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Resumo do Florestan Fernandes

Texto

“A

Revolução

Burguesa

no

Brasil”

Segundo Florestan Fernandes em “A Revolução Burguesa no Brasil”, os padrões de desenvolvimento corresponde a vários tipos de capitalismo ue ocorreram na !ist"ria# $o Brasil o desenvolvimento capitalista teve repercussões di%erentes nas %ases ue marcaram a evolução interna do capitalismo, como& a ruptura com a associação dependente, em relação ao exterior& a desagregação completa do antigo regime e de suas se uelas ou, %alando alternativamente, das %ormas pr'(capitalistas de produção, troca e circulação& e a superação de estados relativos de su)desenvolvimento e * extrema concentração social e regional resultante da ri ue+a# ,ode(se di+er ue, o desenvolvimento capitalista %oi condu+ido e estimulado socialmente pelas classes dominantes# Ao %alar da import-ncia do mercado capitalista, Florestan aponta o envolvimento da economia interna com o mercado mundial, onde esse novo mercado mudaria o Brasil para um crescimento acelerado, permitindo uma con uista no comercio internacional# ,or meio da relação com a cidade e populações, o mercado capitalista gan!a %orça no crescimento interno# . crescimento do mercado capitalista moderno %avoreceu o comercio interno, a cidade passou a aumentar o comercio interno e a produção escravista# . mercado capitalista moderno criou uma economia articulada nas sociedades, !avendo pr"prios mecanismos de desenvolvimento com capacidade para crescimento por um longo per/odo de tempo# So)re a emerg0ncia e expansão do mercado capitalista competitivo, Florestan discorre so)re a articulação do capitalismo moderno com o capitalismo competitivo, onde teria um signi%icado ainda maior para a %ormação deste ultimo# Florestan di+ ue o1 o sistema de produção escravista sustentava a economia ur)ano(comercial, ligada * exportação de produtos agr/cola e dependente das economias centrais predominantes# . Brasil poderia at' progredir economicamente, mas não sairia do ciclo do capitalismo competitivo dependente# ,ois, como a )urguesia %ormada não conseguiria romper com essa dupla articulação, o pa/s estaria su2eito ao crescimento somente se rece)esse investimentos externos e incentivos das economias capitalistas centrais# Florestan tam)'m discorre so)re a emerg0ncia e expansão do capitalismo monopolista, di+ ue a mel!or maneira desta %orma de capitalismo ser aceita ' atrav's de alguns re uisitos como& n/veis altos de concentração demográ%ica& alta renda per capita& )ons n/veis de padrão de vida, pelo menos nos setores m'dios e alto da população& altos /ndices de capital incorporado ao mercado %inanceiro& o n/vel de tecnologia em potencial ou at' 2á implantado no pa/s& e por %im, se !á esta)ilidade pol/tica e controle do poder do 3stado# 4i+ ue as economias centrais in%luenciam a economia dos pa/ses peri%'ricos, de uma %orma ue ela %uncione para servir a economia central criando grande depend0ncia# 5 6$TR.4789. A interpretação do processo de %ormação do Brasil moderno reali+ada por Florestan Fernandes em “A revolução )urguesa no Brasil1 ensaios de interpretação sociol"gica”, %e+ dessa o)ra um clássico das :i0ncias Sociais )rasileira# 3scrita no contexto da ditadura militar segundo a %iloso%ia do “pensar so)re para ousar contra”, o ensaio teve imensa repercussão na intelectualidade )rasileira, ainda ue não se tratasse de “sociologia acad0mica”, como o pr"prio autor %a+ uestão de ressaltar em notas preliminares da o)ra# Trata(se de sociologia militante, por ue escrita numa linguagem rigorosamente conceitual e com o o)2etivo expl/cito de intervir no contexto ditatorial da 'poca# ,elo seu caráter militante e pela sua precisão conceitual, o ensaio ainda tem muito a o%erecer, mesmo

Brasil passou. tecnol"gicas. p# 5F>I# Listoricamente esses dois ciclos compreendem os per/odos ue vão de 5EGE Cdata da trans%er0ncia da c<rte portuguesa para o BrasilI a 5EEE(D CA)olição da escravidão e . primeiro deles ocorreu no contexto !ist"rico da emancipação pol/tica e do desenvolvimento de um 3stado nacional independente# . segundo deu(se no contexto da desagregação da ordem social escravista e sen!orial Co nosso antigo regimeI e da expansão da ordem social competitiva# CFernandes. 5DKE. para uma ordem social classista. tentou(se ressaltar a import-ncia e atualidade da análise de Florestan Fernandes como recurso !eur/stico para avaliações e prospecções acerca da sociedade )rasileira contempor-nea# . sociais. e de 5EED at' o terceiro uartel do s'culo JJ C uando se consolida o capitalismo monopolista no BrasilI.passado(se mais de trinta anos desde a sua pu)licação# Tendo isso em conta. na =ltima parte do tra)al!o ( 7m novo dilema1 considerações %inais ( tece(se alguns comentários so)re a revolução )urguesa no Brasil e so)re o atual momento !ist"rico da sociedade )rasileira. a partir de uma )reve comparação com as revoluções )urguesas clássicas. ue se consolidou no Brasil. %oi apresentado e explicado.B789. cultural e pol/tica. o tra)al!o desenvolveu(se em tr0s partes# $a primeira . na passagem do s'culo J6J para o JJ# Segundo Florestan Fernandes. Formação e consolidação do poder e da dominação )urguesa no Brasil . o Brasil protagoni+ou uma “revolução )urguesa em atraso”. 5DEF. como a de se notar. BRAS6B Florestan Fernandes de%ine a revolução )urguesa como sendo o “con2unto de trans%ormações econ<micas. social. 3 :ARA:T3R?ST6:AS @3RA6S 4A R3A.rocessos socioecon<micos da revolução )urguesa no Brasil ( %e+(se uma descrição )astante super%icial e sumária dos processos inerentes * revolução )urguesa )rasileira# $a realidade.roclamação da Rep=)licaI. o conceito e as caracter/sticas gerais da revolução )urguesa no Brasil# $a segunda parte ( . o presente tra)al!o %oi desenvolvido com o o)2etivo de )uscar uma compreensão da revolução )urguesa no Brasil. social e pol/tica. psicol"gicas. onde o n=cleo da argumentação desenvolveu(se em torno das classes sociais. deixando os aspectos din-micos para serem en%ocados mais diretamente na parte tr0s do tra)al!o. ue se estende por uase dois s'culos. consolidação e apro%undamento do capitalismo dependente em sua evolução interna# A 0n%ase %oi dada aos aspectos estruturais do processo. 4e%inição e caracter/sticas gerais da revolução )urguesa no Brasil .or %im. ocasião do segundo ciclo# Trata(se. culturais e pol/ticas ue s" se reali+am uando o desenvolvimento capitalista atinge o cl/max de sua evolução industrial” CFernandes. B7R@73SA $. patrimonial e escravista. no caso do primeiro ciclo. com especial 0n%ase na %ormação do capitalismo dependente e do modelo autocrático de dominação )urguesa ue a ui se %irmou# 4esse modo. durante sua evolução econ<mica. de uma revolução longa. com o intuito de mostrar a relev-ncia da análise desenvolvida por Florestan Fernandes# > 43F6$689. e ue apresenta particularidades em relação *s revoluções )urguesas ocorridas na 3uropa C6nglaterra e FrançaI e nos 3stados 7nidos# 3n uanto as revoluções clássicas se processaram com pelo menos um s'culo de anteced0ncia e %oram responsáveis pelo surgimento de uma nova ordem econ<mica. p# >GHI# 3ssas m=ltiplas trans%ormações caracteri+am o processo s"cio(!ist"rico constituidor da sociedade )rasileira moderna# 3las assinalam mudanças estruturais ue marcam a passagem de uma sociedade estamental.ara isso. ue se desenrolou tardiamente e em /ntima relação com o desenvolvimento do capitalismo glo)al# 3sse processo desenvolveu(se em dois grandes momentos s"cio(!ist"ricos# . a preocupação %oi entender o processo de %ormação. explicou(se como e por ue se constituiu no Brasil um poder e uma dominação )urguesa do tipo autocrática# . por dois ciclos revolucionários# . competitiva e capitalista. mais especi%icamente da )urguesia em seu espaço de atuação interno# $esse cap/tulo . ue .

