Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

“O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo”.
Referência ecológica encontrada em Gênesis 2:15

COMUNICAÇÃO COM O AUTOR Engenheiro civil Plínio Tomaz e-mail: pliniotomaz@uol.com.br

Titulo: Curso de redes de esgoto Livro eletrônico em A4, Word, 587páginas, 38 capítulos julho 2008 Editor: Plínio Tomaz Autor: Plínio Tomaz Revisão: Composição e diagramação: Plínio Tomaz ISBN: 85-905933-3-9

1-1

Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

Apresentação
Este livro nasceu do Curso de Rede de Esgotos ministrado no SAAE de Guarulhos em 2008 com 64 horas de duração. O livro destina-se a engenheiros, arquitetos e tecnólogos que trabalham nos municípios pois fornecem elementos e base para que se façam manuais ou guias para o problema do manejo de águas pluviais Agradeço a Deus, o Grande Arquiteto do Universo, a oportunidade de poder contribuir na procura do conhecimento com a publicação deste livro.

Guarulhos, julho de 2008 Engenheiro civil Plínio Tomaz

1-2

Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

Curso Redes de Esgotos
64h Engenheiros, arquitetos e tecnólogos, 52 capítulos

1-3

Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

Programa do Curso de esgotos sanitários
Cap. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 Nome Reúso de água MBR Tanque séptico e septo difusor Águas cinzas Método simplificado para determinação da qualidade da agua em córregos e rios Balanço de fósforo, nitrogênio, oxigênio em lagos e rios Impacto do nitrogênio e do fósforo em lados e córregos Gramado em campo de golfe Evapotranspiração Necessidade de irrigação Método de Thornthwaite, 1948 Balanço hídrico método de Thornthwaite-Matther Método de Romanenko Método de Turc Quando faltam dados de entrada Pedidos de outorga para irrigação Método de Hargreaves Método de Penman, 1948 superfície Comparação de métodos de evapotranspiração Chuvas de Guarulhos Gramado-campo de Golfe Método de Blaney-Criddle Método de Penmam-Monteih FAO Ligações prediais de esgoto sanitário Textura e estrutura do solo Redes coletoras de esgoto sanitário Método de Muskingum-Cunge Interceptor de esgotos sanitários Ecotoxicologia- substâncias tóxicas na água Estação elevatória de esgotos sanitários Cargas em tubos flexíveis Captação de óleos e graxas Noções sobre Tratamento de esgotos Previsão de esgotos Caixa de gordura Gases em rede coletoras de esgoto Reabilitação de rios e córregos Redes condominiais, pressurizada, vácuo, etc

64 horas aula Prof. Plínio Tomaz Engenheiros, arquitetos e tecnólogos

1-4

Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

Capítulo 01

Reúso de água
Promover a reciclagem e reutilização das águas residuais e dos resíduos sólidos.
Agenda 21

Guilherme de Occam argumentava, em todos os seus escritos, que “é perda de tempo empregar vários princípios para explicar fenômenos, quando é possível empregar apenas alguns”.
Fonte: História da Teologia Cristã - Roger Olson

1-5

Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 1 - Reúso de água 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 1.10 1.11 1.12 1.13 1.14 1.15 1.16 1.17 1.18 1.19 1.20 1.21 1.22 1.23 1.24 1.25 1.26 1.27 1.28 1.29 1.30 1.31 1.32 1.33 1.34 Introdução Conservação da água Medidas e incentivos Mercado de água de reúso Média de consumo de uma casa Quanto podemos reaproveitar de águas cinzas numa casa? Normas da ABNT Reúso Reúso de esgotos sanitários urbanos regionais Onde usar a água de reúso dos esgotos sanitários? Reúso para uso industrial Reúso para uso agrícola Reúso para o meio ambiente Recarga dos aqüíferos subterrâneos Reúso para uso Recreacional Reúso urbano Níveis de tratamento de esgotos sanitários municipais Tratamento preliminar Tratamento primário Tratamento secundário Tratamento terciário Tecnologia de filtração em membranas Riscos à saúde pública Rede dual Guia para reúso da água da USEPA Estado de New Jersey Estado da Geórgia Estado da Flórida Estado do Texas Uso da água de reúso Padrões de qualidade da água para reúso Normas da ABNT Custos Bibliografia e livros consultados 21 páginas

1-6

Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

Capítulo 1- Reúso de água 1.1 Introdução Asano, 2001 diz que o reúso é o desafio do século XXI em que haverá uma integração total dos recursos hídricos. Interpretando as afirmações de Asano os recursos hidricos no século XXI serâo: • Recursos superficiais • Recursos de águas subterrâneas • Aproveitamento de água de chuva • Reúso de esgotos No mundo moderno do seculo XXI o planejamento de recursos hídricos não poderá esquecer o aproveitamento de agua de chuva e o reúso de esgotos, além dos tradicionais recursos superficiais e subterrâneos. Segundo Asano, 1001 a água de reúso tem duas funções fundamentais: 1. O efluente tratado vai ser usado como um recurso hídrico produzindo os benefícios esperados. 2. O efluente pode ser lançado em córregos, rios, lagos, praias, com objetivo de reduzir a poluição das aguas de superfície e das águas subterraneas O fundamento da água de reúso é baseado em três principios segundo Asano, 2001: 1. A água de reúso deve obedecer a controle de qualidade para a sua aplicação, devendo haver confiabilidade na mesma. 2. A saúde deverá ser protegida sempre. 3. Deverá haver aceitação pública Reúso é o aproveitamento de água previamente utilizada uma ou mais vezes, em alguma atividade humana, para suprir a necessidade de outros usos benéficos inclusive o original. O objetivo deste estudo é mostrar as soluções para reúso de esgoto sanitário local e regional em áreas urbanas. O reúso local destina-se a aqueles que se beneficiam na sua origem, como o águas cinzas de uma casa que pode ser usada no próprio local para irrigação subsuperficial de gramados. O reúso regional são de grandes áreas e geralmente tem sua origem nas estações de tratamento de esgotos públicas que atingem o tratamento terciário e o distribuem até uma certa distância de onde é produzido através de redes especiais de água não potável (sistema dual de abastecimento: água potável + água não potável). Não trataremos em nenhuma hipótese de reúso da água para fins potáveis. Mesmo os processos de infiltração de águas residuárias no solo não são recomendados até o presente momento a não ser quando usado o processo de membranas. No Japão foram feitas pesquisas e chegaram a conclusão que para áreas construidas maiores que 30.000m2 e/ou consumo maior que 100m3/dia de água não potável o reúso é a melhor opção e é mais vantajoso do que se usar água pública conforme Figura (1.1). Os custos no Japão são geralmente calculadas para pagamento da obra (amortização) em 15anos a um juros anuais de 6% e incluso os preços de manutenção e operação do sistema.

Figura 1.1- Custos comparativos para reúso usando águas cinzas, águas de chuva e água pública.
Fonte: Nações Unidas, 2007

1-7

Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

1.2 Conservação da água A American Water Works Association - AWWA em 31 de janeiro de 1993 definiu a conservação da água como as práticas, tecnologias e incentivos que aperfeiçoam a eficiência do uso da água. Um programa de conservação da água constitui-se de medidas e incentivos. 1.3 Medidas e incentivos Medidas são as tecnologias e mudanças de comportamento, chamada de práticas, que resultam no uso mais eficiente da água. Incentivos de conservação da água são: a educação pública, as campanhas, a estrutura tarifárias, os regulamentos que motivam o consumidor a adotar as medidas específicas conforme Vickers, 2001. Como exemplo, o uso de uma bacia sanitária para 6 litros/descarga, trata-se de uma medida de tecnologia e a mudança de comportamento para que o usuário da bacia sanitária não jogue lixo na mesma, é uma medida prática. Os incentivos na conservação da água são as informações nos jornais, rádios, televisões, panfletos, workshops, etc, mostrando como economizar água. Uma tarifa crescente incentiva a conservação da água, um pagamento de uma parte do custo de uma bacia sanitária (rebate em inglês) é incentivo para o uso de nova tecnologia, como a bacia sanitária com 6 litros/descarga. Os regulamentos de instalações prediais, códigos, leis são incentivos para que se pratique a conservação da água. O aumento da eficiência do uso da água irá liberar os suprimentos de água para outros usos, tais como o crescimento da população, o estabelecimento de novas indústrias e a melhora do meio ambiente. A conservação da água está sendo feita na América do Norte, Europa e Japão. As principais medidas são o uso de bacias sanitárias de baixo consumo, isto é, 6 litros por descarga; torneiras e chuveiros mais eficientes quanto a economia da água; diminuição das perdas de água nos sistemas públicos de maneira que o tolerável seja menor que 10%; reciclagem; reúso da água e informações públicas. Porém, existem outras tecnologias não convencionais, tais como o reúso de águas cinzas, muito usado na Califórnia, e o aproveitamento de água de chuva. 1.4. Mercado da água de reúso McCormick, 1999 in Tsutiya et al, 2001, apresenta a proposta de divisão das águas de reúso em três categorias conforme a qualidade da mesma: 1. Efluentes secundários convencional: é a água de reúso restrito a aplicações agrícolas e comerciais onde não existe possibilidade de contato humano direto com a água de reúso. 2. Água de reúso não potável: é o efluente secundário de alta qualidade, tais como efluente de reatores de membranas, filtrado e desinfetado com UV, cloro, ozônio, ou outro processo. 3. Água de reúso quase potável: é a água de reúso não potável tratada com osmose reversa ou nanofiltração para remoção dos contaminantes químicos, orgânicos e inorgânicos. É o mesmo que reúso potável indireto. McCormick, 1999 apresenta a seguinte Tabela (1.1) onde existem 4 categorias, sendo a categoria 4 para água potável. A categoria 2 onde existe contato com pessoas é a mais usada em irrigação de jardins, parques e descargas em bacias sanitárias, observando-se que a turbidez deverá ser menor que 2 uT, ausência de coliformes fecais e DB05 < 10mg/L. A Tabela (1.1) foi feita por dois grandes especialistas dos Estados Unidos que são Slawomir W. Hermanowicz e Takashi Asano.

1-8

Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

Tabela 1.1- Principais mercados para água de reúso e níveis de qualidade de água estipulados para cada mercado (Hermanowitcz e Asano, 1999)
Padrão de qualidade da água de reúso Categoria 1 Mercado Exemplo de aplicação

Filtração, desinfecção: DBO5 < 30mg/L TSS< 30mg/L Coliformes fecais <200mL/100mL Cloro residual livre: 1 mg/L pH entre 6 e 9

Irrigação de áreas com acesso restrito ou controlado ao público Produção agrícola de produtos não destinados ao consumo humano ou consumidos após processamento que elimine patógenos Uso recreacional sem contato direto com a água Uso industrial

Campo de golfe, cemitérios, reservas ecológicas pouco freqüentadas; Reflorestamento, pastos, produção de cereais e oleaginosas. Rios e lagos não utilizados para natação

Categoria 2

Filtração, desinfecção: DBO5 < 10mg/L Turbidez <2 uT Coliformes fecais ausentes em100mL Cloro residual livre: 1 mg/L pH entre 6 e 9

Uso urbano sem restrições Produção agrícola de alimentos Uso recreacional sem restrições Melhoramento ambiental

Irrigação de parques, playgrounds e jardins escolares. Água para sistemas de hidrantes, construção civil e fontes em praças publica. Usos residenciais: descarga de vasos sanitários, água para sistemas de ar condicionado. Produtos agrícolas cultivados para consumo humano na forma crua ou sem cozimento. Lagos e rios para uso recreacional sem limitação de contato com a água. Alagados artificiais, perenização de rios e córregos em áreas urbanas. Reúso potável indireto, barreiras contra intrusão de águas salinas em aqüíferos, maioria dos usos residenciais 0 banho, lavagem de roupa e utensílios de cozinhas, etc). Reúso potável

Categoria 3 Efluente de osmose reversa Reúso potável indireto

Categoria 4 Água potável Fonte: Tsutiya, et al, 2001.

Reúso direto

McCormick, 1999 mostra a Tabela (1.2) onde temos água potável, água não potável e água quase potável em uma residência. Observar que o termo “quase potável” não é muito usado no Brasil e nem aplicado. Poucas pessoas tomariam banho e lavariam os utensílios de cozinhas com uma água “quase potável”. Observar também que somente 7% da água é necessário em uma residência para que seja realmente potável. Tabela 1.2- Categorias de consumo de água doméstico e nível de qualidade de água para cada categoria (Cieau, 2000) Uso Percentual Qualidade
Bebida Preparo de alimentos Lavagem de utensílios de cozinha Lavagem de roupas Bacia sanitária Banho Outros usos domésticos Lavagem de carro/rega de jardim, etc;
Fonte: Tsutiya, et al, 2001.

