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RELATÓRIO DE DOSAGEM PELO MÉTODO DO IPT-EPUSP Cimento CP IV e Traço 1-3,5

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA INSTITUTO DE TECNOLOGIA - ITEC FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL - FEC

RELATÓRIO DE DOSAGEM PELO MÉTODO DO IPT/EPUSP: Cimento CP IV e Traço 1:3,5

Carlo Yukio Nunes – 12019038601 Nilson Alves Martins Neto – 12019038701 Thaminma F. de Lisboa Castro – 10019006901 Rodrigo Luan Broeschaldt – 09019006901 Adenor Gatti da Rocha Junior – 13118003101 Gabriel Gonçalves – 10019001901

Belém 2013

ii Carlo Yukio Nunes – 12019038601 Nilson Alves Martins Neto – 12019038701 Thaminma F. De Lisboa Castro – 10019006901 Rodrigo Luan Broeschaldt - 09019006901 Adenor Gatti da Rocha Junior – 13118003101 Gabriel Gonçalves – 10019001901

RELATÓRIO DE DOSAGEM PELO MÉTODO DO IPT/EPUSP: Cimento CP IV e Traço 1:3,5

Relatório apresentado como requisito parcial para obtenção do conceito final da disciplina de Concretos e Argamassas, do curso de Engenharia Civil, da Universidade Federal do Pará.

Prof. D. Sc. Paulo Sérgio Lima Souza.

Belém 2013

iii

SUMÁRIO
1 – INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 1 2 – OBJETIVO .................................................................................................................... 3 3 – METODOLOGIA ......................................................................................................... 3 3.1 – MÉTODO DE DOSAGEM DO IPT/EPUSP ............................................................... 3 3.2 – AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA DOS CORPOS-DE-PROVA .............................. 5 3.2.1 – Ensaio de Resistência a Compressão Simples (Axial) .............................................. 5 3.2.2 – Ensaio de Resistência a Tração por Compressão Diametral ..................................... 6 3.2.3 – Módulo de Deformação do Concreto ........................................................................ 7 4 – PROCEDIMENTOS ..................................................................................................... 8 4.1 – CARACTERIZAÇÃO DOS MATERIAIS .................................................................. 8 4.1.1 – Cimento ..................................................................................................................... 8 4.1.2 – Água .......................................................................................................................... 9 4.1.3 – Agregado Miúdo: Areia ............................................................................................. 9 4.1.4 – Agregado Graúdo: Seixo ......................................................................................... 10 4.1.5 – Aditivo ..................................................................................................................... 12 4.2 – DOSAGEM DO TRAÇO AUXILIAR (1:3,5) ............................................................ 12 4.3 – MOLDAGEM DOS CORPOS-DE-PROVA .............................................................. 14 4.4 – ENSAIOS DE RESISTÊNCIA MECÂNICA ............................................................. 15 4.4.1 – Ensaio de Compressão Axial ao 7º Dia .................................................................... 15 4.4.2 – Ensaios de Compressão Axial e Diametral ao 28º Dia ............................................ 15

.............................................................. 25 ANEXO A ................1................................................. 19 5...............................................2........................... 29 ..................................................... 19 5.......... 21 5..................................................................................... 20 5........3 – Ensaio de Módulo de Deformação .......................................................... 16 5 – RESULTADOS OBTIDOS .......................................... 17 5..............................................................................................1 – Dados de Entrada .............................................................1 – Resistência a Compressão Axial (fc) ..........1......................... 23 CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................... 19 5... 17 5........................................................................................................................2................................3 – Módulo de Deformação ................................................................................2 – Resistência à Tração por Compressão Diametral (ftD) .............................................2 – ENSAIOS DE RESISTÊNCIA MECÂNICA .......1 – DOSAGEM ...............4......................................... 28 ANEXO C ...... 24 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................................................................3 – DIAGRAMA DE DOSAGEM ......................2.....................iv 4...........................................................................................5) ..... 17 5....4 – CONSUMO E CUSTO DOS MATERIAIS POR m3 ....................... 17 5...............................2 – Dosagem para o Traço Auxiliar (1:3... 27 ANEXO B ..................................

v .

O concreto pode ser considerado como sendo composto por quatro ingredientes básicos distintos: o cimento. O concreto é um material onipresente e sua versatilidade e pronta disponibilidade garantiram o que tem sido e continuará a ser de grande e crescente importância para todos os tipos de construção em todo o mundo. pontes. A presença de água ou umidade é o fator mais importante para controlar os vários processos de deterioração. com desempenho satisfatório. túneis. 2010). uma boa proporção entre eles. Com base nessa informação. com cerca de 2 ton/ano produzidas para cada pessoa viva. De acordo com Fusco. nas fundações. o controle da natureza e da distribuição dos poros e . será ainda o concreto com o papel mais importante. Em termos de volume. percebe-se a importancia do emprego dos materiais adequadamente e da escolha do método de dosagem que relacione. Ele pode ser encontrado acima do solo. tamanho e distribuição por fendas e microfissuras e macrofissuras. agregados miúdos e água. Outra maneira de olhar para o concreto é como uma mistura graduada de agregados finos e grossos unidos por uma argamassa. 2008. Os requisitos do concreto são complexos. mas o objetivo final é produzir as combinações mais econômicas de materiais nos concretos que satisfaçam os requisitos e as especificações de desempenho (KETT. é o material fabricado mais utilizado. que formarão os elementos estruturais principais. No entanto. que é utilizado para compensar a baixa resistência à tração do concreto dando assim reforço ao concreto. em massa. Muitas estruturas têm concreto como seu material estrutural principal. mesmo nas estruturas em que outros materiais tais como o aço ou madeira. Assim. edifícios comerciais e industriais. em habitações. como por exemplo em barragens de gravidade. O transporte da água dentro do concreto é determinado pelo tipo de poro. até que se estabeleça o equilíbrio entre a umidade do meio externo e a existente nos poros capilares. sistemas de drenagem. mas frequentemente como um composto com o aço. estradas. 2010). no chão.1 1 – INTRODUÇÃO. com o endurecimento do concreto. por exemplo. quer de uma forma simples. o excesso de água de amassamento forma uma rede capilar de poros. o concreto tem sido descrito como o material de construção essencial (DOMONE & ILLSTON. em obras portuárias e estruturas offshore. pistas de aeroportos. Não surpreendentemente. agregados graúdos. esgotos. sob a terra em fundações. além da deterioração mecânica. Uma parte dessa água vai evaporar.

