UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA INSTITUTO DE TECNOLOGIA - ITEC FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL - FEC

RELATÓRIO DE DOSAGEM PELO MÉTODO DO IPT/EPUSP: Cimento CP IV e Traço 1:3,5

Carlo Yukio Nunes – 12019038601 Nilson Alves Martins Neto – 12019038701 Thaminma F. de Lisboa Castro – 10019006901 Rodrigo Luan Broeschaldt – 09019006901 Adenor Gatti da Rocha Junior – 13118003101 Gabriel Gonçalves – 10019001901

Belém 2013

ii Carlo Yukio Nunes – 12019038601 Nilson Alves Martins Neto – 12019038701 Thaminma F. De Lisboa Castro – 10019006901 Rodrigo Luan Broeschaldt - 09019006901 Adenor Gatti da Rocha Junior – 13118003101 Gabriel Gonçalves – 10019001901

RELATÓRIO DE DOSAGEM PELO MÉTODO DO IPT/EPUSP: Cimento CP IV e Traço 1:3,5

Relatório apresentado como requisito parcial para obtenção do conceito final da disciplina de Concretos e Argamassas, do curso de Engenharia Civil, da Universidade Federal do Pará.

Prof. D. Sc. Paulo Sérgio Lima Souza.

Belém 2013

iii

SUMÁRIO
1 – INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 1 2 – OBJETIVO .................................................................................................................... 3 3 – METODOLOGIA ......................................................................................................... 3 3.1 – MÉTODO DE DOSAGEM DO IPT/EPUSP ............................................................... 3 3.2 – AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA DOS CORPOS-DE-PROVA .............................. 5 3.2.1 – Ensaio de Resistência a Compressão Simples (Axial) .............................................. 5 3.2.2 – Ensaio de Resistência a Tração por Compressão Diametral ..................................... 6 3.2.3 – Módulo de Deformação do Concreto ........................................................................ 7 4 – PROCEDIMENTOS ..................................................................................................... 8 4.1 – CARACTERIZAÇÃO DOS MATERIAIS .................................................................. 8 4.1.1 – Cimento ..................................................................................................................... 8 4.1.2 – Água .......................................................................................................................... 9 4.1.3 – Agregado Miúdo: Areia ............................................................................................. 9 4.1.4 – Agregado Graúdo: Seixo ......................................................................................... 10 4.1.5 – Aditivo ..................................................................................................................... 12 4.2 – DOSAGEM DO TRAÇO AUXILIAR (1:3,5) ............................................................ 12 4.3 – MOLDAGEM DOS CORPOS-DE-PROVA .............................................................. 14 4.4 – ENSAIOS DE RESISTÊNCIA MECÂNICA ............................................................. 15 4.4.1 – Ensaio de Compressão Axial ao 7º Dia .................................................................... 15 4.4.2 – Ensaios de Compressão Axial e Diametral ao 28º Dia ............................................ 15

...................................................................4...........................................................1 – Dados de Entrada ...................................................... 28 ANEXO C . 17 5........... 17 5..........................2.........................................2 – Dosagem para o Traço Auxiliar (1:3..................................................................................................................................................................................................................................................................5) ....................... 19 5.................................2.... 27 ANEXO B ............................. 29 ............1 – Resistência a Compressão Axial (fc) ..................................... 17 5.........................................................................................2......... 23 CONSIDERAÇÕES FINAIS ....3 – DIAGRAMA DE DOSAGEM .... 19 5.................1 – DOSAGEM ................ 20 5.................iv 4.................................... 21 5..........................4 – CONSUMO E CUSTO DOS MATERIAIS POR m3 .....................................................................2 – Resistência à Tração por Compressão Diametral (ftD) .....................................1...................... 17 5......................................................................................................................................................2 – ENSAIOS DE RESISTÊNCIA MECÂNICA .......................................... 19 5..............................3 – Módulo de Deformação ...........................................1...................................... 16 5 – RESULTADOS OBTIDOS ............3 – Ensaio de Módulo de Deformação ....... 24 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................. 25 ANEXO A ...........................................

v .

Com base nessa informação. com cerca de 2 ton/ano produzidas para cada pessoa viva. A presença de água ou umidade é o fator mais importante para controlar os vários processos de deterioração. Assim. O concreto pode ser considerado como sendo composto por quatro ingredientes básicos distintos: o cimento. em obras portuárias e estruturas offshore. Muitas estruturas têm concreto como seu material estrutural principal. até que se estabeleça o equilíbrio entre a umidade do meio externo e a existente nos poros capilares. estradas. agregados graúdos. mas o objetivo final é produzir as combinações mais econômicas de materiais nos concretos que satisfaçam os requisitos e as especificações de desempenho (KETT. O transporte da água dentro do concreto é determinado pelo tipo de poro. com o endurecimento do concreto. nas fundações.1 1 – INTRODUÇÃO. o excesso de água de amassamento forma uma rede capilar de poros. esgotos. 2010). o controle da natureza e da distribuição dos poros e . quer de uma forma simples. tamanho e distribuição por fendas e microfissuras e macrofissuras. em massa. por exemplo. no chão. 2008. mas frequentemente como um composto com o aço. túneis. Não surpreendentemente. Os requisitos do concreto são complexos. uma boa proporção entre eles. será ainda o concreto com o papel mais importante. pontes. agregados miúdos e água. Em termos de volume. em habitações. é o material fabricado mais utilizado. que é utilizado para compensar a baixa resistência à tração do concreto dando assim reforço ao concreto. pistas de aeroportos. Uma parte dessa água vai evaporar. percebe-se a importancia do emprego dos materiais adequadamente e da escolha do método de dosagem que relacione. o concreto tem sido descrito como o material de construção essencial (DOMONE & ILLSTON. como por exemplo em barragens de gravidade. De acordo com Fusco. 2010). que formarão os elementos estruturais principais. além da deterioração mecânica. mesmo nas estruturas em que outros materiais tais como o aço ou madeira. O concreto é um material onipresente e sua versatilidade e pronta disponibilidade garantiram o que tem sido e continuará a ser de grande e crescente importância para todos os tipos de construção em todo o mundo. com desempenho satisfatório. sob a terra em fundações. sistemas de drenagem. edifícios comerciais e industriais. Outra maneira de olhar para o concreto é como uma mistura graduada de agregados finos e grossos unidos por uma argamassa. Ele pode ser encontrado acima do solo. No entanto.