1% 6% 10% 12% 39% 20% 6% 6%

Potável potável Quase potável Quase potável Não potável Quase potável Quase potável não potável

1-9

Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

1.5 Média de consumo de uma casa Segundo Vickers, 2001 a média de consumo interno de uma casa está na Tabela (1.3) onde observamos que o ponto da casa de maior consumo é a bacia sanitária com 27%, seguido pela lavagem de roupa que é 22%. As torneiras são no total 16% e são fundamentalmente duas: pia da cozinha e lavatório do banheiro. Não estão inclusos os consumos de água dos gramados, lavagens de carros, etc.
Tabela 1.3 - Média de consumo de água interno de uma casa nos Estados Unidos
Tipos de usos da água Descargas na bacia sanitária Chuveiro Lavagem de roupa Vazamentos em geral Lavagem de pratos Consumo nas torneiras Outros Total Fonte: adaptado de Vickers, 2001 Porcentagem 27% 17% 22% 14% 2% 16% 2% 100% Consumo residencial no Brasil supondo média mensal de 160 litros/dia x habitante (litros) 43 27 35 22 3 26 3 160

Pela Tabela (1.3) podemos verificar que os volumes internos de água não potável que pode ser usado é somente o água destinada para bacias sanitárias, que é 27% do consumo. Concluímos então que para o consumo interno de uma casa podemos usar somente 27%, ou seja, 43 litros/dia x habitante. Assim uma casa com 5 habitantes poderemos reaproveitar para reúso a quantia de 215litros/dia: 5hab x 43 litros/dia x hab= 215 litros/ dia 1.6 Quanto podemos reaproveitar de águas cinzas numa casa? É importante termos uma idéia da água que pode ser usada pelo reúso dentro de uma casa, conforme Tabela (1.4).
Tabela 1.4 - Volume de esgotos sanitários que se pode aproveitar para as águas cinzas
Tipos de usos da água Chuveiro Lavagem de roupa Consumo nas torneiras (consideramos somente a torneira do lavatório no banheiro) Total Porcentagem 17% 22% 8% 47% 75 Consumo residencial no Brasil supondo média mensal de 160 litros/dia x habitante (litros) 27 35 13

Pela Tabela (1.4) podemos aproveitar somente 75 litros/dia por habitante para o águas cinzas, ou seja, 47%. Observar que podemos utilizar na bacia sanitária somente 43litros/dia x habitante, havendo, portanto um saldo que não sabemos o que fazer. Estudo de casa: casa maior que 300m2 com jardim Uma casa com área construída igual ou maior que 300m2 e 500m2 de área de gramado. Consumo interno= 3,5 pessoas/casa x 30 dias x 160 litros/dia x pessoa= 16.800 litros. Jardim: 2 litros/m2 x rega Rega de duas vezes por semana Consumo no jardim mensal= 2 litros/m2 x 8= 16 litros/m2 Área de jardim= 500m2 Consumo= 500m2 x 16 litros/m2= 8000 litros/mês Consumo por semana= 8000litros/4= 2000 litros/semana Para as águas cinzas vão 47% do consumo da casa, ou seja: 0,47 x 16800 litros= 7.896 litros/mês Por semana= 7.896litros/mês /4 = 1974 litros/semana GW= 1974 litros/semana Grama tipo bermuda com coeficiente de cultura Kc= 0,5

1-10

Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

ETo= 35mm/semana LA= GW / (ETo x Kc)= 1974/ (35 x 0,5)= 113m2 Portanto, usando as águas cinzas, somente será irrigado 113m2, necessitando outra fonte de abastecimento para rega do restante para completar os 500m2 de jardim. 1.7 Normas da ABNT A NBR 5626/ 1998 é de Instalação predial de água fria. Ela prevê no item 1.2 que pode ser usada para água potável e não potável. Prevê ainda no item 5.2.1.3 que as instalações devem ser independentes e que a água não potável pode ser usada em descarga em bacias sanitárias, mictórios e combates a incêndio e para outros usos onde os requisitos de potabilidade não se faça necessário. É necessário que as normas de Instalações de Água Fria sejam revisadas, devendo obrigatoriamente os edifícios terem dois reservatórios: um para água potável e outro para água não potável. 1.8 Reúso Definição: reúso é o aproveitamento da água previamente utilizada uma ou mais vezes, em alguma atividade humana, para suprir a necessidade de outros usos benéficos, inclusive o original. Pode ser direto ou indireto, bem como decorre de ações planejadas ou não (Lavrador Filho, 1987 in Mancuso, 2003). A Resolução nº 54 de 28 de novembro de 2005, publicado em 9 de março de 2006, estabelece diretrizes para reúso direto não potável de água e estabelece algumas definições importantes: Água residuária: esgoto, água descartada, efluentes líquidos de edificações, industriais, agroindústrias e agropecuárias, tratadas ou não. Reúso da água: utilização de água residuária. Água de reúso: água residuária, que se encontra dentro dos padrões exigidos para sua utilização nas modalidades pretendidas. Reúso direto das águas: uso planejado de água de reúso, conduzida ao local de utilização, sem lançamento ou diluição prévia em corpos hídricos superficiais ou subterrâneos. Reúso potável indireto: caso em que o esgoto, após tratamento é disposto na coleção de águas superficiais ou subterrâneas para diluição, purificação natural e subsequente captação, tratamento e finalmente utilizado como água potável, conforme Mancuso et al, 2003. O reúso direto pode ser para fins: urbanos, agrícolas, ambientais, industriais e aquicultura. A resolução prevê que a atividade de reúso de água deve ser informado ao orgão gestor dos recursos hídricos: identificação, localização, finalidade do reúso, vazão, volume diário de água de reúso produzida, distribuída ou utilizada. O reúso pode ser: urbano ou rural Nos dedicaremos ao reúso urbano somente. O reúso urbano pode ser: local ou regional O reúso urbano local é feito no próprio local onde são gerados os esgotos. Assim, o uso do águas cinzas ou fossa séptica (tratamento biológico) é um reúso local. Reúso local Estudo de caso: Empresa de ônibus de Guarulhos localizada no Bairro do Taboão reciclava a água após a lavagem dos ônibus em caixas de deposição de sedimentos e retirada de óleos. O reaproveitamento era de 80%. A água de make-up era introduzida, ou seja, os 20% restantes. O óleo ficava na parte superior e semanalmente era retirado por uma empresa. Postos de gasolina e lava-rápidos podem também reciclar a água. 1.9 Reúso de esgotos sanitários urbanos regionais O reúso dos esgotos sanitários urbanos que saem de uma Estação de Tratamento de Esgotos Esgotos Sanitários públicas não são destinados a serem transformados em água potável. Geralmente são feitos em lugares onde há problemas de recursos hídricos e existência de indústrias para consumirem a água não potável. Nos Estados Unidos os locais onde mais se faz o reúso dos esgotos sanitarios são: Texas, Flórida e Califórnia.

1-11

conforme Figura (1. 1-12 . haver uma quantidade de indústrias onde compense fazer os investimentos necessários. Na Tabela (1.5 . o que não acontece com o México.13 Reúso para o meio ambiente As águas de esgoto tratado podem ser usadas em wetlands artificiais. Existem três modalidades. As outras maneiras de recarga são para armazenar as águas de esgotos tratadas para futuro uso ou para controlar a subsidência.Reúso nas indústrias Fonte: USEPA 1.10 Onde usar a água de reúso dos esgotos sanitários? Os usos mais comuns estão na Figura (1. o abaixamento do solo.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.Capitulo 01.1) que mostram seis usos: Reúso para uso industrial Reúso para uso agrícola Reúso para o meio ambiente Recarga de aquíferos subterrâneos Reúso para uso recreacional Reúso urbano. 1.12 Reúso para uso agrícola A agricultura consome de 60% a 70% do consumo total da água doce.com. isto é. logicamente. segundo USEPA.2): Bacia de infiltração Poço de infiltração que fica na região não saturada Poço tubular que atinge a região saturada e de preferência um aqüífero confinado. Tabela 1. 1.br 25/07/08 1. 1.11 Reúso para uso industrial A demanda do uso industrial situa-se em torno de 8% no Brasil Muitas indústrias não precisam de água potável.7) apresentamos algumas exigências nas indústrias em vários estados americanos. No Brasil não é costume usar a água de esgotos tratada para uso agrícola. As indústrias deverão estar próximas das estações de tratamento de esgotos para diminuir os custos e deve.14 Recarga de aquíferos subterrâneos Uma maneira é evitar a intrusão salina que é usado geralmente em litorais. sendo que uma água de reúso pode ser usada sem problemas.

15 Reúso para uso Recreacional Os esgotos tratados podem ser usados em lagoas para uso de pesca. 1. 2001 que a água de reúso para ser usada nas águas subterrâneas apresenta 3 classes de constituintes que devem ser estudados: 1. etc.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Asano.br 25/07/08 Figura 1. grandes parques. Sais e metais pesados. que usa a água de esgotos tratada desde 1977 com sucesso. Na Tabela (1. etc.6) temos algumas exigências de vários estados americanos para o tratamento avançado e se faz a diluição do efluente em um curso de água. barcos. 2. onde haverá coleta de água para tratamento completo.Capitulo 01. Virus entéricos e outros patógenos emergentes. 2001 alerta ainda quando aos produtos químicos que produzem disruptores endócrinos e a existência de antibióticos resistentes achados na água. Pode ser usada para irrigar jardins de cemitérios. jardins. 1. etc. havendo uma diminuição no consumo de água potável. 1-13 . Asano. Pode ser feito um sistema dual de distribuição como a cidade de São Petersburg.Infiltração de esgotos tratados em bacia de infiltração.com. 3.2 . Constituintes orgânicos que inclui produtos industriais e farmacêuticos.16 Reúso Urbano O reúso urbano dos esgotos tratados podem ser usados em praças públicas. poço tubular em zona aerada e em zona saturada. na Flórida.

Reúso indireto para água potável Fonte: USEPA 1. como nas lagoas. tratamento terciário ( avançado).Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. tratamento secundário. como tratamento aeróbico. Figura 1. sedimentação. tratamento anaer[obico e processo de fotossíntese. filtraçao. 2007: Processos físicos: as impurezas são removidas por peneiramento.br 25/07/08 Tabela 1. Níveis de Tratamento de esgotos sanitários municipais O tratamento dos esgotos é uma combinação de três processos conforme Nações Unidas. Processos químicos: as impurezas sao removidas quimicamente através da coagulação.6 .Capitulo 01.Alternativas para reúso dos esgotos sanitarios de uma cidade Fonte: Borrows. flotação. oxido-redução. 1-14 .3.17. desinfeção e e troca iônica. tratamento primário. Processos biológicos: os poluentes sao removidos usando mecanismos biologicos. absorção.com.3): tratamento preliminar. absorção ou adsorção ou ambas e centrifugação. 1997 O tratamento dos esgotos está assim dividido conforme Figura (1.

Precipitação química com baixa eficiência 3. menor que 0. A remoção de DBO é desprezível no tratamento preliminar. Remoção de organismos patogênicos 10. O tratamento primário consiste também em digestores para tratamento do lodo removido e desidratação do lodo. Eletrodiálise 6. Depois pode ser usado desinfecção com cloro ou ultravioleta.Capitulo 01. Após o tratamento secundário. A velocidade do fluxo é. 1996 são: Processo de lodos ativados Lagoas de estabilização Sistemas anaeróbicos com alta eficiência Lagoas aeradas Filtros biológicos Precipitação química com alta eficiência É a fase do tratamento biológico.com. Filtros de areia 3. mas evitando que os sólidos se depositem. Coagulação e sedimentação A redução da DBO no tratamento primário é muito baixa variando de 30% a 40%. Reator com membranas O tratamento terciário vai remover o que restou dos sólidos em suspensão. Filtros de areia 8. É usado quando o tratamento secundário não consegue remover nitrogênio. Decantação primária ou simples 2. Tratamento com ozônio 9. 1. Peneiras Nada mais é que o gradeamento para remover os objetos flutuantes de grandes dimensões. Geralmente é usado quando pode haver contato das águas de reúso com o seres humanos. conforme Nunes. etc. Coagulação química e sedimentação 2. A DBO é removida quase totalmente. É feita também a remoção física da areia e partículas sólidas através de deposição. Comumente faz-se coagulação e sedimentação seguido de desinfecção.br 25/07/08 1. telas ou flotação. Remove matéria orgânica dissolvida e em suspensão. Caixa de retenção de óleo e gordura 4. odor: 1. da matérias orgânica. Troca iônica 7. as eficiências de remoção são altas. Gradeamento 2.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.18 Tratamento preliminar O tratamento preliminar consiste basicamente em remoção de sólidos de tamanho grande e partículas de detritos: 1. Dependendo do sistema adotado. cor. 1-15 . Adsorção em carvão ativado 4. 1. do nitrogênio. Há introdução de ar e se acelera o crescimento de bactérias e outros organismos para consumir o restante da matéria orgânica. cerca de até 98% do DBO foi removida. Sedimentação 4.20 Tratamento secundário É tratamento biológico e remoção dos poluentes biodegradáveis. Flotação por ar dissolvido 5.21 Tratamento terciário e avançado O tratamento terciário consiste basicamente na remoção de poluentes específicos como nitrogênio. Os processos de tratamento secundário. em geral.3m/s. Osmose reversa 5. metais pesados e bactérias. fósforo. Remoção de areia 3. Os tanques sépticos são um tratamento primário. 1. do fósforo. fósforo.19 Tratamento primário O tratamento primário consiste basicamente remoção de sólidos em suspensos: 1.

Tabela 1. 2005 para apreciaçao das alternativas para a escolha do tratamento de esgoto adequado montou os seguintes fatores: Gerenciamento do efluente do tratamento de esgotos Força do tratamento. Usar múltiplos unidades e equipamentos 4. Confiabilidade no processo de tratamento de esgotos O tratamento tem ser facil de ser operado O tratamento de esgoto tem que ser flexibilidade Temos que verificar o espaço disponível Temos que saber onde vamos dispor os resíduos do tratamento Temos que ver os problemas de odores Cuidar dos aspectos estéticos Verificar os custo de implantação e de manutenção e operação Verificar as leis existentes sobre a disposiçao do efluente Facilidade ou dificuldade de ser aprovado pelos orgãos ambientais.br 25/07/08 Confiabilidade A USEPA. Fazer um reservatorio de armazenamento de emergência 5. 3.10.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. O sistema de tubulações e bombeamento deverá ser flexível para mudanças de emergência 6. 2. isto é. O nitrogênio é um fator importante para a remoção. 2005 os critérios de um projeto de uma estaçao de tratamento de esgotos são: O processo de tratamento deve minimizar os odores. 2004 salienta a importância de uma unidade de tratamento para reúso enfatizando oito regras gerais que são: 1. Programa efetivo de monitoramento 3. Standards dos efluentes Vamos analisar alguns standards de alguns países para se ver eficiência do sistema MBR. A desidratação do lodo dos esgotos e as instalações que serao usadas não devem ser esquecidas.1 Austrália <5mg/L <3 <0. as varias variáveis que podem mudar no tratamento. Quando houver queda de energia imediatamente deverá entrar a fonte alternativa.Capitulo 01. Os processos devem ter um longo tempo de retenção para estabilizar o lodo. Sistema de cloração duplo 7. Controle automático dos resíduos 8.20 NT PT Europa EC-1998 25mg/L 10 a 15mg/L 1 a 2 mg/L Alemanha (2002) 15 a 40 mg/L 13 a 18mg/L 1 a 2mg/L China 30a 80mg/L USA < 1mg/L 1mg/L 0. Duplicar as fontes de energia elétrica. Ainda segundo City Hollister. Qualificação de pessoal 2. Programa efetivo de manutenção e operação Avaliações para escolha do tratamento adequado City Hollister.com.Alguns standards de alguns países para tratamento municipal de esgotos Parâmetros DBO5.1mg/L Fonte: Membrane bioreactor (MBR) treatment of contaminants 1-16 . O processo de tratamento deve minimizar os ruidos durante a construçao e durante a operaçao dos equipamentos. Alarme automático Enfatiza ainda: 1.

