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Celebrando o nascimento de Yeshua

As igrejas chamadas neo-pentecostais, de uma das quais inclusive eu sou membro e prezo muito
pelo seu zelo e cuidado, têm se esforçado por ensinar e doutrinar seus membros quanto à não
comemoração do dia do nascimento de Yeshua HaMashiach, o nosso Senhor Jesus, o Cristo,
chamado de natal.

Concordo plenamente que as festividades que envolvem o natal estão repletas de apelos
comerciais e de mundanismo, e que a própria data em si foi escolhida de forma a mascarar a
verdadeira identidade da divindade que era honrada no dia 25 de dezembro, que era o deus Sol
Invicto dos romanos.

A solenidade do natal foi instituída para substituir as festas pagãs do sol invicto, no solstício de
inverno. A igreja do oriente sempre celebrou o nascimento de Yeshua no dia 6 de janeiro, na festa
da Epifania. No Ocidente sempre foi o dia 25 de dezembro. Os cristãos se deslumbraram diante
das festas pagãs do deus-sol, celebrados no solstício de inverno, o dia mais curto do ano (21 ou 22
de dezembro, no hemisfério norte). A partir de então, passaram a proclamar o natal de Jesus no
dia 25 de dezembro.

Nos nossos dias, o consumismo, os apelos piegas das emissoras de TV, com suas vinhetas natalinas
e o tal do “espírito do natal”, aquele sentimento melancólico que toma contas da maioria das
pessoas nesta época, aliado às insuportáveis melodias “natalinas” que tocam nos comerciais das
lojas de departamentos, incitando as pessoas a gastar dinheiro, chega a causar um eclipse no
deus-sol, que é o verdadeiro principado por trás de tudo isto.

Então, me disse: Viste, filho do homem, o que os anciãos da casa de Israel, fazem
nas trevas, cada um nas suas câmaras pintadas de imagens? E eles dizem: O
SENHOR não nos vê, o SENHOR abandonou a terra. E disse-me: Tornarás a ver
ainda maiores abominações do que as que estes fazem. E levou-me à entrada da
porta da Casa do SENHOR, que está da banda do norte, e eis que estavam ali
mulheres assentadas chorando por Tamuz. E disse-me: Viste, filho do homem?
Verás ainda abominações maiores do que estas. E levou-me para o átrio interior
da Casa do SENHOR, e eis que estavam à entrada do templo do SENHOR, entre o
pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do
SENHOR e com o rosto para o oriente; e eles adoravam o sol, virados para o
oriente (Ez 8:12-16).
Como eu disse no início, concordo com o que as igrejas ensinam sobre não comemorarmos este
natal que aí está, que é uma herança romana que chegou até nós apesar e através da Reforma
Protestante. Mas eu não posso concordar em que não celebremos o nascimento de Yeshua de
forma nenhuma, em data nenhuma, pois o dia de Seu nascimento é a data mais importante de
toda a Igreja, para não falar de toda a História, já que esta foi até dividida em Antes de Cristo e
Depois de Cristo.

A solução seria então buscar na Bíblia, pistas sobre a provável época em que ocorreu o
nascimento de Yeshua e, então eleger-se uma data daquele período como o dia do nascimento do
Salvador,e aí sim, passarmos a celebrar o aniversário de Yeshua dentro do contexto bíblico.

Nos evangelhos, principalmente em Mateus e Lucas, lemos que aquela data foi tão significativa
que toda a criação de Adonai a celebrou, senão vejamos:

Os anjos

E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando


a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os
homens, a quem ele quer bem (Lc. 2:13-14).

O próprio céu se alegrou e celebrou, com louvores e glórias ao Eterno, o nascimento do


Nome que está sobre todo nome, no céu e na terra. Não devemos nós formar coro com os anjos
de Adonai?

Os pastores

Voltaram, então, os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que


tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado (Lc. 2:20).

Homens simples, humildes, trabalhadores, glorificaram e louvaram ao Eterno, porque lhes


fora anunciada a boa-nova do nascimento do Mashiach, o desejado de todas as nações, “como
lhes fora anunciado”. Quando celebramos o nascimento de Yeshua, estamos pregando o
evangelho. Não é este um bom motivo para começarmos a celebrar tão importante data?

Os astros

Depois de ouvirem o rei, partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os
precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino. E, vendo eles a
estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo (Mt. 2:9-10).

Uma estrela anunciou a todo o universo o nascimento da Estrela da Manhã, causando


grande alegria e júbilo aos magos que tinham vindo do oriente para celebrar tão grande
acontecimento. A bíblia não diz que devemos brilhar como astros? (Fp. 2:15). Como estrelas de
Adonai, anunciemos ao mundo o nascimento do Mashiach.
Os magos

Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram
uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido
Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo (Mt
2:1-2). Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o
adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso
e mirra (Mt.2.11).

Homens sábios e entendidos eram chamados de magos. Eles eram versados em toda a
ciência, religião e filosofia da época. No entanto, eles também celebraram o nascimento do
Salvador, pois através de estudos, previram a época certa em que deveria ocorrer tal fato. Porque
não estudamos mais atentamente os evangelhos e passamos a celebrar o acontecimento mais
importante do mundo numa data muito mais provável do que 25 de dezembro, ou do que data
nenhuma? Somos nós melhores do que os anjos, os astros, os sábios e os humildes pastores?

No próximo post eu tentarei tratar com temor e tremor, sobre a possível época do nascimento de
Yeshua e, quem sabe, olhos serão abertos, e corações arderão de júbilo, quando se começar a
celebrar o nascimento do Mashiach sem a interferência do mundanismo, da tradição errônea e do
capitalismo selvagem? Que o Eterno abençoe a todos nós!

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