%undada so)re oportunidades e a)erta ao desenvolvimento das potencialidades dos indiv/duos. França e nos 3stados 7nidos# . e na exclusão social. de)ateremos com mais proximidade os dois ciclos revolucionários re%eridos acima. tivemos. uma con%iguração !ist"rico(social muito particular. cultural e pol/tica das massas# Ao contrário do ue se passou nos 3stados 7nidos e na 3uropa.S S. Brasil nasce no s'culo JA6 so) a 'gide do antigo sistema de dominação colonial# . portanto. o ue resultou num capitalismo dependente.B789.:3SS. como ocorreu na 6nglaterra. por isso. excludente e antidemocrática. servindo * acumulação primitiva e convivendo em sua %ase %inal com o capitalismo ue despontava. a )urguesia conservou os interesses aristocráticos ou deu a eles condições para ue se moderni+assem# :om esses setores aprendeu a governar e a mandar# :ontra uais uer ameaças.riunda dos setores mais atrasados ou provenientes do vel!o mundo.:6.elevou a civili+ação ocidental a um outro patamar de desenvolvimento !ist"rico. sistema escravocrata perdurou at' o %inal do s'culo J6J. ue a medida ue se apro%undou nos levou a uma maior depend0ncia dos centros dominantes do capitalismo mundial# 3m suma.R. BRAS6BP5Q H#5 . essas são as especi%icidades ue. a revolução )urguesa no Brasil se desenvolveu como conse M0ncia da expansão desse novo padrão de civili+ação# 3la ' um su)produto do sistema capitalista# Assumiu.3:. B7R@73SA $. irradiado de %ora para dentro# A constituição de uma ordem social competitiva. de suas pr"prias %ileiras ou dos setores populares. ao inv's de uma nação livre e integrada. uma revolução conservadora. o passado e o presente. nossa revolução %oi incapa+ de promover uma ruptura de%initiva com as estruturas do antigo regime# . condicionando e ao mesmo tempo sendo %ortemente condicionada pelos pa/ses capitalistas !egem<nicos. mostrando sua %orma caracter/stica de governar# Ao inv's de uma revolução democrática ue integrasse o con2unto da população ao desenvolvimento s"cio(econ<mico e * din-mica pol/tica. %e+ contra(revoluções e instaurou uma autocracia de classe. s"cio(cultural e pol/tica# A ui se operou uma sim)iose entre o %ora e o dentro.S 4A R3A. o pa/s experimentou um tipo direto de dominação externa ue se e%etivou em virtude da transplantação dos padrões i)'ricos de estrutura social. nosso passado colonial e o desenvolvimento capitalista externo pesaram so)re nossa organi+ação econ<mica.or cerca de tr0s s'culos. dependente e su)desenvolvida# 4e %orma a)rangente. sem a preocupação de reali+ar uma discussão extensiva so)re eles# H . uma revolução nacional ue superasse os laços de depend0ncia externa. com)inados ao tra)al!o compuls"rio de .$NO6:. o vel!o e o novo. numa )urguesia ultraconservadora e um)ilicalmente ligada aos interesses externos. o atrasado e o moderno. segundo Florestan Fernandes.rimeiro :iclo Revolucionário C5EGE ( 5EEE(EDI . marcaram a revolução )urguesa no Brasil# A seguir. e não solapadas por uma )urguesia de ideologia autenticamente li)eral e avessa aos privil'gios. a nossa revolução )urguesa nos %e+ uma nação sat'lite. e não uma polari+ação capital entre essas situações# . e. %oi corrompida pela su)sist0ncia de uma organi+ação social de caracter/sticas patrimonialistas e assentada so)re privil'gio estamentais# A luta de classes %oi su%ocada e por ve+es duramente reprimida por uma )urguesia de traços aristocráticos e estruturalmente ligada aos interesses do capitalismo c0ntrico# As estruturas de poder %oram preservadas e usadas para garantir privil'gios e o desenvolvimento “dentro da ordem”.

comprometendo um . ue era na realidade uma %ase de transição “neocolonial” para o capitalismo ulterior. organi+ada segundo os padrões estamentais.or outro lado. internamente. se valendo. dentre os uais vale destacar a pressão externa exercida pelos pa/ses do capitalismo c0ntrico. tornou o Brasil interessante aos neg"cios ingleses e * continuidade dos interesses dos estratos dominantes internamente# A aus0ncia de produtos manu%aturados. os setores dominantes )rasileiros estavam preocupados com a continuidade dos seus “neg"cios” de exportação. ue se estendeu at' meados do s'culo J6J# A maneira como !avia se organi+ado a economia no per/odo colonial Cvoltada para a produção agrária externa e desprovida de mercado internoI.nativos e principalmente de escravos a%ricanos# 3ssa com)inação resultou na %ormação de uma verdadeira sociedade colonial. ue atingiu so)retudo a Am'rica latina. ue resta)elecia os nexos dependentes como parte das relações comerciais. e exerceu in%lu0ncia estrutural so)re o capitalismo ue aos poucos %oi se erigindo no pa/s. o imperialismo restrito# 3sse novo tipo de dominação não se deteve ao controle das relações comerciais e %inanceiras e passou a su)ordinar extensa e pro%undamente nossa economia aos interesses das nações dominantes# . atrav's dos neg"cios de exportação e de importação# CFernandes. primeiro ciclo revolucionário condu+iu * extinção do pacto colonial e * constituição de um 3stado nacional independente# $ão o)stante. o controle legal da Oetr"pole e da :oroa apenas desapareceu para dar lugar a outra modalidade de controle externo1 um controle )aseado em mecanismos puramente econ<micos. ue sustentou atrav's do sistema escravocrata e de uma ligação C)astante t0nueI com as cidades e suas populações. ue num primeiro momento optaram por um controle estrat'gico nas es%eras comerciais e %inanceiras# . p# 5FHI# So) !egemonia 6nglesa. capitalismo )rasileiro con!eceu assim sua primeira %ase C%ase de eclosão de um mercado capitalista modernoI. despertou a atenção das )urguesias )rit-nicas. não sendo portanto uma particularidade da sociedade )rasileira# 3le desempen!ou um importante papel na dinami+ação da revolução industrial. esta)eleceu(se um novo tipo de dominação externa. de uma ligação %rouxa com as cidades e de uma dominação do tipo estamental e do escravismo como %ormas de acumulação originária. o aparecimento de um mercado capitalista moderno# . !ouve uma rede%inição nas relações entre os pa/ses centrais e peri%'ricos. “imperialismo restrito” imp<s pressões ue coincidiram com as exercidas internamente# 3ssa dupla pressão levou * ampliação do mercado interno e das relações comerciais. 5DKE. patrimonialistas e escravistas# . ue provocou uma reorgani+ação internacional da economia# :omo conse M0ncia.ortugal# 4esse modo. esse tipo de dominação entrou em crise. ue resultou na su)stituição do “neocolonialismo” por um novo padrão de dominação externa. externamente. essas instituições %oram a)sorvidas e ade uadas segundo as particularidades da ordem social vigente. a ruptura pol/tica com a metr"pole não %oi seguida por uma ruptura com o status colonial# 3sse prevaleceu por praticamente todo o s'culo J6J. condu+indo o pa/s a uma superação do pacto colonial e a conse Mente emancipação pol/tica# $o entanto. 2á ue agora podiam %icar com parte das divisas ue antes eram remetidas a .or vários %atores. dos in%luxos provenientes de %ora# R importante ressaltar ue o “neocolonialismo” constituiu um padrão de dominação t/pico do capitalismo da primeira metade do s'culo J6J. as condições !ist"ricas p"s(independ0ncia levaram uase ue espontaneamente a uma dominação do tipo neocolonial. so) dominação inglesa# . a exist0ncia de um mercado interno potencialmente grande e de uma )ase de exportação de produtos primários 2á constitu/da. e. processo de independ0ncia trouxe trans%ormações importantes para %ormação do capitalismo no Brasil# 3le ' o ponto de partida para a análise de Florestan Fernandes so)re a revolução )urguesa# Segundo o autor1 . ue %oi menos resultado da imposição de um poder imperialista do ue de uma con%lu0ncia de interesses entre os setores agro(exportadores e o capitalismo 6ngl0s# A articulação dos estratos dominantes com o mercado internacional C6nglaterraI levou * internali+ação e a)sorção de instituições econ<micas ue não existiam anteriormente no pa/s# 3ntretanto. ainda so) !egemonia inglesa.