O cloro pode ter alguns efeitos negativos em certas irrigações de determinadas culturas e em ambiente aquático. febre tifoide. ancylostoma Virus Hepatite A. mas a presença de sólidos em suspensão. podendo ocasionar doenças como: cólera.15 e altamente pegajoso.23 Riscos à saúde pública Um dos grandes perigos do reúso para a saúde pública é quando não se faz o tratamento e a desinfeção. densidade relativa entre 1. Ovos de Helmintos: os ovos de helmintos possuem diâmetro que varia entre 20 μm a 80μm. Ozônio: é um ótimo desinfetante. ou seja. Enteroviroses Doenças causadas por Salmonella sp. mas todos eles não deixam inativo os ovos de helmintos.9. Alguns dos patógenos que se podem encontrar num esgoto bruto são os seguintes: Tabela 1. 2007 Desinfecção O objetivo da desinfecção é matar ou inativar os microorganismos patogênicos.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.br 25/07/08 1. Os processos de coagulação. Deve ser estudado para cada caso qual a melhor solução. Somente podem ser inativos com temperaturas acima de 40ºC. disenteria. Crysptosporidium sp Helmintos Ascaris. A retirada do cloro.Exemplos de patógenos associados a esgotos municipais Protozoário Giardia lamblia. Devemos ter um tempo correto de contato e uma concentração adequada de ozônio. bromo. vírus e parasitas da água de esgotos tratadas. Ultravioleta: a radiação UV inativa o microorganismo para reprodução e não cria subproduto. Taenia. Infelizmente alguns pa[ises no mundo usam os esgotos sem tratamento na agricultura.Capitulo 01. Cloro: é o mais usado desinfetante.06 a 1. conforme Nações Unidas. Legionellacease bactérias Fonte: Nações Unidas. Toxocara. ozônio. mas é caro. a decloração é um processo muito caro para ser usado no reúso.com. 2007. helmintos. sedimentação. Rotavirus. floculação removem os ovos de helmintos. matérias orgânica ou amônia na água causam problemas para a sua eficiência. Vibrio cholerae. 1-17 . Os sólidos em suspensos agem como um escudo para os microorganismos que se protegem do cloro. Comumente a desinfecção se utiliza de fortes oxidantes como o cloro.

dependendo da pressão a que se destina.10 . Por exemplo. pode ser feita irrigação com a mesma. entretanto as pressões geralmente atingem um mínimo de 21m conforme Asano. A rede dual para transporte de água de reúso geralmente é de plástico classe 15 ou classe 20 com coeficiente de rugosidade C=130. filtração e desinfecção.Capitulo 01.Volume de esgotos aproveitado na agricultura Estados Volume anual de esgotos tratados que vão para a agricultura Califórnia 6. Funciona desde 1977. cloro e coliformes fecais devem ser monitorados com espaçamentos variados.15 . existem duas redes: água potável e água não potável.24 Rede dual Na cidade de São Petersburgo.25 Guia para reúso da água da USEPA A USEPA apresenta nas Tabelas (1.Sistema de rede dual na Flórida Figura 1. Na Tabela (1.16 .6m3/s Flórida 3.9m3/s Quando há tratamento e desinfecção das águas cinzas. uT. 1-18 .com.br 25/07/08 1. conforme Figuras (1. 1998 1.15) e (1. DBO. Os parâmetros como pH.600m3/dia (875 L/s). Nos Estados Unidos para irrigação de jardins.Sistema de rede dual A água não potável provém do tratamento de esgotos sanitários e se destina somente a rega de jardins públicos e gramados privados. Figura 1.16).10) com orientações para as várias modalidades de reúso. na Flórida. O sistema dual diariamente supre mais de 75. Na Califórnia 63% do volume de águas de esgotos tratados são usadas na agricultura.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.8) estão os volumes de esgotos tratados e usados na agricultura nos estados da Califórnia e Flórida. Tabela 1. para reúso urbano necessitamos de tratamento secundário. lavagem de carros e calçadas se usam pressão mínima de 35mca.9) e (1.

10. Diário Diário Continuadamente Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual 1-19 .Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Mensal Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Reúso Urbano Jardins. Diário Diário Continuadamente Área de acesso restrito para irrigação Locais onde o público é proibido Secundário Desinfecção Fonte: adaptado da USEPA Tabela 1.9 . lavagens de Filtração ≤ 2 uT Continuadamente veículos Descarga em bacias sanitárias Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal Semanal.br 25/07/08 Tabela 1.Capitulo 01.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Semanalmente Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Recreacional (contato acidental Filtração ≤ 2 uT Continuadamente parcial ou total na pesca ou velejamento) Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal. Diário Paisagismo (locais onde o público tem contato) Secundário Desinfecção Uso na construção civil (compactação de solo. lavagem de agregados.continuação. execução de concreto) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Uso Industrial (once through cooling) Diário Continuadamente Semanal.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com. Diário Diário Continuadamente Semanal.

Aplicado a hotéis. alagados. As tubulações deverão ter cor vermelha. isto é. Não pode ser usado em residências onde o usuário pode ter interferência nas instalações prediais.0mg/l de cloro com tempo de contato mínimo de >15mim. prédios de apartamentos e locais onde o usuário não tem acesso ao sistema predial de instalações para reparos e modificações. várzeas e despejos em córregos Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Continuadamente Fonte: adaptado da USEPA 1. deve seguir o seguinte: Desinfecção com 1.27 Estado da Geórgia O Estado da Geórgia recomenda que o uso das águas de esgotos tratadas (reúso) deve obedecer no mínimo: Turbidez ≤ 3 uT DBO5 ≤ 5 mg/L TSS ≤ 5mg/L Coliformes fecais ≤ 23/100mL pH entre 6 a 9 O desinfetante deve ser detectável em qualquer ponto.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. 1.Capitulo 01. motéis.26 Estado de New Jersey O Estado de New Jersey.com.br 25/07/08 mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Uso Industrial Secundário Desinfecção Coagulação química e filtração DBO ≤ 30mg/L Semanal. Se usar desinfeçcão coml Ultravioileta a dosagem mínima deve ser de 100 mJ/cm2 e neste caso uT<2.28 Estado da Flórida Em lugares onde será usada a água de reúso para descargas em vasos sanitários. 1. 2005 recomenda se utilizar do esgoto sanitário tratado somente a partir da vazão > 4.4 L/s (380m3/dia) Recomenda ainda que se o reúso for usado em áreas públicas Tipo I. 1-20 . Os coliformes fecais < 14 /100mL O sólido total em suspensão TSS < 5mg/L O nitrogênio total (NO3 + NH3) ≤ 10mg/L Não pode ser irrigado mais de ≤ 50mm/semana. (recirculationg cooling towers) ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Diário Diário Diário semanal Semanal. A água de reúso deverá ter cor azul. Pode também ser usado ozônio. aquelas em que o público pode ter contato com a água. se recomenda que. Diário Diário Uso ambiental (uso em wetlands.

chafarizes.Capitulo 01.com.Água de reúso classe 1 1-21 . entretanto o Sinduscon. lavagem de veículos. Tabela 1. sem tratamento. destinadas a edifícios em descargas de bacias sanitárias.11. No Estado do Texas é proibida a irrigação com água de esgotos bruta. paisagismo é exigido: DBO5 ≤ 10 mg/L Turbidez ≤ 3uT Coliformes fecais ≤ 75/100mL Análise uma vez por mês Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada. etc conforme Tabela (1.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.29 Estado do Texas A água de reúso para descarga em bacias sanitárias deve ter segundo NRRI 97-15 do Estado do Texas: DBO5 ≤ 5 mg/L Coliformes fecais ≤ 75/100mL Cor azul da água Análise uma vez por semana Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada.São Paulo.31 Padrões de qualidade da água para Reúso Não existe legislação brasileira quanto ao reúso. isto é. lavagem de pisos. Para irrigação de gramado. isto é. Fontes decorativas Lagos para enfeite Incêndio Lavagem de ruas 1. É necessário autorização dos órgãos de saúde quando as águas cinzas tem vazão maior ou igual 0. Água de Reúso Classe 1 São para águas tratadas.30 Uso da água de reúso A água de reúso pode ser usada em. espelhos de água.2 L/s (17m3/dia) 1.br 25/07/08 1. lavagem de roupas. 2005 definiu 4 classes de água para reúso.12).

Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.Água de reúso classe 3 Água de Reúso Classe 4 São para águas tratadas destinadas a resfriamento de equipamentos de ar condicionado e com água a ser usada em torres de resfriamento com recirculação e sem recirculação.13 .12). compactação de solo.Água de reúso classe 2 Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins. preparação de concreto. conforme Tabela (1.12 .br 25/07/08 Água de Reúso Classe 2 São para águas tratadas destinadas a construção de edifícios como lavagem de agregados. Tabela 1.13).com. 1-22 .15). Tabela 1.Capitulo 01. conforme Tabela (1. conforme Tabela (1. controle de poeira.

br 25/07/08 Tabela 1.Capitulo 01. 1.9/m3.Custos de Estações de Tratamento em dólares americanos por habitante.80/m3. 2001 os custos variam numa faixa muito grande.14 . Estação de Tratamento de Esgotos Custo (US$ /habitante) Lodo ativado 68 Lagoa de estabilização 29 Reatores UASB com pós-tratamento 23 1US$= R$ 2. mas entretanto pode ser usado em rega de gramados e campos de golfe e praças públicas.Água de reúso classe 4 1.00/m3 enquanto que a água potável é US$ 1.20 setembro de 2006 Segundo Asano.15 . Os custos das estações de tratamento de esgotos estão na Tabela (1.15). Há uma idéia errada de que a água de reúso é sempre mais barata que a água potável. No Japão é usado 20anos como tempo de amortização de capital.0/m3 para a água de reúso e US$ 3.33 Custos O custo de água de reúso para março de 2005 segundo Hespanhol e Mierzwa. Tabela 1.50/m3 que é muito grande para ser usado na agricultura. porém desconhecemos normas para estações de tratamento físico-químico de efluentes industriais. O custo para o consumidor na mesma cidade é US$ 3.com.7/m3 para a água potável. 1-23 . na Califórnia o custo da água de reúso provindo dos esgotos sanitários é de US$ 0.32 Normas da ABNT A norma NB-570 de março de 1990 trata sobre o Projeto de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários. Por exemplo. A Califórnia usa para amortização de capital o prazo de 20anos.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. 2005 é R$ 1. Na cidade de Fukuoka no Japão sempre citada nestes assuntos de reuso o custo da água de reúso é de US$ 2.

químicos ou biológico. para produzir esgoto de reúso reciclável para um fim especifico. O objetivo do sewer mining é a reciclagem do esgotos. O rejeito do esgotos do sewer mining são em geral descartados introduzindo novamente na rede pública de esgotos. Trata-se de reúso de esgotos para uso como água não potável.34 Sewer Mining Sewer Mining é o processo de extrair esgotos de um sistema de esgotos podendo ser antes ou depois da estação de tratamento e depois tratá-lo com processos físicos. possibilitando que mais usuários possam usar a água potável dos serviços públicos. 1-24 .Capitulo 01.br 25/07/08 1.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com. Tem sido muito aplicado na Austrália na cidade de Sydnei efetivamente desde o ano 2006.

the dependable water resource). Água na indústria.446páginas.uso racional e reúso. -MANCUSO. O uso racional e o reúso como ferramentas para o gerenciamento de águas e efluentes na indústria. -MIERZWA. -ASANO. 294 p. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais.Capitulo 01. -NATIONAL REGULATORY RESERCH INSTITUTE (NRRI). 20 de fevereiro de 2002. -CIEAU: http://www. -ABNT NBR 5626/1998 . ISBN 1-93157907-5 www. CONSTANTINO ARRUDA. Jornal Water21. Canada. Ohio University. -ASANO. -TOMAZ. ABES.edu -YAMAGATA. Borrows e Todd Simpson. -JORDÃO.. California Code of Regulation (CCR) chapter 62-610 Title 22.epa. Tratamento de Esgotos Sanitários. EPUSP. Guarulhos. 143páginas. Economia de água.S. São Paulo. -ESTADO DE NEW JERSEY. 1978 e 2004. University of Manitoba. 11páginas. 2003. 4ª ed. acessado em 15 de junho de 2006. -MIERZWA. 2001. Navegar. Water Reuse.570/1990 . 1998. JOHN. 3a ed. 1994. PEDRO CAETANO SANCHES et al. Membranas filtrantes. Reclaimed Water for beneficial Reuse. -SINDUSCON-SP. -NUNES. 1997. RENÉ PETER.com. A review of membrane bioreactors and their potencial application in the treatment of agricultural waster.ohio-state. Conservação da água. -CITY OF HOLLISTER. The National Regulatory Research Institute. Water from (wastewater.br 25/07/08 1. Water and wastewater reuse. PLÍNIO.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. PLÍNIO. Reuse of Reclaimed water and land applications.gov/ -VICKERS. -TSUTIYA.W. 906páginas. On-site insight into reuse in Japan.Johhn D. JOSE CARLOS e HESPANHOL. Reúso de água. AMY. 112p. -TOMAZ. 1528 p.. ISBN 85-204-1450-8. Ohio. -FETTER. -ABNT NB. MILTON TOMOYAUKI e SCHNEIDER. São Paulo. -USEPA (U. 277páginas.a environmentally sound approach for sustainable urban water management. JOSÉ CARLOS. NRRI 97-15. -BORROWS. ISBN 8586238-41-4 Oficina de Textos. 127páginas. HIROKI E OGOSHI. Technomic. 691páginas. junho de 1997. 2007. IVANILDO. Professor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Davis na Califórnia. 41páginas. 2000.Instalações prediais de água fria. 250 p. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). Guidelines for Water Reclamation and Urban Water Reuse. IWA (International Water Association) 1-25 .considerations for commissions.nrri.Projeto de estações de tratamento de esgoto sanitário. ISBN 0-02-336490-4. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. 2005 -ESTADO DA CALIFORNIA. june. USP. Previsão de consumo de água. Sweden. Janeiro de 2005. 1996. Winnipeg.A NJDEP Techical Manual. -UNEP (UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAME). 234p. TAKASHI. Editora Parma. ISBN 1-56676-620-6 (Volume 10). 151páginas. PLÍNIO.. Página francesa de informação com dados sobre consumo de água. December. ISBN: 85-87678-02-07. Water Reuse: considerations for commissions. -CICEK N. São Paulo. esgoto e água de reúso.cieau.35 Bibliografia e livros consultados. -ESTADO DA GEORGIA. 399páginas. 200’1. Long-Term Wastewater Management Program for the dWTP and WTP. 2003. TAKASHI. Lido em Stockholm Water Prize Laureate Lecture em 2001. 2001. ISBN 85-87678-09-4. 2002. Conservação e Reúso da água em edificações. MASASHI. In Colaboration with Japan. Navegar. Waterflowpress.com/ . EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www. JOSÉ ALVES. 2005. São Paulo. para o tratamento de agua. 1999. -TOMAZ. 579páginas. Handbook of Water use and conservation. 2005. Watewater reclamation and reuse. Guidelines for Water Reuse. Prentice Hall. Tese de Doutoramento. C. Applied Hydrologeology.

com.br 01/06/08 Capítulo 02 Membrane Bioreator (MBR) 2-1 .Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.Capitulo 02.

