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Saúde_Mental_em_Dados_10

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Saúde Mental em Dados 10

Ministério da Saúde Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Ações Programáticas Estratégicas Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas

Ano VII, nº 10, março de 2012

Brasil. Ministério da Saúde. SAS/DAPES. Coordenação Geral de Saúde  Mental, Álcool e Outras Drogas. Saúde Mental em Dados ‐ 10,  Ano VII, nº 10, março de 2012. Brasília, 2012. Informativo eletrônico de dados  sobre a Política Nacional de Saúde Mental. 28p. Disponível em  www.saude.gov.br e www.saude.gov.br/bvs/saudemental  Como referir: BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Mental em Dados ‐ 10, ano VII,  nº 10. Informativo eletrônico. Brasília: março de 2012 (acesso em .../.../...). 

Sumário Redução de Leitos  Apresentação CAPS por ano  Série Histórica de CAPS por tipo Indicador de Cobertura por Ano  Evolução do indicador de cobertura. por região Rede CAPS atual Mapas de Cobertura 2002‐2011  SRT por UF SRT Expansão Anual  Programa de Volta Para Casa  Empreendimentos Solidários  Consultórios de Rua  4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Supervisões Clínico‐Institucionais  I Supervisões Clínico‐Institucionais  II Escola de Supervisores Escolas de Redução de Danos Gastos da Política I  Gastos da Política II  Gastos da Política ‐ CAPS Leitos  em HP por UF Mudança do Perfil dos Hospitais I  Mudança do Perfil dos Hospitais II  Leitos em HG por UF 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 .

A Rede de Atenção Psicossocial conta ainda com 625 Residências Terapêuticas.000 habitantes). lançado em 2010 ‐ com foco nos serviços da Rede de Atenção Psicossocial que fazem atendimento a pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack. em 7 de dezembro de 2011. conserva uma base de dados de todos os programas. Uma das principais fontes é a Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde que. com 1742 CAPS. instituiu‐se a Rede de Atenção Psicossocial – RAPS ‐ para pessoas em sofrimento decorrente de transtorno mental. Com a Publicação da Portaria GM nº 3088. 3. entre eles 5 CAPSad 24h. Destaca‐se ainda a necessidade de aprofundar as discussões relativas à população indígena e população em situação de violência e vulnerabilidade social. 4 . 92 Consultórios de Rua e 640 iniciativas de inclusão social pelo trabalho de pessoas com transtornos mentais. é Possível Vencer” ‐ que complementa as ações do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack. consumo de crack. Sobre as Fontes de Dados Nas seções deste documento será possível encontrar dados de diferentes fontes.Apresentação O Saúde Mental em Dados vem reunindo. do Plano “Crack.961 beneficiários do Programa De Volta Para Casa. usuários de álcool e outras drogas e serviços de atenção 24 horas. álcool e outras drogas e/ou da ambiência (espaço interrelacional do sujeito com o local. ações e serviços da rede hospitalar e extra‐hospitalar de atenção à saúde mental. com o objetivo de subsidiar a tomada de decisões no âmbito da gestão. como crianças e adolescentes. de 23 de dezembro de 2011. Com o cadastramento de 122 novos CAPS. as pessoas e coisas) no âmbito do Sistema Único de saúde (SUS). com a colaboração das Coordenações Estaduais e Municipais de Saúde Mental. O ano de 2011 foi marcado por importantes alterações na lógica de funcionamento do SUS. álcool e outras drogas. Em sua décima edição o Saúde Mental em Dados apresenta um quadro geral da rede de atenção. Outra fonte importante é a base de dados DATASUS. Permanecem os desafios com relação à expansão de serviços destinados a populações específicas. os principais dados da Coordenação Nacional de Saúde Mental Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde. identifica os principais desafios e propõe a construção de estratégias para garantir a acessibilidade e qualidade dos serviços da rede. com o estabelecimento da estratégia das Redes de Atenção à Saúde. O status de Rede prioritária proporcionou a possibilidade de maior investimento financeiro ‐ o que representará para 2012 a injeção de R$ 200 milhões a mais para o custeio da rede existente – e a criação de novas modalidades de serviços. Especificamente em relação à Política de Saúde Mental a Rede de Atenção Psicossocial foi escolhida como uma das redes prioritárias. ao longo dos anos. a cobertura nacional em saúde mental chegou a 72% (considerando‐se o parâmetro de 1 CAPS para cada 100. Destaca‐se ainda o lançamento.

com habilitação de 122 CAPS durante o ano. 1998 ‐ 2011) 2000 1800 1600 1400 1200 CAPS CAPS por Ano 1742 1620 1467 1326 1155 1010 1000 800 738 605 424 148 1998 600 400 200 0 1999 2000 2001 500 179 208 295 2002 2003 2004 2005 Anos 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Fonte: Coordenação de Saúde Mental.Rede de Atenção Psicossocial  Gráfico 1 – Série histórica da expansão dos CAPS (Brasil. Ao final de 2011 o número de serviços chegou a 1742. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS. Antes de 2001: Levantamento CAPS Disque‐Saúde 2001. 5 . O gráfico apresenta a expansão regular dos serviços tipo CAPS ao longo dos anos.

como crianças e adolescentes e usuários de álcool e outras drogas. 2006 ‐2011) Série Histórica CAPS por Tipo Ano  2006 2007 2008 2009 2010 2011 CAPS I 437 526 618 686 761 822 CAPS II 322 346 382 400 418 431 CAPS III 38 39 39 46 55 63 CAPSi 75 84 101 112 128 149 CAPSad 138 160 186 223 258 272 CAPSad III ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ 5 Total 1010 1155 1326 1467 1620 1742 Fonte: Coordenação de Saúde Mental. serviço destinado ao cuidado de pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas. nos 7 dias da semana . A tabela nos apresenta também um novo componente da Rede de Atenção Psicossocial: o CAPSad III.Rede de Atenção Psicossocial  Tabela 1 – Série histórica CAPS por Tipo (Brasil. Aqui pode‐se observar o tímido crescimento de serviços que possuem funcionamento 24 horas. que funciona 24 horas. bem como o daqueles voltados aos cuidado de populações específicas. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.  A tabela 1 apresenta a evolução dos diferentes tipos de CAPS a partir do ano de 2006. 6 .

