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AS

1000

PERGUNTAS

MAIS IMPORTANTES

QUE VOCÊ DEVERIA FAZER A SI MESMO

*

Planeta

E ste livro vai ajudá-lo a ajudar a si mesmo. Você entenderá alguns sentimentos - como autossa-

botagem, estresse, ansiedade, depressão, amarras ao

passado -, o m odo como eles se desenvolvem e o que fazer para aplacá-los e dar a grande virada. A renomada terapeuta Alyss Thomas concilia teoria e prática ao propor um a série de exercícios que o levarão a fazer um balanço da sua vida. Porque apenas ao tom ar consciência de suas atitudes e emoções você será capaz de m udar aquelas que o estão boicotando.

Talvez você faça ou já tenha pensa­ do em fazer terapia. Talvez prefira se aconselhar com os amigos. M uitas vezes, pedir ajuda é tranquilizador e reconfortante, e há ocasiões em que

a experiência ou a opinião de outra

pessoa realmente nos auxilia a enfren­ tar problemas não resolvidos para que possamos seguir em frente. Mas será que alguém o conhece m elhor do que você mesmo? Se você aprender a fazer a si próprio

as perguntas certas - e respondê-las honestam ente -, será capaz de deixar

a emoção de lado para avaliar as si­

tuações por que passa, com um a per­ cepção mais realista de seus valores e atitudes. Neste livro, a psicoterapeuta Alyss Tho- mas reúne os temas que mais ouve em seu consultório e o conduz à busca das respostas para que você não caia mais em armadilhas que o levam a um

estado de ansiedade ou depressão ou a repetir com portam entos que põem a perder alguns relacionamentos.

Algumas das 1000 perguntas mais im ­ portantes que você deveria fazer a si

mesmo:

•Você acha m uito difícil dizer não? •Você sabe relaxar de verdade? •Você vive ansioso? • D o que tem mais medo, e por quê?

•Você é invadido por um a tristeza sem motivo aparente? •Acha que precisa ser mais generoso com seus amigos do que eles são com você, para que continuem sendo seus amigos? •Você vive no passado?

• Qual foi a primeira grande decepção

ou desapontam ento que teve em seu relacionamento?

• Quais são as qualidades essenciais que você exige de um relacionamento?

ALYSS THOMAS e psicoterapeuta. C om o integrante do G roup Analysis de Londres, trabalha tanto com adul­ tos com o com crianças. Atualm ente, vive em Devon, na Inglaterra. Alyss é tam bém poeta.

C opyright © Alyss T hom as, 2005

Título original: The 1000 most important questions you wül ever ash yourself

Coordenação editorial: D ébora

G uterm an

Assistente editorial: C ristiane P eroni

Preparação: Fátim a C outo Revisão: Francisco José M. C outo Diagramação: Gustavo A bum rad

Dados

Internacionais de Catalogação n a Publicação (CIP)

(C âm ara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Thomas, Alyss As 1000 perguntas mais im portantes que você deveria fazer a si mesmo / Alyss Thom as ; tradução Sonia Pinheiro. - São Paulo :

Editora Planeta do Brasil, 2009.

Título original: The 1000 m ost im portant questions you will ever ask yourself. ISBN 978-85-7665-457-5

1. A utoconfiança 2. A utodom ínio 3. C onduta de

vida 4. Controle (Psicologia) 5. Emoções 6. M udança de vida - A contecim ento 7. Realização

pessoal 8. Solução de problem as (Psicologia) I. Título.

09-06082

CDD-158

índices para catálogo sistemático:

1. Mudanças na vida pessoal : Psicologia aplicada 158

2009

Todos os direitos desta edição reservados à

E

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B r a s il

L t d a

.

Avenida Francisco

Edifício New York 05001-100 - São Paulo-SP www.editoraplaneta.com.br vendas@ editoraplaneta.com .br

M atarazzo, 1500 - 3“ an d ar - conj. 32B

Agradeço a todos presentes, que m e

lembrar. Obrigada também a Gareth e Benny por terem im aginado e tornado possível este projeto.

os m eus professores, passados e ensinaram mais do que posso me

13 Introdução

Sumário

14

Um novo oráculo de mudança

15

Porque você não precisa de conserto

16

A

armadilha da negatividade, dos queixumes, da

desesperança, da baixa autoestima, do remorso e da culpa

16

Mas por que devo fazer isso?

16

Pensar

17

Será que eu mereço?

18

Negação

e justificação

19 Como funciona este livro

CAPÍTULO 1

21 Pergunte a você mesmo

21

O

que eu realmente quero?

25

Perguntas vitais

26

Ação

27

O

que você deseja esclarecer?

27

Plano de ação

31

Confiança e autoestima

32

Avalie sua autoestima

36

Sete exercícios para promover a autoestima

37

Exercício de autoconfiança

39

Planejando o sucesso

39

Treze resultados vitoriosos

41

Autossabotagem

44

Até que ponto você mesmo se sabota?

CAPÍTULO 2

51 Escolha seus valores

51 Quais são os seus valores?

52 Escolha seus valores

8

Sumário

63

Exercício com os valores

67

Pôr em prática os valores: tom ar decisões

69

U m a base ética

CAPÍTULO 3

72 Tempo, estresse, ansiedade e relaxamento

72

Tudo o que você precisa saber sobre estresse e adm inistração do tempo

72

A dm inistração do tem po

74

Perguntas para a m anhã e para a noite

74

E ncontre a pergunta

certa

75

Estresse

76

Qual é o seu nível de estresse?

78

Como lidar com os fatores causadores de estresse

80

Você é afetado p o r agentes internos e invisíveis de estresse?

81

Contagem de pontos

83

O que lhe ensinaram sobre o m odo de enfrentar o estresse?

84

Diga não

85

Q uestionário do “não ”

89

Ansiedade - O que é isso?

91

Para com preender a ansiedade

93

Você sofre de sintomas físicos de ansiedade?

94

Sintomas m entais e em ocionais de ansiedade

96

Você apresenta sintomas emocionais e mentais de ansiedade?

98

Você

tem um com portam ento ansioso?

100 Você sabe relaxar de verdade?

101 Perguntas sobre relaxam ento

103 M editação atenta

104 Você é um a pessoa atenta?

105 Como reconhecer a m editação atenta

106 Exercício de visualização

CAPÍTULO 4

110 Lidar com o passado

110 Você vive no passado?

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

9

117

Que tipo de talentos, percepção e aptidões seu passado lhe deu?

117

A

transferência como arm adilha

121

Recordações difíceis ou desagradáveis

121

Perguntas sobre recordações desagradáveis

123

Seguir em frente: um mito

124

Repensar o passado

124

Afirmações negativas de vida

126

Identifique e reescreva suas afirmações negativas de vida

127

Ficar em perrado

130

Depressão

135

Questionário sobre depressão

138

Tristeza e perda

141

Você sofre de tristeza não resolvida ou oculta?

144

Estresse pós-traumático

CAPÍTULO 5

147

Felicidade, alegria e criatividade

148

Liberdade

149

Curiosidade

150

Alegria

151

Qual é o seu quociente de alegria?

152

Você é infeliz?

153

Tijolos para construir sua felicidade

155

Até que ponto você é feliz?

161

Escreva um diário de felicidade

162

Criatividade

164

Q

uestionam ento criativo

166

Questionário da criatividade

170

A

“pergunta m ilagrosa”

171

Como resolver problem as de form a criativa

173

Bem-estar

CAPÍTULO 6

176

Relacionamentos e comunicação

10

Sumário

185

As fases cíclicas de um relacionamento

187

Que fase você está atravessando?

193

Avalie sua habilidade para se comunicar como casal

196

Expectativas

200 Comportamentos positivos e negativos em um casal

201 Avalie a si mesmo e ao seu par

204 Protesto saudável

206

C o m o

a d m in is tr a r

c o n flito s

207 Comportamentos aceitáveis e inaceitáveis

210 Perdão e reconciliação

211 Diferenças de personalidade

212 Você é extrovertido ou introvertido?

215

Segurança e apego

 

217

Q u a l

é

s e u

e stilo

d e

a p e g o ?

220 Questionário do apego

223 Inteligência sexual

CONCLUSÃO

226

Esperança

228

Notas, referências e leituras adicionais

seja paciente com tudo o que não está resolvido em seu coração. Tente am ar as próprias interroga­ ções, como se fossem quartos trancados ou livros escritos num idiom a estrangeiro. Não procure ago­ ra as respostas que não podem ser dadas, pois você não seria capaz de vivê-las. E o im portante é viver tudo. Por enquanto, apenas viva as perguntas. Tal­ vez então, pouco a pouco, sem mesm o perceber, você possa, em um dia distante, conviver com as respostas.

Rainer Maria Rilke, Carta a um jovem poeta, 1934

Introdução

Aquele que supera a si mesmo é um forte. Lao-tsé, Tao Te Ching

O conhecim ento favorece o ser. A autoconsciência nos aju

a evoluir, a ter um m elhor desem penho na arte de viver e a nos co­

nectar aos outros. Permite-nos aprim orar a qualidade de nossa vida

e a das pessoas que nos cercam. Este livro o ajudará a desenvolver

certos tipos de autoconsciência. Ao responder às perguntas, você am pliará sua percepção, chegará a conclusões, irá além de algu­ mas de suas atuais limitações e fará novas descobertas a respeito de quem você é e de quem pode vir a ser. Não se obrigue a percorrer o livro do início ao fim; dê prefe­

rência às partes que parecem lhe falar neste m om ento. Mas, por outro lado, se perceber que não quer de m aneira algum a ler deter­

m inado trecho, talvez seja interessante investigar a razão dessa re­

sistência. Se reagir fortem ente a alguns tópicos, talvez haja um a boa razão para isso. Talvez eles façam parte da história que você vem contando a si próprio, a respeito de quem você é e do que pode ou

o passado. Este livro se propõe

a atualizá-lo no aqui e agora de sua vida. No passado, limites foram

traçados pai a cada um de nós, e aprendem os a funcionar dentro de um determ inado código de normas que nos indicava o que podía­ mos ou não podíam os fazer, ousar ou acreditar. O que será diver­ tido neste livro e representará um desafio é o fato de lhe fornecer ideias e ferram entas para abrir sua própria caixa de Pandora de atitudes, com portam entos, emoções, pensam entos e convicções. Você poderá escolher quais deseja conservar, alterar ou descartar. Poderá desafiar a si mesmo, crescer, m udar, progredir - no seu pró­ prio ritmo. Poderá adquirir segurança, confiança e um a elevada autoestima. Aqui você encontrará um tesouro de informações que

lhe serão úteis, dadas de m aneira direta e compreensível.

não pode

fazer - tom ando por base

14

Introdução

Superar a si próprio representa mais do que a metade da luta con­ tra qualquer problema. Somos muito hábeis em criar problemas que levarão décadas para serem resolvidos por nós. Outras vezes, são os outros que nos causam problemas, especialmente quando somos crianças, e leva muito tem po até escaparmos da armadilha específica em que nos encontramos. Como psicoterapeuta, tive acesso privile­ giado ao universo interno de muitas centenas de indivíduos que me confiaram seus problemas, alegrias e segredos e, em lugar de culpar os outros, sentiram-se especialmente interessados em descobrir o que eles mesmos estavam fazendo para que tudo desse errado. Este livro

é o resultado de algumas perguntas persistentes que venho fazendo

a mim mesma durante todos esses anos em que ouvi pessoas que se sentiam, de alguma forma, insatisfeitas ou infelizes. Como e p o r que as pessoas prejudicam a própria vida, e com o

podem deixar de

zados? O que nos im pede de alcançar o que realm ente desejamos?

Existem, é claro, razões externas de vários tipos para que as coisas não deem certo, e talvez o m undo seja um lugar ruim , perigoso e

difícil. Em algum

dem a todos nós, e, nesse caso, nossa única opção é escolher que

atitude tom ar quando algo

desafiador acontece. Mas não é esse o

assunto deste trabalho. Este livro existe para ajudá-lo a viver m elhor

a sua vida, aconteça o que acontecer, e m ostra com o você poderá

evoluir a ponto de ser você mesm o a solução infalível, por mais difícil que seja a situação - e que o tornará capaz de sentir tanto a alegria quanto a felicidade.

fazê-lo?

