UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

THIAGO CESAR RAMOS DE SOUZA








Dimensionamento Técnico e Avaliação Econômica da Microgeração Solar - Estudo
de caso: Novo Prédio de Engenharia Elétrica













CURITIBA
2013

THIAGO CESAR RAMOS DE SOUZA











Dimensionamento Técnico e Avaliação Econômica da Microgeração Solar - Estudo
de caso: Novo Prédio de Engenharia Elétrica

Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado como documento avaliativo
ao Departamento de Engenharia Elétrica,
Setor de Tecnologia, Universidade
Federal do Paraná, como parte das
exigências para a obtenção do título de
Engenheiro Eletricista.

Orientador: Prof. Dr. Clodomiro Unsihuay
Vila.







CURITIBA
2013


































Dedico este trabalho ao meu pai, Orlando de Souza. Meu exemplo de
caráter.


AGRADECIMENTOS



À minha família, por tudo.
Ao meu professor orientador Clodomiro Unsihuay Vila, pela disponibilidade,
paciência, apoio e compreensão na conclusão desse trabalho.
Aos amigos de curso Heloisa, Murilo, David, Alexandre Hellboy, André
Eurípedes, Rodrigo Moraes, pelos momentos de descontração e companheirismo.
Aos amigos da minha cidade natal, Registro-SP, que sempre me deram um
motivo a mais para voltar para lá.
Àqueles com os quais eu tive a oportunidade de dividir moradia e aprender
inúmeras coisas.
Aos amigos que fiz em Curitiba.
A Deus.


RESUMO

A diversificação da matriz energética é importante para dar opções de investimentos
e formas de preservar o ambiente através de fontes limpas de energia. A geração
solar fotovoltaica é uma tecnologia que está em constante desenvolvimento e
através da REN 482/12 ganhou a oportunidade para que sejam instaladas mini e
microgerações fotovoltaicas conectadas à rede. O sistema de compensação de
energia é o que dará ao cliente o retorno do investimento nesse setor. Esse trabalho
visa evidenciar características importantes para que se faça o dimensionamento
correto de um sistema de microgeração distribuída com base em energia solar e
fazer uma análise da geração obtida, assim como um estudo da viabilidade
financeira do tipo de emprendimento. Neste trabalho foi proposto uma
metododologia para o dimensionamento e analise de viabilidade econômica de uma
microgeraçao solar. Resultados deste trabalho indicam que os parâmetros técnicos
estão bem definidos pelas normas e que é possível instalar uma microgeração
fotovoltaica no Edifício do DELT/UFPR sem ter prejuízo financeiro.

Palavras-chave: Microgeração distribuída, energia solar, microgeração solar,
energias renováveis, redes elétricas inteligentes,

ABSTRACT

The diversify of the energy matrix is important to give investment options and ways to
preserve the environment through clean energy sources. The solar photovoltaic
generation is a technology that is constantly evolving and through REN 482/12 got
the opportunity to be installed mini and micro photovoltaic generation grid-connected.
The energy compensation system is what will give the customer the return on
investment in this sector. This work aims to highlight important features that make the
correct sizing of a solar based distributed microgeneration system and to analyze the
obtained generation, as well as a study of the financial viability of the type of
investment. This work proposes one way for sizing and analysis of the economic
viability of a solar microgeneration. Results of this study indicate that the technical
parameters are well defined by the rules and that it is possible to install a
photovoltaic microgeneration in building DELT / UFPR without financial loss.

Key words: Micro generation distributed, solar power, solar microgeneration,
renewable power, smart grid.




LISTA DE ILUSTRAÇÕES

FIGURA 1: MASSA DE AR. ...................................................................................... 23
FIGURA 2: ÂNGULO AZIMUTAL. ............................................................................. 24
FIGURA 3 - EFEITO FOTOVOLTAICO ..................................................................... 26
FIGURA 4: COMPONENTES DE UM MÓDULO FOTOVOLTAICO. ......................... 29
FIGURA 5: CURVA I-V EM DIFERENTES NÍVEIS DE RADIÂNCIA DO MÓDULO
MPRIME M240P. ....................................................................................................... 30
FIGURA 6: CURVA I-V EM DIFERENTES TEMPERATURAS DO MÓDULO
MPRIME M240P. ....................................................................................................... 30
FIGURA 7: ARRANJ O DE MÓDULOS EM SÉRIE E PARALELO. ........................... 32
FIGURA 8: POSIÇÃO GEOGRÁFICA DO LOCAL DE IMPLANTAÇÃO. .................. 35
FIGURA 9: CALCULANDO ORIENTAÇÃO DO NOVO PRÉDIO DA ENGENHARIA
ELÉTRICA UFPR. ..................................................................................................... 38
FIGURA 10: DETALHE DA INCLINAÇÃO DO TELHADO EM RELAÇÃO AO PLANO
HORIZONTAL. .......................................................................................................... 39
FIGURA 11: CLASSIFICAÇÃO DE MÓDULOS FOTOVOLTAICOS. ........................ 39
FIGURA 12: ESPECIFICAÇÕES ELÉTRICAS MÓDULO M240P. ............................ 40
FIGURA 13: FLUXOGRAMA PARA INSTALAÇÃO DE UMA MICROGERAÇÃO
SOLAR. ..................................................................................................................... 42
FIGURA 14: DIMENSÕES DO MÓDULO M240P DA MPRIME. ............................... 44
FIGURA 15: PAINEIS POSICIONADOS OTIMAMENTE NO TELHADO DO NOVO
BLOCO DE ENGENHARIA ELÉTRICA UFPR. ......................................................... 45
FIGURA 16: FOLHA DE DADOS DO MODELO DE INVERSOR SIW700. ............... 47
Figura 17: HISTÓRICO DE TEMPERATURAS REGISTRADAS EM CURITIBA ...... 48
FIGURA 18: ARRANJ O DE STRINGS PARA OS INVERSORES DE 8KW. ............. 49
FIGURA 19: ARRANJ O DE STRINGS PARA OS INVERSORES DE 10 KW. .......... 50
Figura 20: COMPORTAMENTO HORÁRIO DA GERAÇÃO NAS HORAS DO DIA
(Wh) MÉDIA DIÁRIA DO MÊS DE DEZEMBRO. ...................................................... 60
FIGURA 21: ESTIMATIVA DE GERAÇÃO ENERGIA MENSAL (Wh/mês) AO
LONGO DO ANO. ..................................................................................................... 61
FIGURA 22: EXEMPLO DE SAZONALIDADE AO LONGO DE DIAS DE MESES
COM ATIVIDADES ACADÊMICAS. .......................................................................... 63

FIGURA 23: GRÁFICO COMPARATIVO ENTRE GERAÇÃO E CONSUMO AO
LONGO DE UM ANO. ............................................................................................... 64





LISTA DE TABELAS

TABELA 1 - NÍVEIS DE TENSÃO CONSIDERADOS PARA CONEXÃO DE MICRO E
MINICENTRAIS GERADORAS ................................................................................. 19
TABELA 2 – REQUISITOS MÍNIMOS EM FUNÇÃO DA POTÊNCIA INSTALADA .. 19
TABELA 3 - COMPARAÇÃO DA EFICIÊNCIA DAS DIVERSAS TECNOLOGIAS DE
CÉLULAS FOTOVOLTAICAS ................................................................................... 27
TABELA 4 - ÂNGULO DE INCLINAÇÃO RECOMENDADO PARA INSTALAÇÃO DE
PAINEIS DE ACORDO COM A LATITUDE DO LOCAL............................................ 36
Tabela 5- NÍVEIS DE TENSÃO EFICAZ EM REGIME PERMANENTE. ................... 41
TABELA 6 - DISTORÇÃO HARMÔNICA TOTAL ...................................................... 41
TABELA 7 - FLUTUAÇÃO DE TENSÃO ................................................................... 41
TABELA 8 - MÉDIAS DE INSOLAÇÃO DE DIFERENTES FONTES DE DADOS. ... 56
TABELA 9 - MÉDIA HORÁRIA MENSAL DE INSOLAÇÃO NA FACE NORTE DO
TELHADO. ................................................................................................................ 57
TABELA 10 - MÉDIA HORÁRIA MENSAL DE INSOLAÇÃO NA FACE SUL DO
TELHADO. ................................................................................................................ 57
TABELA 11 - ESTIMATIVA DE GERAÇÃO DE 78 PAINÉIS DE 240 W NA FACE
NORTE DO TELHADO.............................................................................................. 59
TABELA 12 - ESTIMATIVA DE GERAÇÃO DE 78 PAINÉIS DE 240 W NA FACE
SUL DO TELHADO ................................................................................................... 59
TABELA 13 - ESTIMATIVA DE GERAÇÃO TOTAL DO TELHADO. ......................... 60
TABELA 14 - MÉDIA HORÁRIA DE CONSUMO NO MÊS E CONSUMO TOTAL DO
BLOCO DE ENGENHARIA ELÉTRICA. .................................................................... 62
TABELA 15 - MÉDIA MENSAL DE DIFERENÇA ENTRE CONSUMO E GERAÇÃO.
.................................................................................................................................. 65
TABELA 16 - SISTEMA DE FATURAMENTO NET METERING. .............................. 66
TABELA 17 - PARÂMETROS FINANCEIROS DO PROJ ETO. ................................. 66
TABELA 18 - LEVANTAMENTO DE MATERIAIS E PREÇOS. ................................. 67
TABELA 19 - SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE PARA CAPITAL
PRÓPRIO AO LONGO DO PERÍODO DE FINANCIEMENTO. ................................ 68
TABELA 20 - SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE DO CAPITAL
FINANCIADO AO LONGO DO PERÍODO DE FINANCIEMENTO. ........................... 69

TABELA 21 - VPL PARA DIFERENTES FINANCIAMENTOS E TARIFAS
CONSIDERANDO E DESCONSIDERANDO IMPOSTOS SOB EQUIPAMENTOS. . 70




SUMÁRIO


1 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 14
1.1 CONTEXTO ................................................................................................. 15
1.2 OBJ ETIVOS ................................................................................................. 16
1.3 J USTIFICATIVAS ......................................................................................... 16
1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO ..................................................................... 17
2 GERAÇÃO DISTRIBUÍDA E LEGISLAÇÃO ....................................................... 18
3 GERAÇÃO SOLAR FOTOVOLTAICA ................................................................ 21
3.1 ENERGIA SOLAR ........................................................................................ 21
3.1.1 RADIAÇÃO SOLAR ............................................................................... 22
3.1.2 MASSA DE AR ...................................................................................... 22
3.1.3 IRRADIÂNCIA ........................................................................................ 23
3.1.4 INSOLAÇÃO .......................................................................................... 23
3.1.5 ÂNGULO AZIMUTAL ............................................................................. 24
3.1.6 STANDARD TEST CONDITIONS ........... Error! Bookmark not defined.
3.2 APROVEITAMENTO DA ENERGIA SOLAR ................................................ 25
3.2.1 EFEITO FOTOVOLTAICO ..................................................................... 25
4 MATERIAIS E METODOLOGIA ......................................................................... 34
4.1 LOCAL DE INSTALAÇÃO ............................................................................ 34
4.2 POTÊNCIA MÁXIMA DE GERAÇÃO ........................................................... 36
4.3 ÁREA DISPONÍVEL ..................................................................................... 37
4.4 ESCOLHA DOS PAINÉIS SOLARES .......................................................... 39
4.5 ESCOLHA DE INVERSOR........................................................................... 40
4.6 FLUXOGRAMA DE ETAPAS DO PROJ ETO ............................................... 42
5 PROJ ETO ELETRICO-DIMENSIONAMENTO TÉCNICO .................................. 44
5.1 MÓDULOS FOTOVOLTAICOS .................................................................... 44

5.2 INVERSORES .............................................................................................. 46
5.3 CAIXA DE STRINGS .................................................................................... 51
5.4 QUADRO DE PROTEÇÃO DE CORRENTE CONTÍNUA ............................ 51
5.5 QUADRO DE PROTEÇÃO DA CORRENTE ALTERNADA ......................... 52
5.6 CONDUTORES ............................................................................................ 55
6 ANÁLISE DE RESULTADOS ............................................................................. 56
6.1 GERAÇÃO ................................................................................................... 56
6.2 CONSUMO................................................................................................... 62
6.3 CONSUMO EM RELAÇÃO À GERAÇÃO .................................................... 63
6.4 VIABILIDADE ECONÔMICA ........................................................................ 65
7 CONCLUSÃO .................................................................................................... 71





14
1 INTRODUÇÃO

A geração de energia elétrica a partir de fontes solares vem crescendo de
forma acelerada nos últimos anos no Brasil. Parte-se de sistemas muito pequenos e
isolados para minigerações e microgerações conectadas à rede elétrica de
distribuição com a REN 482 da ANEEL (ABINEE, 2012).
A familiarização com essa tecnologia será um aprendizado para que num
futuro não tão distante, possa-se incluir de forma mais significativa a geração solar
na matriz energética brasileira.
Normas técnicas e requisitos de conexão já vem sendo implementados,que
mostra a real intenção de aprimorar a regulamentação que irá reger as instalações
dessa natureza e torná-la mais presente.
O Brasil, devido ao seu vasto território e condições climáticas favoráveis, é
um país que apresenta grande potencial para que a geração solar seja aproveitada.
Porém não existe um incentivo fiscal para o investimento em fontes renováveis, além
da atratividade indiscutível dos investimentos para geração a partir da energia
hidráulica.
Um conceito que vem sendo muito utilizado ultimamente é o de geração
distribuída, que consiste em aproximar a geração do consumo. Combinando os
conceitos de geração distribuída e micro e minigeração, tem-se a mini e
microgeração distribuída. A micro e minigeração distribuída vem sendo usado em
indústrias para reduzir o valor da fatura com geração a partir de biomassa, como por
exemplo indústrias que usam rejeitos da industrialização da cana-de-açúcar e da
soja (ANEEL, 2002)
Da junção de ideias surge a mini e microgeração solar conectada à rede.
Um ponto a ser considerado é que um sistema de microgeração distribuída
que utiliza energia solar, tem sua geração aproveitada de forma instantânea durante
o dia e inatividade no período noturno. A energia gerada durante o dia, faz com que
menos energia elétrica proveniente de fontes “estocáveis” (hidráulicas, combustíveis
fósseis, carvão, biomassa) precisem ser utilizadas e possam ser aproveitadas em
outros momentos.
Esse trabalho visa analisar os aspectos de uma geração solar fotovoltaica
através de estudos de normas vigentes no Brasil e estado do Paraná e simulações
utilizando bancos de dados de irradiação solar para esse objetivo. Será feita uma
15
análise econômica para que se tenha ideia de como uma geração solar se comporta
em Curitiba que, apesar de não ter índices de radiação tão bons quanto o de outras
regiões do Brasil, possui capacidade de geração solar maior do que países como a
Alemanha, que lidera o ranking mundial em capacidade de geração solar instalada.

1.1 CONTEXTO

A energia elétrica é uma das principais formas de energia consumida no
mundo atualmente. Isso se dá, por sua flexibilidade, uma vez que a mesma pode ser
transmitida por longas distâncias com perdas relativamente pequenas e a
capacidade dessa energia ser utilizada para vários fins, como prover luz, calor,
alimentar máquinas e transmitir informações.
A necessidade da energia elétrica é observada quando se olha ao redor,
mexe-se em aparelhos celularesvai-se até a geladeira, acende-se a luz para iluminar
um ambiente, entre uma infinidade de coisas.
Por volta de 1980 o mundo consumia algo em torno de 7.000 TWh/ano. Hoje
(2013) é consumido aproximadamente 19.000 TWh/ano e a previsão para 2030 é
que o consumo anual seja próximo dos 30.000 TWh/anoV(VILLALVA, M.G &
GAZOLI, 2012).
Entre as fontes de energia utilizadas para fornecer a todo o planeta essa
quatidade massiva de eletricidade, tem-se: carvão mineral, óleo, gás natural, energia
nuclear, hidráulica, biomassa, geotérmica, solar e eólica.
Dentre as diversas fontes utilizadas para se obter a energia elétrica, tem-se
as que são caracterizadas como “renováveis” e “não renováveis”. É considerada
uma fonte “renovável” ou “limpa” de energia elétrica, toda a fonte que, no processo
de geração de eletricidade não gera resíduos poluentes. Porém quando se está
produzindo elementos para alguma tecnologia de geração ou para que haja a
implantação de alguma central de geração podem ser gerados resíduos ou impactos
ambientais. Como é o caso da implantação de centrais hidrelétricas: a geração de
energia elétrica através da energia hidráulica não gera resíduos, mas a instalação
exige o comprometimento de uma área considerável em um ambiente que costuma
ter fauna e flora densas (margens de rios) e acabam sendo permanentemente
afetados. Geradores eólicos produzem ruídos audíveis, causam impacto na
paisagem e podem causar a mortes de pássaros que sejam porventura atingidos
16
pelas hélices geradoras. Na fabricação de células fotovoltáicas são utilizados
grandes quantidades de energia e fluidos tóxicos, além das grandes áreas exigidas
para sua instalação (VILLALVA, M.G & GAZOLI, 2012).
Apesar dos impactos ambientais causados pelas fontes “limpas” de energia,
elas ainda são uma opção mais segura e relativamente mais limpas quando
comparadas com as fontes não renováveis, que emitem poluentes que causam
danos à atmosfera.

1.2 OBJ ETIVOS

O objetivo desse trabalho é dimensionamento técnico e o analise da
viabilidade econômica da instalação de uma microgeração distribuída baseada em
paineis solares fotovoltaicos na região de Curitiba - PR.
Será feito um estudo de como se comportaria uma microgeração solar
fotovoltaica instalada no telhado do novo prédio de Engenharia Elétrica da UFPR.
Para se atingir o objetivo final, haverão etapas intermediárias como: levantamento
de dados, estudo da tecnologia, elaboração do projeto, estudo de normas e
levantamento de materiais.

1.3 J USTIFICATIVAS

É clara a importância de estudos e elaboração de projetos na área de
geração solar fotovoltaica no Brasil para que se adquira experiência em mais esse
tipo de geração.
O momento atual é oportuno para se estudar a implantação de projetos de
geração distribuída no Brasil. A resolução normativa N° 482 da ANEEL surge para
incentivar o tanto o pequeno empreendedor, que deseja fazer um investimento a
médio prazo, quanto empresas de grande porte que podem instalar sistemas de
geração solar para demonstrar preocupação sócio-ambiental, e melhorar sua
imagem para com o público.
Academicamente, tanto o estudo do dimensionamento técnico e analise
financeira e os resultados deste trabalho quanto a possibilidade de implantação, se
justificam de forma óbvia. Os projetos sendo elaborados de acordo com as normas
vigentes no Brasil e na região farão com que se viabilizem tecnicamente. A
17
instalação de uma microgeraçao solar no prédio do DELT/UFPR é de grande
importância para o estudo e pesquisa desse tipo de geração, fazendo com que o
estudante de engenharia elétrica se familiarize com a tecnologia, que está em
constante desenvolvimento, além da análise de comportamento desse tipo de
geração.