Deve-se ainda levar em consideração quanto maior o fator água/cimento mais trabalhável será o concreto. também. também tem sua importância. na manutenção e na aparência de uma estrutura. As condições da superfície da estrutura são também determinantes e isto se reflete na segurança. da ordem de 90 dias. no entanto será menos resistente.2 fissuras é essencial. o que produz um novo efeito impermeabilizante. quando se quer reduzir o calor de hidratação do cimento. desenrola-se um efeito químico. como se fosse um agregado ultrafino. Neste trabalho há um destaque para concretos com adição de pozolana. numa determinada região e com os materiais ali disponíveis. estes processos determinam o desempenho da estrutura[2]. a pozolana exerce uma ação física. cujo é determinado pelo traço. A pozolana também é essencialmente necessária quando houver suspeita da prensença de agregados reativos. cita que o emprego da pozolana é recomendado na presença de agentes quimicamente agressivos ao concreto e. no entanto aumenta o risco de fissuração como também eleva o custo da obra por m³. De início. pois ele se dá dentro dos poros do gel formado inicialmente pela hidratação do cimento. 2008. Uma das fases mais importantes é a determinação do teor de argamassa. os procedimentos necessários à obtenção da melhor proporção entre os materiais construtivos . para atender uma série de requisitos. com a formação do silicato hidratado. o qual Fusco. aditivo e as proporções adequadas dos materiais. havendo um ganho de resistência superior ao cimento comum após esse período. ou seja. O concreto endurecido tem sua qualidade também definida na fase plástica. A trabalhabilidade no concreto fresco. Entende-se por estudo de dosagem dos concretos de cimento Portland. pois é esta quem determina a adequabilidade do concreto quando lançado na fôrma. A falta de argamassa na mistura ocasiona porosidade ou falhas de concretagem. pois essa propriedade indicará a facilidade com que o concreto será lançado e adensado sem segregação. E ao longo do tempo. como é sempre o caso de emprego de seixos rolados. Já o excesso proporciona melhor aparência. Um estudo de dosagem deve ser realizado visando obter a mistura ideal e mais econômica. provocando a impermeabilização dos capilares do gel rígido formado pelos produtos de hidratação do cimento. A ação da pozolana pode ser interpretada como decorrente de dois fenômenos. essa característica depende da quantidade de água. comprometendo assim sua durabilidade. pois as deficiências geradas nesta fase resultam em prejuízos.

Essa proporção ideal entre os materiais construtivos do concreto pode ser expressa em massa ou volume. Obter o Diagrama de Dosagem pelo método IPT. a resistência e durabilidade do concreto passam a ser únicas. Definidos os materiais e essa relação a/c.3 do concreto. Devendo o diagrama fornecer:  Relação água-cimento (a/c). Que proporcione uma correlação dos materiais caracterizados. para um determinado concreto de resistência à compressão característica (fck) de 25 MPa ao 28º dia.  Consumo de cimento por m³ de concreto (C). sendo preferível e sempre mais rigorosa a proporção expressa em massa seca de materiais[5]. O método considera a relação a relação a/c como o parâmetro mais importante para o concreto estrutural. 2005.  Proporção de agregados (m). E de acordo com Helene. “Busca obter o comportamento mecânico e reológico do concreto de forma unívoca com os materiais escolhidos. em que há uma parte experimental de laboratório precedida por uma parte analítica de cálculo baseada em leis de comportamento dos concretos”. ainda não há um texto consensual de como deve ser um estudo de dosagem. No Brasil. Este método de dosagem foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP). 3. também conhecido por traço do concreto. com base no teor ideal de argamassa obtido através de avaliações visuais e empíricas. logo confundidos com uma recomendação da instituição para a qual trabalham. Porém o presente trabalho irá apresentar e utilizar um dos métodos mais reconhecidos. 2 – OBJETIVO. chamado de ITERS-IPT-EPUSP ou somente IPT. com um abatimento constante de 70 ± 20 mm.1 – MÉTODO DE DOSAGEM DO IPT/EPUSP. Esse método não exige conhecimentos prévios sobre os agregados. A inexistência de um consenso nacional cristalizado em uma norma brasileira sobre os procedimentos e parâmetros de dosagem tem levado vários pesquisadores a proporem seus próprios métodos de dosagem. 3 – METODOLOGIA. São adotadas como leis de comprotamento os seguintes modelos matemáticos que governam a interação das principais variáveis: . sempre que seja mantida a mesma trabalhabilidade da mistura. É um método que pode classificar-se como semiexperimental. ou pela qual foram publicados seus métodos [5]. utilizando um traço piloto e dois auxiliares para um abatimento fixo.

1. Figura 3. a/c =Relação em massa de água/cimento. em Kg/Kg. k6.1.1. Esse experimento. k4. Dessa forma. em MPa. m = Relação massa seca de agregados/cimento. é fundamental pois.4 A Lei de Abrams (1918): Equação (3.1.4) Onde:      fc = Resistência do concreto em j dias de idade. O método adota ainda como modelos de comportamento: . ao se fixar o mesmo abatimento para diferentes proporções de teor de argamassa seca (α).1) A Lei de Lyse (1932): Equação (3.1. C = Consumo de cimento por m3 de concreto adensado em Kg/m3. k5. pretendendo-se encontrar a mínima quantidade de água para obter a trabalhabilidade específicada. em Kg/Kg. k3. nesse caso.2) A Lei de Priszkulnik & Kirilos (1974) ou curva de Molinari: Equação (3. k2.1 – Diagrama de dosagem utilizado no método IPT[8]. k7 e k8 = Constantes de cada conjunto de mesmos materiais.3) Curva do Módulo de Deformação[6]: Equação (3. é otimizada a proporção entre agregados miúdos e graúdos com bases experimentais nas quais está implicitamente incluída a interferência do cimento. k1.

