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Conhecimentos Gerais

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CONHECIMENTOS GERAIS Mundo Contemporâneo: elementos de política internacional e brasileira. Cultura internacional.

Cultura e sociedade brasileira: música, literatura, artes, arquitetura, rádio, cinema, teatro, jornais, revistas e televisão. Descobertas e inovações científicas na atualidade e seus impactos na sociedade contemporânea. O desenvolvimento urbano brasileiro. Meio ambiente e sociedade: problemas, políticas públicas, organizações não governamentais, aspectos locais e aspectos globais. Elementos de economia internacional contemporânea. Panorama da economia nacional.

Noções de Direito Administrativo: conceitos, organização administrativa brasileira, poderes administrativos, administração pública, responsabilidade civil do Estado. Administração Pública direta e indireta: autarquias, fundações, entidades paraestatais. Constituição Federal: art. 1º ao 5º; 18 ao 24; 37 ao 41; 44 ao 75. Regime Jurídico: Lei 8112/90, legislação complementar e suas alterações, se houver. Lei 9784/99. Lei 8.666/93, legislação complementar e suas alterações. Regimento Interno do Senado Federal e Regimento Comum.

O conteúdo cobrado no edital referente a primeira parte da matéria de conhecimentos gerais se relaciona com atualidades. Lembramos que todo material de atualidades é desatualizado assim que é publicado. É seu dever fazer a leitura diária de jornais, revistas e mídias jornalísticas para se manter atualizado com o que acontece no Brasil e no mundo, garantindo assim sucesso na conquista de sua vaga no Senado.

Kim Jong-il O ditador norte-coreano Kim Jong-il, morto no dia 17 de dezembro, transformou seu país em uma potência militar que, nos últimos cinco anos, ameaçou o planeta com um programa nuclear com fins militares. A dinastia de Jong-il comanda há meio século a Coreia do Norte, um dos países mais pobres e fechados do mundo. O líder comunista morreu de ataque cardíaco enquanto viajava de trem, próximo à capital Pyongyang. O anúncio foi feito pela TV estatal na segunda-feira (19), dois dias depois da morte. Ele estava com 69 anos e doente desde 2008, quando o serviço de inteligência norte-americano informou que havia sofrido um derrame cerebral. A notícia da morte de Jong-il levou apreensão aos países vizinhos na Ásia. A Coreia do Norte continua tecnicamente em guerra com a vizinha Coreia do Sul, quase 60 anos após assinado o armistício (cessarfogo). Por conta do risco de instabilidades na transição de poder, a Coreia do Sul colocou suas Forças Armadas em estado de alerta máximo, e afirmou que a vizinha do Norte fez testes com mísseis, logo depois do comunicado da morte do ditador. Jong-il comandava há 17 anos a república fundada por seu pai, Kim Il-sung, após a divisão das Coreias, ao fim da Segunda Guerra Mundial. Ele era chamado de “querido líder” e cultuado como uma espécie de divindade por seu povo, com imagens suas espalhadas por todo o país. Para os ocidentais, era visto como uma figura de aparência exótica, com óculos escuros enormes e penteados extravagantes. O Partido Trabalhista anunciou que o filho mais novo do ditador, Kim Jong-un, substituiu o pai no cargo. Pouco se sabe sobre o sucessor. Jong-un estudou naSuíça e estima-se que tenha 28 anos (nasceu em 1983 ou 1984). Ele foi escolhido ano passado para suceder o pai em 2012. A inexperiência política de Jong-un, entretanto, poderá dificultar a manutenção do regime comunista norte-coreano.

Armas atômicas A Coreia do Norte possui um PIB de US$ 28 bilhões, menor do que países africanos e 36 vezes menor do que a Coreia do Sul, de US$ 1, 007 trilhões. Apesar disso, possui o quarto maior exército do mundo, com 1,1

milhão de soldados na ativa (ou 20% da população masculina com idade entre 17 e 54 anos). O número só é menor que os efetivos dos exércitos da China (2,3 milhões), Estados Unidos (1,5 milhões) e Índia (1,3 milhões). O Estado norte-coreano conta ainda com armas nucleares – entre 2 e 9 – e mísseis de médio alcance, que permitem atingir países vizinhos como Coreia do Sul e Japão. A militarização da Coreia do Norte começou após a Guerra Fria. Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o Japão desocupou a Coreia, que foi dividia em dois países: a do Sul ficou sob o controle dos Estados Unidos, enquanto a do Norte foi ocupada pela antiga União Soviética. Entre 1950 e 1953, as duas Coreias travaram guerra. Os confrontos foram suspensos por um cessar-fogo que dura até hoje, sem que um acordo de paz fosse assinado. Com o fim da União Soviética e a derrocada dos regimes comunistas no Leste Europeu, a Coreia do Norte sofreu abalos econômicos. Sem os antigos parceiros comerciais, mergulhou num período de escassez de alimentos que, aliado aos desastres naturais, teria causado a morte de cerca de dois milhões de nortecoreanos nos anos de 1990. Mesmo assim, Jong-il aplicou a maior parte dos recursos econômicos na área militar, e passou a chantagear países ocidentais com um programa atômico. Em 2006 e 2009, Pyongyang realizou dois testes com armas nucleares, violando a resolução 1.718 do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Desde então, a ONU vem pressionado o país comunista para que suspenda os testes e abandone o programa.

Suspeita de fraude eleitoral motiva protestos na Rússia As eleições para o Parlamento, ocorridas dia 4 de dezembro, terminaram com a vitória do partido do primeiro-ministro Vladimir Putin. O partido governista, Rússia Unida, obteve 49% dos votos contra o Partido Comunista, que ficou em 19%. Apesar de ter encolhido – passando de 64%, nas últimas eleições, para 49% – a legenda de situação manteve a maioria, obtendo 238 das 450 cadeiras da Duma (parlamento russo). Por outro lado, cresceu a representatividade da oposição, formada por comunistas, nacionalistas e social-democratas. As acusações de fraude foram feitas por observadores internacionais da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) e a PACE (Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa). Na Rússia, o grupo Golos apontou o registro de 5,3 mil irregularidades. O Golos é o único grupo independente que monitora as eleições russas. Ele é mantido com fundos vindo dos Estados Unidos e da Europa. Depois de ter denunciado irregularidades nas urnas, o site do grupo sofreu ataque de hackers.

Apesar das autoridades terem liberado locais para protestos. por uma década. ter manifestado reservas quanto aos resultados da votação. Após a votação. Ele foi presidente entre 2000 e 2008 e depois primeiro-ministro. a alta do preço do petróleo impulsionou um período de crescimento econômico – o PIB registrou aumento de 185%. o partido Rússia Unida. aconteceram as mesmas acusações de fraudes. nas quais Putin também saiu vitorioso. A situação teve repercussão internacional e esfriou ainda mais as relações entre Rússia e Estados Unidos. uma média anual de 7. o nono mais populoso (142 milhões de habitantes) e a sexta economia do planeta. a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) foi uma superpotência militar e modelo de Estado comunista. O governo. Hillary Clinton. Reformas políticas e econômicas derrubaram o regime comunista em 1991. em razão de a secretária de Estado americana. do premiê Putin e do presidente Dmitri Medvedev. Centenas de pessoas foram presas em manifestações em Moscou e São Petersburgo. mediante negociações com líderes de oposição. Putin acusou o governo americano de incentivar a oposição. Seguiu-se uma crise econômica que. o país foi incluído no Brics. celulares e redes sociais para disseminar informações sobre supostas irregularidades na votação. Índia. A despeito de ter adotado a democracia e o regime semipresidencialista. contudo.3%. Isso foi possível devido ao maior contingente de russos com acesso a novas tecnologias. O premiê é favorito para a eleição presidencial em março do próximo ano. Por 74 anos. Autoritário Putin está há 12 anos no poder na Rússia. Até mesmo o ex-líder soviético Mikhail Gorbatchev pediu que as eleições fossem anuladas. houve confrontos com a polícia. as maiores cidades russas. A Rússia é o maior país do mundo em área. pela primeira vez o Kremlin foi alvo da insatisfação dos eleitores.Nas eleições parlamentares anteriores. Em 2008. a Rússia não abandonou por completo o Estado autoritário dos tempos de Stalin. A partir de 1998. descartou qualquer anulação dos resultados e sustentou a legitimidade do pleito. cargo que ocupa atualmente. abolindo o domínio do Partido Comunista. os protestos tomaram conta da capital e outras cidades por três dias seguidos. . no entanto. que inclui Brasil. grupo das economias em desenvolvimento. dominam a cena política. podem mudar esse quadro. nos anos 1990. a crise econômica mundial derrubou as exportações e trouxe um período de recessão. No plano político. China e África do Sul. Por isso. de 2007. As manifestações. causou a contração do PIB (Produto Interno Bruto) em 40%. Manifestantes usaram a internet. Mas. neste ano.

Os bons rumos da economia russa fizeram Putin desfrutar da aprovação de 78% do eleitorado. onde os girinos nasceriam e se desenvolveriam. Se Putin for eleito presidente em 2012. em que vivem representantes de 16% das espécies animais do mundo. e apontado como seu sucessor. o grupo registrou 6 mil espécies na floresta tropical da região e tirou 25 mil fotos.Putin (ex-oficial da KGB. Entre as novas espécies estão as cobras "sugadora de caracóis" e "sugadora de lesmas". explicou que o objetivo da expedição era identificar novas espécies e criar recomendações de como preservá-las. Medvedev deverá ser empossado primeiro-ministro. enquanto que uma espécie parecida com a segunda só foi vista no Panamá. invertendo as posições atuais dos políticos e garantindo. segundo os pesquisadores. o que garantiu sua reeleição presidencial. vem sofrendo com o desmatamento gerado pela criação de gado e pela extração de madeira. Mas agora os planos de Putin enfrentam obstáculos com a oposição. o serviço secreto russo). A maior parte dessas descobertas foi feita na região de Pata de Pájaro. foi empossado premiê pelo presidente Medvedev. bem mais ao norte. a permanência do mesmo grupo no poder. a mais longa das cobras peçonhentas. mas seriamente ameaçados de extinção. "Esse estudo apenas atinge a superfície do que nós sabemos sobre essa região. Um minúsculo lagarto que cabe na borracha de um lápis e a perereca-de-vidro são exemplos de seres raros que foram registrados pelos pesquisadores. A surucucu. que. assim. Um exemplar similar à primeira só é encontrado no Peru. que prometeu continuar os protestos da “primavera russa”. O pesquisador enfatiza ainda que há muito a ser descoberto no Equador. Nas várias expedições que realizou na região desde 2007. da organização Reptile & Amphibian Ecology International. ou mesmo . Além de espécies que ainda não eram conhecidas pela ciência. atos de corrupção. também foi fotografada. As espécies descobertas depositam seus ovos em árvores. além da caça. o grupo também localizou muitos animais já conhecidos. O líder da pesquisa. Paul Hamilton. e censura velada aos meios de comunicação do país. é acusado de perseguir inimigos políticos. por meio do controle estatal dos canais de TV. A expedição também descobriu 30 novas espécies de anfíbios anuros de florestas tropicais. Ao término do mandato. Cientistas descobrem novas espécies de anfíbios e répteis no Equador Um grupo de cientistas americanos e equatorianos descobriu dezenas de novas espécies de animais na costa oeste do Equador. Há obviamente uma grande preocupação de que essas espécies desapareçam assim que. reprimir com violência os separatistas da Chechênia. Esses anfíbios se diferem por não jogarem seus ovos na água.

Desde 2009. Rússia (US$ 1. e o aumento das exportações para países como China. ocorrido principalmente a partir de 2005. com a implantação do Plano Real. Índia (US$ 1. ultrapasse as economias do G7. Em abril do ano passado.antes que. os países do Bric apresentaram crescimento além da média mundial. A economia chinesa é maior do que a soma de todas as outras quatro que compõem o grupo. atrás somente dos Estados Unidos e ultrapassando Japão e países da Europa. Mas os chineses enfrentam hoje desafios em áreas como meio ambiente e política. que passou a ser Brics. No grupo estão 42% da população e 30% do território mundiais. O Brasil entrou no grupo em razão do crescimento econômico. Canadá. em 1994. elas sejam formalmente descritas pela ciência".5). o G7 (formado por Estados Unidos. principal parceiro comercial. Índiae China – que desempenhariam. Alemanha. foi de US$ 5. disse Hamilton. Neste quadro. em 2010. mediante um conjunto de reformas. os países emergentes ganharam maior projeção política e econômica.8 trilhões. o país tem hoje representação nas principais cúpulas internacionais. Nos últimos dez anos. a partir de 2001. alvos da pressão internacional. em 2027. que dificilmente seria alcançada de outro modo e em um curto período. O acrônimo ganhou uso corrente entre economistas e se tornou um dos maiores símbolos da nova economia globalizada. tornou o país a segunda maior economia do planeta. Como resultado. a África do Sul foi admitida no grupo. Brics Há dez anos o economista inglês Jim O’Neill cunhou o acrônimo Bric para se referir a quatro países de economias em desenvolvimento – Brasil. e que. Brasil A inclusão do Brasil no Brics trouxe uma projeção internacional positiva. adicionando-se um “s” ao acrônimo. Estima-se que. superior aos US$ 5. A China é o “gigante” do grupo. em 2015. um papel central nageopolítica e nos negócios internacionais. Itália e Japão). desafiando a hegemonia do grupo de nações industrializadas. Rússia.5 da soma de todas as outras – Brasil (US$ 2 trilhões). França. nos próximos anos. A abertura da economia chinesa. . O PIB chinês. o PIB (Produto Interno Bruto) do Brics corresponda a 22% do PIB mundial. Reino Unido. os líderes dos países membros do Bric realizam conferências anuais. como o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e o G20.6) e África do Sul (US$ 364 bilhões). Esse crescimento foi possível por causa do controle da inflação.

Outro desafio para o país é fazer ajustes na política econômica. que caiu de 0. entre 2005 e 2006. aproximadamente 13 milhões de hectares de florestas perecem sob lâminas ou fogo todos os anos. veio a confiança do mercado e o aumento do crédito para empresas e consumidores. o governo terá que fazer reformas. pelo menos nos primeiros cinco anos do século 21.61 para 0. houve aumento. apontou a desaceleração da economia. fazendo que. Mesmo assim. Contribuíam também. Nos demais países do Brics. de acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). mesmo assim. o que representa 98% de toda a floresta tropical remanescente. que registrou uma variação zero em relação ao trimestre anterior. Esse desmatamento há muito tempo vem sendo causado por fazendeiros que sobrevivem pormeio do corte e queima ou por madeireiros usando novas estradas para invadir florestas virgens. Moradores urbanos causam desmatamento no século 21 No mundo todo. os grandes blocos de clareiras.55 entre 1993 e 2008 (quanto menor o valor. inclusive no sistema de tributação. o Gini do Brasil é o maior entre eles e o dobro da média dos países ricos: no Brasil. Na verdade. junto com o instrumento Modis (Espectroradiômetro de Resolução Moderada de Imagens. 10% dos mais ricos ganham 50 vezes mais do que os 10% mais pobres. que refletem o desmatamento industrial. A divulgação do resultado do PIB do terceiro trimestre deste ano. melhor o índice). A geógrafa Ruth DeFries da Columbia University e seus colegas usam imagens de satélite do Landsat. em inglês) em Aqua para analisar o desmatamento nos países que circundam os trópicos. A desigualdade é medida pelo índice Gini. para isso. Na última década e meia. ao contrário dos esforços de pequena escala que deixam atrás de si faixas longas e estreitas de terra nua. programas sociais como o Bolsa Família. a distância entre ricos e pobres no Brasil ainda é a maior entre os países emergentes. O setor privado contratou mais gente. o país foi o único entre os Brics a reduzir a desigualdade. Mas novos dados parecem mostrar que. aquecendo o mercado de varejo. mais pessoas passaram a consumir.Com a estabilidade econômica. grandes e densos blocos de terra nua revelam uma mudança nos agentes causadores da derrubada de árvores: grandes empresas atendendo à demanda urbana. agora dominam. Desigualdade Os programas do governo Lula também tiveram reflexos no âmbito da justiça social. Assim. Para sair da estagnação. e houve aumento de salários. a classe média. Porém. 30 milhões de brasileiros migrassem das classes D e E para a C. uma análise estatística de 41 países revelou que a taxa de perda de florestas tem uma ligação . Em vez da clássica assinatura “espinha de peixe” do desmatamento causado por operações em pequena escala. para estimular o investimento por parte do setor privado. gerando mais empregos.

a maior floresta tropical do mundo. “O que estamos observando é uma mudança: antes eram os fazendeiros de pequena escala que causavam o desmatamento e. isso simplesmente não vai acontecer”. organização com base na Suíça que ajuda homens de negócios a implementar e gerenciar silviculturas sustentáveis em países como Brasil. principalmente comida”. Cada país tem sua própria situação.” “Não é surpresa nenhuma”. “Nós sabemos que a velocidade de desmatamento diminuiu pelo menos na Amazônia brasileira desde a época dos dados do nosso estudo”. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente estima que retardar esse desmatamento poderia recuperar cerca de 50 bilhões . agora. Apesar disso. sejam móveis. É claro que o desmatamento florestal permitiu que florestas crescessem novamente em outras áreas.6 milhão de hectares por ano na última década.9 milhão de hectares por ano na década de 1990 para 1. como o óleo de palma. “Uma das características mais marcantes deste século é a urbanização e o rápido crescimento urbano dos países em desenvolvimento. incluindo terras tropicais anteriormente limpas. caiu de cerca de 1. que tanto elimina um sistema biológico que absorve CO2 quanto cria uma nova fonte de gases estufa na forma de plantas em decomposição. Para ajudar a sustentar essa crescente demanda urbana e global. “Nas décadas passadas. de acordo com o governo brasileiro. o desmatamento é uma das maiores causas das emissões de gases causadores do efeito estufa gerados pela atividade humana – um golpe duplo. nos países desenvolvidos.” Em outras palavras. diretor executivo do Tropical Forest Trust. circunstâncias e agentes causadores”. o desmatamento esteve associado com colonização planejada. por exemplo. afirma DeFries. Congo e Indonésia. “O problema não são pessoas pobres cortando árvores. bem como expandindo seus esforços para ver como reduzir as “pegadas na floresta” dos produtos agrícolas. O problema são as pessoas em Nova York.mais estreita com o crescimento da população urbana e com exportações agrícolas de 2000 a 2005 – nem mesmo o crescimento total da população foi um agente tão forte nesse quesito. os maiores agentes causadores são as distantes demandas do crescimento urbano. conforme a população deixa as áreas rurais para se concentrar nas cidades em crescimento. Não vão transformá-las em Parques Nacionais. a crescente urbanização dos países em desenvolvimento – bem como um aumento constante no consumo. As pessoas nas cidades precisam comer. na Europa e em outros lugares querendo produtos baratos. afirma Poynton. espreguiçadeiras. “A idéia é dar valor às florestas enquanto florestas: mantê-las como florestas e dar-lhes uso dessa forma. observa Scott Poynton. argumenta DeFries. comércio agrícola e exportações. de produtos que têm impacto em florestas. couro para sapatos ou frangos alimentados com farelo de soja – está causando o desmatamento. “É nas coisas agrícolas que o desmatamento ocorre”. a produtividade agrícola terá que ser aumentada em terras que já foram limpas. como muitas terras degradadas e abandonadas dos trópicos. Cada lugar é diferente. “Observamos 41 países. observa DeFries. mais do que contendo o mesmo. seja por meio de melhores variedades de cultura ou melhores técnicas de administração. projetos de reassentamento e fazendeiros locais limpando a terra para conseguir alimentos para subsistência”. E o desmatamento florestal na Amazônia. E o Tropical Forest Trust está criando melhores sistemas de gerenciamento para evitar que a madeira retirada ilegalmente acabe em.

” Tabela periódica ganha dois novos elementos Em ciência. possui hoje compostos reconhecidos com números atômicos que vão até 112. os novos compostos não podem ser encontrados na natureza. é enorme. Guiana e Suriname”. aguardam comprovação da comunidade científica para serem oficializados. Foram necessários três anos de revisões e dez de estudos até que fossem adicionados à lista. Até mesmo atabela periódica. “A competição para usar terras para outros produtos. de acordo com uma nova análise. também encontrados nos últimos anos. aumentará ainda mais a pressão sobre as florestas tropicais”. nos Estados Unidos. precisamos entender o que está comandando as forças por trás do desmatamento”. como o chumbo. A tabela periódica. na Rússia. “Se é para políticas [como o REDD] serem eficientes. Mas. . Eles duram apenas frações de segundo. as negociações internacionais continuam a tentar conseguir um sistema para atingir esse objetivo. que classifica os elementos conhecidos segundo suas propriedades atômicas. nota DeFries. e do Laboratório Nacional Lawrence Livermore da Califórnia. “Há muitas florestas que ainda não encontraram esse tipo de pressão. o ferro. assim como todos os de número atômico superior a 94 na tabela. 117 e 118. em referência aos seus números. na sigla em inglês). Eles foram criados por cientistas em laboratório. conhecido como fundo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento para reduzir emissões causadas pelo desmatamento e por degradação florestal em países em desenvolvimento (REDD. Na mais recente. A descoberta é atribuída aos pesquisadores do Instituto Conjunto para Pesquisa Nuclear de Dubna. 115. pesados e instáveis. ou mais de um ano de emissões globais. Eles receberam o nome provisório de ununquádio (114) e ununhéxio (116). escreveram os pesquisadores. e há novas pressões iminentes. dois novos elementos químicos foram adicionados: os de número atômico (quantidade de prótons) 114 e 116. Além disso. está sujeita a revisões. Os elementos 114 e 116 são altamente radioativos. Outros elementos de números atômicos 113. na sigla em inglês) e da União Internacional de Física Pura e Aplicada (IUPAP).de toneladas métricas de CO2. anunciada por cientistas no dia 8 de junho. elaborada pelo químico russo Dmitri Mendeleiev (1834-1907) em 1869. milhões de hectares de floresta virgem permanecem potencialmente a salvo– 60% das florestas tropicais restantes estão em países ou áreas com pouco comércio agrícola ou crescimento urbano. como biocombustíveis. após os quais se dividem em substâncias mais leves. Diferente de elementos mais conhecidos. o mercúrioou o carbono. comenta DeFries. “A quantidade de áreas florestais em locais como a África central. aprendemos que nenhum conhecimento é definitivo. Os dois mais recentes receberam confirmação da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC.

O efeito mais importante. Mas foram necessários muitos anos de trabalho para se chegar a esse resultado. O engenheiro e professor de Química Carlos Roberto de Lana está de acordo sobre o caráter didático da inovação. é muito burocrática e presa aos planos de ensino. Todos são radioativos e se desintegram em um curto espaço de tempo. afirmou o professor. No entanto. "Os novos elementos que vêm sendo incorporados à tabela ainda são muito instáveis e de vida muito curta. ou seja. "Cada nova descoberta permite que entendamos melhor o funcionamento da matéria e a partir daí possamos dominá-la mais e dar-lhe aproveitamentos que façam a vida humana um pouco melhor". não metais e gases nobres e por famílias com propriedades químicas semelhantes. elas repetiam a . Mesmo na educação. disse. a tabela periódica se torna mais um material para consultar na prova ou decorar antes dela. Ele diz que os compostos com 114 e 116 prótons são muito instáveis e. o interesse é puramente científico. O aluno não pode tomá-la como uma cláusula pétrea da Química". Para ele. de Chancourtois (1820-1886) e o inglês John A. não permitem que tenham uso prático. por isso. sobretudo no ensino público. dizem eles. Lana acredita que a educação científica no país. a principal importância da descoberta é mostrar aos estudantes que a ciência é uma atividade em constante aprimoramento. Newlands (1837-1898) propuseram uma ordenação periódica das composições químicas. "Se trata de um modelo de classificação para os elementos. a organização parece simples e intuitiva. Rendelucci diz que na educação também não haverá repercussão imediata. o que faz com que não possamos ainda pensar em aplicações". por enquanto. "Neste contexto. diz ele. Hoje. ainda vai demorar para que os novos elementos químicos tenham aplicação prática na indústria ou cheguem ao dia a dia das pessoas na forma de produtos. E assim não se pode ser otimista quanto ao impacto de novas descobertas". é mostrar que a tabela periódica é dinâmica. Eles são ainda classificados em metais. R. Segundo o professor de Física e Química Fábio Rendelucci. As primeiras tentativas de arranjos foram feitas no século 19. afirmou. O sonho de Mendeleiev A tabela periódica dispõe os elementos químicos ordenados de acordo com o número atômico. O professor vê ainda a possibilidade de futuras aplicações práticas na engenharia química. Cientistas como o francês Alexandre-Emile B. para isso será necessária a pesquisa de elementos químicos mais estáveis. disse. não deve haver grandes impactos.Decorar a tabela nova? Para especialistas.

a . da CIA e do FBI nos Estados Unidos. os autores chegaram a divulgar informações pessoais sobre funcionários da Petrobras. tirando a página do ar. principalmente de prefeituras. além de abalarem a confiança dos usuários brasileiros em serviços públicos oferecidos na internet. foram afetados. Mas foi somente o russo Dmitri Ivanovitch Mendeleiev que. que possui um limite de acesso. "negação de serviço"). descobriu que as propriedades dos elementos químicos provinham de suas massas atômicas. A página na internet do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi outra "vítima" dos hackers. do Portal Brasil. Neste tipo de ataque não há invasão do computador ou roubo de dados pessoais. para dificultar o rastreamento das autoridades. em português. os hackers usaram o método conhecido como DoS (Denial of Service. Eles também deixaram o governo em alerta e mostraram o quanto empresas e Estado estão vulneráveis a invasões e roubo de dados sigilosos no país. de acordo com estimativa feita pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados). A ideia teria vindo durante um sonho. de motivação política. Na maior parte dos casos. Hackers promovem onda de ataques no Brasil O governo brasileiro foi alvo da maior onda de ataques a sites oficiais na internet de sua história. não consegue responder e trava ou desliga. Os incidentes colocaram o Brasil na mira de uma nova tendência de ataques virtuais. Foram atingidos os sites da Presidência da República. da Petrobras e dos ministérios do Esporte e da Cultura. Ao todo. A maioria das investidas partiu de computadores da Itália. Na internet. As ações começaram em 22 de junho e duraram cinco dias. da Receita Federal. em 1869. O servidor. Sites de governos foram tirados do ar por meio dessa técnica.mesma propriedade depois de certo ponto. Ele consiste em infectar milhares de máquinas com programas robôs para que façam acessos simultâneos a determinado site ou serviço na rede. Mas ele pode causar prejuízos a milhares de pessoas que dependem dos serviços oferecidos on-line. 20 portais do governo federal e 200 sites municipais. O grupo que assumiu a autoria é o mesmo que promoveu nos últimos dois meses os ataques a sites de empresas multinacionais. A tabela periódica de Mendeleiev foi bem-sucedida não somente por calcular corretamente as massas atômicas como também por prever a característica de novos elementos que seriam descobertos no futuro.

segundo o órgão. As informações. da CIA (agência de inteligência americana) e do FBI. A explicação é a influência do Wikileaks. apontado como um dos líderes do grupo. o britânico Ryan Cleary. contendo a imagem de um olho humano pintado como a bandeira do Brasil e um texto com ameaças de novos ataques. 19 anos. A Polícia Federal abriu uma investigação para tentar identificar e indiciar os responsáveis.com exceção do site do IBGE. Wikileaks Os hackers surgiram nos anos 1960 nos Estados Unidos. Neste caso. O LulzSec se tornou conhecido em maio deste ano. Dados de mais de 100 milhões de usuários foram divulgados no Twitter do coletivo. eram falsas ou de conhecimento público. Em resposta. isto é. reivindicada pelo grupo Fail Shell . site do australiano Julian Assange que ficou famoso ao vazar dados confidenciais de governos na rede (veja indicação de livro abaixo). criminosos que invadem os computadores para roubar senhas de cartões de crédito e outros dados pessoais dos usuários. A autoria dos ataques em massa no Brasil . mas. .presidente Dilma Rousseff e do prefeito de São Paulo.foi atribuída ao coletivo de hackers LulzSecBrazil. das redes de televisão americanas Fox e PBS. Na década seguinte. há modalidades mais sofisticadas e que envolvem a segurança de países. Assange cumpre prisão domiciliar no Reino Unido enquanto aguarda julgamento por acusações de crimes sexuais. Gilberto Kassab. Ele foi libertado após pagar fiança. Com o tempo. Hoje. ficaram mais especializados e surgiram os chamados crackers. Apenas um suspeito foi preso. o grupo realizou ações contra os sites das empresas de videogame Sony e Nintendo. o serviço público de saúde NHS também sofreu ataques. o governo informou que realizou a manutenção em alguns portais. houve invasão. para aumentar a segurança. como a ciberguerra e o ciberterrorismo. foi a vez do aumento dos crimes virtuais. um braço do Lulz Security (ou LulzSec). Já o site do IBGE sofreu um tipo diferente de hackeamento. A homepage (página de abertura) do site foi desfigurada. no entanto. a polícia federal dos Estados Unidos. Em dois meses. foi substituída por outra. associados a uma ideologia libertária que pregava o acesso livre a informações na internet. No Reino Unido. Nos últimos meses se intensificaram as ações políticas na rede contra sites de governos. nenhum dado foi violado. O vandalismo na rede cresceu nos anos 1990.

enquanto os "chapéus pretos" ou crackers são considerados criminosos que violam dados sigilosos para obter lucro. o país registrou 142. desfiguração de páginas da web. Já a variação brasileira do grupo permanece ativa. Os casos incluem invasão de servidores. Segundo o CERT. O presidente Zine El Abidine Ben Ali renunciou depois de 23 anos no cargo. Nações árabes. Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil). Iêmen e Síria.Segundo os integrantes. na Tunísia. enquanto os egípcios dão o primeiro passo rumo à democracia. do desemprego e da insatisfação de uma geração jovem com a falta de liberdade. Bahrein. segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). ditaduras militares ou teocracias. O número corresponde a um aumento em quase 118% em relação ao trimestre anterior e de 220% comparado ao mesmo período em 2010. Especialistas classificam o coletivo como "chapéu cinza". Os hackers classificados como "chapéus brancos" apenas informam as empresas de suas brechas na segurança. que controlam algumas das maiores reservas de petróleo do planeta. Em outros países. Os protestos pródemocracia se espalharam pelo Norte da África e Oriente Médio. são governadas por monarquias absolutistas. 844 incidentes no ano passado.759. na primeira eleição livre ocorrida no país. no Egito e na Líbia. foram 90. Em 23 de outubro foi eleita a Assembleia Nacional Constituinte. Após 50 dias de atividades.br (Centro de Estudos. A primeira queda de um ditador aconteceu na Tunísia. Até agora. o LulzSec anunciou sua dissolução no dia 26 de junho. como Jordânia. o Egito realiza as primeiras eleições livres de sua história. que indica danos leves aos alvos. de janeiro a março. a “primavera árabe” derrubou três ditadores. em atos encarados como brincadeiras pelos autores. fraudes. DoS e outros Egípcios vão às urnas. . em 14 de janeiro. as incursões foram feitas apenas por "diversão". Porém. as revoltas continuam em países como a Síria. manifestações populares levaram ao anúncio de reformas ou violentas reações do Estado. uma gíria da internet). mas repressão continua na Síria Quase um ano após o início dos protestos no Oriente Médio. em razão da alta do preço dos alimentos. tradicionalmente. onde a repressão fez milhares de vítimas. Neste ano. Lulz é uma corruptela da sigla LOLs (Laughing Out Loud ou "rindo alto".

Na tentativa de conter os levantes. se um partido tiver 10% dos votos. do recém-fundado Partido Liberdade e Justiça (PLJ). Muammar Gaddafi foi expulso do Palácio por forças rebeldes em agosto. Dados preliminares apontam vitória da Irmandade Muçulmana. Os manifestantes exigem a transição para um governo civil. que assumiu o controle da Líbia. . Dois meses mais tarde. o presidente Hosni Mubarak renunciou em 11 de fevereiro. que já mataram 42 pessoas nas últimas semanas. eleito pelo sistema proporcional (por exemplo. devido ao seu conflito histórico com o mundo islâmico. os protestos recomeçaram em 19 de novembro. Mesmo assim. Se isso se confirmar. O caso mais dramático ocorre na Síria. onde a repressão do governo de Bashar al-Assad (há 11 anos na Presidência) estaria promovendo o maior massacre contra opositores do regime desde o começo da “primavera árabe”. Egito No Egito. A votação começou em 28 de novembro e o processo terminará em 11 de janeiro. revoltas e reformas estão em curso. O sucesso eleitoral desses partidos religiosos preocupa sobretudo Israel. Massacre Em outros países. as eleições parlamentares foram antecipadas. era o que estava há mais tempo no poder – 41 anos. ao final de seis meses de guerra civil. que venceram também as eleições na Tunísia e no Marrocos. O Conselho Nacional de Transição (CNT). A despeito da precariedade política – os partidos de oposição eram proibidos durante a ditadura – a população compareceu às urnas para escolher entre 10 mil candidatos e 40 partidos diferentes. terá direito a ocupar 10% das cadeiras). Um terço dos cargos será preenchido pelos candidatos mais votados. mais influente e populoso país árabe (82 milhões de habitantes). Entre os líderes árabes. prometeu realizar eleições no prazo de oito meses.Na Líbia. Serão eleitos 498 deputados para a Assembleia do Povo ou Câmara Baixa do Parlamento. e o restante. serão a principal força no cenário político pós-ditatorial no Oriente. grupos fundamentalistas islâmicos. encerrando três décadas de ditadura. desta vez contra a junta militar que constituiu o governo provisório. foi capturado e morto pelos revoltosos.

a instituição responsável pelo LHC). “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento. em 23 de novembro. A experiência teve sucesso depois de duas tentativas frustradas durante a madrugada. O governo estaria impedindo a população de fugir do país. contudo. O maior experimento científico do mundo consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado.7 bilhões de anos atrás. que prevê sua renúncia e eleições livres. às 8h06 (hora de Brasília). mas sua paciência e dedicação está começando a render dividendos". colocando minas terrestres e soldados armados nas fronteiras. comemorou Rolf Heuer. No Iêmen. incluindo 256 crianças. o rei sunita Hamad al Khalifa resiste com violência aos opositores da monarquia. depois de ser fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento. a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. que possui 22. Já no Bahrein. o ditador Ali Abdullah Saleh assinou um acordo. De acordo com os .5 milhões de habitantes. 3. 13. A pressão popular também resultou em reformas na Jordânia. As medidas. divulgado no dia 28 de novembro. governa há 33 anos. o governo sírio firmou um acordo com a Liga Árabe para o término da repressão. não entraram em vigor. O Grande Colisor de Hádrons (LHC). anunciadas pelo rei Abdullah 2º. uma das nações mais pobres do mundo árabe. que teria marcado o nascimento do universo.5 mil pessoas foram assassinadas. No começo do mês.Segundo um relatório da ONU. começou a circular partículas em novembro passado. a libertação de presos políticos e a promoção de reformas políticas. A violência afetaria 3 milhões de pessoas na Síria. pela primeira vez. desde março deste ano. O relatório conclui que a Síria cometeu crimes contra a humanidade durante a repressão aos manifestantes. e aumentaram a pressão internacional e as sanções contra o governo de al-Assad. na sigla em francês. diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern. e mais de 20 mil foram presas. Saleh. recriando as condições presentes no momento do Big Bang. que escapou ferido de um atentado em junho. dia 30 de março. situado em um túnel subterrâneo circular de 27 quilômetros de extensão sob a fronteiro franco-suíça. LHC promove as primeiras colisões de partículas "de laboratório" da história Cientistas anunciaram ter conseguido nesta terça-feira.

A mancha de óleo se estendeu por uma área de 163 quilômetros quadrados. Acelerar prótons a 7 trilhões de eletronvolts significa que eles correm a 99. o equivalente a 16. que explora o campo. ou 7 trilhões de eletronvolts) criam "Big Bangs em miniatura". o valor da multa do Ibama representa menos de 1% do plano de investimento de US$ 5 bilhões da Chevron no país. Ainda não se sabe ao certo a extensão do desastre e nem o impacto à biodiversidade marinha e à pesca na região. ajudando a responder muitas perguntas sobre a origem do universo e da matéria. ela abre portas para uma nova fase da física moderna. localizado a 120 km do litoral fluminense. A multinacional Chevron do Brasil. A empresa americana explora 12 poços na Bacia de Campos e produz 79 mil barris diários. é mais barato correr o risco de poluir o ambiente do que investir em equipamentos caros de prevenção. a ANP informou que a mancha havia sido reduzida a dois quilômetros quadrados. no entanto. A ANP também negou o pedido de abertura de um novo poço no Campo do Frade. Para se ter uma ideia. no dia 8 de novembro. acham baixos os valores das multas: para as empresas. aplicadas. Vazamento no Pré-Sal O acidente aconteceu no Campo do Frade. No último dia 22.3 mil campos de futebol. no prazo de dez anos. ou 11 mil voltas por segundo no megatúnel de 27 km. respectivamente. O Estado do Rio de Janeiro também entrou com uma ação civil pública para pedir indenizações de R$ 100 milhões. . o derramamento durou quatro dias ? o poço começou a ser fechado dia 13 ?. As colisões múltiplas a uma energia recorde (7 TeV. O desastre aconteceu durante a perfuração de um poço de petróleo no fundo do mar. a ANP (Agência Nacional do Petróleo) determinou a suspensão das atividades da empresa no país até que sejam explicadas as causas e identificados os responsáveis pelo acidente. pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e pela ANP. A Chevron já recebeu multas de R$ 50 milhões e de R$ 100 milhões. assumiu a responsabilidade pelo derramamento de óleo.pesquisadores.99% a velocidade da luz (cerca de 300 mil km por segundo). dizem. Especialistas. produzindo dados que milhares de cientistas passarão anos futuros analisando. que teria como objetivo atingir a camada pré-sal. e o óleo que continua vazando é ?residual? (20 barris de petróleo por dia). Segundo a petroleira. No dia 23 de novembro.

o governo brasileiro se comprometeu em criar um Plano Nacional de Contingência para Derramamento de Óleo. No ano passado. Em janeiro de 2000. evitando a degradação ambiental. quando Raúl Alfonsin . na exploração de petróleo na camada pré-sal. em Araucária (PR). medidas de segurança envolvem custos mais altos e complexa logística na sua adoção. O vazamento no Campo do Frade serviu de alerta para a falta de fiscalização e de preparo do Estado em prevenir e conter desastres ambientais provocados por derramamento de óleo. contaminação da fauna e da flora marinhas e prejuízos à pesca e turismo.3 milhão de litros de óleo vazaram na Refinaria Duque de Caxias. o socialista Hermes Binner. um dos maiores vazamentos do mundo. o que tornaria o Brasil um dos principais produtores e exportadores mundiais de petróleo e derivados.O volume vazado seria o correspondente a 2. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente. o projeto está em fase de conclusão e será enviado ao Congresso para ser votado. com 54% dos votos contra 17% do segundo colocado. Eleição na Argentina Crescimento econômico e programas sociais asseguraram a reeleição da presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner no domingo (23 de outubro). Há hoje 140 plataformas marítimas em atividades nas bacias de Campos. O objetivo do plano seria preparar uma estratégia de contenção de vazamentos de grandes proporções. na Baía de Guanabara.6 mil litros). outros 4 milhões de litros de óleo cru foram derramados da Refinaria Presidente Getúlio Vargas. a maioria pertencente à Petrobras. Há quatro anos foi anunciada as descoberta de uma imensa reserva na camada pré-sal. Como o pré-sal fica distante da costa. golfinhos e pequenos cetáceos que usam a Bacia de Campos como rota de migração podem ser afetados pelo óleo. Em julho do mesmo ano.4 mil barris (381. Despreparo A Bacia de Campos possui as maiores reservas de petróleo do Brasil e responde por 80% de toda a produção nacional do minério. Dezenas de espécies de baleias. da Petrobras. Santos e Espírito Santo. Foi o resultado mais expressivo nas urnas desde a redemocratização do país em 1983. de acordo com a Chevron. após o desastre ocorrido no Golfo do México. 1.

duvidosos. o ex-presidente Néstor Kirchner (1950-2010).foi eleito com 51% dos votos. Cristina não tinha o mesmo apelo junto à população argentina.5 milhões de postos de trabalho com carteira assinada e o índice de pobreza caiu de 50% em 2002 para uma média atual de 20% (dados oficiais. em 2007. ao final de 2009. Para os 40 milhões de argentinos. era apenas a primeira dama que governaria à sombra do marido. Outras medidas populares incluíram o pagamento de aposentadorias para trabalhadores informais. . em plena crise financeira mundial. No primeiro mandato. que possui as maiores taxas de aprovação entre os eleitores desde o governo de Juan Domingos Perón (também eleito para dois mandatos sucessivos). sem expressão e debilitado. Néstor Kirchner declarou moratória na dívida externa e revitalizou a indústria. Na Casa Rosada. o PIB (Produto Interno Bruto) havia encolhido quase 20%. apontam 8%). O resultado confirma a popularidade da ex-senadora. ao mesmo tempo em que promoveu julgamentos de crimes da ditadura (1976-1983). em 2008. mais do que a Grécia atualmente. Cristina também se tornou a primeira mulher reeleita na história da Argentina. o país crescia em ritmo asiático – mais de 8% desde 2003. o que aumentou a venda de veículos e eletrodomésticos. Foram criados 3. o maior grupo midiático argentino. impulsionada pelas exportações para a China e o Brasil. o baixo índice de popularidade (23%) apontava somente um mandato. Para eles. mesmo em ações polêmicas. Entretanto. que não contribuem com a Previdência Social. de quem a Argentina é o principal parceiro comercial. Em resposta. Na virada do século. Há quatro anos. semelhante ao governo Lula. os bons rumos na economia foram decisivos nessas eleições. contudo. há quase um ano. Quando assumiu o cargo. com a perda da maioria aliada na Câmara dos Deputados. a crise econômica que o país enfrentou entre 1998 e 2002 é um pesadelo ainda recente. com a morte do marido. Cristina e o marido adotaram uma agenda de programas sociais. voltada para as camadas mais pobres da população. Crescimento Assim. e políticas de estímulo ao consumo. porém. Cristina assumiu a frente das políticas sociais e econômicas e revelou força política. perseguiu adversários e iniciou uma campanha contra o jornal Clarín. Na época.

o iPad revolucionou os tablets e inaugurou uma era pós-PC. Dados oficiais indicam um índice de inflação de 11%. que sustentam os programas sociais argentinos por meio das exportações. a empresa popularizou os telefones com acesso à internet. No ramo dos negócios. as regiões mais pobres do país. publicação e animação digitais. o valor das ações cresceu de US$ 5 para mais de US$ 370. Os gastos públicos com o bem-estar social desequilibram as contas fiscais do governo argentino (a relação entre o dinheiro arrecadado com impostos e gasto pelo Estado). de Bill Gates. telefonia. vítima de uma forma rara de câncer no pâncreas. Morto no último 5 de outubro aos 56 anos. À frente da empresa que criou e presidia desde 1997. Um dos problemas é o desaquecimento de economias como a brasileira. o computador pessoal permitiu acesso a serviços em rede que mudaram os hábitos de pessoas em todo o mundo. juntamente com a loja virtual iTunes. . que deve fazer ajustes na economia que a ajudou a se eleger. Com o iPhone. sobretudo. unindo-os à telefonia e à editoração. Por trás dessas inovações estava o talento de Steve Jobs. Além disso. que vai até 2015. somados à recessão econômica no cenário internacional. a inflação cresce e afeta. que substituiu os teclados pela tela sensível ao toque. A originalidade do executivo consistia em melhorar os produtos eletrônicos. No período em que ficou afastado da firma. são justamente nessa área. Juntos. debilitada por conta da pirataria. viabilidade comercial e popularidade aos aparelhos. o fundador da Apple transformou as indústrias de computação. os chamados smartphones. a Apple se tornou uma das corporações com maior valor de mercado do mundo.E os desafios do novo mandato de Cristina. entre 1985 e 1996. a Apple quase foi à falência diante de seu maior concorrente: a Microsoft. apontou caminhos para a indústria fonográfica. Com o retorno de Jobs. No começo do século. tornando-se um utensílio indispensável nos lares. Sob seu comando. que mudou a maneira de se consumir música e. Jobs desenvolveu um padrão de sucesso. formam um panorama incerto para o segundo mandato da presidente. a Apple lançou o tocador de música iPod. de modo a proporcionar funcionalidade. mas especialistas sustentam taxas entre 20% e 25% nas províncias. esses dois fatores. música. desenvolveu uma linha de produtos com o prefixo “i” que viraram sinônimos de tecnologia e design. Por fim. Steve Jobs (1955-2011) Nas últimas três décadas. dispositivos móveis como smartphones e tablets conferiram mobilidade aos recursos oferecidos na internet. Mais recentemente.