O que nos im pede de ser felizes e reali­

m om ento, coisas difíceis e até impossíveis suce­

Um novo oráculo de mudança

Muitas vezes recorrem os a vários m étodos diferentes para ten­ tar prever o futuro. Antigos oráculos, com o o I ching ou o tarô, nos ajudam a obter esclarecimento a respeito de questões e proble­ mas difíceis e complicados. Esses antigos oráculos são ainda m uito populares. Entretanto, surgiram em culturas m uito diferentes da nossa e representam valores que já não nos servem, tais com o o

papel

das m ulheres, m ostrado com o imutável. Este livro nos con­

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

15

vida a ver com novos olhos a nossa necessidade de fazer perguntas e de encontrar as respostas que nos são mais apropriadas. Em bora

respeitando e valorizando

oferece um a visão direta e atualizada, baseada em princípios lógi­

cos e sólidos. Q uestionar a nós mesmos é um m étodo m uito eficaz para fazer avançar nossa vida.

a sabedoria tradicional,

o livro tam bém

Porque você não precisa de conserto

É fácil sentir-se vulnerável e inseguro, sentir que deve existir

alguém que tem as respostas certas para você. Não é m uito difícil formar-se como terapeuta, conselheiro ou líder de seminários e

oferecer às pessoas soluções, m odelos e conselhos m ular sua vida. Será que essas pessoas o conhecem

você mesm o se

ser tranquilizador e reconfortante, e existem ocasiões em que vá­

rios tipos de terapia realm ente ajudam a enfrentar problem as não

resolvidos, para poderm os seguir em

de outra pessoa é fundam ental para ajudá-lo a avaliar-se mais pre­

cisamente com m aior clareza. Entretanto, é

que existe algo de errado em você, algo que precisa ser consertado. Muitas pessoas tentam convencê-lo de que podem lhe oferecer algo que ninguém pode lhe dar: um a boa atitude e a capacidade defazer a si próprio as perguntas certas. E é disso que tratam os neste livro. As 1000 perguntas mais importantes que você deveriafazer a si mesmo aborda a psicologia por um a via diferente daquela encontrada em outros livros e program as populares de autoajuda. Este livro não se refere apenas a mudanças de com portam ento ou à contestação de antigas convicções - em bora isso tam bém esteja incluído. E apresen­ tado em forma de questionário, para conduzi-lo a um a m elhor per­ cepção de seus valores, atitudes e emoções inconscientes. A percep­ ção é por si mesma transform adora. Você perceberá que as perguntas continuarão a atuar m uito depois que tiver fechado o livro. Por isso, os questionários apresentam um form ato “leve” e não contêm as per­ guntas rotineiras dos questionários psicológicos destinados a traçar um perfil. Sua intenção é refrescar sua memória.

de com o refor­ m elhor do que

conhece? R ecrutar ajuda profissional pode às vezes

frente. As vezes a experiência

prejudicial im aginar

16

Introdução

A armadilha da negatividade, dos queixumes, da desesperança, da baixa autoestima, do remorso e da culpa

Chega a ser im pressionante o simples fato de sermos capazes de

levantar da cama. Para que se dar a esse trabalho? Vencer a si pró­

prio já representa mais que a m etade da batalha. Criar em

a atitude correta de m odo a estar pronto para as coisas

estão por acontecer pode exigir um trem endo esforço. Muitas vezes não é o problem a que representa na verdade um problem a, mas sim as atitudes às quais estamos apegados. Será impossível ler este livro sem m udar de atitude, pelo m enos um pouquinho. Se ainda não está pronto, volte para a cama, mas lembre-se constantem ente de que este livro anim ador e determ inado estará à sua espera.

si m esm o boas que

Mas por que devo fazer isso?

Por que deveria se dar ao trabalho de se interessar pelas per­ guntas deste livro? Parece que custará m uito esforço, e como saber

e tire suas conclusões.

Tente aplicar o m étodo a um a pequena área da sua vida. Tente algo que pareça fácil e pouco am eaçador. Depois vá em frente, anim ado pelos resultados obtidos. Não comece por um grande problem a contra o qual venha lutando há décadas.

se vai servir para algum a coisa? Experim ente

Pensar

William Bion, um

psiquiatra nada convencional, criou seu m é­

todo em parte por ter trabalhado com soldados traumatizados, de­ pois da Segunda G uerra M undial. Ele percebeu que algumas pes­

soas se esforçam ao m áximo para não pensar a respeito de fatos que não desejam encarar. Bloqueiam esses fatos e os encerram em

Além disso, algumas pessoas

im pedem , de form a inconsciente, que os outros pensem livrem en­ te ou os desafiem po r m eio de ideias e pensam entos que elas não desejam ouvir.

um departam ento isolado da m ente.

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

17

Bion sentiu-se fascinado pelo processo do pensam ento em si

mesmo. O que nos perm ite pensar nossos próprios pensam entos originais e chegar a nossas próprias conclusões, e o que, pelo con­

trário, o im pede?

Por que às vezes é tão difícil pensar com clareza?

Em parte porque na escola, por algum motivo, não nos ensinaram

a utilizar ferram entas conceituais de pensam ento - as crianças po­ deriam chegar ã conclusão de que tinham coisas m elhores a fazer do que freqüentar a escola. Em parte porque fomos treinados a

m anter em funcionam ento bloqueios

sermos levados a questionar demais a realidade. E em parte por­

que nos sentimos aterrorizados diante da possibilidade de saber

o que realm ente desejamos. E provável que todos nós tenham os

esses pensam entos inconscientes, ou “im pensados”, que estão logo ali, esperando apenas que tenham os aprendido a perm itir sua entrada. Alguns desses pensam entos podem ser libertadores ou criativos.

Bion criou um conceito, que denom inou “m enos K”, que re­ presenta a força que existe em cada um de nós e que gostaria de

nos m anter na ignorância. E o sabotador, o

tem todas as desculpas e que deseja se m anter pequeno e m edroso.

Em oposição a esse, Bion form ulou o conceito “O ”, a força desco­ nhecida que leva a crescer e evoluir, que tam bém existe interna­

m ente - o incessante processo do potencial hum ano, que o famoso

psicoterapeuta Carl Rogers descreveu com parando-o a brotos de batata que crescem em um porão escuro. Independentem ente da distância, com o tem po, esses brotinhos encontrariam o cam inho

para a luz. Todos nós, se conseguirm os luz e espaço em quantidade

suficiente,

ao pensam ento, para não

resistente, aquele que

podem os crescer, am adurecer e florescer.

Será que eu mereço?

Buscar o que eu quero não seria um a dem onstração de egoís­

mo? Eu não mereço; em prim eiro lugar a

coisas que desejo. Esta é um a

e limitação. Os outros podem se sentir invejosos se você levar um a

velha m ensagem de m edo, restrição

devo pensar prim eiro nos outros, considerar família; não sou bom o bastante para ter as

18

Introdução

vida feliz fazendo exatam ente o que acha melhor. Talvez eles não o aprovem. Q uem você pensa que é para ter planos tão ambiciosos? Se algum dia se pegar pensando coisas desse tipo, está na

h o ra de p arar com isso. Você não veio a este planeta para realizar

o que outra pessoa program ou para você. Está aqui para se sentir

realizado, e ninguém , a não ser você mesmo, pode saber o que considera “ser um a pessoa realizada”. Talvez seja algo m uito dife­ rente do que você pensava que era ser um a pessoa feliz e realiza­ da - ou m uito diferente da noção que outras pessoas têm disso. Existe um a voz insistente dentro de você, que sabe o que você qu er fazer e o tipo de pessoa que deseja ser. Já parou para escutar

o que essa voz costum a dizer?

Negação e justificação

coisas assim,

e, com certeza, tem suas versões favoritas delas: Você não tem tem ­

po. Vive ocupado demais ganhando dinheiro e sobrevivendo, não

pode enfrentar mais nada. Sua mãe não gostaria disso. Os ratos

Você certam ente já ouviu outras pessoas dizendo

roeram seu dever de

casa. Não pode aparecer num a academ ia

sem

antes em agrecer um

pouco. Qual é a

sua desculpa favorita no

m o­

m ento? De agora em diante não vai mais precisar dela. Se isso o

assusta, deixe o livro de lado por algum tem po, até se acostum ar

com a ideia de que não vai mais ter que fingir ser alguém que não é. Depois que responder a todas as perguntas deste livro, você

para

outra pessoa. Negação é algo que todos nós praticam os. Muitas vezes é até

saudável. Não querem os enfrentar tudo o tem po todo, e afastar cer­

tos pensam entos e realidades

a tocar a vida. Por outro lado, a negação pode se tornar um hábito. Você já deve ter encontrado m uita gente capaz de negar verdades óbvias, sim plesm ente porque é inconveniente e doloroso demais perm itir que um a certa verdade desagradável estrague o dia. No entanto, algumas pessoas podem levar anos e anos negan­

as está incom odando. Em lugar

que nos causam ansiedade ajuda-nos

nunca mais vai ter

que se defender, se explicar ou se justificar

do algum a coisa

que obviam ente

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

19

de reconhecer que essa verdade lhes faz mal, têm esperança de que essa verdade deixe de existir. Essa estratégia de negação não funciona a longo prazo. H á um a lei da psicologia - elaborada pelo próprio Freud - que diz que tudo o que é negado, ignora­ do ou reprim ido um dia há de voltar. Os esqueletos guardados

den tro do arm ário não se tornam invisíveis p o r m ilagre. Ficam lá, acum ulando poeira, e, eventualm ente, alguém os encontrará. Não é fisicam ente possível apagar algo que nos aconteceu. Esses fatos retornam , talvez de um jeito que não nos perm ite reconhecê- -los im ediatam ente, tal com o na form a de dificuldades psicológi­ cas e em ocionais, ou de sintom as físicos de estresse. E em parte

p o r isso que alguns m étodos terapêuticos

funcionar bem a curto prazo, mas, a longo prazo, é preciso mais

do que pensam ento positivo e m udanças de com portam ento para

m odificar o m odo com o você de fato se sente.

ou de autoajuda podem

Como funciona este livro

Este livro oferece um a caixa de ferram entas com conceitos e soluções originais, práticos e elegantes, que podem ser aplicados

a todo tipo de situação. Você pode usá-las para analisar por que

tudo deu errado, mas, m elhor ainda, pode usá-las para aprim orar e tornar mais claro seu próprio estilo de vida, suas metas e sonhos -

e para

a ter pensam entos positivos, sensatos e felizes, o m étodo de fazer

perguntas a si mesm o perm ite-lhe solucionar as coisas de

realista e prática. Você não tem que “ter pensam entos positivos”; pelo contrário, aprende a abrir cam inho para os pensam entos posi­ tivos que teria naturalm ente se o seu nível de estresse, seu am biente

e sua situação não o limitassem tanto. Você escolherá pensam entos

positivos. E se tornará mais positivo, cheio de energia e saudável, se estiver preparado para isso. Em cada capítulo, você passará por um processo natural de pensam ento. Fazendo perguntas, aprenderá a transform ar proble­ mas em conceitos abstratos. Se for capaz de transform ar um pro­ blem a ou um a preocupação em um conceito adequado, será mais

solucionar problem as cotidianos. Em lugar de convencê-lo

m aneira

20

Introdução

fácil enfrentá-los. Encarando-os de form a conceituai, não vai senti­ dos com o algo pessoal nem se envolver em ocionalm ente. Saberá separar o joio do trigo. U m a vez transform ados em valores e p re ­ dicados abstratos, é m uito mais fácil lidar com os problem as e dificuldades, que deixam de ser tão complicados e perturbadores. Você então fará o cam inho inverso, passo a passo, para aplicar à situação que o preocupa a resposta que deu à pergunta. Se isso lhe parece difícil, não é não; mas requer tem po e raciocínio, e é um processo gradual. Uma boa hora para trabalhar com partes deste livro são os m om entos livres, talvez quando você estiver afastado da sua rotina normal. Não se esforce para seguir o livro do princípio ao fim. Escolha um capítulo que lhe pareça interessante e com ece por aí. Se deseja trabalhar apenas um capítulo, dê preferência ao capítulo 2: “Esco­ lha seus própiios valores” - esse vai causar um im pacto em todas as áreas de sua vida.

CAPÍTULO 1

Pergunte a você mesmo

A vida é o que acontece enquanto estamosfazendo outros planos. Atribuído aJohn Lennon

O que eu realmente quero?

O que eu quero? Essa é um a pergunta boba. E claro que vo

pessoas você conhece que consegui-lo e agora estão

decidiram o que queriam , trataram de

m uito contentes consigo mesmas? Por que será que algumas pes­ soas conseguem exatam ente o que querem e outras nunca che­

gam a isso? Tente fazer esta pergunta “simples” a algumas pessoas

e verá

não pensa nisso.

D eterm inar o que realm ente se quer pode ser m uito assus­ tad o r - talvez você o consiga, ou pode tentar e correr o risco de falhar; ou pode dar certo, e você teria que m udar algumas coisas. Pode parecer mais fácil ficar exatam ente no mesm o lugar e não ter que m udar nada. Só que isso é fácil a curto prazo, mas, a longo prazo, é m uito desagradável sentir-se frustrado com o fato de não haver realizado algo que poderia ter alcançado por não ter perce­ bido as oportunidades que teve a não ser depois que elas passa­ ram - que só deu valor ao que tinha depois de perdê-lo.

surpreendente delas há m uito tem po

sabe o que quer. O u não sabe?

Q uantas

que um a quantidade

O que eu realmente desejo? é

Mas ela

um a pergunta assustadora, e se nunca desaparece. E um a da­

que

mais confortável ignorá-la.

quelas perguntas insistentes - tal com o “existe vida após a m or­

te?” -, que o seguem , como um cachorrinho fiel, aonde quer

você vá. Ela está sem pre ali. O fato de não saber a resposta para essa

pergunta conduz a muitos conflitos e infelicidade. Você diz sim àquilo que não quer, e não àquilo que quer - simplesmente por não ter com preendido que é necessário, todos os dias da sua vida, prestar atenção a essa pergunta crucial. Tente perguntar-se agora: O que é que eu quero?

22

Pergunte a você mesmo

um tem po para refletir sobre a pergunta com a m áxima

atenção. Respire, concentre-se e perceba o que lhe vem à m ente.

