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Apostila Homilética

Apostila Homilética

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Uma brochura de homiletica para todo tipo de sermoes e pregadores
Uma brochura de homiletica para todo tipo de sermoes e pregadores

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Escola Bíblica do Ministério Ebenézer

" Na conquista, formação e valorização da familia "
1.Introdução A pregação é um milagre duplo. O primeiro milagre é Deus usar um homem imperfeito, pecador e cheio de defeitos para transmitir Sua perfeita e infalível Palavra. Trata-se de um Ser perfeito usando um ser imperfeito como seu porta-voz. Só um milagre pode tornar isso possível. O segundo milagre é Deus fazer com que os ouvintes aceitem o porta-voz imperfeito, escutem a mensagem por intermédio do pecador e, finalmente, sejam transformados por essa mensagem. Esse é o grande milagre da pregação. As técnicas são indispensáveis para uma boa pregação. Embora todas as técnicas ajudem o pregador, porém, não fazem dele um pregador. Par ser um bom pregador é preciso ter a técnica e algo mais. Esse algo mais é o milagre do Espírito Santo. O pregador deve orar, meditar e se colocar inteiramente nas mãos de Deus, para então, depois disto, pregar. A leitura é uma parte importante do sermão. Ela deve ser bem feita, observando as pontuações estabelecidas, com suas pausas e mudança de personagem. O pregador precisa manter o contato com o público através do olhar, se fazendo próximo dos ouvintes. 2. DEFINIÇÃO DOS TERMOS O termo Homilética é derivado do Grego "HOMILOS" o que significa, multidão assembléia do povo, derivando assim outro termo, "HOMILIA" ou pequeno discurso do verbo "OMILEU" conversar. O termo Grego "HOMILIA" significa um discurso com a finalidade de Convencer e agradar. Portanto, Homilética significa "A arte de pregar". Vejamos algumas definições que envolve essa matéria: Discurso - Conjunto de frases ordenada faladas em público. Homilética : • É a ciência ou a arte de elaborar e expor o sermão. • "É a arte de pregar sermões", "a ciência da pregação", "arte de fala religiosa". Oratória - Arte de falar ao público. Pregação : • Ato de pregar, sermão, ato de anunciar uma notícia. • "É a comunicação da verdade por um homem a outros homens." • "É a comunicação verbal da verdade divina com o propósito de persuadir." Retórica - Conjunto de regras relativas a eloquência; arte de falar bem. Sermão - Discurso cristão falado no púlpito. ✔ Objetivo da homilética Ajudar na confecção de sermões para uma pregação mais eficiente. Isto porque beneficia o pregador (torna mais fácil a pregação do sermão) e beneficia o auditório (um sermão homileticamente preparado é mais assimilável). Muitos sermões falham por ser absolutamente sem ordem. As idéias são confusas e a pregação perde o sentido, por completo. ✔ A homilética não é: a) Substituta da vida espiritual;
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b) Substituta do Espírito Santo; c) Uma garantia de ministério eficiente. ✔ A homilética é: a) Um auxiliar no estudo e análise do texto; b) Um auxiliar na exposição de idéias; c) Uma compreensão de que o sermão tem muito a ver com o pregador. O pregador é o sermão. d) Uma compreensão de que Deus colocou no mundo recursos que devemos aproveitar. Inclusive os da ciência da comunicação verbal. 3. A ELOQUÊNCIA É um termo derivado Latim Eloquentia que significa: Elegância no falar, Falar bem, ou seja, garantir o sucesso de sua comunicação, capacidade de convencer. É a soma das qualidades do pregador. Não é gritaria, pularia ou pancadaria no púlpito. A elocução é o meio mais comum para a comunicação; portanto deve observar o seguinte: 1. Voz - A voz, é o principal aspecto de um discurso. Audível Todos possam ouvir. Entendível Todos possam entender. Pronunciar claramente as palavras. Leitura incorreta, não observa as pontuações e acentuações. 2. Vocabulário - Quantidade de palavras que conhecemos. Fácil de falar - comum a todos, de fácil compreensão - saber o significado Evitar as gírias, Linguagem incorreta, Ilustrações impróprias. 3.ALGUMAS REGRAS DE ELOQUÊNCIA - Procurar ler o mais que puder sobre o assunto a ser exposto. - Conhecimento do publico ouvinte. - Procurar saber o tipo de reunião e o nível dos ouvintes. - Seriedade pois o orador não é um animador de platéia. - Ser objetivo, claro para não causar nos ouvintes o desinteresse. - Utilizar uma linguagem bíblica. - Evitar usar o pronome EU e sim o pronome NÓS. 4.QUALIDADES DO PREGADOR 1 – Fidelidade a Deus; 2 – Caráter; 3 – Entusiasmo; 4 – Determinação; 5 – Sensibilidade; 6 – Observação; 7 – Capacidade de síntese 8 – Imaginação e criatividade; 9 – Memória; 10 – Boa aparência; 11 – Bom vocabulário; 12-Humildade.

5.A POSTURA E O AUDIOVISUAL DO PREGADOR É muito importante que o orador saiba como comportar-se em um púlpito ou tribuna. A sua postura pode ajudar ou atrapalhar sua exposição. A fisionomia é muito importe pois transmite os nossos sentimentos, Vejamos : - Ficar em posição de nobre atitude. - Olhar para os ouvintes. - Não demonstrar rigidez e nervosismo. - Evitar exageros nos gestos. - Não demonstrar indisposição. - Evitar as leituras prolongadas. - Sempre preocupado com a indumentária. ( Cores, Gravata, Meias ) - Cabelos penteados melhora muito a aparência. - O assentar também é muito importante. Lembre-se que existem muitos ouvintes, e estão atentos, esperando receber alguma coisa boa da parte de Deus através de você.
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a) Quanto ao audiovisual: “O coração alegre aformoseia o rosto...” (Provérbio 15.13a) 1 – Expressão corporal; 2 – O olhar e a expressão fisionômica: “O grande orador romano Cícero (106-43 a.C.) declarou: na locução, em seguida à voz e à eficácia, vem a fisionomia; e esta é dominada pelos olhos. O poder da expressão do olhar humano é tão grande que, de certa maneira, ele determina a expressão do semblante todo”; 3 – O sorriso; 6 – O volume; 4 – Tom de voz; 7 – A velocidade; 5 – A dicção (s, r, l); 8 – A respiração.
3. PORQUE PREPARAR SERMÕES? "Sermão é Deus quem dá". Por que há níveis diferentes de sermões? Por que há pregadores melhores que outros? Todos os sermões e todos os pregadores deveriam ser uniformes. Quase todos os pregadores se acham bons e não gostam de ser corrigidos. Corrigir um pregador não significa duvidar de sua vocação. Há pregadores que encaram o preparo do sermão como descrença no poder espiritual deles. 4.1. OBJETIVO GERAL DO SERMÃO O objetivo geral é o propósito geral do sermão, a categoria a que ele se encaixa em termos de fim último. O que se pretende com um sermão? Ocupar o espaço no culto? Dar algum material para o povo pensar? Os ouvintes de um pregador ou são salvos ou são perdidos. A quem se destina o sermão? A ênfase no seu conteúdo se para os salvos, se para os perdidos, é o que determina o seu objetivo geral. São seis os objetivos gerais do sermão, a saber: evangelístico, doutrinário, devocional, consagração, ética (ou moral) e alento (pastoral). Destina-se a crentes e não crentes. 4. OS GÊNEROS DE SERMÕES: Os gêneros de sermões nada mais é, do que classes de assuntos bíblicos de uma mesma natureza. É o conteúdo propriamente dito do sermão. 5.1. Evangelístico: É o gênero de sermão que leva o ouvinte face a face com Cristo, com o filho de Deus e o convence a aceitá-lo como Salvador e Senhor, (Jo. 3:16; Is. 1:18; Rm. 3:23-24). Sua finalidade é persuadir os perdidos a aceitarem Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Infelizmente, os sermões evangelísticos são, hoje, repletos de frases feitas: "Deus te ama", "Você pode morrer esta noite", "Vem agora", etc. No entanto, um sermão evangelístico pode ter um bom conteúdo (O evangelista não necessita de pobreza de idéias no cumprimento de sua missão). Quatro verdades devem se delinear no sermão evangelístico: a) O homem natural está perdido; b) A obra redentora é de Cristo; c) As condições pelas quais o homem se apropria da obra redentora de Cristo; d) A necessidade de uma decisão, se não pública, pelo menos no íntimo. 5.2. Doutrinário ou Teológico: É o gênero de sermão que interpreta uma ou mais verdades cristãs com fins práticos, Este gênero de sermão apela tanto para a mente como para o coração. Este gênero exige do pregador um preparo muito grande em termos de conhecimento teológico. Sua finalidade é instruir os crentes sobre as grandes verdades da fé e como aplicá-las, portanto, é didático. O sermão doutrinário atende quatro funções na vida da igreja: a) Atende o desejo de aprender que existe na vida do crente; b) Previne contra as heresias; c) Dá embasamento à acção; d) Contribui para o crescimento dos ouvintes e do próprio pregador.

4.3.

Ético:

