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8.RELIGIÃO E SENTIDO DE VIDA

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Universidade Católica de Goiás – Departamento de Filosofia e Teologia Professor João índio 3.

RELIGIÃO E SENTIDO DA VIDA
Carolina Teles Lemos

A letra de uma conhecida música fala que “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Compreender profundamente a verdade contida nessa afirmação se constitui em um desafio a todos os que querem dar um significado profundo sua vida. !sto porque os seres humanos gastam grande parte de suas energias tentando por um lado afastar a dor e por outro lado" garantir a perman#ncia das delícias de ser o que é. $essa tarefa" muitas ve%es a dor aparece como o sem sentido e a efemeridade das delícias dei&am um gostinho de saudade e um dese'o de quero mais. ( aí que entra a religião) ela tem o potencial tanto de fornecer sentido dor quanto s delícias. *e que maneira a religião pode fa%er isso+ ,.- A ./0!1!23 / 3 4/$5!*3 *A 6!*A *3 !$*!67*83 /ntre as motivaç9es que levam os indivíduos a buscarem uma religião est: o dese'o de garantir sua vida no aqui e agora. 4e observarmos em quais necessidades se concentram os pedidos dos crentes quando recorrem divindade" veremos que a grande maioria deles se referem busca de saúde" emprego" moradia" boas relaç9es sociais na família e fora dela" garantia que nenhum acidente fatal ocorra consigo ou com algum membro da família. 3u se'a" com suas necessidades de sobreviv#ncia cotidiana. 5odos querem viver muitos anos ;se possível não morrer nunca< e viver muito bem" go%ando de boa fartura e segurança. A religião alimenta no ser humano a esperança de conseguir concreti%ar a satisfação dessas necessidades. A dificuldade de evidenciar essa garantia como uma realidade tem ocupado grande parte da produção teol=gica de quase todas as religi9es da humanidade. As soluç9es apresentadas para esse problema estão em íntima cone&ão com a formação da pr=pria idéia de *eus e com a das idéias de pecado e de salvação. Apresentamos a seguir algumas das e&plicaç9es oferecidas pelas religi9es ao fato de que h: uma grande dist>ncia entre o dese'o de garantir as delícias de ser o que é e a realidade da e&peri#ncia cotidiana da dor de ser o que é) A idéia de pecado) os sofrimentos atuais são frutos dos pecados dos antepassados e a resolução" o 'usto equilíbrio se dar: via uma compensação futura neste mundo. ( a escatologia messi>nica que aguarda a transformação política e social deste mundo. 3u se'a" um deus poderoso ou her=i vir: um dia e colocar: seus adeptos na posição que merecem no mundo. ?ode ser que somente os piedosos poderão ver o reino messi>nico. 3 dese'o de participação no reino messi>nico leva intensificação das atividades religiosas. 4e demora demasiadamente o advento do reino anunciado pelo profeta" é quase inevit:vel a consolação com um futuro no além. 3 acesso ou não a um futuro paradisíaco no além vem articulado com a idéia de salvação que tem por base a concepção de que as almas podem salvar@se e a idéia ética da retribuição dos bons e maus feitos concretos" ou se'a" do 'uí%o final. 3utra forma de resolução do problema é a idéia da predestinação) 3 homem" pela sua queda" perdeu toda capacidade de dese'ar qualquer bem espiritual que acompanhe a salvaçãoA portanto não é capa%" por suas pr=prias forças" de converter@se ou de se preparar para isto. 0ogo" a l=gica da salvação não deve ser esta" mas a crença de que) e&iste um *eus absoluto" que criou o mundo e o governa" mas que não pode ser percebido pelo espírito finito dos homensA esse *eus" ainda antes da criação do mundo" sem qualquer previsão de fé ou de boas obras" seguindo sua

