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LEGISLAÇÃO APLICADA À POLÍCIA FEDERAL

LEGISLAÇÃO APLICADA À POLÍCIA FEDERAL

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LEI Nº 7.102, DE 20 DE JUNHO DE 1983 .

Regulamento
Vide texto compilado
Dispõe sobre segurança para estabelecimentos
financeiros, estabelece normas para constituição
e funcionamento das empresas particulares que
exploram serviços de vigilância e de transporte
de valores, e dá outras providncias.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o !ongresso "acional decreta e eu
sanciono a seguinte lei#
$rt. %& ' vedado o funcionamento de qualquer estabelecimento financeiro
onde (a)a guarda de valores ou movimentação de numerário, que não possua
sistema de segurança com parecer favorável * sua aprovação, elaborado
pelo +inist,rio da -ustiça, na forma desta lei. .Redação dada pela /ei 0.1%2, de
%0034 .Vide art. %5 da /ei 0.1%2, de %0034
6 %
o
7s estabelecimentos financeiros referidos neste artigo compreendem bancos
oficiais ou privados, caixas econ8micas, sociedades de cr,dito, associações de poupança,
suas agncias, postos de atendimento, subagncias e seções, assim como as cooperativas
singulares de cr,dito e suas respectivas dependncias. .Renumerado do parágrafo 9nico
com nova redação, pela /ei n& %%.2%:, de ;11:4
6 ;
o
7 <oder =xecutivo estabelecerá, considerando a redu>ida circulação financeira,
requisitos pr?prios de segurança para as cooperativas singulares de cr,dito e suas
dependncias que contemplem, entre outros, os seguintes procedimentos# .@ncluAdo pela /ei
n& %%.2%:, de ;11:4
@ B dispensa de sistema de segurança para o estabelecimento de cooperativa singular de
cr,dito que se situe dentro de qualquer edificação que possua estrutura de segurança
instalada em conformidade com o art. ;
o
desta /eiC .@ncluAdo pela /ei n& %%.2%:, de ;11:4
@@ B necessidade de elaboração e aprovação de apenas um 9nico plano de
segurança por cooperativa singular de cr,dito, desde que detal(adas todas as suas
dependnciasC .@ncluAdo pela /ei n& %%.2%:, de ;11:4
@@@ B dispensa de contratação de vigilantes, caso isso inviabili>e economicamente a
existncia do estabelecimento. .@ncluAdo pela /ei n& %%.2%:, de ;11:4
6 D
o
7s processos administrativos em curso no âmbito do Departamento de <olAcia
Eederal observarão os requisitos pr?prios de segurança para as cooperativas singulares de
cr,dito e suas dependncias. .@ncluAdo pela /ei n& %%.2%:, de ;11:4
$rt. ;& F 7 sistema de segurança referido no artigo anterior inclui pessoas adequadamente
preparadas, assim c(amadas vigilantesC alarme capa> de permitir, com segurança,
comunicação entre o estabelecimento financeiro e outro da mesma instituição, empresa de
vigilância ou ?rgão policial mais pr?ximoC e, pelo menos, mais um dos seguintes dispositivos#
@ F equipamentos el,tricos, eletr8nicos e de filmagens que possibilitem a identificação dos
assaltantesC
$ds not bG t(is site
$ds not bG t(is site
@@ F artefatos que retardem a ação dos criminosos, permitindo sua perseguição,
identificação ou capturaC e
@@@ F cabina blindada com permanncia ininterrupta de vigilante durante o expediente para
o p9blico e enquanto (ouver movimentação de numerário no interior do estabelecimento.
$rt. D& $ vigilância ostensiva e o transporte de valores serão
executados# .Redação dada pela /ei 0.1%2, de %0034
@ F por empresa especiali>ada contratadaC ou .Redação dada pela /ei
0.1%2, de %0034
@@ F pelo pr?prio estabelecimento financeiro, desde que organi>ado e
preparado para tal fim, com pessoal pr?prio, aprovado em curso de formação
de vigilante autori>ado pelo +inist,rio da -ustiça e cu)o sistema de segurança
ten(a parecer favorável * sua aprovação emitido pelo +inist,rio da
-ustiça. .Redação dada pela /ei 0.1%2, de %0034
<arágrafo 9nico. "os estabelecimentos financeiros estaduais, o serviço de
vigilância ostensiva poderá ser desempen(ado pelas <olAcias +ilitares, a
crit,rio do Hoverno da respectiva Inidade da Eederação. .Redação dada pela
/ei 0.1%2, de %0034
$rt. J& 7 transporte de numerário em montante superior a vinte mil Ifir,
para suprimento ou recol(imento do movimento diário dos estabelecimentos
financeiros, será obrigatoriamente efetuado em veAculo especial da pr?pria
instituição ou de empresa especiali>ada. .Redação dada pela /ei 0.1%2, de
%0034
$rt. 3& 7 transporte de numerário entre sete mil e vinte mil Ifirs poderá ser
efetuado em veAculo comum, com a presença de dois vigilantes. .Redação
dada pela /ei 0.1%2, de %0034
$rt. 5& $l,m das atribuições previstas no art. ;1, compete ao +inist,rio da
-ustiça# .Redação dada pela /ei 0.1%2, de %0034 .Vide art. %5 da /ei 0.1%2, de
%0034
@ F fiscali>ar os estabelecimentos financeiros quanto ao cumprimento desta
leiC .Redação dada pela /ei 0.1%2, de %0034
@@ F encamin(ar parecer conclusivo quanto ao pr,vio cumprimento desta
lei, pelo estabelecimento financeiro, * autoridade que autori>a o seu
funcionamentoC .Redação dada pela /ei 0.1%2, de %0034
@@@ F aplicar aos estabelecimentos financeiros as penalidades previstas
nesta lei.
<arágrafo 9nico. <ara a execução da competncia prevista no inciso @, o
+inist,rio da -ustiça poderá celebrar convnio com as Kecretarias de
Kegurança <9blica dos respectivos =stados e Distrito Eederal. .Redação dada
pela /ei 0.1%2, de %0034
$rt. 2& 7 estabelecimento financeiro que infringir disposição desta lei
ficará su)eito *s seguintes penalidades, conforme a gravidade da infração e
levandoFse em conta a reincidncia e a condição econ8mica do infrator#
.Redação dada pela /ei 0.1%2, de %0034 .Vide art. %5 da /ei 0.1%2, de
%0034
@ F advertnciaC .Redação dada pela /ei 0.1%2, de %0034
@@ F multa, de mil a vinte mil IfirsC .Redação dada pela /ei 0.1%2, de %0034
@@@ F interdição do estabelecimento. .Redação dada pela /ei 0.1%2, de
%0034
$rt :& F "en(uma sociedade seguradora poderá emitir, em favor de estabelecimentos
financeiros, ap?lice de seguros que inclua cobertura garantindo riscos de roubo e furto
qualificado de numerário e outros valores, sem comprovação de cumprimento, pelo segurado,
das exigncias previstas nesta /ei.
<arágrafo 9nico F $s ap?lices com infringncia do disposto neste artigo não terão
cobertura de resseguros pelo @nstituto de Resseguros do Lrasil.
$rt. 0& F "os seguros contra roubo e furto qualificado de estabelecimentos financeiros,
serão concedidos descontos sobre os prmios aos segurados que possuArem, al,m dos
requisitos mAnimos de segurança, outros meios de proteção previstos nesta /ei, na forma de
seu regulamento.
$rt. %1. Kão considerados como segurança privada as atividades desenvolvidas em
prestação de serviços com a finalidade de# .Redação dada pela /ei n& :.:5D, de %00J4
@ F proceder * vigilância patrimonial das instituições financeiras e de outros
estabelecimentos, p9blicos ou privados, bem como a segurança de pessoas fAsicasC
@@ F reali>ar o transporte de valores ou garantir o transporte de qualquer outro tipo de
carga.
6 %& 7s serviços de vigilância e de transporte de valores poderão ser executados por uma
mesma empresa. .Renumerado do parágrafo 9nico pela /ei n& :.:5D, de %00J4
6 ;& $s empresas especiali>adas em prestação de serviços de segurança, vigilância e
transporte de valores, constituAdas sob a forma de empresas privadas, al,m das (ip?teses
previstas nos incisos do caput deste artigo, poderão se prestar ao exercAcio das atividades de
segurança privada a pessoasC a estabelecimentos comerciais, industriais, de prestação de
serviços e residnciasC a entidades sem fins lucrativosC e ?rgãos e empresas p9blicas..@ncluAdo
pela /ei n& :.:5D, de %00J4
6 D& Kerão regidas por esta lei, pelos regulamentos dela decorrentes e pelas disposições
da legislação civil, comercial, trabal(ista, previdenciária e penal, as empresas definidas no
parágrafo anterior. .@ncluAdo pela /ei n& :.:5D, de %00J4
6 J& $s empresas que ten(am ob)eto econ8mico diverso da vigilância ostensiva e do
transporte de valores, que utili>em pessoal de quadro funcional pr?prio, para execução dessas
atividades, ficam obrigadas ao cumprimento do disposto nesta lei e demais legislações
pertinentes. .@ncluAdo pela /ei n& :.:5D, de %00J4
$rt. %% F $ propriedade e a administração das empresas especiali>adas que vierem a se
constituir são vedadas a estrangeiros.
$rt. %; F 7s diretores e demais empregados das empresas especiali>adas não poderão ter
antecedentes criminais registrados.
$rt. %D. 7 capital integrali>ado das empresas especiali>adas não pode ser
inferior a cem mil Ifirs. .Redação dada pela /ei 0.1%2, de %0034
$rt. %J F Kão condições essenciais para que as empresas especiali>adas operem nos
=stados, Merrit?rios e Distrito Eederal#
@ F autori>ação de funcionamento concedida conforme o art. ;1 desta /eiC e
@@ F comunicação * Kecretaria de Kegurança <9blica do respectivo =stado, Merrit?rio ou
Distrito Eederal.
$rt. %3. Vigilante, para os efeitos desta lei, , o empregado contratado para a execução das
atividades definidas nos incisos @ e @@ do caput e 66 ;&, D& e J& do art. %1. .Redação dada pela
/ei n& :.:5D, de %00J4
$rt. %5 F <ara o exercAcio da profissão, o vigilante preenc(erá os seguintes requisitos#
@ F ser brasileiroC
@@ F ter idade mAnima de ;% .vinte e um4 anosC
@@@ F ter instrução correspondente * quarta s,rie do primeiro grauC
@V F ter sido aprovado, em curso de formação de vigilante, reali>ado em estabelecimento
com funcionamento autori>ado nos termos desta lei. .Redação dada pela /ei n& :.:5D, de
%00J4
V F ter sido aprovado em exame de sa9de fAsica, mental e psicot,cnicoC
V@ F não ter antecedentes criminais registradosC e
V@@ F estar quite com as obrigações eleitorais e militares.
<arágrafo 9nico F 7 requisito previsto no inciso @@@ deste artigo não se aplica aos vigilantes
admitidos at, a publicação da presente /ei
$rt. %2. 7 exercAcio da profissão de vigilante requer pr,vio registro no
Departamento de <olAcia Eederal, que se fará ap?s a apresentação dos
documentos comprobat?rios das situações enumeradas no art. %5. .Redação
dada pela +edida <rovis?ria n& ;.%:J, de ;11%4
$rt. %: F 7 vigilante usará uniforme somente quando em efetivo serviço.
$rt. %0 F ' assegurado ao vigilante#
@ F uniforme especial *s expensas da empresa a que se vincularC
@@ F porte de arma, quando em serviçoC
@@@ F prisão especial por ato decorrente do serviçoC
@V F seguro de vida em grupo, feito pela empresa empregadora.
$rt. ;1. !abe ao +inist,rio da -ustiça, por interm,dio do seu ?rgão
competente ou mediante convnio com as Kecretarias de Kegurança <9blica
dos =stados e Distrito Eederal# .Redação dada pela /ei 0.1%2, de %0034
@ F conceder autori>ação para o funcionamento#
a4 das empresas especiali>adas em serviços de vigilânciaC
b4 das empresas especiali>adas em transporte de valoresC e
c4 dos cursos de formação de vigilantesC
@@ F fiscali>ar as empresas e os cursos mencionados dos no inciso anteriorC
@ll F aplicar *s empresas e aos cursos a que se refere o inciso @ deste artigo as penalidades
previstas no art. ;D desta /eiC
@V F aprovar uniformeC
V F fixar o currAculo dos cursos de formação de vigilantesC
V@ F fixar o n9mero de vigilantes das empresas especiali>adas em cada unidade da
EederaçãoC
V@@ F fixar a nature>a e a quantidade de armas de propriedade das empresas
especiali>adas e dos estabelecimentos financeirosC
V@@@ F autori>ar a aquisição e a posse de armas e muniçõesC e
@N F fiscali>ar e controlar o armamento e a munição utili>ados.