estes devem ser revestidos internamente com uma fina camada de óleo mineral (desmoldante).  α = Teor de argamassa seca na mistura.1 – Ensaio de Resistência a Compressão Simples (Uniaxial). . 3. Após o adensamento. recebendo 15 golpes (com auxílio de uma haste) cada uma.1.5) 2) Relação água/materiais secos: ⁄ Equação (3. 3.2.  H = Relação água/materiais secos. livre de vibrações e intempéries e. p e c = Massa específica da areia.1.  ms = Massa seca de cimento + agregados. são realizadas duas camadas.5 1) Teor de argamassa seca: Equação (3. A moldagem dos corpos-de-prova é feita em camadas.1. deve-se tomar cuidado para que a distribuição seja simétrica. As dimensões mais usuais para corpos-de-prova cilíndricos são 100x200 mm e 150x300 mm. respectivamente.2 – AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA DOS CORPOS-DE-PROVA. A resistência à compressão simples é a característica mecânica mais importante relativa ao concreto. os corpos-de-prova devem ser identificados e armazenados por 24 horas em uma superfície horizontal rígida. Para obtê-la são moldados e preparados corpos-de-prova para ensaio segundo a NBR 5738 – Moldagem e cura de corpos-de-prova cilíndricos ou prismáticos de concreto. Para os cilíndricos de diâmetro 100 mm e altura 200 mm. seixo e cimento em Kg/m3. Antes de proceder a moldagem dos corpos-de-prova. os quais são ensaiados segundo a NBR 5739 – Concreto – Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos. Os moldes para o ensaio devem ter altura igual ao dobro do diâmetro. Ao introduzir o concreto com auxilio de uma colher de pedreiro.7) Onde:  a.6) 3) Consumo de cimento: ⁄ Equação (3.

 F = Carga máxima obtida no ensaio (Kgf).2.1) Onde:  = Tensão de compressão (MPa). onde permanecem até a data do rompimento.2.1) Onde: . Também é conhecido internacionalmente como Ensaio Brasileiro.1 – Disposição do corpo-de-prova. Foi desenvolvido por Lobo Carneiro.  Obs. é realizado o ensaio de resistência à compressão simples. Neste ensaio. os moldes são retirados e os corpos-de-prova devem ser colocados em uma câmara úmida. o corpo-de-prova cilíndrico é colocado com o eixo horizontal entre os pratos da prensa apoiado sobre duas chapas duras de madeira com espessura “h” (Figura 2). Passadas às 24 horas.2. A resistência à tração por compressão diametral é calculada pela seguinte expressão: Equação (3. Os procedimentos e cálculos são determinados pela NBR 7222.2. Figura 3.2 – Ensaio de Resistência a Tração por Compressão Diametral. sendo aplicada uma força até a sua ruptura por tração indireta (ruptura por fendilhamento). Os corpos-de-prova são capeados e levados ao rompimento por compressão axial realizado em uma prensa.6 devidamente cobertos com material não reativo e não absorvente. Assim que o período de cura termina.1. NBR 7222:1994.2.2. com a finalidade de evitar a perda de água do concreto. em 1943.80665 MPa 3. A resistência à compressão simples é calculada pela seguinte expressão: Equação (3.: 1 Kgf/mm2 = 9.  A = Área da seção (mm2).

Hoje esse conhecimento é uma ferramenta imprescindível para análise de projetos estruturais como parâmetro para cálculo de flexões elásticas [9].2. maior é o esforço a ser feito para deformar um material. Quando não forem feitos ensaios e não existirem dados mais precisos sobre o concreto usado na idade de 28 dias. E para materiais como o concreto. O módulo de elasticidade determina o valor da rigidez de um material. sendo indicado para comprovar se há descontinuidade do material.1) Figura 3. avalia sua resistência. 2004). esta relação é obtida a partir da Lei de Hooke e denominado módulo de Young. deve ser obtido segundo ensaio descrito na NBR 8522.2) .2. deve-se calcular o módulo tangente ou o módulo secante.3. o qual possui a porção elástica da curva tensão-deformação não-linear. quanto maior é o seu valor. pode-se estimar o valor do módulo de elasticidade usando a expressão : √ Onde: Equação (3.2. ou seja.7  ftD = Resistência à tração por compressão diametral (MPa)  F = Carga máxima obtida no ensaio (Kgf)  d = diâmetro do corpo-de-prova (mm)  L = altura do corpo-de-prova (mm) 3.2.1 – Comportamento Elástico-Linear e Não-Linear dos materiais (NEVILLE.3. O módulo de deformação tangente inicial.3 – Módulo de Deformação do Concreto.3. – Equação (3.

3.2.1 – Representação esquemática esquerda (Eci) e direita (Ecs).4) 4 – PROCEDIMENTOS. têm-se abaixo os resultados dos ensaios de caracterização dos materiais utilizados para a realização das dosagens experimentais.2. Portanto. procurou-se conhecer as principais características físicas dos materiais utilizados para se ter uma noção do tipo de material usado e prever possíveis comportamentos do concreto.3. Para a realização da dosagem. especialmente para determinação de esforços solicitantes e verificação de estados limites de serviço.2.1 – CARACTERIZAÇÃO DOS MATERIAIS. NBR 8522:2008. deve ser calculado pela expressão: Equação (3. O módulo de elasticidade transversal (Gc) pode ser considerado pela equação abaixo: Equação (3. .8  Eci e fck são dados em MPa.3.1 – Cimento. através do método IPT/EPUSP. 4. O módulo de elasticidade secante a ser utilizado nas análises elásticas de projeto.3) Figura 3.1. 4.

