadeira. o macerado dos bulbos em água fria é usado contra tosse e asma. .

.2 .Hedychium coronarium. Vista da planta florida (Banco de imagens - ).FIGURA 2.

C. ordem Orchidales. N. Ocorrem ainda importantes espécies medicinais nas famílias Smilacaceae. A. Gonzalez L. Na família Agavaceae encontramos o gênero Sansevieria. Velloziales. A ordem Liliales inclui oito famílias botânicas. Alliaceae e Amaryllidaceae. Dioscoreales. Asparagales. e espécies ornamentais de grande beleza e valor econômico. Di Stasi F. e essa última também inclui inúmeras espécies ornamentais com ampla comercialização no Brasil. nas quais se encontram importantes espécies medicinais. Hiruma-Lima A subclasse Liliidae compreende seis grandes ordens botânicas (Haemodorales. Seito C. família Liliaceae. G. especialmente na ordem Liliales. Liliales e Orchidales). família Liliaceae. A ordem Asparagales inclui uma das espécies aqui referidas como medicinais. das quais duas são particularmente importantes no Brasil pela abundância e ocorrência: Iridaceae . principal. das quais devem ser destacadas as famílias Agavaceae. Dioscoreaceae. sendo uma ordem com 23 famílias botânicas.3 Liliidae medicinais L. Velloziaceae e Iridaceae. como é o caso das orquídeas da família Orchidaceae. com uma espécie referida como medicinal na região amazônica.

Essa grande família ainda não possui uma subclassificação clara e aceita. . Narcissus e Veratrum. também com usos medicinais e ornamentais ao longo de toda a história. pela ocorrência de importantes espécies medicinais e com uso na alimentação. Outro gênero importante é Aloe. Trilium. nos quais estão distribuídas aproximadamente 4. esse da importante Babosa (Aloe vera). A primeira. que passamos a descrever. Nos levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas as espécies Allium cepa (Mata Atlântica). ambas de valor econômico incomensurável. duas espécies de grande valor econômico e medicinal. como é o caso da cebola e do alho. a maioria de ervas perenais cosmopolitas geralmente ricas em alcalóides (Mabberley. em razão do grande número de opiniões sobre a forma mais adequada de classificar suas espécies. Tulipa. Allium sativum (Mata Atlântica e Amazônia) e Aloe vera (Mata Atlântica). pelo grande número de espécies ornamentais. especialmente do gênero Iris. Muitas das plantas dessa família são ornamentais e se encontram especialmente nos gêneros Agapanthus. A segunda. sendo duas das mais antigas espécies usadas como medicamento pelos mais diferentes povos e civilizações. Convallaria. ao passo que espécies medicinais são referidas especialmente nos gêneros Allium. grande fonte de espécies dessa família. muitas das quais importantes fontes de recursos econômicos para os habitantes de regiões próximas à Mata Atlântica. que compreende as espécies Allium sativum (Alho) e Allium cepa (Cebola). 1997). Lillium. dos quais devemos destacar o gênero Allium. Alloe.950 espécies vegetais. Colchicum e Drimia.e Liliaceae. Espécies medicinais da família Liliaceae Introdução A família Liliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 288 distintos gêneros.

O gênero Allium descrito por Carl Linnaeus compreende aproximadamente 650 espécies vegetais. ao passo que a decocção é usada contra enxa- . cuja maioria se encontra na Ásia e na Europa. folhas lineares. fruto.1). Quando macerados em aguardente ou vinho branco. obtida comercialmente. onde a espécie é denominada rashoma (Bown. Dados botânicos Erva de 50 a 60 cm de altura. a maioria é cultivada. especialmente em crianças. sésseis. Poucas espécies nativas são encontradas no Brasil. que se mesclam com os bolbilhos. Não foram encontrados sinônimos para a espécie. em geral seco. Os primeiros registros escritos aparecem na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica. tosse e também contra hipertensão. corn bulbo formado por oito a doze bolbilhos (dentes) arqueados. Nas comunidades do Vale do Ribeira. A decocção do bulbo preparado com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cominho é indicada contra cólicas menstruais e gripe. O macerado dos bulbos em água fria é indicado contra asma. são indicados contra hipertensão e gripes fortes.Espécies medicinais Allium sativum L. capsular. 1995). Dados da medicina tradicional Na região amazônica o bulbo do alho cru é utilizado topicamente contra dores de dente em crianças. e amplamente consumido pelos gregos e romanos. flores brancas ou avermelhadas. inclusos e envolvidos por fina membrana. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil com o nome de Alho. Era citado pelos babilônios no ano 3. são utilizados de várias formas. os bulbos dessa espécie. O alho é uma das mais antigas espécies vegetais com referência de utilização como alimento e como medicamento. loculicida (Figura 3. na forma de umbela pedunculada. C. ao passo que a infusão é usada contra gripes.000 a.

gastroenterite e disenteria. Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos para prevenir infecções e para tratar gripes. ateromatose. o macerado dos bulbos da cebola em água fria é usado contra bronquites de crianças. a espécie inclui vários usos medicinais. Em Minas Gerais. Em outras regiões do Brasil. o uso externo. rouquidão. como referido para o Alho. resfriados. Os bulbos são usados como excitante da mucosa do estômago. também são utilizados como sudorífico. anual. É de amplo uso na culinária e na alimentação em geral. Allium cepa L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Cebola. tosse com expectoração. além do uso como condimento. carminativo e vermífugo. No Pará. e são úteis contra dores de dentes e ouvidos. 1988). em afecções nervosas.queca. 1992). e como anti-séptico das vias digestivas (Costa. Trata-se de uma espécie com usos históricos. bronquite. 1984). os bulbos são usados na hipotensão. especialmente acne e micoses. digestivo. como antiespasmódico e antigripal (Verardo. Os bulbos frescos são utilizados externamente para o alívio de dores de cabeça. com bulbo grande e solitário. o bulbo é utilizado contra inflamações da garganta (Amorozo & Gély. reumáticas e paralíticas (Corrêa. febrífugo. subgloboso. diurético. ao passo que a infusão das cas- . antiasmático. histéricas. flores hermafroditas regulares esverdeadas. tosse. carnoso e com casca fina amarelo-parda. Os bulbilhos (macerados em água) também são usados contra resfriados. todos usados e comercializados como alimento e condimento. para problemas da pele. dispostas em umbela. 1982). arteriosclerose. Dados botânicos Erva bulbosa. com inúmeras variedades e subtipos. folhas radicais ocas e compridas. agudas. poderoso anti-séptico das vias digestivas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.

internamente. podendo atingir até 1 m de altura. externo. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. O gênero Aloe descrito por Carl Linnaeus inclui 365 espécies tropicais com ampla distribuição. sinuoso-serrada com espinhos triangulares nas margens e ricas em mucilagens. dispostas em rácimos terminais de cor amarelo-esverdeada (Figura 3. apesar de a espécie ser encontrada cultivada em quintais. folhas suculentas. A espécie também apresenta importante uso na indústria de cosméticos. para acne. A espécie não foi referida como medicinal pelos entrevistados na região amazônica. Dados botânicos Planta perene e suculenta.cas é usada como emético e contra parasitas intestinais. é considerado excelente contra úlceras. o suco preparado com as folhas dessa espécie é utilizado. como antiinflamatório e no alívio de dores de cabeça e. Os bulbos frescos também são consumidos como condimento e alimento. dores e infecções da pele. cremes e soluções para pele é intenso na atualidade. não foi referida pelos entrevistados como medicinal.2). . Na região amazônica. A espécie é originária da África Oriental e amplamente cultivada no Brasil. ao passo que as folhas frescas. onde se adaptou em quase todas as regiões do país. são úteis contra edemas. onde foi descrita a utilização para massagear a pele da rainha Cléopatra. O uso interno de um macerado em água fria. Aloe vera L. externamente. usadas externamente. como cicatrizante. sendo aproveitada para esse fim desde o Antigo Egito. Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos contra infecções gástricas e dos brônquios e. descansado por 24 horas na geladeira. reunidas na forma de rosetas em sua base. lanceoladas. densas. A manipulação dessa planta no preparo de loções. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Babosa. as flores são tubuladas.

1979). B e F foram isoladas dessa espécie (Pobozsny et al. De diferentes espécies de Aloe foram isolados aloenina.. 1986). A antro-cenona. recomendada contra tumores e tuberculose pulmonar. Dados químicos Vários sulfetos e polissulfetos de vinil. vitaminas A. saponinas esteroidais (Peng et al. 1992). além de insulina e vitamina C foram isolados do bulbo de Allium sativum (San Martin.Costa (1992) refere o uso externo da polpa das folhas contra ferimentos e queimaduras da pele. Prostaglandinas A. 1990). C. as raízes são consideradas eficazes contra cólicas. aloe barbendol foram isoladas das raízes A. Sulfeto de metila e dissulfeto de isopropila foram detectados por cromatografia gasosaespectrometria de massa a partir de extratos aquosos dessa espécie (MartinLagos et al. proteínas e fermentos (Costa. barbadensis (Saleen et al. 1997). S-alilcisteína e S-alilmercaptocisteína. sativum. holosídeos. isobarboloina (Kuzuya et al. relatando ainda que as folhas são purgativas. 1995). Nos bulbos também foram encontrados aliina. 1996b) e antocianinas e cianidina (Fossen & Andersen. exigindo-se cuidado na utilização. 1991). 1968). sendo útil externamente contra enfermidades dos olhos e como inseticida. vários heterosídeos sulfurados. para melhorar o apetite e aliviar problemas digestivos. 2000). e aliina e alicina foram determinadas por cromatografia de camada delgada (Kappenberg & Glasl. o ácido α-aminoacrílico que forma o ácido pirúvico e ácido amoníaco. alil e alil-propil. .. 1995). e o composto aliina inativa radicais hidroxila (Kourounakis & Rekka.. Ajoeno e outros compostos sulfidrilas (Mutsch Eckner et al. 1997). Corrêa (1984) refere que o suco fresco da planta é refrigerante e usado como anti-helmíntico. além de evitar queda de cabelo. aliinase que origina a alicina. 1993). B. 2001) plicatolorídeo (Viljoen et al. sabaea foram obtidos alcalóides tóxicos (Blitzke et al. fitosterinas.... 1999). Bown (1995) refere o uso interno para constipação crônica. 1997). (B8) e P. Da espécie A. obtidos de A. a polpa é emoliente e resolutiva. apresentam atividade antiproliferativa em cultura de células de câncer de mama (Li G. et al. Além disso.. catártico e febrífugo. isolados dessa espécie inibiram a agregação plaquetária e/ou a atividade viral do HIV (Tatarintsev et al... desoxialiina. foram isolados dessa espécie alfa-tocoferol (vitamina E) (Malik. barboloina.

sugerindo ser decorrência da presença de compostos contendo o elemento telúrio. rolêmica. Hikino et al. estudos clínicos mostraram que preparados de Allium sativum apenas promovem essa diminuição na colesterolemia se contiverem alicina (Bimmermann et al. 1981.Dados farmacológicos A espécie Allium sativum possui inúmeros compostos de enxofre que se decompõem em produtos voláteis presentes no óleo da espécie. 1995. apresentando atividade antineoplásica através da indução da apoptose (Wargovich. Esses constituintes possuem atividade hipoglicemiante.... demonstrou que os compostos de A. sativum responsáveis pelas três primeiras atividades são substâncias com enxofre em suas estruturas (thiosulfinatos e ajoenos). antibiótica. Por sua vez. O sulfeto de dialila isolado dessa espécie inibiu a incidência e reduziu a freqüência de adenocarcinoma.. O estudo comparativo in vitro. estudos recentes demonstram que enquanto o dissulfeto de dialila atua como agente quimiopreventivo. Uma recente avaliação da importância do alho como agente terapêutico pode ser encontrada no trabalho de Augusti (1996). Em animais com carciriogênese bucal o A. hipocoleste. várias outras estão presentes nessa espécie e têm inúmeras outras atividades farmacológicas. 1992). para avaliar as atividades inibitórias contra 5-lipoxigenase.. cicloxigenase. o que demonstra sua importância como rica fonte de substâncias potencialmente úteis como medicamento. o sulfeto de dialila promove hepatocarcinogênese (Takahashi et al. isolado de Allium sativum Linn. Larner (1995) propôs uma teoria para explicar essa ação hipoglicemiante de Allium sativum. 2000). No entanto. Entretanto. Augusti & Sheela. 2002). sativum exerceu efeito protetor ao aumentar a atividade antioxidante e reduzir a peroxidação lipídica (Balasenthil et al. Kwon et al. Esse mesmo efeito foi detectado . (1986) descrevem uma atividade hepatoprotetora para extratos brutos preparados com essa espécie. 1996). 1987. alérm de promover melhor controle da peroxidação de lipídios e estimular a secreção de insulina. Além dessa classe de compostos. 1991). agregação plaquetária e a enzima conversora de angiotensina I. Nerkar et al. amenizou a condição da diabetes na mesma extensão que a glibenclamida e a insulina. fibrinolítica. in vitro (Sheela et al.. O tratamento de ratos diabéticos com o composto antioxidante Sulfóxido de S-alilcisteína. entre outras ações que serão discutidas a seguir..

1981. compostos fenólicos (Patel et al. O extrato de A. o aquecimento do extrato provoca diminuição do efeito observado e a associação desse extrato com omeprazol produz efeitos sinérgicos.. 1982. 1992).. O óleo de A. Khan et al. Atividade antimalárica foi determinada para uma única dose de 50 mg/kg de ajoeno. 1995). 1985.. contra Helicobacter pylori. Recente estudo demonstra uma importante ação tripanomicida de extratos e frações obtidas do óleo dessa espécie (Nok et al.. a qual suprimiu o desenvolvimento de parasitemia em camundongos. Sovova et al.. enquanto a associação dessa dose com 4. A atividade antibacteriana do alho também foi estudada recentemente.. bactéria envolvida na produção de úlceras gástricas (Sivam et al. Escherichia coli e Aspergillus niger (Anesini & Perez. 1996). produziu diminuição na concentração de lipídeos no plasma. 1993) e aquosos (Sato et al. O uso de alho na dieta de camundongos protegeu os animais contra as lesões causadas pela infestação por Schistosoma mansoni.por Kumari & Augusti (1995) com a administração de sulfóxido de S-metilcisteína isolada dessa espécie e com extratos brutos (El-Ashwah et al. Atividade antibacteriana foi determinada para a alicina (Hatanaka & Kaneda.. dados que corroboram o efeito antidiabético da espécie (Sheela & Augusti. 1985). 1993). in vitro. 1997. lactato desidrogenase e glicose-6-fosfatase hepática. 1983.. 1980). precursor da alicina e obtido do alho. Dababneh & Aldelamy. inibindo inclusive a produção de afiatoxinas por Aspergillus sp (Zohri et al. 1983) obtidos a partir dessa espécie. 1984.. (1996) demonstrou que o extrato aquoso inibiu o desenvolvimento bacteriano na concentração de 2-5 mg/ml. Mossa. mas bactérias gram-positivas e gram-negativas e contra fungos. O sulfóxido de S-alilcisteína. além de atuar como . glicose sangüínea e da atividade de enzimas como fosfatase alcalina.5 mg/kg de cloroquina preveniu completamente o desenvolvimento subseqüente de parasitemia nos camundongos (Perez et al. Guevara et al.. 1984. fosfatase ácida. Rees et al. Singh & Shukla. O estudo realizado por Celini et al. 2001). 1986) e com extratos brutos (Kumar & Sharma.. 2002) contra Staphylococcus aureus. sativum apresentou também atividade antibacteriana. 1994). sativum tem reduzido o nível tecidual de animais contaminados com chumbo indicando uma alternativa terapêutica para contaminação com este metal (Senapati et al.

Rotzsch et al. 1995) e Cladosporium (Sanchez-Mirt et al.. 1996). e não as substâncias isoladas. 1980. Boelter et al. inibem a síntese de colesterol. Atividade antifúngica de extratos aquosos e óleo essencial de alho foi também determinada contra várias espécies de Aspergillus (Pai & Platt. 1978. Essas propriedades farmacológicas. 1978. 2001). 1978). 1993). foram estudadas quanto à inibição da síntese de colesterol. Adetumbi et al..agente anticercaricida. 1994). metil-ajoeno. 1980. 1995b). (1992). Diminuição da velocidade de agregação plaquetária com aumento do tempo de sangria também foi determinada por Doutremepuich et al. Kamanna & Shandras-Wkhara. apresentar atividade esquistosomicida (Zakhary. Potente atividade moluscicida dose-dependente foi determinada para extratos brutos de bulbo de alho (Singh & Singh. Sandhu et al. esse efeito é maior quando se emprega a mistura dos principais componentes.. Segundo Larner (1995) essa espécie mostrou-se razoavelmente ativa no controle da hipercolesterolemia. sem. Mohammad & Woodwara (1986). 1986) e brutos (Rees et al. assim como atividade nematicida de extratos aquosos (Gupta & Sharma. Também foi verificada atividade fungicida com compostos voláteis (Misra. 1992). (1986). da obesidade e no desarranjo da atividade das enzimas na dieta de ratos alimentados com colesterol (Sheela & Augusti. extratos aquosos (Fromtling & Bulmer. no entanto. enquanto atividade pesticida foi recentemente determinada para vários extratos preparados com raiz da espécie (Khan & Siddiqui. 1984. assim como substâncias isoladas do alho. 1993). alicina e sulfeto de dialila. cepa (Dorsch et al„ 1985). Os resultados obtidos por Sendl et al. Dados recentes demonstram que extratos aquo- . assim como as respectivas substâncias isoladas. 1993). Foi relatada também redução dos níveis plasmáticos de colesterol (Pushpendran et al. Os compostos responsáveis pela atividade antiviral do extrato de alho foram recentemente determinados por Weber et al.. que demonstraram que os compostos ajoeno e alicina são os principais constituintes químicos com essa atividade farmacológica. 1993). A atividade antifúngica tem sido atribuída à presença da proteína allevina (Wang & Ng. no entanto. assim como o efeito antiasmático podem ser oriundos da inibição das enzimas ciclooxigenase e lipoxigenase verificada com a espécie A. Block et al. Extratos preparados com acetona/clorofórmio. (1985).. (1992b) nesse experimento demonstram que o extrato contendo ajoeno..

Alta atividade anticoagulante foi determinada para o extrato aquoso de bulbos de A. natriurética e hipotensora em cão.. 1993).. M. antiinflamatória (Khobragade & Jangde.sos de bulbos de alho fresco (5. relatam que esse composto inibe de forma reversível a agregação plaquetária (Mutsch Eckner et al.. 1996). a atividade antiplaquetária também descrita para a cebola (Allium cepa) tem sido relacionada à presença de compostos de enxofre (Goldman et al. Foram verificadas ainda outras atividades farmacológicas. assim como a reação de liberação induzida por agonistas... 1996). E. atividade diurética. Foushee et al. 1996). (1992) com o composto ajoeno. 1993b). Por sua vez. Ribeiro et al. A atividade antiasmática descrita para o alho foi recentemente relacionada à presença de ajoeno no extrato.. 1996). principal componente antiplaquetário do alho. Estudos realizados por Apitz-Castro et al. promovendo bradicardia em altas doses (Pantoja et al. (1982). 1996). Essa mesma planta reduziu a concentração . 1997). atividade inibidora do transporte ativo de sódio em pele isolada de sapo e atividade hipocolesterolêmica e antiaterosclerótica em cabras (Kaul & Prasad. sua condutância.. sativum apresentou atividade protetora contra substâncias genotóxicas..5. além de atividades contra células de carcinoma de epitélio de transição (bexiga) (Riggs et al. enquanto Pantoja et al. (1987). tais como a histamina (Usui & Susuki. (1986b). et al. sugerindo a presença de componentes analgésicos e hiperalgésicos (Di Stasi et al. de redução com subseqüente aumento de contrações abdominais. 1991). e demonstram que esse componente previne a formação de trombos e pode ser usado na prevenção de trombos induzidos por lesões vasculares. também. 1993). I.. sativum (Kweon et al. 12. diminuindo a atividade clastogênica e a freqüência de aberrações cromossômicas (Das. 25 e 50 mg/ml) foram capazes de inibir a síntese de prostanóides de maneira dose-dependente (Ali. como radioproteção (Reeve et al. 1990). 1986a). bem como a atividade da Na+/ K+ ATPase (Norris et al. e essa ação farmacológica provavelmente ocorre por inibição da liberação de mediadores químicos. A fração aquosa dessa espécie diminuiu o potencial do sódio. 1991). A. et al. Atividade hipotensora foi descrita por Twaij et al.. (1996) determinaram resposta diurética e natriurética de frações de alho sem observarem alterações na pressão arterial e no eletrocardiograma dos animais tratados.

1995). que determinaram atividade antioxidante de extratos e de vários compostos organossulfurados isolados da espécie. 1993. 1996). 1991) e antiparasitária contra Hymenolepis nana e Giardia lamblia em crianças infectadas (Soffar & Mokhtar.. de aumento das funções das células mononucleares do sangue humano periférico.. chinense aumenta a atividade inibitória sobre a agregação plaquetária (Morimitsu et al. A ação do alho em ativar a óxido nítrico-sintase foi recentemente estudada por Das. I.sérica de ácido úrico em pacientes com gota (Ghosh & Ghosh. 1993). sativum ou A. O extrato aquoso e a fração polar aumentam a produção de interleucina-1. sativum L. ciclofosfamida e arsenato de sódio (Das et al. Esse estudo demonstra claramente que este efeito não depende da presença de arginina ou de produtos derivados da aliina e que os constituintes responsáveis por essa ação farmacológica ainda não foram determinados. . Além disso.. e o óleo modificou a atividade de enzimas digestivas (Sharathchandra et al. (1996). 1992. A ingestão de Allium sativum com a alimentação promoveu atividade cardioprotetora em coração isolado de rato (Isensee et al. et al. tais como S-alicisteína e Salilmercaptocisteína. Extrato aquoso de A. a fração polar e a fração tiosulfinato apresentaram atividade. 1992). ela é um excelente cicatrizante (Costa. apresentou atividade anti-hipertensiva e cardioprotetora em ratos hipertensos (Jacob et al.. o extrato bruto dessa espécie reduziu a clastogenicidade dos compostos mutagênicos mitomicina. 1990). Atividade antioxidante dose-dependente foi atribuída para o óleo (Sujatha & Srinivas. o extrato aquoso apresentou atividade antitrombótica (Ali.. 1993)... Ko & Son. 1995) e o extrato aquoso do alho (Yang et al.. Nepeta hindostana e ácido nicotínico. Resultados similares foram obtidos por Imai et al. 1994). conseqüentemente. Allium sativum.. enquanto a fração tiosulfinato aumenta a atividade das células natural killer. in vitro.. promove proteção contra o infarto do miocárdio provocado pelo isoproterenol em ratos (Arora et al. (1994). Para a espécie Aloe vera. um preparado à base de Curcuma longa. 1993). Lipotab. 1995). estudos referem que as folhas dessa planta possuem a capacidade de estimular a formação de fibroblastos e. 1991). cepa com A. O estudo relata ainda que o aquecimento do alho não prejudica sua capacidade de ativar essa enzima. O extrato aquoso e as duas frações aumentam a produção de interleucina-2 (Burger et al. E a mistura de A. Chithra et al.

vera e hipotensora de A. Entretanto.... 2001). 1996. contudo. vera têm apresentado efeito hipoglicêmico em animais diabéticos não-dependentes de insulina (Okjar et al. Dados toxicológicos e observações de uso Recentes estudos clínicos demonstraram que o consumo de alho na dieta não está associado com a incidência de carcinoma de mama (Dorant et al. Foi também averiguado aumento no peso dos testículos e epidídimos. aumento na contagem de espermatozóides. Essa família possui pequena importância no Brasil. 1995). mas redução no peso do fígado e nos níveis de eritrócitos (Al Bekairi et al. Espécies medicinais da família Agavaceae (Dracaenaceae) Introdução A família Agavaceae descrita por Barthélemy Charles Joseph Dumortier compreende 210 espécies tropicais e de climas áridos distribuídas em treze gêneros (Mabberley. Saleem et al.1998).. que inclui algumas espécies popu- . 2000). 1991).. barbadensis tem sido relatada (Vasques et al. pois o consumo desse produto associado a outras dietas e em quantidades comumente utilizadas não está associado ao risco de aparecimento de carcinoma de pulmão (Dorant et al. apenas aos pacientes que consumiram exclusivamente essa espécie na dieta. estudos clínicos mostram que há associação entre o alto consumo de alho na dieta com um alto risco de aparecimento de carcinoma de pulmão. 1997).. 2001). em camundongos. e dois gêneros se destacam: o Sansevieria. 1997). As folhas de A. 1994). Os estudos de toxicidade de Allium cepa. 1999) que têm apresentado efeito tóxico em cultura de células (Avila et al. esses dados referem-se. Esta última espécie também possui registros de atividade antioxidante (Lee et al... O efeito laxante tem sido relatado para espécies do gênero Aloe atribuído à presença de doina e emodina (Izzo et al.. A atividade antiinflamatória de A. relataram poucas alterações funcionais orgânicas nos animais de experimentação.

na região amazônica. flores pequenas. As características indicam que se trata da espécie Sansevieria cylindrica. brancas. e o Agave. trifasciata têm sido estudadas como material potencial para baterias. Dados botânicos É uma planta herbácea que pode alcançar 90 cm de altura. contra problemas hepáticos. Dados químicos e farmacológicos do gênero As folhas de S. A infusão das folhas tem uso mágico: "evitar a falta de alguma coisa em casa". No entanto. reunidas em grandes inflorescências paniculadas e trímeras.larmente denominadas Jibóia e usadas como medicinais no Norte do Brasil. o material vegetal não permitiu a identificação segura da espécie. 1996). Quimicamente foram isolados glicosídeos (Mimaki et al. possui folhas carnosas. pontiagudas e com manchas brancas.. longas. O gênero Sansevieria foi descrito por Carl Peter Thumberg. no entanto.. cilíndricas. Das . 1987). que também inclui espécies medicinais como a Agave americana. pelas suas características de transmissão de corrente de voltagem (Jain et al.. saponinas esteroidais (Mimaki et al. Espécies medicinais Sansevieria sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Jibóia. Dados da medicina tradicional A infusão das partes aéreas da planta é usada internamente. em relação a esse gênero não foi referida nenhuma espécie medicinal nas pesquisas realizadas na Amazônia e na Mata Atlântica. 1996 e 1997b).

. O extrato metanólico de Sansevieria guineensis Willd. 1996). 1997). cylindrica foram isolados lipídios.1 . beta-sitosterol e beta-caroteno (Moustafa et al. pigmentos. saponinas. 1982). 1986).. reduziu significativamente a parasitemia de camundongos infectados com Plasmodium berghei (Franssen et al. Vista da planta toda (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov . e o extrato das folhas de Sansevieria ehrinbergii promoveu bloqueio da junção neuromuscular em preparação in vitro (Woodcock et al.folhas de S. hyacinthoides foi isolado um constituinte esteroidal (GamboaAngulo et al.Allium sativum. Das folhas de S. .. FIGURA 3.. além de carboidratos. 1998) (Banco de imagens ).em Joly.

FIGURA 3.Aloe vera.2 . Vista da planta toda sem flores (Banco de imagens - ). .

S. portanto. As duas espécies. Triuridaceae. mas importantes quanto a seus usos e utilidades para os habitantes da Mata Atlântica. duas das quais são importantes fontes de espécies vegetais de valor medicinal e econô- . pertencem respectivamente às subclasses Arecidae e Alismatidae. das quais destacamos apenas a família Alismataceae. Na subclasse Alismatidae ocorrem apenas duas ordens botânicas: Alismatales e Triuridales. duas outras espécies de grande valor na região da Mata Atlântica foram referidas como medicinais. Na subclasse Arecidae encontram-se quatro ordens botânicas. Mariot M. Outras famílias dessa ordem são importantes fontes de espécies medicinais em regiões de clima temperado e. esta segunda com uma única família. sem importância nos dois ecossistemas aqui discutidos. Na ordem Alismatales estão incluídas treze famílias botânicas. Euterpe edulis e Echinodorus grandiflorus.4 Outras monocotiledonal medicinais na Mata Atlântica L. Reis Além das monocotiledonal já descritas nos capítulos anteriores. de pouco interesse para nosso estudo. Di Stasi A. ainda não discutidas neste livro. C. que inclui a espécie medicinal Echinodorus grandiflorus aqui descrita.

mas que também é usado como espécie de valor medicinal. Inclui ervas perenais. Os principais gêneros dessa família encontrados no Brasil são Echinodorus. 1997). amplamente explorada e comercializada na região da Mata Atlântica como produto para alimentação. e Sagittaria. latescentes com lâmina foliar grande. Espécies medicinais da família Alismataceae Introdução A família Alismataceae descrita por Walter Vent possui quatorze gêneros. do famoso Chapéu-de-couro da Mata Atlântica. com caule triangular e glabro. flores brancas.mico. na qual se encontra o famoso palmiteiro Euterpe edulis. vistosas e dispostas em panículas (Figura 4. A espécie possui as variedades floribundus. A planta é chamada também de Chá-de-campanha. numerosas. freqüentemente .1). essa segunda inclui apenas a família Palmae. Dados botânicos A espécie é uma erva de área alagada ou brejo. rizoma grosso e carnoso. coriáceas. Espécies medicinais Echinodorus grandiflorus Michelli Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é amplamente conhecida como Chapéu-de-couro. Aguapé. muitas aquáticas ou brejosas. como é o caso da ordem Arales e da ordem Arecales. também denominada Arecaceae. grandes e eretas. contendo vasos apenas nas raízes. nos quais estão distribuídas aproximadamente cem espécies vegetais cosmopolitas em regiões temperadas e tropicais (Mabberley. espécie de grande valor econômico. folhas pecioladas. ovadas. Congonha-do-brejo e Erva-do-brejo.

moléstias da pele e do fígado. Corrêa (1984) refere que a planta é considerada depurativa. bem como gripes e resfriados. reumatismo. nas costas. Ocorrem também nessa família representantes acaules com folhas que nascem rentes ao chão. sífilis. Dados Farmacológicos do Gênero: Efeitos tóxicos foram observados na espécie E. além de usarem esse preparado para combater dores de cabeça. Espécies medicinais da família Palmae (Arecaceae) Introdução A família Palmae. . macrophyllus alertando para o cuidado em seu uso crônico (Costa Lopes et al.650 espécies tropicais (Mabberley. 2000). como ornamentais. especialmente contra lombrigas (Ascaris lumbricoides). também denominada Arecaceae. nos quais estão distribuídas aproximadamente 2. A decocção das folhas também é usada para problemas renais e como analgésico. tendo caracteristicamente o caule do tipo estipe não ramificado. as raízes são usadas externamente como cataplasmas no tratamento de hérnias. Dados da medicina tradicional Os habitantes do Vale do Ribeira referem o uso da infusão das folhas para o tratamento de problemas renais e hepáticos. especialmente contra dores de cabeça. útil ainda contra artrites. tônica e diurética.consideradas outra espécie. de barriga. Incluem árvores ou arbustos. e outras.. com folhas terminais. muitas delas usadas como medicinais. foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui 203 gêneros. O gênero Echinodorus descrito por Louis Claude Marie Richars e Georg Engelmann inclui 48 espécies tropicais com distribuição restrita às Américas e à África. como sedativo. 1997). e como anti-helmíntico. raramente trepadeiras.

como é o caso de várias palmeiras. Destaca-se o gênero Euterpe.. Tratase de uma família de grande valor econômico e. que inclui o famoso palmiteiro. Dados químicos do gênero Diversos diterpenos foram isolados de E. Dados botânicos A planta é uma palmeira esbelta de estipe reto. Muitas espécies exóticas são ainda cultivadas no Brasil como ornamentais. especialmente a palmeira imperial do gênero Roystonea. como é o caso de várias espécies dos gêneros Attalea e Raphia. especialmente da Mata Atlântica. Espécies medicinais Euterpe edulis M. conseqüentemente. do famoso coqueiro da Bahia. como é o caso da Areca catechu. usadas tanto na indústria de alimentos como para ornamentos.A família está subdividida em seis subfamílias. amplamente conhecido na Mata Atlântica. amplamente conhecida na região amazônica. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Palmito ou Palmiteiro. outras são importantes como medicamento. outros gêneros se destacam como fonte de produtos de valor econômico. e o Arecastrum. Cocos.. 2000a e 2000b). importante fonte de recursos para as populações que habitam as proximidades dos ecossistemas florestais. Outros gêneros de importância são Orbignia e Copernicia. com folhas pinadas. Kobayashi et al. e os principais gêneros encontrados no Brasil são representados por espécies de grande valor econômico. macrophyllus (Shigemori et al. como é denominada a outra espécie do gênero. 1998). muito usadas no Brasil na produção de artesanatos. recurvadas e gomo vegetativo formado pelas bai- . 2002. chegando até 25 m de altura. do jerivá (Joly. que incluem a piaçava e a ráfia. respectivamente do babaçu e da carnaúba. e o açaí.

Espécie exclusiva de mata pluvial de encosta atlântica e de ocorrência muito comum na Mata Atlântica. . frutos esféricos de cor preta-arroxeada. fato responsável pela intensa redução nas populações naturais da espécie na Mata Atlântica. contra dores de barriga para controlar hemorragias e. espádice na base do gomo com muitos ramos espiciformes.Echinodorus grandiflorus (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. internamente. o suco do caule é usado. FIGURA 4. sendo muitas vezes dominante no extrato arbóreo. não fosse a intensa exploração da espécie.1 . 1998) (Banco de imagens).nhas. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. Verifica-se intensa exploração da espécie para comercialização como produto alimentício de grande valor nos mercados nacional e internacional. como antídoto para picada de cobras. O gênero Euterpe descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui aproximadamente trinta espécies tropicais americanas. externamente.

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

inúmeras espécies são medicinais. todas essas quatro com importantes espécies tanto na região amazônica como em áreas de Mata Atlântica. especialmente dos gêneros Magnolia e Michelia. C. Myristicaceae e Lauraceae. Outras famílias dessa ordem também são importantes. Santos L. tais como as Magnoliaceae. amplamente conhecido e usado no Brasil como medicinal. Nessa ordem botânica encontra-se ainda a família Lauraceae. Na família Monimiaceae. inúmeros gêneros são importantes. A. Na família Chloranthaceae. Annonaceae. M. são importantes como ornamentos. tais como Magnoliaceae. Di Stasi A ordem Magnoliales inclui dezessete famílias botânicas. Guimarães C. da qual inúmeras espécies de grande valor . Hiruma-Lima E. especialmente aquelas do gênero Hedyosmum. Espécies de Lauraceae e Myristicaceae possuem importante valor medicinal e econômico. M. muito comuns e amplamente usadas como medicinais nas regiões da Mata Atlântica do Brasil. consideradas uma das famílias botânicas mais primitivas e nas quais inúmeras espécies. do famoso Boldo. mas deve ser destacado o gênero Peumus. algumas com amplo número de espécies no Brasil.5 Magnoliales medicinais C.

Xylopia e Rollinia. O gênero Annona inclui aproximadamente 140 espécies tropicais com várias espécies selvagens. e dos gêneros existentes há 29 registrados no Brasil. 1997) e subtropicais. e no Brasil as espécies são freqüentes em matas do litoral e no cerrado. A maioria das espécies é de plantas lenhosas.150 espécies tropicais (Mabberley. Uvaria. que inclui os gêneros Annona. espalhadas por todo o planeta. enquanto na região da Mata Atlântica comunidades tradicionais referem o uso de espécies da família Lauraceae. Pinha. outras importantes fontes de compostos aromáticos e flavorizantes. compreendendo aproximadamente 260 espécies. e ainda outras importantes como alimento. que inclui nosso Abacateiro. A família inclui árvores. . Cryptocarya. Graviola e outros. Cabeça-de-negro. Aniba e Nectandra. Na região amazônica foram registrados os usos medicinais de algumas espécies pertencentes às famílias Annonaceae e Myristicaceae. Espécies medicinais da família Annonaceae Introdução A família Annonaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 112 gêneros com aproximadamente 2. Artabotrys. que inclui os gêneros Isolona e Monodora. esta segunda é uma espécie alternativa como fonte de piperina (Mabberley. como é o caso de algumas espécies do gênero Persea. Annona cherimolia. Espécies conhecidas e mais comuns são Xylopia aromatica e Xylopia brasiliensis. como Aniba. Annona coriacea. O gênero Xylopia inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. Guatteria. No Brasil. muitas das quais denominadas popularmente Fruta-do-conde. As espécies mais comuns no Brasil são Annona muricata. Cinnamomum. arbustos e lianas. Annona reticulata. 1997). Annona tenuiflora e Annona squamosa. Nessa família podemos destacar as famosas espécies medicinais dos gêneros Ocotea. Xylopia. divididas em duas grandes subfamílias: Annonoideae.econômico e medicinal são encontradas no Brasil e especialmente na Amazônia. Laurus e Sassafras. e Monodoroideae. os gêneros mais comuns são Annona.

com várias delas comuns na Amazônia (Joly. latescente. com cálice de lobos triangulares e agudos. O gênero Annona descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 140 espécies tropicais encontradas nas Américas e cerca de 130 distribuídas no continente africano. que apresentamos a seguir. E a espécie típica do gênero e a primeira a ser descrita. nome popular da planta no Haiti e que significa "colheita do ano". no entanto vários sinônimos são usados. Várias espécies. fruto do tipo baga irregular. espessa com saliências cônicas. Nomes populares Essa espécie é conhecida especialmente pelo nome de Graviola. mole e recurvado.1). subglobosas.Já o gênero Rollinia inclui aproximadamente sessenta espécies tropicais. O nome do gênero Annona descrito por Carl Linnaeus deriva de Anon. Araticum-ponhê. sucosa. alcançando até 15 cm de comprimento. pecioladas. Coração-de-rainha e Nona. flores axilares. com epiderme verde-escura. . 1998). inflorescência cauliflora. Espécies medicinais Annona muricata L. Annona tenuiflora e Xylopia frutescens. com um tronco revestido por casca aromática. que são muito apreciados. sementes castanhas ou pretas (Figura 5. Iriticum. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de frutos comestíveis. cordadas na base e acuminadas no ápice. com um espinho central. Dados botânicos e informações gerais Arvore que atinge até 10 m de altura. alcançando até 30 cm de comprimento. polpa branca. onde são conhecidas como Araticum e Biribá. ovadas ou elípticooblongas. Araticum-punhê. as folhas são alternas. Na Amazônia foi identificado o uso freqüente de três espécies distintas dessa família: Annona muricata. no entanto. tais como Araticum. têm importantes usos terapêuticos em diversas comunidades do país. amareladas. Araticum-de-paca.

onde se tornou subespontânea. Em outras regiões do Brasil. A espécie possui ainda diversos usos populares disseminados em todo o país. folhas de Jambu e Amor-crescido é usada para problemas hepáticos. As sementes esmagadas são usadas como vermífugo e antihelmíntico contra parasitas internos e externos. aumentar o leite de mãe depois de parto (lactagoga) e como adstringente. o suco dos frutos é usado internamente como antitérmico. por sua vez.É uma espécie amplamente encontrada desde a América Central até a Venezuela. as flores. a planta fornece madeira. especialmente lombrigas. a decocção das folhas contém óleo essencial com ação parasiticida. ao passo que a decocção das folhas frescas é indicada contra cistite. A infusão das folhas secas é usada contra insônias graves. antiespasmódicas e antidisentéricas. ao passo que a decocção da raiz é considerada antídoto nos envenenamentos por estupefacientes. tais como o uso do suco da fruta contra lombrigas e parasitas. combatem reumatismo e abcessos. os brotos e as folhas são usados como béquicas. referidos a seguir. sendo depois levada para outras regiões do planeta. especialmente na produção de sucos. mole e branca. sendo amplamente consumido nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. podendo também ser usada na arborização urbana. 1984). o chá das folhas é ainda usado contra proble- . enquanto as sementes são adstringentes e eméticas (Corrêa. O bochecho do suco dos frutos é indicado no combate às aftas. A infusão das folhas frescas também é usada no controle da diabetes e da hipertensão. antirreumática e antinevrálgica quando usadas internamente. os frutos da espécie são usados contra aftas e como antidisentéricos. sorvetes e geléias (Corrêa. Além dos usos medicinais da espécie. usadas topicamente. as folhas cozidas. como é o caso da espécie na Amazônia brasileira (Corrêa. com importante uso potencial na fabricação de papel. O fruto. diurético e no combate a insônias leves. para baixar febres. antiespasmódicas e hipotensivas. A infusão de uma mistura contendo folhas frescas dessa espécie. dores de cabeça e como emagrecedor. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. peitorais. As folhas e raízes são consideradas sedativas. 1984). Na Amazônia. tem grande valor como alimento. 1984).

1955. Annona tenuiflora Mart. 1962). diarréia e como lactagogo. as folhas e a casca da árvore. especialmente na África. mas estas ainda não foram coletadas com material vegetal fértil. inseticidas. De acordo com os mesmos autores. Esse uso. espasmos e febres. 1987).. como sedativo e antiespasmódico (Vasquez. as raízes e folhas. foram referidas espécies desse gênero. reumatismo e dores em casos de artrites (Almeida. Ayensu. também tem sido referido para as raízes e casca da planta. 1993). 1990). no entanto. as sementes. .mas do fígado. hipertensão e parasitas intestinais (Asprey & Thornton. No Peru. contra diversos parasitas (de Feo. as raízes e as folhas são consideradas antiparasitárias. Na Jamaica e no Haiti. Na Índia. no processo de pesca. as folhas da espécie são usadas como anti-helmínticas e antiflogísticas. 1978. ela tem sido cultivada e estabelecida em vários países tropicais. Várias espécies do gênero Annona são encontradas na região de Mata Atlântica. a fruta e seu suco são usados contra febre. como antiespasmódico. sedativo e no tratamento de problemas cardíacos. 1962). Nomes populares A espécie é conhecida como Araticum. impedindo-lhes a identificação correta. onde é usada contra tosses. é usado externamente para neuralgia. contra diabetes. Não foram encontrados sinônimos dessa espécie. tosse. na forma de chá.. o chá das folhas é utilizada para catarro. Nas Guianas. parasitas. gripe. enquanto o óleo das folhas. que também são consideradas eméticas e usadas popularmente em envenenamentos de peixes. casca e raízes são usadas para combater disenterias e parasitas intestinais (Watt & Breyer-Brandwijk. enquanto as flores para diminuir o catarro (Watt & Breyer-Brandwijk. e as sementes. Embora essa espécie seja usada tipicamente por indígenas da América do Sul. Weninger et al. são usadas como sedativo e tônico cardíaco (Grenand et al. 1986). no levantamento realizado com as comunidades da região do Vale do Ribeira. as cascas e folhas. 1992). misturado com a fruta verde e óleo de azeitona. asma.

na região amazônica. frutos sincárpicos com aspecto estrobiliforme (Figura 5. deiscente. glabras na face superior e pubescentes na face inferior. Envira. Nomes populares A espécie é denominada.2). oblongolanceoladas. flores rosas com perianto trímero diferenciado em cálice e corola. sem estipulas. Pindaíba-branca. onde parte deste estudo foi realizada. alcançando até 8 m de altura. O gênero Xylopia. com casca fibrosa.Dados botânicos Arvore de aproximadamente 9 m de altura. . frutescens Aubl. Envira-preta. aromática. Coaguerecou. a espécie também é conhecida como Pimenta-do-sertão. fruto do tipo baga ovóide. Malagueta e Banana-de-macaco. Pijerucu. Breu branco ou. vermelho.3). tonturas e hipotensão. Ibira. lineares. curto-pecioladas. simples. Pindaíba. tanto pelas comunidades ribeirinhas da Amazônia como pelos índios tenharins. simplesmente. É uma espécie com intensa ocorrência na Amazônia e amplamente utilizada como medicamento. Pau-de-imbira. cálice gamossépalo. hermafroditas. Pindaúba. também descrito por Carl Linnaeus. Dados botânicos e informações gerais Arvore de pequeno porte. e copa alongada. Em outras regiões do Norte do Brasil. sul do Amazonas. Jegerecu. agudas no ápice. alternas e ápice cuspidado. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das folhas é usada contra dores de cabeça. folhas alternas. A espécie também é usada pelos habitantes da cidade de Humaitá. Pindaúva. coriáceas. pétalas lineares. Breu. significa lenho amargo e inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. Coajerucu. muitas das quais usadas na medicina popular. tronco ereto e cilíndrico. com duas a seis sementes (Figura 5. Jejerecu. inflorescências e glomérulos axilares com flores regulares. folhas ovado-oblongas. Jejerecou. Coagerucu. Xylopia cf.

1998). como digestivo e são úteis contra catarro.) por causa de seu óleo volátil (Corrêa. A população refere que a inalação só pode ser feita na hora de dormir. A espécie Xylopia aromatica é usada popularmente como condimento em substituição à Pimenta-do-reino. para depois apresentarmos uma discussão dos dados farmacológicos. raízes. incluímos inicialmente os dados químicos divididos em classes. chegando a substituir a Pimenta-do-reino (Piper nigrum L. . como cabos de instrumentos e varas de pesca. própria para uso em carpintaria. 1984). Dados químicos dos gêneros Annona e Xylopia Estudos químicos realizados com a espécie Annona muricata indicam a presença de inúmeras substâncias químicas.Trata-se de uma planta de ocorrência na região amazônica e também nas Guianas. são usadas como estimulantes da bexiga. A casca da espécie é aromática e usada como condimento picante. As sementes. sendo uma espécie heliófita. os índios witoto utilizam com cautela o chá das folhas como diurético e antiedematogênico. Além dos usos medicinais descritos a seguir. na forma de inalação. Acetogeninas Acetogeninas são substâncias naturais bioativas presentes na casca. especialmente. 1984). sementes de espécies da família Annonaceae. típica de floresta pluvial amazônica (Lorenzi. folhas e. a infusão das folhas é usada como potente analgésico e antiinflamatório. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Dada a grande quantidade de estudos realizados com espécies dessa família botânica. também aromáticas. leucorréia e cólicas do estômago (Corrêa. muitas das quais com importantes atividades farmacológicas. perenifólia e pioneira. Na região amazônica da Colômbia. ao passo que a decocção da casca é usada. a espécie fornece madeira macia de fácil manipulação para artesanato. para combater resfriados e dores de cabeça.

. 1995c). 2002).. A espécie Annona tenuiflora referida em nosso levantamento etnofarmacológico não tem sido estudada sob nenhum aspecto. hoviicina B e desoxi-hoviicina B (Yang et al. 1995e). Recentemente. iso-neoanonacina-10ona. Acetogeninas também são encontradas em inúmeras espécies do gênero Annona. Da espécie Annona muricata foram isoladas inúmeras acetogeninas. anonacina e goniotalamicina já descritas nas sementes. denominada corepoxilona. 1993). 1994).. das quais relacionamos oito acetogeninas monotetrahidrofurânicas denominadas neo-isoanonacina-10-ona. No entanto. 1994a e 1994c). Das folhas ainda foram isoladas as acetogeninas anomuricina C... anonacina-10-ona. 1995b). cis-annomontacina (Liaw et al. 2 e 3 (Wu et al. as quais são considerados compostos precursores das acetogeninas (Hisham et al. com atividade citotóxica descrita por inúmeros estudos e pesquisas... 1995a) e muricatocina A e B (Wu et al. (1993) isolaram outra acetogenina dessa mesma espécie. Destacamos aqui algumas das espécies mais estudadas como fonte de acetogeninas de interesse terapêutico.. hoviicina A. 1995b). uma nova acetogenina tetrahidrofurânica foi isolada das folhas dessa espécie e denominada anonohexocina (Zeng et al. além das acetogeninas tetrahidrofurânicas gigantetrocina A. epomuricenina A e B (Roblot et al. I. 1995a).... enquanto Gromek et al. especialmente como citotóxicas. muricina H. muricatocina C e gigantetronenina. 1991). Anomuricina A e B. Das sementes também foram obtidas as acetogeninas solamina (Mynt et al. anomutacina 1. também foram isoladas das folhas dessa espécie (Wu et al. corossolina 1 e corossolina 2 (Cortes et al. 1991b). muricatetrocina A e B. murihexocina A e B (Zeng et al. Outros estudos relatam a presença de acetogeninas na casca do caule dessa espécie (epoximurina A e B). neo-anonacina-10-ona. e que são importantes representantes da flora brasileira. os dados químicos de outras espécies desse gênero permitem descrever a sua constituição química clássica e indicar a potencialidade de estudo dessa espécie como fonte de novas substâncias de interesse farmacológico.São ácidos graxos modificados. e sugeriram que esta também é uma substância precursora da biossíntese das acetogeninas comuns dessa família botânica. essa última também descrita em outras espécies do gênero Annona (Wu et al.. .

anoglaucina em Annona glauca (Etcheverry et al. Das sementes da espécie Annona squamosa foram isoladas as acetogeninas esquamostatinas A. 1994a). 1962). 32-hidroxibulatacina... esquamocina e roliniastatina I (Vu et al. 30-hidroxibulatacina.... esquamona. Outros estudos relatam a presença de acetogeninas em várias outras espécies desse gênero. 1995a). 1994a e 1994b). squamocina e almunequina (Duret et al. Existem relatos da presença de acetogeninos na espécie Xylopia aromatica (ColmanSaizarbitoria et al. solamina. esquamostanal A (Araya et al.. 1994). tais como querimolina 1 e 2 e almunequina e otivarina (Cortes et al. reticulacinona (Hisham et al. 1994b).. 1994b).. além de queromolina-2 e anonina em Annona glabra (Li et al. esquamosinina A (Yang et al... C e D (Fujimoto et al. 1993). 1992). tais como reticulatina (Saad et al. Das semen- . Sahai et al. 1993b). 1994). 1991). Das sementes da mesma espécie... bulatencina. além de esquamocina e esquamostatina A. 1996).buladecionona e trans-buladecionona (Gu et al.Da espécie Annona cherimolia já foram isoladas inúmeras acetogeninas. 1995).. 31-hidroxibulatacina... anogaleno (Sahpaz et al. 1993b). 1995). 1993).. cis. 4-deoxiasimicina e várias uramicinas (Hui et al. tais como araticulina em Annona crassiflora (Santos et al. 1994). 1991).. Da espécie Annona reticulata inúmeras acetogeninas foram isoladas. desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona (Gu et al. molvizarina e motrilina (Cortes et al. 1996). três uvariamicinas. isoquerimolina 1. esquamosteno A (Araya et al. 1995) em Annona bullata. incluindo A. cis-28hidroxibulatacinona e tran5-28-hidroxibulatacinona (Guetal. 1991a e 1991c). neo-anonina B e neo-reticulacina A (Zheng et al. Alcalóides Alcalóides como muricina e muricinina foram descritos por Manske & Holmes em Annona muricata (Watt & Breyer-Brandwijk. jeteína. anomonicina e roliniastatina (Chang et al.. cherimolia. itrabina. bulatanocina. (1993a) ainda isolaram 39 acetogeninas de várias espécies de Annonaceae. anomontacina em Annona montana (Jossang et al. (1994) isolaram dezessete acetogeninas tetrahidrofurânicas. B.. isomolvizuína 2. anoreticuína-9-ona... Cortes et al. 1994c) neodesacetiluvaricina.. muricata e A.

enquanto diterpenos foram descritos em A. squamosa (Wu.. 1985) e A. Martins et al. 1962). Alcalóides benzilisoquinoléicos denominados anomolina. squamosa (Setharaman. Existem registros de alcalóides nas espécies Xylopia pancheri (Nieto et al... 1994). 1970) e X. frutos de A. 1993) e sesquiterpenos em A. Y.. 1979. 1976). Inúmeros compostos terpenóides. A. montana (Wu et al.. 1995e). squamosa (Krishna Rao et al. foram isolados do fruto de Annona muricata .. 1996).tes de Annona muricata isolaram também o alcalóide liriodenina (Philipov et al. squamosa (Silveira et al. 1978).. 1988). bullafa (Kutschabsky et al. 1978).. anolobina e asimilobina foram isolados de A. Constituintes químicos dessa classe química foram ainda obtidos das espécies A. reticulina. um aldeído aromático (siringaldeído) e dois esteróides foram isolados do caule de A. ambotay (Oliveira et al. Mukhopadhyay et al.. isoboldina e outros foram isolados de A. 1986).. oxouxinsunina. Barbosa Filho et al. 1992.. 1986) e A. 1994).. uma lignana ((-)-siringaresinol). ambotay (Carazza et al. Wu et al. cherimolia (Yang et al. 1982a e 1982b. 1976).. cacans (Saito & Alvarenga. reticulina.. A.. como constituintes predominantes. 1989. laureliptina. michelalbina. 1991). Alcalóides conhecidos como anoretina. Outros constituintes químicos A polpa da fruta de Annona muricata é rica em vitaminas B e C. 1986).. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein. et al. 1993). 1979.. quintasii (Quevauviller & FoussardBlanpin. 1996) e de Annona reticulata (Saad et al. Yang & Chen. salzmannii (Paulo et al. anonaína.. purpurea (Castro et al. aromatica (Rios et al. 1987). enquanto a casca possui grandes quantidades de ácido hidrociânico (Watt & BreyerBrandwijk. A.. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein. 1994). argentinina e liriodenina foram obtidos de Annona montana (Leboeuf et al. X. 1991). squamosa (Leboeuf et al. enquanto os alcalóides anonaína. cherimolia (Villar et al. anolatina. X.. brasilienses (Casagrande & Merotti. C. enquanto três amidas ácidas.. de A. Monoterpenos foram isolados de A. A. Flavonóides foram descritos em A. 1984). 1981).

. Acetogeninas isoladas sementes de A. De Xylopia frutescens. Lopez Abraham. brasiliensis e X. a casca. X... mas inativas contra Entamoeba histolytica (Bories et al. Terpenos também foram isolados de Annona reticulata (Saad et al. 1996. corosolona 1 e corosolina 2.(Wong & Khoo. 1991. 1988. aethiopica foram isolados diterpenos (Moreira & Roque. Ngouela et al. 1991). 1993. muricata. Resultados similares foram obtidos com as acetogeninas muricatocina A e B também isoladas dessa espécie (Wu et al. acetogenina isolada de Annona muricata.. enquanto extratos de folhas. 1991). 1995. uma acetogenina isolada de A.. 1987). 1998). também apresentou importante efeito citotóxico contra células tumorais de pulmão humano (Wu et al. X. 1925 e 1932). raiz e sementes demonstraram propriedades inseticidas (Tattersfield et al. 1991).. assim como outras espécies do gênero. 1992. Heinrich et al. enquanto as sementes da espécie possuem propriedades antiparasitárias (Bories et al. A espécie Annona muricata possui. Solanina. 1991b). antiespasmódica. propriedades inseticidas (Tattersfield et al. Carbajal et al. Uma importante ação depressora em coração isolado de coelhos foi descrita por vários autores (Watt & Breyer-Brandwijk. muricata e de A. Vilegas et al.. 1962).. 1979. apresentaram potente atividade citotóxica sobre vários tipos de células tumorais (Cortes et al.. vasodilatadora.. aromatica.. 1993). Di Stasi.. 1995b). Estudos demonstram que a casca e as folhas de Annona muricata possuem atividades hipotensora. 1979). 1979).. o talo e as sementes dessa espécie possuem ação antibacteriana contra vários patógenos (Sundarrao et al. ao passo que as acetogeninas monotetrahidrofurânicas. 1990). Gbeassor et al. a raiz.. 1993.. 1991). . Bourne & Egbe. 1995e). relaxante de músculo liso e cardiodepressora em animais (Meyer.. Anomutacina 1. sedativa e analgésica foi determinada para a espécie Annona muricata (Cavalcante. possui atividade citotóxica contra algumas células tumorais (Mvnt et al. Misas et al. Dados farmacológicos dos gêneros Annona e Xylopia Atividade hipocolesterolêmica. cherimolia foram ativas contra alguns parasitas. 1940). Extratos obtidos a partir de folhas da espécie possuem atividade antimalárica (Antoun et al.. Inúmeras pesquisas demonstram que a folha. obtidas de Annona muricata. 1941.

.. isolados de A. solamina. tais como cinco acetogeninas isoladas de A. Y. squamosa. desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona de Annona bullata (Gu et al. Chang et al. montana (Wu et al. squamosa apresentaram importante ação larvicida e quimioesterilizante contra mosquitos do gênero Anopheles (Saxena et al.. enquanto os alcalóides de A. norcoridina. 1993) e várias outras (Jossang et al. esquamona. salzmannii. 1988b e 1988a). 1995). cherimolia (Cortes et al.. 1993). 1994). Os alcalóides coclaurina e oxoxilopina... apenas a anonaína apresentou atividade antifúngica (Paulo et al. 1993b).. 1980).. (1995b). reticulatina... salzmanii apresentaram atividade antibiótica contra diversas bactérias e fungos (Barbosa et al. enquanto os alcalóides liriodenina.. 1993b e 1994b. anoreticuína9-ona. anomonicina e roliniastatina isoladas de Annona reticulata (Saad et al. oxoxilopina. anonaína. Hui et al. De quatro alcalóides benzilisoquinoléicos (anonaína. coridina. Esteróides de A. C. et al.Atividade citotóxica contra vários tipos de tumores foi descrita para inúmeras acetogeninas de várias espécies do gênero Annona. 1992). Os alcalóides liriodenina e noruchinsunina isolados de Annona cherimolia apresentaram efeitos vasodilatadores sobre aorta de rato isolada e tiveram seu mecanismo de ação estudado por Chulia et al. 1980). 1991. 1995a). 1992). galucina. oxonantenina e liriodenina isolados de Annona reticulata (Chang et al. A atividade inseticida de várias acetogeninas isoladas do gênero Annona tem sido determinada para a anonacina e compostos similares (Londershausen et al. 1991c e 1991a). laureliptina e isoboldina) isolados da casca de A. Os alcalóides isolados de A.. respectivamente. enquanto alcalóides isolados de A. 1991.. Atividade antimicrobiana também foi verificada com extratos de A. . 1991). montana (Wu et al. reticulina. nornuciferina e asimilobina foram inativos nos mesmos modelos experimentais (Wu. roemerina e desidroroemerina isolados das raízes dessa espécie (Chulia et al. Resultados similares foram obtidos para os alcalóides anonaína. Atividade similar foi descrita para os alcalóides silopina. produziram significante atividade antiagregação plaquetária e citotóxica.. cherimolia induziram contrações uterinas (Lozoya & Lozoya. Alcalóides citotóxicos também foram isolados das folhas de A. bulatanocina. Cortes et al. 1993).. cherimolia (Villan del Fresno et al. reticulina. squamosa demonstraram potente atividade cardiotônica (Wagner et al. 1987) e A.... asimilobina.

coriaceae (Souza et al.. 1993). Verificou-se ainda atividade antifertilidade de A. 1990. Rao et al. Trypanossoma brucei. como acido caurenóico. squamosa.. que apresentou atividade citotóxica. que também apresentaram atividade tripanossomicida (Oliveira et al. Oliveira et al. popularmente utilizado para afecções do trato digestivo e reumatismo.. porém extratos obtidos das cascas e do caule produziram efeito moluscicida (Santos. além dos compostos caurol e os ácidos xilópico e acutiflórico.. Anopheles stephensi (Saxena et al. donovani... 2001). Esta espécie também inibiu a atividade da enzima lipoxigenase (Braga et al. reticulata foi determinada por Williams & Mansingh (1993).. 1996. aromatica foi isolada atherospermidina. F. squamosa produziram mortalidade dose-dependente contra o mosquito... discreta. 2000) e apresentou atividade antiplasmodial (Jenett-Siems et al. que determinaram efeito depressor do SNC. et al.1983). provavelmente por impedir a implantação (Mishra et al. além de atividade antiúlcera induzida por indometacina e estresse (Langason et al. 1996). potenciação do efeito hipnótico do pentobarbital. frutescens não apresentou atividade moluscicida. Extratos hidroalcoólicos de sementes de Annona crassiflora produziram efeito inibitório inespecífico sobre contração muscular de íleo de cobaia (Weinberg et al.. parassimpatomimética de A. 1998). 1989. Martins et al. e há relatos na literatura de sua atividade antitumoral (Rios et al. Extratos etanólicos de sementes de A.. A atividade inseticida do extrato etanólico de A. entre outras. 1998). Extratos preparados também com A. squamosa foram amplamente estudados por Saluja & Santini (1994). atividade anticonvulsivante e analgésica. enquanto o extrato etanólico de A. A. 1993). L. et al. além de atividade citotóxica contra vários tipos de células tumorais (Sahpaz et al. 1996). 1999). Diversas espécies do gênero foram estudadas quanto a sua propriedade molucicida (dos Santos & Sant'Ana. 1975). Silva.. que apresentou atividade antimicrobiana e tripanossomicida (Campos et al.. senegalensis apresentou atividade relaxante muscular e antiespasmódica in vitro. 1994). 1994). O extrato etanólico da raiz de X. A. Das cascas de X. E. foi caracterizada a . 1979.. Do extrato etanólico das folhas de X. Extratos metanólicos de A. fungitóxica. senegalensis produziram importantes efeitos antiparasitários contra cepas de Leishmania major. De Xylopia frutescens foram caracterizados alguns constituintes que apresentaram atividade biológica.. 1979).

especialmente em uso crônico. Dados toxicológicos e observações de uso A degradação de hormônios tireoidianos ou a depressão da produção hormonal da adrenal é sugerida por Queiroz Neto et al. muricata como a responsável pelas degenerações de células nervosas dopaminergéticos observadas in vitro (Lannuzel et al. 1996 e 1997). squamosa (Caparros-Lefebvre & Elbaz. Doses altas de extratos produzidos com Annona muricata causam tremores e convulsões (Watt & Breyer-Brandwijk.Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica atividade antimicrobiana (Lima et al. anti-helmíntico e citotóxica. 1988c).. Os diterpenos caurenoicos presentes em X. Antilhas diversos casos de Parkinsonismo foi atribuído à ingestão de A. 2002). bem como a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem as atividades farmacológicas e toxicológicas. aethiopica promoveram efeito diurético e Hipotensor (Somovaet al. 1962). Estudos recentes têm caracterizado a presença de alcalóides em A. E da espécie X. que apresentou atividade analgésica (Almeida et al. . Em Guadalupe.. indica a necessidade de cuidados no uso dessas espécies pela população. muricata e A. como inseticida. sericea ou embiriba foi testado o extrato aquoso do fruto e das cascas. 2001). O grande número de indicações das diversas espécies do gênero Annona.. (1988) para a espécie Annona muricata.. 1999).

Espécies medicinais da família Myristicaceae Introdução A família Myristicaceae descrita por Robert Brown inclui dezenove gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. Não existem muitos dados fitoquímicos dessa família. No Brasil. 1997). Nozmoscada e Ucuuba-branca. a única espécie medicinal registrada na região amazônica a respeito dessa família foi a Virola surinamensis. Sucuuba. e também como Leite-de-mucuiba. podendo chegar a até 35 m de altura. porém há estudos sobre a presença de óleos essenciais e substâncias alucinogênicas (Evans. utilizadas na indústria madeireira 0oly 1998). Ucuuba cheirosa. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies medicinais dessa família. usada como condimento. tronco de 60-90 cm de diâmetro com casca grossa. localizadas principalmente na região tropical (Mabberley. mas salientamos a ocorrência de várias espécies nessa formação florestal. como Myristica. Espécies medicinais Virola surinamensis L. Bicuíba. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Ucuuba. é freqüente a presença de espécies do gênero Virola e Myristica. Dados botânicos e informações gerais Arvore de porte médio. Neste levantamento. Árvore-do-sebo. Essa família inclui gêneros importantes. Virola. como a Noz-moscada (Myristica). contendo ramos carregados de folhas . que possuem importância do ponto de vista econômico. Em outras regiões a espécie é denominada Andiroba. Horsfieldia e Knema. Sucuba. e espécies do gênero Virola. 1996).

É uma planta perenifólia. 1987a). Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada internamente contra inflamações e febres. elongata . Inclui 45 espécies de florestas tropicais. O nome do gênero Virola provém de um nome popular das Guianas. V michelli (Santos. V. inflamações. O látex é usado externamente misturado com água e na forma de banho no local para tratar doenças venéreas. 1997)... 1989. inflorescências em panículas axilares e fruto elipsóide bivalvar. a saber: V sebifera (Von Rotz et al. heliófita e típica de áreas alagadas da floresta amazônica. Martinez et al. Dados químicos do gênero Virola Foram isolados de três espécies de Virola ésteres de ácidos graxos. A decocção das folhas é útil contra problemas do fígado. et al. bem como -sitosterol. popularmente conhecido como Leite-de-mucuíba. 2000). A casca é usada como medicamento para aftas. S.. -sitosteril-D-glucosídeo e uma nova série de ésteres acídicos (Kawanishi & Hashimoto. pavonis (Martinez et al. como foi descrito por Jean Baptiste Aublet. 1969. com até 20 cm de comprimento. como outras do gênero. A planta é importante fornecedora de madeiras para marcenaria. oblongolanceoladas. 1987).. 1992. V cf.. para o tratamento de câncer. V surinamensis (Lopes et al. 1971).. infecções. Dglucose e ácido ferúlico (trans e cis). hemorróidas e contra úlceras (Corrêa. 1991 e 1992).. No Estado do Tocantins existem relatos da utilização da seiva da V. Ferri & Barata. Existem relatos de 1969 da presença de alcolóides em espécies do gênero Virola (Azurrel et al. 1995). Espécie de ocorrência na Amazônia. 1996). Cassady et al... Vidigal et al. L. surinamensis.pecioladas. muitas delas com substâncias alucinógenas pela presença de triptaminas. chegando até Pernambuco. 1996. pavonis (Marques et al. gastrites e úlceras (Paixão & Hiruma-Lima. usadas como venenos de flechas. 1984). Existem diversos relatos da presença de lignanas e neolignanas em diversas espécies do gênero Virola. V.

. 1992) e V.. flexuosa (Aguirre. calophylloidea (Martinez. Cavalho et al. V. 1987). calophylloidea (Von Rotz et al. 1988).(Kato et al. 1986 e 1990). 1989). urbaniana (Reis et al. foschnyi (Lemus & Castro. V. 1993 e 1994). titonina . 1994 e 1995).. venosa (Kato et al. Dados farmacológicos do gênero Virola Da seiva de V. Das folhas de V. 1996a)... 1990). Alvarez et al. As atividades analgésicas e antiinflamatórias foram verificadas nas espécies V. A presença dos flavonóides glicosilados astilbena e quercitrina em V oleifera foram as responsáveis pela atividade analgésica (Kuroshima et al. 2001). michelli (Santos et al. pavonis.. V. 1996. carinata e V.. 1994 e 1996. V.. A atividade antifúngica das espécies V... V.. Lemus & Castro. 2001). surinamensis. 1990). 1989) e V. surinamensis foi extraído um óleo essencial com atividade antimalarial (Lopez et al. 1996. titonina (Andrade et al.. sebifera. michellii (Cavalho et al.. calophylla. 1987b).. V. surinamensis foi constatada a atividade gastroprotetora atribuída à presença de flavonóides (Batista et al. Além das lignanas. e polifenóis nas espécies V. oleifera (Fernandes et al. V. 1999). V.. calophylla (Martinez et al. michellii foi atribuída à presença da flavona. 1995).. Pagnocca et al. existem relatos da presença de flavonóides nas espécies V. koschnyi foi atribuída à presença de lignanas na composição de diferentes partes da planta (Rodriguez et al. 1990. que também possui atividade bradicárdica e colinérgica (Martins et al. V. 1996) e V. Andrade et al.. 1999. caducifolia (Aparecida dos Santos et al. 1992). A atividade analgésica de V... carinata e V.

donovani e V. 1987) e anti-hemorrágica de V. koschnyi (Castro et al. V. da famosa Canela-sassafrás. Sassafras. Persea. além do . Incluem muitas espécies aromáticas. do famoso Louro. 1991) como a surinamensina (Pinto et al. Barata et al. do nosso famoso Abacateiro. Ainda existem relatos das atividades antitumoral. 1994). 2000). surinamensis (Paixão & Hiruma-Lima. porém. dados etnofarmacológicos de V. Observações de uso Não existem dados de toxicidade de espécies do gênero. A família reúne grande importância econômica. sebifera. 1997). A propriedade antioxidante foi confirmada para V. Nectandra. a grande maioria tropicais e de ocorrência na América do Sul e no Brasil. mas não foi detectada em V. Os principais gêneros são Laurus. amplamente usado no Brasil como condimento. 1996). surinamensis.. cercaricida e molucicida de V. calophylla (Miles et al. 1986b e 1998).. 2000). oleifera. No Brasil ocorrem dezenove gêneros e aproximadamente 390 espécies (Barroso. aliados ao relato de atividade moluscicida. pavonis foi atribuída à presença de neolignanas (Fernandes et al. inseticida e alucinogênica de diferentes espécies dessa família.. alucinogênica de V. duckei (Bennett & Alarcon. elongata (Davino et al. 1998. 1978). inseticida de V. sugerem cuidados da população quanto ao uso. carinata e V. 1996. As propriedades antioxidante e surfactante de V. 1987). Ocotea. árvores e arbustos (Mabberley. todos aromáticos.. sebifera são atribuídas à presença de ômega-(feruliloxi) acilglicerídeo (Kawanishi & Hashimoto. Espécies medicinais da família Lauraceae Introdução A família Lauraceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 52 gêneros e aproximadamente 2.. V. tripanossomicida.850 espécies. 1999). surinamensis (Lopes et al. Licaria.. e outros.A atividade leishmanicida nas espécies V. pois. com substâncias flavorizantes e algumas medicinais. Aniba e Cinnamomum (da Canela em casca).

fornecedor de alimento amplamente comercializado. O gênero Laurus descrito por Carl Linnaeus é de origem mediterrânea. 1998). Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Louro ou Loureiro. A decocção das folhas é usada como abortivo e contra constipação intestinal. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Essa espécie não foi referida no levantamento realizado na região amazônica. É uma planta exótica e cultivada no Brasil. Espécies medicinais Laurus nobilis L.costume posteriormente assimilado por Roma e usado pelos césares (Joly. usado na Grécia para a confecção das famosas coroas de louro para agraciar os atletas ou outros heróis nacionais . onde se adaptou muito bem. Na região da Mata Atlântica a espécie é cultivada ou adquirida no comércio como alimento e para ser usada como medicamento. pecioladas. O nome do gênero é derivado do uso da planta ao laurear um herói. há inúmeras plantas fornecedoras de madeiras de excelente qualidade (Joly.Abacateiro. A infusão também é indicada contra dores de cabeça. flores muito aromáticas dispostas em umbelas e fruto do tipo baga pequena. sendo considerada digestiva. bem como para dores de barriga. para combater problemas hepáticos e intestinais. Dados botânicos A espécie é uma árvore de pequeno porte com ramos eretos. lanceoladas. deriva de lauer = "verde". folhas alternas. a espécie cultivada ou adquirida no comércio é usada como medicamento na forma de infusão das folhas. 1998). de estômago e como emética e abortiva. como a Canela e o Louro. e laus = "louvor". . e de outras espécies.

Internamente. além de atuar como diurético e analgésico. lanceoladas e acuminadas. nome dado especificamente ao fruto. carminativas. com caule um pouco tortuoso e uma enorme copa. onde se encontram as folhas alternas. ao passo que a infusão das folhas. pecioladas. estomáquicas. bronquites. com polpa verde. contra reumatismo. especialmente contra dores de barriga e para a expulsão de cálculo renal. úlceras e piolhos (Bown. Dados botânicos É uma árvore com até 20 m de altura. externamente. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Persea americana Mill. analgésico. sendo comercializada em todo o mundo. anti-sifilíticas. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Abacateiro ou simplesmente Abacate. flores branco-pálidas. A planta também fornece madeira e reúne importante valor econômico. estimulante do apetite e contra cólicas. 1984). fruto do tipo baga ovóide. O nome do gênero deriva de uma homenagem a Perseu. comestível. 1995). podendo chegar a até 20 cm de comprimento. que envolve a semente grande e marrom. ou Persea gratíssima Gaertn. a decocção das folhas do abacateiro é usada como diurético. diuréticas e febrífugas. emenagogas. . Na região da Mata Atlântica essa espécie é cultivada em terrenos e áreas desmatadas. As folhas são consideradas excitantes da vesícula biliar. além de serem usadas contra doenças renais. é também usada contra febres. pequenas e pouco vistosas. reumatismo e uremia (Corrêa. O gênero foi descrito por Phillip Miller e inclui aproximadamente duzentas espécies tropicais. vulnerárias. não ocorrendo espontaneamente. as folhas são usadas contra indigestão.

bem como os efeitos larvicida e inseticida desta espécie (Oberlies et al„ 1998). 1995... 1987). 2001).Dados químicos e farmacológicos de Laurus nobilis e Persea americana O óleo essencial das folhas de Laurus nobilis possui eugenol. 1991)... O óleo essencial apresentou atividade anticonvulsivante (Sayyah et al. A espécie Persea americana L. O extrato das folhas e flores também foi efetivo contra a Biomphalaria glabrata (Re & Kawano. antifúngico (Domergue et al. hidrocarbonetos.8-cineol isolado de L. 1989) e dermatite de contato (Ozden et al. A atividade antiulcerogênica de L.. elemicina.. monoterpenos e sesquiterpenos oxigenados (Caredda et al. 1991. 1991. antimicrobiana (Raharivelomanana et al. 2002). Afifi et al. nobilis promoveu apoptose das células leucêmicas in vitro (Moteki et al. 2000. 1999). spatulenol. 2002.. nobilis foi atribuída à presença de sesquiterpenolactonas que promoveu inibição do enchimento gástrico e aumento da secreção do muco gástrico (Matsuda et al.. Sladler et al.. beta-eudesmol (Diaz-Maroto et al. Carman & Handley. americana têm sido atribuídos efeitos tóxicos em diversos animais (Mckenzie & Brown. Dados tóxicos e observação de uso Os diversos relatos dos efeitos tóxicos das folhas de P.. 2002). constituem-se em alertas para a população quanto à utilização das folhas desta espécie. 2002). O 1. 1989) sendo a cardiomiopatia um dos distúrbios mais citados (Oelrichs et al.. Hargis et al. 2002).. antiinflamatório (Ademylmi et al. . Grant et al. 2002). Às folhas de P.. foram atribuídos os efeitos analgésico. americana citados acima. 1997).

1 .FIGURA 5. b) Fruto característico da espécie (Banco de imagens ). .Annona muricata: a) Detalhe do ramo com flor (modificado a partir de Corrêa. 1984).

FIGURA 5. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa. 1984) (Banco de imagens).2 . .Annona tenuiflora.

Xylopia cf. frutescens: a) Escanerata do ramo florido.3 . .FIGURA 5. b) Detalhe da flor (Banco de imagens).

1997. ocorrem aproximadamente sessenta espécies distintas de Aristolochia. predominantemente na forma de lianas e trepadeiras. mas também com arbustos e herbáceas (Mabberley. C. Guimarães Introdução A Aristolochiales é a ordem três da subclasse das Magnoliidae e inclui apenas três famílias botânicas: Aristolochiaceae. sendo a primeira a mais importante e a única que inclui espécies medicinais referidas na Amazônia e na Mata Atlântica. Outros gêneros que incluem espécies medicinais descritas são Asarum e Trottea. ao passo que na região do . M. 1998).ó Aristolochiales medicinais L. Di Stasi C. Hydnoraceae e Rafflesiaceae. M. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso da espécie Aristolochia trilobata. com referências etnofarmacológicas pouco comuns no país. A família Aristolochiaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent Jussieu inclui doze gêneros com aproximadamente 475 espécies tropicais. muitas das quais usadas como medicinais. Santos C. no Brasil. A. Hiruma-Lima E. e. Joly. Os gêneros mais importantes dessa família são Aristolochia. Thottea e Asarum.

sulcados e estriados. . o decocto das folhas é útil contra cólicas abdominais e problemas estomacais. a planta era usada popularmente para facilitar o parto. grandes. e várias com usos medicinais descritos. axilares. Capa-homem. Nomes populares A espécie é denominada Urubu-caá na região amazônica. Contra-erva. e lochia = "nascimento". ovadotrilobadas com base cordiforme e sem estipulas. Calunga. ramos lisos. fruto capsular cilíndrico. simples. muitas das quais ricas em alcalóides. ventralmente lisas e dorsalmente verrugosas (Figura 6. foi referida como medicinal. Jarrinha. usadas como venenos.Vale do Ribeira uma espécie do gênero Aristolochia. enquanto o banho preparado com folhas em água fria é utilizado contra dores de cabeça e dores musculares. pecioladas. hermafroditas. com sementes achatadas. Outras denominações populares são Angelicó. flores isoladas. folhas alternas. que lembra o feto em posição antes do nascimento. Batarda.1). monoclamídeas com tépalas bilabiadas. denominada popularmente como Milomem. Mil-homens e Papo-de-peru. e refere-se à forma curvada da flor de uma das espécies (Aristolochia clematitis). Dados botânicos É uma planta trepadeira. O gênero Aristolochia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 120 espécies tropicais. Espécies medicinais Aristolochia trilobata L. zigomorfas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. parto. Em razão dessa forma e de acordo com a Teoria das Assinaturas. O nome do gênero Aristolochia vem do grego aristos = "bom".

pecioladas. ovado-trilobadas com base cordiforme e sem estipulas. Aristolochia sp Nomes populares Nas comunidades da região do Vale do Ribeira. não sendo encontrada em áreas degradadas. sulcados e estriados. as flores são isoladas e axilares. anti-séptica. capoeiras e áreas em regeneração. cicatrizante e contra úlceras crônicas. no entanto. constipação nasal. A infusão das folhas é utilizada contra dores de barriga. gripes fortes. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. Dados botânicos Assim como Aristolochia trilobata. excitante. apresentamos os principais dados químicos referentes à espécie do gênero. o chá da raiz também é utilizado como emenagogo. para caracterizar a sua importância como fonte de novos constituintes químicos. resfriados e para expulsão de parasitas intestinais. essa espécie é denominada Milomem ou Mil-homens. estimulante. sudorífica. .Outros usos populares indicam que a raiz é tônica. Dados químicos do gênero Aristolochia Não foram encontrados estudos químicos com a espécie Aristolochia trilobata. A espécie é sempre obtida de dentro da floresta. Também não é uma espécie cultivada. essa espécie também é uma planta trepadeira com folhas alternas. catarros crônicos. é usada também como abortiva e eficaz contra veneno de cobras (Corrêa. os ramos são lisos. sarnas e orquites (Van den Berg. anti-histérica e útil contra febres graves. diurética. estomáquica. simples. a decocção das folhas dessa espécie é usada contra distúrbios estomacais e hepáticos. especialmente para combater náuseas e vômitos. 1984). disenteria e diarréia. 1982). e fruto capsular cilíndrico com sementes achatadas.

. versicolor (Zeng et al. 1995). argentine (Priestap.. alcalóides do grupo da berberina foram descritos em A. J. 1979) em raízes de A. 1991). 1986)... 1984). 1983). gigantea (Lopes. 1995). Terpenóides foram descritos em inúmeras espécies de Aristolochia... 1987).. galeata (Lopes. A. Abel & Schimmer. incluindo a magnoflorina obtida de partes aéreas de A.1993).. A.. A. rodix (Tsai et al. indica (Che et al. versicolor (Zhang&He.. 1987). T. 1988).. 1977 e 1985). A. A.. Chakravarty et al... et al. 1988). Paiva et al. sendo descrito em A.. III e IV (Houghton & Ogutveren. versicolor (He et al. A..Os ácidos aristolóquicos são os principais componentes de inúmeras espécies do gênero Aristolochia. 1991).. A. 1991a). 1995) e A.. cinnabarina (Li et al.. clematitis (Kostalova et al.. liukiuensis (Mizuno et al. A.. ftiangularis (Bolzani et al. 1980). 1992).. dematilis (Makuch et al. tubiflora (Peng et al. chilensis (Urzua Rodriguez. longa (De Pascual et al.. A. tais como A. Higa et al. nata (Moretti et al... A. A. 1994). 1987. longa (De Pascual et al. 1992).. A. Zhang et al. 1983a). Lopes. 1991). 1991b). 1987). S. gigantea (Cortes et al. 1987). L. 1994). fangchi (Tsai et al. kankauensis (Wu. 1991.. argentine (Priestap. 1992. A. kankauensis (Wu. manshuriensis (Lou et al. 1980). S. elegans (El-Sebakhy et al. et al. et al. 1995).. debilis (Ahmed Farag et al.. Lou et al. 1992). A. L. clematitis (Kostalova et al. arcuata (Watanabe & Lopes. G. 1995). 1987).. P et al. X. 1991). 1987). inúmeros alcalóides denominados aristolactâmicos de A... rotunda (Pistelli et al. A. A.. 1983b). rigida (Pistelli et al. M. A. 1979). T.. raízes de A. 1988.. A. auricularia (Houghton & Ogutveren... vários outros alcalóides aporfínicos de A. A. 1983). A. tubiflora (Peng et al. A. et al. 1986b e 1986a). molissima (Peng et al.. bracteata (ElTahir. clematitis (Kostalova et al.. maurorum (Kery et al. C. A.. 1980).. 1991b). 1995). A. Alcalóides foram isolados de várias espécies. 1993). A. 1989). A. A. contorta (Lou et al. Aristolochia cymbifera (Leitão et al. 1995) e A. et al. A. molissima (Peng. tubiflora (Peng et al. indica (Piers & Tse. ponticum (Houghton & Ogutveren. 1996. 1994). em A. 1987. H. A. 1990. 1988) e Aristolochia cymbifera (Leitão et al. A.. A. Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren. auricularia que possuem os ácidos aristolóquicos I. A. A. bracteata (ElTahir.. 1992) e outros alcalóides em A.. 1982). cinnabarina (Li. chilensis (Urzua et al. acuminata (Moretti et al. 1988). manshuriensis (Ruecker et al. A. A.. brasiliensis (Lopes et al. yunnanensis (Chen et al. II. esperanzae e A. 1991) e de A. 1985) e A.. kankauensis (Wu et al. 1996).. 1995). 1991a). As sesquiterpenolactonas foram isoladas de A. A.

triangularis (Ruecker et al.. rodix foi eficaz contra veneno de ofídeos (Tsai et al. -elemeno.. Diterpenos isolados de Aristolochia albida agem como importantes antídotos de picada de cobras do gênero Naja (Haruna & .Uma nova lignana nunca descrita na família Aristolochiaceae foi isolada de Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren. T. indica (Pakrashi & Pakrasi. birostris (Conserva et al. macroura (Leitão et al. e o ácido aristolóquico de A. chilensis (Urzua et al. 1987b. et al. Urzua & Presle. 1994). indica apresentou propriedades antiestrogênica e antiimplantacional (Pakrashi & Chakrabarty. galeata (Lopes & Bolzani. 1995). copaeno. A. S.. 1996). et al. A. 1979).. 1987) e A. A. Lopes et al. 1993). A. 1991b). 1978). A. 1990).. Dados farmacológicos do gênero Aristolochia Atividade antifertilidade foi determinada com substâncias isoladas de Aristolochia versicolor (He et al.. 1988) e amidas em A. 1977).. Estudos recentes demonstram ainda que o ácido aristolóquico possui uma efetiva atividade antiespermatogênica por interferir na espermiogênese no estágio de formação das espermátides (reduzidas em 72%) e reduzir em 47% a produção de células de Leydig maturas (Gupta. cymbifera. 1988) e A. S.. kankauensis (Wu. esperanzae. Lignanas também foram descritas em A. taliscana (Longsw et al. -elemeno e -humuleno foram determinados em A. O ácido aristolóquico de A. 1990). arcuata (Watanabe & Lopes... gigantea e A. 1980). R. Compostos como -cariofileno. A. 1980.

papilaris (Maia et al. Atividade antifúngica foi determinada utilizando-se a espécie A. tulobata (Sosa et al. Vários tipos de ácidos aristolóquicos são nefrotóxicos... 1990). 1985). Dados toxicológicos e observações O ácido aristolóquico tem sido reportado por seus efeitos tóxicos (Hashimoto et al. multiflora (Moretti et al. A. também foi descrita para o ácido aristolóquico IV isolado de Aristolochia rigida (Pistelli et al.. Foram ainda determinadas atividades citotóxica de A. O ácido aristolóquico II é capaz de produzir arilação do DNA e promover carcinogênese e mutagênese (Pfau et al. 1993). Abel & Schimmer (1983) relatam que esse ácido é capaz de induzir aberrações cromossômicas estruturais e de apresentar potente efeito carcinogênico. et al..... O mesmo ácido obtido de A. antitérmica e inibição das contrações induzidas por histamina. 1991). 1996). birostris demonstraram. 1985). triangularis (Garcia. 1979). além de promover contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir. 2001). 1983).. gigantea (Campos et al. 1999). 1993).. niaurorum (Kery et al. O alcalóide magnoflorina obtido de várias espécies de Aristolochia diminui a pressão arterial em coelhos e induz hipotermia em camundongos... G. com A. 1979).Choudhury. 1991).. 2002). H. Atividade antiinflamatória também foi observada em A.. A. indica apresentou atividade hepatotóxica e nefrotóxica em camundongos (Pakrashi & Shaha. paucinervis (Gadhi et al. paucinervis foi ativa contra a Helicobacter pylori (Gadhi et al. 1991). Atividade mutagênica. e antiviral com A. causando lesões renais de forma dose-dependente em apenas três dias de tratamento . 1995). 1988).. enquanto uma atividade relaxante muscular inespecífica em músculos lisos foi descrita para o extrato etanólico de Aristolochia papillaris (Lemos et al. antibacteriana. papilaris (Maia et al. 1988). Importante atividade cardiotônica foi obtida com os constituintes químicos obtidos de cultura de células de Aristolochia manshuriensis (Bulgakov et al. atividade analgésica. Estudos com A. determinada pelo teste de Ames. anti-séptica e cicatrizante de A.. O ácido aristolóquico I promove contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir. 1999). acetilcolina e ocitocina (Conserva et al. no Sistema Nervoso Central. A espécie A.

Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis). Da mesma forma.com 10. 50 ou 100 mg/kg via oral. Hoehne (1978) relata inúmeros casos de intoxicação com várias espécies desse gênero. cujos principais sinais são necrose do epitélio dos túbulos renais e alterações nos níveis de diversas enzimas (Mengs & Stotzem.. por suas características químicas.1 . Recentes estudos demonstram ainda o aparecimento rápido de fibrose renal intersticial pelo consumo crônico da infusão de Aristolochia pistolochia (Pena et al. Esse uso pode revelar inúmeros efeitos tóxicos dos constituintes químicos dessas espécies. 1996) por humanos. . Entretanto.Aristolochia trilobata. as espécies desse gênero são importantes fontes de novos constituintes químicos que ainda não foram devidamente estudados. Dados químicos e farmacológicos são escassos para garantir o uso seguro dessas espécies. não é recomendada a utilização sobretudo em gestantes. salientando ainda que várias delas são usadas como abortivas. 1993). FIGURA 6.

7 Piperales medicinais L. Geralmente as plantas são arbustos. S. muitas delas extremamente comuns na Mata Atlântica. epífitas. dos quais se destacam os gêneros Piper. 1997). normalmente com células de óleos essenciais. Por sua vez. A. ervas e pequenas árvores sempre aromáticas. C. onde ocorrem em abundância e diversidade. e espécies me- . a família Piperaceae descrita por Paul Dietrich Giseke compreende aproximadamente três mil espécies distribuídas em oito gêneros (Mabberley. Peperomia e Pothomorphe. e a primeira não possui importância como fonte de espécies de valor medicinal. G. lianas. o mais estudado e conhecido do ponto de vista químico. Hiruma-Lima A. Reis Introdução Na ordem Piperales ocorrem apenas duas famílias botânicas: Saururaceae e Piperaceae. Mariot W. Piper nigrum. No Brasil ocorrem aproximadamente 460 espécies de cinco gêneros. especialmente do gênero Piper. Portilho M. do qual se destacam espécies como a Pimenta. A família é muito importante como fonte de substâncias com atividade farmacológica. Di Stasi C.

A espécie só foi referida como medicinal pelos índios tenharins. Dados botânicos Planta herbácea com internós glabros. folhas alternas. os índios tenharins denominam essa planta Tracoá. Piper angustifolium. sendo também apenas . Espécies medicinais Peperomia elongata H. Piper cubeba. fruto pequeno do tipo drupa (Figura 7. ápice agudo com lâminas glabras e opacas em ambas as faces. muito semelhantes entre si. elíptico-lanceoladas ou elíptico-ovadas. flores sésseis reunidas em inflorescências do tipo espiga.dicinais de ampla utilização. Não foram identificados outros sinônimos para essa espécie. Dados da medicina tradicional Os índios tenharins usam internamente (decocção) as partes aéreas da planta para curar diarréia e dores intensas do estômago.K. Pela ampla ocorrência e abundância no Brasil. como a Piper betle (betel). muitas delas cultivadas como ornamentais e raramente conhecidas como medicinais. Piper methysticum e outras de grande importância em sistemas tradicionais de medicina. Piper longum. as quais passamos a discutir a seguir. Nomes populares Além de Tracoaptera. descrito por Hipólito Ruiz Lopes e José Antônio Pavón. O nome do gênero Peperomia é derivado de Piper.1). compreende aproximadamente mil espécies tropicais de ocorrência nas Américas. como a chinesa e aiurvédica. várias espécies dessa família foram referidas como medicinais em ambos os locais de estudo envolvidos nesta pesquisa.B. pequenas. ovário com um só estigma. O gênero Peperomia. Trata-se de uma família de complexa identificação taxonômica pelas características das inflorescências.

as flores são dispostas em espigas e de coloração clara. pequenas. sendo também amplamente cultivada como ornamental na região. na região amazônica. Não ocorreram relatos de usos de outras espécies desse gênero nos outros grupos entrevistados na região amazônica (comunidades ribeirinhas e habitantes do município de Humaitá). bastante carnosas e glabras.obtida na área de floresta em torno da aldeia. A espécie é encontrada na Mata Atlântica. Não foram encontrados sinônimos. de o Céu elétrico ou Óleo elétrico. Peperomia rotundifolia H. Nomes populares A espécie é chamada. curtopecioladas.K. Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Salva-vida ou Salva-vidas. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. gastrite e gripes. . ao passo que a decocção das folhas é usada para facilitar a digestão e no tratamento da hipertensão. a infusão das folhas é usada internamente como sedativo e contra dores de estômago. em geral nas áreas de clareiras e em locais com grande umidade. simples. mas com pouca ocorrência. Corrêa (1984) refere que a planta é estomáquica e tônica. Piper cavalcantei Yuncker.B. de distúrbios do estômago. Dados botânicos Trata-se de uma planta herbácea com folhas alternas.

pendente. característica marcante da espécie e bem distinta de outras Piperaceae. especialmente para dores de cabeça. atingindo até 10 cm de comprimento. Nomes populares A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira pelo nome de Pariparoba. O óleo retirado por maceração e aquecimento é usado topicamente para dor de ouvido e qualquer outro tipo de dor externa. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. O nome do gênero Piper é a denominação árabe da Pimenta. O nome Pariparoba é muito comum para várias espécies de Piperaceae. inflorescências do tipo espiga. folhas curto-pecioladas com limbo foliar assimétrico e glabro em ambas as faces. . Piper cernnum Vell. podendo chegar a até 5 m de altura. os frutos são drupáceos (Figura 7. folhas pecioladas. a inflorescência especiforme varia de 30 a 60 cm de comprimento. O gênero Piper descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duas mil espécies tropicais.Dados botânicos A espécie é um arbusto que chega até 2 m de altura. a decocção das folhas é considerada excelente antitérmico e analgésico. conforme será observado na descrição de outras espécies deste livro. para evitar desidratação e para combater cólicas menstruais.2). Dados botânicos A planta é considerada um arbusto. todas aromáticas. com caule e ramos de muitos nós e de coloração verde-escura. A infusão das folhas é usada como antidiarréico. algumas lianas e pequenas árvores. podendo atingir 40 cm ou mais de comprimento e 25 cm de largura. Jaborandi-cepoti e Pimenta-de-morcego. com vários nós e internós no caule central e em seus ramos. assimétricas na base. isoladas e levemente curvadas. Outras denominações populares são João-guarandi-do-grado. membranáceas. sendo a maioria arbustos. com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura.

particularmente contra cólicas abdominais. tendo distribuição por todo o Brasil. . membranáceas. podendo atingir até 8 cm de comprimento (Figura 7. acuminadas no ápice. além de ser útil em distúrbios renais. ao passo que as raízes frescas também são mastigadas como antiinflamatório e contra distúrbios hepáticos. um pouco ásperas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. especialmente contra dores de barriga. tanto a infusão das folhas como as folhas frescas são usadas para aliviar a dor de dente. Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Iaborandi ou Jaborandi. A espécie possui grande ocorrência na Mata Atlântica. com os nomes de Murta e também de Pariparoba. inflorescências do tipo espiga. Em outras regiões do país. levemente curvadas. assimétricas na base. incluindo hepatite. onde a espécie é abundante. Piper gaudichaudianum Kunth. especialmente em regiões de clareiras naturais e na borda de cursos de água. Dados botânicos É um arbusto de pequeno porte com folhas curto-pecioladas.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. a infusão das folhas é usada como analgésico. enquanto as raízes frescas mastigadas são usadas como analgésico. estomacais e hepáticos. O uso tópico da decocção das folhas ou apenas do seu sumo alivia dores musculares.3). Trata-se de uma espécie amplamente coletada para comercialização como adulteração do jaborandi verdadeiro.

Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica com os nomes de Apepa-ruão. pecioladas. flores . a infusão das folhas é u s a d a contra distúrbios hepáticos. com distribuição restrita à região Sudeste do Brasil. com ramos glabros e cilíndricos. com até 7 cm de comprimento (Figura 7. folhas alternas. membranosas.Piper cf. alongada e fina. Dados botânicos Arbusto de 2 a 5 m de altura. Bitre. levemente assimétrica na base. A espécie é muito comum na Mata Atlântica. c o m o Aperta-mão e Pimenteira. Piper marginatum Jacq. Outras denominações populares para essa espécie são Caapeba-cheirosa. membranácea. glabra.4). com ápice acuminado. cordiformes. Dados botânicos A planta é um arbusto pequeno com folhas curto-pecioladas e pequena bainha. inflorescências do tipo espiga. Em outras regiões do país. sendo encontrada em áreas de clareira e em locais com u m i d a d e . A planta t a m b é m é coletada e comercializada como adulteração da pariparoba. Ihotzkyanum Kunth. Pimenta-do-mato e Pimenta-dos-índios. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins pelo n o m e de Nhambuí. pequena (até 11 cm de comprimento). estomacais e renais. r e t a . Nhandi. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Aperta-ruão ou Aperta-juan. flores verdes dispostas em inflorescências do tipo espiga.

Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas. essas diferenças ficam bem claras. Malvarisco. estomáquica. fruto do tipo baga (Figura 7. fruto anguloso do tipo baga ovóide (Figura 7. andróginas. .6). minúsculas. Catajé. bainha desenvolvida. as raízes são carminativas. Caá-peuá. O gênero Pothomorphe foi descrito por Friedrich Anton Wilhelm Miquel e significa "semelhante a Pothos". se ingerida. gineceu com três estigmas. peltatas. diuréticas. sialagogas. Comparando-se as figuras das espécies descritas neste capítulo. é encontrada na Mata Atlântica e conhecida com os mesmos nomes. Caapeba-do-norte no Pará e no Mato Grosso como Pariparoba. Pothomorphe peltata (L. flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum. dores de dente e blenorragias. peitadas. O gênero Pothomorphe diferencia-se do gênero Piper.5). Dados da medicina tradicional A raiz amassada é usada externamente para o alívio da dor e coceira causadas pela picada de insetos. flores sésseis. resolutiva e usada em banhos após o parto. com ápice agudo e nervação peltinérvea. 1984). principalmente da tucundeira. sudoríficas. um gênero da família Araceae.com brácteas triangulares. androceu com três estames. formando uma falsa umbela. Nomes populares A planta é conhecida na região amazônica com os nomes de Caapeba. visto que no primeiro as inflorescências aparecem agrupadas. membranosas. ovado-arredondadas. as folhas. como ocorre no gênero Piper. Uma outra espécie do mesmo gênero. contra veneno de cobra.) Miq. os frutos são excitantes. Segundo os índios tenharins essa planta é tóxica. estimulatórias (Corrêa. A planta é tônica. e não isoladas. descrita a seguir.

cordada. membranosas. com ápice agudo e nervação peltinérvea. A única diferença macroscópica entre essa espécie e a anterior é que no primeiro caso as folhas são peitadas (Pothomorphe peltata) e nesta espécie as folhas são cordadas. antiinflamatório externo e interno. a planta toda fornece um suco útil contra queimaduras. as folhas são resolutivas e a raiz é estimulante do sistema linfático. flores sésseis.Dados da medicina tradicional As folhas untadas e levadas indiretamente ao fogo devem ser usadas topicamente para diminuir inchaço. no Mato Grosso a planta é utilizada como antible-norrágico. Os mesmos sinônimos apresentados para a espécie Pothomorphe peltata são atribuídos a essa espécie. a população refere o uso externo da infusão das folhas para o alívio de dores musculares e o uso interno do macerado das folhas em água para tratar distúrbios hepáticos.7). lenitivo para "machucaduras" e queimaduras (Van den Berg. 1984). e ela recebe o nome de Pothomorphe umbellata pela característica da inflorescência (Figura 7. A raiz e as folhas são diuréticas e antigonorréicas. bainha desenvolvida. desobstruente do fígado e do baço e útil contra infarto das vísceras abdominais (Corrêa. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. os mesmos usos atribuídos à infusão das raízes. Pothomorphe umbellata (L) Miq. andróginas. flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum. formando uma falsa umbela. 1980). Capeba ou Pariparoba. Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas. ovado-arredondadas. vermífugo. minúsculas. fruto do tipo baga. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica pelo nome de Caapeba. diurético. .

sesquiterpenos. 2002. 1994). Pela importância do gênero Piper nos aspectos químico e farmacológico. monoterpenos. 1988)..5-metilenedioxialilbenzeno e farneseno (De Diaz et al.. et al. acetato de bornila e os ácidos elaídico e linolênico (Garcia. grifolina bisobolol. além de apiol. Seeram et al. De Peperomia japonica. Dos óleos essenciais de Peperomia rotundifolia foram isolados terpenos e sesquiterpenos (Joseph et al. 1987) que também estão presentes em outras espécies deste gênero (dos Santos et al. C. que representa 49% dos constituintes voláteis. galopiperona e hidropiperona (Villegas et al.. vulcanica e proctorionas de P.. flavonóides (Tillequin et al. indicada populamente como antitumoral.. (1995) isolaram piperogalina de Peperomia galioides. marginatum foram isolados o ácido 3-farnesil4-hidroxibenzóico e um derivado metilado (Maxwell & Rampersad. Mahiou et al. 1997). 1978) e vários aril-propanóides no óleo essencial (Ramos et al. foram isolados lignanas denominadas peperomina A. M. são .. Das raízes de P. marginatum foi isolada a croweacina (De Oliveira Santos et al. proctorii (Mbah et al. Das partes aéreas de P.. 1990). marginatum foram isolados aril-propanóides. Os compostos descritos no óleo essencial de Peperomia subespatula foram safrol. 2001)... Piper Das raízes de P. ácidos graxos (Lima et al. quinonas piperogalona. miristicina. 3-hidroxi-4.. 1988). 1982).Dados químicos Peperomia O composto com atividade antibacteriana obtido de Peperomia pellucida foi isolado como cristais incolores na forma de agulhas e elucidado como C-42N-230H (Bojo et al. compostos de grande importância farmacológica. Cromonas foram isoladas de P. et al. 1996). G. 2001). De Peperomia campylotropa foram isoladas safrol. B e C (Chen. 1982). Os alcalóides. consideramos necessário apresentar os principais estudos realizados com suas espécies. 2000). que também possui ácido grifólico. E... 1989) e peperomina D de Peperomia glabella (Delle Monache et al..

. tuberculatum (Braz Filho et al.. hidropiperona. cubeba (Badheka et al. lancei (Han et al..encontrados com freqüência nesse gênero. flavonóides de P.. Uma quinona. Li & Han. 1986 e 1987). 1986). 1986. flavonas de P sylvaticum (Banerji & Das. piperidina.. hispidum (Vieira et al. P.. P. hostmanianum (Diaz et al.. betle (Evans et al. 1980) e P. 1981) e P. 1985) e P. aduncum (Smith & Kassim. P. galioides apresenta atividade contra Leishmania sp e Trypanosoma cruzi (Mahiou et al. piperina... 1987). Tabuneng et al.. lignanas de P... 1986) e P. hancei (Li et al. 1992). nigrum (Inatani et al. Shoji et al. 1987). 1979). amalago (Dominguez et al. 1984). 1983. sendo os principais piperlonguminina. P. 1977. piperlongumina. P. chavicina e outros.. 1977) e P. P. sylvaticum (Banerji & Pal.. 1979). 1987).. 1995). P. 1981).. compostos fenólicos de P.. peltatol B e peltatol C) ativos contra HIV (Gustafson et al... 1985). com potencialidade de ser importante antibiótico de largo espectro.. P peepuloides (Shah et al. hispidum (Vieira et al. guineense (Cole. isolada de Peperomia galioides apresentou atividade antiparasítica contra três espé- . 1986) e flavonas de P. P. 1986). hispidum (Burke & Nair. methysticum (Smith. Bacillus subtilis. 1983). Foram estudados os óleos essenciais de P sarmentosum (Likhitwitaywuid et al. jaborandi (San Martin. 1985).. betle (Rimando et al. P. Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli. aduncum e P. Foi demonstrado também que P.. 1968). auritum (Ampofo et al. P. Isolaram também neoglicanas de P. Foram isolados diversos alcalóides em P.. 1986). 1982) e P clusti (Koul et al. peltata apresenta o derivado monomérico do catecol 4-nerolidylcatechol e três dímeros (peltatol A. retrofractum (Banerji et al. Pothomorphe P. 1987). 1986. Dados farmacológicos Peperomia Peperomia pellurída apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. 1987). Achenbach et al. 1980). futokadsura (Chang et al. longum (Dutta et al.

Doses acima de 1g/kg promoveram depressão respiratória e morte.. Embora o extrato de P. mas não promoveu migração de leucócitos na pleurisia induzida por carragenina. analgésica e antiedemotogênica (Kham & Omoloso. et al. O extrato aquoso também reduziu edema da pata induzido por carragenina em ratos... 1997). V. também conhecida como Língua-de-sapo. H. Assim. Piper Foram caracterizadas para P. O extrato aquoso de P. 1996b). et al. 1998. V. O.. em doses que variaram de 0. hipotensora (Siqueira et al.. salivação intensa. O.. longum foram capazes de proteger o animal do antígeno causador de broncoespasmo. lacrimejamento. bloqueada com prazosin e ioimbina. 2002. enquanto o extrato hidroalcoólico de Peperomia pellucida. V. 1994)... apresentou atividades diurética (Santos.. 1992). O extrato também apresentou pouco efeito analgésico no modelo de contorção abdominal. 2002. S.. A administração i. do extrato (0.1-1 g/kg.. galioides e os compostos ácido grifóico. analgésica (Da Silva et al. et al. Peperomia nivales e Peperomia galoide apresentou atividade antiedematogênica cicatrizante e antiulcerogênica (Lozano et al. promoveu piloereçáo. 1996). et al. 1996). o extrato aquoso de Peperomia transparens apresentou propriedades natriurética e caliurética (Ribeiro. Substâncias de P. 2001). marginatum as propriedades antiagregadora plaquetária (Lemos. Arigoni-Blank et al.. L. E.. O extrato metanólico de Peperomia flavamenta. grifolina e piperogalina apresentem atividade leishmanicida in vitro.. antifúngica (Lima. relaxamento muscular e dispnéia. M.cies de Leishmania (Mahiou et al. atuar como antialérgico e diminuir .1-0. et al.. R. antibacteriana. hipotensora (Santos. Villegas et al. e atóxica (Saad et al. 1997). Diversas espécies do gênero apresentam importantes atividades farmacológicas. 1996a). provavelmente o efeito antiedematogênico do extrato está especialmente relacionado com seu constituinte vasoconstrictor (D'Angelo et al.. R. Aziba et al. 1995). marginatum administrado intraperitonealmente em ratos e camundongos.v. 1994). não foi observada inibição da doença em camundongos tratados tanto oralmente como pela via subcutânea (Inchausti et al. cicatrizante (Saad et al. 1996). B. 1997). 2001). H.5 mg/kg) em ratos anestesiados promoveu hipertensão dose-dependente.

peltata.. inibindo a agregação de plaquetas.a freqüência e a intensidade dos ataques de asma (Dahanukar & Karandikar. lancei e P. apresentou propriedades anestésica. P. peltata possui atividade analgésica (Pupo. nematicida (Evans et al. futokadsura atuam efetiva e especificamente como antagonistas do PAF (fator de agregação plaquetária). 1988).. lindbergü e P.. 1991. 1984). As neoglicanas isoladas de P.. também foram caracterizadas as atividades antiinflamatória. P. Pothomorphe A espécie P... 1988).. Prakash.. gaudichandianum. 1984).. 2002) e reduz a parasitemia por Plasmodium berghei em camundongo (Amorim et al.. 2002). antiedematogênica dos extratos aquosos e alcoólico da planta (Amorim et al. e antiviral P. O extrato metanólico das folhas apresentou ainda . conhecida como Pariparoba. 1984.. espasmolítica. 1978. Atividade depressora do Sistema Nervoso Central foi verificada com piperina de P. P. P. abutiloides. Porém. analgésica. 2002) e de indução de câncer mamário (Rao et al. A espécie P. Desmachelier et al. Amorim et al. 1987. 2000). agindo como os anestésicos locais (Singh. fungicida. betle apresentou atividades fungicida.. 1986. mutagênica (Chen et al. anticonvulsivante. cincinnatoris. 2002). A espécie P. retrofactum (Woo et al. 2002. esta última com potente atividade (Di Stasi. 1988) e não apresenta atividade mutagênica e antimalárica (Felzenszwalb et al. antioxidante (Choudhary & Kale. sua utlização crônica tem promovido hepatotoxicidade (Belia et al. 1985). Atualmente. a liberação de beta-glucuronidase e as enzimas lisossomais induzidas pelo PAF (Han et al.. 1976). aduncum (Lohezic-Le et al. Di Stasi & Pupo. Cairney et al. amalago (Pupo. 1986). e reduzir a acomodação visual (Garner & Klinger. larvicida (Mongelli et al. 1984). por seus constituintes químicos. Efeito analgésico foi determinado nas espécies P. regnelli. 1985). 1985).. De P. além de bloquear a transmissão neuromuscular. 1987). a degranulação. 1979). 1985). 1986 e 1988. além de atuar impedindo a implantação de óvulos e como um abortivo precoce (Chandhoke et al.. inseticida com substâncias de P. methysticum também conhecida como kava-kava. Dahanukar et al. Shen et al. nigrum (Miyakado et al. 1988). 1983)... e aumentou o tempo de sono (Duve. as kovalactonas isoladas desta espécie são responsáveis pelos efeitos ansiolíticos e antidepressivos.

1987). P. umbellata L. analgésica. Miq.. apresentou atividade antioxidante in vitro (Barros et al.Banco de imagens . o que não foi observado na espécie P. umbellata. umbellata foram determinadas as atividades antimicrobiana. 1997. De P. umbellata.... Ramo florido (Desenhado por Di Stasi .. peltata também promoveu inibição parcial do crescimento de bactérias (Mongelli et al.Peperomia elongata. antimalárica e antioxidante (Isobe et al. FIGURA 7. Também foi detectada a atividade teratogênica no extrato aquoso das folhas de P. 1987).1 . de Ferreira da Cruz et al. 1996).. 1992). Desmarchelier et al. antiedematogênica.. 2000). 1995). 1996) e antimutogênica (Felzenswalb et al.. O extrato etanólico das raízes de P. peltata (Felzenswalb et al. Moraes (1986) fez uma revisão da farmacognosia de P. além de atividade anti-HIV (Gustafson et al..atividade protetora de DNA (Desmarchelier et al. 2002.

FIGURA 7.Piper cernnum: a) vista parcial da planta com as inflorescências.2 . b) detalhe da inflorescência (Fotos: Alexandre Mariot . .Banco de imagens ).

3 .FIGURA 7. .Piper gaudichauditmum: a) escanerata do ramo com inflorescência. b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens ).

.4 .Piper Ihotzkyanum: a) escanerata do ramo com as inflorescências em espiga. b) escanerata com detalhe da inflorescência e ápice da folha (Banco de imagens ).FIGURA 7.

.FIGURA 7. Ramo com inflorescência (Desenho original por Di Stasi Banco de imagens ).5 .Piper marginatum.

. . .FIGURA 7.Banco de imagens .Pothomorphe peltata.6 . Ramo florido mostrando a folha peitada e a inflorescência em forma de umbela (Desenho original por Di Stasi .

.Pothomorphe umbellata. Ramo com inflorescência mostrando a folha cordada (Banco de imagens ).7 .inflorescências Folha cordada FIGURA 7.

nos quais se distribuem aproximadamente 450 espécies tropicais e algumas raras de climas temperados. M. Guimarães Introdução A ordem Ranunculales compreende nove famílias botânicas distintas. Em ambos os levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas apenas espécies da família Menispermaceae. arbustos escandentes e . de onde inúmeros compostos importantes e de grande valor na medicina.8 Ranunculales medicinais L. Berberidaceae. Circaeasteraceae e Lardizabalaceae. como a morfina e outros derivados opióides. A. A família Menispermaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 72 gêneros. Ranuculaceae e Papaveraceae. Pteridophyllaceae. Hiruma-Lima C. o famoso Ópio. M. famílias com várias espécies de valor medicinal e com algumas de grande importância farmacológica. todas sem importância do ponto de vista de espécies de valor medicinal e com distribuição e ocorrência no Brasil. foram obtidos. Di Stasi C. C. como é o caso da Papaver somniferum. Sabiaceae. algumas lianas. Outras famílias dessa ordem são Fumariaceae. das quais devemos destacar Menispermaceae. Santos E.

onde a planta foi referida como medicinal. aplicada no local lesado e/ou ingerida. também denominada de Abutua. Dados botânicos Planta perene. típica da aldeia tenharins. tais como A. Uma delas. são consideradas muito tóxicas. destacam-se os gêneros Cissampelos e Abuta com grande número de espécies medicinais. assim como . 1996).raramente árvores ou ervas (Mabberley. fruto do tipo drupa. onde muitas das quais são usadas popularmente como medicamento. da Mata Atlântica. Outra denominação é Iroba. no entanto. folhas alternas e pecioladas.1). trata-se de uma espécie do gênero Cissampelos e que não foi completamente identificada. é considerada útil como cicatrizante e antiinflamatório. flores masculinas e femininas com seis sépalas e apétalas. Outras espécies desse gênero são conhecidas principalmente por Abutua ou Bútua. flores masculinas reunidas em inflorescências paniculiformes multifloras e flores femininas em inflorescências racemosas. rufescens e A. 1997). raspada e misturada com água. a espécie é chamada de Abuta. com contorno oblongo (Figura 8. com ampla distribuição na América do Sul. Espécies do gênero Abuta. constituída de cipós lenhosos com caule de estrutura anômala. Dados da medicina tradicional A casca do tronco. imene. foi referida como planta antiinflamatória. O nome do gênero Abuta tem origem na linguagem popular da Guiana. O gênero Abuta descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé Aublet inclui aproximadamente 35 espécies tropicais (Evans. Nessa família. Espécies medicinais Abuta sabdwithiana Krukoff & Barnaby Nomes populares Na região amazônica. utilizadas por índios do Norte do país.

espécies do gênero Strychnos, que são usadas no preparo de um veneno que se aplica na ponta das flechas para caça (Hoehne, 1939). Várias espécies desse gênero são utilizadas no preparo de medicamentos tradicionais como anticoncepcionais (Mabberley, 1997).

Dados químicos das espécies
De A. sabdwithiana foram isolados sitosterol e éster alifáticos (Corrêa et al., 1977) e os alcalóides palmitina e xylopina (Nagem et al., 1993). Foram isolados dos caules de A. pahni, e identificados por métodos espectroscópicos, alcalóides do grupo da ísoquinolina. Três dos alcalóides bis-benzilisoquinolinas foram caracterizados como 2-N-nordaurisolina, 2-N-metillindoldamina e 2'-N-metil-lindoldamina. Os demais alcalóides foram: coclaurina, daurisolina, lindoldamina, di-metil-lindoldamina, esteparina e talifolina (Dute et al., 1987). De A. grisebachii já foram identificados os alcalóides da família bis-benzil-isoquinolina denominados grisabina, grisabutina, peinamina, 7-O-di-metil-peinamina, N-metil-7-O-di-metilpeinamina, macolidina e macolina (Ahmad & Cava, 1977; Galeffi et ai., 1977). De A. panurensis foram identificadas as presenças dos alcalóides panurensina e norpanurensina (Cava et ai., 1975), de A. rufescens, a esplendina (Skiles et ai., 1979) e de A bullatta, asaulatina (Hocquemiller et al., 1984). De A. velutina foram isolados o esteróide abutasterona (Pinheiro et al., 1983), os triterpenóides taraxerol e taraxerona e os alcalóides imerubina e imelutina (Pinheiro et al., 1984). De A. rufescens e A. pahni foram isolados diversos alcalóides (Dute et al., 1987; Skiles et al., 1979).

Dados farmacológicos das espécies
Estudos recentes demonstram que decocção de A. grandifolia inibiu parcialmente o desenvolvimento de Pseudomonas aeruginosa e de Mycobacterium gordonae, indicando a importância dessa espécie como agente antimicrobiano (Mongelli et al., 1995). Esta mesma espécie também apresentou atividade inseticida significativa contra Aedes aegypti (Ciccia et ai., 2000) e atividade antiplasmodial atribuídas aos alcalóides krukovina e limacina (Steele et al., 1999). Estudos com a infusão da espécie A. grandiflora demonstraram a ausência de citotoxicidade (Desmarchelier et al., 1996).

Dados toxicológicos das espécies
A utilização dessa espécie como medicamento tradicional ou fitoterápico, especialmente considerando-se os dados populares de toxicidade, é restrita, em razão do pequeno número de informações que garantam uso seguro. Essa restrição torna-se maior pelo fato de que os medicamentos tradicionais preparados com essa espécie na região amazônica não se caracterizam por uso disseminado e poucas informações estão disponíveis. Entretanto, esse aspecto torna a espécie interessante para a realização de novos estudos como fonte de substâncias ativas, especialmente aquelas com atividade antiinflamatória e cicatrizante.

FIGURA 8.1 - Abuta sabdwhhiana. Detalhe do ramo vegetativo (Desenho original por Di Stasi - Banco de imagens -

Seção 2
Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

9
Caryophyllales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. A. Hiruma-Lima

A ordem Caryophyllales, mais as ordens Polygonales (inclui a família Polygonaceae) e Plumbaginales (inclui a família Plumbaginaceae), formam a pequena subclasse Caryophyllidae. A ordem Caryophyllales também é conhecida pela denominação Centrospermae e inclui um grande número de espécies medicinais com distribuição e ocorrência na região amazônica. Nessa ordem de espécies vegetais estão incluídas quinze distintas famílias botânicas, das quais as mais importantes e com grande ocorrência no Brasil são Caryophyllaceae, Amaranthaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae, Cactaceae e Portulacaceae. Das espécies referidas nas regiões de estudo (Amazônia e Mata Atlântica) como medicinais e aqui registradas, encontram-se indivíduos que pertencem às famílias Amaranthaceae, Cactaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae e Portulacaceae, as quais serão discutidas mais adiante. No entanto, outras espécies dessa ordem são importantes como medicinais e devem ser aqui registradas, especialmente a Chenopodium ambrosioides da família Chenopodiaceae, amplamente conhecida e usada no Brasil como uma importante espécie medicinal com amplo espectro de usos populares. Essa espécie foi referida no levanta-

mento realizado na Mata Atlântica, ao lado de outras espécies das famílias Portulacaceae e Nyctaginaceae.

Espécies medicinais da família Amaranthaceae

Introdução
A família Amaranthaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales, subclasse Caryophyllidae, inclui 71 gêneros, com aproximadamente novecentas espécies tropicais ou subtropicais e poucas de clima temperado (Mabberley, 1997). A maioria das espécies é herbácea, mas alguns arbustos e trepadeiras são descritos na família, raramente ocorrem árvores. Os gêneros mais importantes dessa família são Amaranthus e Ptilotus (Amarantheae - Amaranthoideae), Celosia (Celosiae - Amaranthoideae), Gomphrena, Iresine, Alternanthera e Pfaffia (Gomphreneae - Gomphrenoideae) e Pseudoplantago (Pseudoplantageae Gomphrenoideae). No Brasil ocorrem doze gêneros e aproximadamente noventa espécies, destacando-se, pelo seu valor medicinal, várias espécies dos gêneros Celosia e Amaranthus descritos por Carl Linnaeus, e Pfaffia e Gomphrena, por Carl Martius. Muitas dessas espécies também são amplamente utilizadas como ornamentais, especialmente as do gênero Celosia. Outras espécies, do gênero Alternanthera, são amplamente distribuídas no Brasil e consideradas ervas daninhas, tais como A. ficoidea, A. amabilis, A. spectabilis e A. versicolor, mas algumas também são consideradas medicinais e outras, tóxicas. O gênero Pfaffia inclui uma espécie muito utilizada no Brasil como medicamento, a Pfaffia paniculata, que não é referida nas regiões em estudo.

Espécies medicinais

Alternanthera brasiliana (L) Kuntze e Alternanthera micrantha Domin.
Nomes populares

Para a espécie A. brasiliana, Emenda é o nome popular mais utilizado na região de amazônica; no entanto, as denominações Corrente, Abranda e Perpétua são também muito utilizadas popularmente e referem-se à mesma espécie. Em outras regiões do país a espécie é conhecida ainda como Correnteroxa, Perpétua-do-brasil, Caaponga, Ervanço, Carrapichinho, Terramicina, Penicilina, Argentina e Carrapichinho-do-mato. Para a espécie A. micrantha, Abranda é o nome popular utilizado na região. A população, muitas vezes, utiliza ambos os nomes populares de forma indiscriminada para ambas as espécies, mesmo considerando os distintos usos terapêuticos.
Dados botânicos

Alternanthera brasiliana é uma planta herbácea, perene, rasteira, com caule esverdeado; as folhas são simples, opostas, sésseis, de ápice agudo ou pouco acuminado e base atenuada nitidamente pilosa; a inflorescência é formada por espigas pedunculadas, multiflora, contendo flores em glomérulos alongados, hermafroditas, com duas brácteas subiguais, cobertas por cinco tépalas, com cinco estames alternados; o ovário é unilocular e uniovulado; o fruto é utrículo, indeiscente e unisseminado, envolvido por duas brácteas lanceoladas. O gênero Alternanthera inclui aproximadamente cem espécies tropicais e temperadas, distribuídas especialmente na América do Sul. O nome do gênero Alternanthera, descrito por Carl Linnaeus, significa "Anteras alternadas".
Dados da medicina tradicional

Para a espécie A. brasiliana a população da região amazônica usa a infusão das flores contra diarréia, inflamação e tosse (béquica), enquanto a

decocção das folhas em grande quantidade é usada internamente em caso de derrame cerebral; o banho preparado com as folhas é utilizado para "deslocamento de osso". Para a espécie A. micrantha, a população utiliza-se da infusão das flores contra diarréias fortes e hemorróidas. Refere-se popularmente, ainda, que essa infusão não deve ser utilizada topicamente contra hemorróidas, apenas internamente. Outras indicações incluem o uso do chá de todas as partes da planta para hemorróidas (Amorozo & Gély, 1988). Não foram referidos usos medicinais na região da Mata Atlântica para nenhuma espécie desse gênero.

Ce/os/a argentea L. var. crisfata
Nomes populares

Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Crista-de-galo; no entanto, vários sinônimos são usados, tais como Crista-de-galo plumosa, Celósia plumosa, Amaranto branco, Celósia branca, Suspiro e Veludo branco.
Dados botânicos

Celosia argentea é uma planta herbácea, anual, ereta, glabra, atingindo até 1 m de altura; possui um caule suculento com folhas sésseis, alternas, pecioladas, linear-lanceoladas de ápice acuminado, sem estipulas; as flores são pequenas, não vistosas, reunidas em inflorescências do tipo espiga ou panícula terminal, densamente ramificadas, podendo apresentar-se nas cores vermelha, vermelha-roxa, amarela ou branca; as flores possuem brácteas e bracteolas lanceoladas, acuminadas; as sépalas são lanceoladas e agudas; os estames estão reunidos na base; possui de quatro a oito sementes lenticulares, pontuadas e pretas (Figura 9.1). Essa variedade, também denominada Celosia cristata, é um derivado tetraplóide da Celosia argentea com plumas de várias cores (amarela, vermelha, roxa). O nome do gênero Celosia, descrito originalmente por Carl Linnaeus, vem de kéleos = "queimado", referindo-se ao aspecto geral das inflorescências. Esse gênero inclui aproxi-

madamente 45 espécies tropicais e subtropicais, com ampla distribuição na América do Sul e na África. Essa espécie também é encontrada na região do Vale do Ribeira, mas não foi referida como medicinal nas entrevistas realizadas nessa região.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá das flores é usado internamente contra gripe e rouquidão, e para esse segundo sintoma é comum o preparo de um chá bastante adocicado. Corrêa (1984) relata o emprego das sementes como antiescorbútico, anti-helmíntico e antidiarréico. O uso de espécies desse gênero, tais como C. trigyna e C. antihelminthica, é muito comum contra helmintos intestinais, especialmente contra Taenia (Hoehne, 1939). O uso de C. trigyna contra helmintos é extremamente comum e disseminado por diversos países da África (Watt & Breyer-Brandwijk, 1962).

Gomphrena globosa L
Nomes populares

Essa espécie, assim como outras da mesma família botânica, é conhecida popularmente na Amazônia como Perpétua. Em outras regiões, é também conhecida como Amaranto globoso e Gonfrena.
Dados botânicos

Gomphrena globosa é uma planta herbácea anual com até 1 m de altura; possui um talo ereto e pubescente, com ramos abundantes e curtos, opostos; as folhas são simples, opostas, elíptico-lanceoladas e pilosas; as flores se apresentam reunidas em inflorescências capitulares nas cores roxa ou rosada (Figura 9.2). Provavelmente originária da América tropical, mas também encontrada no sul da Ásia e com ampla distribuição na América do Sul. O gênero Gomphrena inclui aproximadamente 120 espécies tropicais e subtropicais, especialmente nativas da América e da Austrália. O nome do

gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius significa "escrever, pintar", relativo à folha variegada de grande parte das espécies desse gênero.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a infusão das flores é usada externamente no tratamento de hemorróidas, ao passo que o uso interno dessa infusão é referido como excelente no alívio da "palpitação" no coração. Outros usos incluem a fervura de todas as partes da planta, usada internamente, no caso de hemorragias fortes, especialmente em hemorragias menstruais (Guerrero, 1994).