16 0.11 0.63 1.13 0.53 0.59 0.21 2003 0.26 0.20 0.49 0.000 habitantes.33 0.16 0.11 0.16 0.50 0.27 0.50 e 0.48 0.05 0.61 0.70 0.79 0.52 0.87 0.73 0.24 0. Assim.25 0.45 0.33 0.51 0.45 0.19 0.43 0.64 0.82 0.81 0. os CAPS I têm território de abrangência e cobertura de 50.72 CAPS/100.34 0.45 0.19 0.27 0.35 a 0.07 0.55 2009 0.22 0.07 0.24 0.29 2005 0.33 0.45 0.90 0.19 0.69) Cobertura regular/baixa (entre 0.69 0.36 0.76 1.35 0.23 0.29 0.66 2011 0.87 0.93 0.32 0.56 0.69 0.16 0.24 0.65 0.04 0.60 2010 0.63 0.33 0.26 0. Em 2011 a cobertura assistencial do país chegou a 0.48 0.95 0.87 0.56 0.32 0.55 0.000 habitantes para cada unidade da federação desde o ano de 2002.90 0.000 habitantes.36 0.Rede de Atenção Psicossocial  Tabela 2 – Indicador de Cobertura CAPS/100.55 0.28 0.42 0.69 0.43 2007 0.25 0.32 0.03 0.25 0.39 0.24 0.32 0.36 0.18 0. Ad e i).55 0.25 0.30 0.72 0.10 0.60 0.46 0.16 0.24 0.80 0.87 0.36 0.20 0.29 0.42 0.65 1. A tabela ao lado mostra o indicador de cobertura CAPS/100.37 0.43 0.32 0.26 0.72 Indicador de Cobertura por Ano O indicador CAPS/100.45 0.44 0.51 0.41 0.75 0.69 0.23 0.23 0. Quadro I ‐ Parâmetros de Cobertura do  indicador CAPS/100.81 0. de 150.70 0.20 a 0.41 0. Para este indicador.70) Cobertura boa (entre 0.38 0.20 0.27 0.58 0.82 0.000 habitantes pretende refletir o estado e as modificações da rede extra‐ hospitalar de saúde mental ao longo do tempo.26 0.82 0. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.26 0.33 0.27 0.30 0.30 0.31 0.35 0.45 0.33 0.58 0.10 0. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.23 0.14 0.38 0.19 0.69 0.12 0.21 0.39 0.26 0.68 0.43 0.37 0.12 0.07 0.20 0.49 0.29 0.63 0.21 0.44 0.35 0.88 0.39 0.28 0.35 0.50 0.16 0.52 0.27 0.85 0.44 0.84 1.24 0.45 0.01 0.08 0.28 0.25 0.37 0.28 0.38 0.35 0.73 0.35 0.43 0.21 0.50 0.92 1.48 0.69 0.11 0.28 0.28 0.27 0.23 0.66 0.17 0.50 0.36 0.56 0.21 0.17 0.47 0.32 0.07 0.65 0.23 0.37 0.68 0.53 0.28 0.66 0.49) Cobertura baixa (de 0.47 0.55 0.87 0.10 0.68 0.64 0.50 0. cobertura de 100.14 0.11 0.63 1.20 ) Fonte: Coordenação de Saúde Mental.45 0.28 0.21 0.11 0.32 0.29 0.67 0.71 0.27 0.29 0.06 0.35 0.30 0. 7 .79 0.74 0.88 0.51 0.33 2006 0.45 0.19 0.000 habitantes.27 0.43 0.69 0.58 0.12 0.55 0.79 0.34 0.30 0.16 0.34 ) Cobertura insuficiente/crítica (abaixo de 0.44 0.03 0.99 0.18 0.25 0.50 2008 0.69 0.77 0.34 0.18 0.25 0.47 0.17 0.70 1.44 0.56 0.24 2004 0. 2002‐ 2011) Região/UF Norte Acre Amapá Amazonas Pará Tocantins Rondônia Roraima Nordeste Alagoas Bahia Ceará Maranhão Paraíba Pernambuco Piauí Rio Grande do Norte Sergipe Centro‐oeste Distrito Federal Goiás Mato Grosso Mato Grosso do Sul Sudeste Espírito Santo Minas Gerais Rio de Janeiro São Paulo Sul Paraná Rio Grande do Sul Santa Catarina Brasil 2002 0.36 0.50 0.67 0. utiliza‐se o cálculo de cobertura ponderada por porte do CAPS.69 0.90 0.77 0.19 0.91 0.52 0.91 0.65 0.58 0.000 habitantes.57 0.31 0.  (Brasil.10 0.31 0.30 0.57 0.27 0.22 0.65 0.14 0.11 0.000 habitantes: Cobertura muito boa (acima de 0.23 0.39 0.90 0.59 0.29 0.41 0.73 0.60 0.21 0.27 0.34 0.64 0.07 0.03 0.25 0.08 0.17 0.49 0.22 0.39 0.29 0.27 0.72 1.21 0.15 0.28 0. os demais CAPS (II.44 0.38 0.000 habitantes por ano e UF. os CAPS III e AD III.66 0.45 0.60 0.02 0.

000 habitantes. que partiu de um patamar relativamente alto de cobertura.80 0. É expressivo o crescimento do indicador da cobertura assistencial nas regiões Sul e Nordeste.90 0.000 habitantes por região.Rede de Atenção Psicossocial  Evolução Indicador de Cobertura por Região Gráfico 2  –Série Histórica Indicador de Cobertura CAPS/100. Com relação à questão específica da expansão dos CAPS na região Norte. 2002‐ 2011) 1. que apresentam os maiores indicadores.00 0. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. que não é sensível às peculiaridades desta região. A região Sudeste. Fonte: Coordenação de Saúde Mental.30 Sul 0.70 0. A expansão de serviços nas região Centro‐Oeste e Norte permanece como desafio para os próximos anos. segue registrando crescimento em ritmo semelhante ao das regiões Centro‐Oeste e Norte e menor do que o das regiões Sul e Nordeste. no período de 2002 a 2011.20 0. para melhor compreensão do problema é preciso ajustar o indicador CAPS/100.  (Brasil. 8 . Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.10 0.50 Norte 0.00 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Centro‐oeste Nordeste Ao lado é possível observar com maior clareza o comportamento do indicador CAPS/100. sendo que nesta ultima região figuram também as maiores coberturas estaduais (Paraíba e Sergipe).60 0.40 Sudeste 0.000 habitantes para as cinco regiões do país.