2 fissuras é essencial. para atender uma série de requisitos. como é sempre o caso de emprego de seixos rolados. comprometendo assim sua durabilidade. o que produz um novo efeito impermeabilizante. estes processos determinam o desempenho da estrutura[2]. Neste trabalho há um destaque para concretos com adição de pozolana. cita que o emprego da pozolana é recomendado na presença de agentes quimicamente agressivos ao concreto e. E ao longo do tempo. havendo um ganho de resistência superior ao cimento comum após esse período. O concreto endurecido tem sua qualidade também definida na fase plástica. pois é esta quem determina a adequabilidade do concreto quando lançado na fôrma. com a formação do silicato hidratado. Já o excesso proporciona melhor aparência. também tem sua importância. da ordem de 90 dias. ou seja. os procedimentos necessários à obtenção da melhor proporção entre os materiais construtivos . A trabalhabilidade no concreto fresco. Um estudo de dosagem deve ser realizado visando obter a mistura ideal e mais econômica. De início. quando se quer reduzir o calor de hidratação do cimento. Deve-se ainda levar em consideração quanto maior o fator água/cimento mais trabalhável será o concreto. também. desenrola-se um efeito químico. numa determinada região e com os materiais ali disponíveis. A pozolana também é essencialmente necessária quando houver suspeita da prensença de agregados reativos. pois as deficiências geradas nesta fase resultam em prejuízos. a pozolana exerce uma ação física. provocando a impermeabilização dos capilares do gel rígido formado pelos produtos de hidratação do cimento. aditivo e as proporções adequadas dos materiais. 2008. essa característica depende da quantidade de água. Entende-se por estudo de dosagem dos concretos de cimento Portland. como se fosse um agregado ultrafino. A ação da pozolana pode ser interpretada como decorrente de dois fenômenos. o qual Fusco. pois essa propriedade indicará a facilidade com que o concreto será lançado e adensado sem segregação. na manutenção e na aparência de uma estrutura. no entanto será menos resistente. A falta de argamassa na mistura ocasiona porosidade ou falhas de concretagem. no entanto aumenta o risco de fissuração como também eleva o custo da obra por m³. cujo é determinado pelo traço. As condições da superfície da estrutura são também determinantes e isto se reflete na segurança. pois ele se dá dentro dos poros do gel formado inicialmente pela hidratação do cimento. Uma das fases mais importantes é a determinação do teor de argamassa.

com um abatimento constante de 70 ± 20 mm. A inexistência de um consenso nacional cristalizado em uma norma brasileira sobre os procedimentos e parâmetros de dosagem tem levado vários pesquisadores a proporem seus próprios métodos de dosagem.  Proporção de agregados (m). Porém o presente trabalho irá apresentar e utilizar um dos métodos mais reconhecidos. Obter o Diagrama de Dosagem pelo método IPT. É um método que pode classificar-se como semiexperimental. 2 – OBJETIVO. “Busca obter o comportamento mecânico e reológico do concreto de forma unívoca com os materiais escolhidos. sempre que seja mantida a mesma trabalhabilidade da mistura. Este método de dosagem foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP). Que proporcione uma correlação dos materiais caracterizados. E de acordo com Helene.1 – MÉTODO DE DOSAGEM DO IPT/EPUSP. para um determinado concreto de resistência à compressão característica (fck) de 25 MPa ao 28º dia. 3 – METODOLOGIA. São adotadas como leis de comprotamento os seguintes modelos matemáticos que governam a interação das principais variáveis: . com base no teor ideal de argamassa obtido através de avaliações visuais e empíricas. 3. também conhecido por traço do concreto. Definidos os materiais e essa relação a/c.  Consumo de cimento por m³ de concreto (C). utilizando um traço piloto e dois auxiliares para um abatimento fixo. ou pela qual foram publicados seus métodos [5]. 2005. logo confundidos com uma recomendação da instituição para a qual trabalham.3 do concreto. chamado de ITERS-IPT-EPUSP ou somente IPT. sendo preferível e sempre mais rigorosa a proporção expressa em massa seca de materiais[5]. em que há uma parte experimental de laboratório precedida por uma parte analítica de cálculo baseada em leis de comportamento dos concretos”. a resistência e durabilidade do concreto passam a ser únicas. No Brasil. Essa proporção ideal entre os materiais construtivos do concreto pode ser expressa em massa ou volume. Devendo o diagrama fornecer:  Relação água-cimento (a/c). Esse método não exige conhecimentos prévios sobre os agregados. ainda não há um texto consensual de como deve ser um estudo de dosagem. O método considera a relação a relação a/c como o parâmetro mais importante para o concreto estrutural.

1 – Diagrama de dosagem utilizado no método IPT[8].1) A Lei de Lyse (1932): Equação (3. k5. a/c =Relação em massa de água/cimento.1. m = Relação massa seca de agregados/cimento. k7 e k8 = Constantes de cada conjunto de mesmos materiais. k2.1.3) Curva do Módulo de Deformação[6]: Equação (3. em Kg/Kg. C = Consumo de cimento por m3 de concreto adensado em Kg/m3. Figura 3.1. nesse caso. k1. Dessa forma.1.4) Onde:      fc = Resistência do concreto em j dias de idade.4 A Lei de Abrams (1918): Equação (3. é otimizada a proporção entre agregados miúdos e graúdos com bases experimentais nas quais está implicitamente incluída a interferência do cimento. em Kg/Kg. pretendendo-se encontrar a mínima quantidade de água para obter a trabalhabilidade específicada. k3. k6.1. ao se fixar o mesmo abatimento para diferentes proporções de teor de argamassa seca (α). em MPa. O método adota ainda como modelos de comportamento: . Esse experimento. k4. é fundamental pois.2) A Lei de Priszkulnik & Kirilos (1974) ou curva de Molinari: Equação (3.