segundo grande momento da revolução )urguesa no Brasil se desenrola num contexto social mais complexo# :om a A)olição e a . impulsionando a %ormação de um capitalismo do tipo comercial no pa/s# 3ssa evolução. sem no entanto superá(la em de%initivo# .roclamação da Rep=)lica. patrimonialista e pr'(capitalista (. não o )urgu0s t/pico ue !avia surgido na 3uropa. regime escravocrata. personagem revolucionário ue esteve * %rente do “setor novo” e desse primeiro ciclo# Segundo Florestan Fernandes. atrav's do sen!or(cidadão e do aristocrata()urgu0s C ue em muitos casos eram as duas %aces de uma mesma pessoaI. competitivo e capitalista (. %oi pressionado durante todo o =ltimo uartel do J6J. um “setor novo” ( ur)ano. iria inaugurar a segunda %ase de implantação do capitalismo no Brasil. pol/tica e economicamente o primeiro ciclo da revolução )urguesa no Brasil# 3sse ciclo culminou so) a signa da dominação imperialista. mas sem deixar ue essa pressão se polari+asse num con%lito de caracter/sticas revolucionárias. uando cedeu lugar ao capitalismo monopolista# Suando o processo de descoloni+ação atingiu os %undamentos sociais Cordem estamentalI. a %ase de %ormação e expansão do capitalismo competitivo. ue novamente teve no -m)ito externo um %ator %undamenta para ue o processo eclodisse# . pe uenos comerciantes.s dinamismos internos e so)retudo externos ue atuaram so)re a economia nos dois =ltimos uart'is do s'culo J6J e no primeiro do s'culo JJ.desenvolvimento aut<nomo e sustentado. por exemplo. data ue marca o %im do primeiro ciclo revolucionário# Suem esteve no centro desse primeiro ciclo %oi a uela parte mais avançada da aristocracia rural ue se enga2ou pol/tica e economicamente na construção do 3stado e de uma economia de mercado# $o contexto de rompimento com a :oroa.roclamação da Rep=)lica processos marcantes. ue teve na A)olição e na . econ<micos CescravismoI e pol/ticos Cmonar uiaI do “antigo regimeU. indo a )ancarrota somente em 5EEE. industrias. em %ormação desde os anos KG do s'culo J6J. restringindo assim o signi%icado pol/tico da A)olição# 4essa maneira. ue se articulou ao “setor arcaico” da economia ( rural. estendendo(se at' %im da segunda guerra mundial. dessa %orma. a aristocracia agrária condu+iu de %orma ego/sta e conservadora. deste modo. sociais e . comercial. mas consolidando n=cleos ur)anos de interesses comerciais e agentes sociais empen!ados com uma ordem tipicamente capitalista# :onstituiu(se. in%ligiram aos poucos modi%icações estruturais e %uncionais ue provocaram trans%ormações uantitativas e ualitativas irrevers/veis. %omentada de %ora para dentro. seguiu %acilmente o camin!o da industriali+ação. lançando no cenário nacional %orças econ<micas. )an ueiros. 5DKT( I . ue aos poucos %oi se so)repondo * ordem estamental. aca)ou pro2etando esses setores no am)iente das cidades# Ali so%reram um processo de sociali+ação ao lado de tipos !umanos citadinos Cnegociantes do vare2o e do atacado. artesãos. a camada sen!orial condu+iu politicamente todo o processo de independ0ncia e tratou de monopoli+ar o poder para assegurar a continuidade do status uo operante# A organi+ação do 3stado segundo seus interesses ego/stas %orneceu as condições econ<micas. mas um aristocrata “a)urguesado” ue preservara os traços estamentais pr"prios de sua origem rural e patrimonialista# 3ssa transmutação resultou no %a+endeiro ca%eicultor do oeste paulista. %oi esse aristocrata dos neg"cios ue se colocou em de%esa da ordem social competitiva ue %lorescia e ue pressionou pelo %im da escravidão. na medida em ue a primeira inaugurou um regime de tra)al!o livre e a segunda um 3stado ue preservou as estruturas de dominação vigentes# :om esses dois eventos inaugurava(se o segundo ciclo da revolução )urguesa no Brasil# H#> Segundo :iclo Revolucionário C5EEE(ED . escravista. sociais e pol/ticas para ue seus “neg"cios” prosperassem# A expansão da grande lavoura e a necessidade premente de participar do cenário pol/tico. p<de consolidar(se. e se esgotou com o aparecimento da ordem social competitiva. etcI. a ordem social capitalista ue guardava ra/+es no desenvolvimento do capitalismo comercial da segunda metade do s'culo J6J. ou se2a. %uncionários p=)licos e pro%issionais li)erais. patrimonial e escravista. o ue trouxe como conse M0ncia a superação de seus comportamentos sen!oriais e a incorporação de valores e concepções propriamente )urguesas# Formou(se. o capitalismo competitivo.