É o que se chama de retrofit. Basicamente num tratamento de esgotos queremos três fatores fundamentais conforme City of Hollister. O tratamento deve ser feito para o reúso ou reciclagem da água. Conforme as Nações Unidas. isto é. 3.6) direita 2-2 .O objetivo do nosso estudo é somente do reúso de Águas de esgotos domésticos municipaIS que pode estar incluso um pouco de esgoto industrial.5. O esquema geral de um tratamento com MBR está na Figura (2.6) e as membranas podem estar submersas dentro do reator ou externas. Figura 2. separadas do reator: Sistema MBR Submerso -Figura (2.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. O tratamento deve obedecer aos limites impostos pelo nitrato. 2005 WaterReuse Conference Até o presente o tratamento por lodo ativado era considerado o melhor de todos.Acima temos o tratamento convencional de lodo ativado e abaixo a introdução de membranas como bioreator denominado de MBR. mas as membranas introduzidas no processo melhoraram ainda mais a qualidade do efluente tendo sido criado o sistema MBR que é o verdadeiro State of Art do tratamento de esgotos.br 01/06/08 Capitulo 02.5).Capitulo 02. 2. Observar que o sistema MBR pode ser introduzido em reatores anaerobios de fluxo ascendente também com sucesso.4. 2005: 1.4). Fonte: Roger Babcock. 2007 com as membranas de filtração podemos obter uma alta qualidade da água de esgoto ou da dessalinizaçao das águas do mar e das águas salobras.com. O tratamento deve ser compatível com o futuro para remover os sólidos dissolvidos.Esquema simplista do MBR Figura 2. Assim num sistema de lodo ativado podemos introduzir as membranas e se obter melhores resultados e sistema mais compactado conforme Figura (2.6) esquerda Sistema MBR Externo .Figura (2.Membrane Bioreator (MBR) Combinando a tecnologia de membranas com tratamento de esgotos foi desenvolvido nos últimos 10 anos os bioreatores com membranas que é conhecido como o sistema MBR (membrane bioreator) conforme Figura (2.

Na Zenon a pulsação faz o fluxo inverter todo 10min a 15mim para evitar entupimentos.making every drop count. Ambos são bons.com.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.7.8. Na Zenon temos pulsação automática e a Kubota não. Fonte: TSG.9). mas existem algumas particularidades. Figura 2. dezembro 2005 Existem dois processos básicos no mundo: o de fibras ocas usado pela firma Zenon e membranas planas usado pela Kubota conforme Figuras (2.035μm e a firma Kubota têm poros de 0.Esquema simplificado de um MBR Fonte: TSG. A firma Zenon tem poro de 0.Capitulo 02.br 01/06/08 Figura 2. 2-3 .making every drop count. dezembro 2005 Figura 2.1μm de porosidade efetiva).035μm e 0.1μm (porosidade efetiva de 0. A Kubota não tem fluxo invertido e mecanismo é mais simples.8) e (2.6.4μm (0.Mostra as membranas com fibras ocas a esquerda e membranas planas a direita.Reator submerso a esquerda e externo a direita As membranas possuem tamanho dos poros entre 0.4μm estando entre microfiltração e e ultrafiltração.

dezembro 2005 2-4 .making every drop count. Acima é o esquema da firma Zenon (Canadense) e abaixo da firma Kubota (japonesa).Esquemas básicos do uso do MBR. Figura 2.br 01/06/08 Figura 2.Capitulo 02.making every drop count.10) mostra duas estações compactas de tratamento de esgotos sendo uma da firma Kubota e outra Zenon.10. Fonte: TSG.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.9. dezembro 2005 A Figura (2. Fonte: TSG.Reatores de Membrana da Kubota(acima) e da Zenon( abaixo).com.

Osmose Reversa (RO): neste caso as membranas podem rejeitar até pequenos solutos iônicos tais como sais como o que estão livres na água mineral. Entre 0.001μm Figura 2.br 01/06/08 Na Europa o uso do Reator de Membrana (MBR) começou em 1999 sendo que as instalações existentes variam de 25 L/s a 210 L/s.Processos de filtração em membranas e os materiais que podem ser retidos.001 μm 4.1μm a 1μm de diâmetro.12): 1. etc. Pode remover partículas como bactérias.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Microfiltraçao (MF): a membrana tem poros que variam de 0. • indústrias têxteis.com. Nos Estados Unidos praticamente o primeiro processo de Reator de Membranas foi feito em 1975 na Califórnia no Condado de Orange com uma instalação de 219 L/s usando membranas de acetato de celulose. As membranas de fibras ocas começaram a ser feitas nos anos 1980 e foram testadas em 1992 no Condado de Orange com sucesso. chegando-se a um verdadeiro State of Art dos MBR. 2. 2007 A Alemanha e Austrália usam o tratamento de lodos ativados com membranas que se chama (MBRmembrane bioreactors) para reúso de esgotos. Fonte: Nações Unidas. Nanofiltraçao (NF): neste caso as membranas são similares ao RO e a taxa de rejeição é baixa.01 μm a 0. 2007 Figura 2. Nos Estados Unidos as instalações de MBR variam de 41L/s a 440 L/s. cistos e oocistos. <0. • uso não potável. As aplicações de reúso por MBR tem sido em: • descargas de bacias sanitárias. Com o passar dos anos as membranas de acetato de celulose foram substituídas por membranas de poliamidas.1 μm e pode remover partículas e moléculas grandes.11). As membrans são um processo em que a separação das partículas é por meio determinada pressão em uma dada concentração conforme Figura (2. As pressões aumentam na seguinte ordem: MF<UF<NF<RO 2-5 . incluso bactérias e virus.01 a 0. Ultrafiltração (UF): variam de 0. 3. Os processos de filtração em membranas podem ser classificados de acordo com a remoção das partículas conforme Figura (2.12.11-Membranas de osmose reversa Fonte: Naçoes Unidas.Capitulo 02. O MBR não só elimina a necessidade do clarificador secundário numa estação de tratamento por lodo ativado. como produz um efluente de alta qualidade.

01 1 xc 10 a 1 -3 poro(μm) x 10 Material Polipropileno. Estas membranas seguramente removem os patogênicos como Cryptosporidium e Giardia. Kubota.99%) dependendo do diâmetro nominal dos poros da membrana. Pall e Zenon 10 a 35 Fibra oca.0 atm ou seja. sendo que acima de 3000m2 de membranas são introduzidos discos rotativos. Osmonics. Toray Operação Firmas fornecedors Fonte: Werf Facilmente se consegue que o efluente tenha turbidez <0. USfilter 26 a 44 Fibra oca.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.40 0.3 4.7atm a 2.13) e (2. Toyobo 17 a 21 Espiral Entrada e saida Fluxo transversa Dow.Capitulo 02.com.4 -4 Diâmetro 0.14 L/s) com área de 225m2. a superposiçao de outro módulo e a composição com três módulos. 7mca a 20mca sendo que o diâmetro do poro chega até 0.73 m /dia para as horas de pico.7-Caracteristicas importantes de membranas para aplicações municipais. Deverão ser estudados os custos de manutenção e operação para o bom funcionamento do sistema de tratamento de membranas devendo observar os seguintes parâmetros operacionais (Tsutiya. 2001 et al). Norit. PVDF celulosed. Na Tabela (2. Hydranautics. celulose e Polivinillidene PVDF poliamida poliamida Fluiride aromática aromática (PVDF) Fluxo 2 (L/m x h) Modelos de configuração 35 a 52 Fibra oca Entrada/Saida Dentro para fora Fluxo transversal Fim de linha Osmonics. Para uma simples casa a membrana terá área de 6. Acetato de Acetato de Polisulfona.28 m3/dia (1. uma membrana UF a pressão varia de 0. Filme Tec. A qualidade do efluente de esgotos usando reatores de membrana conforme Nocachhis et al conforme Tsutyia.01 a 0. Hubedr and SegherKeppel 17 a 21 Espiral Entrada e saida Fluxo transversal Dow. Koch. que deverá ser desidratado e encaminhado a um aterro sanitário.0035 a 0.25m2 pode tratar em média 0. Koch. Filme Tec.32 a 1.br 01/06/08 Assim a pressão para Osmose Reversa é maior que a nanofiltração. Mitsubishi. Polipropileno Polietileno. Durante a operação é introduzido sulfato férrico para diminuir a quantidade de nitrogênio nos esgotos.2 0.14) mostra o corte longitudinal e transversal de um sistema de lodo ativado com membranas. conhecido como MBR (reator com membranas).5 a 20. Pall. Tabela 2.0 -0.2001conforme Tabela (2.1 a 0. Pressão de operação das membranas Perda de carga nos módulos Fluxo do permeado e de concentrado Condutividade elétrica do permeado As Figuras (2.É um processo de tratamento terciário. A Figura (2. onde faz-se uma limpeza com jato de ar das membranas e se retira o lodo acumulado.7 a 2. Koch. Polisulfona. USfilter.17m3/h e no maximo 3 2.8). Por exemplo.4 0.1 0.7 a -0.1μm.10) a (2. Tripsep. Trisep. Foram usados em tratamento de esgotos até 50 L/s a 116 L/s. Dow. que por sua vez é maior que a ultrafiltração que é maior que a microfiltração. membrana plana Entrada/Saida Fluxo transversal hibrido Fim de linha Zenon. As membranas são usadas no tratamento de lodos ativados em lugar dos clarificadores secundários. Tripsep. Temos a apresentação de um módulo. A manutenção das membranas é feita somente uma vez por ano.12) mostram os módulos do chamado sistema MBR (reator em membranas). espiral Entrada/Saida Dentro para fora Fluxo transversal Fim de linha ]Dow.1μm sendo usado material polisulfona e fibras ocas com fluxo é de 26 L/m2 x h a 44 L/m2xh. 2-6 . Hydranautics. Hydranautics. Trata-se de ultrafiltração com diâmetros de poros menor que 0. Caracteristicas MF UF MBR NF RO submersa Pressão (atm) 0.7) estão as características de vários tipos de membranas.001 a 0.2 uT e que a remoção de virus seja de 4log (99. Normalmente as membranas podem tratar até 98.2 8.8 a 8. Pode ser feito em concreto ou material plástico. Osmonics.

Um módulo do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro Fonte:http://www. 2894 11ºandar conjunto 113 São Paulo Telefone 3071-1680. 1998 in Tsutiya.Qualidade dos efluentes de reatores de membranas Parâmetro Valor DBO TSS TKN NH3 PT Turbidez (uT) Coliformes totais Coliformes fecais Virus < 2mg/L Abaixo do limite de detecção < 2mg/L <0. 2002.13. Faria Lima.martin-systems.1mg/L < 1 uT Abaixo do limite de detecção Abaixo do limite de detecção Redução acima de 4log e na maioria dos casos abaixo do limite de detecção Remoção em % > 99% >99% > 96% >97% >96% >99% 100% 100% >99% Fonte: Novachis et al. t de Figura 2. Existem outros materiais como: acetato de celuluse.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. A pressão de bombeamento é baixo.br localizada na av.pdf 2-7 . polipropileno.engenharia e meio ambiente.geasanevita. O interesse que temos é para pequenas estações de tratamento para uma casa ou centenas de casas usando reatores de membranas submersos novos.br 01/06/08 Tabela 2.Capitulo 02.3mg/L <0. somente 2mca que significa baixo custo de energia elétrica na bomba. O representante das membranas fabricadas na Alemanha (Martin System do Brasil é a firma Geasanevita.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter. poliacrilamida e outros Nao nos interessa os grandes tratamento de esgotos com o uso de membranas como os reatores tradicionais produzidos pela Zenon e pela Kubota. ou seja.com. poliamida.8. As membranas de ultrafiltração são de material plástico denominado polisulfona (PSO).com. http://www. polietersulfona.

14.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.pdf Figura 2.martin-systems.Três módulos do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro 2-8 .com.15.br 01/06/08 Figura 2.Capitulo 02.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.Dois modulos do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro Fonte:http://www.

de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.16.Corte longitudinal de um sistema de lodo ativado residencial com as membranas da siClaro Fonte:http://www.br 01/06/08 Figura 2.martin-systems.pdf 2-9 .com.Capitulo 02.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.

pdf Em instalações acima de 139 L/s é importante o uso de peneiras e tratamento primário antes do tratamento propriamente dito. Vantagens do MBR O tratamento com MBR cada vez mais está diminuindo os custos das membranas e já está provado que é mais eficiente que os tratamentos biológicos. pois. O lodo estabilizado deve ser compactado antes de ir para o aterro sanitário existindo equipamentos para isto. As vantagens são: Alta qualidade do efluente podendo o mesmo ser usado para resfriamento. Tempo de 30 a 45h são possiveis de serem atingidos e isto aumentará a biiodegradação dos compostos resistentes e melhorar a performance da nitrificaçao conforme EPA.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter. 2-10 . Precisa de menos espaço. Os sistemas convencionais atendem a legislação vigente.O vácuo é introduzido ao lado das membranas Desvantagens do MBR As desvantagens do MBR são: Custo alto de capital e de operação São técnicas novas de uso de membranas para tratamento de esgotos sanitários ainda não conhecidas. A remoção de bactérias e virus é feita sem adição de produtos químicos. Salientamos a importância da desifecção com cloro do efluente devido a facilidade de monitoramento.com.Corte transversal de um sistema de lodo ativado residencial com as membranas da siClaro Fonte:http://www. O processo MBR produz um efluente de melhor qualidade.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. A turbulência n o exterior é mantido por difusão de ar para evitar a deposição. O sistema MBR submerso permite que se faça um upgrade em instalações existentes. prevalecendo então as técnicas de conhecimento geral.br 01/06/08 Figura 2.17. Geralmente são MF ou UF e composta de membranas ôcas ou planas. 2004. substitui o clarificador secundário do tratamento dos lodos ativados O tempo de retenção do lodo pode ser completamente controlado. rega de jardins ou outro processo qualquer. Em plantas abaixo de 22 L/s o peneiramente é limpo automaticamente. Há uma redução drástica do lodo.Capitulo 02. mas em geral está acima dos padrões legais. descarga em bacias sanitárias.martin-systems. A biomassa pode ser bem concentrada atingindo 30g/L no MBR.