 ms = Massa seca de cimento + agregados. seixo e cimento em Kg/m3. os corpos-de-prova devem ser identificados e armazenados por 24 horas em uma superfície horizontal rígida. As dimensões mais usuais para corpos-de-prova cilíndricos são 100x200 mm e 150x300 mm. Para obtê-la são moldados e preparados corpos-de-prova para ensaio segundo a NBR 5738 – Moldagem e cura de corpos-de-prova cilíndricos ou prismáticos de concreto. Após o adensamento. estes devem ser revestidos internamente com uma fina camada de óleo mineral (desmoldante). os quais são ensaiados segundo a NBR 5739 – Concreto – Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos.2. A resistência à compressão simples é a característica mecânica mais importante relativa ao concreto. respectivamente. 3. recebendo 15 golpes (com auxílio de uma haste) cada uma.1. .5) 2) Relação água/materiais secos: ⁄ Equação (3.1.  H = Relação água/materiais secos.  α = Teor de argamassa seca na mistura. Os moldes para o ensaio devem ter altura igual ao dobro do diâmetro. Ao introduzir o concreto com auxilio de uma colher de pedreiro. Para os cilíndricos de diâmetro 100 mm e altura 200 mm.1. deve-se tomar cuidado para que a distribuição seja simétrica.5 1) Teor de argamassa seca: Equação (3. livre de vibrações e intempéries e. são realizadas duas camadas. 3.2 – AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA DOS CORPOS-DE-PROVA.6) 3) Consumo de cimento: ⁄ Equação (3. p e c = Massa específica da areia.7) Onde:  a. Antes de proceder a moldagem dos corpos-de-prova.1 – Ensaio de Resistência a Compressão Simples (Uniaxial). A moldagem dos corpos-de-prova é feita em camadas.

 F = Carga máxima obtida no ensaio (Kgf).2. Também é conhecido internacionalmente como Ensaio Brasileiro.  A = Área da seção (mm2). Passadas às 24 horas.: 1 Kgf/mm2 = 9.2. com a finalidade de evitar a perda de água do concreto. A resistência à tração por compressão diametral é calculada pela seguinte expressão: Equação (3. os moldes são retirados e os corpos-de-prova devem ser colocados em uma câmara úmida. Figura 3.1 – Disposição do corpo-de-prova.1. Os procedimentos e cálculos são determinados pela NBR 7222.2 – Ensaio de Resistência a Tração por Compressão Diametral. Foi desenvolvido por Lobo Carneiro.2. Neste ensaio. é realizado o ensaio de resistência à compressão simples. sendo aplicada uma força até a sua ruptura por tração indireta (ruptura por fendilhamento). NBR 7222:1994.1) Onde: .80665 MPa 3. A resistência à compressão simples é calculada pela seguinte expressão: Equação (3.1) Onde:  = Tensão de compressão (MPa).2.2. onde permanecem até a data do rompimento. o corpo-de-prova cilíndrico é colocado com o eixo horizontal entre os pratos da prensa apoiado sobre duas chapas duras de madeira com espessura “h” (Figura 2).6 devidamente cobertos com material não reativo e não absorvente.2.  Obs. em 1943. Assim que o período de cura termina. Os corpos-de-prova são capeados e levados ao rompimento por compressão axial realizado em uma prensa.

deve ser obtido segundo ensaio descrito na NBR 8522.3.2.2. Quando não forem feitos ensaios e não existirem dados mais precisos sobre o concreto usado na idade de 28 dias. Hoje esse conhecimento é uma ferramenta imprescindível para análise de projetos estruturais como parâmetro para cálculo de flexões elásticas [9].3.2) .2. – Equação (3. maior é o esforço a ser feito para deformar um material. avalia sua resistência.7  ftD = Resistência à tração por compressão diametral (MPa)  F = Carga máxima obtida no ensaio (Kgf)  d = diâmetro do corpo-de-prova (mm)  L = altura do corpo-de-prova (mm) 3. O módulo de deformação tangente inicial. 2004). E para materiais como o concreto.3 – Módulo de Deformação do Concreto. esta relação é obtida a partir da Lei de Hooke e denominado módulo de Young. deve-se calcular o módulo tangente ou o módulo secante. quanto maior é o seu valor. pode-se estimar o valor do módulo de elasticidade usando a expressão : √ Onde: Equação (3. o qual possui a porção elástica da curva tensão-deformação não-linear. ou seja. O módulo de elasticidade determina o valor da rigidez de um material.3.2.1 – Comportamento Elástico-Linear e Não-Linear dos materiais (NEVILLE.1) Figura 3. sendo indicado para comprovar se há descontinuidade do material.

1 – Representação esquemática esquerda (Eci) e direita (Ecs). NBR 8522:2008. procurou-se conhecer as principais características físicas dos materiais utilizados para se ter uma noção do tipo de material usado e prever possíveis comportamentos do concreto. especialmente para determinação de esforços solicitantes e verificação de estados limites de serviço.2.1. . O módulo de elasticidade secante a ser utilizado nas análises elásticas de projeto.2.1 – Cimento.8  Eci e fck são dados em MPa.3.4) 4 – PROCEDIMENTOS. Para a realização da dosagem.3) Figura 3.3. têm-se abaixo os resultados dos ensaios de caracterização dos materiais utilizados para a realização das dosagens experimentais. 4. 4. Portanto. através do método IPT/EPUSP.1 – CARACTERIZAÇÃO DOS MATERIAIS. O módulo de elasticidade transversal (Gc) pode ser considerado pela equação abaixo: Equação (3.2. deve ser calculado pela expressão: Equação (3.3.