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Assemelhasse, às vezes, ao Doutrinário, só que este se relaciona com o dever, enquanto o outro diz respeito à verdade em si mesma. Sua finalidade é orientar os crentes para pautarem suas condutas diárias e relações sociais de acordo com os princípios cristãos. Assuntos que cabem aqui: Matrimônio, adultério, divórcio, justiça social, racismo, dignidade da pessoa. 5.4.Pastoral, ou Inspirador: É o gênero de sermão que encoraja, fortifica, anima, renova as forças e as esperança do crente. Este gênero é conhecido como inspirador ou devocional, (Is. 40:1 ; 29:31; 41:10; Sl. 23:13). Sua finalidade é fortalecer e alertar os crentes no meio de crises pessoais ou comunitárias. Focalizam o cuidado de Deus para com o seu povo e o livramento que o Senhor opera. 5.5.Cerimonial: É o gênero usado para cerimônias especiais, tais como: Sepultamento, Casamento, Inauguração "de Templos, Aniversários e outros, etc, (IRs. 8:22-27; Lc. 2:21-35; Jo.2:1-12; 11:17-28). 5.6. O Sermão Devocional Sua finalidade é desenvolver nos crentes um sentimento de amorosa devoção para com Deus, despertando sentimento de louvor. 5.7. O Sermão de Consagração Sua finalidade é estimular os crentes a dedicarem talentos, tempo, bens, influência, vida, etc, ao serviço de Deus. Estimula a igreja para vocação, abertura de novos trabalhos, ofertas missionárias, etc. 5. OBJETIVO ESPECÍFICO DO SERMÃO É a aplicação do objetivo geral a uma determinada congregação. (Primeiro se encontra o objetivo geral e depois o objetivo específico). Há duas considerações aqui: a) Para formular o objetivo específico é necessário compreender as necessidades da congregação; b) A formulação do objetivo específico delimita o assunto do pregador, define o rumo em que ele vai seguir. II- CLASSIFICAÇÃO DOS SERMÕES QUANTO A ESTRUTURA Geralmente os sermões pertencem a uma dessas três categorias: 1 - TEXTUAL: As divisões correspondem de modo mais perfeito as frases e cláusulas do texto. As divisões do sermão são iguais às divisões do texto escolhido. Tem como característica principal, a confecção do sermão centralizado unicamente em um só versículo. 2- OS SERMÕES TEXTUAIS DIVIDEM-SE EM: 2.1.Textual Fraseológicas ou Literais: aqueles cujo as divisões correspondem exatamente as próprias frases do texto. Exemplos: Exemplo 1: "Às graças permanentes" (I Coríntios 13.13) I - A FÉ II - A ESPERANÇA III – O AMOR Exemplo 2: "Às expressões do mundanismo" (I João 2.16) I - A CONCUPSCÊNCIA DA CARNE II - A CONCUPSCÊNCIA DOS OLHOS III – A SOBERBA DA VIDA Exemplo 3: "Cristo, o único mediador entre Deus e o Homem" (João 14.6) I - O CAMINHO II - A VERDADE
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III – A VIDA Na confecção do sermão pode se fazer perguntas ao texto: Quem? Que? Como? Por que? Para que? Exemplo 1: "A busca do reino de Deus" (Mateus 6.33) O que? (buscar) I – O REINO E A SUA JUSTIÇA Quem? (deve buscar) II - VÓS, OS CRENTES Quando? (buscar) III – EM PRIMEIRO LUGAR Por que? (buscar) IV - TODAS AS COISAS VOS SERÃO ACRESCENTADAS. Exemplo 2: "Dai graças" (Efésios 5.20) A quem? I - A DEUS, O PAI Como? II - EM NOME DE NOSSO SENHOR JESUS Quando? III - SEMPRE Em que circunstâncias? IV - POR TUDO Mais Exemplos: a) Tema: "O homem Feliz". Ref.: Salmo 1:1. • Não anda no conselho dos ímpios; • Não se detém no caminho dos pecadores; • Nem se assenta na roda dos escarnecedores. b) Tema: "A Fases da Tribulação". Ref.: IICor.4:17. • Nossa Tribulação; • Leve Tribulação; • Momentânea Tribulação; • O Fim da Tribulação. c) Tema: "O Caminho Certo". Ref.: Lc. 9:23. • Se alguém quiser vir após mim: • Negasse a si mesmo. • Se alguém quiser vir após mim: • Tome cada dia a sua cruz. • Se alguém quiser vir após mim: • Siga-me. 2.2.Textual Tópico ou Livre: As divisões correspondem às frases textuais, mas não são expressas nas palavras do texto. Utilizasse as mesmas divisões do texto, mas com outras palavras sinônimas. Exemplos: Exemplo 1: "A purificação dos pecados" (I João 1.7) - É OBRA DIVINA (de Jesus Cristo) II - É OBRA PRESENTE (nos purifica) III – É OBRA PESSOAL (nos purifica) IV - É OBRA PERFEITA (de todo o pecado) Há uma expressão chave nas quatro divisões, qual é? Exemplo 2: "As Escrituras Sagradas" (Oséias 8.12) I - SEU AUTOR (Eu lhes escrevi) II - SEU CONTEÚDO (As grandes coisas da lei) III – SUA REJEIÇÃO (Coisas estranhas) Observe: a) O título é muito geral
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b) Há uma palavra chave nas divisões c) O sermão é negativo, deve exigir grande esforço do pregador para dizer algo construtivo. Mais Exemplos: a) Tema: "Um Visitante Desejável". Ref.: Apoc.3:20. • I Eis que estou a porta e bato; • II Se alguém ouvir e abrir a porta; (Textual Fraseológico) • III Cearei com ele e ele comigo. b) Tema: Um Carteiro Especial “. Ref.: Apoc. 3:20. • I Ele quer entrar; • II Ele esta chamando; (Textual Tópico) • III Ele entra em sua vida. 2.3.Textual Inferente As divisões são inferidas das frases textuais. É usado poucas vezes por sua dificuldade de elaboração. As orações textuais reduzidas a uma expressão sintética ou palavra que encerra o conteúdo, sendo portanto, a essência da frase ou declaração. Esta modalidade prestasse a análise de textos que não podem ser divididos naturalmente. Exemplos: a). Tema: "Como Procurar a Cristo". Ref.: Jer. 29:13. • I Não Procurar com Palavras; • II Não Procurar com Gestos; • III Não Procurar com a Aparência. Conclusão: Procurar com o Coração Sincero. 3 - VANTAGENS DO SERMÃO TEXTUAL: a) Quanto ao ouvinte: ✔ Fixa a atenção do ouvinte numa parte das Escrituras; ✔ É mais fácil para o ouvinte seguir o sermão no texto; ✔ É muito apreciado pelo ouvinte e pelo povo; ✔ Leva o ouvinte um maior contato com a bíblia. b) Quanto ao pregador: ✔ Era usado pela igreja primitiva; ✔ Exige do pregador um conhecimento profundo das Escrituras; ✔ Obriga o pregador a estudar a bíblia constantemente; ✔ É o que mais se presta no doutrinamento dos cristãos; ✔ É o que mais se adapta ao pregador de cultura mediana, mas com vasto conhecimento das Escrituras e de certos tratados teológicos; ✔ Obriga o pregador a levar uma vida de oração; ✔ E mais fácil de preparar. 4- DESVANTAGEM DO SERMÃO TEXTUAL: Limitasse a uns poucos textos (um versículo); O texto pode conter mais idéias que o pregador possa explicar; Corre o risco de tornar o sermão artificial, porque às vezes o pregador não tem o trabalho de estudar o sermão e orar pelo resultado. 5 - EXPOSITIVO: É uma exposição bíblica com base num texto com dois ou mais versículos. Sermão expositivo é aquele em que uma porção mais ou menos extensa da Escritura é interpretada em relação a um tema ou assunto. A maior parte do material deste tipo de sermão provém diretamente da
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passagem, e o esboço consiste em uma série de idéias progressivas que giram em torno de uma idéia principal. 1 - Principais diferenças de sermão expositivo para o sermão textual: Tratamento de um texto mais longo, dois ou mais versículos; O sermão passa a ser interpretativo do texto; Tratamento ou exposição de assuntos específicos; Maior dificuldade de preparo em relação ao textual. 2- Características do sermão expositivo: ✔ Não e um mero comentário de textos bíblicos e, sim, uma análise pormenorizada e lógica do texto sagrado; ✔ Prestasse melhor a exposição continua de um livro bíblico inteiro ou de uma doutrina; ✔ É de grande valor para o desenvolvimento do poder espiritual e da cultura teológica do pregador e de sua congregação; ✔ Inclinasse mais a interpretação natural das Escrituras do que a alegórica; ✔ É o método mais difícil, apreciado pelos que se dedicam a leitura e ao estudo diário e constante da bíblia. 3.Suas limitações a) É difícil manter a unidade e a concatenação das idéias b) Os assuntos não são tratados de um modo lógico e completo. 4.Suas vantagens: a) Foi o método dos tempos apostólicos b) Exige estudo sério da palavra de Deus (é benção para o pregador e é bênção para a igreja – é a melhor maneira de edificar a igreja) c) Obriga-se a tratar de assuntos que de outra forma ficariam esquecidos. d) Presta-se a uma série de sermões bíblicos. Aplica-se uma série de passagens doutrinárias, devocionais, evangélicas, parábolas, milagres, incidentes históricos e séries de sermões. e) E eficiente na doutrinação (ensino) e edificação da Igreja; f) Enriquece a experiência bíblica e espiritual do pregador; g) Honra as Escrituras; h) É mais fácil manter a unidade do sermão. 5.Suas exigências: a) É necessário determinar o texto. O texto precede o sermão. Diferença de um sermão temático e um expositivo, neste sentido. b) É necessário a exegese do texto. Dá mais trabalho c) É preciso descobrir o assunto principal ou a lição principal d) As divisões devem se relacionar com o tema principal e) Deve-se evitar a multiplicação de minúcias, de detalhes desnecessários f) Não gastar tempo demasiado explicando pontos difíceis g) Não multiplicar a citação de passagens paralelas. 6.DESVANTAGENS DO SERMÃO EXPOSITIVO: É mais difícil de preparar. Mal preparado não interessa ao ouvinte; Pode tornar-se demasiadamente longo; Pode tornar-se monótono devido a extensão do sermão. 7.O SERMÃO EXPOSITIVO DIVIDEM-SE EM: a) Analítico: Analisa o texto versículo por versículo. E o sermão narrativo ou interpretativo do texto lido; b) Sintético: E uma síntese de todo o texto ou livro.
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Exemplos: Exemplo : "O remédio para a condição humana" - ( Ef 2.1-10) I - A condição espiritual do homem natural está descrita em nosso texto sob três figuras: 1. O homem natural está morto - "morto em delitos e pecados" 2. O homem natural está preso por uma trindade infernal: a) Segue o curso deste mundo b) Vive nos desejos da carne c) Obedece ao príncipe das potestades do ar 3. O homem natural é um réu condenado - "filho da ira" II - Para esta terrível condição Deus proveu um remédio adequado que nosso texto descreve em três maneiras: 1. É um remédio de amor – "pelo seu muito amor com que nos amou." 2. É um remédio de poder – "nos ressuscitou juntamente com Ele." 3. É um remédio de graça – "porque pela graça sois salvos." Conclusão a) Este remédio nos é oferecido somente em Cristo b) Este remédio pode ser nosso pela fé. c) Os resultados da aplicação deste remédio serão motivo de contemplação e de louvor a Deus por toda a eternidade (Veja v. 7) d) Deve por isso, ser aceito agora mesmo. Observe: a) Bom título (que pode ser melhorado) b) Nas sub-divisões, as palavras chaves c) A boa estrutura da conclusão Mais Exemplos: 1.Tema: "A Visão de um Jovem", Ref.: Isaias 6:1-8 I A visão que um jovem tem de Deus; II A visão que um jovem tem do pecado; III A visão que um jovem tem da purificação; IV A visão que um jovem tem do serviço. 2.Tema: "As Revelações de Jesus", Ref.: Jo. 9:35-41. I Revelação de Jesus aos cegos; II Revelação de Jesus aos religiosos; III Revelação de Jesus ao mundo. 3 - Uma análise sintetizada do Texto de Efésios 6:10-18: Paulo aqui trata da batalha espiritual do crente. Do versículo 1013, o apóstolo anima o crente a ser corajoso e firme em face dos inimigos avassaladores (espirituais); Os versículos 1417, lidam com as diferentes partes da armadura que o senhor providenciou para os santos em face do inimigo sobre-humano; No versículo 18, ele diz que o crente vestido com a armadura deve entregar-se a vida de oração e intercessão pelos santos. 4 - Aspectos da guerra espiritual relatada pelo apóstolo Paulo: Tema: "As características do crente" I A firmeza do crente vs.10-13; II A armadura do crente vs.14-17; III A vida de oração do crente v.18.
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5 - Examinando mais profundamente estes versículos, poderemos acentuar outros, aspectos importantes ensinados no texto. Tema: "A Boa Luta da Fé". Assunto: Aspectos relacionados com a guerra espiritual do crente. I A moral do crente vs. 1-014; Deve ser el,evada v.10; Deve ser firme vs.11-14. II A armadura do crente vs. 14b.17. Deve ter caráter defensivo vs.14b-17a; Deve também ter caráter ofensivo v. 18b. 6 - Temático: Analisa um tema específico. As vezes pode tornar uma expressão muito repetida na sua exposição e significação. "Spurgeon, fez um sermão sobre a palavra "pequei" explicando a significação em sete lugares das Escrituras. Pode ser um tema doutrinário, didático, devocional ou as narrativas históricas e as biografias bíblicas. Exemplo 2: "Coisas a esquecer" (Filipenses 3.13) I - VITÓRIAS II - DERROTAS III - PECADOS IV - RIXAS V - SOFRIMENTOS. Tema: "De mãos cheias.., a bênção não vem", Ref.: Mc. 10:28-30. I Para quem tem as mãos cheias das coisas do mundo; II Para quem tem as mãos ocupadas com os cuidados do mundo; III Para quem tem as mãos acomodadas com os prazeres do mundo. Tema: "Cristo, o centro da vida", Ref.: Fl 1.1:21-22. I Vida física; II Vida espiritual. 7- Exemplos de textos ou assuntos próprios a pregação expositiva: Os milagres, as parábolas, os livros da bíblia, os salmos e orações.. 8 - SERMÃO TÓPICO OU TEMÁTICO: E o que baseia num texto, pequeno ou não, numa palavra ou expressão. Sermão Tópico / temático e aquele cujas divisões principais derivam do tema, independentemente do texto, elaboradas pelo próprio pregador. 8.1.Características Principais: 1 - O texto só proporciona o pensamento para o assunto, mais depois de escolhido o texto já não e a base principal da análise. As divisões são provenientes do assunto e não do texto; 2 - O pregador é o responsável pela elaboração das divisões. 8.2.Exemplos de Sermão Tópico / Temático: A Bíblia e uma fonte inesgotável de temas, onde o pregador pode selecionar material abundantemente para qualquer ocasião ou condição em que as pessoas se encontrem. Mediante o garimpar constante o pregador descobrirá um vasto tesouro para a sua própria edificação e da sua Igreja. Exemplos: "A palavra divina é a verdade" (João 17.17). Na introdução o pregador mostrou como podemos crer na bíblia. Ela tem sido comprovada pelos séculos. A argumentação seguiu a partir daqui: A palavra de Deus é a verdade e isto está provado. Surgiram as três divisões:
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I – PELA HISTÓRIA HUMANA II – PELA CIÊNCIA III – PELO SEU PODER Observe cinco coisas: 1. Acertadamente, a idéia mais forte é a do último tópico. Grave bem isto. 2. As divisões nada têm a ver com o texto. 3. As divisões nada têm a ver com exposição. 4. As divisões derivam-se do tema ou tópicos. 5. As divisões são aleatórias, acidentais, arranjadas. Tema: "As marcas de um crente dedicado", Ref.: GI. 6:17. I Como o escravo, o crente dedicado: Leva a marca da posse do Mestre a quem ele pertence, (I Co. 6:1920; Rm. 1:1). II Como o soldado, o crente dedicado: Leva a marca da devoção ao comandante a quem serve, (11Tm. 2:3; II Co. 5:15). III Como o devoto, o crente dedicado; Leva a marca de adorador do Mestre, a quem venera, (Fp. 1:20; II CO. 4:5). Tema: "A Esperança do crente". I E uma esperança viva; II E uma esperança salvadora; III E uma esperança segura; IV E uma boa esperança; V E uma esperança invisível; VI E uma esperança bendita; VIl E uma esperança eterna. 9 - SUGESTÕES PARA MENSAGENS TÓPICAS / TEMÁTICAS: a) Títulos Gerais: Retratos do homem (Jesus) Perfeito; O amor de Jesus. O rosto de Jesus; As lágrimas de Jesus; A cruz de Jesus; O sangue de Jesus; O nome de Jesus. b) O pregador pode falar sobre "Os Enganos Espirituais Comuns": O Engano dos Testemunhas de Jeová; O Engano do Mormonismo; O Engano do Adventismo do Sétimo dia; O Engano do Espiritismo. c) O Pregador pode tratar da "Vida em planos mais elevados": A Vida Disciplinada; A Vida Consagrada; A Vida de Oração; A Vida Abundante. d) O Pregador e sua mensagem sobre "O Lar Cristão": O fundamento do Lar Cristão; O Real Relacionamento da Esposa com o Marido e com Cristo; Privilégios da Paternidade;