95 0.59 0.25 0.50 1.000 hab 0.50 0. Atualmente 11 estados apresentam uma cobertura acima da média nacional.64 1. Destaca‐se a implantação de 5 CAPSad III (que são.27 0. 18 estados possuem pelo menos 1 CAPS 24h (III ou AD III). 2011) UF Acre Alagoas Amapá Amazonas Bahia Ceará Distrito Federal Espírito Santo Goiás Maranhão Mato Grosso Mato Grosso do Sul Minas Gerais Pará Paraíba Paraná Pernambuco Piauí Rio de Janeiro Rio Grande do Norte Rio Grande do Sul Rondônia Roraima Santa Catarina São Paulo Sergipe Tocantins Brasil Pop 732793 3120922 668689 3480937 14021432 8448055 2562963 3512672 6004045 6569683 3033991 2449341 19595309 7588078 3766834 10439601 8796032 3119015 15993583 3168133 10695532 1560501 451227 6249682 41252160 2068031 1383453 190732694 7 125 48 1 7 16 37 24 9 86 24 39 37 28 30 36 15 66 11 1 47 64 19 7 822 13 79 4 2 431 63 149 2 27 3 6 43 2 4 32 29 2 8 16 14 2 6 44 15 8 28 19 7 39 11 37 5 1 10 2 3 2 2 1 1 1 1 1 3 3 7 6 1 1 2 3 2 1 12 2 8 8 7 1 16 2 17 16 17 3 3 4 6 5 4 21 6 8 22 12 4 18 7 26 1 1 11 67 4 1 272 5 2 1 1 1 38 CAPS I CAPS II 1 6 1 1 CAPS III CAPSi CAPSad 1 2 2 CAPSad III TOTAL 2 47 3 12 183 103 7 19 38 61 33 21 173 49 66 97 69 43 111 36 147 17 2 79 282 32 10 1742 Indicador  CAPS/100. por conta da recente expansão de serviços.91 0. 9 .26 0.76 0.33 0.72 Rede CAPS Atual Ao final do ano de 2011 o país chegou a uma cobertura de 0. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.07 0.Rede de Atenção Psicossocial  Tabela 3 – Centros de Atenção Psicossocial por tipo.69 0.69 0.64 0.69 0. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.90 0.000 habitantes. UF e Indicador CAPS/100.16 0. regulamentados pela Portaria GM nº 130 de 23/12/2012) e o empenho em relação ao estado do Amazonas que.92 1.45 0.72 CAPS/100. a partir de 2012.65 0.47 0. ultrapassou o DF no que tange a cobertura assistencial em saúde mental. Fonte: Área Técnica de Saúde Mental.87 0.74 0. 5 estados ainda não possuem nenhum CAPSi e 1 estado não possui nenhum CAPSad.000 habitantes por UF  (Brasil.27 0.44 0. Por outro lado.90 0.

000 habitantes) 2002 2006 2011 Fonte: Coordenação de Saúde Mental. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.Rede de Atenção Psicossocial  Mapas de Cobertura 2002‐2011 Cobertura por município dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ao final de 2002. Os mapas acima registram a expansão da cobertura em saúde mental em 3 momentos: 2002. 2006 e 2011                 (parâmetro de 1 CAPS para cada 100. Aqui observa‐se também que o adensamento da cobertura na região Nordeste supera o de outras regiões do país. 2006 e 2011. A escala em azul indica a cobertura dos municípios (quanto mais escuro melhor a cobertura). 10 . Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.

 2011) SRTs NO BRASIL – 2011 MÓDULOS EM  EM  FUNCIONAMENTO IMPLANTAÇÃO 20 1 5 4 5 0 11 3 3 1 77 27 1 0 10 0 0 2 17 6 45 24 4 0 22 3 106 25 3 0 39 4 4 1 20 0 233 52 0 1 625 154 SRT por UF UF BA CE ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RS SC SE SP TO Total TOTAL DE  MÓDULOS 21 9 5 14 4 104 1 10 2 23 69 4 25 131 3 43 5 20 285 1 779 TOTAL DE  MORADORES 112 29 37 58 18 518 2 76 0 107 329 22 138 593 20 141 31 103 1136 0 3470 Os SRTs. ao final do ano. O processo de implantação dos serviços segue o ritmo de fechamento dos leitos. haviam 154 SRTs em fase de implantação. 11 . Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS. a expansão do número de moradias no país ainda é um grande desafio. constituem‐se como ponto de atenção estratégico no processo de desinstitucionalização e reabilitação psicossocial de pessoas longamente internadas em Hospitais Psiquiátricos e Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico – HCTP.Rede de Atenção Psicossocial  Tabela 4 – Residências Terapêuticas por UF. com o total de 3470 moradores. O ano de 2011 finalizou com 625 módulos do Serviço Residencial Terapêutico em funcionamento. Além disso.  (Brasil . Os estados que descredenciaram leitos em hospitais psiquiátricos também ampliaram seus dispositivos. de acordo com a Portaria n° 3090 de 23 de dezembro de 2011. Em 2011 avançamos principalmente nos estados em que não havia SRT implantados. Fonte: Coordenação de Saúde Mental. Contudo.