Ele não hesitava em demitir um empregado que não atendesse aos seus exigentes padrões de excelência. para ficar ao lado da mulher e dos quatro filhos. com soluções simples e esteticamente perfeitas. era conhecido por ser perfeccionista. Em meio ao ambiente hippie dos anos 1960. Quando retornou aos Estados Unidos. ele somente deixou a presidência em agosto deste ano. Já como chefe. a empresa que faria do computador um produto de massa. Apesar de ter registrado 313 patentes. Califórnia. Design Steve Jobs não era um engenheiro e não aperfeiçoou hardware ou software. Ao sair. No ano seguinte. Lançou. aos 30 anos de idade. foi vendida por US$ 7. com ícones que facilitavam o acesso aos arquivos. experimentou drogas psicodélicas e abandonou a faculdade aos 17 anos para fazer um curso de caligrafia e uma viagem à Índia. a NeXT. Em 1997. a maior contribuição de Jobs foi o Macintosh. Antes. o primeiro computador pessoal do mundo. a produtora de animações Pixar. O Macintosh virou referência em computadores pessoais. o aparelho tinha uma interface gráfica mais intuitiva. Jobs retornou à Apple para salvar a empresa da falência. que tinha em seu cartel sucessos como “Toy Story” e “Procurando Nemo”. Computadores Steven Paul Jobs nasceu em 24 de fevereiro de 1955 em São Francisco. Diferente dos demais à época. em 1976. nos anos seguintes. na garagem dos pais. fundou outra firma de computação. o iPod (2001). desenvolvido em 1984. Jobs se tornou uma referência. os computadores ainda seriam uma tela com comandos.Em tratamento médico desde 2004. o iPhone (2007) e o iPad (2010). ele não inventou os maiores sucessos da Apple. Duas décadas mais tarde.4 bilhões. era preciso digitar comandos para interagir com a máquina. mas os aprimorou e soube vendê-los aos consumidores. O design da tecnologia está ligado à funcionalidade dos aparelhos e à interface entre o homem e a máquina. Nascia ali. Neste campo. e comprou de George Lucas. numa disputa de poder com um executivo que ele mesmo contratara. a Pixar. criou. por US$ 10 milhões. Jobs foi afastado de sua própria companhia. filho de dois estudantes universitários que o colocaram para adoção. . rígido e até cruel com os funcionários. fazendo da Apple uma das empresas mais lucrativas do planeta. o Apple 2. Na área da computação. um eletrodoméstico tão comum quanto TV e geladeira. junto com o amigo Steve Wozniak. Sem ele. Sua genialidade consistia em combinar um apurado senso estético com uma visão de mercado muito à frente de seus concorrentes.

Para montar um alerta. o alerta é enviado para que os municípios e os órgãos de defesa possam monitorar a situação e agir quando preciso. afirma Nobre. “Antes do risco alto se concretizar. já estamos emitindo alertas e estamos terminando a integração das 75 pessoas selecionadas por concurso público”. permite à Apple formar lideranças entre seu quadro de empregados. hoje. nós não podemos ficar esperando”. ligado ao Ministério de Ciência. O foco das ações será concentrado no Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). que apresentaram estratégias para evitar desastres como deslizamentos de terra e enxurradas entre dezembro e março de 2012. saiba mais Monitoramento de chuvas passa a ser 24 horas a partir deste sábado 251 municípios têm 'elevado risco' de desastres em 2012. Quando uma região com risco elevado de incidentes como deslizamentos e enxurradas é visitada por frentes frias ou por concentrações de nuvens que podem gerar pancadas de chuvas. Os dois níveis mais alarmantes são usados quando o volume de chuva em uma região de risco aumenta em um período curto como uma hora ou fica acima da média para um trecho de dois a três dias. diretor do Cemaden e secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped). o centro deve começar a funcionar durante 24 horas por dia a partir deste sábado (17). Tecnologia e Inovação (MCIT) não estivesse ainda funcionando. “O Cemaden já é uma realidade. garantindo. O sistema de monitoramento de chuvas do governo A chegada da temporada de chuvas promoveu uma semana agitada por parte dos órgãos governamentais. os dados de mapas de risco com informações geológicas e hidrológicas são cruzados com as cartas geradas por institutos de previsão de tempo como o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) e o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). a sobrevivência da corporação à morte de seu maior símbolo. explica Nobre. diz ministro Segundo Carlos Nobre. foi assim que definiu um modelo de gestão que. o monitoramento e a emissão de alertas de risco já estão acontecendo desde 2 de dezembro. quem assume o controle das operações é o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). Níveis de risco Os alertas possuem quatro níveis de risco: leve. órgão ligado à Defesa Civil nacional. assim. . “O risco diz respeito apenas a áreas onde moram pessoas. moderado. Não está ligado para zonas rurais”. alto e muito alto. o aviso é emitido. afirma o climatologista. Ainda que o site do órgão. “A ação precisa ser sempre antecipada.Porém." A partir daí. Ele é o responsável por fazer a ponte com os serviços de defesa civil estaduais e municipais e com ministérios diretamente ligados à emergências como o da Saúde e da Defesa.

A faixa pode gerar chuvas contínuas. “Essas são perigosas. "Lá em cima. com vento e até granizo. Zona de convergência Para Márcia Seabra. obras de drenagem urbana e de barragens. afirma Nobre. ele é erguido e começam a serem formadas nuvens". que destaca o problema da ocupação irregular de áreas urbanas como um dos muitos fatores que contribuem para que as chuvas se transformem em desastres naturais.2 mil novos pluviômetros em todo o país e três novos radares meteorológicos. Até abril de 2012. chefe da divisão de operações do Cptec. A estimativa de Nobre é que existam até mil áreas de risco no país. No verão. afirma a especialista. apesar das ações de prevenção. As pastas de Integração Nacional e de Cidades também investiram em ações de contenção de encostas. "Esses aparelhos representam o padrão de excelência. . que duram por dias. transporte de medicamentos e salvamento. as chuvas são mais intensas onde a zona de convergência atua”. vai ter alagamento”. a umidade é condensada e gera gotículas de água. pois deixam o solo encharcado e podem causar deslizamentos de terra”. típicas de dias abafados e que provocam principalmente alagamentos. "Eventos de frentes frias. Quando o ar apresenta bastante umidade. diz. 22 deles nos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina (veja lista no final da página).3 milhões em ações como apoio aéreo. “Existem muitas áreas ainda no Brasil que precisam ser mapeadas”. localizadas em áreas pequenas como bairros e fortes. Elas ainda podem ser causadas por uma faixa de nuvens que se estende desde a região amazônica e vai até o sudeste em direção ao oceano Atlântico. fenômenos que acontecem na Antártida e no Pacífico podem colaborar para a geração de chuvas por aqui". "O ar precisa ser pensado como um fluido. afirma Seabra. ele também se propaga por ondas. meteorologista do Inmet. o risco de desastres naturais é real. “Provavelmente vai ter deslizamento. O Ministério da Defesa destinou R$ 48. explica que aos dados da previsão de tempo local somam-se fenômenos estudados por modelos globais. afirma o especialista.Ações O Ministério da Integração Nacional divulgou as ações desenvolvidas em 2011. Só no Cemaden. “A região dessas cidades conta com um bom monitoramento para áreas de risco de deslizamento e enxurradas”. afirma o meteorologista. Outro caso é das pancadas de chuva. diz a meteorologista. o sudeste costuma sofrer com chuvas rápidas. como preparativos para possíveis desastres no verão de 2012. são previstos 2. os mais afetados pelas enchentes e chuvas em janeiro deste ano. outros 34 municípios – localizados na Zona da Mata nordestina – devem entrar no cálculo. engenharia. eles mandam informação repetidamente". que descreve com detalhes o momento em que a chuva inicia. que aumentam a partir do dezembro com o volume maior de energia térmica do Sol. Atualmente. As ações serão concentradas em 56 municípios. "A retirada da vegetação original do lugar faz o solo conseguir absorver menos água". Esta extensa “parede” de gotículas é conhecida como Zona de Convergência do Atlântico Sul. diz Aravéquia. Influência global José Antônio Aravéquia. São causadas pelo aquecimento e pela umidade na atmosfera. lembra. o Cemaden já identificou 251 cidades onde ocorreram mortes por conta de desastres naturais no Brasil. “Nesta parte do verão.

as portas do ônibus espacial Discovery foram fechadas e suas luzes apagadas. Enquanto isso. Francisco Morato." Confira a lista de 56 municípios integrados à primeira fase de operações do Cemaden: Espírito Santo (8) – Cachoeiro de Itapemirim. Ao todo. jornalistas nos Estados Unidos puderam. Cariacica. É aí que elas caem. Ele agora deve partir para o Museu Nacional de Ar e Espaço. a Nasa testava como manobrar as naves no lado de fora do Centro Espacial Kennedy. Santos. Contagem. São Paulo. foram cinco horas para percorrer pouco mais de 10 quilômetros. Ibirité. São José do Vale do Rio Preto. Santa Leopoldina. com a ajuda de um modelo em tamanho real. Itati. onde será exposto de portas fechadas. visitar todos os cantos de um ônibus espacial: o Atlantis. Duque de Caxias. Vargem Alta. Os aparelhos que ainda poderiam ser úteis. retirados. Brusque.Com o tempo. Florianópolis. Gaspar. Petrópolis. Todos os agentes químicos considerados perigosos nas baterias e equipamentos dos veículos foram limpos. Ilhota. São Gonçalo. Viana. Palhoça. Nova Iguaçu. Rio de Janeiro. Niterói. Luiz Alves. Jaraguá do Sul. O maior desafio: passar a centímetros de distância de uma placa de trânsito. nunca mais nenhum ser humano estará dentro da nave que mais vezes foi ao espaço. Cubatão. Juiz de Fora e Ouro Negro Paraná (4) – Antonina. Taboão da Serra. pela primeira vez. Igrejinha. São Bernardo do Campo. Postes e sinais de trânsito foram tirados do caminho. No final de semana. Vitória. São José dos Pinhais e Almirante Tamandaré Rio de Janeiro (12) – Angra dos Reis. Rio do Sul. Mauá. Rio Branco do Sul. elas se agrupam e uma hora ficam pesadas demais para serem sustentadas pelo ar que sobe. Se ninguém mudar de ideia. Um pouco aquém da capacidade dos engenheiros da agência que já levou o homem à Lua. Novo Hamburgo. em Washington. Nova Friburgo. Sumidouro e Teresópolis Rio Grande do Sul (5) – Fontoura Xavier. A agência espacial americana (Nasa) prepara as três naves que sobraram para virarem peças de museu. São José e Timbó São Paulo (11) – Campos do Jordão. Soledade Santa Catarina (11) – Blumenau. . Ubatuba e Caraguatatuba Nasa fecha portas do ônibus espacial Discovery pela última vez Depois de 30 anos. Diadema. Serra e Marechal Floriano Minas Gerais (5) – Belo Horizonte. Cantagalo.

.. do pessoal (órgãos e agentes). pois. responsabilidade civil do Estado... ou seja. órgãos e agentes públicos. direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado. praticados nessa qualidade. e não quando atua. declara os fins por ele visados e institui os Poderes e órgão necessários à sua consecução. na atividade indireta que é a judicial. Direito Administrativo é o "ramo do Direito Público interno que regula a atividade jurídica não contenciosa do Estado e a constituição dos órgãos e meios de sua ação. praticados ou desempenhados na qualidade de poder público. sujeito às normas do Direito Privado. dos atos e atividades da Administração Pública.Noções de Direito Administrativo: conceitos. o que indica o caráter científico da disciplina em exame. poderes administrativos. os agentes. . As últimas expressões da definição estão a indicar que ao Direito Administrativo não compete dizer quais são os fins do Estado.. suas entidades. com o objetivo de atender perfeitamente as necessidades da coletividade. Analisando os elementos desse conceito. excepcionalmente. que regem os órgãos. Direito Administrativo é o "conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem os órgãos. sabido que não há ciência sem princípios teóricos próprios. sob a observância dos interesses públicos e em direção aos fins desejados pelo Estado. tendentes a realizar concreta. que o Direito Administrativo interessa-se pelo Estado. O objeto do Direito Administrativo engloba todas as funções exercidas pelas autoridades administrativas: a regulamentação da estrutura.. Os três primeiros termos afastam a ingerência desse ramo do Direito na atividade estatal abstrata que é a legislativa. relegando para o Direito Constitucional a parte estrutural. direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado". O Direito Administrativo é o conjunto de princípios jurídicos que regem a organização e o exercício da atividade administrativa estatal. em condições de igualdade com o particular. ao se organizar.. para o eficiente funcionamento da Administração Pública. a seriação de atos da Administração Pública. organização administrativa brasileira. e as atividades públicas. o ramo do Direito Público que rege a ação do Estado para a consecução dos seus fins". e verificáveis na prática.. Percebe-se. Segundo definição de José Cretella Júnior. . e na atividade mediata que é a ação social do Estado. . indica que ordena a estrutura e o pessoal do serviço público. Segundo Hely Lopes de Meirelles. isto é. funcional. outras ciências se incumbirão disto. cada Estado... . ordenados. significa a sistematização de normas doutrinárias de Direito (e não de Política ou de ação social).. as atividades públicas tendentes a realizar concreta. Aí estão a caracterização e a delimitação do objeto do Direito Administrativo. estática. os agentes.. mas no seu aspecto dinâmico. vemos: Conjunto harmônico de princípios jurídicos. administração pública. O Direito Administrativo apenas passa a disciplinar as atividades e os órgãos estatais ou a eles assemelhados.

os funcionários públicos eram direta e exclusivamente responsáveis por prejuízos decorrentes de omissão ou abuso no exercício de seus cargos.. A atividade administrativa. uma divisão funcional. O Estado nenhuma responsabilidade assumia perante terceiros prejudicados por atos de seus servidores. Responsabilidade civil do Estado A responsabilidade civil do Estado corresponde à obrigação atribuída ao Estado de reparar danos causados por seus agentes públicos ou prestadores de serviços públicos a terceiros. e representa. São as chamadas ressalvas (ou exceções) ao Princípio da Separação dos Poderes. ele a exerce de forma atípica.Função jurisdicional (aplicação da lei) Diz a CRFB/1988: Art. Porem. independentes e harmônicos entre si. está sujeita à tutela do Direito Administrativo.clássica tripartição concebida pelo filósofo francês Montesquieu: Poder Legislativo. Poder Executivo e Poder Judiciário . Portanto. A CRFB atribui a cada poder exerce uma função típica: Poder Executivo . § 4º. mas os Poderes Legislativo e Judiciário também a exercem. Imperava a teoria da irresponsabilidade do Estado por atos de seus servidores. seja ela exercida pelo Poder Executivo. nessa qualidade. 60 . que é cláusula pétrea.Toda e qualquer atividade de administração. 60. 2º .As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. . assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa". portanto. III). A divisão em poderes .. cada um dos poderes também desempenha as demais funções não atribuídas a ele como função típica. § 6º .Função normativa ou legislativa (elaboração da lei) Poder Judiciário .Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (.Função administrativa (execução da lei) Poder Legislativo . a de 1824 e a de 1891. na realidade..) § 4º . 37.) III . o Executivo e o Judiciário. causarem a terceiros. é tutelada pelo Direito Administrativo. Verifica-se que pelas duas primeiras Cartas Políticas. o Poder Executivo exerce tipicamente a função administrativa. o Legislativo. seja ela exercida por qualquer um dos poderes.. Constituição Federal de 1988: "Art. segundo o art.encontra-se determinada na CRFB/1988 (art.a separação dos Poderes. 2º. Art.A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: (. pelo Poder Legislativo ou pelo Poder Judiciário.São Poderes da União. de forma atípica. No entanto. no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las.

prestadoras de serviços públicos. na década de sessenta. . O Estado responde objetivamente por dano causado por seu agente. gerentes ou empregados. privado ou misto. não seria justo. os não essenciais. em substituição à responsabilidade . Mas isso nenhuma alteração traz no que tange à responsabilidade civil dessas empresas prestadoras de serviços públicos. este acabou ganhando corpo na doutrina. em seu artigo 15. Com o advento do Código Civil. ou contra ambos. que passou a estender a responsabilidade civil objetiva às pessoas jurídicas de direito privado. desde a constituição de 1946 (art. qualquer pessoa de direito público. É o princípio da territorialidade. passando a abranger tanto as entidades políticas nacionais. Interessante notar que desde a Constituição de 1967 houve um alargamento na responsabilização das pessoas jurídicas de direito público por atos de seus servidores. combinada com princípio da ação regressiva. não há mais o litisconsórcio necessário. Outrossim. que adotou a teoria da responsabilidade objetiva do Estado. vítima da ação ou omissão do concessionário.podem ter as respectivas execuções delegadas aos particulares. submeter o terceiro. inúmeras empresas estatais foram criadas com a missão precípua de executarem esses serviços públicos. o fato de executar o serviço público. expressamente. também. previsto no Texto Magno. sob o regime de concessão. 194) vem sendo adotada a teoria do risco administrativo. 37 da CF Como já assinalamos. a responsabilidade objetiva do Estado às pessoas jurídicas de direito privado. exceto nas hipóteses de aplicação do princípio da extraterritorialidade. O Sentido do § 6º do art. que tem seu legítimo fundamento na soberania de cada Estado. público. Essas estatais. prestadoras de serviços públicos. estão sendo privatizadas. o princípio da regressividade. A carta política de 1988 estendeu. ao contrário dos essenciais . como as estrangeiras. entidades de direito público de potências estrangeiras. refletindo na elaboração de textos constitucionais a partir da Carta Política de 1946. prevendo. não é a natureza do capital. Logo. É que houve a supressão da palavra interno. nem jurídico. O prejudicado podia mover a ação contra o Estado ou contra o servidor público. à segurança pública etc. hoje. nacional ou estrangeira. as empresas concessionárias. De fato.Na vigência das Constituições de 1934 e de 1937 passou a vigorar o princípio da responsabilidade solidária.como concernentes à administração da justiça. Esse alargamento acentuou-se na Constituição de 1988. Por isso. submeter-se á ao preceito do § 6º do art. à difícil tarefa de comprovar a culpa do agente só porque o Estado delegou ao particular a execução da obra ou do serviço. promover a execução de sentença contra ambos ou contra um deles. Desapareceu a figura da responsabilidade direta do servidor ou da responsabilidade solidária. bem como. O que submete essas empresas ao regime da responsabilidade objetiva. Com o advento do regime militar. mas. segundo o seu critério de conveniência e oportunidade. são responsáveis por atos de seus servidores. 37 da Carta Política. permissionárias e autorizatárias de serviços públicos respondem objetivamente pelos danos causados por atos ou omissões de seus diretores. Determinados serviços públicos. A partir da Constituição Federal de 1946 adotou-se o princípio da responsabilidade em ação regressiva. acertadamente.

deste, sem indagação de culpa. E o ônus financeiro da assumpção dessa responsabilidade objetiva é suportado por toda sociedade, que provê os cofres públicos através de tributos. Os tributos são pagos pelos cidadãos para propiciar ao Estado recursos financeiros necessários ao cumprimento de suas atribuições, inclusive para indenizar os danos por ele causados, a terceiros, no desempenho dessas atribuições. Daí a teoria do risco administrativo, que fundamenta toda a doutrina da responsabilidade objetiva do Estado. O prejudicado pela ação estatal sempre terá o direito à indenização a ser pleiteada contra a Fazenda Pública ou contra a pessoa jurídica privada prestadora de serviço público a que pertencer o agente causador do dano. A ação nunca é dirigida contra o agente público ou de quem faz as suas vezes. Estes limitam-se a responder regressivamente em casos de dolo ou culpa. Para a caracterização do direito à indenização segundo a doutrina da responsabilidade civil objetiva do Estado devem concorrer as seguintes condições: a) A efetividade do dano. Deve existir concretamente o dano de natureza material ou moral suportado pela vítima. Como se sabe, a Constituição Federal de 1988 consagrou, expressamente, a indenização por dano moral, prescrevendo a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem das pessoas (art. 5º, V). b) O nexo causal. Deve haver nexo de causalidade, isto é, uma relação de causa e efeito entre a conduta do agente e o dano que se pretende reparar. Inexistindo o nexo causal, ainda que haja prejuízo sofrido pelo credor não cabe cogitação de indenização. Por exemplo, empresa concessionária de transporte coletivo urbano de passageiros emprega um motorista não habilitado que, ao passar por uma ponte construída e mantida pelo D.E.R. vem a desabar. Os passageiros sofrem ferimentos, mas nenhuma responsabilidade cabe à empresa de ônibus, por que o dano não resultou daquela irregularidade de contratar motorista não habilitado. Só para ter uma idéia da complexidade, na perfeita delimitação da responsabilidade ante a teoria do nexo causal, imaginaremos um exemplo. O agente público municipal vistoria um prédio novo e concede o habite-se, equivocadamente. Dois meses depois o prédio desaba. Em conseqüência desse desabamento ocorreu um saque na empresa X, que perdeu elevada soma de dinheiro destinado à compra de matéria prima para seu estabelecimento fabril, fato que, provocou a falência da empresa X. Pergunta-se, o Poder Público, no caso, municipal, responde por essa falência? No caso, sem falar da responsabilidade solidária das contrutoras e do engenheiro-responsável, nota-se a dificuldade na detectação da verdadeira causa do dano em função das concausas sucessivas. O Código Civil, como se depreende do art.1060, nessa matéria, adotou a teoria que exige a relação de causa e efeito, direta e imediata entre o dano e a conduta do agente. Direto quer dizer aquilo que vem em linha reta, e imediato quer dizer sem intervalo. Assim, o Código Civil não agasalhou a teoria da equivalência das condições ou da conditio sine qua non. c) Oficialidade da atividade causal e lesiva imputável ao agente do Poder Público. A responsabilidade civil objetiva do Estado, que é distinta da responsabilidade legal ou contratual, decorre da conduta comissiva ou omissiva de seu agente no desempenho de suas atribuições ou a pretexto de exercê-las. Indispensável que o agente pratique o ato no exercício da função pública ou a pretexto de exercê-la, sendo juridicamente irrelevante se o ato é praticado em caráter individual. Outrossim, já decidiu o Colendo STF que é irrelevante a questão da licitude ou não do comportamento funcional do agente que tenha incorrido em

conduta omissiva ou comissiva, causadora do dano. Também, não tem, atualmente, menor relevância jurídica a distinção outrora feita entre atos de gestão e atos de império para excluir a responsabilidade do Estado em se tratando desses últimos. Essa divisão não se justifica, porque uno é o Estado, descabendo a idéia de duas pessoas distintas: uma civil e outra política. Aliás, quer o ato comissivo ou omissivo provenha do jus imperii ou do jus gestionis sempre será uma forma de atuação do Estado. Daí a irrelevância proclamada pela jurisprudência quanto a essa singular distinção doutrinária, que não se coaduna com o direito positivo. d) Ausência de causas excludentes. A doutrina da responsabilidade objetiva adotada pela Carta Política está fundada na teoria do risco administrativo e não na teoria do risco integral. Por isso a responsabilidade do Estado não é absoluta. Ela cede na hipótese de força maior ou de caso fortuito. Da mesma forma, não haverá responsabilidade do Estado em havendo culpa exclusiva da vítima. No caso de culpa parcial da vítima impõe-se a redução da indenização devida pelo Estado . Resumindo, o Estado sempre responderá objetivamente pelo dano causado ao administrado, por ação ou omissão de seus agentes, desde que injustamente causado. O Estado, depois de ressarcida a vítima, promove a ação repressiva contra o agente causador do dano, se houver culpa ou dolo deste. A expressão ultilizada pelo texto constitucional – nos casos de dolo ou culpa – para legitimar a ação repressiva do Estado não deve ser entendida como afastamento da teoria da responsabilidade objetiva como, equivocadamente, sustentavam alguns estudiosos. A existência do dolo ou da culpa é matéria que não diz respeito ao terceiro prejudicado pela atuação estatal. É assunto que diz respeito exclusivamente ao relacionamento funcional do agente com a entidade pública ou privada a que se acha vinculado. Verificado o dolo ou a culpa cabe a fazenda pública promover a ação de regresso para recuperar de seu agente causador do dano tudo aquilo que despendeu com a indenização da vítima. É oportuno lembrar, ainda, que descabe a invocação de alguns julgados em que se exigiam a prova de culpa da Administração em razão de uma situação singular, para generalizar a tese a ponto de contrariar a doutrina da responsabilidade objetiva do Estado. É preciso bem distinguir os danos causados por agentes públicos ou de quem façam as suas vezes, de que cuida o texto constitucional, dos danos ocasionados por atos de terceiros ou por fenômenos da natureza. Nas hipóteses de depredações por multidões, de enchentes e vendavais que venham provocar danos aos administrados, suplantando os serviços públicos existentes, são imprecíndiveis a prova de culpa da Administração para legitimar a indenização. É o que tem decidido os tribunais. Na recente inundação do túnel do Anhangabaú, por exemplo, onde dezenas de veículos ficaram submersos, impõe-se a indagação de culpa da Administração Pública Minicipal. Até que ponto a omissão do órgão público (não acionamento das bombas ou seu funcionamento deficiente e anormal) foi a causa eficiente da inundação ocorrida? Dado o inusitado volume de águas qualquer ação do poder Público seria insuficiente para conter a invasão do túnel pelas águas? Nesse caso, se era previsível essa situação, não seria o caso de a autoridade competente promover a a oportuna interdição do túnel? São indagações que devem ser analisadas e respondidas com segurança para definir a responsabilidade da Administração de conformidade com os artigos 15 e 159 do Código Civil. Nesses casos, os danos não são decorrentes diretamente da atuação ou omissão do agente público, o que refogem da hipótese contemplada no § 6º do

art.37 da Constituição Federal. Administração Pública direta e indireta: autarquias, fundações, entidades paraestatais. Administração direta é aquela composta por órgãos ligados diretamente ao poder central, federal, estadual ou municipal. São os próprios organismos dirigentes, seus ministérios e secretarias. Administração indireta é aquela composta por entidades com personalidade jurídica própria, que foram criadas para realizar atividades de Governo de forma descentralizada. São exemplos as Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista. Autarquias: serviço autônomo, criado por lei específica, com personalidade jurídica de direito público, patrimônio e receitas próprios, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada (conf. art 5º, I, do Decreto-Lei 200/67); Fundação pública: entidade dotada de personalidade jurídica de direito público, sem fins lucrativos, criada em virtude de lei autorizativa e registro em órgão competente, com autonomia administrativa, patrimônio próprio e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes (conf. art 5º, IV, do Decreto-Lei 200/67); Entidades paraestatais é nome dado àqueles entes que não obstante possuam personalidade jurídica própria e estejam disciplinados por algumas normas de direito público, não se enquadram nos moldes legais previstos para que pertençam ao quadrode entes da Administração Pública Direita ou Indireta. Esses entes, também chamados de “Entes com situação peculiar” ou “Terceiro Setor”, exercem as mais diversas funções em regime de colaboração, fomento e contribuição com Estado, sem, no entanto se confundir com ele. Estão incluídos portanto, na categoria de Terceiro Setor justamente porque não fazem parte do Primeiro Setor, ou seja, o Estado, e nem do Segundo Setor, o mercado, sendo caracterizadas pela prestação de atividade de interesse público, não exclusiva do Estado, autorizada em lei e sem fins lucrativos, sob o regime de Direito Privado.

Constituição Federal: art. 1º ao 5º; 18 ao 24; 37 ao 41; 44 ao 75. TÍTULO I Dos Princípios Fundamentais Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania III - a dignidade da pessoa humana;

nos termos desta Constituição. independentes e harmônicos entre si.independência nacional. à igualdade.não-intervenção. TÍTULO II Dos Direitos e Garantias Fundamentais CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS Art.homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. III .repúdio ao terrorismo e ao racismo. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica. II .promover o bem de todos. o Executivo e o Judiciário. II . . raça.igualdade entre os Estados. nos termos seguintes: I .garantir o desenvolvimento nacional. o Legislativo. idade e quaisquer outras formas de discriminação. VI . sem distinção de qualquer natureza. à segurança e à propriedade. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. V . IV .ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: I . social e cultural dos povos da América Latina.o pluralismo político. 2º São Poderes da União. Parágrafo único.construir uma sociedade livre. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. V .defesa da paz. justa e solidária. sexo. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I .autodeterminação dos povos. Art. X . visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. Art.concessão de asilo político. Parágrafo único.prevalência dos direitos humanos. política. VII . Art. nos termos desta Constituição. à liberdade.IV . Todo o poder emana do povo.os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. III . VIII .cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. IV . II .solução pacífica dos conflitos.erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. 5º Todos são iguais perante a lei. sem preconceitos de origem. IX . cor.

a casa é asilo inviolável do indivíduo. a honra e a imagem das pessoas. XX . XXI . a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva. podendo qualquer pessoa. nos termos da lei. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial. sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. na forma da lei. durante o dia. na forma da lei. a vida privada.é inviolável a liberdade de consciência e de crença. sem armas. independentemente de censura ou licença. sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. XII . . VII . a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. quando necessário ao exercício profissional. IV . científica e de comunicação. nele entrar. salvo. a de cooperativas independem de autorização. de dados e das comunicações telefônicas. VI . permanecer ou dele sair com seus bens. XVI . no primeiro caso. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. no último caso. têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente.é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz. quando expressamente autorizadas. em locais abertos ao público. salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa. moral ou à imagem.III . artística. VIII . por determinação judicial. nos termos da lei. XVIII .é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas.a criação de associações e.as entidades associativas. além da indenização por dano material. ou para prestar socorro.todos podem reunir-se pacificamente.é livre o exercício de qualquer trabalho.é plena a liberdade de associação para fins lícitos. fixada em lei. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. XVII . por ordem judicial. desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local. XV .ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.é livre a expressão da atividade intelectual. IX . sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. XIII .é assegurada. exigindo-se. proporcional ao agravo.são invioláveis a intimidade.é livre a manifestação do pensamento.ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado. ofício ou profissão. o trânsito em julgado. V .ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. X .é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte. independentemente de autorização. XIV . ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. XIX . vedada a de caráter paramilitar.é assegurado o direito de resposta. ou. XI . sendo vedado o anonimato. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País.é garantido o direito de propriedade. assegurados: .a pequena propriedade rural. nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas. aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas. para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. XXXVI .não haverá juízo ou tribunal de exceção. XXXV . XXV .a propriedade atenderá a sua função social. XXIV . ou por interesse social. à propriedade das marcas. XXXIV . assim definida em lei. inclusive nas atividades desportivas. ressalvados os casos previstos nesta Constituição.é garantido o direito de herança.são assegurados.aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. publicação ou reprodução de suas obras. XXVIII . ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. se houver dano.no caso de iminente perigo público. XXXVIII .é reconhecida a instituição do júri. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos.são a todos assegurados. assegurada ao proprietário indenização ulterior. XXXII . b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores. XXVII . não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva.a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização.a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros. com a organização que lhe der a lei. mediante justa e prévia indenização em dinheiro. sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus". ou de interesse coletivo ou geral. a defesa do consumidor.XXII . bem como proteção às criações industriais.todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. XXIX . XXXVII . XXXI .a lei não prejudicará o direito adquirido. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. desde que trabalhada pela família. XXIII . XXXIII . independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. XXVI .o Estado promoverá. sob pena de responsabilidade.a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública. a autoridade competente poderá usar de propriedade particular. na forma da lei.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. XXX . que serão prestadas no prazo da lei. b) a obtenção de certidões em repartições públicas.

84. os executores e os que. nos termos da lei. XLIV . civis ou militares. d) prestação social alternativa.a lei penal não retroagirá. e) suspensão ou interdição de direitos. XLIII . sujeito à pena de reclusão. XLV . podendo evitá-los.a lei regulará a individualização da pena e adotará. d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. se omitirem. XIX. até o limite do valor do patrimônio transferido. nos termos do art. XXXIX . . d) de banimento. entre outras.a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.a) a plenitude de defesa.é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral. a idade e o sexo do apenado. de acordo com a natureza do delito. XLII . estendidas aos sucessores e contra eles executadas. e) cruéis. XLI . c) de trabalhos forçados. XLIX .não haverá penas: a) de morte. XLVI . c) a soberania dos veredictos. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. XL . podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser. b) de caráter perpétuo. por eles respondendo os mandantes.nenhuma pena passará da pessoa do condenado. nem pena sem prévia cominação legal.a pena será cumprida em estabelecimentos distintos. c) multa. nos termos da lei. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. salvo em caso de guerra declarada.às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação.a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível.constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados. L .a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura . XLVII . salvo para beneficiar o réu.não há crime sem lei anterior que o defina. as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade. XLVIII . b) perda de bens. b) o sigilo das votações. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.

ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. definidos em lei.não haverá prisão civil por dívida. em processo judicial ou administrativo. não amparado por "habeas-corpus" ou "habeas-data".não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião.são inadmissíveis. no processo.o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal. quando a lei admitir a liberdade provisória. LXIV . ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. salvo nas hipóteses previstas em lei. LVIII . LXVIII .a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente.ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal.será admitida ação privada nos crimes de ação pública. na forma da lei. LIV . LXV .aos litigantes. LXI . quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. LXVI .ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. LIII . as provas obtidas por meios ilícitos. por ilegalidade ou abuso de poder. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. LIX . LVII . LXX . se esta não for intentada no prazo legal. LXIX .o preso será informado de seus direitos. LVI .nenhum brasileiro será extraditado. (Regulamento).ninguém será levado à prisão ou nela mantido. LX .o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial.o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional. praticado antes da naturalização. LXVII . em caso de crime comum.conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção.a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. LXIII . com ou sem fiança. LXII .conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. entre os quais o de permanecer calado. salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel. sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado. com os meios e recursos a ela inerentes.LI . . salvo o naturalizado. LV . LII .

de 2004) (Decreto Legislativo com força de Emenda Constitucional) § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. ficando o autor. à moralidade administrativa. os atos necessários ao exercício da cidadania. de 2004) TÍTULO III . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. na forma da lei: a) o registro civil de nascimento. LXXIII . LXXI . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. LXXVIII a todos. no âmbito judicial e administrativo. b) para a retificação de dados. § 2º .são gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data". em cada Casa do Congresso Nacional.o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. LXXVI . por três quintos dos votos dos respectivos membros. LXXII .conceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público.b) organização sindical. na forma da lei.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. b) a certidão de óbito. ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. à soberania e à cidadania. de 2004) § 1º . LXXV . salvo comprovada má-fé. e.Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados.As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. em dois turnos.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade.são gratuitos para os reconhecidamente pobres. LXXVII . LXXIV . serão equivalentes às emendas constitucionais. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença. judicial ou administrativo. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso.o Estado indenizará o condenado por erro judiciário.

dentro do período determinado por Lei Complementar Federal.criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. apresentados e publicados na forma da lei.Os Territórios Federais integram a União. excluídas. e dependerão de consulta prévia. subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros. o Distrito Federal e os Municípios. na forma da lei. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio. mediante plebiscito. ressalvada. VI . através de plebiscito.recusar fé aos documentos públicos.Os Estados podem incorporar-se entre si. às populações dos Municípios envolvidos.as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras. mediante aprovação da população diretamente interessada. II . far-se-ão por lei estadual. transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. III . VII . III .Brasília é a Capital Federal. as praias marítimas. por lei complementar.os terrenos de marinha e seus acrescidos. § 1º . II .os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva.os lagos. a colaboração de interesse público. das fortificações e construções militares. destas. e as referidas no art. § 4º A criação. CAPÍTULO II DA UNIÃO Art. .Da Organização do Estado CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA Art.o mar territorial. ao Distrito Federal e aos Municípios: I . A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União. (Redação dada pela Emenda Constituciona nº 46. IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países. e do Congresso Nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 15. 19. as ilhas oceânicas e as costeiras. São bens da União: I . a fusão e o desmembramento de Municípios. ou que banhem mais de um Estado. e sua criação.estabelecer cultos religiosos ou igrejas. aos Estados. a incorporação. ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham. os Estados. 20. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal.os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos. das vias federais de comunicação e à preservação ambiental. exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal. É vedado à União. 26. de 1996) Art. ou formarem novos Estados ou Territórios Federais. embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. subvencioná-los. de 2005) V . todos autônomos. definidas em lei. as que contenham a sede de Municípios. 18. bem como os terrenos marginais e as praias fluviais. § 3º . nos termos desta Constituição. II. § 2º . sirvam de limites com outros países.

os recursos minerais. . III . concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora. os serviços de telecomunicações.manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais. ao Distrito Federal e aos Municípios. bem como as de seguros e de previdência privada. mar territorial ou zona econômica exclusiva. concessão ou permissão. aos Estados. que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária. plataforma continental. V .assegurar a defesa nacional. Compete à União: I .os potenciais de energia hidráulica. de 15/08/95:) b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. nos termos da lei. XI .declarar a guerra e celebrar a paz. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. diretamente ou mediante autorização.administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. c) a navegação aérea. Art. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 8. especialmente as de crédito.autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico. IX . nos termos da lei.A faixa de até cento e cinqüenta quilômetros de largura. II . designada como faixa de fronteira. § 2º . bem como a órgãos da administração direta da União. IX . o estado de defesa e a intervenção federal. câmbio e capitalização. VIII . de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território. VI .as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. e de sons e imagens. participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural. ou compensação financeira por essa exploração. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 8. 21. VII . X .explorar.emitir moeda.manter o serviço postal e o correio aéreo nacional. de 15/08/95:) XII . é considerada fundamental para defesa do território nacional. § 1º . diretamente ou mediante autorização. X .as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos. IV .VIII .explorar. a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais. ao longo das fronteiras terrestres. que disporá sobre a organização dos serviços. e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei.decretar o estado de sítio.elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social.permitir. nos casos previstos em lei complementar. XI .É assegurada. inclusive os do subsolo.

explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa. XIV . XVIII . e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. . f) os portos marítimos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação. ou que transponham os limites de Estado ou Território.d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. (Regulamento) XX . manter e executar a inspeção do trabalho. em forma associativa.instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 49. atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional. a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. inclusive habitação. XVII . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.organizar e manter o Poder Judiciário. fluviais e lacustres. são autorizadas a produção. a lavra. XXI .organizar e manter os serviços oficiais de estatística. a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. geografia. XVI .instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso. de 1998) XXIII . geologia e cartografia de âmbito nacional. de 2006) XXIV .executar os serviços de polícia marítima.organizar e manter a polícia civil. comercialização e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas. aeroportuária e de fronteiras. de 1998) XV . XIX .organizar. XXII . para efeito indicativo. o enriquecimento e reprocessamento.exercer a classificação. bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 49.estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem.planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas. o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 49.conceder anistia. por meio de fundo próprio. saneamento básico e transportes urbanos. especialmente as secas e as inundações. agrícolas e industriais. XXV . XIII . b) sob regime de permissão. de 2006) d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa. de diversões públicas e de programas de rádio e televisão. de 2006) c) sob regime de permissão.

XVII . aeronáutico.diretrizes e bases da educação nacional.direito civil.atividades nucleares de qualquer natureza. Distrito Federal e Municípios. XXVI . fluvial. convocação e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares.emigração e imigração. X . e para as empresas públicas e sociedades de economia mista. títulos e garantias dos metais. processual.sistemas de consórcios e sorteios. seguros e transferência de valores. de 1998) . XIX . aérea e aeroespacial. do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. obedecido o disposto no art. nos termos do art.Art.águas.comércio exterior e interestadual.trânsito e transporte. outros recursos minerais e metalurgia. II .jazidas. efetivos. marítimo. para as administrações públicas diretas.registros públicos. garantias. material bélico.desapropriação. autárquicas e fundacionais da União. VI . câmbio. XXV . Compete privativamente à União legislar sobre: I . 37. V . captação e garantia da poupança popular. III . XX . XVI .requisições civis e militares. VII . 173. XXIII . informática. XV .regime dos portos.competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais.populações indígenas. XXII . marítima. navegação lacustre. XXI . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. penal. entrada.política de crédito. extradição e expulsão de estrangeiros. XXIV . III. IX .sistema monetário e de medidas.sistemas de poupança.seguridade social. IV . 22. espacial e do trabalho. § 1°.organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões. VIII . XIII . cidadania e naturalização. bem como organização administrativa destes. XII . eleitoral. em caso de iminente perigo e em tempo de guerra. sistema cartográfico e de geologia nacionais. XIV .diretrizes da política nacional de transportes.serviço postal. minas. em todas as modalidades. Estados. comercial. XI .organização judiciária. XXVII – normas gerais de licitação e contratação. energia. telecomunicações e radiodifusão. XVIII . agrário. XXI.normas gerais de organização.sistema estatístico.nacionalidade.

XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e mobilização nacional; XXIX - propaganda comercial. Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público; II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência; III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural; V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência; VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico; X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos; XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios; XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; II - orçamento; III - juntas comerciais; IV - custas dos serviços forenses; V - produção e consumo; VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;

VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; IX - educação, cultura, ensino e desporto; X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas; XI - procedimentos em matéria processual; XII - previdência social, proteção e defesa da saúde; XIII - assistência jurídica e Defensoria pública; XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; XV - proteção à infância e à juventude; XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis. § 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. § 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. § 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. § 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. CAPÍTULO VII DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seção I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período; IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;

V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical; VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão; IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público; X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Regulamento) XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como li-mite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o sub-sídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tri-bunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo; XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

obras. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública.A publicidade dos atos. mantidas as condições efetivas da proposta. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. do Distrito Federal e dos Municípios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. observado o disposto no art. nos termos da lei. de 1998) c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. sociedades de economia mista. (Regulamento) XXII . X e XXXIII. neste último caso. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34.as administrações tributárias da União. de 1998) I . precedência sobre os demais setores administrativos. na forma da lei ou convênio. de 1998) III . dos Estados. exercidas por servidores de carreiras específicas.a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo.a) a de dois cargos de professor. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. nos termos da lei. suas subsidiárias. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. pelo poder público. direta ou indiretamente.ressalvados os casos especificados na legislação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. § 2º .A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. da qualidade dos serviços. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. cabendo à lei complementar. na forma da lei. de 1998) . terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. definir as áreas de sua atuação. e sociedades controladas. de 2001) XVII . de 1998) XVIII . programas.12.2003) § 1º . 5º. atividades essenciais ao funcionamento do Estado. § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. emprego ou função na administração pública. regulando especialmente: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais. informativo ou de orientação social. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. empresas públicas. de 19.o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. em cada caso. de 1998) b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico. dela não podendo constar nomes. fundações. de 1998) II . de 1998) XX .a administração fazendária e seus servidores fiscais terão.depende de autorização legislativa. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. XXI .as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral. as obras. externa e interna. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. de sociedade de economia mista e de fundação. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19. com profissões regulamentadas. serviços.

42 e 142 com a remuneração de cargo. 40 ou dos arts. no exercício de mandato eletivo. de 1998) § 11. que causem prejuízos ao erário.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato.§ 4º . servidor ou não. não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores." § 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. causarem a terceiros. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. de 2005) Art. as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. II . a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. § 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição.o prazo de duração do contrato. de 1998) § 10. a perda da função pública. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo. III . cabendo à lei dispor sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. § 5º . dos Estados. para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo. de 1998) . É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. aplicam-se as seguintes disposições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. na forma e gradação previstas em lei. Ao servidor público da administração direta. emprego ou função pública. e suas subsidiárias. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.a remuneração do pessoal. autárquica e fundacional. em seu âmbito. sem prejuízo da ação penal cabível. mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Or gânica. nessa qualidade. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. a ser firmado entre seus administradores e o poder público. de 1998) I . de 2005) § 12.os controles e critérios de avaliação de desempenho. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. direitos. como limite único. que receberem recursos da União.A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente. de 1998) § 8º A autonomia gerencial. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. 38. § 6º . Não serão computadas.Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça. fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar. ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.

(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. IV. prêmio. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira. ficará afastado de seu cargo. abono. para isso. 39. o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. XVII.investido no mandato de Prefeito. emprego ou função. XVI.os requisitos para a investidura. XXII e XXX. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.135-4) Art. integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. 7º. no caso de afastamento. II . será aplicada a norma do inciso anterior. o Distrito Federal e os Municípios instituirão. A União. e.para efeito de benefício previdenciário. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. os Estados.as peculiaridades dos cargos. IX. o detentor de mandato eletivo. estadual ou distrital. havendo compatibilidade de horários. de 1998) I . 37. emprego ou função. XX. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. IV .a natureza. adicional. exceto para promoção por merecimento. os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. A União. XIX. verba de representação ou outra espécie remuneratória. V .135-4) § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.I . vedado o acréscimo de qualquer gratificação. XII. no âmbito de sua competência.investido no mandato de Vereador. de 1998) (Vide ADIN nº 2. de 1998) II . XIII. VII. de 1998) § 4º O membro de Poder. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) . (Vide ADIN nº 2. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. facultada. VIII. o disposto no art. Seção II DOS SERVIDORES PÚBLICOS (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. emprego ou função. 39. não havendo compatibilidade. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. será afastado do cargo. X e XI. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. obedecido. de 1998) § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art.tratando-se de mandato eletivo federal. os Estados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. III . XV. XVIII. de 1998) III . regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta. perceberá as vantagens de seu cargo. de 1998) § 2º A União. em qualquer caso. das autarquias e das fundações públicas. de 1998) Art.