A note as respostas à m edida que surgirem e espere para ver se não

aparece mais um a

no trabalho, por

m ine a pergunta outra vez, em cada um a dessas situações. Perm ita

que as respostas brotem do íntim o do seu ser, e, mesm o que pare­ çam não fazer sentido nesse exato m om ento, anote-as. Im agine que tem um propósito singular na vida, que é só seu, e que você sabe exatam ente qual é. Como se sente? O que isso lhe parece? Como é

ser um a pessoa que sabe exatam ente do que precisa e o que quer,

e se sente confiante o bastante para ir em busca desse objetivo?

outra. Imagine-se em diversas situações de vida; exem plo, ou em férias com a pessoa amada. Exa­

Dê-se

O que importa é não parar de questionar. Albert Einstein

Você pode utilizar este livro para enfrentar problem as e situa­

ções e

ideias. Fazer a pergunta certa lhe servirá de base para lidar com

m odo, pareceriam acima da sua capaci­ não consegue lidar com a com plexidade

do nosso dia a dia, a não ser que seja dividida em bocados deglu- tíveis. Fazer a perg u n ta certa é a parte mais difícil na solução de

qualquer problem a ou processo criativo. Dizem que A lbert Eins­

tein, quando lhe pei'guntaram o que faria se tivesse um a hora para salvar o m undo da destruição nuclear, respondeu que utilizaria

pode tam bém utilizá-lo com o ajuda na geração de novas

questões que, de outro dade. A m ente hum ana

os prim eiros 55

m inutos para analisar e com preender o

proble­

ma, e as ideias surgiriam nos cinco m inutos finais. Talvez

ele não

conseguisse salvar o m undo a tem po, mas teria ideias totalm ente

novas e originais. Einstein disse tam bém que nenhum problem a pode ser resol­ vido se continuarm os pensando de acordo com o m esm o padrão inicial, que deu origem ao problem a. Suas palavras textuais fo­ ram: não se pode resolver um problem a m antendo a m esm a dis­ posição m ental que lhe deu origem. Temos que passar a um nível superior de pensam ento para ter um a visão panorâm ica, e um a

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

23

das m elhores m aneiras de fazê-lo é por m eio de

as perguntas certas ajuda a

precisão. Você com eça a se libertar das ideias equivocadas que o

aprisionam e passa a pensar de um m odo novo, livre das

velhas e desgastadas. Fazendo perguntas, temos certeza de estar focados no proble­ ma certo.

ideias

perguntas. Fazer o problem a com

descrever e analisar

s n 3

Q

s

*

Anthea pega este livro porque está se sentindo um pouco deprim ida, e acre­ dita que a causa disso é o relacionam ento que m antém há dois anos com o na­ morado George, que frequentem ente, durante o inverno, insiste em viajar com um grupo de am igos para esquiar. Ele deixa Anthea em casa porque ela não só não tem condições financeiras de fazer a viagem com o não está m uito interessada em esquiar. Infelizm ente, ela costum a fica r bastante deprim ida durante o inverno (a síndrom e da distúrbio afetivo sazonal afeta m uita gente, que passa por fases de­ pressivas porque o espectro da luz solar, que levanta o ânim o, fica mais restrito). Isso reforça sua tendência a se sentir rejeitada e a faz pensar que o nam orado a deixou para trás porque se diverte mais longe dela. Q uando ele voltar, pretende insistir com ele para que se com prom eta a se casar com ela, ou ela porá um fim ao relacionam ento. Mas, ao chegar em casa com seu exem plar do livro, Anthea descobre que o capítulo “ R elacionam entos” fica lá no finalzinho, e que, antes de chegar lá, é preciso passar por questionários a respeito de sua autoestim a e seu grau de depressão. Isso altera seu estado de espírito, perm itindo-lhe encarar o pro­ blema de um outro ponto de vista, isto é, ela pode fazer algum a coisa para se sentir m elhor em vez de ficar esperando pela volta de George. Com relutância, sente-se levada a adm itir que o am or de George pelo esqui não é a causa da sua insegu­ rança. Essa sensação - que costum a sentir durante seus relacionam entos - tem raízes próprias e precisa ser entendida e enfrentada para que ela possa m anter um relacionam ento do tipo daqueles em que duas pessoas reservam um espaço para explorar seus interesses independentes.

Como saber se estamos fazendo as perguntas certas? É impos­ sível ter certeza, mas um a coisa que você pode fazer é exam inar todas as suas opiniões a respeito de um problem a ou a respeito de

24

Pergunte a você mesmo

algo que você gostaria de aprim orar. O talento consiste em saber detectar a causa exata do problema.

George acha que gostaria de ser um escritor e acredita que seria mesmo um escritor se tivesse tem po para escrever. 0 problem a é que ele não tem tem po, todo m undo vive a requisitá-lo, inclusive sua nam orada, que é m uito possessiva. Sente- -se tão estressado com tudo isso que a única coisa que consegue fazer quando chega em casa depois do trabalho é preparar um café e sentir-se deprim ido por levar uma vida tediosa e banal.

0 que George deveria fazer para descobrir por que desperdiça

um

tem

valioso é responder a todas as perguntas do capítulo 3, “ A dm inistrar o seu tem po” . Por exemplo: ele pode chegar à conclusão de que perde umas cinco horas por

semana deprim ido, tom ando café. Se fosse uma pessoa organizada, em dois

essas cinco horas sem anais seriam tem po suficiente para escrever um livro, e ele

tem que concordar que tem po não é o verdadeiro problema. O

mais com plexo, e George começa a ponderar se realm ente deseja ser um escritor. Na verdade, esquiar é o que ele mais gosta de fazer, e não está de modo algum disposto a abandonar essa atividade. Para ser sincero, seu em prego é que está lhe causando mal-estar, e ele gostaria mais de ser um bom instrutor de esqui e, talvez, de escrever um livro destinado àqueles que desejam aperfeiçoar sua técnica e, com isso, sentir-se tão realizados quanto ele se sente em descidas livres, fora das pistas. George começa a sentir-se anim ado diante da possibilidade de seguir um novo cam inho. O verdadeiro problem a, adm ite, é ter acreditado - por que foi isso o que disse seu pai, e ele detesta contrariar o pai - que é indispensável ter um emprego seguro, com o o seu cargo como consultor hotline em uma com panhia de software. Ele é eficiente no em prego e apreciado pelos clientes, mas, na verdade, só está ali pelo dinheiro. Sua outra paixão é criar program as de software, sua ocu­ pação nas horas vagas. Surgem novas opções, e começa a ficar claro que uma das coisas que precisa fazer é deixar de tentar agradar ao pai m antendo um “em prego estável” ; falando francam ente, um em prego estável não faz o seu gênero, mas ele teme confrontar a visão paterna de m undo para cam inhar com as próprias pernas. Mas será assim mesmo? Depois de com preender tudo isso, talvez não seja tão d i­ fícil. É possível ganhar a vida de outras maneiras, mais de acordo com tudo aquilo

de que gosta, desde que esteja disposto a viajar e m udar de atitude.

assunto é bem

anos

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

25

Portanto, acreditar que lhe falta tem po para se tornar um es­

critor é um a desculpa conveniente para o fato de ter m edo

dade resultante da aceitação dos riscos. Na verdade, para George, “falta de tem po” significa relutância em enfrentar os problem as implícitos. Ele está sim plesm ente se recusando a descobrir todo o seu potencial. Para George, são duas as perguntas corretas a fazer: “Do que é que eu tenho mais m edo?” e “Será que eu quero passar o resto da m inha vida com essas limitações?”.

da liber­

Perguntas vitais

Esta é a parte difícil. Você pode pular este capítulo, ou só voltar a ele quando

sentir vontade. No entanto, trata-se de um capítulo curto, e não vai tom ar m uito

tem po. Você já respondeu sinceram ente a estas perguntas? Alguém já

perguntas? 0 que aconteceu quando lhe perguntaram? Você pode aplicar estas perguntas a qualquer área de sua vida, à sua escolha.

lhe fez estas

■ Sou feliz?

■ Como seria a m inha vida se eu um dia acordasse e visse realizados todos os

m eus sonhos mais caros?

■ 0 que faço na vida que im pede que isso aconteça?

■ Até que ponto sou positivo e otimista?

° Como expresso m inha criatividade e a ponho para funcionar?

■ 0 que, especificamente, desejei ser ou fazer desde meus tempos de criança?

■ Sei o que realm ente quero?

■ Vivo de acordo com m eus próprios valores internos?

■ Meu estilo de vida me perm ite realizar m uitas das coisas que realm ente desejo?

■ Sinto-m e ligado ao próximo e a uma com unidade significativa?

■ Tenho um sentido de propósito ou rumo que me mostra quem sou e que aquilo que faço tem valor? Existem palavras que possam expressá-lo?

26

Pergunte a você mesmo

* Aventura e risco fazem parte da m inha vida em quantidade

* Qual é a m inha atitude típica diante de um problem a sério?

■ De que modo as decepções im portantes que tive na vida afetaram m inha capacidade de levar a vida do jeito que eu queria?

■ Desisto com facilidade?

■ Do que tenho mais medo, e por quê?

* Acontece-m e com certa frequência chegar a um ponto do qual sei que posso ir mais adiante, para encontrar apenas mais um obstáculo no caminho? Esse padrão costum a se repetir com frequência? Se esse padrão repetitivo pertencesse a um film e ou a uma canção, qual seria o título da canção ou do filme?

■ Em relação à vida cotidiana, o que me deixa mais frustrado ?

suficiente?

Em relação à vida cotidiana, o que

é mais im portante para mim?

Exam ine dem oradam ente cada pergunta. Reflita a respeito delas p or um dia ou m esm o um a sem ana e perceba o que lhe

vem à m ente. Não deixe de an o tar as respostas, de m odo a po­ der conferir seu progresso e as m udanças ao longo do tem po.

Tente descobrir com o se sente com essas perguntas lar a m ente. Veja o que acontece quando se esquece

im pedir que essas perguntas tenham algum im pacto sobre sua vida - verá que é impossível.

a lhe m arte­ delas. Tente

Ação

o processo pelo qual tom am os algumas m edidas para pôr

em prática o que aprendem os. E nesse ponto que muitas vezes em ­ pacamos, por que é m uito difícil. Por m uito tem po nos acostum a­ mos a nos esconder debaixo das cobertas ou a nos distrair com atividades triviais em lugar de vivenciar a dor de um novo desafio. A ação depende de experiências vividas anteriorm ente. A prende­

mos com nossas experiências e depois agimos de acordo com elas. Sem a ação não aprendem os nada de novo, a não ser como conti­

É

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

27

nuar sobrevivendo no mesm o estado em que estamos. Depois de ter respondido a um a série de perguntas do livro, é preciso que você conduza sua própria experiência científica. Teste sozinho no­ vas atitudes e ideias e veja se são de algum a ajuda. Se as coisas não funcionarem , volte ao início para um novo exame.

Erros

Q uando partimos para a ação, sempre cometemos erros, e é im portante m anter um a boa atitude em face dos erros. Os erros são parte im portante do aprendizado: eles nos ensinam o que pre­ cisamos aprender. O músico Miles Davis disse certa vez: “Não tenha m edo de errar; os erros não existem ”. Se você não com eter erros, não aprenderá nada de novo. Aqueles que acham que você deveria saber como fazer algum a coisa com perfeição com etem quase sem­ pre um erro fundam ental, que pode im pedir o próprio aprendiza­ do e o dos outros. São inum eráveis as coisas que se pode ap render por interm édio dos erros.

O que você deseja esclarecer?

Experim ente passar em revista suas próprias ações e dê início a algumas novas atividades. Então avalie o efeito que tiveram sobre sua vida. Isso o ajuda a ajustar o foco, para que você descubra o que deveria estar m erecendo sua atenção em meio a tanta coisa banal que tem que fazer e às exigências que os outros lhe fazem de que você satisfaça às necessidades deles. O mais im portante é que as prioridades sejam as suas, e não aquilo que os outros acham que você deveria ser e que deveria fazer.

Plano de ação

Quando tiver organizado seu plano de ação, esse será seu contrato consigo

mesmo, que servirá de guia para m antê-lo no cam inho

dades sem se deixar desviar por assuntos que distraiam sua atenção.

certo e atingir suas priori­

28

Pergunte a você mesmo

É preciso rever seu plano de ação

constantem ente e fazer os ajustes neces­

sários quando a situação mudar. O que você não conseguir realizar dentro de um

determ inado prazo deve passar para a lista seguinte, para não ser esquecido.

impressionado com a

quantidade de coisas que com eçarão a se ajustar. Quando decidim os realm ente fazer alguma coisa e fazemos disso uma prioridade, ficam os espantados com o que se pode alcançar passo a passo.

Se seguir seu

plano de ação durante

um

ano, ficará

Escreva seu plano de ação

Quais são as dez coisas que você mais deseja m udar ou executar na sua vida e que são prioridades verdadeiras? Algum as delas podem já estar acontecendo. Outras podem precisar de ajustes ou talvez sejam algo totalm ente novo.

Agora

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Nos próximos dois anos

l

2

3

4

5

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

29

1

7

8

9

0

Nos

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

próximos cinco anos

A longo prazo

1

2

3

4

5

6

7

8

9

30

Pergunte a você mesmo

Que ações específicas são necessárias para que você atinja essas prioridades?

Data

Hoje

Esta semana

Este mês

Este ano

No próximo ano

A longo prazo

Concluídas?

Sim

Não

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

31

De que forma você poderia sabotar ou atrasar alguma dessas ações?

1

2

3

5

4

0 que você poderia inventar para evitar sair da linha?

(Por exemplo, mostre seu piano de ação a uma pessoa amiga que possa ajudá-lo

a se m anter firm e, ou diga a todo m undo que você irá à academ ia três vezes por semana, de modo que se sinta envergonhado se não for.)