No ano de 2011 houve pequena aceleração. porém lento em relação ao período anterior. com a implantação de 76% do numero atual de serviços. Nos últimos quatro anos o ritmo de implementação manteve‐se continuo. como consequência do desencadeamento do processo de fechamento de grandes Hospitais Psiquiátricos. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS. 12 .Rede de Atenção Psicossocial  Gráfico 3 – Residências Terapêuticas por ano. 0 2002 Anos Fonte: Coordenação de Saúde Mental.  (Brasil . 2002‐ 2011) SRT Expansão Anual 700 600 625 475 487 393 265 141 85 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Número de SRTs 500 400 300 200 100 514 550 O gráfico ao lado permite observar que até o ano de 2008 houve importante crescimento do número de SRTs.

de 31 de julho de 2003.708. Em fevereiro de 2012 o Programa de Volta Pra Casa alcançou mais de 4 mil beneficiários em folha de pagamento. integra. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS/Datasus 13 . a rede de Atenção Psicossocial em seu componente “estratégias de desinstitucionalização”. É sabido que. Fonte: Coordenação de Saúde Mental. Rio de Janeiro e São Paulo. a partir da Portaria/GM nº 3088. em relação ao número de moradores de hospitais. contribuem de forma significativa para o aumento de beneficiários cadastrados no Programa. o PVC apresenta evolução tímida na adesão. porém os investimentos na Rede de Atenção Psicossocial que marcam o final do ano de 2011 fazem do Programa um potencial instrumento no campo da reinserção social e resgate de cidadania de pessoas ainda em situação de internação de longa permanência. 2003 –2011) 4500 4000 3500 3000 Beneficiários 2500 2000 1500 1000 500 206 0 2003 2004 2005 2006 2007 Anos 2008 2009 2010 2011 879 1991 2519 3192 2868 3486 3635 3961 Programa De Volta para Casa O Programa de Volta Pra Casa ‐ PVC. Tal integração promove um contexto favorável no campo da reinserção social. instituído pela Lei Federal nº 10.Rede de Atenção Psicossocial  Gráfico 4 ‐Beneficiários do Programa De Volta para Casa por UF  (Brasil. em especial nos estados de Pernambuco. Os processos de fechamento de hospitais.

o componente da reabilitação psicossocial ganhou força com a publicação da Portaria GM nº 132.Rede de Atenção Psicossocial  Tabela 5 – Iniciativas de geração de trabalho e renda para pessoas com transtornos mentais. nas modalidades a distância e presencial. a realização do II Encontro Nacional de Experiências de Geração de Trabalho e Renda da Saúde Mental: Rumo ao Cooperativismo Social. que articulam sistematicamente saúde mental e economia solidária. na ampliação da autonomia e no fortalecimento dos laços sociais. reforçam a importância da reabilitação psicossocial no cuidado integral. tais experiências estão situadas no componente da reabilitação psicossocial. (Brasil. importantes ações foram realizadas para formação e qualificação de usuários. Desde então. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS e Coordenações  Estaduais e Municipais de Saúde Mental. No âmbito da RAPS. No âmbito político. Atualmente. 14 . Em janeiro deste ano. Em 2011. e a inclusão do eixo que trata sobre o acesso ao trabalho e a moradia no Plano de Enfrentamento ao Crack. ambos os Ministérios têm desenvolvido ações de incentivo técnico e financeiro para o desenvolvimento de programas de reabilitação psicossocial e inclusão pelo trabalho de usuários e familiares da rede de atenção psicossocial. empreendimentos solidários e cooperativas sociais Fonte: Coordenação de Saúde Mental. de 23 de janeiro. empreendimentos solidários e cooperativas sociais. que prevê um incremento no incentivo financeiro para apoio as iniciativas de geração de trabalho e renda. por meio da parceria entre o Ministério da Saúde e a Secretaria Nacional de Economia Solidária/SENAES do Ministério do Trabalho e Emprego. familiares e trabalhadores que atuam em empreendimentos solidários. realizado nos dias 6 e 7 de dezembro no Rio de Janeiro/RJ. existem mais de 640 iniciativas de geração de trabalho e renda. 2005-2010) UF Acre Amapá Alagoas Amazonas Bahia Ceará Distrito Federal Espírito Santo Goiás Maranhão Minas Gerais Mato Grosso do Sul Mato Grosso Pará Paraíba Pernambuco Piauí Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Norte Rondônia Rio Grande do Sul Santa Catarina Sergipe São Paulo Tocantins Total Nº Iniciativas de Geração de Renda 3 0 14 7 48 18 9 5 9 11 59 13 14 6 25 22 9 46 114 14 1 38 34 9 99 13 640 Empreendimentos Solidários A Política Nacional de Saúde Mental e Economia Solidária surgiu em 2004. como o Curso de Gestão de Empreendimentos da Saúde Mental.

Estado AC AL AM AP BA CE  DF ES  GO MA MG MG MS MT PA PB PE  PI  PR RJ RN RO RS SC SP TOTAL nº CR 1 4 2 1 4 3 3 3 6 1 1 8 2 1 2 3 4 1 3 8 2 1 6 4 18 92 Consultórios de Rua O Consultório de Rua (CR) nasce como uma estratégia para promoção de acesso e vinculação de pessoas em situação de rua. Através do trabalho no território. se adequando a uma das modalidades dispostas na Portaria nº 122. 2010). Os Consultório de Rua poderão integrar as ações da Atenção Básica. como Equipes dos Consultórios na Rua (eCR) após o período de 12 (doze) meses desde o início do financiamento e da execução total do recurso. de 25 de janeiro de 2011. orientar sobre direitos e políticas públicas em geral e mediar o acesso a estas políticas. Para 2012. A tabela ao lado apresenta os 92 Consultórios de Rua selecionados através III Chamada para Seleção de projetos de Consultório de Rua (2010) e que estão sob a responsabilidade da Área Técnica de Saúde Mental./Datasus 15 . Álcool e outras Drogas/DAPES/SAS/MS.Rede de Atenção Psicossocial  Tabela 6 – Consultórios de Rua Implantados ou em implantação por UF (Brasil. visa acolher e ofertar cuidados básicos de saúde. Fonte: Coordenação de Saúde Mental. sendo agora um serviço no âmbito da Atenção Básica. o Consultório de Rua passa a ser denominado “Consultório na Rua”. com grave vulnerabilidade social e com maior dificuldade de adesão ao tratamento. ofertar/motivar para tratamento a agravos relacionados ao consumo de drogas. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.