compondo o operariado# Oas outra aca)ou por desempen!ar.redom/nio da ind=stria so)re a agricultura# Aos poucos a ind=stria tornou(se a atividade central da economia. de mercado e de produção. irradiando inclusive sua l"gica para o campo. segundo Florestan Fernandes. pois concreti+ou uma %ormação societária ue tem em seu %undamento relações sociais de classe# V aristocracia rural e * )urguesia recentemente convertida. se valendo dos aportes vindos de %ora. diversi%icar e expandir a produção e o mercado interno# $o entanto. lentamente em um setor ur)ano(industrialI& >WI externamente. surto industrial na %orma em ue se deu serviu para lastrear a transição CparaI e a consolidação CdaI terceira %ase do capitalismo no Brasil C ue se deu so) um governo autocrático )urgu0sI# :ontudo. para uma moderna economia de mercado. essa articulação )aseou(se numa aliança dos setores articulados internamente com as )urguesias internacionais com vistas a dinami+ar. somou(se um proletariado %ormado )asicamente por li)ertos e imigrantes europeus# 3sses =ltimos situavam(se nos dois p"los do regime de classes# A maior parte integrava as classes populares. o imigrante )em sucedido converteu(se no industrial t/pico dessa %ase do capitalismo. a economia segundo suas conveni0ncias. p# >T5I# A articulação interna consistiu num pacto pol/tico(econ<mico das oligar uias modernas e atrasadas com a )urguesia industrial. 2á ue %ormas pr'(capitalistas de produção continuaram a existirI# 3sse novo regime de tra)al!o tornou(se um marco. completando a transição. %oram os elementos externos e não os internos ue atuaram mais signi%icativamente nessa transição e consolidação& A trans%ormação do capitalismo comercial em industrial. a ampliação do mercado interno. a su)ordinação de nossa economia aos imperativos do capitalismo mundial# 3ssa dupla articulação resultou. moderni+ando(se uando necessário ou irradiando(se para áreas mais promissoras uando poss/vel# 3xternamente. por'm %avoráveis. sem no entanto extinguir com as %ormas coloniais pr'(existentes& cI :onsolidação. e %ora o personagem caracter/stico desse segundo ciclo revolucionário& )I . portanto. a posteriori. de um capitalismo monopolista e de um poder )urgu0s# . um papel important/ssimo na revolução )urguesa ao corpori%icar o esp/rito empreendedor )urgu0s# 3m sua )usca pela acumulação de capital. a legali+ação da mão de o)ra assalariada. tradu+indo(se. num alin!amento entre os interesses de %ora e os de dentro. ou se2a. concorreram para a conversão do capitalismo comercial em industrial# 3ssa evolução do capitalismo trouxe conse M0ncias !ist"ricas %undamentais * revolução )urguesa no Brasil# 4entre elas destacaria1 aI 7niversali+ação do tra)al!o assalariado Clegal e não e%etiva. atrav's da articulação do complexo econ<mico agro(exportador *s economias capitalistas centrais# CFernandes. ou ur)ano(comercial Cna 'poca considerada trans%ormando(se. tendo como conse M0ncia a consagração da condição sat'lite. a atuação do 3stado so) a economia. 5DEF. dependente e su)desenvolvida do Brasil# Foi dessa maneira ue o capitalismo competitivo atingiu seu apogeu# 7ma economia complexa e madura %oi constru/da. segundo Florestan Fernandes. esse desenvolvimento. entre outros %atores. essa dupla articulação condu+iu * desagregação do “antigo regime”. respectivamente. o ue trouxe como contrapartida a su)ordinação dos interesses internos aos externos. ao lado do %a+endeiro ca%eicultor do oeste paulista. ue visou assegurar a preservação de %ormas pr'(capitalistas. atrav's da articulação do setor arcaico ao setor moderno. de acumulação e um desenvolvimento econ<mico “seguro” P>Q# 3ssa acomodação entre o vel!o e o novo permitiu *s oligar uias so)reviverem. social e cultural das massas& a destruição de res u/cios do “antigo regime”& e . econ<mica. mas. em dominação imperialista e numa autocracia de classe dis%arçada# $ão o)stante. onde se di%undiram %ormas capitalistas de relações de tra)al!o. com potencialidades para alimentar. iniciada no terceiro uartel do s'culo J6J. não %oi su%iciente para promover a integração pol/tica. no “!er"i da industriali+ação”# 3sse imigrante a)urguesado deu %eitio ao setor moderno e industrial da )urguesia. %oi alcançada mediante uma dupla articulação1 5WI internamente. alimentado e sustentado internamente mas %omentado e capitali+ado de %ora.pol/ticas com)inadas entre si# A concentração de capital devido * centrali+ação de atividades comerciais e %inanceiras.

permite a o)servação de algumas caracter/sticas nos dois ciclos expostos# A primeira se re%ere aos condicionamentos externos. incluindo as militares. 2á ue internamente não !aviam condições !ist"ricas.um desenvolvimento auto(sustentado# Suanto ao =ltimo aspecto.s est/mulos. ue logrou concreti+ar uma sociedade capitalista nos tr"picos. ue %oram uma constante nesse processo# . ue está relacionada * anterior. a %ase de irrupção do capitalismo monopolista. a dupla articulação assumiu caracter/sticas muito mais conservadoras. pressões e imposições vindos de %ora )ali+aram os dois ciclos da revolução )urguesa. estrutural e !ist"rica. operaram(se m=ltiplas acomodações Cas duplas articulações a ue se re%ere Florestan . %uncionais e estruturais para ue revolução )urguesa deslanc!asse# 7ma segunda o)servação. em termos da capacidade interna de limitar ou de neutrali+ar os controles econ<micos ue ele internali+ava ou de conter o amplo %en<meno de internali+ação da economia )rasileira. deu(se atrav's da transposição. rea%irmando assim o capitalismo dependente e o su)desenvolvimento como caracter/sticas estruturais da sociedade )rasileira# Assim %ec!ou(se o segundo ciclo da revolução )urguesa no Brasil. ue atuaram como agentes coloni+adores em nossa economia# 3ssas corporações e esses grupos não agiram somente na es%era econ<mica. Florestan Fernandes nos di+ ue1 X###X ao c!egar ao %im de sua evolução !ist"rica. a transição deste para a terceira %ase de desenvolvimento do capitalismo no Brasil. o mercado e o sistema de produção nacional %oram remodelados em %unção das grandes “corporações multinacionais” e da “comunidade internacional de neg"cios” Cleia(se grupos %inanceirosI. ao reali+ar uma contra revolução preventiva Cescancarando sua %orma autocrática de governarI para assegurar uma transição “segura” do capitalismo competitivo para o monopolista. agindo so) as tr0s %ases ue marcaram a evolução interna do capitalismo. ue ele acarretava# C6)id#. ' ue a =ltima envolve um controle mais estritamente econ<mico. o capitalismo competitivo continuava a ser muito pouco )rasileiro. agora so) !egemonia americana# A di%erença da dominação imperialista total para a restrita. s"cio cultural e principalmente pol/tica. e indiretamente por meio das corporações multinacionais e dos grupos %inanceiros# As alianças internas e as cola)orações externas permitiram uma “aceleração da !ist"ria”. se re%ere *s sucessivas acomodações ue acompan!aram os ciclos revolucionários# $en!uma transição importante * emerg0ncia e consolidação do capitalismo %oi acompan!ada de uma ruptura com o exterior ou com o passado# Ao contrário. irrompendo como capitalismo monopolista# 3ssas trans%ormações repercutiriam decisivamente no Brasil por volta dos anos YG do s'culo JJ. uando a in%ra(estrutura econ<mica 2á estava montada e pronta para rece)er esse novo tipo de capitalismo# Assim como da transição da %ase neocolonial para o capitalismo competitivo. ue %oi integralmente acatado pela )urguesia em 5DKT. imposta e controlada de %ora. de modo ue pode(se considerar ue o centro irradiador do capitalismo no Brasil %ora sempre o am)iente externo. do novo padrão de organi+ação atingido pelo capitalismo glo)al. so) a %orma de dominação imperialista total. pois tem como pano de %undo a preservação e supremacia do capitalismo ante o mundo socialista# So) o capitalismo monopolista. p# >TEI# $o momento em ue o capitalismo competitivo atingia seu cl/max no Brasil. ue se deu diretamente atrav's de “cola)orações” diversas. drenando ri ue+as para os paises do capitalismo c0ntrico# 3leCaIs tam)'m pressionaram politicamente segundo o lema “desenvolvimento com segurança”. en uanto ue a primeira a)range uma dominação de nature+a s"cio(econ<mica. mas as custas de um desenvolvimento aut<nomo e democrático# Z A descrição dos processos inerentes * revolução )urguesa en uanto acontecimento s"cio(!ist"rico ue levou * %ormação do capitalismo no Brasil. o capitalismo glo)al passou por trans%ormações pro%undas ue o levaram a uma nova con%iguração %uncional. nessa ocasião. e externamente atrav's da inger0ncia da pot0ncia !egem<nica. ou se2a. mani%estando(se internamente atrav's de uma ditadura a)erta de classe. e para acelerar o desenvolvimento econ<mico# 3sse desenvolvimento econ<mico %oi alcançado graças a uma atuali+ação da dupla articulação re%erida acima# $o entanto.