19. mediante contribuição do respectivo ente público. de 15/12/98) § 3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria. na forma da lei. contagiosa ou incurável. se homem.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. 37. se mulher. no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19.§ 5º Lei da União. incluídas suas autarquias e fundações. 40. 19. se mulher. dos Estados. de 1998) § 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. de 1998) § 6º Os Poderes Executivo. do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão. autarquia e fundação. em qualquer caso. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. 19.12. 201. exceto se decorrente de acidente em serviço.2003) . de 15/12/98) a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. dos Estados. por ocasião da sua concessão.12. serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o art. de 15/12/98) § 2º .12. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. de 1998) Art. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. de 15/12/98) III . e sessenta anos de idade. por ocasião de sua concessão. do Distrito Federal e dos Municípios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.voluntariamente. se homem. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. dos Estados. observadas as seguintes condições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. obedecido. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos.compulsoriamente. modernização. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição.por invalidez permanente. não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor.2003) § 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados.2003) II .12. de 1998) § 7º Lei da União. e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. reaparelhamento e racionalização do serviço público. o disposto no art. na forma da lei. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. de 15/12/98) b) sessenta e cinco anos de idade. inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. aos setenta anos de idade.2003) I .Os proventos de aposentadoria e as pensões. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. 19. XI. moléstia profissional ou doença grave. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. treinamento e desenvolvimento.

19. caso em atividade na data do óbito.O tempo de contribuição federal. 19. de 15/12/98) § 6º . de 15/12/98) § 11 . 201. inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. de 2005) § 5º . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. em caráter permanente.ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento.ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido. de 15/12/98) § 7º Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão por morte. de 2005) I portadores de deficiência. ou (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. os casos de servidores: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 47. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social. e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição. em relação ao disposto no § 1º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.2003) § 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. conforme critérios estabelecidos em lei.§ 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo. à soma total dos proventos de inatividade.12.Aplica-se o limite fixado no art. de 15/12/98) § 10 . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47.12. caso aposentado à data do óbito.2003) II .12. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. o valor real. XI. é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo. de 2005) III cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição. de 2005) II que exerçam atividades de risco. para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. de 15/12/98) .Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos. e de cargo eletivo. nos termos definidos em leis complementares. cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. que será igual: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade.12. 37. 19. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20.2003) I .A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. III. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art.2003) § 9º . até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. ressalvados. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. 19. "a". 201.

41. de 2005) Art. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social.2003) § 20. for portador de doença incapacitante.12. 201 desta Constituição. o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará. 19. na forma da lei. 19. 201.2003) § 18.12.Ao servidor ocupante. Fica vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social para os servidores titulares de cargos efetivos. A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida. 202 e seus parágrafos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. § 3º. quando o beneficiário. O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas no § 1º. no que couber. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público. 201.2003) § 16 . São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. exclusivamente. com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos.§ 12 . Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3° serão devidamente atualizados. o Distrito Federal e os Municípios.2003) § 21. na forma da lei. de 15/12/98) § 15. X. por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar. de 15/12/98) § 14 . o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar. de 15/12/98) § 13 . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. poderão fixar.Além do disposto neste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20.12. e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1º.12. de 15/12/98) § 17. de 1998) . observado o disposto no art. a. II.A União. 19. os Estados. 19.Somente mediante sua prévia e expressa opção. e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime em cada ente estatal. 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. de natureza pública. para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. no que couber. ressalvado o disposto no art. 142. aplica-se o regime geral de previdência social. o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. III.2003) § 19.12.

(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. de 1998) § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. e o eventual ocupante da vaga. de 1998) III . será estabelecido por lei complementar. 46. bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. eleitos. § 2º . de 1998) § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade.Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) TÍTULO IV Da Organização dos Poderes CAPÍTULO I DO PODER LEGISLATIVO Seção I DO CONGRESSO NACIONAL Art. eleitos segundo o princípio majoritário. para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados. será ele reintegrado. assegurada ampla defesa.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19.O número total de Deputados. em cada Estado. 44. Art. 45. § 1º . até seu adequado aproveitamento em outro cargo. § 1º . sem direito a indenização. de 1998) I . de 1998) II . Art. Parágrafo único. se estável.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho.Cada Território elegerá quatro Deputados. em cada Território e no Distrito Federal. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo. no ano anterior às eleições. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. na forma de lei complementar. pelo sistema proporcional. reconduzido ao cargo de origem. o servidor estável ficará em disponibilidade. proporcionalmente à população. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. com mandato de oito anos. Cada legislatura terá a duração de quatro anos. . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. procedendo-se aos ajustes necessários. que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

e montante da dívida mobiliária federal. § 2º. não exigida esta para o especificado nos arts. XIV . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41.moeda.transferência temporária da sede do Governo Federal.incorporação.A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos. § 3º . e 153. IV . XIII . VIII . operações de crédito. judiciária. por um e dois terços. Salvo disposição constitucional em contrário. 49. dívida pública e emissões de curso forçado. III . acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. 47.§ 2º . § 4º. as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos. 153. do Ministério Público e da Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária. orçamento anual. 84.matéria financeira. II .Cada Senador será eleito com dois suplentes. especialmente sobre: I . presente a maioria absoluta de seus membros. transformação e extinção de cargos. VI . 150. instituições financeiras e suas operações.concessão de anistia. dispor sobre todas as matérias de competência da União.fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. . 49. 39. VII . observado o que dispõem os arts. alternadamente. b. Seção II DAS ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL Art. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. 48. IX . 51 e 52.telecomunicações e radiodifusão. ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I . de 2001) XII . XV . empregos e funções públicas. III.sistema tributário. arrecadação e distribuição de rendas. Cabe ao Congresso Nacional. 19. X – criação. II. cambial e monetária. de 2001) XI – criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. Art.planos e programas nacionais.12. espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União. com a sanção do Presidente da República. V .resolver definitivamente sobre tratados. do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal. diretrizes orçamentárias. seus limites de emissão. I.organização administrativa. regionais e setoriais de desenvolvimento. subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados. VI.limites do território nacional.fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas.plano plurianual.2003) Art. observado o que estabelece o art.

poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para prestarem. XI . quando a ausência exceder a quinze dias. III. XI. XII . os atos do Poder Executivo. IV . importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada. Art. autorizar o estado de sítio. observado o que dispõem os arts. incluídos os da administração indireta. ressalvados os casos previstos em lei complementar. § 2º. V . VII . 39. e 153.fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado.escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União.apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão.julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo.sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa.fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores. a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares.autorizar referendo e convocar plebiscito. e 153. 150. X . a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. III .Os Ministros de Estado poderão comparecer ao Senado Federal. de 1994) § 1º .aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.aprovar. à Câmara dos Deputados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. XIV . XIII . 153. por sua iniciativa e mediante entendimentos com a Mesa respectiva. a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais. a celebrar a paz. de 1998) IX .aprovar o estado de defesa e a intervenção federal. pessoalmente. ou a qualquer de suas Comissões.zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes.mudar temporariamente sua sede. . § 4º. para expor assunto de relevância de seu Ministério. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 2. I. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal. I. XV . III. 37. 150.autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País. previamente. § 4º. 50. ou suspender qualquer uma dessas medidas. informações sobre assunto previamente determinado. ou por qualquer de suas Casas. de 1998) VIII . XVI . diretamente. XVII . XI. VI .fiscalizar e controlar. § 2º. II.autorizar o Presidente da República a declarar guerra.II . 153.autorizar. em terras indígenas. observado o que dispõem os arts. ou qualquer de suas Comissões. 37. 39. II.

nos casos estabelecidos nesta Constituição. por voto secreto. do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles. de 1994) Seção III DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Art. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: I . a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente. de interesse da União. bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha. f) titulares de outros cargos que a lei determinar. de 2004) III .atendimento. ou o não . dos Estados. transformação ou extinção dos cargos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. nos termos do art. Compete privativamente ao Senado Federal: I . importando em crime de responsabilidade a recusa. a escolha de: a) Magistrados. VII. V . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. por voto secreto.proceder à tomada de contas do Presidente da República. após argüição em sessão secreta. dos Territórios e dos Municípios. quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa. IV . b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da República. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 2.aprovar previamente.As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos de informações a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas no caput deste artigo.autorizar. 89. por dois terços de seus membros. e) Procurador-Geral da República. II . no prazo de trinta dias. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. 52.aprovar previamente. criação.§ 2º . III . empregos e funções de seus serviços. 51. Seção IV DO SENADO FEDERAL Art. funcionamento. a instauração de processo contra o Presidente e o VicePresidente da República e os Ministros de Estado. bem como a prestação de informações falsas.processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade.eleger membros do Conselho da República. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público. d) Presidente e diretores do banco central.autorizar operações externas de natureza financeira. IV – dispor sobre sua organização. de 02/09/99) II processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal. o Procurador-Geral da República e o AdvogadoGeral da União nos crimes de responsabilidade. . c) Governador de Território. e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração. após argüição pública. de 1998) V . polícia.elaborar seu regimento interno. do Distrito Federal.

que. criação. os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos. XIII . funcionamento. resolva sobre a prisão. VII . palavras e votos. IX .estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados.2003) Parágrafo único. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. por crime ocorrido após a diplomação. no todo ou em parte. XV . e o desempenho das administrações tributárias da União.VI . dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios. sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. dos Estados. 53. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. pelo voto da maioria de seus membros. por proposta do Presidente da República. de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público federal. civil e penalmente. Nesse caso. do Distrito Federal e dos Municípios. a exoneração. limites globais para o montante da dívida consolidada da União. VII. VIII . por quaisquer de suas opiniões. salvo em flagrante de crime inafiançável. Os Deputados e Senadores são invioláveis. o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva. de 19. XI . polícia. e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração. empregos e funções de seus serviços. desde a expedição do diploma. dos Estados. limitando-se a condenação. transformação ou extinção dos cargos. do Procurador-Geral da República antes do término de seu mandato. de 2001) § 2º Desde a expedição do diploma. os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. com inabilitação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. para que. por oito anos. à perda do cargo.avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional.eleger membros do Conselho da República. de 2001) § 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado.12. XII . por iniciativa de partido político nela . de 2001) § 1º Os Deputados e Senadores.dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União. que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal.dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno.suspender a execução. de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. do Distrito Federal e dos Municípios. X . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. do Distrito Federal e dos Municípios. Seção V DOS DEPUTADOS E DOS SENADORES Art. por maioria absoluta e por voto secreto. funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.dispor sobre sua organização. de 1998) XIV .aprovar. em sua estrutura e seus componentes. para o exercício de função pública. 89. serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal.fixar. nos termos do art.elaborar seu regimento interno. de ofício. Nos casos previstos nos incisos I e II.

função ou emprego remunerado. II . ou nela exercer função remunerada. Os Deputados e Senadores não poderão: I . em cada sessão legislativa. enquanto durar o mandato. de 2001) § 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio. de 2001) § 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. Art. . só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva. poderá.cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar. 54. "a". dependerá de prévia licença da Casa respectiva. b) aceitar ou exercer cargo. embora militares e ainda que em tempo de guerra. IV . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. autarquia. sustar o andamento da ação. salvo licença ou missão por esta autorizada. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: I . V . de 2001) § 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. "a". c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I. nas entidades constantes da alínea anterior. nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional. nas entidades referidas no inciso I. de 2001) § 5º A sustação do processo suspende a prescrição.desde a posse: a) ser proprietários. 55. de 2001) § 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores. b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum". de 2001) Art.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. empresa pública. III . até a decisão final. nos casos previstos nesta Constituição.que perder ou tiver suspensos os direitos políticos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35.que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior. que sejam incompatíveis com a execução da medida. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes.representado e pelo voto da maioria de seus membros. controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público. sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações.desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público.que deixar de comparecer. II . inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum". à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 35.quando o decretar a Justiça Eleitoral.

de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros. § 3º .As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subseqüente.investido no cargo de Ministro de Estado. II e VI.O suplente será convocado nos casos de vaga.licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença. a Câmara dos Deputados e o Senado Federal reunir-se-ão em sessão conjunta para: I . III . Não perderá o mandato o Deputado ou Senador: I . a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva. de investidura em funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias. além dos casos definidos no regimento interno. nos termos deste artigo. mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional. do Distrito Federal. Seção VI DAS REUNIÕES Art. terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º.Na hipótese do inciso I. § 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato. § 1º . ou para tratar. o Deputado ou Senador poderá optar pela remuneração do mandato.VI . domingos ou feriados. . II .É incompatível com o decoro parlamentar. o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. ou de partido político representado no Congresso Nacional. § 2º . de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro.inaugurar a sessão legislativa. far-se-á eleição para preenchê-la se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato. neste caso.Além de outros casos previstos nesta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constituicional nº 50. sem remuneração. § 1º . quando recaírem em sábados. Secretário de Estado.Nos casos previstos nos incisos III a V. anualmente. na Capital Federal. § 3º . assegurada ampla defesa. 57. de Território. de 1994) Art. de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária.elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas. § 2º .A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. de interesse particular. assegurada ampla defesa.Nos casos dos incisos I. de 2006) § 1º .Ocorrendo vaga e não havendo suplente. II . desde que.que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal. Governador de Território. por voto secreto e maioria absoluta. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 6. O Congresso Nacional reunir-se-á. § 3º . o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas.receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República. § 2º . 56.

constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação.IV .Na constituição das Mesas e de cada Comissão. . tanto quanto possível. alternadamente. a partir de 1º de fevereiro. para mandato de 2 (dois) anos.realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil. o Congresso Nacional somente deliberará sobre a matéria para a qual foi convocado. vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente. § 2º . reclamações. em caso de urgência ou interesse público relevante. de 2006) § 5º . de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente. representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50. II . IV . § 1º .receber petições. em caso de decretação de estado de defesa ou de intervenção federal. cabe: I . em razão da matéria de sua competência. é assegurada.às comissões.solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão. em todas as hipóteses deste inciso com a aprovação da maioria absoluta de cada uma das Casas do Congresso Nacional. para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas. V .pelo Presidente da República. II . § 6º A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50. de 2006) I . III . 58. pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas. de 2006) § 7º Na sessão legislativa extraordinária. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias. em razão da convocação.convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições. na forma do regimento.discutir e votar projeto de lei que dispensar.conhecer do veto e sobre ele deliberar. no primeiro ano da legislatura. pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente do Senado Federal. serão elas automaticamente incluídas na pauta da convocação. vedado o pagamento de parcela indenizatória. a competência do Plenário. salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa.Presidente da República. e os demais cargos serão exercidos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50. a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa. § 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias. de 2006) § 8º Havendo medidas provisórias em vigor na data de convocação extraordinária do Congresso Nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50. de 2001) Seção VII DAS COMISSÕES Art. ressalvada a hipótese do § 8º deste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32.pelo Presidente do Senado Federal.

manifestando-se. se for o caso. § 1º . considerando-se aprovada se obtiver. Seção VIII DO PROCESSO LEGISLATIVO Subseção I Disposição Geral Art. VI . IV .Durante o recesso. Parágrafo único.de um terço. serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. sendo suas conclusões. III .leis complementares. II .de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação. § 4º . a proporcionalidade da representação partidária. em ambos. V .decretos legislativos. quanto possível.leis ordinárias. regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. O processo legislativo compreende a elaboração de: I . eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo.emendas à Constituição. Lei complementar disporá sobre a elaboração. mediante requerimento de um terço de seus membros. pela maioria relativa de seus membros. II . para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. três quintos dos votos dos respectivos membros. § 2º . dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.medidas provisórias. de estado de defesa ou de estado de sítio.leis delegadas. haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional.VI . . cuja composição reproduzirá.apreciar programas de obras. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I . III .A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. redação.A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. para a apuração de fato determinado e por prazo certo. encaminhadas ao Ministério Público. em dois turnos. com atribuições definidas no regimento comum. § 3º .do Presidente da República. 60. em conjunto ou separadamente. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. 59. VII . planos nacionais.As comissões parlamentares de inquérito. no mínimo. Subseção II Da Emenda à Constituição Art. cada uma delas. alteração e consolidação das leis.resoluções.

bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. na forma e nos casos previstos nesta Constituição. § 5º . de 1998) d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União.fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas. um por cento do eleitorado nacional. seu regime jurídico. com o respectivo número de ordem. b) organização administrativa e judiciária. Art. ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos. devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por. § 4º .a separação dos Poderes. do Senado Federal ou do Congresso Nacional. o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias. ao Supremo Tribunal Federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. do Distrito Federal e dos Territórios.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I . II . § 1º .os direitos e garantias individuais. promoções. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. estabilidade e aposentadoria. II . Subseção III Das Leis Art. matéria tributária e orçamentária. secreto. 62. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 18.A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 61. VI. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração. III . de 1998) § 2º .A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. estabilidade. serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios.São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I . com força de lei. no mínimo. reforma e transferência para a reserva.a forma federativa de Estado. seu regime jurídico. observado o disposto no art. remuneração. Em caso de relevância e urgência. de 2001) . de 2001) f) militares das Forças Armadas. c) servidores públicos da União e Territórios. e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. 84. distribuído pelo menos por cinco Estados.disponham sobre: a) criação de cargos. provimento de cargos. universal e periódico. IV . provimento de cargos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32.§ 3º . aos Tribunais Superiores.o voto direto. ao Presidente da República.

ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia. as relações jurídicas delas decorrentes. só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. entrará em regime de urgência. de 2001) § 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. nos termos do § 7º. ressalvado o previsto no art. de 2001) § 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória. de 2001) b) direito penal. até que se ultime a votação. de 2001) § 3º As medidas provisórias. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. de 2001) § 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados. contado de sua publicação. de 2001) I – relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. de 2001) a) nacionalidade. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. exceto os previstos nos arts. ficando sobrestadas. de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro. a carreira e a garantia de seus membros. por decreto legislativo. partidos políticos e direito eleitoral. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. orçamento e créditos adicionais e suplementares. prorrogável. desde a edição. devendo o Congresso Nacional disciplinar. todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. subseqüentemente. I. de 2001) § 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. processual penal e processual civil. de 2001) III – reservada a lei complementar. IV. de 2001) II – que vise a detenção ou seqüestro de bens. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. de 2001) . no prazo de sessenta dias. 153. § 3º. uma vez por igual período. de 2001) c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. direitos políticos. cidadania. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. de 2001) § 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias. de 2001) § 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. de 2001) IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. em cada uma das Casas do Congresso Nacional. de 2001) d) planos plurianuais. e 154. II. V. diretrizes orçamentárias. não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional. suspendendo-se durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. 167. II.§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32.

do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos Deputados. cada qual sucessivamente.nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados. 66. . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32.Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional. Não será admitido aumento da despesa prevista: I . de inciso ou de alínea. 63. ou arquivado. o sancionará. no prazo de quinze dias úteis. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra. § 2º . § 4º . e enviado à sanção ou promulgação. até que se ultime a votação. de 2001) Art. 64. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República. § 1º . 65. na mesma sessão legislativa. Art.Se o Presidente da República considerar o projeto.O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. II . a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição. em um só turno de discussão e votação. aquiescendo. e comunicará. se a Casa revisora o aprovar. nem se aplicam aos projetos de código. § 1º . esta manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto. 166. Sendo o projeto emendado. com exceção das que tenham prazo constitucional determinado. no todo ou em parte. Parágrafo único.O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória. do Senado Federal. dos Tribunais Federais e do Ministério Público. Art. pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso Nacional. que. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. de 2001) § 12. inconstitucional ou contrário ao interesse público.nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República. contados da data do recebimento. de parágrafo. em até quarenta e cinco dias. vetá-lo-á total ou parcialmente.§ 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir parecer. de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. antes de serem apreciadas. dentro de quarenta e oito horas. as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. de 2001) § 10. se o rejeitar. É vedada a reedição. § 2º Se. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. de 2001) § 3º .A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no prazo de dez dias. ressalvado o disposto no art. observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior. no caso do § 1º. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória. voltará à Casa iniciadora. Art. em sessão separada. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. § 3º e § 4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa. de 2001) § 11.

a cargo do Congresso Nacional. que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional. O controle externo. economicidade. vedada qualquer emenda. § 2º .O veto será apreciado em sessão conjunta. Parágrafo único. o silêncio do Presidente da República importará sanção. políticos e eleitorais. dentro de trinta dias a contar de seu recebimento. a carreira e a garantia de seus membros.organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. 69. direitos individuais. Art. se este não o fizer em igual prazo. assuma obrigações de natureza pecuniária. orçamentária.nacionalidade. o Presidente do Senado a promulgará. pública ou privada.planos plurianuais. ao Presidente da República. a matéria reservada à lei complementar. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República. 68. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta. em escrutínio secreto. de 1998) Art. diretrizes orçamentárias e orçamentos. sobrestadas as demais proposições. Art.§ 3º . que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício. e. quanto à legalidade. nos casos dos § 3º e § 5º. guarde. em nome desta. gerencie ou administre dinheiros. II . mediante controle externo. § 4º . A fiscalização contábil. § 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º.Decorrido o prazo de quinze dias. os de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. Art. para promulgação. nem a legislação sobre: I . de 2001) § 7º . e pelo sistema de controle interno de cada Poder.Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional. arrecade. mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional. caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo. operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. até sua votação final. legitimidade. Seção IX DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL. na mesma sessão legislativa. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 67. será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União. FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Art. ou que. só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores.Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional. este a fará em votação única. § 5º . 71. III . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32.Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República. § 3º .A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional. financeira. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto. 70. ao qual compete: . será o projeto enviado. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda.Se o veto não for mantido. será exercida pelo Congresso Nacional. § 1º . que utilize. aplicação das subvenções e renúncia de receitas. o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata. cidadania.

a qualquer título. por qualquer de suas Casas. que estabelecerá. orçamentária.apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República. acordo. orçamentária.julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros.prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional. multa proporcional ao dano causado ao erário. excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão. operacional e patrimonial. § 1º . na administração direta e indireta. extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público.O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional. reformas e pensões. § 2º . de imediato. ao Poder Executivo as medidas cabíveis.Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo. trimestral e anualmente. VI . relatório de suas atividades. ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório. o Tribunal decidirá a respeito.fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio. X . operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas. § 3º . a legalidade dos atos de admissão de pessoal. de Comissão técnica ou de inquérito. da Câmara dos Deputados. no prazo de noventa dias. financeira. por iniciativa própria. XI . bens e valores públicos da administração direta e indireta. ajuste ou outros instrumentos congêneres. em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. VIII . a execução do ato impugnado. . inspeções e auditorias de natureza contábil. para fins de registro.representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados. se não atendido. IV .fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe. o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional. que solicitará. II . e demais entidades referidas no inciso II. Executivo e Judiciário. e as contas daqueles que derem causa a perda. entre outras cominações. § 4º .I . as sanções previstas em lei.As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. sobre a fiscalização contábil. não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior. do Senado Federal. a Estado. nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo. mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento. financeira.sustar.apreciar. IX . ao Distrito Federal ou a Município. incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal. incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal.assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei.realizar. VII . de forma direta ou indireta. ou por qualquer das respectivas Comissões. se verificada ilegalidade. III .No caso de contrato.aplicar aos responsáveis. V . bem como a das concessões de aposentadorias. nos termos do tratado constitutivo.

da gestão orçamentária.avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual. as atribuições previstas no art. quanto à aposentadoria e pensão. Art. contábeis. com aprovação do Senado Federal. ou considerados estes insuficientes. quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional. as normas constantes do art. II . 166.Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: I . O Tribunal de Contas da União. §1º. econômicos e financeiros ou de administração pública. a Comissão solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo sobre a matéria. indicados em lista tríplice pelo Tribunal.Entendendo o Tribunal irregular a despesa. § 2º . de forma integrada.notórios conhecimentos jurídicos. no prazo de cinco dias. de 1998) § 4º . . II .Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos: I . 72. 96. III . integrado por nove Ministros. Executivo e Judiciário manterão. vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça. as de juiz de Tribunal Regional Federal.comprovar a legalidade e avaliar os resultados. IV . Os Poderes Legislativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. § 3° Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias.mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior. no que couber. A Comissão mista permanente a que se refere o art. ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados. quando no exercício das demais atribuições da judicatura. preste os esclarecimentos necessários. a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União.idoneidade moral e reputação ilibada. sistema de controle interno com a finalidade de: I .um terço pelo Presidente da República.Art. financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal. bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. exercendo. segundo os critérios de antigüidade e merecimento. Art. § 1º . no prazo de trinta dias. § 1º .dois terços pelo Congresso Nacional. impedimentos. tem sede no Distrito Federal. II . quanto à eficácia e eficiência. § 2º . poderá solicitar à autoridade governamental responsável que.Não prestados os esclarecimentos. . quando em substituição a Ministro. prerrogativas. 40.mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade. se julgar que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública. aplicando-se-lhes. sendo dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal. diante de indícios de despesas não autorizadas. 74.O auditor. 73. a Comissão. proporá ao Congresso Nacional sua sustação. terá as mesmas garantias e impedimentos do titular e.

§ 2º . Art. Art. 75. se houver. Art. que serão integrados por sete Conselheiros. Redistribuição e Substituição Capítulo I Do Provimento Seção I . IV .Os responsáveis pelo controle interno. bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios. Vacância.Qualquer cidadão. composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal. 3o Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos. 1o Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União. dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União. denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União.exercer o controle das operações de crédito. Título II Do Provimento.apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. 2o Para os efeitos desta Lei. Título I Capítulo Único Das Disposições Preliminares Art. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se. acessíveis a todos os brasileiros. partido político. 4o É proibida a prestação de serviços gratuitos. inclusive as em regime especial. Art.III . Remoção. Parágrafo único. são criados por lei. das autarquias. servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. no que couber. com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos. avais e garantias. Os cargos públicos. para provimento em caráter efetivo ou em comissão. na forma da lei. bem como dos direitos e haveres da União. à organização. Regime Jurídico: Lei 8112/90. Parágrafo único. salvo os casos previstos em lei. associação ou sindicato é parte legítima para. § 1º . sob pena de responsabilidade solidária. legislação complementar e suas alterações. e das fundações públicas federais. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade.

reversão. Seção II Da Nomeação Art. de 10. 8o São formas de provimento de cargo público: I . para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso. IX . 7o A investidura em cargo público ocorrerá com a posse. 5o São requisitos básicos para investidura em cargo público: I . VIII .515. VI .97) Art.527. IV . VII .Disposições Gerais Art.97) IV .o gozo dos direitos políticos. § 3o As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores.a nacionalidade brasileira.(Revogado pela Lei nº 9. Art.(Incluído pela Lei nº 9. § 1o As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei.12. quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira. 9o A nomeação far-se-á: I . III .12.a idade mínima de dezoito anos. 6o O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada Poder.97) V .a quitação com as obrigações militares e eleitorais.nomeação. VI . III . Art.aptidão física e mental.promoção. de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei. II .reintegração. de 20.aproveitamento.11. § 2o Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras.o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo. .em caráter efetivo. V .(Revogado pela Lei nº 9. de 10. II . técnicos e cientistas estrangeiros.recondução.527.readaptação.

Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira.527.97) Seção III Do Concurso Público Art. ou afastado nas hipóteses dos incisos I. inclusive na condição de interino.97) § 3o A posse poderá dar-se mediante procuração específica.12. obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade. IV. 11.527. por igual período. de 10. os deveres. condicionada a inscrição do candidato ao pagamento do valor fixado no edital. "b". de 10. (Redação dada pela Lei nº 9.II . A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos. alíneas "a". as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado. (Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 9. hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade. O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial poderá ser nomeado para ter exercício. 12. ressalvados os atos de ofício previstos em lei.12. "d". Parágrafo único. que não poderão ser alterados unilateralmente.97) (Regulamento) Art.527. serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administração Pública Federal e seus regulamentos. (Redação dada pela Lei nº 9. O concurso será de provas ou de provas e títulos. IX e X do art.12. O concurso público terá validade de até 2 (dois ) anos. 102. em outro cargo de confiança. podendo ser realizado em duas etapas.12. de 10. § 1o A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento. III e V do art. que esteja na data de publicação do ato de provimento. podendo ser prorrogado uma única vez. sem prejuízo das atribuições do que atualmente ocupa. conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira. quando indispensável ao seu custeio.12. § 1o O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital. para cargos de confiança vagos. 10. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo. § 2o Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado. em licença prevista nos incisos I. VIII. e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas.(Redação dada pela Lei nº 9. que será publicado no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande circulação. mediante promoção. 81. Seção IV Da Posse e do Exercício Art. no qual deverão constar as atribuições.12. VI. o prazo será contado do término do impedimento.97) Art.527. (Redação dada pela Lei nº 9. de 10. de 10.97) Parágrafo único.97) § 2o Em se tratando de servidor.527. "e" e "f".em comissão. interinamente.527. por qualquer das partes. . 13. de 10.

o prazo a que se refere este artigo será contado a partir do término do impedimento.97) .§ 4o Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação. hipótese em que recairá no primeiro dia útil após o término do impedimento. que não poderá exceder a trinta dias da publicação.527. para a retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo.527. redistribuído. 14.97) § 3o À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for nomeado ou designado o servidor compete dar-lhe exercício. que é contado no novo posicionamento na carreira a partir da data de publicação do ato que promover o servidor. de 10. 16. de 10. requisitado. emprego ou função pública. (Redação dada pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. Art.12. Parágrafo único. de 10.527. no máximo.97) Art. Art. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo. de 10.12. de 10. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. Parágrafo único.527. a suspensão. (Redação dada pela Lei nº 9. o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento individual. dez e. 18. (Redação dada pela Lei nº 9. de 10. Ao entrar em exercício. trinta dias de prazo.12. (Redação dada pela Lei nº 9. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial. cedido ou posto em exercício provisório terá. 18.97) § 2o O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para função de confiança. a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do servidor.527.527. contados da data da posse. A promoção não interrompe o tempo de exercício.97) § 1o É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício. de 10. (Redação dada pela Lei nº 9. 17.12.527. no mínimo. Art. § 6o Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no § 1o deste artigo.12. 15.12. se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo. (Redação dada pela Lei nº 9.527.12. de 10. o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo. O início. (Redação dada pela Lei nº 9.97) § 5o No ato da posse.527.12.97) Art. de 10. salvo quando o servidor estiver em licença ou afastado por qualquer outro motivo legal.12. contados da publicação do ato. O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter sido removido. observado o disposto no art.97) § 4o O início do exercício de função de confiança coincidirá com a data de publicação do ato de designação.97) § 1o Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença ou afastado legalmente. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9. incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede.

§ 2o É facultado ao servidor declinar dos prazos estabelecidos no caput. (Incluído pela Lei nº 9. II .produtividade.97) § 4o Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas as licenças e os afastamentos previstos nos arts. 95 e 96. (Redação dada pela Lei nº 8. de níveis 6. 20. de 10. chefia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação. de 10. se estável.270. IV . 120. (Incluído pela Lei nº 9. durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo. ou equivalentes.527. III .527.97) Art. § 1o 4 (quatro) meses antes de findo o período do estágio probatório.assiduidade. 81. (Redação dada pela Lei nº 11. 94. (Incluído pela Lei nº 9. e somente poderá ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza Especial.12.527. respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas e observados os limites mínimo e máximo de seis horas e oito horas diárias. Ao entrar em exercício. o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses. sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V do caput deste artigo. V. 19. respectivamente.97) § 2o O disposto neste artigo não se aplica a duração de trabalho estabelecida em leis especiais. será submetida à homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor.DAS. (Redação dada pela Lei nº 9. de 2008 § 2o O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou.12. de 10.capacidade de iniciativa. Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em razão das atribuições pertinentes aos respectivos cargos. observado o disposto no parágrafo único do art.12.527.responsabilidade. 5 e 4.91) Art. de 10.784. de 17. observados os seguinte fatores: (vide EMC nº 19) I .12. podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração.12. reconduzido ao cargo anteriormente ocupado. de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo. de 17. realizada por comissão constituída para essa finalidade. 29. bem assim afastamento para participar de curso de formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo na Administração Pública Federal.disciplina. incisos I a IV.91) § 1o O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de integral dedicação ao serviço. (Incluído pela Lei nº 8.270. § 3o O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de direção.12. observado o disposto no art. cargos de provimento em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores .97) .

§ 1o. § 1o Se julgado incapaz para o serviço público. o servidor exercerá suas atribuições como excedente. 23. 21. ou (Incluído pela Medida Provisória nº 2.(Redação dada pela Lei nº 9. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45. nº 3. bem assim na hipótese de participação em curso de formação. até a ocorrência de vaga. (prazo 3 anos vide EMC nº 19) Art. de 4.por invalidez.527. de 4.97) Seção VII Da Readaptação Art. nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e.225-45. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. 25. 24.2001) c) estável quando na atividade. (Revogado pela Lei nº 9. Seção VI Da Transferência Art.225-45. de 10.no interesse da administração. 22.2001) . de 4.9.225-45. de 10.9. de 30.12. O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de efetivo exercício.527.225-45.97) Seção V Da Estabilidade Art. quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria.2001) II .9.225-45.97) Seção VIII Da Reversão (Regulamento Dec.9. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.11. e será retomado a partir do término do impedimento. o readaptando será aposentado.12. 86 e 96. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa. de 4.12. § 2o A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins.2000) Art. (Incluído pela Lei nº 9. de 10.2001) I .9.§ 5o O estágio probatório ficará suspenso durante as licenças e os afastamentos previstos nos arts.527. de 4.644.9.2001) b) a aposentadoria tenha sido voluntária. 83. na hipótese de inexistência de cargo vago. desde que: (Incluído pela Medida Provisória nº 2. 84. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. de 4.2001) a) tenha solicitado a reversão. respeitada a habilitação exigida.

§ 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto.2001) e) haja cargo vago.225-45. Seção X Da Recondução Art. 27. quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial. Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade. de 4. de 4.9.2001) § 4o O servidor que retornar à atividade por interesse da administração perceberá.reintegração do anterior ocupante. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. § 2o Encontrando-se provido o cargo.225-45. o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem.225-45.9.9. com ressarcimento de todas as vantagens. de 4. 29. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.2001) § 3o No caso do inciso I. inclusive com as vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado.9. de 4.225-45. 28. o servidor ficará em disponibilidade.9.225-45. de 4.225-45. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45. de 4. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.2001) § 2o O tempo em que o servidor estiver em exercício será considerado para concessão da aposentadoria.2001) § 6o O Poder Executivo regulamentará o disposto neste artigo.9.2001) § 1o A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. ou no cargo resultante de sua transformação. de 4. ou. sem direito à indenização ou aproveitado em outro cargo.2001) Art. de 4. .2001) Art. de 4. ainda. Seção IX Da Reintegração Art. a remuneração do cargo que voltar a exercer.225-45. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.2001) § 5o O servidor de que trata o inciso II somente terá os proventos calculados com base nas regras atuais se permanecer pelo menos cinco anos no cargo. posto em disponibilidade. (Revogado pela Medida Provisória nº 2.inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo. até a ocorrência de vaga.9. em substituição aos proventos da aposentadoria.9. 26. o servidor exercerá suas atribuições como excedente.9. II .d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação. observado o disposto nos arts. encontrando-se provido o cargo. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45. 30 e 31. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: I . (Incluído pela Medida Provisória nº 2.

527. . salvo doença comprovada por junta médica oficial.12. II . 30.97) I . 37. II . Capítulo II Da Vacância Art. VII . o servidor será aproveitado em outro. 30.12. IX .12.12. Encontrando-se provido o cargo de origem. III .Parágrafo único.97) VI .posse em outro cargo inacumulável.exoneração. ou de ofício.aposentadoria. A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: (Redação dada pela Lei nº 9. 33.97) Art. de 10. Seção XI Da Disponibilidade e do Aproveitamento Art. VIII .(Revogado pela Lei nº 9. IV .promoção.falecimento.readaptação. A vacância do cargo público decorrerá de: I . o servidor posto em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal SIPEC. O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.a juízo da autoridade competente. de 10.(Revogado pela Lei nº 9. 31. Parágrafo único. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor. II . Na hipótese prevista no § 3o do art. até o seu adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade. A exoneração de ofício dar-se-á: I . (Parágrafo incluído pela Lei nº 9. 35.527.97) V . de 10. de 10. Art. observado o disposto no art. Art. tendo tomado posse.quando não satisfeitas as condições do estágio probatório. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal. Parágrafo único.demissão.a pedido do próprio servidor.quando. 34.527. 32. o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido.527. Art.

de 10. Remoção é o deslocamento do servidor. (Revogado pela Lei nº 9.97) III .527. de 10.527.a pedido. (Incluído pela Lei nº 9. de qualquer dos Poderes da União.12. 36. de 10. no âmbito do mesmo quadro.97) Seção II Da Redistribuição Art. entende-se por modalidades de remoção: (Redação dada pela Lei nº 9.527. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo. com ou sem mudança de sede.Parágrafo único. condicionada à comprovação por junta médica oficial. para outro órgão ou entidade do mesmo Poder.527.12.527. que foi deslocado no interesse da Administração.12. de 10.12.12.12.527.97) II .97) c) em virtude de processo seletivo promovido. companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional.(Incluído pela Lei nº 9.97) VI . (Incluído pela Lei nº 9.97) I .12.interesse da administração. com prévia apreciação do órgão central do SIPEC.97) V . a critério da Administração.97) III . de 10. (Incluído pela Lei nº 9.12. na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas.527. ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal. para outra localidade.12.527. Para fins do disposto neste artigo. (Incluído pela Lei nº 9. independentemente do interesse da Administração: (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9.527. de 10. 37. (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9.mesmo nível de escolaridade. de 10.97) I . de 10.equivalência de vencimentos.527.12. (Incluído pela Lei nº 9. observados os seguintes preceitos: (Redação dada pela Lei nº 9. Parágrafo único. de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados.97) a) para acompanhar cônjuge ou companheiro. (Incluído pela Lei nº 9.97) . de 10. de 10. a pedido ou de ofício.527. do Distrito Federal e dos Municípios.97) II .527.97) Capítulo III Da Remoção e da Redistribuição Seção I Da Remoção Art.12. de 10.12.compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou entidade.12. no interesse da Administração. dos Estados.527. cônjuge.97) b) por motivo de saúde do servidor.vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades. especialidade ou habilitação profissional.527.12. de 10.(Incluído pela Lei nº 9. de 10.12.manutenção da essência das atribuições do cargo. de 10. também servidor público civil ou militar.de ofício.a pedido.527. de 10.97) IV .

Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9. (Revogado pela Lei nº 11.784. acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei.97) § 2o O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de cargo de Natureza Especial. até seu aproveitamento na forma dos arts. de 10. que excederem o referido período. 30 e 31. (Incluído pela Lei nº 9.12.527.527. Título III Dos Direitos e Vantagens Capítulo I Do Vencimento e da Remuneração Art. 38.12.527. no caso de omissão.12.97) § 2o A redistribuição de cargos efetivos vagos se dará mediante ato conjunto entre o órgão central do SIPEC e os órgãos e entidades da Administração Pública Federal envolvidos. inclusive nos casos de reorganização. nos afastamentos. de 10. impedimentos legais ou regulamentares do titular e na vacância do cargo. de 10.97) § 3o Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade. o exercício do cargo ou função de direção ou chefia e os de Natureza Especial. o servidor estável que não for redistribuído será colocado em disponibilidade. (Incluído pela Lei nº 9. nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do titular. de 10. (Redação dada pela Lei nº 9.527. de 10. paga na proporção dos dias de efetiva substituição.12.97) Capítulo IV Da Substituição Art. em outro órgão ou entidade. sem prejuízo do cargo que ocupa. Parágrafo único. previamente designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade.12. 40. (Redação dada pela Lei nº 9. superiores a trinta dias consecutivos. de 10.527. O disposto no artigo anterior aplica-se aos titulares de unidades administrativas organizadas em nível de assessoria. de 10.97) § 1o O substituto assumirá automática e cumulativamente. (Incluído pela Lei nº 9. até seu adequado aproveitamento.97) § 4o O servidor que não for redistribuído ou colocado em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do SIPEC.527.12. 41.97) Art. extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade no órgão ou entidade. e ter exercício provisório. hipóteses em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o respectivo período.527. Os servidores investidos em cargo ou função de direção ou chefia e os ocupantes de cargo de Natureza Especial terão substitutos indicados no regimento interno ou.§ 1o A redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e da força de trabalho às necessidades dos serviços. (Redação dada pela Lei nº 9. extinção ou criação de órgão ou entidade. 39. com valor fixado em lei. . Remuneração é o vencimento do cargo efetivo. de 2008) Art.12.

Salvo por imposição legal. Art. (Incluído pela Lei nº 11.784. de 4. a pedido do interessado. (Regulamento) Parágrafo único. § 2o O servidor investido em cargo em comissão de órgão ou entidade diversa da de sua lotação receberá a remuneração de acordo com o estabelecido no § 1o do art. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. no prazo máximo de trinta dias. sem motivo justificado.4. 46. até o mês subseqüente ao da ocorrência. salvo na hipótese de compensação de horário. aposentado ou ao pensionista. § 5o Nenhum servidor receberá remuneração inferior ao salário mínimo. § 3o O vencimento do cargo efetivo. Excluem-se do teto de remuneração as vantagens previstas nos incisos II a VII do art.624. de 10. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. por membros do Congresso Nacional e Ministros do Supremo Tribunal Federal. 42. serão previamente comunicadas ao servidor ativo. (Redação dada pela Lei nº 9. § 4o É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder.527.98) Art. As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de força maior poderão ser compensadas a critério da chefia imediata. na forma definida em regulamento.225-45. Nenhum servidor poderá perceber. acrescido das vantagens de caráter permanente.2001) . 62.527. Mediante autorização do servidor. ausências justificadas. a ser estabelecida pela chefia imediata. ou entre servidores dos três Poderes. 45. é irredutível.12. proporcional aos atrasos. Parágrafo único. de 2.97) II . O servidor perderá: I . 93. (Incluído pela Lei nº 9. poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros. de 2008 Art.9. de 10. 43. ou mandado judicial.624. a título de remuneração.4. podendo ser parceladas. sendo assim consideradas como efetivo exercício. de 10. ressalvadas as concessões de que trata o art.98) (Vide Lei nº 9. 61. 97. e saídas antecipadas.12.97) Art. de 2. Art. As reposições e indenizações ao erário. atualizadas até 30 de junho de 1994. nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento.a remuneração do dia em que faltar ao serviço.§ 1o A remuneração do servidor investido em função ou cargo em comissão será paga na forma prevista no art. a qualquer título.a parcela de remuneração diária. a critério da administração e com reposição de custos. (Revogado pela Lei nº 9. em espécie.97) Parágrafo único. pelos Ministros de Estado. no âmbito dos respectivos Poderes. para pagamento. 44.12.527. (Redação dada pela Lei nº 9. importância superior à soma dos valores percebidos como remuneração. mensalmente.

a reposição será feita imediatamente. seqüestro ou penhora.2001) Art. IV .2001) Parágrafo único. poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I . de 4. exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada.9. serão eles atualizados até a data da reposição. a tutela antecipada ou a sentença que venha a ser revogada ou rescindida.225-45. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45.(Incluído pela Lei nº 11. As vantagens pecuniárias não serão computadas. 49.9. 47.2001) § 2o Quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha. 51. que for demitido. 48.ajuda de custo. Seção I Das Indenizações Art. de 4. § 1o As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito. terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito. em uma única parcela. de 4.22545. III . Art. A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa.225-45. de 4. § 2o As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento. nem acumuladas.diárias. O servidor em débito com o erário. para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores. de 4.gratificações.225-45.2001) Art. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.2001) § 3o Na hipótese de valores recebidos em decorrência de cumprimento a decisão liminar. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. 50. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. II .indenizações. provento ou pensão. de 2006) .9.9. sob o mesmo título ou idêntico fundamento.transporte. III .auxílio-moradia.§ 1o O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a dez por cento da remuneração. a remuneração e o provento não serão objeto de arresto. exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. O vencimento. nos casos e condições indicados em lei. Capítulo II Das Vantagens Art.adicionais. Constituem indenizações ao servidor: I . Além do vencimento.9.355. II .

passar a ter exercício em nova sede.527. 51.527. no caso de o cônjuge ou companheiro que detenha também a condição de servidor. Será concedida ajuda de custo àquele que. Art. 52. as despesas extraordinárias cobertas por diárias.97) § 1o Correm por conta da administração as despesas de transporte do servidor e de sua família. Art. injustificadamente. constituídas por municípios limítrofes e regularmente instituídas. com mudança de domicílio. não se apresentar na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias. 93. Art.(Redação dada pela Lei nº 9. 58. sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede. a ajuda de custo será paga pelo órgão cessionário. com mudança de domicílio em caráter permanente. Os valores das indenizações estabelecidas nos incisos I a III do art. (Redação dada pela Lei nº 9.97) § 2o Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo. de 10. em virtude de mandato eletivo. serão estabelecidos em regulamento. A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do servidor que. vedado o duplo pagamento de indenização.97) § 1o A diária será concedida por dia de afastamento. a qualquer tempo.527. (Redação dada pela Lei nº 9. 54. conforme dispuser em regulamento. No afastamento previsto no inciso I do art. § 2o À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem. vier a ter exercício na mesma sede. assim como as condições para a sua concessão. não podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses. (Redação dada pela Lei nº 11. 53. a serviço. 55. Subseção II Das Diárias Art. O servidor que. Art. conforme se dispuser em regulamento. alimentação e locomoção urbana. afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou para o exterior. ou reassumi-lo. compreendendo passagem. não sendo servidor da União. for nomeado para cargo em comissão. § 3o Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma região metropolitana. no interesse do serviço. de 2006) Subseção I Da Ajuda de Custo Art. aglomeração urbana ou microrregião. de 10.12. por meio diverso. 57. A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor. Parágrafo único.12. fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinária com pousada. dentro do prazo de 1 (um) ano. o servidor não fará jus a diárias. bagagem e bens pessoais. O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando.355. contado do óbito. quando cabível. Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo.Art.12. ou . de 10. 56. ou quando a União custear.

o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou função de confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores . promitente comprador. níveis 4. 59. (Incluído pela Lei nº 11. no prazo de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor.355. O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira. (Incluído pela Lei nº 11. cuja jurisdição e competência dos órgãos.o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha residido no Município.355.o cônjuge ou companheiro do servidor não ocupe imóvel funcional. 60-A. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede. salvo se houver pernoite fora da sede. (Incluído pela Lei nº 11.355. no prazo previsto no caput. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 9.355. Subseção IV Do Auxílio-Moradia (Incluído pela Lei nº 11.355. incluída a hipótese de lote edificado sem averbação de construção. aonde for exercer o cargo em comissão ou função de confiança. por qualquer motivo.355. Parágrafo único. nos doze meses que antecederem a sua nomeação. 58.o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de confiança não se enquadre nas hipóteses do art. de 2006) . (Incluído pela Lei nº 11.nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia. 60.DAS. de 2006) VII . de 2006) Art.355. 60-B.em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes. de Ministro de Estado ou equivalentes. conforme se dispuser em regulamento. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos.355. em relação ao local de residência ou domicílio do servidor. caput Subseção III Da Indenização de Transporte Art.97) Art.355. Conceder-se-á auxílio-moradia ao servidor se atendidos os seguintes requisitos: (Incluído pela Lei nº 11.12. de 2006) VI . restituirá as diárias recebidas em excesso. no prazo de 5 (cinco) dias. hipóteses em que as diárias pagas serão sempre as fixadas para os afastamentos dentro do território nacional. por força das atribuições próprias do cargo. § 3o. de 2006) IV . cessionário ou promitente cessionário de imóvel no Município aonde for exercer o cargo. fica obrigado a restituí-las integralmente. Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento. nos últimos doze meses.não exista imóvel funcional disponível para uso pelo servidor.527. de 10. (Incluído pela Lei nº 11. de 2006) V . de 2006) Art. e (Incluído pela Lei nº 11. de Natureza Especial. de 2006) III .o servidor ou seu cônjuge ou companheiro não seja ou tenha sido proprietário. entidades e servidores brasileiros considera-se estendida. 5 e 6. de 2006) I . desconsiderando-se prazo inferior a sessenta dias dentro desse período.355. de 2006) II .

