JURISDIÇÃO CONTENCIOSA

De acordo com Maximilianus Führer, a Jurisdição contenciosa "é a Jurisdição própria ou verdadeira" (FÜHRER, 1995, p. 45). Nessa atividade, o Estado desempenha a pacificação ou composição dos litígios. Pressupõe controvérsia entre as partes, a ser solucionada pelo juiz. Tem como características a ação, a lide, o processo e o contraditório ou sua possibilidade.

Em suma, a Jurisdição contenciosa "tem por objetivo a composição e solução de um litígio." (BORGES, p. 211). Esse objetivo é alcançado mediante à aplicação da lei, onde "o juiz outorga a um ou a outro dos litigantes o bem da vida disputado, e os efeitos da sentença adquirem definitivamente, imutabilidade em frente às partes e seus sucessores (autoridade da coisa julgada material)".(CARNEIRO, 1991, p. 32).

JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA

Nesse tipo de Jurisdição, "a ordem jurídica deixa a critério dos particulares regularem, uns em face dos outros, suas relações, livremente criando, modificando ou extinguindo direitos e obrigações recíprocas." (CARNEIRO, 1991, p. 33). Aqui não há lide nem partes, mas apenas um negócio jurídico processual, envolvendo o juiz e os interessados. O juiz apenas realiza gestão pública em torno de interesses privados, sua interferência é de natureza constitutiva ou integrativa, com o objetivo de tornar eficaz o negócio desejado pelas partes, assemelhando-se à do tabelião. Existem três correntes que tentam explicar a natureza jurídica da Jurisdição voluntária. Duas são clássicas, a corrente jurisdicionalista, que equipara a Jurisdição voluntária à Jurisdição contenciosa e a corrente administrativista, que lhe confere cunho especial por ser exercida por juízes que tratam de administração de negócios jurídicos. E uma terceira corrente, a corrente autonomista, que cria uma outra função estatal ao lado da trilogia dos Poderes, sendo um quarto Poder. Maria Clara Wolney

rev. Vol. 06-39. Conferências. Resumo de Processo Civil. 45-48. Athos Gusmão. São Paulo: RT.REFERÊNCIAS BORGES. rev. p. São Paulo: Malheiros Editores. Jurisdição Voluntária. p. p. Jurisdição e Competência. São Paulo: Saraiva. e atual. Marcos Afonso. 209-219. 1995. 10 ed. . Revista de Processo. Direito Processual Civil. Maximilianus Cláudio Américo. FÜHRER. . 4 ed.. e ampl.. 11-12. CARNEIRO. 1991.

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