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UMA TEORIA DA JUSTICA John Rawls Martins Fontes 1 Indice Precio a edigao brasileira sens M tenn Precio Xx fc TEORIA wee | ‘Capito —dustiga como eqatdade 3 epee 1.0 popet da justia 3 “Ser 2.O objeto da justia. 7 7 eects 3. Adi principal da cra da justia. 2 4 posi orginal sua usietva. 9 “soe 5. Otltaramo cisco. 4 Sc eens 6 Algumas dsperdades interelaionadas 30 eit ae , 7.0 iticionimo, 36 oe Es ‘8, O problema da prioridade. “4 seat 9. Algumas obseriades Sobre a teaia aa ° 1 Me ge te Capitulo Os prineipios da jstiga 37 some ene 10, As instuigdes a jutga FEMA sncnnnee $7 = J 1.0 dis principio da jutiga oh 12. Imerpretagdes do segundo principio. ° ate 1A igualade democrats © 0 principio da dif ieee ees eee sak » “ss le ht 7 14, A igual eqitatva de oportunidades oust iia fa te a eesetiecel ner “ » i tmnt ‘pmo 15. Os bens soins primaries como a base ds ex- pectaivas 16, Posigdes soca relevantes. 17. tendéncia digualdade 18 Pincipios para indviduos: 0 principio de eqi- dade 19, Princpios par indivduos: os deveres maura Capitulo Il A posigo origina 20. A natura do argumento 2 favor das concep ‘bes da justia 21. Aapresetagio as alternativas 22. Ascircunsincias a justign 23. As restrigdes formats d coneeto de justo 24.0 veu de ignorincia, 25, Aracionaldade das partes 26.0 raciosnio que conduz 20s dois principios da justia 27.0 raticinio que conduz 20 principio da wilida- demédia.. ie 28, Algumasdifieuldades do principio da vilidade média 29, Alguns argumentosprincipai favor dos dois Principios da justia 30, Utiltarisme clisio, imparcalidade e benevo- lencia| SEGUNDA PARTE INSTITUIGOES Capitulo 1V ~ Liberdade igual 31. A sencia de quatro estigi oso 32. O conceit de liberdade 43, Igual liberdade de consign, : 101 107 16 m ray mw Bt 136 40 6 153, 10 mB 179 190 200 aut au 218 223 14. A tolerinca eo interessecomum 38. A tolerncia para com os intolerant. 36, A justiga politica ea constiugio. 37, Limitagbes do principio de paricipaszo. 38. Ocsado dedireto 39, Defnigho da priridae da liberdade 40, A interpreta Kantiana da jusiga como eati- ade, Capitulo VAs parcelas dstributivas 4. 0 conceito de justga na economia poica 42. Algumas observapies sobre os sistemas econd- 48. Insttuigdesbasias da justia disibutva ‘44.0 problema da justiga entre peraées 45, Preferénca temporal 46, Outros casos de prioidade 47, Os precios da justia 48, Expoctatvas legitimas e méito moral 49, Compara com coneepydes misas. 50.0 principio da pefeigto Capitulo VI ~ Dever e obrigasi 51. Os argumentos a favor dos pri natural 52.0s argumenios «favor do principio da equi- dade 7 153.0 dever de obodecer a una ie inj 54. importncia da regra da maior 55. A definigio de desobeditcia civil 56. A definigio da objeto de conscitnia, 57. A justfcativa da desobediénca civil 58. A justificativa da objego de conseigncia 58,0 papel da desobedicia cv 229 2s 24 249 237 215 2s 286 293 303 314 34 329 335 3a 348 359 369 369 380 388 395, 402 407 an a8 a3 "TERCEIRA PARTE ‘OBIETIVos Capitulo VIt~ A virtude come racionalidade, 60. A necessidade de uma teoria do bem 61. A definigao de bem para cass mais simples. 162, Uma nota sobre o significado. (63. A definigio de bem para panos devia. (64. A racionalidde deliberativa, {65.0 prinipio aistotlico, 16. A defini do bem apicada bs pessous (6. Auto-estima, exceléncase vergonha. 68. Vrias dferenas enteo justo eo bom Capitulo VII -O sense de justiga. 69. 0 concito de sociedad bem-organizada 70: A moralidade de autoridade 71; A moralidade de grup. 72: A moraidade de priaeipios 7. Caracterstias dos sentimentos mora 74, A lgagio ene as atitudes moraise a8 ates ature 15. Os prinepios da psicologia moral. 16.0 problema da estbiidaderelaiva ‘7. Atbae da igualdade Capitulo IX - 0 bem da justia 78, Autonomiae objetividade 79, iia de unido social 80,0 problema da inveja 81 Inejaeigualdade. 82. Os fundaentos para a prioridade ds liberdade. 13, Felicidade e objetivos dominant, 4, O hedonisme como um método de escola, 85. A unidade do eu a7 a7 “7 450 469 479 487 34 503 04 512 S18 524 532 339 ss 560 sm sn 319 539) 602 610 617 o 86, O bem do senso de justiga 87, Consideragies Finals expicativas Novas Indice remissivo. 630 683 657 703 Para Mard Preficio @ edigdo brasileira £8 com grande prazer que escrevo este preicio& edigho ‘brasileira de Uma tora da usta, que sogue oda edict fras- cosa de 1987. Apesar das virasexticas& obra, ainda aceito ‘suas principals coordenadas edefendo suas douttinas cents. ‘Sem dividae como se podeia esperar, gostara deter proce de forma diferente em alguns potos, atualmente fri varias ‘evishes importantes, Mas se esvesse reescrevendo Uma teo- ria da justice, nlo esrevera, como algunas vers dizem 08 ‘autores, um vo completamente diferente ‘Como o preficio i edigio ances fio primeiro eo in ‘0 que escrevi para as edigdestraduidas,aproveito esta opor- ‘tunidade para repetic que em fevereiro emargo de 1975 o texto ‘original em ingles foi consderavelmenterevisado para a ed- ‘fo alem, qu fot publcads naguele ano. At onde sei essas Tevises foram incuidas em todas a tradugesSeguntes en30 foi feta mais nenhuma desde ento.Portanto, todas as tadu- es, incluindo esta, fram fits a partir do mesmo text revie Sado. Como esse texto inclu o que acreito serem importantes aperfeigoamentos as edges traduzidas (uma vez preserva 8 ecisse io superiores&edico em lingua ingles ‘Antes de comentat sabe as mais importantes revisbes © por que elas foram feta, quer enfatizar a concepsio da justi- fa apresentada em Una teora da justca, uma concepeio que chamo de “jstiga como eqidade”. Consider as idias co ob- {etivs centras dessa concepeio como os de uma concepeso Tilosica para uma democracia consttucional. Minka espe- anga€a de que a justia como eqlidade paregarazoivel iil, xv ‘uma THOR Da sesnica mesmo que no sja totalmente convincente, para ma grande tEama de orenagbespolteas ponderadas, e portant expresse ‘uma pare essencil do nicl comum da radio democrtia. Fiteferéncia aos objets eidasceiras dessa coneep- slo no preficio i edigio em lingua inglesa. Como explicado ai {ho segundo ¢ no torceira parigrafos desse preficio) minha ‘ntengdo fo formulae uma concepsio da justiga que fornecese ‘uma alternative razoavelment sistemsiica a uiitarismo, que, dd uma frm ou de our, dominou por um longo tempo atradi- ‘lo anglo-saxi do pensamento politico. Arazio principal para buscar ess altenativa &,no mew modo de pensar afagildade da doutrina utiltrsta como fundameato das instiuiges da ‘éemocracia constitucional. Em particular, ndo acredito que 0 uilitarmo possa expliat a liberdades direitos biseos dos ‘idadios como pessoas livres eiguas, uma exigéncia de im ‘prtinciasbsolstamente primordial para uma consideraso das Instiuigdes democritics, Uilizi uma versio mais geral © that ia do contrato social usando para iso aide da po- ‘Siglo original, Uma explieagio das liberdades e direitos isi- ‘os, ¢ também de sua prioidade, foo primeitocbjtivo dajus- tiga como eqidade. Um segundo objetivo foi inteprar essa ex- plcagio a um entendimento da igualdade democratic, © que ‘onduziu o principio da igualdade eqitativa de oportunida- ‘des a0 principio da dfereng’. ‘Nas revisdes feta em 1975, enc era certs defiién- cing da edigdo em lingua inglsa, Teta! indicélas agora, em- bora receie que muito do que drei nio seja inteligivel sem um ‘onhecimento previo do texto, Deixando de ado essa preocupa- ‘ho, uma das ais sriaedeficiéncias ea explicapio da ber- ‘ade, cujos pontos acs foram apontados por H. L.A. Hatem ‘ua diseusso erica feta em 1973), Comegando com a Sesi0 11 do Capitulo I, iz revisdes para eslarecer vis as dficul- ads notadas por Hart. Enretanto, devo dizer que a explicago ‘presenada no texto revisado,embora bastante melhorad, ain- 4a nfo 6 totalmente satisfairia. Uma versio melhor pode ser encontrada em um ensio de 198, initulado "Basic Liberties tnd Their Priority” ["As liberdades hiscase sua priviade”): PREFACIO | sDICHO BRaSILEIRA xv Esse ensaio tena responder o que vim a considerar como sendo as mais importantes objegdes de Har, Afirmase ali que a8 Tivertades e direitos bisicos e sua prioidade garantem igual- mente par todos 0s cidadios as condigies saints esenciis para 0 deseavlvimento adequado ¢ para 0 execicio pleno © conseiente de seus dois poderes moras ~ sua capacidade para lum senso de justia sua capacidade pera uma concepcio do ‘bem =naguilo que chemo deos doi esos fundamentas. Rest- ‘midamente, 0 primeiro caso fundamental éaapicago dos pin- cipios da justia esratua bisica da sociedad pelo exericio o senso de justia dos cidadios.O segundo caso fundamental & ‘apliagdo ds poderes de raiocnioe pensamentocrtico dos ‘idadios na formasio, na revisio e na busca racial de sua ‘concepeo do em, As liberdades politica iuais,incluindo 0 ‘seu valor eqUitaive (uma ideiainroduzida na Secio 36), a liber de pensamento,alberdade de conscéncia © liber- dade de associa, devern garantr que oexercicio dos poderes ‘moraispossa ser live, consiente ¢ efetivo nesses dois casos. ‘Considero que essas mudangas na explicago da liberdade po- dem se encaixar confortaveimente na etutua da justia como ‘eqlidade apeesentada no texto revisao. ‘Uma outa dficinci sia da edico original em lingua ingles foi a anise dos bens priméros.Afirmarae neve texto ‘gue os bens primiros so a8 coisas que as pestoasraconais ‘desejam, independentemente de quaisquer ous coisas que elas desejem; a defini dessas coisas ea suajutificativa de- veram se explicadas pela andise do bem fit no Capitlo VIL Infeizmente, essa andlise era ambigua quanto &questio de © estatuto de bem primairo dependerunicamente dos fatosnatu- ‘ais da picologia humana ou também depender de ua con cepelo moral de uma pessoa que incorpora um certo ideal sa ambitidade deve ser reslvida em Favor da segunda b= pites: devemos considerar que as pessoas tm dois poderes ‘moras (mencionadosacima)¢ intereses de uma ordem supe- rior no desenvolvimento ¢ no exericio desses poderes, OS bens primaris sto agora caracterizados como aquile de que as pessoas necesstam em sua congo de cidadios ives igus, xv ‘use mon Da sUsTICA ‘ede membros normals totalmente cooperatives da sociedade Aurante toda uma