(Incluído pela Lei nº 11.adicional pelo exercício de atividades insalubres.retribuição pelo exercício de função de direção. função comissionada ou cargo de Ministro de Estado ocupado. no caso. serão deferidos aos servidores as seguintes retribuições.12. (Incluído pela Lei nº 11. de 10.adicional de férias. chefia e assessoramento. 60-C.314 de 2006) . (Incluído pela Lei nº 11. 60-B. de 2008 Parágrafo único.gratificação por encargo de curso ou concurso. (Redação dada pela Lei nº 9. Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 11. VIII . o parágrafo único do citado art.784. os requisitos do caput do art.97) II .784.784.o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação ou nomeação para cargo efetivo.o deslocamento tenha ocorrido após 30 de junho de 2006. (Incluído pela Lei nº 11. 60-E. IX . 60-B desta Lei.355.355.9. de 2006) IX .784. V .adicional pela prestação de serviço extraordinário. 60-D. perigosas ou penosas.800.00 (mil e oitocentos reais). (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. de 2006) Art.gratificação natalina. o auxílio-moradia continuará sendo pago por um mês. de 10. (Incluído pela Lei nº 11. O valor mensal do auxílio-moradia é limitado a 25% (vinte e cinco por cento) do valor do cargo em comissão. não se aplicando.(Revogado pela Medida Provisória nº 2. No caso de falecimento.12. além do disposto no caput deste artigo. de 2008 Art. O auxílio-moradia não será concedido por prazo superior a 8 (oito) anos dentro de cada período de 12 (doze) anos.225-45. de 2008 § 2o Independentemente do valor do cargo em comissão ou função comissionada.527. de 4. Para fins do inciso VII. (Incluído pela Lei nº 11. 61. Transcorrido o prazo de 8 (oito) anos dentro de cada período de 12 (doze) anos.784. de 2008 § 1o O valor do auxílio-moradia não poderá superar 25% (vinte e cinco por cento) da remuneração de Ministro de Estado.outros. exoneração. relativos ao local ou à natureza do trabalho.VIII . (Incluído pela Lei nº 11.97) I .527. VII . gratificações e adicionais: (Redação dada pela Lei nº 9. o pagamento somente será retomado se observados.490. de 2006) Seção II Das Gratificações e Adicionais Art. colocação de imóvel funcional à disposição do servidor ou aquisição de imóvel. não será considerado o prazo no qual o servidor estava ocupando outro cargo em comissão relacionado no inciso V. III .2001) IV . fica garantido a todos os que preencherem os requisitos o ressarcimento até o valor de R$ 1.355. VI . de 2008 Art.adicional noturno. de 2007) Parágrafo único.

1999) Subseção IV Dos Adicionais de Insalubridade.(Redação dada pela Lei nº 9. Art. 67.225-45. (Redação dada pela Lei nº 9.225-45.12.12.97) Art.Subseção I Da Retribuição pelo Exercício de Função de Direção. de 4. chefia ou assessoramento.3.527. calculada sobre a remuneração do mês da exoneração. por mês de exercício no respectivo ano. de 10.624. 62.VPNI a incorporação da retribuição pelo exercício de função de direção. cargo de provimento em comissão ou de Natureza Especial a que se referem os arts. de 2001. § 1o O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles. A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será considerada como mês integral. de 11 de julho de 1994. Parágrafo único. respeitadas as situações constituídas até 8.527. A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro.9. e o art. A gratificação será paga até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada ano. de 10. A VPNI de que trata o caput deste artigo somente estará sujeita às revisões gerais de remuneração dos servidores públicos federais.97) Art. proporcionalmente aos meses de exercício. 62-A. Parágrafo único. de 4. 63. 9o. de 10. (Revogado pela Medida Provisória nº 2.2001) Subseção II Da Gratificação Natalina Art. 64. Chefia e Assessoramento (Redação dada pela Lei nº 9.9.911. Art.2001) Parágrafo único. radioativas ou com risco de vida. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. 66.225-45. 3o e 10 da Lei no 8. 68. cargo de provimento em comissão ou de Natureza Especial é devida retribuição pelo seu exercício. Periculosidade ou Atividades Penosas Art. O servidor exonerado perceberá sua gratificação natalina. (VETADO). Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas. Lei específica estabelecerá a remuneração dos cargos em comissão de que trata o inciso II do art. chefia ou assessoramento.12. .97) Parágrafo único. de 2 de abril de 1998. A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária. 65. fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo.527. Ao servidor ocupante de cargo efetivo investido em função de direção. Art. 3o da Lei no 9. Subseção III Do Adicional por Tempo de Serviço Art. Fica transformada em Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada .

73. 69. enquanto durar a gestação e a lactação. terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cento). de insalubridade e de periculosidade. Art. exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso. Os locais de trabalho e os servidores que operam com Raios X ou substâncias radioativas serão mantidos sob controle permanente. respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas por jornada. A servidora gestante ou lactante será afastada. Subseção V Do Adicional por Serviço Extraordinário Art. Art. 70. Parágrafo único. O adicional de atividade penosa será devido aos servidores em exercício em zonas de fronteira ou em localidades cujas condições de vida o justifiquem.§ 2o O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão. Art. o acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre a remuneração prevista no art. Subseção VIII . condições e limites fixados em regulamento. 74. será pago ao servidor. 71. Art. 72. Parágrafo único. um adicional correspondente a 1/3 (um terço) da remuneração do período das férias. Parágrafo único. a respectiva vantagem será considerada no cálculo do adicional de que trata este artigo. 76. Em se tratando de serviço extraordinário. prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e 5 (cinco) horas do dia seguinte. nos termos. insalubres ou perigosos. Os servidores a que se refere este artigo serão submetidos a exames médicos a cada 6 (seis) meses. Subseção VI Do Adicional Noturno Art. 73. serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica. 75. Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos. Independentemente de solicitação. O serviço noturno. Na concessão dos adicionais de atividades penosas. de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo previsto na legislação própria. das operações e locais previstos neste artigo. ou ocupar cargo em comissão. Subseção VII Do Adicional de Férias Art. por ocasião das férias. O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal de trabalho. Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e temporárias. No caso de o servidor exercer função de direção. computando-se cada hora como cinqüenta e dois minutos e trinta segundos. chefia ou assessoramento. Art. Parágrafo único.

inclusive para fins de cálculo dos proventos da aposentadoria e das pensões. A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso é devida ao servidor que.314 de 2006) § 1o Os critérios de concessão e os limites da gratificação de que trata este artigo serão fixados em regulamento.314 de 2006) § 3o A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso não se incorpora ao vencimento ou salário do servidor para qualquer efeito e não poderá ser utilizada como base de cálculo para quaisquer outras vantagens. na forma do § 4o do art. supervisão.participar de banca examinadora ou de comissão para exames orais. (Incluído pela Lei nº 11. 98 desta Lei.314 de 2006) a) 2. para elaboração de questões de provas ou para julgamento de recursos intentados por candidatos. (Redação dada pela Lei nº 11. observadas a natureza e a complexidade da atividade exercida. devidamente justificada e previamente aprovada pela autoridade máxima do órgão ou entidade.501. de 2007) b) 1.314 de 2006) II .314 de 2006) IV . coordenação. para análise curricular.2% (dois inteiros e dois décimos por cento). (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11.atuar como instrutor em curso de formação. (Incluído pela Lei nº 11. quando tais atividades não estiverem incluídas entre as suas atribuições permanentes.501.314 de 2006) III .314 de 2006) II . fiscalizar ou avaliar provas de exame vestibular ou de concurso público ou supervisionar essas atividades. de desenvolvimento ou de treinamento regularmente instituído no âmbito da administração pública federal.314 de 2006) I .314 de 2006) Capítulo III Das Férias . de 2007) § 2o A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso somente será paga se as atividades referidas nos incisos do caput deste artigo forem exercidas sem prejuízo das atribuições do cargo de que o servidor for titular.2% (um inteiro e dois décimos por cento).participar da logística de preparação e de realização de concurso público envolvendo atividades de planejamento.o valor da gratificação será calculado em horas. que poderá autorizar o acréscimo de até 120 (cento e vinte) horas de trabalho anuais. em caráter eventual: (Incluído pela Lei nº 11. ressalvada situação de excepcionalidade.o valor máximo da hora trabalhada corresponderá aos seguintes percentuais. (Incluído pela Lei nº 11. execução e avaliação de resultado. para correção de provas discursivas.Da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso (Incluído pela Lei nº 11.a retribuição não poderá ser superior ao equivalente a 120 (cento e vinte) horas de trabalho anuais.314 de 2006) (Regulamento) I . incidentes sobre o maior vencimento básico da administração pública federal: (Incluído pela Lei nº 11.participar da aplicação. em se tratando de atividade prevista nos incisos III e IV do caput deste artigo. em se tratando de atividades previstas nos incisos I e II do caput deste artigo. devendo ser objeto de compensação de carga horária quando desempenhadas durante a jornada de trabalho. (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006) III . (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. observados os seguintes parâmetros: (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006) Art. (Redação dada pela Lei nº 11. 76-A.

216. Conceder-se-á ao servidor licença: I . de 10. de 13. (Incluído pela Lei nº 9.12. convocação para júri. na proporção de um doze avos por mês de efetivo exercício.527.Vide) Parágrafo único.8. 80. observado o disposto no art.(Redação dada pela Lei nº 9.525. serviço militar ou eleitoral.97) Capítulo IV Das Licenças Seção I Disposições Gerais Art.12.Vide) § 1o Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício. § 3o As férias poderão ser parceladas em até três etapas.Art.Vide) § 1° e § 2° (Revogado pela Lei nº 9. .97) Art.91) § 4o A indenização será calculada com base na remuneração do mês em que for publicado o ato exoneratório. As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública. ou fração superior a quatorze dias. O pagamento da remuneração das férias será efetuado até 2 (dois) dias antes do início do respectivo período. 79. de 10.97) § 3o O servidor exonerado do cargo efetivo. proibida em qualquer hipótese a acumulação. e no interesse da administração pública.12. de 10. (Férias de Ministro .527. perceberá indenização relativa ao período das férias a que tiver direito e ao incompleto.527. ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica. O restante do período interrompido será gozado de uma só vez. que podem ser acumuladas. 7o da Constituição Federal quando da utilização do primeiro período. até o máximo de dois períodos. de 10.91) § 5o Em caso de parcelamento.por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro.97) (Férias de Ministro . desde que assim requeridas pelo servidor. II . (Incluído pela Lei nº 8.97) (Férias de Ministro . comoção interna.97) Art. 78. por semestre de atividade profissional. de 10. (Incluído pela Lei nº 8.12.527. (Incluído pela Lei nº 9. de 10. de 13.525.12. 77. (Redação dada pela Lei nº 9. § 2o É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.12.12.216.8. (Revogado pela Lei nº 9. 77. o servidor receberá o valor adicional previsto no inciso XVII do art.97) Art. (Incluído pela Lei nº 9. ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade. 81. ou em comissão. de 10.por motivo de doença em pessoa da família. no caso de necessidade do serviço. O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas gozará 20 (vinte) dias consecutivos de férias. O servidor fará jus a trinta dias de férias.525. Parágrafo único. observando-se o disposto no § 1o deste artigo.

e (Incluído pela Lei nº 12. do padrasto ou madrasta e enteado. de 2010) Seção III Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge . de 2010) II . (Redação dada pela Lei nº 11. 83. 82.97) § 2o A licença de que trata o caput. incluídas as prorrogações. § 1o A licença prevista no inciso I do caput deste artigo bem como cada uma de suas prorrogações serão precedidas de exame por perícia médica oficial. consecutivos ou não. dos filhos. incluídas as respectivas prorrogações. de 2009) § 1o A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário. Seção II Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Art. de 2009) § 2o (Revogado pela Lei nº 9.para tratar de interesses particulares. observado o disposto no § 3o. 204 desta Lei.para atividade política.para capacitação. V . de 10. sem remuneração. observado o disposto no art. ou dependente que viva a suas expensas e conste do seu assentamento funcional. de 2010) § 4o A soma das licenças remuneradas e das licenças não remuneradas.907. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro. poderá ser concedida a cada período de doze meses nas seguintes condições: (Redação dada pela Lei nº 12. mediante comprovação por perícia médica oficial.12.12. não poderá ultrapassar os limites estabelecidos nos incisos I e II do § 2o.para desempenho de mandato classista. VII . (Incluído pela Lei nº 12. (Redação dada pela Lei nº 9.907.269. (Redação dada pela Lei nº 9.269. A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da mesma espécie será considerada como prorrogação. de 2010) § 3o O início do interstício de 12 (doze) meses será contado a partir da data do deferimento da primeira licença concedida.97) VI . de 10. mantida a remuneração do servidor. de 10. (Redação dada pela Lei nº 11.12.97) § 3o É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença prevista no inciso I deste artigo. IV .269. Art.para o serviço militar.por até 90 (noventa) dias.527. consecutivos ou não.527. na forma do disposto no inciso II do art. dos pais. concedidas em um mesmo período de 12 (doze) meses. 44. de 2010) I .269.III .por até 60 (sessenta) dias. (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12.527.269.

Parágrafo único. autárquica ou fundacional.527. do Distrito Federal e dos Municípios. dele será afastado. de 10. (Redação dada pela Lei nº 9. dos Estados. durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária. assessoramento. de 10.12.12.12. e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. § 1o A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração.97) Parágrafo único.97) Seção VI Da Licença-Prêmio por Assiduidade Da Licença para Capacitação (Redação dada pela Lei nº 9. de 10. poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta. chefia.(Redação dada pela Lei nº 9.527. civil ou militar. com a respectiva remuneração.527. Concluído o serviço militar. Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis.12.97) Art. Após cada qüinqüênio de efetivo exercício. Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional. por até três meses. o servidor fará jus à licença. como candidato a cargo eletivo. O servidor terá direito a licença. 84. a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. o servidor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo. (Redação dada pela Lei nº 9. de qualquer dos Poderes da União.97) . arrecadação ou fiscalização. Seção V Da Licença para Atividade Política Art.12. 87. § 2o No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor público.97) Seção IV Da Licença para o Serviço Militar Art. de 10. somente pelo período de três meses.527. para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo. para participar de curso de capacitação profissional.97) § 2o A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição. na forma e condições previstas na legislação específica.Art. de 10. § 1o O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e que exerça cargo de direção. 86. assegurados os vencimentos do cargo efetivo.527. (Redação dada pela Lei nº 9. de 10. afastar-se do exercício do cargo efetivo. Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença.527. o servidor poderá. até o décimo dia seguinte ao do pleito. no interesse da Administração. sem remuneração. (Redação dada pela Lei nº 9.12. desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo. 85.

de 4.2001) Seção VIII Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista Art. dois servidores. de 17.12.Art. de 2005) (Regulamento) I .12.527.97) § 2° A licença terá duração igual à do mandato. no caso de reeleição. poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo. conforme disposto em regulamento e observados os seguintes limites: (Redação dada pela Lei nº 11.91) (Regulamento) (Vide Decreto nº 4.270. observado o disposto na alínea c do inciso VIII do art. (Inciso incluído pela Lei nº 9. (VETADO). para participar de gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores públicos para prestar serviços a seus membros. de 3. 92.225-45. desde que cadastradas no Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado.97) Art. 91.2001) Parágrafo único.094.12. dos Estados. e por uma única vez.12.para entidades com mais de 30. 102 desta Lei. ou do Distrito Federal e dos Municípios. a pedido do servidor ou no interesse do serviço.9. de 10. (Inciso incluído pela Lei nº 9.001 a 30. 90.000 associados. A critério da Administração.000 associados. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.97) II .97) § 1o Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas referidas entidades.9.12. de 10. de 10. de 10. federação. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. 93. A licença poderá ser interrompida.527. (Revogado pela Lei nº 9. podendo ser prorrogada.para entidades com 5. (Revogado pela Lei nº 9.527. de 4.97) III . licenças para o trato de assuntos particulares pelo prazo de até três anos consecutivos.000 associados. (Redação dada pela Lei nº 9. de 10. sem remuneração.493. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União. ainda.97) Art. desde que não esteja em estágio probatório.225-45.para entidades com até 5. nas seguintes hipóteses: (Redação dada pela Lei nº 8. (Inciso incluído pela Lei nº 9. Seção VII Da Licença para Tratar de Interesses Particulares Art.527. três servidores.12. a qualquer tempo.527.527.2002) (Regulamento) . 89. sindicato representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão ou.12. de 10. associação de classe de âmbito nacional. 88.12. É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração para o desempenho de mandato em confederação. Capítulo V Dos Afastamentos Seção I Do Afastamento para Servir a Outro Órgão ou Entidade Art. um servidor.

a entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem. (Incluído pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 8. Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições: I . que receba recursos de Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial da sua folha de pagamento de pessoal. de 17. sendo a cessão para órgãos ou entidades dos Estados. as disposições dos §§ 1º e 2º deste artigo. de 2006) § 3o A cessão far-se-á mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União.12.2002) § 7° O Ministério do Planejamento. mantido o ônus para o cedente nos demais casos. ficando o exercício do empregado cedido condicionado a autorização específica do Ministério do Planejamento. (Redação dada pela Lei nº 8. o servidor do Poder Executivo poderá ter exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não tenha quadro próprio de pessoal. de 17. o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária.12. nos termos das respectivas normas.470.2002) § 6º As cessões de empregados de empresa pública ou de sociedade de economia mista.270. independem das disposições contidas nos incisos I e II e §§ 1º e 2º deste artigo.investido no mandato de Prefeito. perceberá as vantagens de seu cargo. de 17.6.91) § 1o Na hipótese do inciso I.para exercício de cargo em comissão ou função de confiança. (Incluído pela Lei nº 10. (Redação dada pela Lei nº 8. exceto nos casos de ocupação de cargo em comissão ou função gratificada. do Distrito Federal ou dos Municípios. de 17. para fim determinado e a prazo certo. de 2005) Seção II Do Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo Art.em casos previstos em leis específicas.2002) (Vide Decreto nº 5.tratando-se de mandato federal.(Redação dada pela Lei nº 8.investido no mandato de vereador: a) havendo compatibilidade de horário. II . ficará afastado do cargo. .91) § 5º Aplica-se à União. de 17. 94.270. de 25. independentemente da observância do constante no inciso I e nos §§ 1º e 2º deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 10.270.355.12. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. com a finalidade de promover a composição da força de trabalho dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal.375.I .12. (Incluído pela Lei nº 10. em se tratando de empregado ou servidor por ela requisitado.470. optar pela remuneração do cargo efetivo ou pela remuneração do cargo efetivo acrescida de percentual da retribuição do cargo em comissão. (Redação dada pela Lei nº 11. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.6. estadual ou distrital. poderá determinar a lotação ou o exercício de empregado ou servidor.270. Orçamento e Gestão. será afastado do cargo.91) II .91) § 4o Mediante autorização expressa do Presidente da República.6.270. de 25.470. III .12. será afastado do cargo. de 25. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. Orçamento e Gestão. b) não havendo compatibilidade de horário.91) § 2º Na hipótese de o servidor cedido a empresa pública ou sociedade de economia mista.

que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares para gozo de licença capacitação ou com fundamento neste artigo nos 2 (dois) anos anteriores à data da solicitação de afastamento. (Vide Decreto nº 3. será permitida nova ausência. que serão avaliados por um comitê constituído para este fim. de 10. 96. e finda a missão ou estudo. de 2009) Do Afastamento para Participação em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu no País Art. serão disciplinadas em regulamento. ressalvada a hipótese de ressarcimento da despesa havida com seu afastamento. e desde que a participação não possa ocorrer simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário. § 4o As hipóteses.907.456. inclusive no que se refere à remuneração do servidor.527. no interesse da Administração. sem autorização do Presidente da República. (Incluído pela Lei nº 11. Seção III Do Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior Art. com ou sem afastamento do servidor. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 9. de 2009) § 1o Ato do dirigente máximo do órgão ou entidade definirá. condições e formas para a autorização de que trata este artigo. em conformidade com a legislação vigente. de 2000) Seção IV (Incluído pela Lei nº 11. 95. com a respectiva remuneração.907. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial. 96-A. incluído o período de estágio probatório.97) Art. § 3o O disposto neste artigo não se aplica aos servidores da carreira diplomática. § 2o Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida exoneração ou licença para tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao do afastamento. Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal Federal.907. afastar-se do exercício do cargo efetivo. o servidor contribuirá para a seguridade social como se em exercício estivesse. § 1o A ausência não excederá a 4 (quatro) anos. § 2o O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o mandato. de 2009) .§ 1o No caso de afastamento do cargo.12. O afastamento de servidor para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere dar-se-á com perda total da remuneração. O servidor poderá. de 2009) § 2o Os afastamentos para realização de programas de mestrado e doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos efetivos no respectivo órgão ou entidade há pelo menos 3 (três) anos para mestrado e 4 (quatro) anos para doutorado. para participar em programa de pós-graduação stricto sensu em instituição de ensino superior no País.907. os programas de capacitação e os critérios para participação em programas de pós-graduação no País. (Incluído pela Lei nº 11. somente decorrido igual período.

por 1 (um) dia. de 2009) § 7o Aplica-se à participação em programa de pós-graduação no Exterior. quando comprovada a necessidade por junta médica oficial. nos quatro anos anteriores à data da solicitação de afastamento. de 10. deverá ressarcir o órgão ou entidade. o disposto nos §§ 1o a 6o deste artigo. 98.por 8 (oito) dias consecutivos em razão de : a) casamento. enteados. de 10. de 11 de dezembro de 1990. b) falecimento do cônjuge. (Redação dada pela Lei nº 12. Será concedido horário especial ao servidor estudante.269. 95 desta Lei.97) . pais. 97.527.907. na forma do art. de 2010) § 4o Os servidores beneficiados pelos afastamentos previstos nos §§ 1o.12. a critério do dirigente máximo do órgão ou entidade. aplica-se o disposto no § 5o deste artigo. 47 da Lei no8. (Incluído pela Lei nº 11. poderá o servidor ausentar-se do serviço: I . dos gastos com seu aperfeiçoamento.112. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9.(Incluído pela Lei nº 11. de 2009) § 6o Caso o servidor não obtenha o título ou grau que justificou seu afastamento no período previsto. menor sob guarda ou tutela e irmãos. sem prejuízo do exercício do cargo. (Incluído pela Lei nº 9.12. para doação de sangue.907. autorizado nos termos do art. (Incluído pela Lei nº 11.por 2 (dois) dias. incluído o período de estágio probatório. salvo na hipótese comprovada de força maior ou de caso fortuito. filhos. e que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares ou com fundamento neste artigo. será exigida a compensação de horário no órgão ou entidade que tiver exercício. II . independentemente de compensação de horário.97) § 2o Também será concedido horário especial ao servidor portador de deficiência. § 1o Para efeito do disposto neste artigo. madrasta ou padrasto. Sem qualquer prejuízo. quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição.907. Art. para se alistar como eleitor. de 2009) § 5o Caso o servidor venha a solicitar exoneração do cargo ou aposentadoria. (Incluído pela Lei nº 11. antes de cumprido o período de permanência previsto no § 4o deste artigo.§ 3o Os afastamentos para realização de programas de pós-doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos efetivo no respectivo órgão ou entidade há pelo menos quatro anos. de 2009) Capítulo VI Das Concessões Art. companheiro.527. III . respeitada a duração semanal do trabalho.907. 2o e 3o deste artigo terão que permanecer no exercício de suas funções após o seu retorno por um período igual ao do afastamento concedido.

compensação de horário na forma do inciso II do art. Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da administração é assegurada.97) VIII . porém.12. dos Estados. 99. de 2007) Art. 97. de 2009) V .exercício de cargo ou função de governo ou administração. Parágrafo único.527. de 10. com autorização judicial. 44. 100. conforme dispuser o regulamento. estadual. Parágrafo único. em qualquer parte do território nacional. por nomeação do Presidente da República. aos filhos. matrícula em instituição de ensino congênere. Municípios e Distrito Federal. A apuração do tempo de serviço será feita em dias. municipal ou do Distrito Federal. (Redação dada pela Lei nº 9. ao servidor que desempenhe atividade prevista nos incisos I e II do caput do art. bem como aos menores sob sua guarda. são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de: I . considerado o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias. IV .97) Art. VI . 76-A desta Lei. inclusive o prestado às Forças Armadas. (Incluído pela Lei nº 9.exercício de cargo em comissão ou equivalente. vinculado à compensação de horário a ser efetivada no prazo de até 1 (um) ano. conforme dispuser o regulamento. O disposto neste artigo estende-se ao cônjuge ou companheiro.527. exceto para promoção por merecimento. VII . de 10. neste caso. II . em órgão ou entidade dos Poderes da União. Art. na localidade da nova residência ou na mais próxima.§ 3o As disposições do parágrafo anterior são extensivas ao servidor que tenha cônjuge. 102. . Capítulo VII Do Tempo de Serviço Art.júri e outros serviços obrigatórios por lei.férias.12. 101. filho ou dependente portador de deficiência física. É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público federal. que serão convertidos em anos. ou enteados do servidor que vivam na sua companhia. (Redação dada pela Lei nº 11. em qualquer época. de 10. III . (Redação dada pela Lei nº 11. Além das ausências ao serviço previstas no art.907.desempenho de mandato eletivo federal. quando autorizado o afastamento.participação em programa de treinamento regularmente instituído ou em programa de pósgraduação stricto sensu no País.licença: a) à gestante.12.missão ou estudo no exterior. independentemente de vaga. (Revogado pela Lei nº 9. à adotante e à paternidade. exigindo-se.97) § 4o Será igualmente concedido horário especial.501.527.

de 10.afastamento para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere. (Redação dada pela Lei nº 9.527. § 2o Será contado em dobro o tempo de serviço prestado às Forças Armadas em operações de guerra. que exceder a 30 (trinta) dias em período de 12 (doze) meses. Distrito Federal e Município. fundação pública. de 10. IX .12. exceto para efeito de promoção por merecimento.094. 18. (Incluído pela Lei nº 9. VI .527. no País ou no exterior. estadual. com remuneração. 104. anterior ao ingresso no serviço público federal. § 2o. conforme disposto em lei específica. no caso do art. VII . II . conforme dispuser o regulamento.97) Art. de 10. 86.b) para tratamento da própria saúde. autarquia.97) c) para o desempenho de mandato classista ou participação de gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores para prestar serviços a seus membros.12. e) para capacitação. IV .12. Municípios e Distrito Federal.o tempo de serviço relativo a tiro de guerra. (Redação dada pela Lei nº 12.527. de 10. vinculada à Previdência Social. de 2005) d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional. de 2010) III .12.deslocamento para a nova sede de que trata o art. cumulativo ao longo do tempo de serviço público prestado à União. Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade: I . (Redação dada pela Lei nº 9. É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos. até o limite de vinte e quatro meses.o tempo de licença para tratamento da própria saúde que exceder o prazo a que se refere a alínea "b" do inciso VIII do art.a licença para atividade política. em defesa de direito ou interesse legítimo. em cargo de provimento efetivo. (Incluído pela Lei nº 9. XI .a licença para tratamento de saúde de pessoal da família do servidor.participação em competição desportiva nacional ou convocação para integrar representação desportiva nacional. Capítulo VIII Do Direito de Petição Art.o tempo de serviço público prestado aos Estados.97) § 1o O tempo em que o servidor esteve aposentado será contado apenas para nova aposentadoria. (Redação dada pela Lei nº 11.527.o tempo de serviço em atividade privada. § 3o É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função de órgão ou entidades dos Poderes da União. 102. Estado. 103. sociedade de economia mista e empresa pública.269. X . municipal ou distrital.o tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal. .97) f) por convocação para o serviço militar. V .

quando cabíveis. 114. Caberá recurso: (Vide Lei nº 12. O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo. os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado. 113.300. § 1o O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão. Art.das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. 108. quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade. a contar da publicação ou da ciência. Art. II .Art. O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente. 112. quando o ato não for publicado. Art. Art.do indeferimento do pedido de reconsideração. 105. A administração deverá rever seus atos. Art. na repartição. Art. II . ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho. a qualquer tempo. Título IV Do Regime Disciplinar Capítulo I Dos Deveres . Art. 115. A prescrição é de ordem pública.300. é assegurada vista do processo ou documento. da decisão recorrida. O direito de requerer prescreve: I . O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado. sucessivamente. Parágrafo único. pelo interessado. de 2010) Parágrafo único. 111. e. 109. salvo motivo de força maior. (Vide Lei nº 12. São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo. Para o exercício do direito de petição. (Vide Lei nº 12. a juízo da autoridade competente. não podendo ser renovado. 110. quando eivados de ilegalidade. Art. interrompem a prescrição. O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores deverão ser despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias. § 2o O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente.em 120 (cento e vinte) dias.em 5 (cinco) anos. salvo quando outro prazo for fixado em lei. às demais autoridades. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão. de 2010) I . não podendo ser relevada pela administração. 107. Parágrafo único. em escala ascendente. Art. nos demais casos. O pedido de reconsideração e o recurso. 106. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso.300. O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias. ao servidor ou a procurador por ele constituído. de 2010) Art.

opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço. fora dos casos previstos em lei. sem prévia anuência da autoridade competente. de 4. Ao servidor é proibido: (Vide Medida Provisória nº 2. ressalvadas as protegidas por sigilo. VI . (Vide Lei nº 12. Parágrafo único. III .recusar fé a documentos públicos.manter conduta compatível com a moralidade administrativa. exceto quando manifestamente ilegais. sem prévia autorização do chefe imediato. o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado. b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal. qualquer documento ou objeto da repartição. de 2011) VII .levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo.coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical. prestando as informações requeridas. XI . 116.225-45. .Art.ausentar-se do serviço durante o expediente.representar contra ilegalidade. V . assegurando-se ao representando ampla defesa.observar as normas legais e regulamentares.retirar. São deveres do servidor: I .exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo. Capítulo II Das Proibições Art. 117.tratar com urbanidade as pessoas. V .atender com presteza: a) ao público em geral. IX .promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição.cumprir as ordens superiores.cometer a pessoa estranha à repartição.zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público. VIII . III .2001) I . ou a partido político. VI .9.527. VII . A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada. XII .guardar sigilo sobre assunto da repartição. II . IV . IV . omissão ou abuso de poder. X . II .ser assíduo e pontual ao serviço. c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.ser leal às instituições a que servir.

XVI . sociedades de economia mista da União. cônjuge.receber propina. empregos e funções em autarquias.cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa. XVIII . em cargo ou função de confiança. comissão. XIV . XIII . de 2008 XI .praticar usura sob qualquer de suas formas. participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros. exceto na qualidade de acionista. Ressalvados os casos previstos na Constituição.VIII . salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau.784.aceitar comissão. dos Territórios e dos Municípios. emprego ou pensão de estado estrangeiro. do Distrito Federal. exceto em situações de emergência e transitórias.exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho. companheiro ou parente até o segundo grau civil. exercer o comércio. A vedação de que trata o inciso X do caput deste artigo não se aplica nos seguintes casos: (Incluído pela Lei nº 11. 118. (Redação dada pela Lei nº 11.97) Parágrafo único. na forma do art. personificada ou não personificada.12. fundações públicas. em razão de suas atribuições. dos Estados. cotista ou comanditário. é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. observada a legislação sobre conflito de interesses. 91 desta Lei. XV .participar de gerência ou administração de sociedade privada. (Incluído pela Lei nº 11. XIX . de 10. como procurador ou intermediário.proceder de forma desidiosa. junto a repartições públicas. § 1o A proibição de acumular estende-se a cargos.784.recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado. .784. fica condicionada à comprovação da compatibilidade de horários. e de cônjuge ou companheiro. em detrimento da dignidade da função pública.784. IX . XII . § 2o A acumulação de cargos.atuar. e (Incluído pela Lei nº 11. presente ou vantagem de qualquer espécie.participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha. ainda que lícita.527. empresas públicas.manter sob sua chefia imediata. de 2008 I . direta ou indiretamente. de 2008 II .utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares. de 2008 Capítulo III Da Acumulação Art.valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem.gozo de licença para o trato de interesses particulares. XVII . X . (Incluído pela Lei nº 9.

§ 3o Considera-se acumulação proibida a percepção de vencimento de cargo ou emprego público efetivo com proventos da inatividade. na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial. As sanções civis. 119.(Redação dada pela Lei nº 9. sendo independentes entre si. suas subsidiárias e controladas. § 3o A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada.97) Capítulo IV Das Responsabilidades Art. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor. de 10.527. a respeito. nem ser remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva. declarada pelas autoridades máximas dos órgãos ou entidades envolvidos. de 4. 126. (Incluído pela Lei nº 9. 9o. (Redação dada pela Lei nº 9. doloso ou culposo. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria. direta ou indiretamente. 122. de 10. Art. de 10.527.12. nessa qualidade.12. que acumular licitamente dois cargos efetivos. 125. quando investido em cargo de provimento em comissão.527.97) Art. até o limite do valor da herança recebida. de 2011) Capítulo V Das Penalidades Art. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. 123.2001) Art. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão. (Vide Lei nº 12. 120. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo. penais e administrativas poderão cumular-se. Art. que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. detenha participação no capital social. ficará afastado de ambos os cargos efetivos. 46.9.12. exceto no caso previsto no parágrafo único do art. salvo quando os cargos de que decorram essas remunerações forem acumuláveis na atividade. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45. responderá o servidor perante a Fazenda Pública. São penalidades disciplinares: . O servidor responde civil. O servidor vinculado ao regime desta Lei. O disposto neste artigo não se aplica à remuneração devida pela participação em conselhos de administração e fiscal das empresas públicas e sociedades de economia mista. Art. § 2o Tratando-se de dano causado a terceiros. Art. em ação regressiva. 124. 127. dispuser legislação específica. observado o que.527. bem como quaisquer empresas ou entidades em que a União. § 1o A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na forma prevista no art. 121. Art.97) Parágrafo único. salvo na hipótese em que houver compatibilidade de horário e local com o exercício de um deles.

VI . se o servidor não houver. recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente. (Incluído pela Lei nº 9. Art. A advertência será aplicada por escrito.527. os danos que dela provierem para o serviço público. de 10. II . incisos I a VIII e XIX. 131. (Redação dada pela Lei nº 9. V . Art. IV . que não justifique imposição de penalidade mais grave. respectivamente. a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa. O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão. 117. 132.I . praticado nova infração disciplinar.crime contra a administração pública.abandono de cargo. cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação. na repartição.inassiduidade habitual. III . ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. Parágrafo único. e de inobservância de dever funcional previsto em lei. nos casos de violação de proibição constante do art. III . de 10. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos.97) Art.97) Art.demissão. nesse período. não podendo exceder de 90 (noventa) dias. V .incontinência pública e conduta escandalosa. Art.527.destituição de função comissionada. VI . após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício.insubordinação grave em serviço.improbidade administrativa. na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais.cassação de aposentadoria ou disponibilidade.destituição de cargo em comissão. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados. 128. injustificadamente. § 2o Quando houver conveniência para o serviço. Parágrafo único. . IV . A demissão será aplicada nos seguintes casos: I . § 1o Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que.12.12.suspensão. 130.advertência. regulamentação ou norma interna. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. 129. II .

Art. a autoridade julgadora proferirá a sua decisão. (Redação dada pela Lei nº 9. até três dias após a publicação do ato que a constituiu. 163 e 164. hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo. de 10. 167. o disposto no § 3o do art.12.527. Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos. ou por intermédio de sua chefia imediata.transgressão dos incisos IX a XVI do art. (Incluído pela Lei nº 9. de 10.acumulação ilegal de cargos. e a materialidade pela descrição dos cargos. opinará sobre a licitude da acumulação em exame. (Incluído pela Lei nº 9.aplicação irregular de dinheiros públicos. defesa e relatório. de 10.instauração. em serviço.12.revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo. (Redação dada pela Lei nº 9. 117.97) § 4o No prazo de cinco dias. indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá o processo à autoridade instauradora. assegurando-se-lhe vista do processo na repartição.12.97) § 3o Apresentada a defesa. que compreende indiciação. a servidor ou a particular. XI . das datas de ingresso. apresentar defesa escrita.instrução sumária. contados da data da ciência e.527. para julgamento. observado o disposto nos arts. para. X . por intermédio de sua chefia imediata.97) I . XIII . (Incluído pela Lei nº 9.12. de 10.97) § 5o A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé. para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias. salvo em legítima defesa própria ou de outrem. adotará procedimento sumário para a sua apuração e regularização imediata. VIII .97) III .97) II . empregos ou funções públicas. de 10. com a publicação do ato que constituir a comissão.ofensa física.527.527.527.527. a autoridade a que se refere o art. empregos ou funções públicas em situação de acumulação ilegal.527. (Incluído pela Lei nº 9. no prazo de cinco dias. de 10.12. bem como promoverá a citação pessoal do servidor indiciado. 133.527. termo de indiciação em que serão transcritas as informações de que trata o parágrafo anterior. XII . 143 notificará o servidor.97) § 2o A comissão lavrará. de 10.97) § 1o A indicação da autoria de que trata o inciso I dar-se-á pelo nome e matrícula do servidor. (Incluído pela Lei nº 9. e simultaneamente indicar a autoria e a materialidade da transgressão objeto da apuração.12. de 10. em que resumirá as peças principais dos autos. de 10.527.12. contados do recebimento do processo. empregos ou funções públicas.12. cujo processo administrativo disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases:(Redação dada pela Lei nº 9. quando for o caso. IX . a ser composta por dois servidores estáveis.lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional. na hipótese de omissão.julgamento.corrupção. dos órgãos ou entidades de vinculação. do horário de trabalho e do correspondente regime jurídico. (Incluído pela Lei nº 9.12. aplicando-se. a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor.VII .97) .

Art. X e XI do art. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço. falta punível com a demissão.527. 133.97) b) no caso de inassiduidade habitual. Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão por infringência do art. 139. (Incluído pela Lei nº 9. Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos.97) I .527.97) § 8o O procedimento sumário rege-se pelas disposições deste artigo. 134.12. por infringência do art. 132. incisos I.527. IV.§ 6o Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé. Parágrafo único. hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados. Art. empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal. de 10. na atividade. Art. Art.97) a) na hipótese de abandono de cargo. sem causa justificada. Constatada a hipótese de que trata este artigo. VIII. Parágrafo único. 137. destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos.12. admitida a sua prorrogação por até quinze dias. implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. observando-se. (Incluído pela Lei nº 9. as disposições dos Títulos IV e V desta Lei.12. 132.527. sem prejuízo da ação penal cabível. aplicar-se-á a pena de demissão.a indicação da materialidade dar-se-á: (Incluído pela Lei nº 9. durante o período de doze meses. pela indicação dos dias de falta ao serviço sem causa justificada. observando-se especialmente que: (Redação dada pela Lei nº 9. incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público federal. (Incluído pela Lei nº 9.12. A demissão ou a destituição de cargo em comissão. a exoneração efetuada nos termos do art. pela indicação precisa do período de ausência intencional do servidor ao serviço superior a trinta dias.527.12. (Incluído pela Lei nº 9. 138. também será adotado o procedimento sumário a que se refere o art. Art. quando as circunstâncias o exigirem. 136.97) . 35 será convertida em destituição de cargo em comissão.12. 140. pelo prazo de 5 (cinco) anos.527. de 10. de 10.97) § 7o O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário não excederá trinta dias. no que lhe for aplicável.527. Art. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado. 117. contados da data de publicação do ato que constituir a comissão. de 10. nos casos dos incisos IV. X e XI. de 10. de 10. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão. interpoladamente. incisos IX e XI. por sessenta dias. subsidiariamente. Na apuração de abandono de cargo ou inassiduidade habitual.12. durante o período de doze meses. (Incluído pela Lei nº 9. A demissão ou a destituição de cargo em comissão.97) Art. por período igual ou superior a sessenta dias interpoladamente. 135. VIII. de 10.

quanto á advertência.204.pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso anterior quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias. § 4o Interrompido o curso da prescrição. indicará o respectivo dispositivo legal. em que resumirá as peças principais dos autos.em 5 (cinco) anos. II . na hipótese de abandono de cargo. de 2005) § 2o (Revogado pela Lei nº 11. de 2005) .II .em 180 (cento e oitenta) dias.pelo Presidente da República. (Incluído pela Lei nº 9. IV . 142.527. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata. 141. quanto à suspensão. II .12. mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar.em 2 (dois) anos. ou entidade. Título V Do Processo Administrativo Disciplinar Capítulo I Disposições Gerais Art.após a apresentação da defesa a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor.pela autoridade que houver feito a nomeação. III . Art. quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder. assegurada ao acusado ampla defesa.pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos. pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República. o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção. sobre a intencionalidade da ausência ao serviço superior a trinta dias e remeterá o processo à autoridade instauradora para julgamento. III . opinará. A ação disciplinar prescreverá: I . quanto às infrações puníveis com demissão. quando se tratar de destituição de cargo em comissão. nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias. cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão. 143. § 2o Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime. de 10.97) Art. órgão.204. § 1o (Revogado pela Lei nº 11. § 1o O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido. As penalidades disciplinares serão aplicadas: I . § 3o A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição. até a decisão final proferida por autoridade competente.

pelos presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República. podendo a indicação recair em um de seus membros. II .12. 144. delegada em caráter permanente ou temporário pelo Presidente da República. ainda que não concluído o processo.§ 3o A apuração de que trata o caput.aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias. órgão ou entidade. preservadas as competências para o julgamento que se seguir à apuração. dentre eles. Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias. de 10. As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração. findo o qual cessarão os seus efeitos. Art. 147.527. observado o disposto no § 3o do art.527. o seu presidente. 148. III . a denúncia será arquivada. de 10. (Incluído pela Lei nº 9. O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três servidores estáveis designados pela autoridade competente. . caput por solicitação da autoridade a que se refere.97) Art. O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 (trinta) dias. confirmada a autenticidade. 145. que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível. a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo.12. será obrigatória a instauração de processo disciplinar. mediante competência específica para tal finalidade.97) § 1o A Comissão terá como secretário servidor designado pelo seu presidente. podendo ser prorrogado por igual período. de demissão. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal. ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. que indicará. 146. Art. Parágrafo único. a critério da autoridade superior. 149. Capítulo II Do Afastamento Preventivo Art. no âmbito do respectivo Poder. O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições. (Redação dada pela Lei nº 9. sem prejuízo da remuneração. desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito. ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido. poderá ser promovida por autoridade de órgão ou entidade diverso daquele em que tenha ocorrido a irregularidade. Art. Capítulo III Do Processo Disciplinar Art. ou destituição de cargo em comissão. cassação de aposentadoria ou disponibilidade. Da sindicância poderá resultar: I .instauração de processo disciplinar. 143. Parágrafo único. pelo prazo de até 60 (sessenta) dias.arquivamento do processo. Parágrafo único. por falta de objeto. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade.

acareações. § 1o Sempre que necessário. com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito. quando as circunstâncias o exigirem. de modo a permitir a completa elucidação dos fatos. até o terceiro grau. contados da data de publicação do ato que constituir a comissão. O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias. Art. investigações e diligências cabíveis. ficando seus membros dispensados do ponto. independentemente da imediata instauração do processo disciplinar. a técnicos e peritos. cônjuge. com o ciente do interessado.§ 2o Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito. produzir provas e contraprovas e formular quesitos. Art. Seção I Do Inquérito Art. Art. ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. 151.instauração.inquérito administrativo. . Art. a autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público. com a publicação do ato que constituir a comissão. A Comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade. em linha reta ou colateral. quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito. O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório. 157. 156. Art. É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de procurador. Art. III . 152. que compreende instrução. II . Parágrafo único. consangüíneo ou afim. a comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos. § 1o O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes. admitida a sua prorrogação por igual prazo.julgamento. companheiro ou parente do acusado. até a entrega do relatório final. As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da comissão. quando se tratar de prova pericial. Art. devendo a segunda via. Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a infração está capitulada como ilícito penal. § 2o Será indeferido o pedido de prova pericial. a comissão promoverá a tomada de depoimentos. Parágrafo único. 155. como peça informativa da instrução. assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração. 153. As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado. Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar. recorrendo. assegurada ao acusado ampla defesa. Na fase do inquérito. § 2o As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações adotadas. O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases: I . arrolar e reinquirir testemunhas. meramente protelatórios. ser anexado aos autos. 150. objetivando a coleta de prova. quando necessário. 154. defesa e relatório.

