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INFORMATIVO

oficina dos

BOLETIM

Frutos Silvestres Comestíveis
Identificação, propagação, preparação e degustação

Parque de Monsanto (Lisboa) 1 de Dezembro, 14.30h
Programa : 14.00 – Recepção dos participantes junto à sede nacional da Quercus (Centro Associativo do Calhau, Bairro do Calhau – Parque Florestal de Monsanto, Lisboa) 14.30 – Saída de campo para identificação das plantas que produzem frutos comestíveis 16.00 – Propagação e outras informações 16.45 – Preparação de licor e compota 17.30 – Degustação (pão de bolota, pães para chá, bolachas, compotas, licores, tartes e bebidas) 18.30 – Avaliação e fim dos trabalhos Investimento: Sócios da Quercus e MPI: 15€ Não sócios: 20€ Acompanhantes: 6€ dos 13 aos 17 anos; 4€ Crianças dos 6 aos 12 anos. Gratuito para crianças até 6 anos As inscrições serão consideradas após recepção do comprovativo da transferência bancária para o NIB: 003502390000603043019 da Caixa Geral de Depósitos. Inscrições: até ao dia 26 de Outubro, limitada a 25 pessoas Dados necessários: Nome, n.º de contribuinte e contacto

Editorial
Nesta edição para além das últimas actividades abordamos temas variados. Desde os desenvolvimentos sobre a nova lei das sementes, passando por uma reflexão sobre vegetarianismo e terminando na apresentação do Banco de Tempo e desafio da associada que a enviou. Cada um de nós tem algo a dizer e a fazer para melhorar o Ambiente de que todos usufruem. É sempre bom a partilha de experiências e opções que tomamos a nível individual. Cuidar do Ambiente começa por cuidar das pessoas, por isso a defesa do Ambiente pode, e deve, ser bastante abrangente, basta (e não será pouco) que em tudo o que façamos tenhamos a preocupação de integrar comportamentos respeitadores do planeta de forma consciente. A presidente da direcção Alexandra Azevedo

Nesta edição:
Oficinas Lei das Sementes Yoga e Vegetarianismo Tempo para nós Breves Oferta de Cabaz
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Ano 9, N.º 29
Outubro de 2013

www.mpica.info

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n.º 29 - Outubro de 2013

SENSIBILIZAÇÃO EM ESCOLAS

Alexandra Azevedo

Realizou no dia 19 de Fevereiro na Escola Secundária de Peniche uma oficina de Eco-Gastronomia dirigida a 2 turmas do Curso de Técnico de Turismo Ambiental e Rural e 1 turma do Curso de Técnico de Qualidade Alimentar. As condições no refeitório não foram as melhores, mas de registar que uma acção com componente prática, e neste caso com degustação, tem logo outro impacto! No final fez-se uma breve sondagem pelos alunos para cada prato apresentado e as bolachas de bolota foi a receita que mais agradou e a que menos agradou foi o revolto de urtigas, houve até vários alunos que nem experimentaram, por causa da reacção de colegas que não gostaram, mas ainda assim houve muitos braços no ar em sinal de aprovação. A educação do gosto é algo a trabalhar mais, não bastando dizer-se simplesmente que precisamos de comer melhor. Se não for a geração actual adulta, quem poderá assumir o compromisso de transmitir e cuidar melhor das gerações mais jovens?

Introdução teórica

Degustação

OFICINAS DAS ERVAS COMESTÍVEIS
Realizaram-se 2 edições da oficina das ervas comestíveis este ano, a 17 de Março e a 7 de Abril, ambas em parceria com a Cantina Criativa, um espaço de restauração sito no convento de S. Miguel das Gaeiras (Óbidos). Tal como nas edições anteriores um grupo entusiasta de pessoas se dispuseram a conhecer melhor o nosso património natural e a apreciar as suas utilizações gastronómicas.

