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13439926 Comunicao Na Empresa Leonardo Teixeira Livro BR

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A Qualidade da Comunicação na Empresa

Na Administração moderna, os princípios que norteiam as decisões se
baseiam nos conceitos deeficácia eeficiência. Também vale dizer que, no âmbito
da comunicação empresarial, tais princípios funcionam como meta a ser alcançada
em qualquer modalidade textual.

Podemos estabelecer a eficácia como a segurança de que a mensagem
alcançará seu propósito, sem gerar ambigüidade, multiplicidade de interpretações ou
mal-entendidos. A estruturação do texto, de forma clara, objetiva, sucinta,
corresponde à sua eficiência. Uma mensagem pouco eficiente pode prejudicar sua
eficácia. Entretanto, vale lembrar que uma mensagem bastante eficiente não implica
que ela seja automaticamente eficaz, pois a eficácia está condicionada
essencialmente à adequação e delimitação da mensagem, como vimos no capítulo
anterior.

Uma das grandes qualidades da comunicação escrita é aclareza. Um texto
obscuro ou rebuscado deixa o leitor inseguro, sem condições de responder
prontamente ao que o texto demanda.

Para garantir clareza a um texto, é necessário:
construir frases curtas;
evitar rebuscamento;
buscar precisão vocabular;
articular logicamente as idéias.

As frases curtas tendem a ser de fixação mais fácil por parte do leitor. Repare
que slogans, frases de advertência ou comando costumam ser curtas, com o
objetivo de alcançar seu propósito, ou seja, garantir eficácia à comunicação. Nesse
caso, a eficiência da comunicação residirá na opção pelas frases curtas.

O rebuscamento na comunicação em âmbito institucional esbarra em dois
entraves à eficácia: o texto pode parecer pedante por parte do emissor, gerando
uma rejeição natural à idéia ali exposta, ou pode gerar mau entendimento,
destruindo todo o objetivo da comunicação.

Outra grande qualidade da comunicação escrita é aobjetividade. A
objetividade de um texto começa por sua clareza, aliada à delimitação precisa do
assunto; à definição prévia dos objetivos do texto; e à precisão das idéias, sem
referência a pensamentos ou dados que possam afastar o leitor do cerne do texto.

Clareza e objetividade são sinais de eficiência do texto, possibilitando a base
para aeficácia, terceira qualidade da comunicação escrita. Com clareza e
objetividade, o texto pode facilmente alcançar seu objetivo.

Entretanto, não basta pensar o texto só como emissor, é importante ficar
atento à recepção do seu texto. Ao invés de esperar que seu interlocutor
naturalmente entenda suas idéias, é melhor perguntar o que ele compreendeu,
observando se o que você quis dizer foi entendido perfeitamente. Caso contrário,
refaça a comunicação de outra forma. Tal procedimento vale também para quando
você receber uma mensagem. Parafraseando o que seu interlocutor disse, você e
ele terão a certeza de que estão se referindo à mesma idéia, eliminando todos os
possíveis ruídos na comunicação.

A quarta qualidade da comunicação escrita é suafluência. Se um texto é
claro, objetivo, e sua comunicação é eficaz, há grandes chances de se alcançar a
fluência, que depende igualmente de uma sólida estrutura gramatical. Em outras
palavras, entramos no campo da coerência e coesão textuais, assunto do próximo
capítulo.

Exercício 1:
Redija um e-mail a um funcionário da empresa destacando sua atuação em algum
projeto recém-implantado e parabenizando-o pela iniciativa. Busque as quatro
qualidades da comunicação escrita.

Exercício 2:
Redija um e-mail a um superior solicitando agendamento de uma reunião para
discussão de problemas levantados no projeto que você lidera. Não se esqueça das
quatro qualidades da comunicação escrita.

Exercício 3:
Redija um e-mail a um novo fornecedor, com quem você negocia pela primeira vez,
solicitando dados como custo de produtos e prazo de entrega. É importante que sua
comunicação apresente as quatro qualidades estudadas neste capítulo.