Parágrafo único. Considerar-se-á revel o indiciado que. cada um deles será ouvido separadamente. será citado por edital. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo. 161. 159. § 4o No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação. 160. por intermédio do presidente da comissão. Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido. será promovida a acareação entre eles. regularmente citado. 162. não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito. será formulada a indiciação do servidor. não apresentar defesa no prazo legal. porém. o prazo será comum e de 20 (vinte) dias. para apresentar defesa. Art. O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao processo principal. O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o lugar onde poderá ser encontrado. § 1o No caso de mais de um acusado. Concluída a inquirição das testemunhas. da qual participe pelo menos um médico psiquiatra. observados os procedimentos previstos nos arts. reinquiri-las. com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas. 164. § 1o As testemunhas serão inquiridas separadamente. Art. no prazo de 10 (dez) dias. 157 e 158. . o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias a partir da última publicação do edital. Art. a comissão promoverá o interrogatório do acusado. para diligências reputadas indispensáveis. e sempre que divergirem em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias. Art. o prazo para defesa contarse-á da data declarada. Parágrafo único. em termo próprio. § 2o O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório. facultando-se-lhe. Na hipótese deste artigo. bem como à inquirição das testemunhas. 158. publicado no Diário Oficial da União e em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido. a comissão proporá à autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial. pelo membro da comissão que fez a citação. § 1o O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar defesa escrita. após a expedição do laudo pericial. Se a testemunha for servidor público. Parágrafo único. § 3o O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro. § 2o Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem. com a indicação do dia e hora marcados para inquirição. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado. Tipificada a infração disciplinar. com a assinatura de (2) duas testemunhas. a expedição do mandado será imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde serve. Art. proceder-se-á à acareação entre os depoentes. assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. § 2o Havendo dois ou mais indiciados. Art. 163. Art. sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas.

Parágrafo único. agravar a penalidade proposta. com o relatório da comissão. .97) Art. bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes. motivadamente.527. de 10. a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido.(Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 9. a autoridade que determinou a instauração do processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade. este será encaminhado à autoridade competente. será remetido à autoridade que determinou a sua instauração. 165. § 2o Reconhecida a responsabilidade do servidor. a autoridade instauradora do processo designará um servidor como defensor dativo. a autoridade julgadora poderá. O julgamento acatará o relatório da comissão. 167. No prazo de 20 (vinte) dias. e ordenará. § 1o Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo. por termo. § 3o Se a penalidade prevista for a demissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade. § 2o. a constituição de outra comissão para instauração de novo processo. será responsabilizada na forma do Capítulo IV do Título IV. ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. de 10. salvo quando contrário às provas dos autos. onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção. o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave. a autoridade instauradora do processo determinará o seu arquivamento. 168. Verificada a ocorrência de vício insanável. Seção II Do Julgamento Art. que decidirá em igual prazo. (Incluído pela Lei nº 9.97) Art. 142. salvo se flagrantemente contrária à prova dos autos. no mesmo ato. 169.97) § 1o O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. contados do recebimento do processo. 166. O processo disciplinar.12. § 1o O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor.§ 1o A revelia será declarada. Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos. nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa. Art. a autoridade julgadora proferirá a sua decisão. § 2o Para defender o indiciado revel. Art. a comissão elaborará relatório minucioso. § 4o Reconhecida pela comissão a inocência do servidor.527. § 2o A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o art. abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade. de 10. 141. para julgamento.527. que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível.12. total ou parcial. Apreciada a defesa. § 2o Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções.12. o julgamento caberá às autoridades de que trata o inciso I do art.

172. A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos. nos termos do art. denunciado ou indiciado. Quando a infração estiver capitulada como crime. Seção III Da Revisão do Processo Art. 141. se for o caso. A revisão correrá em apenso ao processo originário. A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão.ao servidor convocado para prestar depoimento fora da sede de sua repartição.aos membros da comissão e ao secretário. 170. O processo disciplinar poderá ser revisto. inciso I do art. 173. 180. .Art. § 1o Em caso de falecimento. a revisão será requerida pelo respectivo curador. Art. o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público para instauração da ação penal. 176. No processo revisional. Art. quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. no que couber. Art. 34. se autorizar a revisão. Art. ausência ou desaparecimento do servidor. Parágrafo único. Parágrafo único. Art. que. 181. ou aposentado voluntariamente. o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar. acaso aplicada. 171. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade. 149. Extinta a punibilidade pela prescrição. 175. Art. a autoridade competente providenciará a constituição de comissão. Ocorrida a exoneração de que trata o parágrafo único. Parágrafo único. na forma do art. a autoridade julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos individuais do servidor. ainda não apreciados no processo originário. na condição de testemunha. Art. Serão assegurados transporte e diárias: I . Art. Na petição inicial. 178. O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Ministro de Estado ou autoridade equivalente. II . Art. a pedido ou de ofício. Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora. O servidor que responder a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido. § 2o No caso de incapacidade mental do servidor. após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade. o ônus da prova cabe ao requerente. que requer elementos novos. qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do processo. 179. o ato será convertido em demissão. a qualquer tempo. Deferida a petição. as normas e procedimentos próprios da comissão do processo disciplinar. 177. ficando trasladado na repartição. Art. 174. encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar. quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de missão essencial ao esclarecimento dos fatos.

5.2003) § 2o O servidor afastado ou licenciado do cargo efetivo. para esse efeito. ainda que contribua para regime de previdência social no exterior. falecimento e reclusão.2003) § 3o Será assegurada ao servidor licenciado ou afastado sem remuneração a manutenção da vinculação ao regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público.667. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade. Art.garantir meios de subsistência nos eventos de doença. Julgada procedente a revisão. com exceção da assistência à saúde.Parágrafo único.667. inatividade. que será convertida em exoneração.proteção à maternidade. incidente sobre a remuneração total do cargo a que faz jus no exercício de suas atribuições. à adoção e à paternidade. neste período. contados do recebimento do processo. A União manterá Plano de Seguridade Social para o servidor e sua família. terá suspenso o seu vínculo com o regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público enquanto durar o afastamento ou a licença. 183. inclusive para servir em organismo oficial internacional do qual o Brasil seja membro efetivo ou com o qual coopere. os benefícios do mencionado regime de previdência. autárquica e fundacional não terá direito aos benefícios do Plano de Seguridade Social. não lhes assistindo. de 14. O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias. Parágrafo único. mediante o recolhimento mensal da respectiva contribuição. Título VI Da Seguridade Social do Servidor Capítulo I Disposições Gerais Art. e compreende um conjunto de benefícios e ações que atendam às seguintes finalidades: I . velhice.5. será declarada sem efeito a penalidade aplicada. 184. invalidez. observadas as disposições desta Lei. computando-se. . 182. (Incluído pela Lei nº 10. § 1o O servidor ocupante de cargo em comissão que não seja.2003) Art. exceto em relação à destituição do cargo em comissão. restabelecendo-se todos os direitos do servidor. de 14. (Incluído pela Lei nº 10.667.5.2003) § 4o O recolhimento de que trata o § 3o deve ser efetuado até o segundo dia útil após a data do pagamento das remunerações dos servidores públicos.667. (Redação dada pela Lei nº 10. sem direito à remuneração. O Plano de Seguridade Social visa a dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos o servidor e sua família.5. III . no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências. de 14. ocupante de cargo ou emprego efetivo na administração pública direta. no mesmo percentual devido pelos servidores em atividade. de 14. II . acidente em serviço. as vantagens pessoais. aplicando-se os procedimentos de cobrança e execução dos tributos federais quando não recolhidas na data de vencimento. (Incluído pela Lei nº 10. simultaneamente. Os benefícios serão concedidos nos termos e condições definidos em regulamento.assistência à saúde. Parágrafo único. inclusive.

186. II .quanto ao dependente: a) pensão vitalícia e temporária. f) licença por acidente em serviço. § 2o O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude. 189 e 224. à adotante e licença-paternidade. e 25 (vinte e cinco) se professora. e proporcionais nos demais casos. implicará devolução ao erário do total auferido.compulsoriamente. h) garantia de condições individuais e ambientais de trabalho satisfatórias. e aos 30 (trinta) se mulher. 185.Art. b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério se professor. g) assistência à saúde. c) salário-família. III . e) licença à gestante. b) auxílio-natalidade. sendo os proventos integrais quando decorrente de acidente em serviço. dolo ou má-fé. Os benefícios do Plano de Seguridade Social do servidor compreendem: I . . observado o disposto nos arts. se homem. d) licença para tratamento de saúde. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. Capítulo II Dos Benefícios Seção I Da Aposentadoria Art.voluntariamente: a) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço. com proventos integrais.quanto ao servidor: a) aposentadoria. especificada em lei. 40 da Constituição) I . II . sem prejuízo da ação penal cabível. § 1o As aposentadorias e pensões serão concedidas e mantidas pelos órgãos ou entidades aos quais se encontram vinculados os servidores. aos setenta anos de idade. d) assistência à saúde. O servidor será aposentado: (Vide art. moléstia profissional ou doença grave. b) auxílio-funeral.por invalidez permanente. contagiosa ou incurável. com proventos integrais. c) auxílio-reclusão.

a aposentadoria de que trata o inciso III. (Incluído pela Lei nº 9. bem como nas hipóteses previstas no art. 188. observará o disposto em lei específica. 24. de 2009) Art.907. § 2o Expirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o cargo ou de ser readaptado.12. O provento da aposentadoria será calculado com observância do disposto no § 3o do art. . Art. com vigência a partir do dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade-limite de permanência no serviço ativo. e revisto na mesma data e proporção. cegueira posterior ao ingresso no serviço público. de 10. 189. inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria. A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do respectivo ato. se homem. (Incluído pela Lei nº 11. e aos 60 (sessenta) se mulher. de 2009) § 5o A critério da Administração. § 1o Consideram-se doenças graves. para avaliação das condições que ensejaram o afastamento ou a aposentadoria. com base na medicina especializada. (Incluído pela Lei nº 11. estados avançados do mal de Paget (osteíte deformante). o servidor será aposentado. Síndrome de Imunodeficiência Adquirida .c) aos 30 (trinta) anos de serviço. se homem. espondiloartrose anquilosante. § 3o Na hipótese do inciso I o servidor será submetido à junta médica oficial. nefropatia grave. que atestará a invalidez quando caracterizada a incapacidade para o desempenho das atribuições do cargo ou a impossibilidade de se aplicar o disposto no art. cardiopatia grave. A aposentadoria compulsória será automática. com proventos proporcionais a esse tempo. § 2o Nos casos de exercício de atividades consideradas insalubres ou perigosas. tuberculose ativa. § 4o Para os fins do disposto no § 1o deste artigo. serão consideradas apenas as licenças motivadas pela enfermidade ensejadora da invalidez ou doenças correlacionadas. contagiosas ou incuráveis. alienação mental. § 3o O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato da aposentadoria será considerado como de prorrogação da licença.907. 41. Parágrafo único. esclerose múltipla. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. e declarada por ato. doença de Parkinson. 71.AIDS. o servidor em licença para tratamento de saúde ou aposentado por invalidez poderá ser convocado a qualquer momento. 187. "a" e "c". sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. hanseníase. São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidas aos servidores em atividade. paralisia irreversível e incapacitante.527. § 1o A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para tratamento de saúde. por período não excedente a 24 (vinte e quatro) meses. d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade. e aos 25 (vinte e cinco) se mulher. a que se refere o inciso I deste artigo. neoplasia maligna. e outras que a lei indicar.97) Art.

na falta destes. . 193. será pago a um e outro.97) Art. por dependente econômico. até 24 (vinte e quatro) anos ou. Ao servidor aposentado será paga a gratificação natalina.12.527. Art. O auxílio-natalidade é devido à servidora por motivo de nascimento de filho. quando a parturiente não for servidora. Quando o pai e mãe forem servidores públicos e viverem em comum. o valor será acrescido de 50% (cinqüenta por cento). aos 25 (vinte e cinco) anos de serviço efetivo. (Revogado pela Lei nº 9.315. 194. 199. em quantia equivalente ao menor vencimento do serviço público. quando separados. nos termos da Lei nº 5. Art. § 1o Na hipótese de parto múltiplo. Seção III Do Salário-Família Art. 190. de 2009) Art. se estudante. Parágrafo único. 191.527. III . o salário-família será pago a um deles. em valor igual ou superior ao salário-mínimo.12. (Revogado pela Lei nº 9. Parágrafo único. for considerado inválido por junta médica oficial passará a perceber provento integral. de acordo com a distribuição dos dependentes. de qualquer idade. Quando proporcional ao tempo de serviço. viver na companhia e às expensas do servidor. O servidor aposentado com provento proporcional ao tempo de serviço se acometido de qualquer das moléstias especificadas no § 1o do art. até o dia vinte do mês de dezembro. de 12 de setembro de 1967. o provento não será inferior a 1/3 (um terço) da remuneração da atividade. 198. deduzido o adiantamento recebido. Art.907. O salário-família é devido ao servidor ativo ou ao inativo. será concedida aposentadoria com provento integral.a mãe e o pai sem economia própria.o menor de 21 (vinte e um) anos que. 196.97) Art.o cônjuge ou companheiro e os filhos. Não se configura a dependência econômica quando o beneficiário do salário-família perceber rendimento do trabalho ou de qualquer outra fonte. Ao pai e à mãe equiparam-se o padrasto. Consideram-se dependentes econômicos para efeito de percepção do salário-família: I . calculado com base no fundamento legal de concessão da aposentadoria. por esse motivo. se inválido. 197. 192. Ao ex-combatente que tenha efetivamente participado de operações bélicas. 186 desta Lei e. de 10. inclusive os enteados até 21 (vinte e um) anos de idade ou. (Redação dada pela Lei nº 11. durante a Segunda Guerra Mundial. os representantes legais dos incapazes.Art. ou do inativo. inclusive no caso de natimorto. por nascituro. § 2o O auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor público. a madrasta e. mediante autorização judicial. II . Art. em valor equivalente ao respectivo provento. 195. inclusive pensão ou provento da aposentadoria. Seção II Do Auxílio-Natalidade Art. de 10.

sem remuneração. 202 desta Lei será concedida com base em perícia oficial. 230. Art. nem servirá de base para qualquer contribuição. § 2o Inexistindo médico no órgão ou entidade no local onde se encontra ou tenha exercício em caráter permanente o servidor. doença profissional ou qualquer das doenças especificadas no art. a pedido ou de ofício. (Redação dada pela Lei nº 11. § 1o.Art. 205. Art. Seção IV Da Licença para Tratamento de Saúde Art.690. (Incluído pela Lei nº 11. 202. à Adotante e da Licença-Paternidade Art. 203. O servidor que apresentar indícios de lesões orgânicas ou funcionais será submetido a inspeção médica. poderá ser dispensada de perícia oficial. Seção V Da Licença à Gestante. 200.12. O servidor será submetido a exames médicos periódicos. (Incluído pela Lei nº 11. nas hipóteses em que abranger o campo de atuação da odontologia. inclusive para a Previdência Social. 204.907. Art.907. (Redação dada pela Lei nº 11. a inspeção médica será realizada na residência do servidor ou no estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado. 206-A. salvo quando se tratar de lesões produzidas por acidente em serviço. será aceito atestado passado por médico particular. O afastamento do cargo efetivo. de 10. O salário-família não está sujeito a qualquer tributo. (Redação dada pela Lei nº 11. O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome ou natureza da doença. (Redação dada pela Lei nº 9. e não se configurando as hipóteses previstas nos parágrafos do art. dentro de 1 (um) ano. 207. bem como nos demais casos de perícia oficial previstos nesta Lei. de 2009) § 4o A licença que exceder o prazo de 120 (cento e vinte) dias no período de 12 (doze) meses a contar do primeiro dia de afastamento será concedida mediante avaliação por junta médica oficial. Será concedida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos.97) § 3o No caso do § 2o deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 11. sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.907. Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde. de 2009) § 1o Sempre que necessário. sem prejuízo da remuneração. de 2009) Art. nos termos e condições definidos em regulamento.527. Art. o atestado somente produzirá efeitos depois de recepcionado pela unidade de recursos humanos do órgão ou entidade. será efetuada por cirurgiões-dentistas. de 2009) Art. (Vide Decreto nº 6. de 2009) (Regulamento). na forma definida em regulamento. de 2009) § 5o A perícia oficial para concessão da licença de que trata o caput deste artigo.907.907. 186. A licença para tratamento de saúde inferior a 15 (quinze) dias. 206. não acarreta a suspensão do pagamento do salário-família. com base em perícia médica. A licença de que trata o art. de 2008) .907. 201.

sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa. à conta de recursos públicos. os dependentes fazem jus a uma pensão mensal de valor correspondente ao da respectiva remuneração ou provento. de 2008) Parágrafo único. Art. observado o limite estabelecido no art. 213. Será licenciado. Parágrafo único. À servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade. Art. a uma hora de descanso. que se relacione. até a idade de seis meses. a servidora será submetida a exame médico. Art. a licença terá início a partir do parto. salvo antecipação por prescrição médica. A prova do acidente será feita no prazo de 10 (dez) dias. a partir da data do óbito. As pensões distinguem-se. § 4o No caso de aborto atestado por médico oficial. 208. 209. o prazo de que trata este artigo será de 30 (trinta) dias. Parágrafo único. Art. . O servidor acidentado em serviço que necessite de tratamento especializado poderá ser tratado em instituição privada. decorridos 30 (trinta) dias do evento. Art. Por morte do servidor. 212. 210. Equipara-se ao acidente em serviço o dano: I . 216. serão concedidos 90 (noventa) dias de licença remunerada. prorrogável quando as circunstâncias o exigirem. (Vide Decreto nº 6. quanto à natureza. Art. em vitalícias e temporárias. § 2o No caso de nascimento prematuro. 211. Configura acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor. mediata ou imediatamente.decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo. com as atribuições do cargo exercido. Pelo nascimento ou adoção de filhos. 42. durante a jornada de trabalho. a servidora lactante terá direito. com remuneração integral. Seção VI Da Licença por Acidente em Serviço Art. O tratamento recomendado por junta médica oficial constitui medida de exceção e somente será admissível quando inexistirem meios e recursos adequados em instituição pública. 214. e se julgada apta. reassumirá o exercício. que poderá ser parcelada em dois períodos de meia hora. o servidor terá direito à licença-paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos.691. a servidora terá direito a 30 (trinta) dias de repouso remunerado. Seção VII Da Pensão Art.§ 1o A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de gestação. o servidor acidentado em serviço. § 3o No caso de natimorto. Para amamentar o próprio filho. Art. 215. No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de 1 (um) ano de idade. II .

sendo a outra metade rateada em partes iguais. § 1o Ocorrendo habilitação de vários titulares à pensão vitalícia. c) o irmão órfão. b) o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade. que vivam sob a dependência econômica do servidor. enquanto durar a invalidez. até 21 (vinte e um) anos. prescrevendo tão-somente as prestações exigíveis há mais de 5 (cinco) anos. enquanto durar a invalidez. se inválidos. 219. d) a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor. ou. Art. o seu valor será distribuído em partes iguais entre os beneficiários habilitados. e) a pessoa designada. A pensão será concedida integralmente ao titular da pensão vitalícia. que comprovem dependência econômica do servidor. se inválida. que somente se extinguem ou revertem com a morte de seus beneficiários. § 1o A concessão de pensão vitalícia aos beneficiários de que tratam as alíneas "a" e "c" do inciso I deste artigo exclui desse direito os demais beneficiários referidos nas alíneas "d" e "e". ou enteados. metade do valor caberá ao titular ou titulares da pensão vitalícia. ou. maior de 60 (sessenta) anos e a pessoa portadora de deficiência. entre os que se habilitarem. II .§ 1o A pensão vitalícia é composta de cota ou cotas permanentes. separada judicialmente ou divorciada. o valor integral da pensão será rateado. b) a pessoa desquitada. e o inválido. § 2o Ocorrendo habilitação às pensões vitalícia e temporária. até 21 (vinte e um) anos. c) o companheiro ou companheira designado que comprove união estável como entidade familiar. São beneficiários das pensões: I . . 218. § 3o Ocorrendo habilitação somente à pensão temporária. § 2o A concessão da pensão temporária aos beneficiários de que tratam as alíneas "a" e "b" do inciso II deste artigo exclui desse direito os demais beneficiários referidos nas alíneas "c" e "d". cessação de invalidez ou maioridade do beneficiário. 217. enquanto durar a invalidez. exceto se existirem beneficiários da pensão temporária. entre os titulares da pensão temporária. Art. em partes iguais. até 21 (vinte e um) anos de idade. d) a pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor.vitalícia: a) o cônjuge.temporária: a) os filhos. com percepção de pensão alimentícia. § 2o A pensão temporária é composta de cota ou cotas que podem se extinguir ou reverter por motivo de morte. Art. A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo.

Não faz jus à pensão o beneficiário condenado pela prática de crime doloso de que tenha resultado a morte do servidor. Ressalvado o direito de opção. 224. é vedada a percepção cumulativa de mais de duas pensões.a maioridade de filho.declaração de ausência. V .a acumulação de pensão na forma do art. se não houver pensionista remanescente da pensão vitalícia. A critério da Administração. As pensões serão automaticamente atualizadas na mesma data e na mesma proporção dos reajustes dos vencimentos dos servidores. hipótese em que o benefício será automaticamente cancelado. nos seguintes casos: I . Concedida a pensão. Seção VIII Do Auxílio-Funeral Art.desaparecimento no desempenho das atribuições do cargo ou em missão de segurança. pela autoridade judiciária competente. aplicando-se o disposto no parágrafo único do art. a respectiva cota reverterá: I . O auxílio-funeral é devido à família do servidor falecido na atividade ou aposentado. quando a decisão ocorrer após a concessão da pensão ao cônjuge. Art. 223. 226. II . conforme o caso. Art.Parágrafo único. II .desaparecimento em desabamento. 225.o seu falecimento. 222. III . decorridos 5 (cinco) anos de sua vigência. inundação.a anulação do casamento. 220. em valor equivalente a um mês da remuneração ou provento. em se tratando de beneficiário inválido. irmão órfão ou pessoa designada. Parágrafo único.(Incluído pela Lei nº 11.da pensão temporária para os co-beneficiários ou. na falta destes. Por morte ou perda da qualidade de beneficiário. Parágrafo único. aos 21 (vinte e um) anos de idade. qualquer prova posterior ou habilitação tardia que implique exclusão de beneficiário ou redução de pensão só produzirá efeitos a partir da data em que for oferecida. Art. IV . ressalvado o eventual reaparecimento do servidor. incêndio ou acidente não caracterizado como em serviço. A pensão provisória será transformada em vitalícia ou temporária. Art. Acarreta perda da qualidade de beneficiário: I . para o beneficiário da pensão vitalícia. 189. II .da pensão vitalícia para os remanescentes desta pensão ou para os titulares da pensão temporária.a renúncia expressa. VI . . 225. III . Será concedida pensão provisória por morte presumida do servidor. 221. de 2009) Art.a cessação de invalidez.907. Art. o beneficiário de pensão temporária motivada por invalidez poderá ser convocado a qualquer momento para avaliação das condições que ensejaram a concessão do benefício.

Se o funeral for custeado por terceiro. terá como diretriz básica o implemento de ações preventivas voltadas para a promoção da saúde e será prestada pelo Sistema Único de Saúde – SUS. da aplicação do disposto no parágrafo anterior. para a sua realização o órgão ou entidade celebrará.12. enquanto perdurar a prisão.527. (Redação dada pela Lei nº 11. entidades sem fins lucrativos declaradas de utilidade pública. em flagrante ou preventiva. ativo ou inativo.INSS. A assistência à saúde do servidor. 227.302 de 2006) § 1o Nas hipóteses previstas nesta Lei em que seja exigida perícia. de 10. o servidor terá direito à integralização da remuneração. ou mediante convênio ou contrato. as despesas de transporte do corpo correrão à conta de recursos da União. a pena que não determine a perda de cargo. inclusive no exterior. nos seguintes valores: I . preferencialmente. odontológica. este será indenizado. avaliação ou inspeção médica. § 3o O auxílio será pago no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. durante o afastamento. Art. desde que absolvido. Seção IX Do Auxílio-Reclusão Art. psicológica e farmacêutica. ativo ou inativo. autarquia ou fundação pública. na forma estabelecida em regulamento. o auxílio será pago somente em razão do cargo de maior remuneração. determinada pela autoridade competente.dois terços da remuneração. ou com o Instituto Nacional do Seguro Social . à pessoa da família que houver custeado o funeral. convênio com unidades de atendimento do sistema público de saúde. 228.metade da remuneração. (Incluído pela Lei nº 9. hospitalar. mediante ressarcimento parcial do valor despendido pelo servidor. o órgão ou entidade promoverá a contratação da prestação de serviços por pessoa jurídica. ou ainda na forma de auxílio. por sentença definitiva.§ 1o No caso de acumulação legal de cargos. Capítulo III Da Assistência à Saúde Art. § 2o O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o servidor for posto em liberdade. por meio de procedimento sumaríssimo. Em caso de falecimento de servidor em serviço fora do local de trabalho. devidamente justificada. em virtude de condenação. e seus dependentes ou pensionistas com planos ou seguros privados de assistência à saúde. 229. diretamente pelo órgão ou entidade ao qual estiver vinculado o servidor. § 1o Nos casos previstos no inciso I deste artigo. quando afastado por motivo de prisão. § 2o (VETADO). Art.97) § 2o Na impossibilidade. À família do servidor ativo é devido o auxílio-reclusão. II . que constituirá . observado o disposto no artigo anterior. e de sua família compreende assistência médica. na ausência de médico ou junta médica oficial. ainda que condicional. 230.

97) § 3o Para os fins do disposto no caput deste artigo.302 de 2006) Capítulo IV Do Custeio Art. de 28. sendo certo que os convênios celebrados depois dessa data somente poderão sê-lo na forma da regulamentação específica sobre patrocínio de autogestões.302 de 2006) III . normas essas também aplicáveis aos convênios existentes até 12 de fevereiro de 2006. de 9. (Incluído pela Lei nº 9.745. 234.666. 235.celebrar convênios exclusivamente para a prestação de serviços de assistência à saúde para os seus servidores ou empregados ativos. (Incluído pela Lei nº 11.783. mediante licitação. bem como para seus respectivos grupos familiares definidos.93) Art. com entidades de autogestão por elas patrocinadas por meio de instrumentos jurídicos efetivamente celebrados e publicados até 12 de fevereiro de 2006 e que possuam autorização de funcionamento do órgão regulador. (Revogado pela Lei nº 9. Poderão ser instituídos.93) Art. 236. (Incluído pela Lei nº 11. com a comprovação de suas habilitações e de que não estejam respondendo a processo disciplinar junto à entidade fiscalizadora da profissão. (Revogado pela Lei nº 8. a ser publicada pelo mesmo órgão regulador.99) Título VII Capítulo Único Da Contratação Temporária de Excepcional Interesse Público Art.01.527. ficam a União e suas entidades autárquicas e fundacionais autorizadas a: (Incluído pela Lei nº 11. indicando os nomes e especialidades dos seus integrantes.12. 237.contratar.12. O Dia do Servidor Público será comemorado a vinte e oito de outubro.745. de 10. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias da vigência desta Lei. (Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006) § 5o O valor do ressarcimento fica limitado ao total despendido pelo servidor ou pensionista civil com plano ou seguro privado de assistência à saúde.12.93) Título VIII Capítulo Único Das Disposições Gerais Art. Legislativo e Judiciário. Art. além daqueles já previstos nos respectivos planos de carreira: .(VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006) § 4o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11. (Revogado pela Lei nº 8.junta médica especificamente para esses fins. de 9. 231.302 de 2006) I . na forma da Lei no 8.93) Art. os seguintes incentivos funcionais.12. de 21 de junho de 1993.302 de 2006) II . (Revogado pela Lei nº 8. (Revogado pela Lei nº 8. 232. aposentados.12. de 9.745. de 9. no âmbito dos Poderes Executivo. 233. operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde que possuam autorização de funcionamento do órgão regulador.745. pensionistas.

de 1o de maio de 1943. ou pela Consolidação das Leis do Trabalho. regidos pela Lei nº 1. o direito à livre associação sindical e os seguintes direitos. exceto os contratados por prazo determinado. de 10. Consideram-se da família do servidor. II . na qualidade de servidores públicos. diplomas de honra ao mérito.711. além do cônjuge e filhos. . c) de descontar em folha.Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União. os servidores dos Poderes da União. nos termos da Constituição Federal. que comprove união estável como entidade familiar. Ao servidor público civil é assegurado. até um ano após o final do mandato. Parágrafo único. 240. para o primeiro dia útil seguinte.97) Art. entre outros. Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. inclusive como substituto processual. considera-se sede o município onde a repartição estiver instalada e onde o servidor tiver exercício. o prazo vencido em dia em que não haja expediente.527. dos ex-Territórios. Equipara-se ao cônjuge a companheira ou companheiro. Art. sofrer discriminação em sua vida funcional. e das fundações públicas. ficando prorrogado. em caráter permanente. na data de sua publicação. exceto se a pedido. cujos contratos não poderão ser prorrogados após o vencimento do prazo de prorrogação. 238. inventos ou trabalhos que favoreçam o aumento de produtividade e a redução dos custos operacionais. quaisquer pessoas que vivam às suas expensas e constem do seu assentamento individual. excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. de 10. e mantidas enquanto não for implantado o plano de cargos dos órgãos ou entidades na forma da lei. o valor das mensalidades e contribuições definidas em assembléia geral da categoria. b) de inamovibilidade do dirigente sindical. 242. dela decorrentes: a) de ser representado pelo sindicato. 239. condecoração e elogio. inclusive as em regime especial. Os prazos previstos nesta Lei serão contados em dias corridos. d) (Revogado pela Lei nº 9. 243. § 1o Os empregos ocupados pelos servidores incluídos no regime instituído por esta Lei ficam transformados em cargos. das autarquias. sem ônus para a entidade sindical a que for filiado.I . Art.12. 241. Art.97) e) (Revogado pela Lei nº 9. de 28 de outubro de 1952 .concessão de medalhas.prêmios pela apresentação de idéias. § 2o As funções de confiança exercidas por pessoas não integrantes de tabela permanente do órgão ou entidade onde têm exercício ficam transformadas em cargos em comissão. Art.12. o servidor não poderá ser privado de quaisquer dos seus direitos.452. Título IX Capítulo Único Das Disposições Transitórias e Finais Art. aprovada pelo DecretoLei nº 5. Para os fins desta Lei. Ficam submetidos ao regime jurídico instituído por esta Lei. nem eximir-se do cumprimento de seus deveres.527.

de 10. aposentar-se-á com a vantagem prevista naquele dispositivo.12. ou por outro diploma legal. (Incluído pela Lei nº 9. de 28 de outubro de 1952. 246. § 5o O regime jurídico desta Lei é extensivo aos serventuários da Justiça. 116 da Lei nº 1. Para efeito do disposto no Título VI desta Lei. já concedidos aos servidores abrangidos por esta Lei.12. as condições necessárias para a aposentadoria nos termos do inciso II do art. 243. 244. Art. no que couber. concedidas até a vigência desta Lei.FAS. (Mantido pelo Congresso Nacional) Art. de 10. enquanto não adquirirem a nacionalidade brasileira. sem prejuízo dos direitos inerentes aos planos de carreira aos quais se encontrem vinculados os empregos. A licença especial disciplinada pelo art. 231. Os adicionais por tempo de serviço. (Redação dada pela Lei nº 8. serão considerados como indenizações isentas os pagamentos efetuados a título de indenização prevista no parágrafo anterior. 247. Art. de 10. § 4o (VETADO). § 7o Os servidores públicos de que trata o caput deste artigo.97) Art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Art.91) Art. na forma prevista nos arts. O servidor que já tiver satisfeito ou vier a satisfazer. haverá ajuste de contas com a Previdência Social.162. fica transformada em licença-prêmio por assiduidade. 251. passam a ser mantidas pelo órgão ou entidade de origem do servidor. ficam transformados em anuênio.12. 245. de 10. passarão a integrar tabela em extinção.711. no interesse da Administração e conforme critérios estabelecidos em regulamento. (Revogado pela Lei nº 9.527. 248. dentro de 1 (um) ano. ser exonerados mediante indenização de um mês de remuneração por ano de efetivo exercício no serviço público federal. 87 a 90. § 6o Os empregos dos servidores estrangeiros com estabilidade no serviço público.(Incluído pela Lei nº 9. 249. exercidas por servidor integrante de quadro ou tabela de pessoal. do respectivo órgão ou entidade.§ 3o As Funções de Assessoramento Superior . poderão.711. As pensões estatutárias.97) § 9o Os cargos vagos em decorrência da aplicação do disposto no § 7o poderão ser extintos pelo Poder Executivo quando considerados desnecessários. correspondente ao período de contribuição por parte dos servidores celetistas abrangidos pelo art.97) § 8o Para fins de incidência do imposto de renda na fonte e na declaração de rendimentos. 250. remunerados com recursos da União. (VETADO). de 8. Lei n° 1. Art.527. não amparados pelo art.527. ficam extintas na data da vigência desta Lei.97) . Até a edição da lei prevista no § 1o do art.12. (Incluído pela Lei nº 9. de 1952.1. Art. os servidores abrangidos por esta Lei contribuirão na forma e nos percentuais atualmente estabelecidos para o servidor civil da União conforme regulamento próprio.527. 184 do antigo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União.

...... por período de 5 (cinco) anos consecutivos.O........ 193..... 252...................U...... MAURO BENEVIDES.. que "dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União....... chefia... em favor de seus beneficiários da pensão........ acrescida da diferença entre esse e o padrão da classe imediatamente anterior.. de 12............ de maior valor....................... § 1° Quando o exercício da função ou cargo em comissão de maior valor não corresponder ao período de 2 (dois) anos....... desde que exercido por um período mínimo de 2 (dois) anos......... ou 10 (dez) anos interpolados.. com efeitos financeiros a partir do primeiro dia do mês subseqüente......112.......................... e eu............. DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 Partes vetadas pelo Presidente da República e mantidas pelo Congresso Nacional...... § 2° A aplicação do disposto neste artigo exclui as vantagens previstas no art........ de 11 de dezembro de 1990.....° 8....... ......... Brasília.... 192..... bem como a incorporação de que trata o art.U............................. 231................... O servidor que tiver exercido função de direção. do Projeto que se transformou na Lei n...................... O PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL: Faço saber que o CONGRESSO NACIONAL manteve............... bem como as demais disposições em contrário...........quando ocupante da última classe da carreira... assessoramento.. 11 de dezembro de 1990.. com a remuneração do padrão correspondente... de 28 de outubro de 1952.... Presidente do Senado Federal.........1998 LEI Nº 8.................3............... Art.. § 1° .... Art......Art.................. promulgo as seguintes partes da Lei n° 8.... II ................. de 18.. assistência ou cargo em comissão..711... FERNANDO COLLOR Jarbas Passarinho Este texto não substitui o publicado no D...........112.......... Art.112...... O servidor que contar tempo de serviço para aposentadoria com provento integral será aposentado: I ... Ficam revogadas a Lei nº 1. nos termos do § 7° do art..........com a remuneração do padrão de classe imediatamente superior àquela em que se encontra posicionado.O..... Art..... 169o da Independência e 102o da República......... Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.......... 192...... ressalvado o direito de opção... 66 da Constituição................ § 1° .......... e respectiva legislação complementar.. será incorporada a gratificação ou remuneração da função ou cargo em comissão imediatamente inferior dentre os exercidos.... 87 .... ....... das autarquias e das fundações públicas federais"..... poderá aposentar-se com a gratificação da função ou remuneração do cargo em comissão. 253.......12... § 2° Os períodos de licença-prêmio já adquiridos e não gozados pelo servidor que vier a falecer serão convertidos em pecúnia....1990 e Republicado no D.. de 11 de dezembro de 1990: "Art...... 62.........

. § 2o Para os fins desta Lei............... interesse público e eficiência............. aos princípios da legalidade. as condições necessárias para a aposentadoria nos termos do inciso II do art........ individual e coletivamente......... Art.......... Art...........órgão .................... § 1o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União............. motivação.... razoabilidade...o servidor ou agente público dotado de poder de decisão.............. Art.............. b) ............711....... à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração........... dentre outros....................... ampla defesa... 240................... finalidade.. d) de negociação coletiva............... O servidor que já tiver satisfeito ou vier a satisfazer. III .....a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica. moralidade......§ 2º O custeio da aposentadoria é de responsabilidade integral do Tesouro Nacional......... 170° da Independência e 103° da República... em especial..................... contraditório.. visando......... dentro de 1 (um) ano. Nos processos administrativos serão observados.. os critérios de: I .......... e) de ajuizamento.............a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta.................. 2o A Administração Pública obedecerá.............. aposentar-se-á com a vantagem prevista naquele dispositivo.....atuação conforme a lei e o Direito... ....... entre outros....... 250................ a) .......... c) .............entidade .autoridade ......... frente à Justiça do Trabalho.... 1o Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta................ 184 do antigo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União..." Senado Federal........ consideram-se: I .......... proporcionalidade................................. Lei n° 1.. ................ Parágrafo único...... nos termos da Constituição Federal.................. 18 de abril de 1991........... de 28 de outubro de 1952. MAURO BENEVIDES Lei 9784/99 CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art.... II ....... quando no desempenho de função administrativa....................... segurança jurídica...

III . decoro e boa-fé.atuação segundo padrões éticos de probidade. IV . ressalvadas as previstas em lei. VII . sem prejuízo de outros previstos em ato normativo: I . à produção de provas e à interposição de recursos.proibição de cobrança de despesas processuais. IV .divulgação oficial dos atos administrativos.atendimento a fins de interesse geral. os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente. facultativamente. CAPÍTULO III DOS DEVERES DO ADMINISTRADO Art. que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações. 4o São deveres do administrado perante a Administração. X . segurança e respeito aos direitos dos administrados. vedada a imposição de obrigações.expor os fatos conforme a verdade. 3o O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração. salvo autorização em lei.II . por advogado. VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados.interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige. de ofício. XIII .formular alegações e apresentar documentos antes da decisão.impulsão. vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências.fazer-se assistir. VI . vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades. ter vista dos autos. XI . ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição. salvo quando obrigatória a representação.indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão. à apresentação de alegações finais. obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas. IX .objetividade no atendimento do interesse público. do processo administrativo.adoção de formas simples. CAPÍTULO II DOS DIREITOS DOS ADMINISTRADOS Art. . sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: I . vedada aplicação retroativa de nova interpretação. suficientes para propiciar adequado grau de certeza. sem prejuízo da atuação dos interessados. V . XII . nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio.ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores.ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado. por força de lei.adequação entre meios e fins.garantia dos direitos à comunicação. restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. III . II .

II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; III - não agir de modo temerário; IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. CAPÍTULO IV DO INÍCIO DO PROCESSO Art. 5o O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. Art. 6o O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação oral, deve ser formulado por escrito e conter os seguintes dados: I - órgão ou autoridade administrativa a que se dirige; II - identificação do interessado ou de quem o represente; III - domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações; IV - formulação do pedido, com exposição dos fatos e de seus fundamentos; V - data e assinatura do requerente ou de seu representante. Parágrafo único. É vedada à Administração a recusa imotivada de recebimento de documentos, devendo o servidor orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas. Art. 7o Os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou formulários padronizados para assuntos que importem pretensões equivalentes. Art. 8o Quando os pedidos de uma pluralidade de interessados tiverem conteúdo e fundamentos idênticos, poderão ser formulados em um único requerimento, salvo preceito legal em contrário. CAPÍTULO V DOS INTERESSADOS Art. 9o São legitimados como interessados no processo administrativo: I - pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de representação; II - aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada; III - as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos; IV - as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos. Art. 10. São capazes, para fins de processo administrativo, os maiores de dezoito anos, ressalvada previsão especial em ato normativo próprio. CAPÍTULO VI DA COMPETÊNCIA Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos.

Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: I - a edição de atos de caráter normativo; II - a decisão de recursos administrativos; III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial. § 1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada. § 2o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. § 3o As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerarse-ão editadas pelo delegado. Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. Art. 16. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e, quando conveniente, a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial. Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. CAPÍTULO VII DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO Art. 18. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: I - tenha interesse direto ou indireto na matéria; II - tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau; III - esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro. Art. 19. A autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar. Parágrafo único. A omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave, para efeitos disciplinares.

Art. 20. Pode ser argüida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau. Art. 21. O indeferimento de alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso, sem efeito suspensivo. CAPÍTULO VIII DA FORMA, TEMPO E LUGAR DOS ATOS DO PROCESSO Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. § 1o Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo, com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável. § 2o Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade. § 3o A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo. § 4o O processo deverá ter suas páginas numeradas seqüencialmente e rubricadas. Art. 23. Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis, no horário normal de funcionamento da repartição na qual tramitar o processo. Parágrafo único. Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados, cujo adiamento prejudique o curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à Administração. Art. 24. Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de cinco dias, salvo motivo de força maior. Parágrafo único. O prazo previsto neste artigo pode ser dilatado até o dobro, mediante comprovada justificação. Art. 25. Os atos do processo devem realizar-se preferencialmente na sede do órgão, cientificando-se o interessado se outro for o local de realização. CAPÍTULO IX DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências. § 1o A intimação deverá conter: I - identificação do intimado e nome do órgão ou entidade administrativa; II - finalidade da intimação; III - data, hora e local em que deve comparecer; IV - se o intimado deve comparecer pessoalmente, ou fazer-se representar; V - informação da continuidade do processo independentemente do seu comparecimento; VI - indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes.