1

2

5

3

4

Confiança e autoestima

Autoestima e autovalorização

Podem os definir autoestim a com o acreditar em si próprio, ser

autoconfiante, respeitar-se e ter um a atitude positiva em relação a você mesmo. U m a boa autoestim a é fundam ental. Trata-se de um a qualidade mágica que atrai boas experiências e tudo aquilo que você quer. Uma autoim agem negativa o im pedirá de obter tudo o

que m erece e destrói relacionam entos, pois pessoa am ar ou respeitar alguém que não se

fica difícil para outra am a ou não se respei­

32

Pergunte a você mesmo

que as duas pessoas têm baixa autoesti-

m a pode ser m uito difícil.

A autoestima, como o dinheiro, pode ocasionar dificuldades para quem a tem em excesso: outras pessoas podem não gostar de você e achá-lo convencido ou presunçoso. Podem sentir necessida­ de de forçá-lo a baixar um pouco a bola. Alguns de nós aprende­ mos a parar de “nos m ostrar” e tentam os nos apagar um pouco. Es­ condem os algumas das nossas qualidades e o apreço que sentimos por nós mesmos. Deixamos que os outros falem bem de nós e nos façam os elogios de que tanto precisamos.

ta. Um relacionam ento em

O im portante é desenvolver a autoestim a ao máximo. Se n

recebeu estímulo suficiente durante a infância, é difícil adquirir

autoestim a na idade adulta,

mas esse trabalho é um bom investi­

m ento em você mesmo. N inguém

substituto para um a boa autoestima. Roupas maravilhosas, acessó­ rios e viagens de férias podem fazer com que você se sinta bem, mas, se não houver um a base de autoestim a, tudo isso não passará de um estímulo tem porário.

A autovalorização é sem elhante à autoestima. É o valor que você mesm o se dá, e não depende das coisas que você faça ou al­ cance. É parte do seu eu intrínseco, como ser hum ano singular e especial. E algo que você possui e cuja ausência é notada quando você não está presente.

pode fazê-lo p o r você. Não existe

Avalie sua autoestima

Quanto você acha que vale? Este questionário é dividido em A e B. Dê um a nota a cada pergunta traçando um círculo em torno de 1 ou 2. 0 núm ero 1 significa eu concordo, e o núm ero 2 significa concordo plenam ente. Se discordar totalm ente, escreva um zero.

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

33

Seção A

Você acredita que é uma pessoa fabulosa, dotada de qualidades singulares? Você se ama, se aprecia e se preocupa consigo mesmo? 1 Sente prazer em passar um bom tem po em sua própria companhia?

Fala a respeito de si m esm o com outras pessoas de form a respeitosa e apreciativa? Valoriza tudo o que já realizou, sem se preocupar com as atividades em que não é tão bem -sucedido - afinal, ninguém sabe fazer tudo?

Valoriza a form a com o foi capaz de superar tantas dificuldades?

Quando alguém o critica, você ouve com atenção, pensa a respeito da crítica, incorpora tudo o que lhe parecer útil e ignora o restante? Consegue se m anter calm o, despreocupado e firm e quando outros à sua volta agem de form a exigente, crítica ou difícil? Sabe tom ar conta de si mesmo?

Quando alguém lhe faz

1

1

2

2

2

1

1 2

1

2

2

1 2

1 2

1

1

2

2

um elogio, sabe aceitá-lo com sim plicidade?

Seção B

Dê as notas da mesma form a nesta seção e some separadamente os pontos obti­ dos nas seções A e B.

Acha que deve se com portar de uma maneira específica diante de outras pessoas, para que elas gostem de você?

Precisa ser mais generoso com seus amigos do que eles são com você, para que continuem sendo seus amigos? Acha que deve fazer coisas que não quer só para m anter um relacionamento?

Veste-se de modo a não despertar m uita atenção ou não parecer diferente? Ou, por outro lado, gasta m uito tem po e energia com sua aparência porque pensa que não seria aceito sem a m aquiagem , as roupas, o carro, etc.? Acha m esm o m uito difícil dizer não? Se alguém o critica, sua reação é defender-se ou levar para o lado pessoal, sentindo-se ofendido e magoado?

1 2

1 2

1 2

1 2

1

2

1 2

34

Pergunte a você mesmo

Bem lá no fundo, você se sente im produtivo e inútil, e acha que, se as pessoas o conhecessem de verdade, ninguém gostaria de você?

Detesta ficar sozinho consigo mesmo? Participa com frequência de atividades que sabe que são autodestrutivas

ou nocivas à sua saúde e ao seu bem-estar?

Ao falar de si, você o faz de maneira negativa, queixosa ou autodeprecia- tiva, a tal ponto que as pessoas nem percebem suas boas qualidades e

podem chegar a ter má impressão de você?

Pontuação

1 2

1

2

1 2

1 2

A contagem dos pontos se faz separadam ente para as seções A e B.

Seção A

15-20

Você tem

uma notável autoestim a e funciona

m uito bem

nesse quesito. Ou você

teve uma excelente criação ou se esforçou m uito para chegar a esse ponto. Muito

bem! É im portante lem brar que poucas pessoas têm esse aito nível de autoestim a,

e talvez lhe seja difícil entender as necessidades e

atitudes de pessoas que sim ­

plesm ente não acreditam em si próprias da mesma form a que você.

10-15

Você tem uma ótima autoestima. Acredita de verdade em si mesmo, tem autoconfian­

ça e gosta de ser a pessoa que é. Talvez seja um pouco inseguro, mas isso é humano,

e você quase sempre sabe como

sa trabalhar um pouco sua autoestima, que esta não surge por acaso, mas está disposto

a fazer esse esforço para o seu próprio bem. Você não é do tipo que aceita por muito tem po situações que tenham um impacto negativo em seu amor-próprio.

lidar com esse sentimento. Sabe tam bém que preci­

5-10

Você se esforçou para ter uma boa autoestim a e está bem ciente do que é preciso para desenvolver segurança e autoconfiança duradouras. Talvez alguma experiência difícil em sua vida o tenha afetado de modo adverso e provavelmente, para seguir em frente, você precisa se esforçar um pouco para reforçar sua confiança. Você

tem algum as boas atitudes

básicas a seu próprio respeito e poderá reforçá-las se

prestar mais atenção ao processo de se autovalorizar.

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

35

1-5

Embora tenha algum as atitudes básicas sadias a seu próprio respeito, sua au­ toestim a é m uito baixa. C ertam ente existe uma razão para isso, e você deve conhecê-la m uito bem. C ontinuar nesse estado de baixa autoestim a prejudica sua saúde m ental e seu bem -estar, e pode se tornar parte de um círculo vicioso que se autoperpetua: você se sente pouco confiante, então se retrai, se torna passivo ou esquivo e perde as ocasiões em que poderia aprender a ser mais confiante. O segredo está em praticar com portam entos associados à autoestim a positiva; se fizer isso sem pre, eles se tornarão m ais naturais e deixarão de ser exercícios.

Seção B

10-20

Você está batalhando contra a baixa autoestim a, e, às vezes, pode achar que a vida é m esm o m uito difícil. Talvez não tenha desenvolvido um forte sentido de identidade própria e, em algum as épocas, deve ter sido facilm ente controlado ou

influenciado por outras pessoas. É sensível à crítica ou

a julgam entos negativos.

Nem sem pre é confiante o bastante para correr os riscos inerentes à busca de uma situação m elhor e, provavelm ente, tem e ficar sozinho. É uma luta tentar se livrar do hábito de pensar e agir negativamente contra você mesmo. Há uma coisa que você pode fazer que lhe será de ajuda imediata: identifi­ car uma área na qual tem certeza de que se sente confiante. Passe em revista as habilidades, talento ou experiência que adquiriu em certas áreas - por exemplo, você sabe que cozinha bem. Pense em como adquiriu a técnica necessária. Tente

transferir essa habilidade para outra área na qual se sente menos confiante, mas na qual deseja se sair bem. Por exemplo, se você é bom cozinheiro, sabe apren­ der e arm azenar novas informações, tem talento para organização, tem o dom da criatividade, gosta de tratar bem os outros e sabe valorizar e apreciar o que é bom. Esses dons podem ser transferidos para algum a área que ainda não experim entou. Por exemplo, artesanato, um esporte coletivo ou com eçar um novo projeto no seu

trabalho. A dquirir novos talentos reforça a autoestim a e,

zer com que você se torne mais confiante. Uma dica valiosa é com eçar a acreditar que vale a pena o esforço - mesm o que nem sem pre saiba por que está fazendo isso e até mesmo sem ter vontade de fazê-lo.

autom aticam ente, vai fa­

36

Pergunte a você mesmo

Sete exercícios para promover a autoestima

Se passar algum tem po fazendo estes exercícios - embora inicialm ente eles possam parecer um pouco tediosos focalizará sua m ente em algo que ela quer m uito que você faça. Com certeza será bem -sucedido. Se alguns dos exercícios o fizerem lem brar-se de ocasiões em que se sentiu mal, não se preocupe com isso e acredite que este processo natural de cura vai dar certo.

1

Pense nas atitudes e com portam entos representados peias perguntas da Seção A do questionário sobre autoestim a. Se algum a delas lhe pareceu difícil ou estranha, com ece a praticá-la. Se já tem o costum e de fazê-lo, faça- -o mais um pouco. Por exemplo, tente aceitar os elogios com sim plicidade e

nunca finja que não se im porta

com elogios. Durante as próxim as semanas,

tente aum entar a contagem de pontos da Seção A.

2

Procure a com panhia de pessoas descontraídas e autoconfiantes. Aprenda alguma coisa com elas e tente copiar algum as de suas atitudes. Ao mesmo tem po, trate de passar um tem po proveitoso na sua própria com panhia.

3

Isto é urgente: evite a com panhia de pessoas que o fazem sentir-se mal

consigo mesmo, ou que se sentem bem agredindo-o de alguma forma. Nunca perm ita tal coisa. Se isso costum a lhe acontecer, seja enérgico e faça

Pratique prim eiro os outros exercícios, até sentir-se

melhor. Não espere que aquele tipo de pessoa que gosta de vê-lo "para baixo” venha em sua ajuda.

4 Faça um lista de suas boas qualidades e talentos individuais e dignos de adm iração. Na lista podem ser incluídas coisas boas que outros disseram a seu respeito. Então com porte-se com o se realm ente acreditasse que todas elas são verdadeiras. Será que essa pessoa agiria de m odo diferente para com você se soubesse que essas coisas são verdadeiras?

5 Faça um álbum ou um caderninho de autoestim a. C olecione aí todos os reforços positivos que receber, de q ua lqu e r fonte: por exem plo, cartas e cartões com m ensagens positivas, referências, testem unhos ou avaliações positivas em trabalhos feitos durante algum curso. Não deixe de anotar as coisas positivas que as pessoas lhe digam e guarde- -as no seu álbum , para que lhe sirvam de estím ulo. C olecione elogios. Escolha e m onte cu idadosam ente seu álbum de m odo que fiq ue bonito

e atrae nte , q ue lhe seja prazeroso o lh a r e o e stim u le a a u m e n tá -lo . Ele

aiguma coisa a respeito.

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

37

será um recurso valioso sem pre que se sentir d e p rim id o ou precisar de encorajam ento. 6 Procure sem pre desenvolver novas habilidades e realizar coisas novas, de m odo a sentir-se orgulhoso de si mesmo. Receba e aceite elogios, reconheci­ m ento e honrarias. 7 Valorize, com em ore e expresse explicitam ente não só o que há de especial em você, quais os pontos em que é único e diferente dos demais, assim como tudo o que tem em com um com os outros.

E x ercício

de au to co n fian ç a

É correndo riscos e agindo que se adquire confiança. E com o ganhar con­

fiança? Você é do tipo altam ente cauteloso, que tem e correr riscos, ou sente pra­

zer com

Arriscando-se pouco, será menos capaz de se arriscar no futuro. Lem bre-se das coisas boas que já lhe aconteceram . Pode ser qualquer

duradoura, m udar para um novo

em prego ou casa nova, ter um filho,

um projeto relevante. Perceba com o sua participação pessoal contribuiu para que essas coisas acontecessem .

uma realização im portante, a conclusão de

coisa - uma viagem especial, uma am izade

a novidade e o entusiasm o inerentes a certa dose de risco e aventura?

Faça uma lista de dez coisas boas que já lhe aconteceram

Podem ser de qualquer época de sua vida.

1

2

3

4

5

7

8

9

6

38

Pergunte a você mesmo

Coisas que você já fez

Agora faça uma lista das coisas que realizou e das qualidades pessoais dem ons­

tradas por você que contribuíram

cessem. Terá que pensar m uito se acha que essas

ram ” . Qual foi a sua contribuição para que tudo desse certo?

para que essas realizações im portantes aconte-

coisas "sim plesm ente acontece­

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Qualidades pessoais que você demonstrou

São qualidades pessoais a perseverança, a amizade, ter m ente aberta e ser entu­ siasta, trabalhador ou determ inado.

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Sinta-se orgulhoso do que realizou e do modo como o fez. Você pode realizar mais ainda, m uito mais, se continuar pensando positivam ente a seu respeito.

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

39

Planejando o sucesso

Somos mais bem-sucedidos quando imaginamos que o resulta­

do será o m elhor possível e fazemos planos para que isso aconteça.

Para tal, é preciso ter não tiver em m ente o

Para que resultados tem mais vontade de se esforçar? Leia no­ vam ente as perguntas vitais do início deste capítulo e preste aten­

ção à pergunta a respeito de valores, no capítulo 2.

em m ente metas ou resultados definidos. Se resultado, é improvável que chegue lá.