N F rever anualmente a autori>ação de funcionamento das empresas elencadas no inciso @
deste artigo. .@ncluAdo pela /ei n& :.:5D, de %00J4
<arágrafo 9nico. $s competncias previstas nos incisos @ e V deste artigo
não serão ob)eto de convnio. .Redação dada pela /ei 0.1%2, de %0034
$rt. ;% F $s armas destinadas ao uso dos vigilantes serão de propriedade e
responsabilidade#
@ F das empresas especiali>adasC
@@ F dos estabelecimentos financeiros quando dispuserem de serviço organi>ado de
vigilância, ou mesmo quando contratarem empresas especiali>adas.
$rt. ;; F Kerá permitido ao vigilante, quando em serviço, portar rev?lver calibre D; ou D: e
utili>ar cassetete de madeira ou de borrac(a.
<arágrafo 9nico F 7s vigilantes, quando empen(ados em transporte de valores, poderão
tamb,m utili>ar espingarda de uso permitido, de calibre %;, %5 ou ;1, de fabricação nacional.
$rt. ;D F $s empresas especiali>adas e os cursos de formação de vigilantes que infringirem
disposições desta /ei ficarão su)eitos *s seguintes penalidades, aplicáveis pelo +inist,rio da
-ustiça, ou, mediante convnio, pelas Kecretarias de Kegurança <9blica, conforme a gravidade
da infração, levandoFse em conta a reincidncia e a condição econ8mica do infrator#
@ F advertnciaC
@@ F multa de quin(entas at, cinco mil Ifirs# .Redação dada pela /ei 0.1%2,
de %0034
@@@ F proibição temporária de funcionamentoC e
@V F cancelamento do registro para funcionar.
<arágrafo 9nico F @ncorrerão nas penas previstas neste artigo as empresas e os
estabelecimentos financeiros responsáveis pelo extravio de armas e munições.
$rt. ;J F $s empresas )á em funcionamento deverão proceder * adaptação de suas
atividades aos preceitos desta /ei no pra>o de %:1 .cento e oitenta4 dias, a contar da data em
que entrar em vigor o regulamento da presente /ei, sob pena de terem suspenso seu
funcionamento at, que comprovem essa adaptação.
$rt. ;3 F 7 <oder =xecutivo regulamentará esta /ei no pra>o de 01 .noventa4 dias a contar
da data de sua publicação.
$rt. ;5 F =sta /ei entra em vigor na data de sua publicação.
$rt. ;2 F RevogamFse os DecretosFleis n& %.1DJ, de ;% de outubro de %050, e n& %.%1D, de
5 de abril de %021, e as demais disposições em contrário.
LrasAlia, em ;1 de )un(o de %0:DC %5;& da @ndependncia e 03& da Rep9blica.
-7O7 E@HI=@R=D7
Ibrahim Abi-Ackel
LEI N
o
10.357, DE 27 DE DEZEBRO DE 2001.
Regulamento
=stabelece normas de controle e fiscali>ação
sobre produtos quAmicos que direta ou
indiretamente possam ser destinados *
elaboração ilAcita de substâncias
entorpecentes, psicotr?picas ou que
determinem dependncia fAsica ou psAquica, e
dá outras providncias.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Eaço saber que o !ongresso "acional decreta e eu
sanciono a seguinte /ei#
$rt. %
o
=stão su)eitos a controle e fiscali>ação, na forma prevista nesta /ei, em sua
fabricação, produção, arma>enamento, transformação, embalagem, compra, venda,
comerciali>ação, aquisição, posse, doação, empr,stimo, permuta, remessa, transporte,
distribuição, importação, exportação, reexportação, cessão, reaproveitamento, reciclagem,
transferncia e utili>ação, todos os produtos quAmicos que possam ser utili>ados como insumo
na elaboração de substâncias entorpecentes, psicotr?picas ou que determinem dependncia
fAsica ou psAquica.
6 %
o
$plicaFse o disposto neste artigo *s substâncias entorpecentes, psicotr?picas ou que
determinem dependncia fAsica ou psAquica que não este)am sob controle do ?rgão competente
do +inist,rio da Ka9de.
6 ;
o
<ara efeito de aplicação das medidas de controle e fiscali>ação previstas nesta /ei,
consideraFse produto quAmico as substâncias quAmicas e as formulações que as conten(am,
nas concentrações estabelecidas em portaria, em qualquer estado fAsico, independentemente
do nome fantasia dado ao produto e do uso lAcito a que se destina.
$rt. ;
o
7 +inistro de =stado da -ustiça, de ofAcio ou em ra>ão de proposta
do Departamento de <olAcia Eederal, da Kecretaria "acional $ntidrogas ou da $gncia "acional
de Vigilância Kanitária, definirá, em portaria, os produtos quAmicos a serem controlados e,
quando necessário, promoverá sua atuali>ação, excluindo ou incluindo produtos, bem como
estabelecerá os crit,rios e as formas de controle.
$rt. D
o
!ompete ao Departamento de <olAcia Eederal o controle e a fiscali>ação dos
produtos quAmicos a que se refere o art. %
o
desta /ei e a aplicação das sanções administrativas
decorrentes.
$rt. J
o
<ara exercer qualquer uma das atividades su)eitas a controle e fiscali>ação
relacionadas no art. %
o
, a pessoa fAsica ou )urAdica deverá se cadastrar e requerer licença de
funcionamento ao Departamento de <olAcia Eederal, de acordo com os crit,rios e as formas a
serem estabelecidas na portaria a que se refere o art. ;
o
, independentemente das demais
exigncias legais e regulamentares.
6 %
o
$s pessoas )urAdicas )á cadastradas, que este)am exercendo atividade su)eita a
controle e fiscali>ação, deverão providenciar seu recadastramento )unto ao Departamento de
<olAcia Eederal, na forma a ser estabelecida em regulamento.
6 ;
o
$ pessoa fAsica ou )urAdica que, em caráter eventual, necessitar exercer qualquer uma
das atividades su)eitas a controle e fiscali>ação, deverá providenciar o seu cadastro )unto ao
Departamento de <olAcia Eederal e requerer autori>ação especial para efetivar as suas
operações.
$rt. 3
o
$ pessoa )urAdica referida no caput do art. J
o
deverá requerer, anualmente, a
Renovação da /icença de Euncionamento para o prosseguimento de suas atividades.
$rt. 5
o
Modas as partes envolvidas deverão possuir licença de funcionamento, exceto
quando se tratar de quantidades de produtos quAmicos inferiores aos limites a serem
estabelecidos em portaria do +inistro de =stado da -ustiça.
$rt. 2
o
<ara importar, exportar ou reexportar os produtos quAmicos su)eitos a controle e
fiscali>ação, nos termos dos arts. %
o
e ;
o
, será necessária autori>ação pr,via do Departamento
de <olAcia Eederal, nos casos previstos em portaria, sem pre)uA>o do disposto no art. 5
o
e dos
procedimentos adotados pelos demais ?rgãos competentes.
$rt. :
o
$ pessoa )urAdica que reali>ar qualquer uma das atividades a que se refere o art.
%
o
desta /ei , obrigada a fornecer ao Departamento de <olAcia Eederal, periodicamente, as
informações sobre suas operações.
<arágrafo 9nico. 7s documentos que consubstanciam as informações a que se refere
este artigo deverão ser arquivados pelo pra>o de cinco anos e apresentados ao Departamento
de <olAcia Eederal quando solicitados.
$rt. 0
o
7s modelos de mapas e formulários necessários * implementação das normas a
que se referem os artigos anteriores serão publicados em portaria ministerial.
$rt. %1. $ pessoa fAsica ou )urAdica que, por qualquer motivo, suspender o exercAcio de
atividade su)eita a controle e fiscali>ação ou mudar de atividade controlada deverá comunicar a
paralisação ou alteração ao Departamento de <olAcia Eederal, no pra>o de trinta dias a partir da
data da suspensão ou da mudança de atividade.
$rt. %%. $ pessoa fAsica ou )urAdica que exerça atividade su)eita a controle e fiscali>ação
deverá informar ao Departamento de <olAcia Eederal, no pra>o máximo de vinte e quatro (oras,
qualquer suspeita de desvio de produto quAmico a que se refere esta /ei.
$rt. %;. !onstitui infração administrativa#
@ B deixar de cadastrarFse ou licenciarFse no pra>o legalC
@@ B deixar de comunicar ao Departamento de <olAcia Eederal, no pra>o de trinta dias,
qualquer alteração cadastral ou estatutária a partir da data do ato aditivo, bem como a
suspensão ou mudança de atividade su)eita a controle e fiscali>açãoC
@@@ B omitir as informações a que se refere o art. :
o
desta /ei, ou prestáFlas com dados
incompletos ou inexatosC
@V B deixar de apresentar ao ?rgão fiscali>ador, quando solicitado, notas fiscais,
manifestos e outros documentos de controleC
V B exercer qualquer das atividades su)eitas a controle e fiscali>ação, sem a devida
/icença de Euncionamento ou $utori>ação =special do ?rgão competenteC
V@ B exercer atividade su)eita a controle e fiscali>ação com pessoa fAsica ou )urAdica não
autori>ada ou em situação irregular, nos termos desta /eiC
V@@ B deixar de informar qualquer suspeita de desvio de produto quAmico controlado, para
fins ilAcitosC
V@@@ B importar, exportar ou reexportar produto quAmico controlado, sem autori>ação
pr,viaC
@N B alterar a composição de produto quAmico controlado, sem pr,via comunicação ao
?rgão competenteC
N B adulterar laudos t,cnicos, notas fiscais, r?tulos e embalagens de produtos quAmicos
controlados visando a burlar o controle e a fiscali>açãoC
N@ B deixar de informar no laudo t,cnico, ou nota fiscal, quando for o caso, em local visAvel
da embalagem e do r?tulo, a concentração do produto quAmico controladoC
N@@ B deixar de comunicar ao Departamento de <olAcia Eederal furto, roubo ou extravio de
produto quAmico controlado e documento de controle, no pra>o de quarenta e oito (orasC e
N@@@ B dificultar, de qualquer maneira, a ação do ?rgão de controle e fiscali>ação.
$rt. %D. 7s procedimentos reali>ados no exercAcio da fiscali>ação deverão ser
formali>ados mediante a elaboração de documento pr?prio.
$rt. %J. 7 descumprimento das normas estabelecidas nesta /ei, independentemente de
responsabilidade penal, su)eitará os infratores *s seguintes medidas administrativas, aplicadas
cumulativa ou isoladamente#
@ B advertncia formalC
@@ B apreensão do produto quAmico encontrado em situação irregularC
@@@ B suspensão ou cancelamento de licença de funcionamentoC
@V B revogação da autori>ação especialC e
V B multa de RP ;.%;:,;1 .dois mil, cento e vinte e oito reais e vinte centavos4 a RP
%.15J.%11,11 .um mil(ão, sessenta e quatro mil e cem reais4.
6 %
o
"a dosimetria da medida administrativa, serão consideradas a situação econ8mica, a
conduta do infrator, a reincidncia, a nature>a da infração, a quantidade dos produtos quAmicos
encontrados em situação irregular e as circunstâncias em que ocorreram os fatos.
6 ;
o
$ crit,rio da autoridade competente, o recol(imento do valor total da multa arbitrada
poderá ser feito em at, cinco parcelas mensais e consecutivas.
6 D
o
Das sanções aplicadas caberá recurso ao DiretorFHeral do Departamento de <olAcia
Eederal, na forma e pra>o estabelecidos em regulamento.
$rt. %3. $ pessoa fAsica ou )urAdica que cometer qualquer uma das infrações previstas
nesta /ei terá pra>o de trinta dias, a contar da data da fiscali>ação, para sanar as
irregularidades verificadas, sem pre)uA>o da aplicação de medidas administrativas previstas no
art. %J.
6 %
o
Kanadas as irregularidades, os produtos quAmicos eventualmente apreendidos serão
devolvidos ao seu legAtimo proprietário ou representante legal.
6 ;
o
7s produtos quAmicos que não forem regulari>ados e restituAdos no pra>o e nas
condições estabelecidas neste artigo serão destruAdos, alienados ou doados pelo
Departamento de <olAcia Eederal a instituições de ensino, pesquisa ou sa9de p9blica, ap?s
trânsito em )ulgado da decisão proferida no respectivo processo administrativo.
6 D
o
=m caso de risco iminente * sa9de p9blica ou ao meio ambiente, o ?rgão fiscali>ador
poderá dar destinação imediata aos produtos quAmicos apreendidos.
$rt. %5. Eica instituAda a Maxa de !ontrole e Eiscali>ação de <rodutos QuAmicos, cu)o fato
gerador , o exercAcio do poder de polAcia conferido ao Departamento de <olAcia Eederal para
controle e fiscali>ação das atividades relacionadas no art. %
o
desta /ei.