. será garantido direito de ampla defesa ao interessado. por via postal com aviso de recebimento. Art. Quando a matéria do processo envolver assunto de interesse geral. Art. em matéria relevante. mas o comparecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão realizam-se de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo. por si. sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias. Os órgãos e entidades administrativas. abrir período de consulta pública para manifestação de terceiros. 31. § 4o No caso de interessados indeterminados. nem a renúncia a direito pelo administrado. mas confere o direito de obter da Administração resposta fundamentada. Art. No prosseguimento do processo. poderão estabelecer outros meios de participação de administrados. poderá ser realizada audiência pública para debates sobre a matéria do processo. CAPÍTULO X DA INSTRUÇÃO Art. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos. Antes da tomada de decisão. Art. a juízo da autoridade. § 5o As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições legais. 28. § 2o Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizar-se do modo menos oneroso para estes. diretamente ou por meio de organizações e associações legalmente reconhecidas. § 3o A intimação pode ser efetuada por ciência no processo. de seu interesse. § 1o O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo. sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os atos de outra natureza. 29. 32. a fim de que pessoas físicas ou jurídicas possam examinar os autos. mediante despacho motivado. § 1o A abertura da consulta pública será objeto de divulgação pelos meios oficiais. Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o interessado em imposição de deveres. antes da decisão do pedido. o órgão competente poderá. Parágrafo único. São inadmissíveis no processo administrativo as provas obtidas por meios ilícitos. a condição de interessado do processo. diante da relevância da questão. por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado. ônus. que poderá ser comum a todas as alegações substancialmente iguais. desconhecidos ou com domicílio indefinido.§ 2o A intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento. se não houver prejuízo para a parte interessada. 30. a intimação deve ser efetuada por meio de publicação oficial. 33. 27. Art. § 2o O comparecimento à consulta pública não confere. Art. fixando-se prazo para oferecimento de alegações escritas.

37. Quando por disposição de ato normativo devam ser previamente obtidos laudos técnicos de órgãos administrativos e estes não cumprirem o encargo no prazo assinalado. requerer diligências e perícias. Art. as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas. o órgão responsável pela instrução deverá solicitar laudo técnico de outro órgão dotado de qualificação e capacidade técnica equivalentes. Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão consultivo. 43. 38. serão expedidas intimações para esse fim. de ofício. Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados ou terceiros. sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação implicará arquivamento do processo. 39. Os resultados da consulta e audiência pública e de outros meios de participação de administrados deverão ser apresentados com a indicação do procedimento adotado. § 1o Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. 41. impertinentes. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. O interessado poderá. 34. o processo poderá ter prosseguimento e ser decidido com sua dispensa. suprir de ofício a omissão. mediante decisão fundamentada. juntar documentos e pareceres. prazo. desnecessárias ou protelatórias. Quando necessária à instrução do processo. não se eximindo de proferir a decisão. Art. Art. Art. § 1o Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado. salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior prazo. Art. Art. o processo não terá seguimento até a respectiva apresentação. lavrando-se a respectiva ata. com a participação de titulares ou representantes dos órgãos competentes. na fase instrutória e antes da tomada da decisão. o parecer deverá ser emitido no prazo máximo de quinze dias. mencionando-se data. à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias.Art. 40. hora e local de realização. § 2o Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado. se entender relevante a matéria. . a ser juntada aos autos. Art. 36. Os interessados serão intimados de prova ou diligência ordenada. com antecedência mínima de três dias úteis. atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado. o órgão competente para a instrução proverá. responsabilizando-se quem der causa ao atraso. bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. mencionando-se data. a audiência de outros órgãos ou entidades administrativas poderá ser realizada em reunião conjunta. 37 desta Lei. poderá o órgão competente. sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no atendimento. forma e condições de atendimento. Quando dados. Parágrafo único. § 2o Somente poderão ser recusadas. Não sendo atendida a intimação. 42. Art. Art. 35.

clara e congruente. Art. o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de dez dias. Em caso de risco iminente. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados.Art. Art.importem anulação. 45. com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. VIII . quando: I . o conteúdo das fases do procedimento e formulará proposta de decisão. Concluída a instrução de processo administrativo. V . Encerrada a instrução. A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrativos e sobre solicitações ou reclamações. pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões. limitem ou afetem direitos ou interesses. Os interessados têm direito à vista do processo e a obter certidões ou cópias reprográficas dos dados e documentos que o integram. 44. CAPÍTULO XI DO DEVER DE DECIDIR Art. salvo prorrogação por igual período expressamente motivada. 49. § 1o A motivação deve ser explícita. 48. CAPÍTULO XII DA MOTIVAÇÃO Art. 47.decidam recursos administrativos. em matéria de sua competência. que. IV . ressalvados os dados e documentos de terceiros protegidos por sigilo ou pelo direito à privacidade. a Administração tem o prazo de até trinta dias para decidir. desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados. III . revogação. § 2o Na solução de vários assuntos da mesma natureza. podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres.deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres. § 3o A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito. II . encargos ou sanções. objetivamente justificada. informações. 46. Art.imponham ou agravem deveres. VI .neguem. neste caso. VII . decisões ou propostas. Art. suspensão ou convalidação de ato administrativo.decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública.dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório. salvo se outro prazo for legalmente fixado. encaminhando o processo à autoridade competente. a Administração Pública poderá motivadamente adotar providências acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado. propostas e relatórios oficiais. à honra e à imagem. serão parte integrante do ato. . laudos. O órgão de instrução que não for competente para emitir a decisão final elaborará relatório indicando o pedido inicial.decorram de reexame de ofício.

Art. § 1o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão. a desistência ou renúncia atinge somente quem a tenha formulado. desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou. a qual. se a Administração considerar que o interesse público assim o exige. contados da data em que foram praticados. as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula. conforme o caso. REVOGAÇÃO E CONVALIDAÇÃO Art.os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo. se não a reconsiderar. a interposição de recurso administrativo independe de caução. antes de encaminhar o recurso à autoridade superior. conforme o caso. em face de razões de legalidade e de mérito.CAPÍTULO XIII DA DESISTÊNCIA E OUTROS CASOS DE EXTINÇÃO DO PROCESSO Art. Art. A Administração deve anular seus próprios atos. e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade. Têm legitimidade para interpor recurso administrativo: I . 57. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos. § 1o Havendo vários interessados. inútil ou prejudicado por fato superveniente. Art. quando eivados de vício de legalidade. salvo comprovada má-fé. 56. CAPÍTULO XIV DA ANULAÇÃO. não prejudica o prosseguimento do processo. . 52. 58. respeitados os direitos adquiridos. (Incluído pela Lei nº 11. de 2006). Art. Das decisões administrativas cabe recurso. o prazo de decadência contar-se-á da percepção do primeiro pagamento. se não a reconsiderar no prazo de cinco dias. renunciar a direitos disponíveis.417. 53. 54. § 1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos. 55. CAPÍTULO XV DO RECURSO ADMINISTRATIVO E DA REVISÃO Art. o encaminhará à autoridade superior. ainda. O interessado poderá. os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração. mediante manifestação escrita. Art. explicitar. salvo disposição legal diversa. caberá à autoridade prolatora da decisão impugnada. 51. § 3o Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria enunciado da súmula vinculante. O recurso administrativo tramitará no máximo por três instâncias administrativas. § 2o A desistência ou renúncia do interessado. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros. § 2o Salvo exigência legal. O órgão competente poderá declarar extinto o processo quando exaurida sua finalidade ou o objeto da decisão se tornar impossível. § 2o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato.

Art. O recurso interpõe-se por meio de requerimento no qual o recorrente deverá expor os fundamentos do pedido de reexame. O recurso não será conhecido quando interposto: I . este deverá ser cientificado para que formule suas alegações antes da decisão. a autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá. Interposto o recurso. Art. de ofício ou a pedido. 62. § 2o O não conhecimento do recurso não impede a Administração de rever de ofício o ato ilegal. O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar. quanto a direitos ou interesses difusos. se a matéria for de sua competência.por quem não seja legitimado. desde que não ocorrida preclusão administrativa.após exaurida a esfera administrativa.417. Art.fora do prazo. é de dez dias o prazo para interposição de recurso administrativo. Art. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante. III . o recurso não tem efeito suspensivo. a decisão recorrida. § 1o Quando a lei não fixar prazo diferente. ante justificativa explícita.os cidadãos ou associações. Art. Art.aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida. Se da aplicação do disposto neste artigo puder decorrer gravame à situação do recorrente. sendo-lhe devolvido o prazo para recurso. contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida. 59. podendo juntar os documentos que julgar convenientes. será indicada ao recorrente a autoridade competente. Salvo disposição legal em contrário. anular ou revogar. o recurso administrativo deverá ser decidido no prazo máximo de trinta dias. Art. dar-se-á ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do . de 2006). dar efeito suspensivo ao recurso.II . Art. total ou parcialmente.perante órgão incompetente. 60. no tocante a direitos e interesses coletivos.as organizações e associações representativas. 64-B. a partir do recebimento dos autos pelo órgão competente. 61. modificar. o órgão competente para dele conhecer deverá intimar os demais interessados para que. Parágrafo único. no prazo de cinco dias úteis. IV . IV . III . § 2o O prazo mencionado no parágrafo anterior poderá ser prorrogado por igual período. apresentem alegações. conforme o caso. Salvo disposição legal específica. 64. § 1o Na hipótese do inciso II. o órgão competente para decidir o recurso explicitará as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula. Havendo justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da execução. Parágrafo único. Se o recorrente alegar violação de enunciado da súmula vinculante. (Incluído pela Lei nº 11. 63. II . 64-A.

Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial. 68.pessoa portadora de deficiência. 65.008. Se no mês do vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo. § 2o Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo. I . CAPÍTULO XVIII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art.pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. terão natureza pecuniária ou consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer. IV . § 1o Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte se o vencimento cair em dia em que não houver expediente ou este for encerrado antes da hora normal.008. (Incluído pela Lei nº 11. de 2009). a serem aplicadas por autoridade competente.417. . paralisia irreversível e incapacitante. tem-se como termo o último dia do mês. ou outra doença grave. esclerose múltipla. (Incluído pela Lei nº 12. de 2009). Art. II .008. com base em conclusão da medicina especializada. Parágrafo único. física ou mental. (Incluído pela Lei nº 12. neoplasia maligna. Art. de 2009). em qualquer órgão ou instância. que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes.recurso. Salvo motivo de força maior devidamente comprovado. cardiopatia grave. síndrome de imunodeficiência adquirida. CAPÍTULO XVII DAS SANÇÕES Art. aplicando-selhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei. de 2006). a qualquer tempo. contaminação por radiação. estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante). Os processos administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria. 66. CAPÍTULO XVI DOS PRAZOS Art. 67. assegurado sempre o direito de defesa. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção. 69. excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. os prazos processuais não se suspendem. doença de Parkinson. III – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12. a pedido ou de ofício. espondiloartrose anquilosante. hanseníase.008. nefropatia grave. de 2009). (Incluído pela Lei nº 12. de 2009). mesmo que a doença tenha sido contraída após o início do processo. Art. As sanções. Terão prioridade na tramitação. § 3o Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data. quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada. administrativa e penal. hepatopatia grave. Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos.008. sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível.pessoa portadora de tuberculose ativa. 69-A. os procedimentos administrativos em que figure como parte ou interessado: (Incluído pela Lei nº 12.

de 2009). da impessoalidade. § 2o Deferida a prioridade. alienações e locações no âmbito dos Poderes da União. da probidade administrativa. Brasília 29 de janeiro de 1999. Parágrafo único. 70. as fundações públicas. de 2009). deverá requerê-lo à autoridade administrativa competente. 2o As obras. permissões e locações da Administração Pública. as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União. do Distrito Federal e dos Municípios. a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade. (Incluído pela Lei nº 12. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Renan Calheiros Paulo Paiva Lei 8. além dos órgãos da administração direta. compras. considera-se contrato todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares. legislação complementar e suas alterações. Parágrafo único.§ 1o A pessoa interessada na obtenção do benefício. serviços.008. juntando prova de sua condição. 1o Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras. inclusive de publicidade. em que haja um acordo de vontades para a formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas.008. Art. da publicidade. Subordinam-se ao regime desta Lei. ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei. da vinculação ao instrumento . compras. de 2009). que determinará as providências a serem cumpridas. as autarquias. da igualdade.008. serão necessariamente precedidas de licitação. serviços. Art.008. 178o da Independência e 111o da República. (Incluído pela Lei nº 12. seja qual for a denominação utilizada. da moralidade. Distrito Federal e Municípios. Para os fins desta Lei. Estados. dos Estados. os fundos especiais.666/93. Capítulo I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Seção I Dos Princípios Art. inclusive de publicidade. concessões. § 4o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. as empresas públicas. alienações. os autos receberão identificação própria que evidencie o regime de tramitação prioritária. quando contratadas com terceiros. 3o A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia. de 2009). Art. § 3o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.

que levem em consideração: (Incluído pela Lei nº 12.geração de emprego e renda.349. (Incluído pela Lei nº 12.admitir.349. será assegurada preferência. como critério de desempate. legal. de 2010) III .883. (Incluído pela Lei nº 12. estaduais e municipais.196. salvo quanto ao conteúdo das propostas. previdenciária ou qualquer outra. em prazo não superior a 5 (cinco) anos. (Incluído pela Lei nº 12. da sede ou domicílio dos licitantes ou de qualquer outra circunstância impertinente ou irrelevante para o específico objeto do contrato. entre empresas brasileiras e estrangeiras. de 2010) I . de 1994) § 5o Nos processos de licitação previstos no caput.efeito na arrecadação de tributos federais.349.convocatório. mesmo quando envolvidos financiamentos de agências internacionais. § 2o Em igualdade de condições. de 23 de outubro de 1991. (Incluído pela Lei nº 11. do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. e (Incluído pela Lei nº 12. de 2005) § 3o A licitação não será sigilosa. de 2010) II . (Incluído pela Lei nº 12. trabalhista. (Incluído pela Lei nº 12. ressalvado o disposto nos §§ 5o a 12 deste artigo e no art.produzidos no País. IV . de 2010) II .(Revogado pela Lei nº 12. III . § 4º (Vetado). poderá ser estabelecido margem de preferência para produtos manufaturados e para serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras.estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial. de 2010) IV . modalidade e local de pagamentos. de 2010) § 1o É vedado aos agentes públicos: I . sucessivamente. análise retrospectiva de resultados.349. restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo. de 2010) II .desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País. até a respectiva abertura. e estabeleçam preferências ou distinções em razão da naturalidade.em suas revisões.248. aos bens e serviços: I .248.349. de 23 de outubro de 1991. incluir ou tolerar. (Redação dada pela Lei nº 12. sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento.349. inclusive no que se refere a moeda.custo adicional dos produtos e serviços. inclusive nos casos de sociedades cooperativas. de 2010) . de 2010) V .349. prever. (Incluído pela Lei nº 8. ressalvado o disposto no parágrafo seguinte e no art. cláusulas ou condições que comprometam.349.produzidos ou prestados por empresas brasileiras. de 2010) § 6o A margem de preferência de que trata o § 5o será estabelecida com base em estudos revistos periodicamente.produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País. 3o da Lei no 8.349. (Redação dada pela Lei nº 12. nos atos de convocação. 3o da Lei no 8.349.

Nas contratações destinadas à implantação. 11 e 12 deste artigo.349.349.349. total ou parcialmente. serviços e obras poderão. (Incluído pela Lei nº 12.349. considerados estratégicos em ato do Poder Executivo federal. quando for o caso. (Incluído pela Lei nº 12.§ 7o Para os produtos manufaturados e serviços nacionais resultantes de desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País.ao quantitativo fixado com fundamento no § 7o do art. de 2010) § 10. industrial. (Incluído pela Lei nº 12. a que se referem os §§ 5o e 7o. Art. de 2010) § 8o As margens de preferência por produto. na forma estabelecida pelo Poder Executivo federal. 42 desta Lei. de 2010) § 11. a cada exercício financeiro. serão definidas pelo Poder Executivo federal.Mercosul. com indicação do volume de recursos destinados a cada uma delas. preços e custos utilizados nas licitações terão como expressão monetária a moeda corrente nacional. 10.349. (Incluído pela Lei nº 12. no pagamento das obrigações relativas ao fornecimento de bens. grupo de produtos ou grupo de serviços. O procedimento licitatório previsto nesta lei caracteriza ato administrativo formal. a licitação poderá ser restrita a bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País e produzidos de acordo com o processo produtivo básico de que trata a Lei no 10. desde que não interfira de modo a perturbar ou impedir a realização dos trabalhos. poderá ser estabelecido margem de preferência adicional àquela prevista no § 5o. de 2010) § 12. não podendo a soma delas ultrapassar o montante de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o preço dos produtos manufaturados e serviços estrangeiros. manutenção e ao aperfeiçoamento dos sistemas de tecnologia de informação e comunicação. 4o Todos quantos participem de licitação promovida pelos órgãos ou entidades a que se refere o art. em favor de órgão ou entidade integrante da administração pública ou daqueles por ela indicados a partir de processo isonômico. seja ele praticado em qualquer esfera da Administração Pública. podendo qualquer cidadão acompanhar o seu desenvolvimento.349. de 2010) § 9o As disposições contidas nos §§ 5o e 7o deste artigo não se aplicam aos bens e aos serviços cuja capacidade de produção ou prestação no País seja inferior: (Incluído pela Lei nº 12. 23 desta Lei. serviço. de 11 de janeiro de 2001. (Incluído pela Lei nº 12. mediante prévia justificativa da autoridade competente. 5o Todos os valores. aos bens e serviços originários dos Estados Partes do Mercado Comum do Sul . 1º têm direito público subjetivo à fiel observância do pertinente procedimento estabelecido nesta lei. ressalvado o disposto no art. de 2010) § 13. cumulativamente ou não. de 2010) I . A margem de preferência a que se refere o § 5o poderá ser estendida. medidas de compensação comercial. a relação de empresas favorecidas em decorrência do disposto nos §§ 5o. de 2010) II . ou (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12.176. devendo cada unidade da Administração.à quantidade a ser adquirida ou contratada. realização de obras e prestação de . (Incluído pela Lei nº 12. Parágrafo único. 7o. Será divulgada na internet.349. Os editais de licitação para a contratação de bens. locações. tecnológica ou acesso a condições vantajosas de financiamento.349.349. de 2010) Art. exigir que o contratado promova.

com ou sem fornecimento de materiais. V .toda construção. transporte. montagem. VI .quando se ajusta mão-de-obra para pequenos trabalhos por preço certo. conservação.Obras.Seguro-Garantia . c) (Vetado). de 1994) d) tarefa . de 1998) Seção II Das Definições Art. . contados da apresentação da fatura.quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo de unidades determinadas. para cada fonte diferenciada de recursos. conserto. III . sem prejuízo do que dispõe seu parágrafo único. adaptação. considera-se: I . locação de bens. II . seguro ou trabalhos técnico-profissionais.aquelas cujo valor estimado seja superior a 25 (vinte e cinco) vezes o limite estabelecido na alínea "c" do inciso I do art. reforma.a que é feita pelos órgãos e entidades da Administração.Execução direta . manutenção. VIII . § 2o A correção de que trata o parágrafo anterior cujo pagamento será feito junto com o principal.Execução indireta .serviços. obedecer. (Redação dada pela Lei nº 8. a estrita ordem cronológica das datas de suas exigibilidades. pelos próprios meios. realizada por execução direta ou indireta.883.648. (Incluído pela Lei nº 9.Compra . operação. 6o Para os fins desta Lei.o seguro que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas por empresas em licitações e contratos.a que o órgão ou entidade contrata com terceiros sob qualquer dos seguintes regimes: (Redação dada pela Lei nº 8. publicidade. deverão ser efetuados no prazo de até 5 (cinco) dias úteis.Alienação . instalação. de 1994) a) empreitada por preço global .toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente. 24. b) empreitada por preço unitário . os pagamentos decorrentes de despesas cujos valores não ultrapassem o limite de que trata o inciso II do art. 23 desta Lei. VII . tais como: demolição. serviços e compras de grande vulto . correrá à conta das mesmas dotações orçamentárias que atenderam aos créditos a que se referem. § 1o Os créditos a que se refere este artigo terão seus valores corrigidos por critérios previstos no ato convocatório e que lhes preservem o valor. (Redação dada pela Lei nº 8. recuperação ou ampliação. reparação.Serviço .quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo e total. de 1994) § 3o Observados o disposto no caput. salvo quando presentes relevantes razões de interesse público e mediante prévia justificativa da autoridade competente.883. devidamente publicada. fabricação.Obra . IV .toda transferência de domínio de bens a terceiros.883.toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administração.

instalações provisórias e condições organizacionais para a obra. IX . ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação. elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares.Imprensa Oficial .Comissão . o Distrito Federal e os Municípios.órgão.veículo oficial de divulgação da Administração Pública. atendidos os requisitos técnicos e legais para sua utilização em condições de segurança estrutural e operacional e com as características adequadas às finalidades para que foi contratada.a pessoa física ou jurídica signatária de contrato com a Administração Pública. para os Estados. XV .Projeto Executivo . do Distrito Federal e dos Municípios. e. suficientemente detalhadas. fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados.Administração . o que for definido nas respectivas leis. que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento. . XI .é o órgão ou entidade signatária do instrumento contratual. para caracterizar a obra ou serviço.Administração Pública . sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução. de 1994) XIV . as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso. X . criada pela Administração com a função de receber. f) orçamento detalhado do custo global da obra.comissão. com nível de precisão adequado. c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra. de forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das obras e montagem.e) empreitada integral . sendo para a União o Diário Oficial da União. compreendendo todas as etapas das obras. e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra. bem como suas especificações que assegurem os melhores resultados para o empreendimento.Contratado .quando se contrata um empreendimento em sua integralidade. sob inteira responsabilidade da contratada até a sua entrega ao contratante em condições de entrada em operação.o conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa da obra.conjunto de elementos necessários e suficientes. entidade ou unidade administrativa pela qual a Administração Pública opera e atua concretamente. abrangendo inclusive as entidades com personalidade jurídica de direito privado sob controle do poder público e das fundações por ele instituídas ou mantidas. XIII . dos Estados. e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução. d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos.ABNT.(Redação dada pela Lei nº 8. examinar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos às licitações e ao cadastramento de licitantes. de acordo com as normas pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas . XII .Projeto Básico . compreendendo a sua programação.883. serviços e instalações necessárias.Contratante . sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução.a administração direta e indireta da União. permanente ou especial. devendo conter os seguintes elementos: a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza. XVI . b) soluções técnicas globais e localizadas. a estratégia de suprimentos.

nos termos da legislação específica. à seguinte seqüência: I .projeto básico.houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório. (Incluído pela Lei nº 12. o qual poderá ser desenvolvido concomitantemente com a execução das obras e serviços. ou ainda .349. produzidos no território nacional de acordo com o processo produtivo básico ou com as regras de origem estabelecidas pelo Poder Executivo federal. exceto nos casos de empreendimentos executados e explorados sob o regime de concessão. de 2010) Seção III Das Obras e Serviços Art. 7o As licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços obedecerão ao disposto neste artigo e. de acordo com o respectivo cronograma.349.bens e serviços de tecnologia da informação e comunicação cuja descontinuidade provoque dano significativo à administração pública e que envolvam pelo menos um dos seguintes requisitos relacionados às informações críticas: disponibilidade. § 4o É vedada.serviços prestados no País. nas condições estabelecidas pelo Poder Executivo federal. em particular. II .houver previsão de recursos orçamentários que assegurem o pagamento das obrigações decorrentes de obras ou serviços a serem executadas no exercício financeiro em curso.XVII . § 2o As obras e os serviços somente poderão ser licitados quando: I . 165 da Constituição Federal. de fornecimento de materiais e serviços sem previsão de quantidades ou cujos quantitativos não correspondam às previsões reais do projeto básico ou executivo. características e especificações exclusivas. ainda. II . pela autoridade competente. de 2010) XVIII .produtos manufaturados. (Incluído pela Lei nº 12. dos trabalhos relativos às etapas anteriores.sistemas de tecnologia de informação e comunicação estratégicos . (Incluído pela Lei nº 12. no objeto da licitação. segurança e confidencialidade.serviços nacionais . de 2010) XIX . qualquer que seja a sua origem.projeto executivo. confiabilidade. quando for o caso. à exceção do projeto executivo. III .execução das obras e serviços.o produto dela esperado estiver contemplado nas metas estabelecidas no Plano Plurianual de que trata o art.349.existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários. § 1o A execução de cada etapa será obrigatoriamente precedida da conclusão e aprovação. § 5o É vedada a realização de licitação cujo objeto inclua bens e serviços sem similaridade ou de marcas. IV . salvo nos casos em que for tecnicamente justificável.produtos manufaturados nacionais . § 3o É vedado incluir no objeto da licitação a obtenção de recursos financeiros para sua execução. a inclusão. III . desde que também autorizado pela Administração.

empresa. e o licitante ou responsável pelos serviços. sempre. previstos seus custos atual e final e considerados os prazos de sua execução.o autor do projeto. a atualização monetária das obrigações de pagamento. econômica. É proibido o retardamento imotivado da execução de obra ou serviço. básico ou executivo. responsável pela elaboração do projeto básico ou executivo ou da qual o autor do projeto seja dirigente. justificados em despacho circunstanciado da autoridade a que se refere o art. § 3o Considera-se participação indireta. gerente. incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários. previsto e discriminado no ato convocatório. acionista ou detentor de mais de 5% (cinco por cento) do capital com direito a voto ou controlador. § 1o É permitida a participação do autor do projeto ou da empresa a que se refere o inciso II deste artigo. § 8o Qualquer cidadão poderá requerer à Administração Pública os quantitativos das obras e preços unitários de determinada obra executada. no que couber. § 6o A infringência do disposto neste artigo implica a nulidade dos atos ou contratos realizados e a responsabilidade de quem lhes tenha dado causa. salvo insuficiência financeira ou comprovado motivo de ordem técnica. comercial.servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação. como consultor ou técnico. Art. 9o Não poderá participar. Parágrafo único. ou na execução. exclusivamente a serviço da Administração interessada. da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários: I . se existente previsão orçamentária para sua execução total. desde a data final de cada período de aferição até a do respectivo pagamento. § 9o O disposto neste artigo aplica-se também. nas funções de fiscalização. fornecimentos e obras. ou de suas parcelas. em sua totalidade. II . pessoa física ou jurídica. § 7o Não será ainda computado como valor da obra ou serviço.quando o fornecimento de tais materiais e serviços for feito sob o regime de administração contratada. 26 desta Lei. . na licitação de obra ou serviço.883. que será calculada pelos mesmos critérios estabelecidos obrigatoriamente no ato convocatório. isoladamente ou em consórcio. de 1994) Art. direta ou indiretamente. (Redação dada pela Lei nº 8. responsável técnico ou subcontratado. pessoa física ou jurídica. a existência de qualquer vínculo de natureza técnica. § 4o O disposto no parágrafo anterior aplica-se aos membros da comissão de licitação. para fins de julgamento das propostas de preços. 8o A execução das obras e dos serviços deve programar-se. para fins do disposto neste artigo. aos casos de dispensa e de inexigibilidade de licitação. financeira ou trabalhista entre o autor do projeto. supervisão ou gerenciamento. § 2o O disposto neste artigo não impede a licitação ou contratação de obra ou serviço que inclua a elaboração de projeto executivo como encargo do contratado ou pelo preço previamente fixado pela Administração. III .

Para os fins desta Lei.883.883. . tecnologia e matérias-primas existentes no local para execução. de 1994) I .funcionalidade e adequação ao interesse público. II .883. II .treinamento e aperfeiçoamento de pessoal. de 1994) I .pareceres. sem prejuízo da durabilidade da obra ou do serviço.883. de 1994) IV . consideram-se serviços técnicos profissionais especializados os trabalhos relativos a: I . categorias ou classes.883. e) empreitada integral. de 1994) d) tarefa. III . conservação e operação. 11. As obras e serviços poderão ser executados nas seguintes formas: (Redação dada pela Lei nº 8. 10. conservação e operação. (Redação dada pela Lei nº 8. de saúde e de segurança do trabalho adequadas.patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas. VI . IV . V .execução indireta. planejamentos e projetos básicos ou executivos. 12. VI . b) empreitada por preço unitário. (Redação dada pela Lei nº 8. 13.execução direta. de 1994) VII . II .economia na execução. V . III .883. c) (Vetado). perícias e avaliações em geral.fiscalização. Art. conservação e operação.possibilidade de emprego de mão-de-obra.impacto ambiental. Seção IV Dos Serviços Técnicos Profissionais Especializados Art. As obras e serviços destinados aos mesmos fins terão projetos padronizados por tipos. materiais. nos seguintes regimes: (Redação dada pela Lei nº 8. supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços.adoção das normas técnicas. Nos projetos básicos e projetos executivos de obras e serviços serão considerados principalmente os seguintes requisitos: (Redação dada pela Lei nº 8.assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias. Parágrafo único.segurança.estudos técnicos. exceto quando o projeto-padrão não atender às condições peculiares do local ou às exigências específicas do empreendimento. (Redação dada pela Lei nº 8. (Vetado).883.facilidade na execução. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) Art. de 1994) a) empreitada por preço global.Art.

§ 3o A empresa de prestação de serviços técnicos especializados que apresente relação de integrantes de seu corpo técnico em procedimento licitatório ou como elemento de justificação de dispensa ou inexigibilidade de licitação. as condições de manutenção. III . com estipulação prévia de prêmio ou remuneração. deverão: (Regulamento) I . os contratos para a prestação de serviços técnicos profissionais especializados deverão. § 3o O sistema de registro de preços será regulamentado por decreto. ficará obrigada a garantir que os referidos integrantes realizem pessoal e diretamente os serviços objeto do contrato. sendo assegurado ao beneficiário do registro preferência em igualdade de condições. 14.VII . § 1o O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado. § 4o A existência de preços registrados não obriga a Administração a firmar as contratações que deles poderão advir. Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos recursos orçamentários para seu pagamento. sempre que possível. na imprensa oficial. observadas. As compras.883. quando for o caso. VIII . (Incluído pela Lei nº 8.(Vetado).validade do registro não superior a um ano. sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa. II . V . preferencialmente. observadas as seguintes condições: I . respeitada a legislação relativa às licitações. no que couber. visando economicidade. atendidas as peculiaridades regionais.ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para aproveitar as peculiaridades do mercado. IV . Art. assistência técnica e garantia oferecidas. § 2o Os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da Administração. II .ser processadas através de sistema de registro de preços. III .restauração de obras de arte e bens de valor histórico. § 2o Aos serviços técnicos previstos neste artigo aplica-se. . ficando-lhe facultada a utilização de outros meios. de 1994) § 1o Ressalvados os casos de inexigibilidade de licitação. 111 desta Lei.estipulação prévia do sistema de controle e atualização dos preços registrados. 15.seleção feita mediante concorrência.balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública. que imponha compatibilidade de especificações técnicas e de desempenho.submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor privado. ser celebrados mediante a realização de concurso. Seção V Das Compras Art. o disposto no art.atender ao princípio da padronização.

será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: I .a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do consumo e utilização prováveis. de 2007) . por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do art. seu preço unitário. de 1994) Parágrafo único. 3 (três) membros. ainda: I . aforamento. dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais. de 1994) f) alienação gratuita ou onerosa.883. o nome do vendedor e o valor total da operação. cuja estimativa será obtida. b) doação. a quantidade adquirida. 24. II . para todos. inclusive as entidades paraestatais. em órgão de divulgação oficial ou em quadro de avisos de amplo acesso público. III . d) investidura. 23 desta Lei. 17.883. dispensada esta nos seguintes casos: a) dação em pagamento. (Incluído pela Lei nº 8. deverá ser confiado a uma comissão de. (Redação dada pela Lei nº 11. para a modalidade de convite. (Incluída pela Lei nº 8.as condições de guarda e armazenamento que não permitam a deterioração do material. podendo ser aglutinadas por itens as compras feitas com dispensa e inexigibilidade de licitação. A alienação de bens da Administração Pública. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública. de qualquer esfera de governo. h e i. no mínimo.883. (Redação dada pela Lei nº 8.quando imóveis.481. Art. § 6o Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar preço constante do quadro geral em razão de incompatibilidade desse com o preço vigente no mercado. deverá ser informatizado.952. 24 desta Lei. destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. e. mensalmente. sempre que possível. (Redação dada pela Lei nº 11. Será dada publicidade. de qualquer esfera de governo.§ 5o O sistema de controle originado no quadro geral de preços. e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública. concessão de direito real de uso. mediante adequadas técnicas quantitativas de estimação. locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos. quando possível.a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca. à relação de todas as compras feitas pela Administração Direta ou Indireta. O disposto neste artigo não se aplica aos casos de dispensa de licitação previstos no inciso IX do art. subordinada à existência de interesse público devidamente justificado. dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência. 16. ressalvado o disposto nas alíneas f. de maneira a clarificar a identificação do bem comprado. de 2009) c) permuta. § 8o O recebimento de material de valor superior ao limite estabelecido no art. de 1994) Seção VI Das Alienações Art. § 7o Nas compras deverão ser observadas.

qualquer que seja a localização do imóvel. observada a legislação específica. dependerá de avaliação prévia e de licitação.196. dispensada esta nos seguintes casos: a) doação. (Incluído pela Lei nº 11.383. de 2005) h) alienação gratuita ou onerosa. atendidos os requisitos legais.aplicação exclusivamente às áreas em que a detenção por particular seja comprovadamente anterior a 1 de dezembro de 2004. As hipóteses do inciso II do § 2o ficam dispensadas de autorização legislativa. sem utilização previsível por quem deles dispõe. c) venda de ações. ocupação mansa e pacífica e exploração direta sobre área rural situada na Amazônia Legal. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) I .952.a outro órgão ou entidade da Administração Pública. § 2o A Administração também poderá conceder título de propriedade ou de direito real de uso de imóveis. de 2005) II . na forma da legislação pertinente.g) procedimentos de legitimação de posse de que trata o art. de 2009) I .196.500ha (mil e quinhentos hectares). superior a 1 (um) módulo fiscal e limitada a 15 (quinze) módulos fiscais. reverterão ao patrimônio da pessoa jurídica doadora.submissão aos demais requisitos e impedimentos do regime legal e administrativo da destinação e da regularização fundiária de terras públicas. para fins de regularização fundiária. locação ou permissão de uso de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados) e inseridos no âmbito de programas de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. porém submetem-se aos seguintes condicionamentos: (Redação dada pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11.196. permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social.196.481. b) permuta. de 2009) II . haja implementado os requisitos mínimos de cultura. (Incluído pela Lei nº 11. de 2007) i) alienação e concessão de direito real de uso. d) venda de títulos. § 1o Os imóveis doados com base na alínea "b" do inciso I deste artigo. de terras públicas rurais da União na Amazônia Legal onde incidam ocupações até o limite de 15 (quinze) módulos fiscais ou 1. permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública.500ha (mil e quinhentos hectares). quando o uso destinar-se: (Redação dada pela Lei nº 11. gratuita ou onerosa. desde que não exceda 1. cessadas as razões que justificaram a sua doação. regulamento ou ato normativo do órgão competente. em virtude de suas finalidades.196. mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública em cuja competência legal inclua-se tal atribuição. dispensada licitação. (Incluído pela Lei n] 11.952.a pessoa natural que. e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública. f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. 29 da Lei no 6. de 7 de dezembro de 1976.952. que poderão ser negociadas em bolsa. aforamento. nos termos da lei. de 2005) o . após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica.quando móveis. de 2005) II . (Incluído pela Lei nº 11. concessão de direito real de uso. vedada a sua alienação pelo beneficiário. de 2009) § 2º-A. relativamente à escolha de outra forma de alienação.

e (Incluído pela Lei nº 11. nas leis de destinação de terras públicas. Parágrafo único. em quantia não superior ao limite previsto no art. a Administração poderá permitir o leilão.196. dispensada notificação. não sujeito a vedação.pode ser cumulada com o quantitativo de área decorrente da figura prevista na alínea g do inciso I do caput deste artigo. de 2008) III . de 1994) § 6o Para a venda de bens móveis avaliados. de 2007) Art. a fase de habilitação limitar-se-á à comprovação do recolhimento de quantia correspondente a 5% (cinco por cento) da avaliação.481. de imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas. de 1998) I . sob pena de nulidade do ato. de 2008) § 3o Entende-se por investidura. (Redação dada pela Lei nº 8.196. (Incluído pela Lei nº 8. (Incluído pela Lei nº 9. isolada ou globalmente. de 2005) IV . de 2005) § 2o-B. (Incluído pela Lei nº 8. de 1994) . área esta que se tornar inaproveitável isoladamente. alínea "b" desta Lei. de 1994) § 5o Na hipótese do parágrafo anterior. de 2005) I .a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública. (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11.só se aplica a imóvel situado em zona rural. de 1994) § 7o (VETADO). sendo dispensada a licitação no caso de interesse público devidamente justificado.883.883.883. para os fins desta lei: (Redação dada pela Lei nº 9. a cláusula de reversão e demais obrigações serão garantidas por hipoteca em segundo grau em favor do doador. (Incluído pela Lei nº 11.648. obrigatoriamente os encargos. Na concorrência para a venda de bens imóveis. de 2005) II – fica limitada a áreas de até quinze módulos fiscais. em caso de declaração de utilidade. desde que considerados dispensáveis na fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão.883.196.648. 23. aos legítimos possuidores diretos ou. A hipótese do inciso II do § 2o deste artigo: (Incluído pela Lei nº 11. caso o donatário necessite oferecer o imóvel em garantia de financiamento.196. ou nas normas legais ou administrativas de zoneamento ecológico-econômico. de 1998) II . o prazo de seu cumprimento e cláusula de reversão. vedada a dispensa de licitação para áreas superiores a esse limite.vedação de concessões para hipóteses de exploração não-contempladas na lei agrária.648. de 1998) § 4o A doação com encargo será licitada e de seu instrumento constarão. ao Poder Público. de 2005) IV – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11. por preço nunca inferior ao da avaliação e desde que esse não ultrapasse a 50% (cinqüenta por cento) do valor constante da alínea "a" do inciso II do art. na falta destes. ou necessidade pública ou interesse social. impedimento ou inconveniente a sua exploração mediante atividades agropecuárias.a alienação.196. 18. (Incluído pela Lei nº 9.III . 23 desta lei. desde que não exceda mil e quinhentos hectares. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11.previsão de rescisão automática da concessão. (Revogado pela Lei nº 8. inciso II. até o limite previsto no inciso II deste parágrafo.763.763.

em jornal diário de grande circulação no Estado e também. As licitações serão efetuadas no local onde se situar a repartição interessada. fornecido.883.883.quarenta e cinco dias para: (Redação dada pela Lei nº 8. cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento. (Incluída pela Lei nº 8. poderão ser alienados por ato da autoridade competente. das tomadas de preços. quando se tratar de obras financiadas parcial ou totalmente com recursos federais ou garantidas por instituições federais. ainda. salvo por motivo de interesse público. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) III . 21. de 1994) b) concorrência. conforme o vulto da licitação. de 1994) . Art.883. 20.comprovação da necessidade ou utilidade da alienação. de 1994) Capítulo II Da Licitação Seção I Das Modalidades.883. em jornal de circulação no Município ou na região onde será realizada a obra.avaliação dos bens alienáveis. ou do Distrito Federal quando se tratar. § 2o O prazo mínimo até o recebimento das propostas ou da realização do evento será: I . alienado ou alugado o bem.883. por uma vez: (Redação dada pela Lei nº 8. prestado o serviço. devidamente justificado. Limites e Dispensa Art. deverão ser publicados com antecedência. quando se tratar de licitação feita por órgão ou entidade da Administração Pública Federal e. (Redação dada pela Lei nº 8. Os avisos contendo os resumos dos editais das concorrências.no Diário Oficial do Estado. de 1994) I . de 1994) II . sob a modalidade de concorrência ou leilão. de 1994) § 1o O aviso publicado conterá a indicação do local em que os interessados poderão ler e obter o texto integral do edital e todas as informações sobre a licitação.trinta dias para: (Redação dada pela Lei nº 8.Art. dos concursos e dos leilões. III . (Redação dada pela Lei nº 8. se houver. Parágrafo único.883. utilizar-se de outros meios de divulgação para ampliar a área de competição. ou do Distrito Federal. embora realizados no local da repartição interessada.883. (Redação dada pela Lei nº 8. podendo ainda a Administração. de licitação feita por órgão ou entidade da Administração Pública Estadual ou Municipal. observadas as seguintes regras: I . (Incluída pela Lei nº 8. Os bens imóveis da Administração Pública. no mínimo.883. II . 19. quando o contrato a ser celebrado contemplar o regime de empreitada integral ou quando a licitação for do tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço".adoção do procedimento licitatório. de 1994) II . O disposto neste artigo não impedirá a habilitação de interessados residentes ou sediados em outros locais.883. de 1994) a) concurso.no Diário Oficial da União. respectivamente.

§ 3o Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto. a qual afixará. de 1994) § 4o Qualquer modificação no edital exige divulgação pela mesma forma que se deu o texto original.883. (Redação dada pela Lei nº 8. científico ou artístico. § 5o Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados. § 4o Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico.tomada de preços.convite. § 2o Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas. quando a licitação for do tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço". II . ou para a alienação . mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores. observada a necessária qualificação. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) b) tomada de preços. (Incluída pela Lei nº 8. Art.quinze dias para a tomada de preços.leilão. São modalidades de licitação: I . V .883. em local apropriado. cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. nos casos não especificados na alínea "b" do inciso anterior. de 1994) IV . ou leilão. conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias.cinco dias úteis para convite.883. 22. (Incluída pela Lei nº 8. comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. inqüestionavelmente. exceto quando. reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido. escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa.concorrência. ou ainda da efetiva disponibilidade do edital ou do convite e respectivos anexos. IV . prevalecendo a data que ocorrer mais tarde. a alteração não afetar a formulação das propostas. na fase inicial de habilitação preliminar.883.a) concorrência. nos casos não especificados na alínea "b" do inciso anterior. de 1994) III . cadastrados ou não.883. § 1o Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que.concurso. (Redação dada pela Lei nº 8. III . de 1994) § 3o Os prazos estabelecidos no parágrafo anterior serão contados a partir da última publicação do edital resumido ou da expedição do convite.

parceladas nos termos do parágrafo anterior. de 1998) b) tomada de preços . realizado para objeto idêntico ou assemelhado. (Redação dada pela Lei nº 8.00 (um milhão e quinhentos mil reais). tendo em vista o valor estimado da contratação: I . essas circunstâncias deverão ser devidamente justificadas no processo. de 1994) § 6o Na hipótese do § 3o deste artigo.648. a cada etapa ou conjunto de etapas da obra.até R$ 150. (Redação dada pela Lei nº 9.de bens imóveis prevista no art. no mínimo.para compras e serviços não referidos no inciso anterior:(Redação dada pela Lei nº 9. de 1998) § 1o As obras.883.648.00 (um milhão e quinhentos mil reais).000. nos termos do edital. 23. (Redação dada pela Lei nº 8.até R$ 650. que comprovem habilitação compatível com o objeto da licitação. é obrigatório o convite a. de 1998) c) concorrência: acima de R$ 1. mais um interessado.883. de 1998) a) convite . § 8o É vedada a criação de outras modalidades de licitação ou a combinação das referidas neste artigo. a cada novo convite. (Redação dada pela Lei nº 8. a quem oferecer o maior lance.648. de 1998) a) convite . de 1994) § 7o Quando.para obras e serviços de engenharia: (Redação dada pela Lei nº 9. 27 a 31.648. de 1998) II . 19. de 1994) Art. As modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo anterior serão determinadas em função dos seguintes limites.648. de 1998) b) tomada de preços .00 (seiscentos e cinqüenta mil reais). (Redação dada pela Lei nº 9. há de corresponder licitação distinta.000. enquanto existirem cadastrados não convidados nas últimas licitações. (Redação dada pela Lei nº 8. ressalvado o disposto no art. como nas concessões de direito real .648. de 1998) c) concorrência .000. igual ou superior ao valor da avaliação. (Redação dada pela Lei nº 9. preservada a modalidade pertinente para a execução do objeto em licitação.00 (seiscentos e cinqüenta mil reais).até R$ 1. (Redação dada pela Lei nº 9. a administração somente poderá exigir do licitante não cadastrado os documentos previstos nos arts.500. for impossível a obtenção do número mínimo de licitantes exigidos no § 3o deste artigo. serviço ou compra. sob pena de repetição do convite. (Redação dada pela Lei nº 9. tanto na compra ou alienação de bens imóveis.883. de 1994) § 2o Na execução de obras e serviços e nas compras de bens.00 (cento e cinqüenta mil reais). de 1994) § 3o A concorrência é a modalidade de licitação cabível.883. (Incluído pela Lei nº 8. existindo na praça mais de 3 (três) possíveis interessados. § 9o Na hipótese do parágrafo 2o deste artigo.000.000. (Redação dada pela Lei nº 9.até R$ 80. qualquer que seja o valor de seu objeto.648.648.500. 19. por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados.883.acima de R$ 650. serviços e compras efetuadas pela Administração serão divididas em tantas parcelas quantas se comprovarem técnica e economicamente viáveis. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado e à ampliação da competitividade sem perda da economia de escala.00 (oitenta mil reais).000.

