CONCURSO DE CRIMES 1. Conceito Ocorrência de dois ou mais delitos, por meio da prática de uma ou mais ações. 2.

Sistemas _Cúmulo material: determina a soma das penas aplicadas para cada um dos crimes. _Cúmulo jurí ico: a pena aplicada deve ser superior às cominadas a cada um dos crimes. _!"sor#$o: considera que a pena aplicada ao delito mais grave absorve a pena do delito menos grave. _E%as&era#$o: prevê a aplicação da pena mais grave, aumentada de determinado quantum. Obs.: O Código enal brasileiro acol!e os sistemas do cúmulo material " concurso material #art. $%& e concurso 'ormal imper'eito #art. (), caput, *+ parte& " e da e%as&era#$o ' crime continuado #art. (,&e concurso 'ormal per'eito #art. (), caput, ,+ parte&. (. Es&)cies -Concurso material ou real. -Concurso 'ormal ou ideal. -Crime continuado. (.1. Concurso Material *!rt. +,- C./

Conceito: O agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não. Es&)cies: -.omogêneo: resultados idênticos/ -.eterogêneo: resultados diversos. !&lica#$o e &enas: -0s penas devem ser somadas. -1a imposição cumulativa de penas de reclusão e de detenção, e2ecuta3se primeiro aquela #art. $%, caput&. -0 soma de pena privativa de liberdade com pena restritiva de direito somente 4 poss5vel caso ten!a sido concedida a suspensão condicional da pena privativa de liberdade #art. $%, 6 ,7&. -8uando aplicadas duas ou mais penas restritivas de direito, estas serão cumpridas simultaneamente, se compat5veis ente si, ou sucessivamente, se incompat5veis #art. $%, 6 *7&. -O pra9o prescricional deve ser contado separadamente para cada uma das in'rações penais #art. ,,%&. (.2. Concurso 0ormal *!rt. 12- C./ Conceito: -O agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não. Es&)cies: _ er'eito: quando e2iste unidade de des5gnios.

-imper'eito: os crimes resultam de des5gnios aut:nomos. -!omogêneo: ocorrem resultados idênticos. -!eterogêneo: ocorrem resultados diversos. !&lica#$o a &ena: -Concurso 'ormal per'eito: .omogêneo " aplica3se a pena de qualquer dos crimes, acrescida de ,;$ at4 a metade/ .eterogêneo " aplica3se a penal do mais grave, aumentada de ,;$ at4 a metade. -Concurso 'ormal imper'eito: as penas devem ser somadas de acordo com a regra do concurso material. 3eorias: -<ub=etiva: e2ige unidade de des5gnios para que !a=a concurso 'ormal/ -Ob=etiva: admite pluralidade de des5gnios. O><.: Código enal adota a teoria ob=etiva. Concurso material "en)4ico: _<e, da aplicação da regra do concurso 'ormal, a pena torna3se superior à que resultaria da aplicação do concurso material, deve3se seguir este ?ltimo crit4rio #0rt. (), parágra'o ?nico&. .rescri#$o: O pra9o prescricional deve ser contado separadamente para cada uma das in'rações penais #art. ,,%&.

(.(. Crime Continua o *!rt. 11/. Conceito: _O agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma esp4cie e, em ra9ão de determinadas circunst@ncias #condições de tempo, lugar, maneira de e2ecução e outras semel!antes& devam os delitos subseqAentes ser !avidos como continuação do primeiro. Nature5a 6urí ica: _Bnidade real: os vários delitos, na realidade, constituem um ?nico crime/ -Cicção =ur5dica: a continuidade delitiva 4 uma criação legal #fictio juris&, =á que e2istem diversos delitos. -Bnidade =ur5dica ou mista: 1ão !á unidade ou pluralidade de crimes, mas sim um terceiro crime " o crime de concurso " legalmente uni'icado pela unidade do aspecto sub=etivo. O><.: O C adota a 'icção =ur5dica para e'eitos de aplicação da pena. 3eorias: -<ub=etiva: caracteri9a3se unicamente pela unidade de propósito ou des5gnio #elemento sub=etivo&/ -Ob=etivo3sub=etiva: acrescenta à unidade de des5gnios determinados requisitos ob=etivos/ -Ob=etiva: D2ame ob=etivo dos elementos integrantes da continuidade delitiva, sem qualquer consideração de

%&.$.. *+ posição " previstos no mesmo tipo penal. possuem os mesmos elementos descritivos. (*&. Concurso material "en)4ico: _<e. tentadas ou consumadas.% D MLM. (. 0 Foutrina se orienta nesse sentido. pleno do <EC. -Circunst@ncias semel!antes a& Eempo Certa continuidade no tempo.ordem sub=etiva.. 0lberto <ilva Cranco/ IEG. Multas 0s penas de multa são aplicadas distinta e integralmente #0rt. -Ob=etivo3sub=etiva: 0n5bal >runo/ Famásio D. de Gesus/ Cernando Cape9/ IDsp . d& Outras condições semel!antes: ermite o emprego da interpretação analógica.. por4m vi9in!as&. . c& Naneira de e2ecução: O modus operandi utili9ado pelo agente na prática dos delitos deve ser semel!ante. (. . Re7uisitos: . O><. !&lica#$o a &ena: -Comum: pena do crime mais grave aumentada de . J(.LM)/ IDsp $.luralidade de condutas/ -Crimes da mesma esp4cie: .. 1. em seus elementos ob=etivos e sub=etivos&. atinente à programação do agente. M+ E.L. da aplicação da regra do crime continuado. a pena resultar superior à que restaria se somadas as penas.. b& Hugar: Felitos praticados em condições de lugar semel!antes #bairros diversos de uma mesma cidade..%)J/ IE. FGB M./%$*3%3 < .J.%%M.L. aplica3se a regra do concurso material. uma periodicidade que indique certo OritmoP entre as ações sucessivas #0 Gurisprudência admite a continuidade delitiva at4 o espaço má2imo de L) dias entre os crimes praticados&.. Iel.$ at4 *.. 0ssis Eoledo. FGB (. . o'endem os mesmos bens =ur5dicos #assemel!am3se quanto aos tipos 'undamentais. Es&)cies: _Comum #0rt. caput&. . quanto a Gurisprudência. do <EG. IE $*%. 8. são divergem acerca da teoria adotada pelo C : -Ob=etiva: Hui9 Iegis rado.rescri#$o: -O pra9o prescricional deve ser contado separadamente para cada uma das in'rações penais #art.: Eanto a Foutrina.)*(. ou at4 cidades distintas. abrangendo as 'ormas simples.%%)/ Iec. privilegiadas e quali'icadas. ou se=a. parágra'o primeiro&. 0 Gurisprudência se orienta nesse sentido. un@nime..L.*.. K%$.+ posição " embora não necessariamente descritos pelo mesmo tipo legal. Nin.($%. -Dspec5'ico #0rt. Crim. -Dspec5'ico: pena do mais grave do crime mais grave aumentada at4 o triplo.

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