Catálogo

Casas Típicas de Portugal Cultura, Língua e Comunicação Culturas de Urbanismo e Mobilidade 6

EFA NS Técnicas Administrativas

Índice
Minho.......................................................................................................................................... 3 Trás-os-Montes ............................................................................................................................ 8 Beiras ........................................................................................................................................ 12 Estremadura e Ribatejo .............................................................................................................. 22 Alentejo..................................................................................................................................... 26 Algarve ...................................................................................................................................... 29 Açores ....................................................................................................................................... 33 Madeira ..................................................................................................................................... 36 Casas de Sonho .......................................................................................................................... 40 Adelaide Coutinho.............................................................................................................................41 Marta Silva ........................................................................................................................................42 Susana Magalhães .............................................................................................................................44 Mavilda Silva .....................................................................................................................................47 Ana Pereira ........................................................................................................................................51 Alice Marques ...................................................................................................................................52 Rute Veloso .......................................................................................................................................54 Carla Rocha .......................................................................................................................................56 Sílvia Gomes ......................................................................................................................................59 Maria Paula Teixeira..........................................................................................................................61 Fátima Porto......................................................................................................................................64 Isabel Valverde ..................................................................................................................................66 Página Carmen Airosa ...................................................................................................................................68 Joana Silva Dias .................................................................................................................................70

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O Minho é uma província do Norte de Portugal que se dedica à agricultura, pastorícia, pecuária e ao turismo rural. Os principais produtos agrícolas são os cereais, que deram origem a um tipo de construção muito típico do Alto Minho: os espigueiros. São formados por uma câmara estreita, com paredes aprumadas e fendas verticais para arejamento. Assentam numa base de pés simples, normalmente de pedra, rematados por cornijas ou capitéis salientes, de forma a impedir o acesso dos roedores. O chão é constituído por um lastro de pedra, com lajes longitudinais. No topo, são geralmente rematados por uma cruz, que invoca a protecção divina para os cereais. Os espigueiros serviam para proteger o cereal das intempéries e dos animais roedores. Alguns deles ainda são utilizados.
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As casas típicas das aldeias serranas são em granito com telhados de colmo, que

nos dias de hoje foi na maioria substituído pela telha. As principais características destas

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habitações são: cobertura inclinada de quatro águas, com beirados salientes, para um melhor escoamento da chuva, chaminé estreita, acima do cume do telhado, forro no telhado por cima dos barrotes, varanda corrida envidraçada, grandes blocos quadrangulares de granito, dispostos em fiadas horizontais, grandes lajes de pedra, coluna do alpendre com elemento decorativo em “S” de dupla espiral. Estas casas possuem estas características devido à principal actividade económica desenvolvida na província, a Agricultura, e também devido às condições atmosféricas. O Minho é uma zona com um clima frio e chuvoso e as suas habitações são adequadas a esses factores climáticos, consoante a pluviosidade. Nas vertentes e vales da serrania minhota, encontram-se casas feitas de granito e madeira, geralmente com dois pisos: no rés-do-chão fica a pocilga, o lagar e outras divisões para arrumar os utensílios agrícolas, no primeiro andar os quartos, a sala e a cozinha. O acesso à parte superior da casa faz-se por uma escada exterior, que termina em varanda. Estas casas rurais destinam-se particularmente ao turismo rural. Os materiais de construção mais usados nesta região são: os blocos de granito quadrangulares, para a construção da estrutura da casa, as madeiras, usadas no forro do telhado e para os barrotes de suporte, grandes lajes de pedra e a telha, que veio substituir o colmo no cimo dos telhados.

Os principais elementos decorativos são: A CORNIJA – de maneira geral, dá-se o nome de cornija a todo conjunto de molduras salientes que servem de arremate superior às obras de arquitectura. Ângulo de um edifício.

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O CAPITEL – Parte superior da coluna, acima do fuste (parte principal da coluna, entre o capitel e a base), em que descansa a arquitrave (parte do entablamento [friso e cornija] que descansa sobre os capitéis das colunas). Nome do arremate superior dos balaústres. As JANELAS – a sua caixilharia é em madeira, são pequenas e com portadas.

A COLUNA DO ALPENDRE – com elemento decorativo em “S” de dupla espiral.

Nos interiores das habitações do Minho predominam as madeiras e o ambiente rústico, com escadaria em madeira e lareiras em pedra. O mobiliário é tradicional com madeiras pouco tratadas. Ainda hoje se utilizam os fogões/fornos a lenha, o que torna a sua gastronomia especial. São casas modestas, tendo apenas o essencial para a sua
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habitabilidade, mesmo no turismo rural.

Como adornos são utilizados: Brinquedos, barcos, espigueiros, tabuleiros, aproveitam a madeira como matéria-prima brinquedos pintados em cores fortes e que recordam a infância à antiga; a construção de miniaturas de barcos à escala com materiais de adorno a relembrar a época dos descobrimentos; espigueiros, na tradição rural, os tabuleiros utilitários primeiro, depois decorativos.

Ferros forjados, cobres, latoaria são artefactos que se utilizam como elementos decorativos, seja na construção civil no caso dos ferros forjados (varandas, portais, cataventos, fechaduras, aldrabas); cobres, originários de oficinas onde se produziam panelas e tachos, potes de alambiques, sulfatadores que, depois, com apurados gravados e finura de linhas se transformam nos cobres artísticos; latoaria, hoje, praticamente só com funções decorativas.

do fio de algodão perlé ou fio de lã e produzidos a partir da combinação das chamadas cores folclóricas (o azul, o vermelho e o verde).

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Os bordados e rendas em pano alinhado, linho, estopa fina e lã, com a utilização

A cerâmica também se destaca como elemento decorativo nestas habitações, a tão conhecida Louça da Meadela (faiança louça de pó de pedra).

A cantaria tem como matéria-prima o granito. Os canteiros tradicionais utilizam apenas o martelo, o cinzel, esquadro e o metro para moldar o granito em bruto, transformando-o em esbeltas formas de arte: bicas de água (carrancas), conchas, relógios de sol, santos populares, fogões de sala, chafarizes e fontanários.

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Há séculos atrás, a construção da casa transmontana era formada por um só compartimento, no qual, num canto acendia-se o lume e noutro dormia a família, que geralmente era numerosa. Mais recentemente a casa típica transmontana era dividida em dois tipos: a casa alpendrada, cuja sua construção era em xisto com varanda recolhida, situada a meio da fachada; a casa serrana, que por sua vez era construída em xisto ou granito, com escadas salientes e telhados de duas águas.

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A sua constituição era formada por o rés-do-chão e primeiro andar. O rés-do-chão destinava-se a arrecadações e lojas de gado, o qual servia para o aquecimento do piso superior e o primeiro andar destinava-se ao convívio familiar. Um dos traços característicos nestas casas é a existência de anexos, onde estão incluídos palheiros, cabana de recolha de carros agrícolas e acurralada onde é depositado os estrumes.

A região transmontana está situada numa zona montanhosa e de vales. Nesta região o inverno é muito rigoroso e o verão com temperaturas muito altas e seco. Estas características influenciam a construção das casas: o Inverno é muito rígido, assim o granito protege-a do frio, o que permite aos seus moradores, aquece-la por dentro com as lareiras; em contrapartida, no Verão a casa conserva-se mais fresca isolando-a do calor.

Uma das poucas excepções que existe nesta região, é a diferença de classes sociais, reflectindo-se nas habitações. Os chamados “senhores” habitavam em casas muito grandes feitas exclusivamente de granito, onde empregavam pessoas para cuidar das mesmas; na classe mais baixa as suas casas eram mais modestas e mais pequenas.

construir as suas casas. As matérias-primas mais utilizadas

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O Homem transmontano recorreu à natureza para

seriam o xisto, granito e madeiras.

 Xisto – é uma rocha sedimentar formada por acumulações de cianofíceas (algas verdes azuladas, fixadoras de nitrogénio). O xisto existe há cerca de 250 milhões de anos. Em linguagem popular é conhecida por lousa.

 Granito – é uma rocha formada por três minerais: mica, quartzo e feldspato. Esta pedra é mais dura que o mármore. O granito é duradouro, bonito e forte.

 Madeira – era utilizada na construção vários tipos de madeira: castanheiro, nogueira, carvalho, entre outros.

Os principais elementos decorativos do interior e exterior das habitações são:

 Interiores – é usual nas cozinhas a utilização do cubo ou embódio (funil) que comunica com a pia dos porcos, por onde se lança a vianda (alimento) para esses animais; os potes de ferro, caldeira de cobre e a borralheira que serve para armazenar a cinza, badil, tenazes, são presentes nestas habitações. A saída do fumo é facilitada por uma pequena cabana, erguida no declive do telhado, que serve como trave do fumeiro onde se penduram os presuntos para se ultimar a

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cura ao fumo. Por trás das lareiras surge a boca do forno, para cozer o pão, que depois é guardado numa arca de castanho juntamente com a carne de porco, essa arca encontra-se no canto da cozinha e serve também como mesa.

 Exterior – verifica-se muito como decoração a arte do azulejo, que em algumas casas particulares são visíveis em fontes, fontanários, largos, jardins, capelas, igrejas, etc. Normalmente, este tipo de azulejo atrai pelos seus desenhos, pinturas, formas e seus dizeres.

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No passado a construção de habitações (outros edifícios) era feita de materiais na própria região como sejam os calhaus rolados do rio (“bolas”), o granito, o xisto, o barro vermelho, a madeira (castanho e pinho) e a telha portuguesa ou canudo. As paredes exteriores eram construídas com as “bolas” depois de partidas ao meio, o granito era utilizado para a construção das esquinas das casas e para o suporte das janelas, o xisto era colocado sobre as janelas e o barro vermelho servia para vedar as paredes. Interiormente as paredes e o soalho da casa eram em madeira de pinho, assentando este último em barrotes de castanho. O divisionamento da casa era feito da seguinte forma: no rés-do-chão encontravam-se o curral e/ou arrumos e no primeiro

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sendo a ligação entre os dois pisos feita por uma escada interior em madeira.

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andar a cozinha, os quartos (normalmente em número de dois), e a varanda em madeira,

A razão desta divisão tinha a ver com as condições climatéricas da região, pois a presença de animais no rés-do-chão fornecia calor ao piso superior. Outra característica destas habitações era a não existência de chaminés, vistos os fumos saírem directamente pelo tecto.