$rt. %2. Kão su)eitos passivos da Maxa de !ontrole e Eiscali>ação de <rodutos QuAmicos
as pessoas fAsicas e )urAdicas que exerçam qualquer uma das atividades su)eitas a controle e
fiscali>ação de que trata o art. %
o
desta /ei.
$rt. %:. Kão isentos do pagamento da Maxa de !ontrole e Eiscali>ação de <rodutos
QuAmicos, sem pre)uA>o das demais obrigações previstas nesta /ei#
@ B os ?rgãos da $dministração <9blica direta federal, estadual e municipalC
@@ B as instituições p9blicas de ensino, pesquisa e sa9deC
@@@ B as entidades particulares de caráter assistencial, filantr?pico e sem fins lucrativos que
comprovem essa condição na forma da lei especAfica em vigor.
$rt. %0. $ Maxa de !ontrole e Eiscali>ação de <rodutos QuAmicos , devida pela prática dos
seguintes atos de controle e fiscali>ação#
@ B no valor de RP 311,11 .quin(entos reais4 para#
a. emissão de !ertificado de Registro !adastralC
b. emissão de segunda via de !ertificado de Registro !adastralC e
c. alteração de Registro !adastralC
@@ B no valor de RP %.111,11 .um mil reais4 para#
a. emissão de !ertificado de /icença de EuncionamentoC
b. emissão de segunda via de !ertificado de /icença de EuncionamentoC e
c. renovação de /icença de EuncionamentoC
@@@ B no valor de RP 31,11 .cinqRenta reais4 para#
a. emissão de $utori>ação =specialC e
b. emissão de segunda via de $utori>ação =special.
<arágrafo 9nico. 7s valores constantes dos incisos @ e @@ deste artigo serão redu>idos de#
@ F quarenta por cento, quando se tratar de empresa de pequeno porteC
@@ F cinqRenta por cento, quando se tratar de filial de empresa )á cadastradaC
@@@ F setenta por cento, quando se tratar de microempresa.
$rt. ;1. $ Maxa de !ontrole e Eiscali>ação de <rodutos QuAmicos será recol(ida nos
pra>os e nas condições estabelecidas em ato do Departamento de <olAcia Eederal.
$rt. ;%. 7s recursos relativos * cobrança da Maxa de !ontrole e Eiscali>ação de <rodutos
QuAmicos, * aplicação de multa e * alienação de produtos quAmicos previstas nesta /ei
constituem receita do Eundo "acional $ntidrogas B EI"$D.
<arágrafo 9nico. 7 Eundo "acional $ntidrogas destinará oitenta por cento dos recursos
relativos * cobrança da Maxa, * aplicação de multa e * alienação de produtos quAmicos,
referidos no caput deste artigo, ao Departamento de <olAcia Eederal, para o reaparel(amento e
custeio das atividades de controle e fiscali>ação de produtos quAmicos e de repressão ao tráfico
ilAcito de drogas.
$rt. ;;. =sta /ei entra em vigor na data de sua publicação.
$rt. ;D. Eicam revogados os arts. %
o
a %D e %: da /ei n
o
0.1%2, de D1 de março de %003.
LrasAlia, ;2 de de>embro de ;11%C %:1
o
da @ndependncia e %%D
o
da Rep9blica.
E=R"$"D7 S="R@QI= !$RD7K7
LEI Nº !.815, DE 19 DE A"OSTO DE 1980.
Regulamento
Mexto compilado
Define a situação )urAdica do estrangeiro no
Lrasil, cria o !onsel(o "acional de @migração.
ESTA LEI #OI REPUBLICADA PELA DETERINA$%O DO ARTI"O 11, DA LEI Nº !.9!&,
DE 09.12.1981.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o !ongresso "acional decreta e eu
sanciono a seguinte /ei#
$rt. %T =m tempo de pa>, qualquer estrangeiro poderá, satisfeitas as condições desta /ei,
entrar e permanecer no Lrasil e dele sair, resguardados os interesses nacionais.
MUMI/7 @
Da $plicação
$rt. ;& "a aplicação desta /ei atenderFseFá precipuamente * segurança nacional, *
organi>ação institucional, aos interesses polAticos, s?cioFecon8micos e culturais do Lrasil, bem
assim * defesa do trabal(ador nacional.
$rt. D& $ concessão do visto, a sua prorrogação ou transformação ficarão sempre
condicionadas aos interesses nacionais.
MUMI/7 @@
Da $dmissão, =ntrada e @mpedimento
!$<UMI/7 @
Da $dmissão
$rt. J& $o estrangeiro que pretenda entrar no territ?rio nacional poderá ser concedido visto#
@ F de trânsitoC
@@ F de turistaC
@@@ F temporárioC
@V F permanenteC
V F de cortesiaC
V@ F oficialC e
V@@ F diplomático.
<arágrafo 9nico. 7 visto , individual e sua concessão poderá estenderFse a dependentes
legais, observado o disposto no artigo 2&.
$rt. 3& Kerão fixados em regulamento os requisitos para a obtenção dos vistos de
entrada previstos nesta /ei.
$rt. 5& $ posse ou a propriedade de bens no Lrasil não confere ao estrangeiro o direito de
obter visto de qualquer nature>a, ou autori>ação de permanncia no territ?rio nacional.
$rt. 2& "ão se concederá visto ao estrangeiro#
@ F menor de %: .de>oito4 anos, desacompan(ado do responsável legal ou sem a sua
autori>ação expressaC
@@ F considerado nocivo * ordem p9blica ou aos interesses nacionaisC
@@@ F anteriormente expulso do <aAs, salvo se a expulsão tiver sido revogadaC
@V F condenado ou processado em outro paAs por crime doloso, passAvel de extradição
segundo a lei brasileiraC ou
V F que não satisfaça *s condições de sa9de estabelecidas pelo +inist,rio da Ka9de.
$rt. :& 7 visto de trânsito poderá ser concedido ao estrangeiro que, para atingir o paAs de
destino, ten(a de entrar em territ?rio nacional.
6 %& 7 visto de trânsito , válido para uma estada de at, %1 .de>4 dias improrrogáveis e
uma s? entrada.
6 ;T "ão se exigirá visto de trânsito ao estrangeiro em viagem contAnua, que s? se
interrompa para as escalas obrigat?rias do meio de transporte utili>ado.
$rt. 0& 7 visto de turista poderá ser concedido ao estrangeiro que ven(a ao Lrasil em
caráter recreativo ou de visita, assim considerado aquele que não ten(a finalidade imigrat?ria,
nem intuito de exercAcio de atividade remunerada.
$rt. %1. <oderá ser dispensada a exigncia de visto, prevista no artigo anterior, ao turista
nacional de paAs que dispense ao brasileiro idntico tratamento.
<arágrafo 9nico. $ reciprocidade prevista neste artigo será, em todos os casos,
estabelecida mediante acordo internacional, que observará o pra>o de estada do turista fixado
nesta /ei.
$rt. %%. $ empresa transportadora deverá verificar, por ocasião do embarque, no exterior, a
documentação exigida, sendo responsável, no caso de irregularidade apurada no momento da
entrada, pela saAda do estrangeiro, sem pre)uA>o do disposto no artigo %;3, item V@.
$rt. %;. 7 pra>o de validade do visto de turista será de at, cinco anos, fixado pelo
+inist,rio das Relações =xteriores, dentro de crit,rios de reciprocidade, e proporcionará
m9ltiplas entradas no <aAs, com estadas não excedentes a noventa dias, prorrogáveis por igual
perAodo, totali>ando o máximo de cento e oitenta dias por ano. .Redação dada pela /ei n&
0.125, de %1V12V034
$rt. %D. 7 visto temporário poderá ser concedido ao estrangeiro que pretenda vir ao
Lrasil#
@ F em viagem cultural ou em missão de estudosC
@@ F em viagem de neg?ciosC
@@@ F na condição de artista ou desportistaC
@V F na condição de estudanteC
V F na condição de cientista, professor, t,cnico ou profissional de outra categoria, sob
regime de contrato ou a serviço do Hoverno brasileiroC
V@ F na condição de correspondente de )ornal, revista, rádio, televisão ou agncia noticiosa
estrangeira.
V@@ F na condição de ministro de confissão religiosa ou membro de instituto de vida
consagrada e de congregação ou ordem religiosa. .@ncluAdo pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %J. 7 pra>o de estada no Lrasil, nos casos dos incisos @@ e @@@ do art. %D, será de at,
noventa diasC no caso do inciso V@@, de at, um anoC e nos demais, salvo o disposto no
parágrafo 9nico deste artigo, o correspondente * duração da missão, do contrato, ou da
prestação de serviços, comprovada perante a autoridade consular, observado o disposto na
legislação trabal(ista. .Redação dada pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. "o caso do item @V do artigo %D o pra>o será de at, % .um4 ano,
prorrogável, quando for o caso, mediante prova do aproveitamento escolar e da matrAcula.
$rt. %3. $o estrangeiro referido no item @@@ ou V do artigo %D s? se concederá o visto se
satisfi>er *s exigncias especiais estabelecidas pelo !onsel(o "acional de @migração e for
parte em contrato de trabal(o, visado pelo +inist,rio do Mrabal(o, salvo no caso de
comprovada prestação de serviço ao Hoverno brasileiro.
$rt. %5. 7 visto permanente poderá ser concedido ao estrangeiro que pretenda se fixar
definitivamente no Lrasil.
<arágrafo 9nico. $ imigração ob)etivará, primordialmente, propiciar mãoFdeFobra
especiali>ada aos vários setores da economia nacional, visando * <olAtica "acional de
Desenvolvimento em todos os aspectos e, em especial, ao aumento da produtividade, *
assimilação de tecnologia e * captação de recursos para setores especAficos. .Redação dada
pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %2. <ara obter visto permanente o estrangeiro deverá satisfa>er, al,m dos requisitos
referidos no artigo 3&, as exigncias de caráter especial previstas nas normas de seleção de
imigrantes estabelecidas pelo !onsel(o "acional de @migração.
$rt. %:. $ concessão do visto permanente poderá ficar condicionada, por pra>o nãoF
superior a 3 .cinco4 anos, ao exercAcio de atividade certa e * fixação em região determinada do
territ?rio nacional.
$rt. %0. 7 +inist,rio das Relações =xteriores definirá os casos de concessão, prorrogação
ou dispensa dos vistos diplomáticos, oficial e de cortesia.
$rt. ;1. <ela concessão de visto cobrarFseFão emolumentos consulares, ressalvados#
@ F os regulados por acordos que concedam gratuidadeC
@@ F os vistos de cortesia, oficial ou diplomáticoC
@@@ F os vistos de trânsito, temporário ou de turista, se concedidos a titulares de passaporte
diplomático ou de serviço.
<arágrafo 9nico. $ validade para a utili>ação de qualquer dos vistos , de 01 .noventa4
dias, contados da data de sua concessão, podendo ser prorrogada pela autoridade consular
uma s? ve>, por igual pra>o, cobrandoFse os emolumentos devidos, aplicandoFse esta
exigncia somente a cidadãos de paAses onde se)a verificada a limitação recAproca. .Redação
dada pela /ei n& %;.%DJ, de ;1104.
$rt. ;%. $o natural de paAs limAtrofe, domiciliado em cidade contAgua ao territ?rio nacional,
respeitados os interesses da segurança nacional, poderFseFá permitir a entrada nos municApios
fronteiriços a seu respectivo paAs, desde que apresente prova de identidade.
6 %& $o estrangeiro, referido neste artigo, que pretenda exercer atividade remunerada ou
freqRentar estabelecimento de ensino naqueles municApios, será fornecido documento especial
que o identifique e caracteri>e a sua condição, e, ainda, !arteira de Mrabal(o e <revidncia
Kocial, quando for o caso.
6 ;& 7s documentos referidos no parágrafo anterior não conferem o direito de residncia
no Lrasil, nem autori>am o afastamento dos limites territoriais daqueles municApios.
!$<UMI/7 @@
Da =ntrada
$rt. ;;. $ entrada no territ?rio nacional farFseFá somente pelos locais onde (ouver
fiscali>ação dos ?rgãos competentes dos +inist,rios da Ka9de, da -ustiça e da Ea>enda.
$rt. ;D. 7 transportador ou seu agente responderá, a qualquer tempo, pela manutenção e
demais despesas do passageiro em viagem contAnua ou do tripulante que não estiver presente
por ocasião da saAda do meio de transporte, bem como pela retirada dos mesmos do territ?rio
nacional.
$rt. ;J. "en(um estrangeiro procedente do exterior poderá afastarFse do local de entrada
e inspeção, sem que o seu documento de viagem e o cartão de entrada e saAda (a)am sido
visados pelo ?rgão competente do +inist,rio da -ustiça. .Redação dada pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
$rt. ;3. "ão poderá ser resgatado no Lrasil, sem pr,via autori>ação do +inist,rio da
-ustiça, o bil(ete de viagem do estrangeiro que ten(a entrado no territ?rio nacional na condição
de turista ou em trânsito.