suscitando temores entre as classes dirigentes# 4iante desse cenário. não representando portanto ual uer ameaça ao poder da )urguesia# Oas elas %oram su%icientes para o)rigar a )urguesia a uma re(ade uação da sua %orma de dominação.ROA89. de um proletariado. não passaram de disc"rdias restritas aos interesses mat'rias e imediatos das classes dominantes. a )urguesia portou(se de maneira tolerante uanto as primeiras diverg0ncias e . 3 :.. ou se2a.43R 3 4A 4. respectivamente. 4. BRAS6B PHQ As trans%ormações ocorridas na passagem do primeiro para o segundo ciclo da revolução )urguesa no Brasil repercutiram so)re as estruturas e %ormas de poder e de dominação vigentes# . ue trans%eriu da es%era privada para o 3stado práticas oligár uicas de dominação# 3sse tipo de dominação controlava as oposições vindas de dentro. esse tipo de capitalismo persiste na sociedade )rasileira como um dado estrutural di%/cil de ser superado# T F. a )urguesia. ue aos poucos incorporou as concepções de mundo da )urguesia. t/pico das nações sat'lites de passado colonial# :on%orme será mostrado na parte %inal do tra)al!o. a dominação pol/tica %oi exercida monoliticamente pela aristocracia agrária. mas sem se desvencil!ar totalmente de suas ra/+es aristocráticas# 3 em seguida pela conversão do imigrante )em sucedido em )urgu0s t/pico# 3m am)os os casos !ouve uma incorporação de traços caracter/sticos do antigo regime. invia)ili+ando assim a revolução nacional# Todas essas caracter/sticas constituem traços estruturais da revolução )urguesa no Brasil. ao não permitir ue elas se convertessem em processos pol/ticos consistentes# :ontudo. como 2á o)servado.O6$A89. tendo como conse M0ncia um modelo de desenvolvimento dependente e conservador. ao %ixar os limites das diverg0ncias segundo seus interesses de estamento dominante C ue se passavam com se %ossem os da $açãoI.$S. aparecimento de um setor ur)ano(comercial ue posteriormente converter(se(ia em industrial. o ue resultou em dinamismo s"cio(econ<micos d')eis e oscilantes ue %oram incapa+es de %a+er %rente ao su)desenvolvimento. a)sorveram as trans%ormações oriundas do capitalismo central recorrendo a comportamentos coletivos ego/sticos e particulares. a %ormação de uma )urguesia oligár uica e depois industrial. ue precisava se adaptar a crescente !eterogeneidade de suas %ileiras# [á entre as classes Cproletariado e massa x )urguesiaI o con%lito engendrou uma “oposição de )aixo para cima”. ue tam)'m constitui caracter/stica estrutural do nosso capitalismo# 7ma =ltima o)servação ca)e aos personagens centrais dessa revolução. ue condu+iu de maneira ego/sta o processo revolucionário. tiveram impacto decisivo so)re as )ases sociais. o ue contri)uiu para a %ormação de uma )urguesia d')il. com potencialidades para converter(se em “oposição contra a ordem”. caracter/sticas estruturais do capitalismo )rasileiro# 4essas duas o)servações decorre uma terceira um tanto ")via. o ue invia)ili+ou a continuidade desse padrão de dominação# As diverg0ncias gan!aram corpo entre setores de classe. a de ue o desenvolvimento do capitalismo no Brasil não seguiu * risca a evolução do capitalismo glo)al# . cu2os dinamismos pol/ticos atuaram de maneira distinta dos anteriores# $o primeiro ciclo revolucionário.FernandesI entre interesses externos e internos e entre o arcaico e o moderno.B64A89. econ<micas e pol/ticas do “antigo regime”# Tais mudanças determinaram. a emerg0ncia gradual do regime de classes trouxe ao cenário pol/tico novos atores ( as )urguesias comerciais e industriais. entre as )urguesias atrasadas Co setor novo e vel!o da aristocraciaI e as modernas Co setor industrialI.s estamentos e posteriormente as classes dominantes. e. B7R@73SA $. inaugurando no Brasil uma verdadeira sociedade de classes. as classes m'dias e o operariado %a)ril ( com interesses diversos e muitas ve+es con%litantes. ue em am)os os ciclos %oi %ormada a partir do “a)urguesamento” de outros estratos da sociedade# . . cu2a peculiaridade está em ter %or2ado um capitalismo dependente. a ual somaram(se os setores m'dios e as oligar uias exclu/das da cena pol/tica e econ<mica do pa/s# 3ssas diverg0ncias. entretanto. da aristocracia dos neg"cios. e a universali+ação do tra)al!o livre em decorr0ncia dos acontecimentos de 5EEE.rimeiramente. e su%ocava as oposições vindas de %ora. de “moderado esp/rito moderni+ador”.