Exercício 4:
Leia com atenção o texto a seguir, retirado do site português www.criticanarede.com
e aponte aspectos com que concorde e de que discorde. Justifique suas escolhas.

Texto

Clareza e interpretação

A clareza é uma importante qualidade num texto filosófico. Mas por vezes
pensa-se que a clareza é um fim em si. Do meu ponto de vista, a clareza não é um
fim; é apenas um meio. Um meio para que as idéias do autor possam ser claramente
compreendidas, permitindo assim a discussão aos seus leitores. Um texto obscuro
exige um esforço tal aos seus leitores, que não lhes resta grande energia para
discutir as idéias do autor.

Penso que é dever do intelectual dar a conhecer da forma mais clara possível
as suas idéias, para que possam ser criticamente avaliadas por terceiros.

Pessoalmente, quando estou perante textos muito obscuros, limito o meu esforço de
interpretação, procurando não esgotar aí todas as minhas energias. Depois de um
esforço razoável, limito-me a discutir o que consegui entender do texto, desde que
isso seja uma idéia que considero filosoficamente interessante; se por acaso não é
exatamente isso que o autor pensa, ele que se queixe; devia ter sido mais claro.

Isto é o que eu chamo ler um texto obscuro em termos "inspiradores": deixo
de me preocupar com o que queria tão profundo pensador dizer que eu não
percebo, e passo a preocupar-me com as idéias que me ocorrem e me parecem
interessantes, idéias inspiradas pela leitura do texto. Essa atitude tem a vantagem
de não ficarmos eternamente tentando dissecar o que queria realmente o autor dizer
(e veja-se a estéril indústria da dissecação que floresce em torno de autores
obscuros como Heidegger e Wittgenstein).

Infelizmente, muitas pessoas encaram a filosofia como a arte da dissecação,
terminando o trabalho filosófico ainda antes de ter começado: na determinação
exaustiva do que queria realmente o autor dizer. Do meu ponto de vista, isso é
confundir os meios com os fins. A interpretação é apenas um meio, e não um fim.
Como a clareza. O fim é a discussão das idéias; é tentar saber o que querem essas
idéias realmente dizer; e se temos boas razões para as aceitar, ou melhores razões
para as recusar.

Curiosamente, grande parte do trabalho universitário é uma forma organizada
de dissecar os filósofos de mil maneiras diferentes, parafraseando, citando
abundantemente, e nunca fazendo a pergunta crucial: "Será que o autor tem
razão?". É só quando se faz essa pergunta que começa o trabalho verdadeiramente
filosófico, que começa a discussão de idéias.

(Desidério Murcho. “Clareza e interpretação”, com adaptações.
In: http://www.criticanarede.com/ed31.html)

Exercício 5:
Na comunicação interpessoal, é importante que você observe, além dos cuidados
com a linguagem, os aspectos posturais que complementam o universo da
comunicação.
Dicas: – Sempre preste atenção quando alguém estiver lhe dirigindo a palavra; evite
desviar o olhar ou realizar outra atividade concomitantemente.
– Tome como base de julgamento o conteúdo da mensagem, e não a pessoa
que a apresenta. Isso pode evitar que você faça interpretações preconcebidas das
idéias por se basear na opinião que tem sobre o emissor.
– Esteja atento aos gestos e posturas corporais, tanto os seus quanto os do
interlocutor. Isso pode ajudar na leitura das entrelinhas, assim como avaliar o grau
de recepção de sua comunicação.
– Sempre busque feedback das comunicações que realizou, seja fazendo o
interlocutor construir paráfrases, seja avaliando as opiniões dos receptores. Ao
mesmo tempo, não deixe de reagir às comunicações que recebe, sempre
procurando confirmar se você entendeu exatamente o que pretendia ser dito.

Com base nessas dicas, simule, na forma de um relato, uma situação de
comunicação em que pelo menos três dessas dicas não foram seguidas. Crie
personagens fictícios ou se baseie em alguma situação que você tenha vivido ou
presenciado.

Exercício 6:

A partir do relato que você compôs, aponte o que deveria ser modificado e que
conseqüências tais mudanças provocariam.

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