!$<UMI/7 @@@
Do @mpedimento
$rt. ;5. 7 visto concedido pela autoridade consular configura mera expectativa de direito,
podendo a entrada, a estada ou o registro do estrangeiro ser obstado ocorrendo qualquer dos
casos do artigo 2&, ou a inconvenincia de sua presença no territ?rio nacional, a crit,rio do
+inist,rio da -ustiça.
6 %& 7 estrangeiro que se tiver retirado do <aAs sem recol(er a multa devida em virtude
desta /ei, não poderá reentrar sem efetuar o seu pagamento, acrescido de correção monetária.
6 ;& 7 impedimento de qualquer dos integrantes da famAlia poderá estenderFse a todo o
grupo familiar.
$rt. ;2. $ empresa transportadora responde, a qualquer tempo, pela saAda do clandestino
e do impedido.
<arágrafo 9nico. "a impossibilidade da saAda imediata do impedido ou do clandestino, o
+inist,rio da -ustiça poderá permitir a sua entrada condicional, mediante termo de
responsabilidade firmado pelo representante da empresa transportadora, que l(e assegure a
manutenção, fixados o pra>o de estada e o local em que deva permanecer o impedido, ficando
o clandestino custodiado pelo pra>o máximo de D1 .trinta4 dias, prorrogável por igual perAodo.
MUMI/7 @@@
Da !ondição de $silado
$rt. ;:. 7 estrangeiro admitido no territ?rio nacional na condição de asilado polAtico ficará
su)eito, al,m dos deveres que l(e forem impostos pelo Direito @nternacional, a cumprir as
disposições da legislação vigente e as que o Hoverno brasileiro l(e fixar.
$rt. ;0. 7 asilado não poderá sair do <aAs sem pr,via autori>ação do Hoverno brasileiro.
<arágrafo 9nico. $ inobservância do disposto neste artigo importará na ren9ncia ao asilo e
impedirá o reingresso nessa condição.
MUMI/7 @V
Do Registro e suas $lterações
!$<UMI/7 @
Do Registro
$rt. D1. 7 estrangeiro admitido na condição de permanente, de temporário .incisos @ e de
@V a V@ do art. %D4 ou de asilado , obrigado a registrarFse no +inist,rio da -ustiça, dentro dos
trinta dias seguintes * entrada ou * concessão do asilo, e a identificarFse pelo sistema
datilosc?pico, observadas as disposições regulamentares. .Redação dada pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
$rt. D%. 7 nome e a nacionalidade do estrangeiro, para o efeito de registro, serão os
constantes do documento de viagem.
$rt. D;. 7 titular de visto diplomático, oficial ou de cortesia, acreditado )unto ao Hoverno
brasileiro ou cu)o pra>o previsto de estada no <aAs se)a superior a 01 .noventa4 dias, deverá
providenciar seu registro no +inist,rio das Relações =xteriores.
<arágrafo 9nico. 7 estrangeiro titular de passaporte de serviço, oficial ou diplomático, que
(a)a entrado no Lrasil ao amparo de acordo de dispensa de visto, deverá, igualmente, proceder
ao registro mencionado neste artigo sempre que sua estada no Lrasil deva ser superior a 01
.noventa4 dias.
$rt. DD. $o estrangeiro registrado será fornecido documento de identidade.
<arágrafo 9nico. $ emissão de documento de identidade, salvo nos casos de asilado ou
de titular de visto de cortesia, oficial ou diplomático, está su)eita ao pagamento da taxa prevista
na Mabela de que trata o artigo %D1.
!$<UMI/7 @@
Da <rorrogação do <ra>o de =stada
$rt. DJ. $o estrangeiro que ten(a entrado na condição de turista, temporário ou asilado e
aos titulares de visto de cortesia, oficial ou diplomático, poderá ser concedida a prorrogação do
pra>o de estada no Lrasil.
$rt. D3. $ prorrogação do pra>o de estada do turista não excederá a 01 .noventa4 dias,
podendo ser cancelada a crit,rio do +inist,rio da -ustiça.
$rt. D5. $ prorrogação do pra>o de estada do titular do visto temporário, de que trata o
item V@@, do artigo %D, não excederá a um ano. .@ncluAdo pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
!$<UMI/7 @@@
Da Mransformação dos Vistos
$rt. D2. 7 titular do visto de que trata o artigo %D, incisos V e V@@, poderá obter
transformação do mesmo para permanente .art. %54, satisfeitas *s condições previstas nesta
/ei e no seu Regulamento. .Renumerado e alterado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 %&. $o titular do visto temporário previsto no inciso V@@ do art. %D s? poderá ser
concedida a transformação ap?s o pra>o de dois anos de residncia no <aAs. .@ncluAdo pela /ei
n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 ;&. "a transformação do visto poderFseFá aplicar o disposto no artigo %: desta
/ei. .@ncluAdo pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. D:. ' vedada a legali>ação da estada de clandestino e de irregular, e a transformação
em permanente, dos vistos de trânsito, de turista, temporário .artigo %D, itens @ a @V e V@4 e de
cortesia. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. D0. 7 titular de visto diplomático ou oficial poderá obter transformação desses vistos
para temporário .artigo %D, itens @ a V@4 ou para permanente .artigo %54, ouvido o +inist,rio das
Relações =xteriores, e satisfeitas as exigncias previstas nesta /ei e no seu
Regulamento. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. $ transformação do visto oficial ou diplomático em temporário ou
permanente importará na cessação de todas as prerrogativas, privil,gios e imunidades
decorrentes daqueles vistos.
$rt. J1. $ solicitação da transformação de visto não impede a aplicação do disposto no
artigo 32, se o estrangeiro ultrapassar o pra>o legal de estada no territ?rio
nacional. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. Do despac(o que denegar a transformação do visto, caberá pedido de
reconsideração na forma definida em Regulamento.
$rt. J%. $ transformação de vistos de que tratam os artigos D2 e D0 ficará sem efeito, se
não for efetuado o registro no pra>o de noventa dias, contados da publicação, no Diário 7ficial,
do deferimento do pedido. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. J;. 7 titular de quaisquer dos vistos definidos nos artigos :T, 0T, %1, %D e %5, poderá
ter os mesmos transformados para oficial ou diplomático. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
!$<UMI/7 @V
Da $lteração de $ssentamentos
$rt. JD. 7 nome do estrangeiro, constante do registro .art. D14, poderá ser
alterado# .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
@ F se estiver comprovadamente erradoC
@@ F se tiver sentido pe)orativo ou expuser o titular ao ridAculoC ou
@@@ F se for de pronunciação e compreensão difAceis e puder ser tradu>ido ou adaptado *
pros?dia da lAngua portuguesa.
6 %T 7 pedido de alteração de nome deverá ser instruAdo com a documentação prevista
em Regulamento e será sempre ob)eto de investigação sobre o comportamento do requerente.
6 ;T 7s erros materiais no registro serão corrigidos de ofAcio.
6 DT $ alteração decorrente de desquite ou div?rcio obtido em paAs estrangeiro dependerá
de (omologação, no Lrasil, da sentença respectiva.
6 JT <oderá ser averbado no registro o nome abreviado usado pelo estrangeiro como
firma comercial registrada ou em qualquer atividade profissional.
$rt. JJ. !ompete ao +inistro da -ustiça autori>ar a alteração de assentamentos
constantes do registro de estrangeiro. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
!$<UMI/7 V
Da $tuali>ação do Registro
$rt. J3. $ -unta !omercial, ao registrar firma de que participe estrangeiro, remeterá ao
+inist,rio da -ustiça os dados de identificação do estrangeiro e os do seu documento de
identidade emitido no Lrasil. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. MratandoFse de sociedade an8nima, a providncia , obrigat?ria em
relação ao estrangeiro que figure na condição de administrador, gerente, diretor ou acionista
controlador. .@ncluAdo pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. J5. 7s !art?rios de Registro !ivil remeterão, mensalmente, ao +inist,rio da -ustiça
c?pia dos registros de casamento e de ?bito de estrangeiro. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
$rt. J2. 7 estabelecimento (oteleiro, a empresa imobiliária, o proprietário, locador,
sublocador ou locatário de im?vel e o sAndico de edifAcio remeterão ao +inist,rio da -ustiça,
quando requisitados, os dados de identificação do estrangeiro admitido na condição de
(?spede, locatário, sublocatário ou morador. .Renumerado e alterado pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
$rt. J:. Kalvo o disposto no 6 %T do artigo ;%, a admissão de estrangeiro a serviço de
entidade p9blica ou privada, ou a matrAcula em estabelecimento de ensino de qualquer grau, s?
se efetivará se o mesmo estiver devidamente registrado .art. D14. .Renumerado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. $s entidades, a que se refere este artigo remeterão ao +inist,rio da
-ustiça, que dará con(ecimento ao +inist,rio do Mrabal(o, quando for o caso, os dados de
identificação do estrangeiro admitido ou matriculado e comunicarão, * medida que ocorrer, o
t,rmino do contrato de trabal(o, sua rescisão ou prorrogação, bem como a suspensão ou
cancelamento da matrAcula e a conclusão do curso.
!$<UMI/7 V@
Do !ancelamento e do Restabelecimento do Registro
$rt. J0. 7 estrangeiro terá o registro cancelado# .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
@ F se obtiver naturali>ação brasileiraC
@@ F se tiver decretada sua expulsãoC
@@@ F se requerer a saAda do territ?rio nacional em caráter definitivo, renunciando,
expressamente, ao direito de retorno previsto no artigo 3%C
@V F se permanecer ausente do Lrasil por pra>o superior ao previsto no artigo 3%C
V F se ocorrer a transformação de visto de que trata o artigo J;C
V@ F se (ouver transgressão do artigo %:, artigo D2, 6 ;&, ou 00 a %1%C e
V@@ F se temporário ou asilado, no t,rmino do pra>o de sua estada no territ?rio nacional.
6 %T 7 registro poderá ser restabelecido, nos casos do item @ ou @@, se cessada a causa do
cancelamento, e, nos demais casos, se o estrangeiro retornar ao territ?rio nacional com visto
de que trata o artigo %D ou %5, ou obtiver a transformação prevista no artigo D0.
6 ;T 7correndo a (ip?tese prevista no item @@@ deste artigo, o estrangeiro deverá proceder
* entrega do documento de identidade para estrangeiro e deixar o territ?rio nacional dentro de
D1 .trinta4 dias.
6 DT Ke da solicitação de que trata o item @@@ deste artigo resultar isenção de 8nus fiscal ou
financeiro, o restabelecimento do registro dependerá, sempre, da satisfação pr,via dos
referidos encargos.
MUMI/7 V
Da KaAda e do Retorno
$rt. 31. "ão se exigirá visto de saAda do estrangeiro que pretender sair do territ?rio
nacional. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 %T 7 +inistro da -ustiça poderá, a qualquer tempo, estabelecer a exigncia de visto de
saAda, quando ra>ões de segurança interna aconsel(arem a medida.
6 ;T "a (ip?tese do parágrafo anterior, o ato que estabelecer a exigncia disporá sobre o
pra>o de validade do visto e as condições para a sua concessão.
6 D& 7 asilado deverá observar o disposto no artigo ;0.
$rt. 3%. 7 estrangeiro registrado como permanente, que se ausentar do Lrasil, poderá
regressar independentemente de visto se o fi>er dentro de dois anos. .Renumerado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. $ prova da data da saAda, para os fins deste artigo, farFseFá pela
anotação aposta, pelo ?rgão competente do +inist,rio da -ustiça, no documento de viagem do
estrangeiro, no momento em que o mesmo deixar o territ?rio nacional.
$rt. 3;. 7 estrangeiro registrado como temporário, que se ausentar do Lrasil, poderá
regressar independentemente de novo visto, se o fi>er dentro do pra>o de validade de sua
estada no territ?rio nacional. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
MUMI/7 V@
Do Documento de Viagem para =strangeiro
$rt. 3J. Kão documentos de viagem o passaporte para estrangeiro e o laisse>F
passer. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. 7s documentos de que trata este artigo são de propriedade da Inião,
cabendo a seus titulares a posse direta e o uso regular.
$rt. 33. <oderá ser concedido passaporte para estrangeiro# .Renumerado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
@ F no Lrasil#
a4 ao apátrida e ao de nacionalidade indefinidaC
b4 a nacional de paAs que não ten(a representação diplomática ou consular no Lrasil, nem
representante de outro paAs encarregado de protegFloC
c4 a asilado ou a refugiado, como tal admitido no Lrasil.
@@ F no Lrasil e no exterior, ao c8n)uge ou * vi9va de brasileiro que (a)a perdido a
nacionalidade originária em virtude do casamento.
<arágrafo 9nico. $ concessão de passaporte, no caso da letra b, do item @, deste artigo,
dependerá de pr,via consulta ao +inist,rio das Relações =xteriores.