.C A . /ssa realidade a ele se dirige" no entanto" e coloca sua vida numa ordem dotada de significado) é o cosmo sagrado que enfrenta o caos. Além das respostas ao problema da teodicéia apontadas acima" h: ainda a concepção do dualismo" que tem por base a idéia de que no mundo h: sempre duas forças opostas em luta permanente" ou se'a" o bem" o espiritual" a lu% estão sempre em luta contra o mal" o material" o pecado. 3utra forma de resolução é ainda a concepção do carma que cr# na transmigração das almas e nas reencarnaç9es em vidas melhores" até chegar divindade" ou em vidas piores" até chegar animalesca. 3 sagrado relaciona@se com o ser humano de um modo que não o fa%em os outros fenBmenos não humanos. 8ma forma de manter o nomos é tornar o mundo socialmente construído como uma coisa =bvia" natural. 3s não salvos serão condenados desonra e ira por seu pecado./0!1!23 / 3 4/$5!*3 *A 6!*A /D 43C!/*A*/ 3 indivíduo pode entender@se a si mesmo comparando@se com os outros" com os valores" instituiç9es e com os significados presentes na sociedade. 3 ser humano que se encontra em uma relação correta com o cosmos sagrado possui um escudo contra o terror da sensação de desordem em sua vida. . *esta forma" nomos e cosmos aparecem como co@e&tensivos" recebem uma estabilidade que deriva de fontes mais poderosas do que os esforços hist=ricos dos seres humanos" ela deriva de entidades religiosas. $o entanto" todos sabem que qualquer sociedade apresenta um enorme leque de valores e normas com os quais nem sempre se est: de acordo. *esta forma o ser humano relaciona@se com o sagrado como uma realidade infinitamente poderosa" diferente dele. $ão basta que os indivíduos considerem os sentidos@chaves da ordem social como úteis" dese':veis ou corretosA ele dever: consider:@los como inevit:veis" como parte da nature%a universal das coisas. Aqueles que forem capa%es de adotar os símbolos religiosos obterão uma garantia c=smica tanto para sua capacidade de entender o mundo" como para darem precisão a seu sentimento" uma definição s suas emoç9es que lhes permita suport:@lo" soturna ou alegremente" implac:vel ou cavalheirescamente. Apesar disso a sociedade e&ige do indivíduo um mínimo de observ>ncia dessas normas ou regras" sob pena de e&cluí@lo de seus círculos sociais" o que seria insuport:vel para o indivíduo" uma ve% que ninguém consegue viver completamente isolado da vida social. Assim o cosmos postulado pela religião transcende o ser humano e ao mesmo tempo o inclui" ensinando@o como sofrer" como fa%er da dor física" da perda pessoal" da derrota frente ao mundo ou da impotente contemplação da agonia alheia algo toler:vel" suport:vel. !sto ocorre quando a conversação é interrompida) o indivíduo começa a perder suas posturas morais" com desastrosas conseqE#ncias psicol=gicasA também se tornar: inseguro quanto s suas posiç9es cognitivas. A estes" *eus não s= nega aquilo que concede aos salvos" mas também retira seus dons e os abandona sua pr=pria lu&úria" s tentaç9es do mundo e ao poder do 4atan:s. 3 nomos é" portanto" um escudo contra o terror" e a mais importante função da sociedade é a nomi%ação.deliberação e arbítrio de sua vontade" por manifestação de sua livre força e amor" predestinou cada um de n=s salvação ou condenação" sem que" por nossas obras" possamos modificar esse decreto divinoA aos salvos" *eus chamar:" no tempo escolhido" para fora do estado de morte e de pecado no qual estão por nature%a" tomando@lhes seu coração de pedra e dando@lhes um coração de carne" renovando suas vontades e determinando@os para aquilo que é bom. A separação radical do mundo social" a anomia" constitui séria ameaça ao indivíduo que" ao perder os laços que o satisfa%em emocionalmente" perde sua orientação na e&peri#ncia. /ssa luta é fruto da luta dos deuses..