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Disciplina no Lar; Devoções Familiares; Ameaças ao Lar Cristão; Vida Familiar Feliz. O pregador criativo e de vida com Deus nunca faltará inspiração para a elaboração de sua mensagem e nunca cansará a Igreja com sermões repetitivos, insolúveis, intragáveis, etc. 10 - VANTAGENS DO SERMÃO TÓPICO / TEMÁTICO: ✔ E o de divisão mais fácil. E mais fácil dividir um tema do que um texto, visto que este e mais complexo; ✔ E o de ordem mais fácil, que melhor serve a observação da ordem e da harmonia das partes; ✔ Conserva melhor a unidade; ✔ Permite ao pregador discutir qualquer assunto que julgue necessário, seja: moral, evangelístico, doutrinário, ocasional, etc; ✔ E uma excelente oportunidade para o aperfeiçoamento retórico do discurso; ✔ Agrada muito as pessoas intelectuais, por seu apelo ao raciocínio, a lógica e a razão. ✔ Possibilita o aperfeiçoamento da retórica. É o sermão típico dos grandes oradores; ✔ É fácil de se elaborar, porque a unidade é construída conforme o desejo do pregador; ✔ Possibilita que se esgote o assunto ou que se o encerre de modo completo. 11 - DESVANTAGENS DO SERMÃO TÓPICO / TEMÁTICO: ✔ Pode conduzir a negligência da Palavra de Deus. Usa-se o texto como pretexto, ✔ sem se importar com uma exegese completa e exata; ✔ Não cultiva no povo o desejo de estudar a Palavra de Deus; ✔ O ouvinte tem sua atenção despertada para o pregador em detrimento da Palavra de Deus; ✔ Encoraja o secularismo, e pode ficar muito na filosofia, na criação intelectual, satisfazendo apenas o ego humano; ✔ Não alimenta o povo com a Palavra de Deus, exceto se internamente estiver recheado pelas Escrituras; ✔ Pode afastar o pregador das Escrituras fixando-o em temas seculares; ✔ Escolher a forma de acordo com o público: ✔ Forma Retórica A Fidelidade de Deus; ✔ Forma Lógica Deus é Fiel. ✔ O ouvinte mais culto prefere a forma retórica, o mais simples prefere a forma lógica. ✔ Perigos no uso do sermão temático ou tópico. a) Negligenciar a exegese da palavra de Deus não aplicando-a; b) Atrair a atenção para o pregador. É a inteligência, argumentação e oratória dele que funciona; c) Pode levar a alegorização. ✔ Cuidados na confecção do sermão temático ou tópico a) O tema deve ser claro, específico e expressivo, pois tudo dependerá dele; b) Os argumentos devem vir em ordem progressiva. Inverta as divisões I e III do exemplo 1 e veja o que acontece; c) Esquematize as divisões em uma das seguintes maneiras: explanação, prova, argumentação, aplicação. Esta é a melhor progressão. 12 - SERMÃO HEGELIANO: E o sermão baseado em uma conjunção: Aditivas: e, nem, mas também, mais ainda; Adversativa: mas, porém, contudo, todavia, entretanto; Alternativa: ou, ta, quer, ora; Conclusiva: pois, logo, portanto; Explicativa: porque.
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Exemplo: I O salário do pecado é a morte; Il Mas, Cristo quer salvar o pecador. 13.A ESTRUTURA DO SERMÃO: A estrutura de um sermão nada mais é, do que as partes componentes do sermão propriamente dito. Não basta armazenar material para o sermão, e necessário saber utilizá-lo bem na construção do discurso. Como acontece ao corpo humano, a uma casa, etc, o Sermão possui suas partes componentes que devem ser colocados nos seus devidos lugares, ou seja o material do sermão deve ser disposto em ordem. Isto exige talento e treino. É necessário a imaginação construtiva. Mas, uma estrutura é indispensável. 1. A importância da estrutura a) Para o pregador: Por os pensamento nos lugares devidos. A falta de ordem leva à digressão, a repetição e à falta de clareza. b) Para os ouvintes: Uma boa estrutura ajuda: A compreensão - o que foi mesmo que o pastor pregou? c) A aceitação - é convincente d) A retenção - é fácil de lembrar. 2. As características de uma boa estrutura a) Unidade: Uma só mensagem de cada vez. Geralmente é preciso decidir o que omitir. b) Ordem: As idéias devem ter uma seqüência. Devem caminhar para um clímax. c) Equilíbrio: Deve haver proporção ou simetria entre as partes. As vezes, não dá tempo para concluir. d) Progresso: O caminho para o clímax é linear cíclico. 3. Elemento componente da boa estrutura Dependendo do estilo do sermão, os componentes sofrem variações. Em regra geral, são: a) Introdução (exórdio) - apresentar o assunto e também a linha de raciocínio. b) Proposição ou tema: O que vai ser discutido. KEI: sentença de transição. c) Divisões. d) Conclusão (preparação, desafio) e) Apelo 14- TITULO OU TEMA O título da mensagem especifica o assunto de modo específico sobre o qual o pregador ira falar. O tema delimita o assunto de modo mais geral. Sempre que fôr elaborar um título tem que sempre lembrar o objectivo do sermão, fazendo sempre esta pergunta: Qual é a meta que eu espero? A definição do título de um sermão deve ser uma das primeiras coisas a serem elaboradas na mensagem. O título do sermão É o nome do sermão. É o condensado de um título, numa expressão. Não é aconselhável esboçar todo o esqueleto da mensagem e depois definir o título, pois as divisões são amarradas ao tema. 1. Fontes para o assunto do sermão a) As Escrituras - Durante o estudo pessoal ou assunto devocional, textos procurados para servir de base a assuntos previamente escolhidos. b) A experiência do povo e do pregador. Problemas humanos concretos. c) Calendário da igreja, da denominação, do país. d) Momento histórico: - Fatos relevantes acontecidos no mundo. " em quem votar? " (Js 24.15) . "A eleição do rei" ( Dt. 17.14-20) do Pr Éber Vasconcelos. 2. A necessidade de um título a) Auxilia o pensamento do pregador na preparação do sermão
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b) Auxilia a congregação a entender o que o pregador quer dizer. É bom que o povo saiba para onde vai andar. 3.PRINCÍPIOS BÁSICOS NA ELABORAÇÃO DO TÍTULO: a) O TÍTULO deve ser pertinente ao texto ou a mensagem; b) O Título deve ser interessante. Deve despertar a atenção ou a curiosidade dos ouvintes; c) No esforço de despertar a atenção dos ouvintes, alguns pregadores extrapolam e comentem erros com temas extravagantes, sensacionais, rudes, irreverentes, e que às vezes escandalizam os ouvintes. 3.1. Qualidades de um bom título a) Clareza - Deve permitir que o ouvinte saiba o que vai ser tratado. O que significa "Prolegômenos pneumatológicos " ? b) Específico - Não deve ser genérico. Salvação, Deus, universo, etc. c) Brevidade - De duas a sete palavras d) Adequado ao púlpito - Considere-se o que é a pregação o que é o púlpito e qual o ambiente em que se prega. e) Relevância - Deve ter relação com a vida do povo. Qual é o melhor "A vida de José" ou "A fidelidade de um jovem crente?" O que nos diz mais respeito "como Abraão se portou" ou "Porque devemos obedecer a Deus" ? f) Originalidade - Um bom: "O direito de rejeitar a Cristo" (Tiago Lima). Não confunda com sensacionalismo, irreverência ou vulgaridade. 3.2.Exemplos de títulos negativos: a) "O homem que perdeu a cabeça num baile" (João Batista) b) "Raposas com lanterna traseiras acesas" (Sansão) c) "O pecador está frito" (o rico Lázaro) d) "O homem que caiu do cavalo" (a conversão de Saulo) e) Vinho, Mulheres e Canção"; f) "Deve o marido bater na esposa?"; g) "O espertalhão"; h) "O grande maricas"; i) "O Chifrudo". Títulos como estes são fantásticos, rudes ou irreverentes, e inteiramente fora dos propósitos da tarefa sagrada de ministrar os oráculos de Deus aos homens. Embora procuremos criar interesse usando um tema atraente, é preciso manter sempre a dignidade devida a Palavra de Deus. 3.4.Como redigir o título a) Ter em mente que o título vai ser "dividido". Deve haver um elemento "divisível" no título. b) Tornar o título em uma preposição. Exemplo: Sermão em Lc 9.23 (é preciso morrer), um sermão sobre o discipulado. 3.5. Como formular o titulo a) Quais métodos podem ser usados para conseguir um título agradável? b) Usando o sistema de palavras-chaves. Uma palavra que dá rumo à discussão. Em cada divisão, a palavra-chave deve aparecer. Exemplo 1 "O poder do evangelho" - Rm 1.16 I - O evangelho é poder divino II - O evangelho é poder salvador III - O evangelho é poder universal Exemplo 2
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"Os efeitos do companheirismo de Jesus" At 4.13 I - O companheirismo com Jesus humilha II - O companheirismo com Jesus transforma III - O companheirismo com Jesus capacita IV - O companheirismo com Jesus ilumina V - O companheirismo com Jesus imortaliza 3.6. Formulando o título em uma interligação - Uma pergunta expressa o título. As divisões irão respondê-la. Exemplo 1: "Por que amamos a Deus"? Sl 116.1-8 I - Porque nos escuta quando clamamos por Ele II - Porque nos tem livrado da morte III - Porque nos consola nas tribulações IV - Porque nos guarda do tentador 3.7. Formulado o título de forma imperativa. O título é uma ordem. Um mandamento. Esta ordem vai estabelecer o rumo da discussão. Há quatro caminhos a seguir quando se usa um título imperativo. 1º) O que significa a ordem. "Tem cuidado da doutrina" – (I Tm 4.16) I - Ter cuidado da doutrina significa defendê-la II - Ter cuidado da doutrina significa ensiná-la . Observe: a ordem, se invertida, melhorará a argumentação. 2º) As razões pela quais se deve obedecer à ordem dada. "Sede Santos" – (I Pe 1.13-21) I - Devemos ser santos por lealdade ao nosso Pai II - Devemos ser santos por temer o juízo III - Devemos ser santos por amor ao salvador 3º) Como Cumprir a ordem. " Fazei discípulos de todas as nações" Mt 28.19 I - Podemos faze-lo se somos fiéis no testemunho pessoal no lugar em que o Senhor nos colocou. II - Podemos faze-lo se somos fiéis em orarmos por avivamento mundial. III - Podemos faze-lo se somos fiéis em contribuição para o sustento da obra missionária. 4º) O sermão como o título imperativo pode ter uma combinação dos métodos descritos. "Crescei na estatura espiritual" - II Pe 3.18 (abreviado sem sub-divisões) I - O que significa crescer espiritualmente ? II - Porque devemos crescer espiritualmente ? III - Como devemos crescer espiritualmente ? 3.8.Formulando o título em forma de proposição. O título é uma declaração. Há caminhos pelos quais o pregador pode enveredar. 1º) O que a proposição significa. "Ao Senhor pertence a salvação" - Jn 2.9 I - A origem da salvação pertence ao Senhor II - A execução da salvação pertence ao Senhor III - A aplicação da salvação pertence ao Senhor IV - A sustentação da salvação pertence ao Senhor V - O aperfeiçoamento da salvação pertence ao Senhor 2º) Provar que a proposição é certa." A ordem constante do povo do Senhor é: adiante !" Ex 14.15 I - Ir adiante na obra do Senhor e um dever iniludível II - Ir adiante na obra do Senhor é uma necessidade imperiosa III - Ir adiante na obra do Senhor é possibilidade gloriosa
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3º) Uma combinação dos dois métodos anteriores. " Nada há perigoso como cristianismo falso" - Hb 5.1-11 I - Vejamos o que é o cristianismo falso ( seguem-se 3 sub-divisões ) II - Vejamos o que faz o cristianismo falso ( idem) 3.9. Como enunciar o título a) Antes da leitura bíblica b) Após a leitura bíblica c) Após a introdução. 4.O TEXTO BIBLICO: Definição: Texto é a passagem bíblica que serve de base para o sermão. 1. Necessidade e vantagens do uso do texto a) Está de acordo com a natureza da pregação: ensinar a palavra. b) É vantajoso para o povo: ouvir a palavra. c) Dá autoridade ao pregador: vai falar da Bíblia d) Valoriza o pregador: é conhecedor da Bíblia. e) Auxilia na variação de assuntos : "garantia de estoque inesgotável de assuntos" f) Auxilia na determinação da estrutura do sermão g) Leva o povo a crescer no conhecimento da Bíblia 2. Escolhendo o texto 2.1 Quatro regras negativas: a) Evite o uso de texto de autenticidade duvidosa : Jo 8.1-11, At 9.6, I Jo5.7 b) Cuidado com textos obscuros ou contravertidos: Rm 7.10-11, I Pe 3.18-20. Escolha textos claros e simples sobre os quais você pode falar. Se usar texto obscuro e contravertido, estude-o muito e fale claramente. Explique e aplique. Sua função é esclarecer e não obscurecer. c) Cuidado com textos repugnantes : Jz 3.24, II Pe 2.22 e Ap 3.16 d) Cuidado com textos cuja tradução seja disputada: Jo 5.39, no caso de usar o verbo no imperativo. e) Evite escolher: f) Textos longo: Cansam os ouvintes. ( Salmo 119 ) g) Textos obscuro: Causam polêmicas no auditório. ( I Cor. 11:10 Véu) h) Textos difíceis :Os ouvintes não entendem. ( Ef. 1:3 Predestinação ) i) Textos duvidosos: " E Deus não ouve pecadores" ( João 9:31 ) 3. Seis regras positivas: a) Escolha um texto que tenha falado ao coração do pregador b) Delimitar o texto de tal forma que contenha um unidade completa de pensamento c) Ter em mente as necessidade dos ouvintes d) Seguir o calendário cristão na medida do possível e) Usar textos de todos os livros da Bíblia f) Via de regra, limitar-se a um só texto para cada sermão. Em caso excepcional, mais de um. Manter a unidade de pensamento. g) O texto deve ser claro e com sentido; h) Não evite os textos simples e conhecidos, antes prefira-os; i) E preferível um só texto para cada sermão. 4. O texto e a idéia do sermão O texto bem escolhido é aquele que apresenta a idéia central do sermão em uma sentença clara e definida. A idéia do sermão pode ser tirada diretamente do texto. Por exemplo: Em João 3, "A necessidade do novo nascimento". Que idéia você tiraria para o Salmo 23 e em João 20?
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A idéia do sermão pode ser achada por referência. Quando Paulo fala sobre carne sacrificada aos ídolos. "A importância da influência cristã". Pode ser analogia. Mt 18.15-17 é uma passagem sobre relacionamento pessoal, mas pode ser usada para falar sobre "Como evitar a guerra?". 5. O texto e o planejamento da pregação Deve haver oração e dependência do Espírito Santo. Estabelecer um programa de ensino. A pregação eclesiástica contemporânea é dispersiva quanto aos temas. O plano pode ser mensal, trimestral ou anual. Pode-se usar o calendário cristão, da igreja ou denominação. Deve-se ter em mente a situação da comunidade e do mundo. Pode relacioná-los com assuntos da Escola Bíblica Dominical. Estabelecer uma série de sermões sobre um assunto, uma vez por ano. Pode ser sobre um livro da Bíblia, uma série de passagens, etc... (Crane 263) 6. A interpretação do texto Definição : " Interpretação é o esforço de uma mente em seguir as processos mentais de outra mente por meio de símbolos que nós chamamos linguagem". 6.1 - Passos na interpretação do texto a) Conhecer o autor e sua situação - Salmos 32 e 51, de Davi. b) Usar dicionário bíblico. c) Os leitores e o meio ambiente - Cartas às igrejas do Apocalipse, o gnosticismo. d) A ocasião e o propósito do autor - Tiago e Pedro sobre Abraão. e) As condições geográficas, políticas, econômicas e sociais - Maria era noiva de José mas chamada de esposa. f) Não modifique o sentido do texto para acomodá-lo a um pensamento particular. g) Estude o a luz do contexto; h) Obtenha uma impressão sólida do texto. i) Leia o texto em voz alta diversas vezes. j) Leia as diferentes versões bíblicas. k) Memorize o conteúdo principal ou até todos os versículos. l) Anote o que precede o texto. m) Observe o que segue o texto. n) Verifique qual e o tema dominante dos contextos. o) De atenção as figuras de linguagem que podem ocorrer no texto ou contexto, Ex.: Gn. 4:11 (prosopopéia). p) Interprete a luz das verdades centrais das Escrituras. Não isolar o texto. q) Observe as referências, pois elas ajudarão no entendimento da passagem. 7. O texto e seu contexto a) Próximo - O imediato, antes ou depois b) Remoto - O livro, a Bíblia sobre o assunto. c) Principio da revelação progressiva. (do pouco claro ao muito claro) 8. O texto e sua análise a) É preciso conhecer os sentidos das palavras. É poesia? Linguagem figurada ? O uso de dicionários e léxicos. Fee & Stuart, Entendes o que lês? b) É preciso recriar, tanto quanto possível, a vivência da passagem. Conhecer aquela cultura. d) É preciso entender a relação entre as palavras. Graça e fé, por exemplo. 9. O texto e suas verdades a) Enunciar a verdade central em uma proposição clara e correta b) Fazer uma lista das verdades significativas do texto c) Ordenar as verdade em grupos comuns d) Aplicar essas verdades às necessidades dos ouvintes. (Ver Robison, em A Pregação Bíblica, p. 19.)
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10. O texto e seu estudo a) Estudar o texto em várias traduções em português (VR, BLH, ERAB, BJ, BV, BL) b) Examinar outras traduções c) Examinar o texto grego ou hebraico d) Dar sua própria interpretação e) Examinar outros recursos na biblioteca, inclusive comentários f) Relacionar com a vida de hoje 11. VANTAGENS DO USO DO TEXTO: a) Quanto ao pregador: ✔ Falo lembrar que a sua tarefa e comunicar a vontade e ensino de Deus; ✔ Dá-lhe autoridade e confiança para ensinar e esperar uma decisão positiva; ✔ Conduz-lhe a oração, visto que a leitura da Bíblia e a oração estão intimamente ligados; ✔ Ajuda-lhe em seu crescimento espiritual, intelectual e de poder; ✔ Facilita-lhe o desenvolvimento do tema, e o impede de desviar abertamente dos temas e doutrinas escriturísticas. b) Quanto ao ouvinte: ✔ Proporciona mais oportunidade de se aprender das Escrituras; ✔ Alimenta o ouvinte com a palavra de Deus; ✔ A exposição bíblica fala mais ao coração do ouvinte, (Lc. 24:32); ✔ É mais fácil o ouvinte compreender o sermão. 5. A INTRODUÇÃO OU EXÓRDIO Tudo neste mundo tem uma introdução: entrada, pórtico em casa, peça musical, o prefácio de um livro. “Você nunca têm uma segunda chance de causar uma primeira impressão...” ✔