$rt. 35. 7 laisse>Fpasser poderá ser concedido, no Lrasil ou no exterior, ao estrangeiro
portador de documento de viagem emitido por governo não recon(ecido pelo Hoverno
brasileiro, ou não válido para o Lrasil..Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. $ concessão, no exterior, de laisse>Fpasser a estrangeiro registrado no
Lrasil como permanente, temporário ou asilado, dependerá de audincia pr,via do +inist,rio
da -ustiça.
MUMI/7 V@@
Da Deportação
$rt. 32. "os casos de entrada ou estada irregular de estrangeiro, se este não se retirar
voluntariamente do territ?rio nacional no pra>o fixado em Regulamento, será promovida sua
deportação. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 %& Kerá igualmente deportado o estrangeiro que infringir o disposto nos artigos ;%, 6 ;&,
;J, D2, 6 ;&, 0: a %1%, 66 %& ou ;& do artigo %1J ou artigo %13.
6 ;& Desde que conveniente aos interesses nacionais, a deportação farFseFá
independentemente da fixação do pra>o de que trata o caput deste artigo.
$rt. 3:. $ deportação consistirá na saAda compuls?ria do estrangeiro. .Renumerado pela
/ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. $ deportação farFseFá para o paAs da nacionalidade ou de procedncia do
estrangeiro, ou para outro que consinta em recebFlo.
$rt. 30. "ão sendo apurada a responsabilidade do transportador pelas despesas com a
retirada do estrangeiro, nem podendo este ou terceiro por ela responder, serão as mesmas
custeadas pelo Mesouro "acional..Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 51. 7 estrangeiro poderá ser dispensado de quaisquer penalidades relativas * entrada
ou estada irregular no Lrasil ou formalidade cu)o cumprimento possa dificultar a
deportação. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 5%. 7 estrangeiro, enquanto não se efetivar a deportação, poderá ser recol(ido *
prisão por ordem do +inistro da -ustiça, pelo pra>o de sessenta dias. .Renumerado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. Kempre que não for possAvel, dentro do pra>o previsto neste artigo,
determinarFse a identidade do deportando ou obterFse documento de viagem para promover a
sua retirada, a prisão poderá ser prorrogada por igual perAodo, findo o qual será ele posto em
liberdade, aplicandoFse o disposto no artigo 2D.
$rt. 5;. "ão sendo exeqRAvel a deportação ou quando existirem indAcios s,rios de
periculosidade ou indese)abilidade do estrangeiro, procederFseFá * sua expulsão. .Renumerado
pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 5D. "ão se procederá * deportação se implicar em extradição inadmitida pela lei
brasileira. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 5J. 7 deportado s? poderá reingressar no territ?rio nacional se ressarcir o Mesouro
"acional, com correção monetária, das despesas com a sua deportação e efetuar, se for o
caso, o pagamento da multa devida * ,poca, tamb,m corrigida. .Renumerado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
MUMI/7 V@@@
Da =xpulsão
$rt. 53. ' passAvel de expulsão o estrangeiro que, de qualquer forma, atentar contra a
segurança nacional, a ordem polAtica ou social, a tranqRilidade ou moralidade p9blica e a
economia popular, ou cu)o procedimento o torne nocivo * convenincia e aos interesses
nacionais. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. ' passAvel, tamb,m, de expulsão o estrangeiro que#
a4 praticar fraude a fim de obter a sua entrada ou permanncia no LrasilC
b4 (avendo entrado no territ?rio nacional com infração * lei, dele não se retirar no pra>o
que l(e for determinado para fa>Flo, não sendo aconsel(ável a deportaçãoC
c4 entregarFse * vadiagem ou * mendicânciaC ou
d4 desrespeitar proibição especialmente prevista em lei para estrangeiro.
$rt. 55. !aberá exclusivamente ao <residente da Rep9blica resolver sobre a convenincia
e a oportunidade da expulsão ou de sua revogação. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. $ medida expuls?ria ou a sua revogação farFseFá por decreto.
$rt. 52. Desde que conveniente ao interesse nacional, a expulsão do estrangeiro poderá
efetivarFse, ainda que (a)a processo ou ten(a ocorrido condenação. .Renumerado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 5:. 7s ?rgãos do +inist,rio <9blico remeterão ao +inist,rio da -ustiça, de ofAcio, at,
trinta dias ap?s o trânsito em )ulgado, c?pia da sentença condenat?ria de estrangeiro autor de
crime doloso ou de qualquer crime contra a segurança nacional, a ordem polAtica ou social, a
economia popular, a moralidade ou a sa9de p9blica, assim como da fol(a de antecedentes
penais constantes dos autos. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. 7 +inistro da -ustiça, recebidos os documentos mencionados neste
artigo, determinará a instauração de inqu,rito para a expulsão do estrangeiro.
$rt. 50. 7 +inistro da -ustiça, a qualquer tempo, poderá determinar a prisão, por 01
.noventa4 dias, do estrangeiro submetido a processo de expulsão e, para concluir o inqu,rito ou
assegurar a execução da medida, prorrogáFla por igual pra>o. .Renumerado pela /ei n& 5.05J,
de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. =m caso de medida interposta )unto ao <oder -udiciário que suspenda,
provisoriamente, a efetivação do ato expuls?rio, o pra>o de prisão de que trata a parte final do
caput deste artigo ficará interrompido, at, a decisão definitiva do Mribunal a que estiver
submetido o feito.
$rt. 21. !ompete ao +inistro da -ustiça, de ofAcio ou acol(endo solicitação fundamentada,
determinar a instauração de inqu,rito para a expulsão do estrangeiro. .Renumerado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 2%. "os casos de infração contra a segurança nacional, a ordem polAtica ou social e a
economia popular, assim como nos casos de com,rcio, posse ou facilitação de uso indevido de
substância entorpecente ou que determine dependncia fAsica ou psAquica, ou de desrespeito *
proibição especialmente prevista em lei para estrangeiro, o inqu,rito será sumário e não
excederá o pra>o de quin>e dias, dentro do qual fica assegurado ao expulsando o direito de
defesa. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 2;. Kalvo as (ip?teses previstas no artigo anterior, caberá pedido de reconsideração
no pra>o de %1 .de>4 dias, a contar da publicação do decreto de expulsão, no Diário 7ficial da
Inião. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 2D. 7 estrangeiro, cu)a prisão não se torne necessária, ou que ten(a o pra>o desta
vencido, permanecerá em liberdade vigiada, em lugar designado pelo +inist,rio da -ustiça, e
guardará as normas de comportamento que l(e forem estabelecidas. .Renumerado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. Descumprida qualquer das normas fixadas de conformidade com o
disposto neste artigo ou no seguinte, o +inistro da -ustiça, a qualquer tempo, poderá
determinar a prisão administrativa do estrangeiro, cu)o pra>o não excederá a 01 .noventa4 dias.
$rt. 2J. 7 +inistro da -ustiça poderá modificar, de ofAcio ou a pedido, as normas de
conduta impostas ao estrangeiro e designar outro lugar para a sua residncia. .Renumerado
pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 23. "ão se procederá * expulsão# .Renumerado e alterado pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
@ F se implicar extradição inadmitida pela lei brasileiraC ou .@ncluAdo incisos, alAneas e 66
pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
@@ F quando o estrangeiro tiver#
a4 !8n)uge brasileiro do qual não este)a divorciado ou separado, de fato ou de direito, e
desde que o casamento ten(a sido celebrado (á mais de 3 .cinco4 anosC ou
b4 fil(o brasileiro que, comprovadamente, este)a sob sua guarda e dele dependa
economicamente.
6 %&. não constituem impedimento * expulsão a adoção ou o recon(ecimento de fil(o
brasileiro supervenientes ao fato que o motivar.
6 ;&. Verificados o abandono do fil(o, o div?rcio ou a separação, de fato ou de direito, a
expulsão poderá efetivarFse a qualquer tempo.
MUMI/7 @N
Da =xtradição
$rt. 25. $ extradição poderá ser concedida quando o governo requerente se fundamentar
em tratado, ou quando prometer ao Lrasil a reciprocidade. .Renumerado e alterado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 22. "ão se concederá a extradição quando# .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
@ F se tratar de brasileiro, salvo se a aquisição dessa nacionalidade verificarFse ap?s o fato
que motivar o pedidoC
@@ F o fato que motivar o pedido não for considerado crime no Lrasil ou no =stado
requerenteC
@@@ F o Lrasil for competente, segundo suas leis, para )ulgar o crime imputado ao
extraditandoC
@V F a lei brasileira impuser ao crime a pena de prisão igual ou inferior a % .um4 anoC
V F o extraditando estiver a responder a processo ou )á (ouver sido condenado ou
absolvido no Lrasil pelo mesmo fato em que se fundar o pedidoC
V@ F estiver extinta a punibilidade pela prescrição segundo a lei brasileira ou a do =stado
requerenteC
V@@ F o fato constituir crime polAticoC e
V@@@ F o extraditando (ouver de responder, no =stado requerente, perante Mribunal ou -uA>o
de exceção.
6 %T $ exceção do item V@@ não impedirá a extradição quando o fato constituir,
principalmente, infração da lei penal comum, ou quando o crime comum, conexo ao delito
polAtico, constituir o fato principal.
6 ;& !aberá, exclusivamente, ao Kupremo Mribunal Eederal, a apreciação do caráter da
infração.
6 DT 7 Kupremo Mribunal Eederal poderá deixar de considerar crimes polAticos os
atentados contra !(efes de =stado ou quaisquer autoridades, bem assim os atos de
anarquismo, terrorismo, sabotagem, seqRestro de pessoa, ou que importem propaganda de
guerra ou de processos violentos para subverter a ordem polAtica ou social.
$rt. 2:. Kão condições para concessão da extradição# .Renumerado pela /ei n& 5.05J,
de 10V%;V:%4
@ F ter sido o crime cometido no territ?rio do =stado requerente ou serem aplicáveis ao
extraditando as leis penais desse =stadoC e
@@ F existir sentença final de privação de liberdade, ou estar a prisão do extraditando
autori>ada por -ui>, Mribunal ou autoridade competente do =stado requerente, salvo o disposto
no artigo :;.
$rt. 20. Quando mais de um =stado requerer a extradição da mesma pessoa, pelo mesmo
fato, terá preferncia o pedido daquele em cu)o territ?rio a infração foi
cometida. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 %& MratandoFse de crimes diversos, terão preferncia, sucessivamente#
@ F o =stado requerente em cu)o territ?rio (a)a sido cometido o crime mais grave, segundo
a lei brasileiraC
@@ F o que em primeiro lugar (ouver pedido a entrega do extraditando, se a gravidade dos
crimes for idnticaC e
@@@ F o =stado de origem, ou, na sua falta, o domiciliar do extraditando, se os pedidos forem
simultâneos.
6 ;& "os casos não previstos decidirá sobre a preferncia o Hoverno brasileiro.