Hoje, apesar do ainda existente património arquitectónico, a dificuldade de loteamento, o retorno dos emigrantes, têm contribuído para a progressiva destruição do núcleo urbano da vila com maiores características tradicionais. Imagens de casas Beirãs

Casa Tradicional da Guarda

Casa tradicional de Tábua

Uma casa tipicamente Beirã

Casa tradicional de Viseu

Casa de xisto da Beira

Casas da Região das Beiras

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Casa típica Beira Baixa

Casa típica Beira Alta

Casa típica Beira Baixa

Imagens de casas Beirãs - CostaNova

A Arquitectura da Costa Nova A praia da Costa Nova é um óptimo local de lazer e excelente espaço para férias em qualquer altura do ano. Com os seus "palheiros" riscadinhos, qual pijama colorido, apresenta uma marginal de aspecto único, em primeiro lugar pelo seu aspecto garrido e policromo: é o verde, o azul, o amarelo e o vermelho, que transmitem sensações de alegria e jovialidade. A estrada ribeirinha permite longos e salutares passeios, a pé ou de bicicleta, para admirar paisagens, embarcações e artes locais de pesca. Origem dos "palheiros" Os primeiros palheiros foram construídos à beira-mar, por pescadores, para guardar as redes e todo o restante material de pesca. Nesta época eram constituídos por uma única e ampla divisão. Mais tarde, e segundo as necessidades individuais dos pescadores, começaram a surgir algumas divisões interiores. A construção era feita com materiais da zona, único recurso existente dada a precária situação económica da comunidade piscatória local.

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Características dos "palheiros" Os antigos palheiros de habitação possuíam um só piso e erguiam-se sobre estacas, que ficavam à vista, e se encontravam assentes na areia seca. O tabuado exterior era disposto horizontalmente, mas, no final do século passado, foi introduzida uma variação, reflectindo a vontade de ostentação social: o tabuado passou a ser disposto verticalmente, sinalizando o facto de os seus proprietários viverem com certo desafogo económico. Com o aumento da população e a fixação das areias, as estacas foram sendo progressivamente reduzidas, passando os palheiros a ser assentes no solo. Os mais antigos e modestos palheiros eram pintados a vermelhão, e só posteriormente surgiram exemplares com o tabuado pintado de duas cores, frescas e garridas, transmitindo uma atmosfera de alegria e vivacidade. Hoje, restam poucos palheiros de madeira na Costa Nova, utilizando-se quase exclusivamente o cimento. Os mais recentes palheiros são edificados utilizando técnicas de construção modernas, mas respeitando os traços arquitectónicos dos antigos, especialmente no que se refere à fachada principal. A sua peculiaridade arquitectónica confere características únicas a estas praias, individualizando-as tanto a nível nacional como internacional.

Materiais de construção e acabamentos

O tijolo de adobe é um material vernacular usado na construção civil. É considerado um dos antecedentes históricos do tijolo de barro e seu processo construtivo é uma forma rudimentar de alvenaria. Adobes são tijolos de terra crua, água e palha e algumas vezes outras fibras naturais, moldados em formas por processo artesanal ou semi-industrial. Chama-se argamassa à mistura feita com pelo menos um aglomerante, agregados miúdos e água. O aglomerante pode ser
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a cal, o cimento ou o gesso. O agregado mais comum é a areia,

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embora possa ser utilizado o pó de pedra. Normalmente, a argamassa é utilizada em alvenaria e em revestimento. A Pedra de Xisto pode ser castanha ou preta e é muito utilizada na construção civil. As casas tradicionais Beirãs são na sua maioria feitas em pedra de xisto ou têm acabamentos em xisto.

Telha de alvenaria de várias cores muito utilizada nos telhados das casas Beirãs.

Alvenaria em tijolo, utilizada em paredes de interior ou para revestimentos de exterior.

Blocos de alvenaria em cimento. Não muito utilizado na construção tradicional. Materiais de construção e acabamentos

Mármore, granito, calcário, ardósias...As pedras naturais da Barmat são originárias de pedreiras localizadas na região.

Xisto Ardósia. Xisto de cor cinzenta-azulada a cinzenta escura, homogéneo, compacto, finamente granular, exibindo clivagem xistente nítida. Utilizações Recomendadas: Pavimentos e revestimentos e outras aplicações tanto para interiores como para exteriores.

originárias das pedreiras da região.

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Pedra de granito Cinza, por vezes trabalhada para acabamentos de exterior,

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Pedra granito castanho da Figueira da Foz, muito utilizada na construção tradicional das casas Beirãs, proveniente das pedreiras portuguesas.

O tabique, também designado de “taipa de fasquio”, “taipa de rodízio”, “taipa de sopapo”, “taipa de chapada”, “pau a pique”, “terra sobre engradado” ou “barro armado” é um método construtivo comum em grande parte das construções tradicionais, consiste numa estrutura de madeira interligada por trama de madeira, formado por um engradado preenchido por terra argilosa, podendo conter fibras vegetais. As construções em tabique foram as que melhor resistiram ao terramoto de 1755.

Madeira de Carvalho Negral. Moderadamente pesada, muito retráctil. Madeira com utilizações bastante circunscritas, mais valorizável em carpintarias. Utilizada em pisos, também como travessas, muito utilizada nas construções rurais, estores e tutores.

Em arquitectura, um lintel é uma peça dura de materiais diversos (madeira, pedra, concreto etc.) que constitui o acabamento da parte superior de portas e janelas; sendo também chamada de verga ou padieira.

Lintel trabalhado em madeira de cedro.

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Lintel trabalhado em pedra pertencente a uma catedral.

ELEMENTOS DE DECORAÇÃO

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Cama de ferro trabalhada, utilizando no passado os colchões de palha.

Cómoda com tampo de mármore, espelho embutido e pequenas gavetas como guarda-jóias.

Baú em madeira, onde se guardavam as roupas de cama e enxovais.

Mesa-de-cabeceira com tampo de mármore e local para guardar o bacio.

Cadeira em palhinha, utilizada quer no quarto quer na sala.

Candeeiros a petróleo, utilizados nas mesas-de-cabeceira.

Bacio ou penico em zinco pintado, guardava-se no quarto na mesa-decabeceira.

Lavatório portátil em zinco esmaltado, utilizado no quarto ou na divisão que servia de casa de banho.

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servia de casa de banho.

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Bidé portátil, em porcelana pintada, utilizado nos quartos ou divisão que

Bidé portátil, em zinco esmaltado, utilizado nos quartos ou divisão que servia de casa de banho.

Banheira com pés, em zinco esmaltado, portátil para se poder usar nos quartos ou em divisória própria

Espelho portátil, em madeira, pintada à mão. Utilizado no quarto ou casa de banho.

Fogão a lenha, que servia também de caldeira para aquecimento das casas.

Mesa ou aparador de serventia à sala ou cozinha.

Móvel de cozinha para guardar as loiças, que se decorava com bicos de renda.

Banco corrido, em palhinha, utilizado nas salas ou cozinhas.

Móvel de sala, com tampo em mármore e quase sempre decorado com um

Mesa corrida de cozinha ou sala, em madeira maciça.

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espelho.

Móvel de canto cuja finalidade era fazer de dispensa, em vez de vidro utilizavase a rede mosquiteiras.

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No Sul as casas são normalmente caiadas de branco e rebocadas, dado que o clima é quente e seco, quase todas pequenas e térreas. Nestas regiões existem casas com diversas características dependendo da zona, os terrenos são bastante argilosos e calcários, sendo estes materiais com qualidade isoladora. Predominam as cores azul, verde, ocre e vermelhão, pintadas com uma facha por fora nas partes laterais e rodapés.

Ribatejo Na casa ribatejana empregam telhados de duas águas (telhado em forma de V invertido), possibilitando assim o caimento da água para os dois lados. Nestes utilizam telha canudo com curvatura acentuada. Têm chaminés alongadas perpendiculares ao cume (alto) do telhado. As paredes são caiadas para protegerem o adobe das intempéries, com rodapés vermelhão, ocre, azul ou verde. O chão por sua vez é em terra batida, vermelhos ou ocre, regados com aguada de barro.

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A sua construção é feita em adobe (blocos de massa, constituída por areia e brita ligados entre si com argila), a fundação é feita em pedra a fim de evitar o contacto do adobe com a humidade.

Estremadura Na zona norte da Estremadura (Marinha Grande) a maior parte das construções são em madeira. São estacadas, evitando assim a acumulação de areias. Normalmente são de cor ocre ou vermelha.

Casa alpendrada

Na zona interior centro da Estremadura, na zona de (Ansião) predomina a tradicional casa alpendrada. Casa de planta rectangular, construída em adobe ou taipa, com cobertura em telhado de quatro águas, prolongando-se em água corrida sobre o alpendre. Piso térreo aberto por uma porta de vão reentrante, tendo a um lado um banco corrido adossado à fachada e do outro lado de nove degraus que acede a um alpendre murado de vãos delimitados por colunas de fuste octogonal. Porta ladeada por duas janelas rectas.
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Casa saloia No território da península de Lisboa (Loures) existe habitualmente a construção saloia, caracterizada pelos seus telhados mouriscos de quatro águas. Devido á actividade agrícola do homem as casas são compostas de lagares, adegas, estábulos, currais e fornos. Uma curiosidade na zona saloia (Concelho de Loures) é seus moinhos. Tendo sido das áreas de maior transformação de cereais, é por isso natural que um número de moinhos desse á paisagem do concelho um tom pitoresco. As paredes são igualmente rebocadas e pintadas de branco e tendo pormenores coloridos (rodapés coloridos azul). Ainda na zona centro de Lisboa podemos encontrar os bairros típicos da cidade: Bairro Alto Bairro Alfama Bairro da Bica Bairro da Mouraria, etc...

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Nestas zonas do país podemos encontrar material:

Argila – É formada pela alteração de certas rochas, como as que tem feldspato, a argila pode ser encontrada próxima de rios. Brita - É uma areia para juntar à massa do cimentado O basalto - É uma rocha ígnea eruptiva, de granulação fina. Cal - É uma das substâncias mais importantes para a indústria, sendo obtida por decomposição térmica de calcário (de 825 a 900 °C). Também chamada de cal viva ou cal virgem, é um composto sólido branco. Calcário - São rochas sedimentares que contêm minerais com quantidades acima de 30% de carbonato de cálcio (aragonita ou calcita). Quando o mineral predominante é a dolomita, a Rocha calcária é denominada calcário dolomítico. Granito - O granito é uma rocha ígnea de grão fino, médio ou grosseiro, composta essencialmente por quartzo e feldspatos, tendo como minerais característicos frequentes moscovite, biotite e/ou anfíbolas. Xisto - É o nome genérico de vários tipos de rochas metamórficas facilmente identificáveis por serem fortemente laminadas. Em linguagem popular, em Portugal é também conhecida por “lousa”.