Dados químicos dos gêneros Ce/os/a, Gomphrena e Alternanthera
Celosia argentea possui triterpenóides (raiz e sementes), sucrose (raiz) e flavonóides (folhas e caule), além de um importante polissacarídeo denominado celosina (Shah et al., 1993; Hase et al., 1996 e 1997; Schliema et al., 2001). A espécie também possuí dois raros isoflavonóides (Jong et al., 1995), lipídios, esteróis e ácidos (Mehta et al., 1981; Opute, 1980; Behari & Shri, 1986), várias isoflavonas (Jong & Hwang, 1995) e peptídios bicíclicos (Kobayashi et al., 2001; Morita et al., 2000). As sementes de treze linhagens de Celosia referentes a quatro espécies (C. argentea, C. cristata, C. plumosa e C. whileii) possuem proteínas, gordura e ácidos graxos, especificamente o ácido palmítico, oléico e linoléico (Prakash et al., 1992). Cinco espécies de Celosia foram analisadas quanto à composição nutricional e possuem vitamina C, carotenóides, proteínas e fatores antinutricionais, nitrato e oxalato (Prakash et al., 1995). Estudos farmacognósticos realizados com Gomphrena globosa confirmam a presença de flavonóides, saponinas e taninos nas flores; flavonóides, saponinas, sesquiterpenolactonas, taninos e triterpenos nas folhas e saponinas na raiz (Guerrero, 1994). De Alternanthera brasiliana foram caracterizadas as presenças de esteróides e terpenos (Macedo et al., 1999). Da espécie A. pungens foram isolados o

ácido oleanólico e uma sapogenina (De Ruiz et al., 1991), além de alfa-pineno (7,40%), canfeno (4,21%), beta-pineno (6,42%), mirceno (3,61%), p-cimeno (4,29%), limoneno (3,52%), beta-ocimeno (2,35%), 1,8-cineol (6,28%), alfatujeno (3,62%), alfa-borneol (4,46%), alfa-curcumeno (2,36%), cânfora (5,52%), bornil acetato (3,82%), alfa-terpinoleno (5,38%), linalol (6,29%), geraniol (7,42%), alfa-terpineol (3,82%), elemol acetato (6,14%), eudesmol (5,38%) e azuleno (3,16%) (Gupta & Saxena, 1987). Dos frutos dessa espécie também foram isolados antraquinonas e glicosídeos, além de heterosídeos, ácido oleanólico, b-sitosterol, amônias quaternárias, colina e acetilcolina. Lipídios neutros, fosfolipídios, glicolipídios e tocoferol foram determinados em A. sessilis por Sridhar & Lakshiminarayana (1993), além de ácido oleanólico e açúcares como glucose e ramnose (Kapundu et al., 1986). Uma C-flavona glicosilada denominada alternantina foi isolada de A. philoxeroides (Zhou et al., 1988). Estudos farmacognósticos demonstram a presença de taninos, sesquiterpenolactonas, esteróides e triterpenos em Alternathera sp, conhecida popularmente como Sanguinária (Guerrero, 1994).

Dados farmacológicos dos gêneros Alternanthera, Celosia e Gomphrena
Flavonóides das folhas e caule de C. argentea e o extrato alcoólico de folhas dessa espécie têm sido estudados pela ação antibacteriana e as sementes, pela atividade diurética em voluntários e ratos albinos (Shah et al., 1993). Esta espécie também possui propriedade antimetastática, imunomoduladora (Hayakawa et al., 1998), antidiabética (Vitrichelvan et al., 2002) e antimetótico atribuído à presença de peptídios tricíclícos (Morita et al., 2000; Kobayashi et al., 2001). O extrato de Celosia argentea, administrado intraperitonialmente, apresentou uma marcante supressão na produção de IgE anti-DNP em camundongos, mas não afetou a de IgG. Esses resultados sugerem que esse extrato, futuramente, poderá ser útil para a supressão de anticorpos IgE em certas desordens alérgicas (Imaoka et al., 1994). Celosina, um polissacarídeo isolado do extrato aquoso das sementes de Celosia argentea, apresentou um efeito hepatoprotetor, por inibir diversos

1996. Amaranthus tricolor (também da família Amaranthaceae) e outras plantas foi usada para o tratamento de dermatites atópicas (Mitsuyama & Yoshino.. Verificou-se ainda que essa espécie é capaz de aglutinar hemácias em felinos. Com outras espécies do gênero Alternanthera verificou-se que extratos do fruto de A. Estudos com Alternathera brasiliana permitiram constatar as seguintes propriedades: inibidor da proliferação de linfócitos humanos (Bento et ai. mas essa ação pode ser inibida pelo soro humano (Lim & Gook. analgésica (Macedo et ai. Kern et al. 1998. Não foram observadas. 1997) antiinflamatória e atóxica (Souza. Celosina também induziu a produção do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alpha) em camundongos.. M. Além disso. in vitro. pungens apresentaram atividade purgativa dose-dependente . Estudos realizados com extratos etanólicos de raiz de Gomphrena globosa apresentaram atividade antibacteriana. antiviral (Brochado et al.. B.. Esses dados sugerem que essa substância química é um ativo componente protetor dose-dependente contra hepatites químicas e imunológicas (Hase et al.. 1997). Loureiro et al. argentea. 1996).parâmetros alterados pela ação de tetracloreto de carbono.. D... 1996a e 1996b). Esses resultados indicam que celosina é um agente imunoestimulante do efeito anti-hepatotóxico (Hase et al. 1997). B. 1999. porém. 1996. D. Farias. 1996 e 1998).. 1997). 1997).. 1996). L. 1993. ainda. 1994). L. et al. et al. 1997. tais como os níveis das enzimas plasmáticas (GPT. Induziu. a secreção de IL-1-beta em células mononucleares humanas e aumentou a produtividade de gama interferon junto à concavalina A em células de baço de camundongos.. raízes. 1994) e depressora do SNC (Kern et al. talos e flores são extremamente tóxicos para peixes (Guerrero. além da produção de interleucinas-1-beta (IL1-beta) e óxido nítrico em macrófagos em concentração dose-dependente. 1993). assim como se confirmou que extratos aquosos e etanólicos de folhas.. celosian reduziu a mortalidade por hepatite induzida por Dgalactosamina em camundongos e. 1996). Brochado et al. o efeito sobre a peroxidase lipídica (Hase et al. J. GOT. as propriedades antibacterianas da planta (Schlemper et al.. relaxante (Araújo et al. Gomes et al. LDH) e o nível de bilirrubina. Farias. 1987).. O tratamento feito com folhas secas e frescas de Celosia trigyna mostrou-se muito efetivo como anti-helmíntico (Audu.. et al. Uma loção contendo C.

1989). O uso das espécies contra helmintos.. sessilis foi detectada atividade antiulcerogênica (Wang et al. Yang et al. pungens possui atividade estimulante direta sobre o sistema gastrointestinal. confirmados para inúmeras espécies dessa família. porém. S. sobretudo contra helmintos. aliado aos dados de toxicidade em peixes.. 1996. 1986. hemorragias. provavelmente por ação sobre receptores colinérgicos (Garcia. em doses terapêuticas também foram observadas ligeiras deformações das células hepáticas (Qu. Diversos estudos foram desenvolvidos sobre a atividade antiviral de Alternanthera philoxeroides (Niu. inclui . Espécies medicinais da família Cactaceae Introdução A família Cactaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales. Estudos mais recentes demonstram uma redução na taxa de mortalidade de animais infectados com vírus da febre hemorrágica. assim como sugere a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem a eficácia dessas espécies em diversas atividades farmacológicas e sua toxicidade.. 1996). 1998). B. 1992). requer cuidados por parte da população. De Ruiz et al. 1988. não apenas com as espécies citadas.. mas com inúmeras outras da mesma família botânica. Do extrato de A. 1993). 1972). A ação anticarcinogènica de folhas de Alternanthera sp não foi efetiva para inibir o desenvolvimento de carcinomas implantados no estômago de camundongos (Aruna & Sivaramakrishnan. subclasse Caryophyllidae.. especialmente em uso crônico. et al. Extrato aquoso de A... Observações de uso Há uma grande concordância nos usos populares das diversas espécies.quando administrados oralmente em camundongos (Calderon et al. Zhang et al. C.. et al. A atividade antidiarréica foi estudada em camundongos em que o extrato metanólico de Alternanthera repens foi mais efetivo (Zavala et al. 1995).

mas amplamente comercializadas como espécies ornamentais. . 1978). As espécies no Brasil podem ser divididas em dois grupos distintos: as encontradas na região Nordeste (com afinidades com as Cactaceae de origem norte-americana) e as cactáceas comuns das regiões Sudeste e Sul do país.97 gêneros. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal da espécie Pereskia grandiflora. todas com metabolismo adaptado à produção de ácidos orgânicos e usualmente produzindo alcalóides e betalaínas. enquanto na região do Vale do Ribeira nenhuma espécie dessa família foi referida como medicinal. que também inclui espécies medicinais. 1978). No Brasil ocorrem 32 gêneros. de hábito variável e geralmente espinhosas. com aproximadamente 1. com afinidade com as cactáceas de origem andina (Barrozo. suculentas. com aproximadamente 160 espécies distribuídas em todas as regiões (Barrozo. • Opuntia (Opuntioideae). Cereus e Melocactus (Cactoideae). Segundo Joly (1998). Os gêneros mais importantes dessa família são: • Pereskia (Pereskioideae). Em ambos os casos. reconhecidas popularmente como espécies comuns de caatinga. a família reúne 170 gêneros de distribuição restrita às Américas. 1997). Em outras regiões do país recebe os nomes de Cacto-rosa e Quiabento. A família inclui árvores xeromórficas comumente com caules suculentos e algumas epífitas. Espécies medicinais Pereskia grandiflora Haworth Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sangue-de-cristo. são espécies perenes. • Cactus.400 espécies (Mabberley. usada na Amazônia como medicinal e descrita a seguir. que inclui a espécie Pereskia grandiflora. embora várias espécies possam ser encontradas na África.

muito ramificada e com ramos e caule cilíndrico. cresce em matas e em restingas. Das folhas de P. Dados da medicina tradicional A decocção de qualquer parte da planta é usada internamente como analgésico. 1986). em altitudes e também no nível do mar. arabinofuranose. galactopiranose. Peiresc. dispostas em rácimos terminais. glucose. xilose e ramnose (De Pinto et al. A goma de P. com numerosas sementes lenticulares aplanadas e obovadas. O gênero Pereskia é o único dessa família em que as folhas são desenvolvidas e não são suculentas. ramnose e ácido galacturônico (Sierakowski et al. folhas subpecioladas. numerosos acúleos. arabinopiranose. F. oblongas e acuminadas com base atenuada. flores rosas com anteras amarelas e inodoras. arabinose. além de galactose. guamacho possui ácidos galacturônico. sendo uma planta arbustiva ou arbórea com até 6 m de altura. Não foram encontradas outras referências populares sobre a espécie. 1987).Dados botânicos É uma planta terrestre arbustiva ascendente por meio de espinhos que lhe servem como garras. fruto do tipo baga glabra. A espécie é originária da Argentina. glucurônico e seus metil ésteres. Dados químicos e farmacológicos do gênero De Pereskia grandifolia foram isolados sucrose. ácido galactopiranosilurônico. 1994). galactose. sendo uma homenagem ao professor N. lenhoso.. fructose e arabinose (Carvalho & Dietrich. 1990). obovóide. . ramnopiranose e glucopiranose (Sierakowski et al. O nome do gênero Pereskia foi revisado por Phil Miller.. aculeata caracterizou-se a presença de arabinose. É uma espécie apreciada como ornamental pelas abundantes flores rosas. antitérmico e contra gripes e resfriados.. sendo amplamente usada e comecializada como cerca viva. galactose. C. além de heteropolissacarídeos.

sendo uma espécie referida como medicinal nas duas regiões em que foram realizados os estudos aqui descritos. e 33 espécies (Barrozo. usada como alimento e medicamento em quase todo o território brasileiro. arbustos e ervas. nos quais estão compreendidas aproximadamente 380 espécies cosmopolitas espontâneas. Portulaca oleracea. muitas delas suculentas (Mabberley.Espécies medicinais da família Portulacaceae Introdução A família Portulacaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 32 gêneros. 1978). Talinum e Portulaca. O principal gênero é o Portulaca. no qual se encontra uma espécie cosmopolita de grande ocorrência no Brasil. sendo algumas pequenas árvores. . No Brasil ocorrem apenas dois gêneros. 1997).

sendo uma planta muito comum e de fácil desenvolvimento em todo o Brasil. outros usos são atribuídos à espécie. pequenas. obovadas. planas e suculentas. sésseis. a decocção das partes aéreas é utilizada como diurético. tais como Verduega. fruto capsular obovóide. Na região da Mata Atlântica. O suco das folhas é usado internamente contra úlceras e dores de barriga. febrífugo e contra parasitas intestinais e cólicas renais. enquanto as folhas frescas são mastigadas e deglutidas para as mesmas finalidades. O nome do gênero Portulaca deriva de portula. especialmente em Portugal e na Alemanha. cólicas renais e . Bodroega. folhas pequenas. o uso tópico da decocção é considerado excelente para aliviar a dor de queimaduras. dadas sua rusticidade e resistência à seca. Berduega e Veduega. referindo-se às propriedades purgativas da planta. flores amarelas. arroxeado e suculento. diminutivo de "porta". as partes aéreas cruas são usadas. como alimento. Nomes populares A planta é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Beldroega. na forma de salada. e a maioria é de ervas suculentas anuais. A espécie é usada desde os tempos mais remotos. mas algumas variações de nome popular são usadas. Corrêa (1984) refere que o caule e as folhas da planta são diuréticos. Inclui três variedades principais. pequenas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. que são cultivadas em vários países como alimento cru ou cozido. Dados botânicos É uma erva de caule curto. vermífugos e úteis para combater problemas hepáticos.Espécies medicinais Portulaca oleraceae L. axilares ou terminais. O gênero Portulaca descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies tropicais.

amarga. sendo uma planta muito variável e encontrada em todo o território brasileiro. Portulaca pilosa L. as sementes passam por diuréticos. de onde saem folhas alternas. flores amarelas. pilosas. As folhas dessa planta também são comestíveis. Dados botânicos É uma erva prostrada de caules cilíndricos. emoliente. cicatrizante externa. Perrexi e Alecrim-desão-josé. roxas ou avermelhadas dispostas em fascículos no ápice de cada um dos ramos. O macerado das folhas em água é usado externamente contra qualquer tipo de ferida. A infusão de folhas com broto de goiaba (Psidium guajava) é indicada contra diarréias graves. vulnerária. pequenas. além de seu uso na cura das queimaduras e das úlceras de todos os tipos. estomáquica. A infusão das folhas com casca de caju (Anacardium occidentale) é usada na forma de banho de assento para tratar hemorróidas. sendo também usada localmente para "carne crescida no olho". A infusão das folhas é utilizada para retenção urinaria. . O sumo das folhas cruas é usado internamente para diminuir cólicas menstruais e corrimento vaginal. emenagoga e eficaz contra erisipela. como as da beldroega. diurética. Também conhecida como Beldroega. Corrêa (1984) refere ainda que a planta é considerada tônica. lanceoladas. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Amor crescido. Dados da medicina tradicional A decocção das partes aéreas é usada contra erisipelas e febres. A infusão das folhas com as de graviola e jambu (Spilanthes acmella) é considerada excelente para problemas do fígado. glabros e suculentos.afecções da vista. Caaponga. emenagogos e vermífugos. A infusão das folhas misturada com alfazema serve para tratar cólicas renais.

Detectou-se a presença dos ácidos cítrico. carboidratos. B e C. malônico. Boehm & Boehm. 18:2-ômega-6 e 18:l-ômega-9 (Ornara Alwala et al.. como sitosterol. oleracea apresenta um glicosídeo monoterpênico denominado portulosídeo A. 24-metilene-24dihidroparkeol e 24-metilenecicloartanol. campesterol e stigmasterol. Foram isolados diversos triterpenóides em outras espécies do gênero Portulaca. 1994). isolados das raízes de P. Também foram realizados estudos quantitativos da composição química de P. succínico. além dos ácidos graxos do tipo ácido linolênico.0 undecano) de R pilosa (Ohsaki et ai. sendo o último composto um glicosídeo. ácido linoléico e ácido palmítico. fumárico e acético (Gao & Liu. potássio e cobre (Mohamed & Hussein. dos quais 25% são ácidos graxos livres e 19% são esteróis. fósforo. 1988). Observou-se a presença de triterpenos beta-amirina. 1986) e os diterpenos trans-clerodânicos. Schneider & Kubelka (1990) caracterizaram a presença do ácido graxo ômega-3 (Omara-Alwala. cálcio. 22:6ômega-3.. 1992). 1992)..5% de lipídios. 1991).. beta-caroteno e glutation (Simopoulos et al. 1991). hidrocarbonos e alfa-tocoferol. portulacaxantina II e portulacaxantina III (Trezzini & Zryd. cycloartenol. Boschelle et ai. 1995b). parkeol. 1990). ascórbico. 1996). . dentre os quais 18:3-ômega-3.. ácido ascórbico. tais como o diterpenóide pilosanona C (que possui esqueleto biciclo 5. 1991) e uma mucilagem viscosa formada por um complexo polissacarídeo (Wenzel et ai. P. Foram também isoladas duas betaxantinas de flores de R grandiflora. 1996). além da presença de antioxidantes alfa-tocoferol.. (1991) detectaram de R oleracea 3. Simopoulos et ai. e determinado que a tirosina é importante precursor do pigmento betalaína nas pétalas de espécies de Portulaca (Kishima et ai.. manganês. pilosanol A. ao passo que das suas sementes foram caracterizadas as presenças de ácido linoléico e ácido linolênico (Liu et ai..4. Das outras espécies do gênero foram ainda isolados outros diterpenóides clerodânicos (Ohsaki et al. 1991).. 1991.Dados químicos Foram determinados diferentes ácidos graxos ômega-3 em folhas de R oleracea. 1996).. três diterpenóides transclerodânicos. sintetizado a partir de linalol (Sakai et ai. jewenol A e jewenol B (Ohsaki et al. 1995. ferro. 20:5-ômega-3 22:5-ômega-3.. butirospermol. málico.. pilosa (Ohsaki et al. oleracea de proteínas.

foram isolados também diterpenos clerodânicos (Boehm & Boehm... Essas atividades podem esclarecer o efeito renal de aumento da excreção de potássio. porém não foi observada atividade analgésica (Poli et ai. O extrato hidroalcoólico de P pillosa também apresentou atividade espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al. 1985) relaxante muscular.. reduziu atividade motora (Radhakresharan et al. 1989. 1989). oleracea foi investigado in vitro. Habtemariam et al. grandiflora Hook. .. enquanto das partes aéreas de P. 1993. (1994). 1996). Dados farmacológicos O extrato aquoso de P oleracea apresentou atividade relaxante de músculo esquelético. 2001) e não foi observada atividade antiulcerogênica (Costa et al. lupeol. além de antipirética e antiinflamatória (Poli et al. Rocha et al. O extrato hidroalcoólico de P oleracea apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al. dentre outras espécies. 1993).... suffruticosa foram isolados n-hentriacontano. stigmasterol. 1995a) e outro diterpenóide clerodânico (Ohsaki et al. 1989). o que confere qualitativamente uma ação do tipo dos sais de potássio (Parry et al. 1989). oleracea. 1995). De P. diurética (Rocha et al. 1989b) e hipotensora (Poli et al. aumentando a concentração de insulina sérica em ratos com diabetes mellitus (tipo II) experimentalmente induzida (Eskander & Jun.. beta-D-glucosídeo e quercetina-3-ramnosídeo (Joshi et al. 1994)... sem alterar a diurese. 1987).. em parte decorrente da grande quantidade de íons K+. 1989). 1997). n-hexacosanol. beta-sitosterol. O extrato de P.. O extrato aquoso das partes aéreas de P pilosa apresentou atividades espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al... 1987). 1994). apresentou atividade hipoglicemiante.De P. P. grandiflora foi isolado o diterpeno portulal (Ohsaki et al. quando se observou um relaxamento muscular que não está relacionado com a liberação intracelular de cálcio. mas com o cálcio extracelular (Okwuasaba et al. n-triacontano.. encontrado por Rocha et al..

1997). Anserina vermífuga. sendo no Brasil encontradas espécies subespontâneas (Barrozo. Ex Stend. Lombrigueira. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Erva-de-santa-maria. Também é chamada de Ambrósia. A família se subdivide em quatro subfamílias. Menstruço. Trata-se de uma espécie com usos pré-históricos. Spinaceae. oblongas denteadas. Erva vomiqueira. até espécies bem aclimatadas em áreas tropicais. que pode atingir até 1. extremamente ramificado. Espécies medicinais Chenopodium ombrosioides Bert. Salsola e Atriplex. raramente. Erva-das-lombrigas. em que podemos destacar o gênero Chenopodium como o principal. todos de pequena importância como fonte de espécies medicinais. sendo uma planta extremamente .5 m. Salicornia. caule ereto e glabro. Erva-das-cobras. Inclui arbustos. No entanto.300 espécies cosmopolitas d de áreas de deserto e semidesértica (Mabberley. são encontradas no Brasil espécies dos gêneros Beta. 1978). ervas anuais ou perenes e. Mentrasto e Mentrusto. Dados botânicos A planta é uma erva cosmopolita. pequenas árvores. referida como uma das plantas usadas no embalsamamento de cadáveres. flores agrupadas em inflorescências glomerulares com muitas flores pequenas amarelo-esverdeadas.Espécies medicinais da família Chenopodiaceae Introdução A família Chenopodiaceae descrita por Walter Vent compreende 1. ramos folhosos verdes com folhas alternas. Caacica.

vulgar no Brasil e de ocorrência em todo o território nacional. o macerado das folhas em água é usado tanto interna como externamente como antiinflamatório. renais e genotoxicidade (Kapadia et al. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. uso disseminado em todo o Brasil e popularmente com eficácia incontestável. bronquite. lesões hepáticas.. Outro uso disseminado em todo o Brasil e reconhecidamente de grande valor é como inseticida doméstico. a maioria de ervas. 1985a e 1985b. a espécie é também empregada como estomáquica e digestiva e.. especialmente na área veterinária. sendo especialmente útil como vermífugo de animais. O gênero Chenopodium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cem espécies. externamente. percevejos. as folhas frescas são usadas topicamente para diminuir edemas. Dados toxicológicos Apesar da grande utilização desta espécie na medicina tradicional. referindo-se às folhas lobadas.) . internamente. seu uso deve ser extremamente restrito pelos relatos de indução de tumores estomacais. 2002. extremamente útil para afugentar pulgas. destaca-se aqui a importância da espécie como vermífugo. como abortiva.. ao passo que a infusão das folhas é usada. A espécie é utilizada na expulsão de parasitas intestinais. incluindo a Amazônia. em altas doses. O nome do gênero Chenopodium significa "péde-ganso". Godano et al. para problemas da pele. 1995). contra reumatismo. baratas e demais insetos. os quais devem ser observados em seu extenso trabalho. Além desse uso. 1978. dor ciática e parasitas intestinais e. Melito et al. esse uso é comum também em outros países. febre. onde não foi referida como medicinal no estudo realizado. além de ser empregado como fumigante contra mosquitos e inibidor do crescimento de larvas de pragas de lavoura (Bown. amplamente disseminado nas zonas rurais. Corrêa (1984) refere dezenas de usos medicinais dessa espécie.

Bougainvillea. nome usado em todo o Brasil. e o nome do gênero foi dado em homenagem ao médico. No Brasil ocorrem apenas dez gêneros e aproximadamente setentas espécies. Guapira e Andradea. Espécies medicinais Boerhavia difusa Willd. . Pega-pinto e Tangaraca. O gênero Boerhavia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais. Mirabilis. químico e botânico alemão Hermann Boerhraave. 1997). em trinta gêneros. Outros nomes empregados para identificar a espécie são Batata-de-porco. Dados botânicos A planta é uma erva rasteira com poucos ramos ascendentes e pilosos. flores reunidas em panículas isoladas com quatro a sete flores pediceladas (Figura 9. opostas. a espécie é conhecida como Erva-tostão. arbustos e ervas que produzem betalaínas. pilosas e pecioladas. ovadoblongas. destacamos aqueles que possuem espécies de valor medicinal: Boerhavia. com ampla distribuição no território e pertencentes especialmente aos gêneros Neea. Boerhavia. Referimos a seguir o amplo uso medicinal na região do Vale do Ribeira de espécies do gênero Boerhavia. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Mirabilis e Bougainvillea.Espécies medicinais da família Nyctaginaceae Introdução A família Nyctaginaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 390 espécies tropicais. Dos gêneros. Pisonia. mas não antocianinas (Mabberley.3). distribuídas. incluindo árvores. de onde partem folhas pequenas.

Sohni et al. 1999). 1991)... 1999). 1996) e lignanas (Lami et al.. Esta planta faz parte de uma composição fitoquímica que apresentou atividade amebicida (Sohni & Bhatt. 1995). sendo a parte mais usada e comercializada como excelente medicamento para problemas do fígado. especialmente a raiz.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica a planta é muito conhecida e sempre referida como medicinal. e antifibrinolítica (Barthwal & Srivastava. atóxica. 1978 e 1980. cujos efeitos benéficos são incontestáveis. 2000a). Espécies medicinais da família Phytolacaceae Introdução A família Phytolacaceae descrita por Robert Brown compreende dezoito gêneros. desobstruente e um dos melhores medicamentos para icterícia e contra picadas de cobras. ou na infusão de toda a planta contra hepatite e diarréia. 1996. 1997). nos quais se encontram aproximadamente 65 espécies tropicais espontâneas nas Américas. 1991) e antimicrobiana (Abo & Ashidi.. a maioria rica em antocianinas (Mabberley.. O uso principal se baseia na infusão das folhas para a expulsão de vermes. Aslam. A fração alcaloídica é responsável pela atividade imunomoduladora observada para esta espécie (Mungantiwar et al. 1991. possui sabor picante. 1990 e 1991).. sem efeito teratogênico (Singh et al. Os principais gêneros dessa família são Phytolacca. Rawat et al. Dados químicos e farmacológicos da Boerhavia diffusa Alguns estudos farmacológicos têm demonstrado atividades hepatoprotetoras (Chandal et al. particularmente contra lombrigas. lianas ou ervas.. arbustos. que inclui várias espécies medicinais e inúmeras usadas . antiinflamatória (Hiruma-Lima et al. Pesquisas fitoquímicas apontam a presença de alcalóides (Garg. além de ser considerada excelente diurético. sendo árvores. Corrêa (1984) refere que a planta. 1997).

estimulantes e úteis no tratamento de paralisia. no Rio de Janeiro. alfavacão. O uso externo das folhas novas e da raiz. O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende apenas essa espécie de origem na América tropical. folhas. o uso tópico do preparado de folhas de mocura-caá. também é comum. como Tipi. pequenas. O nome do gênero foi dado em homenagem a Jacob Petiver. no alívio de dores musculares. em Pernambuco e em São Paulo. alternas. ramificado com ramos compridos. flores sésseis. agudas no ápice e estreitas na base. como abortiva. 1984). fruto aquênio cilíndrico. Pipi. limão de cayanna. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Mocura-caá. inchaço de mem- . gineceu unicarpelar com ovário súpero. estipuladas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. membranosas. em decocto ou pó.4). e o gênero Petiveria. achatado e carenado (Figura 9. Espécies medicinais Petiveria alliacea L. anti-reumática e antivenérea (Corrêa.como ornamentais. peão-branco ou roxo é utilizado contra dores de cabeça. Tipi-verdadeiro. que inclui uma única espécie. Gambá-tipi. farmacêutico e amante da natureza. folhas curto-pecioladas. reunidas em inflorescências axilares e terminais espiciformes. amplamente utilizada como medicinal no Brasil e aqui descrita. androceu com quatro estames. no Mato Grosso. Outros dados incluem o uso da raiz. delgados e ascendentes. diurética. sublenhoso. na Bahia. ereto. Dados botânicos Subarbusto perene. Em outras regiões. o banho preparado com as folhas é útil como anti-séptico e antiemético para crianças. raízes e ramos são considerados emenagogos. Amansa-senhor. Erva-pipi e Raiz-de-guiné. antiespasmódica e reputada como sudorífica.

Trotta et al. ainda. 1990). peptídeos como ácido glutâmico. 1988). como abortivo. a raiz é útil na amenorréia (Agra. dores de cabeça. 1982). na Paraíba. T. Pinto C. e para a atividade depressora do Sistema Nervoso Central o efeito anticonvulsivante parece ser o mais importante (Lima et ai. et al.. Diversos outros trabalhos também relatam atividades anticonvulsivante (Lima.. esteárico. paralisia. 1990). 1988. 1989) e depressora do SNC (Lima. C. 6-hidroximetil-8-metil-7-0-metilpinocembrina e 6-hidroximetil-8-metil5.. ácido lignocérico. 1997. no Rio Grande do Sul.. glicina e alantoína (Sousa et al. flavonóides: 6-formil-8-metil-7-0-metilpinocembrina. Dados farmacológicos da espécie Os dados farmacológicos são muito variados. antiespasmódico e sudorífico (Verardo. além dessas indicações. 1986). O infuso das raízes apresentou ação antinociceptiva. 1988. as indicações populares se repetem (Matos & Das Graças. 1988b). De Souza et al. 3-O-ramnosídeos de dihidrokaempferol. dihidroquercetina e miricetina (Delle Monache & Cuca Suarez. 1982). M. linoléico. S.. C. 1980. 1980). em Minas Gerais. alantoína. no Ceará. 1986). M. beta-sitosterol. De Lima et al. 1996) e dibenziltrisulfeto (DBTS) (Johnson et al. 1998). lignocerato de lignoceril e alfa-friedelinol (De Souza et al. 1988).. reumatismo. et al. et al. pinitol. Grandi et ai. . 1982. nitrato de sódio. beta-sitosterol.. Dados químicos da espécie Da raiz e do caule foram isolados nitrato de potássio. 1988... serina.7-di-O-metilpinocembrina. trisulfeto de dibenzila. Van den Berg.. triterpenos (Delia Monachi et al.. protegeu parcialmente animais contra as convulsões induzidas por pentilenotetrazol e mostrou ação anestésica local (De Lima et al. lignoceril álcool. em Brasília e no Mato Grosso. T. flavonóides. trans-N-metil-4-metoxiprolina. a planta é utilizada como expectorante e vermífugo (Amorozo & Gély.. 1982). 1992). como antitérmico e em banhos de descarga (Simões. 1980). ácidos palmítico. as raízes são usadas na hidropsia.bros inferiores e em dores de dente (Van den Berg... o macerado da raiz é utilizado como antimalárico (Matos et ai.

hematopoiética (Quadros et al. Germano et al. Dados toxicológicos Dados populares dessa planta indicam atividade tóxica.. 1993.. 1998).. 1991). Davino et al. Takahashi. atividades analgésica (Thomas et al. 1991. alliacea. 1992). 1992) e antiinflamatória para o extrato aquoso. por levar à imbecilidade. O extrato aquoso da planta apresentou também atividades gastroprotetora (Cortez et al. P. 1988). 1987) e antiviral (Ruffa et al..270 mg/kg para o extrato hidroalcoólico (Germano et al. Y. et al. 1995) e hipoglicemiante (Lores & Pujol. tanto das folhas quanto da raiz (Peters et al. decorrente de substâncias mutagênicas e potencialmente carcinogênicas (Hoyos et al. também apresentou atividade moluscicida (Almeida. Lopez-Martins et al. e o de caule. No entanto.. 1996) e antitumoral (Davino et al. citotóxica. 1993).. 1998). 1991 e 1992). 1988.. 1984). 1994). 1990).. tendo sido determinada a toxicidade subaguda... além de não apresentar atividade depressora (De Lima et al. 1994).. efeito zigotóxico (Guerra et al. 1995). 2050 aci02). 2001). outros estudos para avaliação das atividades analgésica e depressora do SNC em ratos e camundongos demonstraram atividade no teste de contorções abdominais induzidas por diferentes substâncias e inatividade no teste de imersão da cauda em água aquecida. 1989.. 1997) e antifungica (Benevides et al.. afasia e até à morte (Corrêa.. Davino et al. Caldeira et al.. sendo estas atribuídas à presença de saponinas e cumarinas na raiz (Davino et al. 1989. 1988. O composto dibenziltrisulfeto (DBTS) apresenta importante atividade inseticida.. zigotóxica e antimitótica do extrato hidroalcoólico... antiinflamatória oral (Germano et al. alliacea também apresenta atividades tópica antiinflamatória (Germano et al... Malpezzi et al. M. 1991. estudos in vitro demonstraram atividade genotóxica. 2002. acaricida (Johnson et al... com uma D L m a de 1. 1991). além de atividade antimitótica (Malpezzi et al. Guerra et al. ...mas não apresentam atividades sedativa e ansiolítica (Takahashi. Outros estudos também caracterizaram as atividades abortiva. utilizado popularmente como vermífugo. 1988.. 1993. O extrato hidroalcoólico de P.. Cortez et al. Os extratos de raiz e folhas possuem efeito abortivo. Elisabetsky et al.

FIGURA 9.1 - Celosia argentea: a) ramo florido; b) semente (Foto: Hiruma-Lima).

FIGURA 9.2 - Gomphrena globosa: a) escanerata do ramo com flores; b) escanerata com detalhe da flor (Banco de imagens -

FIGURA 9.3 - Boerhavia difusa. Detalhe do ramo com flores (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa, 1984 - Banco de imagens

FIGURA 9.4 - Petiveria alliacea. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998 - Banco de imagens -

Seção 3
Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

10
Violales medicinais

L. C. Di Stasi C. A. Hiruma-Lima F. G. Gonzalez W. G. Portilho

A ordem Violales inclui 23 famílias botânicas, muitas delas importantes fontes de espécies medicinais, tais como Flacourtiaceae (Lacistemaceae), Violaceae, Passifloraceae, Turneraceae, Caricaceae, Cucurbitaceae e Begoniaceae. Nessas e em outras famílias dessa ordem são encontradas muitas espécies comestíveis e inúmeras ornamentais, tratando-se de uma importante ordem de espécies vegetais com valor econômico e medicinal. Da família Flacourtiaceae deve-se destacar o gênero Casearia, que inclui a famosa medicinal Casearia sylvestris. Da família Violaceae, os gêneros Anchietia e Viola são os mais importantes, a espécie Anchietia salutaris, uma trepadeira conhecida como Cipó-suma, tem sido amplamente usada e estudada como importante fonte de produtos com atividade antialérgica e antiulcerogênica, enquanto no gênero Viola inúmeras espécies são cultivadas e comercializadas como ornamentais. Na família Begoniaceae, destacam-se as espécies ornamentais do gênero Begonia, enquanto na família Caricaceae encontram-se os gêneros Carica, importantes como fonte de espécies comestíveis e medicinais, e Jacaratia, no qual inúmeras espécies são belas ornamentais. Do

gênero Carica, a espécie Carica papaya foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica, cujas folhas são amplamente utilizadas contra gripes, resfriados e tosses. Das outras famílias dessa ordem destacam-se espécies medicinais de Lacistemaceae, Passifloraceae e Cucurbitaceae, referidas como medicinais na região amazônica, assim como espécies medicinais de Cucurbitaceae e Passifloraceae, referidas na região do Vale do Ribeira.

Espécies medicinais da família Cucurbitaceae Introdução
A família Cucurbitaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 119 gêneros, com 775 espécies distribuídas especialmente em regiões tropicais e poucas em climas temperados (Mabberley, 1997). No Brasil, a família é representada por trinta gêneros, com aproximadamente duzentas espécies (Barrozo, 1978). A família inclui inúmeros gêneros de importância farmacológica, dos quais ressaltamos Fevillea, Cucumis, Momordica, Bryonia, Luffa, Cucurbita, Wilbrandia e Sechium. Muitas espécies dessa família são comestíveis e reúnem importante valor econômico no Brasil, especialmente aquelas dos gêneros Cucurbita, Momordica, Fevillea e Sechium.

Espécies medicinais Cucumis anguria L.
Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Maxixe ou Pepino-deíndio. Em outras regiões do país é também conhecida como Maxixe-bravo, Maxixeiro, Maxixo, Pepino-castanha, Pepino-de-burro, Pepino-espinhoso, Maxixe-do-mato e Cornichão.

Dados botânicos

A espécie é anual, com caule rasteiro e anguloso, contendo folhas curto-pecioladas, cordiformes, sublobadas e base emarginada, profundamente 5-lobada; flores brancas, de corola partida e segmentos mucronados; fruto do tipo baga, ovóide, indeiscente e com mesocarpo branco; sementes marginadas. O gênero Cucumis inclui 35 espécies tropicais, e várias são úteis como medicinais e na produção de compostos flavorizantes para uso em cosméticos e alimentos, devendo-se destacar a espécie Cucumis sativus, o famoso Pepino. O nome do gênero Cucumis descrito por Carl Linnaeus deriva de cuce, palavra céltica que significa "oco".
Dados da medicina tradicional

O fruto, além de comestível, é usado na forma de suco como sudorífico.

Cucurbita pepo L.

Nomes populares

A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil como Abóbora. Também denominada Abóbora-moranga, Abóbora-de-carneiro, Abóbora-de-porco, Abóbora-moranga e Abóbora-porqueira.
Dados botânicos

É uma planta anual, rasteira e trepadeira, com ramos bastante vilosos e com gavinhas; folhas alternas, cordiformes, grandes e profundamente 5lobadas e pilosas; flores amarelas, grandes e vistosas; fruto grande, oblongo-arredondado com uma polpa fibrosa e comestível; as sementes achatadas são brancas. A espécie reúne inúmeras variedades, mas a C. pepo é de origem africana. É cultivada na região do Vale do Ribeira, inclusive pelas comunidades tradicionais e em quase todo o Brasil, sendo muito apreciada como alimento e importante recurso econômico. O gênero inclui aproximadamente treze espécies, mas inúmeras variedades para cada espécie, todas

de origem tropical. O nome do gênero Cucurbita descrito por Carl Linnaeus deriva de Cucumis e orbis, devido à forma esférica do fruto.
Dados da medicina tradicional

Na região do Vale do Ribeira, o macerado dos frutos em água fria, durante seis horas, é usado internamente para aliviar os sintomas de "queimação" do estômago. As sementes frescas trituradas ou secas ao sol são usadas internamente contra parasitas. Tanto os frutos como as sementes são amplamente consumidos como alimento. Corrêa (1984) refere que as folhas são usadas contra queimaduras, e as flores, para combater erisipela e qualquer inflamação; as sementes são usadas para doenças do fígado e baço, além de serem reconhecidamente tenífugas de grande uso; as raízes cozidas são usadas interna ou externamente como febrífugo ou para lavar feridas de origem sifilítica. As sementes frescas são usadas contra disenteria e para "refrescar o fígado", enquanto o cozimento das raízes possui propriedade febrífuga e tenífuga e, externamente, é usado contra úlceras sifilíticas (Guerrero, 1994).

Luffa cylindrica Roem.
Nomes populares

A espécie é chamada na região da Mata Atlântica, assim como em várias regiões do Brasil, pelo nome de Buchinha. A espécie também é chamada de Bucha-dos-paulistas, Fruta-dos-paulistas, Bucha-do-pescadores e Quingobógrande. Também é conhecida como Buchinha-do-norte, mas não tratamos aqui da verdadeira Buchinha-do-norte, que é a espécie Luffa operculata.
Dados botânicos

É uma planta trepadeira herbácea de porte alto e caule 5-angulado; folhas longo-pecioladas, palmadas e 5-lobadas, raramente com sete lobos; flores amarelas, sendo as masculinas dispostas em rácimos axilares, e as femininas, solitárias; fruto oblongo e cilíndrico, chegando a até 35 cm de comprimento, com sementes pretas ou cinzentas. Os frutos dessa espécie eram amplamente utili-

zados e ainda o são nas zonas rurais como esponja para a lavagem de louças (Figura 10.1). A espécie é cultivada na região da Mata Atlântica em São Paulo, sendo comum e subespontânea na região Nordeste do Brasil. O gênero inclui sete espécies tropicais. O nome do gênero Luffa descrito por Phillip Miller deriva de luff, que é o nome árabe da planta.
Dados da medicina tradicional

Na Mata Atlântica, especialmente nas regiões rurais, os frutos são macerados em aguardente ou vinho e utilizada contra rinite. O fruto (esponja) é empregado na limpeza do corpo e para melhorar a circulação na pele, além de comumente ser usado na lavagem de louça. A espécie é empregado equivocadamente como abortiva, por se considerar tratar-se da Buchinha-donorte, a Luffa operculata. Internamente a espécie é usada contra reumatismo, dores, hemorróidas, hemorragias internas e para melhorar a lactação (Bown, 1995). As folhas são usadas para acalmar a dor de cabeça e, quando cozidas, para purificar o sangue e como emenagogo; os frutos são usados como eméticos e catárticos violentos; a polpa, quando verde, é considerada purgante (Guerrero, 1994). Momordica charantia L.
Nomes populares

A espécie é conhecida na região amazônica e em várias regiões do país como Melão-de-são-caetano, inclusive na região do Vale do Ribeira. Em outras regiões, a espécie também é denominada Fruto-de-cobra, Fruto-denegro, Erva-de-são-caetano, Erva-são-vicente e Erva-de-lavadeira.
Dados botânicos

Planta trepadeira, escandente, delicada, ramificada, com caule estriado; folhas membranosas, 5-7-lobadas com lobos estreitos na base; gavinha simples, longa, delicada, pubescente; flores masculinas solitárias, em pedúnculo com bráctea reniforme, inteira; cálice com lacínios lanceolado-ovais; estames aglutinados com os lóculos das anteras; flor feminina longo-pedunculada;

fruto capsular carnoso, amarelo quando maduro; sementes vermelhas (Figura 10.2). O nome do gênero Momordica descrito por Carl Linnaeus deriva de momordi = passado do verbo mordere, significando "eu mordi", referindose à disposição das sementes no fruto deiscente, como dentes.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o sumo das folhas, uma vez ao dia, é útil como antimalárico, enquanto o preparado do sumo das folhas com óleo de andiroba é aplicado externamente contra coceira. A infusão das folhas misturada com folhas de Sacaca é utilizada no tratamento de hepatite. Na região da Mata Atlântica, a infusão das partes aéreas da planta é usada para problemas hepáticos e como emagrecedor. A espécie também é utilizada como purgativo, emético-catártico, febrífugo, antileucorréico, anticatarral, anti-reumático, vermífugo, supurativo, anticarbunculoso, antiinflamatório e contra cólicas abdominais, menstruações difíceis, queimaduras, cravos e morféia (Corrêa, 1984); no Piauí, é usada externamente contra enxaquecas e internamente como abortivo e contra problemas do fígado (Emperaire, 1982); em Minas Gerais, é usada como anti-hemorroidal, emenagogo, febrífugo, resolutivo, anti-helmíntico, anti-reumático, antigripal, emético e purgativo (Gavilanes et al., 1982; Verardo, 1982; Grandi et al., 1982; Grande & Siqueira, 1982); na Paraíba, contra verminoses e cólicas (Agra, 1980).

Sechium edule Sw.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil como Chuchu. Outras denominações comuns são Maxixe, Machucho, Maxixe francês, Xuxu e Machuchu.
Dados botânicos

É uma trepadeira herbácea, com caule ramoso, piloso, com gavinhas; folhas pecioladas, membranosas, ásperas, alternas, cordiformes, com três

a decocção dos brotos é usada contra hipertensão e como sedativo. alternas. A espécie é usada e amplamente comercializada como adulterante da Taiuiá verdadeira (Cayaponia tayuiya). capoeiras e na beira de estradas. O gênero descrito por Silva Manso inclui apenas duas espécies. ramoso e delicado. Dados botânicos É uma planta rasteira e trepadeira. Wilbrandia ebracteata Cogn. que significa "pepino". descrito por Patrick Browne. especialmente após o cultivo sistematizado. com até 20 cm de comprimento.a cinco lobos. fruto do tipo pepônio verde. folhas pecioladas. especialmente na Itália. O gênero inclui apenas seis espécies. mas ásperas. . como Cabeça-de-negro. visto seu grande consumo como alimento em todo o Brasil e em vários países da Europa. e o nome. longos. rugoso. é uma variação de sicyos. e muitas variedades em cada espécie. chegando a atingir 50 cm de comprimento (Figura 10. O nome do gênero Sechium. 5-lobadas e raramente com mais lobos. flores amarelas esbranquiçadas. É uma importante espécie econômica. foi dado em homenagem a John Wilbrand. sulcado. sendo um produto amplamente comercializado. Na região da Mata Atlântica é comum encontrar a espécie dentro da floresta. e sua raiz. com caule anguloso. membranosas. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. flores amarelo-claras. como em formações secundárias. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica e em outras regiões do país como Taiuiá.3). Wilbrandia. nas raízes formam-se tubérculos cilíndricos. Reúne ainda inúmeras outras qualidades econômicas.

1997). 1990). Das sementes de M.76% de lipídios. além das momordicinas (Fatope et al.. uma proteína inativadora de ribossomos (Pu et ai.. momordenol e o álcool monocíclico denominado momordol (Begum et ai. ácido esteárico e o ácido palmítico (Yuwai et al. charantia também foram isolados vicina. 1989.. tumores e. 1989. charantia foi isolada a gama-momorcharia. Zn.40%). Hara et al.24-dien-3beta-ol e o 24-metilenecicloartanol os constituintes majoritários do óleo de suas sementes. 1991. De M. Grondin et al. 1992). A composição química do fruto de M.. charantia também foram isolados triterpenos. Dos frutos verdes de M. além do esterol... 1996. Huang et al.80%) e fosfolipídios (16. Os ácidos graxos predominantes foram o ácido alfa eleosteárico. Foram isolados ainda das sementes de M. Dos frutos frescos de M. afecções da pele. 1996.. também. a decocção das raízes e das folhas é usada contra úlceras e gastrites. reumatismo. Dados químicos de alguns gêneros Diversos estudos fitoquímicos têm sido feitos com a Momordica charantia (Garcia et al. Chandravadana et al. Wang et ai. sífilis (Almeida et al. momorcharasídeo A e momorcharasídeo B que inibiram a síntese de DNA e RNA em células tumorais S180 (Zhu et al. Mn e Li (Peng & Li. ácido linolênico. charantia foram isolados os triterpenóides cucurbitanos. assim como no controle da diabetes.. charantia . Zheng et al. Cr. proteínas. momordicinina e momordicilina. charantia foi determinada como 0.. 1997). 1989) e monossacarídeos e dissacarídeos (Ishikawa et al. 1990a). charantia isolou-se uma mistura de esteróis acilglicosilados (Guevara et al. Das folhas de M.81%). 1990. 1996). 1987). 1989). aminoácidos e abundância em elementos como Cu. sendo o cucurbita-5.. como laxativo (Farias et al. Nguyen. Das sementes foram ainda isoladas lecitinas (Wang et ai. Co.. charantia foram isolados os triterpenos momordicina.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 1995. a raiz é utilizada no tratamento de febre. Kusmenoglu.. glicolipídios (35. Das sementes de M. 1996. 1986). taraxerol e beta-amirina (Kikuchi et al... 1996).. charantia foi isolado um inibidor da tripsina (Kawamura et al. Das sementes de M. Ni. divididos em lipídios não-polares (38. 1988.. 1992).. Foram isolados também cicloarterol. Chang et al. 1996).. 1985).. Além disso.

sesquiterpenolactonas e taninos. grosvenor foi isolado um triterpeno usado como adoçante (Hu & Lu. 1990b). linoléico e linolênico (Sibanda & Chitate.. 1987). 1991).. pelas G. contendo trinta carbonos. punícico e alfa-eleosteárico (Gaydou et ai. 1990). foetida (Mulholland et al. oléico. Dos frutos de Aí. 1987). Estudos fitoquímicos demonstraram grande proximidade entre espécies do gênero Momordica: Aí. seguidas. esteárico. 1993).. 1990). balsamina (De Tommasi et al. involucrata (Shanta & Radhakrishnaiah. Sobre outras espécies do gênero Momordka foram realizados inúmeros estudos químicos. charantia. isolados das partes aéreas. Triterpenóides cucurbitanos foram isolados do extrato clorofórmico das folhas de M. Dados farmacológicos Várias atividades farmacológicas foram verificadas com a espécie Momordka charantia. pela E e. Das sementes de M. também foram detectados em Aí. rigorosamente. . também descrito em M. as cucurbitacinas estão presentes nas plantas como (J-glucosídeos. além de glicoproteínas (Minami & Funatsu. além do ácido rosmarínico. e são nomeadas com letras sucessivas do alfabeto (A -» R). 1995). posteriormente. Dos frutos de Cucumis anguria foram isolados ácido palmítico. Recentes estudos demonstram que a família Cucurbitaceae é especializada na produção de cucurbitacinas. 1994). 1994). charantica. aos quais se atribui a potente atividade biodinâmica e tóxica das espécies em que são encontradas (Pagotto. Geralmente.. As mais comuns no reino vegetal são as cucurbitacinas B e D. albumina e um glicosídeo denominado cucurbitina. H e I (Miro. provavelmente uma das mais estudadas quanto às suas atividades farmacológicas. Aí. dioica eM. 1993). além de possuir óleo essencial (Guerrero. e inúmeros estudos são realizados com essa espécie. A espécie Luffa cylindrica possui alcalóides (Guerrero. balsamina foram isolados os ácidos graxos: ácido octadecatrienóico. A espécie Cucurbita pepo é rica em glicosídeos saponínicos. além de uma resina (Volák & Stodola.vicine. 1997). As sementes possuem 50% de óleo. 1995). micose e momorcharasídeos A e B (Zhu et al. Os glicosídeos fenilpropanóides verbascosídeo e calceolariosídeo. triterpenos tetracíclicos.

1982a e 1982b). Ahmad et al. charantia (Rathi et al. Além disso. 1996. da síntese protéica. Os experimentos em animais e in vitro têm caracterizado o fruto como secretagogo de insulina e como insulinomimético (Kedar & Chakha Barti. 1981. Raman & Lau. (1986b e 1986c) verificaram que frações isoladas dessa espécie possuem atividade antilipolítica e lipogênica. 1997). Welihinda & Karunana-Yake (1986) e Miura et al. (1986). 2002).. Ng et ai. Pugazhenthi & Murthy. 1980. O extrato etanólico de M. parâmetros hematológicos permaneceram normais. (2001) demonstraram ainda que o suco da planta aumenta a tolerância a glicose e a recaptura da glicose nos tecidos. Inibição da síntese de RNA.Atividade hipoglicemiante foi descrita para sementes. 1984.. Welihinda et ai. do AMPcídico de linfócitos leucêmicos.. 2002) (Jilka et al. Karunanayake et al. DNA... Os frutos atuam como imunossupressores via ação linfocitotóxica (Leung et al. A administração oral do suco do fruto ou das sementes possibilitou redução nos níveis de glicose sangüínea e melhorou a tolerância a glicose em animais diabéticos e normais e no homem. com aumento de glicogênio nos tecidos e músculos. Estudos demonstraram que a alimentação suplementada com Momordica charantia não produz efeitos adversos na ingestão alimentar. no crescimento e no peso dos órgãos em ratos normais. 1986.. 1996. decocto das folhas e suco de M. 1996. 1983a e 1983b) e . El-Gengaihi et al. charantia apresenta efeitos nas monooxigenases dependentes do citocromo P450 e glutation Stransferase hepáticas (enzimas metabolizadoras de drogas) em ratos com diabetes induzida por estreptozotocina (Raza et al. extratos brutos de folhas. 1987). Platel & Sirinivasan. 1993). antiviral (Takemoto et al. charantia em camundongos com hiperglicemia induzida por ciproheptadina foi determinada por Cakici et al. O suco dos frutos de M.. charantia apresentou atividade hipoglicemiante em ratos diabéticos por diminuir a atividade das enzimas hepáticas envolvidas na gliconeogênese (glicose-6-fosfatase e frutose-l. Atividade hipoglicemiante do extrato aquoso dos frutos de M. (1994)... Athar et al. da guanilato ciclase de vários tecidos foi determinada com substâncias isoladas dessa espécie (Takemoto. 1996). sem alterações na glicemia e com redução significante na colesterolemia (Platel et al. 1993)..6-bisfosfatase) e aumentar a atividade da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase em hepatócitos e eritrócitos (Shibib et ai. 1982. Foram também descritas as atividades antitumoral (Nagasawa et al.. 1983)..

pulmonares e da mama (Rybak et al. 1993). proteínas inativadoras de ribossomos. impedindo a integração do DNA viral (Lee Huang et al.. A espécie também apresentou atividade indutora da produção de interferon (IFN tipo I) em coelhos e aumentou a atividade de células NK (natural killer) de camundongos (Huang et al. 1993). e suas seqüências de aminoácidos foram determinadas (Miura & Funatsu. 1990). 1995). isoladas de sementes de M.imunomoduladora (Spreafico et al. charantia. na qual descreveram a momorcochina. possui atividade antitumoral contra diferentes linhagens de células (Ng et al. .. 1994). incluindo M. charantia contra diferentes linhagens de células tumorais renais. Foi observado um potente efeito imunossupressor das proteínas alfa e beta-momorcharina pela sua ação linfocitotóxica direta ou por um deslocamento dos parâmetros cinéticos da resposta imune (Leung et al. antitumoral. (1993) consideram que tais momordinas imunotóxicas poderiam ser utilizadas para a eliminação de linfócitos T em transplantes alogênicos de medula óssea. (1992) realizaram uma revisão das características bioquímicas e atividades biológicas de oito proteínas vegetais de espécies de Cucurbitaceae. charantia. charantia. quando conjugadas com anticorpo monoclonal reconhecedor de linfócitos humanos. Demonstrou-se que momorcharina alfa e beta.. charantia têm sido relatados por uma atividade antileucêmica e antiviral (Cunnick et al.. alda-momorcharina. charantia) inibe a integrase de HIV-1.. 1983). 1996). 1996)... atuam na clivagem de RNA (atividade ribonucleásica) (Mock et al. os quais promoveram a inibição da síntese de DNA e RNA na linhagem de células tumorais SI80 (Zhu et al. 1995b). Duas proteínas inibidoras da tripsina (MCTI-II' e BGIT) foram isoladas das sementes de M. uma proteína inativadora de ribossomos. Fong et al.. isoladas dessa espécie. uma glicoproteína que apresenta atividades abortiva. momordina 1 e momordina 2.. Ng et al. MAP30 (uma proteína anti-HIV isolada de M. 1987. charantia. O extrato metanólico dos frutos livres de saponinas em M. charantia apresenta atividade hipoglicemiante em ratos normais e diabéticos (Ali. A glicoproteína isolada das sementes de M. Wang et al. charantia. apresentam importante atividade imunotóxica (Wang et al. As proteínas inativadoras de ribossomos. Os frutos e sementes de M.. 1990a). 1994). 1990).. inativadora de ribossomos e imunomoduladora. Cinco compostos foram isolados de sementes de M. Foi caracterizada a atividade antitumoral in vitro das proteínas inativadoras de ribossomos MAP30 de M. L. et al..

charantia não foi efetiva na diminuição da parasitemia contra Plasmodium berghei em camundongos (Menezes Ornelas et ai. 1996).. não foi observada atividade antiinflamatória das folhas e dos caules de M. Os frutos de M. 1990. Basaran et al. 1996). charantia diminuiu em mais de 60% a atividade dos receptores para adenosina (Hasrat et al. De M. Foram isoladas duas proteínas de M. De M. charantia indica a possibilidade de seu uso conjunto na terapia contra o HIV (Bourinbaiar & Lee Huang. 1995). charantia apresentou atividade analgésica (Castro et al. Misra et al.. apresenta maior atividade antibacteriana do que os extratos em separado das espécies e maior . 1990. A potencialização da atividade anti-HIV das drogas antiinflamatórias dexametasona e indometacina pela proteína MP30 de M. charantia também foi efetiva como medida profilática contra coccidiose de aves (Hayat et al. 1996). 1988) e o extrato etanólico das sementes possui atividade antitumoral (Santana et al. charantia foram isolados triterpenóides que diminuem a infestação de besouros (Chandravadana. 1995). charantia apresenta atividade anti-retroviral contra o vírus do herpes (Bourinbaiar & Lee Huang. charantia que se apresentaram ativos diante do vírus do herpes (Bourinbaiar et al.. charantia foram também isoladas proteínas que apresentaram ação antifertilidade em ratos machos (Chang & Li.. A M. O extrato aquoso da folha de M. 1991). e o rizoma de Curcuma longa Linn.(1991) detectaram essa atividade in vivo e in vitro contra Plasmodium berghei.Atividade antiimplantacional foi determinada por Chan et al.. Amorim et ai.. Apesar da indicação popular para inflamação. MAP30 isolado de M. O extrato produzido com a combinação dos frutos de M. 1987). charantia foi isolado ginsenosídeo. Dos frutos verdes de M. 1997). charantia e Emblica officinalis Gaertn. et al. Embora indicada contra malária. charantia apresentaram ainda atividade antiulcerogênica e antitumoral (Sener & Temizer. M. 1990).. 1994).. No entanto.. Das folhas de M. charantia foi detectada atividade antimutagênica (Guevara et al. que inibiu a síntese de esteróides induzida por uma dose máxima de ACTH em células adrenais isoladas de rato (Ng et al. antiancilostomose (Berchieri et al. charantia (Silva.. L.. 1987). 1994). (1984 e 1985). Um ensaio com radioligantes indicou que o extrato bruto de M. 1988).. 1996).

.. Além disso. 1995. 1995). do que o extrato de M.. 1994). hipotensora (Gordon et al. como aumento da permeabilidade capilar e diminuição da permeabilidade vascular. hepatoprotetora e anti-reumática (Konoshima et al. em especial a tripsina inibitora-II (Hayashi et al. diarréia. 1991). alfa-momorcharina e beta-momorcharina apresentam baixa imunogenicidade e ausência de reação cruzada em camundongos (Zhen et al. em rato. 1995. hipovolemia. 1995..atividade hipoglicemiante. anticoncepcional. antitumoral. Miró. Outras atividades também foram descritas para a espécie... além de apresentar atividade gastroprotetora (Fernandopulle. . 1997 e 1999). Jensen & Lai. 1993). A. inúmeras atividades farmacológicas são referidas. 1993). 1993). Considerando-se a enorme variedade de cucurbitacinas.. antimicrobial.. Teixeira.. Hamato et ai. inibição da ovulação. aprisionando radicais livres derivados do oxigênio (radicais superóxido e hidroxila) (Sreejayan & Rao. 1996). et al. 1995. citotóxica. charantia são inibidoras de tripsina e elastase (Hara et ai.. cochinchinensis foi isolada uma fração hemolítica resistente a enzimas proteolíticas e ao aumento da temperatura (Ng et ai. tais como antiinflamatória. Peters et al. Proteínas isoladas de M. Foram observadas inibições da ativação de fatores do sistema de coagulação sangüínea por inibidores de protease isolados de espécies da família Cucurbitaceae. De M. C. Para a espécie Sechium edule existem descrições de suas propriedades diurética (Melita Rodrigues et al. 1997). Testes in vitro e in vivo com o conjugado anti-CD5-momordina (imunotoxina) pode ser útil na terapia da doença do enxerto e no tratamento contra leucemias e linfomas (Porro et al. 1991). De Wilbrandia ebracteata foram caracterizadas as propriedades antiulcerôgenicas (Gonzales & Di Stasi. charantia (Sankaranarayanan &Jolly. 1996). 1986b). 1995). diminuição da pressão arterial.. 2000) e antimutagênico (Yen et al. podem ser observados outros efeitos biológicos provocados pelas cucurbitacinas. Trichosantina. O extrato alcoólico de M. diminuição da síntese de eicosanóides e aumento da razão de AMPc/ GMPc (Miró. 1984. 2002) analgésica e antiiflamatória (Peters et al. 1986).. dioica apresenta atividade antialérgica em ratos e camundongos (Gupta et ai... 2001). Pagotto et al. anti-helmíntica. tais como antioxidante. 1989... ao mesmo tempo em que a atividade mutagênica e outros efeitos tóxicos têm sido descritos para as mesmas substâncias (Pagotto et al.

1988). com um possível efeito hepatotóxico (Tennekoon et ai. angaria foi de DL50 = 1. A espécie também provoca lesões testiculares em cães (Díxit et ai. El-Gengaihi et al.. charantia em enzimas hepáticas. 1986). . que foram eqüipotentes em induzir aborto em camundongos (Yeung et ai. cochinchinensis com o mesmo tipo de efeito abortivo (Yeung et ai. dois glucosídeos norcucurbitanos (WG1 e WG ) que apresentaram potentes atividades antiinflamatória... charantia possuem substâncias abortivas capazes de induzir teratogênese em embriões de ratos (Yeung et ali.. Em ambos os casos.. 1992). 1987). observou-se um aumento na concentração sérica de gama-glutamil transferase e fosfatase alcalina. charantia foram isoladas duas proteínas denominadas alfa e betamomorcharina. o consumo dessas espécies deve ser feito com cuidado. 1996. Em estudo realizado para avaliar os efeitos do suco dos frutos e do extrato das sementes de M. 1997). 1994). Das sementes de M. recentemente. Dados toxicológicos dos gêneros Momordica e Cucumis A toxicidade de M. Raman & Lau. Os frutos de M.. 1996. Chan et al. 1996. Platel & Sirinivasan.. antitumoral e antifertilidade em ratos e camundongos (Almeida et al.Da fração purificada de rizoma de Wilbrandia sp foram isolados. especialmente por gestantes. Essas mesmas proteínas foram isoladas das raízes de M. A toxicidade do fruto de C... 1986). porém diminuiu sensivelmente com a fervura dos frutos em água (Sibanda & Chitate. sendo também observado que altas doses do suco dos frutos pode causar congestão das veias centrolobulares hepáticas. 1978) e induz alterações sobre parâmetros sangüíneos de suínos (Queiroz Neto et ai. 1990). charantia em animais ocorre principalmente no fígado e no sistema reprodutor (Pugazhenthi & Murthy. 1986.6 mgAg.

referindo-se ao estame bifurcado. nos quais se distribuem aproximadamente quarenta espécies. pedaço. ovário unilocular. farrapo". O nome do gênero Lacistema deriva do grego lacis = "trapo. incluindo árvores de pequeno porte ou arbustos cosmopolitas (Barrozo. semente com endosperma carnoso (Figura 10.Espécies medicinais da família Lacistemaceae Introdução A família Lacistemaceae descrita por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui apenas dois gêneros (Lacistema e Lacistemopsis). Dados botânicos Árvore de pequeno porte. um sistema de classificação também usado por vários pesquisadores. 1978). alternas. fruto do tipo capsular trilobado. . desde o México até o Peru e o norte do Brasil.4). folhas simples. visto que foi citada por grande parte dos entrevistados. pétalas ausentes. com gomo terminal protegido por estipula caduca. bem desenvolvidas. androceu com um estame. e stemon = "estame". e não foram encontrados sinônimos para ela. Na região da Mata Atlântica não foram referidas espécies dessa família botânica. Espécies medicinais Lacistema sp Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins (Amazônia) de Inguanguana. distribuídas em regiões tropicais. cálice com sépalas imbricadas e desiguais entre si. Dessa família foi referida uma espécie medicinal na região amazônica a qual não foi completamente identificada. Mabberley (1997) inclui a família Lacistemaceae na Flacourtiaceae. mas que possui uma grande importância. onde há cerca de oito espécies. flores andróginas dispostas em espigas curtas com brácteas que protegem as flores.

. Nomes populares A primeira espécie é mais conhecida pelo nome de Maracujá-do-mato. Espécies medicinais Passiflora coccinea Abl. Alguns frutos da família são comestíveis (Passiflora edulis). compreendendo lianas. Espécies medicinais da família Passifloraceae Introdução A família Passifloraceae foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e Augustin Pyramus de Candole e inclui dezessete gêneros. 1996). com 575 espécies tropicais e temperadas.Dados da medicina tradicional O uso externo das folhas sobre a cabeça é indicado como febrífugo. Adenia e Tetrapathaea que habitam a Nova Zelândia. existem várias espécies do gênero Passiflora. representando um importante recurso econômico. de valor alimentício e medicinal. arbustos e árvores (Mabberley. Essa família é composta principalmente pelos gêneros Passiflora. no entanto. A grande maioria das espécies descritas nessa família são herbáceas ou lenhosas. 1997). existem registros para a espécie como Maracujá-poranga. conhecidas popularmente como Maracujá (Joly. A presença de glicosídeos cianogênicos é relatada em espécies dessa família (Evans. Nos estudos etnofarmacológicos aqui descritos foram referidas apenas espécies desse gênero. 1992). em geral trepadeiras. enquanto outros são utilizados na medicina popular como sedativos (Passiflora incarnata e outras espécies). No Brasil. conforme apresentamos a seguir.

gavinhas que são ramos florais modificados. Informações adicionais foram obtidas com outras espécies do gênero. 1991). caule robusto. principalmente linalol e norterpenóides (Winterhalter. também foi referida na região amazônica como útil contra insônias.. 1997). Dados químicos Isolaram de P coccinea os glicosídeos cianogênicos: passicoriacina. (9Z)-ácido octadecenóico. agudas no ápice e estreitas na base. passissuberosina e epipassisuberosina (Spencer & Seigler. cilíndrico. 1987a. O nome do gênero Passiflora se refere à flor da paixão (crucificação de Jesus). 1996. 3-hidroxi-retro-alpha-ionol (Herderich & Winterhalter.. mas identificada apenas até o gênero. mas esta só é usada na falta da Passiflora coccinea. 1990). principalmente a P edulis. margem inteira. monoterpenóides. hexadecanóico. e cinco pétalas rosadas.5). que lembram os instrumentos do martírio. 1983).. epipassicoriacina.Dados botânicos Planta glabra. chamada popularmente de Maracujá gigante. Spencer & Seigler. ovadas. esverdeadas ou vermelho-esverdeadas (externamente) e róseas (internamente).. planas e obtusas. carotenóides (Ferreira et al. . a infusão das folhas é usada internamente como sedativo. fruto oblongo-ovóide. enquanto o macerado das folhas em água fria é útil para aliviar sintomas da asma. 1987b e 1985). côncavas. 1989). sementes compridas (Figura 10. 2tridecanona. estipulas ovadas. o suco dos frutos é considerado sedativo. Na região da Mata Atlântica. pecíolos canaliculados com seis glândulas aos pares. é usada para diversas finalidades. antocianinas (Kidoey et al. folhas inteiras. peninérveas. flores com cinco sépalas ovadas. Uma outra espécie de maracujá. corniculadas. Passiflora macrocarpa Mart. alternas. pela interpretação dada às peças florais. 2-pentadecanona. uma espécie denominada Maracujá. cordiformes. da qual foram obtidas substâncias cianogênicas (Chassagne et al. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o chá das folhas é útil contra problemas cardíacos e como sedativo.

1997).... lipídios. 1998). 2000). 1988). vitaminas A. Da espécie P. nem em R incarnata (Speroni et al. fermentos. açúcares. harmina. potássio. Flavonóides como vitexina. mollissima (Froehlich et al.1979).. orientina e isoorientina.. 1997. 1995. ácido ascórbico e beta-caroteno (Marin et al. espasmolítica (Queiroz & Brandão. bem como ansiolítica e hipno-sedativa (Silva & Freire. Vale & Leite. 1997). Esse composto não foi detectado em P coerulea. Spencer & Seigler.. Costa.. riboflavina. Dos frutos e folhas de P . B2. Ortega et al. quadrangularis (Orsini et al. isoorientin-2"-0glucopiranosídeo (Li et al. analgésica. 1996).. Sena & Leite. bem como a presença de glicosídeos em P. fósforo. 2000. 1986). harmol e harmalol). assim como ácidos graxos. vitexina e isovitexina) (Soulimani et al. glicosilflavona (Geiger & Markham. além de vários compostos aromáticos (Winter et al.. 1988). taninos. et al. proteínas. isoscoparin -2"-0-glucosídeo (Rahman et al. 1988. Constituintes voláteis também já foram caracterizados de P. incarnata foram isolados: alcalóides (harmana. 1996). isovitexina.2-tridecanol octadecanóico e óxido ariofileno (Arriaga et al. 1988. 1986). 1987a) e P suberosa (Kidoey et al. K. saponarina. 1989). P coriacea (Spencer & Seigler. gomas e resinas foram obtidos em diversas espécies do gênero (Celighini et al. carboidratos. Amaral. 1988).. 1991). 1980. Proliac & Raynaud. Das folhas de P alata foram caracterizadas as atividades sedativa. 1987). Menghini. composto que apresentou atividade depressora do SNC apenas em doses altas. 1979). ferro... 1986). B1. de onde foi isolada crisina. schaftosídeo (Proliac & Raynaud. 1980). sendo a passiflorina o mais conhecido. cálcio. isoschaftosídeo. harmalina. maltol. O suco dos frutos contém água. 1997.. Efeito depressor central também foi verificado com a P alata (Oga et al.. P.. amliformis (Restrepo & Duque. 1997. 1987b). 1984) e a P incarnata (Kimura et al. Dados farmacológicos Estudos feitos com P edulis demonstraram atividade depressora inespecífica do Sistema Nervoso Central (Maluf et al... flavonóides (orientina. Raffaelli et al. Vários alcalóides indólicos foram isolados desse gênero. isoorientina. sovetexin-2"-0-glucopiranosídeo. PP e C (Zhuang & Wang. 1988) e a ausência de efeito teratogênico (Amaral et al. 1988.

fruto e flor (Banco de imagens .Luffa cylindrica Roem.. outros trabalhos relatam a presença de efeito tóxico como a promoção de um quadro de hepatodistrofia quando do uso de dose superior à preconizada pela população (Melito et al. enquanto do extrato aquoso das partes aéreas de Passiflora sp foi observada a atividade antifúngica (Boelter et al. 1991. Bacillus subtilis e Pseudomonas aeruginosa (Perry et al. Porém. que apresentou atividade citotóxica e antibacteriana contra Escherichia coli. 2000). FIGURA 10. 1988)..... 1991). 1989 e 1993) e inseticida. 1989). foetida apresentou atividades hipotensora. 1988) e efeitos tóxicos nos sistemas hepático e pancreático (Maluf et al. tetrandra foi isolada 4-hidroxi-2ciclopentenona.. Das folhas de P . atribuída ao flavonóide ermanina (Echeverri et al.. Echeverri & Suarez. 1998a).1 . 1985). 1985b.. antiinflamatório (Silva et al.. Detalhe da folha 5-lobada. ao passo que das folhas foram determinados os efeitos analgésico.edulis caracterizou-se a ausência de toxicidade (Melito et al. inotrópica. antipirético (Silva et al... Barros et al. espasmolítica (Carneiro et al. 1978). O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de P. 2000) e imunoestimulante (Guerra et al.

FIGURA 10.Momordica charantia: a) ramo com frutos. e b) ramos com flores (Fotos originais: Hiruma-Lima).2 . .

FIGURA 10.3 - Wilbrandia ebracteata: a) escanerata com detalhe dos ramos com gavinhas e flores; b) escanerata com detalhe das flores; c) escanerata com detalhe da folha 5-lobada (Banco de imagens

FIGURA 10.4 - Lacistema sp. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius Flora Brasilica - Banco de imagens -

FIGURA 10.5 - Passiflora coccinea. Ramo florido com gavinhas (original por Di Stasi - Banco de imagens

11
Malvales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. M. Santos E. M. Guimarães C. A. Hiruma-Lima

A ordem Malvales inclui doze famílias botânicas, muitas delas congregando inúmeras espécies medicinais, como é o caso das famílias Bixaceae, Tiliaceae, Sterculiaceae, Bombacaceae, Malvaceae e Geraniaceae. Das doze famílias pertencentes a essa ordem, espécies medicinais usadas na região amazônica e aqui registradas pertencem às Tiliaceae, Bixaceae, Sterculiaceae e Malvaceae. Das outras famílias dessa ordem ressaltam-se a Bombacaceae, que inclui gêneros importantes como Bombax, Adansonia - dos famosos e gigantescos Baobás -, Ceiba - à qual pertencem inúmeras espécies produtoras de fibras e espetaculares plantas ornamentais - e Ochroma - contendo várias espécies medicinais.

Espécies medicinais da família Bixaceae

Introdução
A família Bixaceae (Dicotyledonae) descrita por Karl Sigismund Kunth foi subordinada em 1968 à ordem Bixales (Barrozo, 1978) e incluía apenas o gênero Bixa. Atualmente a família Bixaceae está subordinada à ordem Malvales, subclasse Dilleniidae, e inclui o gênero Bixa e os gêneros Amoreuxia e Cochlospermum, anteriormente pertencentes à família Cochlospermaceae. A família conta com apenas dezesseis espécies tropicais, entre elas árvores e ervas, e todas produzem um suco vermelho ou laranja em suas células secretoras (Mabberley, 1997), uma característica marcante da família. O gênero Bixa possui quatro espécies, todas conhecidas no Brasil como Urucum e que reúnem importante valor econômico, além de suas propriedades medicinais. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal de Bixa arbórea, a qual passamos a discutir a seguir.

Espécies medicinais
Bixa arbórea Hubr. e Bixa arbórea L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelos nomes de Urucum, Urucu e Urucu-da-mata.
Dados botânicos

Essa espécie é considerada um arbusto ou pequena árvore que atinge até 10 m de altura, com desenvolvimento na América Central, na América do Sul, no Caribe e no México. Possui folhas alternas, inteiras, simples e ovadas; flores vistosas, andróginas, reunidas em inflorescências paniculadas terminais, pentâmeras com numerosos estames livres ou concrescidos na base;

ovário súpero, unilocular, bicarpelar, com muitos óvulos; fruto seco, capsular, loculicida; sementes crassas e obovóides (Figura 11.1). Aproximadamente cinqüenta sementes são encontradas em cada um de seus frutos, e cada árvore chega a produzir mais de seiscentos frutos. Dessas sementes são retirados pigmentos de grande valor econômico, usados para as mais variadas finalidades, como adulteração de derivados da pimenta, aditivos de alimentos e outros, sendo um produto de grande exportação para a América do Norte e a Europa. Tradicionalmente, estas sementes são usadas até hoje pelos grupos indígenas da Amazônia para a pintura do corpo. O nome do gênero Bixa descrito por Carl Linnaeus deriva da denominação vulgar da espécie no Brasil. Exemplares da planta foram coletados nas duas regiões de estudo e submetidos à identificação taxonômica; a espécie coletada na região amazônica foi identificada como Bixa arboea, e a da Mata Atlântica, como Bixa orellana.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a decocção das sementes é usada contra bronquite, febre e como afrodisíaco, enquanto a decocção das folhas é usada como antitérmico. Na região do Vale do Ribeira, a decocção das sementes é usada internamente contra bronquite e febre, especialmente em crianças. O chá feito com os brotos jovens é usado como antidisentérico, afrodisíaco, adstringente e para tratar problemas de pele, febres e hepatite (De Feo, 1992). As folhas cruas também são usadas para tratar problemas de pele, hepatite e como afrodisíaco, antidisentérico, além de como antipirético e digestivo (Duke et al, 1994). A espécie ainda é usada para tratar azia e problemas estomacais causados por comidas picantes, também como diurético e purgativo (Almeida, 1993).

Dados químicos
Nas sementes de Bixa orellana foi detectada a presença de terpenos do tipo E-geranolgeraniol (57% do peso), farnesilacetona, geranilgeranil octadecanoato e geranilgeranil formato e delta-tocotrienol (Jondiko & Pattenden, 1989). Além dos terpenóides foram identificados apocarotenóides,

Parte II - Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

como a bixina, e outro carotenóide, a nor-bixina, que juntos são responsáveis pela ação corante das sementes (Craveiro et ai., 1989; Chão et ai., 1991). A bixina é utilizada, fraudulentamente, como corante natural dos produtos derivados da pimenta vermelha, tais como páprica, pasta de páprica e outros (Minguez-Mosquera et ai., 1995). A substância apocarotenóide (1% do carotenóide total) isolada da casca da semente do fruto de Bixa orellana possui: 9'Z-apo-6'-locopenoato (Mercadante et al, 1996).

A análise do óleo essencial das sementes detectou a presença de 66,5% de hidrocarbonos e 12% de sesquiterpenos oxigenados. Dos compostos especialmente identificados constam alfa- e beta-pineno, alfa-elemeno, ischwarano, valenceno e amorfeno (Rath et al 1990). Além dos compostos citados, há também registro do isolamento de carotenóides: metilbixina, transbixina, beta-caroteno, criptoxantina, luteína e zeaxantina; de flavonóides: apigenina-7-bisulfato, cosmosiina, hipoaletina8-bisulfato, luteolina-7-bisulfato, luteiolina-7-O-beta-D-glucosídeo e isoscutelareína; de diterpenos: farnesilacetato, geranilgeraniol, geranil formato, geranil octadecanóico e ácido gálico (Gupta, 1995). Nas sementes dessa espécie foi descrita a presença de 40% a 45% de celulose; 3,5% a 5,5% sucrose; 0,3% a 0,9% de óleos essenciais; 3% de óleo fixo; 4,5% a 5,5% de pigmentos; 13% a 16% de proteínas, além de alfa- e beta-carotenóides (Zhang, 1992; Di Mascio, 1990).

Dados farmacológicos
O extrato aquoso de Bixa orellana promoveu atividade anti-secretora gástrica em ratos (Tseng et a., 1992), e o extrato clorofórmico promoveu atividade hipoglicemiante (Morrison & West, 1985; Thompson et ai., 1989). O extrato aquoso das sementes por via intraperitoneal promoveu diminuição da atividade motora, aumento da diurese e não apresentou sinais de toxicidade

(Paumgartten et al. 2002). O extrato etanólico dos frutos apresentou atividade antibacteriana (George & Pandalai, 1949), cuja potência foi recentemente confirmada contra algumas bactérias gram-positivas, tais como Bacillus subtilis, Staphylococcus aureus e Streptococcusfeccalis, e um discreto efeito contra Escherichia coli, Serratia marcescens, Cândida utilis e Aspergillus niger (Irobi et al., 1996). O extrato aquoso de Bixa orellana apresentou potente atividade inibitória à aldose redutase, assim como a substância isolada dele, a isocutelareína (Terashima et al., 1991). Outros estudos com preparados tradicionais mostram que o decocto das folhas é espasmogênico, ao induzir a contração do útero isolado de ratas (Rodriguez, 1988), o extrato aquoso das sementes apresentou atividade anti-hipertensiva (Rodrigues et al., 1987); e o extrato hidroalcoólico dos frutos apresentou atividades analgésica e antiinflamatória em camundongos (Nunes et al., 1998). O extrato solúvel em gordura de Bixa orellana é utilizado na coloração de manteiga de búfala (Ortega-Freitas et al., 1996), enquanto a maceração em álcool a 50% e a tintura de folhas de Physalis angulata mostraram atividade antigonorréica contra Neisseriagonorrhoeae in vitro (Caceres et al., 1995). O óleo essencial de Bixa orellana exibiu uma moderada atividade antibacteriana a Pseudonomas aeruginosa (Ontengro et al., 1995). A norbixina, um antioxidante extraído de B. orellana, não apresentou toxicidade significativa, porém registrou-se um aumento da massa hepática dos animais tratados, bem como foi observada atividade citostática in vitro (Laranja et al., 1998) e alterações na glicemia (Fernandes et al., 2002). Um metil-éster, trans-bixina, foi isolado e purificado a partir do extrato do pó das sementes de Bixa orellana. Essa substância causou hipoglicemia em cachorros, além de injúrias nas mitocôndrias e no retículo endoplasmático, especialmente do fígado e do pâncreas (Morrison et al., 1991).

Espécies medicinais da família Malvaceae Introdução
A família Malvaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 111 gêneros, nos quais ocorrem aproximadamente 1.800 espécies cosmo-

politas, espontâneas e tropicais (Mabberley, 1997). No Brasil é representada por 31 gêneros e cerca de duzentas espécies, incluindo ervas, arbustos, subarbustos e raramente árvores (Barrozo, 1978). Os principais gêneros com espécies medicinais são Gossypium, Hibiscus, Sida, Urena, Abutilon, Pavonia e Malva. Dessa família foram referidas inúmeras espécies medicinais, tanto na Amazônia como na Mata Atlântica, as quais são descritas a seguir.

Espécies medicinais Hibiscus furcellatus Desr.
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, Algodão-bravo ou Salsa-branca.
Dados botânicos

É um arbusto que pode atingir até 2 m de altura, com folhas ovadas, pecioladas e trilobadas, algumas vezes podendo ser penta-lobadas, dentadas com nervuras evidentes e salientes na parte inferior; as flores são rosas com manchas vermelhas, pedunculadas, solitárias e grandes; fruto do tipo capsular ovóide. O nome do gênero Hibiscus descrito por Carl Linnaeus deriva de íbis, deusa do antigo Egito.
Dados da medicina tradicional

A infusão das folhas é usada no combate a gases intestinais e como purgativo. Hibiscus rosa-sinensis L
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, como Pampola. Outros nomes atribuídos à mesma planta são Pampoela, Firmeza-dos-homens,

Amor-de-homens, Amor-dos-homens, Aurora, Mimo-de-vênus, Papoula, Papoula-de-duas-cores, Rosa-branca, Rosa-louca, Rosa-paulista e Pampulha.
Dados botânicos

Arbusto pouco ramificado ou simples; caule redondo quase aveludado, com pêlos glandulosos e granulações estreladas; folhas pecioladas, lobadas, alternas, densamente pilosas ao longo das nervuras, com granulações estreladas na face superior; estipulas agudas, pubescentes; pedúnculos arqueados, arredondados, pubescente-aveludados; flores grandes, brancas de manhã e rosas ou vermelhas à tarde, pétalas ciliadas na margem; fruto do tipo cápsular com cinco lóculos; a cápsula é aveludada, com pêlos estrelados e glandulíferos (Figura 11.2).
Dados da medicina tradicional

O infuso das flores é utilizado contra insônia e como reputado alucinógeno.

Hibiscus

sabdariffa

L.

Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Vinagreira. Outros nomes da espécie são Caruru-azedo, Azedinha, Caruru grande, Quiabo-azedo, Quiabo-de-angola, Quiabo doce, Quiabo rosa e Rosela.
Dados botânicos

A planta é um arbusto anual de porte herbáceo e que pode atingir até 3 m de altura, com caule avermelhado, ramo e glabro, de onde partem ramos contendo folhas alternas 3 ou 5-lobadas, dentadas, 5-nervadas, com uma enorme glândula na parte inferior da nervura média; as flores são axilares, solitárias, rosas, com manchas escuras na base das pétalas; fruto do tipo cápsular. É uma planta amplamente cultivada em quintais como ornamental, pela beleza que apresenta quando florida, sendo ainda largamente usada na produção de recheios de doces, xaropes para confecção de geléias e o

famoso vinho de rosela (Corrêa, 1984), muito consumido antigamente, mas com pequena produção na atualidade.
Dados da medicina tradicional

A decocção das folhas é usada internamente como antitérmico, emoliente estomáquico. O suco preparado com os frutos também é indicado como antitérmico, além de ser comestível. Corrêa (1984) refere que as folhas, além do uso como tempero, são empregadas como emolientes estomáquicos, antiescorbúticos e febrífugos, enquanto as sementes e as raízes são diuréticas e tônicas.

Gossypium barbadense L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Algodão ou Algodoeira, mas também reúne vários sinônimos: Algodão crioulo, Algodão-dacosta, Algodão-da-guiné, Algodão-das-barbadas, Algodão-de-pernambuco e Algodão-folha-de-parreira.
Dados botânicos

Arbusto ramoso de até 5 m de altura, glabro; folhas pecioladas, alternas, largas, palminérvias, com estipulas eretas; flores amarelas, com manchas vermelhas na base das pétalas, grandes, vistosas, cíclicas, hermafroditas, axilares, solitárias; estames numerosos, com filetes parcialmente soldados formando o andróforo que envolve o gineceu; ovário supero; fruto capsular verde contendo seis sementes obovais, pretas, livres em cada lóculo, envolvidas por lã branca (Figura 11.3). O nome do gênero Gossypium descrito por Carl Linnaeus vem de gossum = "barrete", e "papo", referindo-se à cápsula.
Dados da medicina tradicional

O sumo das folhas é utilizado como expectorante e antimalárico e deve ser ingerido com um pouco de água, três vezes ao dia, até o alívio dos sinto-

canaiensis (Willd. mas também de Ganchuma e Relógio.) K. de onde partem folhas pecioladas e lobadas. Malva-preta. as raízes são usadas contra moléstias uterinas. Dados botânicos É uma planta anual e pilosa. enquanto um macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante. fruto trígono com sementes vermelho-sangue vistosas. as flores são pequenas. no Pará. reunidas em fascículos axilares. 1939). como emético (Hoehne. com caule ereto e ramoso. lineares e de cor branca. Vassoura e Relógio. . de Vassoura. Nomes populares A espécie é chamada. emenagogos e as folhas (decocto). também conhecida como Malva-crespa e Malvaísco. Schum. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. freqüentemente com cálice roseado. Malva parviflora L Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é chamada de Malva ou Marva. aplicando-se topicamente as cinzas da seda (Emperaire. 1982). na Bahia. na região amazônica. Sida rhombifolia L var.mas. O gênero Malva descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies de ocorrência em clima temperado e especialmente em áreas tropicais. O decocto das folhas é indicado contra hemorragias do ovário e no desarranjo menstrual. como abortivos. No Piauí é utilizado como antiinflamatório. a decocção das folhas é usada contra febres e problemas intestinais.

Guaxiúba. tônica. na dose de três xícaras ao dia. a planta é utilizada como béquica. Guaxuma. contra desarranjo menstrual. pedras nos rins e como fortificante (Simões et ai. anti-hemorroidal. febrífuga e estomacal (Gavilanes et ai. Malva e Vassoura-do-campo. é tido como útil. e o termo vulgar "Relógio" vem da pontualidade com que as flores se abrem e fecham diariamente. Em outras regiões do país. . Urena lobato L. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Dados botânicos Planta anual. carpídio isolado com sementes trígono-achatadas (Figura 11. folhas curto-pecioladas. no Rio Grande do Sul. em São Paulo e no Rio de Janeiro.) Gurke Nomes populares A espécie é chamada. Guaxima. O nome do gênero Sida descrito por Carl Linnaeus é um antigo nome grego usado por Linnaeus. 1982). rombóideovais ou lanceoladas. Aguaxima. Malvaísco. emoliente. popularmente conhecida como Caapiá. mas esta não foi completamente identificada.4).. Outros nomes atribuídos à espécie são Guaxima-roxa. no Rio Grande do Sul. reticulata (Cav. róseas. é de grande uso externo contra reumatismo.. Coaquibosa. em Minas Gerais. 1982. Malva-roxa. como Minas Gerais. Ibaxama. 1986). ereta. dispostas em racemos. O chá de toda a planta. e Guanxuma. alternas. as folhas são usadas como anticatarrais e emolientes. Na Mata Atlântica. Grandi & Siqueira. chamada de Caapiá. axilares. var. pubescentes na face superior e tomentosas na inferior. Na Mata Atlântica foi citada uma espécie desse gênero. flores solitárias. ramosa e pubescente. na região amazônica. como Guaxima e Carrapichode-cavalo. Carrapicho-de-lavadeira. Aramim. Rabo-de-foguete. Uacima e Uacima-roxa. a decocção das folhas de uma espécie desse gênero.Vassourinha.

ciclopropenos (Nakatani et ai. A planta é de grande ocorrência no Brasil e em outros países tropicais. um esterol denominado beta-rosasterol (Yu et ai. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. moschentos (Tomoda et al. mas também é cultivada e espontânea em alguns países de clima temperado. cannabinus foram isolados. 1991). a decocção da raiz é usada como diurético. Não foram citadas espécies medicinais desse gênero na região da Mata Atlântica. H. 1977a. diurética e útil contra eólicas. cordiformes. 1985) e H. syriaceus (Shimizu et al. H.. 3-7 nervadas. além de as flores serem consideradas excelentes expectorantes. pecioladas. pequenas. cannabinus (Kulchik . de até 3 m de altura. mucilagens das espécies H. 1987). Dados químicos Hibiscus De H. fruto do tipo capsular. lobadas e de formas variáveis. suculentus (Moawad et al. fosfolipídios (Tolibaev et ai. flores pecioladas. De suas pétalas foram isoladas antocianinas identificadas como cianidina-3-soforosídeo (Nakamura et ai. rosa-sinensis foi isolado metil 2-hídroxisterculato (Nakatani & Hase. 1986. 1991). ligninas de H. comum às espécies desse gênero. com grande destaque para as três nervuras centrais. 1984). roxas ou rosas. 1986). O nome do gênero Urena descrito por Carl Linnaeus deriva do uso da infusão das flores como expectorante.Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto. onde se encontram glândulas nectaríferas. com ramos alternos cilíndricos. 1990) e quatro novos compostos alifáticos (Nakatani et ai. enquanto a infusão das flores como expectorante e a decocção das cascas empregada internamente contra afecções do digestivo.. emoliente e contra eólicas renais. de onde partem folhas alternas. solitárias.. 1990). Tomoda & Ichikawa. 1986). 1977b e 1978). Corrêa (1984) refere que a planta é emoliente.. De H.. suculentus (Tomoda et al.

7-0alfa-ramnopiranosídeo. epoxiacilglicerídeos. . Um estudo da composição do mucopolissacarídeo das flores de H. 1986.. ácido 2-oxindole-3-acetilaminometilaspártico. xilose e frutose (Pouget et al.. além de 15% de ramnose. dois tipos de glocisídeos cianidinas (Mizukami et al. A quantificação das proteínas das sementes de H. moschentos foram isolados 3. glucose. sabdariffa revela sua presença em 6%-8%. além de genina e açúcares como delfinidina e cianidina. galactose. esterois livres. N-acilisofosfatidiletanolamina.5. 1978). No óleo das sementes de H. esterol ésters. N-acilfosfatidiletanolamina. sabdariffa foi determinada (Kalyane. linolenato de metila. 1991) e lactonas de H. sabdariffa produziu antocianinas. Em cultura de tecidos. De H. fosfatidilinositol. 1989). kaempferol 3. tiliaceus (Ali et al. ikshusterol. Me dioxindole-3-acetato e rutina (Ohmoto et al. pelargonidina. oléico e linoléico (Tolibaev et al.-L-arabinosideo-7. petunidina.-L-ramnosídeo e os flavonóides foliares saponaretina e saponarina (Bandyukova & Ligai. Das pétalas de H. 1990) e alfacelulose (Saikia et al. fosfatidiletanolamina. 1986. lisofosfatidilcolina e lisofosfatidilinositol. 1988). ácidos palmítico. 1990).. cannabinus foram isolados hidrocarbonetos. De H. abelmoschus (Maurer & Grieder. 1988). monoglicerídeos. quercimeritrina.... glicolipídios e fosfolipídios que incluem fosfatidilcolina... 1988). 1991). 1989a e 1989b).et al. syriacus foram isolados 3-O-malonilglucosídeos de delfinidina.8. De H. 1989). ácidos graxos livres. peonidina. betasitosterol. vernólico e outros ácidos graxos (Farooqi & Ahmad. o H. cannabinus foram isolados ácido péctico (Saha et al.7. sesquiterpenóides de H. mutabilis também foram detectadas as antocianinas (Amrhein & Frank. esculentus e H. cianidina. esculentus furfuraldeído do ácido aldobiurônico (Shaw & Sen. arabinose e arabinan. Das sementes de H. diacilglicerídeos.... Foram isolados também de H. Duckart et al. sterculico. epi-ikshusterol. 1986). triacilglicerídeos. taxifolina e herbacetina.4'-pentahidroxiflavona. 1990). malvidina (Kim et al. kaempferol-7-O-alfa-ramnopiranosídeo. mutabilis foram detectadas as presenças dos ácidos malválico. 1988). beta-sitosterilglicosilado. 1990a e 1990b). 1977). uma pectina típica (constituinte majoritário) (Mueller & Franz. Husain et al.

hirsutum também foram isolados amilose e amilopectina (Chang. hirsutum (Schmidt & Wells. hirsutum e G arboreum. xantofilas. Um estudo qualitativo e quantitativo das proteínas presentes nas sementes de G. Gossypium As principais espécies do gênero Gossypium são G. barbadense. Foi feita a determinação de (-) gossipol e . araquídico. Ermatov et al. 1979). tocoferóis como alfa e gama-tocoferóis. hidrocarbonetos. 1995). oléico. 1985). palmítico. Isolaram-se ainda os ácidos linoléico. fosfolípides. Foram isolados de G. miristoléico e palmitoléico. esteárico. Das sementes de G. 1978) e o gossipol (Zhou & Lin. resinas. 1978) e polissacarídeos (Rakhmov et al. silianum (Kumamoto et al. 1987). G. esteróis. glicerídeos como palmito-óleolinoleínas. rainundii (Stipanovic et al. sesquiterpenóides (0'Brien & Stipanovic. mirístico. corantes como carotenos. principalmente o esqualeno. diversos terpenóides (Hunter et al. syriacus também foi isolada mucilagem composta de polissacarídeos como L-ramnose. palmito-dilinoleínas. ácido D-galacturônico e ácido L-glucurônico (Shimizu et al 1986). prolamina e glutelina (Sammour et al. barbadense foram isoladas proteínas solúveis em água (Yunuskhanov & Dzhalilov. barbadense determinou a presença de albumina. 1979) e G. também isolado de G. 1986). 1986). De G. 1980). 1986. mucilagens e proteínas (Costa. 1985). óleo-dilinoleínas. D-galactose. Compostos terpenóides também foram determinados nas espécies G. dipalmito-oleínas. globulina. 1995). dipalmito-linoleínas. barbadense vários flavonóides (El-Negoumy et al. hirsutum e B. lecitinas.Das folhas de H.

De S. 1989). fitano. A extração das partes aéreas de S. isoquercitrina. espermátide e espermatozóide. stigmasterol. barbadense e G. hermaphrodita contêm também os flavonóides. hirsutum (Mansour et al. 1997). fenilalanina e alanina (Ligai & Bandyukova. cordifolia contêm hidrocarbonetos saturados. betasitosterol e stigmast-7-enol) também foram isolados das partes aéreas de P. O epidídimo apresentou uma diminuição de espermatozóides. ácido palmítico. ácido glutâmico e aspártico. pristano. 1988). rhombifolia e S. 1981). Dados farmacológicos Hibiscus A administração oral do extrato etanólico 50% (400 mg/dia) de H. Os valores hematológicos ficaram dentro da faixa normal. Das partes aéreas de S. Foi detectada também a presença dos aminoácidos livres serina. 1989b). As proteínas e o conteúdo de ácido siálico no epidídimo. 1987). 1990). 1988a). vesícula seminal e próstata ventral foram . colesterol e stigmasterol (Goyal & Rani. As partes aéreas floridas de S. 1989a). hentriacontano e nonacosano) e fitosteróis (colesterol. acuta (Goyal & Rani.(+) gossipol de G. quercimeritrina e herbacetina e as cumarinas. esteárico e hexacosanóico (Khan et al. S. Hidrocarbonetos (alcanos de cadeia normal e ramificada. rosasinensis durante sessenta dias em ratos adultos machos sadios causou alterações degenerativas no espermatócito.3%3%) (Bandyukova & Ligai. barbadense e G. As partes aéreas de S. humilis. spinosa (Prakash et al. campesterol. S. escopoletina e escopolina e ácido clorogênico. Sida Alcalóides foram isolados de S. ácidos graxos como beta-sitosterol. e detectouse também a presença de baixas concentrações de taninos nas espécies G. veronicaefolia foram isolados n-alcanos de cadeia longa (C13-36) e os fitosteróis. hirsutum (Zhou & Lin. hermaphrodita com etanol 70% obteve o maior rendimento de rutina (2. acuta. rhombifolia foram isolados n-alcanos e esteróis (Goyal & Rani.

rosa-sinensis (Kholkute & Udupa. Em camundongos. 1989). 1979). A luteólise pode se dar pela interferência hormonal. sabdariffa foi caracterizada também como anti-hipertensiva (Onyenekwe et al. a administração oral do extrato benzênico das flores de H. a atividade broncodilatadora (Medeiros et al. assim como uma forte ação citostática. O extrato das flores de H. 1999). causando o final da gestação (Pakrashi et al. Com outras espécies foram verificadas atividades antitumoral de H.reduzidos nos animais tratados com H. Os componentes de Hibiscus mucilage apresentaram atividade anticomplemento em soro humano. 1976a e 1976b ). 1987). 1987). esculentus. 1986). A espécie H. rosa-sinensis foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Andrade et al. 2001). Pai et al. hipoglicêmica de H. As flores de H. antioxidante e anti-hepatotóxico (Liu et al. Essas atividades. rosa-sinensis foi de 100% nos ratos (Gupta et al. com queda dos níveis plasmáticos de progesterona. 1986. citotóxica. tripsina e a alfa-quimiotripsina. Tan (1983) e Singwi & Lall (1980) e hipoglicemiante (Sochdewa et al.. 1984. e a atividade da enzima DELTA 5-3 beta-hidroxi-esteróide dehidrogenase do corpo lúteo diminui sensivelmente. O extrato causa reabsorção do feto e diminuição do tamanho do ovário. no tratamento com Hibiscus. Não foram observadas alterações no glicogênio testicular. e de H. 1999. esculentus (Medeiros et al. Haji & Haji. 1985). dificultando a implantação de óvulos e impedindo o desenvolvimento da gravidez em 92% dos animais (Kabir et al. Ainda de H. 1992). porém os níveis de colesterol subiram. verificadas por Singh et al (1982). rosa-sinensis na dose de 1 gAg/dia durante cinco a oito dias encerra a gestação em 92% dos animais. O efeito está associado com a queda dos níveis de progesterona periférica e na diminuição da atividade da fosfatase ácida uterina. sabdariffa (El-Merzabani et al. Pakrashi et al. 1985). bem como atividade hipoglicemiante (Tomoda et al. 2002). 1990). 2000). e inibidora da broncoconstricção por ADP de H. 1987). O efeito angioprotetor em ratos se deu pela presença de flavonas e antocioninas no extrato (Jonadet et al. A taxa de inibição de fertilidade com H. rosa-sinensis apresentaram uma forte atividade contraceptiva. moschentos (Tomoda et al. antimutagênica (Wang et al. sabdariffa foi capaz de inibir in vitro a conversão da angiotensina I e em menor grau a elastase. . antiespermatogênica. O ovário apresenta sinais de luteólise.

1995). As proteínas das sementes de G. Extratos de S. 1980). barbadense apresentaram propriedades imunoquímicas (Ermatov et al. 2001. principal constituinte do óleo do algodão. 1978). acuta apresentaram atividade antimicrobiana (Gunatilaka et al.Gossypium O gossipol. 1997). Terpenóides isolados de G. 1985). A atividade antibacteriana de compostos como alcanos e esteróis isolados de três espécies de Sida indicam que os hidrocarbonetos de cadeia longa . Esses resultados indicam que a atividade antioxidante que está associada com o efeito anticarcinogênico de G. 1996). Wang & Bunkers. 1982). Flavonóides de G. 1984). 2000) e tóxico (Bourke. arboreum apresentaram atividade antibacteriana contra várias bactérias (Waage & Hedin. 1979) e mostrou-se eficaz como agente antifertilidade em fêmeas (Nomeir & Abou-Donia. cordifolia apresentaram atividade de prevenção de cáries dentárias (Namba et al. 1985). hirsutum e G. Os sintomas de intoxicação se dão pela presença do gossipol nessas espécies. Sida Os alcalóides de S. Malva Para a espécie Malva parviplora existem relatos de atividade antifúngica (Wang et al. serratifolia (Sawhney et al. rhombifolia (Bortoluzzi et al. 1988) e S. hirsutum são capazes de induzir a liberação de histamina por mastócitos e de promover alterações respiratórias em humanos (Elissalde et al. Um estudo extenso sobre essa substância e seus efeitos tóxicos pode ser encontrado no trabalho de Liener (1980).. O estudo da atividade antioxidativa demonstrou que o extrato de Gossypium barbadense inibiu altas porcentagens da atividade hidrocarboneto hidroxilase produzido pelas enzimas microssomais hepáticas de camundongos induzidos por lindane. barbadense e G. induziu esterilidade em ratos machos (Nadakavukaren et al. barbadense tem uma importante função de proteção contra injúrias oxidativas (Awney et al. Atividade antibiótica contra bactérias e fungos foi verificada com extratos de S.

poucas em áreas temperadas. V. 2001). C. 1998. Na região . Franzotti et al. incluindo árvores e arbustos. 1988. Das partes aéreas e folhas de S. Os principais gêneros presentes no Brasil são: Byttneria. Bianchi et al. Drena As raízes de U. utilizadas popularmente para banhos ginecológicos e nos casos de inflamações da mucosa bucal. Fernandes et al. 1998. nos quais se distribuem 1. de grande cultivo em jardins. carpinifolia. onde também é comum a ocorrência de espécies do gênero Guazuma. vulgarmente chamada de Guaxuma. onde são encontrados em abundância. Do infuso de S. dos populares Chichá e Tacacá do Nordeste brasileiro. Dombeya. Atividade antimicrobiana também foi detectada nas folhas e raízes de S. A introdução do grupo acetil no esterol propicia a diminuição da atividade do composto (Goyal & Rani. foram detectadas as atividades antiinflamatória e antimicrobiana (Santos. 1997). Espécies medicinais da família Sterculiaceae Introdução A família Sterculiaceae descrita por Augustin Pyramus de Candole compreende 67 gêneros. todos típicos de cerrados e campos. Sterculia. F. 1998). não foi observada atividade mutagênica (Sugai. exceto Bacillus subtilis. 1988b). do valioso Cacaueiro Joly 1998). e o gênero Theobroma. cordifolia (Malva-branca). porém com atividade tóxica (Bortoluzzi et al. 1996). no Brasil ocorrem cerca de 120 espécies. distribuídas em onze diferentes gêneros. enquanto os esteróis são ativos contra seletivas bactérias. Segundo Barrozo (1978). Helicteres e Waltheria. raramente ervas ou lianas (Mabberley. rhombifolia. lobata apresentaram atividade antibacteriana (Mazumder et al.500 espécies tropicais. com uso popular nas afecções respiratórias e digestivas.são ativos contra bactérias gram-positivo e gram-negativo. 1992). et al. As espécies medicinais aqui descritas foram referidas na região amazônica.

oblongolanceoladas. descrito por Carl Linnaeus. Copoaçu. grandes e vistosas. e o chá da sua casca. fruto do tipo capsular grande. bem como nas comunidades locais da Amazônia. vermelho-escuras. o suco das folhas é usado no tratamento da bronquite e de infecções renais. Suas sementes são utilizadas para tratar dores abdominais. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica e em todo o Brasil de Cupuaçu. Dados botânicos Arvore de grande porte. Espécies medicinais Theobroma grandiflorum (Willd. com ramos longos. no Pará (Amorozo & Gély. flores que brotam dos galhos.5). com estipulas caducas. medicinal e alimentar. pedunculadas.da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica. liso e escuro (Figura 11. o Cupuaçu é cultivado como uma fonte alimentar primária (Balee & Moore. para o tratamento de diarréia. ex Spreng. significa "manjar dos deuses". na tribo ticuna da Amazônia (Schultes & Raffauf. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. . Theobroma. O gênero Theobroma. Cupu-assu. ovóide. O nome do gênero. com brácteas linear-lanceoladas. folhas com pecíolos curtos e carnosos. de valor econômico. duas das mais importantes e valiosas espécies.) Schum. inclui vinte espécies vegetais de ocorrência na América tropical. 1991). grossos e tomentosos. Em tribos indígenas amazônicas. com grande abundância no Norte e Nordeste do Brasil. 1990). 1988). onde podemos referir o Cupuaçu e o Cacau. ou por suas variantes: Cupuaçu.

M. fasciculadas. folhas com pecíolos longos.. até 10 m de altura. Outras espécies desse gênero. com ramos curtos. Já a espécie T. ácidos esteárico. cacao desse mesmo gênero é usada nos casos de câncer e hemorróidas (Santos. cafeína (Maia et al. fornece sementes sucedâneas ao Cacau verdadeiro. Kakao. 1993). (Figura 11. Outras indicações incluem o uso da cinza da madeira e da casca do fruto para produção de um sabão artesanal.7. no Amazonas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.e tri-insaturados (Costa. fruto capsular ferrugíneo. contêm flavonóides (Jalal & Collin. Cacao azul. palmítico. oblongolanceoladas. cacao.9-tetrametilúrico. 1970. 1989).6). Dados botânicos Árvore de porte médio. denominado Theobroma cacao L. inteiras. Criollo. 1992a e 1992b). Outros nomes populares atribuídos a essa espécie são Cacao. inibidores fenólicos da a-amilase. grandiflorum). speciosa possui ácido 1.Theobroma speciosa Willd. usado no interior da região amazônica como excelente desodorante (Rodrigues. flores dispostas no caule. mirístico. e a forma de uso se baseia na secagem das folhas a serem aplicadas na região afetada. teobromina. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Cacau. mono.. como a T. tripsina . T. oléico e linoléico. vermelho-escuras.3.. 1986). a planta é utilizada para o tratamento de infecções da garganta. Dados químicos Assim como no Cupuaçu (T.. Caca-y. globulinas (Voigt et al. ex Mart. 1979). 1977). Pagonini et al. albuminas. Chocolate. Cacaoyer. Cacao forastero. et al. glicerídeos di-saturados.

T. Foi confirmada também a presença de (-)-epicatequina.. ácido araquídico. ácido erúcico e ácido lignocérico (Zakaria & Busri.2%). gorduras (Malini et al. porém. 1994). Esse constituinte também . mariae. subincanum. 1986). Essas duas últimas substâncias atuam contra o fitopatógeno Crinipellis perniciosa (Vassoura-de-bruxa) (Andebrhan et al. 1989). 1994). esteárico e oléico (Griffiths & Harwood.... T. dentre os quais o óxido de linalol (12.74% (SantAnna Tucci et al. teobromina e teofilina) foram encontrados em Theobroma cacao (Hammerstone et ai.(Quesada et al. Em T. taninos. Nessa espécie foi detectada a presença de hidrocarbonetos saturados. cacao. A gordura foi o principal constituinte das sementes de todas as amostras (Sotelo & Alvarez. (-)epicatequina. cacao e também em T. os maiores constituintes foram os monoterpenóides citral. Alcalóides purínicos (cafeína. bem como em sementes de Theobroma grandiflorum. 1995).. teobromina. augustifolium (Sotelo & Alvarez. antocianinas. 1987). xantinas e lipídios. quercetina3-0-glucosídeo. bicolor e T. cafeína e teofilina foram detectados nas diferentes partes de duas variedades de T. augustifolium.37 a 1.5%) e o isoeugenol (8. ácido ecosadienóico. 1995) estão presentes nas sementes dessa espécie. O T.. 1991). e T. geraniol. pela presença de ácidos graxos. ácido cítrico. simiarum. nenhuma dessas quatro espécies vegetais apresenta teofilina (Marx & Maia. 1986). Porém. diferentemente do T. Em menor quantidade foi detectada a presença de ácido hexadecadienóico.. cacao do Estado de São Paulo foi analisado quanto ao seu conteúdo de gordura. principalmente hidrocarbonetos saturados e insaturados. derivados do ácido hidroxicinâmico. bicolor e T. tais como ácidos palmítico. 1987). 1996). A taxa de ácido graxos saturados/ insaturados variou de 1. Em T. flavan-3-ols. 1991). cacao foi caracterizado como de 190. quercetina e esculentina (Bastide et al. As essências florais de T.. tais como o 1-pentadeceno e n-pentadecano. (+)-catequina e antocianinas (Andebrhan et al..6%. ácido lático. procianidina B2. O índice de saponificação da T. Os alcalóides teobromina. 1996).7% a 57. nerol. Além de açúcares totais. que variou 50. T. Durante a maturação da semente foi detectada a presença de fenóis. mammosum foi detectada a presença de 58 componentes. o n-tricosana foi caracterizado como majoritário (12. longifoleno e citronelol (Erickson et al. 1991). cacao consistem de 78 componentes. e sua goma encerra polissacarídeos (Figueira et al. speciosum.9%). taninos condensados.

pode ser encontrado em culturas de tecidos de T.. cacao (Gurney et al. 2002). 2000). 1997). fenóis e taninos. 1992). amido.. 1992a e 1992b). 1997. Aos polifenóis é atribuída também a atividade antiestresse em testes comportamentais em ratos (Takeda. e a proantocianidina. cacao apresentou um efeito vasodilatador... Inúmeras revisões têm sido feitas acerca das propriedades farmacológicas dos alcalóides derivados das metilxantinas. Paganini et al.. 1997). teobromina e teofilina com seu efeito estimulante natural (Matissek. 1997). 1997). clorofila. Melzig et al.... cacao (Yamagishi et al. uma atividade analgésica (Santos. cafeína. M. Polifenóis antitumorais foram encontrados no extrato hidroalcoólico (60:40) das sementes de T. com ponto de fusão de 32°C (Rodrigues. Sanbongi et al. Dados farmacológicos das espécies e do gênero O extrato aquoso dos frutos de T. A presença de epicatechina contribui para a inibição da lipoxigenose e o efeito antiinflamatório desta espécie (Schewe et al. 1997). proteína. 1997. As sementes fornecem 48% de uma gordura branca. et al. 1970. .. O fruto do Theobroma grandiflorum (Cupuaçu) apresenta em sua composição açúcares.. 1989). 1994) e antidepressora (Matsunaga et al. A infecção das folhas com o fungo Crinipellis perniciosa é capaz de promover alterações na composição do fruto (Da Conceição et al. bem como atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Perez & Anesini. isolada dessa espécie vegetal. análoga à manteiga de cacau. Esses polifenóis também foram responsáveis pelas atividades antioxidante e moduladora do sistema humano in vitro (Osakabe et al.

flores brancas com cinco sépalas e cinco pétalas. 1998). que compreende uma espécie medicinal denominada Açoita-cavalo. de até 13 m de altura. de outra espécie medicinal chamada Carrapicho-de-carneiro. 1997). Outros nomes atribuídos à espécie decorrem desse nome indígena: Curuminzeira e Curuminzieira. No Brasil. os gêneros mais comuns são Luehea. folhas curto-pecioladas. da planta Pau-de-jangada. Os principais gêneros são Tilia e Muntingia. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins. Outras denominações são Calabura e Pau-de-seda. com o nome de Curumin-nhapuá. Triumfetta. que a referiram como medicinal. agudas no ápice e oblíquas na base. e aqui são encontrados treze gêneros e aproximadamente sessenta espécies (Barrozo. muito conhecida na região amazônica Joly. Espécies medicinais Muntingia calabura L. Dados botânicos Árvore de porte médio. 1978). serrilhadas.Espécies medicinais da família Tiliaceae Introdução A família Tiliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 46 gêneros e 680 espécies subcosmopolitas. . sendo a maioria de árvores e arbustos. Essa família tem no Brasil um dos principais centros de dispersão. raramente ervas ou lianas (Mabberley. Na região da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica. oblongolanceoladas. de numerosos estames livres. neste último está aqui descrita a única espécie referida na região amazônica como medicinal. e Apeiba.

3%). aqui descrita como medicinal. arredondado. ovário 5-7 locular. Por destilação de arraste a vapor foram identificados 56 compostos. . alcanos (15. dos quais predominaram alcanos (44. kaempferol 3-O-beta-D-galactosídeo.7%). sendo ésteres (31. denominado de 2-acetil-l-pirroline (1. 1990). Dos frutos de Aí. quercetina. e salicilato de metila. inúmeras sementes (Figura 11. indeiscente. compostos fenólicos (11.6%) e derivados furanos (8. flavonas e biflavanas (Kaneda et al.dispostas em pedicelos axilares. fruto do tipo baga. Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado pelos índios tenharins para facilitar a expulsão do feto durante o parto.5%) e compostos carbonil (23. sesquiterpenóides (10. O nome do gênero foi dado por Linnaeus em homenagem a Abraham Munting.4%). e as flores. calabura foram isoladas Havanas.9%). O gênero Muntingia descrito por Carl Linnaeus inclui uma única espécie.7). ésteres (26. 1984).3%). Do extrato citotóxico das raízes de M. vermelho. foram isolados por destilação a vácuo 42 compostos. antiespasmódicas (Corrêa.3%) os mais significativos. Dados químicos das espécies e do gênero Das folhas e flores de M. calabura L. 1991).. Foi observada a presença de potentes componentes de odor. A casca é emoliente. ácido caféico e ácido elágico (Seethraman. calabura foram isolados polifenóis como kaempferol.3%).

FIGURA 11.1 -Bixa arbórea. e foto original por Hiruma-Lima) (Banco de imagens . Detalhe do ramo com flores (Desenho modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. 1998.

Hibiscus rosa-sinensis: a) ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa.FIGURA 11. 1984). b) detalhe do fruto aberto (segundo Gemtchujnikov em Joly.2 . 1998) (Banco de imagens - .

FIGURA 11.3 .Gossypium barbadense. Ramos floridos com detalhes das flores (Desenhos originais por Di Stasi e fotos originais por Hiruma-Lima) (Banco de imagens .

Sida rhombifolia var. Detalhe do ramo florido e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.FIGURA 11.4 . canaiensis. 1998) (Banco de imagens .

Theobroma grandiflorum. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens .5 .FIGURA 11.

Theobroma speciosa.6 . Detalhe do ramo florido (Flora brasiliensis) e detalhe do caule com frutos (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .FIGURA 11.

Muntingia calabura.7 .FIGURA 11. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov) (Banco de imagens .

As outras duas famílias dessa ordem. das quais as famílias Moraceae. fonte da maconha (Cannabis sativa). Di Stasi L N. por esse fato. não possuem importantes espécies de valor medicinal. Nos estudos realizados e apresentados neste livro. A. Seito C. cujas espécies sempre foram referidas apenas na família Moraceae. cujo uso abusivo é disseminado em todo o planeta. amplamente conhecida como . devemos salientar os gêneros Cannabis e Humulus: o primeiro.12 Urticales medicinais L. C. Da família Urticaceae devemos destacar a ocorrência de espécies medicinais nos gêneros Parietaria e Pilea. Relembramos aqui que empregamos neste estudo a revisão de Kubitzki sobre o sistema de classificação de Cronquist e. fonte de substâncias também tóxicas. apresentamos distintamente as famílias Cecropiaceae e Moraceae. Da família Cannabaceae. Hiruma-Lima A ordem Urticales é uma importante ordem da subclasse Dillenidae. e o segundo. pois nela estão incluídas cinco famílias botânicas. e o importante gênero Urtica. Cecropiaceae e Moraceae. Urticaceae e Cannabaceae possuem importantes espécies de valor medicinal. duas espécies medicinais foram referidas: Cecropiapeltata. Em duas delas. espécies medicinais foram referidas na região amazônica e na Mata Atlântica. Cecropiaceae. Ulmaceae e Barbeyacea.

Ambaíba. Toréin. Espécies medicinais Cecropia peltata L. Ibaíba.Umbaúba e citada como medicinal tanto na Amazônia como na Mata Atlântica. Ambaitinga. Espécies medicinais da família Cecropiaceae Introdução A família Cecropiaceae foi recentemente definida por Corneli C. Ambatí. Imbati. Myrianthus. Figueira-de-surinam. Poiküospermum. alternas e protegidas por duas estipulas. referida com adulterante da Espinheirasanta. distribuídas em seis gêneros: Coussapoa. uma importante espécie medicinal da Mata Atlântica. Outras denominações populares são Aimbahú. Com esse novo arranjo. Ibaituga. Ambaí. lactescentes. Nomes populares Na região amazônica a planta é chamada de Imbaúba. sendo este último o único importante como fonte de espécies medicinais e com grande ocorrência em todo o Brasil. Arvore-da-guiça. de Lixa. . Berg e incorporada por Kubitzki em sua modificação sobre o sistema de Cronquist. e a espécie Sorocea bomplandii. a família Cecropiaceae fica definida como uma família que inclui aproximadamente 180 espécies. Ambahú. longopecioladas. Musanga. Imbaubão. Arvore-da-preguiça e Torém. peitadas acima do centro. folhas grandes. ao passo que na Mata Atlântica são comuns os nomes Embaúba e Umbaúba. Pourouma e Cecropia. Dados botânicos Árvore com ramos curvos. Embaúba.

Na região do Vale do Ribeira... C.. As folhas.flores pequenas de sexo separado. et al. meio homem e meio serpente. carpelar. Kerber. o látex é usado contra úlceras gangrenosas e cancerosas e verrugas. lyratiloba (Menda. flores masculinas com dois estames e femininas com ovário súpero. 1996). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. A. Dados químicos e farmacológicos Foram isolados flavonóides e cumarinas de C.. R. et al. a decocção das folhas é amplamente usada contra tosses. referindo-se ao caule e aos ramos ocos das plantas desse gênero. O nome do gênero Cecropia vem de Cecrops. A. formando infrutescências inclusas (Figura 12. Das folhas de C. obtusa foram detectadas as atividades anti-hipertensiva e diurética (Ribeiro. 1994). 1986. 1985). C. o chá dos brotos é tido como útil contra tosse e bronquite.. frutos nuculares. asma.1). adenopus. O xarope dos brotos também é usado contra tosse. Na espécie C. unilocular. Das raízes de C. Nas folhas do extrato de C.. ecoar". antililiásica (Domingos et al. indicado popularmente como diurético e no tratamento de bronquites e asmas.. R. reunidas em densas inflorescências. 1992. gemas e brotos são adstringentes. 1986). a decocção das folhas é usada para facilitar o funcionamento dos rins e contra a malária (Corrêa. A. O gênero Cecropia descrito por Pehs Loefling compreende 75 espécies tropicais. catharinensis. 1998). Mal de Parkinson. 1996b). hidropisia. que significa "chamar. indicada popularmente como antiinflamatório. 1984b). peltata já foram detectadas atividades antimalárica e atóxica (Marinuzzi et al. não foi detectada atividade inflamatória (Schenkel et al. catharinensis foi determinada atividade colinomimética bloqueável por atropina (Dalla-Costa & Rates. glazioui foram detectadas as atividades antisecretora (Cysneiros et al. et al. filho da Terra. Santos. do grego. usados na fabricação de instrumentos de sopro. Em C. F. muitas delas de ocorrência no Brasil. apresentou atividade hipotensora e atóxica (Borges. . a raiz é considerada útil contra tosse. 1983). 1984). bronquite e gripes fortes.

nos quais várias espécies medicinais são encontradas.. Johann Heirinch Friedrich Link.. Dorstenia. isolada de espécies deste gênero. espasmolítica (Delia Monache et al. 1988).. 1998. 1988..100 espécies tropicais e poucas temperadas. A cecropina.. A atividade hipoglicemiante foi constatada nas folhas de C. obtusifolia (Andrade-Cetto & Wiedenfild.. com inúmeras espécies usadas como ornamentais. Rocho et al. descrita originalmente por. 2002). arbustos. analgésico e relaxante muscular (Perez-Guerrero et al.) Burger. distribuídas em 28 gêneros. 2001).. 1992). Lanjow & Bouer Nomes populares A espécie é chamada.. No Brasil. 2001). na Mata Atlântica. que incluem árvores. Astocarpus e Sorocea. Rocha et al. 1997).depressora do SNC. usualmente com células lactíferas e grande produção de látex. efeito depressor do SNC. pois é confundida e coletada como a verdadeira Espinheira-santa. Diversos estudos comprovaram a indicação como anti-hipertensivo. lianas e ervas (Mabberley. antidepressiva.. possui atividade antimicrobiana (Andra et al. ansiolítica (Barettaetal. de Espinheira-santa. 2001).. compreende 1. 1998a e 1998b. 1998) e antimalárica (Marinuzzi et al. dos quais se destacam: Ficus. e um dos compostos responsáveis é a isovitexina (Delia Monache et al. distribuídas em 38 gêneros. Espécies medicinais da família Moraceae Introdução A família Moraceae. Espécies medicinais Sorocea bomplandii (Baill. Esta mesma espécie apresentou baixa toxicidade. Cysneiros et al. antiulcerogênica (Cysneiros et al. 1993 e 1996a). Morus. a família conta com aproximadamente 340 espécies. Em outras re- . característica marcante da maioria das espécies dessa família.

