Você está na página 1de 1

Escola Secundria de Alberto Sampaio

2013/2014

Filosofia 10. ano

Filosofia da ao

Os filsofos chamam teoria da ao, ou filosofia da ao, a uma rea da filosofia em que se procura analisar (i) em que consiste uma ao, i. e., o que que faz com que eventos, acontecimentos no mundo, constituam aes de agentes, e (ii) em que consiste explicar uma ao, nomeadamente atravs de razes fornecidas pelo agente. Parte do interesse desta discusso vir a saber o que constitui atividade e eventualmente responsabilidade de agentes, o que e o que no deliberado nos comportamentos de humanos. Imaginemos uma situao concreta: uma pessoa A tem um revlver na mo, acontece um disparo, acontece algo pessoa B que est uns metros sua frente, ela cai morta. Pelo menos duas coisas diferentes podem aparentemente ter sido o caso: A pressionou o gatilho com a inteno de matar B, e B morre de facto ou deu-se o acaso infeliz de um movimento incontrolado do dedo de A fazer o gatilho disparar, provocando a morte de B. Poder a diferena entre as duas situaes dever-se a algo que se passa (ou no se passa) no interior do agente, e que ter a ver com entidades mentais como intenes e razes? [] Vejamos um novo exemplo. Pense-se na seguinte diferena: vemos um vaso de flores que cai de um segundo andar em cima da cabea de algum que passa na rua. Uma opo: o vento fez com que o vaso casse. Outra opo: algum contratado para matar a pessoa que passa na rua empurrou certeiramente o vaso. No diramos que se trata de uma ao em ambos os casos, mesmo que um registo filmado do vaso que cai e mata o transeunte nos mostrasse exatamente a mesma sequncia de eventos num e noutro caso. O que que faz com que num caso falemos de ao mas no no outro?
Miguens, S. (2004). Racionalidade. Porto: Campo das Letras, pp. 93-95.

Questes 1. 2. 3. 4. O que a filosofia da ao? Qual o interesse de saber o que , e como se explica, uma ao? O que pretende a autora mostrar com os exemplos? Qual a resposta pergunta que a autora faz a propsito do segundo exemplo: O que que faz com que num caso falemos de ao mas no no outro?

ESAS 2013-2014 | AP