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A província alentejana situa-se a sul do País e divide-se em duas áreas, Alto e Baixo Alentejo. É uma zona com muitas planícies, tornando-se bastante árida no Verão. Apesar de ser uma zona seca, existem dois tipos de árvores predominantes, o sobreiro e a oliveira. O porco preto é um animal doméstico típico da região sendo a sua carne apreciada em todo país. Sendo o clima da região bastante tórrido, as casas são caiadas de branco para protecção dos raios solares. À volta das portas e janelas são pintadas faixas amarelas e azuis para protecção dos insectos que são atraídos pela cor branca, afastando os insectos do interior das casas, as janelas de pequenas dimensões, serviam para manter a casa fresca. A chaminé era de grandes dimensões (pois algumas das

de canas para isolamento do calor, optando alguns por

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fachada frontal. O telhado era de duas águas com forro

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casas possuíam fornos a lenha) e era construída na

colocar uma ou duas telhas de vidro para a luz entrar. A sua construção era de tijolos de barro amassados e secos ao sol, a cobertura era em argamassa de cal e areia. Os materiais usados na área são: argila (barro), cal, xisto, areia e pedra da região. De um modo geral, a casa era decomposta em cozinha (que funciona como sala) e quartos. Os quartos eram pouco usados, só serviam para dormir. Além de serem pouco iluminados também eram frios. Toda a casa era fria, porque o chão era de xisto ou de tijoleira e as paredes eram muito grossas barrando assim a entrada do calor.

Na cozinha tinha uma lareira grande e larga, onde se aqueciam e cozinhavam pão, bolos e outros. No inverno a cozinha servia como sala onde as pessoas permaneciam, por ser o local mais quente da casa. O gado era guardado em caves, porque viviam em colinas.

Localização Geográfica

O Baixo Alentejo integra a extensa Região Alentejo, sendo limitado a norte pelo Distrito de Évora, a leste por Espanha, e a sul pelo Distrito de Faro. Esta sub-região integra 13 Concelhos: Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Moura, Ourique, Serpa e Vidigueira.

Clima

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Em termos climatéricos, o Baixo Alentejo é uma Região de clima mediterrânico, sendo caracterizado por uma temperatura média anual elevada que oscila entre os 15º e os 17,5º. No interior as amplitudes térmicas variam entre os 13º e os 15º graus celsius, sendo que os dias com temperatura máxima superior a 25º elevam-se a mais de um terço do ano. A precipitação anual é mal repartida verificando-se um excesso de água no Outono e Inverno e acentuada carência no Verão. Esta sub-região é fortemente marcada não só por um património cultural, que se reflecte nos sítios arqueológicos, castelos, igrejas, antigas minas, museus, e pequenas vilas e aldeias que com as suas construções tradicionais reflectem a diversidade das influências culturais a que esta região esteve sujeita, mas também por um património natural do qual constituem exemplos as zonas de protecção especial (ZPE) de Moura, Barrancos e do Guadiana.

Gastronomia

A carne de porco e de borrego são a base da gastronomia tradicional da sub-região, juntando-se-lhes ainda as espécies cinegéticas como o javali, o coelho, a lebre e a perdiz. O pão, o azeite e as ervas aromáticas são ingredientes fundamentais desta cozinha mediterrânica, dando sabor às sopas, migas, ensopados e açordas. Os vinhos, queijos, enchidos e presuntos – alguns com Denominação de Origem – são elementos indispensáveis da boa mesa alentejana. Os ovos, a gila e a amêndoa são elementos integrantes da confeitaria, sendo de salientar a doçaria conventual. Cada localidade tem as suas especialidades gastronómicas.

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A arquitectura tradicional algarvia, de forte influência árabe (deixada pelos mouros que por cá se instalaram durante milhares de anos) reflecte a história, o gosto popular e as necessidades concretas desta região quente e soalheira. Contém pormenores como as chaminés decoradas, as platibandas coloridas, as frescas açoteias e o branco da cal nas paredes que têm origem em utilidades específicas do quotidiano de outros tempos. Apesar da predominância de casas quadradas pintadas de branco, há excepções, que se adequam ao clima do Algarve e enriquecem o património edificado. É o caso dos telhados de quatro águas, abundantes em Tavira e Faro, dos moinhos, de vento e maré, e dos engenhos d’água, que constituem um importante legado na história da região algarvia. São características da tipologia destas casas as chaminés algarvias, que podem ser cilíndricas ou prismáticas, quadradas ou rectangulares, simples ou elaboradas. São um simbolismo da região e uma prova da influência de cinco séculos de ocupação árabe.

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Os engenhos d’água são milenares e utilizados para elevar a água e conduzi-la ao campo, as noras, as cegonhas e os açudes sustentam técnicas primitivas de irrigação fazendo parte da história da agricultura algarvia. Outros elementos característicos desta região são os moinhos de maré e vento, engenhos do passado que funcionavam aproveitando as forças da natureza. Estes moinhos, as azenhas, mantêm-se actualmente como um importante legado na história da região algarvia. É de referenciar os telhados da zona de Tavira e Faro que possuem os chamados “Telhados de quatro águas”, imagem de marca de Tavira, cuja arquitectura se caracteriza por estas coberturas de forte influência oriental, espalhadas por toda cidade. Em Olhão as casas são quadradas caiadas de branco, com terraço planos de inspiração árabe e platibandas debruadas a cinzento e azul, sendo o orgulho desta cidade.

Contraste entre a Casa dos Montes e a Casa Modernista – Chalés

Casa dos Montes A vasta área serrana situada entre a Serra do Caldeirão e o Vale do Guadiana representa hoje, talvez, o sector do território algarvio em que em encontramos mais preservada e intacta a casa popular tradicional, térrea, construída em xisto e caiada. É preservada mais frequentemente por abandono ou no processo de decadência do que por acções de recuperação que cada vez mais se impõem como necessárias. A casa dos Montes é historicamente uma estrutura térrea de base rectangular e de uma só água, marcada por uma grande flexibilidade evolutiva e capaz de suportar

sucessivas ampliações de acordo com as necessidades do agregado familiar. Quando se refere à habitação do Vale do Guadiana, em geral com uma só água, com paredes de

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xisto e com pavimentos de terra batida. Contudo ocorre também aqui a casa térrea com duas águas, e surgem uma série de variantes no aproveitamento interno dos espaços de viver. Na Serra do Caldeirão fronteira natural entre o Alentejo e Algarve - região de xisto, onde as construções manifestam conformidades com aquelas duas províncias, as habitações apresentam aspecto bem definidos: as suas proporções, a simplicidade e sobretudo a escala dos seus elementos, o emprego do xisto nas alvenarias e a combinação dos parâmetros deste material, com a cal que o reveste são de registar. Estas habitações apresentam a forma rectangular habitual, porém é dado ver a junção dos vários corpos com a mesma configuração muita vezes em diferentes níveis, formando um único conjunto. As paredes divisórias são os elementos de suporte da cobertura, cobrindo em alguns casos, algumas superfícies.

Casa Modernista –Chalés

Embora não seja fruto de construtores especialistas revelam um aspecto importante da casa popular: a sua evolução, ou sua substituição, sobretudo a partir do Séc. XIX, por via da maior internacionalização de influência e modas estilísticas e construtivas; e, em contrapartida, a importância que as casas populares do Algarve foi adquirindo a concepção de projectos de arquitectura por arquitectos, para habitações de férias na região. Contrastando com a casa dos montes surge o chalé que utiliza coberturas muita inclinadas, com o emprego de madeiras aparentes, em sanqueados muito salientes da fachada, com utilização da telha industrial (a de tipo Marselha). Associados a este novo conceito de casa, surgem também os vãos com desenho

ogival (numa evocação simbólica do revivalismo neo-gótico), e a aplicação de elementos construtivos complementares, como mirantes e terraços.

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Este tipo de casa porém, está mais associado às novas classes sociais com mais posses, como a classe média e “burguesa” urbana e menos aos grupos mais pobres e rurais da sociedade portuguesa e algarvia. O aparecimento deste novo tipo de construção reflecte a casa familiar centroeuropeia, ocorre mais nas regiões serranas (no Algarve, Serra de Monchique e seus núcleos urbanos), ou então nos centros urbanos mais importantes como modo inovador e “à moda “de construi a casa nova ou a casa de veraneio, tal como sucede em Tavira ou em Messines.

Principais Materiais de Construção/ Elementos Decorativos Os vários tipos de pedra que podemos encontrar no solo e no subsolo algarvio permitem uma diversidade de expressões construtivas e arquitectónicas – dos mais correntes xisto e calcário, respectivamente por toda a Serra e Barrocal, aos excepcionais e localizados grés de Silves e Messines (um arenito) e à dura pedra de Monchique, a foiaíte. O calcário está normalmente reservado para a utilização em partes mais nobres da construção arquitectónica - como as molduras dos vãos, em portas e janelas.

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A Região Autónoma dos Açores é constituída por nove ilhas e estão divididas em 3 partes distintas. O Grupo Ocidental é composto por Corvo e Flores; o Grupo central por Faial, Pico, São Jorge e Terceira; no Grupo Oriental, Santa Maria e São Miguel, neste grupo está incluído um grupo de rochedos e recifes vulcânicos. Os Açores são constituídos por montanhas e vales cobertos de vegetação, lagoas de grande beleza, crateras de vulcões extintos, nascentes de águas fumegantes, lamas ferventes e cavernas misteriosas, tudo isto faz com que os Açores tenham uma paisagem deslumbrante. As casas típicas dos Açores sofreram várias alterações ao

de vários países, a geografia e clima determinou os estilos diferentes.