teve nesse pacto a oportunidade ue precisava para restaurar sua in%lu0ncia econ<mica. o ue tam)'m interessava ao grande capital. por'm não passou de um “processo normal de di%erenciação e de reintegração do poder” CFernandes. o ue possi)ilitou a sua so)reviv0ncia en uanto aristocracia agrária ue se moderni+ou ou migrou para novas áreas# 3ssa %lexão. nascia de uma pressão natural para a2ustar a dominação )urguesa a seus novos uadros reais# $o entanto. a )urguesia convergiu para a arena pol/tica e assegurou o dom/nio pol/tico da nação# $ascia assim a dominação e o poder pol/tico )urgu0s no Brasil do %inal do s'culo J6J e in/cio do s'culo JJ# A “vel!a oligar uia”. convertendo a luta de classes no eixo da revolução )urguesa no Brasil# Florestan Fernandes explica esse pacto entre as oligar uias e os setores modernos da )urguesia usando o conceito de consolidação conservadora# $o trec!o a)aixo ele resume o seu signi%icado1 X###X nesse entrec!o ue de con%litos de interesses da mesma nature+a ou convergentes e de sucessivas . 5DEF. ue manteve as oligar uias ativas na sociedade )rasileira. a oligar uia sustentou a transição para o capitalismo competitivo. segundo Florestan Fernandes. segundo Florestan Fernandes. dos grupos imigrantes ou de categorias econ<micas. a \dissolução da propriedade] ou o \desgoverno da sociedade]# C6)id. de %orma ue os interesses econ<micos e pol/ticos das classes dominantes %ossem preservados. a oligar uia pode converter(se no “pião da trans%ormação para o Brasil moderno”# 4evido ao controle das posições de poder. p# >GEI# 3ssa reação desmedida contra os setores su)alternos tin!a como o)2etivo assegurar uma transição sem surpresas e ordeira para o capitalismo competitivo. 5DEF. vindos dos setores intermediários. dada * posição ue !avia ocupado no passado e as condições %rancamente adversas para a constituição de uma sociedade moderna no Brasil. ue em nome de seus interesses ego/sticos não !esitou em %ormali+ar um pacto tácito C*s ve+es %ormali+adoI de dominação de classe# Assim. mandonismo. como conse M0ncia desse pacto# As oligar uias impuseram sua l"gica de dominação ao con2unto da classe )urguesa. con%orme destaca Florestan Fernandes a)aixo1 ###as elites )rasileiras não estavam preparadas para as duas trans%ormações concomitantes# Acomodaram(se de modo mais ou menos rápido * primeira di%erenciação. %ato ' ue. pois### S" ela dispun!a de poder em toda a extensão da sociedade )rasileira1 o desenvolvimento desigual não a%etava o controle oligár uico do poder. a oligar uia atraiu a uela parte da )urguesia mais comprometida com o capitalismo competitivo. na medida em ue %orneceu as )ases necessárias para tal tare%a# Repetindo no -m)ito pol/tico o ue !avia %eito no plano econ<mico. ainda ue com menos visi)ilidade# A %orma autocrática em ue se organi+ou a dominação )urguesa no Brasil se explica. de %ato. apenas estimulava a sua universali+ação# Al'm disso. a maior segurança poss/vel na passagem do mundo pr'(capitalista para o mundo capitalista. %oi interpretada por muitos como uma “crise do poder oligár uico”. o paternalismo e a total intoler-ncia aos movimentos populares Cmessi-nicos e operáriosI %oram convertidos em recursos indel'veis.ara isso ela %lexionou as estruturas de poder ue !avia montado durante o imp'rio. p#>GEI. s" ela podia o%erecer aos novos comensais. um espaço pol/tico pr"prio. antes mesmo de despontar en uanto %orça de dominação econ<mico(social. social e pol/tica# .ara isso. o setor oligár uico da )urguesia desempen!ou papel central. prevenindo a \desordem da economia].implacável em relação *s segundas. viram os e%eitos da segunda como um desa%io insuportável. ue !avia perdido o monop"lio do poder em %unção das trans%ormações em curso na sociedade. como se ela contivesse uma demonstração de lesa(ma2estade1 as reservas de opressão e de repressão de uma sociedade de classes em %ormação %oram mo)ili+adas para solapá(la e para impedir ue as massas populares con uistassem. o ue trans%ormou a )urguesia numa classe reacionária e ultraconservadora# Ao inv's do escravo. ue )rotava do ápice da sociedade e podia ser tolerada como uma diverg0ncia intramuros e ue. no %undo. p# >5GI# . ue dese2ava a continuidade dos seus neg"cios com a )urguesia nacional# . o proletariado %oi eleito o inimigo comum a ser com)atido. ue incorporou de %orma estrutural traços oligár uicos de dominação# . \dentro da ordem]” CFernandes.

a lin!a democrático()urguesa e nacionalista apresentada pelos setores li)erais da )urguesia. ou. mas socialmente era inoperante# . 5DEF. os dinamismos e as estruturas do capitalismo monopolista incidiram de %orma determinante so)re o processo em uestão# As )urguesias !egem<nicas. assustou a iniciativa privada interna e externa# 3ssa tripla pressão atuou de %orma determinante para ue o estilo autocrático )urgu0s de dominação pol/tica se consolidasse no Brasil so) a %orma de uma ditadura a)erta de classes. proletariado. c/rculos conservadores in%luentes da )urguesia viram a/ uma oportunidade para modi%icarem seus laços de associação com o imperialismo para assim esta)elecerem um novo aceleramento da !ist"ria# $o plano interno. colocou os c/rculos conservadores em p-nico# A outra pressão se deu em %unção da intervenção do 3stado na economia. o estilo autocrático()urgu0s advogado pelas oligar uias# Segundo Florestan. ue não permitiu ual uer tipo de contestação a ordem social esta)elecida. mani%estou(se a)ertamente no contexto de passagem do capitalismo competitivo para o monopolista. de determinar o pr"prio padrão de dominação )urguesa# :edendo terreno ao radicalismo dos setores intermediários e * insatis%ação dos c/rculos industriais. exigiram garantias pol/ticas. como exposto a pouco. ue. rep<s o dilema vivido pela )urguesia outrora. comerciais(%inanceiros mas tam)'m industriaisI ( logrou a possi)ilidade de plasmar a mentalidade )urguesa e. deixando o campo pol/tico a)erto para ue a )urguesia condu+isse a revolução a seu modo# 3 a direção dada %oi no sentido de um apro%undamento da depend0ncia em relação ao capital internacional. como trans%eriu para os demais parceiros o seu modo de ver e de praticar tanto as regras uanto o estilo do 2ogo# CFernandes. en uanto organi+ação privatista do poder. uando se insinuou por esse espaço. so)retudo as norte(americanas. se2a ela vinda de dentro ou de %ora dos setores dominantes# 3ssa condução da revolução )urguesa o)viamente impossi)ilitou a reali+ação de uma revolução nacional e democrática no Brasil# A democracia ue a ui vigorou s" existiu para a /n%ima parcela da população ue compun!a as classes dominantes e alguns setores da classe m'dia# . pelas classes m'dias ur)anas ue compun!am a )urocracia estatal. apesar de todos as mudanças. a nação acreditou ue %inalmente reali+aria uma revolução )urguesa ao estilo %ranc0s. sociais e econ<micas aos seus investimentos# 3m variados casos.ara o restante da população ela não passava de um expediente ideol"gico ue servia a sua manipulação& ela era a)solutamente restritiva e não participativa# . mas pressões externas e uma dupla pressão interna a)ortaram o processo# 3xternamente. ou se2a. mais ainda. ue repousa o ue se poderia c!amar de consolidação conservadora no Brasil# Foi graças a ela ue a oligar uia ( como e en uanto oligar uia \tradicional] Cou agráriaI e como oligar uia \moderna] Cou dos altos neg"cios. ao inv's de destru/(la. ue mesmo não sendo necessariamente um a%ronte a “continuidade do sistema”. ual estilo de trans%ormação adotar nessa transição.ortanto. a )urguesia limitou seu campo de atuação !ist"rico e %ec!ou o espaço pol/tico a ual uer tipo de pressão vinda de )aixo# Formalmente o espaço existia. pois não s" resguardou seus interesses materiais \tradicionais] ou \modernos]. resultou numa autocracia de classePTQ. o operariado e a intervenção estatal tam)'m exerceram pressão so)re a dominação na %orma como !avia sido pactuada pela )urguesia ap"s a revolução de trinta# $o primeiro caso. ue constitui uma das especi%icidades da revolução )urguesa no Brasil# A autocracia. momento em ue a dominação de classe no Brasil se consolidou# A transição da terceira para a segunda %ase do capitalismo em sua evolução interna.acomodações. %oi duramente reprimido. como explica Florestan Fernandes nessa passagem1 . p# >GDI# Articulando(se * aristocracia atrasada. pondo em causa as )ases materiais de seu poder# :ontudo. ue veio a cal!ar com o golpe militar de 5DKT. e de uma condução antidemocrática do processo. ela praticamente ditou a solução dos con%litos a largo pra+o. devido * amplidão alcançada. na realidade. o operariado 2untamente com as massas constrangeu a )urguesia diante da possi)ilidade de se %irmar um novo pacto social. essas exig0ncias a%rontaram os interesses da )urguesia interna. a articulação entre )urguesia e aristocracia não serviu para nos condu+ir a uma posição aut<noma eXou a uma democracia )urguesa# 3sse pacto. e com apoio popular signi%icativo.

processo culminou na con uista de uma nova posição de %orça e de )argan!a. o “passado permaneceu no presente”. e a oligar uia %oi mo)ili+ada não apenas como agente econ<mico de %undamental import-ncia para a transição para uma sociedade de classes. o 3stado %oi usado pela )urguesia como um “)astião de autode%esa e de ata ue”. essa nova era não nasceu a partir de uma ruptura pol/tica de cun!o revolucionário com os agentes Cas oligar uiasI ue !aviam monopoli+ado a cena pol/tica no “antigo regime”# $osso passado colonial não permitiu isso. ue p<s em prática uma complexa estrat'gia econ<mica. 46B3OA1 :. com o capital externo. permitindo a ela Ce ao capital externoI condições seguras para a reali+ação das transições para o capitalismo competitivo e posteriormente para o capitalismo monopolista# 3sse segundo ponto destacado aponta para um terceiro igualmente importante * análise. ue predominou %oi um estilo autocrático de dominação ue.A. uer por ue o pr"prio desenvolvimento capitalista resulta numa maior di%erenciação no regime de classes. de aceleração do crescimento econ<mico e de apro%undamento da acumulação capitalista ue se inaugurava# CFernandes. 5DEF. a continuidade do status uo ante e condições materiais ou pol/ticas para aceitar a penosa %ase de moderni+ação tecnol"gica. ela a)re espaço para a insurg0ncia dos “de )aixo”. p# >5FI# Feita a contra(revolução de%ensiva. se nota ue internamente tam)'m !ouve dinamismos de nature+a pol/tica ue atuaram de %orma signi%icativa so)re a maneira como se deu a revolução )urguesa no Brasil# . constitui caracter/stica estrutural da sociedade )rasileira so) o capitalismo dependente# 7m outro ponto importante a ser considerado está no %ato de ue a )urguesia. a constatação de ue a poder )urgu0s no Brasil encontra(se em permanente crise# As recorr0ncias ao 3stado e a %ormas autocráticas de governar são provas disso# . estilo de dominação e de trans%ormação adotados pela )urguesia. sempre recorreu a es%era pol/tica para assegurar a continuidade de seus neg"cios. de um golpe. mas tam)'m como agente pol/tico capa+ de garantir uma moderni+ação segura para si pr"pria e para os setores nascentes da )urguesia industrial# 3m conse M0ncia.. nos momentos de impasse. s"cio(cultural e pol/tica para a preservação e ampliação dos privil'gios )urgueses Carticulados aos das )urguesias internacionaisI# Foi esse o des%ec!o pol/tico da revolução )urguesa no Brasil. marcando o in/cio de uma nova era# 3ntretanto. o ue s" serviu para apro%undar a nossa depend0ncia e o dom/nio imperialista# :om isso. ue atingiu seu cl/max com uma penosa ditadura militar# . ue %oram impostos *s demais classes como se %ossem de interesse de toda a nação# :om esse intuito. por %im. uer por ue ao aplicar o “excedente de poder” de ue dispõe ela suscita uma reação no sentido contrário. o poder e a dominação )urguesa emergiram durante o primeiro uartel do s'culo JJ. impondo novos dinamismos pol/ticos *s classes sociais# Y# 7O $. ou se2a. ue constitui dimensão central da revolução )urguesa no Brasil# A partir da exposição acima. ue garantiu.ara reagir a essas tr0s pressões. segundo Florestan Fernandes.$S643RA8^3S F6$A6S . ela não %e+ do 3stado apenas um comit0 para gerir seus neg"cios# 3la %oi al'm. ue di+ respeito ao paradoxo de sua atuação en uanto classe dominante# $a medida em ue a )urguesia apela para %ormas autocráticas de organi+ação do poder para moderni+ar a sociedade )rasileira Cso) os imperativos dos centros !egem<nicos do capitalismoI. atrav's da ual a %orma e as %unções da dominação )urguesa se alteraram su)stancialmente# . nos condu+ a uarta e =ltima o)servação. a )urguesia manteve seu dom/nio pol/tico intacto e de ue)ra assegurou mel!ores condições para uma associação mais %ecunda. os setores dominantes das classes alta e m'dia se aglutinaram em torno de uma contra(revolução autode%ensiva. ue a%etavam de maneira muito diversas as )ases materiais e a e%icácia pol/tica do poder )urgu0s.or a ui. exposto nesse cap/tulo tam)'m permite algumas considerações acerca do processo de %ormação e consolidação do poder )urgu0s. impedindo ue a sociedade )rasileira se desenvolvesse segundo um modelo democrático )urgu0s# . segundo seus interesses. tornando(o uma estrutura controlada por um grupo militar )rutalmente repressor.

