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Resenha Bourdieu

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Resenha de Alta costura e alta cultura e Espaço social e espaço simbólico, de Pierre Bourdieu – respectivamente: In ______.

Questões de Sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 198 ! In ______. Razões práticas: sobre a teoria da ação. "ampinas: Papirus, 199#. Pierre Bourdieu $oi um inte%ectua% $ranc&s, $ormado em 'i%oso$ia, (ue desenvo%veu diversos tra)a%hos nos campos da *ocio%o+ia e ,ntropo%o+ia, tornando-se re$er&ncia e in$%u&ncia no mundo acad&mico desde os anos 19#. at/ o presente. 0o te1to 2,%ta costura e a%ta cu%tura3, Bourdieu esco%he a moda 4um tema considerado $r5vo%o6 para demonstrar (ue, por meio da an7%ise de o)8etos tidos como 2indi+nos3, / poss5ve% e1trair +anhos cient5$icos – neste e1emp%o espec5$ico, o autor pode estudar um o)8eto sa+rado atrav/s de um (ue n9o / t9o %e+itimado e prote+ido (uanto a(ue%e, evitando assim a re8ei:9o de seu tra)a%ho. ; conceito $undamenta%, (ue estrutura este tra)a%ho de Bourdieu, / o de 2campo3, (ue / 2um espaço de jogo, um campo de relações objetivas entre indivíduos ou instituições que competem por um mesmo objeto” (p. 2). Segundo o autor, campos de práticas diferentes possuem dinâmicas, estruturas similares – o que ele chama de homologia dos campos – que permite comparar moda e alta cultura. De acordo com Bourdieu, a lei geral dos campos diz que:
“os detentores da posição dominante, os que têm maior capital específico, se opõem por uma série de meios aos entrantes (emprego de propósito esta metáfora emprestada da economia), recém-chegados, chegados-tarde, arrivistas que chegaram sem possuir muito capital específico” (p.2).

Para defender suas posições, dominantes – que, no campo da alta costura, representam tradição, luxo, prestígio, refinamento etc. – utilizam “estratégias de conservação” do capital específico de seu campo, enquanto dominados – representando o kitsch, livre, humorístico, super-chic – buscam, através de tentativas de inverter certos valores do campo, acumular o capital que ainda não têm, utilizando “estratégias de subversão”. No entanto, essa luta interna pelo poder se faz em nome do jogo e tem limites: o objetivo é destruir a hierarquia, mas não o campo em si.

o autor faz um parêntese para explicar o que ele chama de “luta integradora”. ao rece)&-%o. por um lado. onde o que importa são os cargos e não aqueles que os ocupam. uma vez que a distinção. griffe / a marca (ue muda n9o a nature=a materia%. 96. 87 (ue a +ri$e / um nome pr<prio. costureiro rea%i=a uma opera:9o de transubstanciação. alguns indivíduos mudam de posição. é possível substituir aquele que tem o poder criador. mais acesso se tem a esse poder: 2os (ue i%udem s9o i%udidos e i%udem muito me%hor (uanto mais i%udidos $orem! e%es s9o muito mais misti$icadores (uando s9o mais misti$icados3 4p. 09o / a raridade do produto (ue %he atri)ui va%or.O motor do campo é essa luta interna pela dominação. mecanismos de prest5+io. assim transmutado econAmica e sim)o%icamente. a busca por um objeto comum de disputa que. que faz com que ele se transforme constantemente. . B-86. as posições continuam existindo – ou. A luta pelo monopólio da distinção dentro de um campo traz o problema da sucessão. . há “o invariante que é o produto da variação” (p. o autor afirma que 2o (ue est7 em 8o+o / a possi)i%idade de transmitir um poder criador! os etn<%o+os diriam uma esp/cie de Mana. Neste ponto. alguém como Chanel? Ao contrário do campo da burocracia. Mas o pro)%ema da sucess9o persiste. $e= de%e um o)8eto de arte. o nome pr<prio / constru5do em um circuito de consa+ra:9o 4atrav/s de pr&mios. revistas. por outro. enquanto as outras classes buscam alcançar o mesmo objetivo. Csta raridade / produ=ida pe%o pr<prio campo. nas palavras de Bourdieu. mas a nature=a socia% do o)8eto3 4p. a classe dominante tem que encontrar uma nova forma de distinção. 6). a diferença é a lei implícita do campo: uma classe possui determinada propriedade. a%+o (ue n9o se herda. distri)ui:9o de recursos . (ue se constituiu como o)8eto art5stico por(ue ao mesmo tempo $oi marcado por um pintor (ue %he co%ocou a assinatura e enviado para um %u+ar consa+rado (ue. tende a assegurar a permanência das relações. ? o mesmo mist/rio do urino% de @uchamp. griffe trans$orma-o num per$ume "hane% va%endo trinta ve=es mais. posições e hierarquias dentro do campo: se. atrav/s da mo)i%i=a:9o do poder (ue reside na cren:a co%etiva no 8o+o. >oc& tem um per$ume do Monopri1 por tr&s $rancos. Duanto mais a%ta a situa:9o na hierar(uia. @essa $orma. distin:Ees. apesar de levar a mudanças nas vidas de indivíduos. . ou da “rotinização do carisma” (de acordo com Weber): no caso da moda. quando o alcançam. mas a raridade do produtor.