1993). Trata-se de uma espécie perenifólia. Flavonóides foram isolados de S. Calixto et al. bastante coriáceas e de bordas com pequenos espinhos. 1993). 2001) e antagonizou as contrações em úteros de ratos e íleo de cobaia (Calixto et al. Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 12 m de altura. cilíndrico. com tronco ereto. onde ocorre em abundância e possui uma madeira empregada apenas pela população local para produção de cabos de enxadas e outros utensílios. Laranjeira-do-mato. Canxim. fruto do tipo baga. 2001. Araçari. primária e exclusiva do sub-bosque de matas primárias. Dados Químicos e Farmacológicos A soroceina foi isolada de S. Folhas-de-serra. Gonzales et al. A planta é de ocorrência no Sudeste e no Sul do Brasil. Recentemente.. Resple.. . 2001. de casca fina.. especialmente na Mata Atlântica. Carapicica-de-folha-miúda. característica importante na diferenciação em relação à Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia. os dados etnofarmacológicos obtidos incluem o uso da espécie no tratamento de úlceras. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. especialmente da Mata Atlântica.. ilicifolia e S. bomplandii (Ferrari & Delle Monache. Soroco. A espécie é latescente. inflorescências em rácimos axilares com flores verdes (femininas) e vermelho-escuras (masculinas). Esta mesma espécie apresentou efetiva atividade antiulcerogênica (Andrade et al.giões do país a planta é chamada de Cincho. da família Celastraceae). folhas simples. chegando a 10 cm de comprimento. quando não está em época de floração. de face superior brilhante e inferior opaca. a infusão da espécie é usada contra dores de estômago. uso comum nas comunidades do Vale do Ribeira. ciófita. bomplandii.

b) detalhe da folha. (Banco de imagens . e) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.Cecropia peltata: a) vista geral da planta (foto M. d) flor feminina.1 . 1998.FIGURA 12. c) inflorescência. S. Reis).

a maioria cosmopolita. Santos L. é urgente uma revisão da família. nos quais estão distribuídas aproximadamente 8. lianas ou ervas. M. No Brasil. a família é representada por 72 gêneros. visto que os limites da diferenciação dos gêneros são pouco precisos. Thymelaceae e Euphorbiaceae. R. segundo Mabberley (1997). Das centenas de gêneros.100 espécies. especialmente encontradas em regiões tropicais e subtropicais (Mabberley. M. Na família ocorrem árvores. arbustos. compreende 313 gêneros. comumente com células especializadas na produção de látex. C. com aproximadamente 1. Souza-Brito E. A família Euphorbiaceae. Os principais gêneros estão distribuídos em cinco subfamílias e. Guimarães C. Di Stasi Introdução A ordem Euphorbiales inclui apenas três famílias botânicas: Pandaceae. 1978).13 Euphorbiales medicinais C. com ampla distribuição e ocorrência no Brasil. A.100 espécies espalhadas pelos mais variados tipos de vegetação (Barrozo. 1997). . descrita por Antoine Laurent de Jussieu. M. Hiruma-Lima A. das quais a terceira é uma importante fonte de espécies medicinais.

esquizocárpico. e outras. Pedilanthus. Espécies medicinais são referidas e encontradas em vários gêneros. verdes. febres. Nesse gênero ocorrem 750 espécies tropicais. atualmente cultivada em vários países. amplamente explorado comercialmente e cuja espécie Ricinus communis também é usada para diversas finalidades terapêuticas. a decocção das folhas é utilizada contra dores de estômago. separando-se em três cocos. flores de sexo separado. que são abundantes na região amazônica e na Mata Atlântica. espécie rica em óleo de rícino. problemas hepáticos. a maior produtora de borracha.1). dos quais referimos algumas espécies a seguir. devemos destacar inúmeras espécies usadas como ornamentais. lanceoladas. belas quando floridas e muitas delas causadoras de irritação ocular. da valiosa Mamona. enquanto a infu- . reunidas em inflorescências racemosas com flores femininas inferiores. icterícia e malária. O nome do gênero Croton descrito por Carl Linnaeus significa "carrapato". especialmente em Phyllanthus.devemos destacar Ricinus. Dados botânicos Arbusto grande de até 6 m de altura. sendo algumas árvores. pela semelhança das sementes com esse animal. peninérveas. Mabea. ervas e arbustos. Jatropha e Croton. estipuladas. fruto seco. Uma importante espécie da região amazônica do gênero Hevea é a seringueira. pecioladas. sementes ricas em endosperma (Figura 13. Espécies medicinais Croton cajucara Beth. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Do gênero Euphorbia. folhas simples. com limbo dividido em lobos ou segmentos. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica como Sacaca e Cajucara.

peninérveas. Pinhãodos-barbados. lactescente. Pinhão-de-purga. glabras. Não foram encontradas outras indicações populares para essa espécie. mas também de Peão. Croton sacaquinha Croizat. Maduri-graça. na região amazônica. amarelo-esverdeadas. é útil contra hepatite.são das folhas. Jairopha curcas L Nomes populares A espécie é chamada de Peão-branco. separando-se em três cocos. reunidas em inflorescências paucifloras. longo-pecioladas. Dados botânicos A planta é um arbusto de porte médio. pequenas. palminérvias. de caule grosso. atingindo até 4 m de altura. Pião. misturada com Melão-de-são-caetano (Momordica charantia). grandes. lanceoladas. A espécie é muitas vezes usada em substituição à Croton cajucara. sementes ricas em endosperma. folhas simples. com brácteas . folhas alternas. no Ceará. flores unissexuadas. Pinhão Pinhão-branco. Dados botânicos Arvore de até 4 m de altura. membranosas. lobadas. fruto seco. nodoso. estipuladas. esquizocárpico. curto-pecioladas. de Sacaquinha. Pinhão-do-paraguai. no Pará. reunidas em inflorescências racemosas. e Mandobiguaçu. Nomes populares A espécie é chamada. flores de sexo separado. Pinhão-manso. a Sacaca. com ápice curtamente acuminado e base cordada. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada via oral contra malária e problemas do fígado.

1988). no Pará. após a retirada do embrião. flores masculinas com cinco sépalas ovadas e cinco pétalas. descrito originalmente por Carl Linnaeus e revista por Muell. As sementes são eméticas (Corrêa.. Mamoninha. Outras indicações do uso local dessa espécie podem ser encontradas nas plantas Mocura-caá e Peão-roxo. O nome do gênero Jatropha. Raizde-téu. gripe (descascar a semente. O preparado das sementes de Peãobranco com sumo de folhas de cravo. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. A população ribeirinha da região amazônica refere que o embrião da semente pode levar à cegueira pela alucinação que produz. partir e tirar a "folhinha". esta passa a ser comestível e saudável). . 1984). Pinhão-roxo.2). assim como para constipação nasal. colocar no café e banhar a cabeça). Nomes populares A espécie é conhecida como Peão-roxo ou como Jalopão. gineceu com ovário glabro e estigma bífido. deriva do grego iatros = "remédio". gengibre amassado. enquanto as sementes. elipsóides e oblongas (Figura 13. o óleo das sementes é utilizado no Piauí como purgativo (Emperaire. Erva-purgante. tosse e catarro no peito (torrar com sebo da Holanda). Batata-detéu. são torradas. Peão-curador. Jatropha gossypifolia L. e por isso deve ser sempre retirado antes do preparo do medicamento. fruto do tipo capsular. e phagein = "comer" (depois que extraído o composto tóxico da raiz. Arg. Peão-pajé. contra feridas (Amorozo & Gély. resina de copaíba e folhas de arruda é considerado útil contra derrame cerebral. dez estames. secar até ficar fria. lisas. o chá das folhas é usado contra febre e fraqueza.lanceoladas. assar a polpa na cinza. constipação nasal e como purgativo. 1982). coriáceo. a infusão das folhas é usada para lavar a cabeça e curar dores. sementes escuras. o látex é aplicado externamente. as sementes são usadas contra dor de cabeça (tomar com cachaça ou torrar e fazer pílulas). Pião caboclo. raladas e utilizadas no preparo de infusão ou adicionadas ao leite para tratar sinusite.

Dados botânicos A planta é uma árvore com até 5 m de altura. com ramos pubescentes e estipulas compridas e lineares. as sementes são usadas contra gripes fortes (Barros. palmadas e limbo dividido em lobos. No Pará. no Piauí (Emperaire. A aplicação do látex no local é tida como útil contra feridas e mordidas de animais peçonhentos. contra "mau olhado". 1984). com folhas alternas. folhas pecioladas. o chá das folhas é usado como antitérmico. grandes. flores unissexuadas. 1982). ramosa. as folhas untadas com sebo da Holanda e aquecidas no fogo são utilizadas na forma de compressa para dores de cabeça. e as folhas na cabeça. Em outras regiões é chamada de Tacoari e Taquari. descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé . cálice com cinco pétalas. flores em grande quantidade agrupadas em rácimos.3). Outras indicações podem ser observadas em Mocura-caá. que nas flores masculinas podem formar um tubo petalóide. A planta é purgativa. as folhas novas têm uso mágico pelas benzedeiras da região. na hidrópisia e no tratamento do reumatismo (Corrêa. 1982). contendo uma semente escura com pintas negras (Figura 13. Em Brasília. Dados da medicina tradicional O banho preparado com as folhas é utilizado como anti-séptico. contra "mau olhado" (Amorozo & Gély. o banho. dispostas em cimeiras paniculadas. contra feridas. O nome do gênero Mabea. fruto capsular.Dados botânicos Árvore de pequeno porte. Nomes populares A espécie é conhecida popularmente como Canudo-de-pito. trissulcado. Mabea angustifolia Spruce ex Bth. lineares. roxas. glabras e estipuladas. útil nas obstruções das vias abdominais. escuras e com pecíolos pubescentes. 1988).

Dados botânicos Planta de pequeno porte. cápsulas pequenas. alternas.4). distribuídas na América tropical. O nome do gênero Phyllanthus. Arg. Na região do Vale do Ribeira. flor feminina fasciculada com ovário 5-7 locular. é usada como diurético e contra . 1984). refere-se a um nome comum e popular das Guianas. incluindo as raízes. com ramos glabros. Na região amazônica. Arrebenta-pedra ou Erva-pombinha. ramificada. sementes minúsculas (Figura 13. folhas com limbo. Não foram encontradas outras citações de uso medicinal dessa espécie. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das cascas é utilizada como antitérmico.Aublet. dividida na base em ramos cauliformes e em toda a extensão em ramos menores. a decocção da raiz ou o preparado de raiz com folha de abacate. reunidas em inflorescências do tipo glomérulo. flor masculina fasciculada com três estames. significa "flor na folha". a infusão das partes aéreas da planta é usada para expulsão de pedras dos rins e contra diarréia. enquanto a infusão de toda a planta. que atinge até 0.5 m de altura. estipuladas. Dados da medicina tradicional A planta é usada como diurético e dissolvente dos cálculos renais (Corrêa. sendo um gênero que inclui cinqüenta espécies. é tido como útil na expulsão de pedras dos rins. descrito por Carl Linnaeus. trissulcadas. Phyllanthus corcovadensis Muell. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como o nome de Quebra-pedra. flores de sexo separado.

de ácido aleuritólico (Muller et al. transcrotonina. 1989. 1990. Dados químicos dos gêneros Crofon Da espécie C. 1982). 1991).. cajucara também foi caracterizado pela presença de sesquiterpenos. 2000). alfa-humuleno.. Em Minas Gerais.. e os principais constituintes são alfa-pineno. .8-cineol. foi descrita a presença da trans-desidrocrotonina (Itokawa et al.. cajucara também foi isolada a sesquiterpenolactona desidrocrotonina (Simões et al. 1989). principalmente por copaeno e cipereno (Nunes et al.. 1. A infusão das folhas. Das cascas de C. desidrocrotonina copaeno Craveiro et al. 1986).dores de barriga. é tida também como útil como desobstruente e contra problemas hepáticos e icterícia (Grandi & Siqueira. cajucarina A e cajucarina B (Itokawa et al. (1981) realizaram um grande estudo sobre a composição do óleo essencial de inúmeras espécies do gênero Croton. 1998). além de ser usada contra pedras nos rins. 1979. Maciel et al... 1992). é útil contra problemas do fígado. cajucara foram isolados cajucarinolídeo e isocajucarinolídeo. O óleo essencial das cascas de C. dois clerodane diterpenos que apresentaram atividade antiinflamatória na inibição da fosfolipase A2 de veneno de abelha (Ichihara et al. beta-cariofileno. Posteriormente. Kubo et al.

e das cascas do caule de C. 1993b). 1996). o epoxichiromodine e 3-O-acetoacetil lupeol (Addae-Mensah et al. 1993a).. a levatina (Moulis et al. . alfa-humuleno. alfa-cubebeno.16-epoxi-12-oxo-cleroda-13(16). e chiromodine (Weckert et al. 1992). cânfora. hovarum: a 3a. Ambas possuem em comum a presença de beta-cariofileno. alfa-ilangeno. metileugenol. zambesicus apresenta também grande quantidade de limoneno (Menut et al. Foi analisada a composição do óleo essencial de duas espécies de Croton.4. allo-aromadendreno e torreyol. alfa-guaieno. sitosterol-b-D-glucopiranosídeo e b-sitostenona. propionato de etila. cortesianus foram isolados o clerodano. Das cascas de Croton lechleri foram isolados também os diterpenos korberina A (I) e korberina B. que não apresentou atividade cicatrizante (Carlin et al. cadineno. crolechinol e ácido crolechínico (Cai et al.6-trimetoxifenol. acetato de 1-butanol e 3-metil-2-pentanol (Bellesia et al. megalocarpus foram isolados o diterpeno clerodane. 4-hidroxifeenetil. As duas amostras possuem linalol e b-cariofileno como constituintes majoritários.cadideno. e de C. o óleo de C. 1992b). Os constituintes voláteis isolados de C. acetato de 3-metil-butanol. chilensis foi isolada a clerodane e ácido crotônico (Borquez et al. 1995).14-dieno. a printziano e um norclerodano (Siems et al. 1996).. C.. De C. gama-elemeno. Das folhas de C. aubrevillei J.14dien-9-al e 3a. Das partes aéreas de C.. betabourboneno e gama-cadineno.4-dimetoxifenol... 4b-dihidroxi-15. Além disso.4b-dihidroxi-15. p-cimeno. 3. estragol. lundianus e a C. 1992). e das folhas de C. limoneno e outros. glandulosus.5-trimetoxibenzeno. enquanto germacreno B. 2-metil-butanol. Das cascas de Croton lechleri foram isolados 1.. A composição do óleo essencial das cascas de C.. mirceno. Dois clerodane-diterpenos foram obtidos do extrato metanólico das cascas de C. 1992). linalol. Porém. 2.16-epoxi-12-oxocleroda-13(16). (E)-nerolidol e alfacadinol foram encontrados apenas em C. 1995).. que apresentaram atividade antimicrobiana (Cai et al. 1994). lechleri foi isolada a sinoacutina. foi determinada. levatii foi isolado um diterpenóide neoclerodane.8-cineol. acetato de 2-metil-butanol. 3. zambesicums Muell.4-dimetoxibenzil. lechleri foram: acetato de etila.. 1996). eucaliptol. sitosterol. a C. glandulosus (Neto et al.3. acetato de propila. gama-elemeno. ludianus possui 1. metil isoeugenol. Foram também isolados triterpenos e o ácido 4-hidroxihigrínico (Krebs & Ramiarantsoa..

5.7-dimetoxicoumarina. 1981). b-sitosterol. 16hidroxijatrofolona. riangularis (Moura et al.6-diona.. castaprenol-11.. matourensis foi isolado o ácido maravuico um diterpeno. e de C.. 1992). caniojana. 1991).De C. jatrofina. 1992). eluteria foram isolados sesquiterpenos. nobiletina.7b-dihidroxiannoneno e 6a. 1988) e curcaciclina B (Auvin et al.. Compostos terpenóides foram isolados de C. beta-sitosterol (Chen et al. C. sesquiterpeno fenol e diterpenos clerodânicos (Hagedorn & Brown.. draconoides foram isoladas as catequinas: (+)-ballocatequina. 1976). e das cascas de C. 3-hidroxi-4-metoxibenzaldeído é ácido 3metoxi-4-hidroxibenzóico e daucosterol (Kong et al. 1994). 1996). 1986). 1996). curculatiranas A e B (Naengchomnong et al.7. 6a.. stigmasterol. ruizianus foram isolados vários alcalóides (Del Castillo Cotillo et al. e das folhas de C. diasii (Alvarenga et al. 6-metoxi-7hidroxicoumarina. vomifoliol e ergasterol-5a-8a-endoperóxido (Hernandez & Delgado. enquanto alcalóides foram encontrados em C. jatrofolona B. Das raízes de C. tomentina. Altas concentrações de taninos foram encontradas em C. curcas foram isolados 5a-stigmastane-3.. eudesmanos. sonderianus foram isolados os diterpenos neo-clerodanos 6a-hidroxiannoneno. (-)epigallocatequinae (-)-epi-3. jatrofolona B.. 5hidroxi-6. jatroolona A. ésteres e cetonas não-terpenóides. .. a seco-labdane (Schneider et al. os triterpenóides jatrofolona A. beta-D-glucosídeo e beta-sitosterol..5'-pentahidroxirlavina (Aquino et al. draco foram isolados os terpenóides b-sitosterol. jatrofol.. 1995). 1986) e C. hemiargyreus (Barnes & Borges. taraxerol. 1991).3'. Do óleo de C. Das partes aéreas de C.. curcas foram isolados ainda as latiranas. argyrophylloides (Monte et al. taraxerol. De J. macwstachys (Herlem et al. salutaris foram isolados sonderianol e diterpenos acíclicos e diterpenos tricíclicos (Itokawa et al. gossypifolios (Cespedes et al.. ácido 2S-tetracosanóico glicéride-1. 1991a). De C. sublyratus foi isolado o plaunotol (Nilubol. e o diterpeno crotamaclina foi isolado de C.7b-diacetoxiannoneno (Silveira & McChesney. 1988). Jatropha Das raízes de J. 1992). 1993).

elbae. J.11-bisepicaniojana (Jakupovic et al. 1997).. Das folhas deJ. os aminoácidos cistina (2. 1986).. J. 1997). 1988).60%. flavonóides. 1996. Suas sementes possuem 50% a 60% de óleo. Banerji et al.94%).71%). gossypifolia e J. e 43. ácido linoléico (Nasir et al. 1988). Teixeira. vitexina e isovitexina (Xavier & D'Angelo. Do látex de /. um decapeptídeo cíclico a multifidol e o glucosídeo multifidol (Kosasi et al.. De J. curcas. glicina (19... 1997. metionina (13. respectivamente (Raina & Gaikwad. foi isolado de seu látex a albaditina. 1990). 1990). malacophylla... gossypifolia foram isolados os diterpenos jatrofolona A e jatrofatriona (Rahman et al. terpenos. galvani foram caracterizadas as presenças de alcalóides. 0.1%). divica foram isolados beta-sitosterol. tlalcozotitlanensis e J. Makkar et al.92%) e leucina (12. curcas foram isoladas também várias lectinas. gossypifolia foram isolados os heptapeptídio cíclico. mollissima foram isoladas orientina. 2epijatrogrossidiona. todos utilizados no tratamento de tumores (Taylor et al.30%) (Jain & Garg.9%. ácido araquídico e toxalbumina. esteróides e glicosídeos. 0. ácido oléico. 1987). além de outros três derivados diterpenóides. 1989). J. compostos fenólicos. jatrofolona B. mas não foi detectada a presença de taninos (Aderibigbe et al.26% de ácido aracdônico.. 1995)./. 1989). ácido esteárico...9%). alanina (28.1997).. denominada curcina (Costa. e delas foram isolados os óleos fixos: ácido palmítico. 1988). multifida L.07%). a lignana arilnaftaleno (Das & Banerji.98%). galvani (Guevara et al... citlalitriona e riolozatriona (Villarreal et al. Saponinas foram detectadas apenas em J.. Das cascas da raiz de J. gadaína (Das et al. Auvin-Guette et al. bem como o ácido nurístico. isoleucina (3. grossidentata foram isolados jatrogrossidiona. 1997).15% e 15% de ácidos graxos saturados. 1987. isoorientina. 14. arginina (0. gossypifolia foram isoladas as lignanas isogadaína. De J. As espécies. 1988. De J. 1996a) e jatrodiena (Das et al..9%. gossypifolia foram isolados a lignana prasantalina (Chatterjee et al. 1996b). saponinas. 1983). podagrida apresentaram 24%. valina (18. sendo 0. Das raízes secas de J. 15. Das folhas de J. 1989a e 1989c). Das raízes de J.6% de ácido oléico. pohliana var.26%. caniojanae 1. ciclogossina A e ciclogossina B (Horsten et al. elliptica foi isolado como constituinte majoritária do óleo a d-selinina (Brum et al. . Do caule de J. 1988). Dos rizomas de J.

1988. 1988. amarus e P. fistulifera foi detectado um naringenina coumaroil glucosídeo (Garcez et al. da qual foram isolados alcalóides. 1986). Mensah et al. 1996) e do alcalóide filantimida (Tempesta et al.. 1989a e 1989b. excelsa foi isolado um diterpeno ingenana (Brooks et al. citral. triterpenóides (Joshi et al. ácido caféico... 1997). 1990. enquanto em P. macrorhiza isolaram-se compostos triterpenóides com atividade antitumoral (Torrance et al. Huang et al. 1991). Petchnaree et al. como sofraxidina e escopoletina (Hnatyszyn et al. 1981)... P.. Há revisões acerca desse gênero devido à diversidade de espécies existentes (Unander et al. 1984) e antibacteriana (Odebiyi. 1996). P. virgatus (Babady-Bila et al. lignanas (Satyanarayana et al. glucose e galactose (Hnatzyszyn et al.. sacarose. 1986.. De J.. 1988). terpenos.. diterpenos. gossypifolia. flavonóides.. Anjaneyulu et al. 1991). assim como os diterpenóides de J.. 1977).. 1996. e um alcalóide denominado tetrametilpirazina (TMPZ). 1986. Alcalóides foram isolados das folhas da P niruroides. podagrica foram isolados vários esteróides e flavonóides. simplex. a mais estudada é a P. sellowianus foram detectadas as presenças de 7-hidroxiflavanona. 1988). De P. Mabea Do látex do caule de M. 1980 e 1981). P. . 1983. Hassarajani & Mulchandani. Negietal. E do seu látex foram isolados peptídeos cíclicos podaciclina A e B (Van den Berg et al. Ojewole & Odebiyi. Ahmad et al... 1989. 1988. Singh et al. 1985). 1980).. discoideus.. 1996. ácido clorogênico. 1988. Yunes et al. que apresentou atividade bloqueadora da junção neuromuscular e hipotensora (Ojewole & Odebiyi. Singh et al. 1990).Da espécie J. antibroncoconstritora e antiarrítmica (Ojewole. klotzchianus foi isolado o orcinol (Kuster et al. levulose. 1986) e vários outros compostos (Singh et al. neolignanas (Satyanarayana et al. Anjaneyuly et al.. hidroxiflavanona.. Singh et al. Phyllanthus Das várias espécies do gênero Phyllanthus. niruri... e dos frutos de M. 1986.. timol e carvacrol (Odebiyi. cumarinas. 1996. Houghton et al. 1996). 1995)..

e o extrato hidroalcoólico das folhas apresentou atividade hipolipidêmica em ratos (Farias et al. além de taninos (Zang.. 1996). 1996). 1999) e antiulcerogênica (Souza Brito et al. Tanaka et al. Lu et al. inúmeras lignanas filamirícinas e os filamiricosídeos que aumentam a atividade da transcriptase reversa HIV-1 foram descritos (Lee. . 1998) e teratogênica (Crisostomo et al. Em P.. Das cascas dessa espécie já foram comprovadas as atividades hipoglicemiante (Cavalcante. além do alcalóide fisoperuvina (Hiroya et al. hipocolesterolêmica (Martins et al. 1996c). analgésica. 1996). 1993. 1988a. Tanaka & Matsunaga.. depressora do SNC (Hiruma-Lima.De P... calisteginas (Asano et al. antiestrogênica (Luma Costa et al. 1989.. estas últimas também presentes em P angulata (Makino et al... et al. 1995) e de carboidratos ésteres do ácido cinâmico (Latza et al.... 1996) antitumoral (Grynberg et al. 1996). Bighetti et al. 1988. 2002.. myrtifolius. 1996). HirumaLima et al. 1997 e 1996a). Li et al. D. cajucara apresentou atividade antiinflamatória. olenadienóis. Z. alkekengi var... 1988. foi determinado o conteúdo de ácido ascórbico. 1996) e fisalinas (Makino et al.. 1998. 1998). 1999a). 1995). n-alcanos. C. mínima foi isolada a fisalina L (Kawai et al. Farias et al... De P.. antiinflamatória. peviana foi descrita a presença de ácidos graxos no fruto e sementes (Aslanov et al. ácido múcico e ácido gálico (Basa & Srinivasulu. et al. nalcanóis. fitosteróis e ácido tricadênico (Tanaka & Mastunaga.. Das raízes de P.. 1996b).. Dados farmacológicos dos gêneros Croton A desidrocrotonina isolada das cascas de C. 1995b). antiedermatogênica (Campos et al... emblica L.. francheti foram obtidos cicloheptano. 1987. antidiabética (Silva et al. De P. 2001). 1999). 1988.. antinociceptiva (Carvalho et al.. De P flexuosus foram isolados triterpenos. 1997). 1988b). Em P acuminatus foi descrita uma lignana com atividade citostática denominada filantostatina A. 1995a). Farias et al. Tanaka et al.

1988). 1985) e C. zehnteri (Albuquerque et al. presente nos casos de C. hipotensora de C. subtyratus (Kitazawa et al. A propriedade cicatrizante de Croton sp (sangue-de-dragão) foi testada com seus constituintes isolados: o alcalóide taspina. draconoides e C. 2002a).. mais comumente de C.. mucronofolius (Moraes Filho & Fonteles. Foram verificadas ainda atividades laxativas com C.45 mg/kg e 2. Tang et al. sonderianus (Craveiro & Silveira.. pôde-se concluir que o poder cicatrizante da planta se dá pelas proan- . 1988a). 1982).. 2000a e 2002b). Além da desidrocrotonina a atividade antiulcerôgenica foi atribuída também a crotonina. 1980.. antiulcerôgenica de C. anestésica local. 1987)..Apesar de a desidrocrotonina não ter apresentado efeito citotóxico (Agner et al. 1985. Batatinha et al. 1993.. Das sementes de C. a ligana 3'. erythrochilus. campestris (Lima et al. Sangue-de-dragão é um látex viscoso de coloração vermelha obtido de espécies de Croton. 1993. 1994). estudos de toxicidade subcrônica com a desidrocrotonina alertam para o desenvolvimento de distúrbios hepáticos em ratos. A DL50. anticonvulsivante e analgésica de C. macrostachys (Mazzant et al. tranqüilizante... rangelianus (Lima et al. 1999). 1988.4-O-dimetilcedrusina e uma proantocianidina. Luz Paredes et al. rhamnifolius (Silveira et al. Chen & Pan. C. 1987) e C. O óleo essencial obtido de suas cascas apresentou atividade antiinflamatória. cajucara (Hiruma-Lima et al. C. 1983).. 1993). 1999) atóxica e excelente efeito cicatrizante e antiulcerôgenica (HirumaLima et al. antinociceptiva (Bighetti et al. tiglium foram isoladas duas toxinas crotina I e II. 1975). Em outras espécies desse gênero foram verificadas inúmeras atividades farmacológicas. glabelus (Novoa et al.. C. Ao final. 1999b. Costa. lechleri. C. 1980).. 2001). 1988) e C. lacciferus (Ratnayake et al. Ensaios in vitro indicaram que o látex não estimula a proliferação celular (Pieters et al. A crotina II também apresentou forte atividade inibitória sobre a síntese protéica em ribossomo (Chen et al. lacciferus (Bandara & Wimalasiri.. 1988b) e substâncias isoladas de C.. inseticida de C.23 mg/kg para crotina II. M. C. et al. C. entre outras. penduliflorus (Asuku. Atividade antibiótica contra inúmeras bactérias e fungos foi determinada com extratos de C. 1986). com o uso prolongado (Rodriguez et al. 1982).. penduliflorus (Anika & Shetty.. tiglium (Deshmukh & Borle. Propriedade antineoplásica potente foi determinada utilizando-se extratos de C. 1984).. para crotina I foi de 0.

lechleri foi testado em ensaios in vitro para avaliar sua propriedade citotóxica. e a fração responsável pela atividade relaxante é a fração de alcalóides totais (Ribeiro Prata et al. O extrato etanólico bruto das folhas de C. Os resultados sugerem que tanto o óleo essencial como o anetol e o estragol . Ao final dos experimentos. lechleri sobre a proliferação das células endoteliais foi pouco significativo (Chen et al. 1994). sonderianus foram isolados vários diterpenos acídicos. A fração anticâncer ativa foi isolada da mistura aquosa de Croton tiglium e Coptis japonica. os alcalóides de C. Do óleo essencial de C. tonkinensis contêm 0. Pieters et al. 1992). berberina e outros alcalóides desse grupo.. Tanto o óleo essencial quanto o anetol e o estragol foram estudados em preparação de músculo isolado de rato. betulina e ácidos graxos. As folhas secas de C. macrostachys foram isolados crotepóxido. O efeito de C. Todos os três compostos bloquearam a contração induzida por estimulação nervosa. De C. A crotepóxido possui atividade antitumoral contra carcinoma de pulmão de Lewis e carcinossarcoma de Walker (Addae-Mensah et al. C. 1992.32% de alcalóides e 2. nardus (Lemos et al. 1993).. zehntneri foram extraídos os constituintes majoritários anetol e estragol.tocianidinas que estimularam a contração do ferimento e formação de proteínas cicatrizantes (Pieters. 1991a e 1991b).78% de flavonóides. 1994a e 1994b). Ao final.. 1995). berghei (Be &Truong.. que apresentaram atividade antimicrobiana (McChesney et al. 1995). campestris também apresentou atividade relaxante da musculatura lisa em diversas preparações farmacológicas. antibacteriana e cicatrizante. tonkinensis reduziram significativamente a infecção de camundongos com P. lupeol... A mistura foi citotóxica em todas as linhagens de células tumorais testadas (Kim et al. 1992a). Foi avaliado também o efeito antitumoral de alcalóide de Croton e da cisplatina sobre a membrana celular de eritrócitos humanos (Xy et al. Os alcalóides das folhas foram estudados quanto à sua atividade antimalárica. Atividade antimicrobiana também foi encontrada no óleo essencial de C. Essa possui isoguanosina.. Das raízes de C.. pôde-se constatar que a planta não apresentou atividade citotóxica e a atividade antibacteriana constatada foi atribuída aos compostos fenólicos e diterpenos existentes na planta. 1991).

curcas foram isolados ésteres forbálicos promotores de tumores (Horiuchi et al. aromaticum foram isolados ácidos ciperenóico e (-)-hardwíquico.. tiglium foram testadas in vitro e apresentaram efeito inibitório contra protease HIV (Ma et al.. e no retículo sarcoplasmático. a curcaína (Nath & Dutta. O óleo de C. De Croton palanostigma foi isolada uma substância citotóxica. e detentores de atividade moluscicida contra Biomphalaria glabrata (Liu et al. curcas também foi purificada e caracterizada uma hemaglutinina (Asseleih et al. 1994).. Hirota et al. 1991). 1995). Do extrato clorofórmico das raízes de C. 1997) e Schistosoma mansoni e S. Ubillas et al. 1987. como também diminuindo os episódios de convulsões induzidas por pentilenotetrazol (Batatinha et al. curcas foi isolada uma enzima proteolítica. zehntneri também foi capaz de alterar parâmetros comportamentais.7%) além de aminoácidos essenciais e lipídios (57.. 1989). curcas.. diminuindo o comportamento exploratório e a locomoção. Do látex de J. Uma análise química das sementes revela a existência de um alto grau de conteúdo protéico (26. pelo bloqueio da transmissão neuromuscular. Atividades larvicida (Karmegam et al. lechleri foi isolada grande quantidade de proantocianidinas. haematobium (Rug & Ruppel. 1988). 2000).possam ter dois sítios de ação na fibra muscular: na membrana pós-juncional.. 1997) antidiarrêica (Mujumdar et al. antiplasmodial (Kohler . tiglium (Fanetal. 1992. que apresentaram atividade antiviral (Tempesta. curcas foram isoladas três proteínas que apresentaram efeito tóxico potente em camundongos com DL50 de 6. 1995). Os extratos da sementes de C.. 1993).. 1988).. 1988..39 mg pela via i. eluteria é usado como atrativo de insetos (Tokumoto et al.... e um inseticida de plantas foi preparado a partir de C.. Jatropha Das sementes de J. Das sementes de J. 1991a). 1994). Um alto grau de toxicidade em ratos foi encontrado nas sementes de J.. o alcalóide taspina (Itokawa et al. 1990) o óleo de C. que apresentaram atividade inseticida (Bandara et al. pelo aumento da concentração de cálcio (Albuquerque et al. tanto na prova do campo aberto. 1992). 2000).p.9%) (Liberalino et al. (Huang et al. Do látex de C.. 1989 e 1991). Das sementes de /.

usado tradicionalmente para o tratamento de feridas infecciosas. 1992b e 1996)... e de J.. Mas o extrato metanólico dos seus frutos não foi capaz de apresentar atividade moluscicida. 1996). 2001). O óleo das sementes de /. 1992). 1996). Dutra et al].. atóxica e anti-hipotensora (Paes et al. De J. 1996). antiespasmódica (Silva et al. gossypifolia apresentou atividades espasmolítica (Fontenele et al. cilliata foram isolados isoorientina e orientina. apresenta constituintes anticomplementos do soro humano (Kosasi et al. curcas foram ativas na intercalação de DNA (Gupta. Das raízes de J. 1987).. curcas.. F... 1990. 1996). 1996). gaumeri (Sanchez-Medino et al. et al. espasmolítica (Trebien et al. 1998). as quais apresentaram atividade leishmanicida e tripanossomicida (Schmeda-Hirschmann et al. isabellii foi isolada a jatrofona.. 1993). 1989c) e atividade antibacteriana (Aiyelaagbe. 2000). zeyheri foi isolada a jaherina. et al. 1987b).. 1992a. .... 1996). um diterpeno que possui atividade antimicrobiana (Dekker et al. 1994). 1997). grossidentata foi isolada a jatrogrossidiona. que é moluscicida (Santos & Sant'Ana. apesar de sua utilização tradicional (Adewunmi & Marquis. das contrações de preparações de músculo liso e cardíaco de maneira concentração dependente (Calixto & Santana. A J.. De J.... De J.et al.. Esta mesma atividade foi observada em J. Santos et al. multifida. que apresentaram componentes ansiolíticos e fraxetina com efeito analgésico (Okuyama et al. 1987) também foram caracterizadas em J. A atividade moluscicida foi também derivada na espécie /. As folhas de J. 1996).. De /. multifida é utilizado como cosmético de pele e cabelos (Furuse et al. 2000) responsável pela atividade antitumoral (Pessoa et al. Dessa espécie foi isolada a jatrofona. elliptica foram caracterizadas as atividades antiinflamatória. glauca (AlZanbagi et al. 2002) e hemostática (Kone-Bamba et al. M. inibidora da agregação plaquetária (Dutra et al. 1987) e tóxica (Brum et al. Esse efeito da jatrofona pode ser decorrente tanto da etapa intracelular de transdução dos sinais como da mobilização dos níveis de cálcio intra e/ou extracelular (Dutra. 2001).. O látex de /. 1996. que apresentaram efeito citotóxico e promoveram hipertermia (Picha et al.. J. curcas foram isoladas curcusonas A e C. P.

. Santos et al... Além disso. Do extrato metanólico das folhas dessa planta foi isolado o nirurisídeo. Além disso... 1996b) e resposta contrátil na bexiga urinária de cobaia in vitro (Dias et al. Di Stasi. hipotensiva e hipoglicemiante (Srividya. 1996a).. anti-hepatotóxicas (Syamasundar et al. 1992. porém o mesmo tipo de extrato não foi capaz de promover a diurese em outro artigo (Gorski et al. 1995). corcovadensis existem diversos relatos de sua atividade analgésica (Di Stasi et al. Ribeiro et al. 1987). 1985 e 1986b. que não foi capaz de proteger as células contra uma infecção aguda de HIV (Qian-Cutrone et al.. 1994).. Existem relatos da atividade diurética (Ribeiro et al. 1984) do extrato hidroalcoólico das folhas de P corcovadensis.. 1995). Gorski et al. 1995). 1993. Shimizu et al... . 1987). 1988).. 1985). diurética. obtidos da fração hexânica das partes aéreas do Quebra-pedra (Phyllanthus corcovadensis). 1992). 1984. essa planta demonstrou atividades analgésica (Santos et al. e o ácido elágico mostrou-se seis vezes mais potente que a quercitrina (Ueno..Phyllanfhus Diversas espécies do gênero Phyllanthus apresentaram efeito analgésico (Santos et al. 1988. a geranina foi ativa em inibir a atividade diante da enzima conversora de angiotensina (Ueno et al. A atividade antihepatotóxica dessa espécie foi atribuída a dois compostos chamados de filantina e fipofilantina (Syamasundar. O extrato etanólico dessa espécie apresentou atividade inibitória sobre a aldose reductase. 1995).. que foi atribuída aos compostos estigmasterol. mas promoveu efeito relaxante em traquéia isolada de cobaia contraída por carbacol (Paulino et al.. 1988). 2000). Na espécie P niruri foram determinadas atividades de redução no crescimento de cálculos renais (Melo et al. campesterol e fitosterol (Santos et al.. o que leva pesquisadores a supor uma maior facilidade de expulsão de cálculos renais e vesiculares. denominados filantina e fipofilantina e nirtetralina (Hussain et al.. De P. O extrato hidroalcoólico de P. O extrato alcalóide de P niruri demonstrou atividade relaxante do músculo liso do trato urinário e biliar. 1985) e contra hepatite do tipo B (Venkateswaran et al. urinaria promoveu resposta contrátil em traquéia isolada de cobaia (Paulino et al. Foram também isolados dessa espécie antagonistas não-peptídicos da endotelina. 1996). 1989).

Foram caracterizadas. ... corilagina. caracterizadas como responsáveis pela atividade hepatoprotetora (Deb & Mandai. Sane et al. 1995). O extrato de P amarus apresentou atividade potente no tratamento do vírus da hepatite B (Lee et al. O extrato aquoso dos frutos de P alkekengi foi capaz de modular a atividade aminopeptidase da pituitária e do hipotálamo basomedial (Vessal et al... 1997a e 1997b). 1994). 1991).. Foi isolado de P sellowianus um alcalóide com atividade antibacteriana (Cechinel-Filho et al. ácido gálico e geraniina e flavonóides responsáveis pela atividade antinociceptiva (Filho et al. A corilagina e outros flavonóides apresentaram atividade anticarcer in vivo e in vitro (Chen & Ren. 1996). ácido brevifolincarboxílico. que apresentaram atividade inibitória sobre o crescimento do vírus HSV-1 (Zuo et al. 1996. Em ensaios in vivo foram observados mecanismos envolvidos com a atividade antinociceptiva (Miguel et al.. Foi caracterizada a presença das lignanas filantina e hipofilantina. das folhas e caules foram isoladas xantoxilinas que apresentaram atividade antifúngica (Lima et al. e o extrato diclorometano inibiu a função de neutrófilos (Paya et al. de P urinaria. 1990. 1997)..Do extrato etanólico dos caules e folhas de P sellowianus foram isolados elagitaninos identificados como furosina e geranina. 1996). ácido gálico e ácido protocatecoico. niruri e P urinaria (Santos et al. 1995). 1988). ácido elágico. 1996). De P emblica foi detectada a atividade antioxidante (Zhang et al. 1996). De P matsumurae foram isolados compostos polifenólicos como geranina... Roy et al. e o extrato dos frutos foi avaliado quanto ao efeito protetor contra clastogenicidade induzida por sais de chumbo e alumínio (Dhir et al. quercetina. 1996). De P fraternus foram isolados flavonóides que apresentam atividade hipoglicemiante oral em ratos tratados com aloxana (Hukeri et al.. De P caroliniensis foram isolados fitosteróis... 1995)... 1996). Por meio de modelos in vivo foram caracterizadas as atividades antinociceptivas dos extratos de P.. O extrato dos seus frutos possui antagonistas de estrogênio (Vessal & Yazdanian. Seu extrato aquoso administrado oralmente durante três semanas provocou a diminuição dos níveis de glicose em ratos diabéticos (Hnatyszyn et al. propriedades antivirais do éster metílico do ácido dehidroquebúlico e ácido metil brevifolincarboxílico. 1995). 1997).

. coagulação e aumento no tempo de sangria foram verificados com o uso da polpa da semente. Itokawa et al. Um caso típico foi relatado para a espécie Croton cajucara.. Ações simpatomimética e hipotensora foram determinadas com administração de jatrofona (Schvartsman. Torpor.. 1984). foram verificadas por Ahmed & Adam (1979). 1993. 1986. 1991c).Dados toxicológicos dos gêneros Jatropha Essa espécie é muito importante pelos efeitos tóxicos que produz. 1979). Pieters et al. vômitos e diarréias em crianças Joubert et al. desidratação e morte são sinais de envenenamento por J.. Efeitos como redução no tempo de protrombina. e ação estimulante da musculatura lisa. Porros et al. 1993.. vômitos e diarréia. amplamente utilizada sob a forma de chá no combate ao colesterol e em regimes de emagrecimento. Existem registros de intoxição em crianças de J. O óleo de suas sementes induz ao aparecimento de tumores de pele (Horiuchi et al. Quadros de hemorragia anal. mutifida (Levin et al. hipotensão e desidratação. A presença de um complexo-lipóide nas sementes é considerada responsável pela dermatite causada.. podendo causar a morte em humanos. Hemorragias internas em diversos órgãos. diversos casos de hepatite foram registrados confirmando portanto os resultados de Bighetti (1999b). 1995. redução no consumo de água. cabras e carneiros (Abdu-Aguye et al. 1979). Ahmed & Adam. Croton As espécies do gênero Croton também merecem cuidados quanto à sua utilização. distúrbios respiratórios e eletrocardiográficos. A sintomatologia após o consumo é caracterizada por dor abdominal. uma vez que existem diversos relatos de citotoxicidade para diferentes espécies do gênero (Mongelli et al. Os glicosídeos da casca dessa semente possuem ação depressora sobre os sistemas respiratório e cardiovascular. curcas em ratos. 2000). Em casos graves ocorrem espasmos musculares. 1987) e provoca náuseas. diarréia... hiporreflexia e coma podem ser conseqüência dos distúrbios hidroeletrolíticos (Schvartsman. náuseas. 1979). Rodrigues (1999) e Rodrigues & Haum . Como conseqüência de seu uso crônico.

1986). nos quais são descritas as atividades citotóxicas e hepatotóxicas desta planta. Pieters & Vlietinck..1 .(1999). Já foram isoladas também substâncias carcinogênicas de C.Croton cajucara: a) detalhe do ramo com flores e b) flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. FIGURA 13. tiglium (Bauer et al. 1983. 1998) (Banco de imagens .

FIGURA 13. Detalhe do ramo com flores e das flores (fotos originais por Hiruma-Lima). .2 -Jatropha curcas.

Jatropha gossypifolia. .3 .FIGURA 13. Hiruma-Lima). Detalhe do ramo com flores e frutos e detalhe das flores e frutos (fotos originais.

b) flor feminina. d) escanerata do ramo com folhas e flores (Banco de imagens . 1998). c) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.4 .FIGURA 13.Phyllanthus corcovadensis: a) aspecto geral do ramo.

dentro de 45 gêneros de ocorrência em regiões tropicais (Mabberley. algumas delas de valor medicinal. A família Clusiaceae foi descrita por Antonie Laurent de Jussieu e compreende aproximadamente 1. Calophyllum e Garcinia (Calophylloideae) e Kielmeyera (Bonnetioideae). óleos essenciais e resinas. Destacam-se nesses gêneros importantes espécies econômicas para a produção de madeiras. pigmentos. como Hypericum e Vismia (Hypericoideae). gomas. A. Di Stasi Introdução A ordem Guttiferales inclui as famílias Guttiferae (também denominadas Clusiaceae). 1997). sendo raramente descritas epífitas. É composta por árvores. .14 Guttiferales medicinais C. Os gêneros são distribuídos em três subfamílias. arbustos ou ervas. No Brasil ocorrem 21 gêneros. 1978). com aproximadamente 131 espécies de ampla distribuição por todo o território (Barrozo. Clusia.370 espécies. C. destacando-se inúmeros com importância medicinal no Brasil. e Elatinaceae. Hiruma-Lima L. No Brasil ocorrem várias espécies da família Clusiaceae.

com distribuição restrita à América tropical. as folhas são simples. O gênero inclui aproximadamente 35 espécies. martiana foi observada a presença de sitosterol. euxantona. Dados botânicos A espécie é uma árvore que atinge de 9 a 11 m de altura e possui uma copa larga e densa. a espécie mais conhecida é a Vismia brasiliensis. O tronco ereto possui casca grossa. Pau-de-lacre e Purga-de-vento. o látex é usado topicamente no tratamento de impetigo. damaradienol. Em outras regiões. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. guianensis foi detectada a presença de dois compostos fenólicos: a vismiona . pecioladas. comerciante de Lisboa que se dedicava à Botânica. e várias têm valor medicinal. ácido crisofânico. O nome do gênero Vismia. 1990). foi dedicado a Visme. madagascina. Dados químicos do gênero Nas folhas e caules de V. inflorescências em panículas terminais com flores branco-amareladas e fruto do tipo baga.Espécies m e d i c i n a i s Vismia japurensis Reich. como Picharrinha. descrito por Domingos Vandelli. sendo facilmente cultivada. vismiaquinona A-C (Nagem & Faria. opostas e com borda inteira. friedelina. coriáceas. No Brasil. e algumas na África. a maioria é fornecedora de resinas. também chamada de Lacre. ácido betúlico. com ocorrência em formações secundárias. Não houve registro de espécies medicinais dessa família no levantamento realizado na Mata Atlântica. Em V. Trata-se de uma espécie semidecídua. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Lacre. damagascina.

1996). Neles observou-se inexistência de efeito mutagênico ou citotóxico (Borges et al. vários triterpenos. não foram observados sinais de toxicidade em bovinos até a dose de 10 g/kg. 1979)... p-o. 1993).japurensis Rich. 1994).5'dimetoxisesamina (Camele et al.. 1996).. vulgarmente chamada de Pichirina. 2000) e benzofenonas e benzocumarinas (Seo et al. micrantha foram isolados xantonas. 1983). De Vistnia caynnensis. Em V.e a ferruginina (Pasqua et al. 1995).. as antraquinonas isoladas do fruto apresentaram atividade imunoativante (Pinto Jr. popularmente chamado de Lacre ou Picharinha. Os extratos hidroalcoólicos. indicado para dermatofilose. 2-isorenilemodina e 5. benzofenonas (Fuller et al. guaramirangae foram isoladas xantonas e xantolignóides (Delle Monache et al.. .. magnoliaefolia. Foram realizados testes de toxicidade com o fruto do Vismia reichardtiana.. conhecido popularmente como Lacre. e em V.. da planta fresca (Tokarnia et al. 1999) em V.. flavonóides e triterpenóides (Nagem & Ferreira. O extrato etanólico da folhas. apresentou atividade hipotensora (Prazeres et al. Das raízes de V. foi estudado um extrato etanólico dos frutos verdes que promoveu uma atividade depressora do Sistema Nervoso Central. como a friedelina. clorofórmicos e hexânicos apresentaram atividade imunodepressora e supressora de IgM (Guerra & Souza. Dados farmacológicos do gênero De Vistnia d. Porém. 2000). 1997).. cayennensis. Xantonas e antraquinonas (Bilia et al. Moracelli et al. 1982). De Vismia guineensis foi isolado vismiona o H com potencial atividade antimalarial (François et al.. 1999).. 1995. et al.

ainda não identificada completamente. sendo a maioria árvores. Nessa família ocorrem 33 gêneros. . e poucas espécies herbáceas (Mabberley.15 Primulales medicinais L. nos quais se distribuem 1. Theophrastaceae e Myrsinaceae. A. das quais se destacam espécies medicinais na família Myrsinaceae. arbustos e lianas. descrita por Robert Brown. C. Hiruma-Lima Introdução A ordem Primulales compreende apenas três famílias botânicas: Primulaceae. Rapania e Cybianthus. Os principais gêneros com espécies medicinais são Embelia. Descrevemos a citação de uma única espécie do gênero Cybianthus. 1997). Di Stasi C.225 espécies tropicais e raramente em climas temperados. mas aqui referida dada a sua importância como medicamento para os índios tenharins.

Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins de Moitini-nhopoã. O gênero foi descrito por Carl Friedrich Philip von Martius e inclui aproximadamente 150 espécies de clima tropical. O nome do gênero Cybianthus vem do grego kybos = "cubo".1). flores pequenas. actinomorfas. folhas alternas. androceu com cinco estames opostos às pétalas. dispostas em racemos. e anthos = "flor". Dados botânicos Pequeno arbusto com canais secretores na forma de pontes ou estrias nas folhas.Espécies medicinais Cybianthus sp. curtas. bicarpelar e unilocular com óvulos unisseriados (Figura 15. sem estipulas. reunidas em inflorescências axilares. ramos. referindo-se à forma radial e tetrâmera da corola. Observação: Não foram encontrados estudos sobre plantas deste gênero. . ovário supero. Dados da medicina tradicional Os índios tenharins utilizam o chá das folhas contra veneno de cobra. diclamídeas. inteiras. Não foram encontrados sinônimos para ela. flores e frutos.

Cybianthus sp.1 .FIGURA 15. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius) (Banco de imagens .

Hiruma-Lima L. no entanto. Brassica nigra (Mostarda) e Nasturtium offiánale (Agrião). Na região amazônica. uma espécie da família Capparidaceae foi referida em uma das regiões de estudo e é descrita a seguir. onde se encontram mais facilmente inúmeras espécies das famílias Capparidaceae e várias outras cultivadas da família Brassicaceae. Da família Brassicaceae foram referidas duas espécies medicinais de uso na região do Vale do Ribeira. anemia e distúrbios da tireóide. Di Stasi A ordem Capparidales inclui treze famílias com pequena distribuição no Brasil. ambas cultivadas ou obtidas no comércio local. apesar de seu amplo uso em todo o mundo. essas espécies não foram referidas como medicinais. A. incluindo o uso interno do macerado em água da semente para o tratamento de inflamações e o uso tópico das sementes cruas e frescas contra inflamações. enquanto a decocção das folhas e talos é usada contra bronquites. Para a espécie Nasturtium officinale. A espécie Brassica nigra reúne diversas aplicações na medicina tradicional do Vale do Ribeira. assim como a infusão das partes aéreas contra tosses. gripes e bronquites. C. a população do Vale do Ribeira refere o uso do xarope das folhas. . Essa ordem possui pequena importância como fonte de espécies medicinais. além de seu consumo como condimento.16 Capparidales medicinais C.

possui folhas compostas com 5 a 7 folíolos. no Brasil ocorrem apenas nove gêneros e aproximadamente 45 espécies. Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante espinhento e ramificado. tem valor medicinal na região amazônica. 1997). que atinge até 1. e a espécie Cleome latifolia. Espécies medicinais Cleome latifolia Vahl. Espécies medicinais da família Capparidaceae Introdução A família Capparaceae ou Capparidaceae (Dicotyledonae). com seus representantes incluindo ervas. Capparia e Maerua. espalhadas nas regiões tropicais (Mabberley. Os principais gêneros são Cleome. e amplamente conhecidas e descritas em inúmeros livros e estudos. raramente são descritas lianas (Barrozo.5 m de altura. que justifi- .Considerando que essas duas espécies são amplamente usadas e comercializadas em todo o mundo. arbustos ou pequenas árvores. inflorescências terminais bastante vistosas. tem aproximadamente 39 gêneros e 650 espécies. 1978). descrita a seguir. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Muçambé ou Mussambé. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. com muitas flores rosas e bonitas. optamos apenas por referi-las como medicinais de uso comum na região do Vale do Ribeira.

De C. bonanzina (0. amblyocarpa foram isolados cleoamblinol A (Ahmed et al.0025%).. 1997a) e citotóxica (Nagaya et al. 1997) e glicinebetaína. um trinortriterpenóide dilactona. 1997) e triterpenos (Harraz et al. das quais um número muito pequeno (seis) é usado como medicinal (Mabberley. 1990).7-di-O-ramnosídeo (0. Dados químicos Do gênero Cleome foram isolados flavonóides (Sharaf et al. kaempferitrina (0.cam seu uso como ornamental. 3. Dados farmacológicos De Cleome africana foram isolados esteróides triterpenóides que apresentaram atividade antitumoral (Nagaya et al. a infusão da planta toda é usada internamente como analgésico e antitérmico. 1995). De C.0075%).. a única betaína descoberta em espécies do gênero Cleome (McLean et al.0013%). 1990). droserifolia foram isolados os flavonóides quercetina-3-Oglucosil-7-O-ramnosídeo. os flavonóides artemetina (0.. Das sementes de C. além do cabralealactona e do ácido ursólico (Ahmad & Alvi.. 1986).7-di-O-ramnosídeo e 3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo (Yang et al. 1990). e das partes aéreas de C.. o ácido cleomaldéico (Jente et al.03%) e isorhamnetina e 3-O-neohesperidosídeo (0. Várias espécies desse gênero. a isoramnetina 3. brachycarpa foi isolado o triterpenóide cleocarpone (Ahmad et al. Essa espécie é facilmente cultivada em todo o Brasil a pleno sol e muito usada ao longo de cercas.. são cultivadas e usadas como ornamentais. 1988) e um diterpeno macrocíclico. incluindo a Cleome latifolia.... O gênero Cleome inclui aproximadamente 150 espécies tropicais. a diacetoxibraquiicarpona. 1987). 1997b).. 1997). viscosa apresentou um . O extrato metanólico da planta toda de C. isorhamnetina-3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo. viscosa foram isolados cleomiscosinas (Kumar et al. um flavonol.06%) (El-Din et al.. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. kaempferol. 1996).

.. Foram isolados o stigmast-4-en-6b-ol-3-ona e stigmast-4-en-3. 1993. 1996). A espécie Cleome brachycarpa foi testada quanto à sua atividade sobre a musculatura lisa intestinal (Tanira et al. popularmente conhecido como Mussambé. além de antiagregadora plaquetária (Medeiros et al.. droserifolia apresentou atividade hipoglicemiante e hipocolesterolêmico (Nicola et al. arábica foi isolado flavonol que apresentou atividade antiinflamatória comparável ao do diclofenaco em ratos (Selloum et al. foi detectada a atividade espasmolítica (Barros et al. 1999).. A mesma atividade foi observada em Cleome spinosa. viscosa (Samy et al..efeito inotrópico sob os batimentos espontâneos in vitro.. No extrato etanólico das raízes de Cleome sp. 2000) e C.. 1992).. A propriedade antibacteriana foi constatada em C. 1995). gynandropsis Samy et al.. . De C.6-diona como as substâncias inotrópicas que aumentaram a amplitude do batimento cardíaco pela inibição da atividade Na+-K+ ATPase (Huang et al.. Chrysantha (Hashem & Wahba. 1999). A espécie C. 1995b). Lemos et al. 1995a) e antioxidante (Selloum et al. C. 1970). 1996)..

Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

com inúmeras espécies medicinais. Na região amazônica. Rosaceae e Chrysobalanaceae (Barrozo. e muitas das espécies da família Crassulaceae e Rosaceae são amplamente cultivadas como alimentares ou ornamentais. Não apresentamos uma revisão geral dessa espécie ou desse gênero. No entanto. Em Rosaceae também são encontrados os principais exemplos de espécies cultivadas e usadas como alimentares e ornamentais. Rubus e Prunus. C. a espécie descrita a seguir tem uso disseminado e generalizado na região de estudo. sendo raro o informante que não conheça ou não cite a planta como medicinal. e de Rosaceae. 1978). Na Mata Atlântica foi referido o uso de uma espécie cultivada da família das Rosaceae amplamente consumida como alimento. das espécies medicinais dessa ordem foi referida apenas uma da família Chrysobalanaceae. A. destacando-se em Crassulaceae as plantas do gênero Kalanchoe. Hiruma-Lima A ordem Rosales inclui 22 distintas famílias botânicas. espécies dos gêneros Spiraea. . Di Stasi C. Saxifragaceae. Crassulaceae. Pittosporaceae. Várias espécies dessa ordem são medicinais. a qual foi identificada apenas até o gênero.17 Rosales medicinais L. a qual descrevemos a seguir. No Brasil só ocorrem representantes das famílias Cunoniaceae. em razão do uso prioritário da planta como frutífera.

com cerca de 460 espécies tropicais. com semente sem endosperma e sulcos longitudinais (Figura 17. É considerada por muitos autores uma subfamília das Rosaceae e. Os principais gêneros dessa família são Licania. fruto do tipo drupa. Dados botânicos Arvore de pequeno porte. muitas delas usadas para a produção de carvão. cíclicas. alternas. diclamídias. Espécies medicinais Hirtella sp. peninérveas. segundo Barrozo (1978). sépalas e pétalas livres.Espécies medicinais da família Chrysobalanaceae Introdução A família Chrysobalanaceae inclui aproximadamente dezessete gêneros. ovário unilocular. incluindo árvores e herbáceas. incluindo este último uma das espécies mais usadas e conhecidas na região de estudo. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Marapuama. corola com cinco pétalas. zigomorfas. Não foram encontrados sinônimos populares para ela. estipuladas. o centro de dispersão dessa família é a Amazônia. encontradas especialmente nas Américas e algumas na África. e inclui aproximadamente 103 espécies tropicais.1). distribuídas em seis gêneros encontrados no Brasil. O nome do gênero Hirtella descrito por Carl Linnaeus deriva de hirtus. . onde ocorrem 120 espécies. Chrysobalanus e Hirtella. inteiras. flores pequenas. folhas simples. referindo-se ao tipo de pilosidade. cálice gamossépalo com cinco lacínios.

toxicologia e química. também se utiliza o chá contra reumatismo. Normalmente são árvores de pequeno porte. a famosa aspirina. arbustos e ervas (Mabberley. e inúmeras em climas subtropicais e tropicais. No Brasil há poucas espécies. A população distingue a planta em duas: com raiz pivotante que deve ser usada pelos homens. como a . com destaque para o gênero Spiraea. • Rosoideae.825 espécies subcosmopolitas. no que se refere à farmacologia. e raiz bifurcada para as mulheres. Observações: Não foram encontrados dados na literatura sobre espécies desse gênero. e • Prunoideae. com aproximadamente 1. os gêneros Crataegus e Malus. Rubus e Quijala. a maioria nos gêneros Prunus. da histórica Spiraea ulmaria. é utilizada como afrodisíaco. a partir deste se sintetizou o ácido acetilsalicílico. aliás um dos mais consumidos em todo o mundo. Espécies medicinais da família Rosaceae Introdução A família Rosaceae.Dados da medicina tradicional A raiz da planta. 1997). Agrimonia e Fragaria. como é o caso das espécies do gênero Rosa. ou frutíferas. encontradas em climas temperados. que inclui. e outros gêneros normalmente de espécies cultivadas como ornamentais. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Os principais gêneros estão distribuídos em quatro subfamílias: • Spiraeoideae. com destaque para os gêneros Rubus. do gênero Frunus. compreende 95 gêneros. entre outros. preparada com aguardente ou vinho branco e ingerida por seis dias consecutivos em jejum. ralada. que inclui a espécie aqui descrita e referida como medicinal. da qual foi isolado o ácido salicílico. • Maloideae. Potentila. primeira substância a ser comercializada como medicamento.

Damasco. que existe em grande número. Abricó e outras do gênero Prunus (Joly. e contra diarréias. dependendo da variedade. Ameixa. Cereja. a decocção das folhas é usada contra dores. ásperas. Dados botânicos A planta é uma árvore de pequeno porte. Pêssego. enquanto o banho preparado com as folhas é indicado como antiinflamatório. onde algumas têm sido aclimatadas e cultivadas em áreas de climas mais amenos. e a infusão dos frutos. com folhas alternas. Pêra (Pirus). Espécies medicinais Prunus domestica L. solitárias e/ou geminadas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. dispostas em fascículos do tipo umbela. de margem serrada. O nome do gênero corresponde a "ameixa". A infusão da casca do tronco é usada contra dores de barriga e diarréia. carnoso. assim como em várias regiões do país. de cor roxo-escura ou amarelo-ouro. comestível e saboroso. especialmente de cabeça. flores vistosas brancas. a maioria de climas temperados e raramente encontradas espontaneamente em climas tropicais.Maçã (Malus). Marmelo (Cydonia). pendente. doce e com uma única semente. Morango (Fragaria). . 1998). a planta é chamada popularmente de Ameixa ou Ameixeira. fruto do tipo drupa. lanceoladas. Espécie de grande valor econômico pela delícia de seus frutos e pela ampla ocorrência e cultivo na Europa e também no Brasil. O gênero Prunus descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies. Nomes populares Na Mata Atlântica. em latim. Groselha e Moranguinho (Rubus).

. 1978) (Banco de imagens • . Dados Químicos e Farmacológicos do Gênero Prunus Á espécie Prunus domestica têm sido atribuídas as propriedades antioxidantes (Kayano et al.. Estas propriedades têm sido atribuídas à presença de flavonóides (StacewiczSapuntzakis et al. 2000).. b) detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Barroso.Hirtella: a) ramo florido (desenho original por Di Stasi). 2001). 2002.1 . O suco preparado com água e sementes é usado para lavar os olhos quando irritados.contra distúrbios hepáticos e dores de barriga. Nakatani et al..Sapuntzakis et al. laxante cardiotônica e preventiva na osteoporose (Stacewicz. De Prunus avium foi constatada a presença de monoterpinos (Rapparini et al. Corrêa (1984) refere que os frutos são laxativos quando ingeridos em grande quantidade.. 2001). FIGURA 17. 2001).

Souza-Brito A ordem Fabales inclui a família Leguminosae. Compreende três subfamílias. Guimarães C. R.18 Fabales medicinais L. tem-se a divisão nas seguintes subfamílias: • Caesalpinioideae (Leguminosae I) ou família Caesalpiniaceae. madeireiras e outras espécies úteis de grande valor econômico. dependendo do arranjo sistemático adotado. ornamentais. C. muitas vezes tratadas individualmente como famílias botânicas distintas. medicinais. Di Stasi E. A. • Mimosoideae (Leguminosae II) ou família Mimosaceae. A família Leguminosae originalmente descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 642 gêneros. M. e • Papilionoideae (Leguminosae III) ou família Fabaceae. 1997). visto o grande número de espécies vegetais e a sua importância como fonte de produtos alimentares. arbustos. M. incluindo árvores. De acordo com o arranjo de Kubitzki a partir do sistema de Cronquist (Mabberley. nos quais estão distribuídas dezoito mil espécies cosmopolitas. Hiruma-Lima A. Santos C. que é uma das maiores e mais importantes famílias botânicas. M. . lianas e ervas.

pulcherrima. Hymenaea courbaryl e outras espécies do gênero Hymenaea. Dialium e Senna. Cassia multijuga. onde se encontra a famosa Copaíba encontrada no Norte e Nordeste do país. todos contendo várias espécies de valor medicinal. bonducella. também denominada subfamília Caesalpinioideae (Subfamília I) da família Leguminosae descrita originalmente por Antoine Laurent de Jussieu e redefinida em 1983 por Leslie Watson e M. bonduc. senna. Cassia occidentalis. conforme indicado a seguir para os principais gêneros: • Caesalpinieae. • Cassieae. Dalwits. no qual se pode referir a conhecida Pata-de-vaca (Bauhinia forficata). No Brasil destaca-se o conhecido Pau-ferro (Caesalpinia férrea). que inclui os gêneros Cássia. . as quais descrevemos a seguir. amplamente usadas e comercializadas como medicamentos. Cassia occidentalis e Cassia reticulata. C. Caesalpinia pulcherrima. occidentalis. que inclui o gênero Bauhinia. As espécies dessa família estão distribuídas em quatro tribos. das quais se destacam as espécies C. • Cercideae. sapan e C. ao passo que no levantamento realizado na região do Vale do Ribeira foram citadas como medicinais as espécies Bauhinia forficata. de onde se extrai um importante óleo com grande valor na indústria. C. que inclui o gênero Caesalpinia. C. dentre as quais C. pertence à ordem Fabales e subclasse Rosidae (Mabberley. que inclui o gênero Copaifera. J. 1997). no qual estão distribuídas inúmeras espécies medicinais com uso em inúmeros países. angustifolia e C. • Detarieae. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foram referidas cinco espécies medicinais.Espécies medicinais da família Caesalpiniaceae Introdução A família Caesalpiniaceae (Dicotyledonae). a saber: Caesalpinia férrea. espécie vegetal com grande utilização medicinal em todo o território brasileiro.

algumas arbóreas e outras lianas. a espécie é chamada de Pata-de-vaca ou Unha-de-vaca. é recomendada para recuperação de áreas degradadas. . os mesmos usos atribuídos à decocção das folhas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Pata-de-boi e Unha-de-boi.1). com grande abundância na Mata Atlântica. hipoglicemiante e contra hipertensão e dores nas costas. folhas glabras. Dados botânicos A planta é uma espécie arbórea com até 10 m de altura. Mororó. É uma planta decídua. assim como em quase todo o Brasil. Por ser de rápido crescimento. Outras denominações comuns são Cascode-vaca. sempre com acúleos e seus dois ápices. mas especialmente nas encostas e formações secundárias. divididas a partir da metade e atingindo até 12 cm. heliófita.Espécies medicinais Bauhinia forficata Link. bastante espinhosa. vistosas (Figura 18. tronco tortuoso ou ereto. usada para produção de carvão e caixotes. onde ocorre em áreas úmidas. a infusão das folhas é amplamente referida como diurético. flores intensamente brancas. mas por causa de seus espinhos é substituída por outras espécies do mesmo gênero. O gênero Bauhinia foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente trezentas espécies pantropicais. raramente dentro das florestas. É amplamente utilizada como ornamental. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. dadas as características morfológicas de suas folhas. A espécie fornece madeira leve.

além de largamente empregada como espécie ornamental. além dos nomes indígenas Ibirá-obi. Imirá-itá. séssil. fruto levemente estipitado. mas conhecida em todo o Brasil como Pau-ferro ou Pau-ferro verdadeiro. São muito comuns duas variedades: a C. Nomes populares A espécie é denominada. ferrea e a C. ferrea var. O preparado da casca com um litro de água e um quilo de açúcar. O nome do gênero Caesalpinia descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem a Andrea Caesalpino. Suas folhas. A madeira da espécie é muito usada na construção civil. Jucá. folhas bipinadas com folíolos oblongos.2). O sumo das folhas é usado internamente para problemas cardíacos. hermafroditas. várias são as utilizações medicinais dessa espécie. com característica de mata pluvial com ampla dispersão. botânico italiano. com corola de quatro pétalas subiguais e uma quinta superior. é utilizado como . são utilizadas externamente e no local contra hemorróidas. especialmente de ruas e avenidas. A infusão conjunta das folhas e frutos é útil para tratar inflamações do fígado e tuberculose. dez estames. A espécie é heliófita. com tronco liso e cerne duro. na forma de decocto. enquanto o uso interno dessa decocção é indicado contra amebíase e problemas hepáticos. quase reto (Figura 18. enquanto a decocção da casca é usada internamente como antidisentérico. folhas de manga. após aquecimento. ovário séssil e pubescente com 10 a 12 óvulos. Dados botânicos Arvore de grande porte. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Muirá-obi e Muiré-itá. açúcar e água. ovalados ou obovais. ferrea var. é utilizado contra asma e bronquite. ultrapassando o cálice gamossépalo.Caesalpinia ferrea Mart. casca de jatobá. A infusão conjunta da raspa da casca com folhas de manga é útil como antigripal e antitussígeno. na região amazônica. além de ser empregado como fortificante para crianças. ao passo que o preparado de casca de jucá. leiostachya. flores diclamídeas. podendo chegar a 15 m de altura. aquecido até formar um xarope.

do fruto com propriedades béquicas e antidiabéticas. Caesalpinia pulcherrima (L. bipinadas. Espécie muito usada como ornamental. . Flamboyanzinho e Poinciana-anã. 1982). da casca como desobstruente e da madeira como anticatarral e contra feridas (Corrêa.) Sw. glabros. Baio-deestudante. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Nomes populares A espécie é denominada. inflamações do fígado e baço. Outros usos medicinais dessa espécie são referidos por vários autores. Flor-do-paraíso. flores grandes e vistosas. a espécie também é utilizada contra feridas e contusões (Emperaire. pois floresce quase ininterruptamente. na região. No Piauí. também é chamada de Flor-de-pavão. Na região da Mata Atlântica. internamente. asma e como cicatrizante (Campêlo. folhas compostas. com folíolos ovado-oblongos. a decocção das raízes é usada como antitérmico. A vagem crua é útil contra tosse. bem como contra desarranjo menstrual e problemas renais e pulmonares. 1982). tem distribuição das Guianas até o Rio de Janeiro (Corrêa. especialmente bronquites. contra tosse crônica. e em Alagoas. vermelhas e amarelas e roxoalaranjadas com estames longos. tais como o das raízes como febrífugos e antidiarréicos. 1984). Em outras localidades do país. além do uso comum contra gripes. Chagueira ou Barba-de-barata. com até 10 cm de comprimento. resfriados e tosses. a infusão das folhas da espécie é usada contra problemas respiratórios. enquanto o macerado das cascas em água fria é empregado. Considerada de origem antilhana.anticatarral. Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante lenhoso e com espinhos fracos e pouco numerosos. frutos do tipo vagem bivalve e lenhosos. 1984). sobretudo como cerca viva.

odontálgicos. O nome do gênero Cassia. . Dados botânicos Árvore de pequeno porte.3). A espécie ocorre em todo o Brasil. excitantes. Em outros locais do país. estipuladas. em doses elevadas. dado à falsa canela. o fruto é do tipo vagem reta. além de ornamental. lenha e carvão. atingindo até 10 m de altura. Segundo Corrêa (1984). febre e como purgativo. quando em grandes doses. Dados da medicina tradicional As folhas da espécie são usadas pelos índios tenharins como sedativo para crianças. tendo propriedades tônicas. Cassia multijuga Rich. no alívio de dores causadas por contusões e para diminuir a febre. A decocção das flores é utilizada contra dores de dente. A espécie reúne usos econômicos como fornecimento de madeira para produção de caixotes leves. externamente. amarga. a raiz é acre. deriva do grego Kasia. descrito também por Carl Linnaeus. as folhas e flores são usadas como tônicos. febrífugas e venenosas. Nomes populares As espécie é denominada pelos índios tenharins Topeiuia. obtusos no ápice e com base irregular. heliófita e pioneira. febrífugos. sendo uma planta decídua no inverno. a casca é considerada emenagoga e. é chamada de Pau-cigarra e Caquera. purgativos. folhas pinadas. brinquedos. abortiva. emenagogos e indicadas contra as anginas e qualquer inflamação da garganta e catarro pulmonar. as flores amarelas são reunidas em racemos dispostos em panículas terminais múltiplas. mas também é conhecida na região amazônica e no Brasil como Canafístula e Aleluia. casca lisa e cinzenta. passando-se o ramo no rosto como se fosse um benzimento. compostas de inúmeros pares de folíolos (20 a 40) peciolados.como emenagogo e abortivo e. largo e achatado (Figura 18. pela beleza da planta na época de floração. com rara ocorrência dentro de florestas.

enquanto o macerado da raiz em aguardente de cana é usado como diurético e contra infecções gerais. a infusão das raízes é usada contra dores de barriga. Majerioba. Rioba. é indicada popularmente como antitérmico. das folhas e da raiz é utilizada durante a menstruação. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Lava-prados. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica. Dados botânicos Arbusto glabro de até 2 m de altura. estipulada e com glândulas na base. assim como em outras regiões do país. composta de folíolos apicais (quatro a seis pares). dispostas. Em Minas Gerais. flores grandes. Lava-pratos. laxativo.Cassia occidentalis L. paripenadas com ráquis comprida. A espécie é anual e floresce na época de chuvas. distúrbios hepáticos e do estômago e como diurético. folhas alternas. com caule lenhoso na base. resfriado e diarréia (Grandi et . beiras de estradas e próximo a culturas. sementes cilíndricas achatadas (Figura 18. frutos do tipo vagem glabra.. Ibixuma. 1982) e no tratamento de dores de cabeça. Fedegoso-verdadeiro e Fedegosa. Segundo Emperaire (1982). a espécie é conhecida principalmente como Fedegoso. diurético e colagogo (Gavilanes et al. no Piauí a infusão do caule. gineceu com ovário piloso. a semente torrada ou na forma de decocção é utilizada no tratamento de anemias e contra doenças do fígado e baço. achatados. gripes.4). Mata-pasto. Manjerioba. ramos quase cilíndricos. verde-escuros em ambas as faces. racemos axilares. Maioba. androceu com seis estames e três estaminódios curtos. Outras denominações são Folha-de-pajé. amarelas. curto-peciolados. febre. A infusão das folhas também é utilizada contra a malária. no Brasil é espontânea nas pastagens. Tararucu. Mamangá. infecções gerais. Na região da Mata Atlântica. o sumo das folhas é usado topicamente em locais com coceira e na cura de micoses.

a raiz triturada é utilizada para epilepsia. e a decocção é indicada para baixar a febre (Soukup. 1990). 1990).. No Panamá. 1982). preparadas como o café. as folhas são usadas no combate a doenças cutâneas e ainda como diaforético. inflamações nos olhos. febrífugo e diurético. Além disso. erisipela e tuberculose. sendo o suco utilizado no alívio da dor causada por queimaduras. Na Amazônia peruana. 1985). doenças hepáticas e como reconstituinte em doenças e fraquezas em geral (Coimbra. A espécie C. e a infusão das flores contra bronquite (Rutter. . as sementes. estômago. emenagogo. são utilizadas contra asma. anemia. oceidentalis tem uma longa história de uso pelos indígenas e indianas para febre.. o chá das folhas é usado para cólicas estomacais e a trituração dessa mesma parte vegetal. as folhas e as raízes são usadas contra gonorréia. internamente. mordida de escorpião. rins e bexiga (Simões et al. No Rio Grande do Sul. Cassia reticulata Willd. é utilizada contra doenças do fígado.. nos desarranjos menstruais. 1986). como vermífugo (Nagaraju et al. como Mata-olho. problemas hepáticos. no combate de febre palustre e doenças hepáticas. tinha e hemorróidas. desordens do trato urinário. na forma de cataplasma. reumatismo. hidrópisia e dismenorréia (Dennis. dores menstruais e uterinas. doenças venéreas. sarna e doenças de pele (Bardhan et al. malária. mas também são utilizadas contra tuberculose. sudorífico. Corrêa (1984) relata o uso dessa espécie como antídoto de venenos e como abortiva enérgica. Os índios misquitos da Nicarágua usam a decoçcão da planta fresca para dores em geral. 1988). No Peru. na asma. como antiinflamatório e. 1970).al. as raízes são consideradas diuréticas... febrífugo. 1979). purgativo. 1994). as raízes são consideradas um tônico. reumatismo. No Brasil. Em outras localidades do país. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com os nomes de Pé-desão-joão e Dartrial. diurético. Na Índia. e para constipações em bebês (Gupta et al.

Jatobá-de-porco.Dados botânicos É um arbusto com caule lenhoso na porção inferior. A planta é usada na medicina de San Salvador também como laxativo. Nomes populares No Vale do Ribeira. entre outros. a decocção das raízes dessa planta é empregada no controle de problemas menstruais. ápices acuminados. contendo glândulas e estipulas coriáceas persistentes e folíolos oblongos. como antitérmico e diurético. os frutos são vagens delgadas. dispostas em cimeiras terminais. Jatobá-de-anta. purgativo e contra enfermidades renais (Guerrero. Também é chamada de Jatobá-mirim. fruto doce. A infusão de folhas é empregada externamente para problemas de pele. Jutaí-peba. folhas compostas. 1994). farinhento e comestível. Jatai. folhas compostas contendo dois folíolos brilhantes. enquanto a infusão da planta toda é usada internamente no alívio de sintomas após picada de cobra. alternas e pilosas. com casca dura. tronco ereto e ramos glabros. Jutaí. base assimétrica. com 6 a 15 cm de comprimento. a espécie é conhecida como Jatobá. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 20 m de altura. A espécie também é comumente usada como ornamental e habita sobretudo nas margens dos rios. Algarobo. Jutaí-café. flores brancas vistosas. Olhode-boi. marrom. com até . Jatobazeiro. Jutaí-açu. Jutaí-do-campo. Jatobá-roxo. Abati-tambaí. negras. flores amarelas reunidas em racemos longos e repletos de flores. Hymenaea courbaryl L. lisos. nome dado à planta em quase todo o Brasil. brilhante. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. glabros na porção superior e pilosos na porção inferior.

além de cultivada em pomares para consumo de seus frutos. Yadava & Tripathi. O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende dezesseis espécies tropicais de ocorrência nas Américas e na África. 2000). enquanto a madeira é usada na construção civil.. sedativo e peitoral. É uma espécie semidecídua. a infusão das folhas é usada internamente contra bronquites. 2000) e os flavonóides kaempferol. em alusão aos dois folíolos. microstachya (Meyre-Silva et al. sendo usada na arborização de parques e jardins. Caesalpinia O extrato benzênico de C. especialmente em crianças. O nome do gênero deriva do grego hymen.forticata (da Silva et al. 2001. ferrea forneceu sitosterol. Corrêa (1984) refere que a casca serve como adstringente. ácidos palmítico e octacosanóico. o deus da união. vermífugo. e o fruto ainda é comestível e amplamente consumido na região do Vale do Ribeira. purpurea possuem flavonas glicosiladas (Yadava & Reddy. é eficaz contra tosses. A infusão da casca é usada como tônico para crianças. A casca serve para curtume e fornece fibras para cordoaria. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.15 cm de comprimento. A espécie não foi referida nem encontrada na região amazônica. 2001) e betasistosterol e kaempferotrina foram isolados de B. O macerado das folhas em aguardente é usado contra bronquites e asma e como estimulante do apetite. e a seiva é excelente tônico para crianças. Dados químicos dos gêneros Bauhinia As espécies Bauhinia variegata e B. estimulando a digestão e fortificando o organismo. ácidos .. enquanto o extrato alcoólico forneceu gaiato de etila. quercitrina e miricitrína foram obtidos de B. com florescimento entre outubro e dezembro. além do uso contra bronquite. enquanto o xarope da casca do caule.

1997). 1973) e furanoditerpenóides (Ragasa et al.. Kim et al. alfa-amirina. bolducella foram isolados trinta diferentes ácidos graxos (Shameel et al.... sapanol. Da madeira de C.. 1997b).. 1977). 1987) e pulcherriminas A. ácido 3. 1986. De Caesalpinia pulcherrima foram isolados: homoisoflavanona. acetato de lup-20 (29)en-3beta-il.4benzoquinona (McPherson et al. 1978). pulcheralpina e 5-vouacapenol (Che et al. B. 1997). lupeol. quercimeritrina (Awasthi & Misra. bondenolídeo. 8metoxibonducelina. beta-sitosterol. sapanona B. pulcherrima foram isolados os terpenóides caesalina.. quercetina (Rao et al.. pulcherrima foram também isolados produtos naturais alifáticos (ácido decanedióico) (Awasthi & Misra. Das sementes de Caesalpinia ferrea foram isolados os aminoácidos: ácido 2-amino-3-(3-carboxifenil) propanóico. De Caesalpinia bolducella foram isolados os furanoditerpenos caesalpina A e F (Pascoe et al.. 1983).. 3-deoxisapanona B e 3'-deoxisapanona B (Namikoshi et al. 3'-deoxisapanoI. 1996).. C e D (Peter et al. bonducelpina A. 1978).5-trihidroxibenzóico (Rao et al.. ramnetina e ombuína (Namikoshi et al. episapanol.. pulcherimina.gálico e elágico (Santos & Sant'Ana. Peter et al. 8metoxibonducelina. Das cascas e raízes de C. quercetina. bonducelina. 8. lup-20(29)-en-3beta-ol. taraxerol (Yadava & Nigam. 4. Das sementes de C. 1987c). 1986) além do esteróide P-sitosterol (Varshney & Pal. neocaesalpinas A e B (Kinoshita et al. 1987e). miricetina... 3'-0-metilepisappanol. 1978) e 2.14-didehidro-5a-vouacapenol.ll.6-dimetoxi-l.4.. Foram isolados os flavonóides: rutina. protosapina (Namikoshi et al. 1985). cianidina e miricitrina (Forsyth & Simmonds. sappan foram isolados octacosanol. leucodelfinidina. 1954). C e D (Patil et al. 1987b. 4-O-metilsapanol. a 8metoxibonducelina (Parmar et al.. 3'-0-metilsappanol.9.4'-dihidroxi-2'-metoxichalcona. De diferentes partes de C. cianina. 1997). 4-O-metilepisapanol. 1983).. 1973). 3'-0-metilbrazilin. 1997). 6-metoxipulcherrimina (McPherson et al. ácido 2-amino-4-etilidenepentanedióico. B.. 1987a). brazilina (Namikoshi et al. 7p-vouacapenediol. os esteróis beta-sitosterol e beta-sitosteril galactosídeo (Ahmad et al. ácido 2-amino-4-metilidenepentanedióico e ácido 2-amino-4-metilpentanedióico (Watson & Fowden. 1997a). 6p-cinamoiloxi5a. e dos ácidos 2-amino-4-metilenepentanedióico e 2-amino-4metilpentanodióico (Watson & Fowden. 1977). 2002). 1987). . beta-amirina.

sendo predominantemente de ácido linoléico e oléico (OrtegaNieblas et al... Namikoshi et al. taninos.. estudos fitoquímícos demonstram a presença de alcalóides. 3-deoxisapanchalcona. Foram isolados alcalóides de C. 1987d). glicosídeos cardiotônicos.. . isoliquiritigenina. sappan (Nigan et al. 4-O-metilsapanol. ácido esteárico e pinitol (Fernandes et al. buteína. C. 1977). 1996). 1994). sappan (Saitoh et al... Foi realizado um estudo comparativo da composição de flavonóides e ácidos graxos das sementes de Caesalpinia velutina. 1987f). 1982). triterpenos e sesquiterpenolactonas (Guerrero. sapachalcona. 1977. Fuke et al. crista foi isolado (+)-ononitol (Shi et al. M. S. 1995). vários compostos aromáticos de C. brasilina e protosapaninas A.. occidentalis. sappan (Namikoshi & Tamotsu. C. 1988). Dos frutos de C. 4-O-metilepisapanol. Na espécie C. japonica (Namikoshi et al.... sitosterona. 1986.. A composição de ácidos graxos das sementes de C. glicosídeos (Singh. sapanonas a e b. et al. 1986). (Kitagawa et al. 1987. ácidos linoléico e palmítico de C. 1983). Kitanaka et al. japonica foram isolados 3'-deoxi-4-0-metilsapanol. M. hintoni (Contreras et al.. sapanol. dicopetala (Chowdhury et al. caladenia e C. isoflavanóides de C.. 1987a). reticulata. sitosterol. C. 1977). Da madeira de C. platyloba. Das sementes de C. a espécie C. 1981).Das raízes de C. multijuga foram isolados derivados antraquinônicos (Singh. isolaram-se 1. digyna (Mahato et al. Cassia Da espécie C. spinosa foram extraídos ácido gálico (Reategui Gonzalez & Nakasone Rivadeneyra. glicosídeos de C.. 1996). 1985). saponinas. além de xantonas (Wader & Kudav.. episapanol. leiostachya foram isolados polissacarídeos como galactomanana e xilogucana (Lima. major foram isoladas caesaldekarinas A-E. 1986) e outros derivados antraquinônicos (Tiwardi & Singh. Do Fedegoso.8-di-hidroxiantraquinona (Costa. 1988) e altas concentrações de taninos (Garro Galvesetal. 1985). 1997). 1996) e de C. B e C (Namikoshi et al.. pumila foi analisada. cacalaco e C.

roxburguina (Ashok & Sarma. 1990). 1996)...1987. 1985). 1988b). senna foram isolados derivados antraquinônicos (Lemli & Curvele. 1989a). 1977) e os ácidos cáprico.. germicrisona. 1988a). occidentalis de diferentes estágios de desenvolvimento (Ambasta et al. . e sua descrição fitoquímica permite verificar as potencialidades de estudo de outras de suas espécies como fontes de novas substâncias químicas. 1986). renigera foram isolados derivados antraquinônicos (Tiwardi & Richards. crisofanol. 1986). emodina. 1979). occidentalis também foram avaliados conteúdo de óleo. roxburguina. beta-sitosterol e betulina (Zafar et al. bis (tetrahidro) antraceno. roxburguinol e um novo estilbeno. mirístico. 1. De C. 1989). Das folhas de C.. ácido tereftálico e (-)-epiafzelequina (Reddy et al. Telange et al. crisofanol. além do ácido graxo ceto(Z)-7-oxo-ll-octadecenóico (Daulatabad et al.. J. 1987). occidentalis foram isolados pinselina. enquanto das vagens foram isolados crisofanol. triglicerídeos (Zaka et al. 1982) e das raízes (Singh & Singh. pinselina.. hirsuta foram isolados triterpenóides e biantraquinona (Singh & Singh. Das sementes de C. 1986. metilgermitorosona e singueanol-I (Kitanaka & Takido. & Singh. 1987). Das superfícies das folhas de C.. Singh. J.. 1989)..8-dihidroxiantraquinona (Wader & Kudav. marginata foram isolados derivados antraquinônicos das folhas (Duggal & Misra. De C. carotenóides e tocoferóis durante o desenvolvimento das sementes (Zaka et al. occidentalis ácidos graxos e esteróis (Miralles & Gaydou. dienóico e trienóico (Zaka et al. Da madeira foram isolados beta-sitosterol. 1987).. l. O gênero Cassia tem sido amplamente estudado do ponto de vista químico. Foram isolados das sementes de C. occidentalis foram isolados hidrocarbonetos (Majumdar et al. 1987. occidentalol-1. De C. occidentalol-2. alfa. Das sementes de C.7-dihidroxi-3metilxantona. 1990). 1978). roxburghii foram isolados derivados antraquinônicos (Ashok & Sarma. 1987). além de flavonas (Guptaetal. palmítico.e beta-amirina. esteárico e oléico (Alencar et al. 1985). ácidos monoenóico. Da raiz de C.. A concentração de compostos fenólicos totais foi estimada em folhas e caules de C. questina.. 1987).

oléico e linoléico. questina. tora foram isolados crisoobtusina e os aminoácidos cistina. fisciona. De C.. 1990). estigmasterol. 1988). 2-hidroxi-4-metoxiacetofenona. 1989). obtusifolia foi detectada a presença de antraquinonas (Yasuda et al. 1987) e emodina (Yang & Wang. 1990). obtusofolina. 1977). flavonas. oléico. 1986). gamahidroxiarginina e ácido aspártico (Upadhyaya & Singh. siamea foram isolados alcalóides e triterpenóides (Biswas & Mallik. obtusifolina e estigmasterol. colesterol.estercúlico e vernólico (Daulatabad et al. 1988). obtusina. 1989). flavonóides (Crawford et al. obtusifolia foram também isolados obtusina. o senosídeo é o principal desses derivados. succínico e tartárico (Matsuura et al. Dessa espécie também foram isolados os ácidos esteárico. acutifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kalashnikova et al. agliconas de antraquinonas e flavonóides (Upadhyaya & Singh.. crisoobtusina. 1979) e sennosídeos A e B em diferentes partes da planta (Yasmin et al. 1986.. O perfil fitoquímico de C. esteárico. o aminoácido histidina (Zhang et al. De C. . 1979). uma Cglicosilflavona (Kitanaka et al.. De C.Das raízes de C. glicosídeos. obtusifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kitanaka & Takido. 1978). que apresentaram atividade inibitória do crescimento de células KB (Kitanaka & Takido. e das folhas. polissacarídeos solúveis em água (Alam & Gupta. 1984).. Do óleo essencial foram isolados dihidroactinidiolídeo. Ishidaet al.. aurantioobtusina.. De C.. beta-sitosterol e l. antraquinonas (Zhang et al. 1989). Também foram isolados vários outros derivados antraquinônicos (Pal et al. m-cresol. emodina.. . De C.. polissacarídeos (Khare et al. ácido crisofânico. Das sementes foi isolado o dihidroeleuterinol (Kitanaka et al. 1987. 1980) e os ácidos palmítico. 1986). malválico. Asamizu et al. torosa foram isoladas as estruturas de tetraidroantracenos diméricos torosa I e II. flavonóides (Wassel & Baghdadi. angustifolia foram isolados polissacarídeos (Alam & Gupta.. angustifolia não difere muito do de C.. Metil palmitato e metil oleato. flavonóides (Wassel & Baghdadi. 1988). além da presença de beta-sitosterol. 1997). 1986). Nas sementes de C. De C. 1985). 1988). acutifolia quanto à presença de aminoácidos. além de ácido palmítico... linoléico. 1990) e das naftopironas cassiasídeos B e C (Kitanaka & Takido. 1986).3-dihidroxi-8metilantraquinona (Kameoka et al. 1987)..

sericea foram caracterizadas as presenças de fibras. auriculata foram isolados flavanóides glicosilados (Rai & Dasaundhi. triptofano. emodina. e do caule foram isolados procianidinas (NopitschMaietal. estercúlico e ácidos graxos ciclopropenóides (Daulatabad et al. fistula também foram isolados flavonóis e glicosídeos (Gupta et al. De Cassia pudibunda foram isolados derivados naftopironas (Messana et al. 1990). linoléico.. malválico. ácido crisofânico e kaempferol (Chaudhuri & Chawla. Das cascas do caule de C. reina. 1991). De C.. compostos fenólicos e taninos (Ramachandra et al. javanica apresenta nonacosano. oléico. arginina. proteínas brutas. fistula e C. glauca foram isolados os ácidos palmítico... triacontano. de carboidratos e ácidos graxos totais (Ukhun & Ifebigh. singueana possuem 7-metilfisciona e cassiamina A (Mutasa et al.Ahuja et al. granais foram isolados polissacarídeos (Bose & Srivastava. 1988).javanica foram isoladas proantocianidinas (Kashiwada et al. 1988).. fistula foram isolados flavonóides (Morita et al. linolênico e araquídico (Dixit & Tiwari. Das raízes de C. 1981). ácido glutâmico e aspártico. De C.. 1988). 1990). laevigata foram isolados flavonóides (Tiwardi & Singh. Das vagens de C. 1987b.. 1987). 1987b).. O óleo da semente de C. 1990a) e antraquinonas (Messana et al. 1988). beta-amirina. . 1977). 1990a). ácidos estercúlico e malválico (Daulatabad et al.senosídeos das folhas de vagens de C.. De C. De C. ácido behênico.. 1988) e antraquinonas (. esteárico.De C.javanica foram isoladas antraquinonas (Singh & Singh.. 1978). treonina e leucina). renigera possui ácidos vernólico.. Das folhas de C. Das sementes de C. fistula e das cascas de C. aminoácidos (lisina. As cascas do caule de C. butirospermona. 1990). 1990). flavonóides (Srivastava & Gupta.. 1978). O extrato das folhas de C. 1987). araquidato de beta-sitosterol. biantraquinonas e o alcalóide espermidina (Alemayehu et al. Chowdhury et al. 1990) e foi determinada a variação sazonal do conteúdo de . Do óleo das sementes de C. behenato de beta-sitosterol. allata foram caracterizados os conteúdos de proteínas. carboidratos. fistula (Cano Asseleih et al.. palmitato de beta-sitosterol. fistula foram isolados biflavanóides e triflavanóides (Morimoto et al. palmitato. 1990). 1989a)..

1990).Das partes aéreas de C.. Das raízes de C.. . fastuosa foram isolados os glicosídeos. Das sementes de C. siamea (Khan et al. mimosoides foram isolados n-hentriacontanol. 1989a) e derivados antraquinônicos (Jain & Purohít. didymobotrya foram isolados e caracterizados crisofanol. 1987). 1987). Cassia laevigata (Singh. nodosa foram isolados glicosídeos antraquinônicos (Sinha et al. estérico. 1987). dihidroxantiletina e fisciona (Mukherjee et al. De C. 1978). podocarpa foram isoladas antraquinonas (Rai.. linoléico.. spectabilis foram isolados antraquinonas. linolênico. Das folhas de C. 2-methoxistipandrona.. mirístico. beta-sitosterol e estigmasterol (Mulchandani & Hassarajani.. sericea (Muralikrishna et al. 1988). palmitoléico. 1988). oléico. semicordata foram isolados compostos do tipo 1. Das flores de C. C. palmítico. 1988). 1989). emodina e rheina) (Krambeck et al. emodina. De C. (Baba et al. 1977). B.. C. garrettiana foram isolados um polifenol denominado cassigarol A.. ovata foram isolados polissacarídeos solúveis em água (Kumar et al. ácido quelidônico.. fisciona.. R. 1986.4-dihidronaftaleno (Delle Monache et al. holosericea é predominantemente de ácido láurico. falacinol e uracila (El-Sayyad et al. 1977). marginata (Kumar et al. C. pumila foram isolados tetratriacontanol. De C. Galactomanana foi encontrada nas sementes de Cassia alata (Gupta et al. 1986). De C.. Cassia javanica (Azero et al... 1987. 1989). Sen et al.. crisofanol e antraquinonas (Mukherjee et al.. 1988). A composição dos ácidos graxos de C. 1997).. senosídeos A e B e 3 agliconas (aloé emodina. 1986 e 1988b) e derivados antraquinônicos (Hata et al. 1985). 1988). 1989) e nas sementes de C. De C. além de alcalóides (Christofidis et al. 1986 e 1987).. 1985).. dimetil quelidonato e monometil quelidonato (Ashok & Sarma. javanica (Singh & Jindal. araquídico e behênico (Khalid et al.

. Rossi-Ferreira et al. O uso crônico de B. 1994) e de restrição ao fluxo coronariano por possível ação sobre a musculatura lisa dos vasos. et al. antiedematogênica.. J.. et al.. guianensis (Kittakoop et al. Caesalpinia Estudos com extratos brutos de C. contêm caesalpina P. 2000.. 2002a e 2002b). Nakamura et al... ferrea como antitumoral (Queiroz et al. antiinflamatória (Carvalho. candicans (Pepato et al.. 1986).. 1986). O. 1987)... anticoagulante (Milagres et al. 1998). 2002. 3- . et al.. O. antihistamínica e antialérgica (Rossi-Ferreira. et al. purpurea deve ser evitado por causar disfunções tireoidianas (Panda & Kar. 1985).. E. gilliesii produziram 70% a 80% de inibição do tumor de Walker em ratos (Montgomery et al. 1997) e hepatotóxica (Queiroz Neto et al.. ferrea foram ainda caracterizadas as atividades cardiotônica (Santos W. com alterações eletrocardiográficas secundárias (Santos et al. C. 1991). comumente utilizados no tratamento de complicações da diabetes. Lopes et al. A espécie C. 1977). Bacchi & Sertié. 1991)... sapanchalcona. Amaral et al. 1988). Os inibidores da aldose reductase. Existem relatos ainda da propriedade antioxidante de B.Dados farmacológicos dos gêneros Bauhinia A propalada atividade hipoglicemiante foi observada nas espécies B. leiostachya (Moura et al. 1999). 1998). Estudos mais recentes têm apontado C. tarapotensis (Braca et al... Atividade hipoglicemiante foi verificada com extratos de C. 2000). 1995. De C. C. antimicrobiana (Cebalhos et al.. Lemus et al. e os dibenzoatos diterpenos pulcherriminas A e B foram ativos na reparação de DNA de leveduras (Patil et al. 1976) e proteínas de C. 1996. crista apresentaram atividade antimicrobiana (Beloy et al. 1990) Lima. analgésica (Carvalho. Extratos de C. 2001) e antimolarial de B. pulcherrima atua sobre as interações DNA-ligante (McPherson. 1996)..forficata e B. J. 1997).. T. ferrea revelaram a presença de atividades atóxica e antiúlcera (Bacchi et al.. Munoz et al. malabarica e B.. 1995. 1994. 2001.

in vitro. Sadique et al. 1996). antibacteriana.deoxisapanona.. spinza foi obtido um inibidor da formação de melanina utilizado em cosméticos (Shibata et al. Cassia Nas folhas de C. 2001). De C. 1991. 1997). occidentalis verificaram-se atividades antiinflamatóría (Sadique et al... Schmeda-Hirschmann et al.. 1985).. 1962). sappan apresentou mais de 50% de inibição sobre a atividade da hialuronidase (Kim et al. Do extrato de Caesalpinia foram isolados derivados benzindenopiranos. 1976) e. principalmente pelo aumento da atividade das células T em camundongos com halotano (Choi et al. O extrato metanólico de C. 1993. hipotensiva.. brasilina e derivados fenólicos extraídos de C. protosapanina A. inibitória da hemólise.. 1997).. 1991b) antimutagênico (Bin-Hafeez et al. sappan foi capaz de aumentar a atividade tirosinase e o conteúdo de melanina nas células B-16 (Lee & Kim. 1995a). 1989). hepatoprotetor (Jafri et al. antimalária (Gasquet et al. Hussain et al. vasoconstritora.. que foram utilizados no tratamento de microanginopatias e nas desordens da microcirculação (Moon. de estimulante uterino (Saraf et al. 1996). 1987.. sappan como ingredientes ativos (Morota et al. antiviral contra hepatite B (Patney et al. A brasilina isolada de C.. Sama et al.. . antiparasitária.. 1992.. 1978. antifúngica. Caceres et al. 1994. 1999). porém o tratamento em búfalos não apresentou eficácia (Sindhu et al. de relaxamento do músculo liso.. 1987). A brasilina (isolada de várias espécies de Caesalpinia) também foi capaz de modular a função imunológica. Feng et al. O extrato de Caesalpinia crista foi testado quanto à sua atividade anti-helmíntica contra Toxocara vitulorum...

1988 e 1989). garrettiana foi isolada a 3. fastuosa também apresentou atividade laxante (Krambeck et al. O extrato a 10% das folhas de C..5'-tetrahidroxistilbene. angustifolia foi testada quanto à sua atividade antitumoral contra Sarcoma-180 de camundongos. 1979) e C. citotóxica com extratos de C. As sementes de C.4. As folhas de dez espécies de Cassia da Nigéria foram estudadas quanto à sua propriedade laxante em ratos albinos machos.. acutifolia. 1988). 1991). utilizando as folhas de C. As folhas de C. De C.. Os resultados finais indicaram que tanto C. lugustrina (Abhaham et al. 1984). 1989). espasmolítica com subs- .. garrettiana (Inamori et al. Ao final dos testes foi determinado que ambos apresentaram significativa atividade antiinflamatória (Palanichamy & Nagarajan. que apresentou intenso efeito inibitório sobre a liberação de histamina induzida por antiIgE de basófilos humanos in vitro (Inamori et al. obtusifolia foram obtidas antraquinonas (glucocrisoobtusina. obtusifolia também apresentaram atividade tóxica sobre as funções mitocondriais do músculo (Lewis & Shibamoto. obtusifolia também foram detectados altos níveis de mutagenicidade em testes com linhagens de bactérias (Friedman & Henika. exibindo uma taxa de 51% de inibição (Mueller et al. O extrato das folhas de C. A fração polissacarídica de C. 1990. Estudos com as sementes de C. 1989). 1991). que apresentaram efeito antiagregador plaquetário quando estudadas com células de ratos estimuladas por ácido araquidônico. 1989). As antraquinonas de C. e C. podocarpa apresentaram atividade laxante tão potente como a C. ADP e colágeno (Yun-Choi et al.pudibunda (Cavalcanti et al. Atividade antimicrobiana foi verificada com a utilização de C. pudibunda (Cavalcanti et al. 1990)... 1985).. acutifolia como controle positivo.. pumila possui antraquinonas que apresentaram atividade espasmolítica (Fatawi et al.. alata quanto C.. Nas sementes de C. podocarpa apresentaram resultados significativos quanto à atividade laxante (Elujoba et al.Das sementes de C. C. 1986a).3'. obtusifolia indicam alto grau de toxicidade quando comparados com parâmetros como tamanho do fígado e níveis de citocromo P-450 funcional (Crawford & Friedman. 1990). 1988) e C. 1986). tora possuem glicosídeos de naftopirona que apresentaram atividade antihepatotóxica (Wong et al. Crawford et al.. glucoobtusifolina e glucoaurantioobtusina). obtusifolia (Kitanaka & Takido. alata e o kaempferol 3-O-soforosídeo foram avaliados quanto à sua atividade antiinflamatória comparada com a fenilbutazona. 1990)..

Salienta-se que as espécies desse gênero são amplamente usadas e comercializadas como laxativos. como substituta do café. e as espécies usadas para essa finalidade devem ser consumidas com cuidado. 1979). Seu consumo indiscriminado é perigoso. A ingestão de grandes quantidades dessa semente tem causado problemas de toxicidade e até mesmo de morte em vacas. cólicas abdominais e diarréia. purgativa dos glicosídeos de C. 1986b). fistula (Bhardwaj & Mathur.. 1985). anorexia e morte após oito a doze dias da ingestão. 1984). 1985). Estudos realizados com Caesalpinia ferrea determinaram seu efeito hepatotóxico (Queiroz Neto et al. Isso pôde ser verificado em intoxicação de suínos. O gênero Cassia produz. 1986). roenwilana (Rowe et al.. diarréia... . Colvin et al. em razão dos efeitos tóxicos e abortivos de sua casca (Corrêa. deve ter seu uso controlado e realizado com cuidado. que apresentaram um quadro de ataxia. 1998).. seca e/ou torrada. 1979). enquanto um quadro de envenenamento foi verificado com C. caracterizado por náuseas. vômitos. A administração de folhas de C. dispnéia.tâncias isoladas de C. estudos clínicos têm demonstrado sua toxicidade. 1986.. em razão de seus efeitos hepatotóxicos. cansaço e dores. com degeneração de músculos esquelético e cardíaco (Martins et al. C. Salienta-se que a espécie C.. talica em cabras e carneiros revelou quadros de ataxia. além de lesões renais e disfunção hepática (Galai et al. especialmente por crianças. anemia. 1979) e C. Dados toxicológicos dos gêneros Embora a semente de C. fistula (Babbar et al.. acompanhado de distúrbios hidreletrolíticos em casos graves (Schvartsman.. 1991). pumila (Fatawi et al. amplamente utilizada pela população. antitumoral com extratos de C. fazendo parte de uma grande série de fitoterápicos disponíveis no mercado. em muitos países. ferrea. angustifolia (Nakajima et al. um quadro de sintomas de tóxicos por causa da presença de glicosídeos antraquinônicos. 1977) e antivirótica com extratos de C. cavalos e cabras. 1987). na forma fresca. A espécie C. em geral. pulcherrima é considerada planta de uso perigoso. apatia.. quinquangulata (Ogura et al. echinata também apresentou toxicidade (Oliveira et al. ocrídentalis seja utilizada na medicina tradicional.

Myrocarpus e Ormosia. Dalbergieae: Dalbergia e Andira. Os principais gêneros estão distribuídos em 31 subfamílias. Cymbosena. Desmodieae: Desmodium. Abreae: Abrus. • • • • • • • • • • Os dados aqui referidos demonstram a imensa importância dessa subfamília de espécies vegetais. onde se encontram plantas (Barrozo.Espécies medicinais da família Fabaceae Introdução A família Fabaceae também é classificada como subfamília Papilionoideae (Faboideae) da família Leguminosae. Millettieae: Tephrosia. Nos estudos realizados na região amazônica e . das quais destacamos aqui apenas as de importância medicinal: • • • • • • Swartziae: Swartzia e Zollernia. Para a família Fabaceae estão descritos aproximadamente 482 gêneros e cerca de doze mil espécies de ampla distribuição nas regiões temperadas e tropicais. Indigofereae: Indigofera. Derris e Lonchocarpus. Genisteae: Lupinus. Vicieae: Vicia e Pisum. Sophoreae: Sophora. Dioclea e Mucuna. um importante produto alimentar no Brasil —. Diplotropis. Crotalarieae: Crotalaria. sendo amplamente utilizadas in natura no combate a inúmeras pragas de lavouras e de ectoparasitas de animais. Robinieae: Sesbania e Robinia. Galegeae: Astragfalus e Glycyrrhiza. Canavalia. Dypteryxeae: Dypteryx. onde muitas espécies vegetais possuem importantes efeitos inseticidas. Trifolieae: Medicago. Phaseoleae: Phaseolus — do famoso Feijão. Psoraleae: Psoralea. 1978). Cajanus.

Guandu ou Feijão-guandu. Alguns autores referem que ocorrem três variedades. mas há divergências quanto a essa classificação. fruto do tipo vagem linear. as quais são descritas a seguir. No restante do Brasil é conhecida como Guando. A espécie possui um grande valor econômico. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. dispostas em pedúnculos axilares. o banho preparado com as folhas é indicado contra dores de barriga e diarréia. Espécies medicinais Cajanus cf. Inúmeras utilidades são atribuídas a essa espécie (Corrêa. oblongos. Erva-do-congo. Ervilhade-angola. de onde partem folhas pecioladas. dores de barriga e diarréia e a infusão. comprimida. pinadas. 1984). com ramos angulosos. gripes. compostas de três folíolos aveludados. podendo atingir 3 m de altura. O gênero Cajanus foi descrito por Augustin Pyramus de Candole e inclui 37 espécies tropicais. na Mata Atlântica. Feijão-de-árvore. . Dados botânicos A planta é um subarbusto de caule ereto e lenhoso. flores vistosas. sendo ainda forrageira. Cuandu. indicus Spreng Nomes populares A espécie é chamada. com ampla utilização em diversos países. enquanto a decocção é usada internamente contra tosses.na Mata Atlântica foram referidas dez espécies medicinais. sendo um nome popular da planta usado em Malabar. Feijão-de-cuandu e Erva-desete-anos. contra constipação nasal. Andu. visto que seus frutos são comestíveis e usados em substituição ao feijão verdadeiro.

O nome do gênero Derris. a infusão das folhas é usada contra desordens do fígado e do estômago. na Mata Atlântica. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. flores rosas. e foi descrito por George Benthan. de onde partem folhas compostas com sete a nove folíolos. pediceladas. por arbustos ou árvores.Cymbosema roseana Bent. em forma de bote. Dados botânicos A planta é um arbusto com folhas trifoliadas. significa "pele dura". acuminados e glabros. Dados botânicos A planta é uma enorme liana. mais freqüentemente do sudeste da Ásia até a Austrália. O gênero Derris é composto basicamente por lianas e. Aproximadamente quarenta espécies desse gênero estão distribuídas nas florestas tropicais e subtropicais do Velho Mundo. reunidas em inflorescências com ráquis nodosa. menos freqüentemente. reunidas em fascículos. flores rosas. Derris amazonica Killip Nomes populares A espécie é chamada de Timborana na região amazônica. Nomes populares A espécie é chamada. O gênero Cymbosema inclui uma única espécie. 1997). referindo-se ao legume. com ramos tomentosos. fruto do tipo legume falcado. oblongos. . descrito por João de Loureiro. de Flor-da-terra. O chá das folhas é usado na Amazônia contra desordens menstruais (Mabberley. O nome do gênero significa "estandarte cimbiforme".

enquanto a raspa da raiz é empregada contra envenenamento por cobras. trifoliadas e . hermafrodita. a prefloração da corola é imbricada descendente. com folíolos articulados na base. coriáceo. Outros nomes populares são Amores-do-campo. Não foram encontrados sinônimos populares para ela. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura. com cálice gamossépalo. compostas.5). pentâmera. com uma grande pétala superior.Dados da medicina tradicional A infusão das raízes é usada pelos índios tenharins no alívio dos sintomas de picada de cobra. fruto do tipo legume linear. Nomes populares A espécie é chamada de Carrapicho na região amazônica. Desmodium tortuossum (Sw. didamídea. Nomes populares A espécie é denominada pelos índios tenharins Timuatã. Dados da medicina tradicional O talo da planta amassado é útil contra dores no peito e garganta e na cura de resfriados. revestida de pêlos curtos. flores fortemente zigomorfas. corola dialipétala. externa. ereto e com raiz bastante lenhosa. Dados botânicos Erva de pequeno porte. sementes sem endosperma (Figura 18. Derris floribunda Bth. folhas alternas. Erva-dos-mendigos e Jiquerana.) DC. cilíndrica. folhas pecioladas. Trevo-da-flórida.

é aplicada topicamente para tratamento de impingem. Sicupira. indeiscente. tendo um apêndice na base. vexilo oblongo provido de apêndices na base. Outros nomes comuns são Favinha. flor com estandarte longo. coriáceos. inflorescência revestida por pêlos cinzentos. Paricarana. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. A espécie é excelente fornecedora de forragens e adubo verde. Cutiúba. botão floral com pétalas de carenas desenvolvidas. O nome do gênero significa "feixe". ovário piloso com pêlos cinzentos ou quase sésseis. fruto do tipo legume. Cutiubeira. referindo-se à disposição das flores. Sapupira-preta. com folhas compostas. pequenas. Sapupira. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. com ampla distribuição no Brasil e no México.com folíolo terminal ovado maior que os laterais. O gênero Desmodium descrito por Auguste Desvaux inclui aproximadamente 450 espécies vegetais. pinadas e folíolos glabros. Sapupira-da-mata. .6). misturada com enxofre. Sapupira-da-várzea. Diplotropis purpurea (Rich. reunidas em racemos. Sebipira. O gênero descrito por George Benthan inclui sete espécies da região amazônica. fruto do tipo vagem. Dados da medicina tradicional A semente ralada.) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica principalmente de Fava. e a infusão é usada internamente como antigonorréico. com sementes pretas e duras (Figura 18. flores rosas ou roxo-pálidas e raramente brancas. O nome Diplotropis significa "duas carenas". um banho preparado com toda planta é indicado para combater a caspa. Sucupira-da-terra-firme. todas conhecidas como Sucupira. plano.

1991). diaforético e contra problemas cardíacos e menstruais. doces. A planta é de grande ocorrência na Amazônia e fornece excelente madeira de lei. Cumaruzeiro. de Cumaru. oleosa e aromática coberta por um pecíolo (Vieira.) Willd. compostas. as sementes maceradas em água são utilizadas como antiespasmódico.Dipteryx odorata (Aubl. Umburana e Kumbaru. Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte. sendo indicado "cheirar quando se está com dor". que. sabonetes e outros produtos da indústria de cosméticos. se fendem liberando a semente roxo-escura. charutos. na região amazônica. servem para tratar a pneumonia. O macerado dos frutos em álcool é usado contra dores de cabeça. pecioladas. cigarros. frutos em forma de vagem drupácea. Das sementes se preparavam antigamente excelentes colares e braceletes. referindo-se ao cálice. alternas. que permitiu seu uso na aromatização de chocolates. imparipinadas. flores vermelhas. quando maduros e secos. folhas grandes. de pequena espessura. Nomes populares A espécie é chamada. O nome do gênero significa "duas asas". alimentos e uísque. caule reto. além da famosa fava de cumaru. muito explorada comercialmente pela qualidade na produção de móveis de luxo. e na produção de perfumes. aromáticas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Os frutos usados topicamente são eficazes no alívio da dor de ouvido e. dispostas em panículas pubescentes. Em outras regiões do Brasil é conhecida como Cumaru-verdadeiro. Cumaru-amarelo. de cor verde-amarelada. O gênero Dipteryx descrito por Johann Cristian Daniel von Schreber inclui apenas dez espécies tropicais de grande ocorrência na Amazônia. . Cumar-do-amazonas. podendo atingir até 35 m de altura. Imburana-de-cheiro. grosso. quando passados sobre as costelas. produto de enorme comércio no século passado por causa de seu excelente aroma. Imburana. com cascas avermelhadas ou amarelo-acinzentadas.

podendo atingir até 3 m de altura. com semente oleosa e aromática. diaforéticas. emenagogo. grosso. Corrêa (1984) refere que as sementes são antiespasmódicas. internamente. Já os índios wayãpi usam a decocção da casca para banhos antipiréticos. aromáticas. para aliviar dores de garganta e. compostas de sete a nove folíolos. caule ereto. antiespasmódico. contra qualquer inflamação. e os palikur. alternas. diaforético. flores vermelhas. .As sementes embebidas no rum são usadas pelos "Créoles" para mordida de cobra como xampu. contendo casca de pequena espessura. antitussígeno. contra contusão e reumatismo. narcótico e estimulante. dispostas em panículas pubescentes. A planta é de grande ocorrência na Amazônia. dores de ouvido e serve como tônico capilar (Vieira. Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte. imparipinadas. essa espécie é utilizada como anticoagulante. Dipteryx punciata (Blake) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada de Dióuvi pelos índios tenharins. folhas grandes. cardiotônico. como reconstituinte das forças orgânicas. para banhos fortificantes de crianças. frutos em forma de vagem verde. Em outros lugares. antidispéptico. emenagogas e cardíacas. Na Amazônia o uso dessa planta é aconselhado nas convalescências. pecioladas. febrífugo. tônico cardíaco e anestésico sobre o sistema nervoso. 1991). O óleo das sementes auxilia nas úlceras bucais. pela presença de Cumarina. Dados da medicina tradicional A decocção das sementes é usada pelos índios tenharins em gargarejos. diaforético.

Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. os mesmos efeitos são atribuídos às raízes. Bálsamo e Pau-de-óleo. 1974). A espécie tem grande ocorrência e distribuição na Mata Atlântica do Estado de São Paulo. assim como a casca. sendo ainda expectorante peitoral. sendo muito usada na indústria de cosméticos.Myrocarpus frondosus Aliem. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 15 m de altura. outros compostos . Pau-bálsamo. flores brancas dispostas em racemos e fruto do tipo vagem oblonga. O gênero descrito por Francisco Friera Allemão e Cysneiro inclui apenas quatro espécies. tinturas e perfumaria. de Cabreúva.. com casca rugosa no caule. o macerado da casca da planta em aguardente é usado externamente como cicatrizante e antiinflamatório. O nome do gênero significa "fruto de bálsamo". Óleo-pardo. possui aroma balsâmico. Dados químicos dos gêneros Derris Das espécies do gênero Derris. indicadas nas lesões do sistema respiratório. Corrêa (1984) refere que a casca e a resina são excelentes para tratar feridas e contusões. enquanto os frutos passam por excitantes e antidispépticos. A madeira. portas e janelas de luxo. a mais estudada é a D. de onde foram isolados flavonóides (Braz Filho et al. de ocorrência na América do Sul. urucu. compostos 5-9 folioladas. para fabricação de carroças. A planta fornece uma madeira avermelhada muito usada na construção civil. Outros nomes são Cabruê. na região da Mata Atlântica e em quase todo o Brasil. ramos glabros de onde partem folhas imparipinadas. Nomes populares A espécie é chamada.

oblonga e D. do seu caule e de suas folhas. conhecidas popularmente como Pega-pega ou Beiço-de-boi. canarensis (Evans et al. Em diferentes espécies de Derris caracterizou-se a presença de rotenonas. 1989). senegalenseína. Lin & Kuo. glutinosum. benthmii (Fellows et al. . D.. 1961. scandens foram isolados isoflavonóides (Garcia et al. incanum DC. indica caracterizou-se a presença de carboidratos. Do caule de D. laxiflora Lin et al.. Nascimento & Mors. 1988). foram isolados os flavonóides desmodina. elliptica foram isolados os rotenóides eliptinol.. Das raízes de D. homoadonivenita (Batyuk et al. hiravanona.. 1978). 1962).8-difenileriodictiol. frutescens.. B e C). os flavonóides. foram isoladas as flavanonas lupinofolina e as piranoflavanonas.. Rao M. canum detectou-se a presença de isoflavanonas (desmodianonas A. com significativa atividade inibitória contra a proteína tirosina quinase (Kim et al. 1986. lupinifolina e laxiflorina. heterocarpon e D. 1993. 1977). adhaesivum Schldl... 1976.. E em D.. D. deguelina e tefrosina (Ahmed et al.. Todos os compostos apresentaram atividade citotóxica contra linhagem de células P-388 (Mahidol et al. 1991.. 1985) e D. Da espécie D. D.. Em D..rotenóides (Braz Filho et al.. spruceana (Garcia et al. 1986). obtusa (Nascimento et al. 1973b) e saponina (Parente & Mors... Nakatu et al. 1978). 1997). hookerianum foi isolada canavanina (Bell et al. As espécies D. tortuosum.) DC. D. enquanto de D. Foram isolados alcalóides de D. lipídios. 1987) e também o aminoácido canavanina (Tschiersch. 1995b). et al. 1994). foram isolados. em maior quantidade nas raízes com mais de 18-24 meses de idade (Nguyen et al.. 1978.. canadense (L.. Bell et al. N. ácido ascórbico e pigmentos fenólicos (Mathur & Kamal. D. proteínas. 1989). e das raízes de D. 1997). laxiflora foram isoladas as flavanonas: 6.. possuem em suas flores o flavonóide delfinidina (Forsyth & Simmonds. crisantemina e cianina (Matinod et al. 1996). que apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al. De D. além de coumestrol e alfa-amirina (Zoghbi et al. 1995b) e D. 1976) e D. D. epoxilupinifolina e dereticulatina. 1977). também denominada D. reticulata. Desmodium De D. araripensis (Nascimento et al.. aparines (Link.) DC. reticulata cujos flavonóides apresentaram atividade citotóxica (Mahidol et al. spruceana. Flavonóides também foram isolados em D. 1954). ou D. amoena.. 1994). 1978). Kimetal.

os flavonóides hiperina. além de canavanina (Beveridge et al. gangeticum (L. 1968) e o aminoácido canavanina (Nakatu et al.. 2-feniletilamina. intortum foram caracterizados também os taninos condensados (Mwendia. 1977. 1-triacontanol e o esteróide betasitosterol (Hussain & Saifur-Rahman. Gray foram isolados o carboidrato D-pinitol (Plouvier. também denominada D. cinarascens A. O-metilbufotenina N-óxido (Gosal & Banerjee. Ghosal & Bhattacharya. Nakatu et al.N-dimetiltriptamina. O D. 1984. gangetina. os flavonóides desmodol (Ueno et al.4-dimetoxifenetilamina. 1971). e de D. difisolina. 1973). A planta conhecida popularmente como Amor-seco ou Pega-pega (D. hipoforina. De D. Em D.. 1975). hordenina. desmodina. N-N-dimetil-3. possui os flavonóides dalbergioidina. Don. Em suas raízes foram isolados abrina. salsolidina. possui em suas folhas os produtos naturais alifáticos hexacosil eicosanoato. Nmetiltiramina.Os alcalóides bufotenina. 1972). triptamina e tiramina (Ghosal & Srivastava. 1963). Bell et al. 1964) foram todos isolados de D. 1962. N.. ácido octacosanóico... betaína. desmocarpina.. 1969. hordenina. normacromerina. O-metilbufotenina. genisteína. 1978) e swertisina (Aritomi & Kawasaki.4-dimetoxifenetilamina. kaempferol e quercetina. 1-octacosanol.) DC. bufotenina N-óxido. 2-hidroxigenisteína e kievitona (Ingham & Dewick. caudatum (Thunb. intortum) possui carboidratos. ario-inositol e betapinitol.) DC. isoquercitrina. 1983). salsolina. Purushothaman et al. 3. gangetinina. A espécie D. leptocladina. galactopinitol A. cinereum (Kunth) DC. 1978). 1949) e a canavanina (Van Etten et al. hipoforina e os alcalóides.. . e o esteróide antiosídeo (Alaniya.. também muito usado medicinalmente. Purushothaman et al. elegans DC. tiliafolium G. beta-carbolina. 1972. os alcalóides candicina. foram isolados mangiferina.

De D. De D. 1984). 1995). vitexina. estigmasterol. foram isolados os flavonóides dalbergioidina. styracifolium foram isolados os flavonóides schaftosídeo e vicenina e os terpenóides soiasapogenol B e soiasaponina (Yasukawa et al. homoferreirina. foi isolado o alcalóide hordenina (Maurya et al. Adinarayana & Syamasundar. Meyer foi isolado o flavonóide malvina (Park & Rotar. podocarpum. 1989). Sreenivasan & Sankarasubramanin.1995.. racemosum. foram isolados os carboidratos galactopinitol A. Diplotropis Foram isolados do tronco da espécie os esteróides sitosterol. 1996). também denominado Amor-develha-da-folha-graúda. trigonelina e tiramina (Ghosal et al. 1965). N.. também denominado Ougeinia dalbergioides Benth. lupeol. inositol. heptacosanol. kaempferol.. betuína e lupeol (Ghosh & Dutta.) DC. De Desmodium uncinatum (Jacq. compostos estes também isolados em D. nonacosanos. pinitol e canavanina (Beveridge et al. e de D. 1997). Perez-Maldonado & Norton. também conhecido com D. styracifolium foram também isolados triterpenóides saponínicos (Ikegami et al.. triquetrum foram isolados friedelina. feniletilamina. estigmasterol. ojeinese. foram isolados os flavonóides apigenina. foi isolado o flavonóide kaempferitrina (Aritomi. 1977. ougenina e quercetina (Balakrishna et al.. vitexina e xilosilvitenina. e de D. 1971.. 1968).. Kubo et al. 1963a e 1963b. e os alcalóides colina. Mukherjee et al. ovalifolium (Giner-Chavez et al. Ahluwalia et al. o terpenóide lupeol. flavosativasídeo.. isovitexina. De D.. 1995). 1978). Anjaneyulu et al. floribundum. multiflorum.. mollicum foram isolados flavonas e flavonóides glicosilados (D'Agostino et al. ácido triacontanóico e ácido 2-triacontenóico (Saxena & Shukla. triflorum (L. Bell et al.. .) DC. 1966). 1986. De D. De D. 7-hidroxiflavona. e de D sandwicense E. formononetina. 1989. tricosanol. ácido indol-3-acético. 1985).. De D. laxiflorum foram isolados heptacosanos. b-sitosterol.. De D. 1965. Kubo et al. também denominado D. os terpenóides beta-amirina. 1982. liquiritigenina e maackiana (Braz Filho et al.. 1989). 1961 e 1962.. e os flavonóides isoliquiritigenina.N-dimetiltriptamina N-óxido. 1962). Amor-de-velho-comum. 1989).. epifriedelinol e estigmasterol (Yang et al..

. 1982). De Diplotropis martiusii foram isolados os alcalóides angustifolina. 1.1973a). . lupanina e tetrahidrorombifolina (Kinghorn et al.3epimetoxilupanina.

além dos terpenóides betulina. 1981). A espécie D. odorata apresenta um grande valor comercial. 1991). 2000. retusina). De D. além dos terpenóides betulina. De diferentes partes de D. pois suas sementes são ricas em Cumarina. lacunifera foram isolados ácidos graxos e di e sesquiterpenóides (Mendes & Silveira. utilizadas na indústria de cosméticos e perfumaria. 1993). cumarinas (Ehlers et al. Benzopiranóides também foram isolados da espécie D. 1952).Dipferyx De diferentes partes de D. odoratina. 1979) e terpenóides (19-vouacapanol. odoratina. odoratina. lupenona e lupeol (Kaplan et al. 1995) e cumarinas (Ehlers et al. isoflavonóides (Lourenço et al. De D. De Dipterix odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al. lupenona e lupeol (Kaplan et al. 1994). 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri.. 1995. Benzopiranóides também foram isolados da espécie D. odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona). 1994). 1995). 1995). alata foram determinados 40% de óleo. 1996) e constituintes voláteis (Woerner & Schreier. flavonóides (dipterixina. 1996).. odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona)... ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al. Nakano et al. 1994). odoratina. 1966) e beta-farneseno (Matos et al. ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al. 1966). Das sementes da espécie D. . punctata (Gruenwald. alata foram determinados 40% de óleo. punctata (Gruenwald. Das sementes de D.. odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al.. 1952).. flavonóides (dipterixina. Togashi.. 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri... retusina) e terpenóides (19-vouacapanol.

2001). 1972).Dados farmacológicos dos gêneros Caia nus Uma proteína isolada de C. indicus tem apresentado efeito hepatoprotetor (Datta et al. também conhecido como Timbó. Essa planta também foi responsável pela atividade leishmanicida (Iwu et al. Das raízes de D.. scandens foram isolados dois compostos warangalona e ácido robústico. nicou (Costa et al.. Aragão & Valle... De Derris sp. 1999.. sendo a rotenona o composto responsável pela atividade (Santos et al. 1996). elíptica apresentou atividade antifúngica seletiva (Mohamed et ali.. Desmodium O Desmodium sp foi utilizado para o tratamento de hepatites do tipo B em humanos. . 1979)... Datta & Bhattacharrya. 1997). urucu e D. 1992) e depressora do SNC (Jabbar et al. Derris sp e D. micou.. 1997). gangeticum a gangetina que promoveu a diminuição da fertilidade masculina em ratos (Latha et al. foi avaliada a atividade tóxica em bovinos. 2000) e inseticida (Luitgards-Moura et al. O extrato etanólico de D. 1987). Derris A espécie Derris amazonica apresentou atividade antimalárica (Munoz et al. 2001). 2002). e o princípio ativo responsável pela atividade foram os alcalóides indólicos (Tubery et al. 1998. urucum foram caracterizados os efeitos ictiotóxicos. que provavelmente estão envolvidos com o efeito biológico in vivo e por sua atividade inseticida (Wang et al.. D.. Foi isolada das raízes de D. De D.. Até a dose de 10 g/kg da planta fresca aplicada ao animal não foram observados sinais de toxicidade (Tokarnia et al. 1997).