6 D& Savendo tratado ou convenção com algum dos =stados requerentes, prevalecerão
suas normas no que disserem respeito * preferncia de que trata este artigo. .Redação dada
pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. :1. $ extradição será requerida por via diplomática ou, quando previsto em tratado,
diretamente ao +inist,rio da -ustiça, devendo o pedido ser instruAdo com a c?pia autntica ou a
certidão da sentença condenat?ria ou decisão penal proferida por )ui> ou autoridade
competente. .Redação dada pela /ei n& %;.:2:, de ;1%D4
6 %
o
7 pedido deverá ser instruAdo com indicações precisas sobre o local, a data, a
nature>a e as circunstâncias do fato criminoso, a identidade do extraditando e, ainda, c?pia dos
textos legais sobre o crime, a competncia, a pena e sua prescrição. .Redação dada pela
/ei n& %;.:2:, de ;1%D4
6 ;
o
7 encamin(amento do pedido pelo +inist,rio da -ustiça ou por via diplomática
confere autenticidade aos documentos. .Redação dada pela /ei n& %;.:2:, de ;1%D4
6 D
o
7s documentos indicados neste artigo serão acompan(ados de versão feita
oficialmente para o idioma portugus. .Redação dada pela /ei n& %;.:2:, de ;1%D4
$rt. :%. 7 pedido, ap?s exame da presença dos pressupostos formais de
admissibilidade exigidos nesta /ei ou em tratado, será encamin(ado pelo +inist,rio da -ustiça
ao Kupremo Mribunal Eederal. .Redação dada pela /ei n& %;.:2:, de ;1%D4
<arágrafo 9nico. "ão preenc(idos os pressupostos de que trata o caput, o pedido será
arquivado mediante decisão fundamentada do +inistro de =stado da -ustiça, sem pre)uA>o de
renovação do pedido, devidamente instruAdo, uma ve> superado o ?bice apontado. .Redação
dada pela /ei n& %;.:2:, de ;1%D4
$rt. :;. 7 =stado interessado na extradição poderá, em caso de urgncia e antes da
formali>ação do pedido de extradição, ou con)untamente com este, requerer a prisão cautelar
do extraditando por via diplomática ou, quando previsto em tratado, ao +inist,rio da -ustiça,
que, ap?s exame da presença dos pressupostos formais de admissibilidade exigidos nesta /ei
ou em tratado, representará ao Kupremo Mribunal Eederal. .Redação dada pela /ei n&
%;.:2:, de ;1%D4
6 %
o
7 pedido de prisão cautelar noticiará o crime cometido e deverá ser fundamentado,
podendo ser apresentado por correio, fax, mensagem eletr8nica ou qualquer outro meio que
assegure a comunicação por escrito. .Redação dada pela /ei n& %;.:2:, de ;1%D4
6 ;
o
7 pedido de prisão cautelar poderá ser apresentado ao +inist,rio da -ustiça por
meio da 7rgani>ação @nternacional de <olAcia !riminal .@nterpol4, devidamente instruAdo com a
documentação comprobat?ria da existncia de ordem de prisão proferida por =stado
estrangeiro. .Redação dada pela /ei n& %;.:2:, de ;1%D4
6 D
o
7 =stado estrangeiro deverá, no pra>o de 01 .noventa4 dias contado da data em
que tiver sido cientificado da prisão do extraditando, formali>ar o pedido de
extradição. .Redação dada pela /ei n& %;.:2:, de ;1%D4
6 J
o
!aso o pedido não se)a formali>ado no pra>o previsto no 6 D
o
, o extraditando
deverá ser posto em liberdade, não se admitindo novo pedido de prisão cautelar pelo mesmo
fato sem que a extradição (a)a sido devidamente requerida. .Redação dada pela /ei n&
%;.:2:, de ;1%D4
$rt. :D. "en(uma extradição será concedida sem pr,vio pronunciamento do <lenário do
Kupremo Mribunal Eederal sobre sua legalidade e procedncia, não cabendo recurso da
decisão. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. :J. =fetivada a prisão do extraditando .artigo :%4, o pedido será encamin(ado ao
Kupremo Mribunal Eederal. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. $ prisão perdurará at, o )ulgamento final do Kupremo Mribunal Eederal,
não sendo admitidas a liberdade vigiada, a prisão domiciliar, nem a prisão albergue.
$rt. :3. $o receber o pedido, o Relator designará dia e (ora para o interrogat?rio do
extraditando e, conforme o caso, darFl(eFá curador ou advogado, se não o tiver, correndo do
interrogat?rio o pra>o de de> dias para a defesa..Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 %& $ defesa versará sobre a identidade da pessoa reclamada, defeito de forma dos
documentos apresentados ou ilegalidade da extradição.
6 ;& "ão estando o processo devidamente instruAdo, o Mribunal, a requerimento do
<rocuradorFHeral da Rep9blica, poderá converter o )ulgamento em diligncia para suprir a falta
no pra>o improrrogável de 51 .sessenta4 dias, decorridos os quais o pedido será )ulgado
independentemente da diligncia.
6 D& 7 pra>o referido no parágrafo anterior correrá da data da notificação que o +inist,rio
das Relações =xteriores fi>er * +issão Diplomática do =stado requerente.
$rt. :5. !oncedida a extradição, será o fato comunicado atrav,s do +inist,rio das
Relações =xteriores * +issão Diplomática do =stado requerente que, no pra>o de sessenta
dias da comunicação, deverá retirar o extraditando do territ?rio nacional. .Renumerado pela /ei
n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. :2. Ke o =stado requerente não retirar o extraditando do territ?rio nacional no pra>o
do artigo anterior, será ele posto em liberdade, sem pre)uA>o de responder a processo de
expulsão, se o motivo da extradição o recomendar. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
$rt. ::. "egada a extradição, não se admitirá novo pedido baseado no mesmo
fato. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. :0. Quando o extraditando estiver sendo processado, ou tiver sido condenado, no
Lrasil, por crime punAvel com pena privativa de liberdade, a extradição será executada somente
depois da conclusão do processo ou do cumprimento da pena, ressalvado, entretanto, o
disposto no artigo 52. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. $ entrega do extraditando ficará igualmente adiada se a efetivação da
medida puser em risco a sua vida por causa de enfermidade grave comprovada por laudo
m,dico oficial.
$rt. 01. 7 Hoverno poderá entregar o extraditando ainda que responda a processo ou
este)a condenado por contravenção. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 0%. "ão será efetivada a entrega sem que o =stado requerente assuma o
compromisso# .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
@ F de não ser o extraditando preso nem processado por fatos anteriores ao pedidoC
@@ F de computar o tempo de prisão que, no Lrasil, foi imposta por força da extradiçãoC
@@@ F de comutar em pena privativa de liberdade a pena corporal ou de morte, ressalvados,
quanto * 9ltima, os casos em que a lei brasileira permitir a sua aplicaçãoC
@V F de não ser o extraditando entregue, sem consentimento do Lrasil, a outro =stado que
o reclameC e
V F de não considerar qualquer motivo polAtico, para agravar a pena.
$rt. 0;. $ entrega do extraditando, de acordo com as leis brasileiras e respeitado o direito
de terceiro, será feita com os ob)etos e instrumentos do crime encontrados em seu
poder. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. 7s ob)etos e instrumentos referidos neste artigo poderão ser entregues
independentemente da entrega do extraditando.
$rt. 0D. 7 extraditando que, depois de entregue ao =stado requerente, escapar * ação da
-ustiça e (omi>iarFse no Lrasil, ou por ele transitar, será detido mediante pedido feito
diretamente por via diplomática, e de novo entregue sem outras formalidades. .Renumerado
pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 0J. Kalvo motivo de ordem p9blica, poderá ser permitido, pelo +inistro da -ustiça, o
trânsito, no territ?rio nacional, de pessoas extraditadas por =stados estrangeiros, bem assim o
da respectiva guarda, mediante apresentação de documentos comprobat?rios de concessão da
medida. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$ds not bG t(is site
$ds not bG t(is site
MUMI/7 N
Dos Direitos e Deveres do =strangeiro
$rt. 03. 7 estrangeiro residente no Lrasil go>a de todos os direitos recon(ecidos aos
brasileiros, nos termos da !onstituição e das leis. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 05. Kempre que l(e for exigido por qualquer autoridade ou seu agente, o estrangeiro
deverá exibir documento comprobat?rio de sua estada legal no territ?rio
nacional. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. <ara os fins deste artigo e dos artigos JD, J3, J2 e J:, o documento
deverá ser apresentado no original.
$rt. 02. 7 exercAcio de atividade remunerada e a matrAcula em estabelecimento de ensino
são permitidos ao estrangeiro com as restrições estabelecidas nesta /ei e no seu
Regulamento. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 0:. $o estrangeiro que se encontra no Lrasil ao amparo de visto de turista, de trânsito
ou temporário de que trata o artigo %D, item @V, bem como aos dependentes de titulares de
quaisquer vistos temporários , vedado o exercAcio de atividade remunerada. $o titular de visto
temporário de que trata o artigo %D, item V@, , vedado o exercAcio de atividade remunerada por
fonte brasileira. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. 00. $o estrangeiro titular de visto temporário e ao que se encontre no Lrasil na
condição do artigo ;%, 6 %T, , vedado estabelecerFse com firma individual, ou exercer cargo ou
função de administrador, gerente ou diretor de sociedade comercial ou civil, bem como
inscreverFse em entidade fiscali>adora do exercAcio de profissão
regulamentada. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4 .Vide +edida <rovis?ria n&
5;%, de ;1%D4
<arágrafo 9nico. $os estrangeiros portadores do visto de que trata o inciso V do art. %D ,
permitida a inscrição temporária em entidade fiscali>adora do exercAcio de profissão
regulamentada. .@ncluAdo pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %11. 7 estrangeiro admitido na condição de temporário, sob regime de contrato, s?
poderá exercer atividade )unto * entidade pela qual foi contratado, na oportunidade da
concessão do visto, salvo autori>ação expressa do +inist,rio da -ustiça, ouvido o +inist,rio do
Mrabal(o. (.Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %1%. 7 estrangeiro admitido na forma do artigo %:, ou do artigo D2, 6 ;&, para o
desempen(o de atividade profissional certa, e a fixação em região determinada, não poderá,
dentro do pra>o que l(e for fixado na oportunidade da concessão ou da transformação do visto,
mudar de domicAlio nem de atividade profissional, ou exercFla fora daquela região, salvo em
caso excepcional, mediante autori>ação pr,via do +inist,rio da -ustiça, ouvido o +inist,rio do
Mrabal(o, quando necessário. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %1;. 7 estrangeiro registrado , obrigado a comunicar ao +inist,rio da -ustiça a
mudança do seu domicAlio ou residncia, devendo fa>Flo nos D1 .trinta4 dias imediatamente
seguintes * sua efetivação. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %1D. 7 estrangeiro que adquirir nacionalidade diversa da constante do registro .art.
D14, deverá, nos noventa dias seguintes, requerer a averbação da nova nacionalidade em seus
assentamentos. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %1J. 7 portador de visto de cortesia, oficial ou diplomático s? poderá exercer atividade
remunerada em favor do =stado estrangeiro, organi>ação ou agncia internacional de caráter
intergovernamental a cu)o serviço se encontre no <aAs, ou do Hoverno ou de entidade
brasileiros, mediante instrumento internacional firmado com outro Hoverno que encerre
cláusula especAfica sobre o assunto. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 %& 7 serviçal com visto de cortesia s? poderá exercer atividade remunerada a serviço
particular de titular de visto de cortesia, oficial ou diplomático.
6 ;& $ missão, organi>ação ou pessoa, a cu)o serviço se encontra o serviçal, fica
responsável pela sua saAda do territ?rio nacional, no pra>o de D1 .trinta4 dias, a contar da data
em que cessar o vAnculo empregatAcio, sob pena de deportação do mesmo.
6 D& $o titular de quaisquer dos vistos referidos neste artigo não se aplica o disposto na
legislação trabal(ista brasileira.
$rt. %13. $o estrangeiro que ten(a entrado no Lrasil na condição de turista ou em trânsito
, proibido o enga)amento como tripulante em porto brasileiro, salvo em navio de bandeira de
seu paAs, por viagem não redonda, a requerimento do transportador ou do seu agente,
mediante autori>ação do +inist,rio da -ustiça. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %15. ' vedado ao estrangeiro# .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
@ F ser proprietário, armador ou comandante de navio nacional, inclusive nos serviços de
navegação fluvial e lacustreC
@@ F ser proprietário de empresa )ornalAstica de qualquer esp,cie, e de empresas de
televisão e de radiodifusão, s?cio ou acionista de sociedade proprietária dessas empresasC
@@@ F ser responsável, orientador intelectual ou administrativo das empresas mencionadas
no item anteriorC
@V F obter concessão ou autori>ação para a pesquisa, prospecção, exploração e
aproveitamento das )a>idas, minas e demais recursos minerais e dos potenciais de energia
(idráulicaC
V F ser proprietário ou explorador de aeronave brasileira, ressalvado o disposto na
legislação especAficaC
V@ F ser corretor de navios, de fundos p9blicos, leiloeiro e despac(ante aduaneiroC
V@@ F participar da administração ou representação de sindicato ou associação profissional,
bem como de entidade fiscali>adora do exercAcio de profissão regulamentadaC
V@@@ F ser prático de barras, portos, rios, lagos e canaisC
@N F possuir, manter ou operar, mesmo como amador, aparel(o de radiodifusão, de
radiotelegrafia e similar, salvo reciprocidade de tratamentoC e
N F prestar assistncia religiosa *s Eorças $rmadas e auxiliares, e tamb,m aos
estabelecimentos de internação coletiva.
6 %& 7 disposto no item @ deste artigo não se aplica aos navios nacionais de pesca.
6 ;& $o portugus, no go>o dos direitos e obrigações previstos no =statuto da @gualdade,
apenas l(e , defeso#
a4 assumir a responsabilidade e a orientação intelectual e administrativa das empresas
mencionadas no item @@ deste artigoC
b4 ser proprietário, armador ou comandante de navio nacional, inclusive de navegação
fluvial e lacustre, ressalvado o disposto no parágrafo anteriorC e
c4 prestar assistncia religiosa *s Eorças $rmadas e auxiliares.
$rt. %12. 7 estrangeiro admitido no territ?rio nacional não pode exercer atividade de
nature>a polAtica, nem se imiscuir, direta ou indiretamente, nos neg?cios p9blicos do Lrasil,
sendoFl(e especialmente vedado# .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
@ F organi>ar, criar ou manter sociedade ou quaisquer entidades de caráter polAtico, ainda
que ten(am por fim apenas a propaganda ou a difusão, exclusivamente entre compatriotas, de
id,ias, programas ou normas de ação de partidos polAticos do paAs de origemC
@@ F exercer ação individual, )unto a compatriotas ou não, no sentido de obter, mediante
coação ou constrangimento de qualquer nature>a, adesão a id,ias, programas ou normas de
ação de partidos ou facções polAticas de qualquer paAsC
@@@ F organi>ar desfiles, passeatas, comAcios e reuniões de qualquer nature>a, ou deles
participar, com os fins a que se referem os itens @ e @@ deste artigo.