Alexandra Azevedo

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BALANÇO DA OFICINA – ALGAS: DO MAR AO PRATO

Alexandra Azevedo

A meteorologia ajudou para que a Oficina “Algas: do mar ao prato” que se realizou no domingo, dia 23 de Junho, decorresse da melhor maneira. Programada para dia e hora de maré baixa em tempo de lua cheia (na lua cheia e lua nova as marés têm maior amplitude), um grupo animado de gastrónomos e apaixonados pela natureza puderam observar a rica diversidade de algas da nossa costa na praia de S. Bernardino (Peniche), sob a orientação da professora Teresa Mouga, bióloga e directora da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Instituto Politécnico de Leiria) e da ajuda de uma ex-bolseira, mestre Inês Rodrigues. O consumo de algas pela população foi uma realidade até ao período da 2ª guerra mundial, tendo caído no esquecimento, mas pelas excepcionais características nutricionais (completo e elevado teor em aminoácidos, elevado teor em vitaminas e minerais) e excepcionais propriedades antioxidantes deveriam ser reconhecidas na nossa gastronomia. A Professora Teresa Mouga alertou para a recolecção consciente deste recurso através do uso de tesoura ou faca para se cortar apenas as lâminas e talos permitindo assim a regeneração da alga, sendo o ideal o seu cultivo. Na sede do Rotary Club de Peniche decorreu o restante programa da oficina em que os participantes puderam conhecer alguns “segredos” culinários colaborando na confecção de alguns dos pratos, a que se seguiu o ansiado almoço com uma ementa variada em que as algas foram ingrediente obrigatório. Concluiu-se a oficina com um momento final para esclarecer algumas dúvidas e partilhar alguns conhecimentos de um indispensável colaborador desta oficina, Luís Fonseca, médico residente em Peniche, e um aficionado pelas algas com uma experiência acumulada na recolecção, seu uso noutras regiões (como os Açores e países europeus) e no estudo, apresentando uma considerável biblioteca sobre o tema, a quem o MPI agradece profundamente o apoio prestado, sem o qual não teria sido possível esta oficina.

NOVA LEI DAS SEMENTES ÚLTIMAS ACÇÕES DA CAMPANHA PELAS SEMENTES LIVRES
Em 2011 estava previsto a votação de uma nova lei das sementes, um projecto legislativo iniciado em 2008, mas foi sendo adiada e foi votada no dia 6 de Maio. A campanha pelas Sementes Livres, da qual o MPI é parceiro, mobilizou-se divulgando uma petição dirigida ao parlamento europeu e ao conselho, e uma carta aberta ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, subscrita por inúmeras organizações de agricultores e de defesa do ambiente europeias, na qual se pediam alterações significativas na legislação para a Comercialização de Material de Propagação de Plantas. Destaca-se o pedido para que o sistema de registo e certificação obrigatórios não abranjam as utilizadas em hortas familiares, por agricultores tradicionais ou em mercados locais, pois acarreta custos e processos administrativos proibitivos para a produção em pequena escala, pede-se também a exclusão do âmbito do novo regulamento da troca e cessão de sementes e material de propagação de plantas entre agricultores, pessoas individuais e organizações sem fins lucrativos, para deste modo sejam garantidos os direitos dos agricultores na Europa e países em desenvolvimento, a protecção da agricultura local e a agro-biodiversidade, que são os alicerces da nossa herança bio-cultural, a segurança alimentar global e o direito à escolha e à transparência dos consumidores.

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Segundo o parecer da Advogada-Geral Kokott, do Tribunal Europeu de Justiça, a legislação actual em vigor para a comercialização de sementes já viola os princípios da proporcionalidade, da liberdade de negócio, da livre movimentação de bens e o princípio do tratamento igual. A nova proposta de Lei dá no entanto mais um passo atrás, introduzindo novas limitações para as sementes de propagação livre e as sementes livres de direitos de propriedade intelectual. Neste momento, a pré-proposta não é consensual, estando a ser contestada tanto pela Direcção Geral de Agricultura com pela DG do Ambiente. A versão aprovada seguiu para votação e eventuais emendas no Parlamento Europeu em 13 de Junho. Será também enviada para o Conselho de Ministros, podendo voltar para o Parlamento três vezes e para o Conselho de Ministros duas. Como seria de esperar a indústria das sementes já deu parecer favorável à pré-proposta e pediu expediência no processo.

Alterações da proposta de lei
Na sequência dos protestos foram introduzidas algumas alterações, mas aquém do desejado, pelo que foi entregue nova carta aberta, desta vez dirigida ao parlamento. As únicas diferenças nesta versão são: - A isenção (de registo das variedades e/ou das taxas de registo caso opte pelo registo) se aplica, para além dos "não-profissionais", a "operadores" com <10 empregados e <2 milhoes Euros vendas. Muitos agricultores e organização de preservação de sementes têm mais de 10 empregados e vão ver-se a braços com o registo obrigatório. Pois mesmo sementes apenas utilizadas para produzir plantas para venda, também entram no Regulamento. Significa que o agricultor perde o direito de guardar sementes das suas colheitas. - Aboliram a restrição de apenas poder ceder sementes a terceiros uma vez, não podendo estes continuar a ceder estas sementes ou subsequentes sementes. Portanto as dificuldades ainda são muitas! Com a agravante de que ao longo do articulado há abertura para acrescentar mais restrições ou abolir excepções por enquanto cedidas! Fica inteiramente ao critério da Comissão Europeia...
A versão oficial está disponível aqui: http://ec.europa.eu/dgs/health_consumer/pressroom/docs/proposal_aphp_en.pdf Campanha pelas Sementes Livres em Portugal www.sosementes.gaia.org.pt

YOGA E VEGETARIANISMO

Nuno Carvalho

Esta tomada de posição consciente, de passar a ser vegetariano, não se toma porque alguém mandou ou porque de repente se lembra que é giro. O Yogi (praticante de yoga) consciente da opção adopta o vegetarianismo como um corolário do processo de compreensão da realidade da vida e do papel que o homem exerce no planeta. Antes de começar, uma palavra sobre o dharma

A tradição do Yoga hindu ensina que a realização espiritual e a verdadeira felicidade somente são possíveis se os nossos pensamentos, sentimentos e acções estiverem em harmonia com a ordem universal, chamada dharma. A palavra dharma significa 'aquilo que mantém unido', e refere-se não só às leis naturais, mas igualmente à Força Consciente de coesão e harmonia que gera e mantém o universo. Tudo é harmonia no universo. Um exemplo óbvio dessa harmonia universal que é expressão do dharma, é que os planetas, cada um seguindo a sua órbita, não chocam.
Porém, o conceito de dharma admite uma outra interpretação no plano humano. Nessa segunda interpretação, podemos afirmar que o dharma é um grupo de valores, eternos e universais, através dos quais se estabelece uma convivência harmoniosa na sociedade. A palavra dharma também pode ser interpretada como 'fazer o que está certo'. Nesse sentido, dharma é aquilo ao qual o homem se mantém fiel ao longo da sua vida, o que pauta suas escolhas e acções. Em suma, a sua missão de vida ou seu propósito humano. Não-violência, dharma e vegetarianismo Existe um código de ética para a prática Yogi. Esse código existe para facilitar a tarefa da realização espiritual. Sem ele, não há como progredir na prática. Não obstante a importância deste código para o Yoga, hoje em dia muitos praticantes nem sequer suspeitam da existência dele.

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O cerne do código Yogi é ahimsa, a prática da não-violência. Certamente já ouviu falar na não-violência, nem que seja associada a Mahatma Gandhi e seus seguidores, os “lutadores” pela independência da Índia, que foram capazes de libertar aquele país do colonialismo inglês sem disparar um único tiro. Isso por sua vez mostra-nos o infinito poder transformador do Yoga. O ahimsa, portanto, é um formidável instrumento para nos mantermos harmonizados com o dharma. Os shastras, textos tradicionais do Yoga, convidam o praticante, como corolário natural da prática da não-violência, a adoptar uma dieta vegetariana. Algumas razões para o Yogi (praticante de Yoga) se tornar vegetariano O vegetarianismo tem sido adoptado maciçamente pelos praticantes de Yoga desde há milénios atrás, por três motivos: 1) o dharma e a ética ambiental, 2) a saúde e 3) o progresso espiritual. Considera-se comer carne um crime contra a lei universal, porque isso significa participar, mesmo que indirectamente, em actos de crueldade e violência contra o reino animal, mas também contra o meio ambiente, quando somos coniventes com a destruição das florestas para fazer pasto para engordar o gado. Se uma parte da extensão de terra fértil usada actualmente para criar gado fosse utilizada para plantar cereais, o problema da fome no mundo poderia acabar imediatamente. Em relação à questão da saúde, está mais do que claro que uma dieta rica em carnes é directamente responsável por uma interminável série de problemas de saúde, que vão desde a prisão de ventre até ao cancro de cólon, desde o mau hálito até problemas cardíacos como o enfarte, que, aliás, é uma das principais causas de morte no mundo. Se continuarmos de olhos fechados para essas constatações gritantes, continuaremos a viver mal e a morrer cedo. Em relação ao último ponto, o progresso espiritual, devo dizer que nem todas as tradições espirituais do Oriente abraçaram o vegetarianismo. O budismo tibetano, por exemplo, não menciona o assunto. Isso acontece por dois motivos. Por um lado, o Tibete é um país íngreme, alto e muito frio, onde não é possível para a maioria da população seguir uma dieta vegetariana. Por outro lado, Buda não quis colocar nenhuma restrição a seus monges em relação à alimentação para evitar que eles se apegassem a uma dieta ou deixassem de aceitar o alimento que lhes era dado como esmola. No entanto o Dalai Lama recomenda aos seguidores do budismo tibetano a dieta vegetariana. Com a excepção do budismo, todas as tradições ascéticas da Índia são taxativas em relação à dieta vegetariana: hindus, jainistas e parses aderem desde tempos imemoriais ao vegetarianismo como meio para purificarem não apenas seus corpos mas igualmente suas mentes e corações. A transição para o vegetarianismo Então, como implementar uma dieta vegetariana sem criar um trauma nos nossos hábitos? Existem duas opções. A primeira, radical, é simplesmente parar da noite para o dia, após haver reflectido e amadurecido a ideia por tempo suficiente para não se arrepender da decisão ao primeiro convite para o churrasco do próximo domingo. A segunda, mais adequada para muita gente, é implementar uma série de mudanças graduais nos hábitos alimentares e começar a entrar com mais regularidade na cozinha para escolher e preparar o próprio alimento. Ambas as opções exigem planeamento, pesquisa, bom senso e, principalmente, uma mudança de visão em relação ao que significa realmente alimentar-se. É preciso ter muita coragem para combater o preconceito e os hábitos sociais enraizados. Um vegetariano recente pode ouvir comentários como estes, da parte dos amigos ou família: 'Então agora és vegetariano? Então só comes alface?' 'Isto é bacalhau, não é carne. De certeza que não vai um bocadinho?' Se não houver um foco no propósito, a pressão social ou a familiar podem fazer fracassar o plano. Vegetarianismo e Ayurveda Uma coisa interessante na hora de escolher o alimento e o tempero que se usa para dar sabor às refeições, é se esse alimento e esse tempero estão de acordo com nosso biótipo individual. Esse biótipo individual chama-se dosha, em sânscrito. O Ayurveda, a ciência indiana de manutenção da saúde, recomenda uma série de alimentos para cada biótipo. Nem todos os alimentos considerados bons, são bons para todos nós. Já alguma vez se perguntou porque é que quando duas pessoas comem exactamente a mesma coisa, uma delas digere o alimento com facilidade e a outra não? O Ayurveda responde essa pergunta e muitas outras que possam surgir ao longo do processo de tornar-se vegetariano, indicando os alimentos mais adequados para cada tipo de constituição individual. Se não escolher correctamente o seu alimento, não conseguirá digeri-lo bem e vai achar que a dieta vegetariana só dá gases, ou que ser vegetariano não é uma boa opção para si.

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Felicidade Lopes Todos sabemos que o Tempo é um bem precioso e finito, mas nem todos sabem que podemos pôr o nosso Tempo a render! Imagine que cada segundo vale um euro, e assim todos os dias depositam na sua conta 86400€,mas essa conta salda todas as noites, o que não gasta perde… por isso tem de transformar cada segundo em algo proveitoso! Cada dia lhe fazem um novo depósito mas como não acumula saldo, deve viver cada dia com esse saldo e se possível rentabilizá-lo. No Banco de Tempo dá uma hora e recebe outra hora…é do tipo rentabilidade a 100%,mas há mais, pode dar uma hora de algum serviço ou saber, que gosta e lhe dá prazer e receber em troca uma hora dum serviço que não gosta ou não sabe! Desta forma não só faz render o seu Tempo, como o torna muito mais prazeroso! Um Banco de Tempo é um movimento que procura ajudar o desenvolvimento local, potenciando uma economia solidária. O Banco de Tempo está em Portugal há mais de 10 anos e cada agência é o reflexo dos seus membros, porque ser membro dum Banco de Tempo também é uma filosofia de vida. As pessoas que trocam serviços e saberes entre si, tendo como forma de pagamento “a moeda“ Tempo, dão mais valor a cada momento que vivem, porque o Tempo partilhado também é especial. Existem agências de Banco de Tempo do norte ao Sul e nas Ilhas, com mais ou menos sucesso, uns mais generalistas, com público mais juvenil ou mais sénior e alguns temáticos. São nestes últimos que eu acredito mais, porque quando se junta um grupo de pessoas que têm algo em comum, os encontros são mais gratificantes e com melhores resultados. Tenho o sonho de promover a abertura da agência do Banco de Tempo do Oeste no concelho do Cadaval, focalizado no tema Ambiente, com objetivos que promovam uma nova atitude face à natureza e assente nos valores da permacultura, baseado nos princípios da reutilização, na redução do consumo, na entreajuda local, na promoção da partilha, no dar e receber…, num local que possa ser um verdadeiro Laboratório de Permacultura e Aprendizagem ao longo da Vida. Porque não um espaço de promoção de Turismo Sustentável?!... Fica o convite a todos os que se identifiquem com o Projeto que além de ser Ambiental também é um Projeto Inovador, Democrático, Social, Territorial, Cultural e de Conhecimento. O relógio segue a marcha…utiliza o máximo o teu dia, para obter o melhor em Saúde, Bem Estar, Paz e Harmonia. Vamos utopiar e lançar as Sementes da Mudança.

TEMPO PARA OS OUTROS E TEMPO PARA NÓS

New Zealand - Moeraki Boulders—by Emanuel Siracusa

BREVES
MONSANTO retira-se da Europa, excepto Portugal, Espanha e Rep. Checa!
A multinacional do agronegócio afirma não gastar mais dinheiro em testes, desenvolvimento, marketing, processos judiciais ou qualquer outra coisa para que o milho GM seja aceite na Europa, mas retira-se apenas onde há mais pressão pública contra o consumo e cultivo de OGM, infelizmente esse não é o caso ainda de Espanha, Portugal e República Checa, nomeadamente o 1º, 2º e 3º países onde mais milho OGM se produz na UE. Esta notícia deveria fazer-nos reflectir. Está na altura de nos tornarmos mais activos e críticos relativamente aos OGM nos nossos campos e à nossa mesa!

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BREVES
Segurança alimentar ameaçada Porcos alimentados com OGM têm maiores inflamações de estômago
Revela um novo estudo realizado por cientistas australianos e investigadores norte-americanos e que envolveu também dois veterinários e um agricultor do Iowa (um estado dos EUA). Durou 23 semanas e usou 168 leitões recém-desmamados. Os investigadores defendem que têm de ser realizados mais estudos a longo prazo com animais - se as plantas transgénicas estão a causar problemas digestivos nos animais, muito provavelmente também o estão a provocar nos seres humanos.

Agência europeia alerta para potenciais riscos ambientais das novas tecnologias
Num relatório critica governos, cientistas e empresas e argumenta que sinais precoces de riscos foram ou estão a ser ignorados em vários domínios, o que revela que não estamos a aprender com os erros, ou não se está a aplicar esta máxima de elementar bom senso. Em contraciclo com o princípio da precaução, este comportamento, diz a agência europeia, levou a danos evidentes para a saúde humana e para o ambiente em casos como os relacionados com o chumbo na gasolina, o mercúrio, os pesticidas, o nuclear, as alterações climáticas ou as cheias. Agora com novas tecnologias, como telemóveis, nanomateriais e organismos geneticamente modificados, segue-se a mesma “lógica” de sempre, manipulação da opinião pública através de cientistas contratados ou comentadores nos órgãos de comunicação social. “Fabricar a dúvida, desrespeitando as evidências científicas sobre os riscos e alegando excesso de regulação, … para minar o processo de decisão baseado na precaução”, refere o relatório. Horizontes políticos e financeiros curtos, os monopólios tecnológicos, o carácter conservador e fechado das instituições científicas e a inércia dos processos de decisão, são barreiras importantes à colocação em prática do princípio da precaução.
(Fonte: Ricardo Garcia, Jornal “Público”, 23/01/2013, http://goo.gl/Qj3yN8)

Hidrofluorcarbonos: Emissões em Portugal aumentaram quase 20 vezes entre 1995 e 2010
Os gases fluorados, ou “gases F” como são habitualmente designados (hidrofluorcarbonos – HFC), que são fluidos refrigerantes utilizados principalmente em equipamentos de frio e ar condicionado, têm tido um contributo crescente, na Europa, para as emissões de gases com efeito de estufa causadoras do aquecimento global. No mercado existem já alternativas seguras, custo-eficazes e eficientes em termos energéticos. Estando em revisão a legislação europeia sobre gases fluorados, será desejável banir a colocação no mercado de equipamentos baseados em HFC.
(Fonte: Comunicado da Quercus - ANCN de 10/3/2013)

Ficha técnica Directora: Alexandra Azevedo Paginação: Nuno Carvalho Colaboraram nesta edição: Alexandra Azevedo, Nuno Carvalho e Felicidade Lopes Impressão com o apoio da Junta de Freguesia de Vilar Propriedade: MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente Largo 16 de Dezembro, 2 / Vilar / 2550-069 VILAR CDV tel:/fax: +351 262 771 060 email: mpicambiente@gmail.com

OFERTA DE CABAZ ECOLÓGICO LIVRE DE TRANSGÉNICOS À PRÉ-MAMA E MINISTRA DO AMBIENTE
A Plataforma Transgénicos Fora teve a ideia de oferecer um cesto contendo produtos com impacto ambiental mínimo para completar o enxoval da filha, Maria da Luz, da Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, o que veio a acontecer no Dia Mundial do Ambiente no gabinete da Sra Ministra, no Terreiro do Paço. Este gesto pretendeu alertar os governantes e a sociedade para a necessidade de proteger contra a contaminação transgénica as opções amigas do ambiente e da saúde que hoje em dia ainda são possíveis no nosso país, seja na alimentação seja no cuidado dos recém-nascidos e crianças. As associações representadas na Plataforma Transgénicos Fora defendem um claro incentivo à produção e ao consumo de alimentos e produtos ambientalmente sustentáveis para que todas as crianças que vão nascer possam olhar o futuro com esperança. Portugal está integrado numa Europa que preza a protecção do ambiente, da biodiversidade e da saúde dos seus cidadãos e que tem mais de um quarto de século investidos no desenvolvimento da agricultura agroecológica. Também para a Organização Mundial de Saúde e para a FAO - Organizações das Nações Unidas para a Saúde e Agricultura, a sustentabilidade na agricultura e a protecção da biodiversidade são cruciais para o bem estar e o sustento das gerações presentes e vindouras, como é o caso da pequena Maria da Luz. O cesto oferecido hoje para o enxoval consta de: fraldas e peça de roupa em tecido de algodão isento de transgénicos; leite de vaca biológico; fruta biológica da época; mel biológico; azeite extra virgem; broa de milho e pão de trigo tradicionais; arroz biológico; vinho do Porto biológico (para comemorar o nascimento) e ainda sementes biológicas, porque é nas sementes que está a esperança de podermos continuar a alimentar-nos no futuro - e é nas sementes tradicionais que se joga o direito a produzir em liberdade, sem controlo pelas multinacionais que já são donas de quase todo o germoplasma agrícola. A cobrir o cesto das oferendas estava um pano de linho tradicional bordado com o sexteto cujos versos se iniciam por MAMAOT:

Maria da Luz sê bem vinda Ao mundo que te legamos Mar, rios, florestas e campos Ambientes de mil encantos Oxalá os genes permaneçam Tão puros como teus prantos