vida. Comparagesinterpesoais para propd- sits de justia politica dever ser fitas em terms de uma lista ‘ordenada de bens primérios dos cidadios, e considera que esses bens respondem as suas necessidades como cidados, em opesigio as sus preferénciase desejos. Comesando pela Se- ‘ho 15, fizrevisdes para expressr essa mudanga de visbo, mas esas revises ficam aquém da exposigio mui completa que fiz-num ensaio posterior, também de 1982, intitulado * ros"). Como acontece com as mudancasna consideragio das Tiberdades bisicas, jlgo que as mudangasexigida por essa eclarapio podem se incorporadasnaestrtura do text revie sad, ‘Muitas outa revises foram feitas, especialmente no Ca- pitulo I e também, emibora nlo tans, no Capitulo IV. No Capitulo I eu simplesmente tent tomar 0 racioeinio mais claro ou menos abertoamal-entendidos. As revises sfo muito ‘numerosa para seem indicadas aqui mas, na minha opnido, ‘io desviam de forma significatva da visio apresentads na ‘edigdo em lingua inglest. Do Capitulo TV em diante howve joucas mudangas. Revise a Seplo 44 do Capitulo V sobre oupanca just, mais uma vez na tentative de torn-lo mais claro; rescrevi também os seis primeirosparigrafos da Sexo 2 do Capitalo IX para corrigit um ero sériono argument a favor da priridadedaliberdade; eh outas medangas no res- to dessa seco, Tendo identficado © que considera serem as duas mudancas importantes, as mudangas feta nas considera~ es das liberdades basics © dos bens primis, talvez essas inicagtes seam suficientes para transitr a natureza ea ex- tensio ds revises. Se estivesseescrevendo Uma teoria da justga agora, hb das coisas que trataria de modo diferente. Uma diz respeto a como apresentar © argumento a favor dos dois principio da justia (ver Capitulo TD partir d posi orginal (ver Capi- ‘ulo I), Tera sido melhor apreseat-lo em termos de duas comparagbes. Na primeira as partes decidiiam entre os dois PREF{CIO A EDIGHO BRASILEIRG xv rincipios de justiga, consierados como uma uniade,¢opit- ipo de utildade (media) como otineo principio de justia Na segunda comparasio, as partes decidiriam entre os dois prineios de justice esses mesmosprincipios mas com uma rmudanga importante: 0 principio da diferenca & substiuido pelo principio da uildade (media) (Os dois principios, aps «ssa substitug2o,passaram a ser chamados de uma eoncep¢0 mist, e aqui se entende que o principio da utilidade deve ser aplicado obedecendo as restigdes dos principios anteriores: 0 principio das liberdades iguais eo principio da igualdae eg tatva de oportunidades,) A ullzagao dessa duas compara- es temo merit de separa o argumentosa favor das liberda- des bsicas igus com sua respectva prordade dos argumen- 10s favor do peoprio principio da diferenca. Os argumentos a favor das liberdades bisicas igus so & primeira vista muito ‘mais fortes, enquanto os argumentos a favor do principio da Aierengaenvolvem um equlbrio de considerages mais deli- «ado, O alvo principal da justiga como eqhidade € aingido a parr do momento em que fia claro que 0s dois principios se- iam adotados a primeira comparagio, ov mesmo em ums tet= cvra compara na qual a concepeio mista da segunda com- paragdo fosse adotada substinindo © principio da uilidade Continuo a considera importante o pincpio da diferenga © ainda 0 defenderia,pressupondo (como na segunda compars- lo) uma base institucional qu satistiga os dois principios anteriores, Mas € melhor reconbecer que esse caso & menos cvidente © provavelmente jamais tera frca do argumento a favor dos dos prncipios anteriores. ‘Uma ouca coisa que agora faia de modo diferente & dis- ‘inguir com mais preciso aida de uma democracia da pro- riedade privada (introduzid no Capitulo V) da idkia de esto 4o ber-estar social. Essus iia sto bastante diferentes, mas ‘como ambas permitem a propridade privada de patrimnios prodtves, podemos ser erroneamentelevados a considers ‘como sendo essencialmente a mesma coisa, Uma difernga Principal € que a insttuigdesbisicas da democracis da pro- Driedade pvada, com seu sistema de mercados competiivos xvi Luma TeORA Da sesTICA (vives), tena dspersar a posse de riquezae capital, e desse ‘modo impedie que uma pequens parte da sociedade controle a ‘economia c,indiretamente, a propria vida politica. A democra- ‘ia da propriedadeprvada evita 850 no pela redistrbuigdo de renda em favor daqueles que tfm menos a fim de cada perio- do mas sim asepurando a posse amplamente dfundida dea vos prodtivos e capital humano (qualificagdesprofisionais © habilitagdes técnica) no inicio de eada peiodo, tudo iso so- bre uma base deliberdades hisicas iguais e gualdade eqUitati- ‘ade oportunidades. A iia no €simplesmenteausilaraque- Tes que malogram devido a um aidente ou a uma fla de sorte (cenbora isso deva se feito}, mas sim colocar todos idadios «em posiglo de lidar com seus propos problemas e tomar parte na cooperaso social tendo como sustenticulo 0 respite mi- ‘uo sob condigbes apropriadamenteiguais. "Noter-se aqui ds concepeSes muito diferentes do obje- tive das instiigSespoliias através do tempo. Em um estado do bem-estar social, 0 objetivo & que ninguém fiqueabsixo de ‘um padrio decent de via, e que todos possam recebercetas ‘protegées conta acidentese a ma sorte, por exemplo, Seguro- ‘esemprego eassstincia mica. A reinrbuiglo de rend set- vea esse propSsito quando, ao fim de cada periodo,aqules que precsam de assistacia podem ser identifcados. Esse sistema ode permite grandes desigualdades hereditirias de nqueza {gue slo incompativeis com 0 valor enitativo das Iiberdades Pollticas (apresentado na Seo 36), como também grandes is- aridaes de ganho que violam o principio da dfeenea.Embo- Fa se esforce para asseguar a igualdade eqitatva de oportuni- ciais mais importants. Tomadas em conjunto como um tnico squeta, as insituigdessociit mais importants defen os ‘ietose devees dos homens e influenciam seus projetos de vida, o que eles podem esperar vira sere bem-estar econdmi~ fo que podem almejar. A estrutura sca € o objet primério a justiga porgue seus efeitos so profundos e esto presentes desde 0 comeyo, Nossa nocio inuitiva € que essa estrutura ‘cont vias posgessociaise que omens nascidos em con- figs diferentes em expetaivas de vida diferentes, determi- tas, em parte pelo sistema politico bem como plas cireuns tinciasecondmicas¢ soins. Assim as instiugBes da socieda- de favorecem certos pontos de patida mais que outos Essas ‘ho desigualdades especialmente profundas. No apenas sio ifosas, mas afetam desde 0 inci as possiblidades de vida ‘dos seres humanos; contudo, no podem ser justficadas me- tian um apeio as nogBes de mérto ou valr. Ea esas des fualdades, sopostamente ineitveis na estrutura bisica de ‘qualquer sociedade, que 0s princpios da justia social devem ‘Sr aplicados em primeino lugar. Esss principio, eno, rogue Tama escotha de uma constiuico politi e os elementos pri cipais do sistema econdmicae socal. A justiga de um esquema Sovial dependeessencalmente de come se aribuer direitos tdeveresfundamentais e das oportunidades econdmieas © con- igdesscias que existem nos viros stores da sociedad. ‘0 alcance de nossa indagacio est limitado de dus ma- eiras,Prmiremente preocupame um caso especial do pro- ‘ema da justca. Nio considerarei a justiga de istituigdes € rites sociais em geal, nem, ano ser de passagem, a justia fas leis nicionase das relagBesinteracionais(§ $8). Prtan- to, e supusermes que 0 conceito de justia se apica sempre {que hd uma distibuigio de algo coasiderado racionalmente eon ° ‘vaniajoso ou desvantajos, estaremos interessados em apenas uma instincia de suaaplicacao. Nao hi motivo para super de antemio que os principiosstsftoios para aestruturabasica ‘se mantenham em todos os ea80s Esses principio podem no funcionar para regras © pritcas de associagdes privadss 0 para aquelas de grupos secais menos abrangentes, Podem ser Inelevantes para os diversos usos informalmenteconsagrados «€ comportamentos do di-edia: podem nto elucidar a justia, ‘0 melhor talvez, a egiidade de organizagbes de cooperasi0 voluntr ou procedimentos para ober entendimentos conta- {uais. As condigdes para 0 direito internacional talvez exija principios diferentes descoberes de um mado um poco die- ‘ente. Fieaeisatisfeito se for possivel formular um concep razodvel da justica para a estrutura bsica da sociedade conce- bid por ora como um sistema fechado, solado de outa scie- dades. A importincia dese aso especial ¢ via eno precisa de nenhuma explicagio. E natural conjturar que, assim que tivermos wma tora sida para esse caso, & sua luz 0s proble- ‘as restantes da justiga se revelarao adminisriveis, Com mo- Aiicagdesadequadas esa teoriadeveriafornecer a chave para algumas outas quests. -A outa Timitagdo em nossa discussio & que na maior dos easos examio os principios de justia que deveriam regue laruma sociedade bem-ordenada,Presume- ‘as de vida, Noenanto, uma sociedade que satisfac 0s pri ios da justica como eqidade aproximarse-o miximo possivel eon 1s ‘as deveriam ser planjadas de modo conduzr a0 bem maior essencal ter em mente que numa teoria teleologica © ‘bem se define inependentemente do just, 180 significa duas coisas rimeito, a tora considera nosasavaliages acerea do «ue constitu o bem (nosso julgamentos de vale) como uma cexpécie das avaliagdes que se pode operat intuitivaente pelo senso comum,¢ depois prope a hipdtese de que o justo maxi- eon n ‘mizao bem como algo definido aterormente. Segundo, teo- +a possibilita que alguém julgue o bem em cada caso sem in- ‘daar se coresponde ao qu ¢ justo. Por exemplo, se dizemos {que o prazer € 0 ico bem, entio possvel presumir que os prazeres podem ser reconkccidos clasificados por se valor ‘mediante eiéios que no prssupcm nenhum padio do que justo ou do que normalmentejlgaramos como tl, Ao paso ‘qe sea distibuigo de bens for tumbém considerada como um bem, talvez um bem de ordem superior, es teora nos orien lac a produzir © maximo de beneficios (incluindose entre ‘outros o bem da dstrbuigdo dos bens), jf no temos uma visio teleolGgica no sentido clisice. © problema da distribuigio & abarcado pelo concito de justo como o entendomos intutiva mente, «assim a tora fo tem uma defini independente do bem, A