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OFICINA MATEMÁTICA Ivanise Meyer

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Oficina "Brincando com a Matemática" dinamizada pela professora Ivanise Meyer (blog Baú de Ideias).
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Published by: Iva40 on Aug 11, 2009
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PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO GERAL DE EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO INFANTIL

E.M.05.14.034 JOSÉ ALPOIM

VI SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO INFANTIL

Prof.ª Ivanise Meyer E.M. 05.14.013 Adlai Stevenson e E.M. 05.14.023 Gaspar Vianna A Educação Infantil tem caráter interdisciplinar, partindo deste pressuposto, objetivamos na oficina: a) vivenciar situações onde o uso e a prática social da matemática estejam presentes; b) interligar as áreas do conhecimento através de estratégias que permitam às crianças desenvolver suas habilidades; c) ampliar o repertório de situações didáticas propostas pelos professores usando como atividades: jogos, literatura infantil, brincadeiras infantis (parlendas e cantigas), situações-problema, exploração de figuras geométricas e construção de gráficos e tabelas. Para Kátia Smole (2000a), uma “proposta de trabalho de matemática para a escola infantil deve encorajar a exploração de uma grande variedade de idéias matemáticas relativas a números, medidas, geometria e noções rudimentares de estatística, de forma que as crianças desenvolvam e conservem um prazer e uma curiosidade acerca da matemática. Uma proposta assim incorpora contextos do mundo real, as experiências e a linguagem natural da criança no desenvolvimento das noções matemáticas, sem, no entanto, esquecer que a escola deve fazer o aluno ir além do que parece saber, deve tentar compreender como ele pensa e fazer as interferências no sentido de levar cada aluno a ampliar progressivamente suas noções matemáticas (p.62).” Para que a aprendizagem aconteça, ela deve ser significativa, exigindo que: - Seja vista como compreensão de significados; - Se relacione com experiências anteriores, vivências pessoais e outros conhecimentos; - Permita a formulação de problemas de algum modo desafiantes, que incentivem cada vez mais; - Permita o estabelecimento de diferentes tipos de relações entre fatos, objetos, acontecimentos, noções, conceitos, etc; - Permita a utilização do que é aprendido em diferentes situações; - Permita modificações de comportamento. Uma das habilidades desenvolvidas no estudo da matemática é a de resolver problemas: um problema é toda a situação que permita algum 1

questionamento ou investigação (Smole, 2000b, p.13). As situações-problema podem ser: planejadas, jogos, busca e seleção de informações, resolução de problemas não-convencionais e, até mesmo, convencionais, desde que permitam o desafio. Os conteúdos foram organizados a partir do Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil (RCNEI), da Multieducação e da bibliografia. Estão classificados pela área de abrangência, mas não quer dizer que sejam trabalhados nesta “seqüência”. Estes conteúdos não estão separados pela faixa etária, pois a complexidade da abordagem e das propostas serão definidas a partir de cada turma. Conteúdos Matemáticos para a Educação Infantil 1. Ações perceptivas e os atributos dos materiais (conhecimento físico) • Auditivas: som (altura, duração, intensidade, etc). • Olfativas e gustativas: odores e sabores. • Táteis: forma, tamanho, espessura, textura, peso, consistência e temperatura. • Visuais: forma, cor, tamanho e espessura. 2. Agrupamentos (CLASSES) e ordenações (SÉRIES) (conhecimento lógico-matemático) • Comparação entre objetos. • Relações comparativas (maior que, menor que, do mesmo tamanho, etc). • Seriação de objetos de acordo com atributos. 3. Conceito de Número (conhecimento lógico-matemático) • Numeral (conhecimento social). • Associação número/numeral. 4. Problemas e operações matemáticas • Problemas: envolvendo movimentos corporais, de lógica, simulações da realidade, usando materiais manipuláveis, de texto, de rimas, de adivinhas e jogos. 5. Sistema monetário • Noções de “troca”. • Identificação de notas e moedas brasileiras. 6. Noções de estatística • Tabelas, gráficos, coleta de dados (votação) e pesquisa de opinião. 7. Medidas • Recursos não convencionais: passos, palmos, barbantes, palitos, etc. • Recursos convencionais: metro, quilo e litro. • Noções de conservação (quantidades contínuas: massa e volume) 2

Comparações por OPOSIÇÃO: pesado/leve, comprido/curto, largo/estreito, líquido/sólido.