4inteti%a o estilo de vida" as disposiç9es morais e estéticas" a visão de mundo" as idéias mais abrangentes sobre a ordem social em que vivem. 4ão ?aulo) ?aulinas" -IJK. $a crença e na pr:tica religiosa" o ethos de um grupo torna@se intelectualmente ra%o:vel porque demonstra representar um tipo de vida idealmente adaptado ao estado de coisas atual que a visão de mundo descreve. Atividade complementar è . *esta forma intervém tanto na definição do sentido como na orientação das pr:ticas sociais. 5radução de Atílio Grunetta. 5radução Hosé Carlos Garcelos. A economia das trocas simbólicas. /la desempenha essas funç9es por ser um sistema de símbolos e os símbolos são incorporaç9es concretas de idéias" atitudes" 'ulgamentos" saudades ou crenças. 3 fenBmeno religioso aparece no campo de significaç9es e linguagens de uma coletividade quando esta se v# frente a frente com o problema do limite" ou se'a" quando a população se defronta com a grande contradição vital) garantir a reprodução da vida nesta terra e além dela. . !ndividualmente) • Faça um elenco das dores e das delícias que voc# e&perimenta" enquanto ser humano" pelo fato de ser o que é.efer#ncias bibliogr:ficas) G/.io de Haneiro) 05C" -IJI.esponda pergunta) o que as diferentes crenças e pr:ticas religiosas atuais t#m a di%er sociedade de ho'e sobre isso+ .5N" Clifford. /la veste as concepç9es por ela formuladas com tal aura de fatualidade que as disposiç9es e motivaç9es que prop9e parecem singularmente realistas. /ste sentido dever: inscrever o esforço da produção e da reprodução sociais num referencial transcendente" se'a para rememorar uma origem fundante" para conservar e legitimar a ordem presente" ou para transformar o presente em função de um futuro qualitativamente distinto.etome a afirmação destacada acima) “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é” -. G38. ?etr=polis) 6o%es" -IIK. 4ão ?aulo) ?erspectiva" -ILM. ?A. 3u se'a" ela pode tanto fornecer a e&plicação e a 'ustificação das relaç9es sociais" como construir o sistema das pr:ticas destinadas a reprodu%i@las.*!/8" ?ierre.A religião pode fornecer os elementos que garantem a nomia social" uma ve% que ela é um sistema de símbolos que atua para estabelecer poderosas" penetrantes e duradouras disposiç9es e motivaç9es nos seres humanos através da formulação de conceitos de uma ordem de e&ist#ncia geral. /m grupo) • Façam um elenco das dores e das delícias que a sociedade atual e&perimenta ho'e" pelo fato de ser o que é. 1//. . $o caso dos símbolos sagrados" estes servem para sinteti%ar o ethos de um povo" o tom" o car:ter e a qualidade da vida desse mesmo povo.O/. O dossel sagrado) elementos para uma teoria sociol=gica da religião.1/." Cristi:n. • . 5radução de 4ergio Diceli et al. Religião popular e modernização capitalista.esponda pergunta) o que suas crenças e pr:ticas religiosas t#m a di%er a voc# sobre isso+ C. A interpretação das culturas. 3 limite vivido pelos atores como incerte%a coletiva requer o estabelecimento de um ne&o social de ordem simb=lico@ritual" um cosmo sagrado que possibilite a geração de representaç9es coletivas que ofereçam um sentido coletivo aos atores ou sociedade. • ." ?eter. *esta forma a visão de mundo torna@se emocionalmente convincente por ser apresentada como uma imagem de um estado de coisas verdadeiro" especialmente bem arrumado para acomodar tal tipo de vida.

- Claro !"e# em determinadas e$peri%ncias &"manas# &o"ve !"estionamentos so're a e$ist%ncia n"ma perspectiva mais &"mana o" racional !"e religiosa( Tam')m# nos *ltimos tempos# a despreoc"pa+ão com religião tem se tornado "m novo fator &istórico( . 5odos n=s fa%emos essas perguntas) T *e onde venho e para onde vou+ T Afinal" quem sou eu+ T Como foi o início do mundo+ T /&iste alguém que dirige a hist=ria+ T A gente sobreviver: ap=s a morte+ T /&iste ou não *eus+ T A minha vida tem sentido+ ?or que eu vivo+ /stas quest9es" ou outras parecidas" sempre apareceram em qualquer cultura e qualquer tempo.-@FA534 *A 6!*A @ 3 . A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA RELIGIOSA PARA O MUNDO Joel ntonio Ferreira M.Universidade Católica de Goiás – Departamento de Filosofia e Teologia Professor João índio 4.C@?/. @ Cerca de dois milh9es de fiéis isl>micos de mais de -QR países participam da peregrinação a Deca" diante da Caaba" na época do Eid el Adha . ?recisamos da conviv#ncia humana" do bem@querer e do calor humano.festa que relembra o sacrifício do cordeiro por Abraão a *eus<. As perguntas acima estão na origem de todas as religi9es.85A$*3 A4 3. 3utros" ali" ficam assentados em uma cadeira" lendo as /scrituras" por horas e horas. @ /m todo o mundo" aos domingos" milh9es de cristãos vão aos templos" igre'as e capelas para celebrar o *ia do 4enhor com louvores" agradecimentos e adoraç9es. 5odo agrupamento humano" em qualquer época da hist=ria" em qualquer parte do universo" teve e&peri#ncia religiosa-. 5odo dia" ao pBr do sol" os romeiros se dirigem s :guas do 1anges para o banho..io 1anges" vindo do Pimalaia e desaguando no 1olfo de Gengala" é o considerado o rio mais sagrado da terra. Além de tudo isso" todo ser humano se interroga sobre a sua e&ist#ncia. M. @ $o Duro das 0amentaç9es" em Herusalém" os 'udeus" com uma cobertura sobre a cabeça" oram" fa%em seus pedidos" por escrito" e os colocam nas frestas das pedras.!1/$4 *A4 . /ste banho em suas :guas" na cidade de 6aranasi" garante aos hinduístas a purificação dos pecados" a liberdade e a pa% eterna. /&istem as necessidades b:sicas da vida) comer" beber" ter moradia" educação.4C.. 0#em a sua ?alavra e participam da Ceia do 4enhor./0!1!S/4 $estes quatro fatos" e&istem algumas semelhanças e diferenças+ o que fa% com que os participantes dessas religi9es dediquem alguns momentos de suas vidas a essas e&peri#ncias místicas+ isso tem implicaç9es na vida da sociedade onde estão inseridos+ o que significa ser religioso para eles+ A busca de como acertar na vida é algo inerente ao ser humano.

/&istem religi9es no mundo que acreditam em v:rios deuses) o politeísmo. /stes" então" precisavam ser acalmados.invasão< americana e de outros países" não se entende sua política interna" se não houver a apreensão do significado dos sunitas e &iitas isl>micos naquela região. Ali houve também o “reconhecimento da diversidade”) a pr:tica do respeito s tradiç9es religiosas dos outros.!t:lia<" líderes e fiéis de diferentes religi9es e confiss9es de v:rias partes do mundo se reuniram para re%arem 'untos pela “pa%”. M. H: foi afirmado que elas surgiram quando o ser humano" ': nos inícios" pensava que o sol" a lua" as estrelas" os montes" algumas :rvores" os rios" os animais tivessem espíritos.4D!5P" -II-" p." CRR-" p.Q-@.hinduísta" islamita" budista" cristã" &intoísta" confucionista" 'udaica" taoísta etc< não impele contraposição ou ao despre%o do outro. $a 7ndia" volta e meia" as notícias relatam conflitos entre hinduístas e muçulmanos. 0:" são fortes as tens9es religiosas entre budistas e hinduístas.*/. . -Q<. CK@QL<. 3 4ri 0anWa tem sido foco nos notici:rios.redu%ir a religião a apenas um elemento da vida espiritual ou condiç9es sociais do ser humano<. ?or e&emplo) fa% pouco" cat=licos e protestantes selaram a pa% na !rlanda do $orte.1AA. ?ara se entender a hist=ria deste país" fa%@se mister conhecer a política religiosa. Vuando se tem os dados da religião" entende@se" com mais amplitude" a política internacional. . -M<.A 3 D8$*3 /studantes de política internacional ou relaç9es internacionais percebem como é importante o conhecimento das religi9es para a compreensão mais profunda dos países onde vão atuar . Cada um re%ou sua maneira" na forma que lhe pareceu mais apropriada. /ssa crença se chama animismo .eligi9es /m -IJQ e CRRC" na cidade de Assis . ?or isso" que as ci#ncias da religião t#m v:rios ramos) sociologia da religião" psicologia da religião" antropologia da religião" filosofia da religião" fenomenologia da religião" literatura sagrada da religião etc.. Ficou evidenciado que a diversidade religiosa . 3s analistas de con'untura internacional precisam compreender bem o elemento religioso que est: ao lado dos segmentos econBmicos" políticos" ideol=gicos e sociais de cada região do globo. ?orém" com sua pr=pria estrutura. $enhuma religião do mundo é superior outra . ?ercebe@se nisso" um modelo reducionista ." CRR-" p.4AD8/0" -IIL" p. 3lhando o lado positivo" quantas ve%es" instituiç9es religiosas se organi%aram para a promoção humanit:ria aos países de e&trema pobre%a. A capacidade de reconhecer a legitimidade da diversidade é um grande salto para a busca da pa%.Duitas são as pesquisas para se e&plicar como nasceram as religi9es. M. 4eitas religiosas radicais ': provocaram atos terroristas em v:rios países como /stados 8nidos e Hapão. Ao mesmo tempo" religi9es que cr#em em um s= *eus) o monoteísmo.. Foi um gesto que simboli%ou o avanço para a pa%.@!D?3./0!1!S/4 ?A. Po'e" os estudiosos das ci#ncias da religião v#em que a religião é um elemento independente" ligado aos elementos psicol=gico e social .5U$C!A *A4 . $o !raque" além de toda a comple&a intervenção . 3 conhecimento das religi9es enriquece a visão dos diversos modos de vida e valores de culturas e povos diferentes. $as cat:strofes da nature%a" as religi9es t#m sido ponta de lança na a'uda s vítimas. 3utros estudiosos acham que a religião é fruto de fatos psicol=gicos" ou então" sociais.1AA. 3 reconhecimento da diversidade estimula o di:logo construtivo.-@/ncontro das .*/.<. Po'e" então" no momento em que o mundo ficou tão pequeno e o contacto multicultural tornou@se uma realidade" é necess:rio entrar na esfera do religioso para que o interc>mbio humano se'a profícuo. Além da oração" todos se “ouviram”..