988 36. Coordenação de Saúde Mental.303 45. para implantação da rede substitutiva.000 20. 2002 – 2011) O Gráfico 5 demonstra o processo de redução de leitos em Hospitais Psiquiátricos no país. Destaca‐se a continuidade da redução dos leitos em Hospital Psiquiátrico de forma longitudinal com a migração de macro para micro hospitais e processos de fechamento em transição Fontes: Em 2002-2003.000 0 2002 2003 2004 2005 Anos 2006 2007 2008 2009 2010 2011 48.000 40. A partir da avaliação do PNASH‐Psiquiatria.567 37. o que vem ocorrendo gradativamente. 18 Hospitais Psiquiátricos foram apontados para descredenciamento do SUS.000 Nó de Leitos 30.076 39.000 10. A partir de 2004. em parceria com Estados e Municípios.814 42. 16 .797  34. SIH/SUS.735  32.000 51.601  32.Atenção Psiquiátrica Hospitalar  Redução de Leitos Gráfico 5 – Leitos psiquiátricos SUS por ano (Brasil.284  Este processo decorre da reversão planejada e articulada do modelo de atenção em consonância com a expansão de uma rede de ações e serviços territoriais. 60. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS e Coordenações Estaduais. PRH/CNES e Coordenações Estaduais.393 50. desde o ano de 2002.

021. demonstram percentual abaixo da média nacional. Leitos em HP por UF UF AC AL AM BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RS SC SE SP TO Total Total Brasil População 732.36 3. consequentemente./Datasus 17 .07 1.588.160 1.045 6.068.532 6.032 3.277  190.595. o aumento da acessibilidade.683 19.432 8.439.834 8.993.01 1.601 15. 2011).000 hab. demandam maior incentivo à organização de redes de atenção psicossocial com especificidades geográficas. Estados como Pará.Atenção Psiquiátrica Hospitalar  Tabela 7 – Leitos em Hospitais Psiquiátricos por UF (Brasil. 0. São Paulo.168.309 2.078 3.693 3.963 3.055 2.937 14.796.341 3.766.82 0.36 0.284  Leitos por  10.480.95 1.031 41.33 0.793 Nº hospitais 1 5 1 7 7 1 3 10 3 17 2 2 1 5 13 1 15 33 4 6 4 2 54 1 198  Leitos SUS 53 880 126 832 928 85 620 1171 663 2242 200 202 56 706 2028 160 2460 5819 572 801 670 280 10570 160 32.64 1.07 1.82 0.133 10.51 2.922 3.56 1.75 1.59 1.87 2. Notoriamente no Rio de Janeiro.033.448.672 6.35 2.10 0.67 0.81 0.991 7.119. Entretanto.562.682 2.72 2. Cabe ressaltar a grande variação da proporção de leitos nos diferentes Estados. Acre e Amazonas.052.583 3.18 1.120.004. por apresentarem um único hospital em seus territórios.249.732.512. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.015 10.14 0. socioculturais e.717 1. Fonte: Coordenação de Saúde Mental.383.453 188. em comparação com outros estados.252.449.694 A tabela 7 apresenta o número de leitos em Hospital Psiquiátricos por Unidade Federativa.31 0.695.569. Minas Gerais e Santa Catarina a proporção de leitos está muito acima da média nacional.16 1.

Com o PNASH/Psiquiatria e o Programa de Reestruturação da Assistência Psiquiátrica (PRH).82 10.797 15.474 5.709 7.138 9.155 9.393 % 24. PRH/CNES e Coordenações Estaduais.390 11.471 4. observa‐se.234 8.506 37. 18 .12 100 N 2007 % 43.299 8.53 20. a partir do reagrupamento dos hospitais psiquiátricos em 4 classes.61 15.883 22.01 24.356 100 45.564 15.60 100 N 2011 % 49.55 21.11 22. 2002 ‐ 2011) 2002 Faixas/Portes Hospitalares Até 160 leitos De 161 a 240 leitos De 241 a 400 leitos Acima de 400 leitos Total N 12.988 16.829 8.384 32.376 39. Coordenação de Saúde Mental.72 21.67 21.49 100 N 2008 % 45.284 Fontes: Em 2002-2003.63 14 100 N 2009 % 45.476 11.47 100 N 2006 % 42.74 23. SIH/SUS. que vem induzindo o sistema.770 42.42 18.055 48.125 51.78 19.83 10.68 9.766 7. Tal cenário foi reforçado com a publicação da Portaria GM 2.75 20.157 5.959 25. de fechamento processual de leitos.54 16.319 36.601 15.590 5. uma mudança do perfil dos hospitais psiquiátricos a partir da redução de leitos.39 18.301 10. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS e Coordenações Estaduais.001 3.567 16.752 3.71 19. Esta mudança estrutural contribui para a qualificação do atendimento.15 100 N 2010 % 48. A partir de 2004.798 32.53 22.314 12.013 7.45 29. de 28 de outubro de 2009.991 7.735 15.6 20.17 17.471 12.128 6.33 11.814 16.48 100 14.89 9.846 7.076 16.32 14.549 34.933 7.Atenção Psiquiátrica Hospitalar  Mudança no Perfil dos Hospitais I Tabela 8 – Mudança do perfil dos hospitais psiquiátricos (Brasil.644/09.003 6.042 7.303 29.39 21.43 100 N 2003 % N 2004 % 34.815 6.09 21.21 22.59 13.81 20.98 19. em contextos mais difíceis.616 21. desde de 2002. a remunerar melhor os hospitais de menor porte. redução dos problemas presentes nos macro‐hospitais e se configura como uma estratégia .42 100 N 2005 % 38.

