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1 - Anatomia Ocular

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Globo Ocular O Globo ocular é uma esfera com cerca de 2,5 cm de diâmetro e 7 g de peso.

Encaixado numa cavidade óssea denominada órbita, é formado de membranas (esclerótica, coróide e retina) e meios transparentes (córnea, humor aquoso, cristalino e humor vítreo). Apresenta ainda, acessório: pálpebras, conjuntiva, glândulas lacrimais, cílios, sobrancelhas e músculos oculares. Membranas 1 Esclerótica Camada externa do Globo ocular é a parte branca do olho. Semi-rígida, ela dá ao globo ocular seu formato e protege as camadas internas mais delicadas; em sua porção anterior torna-se delgada, recebendo o nome de córnea. 2 Coróide Fica por dentro da esclerótica; forma na parte anterior, um disco chamado Íris, que apresenta um orifício central, a pupila. Constituída por uma rede de vasos sangüíneos, ela supre a retina de oxigênio e outros nutrientes. • Íris: Disco de cor variável (castanho, azul ou verde) cor esta que é determinada pelo número de células de pigmentação. Representa um verdadeiro diafragma constituído de fibras musculares lisas, as quais se dispõem em sentidos diferentes. Pupila: Localizada no centro do olho, semelhante a um círculo escuro de cor preta porque a maior parte da luz que entra no olho é absorvida e não refletida para fora. Controla automaticamente a entrada de luz: dilata-se em ambientes com pouca claridade e estreita-se quando a iluminação é maior. Esses ajustes que a pupila faz, permite que o ser humano enxergue bem à noite e evitam danos à retina quando a luz é mais forte. Ela também se contrai quando fixamos objetos próximos, e vice-versa, ajudando assim a dar foco à imagem na retina.

3 Retina Camada mais interna do Olho. É uma membrana sensível à luz, conectada ao cérebro via nervo óptico. Sua função é receber ondas de luz e converte-las em impulsos nervosos, que são transformados em percepções visuais (imagens). Para realizar esse trabalho, ela conta com dois tipos de receptores visuais, os cones que reagem à luz em função da cor e os bastonetes que funcionam sob iluminação fraca mas não detectam diferenças de cor.

Fóvea: Localizada no centro da retina, permite perceber detalhes dos objetos observados, é muito bem irrigada de sangue. É parecida com uma cratera, cujo centro é preenchido com células cônicas. Estas são receptores que detectam os raios luminosos e as cores. Meios Transparentes

1 Córnea Tecido transparente que cobre a pupila, a abertura da íris. Junto com o cristalino, a córnea ajusta o foco da imagem no olho.

2 Humor aquoso Material líquido que preenche o espaço entre a córnea e a íris. 3 Cristalino Corpo de células epiteliais transparentes e flexíveis, que fica atrás da íris, a parte colorida do olho. Espécie de lente biconvexa, cujo formato pode ser ajustado para enforcar objetos em diferentes distâncias num mecanismo chamado acomodação. Orienta a passagem dos raios luminosos até a retina. 4 Humor Vítreo Material gelatinoso que preenche a cavidade maior do globo ocular, atrás do cristalino.

Acessórios 1 Pálpebras São duas pregas, uma superior e outra inferior que, através de movimentos, controlam a entrada de luz para o interior do olho. Também protegem os movimentos contra

traumatismos, lesões e corpos estranhos, fechando-os rapidamente em movimentos reflexos. 2 Conjuntiva É Uma fina membrana que reveste a parte exposta do globo ocular e a superfície interna das pálpebras. Ela produz uma camada de umidade sobre a córnea. 3 Glândulas Lacrimais Produzem lagrimas continuamente. A lagrima escorre por baixo da pálpebra cada vez que a pessoa pisca e lava e lubrifica o olho. 4 Cílios Protegem o globo ocular contra a entrada de poeira e de excesso de luz. 5 Sobrancelhas Situada na parte inferior da testa protegem o globo ocular contra o suor, desviando-o para o lado. ANATOMIA DA ORBITA 1 Paredes das Órbitas As paredes de cada órbita são constituídas por 7 ossos: • Teto (2 ossos): asa menor do esfenóide e osso frontal • Parede lateral (2 ossos): asa maior do esfenóide e zigomático • Parede medial (4 ossos): maxilar, lacrimal, etmóide e esfenóide • Assoalho (3 ossos): zigomático, maxilar e palatino. 2 Relações das órbitas • Superior: Fossa anterior do crânio e seio frontal • Inferior: Seio maxilar • Medial: Células aéreas etmoidais e seio esfenoidal • Lateral: Fossa temporal (anteriormente) e fossa crânica média (posteriormente). 3 Aberturas das órbitas Aberturas mais importante: A) Fissura orbitária superior: Localizada entre as asas menor e maior do esfenóide. É dividida pelo anel tendíneo comum e atravessada por vasos e nervos. • Lateralmente ao anel: - Nervo Lacrimal - Nervo Frontal - Nervo troclear (IV) - Veia oftálmica superior. • Atravessando o anel - Nervo nasociliar - Nervo oculomotor (ramos superior e inferior) (III) - Nervo abducente (VI) • Medialmente ao anel - Veia oftálmica inferior.