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longo dos anos. As influências culturais e arquitectónicas

Sendo esta uma região vulcânica e rica em florestas, o material usado era a madeira, a pedra vulcânica e basáltica. A construção era simples e defensiva, isto para se defenderem contra os elementos da natureza. Estas eram cobertas de colmo ou telhas, possuíam um único piso, tinham paredes triangulares com pequenas janelas e portas com abertura bem acima do nível da rua. Neste piso havia três divisões, separados por madeira. A entrada ficava no meio da casa, de um lado estava um quarto para dormir e do outro a cozinha, com lareira, o forno e a amassadeira onde se preparava as refeições. O piso era de terra batida, com excepção do quarto que tinha o chão e o tecto coberto de madeira. Entre o tecto e o telhado havia um espaço chamado "falsa" onde era armazenado os produtos agrícolas. Anexo à casa havia um depósito coberto (cisterna) que recolhia as águas da chuva e outro para apoio agrícola (atafona). Ao redor da casa era um espaço para cultivo e criação de animais. Todo a casa e anexos eram cercados por um muro. Ao longo dos anos, como já referi anteriormente, as casas evoluíram. Ficaram mais confortáveis, mas o estilo predominante era o Português. Surgiram nas ilhas açorianas a cantaria, os azulejos de Portugal, as peças decorativas das Índias, as novas cores e formas sulamericanas, que clareavam os tons tristes e escuros das casas. Actualmente já podemos determinar com mais exactidão a Casa Típica Açoriana. Estas casas são constituídas por três pisos. No rés-do-chão é guardado os produtos agrícolas, no primeiro andar ficam os quartos, sala de estar e a cozinha e no terceiro piso serve para arrumos. As janelas em guilhotina,

varadas trabalhadas com ripas de madeira. Muitas destas casas ostentam figuras decorativas em alvenaria, faiança e porcelana.

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Os materiais utilizados nesta construção é da própria região, isto é a pedra vulcânica e madeira. A pintura das suas paredes é feita com cal, assim ficam mais bonitas e vistosas. O aspecto arquitectónico das casas açorianas é alterada consoante a ilha a que nos referimos, porém os materiais de construção utilizados são iguais. Não é demais salientar que para se construir uma casa, nesta região, é necessário obedecer as regras e condições estéticas, esta medida foi tomada pelas autoridades locais para preservar a beleza e as características tradicionais açorianas, que se viram ameaçadas.

Catálogo de matérias de construção e figuras decorativas

Pedra vulcânica

Azulejo Português

Faiança Faia das Ilhas

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Há trinta e cinco milhões de anos, uma erupção vulcânica fez nascer uma ilha no Oceano Atlântico. Da lava ergueram-se espectaculares montanhas cobertas de densa floresta e luxuriante vegetação. Actualmente, a actividade vulcânica encontra-se extinta. Perante este cenário deslumbrante, os descobridores não tiveram dificuldade em escolher o seu nome, ILHA DA MADEIRA. As condições do meio geográfico e as actividades do homem levaram-no a construir habitações e abrigos feitos na rocha. A essas construções dá-se o nome de “furnas” (em algumas localidades têm o nome de “lapas”)(fig.1). Existem vários tipos de furnas, umas são recolhidas e fechadas na rocha; outras podem ser recuadas, interiores, cravadas na montanha.

Fig.1

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Há também aquelas que são salientes e que têm a fachada para o exterior. Em algumas, há também aquelas que são de zinco, telha ou colmo. Em localidades, a furna passou de habitação a pouso de gado (palheiros) e a depósito de produtos agrícolas; as mais próximas do mar serviam para guardar redes de pesca e outros materiais. Situado no Oceano Atlântico a apenas 500Km do Continente Africano e a 1000Km de Portugal Continental, encontra-se o Arquipélago da Madeira. Este, para além da ilha com o mesmo nome, é composto pela Ilha do Porto Santo (Ilha Dourada) a 90Km NE Funchal; pelas (Ilhas) 3 ilhotas desertas e inabitáveis (Deserta Grande, Bugio e Ilhéu Chão 20Km SE do Funchal) e pelas Ilhas selvagens e constituem uma reserva natural, a 280Km do Funchal. A ilha da Madeira é também constituída principalmente por basalto, podendo no entanto, encontrar-se notórios calcários coloridos na Zona de S. Vicente (costa norte). A distribuição das terras foram feitas por estes três povoadores e as ilhas da Madeira e Porto Santo foram divididas em três capitanias. A vertente Sul da Madeira ficou a cargo de João Gonçalves Zarco (1450), a vertente norte coube a Tristão Vaz Teixeira lha do Porto Santo foi entregue a Bartolomeu Perestelo (1446).

Fig.7 As “casas de palha” (típicas do concelho de Santana e um dos principais cartazes

turísticos da ilha) são construídas de mandebarro amassado com palha; as fachadas são triangulares de madeira e com as paredes brancas, tendo uma larga barra pintada na

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base (Fig.7). Estas casas possuem normalmente um rés-do-chão e um primeiro andar, o qual se destina a servir de dispensa, isto é, lugar onde se guardam os produtos da terra, podendo também haver escadas exteriores em madeira de acesso à dispensa. Estas casas são cobertas de colmo e sobre um olhar atento reparamos que nas esquinas dos telhados das casas mais antigas (que se podem encontrar por todo o lado, ao redor da ilha), elementos decorativos tais como caras de anjos, pombas de asa abertas, cães, gatos, corujas entre outros. Estas figuras inicialmente eram feitas manualmente em barro, actualmente são em gesso, sendo retocados por artesãos existentes no Funchal. Tiveram influências várias quer nacionais quer estrangeiras, nomeadamente, minhotas, mouriscas africanas e da Flandres. Apesar do Porto Santo ter sido descoberto antes da Madeira, a verdade é que foi esta a primeira das ilhas a ser povoada, isto porque a primeira tentativa de povoar Porto Santo não resultou devido à aridez do solo. Existem dois grupos de habitações, a casa antiga ou secular, normalmente de dois pisos e a casa rural térrea, com cozinha integrada. Normalmente construídas de acordo com o meio ambiente onde estão inseridas. A sua construção é em pedra sendo as paredes de pedra vulcânica a única existente nas ilhas, em alguns casos a cal é aplicada directamente sobre basalto. Possuem um telhado “abatido” e com beiral, chaminé prismática, faixas nas portas e janelas de cor cinzenta ou vermelha, paredes em tufo ou basalto, pavimento em lajes de basalto e janelas de guilhotina, com estores de ripes horizontais de madeira. A casa de Porto Santo é mais elementar, possuindo cozinha integrada e forno exterior, cobertura de duas ou quatro águas em telha cerâmica.
Fig.8

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Os principais atractivos da Ilha da Madeira são as festividades do Carnaval, que espelham as características culturais do povo madeirense, o famoso fogo-deartifício, que se realiza todos os anos a 31 de Janeiro, a Festa da Flor, que ocorre na Primavera quando as flores estão no seu melhor (existindo mais de 700 espécies de plantas superiores a conservar), já há muitos anos um dos maiores atractivos tanto para os turistas como para os próprios madeirenses. O artesanato, sendo os vimes uma das principais indústrias da Madeira, antes de serem usados são fervidos para lhes conferir elasticidade e torná-los mais fáceis de manejar. É essa fervura que lhes confere a cor acastanhada em vez do branco de origem. A feitura de cestos para as vindimas, peças de mobiliário (cadeiras, canapés e mesas) foi muito desenvolvida na ilha. Mas é com os “Carros do Monte” que assume a sua importância.

“É do maciço caprichoso das lavas dependuradas do alto; da corda de serranias entulada em gargantas; dos contrafortes e colinas de amparo que protegem as várzeas; dos colos arcantes que minoram as alturas das lombadas que se enrugam descendo às achadas; dos tabuleiros de cultivo quer matizam as encostas de fertilidade do solo banhado de luz; de tanto e

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Engº. Carlos Ribeiro

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tamanho ornato junto que te vem Madeira, a tua beleza consagrada.”

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Adelaide Coutinho A casa dos meus sonhos é uma vivenda muito simples rodeada de um jardim e uma pequena piscina. Seria um duplex de tom claro, com uma suite de casal luminosa e de decoração simples. Queria um quarto para cada um dos meus filhos e outro para estudo, que seriam no andar de superior. As janelas seriam grandes, porque gosto da luz natural e muito sol. Teria uma sala enorme com lareira e decoração clássica. A cozinha seria Tradicional mas com todas as modernices. Na casa, existiriam jarras de flores e muitas plantas porque adoro. Teria um jardim de inverno muito confortável. No jardim teria uma colecção de cactos de várias espécies e outros, porque gosto de jardinagem. A cave conteria uma lavandaria, sala de jogos e convívio com um balcão de bar e sofás confortáveis, arrumos e garagem para dois carros, bicicletas e mais. Teria um terraço com barbecue para os tempos livres. Adoramos churrascos e lazer. Estaria localizada numa zona sossegada, longe do stress, nos arredores de Gaia ou Porto. Eu e os meus filhos apreciamos muito a natureza, animais e o bem-estar. A nossa casa seria amiga do ambiente tanto em termos de materiais usados na construção como no uso diário. Os quartos serão decorados ao gosto de cada um, respeitando as diferenças pessoais. No resto da casa, teríamos diferentes opiniões mas viriam ao encontro do conforto desejado de cada um de nós. Teríamos uma empregada para alguns cuidados. Teria painéis solares para economizar energia e o ambiente. Naturalmente, usaria redutores de água e luz e outros semelhantes para reduzir os custos. O lixo será separado para o eco ponto, assim como o biológico será aproveitado para estrume. O nosso LAR seria uma ILHA de bem-estar aberta aos nossos amigos e convidados.

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Marta Silva Na minha casa de sonhos estaria eu e a minha mãe. Gostaria de ter a minha casa entre verdes e praia, com lagos, jardins e piscina à volta da casa. Para mim seria uma habitação térrea, além de gostar muito, estou também a pensar na minha mãe, que não podia de maneira nenhuma andar a subir e descer escadas, a menos que existisse elevador. Gostaria de uma casa pré-fabricada, onde utilizaria essencialmente a madeira, se possível, de “Grapiá” pela sua qualidade e resistência comprovada ao ataque dos “bichos da madeira”, além de passar por um rigoroso processo de selecção. A madeira é um isolante natural, térmico e acústico. Tenho o conhecimento que a casa pré-fabricada por ser de madeira incendeia-se como todas as outras construções, apenas por factores externos. É um sistema de construção prático e de qualidade, é uma obra extremamente rápida e também de custos reduzidos em comparação às construções normais. Para durabilidade destas casas basta um verniz especial com filtro solar de tempo a tempo. Em relação à decoração da minha casa, gostaria que tivesse uma decoração moderna com um toque rústico, como por exemplo: no exterior da casa gostaria de jardins, lagos, piscina, porque adoro nadar; e um grande terraço nas traseiras da casa, onde houvesse vários puffs, um barbecue, tudo isto decorado dentro de um estilo rústico. Em relação ao interior da casa, a cozinha seria uma das áreas maiores, onde teria uma decoração dentro dos tons pretos e beges. No centro da cozinha estaria um balcão de mármore, e vista para os jardins, piscina e para o terraço. A sala de jantar gostaria que fosse grande, separada da sala de estar por um grande arco. A sala de jantar seria decorada em tons de laranja e castanho e na sala de estar, os tons bordeaux e champagne. No meu quarto gostaria dos tons de preto, cinza e rosa, onde também tivesse uma área razoável que desse para a casa de banho, que seria toda em pedra; xisto e granito rosa; o quarto de vestir em tons de verde limão. Uma das paredes do quarto, com acesso para a piscina e jardim, seria tudo em portas de correr em vidro. A casa de banho de serviço seria em

tons de bege com madeira e o escritório seria em motivos africanos com um toque moderno.