(Redação dada pela Lei nº 8. (Incluído pela Lei nº 11. com vistas a ampliação da competitividade.para obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a". de 1994) § 6o As organizações industriais da Administração Federal direta. nos casos previstos nesta Lei. podendo o edital fixar quantitativo mínimo para preservar a economia de escala.648. compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez. obedecerão aos limites estabelecidos no inciso I deste artigo também para suas compras e serviços em geral. e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos. de 1998) § 8o No caso de consórcios públicos. de 1998) III . É dispensável a licitação: Vide Lei nº 12. vedada a prorrogação dos respectivos contratos. contados da ocorrência da emergência ou calamidade.de uso e nas licitações internacionais. a Administração poderá utilizar a tomada de preços e. serviços.nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem. ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente.648. aplicar-se-á o dobro dos valores mencionados no caput deste artigo quando formado por até 3 (três) entes da Federação. desde que para a aquisição de materiais aplicados exclusivamente na manutenção. quando não houver fornecedor do bem ou serviço no País. de 2005) Art.nos casos de emergência ou de calamidade pública. quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas. respectivamente. em qualquer caso. do inciso I do artigo anterior. e o triplo.883. exceto para as parcelas de natureza específica que possam ser executadas por pessoas ou empresas de especialidade diversa daquela do executor da obra ou serviço. é permitida a cotação de quantidade inferior à demandada na licitação. desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente. (Incluído pela Lei nº 8. sempre que o somatório de seus valores caracterizar o caso de "tomada de preços" ou "concorrência". (Redação dada pela Lei nº 9. a tomada de preços. . § 5o É vedada a utilização da modalidade "convite" ou "tomada de preços". (Redação dada pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. de 2. admitindo-se neste último caso.para outros serviços e compras de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a". (Redação dada pela Lei nº 8. 24.188. observados os limites deste artigo. equipamentos e outros bens. a concorrência. IV . conforme o caso. para parcelas de uma mesma obra ou serviço.010 Vigência I . públicos ou particulares. em face de suas peculiaridades. quando formado por maior número. desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço. quando o órgão ou entidade dispuser de cadastro internacional de fornecedores ou o convite.648.883. obras. reparo ou fabricação de meios operacionais bélicos pertencentes à União.883. de 1998) II .107. nos termos deste artigo. de 1994) § 4o Nos casos em que couber convite. de 1994) § 7o Na compra de bens de natureza divisível e desde que não haja prejuízo para o conjunto ou complexo. do inciso II do artigo anterior e para alienações.

necessários à manutenção de equipamentos durante o período de garantia técnica. quando as condições ofertadas forem manifestamente vantajosas para o Poder Público. 48 desta Lei e.883. mantidas.para a aquisição de bens ou serviços nos termos de acordo internacional específico aprovado pelo Congresso Nacional.nas compras de hortifrutigranjeiros. (Vide § 3º do art. cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha. observado o parágrafo único do art. junto ao fornecedor original desses . nos casos estabelecidos em decreto do Presidente da República. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado.quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos praticados no mercado nacional. por órgãos ou entidades que integrem a Administração Pública. desde que a contratada detenha inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos.para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração. justificadamente.quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta. 48) VIII .para a impressão dos diários oficiais. XII . VII . casos em que. (Redação dada pela Lei nº 8. VI . ouvido o Conselho de Defesa Nacional. de 1994) XIII . no tempo necessário para a realização dos processos licitatórios correspondentes.para a aquisição de componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira. por valor não superior ao constante do registro de preços. de autenticidade certificada. desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade. desde que atendida a ordem de classificação da licitação anterior e aceitas as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor. de 1994) XVII . serviço ou fornecimento. (Redação dada pela Lei nº 8.(Incluído pela Lei nº 8. de 1994) XV . do ensino ou do desenvolvimento institucional. realizadas diretamente com base no preço do dia.quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento. não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração. segundo avaliação prévia.para a aquisição.883.(Redação dada pela Lei nº 8. neste caso. todas as condições preestabelecidas.(Redação dada pela Lei nº 8.V .883.883. pão e outros gêneros perecíveis. por pessoa jurídica de direito público interno.na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou estatutariamente da pesquisa. e de edições técnicas oficiais. ou de instituição dedicada à recuperação social do preso. (Regulamento) X . XVI . ou dos serviços. desde que o preço seja compatível com o valor de mercado.na contratação de remanescente de obra. (Redação dada pela Lei nº 8.quando houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional.883. inclusive quanto ao preço. de 1994) XI . de 1994) IX . de 1994) XIV .883. devidamente corrigido. de formulários padronizados de uso da administração. persistindo a situação. bem como para prestação de serviços de informática a pessoa jurídica de direito público interno. ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes. criados para esse fim específico. será admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços.para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos. de bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em data anterior à vigência desta Lei. em conseqüência de rescisão contratual.

(Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 8. de 1994) XX . ambientais e de saúde pública. aéreos e terrestres. sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade. de 2010) XXII . permissionário ou autorizado. por órgãos ou entidades da Admininistração Pública. de 1998) XXIII .648. para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação.equipamentos. quando a exiguidade dos prazos legais puder comprometer a normalidade e os propósitos das operações e desde que seu valor não exceda ao limite previsto na alínea "a" do incico II do art.445. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. pelo CNPq ou por outras instituições de fomento a pesquisa credenciadas pelo CNPq para esse fim específico. quando houver necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios navais.na contratação realizada por empresa pública ou sociedade de economia mista com suas subsidiárias e controladas.883. de 1994) XXI .para a aquisição de bens e insumos destinados exclusivamente à pesquisa científica e tecnológica com recursos concedidos pela Capes. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. por motivo de movimentação operacional ou de adestramento. para atividades contempladas no contrato de gestão. pela Finep.883. prestação ou obtenção de serviços. de 2004) XXVI – na celebração de contrato de programa com ente da Federação ou com entidade de sua administração indireta.na contratação de associação de portadores de deficiência física.para as compras de material de uso pelas Forças Armadas. de 2007). unidades aéreas ou tropas e seus meios de deslocamento quando em estada eventual de curta duração em portos. de 1994) XVIII . processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis. mediante parecer de comissão instituída por decreto.648.na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário. de 1998) XXV . com o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas. (Incluído pela Lei nº 9.349.na contratação da coleta. em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo. para a prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra.107.nas compras ou contratações de serviços para o abastecimento de navios. embarcações.na contratação realizada por Instituição Científica e Tecnológica . . aeroportos ou localidades diferentes de suas sedes.973. para a aquisição ou alienação de bens. qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo. (Incluído pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 12. de 1994) XIX . (Redação dada pela Lei nº 11. de 2005) XXVII . de 1998) XXIV . 23 desta Lei: (Incluído pela Lei nº 8. (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 8. efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis.ICT ou por agência de fomento para a transferência de tecnologia e para o licenciamento de direito de uso ou de exploração de criação protegida. quando tal condição de exclusividade for indispensável para a vigência da garantia.648. (Incluído pela Lei nº 11. com exceção de materiais de uso pessoal e administrativo.para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais.883.883.(Incluído pela Lei nº 10. segundo as normas da legislação específica.

ou. respondem solidariamente pelo dano causado à Fazenda Pública o fornecedor ou o prestador de serviços e o agente público responsável.484.349. à autoridade superior. de natureza singular. III . As dispensas previstas nos §§ 2o e 4o do art.107. pública ou privada. com ou sem fins lucrativos. experiências. com profissionais ou empresas de notória especialização. XXX . obras e serviços contratados por consórcios públicos. 17 e no inciso III e seguintes do art. 4o. aparelhamento. organização.010) Vigência XXXI . ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor. desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. de 2007). ou de outros requisitos relacionados com suas atividades. § 2o Na hipótese deste artigo e em qualquer dos casos de dispensa. 26.para a contratação de serviços técnicos enumerados no art.783. 25. cumulativamente. empresa ou representante comercial exclusivo. decorrente de desempenho anterior. de 2. pelas entidades equivalentes. (Incluído pela Lei nº 12.para aquisição de materiais. na forma da lei. Os percentuais referidos nos incisos I e II do caput deste artigo serão 20% (vinte por cento) para compras. empresa pública e por autarquia ou fundação qualificadas. estudos. (Redação dada pela Lei nº 11. sem prejuízo de outras sanções legais cabíveis. 8o desta Lei deverão ser comunicados. necessariamente justificadas.XXVIII – para o fornecimento de bens e serviços. vedada a preferência de marca.973. devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço. ainda. de 2008). 25. 3o. mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do órgão. 24. (Incluído pela Lei nº 11. alta complexidade tecnológica e defesa nacional. como Agências Executivas. observados os princípios gerais de contratação dela constantes. 5o e 20 da Lei no 10. em especial: I . para a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária. 13 desta Lei. de 2005) Art. . (Incluído pela Lei nº 12. necessariamente justificadas quanto ao preço e à escolha do fornecedor ou executante e ratificadas pelo Comandante da Força. permita inferir que o seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato. se comprovado superfaturamento. de 2 de dezembro de 2004. instituído por lei federal. II . (Incluído pela Lei nº 11. vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação.para contratação de profissional de qualquer setor artístico.na contratação de instituição ou organização. e o retardamento previsto no final do parágrafo único do art. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição. equipe técnica. Federação ou Confederação Patronal. sociedade de economia mista. Art. equipamentos. de 2010) Parágrafo único. que envolvam. XXIX – na aquisição de bens e contratação de serviços para atender aos contingentes militares das Forças Singulares brasileiras empregadas em operações de paz no exterior. dentro de 3 (três) dias. pelo Sindicato. § 1o Considera-se de notória especialização o profissional ou empresa cujo conceito no campo de sua especialidade. publicações. diretamente ou através de empresário exclusivo. produzidos ou prestados no País.188. as situações de inexigibilidade referidas no art.nas contratações visando ao cumprimento do disposto nos arts.

A documentação relativa à habilitação jurídica.ato constitutivo. Art.cédula de identidade. devidamente registrado.para ratificação e publicação na imprensa oficial. (Redação dada pela Lei nº 11.decreto de autorização.prova de inscrição no cadastro de contribuintes estadual ou municipal. 7o da Constituição Federal. no caso de sociedades por ações. (Incluído pela Lei nº 9. e. e ato de registro ou autorização para funcionamento expedido pelo órgão competente. quando a atividade assim o exigir.justificativa do preço.razão da escolha do fornecedor ou executante. O processo de dispensa.regularidade fiscal. II . no caso de empresa individual.qualificação econômico-financeira. V . III . 29. consistirá em: (Vide Lei nº 12. IV . 27. previsto neste artigo. de 1998) Seção II Da Habilitação Art. de 1999) Art.107.qualificação técnica. relativo ao domicílio ou sede do licitante. se houver. A documentação relativa à regularidade fiscal. no caso de sociedades civis. será instruído. estatuto ou contrato social em vigor.registro comercial. no que couber. com os seguintes elementos: I . de 2011) (Vigência) I . de inexigibilidade ou de retardamento. IV . (Incluído pela Lei nº 9. de 2005) Parágrafo único. II .648. .caracterização da situação emergencial ou calamitosa que justifique a dispensa. III . 28. II . (Vide Lei nº 12.inscrição do ato constitutivo.440.prova de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Geral de Contribuintes (CGC). Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos interessados. quando for o caso. no prazo de 5 (cinco) dias. III . acompanhado de documentos de eleição de seus administradores.440.habilitação jurídica. de 2011) (Vigência) V – cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art. como condição para a eficácia dos atos. em se tratando de empresa ou sociedade estrangeira em funcionamento no País.854. documentação relativa a: I . acompanhada de prova de diretoria em exercício. em se tratando de sociedades comerciais. pertinente ao seu ramo de atividade e compatível com o objeto contratual. exclusivamente. IV . consistirá em: I .documento de aprovação dos projetos de pesquisa aos quais os bens serão alocados. II . conforme o caso. conforme o caso.

Estadual e Municipal do domicílio ou sede do licitante.prova de atendimento de requisitos previstos em lei especial. de 1994) I . será feita através de atestados fornecidos por pessoa jurídica de direito público ou privado.prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). quando for o caso.(Vetado). § 5o É vedada a exigência de comprovação de atividade ou de aptidão com limitações de tempo ou de época ou ainda em locais específicos. e. de 1994) II . ou quaisquer outras não previstas nesta Lei. limitadas as exigências a: (Redação dada pela Lei nº 8. IV .883. quantidades e prazos com o objeto da licitação.III . a comprovação de aptidão. quando for o caso. fornecida pelo órgão licitante.883.883. profissional de nível superior ou outro devidamente reconhecido pela entidade competente. (Redação dada pela Lei nº 8. § 4o Nas licitações para fornecimento de bens. na data prevista para entrega da proposta. devidamente registrados nas entidades profissionais competentes. que inibam a participação na licitação. (Redação dada pela Lei nº 8.883. e indicação das instalações e do aparelhamento e do pessoal técnico adequados e disponíveis para a realização do objeto da licitação. vedadas as exigências de quantidades mínimas ou prazos máximos. de que tomou conhecimento de todas as informações e das condições locais para o cumprimento das obrigações objeto da licitação. será feita por atestados fornecidos por pessoas jurídicas de direito público ou privado. .comprovação. serão definidas no instrumento convocatório. de 1994) § 2o As parcelas de maior relevância técnica e de valor significativo. (Incluído pela Lei nº 8. bem como da qualificação de cada um dos membros da equipe técnica que se responsabilizará pelos trabalhos.883.883. § 1o A comprovação de aptidão referida no inciso II do "caput" deste artigo. de 1994) Art. (Incluído pela Lei nº 8.883. no caso das licitações pertinentes a obras e serviços. ou outra equivalente. IV .prova de regularidade para com a Fazenda Federal. de que recebeu os documentos. 30. (Incluído pela Lei nº 8.registro ou inscrição na entidade profissional competente. na forma da lei. II . limitadas estas exclusivamente às parcelas de maior relevância e valor significativo do objeto da licitação. quando exigido. de 1994) b) (Vetado). de 1994) § 3o Será sempre admitida a comprovação de aptidão através de certidões ou atestados de obras ou serviços similares de complexidade tecnológica e operacional equivalente ou superior. A documentação relativa à qualificação técnica limitar-se-á a: I . demonstrando situação regular no cumprimento dos encargos sociais instituídos por lei.capacitação técnico-profissional: comprovação do licitante de possuir em seu quadro permanente. de 1994) a) (Vetado).comprovação de aptidão para desempenho de atividade pertinente e compatível em características. mencionadas no parágrafo anterior. detentor de atestado de responsabilidade técnica por execução de obra ou serviço de características semelhantes. (Incluído pela Lei nº 8. III .

883. admitindo-se a substituição por profissionais de experiência equivalente ou superior. ou ainda as garantias previstas no § 1o do art. (Incluído pela Lei nº 8. para efeito de sua aceitação ou não. de 1994) § 11. que comprovem a boa situação financeira da empresa. serviços e compras de grande vulto. de 1994) § 2o A Administração. III . máquinas. poderá a Administração exigir dos licitantes a metodologia de execução.§ 6o As exigências mínimas relativas a instalações de canteiros. nas mesmas modalidades e critérios previstos no "caput" e § 1o do art. 56 desta Lei. II . (Incluído pela Lei nº 8. A documentação relativa à qualificação econômico-financeira limitar-se-á a: I . ou de execução patrimonial. vedada a exigência de valores mínimos de faturamento anterior.883. já exigíveis e apresentados na forma da lei. vedada as exigências de propriedade e de localização prévia. § 1o A exigência de índices limitar-se-á à demonstração da capacidade financeira do licitante com vistas aos compromissos que terá que assumir caso lhe seja adjudicado o contrato. (Incluído pela Lei nº 8. 31. expedida no domicílio da pessoa física. como dado objetivo de comprovação da qualificação econômico-financeira dos licitantes e para efeito de garantia ao adimplemento do contrato a ser ulteriormente celebrado. (Redação dada pela Lei nº 8. sob as penas cabíveis. a exigência de capital mínimo ou de patrimônio líquido mínimo. § 9o Entende-se por licitação de alta complexidade técnica aquela que envolva alta especialização.883.(Vetado). limitada a 1% (um por cento) do valor estimado do objeto da contratação.883.garantia. considerados essenciais para o cumprimento do objeto da licitação. de 1994) Art. § 7º (Vetado). de 1994) § 8o No caso de obras. ou que possa comprometer a continuidade da prestação de serviços públicos essenciais. nas compras para entrega futura e na execução de obras e serviços. índices de rentabilidade ou lucratividade.certidão negativa de falência ou concordata expedida pelo distribuidor da sede da pessoa jurídica.balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social. 56 desta Lei. § 10. (Redação dada pela Lei nº 8. cuja avaliação. desde que aprovada pela administração. de 1994) § 12.883. Os profissionais indicados pelo licitante para fins de comprovação da capacitação técnico-profissional de que trata o inciso I do § 1o deste artigo deverão participar da obra ou serviço objeto da licitação.883. no instrumento convocatório da licitação. de 1994) II . (Incluído pela Lei nº 8. (Vetado). poderá estabelecer. serão atendidas mediante a apresentação de relação explícita e da declaração formal da sua disponibilidade. de 1994) I . . como fator de extrema relevância para garantir a execução do objeto a ser contratado. equipamentos e pessoal técnico especializado. antecederá sempre à análise dos preços e será efetuada exclusivamente por critérios objetivos. (Vetado). vedada a sua substituição por balancetes ou balanços provisórios.883. de alta complexidade técnica. (Incluído pela Lei nº 8. podendo ser atualizados por índices oficiais quando encerrado há mais de 3 (três) meses da data de apresentação da proposta.(Vetado).

através do cálculo de índices contábeis previstos no edital e devidamente justificados no processo administrativo da licitação que tenha dado início ao certame licitatório. ou por agência estrangeira de cooperação. fornecimento de bens para pronta entrega e leilão. vedada a exigência de índices e valores não usualmente adotados para correta avaliação de situação financeira suficiente ao cumprimento das obrigações decorrentes da licitação. § 5o A comprovação de boa situação financeira da empresa será feita de forma objetiva. 33 e no § 2o do art. às exigências dos parágrafos anteriores mediante documentos equivalentes. de 1994) Art. no todo ou em parte. Os documentos necessários à habilitação poderão ser apresentados em original. admitida a atualização para esta data através de índices oficiais. 36 substitui os documentos enumerados nos arts. § 4o As empresas estrangeiras que não funcionem no País. para a habilitação de que trata este artigo. a superveniência de fato impeditivo da habilitação. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1998) § 3o A documentação referida neste artigo poderá ser substituída por registro cadastral emitido por órgão ou entidade pública.§ 3o O capital mínimo ou o valor do patrimônio líquido a que se refere o parágrafo anterior não poderá exceder a 10% (dez por cento) do valor estimado da contratação. 32. calculada esta em função do patrimônio líquido atualizado e sua capacidade de rotação. tanto quanto possível. obrigando-se a parte a declarar. ainda. (Redação dada pela Lei nº 9. concurso. atenderão. nas licitações internacionais.883. no § 1o do art. nos casos de convite. de 1994) § 6º (Vetado). por qualquer processo de cópia autenticada por cartório competente ou por servidor da administração ou publicação em órgão da imprensa oficial. devendo ter representação legal no Brasil com poderes expressos para receber citação e responder administrativa ou judicialmente. prévio recolhimento de taxas ou emolumentos.883. nem nos casos de contratação com empresa estrangeira.883. autenticados pelos respectivos consulados e traduzidos por tradutor juramentado. § 4o Poderá ser exigida. (Redação dada pela Lei nº 8. . 55. 28 a 31. na forma da lei. devendo a comprovação ser feita relativamente à data da apresentação da proposta. desde que para este caso tenha havido prévia autorização do Chefe do Poder Executivo. não se aplica às licitações internacionais para a aquisição de bens e serviços cujo pagamento seja feito com o produto de financiamento concedido por organismo financeiro internacional de que o Brasil faça parte. (Redação dada pela Lei nº 8. § 2o O certificado de registro cadastral a que se refere o § 1o do art. quanto às informações disponibilizadas em sistema informatizado de consulta direta indicado no edital. a relação dos compromissos assumidos pelo licitante que importem diminuição da capacidade operativa ou absorção de disponibilidade financeira. § 6o O disposto no § 4o deste artigo. salvo os referentes a fornecimento do edital. § 5o Não se exigirá. quando solicitado.648. limitados ao valor do custo efetivo de reprodução gráfica da documentação fornecida. para a compra de equipamentos fabricados e entregues no exterior. nem nos casos de aquisição de bens e serviços realizada por unidades administrativas com sede no exterior. 28 a 31 desta Lei poderá ser dispensada. sob as penalidades legais. desde que previsto no edital e o registro tenha sido feito em obediência ao disposto nesta Lei. de 1994) § 1o A documentação de que tratam os arts. com os seus elementos constitutivos.

Para os fins desta Lei. Os inscritos serão classificados por categorias. o interessado fornecerá os elementos necessários à satisfação das exigências do art.indicação da empresa responsável pelo consórcio que deverá atender às condições de liderança. . 34. a chamamento público para a atualização dos registros existentes e para o ingresso de novos interessados. e. para o consórcio. observado o disposto no inciso II deste artigo. Art. à empresa brasileira.apresentação dos documentos exigidos nos arts. a constituição e o registro do consórcio. o somatório dos quantitativos de cada consorciado. na proporção de sua respectiva participação. 33. válidos por. por micro e pequenas empresas assim definidas em lei. tendo-se em vista sua especialização. 28 a 31 desta Lei por parte de cada consorciado. § 1o No consórcio de empresas brasileiras e estrangeiras a liderança caberá. na mesma licitação. Quando permitida na licitação a participação de empresas em consórcio. § 2o O licitante vencedor fica obrigado a promover. 27 desta Lei.Art. na forma regulamentar. nos termos do compromisso referido no inciso I deste artigo. admitindo-se. através da imprensa oficial e de jornal diário. V . antes da celebração do contrato. renovável sempre que atualizarem o registro. em sua totalidade. Art. obrigando-se a unidade por ele responsável a proceder. observar-se-ão as seguintes normas: I . IV .comprovação do compromisso público ou particular de constituição de consórcio. para efeito de qualificação técnica. 30 e 31 desta Lei.responsabilidade solidária dos integrantes pelos atos praticados em consórcio. subdivididas em grupos. obrigatoriamente. obrigatoriamente fixadas no edital. o somatório dos valores de cada consorciado. Seção III Dos Registros Cadastrais Art. segundo a qualificação técnica e econômica avaliada pelos elementos constantes da documentação relacionada nos arts. § 1o Aos inscritos será fornecido certificado. 36. III . a qualquer tempo. § 2o É facultado às unidades administrativas utilizarem-se de registros cadastrais de outros órgãos ou entidades da Administração Pública. inexigível este acréscimo para os consórcios compostos. um acréscimo de até 30% (trinta por cento) dos valores exigidos para licitante individual. podendo a Administração estabelecer. subscrito pelos consorciados.impedimento de participação de empresa consorciada. Ao requerer inscrição no cadastro. os órgãos e entidades da Administração Pública que realizem freqüentemente licitações manterão registros cadastrais para efeito de habilitação. no máximo. para efeito de qualificação econômico-financeira. tanto na fase de licitação quanto na de execução do contrato. um ano. II . (Regulamento) § 1o O registro cadastral deverá ser amplamente divulgado e deverá estar permanentemente aberto aos interessados. no mínimo anualmente. através de mais de um consórcio ou isoladamente. ou atualização deste. 35.

O procedimento da licitação será iniciado com a abertura de processo administrativo. VI . fundamentado circunstanciadamente. II . convênios ou ajustes devem ser previamente examinadas e aprovadas por assessoria jurídica da Administração. com a antecedência mínima de 10 (dez) dias úteis de sua realização. A qualquer tempo poderá ser alterado. alínea "c" desta Lei. de 1994) Art. dispensa ou inexigibilidade.ato de designação da comissão de licitação.883. 23. quando for o caso. IX .§ 2o A atuação do licitante no cumprimento de obrigações assumidas será anotada no respectivo registro cadastral. IV .atas.pareceres técnicos ou jurídicos emitidos sobre a licitação. Sempre que o valor estimado para uma licitação ou para um conjunto de licitações simultâneas ou sucessivas for superior a 100 (cem) vezes o limite previsto no art. 37. acordos. Parágrafo único. As minutas de editais de licitação. e divulgada. bem como as dos contratos. Seção IV Do Procedimento e Julgamento Art. e ao qual serão juntados oportunamente: I . pelos mesmos meios previstos para a publicidade da licitação. devidamente autuado. Para os fins deste artigo.despacho de anulação ou de revogação da licitação. VIII . na forma do art.original das propostas e dos documentos que as instruírem. Parágrafo único.atos de adjudicação do objeto da licitação e da sua homologação. 21 desta Lei.edital ou convite e respectivos anexos.comprovante das publicações do edital resumido. do leiloeiro administrativo ou oficial. 27 desta Lei. 38.termo de contrato ou instrumento equivalente. 39. contendo a autorização respectiva. XII . X . III . (Redação dada pela Lei nº 8. Art. consideram-se licitações simultâneas aquelas com objetos similares e com realização prevista para intervalos não superiores a trinta dias e licitações sucessivas aquelas .demais documentos relativos à licitação.recursos eventualmente apresentados pelos licitantes e respectivas manifestações e decisões. obrigatoriamente. XI . a indicação sucinta de seu objeto e do recurso próprio para a despesa. ou as estabelecidas para classificação cadastral. relatórios e deliberações da Comissão Julgadora. VII . quando for o caso. V . o processo licitatório será iniciado. com uma audiência pública concedida pela autoridade responsável com antecedência mínima de 15 (quinze) dias úteis da data prevista para a publicação do edital. à qual terão acesso e direito a todas as informações pertinentes e a se manifestar todos os interessados. ou da entrega do convite. protocolado e numerado. suspenso ou cancelado o registro do inscrito que deixar de satisfazer as exigências do art. inciso I. ou do responsável pelo convite.outros comprovantes de publicações. conforme o caso.

que deverá retratar a variação efetiva do custo de produção. horários e códigos de acesso dos meios de comunicação à distância em que serão fornecidos elementos. o regime de execução e o tipo da licitação.648. para execução do contrato e para entrega do objeto da licitação. de 1994) b) cronograma de desembolso máximo por período. em conformidade com a disponibilidade de recursos financeiros.o critério de aceitabilidade dos preços unitário e global. e indicará.883. conforme o caso. prevendo: a) prazo de pagamento não superior a trinta dias. em conformidade com os arts. e forma de apresentação das propostas. .limites para pagamento de instalação e mobilização para execução de obras ou serviços que serão obrigatoriamente previstos em separado das demais parcelas. V . ou do orçamento a que essa proposta se referir. XIV . (Redação dada pela Lei nº 8. 40. desde a data prevista para apresentação da proposta. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1998) XI . VIII . etapas ou tarefas. dia e hora para recebimento da documentação e proposta.se há projeto executivo disponível na data da publicação do edital de licitação e o local onde possa ser examinado e adquirido. admitida a adoção de índices específicos ou setoriais. até a data do adimplemento de cada parcela. II . de 1994) XIII .critério de reajuste. (Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 8.em que. a menção de que será regida por esta Lei.locais. 27 a 31 desta Lei. informações e esclarecimentos relativos à licitação e às condições para atendimento das obrigações necessárias ao cumprimento de seu objeto. ressalvado o dispossto nos parágrafos 1º e 2º do art. O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em série anual. X . o seguinte: I . o edital subseqüente tenha uma data anterior a cento e vinte dias após o término do contrato resultante da licitação antecedente. 64 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 8.local onde poderá ser examinado e adquirido o projeto básico.prazo e condições para assinatura do contrato ou retirada dos instrumentos.critério para julgamento. o nome da repartição interessada e de seu setor. VI . o local. como previsto no art. IV . IX . de 1994) XII .condições para participação na licitação. também com objetos similares. critérios estatísticos ou faixas de variação em relação a preços de referência. de 1994) Art.objeto da licitação. 48.condições de pagamento. VII .883. em descrição sucinta e clara.883. III . permitida a fixação de preços máximos e vedados a fixação de preços mínimos. obrigatoriamente.(Vetado). a modalidade. no caso de licitações internacionais.condições equivalentes de pagamento entre empresas brasileiras e estrangeiras. com disposições claras e parâmetros objetivos.sanções para o caso de inadimplemento. bem como para início da abertura dos envelopes.883. contado a partir da data final do período de adimplemento de cada parcela.

devendo a Administração julgar e responder à impugnação em até 3 (três) dias úteis. poderão ser dispensadas: (Incluído pela Lei nº 8. por eventuais antecipações de pagamentos. IV . desenhos.a minuta do contrato a ser firmado entre a Administração e o licitante vencedor.as especificações complementares e as normas de execução pertinentes à licitação. § 1o O original do edital deverá ser datado. de 1994) I . por eventuais atrasos. considera-se como adimplemento da obrigação contratual a prestação do serviço.o disposto no inciso XI deste artigo.883. especificações e outros complementos. (Incluído pela Lei nº 8. XV . a realização da obra. bem como qualquer outro evento contratual a cuja ocorrência esteja vinculada a emissão de documento de cobrança.883. A Administração não pode descumprir as normas e condições do edital. II . rubricado em todas as folhas e assinado pela autoridade que o expedir. desde a data final do período de adimplemento de cada parcela até a data do efetivo pagamento. § 2o Constituem anexos do edital.c) critério de atualização financeira dos valores a serem pagos. tomada de preços ou concurso.orçamento estimado em planilhas de quantitativos e preços unitários. quando for o caso. 113. ao qual se acha estritamente vinculada. § 4o Nas compras para entrega imediata. a abertura dos envelopes com as propostas em convite. e) exigência de seguros. XVI . (Incluído pela Lei nº 8. para sua divulgação e fornecimento aos interessados. (Redação dada pela Lei nº 8.a atualização financeira a que se refere a alínea "c" do inciso XIV deste artigo. § 3o Para efeito do disposto nesta Lei. e dele extraindo-se cópias integrais ou resumidas. com todas as suas partes.outras indicações específicas ou peculiares da licitação. de 1994) Art. 41.instruções e normas para os recursos previstos nesta Lei. devendo protocolar o pedido até 5 (cinco) dias úteis antes da data fixada para a abertura dos envelopes de habilitação.o projeto básico e/ou executivo. de 1994) III . XVII . de 1994) d) compensações financeiras e penalizações. sem prejuízo da faculdade prevista no § 1o do art. e descontos. de 1994) II . desde que não superior a quinze dias.883.883.883. a entrega do bem ou de parcela destes.condições de recebimento do objeto da licitação. permanecendo no processo de licitação. correspondente ao período compreendido entre as datas do adimplemento e a prevista para o pagamento. dele fazendo parte integrante: I . assim entendidas aquelas com prazo de entrega até trinta dias da data prevista para apresentação da proposta. § 1o Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar edital de licitação por irregularidade na aplicação desta Lei. § 2o Decairá do direito de impugnar os termos do edital de licitação perante a administração o licitante que não o fizer até o segundo dia útil que anteceder a abertura dos envelopes de habilitação em concorrência. ou a realização de . (Redação dada pela Lei nº 8.

§ 4o Para fins de julgamento da licitação.leilão. protocolos. inclusive quanto ao critério de seleção da proposta mais vantajosa para a administração. conforme o caso. III . poderão ser admitidas. desde que por elas exigidos para a obtenção do financiamento ou da doação. § 5o Para a realização de obras. IV . de 1994) § 6o As cotações de todos os licitantes serão para entrega no mesmo local de destino. as propostas apresentadas por licitantes estrangeiros serão acrescidas dos gravames conseqüentes dos mesmos tributos que oneram exclusivamente os licitantes brasileiros quanto à operação final de venda. (Redação dada pela Lei nº 8. § 4o A inabilitação do licitante importa preclusão do seu direito de participar das fases subseqüentes. ou ainda com os constantes do .abertura dos envelopes contendo as propostas dos concorrentes habilitados.devolução dos envelopes fechados aos concorrentes inabilitados.883. prestação de serviços ou aquisição de bens com recursos provenientes de financiamento ou doação oriundos de agência oficial de cooperação estrangeira ou organismo financeiro multilateral de que o Brasil seja parte. hipótese em que tal comunicação não terá efeito de recurso.verificação da conformidade de cada proposta com os requisitos do edital e. desde que não tenha havido recurso ou após sua denegação. e que também não conflitem com o princípio do julgamento objetivo e sejam objeto de despacho motivado do órgão executor do contrato.883. (Redação dada pela Lei nº 8. além do preço. à taxa de câmbio vigente no dia útil imediatamente anterior à data do efetivo pagamento. com os preços correntes no mercado ou fixados por órgão oficial competente. o qual poderá contemplar.883. bem como as normas e procedimentos daquelas entidades. o edital deverá ajustar-se às diretrizes da política monetária e do comércio exterior e atender às exigências dos órgãos competentes. ou tenha havido desistência expressa. Art. na respectiva licitação. outros fatores de avaliação. as falhas ou irregularidades que viciariam esse edital. ou após o julgamento dos recursos interpostos. convenções ou tratados internacionais aprovados pelo Congresso Nacional. despacho esse ratificado pela autoridade imediatamente superior. § 2o O pagamento feito ao licitante brasileiro eventualmente contratado em virtude da licitação de que trata o parágrafo anterior será efetuado em moeda brasileira. Nas concorrências de âmbito internacional. § 1o Quando for permitido ao licitante estrangeiro cotar preço em moeda estrangeira. igualmente o poderá fazer o licitante brasileiro. 43. e sua apreciação. contendo as respectivas propostas. 42. desde que transcorrido o prazo sem interposição de recurso.abertura dos envelopes contendo a documentação relativa à habilitação dos concorrentes. as condições decorrentes de acordos. de 1994) § 3o A impugnação feita tempestivamente pelo licitante não o impedirá de participar do processo licitatório até o trânsito em julgado da decisão a ela pertinente. Art. de 1994) § 3o As garantias de pagamento ao licitante brasileiro serão equivalentes àquelas oferecidas ao licitante estrangeiro. A licitação será processada e julgada com observância dos seguintes procedimentos: I . II . (Redação dada pela Lei nº 8.

secreto. VI . (Redação dada pela Lei nº 8.julgamento e classificação das propostas de acordo com os critérios de avaliação constantes do edital. 44. . O julgamento das propostas será objetivo. § 1o É vedada a utilização de qualquer elemento. § 6o Após a fase de habilitação.sistema de registro de preços. os quais não devem contrariar as normas e princípios estabelecidos por esta Lei. No julgamento das propostas. ao concurso. para os quais ele renuncie a parcela ou à totalidade da remuneração. exceto quando se referirem a materiais e instalações de propriedade do próprio licitante. Art. acrescidos dos respectivos encargos. irrisórios ou de valor zero. a promoção de diligência destinada a esclarecer ou a complementar a instrução do processo. de maneira a possibilitar sua aferição pelos licitantes e pelos órgãos de controle.883. os critérios previamente estabelecidos no ato convocatório e de acordo com os fatores exclusivamente nele referidos. vedada a inclusão posterior de documento ou informação que deveria constar originariamente da proposta. § 4o O disposto neste artigo aplica-se à concorrência e. 45. V . inclusive financiamentos subsidiados ou a fundo perdido. no que couber. salvo em razão de fatos supervenientes ou só conhecidos após o julgamento. em qualquer fase da licitação. de 1994) § 4o O disposto no parágrafo anterior aplica-se também às propostas que incluam mão-de-obra estrangeira ou importações de qualquer natureza. não cabe desistência de proposta. § 2o Não se considerará qualquer oferta de vantagem não prevista no edital ou no convite.deliberação da autoridade competente quanto à homologação e adjudicação do objeto da licitação. à tomada de preços e ao convite. do qual se lavrará ata circunstanciada. critério ou fator sigiloso. não cabe desclassificá-los por motivo relacionado com a habilitação. promovendo-se a desclassificação das propostas desconformes ou incompatíveis. salvo por motivo justo decorrente de fato superveniente e aceito pela Comissão.883. nem preço ou vantagem baseada nas ofertas dos demais licitantes. a Comissão levará em consideração os critérios objetivos definidos no edital ou convite. § 3o Não se admitirá proposta que apresente preços global ou unitários simbólicos.883. assinada pelos licitantes presentes e pela Comissão. de 1994) § 5o Ultrapassada a fase de habilitação dos concorrentes (incisos I e II) e abertas as propostas (inciso III). (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) Art. § 1o A abertura dos envelopes contendo a documentação para habilitação e as propostas será realizada sempre em ato público previamente designado. incompatíveis com os preços dos insumos e salários de mercado. os quais deverão ser devidamente registrados na ata de julgamento. § 2o Todos os documentos e propostas serão rubricados pelos licitantes presentes e pela Comissão. devendo a Comissão de licitação ou o responsável pelo convite realizá-lo em conformidade com os tipos de licitação. subjetivo ou reservado que possa ainda que indiretamente elidir o princípio da igualdade entre os licitantes. ainda que o ato convocatório da licitação não tenha estabelecido limites mínimos. § 3o É facultada à Comissão ou autoridade superior.(Redação dada pela Lei nº 8. ao leilão.

§ 1o Para os efeitos deste artigo, constituem tipos de licitação, exceto na modalidade concurso: (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) I - a de menor preço - quando o critério de seleção da proposta mais vantajosa para a Administração determinar que será vencedor o licitante que apresentar a proposta de acordo com as especificações do edital ou convite e ofertar o menor preço; II - a de melhor técnica; III - a de técnica e preço. IV - a de maior lance ou oferta - nos casos de alienção de bens ou concessão de direito real de uso. (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) § 2o No caso de empate entre duas ou mais propostas, e após obedecido o disposto no § 2o do art. 3o desta Lei, a classificação se fará, obrigatoriamente, por sorteio, em ato público, para o qual todos os licitantes serão convocados, vedado qualquer outro processo. § 3o No caso da licitação do tipo "menor preço", entre os licitantes considerados qualificados a classificação se dará pela ordem crescente dos preços propostos, prevalecendo, no caso de empate, exclusivamente o critério previsto no parágrafo anterior. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) § 4o Para contratação de bens e serviços de informática, a administração observará o disposto no art. 3o da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991, levando em conta os fatores especificados em seu parágrafo 2o e adotando obrigatoriamento o tipo de licitação "técnica e preço", permitido o emprego de outro tipo de licitação nos casos indicados em decreto do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) § 5o É vedada a utilização de outros tipos de licitação não previstos neste artigo. § 6o Na hipótese prevista no art. 23, § 7º, serão selecionadas tantas propostas quantas necessárias até que se atinja a quantidade demandada na licitação. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) Art. 46. Os tipos de licitação "melhor técnica" ou "técnica e preço" serão utilizados exclusivamente para serviços de natureza predominantemente intelectual, em especial na elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e gerenciamento e de engenharia consultiva em geral e, em particular, para a elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos, ressalvado o disposto no § 4o do artigo anterior. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) § 1o Nas licitações do tipo "melhor técnica" será adotado o seguinte procedimento claramente explicitado no instrumento convocatório, o qual fixará o preço máximo que a Administração se propõe a pagar: I - serão abertos os envelopes contendo as propostas técnicas exclusivamente dos licitantes previamente qualificados e feita então a avaliação e classificação destas propostas de acordo com os critérios pertinentes e adequados ao objeto licitado, definidos com clareza e objetividade no instrumento convocatório e que considerem a capacitação e a experiência do proponente, a qualidade técnica da proposta, compreendendo metodologia, organização, tecnologias e recursos materiais a serem utilizados nos trabalhos, e a qualificação das equipes técnicas a serem mobilizadas para a sua execução; II - uma vez classificadas as propostas técnicas, proceder-se-á à abertura das propostas de preço dos licitantes que tenham atingido a valorização mínima estabelecida no instrumento convocatório e à negociação das condições propostas, com a proponente melhor classificada, com base nos orçamentos

detalhados apresentados e respectivos preços unitários e tendo como referência o limite representado pela proposta de menor preço entre os licitantes que obtiveram a valorização mínima; III - no caso de impasse na negociação anterior, procedimento idêntico será adotado, sucessivamente, com os demais proponentes, pela ordem de classificação, até a consecução de acordo para a contratação; IV - as propostas de preços serão devolvidas intactas aos licitantes que não forem preliminarmente habilitados ou que não obtiverem a valorização mínima estabelecida para a proposta técnica. § 2o Nas licitações do tipo "técnica e preço" será adotado, adicionalmente ao inciso I do parágrafo anterior, o seguinte procedimento claramente explicitado no instrumento convocatório: I - será feita a avaliação e a valorização das propostas de preços, de acordo com critérios objetivos preestabelecidos no instrumento convocatório; II - a classificação dos proponentes far-se-á de acordo com a média ponderada das valorizações das propostas técnicas e de preço, de acordo com os pesos preestabelecidos no instrumento convocatório. § 3o Excepcionalmente, os tipos de licitação previstos neste artigo poderão ser adotados, por autorização expressa e mediante justificativa circunstanciada da maior autoridade da Administração promotora constante do ato convocatório, para fornecimento de bens e execução de obras ou prestação de serviços de grande vulto majoritariamente dependentes de tecnologia nitidamente sofisticada e de domínio restrito, atestado por autoridades técnicas de reconhecida qualificação, nos casos em que o objeto pretendido admitir soluções alternativas e variações de execução, com repercussões significativas sobre sua qualidade, produtividade, rendimento e durabilidade concretamente mensuráveis, e estas puderem ser adotadas à livre escolha dos licitantes, na conformidade dos critérios objetivamente fixados no ato convocatório. § 4º (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) Art. 47. Nas licitações para a execução de obras e serviços, quando for adotada a modalidade de execução de empreitada por preço global, a Administração deverá fornecer obrigatoriamente, junto com o edital, todos os elementos e informações necessários para que os licitantes possam elaborar suas propostas de preços com total e completo conhecimento do objeto da licitação. Art. 48. Serão desclassificadas: I - as propostas que não atendam às exigências do ato convocatório da licitação; II - propostas com valor global superior ao limite estabelecido ou com preços manifestamente inexeqüiveis, assim considerados aqueles que não venham a ter demonstrada sua viabilidade através de documentação que comprove que os custos dos insumos são coerentes com os de mercado e que os coeficientes de produtividade são compatíveis com a execução do objeto do contrato, condições estas necessariamente especificadas no ato convocatório da licitação. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) § 1º Para os efeitos do disposto no inciso II deste artigo consideram-se manifestamente inexeqüíveis, no caso de licitações de menor preço para obras e serviços de engenharia, as propostas cujos valores sejam inferiores a 70% (setenta por cento) do menor dos seguintes valores: (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) a) média aritmética dos valores das propostas superiores a 50% (cinqüenta por cento) do valor orçado pela administração, ou (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) b) valor orçado pela administração. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998)

§ 2º Dos licitantes classificados na forma do parágrafo anterior cujo valor global da proposta for inferior a 80% (oitenta por cento) do menor valor a que se referem as alíneas "a" e "b", será exigida, para a assinatura do contrato, prestação de garantia adicional, dentre as modalidades previstas no § 1º do art. 56, igual a diferença entre o valor resultante do parágrafo anterior e o valor da correspondente proposta. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) § 3º Quando todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas forem desclassificadas, a administração poderá fixar aos licitantes o prazo de oito dias úteis para a apresentação de nova documentação ou de outras propostas escoimadas das causas referidas neste artigo, facultada, no caso de convite, a redução deste prazo para três dias úteis. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) Art. 49. A autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta, devendo anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, mediante parecer escrito e devidamente fundamentado. § 1o A anulação do procedimento licitatório por motivo de ilegalidade não gera obrigação de indenizar, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 59 desta Lei. § 2o A nulidade do procedimento licitatório induz à do contrato, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 59 desta Lei. § 3o No caso de desfazimento do processo licitatório, fica assegurado o contraditório e a ampla defesa. § 4o O disposto neste artigo e seus parágrafos aplica-se aos atos do procedimento de dispensa e de inexigibilidade de licitação. Art. 50. A Administração não poderá celebrar o contrato com preterição da ordem de classificação das propostas ou com terceiros estranhos ao procedimento licitatório, sob pena de nulidade. Art. 51. A habilitação preliminar, a inscrição em registro cadastral, a sua alteração ou cancelamento, e as propostas serão processadas e julgadas por comissão permanente ou especial de, no mínimo, 3 (três) membros, sendo pelo menos 2 (dois) deles servidores qualificados pertencentes aos quadros permanentes dos órgãos da Administração responsáveis pela licitação. § 1o No caso de convite, a Comissão de licitação, excepcionalmente, nas pequenas unidades administrativas e em face da exigüidade de pessoal disponível, poderá ser substituída por servidor formalmente designado pela autoridade competente. § 2o A Comissão para julgamento dos pedidos de inscrição em registro cadastral, sua alteração ou cancelamento, será integrada por profissionais legalmente habilitados no caso de obras, serviços ou aquisição de equipamentos. § 3o Os membros das Comissões de licitação responderão solidariamente por todos os atos praticados pela Comissão, salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão. § 4o A investidura dos membros das Comissões permanentes não excederá a 1 (um) ano, vedada a recondução da totalidade de seus membros para a mesma comissão no período subseqüente.