<arágrafo 9nico. 7 disposto no caput deste artigo não se aplica ao portugus beneficiário
do =statuto da @gualdade ao qual tiver sido recon(ecido o go>o de direitos polAticos.
$rt. %1:. ' lAcito aos estrangeiros associaremFse para fins culturais, religiosos, recreativos,
beneficentes ou de assistncia, filiaremFse a clubes sociais e desportivos, e a quaisquer outras
entidades com iguais fins, bem como participarem de reunião comemorativa de datas nacionais
ou acontecimentos de significação patri?tica. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. $s entidades mencionadas neste artigo, se constituAdas de mais da
metade de associados estrangeiros, somente poderão funcionar mediante autori>ação do
+inistro da -ustiça.
$rt. %10. $ entidade que (ouver obtido registro mediante falsa declaração de seus fins ou
que, depois de registrada, passar a exercer atividades proibidas ilAcitas, terá sumariamente
cassada a autori>ação a que se refere o parágrafo 9nico do artigo anterior e o seu
funcionamento será suspenso por ato do +inistro da -ustiça, at, final )ulgamento do processo
de dissolução, a ser instaurado imediatamente. .Renumerado e alterado pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
$rt. %%1. 7 +inistro da -ustiça poderá, sempre que considerar conveniente aos interesses
nacionais, impedir a reali>ação, por estrangeiros, de conferncias, congressos e exibições
artAsticas ou folcl?ricas. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
MUMI/7 N@
Da "aturali>ação
!$<UMI/7 @
Das !ondições
$rt. %%%. $ concessão da naturali>ação nos casos previstos no artigo %J3, item @@, alAnea b,
da !onstituição, , faculdade exclusiva do <oder =xecutivo e farFseFá mediante portaria do
+inistro da -ustiça. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %%;. Kão condições para a concessão da naturali>ação# .Renumerado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
@ F capacidade civil, segundo a lei brasileiraC
@@ F ser registrado como permanente no LrasilC
@@@ F residncia contAnua no territ?rio nacional, pelo pra>o mAnimo de quatro anos,
imediatamente anteriores ao pedido de naturali>açãoC
@V F ler e escrever a lAngua portuguesa, consideradas as condições do naturali>andoC
V F exercAcio de profissão ou posse de bens suficientes * manutenção pr?pria e da famAliaC
V@ F bom procedimentoC
V@@ F inexistncia de den9ncia, pron9ncia ou condenação no Lrasil ou no exterior por crime
doloso a que se)a cominada pena mAnima de prisão, abstratamente considerada, superior a %
.um4 anoC e
V@@@ F boa sa9de.
6 %& não se exigirá a prova de boa sa9de a nen(um estrangeiro que residir no <aAs (á
mais de dois anos. .@ncluAdo pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 ;& verificada, a qualquer tempo, a falsidade ideol?gica ou material de qualquer dos
requisitos exigidos neste artigo ou nos arts. %%D e %%J desta /ei, será declarado nulo o ato de
naturali>ação sem pre)uA>o da ação penal cabAvel pela infração cometida. .Renumerado e
alterado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 D& $ declaração de nulidade a que se refere o parágrafo anterior processarFseFá
administrativamente, no +inist,rio da -ustiça, de ofAcio ou mediante representação
fundamentada, concedido ao naturali>ado, para defesa, o pra>o de quin>e dias, contados da
notificação. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %%D. 7 pra>o de residncia fixado no artigo %%;, item @@@, poderá ser redu>ido se o
naturali>ando preenc(er quaisquer das seguintes condições# .Renumerado pela /ei n& 5.05J,
de 10V%;V:%4
@ F ter fil(o ou c8n)uge brasileiroC
@@ F ser fil(o de brasileiroC
@@@ F (aver prestado ou poder prestar serviços relevantes ao Lrasil, a )uA>o do +inistro da
-ustiçaC
@V F recomendarFse por sua capacidade profissional, cientAfica ou artAsticaC ou
V F ser proprietário, no Lrasil, de bem im?vel, cu)o valor se)a igual, pelo menos, a mil
ve>es o +aior Valor de RefernciaC ou ser industrial que dispon(a de fundos de igual valorC ou
possuir cota ou ações integrali>adas de montante, no mAnimo, idntico, em sociedade
comercial ou civil, destinada, principal e permanentemente, * exploração de atividade industrial
ou agrAcola.
<arágrafo 9nico. $ residncia será, no mAnimo, de um ano, nos casos dos itens @ a @@@C de
dois anos, no do item @VC e de trs anos, no do item V.
$rt. %%J. DispensarFseFá o requisito da residncia, exigindoFse apenas a estada no Lrasil
por trinta dias, quando se tratar# .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
@ F de c8n)uge estrangeiro casado (á mais de cinco anos com diplomata brasileiro em
atividadeC ou
@@ F de estrangeiro que, empregado em +issão Diplomática ou em Repartição !onsular do
Lrasil, contar mais de %1 .de>4 anos de serviços ininterruptos.
$rt. %%3. 7 estrangeiro que pretender a naturali>ação deverá requerFla ao +inistro da
-ustiça, declarando# nome por extenso, naturalidade, nacionalidade, filiação, sexo, estado civil,
dia, ms e ano de nascimento, profissão, lugares onde (a)a residido anteriormente no Lrasil e
no exterior, se satisfa> ao requisito a que alude o artigo %%;, item V@@ e se dese)a ou não
tradu>ir ou adaptar o seu nome * lAngua portuguesa. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
6 %&. $ petição será assinada pelo naturali>ando e instruAda com os documentos a serem
especificados em regulamento. .@ncluAdo pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 ;&. =xigirFseFá a apresentação apenas de documento de identidade para estrangeiro,
atestado policial de residncia contAnua no Lrasil e atestado policial de antecedentes, passado
pelo serviço competente do lugar de residncia no Lrasil, quando se tratar de# .@ncluAdo 6 e
incisos pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
@ F estrangeiro admitido no Lrasil at, a idade de 3 .cinco4 anos, radicado definitivamente
no territ?rio nacional, desde que requeira a naturali>ação at, ; .dois4 anos ap?s atingir a
maioridadeC
@@ F estrangeiro que ten(a vindo residir no Lrasil antes de atingida a maioridade e (a)a feito
curso superior em estabelecimento nacional de ensino, se requerida a naturali>ação at, % .um4
ano depois da formatura.
6 D&. Qualquer mudança de nome ou de prenome, posteriormente * naturali>ação, s? por
exceção e motivadamente será permitida, mediante autori>ação do +inistro da
-ustiça. .<arágrafo 9nico transformado em
6


D& pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %%5. 7 estrangeiro admitido no Lrasil durante os primeiros 3 .cinco4 anos de vida,
estabelecido definitivamente no territ?rio nacional, poderá, enquanto menor, requerer ao
+inistro da -ustiça, por interm,dio de seu representante legal, a emissão de certificado
provis?rio de naturali>ação, que valerá como prova de nacionalidade brasileira at, dois anos
depois de atingida a maioridade. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. $ naturali>ação se tornará definitiva se o titular do certificado provis?rio,
at, dois anos ap?s atingir a maioridade, confirmar expressamente a intenção de continuar
brasileiro, em requerimento dirigido ao +inistro da -ustiça.
$rt. %%2. 7 requerimento de que trata o artigo %%3, dirigido ao +inistro da -ustiça, será
apresentado, no Distrito Eederal, =stados e Merrit?rios, ao ?rgão competente do +inist,rio da
-ustiça, que procederá * sindicância sobre a vida pregressa do naturali>ando e opinará quanto
* convenincia da naturali>ação. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %%:. Recebido o processo pelo dirigente do ?rgão competente do +inist,rio da
-ustiça, poderá ele determinar, se necessário, outras diligncias. =m qualquer (ip?tese, o
processo deverá ser submetido, com parecer, ao +inistro da -ustiça. .Renumerado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. 7 dirigente do ?rgão competente do +inist,rio da -ustiça determinará o
arquivamento do pedido, se o naturali>ando não satisfi>er, conforme o caso, a qualquer das
condições previstas no artigo %%; ou %%5, cabendo reconsideração desse despac(oC se o
arquivamento for mantido, poderá o naturali>ando recorrer ao +inistro da -ustiçaC em ambos os
casos, o pra>o , de trinta dias contados da publicação do ato.
$rt. %%0. <ublicada no Diário 7ficial a portaria de naturali>ação, será ela arquivada no
?rgão competente do +inist,rio da -ustiça, que emitirá certificado relativo a cada naturali>ando,
o qual será solenemente entregue, na forma fixada em Regulamento, pelo )ui> federal da
cidade onde ten(a domicAlio o interessado. .Renumerado o art. %%: para art. %%0 e alterado
pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 %&. 7nde (ouver mais de um )ui> federal, a entrega será feita pelo da <rimeira
Vara. .@ncluAdo alterado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 ;&. Quando não (ouver )ui> federal na cidade em que tiverem domicAlio os interessados,
a entrega será feita atrav,s do )ui> ordinário da comarca e, na sua falta, pelo da comarca mais
pr?xima. .@ncluAdo alterado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 D&. $ naturali>ação ficará sem efeito se o certificado não for solicitado pelo naturali>ando
no pra>o de do>e meses contados da data de publicação do ato, salvo motivo de força maior,
devidamente comprovado. .<arágrafo 9nico transformado em em
6


D& pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
$rt. %;1. "o curso do processo de naturali>ação, poderá qualquer do povo impugnáFla,
desde que o faça fundamentadamente. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %;%. $ satisfação das condições previstas nesta /ei não assegura ao estrangeiro
direito * naturali>ação. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
!$<UMI/7 @@
Dos =feitos da "aturali>ação
$rt. %;;. $ naturali>ação, salvo a (ip?tese do artigo %%5, s? produ>irá efeitos ap?s a
entrega do certificado e confere ao naturali>ado o go>o de todos os direitos civis e polAticos,
excetuados os que a !onstituição Eederal atribui exclusivamente ao brasileiro
nato. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %;D. $ naturali>ação não importa aquisição da nacionalidade brasileira pelo c8n)uge e
fil(os do naturali>ado, nem autori>a que estes entrem ou se radiquem no Lrasil sem que
satisfaçam *s exigncias desta /ei..Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %;J. $ naturali>ação não extingue a responsabilidade civil ou penal a que o
naturali>ando estava anteriormente su)eito em qualquer outro paAs. .Renumerado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
MUMI/7 N@@
Das @nfrações, <enalidades e seu <rocedimento
!$<UMI/7 @
Das @nfrações e <enalidades
$rt. %;3. !onstitui infração, su)eitando o infrator *s penas aqui
cominadas# .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
@ F entrar no territ?rio nacional sem estar autori>ado .clandestino4#
<ena# deportação.
@@ F demorarFse no territ?rio nacional ap?s esgotado o pra>o legal de estada#
<ena# multa de um d,cimo do +aior Valor de Referncia, por dia de excesso, at, o
máximo de %1 .de>4 ve>es o +aior Valor de Referncia, e deportação, caso não saia no pra>o
fixado.
@@@ F deixar de registrarFse no ?rgão competente, dentro do pra>o estabelecido nesta /ei
.artigo D14#
<ena# multa de um d,cimo do +aior Valor de Referncia, por dia de excesso, at, o
máximo de %1 .de>4 ve>es o +aior Valor de Referncia.
@V F deixar de cumprir o disposto nos artigos 05, %1; e %1D#
<ena# multa de duas a de> ve>es o +aior Valor de Referncia.
V F deixar a empresa transportadora de atender * manutenção ou promover a saAda do
territ?rio nacional do clandestino ou do impedido .artigo ;24#
<ena# multa de D1 .trinta4 ve>es o +aior Valor de Referncia, por estrangeiro.
V@ F transportar para o Lrasil estrangeiro que este)a sem a documentação em ordem#
<ena# multa de de> ve>es o +aior Valor de Referncia, por estrangeiro, al,m da
responsabilidade pelas despesas com a retirada deste do territ?rio nacional. .Redação dada
pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
V@@ F empregar ou manter a seu serviço estrangeiro em situação irregular ou impedido de
exercer atividade remunerada#
<ena# multa de D1 .trinta4 ve>es o +aior Valor de Referncia, por estrangeiro.
V@@@ F infringir o disposto nos artigos ;%, 6 ;&, ;J, 0:, %1J, 66 %& ou ;& e %13#
<ena# deportação.
@N F infringir o disposto no artigo ;3#
<ena# multa de 3 .cinco4 ve>es o +aior Valor de Referncia para o resgatador e
deportação para o estrangeiro.