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E esta seria uma das minhas casas de sonho, sim, porque eu tenho uma casa de sonhos para vários orçamentos.

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Susana Magalhães A casa dos meus sonhos, posso começar por dizer que me considero uma pessoa com muita sorte porque já tenho essa casa de sonho. Possuo um apartamento de tipologia T2 recuado, com 2 quartos, 1 WC completo, 1 cozinha grande, 1 sala que faz sala de jantar e estar, e um Hall. Inicialmente existia 1 WC de serviço mas desistimos e fizemos a entrada para o sótão aí. Estamos a fazer um aproveitamento de sótão que abrange a casa toda. Forramos com lã de vidro para isolamento quer sonoro, bem como, térmico. Noutra fase forramos com pladur. Ainda não conseguimos finalizar as obras, mas o nosso projecto será fazer a casa de banho de serviço, sala de convívio e um quarto. Terá de ser assoalhado o chão, em princípio de chão flutuante em wengué. Serão abertas no telhado 2 janelas tipo escotilhas e na parte de entrada faremos um pequeno jardim de interior, pintaremos as paredes com cores claras (ainda não definimos bem a cor, mas clara definitivamente), e aproveitaremos as partes terminais do telhado para fazer armários de arrumação. Lá em casa vivemos eu, o meu marido Armindo, o meu filho André, e depois temos duas cadelas (Lassie e a Minie), um Agapone (pássaro), duas tartarugas, dois peixes e dois hamsters. Como tenho a sorte de viver perto da serra de Canelas e relativamente perto da praia, usufruo de um ar saudável. Tenho dois terraços com paredes altas. No das traseiras, a que temos acesso pela cozinha e pela sala, tenho um género de uma despensa que também faz de lavandaria, onde de brincadeira digo que é o apartamento das minhas cadelas, divido por uma cerca construída por nós, a partir da reciclagem de uma palete de madeira velha. De seguida, no mesmo terraço, fizemos um canteiro de um cano velho, onde pintámos e plantámos rosas e chorões, sendo muito agradável levantarmo-nos de manhã e ver as flores todas as abertas é um diverso espectáculo de flores já para não falar dos passarinhos que vem

cantar para o telhado. Por altura do Verão é neste terraço que colocamos uma mesa e cadeiras e um guarda do sol e fazemos as refeições aí o que é muito agradável.

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No terraço da frente, que tem acesso pelos quartos queremos fazer um jardim, nesta fase do projecto fizemos uma espécie de lago com uma plástico e com um quadrado de quatro placas de madeira (pranchas) onde de seguida esticámos muito bem esse mesmo plástico dobrado e resistente e agrafámos depois à volta e forrámos com passadiço de bambu, cobrimos o fundo com pedras e enchemos de água e passámos as tartarugas para a sua casa nova. Também é nesse mesmo terraço que colocamos as camas de rede e espraiamo-nos aí ao sol. Numa fase posterior, queremos forrar esta área com tapete de relva natural e com pedrinhas e colocar canteiros com flores entre outras plantas. Adoro espaços verdes para o André jogar a bola sem se magoar. Em termos de reciclar e economizar, temos tomado várias medidas nesse sentido, como por exemplo, colocámos redutores em todas as torneiras para reduzir a pressão da água; em questão da iluminação, e tendo um electricista em casa, arranjámos soluções para economizar, tais como: lâmpadas economizadoras, ligação separada (se tiver mais que uma lâmpada, tenho a opção de ligar só uma). Colocámos um temporizador na tomada da máquina de secar, em que só trabalha em horário económico, bem como na máquina de lavar a roupa e a máquina de lavar a louça, que só trabalham no horário acima mencionado e com a carga completa. Fazemos aproveitamento da água da chuva para regar e para lavar os terraços, e também temos garrafões de água transformados em comedouros para os pássaros. Também no prédio colocámos sensores em que só acende a luz quando passamos, e o projector só acende quando anoitece e desliga assim que amanhece. Também possuo uma garagem individual grande, onde aproveitámos o espaço para fazer arrumações com estantes, e onde também temos um armário para guardar tendas, material para a praia, bem como as ferramentas. O meu marido também faz manutenção aos carros, e está a recuperar uma FIAT 127 (1979), que foi último carro do meu pai. Tenho guardada a nossa mota Yamaha YZF 600, as bicicletas e um jipe a bateria

do meu filho. De acesso à garagem, temos uma praceta que pertence ao prédio e onde

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podemos fazer aniversários, ou simplesmente os miúdos podem fazer diversas brincadeiras sem correr perigo. Posso concluir que, apesar de ainda não ter concluído os meus projectos, eu tenho a minha CASA DE SONHO.

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Mavilda Silva A minha futura casa de sonho será de campo nas estrelas, de acordo com os meus sonhos de criança. Sonhava com a família e eu nela a habitar. Hoje continuo a sonhar com uma casa nas estrelas, onde não há guerra, não há trânsito nem mesmo vizinhos complicados. Como não é possível, limito-me a sonhar com os pés na terra e então é uma casa no campo. A habitar nela estaríamos nós, os que vivemos presentemente juntos: a minha Família. Eu, meu marido, a Soraia (minha filha mais velha), o Miguel (meu filho do meio) e a Miriam (a mais novinha). Gostava que fosse de forma circular com outra parte construída em recto, toda envidraçada e a um telhado giratório espelhado, de onde admirava as estrelas, com ginásio, sala de cinema, salão de jogos, piscina interior e exterior com sauna e jacuzzi. Para isto tudo, ia necessitar de regularizar a obra. A casa vai ser de campo, rodeada de árvores e arbustos, flores de todas as cores e uma vasta gama de erva, onde o que predomina são as Estrelas, mas com muito sol. Gostaria que tivesse no telhado uma telha de nome Roma em vidro e painéis solares sendo que o telhado seria giratório com ventiladores eólicos. Por fora as poucas paredes que tivesse seriam caiadas de branco e rebocadas, envidraçada a toda a volta com pequenas janelas e porta envidraçada também. O conforto dos envidraçados: queria que fosse em vidro acústico, material nãoporoso e transparente pois garante a iluminação natural. E o Bambu Película opaca para privacidade.As persianas e cortinas seriam de tecido Green Screen para protecção solar,

reduzem a entrada de calor e evitam a luminusidade excessiva, são mais seguros em caso de incêndio não há emissão de fumaça.

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Os móveis da casa (todos sem excepção) Seriam em Bambu composto basicamente de longas fibras vegetais. A pintura interior seria de tinta Colaza Eco-Paint Clarus, biodegradável, aquoso, com alto poder de recobrimento e alta durabilidade, é de secagem rápida e livre de COVs, não possui odores desagradávies. Economia de água e energia, Luminárias de LED, chip emissor de luz que também é chamado de “SOLID STATE LIGHTING”, conhecido como “LED”, sistema de quadros sinóticos “Ilumina Fácil” de automação que garante o completo gerenciamento da instalação elétrica. Nas casas de banho e cozinha a Válvula de descarga fluxo duplo é uma óptima forma de poupar, válvula com dispositivo de fluxo duplo (6 litros para sólidos, 3 litros para líquidos). Permite controle de fluxo com economia e favorece educação ambiental. Nas casas de banho e cozinha o revestimento de paredes seria: O Ecomosaico feito de material reciclado que utiliza o resíduo eliminado pelas máquinas de corte de marmorarias. Na aplicação de revistimento do piso seria: madeiras nobres de lei, em extinção, provenientes principalmente de elementos de antigas construções, como

esquadrias,assoalhos entre outros. Possibilita o reuso de peças que seriam descartadas, diminuindo a demanda por madeiras novas. Para decorar a sala de Inverno, como poltronas escolhia: A Economia Poltrona e Puff Gisele uso de madeiras certificadas FSC e fibras naturais.Não esquecendo toda a climatização. A sala de Verão seria fresca e escurinha, com as cadeirinhas de tecido claro e fresco e com reservatório para colocar as pipocas e coca-cola. No sotão a tinta seria natural : revestimento natural cujo principal componente é a terra crua. A utilização da tinta de terra natural possibilita o uso de recursos do local,

economia de materiais e combustíveis, saúde para os habitantes, tecnologia simples e tradicional, entre outros.