✔ A introdução deve ganhar a simpatia do ouvinte e despertar interesse pelo tema, desafiando o
pensamento do ouvinte. Se o pregador não conseguir isso na introdução é quase impossível consegui-lo depois. Obs.: Evite falatórios ou anúncios. Evite longas histórias. Seja claro e objetivo, evitando piadas, expressões rotineiras etc. Num sermão existem quatro qualidades principais: ✔ Unidade:no sermão o pregador deve ter um só tema e concentrar todo o seu argumento, ilustra,cões...com o objectivo de reforçar o título. ✔ Ordem: Saber colocar cada aspecto do sermão no seu devido lugar. ✔ Proporção: É colocar cada aspecto do sermão no devido tempo e segundo a ordem de importância. ✔ Progresso: Um sermão não deve mover-se continuamente à volta do assunto, mas deve moverse em direcção ao clímax, ou seja, o ponto mais alto do sermão. 5.1. OBJECTIVOS DA INTRODUÇÃO OU EXÓRDIO: a) Conquistar a atenção dos ouvintes e despertar o seu interesse pelo tema da prédica. A introdução tem a finalidade de tornar os ouvintes benévolos, atentos e dóceis. b) É na introdução que o pregador conquista a platéia. c) Preparar o ouvinte para receber a mensagem. Os ouvintes estão frios e despreparados. d) Preparar o ouvinte para entender o assunto e o propósito do sermão. A "introdução introduz" o assunto do sermão. 5.2. PRINCIPIOS PARA UMA BOA INTRODUÇÃO OU EXÓRDIO: ✔ Em geral, deve ser breve: Como o objetivo da pregação e apresentar aos homens a Palavra de Deus, convém que o pregador passe logo a parte principal da mensagem.
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A introdução é o aperitivo da refeição;