1988). De Desmodium canum foram caracterizadas isoflavanonas desmodianonas A.. 1989).. além de apresentar atividades analgésica e antibacteriana (Vu et al. canadense foram isolados os flavonóides desmodina e homoadonivernite. 1997). D. grahami promoveu relaxamento da musculatura lisa (Rojas et al. 1999). ovalifolium apresentaram atividade antibacteriana (Nelson et al. e o principal constituinte parece ser um polissacarídeo que poderia ser usado para o tratamento renal (Li et al. que foram responsáveis pela prevenção da formação de cálculos renais (Kubo et al. Uma caracterização preliminar sugere serem as saponinas triterpênicas as responsáveis pelas atividades (Addy. 1987). De D. adscendens apresentou atividade antianafilática e é utilizado localmente para o tratamento da asma. styracifolium.. O extrato aquoso de D.. 1996). 1996. intortum foi estudado quanto à sua digestibilidade e quanto ao seu uso como suplemento alimentar para carneiros e ovelhas (Perez-Maldonado et al.A D. B e C. styracifolium promoveu a estimulação da secreção biliar.. A desmodina apresentou atividade analgésica in vivo no modelo da placa quente (Batyuk et al. 1997)... . Tolera & Said. e os taninos isolados de D. Estudos in vivo foram realizados com os flavonóides de D. 1988). 1997). que também apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al.. styracifolium inibiu a cristalização de oxalato de cálcio. O extrato de D. O extrato de D.

. Calliandra. 1993). Albizia.Espécies medicinais da família Mimosaceae Introdução A família Mimosaceae (subfamília Mimosoideae ou Leguminosae II) compreende 64 gêneros e 2. doses elevadas podem causar náusea. Dados toxicológicos do gênero Derris O contato direto de D. distribuídas em cinco tribos. das sementes de D. das quais destacamos os gêneros Parkia. Inga. Mas o pesticida natural rotenona extraído das espécies de Derris não apresenta atividade carcinogênica (Greenman et ali.. .Diploiropis O caule de Diplotropis duckei apresentou atividades antiedematogênica e antinociceptiva (Costa et al. tremores musculares e morte por parada respiratória no homem (Sousa et al. Leucaena.. M.950 espécies descritas. 1998). Mimosa. 1996). Prosopis. vômito. 1991). Adenanthera. et al. Zollernia e Acácia. 1987).. Dipteryx Das cascas de Dipterix alata foi caracterizada a atividade antiinflamatória (Lima & Martins. urucum provoca irritação da pele. muitos deles de valor medicinal. Y. lacunifora foi caracterizada atividade moluscicida (Almeida.

Dados botânicos A planta é uma árvore de porte médio (aproximadamente 15 m). pois é confundida e coletada como adulterante da Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia). repletas de glândulas. encontradas em áreas tropicais e temperadas. Laranjeira-do-mato.Espécies medicinais Inga spectabilis (Vahl. flores reunidas em espigas terminais. pinadas. na região da Mata Atlântica. pecioladas. Em outras regiões do país. O gênero Inga descrito por Phillip Miller inclui 350 espécies vegetais. folhas simples coriáceas com cerca de 15 cm de comprimento e 5 cm de largura. . compostas por folíolos ovais. O nome do gênero é denominação popular nas Guianas. Dados da medicina tradicional Os frutos são comestíveis. com grande ocorrência na Amazônia. e a infusão das folhas é usada no tratamento de diabetes. Nomes populares A espécie. O fruto é amplamente consumido como comestível na região amazônica. Moçataíba e Orelha-de-onça. é chamada de Espinheira-santa. Zollernia ilicifolia Vog. Dados botânicos A planta é uma árvore com folhas alternas. a espécie é chamada de Mocitaíba. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Ingá.) Willd. Ingá-grande e Jambolão.

. Dados químicos e farmacológicos dos gêneros De Inga edulis var.4'trihidroxi-6.4'-tetrahidroxi-3-metoxiflavona. I. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie. longispica. a infusão das folhas é usada internamente contra úlceras e problemas estomacais. 5. estão sendo realizados em nossos laboratórios mas ainda em fase de publicação. oerstediana e I. incluindo dores. Maytenus ilicifolia). Sobre o gênero Zollernia não foram encontrados estudos químicos. I. I. O gênero descrito por Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuied e Christian Gottfried Daniel Nees von Esenbeck inclui quatorze espécies tropicais. farmacológicos e toxicológicos.3'4'-trihidroxiaurona e 7.oblongas.8-dimetilflavona (Correa et al. I. Foram isolados alcalóides das espécies I. I. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Estudos preliminares de atividades analgésica e antiulcerogênica da espécie Zollernia ilicifolia. flores rosadas (Figura 18. . stipularis (Kraus & Reinbothe. paterno (Morton et al. estipulas espessas (característica marcante na diferenciação da Espinheira-santa verdadeira. heterophylla. 1973). laurina.. a antiga casa regente prussiana. I. com margens onduladas e providas de espinhos. 1996). 1991).22stigmastadien-3b-ol glucosedeo. sertulifera. assim como perfil fitoquímico e toxicidade aguda. bourgonii. I. e o nome deriva de Hohenzollern. I. nobilis. I.3'.7).7. alba. semialata. parviflora foram isolados os constituintes 7. 6.

S.Bauhinia forfícata: a) vista geral da copa da árvore. b) detalhe das folhas (fotos originais por M. .FIGURA 18.1 . Reis).

2 .FIGURA 18.Caesalpinia ferrea. Escanerata do ramo florido e da flor (Banco de imagens - .

1984). b) ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa. c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens 316 .Cassia multijuga: a) escanerata do ramo com flores e frutos.3 .FIGURA 18.

Cassia occidentalis: a) ramo com frutos e flores (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne.4 . 1939). c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens . b) escanerata do ramo com flores e frutos.FIGURA 18.

Ramo florido e detalhe da flor (desenho original por Di Stasi .5 .Banco de imagens - .Derris floribunda.FIGURA 18.

6 .Diplotropis purpurea.FIGURA 18. Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi .Banco de imagens - .

Zollemia ilicifolia. . Reis).7 . S.FIGURA 18. Detalhe das folhas com espinhos e das estipulas (fotos originais por M.

19 Myrtales medicinais L. distribuídas nos 188 gêneros. arbustivas. Melastomataceae e Myrtaceae. como a popular Quaresmeira (Tibouchina) e . São plantas herbáceas. com inúmeros representantes no Brasil. Muitas dessas espécies são ornamentais e amplamente conhecidas no Brasil. a Punica granatum. com ocorrência principalmente nas regiões tropicais de todo o mundo (Mabberley. das quais devemos destacar as Lytraceae do gênero Cuphea. lianas ou arbóreas (árvores) grandes e pequenas. 1997). 1978). Di Stasi C. Punicaceae.950 espécies. assim come outras espécies de valor econômico. C. que inclui o gênero Punica. Espécies medicinais da família Melastomataceae Introdução A família Melastomataceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 4. e as duas famílias aqui descritas. que incluem espécies medicinais. A. onde ocorrem cerca de 63 gêneros e aproximadamente 480 espécies (Barrozo. da famosa Romã. Hiruma-Lima A ordem Myrtales reúne doze famílias botânicas.

Microlicia. fruto do tipo baga. Cambessedesia e Lavoisiera 0oly. ereto e piloso. O nome do gênero Clidemia foi dedicado ao médico grego Clidemus. as folhas maceradas cruas são usadas topicamente em feridas e coceiras provocadas por picadas de insetos e carrapatos. Huberia. muitas delas com frutos comestíveis e várias de uso medicinal.) DC. Outro nome popular é Flor-de-quaresma. flores pequenas. Nomes populares Na região amazônica. na região amazônica. roxo. Clidemia novemnervia e Rhynchanthera grandiflora. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. foram referidas como medicinal apenas duas espécies. brancas ou rosas. essa espécie é chamada de Quaresma. Dados botânicos A planta é um arbusto de pequeno porte. que descreveu inúmeras patologias em plantas. dispostas em cimeiras. O gênero foi descrito por David Don e inclui 117 espécies tropicais de ocorrência nas Américas. em outras regiões. Salpinga. Rhynchanthera grandiflora (Aubl.as demais plantas ornamentais do gênero Leandra. nervadas e pubescentes. Neste estudo. . ambas pela indicação popular na região amazônica. 1998). com folhas ovais e cordiformes. Espécies medicinais Clidemia novemnervia Nome popular Essa espécie é conhecida popularmente como Aritucá. Miconia. ou Pixirica.

Espécies medicinais da família Myrtaceae Introdução A família Myrtaceae. Eucalyptus. 1997) arbustivas e arbóreas. Os . Mas existem relatos da intoxicação em cabras por ingestão de Clidemia hirta. No gênero são descritas quatorze espécies vegetais. A planta fornece madeira e é cultivada como ornamental pela beleza das flores. como o Óleo de eucalipto e a Pimenta. Essa família inclui gêneros como Myrtus. Foram observadas também nefrotoxicidade e gastroenterites (Murdiati et al. cordiformes na base e com margens serreadas e nervura central proeminente. Psidium. que contém 19% de taninos hidrolizáveis.. flores rosas ou roxas e fruto de cápsula escura. Pseudocaryophyllus. Syzygium. 1990). Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada contra febres.620 espécies (Mabberley. Eugenia. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. de onde partem folhas de pecíolo longo. oeste da Índia e América tropical. Enzimas séricas indicam provável dano hepático. Leptospermum e Melaleuca. Pimenta. Várias espécies fornecem importantes óleos essenciais e temperos. bem representada na Austrália. Dados químicos e farmacológicos do gênero Clidemia Não foram encontrados dados químicos ou farmacológicos da espécie. inclui cerca de 129 gêneros e aproximadamente 4. e várias outras em climas temperados. O nome do gênero significa "antera rostrada" e foi descrito por Augustin Pyramus De Candole. planas. Não foram encontradas outras referências medicinais dessa espécie.Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto e repleto de ramos pilosos e glandulosos.

sendo rara a presença dos glicosídeos cianogênicos e alcalóides (Evans. Araçá). com folhas pecioladas. de grande valor pelo seu uso na indústria de cosméticos e na produção de bebidas. são usadas no local. Cereja-nacional. Myrciaria Gabuticaba). A infusão das partes aéreas é utilizada como afrodisíaco e contra desordens estomacais. No Brasil. E uma espécie exótica. Dados botânicos Árvore de porte médio (até 15 m) a pequeno (até 5 m quando cultivada). Espécies medicinais Caryophyííus aromaticus L. cultivado ou adquirido no comércio. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. congestão nasal e dores de cabeça. leucoantocianinas. bastante aromáticas. dispostas em corimbos. rosas ou avermelhadas. comercializada no mundo todo como condimento e para a extração de seu óleo essencial. especialmente as flores. as partes aéreas do Cravo-da-índia. 1996). Jambo e Cambuci) e Paivaea se destacam pelo valor alimentício. além de óleos essenciais. taninos. várias espécies dos gêneros Psydium (Goiaba.constituintes dessa família incluem. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente como Cravo-da-índia ou Craveiro-da-índia. os gêneros Pimenta (Pimenta) e Syzygium (Cravo-da-índia) destacam-se como condimentos (Joly. Eugenia (Pitanga. ácidos fenólicos e ésteres. fruto do tipo drupa. oblongas e glabras. . flores pequenas. enquanto a infusão com folhas de alfavaca (Ocimum basilicum) é usada externamente contra sinusite. para o alívio de dores de dentes. 1998). opostas.

Psydium guajava L Nomes populares Essa planta é conhecida na região Amazônica como Goiaba. curto-pecioladas.Outras indicações incluem o uso da "água destilada de cravo" como digestivo e sudorífico (Corrêa. Araçá-guaçu. ovadolanceoladas. esmagar. Provém de psidion. brancas e com numerosos estames. enquanto a decocção dos brotos é indicada contra diarréias graves. fervidos. Guaiaba. folhas opostas. galhada. os brotos de goiaba e de caju. glabras ou ligeiramente pubescentes na face superior.1). O chá feito das folhas e/ou da casca dessa espécie é utilizado por algumas tribos contra diarréia e disenteria. O nome do gênero. actinomorfas. Araçá-goiaba. é útil contra hemorróidas. de sabor agradável. com cálice membranoso. flores hermafroditas. no entanto. 1984). com caule tortuoso e casca lisa. diclamídeas. Psidium. para regulação do ciclo . e. morder". de polpa abundante (branca ou vermelha) e numerosas sementes pequenas e duras (Figura 19. usada externamente. Dados botânicos Arbusto ou árvore de pequeno porte. e Goiabeira Branca em Minas Gerais. A infusão dos frutos. referindo-se aos frutos. Araçáguaiaba. que é a denominação em grego da planta. a infusão das folhas é usada contra dor de barriga. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. por outras. botões florais tomentosos ou glabros. edema e. significa "triturar. doenças da pele. é indicado contra diarréia. são usados contra dores de estômago e problemas de fígado e contra desarranjo menstrual e hemorróidas. existem registros para a espécie como Goiabeira. fruto com baga amarela. Guaiava. internamente. o chá das folhas novas. Na região da Mata Atlântica. Araçá-vaçu no Rio Grande do Sul. assim como o chá das folhas com Amor-crescido. contra diarréias.

guineense Sw. com cálice membranoso. As outras indicações populares incluem a utilização da casca como adstringente. brancas e com numerosos estames. oeste da África e sudeste da Ásia (Smith et al. 1982). sendo facilmente confundida com esta. a infusão das folhas é utilizada como antidiarréica e contra problemas hepáticos (Emperaire. diclamídeas.. Grenand et al. lavagens de úlceras. com vários galhos e caule bastante tortuoso e casca lisa. folhas opostas. o chá da folha. antidiarréica. de polpa abundante. as raízes são usadas contra problemas estomacais e cutâneos (Corrêa. flores hermafroditas. também é indicado contra leucorréias e em irritações vaginais (Verardo. misturado com folhas de salva-de-marajó.menstrual. em Minas Gerais. 1982). igualmente usados como alimento. Psydium cf.. 1982. em gargarejos contra afecções da boca e garganta. como estomáquico. . e o decocto. curto-pecioladas e glabras. 1994). botões florais tomentosos ou glabros. no Rio Grande do Sul. Dados botânicos A espécie é um arbusto com até 5 m de altura. Central. no Pará. 1992). guajava ainda são utilizadas na América Latina. o chá das folhas.. Nomes populares A espécie é denominada nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica Araçá ou Araçá-mirim. 1986). é considerado útil contra desarranjo menstrual (Simões et al. Duke & Vasquez. é antidiarréico (Amorozo &Gély. fruto com baga amarela. antileucorréica. indisposição estomacal e vertigem (Forero. no Piauí. misturado com folhas de pitanga. Grandi & Siqueira. A espécie é igualmente cultivada no Brasil e em vários outros países. A espécie é muito semelhante à goiabeira verdadeira. 1984). actinomorfas. 1980. As folhas de P. 1987. sendo também muito abundante em capoeiras e outras áreas desmatadas. anticolérica e antiúlcera. como também os frutos. a casca do tronco é utilizada também contra catarros intestinais. principalmente em diarréias infantis. 1988). Na Mata Atlântica a espécie é encontrada dentro de áreas florestais de formação secundária.

O aroma característico do fruto foi atribuído a quatro constituintes. 28 ésteres. 17 cetonas. açúcares.. 1987). 1990. cetonas. ésteres. 1987. acoradieno. Dados químicos Foi isolado de Caryophyííus aromaticus o eugenol (Costa et al. bem como outros constituintes aromáticos (Cicogna-Junior et al. dos quais 13 são aldeídos.. Oliveros-Belardo et al. vitaminas C e A. 1994). t-cariofileno.. borneol. denominados 1... 31 alcanos. lignina.1-dietoxihexano e acetaldeído etil cis-3-hexenil acetal (Zhengy et al. alcanos.. -santaleno. Dos frutos também foram isolados: l-0-trans-cinamoil-a-L-arabínofuranosil-(16)-b-D-glucopiranose e 1-O-trans-cinamoil-b-D-glucopiranose (Latza et al. -bisaboleno. as comunidades tradicionais usam a decocção das folhas como antiinflamatório e cicatrizante local. 1989. 1990. bisaboleno e -bisabolol (Craveiro et al. -cubebeno. 1989. 1982) e quercetina. 1. humuleno.. Pino et al. Zheng et al. 1996. 1. pectina. himacaleno. p-cimeno. Chyau & Wu.. e 95% são cariofileno (Latza et al. além de taninos (Misra & Seshadri. o óleo essencial é constituído principalmente de -pineno. 122 componentes voláteis. 1991). os frutos contêm monoterpenos e sesquiterpenos.. 1978). 1989. cremoflieno.. óxido de humuleno. 10 ácidos. 1994). 1987). As diferenças quantitativas e qua- . apresentou atividade depressora do SNC.. Ortega & Pino.. mirceno. p-menten-9-ol. Wilson & Shaw. 1981). 10 hidrocarbonetos e 13 uma mistura de compostos (Nishimura et al. hidrocarbonetos e uma mistura de compostos (Nishimura et al. 1996). aldeídos. enquanto a infusão das folhas é usada na forma de gargarejo como anti-séptico bucal e também como antiinflamatório externo. 1996). analgésica e anticonvulsivante (Costa et al.Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. 1986.. -terpineol. Existem relatos das atividades quimopreventiva e detoxificante hepática (Kumari.1-díetoxietano. 1996). -guaieno. Marcelin et al. 1990). 1968).. derivado de eugenol. Yusof & Mohamed. -cedreno. 1987. Pino et al. De Psydium guajava foram isolados vários polifenóis (Okuda et al. 1968.1-dietoximetano. Ortega & Pino. -bergamoteno. polissacarídeos e ácidos (El-Zorkani. O dehidrodieugenol..

A atividade antibacteriana das cascas de P.. e Maruyama et al. (1994) verificaram atividade hipoglicêmica. 1987). As atividades antimicrobiana e antimutagênica foram verificadas para essa espécie (Misas et al. Chen & Yang (1983). 1989). Lima Filho et al. alcoóis sesquiterpenóides e triterpenóides (Begum et al. 1978). d-arabinose e ácido urônico (El-Sayed. 1985) e quercetina foram isolados das flores (Mair et al. enquanto (Z)ocimeno e beta-e gama-cariofileno se apresentam em maior quantidade no exterior (Chyau & Wu.. Ácido elágico. oléico e esteárico (Opute. Jain et al. Nas sementes foram determinados lipídios e proteínas (Habib.litativas nos constituintes voláteis do interior e do exterior da casca do fruto foram determinadas... (1985) demonstraram que essa atividade não está relacionada com alterações no nível de insulina plasmática. guaijaverina. 1996)... 1981). palmítico. 1987. d-galactose. Dados farmacológicos dos gêneros Farmacologicamente. 1979b.. existem várias atividades descritas para espécies desse gênero... 1987).. flavonóides. guajava foi atribuída à presença de alcalóides quaternários (Ali et al. 1986). óleo essencial (Ji et al. e nas folhas foram isolados taninos (Okuda et al. O interior das cascas é rico em ésteres. polifenoloxidase (Augustin et al. 1974. 2002. 1991).. 1986). Hegnaurer. (1994) e Neri et al. 1987). Okuda et al. 1987). ácidos linoléico. Osman et al. ácido oleanólico (Mair et al. O extrato aquoso tam- .

Cáceres et al. 1996c.. guajava tem sido validado por estudos clínicos para o tratamento de disordens gastrintestinais (Lin et al. 1998). 1989. 1993. pohlianum foram os responsáveis pela atividade (Cunha et al. 1997. et al.. Lozoya et al. PonceMacotela et al. 1990. 1995).. 1999). A. De P. 1996b) e P. óxido e b-selineno). 1996) Rotavirus enterico e suas folhas foram efetivas contra a staphylococcus faureus (Gran & Demillo. A. P.. 1994). A propriedade hipoglicêmica dos frutos dessa espécie tem sido estudada e demonstrada (Roman-Ramos et al.. 1995). (Santos et al. Lutterdodt. A.... guajava inibiu a liberação gastrintestinal de acetilcolina em íleo de cobaia estimulado eletricamente ou por meio de contração espontânea.. que apresentaram atividade depressora do SNC (Shaheen et al. propriedade anticatártica (Pinto et al. et al... Shimomura. 1994... 1996a).. 1994. et al.. 1995. O óleo essencial de P. 1993. 1992. F.. e eugenol e timol de P. e antitumoral de P. O extrato de folhas de P.. Do extrato hexânico das folhas de P. F.. Cheng et al. guajava foram isolados inibidores de colagenase com atividade antiinflamatória. A quercetina isolada de P. 1999). Cáceres et al. 1995). Lutterdodt.. Morales et al. pohlianum e Psidium sp. 1996). 2000. 1997) e bloqueadora da junção neuromuscular. A. 2002. 1994). Grover et al. apresentou atividade antimicrobiana (Santos. F. widgrenianum (Souza et al. Das cascas de P.. et al. explicando possivelmente seu efeito no tratamento das diarréias agudas (Lutterdodt. A. guyanensis (Santos. et al. 1994. anticonvulsivante (Santos. Atividades analgésica e antiinflamatória também foram detectadas nas espécies P. incorporados aos dentifrícios para o controle de doenças periodontais (Santos.. Existem ainda relatos das reduzidas atividades tóxicas (Rao et al. 1970). Santos et al.. F. . Lutterdodt et al. Meckes et al..bém diminuiu significativamente os níveis de triglicérides sangüíneos (Basnet et al. 1988) e tosse (Jaiay et al. incanescens (Zelnik et al. F. guajava foram isolados terpenóides (cariofileno. guyanensis.. 1983). 1989).). 1996a) de P.. 1990. 1994. guyanensins. incanescens (Santos.. P. Lozoya et al. guajava foi isolado um alcalóide quartenário que apresentou atividade antibacteriana contra Shigella dysenteriae (Ali et al...

1 . Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) e detalhe da flor (Banco de imagens .Psydium guajava.FIGURA 19.

que possuem espécies medicinais.300 espécies vegetais tropicais e raramente de climas temperados (Mabberley. com inúmeras atividades farmacológicas já descritas. Os principais gêneros dessa família. com atividade antifertilidade masculina. . Gonzalez Introdução A ordem Celastrales inclui oito famílias botânicas. aqui presente pela sua importância na região da Mata Atlântica. a família Celastraceae. Salada e Cassine são também muito usadas e estudadas. e apenas uma delas. e Maytenus. N. gênero de grande valor medicinal. nos quais se distribuem aproximadamente 1.20 Celastrales medicinais L.G. são Celastrus e Trypterygium. Di Stasi L. representa importante fonte de espécies medicinais. C. Seito F . 1997). ambos contendo espécies amplamente estudadas. A família Celastraceae foi descrita por Robert Brown e compreende 88 gêneros. Inclui desde árvores até arbustos e lianas. Austroplenckia. que inclui uma importante espécie vegetal do cerrado brasileiro. no qual discutimos duas espécies referidas na região da Mata Atlântica.

denteadas. copa globosa e ramos glabros. Salva-vidas. gastrite e ulcera péptica. Maytenus aquifolium M. fruto do tipo cápsula ovóide. ápice agudo. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. de Espinheira-santa. Corrêa (1926) refere o emprego da planta contra câncer do estômago e Graham (2000) cita o uso de diversas espécies para câncer. bastante coriáceas. atingindo até 9 cm de comprimento. com acúleos. dor do "ciático". dores nas costas e úlceras do estômago. Nomes populares A espécie é chamada. amarelo-avermelhado. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil e é chamada na região da Mata Atlântica de Espinheira-santa. arbusto menor (de 1 a 3 m). ex Reiss. Espinho-de-Deus. na região da Mata Atlântica. Erva.Espécies medicinais Maytenus ilicifolia Mart. Cancerosa.cancerosa. Erva-santa e Congorça. flores numerosas. Espinheira-divina. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 10 m de altura (no interior da Mata Atlântica). Costa (1984) prescreve o uso da infusão de suas folhas contra dispepsia. glabras. a infusão das folhas é usada contra dores de barriga. . Também é conhecida como Sombra-de-touro. axilares. de onde partem folhas elípticas. Em outras regiões é chamada de Cambotá bravo e Pau-mamão. agrupadas em pequenas inflorescências fasciculares de cor amarelo-esverdeada.

1995). Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.. 1999)... . podendo chegar a até 15 cm de comprimento. 1998a e 1998b os terpenóides friedelina e quinona metídeo (Corsino et al. Das sementes de M.. 2000). aquifolium os alcalóides aquifoliunina E-III e aquifoliunina E-IV e os alcalóides siringaresinol e 4'-0-metil-(-)epigalocatequina (Corsino et al. podendo chegar a até 4 m de altura. Dados químicos De M. heterophylla e M. vermelho. flores pequenas e axilares. contendo folhas alternas. arbitifolia (Orabi et al.. 1998). Não foram encontradas outras referências de uso popular desta espécie... De M. amazonica foram isolados nor-triterpeno e triterpenos nor-fenólicos (Chavez et al. a infusão das folhas é usada contra dores de barriga e úlceras do estômago. oblongas. 1995a). bem como os triterpenos fenólicos blefarodol e 7 alfa-hidroxi-canarol (Gonzalez et al. boaria foram isolados quatro poliésteres betaagarofurânicos (Alarcon et al. fruto do tipo capsular. blepharodes foram isolados o triterpenóide xuxuarina E alfa (dímero baseado em duas unidades de pristimerinas) e dois sesquiterpenóides com esqueleto dihidro-beta-agarofurano (Gonzalez et al. 2000).. com ramos finos. aquifolium foram isolados quercetina e kaempferol (Sannomiya et al.. Foram isolados das cascas de raízes de M. alcalóides e triterpenos foram obtidos de M. Foram também isolados um glicosídeo. serradas e com acúleos nas margens e pequenas estípulas caducas. para comercialização como adulterante da Espinheira-santa Maytenus ilicifolia. 1995... 1998) e glucosídeos (Zhu et al. 1997).. cuja aglicona é estruturalmente relacionada com os típicos sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos de várias Celastraceae (Munoz et al. Da infusão das folhas de M.Dados botânicos A planta é uma árvore ou um grande arbusto. 2001) e triterpenos cetônicos de M. A espécie tem sido amplamente usada e coletada na Mata Atlântica do Estado de São Paulo. krukovii (Honda et al.

15 alfa-hidroxi-21-ceto-pristimerina. diversifolia foi isolado um triterpeno friedelano (maytensifolina-C). 1999a e 2000). foram isolados das folhas de M.. iliocifolia (Shirota et al. E-II. 1993). alcalóides piridínicos com centro dihidroagarofurânico foram isolados das cascas de raízes de M. chuchuhuasca (Shirota et al. além de epicatecol. chuchuhuasca apresentam diferentes alcalóides. 1994). 1992). emarginatina-D. e escutidina alfa A foram isolados de M.. 1998). 5'-0-metilgallocatecol e 4-hidroxibenzaldeído (Munoz et al. E-V.. os triterpenóides beta-amirina.. De M. sendo a estrutura determinada como 6-beta-hidroxifriedelan3. Dímeros geométricos e estereoisoméricos de triterpenos. lup-20(29)-ene-3beta. cangoronina e ilicifolina. emarginata foram isolados os alcalóides emarginatina-C. W-I e 4deoxieuonimina (Shirota et al.30-dihidroxi-lup-20(29)-en-3-one (Gonzalez et al... De M... 1995b) e sesquiterpenos com esqueleto dihidro-beta-agarofurânico (Gonzalez et al. ilicifolia (Itokawa et al.30-lup-20(29) ene-triol e 28. canaradial. 7. G alfa e G beta. sendo que o último apresenta atividade citotóxica contra células KB humanas (Kuo et al. 1994).Gonzalez et al.. triterpenos do tipo friedelana. além de pristimerina.. xuxuarinas F beta. 1999).. os triterpenos fenólicos canarol. lupeol.30-diol (20). 1991).16. bem como oito triterpenos dammarano (Chavez et al. ebenifolia foram isolados os alcalóides ebenifolinas WI. canariensis foram isolados nor-triterpenos (Gonzalez et al. Das folhas de M. 7 alfa-hidroxicanarol.28. triterpenos com esqueleto friedo-oleanano (Gonzalez et al. emarginatina-E e emarginatinina.8dihidroisoxuxuarina E alfa. E-I e E-II (Itokawa et al. As cascas das raízes de M. 7-hidroxi-6-oxoiguesterol.. Dos ramos de M.21-trione (Nozaki et al. E-IV... ilicifolia foram isolados glicosídeos como os ilicifolinosídeos A-C (Zhu et al. 1996b). 1997).. 1995a). 1991b). tendo sido isolados os alcalóides chuchuhuaninas E-I. macrocarpa (Chavez et al. e outros triterpenos (Gonzalez et al. betulina. 1992b). . E-III.. ácido oleanólico e ácido betulônico. Dos ramos de M.. 1993a e 1993b). os triterpenos 3-beta.. Sesquiterpenos foram isolados de M. Além disso. 1994b). tingenona e 20 alfa-hidroxi-tingenona (Alvarenga et al. 1994). 1998).

. senegalensis foram isolados glicosídeos flavan-3-ol metilados e uma protoantocianidina metilada ((-)-epicatequina. 9 alfa-dibenzoiloxi-4 beta-hidroxi-betadihidroagarofurano e 1 alfa. scutioides apresenta atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e modesta atividade citotóxica contra as linhagens de células HeLa. amazonica apresentam uma baixa atividade antitumoral contra linhagens de células tumorais (Chavez et al... myrsinoides (Baudouin et al.. buchananii apresenta atividade mitogênica em linfócitos isolados de camundongos atímicos (Tachibana et al. Nor-triterpenos isolados de M..M. Dados farmacológicos M. 1996b).. canariensis apresentaram atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas (Gonzalez et al. tendo sido também isolados dímeros triterpenos na espécie (Gonzalez et al. 1996c). O composto escutiona isolado de M. assim como os compostos 6 beta.. 2001). 1984). Alcalóides foram isolados de M. 6 beta... maytansina e maytanprina com atividade antitumoral (Wang et al. De M. 2000. 1999).. senegalensis também foi isolado o triterpeno ácido maytenônico (Abraham et al. et al.. 1996). 1999). .. isolados de M. tendo o extrato hidrometanólico apresentado moderada atividade inibidora contra protease de HIV (Hussein et al. Gonzalez et al. G. Do extrato metanólico de cascas dos ramos de M. 1999).. 1999b). 8 beta. 8 beta. confertiflora apresentaram atividade antitumoral (Tinwa et al. 1996b). 1971. magellanica apresenta sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos (Gonzalez et al. 1996a).. 1993c) e triterpenos dímericos (Gonzalez. 1981) e antimolarial ( El Taher et al. catingarum (Alvarenga et al. senegalensis e M. 15-tetraacetoxi9-alfa-benzoiloxi4 beta-hidroxi-beta-dihidroagarofurano. Nor-triterpenos e triterpenos nor-fenólicos isolados de M. assim como outro nor-triterpeno isolado de M... 1971). A. Hep-2 e Vero (Gonzalez et al.. 1981). scutioides (Gonzalez et al.. Wang et al. -15-triacetoxi-l alfa. M. Um triterpeno denominado escutiona foi isolado das cascas de raízes de M. macrocarpa (Chavez et al. 1999a).

. F. As folhas e caules de M. Dados recentes indicam que o extrato etanólico das folhas de M. senegalensis apresentou importante atividade antiplasmódica contra linhagens de Plasmodium falciparum sensíveis e resistentes à cloroquina. ilicifolia não interfere na espermatogênese (Montanari et al.. 1999). et al.. ilicifolia não foram efetivos como antifúngicos (Portillo et al. Oliveira et al. 2001). especialmente contra úlceras (Souza-Formigoni et al.. 2001.. Estudos fitoquímicos preliminares detectaram a presença de terpenóides e traços de compostos fenólicos nesse extrato (El Tahir et al. Extratos de Maytenus ilicifolia e M. Queiroz et al. aquifolium possuem várias atividades farmacológicas. 2002). .O extrato diclorometânico de M. 2000). 1991. Gonzalez. 1998a) porém reduziu a taxa de implantações dos embriões em ratas grávidas (Montanari & Bevilacqua. G. 1991...

100 espécies tropicais. das quais se destacam as Malpiguiaceae e Polygalaceae. ambas com várias espécies medicinais. e outras espécies dos gêneros Byrsonima e Calphimia. Malpiguia e Stygmaphyllon. Trigoniaceae. como espécies medicinais da família Malpiguiaceae. Vochysiaceae e Krameriaceae. arbustos e lianas (Mabberley. Byrsonima. contendo cerca de 1. com aproximadamente trezentas espécies. ocorrem 32 gêneros. No Brasil são encontradas espécies das famílias Malpiguiaceae. C. distribuídas em todo o território nacional (Barrozo. . bebida alucinógena. Algumas plantas dos gêneros Polygala e Securidaca são espécies medicinais da família Polygalaceae. podem ser citadas as dos gêneros Banisteriopsis. corantes e de medicamentos. Polygalaceae. com importantes espécies fontes de madeiras. 1997). especialmente a famosa Banisteriopsis caapi. Di Stasi Introdução A ordem Polygalales inclui sete famílias botânicas.21 Polygalales medicinais L. No Brasil. 1978). Os principais gêneros dessa família são Banisteriopsis. além das duas referidas a seguir. A família Malpiguiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange aproximadamente 67 gêneros. especialmente árvores. Da família Vochysiaceae destacam-se os gêneros Vochysia e Qualea. usada na produção da Ayahuasca.

glabas na face superior e sedosas na face inferior. de folhas cordiformes. . significa "estigmas foliáceos".) Juss. formando panículas com flores amarelas e frutos do tipo sâmara.Espécies medicinais Stigmaphyllon fulgen Juss. dor de estômago e gripes. no entanto foi identificada como Stigmaphyllon strigosum (Poepp. Nomes populares Ambas são denominadas na região amazônica Tapiquira.) Juss. descrito por Antoine Laurent de Jussieu. grande e robusta. Gordura-de-porco ou Cajuçara. Outra espécie na região amazônica é coletada com o mesmo nome e mesma utilização medicinal. e. arredondadas. externamente. e Stigmaphyllon strigosum (Poepp. nas raízes formam-se grandes tubérculos. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada internamente contra febre. contra icterícia. sendo comumente coletadas como da mesma espécie. Observação Não foram encontrados dados químicos e farmacológicos sobre essas duas espécies. Dados botânicos A espécie é uma planta trepadeira. possui inflorescências dispostas em racemos axilares. O nome do gênero Stigmaphyllon. bastante pubescente.

Sapindaceae. É ainda nessa família que se encontra um dos produtos mais importantes do Brasil. Picrasma e Brucea. Essa ordem. Anacardiaceae. Rutaceae. Oxalidaceae e Balsaminaceae. Di Stasi A ordem Sapindales possui vinte diferentes famílias botânicas. . Cupania e Serjania. Hiruma-Lima A. o Guaraná. inúmeras espécies medicinais. algumas com grande ocorrência no Brasil e na região amazônica. Meliaceae. que contém. M. Possuem também significativos efeitos farmacológicos. A. Simaroubaceae. além das espécies aqui citadas. a ocorrência na região amazônica de espécies medicinais das famílias Anacardiaceae. Oxalidadaceae e Rutaceae foi relevante. especialmente dos gêneros Simarouba. amplamente usadas e estudadas como fontes de várias substâncias com atividades antimalárica e amebicida. muitas das quais usadas para a pesca por serem consideradas narcóticas para os peixes. C.22 Sapindales medicinais C. todos com importantes espécies conhecidas popularmente como Timbó. Ailanthus. R. Das demais famílias dessa ordem. essas espécies serão descritas a seguir. especialmente no Sistema Nervoso Central. Na família Sapindaceae destacam-se os gêneros Paullinia. Quassia. Simarubaceae e a outra família. reúne inúmeras plantas de grande valor medicinal e econômico. Souza-Brito L. destacando-se as famílias Burseraceae.

nos países de clima temperado. distribuídas em regiões tropicais. Pistacia terebinthus e Rhus coriaria. arbustos. Semecarpus (Semecarpeae). enquanto no Brasil os gêneros principais são Anacardium. Desses gêneros destacam-se. As espécies estão prioritariamente distribuídas nos trópicos. especialmente como fonte de frutas amplamente consumidas e comercializadas. o Cajueiro fornece uma fruta de grande valor na produção de sucos. subtropicais e poucas em regiões de clima temperado (Mabberley. Nessa família. Essa família botânica inclui árvores. Schinus. lianas e raramente ervas pereniais. sendo pouco referida e usada em populações urbanas. as espécies Pistacia lentiscus. Anacardium giganteum (Moranha) e Spondias purpurea (Serigüela). Do mesmo gênero. Rhus e Ozoroa (Rhoeae) e Dobinea (Dobineae). com aproximadamente 875 espécies. Das variadas espécies dessa família deve-se destacar o Cajueiro. tais como Caju. Manga e Pistache. cuja castanha possui grande valor no mercado internacional como alimento. reúne setenta gêneros. descrita por John Lindley. Além dos usos medicinais. algumas com ampla ocorrência na Região Nordeste. Na região amazônica registrou-se amplo uso das espécies Anacardium occidentale (Caju). A espécie Mangifera indica. 1997). Muitas dessas espécies são usadas como medicinais em diversas regiões do país. Muitas espécies dessa família são produtoras de frutos bem apreciados em todo o mundo. relatados a seguir. o segundo gênero mais importante no Brasil é o Spondias. amplamente consumida . No Brasil. que inclui espécies conhecidas popularmente como Cajazeiro e Umbuzeiro. enquanto outras representam importantes fontes de madeiras. pertence à ordem Sapindales. além de inúmeros usos na indústria de plásticos e de resinas. Lanneae e Tapiríra (Spondiadeae). Anacardium giganteum é uma espécie muito utilizada pelos índios do Brasil. Spondias e Schinus. Os principais gêneros dessa família botânica são Anacardium e Mangifera (Anacardiae). muitas espécies estão espalhadas por todo o território. subclasse Rosidae. Mangifera. Spondias.Espécies medicinais da família Anacardiaceae Introdução A família Anacardiaceae (Dicotyledonae).

carnoso e raras vezes doce (Figura 22. . Possui ocorrência na Região Norte do Brasil. possuem sépalas e pétalas pentâmeras. dispostas em panículas. Caju-assu. as flores. com tronco de casca lisa. o fruto em forma de drupa é peduncular. entre outras tribos indígenas. Caju-da-mata (Amazonas). O suco é preparado por maceração em água fria e então aplicado topicamente sobre a testa e a nuca. Engl. Pará e Mato Grosso. Espécies medicinais Anacardium giganteum Hancock ex. apesar de possuir inúmeras virtudes medicinais registradas em outros levantamentos etnofarmacológicos. Dados botânicos Anacardium giganteum é uma árvore alta. Cajuí.1). Nomes populares Essa espécie é conhecida pelos índios tenharins como Moranha. especialmente no Amazonas. Não foram encontradas outras referências de usos desta espécie na medicina popular. as folhas simples e alternas são glabras na face superior e pubescentes na face inferior. Cajueiro-da-mata (Mato Grosso).como alimento e cultivada em todo o território brasileiro. sendo também denominada Cajuaçu. ovário súpero com um só óvulo. não foi referida na região de estudo como medicinal. perfumadas. de 25 a 30 m de altura. Dados da medicina tradicional O uso dessa espécie é restrito aos índios tenharins. não sendo referida em outra comunidade da região amazônica. Esses índios se utilizam do suco das folhas como antitérmico e para o alívio de dores de cabeça. em outras regiões do Brasil e Cajuy e Mairu.

em referência ao nome de seu fruto. Além dos usos medicinais descritos a seguir.2). significa "semelhante ao coração". pecioladas. utiliza-se o chá da casca adicionando-se broto de goiaba. as flores. Nomes populares Essa espécie é amplamente conhecida como Cajueiro. ovadas. Economicamente. com um só estame fértil. ovário unilocular. Caju-da-praia. as folhas são alternas. pequenas e de coloração pálida. ou simplesmente Caju. que alcança até 15 m de altura e tem um tronco grosso e tortuoso de 25 a 40 cm de diâmetro. O óleo é usado na produção de borracha. utiliza-se um macerado coado da casca em água fria. reticuladas e nervadas em ambas as faces. glabras. Cajumanso. O . várias outras denominações são usadas para a espécie. O gênero Anacardium descrito por Carl Linnaeus inclui quinze espécies tropicais na América do Sul. raspa de amor-crescido e cajá. heliófita e que cresce bem em solos secos. o óleo da castanha. assim como a própria castanha. Anacardium. O nome do gênero. Dados da medicina tradicional Na região de estudo foi relatado que a casca é usada no tratamento de hemorróidas e diarréias graves. o suco das frutas é usado como bebida refrigerante. plástico e resinas.Anacardium occidentale L. Para hemorróidas. e as castanhas secas e torradas são muito apreciadas no mundo inteiro. onduladas. Acajuíba. Caju-de-casa. tais como Acajaíba. no entanto. o chá deve ser aplicado na forma de banho de assento. entre outras. É uma planta decídua. Contra diarréia. tomando-se um copo por dia. o fruto é do tipo aquênio reniforme. Dados botânicos Anacardium occidentale é uma árvore nativa do Nordeste do Brasil. pendente de um receptáculo carnoso e aromático que é confundido com fruto (Figura 22. sendo seu centro de ocorrência o Brasil. possui importante mercado nacional e internacional. são pediceladas e dispostas em panículas terminais ramificadas. Caju-manteiga.

para controle das secreções vaginais. Reporta-se ainda que as frutas verdes são usadas para tratar hemoptise. uma infusão de folha é usada contra diarréia.. o óleo de semente com suco de fruta é usado contra verrugas. contra glicosúria e poliúria na forma de banho. Matos. utiliza-se ainda a infusão da casca como purgativo (Emperaire. e a raiz. Grenand et al. O suco das folhas serve como antiescorbútico. P. E comum no Brasil o uso na forma de banho de assento. 1994). 1984). contra úlceras.. contra aftas e inflamação da garganta na forma de gargarejo. assim como um potente adstringente. 1995). Cruz. e ainda como expectorante e contra a icterícia (Corrêa. antidiabético e antihemorrágico (Verardo. depurativo e anti-sifilítico. 1995). como um diurético. e a maceração de folhas para tratar diabete. O pericarpo tem utilização como anti-séptico. a casca é utilizada como adstringente. As flores são afrodisíacas. Os índios ticuna da Amazônia usam o suco de fruta como preventivo contra gripes e o chá das folhas contra diarréia. 1990. 1993). brotos servem como expectorantes e o vinho obtido da fruta é indicado como um antidisentérico (Duke et al. enquanto os índios wayãpi da Guiana indicam o chá contra cólicas de crianças (Schultes & Raffauf. Em Juiz de Fora (MG). tônico. No Brasil ocorre ainda o uso da fruta contra sífilis. anti-helmíntico. calos e verrugas. debilidade muscular. 1993. No Piauí. além de o chá de folhas ser usado como líquido para limpeza bucal e gargarejo em úlceras de boca. O uso dessa espécie no combate à diarréia é comum em inúmeros países da América do Sul (Mejia & Reng. purgativa. . 1992). tonsilite e problemas de garganta. 1982). Inúmeros outros usos foram descritos para essa espécie. astenia. 1994.. historicamente há relatos do consumo do suco de caju para o tratamento de febre.broto do caju é utilizado contra dores de estômago e problemas digestivos e deve ser fervido com broto de goiaba. desordens urinádas e asma (Lima. A resina é usada como depurativo e expectorante.. Outros usos catalogados no Brasil referem à utilização da casca como tônico e estimulante medular. é eficiente contra aftas e cólicas intestinais. 1982). O pedúnculo dos frutos é reputado diurético. problemas respiratórios e do estômago (Smith et al. estimulante e afrodisíaco.

analgésico e contra coceiras. estimulante e analgésico. lenha e carvão. as folhas são anti-reumáticas e consideradas excelentes para tratar úlceras e feridas. adstringente. Aroeira-branca. por tratar-se de espécie com vários efeitos tóxicos. Aroeira-do-sertão. o de onde saem ramos principais repletos de ramos secundários com folhas compostas. Apesar de diversas outras indicações medicinais como diurético. A infusão das folhas é usada internamente contra reumatismo e a mastigação das folhas frescas. Aroeira-vermelha. tônico. imparipinadas e de folíolos glabros (Figura 22. Aroeira-do-campo. Fruto-de-raposa. caule tortuoso. O gênero Schinus foi descrito por Carl Linnaeus e compreende 27 espécies tropicais americanas. sendo comum encontrá-la no interior da Mata Atlântica. Bálsamo. como cicatrizante e contra gengivites. Fruto-de-sabi. Outros nomes comuns são Aroeira-mansa.Schinus terebenthifolius Raddi. o macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante. O nome do gênero significa "cortar".3). Aroeira-da-praia. A planta é de ocorrência em todo o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. . Fornece uma madeira de valor para a produção de mourões. Cambuí. sugere-se o uso com moderação. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Aroeira-do-brejo. com copa bonita e arredondada. febrífuga e usada contra afecções uterinas. Corrêa (1984) refere que a casca é depurativa. Coração-de-bugre. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. referindo-se às frestas da casca do fruto. a planta é amplamente conhecida como Arueira ou Aroeira. com casca grossa. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 12 m de altura. mas é muito usada como ornamental.

ou mesmo Caju. 1994). diurético e analgésico. além de comestíveis. enquanto as folhas são consideradas antianêmicas (Guerrero. p-hidroxi- . como antidiarréico. ou Cajá e Umbu. Nomes populares As espécie é conhecida na região amazônica como Umbu ou Serigüela.Spondias purpurea L. Dados da medicina tradicional Na região amazônica os frutos. Cirouela. Das folhas de Anacardium occidentale foram isolados ácidos fenólicos como gálico. o fruto. com folíolos oblongo-elípticos e acuminados. são usados na forma de suco para o alívio de febre e dores.O3). O nome Spondias significa "ameixa". inclui espécies tropicais. Dados botânicos Spondias purpurea é uma árvore alta. é ovóide. especialmente árvores com resinas.4). O ácido anacárdico (C22H32. as flores são pequenas. as folhas pecioladas e alternas são ovadolanceoladas. o fruto da espécie é empregado contra dores renais. imparipinadas. Acaiou. com 5 a 7 m de altura. Dados químicos dos gênero A família Anacardiaceae é bem conhecida pela presença de fenóis e ácidos fenólicos. O gênero Spondias. antiespasmódico. foi isolado da fruta e especialmente do óleo da castanha por Stadler (1887). reunidas em racemos. Acaju. sendo um composto característico das espécies deste gênero. esverdeado e doce (Figura 22. referindo-se apenas à fruta da espécie. descrito também por Carl Linnaeus. Inúmeras espécies desse gênero são historicamente conhecidas como Cajazeiro e Umbuzeiro. Em outros países da América do Sul. ilustrado a seguir. Outras denominações comuns são Acajá. Siriuela. do tipo drupa. referindo-se à semelhança com o fruto.

1973). fenol. também foram isolados (Costa. kaempferol. de diferentes partes da planta. K e Ca (Thomas & Dave. anacardol e cardol. Compostos derivados do ácido anacárdico. P. ácido-p-hidroxibenzóico. 1989). taninos e açúcar (Nagaraja et al. amido. além de flavonóides voláteis (Pino. anacardeína (Sathe et al. 1997c). campesterol e colesterol (Dinda et al. ácido procatéquico. amentoflavona. robustaflavona. C1. quercetina. flavonóides. ácido gentísico. 1987). n-eicosano. De Anacardium occidentale foram feitas caracterizações químicas e obtidas a partir das castanhas inúmeras proteínas. 1995). anacardol. S. além de Na. apigenina. aminoácidos. e de suas folhas foram isolados miricetina. aminoácidos. 1986). Mg. Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Anacardium occidentale indicam a presença de glicosídeos cardiotônicos.. a-amirina. antocianinas. (-)-epiafzelequina. 1986). os seguintes compostos: acetofenona. esteróis. cardanol. narigenina. a-selineno e vitamina C (Gupta.. 1997). triterpenos e sesquiterpetenolactonas . taninos. estigmasterol. Al. 1987). sódio e açúcar. A castanha possui também cardol e ácido anacárdico (Hegnauer. Foram também caracterizados. (-)epicatequina. agathisflavona. limoneno. leucocianidina.. No fruto foram detectadas as presenças de ácido ascórbico.benzóico e cinâmico (Koegel & Zech. glicosídeos de quercetina. Das cascas de seu tronco foram isolados b-sitosterol. álcool araquidílico. 1985). derivado de resorcinol. 1990). quercetina 3-O-ramnosídeo e quercetina 3-O-glucosídeo (Arya et al. cicloartenol. As castanhas possuem 96% de lipídios neutros e 4% de glicolipídios e fosfolipídios (Nagaraja.

(Guerrero..Bacillus subtilis. 1991). 1991). Dados descritos em inúmeras publicações confirmam a presença de inúmeros constituintes químicos.. Das folhas e caule dessa espécie também foram isolados dois taninos (Corthout et al. 1993. Dados farmacológicos dos Gêneros Das cascas da castanha de Anacadium occidentale foi isolado um composto fenólico denominado cardol. quercetina. Dezesseis compostos fenólicos isolados do óleo da castanha do caju foram testados quanto às suas propriedades antimicrobianas em quatro microorganismos típicos . flavonóides e triterpenos em suas folhas. 1991. Himegima & Kubo... O grupo hidroxil e a cadeia lateral alquil são imprescindíveis para a manutenção da atividade. 1994) e 15-lipoxigenase (Shobha et al. ácido salicílico. Porém diante do Helicobacter pylori o ácido anacárdico foi o mais efetivo antibacteriano ( Kubo et al. aminoácidos variados. que apresentou uma pronunciada atividade antifilária. ácidos esteárico. Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742. 1999). Escherichia coli. tocoferol e outros. Muroi & . cardol e metilcardol obtidos dessa espécie apresentaram potente ação inibidora das enzimas tirosinahidroxilase (Kubo et al. 1994) e frutos (Augusto et al. onde se observou que o ácido anacárdico foi o que apresentou a atividade mais fraca (Himejima & Kubo. mombin foi isolada uma série de ácidos 6-alkenilsalicílicos (Corthout et al. palmítico. oléico. 1994). tocoferol. Vários derivados do ácido anacárdico. De Spondias citherea foram isolados compostos terpênicos voláteis (Franco & Shibamoto. -sitosterol.. palmitoléico. gram-negativas e outros microorganismos (Muroi et al. -caroteno. denominados geraniina e galoilgeraniina.. Saccharomyces cerevisiae e Penicillium chrysogenum -. Do extrato etanólico de folhas e caule de S.. Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Spondias purpurea indicam a presença marcante de taninos. tais como -catequina. 1994). -linolênico. um derivado do ácido anacárdico (Onwuka. láurico. 2000). e raízes (Guerrero. 1992). 2000). O composto 2-hexenal isolado dessa espécie mostrou importante ação bactericida contra bactérias gram-positivas. 1994).

O extrato hexânico das cascas de A. occidentale administrado em dose única em ratos normoglicêmicos e hiperglicêmicos (Vargas. . 1993).. Souza et al.. 1994). Craveiro et al. Estudos com os componentes do ácido anacárdico extraído de A. Os componentes do ácido anacárdico extraído de A. 1984a). que apresentou atividade depressora central (Garg & Kasera. occidentale foram avaliados perante a B. 1992. 1974. meticardol e outros ácidos dessa espécie apresentaram efeitos citotóxicos moderados (Kubo et al. 1984b) e antibacteriana (Garg & Kasera. e observou-se que tanto o grupo carboxil como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida.epicatequina Kubo. mas se mostraram importantes como agentes antitumorais. glabrata. Três ácidos anacárdicos isolados recentemente possuem ação citotóxica contra células de carcinoma de mama. enquanto o cardol. occidentale apresentou atividade moluscicida (Pereira & Pereira. Não foi constatada a atividade hipoglicemiante de A. Atividades moluscicida e hipoglicemiante foram determinadas também por Pereira & Souza (1974).. Extratos aquosos de folhas dessa espécie possuem importante ação antifúngica (Ganesan.. (1981) identificaram a-pineno no óleo essencial. 1995). occidentale permitiram verificar que tanto o grupo carboxila como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida (Sullivan et al. Jurberg et al. 1991). 1993). 1982).

Dos extratos hidroalcoólico. mombin... foi estudada farmacologicamente e observou-se sua propriedade antiedematogênica e antiinflamatória em ratos (Swarnalakshmi et al. além de uma atividade moluscicida contra o caramujo Biomphalaria glabrata. 1999) e antibacteriano contra Bacillus cereus. Streptococcus pyogenes e Mycobacterium fortuitum. 1982 e 1985. Kudi et al. Geraniina e galoilgeraniina.. um derivado do ácido anacárdico que possui atividade inibitória sobre a beta-lactamase (Coates et al. responsáveis por irritação da pele. Salmonella enteritidis e Shigella flexneri (Cáceres et al. 1990. França et al. 1991).A epicatequina. Estudos in vitro realizados com extratos etanólico de Spondias purpurea apresentaram atividade contra algumas enterobactérias: Escherichia coli. 1981)... pela presença do cardol (Hoehne. 1992). As catequinas isoladas a partir do extrato clorofórmico apresentaram atividade depressora do SNC (Fonteles et al. foram isolados taninos que produziram atividade antiinflamatória. as folhas possuem altas concentrações de taninos e saponinas. taninos isolados de S.. um intermediário do ciclo de vida do Schistosoma mansoni (Corthout et al. o extrato etanólico e metanólico apresentaram atividades antimicrobiana e antifúngica (Moura et al. antiartrítica.. 1983). . Barbosa Filho et al.. 2000... 1994). Abo et al. Dados toxicológicos da família Anacardiaceae e observações de uso Foram relatados efeitos tóxicos com a utilização das sementes cruas do caju.. 1982. 2001. analgésica e tóxica (Rocha Mota et al.. occidentale. possuem pronunciada atividade antiviral contra Coxsackie e Herpes simplex viruse (Corthout et al. Ácidos alcenisalicílicos isolados de Spondias mombin apresentaram pronunciado efeito antifúngico (Rodrigues et al. Além disso. Akinpelu. o que pode ser considerado um fator limitante à alimentação bovina (Onwuka. etanólico e aquoso das cascas e do caule de A. 1992). Mota et al. 1980) enquanto. Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742 (1)... O extrato aquoso das cascas do caule apresentou atividade hipoglicemiante (Vetral et al. 1999. 1993). 1990). 1994). occidentale. isolada de A..

1939). Nesse sentido, estudos mais recentes demonstram que o cardol e o ácido anacárdico são os compostos responsáveis pela promoção de dermatites de contato (Hegnauer, 1973). Em razão da presença de fenóis, o caju induz a processos alérgicos, e a ingestão da semente crua determina problemas digestivos com dores e queimação na boca, edema de lábios, língua e gengivas, sialorréia intensa, disfagia e vômitos (Schvartsman, 1979). A semente assada é inócua. Recentes estudos confirmam casos de dermatite de contato pela castanha-de-caju (Rosen & Fordice, 1994; Diogenes et al, 1996), enquanto outros demonstram o desenvolvimento de processos alérgicos por causa do pólen da espécie (Fernandes & Mesquita, 1995). Sérios problemas de irritação da pele são causados pelos compostos fenólicos, ácido anacárdico e compostos derivados, enquanto os casos mais sérios de irritação e alergia ocorrem nos trabalhadores que coletam ou manipulam produtos da espécie Anacardium occidentale. A espécie Schinus terebenthifolius possui vários efeitos tóxicos, especialmente sob uso prolongado, o qual deve ser evitado.

Espécies medicinais da família Oxalidaceae

Introdução
A família Oxalidaceae descrita por Robert Brown compreende seis gêneros e aproximadamente 775 espécies distribuídas no Hemisfério Sul, especialmente nas zonas tropicais e subtropicais (Mabberley, 1997). Essa família apresenta em geral plantas herbáceas, ervas ou raramente arbóreas pequenas (Averrhoa), de folhas compostas, trifolioladas (Oxalis) ou com maior número de folíolos (Averrhoa), alternas com ou sem estipulas (Joly, 1998). Essa família inclui várias espécies de Trevo ou Azedinha de uso medicinal (Oxalis) e comestíveis (Averrhoa).

Espécies medicinais Averrhoa bilimbi L. e Averrhoa carambola L.
Nomes populares

Esta planta é conhecida na região amazônica como Limão de cayanna; no entanto, existem registros para a espécie como Bilimbi, Bílimbino e Caramboleira-amarela.
Dados botânicos

Árvore de até 13 metros de altura, com casca lisa e escura; folhas inteiras, com disposição alterna, imparipinadas, compostas de numerosos folíolos opostos; flores vermelhas e aromáticas, com cálice pubescente, reunidas em panículas terminais; fruto do tipo baga, oblongo, anguloso, verde-amarelado, comestível e semelhante ao de Averrhoa carambola (Carambola); duas sementes elípticas (Figura 22.5). O nome do gênero Averrhoa foi dado em homenagem a Averróis, médico árabe. O gênero Averrhoa foi descrito por Carl Linnaeus e inclui apenas as duas espécies aqui referidas; a espécie A. carambola tem origem na Malásia e é amplamente cultivada no Brasil; diferencia-se da outra porque os estames férteis são alternados com estaminódios, enquanto na espécie A. bilimbi os estames férteis possuem filetes mais curtos, alternados com filetes mais longos.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá do fruto é utilizado na cura de resfríados; o fruto misturado com goma de mandioca, água e açúcar é indicado contra dores de estômago; o fruto macerado com folhas de mocura-caá, alfavacão, peão-branco ou roxo e água é considerado excelente para dores de cabeça. Na região da Mata Atlântica, os frutos, além de comestíveis, são usados na forma de suco contra febres e disenterias. A infusão das folhas é considerado útil em diabetes "leves", como diurético e para reduzir o colesterol. Os outros usos catalogados no Brasil referem a utilização do suco do fruto como antiescorbútico e contra doenças cutâneas (Corrêa, 1984).

Dados químicos do gênero
Das folhas de A. carambola foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio. Os saponosídeos totais e flavonóides totais apresentaram atividade antibacteriana sobre cinco tipos de bactérias gram-positivas, porém não foram efetivas contra outros cinco tipos de bactérias gram-negativas e Candida albicans (Long et al., 1996). Dos frutos da A. carambola foram isolados carotenóides (Gross et al., 1983), polifenoloxidase (Adnan et al., 1986), ácido málico, ácido cítrico, fructose e glucose, aminoácidos (Yang et al., 1995), ácido ascórbico (Biswas & Mannan, 1996) pectinesterase (Horng et al., 1996), ácido oxálico (Wei & Wu, 1997). Constituintes voláteis do fruto fresco de A. carambola foram determinados, nos quais foi detectada a presença de um total de 126 compostos voláteis, predominantemente ésteres e compostos carbonil. Dos constituintes majoritários detectou-se a presença de (E)-hex-2-enal (2,4 mg/ kg) e benzoato de metila (1,9 mg/kg) (Froehlich & Schreier, 1989). Das folhas foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio (Long et al., 1996). Constituintes voláteis dos frutos dessa espécie foram isolados, obtendo-se 53 componentes, dos quais 47,8% são ácidos alifáticos, além de ácido hexadecanóico (20,4%) e ácido (Z)-9-octadecenóico. Dentre os doze ésteres, foram isolados butil-nicotinato (1,6%) e hexil nicotinato (1,7%) (Wong & Wong, 1995), além de 3-O-cianidina também isolado de A. bilimbi (Gunasegaran, 1992). Já a espécie A. carambola possui diversos carotenóides (Gross et al., 1983) e sementes ricas em óleo (Berry, 1978).

Dados farmacológicos do gênero
O extrato aquoso de A. carambola apresentou atividade hipoglicemiante (Dalla Martha et al., 1997). Além disso, constatou-se atividade depressora central (Muir & Lam, 1980) e houve relatos de intoxicação pela ingestão de neurotoxinas do fruto em pacientes com insuficiência renal (Neto et al., 1998).

Os saponosídeos totais e flavonóides totais isolados de A carambola apresentaram atividade antibacteriana (Long et al., 1996). O efeito hipoglicemiante foi observado também para a espécie Averrhoa bilimbi sendo a função aquosa detentora de melhor atividade (Pushparaj et al., 2000 e 2001).

Espécies medicinais da família Rutaceae

Introdução
A família Rutaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 156 gêneros, nos quais estão distribuídas 1.800 espécies cosmopolitas, especialmente em regiões tropicais, incluindo arbóreas, arbustos e ervas aromáticas contendo compostos terpenóides característicos da família (Mabberley, 1997). No Brasil, a família está representada por 28 gêneros e aproximadamente 182 espécies (Barrozo, 1978). No sistema de Engler, as Rutaceae fazem parte da ordem Rutales e incluem sete subfamílias, enquanto no rearranjo aqui utilizado e proposto por Kubistzki, os gêneros dessa família se distribuem em cinco subfamílias distintas, das quais a mais importante é a Rutoideae, onde se encontram os gêneros Ruta, da famosa Arruda aqui descrita, e os gêneros Esenbeckia e Cusparia, que incluem espécies medicinais. Na subfamília Aurantioideae encontram-se os gêneros Aegle e Citrus, este segundo de imenso valor econômico e medicinal, dadas as famosas Laranjeiras e os variados Limoeiros, grupos de espécies cítricas amplamente cultivadas e comercializadas no Brasil, num importante setor da economia. Desse gênero, inúmeras espécies foram referidas como medicinais; no entanto, pelo amplo conhecimento delas e grande número de trabalhos envolvendo-as, optamos por não incluí-las no presente estudo.

Espécies medicinais Ruta graveolens L
Nomes populares

Essa espécie é chamada popularmente de Arruda, sendo ainda denominada Ruta em Minas Gerais, Arruda-fedorenta e Arruda-fêmea e Arrudamacho no Rio Grande do Sul.
Dados botânicos

Subarbusto de folhagem densa com odor característico; folhas alternas, pecioladas, tripinatipartidas, sem estipulas; flores amarelo-esverdeadas, hermafroditas, com pétalas livres entre si, pedunculadas, lanceoladas, com bráctea pequena; ovário súpero com muitos óvulos; fruto do tipo capsular com quatro a cinco lobos, arredondados; sementes pardas e rugosas (Figura 22.6). O nome do gênero, Ruta, vem do grego rute, derivado de ruesthai = "salvador", referindo-se ao poder curativo da planta. O gênero Ruta descrito por Carl Linnaeus inclui espécies com ocorrência e origem na região do Mediterrâneo e no sudeste da Ásia.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá ou o sumo das folhas, utilizado externamente, é considerado útil contra asma, pneumonia e dor de cabeça; o chá das folhas também é usado como analgésico, antiespasmódico, tranqüilizante e contra problemas uterinos, quando misturado com alho e cominho; o suco das folhas é usado como abortivo e contra derrame cerebral; folhas de arruda misturadas com sumo das folhas de cravo, resina de copaíba, gergelim amassado e semente de peão-branco são indicadas contra derrame cerebral; o preparado de sumo das folhas com flores de cravo e semente de gergelim é usado contra dores, paralisia infantil e "malapanhado" ("doença que entorta criança"). Na região do Vale do Ribeira, a infusão das folhas é usada contra cólicas menstruais, diarréia, dores de cabeça e febres, enquanto o xarope das folhas é usado contra tosses graves. O macerado das folhas em aguardente ou vinho branco é usado externamente contra dores de cabeça e enxaqueca,

e o banho preparado com as folhas serve para aliviar qualquer tipo de dor. A decocção das folhas de arruda é usada como abortivo, especialmente associada a outras espécies vegetais ou medicamento. É também utilizada externamente como inseticida e internamente como estimulante, sudorífero e emenagogo, e suas sementes servem como antihelmínticos e parasiticidas (Corrêa, 1984); o chá das folhas é usado como analgésico, abortivo, emenagogo, estupefaciente, antigripal, hemostático, anti-helmíntico, anti-reumático e contra lumbago, em Minas Gerais (Verardo, 1982; Grandi & Siqueira, 1982; Grandi et al., 1982); no Ceará, como analgésico e contra dismenorréia (Matos et al., 1982); em Brasília, como tranqüilizante (Barros, 1982); no Rio Grande do Sul, como abortivo e o banho com o chá das folhas serve para menstruação atrasada (Simões et al., 1986). Além destas indicações, também é utilizada como febrífugo, no Pará (Amorozo & Gély, 1988).

Dados químicos da espécie
Os constituintes químicos particulares da planta são a rutina e a essência. Foram reconhecidas também lactonas aromáticas como a Cumarina,

bergapteno, xantotoxina, rutarena e rutamarina, heterosídeos antiociânicos, alcalóides como a rutamina, cocusaginina, esquiamianina e ribalinidina. A essência da arruda possui metilcetonas, sendo 87,8% são representadas pela metilnonilcetona e metil-heptíicetona, pequenas quantidades de outras metilcetonas, hidrocarbonetos aromáticos e terpenóides, fenóis, ésteres fenólicos, ácidos graxos, cineol e alcoóis alifáticos (Costa, 1986). Alcalóides e glicosídeos também foram isolados (Nahrstedt et al., 1981; Kuzovkina et al., 1980; Kong et al, 1984; Kuzovkina et al., 1984; Nahrstedt et al, 1985; Somanathan & Smith, 1981; Chen et al., 2001) e flavonóides (Trovato et al, 2000).

Dados farmacológicos da Espécie
Costa (1986) relatou propriedades anti-helmínticas, estimulantes, febrífugas, emenagogas, e mostra que a ação espasmolítica da planta é atribuída à presença de bergapteno e xantotoxina, enquanto a presença de metilnonilcetona é responsável por sua ação vesicante, excitante da motilidade uterina e abortiva quando em doses altas. Atividade antimicrobiana foi determinada utilizando-se alcalóides dessa planta (Eilert et al., 1984) e flavonóides (Trovato et al., 2000). Atividades espasmolítica, contra micoses cutâneas e inibidora da implantação de óvulos, foram também determinadas (Minker et al, 1979; Fróes & Fróes, 1988; Guerra & Andrade, 1978). O extrato de Ruta graveolens, que apresenta os alcalóides dictamina, gamafagarina, chimianina, pteleína e cocusaginina, revelou um efeito mutagênico moderado na linhagem TA98 da Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1987). A rutina é um dos compostos isolados dessa planta mais utilizados para o tratamento dermatológico, porém apresenta problemas quanto à sua metabolização. Em razão disso, várias tentativas de encontrar um composto que melhore sua metabolização têm sido realizadas. Testes posteriores com rutacridona e epoxirutacridona indicaram que a rutacridona possui menor toxicidade ao ser metabolizada por enzimas do fígado de rato, ao passo que o epóxido não sofre metabolização (Paulini et al., 1989). Além disso, o extrato dessa planta também foi responsável pela inibição de 100% da atividade hemolítica dos venenos de cobra e escorpião (Sallal & Alkofahi, 1996).

Isolou-se ainda das raízes dessa espécie o alcalóide furanoacridona, composto responsável pela atividade mutagênica em diferentes linhagens de Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1991a). Em estudos farmacológicos recentes, as folhas apresentaram atividades abortiva, mutagênica, além de diminuir a fertilidade (Rao et al. 1987; Sugai, 1996; Melito et al., 1997). E o extrato hidroalcoólico das partes aéreas mostrou atividade anticonvulsivante (Trotta et al., 1989) e antimicrobiana, mas não apresentou atividade esquistossomicida (Guilherme et al., 1989; De Sá et al., 1990b). A tintura de R. graveolens também foi responsável pela moderada atividade fotomutagênica em uma linhagem de algas verdes. A tintura possui bergapteno, psoraleno, impeatorina, dictaminina, gama-fagarina e skimianina. Mas o principal responsável pela atividade fotomutagênica parece ser o bergapteno (Schimmer & Kuehne, 1990). O extrato de éter de petróleo dessa planta apresentou efeito citotóxico quanto avaliado in vitro utilizando-se células de sarcoma de Yoshida (Trovato et al., 1996). O extrato clorofórmico da raiz, caule e folhas apresentou significativa atividade antifertilidade em ratos quando administrado intragastricamente do primeiro ao décimo dia pós-coito. A partir do fracionamento do extrato foi isolada a chalepensina como componente ativo responsável pela atividade tóxica (Kong et al., 1989).

Dados toxicológicos da Espécie
Hesnel et al. (1983) e Schwartsman (1979) verificaram fitodermatites causadas por substâncias químicas da R. graveolens, mediante um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar, induzindo dermatites. Corrêa (1984) relatou o aparecimento, após a ingestão, de dores epigástricas, cólicas, vômitos, arrefecimento da pele, depressão do pulso, contração das pupilas, convulsões e sonolência. A ingesta desta planta, por animais, tem promovido morte em 1 a 7 dias (El Agraa et al., 2002).

FIGURA 22.1 - Anacardium giganteum. Ramo com flor (desenho original por Di Stasi) e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998) (Banco de imagens -

FIGURA 22.2 - Anacardium occidentalle Ramo com inflorescência e fruto (original por HirumaLima).

FIGURA 22.3 - Schinus terebenthifolius. Ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998).

Ramo com frutos (modificado a partir de Hoehne. .Spondias purpurea. 1946).4 .FIGURA 22.

b) detalhe do ramo com folhas e flores (fotos originais por Hiruma-Lima).FIGURA 22.5 . c) detalhe do fruto (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .Averrhoa carambola: a) detalhe do ramo com flor e fruto.

FIGURA 22.Ruta graveolens.6 . Escanerata do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Eichler) (Banco de imagens - .

as quais são descritas a seguir. descrita inicialmente por Antoine Laurent de Jussieu. Dessa ordem foram registrados usos de espécies de ambas as famílias. com aproximadamente 3. de acordo com o sistema de classificação botânica. C. Espécies medicinais da família Apiaceae (Umbelliferae) Introdução A família Apiaceae (Dicotyledonae) é também denominada.540 espécies cosmopolitas do Norte de climas temperados e espécies tropicais de montanhas (Mabberley. Essa família inclui 446 gêneros. ambas com várias espécies medicinais e ocorrência em todo o Brasil. Hiruma-Lima L. A. denominada também Umbellales. Di Stasi A ordem Apiales. 1997). como Umbelliferae. Existe uma grande discordância quanto à classificação dessas espécies e aqui adotamos aquela usada por Mabberley (1997).23 Apiales medicinais C. mas alguns arbustos e árvores são des- . inclui apenas duas famílias botânicas (Araliaceae e Apiaceae). A maioria das espécies é de plantas herbáceas.

dos quais se destacam Daucus (que inclui a Cenoura). a Eryngium ekmanii. Coentro. Muitas dessas espécies são cultivadas. Erva-doce. e Eryngium com espécies freqüentes em campos (Joly. Apium. optamos por incluir aqui apenas duas delas. Coriandrum (Coriandreae . Foeniculum e Pimpinella (Apiae Apioideae). Os gêneros mais importantes dessa família são Centella e Hydrocotyle (Hydrocotyleae . dunas e brejos. ascendentes. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Chicória. assim. Daucus (Caucalideae .Apioideae).Saniculoideae). oblongolanceoladas. Pimpinella (Erva-doce). e Hydrocotyle exigua. especialmente pelo seu uso como alimento e condimento.Apioideae). 1998). Petroselium (Salsa). Cicuta. Coriandrum (Coentro) e Foeniculum (Cominho e Funcho). onde há amplo uso como medicamento. muito comum na Mata Atlântica. pela sua grande utilização na região amazônica e por representar um gênero nativo do Brasil. Apium com características ruderais. densamente imbricadas. Dados botânicos Erva de até 1 m de altura. sendo também usadas como medicamentos na região amazônica e na Mata Atlântica. fibrosas e caule florífero solitário. folhas alternas. Eryngium e Alepidea (Eryngeae . No Brasil ocorrem poucos gêneros. Apium (gênero do Salsão). não foram encontrados sinônimos populares que a identificassem. com raízes fasciculadas. tais como Cenoura. entre inúmeros outros.critos na família.Hydrocotyloideae). sendo considerados nativos Hydrocotyle com espécies em matas. Inúmeros gêneros cultivados são muito comuns no Brasil. Espécies medicinais Eryngium ekmanii Wolff. Essas plantas exóticas e amplamente cultivadas no Brasil possuem inúmeros estudos e descrições já disponíveis e. inflorescência dicásio ramificado com cada bifurcação . Cominho e Salsa.

lobadas e pilosas.) Malme Nomes populares A espécie é chamada. frutos pilosos. O nome do gênero. diclamídeas e hermafroditas. Esse chá. folhas pequenas. fruto subgloboso (Figura 23. especialmente em crianças. vem de eros = "lã". Dados da medicina tradicional Na região amazônica. enquanto o chá da raiz é empregado internamente em estados gripais. referindo-se às fibras do rizoma. não foram encontrados dados de medicina tradicional referente à espécie em questão. é considerado excelente contra dores de cabeça. e aix = "cabra". crenadas. espalhadas por diversos continentes. quando preparado em alta concentração. cordiformes. com flores avermelhadas. na região do Vale do Ribeira. usado topicamente. Dados botânicos A planta é uma erva de caule prostrado. Também é conhecida como Erva-capitão. com nós.1). semelhantes a barba de cabra. capítulos esverdeados com flores pequenas. Hydrocotyle hirsuta Sw. exigua (Urban. no entanto. O gênero Eryngium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 250 espécies tropicais e temperadas. Inúmeras espécies desse gênero são usadas como medicinais em diversos países. habitando em lugares úmidos.com um pedúnculo terminal e dois ramos laterais surgindo de um par de folhas ou brácteas. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e . o sumo das folhas frescas. Na Mata Atlântica a espécie é encontrada em áreas de formação secundária e raramente na floresta. inflorescência em capítulo. de no máximo 1 cm de espessura. é usado internamente para expulsar restos de placenta em partos difíceis. dos quais são emitidas raízes. var. torcidas antes de abrir. de Erva-terrestre. cíclicas. Eryngium.

. 1997). 1985). 1980) e E. ilicifolium (Pinar & Galan. comarinas e flavonóides. sendo 2. 1997a). foram isolados 46 compostos. e cotyle = "umbigo".. A atividade antiinflamatória foi determinada em E.. em altas doses.. foetidum apresentou atividade anticonvulsivante (Simon & Singh. Das folhas de E. a água das folhas serve para tirar sardas do rosto. foetidum L. 1992).. diurético e. 1985.. Glicosídeos foram isolados de E. Corrêa (1984) refere o uso das folhas como tônico. 1999). 1997a).5-trimetilbenzaldeído. . farneseno. bourgatii (Lam et al. foi ainda isolado o falcarindiol em E. O extrato aquoso de E. sendo majoritários carotol. 1986). ácido hexadecanóico e carotol os constituintes majoritários (Pino et al.000 mg/kg e de 50 mg/kg por via endovenosa (Gupta. Além de saponinas. Hohmann et al. maritimum (Lisciani et al.. De E.inclui 130 espécies cosmopolitas. O nome Hydrocotyle deriva do grego hydro = "água". anetol e alfa-pineno (Pino et al.4. também encontrados em E. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica.. creticum foi testado por sua atividade inibitória contra venenos de escorpião e de cobra. Esta mesma espécie apresentou atividade antiinflamatória (Garcia et al. 1986). Dados químicos e farmacológicos Sobre a espécie Eryngium ekmanii não foram encontrados estudos químicos e farmacológicos. O extrato aquoso e etanólico das folhas frescas e secas e da raiz de E. emético. campestre (Erdemeier & Sticher. a infusão das folhas é usada contra gripes e bronquites fortes. 1986). 2002). campestre foram isolados ainda flavonol e cumarinas (Erdemeier & Sticher. planum (Hiller et al. acetilenos. elegans (Campos & Garcia. 1995). 1997) além da atividade antimicótica (Abou-Jawdah et al.. a DL50 por via oral foi de 1. ao passo que das sementes foram isolados 37 compostos. O extrato das folhas frescas e secas e da raiz seca promoveu 100% de inibição dos venenos de cobra e de escorpião (Alkofahi et al. enquanto vários acetilenos foram obtidos das raízes de E. 1984).

da famosa Hera dos parques. utilizada como alimento. de uso comum em cercas vivas e como ornamentais.Observação de uso Esta Chicória não é a mesma planta conhecida na região Sudeste. em três distintas zonas de expansão: região Indomalaia. Árvores. epífitas. Australásia e América tropical (Joly. Das inúmeras espécies descritas nessa família. Schefflera. especialmente em refogados e saladas. Essa espécie é uma das drogas mais comercializadas no mundo. nessa família as raízes de uma importante espécie Panax ginseng têm sido usadas há mais de dois mil anos na medicina tradicional chinesa contra inúmeras doenças. As espécies estão distribuídas predominantemente em regiões tropicais. no envenenamento do filósofo Sócrates. segundo a história. Várias espécies do gênero Hydrocotyle também são consideradas tóxicas para animais. lianas. ambos introduzidos no Brasil. mas demonstram a importância da realização de estudos com a espécie e outras do gênero. famosa por ter sido usada. mas raramente ervas. 1997). e centenas de . No Brasil ocorrem vários gêneros. Centro-Oeste e Sul. Tetrapanax e Aralia. especialmente do gênero Cicuta. é pouco comum a ocorrência de uso medicinal. Espécies medicinais da família Araliaceae Introdução A família Araliaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Apiales. e Polyscias. Hedera. Várias espécies dessa família são consideradas tóxicas. Tetrapanax. 1998).325 espécies tropicais espontâneas e poucas espécies de clima temperado (Mabberley. são encontradas na família. Os dados da espécie e do gênero não fornecem subsídios que garantam sua utilização. e inclui 47 gêneros. com aproximadamente 1. Os gêneros mais importantes dessa família são Aralia. subclasse Rosidae. Mackinlaya e Polyscias. Panax. mas muito pouco se tem estudado sobre as espécies nativas dessa família botânica. arbustos. No entanto. e as espécies mais comuns pertencem aos gêneros Hedera.

Outras espécies do gênero. flores pequenas. androceu com cinco estames.2) Polyscias fruticosa e Polyscias guilfoylei. ovário ínfero. com larga bainha na base. fruto indeiscente.estudos têm sido realizados em razão de sua importância química e farmacológica. pertencente ao gênero Polyscias. usada internamente. grandes. O nome popular da espécie. descrito por Johann Forster e Georg Forster. amplamente cultivada como ornamental. e acias = "sombra". tais como Panax notoginseng e Panax quinquefolius. cuja identificação taxonômica não foi completamente obtida. folhas alternas. Dados da medicina tradicional A infusão preparada com folhas. Dados botânicos Arvore de pequeno porte. mas com certeza não se trata das espécies (Figura 23. inclui aproximadamente 150 espécies tropicais. cálice pequeno. sendo também usa- . O nome do gênero vem do grego polys = "muito". O gênero Polyscias. Cunha e Cunha-mansa. e o banho com folhas são úteis para acalmar crianças na hora de dormir. a maioria de árvores de pequeno porte ou arbustos. também possuem constituintes químicos e atividades farmacológicas similares ao Ginseng verdadeiro. amplamente cultivadas no Brasil como ornamentais. variegadas. Espécies medicinais Polyscias sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Cuia-mansa. Cuia. reunidas em inflorescências axilares. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de apenas uma espécie medicinal dessa família. globoso. A espécie não foi completamente identificada. refere-se à forma da folhas. Cuia. pela beleza de sua folhagem.

. Recentes estudos confirmam os resultados obtidos por Slaveinskene et al. 1990). 1989b.dos como calmante por adultos... crispatum caracterizou-se a presença de alcanos de cadeia longa (Broschat & Bogan. 1991).. 2001). ao passo que a fruta verde com mel é usada contra tosse.. 1998). 1990. Nas folhas de Polyscias sp. assim como do tempo de sobrevida e ganho de peso. 1988. (1986) e demonstram que culturas de células da espécie Polyscias filicifolia normalizam a biossíntese de proteínas e a atividade de RNAt-sintetases de fígado de coelhos com isquemia do miocárdio induzida (Lekis et al. Vo et al. Nesse estudo. A raspa da casca do tronco servida com o sumo das folhas com raiz de açaí é um preparado útil contra anemias. Dados químicos e farmacológicos do gênero Polyscias Saponinas triterpênicas do grupo do ácido oleanólico. Extratos alcoólicos de Polyscias filicifolia possuem efeito antimutagênico detectado pela habilidade de suprimir mutações genéticas de Salmonella tiphymurium (Dvornyk et al. 1992). 1992. 2002. A combinação desse tratamento com levo-deprenil é mais eficaz que o tratamento isolado (Yen & Knoll. Um importante estudo realizado por Trylis & Davydov (1995) sugere os mecanismos endócrinos e metabólicos da atividade adaptogênica de culturas de tecidos das espécies Polyscias filicifolia e Panax ginseng. 1986). Barilyak & Dugan.. Em P... 1994). Lutumski & Luan. Estudos com camundongos tratados (três vezes por semana a partir de doze meses de idade) com extrato da raiz de Polyscias fruticosum demonstram claramente o aumento da função da memória. scutellaria (Paphassarang et al. 1989c e 1990) e de P. sobretudo no extenso trabalho realizado por Corrêa (1984). 1996. sesquiterpenóides voláteis e poliacetilenos foram isolados de Polyscias fruticosa (Brophy et al.. Proliac et al. 1995. saponinas triterpênicas e triterpenos glicosilados foram encontrados nas folhas de P. Fulva (Bedir et al. 1992). De P pichroostachya foram isoladas saponinas triterpênicas que apresentaram efeito moluscicida (Gopalsamy et al. os autores demonstram que . foi constatada a presença de flavonóides (Lussignol et al. 1989a.. Glicosídeos oleanólicos. Chaboud et al. Não foram encontradas referências de uso dessa espécie em nenhum levantamento etnofarmacológico.

assim como outras do gênero Polyscias. Detalhe da planta toda e da inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) (Banco de imagens - . FIGURA 23. bem como diminuição da produção de insulina e glucagon pelo pâncreas. e de prolactina pela hipofise. foi verificado aumento da atividade da adrenal e da tiróide. associados àqueles referentes a outras da família. são fontes potenciais de novos constituintes químicos com importantes atividades farmacológicas. prevenindo a exaustão das reservas de energia nos estágios finais de estresse. A espécie P. alterações nas taxas de metabolismo de carboidratos e lipídios..Eryngium ekmanii.as espécies estimulam a capacidade de trabalho físico dos animais em condições de imobilização. especialmente a Panax ginseng.1 . mostram que essa espécie. filicifolia também possui atividade antimicrobiana (Furmanowa et al. Observações Os dados apresentados para algumas das espécies desse gênero. 2002).

2 .FIGURA 23.Polyscias. Detalhe do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi .Banco de imagens - .

Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

sendo importantes fontes de substâncias com atividade farmacológica. Essas três famílias reúnem grande valor medicinal e terapêutico. Apesar de não referidas no nosso estudo. C. Di Stasi C. Genistomaceae. demonstram que a ordem Gentianales. Hiruma-Lima A ordem Gentianales inclui apenas seis famílias . . é uma importante fonte de substâncias com potentes efeitos e ações farmacológicas. A. Gentianaceae e Asclepiadaceae. espécies da família Strychnaceae também possuem importantes fontes de substâncias ativas. Esses dados. das quais as três últimas reúnem várias espécies medicinais e algumas com ampla ocorrência no Brasil. Loganiaceae. do qual foi isolada a famosa estricnina e inúmeros outros compostos com efeitos tóxicos já descritos.24 Gentianales medicinais L. somados aos descritos a seguir para as famílias Apocynaceae. Apocynaceae. apesar de pouco numerosa. devendo ser considerada uma significativa fonte de novos compostos de interesse terapêutico ou toxicológico. destacando-se o gênero Strychnos (família Strychnaceae ou também denominada Loganiaceae III). referidas como medicinais na região amazônica e descritas a seguir.Strychnaceae. Gentianaceae e Asclepiadaceae -.

Vinca. muitas das quais conhecidas como Mangaba. fornecedores de madeira.Espécies medicinais da família Apocynaceae Introdução A família Apocynaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Gentianales. muitas das quais trepadeiras e suculentas. Joly (1998) destaca. e.900 espécies tropicais e subtropicais. além dessas. Catharanthus. com aproximadamente 1. muito utilizadas ornamentalmente. Nesse contexto. Allamanda. A família Apocynaceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes vegetais de constituintes químicos de utilidade na medicina moderna. os gêneros Mandevilla e Thevetia. . Esse composto foi isolado em 1952 e possui inúmeras atividades farmacológicas. como os gêneros Allamanda. muito bem descritas nas obras clássicas de Farmacologia. com destaque para ajmalina. Himatanthus (Plumeria) e Wrightia. aqueles que incluem espécies arbóreas. subclasse Asteridae. dentre os gêneros. que possui diversas espécies como a Peroba e o Pau-pereira. sendo algumas poucas registradas em regiões temperadas (Mabberley. serpentina. entre as espécies de pequeno porte. 1997). e muitas dessas espécies representam protótipos de classes farmacológicas distintas de drogas e fazem parte da história da Farmacologia e da Terapêutica. Nerium. a família possui espécies trepadeiras. herbáceas. Hancornia. arbóreas. Hancornia. especialmente a espécie Rauwolfia serpentina. Paquistão e Tailândia. Rauwolfia. Mandevilla. serpentinina e reserpina. Java. as ornamentais Tabernaemontana e Plumeria. com espécies distribuídas nos cerrados e na Amazônia. Tabernaemontana. ajmalinina. inclui 165 gêneros. Strophantus. Várias substâncias têm sido isoladas a partir de espécies dessa família. Aspidosperma. como Aspidosperma. arbusto encontrado na Índia. Os gêneros mais importantes dessa família são Alstonia. No Brasil ocorrem 41 gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. sendo esta última o mais importante. Thevetia. Inclui espécies arbustivas. e encontrado em várias outras espécies do gênero. e que inclui aproximadamente trinta alcalóides. ressaltam-se alguns gêneros e suas principais espécies: • do gênero Rauwolfia.

e Thevetia peruviana. tais como alstonina. tais como majdina. Himathantus sp. Deve-se destacar. que essa família inclui um grande número de espécies tóxicas. Espécies medicinais Allamanda cathartica Nomes populares L Alamanda é o nome popular utilizado nas duas regiões. cilastonina e também a reserpina. Orélia. vinblastina e vincristina. segundo Evans (1996). especialmente a Nerium oleander. A espécie Vinca rosea. as espécies Vinca major. ambas contendo inúmeros alcalóides bioativos. algumas das quais serão discutidas no final deste capítulo. fonte de mais de sessenta distintos alcalóides. Wrightia e Aspidosperma. • do gênero Strophantus. tais como ouabaína. sendo estes dois últimos importantes agentes antineoplásicos. contudo. tem sido designada também como Catharanthus roseus. Dedal-de-dama. Várias espécies dessa família têm sido recentemente objeto de estudos como fonte de novas drogas. Strophantus combe e Strophantus sarmentosus. A espécie também é conhecida no país com as seguintes denominações: Alamanda-deflor-grande. Vinca rosea e Catharanthus roseus.• do gênero Vinca e Catharanthus. estrofantinidina e cimarina. • do gênero Nerium. as espécies Strophantus gratus. merece destaque por possuir glicosídeos cardiotônicos como a adinerigenina e a canogenina. Alamanda amarela e Quatro-patacas. a saber Allamanda cathartica. alstonilina. Vinca minor. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de três espécies medicinais distintas dessa família. fonte principal dos alcalóides antitumorais citados e de aproximadamente mais de 150 distintos alcalóides. . • do gênero Alstonia as espécies Alstonia scholaris e Alstonia contricta. conhecida no Brasil como Espirradeira e muito usada como ornamental. espécies ricas em glicosídeos. tanto para os animais como para a espécie humana. destacando-se espécies do gênero Mandevilla.

O gênero inclui doze espécies tropicais. em animais domésticos. Dados botânicos É uma árvore latescente de grande porte. purgativo e catártico. folhas simples. com copa estreita e tronco ereto. inflorescências com flores amarelas. Atribuem-se à casca as mesmas atividades das folhas. alternas. a planta exsuda látex considerado venenoso. Cathortica a mais extensivamente cultivada como ornamental. usada internamente. axilares e fasciculadas. em grande número.1).Dados botânicos A espécie Allamanda cathartica é um arbusto alto e trepador lactescente. glabras e verticiladas. espessas. na forma de funil. especialmente em crianças. com folhas brilhantes. enquanto a decocção das cascas da planta. adicionando-se seu uso contra tumores hepáticos e parasitas intestinais. Outros sinônimos populares são Janaguba e Sucuuba-verdadeira. sendo este segundo muito comum como animal doméstico na região amazônica. emético e purgativo. contendo poucas sementes (Figura 24. Himatanthus sucuuba (Spruce) Wood. Dados da medicina tradicional O uso tópico do macerado de todas as partes da planta é utilizado contra sarna. o qual também é útil contra sarna quando usado externamente. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sucuuba. com tubo estreito e longo. Segundo Corrêa (1984). sendo a A. . Ucuuba e Sucuba. As flores e raízes são usadas contra problemas do baço. atingindo até 20 m de altura. Refere-se ainda o intenso emprego desse macerado. com a mesma indicação. é considerada um excelente vermífugo. A infusão das folhas é utilizada como emético. A folha é considerada excelente catártico. especialmente cães e macacos. semilenhoso. com casca rugosa. O nome do gênero Allamanda descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem ao famoso botânico holandês Allamand. grandes. fruto do tipo capsular.

pecioladas. O nome do gênero deriva do grego. ovaladas. sendo uma planta perenifólia. O gênero Himatanthus foi descrito por Carl Willdenov e Josef Schultes e inclui apenas treze espécies. com um tronco de casca cinzenta. estômago (dores e irritação) e na expulsão de vermes. glabras em ambas as faces. simples. Thevetia peruviana (Pers. Coração-de-jesus. pois o uso excessivo pode causar diarréias e desidratação. alcançando até 10 m de altura. especialmente em crianças. inflorescências dispostas em cimeiras terminais com poucas flores. contendo sementes aladas. margens inteiras. coriáceas. todas encontradas na América do Sul (Plumel. ocorrendo preferencialmente no interior da mata. no entanto. heliófita e secundária. referindo-se às brácteas que envolvem os botões florais. Corrêa (1984) relata que a casca exsuda um látex medicinal e venenoso. Fava-elétrica e Ahoay-guassu. recente divisão realizada por Plumel (1991) permite a distinção entre ambos os gêneros. 1997). Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Castanha-da-índia e Chapéu-de-napoleão. frutos geminados em forma de chifres. Schum. enquanto a decocção das folhas é usada internamente contra problemas do intestino (constipação). Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. grandes e brancas. acumi- . Outros nomes populares no Brasil são Jorro-jorro. linear-lanceoladas.) K. folhas alternas. Dados da medicina tradicional O uso tópico do látex é indicado contra afecções da pele. A espécie tem ocorrência principal na Amazônia. Noz-de-cobra. Esse gênero é considerado sinônimo do gênero Plumeria (Mabberley. significando "manto de flor". A população refere que a planta deve ser usada com cuidado. 1990). sendo útil como anti-helmíntico. especialmente no alívio de coceiras.

contendo sementes duras e grandes. O látex é amplamente utilizado em vários locais do mundo como veneno para flechas. colares. É uma espécie muito usada como ornamental. carnosas e glabras nas duas faces. Os usos dessa espécie como purgativo. Thevetia peruviana é sinônimo de Thevetia neriifolia. enquanto na Índia é comum a utilização da espécie para suicídios (Mabberley. purgante. bactericida e como veneno para peixes. aromáticas. além de comumente empregadas para suicídio ou homicídio. sendo referidos em inúmeros trabalhos etnobotânicos realizados em vários países. 1997). purgativa e emética e de uso perigoso. O nome do gênero Thevetia. fruto do tipo drupa carnosa. como pulseiras. Dados da medicina tradicional A infusão das cascas da planta é usada internamente como antitérmico. 1962). foi dado em homenagem a um monge francês chamado Andre Thevet. contra reumatismo e hemorróidas e no tratamento de insônias (Duke. para provocar vômitos. descrito originalmente por Carl Linnaeus. 1984). o látex acre é usado para acalmar dores de dente.nadas. enquanto a decocção das folhas é usada no alívio dos sintomas após picada de cobra. inflorescências dispostas em cimeiras terminais. com corola em forma de funil. contendo flores grandes. sendo amplamente cultivada em vários países tropicais. O gênero inclui apenas oito espécies tropicais. onde a espécie também é usada no envenenamento de peixes e como inseticida (Walt & Breyer-Brandwijk. antitérmico e emético são conhecidos por todo o planeta. além da sua utilização uso em vários países como emético. As sementes da espécie são usadas como inseticida. braceletes. que veio ao Brasil em 1590 e escreveu sobre a Guiana Francesa. é empregada como cataplasma para neutralizar efeitos de veneno de cobra (Corrêa. 1984). a decocção das folhas tem sido empregada para combater febre e malária. a amêndoa. 1985). das quais a referida é a mais conhecida e estudada. assim como outros inúmeros usos de várias par- . arbotifaciente. A casca é considerada amarga e febrífuga. triangular. revestimento de maracás (Corrêa. especialmente do continente africano. as sementes da espécie são muito utilizadas pelos indígenas na confecção de artefatos de adorno. amarelas. em pó. com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura. No Brasil.

O isolamento de diosgenina.-O. 1996. 1995c e 1995a)... 1974). 1986). plumericina.. alamandina. Tewtrakul et al. são ricas em um glicosídeo a tevetina. além das flavonóides (Germonsén-Robineau. a alanerosida. 1988). -sitosterol. Os dados etnofarmacológicos são similares em todas as partes do mundo. além de 13-O-acetil plumierida. medioresinol. escopoletina. 1962. foram isolados do caule isoplumericina. rutina e os iridóides plumierida. -sitosterol. Himatanthus e Thevetia Akah & Offiah (1992) relatam a presença de alcalóides. Foram isolados de A. enquanto do extrato etanólico das folhas e ramos foram isolados 3. neriifolia os compostos 9.-hidroximedioresinol.Kader et al. siringaresinol e glicosídeos (Abe & Yamauchi. tevetiogenina e uzarigenina (Abe et al. -amirina.. Das folhas dessa espécie foram isolados vários glicosídeos derivados da digitoxigenina. acetato de lupeol. ácido ferúlico e ácido gentísico. 1988). e possuem ainda outros glicosídeos como a tevetoxina.. As folhas dessa planta contêm ainda as lignanas ácido ortocumárico. saponinas e carboidratos no extrato aquoso de Allamanda cathartica. 1989). 1985). escoparona. kaempferol. De outras espécies do gênero Allamanda. também encontrados em outras partes das plantas desse gênero (Watt & Breyer-Brandwijk. ruvosídeo e neriifolina. Dados químicos dos gêneros Allamanda. além de lignanas como pinoresinol.tes da planta têm sido relatados por diversos autores (Duke. Glicosídeos do grupo dos iridóides também têm sido descritos nas folhas dessa espécie (Abe et al. . flavonóides. 1996). cumarato de plumierida e protoplumericina (Shen & Chen.-D-glucopiranosilsitosterol (Matida et al. Existem ainda relatos da presença de iridóides lignanas(Abdel. Dessa mesma espécie também foi caracterizado o iridóide glicosídeo. lupeol e trifolina foi descrito nas flores de A. canogenina. tevetina B. 1992b.. quercetina. como a A. 1993). 1992a e 1994). cumarato e um glicosídeo (Ganapaty & Rao. e de suas flores.. perivosídeo. 2002). Kupchan et al.-hidroxipinoresinol e 9.1997. schottii. pinoresinol e alamicina (Anderson et al. ovata e T. Glicosídeos também têm sido isolados de outras espécies desse gênero. assim como de outras espécies do gênero. tais como de T. As sementes de Thevetia peruviana. 1984).. 1988). Corrêa.. blanchetii (Ganapaty et al. também chamado tevetina A. thevetioides (Perez-Amador et al. plumierida.

allamandina e isoplumericina (Vanderlei et al. linoléico. estudos descrevem a presença dos compostos denominados ácido confluêntico. taninos e saponinas (Gupta. linoléico. neriifolia (Dinda&Saha. 1996). taninos. taninos e saponinas. flavonóides. follax (Abdel-Kader et al. 1991). Dados farmacológicos dos gêneros Allamanda. 2001) e o ácido dihidroplumerinico além da ausência de alcalóides (Rocha et al. o rendimento e a composição do óleo das sementes de Thevetia peruviana variam de acordo com a época de coleta. peruviana foram igualmente isolados novos flavonóis. 2000). Triterpenos como ácido olianólico.. (1986). alcalóides. enquanto as cascas possuem alcalóides. esperolactonas. De acordo com Obasi et al. 1997) além da lignana pinoresinol (Braga et al. Himatanthus e Thevetia Estudos recentes demonstram que extratos brutos de folhas de A. além de compostos conhecidos como kaempferol e quercetina (Abe et al. (1990) e Beauregard Cruz et al. cathartica causam purgação e aumento do movimento propulsivo do intestino em . obovatus (Vilegas et al.. láurico e caprílico apenas no óleo das sementes imaturas coletadas em outra época do ano. phagedaenica foram isolados iridóides e triterpenos como a plumericina. 1994.... 1993). 1995b) e monoterpenos polihidroxilados (Abe et al..Foi isolado das folhas dessa espécie um novo triterpeno pentacíclico além de um conhecido glicosídeo (Begum et al. Da espécie H.. behênico e erúcico... Ali et al. Quanto à espécie Himatanthus sucuuba. 1978). triterpenóides (Wood et al. esteárico. ursólico. Guerrero. tendo sido isolados do óleo das sementes maduras e imaturas componentes como ácidos oléico. 1994) e fulvoplumierina (Perdue & Blonster. e as raízes. ácido metilperlatólico (Endo et al. 1992) e em T. cáprico. Dados fitoquímicos demonstram que as folhas possuem alcalóides. Saxena & Jain (1990) descrevem que o óleo das sementes dessa espécie possui os ácidos palmítico. Iridóides também foram isolados de H. oléico. 1990). triterpenos e saponinas. 1992) e H... linolênico. Da mesma forma. esteárico e palmítico. glicosídeos cardiotônicos. 1982).. Das folhas de T. acetato de -amirina e acetato de -amirina também foram descritos nessa espécie (Siddiqui et al. 1995. Foram descritos os ácidos mirístico. 1998).

1935). 1990). Moreira et al.. Existem ainda estudos que caracterizam a atividade antitumoral (Trotta & Paiva. 1992). 1964) e à plumericina e isoplumericina isoladas de A.. anti-hipertensora (Socorro & Thomas. O óleo das sementes de Thevetia peruviana possui atividade bactericida contra Bacillus subtilis.. mas mesmo assim pouco seguro para ser usado como agente terapêutico (Watt & Breyer-Brandwijk. A neriifolina. produziu atividades espasmogênica. violacea (Lima & Caldas... 2000) A atividade antibiótica foi atribuída à alamandina de A. antimicrobiana (Neto et al. cathartica e A. atóxica e cicatrizante (Villegas et al. 1978) e os ácidos confluêntico e metilperlatólico. O extrato etanólico das partes aéreas de Allamanda blanchetii. 1991). componentes principais da espécie Thevetia peruviana. 1990. 1982a e 1982b. Ações similares foram obtidas com o glicosídeo tevetoxina. mas substâncias mais ativas e menos tóxicas que elas foram obtidas por processos semi-sintéticos. .. 1962). 1933).camundongos. 1994) antifúngico (Tiwari et al. indicando ação purgativa por aumento da motilidade do trato gastrintestinal via ativação de receptor muscarínico (Akah et al. Staphylococcus aureus e Vibrio cholerae e outros microorganismos (Saxena & Jain. 1997).. inibem a atividade da Na+K+-ATPase por mecanismos similares ao dos digitálicos (Ye & Yang. O glicosídeo tevetina isolado de Thevetia peruviana possui importante ação estimulante de músculos lisos do intestino. que possuem atividade inibitória sobre a enzima monoamino oxidase B (Endo et al... isolada dessa espécie. De Himatanthus sucuuba foram isolados a fúlvoplumierina com atividade citotóxica (Perdue & Blonster. o qual se mostrou menos tóxico que a tevetina. bexiga. 1981). 2000). Obasi & Igboechi. além de induzir contrações dose-dependentes apenas antagonizadas pela atropina. 2002). 1994). 1989).. analgésica e antiinflamatória (de Miranda et al. 1945 e 1947).. Dados clínicos mostraram que esse composto produziu bons resultados em pacientes com descompensação cardíaca (Arnold et al. 2002) e antiofídico (Otero et al. Moraes et al. conhecida popularmente como orélia. blanchetii (Melo et al.. 1984. útero e vasos sangüíneos (Chopra et al. Peruvosídeo e neriifolina.. é considerada precursora de outros glicosídeos citados e possui efeitos farmacológicos e tóxicos similares aos apresentados (Frerejacque et al.

e Thevetia peruviana e T.. A espécie Thevetia peruviana é considerada extremamente tóxica e a causa de inúmeros envenenamentos na espécie humana (Eddleston et al. Nerium oleander causou arritmia cardíaca e diarréia severa. 2002) a margem de segurança entre dose terapêutica e tóxica dessa substância é extremamente pequena (Chopra et al. 1933.4g/kg. Inúmeros efeitos tóxicos dos glicosídeos produzidos por essa espécie e por outras do mesmo gênero estão descritos por Watt & BreyerBrandwijk (1962) e Langford & Boor (1996).. e estudos recen- . Frerejacque.Dados toxicológicos das espécies Recentes estudos realizados com a espécie A.. acompanhadas de hemorragias e necrose de fibras do coração. Maringhini et al.5 g/ kg e 14. nereifolia provocou arritmia cardíaca e diarréia sem manifestações histológicas (Tokarnia et al. 2002. para bovinos (Tokarnia et al. Em razão das grandes semelhanças farmacológicas entre os diversos compostos obtidos de espécies dessa família com os digitálicos. No entanto... 1996). Singh & Singh. A mortalidade humana pela ingestão de Thevetia peruviana e Nerium oleander é geralmente pouco freqüente. 1958. Eddleston et al. além de congestão da mucosa da área digestiva restante. Thevetia peruviana possuem valores de dose letal na ordem de 30 g/kg. cathartica indicam sua toxicidade para bovinos e demonstram que a DL50 para essas espécies é de 30 g/kg (Tokarnia et al. Estudos de toxicidade demonstram que as espécies Allamanda cathartica.. 1999. edema da parede do rúmem e congestão da mucosa do trato digestivo (Tokarnia et al.. há diferenças entre esses compostos quanto à sua toxicidade. Os animais exibem sérios problemas cardíacos e neuromusculares. gatos.. Oji et al. cobaias. 1996). 1992). 1933). O consumo da espécie por bovinos causa cólicas. 0. Saraswat et al.700 mg/kg é dose letal. 1996). 2000. vindo a morrer 24 horas após o consumo (Oji & Okafor. fato importante por ser essa espécie ornamental e muito comum em pastos.. Nerium oleander. 1993). A tevetina encontrada nessa espécie é altamente tóxica para camundongos. 2000). peixes e outros animais (Chopra et al. efeitos tóxicos também são similares. Allamanda cathartica causou principalmente manifestações de cólica e edemas nas paredes do rúmen e retículo. A inclusão de sementes de Thevetia peruviana na dieta de ratos permitiu estabelecer que o consumo acima de 2. respectivamente. 1996.

inibição da Na+. incluindo o homem. a espécie Himatanthus sucuuba pode representar.tes demonstram que os acidentes mais sérios ocorrem com crianças. visto que a espécie age aumentando a motilidade intestinal. 1991).K+-ATPase. especialmente do grupo dos alcalóides e glícosídeos. Dessa forma. ou seja. Considerando a importância da família Apocynaceae como fonte de compostos com atividade farmacológica. A utilização dessas espécies em paisagismo ou como ornamentais oferece sérios riscos à saúde (Langford & Boor. com conseqüente identificação dos compostos responsáveis pela atividade hipotensora já determinada e como antiparasitária. . Essas propriedades cardiotônicas têm sido exploradas desde a Antigüidade. 1996). no entanto. é importante considerar a utilização externa da espécie no combate a sarnas e parasitas intestinais. Estudos realizados com a decocção de casca de caule de Himatanthus sucuuba sugerem que há uma baixa toxicidade reprodutiva e teratogênica. revelando que seu consumo é seguro para a espécie humana (Guerra & Peters. são capazes de produzir efeitos inotrópicos positivos no coração de várias espécies animais. A utilização interna da espécie Allamanda cathartica como purgativo e catártico se confirmou pelos estudos já realizados. A base das ações fisiológicas desses compostos é similar àquela dos digitálicos clássicos. De todo modo. visto que estudos nessa área ainda não foram realizados. especialmente Thevetia peruviana e Nerium oleander. dada a riqueza química da família. uma importante fonte de novos constituintes químicos de interesse farmacológico. pelo agravamento dos sintomas de purgação e êmese. verifica-se a potencialidade dessas espécies e a conseqüente necessidade de estudos voltados a uma melhor descrição química. Observações Várias espécies dessa família. podendo provocar a eliminação de parasitas do trato gastrintestinal. os quais ainda não foram estudados. Deve-se salientar. que o uso indiscriminado de preparados tradicionais com essa espécie pode causar sérios efeitos tóxicos. Da mesma forma. a utilização de espécies dessa família na pesquisa de novos compostos com esse tipo de atividade é extremamente promissora. tanto de forma terapêutica quanto como instrumento de suicídio.

Nomes populares A espécie é denominada Angélica ou Angélica-do-ar. descrita a seguir. e inclui 315 gêneros. Espécies medicinais Fischeria cf. com aproximadamente 2. sendo o gênero Asclepias o mais abundante em espécies conhecidas. especialmente por seus efeitos tóxicos.Asclepias. a maioria das espécies tem ocorrência em matas secundárias ou capoeiras e em regiões de campo de cerrado. Sacamonoideae e Asclepiadoideae. Fischeria. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso da espécie Fischeria cf. Tylophora asthmatica e Calotropis procera. esta última com os principais gêneros de espécies medicinais . No Brasil. e algumas de grande valor medicinal. herbáceas e raramente arbustos e árvores.Espécies medicinais da família Asclepiadaceae Introdução A família Asclepiadaceae (Dicotyledonae) descrita por Friedrich Medikus e Mortis Borkhausen pertence à ordem Gentianales. Nessa família ocorre um grande número de espécies tóxicas. 1986). mariana. Inclui lianas. mariana Dcne. Verifica-se aqui uma grande ocorrência de espécies dos gêneros Asclepias. Tylophora e Calotropis.900 espécies tropicais e poucas de clima temperado (Mabberley. trepadeiras. todas com inúmeros usos medicinais em vários países de todos os continentes e amplamente estudadas como fonte de novos compostos de interesse terapêutico. 1997). tais como Asclepias curassavica. sobretudo para animais. distribuídos em três subfamílias Periplocoideae. . Oxypetalum. subclasse Asteriddae. sendo raras em matas primárias e em restingas (Barrozo. Oxypetalum e Calostigma.

flores pentâmeras. O gênero Fischeria inclui apenas dezesseis espécies tropicais com ocorrência na América tropical. fruto unilocular. especialmente a febre. sementes comosas. von Fischer. com lacínios conspicuamente crispados. Dados toxicológicos da espécie Pela sua constante presença em pastagens. corola gamopétala. diclamídeas. com pecíolos pubescentes. foi realizado experimento de toxicidade. androceu modificado. hermafroditas e de simetria radial. administrando-se oralmente Fischeria mariana (10 g/kg) em bovinos jovens e desmamados. continuam inexistentes na literatura dados farmacológicos. L. curador do Jardim Botânico Imperial em Petersburgo e que viajou com Langsdorff. Espécies medicinais da família Gentianaceae Introdução A família Gentianaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu. membranosas. opostas. químicos e toxicológicos de espécies desse gênero. Exceto por esse ensaio e ainda alguns dados botânicos e ecológicos de algumas espécies. inclui aproximadamente 78 gêneros. 1979). nos quais se distribuem 1. com ramos pubescentes. Ao final do experimento não foram observados sinais de toxicidade nos animais (Tokarnia et al.. formando uma corona composta de uma porção petalóide maior (cúculo) e uma porção fina recurvada (cornículo). Não foi encontrada descrição de outros usos tradicionais dessa espécie.2). Dados da medicina tradicional A infusão da folhas é usada contra problemas hepáticos e no combate a sintomas da malária. O nome do gênero foi dado por Augustin de Candolle em homenagem a Friedr.Dados botânicos Espécie de pequeno porte. E.225 espécies cos- . de onde saem as folhas simples. com testa verrucosa (Figura 24.

Nomes populares A espécie é chamada. como é o caso de espécies de Lysianthus (Joly. Lisianthus e Coutoubea. fruto capsular. com caule ereto de muitos ramos. muitas espécies são comumente usadas como ornamentais e várias outras possuem valor medicinal pelos seus princípios amargos (Barrozo. sendo conhecida em outras regiões brasileiras como Genciana. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. . dispostas em espigas simples terminais. Dejanira. com pequenas árvores e alguns arbustos e ervas (Mabberley. Espécies medicinais Coutoubea spicata Aubl. 1997). 1978). na região amazônica. reunidas em verticilos. de Carne-seca. amplexicaules e grandes. a decocção das raízes é usada contra febre. Muitas dessas espécies são comuns no cerrado brasileiro. Aublet refere-se a um nome popular e comum nas Guianas e inclui cinco espécies tropicais encontradas na América do Sul e no Brasil. folhas opostas e sésseis. No Brasil estão registrados aproximadamente 25 gêneros. Puruvá e Cutúbea. desordens estomacais. especialmente do gênero Dejanira. O nome do gênero Coutoubea descrito por Jean Baptiste C. mas também inúmeras espécies tropicais. flores brancas grandes e muito vistosas. Genciana-do-brasil ou Raiz-amargosa. F. sendo várias delas medicinais. Voyria.mopolitas. Os gêneros principais e mais conhecidos são Gentiana. amenorréia e como vermífugo. subtropicais e de clima temperado. Dados botânicos É uma planta anual. e outras são usadas como ornamentais. também sésseis. 1998).

diminuição da atividade motora e dores abdominais. e Strychnos. e morte. dentre eles. taquicardia. A rama coletada seca permanece tóxica mesmo depois de quatro meses e meio (Tokamia et al. Dados toxicológicos A Coutoubea ramosa. anti-helmíntico e útil contra amenorréia (Corrêa. um gênero fonte de substâncias de interesse farmacológico e toxicológico. Um estudo experimental em bovinos indica que a dose letal da planta gira em torno de 20 g/kg. um dos encontrados no Brasil. lianas e ervas (Mabberley. Mas a C. estudos de toxicidade. quando ingerida dentro de 24 horas. Os gêneros estão distribuídos em dez subfamílias.Toda a planta é amarga e a decocção da raiz é usada como estomáquico. 1979). tônico. 1984). Os sintomas duraram cerca de 8 a 19 horas e consistiram em anorexia. conhecida popularmente como Tingui em Roraima. . foi atribuída a mortes súbitas em bovinos. com aproximadamente 570 espécies de distribuição tanto em áreas tropicais como em áreas de clima temperado. 1997). incluindo tanto árvores como arbustos. diminuição da atividade do rúmen. destacamos apenas os principais: Spigelia. ramosa também apresenta toxicidade manifestada com um quadro predominante de dores abdominais que evoluem de 8 a 20 horas. febrífugo. demonstraram que a morte foi decorrente da ingestão de Arrabidaea japurensis (Bignoniaceae). onde é cultivado como ornamental. Espécies medicinais da família Loganiaceae Introdução A família Loganiaceae descrita por Ivan Ivanovitc Martinov compreende 29 gêneros. Os primeiros sintomas foram observados por aproximadamente 14 a 19 horas após ser completada a dose letal. hipotermia. da famosa Strychnos nux vomica. fonte entre outras espécies do gênero da estricnina. Porém.. do qual destacamos aqui uma espécie referida como medicinal. polipnéia.

Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. a planta é narcótica e venenosa. antigamente. A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica. as plantas com propriedades narcóticas. O nome do gênero designava. Nomes populares Na Mata Atlântica. No levantamento realizado. também constatado para a espécie S. nós na forma de uma cruz. A planta recebe esse nome por possuir. nux-vomica (Shoba & Thomas. 2001).. a decocção da casca é amplamente referida como útil contra qualquer tipo de dor e para reduzir a febre. porém de S. foi uma das espécies mais citadas pelos entrevistados. flores amarelas em grande abundância. das quais aproximadamente setenta ocorrem no Brasil. fruto do tipo baga globosa. glabras. A espécie também é conhecida como Cipó-cruzeiro. Dados botânicos A planta é descrita como árvore ou como uma enorme liana cujos rizomas saem e entram do solo. Segundo Corrêa (1984). a maioria na Amazônia (Barrozo. a espécie é chamada de Quina-cruzeiro. que se refere à presença de mais de 190 espécies. em seus cipós. folhas opostas e ovais. Noz-vômica e Quina-de-cipó. 2002). O gênero Strychnos é o mais importante dessa família e foi descrito por Carl Linnaeus. potatorum foi caracterizada a atividade antidiarrêica (Biswas et al. Corrêa (1984) refere que a casca dos rizomas é usada contra problemas do estômago. 1978). . coriáceas e trinervadas.Espécies medicinais Strychnos triplinervia M. Dados Farmacológicos do Gênero Não existem registros de estudos com Strychnos triplinervia.

. 2001). S. 1996). 2001).. nux-vomica reduziu a ingestão de álcool em ratos (Sukul et al.. Detalhe da flor (Banco de imagens - )..A S. 1998) e S. icaja foi isolado a sungucina com atividade antimalarial e citotóxica (Frederich et al.. Das raízes de S. Dados Químicos do Gênero Os alcalóides foram os constituintes mais freqüentemente obtidos de espécies de S. 2000. 2000). S. Quetin-Lecrerq et al.. 2000 e 2001. guianesis (Penelle et al. mellodora (Brandt et al. Existem relatos da atividade tóxica de diversas espécies do gênero que alerta para os cuidados de sua utilização (Ho et al.1 . panganesis (Nuzillard et al. Alcalóides do gênero tem apresentado potente atividade antitumoral (Bonjean et al. 1996).Allamanda cathartica.. usambarensis (Frederich et al. FIGURA 24. S.. 1999).... myrtoides (Martin et al. . 1995). Rafatro et al. 1996).

2 .Fischeria cf.Banco de imagens - . Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi . laniflora Dcne.FIGURA 24.

G. arbus- . N. Convolvulaceae. das quais alguns exemplos são aqui referidos. Essas duas famílias botânicas também são importantes pelo grande número de espécies cultivadas e comercializadas como alimentos. Hiruma-Lima A ordem Solanales inclui cinco famílias: Nolanaceae. Inúmeras plantas medicinais são encontradas principalmente nas famílias Solanaceae e Convolvulaceae. ervas. incluindo plantas herbáceas. lianas. Espécies medicinais da família Convolvulaceae Introdução A família Convolvulaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 1. Gonzalez L.600 espécies. algumas vezes parasitas. Seito C. distribuídas em 56 gêneros de ocorrência em regiões tropicais e de clima temperado e distribuição cosmopolita. Solanaceae. Polemoniaceae e Hydrophyllaceae. C. A.25 Solanales medicinais L. Di Stasi F.

pecioladas. Na região da Mata Atlântica. ainda que raramente. que são cultivadas com fins comerciais. cordiformes. aqui também descrita como medicinal. Os tubérculos são amplamente utilizados como alimento. raízes tuberosas. geralmente lobadas. para infecções da boca. de Batata-doce. Ipomoea batatas. 1997). Corrêa (1984) refere que as folhas são anti-reumáticas e eficazes contra abcessos da boca e inflamações da garganta. como Batata-da-terra. internamente. a espécie é cultivada e consumida como alimento. Possuem inúmeras variedades. rosas ou arroxeadas. Os principais gêneros são Ipomoea e Convolvolus. Nomes populares A espécie é chamada. delicadas e amplamente consumidas como alimento. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada externamente como cicatrizante e. No gênero Ipomoea se encontra a famosa Batata-doce. gengivite e dores de dente. na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil. espécie amplamente cultivada e usada como alimento em todo o mundo. em gargarejos. com folhas alternas. A planta também é conhecida. . axilares e fruto capsular. Espécies medicinais Ipomoea batatas Poir. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea.tos e raramente árvores (Mabberley. suculentas. flores brancas. e muitas espécies são cultivadas como alimentares e ornamentais.

Delgado et al. fruto capsular ovóide. purpurea e I. cairica.. foram isolados vários carotenos (Bicudo de Almeida et al. flavonóides (Zhou. I. purpurea e /. cairica. 2000.. folhas alternas. anti-reumáticas e laxativas. com cinco lobos arredondados. glabra. 1996). batatas Lam. e de homoios = "semelhante". pinatipartidas e pecioladas. 1. 1996). pelo seu aspecto parecido com o dos vermes. b-sitosterol. tubérculos ou arbustos. comparando-se as plantas deste gênero.. Dados químicos do gênero Da espécie I. Muitas espécies são medicinais. O gênero Ipomoea é numeroso e inclui aproximadamente 650 espécies tropicais e temperadas. Dados da medicina tradicional A decocção da raiz da planta é usada internamente contra dores de cabeça e como purgativo. friedelina. sendo várias ervas. enquanto as folhas são detergentes. De . de 5 a 18 cm de comprimento. I. Corrêa (1984) refere que o pó da raiz é utilizado como antiencefalálgico e esternutatório. I. flores de 4 a 6 cm reunidas em pedúnculos axilares com uma a três flores tubulosas. de cor vermelhoviva ou rosa. Goda et al. Dados botânicos A espécie é uma trepadeira anual. muitas delas amplamente cultivadas. como é o caso de /. ácido caféico e quercetina (Tan et al.antocianinaseantocianidinas (Terahara et al. Alba. com caules bastante entrelaçados. oblongata.. O nome do gênero Ipomoea descrito por Carl Linnaeus deriva de ips = "verme que rói". principalmente como ornamentais pela beleza de suas folhagens e de suas flores. com nove a dezenove pares por segmentos lineares. como é o caso de I. coptica.Ipomoea quamoclit L Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Primavera ou Florde-cardeal. hederifolia. I. 1986). carnea. 1995). de amplo uso em Veterinária contra feridas e úlceras de animais (uso externo). I. sinensis. É também chamada de Boa-tarde e Primavera. 1996. acetil-b-amirina.

1997). adrenérgicos e . lonchophylla foi isolada uma fração tóxica para camundongos que contém uma mistura de inseparáveis glicosídeos resinosos (MacLeod et al.7-dimetil-quercetina e 7-O-bD-glucopiranosil-4'-metilapigenina. 1999a. os flavonóides 4'. e das flores de I. Em Ipomoea aquatica foi detectada a presença do carotenóide aluteína (Wills & Rangga. Diversos flavonóides foram isolados de I. 1989). 1996 e 1997). 1999). matairesinol e trachelogenina. 1996). Foram detectados indícios de toxicidade nas folhas de I. carnea Jacq. reptan foi isolada galactomanana (Kumari & Alam. 1986). ácido n-dodecanóico e/ou n-decanóico (Ono et al. regnellii e I.. reticulata (Mann et al. operculinas I-VIII ácido operculínico A. muricata foram isolados glicosídeos com atividade laxante (Noda et al. (Sharma & Shukla. as lignanas arctigenina. além de escopoletina e friedelinol (Lin & Chou.. 1997). carnea. 1997).. 1996) amidos pirrolidina defótica (Tofern et al.. De I. asarifolia apresentam quantidades apreciáveis de proteínas brutas. onde foi observada a diminuição dos níveis de glicose e fosfatase sangüínea e elevação dos níveis de uréia (Zakir et al. A contração do trato gastrintestinal pela administração de I.I. alta concentração de cálcio e potássio. e também dibenzil-g-butirolactona. hardwickii (Liu et al.. arctiina e matairesinosídeo.. 1996). Das partes aéreas de I. também encontrados em I. operculata foram isolados os glicosídeos jalapina. 1987). 1999) e estudos químicos foram realizados com a I. tricolor foram caracterizadas antocianinas (Teh & Francis.. além de b-sitosterol ácidos graxos e lignonas (Paska et al. os níveis de oxalato e ftalatos na planta são menores do que a recomendação máxima como tóxica. alba foram isolados os alcalóides do tipo hexahidroindolizina (Ikhiri et al. 1990). 1987). cornea. Das raízes de I. cairica foram isoladas as cumarinas umbeliferona e scopoletina. purpurea foram isolados glicosídeos acilados como a pelargonidina (Saito et al. De Lima & Braz-Filho. 1997). Das sementes de I. As folhas de I. 1996).. Já do extrato etanólico da planta toda foram isoladas as ligninas (-)-arctigenina.. tricolorinas e ácido tricolórico (Bah & Pereda-Miranda. 1988). quando administradas a cabras. tornando-a uma boa opção de suplementação alimentar (Ekpa.. Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero De Ipomoea orizabensis e I. é medido por mecanismos colinérgicos. Das sementes de I.

já foram caracterizadas as suas propriedades antimicrobiana (Lima et al. 1993) e tóxica (Melo Diniz et al. lianas e ervas (Mabberley.. tristeza e perda de peso nas cabras tratadas com a planta.. 2000). e seus constituintes foram avaliados diante da Mycobacterium leprae (Kataria &Gupta. 1990). muitos destes com grande ocorrência no Brasil. Das partes aéreas de Ipomoea asarifolium. encontram-se árvores. pescapae (Madeira et al. 1996). conhecida popularmente como salsa-da-praia. O efeito tóxico foi observado no cérebro. 1997) e hemolítica (Paula & Freitas. Os principais gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: . 1997). 1996).não-colinérgicos (Hore et al. Entre estes. A I. hidroalcoólicos e clorofórmicos das raízes desta espécie apresentaram atividade anticonvulsivante em ratos (NavarroRuiz et al... As sementes de Ipomoea ssp. 1998). sendo 56 gêneros espontâneos da América do Sul. que apresentaram uma pronunciada atividade citotóxica em três linhagens de célula tumoral humana e atividade antibiótica contra duas linhagens de bactérias (Reynolds et al. no cerebelo e na medula espinhal (Srilatha et al.950 espécies subcosmopolitas.. hispida é citada como droga antileprótica da flora medicinal indígena. apresentaram potencial atividade genotóxica em testes com bactérias (Friedman & Henika. As folhas de Ipomoea impeati apresentaram atividades antiinflamatória (Paula & Freitas. arbustos. Foram isolados de I.. 1991). espasmolítica (Medeiros et al. dos quais 25 são endêmicos.. 1998). 1992).. depressão. 1996). O extrato diclorometano de I... A atividade antinociceptiva foi caracterizada também em I.. 1994). Atividade tóxica também foi encontrada na espécie I fistulosa (Florio et al. stans três tetrassacarídeos. Os extratos aquosos. 1998a e 1998b). Foram observadas também anorexia. fistulosa apresentou atividade antiinflamatória em teste de edema de rato em camundongos (Gorzalczany et al. Espécies medicinais da família Solanaceae Introdução A família Solanaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 94 gêneros. 1995). antiagregadora plaquetária (Lemos et al. com 2. 1997).