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A decoração seria muito pouca em relação a adornos, mas se os possuí-se seriam : Objectos em madeira de redescobrimento, excluindo as loiças. Para as casas de banho escolheria: toalhas confeccionada com fio de fibra de bambu. além de ser uma fonte natural e altamente renovável, as fibras de bambu possuem maciez, conforto, excelente absorção e alta concentração de vitamina B, proteínas e agente biobactericida. Os tapetes tanto para as casas de banho como para cozinha e outros quartos de arrumo seriam feitos em broinha; tapete confeccionado com a tira da rama, apara de malha descartada pela indústria têxtil. os trabalhos são feitos à mão por um grupo de tecelãs no sul de Minas Gerais , mas proposta de Claudia Araújo é reaproveitar inovando no design, sem perder de vista a utilização e manutenção do produto. Seriam seis pisos. Começo pela parte exterior: na entrada, teria a garagem com casa de banho e quarto de arrumos a área total era de 28m2; seguidamente, a piscina exterior, com uma vasta extensão de relva e arbustros, onde colocaria guarda-sóis, umas camas de rede, uma cozinha regional com um barbecue, e suas respectivas cadeiras e mesinhas, um enorme pátio em tijoleira e um jardim. A cave iria ser a garrafeira a todo o cumprimento da casa para ser fresco e arejado,no primeiro piso teria o salão de jogos ( ping-pong, bilhar, máquinas de jogo, insufláveis, matrecos e brinquedos) uma casa de banho de serviço 4m2, seguidamente a piscina interior , o jaccuzi e a sala de sauna. No segundo piso, seria a cozinha à americana com 17m2; fogão e mesa no centro da cozinha e o balcão de mármore a todo o redor. Incluído nesse piso, a de sala de jantar com 15m2 e uma casa de banho de serviço com uma área de5m2. O terceiro piso tem dois quartos suites e 11m2 com varandas, roupeiros

embutidos com porta de correr ,a casa de banho dos quartos seria com banheira de hidromassagem e louça cerâmica trabalhada á mão com 10m2 cada uma, o quarto dos noivos e o outro da bébé, um roupeiro embutido no corredor e um escritório com 9m 2
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No quarto piso, haveria mais dois quartos suite ambos com 11m2 , roupeiros embutidos e com varandas viradas para o jardim, nas casas de banho teria também banheira dehidromassagem, sendo a loiça em cerâmica mas um estilo mais juvenil e com 8m2 cada casa de banho, ao fundo do corredor teria um escritório (sala de estudo) com 9m2 para ambos os filhos e outro roupeiro embutido. O quinto piso seria a sala de Inverno com 15m2 e noutra divisão a sala de Verão com 21m2, onde estaria a sala de cinema, existindo também uma casa de banho de serviço com 3m2

sala Inverno

sala de Verão e cinema

No sexto piso, o dito sótão com dois quartos suites para convidados cada um com a área de 10m2 terraço. incluindo as casas de banho, uma biblioteca com 3m2 e um amplo

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Ana Pereira Seria uma casa térrea, em duplex. Com quatro quartos, para cada um de nós, ou seja, um para mim e para o meu companheiro, um para o meu filho mais velho com 17 anos, um para o meu filho mais novo com 4 anos e um para o meu pai. Cada quarto teria uma casa de banho completa. Na parte de cima da minha casa teria os quartos, dois do lado esquerdo e os outros dois do lado direito, com uma grande janela e um grande hall. Estas mesmas divisões seria tudo ao quadrado, da parte de baixo teria uma casa de banho de serviço, uma sala rectangular, mas larga, com lareira, Seria dividida entre a sala de jantar e a sala de estar. A cozinha seria também rectangular e larga, com armários em todas as paredes, incluindo frigorífico e máquina de lavar a loiça, com uma mesa rectangular ao meio da cozinha para as refeições. Com espaço suficiente para nos movimentarmos à vontade. Nas traseiras da casa teria uma grande marquise para arrumos, para a máquina de secar e lavar roupa. Uma grande garagem rectangular para três carros. Ainda nas traseiras da casa teria um grande pátio para o meu filho mais novo brincar e para apanharmos sol. E teria uma piscina. À volta da piscina teria relva. O pátio seria de tijoleira. Para os alicerces da casa os principais materiais seriam, em ferro e cimento. As paredes em pedra e depois pintadas com tinta branca, o chão dos quartos e o hall seriam em soalho flutuante, o chão das casas de banho, cozinha e salas seria em tijoleira. As escadas de acesso ao piso de cima seria em madeira mas a direito, não queria escadas em caracol. Assim seria a minha a minha casa de sonho.

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Alice Marques Vivi e nasci num Pais Angolano (Luanda), por isso a minha casa de sonho é muito baseada na construção típica do meu País de origem, onde o sol e o mar o caracterizam, e seria aqui a minha localização da casa de sonho. A construção típica angolana e mais actual são feitas de troncos de árvores e cobertas com colmo, com características de casa pré-fabricada. As divisões seriam grandes tendo as seguintes divisórias: 4 quartos, 2 WC, cozinha, despensa, lavandaria e sala, dependências de interior, no exterior teria um alpendre á volta de toda a casa, com várias camas de rede e estaria rodeada de muitas árvores como coqueiros, palmeiras, mamoeiros, mangueiras e bananeiras, porque para além da sombra que me iria oferecer à casa, também me forneciam fruta natural para a casa. A casa seria decorada interiormente com pouca mobília (só o essencial) mas tudo rústico e com peças angolanas fabricadas no meu País. Na minha casa aproveitava ao máximo tudo o que a natureza me ofereceria (sem a prejudicar), a sua construção seria de madeira reciclável, luz directa até tarde (porque teria grandes janelas), redução de energia (pois cilindros e esquentadores não seriam necessários), redução no consumo de água, utilização de painéis solares para aproveitamento do sol e baixar a facturação da luz, empregaria também lâmpadas de redução energética, e os electrodomésticos seriam os mais ecológicos possíveis, as torneiras com redução de água e tentaria sempre reger-me pela política dos “3R” “Reduzir, Reciclar e Reutilizar”. A área envolvente, seria um verdadeiro paraíso, uma vez que estaria localizada pelo mar a dentro, suportada por vários pilares de madeira, onde as horas de lazer seriam aproveitadas ao máximo na pesca, a nadar, a andar de barco, etc.

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Gostaria muito de partilhar esta minha casa de sonho com o meu marido, filhos, mãe e irmã mais nova. A minha casa de sonho seria e será sempre uma “PALHOTA”.

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Rute Veloso O meu agregado familiar é constituído por três adultos e uma criança. A minha casa de sonho seria construída tendo em conta essas mesmas pessoas. A minha casa de sonho seria uma moradia edificada com materiais que proporcionassem tanto conforto como eficiência energética. Adquiria um painel solar, colector, aproveitamento de água com o intuito de reduzir as facturas e preservar o meio ambiente. A moradia teria uma composição de dois pisos, porque considero mais funcional e conseguia manter os pisos superiores limpos e em melhor estado de conservação. Na cave, edificava uma adega porque o meu marido é um grande coleccionador e apreciador de vinho. No R/Ch construía a cozinha, paredes e chão em granito, mobiliário prático, um balcão no centro da cozinha com fogão encastrado e uma chaminé, electrodomésticos encastrados e de simples

utilização/limpeza, a lavandaria para tratar das roupas, a sala de lazer para conviver com a família e amigos. Esta sala de lazer iria ter uma área considerável, porque todos os membros que constituem o meu agregado familiar adoram festas, dançar, ver cinema, etc. De seguida, construía a sala de jantar, uma casa de banho de serviço, anexos e ginásio. Este seria utilizado por todos nós e convidados, para além de ser saudável praticar desporto é um dos hobbies preferidos da minha família. No primeiro piso, faria 6 suites com varanda para desfrutar das paisagens envolventes: rio, verde e árvores. No segundo piso, um escritório com uma secretária ergonómica e cadeira, computador, impressora, sofá, mesa de apoio e plasma, para quando nos apetecesse fazer uma pausa. Este local estaria direccionado para efectuar trabalhos académicos, pesquisas e lazer (Messenger). Tinha todo o sentido ter uma casa de banho e uma varanda.
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No exterior da moradia, teria um jardim enorme com árvores, piscina com opção de cobertura no Inverno, parque infantil para o meu filho e crianças que nos visitassem, um barbecue com o intuito de fazer churrasco para a família e amigos, um abrigo para o cão, visto a família adorar animais, e a garagem. A escolha de adornos iria depender do mobiliário escolhido, necessidades e estado de espírito. “A casa de sonho, tal como o significado das palavras que acabo de referir, só existe na minha imaginação, mas é bom sonhar”.

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Carla Rocha Uma casa para a minha família, eu, o Hugo (filho), o Ricardo (companheiro) e para o nosso futuro bebé. Para satisfazer os gostos de cada um de nós, esta casa, tem de ter espaços muito diferentes… O exterior da casa devia ter um enorme jardim para as brincadeiras ao ar livre, que poderia estar perto da piscina e de uma churrasqueira para os dias mais quentes. Um espaço com vertente desportiva, porque o Hugo e o Ricardo gostam de praticar desporto, para isso necessitaria de um Pavilhão Multiusos. Para mim, gostava de uma piscina porque adoro nadar e também pela saúde, sendo a natação o desporto mais completo, faz bem à saúde e principalmente às nossas costas. A piscina podia ser ao ar livre ou no interior da casa, gosto de ambas as alternativas, mas sempre aquecida e com cobertura para os dias de frio. Esta casa deveria ter um escritório para colocarmos os computadores, para estudo e trabalho. Um espaço suficientemente amplo que abrangesse os três membros da família. Gostava que a minha casa de sonho tivesse também um espaço de lazer para a família, com jogos (de tabuleiro e de consola), com cinema, música e algo relacionado com crianças mais pequenas, estas são as actividades de lazer que todos gostamos. Este espaço seria para relaxarmos, brincarmos e estarmos em família. Esta divisão devia de estar situada no sótão e ter muitas clarabóias, de forma a permitir a entrada do sol e a visualizarmos a chuva, porque sempre sonhei ter uma zona assim. A casa de sonho devia ter três a quatro quartos, sendo que seria um para cada um de nós e outro para as visitas. Cada quarto devia ser suite para termos mais privacidade. A cozinha devia ser grande e espaçosa, com uma ilha a meio e um balcão onde pudéssemos fazer as refeições. O Ricardo adora cozinhar e seria nesta zona que nos iria deliciar com os seus petiscos. A sala de jantar e estar devia de estar na mesma área da cozinha tornando as três divisões num espaço amplo e confortável, sem paredes pelo meio e com uma lareira para os dias mais frios de inverno. Este espaço destina-se ao

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convívio familiar e social, somos uma família que gosta de convidar os restantes parentes e os amigos para almoços, jantares e serões em conjunto, por isso devia ser bastante aconchegante. Para completar a zona de refeições e lazer, acrescentava uma casa de banho. Gostava de uma cozinha bastante moderna e com materiais de fácil higienização e limpeza. Na garagem, um espaço para os carros, outro de bricolage, uma zona de arrumos, para objectos de jardinagem, limpeza, e outros, e também uma lavandaria com as máquinas de lavar e secar roupa, com materiais simples e laváveis. Esta casa devia ter linhas modernas mas não muito direitas, uma mistura entre o moderno e o clássico. Com um alpendre à volta da casa, estilo americano, para nos podermos sentar a ver os nossos filhos brincarem, ou a ler um livro, a conversar, etc. Esta casa teria três pisos: no primeiro piso, a cozinha, salas, casa de banho, escritório; no segundo piso, as suites; no terceiro, o espaço de lazer para toda a família. No interior da casa, gostava de ter linhas simples e uma decoração ainda mais simples, não gosto de muitos objectos de decoração mas sim de pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Nas casas de banho, gostava de fazer um contraste com tintas e granitos. Materiais que fossem laváveis e higiénicos, com protecções anti-fungos e humidades. Gostava de pintar a minha casa de diversas cores que tornassem o ambiente acolhedor e convidativo. Cada divisão deveria ter uma cor consoante a finalidade a que se destina, tons suaves para as divisões de relaxamento e tons mais fortes para as zonas de lazer e de actividades. Gosto de fazer contrastes de cores dentro de cada divisão. As tintas deviam ser ecológicas e laváveis. A minha casa de sonho deveria ser perto do mar, num local calmo e paradisíaco. Num país onde o clima fosse quente e o mar predominasse… Talvez em S. Tomé e Príncipe, mas é claro que neste país falta a educação, não tem muitas alternativas académicas para as crianças e jovens. Tinha de pensar numa alternativa para a localização com mais possibilidades de ensino e saúde para a minha família.