1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO

O presente trabalho é composto por sete capítulos. O primeiro capítulo tem o
objetivo de justificar sua elaboração. No segundo capítulo é apresentado o conceito
de geração distribuída assim como as leis vigentes que ditam os requisitos para
projetos conectados a rede elétrica que, neste caso, é a rede de distribuição da
COPEL.
O terceiro capítulo apresenta a tecnologia de geração utilizada (fotovoltaica)
e suas principais características.
O quarto capítulo mostra passo-a-passo as etapas a serem seguidas para
instalação de uma microgeração solar fotovoltaica, desde a parametrização da
potência instalada até a escolha do inversor.
O quinto capítulo coloca em prática a metodologia citada no capítulo 4.
O sexto capítulo demonstra os resultados da geração considerando
informações do banco de dados do software Radiasol, considerando as possíveis
perdas ao longo da instalação e faz uma comparação entre consumo e geração,
onde pode-se saber a quantidade de energia que deixa de ser retirada da rede e a
quantidade de energia que é injetada na rede. Além da análise energética de
resultados também é feita uma breve análise de viabilidade econômica através do
cálculo do Valor Presente Líquido, VPL, simulando diferentes situações de
financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o
BNDES.
O sétimo, e último, capítulo apresenta a conclusão baseada nos resultados e
o aprendizado obtido no processo de elaboração do projeto.
O projeto segue em apêndice com os resultados dos dimensionamentos.


18
2 GERAÇÃO DISTRIBUÍDA E LEGISLAÇÃO

A geração distribuída consiste em ter a geração mais perto do consumidor,
economizando, assim com a implantação de sistemas de transmissão de energia
elétrica.
A resolução REN 482/2012 estabelece as condições gerais para o acesso
de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia
elétrica, o sistema de compensação de energia elétrica e dá outras providências.
É estabelecido pela REN 482/2012 no Art. 2° o conceito de microgeração
distribuída como sendo:

“Central geradora de energia elétrica com potência instalada menor ou igual
a 100kW e que utilize fontes com base em energia hidráulica, solar, eólica,
biomassa ou cogeração qualificada, conforme regulamentação da ANEEL,
conectada na rede de distribuição por meio de instalação de unidades
consumidoras.”

A REN 517/2012, que altera alguns artigos e incisos da REN 482/2012,
define o conceito de sistema de compensação de energia elétrica como sendo:

“Sistema no qual a energia ativa injetada por unidade consumidora com
microgeração distribuída ou minigeração distribuída é cedida, por meio de
empréstimo gratuito, à distribuidora local e posteriormente compensada com
o consumo de energia elétrica ativa dessa mesma unidade consumidora ou
de outra unidade consumidora de mesma titularidade da unidade
consumidora onde os créditos foram gerados, desde que possua o mesmo
Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou Cadastro de Pessoa J urídica (CNPJ )
junto ao Ministério da Fazenda.”

Ainda na REN 482/2012, no capítulo 3, que fala sobre o acesso aos
sistemas de distribuição, no Art. 3° tem-se que:

§1° O prazo para a distribuidora efetuar as alterações de que trata o caput e
publicar as referidas normas técnicas em seu endereço eletrônico é de 240
(duzentos e quarenta) dias, contados da publicação desta Resolução.
§2° Após o prazo do §1°, a distribuidora deverá atender às solicitações de
acesso para microgeradores e minigeradores distribuídos nos termos da
Seção 3.7 do Módulo 3 do PRODIST.

No Brasil, a ANEEL, do módulo 3 do PRODIST “Procedimentos de
Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional – Acesso ao Sistema
de Distribuição”, estabelece os critérios para a conexão da geração distribuída no
19
sistema de distribuição. Tais critérios podem ser encontrados nas seções 3.3 e 3.7
do módulo 3 do PRODIST.
Na TABELA 1 tem-se a classificação do nível de tensão pela potência de
geração instalada e a TABELA 2 descreve as proteções mínimas para cada faixa de
potência.


TABELA 1 - NÍVEIS DE TENSÃO CONSIDERADOS PARA CONEXÃO DE MICRO E MINICENTRAIS
GERADORAS
Potência Instalada Nível de Tensão de Conexão
<10kW Baixa Tensão (monofásico, bifásico ou trifásico)
10 a 100kW Baixa Tensão (trifásico)
101 a 500kW Baixa Tensão (trifásico)/Média Tensão
501kW a 1MW Média Tensão
FONTE: (PRODIST, 2012).

TABELA 2 – REQUISITOS MÍNIMOS EM FUNÇÃO DA POTÊNCIA INSTALADA
Equipamento
Potência Instalada
Até 100kW 101kW a 500kW 501kW a 1MW
Elemento de desconexão Sim Sim Sim
Elemento de interrupção Sim Sim Sim
Transformador de acoplamento Não Sim Sim
Proteção de sub e sobretensão Sim Sim Sim
Proteção de sub e sobrefrequência Sim Sim Sim
Proteção contra desequilíbrio de corrente Não Não Sim
Proteção contra desbalanço de tensão Não Não Sim
Sobrecorrente direcional Não Não Sim
Sobrecorrente com restrição de tensão Não Não Sim
Relé de sincronismo Sim Sim Sim
Anti-ilhamento Sim Sim Sim
Estudo de curto-circuito Não Sim Sim
Medição
Sistema de Medição
Bidirecional
Medidor 4
Quadrantes
Medidor 4
Quadrantes
Ensaios Sim Sim Sim
FONTE: (PRODIST, 2012).

A norma do estado do Paraná que estabelece os critérios mínimos para
conexão de microgeração distribuída à rede é a NTC 905100 – MANUAL DE
ACESSO DE GERAÇÃO DISTRIBUÍDA AO SISTEMA DA COPEL (COPEL, 2012).
20
A NTC 905100 define parâmetros de tensão e potência para conexão à rede
bastante semelhantes aos especificados pelo PRODIST, mas com definições mais
precisas quanto aos níveis de tensão e configuração do sistema:

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO SISTEMA COPEL
a) Frequência:
60 Hz (frequência padrão no Brasil).
b) Tensões:
Baixa tensão (BT):
 127/220 V (sistema trifásico).
 127/254 V (sistema monofásico a três fios)
 127 V (sistema monofásico a dois fios)
Média tensão (MT):
 13,8 kV para distribuição urbana e suprimento a pequenas
localidades;
 34,5 kV para subtransmissão e, em alguns casos, para
distribuição direta;
Alta tensão (AT):
 69 kV e 138 kV para transmissão.

Em relação à potência instalada e nível de tensão de conexão, a NTC
905100 define no item 4.1.4:

“No caso de microgeradores (vide glossário) a conexão será em BT
diretamente na rede da COPEL. Para as centrais geradoras com
potência instalada de 76 a 100 kW, com entrada em MT, serão
mantidos os padrões existentes. Se o acessante de 76 até 100kW
requerer conexão em BT, o caso será analisado pela COPEL.”



21
3 GERAÇÃO SOLAR FOTOVOLTAICA

3.1 ENERGIA SOLAR

A energia proveniente do Sol viaja através do espaço em forma de ondas
eletromagnéticas. A energia transmitida por essas ondas depende diretamente de
sua frequência. A equação que relaciona a energia de uma onda eletromagnética
com sua frequência é chamada de relação de Planck ou equação de Planck-
Einstein.
E =ℎ.¡ (3.1)
Onde E é a energia da onda (expressa em J oules), f a frequência (em hertz) e h é a
constante física de proporcionalidade, chamada constante de Planck. O valor
aproximado de h é:
ℎ =6,636×10
-34
[[s]
Outra caracterítica das ondas eletromagnéticas é ter seu comprimento de onda (λ)
inversamente proporcional a frequência:
c =z.¡ (3.2)
Sendo c a velocidade da luz no vácuo (aproximadamente 300.000km/s) um valor
constante, tem-se uma proporcionalidade entre as grandezas das características das
ondas (VILLAVA & GAZOLI, 2012).
A quantidade de radiação recebida em uma certa localidade depende de sua
posição geográfica e do horário do dia do ano que esse ponto se encontra. A
variação dos níveis de radiação recebidos existe devido à inclinação do eixo em
torno do qual a Terra gira (movimento de rotação) e seu movimento ao redor do Sol
(movimento de tranlação ou revolução).
A combinação entre esses dois movimentos fazem com que os dias
(períodos de claridade devido a luz do Sol) tenham diferentes durações ao decorrer
do ano e as estações. O começo das estações são marcados pelos solstícios de
inverno e verão e os equinócios de primavera e de outono. Os solstícios de verão de
cada emisfério ocorrem quando a Terra está numa posição tal que o emisfério
receberá a máxima quantidade de luz no ano, e os equinóciios quando os dias de
ambos os emisférios tiverem a mesma duração. No Brasil, tem-se os equinócios de
outono dia 21 de março, equinócio de primavera dia 21 de setembro e os solstícios
22
de inverno dia 21 de junho e o solstício de verão nos dia 21 de dezembro (ANEEL,
2010)

3.1.1 RADIAÇÃO SOLAR

A radiação solar é o conjunto das frequências de ondas eletromagnéticas
emitidas pelo Sol, tanto as ondas visíveis quanto as não visíveis transportam energia
que pode ser captada na forma de calor ou energia elétrica.
Pode-se classificar a radiação solar como difusa e direta, essas duas
radiações compõe a radiação global.
A radiação difusa é composta pelos raios solares que chegam indiretamente
ao plano. É a luz que é refletida, difratada, refletida em poeira e outros objetos até
chegar no plano.
Radiação direta é aquela que vêm do Sol e incide diretamente no plano em
linha reta, com uma inclinação que dependerá do ângulo zenital.

3.1.2 MASSA DE AR

Internacionalmente chamada de AM (Air Mass), é a espessura da camada
de ar que a radiação solar precisa atravessar até que chegue no plano. Quando o
ângulo zenital é 0° a massa de ar tem o seu valor mínimo, que é 1. Quanto maior o
ângulo do Sol em relação ao zênite (linha perpendicular ao solo) maior será a massa
de ar. A fórmula para cálculo da AM é:
AH =
1
cos0z
(3.3)
Onde:
AM: Massa de ar.
θz: Ângulo zenital.
23

FIGURA 1: MASSA DE AR.
FONTE: (Green Rhino Energy, s.d)

Para as condições de teste dos paineis fotovoltaicos, os fabricantes utilizam
o AM =1,5. Esse valor é uma referência mundial e é utilizado em todos os catálogos
de fabricantes de células e módulos.
O ângulo zenital varia durante o ano e conforme a latitude do local.

3.1.3 IRRADIÂNCIA

É uma unidade de potência por área, expressa em W/m² (watt por metro
quadrado) usada para quantificar a radiação solar.
Utiliza-se o valor de 1000 W/m² para especificação de módulos e células
fotovoltaicos, assim como o valor 1,5 para a massa de ar. A irradiância da luz solar
na superfície da terra é tipicamente 1000 W/m², por isso esse valor é escolhido e
amplamente utilizado em catálogos pelos fabricantes.
Para mensurar a energia fornecida pela radiação solar, utiliza-se a grandeza
chamada “insolação”.

3.1.4 INSOLAÇÃO

Insolação é a medida da quantidade de potência ao longo de um certo
intervalo de tempo em uma área determinada. Sua unidade é o Wh/m².
24
É frequente ter informações em Wh/m² em tabelas e mapas que contenham
informações sobre energia solar. Essa unidade é bastante utilizada para se
dimensionar sistemas fotovoltaicos.

3.1.5 ÂNGULO AZIMUTAL

É o ângulo de orientação dos raios solares com relação ao norte geográfico.
Um observador localizado no hemisfério sul irá observar o Sol em diferentes
ângulos ao longo do dia, porém sempre ao norte do ponto que se encontra.

FIGURA 2: ÂNGULO AZIMUTAL.
FONTE: (VILLALVA & GAZOLI, 2012)
Isso determina que os paineis solares ao serem instalados com a face virada
para o norte, sempre estarão recebendo radiação solar. Isso determina que a melhor
forma para se instalar módulos fotovoltaicos é com suas faces apontando para o
norte, ou com ângulo azimutal igual a 0°.

3.1.6 CONDIÇÕES NORMAIS DE TESTE

As Standard Test Conditions, STC, são as condições normais de teste. O
módulo solar é testado em uma câmara climática que simula uma irradiância
de 1000 W/m², uma temperatura de 25°C e uma massa de ar de 1,5.
Os fabricantes de módulos utilizam a STC para dar as informações de seus
módulos solares. Essas condições de teste são padronizadas internacionalmente.
25
Sendo uma condição de teste padrão, pode se comparar os dados de
módulos solares sabendo que eles foram testados nas mesmas condições.

3.2 APROVEITAMENTO DA ENERGIA SOLAR

Quase todo tipo de fonte de energia pode ser considerada como uma forma
indireta de energia solar. A radiação solar é aproveitada de diversas formas pela
natureza. Pelo homem e é utilizada para aquecer fluidos, iluminar ambientes,
processos de secagem e também para transformar em outras formas de energia,
como energia cinética e elétrica.
A utilização da radiação solar para o aquecimento é feito com o uso de
concentradores ou coletores solares. O uso de coletores solares é empregado para
aquecer água para uso doméstico, enquanto os concentradores servem para
quando se precisa de temperaturas mais elevadas como por exemplo gerar vapor ou
secagem de grãos (ANEEL, 2012).
Pode-se gerar energia elétrica a partir da energia solar de forma indireta e
direta. A forma indireta é utilizando a radiação solar para aquecer a água e gerar
vapor, fazendo com que esse vapor, após adquirir a pressão adequada, gire a
turbina de um gerador. A forma direta consiste em transformar a energia solar em
energia elétrica através do efeito fotovoltaico.

3.2.1 EFEITO FOTOVOLTAICO

O efeito fotovoltaico, que é a base dos sistemas de energia solar fotovoltaica
para a produção de eletricidade, consiste na transformação da radiação solar
eletromagnética do Sol em energia elétrica através da criação de uma diferença de
potencial, ou uma tensão elétrica, sobre uma célula formada por um “sanduíche” de
materiais semicondutores. Se a célula for conectada a dois eletrodos, haverá tensão
elétrica sobre eles. Se houver um caminho elétrico entre os dois eletrodos, surgirá
uma corrente elétrica (VILLALVA, M.G & GAZOLI, 2012).
26

FIGURA 3 - EFEITO FOTOVOLTAICO
FONTE: (UFJ F, 2011)

3.2.1.1 CÉLULAS FOTOVOLTAICAS

Uma célula fotovoltaica é composta por duas camadas de material
semicondutor P e N, uma grade de coletores metálicos superior e uma base metálica
inferior.
A parte superior da célula receberá a luz, portanto o eletrodo condutor
presente nela deve ser o mais fino possível para não impedir a passagem dessa luz.
Os condutores são construídos na forma de uma fina grade metálica impressa na
célula.
O eletrodo da parte inferior é uma película de alumínio ou de prata.
As placas comerciais contam também com uma camada de material
antirreflexivo para aumentar a absorção de luz.
Os elétrons livres oriundos do efeito fotovoltaico ocorrido nas células
fotovoltaicas são captados pelos eletrodos, de forma que a tensão medida nos
terminais desses eletrodos é de aproximadamente 0,6 V.
A energia gerada por apenas uma célula fotovoltaica é muito baixa, de forma
que é necessário fazer arranjos de células para que se chegue a níveis mais altos
de tensão e se possa utilizar a energia gerada.
O rendimento de uma célula está diretamente ligado a tecnologia de sua
fabricação, que pode variar de acordo com o material utilizado.
27

3.2.1.2 TIPOS DE CÉLULAS FOTOVOLTAICAS

Na TABELA 3 são apresentados os diferentes tipos de células fotovoltaicas
e seus rendimentos.

TABELA 3 - COMPARAÇÃO DA EFICIÊNCIA DAS DIVERSAS TECNOLOGIAS DE CÉLULAS
FOTOVOLTAICAS
FONTE: (VILLALVA, M.G & GAZOLI, 2012)

 Silício monocristalino: Obtido através de um processo de formação de cristal
chamado método de Czochralski. O resultado é uma estrutura cristalina única
com ortanização molecular homogênea. Lâminas do material (waffers)
recebem impurezas através de processos químicos (dopagem) para formar as
camadas de silício P e N. Para atingir a pureza necessária precisa-se de
temperaturas de até 1500°C, o que faz o custo de fabricação ficar muito
elevado.
 Silício policristalino: Estrutura composta por um aglomerado de pequenos
cristais com tamanhos e orientações diferentes. O processo de obtenção é
mais barato que o do monocristalino por usar temperaturas mais baixas. A
lâmina de silício policristalino possui a aparência de um mozaico devido aos
cristais que a compõe. Também passa pela dopagem para estabelecer as
camadas P e N. O processo de obtenção do material da célula de silício
policristalino exige menores temperaturas, em custo do rendimento. A
redução da temperatura de fabricação faz que o investimento também seja
reduzido e em muitos casos, a redução no custo de fabricação acaba
compensando a redução no rendimento.
Material da célula fotovoltaica
Eficiência da célula em
laboratório
Eficiência da célula
comercial
Eficiência dos
módulos comerciais
Silício monocristalino 24,70% 18,00% 14,00%
Silício policristalino 19,80% 15,00% 13,00%
Silício amorfo 13% 10,50% 7,50%
Silício micromorfo 12% 10,70% 9,10%
Célula solar híbrida 20,10% 17,30% 15,20%
CIS, CIGS 18,80% 14% 10%
Telureto de cádmio 16,40% 10% 9%
28
 Silício amorfo: Utilizado em filmes finos (processo que consiste na deposição
das camadas de materiais dopados em uma base rígida ou flexível), tem
baixo custo de produção e rápida degradação inicial.
 Silício micromorfo: Utilizado em filmes finos, deposição de materiais feita em
duas etapas de diferentes faixas de temperaturas (1000°C na primeira etapa
e 500°C na segunda) e com utilização de materiais de baixo custo. As
temperaturas dos processos são semelhantes as de obtenção do silício
policristalino, porém sua eficiência é bastante inferior.
 Células híbridas: Resulta da combinação da célula cristalina com uma célula
de filmes finos e uma camada de silício sem impurezas. Apresenta maior
produção de energia em altas temperaturas. Utiliza menos matéria prima e
consome pouca energia para ser produzida.
 Telureto de cádmio e CIGS: As mais eficientes dentre as tecnologias de filmes
finos. Os materiais para produção desses tipos de células é raro e isso
encarece muito o custo de fabricação, o que impede sua produção em larga
escala.