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✔ ✔ ✔ ✔

Deve Provocar o Interesse: Os primeiros minutos do sermão são muitíssimo importantes. É aqui que o pregador ganha ou perde a atenção do ouvinte. Se inicialmente for monótono, marcante ou trivial, provavelmente afetará a recepção da mensagem pelos ouvintes. Por isso, deve empreender um esforço para atrair a atenção e cativar os ouvidos do povo a sua mensagem. Procure despertar a curiosidade nas pessoas e evite as repetições, começando todo sermão do mesmo modo. Empregue tratamento diferente em cada sermão. Outra maneira de chamar a atenção, e relacioná-lo a situações da vida. A introdução deve visar diretamente ao assunto.

5.3. AS FONTES DE INTRODUÇÃO OU EXÓRDIO: ✔ O texto às vezes uma referência ao auto das palavras lidas ou uma explicação do texto. ✔ O contexto o que está dito antes ou depois do texto lido. ✔ O assunto do sermão pode se explicar as vantagens em considerar o assunto ou sugerir o fim prático do discurso. ✔ A ocasião talvez uma das melhores maneiras de se fazer uma introdução. ✔ A ilustração que se relaciona bem com o assunto, ocasião, etc. ✔ Empírica usando a experiência ou fatos da vida. ✔ Citação notável Algo que esteja acontecendo em novela, etc. ✔ Geografia Bíblica acerca de rios, lagos, montes, cidades, etc. ✔ Histórica história bíblica, da Igreja, Pátria, etc. ✔ Declaração direta Ex. "Regresso à Disciplina" O nosso mundo hoje enfrenta uma necessidade elementar: a necessidade da disciplina. ✔ Manchete dos jornais pode inclusive mostrar o recorte. ✔ Psicologia. ✔ Fatos da vida a fila de chapa, os mendigos, as crianças abandonadas, etc. 5.4. CARACTERISTICAS DE UMA BOA INTRODUÇÃO OU EXÓRDIO: 1. Interessante, porém não estapafúrdia, nem sensacional e nem exagerada 2. Brevidade a introdução demasiadamente elaborada mata o sermão. Portanto, não faça as pessoas esperarem muito tempo no portão, ainda que seja um portão bem bonito. 3. Apropriada à ocasião, à mensagem. Deve ter estreita relação com o texto e o tema do sermão 4. Cordial, porém não bajuladora 5. Clara, sem antecipar os fatos. Não dizer demais logo no início 6. Modesta, não prometer demais. Não adornar demaise procure manter o equilibrio entre a introdução e o corpo. 7. Simplicidade, evitar o exibicionismo de qualquer forma. 8. Unidade uma idéia principal e suficiente com as demais que se agrupam ao redor. 9. Naturalidade, deve-se falar em voz deliberada e clara. A linguagem deve ser natural e inteligível.Ou seja, não fale em voz muito alta, sensacional ou emocional, porque ainda é cedo para apelar as emoções 10. Modéstia impressão egoísta na introdução do sermão mata o efeito de todo o discurso e cria antipatia ao pregador. Deve-se evitar referências pessoais. 11. Sugestiva seu bom pensamento, narrativa interessante, descrição bem feita, são elementos fundamentais para estimular a imaginação e por os ouvintes a pensar antes de chegarem ao corpo do sermão. 5.5. TIPOS DE INTRODUÇÃO a) Introdução textual. Pode preceder a leitura do texto. Se é um sermão textual, pode e deve ser repetido o texto. Explicação de fatores de importância relacionados com o texto. b) Introdução contextual. Os antecedentes, por exemplo. O caso da parábola do filho pródigo: são três parábolas sobre a alegria de Deus Introdução descritiva. A descrição dramática. Sermão sobre Bartimeu. Introdução do tópico ou assunto. Anúncio do assunto e talvez definição de palavras do texto.
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c) Introdução de problema. todo sermão deve Ter como objetivo a solução de um problema humano, vital e importante. d) Introdução de objetivo. Sermão sobre "Regresso à disciplina": "O nosso mundo hoje nos confronta com pelo menos uma necessidade elementar: A necessidade de disciplina" e) Introdução de citação ou uma declaração marcante. Citação notável da bíblia, dos jornais, de conversas, da literatura, de poesia, etc. f) Introdução de ilustração. Leonardo da Vinci: O quadro da ceia do senhor Introdução de manchetes. As manchetes de jornais. g) Introdução de experiência. Experiência pessoal do pregador, de outrem. Carta ou entrevista. h) Introdução de perguntas. "O que querem vocês aqui?" i) Introdução de ocasião especial referência a ocasião especificada. j) Introdução de estatística. (Cuidado com "chutes") Obs.: Nunca usar introdução com declaração geral, generalidade. "O mundo está em crise". Evite a banalidade. k)Através de uma história curta, verdadeira ou inventada, mas não falsa l)Um acontecimento na comundade ou no mundo m)Um objecto:um ramo, uma vela, um barquinho n)Uma estrofe ou frase de um hino 5.6. Orientação prática a) Ao iniciar, não peça desculpas. b) Não procure ser engraçado. "Sabem porque Pedro traiu a Jesus?" c) Não "rasgue ceda" Agradecimentos e salamaleques à parte d) Não comece com tom fortíssimo e) Não comece sempre da mesma forma. Gaste tempo no preparo de uma boa introdução. Seja caprichoso. Fuja da frases feitas f) Seja breve ao referir-se "ao prazer de estar aqui" g) Evite a introdução "tamanho único" (serve para qualquer sermão) h) Cuide bem das primeiras frases. Ou se ganha ou se perde a atenção aqui i) Concluída sua introdução, mencione claramente o tema ou proposição do sermão. j) Não discuta, na introdução, o assunto do sermão. Introduza o assunto. k) Deixe a forma final da introdução para a parte final da preparação do sermão. 6. PROPOSIÇÃO OU TESE: A proposição bíblica é a apresentação, explicação e desenvolvimento das grandes idéias doutrinárias, éticas e espirituais das Escrituras, de forma simples e convincente, que estimule o ouvinte. Normalmente é a parte de transição da introdução ao corpo do sermão. Exemplos: Baseados no que temos visto e lido nas manchetes de jornais, chegamos a conclusão que: "O homem natural não entende nada das coisas de Deus". Baseados nestes fatos expostos da vida real, concluímos que: "Todo homem nasce pecador". Em face da vida de fé e louvor dos homens de Deus, expressos nas páginas sagradas, temos a certeza que a verdadeira adoração é uma questão de espírito e verdade. 7.O CORPO DO SERMÃO: ✔ Unidade absoluta; ✔ A escolha de um tema exige bastante estudo: ✔ Escolha do texto sobre o qual você deseja falar (não escolha textos complicados); ✔ Faça uma boa pesquisa sobre este assunto; ✔ Estabeleça a idéia central, única, que vai governar a construção do sermão; ✔ Tenha propósitos claros; ✔ Divisões paralelas; ✔ Progressão das idéias. Obs.: Nunca deixe de fazer um esboço do sermão.
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Esta parte do sermão recebe vários nomes, tais como: discussão, argumento, desenvolvimento do sermão. O corpo do sermão exige uma atenção especial, visto que o que precedeu foi um preparo para este momento, e o que virá após será uma questão apenas de fechamento do assunto. 7.1.DEFINIÇÃO DAS DIVISÕES: Divisões são as seções principais do corpo de um sermão bem ordenado (esboço). Quer sejam enunciadas durante a entrega, quer não, um sermão corretamente planejado será dividido em partes distintas que contribuirão para sua unidade. Exemplos: Efeitos "O que a incredulidade ocasiona?" Nm 14. 1-11 1 - A incredulidade denigre o caráter de Deus 2 - A incredulidade envilece o caráter do homem 3 - A incredulidade prejudica a obra de Deus 4 - A incredulidade provoca a ira de Deus ✔ Meios para alcançar um fim "Os requisitos do crescimento espiritual" – II Pe 3.18 1 - Primeiro requisito do crescimento espiritual é o de uma alimentação adequada. 2 - Segundo requisito do crescimento espiritual é o de uma atividade apropriada. ✔ Significado de algo "Uma vida digna do evangelho" Fp 1.27-30 1 - Uma vida digna do evangelho é uma vida de paz 2 - Uma vida digna do evangelho é uma vida de combate 3 - Uma vida digna do evangelho é uma vida de fé 4 - Uma vida digna do evangelho é uma vida de amor. ✔ Perguntas: Que, Quem, Como, Quando, Onde, Por que? Exemplo: "Nossa ordem de marchar" Ex 14.15 1 - Por que devemos marchar? 2 - Como devemos marchar? 3 – O que nos espera em nossa marcha? ✔ Justaposição de dois conceitos: contrastes ou complementação "Uma pergunta importante e uma resposta certa" At 16. 25-34 5.7.1 - A pergunta importante foi "que devo fazer para ser salvo?" 5.7.2 - A resposta certa foi: "crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo" ✔ Aspectos do texto. "Ao fato central da história do mundo" Gl 4. 4-5 1 - Ele nos diz que o tempo escolhido por Deus para enviar Seu Filho ao mundo foi um tempo propício. 2 - Ele nos diz que o método adotado por Deus para enviar Seu Filho ao mundo foi um método apropriado. 3 - Ele nos diz que o propósito com que Deus enviou Seu Filho ao mundo foi um propósito adequado. ✔ Desenvolvimento cronológico. "Deus, o nosso libertador" Rm 11.26. 1 - No passado 2 - No presente 3 - No futuro. 7.2.CARACTERÍSTICAS GERAIS: a) Quanto ao pregador: ✔ O corpo do sermão deve ser arquitetado de acordo com um plano ou esboço definitivo. Não se pode denominar de sermão aquilo que não apresenta um plano definitivo;
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As divisões devem ser claras e simples, livres de pontos obscuros, idéias vagas ou expressões indefinidas, assim como de qualquer preocupação com efeitos sensacionalistas; As divisões devem promover a unidade de pensamento. A unidade é essencial a construção da mensagem; As divisões ajudam o pregador a descobrir o tratamento Correto de um assunto;