PRH/CNES e Coordenações Estaduais. 20 10 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Acima de 400 leitos Anos Fontes: Em 2002-2003. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS e Coordenações Estaduais. A partir de 2004. Coordenação de Saúde Mental. 2002 – 2011) % do total de leitos existentes 60 50 40 30 De 241a 400 leitos Até 160 leitos De 161 a 240 leitos O Gráfico ao lado nos mostra o processo de migração dos leitos de hospitais de maior porte para hospitais de menor porte sem a criação de novos leitos ou novos hospitais psiquiátricos (dezembro de 2002 a julho de 2011) Destaca‐se a curva crescente que representa a porcentagem de Hospitais Psiquiátricos de menor porte e reflete a mudança de perfil. SIH/SUS. 19 . (Brasil .Atenção Psiquiátrica Hospitalar  Mudança no Perfil dos Hospitais II Gráfico 6 ‐ Série Histórica ‐ % de Leitos psiquiátricos por porte hospitalar.

distribuídos em 646 Hospitais por todo país. UF AC AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Total Nº DE HOSPITAIS 12 1 1 15 29 2 7 13 6 42 29 8 11 17 7 15 19 53 5 1 2 199 77 3 65 7 646 LEITOS SUS 13 1 16 116 103 33 29 156 20 272 113 10 82 52 68 42 166 150 19 60 11 1086 509 54 712 17 3910 Leitos em HG por UF O cuidado em rede também deve considerar as situações de agravamento. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS. ocorra preferencialmente nos Hospitais Gerais. de forma articulada e como retaguarda aos serviços de acompanhamento longitudinal.Atenção Psiquiátrica Hospitalar  Tabela 9 – Leitos em Hospitais Gerais por UF (Brasil. quando se fizer necessária. A Política Nacional de Saúde Mental preconiza que a internação. nas quais se faz necessário lançar mão e garantir o acesso à tecnologia hospitalar. Fonte: Coordenação de Saúde Mental. DATASUS 20 . 2011). encontram‐se habilitados 3910 leitos de psiquiatria em Hospital Geral. Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES. Atualmente.

28 78.226.85 2011 1.185. da instituição do custeio mensal para os SRTs.120.31 2007 760.30 62.803.26 Saúde*** % Gastos Programa  de  Saúde Mental/ Gastos  ASPS 2.56 49. Especificamente para o último ano.10 2.51 *Em Milhões de Reais ** Empenhado *** Ações relativas à promoção.57 61. recuperação e reabilitação da saúde (excluídas Amortização da Dívida.538. Ao comparar as informações atuais com o ano anterior. Fundo de Erradicação da Pobreza).29 29.19 58. tendo em vista que os gestores estaduais e municipais têm prazo até junho/2012 para inserir e/ou corrigir informações de produção através do sistema DATASUS.37 2008 871.290. que estabeleceu recursos no montante de R$ 90 milhões para o Ministério da Saúde e R$ 35 milhões para a Secretaria Nacional sobre Drogas.30 2.489.812.31 % do Orçamento Total da Saúde.293.280.339. Pessoal ‐Inativo.20 72.85 2005 406.18 2010 1.35 482.43 2.70 522.33 30.47 439..24 66.13 453.31 2.20 46.06 1329.80 24.270. decorrentes da Medida Provisória nº 498.93 2.81 2006 541. da criação de novos dispositivos de cuidado de base comunitária e do investimento para qualificação da rede como um todo.200.28 36.332.59 45.44 28.16 32.293.60 534.73 2.68 859.23 55.02 40.28 2.06 2. por conta do recente reajuste dos valores pagos aos CAPS.27 2.08 36.50 37. DATASUS.35 465.83 1495.07 1. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.919.92 63. Apesar de não contar com recursos extraordinários em 2011. álcool e outras drogas.46 32.31 465.46 2.18 458.62 2.670.65 34.814.19 2.32 969.78 40. 2002 153. o investimento federal em saúde mental em 2011 chega a 2.965.93 678.25 1.00 452. Até o momento os valores apurados chegam a 2. Para o ano de 2012 espera‐se um aumento significativo do investimento financeiro da Rede de Atenção Psicossocial.10 Ministério da Saúde ** % Gastos Programa  de  Saúde  Mental/Orçamento  MS  2.77 44.51% do total gasto pelo Ministério. os dados apresentados correspondem a uma apuração parcial das informações disponibilizadas pelos sistemas de monitoramento do Ministério da Saúde. Se considerarmos apenas os gastos federais com ações e serviços de Saúde (ASPS).25 2. porém é necessário contextualizar que em 2010 o Ministério da Saúde pôde contar com recursos extraordinários.56 71. Apoio Técnico: Área de Economia da Saúde e Desenvolvimento/SE/MS 21 .11 2.50 2.38 67.71 70.76 33.703.98 619.74 48.90 1.794.29 38.71 61.145.94 2004 287. Coordenação de Saúde Mental.83 52.750. de 28 de julho de 2010.20 Orçamento  Executado  28.99 427.55 2.34 27.181.24 2009 1012.17 47.54 67. Fontes: Subsecretaria de Planejamento e Orçamento/SPO/MS.37 54.51 752.38 2.77 75.70 2.29 2003 226. para ações em saúde relacionadas ao crack.Outros Dados  Tabela 10 – Proporção de recursos do SUS destinados aos hospitais psiquiátricos e aos serviços  extra‐hospitalares entre 2002 e 2011  Gastos Programa de  Saúde Mental * Ações e programas  extra‐hospitalares  Ações e programas  hospitalares Total % Gastos  Hospitalares/Gastos  Totais % Gastos Extra  Hospitalares/Gastos  Totais Gastos da Política I A tabela ao lado informa a evolução dos gastos federais da Política de Saúde Mental durante o período 2002‐2011. percebemos uma diminuição no valor total de gastos. proteção.561.31 Gastos MS em Ações e  Serviços Públicos de  24. ainda assim foi possível aumentar o valor gasto com a rede extra‐hospitalar em relação ao ano anterior.35 65.