75 mm e ficam retidos na peneira com abertura de malha de 0. adotou-se areia lavada de origem quartzosa.497 Kg/dm3 Índice de Vazios 43.1 é caracteriza o agregado miúdo como pertencente a zona utilizável inferior. 4. Os resultados obtidos seguem na tabela abaixo. com peneiras definidas pela ABNT NBR NM ISO 3310-1.2 – Água. Potável.3 – Características físicas da areia obtidas em laboratório.1.1. A partir das distribuições granulométricas no retido acumulado traçou-se o perfil da curva granulométrica: .1.9 Utilizou-se o cimento Portland CP IV 32.96 γesp 2. não sendo realizado nenhum ensaio prévio de caracterização. classificado como pozolânico de acordo com a NBR 5736.4 Tu 4% Dmáx 1.632 g/cm3 Massa Unitária 1.1 Cu 1. O módulo de finura de acordo com a NBR 7211 item 5. Com relação ao agregado miúdo. distribuída pela rede pública de Belém. além de apresentar resistências mecânicas à compressão superiores às de concretos feitos com Cimento Portland Comum em idades avançadas.18 mm Tabela 4. Este cimento têm como caracteristicas fornecer ao concreto maior impermeabilidade e durabilidade.075 mm.1 – Dados técnicos do cimento utilizado. Componentes (% em massa) Classe de Massa Sigla resistência Clínquer sulfato Material Material Específica 3 28 dias (MPa) de cálcio pozolânico carbonático (Kg/dm ) CP IV 32 85-45 15-50 0-5 3. 4.1. NBR 5736:1991. Fez-se a determinação da massa unitária conforme é determinado na NBR 7251 e da massa específica de acordo com a NBR 9776. em ensaio realizado de acordo com a ABNT NBR NM 248.3 – Agregado Miúdo: Areia.1. cujos grãos passam pela peneira com abertura de malha de 4.11 % Cinc 1.10 Tabela 4. Agregado Miúdo Módulo de Finura 2.

6 1. o que é mais notável em uma gráfico de distribuição normal.18 0.36 1.3 0. 4.60% 28.4 4. cujos grãos passam pela peneira com abertura de malha de 19 mm e ficam retidos na peneira com abertura de malha de 4.00% 1. Foram realizados os ensaios de PASSANTE % . com peneiras definidas pela ABNT NBR NM ISO 3310-1.15 0.60% 2. Percebe-se pelo gráfico uma tendência para grãos mais finos.1.10 CURVA GRANULOMÉTRICAS AGREGADO MIÚDO 0 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0. O agregado miúdo possui um coeficiente de uniformidade(Cu) igual a 1. em ensaio realizado de acordo com a ABNT NBR NM 248.1.4 – Agregado Graúdo: Seixo.1.6 0.075 Fundo % Retido 0.LI Zona Ótima . O agregado graúdo utilizado foi seixo rolado de origem quartzosa.LS Areia Utilizada Gráfico 4.75 2.LS Zona Utilizável .075 ABERTURA DA MALHA DAS PENEIRAS (mm) Zona Utilizável .20% 0% Gráfico 4.15 0.8 Zona Ótima .3 0.00% 0. AGREGADO MIÚDO 60% 50% 40% 30% 20% 10% 4.2 – Distribuição Normal da areia utilizada.96. que caracteriza sua granulometria como muito uniforme e mal graduado.20% 0.80% 13.2 2.1 – Curva granulométrica da areia.75 mm.60% 53.LI RETIDO ACUMULADO % 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0.

375 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 4. massa específica e massa unitária desse material de acordo com as normas NBR 7211.23 Cu 2. Os resultados seguem na tabela abaixo: Agregado Graúdo Módulo de Finura 6.5/25 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 2. é possivel identificar sua assimetria centrada a direita.11 granulometria. NBR NM 53 e NBR 7251.501 Kg/dm3 Índice de vazios 42.66 % Dmáx 19.40. respectivamente. próximo da areia devido à esses finos preencherem os espaços vazios. O agregado graúdo possui um coeficiente de uniformidade(Cu) igual a 2. nas malhas mais densas.618 g/cm3 Massa Unitária 1.4 – Características físicas do seixo obtidas em laboratório. Analisando-se em um gráfico de distribuição normal da granulométrica. Nota-se uma tendência do seixo caracterizado à apresentar uma quantidade de grãos finos.75 9. PASSANTE % .1.5/25: ZONA GRANULOMÉTRICA . que caracteriza sua granulometria como muito uniforme e mal graduado. o que reflete no fato de se ter obtido um valor de massa unitária (MU) e de índice de vazios (IV).1.00 mm Tabela 4.40 γesp 2. que pode ser observada no gráfico da zona granulométrica do agregado graúdo na faixa de 9. O módulo de finura caracteriza o agregado graúdo com uma considerável tendência a finos.5 19 ABERTURA DA MALHA DAS PENEIRAS (mm) Limite Inferior Limite Superior Seixo Utilizado RETIDO ACUMULADO % Gráfico 4.2 – Curva granulométrica do Seixo utilizado.9.

observa-se que 16.3 – Distribuição Normal da seixo utilizado.86% 19. Muraplast FK 97 Densidade 1.12 AGREGADO GRAÚDO 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 19 % Retido 0.8.1. 4. e pela distribuição da porcentagem retida. Utilizou-se um aditivo plastificante classificado de acordo com a NBR 11768 como tipo P. Como consequência da melhor distribuição das partículas de cimento e do agregado. Verificou-se na bibliografia que as dimensões do agregado no intervalo de [4. Verificou-se por meio de avaliações visuais e empíricas a necessidade de acréscimos do teor de argamassa para o traço piloto.5.18 g/cm3 Dosagem 0.0.8 Fundo 17.2 – DOSAGEM DO TRAÇO AUXILIAR (1:3.1 – Dados técnicos do aditivo[7].1. com função de aumentar o índice de consistência do concreto mantendo a quantidade de água de amassamento ou possibilitando a redução de. neste caso a areia.5 4.5 – 4. 6% da quantidade de água de amassamento para produzir um concreto com determinada consistência.63% Gráfico 4.2 – 1.80% 44. após alguns acrescimos obteve-se o .5 – Aditivo.1. evitando sua aglomeração e reduzindo a tensão superficial da água da mistura. Este aditivo age como um agente dispersor das partículas de cimento.5).96% 16. Concretos produzidos com Muraplast FK 97 possuem uma pasta de cimento mais densa e homogênea. obtêm-se uma melhora na coesão e trabalhabilidade do concreto.75% 12 9.0 % pH 2. 4.075) pertencem aos agregados miúdos.63 % está nesse intervalo. bem como uma redução da permeabilidade.5 Tabela 4. no mínimo. O aditivo utilizado possui característica multifuncional de pega normal com o nome comercial Muraplast FK 97.