Ex.: (01). Jo. 19:1718. Tema: "O Lugar' Chamado Calvário". Esboço: I Era Lugar de Crucificação; II Era Lugar de Separação; III Era Lugar de Exaltação. Ex.:(02). ITs. 2:4. Tema: "A Visão Mundial de Deus". Esboço: I É a Visão da Humanidade; II É a Visão da Eternidade; III É a Visão da Verdade. As divisões principais devem observar a "Lei do Progresso Gradativo LPG", os pontos devem ser colocados, em escala ascendentes; Devesse conduzir o sermão ao clímax no momento exato. b) Quanto ao ouvinte: Há pelo menos duas grandes vantagens: ✔ As divisões esclarecem os pontos do sermão. É muito mais fácil para o ouvinte falada, quando as idéias principais estão acompanhar e entender uma mensagem ordenadas e proferidas claramente; ✔ As divisões ajudam a recordar, recapitular, os aspectos principais do sermão. Muitas vezes, as pessoas que se dizem abençoadas pelo sermão, quando perguntadas pelo teor da mensagem já não se lembram, ou apenas vagamente. Pode até ser falha de memória, no entanto, na maioria dos casos foi falta de didática do pregador. 8. AS TRANSIÇÕES OU PONTES: ✔ É o elemento preparatório para se passar de uma divisão para outra, de um assunto para outro; ✔ O ouvinte não tem diante de si, um esboço do sermão para seguí-lo, e seu único meio de acompanhar a seqüência da mensagem é o pensamento do pregador e suas próprias palavras; ✔ A transição deve ser feita de modo a permitir a passagem suave e fácil de idéias de uma parte para outra parte do sermão; ✔ A transição pode ser feita com uma palavra, ou uma sentença breve, ou o anúncio da próxima, divisão: Ex.: Agora, por conseguinte, novamente, ademais, vejamos, ponto seguinte, ou enumerando as divisões, como: primeiro, segundo, terceiro..., etc. ✔ A transição também pode ser caracterizada pela mudança do tom de voz, gestos com as mãos, respiração, silenciando-se, etc. 9. A CONCLUSÃO OU PERORAÇÃO: De grande importância. Põe abaixo ou salva o sermão. É onde se chega a uma decisão. Muitas vezes o auditório vê o sermão se esfumaçar no fim. Não deve ser um amontoado de frases, mas o clímax do sermão. O ponto alto. A conclusão é sem dúvida, o elemento mais poderoso de todo o sermão. Se não for bem executada pode enfraquecer ou até mesmo destruir as partes anteriores da mensagem. Alguns pregadores se esquecem da importância da conclusão e, como resultado, seus sermões fracassam no ponto crucial. Em vez de concentrarem o material num ponto (foco) de calor e poder, permitem que a corrente de pensamento no final se dissipe em observações fracas, vagas ou sem importância.
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9.1. CUIDADOS A TOMAR ✔ Prepare-se, não neglicencie. Esboço visto! "conclusão: O que vier na hora". Pode se esperar algo do pregador preguiçoso? ✔ Não anuncie a conclusão; ✔ Tenha cuidado para não se alongar muito; ✔ Conclua na hora certa; ✔ Não inclua matéria estranha. ✔ Evite a pobreza mental e fuja do medo de levar os ouvintes à decisão ✔ Evite a "conclusão de afogado": "batendo no ar", para todos os lados ✔ O tempo: Não mais de 10% do sermão ✔ Não acrescente matérias novas, idéias diferentes ✔ Não peça desculpas. É ruim no início e pior no fim ✔ Não conte piadas. É o momento mais sério do sermão ✔ Cuidado com gestos que distraem: olhar o relógio, fechar a Bíblia, recolher o esboço, falar enquanto folheia o hinário, buscar um hino a ser cantado, etc ✔ Varie as conclusões, evite monotonia. ✔ Não fechar a biblia, juntar os papéis, tirar os óculos, ou mesmo olhar para o relógio antes de terminar a mensagem. ✔ Tendo chegado ao fim da mensagem, PARE. 9.2. Qualidades de uma boa conclusão. ✔ Ter unidade. Não ser múltipla ✔ Deve ser clara e breve ✔ Deve ser pessoal, personalize o sermão. Cada ouvinte deve saber que está se falando para ele. Deve o ouvinte se perguntar: "Muito bem, à luz disto, que devo fazer?". Evite o festival de banalidades: "que possamos ser crentes melhores", "que Deus nos abençoe". Isto não quer dizer nada. ✔ Deve ser positiva ✔ Deve ser vigorosa (Não quer dizer violenta, agressiva). Deve ter vida, mas deve ser amorosa. ✔ A conclusão deve ter uma finalização natural e apropriada ao sermão como um todo. Por isso devesse evitar toda e qualquer matéria nova ou estranha. ✔ Deve ser precisa, definida e clara nos pensamentos e na expressão. Se há uma parte do sermão que exija maior clareza e conselhos definidos e objetivos, é justamente a conclusão. 9.3. Características Gerais da Conclusão: ✔ Retórica, psicológica e espiritualmente a Conclusão é, a parte mais vital do sermão. ✔ Não é a parte que se adiciona ao sermão, e sim parte orgânica dele, ou seja, completa a forma e o efeito do mesmo; ✔ É a reunião das várias idéias e impressões de mensagem para um impacto ✔ final sobre o espírito e as emoções dos ouvintes; ✔ Em muitos casos é ela o lugar em que sermão atinge o clímax; ✔ Como parte vital do sermão deve ser cuidadosamente preparada; ✔ Deve adaptar-se perfeitamente com o Corpo do sermão. 9.4. Relação da Conclusão com os vários elementos ligados a ela: ✔ Quanto ao sermão o,seu propósito é levar o tratamento do assunto a um final adequado. ✔ Quanto aos ouvintes o seu propósito é relacionar a verdade de forma esperançosa e permanente em suas vidas. ✔ Quanto ao pregador é o adeus, em que ele deixa nas mãos dos ouvintes pensamentos vitais e eternos para que se decidam depois do que ouviram. 9.5. Formas de Conclusão: Recapitulação - Não basta repetir as divisões, e necessário revivê-las. A introdução mostra "onde vamos". A conclusão "onde fomos". A Recapitulação é um sumário das divisões do sermão.
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Aplicação Prática - É a indicação daquilo em que a verdade pregada afecta a vida dos ouvintes, de modo particular ou algum ponto especial; O sermão deve vir todo ele, em seu desenvolvimento sendo aplicado. Aqui na aplicação estaria fortemente colocada na mensagem. Apelo Direto - O pregador dirige-se individualmente ao ouvinte; História ou Ilustração - é uma maneira muito atrativa de terminar uma mensagem;A história tem que unir todas as partes do sermão. É uma boa maneira de terminar a mensaem, mas não é fácil. Poesias, hinos, etc – Não pode contradizer o sermão 9.6.Características Específicas da Conclusão: ✔ Amorosa Toda conclusão deve ser feita em tom de ternura e amor, nos gestos, nas palavras e na voz; ✔ Segura sem desculpas ou tropeços; ✔ Sincera sem piadas ou gracejos de mau gosto; ✔ Positiva devesse acentuar o positivo mesmo que o sermão tenha tratado do negativo; ✔ Breve devesse evitar, contudo, a precipitação; ✔ Simples compreensível; ✔ Pessoal sem ser egoísta ou exibicionista. 10.O APELO E EXORTAÇÃO O apelo não faz parte propriamente do sermão, porém, e um convite ao ouvinte a aceitar e decidir em favor do que foi apresentado na pregação. Obs.: Cuidado para não explicar demais, entrando em minúcias desnecessárias que não coadunam com o propósito do sermão. 10.1.CARACTERISTICAS GERAIS: ✔ Deve ser breve e objetivo; ✔ Deve ser honesto nos propósitos e meios; ✔ Deve ser simples e claro. 10.2. ERROS A SEREM EVITADOS: As caudas nos sermões alheios. Até onde possível, o próprio pregador deve fazer o apelo; As falsas manifestações de arrependimento; Os gritos e ameaças com a finalidade de forçar o ouvinte a decidir; Evitar o ar de juiz e saber que no máximo o pregador e um advogado, sendo que sua posição correta e a de intercessor; Evitar gestos de ira, orgulho, desalento, frustração, etc; Evitar os truques. 10.3. AS PRINCIPAIS CLASSES DE APELO: 1- Indireto Fala a congregação em geral; Ex.: "Se porventura há alguém que ainda não aceitou a Jesus como Salvador, eu o convido a vir a frente e fazê-o" (Apelo congregacional). 2- Direto Fala aos descrentes diretamente; Ex.: "Convido aos que ainda não fizeram um compromisso com Deus a fazê-lo nesta oportunidade"; 3 - Pessoal Dirigi-se a uma pessoa em particular, geralmente pessoa conhecida. Deve-se tomar o cuidado para não constranger a pessoa ou fazê-la sentir se humilhada ou forçada; 4 - EspecÍfico aos crentes em geral, para curas, vitórias, etc. 10.4. ILUSTRAÇÕES 1. Necessidade. 1.1 - São um meio pedagógico eficiente.
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1.2 - Auxiliam a memória. O povo se lembra mais das ilustrações do que das argumentações. Um pastor pediu a vinte pessoas que escrevessem sobre o que se lembravam do sermão que pregara. Um ou dois se lembraram do esboço; quase todos se lembraram da história final. 1.3 - Foi o método usado por Jesus para ensinar. A projeção da parábola do filho pródigo 1.4 - Ajudam a convencer...2Sm.2.1-8 1.5 - Despertam reação emotiva. Há histórias que convém evitar "apelações". 2. Tipos de ilustrações 2.1 - Linguagem pictórica, Metafórica, Alegorias. Exemplo Jr 2.12-17 2.2 - Histórias ou narrativas. Um fato histórico. Um incidente, uma experiência, uma parábola, etc 2.3 – Poemas. 3. Fontes de ilustrações 3.1 - A Bíblia. Material abundante, familiar, de autoridade, de valor permanente 3.2 - A literatura, Biografias, Autobiografias, Ficções, Drama, Poesia, Fábula, Mitos e Lendas 3.3 - Experiência pessoal do pregador 3.4 - A história secular, a história eclesiástica, a história da teologia, a história contemporânea, os jornais e as revistas 3.5 - A ciência 3.6 - As artes. Histórias de hinos, citações de livros, versos, estrofes, pinturas, etc 3.7 - Imaginação do pregador 3.8 - Arquivos de ilustrações. 4. Código de ética para ilustração 4.1 - "Eu resolvi nunca usar uma ilustração do gabinete de aconselhamento" 4.2 - "Eu resolvi usar ilustrações que envolvam minha família com muita cautela e consideração" 4.3 - "Eu resolvi evitar a ilustração muito usada" 4.4 - "Eu resolvi evitar piadas e histórias que são irreais" 4.5 - "Eu resolvi fugir de engrandecer a mim mesmo nas minhas pregações" 4.6 - "Eu resolvi nunca pregar muitas ilustrações" 4.7 - "Eu resolvi apresentar ilustrações honestas" 4.8 - "Eu resolvi me esforçar para dar o devido crédito a uma ilustração" 5. Qualidades de uma boa ilustração. 5.1 - Facilmente entendida, compreensível 5.2 - Pertinente ou apropriada. Ilustra o ponto em questão ou não? 5.3 – Atual, o mais possível 5.4 - Digna de crédito 5.5 - Breve, geralmente o máximo de 100 palavras 6. Sugestões práticas 6.1 - Não usar número excessivo de ilustrações. Qualidade, não quantidade 6.2 - Variar a natureza das ilustrações 6.3 - Cultivar a arte de contar histórias 6.4 - Ser preciso. Cuidado com nomes, fatos e datas 6.5 - Não exagerar. Não "aumentar" a ilustração 6.6 - Preparar a ilustração com cuidado 6.7 - Não abusar das ilustrações do Toninho, da Mariazinha, da Menininha, etc CONCLUSÃO A felicidade de qualquer nação depende, fundamentalmente da influência que o Verdadeiro Deus exerce sobre as pessoas, as famílias, e as instituições que a formam. Quando se buscam deuses falsos ou quando não buscam a deus nenhum, quando é desconhecida a Lei de Deus e são ignorados os ensinos de Jesus, transmitidos pelos seus mensageiros, a nação não pode ser feliz, harmoniosa e forte.
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Cresce assustadoramente o índice de criminalidade e se multiplica a violência, viver em nossos dias, nas grandes cidades torna-se, a cada dia que passa, um terrível pesadelo. Os jovens estão sendo atacados pelas hostes infernais, através das drogas que lhes desfibram a saúde mental, física e espiritual, a imoralidade e o alcoolismo campeiam-se. A família, que é a criação divina, este sendo destruída, deteriorando os, valores éticos e espirituais da nação. O que e que esta faltando na humanidade? A resposta é: "Jesus". Diante desse quadro sombrio, é necessário que tenhamos homens com compromisso de vida cristã, para levar mensagens puras e genuínas do nosso Deus aos corações que gritam como um grito mudo, que somente Deus pode ouvir e todos conheçam e temam e amém ao Deus Verdadeiro.