Outros Dados  Gráfico 7 ‐ Proporção de recursos do SUS destinados aos hospitais psiquiátricos e aos  serviços extra‐hospitalares entre 2002 e 2011  Gastos da Política II % do Total de Gastos do Programa 80 75.35 65. de base comunitária e que proporcionam o exercício dos direitos civis. DATASUS.77 47. Coordenação de Saúde Mental.23 44. cultura e o fortalecimento dos laços familiares e comunitários.24 70 66.65 34. que reafirma o compromisso da gestão federal com o investimento em uma rede de atenção com ações e serviços diversificados.92 52.29 29.8 20 10 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Gastos Extra‐hospitalares Anos Gastos Hospitalares Fontes: Subsecretaria de Planejamento e Orçamento – SPO/MS.83 55. acesso ao trabalho.54 67.76 32.08 38.17 63.46 30 24.2 O ano de 2006 marcou a inversão dos gastos na rede de atenção psicossocial. Em 2011 podemos observar a continuidade desta tendência.57 71. 36. em que o investimento na rede de serviços e ações extra‐ hospitalares superou os gastos com a rede hospitalar.44 28. educação.71 60 50 40 33.71 70. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.29 61. 22 .

00 2002 2004 50. 23 .000. que fixou o custeio dos CAPS com base da série histórica de procedimentos.867. de 27 de novembro de 2008.000. foram publicadas as Portarias GM nº 3089 de 23 de dezembro de 2011 ‐ que estabelece novos valores de financiamento para os CAPS – e nº 3099.00 2005 Reais 150. Fontes: Subsecretaria de Planejamento e Orçamento – SPO/MS. É nítido o congelamento do financiamento a partir dos anos de 2007 e 2008. Com intuito de minimizar a distância entre o aumento de serviços e os recursos a eles destinados.Outros Dados  Gráfico 8  ‐ Evolução do investimento financeiro federal nos Centros de Atenção  Psicossocial (Brasil.00 Gastos Caps 0 2006 2005 2007 2006 2009 2008 2010 2000 1800 1600 1400 1200 1000 800 600 CAPS Gastos da Política ‐ CAPS O Gráfico ao lado permite visualizar o aumento da média de recursos financeiros federais aplicados no custeio dos CAPS (em vermelho).00 2008 2007 200.000.00 2011 250.000.00 2004 2003 100. quanto com o novo modelo de financiamento proposto pela Portaria GM nº 2.000. Coordenação de Saúde Mental. 2002‐2011) 300. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS. que coincide tanto com a alteração dos códigos dos procedimentos dos CAPS na nova tabela unificada de procedimentos do SUS. e que o financiamento acompanhe de forma mais compatível a expansão da rede CAPS. em função do aumento do número de serviços (em azul).00 2002 2003 400 200 0. de 23 de dezembro de 2011 ‐ que repassa novos recursos aos CAPS já existentes para que atinjam os valores da PT nº 3089 – com previsão de impacto significativo para o ano de 2012.000. DATASUS.

Entre os anos de 2005 e 2011. Este modo de operar o cuidado. 100 50 0  Edital I ‐ 2006  Edital II ‐ 2007  Edital III ‐ 04/2008  Edital IV ‐ 12/2008  Edital V ‐ 09/2010  Edital VI ‐ 11/2010 Edital VIII ‐ 08/2011 Fonte: Coordenação de Saúde Mental. com o objetivo de ampliar e diversificar os recursos de cuidado. desde 2010 têm focado as supervisões para toda a rede de atenção psicossocial e não apenas para os CAPS. Ela deve promover espaços de trocas de saberes e experiências. através de editais. promovendo a circulação dos usuários nas diversas redes de atenção.  (Brasil . que favoreçam a construção de novos conhecimentos e fortaleça a articulação entre os princípios e diretrizes da Saúde Mental e as suas práticas no Território. intersetoriais e da comunidade. outros atores intrasetoriais. É importante que o processo de Supervisão Clínico Institucional traga para o palco . potencializa as condições dos usuários para a construção da autonomia e o exercício da cidadania. 2005‐2011) 350 321 300 290 268 250 Nº de projetos 208 200 165 150 202 194 Supervisões Clínico‐Institucionais I A Supervisão Clínico‐Institucional é importante estratégia de Educação permanente na Saúde Mental. 24 . Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS As novas chamadas para seleção de projetos de supervisão. álcool e outras drogas. Em 2011 houve seleção de 194 novos projetos através da VIII chamada de supervisão da rede de atenção psicossocial. foi possível apoiar 851 projetos de supervisão clínico‐institucional através do Programa de Qualificação da Rede de Serviços.Outros Dados  Gráfico 9 – Número de Supervisões Clínico‐Institucionais implantadas por ano.

 através de editais. Isto confirma prioridade dada à supervisão dos CAPS na nesta região. Isto se deve à concentração de serviços nestas regiões e à maior oferta de supervisores qualificados. 25 . Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS Total 3 18 6 2 25 64 7 12 13 9 95 13 13 20 45 37 9 46 83 24 0 0 83 54 18 144 8 851 Os dados ao lado apontam os projetos de Supervisão Clínico‐Institucional aprovados nos diferentes estados ao longo de período 2006‐2011. 2005‐2011) UF AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO TOTAL Supervisão Clínico‐Institucional. É importante destacar que a região Nordeste também figura entre aquelas com maior número de projetos aprovados. como estratégia de fortalecimento da Reforma Psiquiátrica e qualificação da rede. CAPS contemplados por UF (2005‐2011)  Edital I ‐ 2006  Edital II ‐ 2007  Edital III ‐ 04/2008  Edital IV ‐ 12/2008  Edital V ‐ 09/2010  Edital VI ‐ 11/2010 Edital VIII ‐ 08/2011 1 2 0 0 0 0 0 1 2 3 8 2 2 0 0 2 1 0 2 0 1 0 0 0 0 1 0 1 9 4 2 1 5 4 0 2 12 14 15 7 4 10 1 1 4 0 0 0 1 2 4 1 2 2 1 0 0 3 1 1 3 3 2 0 3 1 1 2 1 1 14 13 10 24 14 8 12 0 2 1 5 1 3 1 3 2 2 5 0 1 0 1 2 11 3 1 2 0 3 7 10 11 3 5 6 5 6 6 8 4 1 7 1 2 0 3 1 2 0 3 7 5 13 6 7 5 8 16 14 11 9 18 7 0 6 5 4 2 5 2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 9 14 17 15 10 11 7 8 10 7 8 7 7 0 4 2 4 2 3 3 20 31 18 21 19 15 20 0 2 2 1 0 2 1 88 150 137 165 109 104 98 Fonte: Coordenação de Saúde Mental.  (Brasil . priorizando os novos CAPSad III e os CAPSad já existentes e que passarão a funcionar 24h. Para o ano de 2012 há previsão de novas seleções. Nota‐se a o grande número de projetos nas regiões Sul e Sudeste.Outros Dados  Supervisões Clínico‐Institucionais II Tabela 11 – Número de Supervisões Clínico‐Institucionais implantadas por UF/ano.