. com a superfície interna lubrificada com óleo mineral. iniciou-se a operaçao da betoneira.78 litros de água e 75 mL de aditivo plastificante. que tem seus procedimentos determinado pela NBR 7223. Adotou-se essa porcentagem para os cálculos dos consumos dos materiais correspondente ao traço 1:3. depois do primeiro ciclo acrescentou-se o cimento e o aditivo misturado com um pouco de água a ser acrescentada e misturou-se novamente. Verificou-se a consistência do concreto através do abatimento do tronco de cone ou “Slump Test”. misturando-se a quantidade total de seixo e 2/3 da água. 10. (b) Agregado úmido + Cimento. Figura 4. Em seguida. 11. por fim acrescenta-se a areia e o restante da água e procede-se com a mistura. Objetivando-se para o traço 1:3.2. realizou-se a pesagem dos materiais relativos ao teor de argamassa.5 um abatimento de 70 ± 20 mm e fixado o teor de argamassa em 47 %. Em seguida.5 e 1:6. procedendo com a mistura e para umidificar a superfície do agregado graúdo. mediuse o abatimento em 90 mm e verificou-se a coesão com uma colher de pedreiro atravessando-a pelo concreto com a ponta e verificando visualmente se há ocorrência de segregação do concreto para possíveis ajustes antes da moldagem dos corpos-de-prova. em seguida repetindo-se para 2/3 e 3/3 com golpes apenas na quantidade acrescentada acima da anterior e acertando-se o nível do concreto na parte superior do cone. iniciou-se a dosagem experimental. 4. preenchendo o molde com 1/3 de concreto em cima de uma placa de aço e aplicando-se 25 golpes com uma haste de aço.5. sendo 25 Kg de seixo.69 Kg de areia. Primeiramente.1 – Misturas dos materiais na betoneira (a) Seixo + 2/3 de água.48 Kg de cimento.13 teor de argamassa ideal de 47 %.

Na execuçao da desforma.2. (a) preenchimento do molde em camadas. Moldaram-se 9 corpos-de-prova de concreto.3. (b) Golpes com auxílio de uma haste. (c) Medição do abatimento. onde . Figura 4. com 15 golpes por orientação técnica do professor e regularizando-se sua superfície com auxilio de uma colher de pedreiro. a norma NBR 5738 recomenda 24 horas. foi realizada a moldagem dos corposde-prova que é determinado pela NBR 5738. sendo destinados 2 ao ensaio de resistência à compressão simples 7º dia. 2 para resistência à compressão simples e 2 para resistência à compressão diametral ao 28º dia. porém não se procedeu dessa maneira por razões técnicas. com a superfície interna dos moldes lubrificada com óleo mineral (desmoldante). 2 para o módulo de deformação e 1 para análise do professor.3 – MOLDAGEM DOS CORPOS-DE-PROVA. Após a desforma foram realocados a uma câmara úmida. Confeccionou-se moldes cilíndricos de diâmetro 100 mm e comprimento 200 mm. preenchendo-se em duas camadas e adensando através da vibração mecânica. 4.14 Figura 4. procedeu-se somente após 64 horas de cura temperatura ambiente.1 – Corpos-de-prova moldados.2 – Determinação do abatimento do Tronco de Cone. (a) No estado fresco e (b) no estado endurecido. Após a verificação do abatimento requisitado.

06 corpos-de-prova foram retirados da câmara úmida.1. 4. Completados 7 dias após a moldagem dos corpos-de-prova.1. o qual deve-se proceder com cáculos em fórmulas contidas na NBR 7222.3. colocando-se os corpos-de-prova deitados como na figura 4. com uso de discos de borracha neoprene como capeamento dos corpos-de-prova. na qual devem estar em temperatura de 23 ± 2 °C e umidade relativa do ar superior a 95 %.2.2 – Ensaios de Compressão Axial e Diametral ao 28º Dia.2 – Cura em câmara úmida. No 28º dia.a.4. dos quais 02 foram destinados ao ensaio de compressão axial como na figura 4.4. Figura 4.4.1 – Capeamento do corpo-de-prova.4.b. 4.4.4 – ENSAIOS DE RESISTÊNCIA MECÂNICA. .1. Figura 4.1 – Ensaio de Compressão Axial ao 7º Dia.2. 4.15 permaneceram até o momento de realização de cada ensaio nas suas datas determinadas. retiraram-se dois deles da câmara úmida e levados à prensa para o ensaio de resistência a compressão axial. 02 ao ensaio de tração por compressão diametral.

o qual procedeu-se com 03 ciclos iniciais com 0.4. o EMIC®.1 – Ensaio de Módulo de Deformação.16 Figura 4. (b) Execução do ensaio de compressão diametral. Utilisou-se 02 corpos-de-provas dos 06 retirados da câmara úmida ao 28º dia para o ensaio de Módulo de Deformação. colocando-se os corpos-de-prova alinhados com o eixo da prensa e com os extensômetros acoplados na lateral. o qual procedeu-se com a utilização de uma máquina de prensa hidraúlica. .2.1 – (a) Execução do ensaio de resistência à compressão.7fc da carga prevista.4.3.3 – Ensaio de Módulo de Deformação. Vale ressaltar que no ensaio de tração não foram colocadas as chapas de madeira entre os dois pratos da prensa como a norma orienta.4.3fc da carga prevista fc e 01 ciclo contínuo até 0.3.4. Figura 4. devidamente alinhados como na figura 4. Este fator pode ter contribuído no resultado final.1. 4. operando-se de acordo com a NBR 8522.

 Ca – Consumo de agregado miúdo: areia. ms.5). .2 – Dosagem para o Traço Auxiliar (1:3. 5.1) 5.  Cp – Consumo de agregado graúdo: seixo. 5.  CH2O – Consumo de água.17 5 – RESULTADOS OBTIDOS.1 – DOSAGEM. Utilizando-se a equação 3.6 com o valor da mistura seca.  a/c – Relação água/cimento.1. Para a execução das misturas experimentais foram pré-definidos os materiais e quantidades descritas abaixo:  fck = 25.1 – Dados de Entrada.1.  H ou H% – Teor de umidade do concreto.  Cc – Consumo de cimento. do traço principal (1:5) e a relação água cimento do mesmo.1.  m – Soma das quantidades de seixo e areia.1.  ms – Massa seca. Este deverá ser o mesmo para a mistura experimental auxiliar do traço 1:3.5. Para os cálculos apresentados é essencial saber que:  α – Teor de argamassa.  a – Proporção de agregado miúdo para o traço unitário.0 MPa Cálculo do fcj para j = 28 dias: Equação (5.1. encontrou-se o teor de umidade do concreto.00 MPa  Abatimento = 70 ± 20 mm  Quantidade de agregado graúdo: 25 Kg  Desvio Padrão (Sd) = 5.  p – Proporção de agregado graúdo para o traço unitário.