lareza e simplicidade das teoriastcleolipicas clisi- cas deriva em grande parte do fat de qe elas decompem nos $05 jui2os moras em dois tipos de classes, sendo um earateri zado separadamente enguanto 0 outo depois vinevlado a0 primei por um principio de maximizaso. ‘As tora teleogiea difeem, muito claraments em seu ‘modo de especificar a concepsio do bem. Se ee for tomado ‘como a realizagio da exceléncia humana nas diversas formas ‘dos como evidentes, mas ti Sua jutfiagio na sua escolha 46 (es Te0RI4 Da susTI¢® hipotxica, podemios encontrar nas razbes de sua acstagdo al- ‘guna orientagio ou limitagdo acerca de como devem se pon- a como eqiidade € a hipStese segundo a qual os principios aque seriam escolidos na posigh orginal so idntcos quee les que correspondem aos nosss juizes ponderados e, asim, esses principios deserevem 0 nosso senso de justiga. Mas & claro que essa interpretagio excessivamentesimplificads, Na descriqdo do nosso Senso de justiga,deve-se fazer uma conces- slo probabidade de os juizs ponderadosestarem sujitos a 82 ‘ua onic Da sestica ‘eras iegularidades e distorgdes, apesar de serem formula- ‘dos em circunstincias favoriveis, Quando uma pessoa depara ‘com uma explicaao intuit atraente do seu senso de justin (uma, por exemplo, ue engloa vires pressupastos azodve's ‘e natras),ela pode revisar os seus juizos para conform-los am esesfundamentos, mesmo que a explicagio no se adapte perfetament aos novos juizos. Tender especialmente fzé-10 fe puder achar uma expicagzo para as dvergéncias que sola pam sua confiana nos seus juizos inci ese a concepedoapre~ Seotada produc um entendimento qu ela agora pode acetr. Do onto de vista da teoria ia, a melhor explicagio do senso de justia de uma pessoa no é a que combina com suas opinides ‘emitidas antes que ela examine qualquer concepeio de justica, ‘mas ima que coordena os seus juizos em um eqiliriorefeti- do, Como vimos, esse estado €aquele que se atinge depois que ‘uma pessoa avaliou vias concepedesproposts e deci ou ‘evisar seus juizos para coaformar-se com um deles ou mater- se firme nas prprias convicgbes inca ( na concep cor- respondent). Ha, porém, vvias iterpretagBes do equiv refletido. Pois essa nogio vara dependendo de se saber se a pessoa deve ‘onsiderar apenas os ipos que em grau maior oumenor cores- podem as suas opines auas, salvo diserepancias secunds- Tas, ou se deve considerar todas as alternatives porsives com, as quais pudeseplausivelmente conforma seus juizos, junta- mente com tas as demonstragdes filos6ficas pertinentes, No ‘rimeito caso estaramos delinando o senso de justia de una ‘pessoa mais ou menos como ee é,embora permitindo a suvi- Zaglo de certasireguaridads; no segundo cas, senso de {justiga de uma pessoa pode softer ow no uma mudanga rad- ‘al Clare esti que & 0 segundo tipo de equirioreletido que nos prencupa fa filsofia da moral. Ceramente hi divida ‘quanto ase saber se alguém pode sequer ating ese estado Pos, mesmo sea idea de todas as ltrativaspossves ede to- das as demonstragbes ilosbfieas pertinentes estiver bem defi- nid (0 que é questionivel) nio podemos examinar cada um dels. O maximo que podemos fazer & estudar as concepsBes eon 3 a justga que nos si conhecidas através da adic dafloso- fia da moral e quaisquer eutras que nos ocorram, ¢ depois cexaminar cada ums dels, Isso €praticamente o que fae, pois tus apresentagdo da justiga como eqidade comparaei seus rincipiosedemonstragdes com algumas oure concepes co cides. A luz desas observagies, a justia como eqlidade ‘ode ser entenida como a afirmagio de que os dois principios fnteriormente mencionaos seria escohidos na posi or- ‘ginal em detrimento de outa concepgestradicionns de just- ‘2 como, por exemplo, as da uilidade e da perfeigdo; ede que ‘esses principio, aps uma reflexo, combinariam melhor com nostos juizos ponderados do que esas altrativasidentifica- ‘das. Assim, a justia como eqiidade nos apraxima mais do eal filosifico; sem, obviate, ating. sea explicagao do equlirio refletdo sugere imediat- mente vires utr questdes. Por exemplo, seri que existe um ‘uillrio refletido (no sentido do ideal filos6ico)? Se exist, ele nico? Mesmo que sea nico, pode ser atingido? Talvez ‘0s jzos dos quis partimos, ovo pepio curso da reflex, ou a8 duas coisas, afetem o ponte de equiltrio, se houver algum, {que eventualmente venhamos aleangar. Sera, porém, init ‘expecular aqui sobre ssas questées. Esto muito além de oseo aleance. Nem sequer indagatel se os principios que ‘aracterizam os juizos ponderados de ma pessoa s80 05 mes- ‘mos que carsctrizam os de outr,Presumirsi que esses princi- ios so provavelmente os mesmos pra pessoas cyjosjuizos ‘sto em estado de equilib refletid, ov, caso no seam, que Sus juizos se dividem ao longo de algomas linhas mestras representadas pela familia de doutrnastradicionais que vou ‘iscute. (Na ealidade, ums pessoa pode encontrar simulta- neameate dvidida ene concepgdes oposas) Se, Finalmente, ‘car demonstrado que a pessoas tém, ene cas, concepsdes mente todos, e permitam a mais abrangenteliberdade compa tivel com uma igual iberdade para todos. Otnico motivo para ‘ireunscrever a lberdadesbisicas e tomilas menos abran~ fgentes € que, caso contro, elas imererriam umas com as "Alkm diss, quando os principio mencionam pessoas, ot ‘exigem que todos Iuerem com a desigualdade, a referncia & feita a pessoas representatives que ocupam as vir posgGes sociais ou cargos estabelecidos pea esrutura bisica, Assim, ‘0 aplicaro segundo principio, suponto que sejapossve ati= bir uma expectativa de be-estar a indviduos representatives {ue ocupam essas poses. Essa expoctatva indica suas pers pectvas de vida consderadas a partir de sua posigio social Em geal, a expoctatvas das peisoas representativas depen- dem da distribulgho de direitos e deveres em toda a estratura basic. As expecativas esto ligadas:clevando as perspectvas ddo homem representative em uma posiglo, por suposiclo ‘sumentamos ou diminuimos as perspectivas dos representantes fem outas posiges. Uma vez que iso se aplica a formas insi- tucionais, © segundo principio (ou melhor, a primeira parte ele) se refere s expectatvas de indivduos repeseatativos. ‘Como discutie diane (§ 14), nenhum dos dois principios se eon ® aplca a distribuigdes de determinados bens a individ pari- clares que podem ser idetificados por seus préprios names. A sinuago em que alguém ests pensando como distrib ex ‘os bens a pessoas necesstadas que esi conhecidas no ext dent do alcance dos principio. Os principios se proper & regular os sistemas insiucionaisbisicos. Nao devemos supot ‘que haja muta simiaridade, do ponta de vista da justia, etre uma alocago administativa de bens para pessoas espeifieas «a concepeto adequada da sociedade. Noss ituigdes para a primeira. regis pelo senso comum, podem serum guia prees- -ioparaa segunda, ( segundo principio insste que cada pessoa se heneficie das desipualdades permissiveis na estruurahisica Isto signi- fica qu cada home representatvo definido por essa estuti- +. quando a observa como um empreendimento em curso, eve aca razovel prefer as suas perspectives com a desigualda- ‘de is sus perspectva sem ela. No se permite qu dierengas enum, Circles, elses, quando, ngs, ce, so cnn, Esti claro que hi muitos portos ecient, a verde, todos oF ontos da linha AB. O prinipe da efit nip selon por, ‘una dsrbuigo patiulr de mercado como a mas efit Para selevionar ete as dsb eftentes€ nese uh ult inipia, porexempo, ampricipo de sti, De doi pnts, sem end nodes do oto esse pono & superioe plo pincipio ds eficincia Pontos anorcet ou a sade fle podem ser comparsdo. A orenapo defianda pel pric da fica € apenas parcial Assim, apes de nigra &C ser spe ‘hora © D ser superior aF, sebum dos pono da linha AB so Superors on inferior uns em elo as outros. cle dsp top elicientes no pode ser clasifads comparative. AL mes ‘moos ponos extrem AB, nos quai uma ds partes etd, sto ‘Fics, exatamente como or oui pots de AB. ‘Observes que no podemos der q aloer pote dik [AB ¢ superior a odor o& pontos no intenoe de OAB. Ca pot ‘de AB ésuperor apenas agulespontos a iatror qe eto a ‘ocste dle Assim poatoD superior eos o pono qc esto onto do etngulo ndicado pear ine pontihadas gue une D ‘35 poms te. O pono Dndo¢ perce a otto E. Eases potor ‘io podem se clasifenos comparaivamene porto ener 1” vue e084 DausTIC® to, € superior a Es assim como todos os pnts da ina AB eps tencem a peguena regio tanga Sombreads que fem 0 pono E como um de seus extenos or ut ad, omarosa inka com ntinago de 48 como ingcadors do lous de derbi igual (0 supe ua inert ‘lo cardial inrpessal dove, go gue no hava so stposo fas obueragdes presen) s considera ea Tine como tim tse actor de deisdes, eno, considerando tw, o pono D pes refer a0 porto Ce ao poto E. © pont D et muito Tras promo des ina, Podomos a dei que wn pot intior Como deve sr prefer sC, que um ponte ficient Na verde, ‘tustign como etd a prinipos ous sto anteriores acon- ‘Serge deficit alan de forma gra os ports intcrres qe representa dibuigdes juss ero geraiment re- Feriveis em rag a0 pnts efclencs que rpresentam dsb {es jst Com creo, a Fgura epeesnta wma snago mato Simpler nfo pode seraplicada esta isis. © principio da eficincia pode ser aplicado &estrtura bic sien em rferéncia is expectativas dos homens representatives ‘Assim, poderos der que uma oganizaso de dititos edeveres ba estrutura bisa € efcinte se, e somente se, € impossivel Tmudar as regras, redefine 0 esquema de direitos ¢deveres, de modo #sumertar es expectativas de qualquer dos homens re presentativs (elo menos um) em ao mesmo tempo diminuit fs expocativas de um (pelo menos um) outro orem represen- tatvo. E claro que esas altragdos devem ser consstentes com ‘08 outtosprincipios. Ou sea, ao mudarmos a estraturabisica no nos épermiido volo prineipio de liberdade igual ou 3 tvigenia de posigesabertas.O que pode se alterado€ dis- Trbuigdo de renda e riqueza e 0 modo pelo qual aguces em posi de autridad e responsabilidad regulam as atvidades ‘Cooperativas. Consistent com as restrigdes de iberdadee aces- Sbiidade, a alocagdo desses bens primsros pode ser ajustala pure modificar ab expectatives ds indviduosrepresentatvos. {Uma organizago