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Programa Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais Manual para Apresentação de Propostas - 2006 Ação 1 :

Programa Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais

Manual para Apresentação de Propostas - 2006

Ação 1: Apoio à Elaboração de Planos de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais

Ação 2: Apoio a Projetos de Infra-estrututa e Requalificação de Espaços de Uso Público em Áreas Centrais

MINISTÉRIO DAS CIDADES

Ministro:

MARCIO FORTES DE ALMEIDA

Chefe de Gabinete:

TERESA CRISTINA LUSTOSA DANTAS

Secretário-Executivo:

RODRIGO JOSÉ PEREIRA-LEITE FIGUEIREDO

Secretária Nacional de Habitação:

INÊS MAGALHÃES

Secretário Nacional de Saneamento Ambiental:

ABELARDO DE OLIVEIRA FILHO

Secretário Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana:

JOSÉ CARLOS XAVIER

Secretária Nacional de Programas Urbanos:

RAQUEL ROLNIK

SUMÁRIO

Parte I – Programa Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais

I

Apresentação

II

Objetivo

III

Diretrizes Gerais

IV

Origem dos Recursos

V

Quem Pode Pleitear os Recursos

VI

Participantes e Atribuições

VII Contrapartida

  • VIII Roteiro para Apresentação e Seleção de Propostas

Parte II – Ações do Programa Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais

  • 1. Ação: Apoio à Elaboração de Planos de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais

    • I Finalidade

      • II Diretrizes Específicas para elaboração de projetos

        • III Modalidades e Composição do Investimento

  • 2. Ação: Apoio a Projetos de Infra-estrutura e Requalificação de Espaços de Uso Público em Áreas Centrais

    • I Finalidade

      • II Diretrizes Específicas para elaboração de projetos

        • III Modalidades e Composição do Investimento

Parte III - Critérios para seleção de propostas

Parte IV - Contatos em caso de dúvidas

PARTE I – PROGRAMA REABILITAÇÃO DE ÁREAS URBANAS CENTRAIS

I

APRESENTAÇÃO

  • 1 Este manual tem como objetivo apresentar à administração pública direta e indireta estadual, do Distrito Federal e municipal, os fundamentos técnicos das ações Apoio à Elaboração de Planos de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais e Apoio a Projetos de Infra-Estrutura e Requalificação de Espaços de Uso Público em Áreas Centrais do PROGRAMA DE REABILITAÇÃO DE ÁREAS URBANAS CENTRAIS, acrescido das orientações necessárias à apresentação de propostas a serem implementadas com recursos do Orçamento Geral da União (OGU).

  • 2 É imprescindível, igualmente, a consulta ao Manual de Instruções para Contratação e Execução, comum a todos os programas do Ministério das Cidades que operam com descentralização de recursos provenientes do Orçamento Geral da União.

II OBJETIVO
II
OBJETIVO
  • 1 Objetiva promover o uso e a ocupação democrática das áreas urbanas centrais em Regiões Metropolitanas, propiciando a permanência de população residente e a atração de população não residente por meio de ações integradas que promovam e sustentem a diversidade funcional e social, a identidade cultural e a vitalidade econômica dessas áreas.

  • III DIRETRIZES GERAIS

  • 1 Promoção da melhoria da qualidade de vida da população e dos usuários das áreas urbanas centrais;

  • 2 Estímulo e consolidação da cultura da reabilitação urbana e edilícia nas áreas urbanas centrais;

  • 3 Contribuição para a redução do déficit habitacional por meio da ocupação dos vazios urbanos e da recuperação do acervo edilício, preferencialmente para o uso residencial, articulando este uso a outras funções urbanas;

  • 4 Incentivo à permanência e inclusão social da população de baixa renda que reside ou trabalha na região, por meio de melhoria das condições de acesso à moradia, ao trabalho e aos serviços públicos;

  • 5 Incentivo à atração de novos contingentes populacionais de diversos segmentos sociais para as áreas centrais;

  • 6 Contribuição para o exercício da função social da propriedade por meio da aplicação dos instrumentos previstos no Estatuto da Cidade, bem como da criação de instrumentos complementares que disponibilizem o estoque imobiliário ocioso e que estabeleçam mecanismos de regulação sobre a valorização imobiliária advinda dos investimentos públicos na reabilitação urbana.