maior/menor,

8. Noção de TEMPO • Seqüência temporal (início / meio / fim) • Seqüência causal (causa / efeito) • Noção de duração • Instrumentos para marcação de tempo. 9. Noção de ESPAÇO • Espaços internos, externos e fronteiras. • Figuras planas: triângulo, quadrado, retângulo, círculo, trapézio, pentágono, hexágono, etc. • Relação espacial contida nos objetos e entre os objetos. • Sólidos geométricos: cubo, pirâmide, esfera, etc. A tabela a seguir, de autoria de Smole (2000a, p.167), apresenta uma seleção de atividades e as ligações com as áreas de conhecimento. Qualquer recurso didático deve servir para que os alunos aprofundem e ampliem os significados que constroem mediante sua participação nas atividades de aprendizagem (2000a, p.172):
Tipo de atividade JOGO Material utilizado Baralhos, dados, dominó, vareta, boliche, tabuleiros, diversos jogos comerciais, fichas, botões e etc. Livros diversos, fantoches (teatro), flanelógrafo, massa de modelar, vídeo, papel para dobradura, sucata e etc. Finalidade para a Matemática Desenvolver habilidades numéricas, espaciais e trabalhar com habilidades de resolução de problemas. Desenvolver processos de leitura e escrita, trabalhar com a resolução de problemas, noções de números, medidas e geometria. Desenvolver a percepção e a localização espacial, desenvolver noções de medida e números, desenvolver a organização do esquema corporal. Desenvolver as habilidade de ler, formular, compreender e resolver problemas, propiciar situações para abordar noções Tipo de registro a ser desenvolvido Oral, escrito e desenho.

LITERATURA INFANTIL

Oral, escrito, desenho, modelagem, dramatização e produção de livros próprios. Oral, desenho, corporal e escrito.

BRINCADEIRAS, Músicas em CD ou PARLENDAS E K7, corda, bola, CANTIGAS DE RODA bolinha de gude, papel, amarelinha, etc.

PROBLEMAS DE PALAVRAS

Papel (suporte), vídeo, fichas, botões, sucata e uma boa coleção de problemas (“problemoteca”).

Oral, escrito, desenho, livro de problemas, cartazes com problemas.

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EXPLORAÇÃO DE FIGURAS GEOMÉTRICAS

CONSTRUÇÃO DE GRÁFICOS

de números, medidas e geometria. Tangram, blocos Desenvolver a lógicos, quebrapercepção espacial, cabeças, geoplano, trabalhar com a sólidos geométricos, capacidade de figuras, elástico, identificar, modelar, barbante, material de representar e sucata, papel de comparar figuras dobradura, etc. geométricas planas e não planas, trabalhar com composição e decomposição de figuras. Papel (suporte), Desenvolver noções hidrocor, tesoura, cola, relativas a números e régua. estatística, desenvolver a percepção e a localização espacial.

Desenho, maquetes, livro de formas, móbiles, etc.

Desenho, texto escrito sobre conclusões e diferentes gráficos.

Algumas sugestões de atividades envolvendo conhecimentos matemáticos: 1. TANGRAM (quebra-cabeça tradicional) - Pode ser feito com as crianças em diversos materiais: papel, cartolina, emborrachado, etc. Também é comercializado em madeira pintada. - Brincar de formar figuras (livre ou dirigido).

2. JOGO DO TABULEIRO - Material: tabuleiro individual com 20 divisões, um dado com pontos ou numeração, material de contagem para preencher o tabuleiro (fichas, tampinhas, etc). - Aplicação: cada jogador, na sua vez, joga o dado e coloca no tabuleiro o número de tampinhas indicado no dado. Os jogadores devem encher seus tabuleiros. 3. JOGO TIRANDO DO PRATO - Material: pratos de papelão ou isopor (um para cada criança), material de contagem (ex.: 20 para cada criança), dado.