pode %evar G cria:9o de preconceitos e racismo – e se condu=a por conceitos. . di$eren:a est7 presente na no:9o de 2espa:o3. . .s a+entes est9o distri)u5dos no espa:o socia% de acordo com os princípios de diferenciação: capita% econAmico e capita% cu%tura% – e tanto o vo%ume +%o)a% de capita% (uanto o peso re%ativo dos dois tipos de capita% a$etam sua posi:9o no espa:o socia%. Cste tra)a%ho de Bourdieu pode ser interpretado como uma cr5tica ao campo acad&mico. Bourdieu propEe (ue a an7%ise socio%<+ica a)andone o senso comum – uma vis9o (ue. ou se8a. a estrutura. dentro do seu circuito de consa+ra:9o. na variante o)servada3 4p. . J7 em 2Cspa:o socia% e espa:o sim)<%ico3. um con8unto de posi:Ees distintas e coe1istentes (ue se de$inem umas em re%a:9o Gs outras por re%a:Ees de pro1imidade 4vi=inhas ou distantes6 e de ordem 4acima. uma disposi:9o. invis5ve% e comp%e1o $or – para a(ue%es (ue participam de%e – mais potente ser7. onde os inte%ectuais se recusam a dessacra%i=ar seu pr<prio 8o+o atrav/s de uma an7%ise cient5$ica. a)ai1o6. 1F6 ana%isando um 2caso particu%ar do poss5ve%3. a$irmando (ue 2o rea% / re%aciona%3! com isto (uer di=er (ue uma pr7tica +anha si+ni$icado na medida em (ue serve para criar di$erencia:9o.$irma (ue s< / poss5ve% 2capturar a %<+ica mais pro$unda do mundo socia%3 4p. por atri)uir determinadas caracter5sticas como 2ess&ncias3 cu%turais ou )io%<+icas a um +rupo. estudando a particu%aridade de uma dada rea%idade emp5rica.m)os s9o incorporados e $uncionam como uma 2+ram7tica interna3 (ue orienta as pr7ticas e a:Ees dos a+entes: o (ue Bourdieu conceitua como habitus. 1F6. os princ5pios de constru:9o (ue $ormam o espa:o socia% e os mecanismos de reprodu:9o desse espa:o. com um recorte de tempo espec5$ico – para assim desco)rir 2o invariante. . princ5pio (ue +era . (ue e%e apresenta ao %on+o do tra)a%ho.materiais e sim)<%icos6 (ue. (uanto mais %on+o. prote+idos pe%a %e+itimidade produ=ida pe%a sua pr<pria $/ na a%ta cu%tura. o autor propEe um mode%o estrutura% de socio%o+ia (ue depende de uma %eitura re%aciona%. *eu o)8etivo / encontrar as estruturas. ao evidenciar (ue e%e tam)/m / um espa:o de disputa de poder. autor come:a ent9o a construir seu sistema de an7%ise. e a di$eren:a s< e1iste e $a= sentido em re%a:9o a outras propriedades.

coer&ncia nas esco%has dos a+entes.ssim. nos )ens possu5dos. . mas como algo ue se trata de fazer3 4p. . mas apenas se $orem perce)idas 2por a%+u/m capa= de estabelecer a diferença3 4p. HH6. nas opiniEes e1pressas tornamse di$eren:as sim)<%icas e constituem uma verdadeira linguagem3 4p. J7 para Bourdieu. no (ua% as c%asses e1istem de a%+um modo em estado virtua%. 09o se trata de uma determina:9o das esco%has. um espa:o de di$eren:as. contri)uindo assim para o avan:o da socio%o+ia. Bourdieu encerra o te1to incitando seus %eitores a se es$or:arem por $a=er $uncionar o mode%o apresentado e construir o espa:o socia% e o espa:o sim)<%ico no seu pr<prio 2caso particu%ar do poss5ve%3. mas os o)8etivos n9o s9o necessariamente comuns. . 2ao serem perce)idas por meio dessas cate+orias sociais de percep:9o. *e+undo Bourdieu. H 6. mas sim da maneira como se apropria de%as 4n9o / s< o (ue a%+u/m come. (ue %eva em conta um crit/rio econAmico. Para Mar1. podendo variar de acordo com a situa:9o. as di$eren:as nas pr7ticas. mas a maneira de comer6! o habitus tradu= as caracter5sticas de uma posi:9o em esti%os de vida. n9o como um dado. autor tam)/m $a= uso do conceito de c%asses (ue considera tanto Mar1 (uanto Ie)er. J7 Ie)er usa a ideia de estamentos.HB6. as di$eren:as se tornam signos distintivos. *e+undo o autor.s habitus +eram pr7ticas distintas e distintivas. a situa:9o de c%asse 4dada pe%a soma do capita% econAmico ao capita% cu%tura%6 / di$erente da c%asse como comunidade. a c%asse se de$ine de acordo com a posi:9o em re%a:9o aos meios de produ:9o. e h7 necessariamente uma re%a:9o de anta+onismo entre as c%asses 487 (ue os o)8etivos parti%hados por cada c%asse se chocam contra os das outras6. . ponti%hadas. . 2o (ue e1iste / um espa:o socia%. desses princ5pios de vis9o e de divis9o. $uncionando como es(uemas c%assi$icat<rios. a posi:9o no mercado. c%asse rea% s< e1iste (uando a po%5tica a produ= 4como em a%+uns casos orientados pe%a teoria mar1ista6. mas esta)e%ece uma perspectiva di$erente destes autores.

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