Nos estudos realizados. Physalis.• Solanoideae. e outras relevantes espécies de importância farmacológica pela presença de inúmeros alcalóides como a hiosciamina e hioscina. com inúmeros representantes no Brasil. constituintes também presentes no gênero Hyoscyamus. do famoso Tomate. Lycopersicum. da famosa espécie Nicotiana tabacum. fonte de nicotina. Managá-caa. como por compreender espécies vegetais de alto valor econômico e de grande utilidade na alimentação humana. Don. • Cestroideae. na qual se encontram os gêneros Capsicum. Datura. na qual se destacam os gêneros Nicotiana. Manacá-açu e Jeratacaca. Em outras regiões. importante ferramenta farmacológica e. entre outros inúmeros compostos. das inúmeras pimentas vermelhas e amarelas usadas como condimento. que tem aqui descrita e posteriormente discutida uma de suas espécies. da famosa Datura stramonium. a capsaicina. especialmente na espécie Hyosciamus niger. ainda do ponto de vista comercial e social. mas que causam problemas de saúde extremamente sérios e graves. . uma importante espécie cuja indústria do fumo movimenta milhões de dólares anualmente. amplamente usadas como alimento e que possuem elevado valor econômico. essa espécie é conhecida popularmente como Maliaca. Gambá. Espécies medicinais Brunfelsia grandiflora D. tanto do ponto de vista farmacológico. descrito posteriormente. Brunsfelsia. pelos nomes de Manacá-da-serra. Estes dados mostram a enorme importância dessa família botânica. dessa subfamília. Nomes populares Na região amazônica. visto que inclui inúmeras espécies fontes de compostos químicos de grande relevância na Farmacologia e na medicina moderna. Cuvitinga e outras espécies. como é o caso da Batata-doce e das mais variadas batatas. como Juá-bravo. e Solanum. Fumobravo. inúmeras espécies dessa família foram referidas como medicinais e passam a ser descritas a seguir. de onde se isolou.

de Camapu. folhas elípticas e acuminadas. na região amazônica. Nomes populares A espécie é chamada. caule verde. glabra. com anteras azuladas. fruto esverdeado do tipo baga. Joá-de-capote. diclamídeas. bolha". Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Tomate silvestre e Cereja-de-inverno. O nome do gênero foi dado por Carl Linnaeus em homenagem ao botânico alemão Otto Brunfels. ovário bicarpelar.Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. Mulaca. a infusão das folhas é considerada excelente para diminuir febre. súpero. Joá. bilocular. semente rufescente (Figura 25. muito ramificado. O chá preparado com raiz de . ereto e crasso. Bolsa mulaca. folhas inteiras. pequenas. agudas. possui. flores dispostas em cimeiras. flores amarelas. pentâmeras. Dados botânicos Erva com muitos ramos. Em outras regiões também é conhecida como Bucho-de-rã. usadas e cultivadas como ornamentais e medicinais. especialmente na Amazônia. sem estipulas. longo-pecioladas. androceu com cinco estames. o chá de sua raiz é utilizado para o tratamento de problemas do fígado e contra malária.1). referindo-se à forma do fruto. Physalis angulata L. hermafroditas. O gênero Brunfelsia descrito por Carl Linnaeus inclui quarenta espécies tropicais americanas e fontes de alcalóides. Juá-de-capote. contendo ramos cilíndricos e casca fina e rugosa. Mabberley (1997) refere que as folhas e cascas da espécie são usadas na Amazônia como alucinógenos. O nome do gênero Physalis vem do grego physa = "bexiga. Mata-fome. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.

os frutos são desobstruentes. a infusão da sua raiz. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. na Paraíba. são utilizados para os mesmos fins (Gavilanes et al. Algumas tribos colombianas utilizam o chá das folhas no tratamento de asma (Forero. 1984). problemas hepáticos.. Solanum paniculatum L. 1980). Jubeba. e suas folhas têm uso diurético. No Peru. essa espécie vegetal é utilizada contra diabetes. . 1998). diuréticos e resolutivos (Corrêa. Rutter. vômito. malária. em Minas Gerais. No Brasil. Embora alguns indígenas da Amazônia peruana usem o suco das folhas. problemas hepáticos. renais e de vesícula biliar (De Almeida. Juuna e Juvena. jurubeba e pega-pinto é utilizado contra doenças nervosas. 1974-1975). no Pará. 1980. o chá da raiz é considerado útil contra problemas do fígado. 1993).. usam a seiva dessa planta para combater dores de ouvido (Ayala Flore. a espécie ainda é empregada para tratar reumatismo crônico. 1990). outros. a espécie é conhecida como Jurubeba e Jurubebinha. A ingestão de uma xícara de chá das partes aéreas desse vegetal é recomendada para o tratamento de asma e de malária (Kember Mejia & Elsa.camapu misturada com raiz de açaí. útil contra reumatismo. Outras denominações populares são Jurubeba verdadeira. 1984) e a raiz. tosse e dores no corpo (Amorozo & Gély. bem como no combate a febre. o uso interno da planta toda é tido como útil contra problemas renais (Agra. e as folhas e/ou as raízes contra dores de ouvido. interna e externamente. contra vermes. enquanto outras acreditam que as folhas e os frutos possuem propriedade narcótica e que a decocção dessas partes vegetais apresentam atividade antiinflamatória e efeito desinfectante sobre as doenças de pele (Garcia-Barriga. contra icterícias (Schultes & Raffauf. dermatites e doenças de pele. A seiva dessa espécie é calmante e depurativa. As tribos indígenas da Amazônia utilizam a infusão das folhas como diurético (Duke et al. 1990). Juripeba. 1980). para tratar hepatite. da Amazônia brasileira. contra inflamações. 1995). hepatite e reumatismo (Forero. 1994). 1982).

Corrêa (1984) refere que as raízes e os frutos possuem propriedades amargas e desobstruentes. hepatite e febres intermitentes. além de ser indicada contra problemas do estômago. desiguais.700 espécies subcosmopolitas. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada contra parasitas intestinais. muitas delas de grande valor econômico. de caule alado. O gênero Solanum descrito por Carl Linnaeus compreende 1. O nome do gênero deriva de solamen = "consolo. ramos subterrâneos formam tubérculos de diversos tamanhos e formas. de cor verde brilhante na parte superior e verde-esbranquiçada na inferior. carnosos. ricos em fécula e amplamente consumidos e apreciados em todo o mundo. dispostas em racemos. fruto do tipo baga globosa. as quais são inteiras ou lobadas (cinco a sete lobos). muito parecidas com as da Batata-inglesa. a espécie é conhecida como Batata e comumente denominada Batata-inglesa ou Batatinha. sendo úteis contra icterícia. especialmente contra lombrigas. flores em umbela. es- . Inclui inúmeras variedades. compostas de cinco segmentos inteiros e ovados. folhas alternas. sinuosas e acuminadas. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea. lilás ou roxas. brancos ou amarelados. A espécie ocorre em áreas de formação secundária na região do Vale do Ribeira. todas cultivadas. alívio".Dados botânicos A planta é um arbusto pubescente nos ramos e nas folhas. referindo-se aos efeitos analgésicos e sedativos de inúmeras de suas espécies. flores brancas. ereta. de onde é obtida pelos habitantes locais. fruto do tipo baga redonda. Solanum tuberosum L.

dos quais foram caracterizados. 1977 e 1978). P peruviana (Gottlieb et al. P viscosa (Maslennikova et al.. As sementes de B. 1995).. 1988.5%). além de ácidos graxos normais (Daulatabad & Hosamani. Sinha et al. americana foram identificadas as presenças do ácido ricinoléico. hopeana foram isolados quatro novos glicosídeos esteroidais (Ichiki et al.. com ciclopropenóides. furocumarinas que parecem ser um antiinflamatório (Iyer.. foram identificados escopoletina e ácido oleanólico (Magadan et al... 1986). o principal grupo de substâncias são os esteróis obtidos de P.52%) (Maestri & Guzman. alcoóis e ésteres.5%). Vasina et al. 1985). 1986).. minima (Mulchandani et al. P. 1986). 1986. hidrocarbonetos. Constatou-se que quase um terço da totalidade dos compostos identificados é de origem terpênica (Castioni & Kapetanidis. 1981). espécie de origem cubana. a infusão das folhas é usada contra distúrbios do estômago.. ácido palmítico (7. Oshima . 1980) e alcoóis triterpenóides de P alkekengi (Itoh et al. 1977). ixocarpa (Abdullaev et al. identificou a presença de 122 compostos. ácido oléico (11. Do gênero Physalis. a planta é obtida no comércio (tubérculos) ou pelo cultivo (folhas). 1980. Eguchi et al. 1979a. Salicilato de metila também foi caracterizado como um dos constituintes majoritários. 1991). grandiflora. Já da casca da raiz de B.. Frolow et al. Gottlieb et al.. Na região.. Itoh et al. aldeídos. cetonas... obtido de suas partes aéreas. alkekengi (Kawai et al.pecialmente no Sul e no Sudeste do Brasil para comercialização interna e para exportação. Os principais componentes identificados foram: ácido linoléico (75. 1996). nitida.8%). 1994). 1980) e P. peruviana (Sahai & Ray.. 1980.. 1987). P pubescens (Reddy et al. principalmente. Glotter et al. Alcalóides foram isolados de P. P. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica.25%) e ácido ricinoléico (0.. Dados químicos das espécies e dos gêneros As espécies de Brunfelsia são ricas em escopoletina. 1977a). No óleo das sementes de B. Das raízes P peruviana foram isolados vitanolídeos (Neogi et al. 1987. 1987. uniflora constituem rica fonte de óleo (30. angulata (Row et al. 1985. De B.. Uma análise detalhada através de CG-MS do óleo essencial de B.

além de contatar também atividade antiinflamatória (Iyer et al. De P ixocarpa foi isolada ixocarpalactona A (Abdullaev et al. artrites. hopeana... Spainhour et al. flavonóides (Ismail & Alan. Uma triagem hipocrática em ratos. acetil colina... Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Brunfelsia grandiflora é popularmente utilizada para o tratamento de reumatismo.. De P. Moiseeva et al. 1990. Chen et al. 1997. utilizada para picadas de cobra. 1993. febre e picadas de cobra. que apresentou atividade espasmolítica (Romero et al.. aianinas. 1977). vitangulatina A. A administração oral de B. glicosídeos. 1988). além de vitaminimina (Gottlieb et al. 1987). pauciflora e B. O extrato aquoso de B. vitaminimina. 1983. fisalina B e quercetina (Gupta et al.. vamonolídeo e vitanolídeos (Vasina et al. Existem relatos de atividade tóxica das espécies B. 24-25-epoxi-vitanolídeo D e T e vitafisanolídeo. 1987 e 1990. B. Dinan et al. bonodora.. 1987. 1987b. fisagulina A e K. flavonóides (Ser. Banton et al. minima var. 2001) e vários tipos de esteróides (De Almeida. figrina. 1986. 1986). enquanto das folhas de P. uniflora na forma de infuso (planta seca) a 10% ou planta fresca a 20% nas doses de 1 ou 2 g/kg produziu atividade analgésica e antiinflamatória em camundongos (Ruppelt et al. 1989. 1997). vitagulatina A. fisangulídeo. De P. com extratos da raiz de B. hopeana foi detectado um constituinte denominado escopoletina. 1992a. calcyina var. alkekengi foram isoladas fisalinas (Kawai et al. 1988 e 1989). 1992b e 1992c). 14-alfa-hidroxi-ixocarpanolídeo. 1975. bronquites. ácido clorogênico. angulata foram isolados ainda vitasteróides. Chen et al.... além de alcalóides. neoclorogenina..... indica foram isolados vitasteróides. 1990).. uniflora.. Oliveira et al. Neilson & Burren. Da espécie Solanum papniculatum foram isolados paniculonina A e B.. painculogenina e jurubina (Ripperger & Schreiber. Vasina et al. vamonolídeo. Shingu et al. revelou atividade depressora do SNC. apresentou atividade antiedematogênica (Pereira et al. Ripperger et al. 1967a e 1967b). Já da raiz de B. 1990). 1989. 1990. beta-sitosterol. 1968.. 1992).. australis (McBarron & de Sarem.. 1988). .et al. 1991). floribunda. flavonas e beta-sitosterol (Sinha et al. 1990). 2001). B.

. et al. Barbi et al... imunoestimulante (Carvalho.. Kusumoto et al. tenellus foi detectada a atividade analgésica (Ribeiro.. M. 1998). 1998). antiviral (Otake et al. V.. 1998).. V.. antimutagênica. 1992a e 1992b). embora outros sinais também tenham sido verificados. et al. Ribeiro et al.. Kurokawa et al.. 1988). anticoagulante (Kone-Bamba et al. T. aos esteóides. antiasmática. atividade citotóxica contra vários tipos de células cancerígenas. tripanossomicida (Barbi et al. antigonorréica.. O estudo dos vitanolídeos de P. Haussmann et al. 1987). et al. moluscicida (Almeida & Fonteles. 1998).. 1989). in vitro e in vivo. antibacteriana (Hussain et al. V.. do extrato da planta inteira e/ou da fração esteroidal (Carvalho. 1998) e antineoplásica (Carvalho. 1992. 2000). Os extratos aquosos. imunomoduladora (Rosas et al. 1995. V. entre outras. niruri e P.. 1990). 1997. constataram-se atividades hipotensora. 1998).. 1998. entre outras (Lin et al. etanólicos e esteroidal mostraram. 1998). 1998. M. I. como movimento . O extrato aquoso e etanólico de diferentes partes dessa planta apresentou atividade antiinflamatória (Carvalho. et al. et al. et al. M. antiespasmódica.. incluindo leucemias... 1990). Para as diferentes partes vegetais de Physalis caroliniensis. 1993. M. 1998) antimicobacteriano (Januario et al. quando ingeridas em dose única ou repetida. alcoólicos. antileucêmica. 1998b). O principal sintoma desse envenenamento foi a excitabilidade. 1992a e 1992b). P. Silva. 1997.. minima foram isolados constituintes que apresentaram atividade antiinflamatória (Sethuraman & Sulochana. anti-séptica. Nos frutos de P. Das folhas de P. Soares et al. V. A atividade antineoplásica foi atribuída à fisalina D. isolada da fração aquosa da planta inteira (Carvalho. 1987).. aqui descrita. G. diurética. 1991. 2002. M. Pietro et al.Para a Physalis angulata. M. melanomas. M. Carvalho. et al. Dados toxicológicos Estudos realizados com folhas frescas e secas de Brunsfelsia pauciflora apresentaram toxicidade em bovinos. 1998. Chiang et al.. M. edulis detectou-se a presença das atividades colinomiméticas por meio de testes farmacológicos in vitro (De Almeida. anticolinérgica (Fonteles et al.. peruviana revelou atividade antimicrobiana (Zaki et al.. citotóxica.. V. e a atividade imunoestimulante. et al..

de mastigação. Além disso.Physalis angulata. quatro animais sofreram ataque epiléptico (Tokarnia et al. FIGURA 25. estiramento e contração das patas traseiras. tremor muscular com algumas contrações súbitas e falta de estabilidade do animal.1 . perda de peso. 1991). irritabilidade. salivação. Aspecto geral do ramo com flor e fruto (desenho original por Di Stasi . falta de apetite. às vezes levando-o ao chão.Banco de imagens - .

Santos C. espalhadas por todo o planeta. Amazônia e Mata Atlântica. freqüentemente . descrita por Antoine Laurent de Jussieu. A família inclui árvores.300 espécies (Mabberley. A. 1997). Guimarães C. Hiruma-Lima Lamiales é uma das maiores ordens botânicas existentes. M. Esta última família compreende um grande número de espécies de valor medicinal. arbustos.26 Lamiales medicinais L. com aproximadamente 2. inclui 130 gêneros distintos. apesar de incluir apenas oito famílias. Nas regiões de estudo. Espécies medicinais da família Boraginaceae Introdução A família Boraginaceae (Dicotyledonae). foram referidas espécies medicinais dessas três famílias botânicas. C. das quais se destacam as Boraginaceae. Di Stasi E. Verbenaceae e Lamiaceae (Labiatae). M. as quais serão discutidas a seguir.

este último com uma espécie amplamente conhecida e usada como medicinal. Nomes populares A espécie é chamada. de Ervabaleeira. um dos gêneros mais comuns no Brasil. fruto subgloboso vermelho (Figura 26. • Cynoglossum. A planta também é conhecida como Balieira-cambará. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura. muito ramificado. 1998). na Mata Atlântica e em todo o Brasil. denominada popularmente Confrei e identificada como Symphytum officinale. amplamente utilizada como medicinal e conhecida como Erva-baleeira e aqui descrita. pubescentes na face inferior. referida como medicinal na região de estudo e reconhecida como espécie cultivada no Brasil (Joly. densa. e seus gêneros mais importantes são: • Cordia (Cordoideae). agudas. onde ocorre em abundância em solos arenosos e em áreas de restinga. a infusão das folhas é usada como antiinflamatório. sendo raramente encontrada no interior de matas. É uma planta heliófita e higrófita. de onde saem folhas sésseis. Borago e Symphytum (Boraginoideae). cujo gênero inclui a espécie Heliotropium indicum. Espécie muito comum na região da Mata Atlântica.herbáceas e raramente lianas. Espécies medicinais Cordia verbenaceae L. A população atribui os mesmos efeitos à decocção das folhas. • Heliotropium (Heliotropioideae). com até 12 cm de comprimento.1). no qual se encontra a famosa Cordia verbenaceae. lanceoladas. inflorescência espigosa. . Inúmeras espécies dessa família são consideradas medicinais. com pedúnculos eretos e muitas flores brancas. sendo também indicada para o alívio de dores e na redução de febres. formando grandes populações em áreas litorâneas.

tubulosas. dispostas em espigas solitárias. alternas. Dados botânicos A espécie é um subarbusto de 0. Crista-de-galo. europaeum são reconhecidamente medicinais. com dispersão regiões tropicais e temperadas. moléstias cutâneas e feridas. Aguaraquiunha. Amorozo & Gély (1988) referem que o chá da folha fresca é útil contra tosse e febre. O uso interno da infusão de folhas é útil como desobstruente do fígado. furúnculos e também contra queimaduras. anginas. O nome do gênero Heliotropium descrito por Carl Linnaeus vem de helios = "Sol". Um grande número dessas espécies é útil como ornamental. glabro ou pubescente. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Borragem-brava ou Fedegoso. folhas pecioladas. referindo-se ao fato de as flores se torcerem após a exposição ao sol.5 a 1 m de altura. . o macerado de folhas em água é indicado topicamente contra hemorróidas e afecções cutâneas. Segundo Corrêa (1984). É uma planta anual. de origem na América e distribuição global por todo o Brasil. enquanto as folhas amassadas com folhas de Mucuracaá são usadas topicamente contra "baque". estomatites.Heliotropium indicum L. Na medicina tradicional salvadorenha. ovadas ou cordiformes e acuminadas. a planta é desobstruente e anti-hemorroidária. Outros sinônimos são Aguaraciunha-assu. com ramos lisos e glabros. inflorescência curvada. 1994). as folhas e raízes maceradas são usadas topicamente nas regiões inflamadas do corpo (Guerrero. de flores brancas. e trepein = "mudar". incluindo úlceras. e seu suco é de alto valor contra aftas. incluindo espécies tropicais e outras de climas temperados. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. amplexicaule e H. Jamacanga e Jacuacanga. fruto formado como uma mitra. faringites. O gênero Heliotropium contém aproximadamente 250 espécies vegetais. e as espécies H. abcessos. com flores brancas ou azuis.

Nomes populares A espécie é chamada. distúrbios estomacais. Dados químicos Estudos fitoquímicos mostram que as folhas de Heliotropium indicum são ricas em alcalóides. amarelas ou rosas. acuminadas no ápice. 1996). dispostas radialmente. na Mata Atlântica e em todo o Brasil. de Confrei.Symphytum officinale L. Erva-do-cardeal. marifolium foram isolados os alcalóides pirrolizidínicos conhecidos por sua atividade antitumoral e denominados heliotrina. A decocção das folhas é usada internamente contra hepatite.. além de alcalóides e taninos. com folhas ovadas ou oblongas. O macerado das folhas em aguardente é empregado externamente como cicatrizante. 1994). vistosas. europina. com porte herbáceo e raízes fasciculadas. flores grandes. possuem glicosídeos cardiotônicos (Guerrero. tubulosas. Outros nomes são Consolda. taninos e triterpenos. Consolda maior. 1986). Sonsólida. indicum também foram isolados da fração alcaloídica os alcalóides pirrolizidínicos heliotrina e lasiocarpina e compostos não-alcaloídicos. enquanto o macerado da raiz em aguardente também é usado como diurético e contra anemias. enquanto as raízes. beta-amirina e beta-sitosterolglucosídeo (Pandey et al. lasiocarpina. inflamação e dores de barriga. a espécie é amplamente cultivada com fins medicinais. Dados botânicos A espécie é uma erva de rizoma grosso. . É uma planta cultivada ou subespontânea com origem na Ásia. Orelha-de-vaca etc. como beta-sitosterol. Das partes aéreas de H. fruto com quatro aquênios lisos. Língua-de-vaca. lasiocarpina-N-óxido e indicina-N-óxido (Jain & Purohit. caule curto e ramoso. lupeol. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. ásperas e onduladas. De H.

destacando-se compostos fenólicos em H. (1990). intermedina e retronecina) por Ravi et al. heliotrina e lasiocarpina e. europina e supinina em H. 1991). heliotrina e lasiocarpina (Guner. curassavina.. H. circinatum foram isolados os alcalóides curassavina. lasiocarpina e 5'-acetileuropina) por Asibal et al. heleurina. Outras classes de compostos também têm sido estudadas para este gênero. Das partes aéreas de H. 1988). spathulatum (Roeder et al. lasiocarpum (Akramov.. 1988). H. em H. hirsutissimum (Guner et al. Alcalóides pirrolizidínicos também foram descritos em H... arborescens (Bourauel et al. H. Reina et al. curassavinina.. e suas folhas encerram ácidos graxos e esteróis (Miralles et al. curassavicum var. (1989).. bursiferum (Marquina et al. bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. 1995b.. bovei. heleurina. subulatum (Malik & Rahman. 1994). H.. em que se . H.de H. 1990). Inúmeros alcalóides pirrolizidínicos foram também descritos nas espécies H. bacciferum foram isolados também os alcalóides heliotrina e europina (Pizk et al. rotundifolium (europina. heliotrina. keralense (isolicopsamina.De H. H.. 1988). coromandalinina. esfandiarii (Yassa et al. europina. 1988). curassavicum (Davicino et al. 1995b). bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. 1989). echinatina. scabrum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. e heliotropina de H. 1988). 1996). stenophyllum. 1988. heliovicina. coromandalina. heliotrina. em menor quantidade.. supinina e europina (Rizk et al. 1996). Farrag et al. argentinum e var. heliotrina e lasiocarpina de H. 1995) e H.. 1995).a heliospatina e o heliospatulina . dasycarpum (Rakhimova & Shakirov. 1986). licopsamina amabilina. H. além de dois novos alcalóides pirrolizidínicos . 1987).

sakuranetina foram isolados da resina de H. curassavica (Ioset et al... 1987). sinuatum foram isolados os flavonóides naringenina. 1989) e esteróis e quinonas em H. pinocembrina. As propriedades antifúngicos. dentre outras espécies (Ficarra et al. solicifolia (Hayashi et al. linnaei (Ioset et al. 1996). 1990).. 2001). enquanto 3-metilgalangina e galangina foram isolados de H. A H. multispicata foi isolado triterpenóides com atividade anti-androgénica (Kuroyangi et al.. filifolium (Urzua et al. bacciferum (Miralles et al. C. De H. naringenina e 2-geranil-4-hidroxifenil acetato foram isolados de H. 2001). Sertie et al. Dados farmacológicos De Cordia dichotoma foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Ahmad & Beg. 3-0-metilgalangina. 1991 e 1988.. hesperetina. a qual foi avaliada quanto à sua atividade antitumoral diante de carcinoma de Ehrlich e sarcoma 180 em camundongos (Dutta et al. pinocembrina. 1996). do exsudato. 2000b). larvicidas e antiviral foram obtidas das espécies de C. C.3-0-metilisorhamnetina e pachipodol (Torres et al. e a lasiocarpina que foi capaz de inibir todos os microorganismos testados. 2000a) e C. 1990). myxa. A propriedade cicatrizante também foi atribuída a esta espécie (Reddy et al. Do exsudato resinoso de H.. Ácidos graxos e esteróis foram descritos em H. Os flavonóides ayanina. o filifolinol e um espiro-benzodihidrofuranilterpeno (Torres et al. pinocembrina. 1990). filifolium também foram isolados. 2001) e de C. alliodora (Ioset et al. A Atividade antiinflamatória foi atribuída aos frutos de C.3'-dimetileriodictiol. ovalifolium (Guntern et al. tais como ácido rosmarínico.. De H. derivados do ácido caféico trimérico e tetramérico (Motoyama et al. De Heliotropium indicum foi isolada indicina N-óxido. 7. verbenacea.... Al Awadi et al. 2001). 2002). 1996). Porém nenhum composto isoladamente foi ca- . 7-O-metileriodictiol. pervianum produz compostos fenólicos antioxidantes. bursiferum foram isolados os alcalóides 9-angeloylretronecina N-óxido que inibiu o crescimento de Bacillus subtilis.. 1998). 1995. stenophyllum (Villarroel & Urzua. 1994 e 1996)..descreveram os constituintes galangina. Os constituintes fenólicos denominados galangina. C. naringenina e 2geranil-4-hidroxifenil acetato (Villarroel & Urzua.... pinobanksina-3-acetato.. chenopodiaceum.

Alcalóides isolados de H.700 espécies. europaeum e H. 1994. nos quais se distribuem 6. Um outro estudo com o extrato etanólico das partes aéreas e raízes de H. Alcalóides pirrolizidínicos de Heliotropium bovei possuem atividade antifúngica (Reina et al. também denominada Labiatae. Jain et al. Em razão dos estudos realizados com a espécie Symphytum officinale. bursiferum (Marouina et al. assim como todo o gênero Heliotropium. subulatum apresentaram atividade antimicrobiana significativa (Jain & Sharma. Singh et al. sendo também contra-indicado o uso do material fresco... porcos e aves (Gaul et al. 2002. ellipticum e H. De H. elipticum apresentou também atividades antimicrobiana e antitumoral (Jain & Arora. Eroksuz et al. é potencialmente tóxica. 1997). 1992). 1987). possivelmente associada aos pirrolizidínicos alcalóides (Carballo et al.. a maioria de arbustos e ervas e raramente de árvores . infusão ou chás por via oral. subtilis como o extrato bruto de H. reconhecidamente constituintes com alta toxicidade..paz de inibir efetivamente o B. o Ministério da Saúde do Brasil proibiu o uso e a comercialização de preparados por via oral. foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui cerca de 252 gêneros... o consumo de espécies desse gênero deve ser evitado. havendo relatos da presença de alcalóides pirrolizidínicos em inúmeras espécies do gênero. 2001). Das partes aéreas de H. 1987. Dados toxicológicos A espécie. argentinum apresentam genotoxicidade. 1995). enquanto alcalóides de Heliotropium curassavicum var. dolosum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que apresentaram hepatotoxicidade em camundongos. Espécies medicinais da família Lamiaceae Introdução A família Lamiaceae. 2001a e 2001b). ramosissimum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que em estudos preliminares inibiram a atividade colinesterase sérica (Mahmoud et al. Portanto.. 1989).

Ajugoideae: Ajuga. oposto-decussadas. crenadas. bilabiado. Pogostemonoideae: Pogostemon.2). Satureja. especialmente americanas. Scutellarioideae: Scutellaria. Malva. bem como na indústria de perfumes e cosméticos. Leucas e Sideritis. Teucrioideae: Teucrium. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Malva-do-campo. Salva-do-campo. do ponto de vista medicinal. Mentha. Salvia. nas quais destacamos as principais espécies medicinais de ocorrência subespontânea ou cultivadas no Brasil: • • • • • • • Viticoidea: Vitex. Ocimum. Dados botânicos A planta é uma erva ereta. Origanum. androceu com estames esbranquiçados e anteras unitecas (Figura 26. corola com tubo infundibuliforme. Salva. Thymus. 1997). Lavandula. ex Benth. Espécies m e d i c i n a i s Hyptis crenata Pohl. Nepetoideae: Hyssopus.(Mabberley. Trata-se de uma importante família. . visto que nela se concentra um grande número de plantas referidas e citadas como medicinais em todo o mundo. Os principais gêneros desta família ocorrem em sete subfamílias. Salva-de-marajó e Salsa-de-marajó. e inclui mais de trezentas espécies de áreas tropicais. obovais. com ápice agudo ou arredondado e base arredondada. A família também é importante como fonte de espécies de grande valor no mercado. flores dispostas em capítulos pedunculados. com haste suculenta. alimentos. rígidas. pois são usadas como condimentos. pubescentes. folhas pecioladas. Hyptis e Plectranthus. referindo-se ao lábio inferior da corola bilabiada. Rosmarinus. com cálice tubuloso. Lamioideae: Leonotis. Melissa. O nome do gênero Hyptis descrito por Nicolaus Jacquim vem de hyptios = "recurvado".

com caule quadrangular aveludado e pubescente. recebe o mesmo nome.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Nomes populares A espécie é chamada.3). por causa do lábio superior da corola grande e ereto. cálice pulverulento (corola bilabiada com lábio superior elminiforme muito mais longo que o inferior. antigripal. folhas opostas. mas não foi completamente identificada. flores pediceladas com quatro estames. na região amazônica e em quase todo o Brasil. Cordão-de-são-francisco e Pau-de-praga. cólicas menstruais e problemas digestivos. diarréia. Leonotis nepetaefolia Hort. emenagogos. a decocção das folhas é usada contra malária. um pouco lenhosa. enquanto o banho preparado com as raízes é usado externamente contra infecções. Na Mata Atlântica. de até 2 m de altura. a decocção misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra problemas do fígado. anti-reumático e contra cólicas menstruais. Essa espécie é usada na forma de infusão das raízes como analgésico. 1982). e a infusão da planta toda. para regular a menstruação. . Dados botânicos Erva anual. uma espécie popularmente chamada de Mentrasto pertence a esse gênero. Também é popularmente denominada Cordão-de-frade. O nome do gênero Leonotis descrito inicialmente por Christian Persoon e posteriormente revisado por Robert Brown significa "orelha de leão". de Rubim. Na região da Mata Atlântica. formando capítulos globosos isolados (Figura 26. flores dispostas em racemos densos e verticelados. As folhas e os ramos são indicados como excitantes. no tratamento de inflamações da garganta e olhos. sudoríficos. de constipações e artrites (Van den Berg. e inclui apenas quinze espécies tropicais. icterícia. ovadas e subcordiformes na base.

na Mata Atlântica. como abortivo e antitérmico (Simões et al. 1980). ovadas ou oblongolanceoladas. 1982). especialmente de barriga e. duas vezes ao dia. facilitando a expectoração.. 1984). Pau-de-praga e Cordão-de-frade. Leucas martinicensis R. é utilizado como anti-reumático. corola bilabiada. no Ceará (Matos et al. no Rio Grande do Sul. nas inflamações broncopulmonares. de caule ereto. o sumo da raiz amassada é considerado útil contra maleita (Van den Berg. a planta florida é usada na fraqueza geral. A planta é também considerada antiespasmódica. em Minas Gerais (Verardo. 1982. raramente arredondadas. herbáceo. pubescentes nas duas faces e membranosas. como cicatrizante. sendo ainda indicada contra úlceras. brancas. flores sésseis. desiguais entre si. com lábio superior 1-2 . 1986). ramos quadrangulares. com cinco segmentos acuminados..Dados da medicina tradicional Na região amazônica. dores gerais. reumatismo. durante dois dias. Esses nomes também são comuns para a espécie Leonotis nepetaefolia. febrífuga e diurética. externamente. o chá de toda a planta. ramoso e pubescente. contra gripes. a infusão das folhas é usada. Dados botânicos Planta anual. distúrbios do estômago. Na região do Vale do Ribeira. Br. Grandi & Siqueira. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica pelo nome de Catinga-demulata e. elefantíase e hemorragias uterinas (Corrêa. a aplicação do macerado da planta no local lesado serve como cicatrizante e para aliviar dores de contusão. antiasmática. folhas pecioladas. uma xícara por dia. o xarope das flores é indicado contra problemas digestivos. útil contra úlceras. no Mato Grosso. cálice bilabiado. antireumática. Outros nomes comuns na região amazônica e em outras regiões do país são Cordão-de-são-francisco. como Cordão-de-frade. pilosos e sulcados. internamente. hipotensão. 1982).

curto-pecioladas. corola gamopétala. Na região do Vale do Ribeira. é usado sobre gargantas inflamadas.4). o macerado das folhas em água. os poetas dizem ter sido transformada nessa planta. ramoso. aquatica. significa "branco". pentâmeras. flores violáceas. A planta também é utilizada como tônico. descrito por Robert Brown. e seu cozimento é indicado como antireumático. zigomorfas. com raiz fibrosa e caule ereto. piperita é um híbrido de M.5). topicamente. na forma de gargarejo. fruto do tipo aquênio (Figura 26. serrilhadas. hermafroditas. planas. Dados botânicos A espécie M. filha de Cocylus. 1984). difere da M.lobado e o inferior 1-3 lobado. as folhas (infusão) são sudoríficas e carminativas (Corrêa. apenas de Hortelã. O nome do gênero Mentha descrito por Carl Linnaeus deriva de Mintha. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. contra tumores. bilabiada. as folhas picadas e adicionadas à água pré-aquecida são utilizadas contra problemas digestivos. agudas. na Mata Atlântica. ao passo que a infusão ingerida com elixir de Parigó é considerado útil contra dores de estômago. contra dores musculares e reumatismo. viridis por apresentar maior número de flores por glomérulo e menor número de glomérulos. um pouco pubescentes. referindo-se à cor das flores. dela. Menta e Hortelã-verdadeira. de porte herbáceo. diclamídeas. viridis e M. Entre seus sinônimos estão Hortelanzinho. Hortelã-das-cozinhas. O nome do gênero Leucas. fruto formado por quatro aquênios (Figura 26. decussadas. pouco aveludada. numerosas. antiespasmódico e contra nevralgias. Mentha piperita L Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Hortelã-pimenta e. ramos eretos e opostos. enquanto a infusão das folhas é utilizada internamente contra gripes fortes e tosses e. formando espigas no ápice dos ramos. folhas opostas. flores dispostas em verticilos axilares multiflorais. nome recebido em todo o Brasil. . externamente.

em Brasília. a infusão das folhas. A M. a FDA declarou que o óleo dessa espécie não é eficaz no auxílio digestivo e baniu seu uso no país como droga sem prescrição para tal finalidade terapêutica (Blumenthal. Nomes populares A espécie é chamada. 1980).. problemas cutâneos. . garganta e dentes (Simões et al. de Hortelã-verde. vômitos. em 1990. estomáquicas. dor de barriga. dores de cabeça. digestivas. a decocção das sementes é indicada para a expulsão de vermes. Mentha viridis L. estimulante do fluxo biliar. tremores. 1991). bronquite e tosses. no Rio Grande do Sul. antiespasmódicas. Outros usos incluem suas propriedades tônicas. Contudo. é indicada contra dores de estômago em crianças. 1982) e como anti-séptico. calmante. 1986). na região amazônica. Hortelã-pequena. piperita ou o seu óleo é considerado eficiente espasmolítico (particularmente usado para aliviar desconfortos causados por espasmos no trato digestivo). Hortelã-graúda. eólicas uterinas. catarros de mucosas. de estômago. 1986). Hortelã-das-hortas e Hortelã-levante. diarréia. três vezes ao dia. é utilizada para tratar problemas do fígado (Barros. 1984). antibacteriano e promotor de secreções gástricas (Bundesanzeiger. é utilizada internamente em distúrbios digestivos. e ainda para diminuir o leite em lactantes (Corrêa. a infusão das folhas é usada como sedativo e contra parasitas intestinais. Na região da Mata Atlântica. sendo indicada contra flatulências. vômitos e cólera (Matos & Das Graças. dismenorréias e verminoses. Hortelã-da-preta. Hortelã-comum. e as folhas frescas são usadas em crianças como estimulantes do apetite. timpanite. musculares. enquanto o macerado das folhas em aguardente ou vinho branco também é empregado externamente como analgésico. o suco das folhas é usado externamente como cicatrizante. mas também possui os seguintes nomes: Hortelã-grande. estimulantes.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. cólicas abdominais e tétano. carminativas. anti-reumático e contra insônia.

serrilhadas. assim como em todo o Brasil. seu decocto é considerado útil contra tosse. corola e cálice campanulado (Figura 26. cilíndrica e frouxa. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o xarope das folhas é utilizado contra asma. pecioladas. dores de estômago e "quebranto". gripes. inflorescência do tipo espiga. bronquite e gripe. a decocção das folhas faz parte de um coquetel de plantas com finalidade abortiva. a infusão das folhas é usada contra parasitas intestinais. a infusão das folhas é usada para expulsão de parasitas intestinais e como analgésico. . com folhas pequenas. ovais ou oblongas. o xarope das folhas é usado contra gripes e tosses. cólicas. bastante pilosa e com aroma forte. Mentha pulegium L. Na região do Vale do Ribeira. bronquites. ameba e giárdia. tétano. os mesmos usos são atribuídos à infusão da raiz. denticuladas. Também é conhecida como Poejo-das-hortas. folhas subsésseis. glabras. ovadolanceoladas. dores de barriga e pedras nos rins.6). tosses. ramos eretos. flores rosas ou violeta-claras. Dados botânicos A planta é uma erva que chega a atingir até 50 cm de altura. especialmente lombriga. Nomes populares Na região da Mata Atlântica.Dados botânicos Planta herbácea de pequeno porte. opostas. além de ser considerada útil contra febres. garganta e estômago. caule ereto. em verticilos aproximados. O sumo das folhas é muito usado contra dores de ouvido. ascendentes. a espécie é chamada de Poejo ou Puejo.

Alfavaquinha. de caule ramoso. entre outros. ovadas. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. de onde partem folhas opostas. pequenas e finas. estimulante. O nome do gênero. Em outras regiões. significa "perfumada". assim como em todo o Brasil. Alfavaca-cheirosa. A planta é de origem asiática e muito usada na indústria de perfumaria. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. O gênero inclui aproximadamente 150 espécies de climas tropicais e temperados. é conhecida como Remédio-de-vaqueiro. especialmente de ocorrência na África. Corrêa (1984) refere que a planta é béquica. diarréias e disenterias. com até 50 cm de altura ou maior. glabras. Ocimum. Alfavaca-do-campo. descrito por Carl Linnaeus. peitoral. a espécie é chamada de Alfavaca ou Alfavacão. de Alfava. Alfavacona.Ocimum basilicum L. diaforética. . diurética e útil contra resfriados. dentadas. estomáquica. Ocimum canum Sims. Alfavaca-de-vaqueiro e Manjericão. com ramos tetrágonos e pubescentes. o xarope e a infusão das folhas são usados contra tosses e bronquites. referindo-se à planta toda. Nomes populares A espécie é chamada de Alfavacão na região amazônica. Alfavaca-de-cheiro. Em outras regiões. aglomeradas no ápice dos ramos e dispostas em espigas. Dados botânicos A planta é uma erva anual. flores brancas ou rosas.

glabros e eretos. serradas. fruto do tipo capsulas. verdes e finas. enquanto a infusão das partes aéreas. A planta toda é bastante aromática. É originária do Oriente e amplamente cultivada no Brasil como condimento. A decocção das raízes . diaforética.Dados botânicos A planta é uma erva com ramos ascendentes. o banho preparado com as folhas é usado externamente para combater qualquer tipo de micose. dores de cabeça e bronquites. é usada contra febres. sudorífica e útil contra problemas da bexiga. além de excelente na cura da coqueluche. contendo folhas pecioladas. Em outras pode ser reconhecida com o nome de Manjericão-cheiroso. Ocimum gratissimum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. de onde partem folhas ovais. de ramos quadrangulares. ovadolanceoladas. pubescentes. Corrêa (1984) refere que a planta é diurética. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas ou das flores é indicada como diurético e diaforético. tosses. dispnéia e reumatismo. As folhas cruas também são empregadas como condimento. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. a espécie é chamada de Alfavaca. pubescentes. Dados botânicos A planta é um arbusto lenhoso. além de diurética. dispostas em racemos paniculados. denteadas. tosses e desordens uterinas e renais. flores roxas ou. flores vermelhas. raramente. O xarope das folhas com mel é usado contra tosses. glabras. carminativa. verticiladas e dispostas em racemos. béquica. amarelo-esverdeadas. rins e uretra.

androceu com estames inclusos. devendo porém ser tomado somente à hora que se vai dormir. ao passo que o banho preparado com as folhas é considerado útil contra dores de cabeça. As sementes são usadas externamente como anti-séptico da região ocular e para eliminar "carne crescida" no olho. Alfavaca-do-campo. com flores de cálice tubuloso de lábios superior tetradenteado e corola com tubo campanulado e lábios superior branco e inferior violeta. agudas. glomerulada.7). gineceu com ovário ovóide. margem irregular. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. enquanto seu uso interno é indicado contra dores do estômago e de cabeça. ovaladas. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em todo o Brasil pelo nome de Alfavaca. Dados botânicos Arbusto com caule pouco pubescente. dores de cabeça e como sedativo para crianças. As folhas da planta também são usadas como condimento alimentar. . Corrêa (1984) refere que a planta é estimulante. sudorífica. O decocto das folhas misturado com cravo-da-índia é utilizado externamente contra sinusite. dores de cabeça e febres. o sumo das folhas é usado externamente como cicatrizante. O xarope preparado com as raízes é indicado contra tosses e dores de cabeça.é usada contra diarréias. e na Mata Atlântica. diurética e útil contra tosses. folhas pecioladas. carminativa. Ocimum micranthum Willd. inflorescência racemosa. mas também sob os seguintes sinônimos: Mangericão-grande. Alfavacão. núculas negras e lisas (Figura 26. levemente pubescentes e inferiormente glandulosas. congestão nasal e dor de cabeça. Alfavaca-de-vaqueiro e Alfavacona. As folhas são ainda muito usadas como condimento. membranosas. problemas nervosos. pequenas. gripe e catarro no peito. como Manjericão. distúrbios do estômago.

Na região da Mata Atlântica. sendo também conhecida como Manjerona-selvagem. 1984). além de a espécie ser utilizada também como condimento. Origanum vulgare L. formando uma espiga terminal. tosses e bronquites. Outras indicações referem o uso da planta como diurética e estimulante (Corrêa. Nomes populares A espécie é chamada pelos habitantes da região amazônica de Oriza. a infusão das folhas é usada contra infecções. as sementes são usadas para eliminar "vilide" (excrescência conjuntival). Pogostemon patchouly Pellet. as folhas são consideradas úteis contra gripes. de base arredondada e margem denteada. o xarope das folhas é usado contra bronquites e tosses. pilosa. no Pará (Amorozo & Gély. Nomes populares A espécie é chamada no Vale do Ribeira e em todo o Brasil de Manjerona ou Orégano. vilosas. 1980). dispostas em panículas. . Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. 1988). flores em glomérulos. Dados botânicos A planta é uma erva ereta. Corrêa (1984) refere que a planta é emenagoga. no Mato Grosso (Van den Berg. e em todo o Brasil é denominada Patcholi. Patchuli ou Patchouli. dores de cabeça e tosse. enquanto a decocção é indicada contra constipação nasal. com até 50 cm de altura. com ramos ascendentes. de onde partem folhas ovais.

com dois óvulos em cada lóculo.8-cineol. O óleo apresentou ainda forte atividade antimicrobiana contra Staphyloccocus aureus (Fun et al. Uma outra análise do óleo essencial de H. hermafroditas. A decocção das folhas com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra hepatite. androceu com estames excertos. O óleo essencial das partes aéreas de H. três formando um lábio aberto. o sumo das folhas é usado externamente contra dores de cabeça. ovário supero. porém. significa "estames barbados". enquanto a infusão das folhas é utilizada como tranqüilizante. A espécie não foi citada na região da Mata Atlântica.Dados botânicos Planta herbácea com folhas opostas. descrito por Desf.8-cineol (27%-38%) e sabineno (12%-18%). Existem.. flores diclamídeas. alfa-bergamoteno. Das folhas de H.. 1988. corola com quatro lobos. bicarpelar. suaveolens por Misra et al. Corrêa (1984) refere que essa espécie é o verdadeiro Patchuli originário da Índia e da Mianmá.. pentâmeras. 1991). fruto seco (Figura 26. 1990). com espigas compostas. 1. predominantemente de sesquitepenos. evidências de variabilidade intrapopulacional dessa espécie quanto à composição de monoterpenos (Queiroz et al. suaveolens possui setenta componentes. Triterpenóides foram isolados de H. sedativo e hipotensor. Dados químicos dos gêneros e das espécies Hyptis De Hyptis suaveolens foi isolado L-fuco-4-O-metil-D-glucurono-D-xilano (Aspinall et al. Azevedo et al. sendo mais comuns o beta-cariofileno. 1990).8). O nome do gênero Pogostemon. flores em glomérulos. dos quais 32 foram identificados. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. 2001 e 2002). (1982).. sabineno e alfa-copaeno (Din et al. suaveolens apresentou altas concentrações de 1. terpinen-4-ol. como beta- . pectinata foi extraído um óleo essencial que apresentou 27 constituintes. bilocular. cruzadas.

a flavona salvigenina e o triterpenóide ácido ursólico (Romo de Vivar et al. spicigera foi extraído um óleo essencial que é caracterizado principalmente pela presença de beta-cariofileno (68%) (Onayade et al. alfa-thujeno e mirceno os constituintes majoritários (Malan et al. ácido n-octacosanóico. 1988) e leonotinina (Sivaraman et al. Vários diterpenóides foram isolados dessa espécie por Eagle et al. Das folhas de H. Outras espécies do gênero também foram estudadas: de L.. campesterol. sendo p-cimeno... . ácido oleanólico e ácido maslínico (Pereda-Miranda & Gascon-Figueroa. quercetina. oblongifolia foram detectadas as presenças de alfa-pironas (PeredaMiranda et al. albida foram isoladas triterpenolactonas. Das raízes de L. De H.. De H. germacreno D e biciclogermacreno e o constituinte majoritário é o beta-cariofileno (Brophy & Lassak. 1988). urticoides foram isolados o delta-lactone hipurticina. ácido oleanólico acetato. Leonotis Do gênero Leonotis foram realizadas revisões sobre os constituintes químicos e atividade biológica. 1988). 1990). leonurus isolouse diterpeno da classe do labdano (Kruger & Rivett. (1980).elemeno. 1990).. especialmente no que se refere aos terpenos (Purushothaman & Vasanth. e de H. Em H. 1990). uma outra análise do óleo de H. 4. 1987a). nepetaefolia foram isolados os compostos n-octacosanol. beta-sitosterol-beta-D-glucopiranosídeo. beta-cariofileno.. Um estudo da variação sazonal da composição do óleo essencial dessa espécie também foi realizado (Malan et al. gama-terpineno. 1988). leonotis foi isolado um novo diterpenóide (Dekker et al.6. 1988).7-trimetoxi-5metilcromene-2-ona (Vasanth & Rao. 1991). uma ortoquinona denominada umbrosona (Delle Monache et al. salzmanii foram isolados diterpenos. 1987). Das partes aéreas de H. 1990b). (1978) e Blounietal. ácido ursólico. triterpenos e flavonóides (Pereda-Miranda & Delgado. lignanas e flavononas (Messana et al.. 1990) e de H. 1989). pectinata da África caracterizou a presença de 32 componentes. Metil betulinato.. 1996). timol. mutabilis foram isolados triterpenos. Porém. e de L. umbrosa..

parece que o fotoperíodo associado com as variações ambientais influencia consideravelmente a com- .. neuflisiana foram isolados diterpenos e flavonas (Khalil et al. lanata também foram caracterizados os esteróis campesterol. 1987). cephatoles isolaram-se ésteres e ácidos graxos (Chen et al.. Vaverkova et al. ácido aspártico. aspera foi caracterizado um triterpenóide lactona denominado leucolactona (Pradhan et al. 5-hidroxi-6. mentona (24. Os maiores componentes do óleo no Brasil foram: mentol (29. O óleo extraído da planta na Itália possui: mentol (45. das partes aéreas de L. O óleo essencial de três variedades de M. 1987. piperita foi caracterizado quanto à constituição de terpenos e flavonas. isomentona e o neomentol (Zakharova et al.. 1996). Com isso. brassicasterol.84%). treonina.10%) e 1. Das partes aéreas de L. mentofurano (19. serina. Da espécie L. hidroxiprolina. enquanto a mentona diminuiu significativamente (Vaverkova & Felklova.4'-tetrametoxiflavona e dimetilsudaquitina e nevadensina (Zakharova et al. tirosina.Leucas Não foram encontrados estudos sobre a espécie Leucas martinicensis.20%). 1995). 1987). colesterol. lisina. beta-sitosterol e estigmasterol (Dinda & Jana. que cresce no norte da Itália e no sul do Brasil. glicina. piperita var.. 1987). 1996).. N. 1986 e 1987).80%).8-cineol (6. metil acetato (16. 1988). lanata foram isolados os aminoácidos histidina.. 1979). piperita apresentou maior conteúdo de mentol e metil-acetato do óleo durante o período de máxima floração. sendo os principais terpenos mentol. triptofano e metionina (Dinda et al.7. O conteúdo de óleo essencial das folhas de M..64%). ácido glutâmico. piperita varia muito no decorrer das diversas fases do desenvolvimento da planta (Voirin & Bayet. fenilalanina. alanina. De L. 1986). mentona. et al. 1990) e um composto fenólico (Misra. A M. Foram feitas comparações entre o óleo essencial de M.. mentocubanona. Mentha A composição do óleo essencial de M. Das raízes de L. piperita rubescens aumentou significativamente durante o período de floração (Carnat & Lamaison. prolina.3'.80%). flavonas himenoxina.07%) e mentano (11. T. officinalis.

caféico e clorogênico. vitaminas C e D2. 1989). Entre os constituintes químicos reconhecidos isolados contam-se taninos. betasitosterina. 1986). Zi e Cu. Em Mentha viridis var. . resinas. a-terpineol e geraniol (Sacco et al. b-cariofileno. peroxidases.8-cineol. De M..e sesquiterpenóides. fenílico..3'. 1988). além de ácido cítrico e ácido ascórbico (Zimna & Piekos. luteolina e 5. catalase. fitosterol. A estocagem da planta alterou a composição de óleo essencial. betaínas e óleo essencial já descrito (Costa.posição de terpenos dessa espécie (Sacco. 1987). ácidos p-cumárico.6. como alfa-pineno. 1. 1992). Mg. nicotinamida. reduzindo significativamente a concentração de mentol. piperita foram isolados também os flavanóides apigenina. K..4'-hexahidroxiflavona (Zakharov et al. piperita foram encontrados ainda os elementos Na. cadideno. Ca.7. O óleo essencial da planta florida apresentou limoneno. lavanduliodora foram detectados altos níveis de linalol e linalil acetato. Foram ainda isolados mono. Nas folhas de M. 1990) e flavonóides glicorilados. Fe. limoneno. Mg. a mentona permaneceu estável (Shalaby et al.8. glicídios.

já citados. enquanto nas flores e no caule é a beta-selinene (Charles et al.. De O. as folhas e flores de O. o eugenol é o constituinte majoritário.cariofileno.. Das sementes de O. b-cariofileno. compostos principalmente de mono e sesquiterpenos. hidrocarbonetos como p-cimeno. canum foram isolados diversos componentes. e apresenta ainda atividade antimicrobiana (Ntezurubanza et al. O óleo essencial de O. gratissimum é composto de gamaterpineno. betaselineno e elemeno identificados como constituintes majoritários. 1996 e 1997a).. Do óleo essencial das folhas. eugenol. gratissimum apresentam como constituintes majoritários timol e p-cimeno (Pino et al. 1986. sendo 1.8-cineol. Sharma et al. basilicum (Brophy & Jogia.. 1990). Sakurai et al. 1987. 1996). 1986. cis-ocimeno. .. beta-cariofileno.. 1981. canum foram isoladas altas concentrações de ácido linolênico (Angers et al. micranthum foram isolados vinte compostos. t-bergamoteno. canum também foi isolada mucilagem e determinado seu teor emulsificante (Rojanapanthu et al. 1987... De O.. flores e caule de O. Em Cuba. cariofildeno e alfa-guaieno (Craveiro et al. sendo eugenol. e um grande número de hidrocarbonetos (Costa. Os constituintes majoritários foram Metil eugenol e eugenol (Vostrowsky et al. 1997). cis-cariofileno e alfa-muuroleno os constituintes majoritários (Wu et al. 1986. Ocimum Do óleo essencial de O. 1983). 1. 1986. Nas folhas.. os constituintes majoritários variam em cada parte da planta.Patel et al. 1988).. 1989). 1986... 1996). 1981). 1990). Diversas revisões foram realizadas quanto à variação na composição do óleo de O. eugenol.. Borges et al. eugenol (Ekundayo et al.. 1987). gratissimum foram identificados 37 constituintes voláteis (Yu & Cheng. Kartnig & Simon.. 1987). Das folhas da O. dentre eles: (-)-borneol (Ravid et al.. 1989). O óleo essencial de O. estragol e a-terpineol (Chalchat et al. 1996a). Khanna et al.. gratissimum brasileira foram caracterizados 34 constituintes. Na China.. 1990). Phan et al.8-cineol. Lawrence. Takahashi et al. o óleo essencial apresentou 21 constituintes. 1988. linalol. gratissimum que cresce em Ruanda apresenta timol e eugenol. Um estudo do óleo essencial envolvendo diversas espécies de Ocimum foi realizado (Khosla et al. Porém.

1986. 1989).. 1995).. A extração do óleo essencial com C0 2 supercrítico caracterizou a presença de dezenove componentes. ácidos orgânicos. linalol e eugenol são os constituintes majoritários (Akgul. basilicum da Argentina apresenta altas concentrações de linalol. Thoppil. 1987). 1985.. além de metilchavicol.. quercetin-3-O-diglucosídeo.. Das sementes de O. além de ácido p-cumárico.8cineol. No Paquistão. 1990). sanctum possui estigmasterol.. 1989). 1989). 1995). basilicum em decorrência de secagem e armazenamento (Venskutonis et al. basilicum e O. rubrum foram isolados borneol. na Turquia. 1988). kaempferol. terpenos. timol. esculina (Skaltsa & Philianos. A casca do caule de O. basilicum foram também obtidos vários taninos (Lang et al. 1. 1990. esculetina. eriodictiol7-glucosídeo e vicenina-2 (Skaltsa & Philianos. Ekundayo et al.. xantomicrol e derivados do ácido caféico (Tapenes et al. 1978). sendo o linalol e o trans-metil-cinamato os constituintes majoritários (Berrada et al.. basilicum foram isolados quercetina. A espécie O. sendo Metil chavicol. No Marrocos foram isolados 28 constituintes. 1987. o óleo essencial de O. 1995). basilicum que cresce em Portugal apresenta como constituinte majoritário linalol e Metil chavicol (Carmo et al. basilicum caracterizou-se a presença de polifenóis (Hodisan. cetonas.. mirístico. ácido caféico. isoquercitrina. ácidos graxos e flavonóides (Maheshwari . timol e outros três sesquiterpenos ainda não caracterizados (Farrag.. Em O. Das flores de O. láurico. linalol e Metil eugenol os constituintes majoritários (Riaz et al. 1984). linolênico e araquídico (Malik et al. 1991). Foram caracterizados a composição do óleo essencial de O. oléico. eriodictiol. linoléico.8-cineol e sesquiterpenos (Farrag. 1996). Das folhas de O. triacontanol ferulato.O óleo essencial de O. Foi observada também a variação da composição do óleo essencial de O. sendo. 1994). 1996). 1987) e ácido rosmarínico de suas raízes (Tada et al. 1987). fenóis. sabineno e eugenol (Retamar et al.. album foram caracterizados os ácidos graxos: cáprico. basilicum da Austrália (Lachowicz et al. b-sitosterol. basilicum apresenta 44 compostos. o metil-eugenol e o eugenol os constituintes majoritários (Tateo & Verderio. rutina.. 1996). 1. De O. nesse caso. palmítico esteárico. já comentados (Modawi et al. linalol. alcoóis.8cineol e eugenol. 1. 1996) e também os constituintes responsáveis pelo seu aroma característico (Sheen et al. 1977) e polissacarídeos (Bekers & Kroh. kaempferol-3-O-rutinosídeo.. Murugesan & Damodaran. Fatope & Takeda.

cablin (Akhila . flavonas. flavonas (Patwarphan & Gupta. Foram isolados de P purpurascens. foram obtidos limoneno e beta-pineno em O. kilmandschariciim (Ntezurubanza et al. 1984) e grandes quantidades de timol em O. 1986).Além desses compostos.. 1981). 1984). Pogostemon As folhas de P. 1985). viride (Ekundayo. patchouly encerram 45% de um óleo volátil do qual se extrai a cânfora (Corrêa. parviflorus (Nanda et al. hidrocarbonetos monoterpenóides e sesquiterpenóides de P. lactonas sesquiterpenóides de P..

. além de outros diterpenóides (Hussaini et al.. 1998). 1989).. 1990). 1994. Foram identificados n-octacosanol. 1996) e analgésico e antiedemalogênico em H. P. a-bulneseno... auricularis (Prakash et al.. a-patchouleno e seiqueleno (Rakotonirainy et al. plectranthoides (Esvandzhiya et al. 1987. 1990).& Nigan. 1989). 1984). Phadnis et al.. O óleo essencial de P cablin possui patchouli e norpathoulenol (Zhang et al.. F et al. analgésica (Freitas et al... Silva et al. pectinata (Bispo et al. Em H. crenata. O óleo essencial de H. estigmasterol.. plectranthoides foram investigados experimentalmente. que foram testados quanto à sua atividade antibacteriana.. atrorubens. mostrando baixa toxicidade e atividade sedativa. 2001).. garwal et al. vulgata foi caracterizada a propriedade antiparacoccidiose (Fonseca et al. bem como apresentou uma moderada atividade antifúngica (Iwu et al. 1998). umbrosa. beta-amirina.. lupeol e epifriedalinol (Bahuguna et al. 1988). 1988). comumente utilizada como calmante. Coelho et al.. Um diterpeno espasmolítico chamado de ácido auriculárico foi isolado de P. 1998). cablin foi isolado o sesquiterpeno patchoulol (Croteau et al. . e sesquiterpenóides do óleo essencial de P. H.. O óleo essencial foi capaz de inibir o crescimento de bactérias gram-positiva e gram-negativa. Thapa et al. betasitosterol. C.. suaveolens apresenta 32 terpenóides.. Munck & Croteau.. foram caracterizadas as atividades antiulcerogênica (Barbosa. 1984. 1987. Dados farmacológicos dos gêneros e das espécies Hyptis O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de H. mutabilis.. 1990). 1977. 1998) e atóxica (Junior et al. H. Atividades antimicrobiana e antifúngica foram atribuídas a H. citoprotetora do miocárdio (Barbosa et al. 1997). ovalifolia e H. Em H.. também conhecido como Sambacaitá. 1996) e os sesquiterpenos a-guaieno. saxatilis (Fernandes. 1971). et al. Estudos fitoquímicos e farmacológicos do extrato de P. Do óleo essencial das folhas de P. apresentou atividade tranqüilizante (Trotta et al. suaveolens e H. 1988.

Posteriormente. enquanto extratos de folhas. 1995). que foram testados quanto à sua citotoxicidade. O ácido alfa-hidroxiursólico demonstrou significativa atividade citotóxica in vitro em linhagens de célula tumoral de cólon humano HCT-8 (Yamagishi et al. e Novelo et al.. 1993) foram atribuídas a H. leonurus (Bienvenu et al. O chá e o extrato hidroalcoólico relaxaram a musculatura lisa e aumentaram o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al. 1988.. capitata foi isolado o ácido ursólico.. Calixto et al. 1988. causando relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al. 1988). 1984). umbrosa apresentaram atividade antibacteriana (Bosshard et al.. nepetaefolia. foram detectadas as atividades broncodilatadora.. anti-secretória e citotóxica (Kuhnt et al.. 2002). verticillata. 1995. 1980... antimicrobiana (Cos et al. 1988). Mentha O infuso das folhas de M.. 1976. 1988). 1988). Di . Do extrato metanólico de H. enquanto estudos realizados com extratos brutos mostraram atividades antiespasmódica. Leonotis Em L. 1985. 1979). capitata foram isolados e caracterizados cinco triterpenos.. 1988). que apresentou citotoxicidade significativa em células linfocíticas leucêmicas P388 e L-1210. do extrato de H. Para o óleo essencial foi comprovada atividade fungicida (Guerin & Reveillere.. Diterpenóides isolados de H... A propriedade anticonvulsivante foi atribuída a L. 2002). conhecido como Cordão-de-frade. Coelho et al. 1995). nem antialérgica (Rossi-Ferreira et al. ramos e flores de H.. anti-hipertensiva e espasmolítica.As propriedades antibacterianas. antiinflamatória e analgésica (Benoit et al.. 1988). piperita apresenta atividade antioxidante (Campos & Lissi. além das células A-549 de carcinoma de pulmão humano. porém não foram observadas atividades antiinflamatória e diurética (Rae et al. O ácido ursólico também apresentou citotoxicidade marginal em células tumorais de cólon humano (HCT-8) e mamário (MCF-7) (Lee et al. Forster et al. Saksena & Saksena. tomentosa possuem atividades citotóxica e antitumoral (Kingston et al.

2000). cordifolia (Villasenor et al. enquanto estudos com O. Lahlou et ai. 1978) e O. micranthwn produziu bradicardia intensa (Ribeiro et ai. piperita (Ansari et al.. Em O. 1986). 2002). sanctum (Phadke & Kulkarni. Queiroz & Brandão. 1988) e relaxante da musculatura lisa intestinal (Madeira et ai.. O tratamento de enteroparasitoses mostrou-se eficaz sob a administração de M. R. 1987. cannum (Dubey et ai. 1987). piperita. 1998). internamente aumenta em doses terapêuticas a força cardíaca e a pressão nos vasos (Corrêa. Sharma & Jocob. micranthum foi caracterizada a propriedade hipoglicemiante (Ribeiro.. Atividade imunomoduladora foi determinada na espécie O. 1986a.. sanctum também apresentaram atividades antiinflamatória. Extratos brutos de O. 2001 e 2002). 1987b).. 1989). antiespasmódica (Di Stasi et ai. (1968). Atividade antiúlcera com diminuição de secreção gástrica e dor local foi determinada por Meyer et al. gratissimum apresentou atividade antibacteriana (Ntezurubanza et ai. 1989) e diurética (Carvalho et ai. Nos compostos isolados foi verificado que os óleos essenciais de O. 2002. gratissimum (Atai et ai. e a atividade antimutagênica ao extrato de M. crispa (Mello et ai. A. Mentha x Villosa foi isolado o rotundifolona com atividade analgésia e depressora do SNC (Hiruma. antifertilidade.. espasmolítica (Queiroz & Reis. Além das atividades já relatadas com M.. 1986c) e em O. 2002). 1993. analgésica e antipirética (Savitri & Vyas. determinaram-se propriedades fungicida. O mentol aplicado sobre a pele ou mucosas exerce uma ação anestésica. basilicum demonstraram atividades analgésica.... 1986a. Chen et al. 1981). 1989). antibacteriana.. 1986a). Do híbrido. sanctum (Dey & Choudhuri... também verificada com extratos de O. 1984). arvensis (Ceruti et al. Queiroz & Reis. Ocimum Verificou-se que a espécie O.Stasi et al.. et ai. O óleo essencial de O. 2002). A propriedade larvicida e inseticida foi atribuída ao óleo de M.. . basilicum foram caracterizadas as propriedades analgésica (Di Stasi et ai. Almeida et ai. americanus (Jain & Agrawal. 1982. produzindo uma sensação de frio por causa da estimulação das extremidades térmico-sensoriais dos nervos localizados na pele. 1996) e hipotensora (Guedes et ai. Queiroz & Brandão.. 1986b). 1988. utilizando-se M. 1986). O.. 1984) possuem atividade fungicida contra vários fungos patogênicos.

1996). Das folhas de O. As folhas de O. antipirética em ratos (Singh & Majumdar. suave foram utilizadas como repelente de insetos.. sanctum foi isolado um triterpeno caracterizado como constituinte majoritário. 2002) e hipotensora em cão (Singh et al.. 1986). O.. 1994). 1992. Os efeitos do pré-tratamento de animais com O. 1989). 1995). mas a administração de O. Vanderlinde et al. sanctum foi utilizado na desintoxicação induzida por CuS04.. 1994). A atividade antiulcerogênica também foi confirmada para O. et ai. o ácido ursólico. 1999. 1992. ao inibir de maneira concentração-dependente a degranulação de mastócitos do mesentérico e do peritônio. Das folhas de O. E. O óleo essencial de O. que apresentou atividade protetora do mastócito. Vanderlinde et al. 2001). Os óleos fixos de O. sanctum restaurou vários parâmetros para valores próximos da normalidade (Shyamala & Devaki. Vanderlinde et al. gratissimum apresentou atividade antifúngica (Lima. O óleo essencial de O. 1994. sanctum foram diminuição da acidez do suco gástrico e aumento das defesas da mucosa do estômago de ratos (Singh & Majumdar. 1997).. basilicum apresentou atividade antinematoidal (Mackeen et al. sanctum também é responsável pelas atividades antimicrobiana e antifúngica (Prasad et ai. Nakamura et ai. 1995 e 1996) imunomoduladora (Mediratta et al. 1994a) e analgésica (Vanderlinde & Costa. basilicum (Dube et al. 1986). adscendens apresentou significativo efeito fungitóxico e não mostrou atividade fitotóxica (Asthana et al. 1994b. Extrato etanólico das folhas de O... principalmente por sua composição em eugenol (Hassanali et al. Esses resultados indicam que o ácido ursólico pode apresentar uma potente atividade antialérgica (Rajasekaran et al. antiinflamatória. sanctum também apresentaram significativas atividades antiartrítica.. 1993. A atividade antifúngica também foi observada nos óleos de O.O. 1989).. antiedematogênica (Vanderlinde & Costa. gratissimum (Sobti et al. suave (Tan et al. .. espasmolítica (Vanderlinde & Cortes. gratissimum foi obtida uma fração que apresentou contração em íleo de cobaia e cólon de ratos e elevou a pressão sangüínea arterial de ratos (Onajobi. selloi apresentou atividades depressorado SNC (Vanderlinde & Cortes. 1995) e O... 1994a).. A intoxicação com CuS04 produziu uma significativa diminuição na produção de peróxido de lipídio. As enzimas antioxidantes foram elevadas na toxicidade por CuS04.. O óleo essencial de O. Vanisree & Devaki. 2002)... Vanderlinde et al. enquanto a O. 1996). 1990). 1986).

quadrangulares. caule e ramos primários. Dados botânicos Arbusto de até 3 m de altura. 1995). muitas delas aromáticas e de grande valor na indústria de perfumes. 1984). Compreendem árvores. 1997). Em estudos de toxicidade com espécies de Ocimum observou-se que a DL50 para camundongos foi de 42. Salva-limão. arbustos e ervas. Espécies medicinais Lippia a/ba (Will. A utilização terapêutica do mentol como anti-séptico deve ser criteriosa. Espécies medicinais da família Verbenaceae Introdução A família Verbenaceae descrita por Jean Henri Jaune Saint-Hilaire inclui 41 gêneros nos quais se distribuem 950 espécies tropicais. Os principais gêneros que incluem espécies medicinais são Verbena. pois ele pode provocar parada cardíaca ou respiratória por via reflexa (Costa. sobretudo em crianças. alternas ou opostas . 1986). pubescentes.Dados toxicológicos dos gêneros Altas doses do mentol obtidas de várias espécies referidas inibem a sensibilidade. especialmente da América do Sul (Mabberley. provocando sonolência. e em estudos de toxicidade subaguda não foram observados efeitos tóxicos visíveis (Singh & Majumdar. Stachytarpheta e Lippia. e em outras. Salva-brava. folhas pecioladas. longos.) N. Sálvia e Salva-da-gripe.E. Alecrim-docampo. como Erva-cidreira-do-campo. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Erva-cidreira nas duas regiões de estudo.5 ml/kg. ascendentes. Salsa. e estimulam a secreção de mucosas da boca e do nariz (Corrêa.Br.

é considerado útil para acalmar crianças e dar sono (Amorozo & Gély. 1980). Na região do Vale do Ribeira. sem estipulas. pentâmeras.9). diclamídeas. flores pequenas. 1986). o chá das folhas é utilizado como calmante. fruto do tipo capsular branco. Essa espécie é usada como antiespasmódica. na Paraíba (Agra. cálice curto. corola violácea com lábio inferior maior que o superior. fruto com dois mericarpos plano- . hermafroditas. 1988). tosses e gripes.(às vezes na mesma planta). com lábio anterior trilobado e o posterior reduzido. emenagoga (Corrêa. relaxante e contra intoxicações gerais. sementes pequenas (Figura 26. como antigripal e calmante. Lippia grandís Schan. além de problemas do estômago. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. folhas pecioladas. enquanto a infusão das raízes é usada externamente como cicatrizante. cálice curto. Dados botânicos Planta de pequeno porte. o banho preparado com as folhas também é usado contra tosses e bronquites de crianças. 1980). relaxante e contra intoxicações gerais e problemas do estômago. náuseas. reunidas em inflorescências capituliformes. flores pequenas. o chá das folhas é utilizado como calmante. membranoso. no Rio Grande do Sul (Simões et al. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Salva-do-marajó. 1984). corola bilabiada. o chá ou xarope das folhas com mel é utilizado contra gripes e tosse. reunidas em inflorescências vistosas. no Pará. O uso interno das folhas é indicado contra problemas estomacais. cólica do estômago.. no Mato Grosso (Van der Berg. Malva e Nulva-do-marajó. a infusão das folhas é usada como calmante e contra hipertensão. estomáquica. pubescente e bipartido. Salva.

. dulcis (Bubnov & Gurskii. três vezes ao dia. isocatalpanol e os ésteres metílicos dos ácidos palmítico. lapachenol. acacetina. ukambensis (Chogo & Crank. 1981). (1981). 1982). 1996).. (1986 e 1987). O nome do gênero Lippía é uma homenagem ao médico e botânico francês August Lippi. é usado contra problemas do fígado. sesquiterpenos e epihernandulcina foram detectados em L. 1987). o preparado das folhas dessa planta com vagem-dejucá. nodiflora foram isolados vários flavonóides (Barberan et al. naringenina. No óleo essencial de L. e esses sesquiterpenóides foram isolados por Compadre et al. Matos et al.. 1981). 1983). 1986. Do óleo essencial dessa espécie foram obtidos os seguintes compostos: alfa-tugeno. 1980). alba foram determinados os seguintes constituintes: neral. broto de goiaba e casca de caju é considerado útil para tratar desarranjo menstrual. 1987). timol. limoneno. Dados químicos do gênero Das plantas do gênero Lippia. canescens e I. monoterpenos. araquídico. Sauerwein et al. A composição do óleo essencial de várias espécies desse gênero foi estudada por Craveiro et al. Souto-Bachiller et al. triphylla apresentaram os mesmos tipos de flavonóides (Tomas-Barberan et al.vanílico. Craveiro et al. 1987.. mirceno. 1987).. Hernandulcina. betacariofileno (Craveiro et al. citral e carvona (Matos et al. carboidratos e aminoácidos (Neidlein & Daldrup. As espécies L. Da parte aérea de L. 1986. behênico e lignocérico (Macambira et al. Já de L. p-cinieno. porém variações evidentes foram constatadas de acordo com a distribuição geográfica das . gama-terpineno... Dados da medicina tradicional Na região amazônica.. 1996a e 1996b). timol. e do caule e folhas foram obtidos ácido . Da espécie L. americana foram obtidos ácidos graxos livres. 1991. a mais estudada é a L sidoides. ermanina e errodictiol (Morais Filho et al. microphylla foram isolados flavonóides: glicosil-quercetina. alfa-cubebeno.... esteárico. geranial. carvacrol e cariofileno (Craveiro et al. o chá das folhas. Vários terpenóides foram isolados de L.convexos.

luteolin-7-O-beta-glucosídeo. quatro alcanos. diosmetina. Das partes aéreas e das raízes de L...43%) e piperitenona (11. timol e carvacrol foram os maiores constituintes voláteis de L. 1989).35%). Das folhas dessa espécie foi obtido ainda um óleo que possui cânfora. citriodora foram isolados treze flavonóides identificados como salvigenina. De L.97%) como principais componentes (Mwangi et al. Do óleo das folhas de L. sabineno. Das folhas e flores de L. 6-hidroxiluteolina.8-cineol (15.8-cineol (2. A composição química do óleo essencial de L. crisoeriol. cirsimaritina. Foi discutida também a possível relação entre as altas concentrações de monoterpenos e o alegado efeito antifertilidade dessa planta (Compadre et al.l. alba e L. 1..8-cineol.. eupatorina. eupafolina. luteolina.67%). 1. multiflora de diferentes regiões do Congo foi caracterizado. Os constituintes p-cimeno. sendo o timol caracterizado como o componente principal (38.01%) ecariofileno (15.. 1991 e 1995). As folhas dessa espécie coletadas no Togo apresentaram variações quanto à quantidade de geranial. dois fenóis e uma cetona (Pino et al. 1987).. alfa-terpineno (4.12%). 1. sesquiterpenolactonas como a integrifolian-l. 1996a). timol. 1996b).27%).8-cineol e betacubebeno (Dellacassa et al.. dos quais foram identificados piperitona (28. limoneno. quatro éteres. Das folhas de L. hispidulina. neral. O óleo essencial de L. 1987). p-cimeno (3.8-cineol.. alfa. 1. germacreno D e elemol (Koumaglo et al.23%) e metiltimol (2.8-cineol. wilmsii foram isolados quinze componentes.. Fun et al. graveolens. 1990.5-diona e trans-nerolidol (Catalan et al. 1990).espécies de L. Dentre os compostos isolados. O óleo essencial apresentou atividade inseticida de maneira dose-dependente (Koumaglo et al. 1. integrifolia foram isolados sesquiterpenos.. apigenina.33%). pectolinarigenina e cirsiliol (Skaltsa & Shammas. timol. p-cimeno. sendo 22 hidrocarbonetos. acetato de timol (17. adoensis foram isolados monoterpenóides e sesquiterpenóides sendolinalol. fissicalyx (Retamar et al. foram identificados ipsenona e outros vinte terpenos (Lamaty et al. 1988). 1990). 1989).. naringenina e lapachenol (Dominguez et al. Do óleo essencial dessa espécie do México foi isolado um total de 33 componentes.e beta-pineno. a-pineno. .54%) sesquiterpenos e hidrocarbonetos (Gallino.origanoides foi quantificada. 1994 e 1995). 1989). graveolens foram isolados pinocembrina.

L.. Moraes et al.9%) elimoneno (13. e atividade anticonvulsivante (Vale et al. atribuída à presença de flavonóides (Santos. 1988a).. além de uma atividade moluscicida (Almeida. assim como o de L. Observou-se ainda atividade antitumoral com L. 1997). 1990). Desta espécie ainda foram caracterizadas as atividades anti-hipertensiva (Guerrero et al. Esse óleo. et al.. as folhas apresentaram atividade depressora do SNC (Klueger et al. 1990). 1981)... 1996). sendo geralmente maior em gram-positiva (Álea et al... misturado a cremes..4- ..... lipifolil(6)-en-5-ona (18. Já o óleo essencial de L. antiulcerogênica (Pascual et al. respectivamente). De L.5%). polystachya foram isolados tujona (30. 1980 e 1987. 1979). 1980).2% e 41. atribuída à presença de linalol e citral (Andrade et al.3%) (Zygadloet al. formando uma barreira que regula a perda da umidade transepidermal (Elder et al. et al. junelliana.carvacrol. e forte atividade antifúngica contra Trichophyton mentagrophytes interdigitale e Cândida albicans (Fun et al. P D. gracilis foram observados aumento inotrópico. sidoides mostrou atividade moluscicida. relaxamento do duodeno e contração do reto abdominal (Gadelha et al. aristata (Moraes Filho et al.. M. integrifolia e L.Y.. 1996). multiflora.. integrifolia foram isolados da cânfora (18. junelliana. aristata (Rouquayrol et al. 2002). inibiu a biossíntese de tromboxana A2 (Chanh et al. turbinata da Argentina foram isolados os principais constituintes. 1987). Com a espécie L. de L. 1998.. um éster do ácido caféico ligado ao 3. efeito analgésico discreto (Di Stasi et al. 1980). 2000). 19 Depressão do SNC foi detectada com óleo essencial de L. 1986).. um dos componentes principais..4%. copaeno e delta-cadineno (Elakovich & Oguntimein. 1995a).. Do extrato das folhas de L. Seu óleo apresenta atividade antibacteriana. Além disso. contribui para a coesão das células da pele. enquanto o outro componente. 1996). 1998). grata (Viana et al.. Do óleo das flores de L. Vale et al. L. Dados farmacológicos do gênero Estudos farmacológicos demonstraram que Lippio alba produz pequeno efeito na diminuição do tônus intestinal (Viana et al. turbinata e L.. 1986b) e atividade citostática (Abhahan et al. mircenona (31%) e de L. o verbascosídeo. 2001) e anticonvulsivante (de Barros Viana et al. 1998). polystachya..

1996.dihidroxifeniletanol. Além disso... mas já foram constatadas as propriedades antitumoral (Costa et al. Teixeira et al.. Nunes. Ximenes et al.. 1979) e I. 1978). 1995b). moluscicida (Moraes. 1996). et al. 1995). 1977). S. 1979. polystachya foi avaliado quanto à sua atividade antioxidante.. bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al.. 1998). Almeida.. timol e carvacrol. anti-hipertensiva e bloqueadora da junção neuromuscular (Matos et al. O óleo essencial de L. espasmolítica e bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al.. 1996). Os principais componentes do seu óleo essencial. M. apresentaram atividades antibacteriana.. 1996.. Nas folhas de L. O óleo essencial das folhas de L. 1992. et al. 1980). Moraes. 1988. multiflora (Chanh et al... 1985). potente atividade antimalárica in vitro perante Plasmodium falciparum (Valentin. antiinflamatória e antipirética em ratos e camundongos (Forestieri et al.. e no óleo essencial. 1984). M. grata... 1979). no qual se observaram atividades analgésica. 1980. antifúngica (Lemos et al. anti-hipertensiva. . 1994. Dados toxicológicos do gênero Foram observados efeitos tóxicos em L.. Viana et al. 1978). tranqüilizante (Matos et al. 1988b).. 1988. Botelho & Soares. 2001). antimicótica e antifúngica contra microorganismos da pele (Guarrera et al. antibacteriana (Aguiar et al. porém. graciliy (Fontenele et al. Y. atividades cicatrizante. 1980. hipotensora e bloqueadora de contrações abdominais (Viana et al. Menezes et al. O.. Matos et al. 1992).. nodiflora foi realizado um screening preliminar. 1995... Laxoste et al. anestésica (Viana et al... no extrato aquoso dessa espécie foram verificadas propriedades de relaxamento muscular (Noamesi et al.. O. R. 1978).. hipnótica e hipotensora (Noamesi. 1978. espasmolítica (Viana et al. L. 1988). Teixeira. 1994. sidoides (Fonteneles & Sales. M.. Lacotes et al. chamassonis apresentou atividades espasmolítica. geminata e L. ele não exibiu significativamente os valores de peróxido (Zygadlo et al. et al. sendo estas duas últimas propriedades atribuídas à presença de timol em sua composição (Lemos et ai. 1986). sidoides é usado comumente para o tratamento de micoses. e o de L. parece ser o principal responsável pela atividade hipotensora do extrato metanólico das folhas de L.. et al.. 1998). 1987) e antimicrobiana e leishmanicida.

FIGURA 26.1 . .Cordia verbenaceae: a) escanerata com ramo florido. b) escanerata com detalhe da inflorescência. c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens ).

Aspecto geral do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.Hyptis crenata. .FIGURA 26. 1998).2 .

3 . Detalhe do ápice florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .FIGURA 26.Leonotis nepetaefolia.

FIGURA 26. Detalhe do ápice do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .4 .Leucas martinicensis.

Mentha piperita.FIGURA 26. Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .5 .

6 .Mentha viridis. Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Nunez) (Banco de imagens - .FIGURA 26.

FIGURA 26. Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .7 .Ocimum micranthum.

FIGURA 26.Pogostemon patchouly.8 . Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .

Lippia alba: a) escanerata do ramo florido.FIGURA 26.9 . b) escanerata com detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .

Espécies medicinais da família Bignoniaceae Introdução A família Bignoniaceae (Dicotyledonae). 1998. A. No estudo realizado. Pedaliaceae e Scrophulariaceae. as quais passamos a descrever. subclasse Asteridae. com aproximadamente 750 espécies. pertence à ordem Scrophulariales. foram referidas espécies medicinais das famílias Bignoniaceae. arbustos e raramente ervas (Joly. Hiruma-Lima L. 1997). geralmente tropicais espontâneas na América do Sul. e reúne 120 gêneros. lianas. C.27 Scrophulariales medicinais C. Pedaliaceae e Acanthaceae são as que apresentam maior ocorrência no Brasil. Di Stasi A ordem Scrophulariales inclui treze distintas famílias botânicas. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Mabberley. Os gêneros mais importantes da . Bignoniaceae. Scrophulariaceae. representantes das mais importantes fontes de compostos ativos desta ordem botânica. incluindo árvores.

Dados botânicos É uma espécie de arbusto trepador. anteras glabras e ovário oblongo. podendo chegar a até 16 cm de comprimento. . com ampla distribuição nas regiões tropicais. O nome do gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius e Carl Daniel Friedrich Meissner deriva do grego aderi = "glândula" e kalymma = "invólucro". também é conhecida como Cipó-de-alho. Pyrostegia. a famosa medicinal Unha-degato do gênero Bignonia. são Tabebuia e jacaranda. folhas normalmente 2-3-folioladas. é descrita aqui. Essa característica permite o uso da planta em substituição ao alho. e as várias espécies do gênero Zeyhera. No Brasil. oblongo-linear. a saber Pyrostegia venusta e Adenocalyma alliaceum. uma delas. Jacaranda caroba. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica. Espécies medicinais Adenocalyma alliaceum Miers. Na região da Mata Atlântica. O caule lenhoso e as folhas possuem um odor fortíssimo de alho. fruto do tipo capsular largo. da famosa Flor-de-são-joão. com folíolos peciolados. que inclui os Ipês e o Paud'arco. o que gera o nome popular atribuído à espécie. inflorescência em racemo com cálice campanulado ou tubular e corola amarela e afunilada. curto-pecioladas.1). duas espécies dessa família mostram-se amplamente utilizadas com fins medicinais.família. os gêneros mais comuns são Tabebuia. elípticos e coriáceos. significando "coberta de glândulas" e referindo-se ao cálice e às brácteas florais. de ramos cilíndricos e glabros. Nomes populares A espécie é popularmente denominada Cipó-alho e Alho-d'água. Em outras regiões do país. contendo sementes oblongas (Figura 27. as quais são discutidas a seguir. duas espécies do gênero Jacaranda foram citadas como medicinais. com gavinhas.

flores tubulosas. Uma outra espécie do mesmo gênero. especialmente a associada a estados gripais e resfriados. Camboatá-pequeno. Caroba-do-campo. sendo amplamente usada como ornamental.) DC. A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica. Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugos usados sobretudo contra resfriados. de caule ereto de casca fina com escamas que se desprendem facilmente. o banho preparado com as folhas da planta é indicado no combate a infecções. pois possui crescimento rápido e é de fácil cultivo. enquanto a infusão das folhas é usada internamente contra sífilis e como depurativa. Caroba-miúda. Em outras regiões do país pode ser reconhecida como Camboatá. Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 20 m de altura. Camboté. a infusão das folhas é utilizada no alívio a dores e no combate à febre. fruto do tipo capsular. O macerado das folhas em aguardente é aplicado externamente como cicatrizante e contra úlceras. O gênero Jacaranda foi descrito por Antoine Laurent dejussieu e inclui 34 espécies tropicais americanas. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. não completamente identificada e conhecida como .Dados da medicina tradicional Na região de estudo. roxas. dispostas em panículas. coriáceos e glabros. A planta oferece uma madeira apreciada na carvoaria. Carobado-carrasco. por ser mole e porosa. das quais a maioria é encontrada no Brasil. a espécie é chamada de Caroba ou Carobinha. folhas compostas com até 20 cm de comprimento e folíolos oblongolanceolados. Jacaranda caroba (Vell. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira.

especialmente em crianças. Nomes populares A espécie é conhecida como Cipó-de-são joão. O nome popular decorre de seu emprego nos mastros usados nas festas juninas. é usada na região contra diabetes e distúrbios hepáticos (infusão das folhas) e como cicatrizante (macerado das folhas em aguardente). podendo ocorrer com flores amarelas. deriva do grego pyr = "fogo" e stege = "coberta".5 cm de largura (Figura 27.2). como corimbos multiflorais. contendo sementes de 1 cm de comprimento e 3. folhas com folíolos ovadooblongos. Dados botânicos É uma liana trepadeira por gavinhas. especialmente no Dia de São João.5 cm de largura. O nome do gênero Pyrostegia. onde é amplamente usada como ornamental em fazendas. Dados da medicina tradicional Na região de estudo. inflorescências numerosas. fruto do tipo capsular com cerca de 25-30 cm de comprimento e 1. as folhas são reputadas tônicas e antidiarréicas. Corrêa (1984) refere que a casca é amarga e possui propriedades diurética. com ampla freqüência em formações secundárias de regiões litorâneas e matas pluviais. raramente encontrada no interior de matas densas. Pyrostegia venusta (Ker-Gawler) Miers. Trata-se de uma espécie heliófita. o macerado das folhas em água fria é usado internamente contra disenterias e diarréias. as folhas são tônicas e anti-sifilíticas. . com até 11 cm de comprimento e 5 cm de largura. referindo-se à planta florida com flores de corola alaranjada.Carobinha. ou seja /'coberta de fogo". amplamente encontrada em campos. com ramos jovens delgados e folhagem densa. longas. sendo portanto ideal para cultivo como ornamental. descrito por Carel Borinov Presl. repletos de flores tubulares. É muito comum no Brasil. de cor laranja. adstringente e anti-sifilítica. sítios e quintais de residências. Segundo Corrêa (1984).

aqui descrita como medicinal e da qual também se utilizam as sementes na alimentação e na produção do óleo de gergelim. 1995). . especialmente a espécie Sesamum indicum. Do caule dejacaranda filicifolía foi isolado um ácido fenolítico com atividade inibidora da lipoxigenase (Ali & Houghton.. a família não é encontrada de forma espontânea. Espécies medicinais da família Pedaliaceae Introdução A família Pedaliaceae descrita por Robert Brown compreende dezessete gêneros. acorendico presente na planta (Oguro et al. A espécie J. No Brasil. 1999). Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Gergelim. mas apenas cultivada. O extrato etanólico da espécie A.Dados químicos e farmacológicos dos gêneros Adenocalyma e Pyrostegia As flores secas de Adenocalyma alliaceum foram incorporadas à dieta de ratos (2%) durante seis semanas. mimosifolia (Bisnuttu & Lajubutu. com aproximadamente 85 espécies tropicais espontâneas e algumas de climas áridos. 1996). Foi detectada na flor de P. venusta a presença de aminoácidos... caucana tem apresentado a propriedade antiprotozoária (Weniger et al. carotenóides e flavonóides (Gusman & Gottsberger. promovendo uma diminuição da absorção de colesterol pelo intestino em animais hipercolesterolêmicos (Srinivasan & Srinivasan. marginatum apresentou atividade tripanossomicida (Oliveira et al. 1996)... 1994). 1976 e 1977). sendo a maioria de ervas ou arbustos. A espécie J. decurrens possui ácido ursólico (Varanda et al. Espécies medicinais Sesamum indicum L. 2001) e anticancinogênica atribuída ao ácido/. 1992). a atividade antimicrobiana foi conferida a J.

visão fraca. flores amarelas.. 1995). O macerado das sementes com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cravo (Caryophyllum aromaticus) é usado externamente no alívio a dores causadas por batida e contusão. O sumo das sementes é usado topicamente sobre a testa para aliviar a febre. com origem na Ásia tropical ou na África. A mistura das sementes com sumo de cravo (flores) é usada como purgante. dores de cabeça. e sobre as pernas para tratar paralisia.3-epoxisesamone (Feroj Hasan et al. 1988. além de seu uso na culinária. no Egito e na Babilônia (Bown. Tashiro et al. 2001).. opostas. inteiras e pubescentes. diarréias. podendo ser aplicado sobre a região do estômago para aliviar dor de barriga. e a espécie mais conhecida é Sesamum indicum. sesamolina (Mimura et al.. folhas simples. contra hemorróidas (Bown. 1997). fruto do tipo capsular. abortiva e anti-reumática e. distúrbios renais. A infusão das sementes é usada internamente como diurética.Dados botânicos A planta é uma erva anual. clorosesamona hidroxisesamona é 2. de ocorrência nas áreas tropicais do Velho Mundo e no sul da África (Mabberley. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. O óleo de gergelim. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui apenas quinze espécies tropicais. disenteria e catarro intestinal. 1995). Já essa mesma mistura acrescida de resina de copaíba. para evitar perda de cabelos. Trata-se de uma planta usada há aproximadamente cinco mil anos.. externamente. para tratar constipação nasal crônica. indicum foi caracterizada a presença de . Dados químicos do gênero De Sesamum indicum foram isoladas as lignanas sesamina. 1990). externamente. castanha-de-peão-branco (Jatropha curcas) e folhas de arruda é usada internamente para tratar sintomas de derrame cerebral. também possui importância na perfumaria e como medicinal: internamente. episesaminona (Marchand et al. para alívio da dor de ouvido. Nas sementes de S. osteoporose. o uso tópico das sementes de gergelim é considerado útil como antiinflamatório e contra qualquer tipo de ferida. com muitas sementes oleosas. 1997). vistosas. tosses secas. e.

2000 e 2001). Nas raízes de S. 1991). indicum decorrem da presença de flavonóides em sua composição (Anila & Vijayalakshmi. Muitas das atividades biológicas conferidas às sementes de S. bem como três novos triglicosídeos. 1994). 1993)... Mimura. ácidos graxos. 1989. globulina. gama-tocoferol e sesamolina. 1996). Foi observada a presença de glicosídeos polifenóis e fenóis com atividade antioxidante (Mimura & Ohsawa. Estudos realizados com o óleo de sementes assadas de S. indicum L.2000). prolamina. Foi também observada a presença de cetoácidos nas sementes de S. A quantidade desses elementos varia de acordo com o grau de torra dos grãos (Yoshida. indicum foram isolados naftoqueinonas com atividade antifúngica (Hasan et al. sesamina Do extrato aquoso de S.albumina. 1988). . indicum detectaram a presença de glicolipídios. A estrutura desses compostos foi elucidada por evidências químicas e espectroscópicas (Suzuki et al. glutelina (Singh & Khanna. 1988) e betaglobulina (Rajendran & Prakash. (Kar & Mishra. indicum foram isolados dois glicosídeos novos e seis conhecidos.

. laciniatum foram isolados quatro derivados do ácido hidroxioleanólico (Krishnaswamy et al. 1997).. além de verbascosídeo. protegendo-o contra danos oxidativos. O extrato de S. angolense. foram isoladas das sementes de S. indicum demonstrou uma potente atividade larvicida contra Aedes aegypti (Cepleanu et ai. Foram identificadas das sementes desta espécie proteínas alergênicas que têm contribuído para os casos de alergia pelo uso da semente de gergelim (Beyeretal. Tashiro et al... indicum e S.Duas lignanas furânicas. 1992). 2002). respectivamente (Kang et al. 1988. 1994). sesamolina (Mimura et al. Foi observado que o efeito antioxidante associado ao efeito anticarcinogênico de Sesamum representa um papel importante para o organismo. tais dados indicam que esse extrato contém substância semelhante à acetilcolina (Gilani & Aftab. dois derivados do ciclohexiletanol. diminuição da força e da taxa de contrações Atriais (do átrio do coração) de cobaias. rengiol e isorengiol (Pottrat et al. em altas doses.. Uma 2-episesalatina foi isolada das sementes de S. Três novas saponinas foram isoladas da parte aérea de S. o que faz dessa planta um suplemento nutricional efetivo como antioxidante (Mimura.. indicum provocou hipotensão em ratos anestesiados. 1995). 1990) e sesangolina. e. contração em útero isolado de ratas e íleo de cobaias. 1991). Da parte aérea de S. . 5alatum (Kamal Eldin & Yousif.. 2001). Dados farmacologicos da espécie O extrato alcoólico das sementes de S. dessa forma. Todos esses efeitos foram abolidos na presença de atropina.. alatum. Mediante o uso de animais diabéticos observou-se o efeito hipoglicemiante das sementes de S. 1991). A alomelanina extraída das sementes suprime o crescimento de células tumorais in vivo e in vitro.. indicum (Takswchi et ai. alatosídeo A-C. sendo seu efeito citostático no bloqueio da fase S (Kamei et ai. 1992). 1992).

hermafroditas. Outros nome são Vassourinha.Espécies medicinais da família Scrophulariaceae Introdução A família Scrophulariaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange 269 gêneros. No Brasil. 1997). bilabiada. opostas. ovário supero. nos quais estão distribuídas 5. flores brancas. a espécie é popularmente conhecida como Fel-da-terra. no Pará. Espécies medicinais Scoparia dulcis L. Verbascum e Wightia. Dados botânicos Planta herbácea de folhas pecioladas. Ganha-aqui-ganha-acolá. Esterhazia. Nessa família constam ainda importantes gêneros de espécies medicinais. em Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Nomes populares Na região amazônica. crenadas e glabras.100 espécies cosmopolitas espontâneas de áreas temperadas e parte em áreas tropicais. Scobedia. purpurea e D. Outro gênero muito comum e de ocorrência em quase todo o Brasil é Scoparia. . popularmente conhecido como Vassoura. aqui descrito como medicinal. algumas aquáticas (Mabberley. arbustos e ervas. fontes de compostos digitálicos de grande valor na medicina moderna. incluindo árvores. axilares. Veronica. Coerana-branca. ovaldolanceoladas. especialmente dos gêneros Antirrhinum. com corola rotácea. tais como Digitalis. pequenas. das famosas D. pentâmeras. Tapixaba. Vassoura. quatro estames didínamos. Pupeiçava. lanata. Tupixaba. Vassourinha-de-botão. bicarpelar. inúmeras espécies são cultivadas como ornamentais. Calceolaria e Maurandia. Vassourinha-doce e Corrente-roxa.

3). e as folhas. picada de mosquito. essa espécie também é considerada emoliente. problemas cardíacos. 1987). 1994. 1982).. antidiabética e contra afecções catarrais. 1994. o chá é preparado.. também. febrífuga. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Grandi & Siqueira. significa "vassoura". com muitos óvulos (Figura 27. a decocção é usada para lavar feridas e como forma de contraceptivo e/ou abortivo durante o período menstrual (Schultes & Raffauf. doenças venéreas. 1982. hepáticas e estomacais. 1995). bem como para a limpeza do sangue e como auxiliar no parto (Dennis. Cruz. 1982. pectoral. por causa do seu emprego. para lavar feridas (Branch & da Silva. emoliente. No Brasil. A infusão da planta toda é usada como expectorante e emoliente (Hirschmann et al. 1990). é utilizada contra tosses e verminoses (Agra.. infecção urinaria e corrimento vaginal (Gavilanes et al. também. desordens menstruais. O nome do gênero. Nas tribos indígenas do Equador. o chá da planta é usado contra hemorróidas. Já entre os ticunas. 1993. bronquite. para melhorar o estado geral do indivíduo. erisipela e afecções cutâneas. peitoral. 1980). Os indígenas da Nicarágua utilizam a infusão a quente e/ou a decocção das folhas ou de todas as partes contra dor de barriga. 1983). hipoglicemiante. Em Minas Gerais. béquica. 1984). diabetes e hipertensão (De Almeida. emoliente e béquica (Corrêa. Grandi et al. tosse... tosse. 1988). 1988. No Pará. Coimbra. já o chá da raiz é usado como antidiabético (Amorozo & Gély. 1996). com todas as partes da planta. Scoparia. menstruais. expectorante. bronquite. 1990). é utilizada como anti-hemorroidal. especialmente na Floresta Amazônica. Verardo. Encontrada em abundância na América do Sul. 1982. brotoejas. coceiras. 1990). hipotensiva. e utilizada contra desordens respiratórias. Outros indígenas do Brasil usam o suco das folhas para problemas nas vistas e. . febre. além de ser considerada tônica.. Na Paraíba. No Rio Grande do Sul. mas com a finalidade de reduzir inchaço e dor (Schultes & Raffauf.bilocular. Matos. Coee et al. malária. 1986). As tribos indígenas das Guianas utilizam a decocção das folhas para enxaqueca. para aliviar a febre e como antiemético infantil e anti-séptico (Grenand et al. para tratar problemas do fígado e do estômago e estimular o apetite (Simões et al. o chá da planta toda é utilizado contra problemas hepáticos.

cumárico. O ácido escopadúlcico tem apresentado também ati- . 1988a e 1990c). Dalla Torre et al. acacetina.. obtidos da espécie.. dulcinol e ácidos dulcióico. antiespasmódica.. escopadulciol. Azevedo et al. M..1988b). 1993 e 1996) depressora (Freire. apigenina.. 1991). flavonas. hipertensiva (Freire et al. E. 1990b).Dados químicos da espécie Vários triterpenóides foram isolados desta espécie por Ramesh et al. beta-sitosterol. Hayashi et al.. Dados farmacológicos da espécie Atividades analgésica.. 1985).. 1990b). hipocolesterolêmica. 6-metoxibenzoxazolinona. antibacteriana gram-positiva. O óleo essencial da espécie também apresenta atividade fungicida (Lima. et al. (1981).. simpatomimética (Freire et al. A atividade antiviral do ácido escopadúlcico B e escopadulina foi observada contra o vírus do herpes em estudos in vivo e in vitro (Hayashi et al.. 1996b).. 1990). 1986 e 1988a. antifúngica. escutelareína. alfa-amirina. ácido escopadúlcico A e B (Hayashi et al. Torres et al. expectorante e atóxica (Moura et al. anti-herpética. são capazes de inibir a atividade da bomba de próton gástrica (Hayashi et al. 1993 e 1996). benzoxazolinona. et al. 1997) e o diterpeno tetracíclico escopadulina (Hayashi et al. S. antidiabética (Jain. gentísico.. Na escopadulina foi detectada a atividade antiviral (Hayashi et al. antiinflamatória. 1997. glutinol e acacetina (Hayashi et al. 2000) foram determinadas em Scoparia dulcis.. antiviral. 1987). iflainóico. escoparinol e dulcinol (Ahamed & Jakupovic. O diterpeno escoparinol isolado desta espécie apresentou atividade analgésica. 1988. Também foi detectada a presença de glicosídeos. 1990a e 1991). Existem registros na literatura da presença de diterpenóides denominados ácido escopárico A.. (1979) e Mahato et al. 1987. cinarosídeo D. betulínico. O. Freire. anti-séptica. 1998).. sedativa e diurética (Ahmed et al. Os ácidos escopadúlcico B. entre outros compostos (Kawasaki et al.. Hayashi e al. 1987 e 1988c). B e C (Kawasaki et al. 1996). antiinflamatória (Freire et al.. 1994. 1989. manitol. M. S.... 1993 e 1996a). 2001). depressora do SNC. scopadulciol (Hayashi et al. secretagoga e gastroprotetora (Mesia et al.

1997a e 1997b).vidade antimalarial in vitro (Riel et al. dulcis diminuiu em mais de 60% a ligação do radioligante aos receptores 5-HT1A (Hasrat et al.. 1978) (Banco de imagens - ..Adenocalyma alliaceum. 1993).1 .. 2002) e antitumoral (Nishino et al. além de extrato etanólico demonstrar a mesma inibição aos receptores de serotonina e dopamina (Hasrat et al. porém essa flavona apresentou maior suscetibilidade para linhagens de células cancerosas do que para as normais (Hayashi et al. Ramos com flores (modificado a partir de Hoehne. 1988b). Em estudos de radioligantes foi observado que o extrato de S.. 1997a). Atividade citotóxica causada pela himenoxina foi observada em cultura de tecido humano.. FIGURA 27.

Detalhe das inflorescências e flores tubulares (Banco de imagens - .Pyrostegia venusta.FIGURA 27.2 .

Scoparia dulcis.3 . 1946) (Banco de imagens - . Ramo florido com detalhes da flor e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne.FIGURA 27.

28 Asterales medicinais L. arbóreas. A família Asteraceae (Dicotyledonae) . exceto na Antártida (Mabberley.750 espécies cosmopolitas. M. Inclui espécies arbustivas. Hiruma-Lima C. herbáceas.528 gêneros. Os gêneros estão distri- . das quais a família Asteraceae (Compositae) é uma das mais importantes como fonte de espécies vegetais de valor medicinal. sendo a maior família botânica do grupo das angiospermas. 1997). trepadeiras e ervas. Guimarães Introdução A ordem Asterales compreende nove famílias botânicas. encontradas em todo o planeta. Na região amazônica foram referidas inúmeras espécies medicinais da família Asteraceae. com aproximadamente 22. que passamos a descrever a seguir. Santos E.Ivan Martinov. M. Di Stasi C. Trata-se de uma grande ordem. foi descrita inicialmente como Compositae por Paul Dietrich Giseke. A. Essa família compreende 1. C. que reúne milhares de espécies vegetais com distribuição em todo o planeta. a grande maioria dos gêneros é constituída de plantas de pequeno porte.

Artemisia. conhecida como Mil-folhas. especialmente Bidens pilosa e Bidens bipinnatus. • Asteroideae Inula (Inuleae). Mikania. Arnica e Tagetes (Helenieae). Nesse contexto. A família Asteraceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes de espécies vegetais de interesse terapêutico. Calendula (Calenduleae). Bidens e Helianthus (Heliantheae). Gnaphalium e Achyrocline (Gnaphalieae). Achillea e Santolina (Anthemideae). os inúmeros Guacos e Guacos-de-quintal. Calea. várias espécies do gênero Bidens. Achillea millefolium. Matricaria. muitas das quais amplamente estudadas dos pontos de vista químico e farmacológico. Vernonia e Elephantopus (Vernonieae). popularmente conhecidas como Artemisia e Losna. Zinnia. sendo os mais importantes os encontrados nas subfamílias Cichorioideae e Asteroideae. as várias espécies de Artemisia. Wedelia. Stevia e Eupatorium (Eupatorieae). Semeio e Emilia (Senecioneae). Saussurea e Echinopis (Cardueae). • Cichorioideae Chaptalia (Mutisieae). muitas conhecidas como Picão e Carrapicho. devem ser ressaltadas algumas espécies de interesse medicinal. Calendula. Ageratum. gênero da famosa Calêndula. das quais se destaca a Baccharis trimera. Lactuca. a famosa Arnica. Sonchus e Taraxacum (Lactuceae).buídos em três grandes subfamílias. Galinsoga. Novalgina e Anador. dado o grande número de plantas pertencentes a ela que são usadas popularmente como medicamentos. e inúmeras plantas de . tais como inúmeras Vernonia. Gnaphalium e Achyrocline. conhecidas popularmente como Macela ou Macela-do-campo. do gênero Arnica. o Mentrasto. Ageratum conyzoides. a Camomila. muitas das quais conhecidas como Boldo ou Jalapa e amplamente usadas. especialmente a Mikania glomerata. Tanacetum. com ampla distribuição no território brasileiro. do gênero Mikania. Calendula officinalis. as importantes Carquejas. Baccharis e Solidago (Astereae). Matricaria chamomila. Aster.

opostas. a infusão preparada com a raiz é usada internamente para combater problemas renais e como potente diurético. fruto do tipo aquênio fusiforme ou cuneiforme com cerdas uncinadas (Figura 28. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. externamente. a decocção das folhas é usada. folhas simples. Na região do Vale do Ribeira. O nome do gênero vem do grego e significa "semente com espinhos". sendo Acanthospermum hispidum e Acanthospermum australe as mais comuns e consideradas invasoras. enquanto várias outras foram aqui aclimatadas e podem ser encontradas em todo o território brasileiro. flores unissexuais e marginais. de pequeno porte. Grande parte dessas espécies é nativa do Brasil. em Minas Gerais. Espécies medicinais Acanthospermum australe (Loefl. O gênero Acanthospermum descrito por Franz Schrank inclui apenas seis espécies tropicais. como Carrapichinho e Carrapicho-de-carneiro. curto-pecioladas. inteiras.pequeno porte do gênero Eupatorium. como antiinflamatório e. . sendo as flores dos bordos apenas femininas e as do disco. Em outras regiões do país. caule comprimido e denso-piloso. e brácteas involucrais envolvendo a flor feminina.1). com borda irregularmente serreada. ereta ou prostrada. onde foram incorporadas na medicina tradicional. inflorescências axilar ou terminal com flores reunidas em capítulo paucifloro. como cicatrizante. Dados botânicos Planta anual. de ápice e base agudas. rasteira. apenas masculinas. internamente. oblongo lanceoladas. amplamente usadas na medicina popular.) Kuntze Nomes populares Essa espécie é conhecida na região amazônica como Carrapicho-rasteiro e apenas como Carrapicho na região do Vale do Ribeira.

contendo folhas oblongolanceoladas. digestivo.A espécie também é usada em Minas Gerais como diaforética e emoliente (Gavilanes et al. Corrêa (1984) refere que a planta é amarga e aromática e possui a propriedade de melhorar as condições gerais da circulação. a espécie é conhecida ainda como Erva-de-carpinteiro. a espécie é chamada de Novalgina. amarelas e tubulosas. além de ser anti-helmíntica. reunidas em capítulos corimbosos. A espécie é de origem européia e amplamente cultivada no Brasil como medicinal.. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 1997). agindo ainda como antiespasmódico. Dados botânicos A planta é uma erva perene. Aquiléia. e as centrais. a infusão ou a decocção das folhas é usada contra febre. Achillea millefolium L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. . glabra. gripes e distúrbios do estômago. dor de cabeça e dores gerais. O nome do gênero Achillea foi dado em homenagem ao grego Aquiles (Achiles). O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 115 espécies de origem na Europa e na Ásia. flores dimorfas. raras são nativas das Américas. hermafroditas. no Uruguai. com até 60 cm de altura. Milefólio e Mil-em-rama. rizomatosa. com caules ramosos. nome dado à planta pelos seus usos medicinais na região. 1982) e. hemorroidais e pulmonares. como contraceptivo feminino (Mabberley. sendo as marginais femininas e brancas. Em outras regiões do país. sendo considerada útil para deter hemorragias uterinas.

Nomes populares Na região da Mata Atlântica. anti-reumática. com folhas opostas. Ageratum. cólicas flatulentas e uterinas. crenadas. a espécie é chamada de Mentrasto. Corrêa (1984) refere que a planta é amarga. Em outras regiões do país. útil contra resfriados. Erva-de-são-joão e Maria-preta. significa "o que não envelhece". A infusão preparada com a planta toda é usada na regulação menstrual e contra dores de cabeça e de barriga. pecioladas. Catingade-barão. tônica. enquanto o banho preparado com as raízes é indicado como anti-séptico e contra infecções da pele. com caules cilíndricos de onde partem ramos ascendentes. Dados botânicos A planta é uma erva anual. mesmo nome dado para ela em quase todo o Brasil. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. com até 1 m de altura. amenorréia e gonorréia.2). flores brancas ou lilases. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui 44 espécies tropicais de origem nas Américas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. É conhecida ainda como Carqueja-amargosa e Carqueja-crespa. além de indicada para aliviar náuseas. a infusão das raízes é usada internamente como analgésico. e o nome do gênero. pilosa e ramosa. ovadas. é conhecida ainda como Catinga-de-bode. A planta é invasora de culturas e fornecedora de forragem (Figura 28. . febrífuga.Ageratum conyzoides L. reunidas em capítulos dispostos em panículas densas. mucilaginosa. a espécie é chamada de Carqueja. Baccharis trimera (Lers) DC. carminativa. anti-reumático e contra cólicas menstruais. antidiarréica.

sendo as alas levemente inervadas e seccionadas alternadamente. Pirco. A infusão das raízes é usada externamente na redução de inchaço. diurético e contra distúrbios renais. Amor-seco. estomacais e intestinais. estomáquico. o deus Baco do vinho. Picão-do-campo. anti-reumático. hipertensão. . Erva-picão. O nome do gênero foi dado em homenagem a Bacchus. bem como em vários Estados brasileiros. entre outras (Corrêa. (Bidens pilosa L. Inúmeros nomes têm sido registrados para essa espécie. Carrapicho. sendo considerada útil contra afecções do fígado e diabetes.) Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e na Mata Atlântica. inflorescências em capítulos aglomerados com flores amarelas. Macela-do-campo. os caules são lenhosos e trialados desde a base até o ápice. Piolho-de-padre. Carrapicho-deduas-pontas.Dados botânicos A planta é um subarbusto ereto e cheio de ramos glabros. podendo atingir até 1 m de altura. a planta é usada como tônico.3). Goambu. enquanto o banho preparado com as folhas é indicado externamente para reduzir inchaços. Erva-picão e Pau-pau. Aceitilla. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. A infusão das folhas é empregada como "emagrecedor" e para "desintoxicação do corpo". Em outras regiões do país. como Picão-preto. fruto do tipo aquênio (Figura 28. Carrapicho-de-cavalo. Bidens bipinnatus L. derrame cerebral e diabetes. com ampla distribuição na América do Sul. tais como Cuambu. A decocção das partes aéreas da planta é também utilizada como diurético e contra inflamações e febres. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente quatrocentas espécies tropicais americanas. anti-helmíntico. 1926). Espinho-de-agulha. Carrapicho-de-agulha. a decocção das folhas é usada como analgésico.

1990. glabra. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 240 espécies cosmopolitas. pecioladas e fendidas. edema. dismenorréia. vermífuga e vulnerária. Outros usos indígenas incluem a decocção no tratamento da hepatite alcoólica e contra vermes. com flores radiais liguladas. diurético e contra hepatite. adstringente e considerada útil contra icterícia. desordens hepáticas. 1996).4). bem como no combate a dores em geral Jager et al. significa "dois dentes". a espécie é usada como antiinflamatório. formando o papilho que é transformado em aristas (Figura 28.Dados botânicos Planta de pequeno porte. 1962). Essa espécie é de uso disseminado por toda a Amazônia e por todos os Estados brasileiros.. Na medicina tradicional peruana. Coimbra. ramosa. 1994). 1984). diurética. infecções urinárias e vaginais (De Almeida. hepatite. disenteria. 1995). sialagoga. . No Leste da África. micoses. diabetes. simples. A planta é considerada estimulante. Duke et ai. antiescorbútica. antiblenorrágica. antileucorréica. dores de cabeça e de dentes (De Feo. Grupos indígenas da Amazônia utilizam-na contra angina. Vasquez. pentâmeras. ereta. 1994). icterícia e contra vermes distintos (Rutter. o suco da planta fresca é usado contra dores de ouvido e conjuntivite (Watt & Breyer-Brandwijk. capítulos pleiomorfos. diabetes e inflamações (Corrêa. a espécie também é referida como emoliente. referindo-se às aristas do papilho. utilizada especialmente contra icterícia.. laringite. infecções urinárias (Mejia & Reng. com cálice modificado. Bidens. 1992. No Brasil. folhas opostas. desobstruente. 1990). antidisentérica. O nome. conjuntivite. a infusão preparada com as partes aéreas da planta é usada no tratamento da hepatite. leucorréia. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. 1993. com até 1 m de altura. flores amarelas reunidas em inflorescências do tipo capítulo.

como tônico. O gênero Eupatorium foi descrito por Carl Linnaeus. especialmente do fígado. estomáquico. ferrugíneo e glabro. empregado externamente na forma de banho. estimulante. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada como expectorante e contra diarréia e disenterias graves.5). androceu com anteras levemente sagitadas. visto a grande semelhança entre elas.ambas não identificadas . Japana-branca. fruto do tipo aquênio alongado. angina. anguloso. Em outras regiões do Brasil. Duas outras distintas espécies do gênero Eupatorium . além de se reconhecer nela poderosa ação contra tétano.são coletadas pela população da região como sendo da mesma espécie. o primeiro a usar a planta como medicamento contra doença do fígado. digestivo. lanceoladas. é considerado útil contra dores de cabeça e febre. como Iapana. . A infusão de suas folhas com as de arruda (Ruta graveolens). triplinervadas. jambu (Spilanthes acmella) e abacate (Persea sp. a espécie possui vários usos das folhas. Dados botânicos Erva bastante delicada. e contra malária. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica especialmente pelo nome de Japana. estriado e diminuto. corola com tubo interno glabro. enquanto o sumo das folhas frescas. cólera. acuminadas. A decocção das folhas também é usada em desordens digestivas. sudorífico. flores (20 a 30) azuis. reunidas em capítulos dispostos terminalmente. Aiapana. folhas opostas.Eupatorium ayapana Veuten. infecções da boca e contra veneno de cobras (Corrêa. que o denominou assim em homenagem ao rei Eupator. com papilho do mesmo tamanho (Figura 28.) é usada internamente contra hemorróidas e verminoses. antidiarréico e antidisentérico. 1984). Japana-roxa e Erva-de-cobra. mas são comuns outras denominações. de caule ereto.

Dados botânicos A planta é um subarbusto perene. de ocorrência nas Américas . com ápice arredondado. assim como em todo o Brasil. reunidas em pequenos e numerosos capítulos radiados. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. O nome significa "feltro". folhas oblongas. a espécie é chamada de Arnica. a infusão das folhas é usada contra diarréia. serradas.e com raras espécies na América do Sul. que formam uma inflorescência cilíndrica.especialmente na América do Norte . dores de barriga e outros distúrbios intestinais. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. . podendo atingir até 1 m de altura. Dados botânicos A planta é uma espécie perenial e herbácea. com a face superior verde e glabra e a inferior alvo-tomentosa. a espécie é chamada de Macela. referindo-se ao tomento das folhas. pequenas. flores amarelas. com caules contendo folhas elípticas e obovadas. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e compreende aproximadamente oitenta espécies. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente cinqüenta espécies cosmopolitas. capítulos pequenos e reunidos. O nome do gênero significa "o que é firme". Solidago microglossa DC.Gnaphalium purpureum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica.

Mastruço e Agrião-do-norte. dispostas em capítulos globosos terminais ou axilares. o chá ou xarope das folhas é considerado útil contra tosses e problemas hepáticos. referindo-se à corola de flor feminina de algumas espécies. O nome do gênero. Dados da medicina tradicional Na região de estudo. cálculos da bexiga e dores de dente. ovadas. longo-pecioladas. enquanto a decocção da planta toda é usada internamente como sedativo e contra distúrbios digestivos. Essa planta é utilizada como estomáquica.. descrito por Nicolaus von Jacquim. comprimido com papilho aristado. vários outros nomes são usados. batidas. tais como Agrião-do-pará.6). significa "flor com mancha". Corrêa (1984) relata o uso da planta contra doenças da boca e da garganta. Spilanthes acmella Rich. excitante e tônica na Aldeia Olho D'Água (Elisabetsky et ai. . flores amarelas. Jambuaçu. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Jambu. membranosas. Abecedária. Dados botânicos Planta herbácea. aristas do papilho sem pêlos retrorsos (Figura 28. que tem mancha escura sobre a lígula. com folhas opostas. Agrião-do-brasil. agudas. o macerado da planta toda em aguardente é usado externamente contra dores musculares. entretanto. Agriãobravo. misturado com folhas de amor-crescido e de graviola. Spilanthes. é utilizado contra conjuntivite e problemas hepáticos. picadas de insetos e infecções.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. com corola curva. fruto do tipo aquênio. boldo e abacate é indicado contra hemorróidas e helmintoses. o preparado com folhas de arruda. não alado. o chá das folhas. Botão-de-ouro.

a decocção das partes aéreas é usada internamente contra dores reumáticas. Outras espécies do gênero. narcótica. febrífuga. opostas ou alternas. está muito bem aclimatada no Brasil. sendo também comumente chamada de Cravo. 1980). digestiva. sendo muito comum como espécie ornamental e amplamente usada em cemitérios. T. Cravo-africano e Tagetes. 1997). em Brasília (Matos & Das Graças. as folhas. americana é utilizada no tratamento de afecções bucais e algumas variedades de herpes. com muitos ramos. Cravinho. e seu nome vem de Tages. nas dores de cabeça e na "doença dos nervos".1982). O macerado das raízes em água é usado também internamente como laxante e emético. Cravo-de-tufo. minuta. patula e T. Originária do México. Bown (1995) refere que a espécie é usada contra constipações severas e cólicas. Cravo-amarelo ou Cravo-vermelho. desinfetante e antiasmática. considerada carminativa. tosse e resfriado. O gênero Tagetes descrito por Carl Linnaeus (tribo Tagetae) inclui aproximadamente cinqüenta espécies tropicais (Mabberley. Amorozo & Gély (1988) referem que o . A infusão das flores é considerada útil na dismenorréia. antigripal. são partidas e aromáticas. emenagoga. Dados botânicos A espécie é uma herbácea ereta. atingindo de 60 a 90 cm de altura. abortiva. 1988). a S. e indicada contra problemas hepáticos. as flores pequenas são reunidas em capítulos grandes amarelo-alaranjados. bronquite. cicatrizante. divindade etrúria representada como um belo jovem. Tagetes erecta L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Cravo-de-defunto. tais como T. também são usadas como medicinais. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. antiespasmódica. Na Colômbia. lucida. no Pará (Amorozo & Gély.

Nomes populares A espécie é chamada. flores pequenas reunidas em inflorescências do tipo capítulo solitário. Segundo Hoehne (1939). além de possuir raízes e sementes reputadas como laxativas. as flores possuem várias cores.chá das folhas com alho é usado contra febres.13% de terpenos) foi obtido das folhas de A. arroxeadas e vermelhas. Originária do México. Dados químicos das espécies e gêneros Acanthospermum Óleo essencial (0. australe. com caule ereto. Corrêa (1984) refere que a planta toda é peitoral e calmante. e a folha socada com cachaça ou água morna é usada externamente (fricção) contra"doença que prende e doença do vento". incluindo brancas. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas e flores misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é amplamente utilizada no combate à malária. forte. para tratar "doença que deixa o queixo duro". o chá das folhas e flores. Zinnia elegans Jacq. pela abundância de flores. opostas. de Zinha ou Zínia. . anteras amarelas e estigmas vermelhos. cordiformes. Outras denominações populares incluem os nomes Capitão. a espécie possui um óleo essencial nauseabundo. é amplamente usada no Brasil como ornamental. Moça-e-velha e Canela-de-velho. sésseis. bronquites e tosses. com uso freqüente contra dores reumáticas. bem como foram identificados os constituintes majoritários: beta-cariofileno. Dados botânicos A espécie é uma herbácea de 60 a 80 cm de altura. rosas. que atua como anti-helmíntico e sudorífico. resfriados. na região de estudo. as folhas são ásperas.

Bohlmann et al. 1976)... B. laevis e B. leucoantociandinas.. B.. Da espécie B.. delta-cadineno (De Marais et al. rutina e saponinas (Soicke & Leng-Peschlow. 1991) também isolados de A setacea (Zitterl-Eglseer et al. tripartitus. catecolaminas. monoterpenos e alcalóides (Bohlmann et al. australe também foram isolados quatro flavonóides: penduletina. De A. 2000).. De Tommassi et al. 1981. deterpenos. 1981). cumarinas. monoterpenos.. 1987. 2001. 1977). crisosfenol D. Ageratum e Bacchoris Achilea millefoluim possui diversas sesquiterpenolactonas (Zozyo et al. Christensen et al. 1990. Alvarez et al. Caffmi & Demolis. alfa-felandreno. 1985. 1975) e monoterpenos (Orth et al.. Das partes aéreas de A. flavonóides (Bohlmann et al. De A.... 1994. Gill et al. beta-cariofileno. Achilea. 1997). isocariofileno. Gene et al. beta-pineno. limoneno. 1979. Debenedetti et al.4'-trihidroxi-3. 1984). 1976a e 1976b). Herz & Kalyanaraman. saponinas e xantonas (Caetano et al. 1979). millefolium também foram isolados ésterois. Hausen et al. glabratum (Saleh et al. 1986. leucantha (Wat et ai. 1987). 1986.. 1980. De Baccharis trimera foram isolados flavonóides. 1991). Poliacetilenos. carotenóides e glicosídeos foram isolados de B. 1975).. diterpenos (Saleh et al.beta-elemeno. Hoffman & Hoelzl.. 1996. Herz & Kalyanaraman. axilarina e 5. hispidum foram isolados sesquiterpenos e compostos fenólicos (Jakupovic et al. flavonas. Wang et al. Torres et al. pilosa . 1997).. alfa-copaeno. cadineno. 1975. 2000). De A. Diversos constituintes já foram obtidos de Ageratum conyzoides como terpenos e flavonóides (Okunode. Sharma & Sharma.. Bidens O óleo essencial de Bidens pilosa possui alfa-pineno. 1987. flavonas (Falk et al... pilosa. B.. 1994 e 1984. 1979)... 1992b. gama-cadineno. 1994).. terpenos (Verzan & El Sayed. 1978). 2002... beta-guaieno. 1988a e 1988b. triterpenos (Chandler et al.7. Nair et al.. 1990). Serquiterpenos lactonas e flavonas foram obtidos de A... australe já foram isolados diterpenos e sesquiterpenolactonas (Bohlmann et al.. timol.6-dimethoxiflavona (Debenedetti et al.. 1987). flavonóides (Shimizu et al. bipinnatus. 1992).. gama-humuleno e viridifloreno (Machado et al. germacreno A. alfahumuleno. alfa-farneseno e beta-bisaboleno (Craveiro et al.