Nos Estados Unidos os custos estimados possuem uma contingência de 20%.br 01/06/08 Figura 2. USA Fonte: City of Hollister.19.Diferença de cor do líquido apos o MBR (a direita) Fonte: Clean Water from Wastewater Figura 2. A Tabela (2.American Association of Cost Engineers (AACE) e normalmente se espera que o custo de uma estação de tratamento de esgotos variem de -30% a + 50% que são os limites de confiabilidade achado nos Estados Unidos e isto não deve ser confundido com a reserva de contingência (City of Hollister. Existe uma associação internacional de custos.Esquema de lodo ativado com MBR em Hollister.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.com. os reatores em membranas (MBR) são competitivos com o sistema de lodos ativados convencionais até a vazão de 579 L/s. 2-11 . 2005). 2005 Custos Conforme Tsutiya.Capitulo 02.9) mostra uma adaptação em números das curvas do autor citado. et al 2001.18.

A tecnologia do MBR pode ser aplicada em tratamento de chorume de aterros sanitários.07 0.02 Fonte: adaptado de Tsutiya.04 0. 55% são de membranas submersas da firma Kubota e o restante 45% quando as membranas externas. et al 2001. O livro Nosso futuro roubado de Theo Colborn et al que trata do assunto é uma espécie de continuação do livro Primavera Silenciosa de Rachel Carson que falou sobre o DDT. O custo global será US$ 1. A boa noticia é que o MBR pode propiciar a eliminação dos disruptores endócrinos. Confome N.Capitulo 02.9. Conforme José Santamarta os disruptores endócrinos interferem no funcionamento do sistema hormonal mediante algum dos três mecanismos seguintes: substituindo os hormônios naturais: bloqueando a ação hormonal: aumentado ou diminuindo os níveis de hormônios naturais. De todas estas instalações do Japão. No Canadá o Departamento da Justiça definiu como disruptor endócrino a substância que tem a habilidade de alterar a síntese. transporte.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. 1998 apresenta ainda que para vazão em torno de 43 L/s o custo do metro cúbico com amortização de capital em 20anos e juros de 10% anuais é de US$ 0. ação ou eliminação de hormônios em um organismo e que é responsável pela manutenção da homeostase.05 0.03 0. Existem no mundo mais de 1.04 0. reprodução desenvolvimento e comportamento de um organismo. de pesticidas e herbicidas da agricultura. detergentes sintéticos e inseticidas que possibilitam os disruptores endócrinos.000 estão no Japão e o resto na Europa e Estados Unidos.br 01/06/08 Tabela 2. hormonios. Canadá no ano 2003. Asano.com.47/m3 Aplicações do MBR Sao inúmeras as aplicações do MBR nestes 30 anos. Obteve-se remoçao de 87% de COD e 93. Existem tratamento de chorume na França com 50m3/dia. secreção.5% de TOC com nanofiltração. A reciclagem da água em edificios e o tratamento de esgotos de pequenas comunidades é feito cada vez mais no Japão. Na cidade de Zagreb usando ultrafiltração chegou-se a remoção de 90% da carga orgânica do chorume e se tivessem usado membranas com poros menores a remoçao seria maior.06 0. bem como os pesticidas e herbicidas. Cisek da Universidade de Manitoba em Winnipeg. que possuem uma alta taxa de DBO.03 0.Estimativa de custos em dólares por m3 dos reatores em membranas (MBR) e o tratamento convencional por lodo ativado.200 MBR sendo que 1.72/m3. Nos Grandes Lagos no Canadá se acharam disruptores endócrinos que geralmente provem dos esgotos municipais. na Alemanha 264m3/dia e 250m3/dia.75/m3 e a manutenção e operação do sistema é US$ 0. pesquisas feitas nos Estados Unidos acharam 95 substâncias orgânicas contaminantes em 139 rios de 30 estados. Vazão (L/s) MBR US$/m 3 Lodo ativado convencional 3 US$/m 0 58 116 174 232 290 0. Também é facilmente aceito que os MBR podem ser usados no tratamento das águas cinzas.08 0.10 0. 2-12 . Entre estes os mais frequentes achados são esteróides.04 0.03 0.

2004 salienta a importância de uma unidade de tratamento para reúso enfatizando oito regras gerais que são: 1. 2005 os critérios de um projeto de uma estaçao de tratamento de esgotos sao: O processo de tratamento deve minimizar os odores. Programa efetivo de manutenção e operação Avaliações para escolha do tratamento adequado City Hollister. Duplicar as fontes de energia elétrica. A desidratação do lodo dos esgotos e as instalações que serao usadas nao devem ser esquecidas. Os processos devem ter um longo tempo de retençao para estabilizar o lodo. Controle automático dos resíduos 8.20 NT PT Europa EC-1998 25mg/L 10 a 15mg/L 1 a 2 mg/L Alemanha (2002) 15 a 40 mg/L 13 a 18mg/L 1 a 2mg/L China 30a 80mg/L USA < 1mg/L 1mg/L 0. Programa efetivo de monitoramento 3. Confiabilidade no processo de tratamento de esgotos O tratamento tem ser facil de ser operado O tratamento de esgoto tem que ser flexibilidade Temos que verificar o espaço disponivel Temos que saber onde vamos dispor os residuos do tratamento Temos que ver os problemas de odores Cuidar dos aspectos estéticos Verificar os custo de implantação e de manutençao e operaçao Verificar as leis existentes sobre a disposiçao do efluente Facilidae ou dificuldade de ser aprovado pelos orgaos ambientais. Ainda segundo City Hollister.Capitulo 02.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.br 01/06/08 Confiabilidade A USEPA.com. as varias variaveis que podem mudar no tratamento.Alguns standards de alguns países para tratamento municipal de esgotos Parâmetros DBO5. Quando houver queda de energia imediatamente deverá entrar a fonte alternativa. Usar múltiplos unidades e equipamentos 4. O nitrogenio é um fator importante para a remoção. isto é. 3. Qualificação de pessoal 2. 2. 2005 para apreciaçao das alternativas para a escolha do tratamento de esgoto adequado montou os seguintes fatores: Gerenciamento do efluente do tratamento de esgotos Força do tratamento. Standards dos efluentes Vamos analisar alguns standards de alguns paises para se ver eficiencia do sistema MBR. Sistema de cloração duplo 7. Alarme automático Enfatiza ainda: 1.1mg/L Fonte: Membrane bioreactor (MBR) treatment of emergin contaminants 2-13 . Fazer um reservatorio de armazenamento de emergência 5. Tabela 2.10. O processo de tratamento deve minimizar os ruidos durante a construçao e durante a operaçao dos equipamentos. O sistema de tubulações e bombeamento deverá ser flexível para mudanças de emergencia 6.1 Austrália <5mg/L <3 <0.

Crysptosporidium sp Helmintos Ascaris. densidade relativa entre 1. mas a presença de sólidos em suspensão. Ultravioleta: a radiação UV inativa o microorganismo para reprodução e não cria subproduto. disenteria. floculação removem os ovos de helmintos. podendo ocasionar doenças como: colera. mas é caro. Enteroviroses Doenças causadas por bactérias Salmonella sp. ancylostoma Virus Hepatite A. Taenia.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. 2-14 . Rotavirus.23 Riscos à saúde pública Um dos grandes perigos do reúso para a saúde pública é quando não se faz o tratamento e a desinfeção.06 a 1. a decloração é um processo muito caro para ser usado no reúso. Ovos de Helmintos: os ovos de helmintos possuem diâmetro que varia entre 20μm a 80μm. vírus e parasitas da água de esgotos tratadas.15 e altamente pegajoso.9. Alguns dos patógenos que se podem encontrar num esgoto bruto são os seguintes: Tabela 2. ou seja. Os sólidos em suspensos agem como um escudo para os microorganismos que se protegem do cloro. Somente podem ser inativos com temperaturas acima de 40ºC. Toxocara. conforme Nações Unidas. Legionellacease Fonte: Nações Unidas.Capitulo 02. A retirada do cloro. matérias orgânica ou amônia na água causam problemas para a sua eficiência. ozônio.br 01/06/08 2. O cloro pode ter alguns efeitos negativos em certas irrigações de determinadas culturas e em ambiente aquático. bromo. Cloro: é o mais usado desinfetante. Deve ser estudado para cada caso qual a melhor solução. Infelizmente alguns paises no mundo usam os esgotos sem tratamento na agricultura. helmintos. mas todos eles na deixam inativo os ovos de helmintos. Ozônio: é um ótimo desinfetante. 2007.Exemplos de patógenos associados a esgotos municipais Protozoário Giardia lamblia. sedimentação.com. febre tifoide. Os processos de coagulação. Vibrio cholerae. 2007 Desinfecção O objetivo da desinfecção é matar ou inativar os microorganismos patogênicos. Devemos ter um tempo correto de contato e uma concentração adequada de ozônio. Comumente a desinfecção se utiliza de fortes oxidantes como o cloro.

Economia de água. Navegar. -ESTADO DA GEORGIA. -MANCUSO..edu -YAMAGATA. 2002.S. Membranas filtrantes. Reuse of Reclaimed water and land applications. 2005. São Paulo. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www.570/1990 . 2005 -ESTADO DA CALIFORNIA. 3a ed. RENÉ PETER. Applied Hydrologeology. 200’1. -CIEAU: http://www. Conservação da água. Borrows e Todd Simpson. -NUNES. PLÍNIO.a environmentally sound approach for sustainable urban water management. California Code of Regulation (CCR) chapter 62-610 Title 22. Navegar. Technomic. -ABNT NBR 5626/1998 . ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). -TOMAZ.cieau. Canada. MILTON TOMOYAUKI e SCHNEIDER. 1994. Watewater reclamation and reuse. In Colaboration with Japan. -TOMAZ. Jornal Water21.Instalações prediais de água fria. December. 143páginas. NRRI 97-15. Handbook of Water use and conservation.Projeto de estações de tratamento de esgoto sanitário. Reclaimed Water for beneficial Reuse. -USEPA (U.com/ .ohio-state.446páginas. The National Regulatory Research Institute. HIROKI E OGOSHI. ABES. -CICEK N. Página francesa de informação com dados sobre consumo de água. ISBN 1-56676-620-6 (Volume 10). -BORROWS. Prentice Hall. ISBN 1-93157907-5 www. -FETTER. 1997. 1978 e 2004. -MIERZWA. São Paulo. EPUSP. AMY. 2007. 1999. 2003. 1998. 127páginas. Editora Parma. Professor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Davis na Califórnia. 234p. -TOMAZ. Reúso de água. 1996.. Guarulhos. 277páginas. 1528 p. Waterflowpress. Tratamento de Esgotos Sanitários. Conservação e Reúso da água em edificações.the dependable water resource). -TSUTIYA. Water Reuse: considerations for commissions. 2003. ISBN 8586238-41-4 Oficina de Textos.nrri. -CITY OF HOLLISTER. -UNEP (UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAME). EDUARDO PACHECO e PESSÔA. 11páginas. ISBN: 85-87678-02-07. JOSÉ CARLOS. -ASANO. Water Reuse. Tese de Doutoramento. Lido em Stockholm Water Prize Laureate Lecture em 2001. Water from (wastewater. 906páginas.Capitulo 02. USP. acessado em 15 de junho de 2006. 151páginas. IVANILDO. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. 20 de fevereiro de 2002. A review of membrane bioreactors and their potencial application in the treatment of agricultural waster.W. june.Johhn D. São Paulo. -NATIONAL REGULATORY RESERCH INSTITUTE (NRRI). 399páginas. 112p. Water and wastewater reuse.epa. -JORDÃO. ISBN 0-02-336490-4. TAKASHI. 2005. 2001. 294 p. -MIERZWA. -ABNT NB. Ohio. On-site insight into reuse in Japan. TAKASHI.gov/ -VICKERS.com. -ESTADO DE NEW JERSEY. junho de 1997. 2000. 4ª ed.A NJDEP Techical Manual.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. 41páginas. 579páginas. JOSÉ ALVES. São Paulo. Guidelines for Water Reclamation and Urban Water Reuse. 250 p.. MASASHI. Guidelines for Water Reuse. Sweden. CONSTANTINO ARRUDA. -ASANO. esgoto e água de reúso. JOHN. -SINDUSCON-SP. ISBN 85-87678-09-4. Winnipeg. ISBN 85-204-1450-8.uso racional e reúso. para o tratamento de agua. Água na indústria.considerations for commissions. PLÍNIO.35 Bibliografia e livros consultados. Previsão de consumo de água. PEDRO CAETANO SANCHES et al. IWA (International Water Association) 2-15 . C. Long-Term Wastewater Management Program for the dWTP and WTP. 2001. University of Manitoba. Ohio University. Janeiro de 2005. PLÍNIO. O uso racional e o reúso como ferramentas para o gerenciamento de águas e efluentes na indústria.br 01/06/08 2. 691páginas. JOSE CARLOS e HESPANHOL.

br 10/06/08 Capítulo 03 Tanque séptico e sépto difusor 3-1 .Curso de esgotos Capitulo 03.com.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Curso de esgotos Capitulo 03.1 3.9 3.5 3.br 10/06/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 3 –Tanque séptico e sépto difusor 3.11 Introdução Normas brasileiras Sistemas de tanques sépticos Septo difusor Efluente do sistema de Tanque séptico + septos difusores Remoção do lodo Custo Reúso Estudo de caso Adsorção em carvão ativado Bibliografia e livros consultados 3-2 .7 3.2 3.8 3.6 3.3 3.4 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10 3.com.