3 – Características físicas da areia obtidas em laboratório. 4.10 Tabela 4. Potável. O módulo de finura de acordo com a NBR 7211 item 5.1 Cu 1.96 γesp 2. além de apresentar resistências mecânicas à compressão superiores às de concretos feitos com Cimento Portland Comum em idades avançadas.1.18 mm Tabela 4. em ensaio realizado de acordo com a ABNT NBR NM 248.4 Tu 4% Dmáx 1.9 Utilizou-se o cimento Portland CP IV 32.1 – Dados técnicos do cimento utilizado.1.497 Kg/dm3 Índice de Vazios 43. Com relação ao agregado miúdo. Fez-se a determinação da massa unitária conforme é determinado na NBR 7251 e da massa específica de acordo com a NBR 9776. 4. não sendo realizado nenhum ensaio prévio de caracterização.632 g/cm3 Massa Unitária 1. distribuída pela rede pública de Belém.2 – Água.1.75 mm e ficam retidos na peneira com abertura de malha de 0.1. adotou-se areia lavada de origem quartzosa.1. A partir das distribuições granulométricas no retido acumulado traçou-se o perfil da curva granulométrica: . NBR 5736:1991.075 mm.1 é caracteriza o agregado miúdo como pertencente a zona utilizável inferior. Os resultados obtidos seguem na tabela abaixo. Agregado Miúdo Módulo de Finura 2. cujos grãos passam pela peneira com abertura de malha de 4. Componentes (% em massa) Classe de Massa Sigla resistência Clínquer sulfato Material Material Específica 3 28 dias (MPa) de cálcio pozolânico carbonático (Kg/dm ) CP IV 32 85-45 15-50 0-5 3. com peneiras definidas pela ABNT NBR NM ISO 3310-1.11 % Cinc 1.3 – Agregado Miúdo: Areia. Este cimento têm como caracteristicas fornecer ao concreto maior impermeabilidade e durabilidade. classificado como pozolânico de acordo com a NBR 5736.

20% 0% Gráfico 4.075 ABERTURA DA MALHA DAS PENEIRAS (mm) Zona Utilizável .2 2.15 0.4 4.1.LS Zona Utilizável .60% 28.75 mm.6 1.4 – Agregado Graúdo: Seixo.00% 0.36 1.6 0. com peneiras definidas pela ABNT NBR NM ISO 3310-1.00% 1.80% 13.96.075 Fundo % Retido 0.1.3 0. O agregado graúdo utilizado foi seixo rolado de origem quartzosa.LI Zona Ótima .1 – Curva granulométrica da areia. cujos grãos passam pela peneira com abertura de malha de 19 mm e ficam retidos na peneira com abertura de malha de 4. em ensaio realizado de acordo com a ABNT NBR NM 248.LS Areia Utilizada Gráfico 4.15 0. 4.LI RETIDO ACUMULADO % 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0. Foram realizados os ensaios de PASSANTE % .75 2. O agregado miúdo possui um coeficiente de uniformidade(Cu) igual a 1.20% 0.1.3 0. Percebe-se pelo gráfico uma tendência para grãos mais finos.2 – Distribuição Normal da areia utilizada.10 CURVA GRANULOMÉTRICAS AGREGADO MIÚDO 0 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0.8 Zona Ótima .60% 2.60% 53. o que é mais notável em uma gráfico de distribuição normal. AGREGADO MIÚDO 60% 50% 40% 30% 20% 10% 4.18 0. que caracteriza sua granulometria como muito uniforme e mal graduado.

O agregado graúdo possui um coeficiente de uniformidade(Cu) igual a 2.501 Kg/dm3 Índice de vazios 42. Analisando-se em um gráfico de distribuição normal da granulométrica.375 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 4. próximo da areia devido à esses finos preencherem os espaços vazios. é possivel identificar sua assimetria centrada a direita. respectivamente. Nota-se uma tendência do seixo caracterizado à apresentar uma quantidade de grãos finos.9.66 % Dmáx 19.40.5/25: ZONA GRANULOMÉTRICA .75 9. que caracteriza sua granulometria como muito uniforme e mal graduado.5 19 ABERTURA DA MALHA DAS PENEIRAS (mm) Limite Inferior Limite Superior Seixo Utilizado RETIDO ACUMULADO % Gráfico 4. que pode ser observada no gráfico da zona granulométrica do agregado graúdo na faixa de 9. PASSANTE % .2 – Curva granulométrica do Seixo utilizado.40 γesp 2.1. o que reflete no fato de se ter obtido um valor de massa unitária (MU) e de índice de vazios (IV).1.23 Cu 2. massa específica e massa unitária desse material de acordo com as normas NBR 7211. Os resultados seguem na tabela abaixo: Agregado Graúdo Módulo de Finura 6.5/25 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 2.4 – Características físicas do seixo obtidas em laboratório.11 granulometria. NBR NM 53 e NBR 7251. nas malhas mais densas.618 g/cm3 Massa Unitária 1. O módulo de finura caracteriza o agregado graúdo com uma considerável tendência a finos.00 mm Tabela 4.

86% 19. Concretos produzidos com Muraplast FK 97 possuem uma pasta de cimento mais densa e homogênea. Verificou-se por meio de avaliações visuais e empíricas a necessidade de acréscimos do teor de argamassa para o traço piloto.18 g/cm3 Dosagem 0.8. Como consequência da melhor distribuição das partículas de cimento e do agregado.1 – Dados técnicos do aditivo[7]. O aditivo utilizado possui característica multifuncional de pega normal com o nome comercial Muraplast FK 97. observa-se que 16. 6% da quantidade de água de amassamento para produzir um concreto com determinada consistência.8 Fundo 17.5).75% 12 9. Verificou-se na bibliografia que as dimensões do agregado no intervalo de [4.5 – 4. obtêm-se uma melhora na coesão e trabalhabilidade do concreto. Muraplast FK 97 Densidade 1. bem como uma redução da permeabilidade.1.5 Tabela 4. 4.2 – DOSAGEM DO TRAÇO AUXILIAR (1:3.1.80% 44. no mínimo. Este aditivo age como um agente dispersor das partículas de cimento. evitando sua aglomeração e reduzindo a tensão superficial da água da mistura.0 % pH 2.5 4.3 – Distribuição Normal da seixo utilizado.12 AGREGADO GRAÚDO 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 19 % Retido 0.96% 16.1.63% Gráfico 4. 4. Utilizou-se um aditivo plastificante classificado de acordo com a NBR 11768 como tipo P. e pela distribuição da porcentagem retida. neste caso a areia.5.075) pertencem aos agregados miúdos.63 % está nesse intervalo. após alguns acrescimos obteve-se o . com função de aumentar o índice de consistência do concreto mantendo a quantidade de água de amassamento ou possibilitando a redução de.0.5 – Aditivo.2 – 1.