nem revolução nacional. a “revolução institucional”. “%rustrada” ou “a)ortada”# Resultado da intersecção da economia de exportação de origens col<nias ou neocoloniais com a expansão do mercado interno e da produção industrial para esse mercado. uma resposta paradoxal# 7m ol!ar rápido e super%icial so)re o atual momento !ist"rico da sociedade )rasileira permitiria di+er ue. a altura da escrita do livro. deixando o <nus da depend0ncia. portanto.. ue ' como Florestan Fernandes ironicamente se re%eria * ditadura militar. se transpus'ssemos a pergunta %eita acima para os dias de !o2e. ao se esgotar municiou o proletariado para ue ocupasse o espaço pol/tico ue l!e !avia sido su)tra/do da !ist"ria# 4espontando pela primeira ve+ no cenário pol/tico como %orça insurgente expressiva. e. do su)desenvolvimento e da dominação oligár uica recair so)re o restante da nação# Fe+. uma revolução incompleta. alcançaram o Brasil. dentro dos limites da ordem esta)elecida diga(se. se não reali+amos uma revolução democrática segundo os moldes clássicos. seguiu(se um per/odo de retrocessos# [ustamente no momento em ue se iniciava o 2ogo democrático. a revolução nacional. da de)ilidade do proletariado. do teor das pressões externas. tornou(se cada ve+ mais di%/cil. trouxe conse M0ncias 2á con!ecidas1 elevou a depend0ncia a n/veis sem precedentes e possi)ilitou *s oligar uias adaptarem(se *s novas imposições do capitalismo glo)al# . reuniu as vel!as oligar uias aos setores avançados da )urguesia# 3sses setores levaram adiante uma pol/tica de a)ertura indiscriminada Cpraticando altas taxas de 2urosI e de privati+ações. resumo a ui apresentado so)re alguns dos processos centrais da revolução )urguesa no Brasil permite entender por ue Florestan Fernandes se re%ere a ela como uma “revolução em atraso”. aliou(se ao capital internacional e *s vel!as oligar uias segundo a l"gica da maximi+ação das vantagens# Assim. uma pergunta parece pertinente para pensar a realidade )rasileira contempor-nea1 essa revolução poderia ter sido di%erente_ As condições s"cio(!ist"ricas da sociedade )rasileira permitiriam uma revolução ue seguisse a via democrática e nacionalista_ Florestan Fernandes. principalmente. pol/tico e cultural. ao menos constru/mos um regime democrático(representativo ue não parece dar sinais de esgotamento a m'dio pra+o# Oas. ao contrário do ue ocorreu em outros momentos !ist"ricos. tal pol/tica. as uais muitos te"ricos t0m designado con%usamente por “glo)ali+ação”. ue %acultou ao capital externo o papel de dinami+ador da economia nacional# 3ntretanto. o Brasil viveu uma re(atuali+ação da dupla articulação ue marcou a revolução )urguesa no BrasilPYQ# A coali+ão de centro(direita %ormada durante o primeiro governo F#L#:PKQ. nossa revolução “s" p<de” se desenvolver graças a uma dupla articulação com as )urguesias !egem<nicas do capitalismo glo)al e com os setores arcaicos de nossas elites# As conse M0ncias dessa dupla articulação %oram depend0ncia e autocracia. ao ue parece. s" %oi capa+ de moderni+ar(se a si pr"pria. o proletariado pressionou. 5DEGI. nem revolução democrática# $ossa )urguesia não %oi digna de reali+ar essa dupla revolução# Ao atuar somente em )ene%/cio de seus privil'gios e interesses. em vista do nosso passado colonial. pela a)ertura do regime ditatorial e logrou 0xito na construção de um regime democrático )urgu0s. ue permitiu ue a )urguesia condu+isse o processo revolucionário segundo suas conveni0ncias# 3ntretanto. explica ue não. reali+ando assim parte da revolução )urguesa no Brasil# :ontudo. marcada por acomodações e não por polari+ações e rupturas# 4iante dessas considerações so)re a revolução )urguesa no Brasil. %oi incapa+ de alavancar nossa economia# 3m contrapartida. por isso. o ue se deve * %atores externos e internos# As trans%ormações ocorridas Ce ue vem ocorrendoI no mundo capitalista nas =ltimas tr0s d'cadas. a medida ue esse regime %oi sendo constru/do. ter/amos. entendida a ui %undamentalmente como a autonomia nacional no plano econ<mico. no in/cio dos anos DG. de %orma avassaladora# Bogo ap"s o proletariado ter retirado da )urguesia o condão da magia pol/tica e ter condu+ido o pa/s no rumo da democracia )urguesa CFernandes.

a economia capitalista competitiva da peri%eria %ica condenada a dar novos saltos atrav's de impulsos ue virão de %ora. o . o capitalismo dependente mant0m(se como uma realidade di%/cil de ser superada# Assim. dispõem de meios su%icientes para pressionar contra ual uer tipo de mudança ue con%rontem seus interesses PFQ# . por outro lado. a sociedade )rasileira permanece a u'm de reali+ar. simultaneamente. “vulnera)ilidade”. agiram decisivamente para ue o capitalismo dependente no Brasil se apro%undasse de maneira surpreendente# Tradu+/vel no l'xico de economistas e pol/ticos ue reiteradamente utili+am expressões como “d/vida externa”. a alta )urguesia. so) sua vig0ncia. a análise apresentada por Florestas Fernandes em “A revolução )urguesa no Brasil” permanece )astante atual. se2a em suas ações pol/ticas ou em suas omissões en uanto p"lo contradit"rio da relação social engendrada pela revolução )urguesa no Brasil# . e ue teve entre um de seus %undadores Florestan Fernandes# $o presente momento. em outras palavras. mas. intelectuais como Francisco de . como )em demonstra o trec!o a)aixo1 X###X mantida a dupla articulação. a )urguesia e a pe uena()urguesia \%a+em !ist"ria]# Oas %a+em uma !ist"ria de circuito %ec!ado ou. o movimento operário e a massa de um modo geral terão pap'is decisivos na resolução desse impasse. uando esta se viu diante da possi)ilidade de reali+ar a revolução )urguesa em sua plenitude# 3videntemente ue o contexto !o2e ' distinto do de outrora# A disposição para uma contra(revolução preventiva não parece existir. predom/nio do capital especulativo na nova economia mundial e a aus0ncia de ual uer tipo de controle so)re seus %luxos. p# >YGI# Basta su)stituir a palavra capitalismo competitivo por capitalismo glo)ali+ado para se ter uma leitura do impasse na ual encontra(se imersa a sociedade )rasileira# 3sse impasse assume contornos )em claros e por ve+es dramáticos com o atual governo# Aencendo as eleições e c!egando ao poder com um programa pol/tico de %eições democrático(nacionalistas a ser e%etivado nos limites da ordem. vivendo portanto um impasse# 4iante disso.. o desa%io de completar a revolução )urguesa está posto a um partido cu2as )ases de origem são operárias e não )urguesas. dos dinamismos das economias capitalistas centrais CFernandes. a !ist"ria ue começa e termina no capitalismo competitivo dependente# 3ste não pode romper consigo mesmo# :omo a dominação )urguesa. v0m travando de)ates acerca das possi)ilidades de e%etivação do programa petista e da revolução )urguesa so) as condições Cno contexto da glo)ali+açãoI e so) a %orma ue %oi propostaCoI Ccom mudanças. e ue as contri)uições de Florestan Fernandes parecem indispensáveis ao entendimento e desdo)ramento do atual impasse vivenciado pela sociedade )rasileira# Bevando(se em conta as lições de “A revolução )urguesa no Brasil”. 5DEF. não pode romper com ele.liveira e 3mir Sader. entre outros. uma coisa se sa)e# . curioso ' ue.s movimentos sociais. um capitalismo aut<nomo e uma democracia representativa.T encontra(se na imin0ncia de um desa%io !ist"rico em muito parecido com o vivido pela )urguesia em meados do s'culo JJ. etc. “risco Brasil”. as oligar uias internas e principalmente o grande capital. mas dentro da ordemI e vem sendo implementadaCoI Ccom alianças “táticas” ue podem ter peso decisivo para ue a dupla articulação se repitaI# 3sses de)ates dão prova de ue o atual momento !ist"rico exige re%lexão. a não ser a tão %amigerada taxa de 2uros.

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