pois conseguem de uma maneira bem econômica e baixíssima manutenção. Tivemos a oportunidade de conversamos com o industrial e pesquisador francês sr. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. seja em grama de oxigênio necessário à estabilização da matéria orgânica do esgoto produzido em média de um habitante em um dia. Na França não se separa o graywater (água cinza) do blackwater (esgoto sanitário). Devido a altíssima redução de DBO o efluente dos Tanques Sépticos podem ser usados como água de reúso.br 10/06/08 Capítulo 3. O chamado sistema tanque séptico tem um tratamento complementar e adotamos o tratamento aeróbio com septo difusores devido ao baixo custo de implantação.36m3 x 12000mg/L=4. Usamos a formula: Dt= 0.001 x Q x DBO Dt= 0.3 Sistemas de tanques sépticos Os sistemas de tanques sépticos são basicamente o seguinte: Caixa de gordura que deve ser bem maior que a das normas brasileiras no caso de sistema de tratamento isolado. 1984.2 Normas brasileiras As normas brasileiras da ABNT sobre Tanque sépticos são duas: NBR 7229/93 sobre Projeto. sendo o todo o tratamento feito junto. Tanque séptico propriamente dito. 3. redução de DB0 de 96%.3A População equivalente Vamos usar os conceitos de população equivalente conforme Dacah.com. manutenção e operação. Primeiramente temos que transformar a DBO medida em laboratório em quilograma de oxigênio necessário a estabilização do volume diário de esgoto. Devido a isto.32kg de oxigênio consumido pela DBO por dia Pe= Dt (gramas)/ Dh Pe= 4320g/ 55g/hab=80 hab 3-3 . 3. Exemplo 3. Informou ainda que para o dimensionamento da caixa de gordura seguem as normas alemãs da DIN.36m3/dia Dt= 0. François Neveux que fabrica 25% dos tanques sépticos na França. O tanque séptico pode atender uma residência ou até 300 unidades (1500pessoas). Construção e Operação. Introdução Os tanques sépticos eram antigamente chamado de fossas sépticas. a escolha que fizemos foi sobre sistema de tanque séptico existente no Brasil. Septo difusor que é tratamento secundário aeróbico que juntamente com o tratamento primário atinge redução de DBO de 96%. É muito usado na França e no Japão. onde o tanque séptico faz a redução anaeróbica e os septos difusores (tecnologia francesa) a redução aeróbica. Sendo o consumo de água de cada porco de 12 L/porco teremos: Q= 30 porcos x 12 L/porco= 360 L/dia= 0.001 x Q x DBO Sendo: Dt= demanda diária de oxigênio em kg Q= produção diária de esgoto em m3 DBO demanda em mg/L Sendo Dh= demanda de oxigênio por habitante em grama Pe= população equivalente Pe= Dt (gramas)/ Dh Considerando Dh= 55 gramas diário de oxigênio por habitante de esgoto domestico.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 Achar a população equivalente a 30 porcos que possui DBO5 variando de 4500mg/L a 12000mg/L.Curso de esgotos Capitulo 03.1. 3.001 x 0.Tanque séptico e septo difusor 3. que é um tratamento primário anaeróbico que atinge a redução de DBO de 60%. A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) varia de >200mg/L a >750mg/L sendo a média de 350 mg/L. NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos.

1) que fornece o período de detenção T.75 De 6001 a 7500 16 0. a população equivalente de 30 porcos será de 80 habitantes. Tabela (3.00 -residência padrão médio pessoa 130 1.3 Contribuições unitárias de esgotos (C) e de lodo fresco (Lf) por tipo de prédios e de ocupantes (L/dia) Prédio Unidade Contribuição de Lodo fresco esgotos Lf C 1.00 -alojamento provisório pessoa 80 1.5 L/dia x cabeça Consumo de ovino ou caprino= 50/ 5= 10 L/dia x cabeça Consumo de bovino ou eqüino= 50 L/dia x cabeça 3.5) a (3.67 De 7501 a 9000 14 0.unidade de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos.Curso de esgotos Capitulo 03.50 Fonte: NBR 7229/93 N= numero de pessoas ou unidades de contribuição C= contribuição unitária de esgoto L/pessoa x dia ou L/unidadexdia Intervalos entre limpezas (anos) 1 2 3 4 5 Fonte: NBR 7229/93 Tabela 3. Na prática se usa comumente 1 porco= 4 pessoas. construção e operação de sistemas de tanques sépticos e a NBR 13969/97 que trata de Tanques sépticos.5 Tabelas básicas da NBR 7229/03 Vamos apresentar as três tabelas básicas da NBR 7229/93 que serão utilizadas na equação para achar o volume do tanque séptico que são: Tabela (3. sendo que o volume varia de 1. construção e operação.00 De 1501 a 3000 22 0.00 -hotel sem lavanderia e cozinha pessoa 100 1.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.000 litros.Taxa de acumulação total de lodos K (dias) Temperatura ºC <10 10<T<20 94 65 134 105 174 145 214 185 254 225 >20 57 97 137 177 217 Tabela 3.83 De 4501 a 6000 18 0.58 Mais que 9000 12 0. 3.com.3) que fornece as contribuições unitárias e o valor do lodo fresco Lf. Consumo de animais O consumo de água para rebanhos BEDA é um consumo médio igual a equação: BEDA= BOVINOS + EQUI NOS+ 1/5 (OVINOS/CAPRINOS) + ¼ SUINOS Observar que o consumo de suinos é ¼ de 50 litros= 12. Nas Figuras (3.000litros até 8.Projeto.1 Período de detenção T em função da vazão afluente (N x C) Contribuição (N x C) Período de detenção T (Litros/dia) (horas) (dias) Até 1500 24 1.residência padrão alto pessoa 160 1.Ocupantes permanentes .2.7) podemos ver um tanque séptico feito em polietileno.00 3-4 .4 Tanque séptico A NBR 7229/1993 trata de Projeto.2) que fornece a taxa de acumulação de lodo K e Tabela (3.00 -residência padrão baixo pessoa 100 1.92 De 3001 a 4500 20 0.br 10/06/08 Portanto. Tabela 3.

Curso de esgotos Capitulo 03. locais de curta permanência -sanitários públicos Fonte: NBR 7229/93 operário pessoa pessoa pessoa pessoa refeição Lugar bacia sanitária 70 50 50 50 6 25 2 480 0.6 Formas do tanque séptico As dimensões mais comuns são as de seção retangular e as de seção circular conforme Azevedo Neto.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.10 0.20 0.1. 2005 3-5 .20 0.00 3.30 0. teatros.br 10/06/08 2-Ocupantes temporários -fábricas em geral -escritórios -edifícios públicos/comerciais -escolas (externatos) e locais de longa permanência -bares -restaurante e similares -cinemas.10 0.20 0.Esquema de tanque séptico de seção circular Fonte: Jordao. 1988. Figura 3.02 4.Quando de seção retangular recomenda-se que o comprimento seja pelo menos o dobro da largura para assegurar boas condições de escoamento.

1988: • Simples não compartimentados • Compartimentados com câmaras em série • Com câmaras sobrepostas Figura 3.5 : 1. Os tanques sépticos de câmara única são os mais usuais e econômicos.Curso de esgotos Capitulo 03. melhorando dessa forma.2 . mas oferecem maior proteção contra o arrastamento de sólidos suspensos para o efluente. a remoção de sólidos em suspensão conforme Azevedo Neto.br 10/06/08 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Esquema de tanque séptico prismático retangular de câmara única. O primeiro compartimento mede ½ a 2/3 e o segundo 1/3 a ½ do comprimento total L. Os tanques sépticos sobrepostos conforme Azevedo Neto. 2005. A relação comprimento total sobre a largura (L/B) não deve ser inferior a 1. 1988 são basicamente os tanques Imohoff que são econômicos somente a partir de 25 pessoas.com. 1988. Os tanques com dois compartimentos em série são um pouco mais caros.7 Compartimentação Os tanques sépticos podem ser de três tipos principais conforme Azevedo Neto. Fonte: Jordão et al. 3-6 .

br 10/06/08 Figura 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 03.com.3. 2005 3-7 .Tanque séptico de forma prismática retangular de câmaras em série Fonte: Jordão.

4.Curso de esgotos Capitulo 03.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Tanque séptico cilíndrico de câmaras sobrepostas Fonte: Jordão.br 10/06/08 Figura 3. 2005 3-8 .com.

3-9 h1 h2 .8 Equação básica do tanque séptico O volume do tanque séptico deve ser obtido pela equação: V= 1000 + N (C x T + K x Lf) Sendo: V= volume do tanque séptico (litros) N= número de contribuintes ou população equivalente C= contribuição de esgotos em litros por pessoa por dia (Tabela 3.000 litros Fonte:http://www.Tanque séptico de polietileno de 1.2) Lf= contribuição do lodo fresco em litros por pessoa (Tabela 3. Lf= 0.5 .650 litros Portanto.com. Os tanques sépticos podem atingir até 1500 casas.br Figura 3.20)= 7.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.000 litros de capacidade.br Figura 3.br 10/06/08 3.000 litros a 8.com.1) K= taxa de acumulação de lodo em dias de acordo com o intervalo entre limpezas no tanque séptico e a temperatura do mês mais fria (Tabela 3.rotogine.com.com.rotogine.Corte esquemático do Tanque séptico Fonte:http://www. usaremos um tanque séptico de polietileno com 8.3) T= período de detenção em dias (Tabela 3.2 Dimensionar um tanque séptico para escritório com 70 pessoas N= 70 C= 50 litros/dia T= 1dia K= 225 para limpeza de 5 em 5 anos.7).Tanque Séptico s/ escala pliniotomaz@uol.br/ Exemplo 3.Curso de esgotos Capitulo 03.br/ Corte do tanque séptico Tampa removível Tubo PVC Ø100mm Afluente vem da caixa de gordura Tubo PVC Ø100mm efluente vai para Filtro Anaeróbio/ Sépto Difusor Vedação nos tubos PVC com silicone Cesto com brita nº 3 ou 4 Ø externo Corte . conforme se pode ver na Figura (3.com.6 .3) Fossa séptica (tanque séptico) de polietileno (1000L a 8000L) pliniotomaz@uol.20 litros/pessoa V= 1000 + N (C x T + K x Lf) V= 1000 + 70 (50 x 1 + 225 x 0. com a vantagem da manutenção ser feita de 5 em 5 anos e de não haver fornecimento de energia elétrica ou peças girantes.

8 .50= 3.9 Septo difusor (tratamento secundário) O septo difusor é o tratamento secundário aeróbico e que faz com que todo o sistema tenha redução de 96% de DBO. Volume útil da fossa V= 1000 + N(CxT + K x Lf) Numero de pessoas contribuintes N=26 Contribuição per capita= 130 litros/habitante x dia (Tabela 3.br Figura 3. Dimensionar um tanque séptico prismático de câmara única.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.83 + 57 x 1.1) Taxa de acumulação de lodo para intervalo de 1ano K=57 (Tabela 3.Extraído de Jordão.3.br/ 3-10 .2=2.4 3.5m2 Dimensões em planta= 2.28 m3 Profundidade fixada h= 1.Curso de esgotos Capitulo 03.br Figura 3.20m Verificação da relação L/B= 2.com.500 casas pliniotomaz@uol.9).0)= 5287 L= 5.3) Vazão diária= Q= N x C= 26 x 130= 3.7 .Bateria de tanques sépticos para 1500casas Exemplo 3.00 L/hab x dia (Tabela 3.br 10/06/08 Fossas sépticas e tanques anaeróbios: 1.5m Área superficial = A= 5.rotogine. Septo difusor-(aeróbio) pliniotomaz@uol.8) e (3.com.Septo difusor Fonte:http://www.2) Contribuição do lodo fresco Lf= 1.com.380 L/dia Tempo de detenção T=20h=0.28m3/1.3) Dimensões: V= 1000 + N(CxT + K x Lf) V= 1000 + 26(130x0.9/1.com.0m x 1. 2005 Seja um prédio onde moram 26 pessoas com nível socioeconômico médio. conforme Figura (3.83dia (Tabela 3.

10 Efluente do sistema do Tanque séptico + septos difusores As normas brasileiras sobre Tanque sépticos prevêem o uso do efluente em: Rega de jardim Lavagem de pátio Irrigação subsuperficial de jardins Uso em descarga em bacias sanitárias. vala de infiltração.br/ Os septos difusores é tecnologia francesa e possuem dois modelos (Tipo I e Tipo II) e são feitos em polietileno e bidim.11 Lançamento em curso de água Para o lançamento do efluente num curso de água o mesmo deverá obedecer a Conama-Resolução nº 357 de 17 de março de 2005.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. N= 8.20m x 1.com.4 septos-difusores Como são em pares. 2005 recomenda que a disposição do efluente de um sistema de tanque séptico seja destinado ao sumidouro.40 (melhor) II (mais usado) 1000 l/dia Exemplo 3. adotamos 10 septo-difusores Tipo II. 3.40m.br 10/06/08 Septo difusores: tratamento Aeróbio pliniotomaz@uol.20 x 1. Tabela 3.4 Dimensionar a quantidade de septo difusor tipo II para cozinha com 120 empregados. onde os corpos de água são classificados em águas doces e águas salinas.br Figura 3.com.rotogine.400 / 1000= 8. Considerando consumo de 70 litros/dia x empregado Consumo médio diário=70 x 120= 8.00m x0.400 litros/dia Como o septo-difusor Tipo II é para 1000 litros/dia.65m x 0. Poço absorvente Vala de infiltração Rede Pública Corpo de água Jordão et al.Dimensões e capacidade dos septos difusores Dimensões Tipo Capacidade de tratamento 1. 3.22 x 0. O modelo antigo tinha 250litros/dia de capacidade de tratamento e com dimensões de 1. vala de filtração ou filtro de areia.9 .4 .65 x 0. As águas doces são classificadas em: Classe especial Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4 3-11 .Vários septos difusores Fonte:http://www.00 x 0. O novo septo difusor (Tipo II) é mais usado é para capacidade de 1000 litros /dia e possui as dimensões de 1.com.20 I 250 l/dia 1.22m x 0.20m.Curso de esgotos Capitulo 03.

recreação de contato primário.são as destinadas ao abastecimento humano após tratamento. com os quais o público possa vir a ter contato direto. cerealíferas e forrageiras.com. campos de esporte e lazer. . plantas frutíferas e de parques.são as destinadas ao abastecimento humano após tratamento convencional ou avançado. . Tabela 3. . tais como natação.br 10/06/08 Na Tabela (3.são as águas doces para abastecimento humano após tratamento simplificado.proteção das comunidades aquáticas. jardins.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Padrões da Resolução Conama 357/2005 para águas doces Águas doces DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) (mg/L) OD (Oxigênio Dissolvido) (mg/L) CF (Coliformes Fecais) ( NMP/100mL) Classe 1 Classe 2 Classe 3 3 5 10 6 5 4 200 1000 Classe Especial -são as águas destinadas abastecimento humano com desinfecção -preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas -preservação dos ambientes aquáticos. Classe 3 . . esqui aquático e mergulho. .pesca amadora.recreação de contato primário.irrigação de hortaliças. .5 . . 3-12 . tais como natação.preservação das comunidades aquáticas.5) estão as exigências para as águas doces das Classe 1 a Classe 3. esqui aquático e mergulho.recreação de contato secundário. Classe 1 . .irrigação de culturas arbóreas.Curso de esgotos Capitulo 03. .dessedentação de animais. Classe 2 .