da estruturabisica &efiiente quando no ha tomo mudar es dstribuigao de modo a elevar as perspectivas fd alguns sem diminui as prspecivas d ous. eon 8 Existem, devo super, muitasorganizagBeseficintes da e- ‘ruta isiea, Cada ums dela especifica uma divisio de van tagensadvindas da cooperagio socal.O problema ¢escolher {enue elas, encontrar uma concepelo da justia que elja tans ‘bém como jsta uma dessas distibuigieseficientes, Se conse- uirmos fazer ss, teemos ido além da mera eficiéncia, mas tua reo Da usTIGA tivo atingidos, Maso postulad daindiferenga mit na posi- ‘ho orginal visa a assegurar que os principos da justgn no ‘ependem de suposigdes muito exigents. Lembremo-nos de {que & posigdo orginal fem por objetivo incorprar condigBes ‘amplamene partilhadas e, também, pouco pretensiosss. Uma ‘coneepgo da justia nBo deve pressupor, eno, lagos abran- tents de senimento natural. Na base da tora, temtamos pre= Sumit 0 minimo possvel - Em concluste,devere supor que as partes na posi or- inal so mutuamenteindferentes: elas nlo esti dispostas a Saerifiar seus inleresses em beneficio dos outs. A intenga0 ‘sui éimitara condita eos mots dos homens em casos onde surgem questées de justign. Os idaisespirtuais de santos e de eri podem ser to imeconclvesente si quanto quaisquet ‘outros ideas, Os confitos na busca dssesideaissSo 0s mais trigicos de todos. Assim, a justiga & a virtue de piticas nas _guis hd inteesses concorents, eas pessoas se sent habil- Tada impor seus direitos umas 3s outras. Em uma associagdo de santos que concordasem com um ideal comum, stl com hidade pudese exist, isputas Sobre a justiga mo ocorreriam, (Cada um trablhara abpegadamente para umn objetivo determi do por su eigio comum, ea referencia a esse objetivo (3 pondo que ele fesse claramente definide)resolveria todas as ‘quests da justia. Mas uma sociedade humana € craeterizada ‘elas circunstincas da justia. A explicao dessas condiies ‘io ervolve neohuma teoria particular da motivago humana. Em ver disso, seu objetivo & reflet, na desergio da posicdo original, a8 relages dos individuos ete si, relages estas que preparam o cero paras questes da justia, 23, As restriges formals do conceite de justo A situago das pessoes na posigdo original rele cotas restrigdes, A altemativas que esto abertas a clas eo Seu €0- necimento de suas ercunstincias so limitados de Virias ma eis, A ess festgdes chamo de restrigdes do.conceito de eons at Justo, visto que elas se aplicam &escolha de todos os principios ‘cos eno apenas 20s pinpios da justia. Seas partes tives ‘sem de reconhecerprincipios tamibém para as ours virtudes, essasrestrigdes também se aplicaram, CConsiderare primeramenterestrigBes as alternativas. Hi ‘ertascondigesformais qu parece razoavel impor is concep Bes da justia que se incluem na lista apresentada 8s partes ‘io alego que essascondigdes decorrem do conceito do justo, ‘ito menos ainds do significado da moraldade, Evit recor. rer anilise dos cencetos em pontoscriais como esse, Ha tuitasrestrigdes que podem ser razeavelmente associadas 40 conceito de jusio, ea partir dels diferentes sleges podem set feias e eonsideradas como definiivas dentro de uma ter particular, O mério de qualquer defnigdo dopende da solidez 42 teoriaresultante: por si mesma, una definigdo nfo pode resolver nenhuma questio fundamental’ ‘A adequago dessus condigdesfprmais decorre da fungi ue tém os principis de justo ma canciliagdo das reivindica Bes que as pessoas fazem as instuigdese uma i outras, Se (0s principio da justia devem desempenhar o seu papel, o de atrbuir dritose devere bisicose de determina a divisio das ‘vantagens, essa exgéncias so suicienemente natura, Cada uma delas €adequadamenteflexivel, esuponho que todas se jam atendida pels concepeBes tradiionas da justia, Ente- tanto esas condigdes excluem, de fato, as virias formas de eyoismo, como serkindicado adiant, © que mostra que elas no deixar defer uma cert forga moel. ss torna ainda mais nocessrio que as condiges no sejam jusificadas pela deini- ‘so ou pela andlise dos concetos, mas apenas pelo carter a- ‘oivel da teoria da qual elas fazem parte. Eu as organo em cinco grupos, Em primciro lugar, os prnepiosdevem ser gras. Ou sea, eve ser possvelformuli-los sem autlizago do que reconhe> ceriamos intuitvamente como o nome de uma pesso 0 dS rigs definidasdisfargadas, Assim, os predicadosurados em sur formulagio devem expressa relagdese propricdades ge- nis, Infelizmente profundasdificuldades ilosofias parceem we ‘uma TeORA D4 sestI¢A constr ws btu para ua exlicasio ats de ‘SequentierNuo vou ctr aboras au Na apesetaio A un eos drt poderos eta prota det Fac as popedaes lags gerade os gui pelo the ate nouvel Alem do as uma ver que spares io iE nermages egos sobre pps es sta, clas podem. de gua foma, entice a smesas Mesto suet ton coseguiecomencer os oo nace teas suas exigency ln ser com oul sain Sipos de modo ase bnsficar, As pre so ofetvamentfr- Galas a sop pincpos geiscnendendo-se agua nso {um mods into “ural dese coo esis em parte, no feode ane pincposbisios vem poder sev com esata pb coe una scidndeperptuament en-ondenada, Seno in Condiciones sempre se spi (dent ds eens ins a jst) 0 seu comketment deve se acssivel 20 Indidos de igre. Asin oeendiento desses Priipos lo deve exp um cones de arcs {ev coningenns. nem, com cert, a ent ne dhins ousscagier Tadeo als io ds Se endo iia de qe justo €agulo qu € conforme 3 Coated Des Mas deft, ea dona em gras pla yum argent baseado em encpos ges. Por ecm Lecke afm gc principio mors fndamentl 0 sg tee uma psu cada por una ota (00 sentido ol {oye cua pesca em oder d beer on press fot exiplado pr se cad Ese pins & pert Inet gr eda atreza do mundo segundo a iso de eck, clpe Dus coro arid orl egitim. A cog (ld penta a vil, era pss puree a5 Sprint i segundo ga, ox princpos deve ser univers sun aplcago. Doser apa ode vite de os ‘repens ca Asi, spn quads pode ete {creams pacino unos cn us dla. 0 pte ta ice de lie sper hs sample, 0 oF eon a tines nimeros de dstingdes fitas por els, Alm disso, se a aplicagdo de um principio pr todos ating resultados autocon- ttadtrios ou inconsistents, ele € exclu, Da mesa forma, seria também inadmissvelobedecer a um principio que forse ‘azoivel apenas quando os outos aceitassem um princi dife- rente. Os princpios devem ser escolhidos em vista das conse- ‘éncias decorrentes de sa acetago po todos ‘Assim defines, a generaldade ea universalidade $0 con- ides distin. Por exemplo, oepoismo, na forma da ditadura ‘6 primeira pessoa (todos dever seguir os meus inleresses — ‘us de Prices), satisfzauniverslidade mas no a generali- de, Emboratodespossam agit de aco com esse principio, 0s resultados possam,em alguns caso, nose de todo preju~ diciais, dependendo dos interesses do dtador, 0 pronome pes- ‘oal (04 o nome) vila a primeira condigio. Por sua vez, 0s Drincipios gerais podem nio ser univers. E possivel que ‘ejam formulados para se aplicar a uma classe restrita de indi- viduos, por exemplo, agueessolecionados aravés de caracte- ities sociais ou bioldgicas, tis como a cot do eabelo ou a situagdo de classe, ou qualger outro parimeo, Com cetera, 0 longo de suas vides, os individuos adquirem obrigagdes © assumem deveres que ihes sio peculiaes. No ent, esses Vios deveres e obrizages sd conseaincia do primeir prin- «iio, se aplicama toes como pessoas élica a deg des- ‘sas exjncias tem uma base corti. ‘Uma terceira condi ¢ a publicidae, que surge natura- ‘mente em uma visio conratalista. As partes consideram que == to escolhendo princpios para uma concepg io comum da just ‘H. Acreditam que todos saberio a respeito desses prinipios {doo que saberiam se a sua aeitagdo fos o resultado de un consenso, Assim, a consiénca gral de sua aceitagdo univer- sal dvera ter efits desejveise polar a estabildade da coo- petagdo social. A diterenca etre esta condigao ea condigao da ‘niversaidade € que a itima nos levaaavaiar prineipios com base no fato de que ces slo regula econscientementeseaui- ‘os por todos. Mas €possivel que todos entendame sigam um Principio, e'no entanto ess flo fo seja amplamentesabido Ms ‘ua rom Da sstica cou explicitamente rconhecido, O ponto importante da condi- ‘ho de publicidad & fazer com que as pares considerem as ‘oncepges da justiga como insituigbs da vida social publca- mente reconheviase totalmente eficazes. tei perceber que 1 condigio de publcidade est mplicita na doutina Kantian do imperatvocatgérco,na media em que este exge que atue- ‘nos de acordo com principios que, como pessoas racionas,eS- tariamos dspostos a slaborar como leis paao reno dos abet- ‘os. Kant pensava nese reino como uma comunidade ia, ‘por assim dizer, que tem esses principios mors como seu e3- tatutopiblico. ‘Uma outra condigfo & que uma concepeo de justo deve Jmpor is reivinicagdesconflitants uma ordenagio. Essa exi- ‘Bencianaseediotamente do papel de seus principios no ajuste ‘ exignciasconcorrentes Entetanto,bé uma difieuldade de tdviiro que seja uma ordenagio,F claramente desejével que tuma concep da justia seja complet, ou sj, eapaz de or- Gdenar todas 25 reivindicagBes que possam surgir (ou que, na pica, tém probabilidade de surgi). E a ordenagio dever fm geal, ser tansitv: se, por exemplo, uma primeireordena- ‘fo da cotrtura bisica & considerada mais justa que uma se- funda ea segunda mais jsta que uma tereia, entio a primei- deve ver mais usta que a torceir, Essas condgdes formas ‘So bastante natura, embora nem sempre sja fi satisfazé- Tas Mas sett 0 recurso & forga uma forma de arbitragem? ‘inal de contas, oconito fsic e recurso as armas resul- tam em uma ordenacio; cers reivindicaDes de ato derrtam ‘utes, A principal bjeydo contra essa ordenago no & que ela pode ser intansitva, mas sim que ¢ justamente para evitar & Spel frgaeexperteza que os pincpios de justo e de usti- ‘a slo aceitos. Assim, assumo que dar a ead um de acordo om seu poder de ameasar no pode fazer parte de uma cor ‘cepoto da juste. Isso nfo permite estabelecer ume ordenagio fo sentido exigido, ua ordenagio baseada em certosaspectos ‘leant dss pests ede sua situago que no dependem de posi social, ou des spacidae de itimidago ecoeg0". eons us ‘Aquinas condigio & ado carter terminativo dos