Treze resultados vitoriosos

0 que o faria sentir-se feliz e satisfeito de verdade? Faça uma lista dos se

desejos e sonhos para cada um dos tópicos desta seção. Não é preciso dem orar- -se m uito preenchendo a lista - trata-se apenas de um rápido inventário dos re­ sultados que você gostaria de alcançar. Se achar que algum dos seus desejos não é realizável, ponha-o na lista assim mesmo. Bastam umas poucas palavras para cada tópico. Isto não é o m esm o que seu plano de ação, que tem com o finalidade definir tarefas realistas e executá-las. 0 assunto aqui é o cam inho que você gostaria de seguir. Fique à vontade, seja inventivo e brincalhão, sonhe acordado.

1 Família e relacio n am e ntos:

2

3 lazer, recreação, d ive rsã o :

Estilo de v id a :

Viagens,

4 Educação, aprendizado, novos conhecim entos e técnicas:

5 Dinheiro:

40

Pergunte a você mesmo

7

C ria tivid ad e :

8

S e xu a lid ad e :

9

F e licid a d e :

10

Saúde e b e m -e sta r:

11

C o m prom issos:

12

Trabalho e c a rre ira :

13

Lar e local de re sid ê n cia :

A esta altura você já deve ter escrito algum as palavras sob cada um dos tópicos referentes aos resultados que deseja alcançar. Essas mesmas palavras deverão ser copiadas para os tópicos a seguir. Para isso, decida quais são as mais im portantes para você e quais as menos im portantes por enquanto. Só você pode decidir a “ im portância” - todas essas coisas são im portantes, mas algum as mais do que as outras.

Resultados mais relevantes

l

2

3

4

5

6

Outros resultados importantes, que devem ficar em segundo plano por enquanto, mas que manterei em mente

l

2

3

4

5

6

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

41

acaba de organizar

sua vida num quadro e de decidir qual o cam inho que deseja seguir quanto às

coisas mais im portantes

Agora que esses resultados foram claram ente definidos, sempre que possível, você tomará decisões e fará escolhas que o guiarão em direção aos resultados alm e­ jados. Ao mesmo tempo, deixará de lado as escolhas que ficaram para mais tarde. Podem surgir dificuldades se os resultados forem conflitantes: por exemplo, se você quer, ao mesmo tem po, ter filhos e ganhar m uito dinheiro. Quando surgi­ rem esses conflitos, a não ser que sua energia seja ilim itada, é preciso reform ular prioridades quanto aos resultados alm ejados para os próximos anos, para focalizar ou os filhos ou o dinheiro - mas, a longo prazo, você pode se esforçar por ambos.

Parabéns! Você sim plesm ente e sem fazer m uito esforço

para você.

Autossabotagem

Será que, de alguma forma, você im põe limites ao próprio su­ cesso e costum a atrapalhar tudo? E um autossabotador? Costuma adiar seus planos e dim inuir o ritmo? O que isso significa? O u sua vida tom ou rumos muito inespera­ dos, e nesse caso seus valores e metas m udaram radicalmente, ou você tentou ir mais devagar devido a fatores de autossabotagem. Esses fato­ res não incluem, é claro, a sabotagem externa, que não é culpa sua.

Fatores de autossabotagem

De quais desses fatores você pode dizer, honestam ente, que nunca foi culpado?

■ m onólogos negativos, do tipo “não consigo fazer isso”, ou “não sou bom o suficiente”

■ baixa autoestima

■ falta de confiança

■ convicção de que não é digno ou de que não m erece o que é bom

■ baixo nível de expectativa

■ prioridades confusas

42

Pergunte a você mesmo

a

valores mal definidos

B

desorganização

procrastinação

B

m edo do sucesso

m edo do fracasso

B

m edo de tom ar decisões

*

culpar os outros ou as circunstâncias

inventar desculpas e acreditar nelas

■ fugir das pressões, competição ou aborrecim entos B culpa

D

m edo de tom ar a decisão errada

 

m edo de pedir o que deseja e precisa

*

não pedir ajuda

*

isolar-se demais e não com unicar seus pensam entos e senti­ mentos

ser paciente demais, tolerar situações ruins ou que outros o maltratem

m edo do que

os outros vão pensar

°

ser incapaz de dizer “não ”

 

m anter relações com pessoas que acham que

sabem

como

você deve passar o seu tem po

 

pensar em suas necessidades por últim o

enganar a si mesm o

°

negar que algumas coisas precisam de ajuste

passar seu tem po com pessoas que não acreditam em você

H

perm itir que tirem vantagem de você

 

colocar-se no papel de vítima, com portar-se de form a passiva ou desamparada e achar que nada pode ser m elhorado

De quantos desses fatores você adm ite ser culpado?

os únicos culpados p o r im pedir que

você leve a vida que deseja e m erece. Tom ar consciência deles pode fazer um a grande diferença e ser o começo de um a atitude totalm ente nova. Esses são os bandidos da sua vida e você pode derrotá-los.

Esses

fatores podem ser

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

43

Diz-se que a autossabotagem é muitas vezes o “pior inim igo”. É

o resultado não só de toda a negatividade, dos sentim entos desagra­

dáveis e das experiências ruins de nossa vida, como tam bém de tudo

que dizemos a nós mesmos a respeito dessas experiências. Comete­ mos autossabotagem quando ficamos presos a sentimentos negativos, dizendo a nós mesmos que tal coisa não vale o esforço e que coisas

boas só acontecem aos outros. Isso é geralm ente o resultado de um

condicionam ento que começou

pouco, nos sentimos im potentes diante dos problemas da vida e ten­ tamos nos consolar e nos distrair de m odo a não nos sentirmos tris­ tes, amargos ou zangados por causa das coisas que não temos. Otimismo e esperança são o m elhor tratam ento para a autos­ sabotagem, combinados com a capacidade de entender que, na

m aioria das vezes, o que nos detém são nossas próprias atitudes de­

na infância. Aprendem os a esperar

pressivas, os constantes pensam entos negativos e as atitudes vindas da infância e não enfrentadas.

Linda trabalhava com o enferm eira odontológica. Fazia bem seu trabalho, e os pacientes gostavam m uito da sua personalidade cordial. Os dentistas gostavam

de trabalhar com ela e se ofereceram

chefiar o departam ento de cirurgia dentária. Ela conversou com o m arido a respei­ to da oferta, e am bos decidiram que não era uma boa ideia. Linda teria que viajar

sem analm ente

semana e nem sem pre chegar em casa a tem po de fazer o jantar. Talvez

tem esse que ela viesse a ganhar mais do que ele, e disse que ela precisava ficar em casa todas as noites com as crianças, já que ele teria que trabalhar até tarde muitas vezes.

finais de o m arido

para lhe pagar um curso que lhe perm itiria

para as aulas, o que tom aria

m uitas

horas, estudar nos

Nesse exemplo, os dois parceiros estão sabotando o progresso e um a m aior independência financeira de Linda. E m uito mais cômo­ do para eles continuar vivendo em seu atual padrão de vida e capaci­ dade. Anos mais tarde, ainda ocupam os mesmos em pregos e vivem

no

mesm o padrão. Precisam ser cautelosos com as

despesas, e Lin­

da

começa a sentir os prim eiros sinais da síndrom e

do ninho vazio,

44

Pergunte a você mesmo

porque os filhos estão deixando a casa paterna. Foi isso o que Linda

aceitou, m anter o status quo sem

correr o risco de virar o jogo.

Até que ponto você mesmo se sabota?

Leia as perguntas seguintes e escolha as que m ais se parecem com você: A, B, C ou D.

1 Você decide econom izar para fazer um curso de capacitação que lhe perm itiria ganhar bem mais do que ganha no mom ento. Seu tem po ficaria sobrecarregado, e haveria um exame no final. Qual seria sua atitude mais provável?

a. Você separa o dinheiro em uma conta à parte e trata de ajeitar as coisas antecipadamente, de modo a ter tempo disponível. Você completa o curso.

b. Você poupa o dinheiro e reserva tempo para o curso, mas acha as aulas muito tediosas, então começa a faltar a algumas. Não faz todos os trabalhos de casa e passa com dificuldade nos exames.

c. Tenta arranjar tempo para o curso, mas há muito mais coisas para fazer, então deixa o curso para outra ocasião.

d. Seus amigos o convidam para participar de uma viagem maravilhosa, e você não quer perder a ocasião, então gasta na viagem o dinheiro que havia economizado para o curso.

2 Sua casa ou apartam ento parece um chiqueiro, sua mãe está chegando para passar uns dias, e você precisa fazer uma faxina. Como você provavelm ente resolveria a situação?

a. Você reserva duas noites e o dia todo de sábado, faz compras, liga o som e dá uma geral na casa.

b. Deixa tudo para a última hora, mas acaba dando conta muito bem, embora, quando sua mãe chegar, talvez ela o encontre ainda com o espanador na mão e a roupa para passar empilhada no sofá. Quando ela chega, você a recebe alegremente, faz um café para ela e mostra que trabalhou bastante.

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

45

d.

e encontrou

desculpas pela bagunça.

Você nem

uma passada de aspirador, em pilha os jornais

um

m onte de coisas que nem

lembrava que tinha. Você pede

liga para o fato de sua mãe ser uma fanática por arrum ação.

e pronto.

3 Você gostaria m uito de dar uma grande festa para com em orar seu aniversário, que deve acontecer em breve. Adoraria com em orar em grande estilo com os amigos, alguns dos quais m oram a uma distância de um dia de viagem. O

que você faria

com m aior probabilidade?

a.

Reserva o local e m anda os convites com uns dois meses de antecedência, para que todos possam reservar a data na agenda.

b.

C

om unica a todos que vai dar a festa e só reserva o local quando a maioria dos

que podem vir tiver respondido; então avisa por telefone a hora e o local.

c.

Você dá a festa, mas não convida m uita gente porque acha que nem todos viriam de tão longe só para uma festa de aniversário.

d.

Você sonha em dar a festa, mas ela nunca chega a se realizar porque daria

m uito trabalho para organizar. Acaba saindo com alguns amigos para tom ar

uns drinques.

4 Você está se saindo m uito bem no trabalho, e o gerente dá a entender que

em prim eiro lugar na fila para prom oção quando um colega se

você está

despedir dentro de poucos meses. O que você faria?

a. Trabalha mais ainda para provar que tem valor e que é indispensável.

b. Continua agindo da mesma form a, mas esforça-se para dar uma boa impressão às pessoas certas.

c. Continua agindo da mesma fo rm a -e espera que suas qualidades excepcionais sejam reconhecidas.

do escritório do andar

d. Relaxa e com em ora de baixo.

antecipadam ente

com

a turm a

5 Você tem

É algo que você sem pre

quis. Ao planejar outra vez suas prioridades para o ano, nota que há algum

tem po já não

um

desejo ou

uma am bição secretos.

se esforça para conseguir o que quer. O que você faz?

a. Arranja

b. Começa a contar às pessoas qual é o seu tornando mais real.

tem po e trata de fazer o que é preciso.

projeto e, aos poucos, ele vai se

46

Pergunte a você mesmo

c. Planeja cuidar do assunto, mas não se sente seguro quanto à melhor forma de começar e se distrai com muitas outras coisas que também precisa fazer.

d. Fala muito no assunto, mas neste momento há coisas mais importantes ocupando seu tempo.

6

Você recebeu o form ulário para a declaração de renda, mas havia se esque­ cido totalm ente do assunto, e agora tem poucas semanas para entregá-la, ou pagará um a m ulta. O que você faz?

a. Começa o mais cedo possível.

b. Preocupa-se em saber onde vai arranjar o dinheiro, e faz tudo no último instante.

c. Coloca sobre sua mesa, na pilha de coisas a fazer, e torce para que tudo dê certo.

d. Nem quer pensar em um assunto tão deprimente. Melhor pagar a multa do que se aborrecer com isso.

7

Um dia você nota que a caixa-d’água da sua casa está vazando. Qual destas atitudes você adotaria?

a. Telefona para todo mundo até conseguir um encanador que possa vir imediatamente.

b. Pede a seu irmão ou a um amigo que venha dar uma olhada.

c. Tenta fazer sozinho um conserto provisório, mas não confia muito em suas habilidades de encanador e se preocupa com o que deve fazer.

d. Coloca um balde sob o vazamento e torce para que o problema se resolva.

8

Você tem um prazo para fazer algo im portante. Qual desses roteiros se pare­ ce mais com você?

a. Você está trabalhando nisso há tempos e acredita que deve terminar alguns dias antes do prazo.

b. Entra num frenesi na última hora - fica duas noites seguidas sem dormir para terminar a tarefa e caí duro de exaustão.

c. Fica morrendo de medo de não conseguir terminar a tempo e fica muito preocupado.

d. Perde o prazo porque não gosta de se estressar. Inventa uma desculpa criativa e entrega tudo com uma ou duas semanas de atraso.

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

47

entanto, você está m uito ocupado com um trabalho extra e sem empregada em casa. O que provavelm ente faria?

a. Telefona para o prim o im ediatam ente e com bina encontrá-lo daí a 15 dias.

b. Liga assim que pode e explica que está m uito ocupado, mas gostaria de encontrá-lo em breve.

c. Você acaba ligando finalm ente, porque a essa altura está se sentindo culpado; prom ete convidá-lo para sair um dia desses, e a promessa se torna uma fonte de estresse.

d. Sua intenção é telefonar para ele, mas esse dia nunca chega.