CONSELHOS AOS MEUS ESTUDANTES
✔ BONS HÁBITOS NA PREGAÇÃO A pregação não é apenas o sermão: é também o pregador. Alguns maus hábitos podem comprometer o sermão. O pregador deve tomar cuidado para evitar tais costumes e maneirismo. 1. Postura ereta. Não se deite sobre o púlpito nem se acorcunde. 2. Cuidado com a aparência: O uso de óculos escuros em recinto fechado e à noite, é triste. O pregador descabelado, com barba por fazer, colarinho virado, sapatos enlamiados, meia verde? 3. Cultive o idioma: A pregação é comunicação oral. Conheça pelo menos o seu idioma. É sua ferramenta 4. Cuidado com regionalismo: "Botão, mucidade, cruis de Jesuis, dolze, irrael, etc" etc. 5. Use seu próprio estilo: Seja você mesmo. Não copie. O uniforme de Saul não coube em Davi. 6. Fale toda a palavra: Não engula os "r" e os "s" não engula as sílabas finais. Evite as sujeições "eles tão" ao invés de "eles estão". 7. Aprenda a ler: Pratique a pontuação correta, dê entonação, viva os diálogos do texto. 8. Fale às pessoas: Olhe para elas. Paredes, bancos, teto e chão não se convertem nem aprendem. 9. Fale com o corpo: Use expressão facial condizente. Evite a "cara de mau". Use ambas as mãos. Não oscile o corpo para trás e para a frente. Tão pouco se levante constantemente na ponta dos pés. Evite o dedo indicador apontando para o ouvinte. 10. Module a voz: Deve ser de acordo com o ambiente. Não é o grito. É a consistência e convicção. 11. Evite os vícios de linguagem: - "né", "intão", "é interessante notar", "aí", etc 12. Evite chavões: Como acompanhar um sermão de 30 minutos com mais de 60 "aleluias" e "glórias a Deus?"
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✔ PRECIOSOS PERTINENETES A PREGADORES 1. Descanse bem todas as noites e barbei-se todas as manhãs. 2. Mantenha um coração puro e renove o colarinho limpo. 3. Em sua vida brilhe a luz do evangelho e em seus pés sempre brilhe os sapatos. 4. Não deixe passar oportunidades, mas mande passar seu terno. 5. O mar Cáspio fica bem entre a Europa e Ásia, mas a caspa fica mau na gola do seu paletó. 6. Seja pobre de espírito, mas não de vocabulário. 7. Procure a casa dos homens para que os homens procurem a casa de Deus. 8. Contente-se com o que tem, mas não com o que é. 9. Perdoe as dívidas dos seus devedores, mas não se endivide e ganhe os seus credores. 10. Unhas esmaltadas podem ser criticadas, mas sujas são sempre apontadas. 11. Ir à frente é melhor do que empurrar para frente. 12. A consistência é mais forte do que a eloquência. 13. Busque a Deus antes, para estar vivo diante dos homens. ✔ 1. 2. 3. COMO PREGAR O QUE INTERESSA Conheça seu objetivo; Conheça seus ouvintes; Preparar a pregação de acordo com o ambiente: jovens, idosos, mulheres , homens, crentes, não crentes, aniversário etc – Idade, sexo, ambiente sociocultural.

✔ NÃO PREGUE NO ESCURO “O melhor orador é aquele que transforma os ouvidos em olhos” ✔ O QUE DEVE SER EVITADO NA PREGAÇÃO a) Gírias; b) Muita gesticulação; c) Desrespeitar o auditório; d) Jogar indiretas para alguém; e) Tomar cuidado com a falsa humildade; f) A arrogância; O púlpito é lugar de pregar a Palavra de Deus. CUIDADO COM OS SERMÕES QUE ATRAPALHAM O CULTO Sermão sedativo (faz dormir); Sermão insípido (sem sabor); Sermão indiscreto (fala de coisas apropriadas para qualquer ambiente, menos para a igreja, onde as pessoas estão famintas do pão da vida); 4. Sermão reportagem (fala de tudo, menos da Bíblia); 5. Sermão marketing (é usado para promover e divulgar projetos da igreja); 6. Sermão metralhadora (atira para todos os lados).