principios. As pares dever avaliae 0 sistema de principios como a iltima instneia de apcagio do raciocniopritico. Nig hit padrio mais elevado ao qual os argumentos em favor das ‘eivndicagdes possam recorer, 0 raciinio bem-suoedido fie to pant desses principio éconclusivo. Se pensarmos em ter- mos da teria genércaplena que tem principio para todas as virrudes,ento essa teria especie totalidade de considera- 05 pertinentese seus pesos apropriados,e suas exigéncias So decisivas. Elas se sobrepdem is reivindicapbes da lei edo costume, e, de uma forma ger, das repas scias. Devemos ordenar¢respeitar as instituiges soviais segundo odireciona- mento dos princpios do justo e da justia, As conclusdescbi- dasa partir desses princpios também se sobrepem 3s consi- deragdes de pradéacia e ineresse prépri. Isso no significa ‘que esses princiios insistem no autosacrificio pois, ao for- mula a concepeio do justo, as partes levam em con seus in- tereses da melhor manciraposivel. As evindicagBes de pru- ‘Encia pessoa foi dado um peso aropriado dento do sistema integral de princpios.O esquema completa é final no sentido ‘de que, quando 0 curso de racicinio pritico que ele define tinge uma conclusio, a questo esti deciida. As reivindica- ‘es das ordenagdes socials concretase do interesse pessoal ja foram devidamente acatadas. Nio podemos consieri-las una segunda ver no finals porque no gostamos do resultado TTomadas em conjunto, enti, essas condigbes impostas sobre as concepeses do justo esumem-se no seguinte: una concepgio do justo ¢ um conjunto e prinepios, gers em sua forma euniversas em sua aplicaio, que deve sr publicaren: te revonhecide como uma iin instincia de apelagdo para a condenacio das reivindicages coafitantes de pessoas éticas. Os rneipios da justiga so identficados por seu papel especial ¢ pelo assunto aque se aplicam. Mas, por si prOptias, as cinco Condigaes nao exchuem nenhuma das concepySes tadicionais 4a justiga, Deveriamos noar,entetato, que eas de fato ex luem as variantes do egoismo listadas anteriormente. A con- ‘igo de genealdade elimina tanto a ditadure da primeira pes- 6 uma vem pasestica sa quanto as formas de interese exclusivisa, que, em cada ‘iso, exige-s um nome pio, Ov um pronome, ou uma deseri- { defniaecssimlada, ja para identifier odtadr ou para Caracerzaro inferese exclusiva, No entanto, a gencraldade ‘io exchioeposmo caren, pos ca pessa é permit fa- ‘er qualquer coisa qe, segundo seu jlpamento, poss com mais ‘acide promver sus prprios objetivo. E claro quo prini- pio pode ser aqui expresso de um modo peretamente genio, E 4 condigdo da ordenago que toma inadmisiveloegoisto, pois Se vera que todos esto autrizades a promoverseusinftes- ses como desejrem, ou se todos deve promover seu pris Intereses, também éverdade que as reivndiapbesconcorentes no eso de forma alguma classifiatss, © o resuitado final & demos permits qu pressupastos matematicament ates nos levem a imaginar que ascontingéneias ds posiges cis dos cidadios eas assimetias de sus stuagies acabem de alguna ‘eons iss forma por se nivear Aes, precisamosescolher nossa concep ‘lo de justigareconcendo plenamente que ee no € 0 caso nem pederia se Pree, portant, que, pare que principio dauilidade mé- dia seja act, as partes devem raciocinar a partir do principio ‘os. Confeeendo nosso plan de vid, podemos decidir se para ris seria racionaltr esas caractritcaseobetivos,eportan- tose seria aconselhavel esenvolvéleseencoraj-los ma medi- ‘da do possivel, Mas, 20 construimos nossa expectaiva, como ‘devemosavliaro mado de vida eo sistema de objetvos Finals ‘de outa pessoa? Com base nos nos abjtives ou nos dela? ‘O argument contatuaisasupde que devernos dei seguin- {do 0 noss0 ponto de vst: o valor que atibuimos ao modo de ‘id de outa pessoa ea realizagio de seus obetves (0 contex- to otal onde ca est inserda) no € igual, como supde a expec: tatva anferiormente corsiuida, a0 valor atibuido por esa pessoa. Alem disso, as eicunstincias da justia implicam que sss valores dferem de mado radical. Reivindcages confli- {antes surgem no apenas porgue as pessoas querem tips se- rmelhantes de coisas para saisfizer desejos parecidos (por ‘empl, comida e roupas para soprir 35 necessidades bisi- 48) nas porque as suas concepgGes do bem diesem: eembo- fase posta concordar que 0 valor que atribuimos aos bens Sovaisprimérios &comparivel a valor aibuido por outs, essa concordincia nio pode sr estendida i satsfago de nos- Sos objetivs Fiais. Com certeza, as partes ndo conhecem ‘Seus propos objeivs Fina, mas sabem que, de modo geng~ ‘Heo, esse obetvos se opdem eno se prestam a uma medida ‘comum acitvel.O valor que alguém atibui a contexto total fem que se insere nfo € ig 0 valor que ns atribuimos a esse mesmo context, Assim, a expecatva do timo passo na ar- {gumentag a favor do principio da utiidade médis nBo pode estar correla Podemosformular a dificukdade de um modo ligeiamen- te diferente O miciocinio a favor do principio da wilidade mé- tia deve, de alguma forma, dint uma expectatva unifcada Supoaharmos, ent, que as partes concordem em basear as tomparages inerpessoais em certs regras. Essus regras fomnam parte do significado do principio da uiidade, exata- ‘mente do mesmo mode que um indie de bens primirios&par~ te do significado do principio da dferenga, Assim, pode-s con e084 189 siderar que esses rexras de compara (como vou chamilas) - potas por eles nose dif talvermposivel mane con- eto de que vale a pena promover nanos ebjeivos(§ 6 “Assim, por ese moto, a partes actariam o dver naa do rerpeto mito, que exe ue a pessoas Walem uss 2s ‘oes com cidade eexejam diapontas a explicar08 m= ‘or de un ages, especament quando a pretenses dos ov tron sto rejetadas (51) Alm dso, podemos super gue Stgucles qua reapetam a8 propos em mo mals probabil ‘laden de espetarem uns aos otros, evcese,O despre por a: prplo condus a desprez pelos cues © amenea © em ess utes tanto quanto mvj. A aut-extima se sume caectertica desjvel dma concep oda Junign que ela express pblcamente o respeito mun ere ‘mens, Dense odo, les asegran um cso desu pr prio valor Or. os dos pnspie da justia ange esse obj Tho, Pots quando asoledade seg ese princtios bem de eons Aas {todos includ em um sistema de benecio mituo cess aie ‘magio publica, nas instiigGes, dos esfrgos de cada homem ‘sistent a auto-stima de todos os omens O estabelecimento 4a liberdade igual e a operagdo do principio da diferengatea- ddema produziresse efit. Os dos principios so equivalentes, como j observe, am compromisso de se considera a dist. buigdo das habildadesnaturas, sob certosaspectos, como um ‘dom coletiv, de modo que os mais afortunados se possim be nefiiar apenas de formas que ajudem os menos beneficiados 1), Nio estou afirmando que as partes sio movidas pela qualidade tia dessa dia. Ma hi motvos para que elas acei- ‘em esse principio. Pos, orgaizando-se as desigualdades de ‘modo que haja vantagens mituase abstendo-se da exporasio das contingéncias do acaso naturale social dento‘de uma csruura de liberdades iguais, as pessoas expressam sua d= ‘gag com o respeito unas pela outa na propria constitu de sua sociedade. Desse modo, asoguram seu respito @ si téprios, como éracional que fag, ‘Um outro modo de colocar a questo € dizer que os pine ios da justga manifesta, na estutrabisica da sociedad, deseo dos homens de tata Uns 40s outros no apenas como meio, mas como finalidades em si mesma. No posso exam nar agi viso Kantina. Em vez disso, vou interpreta ivre- ‘mente & luz da dora contraalist A nogo de os homens sere tratados como fins em si prprios mines como apenas ‘um meio, obviamente necesita de uma expliasio, Como pode ‘mos Sempre tata todos como um fim ¢ nun apenas como tum meio? Certaments,ndo poderos dizer que isso equiale 8 trata todos pelos mesmosprincipos gers, que ess inter retago igualao conceit ia justia formal. No interpreta contatalista, tata 0s homens come fins ems mesms imple ‘8, no minimo, trat-los de aordo com os princpios com os ‘quai eles conscntiiam em uma posgdo original de igualdade Pris nesa situa, os homens tm uma representago iguana qualidade de pessoas éticas que se consideram com Fins € os Prinepios que aceitam sero racionalmente formulas, visando 4 protegio dis reivindicagSes de sua pessoa, Aviso conta: 196 ‘ew Teoma pa sustica lista, assim apresentada, define um sentido no qual os homens _devem ser atados como fins en apenas como meies. "Mas surge «questo de saber se existe prinipiossubs- tantvos que expressam ess dia. Seas parts desejam expres sar essa nopio de forma visivel na estrutura bisiea de sua Sociedade, 2 Tim de asseyurar ointeresseracinal de cada ho ‘mem em auo-estima, ue principios devem escolher? Ora, pa= rece que os dis principios da justia atingem ese objetivo: pois todos tém liberdades hisicasiguas eo principio da diferenca imterpeetsadstingo ene ratar os homens apenas como meios ¢ tratilos também como fins em si mesmos, Consierat as estoas como Fins ems pedpras na concep basica da So- ‘edade &concordar em abicar dos ganhos ie do coneiboem para as expecativas de todos. Em contrasts com sso, conside- Taras pessoas como mes & estar disposto impor agueles ja ‘menos favorecidosperspectvas ainda mais baixas de vida, em fivor das expectativas mas altas de outos. Assim, vemos que © principio da dferenga, que & primeira vst parece extrema to, tem uma interpretagiorazodvel, Se supuseemos também «que a cooperagio social entre aquces que espeitam ns 0 ‘outros eas proprios no quadro de suas insiuigdestende a ser ‘mais efeiva © harmoniosa, o nivel geral de expecttivas, si ‘ndo que possamos etimé-o, pode ser mas alto do que ims inartmos quando os dois prineipios justia So saisteios. [Nesse aspect, a vantagem do principio da utlidade deixa de serti clara odes presumir que o principio da utlidade exige que alguns que so menos favorecidosaceitem perspectvas de vida finda mais bainas visando & promogdo do bem dos outros. ‘Com certzza, ndo€ necessrio que os que tm de Fazer tas ‘rifcios rcionlizem essa exigéncia,reduzindo a apreciagio ‘de seu priprio valor. Nio decore da doutrina uiitarista que os ‘bjetvos de alguns indviduos so trivia ou sem importincia Porgue as suas expectativa sio