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- Aplicação: os jogadores começam com 20 objetos dentro do prato e revezamse jogando o dado, retirando as peças, quantas indicadas pela quantidade que nele aparece. Vence quem esvaziar seu prato primeiro. 4. BATALHA - Material: baralho de cartas de ÁS a 10. - Aplicação: um dos jogadores distribui (divide) todas as cartas entre todos. Cada criança arruma sua pilha com as cartas viradas para baixo, sem olhar para as faces numeradas. Os jogadores da mesa (2, 3 ou 4) viram a carta superior da sua pilha e COMPARAM os números. Aquele que virar a carta de quantidade “maior” (número maior) pega todas para si e coloca num monte à parte. Jogar até as pilhas terminarem. - Se abrirem cartas de mesmo valor, deixar na mesa e virar as próximas do seu monte. - Vence aquele que pegar o maior número de cartas (estratégias: comparar a altura das pilhas, contar, estimar). 5. LOTO DE QUANTIDADE - Material: dado com pontos, cartelas com desenhos da configuração do dado e fichas para marcar as cartelas sorteadas. - Aplicação: cada jogador recebe uma cartela com três desenhos que representem uma das faces do dado. Na sua vez, joga o dado e se tiver na sua cartela um desenho IGUAL ao da face sorteada, deve cobri-la com a ficha. Termina quando alguém cobrir os três desenhos da sua cartela. 6. JOGO DO 1 OU 2 - Material: dado com apenas os números 1 e 2, ou fichas em uma sacola (números 1 e 2). - Aplicação: Cada jogador, na sua vez, joga o dado, ou retira uma ficha. O jogador lê o número e procura identificar em seu corpo partes que sejam únicas (ex.: nariz, boca, cabeça, etc) ou duplas (olhos, orelhas, braços, etc). Não pode repetir o que o outro já disse. Caso não lembre, a criança passa a vez. Jogar até esgotar as partes. 7. SACOLA MÁGICA - Material: uma sacola, um dado, materiais variados (em quantidade). - Aplicação: uma criança joga o dado, lê o número e retira da sacola a quantidade de objetos correspondente à indicação do dado. Passa a vez a outro jogador, até que todos os objetos sejam retirados da sacola. Podemos comparar as quantidades no final (mais/menos, muitos/poucos). 8. FORMANDO GRUPOS - Material: apito, cartazes com números escritos. - Aplicação: as crianças se espalham em um lugar amplo, até que se toque o apito. A professora mostra um cartaz com o número e as crianças deverão formar grupos com os componentes de acordo com o número dito. - Discutir: quantos conjuntos? Quantas crianças ficaram de fora? 9. O QUE É, O QUE É? - Material: uma sacola e os blocos lógicos (sugiro 4 peças diferentes). - Aplicação: Selecionar as peças colocadas dentro do saco e mostrar às crianças. A criança coloca a mão no saco e através do tato identificará a forma 5

que tateou. À medida que forem retiradas do saco, perguntar quantas ainda faltam. - Variação: a professora coloca a mão, descreve e as crianças tentam adivinhar. Ex.: tem quatro lados do mesmo tamanho (quadrado). 10. DEZ COLORIDOS - Material: canudos coloridos, copos de plástico e cartões com as cores dos canudinhos disponíveis. - Aplicação: as crianças formam grupos e cada uma retira de uma caixa maior um número determinado de canudinhos coloridos (ex.: pegue 10 canudinhos coloridos) e coloca em seu copo. Quando a professora sortear uma COR, os componentes colocam seus canudinhos da cor sorteada no centro da mesa. Solicitar que contem o total de canudinhos. Registrar os valores de cada grupo e recolher os canudinhos do grupo. - Variação: o jogo pode ser individual (cada criança retira os canudos) e contam quem tirou mais / menos / mesma quantidade, etc. Para ler mais (sugestões de jogos em Kammi, Cerquetti-Aberkane e Smole): 1. BORGES, Teresa Maria Machado. A criança em idade pré-escolar. São Paulo:
Ática, 1994.

2. CERQUETTI-ABERKANE, Françoise e BERDONNEAU, Catherine. O ensino da
matemática na educação infantil. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

3. KAMMI, Constance. A criança e o número. Campinas, SP: Papirus, 1990. 4. LEE, Roger. Tangram. Editora Isis. 5. LORENZATO, Sergio. Educação Infantil e percepção matemática. São Paulo:
Autores Associados, 2006. 6. MEYER, Ivanise C. R. Brincar & Viver: projetos em educação infantil. 3.ª ed. Rio de Janeiro: WAK, 2007. 7. SEBER, Maria da Gloria. Construção da inteligência da criança: atividades do período pré-operatório. São Paulo: Scipione, 1995. 8. SMOLE, Kátia. A matemática na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2000a. 9. SMOLE, Kátia et allli. Coleção Matemática de 0 a 6: resolução de problemas. Porto Alegre: Artmed, 2000b. 10. SMOLE, Kátia et alli. Coleção Matemática 0 a 6: brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Porto Alegre: Artmed, 2000c. 11. Site: http://www.mathema.com.br (jogos e textos – coordenado por Kátia Smole)

Obrigada por estes momentos de troca. Tudo de bom para você!

Ivanise Meyer

Blog: http://baudeideiasdaivanise.blogspot.com

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