  • 7 Participação da sociedade nas decisões, acompanhamento e controle dos planos de reabilitação, por meio da gestão democrática e compartilhada;

  • 8 Compatibilidade com Plano Diretor Municipal ou equivalente, ou com Plano de Ação Estadual ou Regional, quando existentes, e o atendimento às normas de preservação ambiental e cultural.

IV

ORIGEM DOS RECURSOS

  • 1 Os recursos são os seguintes:

    • a) Orçamento Geral da União – OGU;

    • b) contrapartida dos Agentes Executores; e

    • c) outros que vierem a ser definidos.

  • V QUEM PODE PLEITEAR OS RECURSOS

  • 1 O Chefe do Poder Executivo dos estados, do Distrito Federal e dos municípios ou seu representante legal.

  • 2 Os dirigentes máximos de órgãos da administração indireta dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

  • VI PARTICIPANTES E ATRIBUIÇÕES

  • 1 A identificação dos participantes e suas atribuições estão descritas no Manual de Instruções para Contratação e Execução.

VII

CONTRAPARTIDA

  • 1 A contrapartida fica definida na forma disposta no Manual de Instruções para Contratação e Execução 2006.

  • VIII ROTEIRO PARA APRESENTAÇÃO E SELEÇÃO DE PROPOSTAS

  • 1 Os Agentes Executores deverão encaminhar suas propostas ao MCidades, na forma de Consulta Prévia (modelo anexo), para fins de seleção.

  • 2 Os Agentes Executores que tiverem suas propostas selecionadas pelo MCidades deverão entregar na Agência ou Escritório de Negócios da CAIXA, do seu município ou do mais próximo, os documentos necessários à análise e celebração do contrato de repasse, conforme Manual de Instruções para Contratação e Execução 2006.

PARTE II – AÇÕES DO PROGRAMA DE REABILITAÇÃO DE ÁREAS URBANAS CENTRAIS

AÇÃO 1: APOIO À ELABORAÇÃO DE PLANOS DE REABILITAÇÃO URBANAS CENTRAIS

DE ÁREAS

I

FINALIDADE

 

A ação APOIO À ELABORAÇÃO DE PLANOS DE REABILITAÇÃO DE ÁREAS URBANAS CENTRAIS, classificada sob o nº 15.846.1137.0602, objetiva apoiar Estados, Distrito Federal e Municípios na elaboração dos Planos de Reabilitação que visem estimular a utilização de imóveis urbanos vazios ou subutilizados, recuperar moradias localizadas em áreas de risco e insalubres, adequar a situação fundiária dos imóveis, readequar áreas centrais e equipamentos urbanos e estimular o aproveitamento do patrimônio cultural nas áreas centrais.

II

DIRETRIZES ESPECÍFICAS PARA ELABORAÇÃO DE PLANOS E PROJETOS

  • 1 Compatibilidade com Plano Diretor Municipal, elaborado à luz do Estatuto da Cidade - Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001 e com a legislação local, estadual e federal;

  • 2 Preservação do meio ambiente urbano, natural e construído, valorizando o patrimônio cultural e a paisagem urbanos;

  • 3 Viabilização dos investimentos necessários à reabilitação e sustentabilidade das áreas centrais mediante o estímulo à atuação integrada do setor público, da iniciativa privada e da sociedade civil organizada;

  • 4 Participação da sociedade nas decisões, acompanhamento e controle dos planos de reabilitação, por meio da gestão democrática e compartilhada;

  • 5 Promoção e apoio à integração das ações públicas municipais através de planos de gestão para reabilitação das áreas centrais;

  • 6 Garantir a mobilidade urbana, de forma sustentável, favorecendo os deslocamentos não motorizados e o transporte coletivo, com vistas a reduzir os efeitos negativos da circulação urbana;

  • 7 Atendimento aos idosos ou portadores de deficiências físicas, pela adoção de projetos ou soluções técnicas que eliminem barreiras arquitetônicas ou urbanísticas, bem como de equipamentos comunitários voltados ao atendimento desse segmento da população;

  • 8 Atendimento às normas de preservação ambiental e cultural, eliminando ou minimizando os impactos ambientais negativos na área objeto de intervenção e seu respectivo entorno.