1985). 1988. 1992). cannabinum (Stevens et al. radiata e B. 1986). maximowicziana. bem como dois glicosídeos fenilpropanóides a partir de folhas frescas (Sashida et al. 1990). tripartita (Isakova et al.. buniifolium (Muschietti et al. glandulosum (Nair et al.foram ainda isolados inúmeros compostos. dahlioides.. 1992). 1995). B. B.. 1995) e £. £. Wang et al. E. e um novo composto sesquiterpênico com atividade antimicrobiana. 1997). Edgar et al. 1995) E. 1988b. foi isolado do óleo essencial de Bidens cernua (Smirnov et al. altissimum (D'Agostino et al. portoricense (Wiedenfeld et al. 1995).. parviflora. ácido linoléico e linolênico. 1994). leucolepis (Herz & Palaniappan. Flavonóides glicosilados foram isolados de E tinifolium (D'Agostino et al. Três poliacetilenos.. £. 1995). 1993 e 1995). 1992). campylotheca (Bauer et al.. tripartitus (Christensen et al.. erythropappum (Talapatra et al. ácido linoléico. Eupatorium Flavonóides foram isolados de Eupatorium coelestinum (Le Van & Pham. rotundifolium (Hendriks et al. tinifolium (D'Agostinoetal. B.. 1985).fortunei. 1988a. B. E. E. 1986). E. E. 1997). micranthum (Herz et al 1978). E guayanum (Sagareishvili et al. adenophorum (Li et al. E. Poliacetilenos também foram isolados de B.. E. Alcalóides pirrolizidínicos foram determinados em E cannabinum (Schimio et al. 1997). 1987 e 1988). 1987. pilosa (Hoffmann & Hoelzl. 1992). frondosa (Karikome et al. E. 1990). Pagani.. odorata (Hai et al.B.. cernuol. chinese (Zhao et al.japonicum. ternbergianum (D'Agostino et al. frondosa. 1988c e 1988d). ocimeno e chalconas foram isolados e caracterizados das partes verdes e flores de B. tais como quatro auronas. 1994) e E. E. os triterpenos friedelina e friedelan-3p-ol. ferulefolius.. .. B. 1981). 1990c) e E adenophorum (Li-Rongtao et al. 1991) e E. chrysoanthemoides. E. subhastatum (Ferraro et al. e vários flavonóides (Geissberger & Sequin.. pilosa (Zuleeta et al. B. 1991).. E. 1990). salvia (Gonzalez et al. dois derivados tiofênicos.. eugenol. 1982). enquanto várias chalconas foram obtidas de B. 1990a e 1990b). Um novo diterpeno foi recentemente isolado de B. angustifolium (Mesquita et al. bipinnatus (W B. Outros glicosídeos foram determinados nas espécies £. Liu et al. B. littorale (Sato et al. E. E. 1991. 1987. 1979).

odoratum (Talapatra et al. fortuna (Haruna et al. e o óleo essencial das folhas contém alfa-pineno. espilantol. acmella L. quadrangularis (Hubert et al. Diterpenóides foram isolados de E. quadrangularae (Hubert et al. A presença de sesquiterpenolactonas foi caracterizada em E. limoneno. enquanto em E. 1992b. Uma grande quantidade de terpenos (geranial. var. 1986).. 1987). entre outras espécies (Ding et al. sitosterolO-beta-D-glucosídeo (Dinda & Guha. E. cannabinum (Zdero & Bohlmann. entre outros (Nakatani & Nagashima. 1988a e 1988b). triterpenóides de E. adenophorum são p-cimeno e acetato de bornila (Ding et al. 1980) e E. deltoideum (Quijano et al. estigmasterol. . 1994). cariofileno e cadinol (Inya-Agha et al. Monoterpenos glicosilados foram obtidos de E. 1999). 1977). espilantol e três amidas foram isolados das flores de S. 1987). p-cimeno.Nas folhas de E. Spilanthes De Spilanthes acmella foram isolados saponinas e triterpenóides (Mukharya & Ansari. E. altissimum (Jakupovic et al. beta-himachaleno) ou ésteres fenólicos foi identificada nos óleos essenciais de E. paniculata foram isolados aminoácidos (Dinda & Guha. 1991). sesquiterpenos. 1987). Das partes aéreas de S. naginatacetona.. E. Os principais constituintes do óleo essencial de E. laevigatum (Bauer et al.. 1996). rufescens (Ruecker et al. mikanioides (Herz et al. E.fortunei (Haruna et al.. odoratum foram encontrados taninos. sitosterol. 1986). cânfora. ácidos graxos e ácido tetratriacontanóico. 1993).. 1987). Na fração diclorometânica das flores dessa espécie também foram detectados várias amidas. 1996) e triterpenos (Ospina de Nigrinis et al. laevigatum (Lopes et al. 1986). 1979).. cannabinum (Stefanovic et al. oleracea Clarice (Nakatani & Nagashima... 1980). 1986b). 1987). 1987) e E. 1987). De S. Uma amida. americana foram isolados monoterpenos. tinifolium (D'Agostino et al. 1992a). e sesquiterpenóides de E. stoechadosmum foram descritos como componentes principais a acetofenona e os derivados do timol (Nguyen et al. 1978). recurvens (Herz et al. E. compostos oxigenados e nitrogenados (Stashenko et al. E.. Ramsewak et al.. E. fenóis e saponina. E. 1990a e 1990b). adenophorum. 1986)..

erecta e T. Das raízes de T. o padrão floral não inclui flavonas nem flavonóides polimetoxilados. 1993b).. 1987). 1987). T.. 1988). 1995). riojana são duas espécies do gênero Tagetes morfologicamente muito similares. lucida (Hethelyi et al. Na raiz e no broto de duas espécies desse gênero (T. 6-hidroxikaempferol. 1990b). campanulata. 1987. sendo a concentração desses compostos dependente do órgão utilizado e do estágio ontogênico da planta (Beavides & Caso.. minuta e T. No entanto. mendocina e T. como quercetagetina. 1988.Tagetes Foram realizadas análises fitoquímicas dos óleos essenciais de Tagetes minuta (T. 1994) e T. T microglossa (Castro. 6-hidroxi e 6-metoxi flavonóis e seus glicosídeos (De-Israilev & Seeligmann. patula. 1987). argentina) foram identificados quatro tiofenos. patula foram isolados tiofenos. T. 1990a). tagetona e tagetenona (Zygadlo et al. As espécies T. 1993). pois somente T. T.. 1992). 1991).. 1988).. que parecem ser sintetizados somente pelas folhas (DeIsrailev & Seeligmann. T. benzofurano e isoeuparina (Parodi et al. patuletrina e patuletina. 1988).. Pe- . laxa (De-Israilev et al. T. 1985). além de enxofre e fósforo. Foi relatada ainda a presença de flavonóides em T. T. erecta (Singh et al. que podem ser diferenciadas pela composição química. Alguns compostos têm sido identificados como típicos para muitas das espécies pertencentes ao gênero Tagetes. distribuídos nas diferentes partes da raiz (Makjanic et al. rupestris (De-Israilev & Seeligmann.. dentro desse gênero foi encontrada uma certa diferenciação entre o padrão químico das flores e folhas de T. T. 1993). patuletina e muitos desses derivados. tais como quercetagetina. patula (Ivancheva & Zdravkova. riojana sintetiza quercetina 5-0-glicosídeo (De-Israilev. Tosi et al. T multiflora (De-Israilev & Seeligmann. Os monoterpenos descritos em T. onde foi caracterizada a presença majoritária de terpenóides e sesquiterpenos. zipaquirensis (Abdala & Seeligmann. 1990). glandulifera) (Craveiro et al. 1988a e 1988b). bem como a quercetina detectada apenas nas flores dessa espécie. patula e I minuta apresentaram propriedade biocida natural decorrente da presença de tiofenos (Ketel. Entretanto. Ahmad et al. minuta são ocimeno. tenuifolia (I signata) (Parodi et al...

elegans indicou a presença de Cumarina. patula foi detectada (Arroo et al. Em A. o qual apresentou atividade broncodilatadora e espasmolítica (Brandão et al... .. hispidum foi estudado o extrato hidroalcoólico da planta toda. Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Acanthospermum Estudos realizados com a espécie A.. indicando a possibilidade de atividade antimalárica dessa espécie.. taninos. Nascimento et al. Experimentos com A..5-diglucosídeo por métodos cromatográficos e espectrais (Yamaguchi et al. Zinnia Uma triagem fitoquímica de Z. 1997). 1995). 1991). glicosídeos cardíacos. Atividade antineoplásica foi descrita para a espécie A. ocitocina. As antocianinas das flores de Z. 1997). a A. no fluxo coronário e na amplitude das contrações (Medeiros et al.. Foi também constatada a atividade antimicrobiana (Silva et al. 1996) dessa espécie... (1991) e Carvalho & Kretlli (1991) demonstraram efeitos parciais de extratos brutos de A.quena quantidade de monotiofeno na raiz de T. 1996) bem como atividade imunomoduladora (Mirambola et al. australe demonstraram a ocorrência de uma forte inibição da enzima aldose redutase (Shimizu et al. 2001). 1980).. Carvalho et al. 1987). 1995). glabratum (Saleh et al.. bradicinina e isoprenalina em vários órgãos isolados (Brandão et al. 2002) e antifúngica (Portillo et al. 1988. b-sitosterol e triterpenos (Sharada et al. Foram detectadas várias agliconas acumuladas na folhas e no caule (Wollenweber et al. australe contra Plasmodium berghei em roedores.. elegans foram identificadas como pelargonidina acetilada e cianidina 3.. além de produzir efeito inibitório sobre as contrações induzidas por histamina. 1988). Compostos com atividade citotóxica e antineoplásica também foram obtidos de uma outra espécie do gênero. australe (Matsunaga et al. hispidum mostraram ainda um pequeno aumento na freqüência cardíaca. 1988)..

enquanto os ácidos linoléico e linolênico possuem atividade antimicrobiana (Geissberger & Sequin. Extrato etanólico de B. bipinnatus mostraram diminuição da amplitude da contração muscular do coração e aumento da freqüência cardíaca. As atividades analgésica e antiinflamatória de Ageratum conyzoides não foram confirmadas por Yamamoto et al. trimera foram caracterizadas como de responsabilidade do diterpeno. minor (Blume) Sherff. 1969). 1985. e B. 1983).. 1995) e anti-hipertensiva (Santos & Queiroz Neto. Bondarenko et al. além de bloqueio das contrações uterinas produzidas pela acetilcolina (Torres da Silva et al. Foram detectadas atividades antimalárica in vivo e in vitro (Brandão et al. Ações antimicrobiana e antiparasitária foram verificadas com B. As flores e os talos possuem atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Nishikawa. B. Os extratos aquosos de Bidens pilosa L.. as propriedades analgésica e antiinflamatória. conyzoides apresentaram atividade espasmolítica in vitro (Silva et al. 2000).. presente em suas partes aéreas (Torres et al... 1997). aumento do tônus e da amplitude das contrações no duodeno.. chilensis DC diminuíram significativamente o edema de pata induzido pela canogenina em ratos. 1949).-ol. 1991). 1987. Triterpenos. Porém.. 1996) e finalmente as propriedades relaxante e vasodilatadora de B. 1980). var.Achila.. As folhas de A. minor foi a mais . pilosa.. Abena et al. pilosa (Santos et al. além de vários flavonóides obtidos de B. como friedelina e friedelan-3. efeito que explica a utilização da espécie como analgésica (Jager et al. reduzindo a produção de prostaglandinas. (1991). Bidens Experimentos com B. imunoestimulante (Ignácio et al. Goldberg et al. Agerathum e Baccharis Existem relatos da atividades antiespermatogênica e antiinflamatória para Achilea millefolium (Montanari et al. 2000). 1982) das folhas e raízes de Bidens pilosa... N'Dounga et al. pilosa inibiu a síntese das cicloxigenases. 1996). 1998b. pilosa L. A atividade anti-hepatotóxica de Baccharis trimera foi atribuída à presença de flavonóides (Soicke & Leng-Peschlow.. (1993) foram capazes de comprovar o efeito analgésico desta espécie dois anos depois. possuem atividade antiinflamatória. 1987). mas Bidens pilosa var. à presença de saponinas (Gene et al.

.. além de ação inibitória da síntese de prostaglandinas (Jager et al. tequendamense (Mantilla & Sanabria. potente inibição sobre a ciclooxigenase e a 5-lipoxigenase. O extrato hexânico de B. 1995). . sendo eficazes contra úlcera por estresse (Alarcon et al. pilosa L. glyptophlebum. campylotheca apresentou. 2002).. densum.. morifolium e E.. uma significativa ação antiinflamatória (Redl et ai. brevipes (Guerrero et al. 1996). mais recentemente.. 1989). Um composto sesquiterpênico isolado de B. e cinco poliacetilenos isolados desse extrato exibiram o mesmo efeito inibitório. in vitro. As folhas de E. 1977).. Atividade antibiótica foi descrita para as espécies E.. gracilae. E. E. A espécie B. 1986) e diurética (Rebuelta et al. aurea mostrou-se depressora do sistema nervoso central (Ayuso Gonzales et al. 1994. E. consaguineum (Lopes et al. E.. Estudos com essas frações em modelos de úlcera gástrica por ácido acético demonstram que o efeito protetor dessa fração contra úlceras decorre da recuperação da vascularização da área de úlcera com simultânea redução da infiltração leucocitária (Martin-Calero et al. 1986b). Foram relatadas atividades moluscicida e antibacteriana dos sesquiterpenóides de E. E. pilosa L. 1995 e 1996) e. pilosa foi ainda descrita e confirmada a atividade bactericida (Rabe. 1995).. Eupatorium A espécie E. tacotaneum (Sanabria & Mantilla. aurea aumentam a quantidade de muco e de proteínas em ratos. ativa contra úlcera gástrica crônica e aguda (Ayuso Gonzales et al. minor e B. somente os extratos de B.. hepatoprotetora e antiinflamatória (Chin et al. 1994). 1996). E.. pauciflorum (Giesbrecht et al. 1998 e 1999). ayapana faz parte da composição de produtos cosméticos e farmacêuticos por seu efeito protetor contra os raios solares e os radicais livres (Greff. var. 1985). ou seja. 1995). 1997). cernua impediu o crescimento de bactérias gram-positivas in vitro e de micodermatófitos (Smirnov et al. Para a espécie B. La Casa et al.. 1985). hipotensora (Dimo et al.. 1997). atidifolium e E. ayapana possuem atividade antimicrobiana (Guptaetal.. balantaefolium (Almeida & Fonteles. Estudos recentes mostram que frações ricas em flavonóides obtidas de B. 1985). Entretanto. reduziram o edema de pata induzido por adjuvante de Freund (Chin et al.ativa.. 1988) e E.

proteínas. E. enquanto a espécie E.. que apresentou atividade analgésica (Ansari et al. Atividade antimalárica foi determinada para a espécie E.. 1987) contra inúmeras bactérias e fungos patogênicos. 1990). 1991) e promove a contração de dueto deferente de cobaia e tiras arteriais de coelhos (Akah. odoratum acelera o processo de coagulação sangüínea (Triratana et al. Os extratos de E. ayapana (Gonçalves et al. 1994) apresentaram ainda atividade antiinflamatória. 1978). porém possui alcalóides pirrolizidínicos que induzem à hepatotoxicidade (Mendonça et al. Inya-Agha et al. 1991)... acmella foram isolados n-isobutil-4. 1991).. Sesquiterpenóides isolados de E. 1995). 1995) e E. (Giesbrecht et al. RNAse. cannabinum. O óleo essencial de E. Eupatorium perfoliatum. E.. DNAse. odoratum (Iwu & Chiori. hyssopifolium (Hall et al. A. e de E. inulaefolium (Gorzalczany et al. Guerrero et al.1986).. E. 1982a). 1989). cannabinum (Bourrel et al. 1998).. 1990). A. Spilanthes Das folhas de S.. squalidum (Carvalho et al. 1986 e 1987. laevigatum possui atividade espasmolítica (Andrade & Aucélio. O extrato bruto aquoso de E. 1988. DNA e RNA de células tumorais. A combinação dos extratos de Echinacea angustifolia. assim como da atividade da RNA polimerase. 1996) e E. Atividade antifúngica também foi determinada para compostos puros obtidos de E. 1995). 1992). Inibição da síntese de colesterol. enzimas lisossomais e enzimas da síntese de glicogênio foram verificadas como substâncias isoladas de E. squalidum foram isoladas naftoquinonas com atividade antimalárica (Krettli. riparium (Ratnayake-Bandara et al. larvicida (Pitasawat . halinfolium e E. E.. Atividade antiviral (anti-herpética) de Asteráceas da Argentina: Eupatorium buniifloium. 1984.. brevipes e E. flaccida... seabridum apresentaram atividade antitumoral (Woerdenbag. Herz & Palaniappan. 1988). 1991). 1986). Achyrodine alata. candolleanum (Campos et al. Baptisia tinetoria e Arnica montana promove aumento da atividade fagocitária in vivo e in vitro (Wagner & Jurcic. Piperidinas de E... Cáceres et al.. fortunei são inibidoras de glicosidases (Sekioka et al. vautheriana e Flaveria bidentis (Garcia et al. 1985. 1990 e 1991). pauciflorum. triplinerve também inibe o crescimento de inúmeras bactérias (Yadava & Saini.5-decadienamida.

... foi caracterizada a atividade antichagásica dos extratos hidroalcoólico e etanólico da folhas contra o Triatoma infestam (Bronfen. antimicrobiana. 1989). presente em muitas espécies. e o extrato de S. Em I minuta. in vitro. et al. et al. sedativa.. 1988. Essa espécie também possui atividade larvicida contra Aedes fluviatilis. folhas e flores de T. erecta apresentaram uma alta fototoxicidade. 1990). isso denota um risco na aplicação imprópria dessas partes vegetais. 1984). erecta apresenta toxicidade contra fases larvais de Anopheles stephensi (Sharma & Saxena.. 1995). 1993)... antiulcerogênica e espasmogênica (Moreira et al.. conhecida popularmente como Cravo-do-campo ou Coaribravo. L. acmella foram caracterizadas também as atividades anticonvulsivante.. sendo os deri- . O eugenol. oleracea (Herdy & Carvalho. F. 1999). embora ainda não se conheça o mecanismo de ação. Compostos com atividade anestésica local foram isolados de Spilanthes americana (Nigrinis et al. como Aedes aegypti e Anopheles stephensi (Perich et al. Camargo Neves et al.. oleracea (200 a 400 /mg/ml) apresentou atividade antimalárica contra Plasmodium falciparum. O extrato de S. mas não contra Candida sp.. Foi relatado o caso de um paciente de 69 anos de idade que apresentou dermatite facial após 24 horas de contato com arnica... Em S.et al. 1994). 1993. 1992.. testes de pele realizados posteriormente apresentaram reações positivas não só à arnica. Souza. bem como no consumo destas (Meckes et al. 1998) e espilantol. J. et al. Valderrama et al. e Plasmodium berghei in vivo (Gasquet et al. 1995).. calva inibiram a mutagênese induzida pelo tabaco e também a nitrosação de metiluréia de forma dose-dependente (Sukumaran & Kuttan. como também a várias outras plantas do mesmo gênero e do gênero Tagetes (Pirker et al. mauritana (raiz e flores) possui atividade antifúngica contra Aspergillus sp. enquanto o extrato de S. Uma fração do extrato de flores dessa espécie apresenta importante ação sobre o controle de outros vetores parasitários. 1986) e S. 1992). (Fabry et al. T. Andrade. que possui potencial atividade inseticida (Kadir et al. C. Tagetes Os extratos metanólicos de raiz. 1996). usado como emenagogo. 1993). 1994) e outras espécie de insetos (Broussalis et al. RJ. 1992) e antitumoral (Moraes et al.. como no cravo-da-índia.. 1987.

1994). 1995). presentes em diversas espécies de Asteraceae (Macedo et al. enquanto seus compostos cumarínicos apresentaram uma pequena atividade inibitória sobre a contratilidade do músculo liso de coelhos (Rivera et al. o óleo essencial de T. 1992). o terpeno ocimenona presente no óleo revelou atividade em concentrações maiores que no óleo essencial completo.. Do extrato de Z. além de seu efeito persistir por aproximadamente 24 horas (Green et al. Mabberley (1997) refere que um composto terpênico é considerado eficaz contra HIV e importante composto com atividade larvicida. Foi testado o extrato etanólico das partes aéreas de I patula. a amplitute de contração do músculo esquelético em ratos (Aoki & Cortes. Essa planta também possui ação bactericida contra as infecções respiratórias causadas por três tipos de bactérias gram-positivas (Staphylococcus aureus. O extrato alcoólico de diferentes partes dessa espécie exibiu atividade estrogênica.. foram eficazes como fungicidas (Lacicowa & Wagner.. 1996). elegans L. O óleo essencial de I minuta apresenta atividade larvicida contra Aedes aegypti. 1987). Dentre outras espécies. in vivo e in vitro. . e o efeito do óleo persiste por pelo menos nove dias.vados tiofênicos os compostos ativos. Streptococcus pneumoniae e Streptococcus pyogenes) (Caceres et al.. 1995). que possuem elevada citotoxicidade em carcinoma laringeal humano e em fibroblasto do tecido conjuntivo (Tellez et al. tendo sido isoladas fototoxinas que apresentaram atividade inseticida (Consoli et al. Houve também um aumento da amplitude de contração do intestino de coelho isolado.. O extrato de T.. lúcida estimulou discretamente. in vitro. D e F. Os extratos hexânicos de T.. O extrato de Zinnia na dose 10% acima da DL50 induziu a algumas alterações histopatológicas e bioquímicas do fígado (Sharada et al. füifolia apresenta atividade antioxidante no óleo de amendoim (Maestri et al. 1994). Zinnia As sementes de Z.. a atividade da ATPase.. além de atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e gram-negativas (Tereschuk et al.Ca2+ dependente e inibiu. 1989). 1991). coronopifolia e T. flavicoma foram isolados elemanlídeos do tipo zinaflavina B. 1997). foetidissima possuem componentes fitotóxicos com atividade antibiótica (Perez-Amador et al. sendo potencialmente utilizável contra outras espécies de mosquitos. 1997).. 1991).

. Entretanto. 1994). alopecia. icterícia e enterite catarral (Ali & Adam. acmella induziu a contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-clônicas e morte (Moreira. M. T. enquanto o extrato aquoso de S. 1996 e 1997). australe são tóxicas para aves. 1988). hispidum mostraram efeitos tóxicos dos brotos e sementes.. adenophorum causou doenças pulmonares crônicas em cavalos (Oelrichs et ai. Considerando-se ainda a pequena importância da espécie como medicamento tradicional. A ingestão regular de E. Estudos com extratos brutos demonstram que ocorrem malformações externas com o uso de A. aspecto que limita sua utilização até que novos estudos sejam realizados. dispnéia. especialmente . porém nenhuma delas representa importante avanço na pesquisa de novas drogas... oleraceae apresentaram atividade convulsivante (Moreira et ai. 1978a e 1978b). 1995). A. rugosum é o principal componente tóxico (Beier et ai. et ai.. et al. no entanto. ageratoides possui efeitos tóxicos em bovinos. a espécie E. 1995). enquanto hepatoxicidade foi determinada nas espécies E. adenophorum (Oelrichs et ai. Observações adicionais Os dados de toxicidade apresentados para o gênero Acanthospermum demonstram claramente que preparados tradicionais com essa espécie não devem ser utilizados durante o período de gestação. Estudos realizados com essa espécie demonstram a presença de várias atividades farmacológicas. Segundo Hoehne (1939). As folhas de S. S. especialmente se for levado em conta que a espécie é utilizada como contraceptivo. 1993). especialmente na fase jovem. congestão do baço e coração. os extratos não apresentam efeitos abortivos (Lemônica & Alvarenga. V. Estudos com a espécie A.Dados toxicológicos das espécies e dos gêneros Hoehne (1939) relata que as sementes de A.. 1990). Tremetona isolada de E. a espécie é uma fonte de substâncias que podem e devem ser estudadas para várias atividades farmacológicas. caracterizados por diarréia. Estudos recentes mostram que o extrato hidroalcoólico não produz efeitos tóxicos (Dutra E. hemorragia. australe durante o período de prenhez de ratas. fraqueza e debilidade dos membros. poucos dados estão disponíveis sobre o uso dessa planta pelo homem.

FIGURA 28. b) detalhe da escanerata. A propriedade antimalárica indica a necessidade de novos estudos voltados à caracterização química dos constituintes responsáveis por essas atividades.como diurético e hipotensor. relaxante muscular e antineoplásica. c) detalhe da escanerata com flor (Banco de imagens - . assim como novas avaliações da farmacologia com as substâncias devidamente isoladas. A utilização da espécie para estudos de outras atividades farmacológicas descritas para espécies do mesmo gênero pode representar uma importante estratégia de estudo de compostos com atividades antimicrobiana.Acanthospermum australe: a) escanerata de ramo fértil.1 .

FIGURA 28. b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .2 .Ageratum conyzoides: a) escanerata do ramo florido.

FIGURA 28.Baccharis trimera: a) escanerata mostrando o caule alado e as inflorescências. b) escanerata com detalhe das inflorescências (Banco de imagens - .3 .

Detalhe da escanerata mostrando inflorescência (Banco de imagens - .Bidens bipinnatus.FIGURA 28.4 .

: a) ramo florido (Di Stasi .5 .FIGURA 28.original). 1998).Eupatorium ayapana. . b) flor isolada e c) corte de capítulo longitudinal (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov.

1984).Spilanthes acmella.FIGURA 28. . Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa.6 .

e Gardenia. nos quais se distribuem mais de 10. . algumas espontâneas nas áreas tropicais. Gelsemiaceae. Os gêneros dessa família estão distribuídos em quatro subfamílias. fonte de quinino e outros compostos de valor terapêutico. algumas lianas e poucas ervas (Mabberley. importante fonte de espécies ornamentais. Genipa. • Ixoroideae: Coffea. alguns deles de valor histórico. fonte de uma das mais apreciadas bebidas no Brasil. do famoso jenipapo brasileiro. Coffea arábica. do famoso Cafeeiro. das quais destacamos os principais: • Cinchonoideae: Cinchona. como é o caso de Coffea e Cinchona. A. Essa família possui inúmeros gêneros de espécies medicinais. apenas esta última apresenta importância como fonte de espécies de valor econômico e terapêutico. com representantes arbóreos. assim como de vários compostos com atividade farmacológica. Desfontainiaceae e Rubiaceae.29 Rubiales medicinais L. arbustivos. 1997).200 espécies vegetais cosmopolitas. Di Stasi C. A família Rubiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu um grande número de gêneros abrange (630). C. Hiruma-Lima Introdução A ordem Rubiales inclui apenas três famílias botânicas.

Dados da medicina tradicional Os índios da aldeia tenharins utilizam o sumo das folhas ou o chá com pouca água para deter hemorragias de menstruação irregular. Borreria e Dioidea. Não foram encontrados sinônimos. carnoso e drupáceo (Figura 29. ereto. e Palicourea. O nome dessa planta se refere ao levantamento etnofarmacológico realizado na aldeia tenharins. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Guarapitanga-poranha.• Antirheoideae: Guettarda. 1997). que compreende uma das espécies aqui referidas como medicinais. muitas delas encontradas na Amazônia e várias com atividade emética (Mabberley. folhas curto-pecioladas. tubo de corola ventricoso ou ampliado na base. Dados botânicos Pequeno arbusto. fruto indeiscente. inteira. fonte de emetina e outros constituintes de importância. especialmente na Amazônia. importante árvore. O nome do gênero Palicourea é popular nas Guianas. muito comuns em terrenos baldios. bilocular com óvulos fixados na base do lóculo. que inclui várias espécies com compostos de ação no SNC e muito usadas em rituais. bicarpelar. . com corola de base gibosa. flores hermafroditas.1). com pêlos abaixo da inserção dos estames. estipulas não foliáceas. Espécies medicinais Palicourea /an/f/ora Standl. Cephaelis da famosa C. • Rubioideae: Psychotria. diclamídeas. ipecacuanha. ovário ínfero. e o gênero descrito por Jean Baptiste Christopjore Fuseé Aublet inclui duzentas espécies tropicais. com espécies popularmente denominadas Poaia. lanceoladas. simples.

delgados.. foi caracterizada também a presença de ácido fluoroacético (Krebs et al. inflorescência em panículas. 1995. A planta é chamada de Erva-de-rato-verdadeira. Palermo-Neto et al. E popularmente usada como medicamento. marcgravii. glabros. 1974) alcolóides também foram detectados na espécie P. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. avermelhados. de P. 1989a). Além de alcolóide. . avermelhadas. De-Moraes-Moreau et al. Peptídios macrocíclicos de P condensata foram isolados. 1996.. 1999). sobretudo na região amazônica. 2001). de onde partem folhas com venação tênue. acuminadas. com ramos cilíndricos. frutos do tipo baga. (Kemmerling. Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero O extrato aquoso de P marcgravii apresentou atividades tóxica. fendleri (Nakano & Martin.5 m de altura. Dados químicos do gênero Das folhas de Palicaurea adusta foi isolado o alcalóide lyalosídeo (Valverde et al. pecioladas. mas também considerada espécie tóxica e perigosa. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2. sendo a Palicoureina o polipeptídeo com atividade anti-HIV (Bokesch et al. Hil. 1976).. Stuart & Woo-Meng.Palicourea marcgravii St.. 1994).. a planta é conhecida popularmente como Erva-de-rato ou Douradinha-do-campo. o palicosídeo e de P alpina a palinina (Morita et al 1989. pois acreditase popularmente que os ratos sintam atração por ela. Nomes populares No Brasil todo. opostas. a infusão das partes aéreas é usada como alucinógeno e contra "verminoses de barriga cheia".

enquanto P. midríase e morte em bovinos (Costa et al. Das folhas de P. 1988. et al. 1984a.... P. caracteriza-se por um quadro hipoglicêmico com ansiedade. que têm grande absorção no sistema gastrintestinal e atuam como inibidores da monoaminooxidase (Kemmerling. marcgravii foi isolado também um alcalóide indólico denominado palicosídeo (Morita et al. e a intoxicação. Gorniak et al. espasmos musculares..Banco de imagens - . vômitos.1 . Tokarnia & Dobereiner. 1989). Segundo Schvartsman (1979). marcgravii promoveu o aparecimento de excitação. 1989). marcgravii foi atribuída à presença do ácido monofluoracético nas folhas dessa planta (Eckschmidt et al.. falta de coordenação motora. os frutos são mais tóxicos que as flores e folhas. porém tais sintomas foram observados somente em ruminantes. 1989. A intoxicação aguda provocada pelo extrato de P. 1980) e convulsivante (Gorniak et al. convulsões tônico-clônicas e distúrbios cardíacos. 1982). 1986).juruana provocou mortes repentinas em coelhos e bezerros (Tokarnia & Jurgen.Palicourea laniflora.. 1996).. contrações musculares. 1989b.teratogênica (Costa. A ingestão experimental de P marcgravii promoveu morte repentina no gado. comum em animais e rara na espécie humana. De-Moraes-Moreau et al.. 1995). Além de fluoroacetato. FIGURA 29. outras duas substâncias também contribuem para o efeito tóxico: N-metiltiramina e 2-metiltetrahidro-b-carbolina. náuseas. Palermo-Neto et al. Aspecto do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi .

Lonicera e Sambucus (Barrozo. Lonicera. também utilizado como medicinal em todo o mundo. Os principais gêneros são Sambucus. Viburnum. das quais a família Caprifoliaceae é a que apresenta com maior número de exemplares encontradas no Brasil. A. descrita a seguir. Hiruma-Lima Introdução A ordem Dipsacales inclui apenas cinco famílias botânicas. A família Caprifoliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu possui aproximadamente quinze gêneros e 420 espécies. No Brasil. cultivam-se algumas espécies dos gêneros Abelia. distribuídas especialmente na América do Norte e na Ásia. As famílias Valerianaceae e Dipsacaceae também incluem importantes espécies no Brasil. A família inclui inúmeras plantas ornamentais. C. mas que são também comuns na Europa e na Austrália (Mabberley. mas as medicinais são referidas principalmente na família Caprifoliaceae.30 Dipsacales medicinais L. a planta mais comumente utilizada e mais conhecida no Brasil é o Sabugueiro. . Di Stasi C. 1997). Abelia e Linnaea. na qual foi registrado o uso de uma importante espécie econômica e medicinal. arbustos e lianas. 1978).

É uma espécie nativa da Europa e do Norte da África. as flores são brancas. no champanhe e no catchup. o uso tópico do sumo das folhas ou do macerado das folhas em água é indicado contra afecções da pele e como repelente de insetos. visto que suas flores são empregadas na produção de inúmeras loções para pele. O mesmo nome é atribuído para a espécie na região do Vale do Ribeira. Apresenta importante valor econômico. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. ao passo que a infusão das flores é usada contra dores musculares. O nome do gênero Sambucus descrito por Carl Linnaeus significa "cor vermelha". Dados botânicos A espécie é um arbusto de 3 a 6 m de altura. Floresce nos meses de julho a agosto. os frutos são drupas negras e brilhantes (Figura 30. usada internamente. e suas frutas são usadas em saladas e no preparo de sucos. além de flavorizantes em vinhos. também é utilizada em culinária como flavorizante de inúmeros alimentos. é considerada excelente diurético e sudorífico.1). que se manifesta no suco vermelho-escuro dos frutos. A infusão das folhas. gripes fortes e varicela. dispostas em um corimbo branco. e possuem aroma muito agradável. a infusão das folhas é indicada contra febres e resfriados. folhas verde-escuras com cinco a sete folíolos peciolados e ovais. além de seu histórico uso medicinal. A espécie. com ramos bastante lenhosos. óleos e ungüentos. Na região da Mata Atlântica. . A decocção das folhas é empregada internamente contra sarampo.Espécies medicinais Sambucus nigra L. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em várias outras do Brasil como Sabugueiro e Sabugueiro-negro. considerada exótica nas Américas.

1996) e carotenóides (Osianu & Ciurdaru. além do uso das folhas como inseticida e anti-séptico. S. gripes. Dados químicos Da espécie Sambucus nigra foram obtidos antocianinas (BroennumHansen & Flink. sudoríficas. os ácidos graxos láurico. glicosídeos fenólicos (D' Abrosca et al. heptadecênico. reumatismo e febres. onde também podem ser encontrados inúmeros dados químicos e farmacológicos. Essa espécie possui uma importante e milenar história de usos medicinais e econômicos. racemosa e S. catarros. nigra. flavonóides. De S. 1986). linoléico e linolênico das sementes (Karovicova et al. palmítico. para pequenas queimaduras. 1989a). externamente. Van Damme et al.. irritação dos olhos ou pele inflamada e úlceras. canadensis foi isolado o iridóide . oléico. esteárico. casca e frutos são usados para diminuir febres. diuréticas.Bown (1995) refere que flores.. 1988).. a planta ainda é indicada contra influenza. 1990.. mirístico. sinusite. 1989. erisipelas e queimaduras. folhas. 1989b e 1989c). descrita no trabalho de Grieve (1994). lignanas. Internamente. cianogeninas. 2001). tetradecênico. os aminoácidos fenilalanina e leucina (Karovicova et al. Corrêa (1984) refere que o chá da inflorescência é sudorífico e que as folhas são inseticidas. reduzir inflamação e como diurético e anticatarral. além de serem úteis (uso externo) contra furúnculos. Kaku et al. lectinas das cascas (Shibuya et al..

. O extrato hidroalcoólico de S. não apresentou atividade antiinflamatória nem analgésica (Salamanca et al. beta-amirina e o ácido oleanólico. das folhas. O reatival. 1996). O extrato aquoso de S.. apresentou atividades analgésica. 1997). Dados farmacológicos A nigrina b é uma lectina isolada das cascas de Sambucus nigra que apresenta estrutura e atividade enzimática semelhante à da ricina. O extrato aquoso das folhas de S. De Sambucus sieboldina isolou-se mucina (Harada et al. apresentou atividade vasodilatadora (Paganini et al. De S.. Bojic & Cuperlovic. ebulus foram isolados glicosídeos iridóides e um glicosídeo monoterpeno (Gross et al. De estrutura semelhante também foi isolada a nigrina F. 1986). 1987). Artemisia absinthium. . Glicosídeo cianogênico foi caracterizado em S.morronisídeo (Jensen & Nielsen. sem apresentar sinais de toxicidade (Nunes et al. 1997). nigra também foram capazes de induzir à agregação de neutrófilos (Timoshenko et al.. conhecido como Sauco. com ausência de atividade tóxica (Girbes et al. mexicana. que possui atividade colerética (Takeda et al.. antiinflamatória e antipirética. 1997a e 1997b). 1994).. 1997. 1997. Salvia offtcinalis. que apresentaram atividade anti-hepatotóxica (Lin & Tome. 1989). indicado popularmente como anti-reumático e anti-hemorroidol. Das cascas de S. formosana foram isolados os triterpenos ésteres chamados de sambuculina A.. As lectinas de S.. 1996. promoveu atividade antioxidante (Stajner et al. 1997). nigra. os triterpenóides e esteróides (Lin & Tome. Schoning. promoveu-se um teste de hemaglutinação utilizando aglutininas de várias espécies de Sambucus (Murayama et al. e das raízes de S. indicado para hidropisia.. 1992b e 1992). 1990). formosana foram isolados. sieboldiana foi isolada uma lectina responsável pela aglutinação de eritrócitos humanos (Tazaki & Shibuya. De S. australis. Van Damme & Peumans. uma formulação de plantas preparada com Mentha piperita.. 1988). canadensis (Buhrmester et al. Centaurium minus. Com base nessa constatação. porém com uma toxicidade menor em camundongos (Battelli et al.. 2000). e Polygonum aviculare. Prunus spinosa. 1974). Sambucus nigra. 1995). 1980)..

Neto et al. FIGURA 30.1 .. peruviana apresentou atividade antimicrobiana para bactérias gram-positivas (Hernandez et al. 1999) e a espécie S. Detalhe do ramo florido (Banco de imagens - ).Sambucus nigra. ebulus não foi efetiva no combate ao Helicobacter pylori (Yesilada et al. .. 2000.A espécie S. 2002).

cujos dados da medicina tradicional foram obtidos por entrevistas e questionários aplicados em duas importantes regiões do país: Amazônia e Mata Atlântica paulista. muitas delas espontâneas em áreas de formação secundária e capoeiras. das quais 56 espécies são exclusivamente referidas pelos entrevistados que habitam a Mata Atlântica de São Paulo ou seu entorno. e várias também exóticas e cultivadas na região do Vale do Ribeira. Dessas 135 espécies medicinais.Posfácio L. das quais 86 são espécies referidas exclusivamente nà região amazônica e a maioria se trata de espécies nativas e endêmicas da região. como é o caso do Pau-ferro (Caesalpinia ferrea). e a maioria das espécies é de plantas exóticas cultivadas no Brasil. • 109 são usadas na Amazônica. Mata Atlântica. como é o caso do Alho (Allium sativum). C. • 23 espécies foram referidas em ambas as regiões. Algumas também são espécies nativas do Brasil e com ampla distribuição no território brasileiro. da Hortelã (Menthapiperita). entre outros. • 79 plantas medicinais são usadas na região do Vale do Ribeira. Carambola (Averrhoa carambola) e outras. . Di Stasi O livro aqui apresentado compreendeu a descrição de 135 espécies medicinais. A maioria é nativa desse ecossistema.

No caso de plantas medicinais usadas na Mata Atlântica. as espécies foram selecionadas a partir dos levantamentos etnofarmacológicos realizados em ambas as regiões. O mesmo critério foi usado para excluir algumas das espécies referidas na Amazônia e para justificar aquelas que se encontram aqui descritas.Dessas 135 espécies medicinais. a Erva-cidreira de folhas ou Melissa (Melissa officinalis). apenas dezesseis são monocotiledôneas. a Calêndula (Calendula officinalis). ou seja. 340 espécies. líquens. entre eles a sua importância para determinado grupo estudado. incluindo na totalidade 160 espécies referidas na Amazônia e 180 referidas na Mata Atlântica. razão pela qual não foram incluídas no texto. . o Mamão (Carica papaya). o Guaco (Mikania ghmerata) e outras do mesmo gênero. podemos observar a imensa diversidade biológica de espécies vegetais com usos medicinais que fazem parte da cultura e do patrimônio do Brasil. mas por pequeno número de entrevistados (menos de 10%). e 21 ordens e 84 famílias são de monocotiledôneas. neste livro. ambos grupos vegetais compreendidos pelas angiospermas. a Erva-doce (Pimpinela anisum). Também não fazem parte deste livro espécies de fungos. o Agrião (Nasturtium officinalis). devemos considerar que também priorizamos espécies nativas como um dos critérios de inclusão. Além da pequena importância que essas plantas possuem nas comunidades entrevistadas. das quais apenas 135 foram selecionadas para esta publicação. Esse dado se torna mais importante porque. compreendidas em trinta diferentes ordens. A seleção das espécies baseou-se em vários critérios de exclusão. a Mostarda (Brassica nigra). das quais 55 ordens e 322 famílias são de dicotiledôneas. a Losna (Artemisia absinthium). o Tomate (Lycopersicum suculentum) e a Salsa (Petroselium sativum) foram referidas como medicinais. várias espécies amplamente conhecidas. briófitas e seres vivos que integram outros grupos taxonômicos do reino vegetal. o Coentro (Coriandrum sativum). definida pelo número de citações feitas pelos entrevistados. Se considerarmos que o sistema de arranjo sistemático das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997) e usado neste livro inclui nas angiospermas 76 ordens e 426 famílias. tais como o Alecrim (Rosmarinus offirínalis). a Camomila (Matricaria chamamila). Não foram referidas nas entrevistas nem incluídas no livro espécies de Pteridófita e de Gimnopermas. enquanto as outras 119 são dicotiledôneas. As 135 espécies de angiospermas referidas estão distribuídas em 61 famílias botânicas.

devemos salientar que o conhecimento popular sobre as plantas medicinais provém de uma cultura dinâmica e que se modifica diariamente. Várias das espécies medicinais usadas na Mata Atlântica incluídas neste livro não tiveram sua revisão bibliográfica apresentada. insistimos que pesquisas etnofarmacológicas continuem sendo exaustivamente realizadas em todo o Brasil. Finalmente. Essas informações mostram a grande importância do conhecimento popular acerca das virtudes medicinais das espécies vegetais brasileiras. para que em futuro próximo estes possam adquirir direitos sobre os eventuais e prováveis produtos que decorrerão das pesquisas nessa área. vários estudos estão sendo feitos e a revisão bibliográfica não foi completamente realizada. alcançando alto índice de citação. seja de modo espontâneo seja por influências de outras culturas. e que esse conhecimento seja recuperado. O mesmo não ocorre com as espécies medicinais de uso na região amazônica.Cumpre ainda assinalar que várias espécies não identificadas completamente foram incluídas pela sua importância nos distintos grupos étnicos que as referiram como medicinais. . razão pela qual optamos por incluir apenas os dados de uso tradicional. e sempre espécies vegetais podem tornar-se novas espécies medicinais e potencialmente úteis para as pesquisas farmacológicas e químicas voltadas para a obtenção de novos medicamentos. que deve ser devidamente resgatado para que não se perca. isto é. dados botânicos e as informações que consideramos relevantes para esta publicação. Sobre essas. esse conhecimento se enriquece a cada dia. pelos mais variados grupos de pesquisadores. como a de massa e a erudita. documentado (como aqui está sendo feito) e avaliado como propriedade intelectual dos devidos grupos pesquisados. ou pagaremos tal perda com a redução das possibilidades de obtenção de novos medicamentos e novas alternativas terapêuticas ou econômicas. Por isso. caracterizando-se como espécies com efetiva tradição de uso na comunidade.

Aguda. Estrutura basal e alargada da folha que normalmente envolve o caule. Alternas. Arista. Excrescência da semente. Que abraça o caule. o ciclo reprodutivo e depois morre. com dois sexos. Folha terminada em ponta com ápice de ângulo agudo. Acuminada. Fruto seco. Qualquer parte da planta que tem pelo menos dois planos de simetria. Folhas que se inserem isoladamente em diferentes níveis do ramo. Andróginas. . Arilo. no segundo. Bianual. os estames. Diz-se da folha que apresenta a ponta aguda e comprida. Androceu. Antera. Bainha. Axilar. Hermafroditas. Amplexicaule. Baga. com uma única semente. Anual. termo empregado para especificar qualquer estrutura que nasça sobre o ponto de inserção da folha no caule. pelo lado interno. Planta que em seu primeiro ano tem seu ciclo vegetativo. Fruto carnoso com pericarpo fino e parte interna carnosa. Parte apical dos estames onde estão alojados os grãos de pólen. indeiscente. Conjunto de órgãos masculinos da flor.Glossário de termos botânicos. se desenvolve até dar frutos e morre em um período não superior a um ano. Planta que nasce. químicos e médicos Termos botânicos Actinomorfa. Extremidade sutil e dura de determinadas estruturas da planta. folhas que envolvem o caule. Que fica na axila. Aquênio.

Conjunto de pétalas inferiores ou dianteiras de uma flor papilionada. androceu ou planta que possui quatro estames. Caule com articulações bem evidentes nos nós. deiscente. Crenada. Diz-se da folha cuja base se estende para além do ponto de inserção no caule. Que se abre. Escandente. Conjunto de sépalas. Elíptico. Tipo de inflorescência em que as flores são geralmente sem pedúnculo e muito próximas entre si. Deiscente. Tipo de inflorescência em que as flores saem em pontos distintos do mesmo eixo. Na forma de cunha. Cada um dos apêndices. Parte do gineceu que fica entre o estigma e o ovário. Estipula. Capítulo. Cuneiforme. tornando-o alado. Pedúnculo geralmente sem folhas. Diclamídea. como o fruto das gramíneas. mas sempre terminando na mesma altura. Conjunto de pétalas. dois mais altos e dois mais baixos. Planta trepadeira. Decumbentes. Diz-se da folha cujas bordas são recortadas em dentes arredondados. . Qualquer órgão que cai em determinado período. que é o verticilo externo da flor. Carena. Didínomo. que se formam ao lado da parte basal das folhas. Cápsula.: cana-de-açúcar. inseridas em um eixo comum. em geral dois. Carpelo. Ex. Fruto monospérmico. Endosperma. Cariopse. seco e indeiscente. Flor com dois envoltórios: cálice e corola. Com a forma de elipse.Bráctea. Drupa. Fruto carnoso com uma semente dentro do caroço. Corimbo. Diz-se de caules deitados no solo com as extremidades se erguendo. Escapo. com função de proteção. normalmente largo. Caduco. Folha modificada que origina o gineceu. Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem dois cotilédones. Fruto seco. Tecido nutritivo encontrado nas sementes. que se desenvolve a partir de dois ou mais carpelos. Dicotiledôneas. Corola. Cálice. Estilete. Qualquer órgão foliáceo situado na proximidade das folhas. Estandarte. Diz-se da flor. que produz no ápice uma flor ou inflorescência. Colmo. Pétala superior da corola papilionada. quase sempre é o verticilo floral fortemente colorido. Camada externa do pericarpo. Decorrente. Epicarpo.

Flores. Estrutura existente na epiderme de órgãos e tecidos aéreos da planta e responsável pelas trocas gasosas entre a planta e o ambiente. complexas e variadas nas formas. de acordo com o número de elementos que constituem todo o verticilo floral. que juntos constituem o perianto. sendo a parte da planta mais importante na classificação e identificação das espécies vegetais. É um termo usual com que se designa todo órgão lateral que brota do caule e dos ramos de maneira exógena e com crescimento limitado. Ao conjunto de sépalas dá-se o nome de cálice.As principais partes de uma folha podem ser observadas a seguir. o de corola. pentâmeras etc. e ao de pétalas. Refere-se geralmente à raiz que não tem eixo principal. trímeras. que é ramificada igualmente em forma de pincel. . As flores são estruturas de reprodução. Filete. Folha. As principais partes de uma f l o r podem ser observadas como segue. As flores podem ser dímeras. Fasciculada. Parte do estame que sustenta a antera.Estômato. de forma geralmente laminar e estrutura dorsiventral.

A morfologia das lâminas foliares é bastante variada. e sua margem pode apresentar diversos tipos de recorte. conjunto de vasos que se distribuem pela lâmina e que podem ser dos seguintes tipos: As folhas ainda podem ser descritas em relação ao seu ápice como: . sendo os principais mostrados a seguir: Outro aspecto de grande importância na morfologia foliar é a nervação.

as folhas podem ser pecioladas ou não.A disposição das folhas no caule constitui a base da filotaxia. às vezes reduzidas.ou composta . ou com o próprio caule. Nesses casos. às vezes numerosas. A figura que segue ilustra esses tipos de folhas. representando uma importante característica para a classificação e identificação das plantas. Essa disposição pode ser das formas demonstradas nas figuras que seguem: As folhas podem ser simples . recebendo o nome de folíolos (ou pinais). que surgem de ambos os lados de um eixo denominado ráquis. As folhas podem ainda ser classificadas quanto à base de suas folhas e de acordo com a articulação com o ramo central ou secundário. no caso das folhas compostas pinadas.quando se compõem de duas ou mais lâminas.quando consta somente uma lâmina . Os principais tipos de folhas quanto à forma de sua base e articulação podem ser observados na figura que segue. .

Todas essas características. são essenciais para a descrição das plantas e sua correta identificação. conforme se observa na figura a seguir.Finalmente. . mais aquelas apresentadas para as flores. as folhas podem ainda ser classificadas quanto à forma do limbo ou lâmina foliar.

. Provido de pêlos longos. sendo assim importante na morfologia e sistemática das plantas. Planta ou flor com dois sexos. Monoclamídea. Inflorescência. As inflorescências podem ser de diversos tipos.Folíolo. Diz-se da folha que tem a forma de lança. Diz-se da folha em forma de círculo. Indeiscente. Hermafrodita. Lóculo. Diz-se da folha mais longa e com bordas quase paralelas. Lanceolada. Fruto seco. Infrutescência. Lâmina. Desprovido de pêlos. Metaclamídeos. Cavidade existente dentro do gineceu de uma flor. Estrutura filamentosa e enrolada que auxilia a fixação da planta em um suporte. porém presentes na mesma planta. Orbicular. Glabro. Lobado. Lígula. Gineceu. os carpelos. com numerosas sementes que são liberadas quando atingem a maturação. Lâmina foliar articulada sobre a ráquis de uma folha composta. Gavinha. Porção alargada e achatada da folha. Dividido em lobos ou porções não muito profundas. É uma denominação dada ao conjunto de flores que supõem uma ramificação que. Gluma. Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem um só cotilédone. Flor com apenas um invólucro no perianto. Conjunto de órgãos femininos de uma flor. Grupos vegetais cuja flor tem corola com pétalas concrescidas. Oblonga. Diminuta excrescência ou apêndice na base das folhas das gramíneas. mais longa que larga. Monóica. Planta que produz flores unissexuais. Agrupamento de frutos desenvolvidos a partir de uma inflorescência. deiscente. Que não se abre. é constante para cada espécie vegetal. e as principais são motivadas na próxima figura. Monocotiledôneas. Folículo. Brácteas externas que envolvem a espigueta. em linhas gerais. Hirsuto.

. 1978). .Principais tipos de inflorescências de angiospermas (segundo Raven et al.

Pubescente. Papilho. Tomentoso. Conjunto formado por cálice e corola. Ácido graxo. dibásicos. Parte basal da flor que sustenta os verticilos. nitrogenadas de origem vegetal. Rizoma. Que forma gancho. como folha sem pecíolo ou flor sem pedúnculo. linoléico. Ácidos orgânicos. solúvel em água. com cheiro desagradável. succínico. cujos pêlos se entrelaçam. Planta com ciclo de vida superior a três anos. Planta ou órgão denso. São ácidos que possuem carbono em sua molécula. araquídico. . característico da família Asteraceae (Compositae). mirístico. Uncinada. oléico. Qualquer ácido orgânico monocarboxílico. Termos químicos Acetileno. gálico. de caráter básico e ação farmacológica enérgica. cáprico. Caule subterrâneo. Ráquis. Cálice modificado em pêlos. gasoso. Verticilo. Exemplos: ácidos acético. Ácido. Ácidos são compostos que contêm um hidrogênio e um radical negativo. Pecíolo. fenólico e tartárico. Séssil. Estruturas com simetria bilateral. Receptáculo. dispostas circularmente. Alcalóides.Panícula. Podem ser monobásicos. Hidrocarboneto não saturado. Eixo da inflorescência ou de uma folha composta. ou parte da inflorescência capituliforme que sustenta todas as flores. Zigomorfa. Parte da folha que prende a lâmina foliar ao ramo. Tipo de inflorescência que corresponde a um cacho composto. cerdas ou aristas. Perianto. Perene. fórmico. palmítico. aromáticos etc. Qualquer estrutura provida de pêlos. o mesmo que cacho. incolor. isovalérico. Racemo. Conjunto de estruturas com a mesma função. Substâncias orgânicas. Qualquer órgão ou parte orgânica que não tem suporte. Inflorescência na qual as flores são pedunculadas e se inserem num eixo a distância não desprezível das outras. Qualquer substância de sabor ácido. esteárico.

Esterol. Enzima que desdobra peróxido de hidrogênio em água e oxigênio. Compostos derivados da 2-fenil-benzopirona. odor característico facilmente reconhecido nas espécies de guaco. Fitosterol. amarelos e roxos. Catalase. Substâncias derivadas de lactona do ácido p-hidroxicinâmico. Cumarinas. encontrado nos organismos vivos. Substâncias cuja molécula contém um anel benzênico. acompanhada de uma quantidade de ácido fosfórico difícil de separar. Ver esteróides. Muitas atuam na atração de insetos para a polinização de plantas e apresentam inúmeras ações farmacológicas. tais como os hormônios. Ou hidrato de carbono. São corantes vegetais. Flavonas. estragol. Cetonas. vegetais e animais. Líquidos incolores. que podem ou não acompanhar a clorofila nos cloroplastos. Exemplos: carvacrol. Exemplo: p-cimeno. Quando reduzidas nos carbonos 2 ou 3. Carboidrato. Compostos alifáticos. com caráter gelatinoso. Qualquer álcool não saturado com uma estrutura de diversos anéis. Uma das substâncias constituintes do amido. Betaínas. de cor amarela e que acompanham a clorofila e os carotenóides nas partes verdes das plantas. Fenóis. onde exerce importantes funções. Substâncias fenólicas que ocorrem de forma livre (agliconas). Compostos orgânicos não-cíclicos. Compostos naturais ou artificiais. Flavonóides. derivados do cicloperidrofenantreno. voláteis. Esteróides. Aminoácidos. timol. Compostos orgânicos que possuem um grupo -CO unido por suas duas valências a um átomo de carbono. composto formado por combinação da água com carbono e que possui a fórmula tipo Cn(H20) Carotenóides. Compostos orgânicos em cuja molécula figuram os grupos carboxila e amina.Alcoóis. Amilopectina. Compostos com uma hidroxila ligada diretamente a um carbono do anel benzênico. Qualquer composto orgânico que possui o grupo -CHO unido ao hidrogênio ou ao carbono de um radical orgânico. Compostos aromáticos. que exercem várias funções. ou ligadas a açúcares (glicosídeos). eugenol e hidroquinonas. . Aldeído. originam as flavononas. derivados de hidrocarbonetos por substituição de um ou mais átomos de hidrogênio por uma ou mais hidroxilas (OH). como a quercetina. Aminas com fórmula de dois pólos deferentes.

Ligninas. Óxido em que existem dois átomos de oxigênio diretamente ligados e que formam água oxigenada. derivados do fenilpropano. liberando um ou mais açúcares e um outro componente denominado aglicona. Nome genérico das gorduras ou substâncias insolúveis em água. Peroxidase. pela ação de ácidos diluídos. que se extraem de órgãos e partes vegetais com solventes orgânicos. Lignanas. Líquido incolor e aromático. Hormônio secretado pelo pâncreas. Exemplos: digitoxina e estrofantina. derivados de terpenos com grande ocorrência na família Asteraceae (Compositae). com propriedade de diminuir irritações locais da pele e mucosas. Qualquer enzima que decompõe o peróxido de hidrogênio sem deixar oxigênio livre. Substâncias que. recobrindo-as com uma camada protetora. Hidrocarboneto. Mucilagens. com importante função no metabolismo dos açúcares pelo organismo. Compostos cíclicos. Glicídios. Qualquer substância constituída exclusivamente por carbono e hidrogênio. Polímeros de açúcares (polissacarídeos). . Peróxido. por aquecimento em meio ácido ou por ação de enzimas. Líquido oleoso. Hidrolato. Substâncias incrustantes que acompanham a celulose nas paredes celulares dos tecidos chamados lignificados e que possuem caráter aromático. Qualquer lipídio que contenha uma molécula de ácido fosfórico.Fosfolipídio. Óleo essencial. sofrem hidrólise. Combinações orgânicas do tipo da glicose. Insaturados. que se obtém pela destilação de água com plantas ou outras substâncias aromáticas. Insulina. obtido de plantas mediante destilação por arraste com vapor d'água. oxidando outros compostos. Lipídios. Glicosídeo que por hidrólise não produz exclusivamente a glicose. ocorrendo livremente ou ligados a açúcares. Lactonas. Glicosídeos. Possui composição química diversificada e algumas atividades farmacológicas de interesse. Heterosídeo. Compostos cíclicos. Diz-se dos compostos orgânicos que apresentam ao menos uma ligação dupla ou tripla. geralmente de odor agradável.

doença sexualmente transmissível. que impede a formação de catarro. Queda dos cabelos. Que suprime náuseas ou vômitos. Antiescorbútico. Que combate a disenteria (desordem intestinal com aumento do número de evacuações de fezes misturadas a muco e. Auticonvulsivante. Antibacteriano. Antidiabético. Alucinação. Tumor maligno com disposição glandular. Antigonorréico. Que aperta. de um músculo ou grupo de músculos). Que aumenta ou excita o desejo sexual. Lesão na pele com aparecimento de pus por infecção dos folículos pilosos. Angina. perda momentânea da razão. Antiespasmódico. Que combate o escorbuto (estado mórbido por carência de vitamina C no regime alimentar). podendo ser feminina ou masculina. Que combate a doença inflamatória da mucosa genital provocada pelo gonococo Neisseria gonorrhoeae. Antiblenorrógico. Anticatarral. Agregação. Delírio. Estado em que o sangue é deficiente em qualidade e quantidade de glóbulos vermelhos. sufocação. Analgésico. Amenorréia. antigonorréico. involuntárias de músculos voluntários). a sangue). Capaz de promover expulsão do feto. Anemia. Que exerce efeito lesivo sobre as bactérias. Dor sufocante. que provoca constricção. Que combate as convulsões (contrações violentas. Adenocarcinoma. Adstringente. violenta. Que combate a diabetes (doença caracterizada pela falta de insulina e eliminação de grande quantidade de urina). Antifúngico. às vezes. Que combate fungos. em conseqüência de lesão do sistema nervoso central. Alopecia. Que alivia espasmos (caracterizado por contração involuntária. especialmente táctil e dolorosa. Que reduz a capacidade de reprodução. Que reduz ou suprime a dor. calvície. Afasia. Agrupamento. Anestésico. aglomeração. que prende.Termos médicos Abortivo. Que combate a eliminação de muco. . ato ou efeito de desvariar. Antiemético. Expectorante. Perda da capacidade de exprimir a linguagem por palavras escritas ou sinais. Afrodisíaco. Antidisentérico. Antifertilidade. Que produz perda parcial ou total da sensibilidade. Falta de menstruação. Acne.

inatividade. termo comumente usado para definir produtos capazes de reduzir a incidência ou controlar a quantidade de microorganismos. nos rins e/ou na vesícula biliar.Anti-helmíntico. Antivirótico. popularmente chamados de vermes dos intestinos. especialmente bactérias. desinfetante. também chamada de paludismo. Ataxia. Que combate hemorróidas (tumor vascular constituído por varizes infectadas da região anal). Antileucorréico. Antivenéreo. Falta de coordenação motora e capacidade de movimentação. quase sempre transmitida por contato sexual. Canais da árvore respiratória por onde passa o ar. Que combate micróbios. Que combate a formação de tumor maligno. Anti-reumático. Estado de indiferença. Brônquios.no. Antineoplásico. Relativo à tosse. Antinociceptivo. em geral acompanhada por desordens na fala. formada por sais minerais. Que combate a malária (doença transmitida por um mosquito e causada por um protozoário do gênero Plasmodium). que serve para o tratamento da tosse. doença causada pelo Treponema pallidum. Antileprótico. Anti-sifilítico. Que faz baixar a temperatura. Que combate estímulos dolorosos nocivos ao organismo. Antipruriginoso. Anorexia. Que combate a prurigem (dermatose caracterizada por intensa coceira). Que age contra as doenças sexualmente transmissíveis. Anti-séptico ou Antisséptico. febre paludosa ou palustre. Antiinflamatório. Em geral se forma na bexiga. Que combate helmintos. Também denominado antipirético e febrífugo. Anti-histérico. Antitérmico. Que combate a sífilis. Que combate o corrimento vaginal simples. Apatia. falta de emoção. . Que combate o reumatismo. Que impede a fermentação. Antitumoral. Que combate a lepra. Que dilata os brônquios. Que combate as inflamações. Broncodilatador. Redução ou perda de apetite. Béquico. Que combate as doenças provocadas por vírus. putrefação ou contaminação microbiana. Massa inorgânica anormal no organismo animal. Antimicrobio. Cálculo. Que combate a histeria. insensibilidade. Anti-hemorroidal. Que combate tumores. Antimalárico.

Colagogo. Desinfetante. libera a passagem de um vaso ou canal. acompanhada de náuseas. resfriado. Depurativo. Constipação. que separa substâncias nocivas. Aumento do líquido entre as células nos tecidos ou nos espaços intercelulares. Que alivia a distensão por gases. medicamento que restabelece o ritmo cardíaco. Respiração difícil. Que deprime. Emenagogo. Diurético. Que favorece o fechamento de feridas cutâneas e recompõe tecidos lesados. do intestino. Disfagia. do estômago etc. medicamento que apressa e aumenta a evacuação intestinal e provoca purgação. caracterizado visualmente pelo inchaço. Prisão de ventre ou. Desobstruente. Que combate as infecções ou seus agentes causadores. Cicatrizante. que aumenta ou provoca a secreção urinária. Infecção por bactérias. Que desentope. purifica. Que exerce efeito tônico sobre o coração. Doença da pele de caráter inflamatório e com formação de bolhas. Inflamação da pele. Que favorece a secreção urinária. Dermatite. Acúmulo exagerado de sangue em determinada zona. Que provoca vômito. gripe. . Dispnéia. estimulante da transpiração. sensação de peso ou queimação no estômago. reduz a excitação. dificuldade para respirar. Indigestão. Emético. gripe comum. enfraquece. muitas delas usadas para destruir células tumorais. Sudorífico. Catártico. Purgativo. Dificuldade na deglutição. Diaforético. que ativa a eliminação de bile. Substância que possui propriedade de ser tóxica para as células. produzindo lesões nos órgãos e com a presença de bactérias no sangue. Que tem a propriedade de amolecer. também. crostas e secreção. Edema. Congestão. Citotóxico. reduz a força. Dispepsia.Carbúnculo. Depressor. particularmente a pele inflamada e porções próximas. Eczema. empachamento. que previne a invasão de microorganismos. Alteração do sistema digestivo caracterizada por má digestão. Cardiotônico. Que limpa. Carminativo. Que favorece o fluxo biliar. Que favorece ou provoca menstruação. Emoliente.

Hemostático. Eructação. que leva à perda de atividade. Farmacoterápico. Distensão por gases no intestino. estado de irritação. que estanca hemorragia. espanto. Hepático. Relativo a hemostasia. Emprego de fitoterápicos no tratamento de doenças. Ictericia. Produto medicinal farmacêutico com estrutura química definida. Estimulante. Tóxico para as células do fígado. com vermelhidão. Expectorante. que facilita as funções do estômago. Acúmulo anormal de líquido debaixo da pele ou em uma ou mais cavidades do corpo. Que facilita a saída das secreções das vias respiratórias. Que baixa a pressão sangüínea. com bradicardia (pulso lento. Fitofármaco. assombro. Derrame de bile no sangue. Hipoglicemiante. Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) plantas medicinais inteiras ou partes dela. Hiperglicemia. Que aumenta a pressão sangüínea. Glicosúria. Hipocolesterolêmico. . Capaz de promover estímulos. Relativo ao estômago. Estomáquico. Hepatócitos. Doença provocada por parasita da pele e tecido subcutâneo. Flatulência. deposição de bile nos tecidos. com anemia. Que baixa a taxa de glicose no sangue. que melhora o funcionamento do fígado. Taxa de glicose (açúcar) no sangue acima do normal. lentidão anormal dos batimentos cardíacos). no estômago etc. Que combate a febre. O mesmo que arroto. Hipertensor. Fitoterapia. Excitante. pigmentação amarela generalizada da pele. Fitoterápico. Presença de taxa anormal de açúcar na urina. Fungicida. Hipotensor. Células do fígado. produz sono e alivia a dor (narcóticos). obtido tanto por síntese como a partir de produtos de origem natural.Erisipela. Febrífugo. Relativo ao fígado. Que diminui a da taxa de colesterol no sangue. Que combate fungos. Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) substância(s) ativa(s) isolada(s) de plantas medicinais. Que produz imobilidade emocional. Que estimula ou provoca a ação. Hepatotóxico. Estupefaciente. Hidropisia. febre e dores (provocada por bactérias do tipo estreptococo).

Que produz gordura. Laxativo. . Lumbago. Grau ou índice de parasitas no sangue. Incapacidade de reprodução. importantes para a coagulação sangüínea. purgante.Impingem. calmante. Que produz sono ou inconsciência. Que alivia excitação. Que provoca fluxo de saliva ou salivação. Dor na região lombar (costas. Dilatação da pupila. Presença de taxa elevada de gordura no sangue. Moluscicida. Purgativo. que acalma. afecção cutânea. Inseticida. purgativo fraco. Relativo a peito. dorso). Que laxa ou afrouxa. Nefrotoxicidade. Poliária. Peitoral. Sialagoga. medicamento para o tratamento de doenças pulmonares ou do peito. Estado que é tóxico ao rim. Resolutivo. Que resolve. Que mata ou destrói parasitas. Infertilidade. Parasitemia. Tóxico para as células brancas do sangue. tranqüilizante. Midríase. Lenitivo. Doença ou alteração cutânea de natureza alérgica. o mesmo que laxante. produzindo sono e alívio da dor. Substância que mata insetos. Parasiticida. causado por gordura. como no caso da esquistossomose). Narcótico. Lipogênico. Excreção excessiva de urina. Linfocitotóxico. droga que paralisa as funções do cérebro. Sedativo. que faz cessar inflamação. Lipemia. Maleita. Substância que apressa e aumenta a evacuação intestinal. Plaquetas. Malária. Lepra. que apenas exonera o intestino. Corpúsculos sangüíneos. Mutagênico. Morféia. Que adoça ou acalma. Que combate moluscos (alguns são transmissores de doenças. Qualquer agente químico capaz de provocar mutações (transformação da informação genética que resulta em células ou indivíduos com diferenças). impaludismo.

Testículo. Tônico. Que produz pus. Vulnerário. que facilita a saída de pus. Teratogênese. Supirativo.Sialorréia. que restabelece o estado de saúde ou do órgão. Diaforético. Órgão sexual masculino que produz espermatozóides. Próprio para curar feridas. Sinusite. que acalma. Vesicante. Desenvolvimento de anormalidades fetais. Medicamento que se aplica às pessoas feridas ou que tenham sofrido queda. Vermífugo. Revigorante. Inflamação em um ou nos dos seios nasais. Que destrói ou afugenta vermes. Zigotóxico. Que tranqüiliza. Sudorífico. bolhas. Tranqüilizante. Salivação abundante. Tóxico para o zigoto. Que provoca vesículas. .

seguindo-se o título do congresso. Soedin. N. v. dissertações e outras publicações do gênero. nos casos de única autoria. Prir. Khim. p..60.5. ABE.3.499-500. L. Os dois autores. S. nos casos em que há mais de dois autores. Biochemical Systematics and Ecology. n. 1985. R.4. 1995. n. 1995. ABDU-AGUYE. seguindo-se o título do livro e todos os dados de imprenta necessários para a obtenção do material. n.7-8. p. D. . Prod. 1995a. apenas sua referência. M. fascículo.657-63. página inicial e página final e ano de publicação. nos casos de dupla autoria. et a l j . ABDEL-KADER. (Tashk).Referências Bibliográficas As referências bibliográficas estão aqui apresentadas por ordem alfabética dos autores e sistematizadas da seguinte forma: • • • • Apenas o primeiro autor.l69-71. Um autor. p. incluindose volume. v. Não são apresentados os títulos dos trabalhos. v.2. p. O mesmo se aplica a teses. et al.38. . Soedin (Tashk). Khim. Prir.12.1294-7. p.269-74.326-32.43. os autores são citados como nos casos das revistas. p. os autores são citados no texto.23. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). 1986. et al. P Lilloa. Human Toxicol. I.5. • Quando se trata de livro. v. ABDALA. ABDULLAEV. n. v.. seguindo-se o ano de publicação e a referência bibliográfica com a autoria (conforme trabalhos e livros). • Quando se trata de resumo de Anais de congressos. simpósio ou similar. n. n. 1986. et al. F.3. n. Nat. .871-2. p. página e ano. SEELIGMANN. 1997.

1997 . n.8.31. v. Antimicrob. p. 1980. n.]. p.31. AfrJ Med Med Sci.1988. T. V.219-24.30.. V. v.42. Anim. J.793-4. 1969. Curr.4. Phytochemistry.1429-32. v. ADDY. Res. 1995a. v. n. v.2. p.9-14. p. Genet.4.9.}. p.2. SYAMASUNDAR.937-9.. J.1085.3. 1988. et al. F. p. n. p. v. 547. v. p..6.9. n. et al. p. 2002. ALVI. et al. p. Phytochemistry.64-6. p. G. AHMAD. 1990. F. ADEYAMI. Phytochemistry. 1995b. n. AHMAD. Ciência e Cultura. et al.3035-7. 1979.1977. T.5. p. v. ASHIDI..58. 1996.3.l. Crude DrugRes. v. p. p. 1986. (Suppl). Agric. 1987. I.6. 2001.l. Agric. p.. n. et al. et al. et al. Phytochemistry. U.l.. K.40. v. p. Fitoterapia. O. 1990. I. n. J. n.J. M. n.26..2. n. B.250-1. SCHIMMER. S. Indian). ADNAN. et al.58.3.. p. v.23. ABHAHAM. Ver. et al. v. M. v.2/3. M..251-4. . BEG. ABEL. 1986. p. Cubana Med.2.5. 1992b. Fitoterapia. Phytochemistry.39. et al. ADEWUNMI. Park. et al. 1986.903-16. p. J. M. M.2. 1992. 1994. p. J. v. p.3-4. n. Food Chem.4.2. n. v.2. v. Anais da XXXVI Reunião Anual da SBPC. K.31.2. et al. E. n. v. Y. Chem. Acta Chem. H. n.6. v.67.577-81. P. Int. Phytother. A..2. 1999. A.. D. 1997. A. OH. O.. 1997.67. ADDAE-MENSAH. CAVA. E.670-2. et al.l 13-23.52. Phytother.81-91.4.l. S.64. v. ABOU-JAWDAH. Ind. et al. Sci. et al. AGRA. D. J. Res. E. l l . n.375. v. MARQUIS. n.31. 1992a.18. V. et al. U.69-72. p.. 1990 AGURELL. n.56. p. p.700-1. Chem. p. Prod. C.}. Pertanika. v. L. 1966. p. K. n .29. S. ADINARAYANA. v.10.. JAKUPOVIC. ABO. V. ABRAHAM. O.. M.3.. et al. v. n. Hum. 1983. A. Chem. v. 2002. Sci.13.81. v. p. n. AHLUWALIA. et al. Cryst. Sci. AHMAD.38. A. 1981. E. v.28.575-7. AHMAD. et al. .51. v. p. v. 1999.3208-13. n. et al. v.19. et al. AGUIRRE. et al.7. n. AHMAD.. ADERIBIGBE.2271-3.. n.. A. p. AHMED. Phytochemistry. Trop. p. Nat. v. Technol. A. AHAMED. Phytochemistry. Pharm.3189-93. L. Z.]. v. et al. A. U. Zool. 1993. n. AHMED FARAG. 121-4. V. 1971.239-44.29.499-501. I. p.161-3. Feed Sci.494-7. v. K.329-32.184-6. p. V. n.410-2. .131-3. V. n. p. . A. Planta Med.60. 1988.9.37.29B. Agents Chemother.27.1494-7.2. et al. .4. M.. Acta Biologica Colombiana. Sci. v. 1982.23. 1991.9. .13. O. Indian J.27. p.l. 1984. n. F. ADEDEJI.43. v.l. n. 1989. AGARWAL. M. A. ABO.63. 2001. AHMAD.. n. Phytochemistry. 1997 ADETUMBI. v. Lett.3. p. 1990. 1987. p. Chem. v. ACHENBACH. K.30. Org. B. p. Phytochemistry.1. n. Journal of Pharmaceutical Sciences. R. S. p.. T. Pak. v. 1986. p. n. Food Chem.2055-8. L. AGNER. p.12-8. O. Am. v. AFIFI. Scand. Res. p. Res. n. et ai.729-34.74. n. v. n. ABOUTABL. n. p.315-6. n. Ethnopharmacoi. J. ABENO. Phytochemistry. A. .1.l.45-8.50. Encephale.815-9.. 1992.673-4. v. Ethnopharmacol.105-12. p. Planta Medica. n. 167-9. v. Technol... n. AGUIAR. Soc. ABE. J. G.223-43. R. Phytochemistry.ABE. n.73. 1986. Chem.89-98. YAMAUCHI.. A.

ADAM. A. 1996. p. n.49. E. n. p. Fitoterapia. n.. M. Phytother. ALAM.1989. n.8. Phytochemistry. Perkin.4. AKINPELU. ALEMAYEHU. P. p. A. v. ALI.544-6. .161-8. M. R.Sci. 188.391-6. n. Soc. AIYELAAGBE. .Ethnopharmacol. A.12. O. p. et al. p. E.475-9. p. Res.AHMED. p. n. C. v.1994. M. Cubana Farm. n.3. et al. p. et al. AHMED. n. et al.n. ALI.. Fitoterapia.. M. J.4. 1980.525-8. Planta Med.701-2. AKHILA. Journal of Ethnopharmacol. p.108. n. v .3035-7. . Planta Medica. ALMEIDA.. n. A. A.533-44. et al.55.7. Prostaglandins Leukotrienes and Essential Fatty Acids. ÁLEA. 1999. Planta Medica. 2001. Soedin. 751.1978.30. ALARCON.207-8. et al.1991. O. M.38. GUPTA. Khim. n.. ALANIYA. n.p. Phytochemistry. Bangladesh J.1991. p.6. p. AHUJA. Planta Med. 1996.496-7. Res. S. B. v.. . et al. N. A. ALI. 1457-60. 1996.88. v.1990. ALI.5. ALI.161-8. et al. M.62. Planta Med. N.1992. Fitoterapia. São Paulo: Hemus Editora Ltda.l421-3. ALBUQUERQUE. AKRAMOV. p. n.4.657-60. p.2001.88. et al. Res. R A. p. 2001. v.1986. n. p. et al.5. M. p. I.6. Chem.l. A.29-35. ALKOFAHI. Pathol. C.. Pharmazie. 2000. v. Khim. G. v.. R.4. E. Sci.5. n.455-7. 1995. n. v.53. v. n. Ind.6. S.59. M. ALI. Fitoterapia. AL-AWADI. p. Trans.5 p.443-8. Prir.. v.56. AHMED.27. C. Pathol.J.1993. R J. p.2. v.5. AKAH. 1994. Prostaglandins Leukotrienes and Essential Fatty Acids.. p. et al.443-50. v. ALMEIDA. 1993.. J.42.1984. p.1986. n. M.5.1215-8. Vet. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. 1993.85.55. l l . n.. M. ALARCON. v.31.4.1979. B. ALENCAR. Biol. 2001. p. n.4. Plantas medicinais brasileiras.385-9.5. C. ..J. A. v. p. p. p. S. ALARCON-DEL-LA-LASTRA. JAKUPOVIC. p. HOUGHTON.72. Buli. D. v. M.397-400. v. et al. ALI. n l ..855-9.408-12. Journal ofEthnopharmacoi.646. C. .65. A. . AHMED. p. 1997. v. T. Anais da XXXVI Reunião Anual da SBPC. D. et al. et al. W. E.Nahrung.3. Prir. n. p. AHMED.1988. /. n. F.253-6. p.308-10. ALI. M.41-9.. v. p.5. ADAM. Yakugaku Zasshi. S.l. . n. 1985. v. n. 1990. Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC. M. 1988. n.1995. Comp. M. p.1978a. et al. A. AKGUL.24. v.1995. v. et al. p. et al. O. Fitoterapia.6.28. S.89-96. v. Soedin.363-5. J. ALBEKAIRI. n.l.17..40.J. p.29. n.1983. 1989. 518. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. A.J. L. n. n. Food and Chemical Toxicology.3. v. n.49.2000. p.42.301-6. 2001. n.31. v. v. Pharmazie.1980..308-10. R. et al. v.55.33.l.9. J.2.. 286-7.87-8. p.3. NIGAN.62. M.5. et al. Comp. 1997.540-2.257-9.72. Conhecimentos populares e científicos. Nutrition. v. Pharm. v. International]ournal of Crude Drug Research.l33-9. v. P.1990. v.59. Fitoterapia. Rev. p. et al.5. Ethnopharmacol. v.

VIJAYALAKSHMI. . 1989.6. n. A. et al. M. M. 46. ANDRADE.J. et al. ANESINI. ALVARENGA. P. F.5. et al. n. M. 1993. L.. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. et al. Journal of Natural Products. 214. A. ANDRADE. v. N. v. p. FRANK. R.307-8.26. 48.355-7. ALVARENGA. 1992.44. p. Z. 1995. p.5. F. . Par. L. 194. v. v. 962. Phytotherapy Research. ANILA.J. 1976. F. H. Int. 2000... p. n.59-65.14. et al. FONTELES. S. et al.189-93. Res. n.1996. Ethnopharmacol. Naturforsch. Physiological and Molecular Plant Pathology.2001. Z. 1992. K. p.2. ANDRADE. AMRHEIN. Prod.2. Série Botânica. v. n. 2002.. AMARAL.1987. n. n. 1987. v. 1998. M. 1988. AMORIN. et al. et al.3. A. ANDRADE. Soc. p. Fitoterapia. S. et al.8. A. C. AMARAL. 1988. Rev. J. GÉLY. n. v.1-2. Environ.169-73. C. 184. 1983.334-8. C.1033-4. 64.2-3. p. ANDERSON. 51. n. Biosci. 1996. et al. R.. et al. Y. S. M. A. AL-ZANBAGI. ANDRA. Crude Drug. 172. PEREZ.1988. AMORIM. et al. 85. et al.l 77-80. SHETTY. n. et al. 1999.393-5.1-2. Anais da XXVIII Reunião Anual da SBPC. v. Chromatogr. v. ALMEIDA. ANDEBRHAN. 1998. v.2. n. et al. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro 86 (Suppl. n.357-60. v. K. ALVAREZ. p. 1989.70.ALMEIDA.l 19-25. 106. Quim. n.. M.1986.J. Z. 1990. p. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Y. AURÉLIO.4.47-131. v.73. L. D.2000. R. v. A.. n. C. 1996.).14. ANIKA.750-1. A.78. n. Microbiol. ANDRADE. 2001. ALMEIDA. C. 1992.3. S. AMPOFO. p. Anais da XI Reunião Anual da FESBE. n. 1987. v. N. ANDRADE. v..4. Phytother. 786. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE.62.189. M. et al. E. V. J. p. F. 1998. et al. Journal of 'Ethnopharmacology. L. Anais da 38a Reunião da SBPC. Am. M. et al. T. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais da II Reunião Anual da FESBE. WIEDENFILD. 225. AMOROZO. et al. ANDRADE-CETTO.39. v. p. Med. p. ALVAREZ. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Oil Chem.8. p.21. et al. 1991. v. Emílio Goeldi.. 118. N. L. Ecol. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. AMARAL. 1996. p. et al. 2). Res.2367-70..3.1459. .1991. M. p. Phytochemistry (Oxf. A.4. p. v. C. Immunol. et al. K.. Colomb.287-91. C.J. B.692-595. et al. K. Anais da 43a Reunião Anual da SBPC. 316. p.33948. ANGERS. J. Bol. F. N. Ethnopharmacol. n5-6.62. M. p. et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C.2.51. p. G. N.953. A. et al.J. Anais da Reunião Anual da FESBE.67. ALMEIDA.8. C. AMBASTA. L. 1994. J. p. n. Anais do XXXIX Congresso Brasileiro de Botânica. J. G. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Nat. 1998.. ALMEIDA. N. 112.l 19-28. Mus. Planta Medica.31-41. 1998.l.

et al. v. L. v. 1994.38. M. n. p. 1965. 1986.1995.l.12. . et ali. et al.. 1935 ARORA.62. Khim. R.l. Phytochemistry. l 2 . p . N. et al. et al. Chem.68. n . et al. Carbohydr. p. n. J. p. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. C. 1991. Phytochemistry (Oxford).. Fitoterapia.1987. N. T. et al.1985. 2000. Med. ATAL...117..255-8. V.349-52.3. J. n. v. n. 1992. Anais da XXIV Reunião Anual da SBPC.189. . R. ASLANOV.862. H. 1995. APARECIDA DOS SANTOS. UK: Saunders Company Ltd. ARAYA.5. et al. n. et al. R. . v.. v. SIVARAMAKRISHNAN. Sci. .6.l842-3.559-61. U.. v. A. B. et al. S. v.l. Amer. M. 1968. ANSARI.2. n. S. B M C Pharmacol. J. Indian J. 1996. et al. n. n. Pharm. G. v. Int.2673-6. 1998. v. Pharm. n.356-8. ASPREY.2. n. p. n.237-8. AQUINO. Chem. p. S. M. et al.37. Chem. n.25.2.107-13. p. (Ed. E.133-42.. n . 1986..1962. In: EVANS. Food and Chemical Toxicology.3. APITZ-CASTRO. v. p.726-31. Etnopharmacol. OH Res.44-8. 108. London. SARMA.. M..B27. n. v. n. London. p. 1988. Sci.. n.67-8. ARROO.3.42. v. p. n. p. p. J. J.2. ASUKU. v. ASSELEIH. AOKI. n.1997. p. p. 1994. p.J. S.. Phytopathol. Essent. v. p..Crude Drugs. Pharm. n. THORNTON.J. G. 313.J. Bioscience Biotechnology and Biochemistry.9.589-95. D. Chem. et al. ARNAUD-BATISTA. 1991. Indian Chem.5. Soc. Sci. S.278. p.1215-8. R West Indian Med J. A. v.1-20. Yakugaku Zasshi. Org.1989.61. M. et al. Med. Chem. P. ANJANEYULU. B9. p. 1994. Natural produets.) Pharmacognosy.4. ASLOK. Indian Chem. ANTOUN. n. p. ASTHANA. v. v. . KAWASAK1. L. n.2. 1972. D. A.1994. I.. ANSARI. p.4.4..2.50. Res.58.64. et al. R. F.J.18. v.127-33 1995. p . M.. 1988. v. ARAUJO. 1987.30.871-3. K.2. v. p. SARMA. p. v. 1993. Indian J. p. p. ASANO. p. v.J. ASHOK. Soc. et al.66. p. l l . et al. v. Soc. R. ARRIAGA. B.1955.I6.1989 ASLAM. p. K.. 2002.454.13.. v. A. Braz. P. 1994. Sect.388-91. ARNOLD. n. D. et al. Buli.3. et al. p.25. J Pharmacog. n.52.499-500. v. n. A. ARITOMI.82. et al. 9 5 3 . Indian J. Sect. Int. Yakugaku Zasshi. Indian J. K.614-5. R Phyton (Buenos Aires). v.71. et al.. C. B.6. A. Phytochemistry (Oxford). A. W. v.56.9.24.2. M.145-55. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. p. v. 289. O. M. Indian J. et al. Asian and its practice in Britain.1994a.58. p. ARYA. Res. Sect. n. n. Bioresource Technology. p. 1995. 1986.719-21.193. ARAGÃO. ASAMIZA. n. Food Biochem.ANJANEYULU. Chem.267-71. Phytochemistry (Oxford). v. C. p.l 193-7. C..63. 1146-7. ASPINALL. et al. ATHAMAPRASANGSA.6 . Soedin.l 146-7.235-6. VALLE.. D. v. H. M. Chemical &Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). T Chem.l06.42. Prir. v. p. et al. R. Incl. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. B.31. et al. M.43-9. v. R.4.J.l..H. R. F. Chem. ARITOMI.9. l l . ASIBAL.6.l. CORTES.4. v.6. Thrombosis Research. p... J. ARUNA. 1996. p. V.108.862.152-9. n.214. Fitoterapia.496-7. p. J.3. 1988.69-92.1990.1989. v.1989. p. ARRIGONI-BLANK. v. 1992. v. N.

p. Ind. p. BABA. 1441-3. AUVIN-GUETTE.ATHAR. E.1996.10.3-4. 1977. V. BAH. . C G . Chem. 1978. Sect. n. Phytochemistry (Oxford).3. Experientia (Basel). AUGUSTI.204-7.2. BACCHI. v. G. . Indian.1997.16.487-90. v. M. Phytochemistry (Oxford). H.61. Ser. 1984. Chem. p. A. Proc. n. BALAKRISHNA. SERTIÉ. M. v. v. 1995 . A. Sã Ind. n.2. AYUSO GONZALES. London. 93. n. R. Bull. n. n. p.60. v. Soc. n. 1979. Proc. Tetrahedron. 1. K.35.1 lOp. Medicinal Plants of the Westlndies. v. Med.27-30. R et ai. p.5. AYELBAGBE.. K. n. R. R I. Soc.1997. L. F. S. v..l-8. 1994. Pharm. n. Filotergnia.24.634-40.1985. Planta Med. BACCHI. Toxicol.2000. 1996 BABBAR. Bull. Chromatogr. et al. p. BABADY-BILA. Environ. et al.. v.l155-7. et ai. et al. O. v.36. p. n.l 1.646. SHEELA. K. p. Planta Med. AYENSU. v. et al.. J.26.25. p. 1988. v.5.1-20. p. p. n. Pharm. Plant..1986.7.. 2002.7. n.. p.1986. Sci. A 268. v. A.. n. Indian Journal of Experimental Biology. n. v.1. J.38. G. BACCHI.l.4418-21. p. p.60.1985. n.34.1996.42. Med. Chem.1962.2977-83.3. et al. n.9. v.4. v.17.3.255-63. A. n.36.l22-4.1981a. J.l. .Biol. B20.34. Tetrahedron. AZERO.57.2001. I. M. AUGUSTIN.3. A. p. Ret al. 117-27. Journal of Economic and Taxonomic Botany. J. v. 2001.. SERTIÉ..41.19. p.115-9.J. v. n. Office of Biological Conservation Smithsonian Institution. v. n. 2000.72.3.39-41. Washington. p. S. Exp. Phytother. K. 6/ 9. p. R et ai. Indian Chem. v.13063-80.2033-6. Ethnopharmacol. 1996. n.5. M.72.. Phytother. A. E. n.205-12. v. AYALA FLORE. v.1997 BAHUGUNA. AZEVEDO. J. 1981. . et al. . et al.1989. n. 1996. Phytochemistry. Advances in Economic Botany. A.J. p. et al. p. Phytochemistry. p. . M.733-6.129-42. J.l 18-120. et al.1988. 1986. v. v. R. n. p. n.. AZIBA.54. Tetrahedron Lett.10. Prod. n.35.20. AUDUJ. p. p. v. p. E.39.19. Plant. p.ll. DC. v. p. et al. R.451-5.Soc. AWASTHI.52.9007-22. AUGUSTO. et al.2001. n.. .1987. et ai. Interact. Biochem. MISRA.. 1997 AZEVEDO. a 1996. Unpublished manuscript. v.2845-48.544-6. p.. N. AUGUSTI. Malays.4418-21. Nutr. K. et ai. E.873. 1995.3. Herba Pol. Fitoterapia. p. Bull. 1423-30.52. p. S. n.1.5.11.429-33. v..205-16. M. Planta Med. .1997. O. C. C. Pak. Bull. BALASENTHIL. p. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.30. v. PEREDA-MIRANDA. et al. H. K.1988.27. Conf. p. T./. v.Nat.190-201. !.653-61. n. et al.5.8. R. Res. Res. v.57-8. p.. BADHEKA. v. Pharm. AWNEY.53. v. S.621-5. p. n.41. E.. Polym.l34-5. et al. M. (Berlin).l. p. F.9. .. AUVIN. p. Biochemical Systematics and Ecology. T.1997. 1961. L. AVILA.

. DAS. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l64-7. v. BARBOSA.2.26. Biological Sciences.. p. 1988a. A. n.1/2. p.125-38. F. et ai. Anais da 40a Reunião da SBPC. R. I. Anais do VII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. . Nat.4. 249. BARIK.. 2001. A. Phytochemistry (Oxford). v.6. p. BARROS. p. n.BALEE. AUST.209-62. J. L. et al. N. Dopovidi AkademiyiNauk Ukrayiny. v.13-4. R. 548. M. BASNET. SriLanka. p. 1998. Bull.8. et al.ll. 1985.14/15.2. K.27. I. A. B. p. et al. Prod.Carcinog. . 1981. 1989. I. A.. p. v. 450. L.l.2126-7.8. 1998.1996. Anais da XXXIII Reunião Anual da SBPC. Soedin. 1990 BANDARA. J. n. A. Teratog.1995. v. A. R L. n. 28B.26. BARBOSA.9.1989. J. BANERJI. 871.16. BARBERAN. 251-6.l 1.42.485-96. R R R B B. v.l 14-6. P. R.45. et al. A.1990. Incl. 1985.5. B. v. p. 1992. 1982. BARBOSA. p.l. v. SRIVASTAVA. n. C. p. BARETTA. 1987. et al. n. M. A. n. BARNES. S. p. Advances in Contraception. et al. Prod. Natl. n. v. p.l 19-26.496-7. . p.. M. B. 113-4. Chem. 1988. p. p. v.. SRINIVASULU. São Paulo: Edusp.31.279-84.18. Chem. 1978. Mutagen. M.552-3. BARROZO. et al. 1987.1987. Khim. J. Indian J. Indian J.140-51. v.Groupe Polyphenols. 1996. Chem. n..7. PAL. R et ai. BARBI.. . 1969. n. Sistemática de angiospermas do Brasil. Soedin. 1970.55. T et al. V.672-5.l. . v. et al. M.7. Nat.. Khim. BANERJI.589-95. S. R. p. J. 871. . Phytochemistry (Oxford). WakanIyakugakuZasshi. Anais do XIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. BASA. Advances in Contraception. et al. A.88.4.2. Org.1990. H. BANERJI.. BARATA. 178. S. et al. G. S. S. 2. p.425-7. IndianJ. MOORE.6.1998a. E. V.2. n. B. Oreades. R. BANTON.48. 2000. n. 1991. Counc. C. D. 1982.109-17. R et al. 191. S. 3v.. T. Anais da XL Reunião Anual da SBPC.5.1987. 1994. R et al. n. Anais da III Reunião Anual da FESBE.. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. B. v. Hum. BARTHWAL. Phytochemistry (Oxford).67-76. R. BARROS.1988. BANERJEE. p. ASTIDE. v. n.2281-4.13. 213.6. C. 1988.55. L.3. Chem...I5.293. Phytochemistry.5. 57. n.1977. Sect. 1989.. S. Phytochemistry (Oxford). M.ll.. p. n. 1988. 1981. p. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. W. p.665-7. S..1991. WIMALASIRI. p. LIGAI. Sci. Prir. BATISTA.. W. Prir. M. v. BORGES. v. 1998. Liaison . n. BANDARA. BARBOSA. Med.2. Cult. BASARAN. M. C. BARROS. BANDYUKOVA.225-6. BARBOSA FILHO. n. et al. BANERJI. B. et al. K„ GHOSAL.24. Toxicol. Memorias Del X Congreso Italo Latinoamericano de Etnomedicina. v. Anais do III Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Vet. DUGAN. Sect. p.711-3. v. p. p. Anais da III Reunião Anual da FESBE. G. B. Chem. v. n. BARROS. 7/9. BARILYAK. n. et al. p. A. R et al.139. M. M. 1986.275-7. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. G. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. L.. Gene. R. p.J. et al.

SHRI.1994 BENOIT. J. 1996.31.277-9. n.6. n. A. R. G. v. v. Essent. p.75.. p. BEYER. Nat. Biruniya.1977.4. et al. Philipp). v. n. B.. M. 1984. S..83-8. Physiol. 1999b. R. et al.l 583-90.4.-Farm. C.2. S. p. Ecol.121-4. Journal of Natural Products (Lloydia). R.71. . Fitoterapia. et al. Natural Toxins. p.67-8. v.. R. v. 6. v. 1987. v. J.l.4. 1978.1993. F. K.2221-6. E. Efeitos de substâncias obtidas das cascas de Croton cajucara sobre o processo inflamatório e o agente etiológico da malária. Hat. n. n.39. et al.154-9. G.56. v. et al. . v. et al.42.J.1992. Biochem. BEGUM. L. et al. 6/9. BELOY. l . R. p. et al.6. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. KHRO. v. Am.286-93. B. 104. Phyton. n. ALARCON. V.44. Neerl. Phytochemistry (Oxford). J.1978. A. .2. .217-23.5. EconomicBotany.55.105.1979..J. p. p. Ethnopharmacoi.2002. P.2035-7. v. v. v. TRUONG.3. Zh. V.10.p. v. n.l. Sci. Arch. BELIA. 1976. et al. v. n . et al. Incl. Chim. 1997. P.. v. n. 1993. 1988..7. Prod. Org. M. p. 1998. BICUDO DE ALMEIDA. v. Prod. O. 1983.13-8. G. Khim. BENNETT.1986. Phyton (Buenos Aires).BATATINHA. BELL. v.7. et al.5. Soc. et al. /.9. BATTELLI.l. v. BEDIR. A. J.7. H. Chem. n. M. M. Syst.3. p. n. BE. 46.22. Pharmazie. 1978.435-7. 2001. A.4. 327. et al..8. p. Phytochemistry. n. n. R.. v. BIANCHI. et al.69. V.6. p. et al Phytochemistry. J.J. et al. p. p. Campinas.ll. Acta.25. v.45. Chem.64.360-4.J. p.4. Phytochemistry. BEKERS. p.. Comp. 2002.750-1.1. BERRY. BEHARII. OH Res. n. BERCHIERI. 1986.27. S. BERRADA. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2.57. BHARDWAJ.l52-8. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. et al. .65-8. v.205-14.30. N. OH.201-12. /. B. 1976. n. BIGHETTI. p. Heterocydes. M. E. J.110. 1992. B. K. et al.613-7. OH Res. v. n.l. 1987. p. Sect. E. et al. T. E. Chem. Chem.340-1. p.2-3.l. p.53. Allergy Clin Immunol. v. S. n. . Ecol. 2001. n.n. v.435-7. 1978. Ethnopharmacol. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. P. n. Indian J. 2002. BELLESIA.743-7. p. p. M. et al.95-7. L. Life Sci. BENEVIDES. 1988. BAUER. BIENVENU. J.137-44. Prod.21. BEIER. p. et al.4. p. p. L. Helv.1988. n. 1995.l.48. p. 1992.J. n.. BAUMERT. n. n.6.59.1987. BIGHETTI.l 73-7. C. n. MATHUR. F. B. BATYUK. p. Lett.48. et al. n. F. v. p. Essent. Aust. Dissertação (Mestrado) . n. T. S.. n. C. n.l.70. p. Anais da XIII Reunião anual da FESBE. Chem. n.1986. v. J..8.10-6. BEM-HAFFEEZ. 1313-20. et al. Plantas Med.2581-94. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. 1996.1554-8.160-71.2. 64.. v.63-7.53-7. Acta Bot. v. BAUDOUIN. v. N. BENTO.13-7. v. p.1993. v.27. p.Toxicol.l. BEAUREGARD CRUZ. 2002.46.1997 . A. v. A. et al.16. et al. et al.B. n.3. /. M. BEVERIDGE. p. p. 2001.3. Nat. BEAVIDES. CASO. p. E.Unicamp. Med. M.

l.287. Herbal Gram No. Chem. BLUMENTHAL. M. 551. B.31. BLOCK. lugosl. Asia Life Sciences.1984. K. E.. BOELTER. M.1981. p. R.7. SOARES. et al. 1994. n. 1986. et al. 1978. 1997. SRIVASTAVA.. 582. T. v. p. F.979-82. 1996. n. 1996. B. BISWAS. For.23. BORGES. S. v. BONJEAN. v. J.966-9. S. BISWAS. n. Pharm. Itaí. H.81-6. Zh. et al.2. S. 2002. B.1979. p.23.32-3. M.. A. 7/9. v. S.16-21. 1994..287-92. Res. et al.37-9.20. Anticancer Res. p.33.1988. p.16. p. 2001. v. n. et al. 1991. Sci. BONDARENKO. et al. 1995.22. v. p.43-7. Chem.47. n. v. R. v.5. v.l 129-37. Sei. Trans. Pharmacol. et al. p. A. 1994. n. D. R. BOJO.101-4. n. Phytochemistry. BOHLMANN. 2000. et al. 1999. BORQUEZ. et al. p. Chem.1997.1727-30..14-5. BORGES. Prod. v. p. et al.. Indian J. H.. A. v.16. BISBY. BLOUNI.l. v. p.1997 BORIES. 1988. et al.6. Am.335-54. (Kiev).79-92.l. et al. v. F.l. p. Phytochemistry. Chil. O. 455. Riv. BOSE. n. Planta Medica. 205. 49. L. Acta. v.3.51: 1447-1453. 26. 1985. E. Afr.23-7.3 a .. p. n . A. J. v . Agric. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M. M. A. Planta Med. I. M. Pharmacol.l. Mikrobiol. MANNAN. et al.76. Phytochemical distionary of the leguminosas London: Chapman & Hall. Phytochemistry (Oxford). C.1991.55. l . C. n. et a l . BILIA.BIGHETTI.54. V. Phytochemistry. et a l . M. C. J.35-44.157-62. p. Perkin. Nat. BOEHM.. et al.37. R.. BORTOLUZZI. . S.. Med. p.7A. 1986. Med. . et al.625-30. Chem.183-6. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. K. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. Anais do IX Reunião Anual da FESBE. v. Soc. p. T.. p. 1987. et al. et al. BISWAS. J . BOLZANI. Sect. B. p. LAJUBUTU. O. Alimentaria (Madrid). 2001.. p. Soc. A. BOJIC. 1996. v. n.1. Bol Soc.. v.73.25. v.57. Fitoterapia.434-6.108.62. A. E.91-4. BISNUTU. 20.5. Org. J. . et al. BOSSHARD. Ethnopharmacol. n. p. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC.3. n. A. Incl. p. 1081.249-50.16. 89. MALLIK. A. p.. BORDIA. BISPO.40. 1996. H. 1994. J. p. BOHME. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Sostanze Grasse. v. T.3. 2000. BIMMERMANN. Phytochemistry. v. l l . Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. K.. O. BOTELHO. p. n.l. CUPERLOVIC. BLITZKE.1994. F. 1991.68. et al. et al. Phytochemistry. p.J. p.1990. et al. Biotechnol. Quim. et al. A. C. Prostaglandins Leukotrienes and Essential Fatty Acids. Ind.45. R. p. n . v. n. n. Z. Physiol.3.1994. 1978. v.7045-55. J. A. p. S.63. 1980. M.273. et al. v.. M. n.269-73. BORGES. et al. BOEHM. P. C. Bangladesh J. v. n.J.1041-4. BOSCHELLE. Medizinische Welt. H. BOKESH.264-8.

p. Chemical Research in Toxicology. Phytochemistry (Oxford). Res. M. BULGAKOV. 1985.1448. FLINK. et al. p. n. D.6. A. p. III Sei. BRONFEN. M. 5/9. Pharm. n. et al. F. et al.2. M. 1981. NAIR.477-8. v. 1986.447-52. et al.9. p.. GURSKII. BRADY. Sei. Oil Res. 1986. v. n. F. . BRANDÃO.2063-6. p. BROOKS. C. et al.14. BOURINBAIAR. J. R.13. p. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. I. Biochem. 1991. P.737-97.345-6.28. Anais do XIV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil.892-5.l 69-74. n.3. M.. n. BURKE.. n.6. et al. n.53-5. 1992. BURGER. V. p. BRANDI. E. p. et al.208. V.l. Anais da XXV Reunião Anual da SBPC. Anais da XXV Reunião Anual da SBPC. n. et al J. J. Acta Amazonica. et al. v.5. 1986. 1995. 1997..Biophys. 173.429-32. v. 308. 1973. LASSAK. Vie. 1983. A.63.4. p. J. S.605-14. BRAGA. Itaí. E. 1973a. B. L.28. BURNOUF-RADOSEVICH. Commun. 1999. Encyclopedia of Herbs and their uses. BRANCH. BRAÇA. BROUSSALIS.219. Biochem. p. v.1.l427-30. A. M. n.. J. BROENNUM-HANSEN. p. n.127-33... v. 4. p. n. p. 1979. EGBE. 1995.57. Fitoterapia. v. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2. p. BRAZ FILHO. et al.106-10. n. JOGIA. p. 1995. p. 1990. v.2. A. Commun. A.). Phytochemistry (Oxford). E. G. R. Aust. 424p. p.131-8.17.1615-7. Res. .. v. et al. BRAGA.2. Sci. R. M.. 1995. n. n. Nat. et al. K. Dorling Kindersley.. v. Phytochemistry. 2000. L. C. PAUPARDIN. K. p.923-9. BUHRMESTER. et al. J. M.219-23.653-9. v. Ecol. et al.642-7. Phytochemistry.7. S. A. EPPOS. v. V. et al.31-42. v. R. 1996.25. v. J. 1997. 2001. R. BOGAN. F. Biochem. I. J. London: The Royal Horticultural Society.31. 2001. International Journal of Pharmacognosy. Ethnopharmacol. 175. p. J. p. n..6. v. Riv.5. v.583-4.. n. Ser. Phytochemistry (Oxford). J.238-40. Biophys. BOURNE. J. 1997. C. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C. C.179-82. BOWN. .4.41-3.J. p. Y N. p.5/6.8. M. 149. BROPHY.57. Phytomedicine. Essent. Ethnopharmacol. n. v.689-95. p. BRUM.. 2000.ll. P C. 1996. n. v. 1998. n. BROCHADO. Syst.24. T. 1990.67. Flavour Fragrance). et al. 1986.6. v. K. R. 1987. p. Food Technol. J. BROSCHAT. 8. BOURREL. J. 1983. C. Polyscias. v.. O.3.2. BROPHY. Prod. W..67. DA SILVA. Flavour Fragrance J. R. v.20. BUBNOV. 1988. BRANDÃO.296. J. v. p. 118. BOURKE. n. . n. Biochemical Systematics and Ecology.2. M. n. n.9.. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.6. Ser.228-34.ll. K. Flavour FragranceJ. v. T. p..3. BROPHY. V. n. v.64. v.6. et al. Med. G.. 1995. Khim. BURNOUF-RADOSEVICH. Seances Acad. n.5.6. et al. 1993. et al. Vet. M.5. n.. p. 1996. p. . M. C. v. L..2. 1986.6.BOURAUEL. et al.779-85. LEE-HUANG.29. v.3.

755-60.2. L.85-8. Pharmacol. n.36. Exp. n. Cymbopogon citratus.3. v.44. p. CAPARROS-LEFEBVRE.3. v. 1995. 873. Pharmacol.2. D. S.109. p. v. M. n. et al.29.2.31.193-208. D. CAMPOS. Acta Farm. 1992. n. Phytother. Essent. AUST. A. LISSI. 286. LAMAISONJ. p.33. CALIXTOJ..1987.. v. L. v. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. Ethnopharmacol. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. CARAZZA. v. Lancet. C. v. 3.14/14. et al.175. M. n.2.4.ll. L. 1988.50.CÁCERES. n. 2002. HANDLEY. p. Phytochemistry.v. A. O. et al.l 16-20. . Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1991. Int. v. n. p. B.50. Food Chem. et al. Plant.2. CARNAT. Psychiatry. n. v. v. v. 1985. CARLIN. 1982. F. 1984. N. G. Etfmopharmacol.3. Z.417-9. C. CALIXTOJ. A. 1990. v. .445-55. p. p. ELBAZ. Quim. Fitoterapia. CARBALLO. V. et al.1993. v. n. v.1982... 621. M.5. Gen.l 17-122. M. et al. CARNEIRO. N. v. .. C.90-1. C..375-81.J.l53-8. L. 1990.117-21.. CAKICI..31. Res. p. et al. J. et al. v. n. p. n. Oréades. B. 129-36.. CAMPOS. R. v. Med. p.2. Med. p. M.1993. .10. A. et al. n. A.263-76. v. n. Phytochemistry. v.1492-6. L. v.1993. et al.21.21-4.3..242-51. R. CAMMUE.29.Journal of Ethnopharmacol. 1989. Phyton. p. v.34. Actividad antibacteriana de plantas usadas en Guatemala para el tratamiento de infecciones. n. n. p. 1999. R A. v. B. GARCIA. n. B. l . CAMPOS. CALDEIRA. CANO ASSELEIH.. DEMOLIS. p. Phytochemistry. 1980./. p.3095-9. Phytochemistry. T.281-6. B.245-53. B. A.9-12. 98p. CAMPÊLO. et al. E.38.1993b CAIRNEY. L.354.l.1995. CAMPOS. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.62. p. Braz. n. E. n.279. Bot. Biol. et al. 324. CALIXTOJ. ..313. 1991. et al. CARMAN. n. Journal of Ethnopharmacol. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e farmacologia de Produtos Naturais.1/2. et al. Agric.4. n . et al. CARLINI. CALDERON. p. CAMARGO NEVES. SANTANA. v. R.38.l. p. Y.2. Bol Soc.31-8. CAFFINI. 816.. n. M. Plant Physiology (Rockville).l. CARMO. A. In: Farmacologia pré-clínica e toxicologia do Capim Cidrão. 1988. et al. p. Guatemala: Universidad de San Carlos de Guatemala (USAC).48. T. p. et al. Journal of Ethnopharmacology. A. 1985. 292/649.. Planta Med. 1990. Bonaerense. N. CAI. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. M. R. 40. p. 1990. CAMPOS. M.1996. n. p.8. R et al. .265-8. . p.6. N. n. Mutation Research. 1995. CAREDDA. et al. M. P. et al.657-62. V.. 1978. 1996. 2002. 1991. E. et al.983-9. I. A. CARBAJAL. et al. 17.1993. 1990. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. p. CAMELE. B. 1329-31. v. 2002. OH Res. p.1990.4.263-4.5. Rev. p. L.82-8. Phytochemistry.. 1999. J. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC.2. Gen.32. Journal of Ethnopharmacol. Brasília: CEME. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. p. 1994. n. A. p.J. L.21.1991. v. L.73.15. M. 186.24. n. Chil.

A.2647-9.799-808. F. J. 65.Quim. R. A.3. I. V I. CATALAN. CECHINEL-FILHO. . S. CARVALHO.56. Quim. v. et al. CESPEDES. L.94-5. CARVALHO. J. n.14. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.5.54. Org. p. 1988. et al. L.25. v. 1985. Cienc. C. Cienc.1995.24. 7/ 9. M. Pharm. 56. CASTRO. n. v.CARNEIRO. Farmaco. C. Prod.4. 1998. n. 1999. 1995. D. 1996. 1986. Fitoterapia. n.173-7. v. L. v. CELIGHINI. v. M. p. p. n.551-60. et al. Brazilian Journal of Medicai and Biological Research. p. v.J. FEMS Immunology and Medicai Microbiology. Ing.83-91. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Rev. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.l113-24. . S. n. CARVALHO. 1991). et al. p. C.605-16. v. 1990. et al. CARVALHO. 1975.l 75-8.58. CAVALCANTI. et al.5. M. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. J. Quim. 1970. v. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.34. v.J. . v.161-2.2. B. p. M. L.30. 139. 1996. 1996a.. R. 182. CHALCHAT. Biol. N.181-2. C. S. et al. et al. S. et al.32. p.81-184. Sci. H. CARVALHO.151-7. Bras. Planta Med. CERUTI. et al. et al. 1991.9.13.. Ital. Trop. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE.9.50. p. Rev.25.1713-7. CHALCHAT. C. 6. et al.J. p. CHABOUD. l l . CASTIONI. 4. n. A. CEPLEANU. CASAGRANDE. p. et al. KAPETANIDIS. l l . v.67. J. I. p. S.1994. A. et al. 1997. n. CARVALHO.14. 2. p. 1988. CASSADY.39. p. O. p. Anais da III Reunião da FESBE.768-72. C.64. n. T. v. et al. 1995. et al. F. n.. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l 1. M. p. Latinoam. . CAVALCANTE. 1971. Ing. DIETRICH. p. C. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M. n . n.2. n. C. v. v.2. M. CASTRO. A. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. O. KREITTLI. Riv.9-16. 88. Ital.18.. EPPOS.402-4. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. Nat. International Journal of Pharmacognosy. Rev.1999.. Allionia (Turin). Lloydia.40.47. v.J. et al. Ethnopharmacol. G. A.294-307. 1998. n..1988. 1997. R et ali. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. Phytochemistry. Rio de Janeiro 86 (Suppl. p. M. V et al. n .1996. v. 1996. 1993.2. O. Pharmazie. p. U. CHAKRAVARTY. p. v.1982.9. S.1996. C. M.273-7.. 1991. CASTRO. EPPOS. p. n. et al.62. Riv.l. 1991.53.4. CHAGONDA.371. 292.3. B. . M. et al. n. P. 1994. Bot.6-10. S. H. CEBALHOS. 195.. v.3. M.3. J. Chem. L. p. V et al. CASTRO.64. n. v. M. Planta Med. p.1323-6. et al. n. v. CARVALHO. et al. 2000 CELLINI.l 16-20.467-8.l. CAVA.3. MEROTTI..23.9. v. Ethnopharmacol. 111. CARVALHO. 1992. v.1997.. p.

C.30.2. n. Leukotrienes Essent.1988. Agric. . v. CHE.2. n.l85-6. Plant.l 13-6. R.l. Physiol. CHANG. v. Indian J. R. p. Prod. M. M.. n. n. v. CHATTERJEE.833-6. J.. Exp.120-2. M. Essent. J. Tetrahedron.1993.41. Repub.3. p.1993. Chem.10. n. F. p. Annu Rep.263-5 1996.4-10. EPPOS. CHANG. W.62. n.618-26. YANG.. v. Y. Contraception.49. J. CHANDER. Res.J. CHAWLA.F R. v. Medv.263-5.47. n.. Food Chem. v. K. C. CHANG.80-3. CHAO. 1996 .Biol. W.3. p.5. M. H.3817-20. 1996. Pharm. F. Shengwu Huaxue Zazhi.1-4. Chin. n. 1990.l. p.4. Phytochemistry (Oxford). v.234. v.Journal of Natural Products. p. p. n. v. K. N. et al. p.13. p. 1990.J. CHEN.l. China Part B. ZHAO.J. et al. et al. 1987. n.1995. K. M. n.10. Nat. Seoul Natl. Journal of the American Oil Chemists' Society. Fatty Acids.31.l. B.26.294-6.31. n. Procl. et al. v. 1999.1999. 17-27. J. Shoyakugaku Zasshi.3. Contraception. n. et al. CHEN. p.1984. p. p. n. Biol.215-25. p.1989. Prostaglandins. CHANG. v. v. 2001. S. n.2.73. 1986.2. v.1997. n.6. 1983. v. CHEN. v. CHANG. et al. n.. . D.. v. Ital. Heterocycles.5. et al.1996.759-62. M. P et al.4.7. H. et al. 1991. R.18. Food Sci. T./. et al. p. p.29. 1988a. n.12.596-9.91-100. Sci.5. K..1985. Chinese Pharmaceutical Journal. . v.483-91.908-9.6. H. v. V. Contraception. p. Inst..64. H. M. et al. 1988. CHEN.990-2. Riv.3. et al. n.J.Journal of Natural Products.1995.44.ll. n. M.31. 1987. Heterocycles. R.24. Zhongcaoyao.12. l l . Ethnopharmacol.l. CHEN. p.690-3. Food Chem.3.. Journal of Natural Products (Lloydia) 56.6.740-1. p. n. p.1993. Agric. n.411-4. n. et a l . M. (Bethesda). p.7. Sci.38. Univ. p. CHEN. v. n. n. p. n. p. v. CHANG. Prod. Indian J. v.. et al.1371-5.299-307.537-44. Prod. p. p. v. 1987.67-75.1988b.10. p. v. . v.CHALCHAT. . et al. p. Nat.281-4. Nat. p. J. v. et al. CHANG. Ecol.50. CHARLES.. 1984.74-6. p. J. CHANDRAVADANA. Pharm. . n.1986.1990.2049-82.23. n. C. M. v. Planta Med. C. C. Chem. CHANDRAVADANA. S. 54. CHAVEZ.64.8.561-9. Oil Chem. D. .56. v.. Mol...1997. P.1689-94. . v.83-8.83-90. v.7. CHANH. et al. Zhongcaoyao. T. LI. F. p. v. Biorganic & Medicinal Chemistry Letter. OH Res. Am.73. CHANG.71. J. J.34. Zhiwu Xuebao. n. Nat. v. n. CHAN. p. et al.40. p. n. p.l183. Am. v. PAN.29. J.. CHEN. K. C. 1982. p.6.. v. p.9.434-6. CHAUDHURI.l. et al. Soc. 1991. v. 1996.4. CHASSAGNE. n. 28. CHANDLER. CHANDHOKE. n.26.1984. v. C. p.104-8. Sci. et al. R.J.8.9.1979.507-10 1995. A. p. n. Counc. . Life Sei. p. p. Zhongguo Bingli Shengli Zazhi. CHANDAL.2000. Prod. n. Indian J. 27B. n .7.34. 1985. B. v.6465-72.62. V. Sect. n.1688-94.308-11. .l 576-7. N.J. N.9. 1978. v. M.53. J .3.l. p. p. C. Natl. CHEN. et al. n. F.

CHOWDHURY. v.2. v. 1996. G. p. S. CRANK.J.J. R. Journal of Pharmacy and Pharmacology..60. WU. et al./.435-8. COEE.198-202. p. O. R. et al. p. L.8.. et al.. 1994. n.24.213-20. et al. v. 2002.1-2.l86-8. n.5-7. v.20. 1933.. W. J. CHEN. p. p.99-101. n.l53-6. C1MARGA. R. Chin. Ethnopharmacol.ll. n. Food Chem. Planta Med.8-9.405-8. n. 1977. 1986. R.3. M. 7/9. et al. 1988. Phytochemistry. S. p. Res. et al.J. COMPADRE. p. 1995. YANG. Zhongcaoyao. CHEN. 2.. Res. p. Am. n. p.273-9. Agric. B. J. 1994b. n.1577-85. n. Prod.837-43. . Anticancer Res.Y..16. n.59. 1979. Prod. n. v. C. W. Food Chem. l l .57. P. et al.2. 1994a.3.104-6. p. CHRISTOFIDIS.1986.. CÍCCIA. et al.71-2. 1997b. F.28. Assoc. p. A. 1987. C.23. 2002.13. J.12. P. 1992a.50. n. 1986. v. Res. n. 2000.l. Indian J. CHOPRA.50.2. 1998. p. L.5. 1995. Fette Seifen Anstri Chem. v. T. L. v. n. G. REN. Exp. 1983. p. p. Phytochemistry (Oxford). 1987.47.l73-82.380-7. et al. et al. p.CHEN. CHENG. Lebensm. 1990. v. Ethnopharmacol. n. CICOGNA-JUNIOR.45. Ethnopharmacol. Med. 1987.Bot.2. p. CHIANG. Med. p. 216. v. 1996. M. v.J. v. COATES. p. 1987. 1995a. .231-40..l.6. Agric. Tetrahedron. n.486-93. Anais do Simpósio Brasil-China de Farmacologia e Química de Produtos Naturais.J. v. Ethnopharmacol. R. et al. n . p. CHOI. et al. v. 1994.29.ed.541-5. N. Phytochemistry. et al. n.ll.541-5. S.28. J. n.647-50.303.60. CHRISTENSEN. p. 1996.19.. J. 1989.423-6.15. Technol. 1992b.53. Oil Technol. 2002.195-201. C. 1989.12. 1994. Am. n. R et al. n. S. Econ Bot. Vet. et al.57. F. D.J.12.2. G. 1994. v.35..l.10.57-88.6. T. n. CHYAU.6. v. Z. B. et al. p. J. v. H. Prod.J.. n. p. CONSOLI.-Wiss. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. v.. Rev. 1982. Planta Med. M.27. CHITHRA. Planta Med. n.4. v. COIMBRA. n. et al. Manual de fitoterapia.. Kale. Y. n. p. 814. O. n. v. Zhongcaoyao. CHIN.5.5. Oncol.903. CHOGO. T. p. Anticancer Res.. . Nat.]. p. COLMAN-SAIZARBITORIA. 1985. v. Med.3155-6. et al. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. v. 1990. K. et al. H et al.. Am J Chin Med. n. CHOUDHARY.. v. COLE. Pharmacology (Basel). n.495-6. COLVIN.3-4. . .74-6.J. CHUN. . S.1661-9. p. CHENG. . Planta Med.1155-62. v.3233-4. n. CHULIA.461-6. et al Journal of Natural Products (Lloydia).3. 1983. L. 1997a.654-7. n.3005-6. 1997. K. COELHO.71-107. J. n. v. v.l.72. v.33.l.28. . p.57. p. 37. I. p. p.J.3. R. Med. Nat.47. Chin. Ciências Farmacêuticas. v. 1986. v.4. p. C. CHEN.79. 1989. n. K.29. Belém: Editora Cejup.J.189. et al. N. S. . v. CONSERVA. et al. Phytother.1-4. p.. índia (Bombay). Nat.4. Assoc.185-9. v. 63. CITORES. v. et al.5. n. v.273-8. C. p.257-60. v.88. . v. M. v. AmJ Chin Med. p. p. .4. p. p. p. A. Planta Med.3-4. Am.37-45.

n. . p. 101. 1981. n. Anais da 32 Reunião Anual da SBPC.48.7.460-3.. M. CORSINO. 1977. 88p. Phytochemistry. 1995. 1984. 1992. Quim. v.l. COSTA. et al.. . v. CRAWFORD. CORTHOUT. 297. p. n. p. .8195-202. J. n. p. C.. COSTA LOPES. 530. p. n. II e III. A. 1991.4. Anais do I Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental.. E. v. SILVEIRA. Anais da XXXIX Reunião Anual da SBPC.93-4.783.6.49. et al. E. L. Canadian Journal Of Chemistry.2. . et al. Anais da XXIX Reunião Anual da SBPC. n. 1982.2181-3. v. Rio de Janeiro: Bertrand.66. p. Biophys. 1995. v.6133-4. P. v. et al. .55.5.571-80. 1984a.J. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. 1998.297-8. Lisboa.12. 1994. p. v. Fortaleza: Edições UFC. G. Ethnopharmacol. p. p. 1993. n. Prod. 1980. v. p. Vet.256.79.50. v.38. Med. n.3. COS. Phytochemistry. M. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Nat.5. J.l75-81.75. 2000. P. 155-63. COSTA./. p.741-8.38. J. Rev. 1994. COSTA.782-5. p. n. v. . COSTA. n. Letter. 56.4. Farmacognosia. n. 1998. G. FRIEDMAN. L. 439. Nova. 1994.5. et al Phytochemistry. CRISOSTOMO. n. A. Phytochemistry {Oxford).56-68. 1990.CONTRERAS. D. 1982. 1998. 1998. v.31-5. 1998. A. v.I. A. . A. A. et al. Bioch. Plantas e Saúde: um guia introdutório à Fitoterapia. Rev. R. L. n. M. A.1467-73. .36. Flavor. p. 1995. p. 1475-82. Bras. V. CRAVEIRO. p. CORTES. G. p. Agric. n.43. Perfum. CRAVEIRO. COSTA. 1987. L. 767-8.2-3. Fitoterapia. Phytochemistry (Oxford).69. M. Óleos essencias de plantas Medicinais do Nordeste. n. CROTEAU. S. Rio de Janeiro: IBDF. et al. CORRÊA. v. CRUZ. Toxicol. 57. M. COSTA. J.379. Phyton. Bras.1129-30.ed. 1991a. Ministério da Agricultura. CORREA. 1989. 1988. 1987.116.6. 2002. et al.24. . D. 137-40. v. p. Arch. v. et al. .6. CORTEZ. Univ.l. 2001. B. A. p. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. J. n. et al. et al. COSTA. n .2169-75. CORRÊA. Toxicol. v. Jul. 114. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas. 1990. Tetrahedron Letters. Food Chem. v. Med.54.32. Fed. n. v. Farm. Lett. .13. 5. n.I a IV. v. Anais da XIII Reunião anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. n. Tetrahedron. Arq. C. S. 1991b. l . p. 1984.3. et al.l. L. et al. et al. Imprensa Nacional. D. p. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. et al. v. Brasília: Governo do Distrito Federal. p. n.30.5. CRAWFORD. 2000. 1987.60. 94. n. n. 1986. et al.47. 1991. v.32. v.40-5. p. M. Prod.64. p.F. Ceará. Phytochemistry (Oxford). Dicionário das plantas úteis do Brasil. v.12. Planta Medica.910-14. 1993a.8-11. Zootec. Nat.l. Anais da 34 Reunião Anual da SBPC. et al.35-6. M. A.l89-98. et al. L. v. v. ..2. R.. ..32. .J.