3.2.1.3 MÓDULO FOTOVOLTAICO

Os módulos fotovoltaicos são conjuntos de células fotovoltaicas agrupados,
como uma célula sozinha produz pouca eletricidade, são feitos arranjos para
aumentar o nível de tensão fornecido.
Utiliza-se o arranjo de várias células fotovoltaicas em série para aumentar a
tensão nos terminais do módulo. Os módulos solares presentes no mercado
produzem de 50W a 250W e as tensões medidas nos terminais chegam a
aproximadamente 37V e a correntes em torno de 8A.
29

FIGURA 4: COMPONENTES DE UM MÓDULO FOTOVOLTAICO.
FONTE: (BOSCH, s.d.)

As células fotovoltaicas são quebradiças, portanto, é necessário um suporte
que forneça proteção mecânica aos módulos para que não sejam danificados
facilmente.

30
3.2.1.4 CURVAS CARACTERÍSTICAS DOS MÓDULOS FOTOVOLTAICOS

FIGURA 5: CURVA I-V EM DIFERENTES NÍVEIS DE RADIÂNCIA DO MÓDULO MPRIME M240P.
FONTE: (MARTIFIER, 2012)

Os módulos fotovoltaicos não são fontes convencionais de energia, a tensão
em seus terminais varia de acordo com as condições de geração.
Os níveis de corrente e tensão vão depender do que está conectado nos
terminais do módulo.
A temperatura do módulo também influencia nos níveis de tensão e corrente
de saída.

FIGURA 6: CURVA I-V EM DIFERENTES TEMPERATURAS DO MÓDULO MPRIME M240P.
FONTE: (MARTIFIER, 2012)
31
3.2.1.5 CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DOS MÓDULOS

Seguem algumas características relevantes dos módulos fotovoltaicos:
 tensão de circuito aberto (Voc): Tensão medida nos terminais do módulo sem
que estejam conectados a nenhuma carga e na STC. Essa informação é
importante para que se respeite os parâmetros de tensão máxima da entrada
dos inversores.
 corrente de curto-circuito (Isc): Corrente que o módulo consegue fornecer
quando seus terminais estão curto-circuitados e recebendo 1000W/m². É a
corrente máxima que o módulo vai fornecer. Também é importante para que
seja respeitada a condição de máxima corrente de entrada no inversor.
 tensão de máxima potência (Vmpp): Tensão na qual o módulo fornece a
máxima potência nas condições padronizadas de teste. Na FIGURA 4 esses
pontos estão no “joelho” da curva, onde o produto da tensão e corrente são
máximos.
 corrente de máxima potência (Impp): Analogamente a Vmpp, é a corrente na
qual o módulo fornecerá a máxima potência.
 potência de pico: É a potência nominal do módulo. O máximo valor de
potência elétrica que o módulo poderá fornecer trabalhando na STC.
 eficiência do módulo: A eficiência do módulo é medida na STC e é a relação
entre a potência elétrica gerada pelo módulo e a potência recebida. Para
calcular esse rendimento usa-se:
p =
Pmux
Ap×1000
(3.4)
Onde:
Ƞ [%]: Eficiência do módulo;
Pmax [W]: Potência nominal do módulo fotovoltaico;
Ap [m²]: Área do módulo fotovoltaico;
1000 [W/m²]: Radiação da STC.



32
3.2.1.6 ARRANJ OS DE MÓDULOS FOTOVOLTAICOS

Os módulos fotovoltaicos podem ser conectados de forma a produzir níveis
de tensão e de corrente adequados à conexão no inversor. A potência do sistema
será determinada pelo número de painéis, mas a tensão e a corrente fornecidas
dependerá da configuração de ligação entre os módulos.
Utiliza-se a ligação de módulos em série para somar os níveis de tensão
fornecidos pelo sistema. Um arranjo com N módulos em série fornecerá uma tensão
de N x Voc para o sistema, mas a corrente continuará sendo da Isc de um módulo.
A ligação em paralelo é utilizada para se somar as correntes dos módulos,
isso é feito para que se consiga manter os níveis de tensão e aumentar a potência
do arranjo. Um arranjo com N módulos em paralelo fornecerá a tensão de Voc de
um módulo, porém a corrente fornecida será de N x Isc.


FIGURA 7: ARRANJ O DE MÓDULOS EM SÉRIE E PARALELO.
FONTE: (VILLALVA & GAZOLI, 2012)


33
A combinação dessas duas possibilidades de arranjos pode ser utilizado
para se adequar os níveis de tensão e corrente na entrada do inversor, deve-se
manter os parâmetros de entrada dentro dos especificados pelo fabricante afim de
utilizar o equipamento de forma segura.
Alguns inversores possuem a tecnologia Maximum Power Point Tracking
(MPPT). Essa tecnologia visa gerar a maior potência possível para diferentes níveis
de radiação. Esses inversores determinam uma faixa de tensão na entrada para que
possam operar na MPP.

3.2.1.7 MPPT

O MPPT é um recurso que alguns inversores possuem que faz com que o
módulo fotovoltaico opere gerando sua máxima potência para a situação que se
encontrar, independente da tensão que está sendo gerada em seus terminais.



34
4 MATERIAIS E METODOLOGIA

Para realização dos estudos propostos foram utilizadas as seguintes
ferramentas computacionais:
 Microsoft Excel®: Ferramenta para elaboração de planilhas e gerar gráficos
para visualização.
 AutoCAD®: Software para elaboração de desenhos técnicos.
 Radiasol®: Programa com base de dados de insolação de estações
meteorológicas.

Para a instalação de uma geração solar fotovoltaica conectada à rede são
necessárias umas série de informações sobre o local a ser implantado.
O posicionamento geográfico do local a ser instalado sua planta de geração
é bastante importante para se ter uma estimativa do ângulo ótimo de instalação de
seus painéis solares, assim como os valores de radiação solar recebida para se
analisar a viabilidade do investimento e o tempo de retorno do capital investido.
É importante também se saber as normas vigentes para se executar a
conexão do seu sistema na rede de distribuição. Como dito anteriormente, são
essas normas que definem parâmetros como potência máxima permitida,
características de frequência, níveis de tensão e outros parâmetros relacionados a
qualidade de energia do sistema de distribuição, segurança humana e de
equipamentos.
As tarifas de energia, impostos cobrados da geração e incentivos fiscais
para a geração de energia também são fatores fundamentais a serem considerados
em uma análise de viabilidade. Tais valores podem ser fatores cruciais no momento
da tomada de decisão para instalação uma microgeração desse tipo.

4.1 LOCAL DE INSTALAÇÃO

Para o estudo de caso, é considerado que o local de implantação da
microgeração distribuída será o novo prédio do departamento de Engenharia Elétrica
da Universidade Federal do Paraná.
O endereço do Campus em que o prédio está é: Rua Coronel Francisco
Heráclito dos Santos, 210, J ardim das Américas, Curitiba – PR.
35

FIGURA 8: POSIÇÃO GEOGRÁFICA DO LOCAL DE IMPLANTAÇÃO.
FONTE: (GOOGLE EARTH, 2013)

A partir dessa informação, pode-se, através do software Google Earth,
encontrar as coordenadas geográficas aproximadas do ponto no qual se deseja
instalar os painéis solares. As coordenadas serão utilizadas em programas que tem
como base de dados as medições de radiação feitas em estações meteorológicas.
Posicionando o marcador no local desejado, tem-se que a posição
geográfica aproximada é 25°27’05”S 49°14’02”O.
Outro parâmetro que pode ser decidido a partir das coordenadas geográficas
é a inclinação ótima em relação ao solo para a instalação dos painéis solares.
Uma regra adotada por muitos fabricantes de painéis solares é a
apresentada na Tabela 4 (VILLALVA & GAZOLI, 2012).
36
TABELA 4 - ÂNGULO DE INCLINAÇÃO RECOMENDADO PARA INSTALAÇÃO DE PAINEIS DE
ACORDO COM A LATITUDE DO LOCAL.

Fonte: (VILLALVA, M.G & GAZOLI, 2012)

Estando o ponto de instalação numa latitude de 25° S, a inclinação ideal
para se ter uma melhor geração média ao longo do ano é de 30° em relação ao solo.
Lembrando que não são recomendados ângulos de instalação menores do
que 10° para evitar o acumulo de poeira sobre os painéis solares (VILLALVA E
GAZOLI, 2012).
Também usando uma das ferramentas do Google Earth pode-se ter a
informação da orientação da estrutura em relação ao norte magnético do planeta
terra, informação importante, sabendo que quando apontados para o norte, os
painéis solares apresentam melhores níveis de geração.

4.2 POTÊNCIA MÁXIMA DE GERAÇÃO

A potência instalada também é um fator importante a ser considerado, pois
segundo o §1º do Capítulo II da REN 482/2012:

“A potência instalada da microgeração ou minigeração distribuída
participante do sistema de compensação de energia elétrica fica limitada à
carga instalada, no caso de unidade consumidora do grupo B, ou à
demanda contratada, no caso de unidade consumidora do grupo A.”

Tendo acesso ao quadro geral de distribuição do bloco de elétrica, pode-se
observar que a entrada de energia do bloco é por meio de um disjuntor trifásico de
160A, sabendo que a tensão de alimentação é trifásica 220/127[V], temos que:

Potêncio instoloJo =Corrcntc x Icnsão FoscFosc x √3 (4.1)
Potêncio instoloJo =160 x 220 x √3
Potêncio instoloJo =60.968,184 [w]
Latitude geográfica do local Ângulo de inclinação recomendado
0° a 10° α = 10°
11° a 20° α = latitude
21° a 30° α = latitude + 5°
31° a 40° α = latitude + 10°
41° ou mais α = latitude +15°
37

A partir daí obtem-se a potência máxima de geração que pode ser instalada.
Como esse valor é menor que 75kW, a geração se classificará como uma
microgeração segundo a ANEEL e pode ter sua conexão feita na rede de baixa
tensão.

4.3 ÁREA DISPONÍVEL

Como o alvo desta análise de caso é o novo prédio do curso de Engenharia
Elétrica da UFPR, deve-se ter as informações relevantes sobre a edificação para
que possam ser feitas as considerações relevantes para a análise.
O projeto do edifício apresenta uma superfície de 46,35m por 11,55m,
resultando em 535,35m².
Uma possibilidade de instalação é utilizar os painéis no ângulo ótimo de
instalação em relação ao solo para se ter a maior média anual, mas essa situação
precisaria da instalação de estruturas metálicas para que essa inclinação seja
implementada. A instalação dessas estruturas otimizaria o processo de geração,
porém seu custo é bastante elevado e deve ser analisado. Para a situação atual,
será considerada, primeiramente, a instalação dos paineis diretamente no telhado, o
que nos resultará num custo mínimo de instalação. Para isso, precisa-se consultar
os projetos da edificação para que se tenha informações sobre inclinação do telhado
e orientação em relação ao norte geográfico.
Utilizando-se a ferramenta do Google Earth comentada anteriormente, pode-
se tirar a orientação da edificação em relação ao norte.
38

FIGURA 9: CALCULANDO ORIENTAÇÃO DO NOVO PRÉDIO DA ENGENHARIA ELÉTRICA UFPR.
FONTE: Google Earth

Essa situação nos dá um ângulo azimutal de 22°(sentido antihorário) em
relação ao norte para uma das faces do telhado o que resulta que esta face aponta
ligeiramente para nordeste. E a outra face com a mesma inclinação em relação ao
plano horizontal, porém com ângulo azimutal de 202°, o que resulta nessa face
apontar para o Sudoeste.
Analisando o projeto do prédio novo, a vista lateral nos dá a inclinação do
telhado (I=18%) que resulta num ângulo de 11° em relação ao plano horizontal, que
será o mesmo ângulo que serão instalados os painéis.
39

FIGURA 10: DETALHE DA INCLINAÇÃO DO TELHADO EM RELAÇÃO AO PLANO HORIZONTAL.
FONTE: AUTOR.

4.4 ESCOLHA DOS PAINÉIS SOLARES

Os módulos fotovoltaicos devem ser escolhidos de acordo com sua
qualidade e disponibilidade no mercado.
Para garantir a qualidade, será escolhido um modelo que é testado e
classificado de acordo com o Instituto Nacional de Metrologia.
O INMETRO possui classificações que vão de A a E para módulos solares.
As categorias para avaliação são: Silício Cristalino (mono ou multi) e filmes finos.

FIGURA 11: CLASSIFICAÇÃO DE MÓDULOS FOTOVOLTAICOS.
FONTE: (INMETRO, 2012)

O modelo escolhido foi o da fabricante MARTIFER marca Mprime, modelo
M240P devido à disponibilidade de mercado e o preço competitivo em relação a
outros de mesma potência e valores de eficiência.
40

FIGURA 12: ESPECIFICAÇÕES ELÉTRICAS MÓDULO M240P.
Fonte: (MARTIFIER, 2012)

Esse módulo tem a potência nominal de 240 W e uma eficiência energética
de 14,9% calculados na STC, o que o coloca na classe A de painéis.

4.5 ESCOLHA DE INVERSOR

O inversor é uma peça fundamental dos sistemas com geração fotovoltaica
conectados à rede, pois são eles que transformam a energia elétrica de corrente
contínua para corrente alternada.
As especificações dos inversores para instalação conectada à rede da
COPEL são dadas pela NTC 905100. Como já visto que nosso sistema será uma
microgeração com conexão trifásica em baixa tensão e frequência 60Hz, são essas
as características mínimas que o inversor deve ter.
Além dessas premissas, o inversor para o tipo de conexão que está a ser
instalada precisa atender os requisitos estabelecidos na ABNT IEC 62116 -
Procedimento de ensaio de anti-ilhamento para inversores de sistemas fotovoltaicos
conectados à rede elétrica, que também é citada na NTC 905100 no item 4.1.4:
Quanto à qualidade de energia a ser entregue à rede, os requisitos a serem
atendidos estão especificados no item 5.5 da NTC 905100:

“5.5 REQUISITOS DE QUALIDADE DE ENERGIA
5.5.1 NÍVEL DE TENSÃO EFICAZ EM REGIME PERMANENTE
41
A entrada em operação de acessantes de geração não deve acarretar a
mudança da tensão no ponto de adequada para precária ou crítica, cujos
valores são ilustrados na Tabela 5.1 (TABELA 5):

Tabela 5- NÍVEIS DE TENSÃO EFICAZ EM REGIME PERMANENTE.
Tensão de Alimentação
(TA)
Faixa de Variação da Tensão de Leitura
em Relação à Tensão Nominal (Volts)
Adequada (201≤TL≤+F231)/(116≤TL≤133)
Precária
(189≤TL<201 ou 231<TL≤233)
/(109≤TL<116) ou (133<TL≤140)
Crítica (TL<189 ou TL>233)/(TL<109 ou TL>140)
FONTE: COPEL (2012).

Estes valores devem constar no acordo operativo, sob a condição de
desconexão, caso esteja comprovada a violação.
5.5.2 DESEQUILÍBRIO DE TENSÃO
Os acessantes de geração devem se manter balanceados de forma que o
desequilíbrio da tensão decorrente da operação de seus equipamentos,
bem como de outros efeitos dentro de suas instalações não provoque no
respectivo ponto de conexão a superação do limite individual de 1,5% de
desequilíbrio de tensão.
5.5.3 DISTORÇÃO HARMÔNICA TOTAL
Os acessantes de geração não devem gerar componentes de tensão
harmônica cujas componentes harmônicas de correntes drenadas pelos
geradores ultrapassem os limites individuais de contribuição para elevação
da distorção de tensão harmônica total – DTHT, conforme Tabela 5.2
(TABELA 6):

TABELA 6 - DISTORÇÃO HARMÔNICA TOTAL
ÍMPARES PARES
ORDEM
VALOR
(%) ORDEM
VALOR
(%)
3 a 25 1,5
todos 0,6
≥27 1,7
DTHT =3%
FONTE: COPEL (2012).

Os limites expressos são relativos à tensão fundamental.
5.5.4 FLUTUAÇÃO DE TENSÃO
Os acessantes de geração devem adotar medidas necessárias para que a
flutuação de tensão decorrente da operação de seus equipamentos, bem
como outros efeitos dentro de suas instalações, não provoque no respectivo
ponto de conexão a superação dos limites individuais de PST(Probability
Short Time) e PLT (Probability Long Time) apresentados na Tabela 5.3
(TABELA 7):”

TABELA 7 - FLUTUAÇÃO DE TENSÃO
PstD95% PltS95%
0,8 pu 0,6 pu
FONTE: COPEL (2012)

42
Essas são as características necessárias para conexão de uma geração no
sistema da COPEL. O inversor deve atender à essas especificações.
A potência do inversor deve ser dimensionada de acordo com a potência
instalada de paineis do sistema. Esse dimensionamento será feito posteriormente.
O dimensionamento e escolha do inversor a ser utilizado neste trabalho será
descrito no capítulo 5 a seguir.

4.6 FLUXOGRAMA DE ETAPAS DO PROJ ETO

Na intenção de ilustrar e relacionar dependências entre as etapas, foi
elaborado o fluxograma da FIGURA 13.


FIGURA 13: FLUXOGRAMA PARA INSTALAÇÃO DE UMA MICROGERAÇÃO SOLAR.
43
Fonte: Autor.
Deve-se primeiramente escolher o local a ser instalado a sua geração e em
seguida avaliar qual será o seu fator limitador de potência de geração a ser
instalado. No estudo de caso abordado, a limitação é a área disponível, mas a
potência instalada deve ser levada em conta também, como dito na seção 4.2.
Algumas etapas podem ser feitas em paralelo, pois não dependem
diretamente das outras, como a escolha dos módulos e a definição do ângulo de
instalação. Qualquer módulo que venha a ser instalado será no ângulo ótimo para a
geração ou no ângulo disponível para que seja evitado ou minimizado o uso de
estruturas metálicas. Porém, para se fazer a estimativa de geração é preciso ter
definido o módulo, o inversor e ter os dados de insolação para poder fazer as
simulações da estimativa de geração.
A análise financeira é o último passo do projeto e define sua viabilidade
econômica. Nessa etapa se tem como dados de entrada a economia que será obtida
devido a presença de uma geração e o custo de instalação. Dessa etapa sairá o
Valor Presente Líquido do projeto, que irá dizer se o projeto dará lucro ou prejuízo
ao fim do tempo de vida útil.