10. depois do primeiro ciclo acrescentou-se o cimento e o aditivo misturado com um pouco de água a ser acrescentada e misturou-se novamente.5 um abatimento de 70 ± 20 mm e fixado o teor de argamassa em 47 %.48 Kg de cimento. . procedendo com a mistura e para umidificar a superfície do agregado graúdo. (b) Agregado úmido + Cimento. em seguida repetindo-se para 2/3 e 3/3 com golpes apenas na quantidade acrescentada acima da anterior e acertando-se o nível do concreto na parte superior do cone. por fim acrescenta-se a areia e o restante da água e procede-se com a mistura. mediuse o abatimento em 90 mm e verificou-se a coesão com uma colher de pedreiro atravessando-a pelo concreto com a ponta e verificando visualmente se há ocorrência de segregação do concreto para possíveis ajustes antes da moldagem dos corpos-de-prova. misturando-se a quantidade total de seixo e 2/3 da água.13 teor de argamassa ideal de 47 %. 11. sendo 25 Kg de seixo. com a superfície interna lubrificada com óleo mineral.2. Verificou-se a consistência do concreto através do abatimento do tronco de cone ou “Slump Test”. Adotou-se essa porcentagem para os cálculos dos consumos dos materiais correspondente ao traço 1:3. realizou-se a pesagem dos materiais relativos ao teor de argamassa.78 litros de água e 75 mL de aditivo plastificante.5. Em seguida.1 – Misturas dos materiais na betoneira (a) Seixo + 2/3 de água. Objetivando-se para o traço 1:3.69 Kg de areia. preenchendo o molde com 1/3 de concreto em cima de uma placa de aço e aplicando-se 25 golpes com uma haste de aço. 4. iniciou-se a operaçao da betoneira. iniciou-se a dosagem experimental. Figura 4. Primeiramente. Em seguida. que tem seus procedimentos determinado pela NBR 7223.5 e 1:6.

Após a desforma foram realocados a uma câmara úmida.3 – MOLDAGEM DOS CORPOS-DE-PROVA. Na execuçao da desforma. 4. Confeccionou-se moldes cilíndricos de diâmetro 100 mm e comprimento 200 mm. preenchendo-se em duas camadas e adensando através da vibração mecânica. Após a verificação do abatimento requisitado. (a) No estado fresco e (b) no estado endurecido.3. 2 para resistência à compressão simples e 2 para resistência à compressão diametral ao 28º dia. procedeu-se somente após 64 horas de cura temperatura ambiente. (b) Golpes com auxílio de uma haste. foi realizada a moldagem dos corposde-prova que é determinado pela NBR 5738.2 – Determinação do abatimento do Tronco de Cone. onde . com 15 golpes por orientação técnica do professor e regularizando-se sua superfície com auxilio de uma colher de pedreiro. (c) Medição do abatimento. (a) preenchimento do molde em camadas. Moldaram-se 9 corpos-de-prova de concreto. 2 para o módulo de deformação e 1 para análise do professor. sendo destinados 2 ao ensaio de resistência à compressão simples 7º dia. porém não se procedeu dessa maneira por razões técnicas. com a superfície interna dos moldes lubrificada com óleo mineral (desmoldante). Figura 4.14 Figura 4.1 – Corpos-de-prova moldados. a norma NBR 5738 recomenda 24 horas.2.

b.2 – Ensaios de Compressão Axial e Diametral ao 28º Dia.4. No 28º dia.4 – ENSAIOS DE RESISTÊNCIA MECÂNICA.4.1 – Capeamento do corpo-de-prova. retiraram-se dois deles da câmara úmida e levados à prensa para o ensaio de resistência a compressão axial. Figura 4. o qual deve-se proceder com cáculos em fórmulas contidas na NBR 7222. 02 ao ensaio de tração por compressão diametral.2. na qual devem estar em temperatura de 23 ± 2 °C e umidade relativa do ar superior a 95 %. 4.2.1. com uso de discos de borracha neoprene como capeamento dos corpos-de-prova.4.2 – Cura em câmara úmida.4.1. 4. dos quais 02 foram destinados ao ensaio de compressão axial como na figura 4.3. colocando-se os corpos-de-prova deitados como na figura 4.4.a. 4. Completados 7 dias após a moldagem dos corpos-de-prova. 06 corpos-de-prova foram retirados da câmara úmida. Figura 4.1 – Ensaio de Compressão Axial ao 7º Dia. .15 permaneceram até o momento de realização de cada ensaio nas suas datas determinadas.1.

operando-se de acordo com a NBR 8522. Utilisou-se 02 corpos-de-provas dos 06 retirados da câmara úmida ao 28º dia para o ensaio de Módulo de Deformação. Vale ressaltar que no ensaio de tração não foram colocadas as chapas de madeira entre os dois pratos da prensa como a norma orienta.1.3.3fc da carga prevista fc e 01 ciclo contínuo até 0.3 – Ensaio de Módulo de Deformação. 4.7fc da carga prevista.4.1 – (a) Execução do ensaio de resistência à compressão. . colocando-se os corpos-de-prova alinhados com o eixo da prensa e com os extensômetros acoplados na lateral. devidamente alinhados como na figura 4.2.4.4. o qual procedeu-se com a utilização de uma máquina de prensa hidraúlica. o EMIC®. o qual procedeu-se com 03 ciclos iniciais com 0. Este fator pode ter contribuído no resultado final.16 Figura 4.4.1 – Ensaio de Módulo de Deformação. Figura 4.3. (b) Execução do ensaio de compressão diametral.

2 – Dosagem para o Traço Auxiliar (1:3.1.1 – DOSAGEM. .1) 5.1.  a – Proporção de agregado miúdo para o traço unitário.1 – Dados de Entrada.  H ou H% – Teor de umidade do concreto.1.  Ca – Consumo de agregado miúdo: areia.1.0 MPa Cálculo do fcj para j = 28 dias: Equação (5.  CH2O – Consumo de água. Este deverá ser o mesmo para a mistura experimental auxiliar do traço 1:3. ms.  p – Proporção de agregado graúdo para o traço unitário.6 com o valor da mistura seca. 5. encontrou-se o teor de umidade do concreto.1. 5. Para os cálculos apresentados é essencial saber que:  α – Teor de argamassa. do traço principal (1:5) e a relação água cimento do mesmo.  Cp – Consumo de agregado graúdo: seixo. Utilizando-se a equação 3.17 5 – RESULTADOS OBTIDOS.5).  ms – Massa seca. Para a execução das misturas experimentais foram pré-definidos os materiais e quantidades descritas abaixo:  fck = 25.  a/c – Relação água/cimento.  Cc – Consumo de cimento.00 MPa  Abatimento = 70 ± 20 mm  Quantidade de agregado graúdo: 25 Kg  Desvio Padrão (Sd) = 5.  m – Soma das quantidades de seixo e areia.5.