056 mg/L Exemplo 3.8) em dólares americanos do dia 9 de setembro de 2006 (1US$= R$2.000+24) = 6.Custos dos tanques sépticos em polietileno Capacidade Custo do Tanque séptico (litros) 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Fonte: 1US$= R$ 2.12 Remoção do lodo De cada 5 em 5 anos ou conforme o intervalo escolhido será retirado por caminhão tanque o lodo digerido no tanque séptico e encaminhado para uma Estação de Tratamento de Esgoto Pública.0 + 24 x 85) / (36. havendo possibilidade de a dosagem ser automática.br 10/06/08 Classe 4 .000m3/h.Extraído de Nunes.000+24)= 1.000m3/h.Extraído de Nunes. . Após o lançamento industrial de 24m3/h de OD de 0mg/L.5.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.33 de 8/9/06 US$ 227 370 601 858 990 1247 1449 1549 3-13 .99 mg/L 3.são as águas destinadas da navegação.Curso de esgotos Capitulo 03.6 .000 x 7. 1996 Um rio apresenta OD média de 7.33). O artigo 19B informa que o lodo proveniente de sistemas como fossa séptica deverão ser encaminhado a ETE. O efluente poderá ser desinfetado com hipoclorito de sódio.0 + 24 x 0) / (36.0mg/L e vazão crítica de 10m3/s= 36.13 Custo Os custos de materiais dos produtos da Rotogine estão nas Tabelas (3. Tabela 3. pede-se calcular a DBO em que ficará o rio após o lançamento. 3. DBO= (Qrio x DBOrio + Qind x DBO ind) / (Qrio + Qind) DBO= (36. Exemplo 3.6) a (3.0mg/L e vazão crítica de 10m3/s= 36. pede-se calcular a OD em que ficará o rio após o lançamento. OD= (Qrio x ODrio + Qind x OD ind) / (Qrio + Qind) OD= (36.harmonia paisagística.000 x 1. Após o lançamento industrial de 24m3/h de DBO de 85mg/L.com.6. 1996 Um rio apresenta DBO média de 1.

800 1.00m x 0.3 2.br 10/06/08 Tabela 3.72 0.900 2.50 1.595 2.8 .7 .12 4.400 1.75 0.82x1.22m x 0.16 1.80x0.Curso de esgotos Capitulo 03.230 1.55 1.250 2.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.40m (Tipo II) 1000 l/dia 549 Fonte: 1US$= R$ 2.92 1.87 4.33 de 8/9/06 3-14 .500 Custo da caixa de gordura US$ 74 90 186 261 289 366 784 1130 1356 1381 1495 1609 Fonte: 1US$= R$ 2.12 Altura (m) 0.20m x 1.12 4.100 2.12 4.12 1.12 4.160 1.87 1.740 1.com.3 2.22 1.22 1.33 de 8/9/06 Tabela 3.40 0.16 1.3 2.65m x 0.04x 0.3 2.700 1.Custos dos septos difusores em polietileno e bidim Septor difusor Capacidade de tratamento US$ 1.Custos das caixas de gorduras em polietileno Capacidade Litros 100 250 500 1000 1500 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Dimensões e diâmetro (m) 0.55 2.3 Área superfície (m2) 0.20m (Tipo I) 250 l/dia 123 1.650 0.

Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Diário Paisagismo (locais onde o público tem contato) Secundário Desinfecção Uso na construção civil (compactação de solo. Diário Diário Continuadamente Semanal. deve ser obedecido no mínimo a: pH entre 6 a 9.br 10/06/08 3. conforme Tabela (3. mas não fixa parâmetros de qualidade que não existiam na época da elaboração das mesmas.9) e (3. como a feitura de concreto para elaboração de blocos.Curso de esgotos Capitulo 03.9 . Usando padrões americanos da USEPA. Tabela 3. execução de concreto) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual Diário Continuadamente 3-15 .Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Mensal Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Reúso Urbano (jardins. DBO menor que 10mg/L e turbidez menor que 2uT e não sendo detectável coliformes fecais e com cloração mínima de 1 mg/L.10 . Descarga em bacias sanitárias Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal Semanal. Uma aplicação de reúso é na construção civil. lavagens de Filtração ≤ 2 uT Continuadamente veículos.com.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Semanalmente Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Recreacional (contato acidental Filtração ≤ 2 uT Continuadamente parcial ou total na pesca ou velejamento) Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal. Diário Diário Continuadamente Área de acesso restrito para irrigação (locais onde o público é proibido) Secundário Desinfecção Fonte: adaptado da USEPA Tabela 3. É previsto pela norma brasileira que o mesmo pode ser usado em descarga em bacias sanitárias. lavagem de agregados.14 Reúso Os efluentes dos sistemas de tanque sépticos incluso o septo difusor reduz a DBO em 96% e pode ser aproveitado.10) para descarga em bacias sanitárias.

Diário Diário Continuadamente Uso Industrial Secundário Desinfecção Coagulação química filtração DBO ≤ 30mg/L e ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Semanal. Uma das conseqüências que pode ocorrer é o mau cheiro na hora da descarga e o problema de se formar um colarinho preto ao nível da água na bacia sanitária.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. daí deve haver uma certa área de prédio em que tais custos podem ser absorvidos e havendo boa relação entre benefício/custo. várzeas e despejos em córregos) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Continuadamente Alertamos que se deve tomar muita precaução para o reúso de tanques sépticos em descargas em bacias sanitárias. 3-16 .000m2 ou que o consumo de água não potável diariamente for maior que 100m3/dia. Como se vê pelos padrões americanos. Diário Diário Uso ambiental (uso em wetlands. No Japão é obrigatório o reúso e aproveitamento de água de chuva quando a área construída for maior que 30. alagados. (recirculationg cooling towers) Diário Diário Diário Semanal Semanal.br 10/06/08 mínimo de 1mg/L Uso Industrial (once cooling) through Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Semanal. custa caro o monitoramento de análises diárias e semanais.com.Curso de esgotos Capitulo 03.

Embora seja permitido pelas normas da ABNT a USEPA. localizada em Piracicaba.com.16 Sumidouro Conforme Jordão. O efluente líquido é usado para fabricar blocos de concreto e lajotas de concreto para pisos.11) estão as análises feitas pelo laboratório Bioagri na FEMAQ de Piracicaba. Um dos fracassos no uso do sumidouro é adotar valores muitos altos de infiltração.2 97. As fossas sépticas são feitas em polietileno. Observar na Tabela (3.11).Curso de esgotos Capitulo 03.5 90.11 . devendo ser a mais rasa possível conforme Figura (3.4 97.15 Estudo de caso Visitei em 20 de dezembro de 2001. Engenharia e Máquinas Ltda. Tabela 3.Fundição.11) que não temos problemas de coliformes e da DBO pelas análises.12 . Na Tabela (3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.12) estão as comparações com dados de Nelson Gandur Dacah. Existe um restaurante onde os 120 empregados fazem suas refeições e usam os banheiros. mas no caso não vemos necessidade. 28 do livro Tratamento Primário de esgoto e valores obtidos pela Rotogine em Piracicaba Tipo de tratamento Preliminar Primário Secundário Terciário DBO (Demanda Bioquímica de oxigênio) 5% a 10% 25% a 85% 75% a 97% 97% a 100% TSS (sólidos totais em suspensão) 5% a 20% 40% a 90% 70% a 95% 95% a 100% 65% Bactérias 10% a 20% 25% a 80% 90% a 98% 98% a 100% 98% Rotogine.000 litros.4%. 3. 2005 os sumidouros são conhecidos também como poços absorventes.10) e (3. O volume da fossa séptica de Piracicaba é de 8.6 65. A redução de DBO é de 96.Valores de Nelson Gandur Dacah p. a firma FEMAQ .01 na FEMAQ -Piracicaba Parâmetros DBO (Demanda Bioquímica de oxigênio) Valor inicial (mg/L) 167 754 132 400/100ml 720/100ml Valor final (mg/L) 6 18 46 10/100ml 69/100ml Redução 161 736 86 390/100ml 651/100ml Redução em (%) 96. Também não foi aplicado dosagem de cloro. Firma que executou as fossas sépticas e septo difusor: Rotogine. O efluente da indústria FEMAC foi usado na construção civil para fazer blocos de concreto.br 10/06/08 3. Piracicaba 96% Classificação: tratamento secundário Conclusão: a fossa séptica de Piracicaba reduz 96% de DBO. Somente o TSS atingiu somente 46 mg/L sendo exigido pela USEPA menor ou igual que 30mg/L.4 DQO (Demanda química de oxigênio) TSS (sólidos totais em suspensão) Coliformes fecais Coliformes totais Na Tabela (3. 2004 não recomenda mais ou uso dos sumidouros sendo muito pouco usado devido ao grande número de fracasso de funcionamento. A melhor maneira para infiltração do efluente de um tratamento com tanque séptico e septo-difusor é através de vala de infiltração. recebendo os efluentes diretamente das fossas sépticas conforme Figura (3. reduz 65% de sólidos em suspensão e reduz 98% de bactérias e pode o tratamento ser classificado como secundário.12). 3-17 .6. Tabela 3.Análise feita pelo laboratório Bioagri em 29.

Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 03.10. 2005 3-18 .br 10/06/08 Figura 3.Sumidouro cilíndrico de alvenaria de tijolos Fonte: Jordão.com.

com.br 10/06/08 Figura 3. 2005 Exemplo 3. A profundidade admitida é de 4.Sumidouro cilíndrico com enchimento de pedras britadas Fonte: Jordão.11.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7.Dimensionamento de sumidouro Sendo a taxa de infiltração de 16L/m2 x dia e a vazão a ser infiltrada de 3380 L/dia dimensionar um sumidouro prismático com 2m de largura e comprimento variável L.1m 3-19 .Curso de esgotos Capitulo 03.00m 3380L/dia/ 16 L/m2 x dia= 211m3 As áreas laterais e do fundo são Área= L x 4 x 2 + 2 x L= 10L= 211m2 L=21.

Exemplo 3. 6 trincheiras de 30m distante 2. Por metro linear de vala de infiltração a soma das paredes e do fundo será: 0. Como cada trincheira só pode ter 30m de comprimento no máximo teremos: 161m/ 30m= 5.380 L/dia. 30% a 40% e >40%.4 trincheira de 30m ou seja. a área por metro linear infiltrada é 1. A taxa de infiltração é de 16 L/m2 x dia e a quantidade de esgoto tratado que queremos infiltrar é de 3.40m= 1.com.br 10/06/08 Figura 3.40m.12.50m e altura de 0.8 Dimensionar uma vala de infiltração com largura de 0.380 L/dia / 21L/mxdia = 161m Portanto. 2005 Exemplo 3.00m uma da outra. Foram feitos 24 ensaios de infiltração na profundidade de 0. A conclusão a que se chegou é a seguinte: 1) não há variação da taxa de infiltração em toda a área mesmo variando a declividade.Curso de esgotos Capitulo 03.9 Escolha da taxa de infiltração em um loteamento em Campos do Jordão.Vala de infiltração Fonte: Jordão.50m + 0. 2) Usamos coeficiente de segurança igual a 2 3-20 .969/97 nas declividades de 0 a 10%.40m+0.30m em toda a área conforme a norma da ABNT NBR 13.30m Portanto.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.30m x 16L/m2/dia= 21 L/m x dia Agua a ser infiltrada/ vazão infiltrada/m = 3. 20% a 30%. precisamos de 161m de vala de infiltração.

00m e profundidade H=4. A produção de esgoto diário= 160 L/dia x pessoa x 5 pessoas= 800 Litros/dia K=217 para manutenção em 5 anos T=1.5m + 0.3m Vala de infiltração Caso optemos por vala de infiltração de 0.Curso de esgotos Capitulo 03.00 temos: Área= PI x D x 4m + PI x D2/4= 28m2 Como precisamos de 53m2 e num sumidouro temos 28m2 então faremos dois sumidouros de 2.5m2= 35 m Como o comprimento da vala de infiltração máximo é de 30m faremos duas valas de infiltração com 17.10 Dimensionar o tanque séptico e septo difusor para uma casa de padrão alto com 5 pessoas.50m de largura e altura de 0.00m.com.00 US 601 US$ 492 US$ 1167 US$ 584 US$ 1751 3-21 .5m+0.50m2/m 53m2/ 1.00m de diâmetro e 4m de profundidade observando que o fundo do sumidouro deverá estar 1. OK Sumidouro Taxa= 15 L/ m2 x dia Produção diária = 800 Litros /dia 800 L/dia / 15 L/ m2 x dia = 53m2 Supondo diâmetro D=2. US$ 74.0 Lf=1.br 10/06/08 3) a taxa de infiltração que pode ser adotada é de 36mm/h 4) o solo é classificado como areias siltosas e areias finas.0m de largura e 4m de profundidade teremos: Área total= áreas laterais + área do fundo= L x 4 x 2 + 2 xL = 10 LK 53m2= 10L L= 5.0)= 2. Septo difusor Como será infiltrado 800 L/dia e como o septo difusor Tipo I trata 250 L/dia teremos: 800 KL/dia/ 250 KL/dia= 4 septos difusores Tipo I Estimativa de Custo Caixa de gordura de 100 Litros da Rotogine Tanque séptico de polietileno de 3000 Litors 4 septos difusores Tipo I a preço unitário US$ 123 Total materiais Mão de obra (50%) Total geral Não incluímos o custo do sumidouro ou da vala de infiltração.50m) x 1. Exemplo 3.5m cada uma espaçadas de 2.885 Litros > 1250 L mínimo.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.50 teremos: Área por metro= (0. Caso queiramos um sumidouro prismático com 2.00m= 1.0 + 218 x 1.50m acima do lençol freático.0 V= 1000 + N (C x T + K x Lf) V= 1000 + 5 x (160 x 1.

com.5 K=217 Lf=1.30m L= 2 B= 2 x 3. 5 pessoas x 30 casas = 150 pessoas 150 pessoas x 130 L/dia= 19.0 C=130 L/dia N=150 V= 1000+ N x (C x T + K x Lf) V= 1000 + 150 x (130 x 0.00m A distancia deve ser maior que a profundidade 4.500 LK.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. o comprimento do sumidouro é 97.0m e portanto é 5.00 OK.3m3 Supondo tanque séptico prismático o conforme Azevedo Neto.30= 6.60m Septo difusor tipo II da Rotogine 1000 Litros/dia 19500 litros/ dia/ 1000 L/dia= 19.300 Litros=43.11 30 casas de padrão médio estão numa rua isolada e queremos fazer um tratamento local.0_= 43.00m e profundidade 4. 1988 o comprimento deve ser o dobro da largura e teremos: Adotamos profundidade H=2.5m Portanto.0 B x B x 2 = V=43./dia de contribuição de esgotos T=0.5m Podemos fazer dois sumidouro com 49m cada distante um do outro de 5.3m3 B= 3.00 2.Curso de esgotos Capitulo 03.5 +217 x 1.5 = 20 septo difusores Tipo II Sumidouro prismático Largura 2.br 10/06/08 Exemplo 3.00m Área = L x 4 x 2 + 2 L= 10L Taxa admitida = 20 L/m2 x dia 19500 Litros/dia/ 20 L/m2 x dia= 975m2 Área = 10 L= 975m2 L=97. 3-22 .