44
5 PROJETO ELETRICO-DIMENSIONAMENTO TÉCNICO

5.1 MÓDULOS FOTOVOLTAICOS

Para iniciar o dimensionamento do sistema fotovoltaico, devemos começar
pela quantidade de painéis que podem ser instalados. Existem dois fatores de
limitação da potência que a central microgeradora pode ter: área disponível e
potência instalada.
No caso a ser analisado neste trabalho de conclusão de curso, objetivou-se
projetar a geração sobre o telhado do prédio novo de Engenharia Elétrica da UFPR
então começaremos a analisar a área disponível.
Os módulos utilizados serão os Mprime M240P, que possuem um
rendimento de 14,9% cujas dimensões são mostradas na FIGURA 14.

FIGURA 14: DIMENSÕES DO MÓDULO M240P DA MPRIME.
Fonte: Mprime. 2012.

45
Serão utilizadas as medidas externas de cada módulo escolhido para
calcular a quantidade máxima de painéis que podem ser posicionados no telhado
considerado.
Após algumas tentativas, chega-se à conclusão de que a configuração que
permite a instalação de mais painéis é a mostrada na FIGURA 15, que resultaria em
seis fileiras de 26 painéis, nos dando um total de 156 módulos.
Para essa configuração foram feitas algumas considerações: afastamento
das muretas para evitar o sombreamento, estética, pequeno afastamento entre
painéis para fixação do trilho de montagem.


FIGURA 15: PAINEIS POSICIONADOS OTIMAMENTE NO TELHADO DO NOVO BLOCO DE
ENGENHARIA ELÉTRICA UFPR.
Fonte: Autor.

Para cálculo da potência de pico que pode ser instalado, multiplica-se a
quantidade de módulos pela potência nominal dos mesmos.
Pp =n ×Pnominol [w] (5.1)
Pp =37440 [w]
Onde:
Pp =Potência de Pico da geração em [W];
n =Número de módulos;
Pnominal =Potência nominal de cada módulo na STC em [W];
Nota-se que a potência de geração instalável é de 37.440 Watts, sendo
menor que os 60.968 Watts calculados para potência que poderia ser instalado no
predio calculado no capitulo anterior seguindo as diretrizes da REN 482/2012.
Tendo a potência, pode-se dimensionar o inversor que irá atender o sistema.

46
5.2 INVERSORES

A potência dos módulos deve ser levemente maior do que a potência do
inversor (VILLALVA & GAZOLI, 2012) neste caso, consideraremos que a potência
de geração dos painéis é 110% a potência do inversor, pois a potência nominal dos
módulos é medida na STC, com o módulo recebendo uma radiação de 1000W/m².
Normalmente os níveis de radiação são menores, fazendo com que esse
dimensionamento seja seguro. Sendo a potência instalada de módulos de 37440W,
tem-se que:

PmóJulos =1,1×Pin:crsor (5.2)
Pin:crsor =34.036 [w]

Não é necessário a utilização de apenas um inversor que forneça toda a
potência, pode-se dividir os módulos solares em inversores que atendam a potência
de geração dos painéis de acordo com a necessidade.
Foram escolhidos os inversores da fabricante WEG do modelo SIW 700,
devido a que estes já atendem as exigências feitas pelas normas da PRODIST e da
COPEL em todos os aspectos.
Entre as potências nominais desses inversores, não há um valor que atenda
perfeitamente a situação que está sendo projetada (34 kW). Para atender a geração,
serão utilizados dois inversores de 8kW (SIW700 T008) e outros dois inversores de
10kW (SIW700 T010), totalizando 36kW de potência nominal do conjunto de
inversores. A FIGURA 16 apresenta as especificações técnicas destes inversores.
47

FIGURA 16: FOLHA DE DADOS DO MODELO DE INVERSOR SIW700.
Fonte: WEG.

Esse modelo é disponível em duas versões, as sem transformador que
fornecem 220/127V na saída e a com transformador para sistemas 380/220V. Como
o sistema da COPEL é trifásico 220/127V, será utilizado a versão sem
transformador. O modelo escolhido também conta com a função MPPT e sua
eficiência chega aos 99,8%.
Ligar um conjunto fotovoltaico que tem potência de pico maior do que a
suportada pelo inversor não vai danificar o equipamento, apenas vai impedir o
aproveitamento da potência máxima do conjunto fotovoltaico, quando ele estiver
operando em sua capacidade nominal, o que raramente acontece (VILLALVA &
GAZOLI, 2012).
A critério de organizar a geração, serão utilizados um inversor de 8kW e um
de 10kW na face do telhado virada para o norte e a mesma configuração para a face
virada para o sul. A instalação ficará dividida em duas partes iguais.
Outro fator que foi considerado para adotar essa configuração foi a
quantidade diferente de radiação que os módulos das faces norte e sul receberão.
Os inversores possuem especificações para valores adequados de corrente
e tensão de conexão da geração em corrente contínua. Para esses valores, precisa-
se fazer arranjos de painéis de acordo com suas propriedades elétricas.
48
Para os inversores de 8kW, a corrente máxima de entrada é de 20A. Para os
inversores de 10kW a corrente máxima é 25A. Para ambos os tipos de inversores, a
tensão máxima de entrada é de 800V, mas é recomendado ficar na faixa entre 360V
e 700V para que possa operar na zona de MPPT.
Deve ser levado em consideração a Voc e a Icc dos módulos solares
escolhidos, os quais podem ser encontrados na FIGURA 12.
Deve-se levar em conta a temperatura de operação dos módulos
fotovoltaicos, para isso deve-se conhecer a faixa de temperatura ambiente do local
de instalação dos módulos, pois variações de temperaturas causam variações nos
parâmetros de saída dos módulos fotovoltaicos.
Para o dimensionamento correto dos parâmetros de entrada dos inversores,
serão utilizados os coeficientes de variação de tensão e corrente dos módulos em
função da temperatura.


Figura 17: HISTÓRICO DE TEMPERATURAS REGISTRADAS EM CURITIBA
Fonte: Simepar (2008)

Segundo a folha de dados da FIGURA 12 do módulo solar escolhido, o
coeficiente de variação de tensão é β(Voc) = -0,313%/°C e o de corrente é α(Isc) =
+0,059%/°C.
O sinal negativo significa que para cada grau acima de 25°C haverá uma
queda na grandeza e para cada grau abaixo dos 25° haverá um aumento.
Tendo uma temperatura mínima registrada de -6°C (31°C abaixo da
temperatura de teste), tem-se que a tensão aumentará 9,7% em relação a Voc
nominal. Tendo que a temperatura máxima registrada é de 35°C (10° acima da
temperatura de teste), tem-se que a corrente aumentará 0,59% em relação a Isc
nominal (VILLALVA & GAZOLI, 2012).
Para os inversores de 8kW, na intenção de alcançarmos os níveis de
entrada adequados, serão utilizados duas strings de 17 módulos fotovoltaicos, isso
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima
registrada (°C)
34,2 33 33,5 30,8 28,9 31,6 27,5 32 33,5 35 33,9 33,3 35
Temperatura máxima média
(°C)
25,9 26,2 25 22,6 20,5 19,3 19,1 20,2 20,3 22 23,8 25,4 22,8
Temperatura mínima média (°C) 16,2 16,7 15,7 13,3 10,6 8,7 8,4 8,9 9,9 12,3 13,8 15,4 12,5
Temperatura mínima registrada
(°C)
7,2 9 4,6 -1,4 -2,2 -4 -6 3,7 -1,5 1,3 3 11,8 -6
49
é, em cada inversor, serão ligados em paralelo duas fileiras de 17 módulos ligados
em série como mostrado na FIGURA 18.

FIGURA 18: ARRANJ O DE STRINGS PARA OS INVERSORES DE 8KW.
Fonte: Autor.
Cálculos dos parâmetros do inversor são apresentados a seguir:
Ioc mox =Ioc ×Nscric ×(1+0,097)
Ioc mox =37,23×17×(1,097)
Ioc max =694,30 [I]
Icc max =Icc ×Nstrings ×(1+0,0059)
Icc mox =8,47×2×(1,0059)
Icc mox =17,04 [A]
O arranjo escolhido está dentro das faixas de tensão e corrente exigidas e
admitidas pelo inversor de 8kW escolhido.
Para os inversores de 10kW, serão utilizados dois arranjos de módulos
diferentes ligados em diferentes entradas do inversor. Um dos arranjos terá dois
strings de 15 painéis e o outro terá 14 painéis ligados em série.
50

FIGURA 19: ARRANJ O DE STRINGS PARA OS INVERSORES DE 10 KW.
Fonte: Autor.

Ioc max =Ioc ×Nscric ×(1+0,097)
Ioc mox =37,23×15×(1,097)
Ioc mox =612,62 [I]
Icc max =Icc ×Nstrings ×(1+0,0059)
Icc =8,47×2×(1,0059)
Icc =17,04 [A]
O outro arranjo para ligação no inversor de 10kW serão 14 painéis ligados
em série.
Ioc max =Ioc ×Nscric ×(1+0,097)
Ioc mox =37,23×14×(1,097)
Ioc mox =571,78 [I]
Icc =8,47×1,0059
Icc =8,52 [A]
Com isso, tem-se os valores de corrente e tensão da parte do circuito que
circula em corrente contínua.
Tendo os valores da corrente contínua, podemos dimensionar
alimentadores, caixa de strings e o quadro de proteção de corrente contínua.
51
Nota-se que a quantidade total de painéis que serão efetivamente instalados são
2x(2x17+2x(14+2x15))=156 painéis (37.440 Wp).

5.3 CAIXA DE STRINGS

Esse elemento da instalação de uma geração solar se vê necessário quando
existem arranjos em série (strings) ligados em paralelo para que se alcance o nível
de corrente desejado.
Uma caixa de strings deve conter dois barramentos, um positivo e um
negativo para ligar os terminais dos strings dimensionados. Esses barramentos são
conectados nas entradas de um dos inversores.
Será necessário o uso de uma dessas caixas para cada um dos inversores
de 10kW do sistema.
Os barramentos da caixa de strings deverá suportar a Icc do arranjo
conectado à ela, que é 16,94A.
A norma IEC 60364 exige fusíveis para cada condutor ativo do string
(positivo e negativo), mas dispensa o uso quando a capacidade de condução dos
cabos utilizados é maior que a corrente de curto circuito do string. Como o sistema
conta com níveis baixos de condução de corrente contínua, adequar os cabos para
essa situação é algo simples de se fazer e que evitará a instalação de mais um
componente no quadro (VILLALVA & GAZOLI, 2012).

5.4 QUADRO DE PROTEÇÃO DE CORRENTE CONTÍNUA

O quadro de proteção de corrente contínua deve conter dispositivos de
desconexão que permitam o desligamento do sistema de geração para manutenção
ou em caso de emergência. O quadro deve conter também dispositivos protetores
de surto para proteger cabos e equipamentos contra sobretensões ocasionadas por
descargas atmosféricas.
Para o sistema projetado, serão necessários dispositivos protetores de surto,
DPS para tensões superiores a 521,22V no circuito dos inversores de 8kW e
superiores a 558,45V no circuito dos inversores de 10kW.
A chave de desconexão de corrente contínua deve ser bipolar e suportar os
mesmos níveis de tensão que os DPS. 521,22V e 558,45V para os inversores de
52
8kW e 10kW, respectivamente. Neste caso, serão utilizados disjuntores para
corrente contínua projetados para 880Vcc de 10A e 20A.

5.5 QUADRO DE PROTEÇÃO DA CORRENTE ALTERNADA

Esse é o quadro que recebe as saídas dos inversores já nos níveis de
tensão e frequência da rede elétrica que o sistema será conectado. Também é
nesse quadro que devem ser instalados os relés exigidos pela concessionária.
Os códigos para os relés com as funções exigidas na microgeração são:
 81-O/U: Relé de sobre e subfrequência
 25: Verificação de sincronismo
 27: Subtensão
 59: Sobretensão
 81-df/dt: Relé Anti-ilhamento
 78: Relé Anti-ilhamento
Na situação que está a ser analisada, o quadro recebe dos inversores uma
tensão trifásica 220/127V a 60Hz, que é a tensão da rede de distribuição de baixa
tensão da COPEL.
Todos os inversores utilizados possuem saídas trifásicas com as
características de tensão da rede em questão e atendendo aos requisitos de
qualidade de energia, proteções e possuir a proteção de Anti-ilhamento.
A proteção anti-ilhamento serve para que o sistema cesse o fornecimento de
energia para a rede elétrica em caso de falha e só volte a ser conectado após um
intervalo mínimo de 2 minutos. Essa medida evita acidentes, pois se a rede elétrica
de uma determinada região for desligada pela concessionária, será certo de que não
haverão unidades geradoras injetando energia na rede e a rede estará segura para
que sejam feitos trabalhos ou manutenções.
Para cada inversor a ser ligado no barramento desse quadro, deve haver um
disjuntor que atenda o nível de tensão e dimensionado corretamente para a corrente
que deverá suportar.
No caso dos inversores de 8kW:
Ptri =I¡n ×I ×3 (5.3)
I =
Ptri
I¡n ×3

53
I =
8000
127×3

I =21 [A]
Onde:
Ptri: Potência do inversor;
Vfn: Tensão entre fase e neutro da saída do inversor;
I: Corrente entregue ao sistema por cada fase do inversor.

Tem-se que cada inversor de 8kW entregará uma corrente de 21A por fase.
Sendo assim, um disjuntor trifásico de capacidade 25A (valor comercial) será
adequado para fazer a proteção de equipamentos e condutores.
Para os inversores de 10kW:
I =
10000
127×3

I =26,24 [A]
Tem-se que cada inversor de 10kW entregará uma corrente de 26,24A por
fase. O disjuntor adequado para a proteção dessa parte do sistema seria um trifásico
de capacidade 32A (valor comercial).
A soma dos valores de corrente de todos os inversores será utilizada para
dimensionar o disjuntor geral do Quadro de Proteção de Corrente Alternada.
Itotol =Iin:1.1+Iin:1.2+Iin:2.1+Iin:2.2
Itotol =21+26,24+21+26,24
Itotol =94,48 [A]
Onde:
Itotal [A]: Corrente máxima por fase no barramento do Quadro de Proteção de
Corrente Alternada;
Iinv1.1 [A]: Corrente do inversor 8kW ligado aos módulos da face Norte do telhado;
Iinv1.2 [A]: Corrente do inversor 10kW ligado aos módulos da face Norte do telhado;
Iinv2.1 [A]: Corrente do inversor 8kW ligado aos módulos da face Sul do telhado;
Iinv2,2 [A]: Corrente do inversor 10kW ligado aos módulos da face Sul do telhado.

A corrente resultante da soma das potências máximas dos inversores é de
94,48A. Essa corrente será gerada somente quando os módulos solares estiverem
fornecendo a potência próxima da nominal (consideração feita para
54
dimensionamento dos inversores). Para o quadro de proteção de corrente alternada
um disjuntor trifásico de 100A é adequado.


55
5.6 CONDUTORES

A corrente de operação dos circuitos já foi calculada e os condutores devem
possuir capacidade de condução de corrente superior à corrente nominal dos
disjuntores, dessa forma os condutores estarão protegidos.
Os condutores utilizados serão de cobre e dimensionados de acordo com a
tabela 36 da NBR 5410, que define a capacidade de condução para esse tipo de
condutor com isolação em PVC a temperatura de 70°C e servem para corrente
contínua e corrente alternada.
Toda a instalação deve compartilhar do mesmo potencial de terra, tanto
inversores quanto módulos fotovoltaicos. Os módulos possuem pontos para que seja
feita a ligação do condutor de terra na sua estrutura metálica não energizada.

5.6.1 DIMENSIONAMENTO ECONÔMICO E AMBIENTAL DE CONDUTORES
ELÉTRICOS

A NBR 15920 visa a otimização econômica das seções dos condutores, ou
seja, minimização das perdas energéticas através da diminuição do efeito joule nas
instalações. Ao longo do ciclo de vida dos fios e cabos elétricos, as mais
significativas emissões de C0
2
(gás do efeito estufa) são produzidas quando os
condutores transportam a energia elétrica, sendo relativamente pequenas na fase de
fabricação e descarte desses produtos. Essas emissões de C0
2
são resultantes da
geração extra de energia necessária para compensar as perdas joule na condução
da corrente elétrica pelo circuito. Disso, conclui-se que haverá um ganho ambiental
sempre que, num período considerado, as emissões de C0
2
evitadas durante a
operação do cabo forem menores do que as emissões de C0
2
resultantes da sua
fabricação (MORENO, 2012)
Para diminuir a geração de C0
2
anual, utilizam-se condutores de seção maior
do que a mínima, presente na tabela 36 da NBR 5410.
Como as faixas de corrente que estão sendo utilizadas são relativamente
baixas em relação a instalações nas quais a aplicação necessitaria de uma análise
mais a fundo, será utilizada uma prática comum que é o leve sobredimensionamento
dos condutores de acordo com a NBR 5410. Os resultados estão expressos no
projeto apresentado em APÊNDICE.
56
6 ANÁLISE DE RESULTADOS

6.1 GERAÇÃO

Deve-se ter informações sobre os níveis de radiação do local escolhido para
que se possa estimar a geração de energia ao longo do ano. Para isso, pode-se
usar softwares que possuem base de dados retiradas de estações meteorológicas.

TABELA 8 - MÉDIAS DE INSOLAÇÃO DE DIFERENTES FONTES DE DADOS.

Fonte: Autor.

Para a análise da energia gerada na instalação, são encontradas duas
situações de posicionamento de painéis usando o software Radiasol obtem-se as
respectivas insolações:
-paineis com 11° de inclinação em relação ao plano horizontal e ângulo azimutal de
22° em relação ao norte (TABELA 9);
- paineis com 11° de inclinação em relação ao plano horizontal e ângulo azimutal de
202° em relação ao norte (TABELA 10).
Essa configuração resulta em dois níveis de geração um pouco diferentes,
pois a quantidade de radiação recebida pela face sul será menor do que a radiação
recebida pela face norte.
Utilizando o software Radiasol, consegue-se simular as duas situações e
saber a radiação média por hora de cada mês do ano, podendo-se assim, estimar
como se comportará a geração solar em cada hora do dia ao longo do ano.
EPE SUNDATA RADIASOL NREL NASA INPE MÉDIA
4,167 3,720 3,704 4,200 4,300 4,600 4,115
RADIAÇÃO MÉDIA DIARIA EM CURITIBA (PLANO HORIZONTAL) [kW/m²/dia]
57
TABELA 9 - MÉDIA HORÁRIA MENSAL DE INSOLAÇÃO NA FACE NORTE DO TELHADO.
Fonte:Elaborado pelo Autor usando Radiasol.