1.5.1.3.3. α.3. Equação (5.6) Equação (5.5) Equação (5.3) Cálculo da correção da relação a/c para o traço (1:3.18 g/mL.5).0 mL de aditivo com densidade de 1.6: Cálculo para o consumo de materiais com a quantidade fixa de 25 Kg de seixo.5: Cálculo da proporção de agregado graúdo: Equação (5.1.1. do traço principal de 47% para o cálculo das proporções e consumos de agregados. utilizando a equação 3. Utilizou-se o teor de argamassa.18 A partir da relação a/c e da ms do traço principal.1. sendo determinado a adição de 75.3.844 % da massa de cimento: . definiu-se o H% do concreto. usando-se o equivalente a 0. que será utilizado para o correção da relação a/c do traço auxiliar de 1:3.7) O cálculo do aditivo tem como base a quantidade de massa do cimento. utilizando a equação 3.1.

1.2.00 4. 5.97 Tabela 5.0885 Tabela 5. observou-se o fraturamentos no agregado graúdo em alguns ponto.84 29.80 0.5.3.2. Os corpos-de-prova apresentaram fraturamento característicos como descrito no anexo A da NBR 5739.0084 Consumo (Kg) 10. 5.19 Traço Cimento Areia Seixo Água Aditivo Unitáro 1.2.2.00 1. pode-se considerar o agregado de baixo desempenho.97 30.5. 7º dia 28º dia CP Carga Tensão Valor Adotado Carga Tensão Valor Adotado (tf) (MPa) (MPa) (tf) (MPa) (MPa) 1 24 29.21 % do fcj. o qual foi considerado o resultado de maior valor.2 tf dos corpos-de-prova 1 e 2.1. Utilizou-se a equação 3.5 o esperado é que nos sete primeiros dias o concreto obtenha elevados resultados quanto a resistência à compressão.48 11.6 tf e 9.1 – Resistência a Compressão Axial (fc).2.46 0.69 25. respectivamente. o que para concretos com fcj < 50 MPa. a qual apresenta os valores adotados. devido ao seu pequeno fator a/c e alto consumo de cimento. Utilizou-se a equação 3.2.20 % do fcj. respectivamente. Os resultados obtidos estão na Tabela 5.2. e ao 28º dia com pequeno ganho de resistência obtevesse 93.2.1 – Consumo relativo à cada proporção do traço. sendo estes últimos utilizados para a montagem do diagrama de dosagem. Nesta propriedade.1 – Resultado dos ensaios de resistência a compressão simples.1 a partir das cargas obtidas de 7. .2.7 30.2.1. Os resultados obtidos estão na tabela 5.1 e A. para o traço 1:3.39 0. Notou-se pela tabela que ao 7º dia foi obtido 90. 5.1 a partir das cargas de 24 tf e 23 tf para os corpos-deprova 1 e 2.1.72 24. figuras A.97 2 23 28.2 – Resistência à Tração por Compressão Diametral (ftD).2 – ENSAIOS DE RESISTÊNCIA MECÂNICA.2.8 30.2.11 2.97 24.

3.5. Este fato influencia no rompimento precoce do corpo-deprova.25 Tabela 5.1 para obtenção dos módulos Ecs no primeiro ciclo e o Eci no último ciclo. Obteve-se com o resutado adotado 8.1 – Resultados do ensaio de compressão diametral.2. Os resultados da compressão diametral.6 2.0006 Deformação (mm/mm) Gráfico 5.25 2 18. Utilizou-se os pontos obtidos pelo ensaio na prensa hidraúlica EMIC®.63 20. No entanto.2.2.0004 0.2. os valores estão abaixo do esperado.1. CP .20 28º dia CP Carga Tensão Valor Adotado (tf) (MPa) (MPa) 1 7.2.3. 28º dia Ecs (GPa) Ecs Adotado (GPa) Eci (GPa) Gs (GPa) 1 20.3.87 2 9.0001 0. com o rompimento de 02 CP’s abaixo de 15 MPa.2.13 8.64 % da resistência à compressão axial ao 28º dia.1 – Resultado do ensaio do módulo de deformação.2. utilizando a equação 3.3 – Módulo de Deformação.3.0002 0.87 Tabela 5.37 2.4 no anexo mostra o corpo-de-prova após o ensaio. que foi constatado no ensaio. devem situar-se em torno de 10 % do fcj de compressão com carga axial.0003 0. 5.63 21. Os resultados obtidos encontram-se na tabela 5.1 – Gráfico de Tensão x Deformação.2. devido à excentricidade da prensa hidraúlica que ocasiona carga momento no corpo-de-prova.0005 0.2 2. Gráfico Tensão X Deformação 12 10 Tensão (MPa) 8 6 4 2 0 0 0. A figura A.

5.25 10. para estimar o valor dos módulos Ecs. Eci e Gs.2. Módulo Ensaio (GPa) NBR 8522 (GPa) Ecs 20. o consumo de cimento em Kg/m3. A tabela abaixo compara os resultados. A Lei de Abrams: A Lei de Lyse: A Curva de Molinari (Anexo B): Curva do Módulo de Deformação[6] (Anexo B): Calculando-se para um fcj de 33. Outro fator relacionado ao tipo do cimento.2 – Comparação dos Módulos do Traço 1:3. o qual possibilita correlacionar a relação água-cimento (a/c). a partir do valor do fck obtido no ensaio de compressão axial ao 28º dia. Considera-se a zona de transição desses concretos com adições pozolânicas. evidenciando um possível baixo módulo de elasticidade do agregado.13 31.23 MPa a relação a/c a partir da Lei de Abrams. que apresenta um ganho de resistência após o 28º dia.60 Tabela 5. com alto teor Ca(OH). ao agregado que se observou estar fraturado no interior do CP’s rompidos.16 Gs 8. a proporção de agregado m. Com o valor do fck (MPa) obtido com os ensaios de resistências a compressão ao 28º e 7º dia para o traço principal (1:5) e auxiliares (1:3.49 Eci 21. frágeis até o 28º dia.3. no caso do CP IV com adição de pozolana. quando as pozolânas começam a consolidar C2S devido a reação com os Ca(OH). traçou-se o diagrama de dosagem.3 – DIAGRAMA DE DOSAGEM. obten-se: .5. a partir de suas respectivas equações.63 26.5).5 e 1:6.21 Utilizou-se as equações da NBR 8522:2008. A discrepância entre os módulos também deve-se a fatores como erros de execução de moldagem dos CP’s.