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A casa devia ser eficiente, com painéis solares para aquecimento das águas, sistemas de recolha e separação de lixo, optimização dos espaços para utilização dos recursos solares para aquecimento da casa, aproveitamento das águas pluviais, com tratamento das mesmas, para banhos, piscina, e sistemas de rega, utilização de lâmpadas económicas, reguladores de intensidade para espaços com diversos tipos de iluminação, sensores de presença em alguns sítios chave, iluminação solar no exterior, electrodomésticos de classe A+ para poupar energia. E todos os outros meios que possam poupar o ambiente e os recursos naturais. Gosto de preservar o meio ambiente e por isso sou a favor de tudo o que o protege. No jardim, gostava de ficar com alguma da vegetação natural existente na área envolvente, com bastantes árvores para nos proteger do calor e para interagir com as brincadeiras. Adoro paisagens e gostava de criar uma casa que fosse uma imagem de sonho…

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Sílvia Gomes

A casa dos meus sonhos seria uma casa rústica construída em pedra, térrea, onde eu pudesse aliar um estilo funcional e prático ao conforto próprio de uma casa rural. Seria por isso uma casa tipicamente do campo com alicerces em pedra e madeira e com cobertura em telha. No entanto, gostaria de manter um determinado estilo neo-gótico no interior, com paredes pintadas em cores de branco, vermelho e preto. Esta casa seria destinada à minha habitação assim como à dos meus pais e irmã, onde poderíamos conciliar os gostos de cada um de nós em termos de decoração, estruturação, divisão de espaços sem colidirmos com a liberdade e privacidade de cada um de nós. Teríamos então uma casa que iria de encontro ao conceito da casa dos meus sonhos e a uma casa decorativamente e com arquitectura ao desejo dos meus pais e irmã. Imperaria o conforto e beleza de uma casa rústica, na minha opinião bastante acolhedora. Teria espaços amplos, com divisórias grandes, espaços verdes no exterior, paisagem campestre e piscina exterior. Esta casa utópica ou idílica para as nossas possibilidades, seria rodeada de árvores, jardins, no cimo de um planalto, com um ambiente saudável no exterior, e com algumas habitações em volta para não sentirmos um isolamento social. No interior, teríamos áreas de lazer e preferencialmente uma área onde todos poderíamos associar a privacidade e convívio entre nós, onde pudéssemos ver cinema, conversar, realizar festas, ouvir música ou estarmos pura e simplesmente sós quando fosse necessário, para estudo, trabalho ou meditação. Teria, por isso, um aspecto iluminado e confortável, funcional e que servisse também de escritório para recolhimento e trabalho, ou simplesmente descanso. A minha casa de sonho, além deste espaço amplo e conciliador, teria os seguintes espaços constituintes: três quartos amplos, uma sala de estar com elementos decorativos africanos a lembrar o safari, bem iluminada e com objectos que aliam o

prático ao mais moderno e sofisticado. A ideia seria ser um espaço de convívio da família e possíveis convidados, uma cozinha género americano americana, com balcão e

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cadeiras em volta dos armários da cozinha e electrodomésticos envolventes, de preferência grande para que todos pudéssemos circular à vontade, uma despensa enorme para arrumos, e duas ou três casas de banho, uma maior, revestida de tijoleira, azulejo e banheira género jacuzzi em mármore, além de todos os outros armários necessários para a sua utilização e com janelas, onde a iluminação solar entrasse e contrastasse com o ambiente deste espaço. As outras casas de banho seriam de serviço e o mais utilitárias possível. Gostaria ainda que fosse uma casa circundada de algumas varandas para aproveitamento solar, onde pudéssemos fazer churrascos e mais uma vez para convívio social. No exterior, teríamos uma piscina com espreguiçadeiras e árvores em redor. Para aproveitamento solar, teríamos painéis solares, sistemas de rega automatizada, e sistemas para aproveitamento de águas da chuva, sensores para detecção de intrusão e incêndio. Alguns mecanismos automatizados para tornar a casa mais eficiente e confortável, adequando as necessidades de cada um de nós a aspectos de funcionalidade. Basicamente, a minha casa de sonho seria mesmo utópica porque conciliaria uma arquitectura rústica aliando também o modernismo urbano, com uma paisagem, no horizonte, com vista para o mar, mas em cima do planalto numa zona preferencialmente verde.
O sonho dá-nos aquilo que a realidade nos nega

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Maria Paula Teixeira Sendo a reflexão proposta subordinada ao tema “A minha casa de sonho”, vou libertar-me de aspectos que obriguem a usar da razão servindo-me apenas da minha imaginação. Para projectar uma casa que me proporcionasse uma satisfação plena não posso cingir-me apenas aos actuais membros do meu agregado familiar: eu, meu marido, dois dos meus filhos e sogra, para definir os espaços necessários, interiores e exteriores. Na minha casa de sonho, teria de haver condições para receber e acolher outros familiares e amigos. Uma casa só por si não tem grande significado, seja ela grande ou pequena, simples ou luxuosa. Para mim, a minha casa de sonho seria sempre o local onde pudesse ser feliz, compartilhando a minha felicidade com as pessoas de quem gosto e que gostam de mim. O modelo mais aproximado da casa dos meus sonhos e seu meio envolvente é o que vulgarmente se chama de “quinta”. Ou seja, deverá estar implantada no interior de uma vasta área de terreno, tendo em vista que só fará sentido para mim, se estiver inserida num contexto em que animais e plantas estejam presentes e contribuam para a tornar na minha casa de sonho. A minha casa de sonho terá de estar enquadrada numa paisagem pouco modificada pelo Homem, em que a Natureza seja respeitada e sendo ela própria um elemento perfeitamente integrado na paisagem, não poluente e construída de forma a ser o mais eficiente possível no que refere a consumo e aproveitamento energético. A sua construção (estrutura), a beleza arquitectónica, o conforto e a funcionalidade serão alcançados através da utilização de materiais e equipamentos que garantam um consumo mínimo de energia e não contribuam para a poluição ambiental, respeitando as características da região em que fosse edificada. A preservação da Natureza e do ambiente são indispensáveis para concretizar o meu sonho, pois sem eles não haverá futuro.

De forma a fazer um uso racional da água, as instalações hidráulicas seriam complementadas por equipamentos economizadores de água e a existiria um sistema de

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aproveitamento de águas pluviais e um sistema de tratamento de efluentes por zona de raízes e utilização de águas residuais tratadas para irrigação do terreno. A poupança de energia seria um factor importante, pelo que seria feito aproveitamento dos condicionantes climáticos locais (radiação solar, temperatura do ar, humidade relativa e ventos). A orientação e inclinação dos telhados definidas para melhor aproveitamento da radiação solar e para gerar energia com a incorporação de sistemas de aquecimento solar que seria utilizada para o aquecimento de água e energia eléctrica de emergência. A pedra (granito), a madeira, o vidro e a telha portuguesa seriam os materiais construtivos de preferência. Estes materiais são os escolhidos tendo em conta a zona de implantação e os espaços envolventes. A traça arquitectónica obedeceria à utilizada nas construções tradicionais existentes. Seria numa zona rural, junto a curso de água e com acesso rápido à cidade mais próxima. (Minho ou Trás-os-Montes), implantada no interior de terreno com áreas verdes de lazer, pomar e zonas de pastagem para animais. Teria dois pisos: Piso 0: Constituído por cozinha, dispensa, sala de jantar, sala de estar, salão de diversão, escritório, 2 QB e quarto de serviço com QB. Piso 1: Constituído por duas alas, sendo uma destinada aos quartos de familiares (7) e a outra com os quartos destinados a hóspedes (3). Todos os quartos com QB privativo. Hall comum, espaçoso. O piso 1 seria dotado exteriormente por um balcão corrido e amplo, com acesso a todos os quartos. Contíguo ao edifício e aproveitando o balcão do piso 1, seriam criadas diversas zonas dotadas com cadeirões e mesas de apoio, para reuniões informais. Na área verde próxima seria construído um barbecue e uma cobertura para apoio. - Adega e cozinha regional
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- Garagem - Estábulo e outros abrigos para animais - Arrecadação Caso existissem condições para uma racional utilização de água do rio e sua reutilização e tratamento, e fosse possível a sua implantação aproveitando as condições naturais, dotaria a quinta de uma piscina.