3.0 mL de aditivo com densidade de 1. que será utilizado para o correção da relação a/c do traço auxiliar de 1:3.1. α.18 g/mL. sendo determinado a adição de 75.1.5: Cálculo da proporção de agregado graúdo: Equação (5.7) O cálculo do aditivo tem como base a quantidade de massa do cimento.18 A partir da relação a/c e da ms do traço principal. Equação (5.3.3.3) Cálculo da correção da relação a/c para o traço (1:3. Utilizou-se o teor de argamassa.3. usando-se o equivalente a 0.1.844 % da massa de cimento: .1. utilizando a equação 3.1.5.6: Cálculo para o consumo de materiais com a quantidade fixa de 25 Kg de seixo. utilizando a equação 3.6) Equação (5.1.5). definiu-se o H% do concreto. do traço principal de 47% para o cálculo das proporções e consumos de agregados.5) Equação (5.

00 4.2 tf dos corpos-de-prova 1 e 2.0885 Tabela 5.11 2.20 % do fcj. sendo estes últimos utilizados para a montagem do diagrama de dosagem.2 – ENSAIOS DE RESISTÊNCIA MECÂNICA.1.84 29.97 2 23 28.1.1 e A.5 o esperado é que nos sete primeiros dias o concreto obtenha elevados resultados quanto a resistência à compressão.2.3.80 0. pode-se considerar o agregado de baixo desempenho.2.97 30. 7º dia 28º dia CP Carga Tensão Valor Adotado Carga Tensão Valor Adotado (tf) (MPa) (MPa) (tf) (MPa) (MPa) 1 24 29.2. 5.2 – Resistência à Tração por Compressão Diametral (ftD).2. e ao 28º dia com pequeno ganho de resistência obtevesse 93. Notou-se pela tabela que ao 7º dia foi obtido 90.1.19 Traço Cimento Areia Seixo Água Aditivo Unitáro 1.6 tf e 9. Os resultados obtidos estão na Tabela 5.5.1.2. Utilizou-se a equação 3.5.2.1 – Resistência a Compressão Axial (fc).1 a partir das cargas de 24 tf e 23 tf para os corpos-deprova 1 e 2.48 11.97 Tabela 5.2.1 a partir das cargas obtidas de 7.46 0.2.21 % do fcj. Nesta propriedade. observou-se o fraturamentos no agregado graúdo em alguns ponto. figuras A.2. respectivamente.69 25. 5.7 30. devido ao seu pequeno fator a/c e alto consumo de cimento. . o que para concretos com fcj < 50 MPa. 5.2. Utilizou-se a equação 3.39 0.1 – Resultado dos ensaios de resistência a compressão simples.2. Os resultados obtidos estão na tabela 5. Os corpos-de-prova apresentaram fraturamento característicos como descrito no anexo A da NBR 5739. respectivamente.8 30.00 1.72 24.1 – Consumo relativo à cada proporção do traço.2. para o traço 1:3.97 24. a qual apresenta os valores adotados.0084 Consumo (Kg) 10. o qual foi considerado o resultado de maior valor.

28º dia Ecs (GPa) Ecs Adotado (GPa) Eci (GPa) Gs (GPa) 1 20. Os resultados obtidos encontram-se na tabela 5. No entanto.5.1 para obtenção dos módulos Ecs no primeiro ciclo e o Eci no último ciclo. os valores estão abaixo do esperado. CP .2.1 – Gráfico de Tensão x Deformação. Obteve-se com o resutado adotado 8.25 Tabela 5.2. Este fato influencia no rompimento precoce do corpo-deprova.2.3. devido à excentricidade da prensa hidraúlica que ocasiona carga momento no corpo-de-prova.3. utilizando a equação 3.2 2.0005 0.20 28º dia CP Carga Tensão Valor Adotado (tf) (MPa) (MPa) 1 7.0003 0.2. A figura A.2.0001 0.0002 0.6 2.1 – Resultado do ensaio do módulo de deformação. com o rompimento de 02 CP’s abaixo de 15 MPa.0004 0. devem situar-se em torno de 10 % do fcj de compressão com carga axial.63 21.0006 Deformação (mm/mm) Gráfico 5.2.2. Gráfico Tensão X Deformação 12 10 Tensão (MPa) 8 6 4 2 0 0 0.2.1. 5. Utilizou-se os pontos obtidos pelo ensaio na prensa hidraúlica EMIC®.25 2 18.4 no anexo mostra o corpo-de-prova após o ensaio. Os resultados da compressão diametral.1 – Resultados do ensaio de compressão diametral.3 – Módulo de Deformação.87 Tabela 5.37 2.87 2 9.3.13 8.63 20.3. que foi constatado no ensaio.64 % da resistência à compressão axial ao 28º dia.

Outro fator relacionado ao tipo do cimento. a proporção de agregado m. evidenciando um possível baixo módulo de elasticidade do agregado. para estimar o valor dos módulos Ecs. Eci e Gs. 5. com alto teor Ca(OH). obten-se: .16 Gs 8.25 10. A Lei de Abrams: A Lei de Lyse: A Curva de Molinari (Anexo B): Curva do Módulo de Deformação[6] (Anexo B): Calculando-se para um fcj de 33.23 MPa a relação a/c a partir da Lei de Abrams.5). que apresenta um ganho de resistência após o 28º dia. a partir do valor do fck obtido no ensaio de compressão axial ao 28º dia.5 e 1:6. Com o valor do fck (MPa) obtido com os ensaios de resistências a compressão ao 28º e 7º dia para o traço principal (1:5) e auxiliares (1:3.60 Tabela 5. Módulo Ensaio (GPa) NBR 8522 (GPa) Ecs 20. traçou-se o diagrama de dosagem. frágeis até o 28º dia.13 31. A tabela abaixo compara os resultados. ao agregado que se observou estar fraturado no interior do CP’s rompidos.2.63 26. Considera-se a zona de transição desses concretos com adições pozolânicas.49 Eci 21. o consumo de cimento em Kg/m3. A discrepância entre os módulos também deve-se a fatores como erros de execução de moldagem dos CP’s.3 – DIAGRAMA DE DOSAGEM.21 Utilizou-se as equações da NBR 8522:2008. o qual possibilita correlacionar a relação água-cimento (a/c). quando as pozolânas começam a consolidar C2S devido a reação com os Ca(OH). a partir de suas respectivas equações. no caso do CP IV com adição de pozolana.2 – Comparação dos Módulos do Traço 1:3.3.5.