tem-se: Consumo de materiais para a quantidade fixa de seixo (25 Kg).2 – Gráfico de Módulo de Deformação Secante – Ecs(m).23 0.08 11. a partir da equação obtida.3.00 1.1 – Consumo relativo à cada proporção do traço final. Figura 5. a mesma utillizada no traço auxiliar: Traço Cimento Areia Seixo Água Aditivo Unitáro 1.92 0.00 4.0084 Consumo (Kg) 11. obtem-se: Para o cálculo da módulo de deformação secante em 28 dias.0084 de aditivo. e uma proporção de 0.3.09 25. . a partir da Lei de Lyse temos: Para o cálculo do consumo a partir da equação da curva de Molinari.093 Tabela 5.22 Para a proporção de agregados.61 0.87 3.

59 77.44 498.55 288.65 291.11 1.Valor do material por m3 de concreto (R$/m3) 1 2 3 4 5 Média 497. destinado a alcançar a maior resistência à compressão. mantendo-se bem abaixo da curva da equação.23 220.44 Lojas de Materiais de Construção .67 283.24 89.11 .32 72. 5.08 67. supondo que o material caracterizado seja encontrado nas lojas consultadas e utilizando-se os preços obtidos no mercado para os materiais de cinco estabelecimentos da cidade de Belém.23 MPa extraídos do gráfico para um teor de argamassa de 47 %.11 1.3. com os resultados na tabela abaixo: Material Traço Kg/m3 Cimento Areia Seixo Água 1 1 2.17 22. Com a obtenção do valor do consumo de cimento por m3 e da relação a/c para a resistência de 33. constatou-se. Figura 5. calculou-se o custos dos materiais e do concreto.4 – CONSUMO E CUSTO DOS MATERIAIS POR m3.34 1123.97 15.46 15.80 74. Definido o consumo de cimento por m3 para a resistência de 33.97 1. Este consumo tende a provocar um alto calor de hidratação durante as suas reações. a partir das proporções do traço.67 277.23 MPa.11 1.23 Nota-se a diferença do resultado do ensaio em relação ao valor estimado pela norma.11 1.26 0.60 308. um elevado consumo de cimento para esse traço. A partir do consumo de cada material. o consumo de cada material constituinte do concreto.11 1. calculou-se.64 16.31 17.1 – Diagrama de Dosagem obtido através do método IPT/EPUSP. como esperado.31 16.70 298.35 82.

Os modelos apresentados são satisfatórios para os materiais caraterizados.04 397. .65 387. CONSIDERAÇÕES FINAIS.87 382. quem está à frente do estudo de dosagem tenha alguma experiência na confecção de concretos. com pequenas variações devido a falta de controle mais rigoroso dos procedimentos.1 – Valores dos materiais e do concreto (Anexo C). exige que no desenvolvimento das várias etapas. quando solicitado em projeto. e isso pode ser um agente complicador. como na definição do teor de argamassa (α) do traço piloto. Vale resaltar que por ser um metódo eminentemente experimental. A partir dos modelos de comportamento e do diagrama é possível obter diretamente os consumos de cimento e de agregados para um fck ou módulo de Deformação (Ecs) especifico.62 378.24 Total 2340.37 408. Com os resultados de consumo de cimento é possível estimar os custos de um concreto para uma construção de pequeno porte. O metódo utilizado apresenta um bom resultado em relação aos valores estimados. e a partir de um tratamento estatístico pode-se ter um concreto com o valor um valor médio de R$ 387 por metro cúbico.04 368.4. Obteve-se um concreto com desidade estimada de 2340 Kg/m3. podendo ocorrer algumas variações no comportamento caso alguma característica mude para mais ou para menos.11 Tabela 5.

2008. Agregados para concreto – Especificação: NBR 7211. 2007. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Agregado em estado solto – Determinação da massa unitária: NBR 7251. 1992.Determinação da Consistência pelo Abatimento do Tronco de Cone . Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Rio de Janeiro. 1992. Agregados – Determinação da massa específica de agregados miúdos por meio do frasco Chapman: NBR 9776. massa específica aparente e absorção de água: NBR NM 53. Concreto – Determinação do módulo estático de elasticidade à compressão: NBR 8522. Rio de Janeiro. Aditivos para concretos de cimento Portland: NBR 11768. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Rio de Janeiro. 1982. Cimento Portland pozolânico: NBR 5736. Concreto . 2003. Concreto – Procedimento para moldagem e cura de corpos-de-prova: NBR 5738. Rio de Janeiro. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro.Método de Ensaio: NBR 7223. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Argamassa e concreto – Determinação da resistência à tração por compressão diametral de corpos-de-prova cilíndricos: NBR 7222. . 1997. 1991. Rio de Janeiro. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Argamassa e concreto – Determinação da resistência à tração por compressão diametral de corpos-de-prova cilíndricos: NBR 7222. 1994. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Agregado – Determinação da composição granulométrica: NBR NM 248. 2003. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.25 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Agregado graúdo – Determinação de massa específica. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. 2003. Rio de Janeiro. 1994 Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Rio de Janeiro. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Rio de Janeiro. 1987. 2009. Concreto – Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos: NBR 5739. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Peneiras de ensaio – Requisitos técnicos e verificação – Parte 1: Peneiras de ensaio com tela de tecido metálico: NBR NM-ISO 3310-1.