B) Canal Óptico: Situado na asa menor do esfenóide. Por ele passam o nervo óptico, a artéria oftálmica e os nervos simpáticos. O forame óptico mede 5mm de largura e 6mm de altura. Obs.: Em crianças quando a diferença de diâmetro dos 2 forames é de 1,5mm sugere a existência de um glioma do nervo óptico. Outras Aberturas: C) Forame etmoidal: está localizada na parede medial da órbita, através do qual passam as artérias etmoidais anterior e posterior. D) Canais Zigomatico facial e zigomatico temporal: Situam-se na parede lateral da órbita, e por eles passam vasos e ramos do nervo maxilar. E) Canal nasolacrimal: é formado pelo maxilar e o osso lacrimal, e por ele passa o ducto nasolacrimal entre o saco lacrimal e o meato nasal inferior. NERVOS 1 Nervo Oftálmico É a primeira divisão do nervo trigêmio (V). É um nervo aferente que inerva: • Bulbo • Conjuntiva • Saco e glândula lacrimal • Mucosa nasal • Seio Frontal • Nariz externo • Pálpebra superior • Fronte • Couro cabeludo Ramos: • Lacrimal: Glândula lacrimal, conjuntiva e pele da pálpebra superior • Frontal: - Supra-orbital: Testa, couro cabeludo, pálpebra superior e seio frontal - Supra-troclear: Testa e pálpebra superior • Nasociliar: É o nervo sensitivo do olho. - Ramo comunicante par o gânglio ciliar - Nervos Ciliares longos (2): Úvea e córnea - Nervo infratroclear: Pálpebras, pele do nariz e saco lacrimal - Nervo etmoidal posterior. Seio etmoidal e esfenoidal - Nervo etomoidal anterior: Pele do nariz e mucosa nasal 2 Nervo Oculomotor (III par) Inerva todos os músculos extrínsecos do olho, exceto o oblíquo superior e reto lateral. Origem: Parte do tronco cerebral, medialmente ao pendúnculo cerebral. Divide-se em dois ramos: - Superior: Inerva o reto superior e levantador da pálpebra - Inferior: Inerva o reto medial, reto inferior e oblíquo inferior. Obs.: Existe um ramo com fibras parassimpáticas que se juntam com o gânglio ciliar para inervar o MEP e o músculo ciliar. 3 Nervo Troclear (IV par) Inerva somente o oblíquo superior.

Origem: Emerge da parte posterior do tronco cerebral abaixo do colículo inferior. É o único que sai da face dorsal do SNC 4 Nervo Abducente (VI par) Inerva somente o músculo reto lateral. Origem: Emerge do tronco cerebral entre a ponte e o bulbo. 5 Nervo Óptico Conexão do olho com o cérebro. 90% das fibras são aferentes, originadas da camada de células ganglionares. É perfurado ínfero, medialmente pelas artérias e veias central da retina. Termina no quiasma óptico, onde decussam as fibras mediais, e continuam-se para trás do quiasma com o trato óptico para os corpos geniculados laterais e mesencéfalo. O Nervo Óptico O nervo óptico pode ser comparado a um cabo elétrico repleto de “fiozinhos” cerca de 1.000.000 deles. Cada “fiozinho” deste é, na verdade, o axônio de um neurônio chamado célula ganglionar, localizado na retina. Estes fiozinhos formam a “camada de fibras nervosas”, que se entende como um tapete cobrindo a face interna do olho. Ao sair do olho estes fiozinhos se juntam para passar todos por um mesmo orifício, formando o nervo óptico. No glaucoma estes “fiozinhos” vão progressivamente sumindo, porque as células ganglionares vão morrendo. Como cada um destes fiozinhos carrega uma parte da imagem captada pelo olho, começarão a aparecer defeitos na imagem. Estes defeitos são percebidos pelo exame de campo visual, utilizado para o diagnóstico do glaucoma. Ponto Cego: Fica no fundo do olho, é insensível a luz. Local em que o nervo óptico, ligado ao cérebro, se junta com a retina. Os vasos sanguíneos que irrigam a retina também deixam o olho a partir dali.

6 Gânglio Ciliar É o gânglio periférico do sistema parassimpático do olho. Conectado com ramos comunicantes do nasociliar e situado lateralmente ao nervo óptico. Dá origem aos nervos ciliares curtos. Nervos ciliares curtos contêm: - Fibras aferentes: que invervam a coróide, íris e córnea. - Fibras parassimpáticas motoras: que tem origem no núcleo oculomotor no mesencéfalo e percorrem como nervo oculomotor, onde vão fazer sinapses no gânglio ciliar e enervar o músculo ciliar e MEP.

- Fibras simpáticas pós-ganglionares: com origem no gânglio cervical superior e, por meio dos nervos ciliares curtos enervam o MDP. VASOS OFTÁLMICOS 1 Artéria Oftálmica É um ramo da artéria carótida interna. Ramos mais importantes: • Artéria Central da Retina: Perfura a face ínfero-medial do nervo óptico dando os ramos temporais e nasais, superiores e inferiores. • Artérias ciliares posteriores: - Longas (2): Perfuram a esclera e irrigam o corpo ciliar e íris. - Curtas (várias): perfuram a esclera e irrigam a coróide. • Artérias ciliares anteriores: Derivadas dos ramos musculares, dando origem as artérias conjuntivais anteriores. 2 Veias Oftálmicas São duas: • Superior: Formada pela união das veias supra-orbital e angular. Termina no seio cavernoso. • Inferior: Formada pelo plexo no assoalho da órbita. Termina no seio cavernoso. 3 Veia Central da Retina Origina-se das veias temporais e nasais, superiores e inferiores. Termina diretamente no seio cavernoso. 4 Veia Vorticosas São em 4 veias no total, sendo uma em cada quadrante posteriormente. Origina-se através da úvea. Termina nas veias oftálmicas. MUSCULOS EXTRA-OCULARES 1 Músculo Elevador da Pálpebra Origem: Superfície inferior da asa menor do esfenóide. Contém 3 lamelas: superficial, média e profunda.

2 Músculos Retos Retos: movimentam os bulbos oculares no sentido dos quatro pontos cardiais, chamando-se respectivamente superior (norte), inferior (sul), lateral (leste) e medial (oeste). Origem: Nascem do anel tendíneo comum. Neste anel podem-se distinguir duas partes distintas: - Inferior: Tendão de Zinn, que dá origem ao reto inferior, parte inferior do reto medial e lateral. - Superior: Tendão de Lockwood, que dá origem ao reto superior, parte superior do reto medial e lateral. a) Reto Medial É o mais largo dos músculos retos. Origem: Anel tendíneo comum Inserção: 5,5mm do limbo medial Inervação: nervo oculomotor. b) Reto Inferior: Origem: Anel tendíneo comum (tendão de Zinn) Inserção: 6,5mm do limbo inferior Inervação: nervo oculomotor. c) Reto Lateral Origem: Anel tendíneo comum Inserção: 7,0mm do limbo lateral Inervação: nervo abducente d) Reto Superior É o mais longo dos músculos retos. Origem: Anel tendíneo comum (tendão de Lockwood) Inserção: 8,0mm do limbo Inervação: nervo oculomotor 3 Músculos Oblíquos Oblíquos: temos um superior (oblíquo maior) e outro inferior (oblíquo menor), fazem rotação em torno de um eixo central antero-posterior, eles se conjugam para um movimento coordenado. a) Oblíquo Superior É o mais longo dos músculos extra-oculares Origem: Periósteo do corpo do esfenóide. 2 porções: - Direta: da origem até a tróclea - Reflexa: da tróclea até a inserção. Inserção: posterior ao equador, entre o reto superior e lateral.