  • III MODALIDADES E COMPOSIÇÃO DO INVESTIMENTO

A ação será implementada por intermédio das modalidades abaixo relacionadas:

  • 1 MODALIDADE 1 - ELABORAÇÃO DE PLANOS DE REABILITAÇÃO DE ÁREAS URBANAS CENTRAIS

    • 1.1 Esta modalidade contempla a formatação de Planos, Programas e Projetos de Reabilitação que definirão as áreas que serão reabilitadas e o conjunto de ações, estratégias, meios e projetos de intervenções integradas nas áreas centrais necessários para a requalificação dos espaços urbanos. Os planos definirão os custos e prazos para a concretização das ações a serem implementadas. Esta

modalidade inclui, também, a elaboração dos programas e projetos necessários para promover a reabilitação de áreas centrais, nos diversos aspectos – técnicos, institucionais, jurídicos, sociais, econômicos, culturais e financeiros.

  • 1.2 Os planos, programas e projetos poderão envolver:

    • a) definição e delimitação de um perímetro de reabilitação;

    • b) levantamento da situação socioeconômica dos moradores da área a ser

reabilitada e dos possíveis habitantes após a realização das intervenções;

  • c) mapeamento dos grupos organizados da sociedade civil (ONGs, entidades de

classe e empresariais, associação de moradores, sindicatos, associações comerciais, clubes de lojistas) com os quais o plano será discutido e construído;

  • d) levantamentos, coleta, sistematização ou análise de diagnósticos ambientais ou

estudos históricos, geográficos, sociológicos, econômicos, urbanísticos, dentre outros, já realizados sobre a área a ser reabilitada,

  • e) levantamento físico que consta de mapeamento de vazios urbanos, imóveis

desocupados, terrenos e imóveis subutilizados, estado de conservação dos imóveis e dos espaços urbanos, usos do solo e atividades dos imóveis e dos espaços urbanos;

  • f) levantamento e avaliação da situação fundiária e jurídica dos imóveis públicos e

privados;

  • g) avaliação da infra-estrutura urbana (redes de distribuição de água, esgoto,

drenagem urbana, iluminação pública, telefonia e cabos óticos), da acessibilidade

e do mobiliário urbano;

  • h) avaliação de áreas de oportunidade para promover a parceria pública-privada;

  • i) avaliação da legislação local, estadual e federal urbanística e de preservação do patrimônio, se houver, identificando pontos conflitantes, quando estes existirem;

j)

estudo

de

viabilidade

econômico-financeira,

estabelecendo

os

custos,

as

possibilidades de fontes de financiamento e de subsídios;

  • k) proposição das intervenções urbanas e arquitetônicas em suas diferentes

modalidades (reforma, restauração, adaptação, conservação, requalificação) e graus (parcial, total, preventiva, emergencial) com diversificação social e de usos dos imóveis;

l)

proposição

de

formas

de

gestão

que

visem

o

apoio

ao

fortalecimento

institucional, definindo alternativas para a gestão integrada da área a ser

reabilitada, contemplando os aspectos legais, financeiros, institucionais, administrativos e operacionais;

  • m) proposição de projetos de educação patrimonial e projetos de turismo cultural e

de promoção das ações a serem implementadas, entre outros;

  • n) proposição de aplicação dos instrumentos previstos no Estatuto da Cidade e

definidos no Plano Diretor, como as Zonas Especiais de Interesse Social,

Operação Urbana Consorciada, entre outros;

  • o) proposição de normas que constituem

reabilitada;

o marco regulatório da área a ser

  • p) proposição de programas que visem à dinamização da economia local com

geração de emprego e renda

com a inserção

da

população no mercado de

trabalho, por meio de projetos de capacitação profissional, incentivos fiscais para atividades de prestação de serviços, entre outros;

  • q) estudo ou proposta de modelagem de gestão condominial;

  • r) elaboração de proposta de lei ou decreto municipal para definição de normas de

ocupação de áreas urbanas centrais;

  • 2 MODALIDADE 2 - ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE INFRA-ESTRUTURA E REQUALIFICAÇÃO DE ESPAÇOS DE USO PÚBLICO EM ÁREAS CENTRAIS

    • 2.1 Esta modalidade envolve a elaboração de projetos das seguintes naturezas:

      • a) projetos de implantação, ampliação, melhoria e adequação da infra-estrutura

urbana - redes de distribuição de água, esgoto, drenagem urbana e resíduos

sólidos, contenção, iluminação pública, telefonia e cabos óticos, desde que previstos nos projetos de intervenção em área central ou relacionados com equipamentos urbanos ou comunitários situados no perímetro de reabilitação;

  • b) projetos de implantação, ampliação, melhoria e adequação de mobiliário urbano

- elementos complementares e assessórios do paisagismo, da sinalização e da circulação urbana, desde que previstos nos projetos de intervenção de área central ou relacionados com equipamentos urbanos ou comunitários situados no perímetro de reabilitação;

  • c) projetos de implantação, ampliação, melhoria e adequação de equipamentos

comunitários – bens e edificações que abrigam atividades e serviços de interesse público de saúde, educação, segurança, cultura, desporto, lazer, convivência comunitária, assistência à infância e ao idoso, geração de trabalho e renda, etc;

  • d) projetos de implantação, ampliação, melhoria e adequação de espaços públicos

– logradouros, praças, estacionamentos públicos e a paisagem urbana (ambiente natural e construído), compreendendo também ações e serviços que garantam a livre circulação e o acesso ao uso dos espaços públicos pelos usuários.

  • 2.2 Os projetos definirão os custos e prazos para a concretização das ações a serem implementadas.

    • 3 O valor de investimento é representado pelo somatório das parcelas de custos de serviços necessários à execução da proposta e será composto, exclusivamente, pelos itens abaixo:

      • a) Estudos, projetos, levantamento de dados e pesquisas;

      • b) Trabalho Social - valor correspondente ao custo do trabalho de mobilização,

organização, assistência e participação dos beneficiários do projeto, assim como o

desenvolvimento de sistemática para divulgação e informação dos assuntos de interesse comum;

  • c) Contratação de técnicos e consultores - valor correspondente aos custos de

mão-de-obra especializada e elaboração de projetos;

  • d) Capacitação técnica de gestores municipais e lideranças comunitárias;

  • e) Transporte e diárias de pessoal técnico/auxiliar;

  • f) Comunicação, Divulgação e Intercâmbio – exclusivamente para fins educativos,

informativos ou de orientação social, vedado o uso de nomes, símbolos ou

imagens que caracterizem promoção pessoal, em especial de autoridades ou servidores públicos;

que devidamente justificados e previamente solicitados e aprovados pela CAIXA, vedada a compra de equipamentos, mobiliários, veículos, bem como qualquer outra despesa não relacionada exclusivamente com as atividades da modalidade implementada, observado ainda o disposto no art. 8º da Instrução Normativa nº 1/97 da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.

  • 5 Fica vedado o pagamento de qualquer espécie a servidor que pertença aos quadros de órgãos ou entidades da administração pública federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal.

AÇÃO 2: APOIO A PROJETOS DE INFRA-ESTRUTURA E REQUALIFICAÇÃO DE ESPAÇOS DE USO PÚBLICO EM ÁREAS CENTRAIS

I

FINALIDADE

 

A ação APOIO A PROJETOS DE INFRA-ESTRUTURA E REQUALIFICAÇÃO DE ESPAÇOS DE USO PÚBLICO EM ÁREAS CENTRAIS, classificada sob o nº 15.846.1137.0610, objetiva apoiar estados, Distrito Federal e municípios na elaboração e execução de projetos com ações integradas que resultem na construção e melhoria da infra-estrutura dos espaços públicos e na melhoria das condições de vida da população residente e usuária das áreas urbanas centrais. Os projetos definirão também, os custos e prazos para a concretização das ações a serem implementadas.

II

DIRETRIZES

ESPECÍFICAS

PARA

ELABORAÇÃO

E

EXECUÇÃO

DE

PROJETOS

  • 1 Apoiar a elaboração de projetos para a melhoria da infra-estrutura urbana (redes de distribuição de água, esgoto, drenagem urbana, iluminação pública, telefonia e cabos óticos) e da acessibilidade e mobilidade urbana;

  • 2 Preservar o meio ambiente urbano, natural e construído, valorizando o patrimônio cultural e a paisagem urbanos;

  • 3 Apoiar a elaboração de projetos para melhoria e readequação de mobiliário urbano, de espaços públicos e equipamentos comunitários de uso público em áreas centrais que estejam degradados;

  • 4 Assegurar a participação da sociedade nas decisões, acompanhamento e controle dos planos de reabilitação, por meio da gestão democrática e compartilhada;

  • 5 Apoiar a execução de obras de urbanização, construção e melhoria dos equipamentos públicos, mobiliário urbano e acessibilidade urbana;

  • 6 Estimular a participação da sociedade nas decisões, acompanhamento e controle dos projetos por meio da gestão democrática e compartilhada;

  • 7 Assegurar a compatibilidade com Plano Diretor Municipal ou equivalente, ou com Plano de Ação Estadual ou Regional, quando existentes, e o atendimento às normas de preservação ambiental e cultural

  • 8 Atender as normas de preservação ambiental e cultural, eliminando ou minimizando os impactos ambientais negativos na área objeto de intervenção e seu respectivo entorno;

  • 9 Nos projetos que envolvam a execução de obras e serviços de pavimentação:

  • a) a pavimentação será admitida somente de forma conjugada e complementar às

soluções de reabilitação de áreas urbanas centrais, devendo ser executada concomitantemente com a adequada drenagem pluvial, superficial (guia e sarjeta) e/ou subterrânea, no caso desta não ter sido realizada anteriormente;

  • b) devem ser viabilizadas, sempre que possível, soluções alternativas à utilização

de asfalto, tais como bloquetes ou pedras que, além de favorecerem maior calma e segurança no trânsito, apresentam reduzidos custos de execução e manutenção, favorecem o escoamento das águas pluviais e podem ser fabricados e executados com ajuda da própria comunidade, proporcionando geração de trabalho e renda;

  • c) deverão ser priorizadas as vias utilizadas pelo transporte coletivo;

  • d) deverá ser prevista a execução de calçadas e passeios para circulação de

pedestres;

  • e) deverá atender ao disposto no Decreto 5.296, de 2 de dezembro de 2004, no

tocante a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

  • 10 Não serão admitidos projetos que contemplem exclusivamente a aquisição de terrenos para execução de instalações ou serviços futuros.

  • 11 Os Agentes Executores deverão realizar acompanhamento e avaliação dos resultados da intervenção após conclusão das obras e serviços.

  • III MODALIDADES E COMPOSIÇÃO DO INVESTIMENTO

A ação será implementada por intermédio da modalidade abaixo relacionada:

  • 1 MODALIDADE 1 - EXECUÇÃO DE PROJETOS DE INFRA-ESTRUTURA E REQUALIFICAÇÃO DE ESPAÇOS DE USO PÚBLICO EM ÁREAS CENTRAIS

    • 1.1 Esta modalidade envolve a elaboração de projetos e execução de obras de implantação, ampliação, melhoria e adequação de infra-estrutura urbana, mobiliário urbano, equipamentos comunitários e espaços públicos.

    • 1.2 Os investimentos relacionados nesta modalidade deverão estar previstos em planos/projetos de intervenção de áreas centrais do município.

      • 2 O valor de investimento é representado pelo somatório das parcelas de custos de obras e serviços necessários à execução da proposta e será composto, exclusivamente, pelos itens abaixo.

        • a) PROJETOS: o valor dos projetos de engenharia necessários à execução do

empreendimento.

  • b) SERVIÇOS PRELIMINARES: valor referente ao custo de colocação de cerca na

área e instalação de canteiros.

  • c) TERRENO: valor correspondente ao de aquisição, desapropriação ou avaliação,

o que for menor, acrescido das correspondentes despesas de legalização. O terreno objeto da intervenção deverá ter seu valor atestado e verificada a sua titularidade pela CAIXA.

  • d) REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA: valor correspondente à implementação do

conjunto de ações que objetivem a regularização do uso e ocupação do solo.

  • e) INDENIZAÇÃO DE BENFEITORIAS: valor cabível somente nos casos de

remanejamento e reassentamento, e correspondente às despesas necessárias à indenização de benfeitorias realizadas pelas famílias residentes na área objeto da

intervenção, limitado à avaliação efetuada por órgão competente estadual ou municipal.

  • f) INFRA-ESTRUTURA E RECUPERAÇÃO AMBIENTAL: valor correspondente ao

custo das obras, incluindo:

  • - abastecimento de água - implantação de rede de distribuição para atendimento da área de intervenção;

  • - esgotamento

intervenção;

sanitário

rede

coletora

para atendimento da área de

  • - drenagem pluvial - inclusive de valas ou córregos que atuam como corpo receptor na área degradada;

  • - pavimentação e obras viárias - terraplenagem, sub-leito, encascalhamento, revestimento, meio-fio, calçadas, guias e sarjetas;

  • - ligações de energia elétrica/iluminação pública, a ser executada dentro da área de intervenção;

  • - proteção, contenção e estabilização do solo - preferencialmente com soluções

que visem o direcionamento das águas através de escadas de dissipação de energia, banquetas e vegetação adequada, entre outras soluções; ou

  • - recuperação ambiental – item destinado a eliminar ou minimizar impactos

ambientais negativos na área objeto de intervenção ou, no caso de

remanejamento ou reassentamento de famílias, na área anteriormente ocupada, admitindo-se, para tal fim, arborização ou recomposição vegetal adequada, observada a avaliação de impacto ambiental do projeto.