com. Universidade de São Paulo – UNESP. [2] Comité Euro-International du Béton . 2005. p. 2004. Ciência e Engenharia de Materiais: Uma Introdução 5ª Edição. P. 2007.Durable concrete structures. Concreto: Ensino. 2013. 2. Péricles Brasiliense.wordpress.br/1855. Irving. 10. 2013..gov. In: ISAIA. Jr. 2013. p. ILLSTON. D. São Paulo. M. Paulo. [7] <http://www. [6] MONTIJA. p.com/2012/11/07/o-concreto-como-material-constr utivo-da-origem-as-novas-tecnologias/> Acesso em: 19 Out. Dissertação (Mestrado em Engenharia) – Escola Politécnica . W. Properties of Concrete 4th Edition. Boca Raton: CRC Press. p. 2010. 2008. Construction materials: their nature and behaviour 4th edition. M.cosanpa. 2nd Edition.. p. A. Engineered Concrete: Mix Design and Test Methods. 261 f.pa. 1992. J. p..br/index. São Paulo: IBRACON.php/taxas> Acesso em: 18 Nov. Pesquisa e Realizações vol. London: Thomas Telford Ltd. New York: Spon Press. J.mc-bauchemie. 1. Aspectos da variabilidade experimental do ensaio de módulo de deformação do concreto. 83. [9] CALLISTER.. 2002. Fernando C. [8] <http://construcaocivilpet. 412-414. [11] <http://www. C. São Paulo: Editora PINI.. (Ed). [4] FUSCO. Tecnologia do Concreto Estrutural: Tópicos Aplicados. 2010. L. Seção IV – Produção e Controle do Concreto: Dosagem dos Concretos de Cimento Portland. Rio de Janeiro: LTC. [5] HELENE. [3] DOMONE. 33-34. Design Guide.. Harlow: Pearson Education Ltd. 440-449.26 [1] KETT. G. . [10] NEVILLE. 2007.aspx> Acesso em: 12 Out.

1 – CP 01 e 02 ao 7º dia Tipo B: Cônica e Bipartida. Figura A. .2 – CP 01 e 02 ao 28º dia Tipo F e G: Fraturas no topo.27 ANEXO A Figura A.

115193 2.46564 24.40318 4.37828 283.0 3 284.5 Σ 1109.2256E-04 .25 22. (y-‘y)2 5.86880 12.4 – Corpo-de-prova de compressão diametral.91072 1108.23 6.05840 354.25 7.50 44.47220 Tabela B.1504E-04 5. ANEXO B Equações: ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ Cálculo da Curva de Molinari: n C x=m 1 472.00 14.12253 25.82407 42.52561 79.27 5.3759E-05 3.3 – Fraturamento no agregado em alguns pontos.472203 x2 x*y y2 ‘C ‘y=1000/’C 12.5 2 352.09918 2.63890 3.87494 8.838732 3.28 Figura A.27 15.518277 8.77 3.47404 471.3759E-05 2.13686 2.1 – Cálculo das constantes. Figura A.19366 8.0 y=1000/C 2.

7863 3 20.77303 67.0755E+01 9.01 15.32187 22.Telefone: (91) 3226-5160.2900 .2 – Cálculo das constantes para Ecs7.1778E+00 3.22929 18.083351 2.25000 25.5 15.00000 42. Barão do Triunfo.y 12.8391E-05 1.13599 3.1540E-05 4. 1923 .1539E-05 3.83792 6.63 x=m 3.560626 21.3029E-04 y2 1.1014E+00 2. Unidade Material Preço (R$) .0020E+01 9.00 Tabela C.6521E+00 2.831431 18.8375E-05 2.165393 3.82697 42.3 – Cálculo das constantes para Ecs28.4011 Σ 77.0322E+01 Tabela B.54971 25.36699 72.11943 46.25000 19.4129E+00 3.Pedreira .25000 11. Av.2937E+00 3.50 1 m3 Areia 67.30341 y'=lnE' 3.50000 x. Cipriano Santos.Belém – Pará .0 6.32418 y'=lnE' 3.94227 79.3042E+00 (y-y’)2 8.0 E 26.y 11.5071E+00 8.Belém – PA.698060 21.5352E-04 3. 2 – Independência Materiais de Construção.335375 y=lnE 3.03539 5.00000 15.5 21.Fone: (91) 3323.25000 79.47800 15. Unidade Material Preço (R$) 1 saca Cimento 28.4382 2 24. 472 .50000 47.9324E+00 9.2616E-04 8.5334E+00 (y-'y)2 3.50 3 1m Seixo 120.299916 3.068042 9. ANEXO C 1 – Jurunense Pisos e Revestimentos.8914E+01 Tabela B.99352 21. n fck 1 32.94291 23.0 15.014192 E' 26.2704E+00 3.41675 19.5 5.279430 3.29 Cálculo do Módulo de de Deformação: 1 2 3 Σ fck x=m 31.1 – Preço dos Materiais.CEP: 66080-680 .499767 72.0 E 27.0889E+01 1.941451 9.943318 67.318946 E' 26.308190 y = lnE 3.0618E+00 9.110363 23.304232 x2 12.533351 x2 x.8924E-04 y2 1.5 68. Trav.

Belém.00 3 1m Areia 50. Tv Mauriti.00 1 m3 Seixo 99.00 Tabela C. .30 1 saca Cimento 27. Unidade Material Preço (R$) 1 saca Cimento 30.Belém.4 – Preço dos Materiais.Jurunas .00 3 1m Seixo 90.Tel: (91) 3226-4926.00 Tabela C. 4 – Retan Materiais de Construção.00 3 1m Seixo 110.00 1 m3 Seixo 97. PA – Fone: (91) 3271-0950. PA | CEP: 66025-214 – Fone: (91) 32711401 Unidade Material Preço (R$) 1 saca Cimento 29. Unidade Material Preço (R$) 1 saca Cimento 31. Av Bernardo Sayão. Av Bernardo Sayão.Marco . 5 – Casa Santos Materiais De Construção.Belém – PA .66030-120 .5 – Preço dos Materiais.00 1 m3 Areia 46.00 Tabela C.2 – Preço dos Materiais. 1520 . 3 – A M Materiais de Construção.00 Tabela C. 3640ª .3 – Preço dos Materiais.00 1 m3 Areia 49. 1748 – Jurunas .90 3 1m Areia 48.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful