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tradução protéica

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Revisão bibliográfica do processo de tradução do DNA, formação de RNA e transcrição em proteínas
Revisão bibliográfica do processo de tradução do DNA, formação de RNA e transcrição em proteínas

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Published by: carolsous on Aug 19, 2009
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07/02/2013

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Há quatro características particularmente notáveis do código
genético. Primeiro é que não é necessária qualquer pontuação ou sinal
para indicar o final de um códon e o começo do próximo, o código é
"sem vírgulas". A estrutura de leitura deve ser, portanto,
corretamente estabelecida no início da leitura de uma molécula de
mRNA e, então, dirigida seqüencialmente de uma trinca à próxima, ou
então todos os códons ficarão fora de registro, resultando na
formação de uma proteína com seqüência de aminoácidos deturpada.
Esse fato enfatiza a necessidade de alguma forma de sinal único, no
mRNA, para indicar o ponto correto no qual a leitura pelo ribosoma
deve começar; esses sinais de iniciação serão discutidos mais tarde.
A segunda característica importante é que o código de
aminoácidos é degenerado, isto é, há mais de uma palavra do código
para a maioria dos aminoácidos. Degenerado não significa imperfeito,
pois não há palavra do código que especifique mais de um aminoácido.
A degenerescência do código genético é uma característica que
dá sua contribuição para a sobrevivência. Se houvesse somente uma
palavra do código para cada aminoácido, somente 20 dos 64 códons
possíveis seriam usados, e a maioria das mutações pontuais das trincas
de codificação resultaria em trincas que não codificam para qualquer
aminoácido. Por outro lado, devido à degenerescência do código, uma
mutação, na maior parte dos casos, resulta na formação de uma trinca-
sinônimo ou substituição de um aminoácido por outro, geralmente
produzindo uma mutação silenciosa, isto é, um produto gênico com
função inalterada. A degenerescência do código, assim, permite
formação de uma proteína mutante, que é freqüentemente ainda
funcional e, na realidade, poderia mesmo ser uma proteína melhor que a

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do organismo do tipo selvagem. A degenerescência do código pode
então levar a um "melhoramento" gradual do genoma e de seus
produtos gênicos; ela permite que ocorra uma variedade de
substituições de aminoácidos por mutação, a partir das quais a
substituição com um melhor valor de sobrevivência pode ser
selecionada. Uma vez que as mutações mais freqüentes envolvem
mudanças A-G ou C-T, que usualmente não tem efeito no aminoácido
codificado, quando elas ocorrem na terceira posição, a
degenerescência do código pode também ser considerada como tendo
um valor protetor, estabilizando o genoma contra mutações.
Uma terceira importante característica é que a terceira base
nos códons é menos específica que as duas primeiras. Note-se que a
degeneração do código envolve somente a terceira base no códon, na
maioria dos casos (exceções são arginina, leucina e serina). A terceira
posição, isto é o nucleotídeo na extremidade 3'-hidroxílica do códon é
de menor importância e não se encaixa perfeitamente; em outras
palavras, é frouxo e tende a “oscilar”.

Pareamentos permitidos na 3a

posição

Base 5' - anticódon

Base 3' - códon

C

G

A

U

U

A ou G

G

U ou C

I

U, C ou A

Uma explicação plausível ao fato de o pareamento de bases
entre códon e anticódon ser frouxo ou oscilante na posição 3 do códon
surgiu de considerações cinéticas.
M. Eigen estabeleceu que o anticódon não deve fixar-se muito
fortemente ao códon, pois a velocidade de dissociação das pontes de
hidrogênio que mantêm unido o complexo códon-anticódon pode, então,
ser muito lenta para ser compatível com a conhecida alta velocidade da
síntese de proteínas. As pontes de hidrogênio envolvidas no
pareamento de bases de somente um ou dois nucleotídeos seriam
relativamente frouxas e, assim, teriam baixa especificidade, enquanto
que as pontes de hidrogênio formadas quando muitos resíduos de

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nucleotídeos sucessivos, pareados pelas bases com uma seqüência
complementar, teriam alta especificidade, mas se dissociariam muito
lentamente para ser útil na codificação da síntese de proteínas.
Aparentemente, uma trinca de nucleotídeos torna ótimas tanto a
especificidade da ligação de hidrogênio coma a velocidade de formação
e dissociação da interação códon-anticódon.
Uma quarta característica do código é que três das 64 trincas
não codificam para qualquer aminoácido. UAG, UAA e UGA. Como já foi
citado, essas trincas são sinais para a terminação das cadeias polipep-
tídicas.

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