TABELA 10 - MÉDIA HORÁRIA MENSAL DE INSOLAÇÃO NA FACE SUL DO TELHADO.
Fonte: Elaborado pelo Autor usando Radiasol
MÉDIA HORÁRIA PORMÊS DEINSOLAÇÃO (Wh/m²) [INCLINAÇÃO 11°e Azimute 22°](FACE NORTE DO TELHADO)
hora JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
01:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
02:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
03:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
04:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
05:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
06:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 24
07:00 16 83 48 17 0 0 0 4 38 75 115 130
08:00 115 196 150 115 78 68 98 119 152 196 249 262
09:00 237 321 266 231 184 179 244 258 287 333 395 403
10:00 368 433 375 346 293 297 398 399 415 457 520 522
11:00 482 511 454 433 380 392 516 504 507 541 603 601
12:00 559 550 493 476 425 442 573 555 551 582 644 642
13:00 598 548 492 473 422 438 566 550 548 579 640 639
14:00 552 505 449 426 373 382 495 490 498 533 593 593
15:00 472 424 368 337 284 285 372 380 402 444 505 509
16:00 357 312 259 223 178 171 224 243 275 321 379 388
17:00 229 190 146 111 76 64 87 111 145 188 237 251
18:00 111 80 46 16 0 0 0 4 35 71 109 125
19:00 16 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 23
20:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
21:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
22:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
23:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
00:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
SOMA 4112,00 4153,00 3546,00 3204,00 2693,00 2718,00 3573,00 3617,00 3853,00 4320,00 5005,00 5112,00
MÉDIA
3826
hora JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
01:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
02:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
03:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
04:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
05:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
06:00 16 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 24
07:00 233 81 46 16 0 0 0 4 35 72 113 129
08:00 360 191 145 108 72 59 74 103 142 188 241 257
09:00 472 311 255 215 168 156 189 222 264 316 380 393
10:00 550 420 359 320 264 254 307 340 381 434 502 511
11:00 593 499 438 402 342 335 404 435 470 519 587 592
12:00 595 541 479 447 386 381 460 487 518 564 632 636
13:00 557 542 481 449 389 385 467 492 521 567 636 639
14:00 482 504 442 408 348 343 422 448 480 527 596 601
15:00 372 428 366 328 271 264 329 357 394 446 517 525
16:00 241 319 261 221 173 163 207 235 275 328 397 409
17:00 118 196 148 111 75 63 83 111 148 195 253 269
18:00 18 84 48 16 0 0 0 4 37 75 119 136
19:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 11 27
20:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
21:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
22:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
23:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
00:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
SOMA 4607,00 4116,00 3468,00 3041,00 2488,00 2403,00 2942,00 3238,00 3665,00 4231,00 4992,00 5148,00
MÉDIA
3695
MÉDIA HORÁRIA POR MÊS DE INSOLAÇÃO (Wh/m²) [INCLINAÇÃO 11° e Azimute 202°](FACE SUL DO TELHADO)
58
Como pode-se observar, a diferença entre as médias de radiação nas duas
faces do telhado é de apenas 3,5% e pode-se notar também a diferença que o
ângulo de inclinação exerce sobre o nível de insolação.
Tendo os níveis de insolação a energia produzida por hora pelo sistema é
calculada (VILLALVA &GAZOLI, 2012):

0 =Ƞ móJulo ×Nm×Am×Insol ×Ƞ in:crsor ×(1− pcrJos) (6.1)

Onde:
G [Wh]: Energia gerada;
Ƞ módulo: Rendimento do módulo FV;
Nm: Número de módulos FV;
Am [m²]: Área ocupada pelo módulos FV;
Insol [Wh/m²]: Insolação recebida pelo módulo;
Ƞ inversor: Rendimento do inversor;
Perdas: Valor atribuído a perdas diversas na instalação.
O rendimento dos inversores do modelo escolhido variam de 95% a 97,8%.
Para estimativa da geração será utilizado o valor médio desses rendimentos, que é
96,4%.
Segundo a nota técnica da EPE - Análise da Inserção da Geração Solar na
Matriz Elétrica Brasileira (EPE,2012), o valor de perdas nos condutores e conexões
adotado é de 3% para perdas ôhmicas nos inversores, 3% nos diodos de bloqueio,
3% de perdas por sujeira e poluição nos módulos e 2% por perdas por
sombreamento.
As Tabelas 11 e 12 apresentam resultados da geração horária de energia
para ao longo dos meses de um ano para as faces norte e sul, respectivamente.
59
TABELA 11 - ESTIMATIVA DE GERAÇÃO DE 78 PAINÉIS DE 240 W NA FACE NORTE DO
TELHADO.
Fonte: Autor.

TABELA 12 - ESTIMATIVA DE GERAÇÃO DE 78 PAINÉIS DE 240 W NA FACE SUL DO TELHADO

Fonte: Autor.

Somando-se as duas tabelas, é conseguido o valor total da geração do caso
analisado na TABELA 13.
hora JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
01:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
02:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
03:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
04:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
05:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
06:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 128 385
07:00 257 1333 771 273 0 0 0 64 610 1205 1847 2088
08:00 1847 3148 2409 1847 1253 1092 1574 1911 2441 3148 3999 4208
09:00 3806 5156 4272 3710 2955 2875 3919 4144 4610 5348 6344 6473
10:00 5910 6954 6023 5557 4706 4770 6392 6408 6665 7340 8352 8384
11:00 7741 8207 7292 6954 6103 6296 8287 8095 8143 8689 9685 9653
12:00 8978 8834 7918 7645 6826 7099 9203 8914 8850 9348 10343 10311
13:00 9604 8801 7902 7597 6778 7035 9091 8834 8801 9299 10279 10263
14:00 8866 8111 7211 6842 5991 6135 7950 7870 7998 8561 9524 9524
15:00 7581 6810 5910 5413 4561 4577 5975 6103 6457 7131 8111 8175
16:00 5734 5011 4160 3582 2859 2746 3598 3903 4417 5156 6087 6232
17:00 3678 3052 2345 1783 1221 1028 1397 1783 2329 3019 3806 4031
18:00 1783 1285 739 257 0 0 0 64 562 1140 1751 2008
19:00 257 0 0 0 0 0 0 0 0 0 128 369
20:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
21:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
22:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
23:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
00:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
ESTIMATIVA DEGERAÇÃO POR HORA DO DIA (Wh) [INCLINAÇÃO 11° e Azimute 22°](FACE NORTEDO TELHADO)
hora JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
01:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
02:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
03:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
04:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
05:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
06:00 257 0 0 0 0 0 0 0 0 0 128 385
07:00 3742 1301 739 257 0 0 0 64 562 1156 1815 2072
08:00 5782 3068 2329 1735 1156 948 1189 1654 2281 3019 3871 4128
09:00 7581 4995 4096 3453 2698 2506 3036 3566 4240 5075 6103 6312
10:00 8834 6746 5766 5140 4240 4079 4931 5461 6119 6970 8063 8207
11:00 9524 8014 7035 6457 5493 5380 6489 6987 7549 8336 9428 9508
12:00 9556 8689 7693 7179 6200 6119 7388 7822 8320 9058 10151 10215
13:00 8946 8705 7725 7211 6248 6183 7500 7902 8368 9107 10215 10263
14:00 7741 8095 7099 6553 5589 5509 6778 7195 7709 8464 9572 9653
15:00 5975 6874 5878 5268 4353 4240 5284 5734 6328 7163 8304 8432
16:00 3871 5123 4192 3549 2779 2618 3325 3774 4417 5268 6376 6569
17:00 1895 3148 2377 1783 1205 1012 1333 1783 2377 3132 4063 4320
18:00 289 1349 771 257 0 0 0 64 594 1205 1911 2184
19:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 177 434
20:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
21:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
22:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
23:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
00:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
ESTIMATIVA DE GERAÇÃO POR HORA DO DIA (Wh) [INCLINAÇÃO 11° e Azimute 202°](FACE SUL DO TELHADO)
60
TABELA 13 - ESTIMATIVA DE GERAÇÃO TOTAL DO TELHADO.
Fonte: Autor

O total de energia gerada em um ano pela configuração adotada com as
considerações feitas é de 44.069 kWh.
A FIGURA 20 mostra o comportamento horário da geração ao longo do dia.


Figura 20: COMPORTAMENTO HORÁRIO DA GERAÇÃO NAS HORAS DO DIA (Wh) MÉDIA
DIÁRIA DO MÊS DE DEZEMBRO.
Fonte: Autor.

hora JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
01:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
02:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
03:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
04:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
05:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
06:00 257 0 0 0 0 0 0 0 0 0 257 771
07:00 3999 2634 1510 530 0 0 0 128 1172 2361 3662 4160
08:00 7629 6216 4738 3582 2409 2040 2762 3566 4722 6167 7870 8336
09:00 11387 10151 8368 7163 5653 5380 6954 7709 8850 10424 12447 12785
10:00 14744 13700 11789 10697 8946 8850 11323 11869 12785 14310 16414 16591
11:00 17266 16222 14326 13411 11596 11676 14776 15081 15692 17025 19113 19161
12:00 18534 17523 15611 14824 13025 13218 16591 16736 17169 18406 20494 20526
13:00 18550 17507 15627 14808 13025 13218 16591 16736 17169 18406 20494 20526
14:00 16607 16206 14310 13395 11580 11644 14728 15065 15708 17025 19097 19177
15:00 13555 13684 11789 10681 8914 8817 11259 11837 12785 14294 16414 16607
16:00 9604 10134 8352 7131 5637 5364 6922 7677 8834 10424 12463 12801
17:00 5573 6200 4722 3566 2425 2040 2730 3566 4706 6151 7870 8352
18:00 2072 2634 1510 514 0 0 0 128 1156 2345 3662 4192
19:00 257 0 0 0 0 0 0 0 0 0 305 803
20:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
21:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
22:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
23:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
00:00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
SOMA 140036 132809 112652 100301 83212 82248 104637 110098 120747 137338 160562 164786
MENSAL 4341115 3718638 3492210 3009030 2579575 2467453 3243762 3413045 3622400 4257469 4816858 5108365
ANUAL 44069921
SOMA DAS GERAÇÕES PAINEIS FACENORTE E FACESUL (Wh)
0
5
10
15
20
25
0
1
:
0
0
0
2
:
0
0
0
3
:
0
0
0
4
:
0
0
0
5
:
0
0
0
6
:
0
0
0
7
:
0
0
0
8
:
0
0
0
9
:
0
0
1
0
:
0
0
1
1
:
0
0
1
2
:
0
0
1
3
:
0
0
1
4
:
0
0
1
5
:
0
0
1
6
:
0
0
1
7
:
0
0
1
8
:
0
0
1
9
:
0
0
2
0
:
0
0
2
1
:
0
0
2
2
:
0
0
2
3
:
0
0
0
0
:
0
0
k
W
h
61

FIGURA 21: ESTIMATIVA DE GERAÇÃO ENERGIA MENSAL (Wh/mês) AO LONGO DO ANO.
Fonte: Autor.

A Figura 21 apresenta a geração de energia mensal ao longo do ano para o
sistema fotovoltaico dimensionado no predio do DELT/UFPR.
Um indicador bastante utilizado para medir a competitividade técnica e
econômica de projetos de geração é o Fator de Capacidade (FC).
O FC é relação entre a energia efetivamente produzida e energia produzida
em condições nominais ao longo de um ano. É interpretado como sendo a potência
média gerada em relação a potência total instalada no período de tempo
considerado. Analisando o período de um ano, tem-se:
FC =
L
P×t
(6.2)
FC =
44.069,921
37,440×8760
x100=13,44%
Onde:
F[%]: Fator de Capacidade;
E[kWh]: Energia produzida;
P[kW]: Potência instalada;
t[h]: intervalo de tempo considerado.
0
1
2
3
4
5
6
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
M
W
h
62
O valor de fator de capacidade de 13,5% encontrado está de acordo com os
valores típicos de fatores de capacidade para este tipo de fonte de energia, onde
uma projeto pode ser considerado tecnicamente viável para fatores acima de 10%.
Porém com tecnologias fotovoltaicas atuais dificilmente ultrapassam um fator de
capacidade de 20%. O FC é uma medida adimensional que varia entre 0 e 1, sendo
0 quando não há geração alguma e 1 quando a geração é a nominal durante todo o
período considerado.

6.2 CONSUMO

Para estimativa do consumo da edificação em análise, foram coletados
dados de medições feitas entre setembro de 2012 e junho de 2013, totalizando dez
meses de dados. Para levantamento dos dados, foram considerados alguns dias de
cada mês e tirada a média dos valores. Para os meses que não se tem os dados de
medição (julho e agosto) foram considerados o consumo igual ao do mês de maio,
pois nesses meses houveram atividades acadêmicas na universidade assim como
no mês de maio. O resultado do levantamento está na TABELA 14.
TABELA 14 - MÉDIA HORÁRIA DE CONSUMO NO MÊS E CONSUMO TOTAL DO BLOCO DE
ENGENHARIA ELÉTRICA.
Fonte: Autor.
hora JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
01:00 5182 5925 5973 5314 6127 5915 6127 6127 4918 4958 5772 5824
02:00 5090 5651 5783 5428 6153 5355 6153 6153 4597 4540 5528 5358
03:00 5101 5659 5935 5243 6115 5321 6115 6115 4570 4530 5691 5368
04:00 5091 5558 5958 5276 6191 5218 6191 6191 4553 4585 5663 5366
05:00 5190 5785 5945 5490 6073 5355 6073 6073 4572 4607 5460 5376
06:00 5621 5686 5881 5659 6457 5374 6457 6457 4556 4512 5414 5300
07:00 9830 9176 8477 9099 10064 5710 10064 10064 4330 4207 5756 5493
08:00 11851 11701 10185 13344 13871 6813 13871 13871 6939 6618 9252 8914
09:00 13888 13615 12054 14803 15222 8090 15222 15222 8755 8266 11663 11744
10:00 14448 16382 12855 15764 17773 8983 17773 17773 9440 9681 12749 13427
11:00 13756 15463 12932 13881 16469 9749 16469 16469 9539 10899 13350 16233
12:00 15630 15030 11327 12270 14073 9175 14073 14073 9603 10796 13075 15344
13:00 16901 18622 11006 13506 15612 8779 15612 15612 8813 10189 12406 15258
14:00 18710 20799 11352 15755 18468 9273 18468 18468 9400 10888 15197 17093
15:00 18684 20968 11064 15585 18722 10280 18722 18722 10969 10959 18146 20083
16:00 16802 19660 11011 15927 19341 9924 19341 19341 11318 11181 18159 19991
17:00 14164 17814 10820 15630 17477 10307 17477 17477 10593 10975 18773 19403
18:00 12584 15821 9842 14400 16210 9953 16210 16210 9259 10142 17393 18514
19:00 14008 16122 10239 15224 17584 9268 17584 17584 7907 9304 14974 15849
20:00 13363 15063 9399 15179 17009 9202 17009 17009 8071 9063 17272 15568
21:00 12337 13529 8558 13387 14055 8647 14055 14055 7698 9041 16910 15432
22:00 10833 11928 7392 10969 11684 8181 11684 11684 7038 8072 14294 13091
23:00 7352 8323 7212 8188 8219 7403 8219 8219 6044 7596 11524 11325
00:00 6007 6711 6608 6056 6579 6417 6579 6579 5897 6883 7975 7120
SOMA 272425 300992 217807 271376 305548 188692 305548 305548 179379 192491 282396 292472
Mensal 8445187 8427780 6752031 8141289 9471994 5660755 9471994 9471994 5381378 5967209 8471867 9066646
ANUAL 94730122
MÉDIA DE CONSUMO MENSAL PORHORA DO DIA (Wh)
63
Temos que o consumo total do período considerado (um ano) é de
94.730kWh.
Analisando a média de consumo nos dias de atividades acadêmicas normais
na FIGURA 22, podemos notar que existe uma característica sazonal bastante forte
ao longo do dia, assim como na geração.


FIGURA 22: EXEMPLO DE SAZONALIDADE AO LONGO DE DIAS DE MESES COM ATIVIDADES
ACADÊMICAS.
Fonte: Autor.

A característica ao longo do ano não pode ser avaliada de forma a se adotar
um padrão por conta de intervalos irregulares nas atividades acadêmicas no período
das medições. Por isso neste trabalho de conclusão calculam-se tanto a geração de
energia como o consumo diário médio mensal em base horário de cada um dos
meses do ano, conseguindo desse modo uma maior precisão nos resultados.

6.3 CONSUMO EM RELAÇÃO À GERAÇÃO

Comparando a geração com o consumo, tem-se que a energia gerada
corresponde a 45,83% da energia consumida anualmente.
A energia gerada é toda enviada para o barramento principal do QDG,
fazendo com que possa ser consumida enquanto é gerada. Quando a geração não
está funcionando, toda a energia consumida vem do sistema da COPEL.
Quando está sendo gerada mais energia do que está sendo consumida, o
excedente vai para o sistema elétrico e a unidade consumidora está trabalhando
como uma unidade fornecedora de energia elétrica.
64
A energia que vai para a rede elétrica é contabilizada através de um medidor
bidirecional de energia que deve ser instalado para esse fim. O medidor bidirecional
é um requisito da COPEL apresentado na TABELA 2 e detalhado na seção 5.3.2 da
NTC 905100.
“Os equipamentos de medição destinados para os sistemas de
compensação de energia, deverão atender às mesmas especificações
exigidas para unidades consumidoras conectadas no mesmo nível de
tensão da central geradora - NTC 901100, acrescido do uso de medidor
bidirecional, o qual deverá possuir, no mínimo, dois registradores de forma a
diferenciar a energia elétrica ativa consumida da energia elétrica ativa
injetada na rede.”
O excedente de energia contabilizado, é devolvido ao cliente em forma de
créditos de acordo com o sistema de faturamento Net Metering.

FIGURA 23: GRÁFICO COMPARATIVO ENTRE GERAÇÃO E CONSUMO AO LONGO DE UM ANO.
Fonte: Autor.

Podemos observar que não temos nenhum mês do ano que se tem a
situação de a quantidade de energia gerada ser maior que a energia consumida.
Porém analisando-se horariamente a diferença entre os valores de consumo
e geração na TABELA 15, podemos notar que em algumas horas do dia se tem a
situação que a geração é superior ao consumo. Da TABELA 15 tem-se que de toda
energia gerada nesse ano, 5.200 kWh, o equivalente a 11,8% do total gerado, é
enviado para a rede e contabilizado pelo medidor bidirecional. O restante da energia
gerada é utilizado pelo próprio bloco de elétrica o que equivale a 38.869 kWh.
No entanto, vale salientar que a tarifação do sistema net metering é em base
mensal, sendo assim o DELT/UFPR não teria creditos mensais de energia para
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
J
A
N
F
E
V
M
A
R
A
B
R
M
A
I
J
U
N
J
U
L
A
G
O
S
E
T
O
U
T
N
O
V
D
E
Z
Geração (MWh) Consumo (MWh)
65
usos futuros. O que o DELT/UFPR teria é apenas um desconto na tarifa mensal de
energia proporcial à energia gerada nesse mês.
TABELA 15 - MÉDIA MENSAL DE DIFERENÇA ENTRE CONSUMO E GERAÇÃO.
Fonte: Autor.

6.4 VIABILIDADE ECONÔMICA

Nessa etapa será realizada a simulação com o sistema de faturamento por
Net Metering. Será realizada uma análise de sensibilidade para verificar a influência
de cada parâmetro no Valor Presente Líquido, VPL.
O VPL é a somatória dos fluxos de caixa subtraído do investimento inicial,
um VPL positivo significa que o projeto vale mais do que custa, ou seja, está sendo
lucrativo. Um VPL negativo significa que o projeto custa mais do que vale (ABREU
FILHO, 2007).
Para analisar o fluxo de caixa do sistema, será considerado como fluxo de
caixa positivo a energia que foi deixada de se consumir no período considerado
devido a presença do sistema de geração.
O VPL é calculado através da equação 6.3.
IPI =FC
0
+
PC
1
(1+d)
1
+
PC
2
(1+d)
2
+
PC
3
(1+d)
3
+⋯+
PC
n
(1+d)
n
(6.3)
Onde:
hoje JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
01:00 5182 5925 5973 5314 6127 5915 6127 6127 4918 4958 5772 5824
02:00 5090 5651 5783 5428 6153 5355 6153 6153 4597 4540 5528 5358
03:00 5101 5659 5935 5243 6115 5321 6115 6115 4570 4530 5691 5368
04:00 5091 5558 5958 5276 6191 5218 6191 6191 4553 4585 5663 5366
05:00 5190 5785 5945 5490 6073 5355 6073 6073 4572 4607 5460 5376
06:00 5364 5686 5881 5659 6457 5374 6457 6457 4556 4512 5157 4529
07:00 5831 6542 6968 8569 10064 5710 10064 9935 3157 1846 2094 1333
08:00 4222 5485 5447 9762 11462 4773 11108 10305 2217 451 1382 578
09:00 2501 3465 3687 7640 9568 2710 8267 7513 -95 -2158 -784 -1041
10:00 -296 2682 1066 5067 8827 134 6450 5904 -3344 -4629 -3666 -3164
11:00 -3510 -758 -1395 470 4873 -1927 1693 1388 -6153 -6125 -5762 -2928
12:00 -2904 -2493 -4284 -2554 1048 -4043 -2518 -2662 -7566 -7610 -7419 -5182
13:00 -1649 1116 -4621 -1303 2587 -4439 -979 -1123 -8357 -8217 -8088 -5268
14:00 2103 4593 -2958 2360 6888 -2372 3740 3402 -6308 -6137 -3899 -2084
15:00 5128 7284 -725 4904 9808 1462 7463 6885 -1816 -3335 1732 3476
16:00 7198 9525 2659 8796 13703 4559 12419 11664 2485 757 5696 7191
17:00 8591 11614 6098 12064 15052 8267 14747 13912 5887 4823 10903 11051
18:00 10512 13187 8332 13886 16210 9953 16210 16081 8103 7797 13731 14322
19:00 13751 16122 10239 15224 17584 9268 17584 17584 7907 9304 14669 15046
20:00 13363 15063 9399 15179 17009 9202 17009 17009 8071 9063 17272 15568
21:00 12337 13529 8558 13387 14055 8647 14055 14055 7698 9041 16910 15432
22:00 10833 11928 7392 10969 11684 8181 11684 11684 7038 8072 14294 13091
23:00 7352 8323 7212 8188 8219 7403 8219 8219 6044 7596 11524 11325
00:00 6007 6711 6608 6056 6579 6417 6579 6579 5897 6883 7975 7120
MÉDIA DE DIFERENÇA ENTRE CONSUMO E GERAÇÃO MENSAL POR HORA DO DIA (Wh) TELHADO
66
VPL [R$]: Valor Presente Líquido;
FC [R$]: Fluxo de caixa líquido no período;
D [%]: taxa de desconto;
N [anos]: vida útil do projeto.
A TABELA 16 mostra essas diferenças considerando-se o valor do consumo
sendo 0,39631 R$/kWh.
TABELA 16 - SISTEMA DE FATURAMENTO NET METERING.
FONTE: Autor.
Para a análise de fluxo de caixa serão considerados os dados da TABELA
17.
TABELA 17 - PARÂMETROS FINANCEIROS DO PROJ ETO.
Parâmetros do projeto
Potência Instalada (kW) 37440
Produção Anual de Energia (kWh) 44069,921
Períodos
Depreciação dos equipamentos (anos) 20
Investimento
CUSTO TOTAL R$ 225.127,39
Despesas
Operação e Manutenção(%sobre CI) 1,00%
Tarifa de Energia
R$/kWh R$ 0,39631
Financiamento
Percentual Financiado 70,00%
Taxa de juros anual (nominal) 7,95%
Amortização do principal 12
TJPL(nominal) 5,00%
Capital Próprio
Percentual não Financiado 30,00%
Impostos médios no período 7,27%
Remuneração do capital próprio 6,00%
Impostos
PIS/PASEP 1,65%
COFINS 7,65%
CSLL 9,00%
IR ATÉ 240 mil 15,00%
ir excedente 10,00%
Consumo
kWh/ano
Geração
kWh/ano
Credito
Mensal
kWh/ano
Fatura anual
sem GD R$
Fatura anual
com GD R$
Diferença R$
94.730,12 44069,921 0 37.542,49 R$ 20.077,14 R$ 17.465,35 R$
67
Fonte: Autor.

O período considerado é de 20 anos. É utilizado esse valor porque é a vida
útil média de um módulo fotovoltaico.
Para se levantar o custo foi necessário fazer o levantamento do material
utilizado. Temos essa relação junto aos custos pesquisados na TABELA 18. Para os
preços foi considerada uma média entre os valores orçados.
TABELA 18 - LEVANTAMENTO DE MATERIAIS E PREÇOS.

Fonte: Autor.
Fazendo a divisão do custo de instalação do sistema pela potência instalada,
temos que o sistema teve um custo de 6,013 R$/Wp quando contabilizados os
impostos. Quando se calcula o custo de potência instalada sem os impostos tem-se
um valor de 5.404 R$/Wp. Os impostos fazem com que todo o sistema torne-se
11,26% mais caro do que poderia ser.
O sistema de amortização utilizado pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, utiliza o sistema de amortização
constante. Isso quer dizer que a amortização possui o mesmo valor para todo o
período financiado, como descrito na equação 6.4. A partir daí fez-se o cálculo das
prestações considerando a situação de parcelamento de 70% do valor financiado em
12 anos, que são os máximos valores permitidos pela instituição. Para o cálculo das
prestações foi necessário utilizar o valor real para a data. Os juros descontados são
calculados através da equação 6.8 e a amortização descontada através da equação
6.9.
Amortizoção =
vuIo¡ ]ìnuncìudo
Pc¡íodo dc Amo¡tìzução
(6.4)
[uros =SolJo Ðc:cJor ×Ioxo[uros (6.5)
Item Descrição Unidade qtde
Preço unit. s/
impostos
II ICMS IPI PIS COFINS ISS
Preço unit c/
impostos
total c/ impostos
total s/
impostos
1 Módulo Mprime M240P pç 156 R$651,28 0,00% 0,00% 0,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$711,85 111.048,08 101.599,34
2 Inversor WEGSIW700T008 pç 2 R$10.369,62 0,00% 0,00% 0,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$11.334,00 22.668,00 20.739,25
3 Inversor WEGSIW700T010 pç 2 R$12.418,12 0,00% 0,00% 0,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$13.573,00 27.146,00 24.836,23
4 Disjuntor CC880V 20A pç 4 R$252,85 14,00% 12,00% 15,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$380,04 1.520,14 1.011,41
5 Disjuntor CC880V 10A pç 2 R$151,74 14,00% 12,00% 15,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$228,07 456,14 303,49
6 DPSCC2p 1kV pç 12 R$210,95 0,00% 0,00% 10,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$251,67 3.020,02 2.531,45
7 DPSCA pç 4 R$30,18 0,00% 0,00% 10,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$36,00 144,00 120,70
8 QPCC vb 6 R$73,53 0,00% 0,00% 10,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$87,72 526,32 441,17
9 Caixade strings vb 4 R$83,82 0,00% 0,00% 10,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$100,00 400,00 335,29
10 Disjuntor Tripolar 100A pç 2 R$150,88 0,00% 0,00% 10,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$180,00 360,00 301,76
11 Disjuntor Tripolar 32A pç 2 R$19,28 0,00% 0,00% 10,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$23,00 46,00 38,56
12 Disjuntor Tripolar 25A pç 2 R$19,28 0,00% 0,00% 10,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$23,00 46,00 38,56
13 QPCA vb 1 R$838,22 0,00% 0,00% 10,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$1.000,00 1.000,00 838,22
15 Relés vb 1 R$4.191,11 0,00% 0,00% 10,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$5.000,00 5.000,00 4.191,11
16 ESTRUTURASMETÁLICAS vb 1 R$4.191,11 0,00% 0,00% 10,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$5.000,00 5.000,00 4.191,11
17 Cabos elétricos vb 1 R$1.676,45 0,00% 0,00% 10,00% 1,65% 7,65% 0,00% R$2.000,00 2.000,00 1.676,45
18 Mão de obra vb 1 R$26.148,45 0,00% 0,00% 0,00% 1,65% 7,65% 5,00% R$29.887,68 29.887,68 26.148,45
19 SPDA vb 1 R$5.000,00 0,00% 0,00% 0,00% 1,65% 7,65% 5,00% R$5.715,00 5.715,00 5.000,00
20 Projeto, Registro vb 1 R$8.000,00 0,00% 0,00% 0,00% 1,65% 7,65% 5,00% R$9.144,00 9.144,00 8.000,00
TOTAL R$225.127,39 R$202.342,56
68
Prcstoção =Amortizoção +[uros (6.6)
SolJoÐc:cJorFinol =SolJoÐc:cJor −Amortizoção (6.7)
[urosÐcscontoJos =
]u¡os
(1+I)
n-1
(6.8)
AmortizoçãoÐcscontoJo =
Amo¡tìzução
(1+I)
n-1
(6.9)
Onde:
J uros: Remuneração do capital por seu empréstimo em um período de tempo.
I: Ímpostos do período.
n: número de prestações.
Os resultados são apresentados na TABELA 19 e 20.
TABELA 19 - SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE PARA CAPITAL PRÓPRIO AO LONGO
DO PERÍODO DE FINANCIEMENTO.

Fonte: Autor.
60.702,77 R$
6,00%
12
0
0 60.702,77 R$
1 55.644,20 R$ 5.058,56 R$ 3.642,17 R$ 8.700,73 R$
2 50.585,64 R$ 5.058,56 R$ 3.338,65 R$ 8.397,22 R$
3 45.527,08 R$ 5.058,56 R$ 3.035,14 R$ 8.093,70 R$
4 40.468,51 R$ 5.058,56 R$ 2.731,62 R$ 7.790,19 R$
5 35.409,95 R$ 5.058,56 R$ 2.428,11 R$ 7.486,67 R$
6 30.351,38 R$ 5.058,56 R$ 2.124,60 R$ 7.183,16 R$
7 25.292,82 R$ 5.058,56 R$ 1.821,08 R$ 6.879,65 R$
8 20.234,26 R$ 5.058,56 R$ 1.517,57 R$ 6.576,13 R$
9 15.175,69 R$ 5.058,56 R$ 1.214,06 R$ 6.272,62 R$
10 10.117,13 R$ 5.058,56 R$ 910,54 R$ 5.969,11 R$
11 5.058,56 R$ 5.058,56 R$ 607,03 R$ 5.665,59 R$
12 - R$ 5.058,56 R$ 303,51 R$ 5.362,08 R$
Taxa de Juros
Sistema de Amortização Constante -SAC
Capital Próprio
Nº de prestações
Inicio do Finaniamento
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
69
TABELA 20 - SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE DO CAPITAL FINANCIADO AO LONGO
DO PERÍODO DE FINANCIEMENTO.

Fonte: Autor.
A depreciação dos equipamentos é calculada através da equação 6.10.
Ð
c
=
(C
I
×0,05)
(1+Im)
n-1
(6.10)
Onde:
Ð
c
: Depreciação
C
I
: Custo de Implementação
Im: Impostos médios no período
n: Ano analisado
Na TABELA 21 foi considerado o valor do VPL com e sem os impostos
atuais cobrados sobre os equipamentos e serviços para implementação em
diferentes situações de financiamento e com a tarifa de energia sendo dobrada e
triplicada para que se possa perceber a influência de cada um desses elementos na
análise financeira. Também é simulada a situação de 100% de financiamento, não
permitida pelo BNDES.
0 141.639,79 R$
1 129.836,48 R$ 11.803,32 R$ 11.260,36 R$ 23.063,68 R$ 11.260,36 R$ 11.803,32 R$
2 118.033,16 R$ 11.803,32 R$ 10.322,00 R$ 22.125,32 R$ 9.622,45 R$ 11.003,37 R$
3 106.229,85 R$ 11.803,32 R$ 9.383,64 R$ 21.186,95 R$ 8.154,82 R$ 10.257,64 R$
4 94.426,53 R$ 11.803,32 R$ 8.445,27 R$ 20.248,59 R$ 6.841,93 R$ 9.562,45 R$
5 82.623,21 R$ 11.803,32 R$ 7.506,91 R$ 19.310,23 R$ 5.669,54 R$ 8.914,38 R$
6 70.819,90 R$ 11.803,32 R$ 6.568,55 R$ 18.371,86 R$ 4.624,64 R$ 8.310,22 R$
7 59.016,58 R$ 11.803,32 R$ 5.630,18 R$ 17.433,50 R$ 3.695,33 R$ 7.747,01 R$
8 47.213,26 R$ 11.803,32 R$ 4.691,82 R$ 16.495,13 R$ 2.870,74 R$ 7.221,98 R$
9 35.409,95 R$ 11.803,32 R$ 3.753,45 R$ 15.556,77 R$ 2.140,94 R$ 6.732,52 R$
10 23.606,63 R$ 11.803,32 R$ 2.815,09 R$ 14.618,41 R$ 1.496,88 R$ 6.276,24 R$
11 11.803,32 R$ 11.803,32 R$ 1.876,73 R$ 13.680,04 R$ 930,29 R$ 5.850,88 R$
12 0,00 -R$ 11.803,32 R$ 938,36 R$ 12.741,68 R$ 433,62 R$ 5.454,35 R$
Taxa de Juros 7,95%
Sistema de Amortização Constante -SAC
Capital Financiado 141.639,79 R$
Nº de prestações 12
Inicio do Finaniamento 0
Amortização Descontada Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação Juros Descontado
70
TABELA 21 - VPL PARA DIFERENTES FINANCIAMENTOS E TARIFAS CONSIDERANDO E
DESCONSIDERANDO IMPOSTOS SOB EQUIPAMENTOS.

FONTE: Autor.
A presente tarifa de consumo é de 0,39631 R$/kWh e foram feitas as
simulações para o dobro e o triplo desse valor.
Da TABELA 21 pode-se observar que, para os cenários avaliados e o valor
de tarifa atual (COPEL, julho de 2013), a geração apresentará um VPL positivo com
financiamentos menores que 50% e nota-se que a tarifa de energia influencia de
forma significativa no valor do VPL.
Para a situação de isenção de impostos, nota-se que com financiamentos de
50%, inclusive, já se tem valores de VPL positivo, ou seja, projeto lucrativo, porém a
tarifa continua sendo o fator que exerce maior influência sobre o VPL.



0,39631 -R$ 93.817,50 -R$ 75.965,76
0,79262 R$ 59.154,64 R$ 77.006,38
1,18893 R$ 212.126,77 R$ 229.978,52
0,39631 -R$ 40.179,47 -R$ 27.756,36
0,79262 R$ 112.792,67 R$ 125.215,78
1,18893 R$ 265.764,80 R$ 278.187,92
0,39631 -R$ 4.420,79 R$ 4.383,24
0,79262 R$ 148.551,35 R$ 157.355,38
1,18893 R$ 301.523,49 R$ 310.327,51
0,39631 R$ 31.337,90 R$ 36.522,84
0,79262 R$ 184.310,03 R$ 189.494,98
1,18893 R$ 337.282,17 R$ 342.467,11
0,39631 R$ 84.975,93 R$ 84.732,24
0,79262 R$ 237.948,06 R$ 237.704,37
1,18893 R$ 390.920,20 R$ 390.676,51
100%financiado
0% financiado
VPL
%do total
financiado
Tarifa de
consumo
(R$/kWh)
C/ Impostos sob os
produtos
S/ Impostos sob os
produtos
70%financiado
50%financiado
30%financiado
71
7 CONCLUSÃO

A demanda de energia mundial tende apenas a aumentar ao longo dos
anos, de forma que é necessário pesquisas em fontes alternativas de energia ou
melhoria nas tecnologias existentes para que se possa implementar cada vez mais a
matriz energética mundial
A geração elétrica com a utilização de paineis fotovoltaicos vêm ganhando
espaço no cenário mundial. O Brasil, devido a sua geografia e grande território,
acaba sendo um país previlegiado para implementação dessa tecnologia.
A geração distribuída é um conceito conhecido e aplicado por empresas que
querem diminuir sua tarifa, porém com a combinação entre fontes alternativas e
geração distribuída, tem-se a possibilidade da instalação da microgeração
distribuída baseada em energias renováveis. Como os sistemas de geração
fotovoltaicos tem as mais variadas potências, surge a oportunidade para que
consumidores menores possam instalar esse tipo de geração.
O surgimento de um conjunto de normas e requisitos para conexão da
energia gerada em plantas de microgeração fotovoltaica, mostra a intenção de
aumentar a importância deesa geração na matriz energética.
Dimensionando o sistema de microgeração solar fotovoltaica pode-se
perceber que existem recomendações e especificações para todos os equipamentos
a serem empregados, desde o módulo fotovoltaico até o sistema de proteção que
será utilizado.
Nas simulações financeiras feitas, pode-se notar que o fator que mais
influencia no VPL é o valor da tarifa de energia. Como o sistema de medição
adotado mensura apenas a diferença entre a geração e o consumo, o que vai para a
rede da COPEL é uma pequena parcela em situações específicas (TABELA 15). Ou
seja, as tarifas são as mesmas para geração e consumo.
A região analisada é uma das que recebe os menores níveis médios de
insolação no Brasil, fazendo com que o Fator de Capacidade seja bastante baixo
quando comparado com outras regiões e, consequentemente, a energia gerada,
mesmo assim pode-se notar que quando se aumentou a tarifa, ou diminuiu-se a
porção financiada do investimento, já foi alcançado um cenário de lucro ao fim da
vida útil do conjunto microgeração solar fotovoltaica (VPL >1).

72
Um incentivo que poderia ser implementado é a medição isolada da energia
gerada pela central microgeradora. Com isso, o fluxo de caixa positivo seria
efetivamente a venda da energia para a rede de distribuição ao invés da diferença,
que é a situação regulamentada atualmente. Essa configuração permitiria a
aplicação de taxas de compra e venda diferentes. Podendo-se, assim, aplicar
diretamente políticas de incentivo para centrais mini e microgeradoras com base em
fontes renováveis e fazer com que o mercado fique significativamente mais atrativo.
Existem vários impostos e encargos que poderiam ser reduzidos afim de
baratear o custo por potência instalada do sistema de geração fotovoltaico, cabe aos
órgãos responsáveis a tomada de decisão para a implementação de tais incentivos.


73
REFERÊNCIAS

ABINEE - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Propostas para
Inserção da Energia Solar Fotovoltaica na Matriz Elétrica Brasileira. 2012.
ABNT IEC 62116:2012. (2012). PROCEDIMENTO DE ENSAIO DE ANTI-
ILHAMENTO PARA INVERSORES DE SISTEMAS FOTOVOLTAICOS
CONECTADOS À REDE ELÉTRICA.
ABNT. (2008). NBR 5410 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO.
ABNT. (2011). NBR 15920 Cabos elétricos – Cálculo da corrente nominal –
Condições de operação – Otimização econômica dos cabos de potência.
ABREU FILHO, J . C. F. de. et al. Finanças Corporativas. 8. ed. Rio de J aneiro:
Editora FGV, 2007. 151p.
Alíquotas do Imposto de Renda de Pessoas J urídicas Tributadas pelo Lucro Real,
Presumido ou Arbitrado - disponível em
<http://www.receita.fazenda.gov.br/aliquotas/ContribPj.htm>
ANEEL. (2002). Atlas de Energia Elétrica do Brasil, 1ª edição. Brasília.
ANEEL. (2008). Atlas de Energia Elétrica do Brasil, 3ª edição. Brasília.
ANEEL. (2010). ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL.
ANEEL. (2012). Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema
Elétrico Nacional - PRODIST Módulo 3 - Acesso ao Sistema de Distribuição.
ANEEL. (2012). Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema
Elétrico Nacional - PRODIST Módulo 8 - Qualidade de Energia Elétrica.
BOSCH. (s.d.) INNOVATIVE CONSTRUCTION - BOSCH SOLAR MODULE C-SI M 60 EU 30117.
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74
DEMBIKSI, D. (2012). ANÁLISE DA NOVA REGULAMENTAÇÃO DE ACESSO AO
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<http://www.sefanet.pr.gov.br/dados/SEFADOCUMENTOS/106201206080.pdf>
Resolução Normativa N° 482, da ANEEL sobre inserção da geração fotovoltaica no
Brasil.
Resolução Normativa N° 517, da ANEEL sobre inserção da geração fotovoltaica no
Brasil.
VILLALVA, M. G., & GAZOLI, J . R. (2012). ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA -
CONCEITOS E APLICAÇÕES. Tatuapé: Érica.



ANEXO A – SEÇÃO 3.3 DO MÓDULO 3 DO PRODIST


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Requisitos de Projeto
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3.3
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SEÇÃO 3.3 – REQUISITOS DE PROJETO


1 OBJETIVO

1.1 Definir os requisitos a serem observados pelos acessantes que necessitam elaborar projetos
de instalações de conexão.

2 REQUISITOS GERAIS

2.1 As instalações de conexão devem ser projetadas observando as características técnicas,
normas, padrões e procedimentos específicos do sistema de distribuição da acessada, além
das normas da ABNT.

2.2 A acessada deve indicar para o acessante as normas, padrões e procedimentos técnicos a
serem utilizados no projeto das instalações de interesse restrito.

2.3 Memorial descritivo do projeto.

2.3.1 Os projetos de instalações de conexão devem conter um memorial descritivo das
instalações de conexão, os dados e características do acessante.

2.3.2 O memorial descritivo deve relacionar toda a documentação, normas e padrões técnicos
utilizados como referência.


3 REDES E LINHAS

3.1 Capacidade de transporte.

3.1.1 Devem ser consideradas as demandas atendidas, com a previsão de seu crescimento, e o
MUSD contratado.

3.2 Escolha do traçado.

3.2.1 A escolha do traçado deve ser feita com base em critérios técnicos e econômicos,
considerando as questões de preservação ambiental, da segurança e do patrimônio
histórico e artístico, devendo ser respeitadas as regulamentações específicas dos órgãos
ambientais federais, estaduais e municipais.

3.3 Cálculo elétrico.

3.3.1 Os cálculos elétricos devem ser feitos com base em critérios técnicos e econômicos,
conforme normas da ABNT, considerando, em casos específicos, as orientações da
acessada para:


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a) dimensionamento dos cabos condutores, levando em conta o montante de uso, perdas,
queda de tensão e parâmetros ambientais;

b) o isolamento, que deve levar em conta as características de contaminação da região;

c) a proteção contra sobretensões;

d) o sistema de aterramento;
e) o cabo pára-raios e o condutor neutro, que não devem ser secionados;

f) a conexão ao sistema de aterramento da subestação;

g) o seccionamento e aterramento das cercas localizadas dentro da faixa de servidão;

h) os afastamentos e as distâncias mínimas de segurança.

3.4 Cálculo mecânico.

3.4.1 O projeto mecânico deve considerar cargas mecânicas conforme critérios das normas da
ABNT e as utilizadas pela acessada, em casos específicos.

3.4.2 Deve ser considerada a utilização de sistema de amortecimento para prevenção de danos
provocados por vibrações relacionadas à ação do vento.

3.5 Travessias e sinalizações.

3.5.1 As travessias e sinalizações das redes e linhas sobre ou sob vias urbanas e rurais,
ferrovias, vias fluviais, linhas elétrica e de comunicação e proximidades de aeroportos
devem observar a legislação e as normas instituídas pelas entidades envolvidas e poder
público, ficando o acessante responsável pela obtenção das aprovações necessárias.

3.6 Materiais e equipamentos.

3.6.1 O projeto deve conter a lista e especificação dos materiais e equipamentos.

3.7 Análise da confiabilidade.

3.7.1 Os projetos de redes e linhas de MT e AT devem contemplar aspectos de confiabilidade e
apresentar a análise de desempenho esperado para a instalação.


4 SUBESTAÇÕES

4.1 O projeto deve apresentar as características técnicas dos equipamentos elétricos, de
comunicação e sinalização, das obras civis e da proteção física da subestação.

4.2 Para o projeto de uma subestação de AT deve ser apresentado, no mínimo:


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a) diagrama unifilar simplificado;

b) diagrama unifilar de proteção, medição e supervisão;

c) fiação entre painéis, entre painéis e equipamentos e entre equipamentos;

d) arranjo geral (plantas, cortes, detalhes e lista de materiais);

e) sistema de aterramento (memória de cálculo, planta, detalhes e lista de materiais);

f) eletrodutos e acessórios (plantas, cortes, detalhes e lista de materiais);

g) bases, fundações e canaletas (planta, formas e armações, lista de materiais);

h) terraplenagem (planta, perfis e mapa de cubação);

i) estradas de serviço e drenagem (plantas, cortes, detalhes e lista de materiais);

j) casa de comando (arquitetura, estrutura e instalações);

l) serviços auxiliares (memórias de cálculo, diagramas unifilares e especificações);

m) diagramas esquemáticos (trifilares, lógicos de comando, controle, proteção e supervisão);

n) fiação dos painéis, interligação e listas de cabos;

o) especificação de equipamentos principais e dos painéis;

p) sistema de medição.

4.3 Estrutura ou pórtico de entrada.

4.3.1 O projeto deve indicar a disposição dos condutores e as cargas mecânicas e espaçamentos.

4.4 Arranjo das barras.

4.4.1 Deve ser definido entre o acessante e acessada, de modo a otimizar o número de circuitos e
aspectos operacionais, prevendo futuras expansões.

4.5 Distâncias de segurança.

4.5.1 Devem ser observadas as normas técnicas específicas, objetivando a garantia da
integridade física das pessoas e instalações.

4.6 Unidades transformadoras de potência.

4.6.1 A ligação dos enrolamentos e o deslocamento angular devem ser compatíveis com
indicação da acessada.


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4.6.2 No caso de unidades antigas em operação nas instalações existentes, seus fatores
limitantes e restrições operativas devem ser levados em consideração para as devidas
correções.

4.7 Equipamentos de proteção de sobrecorrente.

4.7.1 As entradas e saídas de rede e linhas devem ser equipadas com disjuntor ou religador.

4.7.2 O projeto deve considerar a potência de curto-circuito no ponto de conexão informada pela
acessada.

4.8 Equipamentos de seccionamento e manobra.

4.8.1 Os seccionadores devem estar intertravados com os disjuntores e religadores do mesmo
circuito de entrada.

4.9 Pára-raios.

4.9.1 Devem ser instalados, no mínimo, nas chegadas das linhas.

4.9.2 Em entradas com redes subterrâneas, os pára-raios, se necessários, devem ser instalados
após o disjuntor de entrada do acessante.

4.9.3 Em subestações existentes, o dimensionamento dos pára-raios deve ser reavaliado.

4.10 Transformadores para instrumentos.

4.10.1 As características dos transformadores para instrumentos devem satisfazer às
necessidades dos sistemas de proteção e ser compatíveis com os padrões e procedimentos
da acessada.

4.10.2 As características específicas dos transformadores para instrumentos para os sistemas de
medição devem atender ao Módulo 5 - Sistemas de Medição.

4.11 Proteção.

4.11.1 No caso de subestação de unidade consumidora de MT e AT, é necessária, no mínimo, a
proteção de sobrecorrente de fase e de neutro, com unidades instantânea e temporizada.

4.11.1.1 No caso da conexão estabelecer-se sem disjuntor de entrada, os requisitos de proteção aqui
estabelecidos devem aplicar-se ao disjuntor do lado da alta tensão do transformador de
potência.

4.11.2 Os relés devem possibilitar sinalização individual das atuações da proteção, com registro de
seqüência de eventos para fins de análise de ocorrências.

4.11.3 A acessada pode propor proteções adicionais, justificadas tecnicamente, em função de
características específicas do sistema de distribuição acessado.


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4.11.4 Os ajustes dos relés que atuam sobre o disjuntor de entrada, bem como as relações dos
transformadores de corrente que os suprem, devem levar em consideração o esquema de
proteção informado pela acessada, observando-se estudos de coordenação de proteção,
quando aplicáveis.

4.12 Serviços auxiliares.

4.12.1 A subestação deve dispor de serviços auxiliares de corrente alternada e/ou de corrente
contínua, dimensionados adequadamente para acionamento dos dispositivos de comando,
proteção, medição e comunicação instalados na subestação, devendo a tensão de operação
atender aos padrões da acessada.

4.12.2 Deve ser instalado sistema de iluminação de emergência para utilização quando de eventual
perda do serviço auxiliar.

4.13 Aterramento.

4.13.1 O sistema de aterramento deve ser compatível com os padrões e normas da acessada,
atendendo a requisitos de segurança pessoal e de equipamentos.


5 SISTEMAS DE PROTEÇÃO E CONTROLE PARA CONEXÃO DE CENTRAIS GERADORAS

5.1 Para efeito de acesso e estabelecimento das proteções mínimas necessárias para o ponto de
conexão de centrais geradoras, são consideradas as faixas de potência indicadas na Tabela
1.

5.1.1 Para centrais geradoras que se enquadrarem no conceito de micro ou minigeração
distribuída, os níveis de tensão de conexão a serem considerados são aqueles dispostos na
Tabela 1 da Seção 3.7.

TABELA 1 – NÍVEIS DE TENSÃO CONSIDERADOS PARA CONEXÃO DE CENTRAIS
GERADORAS
Potência Instal ada Nível de Tensão de Conexão
<10 kW Baixa Tensão (monofásico)
10 a 75 kW Baixa Tensão (trifásico)
76 a 150 kW Baixa Tensão (trifásico) / Média Tensão
151 a 500 kW Baixa Tensão (trifásico) / Média Tensão
501 kW a 10 MW Média Tensão / Alta Tensão
11 a 30 MW Média Tensão / Alta Tensão
>30 MW Alta Tensão


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Requisitos de Projeto
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3.3
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5
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31de 86



5.2 A Tabela 2 indica as proteções mínimas necessárias para o ponto de conexão da central
geradora.

5.2.1 Para centrais geradoras que se enquadrarem no conceito de micro ou minigeração
distribuída, as proteções mínimas necessárias são aquelas estabelecidas na Tabela 2 da
Seção 3.7.

TABELA 2 – PROTEÇÕES MÍNIMAS EM FUNÇÃO DA POTÊNCIA INSTALADA
EQUIPAMENTO
Potência Instalada
< 10 kW
10 kW a
500 kW
(4)

> 500 kW
(4)
Elemento de desconexão
(1)
Sim Sim Sim
Elemento de interrupção
(2)
Sim Sim Sim
Transformador de
acoplamento
Não Sim Sim
Proteção de sub e
sobretensão
Sim
(3)
Sim
(3)
Sim
Proteção de sub e
sobrefreqüência
Sim
(3)
Sim
(3)
Sim
Proteção contra
desequilíbrio de corrente
Não Não Sim
Proteção contra desbalanço
de tensão
Não Não Sim
Sobrecorrente direcional Não Não Sim
Sobrecorrente com restrição
de tensão
Não Não Sim

Notas:
(1) Chave seccionadora visível e acessível que a acessada usa para garantir a desconexão da central
geradora durante manutenção em seu sistema.
(2) Elemento de desconexão e interrupção automático acionado por comando e/ou proteção.
(3) Não é necessário relé de proteção específico, mas um sistema eletro-eletrônico que detecte tais
anomalias e que produza uma saída capaz de operar na lógica de atuação do elemento de
desconexão.
(4) Nas conexões acima de 300 kW, se o lado da acessada do transformador de acoplamento não for
aterrado, deve-se usar uma proteção de sub e de sobretensão nos secundários de um conjunto de
transformador de potência em delta aberto.

5.2.2 A acessada pode propor proteções adicionais, desde que justificadas tecnicamente, em
função de características específicas do sistema de distribuição acessado.

5.2.3 Nas conexões de centrais geradoras acima de 10 MW as proteções de subtensão/
sobretensão e subfrequência/sobrefreqüência devem prever as operações instantânea e
temporizada, levando em consideração o esquema de proteção informado pela acessada.

5.2.4 Os relés de subfrequência/sobrefrequência devem ser ajustados de acordo com a
parametrização sugerida pela acessada, devendo, na determinação dos ajustes, ser

Procedi mentos de Distribuição

Assunto:
Requisitos de Projeto
Seção:
3.3
Revisão:
5
Data de Vigência:
14/12/2012
Página:
32de 86



observado o eventual impacto da operação da central geradora sobre a Rede Básica e as
DIT.

5.3 Toda central geradora com potência instalada acima de 300 kW deve possuir sistemas de
controle de tensão e de freqüência.

5.3.1 Para centrais geradoras com potências inferiores, estes sistemas devem ser instalados
quando em operação ilhada.
5.4 Para o paralelismo das centrais geradoras com o sistema de distribuição deve ser observado
o seguinte:

5.4.1 O disjuntor ou religador na saída da subestação da acessada do circuito alimentador no qual
se estabelece o paralelismo do acessante deve ser dotado de comando de abertura por
relés que detectem faltas entre fases e entre fase e terra na linha de distribuição.

5.4.2 O paralelismo pode ser estabelecido por um ou mais disjuntores, que devem ser
supervisionados por relé de verificação de sincronismo.

5.4.3 Os ajustes dos relés que atuam sobre o disjuntor responsável pelo paralelismo, bem como
as relações dos transformadores de corrente que os suprem, devem ser definidos pelo
acessante e aprovados pela acessada, observando-se estudos de coordenação de
proteção, quando aplicáveis.

5.4.4 Os disjuntores nas instalações do acessante, que possam fechar o paralelismo, devem ser
dotados de dispositivos de intertravamento com o disjuntor de paralelismo.

5.4.5 Os relés de proteção da interligação devem operar nas seguintes condições anormais,
atuando nos disjuntores:

a) sobretensão e subtensão;

b) sobrecorrentes de fase e de neutro;

c) sobrefreqüência e subfreqüência.

5.4.6 Instalação de proteção de retaguarda, composta de relés para detecção de faltas entre
fases e entre fases e terra, atuando na abertura do paralelismo.
5.4.7 Os dispositivos que atuam nos disjuntores de paralelismo não devem operar por
perturbações ou interferências provenientes de súbita variação de tensão ou freqüência e
correntes harmônicas do sistema, sendo tal característica comprovada por meio de ensaios
apropriados.

5.4.8 Não devem ser utilizados fusíveis ou seccionadores monopolares entre o disjuntor de
entrada e os geradores.

5.4.9 O autoprodutor que possua geração própria no mesmo local de consumo com o fim de
suprir parcialmente sua carga, sem previsão de paralelismo sob qualquer regime operativo,

Procedi mentos de Distribuição

Assunto:
Requisitos de Projeto
Seção:
3.3
Revisão:
5
Data de Vigência:
14/12/2012
Página:
33de 86



deve incluir no projeto de suas instalações uma chave reversível de acionamento manual ou
elétrico, automática ou não, com intertravamento mecânico.

5.5 Na determinação de sobrecorrentes e de sobretensões devem ser levadas em conta as
impedâncias de aterramento e a existência de bancos de capacitores.

5.6 Os geradores da central geradora de energia devem estar acoplados ao sistema de
distribuição da acessada através de um transformador de acoplamento.
5.6.1 A ligação dos enrolamentos e o deslocamento angular devem estar de acordo com
indicação da acessada.

5.6.2 O transformador de acoplamento não pode ser protegido por meio de fusíveis e as
derivações de quaisquer de seus enrolamentos devem ser definidas no projeto.

5.7 Para as centrais geradoras com potência instalada acima de 300 kW, deve ser feita uma
avaliação técnica da possibilidade de operação ilhada envolvendo as unidades consumidoras
atendíveis.

5.7.1 A decisão pela operação ilhada deve ser precedida de estudos que avaliem a qualidade da
energia na micro rede associada.

5.7.2 Quando a operação ilhada não for permitida, deve ser utilizado sistema automático de
abertura do disjuntor de paralelismo.

5.8 Não podem ser instalados fusíveis entre a saída do circuito da subestação da acessada e o
ponto de conexão com a central geradora de energia.

5.9 A acessada deve prevenir a inversão de fluxo de potência nos reguladores de tensão.

5.10 A acessada deve implementar medidas preventivas que impeçam a ocorrência de
sobretensões e subtensões sustentadas em seu sistema de distribuição, decorrentes da
inserção e retirada de centrais geradoras, até a atuação dos reguladores de tensão em
operação.
5.11 Os estudos devem prever a possibilidade da central geradora vir a participar do controle
automático de geração – CAG e do esquema de corte de geração – ECG, atendendo aos
requisitos de proteção e controle estabelecidos nos Procedimentos de Rede.

5.12 Os estudos devem prever a possibilidade da central geradora vir a participar de um
agrupamento de centrais despachadas por um centro de despacho de geração distribuída.








ANEXO B – SEÇÃO 3.7 DO MÓDULO 3 DO PRODIST
Procedimentos de Distribuição
Assunto:
Acesso de Micro e Minigeração Distribuída
Seção:
3.7
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14/12/2012
Página:
76de 86



SEÇÃO 3.7 - ACESSO DE MICRO E MINIGERAÇÃO DISTRIBUÍDA


1 OBJETIVO

1.1 Descrever os procedimentos para acesso de micro e minigeração distribuída ao sistema de
distribuição.

2 ETAPAS PARA VIABILIZAÇÃO DO ACESSO

2.1 Para a central geradora classificada como micro ou minigeração distribuída, são
obrigatórias apenas as etapas de solicitação de acesso e parecer de acesso.

2.2 Consulta de acesso

2.2.1 É facultativa, aplicando-se os procedimentos descritos no item 3 da seção 3.1.

2.3 Informação de acesso

2.3.1 Caso seja realizada a consulta de acesso, a informação de acesso é obrigatória,
aplicando-se os procedimentos descritos no item 4 da seção 3.1.

2.4 Solicitação de acesso

2.4.1 A solicitação de acesso é o requerimento formulado pelo acessante que, uma vez
entregue à acessada, implica a prioridade de atendimento, de acordo com a ordem
cronológica de protocolo.

2.4.2 Compete à distribuidora a responsabilidade pela coleta das informações das unidades
geradoras junto aos micro e minigeradores distribuídos e envio dos dados à ANEEL para
fins de Registro, nos termos da regulamentação específica.

2.4.3 Para micro e minigeração distribuída, fica dispensada a apresentação do Certificado de
Registro, ou documento equivalente, na etapa de solicitação de acesso.

2.4.4 A solicitação de acesso deve conter:
a) o projeto das instalações de conexão, incluindo memorial descritivo, localização, arranjo
físico, diagramas, conforme a seção 3.3 deste módulo; e

b) documentos e informações solicitados previamente pela distribuidora.

2.4.5 A solicitação de acesso perde o efeito se o acessante não regularizar eventuais
pendências nas informações encaminhadas à acessada no prazo de 60 (sessenta) dias.

Procedimentos de Distribuição
Assunto:
Acesso de Micro e Minigeração Distribuída
Seção:
3.7
Revisão:
5
Data de Vigência:
14/12/2012
Página:
77de 86



2.4.6 A distribuidora deve disponibilizar em sua página na internet a relação das informações
que o acessante deve apresentar na solicitação de acesso, incluindo os dados requeridos
pela ANEEL para o registro das centrais geradoras e aqueles de que trata o item 2.5.2.

2.5 Parecer de acesso

2.5.1 O parecer de acesso é o documento formal obrigatório apresentado pela acessada, sem
ônus para o acessante, em que são informadas as condições de acesso, compreendendo
a conexão e o uso, e os requisitos técnicos que permitam a conexão das instalações do
acessante com os respectivos prazos, devendo indicar, quando couber:

a) as características do ponto de entrega, com a apresentação das alternativas de conexão
que foram avaliadas pela acessada, acompanhadas das estimativas dos respectivos
custos, conclusões e justificativas;

b) as características do sistema de distribuição acessado, incluindo requisitos técnicos,
tensão nominal de conexão, e padrões de desempenho;

c) os cálculos relativos à participação financeira do consumidor;
d) a relação das obras de responsabilidade da acessada, com correspondente cronograma
de implantação;
e) as informações gerais relacionadas ao ponto de conexão, como tipo de terreno, faixa de
passagem, características mecânicas das instalações, sistemas de proteção, controle e
telecomunicações disponíveis;
f) o modelo de Acordo Operativo ou de Relacionamento Operacional para participantes do
sistema de compensação de energia elétrica ou os modelos dos contratos a serem
celebrados, quando necessário;
g) as tarifas de uso aplicáveis, quando for o caso;
h) as responsabilidades do acessante; e

i) eventuais informações sobre equipamentos ou cargas susceptíveis de provocar
distúrbios ou danos no sistema de distribuição acessado ou nas instalações de outros
acessantes.

2.5.2 Compete à distribuidora a realização de todos os estudos para a integração de micro e
minigeração distribuída, sem ônus ao acessante, devendo informar à central geradora os
dados necessários à elaboração dos estudos que devem ser apresentados quando da
solicitação de acesso.

2.5.3 O parecer de acesso deve ser encaminhado em até 30 (trinta) dias após o recebimento da
solicitação de acesso.

Procedimentos de Distribuição
Assunto:
Acesso de Micro e Minigeração Distribuída
Seção:
3.7
Revisão:
5
Data de Vigência:
14/12/2012
Página:
78de 86



2.5.4 Para central geradora classificada como minigeração distribuída, o prazo de que trata o
item 2.5.3 é de até 60 (sessenta) dias quando houver necessidade de execução de obras
de reforço ou de ampliação no sistema de distribuição acessado.
2.5.5 Os contratos necessários ao acesso devem ser celebrados entre as partes no prazo
máximo de 90 (noventa) dias após a emissão do parecer de acesso, quando aplicável.

2.5.6 A inobservância deste prazo por responsabilidade do acessante incorre em perda da
garantia do ponto e das condições de conexão estabelecidas no parecer de acesso,
exceto se um novo prazo não for pactuado entre as partes.


3 CRITÉRIOS TÉCNICOS E OPERACIONAIS

3.1 Ponto de conexão.

3.1.1 O ponto de conexão do acessante com microgeração ou minigeração distribuída é o ponto
de entrega da unidade consumidora, conforme definido em regulamento específico.



3.2 Conexão.

3.2.1 Aplicam-se os procedimentos descritos no item 5 da Seção 3.2, exceto os subitens 5.2.9 e
5.2.10.

3.2.2 As centrais geradoras classificadas como micro ou minigeração distribuída estão
dispensadas de realizar os estudos descritos no item 5 da seção 3.2, os quais, caso sejam
necessários, devemser realizados pela distribuidora sem ônus para o acessante.


4 REQUISITOS DE PROJETOS

4.1 Aplicam-se os procedimentos descritos na seção 3.3 deste Módulo, no que couber.

4.2 Para a definição da tensão de conexão do acessante, devem ser consideradas as faixas de
potência indicadas na Tabela 1.





TABELA 1 – NÍVEIS DE TENSÃO CONSIDERADOS PARA CONEXÃO DE MICRO E
MINICENTRAIS GERADORAS
Potência Instalada Nível de Tensão de Conexão
<10 kW Baixa Tensão (monofásico, bifásico ou trifásico)
Procedimentos de Distribuição
Assunto:
Acesso de Micro e Minigeração Distribuída
Seção:
3.7
Revisão:
5
Data de Vigência:
14/12/2012
Página:
79de 86



10 a 100 kW Baixa Tensão (trifásico)
101 a 500 kW Baixa Tensão (trifásico) / Média Tensão
501 kW a 1 MW Média Tensão

Nota: A quantidade de fases e o nível de tensão de conexão da central geradora serão definidos pela
distribuidora em função das limitações técnicas da rede.

4.3 A Tabela 2 indica os requisitos mínimos do ponto de conexão da micro e minigeração
distribuída.

TABELA 2 – REQUISITOS MÍNIMOS EM FUNÇÃO DA POTÊNCIA INSTALADA
EQUIPAMENTO
Potênci a Instalada
Até100 kW
101 kW a
500kW
501 kW a 1 MW
Elemento de desconexão
(1)
Sim Sim Sim
Elemento de interrupção
(2)
Sim Sim Sim
Transformador de
acoplamento
Não Sim Sim
Proteção de sub e
sobretensão
Sim
(3)
Sim
(3)
Sim
Proteção de sub e
sobrefreqüência
Sim
(3)
Sim
(3)
Sim
Proteção contra
desequilíbrio de corrente
Não Não Sim
Proteção contra desbalanço
de tensão
Não Não Sim
Sobrecorrente direcional Não Não Sim
Sobrecorrente com restrição
de tensão
Não Não Sim
Relé de sincronismo Sim Sim Sim
Anti-ilhamento Sim Sim Sim
Estudo de curto-circuito Não Sim
(4)
Sim
(4)
Medição
Sistema de Medição
Bidirecional
(6) Medidor 4 Quadrantes
Medidor 4
Quadrantes
Ensaios Sim
(5)
Sim
(5)
Sim
(5)

Notas:
(1) Chave seccionadora visível e acessível que a acessada usa para garantir a desconexão da
central geradora durante manutenção em seu sistema.
Procedimentos de Distribuição
Assunto:
Acesso de Micro e Minigeração Distribuída
Seção:
3.7
Revisão:
5
Data de Vigência:
14/12/2012
Página:
80de 86



(2) Elemento de interrupção automático acionado por proteção para microgeradores distribuídos e
por comando e/ou proteção para minigeradores distribuídos.
(3) Não é necessário relé de proteção específico, mas um sistema eletro-eletrônico que detecte tais
anomalias e que produza uma saída capaz de operar na lógica de atuação do elemento de
interrupção.
(4) Se a norma da distribuidora indicar a necessidade de realização estudo de curto-circuito, cabe à
acessada a responsabilidade pela sua execução.
(5) O acessante deve apresentar certificados (nacionais ou internacionais) ou declaração do
fabricante que os equipamentos foram ensaiados conforme normas técnicas brasileiras ou, na
ausência, normas internacionais.
(6) O sistema de medição bidirecional deve, no mínimo, diferenciar a energia elétrica ativa
consumida da energia elétrica ativa injetada na rede.
4.4 Nos sistemas que se conectam à rede através de inversores, as proteções relacionadas na
Tabela 2 podem estar inseridas nos referidos equipamentos, sendo a redundância de
proteções desnecessária para microgeradores distribuídos.

4.5 Os valores de referência a serem adotados para os indicadores tensão em regime
permanente, fator de potência, distorção harmônica, desequilíbrio de tensão, flutuação de
tensão e variação de frequência são os estabelecidos na Seção 8.1 do Módulo 8 –
Qualidade da Energia Elétrica.

4.6 A acessada pode propor proteções adicionais, desde que justificadas tecnicamente, em
função de características específicas do sistema de distribuição acessado, exceto para
central geradora classificada como microgeração distribuída.

4.6.1 A conexão deve ser realizada em corrente alternada em 60 (sessenta) Hz.
5 IMPLANTAÇÃO DE NOVAS CONEXÕES
5.1 Aplicam-se os procedimentos descritos na seção 3.4 deste Módulo, exceto a assinatura de
CUSD e CCD para centrais geradoras participantes do sistema de compensação de energia
elétrica da distribuidora local.
5.2 A acessada deve realizar vistoria, no prazo de até 30 (trinta) dias a contar da data de
solicitação formal, com vistas à conexão ou ampliação das instalações do acessante,
apresentando à central geradora o seu resultado por meio de relatório formal, incluindo o
relatório de comissionamento, quando couber.
5.3 O prazo para entrega do relatório de que trata o item 5.2 para o acessante é de até 15
(quinze) dias, contados da data de realização da vistoria.
5.4 A acessada deve emitir a aprovação do ponto de conexão, liberando-o para sua efetiva
conexão, no prazo de até 7 (sete) dias a partir da data em que forem satisfeitas as condições
estabelecidas no relatório de vistoria.


6 REQUISITOS PARA OPERAÇÃO, MANUTENÇÃO E SEGURANÇA DA CONEXÃO

Procedimentos de Distribuição
Assunto:
Acesso de Micro e Minigeração Distribuída
Seção:
3.7
Revisão:
5
Data de Vigência:
14/12/2012
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81de 86



6.1 Aplicam-se os procedimentos descritos na seção 3.5 deste Módulo, observado o item 8
desta seção.
6.2 Para a elaboração do Acordo Operativo ou do Relacionamento Operacional, deve-se fazer
referência ao Contrato de Adesão (ou número da unidade consumidora), Contrato de
Fornecimento ou Contrato de Compra de Energia Regulada para a unidade consumidora
associada à central geradora classificada como mini ou microgeração distribuída e
participante do sistema de compensação de energia elétrica da distribuidora local, nos termos
da regulamentação específica.


7 SISTEMA DE MEDIÇÃO

7.1 O sistema de medição deve atender às mesmas especificações exigidas para unidades
consumidoras conectadas no mesmo nível de tensão da central geradora, acrescido da
funcionalidade de medição bidirecional de energia elétrica ativa.

7.1.1 Para instalações em baixa tensão, a medição bidirecional pode ser realizada por meio de
dois medidores unidirecionais: um para aferir a energia elétrica ativa consumida e outro
para a gerada.
7.2 O acessante é responsável por ressarcir a distribuidora pelos custos de adequação do
sistema de medição, nos termos da regulamentação específica.
7.3 A distribuidora é responsável por instalar o sistema de medição, assim como pela sua
operação e manutenção, incluindo os custos de eventual substituição.
7.4 A acessada deve adequar o sistema de medição no prazo de realização da vistoria das
instalações e iniciar o sistema de compensação de energia elétrica imediatamente após a
aprovação do ponto de conexão.


8 CONTRATOS

8.1 Aplicam-se os procedimentos descritos na seção 3.6 deste Módulo, no que couber.

8.2 Dispensa-se a assinatura dos contratos de uso e conexão na qualidade de central geradora
para a unidade consumidora com microgeração ou minigeração distribuída que participe do
sistema de compensação de energia elétrica da distribuidora local, nos termos da
regulamentação específica, sendo suficiente para os minigeradores a celebração do Acordo
Operativo, nos termos do Anexo I da Seção 3.5, exceto para os microgeradores para os
quais deverá ser formalizado o Relacionamento Operacional, nos termos do Anexo I desta
Seção.
8.3 A unidade consumidora que aderir ao sistema de compensação de energia elétrica da
distribuidora deve ser faturada conforme regulamentação específica para micro e
minigeração distribuída e observada as Condições Gerais de Fornecimento, não se aplicando
as regras de faturamento de centrais geradoras estabelecidas em regulamentos específicos.

Procedimentos de Distribuição
Assunto:
Acesso de Micro e Minigeração Distribuída
Seção:
3.7
Revisão:
5
Data de Vigência:
14/12/2012
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82de 86



9 RESUMO DAS ETAPAS DE ACESSO
9.1 A Tabela 3 apresenta um resumo das etapas para solicitação de acesso

TABELA 3 – ETAPAS DO PROCESSO DE SOLICITAÇÃO DE ACESSO
ETAPA AÇÃO RESPONSÁVEL PRAZO
1 Solicitação de
acesso
(a) Formalização da solicitação
de acesso, com o
encaminhamento de
documentação, dados e
informações pertinentes, bem
como dos estudos realizados.
Acessante -
(b) Recebimento da solicitação
de acesso.
Distribuidora -
(c) Solução de pendências
relativas às informações
solicitadas na Seção 3.7.
Acessante
Até 60 (sessenta)
dias
após a
ação 1(b)
2 Parecer de acesso
(a) Emissão de parecer com a
definição das condições de
acesso.
Distribuidora
i. Se não houver
necessidade de
execução de obras
de reforço ou de
ampliação no sistema
de distribuição, até
30 (trinta) dias após a
ação 1(b) ou 1(c).

ii. Para central
geradora classificada
como minigeração
distribuída e houver
necessidade de
execução de obras
de reforço ou de
ampliação no sistema
de distribuição, até
60 (sessenta) dias
após a ação 1(b) ou
1(c).
3 Contratos
(a) Assinatura dos Contratos,
quando couber.
Acessante e
Distribuidora
Até 90 (noventa) dias
após a
ação 2(a)
4 Implantação da
conexão
(a) Solicitação de vistoria Acessante
Definido pelo
acessante
(b) Realização de vistoria. Distribuidora
Até 30 (trinta) dias
após a
ação 4(a)
(c) Entrega para acessante do
Relatório de Vistoria.
Distribuidora
Até 15 (quinze) dias
após a
ação 4(b)
5 Aprovação do
ponto de conexão
(a) Adequação das
condicionantes do Relatório
Acessante
Definido pelo
acessante
Procedimentos de Distribuição
Assunto:
Acesso de Micro e Minigeração Distribuída
Seção:
3.7
Revisão:
5
Data de Vigência:
14/12/2012
Página:
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de Vistoria.
(b) Aprovação do ponto de
conexão, liberando-o para
sua efetiva conexão.
Distribuidora
Até 7 (sete) dias
após a
ação 5(a)



APÊNDICE

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