(Redação dada pela Lei nº 8. 53. não inferior a 5% (cinco por cento) e. servidores públicos ou não. procedendo-se na forma da legislação pertinente. § 2o Os bens arrematados serão pagos à vista ou no percentual estabelecido no edital. 54. São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam: I . Art.883. de 1994) § 4o O edital de leilão deve ser amplamente divulgado. § 2o Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta. II . § 1o O regulamento deverá indicar: I .a qualificação exigida dos participantes. O concurso a que se refere o § 4o do art. o pagamento da parcela à vista poderá ser feito em até vinte e quatro horas. aplicando-se-lhes.§ 5o No caso de concurso. 55. § 1o Os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua execução.as condições de realização do concurso e os prêmios a serem concedidos. 52. sob pena de perder em favor da Administração o valor já recolhido. obrigações e responsabilidades das partes. o vencedor deverá autorizar a Administração a executá-lo quando julgar conveniente. III . Os contratos administrativos de que trata esta Lei regulam-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos de direito público.o objeto e seus elementos característicos. Art. supletivamente. principalmente no município em que se realizará.883. 22 desta Lei deve ser precedido de regulamento próprio. os princípios da teoria geral dos contratos e as disposições de direito privado.as diretrizes e a forma de apresentação do trabalho. o qual se obrigará ao pagamento do restante no prazo estipulado no edital de convocação. § 3o Nos leilões internacionais. imediatamente entregues ao arrematante. . em conformidade com os termos da licitação e da proposta a que se vinculam. de 1994) Capítulo III DOS CONTRATOS Seção I Disposições Preliminares Art. após a assinatura da respectiva ata lavrada no local do leilão. O leilão pode ser cometido a leiloeiro oficial ou a servidor designado pela Administração. Art. a ser obtido pelos interessados no local indicado no edital. § 1o Todo bem a ser leiloado será previamente avaliado pela Administração para fixação do preço mínimo de arrematação. § 2o Em se tratando de projeto. (Incluído pela Lei nº 8. o julgamento será feito por uma comissão especial integrada por pessoas de reputação ilibada e reconhecido conhecimento da matéria em exame. expressas em cláusulas que definam os direitos.

de 1994) I . os critérios. conforme definido pelo Ministério da Fazenda. aos órgãos incumbidos da arrecadação e fiscalização de tributos da União.as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução. em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas.caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública. com a indicação da classificação funcional programática e da categoria econômica. § 1o Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia: (Redação dada pela Lei nº 8.o regime de execução ou a forma de fornecimento. quando for o caso. serviços e compras. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação. (Redação dada pela Lei nº 8.883. 77 desta Lei.II . inclusive aquelas domiciliadas no estrangeiro. devendo estes ter sido emitidos sob a forma escritural.a obrigação do contratado de manter. V .a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos omissos. de 17 de março de 1964. de 2004) II .seguro-garantia. XII . de observação e de recebimento definitivo. X .079.fiança bancária. salvo o disposto no § 6o do art.os casos de rescisão. VII .883. VI . (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) § 2o Nos contratos celebrados pela Administração Pública com pessoas físicas ou jurídicas.a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu. durante toda a execução do contrato. as características e os valores pagos. de 1994) III . (Redação dada pela Lei nº 8. XI . 32 desta Lei. 56. (Redação dada pela Lei nº 11. deverá constar necessariamente cláusula que declare competente o foro da sede da Administração para dirimir qualquer questão contratual. IV . e desde que prevista no instrumento convocatório.o crédito pelo qual correrá a despesa. em cada caso. ao convite e à proposta do licitante vencedor. os critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento. as penalidades cabíveis e os valores das multas. quando exigidas. de entrega. os serviços de contabilidade comunicarão. em caso de rescisão administrativa prevista no art. mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do Brasil e avaliados pelos seus valores econômicos. III . A critério da autoridade competente.320.o reconhecimento dos direitos da Administração.os direitos e as responsabilidades das partes. XIII . data-base e periodicidade do reajustamento de preços. VIII . poderá ser exigida prestação de garantia nas contratações de obras.883.os prazos de início de etapas de execução. de 8. § 1º (Vetado). Estado ou Município. IX . conforme o caso. segundo o disposto no art. § 3o No ato da liquidação da despesa. 63 da Lei no 4.as condições de importação. Art. a data e a taxa de câmbio para conversão.94) . de conclusão.883.o preço e as condições de pagamento.6.

de 1998) III . limitada a sessenta meses. exceto quanto aos relativos: I .349. (Incluído pela Lei nº 12. de conclusão e de entrega admitem prorrogação. XXVIII e XXXI do art.648.§ 2o A garantia a que se refere o caput deste artigo não excederá a cinco por cento do valor do contrato e terá seu valor atualizado nas mesmas condições daquele.aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) § 3o Para obras. (Redação dada pela Lei nº 8. desde que ocorra algum dos seguintes motivos.superveniência de fato excepcional ou imprevisível. (Redação dada pela Lei nº 9. devidamente autuados em processo: I .alteração do projeto ou especificações. ressalvado o previsto no parágrafo 3o deste artigo. atualizada monetariamente. de 1994) § 4o A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a execução do contrato e.à prestação de serviços a serem executados de forma contínua. de 1994) IV . o limite de garantia previsto no parágrafo anterior poderá ser elevado para até dez por cento do valor do contrato. ao valor da garantia deverá ser acrescido o valor desses bens. serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis. A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários.883.(Vetado).883. § 5o Nos casos de contratos que importem na entrega de bens pela Administração. II . III . . nos limites permitidos por esta Lei. 24.interrupção da execução do contrato ou diminuição do ritmo de trabalho por ordem e no interesse da Administração. os quais poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório. de 2010) § 1o Os prazos de início de etapas de execução.impedimento de execução do contrato por fato ou ato de terceiro reconhecido pela Administração em documento contemporâneo à sua ocorrência. 57. V . mantidas as demais cláusulas do contrato e assegurada a manutenção de seu equilíbrio econômico-financeiro. caso haja interesse da administração. pela Administração.883. V . Art. XIX. quando em dinheiro. demonstrados através de parecer tecnicamente aprovado pela autoridade competente. II . que poderão ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a administração.às hipóteses previstas nos incisos IX. estranho à vontade das partes. que altere fundamentalmente as condições de execução do contrato.aumento das quantidades inicialmente previstas no contrato.ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática. podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início da vigência do contrato. dos quais o contratado ficará depositário. IV . cujos contratos poderão ter vigência por até 120 (cento e vinte) meses. (Redação dada pela Lei nº 8.

que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas. diretamente. § 4o Em caráter excepcional. V . 79 desta Lei.nos casos de serviços essenciais. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração. § 2o Na hipótese do inciso I deste artigo. em relação a eles. inclusive quanto aos pagamentos previstos de que resulte.omissão ou atraso de providências a cargo da Administração. sem prejuízo das sanções legais aplicáveis aos responsáveis. a prerrogativa de: I . nos casos especificados no inciso I do art. A declaração de nulidade do contrato administrativo opera retroativamente impedindo os efeitos jurídicos que ele. 23. promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa.rescindi-los.648. assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no art. o prazo de que trata o inciso II do caput deste artigo poderá ser prorrogado por até doze meses. na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado. III . . impedimento ou retardamento na execução do contrato. Art. imóveis. II . ocupar provisoriamente bens móveis. para melhor adequação às finalidades de interesse público. 58. unilateralmente. IV . contanto que não lhe seja imputável. A nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que este houver executado até a data em que ela for declarada e por outros prejuízos regularmente comprovados. Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas. devidamente justificado e mediante autorização da autoridade superior. Seção II Da Formalização dos Contratos Art. de 1998) Art. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. Parágrafo único. além de desconstituir os já produzidos. alínea "a" desta Lei. as cláusulas econômico-financeiras do contrato deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual.VI . as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato. 59. 60. § 2o Toda prorrogação de prazo deverá ser justificada por escrito e previamente autorizada pela autoridade competente para celebrar o contrato. unilateralmente. § 1o As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado. deveria produzir. feitas em regime de adiantamento. respeitados os direitos do contratado. salvo o de pequenas compras de pronto pagamento.aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. § 3o É vedado o contrato com prazo de vigência indeterminado. (Incluído pela Lei nº 9. bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo. de tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração. salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis.fiscalizar-lhes a execução.modificá-los. inciso II. Parágrafo único. ordinariamente.

que é condição indispensável para sua eficácia. Art. e facultativo nos demais em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis. "nota de empenho de despesa". ressalvado o disposto no art. dos quais não resultem obrigações futuras. 55 desta Lei. no que couber. o ato que autorizou a sua lavratura. 63. bem como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação. nota de empenho de despesa.883. a qualquer interessado. (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 8. inclusive assistência técnica. mediante o pagamento dos emolumentos devidos. no que couber: I . Art. 81 desta Lei. para fazê-lo em igual prazo e nas mesmas condições propostas pelo primeiro classificado. 62. É permitido a qualquer licitante o conhecimento dos termos do contrato e do respectivo processo licitatório e. ou revogar a licitação independentemente da cominação prevista no art. qualquer que seja o seu valor. de 1994) Art. na ordem de classificação. ainda que sem ônus. inclusive quanto aos preços atualizados de conformidade com o ato convocatório. aceitar ou retirar o instrumento equivalente. por igual período. nos casos de compra com entrega imediata e integral dos bens adquiridos. A Administração convocará regularmente o interessado para assinar o termo de contrato. 64. tais como carta-contrato. quando solicitado pela parte durante o seu transcurso e desde que ocorra motivo justificado aceito pela Administração. o disposto no art. § 2o Em "carta contrato". "ordem de execução de serviço" ou outros instrumentos hábeis aplica-se.Art. O instrumento de contrato é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada de preços. § 1o A minuta do futuro contrato integrará sempre o edital ou ato convocatório da licitação.aos contratos em que a Administração for parte como usuária de serviço público. 26 desta Lei. e aos demais cujo conteúdo seja regido. § 2o É facultado à Administração. sob pena de decair o direito à contratação. § 4o É dispensável o "termo de contrato" e facultada a substituição prevista neste artigo. de locação em que o Poder Público seja locatário. predominantemente. o número do processo da licitação. quando o convocado não assinar o termo de contrato ou não aceitar ou retirar o instrumento equivalente no prazo e condições estabelecidos. 61. § 1o O prazo de convocação poderá ser prorrogado uma vez. de 1994) § 3o Aplica-se o disposto nos arts. Parágrafo único. "autorização de compra". a critério da Administração e independentemente de seu valor. 55 e 58 a 61 desta Lei e demais normas gerais. II . . a sujeição dos contratantes às normas desta Lei e às cláusulas contratuais. a obtenção de cópia autenticada.883. 81 desta Lei. dentro do prazo e condições estabelecidos. a finalidade. Todo contrato deve mencionar os nomes das partes e os de seus representantes. da dispensa ou da inexigibilidade. de financiamento.aos contratos de seguro. A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial. sem prejuízo das sanções previstas no art. para ocorrer no prazo de vinte dias daquela data. por norma de direito privado. autorização de compra ou ordem de execução de serviço. será providenciada pela Administração até o quinto dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura. convocar os licitantes remanescentes.

para melhor adequação técnica aos seus objetivos. com relação ao cronograma financeiro fixado. até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato. estes deverão ser pagos pela Administração pelos custos de aquisição . com as devidas justificativas. na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis. de 1998) I . de 1994) § 1o O contratado fica obrigado a aceitar. configurando álea econômica extraordinária e extracontratual. b) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou serviço. e.883. sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço. Seção III Da Alteração dos Contratos Art. de 1998) II . objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato. (Incluído pela Lei nº 9. caso fortuito ou fato do príncipe. sem convocação para a contratação. ou previsíveis porém de conseqüências incalculáveis. salvo: (Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 8.unilateralmente pela Administração: a) quando houver modificação do projeto ou das especificações. os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras.(VETADO) (Incluído pela Lei nº 9. esses serão fixados mediante acordo entre as partes. em caso de força maior. em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários. ou. mantido o valor inicial atualizado. II .por acordo das partes: a) quando conveniente a substituição da garantia de execução.648. d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a retribuição da administração para a justa remuneração da obra. ainda. respeitados os limites estabelecidos no § 1o deste artigo.as supressões resultantes de acordo celebrado entre os contratantes. § 4o No caso de supressão de obras. b) quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. se o contratado já houver adquirido os materiais e posto no local dos trabalhos. nas mesmas condições contratuais. retardadores ou impeditivos da execução do ajustado. no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento. por imposição de circunstâncias supervenientes. nos limites permitidos por esta Lei.648.§ 3o Decorridos 60 (sessenta) dias da data da entrega das propostas. bem como do modo de fornecimento.648. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados. vedada a antecipação do pagamento. c) quando necessária a modificação da forma de pagamento. bens ou serviços. de 1998) § 3o Se no contrato não houverem sido contemplados preços unitários para obras ou serviços. serviços ou compras. até o limite de 50% (cinqüenta por cento) para os seus acréscimos. ficam os licitantes liberados dos compromissos assumidos. § 2o Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior. serviço ou fornecimento. nos seguintes casos: I . 65.

podendo caber indenização por outros danos eventualmente decorrentes da supressão. determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados. 67. às suas expensas. Art. não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado. podendo ser registrados por simples apostila. Art. decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do contrato. quando ocorridas após a data da apresentação da proposta. § 1o A inadimplência do contratado. compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de pagamento nele previstas. O contratado é obrigado a reparar. § 7o (VETADO) § 8o A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste de preços previsto no próprio contrato. de 1995) . bem como a superveniência de disposições legais. não caracterizam alteração do mesmo. reconstruir ou substituir. dispensando a celebração de aditamento. as atualizações. 66. Art. O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros. por aditamento. defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de materiais empregados. implicarão a revisão destes para mais ou para menos. fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. Art. para representá-lo na execução do contrato. 70. respondendo cada uma pelas conseqüências de sua inexecução total ou parcial. § 1o O representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato. o equilíbrio econômico-financeiro inicial. corrigir. bem como o empenho de dotações orçamentárias suplementares até o limite do seu valor corrigido. desde que regularmente comprovados. de comprovada repercussão nos preços contratados. previdenciários. (Redação dada pela Lei nº 9. permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição. § 6o Em havendo alteração unilateral do contrato que aumente os encargos do contratado. a Administração deverá restabelecer. § 2o As decisões e providências que ultrapassarem a competência do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes. o objeto do contrato em que se verificarem vícios. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente designado. com referência aos encargos trabalhistas. 68. alterados ou extintos. O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas. 69. fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento. § 5o Quaisquer tributos ou encargos legais criados. 71. O contrato deverá ser executado fielmente pelas partes. inclusive perante o Registro de Imóveis. no total ou em parte. remover. conforme o caso.regularmente comprovados e monetariamente corrigidos. Art. O contratado deverá manter preposto. Seção IV Da Execução dos Contratos Art. nem poderá onerar o objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações. de acordo com as cláusulas avençadas e as normas desta Lei. no local da obra ou serviço.032. aceito pela Administração.

desde que comunicados à Administração nos 15 (quinze) dias anteriores à exaustão dos mesmos. para efeito de posterior verificação da conformidade do material com a especificação. Parágrafo único. por servidor ou comissão designada pela autoridade competente. 73. respectivamente. Art. alínea "a". após o decurso do prazo de observação. assinado pelas partes. mediante recibo. pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização. Nos casos deste artigo. § 2o O recebimento provisório ou definitivo não exclui a responsabilidade civil pela solidez e segurança da obra ou do serviço. 23.883. nem ético-profissional pela perfeita execução do contrato. nos demais. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais. II . serviço ou fornecimento. salvo em casos excepcionais. 74. Poderá ser dispensado o recebimento provisório nos seguintes casos: I . dentro dos limites estabelecidos pela lei ou pelo contrato. assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado.em se tratando de compras ou de locação de equipamentos: a) provisoriamente. mediante termo circunstanciado. (Redação dada pela Lei nº 9. nos termos do art. ou vistoria que comprove a adequação do objeto aos termos contratuais.§ 2o A Administração Pública responde solidariamente com o contratado pelos encargos previdenciários resultantes da execução do contrato. § 3o O prazo a que se refere a alínea "b" do inciso I deste artigo não poderá ser superior a 90 (noventa) dias. desde que não se componham de aparelhos. de 24 de julho de 1991. pela Administração. § 4o Na hipótese de o termo circunstanciado ou a verificação a que se refere este artigo não serem.serviços profissionais. equipamentos e instalações sujeitos à verificação de funcionamento e produtividade.212. 72. devidamente justificados e previstos no edital.em se tratando de obras e serviços: a) provisoriamente. 31 da Lei nº 8. após a verificação da qualidade e quantidade do material e conseqüente aceitação.obras e serviços de valor até o previsto no art. b) definitivamente. (Incluído pela Lei nº 8. Executado o contrato. de 1994) Art. inciso II. II . 69 desta Lei. em cada caso. b) definitivamente.032. desta Lei. o recebimento far-se-á mediante termo circunstanciado e. O contratado. .gêneros perecíveis e alimentação preparada. observado o disposto no art. reputar-se-ão como realizados. § 1o Nos casos de aquisição de equipamentos de grande vulto. III . na execução do contrato. Art. poderá subcontratar partes da obra. o recebimento será feito mediante recibo. o seu objeto será recebido: I . até o limite admitido. lavrado ou procedida dentro dos prazos fixados. mediante termo circunstanciado. de 1995) § 3º (Vetado).

IX .o cumprimento irregular de cláusulas contratuais.a suspensão de sua execução. 76. acarretando modificação do valor inicial do contrato além do limite permitido no § 1o do art. IV . VI . assim como as de seus superiores. por ordem escrita da Administração. por parte da Administração. 78. que prejudique a execução do contrato. do convite ou de ato normativo.a paralisação da obra. ou ainda por repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo.a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil.o não cumprimento de cláusulas contratuais. a cessão ou transferência. justificadas e determinadas pela máxima autoridade da esfera administrativa a que está subordinado o contratante e exaradas no processo administrativo a que se refere o contrato. levando a Administração a comprovar a impossibilidade da conclusão da obra. no todo ou em parte.razões de interesse público.a subcontratação total ou parcial do seu objeto. III .o desatendimento das determinações regulares da autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a sua execução. projetos e prazos.a lentidão do seu cumprimento. nos prazos estipulados.o cometimento reiterado de faltas na sua execução. especificações. VII . 67 desta Lei.o atraso injustificado no início da obra. de alta relevância e amplo conhecimento. total ou parcial. a associação do contratado com outrem. bem como a fusão. serviços ou compras. sem justa causa e prévia comunicação à Administração. A Administração rejeitará. II . 75. anotadas na forma do § 1o do art. os ensaios. XIV . obra. projetos ou prazos. XI . independentemente do pagamento obrigatório de indenizações pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações e outras . A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão. Constituem motivo para rescisão do contrato: I . Art. do serviço ou do fornecimento. serviço ou fornecimento executado em desacordo com o contrato. Art. V . salvo em caso de calamidade pública. Salvo disposições em contrário constantes do edital. do serviço ou do fornecimento. por prazo superior a 120 (cento e vinte) dias. VIII . especificações. grave perturbação da ordem interna ou guerra. testes e demais provas exigidos por normas técnicas oficiais para a boa execução do objeto do contrato correm por conta do contratado.Art. X . 77. 65 desta Lei. cisão ou incorporação. com as conseqüências contratuais e as previstas em lei ou regulamento.a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa. Seção V Da Inexecução e da Rescisão dos Contratos Art. XII .a supressão.a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado. não admitidas no edital e no contrato. serviço ou fornecimento. de obras. XIII .

judicial.(Vetado). Os casos de rescisão contratual serão formalmente motivados nos autos do processo. nos termos da legislação. III . A rescisão do contrato poderá ser: I . ou parcelas destes.o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela Administração decorrentes de obras. regularmente comprovada. grave perturbação da ordem interna ou guerra. II . (Incluído pela Lei nº 9. local ou objeto para execução de obra. salvo em caso de calamidade pública.(Redação dada pela Lei nº 8. por acordo entre as partes. nesses casos. de 1994) § 1o A rescisão administrativa ou amigável deverá ser precedida de autorização escrita e fundamentada da autoridade competente. de área. paralisação ou sustação do contrato.devolução de garantia. tendo ainda direito a: I . o cronograma de execução será prorrogado automaticamente por igual tempo. o direito de optar pela suspensão do cumprimento das obrigações assumidas até que seja normalizada a situação. II . reduzida a termo no processo da licitação.(Redação dada pela Lei nº 8. assegurado ao contratado o direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a situação. bem como das fontes de materiais naturais especificadas no projeto. 79. de 1999) Art. nos casos enumerados nos incisos I a XII e XVII do artigo anterior. por parte da Administração. sem que haja culpa do contratado.pagamentos devidos pela execução do contrato até a data da rescisão.pagamento do custo da desmobilização. XVIII – descumprimento do disposto no inciso V do art. IV .previstas. Parágrafo único. serviço ou fornecimento. A rescisão de que trata o inciso I do artigo anterior acarreta as seguintes conseqüências. já recebidos ou executados. Art. será este ressarcido dos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido. assegurado ao contratado. § 3º (Vetado).determinada por ato unilateral e escrito da Administração.883. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) § 5o Ocorrendo impedimento. XVI . § 2o Quando a rescisão ocorrer com base nos incisos XII a XVII do artigo anterior. sem prejuízo das sanções penais cabíveis.883. XV . XVII . nos prazos contratuais.854. 80. serviços ou fornecimento. sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei: . desde que haja conveniência para a Administração. assegurado o contraditório e a ampla defesa.amigável. 27.a não liberação. impeditiva da execução do contrato.a ocorrência de caso fortuito ou de força maior.883. de 1994) § 4º (Vetado). III .

execução da garantia contratual. conforme o caso. 64. Art. na forma do inciso V do art. quando os autores dos crimes previstos nesta Lei forem ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança em órgão da Administração direta. sujeitando-o às penalidades legalmente estabelecidas. por ato próprio da Administração. IV . § 1o Equipara-se a servidor público. 84. § 1o A aplicação das medidas previstas nos incisos I e II deste artigo fica a critério da Administração.I . § 2o É permitido à Administração. § 2o A pena imposta será acrescida da terça parte. para ressarcimento da Administração. e dos valores das multas e indenizações a ela devidos. 83. necessários à sua continuidade. aquele que exerce. II . o ato deverá ser precedido de autorização expressa do Ministro de Estado competente.ocupação e utilização do local. sem prejuízo das responsabilidades civil e criminal que seu ato ensejar. quem exerce cargo. III . quando servidores públicos. ou Secretário Estadual ou Municipal. Considera-se servidor público. § 3o Na hipótese do inciso II deste artigo. as demais entidades sob controle. assim consideradas.assunção imediata do objeto do contrato. para os fins desta Lei. Os agentes administrativos que praticarem atos em desacordo com os preceitos desta Lei ou visando a frustrar os objetivos da licitação sujeitam-se às sanções previstas nesta Lei e nos regulamentos próprios. 81. além das sanções penais. Art. Capítulo IV DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS E DA TUTELA JUDICIAL Seção I Disposições Gerais Art.retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causados à Administração. empresas públicas e sociedades de economia mista. ainda que simplesmente tentados. Art. caracteriza o descumprimento total da obrigação assumida. autarquia. Os crimes definidos nesta Lei. aplicar a medida prevista no inciso I deste artigo. § 2o desta Lei. equipamentos. instalações. cargo. emprego. O disposto neste artigo não se aplica aos licitantes convocados nos termos do art. que poderá dar continuidade à obra ou ao serviço por execução direta ou indireta. emprego ou função em entidade paraestatal. inclusive quanto ao prazo e preço. 58 desta Lei. função ou emprego público. a seu critério. sujeitam os seus autores. mesmo que transitoriamente ou sem remuneração. direto ou indireto. 82. que não aceitarem a contratação. no caso de concordata do contratado. Parágrafo único. podendo assumir o controle de determinadas atividades de serviços essenciais. no estado e local em que se encontrar. § 4o A rescisão de que trata o inciso IV do artigo anterior permite à Administração. . para os fins desta Lei. além das fundações. A recusa injustificada do adjudicatário em assinar o contrato. à perda do cargo. manter o contrato. função ou mandato eletivo. nas mesmas condições propostas pelo primeiro adjudicatário. material e pessoal empregados na execução do contrato. do Poder Público. aceitar ou retirar o instrumento equivalente. dentro do prazo estabelecido pela Administração.

será descontada da garantia do respectivo contratado. no prazo de 10 (dez) dias da abertura de vista. além da perda desta. II . que será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela Administração ou cobrada judicialmente. 87. III .advertência. e quaisquer outras entidades sob seu controle direto ou indireto. além da perda desta. fundação pública. Estados. cobrada judicialmente. empresas públicas. por prazo não superior a 2 (dois) anos. IV . aplicada após regular processo administrativo. que será concedida sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção aplicada com base no inciso anterior. As sanções previstas nos incisos III e IV do artigo anterior poderão também ser aplicadas às empresas ou aos profissionais que. conforme o caso. sociedades de economia mista. O atraso injustificado na execução do contrato sujeitará o contratado à multa de mora. responderá o contratado pela sua diferença. no respectivo processo. Pela inexecução total ou parcial do contrato a Administração poderá. garantida a prévia defesa. no prazo de 5 (cinco) dias úteis. em razão dos contratos regidos por esta Lei: . facultada a defesa prévia do interessado. Seção II Das Sanções Administrativas Art. § 2o As sanções previstas nos incisos I. na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato. facultada a defesa do interessado no respectivo processo. ou outra entidade controlada direta ou indiretamente pelo Poder Público. § 1o A multa a que alude este artigo não impede que a Administração rescinda unilateralmente o contrato e aplique as outras sanções previstas nesta Lei. 85. quando for o caso. e respectivas autarquias.suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Administração. do Secretário Estadual ou Municipal. III e IV deste artigo poderão ser aplicadas juntamente com a do inciso II. na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato. § 1o Se a multa aplicada for superior ao valor da garantia prestada. Municípios. Art. § 3o A sanção estabelecida no inciso IV deste artigo é de competência exclusiva do Ministro de Estado.declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade. aplicar ao contratado as seguintes sanções: I . Distrito Federal. 86. podendo a reabilitação ser requerida após 2 (dois) anos de sua aplicação. § 2o A multa. 88. responderá o contratado pela sua diferença. sociedade de economia mista. fundações públicas.empresa pública.multa. As infrações penais previstas nesta Lei pertinem às licitações e aos contratos celebrados pela União. a qual será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela Administração ou ainda. Art. (Vide art 109 inciso III) Art. § 3o Se a multa for de valor superior ao valor da garantia prestada.

detenção. por meio de violência. 91. observado o disposto no art. com o intuito de obter. vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação: Pena . Parágrafo único. de 1994) Pena . perturbar ou fraudar a realização de qualquer ato de procedimento licitatório: Pena .tenham sofrido condenação definitiva por praticarem. e multa. Dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: Pena .detenção. Patrocinar. de 2 (dois) a 3 (três) anos. para si ou para outrem. de 3 (três) a 5 (cinco) anos. Incide na mesma pena o contratado que. (Redação dada pela Lei nº 8. e multa. 94. II . combinação ou qualquer outro expediente. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Art. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. ou. possibilitar ou dar causa a qualquer modificação ou vantagem. pagar fatura com preterição da ordem cronológica de sua exigibilidade. e multa. Art.883. no ato convocatório da licitação ou nos respectivos instrumentos contratuais. obtém vantagem indevida ou se beneficia. III . de 1994) Parágrafo único. e multa. Frustrar ou fraudar. 93. por meios dolosos. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. tendo comprovadamente concorrido para a consumação da ilegalidade. 92. durante a execução dos contratos celebrados com o Poder Público. sem autorização em lei.detenção.I . ainda. grave ameaça. direta ou indiretamente. tendo comprovadamente concorrido para a consumação da ilegalidade. Devassar o sigilo de proposta apresentada em procedimento licitatório.detenção. Art. de dois a quatro anos. para celebrar contrato com o Poder Público. 121 desta Lei: (Redação dada pela Lei nº 8. Afastar ou procura afastar licitante. Impedir. Na mesma pena incorre aquele que.demonstrem não possuir idoneidade para contratar com a Administração em virtude de atos ilícitos praticados. beneficiou-se da dispensa ou inexigibilidade ilegal. Art. cuja invalidação vier a ser decretada pelo Poder Judiciário: Pena .detenção. mediante ajuste. e multa.detenção.tenham praticado atos ilícitos visando a frustrar os objetivos da licitação. das modificações ou prorrogações contratuais. 89. 90. e multa. Art. inclusive prorrogação contratual.883. fraude ou oferecimento de vantagem de qualquer tipo: . o caráter competitivo do procedimento licitatório. ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade: Pena . interesse privado perante a Administração. Admitir. Seção III Dos Crimes e das Penas Art. dando causa à instauração de licitação ou à celebração de contrato. injustamente. 95. em favor do adjudicatário. Art. fraude fiscal no recolhimento de quaisquer tributos.

detenção. 101.vendendo. à Fazenda Federal. V . fornecendo-lhe. informações sobre o fato e sua autoria. Seção IV Do Processo e do Procedimento Judicial Art. § 2o O produto da arrecadação da multa reverterá. como verdadeira ou perfeita. nem superiores a 5% (cinco por cento) do valor do contrato licitado ou celebrado com dispensa ou inexigibilidade de licitação. 96. Estadual ou Municipal. Parágrafo único. para os efeitos desta Lei. em razão da vantagem oferecida. mandará a autoridade reduzi-la a termo.entregando uma mercadoria por outra. qualidade ou quantidade da mercadoria fornecida. Admitir à licitação ou celebrar contrato com empresa ou profissional declarado inidôneo: Pena . Art. injustamente. além da pena correspondente à violência. 98. mais onerosa a proposta ou a execução do contrato: Pena . injustamente. venha a licitar ou a contratar com a Administração. Parágrafo único. II .tornando. Distrital. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Art. IV . Art. em prejuízo da Fazenda Pública. 100. por escrito. . bem como as circunstâncias em que se deu a ocorrência. a iniciativa do Ministério Público. Art. 97. e multa. por qualquer modo. cuja base corresponderá ao valor da vantagem efetivamente obtida ou potencialmente auferível pelo agente. Fraudar. e multa.detenção. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. e multa. A pena de multa cominada nos arts. conforme o caso. a inscrição de qualquer interessado nos registros cadastrais ou promover indevidamente a alteração. Incide na mesma pena aquele que. e multa. Quando a comunicação for verbal. Os crimes definidos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada. Qualquer pessoa poderá provocar. III . ou contrato dela decorrente: I . de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. impedir ou dificultar. cabendo ao Ministério Público promovê-la.alterando substância.elevando arbitrariamente os preços.detenção. § 1o Os índices a que se refere este artigo não poderão ser inferiores a 2% (dois por cento). assinado pelo apresentante e por duas testemunhas.Pena . 89 a 98 desta Lei consiste no pagamento de quantia fixada na sentença e calculada em índices percentuais. declarado inidôneo. suspensão ou cancelamento de registro do inscrito: Pena . 99. Art.detenção. Incorre na mesma pena quem se abstém ou desiste de licitar. Obstar. Parágrafo único. de 3 (três) a 6 (seis) anos. mercadoria falsificada ou deteriorada. licitação instaurada para aquisição ou venda de bens ou mercadorias.

109. (Redação dada pela Lei nº 8. podendo juntar documentos. Da sentença cabe apelação. e conclusos os autos dentro de 24 (vinte e quatro) horas. 103. Será admitida ação penal privada subsidiária da pública. suspensão temporária ou de multa. Art. Quando em autos ou documentos de que conhecerem. 107. 79 desta Lei. 87 desta Lei. os membros dos Tribunais ou Conselhos de Contas ou os titulares dos órgãos integrantes do sistema de controle interno de qualquer dos Poderes verificarem a existência dos crimes definidos nesta Lei. excluídos os relativos a advertência e multa de mora. e indicar as demais provas que pretenda produzir. deste artigo. os magistrados. e no inciso III.recurso. Art. Art. no prazo de 5 (cinco) dias úteis da intimação da decisão relacionada com o objeto da licitação ou do contrato.Art. d) indeferimento do pedido de inscrição em registro cadastral. 104. c) anulação ou revogação da licitação. e) rescisão do contrato. Decorrido esse prazo. terá este o prazo de 10 (dez) dias para apresentação de defesa escrita. será feita mediante publicação na imprensa oficial.representação. de decisão de Ministro de Estado. Recebida a denúncia e citado o réu. alíneas "a". Art. arrolar as testemunhas que tiver. sua alteração ou cancelamento. remeterão ao Ministério Público as cópias e os documentos necessários ao oferecimento da denúncia. "c" e "e". sucessivamente. Art. b) julgamento das propostas. salvo para . o prazo de 5 (cinco) dias a cada parte para alegações finais. em número não superior a 5 (cinco). 106. de que não caiba recurso hierárquico. ou Secretário Estadual ou Municipal. assim como nos recursos e nas execuções que lhes digam respeito. contado da data do seu interrogatório. subsidiariamente. abrir-se-á. a que se refere o inciso I do art. se esta não for ajuizada no prazo legal. no que couber. § 1o A intimação dos atos referidos no inciso I. de 1994) f) aplicação das penas de advertência. 108. o disposto nos arts. interponível no prazo de 5 (cinco) dias. 105. "b". Capítulo V DOS RECURSOS ADMINISTRATIVOS Art. Dos atos da Administração decorrentes da aplicação desta Lei cabem: I . no prazo de 5 (cinco) dias úteis a contar da intimação do ato ou da lavratura da ata. na hipótese do § 4o do art. No processamento e julgamento das infrações penais definidas nesta Lei.pedido de reconsideração. 29 e 30 do Código de Processo Penal. o Código de Processo Penal e a Lei de Execução Penal. Art. no prazo de 10 (dez) dias úteis da intimação do ato. conforme o caso. III . 102. aplicar-se-ão. II .883. terá o juiz 10 (dez) dias para proferir a sentença. nos casos de: a) habilitação ou inabilitação do licitante. aplicando-se. Ouvidas as testemunhas da acusação e da defesa e praticadas as diligências instrutórias deferidas ou ordenadas pelo juiz.

o recurso será comunicado aos demais licitantes. 113. excluir-se-á o dia do início e incluir-se-á o do vencimento. desenvolvimento. 111. Art. responder pela sua boa execução. § 5o Nenhum prazo de recurso. A Administração só poderá contratar. Parágrafo único. na forma da legislação pertinente. a qual poderá reconsiderar sua decisão. nos termos do edital. decorram contratos administrativos celebrados por órgãos ou entidades dos entes da Federação consorciados. perante a entidade interessada. § 6o Em se tratando de licitações efetuadas na modalidade de "carta convite" os prazos estabelecidos nos incisos I e II e no parágrafo 3o deste artigo serão de dois dias úteis. 110. (Incluído pela Lei nº 11.107. ou. de 1994) Capítulo VI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art.883. Art. fixação em suporte físico de qualquer natureza e aplicação da obra. representação ou pedido de reconsideração se inicia ou corre sem que os autos do processo estejam com vista franqueada ao interessado. atribuir ao recurso interposto eficácia suspensiva aos demais recursos. Quando o projeto referir-se a obra imaterial de caráter tecnológico. § 2o O recurso previsto nas alíneas "a" e "b" do inciso I deste artigo terá efeito suspensivo. (Incluído pela Lei nº 11. contado do recebimento do recurso. O controle das despesas decorrentes dos contratos e demais instrumentos regidos por esta Lei será feito pelo Tribunal de Contas competente. nesse mesmo prazo. 112. sob pena de responsabilidade. podendo a autoridade competente. e considerar-se-ão os dias consecutivos. devendo. premiar ou receber projeto ou serviço técnico especializado desde que o autor ceda os direitos patrimoniais a ele relativos e a Administração possa utilizálo de acordo com o previsto no regulamento de concurso ou no ajuste para sua elaboração.os casos previstos nas alíneas "a" e "b". ficando os órgãos interessados . por intermédio da que praticou o ato recorrido. exceto quando for explicitamente disposto em contrário. a decisão ser proferida dentro do prazo de 5 (cinco) dias úteis.107. fiscalização e pagamento. fazê-lo subir. motivadamente e presentes razões de interesse público. § 1o Os consórcios públicos poderão realizar licitação da qual. devidamente informado. Na contagem dos prazos estabelecidos nesta Lei. no prazo de 5 (cinco) dias úteis. pagar. se presentes os prepostos dos licitantes no ato em que foi adotada a decisão. § 3o Interposto. documentos e elementos de informação pertinentes à tecnologia de concepção. caberá ao órgão contratante. Só se iniciam e vencem os prazos referidos neste artigo em dia de expediente no órgão ou na entidade. a cessão dos direitos incluirá o fornecimento de todos os dados. insuscetível de privilégio. § 4o O recurso será dirigido à autoridade superior. quando poderá ser feita por comunicação direta aos interessados e lavrada em ata. Parágrafo único. neste caso. de 2005) Art. (Incluído pela Lei nº 8. Quando o objeto do contrato interessar a mais de uma entidade pública. que poderão impugná-lo no prazo de 5 (cinco) dias úteis. de 2005) § 2o É facultado à entidade interessada o acompanhamento da licitação e da execução do contrato.

à convocação dos interessados. As normas a que se refere este artigo. § 2o Na pré-qualificação serão observadas as exigências desta Lei relativas à concorrência. contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar ao Tribunal de Contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno contra irregularidades na aplicação desta Lei. Art. § 1o A adoção do procedimento de pré-qualificação será feita mediante proposta da autoridade competente. ajustes e outros instrumentos congêneres celebrados por órgãos e entidades da Administração. em função desse exame. nos termos da Constituição e sem prejuízo do sistema de controle interno nela previsto. O sistema instituído nesta Lei não impede a pré-qualificação de licitantes nas concorrências.metas a serem atingidas. deverão ser publicadas na imprensa oficial. acordos. 114. no que couber. obrigando-se os órgãos ou entidades da Administração interessada à adoção de medidas corretivas pertinentes que. ao procedimento e à analise da documentação. IV . Art. o qual deverá conter. 116. até o dia útil imediatamente anterior à data de recebimento das propostas.etapas ou fases de execução. observadas as disposições desta Lei. Parágrafo único.identificação do objeto a ser executado. bem assim da conclusão das etapas ou fases programadas.se o ajuste compreender obra ou serviço de engenharia. cópia de edital de licitação já publicado. de 1994) Art. (Redação dada pela Lei nº 8. salvo se o custo total do empreendimento recair sobre a entidade ou órgão descentralizador. aos convênios. II . para os fins do disposto neste artigo. comprovação de que os recursos próprios para complementar a execução do objeto estão devidamente assegurados. a ser procedida sempre que o objeto da licitação recomende análise mais detida da qualificação técnica dos interessados. no mínimo. Aplicam-se as disposições desta Lei. § 1o Qualquer licitante.883. as seguintes informações: I . lhes forem determinadas. VII .da Administração responsáveis pela demonstração da legalidade e regularidade da despesa e execução.previsão de início e fim da execução do objeto. VI . § 1o A celebração de convênio. após aprovação da autoridade competente.cronograma de desembolso. V . § 2o Os Tribunais de Contas e os órgãos integrantes do sistema de controle interno poderão solicitar para exame. aprovada pela imediatamente superior. III . acordo ou ajuste pelos órgãos ou entidades da Administração Pública depende de prévia aprovação de competente plano de trabalho proposto pela organização interessada.plano de aplicação dos recursos financeiros. . Os órgãos da Administração poderão expedir normas relativas aos procedimentos operacionais a serem observados na execução das licitações. 115. no âmbito de sua competência.

os Municípios e as entidades da administração indireta deverão adaptar suas normas sobre licitações e contratos ao disposto nesta Lei. § 4o Os saldos de convênio. § 3o As parcelas do convênio serão liberadas em estrita conformidade com o plano de aplicação aprovado. acordo ou ajuste. deverão ser publicados na imprensa oficial. ou o inadimplemento do executor com relação a outras cláusulas conveniais básicas. Art. empresas e fundações públicas e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União e pelas entidades referidas no artigo anterior editarão regulamentos próprios devidamente publicados. na forma da legislação aplicável. realizados periodicamente pela entidade ou órgão descentralizador dos recursos ou pelo órgão competente do sistema de controle interno da Administração Pública. ficando sujeitas às disposições desta Lei. § 6o Quando da conclusão. Art. As obras. Art. 119. providenciada pela autoridade competente do órgão ou entidade titular dos recursos. Os regulamentos a que se refere este artigo. II . no que couber. no âmbito da Administração Pública. o Distrito Federal. sociedades e entidades. no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias do evento. rescisão ou extinção do convênio. § 5o As receitas financeiras auferidas na forma do parágrafo anterior serão obrigatoriamente computadas a crédito do convênio e aplicadas. no objeto de sua finalidade. serão devolvidos à entidade ou órgão repassador dos recursos. sob pena da imediata instauração de tomada de contas especial do responsável.quando o executor deixar de adotar as medidas saneadoras apontadas pelo partícipe repassador dos recursos ou por integrantes do respectivo sistema de controle interno.§ 2o Assinado o convênio. serviços. devendo constar de demonstrativo específico que integrará as prestações de contas do ajuste.quando verificado desvio de finalidade na aplicação dos recursos. em que as mesmas ficarão retidas até o saneamento das impropriedades ocorrentes: I . práticas atentatórias aos princípios fundamentais de Administração Pública nas contratações e demais atos praticados na execução do convênio. ou em fundo de aplicação financeira de curto prazo ou operação de mercado aberto lastreada em títulos da dívida pública. 117. os saldos financeiros remanescentes. inclusive os provenientes das receitas obtidas das aplicações financeiras realizadas. atrasos não justificados no cumprimento das etapas ou fases programadas. 118. inclusive mediante procedimentos de fiscalização local. exclusivamente. III . exceto nos casos a seguir. denúncia. Parágrafo único. enquanto não utilizados. quando a utilização dos mesmos verificar-se em prazos menores que um mês. a entidade ou órgão repassador dará ciência do mesmo à Assembléia Legislativa ou à Câmara Municipal respectiva.quando não tiver havido comprovação da boa e regular aplicação da parcela anteriormente recebida. após aprovados pela autoridade de nível superior a que estiverem vinculados os respectivos órgãos. compras e alienações realizados pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Tribunal de Contas regem-se pelas normas desta Lei. Os Estados. . serão obrigatoriamente aplicados em cadernetas de poupança de instituição financeira oficial se a previsão de seu uso for igual ou superior a um mês. As sociedades de economia mista. nas três esferas administrativas.

Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. de 16 de setembro de 1987. (Redação dada pela Lei nº 9. podendo esta ser observada. no que couber. com suas alterações. nos parágrafos 1o. observando como limite superior a variação geral dos preços do mercado. e os relativos a operações de crédito interno ou externo celebrados pela União ou a concessão de garantia do Tesouro Nacional continuam regidos pela legislação pertinente. e o art. 57. de 1994) Art. 123. 7o serão dispensadas nas licitações para concessão de serviços com execução prévia de obras em que não foram previstos desembolso por parte da Administração Pública concedente.Art. de 1998) Art. 121. As exigências contidas nos incisos II a IV do § 2o do art.348. a ser estabelecido no Código Brasileiro de Aeronáutica. 3º da Lei nº 8. aplicando-se esta Lei. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) Art. 3º da Lei nº 8. 21 de junho de 1993. as repartições sediadas no exterior observarão as peculiaridades locais e os princípios básicos desta Lei. Art. no período.220. 65. 2.300. (Incluído pela Lei nº 8. que os fará publicar no Diário Oficial da União.(Renumerado por força do disposto no art. 83 da Lei no 5. . Os valores fixados por esta Lei poderão ser anualmente revistos pelo Poder Executivo Federal.883.760. Revogam-se as disposições em contrário. com relação ao pagamento das obrigações na ordem cronológica. na forma de regulamentação específica. de 1994) Parágrafo único. no prazo de noventa dias contados da vigência desta Lei. ITAMAR FRANCO Rubens Ricupero Romildo Canhim Regimento Interno do Senado Federal e Regimento Comum.194.883. Os contratos relativos a imóveis do patrimônio da União continuam a reger-se pelas disposições do Decreto-lei no 9. especialmente os Decretos-leis nos 2. Art. de 21 de novembro de 1986.360. (Renumerado por força do disposto no art. de 5 de setembro de 1946. 120.883. a Lei no 8. 126. de 24 de dezembro de 1966. 122. separadamente para as obrigações relativas aos contratos regidos por legislação anterior à Lei no 8.883. de 1994) Brasília.883. (Redação dada pela Lei nº 8. ressalvado o disposto no art. no inciso XV do art. 78. Aplicam-se às licitações e aos contratos para permissão ou concessão de serviços públicos os dispositivos desta Lei que não conflitem com a legislação específica sobre o assunto.666. bem assim o disposto no "caput" do art. Nas concessões de linhas aéreas. O disposto nesta Lei não se aplica às licitações instauradas e aos contratos assinados anteriormente à sua vigência. Art. 172o da Independência e 105o da República.648. 124. de 1994) Parágrafo único. 2o e 8o do art. 2. de 4 de setembro de 1991. 5o. 125. Em suas licitações e contratações administrativas. de 24 de julho de 1987. de 21 de junho de 1993. observar-se-á procedimento licitatório específico.

Documentos oficiais em anexo na apostila. .

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