  • g) EQUIPAMENTOS COMUNITÁRIOS: valor correspondente ao custo de bens

públicos voltados à saúde, educação, segurança, desporto, lazer, convivência comunitária, assistência à infância, ao idoso, ao portador de necessidades especiais e à mulher chefe-de-família e geração de trabalho e renda das famílias beneficiadas, observando-se as carências do local.

  • h) TRABALHO SOCIAL: valor correspondente ao custo do trabalho de mobilização,

assistência e participação dos beneficiários do projeto, que prevêem:

  • - apoio à mobilização e organização comunitária: ações que objetivem definir

atribuições de cada participante (comunidade, técnicos e governo) nas etapas de projeto, obras e serviços e estabelecer a interlocução entre estes participantes e o desenvolvimento de sistemática para divulgação e informação dos assuntos de interesse comum;

  • - capacitação profissional ou geração de trabalho e renda - ações que favoreçam o desenvolvimento econômico-financeiro das pessoas da comunidade beneficiada, sua conseqüente fixação na área e a sustentabilidade da intervenção;

  • - educação: ações que objetivem adequação de hábitos da população, visando

à correta apropriação e uso das obras implantadas e seus benefícios.

  • i) Mobiliário Urbano – valor correspondente ao custo de implantação, ampliação,

melhoria e adequação de mobiliário urbano - elementos complementares e assessórios do paisagismo, da sinalização e da circulação urbana;

  • j) Conversão de Imóveis para Uso Público – valor correspondente às obras de recuperação, reforma ou adequação para atividades de uso público.

  • k) Recuperação de imóveis de uso público – valor correspondente às obras de

recuperação, reforma ou adequação para atividades de uso publico.

  • 3 Serão admitidos outros componentes além daqueles acima discriminados, desde que devidamente justificados e previamente solicitados e aprovados pela CAIXA, vedada qualquer outra despesa não relacionada exclusivamente com as atividades inerentes a modalidade implementada.

PARTE III - CRITÉRIOS PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS

  • 1 O processo de seleção considerará as disponibilidades orçamentária e financeira, na qual os proponentes poderão candidatar-se a uma ou mais modalidades, sendo que os critérios de seleção e priorização aplicar-se-ão às duas ações do programa.

    • a) Municípios integrantes de Regiões Metropolitanas e das capitais;

    • b) Municípios que tenham sofrido evasão de população da área central;

    • c) Municípios que tenham sofrido evasão de atividades da área central;

    • d) Municípios que tenham acervo edificado subutilizado com potencial de uso

habitacional;

e)

Municípios

que

apresentem

processos

de

degradação

física relativa à

infraestrutura e ao ambiente construído na área central;

  • f) Municípios que apresentem áreas deterioradas sujeitas a fatores de risco,

insalubridade ou degradação ambiental na área central;

  • g) Municipios que tenham bens integrantes do Patrimônio Histórico Arquitetônico

e/ou Paisagístico;

  • h) Municipios que possuam estrutura técnica para gestão dos projetos/programa.

PARTE IV - CONTATOS EM CASO DE DÚVIDAS

  • 1 MINISTÉRIO DAS CIDADES Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 2º andar. CEP 70.050-901

Brasília - DF

Telefone: (0XX61) 411-4696 / 411.4650

FAX: (0XX61) 322-1514 E-mail: centros@cidade.gov.br Internet: http://www.cidades.gov.br

  • 2 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL Superintendência Nacional de Repasses - SUREP Setor Bancário Sul, Quadra 04, Lotes ¾, 11º andar CEP 70.092-900

Brasília - DF

Telefones: (0XX61) 414-9341 / 414.8111 E-mail: genoa@caixa.gov.br Internet: http://www.caixa.gov.br

  • 3 Agências e Escritórios de Negócios da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL Encontrados em todo o território nacional.