N F infringir o disposto nos artigos %:, D2, 6 ;&, ou 00 a %1%#
<ena# cancelamento do registro e deportação.
N@ F infringir o disposto no artigo %15 ou %12#
<ena# detenção de % .um4 a D .trs4 anos e expulsão.
N@@ F introdu>ir estrangeiro clandestinamente ou ocultar clandestino ou irregular#
<ena# detenção de % .um4 a D .trs4 anos e, se o infrator for estrangeiro, expulsão.
N@@@ F fa>er declaração falsa em processo de transformação de visto, de registro, de
alteração de assentamentos, de naturali>ação, ou para a obtenção de passaporte para
estrangeiro, laisse>Fpasser, ou, quando exigido, visto de saAda#
<ena# reclusão de % .um4 a 3 .cinco4 anos e, se o infrator for estrangeiro, expulsão.
N@V F infringir o disposto nos artigos J3 a J:#
<ena# multa de 3 .cinco4 a %1 .de>4 ve>es o +aior Valor de Referncia.
NV F infringir o disposto no artigo ;5, 6 %& ou 5J#
<ena# deportação e na reincidncia, expulsão.
NV@ F infringir ou deixar de observar qualquer disposição desta /ei ou de seu Regulamento
para a qual não se)a cominada sanção especial#
<ena# multa de ; .duas4 a 3 .cinco4 ve>es o +aior Valor de Referncia.
<arágrafo 9nico. $s penalidades previstas no item N@, aplicamFse tamb,m aos diretores
das entidades referidas no item @ do artigo %12.
$rt. %;5. $s multas previstas neste !apAtulo, nos casos de reincidncia, poderão ter os
respectivos valores aumentados do dobro ao quAntuplo. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
!$<UMI/7 @@
Do <rocedimento para $puração das @nfrações
$rt. %;2. $ infração punida com multa será apurada em processo administrativo, que terá
por base o respectivo auto, conforme se dispuser em Regulamento. .Renumerado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %;:. "o caso do artigo %;3, itens N@ a N@@@, observarFseFá o !?digo de <rocesso
<enal e, nos casos de deportação e expulsão, o disposto nos MAtulos V@@ e V@@@ desta /ei,
respectivamente. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
MUMI/7 N@@@
Disposições Herais e Mransit?rias
$rt. %D1. 7 <oder =xecutivo fica autori>ado a firmar acordos internacionais pelos quais,
observado o princApio da reciprocidade de tratamento a brasileiros e respeitados a
convenincia e os interesses nacionais, estabeleçamFse as condições para a concessão,
gratuidade, isenção ou dispensa dos vistos estatuAdos nesta /ei. .Renumerado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %D%. Eica aprovada a Mabela de =molumentos !onsulares e Maxas que integra esta
/ei. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4 F .Vide DecretoF/ei n& ;.;D5, de ;D.1%.%0:34
6 %& 7s valores das taxas incluAdas na tabela terão rea)ustamento anual na mesma
proporção do coeficiente do valor de referncias.
6 ;& 7 +inistro das Relações =xteriores fica autori>ado a aprovar, mediante <ortaria, a
revisão dos valores dos emolumentos consulares, tendo em conta a taxa de câmbio do
cru>eiroFouro com as principais moedas de livre convertibilidade.
$rt. %D;. Eica o +inistro da -ustiça autori>ado a instituir modelo 9nico de !,dula de
@dentidade para estrangeiro, portador de visto temporário ou permanente, a qual terá validade
em todo o territ?rio nacional e substituirá as carteiras de identidade em vigor. .Renumerado
pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. =nquanto não for criada a c,dula de que trata este artigo, continuarão
válidas#
@ F as !arteiras de @dentidade emitidas com base no artigo %D3 do Decreto n. D.1%1, de ;1
de agosto de %0D:, bem como as certidões de que trata o 6 ;&, do artigo %J0, do mesmo
DecretoC e
@@ F as emitidas e as que o se)am, com base no DecretoF/ei n. 521, de D de )ul(o de %050,
$rt. %DJ. <oderá ser regulari>ada, provisoriamente, a situação dos estrangeiros de que
trata o artigo anterior. .@ncluAdo pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
6 %&. <ara os fins deste artigo, fica instituAdo no +inist,rio da -ustiça o registro provis?rio
de estrangeiro.
6 ;&. 7 registro de que trata o parágrafo anterior implicará na expedição de c,dula de
identidade, que permitirá ao estrangeiro em situação ilegal o exercAcio de atividade remunerada
e a livre locomoção no territ?rio nacional.
6 D&. 7 pedido de registro provis?rio deverá ser feito no pra>o de %;1 .cento e vinte4 dias,
a contar da data de publicação desta /ei.
6 J&. $ petição, em formulário pr?prio, será dirigida ao ?rgão do Departamento de <olAcia
mais pr?ximo do domicAlio do interessado e instruAda com um dos seguintes documentos#
@ F c?pia autntica do passaporte ou documento equivalenteC
@@ F certidão fornecida pela representação diplomática ou consular do paAs de que se)a
nacional o estrangeiro, atestando a sua nacionalidadeC
@@@ F certidão do registro de nascimento ou casamentoC
@V F qualquer outro documento id8neo que permita * $dministração conferir os dados de
qualificação do estrangeiro.
6 3&. 7 registro provis?rio e a c,dula de identidade, de que trata este artigo, terão pra>o
de validade de dois anos improrrogáveis, ressalvado o disposto no parágrafo seguinte.
6 5&. Eirmados, antes de esgotar o pra>o previsto no 6 3&. os acordos bilaterais, referidos
no artigo anterior, os nacionais dos paAses respectivos deverão requerer a regulari>ação de sua
situação, no pra>o previsto na alAnea c, do item @@ do art. %DD.
6 2&. 7 +inistro da -ustiça instituirá modelo especial da c,dula de identidade de que trata
este artigo.
$rt. %D3. 7 estrangeiro que se encontre residindo no Lrasil na condição prevista no artigo
;5 do DecretoF/ei n. 0J%, de %D de outubro de %050, deverá, para continuar a residir no
territ?rio nacional, requerer permanncia ao ?rgão competente do +inist,rio da -ustiça dentro
do pra>o de 01 .noventa4 dias improrrogáveis, a contar da data da entrada em vigor desta
/ei. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. @ndependerá da satisfação das exigncias de caráter especial referidas
no artigo %2 desta /ei a autori>ação a que alude este artigo.
$rt. %D5. Ke o estrangeiro tiver ingressado no Lrasil at, ;1 de agosto de %0D:, data da
entrada em vigor do Decreto n. D.1%1, desde que ten(a mantido residncia contAnua no
territ?rio nacional, a partir daquela data, e prove a qualificação, inclusive a nacionalidade,
poderá requerer permanncia ao ?rgão competente do +inist,rio da -ustiça, observado o
disposto no parágrafo 9nico do artigo anterior. .Renumerado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %D2. $os processos em curso no +inist,rio da -ustiça, na data de publicação desta
/ei, aplicarFseFá o disposto no DecretoFlei n&. 0J%, de %D de outubro de %050, e no seu
Regulamento, Decreto n& 55.5:0, de %% de )un(o de %021. .Renumerado o art. %D3 para art.
%D2e alterado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
<arágrafo 9nico. 7 disposto neste artigo não se aplica aos processos de naturali>ação,
sobre os quais incidirão, desde logo, as normas desta /ei. .$lterado pela /ei n& 5.05J, de
10V%;V:%4
$rt. %D:. $plicaFse o disposto nesta /ei *s pessoas de nacionalidade portuguesa, sob
reserva de disposições especiais expressas na !onstituição Eederal ou nos tratados em
vigor. .@ncluAdo pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %D0. Eica o +inistro da -ustiça autori>ado a delegar a competncia, que esta lei l(e
atribui, para determinar a prisão do estrangeiro, em caso de deportação, expulsão e
extradição. .@ncluAdo pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %J1. =sta /ei entrará em vigor na data de sua publicação. .Desmembrado pela /ei n&
5.05J, de 10V%;V:%4
$rt. %J%. Revogadas as disposições em contrário, especialmente o DecretoF/ei n& J15, de
J de maio de %0D:C artigo 50 do DecretoF/ei n& D.5::, de D de outubro de %0J%C DecretoF/ei n&
3.%1%, de %2 de de>embro de %0J;CDecretoF/ei n& 2.052, de %: de setembro de %0J3C /ei n&
3.DDD, de %% de outubro de %052C DecretoF/ei n& J%2, de %1 de )aneiro de %050C DecretoF/ei n&
0J%, de %D de outubro de %050C artigo ;T da /ei n& 3.210, de 2 de outubro de %02%, e /ei n&
5.;5;, de %: de novembro de %023. .Desmembrado pela /ei n& 5.05J, de 10V%;V:%4
LrasAlia, %0 de agosto de %0:1C %30& da @ndependncia e 0;& da Rep9blica.
-7O7 E@HI=@R=D7
Ibrahim Abi-Ackel
LEI Nº 12.830, DE 20 DE JUNHO DE 2013.
+ensagem de veto
Dispõe sobre a investigação criminal condu>ida
pelo delegado de polAcia.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
$rt. %
o
=sta /ei dispõe sobre a investigação criminal condu>ida pelo delegado
de polAcia.
$rt. ;
o
$s funções de polAcia )udiciária e a apuração de infrações penais
exercidas pelo delegado de polAcia são de nature>a )urAdica, essenciais e exclusivas de
=stado.
6 %
o
$o delegado de polAcia, na qualidade de autoridade policial, cabe a
condução da investigação criminal por meio de inqu,rito policial ou outro procedimento previsto
em lei, que tem como ob)etivo a apuração das circunstâncias, da materialidade e da autoria das
infrações penais.
6 ;
o
Durante a investigação criminal, cabe ao delegado de polAcia a requisição
de perAcia, informações, documentos e dados que interessem * apuração dos fatos.
6 D
o
.V=M$D74.
6 J
o
7 inqu,rito policial ou outro procedimento previsto em lei em curso
somente poderá ser avocado ou redistribuAdo por superior (ierárquico, mediante despac(o
fundamentado, por motivo de interesse p9blico ou nas (ip?teses de inobservância dos
procedimentos previstos em regulamento da corporação que pre)udique a eficácia da
investigação.
6 3
o
$ remoção do delegado de polAcia darFseFá somente por ato
fundamentado.
6 5
o
7 indiciamento, privativo do delegado de polAcia, darFseFá por ato
fundamentado, mediante análise t,cnicoF)urAdica do fato, que deverá indicar a autoria,
materialidade e suas circunstâncias.
$rt. D
o
7 cargo de delegado de polAcia , privativo de bac(arel em Direito,
devendoFl(e ser dispensado o mesmo tratamento protocolar que recebem os magistrados, os
membros da Defensoria <9blica e do +inist,rio <9blico e os advogados.
$rt. J
o
=sta /ei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 20 de junho de 2013 1!2
o
da "nde#end$ncia e 12%
o
da &e#'blica(
)"L*+ &,-../FF
José Eduardo Cardozo
Miriam Belchior
Luís Inácio Lucena Adams

III - cabina blindada com permanência ininterrupta de vigilante durante o expediente para o público e enquanto houver movimentação de numerário no interior do estabelecimento.

Art. 3º A vigilância ostensiva e o transporte de valores serão executados: (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) I - por empresa especializada contratada; ou (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) II - pelo próprio estabelecimento financeiro, desde que organizado e preparado para tal fim, com pessoal próprio, aprovado em curso de formação de vigilante autorizado pelo Ministério da Justiça e cujo sistema de segurança tenha parecer favorável à sua aprovação emitido pelo Ministério da Justiça. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) Parágrafo único. Nos estabelecimentos financeiros estaduais, o serviço de vigilância ostensiva poderá ser desempenhado pelas Polícias Militares, a critério do Governo da respectiva Unidade da Federação. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) Art. 4º O transporte de numerário em montante superior a vinte mil Ufir, para suprimento ou recolhimento do movimento diário dos estabelecimentos financeiros, será obrigatoriamente efetuado em veículo especial da própria instituição ou de empresa especializada. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) Art. 5º O transporte de numerário entre sete mil e vinte mil Ufirs poderá ser efetuado em veículo comum, com a presença de dois vigilantes. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) Art. 6º Além das atribuições previstas no art. 20, compete ao Ministério da Justiça: (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) (Vide art. 16 da Lei 9.017, de 1995) I - fiscalizar os estabelecimentos financeiros quanto ao cumprimento desta lei; (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) II - encaminhar parecer conclusivo quanto ao prévio cumprimento desta lei, pelo estabelecimento financeiro, à autoridade que autoriza o seu funcionamento; (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) III - aplicar aos estabelecimentos financeiros as penalidades previstas nesta lei. Parágrafo único. Para a execução da competência prevista no inciso I, o Ministério da Justiça poderá celebrar convênio com as Secretarias de Segurança Pública dos respectivos Estados e Distrito Federal. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

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