menores. Mas as partes dover ‘onsierar os ftos genéricos da psicologa moral. Certamente, € natural experiment uma perda de respeito a si proprio, um tenfraquecimenta do senso do valor que atibuimos&realizag30 eon 7 Ade nossos objetivos quando, sendo ja menos favorecidos, e- ‘mos de acetar uma perspctiva menor de vida em favor dos outros. Ha wma probabildade ainda maior de isso acontecer ‘quando a cooperasio socal omganizada vind a tinge bem ‘ds individuos. Ou sea, aqueles que tém maiores vantagens rio alegam que esss vantagens seam necessrias para preser= var certs valores relgioos oa euturais que todos Gm a obri- ‘gu de manter. Ni estamos aqui considerando umn doutrina {de ordem tradicional, nem o principio do perfecionismo, mas imo principio da uilidade. Ness caso, eno, oautorespeito os homens depend de como eles consderam uns wos outos ‘Seas partes acetam oeritrio da uildade no ter pa o eu auto-tespeito 0 apo fornecido pelo comromisso dos outros de orpanizar as desiguadades para que todos se benefice ede rants liberdadesbisicas a todos. Em uma sociedad pbli- ‘ca ilitarista, seri mais df para os homens, e especialmente ‘ara os menos favorecides, ter Confianga cm seu proprio valor © utiltarsta pode responder que, com a maxiizagio da uilidade média, essa questbes so levadas em conta Se, por exemplo, as liberdades iguais si nocessrias para a ato-est- ‘ma dos homens, a uilidade midi & mis alta quando clas sto ‘defends, eno claro que elas ever sr estabelecidias. AXE aqui, no hi vida. Mas o ponto & que no deveros perder de vista a condigio da publicidad. Ela exge que, a0 maximizat- mos utilidade média, obedegamos 3 resto de que o princ- Pio uilitarista sejapublicamente aceite seguido como oes ‘to Fundamental da sociedade. © que no podemos fazer ele ‘vara utilidade média encorsjando os homens a adotarem © a aplicarem prncipios niouilitarists da ustiga. Se, por algum motivo, o reconbecimentopublico do ulitarismo acareta l- ‘euma perda de auto-stims, nio ha como cantornar essa des. ‘vantager, Ela € um inevitivel prego a ser pago pelo wilitaris mo, dadas as nossas estipulagdes, Suposhimos, assim, que & Uilidade mea sea realmente maior se 0s dois prncipios da justia forem afirmadas e implementados na estrutura bisa, Pelasrazdes mencionadas, poderos conccber qu esse sa 0 ‘aso. Esse princpiosrepesenariam ento a perspectiva mais 198 uma reoR4 Da susTica seme de aordo com as ds nbs 6 acoinio exami Sodas hi onc, odes rinelpio seram ace. O ilar Mo pose spender qu estamos rsmetemaximizando ag {ea algae mada, De fin apres team esohio cs tincpos duties en ovemos observa co, qe sare, como o fi isd vito gun alo princi da rlidade ¢ rine fio core pare scone publics a juga de ra soo Dc prt demonstra fat vemos argument que = Stine waa eelhido na posgio orginal. Se qusermos, fodemos deft una outa vate da agi incl em ae Tie mevacinal que spre queen acta 0s prince gue maximizam ida met, As observa ries inkam gv odo pln do jsiga poder Sinan or escolids Mas, em est afrmativo, eum eo sha- mrss prnipos~eoria ma qa ces apres de i Taras, & hptese mio n determina, prs a= fin ocr ori coo um todo De t,o gue 8 For dos dis pcs dunia € falco se les erm ‘Souls com bce em iptesesmnivaions diferentes tonic que a foc da sta fem fame fires ‘Sot sje a eves uae dena condi © qe auete- ‘Rovsaer equal concepein da sta carat 30s uz Fundredos Om eqiona rete ered melhor fora Peo ase mon plied scisadeSo qm arma gue Seve conepatn fone plo pono d dade poser Shama de itr re do eompromisso a contigo da publcdde, ambos pnts discs nesta sso, amber so mportants prc sug do fat e que em geal case dees erties quai pousve eibseceram cod tinct dim elae ans col qe podem ser racionlment esol {smasemenor qu ei Poeros oppor core miso ‘nivel da benevoléncia edo amor pela humana n Smbito da ‘etrutura da justiga como edad 0 fito de suporm0s no iicio ‘que as pares sto muteamentedesinteessdase tm nesses be Primera orem que entrar er confit aind nos permite construe ‘ma explicagoabrangents Pos uma vez tendo em mos os prin- ios de uso ede justia, poems wis para defini as vitae ‘ds moras exatament como faramosem qualquer ours eri. [AS vides so stints, ou sj, grupos relacionados de dis- Posgbes epropensdes reguladas por um deseo de adem superior, ste nosso cas um deseo de air segundo os princpis morals ‘correspondents. bora a justia como eqlidade comececons- -derando a pessoas na pos original coms ividuos, oy, dizen- do de forma mas precisa, como uma continidade, 0 nlo €obs- ‘teal para explicaio dos senimentos moras de orem superior ‘que servem para reunir uma comand de pessoas, Na parte lL ‘olla abordar esas quests, Essas observagdes conluem a pare erica de nosadiscus- so. Nao tena’ resumir est longo capo. Tendo exposto os ngumeros iniiis favor dos dois prinepios da jusiga em devrmento das duas formas de wilde, & hora 66 ver como «ses prinlpios se aplicam is insttuigdes com qu fica kes precem se adequar aos nssosjuizos ponderados, Sassen € possvel er una ida mais clare de seu significado edescobre Fepresetam algum avang em elo outs eoncepedes. | see ncoapennmmamteanD ot ena oust SEGUNDA Pat Instituigdes Capito 1V Liberdade igual Nos tés capitulo da Parte I mew objetivo ¢iustrar @ conte dos princpis da justia. Protendo fa-lodasereven do uma escruurabisica que satsfaz esses prncipios e exami rand os devere obrigaes que eles orginam. As principas. Instiuigdes dessa esrutura so as de uma democracia coast. ional, Nio sistent qe essa oganizages Seam as nas jus tas, E antes minha itengdo mostar que os pinciios da jt ‘24 que a aqui foram tatads sem levar em conta formas ‘iucionais,definem uma eoncepe2o politica viel e const- ‘em uma aproximagio azcvel de nosso juizos ponderados dos quas so tumbén uma extenso, Neste primeito capitulo, ‘omega estabelecenio uma seqléncia de quo estos, que eselarece como os prncpios para instiuigdes dever sr a cados. Deserevem-s revemente das partes da esiutira bisi- ‘ene define-t 0 conete de lberdade. Depois diss, discuter- se ts problemas da iberdade igual: ibedade igual de cons cineia, justiga politica direitos politicos iguais,lberdade igual da pessoa e sunrelagéo com o estado de dieito. Tato em sequida do signfiewlo ds priordade da liberdade © concluo ‘com uma ripida explicacio da interpeetacio Kantana da pos ‘Ho orginal 31. A seaiéncia de quatro estigios E evident que requeralgum tipo de sistema para sim plificar a aplicasdo des dvs principios de justia. Considere- 212 ‘uma teow basesmigs mos tts espe de juios que um cidadio deve fazer. Antes tudo ele precisa avaiar # justga da legislago e das poliicas sociais. Mas ele também sabe que suas opinides nem sempre coincidio com as dos outros, uma vez que 0s juizs dos ho- ‘mens tndem a diver, especialmente quando Ses ntresses ‘esto envolvids, Perant, em segundo lugar, um ciao deve ecidir que ordenapbesconstiucionas si justas para compati- bilizaropinidesconfitants sobre a justiga. Poems pensar m0 process politica como uma maquina que toma decisbessoia's ‘quando ¢ alimertada peas concepts dos representantes se ejtorado, Um exdado considerar certs maneirs de projlar ‘essa maquina como sendo mais justas do qbe outas. Assim, uma concepedo completa da justica€ capaznio sb de avaliar leis plitcas, mas também de classifier procedimentos para selecionar as opnies polticas que deverio ser ransformadss cm les Hi anda um terceto problema, O cad acita uma eterminada consttuicSo como just epensa qu certs proce ‘iments tadiionas So apropriados, por exemple, o procedi- ‘mento do dominio da msiria devidamentedelimitade. Toda- ‘via, uma vez quo processo politico é, na melhor das hipdtese tuna aplicacio imperfeita da justiea procedimena, 0 cidadio precisa verifcar quando as les elaboradas pela sori devem er obedecidas e quando dever set rejitadas, como no vine culantes. Resumindo, ele precisa saber detrinar os funda ‘mentos e limites das brigades e deveres politicos. Assim, 8 teoria da justiga tem de lidar com pelo menos sips de ques- ‘Wes, € iis indica que pode ser itil se pensar nos principios ‘como send apleados numa soqlencia de vriosestigios. Introduzo,entio, neste pono, dtalhamento da posigio orginal, At& aqui supus que, depois de escolhides os prinei- ios da justia, as partes volar para os seus lugares na socie= tae e dai em diame utlizario esses prineipios ara jugar as suas revindicagdes dentro do sistema socal. Mas se imagi- ‘atmos que vito estos intermedirios acontecem mua se- ‘igecia definid, essa Seqiacia pode nos proporcionar um ‘squcma para resolver as complicagdes que temos de ener (Cada estgio deve representar um ponto de vista aproprid, 3 smrurgoes 23 partir do qual certos tips de questes dever ser considera ‘Assim, supoaho que, depois de adotades os principos de justi- ‘ns posto original, spares procuram formar uma conven: lo constitunte. Aqui dever decidir sobre a justia de formas politics e escolher uma constituigio: elas reeebem delezacto, por assim dizer, para essa convencio, Observando a resigbes dos princpios de justia ja escolidos, elas devem propor um sistema para os poderes consttoionais de govern e os dtei- tos hsicos dos cidados. E esse estigio que eles svaliam a jstiga ds procedimentos para lidar com concepedes politica ‘diversas. Uma ver que a coneepsio apropriads da justia fot «stabelecia consensualmente, 0 véu de ignorincia fi em par- te retiado. As pessoas na convencio ado tém,naturalmente, nenuma informagaoarespeito de individuosespeificos: ls ‘no conhectm sua prpria posigio social, seu gar na dist- ‘buigdo de dotesnatiras ou sua concepedo do bem, Mas, an dr, o problema do projeto constitucionalnio esté bem colo- ‘ado, pois essa decisio€tomada aalisando-serapidamente as constituiges justas vidves(apresentadss, digamos, numa lis- tagem baseada na tora social) e buscando-se proto que, ras crcunstneias coneretas,provavelmente resulta em ord rages sociisustaseefieazes, Neste pontoatngimes 0 esti + orn mamenaageemmmpmeenatamit sess meet srrcigoes 21s Bio lepsltvo, para dro passosepuinte na seqéncia. A jus 42 de leis epaliticas deve ser avaliada desta perspectva, Pro Postas de projetos deli si jlgadas do pont de vista do um legisladorrepresentativo gue, como de costume, io conhece ‘0$ dadosparticulares