a partir da Lei de Lyse temos: Para o cálculo do consumo a partir da equação da curva de Molinari. a partir da equação obtida.3. Figura 5.22 Para a proporção de agregados.093 Tabela 5.61 0.0084 de aditivo.0084 Consumo (Kg) 11.87 3.00 1. .08 11.23 0.1 – Consumo relativo à cada proporção do traço final. tem-se: Consumo de materiais para a quantidade fixa de seixo (25 Kg).3.00 4. a mesma utillizada no traço auxiliar: Traço Cimento Areia Seixo Água Aditivo Unitáro 1. obtem-se: Para o cálculo da módulo de deformação secante em 28 dias.2 – Gráfico de Módulo de Deformação Secante – Ecs(m).09 25. e uma proporção de 0.92 0.

1 – Diagrama de Dosagem obtido através do método IPT/EPUSP.34 1123.60 308.31 16.97 15.11 1.11 1. um elevado consumo de cimento para esse traço.17 22. calculou-se o custos dos materiais e do concreto.55 288.70 298.24 89.23 Nota-se a diferença do resultado do ensaio em relação ao valor estimado pela norma.32 72.11 .46 15.44 498. o consumo de cada material constituinte do concreto.67 283.23 MPa extraídos do gráfico para um teor de argamassa de 47 %. Definido o consumo de cimento por m3 para a resistência de 33. destinado a alcançar a maior resistência à compressão. como esperado. supondo que o material caracterizado seja encontrado nas lojas consultadas e utilizando-se os preços obtidos no mercado para os materiais de cinco estabelecimentos da cidade de Belém.23 MPa.64 16. a partir das proporções do traço.11 1. Com a obtenção do valor do consumo de cimento por m3 e da relação a/c para a resistência de 33.23 220.80 74.3.Valor do material por m3 de concreto (R$/m3) 1 2 3 4 5 Média 497.65 291. A partir do consumo de cada material.11 1. constatou-se. 5.35 82. mantendo-se bem abaixo da curva da equação.59 77. com os resultados na tabela abaixo: Material Traço Kg/m3 Cimento Areia Seixo Água 1 1 2.26 0.11 1. Este consumo tende a provocar um alto calor de hidratação durante as suas reações. Figura 5.97 1.44 Lojas de Materiais de Construção .31 17.67 277.08 67.4 – CONSUMO E CUSTO DOS MATERIAIS POR m3. calculou-se.

podendo ocorrer algumas variações no comportamento caso alguma característica mude para mais ou para menos. quem está à frente do estudo de dosagem tenha alguma experiência na confecção de concretos. com pequenas variações devido a falta de controle mais rigoroso dos procedimentos. CONSIDERAÇÕES FINAIS.65 387. e a partir de um tratamento estatístico pode-se ter um concreto com o valor um valor médio de R$ 387 por metro cúbico.1 – Valores dos materiais e do concreto (Anexo C). como na definição do teor de argamassa (α) do traço piloto.4. quando solicitado em projeto.62 378. A partir dos modelos de comportamento e do diagrama é possível obter diretamente os consumos de cimento e de agregados para um fck ou módulo de Deformação (Ecs) especifico.37 408.04 397.04 368. Vale resaltar que por ser um metódo eminentemente experimental. . Obteve-se um concreto com desidade estimada de 2340 Kg/m3. Com os resultados de consumo de cimento é possível estimar os custos de um concreto para uma construção de pequeno porte.87 382. e isso pode ser um agente complicador.11 Tabela 5.24 Total 2340. Os modelos apresentados são satisfatórios para os materiais caraterizados. exige que no desenvolvimento das várias etapas. O metódo utilizado apresenta um bom resultado em relação aos valores estimados.

1987. Concreto – Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos: NBR 5739. 2007. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Rio de Janeiro. 2009. Rio de Janeiro. Agregado graúdo – Determinação de massa específica. Cimento Portland pozolânico: NBR 5736. Concreto – Procedimento para moldagem e cura de corpos-de-prova: NBR 5738. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. massa específica aparente e absorção de água: NBR NM 53. Rio de Janeiro. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.Método de Ensaio: NBR 7223. Concreto . 2003. 1982. Aditivos para concretos de cimento Portland: NBR 11768. . 1994. Rio de Janeiro. Agregado em estado solto – Determinação da massa unitária: NBR 7251. 2003. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. 2003. Agregados para concreto – Especificação: NBR 7211. Rio de Janeiro.25 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Peneiras de ensaio – Requisitos técnicos e verificação – Parte 1: Peneiras de ensaio com tela de tecido metálico: NBR NM-ISO 3310-1. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. 1992. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Rio de Janeiro.Determinação da Consistência pelo Abatimento do Tronco de Cone . Agregados – Determinação da massa específica de agregados miúdos por meio do frasco Chapman: NBR 9776. Concreto – Determinação do módulo estático de elasticidade à compressão: NBR 8522. 1997. 1992. Argamassa e concreto – Determinação da resistência à tração por compressão diametral de corpos-de-prova cilíndricos: NBR 7222. Rio de Janeiro. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. 2008. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Agregado – Determinação da composição granulométrica: NBR NM 248. Argamassa e concreto – Determinação da resistência à tração por compressão diametral de corpos-de-prova cilíndricos: NBR 7222. 1991. Rio de Janeiro. 1994 Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