( aí que se coloca a situação religiosa do ser humano. ( na humanidade que se vive a divindade." P. ( mais um desafio para as religi9es suscitarem este pro'eto aos governantes das v:rias sociedades. 4D!5P" P. 4ão ?aulo) ?aulus" -IIL. ?or isso" o pedido do perdão. Assim" elas tomam uma postura profética) anunciadora de *eus e denunciadoras das in'ustiças.A P/00/. As religi9es devem ser críticas e transculturais. ?ortanto" as religi9es precisam ser" pela sua pr=pria definição" promotoras da “pa%”" baseadas na “'ustiça” e no “perdão”. ?or isso" olhando para a hist=ria" o encontro de Assis reconheceu que muitas religi9es no passado incentivaram o uso da força" sendo isso um empecilho para a conviv#ncia pacífica no presente. *iante disso" os caminhos para superar os parado&os são longos e tortuosos) não e&istem “guerras religiosas legítimas”. /stas são feitas na base do “fundamentalismo religioso”" o reverso da postura da conviv#ncia. 3 encontro com a divindade deve levar ao encontro do ser humano.@Vuatro ?assos para uma (tica Dundial 3s grandes desafios da sociedade plural para as religi9es são" primordialmente" quatro) “a conviv#ncia" o di:logo" a toler>ncia e a cooperação”.. ( na busca e na defesa da “vida”" na promoção dos direitos humanos" que est: o pro'eto de uma ética mundial. . 4ão ?aulo) Cia das 0etras" CRR-. . $a falta de 'ustiça" muitas ve%es" est: a origem da viol#ncia" de guerras" de busca dos direitos através da força.eligião que d: as costas para o humano é outra coisa" menos religião. A pa% é fruto da 'ustiça) as religi9es entenderam que precisam se envolver no respeito dignidade das pessoas e dos povos" dos direitos e deveres de cada um e na distribuição eqEitativa dos benefícios e das responsabilidades entre os indivíduos e a coletividade. . b< “Conviv#ncia" di:logo" toler>ncia e cooperação” entre as religi9es. 4ão ?aulo) Cultri&" -II-. ( preciso chamara a atenção para o t=pico “toler>ncia”. As religi9es precisam coe&istir na toler>ncia agrad:vel e simp:tica... M.C@?a%" Hustiça e perdão 3 que ficou evidenciado naqueles encontros das religi9es foi o surgimento de dois pilares para que se busque a pa%) o “compromisso pela 'ustiça” e a “disponibilidade ao perdão”. O Livro das Religiões.*/. As Religiões o!e. Atividade complementar a< ?ontos positivos do encontro de Assis.. As Religiões do "undo.cru%adas" guerras santas" lutas inter@religiosas etc< não podem ser argumentos para que se cometam outros erros no presente. 3s erros do passado .$" 6.A $35AO/.efer#ncias bibliogr:ficas) 1AA. /la é fundamental para uma cultura comum." H.M. Concluindo) As religi9es apontam para o divino e apontam também para o humano.. ?arece que a grande import>ncia das religi9es para o mundo é terem a “pa%” como o “coração das religi9es”. 4AD8/0" A.

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