P. 1
Locação de coisas

Locação de coisas

|Views: 0|Likes:
Publicado porDane Johnson

More info:

Published by: Dane Johnson on Nov 20, 2013
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/22/2015

pdf

text

original

QUADRO-RESUMO: CONTRATOS EM ESPÉCIE – LOCAÇÃO DE COISAS - contrato no qual uma das partes (locador) se obriga a ceder à outra

(locatário), por tempo determinado ou não, o uso e gozo de coisa não fungível, mediante certa retribuição denominada aluguel. - art. 565, CC. a) bilateral – envolve prestações recíprocas, em que uma das partes entrega a coisa para uso e a outra paga pela utilização. b) oneroso – porque ambas as partes obtém proveito, sendo para uma parte o recebimento do valor do aluguel e a outra se beneficia com o uso da coisa locada. c) comutativo – não há risco de aleatoriedade, pois suas prestações são fixadas e definidas objetivamente. d) consensual – seu aperfeiçoamento ou conclusão se dá com o acordo de vontade, sem a necessidade da imediata tradição da coisa. e) de trato sucessivo – execução prolongada no tempo. f) não solene – forma de contratação é livre, podendo inclusive ser feita oralmente. - CC – os dispositivos aplicam-se às locações de móveis e imóveis que não sejam reguladas por lei especial. - imóveis urbanos – Lei de Locação. - imóveis rurais – Estatuto da Terra. - entregar ao locatário a coisa alugada, com suas pertenças, em estado de servir ao uso a que se destina, e a mantê-la nesse estado, pelo tempo do contrato, salvo cláusula expressa em contrário. - a entrega da coisa ao locatário deve acompanhar os acessórios, excluídos aqueles mencionados expressamente. - presume-se que a coisa foi entregue em perfeita ordem, quando da entrega, o locatário não houver feito nenhuma reclamação, salvo prova efetiva em contrário. - quando a lei fala em manter a coisa no mesmo estado, significa que, a coisa deverá estar em condições de ser utilizada durante o período da locação, salvo disposição expressa em contrário. - em caso de haver deterioração da coisa durante o período do contrato, sem culpa do locatário, poderá ele pedir redução proporcional do aluguel ou rescindir o contrato caso não sirva a coisa para o fim a que se destina (art. 567, CC). - garantir ao locatário, durante o tempo do contrato, o uso pacífico da coisa (art. 566, CC). - resguardar o locatário dos embaraços e turbação de terceiros, a que tenham ou pretendam ter direitos sobre a coisa alugada. - a responder pelos seus vícios ou defeitos, anteriores à locação (art. 568, CC). - servir da coisa alugada para os usos convencionados ou presumidos, conforme a natureza dela e as circunstâncias. - tratá-la como o mesmo cuidado como se sua fosse. - pagar pontualmente o aluguel nos prazos ajustados, e, em falta de ajuste, segundo o costume do lugar. - levar ao conhecimento do locador as turbações de terceiros, que se pretendam fundadas em direito. - restituir a coisa, finda a locação, no estado em que a recebeu, salvas as deteriorações naturais do uso regular (art. 569, CC). - caso o locatário utilize a coisa para fins diversos daqueles convencionados, ou ainda, caso danifique a coisa de forma abusiva, o locador além do direito de rescisão contratual, poderá cobrar perdas e danos – art. 570, CC. - como regra geral, nos termos do art. 327, CC, o pagamento deverá ser efetuado no domicílio do devedor, salvo se o contrário resultar do contrato, da lei, da natureza da obrigação ou das circunstâncias. - no tocante a impostos e taxas, em caso de locação de imóveis, poderá ser estipulado que estes encargos serão pagos pelo locatário. - se, findo o prazo, o locatário continuar na posse da coisa alugada, sem oposição do locador, presumir-se-á prorrogada a locação pelo mesmo aluguel, mas sem prazo determinado – art. 574, CC. - no entanto, se, notificado o locatário, não restituir a coisa, deverá pagar, enquanto a tiver em seu poder, o aluguel que o locador arbitrar, e responderá pelo dano que ela venha sofrer, embora proveniente de caso fortuito (art. 575, CC). - salvo disposição em contrário, o locatário goza do direito de retenção, no caso de benfeitorias necessárias, ou no de benfeitorias úteis, se estas houverem sido feitas com expresso consentimento do locador (art. 578, CC).

CONCEITO

NEGÓCIO JURÍDICO

APLICAÇÃO DA LEI

OBRIGAÇÕES DO LOCADOR

OBRIGAÇÕES DO LOCATÁRIO

CARACTERÍSTICAS

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->