p.com. [2] Comité Euro-International du Béton . 261 f. C. [9] CALLISTER. 2008. 2007.26 [1] KETT. (Ed). Fernando C.. 2002. 2nd Edition. 2010. [3] DOMONE. Pesquisa e Realizações vol.gov. Rio de Janeiro: LTC. 2004. [5] HELENE. 2007. 83.. ILLSTON. 2010. . W. 1. Concreto: Ensino. Ciência e Engenharia de Materiais: Uma Introdução 5ª Edição.wordpress. São Paulo. p. J. In: ISAIA. M. p. [7] <http://www. Engineered Concrete: Mix Design and Test Methods.br/1855. 2. p. Properties of Concrete 4th Edition. 412-414. New York: Spon Press. Péricles Brasiliense. Boca Raton: CRC Press. Irving. Tecnologia do Concreto Estrutural: Tópicos Aplicados.br/index. Jr.. Paulo.aspx> Acesso em: 12 Out.com/2012/11/07/o-concreto-como-material-constr utivo-da-origem-as-novas-tecnologias/> Acesso em: 19 Out. São Paulo: IBRACON. A. Harlow: Pearson Education Ltd. [8] <http://construcaocivilpet.pa. Aspectos da variabilidade experimental do ensaio de módulo de deformação do concreto. J. 33-34. [11] <http://www.. São Paulo: Editora PINI.php/taxas> Acesso em: 18 Nov. Construction materials: their nature and behaviour 4th edition. [6] MONTIJA. Seção IV – Produção e Controle do Concreto: Dosagem dos Concretos de Cimento Portland. [10] NEVILLE. 2013. [4] FUSCO. P.. London: Thomas Telford Ltd. 2013. p. 10. M. Dissertação (Mestrado em Engenharia) – Escola Politécnica . L. 2013. p.mc-bauchemie.Durable concrete structures.. 1992. D. 2005. Design Guide. 440-449. Universidade de São Paulo – UNESP.cosanpa. G.

Figura A.2 – CP 01 e 02 ao 28º dia Tipo F e G: Fraturas no topo.27 ANEXO A Figura A.1 – CP 01 e 02 ao 7º dia Tipo B: Cônica e Bipartida. .

25 22.13686 2.50 44.5 2 352.47404 471.5 Σ 1109.2256E-04 .40318 4.1504E-04 5.82407 42.4 – Corpo-de-prova de compressão diametral.115193 2.86880 12.12253 25.47220 Tabela B.46564 24.19366 8.05840 354.1 – Cálculo das constantes.37828 283.52561 79. ANEXO B Equações: ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ Cálculo da Curva de Molinari: n C x=m 1 472.0 3 284.0 y=1000/C 2. (y-‘y)2 5.87494 8.27 5.472203 x2 x*y y2 ‘C ‘y=1000/’C 12.838732 3.63890 3.3759E-05 2.25 7.91072 1108.518277 8.23 6.09918 2.00 14. Figura A.77 3.3759E-05 3.3 – Fraturamento no agregado em alguns pontos.28 Figura A.27 15.

1540E-05 4.50 3 1m Seixo 120.25000 79.03539 5.Telefone: (91) 3226-5160. Unidade Material Preço (R$) .Pedreira .335375 y=lnE 3.00000 15.47800 15.y 11.3029E-04 y2 1.1014E+00 2.5 15. 2 – Independência Materiais de Construção.0618E+00 9.943318 67.8914E+01 Tabela B.9324E+00 9.77303 67.304232 x2 12.25000 25.698060 21.Belém – PA.941451 9.3 – Cálculo das constantes para Ecs28.01 15.2704E+00 3.94227 79.0 6.CEP: 66080-680 .22929 18.7863 3 20.4382 2 24.54971 25.2900 .5 21.110363 23.00 Tabela C.82697 42.5334E+00 (y-'y)2 3.Belém – Pará . Cipriano Santos.63 x=m 3.8924E-04 y2 1.318946 E' 26.50000 47.165393 3.99352 21.533351 x2 x.83792 6.32418 y'=lnE' 3.083351 2.50 1 m3 Areia 67. Unidade Material Preço (R$) 1 saca Cimento 28.014192 E' 26.831431 18.8375E-05 2.29 Cálculo do Módulo de de Deformação: 1 2 3 Σ fck x=m 31.36699 72.1539E-05 3.94291 23. Trav. 472 .308190 y = lnE 3.32187 22.1 – Preço dos Materiais.41675 19.0020E+01 9.5 68.0 E 27.299916 3.279430 3.13599 3. n fck 1 32.068042 9.0322E+01 Tabela B.11943 46.499767 72. Av.5352E-04 3.00000 42.0755E+01 9.2616E-04 8.2937E+00 3.y 12.4129E+00 3.25000 11.1778E+00 3.8391E-05 1. ANEXO C 1 – Jurunense Pisos e Revestimentos.560626 21.3042E+00 (y-y’)2 8.5 5.5071E+00 8.25000 19.2 – Cálculo das constantes para Ecs7.0 E 26. 1923 .6521E+00 2.0889E+01 1.50000 x.Fone: (91) 3323.0 15.4011 Σ 77. Barão do Triunfo.30341 y'=lnE' 3.

4 – Retan Materiais de Construção. 3 – A M Materiais de Construção. PA | CEP: 66025-214 – Fone: (91) 32711401 Unidade Material Preço (R$) 1 saca Cimento 29.30 1 saca Cimento 27. PA – Fone: (91) 3271-0950.Marco . Av Bernardo Sayão.00 3 1m Seixo 90. 5 – Casa Santos Materiais De Construção. 3640ª .Belém. Tv Mauriti.Belém – PA . Av Bernardo Sayão. 1748 – Jurunas . Unidade Material Preço (R$) 1 saca Cimento 30.5 – Preço dos Materiais.00 1 m3 Seixo 97.00 3 1m Areia 50.00 Tabela C.4 – Preço dos Materiais.3 – Preço dos Materiais.00 Tabela C.00 3 1m Seixo 110.66030-120 . .00 Tabela C.Tel: (91) 3226-4926.90 3 1m Areia 48.Belém.00 Tabela C. 1520 . Unidade Material Preço (R$) 1 saca Cimento 31.Jurunas .00 1 m3 Seixo 99.00 1 m3 Areia 46.2 – Preço dos Materiais.00 1 m3 Areia 49.

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