b) Oblíquo Inferior É o único músculo extra-ocular que não se origina da parte posterior da órbita. Origem: na depressão da superfície superior da maxila. Inserção: face postero-lateral da esclera, entre o reto superior e lateral. Ações dos músculos superiores e inferiores extra-oculares: Músculo Obliquo Superior Obliquo Inferior Reto Superior Elevação Reto Inferior Depressão Olho Abduzido Olho em PPO Depressão Abdução Intorção Elevação Abdução Extorsão Elevação Adução Intorção Depressão Adução Extorsão Olho Aduzido

Intorção

Depressão

Extorsão

Elevação

Intorção

Extorsão

PÁLPEBRAS Tem a função de evitar o contato com corpos estranhos e evitar o ressecamento excessivo da córnea e da conjuntiva. 1 Camadas da pálpebra: • Pele e tela subcutânea

• • • • •

Placas társicas fibrosas Septo orbitário Elevadores da pálpebra superior (músculo elevador, a aponeurose do músculo elevador e o músculo de Muller) Retratores da pálpebra inferior ( fáscia do reto inferior e o músculo társico inferior) Conjuntiva.

2 Inervação dos músculos palpebrais: • Músculo elevador da pálpebra: III par • Músculo de Muller e músculo társico inferior: Nervos simpáticos. • Músculo orbicular: VII par. A fissura palpebral é fechada pelo músculo orbicular. Obs.: Inervação sensitiva da pálpebra: nervos e infra-orbitais. SISTEMA LACRIMAL 1 Ponto Lacrimal São pequenas aberturas com aproximadamente 0,3mm de diâmetro que se localizam na borda de cada pálpebra. Superior: Cerca de 6mm temporalmente ao ângulo medial. Inferior: discretamente mais temporal do que o superior. 2 Canalículos Constituídos de pequenos segmentos verticais (2mm) que se iniciam nos pontos lacrimais e por seguimentos horizontais (8mm) se esvaziam no saco lacrimal. Os canalículos superiores e inferiores se esvaziam em um canalículo comum (seio de Maier) que se abre na parede lateral do saco lacrimal. Uma pequena prega de mucosa (válvula de Rosenmüller) fecha a entrada do canalículo comum evitando assim o refluxo de lágrimas do saco para o canalículo. 3 Saco lacrimal É uma estrutura cística revestida por epitélio colunar (10mm de comprimento) situada entre as cristas lacrimais anterior e posterior. O tendão medial do canto passa em frente do saco, e o diafragma lacrimal e o músculo de Horner (a extremidade profunda do músculo pré-társico) passam por trás do saco. 4 Ducto nasolacrimal É um tubo de orientação vertical (12mm de comprimento) que liga o saco à mucosa do nariz abaixo da concha nasal inferior via ósteo nasal (meato nasal inferior). Na junção do ducto com a fossa nasal pode ser encontrada uma dobra mucosa (Válvula de Hasner). Importância das lagrimas As lagrimas não são compostas apenas de água. Numa gota pode haver mais de 60 combinações protéicas, além de minerais e substâncias bactericidas, que protegem o olho de infecções. Quando piscamos, as lagrimas banham os olhos, conservando a

córnea úmida. O fluido é drenado pelo canto interno do olho para um saco lacrimal e daí para o nariz.

O QUE O OLHO HUMANO É CAPAZ DE VER Embora nós possamos contar com nossos olhos para nos trazer a maior parte das informações do mundo externo, eles não são capazes de revelar tudo. Nós podemos ver apenas objetos que emitam ou sejam iluminados por ondas de luz em nosso alcance de percepção, que representa somente 1/70 de todo o espectro eletromagnético. O olho humano enxerga radiações luminosas entre 4 mil e 8 mil angströns, unidade de comprimento de onda. Homem e macaco são os únicos mamíferos capazes de enxergar cores. A SUBJETIVIDADE DAS CORES Toda Cor é uma interpretação que o cérebro faz dos sinais luminosos. Por isso, nunca se saberá ao certo se duas pessoas enxergam uma cor exatamente da mesma maneira. Às vezes, a percepção de uma cor pode ser afetada pelo efeito de contraste. REFER NCIAS BIBLIOGRÁFICAS Internet http://www.geocities.com/nashville/oprv/3583/visao.htm http://www.geocities.com/webmed_olho/orbita.htm

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