12. Fitoterapia. ALDELAMY. Soc. v. I. v. Ethnopharmacol..375-6. l l . .J. n. p.98. n. L.41. n. n. Ethnopharmacol. v. v. p. A.I7. E. p. p.1073-81. Phytochemistry. Phytochemistry. . Phytomedicine. 1996a. Oil Technol. .4. p. n. Oil. R. CUNNICK. M. p.952-3.v.53. v. . p. 1997. CAB International.21. et al. v.29-31. _ J . . DATTA. D.1991. CUNHA.58. 2000.l.21.377-83. 126. K. p.. 1996. p.l. et al. p. p. E.J. C.29. .. n.4.4387-8.51.3. n. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.4.. M.445-6. .90. Phytochemistry. S.l.3684-6.55.1996b. et al. 277. Phytochemistry.64. 1998. D'AGOSTINO.5-9.985-7. Rev. n. P et al. Fitoterapia.9. 191. 1996. n .1990b. p.10. T. v.931-5. et al. et al. B. BHATTACHARYYA. p. 2001. S.ll. v. n. v.5. 1996b.43-7.9. et al.6.176-7. (Bombay). et al. 187. DALLA-COSTA. Z Naturforsch. K. Environmental and Molecular Mutagenesis. Seed Science and Technology. Oil Chem.l. p.l. v.l. Wallingford. Fett/Lipid.67. M. n. v.384. Am.1997. et al. p.65.43-9. v. DATTA. A.34. S. et al. v.1423. n. Indian Drugs. n.5-6. C.9. F.383-8. DAULATABAD. p. Immunol. Anais da XI Reunião Anual da FESBE.29. 1993. KARANDIKAR. Phytochemistry. 98. p. Plantas da medicina popular. A. M. PlantaMed. DASILVA. S. . et al. n. Fisiol. p. .1992. DORLING. p. DA CONCEIÇÃO.1990a.l.2. 1999. D'ANGELO.1996.1990c.278-89.J. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE.66. p. et al. In: SIMÕES. B. K. DATE 1993. . Fitoterapia. et al. p. Cell.259-67.3656-7. M. v. J. p. Chem. v.21. et al. p. S. n. .33-40. 1984. R.1990. R. p.. Veg. B.J. . 1984. n. DAHANUKAR. n. T. A. S.23.1988.353-4.53. 218.l1-8. DA SILVA. 1988. B. v. M. A. et al. L. Phytochemistry. p. n.3.5. n.. v.31.478-80..1987.62. p. DABABNEH. Indian Drugs.1999. M.CUNHA.4. B. DAS. S. Food and Chemical Toxicology. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. (English) 1994. 103. v.1995.77. et al.2.J. O. M. UK. n. DAS. v. 1984. 1986. n. H.383-8. S. . Phytochemistry. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.61. CYSNEIROS. DAS. v. p. v. DA SILVA. Phytochemistry. G. n. Lebensm-wiss Technol. v. n. v. 135-8. R R.62.87-92. 1985.41-2. p.1987. n. p.2.1997. v. 1993. 2001. C. v. Fitoterapia. . Journal of Ethnopharmacology..2000. 1994. RATES.l. BANERJI. n. Assoc. p. 1995. Edited by COLEGATE. Soc.65. n. D'ABROSCA.19. . 137-42. Rio Grande do Sul: Editora da UFRGS. v. v. DAHANUKAR. Bras.472-3. .l 1.Am.. C. p.1994. n.1996. v.5. v. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.

M. et al. DAY.l. n . n. S. 4. v. 1.1997.68. 1991. 1988. 2).. DE PINTO. DE MIRANDA. et al. p.38. n.133-28. Exp. DEB.471-2. R. Biochem. R.Anais da VII Reunião Anual da FESBE.. D.243-7. L. M. J.Anais da VI Reunião Anual da FESBE. Bot. Lilloa. DE SOUZA. 1992.86. n. E.103-4.56.5. 1994. v. . DEB. DE ALMEIDA.57. et al. .29. DE LIMA.235-8.2. Ecol. et al. A. J.3653-5. p.79. et al.389-391.426-9. .2002. T. 1990b. n. Phytochemistry (Oxford). .1998. R J .270-3.40-5. v.1994.2745-8. Phytochemistry {Oxford). J. DE PASCUAL. v. 1990a.8. 4. n.l. Plantas medicinais brasileiras. DE BARROS VIANA. R.1995.61. v. A. Med. n.25-8. R. Acta Farm.1990. 37. p.ll. L.. .DAULATABAD. 1997. B. v.25. Prod. p..63. A.1997. Braz. v. 154. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. R.415-6. n. n. v. n. S. C. p. 169.Planta Med. K. p. et al. Bull Acad. v. 1994. v. p. . et al. p. DE MARAIS. L.8. 2000. DE RUIZ.1983a. . G. p. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. DE ISRAILEV. et al J. v. n. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al.2000. Indian Drugs.10.63-6. DE DIAZ. Biol. v. N. v.291-5.. Conhecimentos populares e científicos. 1992. M. M. Phytochemistry.23.l. p. p. 1997. Biochemical Systematics and Ecology. G. n.45. p. p. M. v.. p..41. G. . R. v. p.22.9. Anais da XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l.38. v.60. v. 7/9. DAV1CINO.4. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1993. p. DAVINO.28.22. Syst.1990. n. J. et al.l314-17.5. A. Planta Med. n. Acta Farm. 1990.431.8. Soc. Journal of the American oil Chemisfs Society. 1996.333-5.3.38. 1992 (1993a). p. Fitoterapia. n. Biochemical Systematics and Ecology.3.1992. v. 1991. p. p. n. n. DE FEO.. . D.105-8. C. HOSAMANI. n.1997.685-2.415-6. n.. 204/649. O. 1988. n. 1993. L.. n.8. v. v. et al. et al. p.l 53-8.4. 1991.417-40. Bonaerense. PlantaMed. LIMA..4. n. O. MONOBL. DE-MORAES-MOREAU.. Planta Medica. A. 1996. Oil Res. Bio. P.33. n.99-100. Bonaerense. n . n. v. Res. 1991. V. DE TOMMASI. São Paulo: Hemus Editora Ltda. et al.27. 2001. l l . Braz. C. .601-2. l l . P. K. . L. S. et al. p.94. p.4. C. Sin. S. et al. Essent. 168/6. DE OLIVEIRA SANTOS. p.. DE ISRAILEV.201. v. p. p. v.22.Lilloa. et al.1991. n.54.l. v.l. Parasitol.87. et al. T. 290/6. v.1990.J.2. .3. p. Indian Drugs. Lilloa. v.l. n. E. DE.38. DE SÁ.3. Anais da IX Reunião Anual da FESBE. Ethnopharmacol. . BRAZ-FILHO. L.960-2. Pharma. J. V. S.5. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro 86 (Suppl. v. v.12. C.1988.1996. Chem.15. n. SEELIGMANN. p.2. et al. DE A.63-6. p.92-3. Nat. Fitoterapia. p.6. Fitoterapia. S. DE FERREIRA-DA-CRUZ. Bull. S. p.608-9. DE MELO.33.

. Entomol. S.22. C. Planta Med. Indian J. p. A. DESMARCHELIER.. p. n. 1995. n.64.. L. B.305-12. et al. 1988. Agric.74-6.14-8. P.2. v. A. p. DIMO. Soc.27.4. DHIR. Prod. et al.6. 1985. F. et al.5. p. et al.28.228-32. Dissertação (Mestrado) . 1998. Bras. Nat.2. v. et al. 1990. Flavour FragranceJ.227-32.16.50. v. p. N.11. G. v. Phytochemistry. n. v. L. et al. Ital.. p. Indian J. v. Soc. v. Triagem farmacológica de plantas medicinais com atividade analgésica. n. 43. R. 1997. et al. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental.685-92.J. . DINDA.. E.47.60. Phtytochemistry. B. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. 1990. DESHMUKH. C. DIAS.1988a. (Oxford). 1996. v. C.28. et al.6203-6.18. v. Indian Biol. v.2. n. p. Afr. Veg. S. . Trans. v.29. p. L.l. M. E.. 1988. Sci. v. et al. Indian Chem.10. 1998.2. DI STASI. n. BORLE..846-51. Acad. et al. v.42. S. Biol. DIAZ.8.50.16-28.DEBENEDETTI.1992. H. Indian Chem. DESMARCHELIER. DHAR. v. São Paulo. v. B. v. p. n. Chim.809-12. DELLA TORRE. M.7. Ethnopharmacoi.. L. Pertanika.J. n. A.3. et al. p.1987. N. . n. 1999. 1.5. F.325.10978.. L.30.. v.3. Rev. 1986a. P. Res.3.J. et al. p. n. n. 1989.2481-2. DELLACASSA. 1997. DELGADO. DIMO. n. 1997. R. D1NDA. p. A. n. n. DIN. p. n. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. COMPAGNONE. Pharmacol. v. Indian Perfum..l79-82. Syst.322.. n. M. R.50. G.323-8.561-3. T et al.. n. 42.12. DEY.5. n. S. Phytochemistry. 98.43.3971-2. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C. 144. L.. p. et a l . p. Biochem.EPM. T. P.65. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. DI MASCIO. Mutat. 1983. n. n. et al. p. B. GUHA. 13. p. DENNIS. p. .40. DEL CASTILLO COTILLO. et al. Food Chem. E.l 11-5. Chem. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Res. T. DELLE MONACHE. DIAZ-MAROTO.2.281-3. 1996. v.275-8. DINAN.26.146. et al. 1988. p.4520-4. N. Fisiol. E.647-8. n. v. p. DEY. p. M.5.38. 6. Med. p. 1986. et al. L.126.J. 286/6. P. DELLE MONACHE.J. et al. S. et al. S. DELLE MONACHE. S. S. v.1987.. C.J. Phytochemistry.239-47. 1991. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al.45. v.63. Pharm. Phytochemistry (Oxford). Ecol. Gazz. CUCA SUAREZ.. DI STASI. DE-MORAES-MOREAU.10.44. Pharm. p. DI STASI. 1988. v. Biochem.1990 DELLE MONACHE. R. PUPO. 1987. n. .6. v. Tetrahedron Lett. v. C. III.24. v. H. p. E. DEKKER. p. Soc. 107-8.463-4. 1995. 99-100. C. G. Poit. 1996.1996. n. v. et al. B. 1975. D.l. DELLA MONACHE.241. n.1054-6. n. 1987. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. 1987. v. CHOUDHURI.2.l. DELLAMARTHA.2.82-7. 2002. Econ Bot. p. 1996. C. p. p. v.l 1-8. n. F.37.J. 1995.509-12. 1990.31.5. Sci. C. p. 1987. et al.

49.2. Eur. DOUTREMEPUICH.. p.13. Soc.DINDA. Integ.703-6.208-9.l83-9. Soc. Florida: CRC Press Inc. v. n. DUGGAL.1997. .23.34. E. Boca Raton. M. Sci. 1988. et al. Pharm.6. 273-7.25. A.54. et al. DORANT.73.l.280-6. Indian J. n.67. p. n.2. B. .. Indian Perfum. v. N. v.l 1-12.J.582-3. v. Indian J.525-6. S. 1994. 1987. et al..55.10. Phytochemistry. DUTRA. p. P. 1997. E. et al. TIWARI. et al. JANA. DUKE.4. v.25.. . v. P. E. L.64.6148-53. Contact Dermatitis. K. p.1996. v.1996 DIXIT.. J. DOMINGOS.1996. Chem. v. 1983. n. 1988b.. ACHAR.269. Incl. Phytochemistry (Oxford). n. v. v. n. n.163-70. MISRA. DUTTA. VASQUEZ.2. Anais da 49° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. n. Cancer Chemother. Planta Med. Journal of Natural Products (Lloydia).9.73-7. K. DUTRA. p. Boca Raton. A. p. n. DUCKART.7. 143.8. n. SANT 'ANA. 1992b.88-9. Med. Ann. Phytochemistry (Oxford).. n. 66.3. Phytochemistry. X. p.22-4. Assoc. Amazonian Ethnobotanical Dictionary. 115-20. S. C. 1987..17-24. E.3.J. 1985. n. 1992a. A. P. R et al. J. p. 2000.10.64. 1989. Breast Cancer Research and Treatment.2136-7. Chem.48-50. E V.J. Res. DOS SANTOS. DUKE.45. p. Phytother. S... Soe. et al.239-40. DOMINGUEZ. DUTE. Natl.54. 1996. v. p. H. n.1981. DIOGENES. p. J. n.22. et al. et al. v. p. Indian Chem. K. n. p. DORSCH. v. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.4.J.2085-7. p. Can.3. 1994. et al. R J. S. S. p. p. v. 1982.l. . v.26. U. p. v.l. Curr. DUBE.. v. K. Med. K.6. D. v. et al. p.1987. et al.2.22-6. n. Sect. Pharmacol. Indian Chem.. v. p.7. et al. Indian Chem. V. R et al.25 . n. v.583-4. . v.33.2001. DING. n.2. W.911-6. J. p. n. P. DUBEY.2. .67. DINDA.1986. Journal of Natural Products (Lloydia).7. C. J. et al. A. B. et al. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1994. DINDA.15. Zeitschrift fuer Naturforschung Section C Biosciences.65.2. 168-73. v. J. DUTTA. n. n.1978. R et al. Inc. Phytomedicine.J. DOMERGUE. J. p. Planta Med.. p.l. 677p. 2001. n. p. Org. p. v.110. 1990..l. et al. DOS SANTOS. Technol. n. Handbook of medicinal herbs. p. Indian Chem. N. n. et al..7. Acta Botânica Yannanica. .. v.1995. SAHA. et al. p.8. n. Anais da VII Reunião Anual da FESBE. Bot. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. K.271-3. v.12-20. R.l 14-5. Planta Med. 1996. p. A. 171. C. K.55.9. B. J. C.J. GUHA. 1985. v. n. Indian Chem. Soc. 1985. . v..273-9. p.l. n.107. 1977. v.. 1991.1987. n. 1992. v.29-37. A. 1990. A.441-4. M. R. Chem. Cancer Research. Fr. p. n. DING. 1994. et al. DURET.57. DIXIT.67. Gastroenterology. v. 104.547-51. B.376-7.. p. DO.35. Chem.58. Cellul. Florida: CRCPress. F. . v. DIXIT.1989.864. v.43.

T. et al. n. v. Bull. Planta Med. 1979. Genet. v. H. J. EDDLESTON. Prod. Buli. et al.227-33. 1989..1987. p. Nat. Anim.. n. v. p. Phytochemistry.200-2. F.52. p. v.1374-5. EPPOS. O. v. n. p. p. Ethnopharmacol. S. Journal of Ethnopharmacology. v.150-5. N. v. Int. Planta Med. Barcelona: Ed. J. v.J. Planta Med. Acta Pharm. S.209-12.1989.36. p.20. Egypt. v.J. B.14/15. 1999. ELAKOVICH. V. OGUNTIMEIN.101-11.372.98.42.4.1995. A... n. Pharmacol. et al. ELUJOBA. v. A. EGUCHI. F. 1978. E. International Journal Of Pharmacognosy. p. Inst. U. n. Trop. Med. p. et al. v. EL TAHIR. et al. Fiji Agric. 1976. Braz.271-81.202-4. v.201.6.36. n.3. Planta Med. Latinoam. Pharm. n.. et al. n. E. 1986. 1987. n. Assoc.J. S. Planta Med. EL-TAH1R. Oréades. A. Sci. n. M. EL-SEBAKHY. p. p. Cent. American Journal of Chinese Medicine. Am. n. Nat.20. A. IWEIBO. 1453-7.7. p. 1981. I. 1999. v.l. Chem. G. p.J. Científico-Médica. Pharm. ECKSCHMIDT. et al.. 1994. H. n..1992. Riv. Z. Natl. v. K.64.1/2.ll.1.2897-901. et al. v. n.2.712-4. Assiut Univ. Med. Tsitol.ll. v.8.. M. O.3. 101-6. n. et al. p. v. 1999. EL-TAHIR. Technol.396-401. p. v.994-7. 1987. v.7. O.29. R. O. 1989. Food Chem. 1981. 9. .DUVE.3. .. EAGLE.3-4. Quim. n. v. A et al. Trop. p. ECHEVERRI.165-75. et a l . Food Sci. n. n.36.4...2. v.1982.}. 898.266-73.4.3. et al. EKUNDAYO. p.1996. 1989. S. 1992. v. p. (Cairo).975-7..64. G. p.30.36.3. Lebensm. p. p. Forsch. v.28. J. M. M. n. Anais da 24 a Reunião Anual da SBPC. n.ll. . Prod.313-9. v. Chem. et al. Health. 1988.3-10.8. Res. J. p. ECHEVERRI. In: SAN MARTIN. ELUJOBA. Res. v. EL-ASHWAH..3. EL-DIN.50. et al. 1996. n. p. Anal. Pharm. n.l. O.2.4. 1984. EL-SAYED.. M. R. S.6. EL-GENGAIHI. ELISABETSKY.l.14/15. S.l. D. Hyg. p.281-8. 2002. 1991.61-71. p. n. et al.ll.2. v.. p. A.4.6-7. EKPA. E. 1988. Perkin Trans. p. n. 2000.57.. Chem. E. n. Farmacognosia com farmacodinamia. n. v. n. 1986.269-76. A. p.8. Ital.91-5..1996. EMPERAIRE.2. Biomed. v. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. SUAREZ. Pharm.. n. 1968. v.2. S. OGONTIMEIN.l. L. M. H.13. M.278-82. p.. Biol. et al. v.2.83. p..1-4. Pharm. v. EDGAR. et al. EL-ZORKANI. Bulletin. 1982. Health Prod. A. et al. M. et al. Y et al.J. Soc.54.3.227-33. . n. ENDO.. EILERT. v. Sci.l53-5. E. D. EKUNDAYO.1991.9. n. n.6. p.164-75..1982. p. A. Bull.38. N.34. 1985. G.508-12. Drug.81-4.96. n. Heart. p. v.. v. .l7-8. EL-SAYYAD. et al. p.21-4. Res. p. et al. Flavour Fragrance J. 2002. p. T. ELDER.. Grasas Aceites. EL-NEGOUMY. v. n. Ind..2. et al.503-6. p. A. 1985. p.. 1989.3. EL-MERZABANI.46. EHLERS. EKUNDAYO. et al. n.50. Oréades. v. O. n. EL1SSALDE.. B. EL AGRAA. 1988. Carbohydr. .-Unters.301-6.l 198-201. D. p. n. n. 1997. Fenn.229-32.42-5.8.31. DVORNYK. Res.

5.63.8. v.34. n. Phytotherapy Research.6. FARRAG. Anstrichm. Toxicol. ToxicoL.l. M.271-302.459-61. Bull. A. O. E. 4. Prir. et al.271-302.331-42.272-5. (Cairo Univ. v.34. v. p. Z. N. I. n. R. et al.204-8. Syst. 612p. . et al. R. v. 1996. FATAWI. RÜCKER. J.33. FATOPE. J.38. n.1996.. Phytochemistry (Oxford).. 300. Phytochemistry. O. N. n . UK. FARRAG.374-7. Insect Sci. n. Fette. Pharmacol. p. n. et al.7. Timiryazev S-Kh Akad. Y. p. STICHER. FANOG. et al. 1962. C. Y.13. EVANS. n . p. FELLOWS. Prir. p.57. et al. W. Hum. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 1076082 A 15 Sep 1993. 132. Pharm. p.6. et al. p.l90. G. Planta Medica. 1985.J. n.5.6. M. v. D. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. S.. p. I. n. FELZENSWALB. p. Pharmacognosy. Braz. A.. p. Egypdan Journal of Pharmaceutical Sciences. 1986. M. v.2. p. n. n.3-4.Jzv. n.). n. v. p. n. Med. ESVANDZHIYA.43. v.1985. 1992. v. Biochem. 1987. et al.ERDEMEIER.. Pharm. JUN. G.ed. 2001b. M. H. FARIAS. WB Saunders Company Ltd. p.l 13-4.54. FAROOQI. p. 1988. .14.1996. Nat. v. B. et al. 12. Seifen. Vet. .10. v. 1986. 1995... v. ETCHEVERRY.1254-6.J.679-99. v.1423-6. EVANS.. l l . 1996. EVANS. EROKSUZ. et al. W. J.1990. S. F. n. n.. et al. London: W. FARIAS. FALK. Hum. Nutr.l-2. v. Its Appl... v. et al. 1992. . Khim. FARIAS. Sci.53. et al. H. Y. A. Res. p. Planta Medica.871-7. S. p. v.741-3. 1995. 189.. et al.43.407-9. n.. Pharmacogn. Trease and Evans Farmacognosy. N. O. Soedin. C. Ecol. . Saunders Company Ltd. ERICKSON.20. 1996. 136. 1997.1997. A. M..ed. 1985. Khim. 44p. n.271. p. 2001a.88. FARIAS. v.2. FERNANDES. Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. J.1995.39. v.6.6.558-60. B.374-7.J. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. ESKANDER. n. X. 1996. v. et al. C.3. p.335-8. M.J. Resumos. Biol..32. Resumo 118. 1996. Planta Med. Fitoterapia. Pharm. p. 1996.J. AHMAD.1996. R. Anais da II Reunião Anual da FESBE. p. V. FARIAS. Biochem. Int. v. 1977.67-70.39-42. et al. 4.5. et al. FAN. Agric. Vet. 1995. A.. v.1838-42. Ecol. p. Soedin.2002. WB Saunders Company Ltd. 1987.1986. n. n. S. Pharmacognosy. TAKEDA. P.l6.36. v. v.301-10. A. UK. ERMATOV. et al.4. FATOPE. 1975. p.25. FABRY..5.3. 13. Planta Medica. p. et al. et al. Curitiba.. W.6.W.556-61. C. E. . 1987b.. p. p. B. v. 1984. et al.64. J.2. In: Orders and Families of Medicinal Plants.J. et al.1491-7. p.38p. Food Chem. R. FENG. F.411-20.1992.59. M. Mycoses. p.]. ERUKSUZ. Syst. M. The plants and animal kingdowms as sources of drugs.152-5.403-5. Fac. Pharm. v.. Biochem. EVANS. A.13. A. P et al. Int. L. Prod. v. p. l l .

Phytochemistry. Carbohydrate Polymers. W. Nat. et al. FIGUEIRA.FERNANDES. Aliment. R.301-3. 2001. Prod. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.4. . A. F. S. p. FONTENELE. 1109-11. Phytochemistry. P. et al. Life Sci. 5/9. FERREIRA. A. FERREIRA.586-7. n. p. p. 1995. FERRI. 1962. RAULINO FILHO. L. 1993. M. Plantas Medicinales. Phytochemistry. FERREIRA. Pharmacol.J.1231-6. F. M. C. n. P. F. 126. 1988.533-4.3. S. MESQUITA. et al. v. n . 1996. 1990.1988. n . 283. n.R et al. Ci.2. R. Journal of Allergy and Clinicai Immunology.1986.26. et al. .59. 4/16.901-9. Anais da XXXV Reunião Anual da SBPC.ll. v. 1993. 1970. M. . Anais da III Reunião Anual da FESBE. v. Phytochemistry. A. A.. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Barcelona: Editorial Labor AS. DELLA MONACHE. v. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.' FONTELES. FICARRA.51. 1994.48. M. et al.1988. A. FEROJ HASAN..36.1567-72. v. B.58.2. FONT QUER.32.40.24. Anais da XIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. l 1 .3092-3. 11. 1996. 729. n. J.v. M. E. FERREIRA. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. et al.95. G. J. M. C. 1998. p.501-4. B. p. 1998.2. 1988. Phytochemistry. et al. Anais da I Reunião Anual da FESBE.50. et al. V. C. L.. . FONTENELE. Flora Invasora de los Cultivos de Pacallpi y Tingo Maria. p.85-8. M. 389.2. FERNANDES.30.31. V.1987. 1977. et al. p. 1987. 1993. et al. FILHO. M. Anais da 35a Reunião Anual da SBPC. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais da IXI Reunião Anual da SBPC.. v. p. 1225-8. 1985. C. C. n. C. 202.1991. et al. 184. F. p. 1996. 438. 27. et al. 1973. FERNANDES. 1983.4. L. FERNANDES.12. Phytochemistry. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.Anais da II Reunião Anual da FESBE.12. v. Medicai Science Research. p. 253. M. v. E.6. 312. l l . FILHO. . 287. A.. n. et al. FERREIRA. S. FERRARI. FONTENELES. BARATA. FLORIO. et al. R. et al J. M. v. C.1992. FONG. n. . C. FERREYRA..12. M. v. 1988. n. Colet. n. FERRARO. B. 2001.l. Farmaco. n. p. n. 5/9. M. FERNANDES. FONSECA. 1375-7.1994. C. S. 174. et al. p. v. Cult. 729. Pharm. 5. 1989. 133-8. Phytochemistry. . p. v. 1989a. p. Tecnol. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.24. H. v. H. v.1996.50-8. L. P. v. A.245-56. M. 5. R. 1994.3.. Inst. n. . n. M. 1995. S.4204-5. P. p. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE.. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l 184-6. FERNANDOPULLE. C. R. Fitoterapia. et al. FONTELLES. et al. et al. v. F.19. v. El Dioscórides Renovado. p.

Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l. O. v. et al. FREIRE.48. p. 1991.221.. et al. FREREJACQUE. v. O. 1988b. 1994..215-7. Z. 47. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. FREIRE.408-14. C. n. Acad. n. v. Food Chemistry. FRANÇOIS. n.1029-32. FRÓES.2403-6. v.23-7. Food Chem. n. M.41. FRANZOTTI. FULLER. A. 654.l77-84. FREITAS.. R R. Pharm Pharmacol. 2000. C. Res.7. . n. OH Res. Cespedesia.2.1996. M.l 15-302. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p.397-405. A.2. n. v. M.10. R. n. 1993. Ato.3. et al. F. FRÓES. 46. p. E. p.4.. V. SHIBAMOTO. Phytochemistry (Oxford). 1997. Paris.4. v. v.1991. R.. Res. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. n..l. 31. Food Chem. 1994. FUJITA. FOSSEN.669. p.39. R Flavour Fragrance].5.6. Soc. v. p. 549564. FORESTIERI. LAWRENZ. 1999. 1992. FRANÇA. R. V. Cytobius. p. p. M. p.66. W. F. H. M. Arch. et al.3. FRIEDMAN. v. p. G.7. J.. et al... n. 1998. M. Planta Med.494-501. Agric. v. FRAGA.J.J. v.421-5.3. FOURNET. 6/9. 43. 1500-3. et al. 1980.J. 33. BULMER.48.9. et al.34. W. p... v. Sci. n. R.7. p. D. n.. n. n. n. 1988. n. 1986. 1990.J. FRANKE. et al. n. p. Agric. N. T. T. et al. Paris. ANDERSEN. T. 142.3. FORSTER. 92. v. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n.l00-6. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. et al. v. 1982. Acad. v.4 . 1989. et al. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. v. M.40. 1263-5. FROMTLING. S. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.3.J. Chem. p.4. v. C. . . n. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. Planta Med. S.FONTENELES. v. FUJIMOTO et al. Essent. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1989. W. p. p.262-9. FRANCO. Food Chem. 1997.6.3. O. Agric. FORESTIERI. p. 1980.10. v. A. n. et al. SALES.1999. Food Chem.67-9. n. S. Agric. Sci.J..309-19. n. 1981. Res.71-82. M. v. S. et al. p. et al. G.1263-6. Med. 1996. 1979. N.36.7.2. B. p. M. FUKE. p..Agents Chemother.3. FRIEDMAN. M.494-501.624-8. v. n. London. Herba Hung. S. Mycologia. R. V.459. Phytochemistry (Oxford). et al. Perkin Trans. FORERO. A. FORSYTH. 145-52. et ali. M.246.28.. SIMMONDS.. F.355-60. 1175-84.39.48. p. v. .62.. R L. FRANSSEN. B. . v.582-8.1945. . Chem.33.37. v. n. n. 1954. 1996. et al. Soc. n. Ser. W.48. p. 4. 1988. p. Prod. Bulletin (Tokyo). M.58. F. p. 1980. Phytother. v. Acad. FREDERICH. M.271-5. 1985.1994. F. Parasitol. 1978.2000. M. Paris. 1947. v. B. p. et al. et al. 1997. Phytother Res. FROLOW. Phytomedicine. Proc.265-7. Pharm.24. SCHREIER. Phytochemistry. FROEHLICH.85. F. 7/9-24. 1990. C. p.. v.1988. . FREIRE.70.2. et al.6. n.19. .4. 1998.42. FROEHLICH. 50.645. 135/136. v. FOUSHEE.1958.J.J.225. Sci.l. et al. p. HENIKA.

GARCIA G.75.31-4. 1996.l. n. et al. GANAPATY. v. Pharm. Z. DEMELLO. S. v. Lipids. et al. E. Stud. M. Des. p.134-5. GANAN.99-102. p.3-4.6. p. 1985. Toxins [Proc. GADANO. GADELHA. 1996.6. Phytochemistry (Oxford). GAUL.. Univ. Soc. p.62-4. 9p..3.1990. J. p. GARRO GALVES. Phyton {Buenos Aires). F.57. M. p. et al. L.1997. p. Vet. S. M. GARCEZ. J. O. Holzforschung.5.68. n. n.3.5.32.55. n. H. v. et al. Ethnopharmacol. J D. Exp.103-8. 1977.. Symp.95-7. T. GARG. p. S. Sci. n. n. et al. 93. v. C. 7/9. A. D. Anais l X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.78-80. GAO. Ethnopharmacol.1077-9. v. et al. GANAPATY. M. GARCIA.1984b. H. et al.386. v..1985.424-6.61.542-6. GADELHA. n.4.51. (Belgrado).1986. D. D. GALLINO. . M. GAMBOA-ANGULO. v. v. P.12. n. v. GARCIA. n. n. A. M.307-12. L.114. Soc.423-6. Pharmazie.l. et al.. 1987. n.235-43. p. et al.16. v. GARCIA. v. n. p. n. L.1988.. C.43.57. n. T. GARG. S. Jpn. GARCIA-BARRIGA. Phytother. v. Chengguang. p. GARCIA. 1982. GALEFFI.2. K.87-92. et al.28.. 1978. GADHI.4. v. S.542-6..4. p. M. v.324-7. et al.J. Sci.161-3. v. Indian J. Plant-Assoc.2. 12. Flora Medicinal de Columbia. et al. L. v. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. n. FURUSE. p.1990. M.51. v. Phytochemistry. Fitoterapia.l. 139-50. p. p..35. Sci. 1986.. S.203-5. G. v.50-2.. et al.185-7.l 105-10. C. F. T. Acta. C. Ethnopharmacol. v.1995. Meeting.7. et al. GARCIA. Fitoterapia. v. n. et al. Farmaco (Sci). Fitoterapia.2. p. p. A. 2002.3. et al. S.61. Pharm.. v.8 . Indian Perfum.1984a. Sepu. Int. 2001.14/15. 1985.5. . Ind. Indian J. Indian J. p. Ind. . W.1079-81. 628-9. p. p. 1988. n.13. S. 1996. GASQUET.T. Oréades. p.3. p. p. L. v. 1999.14. C. Agrum.30.1999. et al.90.J.2425-7. 1997. Kokai Tokkyo Koho JP 09059668 A2 4 Mar 1997 Heisei.1990. n. Ethnopharmacol. 1993. Bogotá: Ins.81. v.1990.1994. D. . Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.3.6. p. M.50.J. et al. M. 4th. p. v. Botanica-Medica.34-7.131-6. et al. n.Poisonous Plants].256-8.V. Res. n. GAVILLANES. Poisoning of pigs and poultry by stock feed contaminated with heliotrope seed.163-74.64. GARG. D. et al.1991. n. . T.1978b. Nat. Fitoterapia.. v. FURMANOWA.J. G. p.FUN. p. K.. 1989.51. Flavour Fragrance ]. Planta Med.T. GANESAN. Stud. GARCIA et al.2. GARC1AJIMENEZ. Trans. 40. Des.10. v. p. Philipp. n. p. v.853-65.. GARNER. et al. Cein. n. n. Fitoterapia.l. H. n. Univ. p. GALAL. S. v. p. Ethnopharmacol.l 1-6.5. 1990. v.66. Essenze Deriv. 3v. v. n.1999.1980. C.. RAO.63. MENEZES. GARCIA. A. v. B.1995. et al. G. et a l j .. Advances in Plant Sciences. M.l.Biol.61. 2002. LIU. M. Fitoterapia. KASERA.. Trans. KLINGER. n.12. v. M.67. p. 1974-1975. n. 25.10. n. E. M. et al.6.l.1393.

p. M.. p. K.43.95-8.48-51. n.169-1. GEISSBERGER. Soe. S.183-6. 1996. p. p. Phytochemistry. et al.1993. G. Fitoterapia.10. 697-702.Lloydia. GILL. GHOSAL S. p. Food Agric. p. Letter.41. Phytother Res.l. n. Planta Med. .J. Sci. v. v. 1996. Farmacopea Caribenã. 1973. et al. 1997. U.1995b.8. I. U. 193-7. 1996. K. M.1996a.J. Indian J.327. n. GHOSH. GOLDMAN. Enda Caribe.. et al. R. et al. GHOSH. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. et al.l.35. Indian Journal of Physiology and Allied Sciences. v. v. 1986. p. Biosci.1995. DUTTA. Med.9597-608. v. R. R. S. 1996b. K. l.831-5. SRIVASTAVA. p.. p. P.93.938-41. PANDALAI.. L. Acta Tropica.56.62.l773-8.. 1994. C. GOMES. Natural Product letters. 1991. MARKHAM. . 1978. et al. v.12. S. v.359-68. et al.l 15-7.. v. GEORGE.241-3.. D. .l. A. 1990. 1996. p. p. K. v. n. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. P. n. GOMEZ. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. v. Tetrahedron. et al. Pharm.3312-3. Phytochemistry. n.232-5. GONÇALVES.3. n. et al. H.58.4. Indian Chem. n.1-2. 1986. Am. p. p..J.2029-31. B. Aust. .30.31-41.1993a.J. v. v.315. 1996.343. S.8.63. n. n. Phytochemistry. v. Biorganic & Medicinal Chemistry. BANERJEE.1996c. GHOSH.. SPMB.303-8.4. n. GERMANO. n. v. v.4. Perkin Trans. Chem.3. p. Tetrahedron. Soc. 1996. Bioorganic & Medicinal Chemistry. v. et al.1990. n.64. A. Phytochemistry. GERMANO.997-1000. OH Chem.29.l.J. et al.3. Santo Domingo: Tramil. 2000. GBEASSOR.1991.l 16-20. n. v. et al. Chem. n. L.118. 44. M. p. 2000. 1972. GENE. Thrombosis and Haemostasis. T. BHATTACHARYA.64.58. v. p.9-10. p. GONZALEZ. p. S. M.3. Pharm.28. p. Herb.50. GHOSAL. p. p.195-202. v. p. Fitoterapia. 1971.ed.3.50. n.6637-44. Biochem. Res. S et al. GILANI. n. GHOSAL. n.52. 1996. p. et al. l l . L. 1965.76. p. 815-20. S. 1997. p.. 1993b. et al.74. A. p. Phytochemistry. Y.48. p. et al. .321-3. GODA. v. Archives of Pharmacal Research (Seoul).GAYDOU. p.l. I. .37. v.C. p.Journal of Natural Products.6. v. v. N. SEQUIN. GLOTTER. M. v.2114-9. GERMONSÉN-ROBINEAU. v. GHOSAL.4.. GIRBES. v. A. GLOWNIAK. p. v.C. 2000.42. J. .. v..129-32. n. S.459-62. p.434-40. 1949.41. . 292/6. I.66. GOLDBERG.ll. AFTAB. .209-18. P K. K. 1985. P. v. E. Acta Pol. .3. G1NER-CHAVEZ. 1969.4. p. R. p. et al . n.2241-50. GIESBRECHT. 1985. n . K. H. A.7. n. v. A.570-3.251-62.949-50. E.. et al...Journal of Natural Products . Soc.49. H.3. v. p. R. p.7. GEIGER.Journal of Natural Products.M. n. Planta Med. 244. Y et al.. . Sci. Herba Po.J.450-2.12.1995a. v. n.2.l.5.15. 1969. v. D. 1992. n.. Toxicol.ll. n. v.

1952. HARWOOD. Biochem.J. Indian Med. et al. v.6. Phytochemistry. . Editorial 1-Orstrom.. M. p. Num. GOSWAMI. p.25. . . Pharmacopees aditionnels en Guyane.. Paris. Phytochemistry. S. Perkin Trans.l. n.6. GROSS. et al. J. T. 1996.2. et al. v.2. Soc. GROVER. SIQUEIRA.l. et al. Créoles. p. n. M. 1991. n. S.l 84-5. G. v.181-4. M.). 176. v. et al. F. 1992.l. I. GRANT. et al. Editorial 1ORSTROM...1996. . R. Afr. Indian Drugs. GRIEVE. n. .269-76. p.31-40. n.26. n. v. Phytomedicine. v.35.4. GOPALSAMY. S.. n. 1975. v.57. v. v. Soc.688-9. 2000.1989a.20. 1993. Palikur.. GRAHAM. n.70. Fitoterapia. D. n. v. Palikur. p. Tetrahedron. p. v. n.49. n. n. L.1980.24. M.282-6.60. p. Pharmazie.125-34. S. 11. GRANDI.l. Tiger books International. Soc. Ethnopharmacology. Mark.27-31. v. GRUENWALD. GRANDI. et al.. Oréades.2. p.1994. G. GORZALCZANY.2001.(Maracay. A Moden Herbal. Paris.41-7.5247-52. n. et a l j . France Plotkin.l 87-9. n. 1993. Anais do Simpósio Brasileiro de Farmacologia e Química de Produtos Naturais. GORA. v. p.1992.14/15. GROSS.793-5.17. D. v. 108. 1988b. 1982. 143741. Wayãpi. v. Phytochemistry.]. n.2. F. Tetrahedron. n. G. R. P et al.. Indian Drugs. J. S. G. v. p. p. p.126-39. p. p.12.91-101.77. v. Oréades.29.7 (Spec. v. Anais da XXVII Reunião da SBPC. West. 1982. Vet. n. Chem. p. Indian Chem.1990. T. p.73. 1987. A. Demande FR 2745183 Al 29 Aug 1997. EPPOS.1801-4.9.l.25. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais da 40a Reunião Anual da SBPC.74-6.1989b. p. GOTTLIEB. n. v.347-77.J. D. n.J. Chim.6. et al. K. v.62.1986. L. Agron. v. v. et al. Jun.8.44. . et al.24. n.1988a. 2v. Phytomedicine. et al. n. J. Trop.14/15. A. . O.1988. F. D. K. 1987.654-7. Coll.22. p. GREFF.4. Fr. v. GONZALEZ. M.l. p. 1991. et al..3. DI STASI. R et al. RANI. Creoles. n. Phytochemistry.J.8.1979. et al.1989. n.6-10. p. v. G. O. GORN1AK. Helv. et al. 169. H. No. 1993.l 16-25. GOTTLIEB. . GRENAND. Phytochemistry (Oxford). 980. Wayapi. E. M. M. Assoc. 1992.l.5.1283-7. 2001. 1989.74. C. v. E. . GREEN. p. L. S.1987. p.383-99. Herba Pol. GONZALEZ. GRONDIN. n. Venezuela). v. p. Acta. 1983. GOYAL. Fundamental and Apllied Toxicology.GONZALEZ. p. 2002. Ethnopharmacoi. KALEMBA. L.31. p.7. v.2700-4. Mem. 274. p.l 63-4. J. Journal of the American Mosquito Control Association. et al.21-2. D. I. M.2. GORDON.l. Trans. et al. G. Journal of the Chemical Society-Perkin transactions. Phamacopees taditionnels en Guyane.3. et al.1479-82. 1993.2000. et al. London. .65 . GORSKI. J. p. N. GREEHMAN..3. 1994. GROMEK. p. GRIFFITHS. Mutat Res. p.2069-72. n. A.49. 9p.

30.. Acad. v.195-200. 1990. 1978. C. Rev.7.747-54. v.1261-6. GUERRA. n. 2 0 0 1 . 15. n. M. San Salvador. p. et al.262-7. p. et al.4. p. T. Spectroscopy. Nat. M. Bogotá: CYTED-SECAB. A. p. I. PETERS.49. N. v. REVEILLERE. . p. v. Sci. n. R Ann. GUERRERO. Planta Medica. p. v. 1994. n. M. R Plantas Medicinales Iberomaericanas.l. GUILHERME.l. n. 2000. GUNER. Planta Med. n. Int.19. A.43. L. N.. p.51. .1994. v. n. Phytother. et al.. 1988.4. GUERRA. 126. Quim.28. 2.2.53-6. Turc. GUNASEGARAN. . M. p.ed. Obtencion y aprovechamento de extractos vegetales de Ia flora Salvadorena.22.1994 a. 1989.700-4.. Latinoam. Universitaria.1993. I. Acta Manilana Ser.V Biochemical Pharmacology. v. Proc. M. N. GUNATILAKA. et al. n. 1980.271-6. P M. v. p. p. SINGH. 6. Ital.l68-70. n. n. V. v. 1995. 1979. n. n. . Fitoterapia.6. índia. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. 1985. D. Acta Pharm.3.17. R. G. GU. n.107-11. 211.l-14. Phytochemistry. . A. p. GUERRA. et al. n.66-72. GUERRA. p.20. Res. M.73. GUPTA.467-7. S.4. R et al. 245. Soc. Fitoterapia.3-4. v.1990. F.162 .2. p. A. p. Contraception.6. Phyton (Buenos Aires).l 15-30. B 55. . Pharm. Journal of Natural Products (Lloydia). GUDI. et al. v.2002. 1988. GUERRERO.GRYNBERG. 1987. p. 2002.473-8. p. M. 1985.42. GUEVARA. 1995. M. O. n. v.l07-lO. v. n.8. M.34. F. p. Z. SOUSA. et al.2..J. D.2-3. n. Pharmacogn.147-9.191-200. C. .l. R et al. Planta Med. 1993a..267. v.1995.80.. p. L.. International Journal of Pharmacognosy. GUPTA. v. 1999.68. ANDRADE. 1721 -4. 1991.4. B. 1988.1996.l9-27. Universidad de El Salvador. GUEVARA.6. et al. n. n. n.v. Journal of Ethnopharmacology. n. R Anais da X Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. v. v. 19-27.l. Med. Mutat. et al. v. El salvador: Ed.l. A.p.65. v.34.63. n.6.34. 1992.8. Sci. A. 1983. et al. n. p. p. S. Volume Date 1995. p. v. D. . 1996. n. n. Ethnopharmacol. v. p. et al. O.2.P. et al.870-6. J. Fr.89-90.4. p. 230. 121-6.40.2. M. p. EPPOS. 1989. Res. Riv. GUPTA. v.77-81. v.3. p. n. V. GUERIN. R.1990. GUPTA. F. v. Phytochemistry..49-55. et al. et al. 2002. GUEVARA. p.287-90. A. 1995.. . Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. Q. n. A. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. R. Natl.l. GUPTA. GUERRA. p. n. n... n.J. Phytochemistry (Oxford). GUERRERO. Natural Toxins..J.39.. p. QJ Crude Drug Res.597-9. N.3742. GUARRERA.1988. S.3/4. Appl.3-4. v. p. GUEDES.18. GUNTERN. et al. M.58.2. GUARIN.23-5.687-9. et al.l. M.. N. Sect.67. v.40-1. p.1991.1986. et al. 873. Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters. n.56. Carbohydr. p. Indian Chem. M. p. 564p.2. O. .631-5. H. Tetrahedron.

1999.4. M. Phytochemistry. Discovery Innovation. G. 1995. v.161-72. p. GOTTSBERGER. HASAN.3. n. HAMMERSTONE. GUPTA. Ethnopharmacol. n. Chem. et al. Journal of Experimental Botany. S. HABSAH.15-8.432-7. 1995. 2000. S. et al. n.. et al. GUPTA. L. v. 29B. Flavour Fragrance J. et al. HAN. p. HASHEM. M. Acta Pharm.19. Biochem.1996a. Planta Med. J.2. Am. n. R.. p. T. J.64. F.5. K.262-6. GURNEY. et al. v. n. A. Chem.l.1993. 1990. HARADA. Y.769-75. Med. Biotechnol.2. Sci. p. p. MULCHANDANI.251.4.J. n.GUPTA.222-4. M. (Tokyo).4. n.185-9. WAHBA. et al. Vet.1992. n. n. n..5.58.. n. . V. n. M. p. Pharm. HASAN. p. v. HASHIMOTO. V. Sect.. J.6. 1992. n. v. p. Haji.l.567-72. A. S. B.. C.J.578-9.64. v.67. p. GWARNALA KSHMI. p. A. et al. HA1. et al. p. v. F.1989. Soc.31. 2001.3. 1981. v. v.1232-5. Sect. 1997a.361-5. Biochem.59-65.72.1991.43. n.S. R.12.J. Phytother. p. p. M. v. p. F. P P. Phyton. H. 2000. n. R. Sci.189. p. F. 1990. Chem.l. M. . HAN. 1993. K. n. Indian J. v. p.2. p..2. Biosci.91-5.3 p. n. v.92-4. HASRAT..57. et al.65. A. v. n. v. et al. B.1986. p.6. n. M. GUPTA.2.10.387-92. et al. A. 2000. SAXENA. Phytochemistry (Oxford).Jr. v.. H.34. p. A. K. HABTEMARIAM.40. p.12. et al. v. n. v. Journal of Biochemistry (Tokyo). n. Annals ofBiology. v. n. 63.64-6. .53. 59-65.43. V. K. Pharm. n. p. A. Assoc. et al..328-34. n. M.14.J.193-204. v.366-9. F. p. A. 1986. v. n. 1995. HARAGUCHI. Indian Journal of Nematology. et al.175-8. B. . HALL. K. E.. HASE K. K. Anal. v. n. n. HASSARAJANI. Indian]. FENG. 1999.2. Q.l. A.31. (Tokyo). 1996. 801-3. 8B. et al. n. T.22 . Phytomedicine. 1986. BROWN. Bangladesh Chem.1996b. v. v.5. 1978. 1991. Food Chem. HAMATO. et al.62.14-8. v.133-140. 1996.l.4. Sect. Buli. n.l.. K.5157-60. et al. n.6. et al. Phytother. n. Ethnopharmacol. 28B. H. N.5. M. Sin. Phytochemistry. p. n.216-9.35.1997b.117.. v. Indian J. et al. p. Biochem. et al. Bull. Ethnopharmacol. et al.1237-40. ..2809-11.. International Journal of Farmacognosy..1989. v. N. HARUNA. p. v. 18. Indian Journal of Pharmaceutical Sciences.l. Indian Perfum. 1987..1997.4. PlantaMed.. 1987.9.2.l. Phytomedicine. n. p.4. GUPTA. p. . v. K. n. n.5.2.88-92. 1990.21. Planta Medica. n. et al. n. SHARMA-N-K. p.A.403-10.195-200. n.4. v. 1993. Pharm. M. et al. v.139-142.9. HASAN. Journal of Ethnopharmacology. v.. HARRAZ.3. HAGEDORN. Res. GUSTAFSON. p. p.8.39.10.1996. S.1997. v.1225-8.2. A. v. B. HARGIS. F.873-4.. Indian J.63. 1995. v. n. A. Journal of Organic Chemistry. Chem. Phytomedicine. n.282-4. HABIB. Biol.4 p. p. M. G. J.39-41.. Res.3. v. HARA. R. et al..1994.36. China Journal of Chinese Matéria Medica.. p.1989.308-13. et al.194. 1989.205-8. v..105. A. S.21. p. CHOUDHURY.284-7. HAJI..7-16. Pharm.57. p. I.. HASSANALI. p.l. p. GUSMAN.. B. et al.l. HARUNA.231-6.

n.3.197-203. V. Pharm. S. J. HERNANDEZ. HERDY. . n. n. 1270-4. 1013-8.9-10.53-60. Ethnopharmacol. H. HEINRICH.3559-64. 1952-6. 1992. HE.1978a.26.ll. Bull. HAYAT.. S.. v. p. E. K.1990b. Vet. G. J.3486. v. n. v. p. Hyg. Chem. p. p..1991. K.9. .1988. Tetrahedron Lett. Chemotaxonomie der Pflanzer.4. p. HEGNAUER..17.J. 1991. Fitoterapia. n.1983. n. Contact Dermatitis. 1993.J. HEGNAUER. Cambridge: Harvard University Press. . 2001. Acta Bot.26.21. v. .7.2740-5. 1990. p.24.517-20. D. p.36. HAWKES. v. n.J. Nat. v. Chem. p.73. p. Agric.. 1994. v.1980. 1998. Org. Pharm.423-8. W. P. Biol. et al. .63.J.352-6.. W. p. p.435-59.J. 1992. Sci. n. n. 1988. Phytochemistry (Oxford). 1969.43.2.4. et al.4. HERZ.43. M.4849-51. p.345-54. Chem. Nat. HETHELYI. v. n.38. v. .81-5. 4.. p.. v.J. HAYAKAWA. p. v.1990a. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. HATANAKA..10. p. KALYANARAMON. n. p. p.18. n. v.1953-6. n. HESNEL. P. X.5. Ethnopharmacol.9. et al.3. 1973. H. Bull. v. p.. . p.. W.360-3. et al.56. L. n. Antiviral Res. et al.4. Wood Chem. n.247580. n. . J. n. 1986.1982.35.40. Pharm. Sin. TERASHIMA. Phytochemistry. Mutat. p. In: COSTA. HEO. et al.6.J.3693-6. N. PALANIAPPAN. n. 1988c. M. et al. 1990. p. HAYASHI.l. Bull. (Tokyo).4. p.317-22.2999-3003. M. v.. 1991. Y. et al. Chromatogr.35. Ryukyus. Univ. n .43. 1987. J. Farmacognosia. l l . n.945-7.38.Journal of Biochemistry (Tokyo).54. et al. L.2-3. . v. Herba Hung.28. Buli..46. n.1154-9.274-80. n. Pn.4. v. p.3792-7. A. v. .Planta Med.2. HERDERICH. Technol. v. HAYASH1. et al. B. v.45. p.1978. p. Prod. Arq. Prod.12. M„ WINTERHALTER. et al. p.39. Pharm. G.J. .1987.12. 1980. P.l 1. et al.34. Org. N. v. n.29.1997. Chem. 145-58.. p. p. HAUSEN. A. H. Buli.278-80.1979. T.l35-50.3.. p. ) .746-51.2367-70.10. 38.439-43. Chem. M.945-7. R. p. p. T. 1983. Chem. Phytochemistry (Oxford). Basel und Stuttgart: Birkhauser Verlag. v. B. v. n. v.ed. v.5587-90. The Diversity of Crop Plants. Cardiol. 36. 1984.. 1978. n. 1987.. 16.2.. Coll.HATA..1988b.. E. v. p.164-7 1996. HIGA. v.17. n. N.2.6.4. 1975. p. n. Y.1990. Pak. 1987.3v. Bull. n.v. p.5.32. et al. HE. v. F.et al. G.. Org. . Tetrahedron Lett. HERLEM. Chem Pharm Buli (Tokyo)..802-9.377-8. Contact Dermatitis.5. J.51. Food Chem. Chem. v.1978.l 1. DELGADO. n. CARVALHO. v.17. Pharm. J. Bras. HERZ. p. n. Org. 2000.J. Res. et al. n. HERZ. Y. n..488. v. HENDRIKS. p.. Chem. n. v. KANEDA. Phytochemistry.44.116. K.. HERNANDEZ.489-93. HAYASHI.

J.21. v.HIKINO. et al. . Phytochemistry. p.1999b.4. T. OGUTVEREN.72. Phytochemistry. Planta Med.153-6.253-9. v. n. . Cancer Res. G. v. HIRSCHMANN. . .J.1987.539-40. Estudo farmacológico e químico do óleo essencial das folhas de Mentha x villosa Huds. n.3. v. P.l 1.36-43. Fitoterapia. Acta Farm. Pharm.6.46-50. 117.3.l325-9. J. p. et al. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. A. .2. n.. HIROYA.52-4.2. T. et al.1988c. v. p. Frutas indígenas Instituto de Botânica do Estado de São Paulo. p.39. p. n. Buli. HORE. n. Ethnopharmacol. C.63. p.1994. R. F. p. HNATYSZYN. HOUGHTON.. v. 228-234.5800-4. M. 1996. Biochem.1988b..l53-6.5. n.341-6. Food Chem. A. Biophys. 88p.9 n.78.4.261-8. Cancer Res.v. M.1999a. p. Prod. et al. . V. HORNG. J.l 174-7. v. v. 1946. et al. v. p. n.].78. p.4.27. Phytomedicine..1988a. v.2000a. v.452-6.l.1996. HONDA.28. HOFFMANN. K. n.43.30.4. et al. v. v. Arch. C.. HODISAN. (Gann).25. HIRUMA-LIMA.J.l.717-8.1997. 1995.152. et al. HNATYSZYN. et al.3. Coletânea de aulas. 1939.47.325-30.. M. n. et al. . 1997.J. n. Ethnopharmacol. Ethnopharmacol.60. p. HIMEJIMA.54. p.71. HOCQUEMILLER. Jpn. n. 1980. p. Phytomedicine.35.247-9 1988d. HIRUMA-LIMA.. HILLER. p. H1RUMA. . et al.715-7.3700-1. v.l. v..71. Phytochemistry (Oxford). HO. n..8. Sci. v.523-9.l59-72. HOELZL.. p. PlantaMed. p. Biol. J. p.2/3. p. v. 1985. v. n. n.l 13-4. n. v. p. Nephron. p. Chem.. Jpn . et al.267-74.. v. Ethnopharmacal.2. A.29. et al. São Paulo. HOUGHTON. v. v. p.223-6. S. n. 2000b. Chem. M. p. v. p. et al. HOEHNE. Bonaerense. n. Phytochemistry. Plantas e substâncias vegetais tóxicas e medicinais. et al. et al.S. n.69.1991a.35. HIROSE.3..48. n.253-254. p. Phytochemistry. v. n. B. .T.3. O. v.UFPB.14. HISHAM. 1996a.2.J.60. H.1987. PlantaMed.2..p. 1972 HIROTA.51. p.. 2002a. p. n. Commun.. A. . v. p.15. p. Int.1991. K.163-8. KUBO. 2000..3. 2002b v. 1996. p. v. Nat. n. Planta Med. P. ..1995. C.251-3. L. HOHMANN. (Lahore).65. 1993.66.J. K. p. v. .20. n.T. p. 1991. 1988. . Clujul Med. O. v.1996.8. n. 2002b. Ethnopharmacol. J. n. S. E C.1996.l. Int.6.l.n.2205-6. n. J. 1990.62..1996. Prod.355p.543. Nat. v.l. Sci. p.96. J. v. Pharm. p. Pharmacol. et al. 1997. PlantaMed.5.3. Planta Med. Cancer Res.676-8. J.30.J.54. v. HORSTEN.340-3. A. .450-1. et al. HORIUCHI. Agric. Pharmazie.J. Phytochemistry. v.. Dissertação (Mestrado) . São Paulo: Instituto de Botânica do Estado de São Paulo. et al. p.418-21. et al.1984..1987. J.223-6.1986.21-8. Soc. 1.

3546-7. Natural Toxins. v.4. Chung-hua Yao Hsueh Tsa Chih.2229-31.6.. Phytochemistry {Oxford). n. Appl. Pharm. INAMORI. et al. N. K. 1989. p. 1996. H..2..1977. p.91.4. IGNÁCIO.32. n. v. Phytochemistry (Oxford). et al..51-6. HUANG.58. Food Prot. S.1987. K. n. Chem.. Phytochemistry. T. n. p. v. et al.1997.18. J.1984. Biol. Prod. v . v.51. F.. T.J. HSU. HUI.689-94. Anais da X Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. n.50. v.40. SAIFUR-RAHMAN.3. et al. n. Natural Medicines.12. v. n. n. p. HUNTER. ICHIKI.10.7. n. p. 1992. v. IKHIRI. Prod. 1991. 1991. et al. n. p.50. R.50. ICHINOSE. Pharm. Phytochemistry. J. HOZUMI. Bull (Tokyo). 1994.. Chem. INATANI. 1994. HUANG. 280. I. B. X.39. 1988. Prod. p. et al. p. J.59. n. H. p. 87101850. INCHOUSTI. p. n. Chem. et al. L.549-51.1. Med. IKEGAMI. London: Shambhala. Sci. v.J. Y. Japanese Journal of Allergology. J. 1978. n. p. A. K et al. l l .68-70. 1988. 195-6. Phytochemistry. Nat. Formosan. M. 1994.202-8. K. . C.69. et al. n.86. Y.88-90. D. p.40. . I et al.l67-8. E. v. v. HUSAIN.1989. J. 6. F.. R.2. et al. G. v. V. n. M. n.2. E. et al. LU.212-6. et al. v. v.805-7.3.J.667-74.. G. p. HUHTANEN.l. Planta Medica.520-1. p. et al. R. HUANG. Shengwu Huaxue Yu Shengwu Wuli Jinzhan. et al.152-6.5. 1980. et al. n. p. Sin.26. p.S.5. INYA-AGHA. p. v. et al. Int f Pharmacog.652-9. A. p.5. et al. n. TechnoL. HUSSAIN. n. 1990. Planta Med.37. S. v.59. 1973. p. Nat. n.l. Assoc. v. n. Acta Chim. p. et al. 16 Dec 1987.49-52. Naturforsch. n.43. A.3. et al.4. et al. R. et al. D. S. n. Planta Soil.58-64. Nat. v. HUANG et al. p. p. et al. v. et al.1489-90.l.10. IONGSW. P.HOYOS. IMAI. n.39. S. p. v. Nat. Fett Wiss. INGHAM. R.417-20. 1992. 1992. HUSSAINI.l.161-4. Pharm. v.213-8. S. n. 1987. n.J. Nat.. DEWICK.45. Pharm. v. HUBERT.2. Z. H.66. v.367-73.59.l.2. HU. Mutation Research.314-6. HUKERI.l49-51. 1984. Buli. p.29-34. H.4-14. Y. 1999. 1991. 1989. v.29. 1987. v.5. p.1515-20. et al.521-5.l.51.J. v.3. n. p.43. 1999. IMAOKA. Buli. HUSSEIN. v. et al.41-8. 1981. Indian Herbalogy of North America. Kokai Tokkyo Koho]P 09087195 A2 31 Mar.6. v. et al. L. n. 1972.48.. Int. et al.4. p. 1996. v.1989 HUANG. p. HUTCHENS. Prod. Crude Drug Res.1995.l. IDE. Q. Y. v. 1995. Prod. Wakan Iyakugaku Zasshi.25.l. v.. p. 1995. p. p.1751-4. Agric.531-4. 1995. 1987. n.599-603. A.l. 1998. FEBS (Federation of European Biochemical Societies) Letters 284. Fitoterapia. p.60. et al.J. N. n. Virologia Sinica.8. n. HUSSAN.. HUSSAIN.. p. ICHIHARA.58. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 87101850 (IPC C07J-009/00. 9 Mar 1987. Chem. p. INOUE. R. T. p. v. et al. L.237-40.

Ethnopharmacol. . ZDRAVKOVA.34..52. v. p.l. Fitoterapia. n. v. .5.3. Phytochemistry. v. v. 1987. n.30. v.47.354-6. n. v. M. IWU. v.971-8. n. . Chem. et al. Yakugaku Zasshi. H.). Bull (Tokyo).2849-59. v. IVANCHEVA.55. v.2000a. A.1987b. n. v.39.6. ISENSEE. . Steroids 30. M. IYER. p. et al.67. Phytochemistry.1987d. 2001. 1999.12.30. . 1999. Pharm.4. Chem.63.7. M. International Journal of Pharmacognosy. p. v.7. p.IOSET. Pharm..41-3.38.676-9. Chem. Bull. et al. P.1723-1728. n. M. Pharm.6.1041-2.. Toyama-ken Yakuji Kenkyusho Nenpo.95-100. n.73-6.. K.355-61. H.28.17.4071-3. n.122. .53.1987a. ISHIKAWA. p. n.35. Bull. p. p.1992.1977.2086-8. Phtochemistry. p. M. p. p.5. p.40. Chem. ISH1KAWA. IROBI.2. v. JACOB. v.35. et al J.1981. Medizinische Welt.6. p. Crude Drug Res. v. Ethnopharmacoi.1991a.5. T. 1996. ITOKAWA. . S.12. Heterocycles v. . n. Fitoterapia. Planta Medica.27.1989. Phytochemistry (Oxf. n. p.53. Int.1985. n. n.7. v.et al.424-6.64. n.291-4.28. et al.377.1987d.3.1667-9. n. p. . Lloydia.555.506-8. n. p. n. Bioscience Biotechnology and Biochemistry 60.4. B.ll.4. CHIORI. 1999. IWU. Fitoterapia. Phytochemistry. Pharm. 1998.368.33. Chem.356-60. n. et al J. et al. 165-70.1985a. R.5.J.1992. 1991. Bull (Tokyo). Pharm. p.22. European J. p. p.11. of Pharmacology.35. Pharm. 28. n. 2849-59.87-90.7. .1460-3. Chem. Pharm.6. Pharmazie. I. p. Arzneimittel Forschung. (Tokyo). et al.5. 1993. Pharm.1988. p. 1987. n.16. p. Phytochemistry. . v.94-8.885-9. v. v.33.1987c. et al. . 2001.2860-8.2000b.l.4.566.16. . n. M. n. . ISHIDA. 34. Bull (Tokyo). J. Bull. Nat. n. p. N. et al. J.3713-6.1993. Nihon Daigaku Kogakubu Kiyo. JAIAY. . p. p. n.. 1977a.729-34. Chem Pharm Buli.l. n.58. v. (Tokyo).4. S. v.43. Chem.3.. N. BunruiA. n. ITOH. T.254-6.435-8.35. v. v. R. n. n.p. ISAKOVA. v. n.701-5. p. ISMAIL. M.2860-8. Bull.1991. . et al. n.l 148-53. 1986. JABBAR.Bull. n. Resur. v. Prod.1984. .9. v. p. p. 1995.1990.66. JABBAR. et al. v.66. p. .3. v. K. et al. A. p. p. p.2.35. n. .5. n. A. Phytochemistry (Oxf. v.7A. p. p. n.1990. v. p. ALAM.Phytochemistry. 1991.).436-41.425-433. et al.11. et al. v. p. Rastit. Pharm. n. v. JAFRI.l. v. T. Planta Med.2023-7.613-7. JAGER. p. Fitoterapia. Bull (Tokyo). n. IZZO. C. ISOBE.1977. Chem. v.203-12. O. v.4. p. et al.. n. A. p. T. R.32-3.86-92.43-8. et al. . 1996. 1978. 2002. O. n. Journal of' Ethnopharmacology.2.2. A. 1996. P. n. M. et al.517-23. v. 1989.3.

et al. n.729-30. n. B. C. L.6. p. n. Curr. JURBERG-P et al. JENSEN. v.8. p. A. 1987. M. Nat Prod Coll Pharm. n.4.34..2. GARG. n. et al.. 45. n. 2001.. C. .197-200. Belg. v. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.54. p. n. Med. n. M.. S.H.35. J. 169. Phytochemistry. P. n. v. JANSSEN. Botânica.584-5.Herba Pol.5151-5. et al. 407p.. JILKA. JI.O.. JOSEPH. et al. et al. JOURDAN. Phytochemistry.445-8. .4. p.2.90.2997-8. 1990. p. p. 1995.41. F. J. Planta Med.1377-80. Phytochemistry. p. Pharm. Abstr-152. 1984.l 15-8.6. p. v. M. JENETT-SIEMS.61. p. Chem. 1999.4. A. n. C.l.9. H. T. 1974. p.120-4. v.6. Essent.5. v. Biosci. n. v. et al. n. S. 1978. v. J. Introdução à taxonomia vegetal. J. J. n. v. p.1985. v. v.61.2. 1998. JONADET. v. 1983. p.. v. n. JANUARIO.18. Sci. JOUBERT.12. JOSSANG. Planta Medica. A. S. J. H.4.l87-9. JOHNSON. C.809-12.. Nat.155. v. p. Chem. et al.19. S.2677-8. 1991.11. 1995. Indian Chem. Herba Pol.3. K. JOLY.6. n.584-5. Univ N Carolina Chapei Hill NC July 7-12 1985. Editora Nacional. v. n.3. C. M.72.l. n.16. 1986. p. Inst. C. p. C.31.228-32. H. p. Abstr Internai Res Cong.3. Phytochemistry. p. K. v.11.154-5. B. n. NIELSEN.1914. JAIN. et al. n. Int. R. LAI. 1989. v. n.97-8.74.3487-9 (Eng).. n. 1985. JORDAN..2.56. M.2. X..49.359-61. J. 1990.J. G. J.45.33. Electrochem. et al. v. SHARMA. Obstet.24. S. v. 1998. M. Planta Med.. T. Pharm. K.3159-62. v.133-4.1986. B. n.l048-9. JONDIKO. p. I. n. A. et al. p.25. R. S. COLLIN. v. JAIN. SCHEFFER.9-10. R. 1987. R. v. n. 1995.1988. A. v.JAIN. 2002. v. R. C. Phytochemistry (Oxford). PUROHIT.71-4.3. Chem. AGRAWAL. v. p.2. Pharm. . et al. Med. B. p..3/4. JONG. n.65. Soc. S.3. Soc. M.517-8. Trop. Buli. PATTENDEN. v.430-1. A. Trans. Prod... . C.5.5. A. 1987. Memorias do Instituto Oswaldo Cruz Rio de Janeiro. n. P. ARORA. C. et al. C. São Paulo: Cia. 11. J.2.43.. H. n. et al. p. v. JENSEN. p. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.29.16. 1987. JAIN.1986. v. n. Flavour Fragrance J.50. Journal of Natural Products (Lloydia). 1977. A. 1987. R. JUNIOR. (Bangalore).13. 1987. JAIN.666-8. Planta Med. et al. Buli. et al. Jpn. JAIN. JOSHI. Planta Med.. et al. Phytochemistry. R. p. p. p. Oil Res. 1986.53.. et al Phytother.28. . p. 1986. 1989. 1989.611-5. Health. 1991.27. JAIN.. 1997.5154-6. 1997. JAKUPOVIC. L.l266-9. v. Gynecol. T. Mycol. JALAL.. C. p.9. JENTE. Bull. et al. Afr. v. p. n. n. Pesticide Science.614-20. v. n.. JOSHI. p. A. JONG. HWANG. v. J.. JAIN. p. R. JAIN. p.1986. p.507-511.9.n. p.27. 1985. Cancer Res. Am.666-7. n..967-71. et al. Res. Fitoterapia. J.61.

PRASAD. n.2. v. v. M.4. et al. v. Bulletin 42.54. 1989. v. p. F. 1996. Sci. n. p.59. Biochem.. 255-62.3313-8. p. n.1984. v. et al. p. Cienc. n. n.3. p. n.35.569-73. Phytochemistry.2647-9. 1995. Pharm. S. KAPPENBERG.61. et al. A. N. . KANEDA. p. KALASHNIKOVA. p. S. D.ll. v.91-2. et al. et al. Phtochemistry {Oxford).1989c.2.1989. S.25. n. p. 1991. 1990. S.3709-11. Indian Veterinary Journal.7.1992. GUPTA. Phytochemistry (Oxford). H. Radiopharm.385-97.1994. p.26. n. p..ll. v.40. Liege.. n. Soc. Res. KATO. V. KAWA1.7. n. Bioresour. p. Chem. p. Contraception. n.1987.12..7283-6. Sci. n. Indica. Ethnopharmacol. p.8. K.1799-810. 1984. n.4 . KAPAD1A.l. Asian J.135. et al. Express. p.27. N. Zh. Y. Chem. J. KAMALELD1N. KAMANNA. Phytochemistry. Kinki Daigaku Rikogakubu Kenkyu Hokoku.29. P. p. M.. Potravin. KASHIWADA. . B.KABIR.6. p. 1985.1986. 1987. p.33. p.9. v.. G. p. . v. YOUSIF. v. Na. J. J. v.279-80.. L.l 112-5.1996.60. 1990.67. G. H. Phytochemistry. GLASL. Indian J.. M. . M. v. KAWAMURA. Acta Cienc. p.3063-8.31. v. n. KADOTA. Gartenbauwissenschaft. n. Phytochemistry. v. Tetrahedron Letters 37.ll. H.3963-6. Chem.. et al. Phytochemistry (Oxford).Agric. Vedy.26. et al.2911-2.30.. n.605-6.4. K. N.1992. N.38.31.5. Cancer Inst.2761-3. et al. E. n. S. Bull. 1991.289-93. et al. KAPLAN.196-206. KAMEOKA. v.1988. . v.3. R. p. v.3585-91. KAROV1COVA. Y.35. Pharm. v. v. p.2-3. et al. L. SIMON. p. KAPUNDU. p. Chem. p.97-100. n.19.1996.888-93.43. Natl. p.l. p.4.683-6.3. Bulletin 39. 1978. S. n. Bull. n. p. Trop.5-6.1988.1996.1987. et al.12. p. p. p. n. . n. v. et al. H.4. KALYANE. G.12. 1987.223-5. v.5. KAWASAKI. M.189-93. n.3. Nat. n. Chem. n.ll. et al.593-4. p.361-3. 1989. KAMEI.10. KATARIA. v. C.773-6. K.749-52.l. n. KANG. J. Phytochemistry. S. v. v. n. A. 1994.55. Phytochemistry (Oxford).329-35. T. Pharm. Chem.1990. n..1989. v. J. KAWANISHI. MISHRA. v. et al. n.l 1.273-6. 277. Pharm.9. p.. p.1997.3. Arch.51. KAKU. . Technol. . KATSUZAKI-H. n. 1984. KADIR..38. n.23.4.223-32. 1986. V.1997. n. et al.6. L. et al. n. P.580-3. p. Bras. Nahrung.. v. KAUL. Med. n.3.2.5.280-2.ll. HASHIMOTO. J.4.4. KAWASHIMA. v. v.68991. SHANDRAS-WKHARA. 1966. 1986. Jpn. KAR.137-40. . 1986. KARUNANAYAKE.2696-8. J. Chem. Pharm. v. PZ (Pharmazeutische Zeitung) Wissenschaft. p. H. n. et al.661-3. 1990. n. KARIKOME.40. p. v. n.5. p. Acad. v. H. Pestic. Lhim. Phytochemistry.3. Bull. J. et al. Cancer Biother.l03-7. K. A..787-91. et al. 1988. Phytochemistry. v. Archives of Pharmacal Research (Seoul)..18. Soc.. Bull. v. p. 1990. Biophys. Int.1991.. n. et al.8.29. v. 1990. S.283-8. Chem. KARTNIG.25. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). H. . et al. M. KARMEGAM.419-20. v.79. H. 1992. n. et al. Prod.

et al. H. D. Planta Med. KIMURA. p.43. n. D.44. Res. n.41.9. n. I. M.. v. Exp. n. D. Sci. p. p. p.31-7. 1995. K1NGHORN. 1988.322-30. J. . M. K.3.187. et al. Prod. Plantas medicinales de uso popular en la Amazonia Peruana. v. 1985..5.291-7. 1997. 1994. v. v. M. Z.J. n. Yakhak Hoechi.265-72. Kyushu Univ.1995.1-2. Unserer Zeit. n.49-54.l. KERY. n. p. 1988. v. Acta Amazonica. n. 1986.1982. N. 1986. KIDOEY.643-5. .56.13-9. J. D. (Lloydia). v. T. Chem. 1983. Sarhad Journal of Agriculture.28. p. . p. T.2921-2. S. p. Pharm.. v. v. n. v. et al. n. n. v. p. J. KHAN.3. Indian J. n. p. KINOSHITA.l. p.141-3. v. KHAN. KEMMERLING. G.14.59-64. KIKUZAKI. 1997. p. n.564-8. B. . v. p.1996. R. Sect. (Lahore). KIM. A. n. Fitoterapia. 2002. Phytochemistry. Y H.20. n. V. p. C.69. Indian J. n.KAYANO. 1994a. Y. L. Nat.13.32. OMOLOSO. KIOK. Crude Drug Res. A. M. KEMBER.17.33. Heterocycles. V.177-8. 1980. p..1568-71.D. Pak. KHARE.46. Chem. J.1/2.73. KHALID. R.299-307. et al. A.9. v. Chem.496-9. 1989. Chem. C. p. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v.38. et al. 1996. .. Peru. H. J.1994b. P.25.2. R.3. et al. Nat. v.. Agric. 1995. et al. KHOSLA. JANGDE.6. 157.1996. Res. AECI and IIAP. v. N..109-14. p.1989. K.223-31. 2002. KIM. n. Biol. et al.13.73. p.28. D. KINGSTON. KERBER. KIM. 1983. et al. Biosci.. KHANNA. Chem. Bull. lnt.243-51. n.11. n. v. Biol. Kosmet. KHOLKUTE. p. v. G.n. Biol.42.. p. n.1/2. Indian J.3. R.50.5. SIDDIQUI. KITAGAWA.l. 1995. Bangladesh Acad.34951. p. et al. Pharmacol.. et al. et al. J. Sci. p. KIM..l. p. KISHIMA. et al. p. In: SIMÕES. Food Compos. v.2.251-4. Exp. W. Lima. KERN.. p.1989a. S. UDUPA. n. p. Phytochemistry. . v. et al. Prod. Y et al.l 503-6. et al. v. v.6. Herba Hung. Phytochemistry.1978. I.51.. CHAKHA BARTI. v.19. n. (Suppl. O. Biol. K. R.1996.9. 1996.. Food Chem.6. p. KHALIL.. M.409-14.50. Inst.l 157-61. Agric. n. Bull. Ind. et al.137. Naturforsch. Cosmet. 1991. Exp. et al. p. 1982. 1996.p. Pharm. Bot. 27B. et al. S.). 1976b.6. N. p. Fac.561-3. v. p. v.8. Parfuem. v. v. A.l 15-8.3. J.3708-12. Lett.2269-75.26. Indian Veterinary Journal. M.175-6. J. Arch. KHAN.55-60. H. P. I.25. J.38..28.10... Editora da UFRGS.9.2. S. et al. J. p. J.. v. 1987. p. n.505-6. S. p. et al. v.4.307-13. n. p. Journal of Pant Physiology. et al. v.59-72. Saengyak Hakhoechi. Pharm. v.821-4. 1989. Phytochemistry.3. et al. Phytochemistry. KHOBRAGADE. C.. n. M. Plantas da Medicina Popular Do Rio Grande do Sul.. M. n. A. p. et al. 1996. R. et al.l. KIM.21. Phytochemistry. v. n. 1980. (Tokyo). n.10. v. K. B.2570-9. H. Sci. KEDAR.41.1989b. KHAN..1979. KETEL. v. 2001.232-5.2. n. KHAN.6. n. et al.3. C. n. Agric. n. Anal.76-80.3-4. ELSA. KIKUCHI. p.l09-10. p. W. B.

v.l 19-26. KOUMAGLO. E. KOUL.879-86. K. 45.55. J. 1991.1984. Pharm. KONE-BAMBA. . et al.2001. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p.55.33. p. 1988. Nat. n.999-1000. et al. H. v. KOEGEL.15. KREBS. 1996. KRAMBECK. n. F. p. Chem.35. S. Y. 1985. Trib. p. L. W. Ethnopharmacol. KITTAKOOP. et al. v. V.3-4. H. Y C. v. l l . KOUMAGLO. Chem. 1987.35. v. n. Chem.909-13. Bull.122-30.KITANAKA. KOSTOVA. p. v. p. p. M. KONG. 1990.57. p.S. v.1-11.1-2.10. Planta Med. Z.161-6.29..249-52. Incl.l. Nat. KLINKS. .28.2. (Tokyo).. n..511-12.. S. Prod. n.8.256.106. Bull.30. . Sect. et al. . L. 1994. 28.284-7. v.63.561-3. p. RAMIARANTSOA. et al. n. Zhiwu Xuebao.277-81. Org. 1996. Plant Med Phytother.J. n.74. p.2. J. C. Pharm. v. Chem. 2000. et al. Chem. v.350-1. Riv.6626-33. v. 1994. SON. Prod. Oil Res. Essent.40. et al. v.2. J.41. S. KITANAKA. 1977. D.3980-4. 44. 1996. KOUROUNAKIS.1995..4. n. n. K. V.37..3. p.2. Bull.36. 1973. M. Geoderma. M. KITANAKA.4. I. p. et al. C. 81-9 1989a. n. n. . v. J. KONG.. H. Phytochemistry (Oxford). P. E.1-2.3. Pharm.1576-19.1984.32. Pharm.971-4.53. K.1989.21. Med. G. Bull. p.680-91. KOSTALOVA. Phytochemistry. Pharm.302-6.. Sos.2279-82.1992. p.1990.375-7. KLUEGER.20. p. et al.1982.63..2. Chem. Sci. p.21. Pharm.. p. p. . n . v. Fitoterapia.91-6. R. v. Research Communications in Chemical Pathology and Pharmacology. I. v..1991.125-42. p. KOBAYASHI. RANGASWAMI.l. Phytochemistry.764-5.8. v. H. Bull.387-97. p.. KIUCHI. Bull. K. n. 1985. K. p.TAKIDO. S. KOBAYASHI. B. Bull. Chem. v. Med. p. ZECH. et al. v. n. 2000a. n. KOSASI. Biological and Pharmaceutical Bulletin.8.713-6. FEBS Lett. et al. I. p.237-40.l.2439-41.2. Pharm.2. Chemical Papers.860-4. p. Yakugaku Zasshi. J. KONOSHIMA. n. p.. v.18. v.55. n.. KO. A. N. n. n. Naturforsch.176-8. .38. Chem. 1983. n. H. A. p.349-52. n. n. n. 1985. et al. n. D. n. K. v.ll. . .ll. n.387-91. Org.. p. n. Chem.103.227-34. KRETTLI. 118. n. n. REKKA.66.67-72. et al. S.1989.32. et al. .5. p. v. n. p.9. p. v. Chem.6.38.48-56.. 1985. 1996. Phytochemistry. et al.4. Thrombosis Research. Bull (Tokyo). et al. v. P A. 27. KITAZAWA. et al J.1292-4. v.3.1986. n. n.37. REINBOTHE. M. v. p.9.2. KOHLER. 2000b. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. Toxicon. Chem. C.3. et al.. 2002. p. v. v. S. v. KOO. v.J. v. v. et al. n.l. n.7. Phytochemistry. KITANAKA.5.2.2441-4. n. Ital EPPOS. 1980. TAKIDO. v.1989. p. Farm. Indian J. H. et al. p.8. 1989. Journal of the Korean Society for Horticultural Science. Chem. p. Pharm. v.. Phytochemistry.1989c. P. 1996. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo).2001. T. KRAUS. KLEBS..1989b.

et al.3. R. V.1978.60. 1985.KRISHNA RAO.1. p. I.803-7.. 1987.41. .22. Phytochemistry (Oxford). v. Shoyakugaku Zasshi. p. 1992. v. P. KUMAR. H. p. p. et al. C. 1994.2477-8. 1988.1992b. Gozi Univ. n. n. V D. 1984. p. KUMAR. n. 2001.1993. J. n. Cancer Letters. p.245-6. KUO.758-61. KUPCHAN et al. Phytochemistry. J. KRUGER.67-74. p.T. v. KUZOVKINA.4476. v.41.56. n.. Chem. A. v. J. v.70. Pharm. KUMARI. Agric. et al. n. n..1 Jun.954-7. et al. N. p. n.. Pharm. KUMARI.2724-5. KUBO. p.283-4. Planta Med. Chem. n. Khim.48... Sci. KUMAR. Chem.2/3. Journal of Agricultural and Food Chemistry. S.819-24. Carbohydr. Chem. KUROSHIMA. Soc.227-32. 1976. Sci. p. 1999. v.. 1996. n. R. Soc. et al. Phytochemistry. Indian J. Phytother Res.769-72. I. J.4-6. v. KUBO. Buli. 1989. M. 88/132874. Soedin (Tashk).l 1. p.92.8.M. v. v. et al.l.1987. 1997. 1995. p. et al. v. KUSUMOTO. p. p.27.9-10. p.l. 1978. n. Agric. KUROYANAGI. n. KUHNT. Philippe. n. Indian Chem.241-4.2. A. J.5. et al. S.30.3. n. v.61. Afr. KUROKAWA. KRISHNASWAMY. 1988. et al. K. V.175-88. v. N. 27.2/3. Biomass Energy Environ. Indian Journal Of Chemistry Section B Organic Chemistry including Medicinal Chemistry.167-70. I.198.2.30. V.37. 1991. Med.8. Org. Pharm. v. KUMAR. et al.Jpn.8. J. . v. 1988. KUPCHAN. Appl. v. UK. J.Journal of Natural Products (Lloydia). n.203-4. p. KUMARI. 8 Dec. et al.35. p. n. T. KUMAR. p. n. p. Antiviral Res.1993. p.. v. Res. Fiziol. v.703-6. RIVETT. 1991. L.1982. KUMAMOTO. N. et al.1989.. KUO. Pharm. Pharm. .l7. 1974. Phytochemistry. Naturforsch.637-41.125-8. n.191-5. KUSUMOTO. p. n.2. Kokai Tokkyo Koho JP01305080 [89305080] (IPCC07D-311/60. et al.. KRISNA RAO. Food. Agric. et al. Bioenergy Conf. v. Indian J.. ALAM.72-4.24. v. Lloydia.2. Oxford. p. v. their medicine and magic. v.13. KUTSCHABSKY.5. .: Edited by Chartier. l 1 1 17. p. Ethnopharmacoi. KRUGER. v. n.190-3. Y. I. KUSTER.. Fac. n. v. Chem. Food Chemistry. n. AUGUSTI.65. et al.40.J. 2001. v. p. 17-171. p.401-4. 1991. et al. n.. et al. 1978. v.2229-31.1996. v. 1996. 124-5. v. Prir. R.39.47. Proc. n. n. M.291-302. 2000. S. p.5. KULCHIK. M. v. Khim. p.2445-6. J.. et al.40.533-7. M.8. 1979. 1992a. n. S. 1992. KUMAR. M.. v. T. v. KUBO. S.l. v. Rast. n. et al.61. A. Food Chem.76 (suppl.. Res. et al.l. A. n.57.74.). p. Y.34.3. Fitoterapia. Chem. Z. n.46. et al.49. 1994. p. M. K..67. K. 1970. S. KUO. KUSMENOGLU. p. p.6. p.. Prir. 9th. N. n. et al..61. Am. Pharm. R. n. p . N. An illustrated guide to herbs. C. p. 1995. et al. Chin. Soedin (Tashk).1990.39. SHARMA. R.. 192p. D.1025-7.4.636-8..4. I et al. v. J. KUGELMAN. . Pol. p.384-6. R. E.. Eur. Planta Medica. et al. G. HO. limpsfield. Bull.66-70. M.3. v..3.. J.545-51. 1012-5... p. Indian J. v.5. S. p. Grain Britain: Dragon's world ltd.40. 1996.170-1.2.6. Chem.

169-84.295-7. n.6. 1994.39. M.3. et al.. Perkin Trans.. Prod. 1996. Chem. et al. p.372-81. 1989. 2002. Phytother. et al.5.. J.29. v. B.36.l.. p. T. Nat. n.473-5. p. Cytobiologic. 1999. J.1625-8. 1996. M. n. H. p. p. v. v. B.l 12-18.. et al. 2002. p.. A. 1979. Pharm.84-90. . et al.161-70. n. N. v. LANNUZEL. n. Zesz. LASKAR. p. N. Zeitschrift fuer Naturforschung Section C Journal of Biosciences.7.521-2. et al. Zhongguo Zhongyao Zazhi. S.18. LEBOEUF. et al.8.1995. 1998.109.202. R. n. n. C. v. p. Ann.1205-8. Phytochemistry (Oxford). v. E. LACOSTE. LACASE.5. p. J. A. p.11/12. Let al. Phytother. KWON. n. Postepow Nauk Roln..1982a. 1989. Anais do XIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. KYOUKO.et al.41-7. D. LAM. Bull. LANGFORD. LAGROTA.11-2. et al. n. S. n.1959-62. p. n. n. LA CASA. v.43. 1990.44.44.. v. n. Soc. .65.6. n. p. Phytochemistry. M. n. .428. v. et al. p. v.16.372-5.854-61.694-9.2.39. and Pharmacol. v. 1996.16. J.50. p. S. v.J.1989.44. p. et al.8. LATZA.50. M.245-8.l.5.159-64. v. et al. Probl.. Med. 2002. Planta Med. v. A.63. H. 1995.4.854-61. P. v.3. LARANJA. n. Food Sci. LAWRENCE. et al..68. p.l. et al.. v. A. n. Prod.42. v. . et al. Biomedical Letters. KYUNG-SOO. .11. Chem. 2001. 1988.1-13.l. v. n. KWEON.. p.1995. A. Chem.4. K. p. p. LE VAN. Res. v.1995.291-4. O. n. Food Chem. v. 1992.1989.64. Disord. v.228-30.394-7. 386. et al. et al. v. n.1551-5. p.3.2. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. 1997. LAMI. S. Toxicology. Mutation Research. v. p. v.2. LATHA. LACHOWICZ.1994. v. 238.. n. Mov. C. et al. p. S.15.240.2881-2.31. Agric. v. 1996. v. p. J. Phytochemistry. Phytochemistry (Oxford). p.49-57.65. 1980. WAGNER. KUZUYA. Pharm. 1977. B. p..53-60. M.481-5. 1987. p. T. PHAM. BOOR. n. Phytochemistry. Chem.39.17.18.1981. p. n. LANGASON. J. E. Phytochemistry.V.235-40. Brazilian-Sino Symp. n.J.. G.752. v. n. et al. Prod.2. P. 1996. et al. Medicai Hypotheses. Biosci. p. n. Indian Chem. A.91-7.54. Nat. R.1995.51. et al. p.l.. Biochemical Pharmacology. M.2. I. J. n. Pharm. LANG. v.877-81. Soc. J.301-2. Phytochemistry (Oxford).l.11. LARNER. p. p. Brasilian-Sino Symp. Nat. 1988. v.14. n. Agricultural Chemistry and Biotechnology. K. of Chromatography B. Fitoterapia. et al. LACICOWA. p. LAI. LAHLOU. v. LAKSHMANAN.1995a.KUZOVKINA. LAMATY. Plant. v. M.. F.263-72. et al. S.40. C. 1991. N. Phytochemistry. H..127-35. LARANJA. (Lloydia). SHANMUGASUNDARAM. G. v. Dev. p.1982.. Fr. 1996. 238. Rastit Resur. et al. .

Toxic Constituents of Plants foods tuffs. LEWIS. G. LI.1987.. et al.l6.1990.. Q. 1994. Taichung. S. Arq.745-8.151-6. LEVIN.2. v. 1988. S. et al.1988. n.8818-22. I.2. LI. .. n. p. 1987. p. J. p. C. v. J H. 1988. p.459-62.24. M.31. et al... LI.. A.266-8.. Nat. n.562. 1999. 1980.19. C. Med. GOOK.9. n.297-301.19. Prir. T Toxicon. p. n.159-71.172-5. p. J. LEE.208-12. et al.13. et al. Spectroscopy. p.2000. H. p. et al. S.59. V. LI.22. v.3.12. S. v. p.4.LEE HUANG. n. G. J. p.141-5. n. et al. et al. v. LEMUS. et al. A. LEE. G. v. 2000. Invest. 2. p.519-29. Asian Societies of Cosmetic Scientists. Free Rad. v.S.470-5. BANDYUKOVA.161. n. p. n.13.2. n.4. LEMOS..7. n. Taiwan.26. Chromatogr. 1995b. Journal of Ethnopharmacology. Shenyang Yaoxueyuan Xuebao.4. Oncology Reports. p.787-91. Med. 1997. 1995. .269-70.311-8. v. n. Planta Med.3277-9.5. Q. 154.2. N. p. 1989. v. v. 1988. I.5-6. K. et al. p. LEMUS. H.l. v. LI.49-51. n. J.. et al.3. n. K. Tetrahedon. Y.1-2. Y. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. v. 1991. New York: Academic Press. Acta Pharm. v. Acta Botsin.539-50. S.40. v. .9.27. et al.2.2. D.. Univ.2. n. p.43.C. O. Phytochemistry. A. Med. Biol. L. LEKIS. v. Prod. . Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. v. Tecnol. Acta Botanica Sinica. A. 72. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1978. 1989. CASTRO. .3. LIM.. 1989. LEE. J.. n. L. p. V. p. G. p. p. et al. V. p.8. Patologicheskaya Fiziologiya I Eksperimental'naya Terapiya.43. Immunopharmacology. LIBERALINO.3.. 1996. v.224-6. M.1987. p. J. Khim. .196-200. K.17. . p. p.1995a. 1992. n. Tianran Chanwu Yanjiu Yu Kaifa. Clin. J. 1995. K. V. AVARENGA. Gene (Amsterdam). 1987.1995.63.17. et al. D. et al.28. p. S. n. CUVEELE.. Acta Botanica Yunnanica.196-202. p.l. n. T. LIKHITWITA YAWUID. M. LIENER. J. et al. G. et al. Korea.4.1992. LEMLI.1992.19. S. Prod. n. LEE. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America.54. 91. n..221-4.1987. C.1061-5.5.. Nat.2. 1988. V. p.308-11. et al. p. n. p. LI. C. C. p. n. LEE. v. LEMOS. v..37. LEUNG. Eur. n.17. Phytother Res. R.34. H.l7-24. S.435-46.3. v. P.261-5. S. Sin. v. A. Yunnan Zhiwu Yanjiu.3.l069-76. LEMONICA. n. Soedin. p. LI. n. v. M. n. E. J. n. v.353-8. LEITÃO. M„ HAN. p. J.2. Journal of Ethnopharmacol.3.35-8.1995. Fitoterapia. v.1995. 1993.31. et al. LIGAI. LI. v.92. et al. T.91-4. LEMOS.29. Biol. G.5. Emerg.Acta Botanica Yunnanica. 2002.2. v.11. n. n.3. et al. v. . SHIBAMOTO. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. 1996. v.1996. p.. n. n. R.65. et al... p. Acta Botanica Yunnanica. et al. v.3944. v. A. O.1992.1997. Planta Med. v. Kim.ed. n. 217.3689-94. LIAW.

Korea Med. p. v. v.l3-20. n.33.31. 7/9.4. Chem. Y. LIMA. J.3.2. v. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. . M. 1994b. C. et al.. LIMA. 1992. J. p. Tap Chi Duoc Hoc. S. 1988a. et al.14.39. Zhiyong Fenxi Ceshi Xuebao.223-4. 1990. G.16.2. p. n. n. Zhonghua Xinxueguanbing Zazhi. N. Pesticide Science. p. n. 1987. et al. C.73. (Tokyo). Anais da XL Reunião Anual da SBPC. 1988.36. n. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.70-2. 1998.263-70.3132-5. p. Mycoses. Y. LIN. v. Bull. 1994a. n. p. LIU. Med. G. v.2. n. 1994. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. de ALMEIDA.5.3. F. Conhecimentos Populares e Científicos.3.l7-24. et al. S. p. J. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. TOME.1996. 3.. 1993. v. et al. v.179-88. Univ. n.53-6.233-43. LIN.654-8.l96-200.. LIN. P. Issue). O. . Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Acta Farm. p. 1997. S.. p. Acta Botanica Yunnanica.161-3.26(Spec. n.3. 1987. et al J. Pharm. v. n. p. 1993.1997. LIMA. P. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1995. Ethnopharmacol. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. de Pernambuco. Y S.5. 10. 172. O. Food Chem.LIM. 583. W. Huaxue Xuebao. 57. Pharm. KUO. LIMA. n. et al. GOOK. Z. M. 152. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. J.2. J.514-17. p. v. v. Anais da X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. Phytochemistry. p. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al.3/4. Amer J Chinese Med.400. et al. P. 2002.12. Y H. LIMA. v. n. .14-6. L. v. Toxicol. p.8. 1997. et al. v. R. Planta Med. M.20. LOPES. T. Y.. G. 32. Pharm.49.41. C.l. . B. R.43.1456-8. 517.333-6. S. et al. Ethnopharmacoi. 1982. LIU. LOPES. LIU. LIN. et al. p. D. LIN. 1991.5. 1988. R.06. L.l. p.12. M..635-41. 1991. Fitoterapia.19. C. Anais da XXXIV Reunião Anual da SBPC. F.79. C. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE.3. 36. 1992. 89. v. LIU.34. LIU. 1964. et al. CHOU. v. 1988. Am. et al.40. Q. Bull. S. P et al. 377. E. 1996b. LONG. n. M. A. LIN. M. . Phytochemistry. LIMA FILHO.. .9. n. et al. LI-RONGTAO et al. et al. 1996a. p. et al. 1995. 151.9-10. J. 1996. Lat. T. p.. CALDAS J.5.1993. v.. p. LIMA. L. p.14. LIMA. et al. LOHEZIC-LE.427-38. 1996 LIMA.. 1986. K. E. p. 1994. Anais da XV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil. Chem.2573-4.665-8.1984.. Anais da Soc.. F. et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. LIU.45. R. São Paulo: Hemus Editora Ltda. p.213-16.1-3. 1998. n. . 54. et al. LIMA. n.. Trop. 124. G.. D.24. Bonaerense. R. MARTINS. 7/9. A.1988. et al. L. F. 101. Appl. Res. v. 1998. et al. n. Health.2002. Int. et al. LISCIANI. n. O. 1996. 1988c.12. . 34. S. LIN. 2002. Plantas Medicinais Brasileiras. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Chin. v. v. L. p.54. v. . LIMA. p. v.7. v. Biol. C. p. n. Kao-hsiung I Hsueh K'o Hsueh Tsa Chih. LONDERSHAUSEN. . S. n. O.3.

LOZOYA. p. p. p. X. Yaoxue Xuebao. J. M. Acta Pharm. LORENZI. M. 1995. C. et al. Phytochemistry. F. M. Res.. v. 1998. . LOZOYA. v.660-2.1989. v.390-1. Arvores brasileiras. v. LUNA COSTA.7.313-9.689-91. X. .21. 1992.27.9. LOUREIRO. T. et al. n.. R.30.9. v. LOPES. et al. X. .2. et al. L. H. 1988.-Jun. LU. LORENZETTI. n. Phytochemistry.1992. L. LORENZI. p. p. B. Ethnopharmacol. . et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.5-6. v.69-71. LUTTERDODT. n. v. X.4. Lier. Zhongcaoyao.LOPES. M. v. et al. SOUZA.588-93. 1986. et al. LOPEZ-ABRAHAM A. et al. M. Ethnopharmacol. 1988. M.3-11. n.29. LOPES. 1985. p. 1987. 1991. J. v. 75.9. H. n. p. 138. Acta Pharmaceutica Sinica. p. Arch Invest Med (Mex).25. 1998. A. Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. H.. LORES.. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. 1986a. v. 1986. p. J. LUITZARDS-MOURA. LOPES. PUJOL. Químico-Farm.2265-8.1979. N. Mem. et al. p. 1998. v.4.3.26. Anais da III Reunião Anual da FESBE.3. 1986. Trop. 1990. v. 58.64. Shipin Kexue (Beijing). n. et al. p.8.3. Phytochemistry. M.l.3. X. 1999... Planta Med.11. N. H. R. LUSSIGNOL.28. 1990. et al.l. . LUTOMSKI. 81.28. 1992. I. 1980. LOPEZ-MARTINS.. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Rev. Phytomedicine. L.9. LUZ PAREDES. Anais da XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Med. n. R. n.667-8. G. p. 1986a. 75. 2002.3.8. 2000.4. et al. n. v. n. J.2. v. J.66.34752. C. H. v. n. Nova Odessa: Editora Plantarum. Guangdong Weiliang Yuansu Kexue. herbáceas e trepadeiras. n. 203. Phytother. R. et al. LOPES.2781-4. . F. Acta Helv. LUO.67.97-104. v. v.5. Rev. V. A. C. 176. n. Inst.737-42. V. Apr. Herba Pol. n.31. P.13. Chin. Nova Odessa: Editora Plantarum. B. Spring 1994. p. n. p.7. BOLZANI. 1995. et al. p. 2002. . Anais da IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.9. 6. p.37-41.702-5.268-70. v. 1993. 1996. Guangdong Weiliang Yuansu Kexue.2. v. v. Phytochemistry. Arbustivas.2. . n. v. E. p.46-50. p. 1999. v. Anais da IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. L.235-47. 513. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. LOU. Cubana Med. p. F. L. C. A. X.. Sin.10. et al. n.245-8.1-6. D.17. et al. Yaoxue Xuebao. .1987. et al.1986. Am. Plantas ornamentais do Brasuil.99. S. LOZOYA.. p. LOU.151-2. 1990. n. n.1998. M. M. p. . et al.8. Lier. p. 730p. et al. .4005-9. n. Pharm.Anais da XXXIX Reunião Anual da SBPC.97. n. LORANO. p. 67. Arch Med Res. 1997a.702-5. Oswaldo Cruz.31. Revue Roumaine de Medecine Interne. 1994. v. n.38.3. Colombiana Cienc. Anais IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v.... 1997b. LOZOYA. 2v.27. LOXOSTE. LUAN. M.21. LOURENÇO. n. p. J.

.. Nat. Am. Indian Chem.1998b. n.10. .l668-74... Grasas y Aceites.7. p. A. n. 389. et al.27.207-8..70.397-400. n..1-2. Pestic. MacLEOD.46. p. Pak. et al. M.58. Biol. MACEDO.41-55.39.24.145-51. G. A.2. v.. 1988. 858p. MAHMOUD. The plant book. 1993.4. n. O. C. n. et al. MAHIDOL. Soc. E.4. Natural Prod. Soc.3. A.369-71. 80. 187.1995.8. MADEIRA. J. p. MACHADO. n.11. v.825-9. n. v.416-7. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE.. p. p. n. et al. C. et al.. 1994. Agric.324-8.20. Bras. M. et al. Med.J.467-71.l. Grasas y Aceites.105. MAIA.2.58. K. p.1/3. MADEIRA. 1981. 1994. J. A.18. . et al. n.746-7. J. S. p. B. v.12529-38. et al. K. J.. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. A portable dictionary of the vascular plants.204-5. MALPEZZI. RAHMAN. 185.171-3. et al. D. 1995. 1987. et al. n. et al. M. 1979. v. Ind. M. MacKEEN. v.817-9. Wakan Iyakugaku Zasshi. 1986. MAESTRI.3. F. S. E. J. p. p.127-35. p. n. p. F..208. J.45. v.41.59. L. et al. 60. M.3. 39. . n.1987. n.594.1997 MAKUCH.2.ed. Res. MALINI. n. MACIEL. MAIR. Res.30. n.694-7.2. Sci. M. n. p.86-9.96-7. J. n. M. MAIA.l. L. 1992. V. K. MACEDO.137-45. v. n. Sci. v. B. n. MAHATO. p. v. v. J.17-31. 1998a. Phytochemistry {Oxford). n.6. Technol. Sci. F. p. et al. D. Cambridge: Cambridge University Press. N.51. v.v.4. 1992. S. et al. et al.46. et al.. Prod. P S. v. Food Sci. B. et al. Indian Perfum. 1987.v. et al. Brazilian Journal of Medicai and Biological Research. p. A.2. J.23. MAJUMDAR. p. M. 1983. Prod. 201. et al. p. Farm. n. C.l 1.v. et al. J. Exp. n.4441-5. J. Ethnopharmacol. Journal of Chromatography. Food Chem. Ethnopharmacol. et al.5. n. MALAN.64. v.. A..1988. MALIK. p. X.565-70. v.. 480. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. et al. B. 2. G. MAKINO. S. H.2. v. v. MAGALHÃES.MA. 1997. E. et al. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. n. et al.1-4.3. v. et al. 1995. p.27.54. 1996.10.165-70. V. 1999. Ind.. p.l. M.32. Pak.6.47. A.. M. MAESTRI.1886.5. v. v. p. n. Nat. 1997. Phytother. J. MALIK. G. A. n. Journal of Agricultural and Food Chemistry.3152-7. p. J. R. J. Sci. Anais da XXXV Reunião Anual da SBPC. p..1989. Tetrahedron. . v. et al./. MAKJANIC. et al. p.1995. v. L.1997. Anais da VIII Reunião Anual da FERBE. n. Fitoterapia. MABBERLEY. H. Prod. MAKKAR. 1994.96-7.B. F. et al.13. J.54.51. p. n. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. MAIA. et al.776-7. Pharmazie. v. S. p. p.. v. n. p. . p.1996. 2002. Res. MAGADAN. n. 1988. 558. Pharmazie v. K.67. et al. v.58. Nat. S. n. p. 1997. Phytochemistry.707-11.45.531-2. MALAN.1988. MAHATO. v. v. MACAMBIRA. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. MAHESHWARI. p. GUZMAN.3.. Plant. Heterocycles.4. 1987. p. 1989.1997. et al. D.92. 2000. R. v. 1987.45.1523-8. Bot. 1997. et al.749-54.31. Planta Med. . Chem. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1983. MALIK. 1987. Rev. et al. n. H.81.259-60. M. J. MAHIOU. M. p.

v.2. v..479-86. MATOS. MARTIN-CALERO. et al. MANTILLA. 147-51.1995. MANCHAND.205. V. p. v. n.1981. R.2. An.4. p. G et al. et al. MASLENNIKOVA. MARTINS. J. S. n. A.1997. 1045-7.-Unters.1-2. S. .5. v. 1988. et al. M. n. B. M. 1994.. Prod. Bras. v. MARQUINA.12.3. et al. n. p. et al.1-2. p. n. p. n.6.l. v. MARINUZZI. v. Anais da 31a Reunião Anual da SBPC. v. MANN.3. J. v.45. M.2. 1991.3. p.50.321-5. .35-8. Anais da 33a Reunião da SBPC. p. . p.2. et al.1980. 1979. n. et al. A.1995. Rev.4. MARUYAMA. v. 1999.89-91. 594.43.267-71. et al. v. . Anais da 32a Reunião Anual da SBPC. Quim. Quim. p. 1987. Anais da Reunião Anual da FESBE. 1999. et al.55-6. Phytochemistry. Shoyakugaku Zasshi. p. MARX. . p. MARTINS. A.193. E. n.191-4.14. Heart J.. Phytochemistry.91-3.6.137-40. 174.460-1. n. R.6.. p. . et al. 1996. p.MALUF.121. 1986. Politecnica..261-9. Prir.175-84. Khim. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. l l . 1994. G. p. 533. et al. et al. n. R„ SANABRIA. MATIDA. Journal of Biosciences. Bras.214-7. MARIN.l 189-92. Soedin (Tashk).51. p. v. A. 1990.1997. D. Journal of Phytological Research. J.2. 474.1990.2655-7. Appl.1979. M.870-1.44.74-85. p.44.25-34. F. p. et al.l. Phytochemistry. H.8. MARQUES.53. MATISSEK.60. 1996. v. R. p. MANSOUR. 1997.7-8. G. n. et al. Pharmazie. Fruits.39. Y. Pharmazie. v.. n . 1987. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. Prod. Forsch. 1992. E. Essent.1322-4. P. 1996.12. M. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. v. 389. n. p. MARTIN-LAGOS.8.7. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 255.8. p. MATOS. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. et al.. v. n.570-7. K et al.45. v. J. n.. n. MATHUR. F. Alimentos. v.14/15. n.511-20. MARINGHINI. v. p. Pesqui. O. et al. v. Phytochemistry (Oxford). Phytochemistry. et al. J. 1997. Assoc. Entomol.l. Nat. 20.4.4380-1. v. Ital. F.117-25. . 1985. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. P S. n. v. Oil Res. R. MARTINS. Zeitschrift fuer Lebensmittel-Untersuchung Und-Forschung. 6/9. MARCELIN.1979.1989.l 179-82. n.l 11-6. A. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil 272.26. n. KAMAL. M.51.29. Nat. E.31.5.1982. P. Chem.Óreades.. MARTIN. et al. p. C. Colombiana Cien.1996. . et al. p. et al J. MARCHAND. 1996. G S. 1988.3.3.1992.50.6. . p. p. MAIA. J. et al. n.695-8. P A. 1978. H. et al. v. Lebensm.2.6. v. n. R. 1993. A. n. n. Org. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. Phytochemistry. v. 647. J.21. et al. 752. et al.1987a. MARTINEZ V. 1980. n. MARQUINA. Quimico-Farm. O. MATINOD. M. E.39-47.8. p.. p. MARTINS. v. MATA. p. p. 2002. v. Vet. n. Colomb.. 1986. p. n. A. 181. Rev. 1985. Food Chemistry.1987b. v. R. n.44.

8. Natural Medicines. Org. (Eng). Prod. MEJIA. DAS GRAÇAS. 1985b.5. . p. .. A.60.9.5. v. 1986. RAMPERSAD..6. Ethnopharmacol. 305.l37-41. Res.9. R K. J. Soc.68-74.213-20. M. 1983. p. Int. (suppl. MATSUURA.37. 1988. Incl. et al. v. Plantas medicinales de uso popular en Ia Amazonia Peruana..p. A. 1993. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. v.. J. n. D. MEDIRATTA. et al. . MATSUNAGA. 1984. v. n. Phytochemistry.4. v. n. . J.n. 1288-91. et al. R. Studies on Caesalpinia pulcherrima and DNA-ligand interactions. MELITO.15-20. MCKENZIE.24.. RENG.. J. Abstr. Order No. v.799-801. p.600-3.157-65.68. v. et al. Cie.51. n. MEDEIROS. v. McPHERSON.35-41. v.2.22. I. Avail. p. p. Sect. R.64. v. K.8. Farmácias vivas. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. Indian Chem. E. et al. MAZZANT. 1996. AECI and IIAR 1995..9. p. et al.l 155-60. n. L.Alcohol Alcohol. O. R. B 1988. Microfilms Int.80. v.ll. H.2.370-3. K.1983. C. v. Rev. 5/9. n. 105p. Biochem.. A.51.1997.2835-8.1243-7. Nat. et al. p. Phytochemistry (Oxford). n. p. B. Univ. n. v.l.167-70. 1978.37. p. 121-7.12. Chem. Ethnopharmacol. p.. et al J.1991. Rev. n. J. et al. Etnopharmacol. n. v. Chem. S. MAUER. D.62. Phytother. v.). Fitoterapia.4. n.l0. MELITO. 2000.l. 241.Tetrahedron Lett.10. p. MAZUMDER.10. MATSUDA. n. v. et al. Austr. MATOS. Phytochemistry (Oxford).l.7. 1975. D. p.834. Bras. 1987. Cult..77. 1993. p. p. v. GREIDER. MEDEIROS. Syst. From Diss. K.280.2. v.. Pharm. R. 2002. p. 249. Fortaleza: Edições UFC.927-9. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. MBAH. K.1625-33. Panama. J. 183. G. Anais da II Reunião Anual da FESBE. McPHERSON. sistema de utilização de plantas medicinais projetado para pequenas comunidades.98. MAXWELL. p. p. De SAREM. n. p. 7. McCHESNEYJ. 1985a. F. S. Chim. n. 1994. W. 2330-1.19. MECKESET et. Acta. U. p. n. n. D. McBARRON. D. n. McLEAN.9. v. p. MELITA RODRIGUES.2835-8. Nat. al. 1455-6. v. 1977. Bioorganic & Medicinal Chemistry. DA8725002.72.96-103. Fitoterapia. 1997.. J.. et al. A. I. A. n.54. D. L. et al. MEDEIROS. J. A.2527-34. E. A.2002b. 1980.v.. A. et al.ll. H. Vet. . v. MEDEIROS. Indian J. Aust. M. et al.8.1987. M. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. J. A.2. Yakugaku Zasshi. 1996. MEHTA.1988. VI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1996.72. p.. Ecol.10. Anais do Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. 1981. v. . 2001. Med. C. 1987. Res. B. p. v. 195-6.1991b. et al.25. et al. et al.p..MATOS. MAURYA. 1985.2002a. J.. v. Prod. v. M. p.51. 48. MECKES.77-8. n.1991. F. p. Phytochemistry (Oxford). Chem. n.. C.427-34. .60. J. Med. Farm. BROWN. 1996. P.63-6. n..l. . et al. Vet. v. et al. Heiv. 2002. et al.8..

).708-10. Phytochemistry. 9. p. MENENDEZ. p.4.6. Z. 1998.555-9. Phytochemistry. A. n.19. In: SAN MARTIN.MELITO. n. Phytochemistry. Acta Hortic.6. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.5. MINAMI. Anais da XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. M. MENGHINI. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. MIMURA. C. Res. Heterocycles. A. n.307-11. Ned. M. MESIA. et al. 1996.414-28.419-22 1995. Jpn.1-7. MEYRE-SILVA. Behav.67.1991. Anais do VII Simposio de Plantas Medicinais do Brasil. C. Phytochemistry (Oxford). 15. et al. J. MELLO. D. Y. et al. MIMAKI. p. 1976. 6/9. n. C.v. 256. et al. 1997. A. p. M. R. MENDONZA.l 113-15.2. M.11-12. FUNATSU.1997.ll.6. METZIZ.. F. Fragrance J.3027-8. L.29. Arg. Essent. p. T. et al. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul. n.9. 2001. Phytochemistry.1990. . 1999. et al. n. F.. n. 26 Aug. Farmacognosia com Farmacodinamia. OH Res.35. n. 1988. 5.4. F. B. F. A.9. 1990. n.51.73.l 13-16. Editora da UFRGS. L. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. MENUT. 2000. et al. C.l. Kokai Tokkyo Koho JP.107-11. MENSAHJ. n. C. Agric.1255-6. v. O. MING. MIGUEL. 82.l. A. I. 1991. v.. .1989. n. p. p.1990. G. M. p. n. et al.329-32. Revista de Ciências Farmacêuticas. n.30.96-101. p. 1988. MENEZES ORNELAS. 61. n. L. v..) n. v. et al. v. 1984. MENEZES. Y. v. 5/9. Prod. MILES. p. 1986. et al. et al.56. Rio de Janeiro. v. J. n. v. Ethnopharmacol. p. et al. D. .25. MESSANA.1988. MERCADANTE. Physiol. 1968.31. et al. M. p. MESQUITA. 1990. et al. p. STOTZEM. Phytochemistry. Phytochemistry (Oxford). p. T Bio Ind. p. et al. 1988. 488. v.l325-31. et al. In: SIMÕES. MENDONÇA. MEYER. 1987. n. 1941. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. M.93-8.20 (Suppl. Commun. et al. M.5. Indie. A. v. A. p. J. n.. 11. 13. Anais da I Reunião da FESBE. v.5. MELO.7.6. MELLO. C.939-42.1-2.1141-4. et al. et al.794-7. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. J.2. MIMURA. E.67.10.1996. v. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 353. MENDA. p. et al.44. p.8. O.64-5.57. v. v.. Naturforsch.1201-3.4. . p. H.43. v. I. n. et al. 1988. 270. MELO DINIZ. v. MENGS.l. p. H. Food Chem. C. n. MIMURA.426. 1988.1847-53..5. 1993.41. Archives Of Toxicology. .7. S. v. A. Ing. V. et al. et al. M. A.71-80. p. C. Z. 1988a.1986. 1993.12. 1986.. n. v. V. 1991. R. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.. S. v. Nat.1988. MENDONÇA.. 1997. 1986. v. C. B. v. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.. OHSAWA. D.6.1996. p.86 (Supl. MEYER et al. et al. L. v. L. G. J. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. V. U. MILAGRES.153-9. . Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.

S.53. Res. Indian.. v.1998a. M. G.60-2.. v. p. J. B. n. 1968.25-30. Nat.1998b. Phytother.65. J.57. 1996. M. Phytotherapy Research. p.342-4. A. J. p. Protoplasma. H. S. J. n. C.1986.6 (Suppl. v.275-88.p. MIRO. 1990. Pesticide Science.1979.l. et al. B.22. Farmacognosia com Farmacodinamia. n. 7-11.4.1990. et al.13-20. 1996.101. 1985.1994.5.16.l. v. E. B. et al.571-2. Sci. Biochemical Systematics and Ecology.41. v. v. 1979.l 18-21. et al.2002. p. YOSHINO.71-86. I. 1986.. 2002. p.. v.1995. p. et al. MOISEEVA. v. v. p. n. v. T. p. Pharmazie. MIURA. 1984.. BEVILACQUA.6. de Microbiol. Trop. 27. p. G. p.59.6. n. FUNATSU. p. MONTANARI. n. Vitaminol. B. v. J. MISHRA.l.793-806.45. Editorial Científíco-Médica. p.37. M. p. E. n. Rev. M.335-9.12. MOCK...2.l. MIRANDOLA. Prir. MOHAMED.31. N. MIZUNO. Phytochemistry. . Soedin. n.3. MONACHE.. J. Immunotoxicol. T. n. A. Life Sciences.78. Contraception. et al. E..735-8.1984. p. Nutr. HUSSEIN.381-4.). Sci. Ann.3-4.29.. Prod.309-13. Agric. . Kokai Tokkyo Koho JP 08099889 A2 16 Apr. p. Planta Med. 6p.l.43-7. D. v.1-9. 1988. L..3. p.491-6.7 . S. S.7. Prod..28. Arg. v. et al. Chem. v. n. v. n. p. 1997. 1979. v. Herba Hung. n. Immunopharmacol. p. n. p. et al.24. v. E.33. S. Plant Foods for Human Nutrition (Dordrecht). p.l59-68. v. T. Nat. MONACELLI.44. MIRAMBOLA.l.59. p. et al. A.259-64. MODAWI. et al. MISAS.. 1978. et al. v. et al. MITSUYAMA. S. Fitoterapia. Plant Cell Rep. S. Res.. 1989.10. P et al. 1968. I. v. . n. et al.MINGUEZ-MOSQUERA. 1999. 2002. R. MIRALLES.283-5. et al.3. 1991. T. QUEIROZ.2.l56-60. et al. Contraception. v. (Cairo)..29. et al. MONTANARI.l 108-10. MIURA. Sci. v. Acta Bot. Journal of AOAC International. MISRA. n. n. n. n. v. p. et al. 426. International Journal of Pharmacognosy. MIYAKADO. M. p. A.44. v. n. E. p.47. p. et al.p.170-6.5. n.348. p.9. 1989. Jpn. WOODWARA. et al. G. J. 1995. J.. et al.198. n. v. p. SESHADRI. 2001. T. MONGELLI.35.340-4.. Med.1853-9. et al. n. MOHAMED. p. n. MOHAMMAD.537-44. v.58. Cub. v. n. Anais da XIV Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. J.44. MINKER. p.l9-23. n. MISRA. v. S. GAYDOU. M. 1996 Heisei. A. p. M. Pestic. Planta Med. 1995. G.47.179-81. M. Indica. L. v.. et al.3.1-2. L. MIRALLES.1982. MONTAGU. Fr. Khim. In: SAN MARTIN. C. 1995. v. MISRA. n.2.199-203.171-5. J. v.l. Contraception.55. n.24. n..5. Rev. 1995.2. v.469-73. MOAWAD. MIZUKAMI.l.l. MOLINATORRES. 1996. Rev. Corps Gras. n. P. MISRA. (Lloydia).5. Thromb.553-6. n. 1996. F. S.371-6.. Bioscience Biotechnology and Biochemistry.

p. L. H. Anais do XXXIX Reunião Anual do SBPC. n. Rev. ..l.. 1992. et al. ROQUE.2. 1979.36. Y et al. 23.7. 1988. n..42. 1986. v.. n. et al. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. MONTGOMERY.20. Ger. et al. M. 776-7. M. v.36.40.35. et al.23.360-5. p. MORAES. Crude Drug.989-95. n. M. v. MORITA. Anais do Congresso Nacional de Botânica. MOTA. F. n. n.. A.30. M. Appl. 2000. Q. v. et al. H. p. v.31. T. A.. v.4. West Indian Med. Lloydia (Cinci). 1989.1985. et al.. et al. n. 1995. 1994. J. v. v.1985. MOREIRA. MOON. 627-8. et al.4 Apr. MORIMITSU. n.l. Lett. MORTON.469-71. Planta Med. v. DE 3546505 (IPC A61K-035/78. A. Arch. 1989. MORITA. MORRISON.2. Anais da 32a Reunião Anual da SBPC. MORETTI. et a.29 Oct.3. 1987. . Anais do I Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. Antibióticos. 356. . MORRISON.99-103. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. MORAES FILHO. A.l 17-20.40.. 176. p. 1982. et al. Inst. 1990. n. v. C. 1991. et al. Res. v. v. n.. n.269-74. et al. M.l.368-72. 1987.7p. L. ITOKAWA. . MORI. J. S.39-47. WEST. M. Anais da XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais do XXXIX Reunião Anual do SBPC. Offen. S. p. C.Planta Med.34. 1977.1980. 29 Mar. MORITA. Syoyakugaku Zasshi. 156.1-2. E. S.172-4. Appl. M. FONTENELES. .8.34. Rev. 1988. S. Bioorg.. n. p. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). E. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. 1990.38-42. Med.1. Spring 1994. Journal of Agricultural and Food Chemistry.West Indian Med. v. Journal of the Japanese Society for Food Science and Technology. J. Y S. H. p. L.20 Aug. 1990.38-42. Phytochemistry. p. Anais da XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. F et al. Res. M. T. n. p. et al. MORIMOTO. E. MOREIRA.54. C.3. et al. MORALES. n. MOSSA. et al. Pharm. p. M.l. Tropical and Geographical Medicine.3. J. M. 1988.29-34. MORAIS. 1996. . Int. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.5.1991. 3546505. C. 1977. O. n. et al. Chem. M. p. et al. 89/83906. J. V.. N. Y. H.43. n. 533. p. T C. MORITA.1982.12. 788. v. Bras. K. v. S.l603-6. Buli. Planta Med. n. F. 10. MOROTA. p. O. J. S. et al. M. 776-7.2. O. S. R.44.1/2. Chem. West Indian Med. et al.l37-45. 1985. N. 1988. MORAES FILHO. p. Med. A.1987. 1992. 1987. Anais da 34a Reunião Anual da SBPC..MONTE. . p. 1980-1981. 1986. p. Kokai Tokkyo Koho JP 02264718 [90264718] (IPC A61K-031/ 335. MORAES. p. MOREIRA. 1985.2397-9.101-9. Farmacogn. MORAES..184-8. C. v. v.1996. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. MORAIS FILHO.

4. M.10. Chem. Inst. n. p. MUKHERJEE. B. MULCHANDANI. D. v.2. MUNGANTIWAR.1986. et al.4. K. n.853-5.66-7. R. n.1987.3. Phytochemistry {Oxford).. J.29. Malaysia. et al. ..66. K. Fitoterapia. n. Assiut Univ. 1977.7. p.1987. MUKHOPADHYAY.2. L. 1994.l. M. p.64. Chem. MOURA. Anais da 42a Reunião da SBPC. MOURA.289-300.l..70. B.2. et al.391-5. et al.. p. MUNDE.. et al. n. et al. p. 1993. 1987. FRANZ. Biophys.6. Planta Med. N. . v. A. V. n.163-5. n. et al. n. Org. 631. n. D. v. n. 1993. 1992.. 2000. J.10.127-37. T. 1980.5.13. MUELLER. M.9.1963..3. Bull. p.3. Journal of Agricultural and Food Chemistry.5. KUBO. A. et al. J..J. MURAYAMA. Chem. p. A. MURALIKRISHNA. et al. HASSARAJANI. Sci. Ethnopharmacol.56. v. CROTEAU. v. G. v. M. Carbohydr. v. p. Pharm. p. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC.4. 99.73-4 (English) 1996.41 . Bose Res. V.. v.125-31. n. . A. et al. B. MULHERJEE.58-64.182.l.86.. Int. p. v. n. T.l 19-25.63.172-3. J.1999. MUKHERJEE. p. MOUSTAFA. v.183-7. . J.. p. p. Appl.575-81. G. C. p.. v. v. v. v. et al.l. MUIR. n. 1989. J.7329-33. et al. p. M. n. A. p. H. v. n.1780-3.36. v. Indwn Chem. . Toxicol. A. T. Soc. n. MULLER. A. n.3. C. S. K..13. Sci. B.1989.6.26. R. n. S. L. Anais da 39a Reunião Anual da SBPC.1997. 436. et al.279-80. Indian Chem. Trans.MOTA. p. MURUGESAN. et al.2. 1979. Apoth. et al. MUELLER. MURDIATI. n. L.. et al. ANSARI. et al.65. Sect. DAMODARAN. n. G. I.41. v. 2000. v. Soc.34. L.. 2000.619. 1988. S. 1989. et al.4. MUROI. V. L. n. J.45. MUJUMDAR. n. et al.325-31. Nat.1-10. v. 1993.32.n. Oncol Rev.55-8. Planta Med. MULHOLLAND. 801.1106-9. Med. v.7 2537-2543. M. P. Indian Chem. C. Ethnopharmacol. D. Journal of Agricultural and Food Chemistry.l51-2. 1997. Res. v.J..268-73. H. K. Cancer. MUNOZ.3. 631. S. N.. v. B.1963. XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. H. MOTEKI. N.31. E. M.7-10. 1985. p. H. p. MOURA. LAM. p. K.l.130.2. p.26.757-60. Indian Perfum. 2002. 1987. p.55. Phytochemistry. n. n. 1986. Dtsch.2. T. 38ª Reunião da SBPC.l.213-14. 1995. MOTOYAMA. 242. S.37. Indian J. v. I. Soc. p. 1985. et al. V. A. M.. et al. K.1993.1988. J. n. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental.. N. E. 1990. n. J Ethnopharmacol. p.130.357-61. Planta Med. Fitoterapia. v. v. 1986. O. v. Incl.. Soc.. et al.l085-6. v.55. MOURA. H. v. p. et al.82.p.. p. et al. MOULIS. Biochem. Indian Chem. T.536-9.69. p. p. Ethnopharmacol..2. Helvetica Chimica Acta 76. MUKHARYA. p.l. Arch. Med. 1990.66. MUNOZ. Anais da 40a Reunião Anual da SBPC. Prod. F. Phytochemistry (Oxford). et al. MUSCHIETTI. p. et al. v.445-9. et al.64. MOURA. K. 568. A. . 1985. n. n.J.70.1990. C. 1990. MUROI. v.. MULCHANDANI. 1986. . v. Shokubutsu Soshiki Baiyo. B. p.40. n. M. Cult.9. Ztg.