sobre si mesmo, Os diverts institute le- ‘is dover satisfazer no apenas 0s prinipios da justiga, mas também respeitar quaisquer lites esabslecidos na consti ‘ho, Por meio dese movimento de evangos e recuos ene 0$ ios dalegilaua eda convengio conitunt,desobresea melhor constituigio ‘A questo de se saber se uma leislago@justa ou injusta, ‘spevalmente em relagio as polticas evonémicas e socais sti geralmente sujet dvergéncias bem fundadasdeopiniso [esses casos, o julgamenio muitas vezes depende das douti- nas polticase econémicas especulativas eda teora socal em eral. Freqientemente,o melhor que pademos dizer de ws le ‘00 politica € que ela pelo menos no claramenteinjusta. A aplicagio precisa do principio de dferenga geralmente exige mais informagbes do que podemos esperar obtere, de qualquer forma, exige mais do que a aplicagze do primeio principio Muitas vezes fica perfetamenteelaras © evidentes as cit- cunstincias em que as liberdades igus so violas. Essas violagSes no <2 apenas injusas mas podem ser claramente perecidas como tai: a injustia est patente naestrutra pir bic das instituigdes. No entanio, ess situa €comparativa- mente rara no caso de polticas econémica soca reguladas pelo principio deaierenea, Tiagino pois uma divisio de trabalho entre os estigis na qual cada um tata de questes diferentes da justiga social. Es Aiviséocorresponde de modo grosseizo ds duas partes daestru- ‘ura basa. O primeiro principio da iberdade igual é 0 padeio primario para a convengdo constitunt. Seu roquisitos prin Duis so os de que as liberdades indvidaiefundamentis © 8 liberdade de conseiéncia ea depensamento seam potepias © «de que o process politico como um odo seja um procedimen- to justo. Assim, a consttuicdo estabelece um stats comum seguro de cidadania igual e implementa a justiga police, O 16 Lowa TEORA DassTI¢® segundo pinepio aus no esto da legisla. Determina que ts politics soca eecondaniea vise maximizar a expect- tivas a longo prazo dos menos favorecios, em condigies de {gualdadeeqitativa de oportunidades e obedecendo & mani tengo das iberdades igus. Nesse pono, tod a gama de ftos ovis eecondmicos de carder geralenraem jogo. A segunda pure da estrutura Désica cont 3s distngBesehierarquas de Formas politcas,econdmicas sociais que slo necessras para a coopetacio social eficaz © mutuamente Benfica, Assim, 2 Deorade do prime. prineipio de justia em relagio 20 egundo se refletenapriridade da convengdoconstituinte em relag a esto lisa. ‘Olin estpio &o da apicagdo das regras a casos pat cures por parte de juizese adiinistradores e oda observin- ia dela pelos cidadios em ger. Nesse estigio todos tm total aceioa todos os fatos- NBO hi mais limites a conheci- ‘eno, uma Vez que agora se adota um sistema pleno de repras ‘gues aplie aos individuos em virtue de suas caractristicas ‘Scicunstncis,Todavia, no €a partir desseponto de vst que ‘levers decidir os fundsmentos € os Timites das obrigages © ‘deveres politicos, Esse tereeito tipo de problema pertence & teoria da obedizncia parcial, us prncipios sb dscutidos do ‘pont de vista da posi orginal, depos que os prinepios da Teor idea! verem sido escoThios (§ 38). Quando ets est- ‘rem disponivels,poderemos vera nossa siuagio particu ts perspectiva do timo estigio, como por exemplo nos e380 ‘de desobediencia evil eobjegto de consciénca 8887-59) ‘Vejamos como sed em termos genéreos, a dsponitil dade do conhecimento na seqhéncia dos quato estigios. Va- ‘mos dstingur ene rs tpos de ftos cs princpiosbscos da teoria socal (ede outas tris quando forem pertinentes) © fos conseaiénias; fatos genéricos sobre a socedade, tas Como seu taanho e nivel de desenvolvimento econdmico, sta ‘xrutura institucional e seu ambiente naturale assim por dian- {eres finalment,fatos particles &respeito de inividuos, ais ‘Som sun posigio sock afibutos naturiseineresses pec Tate. Na posigao orignal os incos fats partculsresconhecidos nsmmuicoes 217 pels pats sh os que podem sr infrids das crcunstincis sj, EmboraConecam os principe bic da toia socal partes lot aceso oo caves hse: ni om infragdes sobre feqlencia com que sociedad sum «sia. aquea fra, ov sabe que ips de sociedades exten ‘bo momento presente, Nos eugos sous, orm, o fos euion sobre asociedae etd ipo as pai, mas bo as parculridaes de suas pripris cones. As lit te da conberimeno podem ser educa, uma Yer qu os rinciios da justia fram excolhids. Em cada extn 0 fimo de infiomagbes¢ determina plo gue se exige pra alien dessespricpios ao pode problemas de justia mt ‘eso; 20 mesmo emo, fen exclldo qualquer conkei- Inet qe tends a czuar totes preconstos ov acooear shame incon wo ngs daar eh imprcal os pincpios define po deconhecinento que & Ssifsvel,Nouio exp, clare no Bios de {Spice sgura pao vu J ignored 5 resides ‘do reteadas Ecxsencia trem ment que a sqitnca dot quto et sos 6 um recurso para a aplieago dos picpis da juga. Exe eaquma & parte da tori dajusign como edad eno demos dizer que uma constiuigo jstaestabelece uma forma de rivalidade eqlitativa em rlagio &avtordade © aos cargos politicos. Mediante a apresentacdo de conecpyées do bem pir blco de politicas concebidas para promover os fins soca, Patios rvais buscam a aprovagdo dos cidadios de acordo com regras de procedimentojusta, num contexto de libenade {de pensamento ede reunio no qual o valor eqittvo da iber- licos, isto €, uma disposiglo que vai além da simples dispo- sigho de se submeter lei e ao governo. Sem esses setimentos ‘mais abrangentes os homens fieam alienados ¢ isolados em seus menores agrupamentos, © pode acontecer que os laos afetivos no se estendam para alem da familia e do reduzido circule de amizades. Os cidados i no se considera uns 20s ‘outros como aociados, que podem cooperar na promogao de alguma modalidade do bem piblico; ao contro, véem-se co- ‘mo rivais,ow entdo como obstculos na busca de sous objetivos pariculres. Todas sss considerabes fram dvulgadas por Mil ‘cporoutos Mostram qe liberdade politica gual no apenas ‘um mo, Essasiberdades refoream nos ciados o senso do p= ‘0 valor, ampliam suas sensiblidadesinfeectsise moras © nasrmurgoes 2st langam a base de uma nogio de devereobrigag, da qual de- pene a estailidade ds instiugGesjustas. As conexdes des- fas questoes com 0 Bem-estar dos homens e com o senso de justia serio dscuidas na Tercera Parte. All tent amarrat esses qvestesjuntando-as a concepgdo do bem da justia. 3. O estado de dieito Quer agora consider os dts individ como obe- to detest do sada de do Como anteriores mi ta eng no aps cana esas ngs com spn Slide aga, masa cua senda da prods Sttbrdade beer (10) qe aconspso formal us gaa admnistagio repute imperil as aomas coms tafomase no estado de dio quando eatin ssena Srico, Ung dado ita a inapciade, por parte de Jules de outs atone, de pica ea apo A erred oma ort No gue Uz respeto nese Smo, mas eselrecsdo pensar oem vlages Maras, Como por exnploosiborn a corps oo bs Go tau pr punt nmigo picasa sm em dtr fers ands por psoncetn epesposgbs, uma Vez Spe eas tues eimai simian certo grupos no DO Sood A admrsindo repre imperil a ese seni etn, poses humaa de jx come ful Eata xen € mai sgestvado qe justia forma" dvi que o esa dedi ext inimament lasi- ado com eras pono vet guanconideramos {hog dum stead ede su time conexo coms Precis que define a js como repuae, Un sist truco € una orem coretiv de mormas pias dest td psias acon com 0 propos de eu st con dha ¢ por eur cooerapo socal. Quando ess fees so useable uma bse pra expects Teplias, Cnstine ates gue posta gue 5 pesos 288 a Teoma nesesi¢ esses que se destina a assegurar. Essa caractersticassimples- ‘mente refletem o fto de que a le define a estuurabisica no “mbito da qual sedi o exerci de todas as outa tvidades. ‘Dado que a order jurdica& um sistema de normas pli- as digas a pessoas racionas, podemos explcar os pene. ios da justia associados com o estado de dieito.Essespre- {tos So os que seram sogudos por qualquer sistema de re- ras que incorporasse perfeitamente a idea de um sistema juri- Aico. Edbvio que isso nio equivalea dizer qu as leis coneetas ecessariamente satsfazem esses precetos em todos 0s 250s ‘Ao contro, esses princpios dertvar de uma nogSo ideal, da ‘qual se espera queas leis Se aproximem, pelo menos a maio- ‘ha das vezcs, Se os desvios em relagio&jutga como rgular- dade forem muito difundidos, pode surgir uma sia questo indagando se realmente existe um sistema jridico e mio ape- ‘as uma colegdo de ordensparticulares destnadas a promover (9 intereses de um ditador ou ideal de wm déspota benevo- Silene Tae ee srmuicoes 289 lente. Muitasveres no hi uma resposta clara par esa ques to, A raado de se pensar numa ordem jurdica como um sis ‘ma de normas publics est no ato de que isso nos permite de- tdzir os precios assciados com o principio de legaidade ‘Alem disso, podemos dizer que, em ctcunstaniasjuais, ums ‘ordem jurdica & administra deforma mais usta que otra se la satsfizer mais prfeitamente os preceitos do esta de i- Feito. Fomecerd uma base mais segura para a liberdade e um meio mais efcaz de organizaresquemas de cooperacio. Toda- ‘ia, pelo fato de garantie apenas a administragio parcial © regular das regis, independentemeate do que venham a se, ses preveitos sto compatives com injustica.Impder imi- tes um tanto vagos& esuturabisica, mas limites que mo so «de modo algum desprezives. ‘Comecemos peo principio segundo 0 qu deve implica pode. Esse prceito identifica vérascaractristcas do sistema juridico, Em primero lugar, as agdes exgidas ou proibidas pelo estado de dirito devem ser do tipo que sea razoivel sue por que 08 homens podem fazer ou evitar Um sistema de te- {13 rigid pessoas raionas para organiza sua cond se preocupa com o que elas podem eno podem faze. Nao deve Impor um dever de fazer o que no & pssivel fazer. Em segun- do lugar a nogto de que deer implica poder tansmite dein de ‘que aqules que estabelecemas leis do ondensofazem de bos- {E. Lepisldorese juizes,eoutas autordades do sistema, de- ‘vem acreditar que as eis podem ser obedevidas;edever spor ‘que toda as ordens dads podem ser executadas, Além disso, ‘fo apenas devem as auordades agi de bou-fé, mas sua bos- Te dove ser reconhecda por agueles que est sueitos aos