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Fátima Porto Ao idealizar a minha casa de sonho, tive em consideração a vários factores. O principal seria, sem dúvida, o bem-estar da minha família. Quando penso na minha "casa de sonhos" é realmente um sonho quase inatingível. Ao idealizar esta casa, tenho em conta a minha família mais próxima, que são as minhas queridas filhas e o meu marido. Sendo eu uma apaixonada pela natureza a casa seria num monte, mais precisamente na região de Trás-os-Montes. Ela (casa) seria térrea, os materiais de construção seriam oriundos da própria região, como o granito e a sua construção estaria de acordo com as casas típicas da região. A casa teria 4 dormitórios e teriam pelo menos 25m2 cada. Dois quartos destinavam-se às minhas filhas, outro para mim e para o meu marido e o ultimo para as visitas. Teria também três divisões especiais, um estaria repleto de brinquedos e jogos didácticos para usufruto das minhas filhas, outro seria um local de estudos, com computadores e materiais necessários para tal, e o terceiro seria um ginásio para manter a forma da minha família. Cada dormitório teria uma casa de banho própria, para além de todos os acessórios fundamentais para uma casa de banho, teria de ter banheira de hidromassagem e um LCD fixado na parede. A cozinha, um local muito especial para mim, teria de ter uns 45m2 e a mobília seria toda de madeira de carvalho. Este local teria de ter todos os acessórios existentes para a confecção de alimentos, uma lareira com um sofá com material lavável ao seu redor e uma mesa de granito e madeira. Anexado a cozinha teria uma divisão onde pudesse colocar os produtos regionais confeccionados por mim, por exemplo os enchidos, os fumados e a doçaria. Teria uma divisão de pelo menos 30m2, com um LCD, aparelhagem de som, jogos de diversão, cadeiras muito confortáveis e claro um sofá para relaxar. Teria de ter uma garagem com espaço suficiente para dois automóveis e bicicletas. Uma divisão que seria

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exclusivamente destinado ao meu marido com todos acessórios necessários para bricolage. No exterior da casa não poderia faltar uma zona para convívio, que teria uma churrasqueira, mesas, cadeiras e armários de madeira, uma bancada para cozinhar, tudo coberto com vigas de madeira e telha. Uma piscina aquecida nesta casa não poderia faltar. Seria ao ar livre, com opção de ser coberta no inverno, com cadeiras e mesas à sua volta e vários guarda-sóis. Nos dias sufocantes do Verão a água seria fria e no Inverno quente. Todos os espaços vazios ao redor da casa teriam relvado. A decoração do interior da casa seria com ornamentos tradicionais e os móveis em madeira de castanho. Os tectos teriam vigas de madeira para lembrar o "antigamente". O chão também seria em madeira, excluindo as casas de banho e cozinha. A construção desta casa, como já referi anteriormente, estaria de acordo com as características da região transmontana e os seus materiais também. Iria utilizar energias renováveis. Colocava no telhado um painel solar, um sistema de recolha e tratamento de água da chuva que seria utilizada na rega do relvado, para a piscina e para os autoclismos. Esta é a "casa dos meus sonhos".

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Isabel Valverde Gostaria que a minha casa de sonho fosse uma moradia com poucas habitações à volta e com imensos espaços verdes, uma piscina e um mini ginásio no exterior. Vivo actualmente no centro do Porto, cada vez mais o stress, confusão, barulho e poluição são factores constantes. Penso que com esta moradia, poderia usufruir de um ar menos poluído e de um ambiente mais calmo. Um ambiente mais livre, de privacidade e com mais direito à minha liberdade, respeitando também a natureza desfrutada à minha volta, isto porque sou responsável pela minha liberdade, não esquecendo a dos outros. O interior da minha casa seria com dois pisos, onde a parte de baixo seria a cozinha com balcão e um espaço abundante, espaço esse porque gosto de cozinhar e fazer da minha cozinha uma sala de lazer, aproveitando esse tempo também para conviver com a família. Gostava de aproveitar esta área para lá fazer as minhas refeições, ao mesmo tempo que aproveito a companhia familiar. Teria que ter uma televisão para que todos pudessem assistir aos telejornais, um gosto comum a todos. Precisava de um escritório para a realização de trabalhos, duas casas de banho, uma com hidromassagem, outra só com os elementos essenciais, lavandaria grande, com todas as máquinas necessárias e estendais. No hall, existiriam poltronas e uma mesinha para conversas de visitas rápidas e inesperadas. Os anexos seriam todos em tijoleira, porque acho mais fácil de limpar, torna-se mais fresca. Relativamente ao piso de cima, seria constituído por 3 suites, com banheiras de hidromassagem e quarto de vestiário. Queria uma sala de lazer para conviver, ver televisão, ouvir música, dançar, e para situações românticas. Este espaço estaria equipado com todas as condições para que todos os membros da família pudessem partilhar momentos de confraternização, integrando a Vanessa, de 16 anos, em todas a actividades. Todos os anexos deste piso teriam que ser em madeira envernizadas, e decorados por mobílias de tons pretos e vermelhos. Escolheria em madeira porque gosto do cheiro, faz-me sentir mais em contacto com a natureza, e sendo envernizada torna-se mais fácil a limpeza.

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Esta casa serviria para habitar eu, o meu marido Zé e a minha filha Vanessa. A 3ª suite serviria para acolher convidados. A piscina será usada para lazer, mas também de forma a contribuir para o bem da minha saúde e do ambiente, no aproveitamento das águas para lavagens. Colocaria dois painéis solares e contentores para a reciclagem do lixo. Desejaria ainda ter uma cave para arrumos e garagem que comportasse 2 carros. A construção teria que ser com materiais bastantes resistentes e de qualidade, que pudesse contribuir para o ecossistema. Visto hoje em dia haver imenso facilitismo na aquisição a diversos materiais e acessórios, utilizaria todos os recursos necessários para a contribuição de um bom ambiente, e de uma casa eficiente. O meu sonho não passa por uma casa de sonho, mas sim uma melhor qualidade de vida. O importante para mim numa casa, não são os excessos mas algo que me desse a paz espírito e equilíbrio, que no mundo cá fora se torna cada vez mais difícil de encontrar.

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Carmen Airosa O meu agregado familiar é constituído por 4 pessoas, eu o meu marido e os meus dois filhos, o mais velho com 23 anos e o mais novo com 15 anos. Ambos passam muito tempo em frente aos computadores pois estão a estudar na área da informática. O mais velho termina este ano o curso de Engenharia Informática e o mais novo está a tirar o 10º ano, num curso tecnológico de informática. Todos somos muito caseiros, gostamos do sossego, de receber em casa os amigos, ouvir boa musica, dar grandes caminhadas e ir, sempre que possível, ao cinema. A minha casa de sonho, tendo em conta o acima referido, seria na periferia da cidade, longe dos prédios ao alto, da confusão citadina e onde a natureza predominasse. Estaria em contacto com a natureza mas a um passo da cidade. Optaria por uma casa térrea com um bom jardim a toda a volta, com anexos para arrumos e onde pudéssemos fazer umas boas “patuscadas” com os amigos, gostaria de ter uma piscina e um pequeno ginásio. Esta minha casa deveria ser constituída por 5 quartos com WC e vestiário, 1 escritório, 1 sala de jantar, 1 sala de estar com lareira , um WC de serviço entre sala de jantar e estar, uma grande cozinha com vistas para o jardim e saída directa para o mesmo. As janelas e portas deveriam ser grandes para que a casa tivesse boa entrada de luz. Não esquecendo a garagem com espaço para pelo menos 2 carros. O escritório deveria ser amplo, composto por 3 secretárias, uma para cada um dos meus filhos e outra a ser repartida por mim e meu marido. Seria, assim, uma maneira de estarmos muito tempo juntos, pois passamos longas horas em frente aos computadores. Sendo uma casa térrea, o telhado deveria ser claro e em telha típica portuguesa, janelas e portas em madeira, gostaria de ter painéis solares e que a sua construção contemplasse materiais ecológicos e amigos do ambiente. Gostaria de ter uma casa eficiente mas não inteligente. A sua cor exterior deveria ser clara, gosto da cor salmão

transmitem calma.

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claro, amarelo claro, rosa seco claro pois acho que são cores que não me saturam e

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A construção exterior deveria ser constituída por muita madeira e algumas paredes em pedra clara, no jardim gostaria de ter canteiros com flores em redor da casa e também uma pequena horta. A decoração interior deveria contemplar móveis claros e de linhas modernas com uma boa organização de arrumos, poucos bibelôs e os que tivesse deveriam ser grandes e robustos, muitas obras de arte nas paredes, poucos tapetes e cortinas leves e simples condizendo com a decoração. Na folha seguinte, estão imagens de algumas casas que também são de sonho. Não passa de um sonho, mas enquanto puder sonhar, porque não fazê-lo…!

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Joana da Silva Dias A minha casa de sonho teria de ser na cidade ao pé do mar com ampla área de vegetação. Uma casa sofisticada onde impera o modernismo, requinte e conforto. A esta casa estaria agregadas 2 ou 3 pequenas casas onde amigos e familiares se poderiam acomodar de uma forma mais privada e igualmente confortáveis. No meio da vegetação haveria várias áreas de lazer, campos de jogos (ténis, minigolfe, basquete, futebol, entre outros), piscinas (grandes e pequenas), zonas de relaxamento e lazer. Todos estes espaços serviriam para que o meu filho, eu e o meu marido pudéssemos brincar e receber amigos e familiares e assim nos divertirmos como gostamos de fazer. Na casa principal existiriam 5 quartos, todos eles com wc’s e quartos de vestir, que ficariam localizados no segundo andar. Os quartos teriam grandes janelas e seriam decorados uns com cores fortes e quentes e outros teriam cores claras e relaxantes. No primeiro andar ficaria a cozinha que seria espaçosa e bem equipada, para que eu pudesse organizar grandes festas e fazer as iguarias que tanto gosto de fazer para agradar a família e por vezes os amigos. Neste piso existiria também uma grande sala de jantar, mobilada com uma enorme mesa e cadeiras altas para servir todas as refeições com grande requinte. Anexada a sala de jantar estaria uma sala de estar com grandes sofás e puffs para podermos passar belos momentos de prazer todos reunidos. Teria uma grande televisão, aparelho de música, DVD e consolas. Estas salas teriam também janelas grandes para permitir que fosse bem iluminada pelo sol e onde poderíamos desfrutar da vista de mar e para parte da vegetação. No rés-do-chão ficaria o grande hall de entrada com uma enorme escadaria que levaria aos pisos superiores bem como uma grande porta dupla que daria acesso ao salão de festas que teria acesso também aos jardins. Esse salão estaria dividido em várias zonas, quer de refeição como de descontracção e diversão. Todas as divisões teriam belos quadros, espelhos e candeeiros que as iluminariam

durante a noite quando o sol já não o pudesse fazer através das grandes janela que todas as divisões teriam. Todo o pavimento seria em madeira de tonalidade clara.

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Por toda a casa haveria grandes arranjos de flores naturais que iriam dar um toque de requinte. Nesta casa eu também iria sonhar, ser feliz e com toda a certeza fazer muitas pessoas felizes. Poderia colocar muitos exemplos de casas, mas opto por apenas anexar uma das paisagens que eu gostaria de contemplar das grandes janelas da minha casa enquanto estivesse junto da minha família e amigos.

Obrigada a todos os que ainda me ajudam a sonhar…

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