Álcool e Outras Drogas de Goiás MA ‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais MS ‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais do Pantanal MG ‐ Escola de Supervisores da Rede de Atenção em Saúde Mental. Álcool e Outras Drogas do Ceará GO ‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais de Rede de Atenção Psicossocial. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS 26 . pactuados no I Encontro Nacional das Escolas de Supervisores Clínico‐Institucionais do SUS. Álcool e Outras Drogas do Estado de Tocantins.Outros Dados  Quadro II – Escolas de Supervisores apoiadas pelo Ministério da Saúde AL ‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais de Alagoas CE ‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais da Rede de Atenção Psicossocial. Atualmente as escolas encontram‐se em momentos distintos de implantação ou funcionamento. A proposta das escolas é formar novos profissionais. porém com objetivos e diretrizes comuns. Fonte: Coordenação de Saúde Mental. Álcool e Outras Drogas do Rio Grande do Norte RS ‐ “Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais em Saúde Mental e Rede de Atenção Psicossocial do Rio Grande Do Sul” SC ‐ Formação de Supervisores Clínico‐Institucionais da Rede de Saúde Mental do Estado de Santa Catarina. realizado em Porto Alegre/RS nos dias 3 e 4 de novembro de 2011. ao final do ano de 2010. Álcool e Outras Drogas do Norte de Minas Gerais PE ‐ Escola de Formação de Supervisores Clínico‐Institucionais – Recife e Região Metropolitana PI‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais da Rede de Atenção Psicossocial. Álcool e Outras Drogas do Estado de Minas Gerais – SES/ESP – MG MG/MONTES CLAROS ‐ Escola de Supervisores Clínico‐ Institucionais da Rede de Atenção Psicossocial. Álcool e Outras Drogas do Piauí RJ ‐ Escola de Supervisores do Estado do Rio De Janeiro: Micropolíticas. Escolas de Supervisores As 15 Escolas de Supervisores Clínico‐ Institucionais apresentadas no quadro ao lado receberam apoio financeiro pelo Ministério da Saúde como parte das estratégias do Plano Integrado de Enfrentamento ao CRACK. qualificar a prática dos supervisores que já atuam na rede de atenção psicossocial e compartilhar experiências em supervisão. SE ‐ Escola Estadual de Supervisores Clínico Institucionais TO ‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais da Rede de Atenção Psicossocial. Cuidado e Produção de Coletivos em Saúde Mental RJ ‐ Escola de Saúde Mental do Rio de Janeiro (ESAM‐SMS Rio‐UFRJ) RN ‐ Projeto Escola de Supervisores em Redes de Saúde Mental. Para o ano de 2012 a Área Técnica de Saúde Mental do Ministério da Saúde propõe a continuidade do apoio às Escolas de Supervisores e de outras estratégias de supervisão.

superando a abordagem única da abstinência. Essa nova ótica. houve um alinhamento da proposta das ERD e maior flexibilidade para as Escolas atuarem nos territórios. especialmente em contexto de vulnerabilidade. Em 2012. o Ministério da Saúde prevê apoio financeiro para uma nova seleção de projetos de ERD do SUS. Como resultado dessa oficina. Em novembro de 2011. de acordo com as demandas e possibilidades loco‐regionais. para que estes atuem nas situações de consumo de álcool e outras drogas e de convívio com a população usuária. Fonte: Coordenação de Saúde Mental. bem como consolidar diretrizes e linhas gerais de funcionamento. estabelecer instrumentos de monitoramento e avaliação dos Projetos. 2010) Número de ERD implantadas  ou em Implantação 2 2 1 0 2 1 2 1 5 0 5 3 1 2 1 5 0 1 4 0 0 0 5 0 3 11 1 58 Escolas de Redução de Danos UF AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Total A Escola de Redução de Danos (ERD) é um projeto que busca fomentar e qualificar ações de redução de danos no âmbito do SUS e de outros setores através da instrumentalização teórico‐ prática de segmentos profissionais e da comunidade. e promover articulação regional. objetiva perpetuar a lógica da Redução de Danos como filosofia e instrumento prático do SUS. aconteceu a I Oficina das ERDs do SUS. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS 27 .Outros Dados  Tabela 12 – Número de Escolas de Redução de Danos implantadas  ou em Implantação. que objetivou apoiar a execução dos projetos selecionados em 2010. (Brasil.

070‐600  Brasília/DF  Fone (61) 3315.9144  Geral 3315‐9143/9140/9141/9142 3315‐6230/6231/6232 3315‐6227/6228/6229 Fax (61) 33068143  Endereço eletrônico: saudemental@saude. Luciana Surjus. Marcela Lucena. redação e editoria: Roberto Tykanori.br/bvs/saudemental  Edição fechada em 19 de  março de 2012. Carolina Conceição.saude. Torre II. Cláudio Barreiro. Edifício Premium. distribuição e informações:  Ministério da Saúde  Secretaria de Atenção à Saúde  Departamento de Ações Programáticas Estratégicas  Coordenação Geral de Saúde Mental.saude. Giselle Sodré. Graziella Barreiro.br e www. Rúbia Persequini . Jamili Calixto.gov. Bárbara Vaz. Gabriela Hayashida. Jaqueline Assis. Disponível nos portais: www. Mayara Novais e Equipe da Coordenação Nacional de Saúde Mental.  28 . Milena Pacheco.gov.Elaboração.br  Coleta de dados. Leon Garcia. Leisenir Oliveira . SALA 13  CEP 70. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS. June Scafuto.gov. Bloco F. Álcool e outras Drogas  Setor Administrativo Federal Sul (SAF Sul)  Trecho 2.

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