. W..l95-205. n. NAHRSTEDT..MUSUDA.. MWANGI. n.34. p. p. NAGEM. v.50. V. et al. MYINT. et al. K. v. v.37.54 . FERREIRA. n. Bras. v. Nutr. n.2. Phytochemistry (Oxford).J.l.12.1983. G.244-5. 1979. NAGARAJA. T. 1993. Fitoterapia. V.J.2002.l 115-9. W.759-62. MARTIN. n. v. J.l. p. p. NAIR. Rev.4. Microfüms Int. NAKATANI. Planta Med.30. n.204.20.l37-58. NAKAJIMA. S. K. NAGEM. T. p.25. Quim. Agric. .. NAKAMURA. H. Perkin. v.47. et al. et al. p. 1996. T. Tetrahedron Lett. 1993. n.10. N. J..143-4. n. . n. 125. v.l 19-24. p. NAGASAWA. n. T. 1997a Heisei. n. v.253-7. v. V. M.44.5. 3518. MWENDIA. n.32. v. ..1985. PN-86. L. p. NAGAYA. NAJAMURA.56. N. n. S. n.703-6. J.2.283-5.163-6. et al. Phytochemistry (Oxford). Jpn. M.2. v.Diss.. p.10. l l .3-4. p.. ALVES. M.2107-12. 1989. et al. Z.201-6. n. N.64. Nutr. DE JESUS FARIA.66. p. n. 1999.29. p. T. v.2-3. . et al. 2000.135-7. 1995..5675-8. v.37. A. et al. Plant Foods Hum. . v. Planta Med.2002a. Y. n..17.382-3. HASE. Int. Phytochemistry (Oxford). M. 1985. v. NAGARAJA. n. p. . p. 186-8. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2. n. v..64-75.1979. C. n . Fitoterapia. p.29. et al.25. Biosci. J. Phytother. Avail. et al. n. Soc. W. T. Lett.1993. NAGEM.1962. Phytochemistry (Oxford).1986. Fitoterapia..3345-6.33. v. Kokai Tokkyo Koho JP 09221496 A2 26 Aug.1995. v. n. NAKATANI. A. v.4. et al.3.DANN97521 From. p. NAGASHIMA. p. H. et al. M. T. NAGEM.8649.2.293-6.5512-6. Forsch. p. NAKANO. n. NAENGCHOMNONG.1992a. Phytochemistry (Oxford). Ethnopharmacol. Cancer Letter.. Journal of Natural Products (Lloydia). p. Phytochemistry. v. et al. Chem. v. NAGARAJU. L. Sect..249-50. v.1990. 1990. p.3/4. 1992b. Ethnopharmacol. v. et al.. NAKATANI.56.307-11.6. K. C.30. MUTSCH ECKNER. et al. NAKATU. T. n.177. A.40. NADAKAVUKAREN.1990. Am. M.1997. 1990. Cell. p.1986. FARIA.1987. 10. v. et al.30. MUTASA. J. R.517-9.10. p. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. n. Planta Med. WDOUNGA. S. Quim. NAKANO. et al. v.81.36. Chem. B 56.56.2. et al. Phytochemistry. J. E. Tennen Yuki Kagobutsu ToronkaiKoen Yoshishu. Agric. Lebensmittel-Wissenschaft & Technologie.417-21.3335-8.296-303.48. 1991.3362-4. et al J. 1990. n.. et al. v. v. p.1. p. Pharmacol. Planta Med.200-3. T Chem. p. Univ.27. Pharm. NAGEM. n. 1976.Abstr..6.56.2. p. M.4. C. p. n.1993.29. n.1275-6. et al. p.278. p. T. n.1990. v.1995. Latinoam. J. v. .. p.7. p.449-52. v. Biol. Seikagaku. p. Phytochemistry. et al. NAKATANI. p. T. Anais da 16a Reunião Anual da Soc. v.3362-4. S. Food Chem. Order No.. Med. J. n. et al. 2002b.1981. H.36..1986. p. V. n.3. 13p.1991. p.9.. A. J. Natur.. J. NAKAMURA.5.6. Plant Foods Hum.5.47-8. .1985. n. p. Tissue Res. Chem. n. I.

R. NASCIMENTO. v. P. Bull (Tokyo). Exp.NAKATU. NEILSONJ. A.1986.2. 1964. NANDA.J.1992. n.2735-6.3597-602.l. p. Essent.566-8. Chem. A. M. v. n. et al.l.18. 1994. p. NAMIKOSHI. p. Protein.9. Pharm.2. Pharm. 1987. M.97-108. . NETO. General Pharmacology. NETO. p. n. S. Oil Res.75-7. NERI. n. Anais da XXXXIX Reunião Anual da SBPC. 1985. 1996. et al. . p. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Indian J. Pharm. General Pharmacology. v. Anais da XXIX Reunião Anual da SBPC.327-8. NASCIMENTO.1987a. n. n.1988. Nat. v. NEGI.. p.570-2.17. NG. n. v.243-7. B. F. Phytochemistry. 26. p. R.1994. 1987c. n.50.1997. . Pharm. p. Sci. v. Chem. K. Ethnopharmacol. Tap Chi Duoc Hoc.1998.1988. 1999.3568-75. Anais da 48a Reunião Anual da SBPC. Journal of Advanced Zoology. p. n. NATH.12. .2.125-7. NGUYEN.Journal of Ethnopharmacology. p. p. Ethnopharmacol. p. Int. NASIR. M.. Arch.23. M. C. et al. n. v. S.79. 826. Chem. C. NASCIMENTO. n. S. K.J. Biol.575-90. L. v. v. et al. M. Q. Ethnopharmacol. 1987. v. T. M. Pharm.J. Phytother. p. n. T. v. v. J. NASCIMENTO. BURREN.598-600.l831-3. (Tokyo). 446.. et al.467. 189.2. (Tokyo).l. . Chem.15. . Transplant. Phytochemistry. Pept.3568-75.51. R.1983. NAMIKOSHI. v. n.13 . Ethnopharmacol. p.l. J.21.1980. B.35.4..8. A. n .l.1998. p.l91-3.2. n. v. Sci. 1991. NAMBA. Chem. Pharm. M. et al. K.l 175-94. 826. v. DUTTA.3.55-61. Res. J. l .61.8. NEOGI. et al.10. 1985.Ecol. p.9. p.31. Anais da XIV Reunião Anual da FESBE. Vet. R.1986. n. et al. v. Pharmacol.1994.. Indian J. B. S. p... v.35. p.28.163-72. v.2761-73. et al. NELSON. SAITOH. n. C.1986a. 58..60. NAVARRO-RUIZ.313. et al. Nephrol. M. E.1996..264-6. et al. Sci. K.39. p. p. Ind. p.2.7. S. NGOUELA. C. A. V. J. et al.. et al. U. TAMOTSU. Pharm. NEVES PEREIRA.l11-14. n. . n. p. K.81-7. Bull. P et al. v.242-4. 36159. 391. et al. Pharm. Anais da XXVIII Reunião Anual da SBPC. J. M. 1996. v. et al..1977. (Weinheim). v. DALDRUP V.ll.23.43. Bull.43.1981. Res. J. . p.19.2. 1994.. n.21-9. 1987. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. . n. Indian J.26. . S.379-80. v. Phytochemistry. v. n. NAMIKOSHI. NETO. v. Prod.1976. W. n. v.. 108. . 1986b.107-18. C. v. .1997. J. l 1 . p.12-16 (Vietnamese) 1997. p. p.1987b.43-7. 1997.3.2. T.6. v. n. J. et al.35.9.4. 36. NERKAR. et al.9. p. n.1988.l33-8.. n .6. S. Bull. M. v. MORS.35. p.J. NERALIYA. v. Phytochemistry. n. n.2002. Shoyakugaku Zasshi.24. D. Aust.. M. Dial.. p. Pak. et al. N. Seikagaku. 1989. NEIDLEIN.25.54-8.146-53. Res. n. SRIVASTAVA.2.

3. J. ODEBIYI. Farm. Appl.30.67. et al. Drug. OELRICHS. NGUYEN. n. et al. Nat.897-902. n. B. R.56.. v. Jap. n.201-8.. n. C.. Soc.T. v. K. Essent. Tap Chi Hoa Hoc.5. Agric. p.1988. E. NODA.1989. H. 134.1728-6. B. v. v. J. n. v. GB 2246128 Al 22 Jan.1993. G. n. Fitoterapia. NICOLA. v.n. p.2. v. Am. Pharm.9. n. Oil Chem. v. Boll Chim. p. p. 1997b. p. OBERLIES. 86/49164. H. B..6. Brit. Natural Toxins.358-8. 189. Chem. n.1978. NUNES.1991.1990.6.4.1993. NOAMESI. NIGAM. Nat.5. n.309-18. et al. Pharmacol. H. v. Planta Medica. n. p. K. Food Chem.50. Appl. PZ Wíss. Oil Res.38.... NIETO. v.l.139-42. B. et al.. n.16. W. NUNES.1991. C. NOK A. et al J.l.J. et al. J.421-3. L.Anais da XII Reunião Anual da FESBE. NOVOA. OBASI. . D. et al. L. v.244-8..1991.5. et al. Acta Botanica Yunnanica. .3. P. M. ABOU-DONIA.31. C. O. p. p.507-7. N. n. p. Prod. NTEZURUBANZA.43. 1998 NUNES. et al. Planta Med. NORRIS. p. v. p. O. H.59. S. Nat.1985. p...29-30. v. Colombiana Cienc.1990. v. n.30. p. n. Indian J.259-61.36. B.. O.1996. p. n. v. v. p. 1998. Parasitology Research. NGUYEN. West Afr. p.1987.1994. OELRICHS. NOZAKI.1989. n.1976. n. Colombiana Cienc. et al. UK Pat. Am. NORO. . R.39.1987.5. . et al.1982. et al.546-9. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.33-6.12. p. Chem. Kokai Tokkyo Koho JP 62207287 [87207287] (IPCC07H-013/06. n. Nat.56. 1986. p.1980.10.2.49. p.37-48. F.253-5.781-5. Phytochemistry. O. et al. Exp Med. 1949 NISHIMURA. J.10. Fitoterapia.l325-35. NIU. p.1977.1984. et al. NIE.p. Oncology. A.et al. S. NILUBOL. Chem. T. (Tokyo). J. n. n. v. et al J. p.159-62. M.NGUYEN. B J. Journal of' Ethopharmacology. Prod.100-3. v.4. E.344-9. v.N. J. A.4.945-7.7-14. n.48-8.5.82. n. S. n.4. et al. v.2. . v. v.5. 195.37.1995. Químico-Farm.p. D. 47.l5.337.. p.. Phytochemistry. NISHIKAWA. Buli.480-1. T.1985. p.1996.11 Sep 1987.. IGBOECHI. n.. n. Químico-Farm. Planta Med.297-9. Soc. Chung Kuo Chung Yao Tsa Chih. n.1995. Rev.1986. n. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. D. p. R. Q. v. 1977. N. T.59. v.v40. p.634-7.. v.5. et al J. p. et al. H. B.157-9. D. n. N1GRINIS. v. v.62.350-4.2.17-19. K. B. n. v.l. p.50.Antibiot. Planta Med.. n. p. p.6 Mar.9. 1992. O 'BRIEN.4. M. I.20.85-7.1990. 9p.1105-11. OBASI. A. C. Prod. NOPITSCH-MAI. p. NISHINO. NOMEIR. Planta Med. Rev. B. Jpn. p.144-6.53.135. B. v. Res.27. et al. p.3.43.61.1993.1996. N.11 3819-21. X. n. . et al. v.5. P. S.1997a.1985. NOVELO.3.2.l. Fitoterapia. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. Toxins. Org.. et al J. et al. et al J.624-5 . n.3. v. J.302-3. 1986.6. v.. Oil. 1986. N. Pharm. STIPNOVIC. NUZELLLARD. NOAMESI.1998. n. et al.7.l.2.4.

p.. OKUGAWA. OLIVEROS-BELARDO. O. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.7. L et al.347-51. Chem.15. F.54. Q. Lloydia. Planta Med. R.1-21. v. et al. n.. v. . O.60. et al. et al. Ethnopharmacol.4. n. O. Flavour Fragrance J.2. M. 1998. OKAFOR. ONAWUNMI. 1991. Bull. Fitoterapia. OJEWOLE..912-4. p. Journal of Ethnopharmacology. .. 37th. Pharm. Journal of the American OH Chemists' Society. v. Planta Med. n.1986.1982.30. ONAJOBI. n..303-6. n. p.24.76.2.l57-61. G. O. Chem.l.40..B. 1996. OKJAR. n. Res. et al. . M.34. OKUNADE. OLIVEIRA.3. Phytochemistry.4. v. J. A. G.5.. n. 1997.41. E. n. Philipp.1986. OHMOTO.21. Planta Med. et al. ONAWUNMI. 25.42.J.44.39.2.. et al.73.26.9. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. O. v.1988.. 137-9. J. T.1984. v. v. H. p. Lloydia. . n. et al. T.29-41. v.14. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1987 . . n. n. p. 27. n. ONAWUNMI. n. p.. 123. Pharmazie. OJI.12. n.1980. p. p. Phytother. v. 1993.41.1977. S.2171-2173.2. p. OLIVEIRA. v. n.101-5.605-8. M. D. M. n.91-7. v. O.1-16.10. p.2.1996.. v.2002.. Pharm. n. et al..36.. Phytochemistry (Oxford).2650-2. n. OGUNLANA. E. Nat.35. G. p. p. F.l.139-41.64.281-287. OLIVEIRA. n. 2001. .578-81. A. Chem. 1987. v. Phytochemistry. p. v.3. G. Ethnopharmacol.1991. 1984.. 1990. Planta Med. E. Res. . n. 1996. E. Planta Med. OJI. J. p. p. p. Res.4. A.151-3. 1984. et al. Ethnopharmacol. L. Chem. et al. 67. p. . Prod. n. et al.l 55-257. OKUYAMA. n.l33-5. n. v.. J.40.l.J. 1986. p. p. OLIVEIRA.2. Fitoterapia. n. p.1997. O.2. OHSAKI.64-8. n. Commun. A. OJEWOLE. et al J.7. v.OGA. .38. J. O.3-11. 1995.18.l08-15. A. n. p. 1995.332-338. Int. O. n.l. 123. v.115. ONAYADE. OMARA ALWALA. Bull.68. M. . v.157-68. v. G. Sci.2. Fitoterapia.55.1991. A. et al.43. . v. p.l.2871-4. p. O. v. . n.443-6. p. n. v.1988. et al J. Phytochemistry (Oxford). Bull. Tennen Yuki Kagobutsu Toronkai Koen Yoshishu. n.4075-8. p.4. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. OGURA. J.51.198-9. v. v. OKUDA.12. Soc. v. A.347-51. p.1. Crude Drug. et al.2.l.333-6. et al. v.1986. p. p.5.1981. Phytother. et al. p. 1987. 253-8. 189. Phytochemistry. v.21. v.4. p. OMIDIJI. 2001.2. Lloydia (Cinci). p.1993. n.9. 1986. OKWUASABA.1987. et al.4.279-86.2000.3.1988. 1976.205-7. n. v. Q. Shoyakugaku Zasshi. .. O.1983.4.2414-2416. Pharm. p.243-226. p. v. T.12. v. ODEBIYI. Phytochemistry (Oxford). n. O.1987.3. Chem. v. Discovery and Innovation. OLIVEIRA.

69.34.2001. v. PAI. ORTEGA.39. ORABI.1-2.1995.1989. et al.47. v. 1997. p. p. PAGNOCCA.29.129. D. OSMAN. 78.. M. C. et al.30..J. 485. . Bot. SHANA. A. v. SHALA. PAIXÃO. v. C.38. G. Boll. p. n.176-80.47-9. PALANICHAMY.12. Y..6. Farm.l.l99-206. p.2. n. Ecol. p.14-8.. CHAKRABARTY.3.601-6. R.1996. A. O. et al. 275. 1974. C.4. n. M. p. D.1976. A. PALERMO-NETO.1. Toxicol.1996. Indian J.1978. J. Pharma Prat. p. R. PAES.1985. Zootec. Y et al J. Contraception. .17. Chem. Araraquara. et al. Chim.l78.1995.281-2. Indian J.1988. p. et al.8. Phytochemistry. Cirne. et al. p. v..73. Phytochemistry. W.. 1992a. Phytother Res. . Exp. P. A.49-54. A. Food Agric.517-29.2001. PAKRASHI. Stud. n.. C.437-9. n. v. n.3.5.ONO. v. A. L. et al. B. S.l 1. ORTEGA. et al.. OSIANU.4. et al.1978. et al. Ethnopharmacol. et al. n. OTAKE. G. Pharmazie.2015-6. HIRUMA-LIMA.273. F. Experientia. Kokai Tokkyo Koho JP 09234018 A2 9. p. D.19-23.158-62. 165. et al. Soc. v. Chem.43. G.20. n. v.233-41. OZDEN. et al. v. p. PAKRASHI.45. CIURDARU.1990. A. p.l. C. OTERO. p. L.1986. p. p.1978.1990.l 101-5. Pharm.55. n. Alimentaria. M.13. M.37-47. K.l 16-7. PAKRASHI. n.17. A. P. p. n. ONYENEKWE.1283-5.1992b. n. v. A. n.5. p.44-7. Letters in Applied Microbiology. A. Anais da XXVII Reunião Anual da SBPC. n.1997. Fitoterapia. Sci.456-9.39-42. PAKRASHI.1992. Exp.l74.628-9. L J. p. C. Biol. V. p.6-10. Biochim.31. F. Cercet. n. Chem.l 192-6.65-72. v. I. L. 109. Quim. v. 1989a.22. S. ORTEGA-FLEITAS. v. Anais da XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. Cell Biochem. p.1990. p. et al J. Farm. A. et al.1987. C. 1995. 1996. Biol. Buli.276. v. L. Contraception. ONWUKA. Contraception. p. Chem. Rev. Sep. A.l. n. PAGOTTO. Dematitis. et al. v.1980. p. et al. Jpn. OPDYKE..523-36.. et al. p.3. M. F. et al. v. K.16. . N. PAKRASI. n.20. C. Tropical Agriculture. M. Acta Manilana. C. et al.2986-91. n. R. v.1999. v. n.61.5.1995. PAGAM. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. ORSINI. Commun.. n.. B. J.58. T.l79-80. J... et al. v.2000.l 16. Anais da VII Reunião Anual da FESBE.34. v. et al. Phytochemistry. Contact. OSHIMA. OSPINA de NIGRINIS. S. v. Funct. n.1979. v. F.1996 ORTH.1986. n. p. G. Pharm. Arch. PAL. S. n. PAKRASHI. n. ORTEGA-NIEBLAS.1977.26. n.. PLATT. Grasas Aceites. OPUTE. Indian J. 2. Anais do XIV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.46.5.3. PAGANINI. PAL. 108. et al.385-9. p.32.l. p. n. Exp. v. p. v.457.475-80.7. I. v. v.5.1979.737-8.9. p. Jornada Paulista de Plantas Medicinais.9. v. OSAKABE.1996. p. n. F.15.14. 2000. NAGARAJAN. v. v.1995. Food Cosmet.10. M. L.. Colomb. ONTENGCO. Alimentaria (Madrid). v.34.1985. p. v.1325-30.2000.T et al.. PAIVA.

521-5. P. Pharmazie.53.21.23.2. M. Journal of Ethnopharmacology. Res. J.1995.3. v.580-1. K. v. Yaoxue Xuebao. PANTOJA. p.l. p.27. Nat. n.1965. PENELLE.31. Nephrology Dialysis Transplantation. v. p. 594-5. v. . et al. B. 294.2. p. C.26. n. et al J. PARIS. v. PAULINO.101-5. M. 1998. Toxicol.1999. n. v.239-42.31. v.l 158-63. 1986. p.5. p. v. .1978.305-7.200-2.964-6. p. 1997.879-83. P.l595. ROTAR.57. v. M. Sci. n. 108.3.40.1987. n. . Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.189. n.1996.233-9.1583-92. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.. G. PAYA. n.1993. A. . v. et al J.1968. PARRY. J. Quart. PASQUA. v. PARK. J. A. G. PAPHASSARANG.1990. n. Farmaco.8. Gen. n. PATWARPHAN.228-32 1996.271-3. F.36.1991.. v. . Scand. v.39-41. M. J. B. et al.321-2 (English) 1996.1989b. Phytochemistry. PENA. N. n. p.28.795-802 1996a. Mutagenesis.49.1995. p.12.52. v. v. Journal of Ethnopharmacology.1-2. p. Journal of Ethnopharmacology. V. p. A. lndian Drugs. S. 10.577-80. J.2. M. 39. Nat...2. v. Mutagenesis. n.2.. Anais da XXIX Reunião Anual da SBPC. S. GUPTA.67. E. v. n. J. MORS. Prod.296-7.3.l 1. F.271-3. n. Pharmacol.1996 . A. Pharm.325-32.1989c. H.2001.4. p.20.1057-66. v. n. v. v. Hunan Yike Daxue Xuebao.51.2002. Hosp. PAULA. v.17. p. PAULINI. Planta Med. p.1986. n. n. KAR. Acta Chem.. et al J.J.1539-41.5.5. B.619-26. 1999. Crude Drug Res. p.5. et al. v.1989..63. n. .5. Prod. D. . n. et al. . J .44. p. Pharm.l. Phytochemistry.3. p. PARODI.4. et al.6. p.11. v. M. p. p. v.501-4.3. n. n.5.53. n.446-50.82-3. p. 1992. SCHIMMER. p. v. C. v. Journal of Ethnopharmacology. ] Etnopharmacol. et al.7. R et al.1989a.5-7.. n. Nat. A. et al. n. . PATNEY.52.6. J. D. S. . p. et al. B41. n... v.. p.8. 1967. p.1996. v.l 1.1996. R. p.. n. PAUMGARTTEN. LI. C. p. et al. V. n. Ser. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE. Probe. Phytochemistry.4. J. p. R. PAULO. p. S. O. v.48.5.913-15. S. A. Volume Date 1995.1977. v.v. Rend.40. S. PATEL. p.1999. O. PENG. et al. p.11. et al..56. et al. n. Protoplasma. et al.4. p. Food Chem.1458-9. Phytochemistry. DELAVEAU. J. PARLERMO-NETO.595-7. n. PARMAR. PASKA. Phytochemistry (Oxford).1988.45-50. 2001.l. n.1998. v. n. PANDEY. n.260. J. p. et al. R. PASCUAL. et al. PARENTE.1987. Orient. PELOTTO. Nat.7.59-61.l359-60. v.43.. Yaoxue Xuebao.30.PANDA. W. p. PATEL. Prod. v.8.267-70. P. et al. n.. 446. n. et al. p. PASCOE. 132-42. Pharmacol.J.. O. Crop. Phytother. N. v..1991. v.. PATIL.l63-6. PENG. Compt. p.2000. p. G.7. 1996. n..1988.24. C.9-16. et al Biochemical Sytematic and Ecology. et al. P.470-4. P. B.1991. Prod. v. Chem. n. Indian J.52.58. H. n. .4.4. FREITAS.1987. Pharmazie. PAULINI.l. p. Tetrahedron. 1989b.. P.187-94. D.

n. A. n. p. M J. 1974. v. PEREZ-AMADOR. PETTIT. J.9. p. n. v.. p. et al. TSE. GASCON-FIGUEROA. Ethnopharmacol. Prod.15. 1995. Anais da XXVI Reunião Anual da SBPC. Order No.1. PHILIPOV.. p. T. G. B.5Mar. PEREIRA.2. PFAU. P. Tetrahedron Lett. . et al J. Arizona Board of Regents US. W. 1994. 1992. . Phyton.1994. G. n.29.6.12.1322. Tap Chi Hoa Hoc.T.56. p. PEREZ-GUERRERO. S. US4997817 (C1. p. PHAN. PEREDA-MIRANDA. et al J. Pharm. C. Nat. v. Yaoxue Xuebao.1219-21 1997a.581-6. PIETERS. PIERS.67. PICHA.. S. DELGADO. W. p. 1988. n. Avail. A.. P. J. n. Med. Cancer Res. et al. . C.279-84. Planta Med..465-8.. n. v.1987. Can. Phytomedicine.26.l 77-83. v. Clin. S. 1991. et al J. Microfilms Int. v. C.2.2001. et al.1984.182-5. The biologically active constituents of "sangre de drago". v. et al. et al. p. Nat. J Ethnopharmacol. A. 514-25 (IPC A61K-031/ 71. W. p. R. S. M. v. v. DA9231869 From.J. R. E. 1990. S. Chem. Nat. v. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. P.. R. 1991. L.5.25.l 13-7.9. PERRY.6..169-74..J. Appl. et al.. n. N..2.76.26. PEREIRA. v. Soc. PESSOA.65. n. n. v.PENG. n .1996.53. A.1993.2. p. Prod. n. n. N. PEREZ-MALDONADO. P. Phytochemistry. n. PHADNIS.1994. M. V.8.l91-7. PEREZ. PIETERS..1992. Perkin Trans.. p. p.6. l l . p.2971-4.54.6. n.Journal of the American Mosquito Control Association.57. n. PERDUE. p. J.22. B. Abstr. B. G. Exp. p.1551-6. Univ. p. et al. p. C. n. Nat. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.33.2. Indian J. n.2002. n. L. v.5. I. A. Sci. v. PETCHNAREE. Chemical Research in Toxicology. Vlietinck. 302. KULKARNI.. M..833-7. n. Phyton. et al. PETERS. H. p. Planta Med. Fitoterapia. . v. v. 1995.12. . ANESINI. M.. et al. R. B 1992. et al.l. 1997. n.525-8. Ciência e Cultura.1986. v. PEPATO.1990. p. Journal of Medical Entomology.2803-4 (English) 1992.555. v. J. p.. v.. p.51. Antimicrobial Agents and Chemotherapy. PEREIRA. et al J.1986. p.81. 872. p.3.l43-6. v. Life Sci.4.2623. p.. NORTON.2429-37. Soc.1980. C. v. PEREDA-MIRANDA. Nutr.11. Diss. 1978.937-40. n. 1994.1996. PIETERS. A. n.3. R.. p.64. p. J.337-9. et al.99-102. S. Prod. n..1994.6. p. p.1999.918-22. Anais da 40a Reunião Anual da SBPC.. R.60.607-12. J.53. 467683.307-10. Planta Medica.2. PEREIRA. n. Int. 216p. PERICH. PETER.899-906.17-22.5. a traditional South American drug. L. 1988.4. v. N.31.6. p. . C. R.1993.1997b. n.63. v.2.23-6. et al. Chem.5767-70. et al J. n. D.56. PHADKE. . v.23. Acta Pharmaceutica Sinica.1994.1996. v.1991. PETERS.2. SOUZA. Sci.1974. et al.76. PEREDA-MIRANDA.31. p.27. R. W. n. v. American Journal of Chinese Medicine.l. Chem..43.1990. et al. P. PEREZ. 129-31.58.1054-7. 1.996-8. v. Br.38. R. v. BLONSTER. R. n. J.38.5. . M. p. Prod.1989. p. 1974... n.19Jan. p. Perkin Trans. v.]. H. R.515-33. P.. v. n. R Anais da XXVI Reunião Anual da SBPC.

p. n..48. v. C. p. et al. n.33. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Oil Res.2. Essent. K. G.346-50. 1990. p. C. et al. P. Oil Res. 1985.1989. Nahrung.3. A.1996.l-118. L. et al. p. n. et al.22. Nahrung.9. A. v. E.365. p.37. Essent. Contact Dermatitis. C.44.. C.1992. v. p.. n. SRINWASAN.335-8. L. PLATEL.29. n. Public Health. n. P. C. Proceeding of the Society for Experimental Biology and Medicine. 258.3. A.J. v.33. PRADHAN. . .8.4. v. v. p. .29. Journal of Natural Products (Lloydia). A.1949. n. M. n. PINO.et al. PINAR.l. et al J. ORTEGA.41. v. Technol. et al. V. p. K. Food Chem. n..J. et al J. p.2.4.75. n. n. 1998.1997. PINO. Phytochemistry. Toxicol.-Wiss.41-5. p.2320-21.l. v. et al. J. Anais da XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. 1996. n.J.3. et al. n. p. PINHEIRO. . Nahrung. PINTO.2. .1989. PORROS. POLASA. et al.1992. PINTO. Essent. 1993. Oil Res. A. S. International Journal of Pharmacognosy. p. n..763-6. Oil Res.139-41 1996. Trop. p. et al. GALAN. PORRO.71-82. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.].1990. PLATEL. v.1994.34. Alimentaria (Madrid).101-5.5.5. 258. R. p.2. 1998. PLOUVIER..2. v.289-95. 1998.1993.217-9.76. p. v.1992. et al.1990. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.25-33. et al.). v. M. Planta Med.l23-4. PINO. v.384-8. Nahrung. v. J.p..853-4. Prod. O.68-74. Phytochemistry.1979.4.1997a. Anais da XXXVI Reunião Anual da SBPC. Helvetica Chimica Acta. n.1991.1981. v.43.362-4.3. Compte Rendu Des Seances De La Societe De Biogeographie 66. n. K. Oil. p. Ethnopharmacol. p. Med.9. M.l 8-25. Ethnopharmacol.l. p. p. n. Sept.662-3.1987. S. v.203. P.PIETRO.228. 149.4. 87. et al.3. p.10. 2000. et aí. et al.156-160.18. PINO. et al. v. PITASAWAI B. K. v. Rev Invest Clin. PINO. N. Lebensm. B. M. A. 59. J. PORTILLO. et al. et al. n.1993.467-8. 1994. n. n.9. v. Herba Hung. PIRKER. p. PISTELLI. RUKMINI.3.155-61. p. n.23 . R. PINTO. POLI. A. J. E.. R. PINTO JUNIOR. n. M. n. n. et al J. PONCE-MACOTELA. et al. p. B.. p.859-61. Nat.7.J. Compt. et al. R. PRAKASH. H.-Oct.1605-8.p. p.445-6. 1984.279-82.56. B.10. . POBOZSNY. 1693-5. v. n.9.1997. 1994. Ethnopharmacol. v.93-8. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.833-41. M. J.. 2001. POMÍLIO.1997. 88.2. PINHO. n.26. v. v..1993.l. et al. . B. PLUMEL.. v. Bradea 5 (Suppl. Rend.4. Phytomedicine.103-127. v. v. p. K. 1998. . M. p. 1995. v.1990. F. POTTRAT O.4. A..25. n.1983. Res. POUGET.286. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Southeast Asian J.. p.36.8. 547.. n. Essent.1997.5. v. Cancer Immunology Immunotherapy.36.

183.185-92.9-15. v.221-6.1988. n. et al.75-81. v. PRAKASH..l74-5. p. 2001. p.70. 273. Materia Medica. J.13. K. n. et al. p. Pharmazie. p.28. n.. Clin.12.ll. p. et al. QUEIROGA. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al.3.24. PRAZERES.5. v. v. p. A.23. O. p.l9-24. Bras. S. 1993. v.1996.1996.71. 1975. 1989.. G. v.6. n. n. n. p. Bot. Biol. R. A..9. Soc. J. PROLIAC. Indian]. H. 1992. 109.Plant Foods for Human Nutrition (Dordrecht).51. PURI. QUADROS. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. 133. Phytochemistry. Life Sci.25. et al. A. n. n. PRASAIN. . v. 1988.2420-2. Fitoterapia. Pharmazie. et al. PUSHPARAJ.l. . China Journal of Chinese Materia Medica.1987.2000.143-4. 2000. et al.2002. 6/9. 5/9. QIAN-CUTRONE. p.. Monografia Unesp-Botucatu. et al. n.l.69-76. Biochem. et al. n. v. QUESADA. Prod.1987. PURUSHOTHAMAN. QUEIROZ NETO.1986. QUEIROZ.89-92. PURUSHOTHAMAN. A. 22.858-61. v... L. P. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. n. D et al. p.. Phytochemistry. v.59. v. RAYNAUD. n. n.72. p.304-5. n. K. F. J. PROLIAC. 1988.6. PUSHPENDRAN. PUPO. PUATANACHOKCHAI. VASANTH. n.l 129-30.l.10. J.6. S. Tetrahedron Letter.1996. R. B.3035-40. .7833-42. K. p. Biochem.1986. S.12.3. Phytochemistry. p. n. Rev. v. v. . S. . M. Ethnopharmacol.2. et al. n. p. L.1971.2. 1996. QUEIROZ.367-82. A. p.5. p. et al. K. Chem. n.484-91. Ethnopharmacol. v.41. B. p.14. n. p. p.611-12.196-9.18. R. Biophys. 1996 QU. n. M. 320. n. v. Pharm. 16. lnt. Cancer Letter. L. A. v.229.58. et al. O.26. v.5. Exp. I. QUEIROZ NETO. et al.v. PRIESTAP. p. v. C.1997. P. K. BRANDÃO. et al.63. S. 1980. J. PU. 246.1986. . p.53. J. K. et al.2001. v.465-8. QUEIROZ. p. et al. A.2.535-47. Commun.1-2. A. K. n. Indian J. p. et al.l-2.PRAKASH. MURTHY. J.2000. p. 1993.1988.23. .287-94.673-4.1977. C. Immunopharmacol. Immunotoxicol.. 1996.304-5. L.l 15-9. Anais do X Simposio de Plantas Medicinais do Brasil.33.2. REIS. Journal of Food Protection. B.l. n. . n.1990. Res. C. I. v. v. 320. PRASAD.685-6.3. p. Z..8. v.57.429-32. PRAKASH.2. J. Journal of the Science of Food and Agriculture. J. Res.l579-82. 1995.59. Ethnopharmacol.. Indian Drugs. Acta Helv. PUGAZHENTHI. Crude Drug. p. et al.18.8.. QUEIROZ. v.11. n. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v.47.519-30.1991.1985. n. Estudo do efeito analgésico de plantas medicinais da família Piperaceae. et al.24.. p. v. Tetrahedron. J. v. C. p. Phytochemistry. p. et al. 1996.18. Nat. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1988. n. v.

41. n. 6..170-1.70 (Sept.1987. RAMACHANDRA. n. RAPPARINI. n. v. FOUSSARD-BLANPIN. S.3. Sei. India.P. R. Ethnopharmacol. RAGASA. et al. K. Biol.1053-61.56. et al.2002. et al. Essential Oil Res.1997. A. n. RAO.269-75.l. RAO. RAO. p. Assoc. 236. p. et al.1982. Med.l. p. R. n. et al.10/11..6. K. T. L. A.1980. RAFATRO.51. A.681-7.1988.9. et al. PRAKASH. B. RATNAYAKE.2002. p. M. RAE. Phytochemistry. v..517-20. v. v. n. RAMOS RUIZ.2. et al.l.. Phytochemistry (Oxford). RAHMAN. Phytochemistry.67. Pasteur Madagascar. n. P. . V. RAJENDRAN.1987.171-6. Pharmacoi.. A.1988. 6/9. n.405-8. n. Journal of Ethnopharmacology. v. 313. Res.l. G et al J. Res. n.40.3. A.1990. et al. Biochem. Soc.40. p.65. 777. n. et al. v. p. Fitoterapia. et al. Soedin. v. RAHMAN. p. v. Anais da II Reunião Anual da FESBE. N. L. C. p. n. A. et al. Nat. RATH. Pertanika.9. RAO. J. p. QUIJANO. RAMAN. 1975-8.1997. v. v.13. D. p.3. p. K. p.J. V J. S. p... et al. Anais da XXXIV Reunião Anual da SBPC. QURESHI. v. n.1985.2001. Khim.58. n. p..26.1979. v.70 (Sept. A J.81-5. Soedin (Tashk). Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.3.37. Anal.1988. RAMESH.3.V. M. Food Chem.81-7. Fil. et al J. n. RAI. Inst. S.1994. p.261-71.l.l. v. Oil Technol.27. n.63-4. Agric. n.3. R.4. n. Khim.19. P.59. Med. p. et al..1986.1996.68.2.1979. v. p. v.1990. N. n. P. Prir.2. 1187-1188.2. N.8. RAO. n.1989. R. p. Prod. O. Planta Medica.5.2001. RASTOGI.3. v. Phytochemistry.. p. p. v. et al J. et al. et al.36.3.81-7. R.170. p.. RADHAKRESHANAN. 1989.207-214. Pharm. v. Food Compos..51. J.. p. et al. 1988. V. p.1999. Bangladesh Acad. 1990. et al. M. v.67. 1. RAI. 1997. n. RAHARIVELOMANNA.1992.l. Indian J. p. 1995.86. v. Indian J.1979. n.14.3.. Sci.267-9. n. Phytochemistry. RAINA. et al J. Arch.2000.1996. RAKOTONIRAINY..5.5.l. v. RAKHIMOVA. V.223-31. S. v. v.56..52. Prod. p.19. H. n. DASAUNDHI. v.l24-7.76. v. p. p.. v. RAJASEKARAN.16. C.869-72. et al J. S. F. v. C.179-82.. 1994. Nat. RAO. P.45.4. p. et al.1996. Curr Sci. p. n.1978. Phytochemistry. n. Ethnopharmacol. Phytomedicine..21-4. v.9.1978.729-32. 1976. Drug Dev. Y. A. n. Chromatogr. S.236-3. n.J.57-61..384-6. Biochimie (Paris).). p.. v. p. p. p. B. RAFFAELLI. p. RAMSEWAK. RABE. et al. Res. Phytother.492-5.67. n. S. R.57. K. Prir. v. et al. SHAKIROV.517-20. T.5.2. n.103-4. L. Sci. et al. RALISON.2.l557-60. v. Phytochemistry. v. v. n. v..l 107-10.. GAIKWAD. QUEVAUVILLER. v. 123-7. p.48. et al. et al. Cancer Lett. LAU. A.321-7. RATHRI. RAMOS. et al.QUETIN-LECRERQ.349-62. . A. S. S. 1997. n. Indian J. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1990. R. et al J. et al. R J . p.1093-4.). S. p. Seances Soc. RAKHMOV.40. 1225-30. A. C. Indian J.1987. p.1985. G. 509. D. . Pharm. N. Indian Chem.

Prod.783-4. 56.l.2. Etnopharmacol. Trans.1996.355-8. B.82. n. Agrum. Biochemical Pharmacology. Nakasone Rivadeneyra. A.1995. 1639-42.1984b. R. et al. A. RAVI.. KAWANO. A.3.3.. V. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p..58.614-5. Inst. L.. v. M. A.1980. Res. v.1995..58-62.Rev. n. 176. v.. REEVE. L. 31. Bot. P. S. K. Cavinilles.15.J. p. Deriv. p. Bot. n. M. A. n. DUQUE. Nat. A. Rev. n.1994. n .261-70.l. REDL.. v.218-20. et al. Inst. J. M. Agrum. v. K. RIBEIRO. Pak.9. n. P.. A. Colomb. .9. 10.l. v.61-6.38. Cavinilles. p. Flavour Fragrance J. U. R G. World Journal of Microbiology & Biotechnology.4. An. et al. 1998. n.l. . RAVID.. p.56.171-4.J. p.361-4. E. RIEL. REBUELTA. L. p. REDDY. et al. Chem.J.703-14. M. M. n. Phytochemistry (Oxford).58.65. v. RETAMAR. RAULINO FILHO. v. Anais do II Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental.C. Oswaldo Cruz. n.362-4. S. n. v. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. R et al J. 3. v. n. et al. Anais do II Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. J. et al. n. REISCH. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.2002. p. Photochemistry and Photobiology.l. p. 1988. RIBEIRO.Essenze. v. 262. REINA. et al. Farm. et al.1985. Bras. et al.. Deriv. Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC. 1994. REDDY. p. RIBEIRO PRATA.317-20. p. n. R.1988. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 7/9. F. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. RESTREPO. 764. n. R. Mem. v. p.459. . Phytochemistry (Oxford). M. Planta Medica. Deriv. RE.1993.. H. et al. et al. n.447-52. M. n. J„ PODPETSCHNIG E. Perkin. 41. et al. REYNOLDS. v.2002.. p. n. 1992.1976.1988. et al. v.813-17. p. Ind. n. et al.l. RIBEIRO..65..l730-4. A. Sci.1990. v.J. 1987.34.2. p. et al. J.74.32. RIAZ.29. p. et al.1993.1990. v.12-19. MAJUNDAR.RATNAYAKE-BANDARA.79.54. v. et al. R. E..1986. n. M.6. Pharm. p. REDDY. RETAMAR. Agrum. 21.1977. . 1989. v. S. Essenze. K.60. v. H. et al. Bot. Quim. p. Soc. n. M. v. Etnopharmacol.40. J. p.. K. et al J.1995.65.1995. n. v.11.1997.67. 1996 RAWAT. 1986. p.3. p. Nat.1988. I.17. Indian Chem.37. p. 1984. Quim. Econ. et al. et al. et al. 1994. Bol.J. REES. Peru. n. RAY. J. v. 1993.4. Soc. REIS. v. Etnopharmacol. et al.1993. .6.3.36-41. A. An.. Anais da X Reunião da FESBE. S.57-63.52.317-20. M. W. RIBEIRO. l 1 .303-7. 41. n.315-20. R. H. 1986.503-10.34. n. 138. Inst.4. p. . 300. p.2.1976.30. Soc. . REATEGUIGONZALEZ.4. M. p. v. v. RIBEIRO DO VALLE.56. Sci. R.3. Prod. 9.191-5.249-51. v. T. Phytochemistry (Oxford). 64. n. p. 300. Phytochemistry. p. RAZA.1983-5.l-2.1995.4.45-53. n. p.

M. et al J. n. ROSAS. L. .40. Anais da X Reunião Anual de FESBE.183-190. Southern Medicai Journal.522-6. v. et al. v. v. n.. et al. 89. A. Acta Amazônica. Tecnol.1995. 1992. p.1967c. 1998.1967b.1999. B.5. 1989. n..5. ROMERO.1968. p. B. E. H.l. 2002.. p. 189.. 1999. VILLAR. . M.1988. v. Desidrocrotonina: Atividade antiulcerogenica. ROMAN-RAMOS. A flora da Amazônia.. Anais da XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil 127. R. et al Journal of Ethnopharmacology. n. Med.3.2. p.1980. Pharmacal Res.1991.1-2. Cancer. ROTZSCH.101. n. p.56.16. H. FORDICE. L. 166. 6. M.381-7.100. M. p. D.12. v. TAKAKI. W. K. J. A. Campinas.L. et al. A. 1703-6. 241. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. Qatar University Science Bulletin. Behav.2417-18. 1991. n. M. p. et al. et al. Basic. A. v. ROSSI-FERREIRA. ROEDER.65.71. P.. RODRIGUEZ. 1997. et al. 6/89. 1998. RIMANDO. . v. Arch. 1994. RODRIGUES. v.5. A.93-8. p. F.l48-62.30.43. v. Varasarn Paesachasarthara.1741-52. J.9. Z. L.261-7. A.13. K.6-11.6. 1988. Phytochemistry (Oxford). Bras..9. Tese (Doutorado)Universidade Estadual de Campinas.1982. A. A. v. n. v. Chem Ber. v. Ber. KIMURA. SCHREIBER. v.30..1989. 1987. F. ROBLOT. v. 42. RODRIGUEZ. 73. 279.1992. R.87. et al. n. A. et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. 1982.387. et al. v. et al Arzneimittel-Forschung. B. M.4. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. RODRIGUEZ. RIZK.5. n. Chem Ber. v. 1988.n. 113-9. Anais do 1o Congresso Brasileiro de Farmacologia e de Terapêutica Experimental. p. Anais da II Reunião Anual da FESBE.l. . Phyton (Buenos Aires). RODRIGUES. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. L. Biol. p. n.42. Phytochemistry. Aug.53. 113. v.. . et al. D. p. R. et al. p.9.1725-40. 1996. p. A. R. Fitoterapia. et al.1991 ROJANAPANTHU. G. RODRIGUES.4.7.2. HAUN.p.281-5. ROSEN. p.10.34.7.1988. 1986.1986. Microbiol. Aliment. Phytochemistry (Oxford). M. n. n. Cienc. 1993.2450-8. v. p. RODRIGUEZ-AMAYA. p.100. n. n. n. v. I. Planta Medica. RODRIGUES.2.2.79. et al.135-44. E. toxicidade e metabolização in vivo e in vitro. SIMEON. S.4-6. T. 186. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. L. RIOS. M. V.1994. 2000. M. F. 1997. M.. J Ethnopharmacol. 1989. Biochem.1987-94. . RODRIGUES. n. Belém: CEJUP. 1998.l. ROCHA MOTA.1989. ROJAS. p. J. n. ROCHA. et al. A.5-10. p.543-6. F..RIGGS. et al. Chem. v. Pesqui. v. v.1223-7. ROMO de VIVAR. A.105-10. p.367-71. v. et al. et al. RIVERA. n. C. 1996. 311.13. Ver.42. ROUQUAYROL..60. p. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. RIPPERGER. RODRIGUES.l0. ROCHA. p. RIPPERGER. 1995. ROCHA. (Seoul). D.Anais da XI Reunião Anual da FESBE. et al Pharmacol.l79-83.138 p. A. J. A. et al. Phytochemistry.11. p. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Sci Pharm. n. n.

J. Org. J.6. SAKSENA. OH Res. et al. v. v. p. v. 1994. v. Indian Perfum.l. Etnopharmacol. T. L.6.9. p.5. R.1994. M. J.456-9.l 175-82. Catalogo de Plantas Utiles de Ia Amazonia Peruana. p. et al. et al.19. v. Trans. Chem.87. B. Technol. p. p. Indian J. n.47. v.1986. Int. v. SACCO.42. et al. SALAMANCA. Z. v. n.2. p. M.29 ... G. 1163-74. SAHAI.1991. p. v.2. et al. Essent. et al J. 327.68-9.1987. . SAHA. v. n. Chem. n. Soc.. v.1980.55. M. M. n. SADIQUEJ. v. C. ROWE. RYBAK.535-9. n. 2001. et al. (Tokyo). Perkin. p. RUPPEL.42. n. 1992. p. SAGAREISHV1LI. et al. n. Sect. n. v.1987. et al.1.57. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. p. p. Trop.. SAKAI. Pharmacogn.39. p. L. RUZ. J. . SÁ. n. A. S..60.. Agrum. v. T.1987. Anais da XI Reunião Anual da FESBE.497-510.l 17-26. . A. J.2751-6. p.1994. RUTTER.6. E. n. et al. et al. AgricBiol. N.143-9. Exp. B.1983. ROZSA. v.5.103-7. n.423-30. n. v. SERTIÉ.1365-70 1996.47. 29B. M.284-6. SAITO. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Phar.2000. n. ROY. K. Am. SACHDEWA.1996. et al J. Soedin (Tashk). p.1976. 1988. Planta Med.1992. D. p.v34. L.2506-11. p. n.3. et al. p. Res.. SAAVEDRA..42-45.. Chem. Phytochemistry. N. F. M.1980. Planta Med.1991. K. Chemical & Pharmaceutical Bulletin. RUPPELT. et al. Tetrahedron. 187.67.992-7. A.. S.3.6. S.3265-8. M. SAAD. 42.19.1249-56. Med. Biol.62. SALEH. n. Int. et al.1980. v. R.1981.l6. Yarinacocha: Instituto Lingüístico de Verano. et al. L. SALEEM. v.538-40. v.40-4.6. 1990.39. L. G.1994. p. n. Phytochemistry (Oxford).188-90. n.2. p. B.l 171-6. v.l6-17. p.144-7.41. SACCO. p. Prir. n. Lloydia. SAKURAI. p. Vet. n. v. et al. n.298-303.3.1996 SAKSENA. v.48.5.6. et al. p.3. 6/9. Phytochemistry.65. p. .48.. RUECKER. 565-6.l. p. Phytochemistry. SAITO. et al.4. Chem.1996. et al.2002.l. V.6. n. Indian J. M. n. n. p. n.6.. R. Khim. A.l. n. 1996a. M. p. . M. Planta Med..l625-8.1991.86 (SUPPL. T. ALVARENGA.2001.ROW. 1991.5. N..757-60. Carbohydr. SACCHI. p.61-71.. Phytochemistry. T. Phytochemistry.l. SAIKIA. v.) 2. Indian J. n.1997. 1980.1090-7. D.28. p. J.. n.. et al. Health.8. RAY. N. et al. p. et al. v.180. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Fitoterapia.. SAADJ. Res. RUFFO.3. n. B.6.201-12. SAITOH. SAHPAZ. A. A. Bull. n.43. A. Planta Med. S. p. .1988. Memórias do Instituto de Oswaldo Cruz Rio de Janeiro. K. A.. Chemotherapy.45.6. M. A. n. International Journal of Oncology. et al. v. 1990. v. n.29.45 . . 1279-82.1989. A.203-6. A. Essenze Deriv.983-5. 1984. Planta Medica.29.6. 86. v.1990. v. Chem. et al. L. 1994..5.2. et al. v.

Anais da 34a Reunião Anual da SBPC. Gen. n.. p.2. et al.. 1994. 1987. Cienc. 1996.2. J. SANTOS. R. F. . International Journal of Pharmacognosy. C. Quimico-Farm. v. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE. Indian Drugs. S. SANCHEZ-MEDINA.177. MATNILLA. 1993.. Lett.83. . Qatar Univ. E.67. SANTOS.19. K. SANTOS.1996. SALUJA. 793. p.l. Indian Journal of Pharmaceutical Sciences. et al. Colomb. Res. Phytochemistry. C.. et al. Phytochemistry.1997. v.207-13. v. v. SANNOMIYA. SANE.49.Anais da XII Reunião Anual da FESBE.2. 12. SANTOS. n. v.63. SANTANNA TUCCI. Anais do IX Reunião Anual da FESBE. A. J. p.2. Revista Iberoamericana de Micologia. et al. C.1995. . Editorial Científico-Médica. n. A. SANDHU.1996. V. n.. 1996(b).229-38. et al. M. A.l7-22. Cell. 6. n. et al. SANTOS.72. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.64.74-8.3. . v. A. SAN MARTIN.1499-506. p. B. S. R. p. E.SALLAL. . 1994. 1970. Barcelona. O. v. Lipids.. v.l. et al. J. N..1985.7.23. D.3. ALKOFAHI. et al.1994. R.1996. E.J. n. n. p. Ethnopharmacol. n. Farmacognosiacom Farmacodinamia.76. n. v. 108-10.34. V. 50. p.20.6. v. v. SANTOS. et al. p.. . R. 347.32. et al. I. SANTOS. L. M.J Ethnopharmacol.42. 2000.51.1982. R.66. et al. et al. SANTOS. . v.77-82. SANTOS. 10. p. Phytomedicine.1997. 32. Anais da II Reunião Anual da FESBE. p. v. Biomed. et al. SANTOS. SAMA. . A. J. n. 118. . Fitoterapia.738. 387. SALT. 1986. n.2.549-601. A. 6. S. Mykosen. p.1976. Anais do XIV Simposio de Plantas Medicinais do Brasil.1998. p. v. et al. v.l 15-200. 580-4. Phytomedicine.211-15. 1998 SANTOS. et al.1993.1999.1499-506. et al.8. 1998. R et al. C. 384. ADLER. p. A. SANBONGI. lmmunol. v.l54-62. 103. 244. Anais do XV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil. p. A. P. 1990.. A. SANT'ANA. F.95.. 1995. et al. 298.1043-7..15. v. Indian J. E. D.237-9. n. p. 1996a.. SANKARANARAYANAN. 1968.235-40. T. n. 1997. 431. Anais da XI Reunião Anual da FESBE. Gen Pharmacol. Anais da 22' Reunião da SBPC. p.2001.26. n. et al.6-13. SANOKO. p.J. p. et al.1998. et al. T.1980. 1993. QUEIROZ NETO. Anais do VIII Reunião Anual da FESBE. Med. Reunião Anual da FESBE. F A. SAMMOUR. L. JOLLY.55. SANCHEZ-MIRT. p. A.705-7.8.1997. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. p.l5.1995.691-8.l. v. v.10. 347. A.555-6. SANTANA. Planta Med.12. . SAMY. p.53 .212. 2001. v. v. v. Anais do XIV Simposio de Plantas Medicinais do Brasil. R. A. A. SANTANI. 129-36. 1996(a). 1995. Bragantia. F. n. Pharmacol.l33-5. L.26. n. Sci.1999. p. J.F.144-51... SANTOS. V.2.9. n.7. H. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Ethnopharmacol. M. K. Rev. n. SANABRIA. D.55. Anais da X. n.

Medicinal and Toxic Plants of the Northwest Amazonia. Zoo. n.1990. J. V.6.40. Plant Cell Rep.47-62.287-8. Phytochemistry. 53.51. KUBELKA. SCHIMMER. v.1994. n. 1985. I.1992-1993.2. n. n. MOREIRA. Apoth. p. v. A. F. Lebensmittelunters Hyg. SCHLEMPER. n.1991a. J. et al.M.l78-83.58. S.31-4. K.1978.628-9..l. E. p.l.21. v. n. A. n.3/4. 1993.32. p. v. Cryst. Mutat. 1986. et al. SATO.159-65. n.v.663-6. et al. v. M. et al. Phytother. Histotechnol. Food Chem.l. P. et al. n. SARAF. n. Anais da IX Reunião Anual da FESBE.212-6.4..l.1987. Oesterr. v. J.78.3.709-10.. p. n. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. p.l. VYAS.l. et al. SATYANARAYANA..20. K..4. p.1988. n... R. p.. 2002.381. Farm.709-11. R. Liebigs Ann. 1998. Anais da 36a Reunião da SBPC.9.1997.. SAXENA. n. S. Fitoterapia... SARGENTI. SAYYAH. et al. v. Agric.1990. W.208-16. p.. v. SANT'ANA. Dioscorides Press. p..1995. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. Herba.611-17. K. S. Journal of the Food Hygienic Society of]apan.1995. J. A. Prod..1991 . 125. . n. v. SAWHNEY. SARTI.285-90. Apoth. v. Phytother Res.. E. SATO. 209/69.l.1825-9. et al. G. p.12.13-27. K.-Ztg. KUEHNE. E. Anal. n. p. Nat.J. S. Res. Chemical &Pharmaceutical Bulletin. R. H. Y N. 9.1997. Chromatographia.. 1988. v.10. n. n. SATO. v. v. Mittgeb. O. et al. T et al. p. p. Anais da III Reunião Anual da FESBE.1993. v. S. Assoc. SAUERWEIN.1986. 1992.1985..1994. 485. R. 1991.1986. SCHNEIDER. Plant Cell Rep. v. SCHMEDA-HIRSCHMANN. SARASWAT D. p. Asian J.1997.9. . C. SHUKLA. et al. p. E.2. Biochem. S. SCHMIDT. SAVITRI.579-81. Growth. n. E.66. 1996.51.5/6.1990. M. K. n. p.l.9. et al. et al. R.2001.. Physicians India. p. 1998. Chem. SCHNEIDER. p. v. SCHEWE. SAXENA.l5. Sci. SCHLIEMANN. O. Phytomedicine. ML. SCHONING. T.44. 1990. E D. SCHNEIDER. p. K. v. 206.5/6. Journal of the American Mosquito Control Association. Nat. et al. n. Int J Pharmacog.53. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n.9. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2002. JAIN. Pak.. R. p. Zeitschrift Fuer Angew. et al. p. SARASWATHI. . n.193-6. Nutri. Oesterr.10. P R J . Y. 605. p.46. et al. A. n.244-9. SCHULTES. P D. SANTOS. n. v. p. p. RAFFAUF.63-67. p. W.8. 364.1990..287-8.6. 45.348-9.. WELLS. SAXENA. M. et al. The Healing Forest. A.1997. et al. p. Trib.79. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. L. G. n. et al.44. A.9. S. E.132.375-8.44-9. n.. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. SAXENA. V. v. Prod.2854-60. p. J. E M. v. n. S. R. et al. GNANAM. SATHE. J..44-9. J.154. V. v.243. M.253-60. SAXENA. K. v.2. W.4. v.2. et al.1997. SCHENKEL. P et al..1988. v. A. Res. N. N.179. LANCAS.3. O.2.34. P.1992. G. n. v. MUKHARYA. Res. M. n.84-7. 83. v. p. Fitoterapia. D. Ztg.185-91.SANTOS. SASHIDA.7. C. J.l. H. v.45. O.39. p..68-73.1 996.5.l5. SANTOS. p. et al.. SANTOS. 1986. SCHIMIO.. v.

p. C. SENA. G. Orient. 1992. Biochem. M. v. Nat. 2000. SHUKLA. p. J. v. G.107-111. P. J. Cient. R. 1995. A. p. SHAW. SHALABY. n. 1996. Syst.374.35-42. N. p. SHARMA. J. 1993. n.. SHANTA. 27. A. p. Prod. n. SEN.61. T. Experientia. SHAHEEN. B.. v.SCHVARTSMAN. H. Soc. 9. Res.. p. 1988.l. Ethnopharmacol. N.. Ethnopharmacol. n. V. v.. L.4.2. Soc. M. SENAPATI.. v. Indian Journal of Malariology. p. Phytochem. 198-9. Ethnopharmacol. v.12. SHABA.2.534-535. n.4. p. p. Med. et al..335-6. et al. SELLOUM L.2. v.7-10.6. R. v. A.10. R. 1997. 1989.223-34. n. n. v. p. 1980. n.. et al. SHEELA. n.4.15660.S608.30. Indian Journal of Pharmacology. . p. 1970. v. Pharm. p. v. Ethnopharmacol. TEMIZER. P. p. .1997-8. N.8.173-4. SCHWARTZMAN et al. 1988. M. Biochem. p.J.1-7.JACOB.31. 1995.. 1993. SHARMA. D. O.9-13.31. p. Plantas Venenosas. v. R. n. Pak.12. 2000. J. p. p. Chem.80. . SHAH. (London). SHAH. p. n. A.73-6. et al. l .3. p.27. Egypt. Phytochemistry. 1987. v. 1995. v. n. et al. n. n.95-6. p. 1990. n.4.31. Hortic. n . SEKIOKA.76. n. H. et al J. S.239-147. p. C. n. Chem. SETHARAMAN. 1979.Pharm. 2001.161-6. v. n.4. B 26B.54 . v . v. SEO.3708-9. A. A. v.3. 2001. H.l. 1997.3.27. SEEROM. SELLOUM. 1991. Res.l. Chem. et al. 2002. p. n. SERTIE. v. n.59. v. v.11. 1986. S.4.J.76. 61.l. M.79-85. et al. p. ..356-7. E. AUGUSTI.58.263-5.. Biol.104. p. T Indian J. 1994. et al. São Paulo: Sarvier. Feddes Repertorium.5.. Bull. Planta Med.197-201. K. n.J. F. N.225-40. Natural Medicines.21-5. C. n.14. B. FABAD Farm.27-32.523-6.1-2. n. N.75. p. SULOCHANA.15.. et al. SENER. H. Aromat.21-6. Exp.33. SHAMEEL. n. International Journal of Pharmacognosy.229-32.. et al. M.. p. J. p. M. Fitoterapia. Atherosclerosis. Arch.33. 1997. 1992. v. Trans. 2001. v.l. v. v. K. SHARAF. S. N. 755. J. et al. RADHAKRISHNAIAH. 2001. Fitoterapia.25. n. p. Fac. 1986.. K.. v.516-21. v. Biochem.5-12. p. et al.. Phytochemistry. K. Anal. R. P. v. n.63.57. 1988. Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC.94. Plants. SAXENA. Y. n. p.13.54. P. M.25. 1987. Planta Medica. SHARADA. S. LEITE. K. SHARMA. Bilimler Derg. v. SENDL. Cult. p. SHARMA. SHEELA. l l . SESHAGIRIRAO. SER. v. Rev. S. n. Biochem. Sect. Ethnopharmacol. v. n. Sci. Phytother. v. et al. Fitoterapia.23.l. SHARATHCHANDRA. n. Indian J. p.609S.49. 1977. p. Planta Medica.4. K. 1988. v. M. et al. v. et al. SHARMA.3. S. 1995.15. 1998. v. SENGUPTA. v.663. p. G„ THOMAS. Trans.3. 1975.51-2. v. p. K. p. L..l. Soc.3.. 2000.29-38.l. Ecol. et al.4. K.l36-51. 1992. SETHURAMAN. n. SHARMA. T. Phytochemistry. C. J.332-5.25. p.399-402. SEETHARAMAN./. et al. 1995. 1995.2. A. .l.. et al. p. SEN.55. Curr.. Ind. p. Sci. n. et al.

4363-5. Clin. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C. Phytother. J. p. T. n. SH1BATA. M.75. Food Chem. J. B. SHINGU. SILVA. SHOBHA. p. 1986. n.10. 2000.. 1987.5. CHITATE. Pharm. et al. v. 1990.. 1995.82-4. M. p. v. n. .749-51. et al. K. v. N. p. 1991.337-41. et al. Chem.. n. V. p. 1993.l86-91. K. M. et al. SHIMIZU. 166. F. et al. n. M. p. p. 1994.. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C. 1994.5. v.14. V. n. n. . p. SHEN. et al. et al. Phytochemistry. L. Jpn. Phytochemistry. Planta Med.31. v.33.. SHIMOMURA. Carbohydr. Anais da VII Reunião Anual da FESBE. K.61.34. SHYAMALA. et al.9. 78. J.. 1986.277-84. et al. Y. J.2088-91. v. Indian Journal of Experimental Biology. SICKE. p. v. Chem.2531-2. 2002.3541-6. n.53. G.130-2. Biochemical Journal. H.102-6. Pharm. T. Nat. et al.7. S. v.65.5. 2002.6. et al.l. Heterocycles. 1988. 1992b.1315-8. et al. 1996. Metab. . p. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil 245. J. Pharm.SHEELA. H. v. Bull. SILVA. A. Pharm. p. 8p. 1996. G. SIDDIQUI. SHOJI. n.4133-8. et al. T. n. S. J.. 129. . p.2219-29.39.l. Bull. v. 1998. p. G. et al. 44. p. p. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Buli. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.203-13. p. 1997. p. Pharm. 2000. v. v. AUGUSTI. 1994a.38. T.57. M. M. . 2001. 1995.26. v. SIGOUNAS. M.9.1234-7. SIEMS.267-70. . v. 61. Indian Journal of Experimental Biology.1591-3.339-44. Heterocycles. v. Y. p. et al.2. n. Buli. E.J. LENG-PESCHLOW. .9 p.6. 1992a.. 1998. A.103-6. L.6.452-6.20. n. 1990. K. n. p.. Y. Pharm. S. T. R. N.27. n. et al. 1987.31. Chem. n. Kokai Tokkyo Koho JP 08012550 A2 16 Jan 1996 Heisei. et al.12. et al. et al. n.10.113-9. 1998.4. p. E.. R. Sci. Bull. Fitoterapia. 1992. Phytochemistry. 1989. n.2448-51.l. n. B. et al. E. Y. v.3.383-9. et al. n. Jiegou Huaxue. n. 1998 SILVA.35. n.. p. F.12. et al. Nutr. v.. Prod.. 1992. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.37. SHEEN.l.1709-13. SHIBIB. n. v. N.2. S. 245. Res. SILVA. 1992. 1985. Int.4. T. Chem. n. n. n. v. SHIN. A. Prod.292. Res. v. SILVA.7. C. SILVA. Jpn. p. Chem. M. Journal of Natural Products (Lloydia). v. Chem. et al. E. v. Nutrition and Cancer. p. p.1755-7. et al. Pharm.8.l 188-9. v. n.10. n. v.2. SHIROTA. C. 1998. A.40. SHEN. 1987. SIBANDA. p. Bull.201.46.2.33. p.37-8. SILVA.38. Chem. Pharm. v. Nat. DEVAKI. v. v. p. CHEN. . K. 161.2.. Buli.40.381. 140. n.. . Diabetes Obes. Tai-wan Yao Hsueh Tsa Chih. SHIGEMORI. SIERAKOWSKI. n.2. 2000 SILVA. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. SILVA B. H. M. SHIMIZU. n. p. SHI. FREIRE. v.10. et al. 1986. v. v. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. O. Biochem. SILVA.65. 1994.939-43.39.38.3. et al. 1992c.12. Tissue React. 1995a. Agric. p. S. Kokai Tokkyo Koho JP 07291873 A2 7 Nov.

Biol. v.57. KHANNA.. Chem. Weinheim. p. MAJUMDAR. p.3. . Blangladesh Acad. SINGH. K. p.139-43.6.98. M. [Proc].18. K. Pak. p. S.5. Incl. K. p. v.21.1994.36. K. SINGH. Chem.171-4 (Eng).108-11. v. p.7. VCH. p. B. p. 1987.n. Acta Cienc. p. 28B. Res. v. SINGH. v. N. SINGH. J . p. Chem. SINGH. SHUKLA.1996. B. et al J. SILVEIRA. p. Phytochemistry (Oxford). S.507-8. n. Chem. S.34. Sect.. W.1982. v. p.2.1989a. K. 1986.2. R.45-9. Biol.J.9. Publisher.1405-7. Cellul. n.25.53 . n. Rep.l140-1. Int. v. Med..25.. Planta Medica. n. Phytochemistry. C. p. SINGH. SINGH. v.l. p. n. S. K. Prod. E. p. 1993. n. O. n. S. SINGH. Diet.. n.2001. n.303-8.12.1984. v. . S.28.l. n. p. p. Fitoterapia. v. et al.267-76.2. n. Phytochemistry. Editora da UFRGS. n.. v.l 19-13.3.. n.1991. p. S. Chem.C. SINHA.3-4.1979. N J.35.. LALL. SINDHU. p. v. Chemophere. p.1996. n. n.9. n. R.52. Technol. . E.2002.315-6. McCHESNEY. v. 1986. v. Planta Med.25.4.171-4. p. D.44. 84.1987.1981. Indian J.7-12.1991. et al. A. p.5. p. n. B.1994. p. .1986. S. D.457-63.1989...3. Exp. SINGH. A..2. Chem.. p. SINGH.153-5.1986.4. SINGWI. Indian J. A. B. et al.397-9. Chem. v. SINHA. P. p. . v. p.55-9. J.l. Planta Med. D.1983. Fed. SIMÕES. p.6. v. Phytochemistry.11. Planta Med. Conf. Indica. v. v. Int. et al. Chem.l985-7. Y. .l 171-9. Planta Med. R Fitoterapia. n. K. SINGH. SILVEIRA. MAJUMDAR.12..2002. I.121-5.48-51. SINGH. SINGH. B..858-9.l3-9. E. 1989. 3rd. Biological Agriculture & Horticulture..1986. D. S.805-9.1987.7. Toxicol.288-92.33.287-94. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul. A. et al J.6. J. n..55.1988.48.16. Phytochemistry. Phytochemistry.1982.73. v. Journal of the American College of Nutrition. SILVEIRA. . R. v. R et al. v. K. n. J. p.3... v. . A.49.31. Indian J.1457-63. Sci. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1986. v. 10. p. n. A. Environ.20.57. Indian J. SIMON. n.2. Sect. Meeting Date 1985.1980-1..1988. 1986 SIMÕES. Biotechnol.319-21... .8.l. D. p. R. V. n. Pharmacogn. V. n. v. J. .600-2. B.3. . M. R et al.41. M. p. et al. B27B.1992. n.1980.15. v. Ethnopharmacol. Nat. C. . Prod. SINGH. Sci. SINGH.78. et al. n.2. J. O. SINGH. Ethnopharmacol.218-22. p. J. S. 1995. v. n. SIMOPOULOS. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. Int. L J. Act. Ciência e Cultura.. v.55-7.SILVEIRA. Etnopharmacol.203-8. SINGH. D. Med. Chem.. SINGH. Org.4.26. Nat.4. n. 1979. . Biological Agriculture & Horticulture. v. n. 1987. v.1987.61.4. et al.36.65. Pharmacogn. SINGH J. Indian J.121-4. v. 1995.37482. Ger. J. Sect.313-5. n. SINGH.. v. S. R. SINGH. 397. p. v.81-8. JINDAL. Chem. et al.. Pol.2. J.10. p. 1999. et al. v.. 1989. Nutr.. V. N. p. n. n. p. SINGH. Ret al.4.

138. Rastitel'nye Resursy. SMITH. p.64.1991.2. 1998 . et al J. PHILIANOS.1997. G. Soc. v.. R. et al. n. 54. SIQUEIRA. SOUSA.. n.. p. p.4. et al.2. n.24.65. R.. Ethnopharmacol. Nat. J. SMITH.81.. Fitoterapia. H. v. SOMANATHAN. n. v. F. V. et al. p. Y. n. D. SOARES. G. Q.193-6. p. et al.2.437-40. J. v. p.v. Food Chem.10. SOCORRO.. K. Phytother.6. n.1986.740-1.57.2. Agric.1988. p.ll. 1982a.57.2.54. et al J.1981. SIVAM. L.. Kletka.161-3. I. C.l. 59. v. H.Z.. SKALTSA-DIAMANTIDIS. Planta Medica. p.. Planta Med. 1997. A. n.1991. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. A.. M. A. I. Tetrahedron.l 1-20.1940-3.l52-6.5.J. v45. J. Sect. n. R. J Ethnopharmacol.497-502. Journal of the Egyptian Society of Parasitology. 1986. 783.79-81. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.J.. S.. Y R. M. SOUZA.. H. Prod. A.43-52. Acta Crystallogr..465. p.62. n. A. n. n.3. p. R.191-3. v.48.. n.31-7. Afr. p..20432045.77. et al. SOUTO-BACHILLER. p.1642-6.1997. J. SOHNI. n. SLADER.3. P. Ethnopharmacol. Lett. et al.J. Tropical Forests and their Crops. et al.4. K. S.436p. 1992. n.SINHA.1995. p. SOCORRO. KASSIM. Plant. SOUKUR J. p. R. v. 103. R.1988.. v. n. n. n. Assoc. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC.1992. N.. 278.Í. Anais da 34a Reunião Anual da SBPC.211-5. L. n. et al. J. J.. Ethnopharmacol.8. R. n.1077-80. n. Can. THOMAS. R. C.5.127-8. et al.13. n. R D.58.. et al.1996.1994.1996.24. v. Med. v. H. v. SOUZA BRITO. n.20.. v. SOTELO. New York: Comstock Publishing. v. n. p.126-9.8. et al. et al. R. et al.1979. Acta Pol.. M.4. Ethnopharmacol.2.1998 . Chem.1991.2. Chem. Plant. 118-21. S. Editorial Salesiano. SOBTI.4.1979. p. 103. SLAVINKSKENE. W.22. R. ALVAREZ. v.1986.1995. 1970.l 1. SOULIMANI.2. Heterocycl.2-3. Cryst. S. v. M. p. Y R. 2001. C. p. A.54. p. v. Plant. v. SOFFAR. Pharm. et al. G. 600. S. Struct. M. SOSA. SK1LES. Revista do Instituto de Medicina Tropical São Paulo.286. M. p. Vocabulary of the Common Names of the Peruvian Flora and Catalog of the Genera. et al. SOMOVA.151-8.1996. M. G. Vet. Nutrition and Cancer. p. H.2.186-8.S. n.119-24. SIVARAMAN.18.. M. Phytother. BHATT. p. M. THOMAS. et al.21. G.. et al. Phytother. et al.1995. H. Indian Phytopathol.39. v. SOUZA BRITO. v. SHAMMAS. Commun.C. S. . et al.. J. p. SOHNI.280-2. n. A. v. p. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. Med. Med. et al. n. M. v. M. SMOLARZ. et al. B.. v. A. p.1997.2. Plant. M.l.27.459-66. G.291-9. SMIRNOY V.31. n.1990. Phytother. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. SKALTSA. 1998. 2002. Bio. SMITH.1979. v. v. M.165-74. p.1988.3. Med.34. FESBE.1988. N. R. RAY.2-3. SKALTSA.35. Indian Chem.. D. L. Anais do Io Congresso Brasileiro de Farmacologia e de Terapêutica Experimental.. Polim. M. Q.1987. SOUZA. SMITH. SKALTSA. SKALTSA. P et al. 1990.1982b. MOKHTAR. J. 101. C52.

1974.4. et al.68.2.. E. n.271-2. v.12. n.1995.10. SUKARI. n.26. p.41. 1817-20. STEELE. p.66. Journal of Ethnopharmacology.2002. p. C. 9.. n. n. n..413-6.31. n . Indian J Exp Biol. Ver. SUKUMARAN. p.3. n. 1990a. 1991.l75-7.8. GUPTA. p. v. M.253-54. Ceska Slov. 1985. SPERONI. p. F.1981. Fitoterapia.. G. SOUZA. Phytochemistry. K.1995. n.400-2. 1991. p. n. SOUZA. SRIVIDYA. J. p.1984.. SRIDHAR. E. R. Mutation Research.l. Int. SOUZA. . K.156-8. Tetrahedron letters.223-32. p. Indian J. SUNDARRAO.663. v.1 +2. STACEWICZ-SAPUNTZAKIS. Indian J. Constituintes químicos ativos de plantas medicinais brasileiras. M.2. et al. Phytochemistry. Res. C. v.10..65.1887. 130. n.. et al.6.343. . et al. SRINIVASAN. n.. N. p. N. p. p. v.305-27. SUKUL. SOUZA-FORMIGONI.1995. K. SPREAFICO.l..33.3. v. p. et al. D et al. Biol.51..1996. p. 1995. SUJATHA. Agric. p. Chem. Fortaleza: Ed. et al. B. v. R. n. Fitoterapia. D.794-6. Complement. J. Sci. Tokyo-toritsu Eisei Kenkyusho Kenkyu Nenpo..6. n. v. et al.21-7. P et al.26. . et al. v. P. v. et al. A. J. P. l l . Y J. n. J. SEIGLER. v. 64. SANKARASUBRAMANIAN. 1988. L.1995. Nutr.19. Anais da XXVII Reunião Anual da SBPC. K et al. LAKSHIMINARAYANA.v31. Exp. STAJNER. n. SURESH. C. L. Anim. et al.3.4. v.7. N. K. STUART. p. K.231-6. v. n.451-2. A. K. n. STIPANOVIC. M. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. SPENCER.1987b. Food Sá. UFC. D.1991. p. KUTTAN.41. SOVOVA. H. Phytochemistry (Oxford). O. Curr.24.861-4.47. Serh. STEFANOVIC. p.5.1990. Chromatogr. v. STEVENS. Diagn.11. Invest. J. A. Sci.1993. et al. Farm. v. J Immunopharmacol.l68-72.477-9.. p..33. SREEJAYAN.1983. et al.n.51. p. v.C. et al. SPATNHOUR. n. Biochemical Systematics and Ecology. 1983.123-5. SULLIVAN.44. T. p. WOO-MING. .4. v.23.3-6.34.4. K.1987a. Int J Pharmacog... v.44.67. C.SOUZA. n. C.1997. Soc. 78. Planta Med. M. et al.1993. v. Y.l.1980. p. v.2615-18. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. B. p.4. Altern. et al. SRILATHA. SREENIVASAN. C. .1661-3. n. Med. v. M.. Pharmaceutical Sciences.41. p.1999.. Fitoterapia. 1998. SUGA.S98-S100. L. Soc.A.51. p. SURH.1996. v.428. Planta Med. Planta Med.4. et al.25-30.1982. E. M.52. STASHENKO. 1995. v.1735-8.1665-7. p. J. K Indian J.3-8. 1975.59.. M. M.2001. C. R. n. RAO. S. n. v. Chem. M. R.8. SUZUKIJ.5. 1996.261-4..251 -86. p.44. v.1999. S. p. 1996. 559.. et al J.3.1997. Arogya. p. Phytother. Toxicology ln Vitro.. Anais do 39a Congresso Nacional de Botânica.575-81. p.335-44. et al.62. v. STADLER.. p. v. p.l. 752. n. p.61-3. Vet.64-6. n.1980. S. V.1986. 2001. v.6. J.552-3. T. v.9. e SRINIVAS. v. M. Biol. SRIVASTAVA. Mutation Research.F. et al J. n. SUGAI. Chem.6. R.4. p. SRINIVASAN. RAJ.3853. n.35-42. R. Phytochemistry (Oxford). Crit.1990. Journal of Agricultural and Food Chemistry. n. et al.l.Agric. et al J. S.344-6. p. FoodChem.l. R. p. n.J. J. v. v.

SYED. Prep. n. et al. p. v. v. TANAKA..28. v. p.12. P.7.1993.4. J.65. p. Enzyme (Basel). . TAKEDA. p. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. Ann Appl Biol. p. v. v. v. n.1981. Med. v. Prod. Pharm. F. p. C.1982a. Indian J. Oil Chem. K. v. B.262-73. Soc. n. Shokuno Kagaku.3563-7. H.5. J. n.10. p.2318-21. Shokubutsu Soshiki Baiyo.. H. Y et al. TANAKA. 1980. TAKEDA.27. v. S.1981. p.l. et al..34. ... Ethnopharmacol. M. n.10. . Res. N. et al. n. Incl. R. 1940.355-75. p. Biophys.l. v. V. Prep.1994. Indian. p. v. v. TAKEMOTO. n.9. et al.38.. K. p...371-94. v.10. J. SYSNEIROS.247-8. v. 31.9. espec). n.485-92. Pharm.J. SYAMASUNDAR. v.1996.4751-4. .332-9.1989. et al.37.1. Biochem. Buli.13.253.3. Fertil. R. n.7.537-44. E. v. Biochem.52-6.1992. Chem. TAKAHASHI. D. et al. T et al. Sci. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Sepu.4. Essent. n. et al. D. p.l29-32. l 1 . Soc.217-20. TASHIRO. et al J. Phytochemistry.4.. v. n.60. G. et al. H. et al.2.SUZUKI. Sect. J. et al. Org. p.69-74. Phytomedicine. et al. 1989..16 (n. SWARNALAKSHMI. J. 1989. p. n. G. 1925.1513-9.12. TADA. p. TATARINTSEV.4. Biotechnol. n.94. Phytochemistry.l. et al. Oil Res. Indian Chem. n.1990. T. Biol. Am. Agric. n.2273-7. p.3/4.3. n.1989a. R. Ann. Chem. v. SY.1.14. v.13. TAKAHASHI. 2001. v.6.69-71. BROWN.1932.45. Pharm.44-6. n. Chem. J.9. Biol. v. Sci..6. G. M.228. n. 1996.904-8.137-8. TALAPATRA..3562-4. . 1983a.1983.299-304.1977. Apl.l.15. F.1988a.. VERDERIO.28.19. v. K.1994. R. p. v. S. p. Quim. n.J. Carcinogenesis (Eynsham). TANIRA. Phytochemistry.1982.82.508-11. TAKEUCHI. p. . Essent. TAIRA. W.8. Aids.397-422. J. Chem.2. V. TAKAHASHI.1997. Biosci. p. Pharmacol.. TAN.43. TATEO.1985.146-8. et al. Tianran Chanwu Yanjiu Yu Kaifa. TABUNENG.2-3.999-1002. v..62. v. p.4. n. p.J. et al. n. et al. n. .27. MATSUNAGA. Prep. n.l788. Phytochemistry. Int.4. D. n. n.5. v. O.13. LAI-KING. v. 1985.1992. Ind. v.1983. 1985.1997b. n.48.729-32.61. p.806-7. TATEO.1995 TAN. Biol. et al.244-6.335-9. Phytochemistry.27. v. p. v.. p. Res.12.1997a. R. N.27.2000. Commun. p.4.12. p.1983. V. Journal of Pesticide Science. v. p. Phychedelic Drug. v. p. et al.545-50.31.41-4. TAKEMOTO. . p. v. M. et al. M. H. p.1996..13. Oil Res.1988. n.3. n. 103..1215-7. p. S.. J. Biochem. p. p.97. n .19. TAPANES. Ethnopharmacol.1980. et al.J. v. v.1996. TACHIBANA. p.178-88. p. TATTERSFIELD. n. Tetrahedron Lett. TAN. J. Biochem. Rev. v. et al. et al. TANG.1995. Cienc. Pak. . S. p. n.3. E.3. Ann. v.67. v. Biochem.45. Nat. Apl.1988. . S.205-8. n.29. p. p. v. A. Chem.

SGARBIERI. v. p. A. H. p. SINGH.1986. n. v.1996. S. P et al.1995. Contador. Adv.5-20. et al. n. 1993. Planta Med.32.52. TETENYI. THOMAS.. C. TEIXEIRA. THOMAS.195-9. v.4.25. n. P. et al. n. p.. TENNEKOON. et al. Y. n. S. v.15. v..10.363-4. et al. v. G. v. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1992. J.1986. West Indian Med. v.209-12.l.TAYLOR. et al.6. H.1990.l.. n.108p.38 SI. v. Manaus: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.. Nat. p. TAZAKI. Am.53.p. A.. p. p.1977. n. K. Gematol.34. n. TEH.51. v. Journal. et al. p.1988. M. v. TOKARNIA. p. TOGRASHI. v. et al. M.50.. n.553-6. et al. R.91-4.. et al.1989.4. TELANGE.46. n. 51. THOMPSON. v.J. 1989. 109p.3.7. Phytochemistry. 1988. v. v.3.5.27-42.36.2.39. R. R. N. Incl.].. v. L. B. Cherenkevich.25. n. p. 1996. A.18. p. THAPA. p.. et al. S.30 Apr.919-22. v. n. p. n.v. C. Chem. n. H. G. . Lloydia. et al. TEMPESTA.2000. K. p. Pharmacol. Res.375-7.6. T. 1988. TIWARDI. TENG. v.34. S. n.56. TOGASHI.. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M. M. Plant Cell Physiol. N. v.11.40. N. p. Acta Pharm.l. p.171-4. S. V. 1983. 1996.9-12. Chem Pharm. M. p.33. TERASHIMA.32-5. S. B. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n.1977. Pesquisa Veterinária Brasileira. 124. RICHARDS. D. Journal of Ethnopharmacology. D. p.617-18. THAKER.30. TIMOSHENKO. Sect..4. et al. Delivery Syst.3. TERBLANCHE.1. et al.). DAVE. et al. SHIBUYA.46. A. v. v.1971..3.. J. Aliment. C. M.899-903.12. Planta Med. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p.151-7. Food Sci.44. v.20.J. TERAHARA. p.l. Composição e caracterização química e nutricional dos frutos do baru (Dipteryx alata Vog. J.. p. P. Chem.E. n.46-52.8. . 1998.15. Bragantia. v.66-9. v. n.8.1979.J. Chem. Campinas. M.1994.l. Indian J. 151-3. F. n. p. ANJARIA.. F. n.1978.319-22.1996. v. Med. FRANCIS. n. V. TEIXEIRA. Herba Hung. C. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo).3. J. et al Journal of Ethnopharmacology. R. N.93-7. K. p. n.1991. M. . et al.67-9. n. Phytother. Chin. C.5.. n. . Tecnol.l-2. Bull. V. 7/9/5. Planta Med. 1979. TIWARDI.J.16. TILLEQUIN.. Planta Med. THOPPIL. Phytochemistry. p. TEIXEIRA. Plantas tóxicas da Amazônia a bovinos e outros herbívoros. V. n.5. n. Indian J. Indian Bot.1995. v.Unicamp. M. M. Oil Res. Chem.1987. Pesquisa Veterinária Brasileira. Planta Medica. TIWARI.1990. TOFERN. Soc. F.8. p. et al.79.2002. WO9206695 Al.1978. .4. Kornelius.1995 TINWA. et al.3. L. n. 1991.3346-7. PCT Int.l. M. v. TELLEZ.1971. Prod. Contracept. p. Transfuziol. Org. p. v.54.41-8. v. Cienc. 1997. Appl.l580-1.105.. n..2002. TEWTRAKUL.227-32.p.3177-83.471-85.. J. TEMPESTA.33. 1437-41. 1996. Physiol.l.11. 142. D. v..1999. p. et al.16. F..4. et al J. n.2. p. TERESCHUK.630-5. Dissertação (Mestrado) . p.n.

v. C. n. 16.1996. n. L. n. Phytochemistry. 4p.1995. ICHIKAWA.283-6. E.1992. 1991. Boll. 802. v.1989. F. n. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 196. Appl.l 17-21. Pesq. Pharm.151. p. Bras. RAGADIO. Pharm. Anim.1978.1987.l7-26. v.TOKARNIA.2.31.JURGEN.87-94. et al. Bull.. n.2360-5. 1173-82. p.35. Carbohydr. p. Kokai Tokkyo Koho JP 04368309 A2 21 Dec. TSAI. M. Anais da XXXXI Reunião Anual da SBPC. TORRES DA SILVA. TUBERY. EP 309342 (IPC A61K-035/78. n.4. v.8..263-6. G. Pharm. .125. TSAI. n. TOSI.2000. p.617-9. N. p. p.2281-4. p. J. TORRES. TSENG. et ai. p.1994. n.. . H. Pat. v. C. Tecnol. p. TOMODA. 1992 Heisei. TROTTA.135..20 (Suppl.190. Res. Res.Phytochemistry (Oxford). 217. DAVYDOV. J. Buli.1961.559-62. n. Khim. Anais da 39a Reunião Anual da SBPC.225-7. Philipp. TOMAS-BARBERAN. Commun.209-16. Soedin (Tashk).40. Anais do XXXII Reunião anual da SBPC. v. v. p. Journal of the Medicai Association of Thailand. n. v. p. Phytochemistry. D. v. A. v. TOLERA.8. p. Flora. Khim.1991.5.19-36. E. p. Phytochemistry. . J. D. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. TORRES. .2. H. P. Sci. v. Cient.1897-9. Y. et al.249-50. T. T et al.. n. TREBIEN. M.34. Phytochemistry (Oxford). C. A.8. C. Khim.1977. A. v. v. p.150. G.26. 1994. p. v. A.1987. TORRANCE.5.l.40-4. Chim.1988a. p. Farm. E.42.25. G.1977a. et al. B.77.66. Chem. TOZYO. T et al. et al. v.1987. L. et al. A. et al.6. TOKUMOTO. Anim.l987. et al.(Japan).1986. FR87/13348. n. T. 1994 . 1989. J. TORRES. V V Rastitel'nye Resursy. TREZZINI. p. M. 194. B. E. .. et al. n. TROVATO. n. F. v.). . p. p. Chem. S. 752. Pharm. (Tokyo). Vet. Soedin. A. n. (Tokyo). TRIRATANA.l.390-400.776-80. Appl. TRYLIS. TOMODA. n. n. v. p.1996.1987. p. Eur...485-7.. . v.5.74. p. TOKARNIA. p. .1996. 520.1988b.79-92. . K.6. 1986.3. Pharmacol. M. p. Mol. p.3330-5. H.323-8. Prir. v. v.3. 1989.3.l7-20.2297-300. v. Boll. p.36.6. TORRES.35-43. v. Carbohdr. et al.1994. Chem. v. I.1096-100. Res. Nutr. P.2.5. n. Buli. et al.1993.1977.139.2000.. et al.147-56. 342. n. Soedin (Tashk). M. n. H. E.5.26. Sci. v.6. A.2.1989. v. Pesq.. et al. . Formosan Sá. ZRYD.2.4. et al. v. Prir. R. DOBEREINER. Bull. 1982. et al. E. et al. S.9. n. p.1985. J.5. TRATSK.1348-9. C. R. Chem. TROTTA.29 Mar. Anais da IX Reunião Anual da FESBE. PAIVA. Contrib.l.55. Farm.24 Sept. Jpn. et al.. Khim. p. n. Soedin (Tashk).29-36. n. Vet. Bioact. J. n. v. Journal of Liquid Chromatography. B.558-64. p.1997 TOLIBAEV. Pharm. Prir.1980. v. v. SAID.l11. I. Physiol.7. 1980. R. TSCHIERSCH..33. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. Prir.5. p.30.1986.. H. et al. Chem. Bras. 1989.

Phytochemistry. Ethnopharmacol.l. Value Legume Diets.34. Pharm. VAN EITEN. L. p.2.I2. v. M.42. F. v. C.26. 5/9. v. et al. n. M. Proc. 1991. J. Soc.. et al. et al. et al. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. RODRIGUEZ A. (Suppl. 1989.. 357-9. Soe. Phytochemistry. M. 208. v. n.1. Phytochemistry. Antinutr. v . VALDERRAMA. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Plantas medicinais da Amazônia. p. p..33.. LEITE. 178.2. v.8. Sci. M.40.2. 36. et al. et al. COSTA. Chem. VALE. 196. F. A. 1992. Indian Acad. J. 87. H. Eff.51. n. p. J. n. n. p. Chem.. VAN DAMME. Volume 3. volume 2. E. et al. Natl.. VANDERLINDE. 2 n d . et al. J. 1988. VANDERLINDE. p.2414-15. v. 1992. 1996. 158. et al. Chem. SINGH. H. K.96. n. Pharm. S.. J.1213-16. 1986. Buli.l. UENO. et al. Prod.181-2. n. J. v.. VALE. V. Anais da IX Reunião anual da FESBE. (India).51-5. 16. Sci. Nutr. 1988. p. R. Phytomedicine.874-5.26. A.321-6.3. 120.. . 19879a. 1988. v.45. Braz.50. n. 1979. l l . Phytochemistry. Biol.1485-9.9. H. Agric.399-410. 1994.. A. . 1987. p..J. Food Chem. Belém: CNPq/PTU. Anais da IX Reunião Anual da FESBE. J.l. VAISBERG.109-28. M. 1999. n. n.51-2. 1996. VAN DAMME. et al. J.. n.61-74. S. p. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. Value Legume Diets. VALVERDE. Quim.l63-70. 1988.55. Cult. Sci. p. N. 1986. Ci. p. 1996. 1982. 1994. Planta Med. . Antinutr.. K. VAN DEN BERG. p.2. 2nd.34. n.205-10. 8-12. p. 1993. et al Phytochemistry. USUI. Planta Med. UPADHYAY. W. D.. F. n. Acad. Sci. PRESLE. v. . URZUA. p. VI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1982.2-3. S. 1989. Plant Sei. S.. Sci.4.1439-42.30. Phytochemistry. UPADHYAYA.2.. . v.3298-304.5. URUSHIBARA. n.8. URZUA A. v.6.2. Food Chem. Tetrahedron Lettres. CORTES.97-133. . et al.1509-12. v. VANDERLEI. J.2. 1991.33. 1980. W. p. v. UNANDER.. Meeting Date 1995. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Res. v. n. A. p. Bol. J. et al. M.TWAIJ. et al. n. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. A. Meeting Date 1995. W.52. p. 1991.140-3. Bull. R. A. E. v. J. p. v. J. UENO.. T. Phytochemistry. J. 1996.129-33. et al. 1978.. R. v. v. VALENTIN. n. E. 1995. et al.2411-16. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 3nd. 1996. Chil.691-3. SUZUKI. E.147-50.26. UBILLAS. n. F. v. p. Nat. Proc. v. 3rd. B. Anais da VII Reunião Anual da FESBE.3. Workshop. VAN DEN BERG. p. 636. . A. G. PEUMANS.77-106. Lett.30.35. UEHARA. A. 1963. p. v. E. 1993. O.). n.Workshop.6. TM VANDERLINDE. T. v.16. 1998. M. Nutr. et al.135-7.5. A. UKHUN. URZUA. Proc. A. p. 1994. IFEBIGH. p.. S. p. 1987. Natural Medicines. n. et al. .3. 1987.18. E.

A. Prod. Agronômica. C.5. 453... S. v. p.47. n. S. 596-602.1995. M. Hung. 156.55. Facultad.1-10. n. n. v. VIEIRA. v. M.4.1996..193-8.l53-6. B. 1980.1980. p. n. et al. J. v. VIEL.1983. E. VAVERKOVA. Colombia. URZUA. et al. . M. p. et al.323-7. J . E. Useful Plants of Amazonian Peru.92-115.. v. p. De Ciencias.800-3.79-87. v. Santa Fé de Bogotá. VILLARREAL. Bol. 115B. H. Latinoamericana Química. Quim. 117p. Res. VILJOEN. A. et al. n. L. v. et al.15-16.Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC. 1994a.749-53. Physiol C. n. v.1987. Crude Drug.44-5. 143-8. .39.1995. p. Universida Naciona. p. P.211-17. T. VAZQUEZ. 1996.18. n. Prod. A. n.. n. S. n.856-8.2.5. v. Ceres: Ed. v.l. Pharm. n. v. G. VARSHNEY..127-8.1982. FELKLOVA. n. Phytother. v. R S. Soedin {Tashk). Planta Med. S. v. 1999. Indian Drugs. 1999. et al.1996.J. VERARDO. Comp. VANISREE. Phytochemistry. et al. 1988..40.69-75. p. VILLARROEL. S. VESELOVA. 1995 VANNEREAU. n.6. VENSKUTONIS. n. B. Khim. PAL. 1994. n.57. Khim. Ethnopharmacol. Proc. v. RAO. B. p. VASANTH.112C. M. p. p.309-11. F. 1977.J. v. Fitoterapia. D. p. VASQUEZ. p. . n. et al.. et al. VILEGAS. p.229-36. p. M. n. IndianJ. M.1992.25. I.70..l.2.J. M.1996. A. p.4.. C.6. et al. VENKATESWARAN.. n. v. Acd.l. et al. p.l 17-21.3.17. .66.1990. p. p.47. et al. v.2002. Tesis.27. v. et al. M.1981. R..5.ll. Planta Med. p. n.J. 752.2. VERZANE. A. Toxicol. Farm..403-6. R.55.J.67. Pharm.1988.6. Buli. 167-73. n. A.1986. VESSAL.. A. p. Nat.. v. Prir. Nat. R. p. et al.274-8.26. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p.30.2. 1999.Biochem. A. Departamento de Farmacia. . MELLOUKI. R. Biochemical Systematics and Ecology. Nutr. p. VARGAS.6. Oréades. Biol. 1991. A. Flavour Fragrance J.56. Pharmacol.51.8. p.2-3.19. VASINA. G. M. n.. v. v. Phytochemistry. Filed with USDAs National Agricultural Library..J. v. v. Obz. Farm. VIANA. VIDIGAL. 1990 VAVERKOVA.560-5. VILLAN DEL FRESNO... v. VIANA. B. p. Rev. VILEGAS. 1991.4.Q. Soedin. p. et al. Prir. M. S. et a l .1992. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC.526-8.230-5.3... S.35. 1869-72.1987. Biol. n. Endocrinol. Planta Med. 157. 14/15. 1996. USA 84. Fitoterapia da Amazônia. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2.261-9. VARANDA. Ethnopharmacol. n. 1995 VIEIRA. Y.19.. 1978. 143. L. Sci. p. Natl. Soe. p.1259-61. VESSAL.2. Second Draft. G. et al. Journal of Agricultural and Food Chemistry. n. DEVAKI. Acta Pharm. W. R C. USA. Phytoher. Acta Botanica Gallica. M. et al. R G. 56p. v. p. p. n.Biochem.1988. EL SAYED. S. . M.4.. v. n. F. p. Comprobacion de Ia actividad hipoglicemiante de Ia corteza de Anacardium occidentale.4. . T. Obz.238-40. S.40. T.3. 2000. et al. CM. Clin.267-71.. Chemv Nat Com.4.1987.11. v. 1984. VETRICHELVAN.507-17.VANDERLINDE. Ethnopharmacol. v. et al. n.233-6.1978. VILLAR. et al. p. 1990. A.. YAZDANIAN.

1987.193-200. n. J. v. F.1992a. F.l.1995. Toxicol. KUDAV. R.4. B.l. n. et al. Biochem.30. L.279. X. p. et al. p. p.55. Planta Medica. 1991. n. H. et al. WANG.628-30. Plantas medicinais. v. v. v. v. Q. n..2000. 1984.. B. et al. Chin. n. et al.8.28. M. N.1224-8. v. p.282. Huaxue Shijie. n. N. S. Z. Lett. . Zhongcaoyao..515.8. 2000. p. v.669-73.7. n. VOIRIN. Khimiya Prirodnykh Soedinenii. WAAGE. Planta Med Phytother.. 1991. 2002. Chin. n.3. et al. n. VU.50..1997. Phytochemistry. et al.25. VOIGTJ. v..1357-9. G. n. B. VILLEGAS.1990.551-4. p. K. n.1990. p.1992b.10. n. VOIRIN.. Phytochemistry.44.7. WARGOVICH.1972. p.. v.77-85.287-288. T. Shengwu Huaxue Zazhi.13. n. G. . 1072-6. C. 1073-6.4.1996.231 -41. A. et al.2. v.411-6. Chinese Journal of Microbiology and Immunology (Beijing).3. p. VOSTROWSKY. Naturforsch. O.97-00. Chem. n. et al.1990. R A.71. H.599-602.5. K. HEDIN.441-2. 1987. G. WANNISSORN. Commun.145-51. n.1989. p. Phytochemistry.59. v.2.256-9.45. p. 1997. n. Biosci. et al. p. n. X. WASSEL.1993. T.1980. p.41. v.1997.2001. H.16-18.703. Med. WANG.9-10. Colomb.141-6.. Biochem. . v. WAGNER.8..J.47. et al. L. STODOLA. . G. Quim.26.5. Anais da 36a Reunião Anual da SBPC.7. Arzneimittel Forschung. l 1 . n. v. n. Zhongcaoyao.1993 VU.13. p.3. Res.16. Org. p.. R. B. v. v. VITRAL. Lett. Quim. S. v.6. n.1984.1996. p. M. et al.2001. v.2509-12. Ethnopharmacol..576. J..2. p. p. H.74-7. Food Chem.10. 1981.7.2. p.45. v. WANG. n.1996. WAGNER. Nat. BAYET. v. Tai-wan I. WANG. p. WAAGE. v.. n.1991.3. Tap Chi Duoc Hoc.737-9. 1990. Rev.11.l. Chem. H. et al. et al. Prod. v. p. p. Rev. n. p.38. Phytochemistry (Oxford). n.3. v.47. Phytochemistry. v. .l 12-14.5.27. J. WANG. Hsueh Hui Tsa Chih. v. n. Medizinische Welt. v. n. D. p. 134-5. Commun. p. H. n.40. p.15. et al. p. Zhongguo Zhongyao Zazhi. v. et al. 10. WAN. p. 1979.7. Food Chemistry. p. WADER.26.34-6. D. T. VON ROTZ. p. v. C. . . et al. C. Y T. Biophys.1993. B. v. p.. . WANG.2001. v. Res. Mutat.1989. Incl.5. WANG. H. Res. R. p.]. p. p..357-65.1998. J.70. H.. v..1-2. Chem. Biophys. v.8.64. et al. I.43.19.451-7.5. B. n.1509-12. et al. Chem.4. Carcinogenesis (Lond).VILLASENOR. BUNKERS. n .51-5. n..1997.1987.318p. v.1-2. p. WANG. V. 879. p. WANG. A. Chem. v. VOLLERNER YU. et al. v.6.. 492-3. n.. H.3. Life Science. et al. v. P. Planta Med.1997 WANG. J.23. K. n.7A. JURCIC. HEDIN. Yao Hsuch-Husch-Pao. Sect. Res. Zhongcaoyao. Lisboa: Editorial Inquérito.16. BAGHDADI.229-231. et al. S. X. S. Colomb. VO. WANG. et al. p. NY.787-96.l 189-93. Phytochemistry. n. VOLÁK..487-90. Indian J. Z. n. p. M. Phytother.3.573-80. n.1999. n.

1990. C. n. Chem. K. .1991.1986. K. D.2. MANSINGH. p. H. n.17. Res.l 1.438-46. v. Journal of Pharmacy and Pharmacology.4. WOERDENBAG. n.452-5. .131-9. n. n.l. M.56.. p.53. v.1996 WILSON. WOODCOCK. 1. J. WEBER. Shipin Kexue.3. v.341-53.J. et al. M.J. Chinese Pharmaceutical Journal. v.8.3. W. p. W. et al.36.276-80.423-6. Res. p.8. Phytochemistry. et al. WENIGER.277-82.3. 1995.1973. et al. n. p. G. WONG. p. C et al. p. n. 1986. p. et al. p. 1986. Sei. S. WEI. P. v.l. p. et al. WELIHINDA. p.1979. v. 1962. v.3. 1994. WECKERT. Chim. KARUNANA-YAKE.497-500.ed.J.1988 WOO. v. 2001. B.419-28.l2. et al. N.1982. p. n.6.l.42. K...1430-7.1986. Essent. v.40. v. et al. n. v. p. v. E. n .33. v.17. 902-15.2.. Phytother.J. p. n. D. LOPES.5. p. A. et al.Livingstone LTd. Helv.1996.24-25. C.211-14.6. Nat.318-22. p.2. v. p. Y.20. Ed. L..5. B.1987. Prod. WU. p.5. v.301-7. Phytochemistry. v.691-3.1979.J. et al. SHAW.J. 1457p. S.58.24. l . Planta Med.21-5. n.697-700. Phytochemistry. v. 2.1993. Planta Medica. v.6.380-1.. Journal of Natural Products (Lloydia). WILLIAMS.5/6. P. Journal of Natural Products (Lloydia). v. v. Appl Biochem.l. H.P.3.2. v. A..1992. H.8. WONG... 1994.417-23. Oil Res. Z.9.7. R. M. Food Chem.1989. V. 1995.l93-200.30. p. SCHNIER.1995.2.1997. N. R E. n. Y C.2. v. M. . WINTER. p.659-61. WELIHINDA. WU. WOLLENWEBER. H.146-9. . n. 1990. p. p. v.2001.4. H.p. n.. WU.. Toxicon. n. WONG. 103-11. et al. Food Chem. Ethnopharmacol. M.13-30. et al.1978. L.5-6. n. (Seoul). p. WONG. Biotechnol. 109-14.. Flavour and Fragrance Journal.1995. et al. v. WOOD. Agric. .. Weekbl. Acta. n. v. C.830-6. E. (Lloydia). Phytochemistry. n. Pharm. 1477-8. p.1982. v. FOWDEN. 1063-8. 1993. RANGGA. B. n. Ethnopharmacol. n. C. p. et al. 121-6. WATANABE. R. Phytochemistry. n. WENZEL. C. J.991-4.1992. E..2170-2..4. n. n. .. Bull. . WOERNER. p.WAT. Biosci. n. WIEDENFELD.J. Ethnopharmacol.l. p.J. Planta Med. L. p. Zeitschrift Fuer Lebensmittel-Untersushung UndForschung. p. Essent. . J. WILLS. p.A. 1995. L. Naturforsch. WATSON. F. S.4. Archiv. Planta Medica. K. 1993. et al.E.vA5. n..617-22.245-51.49. Y. WATT.8.31. p.451-5. The medicinal and poisonous plants of southern and Eastern Africa.58. Pharm.61.17. p. v. L. n. n. v.58. 1995. BREYER-BRANDWIJK. K.78.1435-6.. Phytochemistry (Oxford). n. T. Edinburgh/London: E. v. 193. KHOO. v. C. v. WINTERHALTER. 1993. n. n.}. D. Planta Medica. X. Pharmacal.46.1986. p. G. p. et a. v. Oil Res. S.1997.4.52.4. M. M. D.J Ethnopharmacol.. n. WONG.5-10. G. v. A.38. p.70-2.17. v. 14. Phytochemistry. et al. Insect Science and its Application. n. v. n. p.28.1979.62.277-82. WEINBERG. E. et al. WU.55. J.61.

6. v. T.31. WANG. N„ SAINI. B. YE. Mem.l.43. Res. V K. n. XY. et al. v.ll.583-4.. C. p. et al. Chinese Pharmaceutical Journal.8. 1994. YUN-CHOI. p. Y X.3. YEN. YANG. W. n. T. 127. H. A.3.l.2. n. et ai. SBCQFPN. YANG. YANG.5.1. n.518-24.106. R.. 1993. p.. P/anta Med.2. M.J. p.4. Zhiwu Xuebao. H. Fitoterapia. 8.341-6. E.l 15-17. R.3.2.71. p.14. J. Phytochemistry {Oxford). et al.29. YADAVA. 1986. 1990. YEN. et al. XAVIER.l. S. n. p.42. 1990.. H. Journal of Plant Resources and Environment.2.10.86. v. 1995.491-4. 1986.1269-70. YAMAGUCHI.. Protein Res. 1993.29. et al. REDDY. Prod. 1990. p. N. YEUNG. YANG. T. YAMAMOTO. Nat. V.J. 1989. 1988. v. 1997. YAMAHARA.. R. Bul. K. et al. et al. 1987. 2001. v. Pept.805-12. p. YASUDA.8. Fitoterapia. Q. Sci.87-8.18-21. Jpn. n. p. Asian. A. v. n. P. YESILADA. H.Y. v. v. Chem.1979. n..36. n. 1990. Phytochemistry. v. A. p. 145-7. Counc. E. Z. YANG. H. v.Tokyo-Toritsu Eisei Kenkyusho. p. China. Pharm. YASSA. S.61-4. Indian Perfumer. n. YASUKAWA. Natl. Journal of Food and Drug Analysis. p. 1999.488-90. v.2. v. n. M. et al. et al. p.2. v. Int.17. Z. 1989. 171-4. v.2. v. 1991.4. Pak.16. L. Proc. YANG. 1994. YASMIN. N.l. n. V.6. H. YANG.34. 1997.63-6. et al. n. YU.27. Zhonghua Zhongliu Zazhi.. v. CHEN. M.6. 2. p.630-3. T. . et al. L. S. NIGAM. v. Acta Botanica Sinica.875-7. Sci. K. Kokai Tokkyo Koho JP 09224606 A2 2 Sept. n. C. n. YADAVA.l. v.468. Prod. Journal of the Science of Food and Agriculture.. p. Q. 1989. v. D. Indian]. Zhonghua Nongye Yanjiu. Protein Res. n. v.3-5. v. XIMENES. Zhongcaoyao.Pharm. p.1989. et al.65. J. MISRA. 1991. X. n.. N„ TRIPATHI. G.l.2.28B. v.289-93. Acta Cienc. Acta Physiologica Hungarica. Kenkyu Nenpo . Acta Pharmacologica Sinica.. M. J. n.. 1995. S. et al. Res. v. p.66.l35-40. 1987.3. 1986. YAMAGISHI. 1994. Acta Botanica Yunnanica. Zhongyao Tongbao. W et al.3053-4. p. v.39. Phytochemistry. V. C.ll.128-31. et al.31. Chung Kuo Chung Yao Tsa Chih. Food Chem. p. Gaodeng Xuexiao Huaxue Xuebao. p. Toxicol.13. n.. et al.30. p.2. Nat. YANG. p.58-60. Inst. p.ll. 1995. v. Simpósio Brasil-China.357-64. v.354-6. 1991. Indica. YOSHIDA. 1989. 1987. C. n. Oswaldo Cruz.. N.443-51. n. et al. v.348-9.79. Int. 1991. 1990. n. H. 2000. I.3. et al. 1990. 1996.4. p.39.2001..55-7.. et al.331-6. et al.5. Egypt.. v. v.714-9.6. D. p.J. p. p. n. S. v. Yakugaku Zasshi. n.. p.WU. n. XU. n. T. 1996. X.88-90.10. n. YU. n. n.187-90. J. XUE. T.38. n. X. R. . et al. . p. YANG.1045-53. v. Chem.135-46.517-19.44 .l 19-24. p. et al. YU.149-51. Sichuan. et al. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. S. p. Fenxi Shiyanshi. p. v. p. et al. YADAVA. n. A. et al. L. D'ANGELO. Repub.13.J.. Sci.. et al. YAMAGISHI. G. YADAVA. n.1-4. et al. p. B. n.3213-16. YADAVA.J. 1992. v. Sect. v.l.28. Tianran Chanwu Yanjiu Yu Kaifa. v.62. R. Pept.10. v. p. Y. Ind. n. KNOLL. YU. p.8. 1988. p. B. YANG. 1996.61-3.16. CHENG.5. Chem.2.457-64.53.66. p.2. S. Ethnopharmacol. v. R. p. n. J. n. S. v.

v. l l . n.25. v. Pharm. S..4. 1988.et al. p.2.ll..5.47. p.YUNES. N.15. n. . n.2.J. et al.1.. 1993.. p.106-13. Duoqing Zhongcaoyao. et al. Z. n. 1998.. p. B. Soedin. N. B. ZHENG. Malays. v. n. ZHOU. n.6.l. p. . v. v. et ai. Proc. Am. p. Soedin. ZHOU. Journal of Agricultural and Food Chemistry. n.). Chin. Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters. ZHU. p. ZAKI. J. J.143-4. C.61..265-8.2. l l . p.l72-3. ZELNIK. X. Chinese Medicai Journal. DZHALILOV. v. ZHANG.. n. 1989. n. ZHANG.5. 1989. R.27.643-8. et al. v. v..39. p.2. 1987. S. 1988. 1987. Acta Botanica Sinica. Univ. Ind.I. 1986.l. Ind.218-222 . ZHANG.861-6. ZHANG. Food Chem.79-85. {Engl. 1988.3.235-45. Prir. Kexue Tongbao. F. ZHENG.. n. 1991.. n. n . 1998.J. 1987. 1996. v. R. F. n. S. ZHANG. Cancer Res.153-6. ZHAO.234.104.l.71-4. p. A.23. Med. p. l l .l. Proc. ZHOU.. YUSOF. R. ZAKHAROVA. Maharashtra Agric.131-3. v. ZHANG. M. v.16. X.30. n. v.. n .J.101.2.89-92. Prir. Phytochemistry. n. S. et al.J. p. Soe. H. p.. 1991. Anais da 22a Reunião Anual da SBPC. Sin. 1997. Sci. p.53. n. 47. p. Y et al.. et al.169-72.846-51. ZAVALA.2. v. p. ZHENG. Sci. et al.. v.2. p.. et al. Sci. Acta Chim.207-8. Khim. F. Res. 1995a.2. v. Sin.. Med. p. M.J.79-85.14. X. ZHENG. v.1-4..33. Egypt.30.16.488-91. Acad.41. Prir. Khim.l. Egyptian Journal of Bilharziasis. ZENG. X.4.36. 1989. v. . 1988. et al. p. p. HE. Q.2. Acta Pharm. v. n . BUSR1. L. Q. p. 1997. ZHANG. p. p. n. n. p. (Engl Ed. v. Pak. p. Shengwu Huaxue Yu Shengwu Wuli Xuebao. v. p. 1996. 1988. C. p.5291-4.28.152-6. 1990. et al. v. A. X. p.l67-72. 1996.. 1989. et ai. Anais do XXXIX Congresso Brasileiro de Botânica. ZAKA.. 1987. 1986.4. Sci. F.. n. 1970..603-7. p.812-14.. FEBS Lett.22. 1986. K. Planta Med.3.35-8. EthnopharmacoL. p.). n . n. ZHOU.3633-6. ZHANG. BOHLMANN.l.28. Prod.292-9. Sci. v. A. Y Fenxi Ceshi Xuebao. et al. 1987. MOHAMED. J. p. Pak. p.273-8. Prir. J. O. 1987.31-9. v.2. Biochem. Khim. p. n.8.5. ZAKARIA. Redai Yaredai Zhiwu Xuebao. LIN. et al. n.l. et al. S. ZAKHARY.. Tetrahedron Letters. 1987. n. v. et al. Acad. Kexue Tongbao. ZDERO. R. 1988. Acta Pharmaceutica Sinica. v. et ai. ZAKIR. D. et al. 1986. Phytochemistry. n. Sin.l762-3. n. S. Nat. Q. n. et al.238-43. S.J. Conf. 1995. n. v.52.126-7. M. 1991. p. R. v.6.28.1/2. Zhiwu Xuebao. et al Indian J.41-7.26.. N. p. Acta Pharm.1. 1988. J. v. H.107-27. M.791-2. 351. LIN.33. Proc. n. 1987. . Agric.15. 1988.l 18-19. v. Sin. p. v. ZAKHAROV..201-6. 1995. p. ZHEN. Zhongcaoyao. Pak.J. ZENG. D.59-67. 1992.91-102. et al. Soedin. 12th.31. ZAFAR.. p.3. l l . N.37. Res. E. L. p. I. 1987. Acta Chim. YUWAI. n. Pak. M.16-17. 1994. v. et al.. D.38 . v. et al. B. . p. v. et al.1865-8. et al. n. Y. ZENG.10. Ed. n. C. v. . et al. YUNUSKHANOV. G. Sci. v.5. n. ZHEN.18. A.1-2. v. v. M.l. Food Agric. Chin. L. Soedin. v. 1986. p.5707-12.

M. Ecol.12. p. G. Bot. ZYGADLO. v. 21p. ZOBEL. W. n.57-9. v. p. 1990. 1990.J.98. p.. et al. et al. . ZIMNA.. Chem. v. 19p. J.6. 1988. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 1093361 A 12 Oct. F. K. B. v. S. et al. . n.46. v. BROWN. C. 1995. n.l. ZHUANG.1995.. Z. A. Grasas Aceites (Seville).. J. p.25.285-8. M. A.3. M.ZHU. v. Acta Pharmaceutica Sinica. 1988. J. OH Res. v. PIEKOS. . C. v... p. Planta Med. v. p.444-6.7. 1994.48-51.. n. ZYGADLO. 1991.9. p. p.1995. et al.67 . n. n.4-5. p. WANG.18. ZOGHBI. R.}. A. p. Biochemical Systematics and Ecology.17. 1988. Yaoxue Xuebao. A.898-903. n.65-75. Shipin Kexue.1-2. 18.6.57. v. Ann. et al. 1991. p. Essent.5.. A et al. v. v. n.405-8. n.213-18. . ZUO. n. ZULUETA. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 1093362A 120ct.915-21.898-903. A.25.38. et al.12. Can. ZITTERL-EGLSEER.1801-10.67.3. 1990. Herba Hung. v.27. 1991.6. Phytochemistry (Oxford). p. 1989. 1994. p. 1449-50.. Bot. n. ZOBEL.593-5. n. J. (London). D. Acta Amazonica.

96. 152. 113 Asclepiadaceae. 364 Apiales. 77 Aloe vera. 113 Aristolochiales. 154 Alternanthera micrantha. 465. 110 Annona tenuiflora. 202-4 .Índice de nomes científicos Abuta sabdwithiana. 376 Araliaceae. 316 Bidens bipinnatus. 149. 90-3. 143 Acanthospermum australe. 475. 56. 468-9. 386 Asteraceae. 489 Bidens pilosa. 52. 78 Alpiniajaponica. 339-40 Anacardium giganteum. 475. 479. 113-5. 467. 474. 449 Bixa arborea. 351-2 Averrhoa carambola. 364 Apocynaceae. 360 Anacardium occidentale. 3512. 93. 373 Averrhoa bilimbi. 466 Adenocalyma alliaceum. 453. 227-8. 148 Anacardiaceae. 391 Allium cepa. 342-3. 201-2. 43 Annona muricata. 65-6. 115 Aristolochia trilobata. 95-9. 65. 361 Andropogon leucostachys. 461 Ageratum conyzoides. 140-1. 345. 67. 65. 68. 480. 81 Arecidae. 102. 488 Bauhinia forficata. 79 Allamanda cathartica. 79 Aristolochia. 111 Annonaceae. 62 Alternanthera brasiliana. 463-5 Asterales. 351-2 Baccharis trimera. 42-3 Andropogon nardus. 463 Asteridae. 58. 368 Arecaceae. 377-78. 458-6 Achillea millefolium. 69-74. 480 Bignoniaceae. 468-9. 119 Aristolochiaceae. 487 Alismataceae. 381-5. 467-8. 340-3. 149-50 Amaranthaceae. 90 Apiaceae. 223 Bixa orellana. 450. 75 Allium sativum. 79 Alismatidae.

178 Cybianthus. 393 Cordia verbenacea. 171 Gossypium barbadense. 46-7. 315 Caesalpinia pulcherrima. 395 . 211. 201 Boerhavia difusa. 265 Caprifoliaceae. 259 Hedychium coronarium. 385 Hirtella. 44. 496 Caryophyllales. 441 Inga spectabilis. 80. 235 Cecropiaceae. 287-8 Cassia reticulata. 299. 175 Diplotropis purpurea. 408-9. 471 Gomphrena globosa. 297 Capparidaceae. 282-3. 327 Cassia multijuga. 242. 285. 150. indicus. 296 Fabales. 284 Hyptis crenata. 231 Celastrales. 215. mariana. 287 Cassia occidentalis. 61 Heliotropium indicum. 312 Ipomoea batatas. 83 Eryngium ekmanii. 179 Cucurbitaceae. 286. 190 Cucurbitapepo. 213. 212-3. 301-2. 299 Dillenidae. 394-5 Ipomoea quamoclit. 276 Fischeria cf. 276-7 Cajanus cf. 318 Desmodium tortuossum. 163-4 Chrysobalanaceae. 82-3 Fabaceae. 185. 386-7 Gentianaceae. 178-9. 247. 214 Himatanthus. 41-2 Convolvulaceae. 388 Croton cajucara. 272 Clidemia novemnervia. 230-2. 365-9. 302 Echinodorus grandiflorus. 165. 281. 231 Celastraceae. 440 Costus spiralis. 237. 375 Gnaphalium purpureum. 319 Dipsacales. 382-3. 283. 279. 324. 151-2. 259 Commelinidae. 206-7. 292 Caesalpiniaceae. 236 Euphorbiales. 264-5 Cymbopogon citratus. 147 Caryophyllidae. 236 Euterpe edulis. 295. 152-3.Bixaceae. 300. 54. 481. 272. 398. 411 Hibiscus furcellatus. 308 Dipteryx punctata. 155-6 Caesalpinia ferrea. 331 Celosia argentea. 402-3 Cactaceae. 205. 413-4. 49 Cymbosena roseuna. 379. 287 Cecropia peltata. 145 Caryophyllus aromaticus. 275 Hydrocotyle exigua. 63 Heliconia. 154. 238 Cucumis anguria. 496 Dipteryx odorata. 406 Brunfelsia grandiflora. 266 Capparidales. 387 Gentianales. 163 Chenopodium ambrosioides. 292. 172 Boraginaceae. 470. 225 Guttiferales. 430. 210. 490 Euphorbiaceae. 53-4 Coutoubea spicata. 170 Chenopodiaceae. 298 Derris amazônica. 205 Hibiscus rosa-sinensis. 407. 207. 366-7 Hymenaea courbaryl. 298 Derris floribunda. 322 Clusiaceae. 280. 255 Croton sacaquinha. 224 Hibiscus sabdariffa. 373 Eupatorium ayapana.

139 Mentha piperita. 124. 167-9. 416. 160. 417. 134 Piper d. 195 Mabea angustifolia. 336 Maytenus ilicifolia. 162 Portulacaceae. 434-5 Lippia granais. 130. 421. 64 Liliidae. 135 Piper marginatum. 332. 180. 420. 184-9. 311 Momordica charantia. 133 Piper gaudichaudianum. 64-5 Liliales. 158 Pothomorphe peltata. 121. 451-2 Jatropha curcas. 128. 199 Passifloraceae. 444 Mentha pulegium. 321 Nyctaginaceae. 495 Palicourea cf. 426. 64 Lippia alba. 431. 181-2. 161-2 Portulaca pilosa. 103 Myrocarpus frondosus. 136 Piperaceae. 229 Musa. 412-3 Lamiales. 185. 332. 240-1 Magnoliidae. 425-6. 427-8. 254. 432 Ocimum micranthum. 334-6 Melastomataceae. 204 Malvales. 60 Myristicaceae. 196 Monocotiledonae. 121-2 Pereskia grandifolia. 239-40. 427. 432. 241. 166 Piper cavalcantei. 126-7. 156-7 Persea americana. 39. 431. 233 Muntingia calabura. 389 Luffa cylindrica. 192 Pedaliaceae. 173 Phyllanthus corcovadensis.120 Piperales. 106 Laurus nobilis. 238-9. 191-2. laniflora. 158-9. 244-6. 432 Ocimum canum. 208 Malvaceae. 61 Musaceae. 446 Origanum vulgare. 108 Persea gratíssima. 125. 200 Maytenus aquifolium. 493. 132 Peperomia. 321 Menispermaceae. 323-4 Myrtales. 447 Polygalales. 337 Polyscias. 414. 125. 406 Lauraceae. lhotzkyanum. 192-3. 256 jatropha gossypifolia. 399-400. 429. 419-20. 435 Loganiaceae. 422 Oxalidaceae. 442 Leucas martinicensis. 79 Moraceae. 120 Poaceae. 107 Leguminosae. 221-2. 303 Myrsinaceae. 123. 402-5 Phytolacaceae. 418 Mentha viridis. 129. 122-3 Piper cernnum. 161 Ocimum basilicum. marcgravii. 494-5 Passiflora coccinea. 245. 425. 415-6.Jacaranda caroba. 198 Lacistemaceae. 87 Magnoliales. 191 Lamiaceae. 137 . 445 Mimosaceae. 42 Pogostemon patchouly. 108 Petiveria alliacea. 427. 422-3. 89 Malpiguiaceae. 252. 443 Liliaceae. 251 Lacistema. 453 Peperomia elongata. 131. 337 Malva parviflora. 250-1. 277 Leonotis nepetaefolia. 258 Physalis angulata. 369-72 Portulaca oleraceae. 262 Myrtaceae. 350 Palicourea cf. 427 Ocimum gratissimum. 419. 424.

48. 379-85 Tiliaceae. 345. 55. 330 Pyrostegia venusta. frutescens. 269 Rubiaceae. 209 Urticales. 99. 401 Solidago microglossa. 482. 412 Tagetes erecta. 325-9. 322 Rosaceae. guineense. 453-6 Sida rhombifolia. 354-7. 492 Rubiales. 312. 127. 350. 457-60. 233-4 Spilanthes acmella. 434 Violales. 320 . 477. 112 Zingiber officinale. 360 Scoparia dulcis. 226 Solanaceae. 139 Rhynchanthera grandiflora. 51 Zinnia elegans. 492 Ruta graveolens. 260-1 Wilbrandia ebracteata. 138 Primulales. 349. 484 Zollernia ilicifolia. 363 Rutaceae. 183. 216 Stigmaphyllon fulgen. 361 Sterculiaceae. 132. 474. 51 Zinigiberidae. 353 Saccharum officinarum. 497-500 Sansevieria. 326 Psydium guajava. 76 Sapindales. 213. 177-8 Virola surinamensis. 472. 103-6 Vismia japurensis. 390 Symphytum officinale. 58 Zingiberaceae. 52 Zingiberales. 463 Scrophulariaceae. 409. 452. 462 Ranunculales. 230-1 Verbenaceae. 45. 338 Stigmaphyllon strigosum. 218. 393 Solanum paniculatum. 227 Theobroma speciosa. 478 Theobroma grandiflorum. 400 Solanum tuberosum.Pothomorphe umbellata. 228 Thevetia peruviana. 101. 457 Scrophulariales. 271 Rosidae. 347. 215-6. 208-9. 449 Sechium edule. 479. 197 Xylopia cf. 339 Schinus terebenthifolius. 397-8 Solanales. 189. 273 Rosales. 182 Sesamum indicum. 94-5. 217-9. 485. 221 Urena lobata. 471 Sorocea bomplandii. 262 Prunus domestica. 344. 491 Spondias purpurea. 473-4. 50 Sambucus nigra. 338 Strychnos triplinervia. 274 Psydium cf.

SOBRE O LIVRO Formato: 1 6 x 23 cm Mancho: 27.5 x 49 paicas Tipologia: lowan Old Style 10/15 Papel: Offset 75 g / m 2 (miolo) Cartão Supremo 250 g / m 2 (capa) 2» edição: 2003 EQUIPE DE REALIZAÇÃO Coordenação Geral Sidnei Simonelli Produção Gráfica Anderson Nobara Edição de Texto Nelson Luís Barbosa (Assistente Editorial) Nelson Luís Barbosa (Preparação de Original) Marcelo Rondinelli e Ada Santos Seles (Revisão) Editoração Eletrônica Lourdes Guacira da Silva Simonelli (Supervisão) AVIT'S .Estúdio Gráfico (Diagramação) .

Capa: tsabel Carballo . os biólogos Luiz Cláudio Di Stasi. e Clélia Akiko Hiruma-Lima. do Departamento de Fisiologia.Ao coordenar a equipe científica multidisciplinar responsável pelo livro. estimulam a realização de estudos desse gênero que recuperem e documentem o conhecimento popular das mais diferentes populações autóctones. do Instituto de Biociências (IB) da UNESP. Campus de Botucatu. do Departamento de Farmacologia.

. ponto de partida para a identificação e catalogação de 135 espécies vegetais daquelas regiões que.Esta cuidadosa pesquisa etnofarmacológica tem como fonte moradores da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica. estudadas pelo seu potencial dores condições de atingir o desenvolvimento sustentado com a extração e conservação dos produtos medicinais existentes no seu próprio hábitat.