✔ 1. 2. 3.

✔ APROVEITE O MEDO 1. Pesquisa Uma pesquisa feita pela revista Veja, com três mil pessoas, com o título: “de que você tem mais medo?”, revelou o seguinte: Falar em público: 41%; medo de altura: 32%; insetos: 22%; problemas financeiros: 22%; águas profundas: 22%; doença: 19%; morte: 19%; viagem aérea: 18%; solidão: 14%; cachorro: 11%; dirigir ou andar de carro: 9%; escuridão: 8%; elevadores: 8% e escada rolante: 5% 2. Como lidar com o medo ✔ Lembre-se de que você não é o único;
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✔ ✔

Não tenha medo do medo. Se não tiver medo do medo, você terá um medo a menos. Isto é, o medo se reduz pela metade. Basta pôr na cabeça que o medo faz parte da natureza humana; Aproveite seu medo. O medo e o nervosismo indicam que o seu corpo está se preparando para entrar em ação; Resolva correr o risco. Não tenha medo de fracassar. Diz um pensamento: “o risco do fracasso é o preço do sucesso”. Só obtém sucesso quem corre o risco de fracassar. E se cometer alguns erros ou mesmo chegar a fracassar algumas vezes, qual é o problema? Perder uma batalha não significa perder a guerra. Tente outra vez. Assuma o fato de que falar é importante e necessário para você, ainda que cometa erros.

Abraão Lincoln é um exemplo típico de sucesso construído em cima de fracassos: Perdeu o emprego em 1832; Derrotado na legislatura de Linois em 1834; Fracassou nos negócios pessoais em 1833; Morre-lhe a eleita do coração em 1835; Sofreu de uma enfermidade em 1836; Derrotado novamente na legislatura de Linois em 1838; Derrotado na indicação para o Congresso em 1844; Perdeu a segunda indicação em 1848; Derrotado para o Senado em 1854; Derrotado para a indicação de vice-presidente em 1856; Novamente derrotado para o Senado em 1858; Eleito presidente dos Estados Unidos em 1860! 3. ✔ ✔ ✔ Use a descontração Alguns exercícios antes de falar podem ajudar. Use a respiração profunda, várias vezes; Procure descontrair os ouvintes usando uma boa pitada de humor; Conta-se que Abraão Lincoln estava muito nervoso ao participar de um debate político. Seu oponente, que o antecedeu, acusou-o com sarcasmo de ter duas caras. Assim que o rival terminou, Lincoln levantou-se para falar. Como tinha a fama de ser muito feio, Lincoln começou o discurso com estas palavras: “acham vocês que se eu tivesse duas caras iria aparecer em público logo com essa?” A risada foi geral, e, dizem, que Lincoln começou a ganhar o debate com essa frase; Prepare-se. O melhor remédio contra o medo e o nervosismo é estar bem-preparado e saber o que vai dizer; Mantenha pensamentos positivos. O auditório não está ali para vê-lo fracassar, mas, sim, para ouvi-lo. Se não acreditassem em você, não ficariam para escutá-lo; Seja perseverante. O exemplo mais clássico é o de Demóstenes. Conta-se que a primeira vez em que ocupou uma tribuna deixou-a sob as vaias da platéia, porque tinha cacoetes e problemas de dicção. Mas, mesmo derrotado pela tribuna, não foi derrotado por si mesmo. Para corrigir os cacoetes, discursava em casa com uma espada pendurada apontada para o ombro, e cada vez que o ombro se erguia nevorsamente, era ferido pela espada, até que o reflexo condicionado corrigiu o defeito. Para corrigir a dicção, discursava com a boca cheia de seixos (fragmento de pedra ou roxa), para aprender a controlar a língua. Não foi por acaso que se tornou o maior orador de todos os tempos; Esteja aberto as críticas e persevere até o fim.

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Minha Oferta: 1ª Coríntios 12.12-27 Introdução: Valorização do corpo. Importância da saúde: academia, caminhada, dietas etc. Há também a valorização da beleza (aparência). A pessoa é valorizada pelo que aparenta; Explicação: Paulo pega a figura do corpo humano (pessoa) para ilustrar a unidade na Igreja, “assim também com respeito a Cristo” (v.12); este não divide, congrega, em Cristo somos unidos;
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A questão do corpo (e suas partes) é importante para a teologia de Paulo, no sentido de instruir uma Igreja com sérias dificuldades de relacionamentos; A cidade de Corinto segue uma relação hierárquica: autoridade e subordinação. Qualquer alteração era considerada revolta. O homem determinava a religião da esposa, filhos e escravos; O cristianismo muda essas relações e traz a valorização das pessoas e suas relações. A comunidade cristã sofre tensões diante do esforço de fazer todas as pessoas parte do corpo de Cristo; TÍTULO: “Nós fazemos parte do corpo de Cristo” 1 – Porque fomos incluídos neste corpo Houve uma inclusão das pessoas na Igreja, quando foram batizadas, quer judeus, quer gregos (v.13); Deus nos incluiu e não nos excluiu. No entanto, parece que nós nos excluímos (quando nos afastamos da Igreja); Paulo coloca a questão do batismo como entrada no corpo de Cristo (na Igreja). Calvino diz: “através do batismo somos enxertados no corpo de Cristo, de modo a vivermos unidos e nutrindo-nos de uma só vida”; Ele está falando do batismo de crentes, o qual se torna eficaz pela ação da graça do Espírito. Contudo, para que ninguém suponha que isso é efetuado pelo símbolo externo, o apóstolo acrescenta que ele é obra do Espírito santo; A questão fundamental é que somos unidos a Cristo, pela inclusão em seu corpo (a Igreja). Por isso, devemos permanecer unidos (incluídos) e não excluídos (afastados); 2 – Embora sejamos diferentes O corpo é um organismo vivo, contendo muitas partes distintas, que unidas umas as outras fazem parte do todo; muitos e diferentes, porém iguais diante de Deus. A diferença não nos exclui da comunidade, mas precisa completar e enriquecer; Como pessoas temos nossas diferenças. Como criaturas de Deus somos iguais. Diferentes em funções desempenhadas, mas iguais na fé partilhada. Se fossemos iguais, onde estaria a diferença. Ser diferente também é normal (Propaganda da síndrome de Dwal); Convivemos com pessoas: com suas histórias, suas angústias, seus sonhos etc. Cada sonho vivido junto, na comunidade, torna-se real; No v. 18 Paulo diz que “mas Deus dispôs os membros...” Ele é quem fez a boca, a mão etc. Deus, através do Espírito é quem nos deu o dom para trabalhar na Igreja. Essas diferenças não podem nos atrapalhar. Qualquer membro que fica descontente com sua própria posição está travando guerra com Deus. Devemos aceitar sua vontade e fazer a nossa função: quer seja de boca, mão, pé, olho, coração etc. Cada membro deve viver contente com sua posição e não com inveja ou dizendo que não faz parte do corpo (da Igreja) (v.15 “não sou do corpo...”); 3 – Para cooperar com este corpo Enquanto a Igreja existir os membros devem cooperar com o seu desenvolvimento (crescimento); O corpo é único (v.20) e deve haver cooperação para ter desenvolvimento (v.21), pois um precisa do outro; Os membros inferiores são tão necessários quanto os superiores (v.24). Os membros devem cooperar uns com os outros (v.25); Ex.: o cérebro emite uma ordem para os pés andarem, as mãos pegarem o alimento, a boca mastigar, o estômago digerir, as veias conduzirem o alimento e nutrir todo o corpo. Se o pé não quiser fazer, a mão não pegar, a boca não comer etc., todo o corpo sofre (v.26); A Igreja caminha quando todas as partes se movimentam e colaboram neste andar. Quando um sofre todos sofrem e não torcem pelo sofrimento do outro. Conclusão Revisão do tema e dos pontos; Aplicação: Qual é a sua função no corpo? Seja qual for, coopere sempre.
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TRABALHO PARA EXERCITAÇÃO Desenvolver o sermão abaixo com as divisões já definidos. Tema: O Cristo que não muda Texto: Hebreus 13:8 Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. I - O que não muda em Cristo ? II - Por que não há mudança em Cristo ? Desenvolver o sermão abaixo com o tema e texto definido. Tema : O Cristo Maravilhoso Texto : Isaias 9:6 E o seu nome será Maravilho. 2. Sermão Textual Como já estudamos, o sermão textual é aquele cuja as divisões e derivada do texto. Uma forma lógica e prática para o desenvolvimento é utilizar as divisões do próprio texto. A entrada João 10:9 Eu sou a porta, se alguém entrar por mim, salvar-se-á
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I - Eu sou a porta. A ) Da Salvação B ) Da felicidade C ) Estreita II - Se alguém entrar por Mim A ) Não há acepção de pessoas B ) A única entrada III - Salvar-se-á A ) Uma decisão própria B ) Da perdição eterna Desenvolver o sermão abaixo com as divisões já definidos. A postura do cristão Salmo 1:1 Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. I - Bem-aventurado II - O varão que não anda segundo o conselho dos ímpios III - Nem se detém no caminho dos pecadores IV - Nem se assenta na roda dos escarnecedores Desenvolver o sermão abaixo com o tema e texto definido. Tema : Olhar para Jesus Texto: Hebreus 12:2 Olhando para Jesus, autor e consumador da fé... 3. Sermão Expositivo Como já estudamos, o sermão expositivo é aquele cuja as divisões estão inseridas no fato narrado. Uma forma lógica e prática para o desenvolvimento de um sermão é a descrição do episódio. O encontro com a vida Lucas 7:11-17 I - A multidão que seguia a Jesus A ) Pessoas desejosas B ) Pessoas com esperanças C ) Pessoas alegres II - A multidão que seguia a viúva A ) Pessoas entristecidas B ) Pessoas sem esperanças C ) Pessoas inconformadas III - O encontro da vida com a morte A ) A vida é uma autoridade B ) A morte se curva ante a vida IV - O resultado do encontro A ) A ressurreição do jovem B ) A alegria da multidão entristecida C ) A edificação da multidão que seguia Jesus D ) A conversão de muitos Desenvolver o sermão abaixo com as divisões já definidoS . A mulher Samaritana Texto: João 4:1-42 I - O encontro com a mulher II - O diálogo III - O testemunho da mulher IV - O resultado do testemunho Desenvolver o sermão abaixo com o tema e texto definido.
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Tema : A cura de Naamã Texto : II Reis 5:1-14

Referências bibliográficas Marinho, Robson Moura. A Arte de Pregar: a comunicação na homilética. 1ª edição, São Paulo-SP, Vida Nova, 1999, 192p. Gouveia, Herculano. Jr. Lição de Retórica Sagrada. Seminário do Sul, Campinas, São Paulo-SP, 1974, 99p.

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