seus ditames, Leis ordens so acetas como lise ordens apenas se fem gerl se acredita que cas podem ser bedecdas © exeeuts- das. Se howwer vidas quanto asso, é de se presumir que as ages das atordadestém algum outro propésito que noo de ‘organizar a condita dos cidadios. Finalmente, esse preeito texpressa a exigncia de gue um sistema juridico reconhega a lmpossbilidade de execugdo como uma defess, ou pelo menos ‘como uma citcunstinia stenuane. Ao impor repras, um sist- 260 oma Te0R basesTigs ‘ma jurdico nao pode considerar a incapacidde para a execu 0 como algo irelevante. Seria um fardo insuporsvel para 8 liberdade se a possbiidade de sofrer sangBes no se limitasse rnormalmente a ats cuja execusdo ou ndo-execugo esti em oso poder. ‘Ocstao de dirstoenvolve também o principio segundo 0 ‘qual casos semelhantes devem reeeber tatamonto semehants ‘Os homens nio poderiam regular suss ages por mio de re= ‘ras Se esse preceito nig Fosse seguido. Sem divida, essa no- ‘ho io nos leva mit Tonge, ois, devemos supor que 0 ri ‘eros de semelhanca so fornecides pels prope repras juri- «ica pelos princpiosuilizados para intrpretils. Toda fo preceito de que em casos semelhantes se adotem solugdes semethanes limita, de modo signficativo, a dscrigdo dos ju zs de outros que ocupam cargos de autoridade O pincpio 19s fora a fundamenta as distinges que faze entre pessoas, mediante uma referéneia aos princpiose regraslegais peri nentes. Em qualquer caso paticula, seas regras forem algo ‘complicadase pedirem interpreta, pode ficar fill jusif- ar uma devsio arbitriria, Mas, medida que 0 mimero de casos aumena, trma-se mais difcl construirjusificages plausves para julgamentostendonciosos. A exigénca de coe- éncia vale naturalmente pera a interprotagio de todas as ‘egrs ¢ para justificativas em todos os nves, Fie, por fim, ‘mais diffe formular os argumentosracionais para julgamen- tos diseriminatris, a tentatva de fazi-o torna-se menos convincente Esse principio vale também em casos de eida- de, sto €, quando se deve abrir uma excecdo porque a regra esabeleids causa uma dificuldade inesperada, Mas com 3 Seguinteresalva uma vez que mo i uma linha definda se- parando eses casos excepcionas,chegs-se a um pono, como ras questbes de interpreta, em que praicamente qualquer Aierenga fara uma ditereng, esses casos, se aplica 0 arp ‘mento de autordade, e€ suficiente a autoridade do precedente tudo vereditoconhecido" (0 principio de que no hi ofensa som oi (Nl crime sin lege), € 35 exigéneias neleimpliitas, tmbém deriva da smruicoes 261 ‘ia de um sistema jurdic, Esse precetoexige que as lis Sejam conhecidas ¢expressamene promulgadas, que seu sige nifcado sea claramentedefinido ue os estatutos seam gene ‘eos tanto ma forma quan na intengoe que no seam usa dos como um meio de prejdicardterminadosindviduos que podem ser expressameate nomeados (decrets confiscatirios) ‘que pelo menos infiagdes mais graves seam interpreta estritamente, e que as leis pena no Sejm retroatvas em de- ‘wimento daquctes aos qual se aplicam. ESss exigéncis esto impliitas na nogdo de regulamentago do comportamento por ‘normas pablicas.Pois , por exerplo, as eis no forem claros {em suas injungdese proibiges,o eidadio no sabe somo se comport. Além diss, embora possa haver oeasionalmete normas confiscatrias ou retroatvas elas no podem consttuit ‘aactristcas comuns ou tpicas do sistema, caso contro concluse que ele tem outa propdsito. Um trano pode mua uma ei sem aviso prévio, econseqentomente punt (se € que ssa € a palavra correta) seus sito, porque sete prazer emt ‘er quanto tempo eles leva para descobrir, mediante a obser- vapio das penalidades que thes sio inflgidas, quas slo as novas gras, Essis regres, porém, no constuiam um sste- ‘ma jurdico, uma vez que no serviriam para organizarogom- portamento social por meio do fornecimento de uma base pars ‘expeciaivas lets, Finalmente, temos aqueles princpios que definem ‘nog de justia natu, Sao prinepios eoncebidos para pre- servr a integridade do process juridico®, Seas lis so dre ttizes enderegadas a pessonsracionais para sua orientag, 06 trbunaisdevem preocupar-se com aaplicago eimposigiodes- sas regras da manera apropriaa, Deve haver um esforgo > rupuloso para determina e houve uma infragi para mpor ‘pena cores. Assim, um sista juridico deve estabelecer dis- posigdes para econdugio ordenada de julyamentos © audién- «is; deve conternormas quanto is povas, earantndo procedi- ‘mentos racionais de informa. Embors aja vatagbes nesses procedimentos,o estado de dreto exge alguma forma de pro- ‘cess devido: sto, um proceso razovelmenteconcebig para 262 ‘uma ve0RA Dasesti¢a vetficar a verdad, de modo coerente com os otos objetivo ‘iro Isso encoraana a ampla dspersio da propriedade que ao qe parece, uma condiqio necessiria& manutengo das li- bewdadesiguais. A eranga desigual de rigueza no é em si ‘esa mais injusta que a heranga desigual de intligencia. ‘erdade que a primeira & mais feilmentesujita a0 controle Social mas oeSsencial € que, na medida Jo possvel, as desi= fualdades que se fundam em ambassatisfaram o principio da Aierenga. Assim, a heranga€ prmissivelcontanto que as desi- Perreewnreceecss = ecncemeracennem natn ee stTUrgoes 207 gualdades resultantestragam vantagens para os menos afor- ‘ads © seam compatives com a liberdade e com aigualdade cqiitatva de oportundades. Como foi definido anteriormen- ‘te, a igualdade eqitativa de oportunidades significa um certo esl, do reo ptt sj cones dent ds “ondies engin pees pensar gue a vi dem e'doss no scot inrvengio do govera em nome de racies fun, meso qundo © jet plc ct perpelnent avocado, Tet de sabes vn firmasbo eat no comets Aopen como cit interpreta, Nip pode ver bea elrse cesium como una dserig de una const Gao democrtn, Ua vez que vote plc st clara- fret xpesa nega ens polis oii 0govero tho poe emai som que doe deter domo. Ee srtrcacoes i ‘no esti autorizade a trmar sem efeitoo entendmnto do ele- {orado em relago ao montante de poupanga que se deve faze. ‘eum regime democratic se justia, eno fata deo gover- no ter esse poder nomalmenteconduziria, em compara. & ‘uma maior injustga. Devemos decidir ene as orderagescons- ttueionas de acerdo com a probabilidade que cada uma tnos- trade promover un legisla just efica. Um democrat & alguém que acredita que ma constituigho democritca € a que melhor respondea esse eitério. Masa sus eoncepeio da justi= ‘8 inclu uma proviso para as reivindicagies juntas das gers es futuras. Mesmo que, ma vida prtia,oeleitrado tenha a ‘ikima palavra na escolha do regime, isto s6 acontece porque ess eletorado tem mais probabidades de estar corsto do que tum governo dotado do poder de se sobrepor a seus descos, Como, enetanto, uma constinigo just, mesmo em conde es favoriveis,¢ um caso dejustiga procedimentalimperfeita, © powo poe, nio obstame, decid de forma ead. Causando dhanos reverie, por exemple, ele pode perpetuar graves da- os conte outas geagdes que, em out forma de govern, poderiam ter sido evitadas. Al disso. a injustiga pode ser Perfeitamente evidente e demonstrvel como tl pela mesint ‘concepsio da justiga que subs a0 proprio egime democit- «v. Varios dos pricipios dessa concepeo podem naraldade {estar mais ou menos expicitos na eonstitugioe ser frequents ‘mente tiizados pelo judictrioe pela opinio plies quando imterpetam [Nesses cass, eno, no hi motivo para que um demoera- ‘a nose poss opor i votade comum através de formas ade- |quadas de nio-obedinca, oust tenarcontornla se for Fa cionirio do governo, Embora se acedite na solider de uma consituigdo democratca ese aceite o dever de spoil de- ver de obedceer a leis particulares pode Ser sobrepujado em situagdes em que o julgamento publico € suficientemente justo: Nao hi nada saerossanto na decisio publica com respito a0 nivel de poupanga: eas suas predisposigdes em rlagio 4 preferencia temporal nio merecem consideragio especial. De Fato, a auséncia das partes prejudicadas, ou sea, as geagSes 228 ‘uM TeORIC DasesTICA furs, tora esa deiso inda mai pase de ueton Im, nc eee demons 0 ge Pe he algua outa fora de enero seria melo ques i cafrgos prt eae bene Engano napse aceia s, ‘as sx Yous. qu forms aprons de nobel or Creplo ade esata lo tee de consi, ‘Somos tno neesros ano is come polias SucldsJmecacamtte i cond Gconsstemecom {tsiuso de ue conto dmoericn No poximoca- Plo dele ess questo cn aires ees, Pr esha Tho pont een ¢ qe vonage cletvaconerente 8 prove para ft et jt, como eto fos as ous {uae nos principio dh usga,Avcanetersicas pecles esse cao ni otransformamem ua nevi. ‘Dveos abcrvar ue jar preencia temporal po raceme um pela basic compat com 0 recone tend qocuma cra eel mela 0 fo pale Matra erie ques outa forma, eam dfetses Por Crempl,j for ebervade quo pinip wiltarsta poe con ‘fara uma ta exremmente te de poupance emp ‘Sti excesses grate nee Ess ened [apodeme ser copa depres do be- Sr dagccs qu vivo no fre Com o Denes as erases psteirs pas lr tno 0 rec e000 ‘iano quanto nea 6 pve arr a acum Tat ex aves do jst de psintos da uo du Tdne posta, Nio pono Ut aga sas ques. I> {oman poss cir a op qu ess mecaismos Stores gan cosencis de isp equoc- ther A sag cm lgysspets seetbanteIgel gue ncortames ma cnet icon ue camino pao ‘Dut com um pcpde ipaae er). Ab-oet tho de igaldad sdegndamee ponder serve pr cot fa crt d ila quando enum ds dis ps {Grado iladamente mostra acetive. Assim. 8 um tov ange end comegado coma ia de qua xa ap frat de pupa agli iad scl ormvrgoes ay 0 Jongo do tempo (maximizaalguma integral), podemos ober tum resultado mais plausvel seo bem-estr das gragdes fute= ras receer um peso menor: e a depreciagio mais sdequada Pode depender da rapidez com que a populayao esta crescendo, 4a produtividade de capital assim por dante, O qu estamos fazendo¢ ajustarceros parimetos& fim de sting uma con ‘lusdo mais coerente com nossos jlgamenos intitivos, PO- ‘demos descobrit que, pra ange justiga ene gerages, esas modificagées no principio da uilidade slo exigidas. Certa- ‘mente, ittoduaie&preteréncia temporal pode ser um avango nesses casos; mas acredito que apelar pare ela desse modo & uma indieagio de que eomecamos a pari de wma concepg30 incoreta, Hi uma dferenga ent ess situa ea vido intui-