10 Como você reage quando surge uma nova oportunidade?

a. Consegue a brir um espaço para ela.

b. Aproveita a oportunidade, mas isso o deixa estressado porque já é ocupado demais.

c. Acha que deveria tom ar algum a atitude -

d. Você não acha que é uma oportunidade.

mas deixa a oportunidade passar.

11

Um projeto im portante no qual você trabalha está chegando ao final. O que você faz?

a. participando do projeto, para vê-lo term inado.

b. do estresse, sente-se cansado, mas consegue levá-lo até o fim .

c. Começa a pensar em seu próximo projeto, que lhe parece mais interessante.

d. Sente-se entediado e não continua no projeto - os outros têm que se

Continua

Reclama

encarregar dos detalhes finais.

12 Você delineou metas

para si m esm o, que deveriam

da próxima semana. Mas, inesperadam ente, alguns parentes ou amigos

requisitam seu tem po. Eles nem parecem e sob pressão. O que você acha que faria?

perceber que você está ocupado

ser atingidas

no final

a. Explica-lhes que está ocupado e que estará à disposição deles no final da próxima semana.

b. Tenta conjugar suas necessidades e as deles, e procura não perder o equilíbrio.

c. Dá prim eiro atenção à família ou aos amigos e só depois cuida da sua obrigação - se sobrar tem po. Fica exausto e um pouco magoado porque ninguém se deu ao trabalho de perguntar se está tudo bem com você.

48

Pergunte a você mesmo

13 Seu nam orado/sua nam orada é cium ento/a e faz questão de saber todos os dias onde você está e o que está fazendo. Ele/ela não gosta que você tenha um tem po só seu, e sem pre insiste em cancelar todos os seus encontros com amigos ou exige ir junto. Como você resolveria isso?

a. Deixa claro que seu tem po lhe pertence e que não vai tolerar que ele/ela aja

com o

se não confiasse em você.

b. Tenta com preender e cede em alguns pontos, mas sente uma insatisfação cada vez m aior se, apesar da sua boa vontade, ele/ela insiste nesse com por­

tamento.

c. Você se ressente, mas acaba cedendo e aceitando levar uma vida mais reclusa.

pode

d. Concorda e, aos poucos, perm ite que seu par decida com quem você

se encontrar. Acha natural que, agora que form am um casal, a outra parte

não queira que tenham vida social independente.

14 Que atenção você dá à sua saúde a longo prazo?

a. Você se exercita, tem uma dieta saudável, descansa adequadam ente e pro­ cura tratam ento assim que nota algum problem a de saúde ou odontológico.

b. Você se cuida e m antém uma atitude despreocupada. Às vezes com ete um excesso, mas m antém -se dentro de um lim ite razoável.

c. Você se exercita ocasionalm ente, segue uma dieta saudável quando é possível e se cuida quando tem tem po para isso. Sabe que deveria se cuid ar melhor,

mas, no m om ento,

há coisas mais im portantes em sua vida.

d. Você fum a, bebe, come tudo o que quer, não sente necessidade de fazer exercícios regularm ente e raram ente dá atenção a sintom as físicos, mesmo quando eles lhe causam mal-estar.

15 Você costum a deixar coisas por fazer, tais com o não a b rira correspondência ou não responder e não pagar as contas em dia, de modo que isso acaba criando um problem a m uito mais dem orado para resolver?

a. Raram ente, isto é, quase nunca,

b. Ocasionalmente.

c. Às vezes.

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

49

Classificação quanto a autossabotagem

Núm ero de respostas: A

B

C

D

É provável que suas respostas tenham sido uma m istura de A, B, C e D. Nes­

se caso, você deve ler os resultados da contagem que m arcou três ou mais respostas.

de pontos para cada letra em

Se a maioria foi A

Você é mais organizado que a maioria das pessoas e sente-se m uito satisfeito quan­ do vê tudo resolvido. Geralmente faz tudo o que disse que faria, é eficiente e con­ fiável. Sabe que é responsável por si m esmo e não pode culpar os outros quando falha. É exigente consigo mesmo. Talvez não lhe sobre m uito tem po para exam inar informações ou sentimentos, portanto não costuma parar para se questionar por que está fazendo alguma coisa. Você deveria relaxar um pouco de vez em quando

e reavaliar seus valores e prioridades. Ou talvez suas metas sejam bitoladas. Você costuma realizar o que se propõe a fazer, mas nem sempre o faz com prazer.

Se a maioria foi B

Em geral, você é um a pessoa organizada e eficiente, e, sem alarde, costum a realizar m uitas coisas. Prefere ter algum a autonom ia e não cede autom aticam en­ te às pressões externas. Cuida bem de tudo, inclusive de si próprio, e gosta de colaborar com o próximo. Em algum as ocasiões talvez fique mais ansioso do que deveria, por exem plo, tentando ajeitar as coisas para todo m undo. Você às vezes se coloca em últim o lugar em sua lista de prioridades. Talvez sofra de estresse

e

esgotam ento por excesso de obrigações, e deveria lem brar de tratar bem de

si

m esm o e traçar metas realistas e realizáveis para

não se sentir frustrado

ou

fracassado. Pode ser que, disfarçadam ente, você tenha pouca autoconfiança, e deveria perceber com o as pessoas o apreciam e valorizam sua capacidade. Não perm ita que abusem de você.

Se a maioria foi C

Parece que você está sem pre às voltas com projetos confusos ou inacabados, com m uitas coisas ainda por fazer. Por ser uma pessoa criativa - essa é sua mar­ ca registrada - , que m antém m uitas opções em aberto, é flexível e espontâneo. Entretanto, seria m uito bom se pudesse definir suas metas com mais firm eza e

50

Pergunte a você mesmo

as reavaliasse a intervalos de alguns meses. Caso contrário, corre o perigo de

não levar até o fim as coisas que são im portantes para sua vida. Existe tam bém

a possibilidade de que sua autoestim a seja pouca e de que você seja pouco co n­

fiante e duvide de sua capacidade de ser bem -sucedido. Duvidar de si m esm o pode sabotá-lo e solapar possíveis sucessos. Por causa disso, você pode estar se lim itando em certas áreas - assim não terá que enfrentar nem o m edo do fracasso

nem o do sucesso. Muitas vezes subestima seu talento e sente-se mais ansioso do que deveria. Pode tam bém sentir-se culpado e reagir às pressões de modo con­ fuso, o que confunde tam bém os dem ais, de modo que as outras pessoas não sabem m uito bem quem você é. Desvia-se m uitas vezes do que é realm ente im ­

portante para você e se deixa guiar pelas circunstâncias. Cuidado para não perder

de vista seu próprio bem -estar e suas necessidades. Você se

sidades alheias, em lugar de atender às suas, e pode sentir relutância em dizer

acom oda às neces­

“ não” a exigências absurdas, que coloca acim a dos seus próprios interesses.

Se a maioria foi D

Embora possua m uito charm e e tenha sem pre à mão uma desculpa criativa, você não é a pessoa mais confiável do m undo quando se trata de exigências e prio­

inclusive as suas próprias. É capaz de dedicar m uito tem po ao que é

im portante para você mesmo e se especializa nos vários modos de desperdiçar

o tem po. Não aprecia exigências externas, principalm ente as que se referem às

coisas que não são do seu interesse. Para se proteger, evita, sem pre que pode, o estresse e as pressões exercidas por outras pessoas. Costuma praticar a negação

e a procrastinação, e, por esse motivo, perde m uitas oportunidades. Seria bom

se você fosse capaz de definir seus próprios anseios e prioridades, já que não costum a cu m p rir inteiram ente as imposições dos outros. Ainda está se rebelando contra as expectativas que os outros tinham a seu respeito? Tem suas próprias ex­ pectativas realistas, ou coloca tão alto suas metas que elas se tornam inatingíveis, ou tão baixo que nem vale a pena se dar ao trabalho? Está em luta contra valores

e prioridades confusos? Culpa outras pessoas pelo fato de sua vida girar em torno

de um círculo? Quais os resultados que deseja realm ente obter? O que você quer,

sinceram ente, ser daqui a dez anos - e com o fará para chegar lá?

ridades,

CAPÍTULO 2

Escolha seus valores

O capítulo 1 foi dedicado a determ inar prioridades, metas e

planos de ação e a como lidar com a autoconfiança e a autoestima.

As vezes fica m uito difícil e confuso equilibrar prioridades confli­ tantes e um a mescla de emoções, mais a ideia de que, às vezes, você

m esmo sabota suas m elhores

um a longa série de perguntas

no restante do trabalho que este livro vai ajudá-lo a pôr em prática.

intenções. Este capítulo consiste em fundam entais para ser bem-sucedido

Quais são os seus valores?

Talvez você já tenha pensado de várias maneiras a esse respeito, talvez não. Se souber definir bem quais são os seus valores, terá um noção clara de quais são suas prioridades. Você sabe m uito quem você é e do que precisa para m anter um a noção exata de quem é. Assim, em um a situação difícil, provavelmente saberá o que fazer.

Q uando tudo na vida correr bem, você progredirá naquilo que con­

sidera realm ente im portante. Saberá viver a própria vida, e não a vida que os outros delinearam para você.

O que são valores? Um valor é uma convicção ou atitude que lhe servirá de guia na vida.

Todos nós possuímos valores, e eles sustentam e dirigem a nossa vida. Se não conhecem os nossos valores, eles irão, de toda form a, dirigir a nossa vida, então é m elhor saber quais são eles. Você po­ derá escolher positivamente e optar pelos valores que lhe agradam

e o fazem sentir-se bem, em vez de optar pelo tipo de valores com

os quais acabam os nos contentando, que é o que acontece quando não nos damos ao trabalho de definir o que queremos. Muitos dos nossos valores são herdados - de nossos pais, por exemplo - e já não são mais relevantes ou úteis para nós. Pode ser muito destrutivo agarrar-se a valores ultrapassados, que já não servem

52

Escolha seus valores

ou que não nos fazem justiça. Às vezes precisamos m udar nossos va­ lores. As vezes precisamos nos m anter fiéis a nossos verdadeiros valo­ res - porque são um com ponente essencial de um a firme noção de autovalorização. Diferentes instituições e religiões têm seus próprios sistemas de valores, que servem como princípios organizadores, de tal m odo que cada um sabe o que se espera dele se quiser continuar per­ tencendo à instituição. No século XXI temos a possibilidade de esco­ lher entre a segurança que nos dá o fato de aceitarmos esses valores

questionam ento

de valores já estabelecidos e pela criação dos nossos próprios.

sem discutir

ou o desafio criativo representado pelo

«-se-'»

Os valores na vida cotidiana

Os pais de Jim estavam convictos de que as crianças, em bora devessem ser bem tratadas, não eram tão importantes quanto os adultos, cujas decisões as crianças tinham que aceitar sem questionar ou discutir. Jim nunca havia per­ cebido a que ponto isso o havia afetado, até ter os próprios filhos e perceber que falava com eles exatam ente com o seu pai havia falado consigo. “ Obedeça e não discuta.” Felizmente, já que é um hom em bondoso, foi capaz de ouvir o que seus filhos diziam quando continuavam a desafiá-lo, exigindo que ele ouvisse o que eles próprios tinham a dizer sobre o assunto. Aos poucos, Jim percebeu que fala­ va igualzinho ao pai, mas que não queria tratar os filhos do m esm o modo, e sim ter com eles uma relação íntima e encorajadora, em vez de ser um pai distante e autoritário, e ficou sinceram ente preocupado com a possibilidade de que os filhos o vissem dessa form a. Percebeu que agia assim sim plesm ente porque acreditava vagam ente que devia educar os filhos do mesmo modo que seu pai o havia educa­ do. Jim é um hom em que valoriza as relações pacíficas e harm oniosas e tem um forte sentido de igualdade entre as pessoas, inclusive as crianças. Portanto, agir de form a conflitante com esses valores não deixaria de lhe causar estresse. Os valores herdados estavam em perm anente conflito com seus próprios valores pessoais.

Escolha seus valores

para

acrescentar os seus, se não estiverem nas listas. Você tem direito

Escolha-os

nas listas a seguir,

mas sinta-se

à vontade

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

53

a apenas cinco valores prioritários, e a cinco de prioridade mé­

dia em cada categoria. Não pode haver mais do que cinco em cada seção. Isso pode ser difícil. Ser obrigado a escolher apenas dez valores o faz pôr em foco aquilo que é realm ente im portante para você. O utra coisa que talvez aconteça é que você pode descobrir

que alguns dos valores escolhidos são conflitantes entre si. Se isso acontecer, é um a indicação de em que áreas de sua vida você vem passando por confusão, sentimentos contraditórios ou obtendo maus resultados. Ao escolher sua lista de valores, perceberá que às vezes escolhe valores que se opõem entre si. Caso se sinta feliz com um estilo de vida ocupado, rico e complexo, tendo que se equilibrar entre dife­ rentes valores e prioridades, isso não tem importância. Por outro lado, se quer minimizar e m anter em foco a simplicidade, terá que restringir seus valores, de modo que sejam compatíveis.

Se você m antém um

relacionamento e está fazendo este exer­

cício junto com seu par, ambos aprenderão muito a respeito um

do outro. E im portante que cada m em bro do casal se sinta livre para escolher os próprios valores, mesmo que sejam diferentes dos escolhidos pelo parceiro. Se em seu relacionamento a aceitação e

o respeito dos valores de cada um forem valorizados, o relaciona­

m ento se aprofundará. Por outro lado, é preciso que alguns valores fundamentais sejam comuns aos dois, ou não terão um terreno co­ mum a ambos. Os casais que vivem bem geralmente são influencia­ dos pelos valores um do outro, mas sem perm itir que eles anulem os seus próprios.

Quando estudou a seção dedicada aos valores da família, Barry refletiu sobre o tipo de vida dom éstica que gostaria de levar, mas nunca pudera. Seus pais eram pessoas caladas e trabalhadoras, que, percebia ele, nunca chegavam a gozar das coisas pelas quais haviam lutado tanto. Valorizavam a “fam ília unida” , mas, ape­ sar disso, as refeições em fam ília eram apressadas e tensas, e todos tinham que ajudar a tirar a mesa mal haviam acabado de comer. Raramente ficavam algum tem po sem fazer nada, sim plesm ente gozando o prazer de estarem juntos. União, para eles, significava trabalhar duro em conjunto. Os fins de semana eram reserva­

54

Escolha seus valores

dos a alguma tarefa. Mesmo durante as férias, quando iam para a casa dos avós, a m aior parte do tem po se passava cozinhando, arrum ando a casa e levando os avós em viagens curtas. Barry escolheu com o as cinco prioridades para sua vida familiar.- felicidade,

saúde, com partilhar, abundância e

escolhidas foram sentir-se ligado aos outros, tranqüilidade, foco em atividades

externas, educação sólida e atividades esportivas. Percebeu que alguns desses valores conflitavam ; por exemplo, tranqüilidade e vida esportiva talvez fossem in­ compatíveis. Então foi preciso decidir qual deles era mais im portante. Precisou tom ar algum as decisões para organizar sua vida de m odo que suas prioridades coincidissem com as coisas que lhe davam prazer. Para consegui-lo, teve que

reorganizar o modo

foco espiritual. As cinco prioridades médias

como adm inistrava seu tem po.

<^se^>

Todos esses valores se eqüivalem e são neutros. Não existe res­ posta certa ou errada a qualquer dessas perguntas. Mas existem as que são certas para você. Com o tem po, vai notar que seus valores evoluem e m udam , e será interessante rever este capítulo dentro de seis meses ou um ano. Responda à perguntas sobre valores e perceberá que isso tor­ nará mais eficiente o processo de perguntas e respostas usado neste livro.

A lista de valores

*

*

Eis aí uma lista de 195 valores. Nos exercícios que se seguem, você deverá

escolher alguns deles, incluí-los em sua vida e fazer deles uma prioridade, ou então recusá-los e descartá-los da sua vida. Você concordará com m uitos dos va­ lores da lista; com alguns concordará fortem ente, e outros lhe serão indiferentes, ou você vai discordar deles. O im portante é determ inar quais são os seus próprios valores, não porque acha que isso pode agradar a outra pessoa, ou porque isso pode fazê-lo parecer uma pessoa m elhor ou por achar que “deve" se com portar de

o ajudarão m uito a criar

determ inada maneira. Valores escolhidos

para si o tipo de vida que deseja, porque, nos m om entos de tensão, não vai ser fiel

dessa forma não

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

55

a eles. Um valor deve ser algo a respeito do qual você tenha sentim entos fortes ou que seja realm ente im portante para você.

Os valores estão separados em diversas categorias, com eçando pelos mais abstratos, que se referem a questões espirituais, passando depois a questões mais pragm áticas, referentes ao estilo de vida. À m edida que for cum prindo cada etapa, verá que certos valores em determ inada categoria se sobrepõem a outros. Isso o ajudará a descobrir e tornar mais claras certas coisas a seu respeito. Por exemplo, você pode descobrir que m uitos dos valores que escolheu nas diversas categorias incluem a criatividade, no entanto, você nunca pensou que pudesse fa­ zer da criatividade uma prioridade em sua vida cotidiana. Se não realizar algo que efetivam ente dê vazão a um valor im portante em sua vida, isso poderá se tornar uma fonte de tensão, estresse, depressão e outros sintomas.

Este será o exercício mais dem orado do livro - mas só precisa ser feito uma vez, e você começará a sentir os efeitos dentro de poucas semanas ou meses. Os valores listados podem não incluir algum valor especial que lhe seja caro. Há um espaço para incluí-los. Ao final do exercício, você terá em cada seção suas listas individuali­ zadas. Utilize para isso os espaços do livro ou faça-o em um caderno à parte.

1. Valores individuais

São mais abstratos do que práticos e se referem a certos aspectos profundos de nós mesmos. Passe em revista seu passado remoto e talvez chegue à conclusão de que desde a infância vem aspirando a esses valores. Talvez você não tivesse usado essas palavras, nem m esm o tivesse pensado nisso conscientem ente, mas os valores em si mesm os referem -se a qualidades im em oriais com partilhadas por milhões de seres hum anos, independentem ente de época ou de cultura. A seção dedicada aos valores pessoais difere das outras seções pelo fato de não ser necessário escolher alguns valores e deixar outros de lado. Talvez você não queira deixar de lado nenhum deles, ou então apenas alguns. Entretanto, durante este exercício e nos dias subsequentes, tente concentrar a atenção em apenas dez, e perceba qual é o resultado. Sublinhe ou m arque com um asterisco seus dez valores, ou anote-os. Quais destes valores hum anos fundam entais são realmente importantes para você?

1

Dignidade

2

Respeito por si próprio

56

Escolha seus valores

4

Respeito pelo próximo

5

Igualdade

6

Liberdade

7

Am or

8

Conexão com o próximo ou interdependência

9

Autonom ia ou independência

10

Aceitação e tolerância

11

Compaixão

12

Conhecer a si m esm o

13

Confiar em si m esm o

14

Viver de acordo com seus valores

15

Defender, por palavras ou ações, o que lhe parece certo

16

Bom hum or

17

Compaixão

18

Pacifism o

19

Serenidade

20

Sabedoria

21

Outros, à sua escolha

2. Valores espirituais

mais

inspiradores ou elevados? Aqui tam bém não é preciso excluir nenhum deles, mas

São apenas dez os valores espirituais de nossa

lista. Quais você considera

concentre-se nos cinco que lhe parecem

deles pelos seus próprios.

mais produtivos. Substitua um ou mais

1 Quero que haja em m inha vida um fator espiritual e inspirador

2

Pratico a m editação ou participo de alguma tradição religiosa ou espiritual

3

A fé é im portante para mim

 

4

M inhas crenças são im portantes

para

m im , ou a noção de que as coisas

acontecem com o deveriam

 

5

Gosto de me sentir conectado a um todo m aior do que eu

6

A vida tem um propósito, um valor ou uma direção

7

A

vida

é curta - viva o m om ento

8

Depende de mim fazer da m inha vida algo m elhor

9

Não professo qualquer código espiritual

 

10 Não tenho interesse algum pela espiritualidade

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

57

3. Qualidades pessoais

Entre suas qualidades, quais são as suas preferidas, as que considera seu ponto forte? Esta seção se baseia em uma das principais noções da psicologia positiva, que diz que seus resultados serão m elhores se você se apoiar em seus pontos for­ tes, em vez de se preocupar com suas fraquezas. Escolha dez qualidades que con­ sidera como sua marca registrada, depois escolha dez qualidades nas quais você gostaria de se concentrar para desenvolvê-las mais um pouco. Como são quarenta os itens da lista, pelo menos m etade terá que ficar de lado por enquanto.

1

Paciência

2

Tolerância

3

Força

4

Confiança

5

Atitude positiva

6

Ser enérgico

7

Ter a mente aberta

8

Ter opiniões claras e definidas

9

Ser focado

10

Ser divergente, isto é, focado em várias

coisas ao m esm o tem po

11

Ter um nítido sentido de direção

12

Ser dotado de visão

13

Ser dinâm ico

14

Ser dotado de m agnetism o pessoal, carism a ou autoridade

15

Ser atraente e ter charm e

16

Ser flexível ou espontâneo e seguir o fluxo

17

Ser sensível e realista

18

Ser pragm ático

19

Ser estim ulante e encorajador

20

Ser despreocupado e divertido

21

Ter senso de hum or

22

Ser prestativo

23

Ser encorajador

24

Ser confiável

25

Ser inflexível quando necessário

58

Escolha seus valores

27 Ser bom amigo

28 Ser eficiente e realizador

29 Ser instruído, perceptivo e bem inform ado

30 Ser capaz

31 Ser tranqüilo e fácil de conviver

32 Ser gentil e considerado

33 Ser um bom m em bro da fam ília ou de uma equipe

34 Ser trabalhador

35 Ser uma pessoa decidida

36 Ser gentil

37 Saber sentir em patia ou com paixão

38 Ser um bom ouvinte

39 Ser organizado e disciplinado

40 Ser original e inovador

4. Valores referentes à imagem

Como você gosta que o vejam? O que prefere que outras pessoas adm irem em

você? Escolha, nesta lista de 25 sugestões, com o gostaria de ser visto, valorizado ou adm irado por outras pessoas. Acrescente suas qualidades, as que considera mais atraentes, caso essas não façam parte da lista, mas só é perm itido escolher um total de dez qualidades - se adicionar uma, será preciso tirar outra.

1

Popular entre as pessoas em geral

2

Am ado por algum as

poucas pessoas especiais

3

M uito amado e bem tratado, cercado por pessoas que o amam

4

Ser conhecido

5

Dono de um estilo reconhecível à prim eira vista

6

Uma pessoa valorizada ou reconhecida pelas coisas que faz

7

Uma boa pessoa, gentil, amorosa e útil na opinião dos que a conhecem

8

Uma pessoa forte

9

Divertido e bom com panheiro

10

Bem ajustado e adaptado às pessoas que o cercam

11

Alguém que se destaca

12

Talentoso

13

Aventuroso

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

59

15

Um ótim o pai de crianças encantadoras

16

Receber reconhecim ento pelos tem pos difíceis que enfrentou

17

Ser fam oso ou ter um status elevado

18

Ser visto com o socialm ente refinado

19

Ser aquilo que mostra

20

Um especialista ou autoridade em seu cam po de

ação

21

Alguém que faz diferença

22

Alguém que atrai pela aparência

23

Ser adm irado por suas realizações

24

Um ótimo anfitrião, cujo lar é adm irado

25

Dono de um estilo de vida próprio

5. Valores a que você mais recorre como ajuda

A vida, durante boa parte do tem po, exige esforço e dispêndio de energia. Se

não tom ar cuidado, perderá o controle e perceberá que está funcionando com

o tanque vazio. De onde você retira energia? Quais são suas principais fontes de

inspiração, encorajam ento e sustento? O que o faz sentir-se realm ente bem? Faça

dez escolhas nesta lista de 25 fontes energéticas que m erecem prioridade em

qualquer inspeção do seu estilo de vida.

1

Passar algum tem po em meio à natureza

2

Solidão, ou passar algum tem po sozinho

3

Ouvir música

4

Ver filmes

5

A dm irar obras de arte

6

Assistir a espetáculos artísticos

7

Ler

8

Passar o tem po com um par querido

9

Passar tem po com jovens ou crianças

10 Passar o tem po na com panhia de parentes

11 Passar tem po com um mestre, um amigo inspirador, um terapeuta, um professor ou um grupo

12 Estudar e adquirir conhecim entos

13

Aprender novas habilidades

14

Expressar-se c ria tiv a m e n te -fa ç a uma lista de atividades criativas que já lhe

foram

úteis

60

Escolha seus valores

15

Receber de outras pessoas avaliações agradáveis e apreciativas

16

Ocupar o tem po com atividades criativas, tais como decoração do lar ou jardinagem

17

Ter sexo significativo

18

Levar vida social entre amigos

19

Exercitar-se para aprim orar seu condicionam ento físico e a saúde

20

Passar tem po com anim ais

22

Receber agrados

23

Sair de férias ou viajar para longe de casa

24

Estar ligado a uma grande rede de amigos, colegas e contatos

25

Alegrar-se com uma realização

6. Valores referentes ao estilo de vida

Os valores a seguir se referem à pergunta: “ Como viver m elhor a m inha vida?" Eis mais uma oportunidade de parar para pensar em com o realm ente gostaria de viver a vida. É com um acordar certo dia e descobrir que está agindo exatam ente com o esperam de você - mas será que foi você m esm o que escolheu esse estilo de vida? É o m elhor para você ou você apenas o suporta por enquanto, porque se sente preso a um com prom isso im portante, que você valoriza? Ou será que uma coisa levou a outra? Esta seção trará à tona problem as não resolvidos. Por exem plo: se não ganha o suficiente para m anter um estilo de vida do seu agrado, pode ser que você tenha se conform ado com um em prego não m uito exigente, mas que lhe dei­ xa tem po para outras coisas. Escolha, nesta lista de quarenta, dez estilos de vida. Infelizm ente não há tem po para um núm ero maior.

1

Levar uma vida pacata

2

Ter uma vida m uito ocupada

3

Ter um estilo sim ples de

vida

4

Trabalhar para ter o que é bom

5

Fazer tudo para ter uma vida confortável e proporcionar conforto à família

6

Trabalhar para ser rico e ter segurança

7

Trabalhar para gozar de status e prestígio

8

Educar seus filhos do modo que lhe parece acertado

9

Viver pensando nos filhos

10

Colocar a família e o lar em prim eiro lugar

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

61

12 Dar primazia ao trabalho

13 Colocar as necessidades dos outros à frente das suas

14 Dar preferência às próprias necessidades

15 Fazer uma contribuição à sociedade

16 Trabalhar em prol das causas em que acredita

17 Prim eiro o trabalho, depois a diversão

18 Prim eiro a diversão, depois

19 Fazer o que tem que ser feito

20 Ser organizado

21 Sentir prazer com a ação

22 Gostar de passar tem po à toa

o trabalho

23 Ser espontâneo

24 Aprimorar-se

25 Cuidar dos outros

26 Possuir uma bela casa

27 Possuir coisas belas

28 Gastar dinheiro viajando

29 Gastar dinheiro em programas

30 Ter muitos amigos

Ter poucos amigos íntim os

31

32 M anter um relacionam ento responsável com um parceiro

33 Ser solteiro

34 Fazer m uito sexo

35 Não despender m uito tem po e energia em sexo

36 Poupar dinheiro

37 Gastar dinheiro

38 Investir em hobbies e coisas do seu interesse

39 Investir em educação e aprim oram ento profissional

ou m anter vários relacionam entos passageiros

40

M udar seu estilo de vida

7. Valores que conferem poder

Valores que conferem

forte e poderoso. Escolha cinco na lista abaixo.

poder são aqueles que o fazem

1 Autodisciplina

sentir-se

livre, dinâm ico,

62

Escolha seus valores

3

Ser responsável por outras pessoas

4

Ter responsabilidades importantes

5

Não ter responsabilidades

6

Ser saudável e ter bom preparo físico

7

Ser eficiente e com petente

8

Ser talentoso ou bem qualificado

9

Ter boa aparência

10

Ter dinheiro

11

Ter uma extensa rede de apoio

12

Ser livre para tom ar as próprias decisões

13

Ser intim am ente ligado ao seu par

14

Vencer as próprias lim itações e os obstáculos

15

Acreditar em si mesmo, apesar de tudo

8. Valores referentes a atitudes

São os valores que têm a ver com suas preferências quanto às atitudes básicas da vida cotidiana. É m uito mais difícil m udá-los, já que fazem parte da sua personali­

dade e da sua constituição psicológica. Escolha dez, dentre estes vinte.

1

Ser confiante

2

Ser positivo e otimista

3

Ser realista

4

Ter senso de hum or

5

Ser tolerante

6

Ter a mente aberta

7

Saber exatamente qual é sua opinião em assuntos importantes

8 Precisar de muitas inform ações antes de tom ar uma decisão ou aceitar

participar de um projeto

9 Ser receptivo

10 Ser aventureiro e curioso

11 Ser amistoso

12 Ser cauteloso

13 Apreciar os riscos

14 Preferir m últiplos contatos e atividades estim ulantes

15 Preferir dedicar-se a uma coisa de cada vez

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

63

17 Recusar um excesso de experiências novas

18 Preferir segurança

19 Dar preferência a mudanças

20 Enfrentar a vida de peito aberto

Exercício com os valores

Você agora já tem sua com binação própria e exclusiva de valores, em uma série de seis listas. Se você fez até o fim este exercício, perceberá que desencadeou um pro­ cesso de pensamento que pode dem orar a se completar. Não há necessidade de passar ao próxim o exercício enquanto não se sentir pronto para isso. Mas, quando estiver, é por meio deste exercício que aplicará seus valores a áreas específicas de sua vida. Utilize os espaços em branco ou um caderno e escreva uma lista de dez valo­ res para cada tópico. Será preciso reler constantem ente as oito listas já feitas. Verá que lhe é perm itido selecionar apenas cinqüenta valores ao todo, o que o obriga a escolher os que representam suas reais prioridades e a focar nelas sua energia e atenção. Isso pode forçá-lo a algum as escolhas difíceis!

1. Valores pessoais que são fundam entais para mim

Estes são os valores essenciais para m im , e não são negociáveis.

1

2

3

4

5

6

;

 

7

8

9

6 4

Escolha seus valores

2. Quero que meu estilo de vida esteja de acordo com os seguintes

 

valores

1

2

3

4

5

6

:

7

8

9

10

3.

Quero que minha vida cotidiana esteja de acordo com os seguintes

valores

1

2

3

4

5

6

-

7

8

9

10

4. Gostaria que minha relação comigo mesmo e com o próximo esteja

de acordo com os seguintes valores

1

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

65

3

4

6

7

8

9

10

5

5. Valores que me representam

Gostaria que as pessoas com as quais convivo me vejam desta form a.

1

2

3

4

5

6

7

 

8

9

r

10

6. Valores que conduzem ao aprimoramento pessoal e ao sucesso

Quero enfatizar estes valores para que eles me ajudem a atingir m inhas prioridades oessoais e a me sentir bem com igo mesmo.

1

2

3

4

b

66

Escolha seus valores

1

6

7

8

9

0

7. Valores inspiradores

Estes são os valores que mais me inspiram e m otivam , que devo ter sem pre em m ente e quero que me sirvam de guia.

1

2

3

4

5

Onde aplicar seus valores

Já tendo decidido quais são suas prioridades, o estágio seguinte é pensar em como aplicá-los à sua vida cotidiana. Pense em dez m udanças práticas que pode adotar nos três próximos me­

ses, para que esses valores se enraízem mais firm em ente

Lembre que essas m udanças devem ser m udanças de verdade, porém realistas. Talvez seja bom pensar de antem ão no que fará quando surgirem conflitos de in­ teresses. Eis a essência do exercício sobre valores? o que é realm ente im portante para você?

em sua vida cotidiana.

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

67

9

1

0

Pôr em prática os valores: tomar decisões

Você é incapaz de tomai' decisões? Elas são um teste para seus valores, prioridades, firmeza de propósito, clareza e discernimento. As vezes é difícil tomar uma decisão porque isso exige que você saiba clara­ mente quais são seus verdadeiros valores e objetivos e se m antenha firme em seu ponto de vista. Pode ser de grande ajuda recorrer a algum método na hora de tomar um a decisão, mesmo que peque­ na, que reforce sua escolha de valores. Seus valores são seus e não podem ser desprezados, contestados ou tirados de você. Se você sabe quais são e vive de acordo com eles, estará menos sujeito a conflitos, procrastinação e confusões, e alcançará mais rapidam en­ te seus objetivos. Devo dizer também que haverá decisões difíceis de tomar, e, em determinadas situações, é mesmo muito difícil de­ cidir. As pessoas tomam suas decisões das maneiras as mais diversas.

Talvez você seja

logo para a ação, ou pode ser um daqueles que preferem ponderar

o assunto durante um bom tempo. Tanto um quanto outro estilo têm suas vantagens, mas também seus senões.

um daqueles que decidem rapidam ente e partem

Tente se lembrar de uma época em que tomou a decisão errada

Decisão errada é aquela que, com o você veio a perceber depois, deu maus resul­ tados.

Você decidiu rápido dem ais ou dem orou demais?

Pensou

outras pessoas?

bastante -

ou

pensou

pouco -

no im pacto que essa decisão teria sobre

Tinha noção de quais seriam as conseqüências a longo prazo? Ou a curto prazo?

68

Escolha seus valores

O que você acha que as pessoas im portantes para você pensavam a seu respeito enquanto estava tom ando essa decisão?

Quais foram os motivos que o levaram a tom ar tal decisão?

Por que não voltaria a tom ar essa mesma decisão?

Quais foram , na época, os valores que o levaram a fazer essa escolha?

Revendo os fatos, que outra decisão você teria tomado?

Que lição você tira dessa experiência?

Tente se lembrar de uma época em que tomou a decisão certa

Decisão certa é aquela cujos resultados o satisfazem até hoje.

Você tom ou a

decisão rapidam ente ou levou

algum tem po pensando?

Que valores o levaram a tom ar tal decisão?

O que as pessoas do seu meio pensaram da sua escolha?

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

69

Como você soube na época que era a decisão certa?

Revendo os fatos, o que ihe mostra que foi uma decisão certa?

Uma base ética

É muito estressante levar a vida sem ter em mente uma base ética. Tudo que se faz provoca um efeito - não só sobre os outros, mas sobre você mesmo. Cada uma de suas ações contribui para a formação da pessoa que você se tornará. Na hora, você pode não perceber que as suas ações terão conseqüências sobre a pessoa que você vai ser. Quando se é jovem, é comum pensar que o futuro se resolverá sozinho. Viver de acordo com um código de ética o livra da culpa ou da preocupação com as conseqüências de algumas de suas ações. E serve também para facilitar a tomada de decisão, já que, em determinadas situações, você sabe qual é a coisa certa a fazer. Sem um código de ética pessoal, você pode se sentir perdido

em um m ar de estados de espírito e impulsos passageiros e não tem como traçar uma diretriz para seu próprio comportamento.

O conceito budista de carma, a lei de causa e efeito, é mui

útil neste caso. Segundo essa teoria, toda ação traz consigo uma conseqüência. Se aceitar a teoria de que não existe ação sem con­ seqüências, isso o ajudará a pensar a respeito dos resultados que realmente deseja alcançar. Se deseja ser magro, sempre que com­ prar uma barra de chocolate saberá que isso torna menos provável que você atinja seu ideal de magreza. Com base nessa filosofia de causa e efeito, alguns budistas acre­ ditam que você passará por tudo aquilo que tiver causado ao pró-

70

Escolha seus valores

ximo -

parte de um mesm o sistema no qual tudo se com unica. E essa ideia conduz à crença de que é m elhor tratar os outros da form a como

gostaríamos que nos tratassem.

que a experiência voltará para você porque somos todos

Pense em algo que você fez no ano passado e que não o satisfez inteiramente. Pense nos efeitos causados a outras pessoas envolvidas. Que efeitos isso ainda tem sobre você? Como ainda o afeta? Pense em alguma ação positiva sua que o tenha deixado contente. Qual foi o efeito que essa ação teve sobre sua vida e sobre a vida de outra ou outras pessoas envolvidas? Como essa ação ainda o afeta?

Princípios éticos

Princípios éticos são os valores que nos servem de guia e que poderão ajudá-lo a pensar quando estiver em m eio a um a situação dúbia na qual pode haver um acentuado conflito de in­

teresses, ou que carrega consigo um forte potencial de m agoar as pessoas. Q uando surgir um problem a, tente examiná-lo segundo

a óptica desses princípios. Nem

segundo a óptica dos princípios

os recursos são geralm ente distribuídos de form a injusta, e há

pessoas que agem de form a ética com outros. Para início de conversa, pense

para com alguns, mas não para

todo m undo resolve problem as da lista a seguir - por exem plo,

nos três prim eiros valores éticos:

H Fazer o bem - o que prom overá o bem em m aior escala? Pode

ser o m aior

bem

para o

maior núm ero de pessoas ou para

um a só.

■ Respeito pela autonom ia - o que perm itirá às pessoas envolvi­

das fazer suas próprias escolhas?

* Cooperação e ajuda ao próximo.

A seguir, faça suas escolhas dentre os valores da lista abaixo. Podem ser intensam ente pessoais ou servir como guia geral.

As 1000 perguntas mais importantes que você deveria fazer a si mesmo

71

Respeito

Evitar causar mal aos outros ou causar

versus desrespeito

versus uma ação que faça mal

o

m enor mal ou mágoa

possível

ou magoe

Falar de form a

positiva

versus conversa que terá um efeito negativo, ou conversa superficial, tal com o fofoca

Fidelidade ou lealdade e cum prir os acordos

versus achar que há bons motivos que justificam quebrar um acordo ou contrato

Justiça

versus injustiça ou ausência de justiça

Retidão

versus falta de retidão ou de generosidade

Igualdade e aceitação da diversidade

versus considerar que algumas pessoas são m elhores ou piores do que as outras

Veracidade

versus distorcer deliberadam ente a verdade ou faltar com a verdade

Agir positivamente quando for necessário

versus manter-se à parte, não interferir ou agir apenas como observador quando algo tem que ser feito

CAPÍTULO 3

Tempo, estresse, ansiedade e relaxamento

Tudo o que você precisa saber sobre estresse e administração do tempo

Até mesmo as palavras estresse e boa administração do tempo po­ dem provocar ansiedade. Parece que elas só existem para fazê-lo sentir-se inadequado, e que todo mundo, menos você, já resolveu esse impasse. De certa forma, tudo o que existe de prático a res­ peito desses assuntos pode ser escrito no verso de um envelope, e faz parte deste livro, apresentado de forma compreensível. Embora administrar o tempo, o estresse e a ansiedade sejam coisas total­ mente diferentes, estão intimamente ligadas entre si. A maioria de nós sofremos de vez em quando de problemas

de estresse e dificuldade de adm inistrar nosso tempo, resultantes da necessidade de nos equilibrarmos entre prioridades conflitan­ tes e o mal-estar universal que resulta de “coisas demais a fazer e

tem po

de m enos”. Somos

pobres de tempo. E inevitável nos sen­

tirmos

estressados, já que a vida é intrinsecam ente estressante, e

isso não é culpa sua. Há momentos em que tudo parece escapar ao controle, e para essas horas é ótimo ter algumas dicas de como

adm inistrar o tempo. M elhor

ainda seria familiarizar-se com as

técnicas de administração do tem po em épocas mais calmas, de

m odo a ter algo em que se apoiar quando tudo parecer degringo­

lar inesperadam ente - o que não

é um recurso, e podemos usá-lo da form a que nos for mais ade­

quada, em vez de nos adaptarmos a ele e deixar-nos governar por

um ritmo que nos é imposto.

deixará de acontecer. O tempo

Administração do tempo

A maior parte das técnicas de administração do tempo se pare­ cem; pedem que você estabeleça prioridades e então faça a lista das coisas a fazer, por ordem de importância, e vá riscando as que tiver