rotogine.Curso de esgotos Capitulo 03.gov/ 3-23 . Blucher. Junho 2005.. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. 1991. JOSÉ M. São Paulo. -USEPA (U. 2004. Jun.br 10/06/08 3. 2005. -METCAL&EDDY. 1334páginas. Construção e Operação. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www. EVANDRO RODRIGUES DE. -ROTOGINE. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos.br/ -SINDUSCON. Wastewater Engineering.S. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). Considerations for the management of discharge of fats. -MACINTYRE. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. 1996. 906 páginas. e MELO.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. CONSTANTINO ARRUDA.com. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE.com. 185 páginas.17 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO. 2002. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. 770 páginas. -CIDADE OF EUGENE. ARCHIBALD JOSEPH. -JORDÃO. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. Guidelines for Water Reuse. -BRITTO. Instalações Hidráulicas. 4ª ed. WANDERLEY DE OLIVEIRA. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. -CONAMA. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto. 2002. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. 161 páginas. McGray-Hill.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. -NUNES. JOSÉ ALVES. 73 páginas. Tratamento de Esgotos Domésticos. 150 páginas. 26 páginas. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. 277 páginas. 1988.epa. ABES. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. Conservação e reúso da água em edificações.

uso de água de pouca qualidade.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 04.br 09/07/08 Capítulo 04 Águas cinzas Desenvolver fontes novas e alternativas de abastecimento de água tais como dessalinização da água do mar.com. Agenda 21 4-1 . reposição artificial de águas subterrâneas. aproveitamento de águas residuais e reciclagem da água.

Águas cinzas 4.12 4.10 4.11 4.reúso da água usando águas cinzas Introdução Aspecto legal Solução técnica Cloração Proposta Custos Bibliografia e livros recomendados 4-2 .21 4.14 4.br 09/07/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 04 .7 4.com.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 4.6 4.3 4.9 4.19 4.16 4.8 4.22 Introdução Tratamento das águas cinzas Nomenclatura Riscos das águas cinzas Qualidade das águas cinzas Área para irrigação com águas cinzas Custos Aceitação pública Página Reservação das águas cinzas Volume de água para dimensionamento Uso da água Uso do águas cinzas Técnicas e Tecnologias Recomendações finais Exemplo de caso: APEX .15 4.4 4.20 4.1 4.13 4.18 4.17 4.2 4.Curso de esgotos Capitulo 04.

O código da Califórnia define Águas cinzas como a água de esgoto não tratada que não teve contato com a bacia sanitária.Curso de esgotos Capitulo 04. usam o nome dark gray. O destino das águas cinzas é para irrigação subsuperficial. Para o aproveitamento das águas cinzas não devem ser lançados produtos químicos ou ingredientes biológicos e químicos nos pontos citados. • lavagem de roupas em máquinas domésticas. Light águas cinzas: chuveiro e lavatório. sendo proibido o uso por aspersão (Sprinklers) e recomenda-se ainda que sejam evitadas águas de lavagem de fraldas de criança.00 a US$ 1. Não faz parte das águas cinzas: • A água da pia da cozinha • Bacia sanitária • Máquina de lavar pratos.000.3 Nomenclatura • • • • • Black water :fezes e urina. 4. • pia do banheiro. Algumas cidades ainda usam o termo light gray para a água da banheira e do chuveiro e.500 litros/dia (1.com. para água da torneira da cozinha.1) temos um modelo de tratamento das águas cinzas para o uso do efluente na irrigação subsuperficial dos jardins usado nos Estados Unidos onde 50% a 60% das casas possuem jardins gramados. Brown águas cinzas: fezes sem urina. Blackwater especificamente a água de esgotos sanitários de uma casa. Águas cinzas incluem: • a água do chuveiro.br 09/07/08 Capítulo 4 .00. urina. Yellow águas cinzas: somente urina. 4.Águas cinzas 4. cerca de 15% a 25%. pedaço de papel (celulose) etc.Tratamento de esgoto (águas cinzas) para uso na irrigação Existem para serem adquiridos na Califórnia cerca de 20 sistemas que usam as águas cinzas cujo custo varia de US$ 200. 4-3 . Inclui todo o tipo de água não incluindo a adição de produtos químicos ou químico-biológicos que possam causar problemas. No Arizona as águas cinzas podem ser usadas simplesmente sem autorização até 1. Figura 4. pois se usa muito a irrigação de jardins o que não acontece no Brasil. O uso do águas cinzas reduz o consumo de água na Califórnia.2 Tratamento das águas cinzas Na Figura (4. • banheira.1 . bacias sanitárias e máquina de lavar pratos.5m3/dia) e é vedado uso das águas cinzas com água de pia de cozinha.1 Introdução O uso das águas cinzas também é reúso.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Na Califórnia o uso das águas cinzas é legalizado e usado somente para irrigação abaixo da superfície através de tubulações enterradas. Contém fezes humanas. Dark águas cinzas: pia da cozinha. Algumas vezes blackwater é definido somente como a água das bacias sanitárias. Consiste largamente de compostos orgânicos que passam no trato digestivo do corpo humano.

Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4-4 .3 .2) a (4. Parece ser um conceito geral de que não existe uma solução universal do uso das águas cinzas que se aplique a tudo.com.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4. como a Secretaria da Saúde e Cetesb. as águas cinzas podem ser usadas também em comércio.2 . Figura 4.7) mostram esquemas de águas cinzas.Curso de esgotos Capitulo 04. As Figuras (4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Não esquecer também que as águas cinzas tem que ser aprovado pelos órgãos sanitários.br 09/07/08 Com as modificações do código da Califórnia feitas em 18 de março de 1997. indústria e prédios de apartamentos.

4 .Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.Curso de esgotos Capitulo 04.5 .6 .com.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4-5 .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.br 09/07/08 Figura 4.

Riscos no meio ambiente A vantagem é reduzir o uso de água potável. 1967 são os mais conhecidos no mundo. 4. 4-6 .com. conforme é recomendado no Arizona. Na Tabela (4.50 abaixo do fundo da tubulação por onde passam as águas cinzas. Riscos na saúde do homem Não existe risco a saúde do homem e.4 Riscos das águas cinzas São basicamente quatro: Riscos nas plantas O risco nas plantas é o aumento do sódio que pode descolorir as folhas devido ao ambiente se tornar muito alcalino.Curso de esgotos Capitulo 04. A irrigação será subsuperficial sempre.7 . que mede a absorção de sódio pelo solo. Riscos no solo Há tendência do solo ficar alcalinizado.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4. não deve ser feita irrigação por aspersão devido as bactérias que ficarão no ar. aumentando o chamado índice SAR. blackwater e águas cinzas mais blackwater.1) estão os valores em grama/dia/pessoa de águas cinzas. Ao longo do tempo. peróxidos e produtos destilados do petróleo. Alguns detergentes usados em lavanderias possuem boro. cloretos.20) Sólidos totais em suspensão (TSS) Sólidos totais dissolvidos (TDS) para salinidade Sódio (Na) Boro (B) Contagem de bactérias Demanda química de oxigênio (DQO) Fósforo total (PT) Nitrogênio total (NT= nitrogênio total) Os estudos da Suécia de Olsen.br 09/07/08 Figura 4. O boro é muito tóxico e queima as folhas das plantas. conforme o tipo de solo. será reduzida a permeabilidade e a aeração. A desvantagem é aumentar a poluição das águas subterrâneas e para isto devemos ter o nível do lençol freático no mínimo 1.5 Qualidade das águas cinzas Geralmente os estudos sobre as águas cinzas apontam os seguintes parâmetros: Demanda Bioquímica de Oxigênio a 20ºC e 5 dias (DBO5 . causando problema na absorção de água para as plantas.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. portanto.

As águas cinzas contém cerca de 1/10 do nitrogênio contido no blackwater.Valores em grama/dia/pessoa de águas cinzas. Portanto. Uma recomendação especial é que as águas cinzas não podem ser usadas em rega de jardins.2 Fósforo total (PT) 3. Tudo isto mostra as grandes diferenças entre as águas cinzas e blackwater de fezes e urina serem tratados separadamente.Curso de esgotos Capitulo 04. a decomposição do águas cinzas é muito mais rápida do que o blackwater conforme se pode ver no site http://www.6 3.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Esta rápida estabilização das águas cinzas tem a vantagem de prevenir que a matéria orgânica se decomponha rapidamente no solo durante da infiltração havendo menor impacto ambiental. Isto significa que a decomposição orgânica do blackwater continuará a consumir oxigênio num tempo maior do ponto de descarga do que as águas cinzas.5 a 8. Por exemplo.1 Resíduo total 77 53 130 Estudos feitos pela bioquímica Margaret Findley estão na Tabela (4. Deve ser evitado o uso de bombas centrífugas devido ao problema da constante limpeza dos filtros de 75μm. em 5 anos poderemos ter 100 vezes limpar com luvas especiais os filtros fétidos. não esquecendo que o nitrato e nitrito são causadores de câncer e são difíceis de serem removidos no tratamento.0 < 15 uH < 0. ocasionando problemas de odor. Numa certa posição o DBO1 é 40% do DO consumido pela blackwater é somente de 8% do DO. Parâmetros Águas cinzas Blackwater Gray+black DBO5 (demanda bioquímica de oxigênio em 5 dias) 25 20 45 DQO (demanda química de oxigênio) 48 72 120 Fósforo total (PT) 2.000m2 ou que usem mais de 100m3/dia de água não potável. o que é muito caro. A água tratada de esgotos sanitários nos Estados Unidos deverá obedecer a Tabela (4. A quantidade de oxigênio necessária para a decomposição do águas cinzas nos cinco dias DBO5 possui 90% do total da demanda de oxigênio DO consumido para a decomposição.br 09/07/08 Tabela 4. mas os coliformes aumentam após 2 ou 3 dias. Não há casos comprovados de doenças causadas pelo uso do águas cinzas. verduras e não pode ser lançado no córrego mais próximo. as águas cinzas contém menos patogênicos que o blackwater.3): Tabela 4. imediatamente se desenvolveram algas perto do ponto de descarga e dá uma aparência que a poluição está pior. Além disso.6 13. Parâmetros Coliformes fecais Coliformes totais em 95% das amostras Vírus Parasitas Turbidez pH Cor Cloro livre Valores < 1/100mL < 10/100mL < 2 /50L < 1/50L < 2 uT 6.águas cinzas. blackwater e águas cinzas + blackwater.com. O oxigênio dissolvido das águas cinzas diminui.2 .1 11 12. em frutas.2): Tabela 4. O DBO5 da blackwater é somente 40% do oxigênio necessário no águas cinzas.3 .2 1.6 Um dos problemas das águas cinzas é que a quebra das moléculas orgânicas se dá muito mais rápido do que as águas do blackwater.Valores em gramas/dia/pessoa de águas cinzas (água cinza) e águas cinzas + blackwater (esgoto sanitário) Parâmetro Águas cinzas Águas cinzas+ blackwater DBO5 34 71 Sólidos Totais em suspensão (TSS) 18 70 Nitrogênio total (NT) 1.5mg/L no ponto de entrega 4-7 .5 Nitrogênio total (NT) 1.Parâmetros e valores usados nos Estados Unidos para o uso da água tratada de esgotos sanitários. Caso se jogue as águas cinzas num lago.com. No Japão é obrigatório o uso das águas cinzas e água de chuva para prédios com mais de 30.1 .1 4. O uso das águas cinzas em bacias sanitárias deve ser feito somente quando houver um tratamento completo do mesmo. compensando somente para edifícios de apartamentos muito grandes. que não é nada agradável.

Valores de pH Tipo de restrição Sem restrição Com restrição moderada Solo com restrição severa Valores do pH do solo <7 Entre 7 e 8 >8 Na prática são usados solos sem restrição a solos com restrição moderada.Curso de esgotos Capitulo 04. sulfatos e carbonatos. Quando a quantidade de sódio no solo é menor que 69mg/L não há problemas. Em concentrações abaixo de 142mg/L de cloreto não causa problema. Uma vez o solo danificado com sódio nunca mais será recuperado. O cloro bloqueia o processo metabólico da planta. Alcalinidade É uma solução de sódio. cálcio que age combinado em forma de cloretos. A desinfecção é para remover os coliformes. Fosfatos É bom para plantas e usado como fertilizante.4). sendo que o excesso destrói a estrutura das argilas.11).br 09/07/08 Uso da água de reúso em bacias sanitárias.com. potássio. Os problemas começam quando o sódio está entre 69mg/L a 207mg/L. No Arizona não se usa a água da torneira da cozinha devido a ser encontrado um número muito grande de coliformes fecais: 88400/ 100mL. Os problemas começam quando o boro está entre 0. 4-8 .5 a 8.4 . Biodegradável É chamado de biodegradável o complexo químico que pode ser quebrado em vários compostos mais simples com a atividade biológica. Mas quando o nível de cloretos está entre 142mg/L a 355mg/L começam a aparecer os problemas que são muito sérios para níveis de cloreto acima de 355mg/L. pH Em geral o pH está entre 6.0 e ficam piores quando a quantidade de boro é maior que 2. Abaixo de 0. removendo os vazios e prejudicando a drenagem.0meq/L.75 a 2. pois reduz a habilidade de tirar água do solo. conforme Texas A água de reúso de esgotos tratados no Texas para ser usada em descarga em bacias sanitárias tem as seguintes condições (Texas chapter 310 Rules: e310. DBO5 5mg/L Coliforme fecal 75/ 100ml Para a descarga deverá ter cor azul Que seja feita análise da água uma vez por semana quando usada para descarga em bacias sanitárias. Boro É necessário para as plantas em pequenas quantidades. Sódio Age como veneno.4 conforme Tabela (4. Cloreto Muitos detergentes possuem cloro. Quando o solo tem mais que 207mg/L de sódio os problemas são bastante severos.75meq/L (miliequivalente/litro) de boro não há problemas. Quando o solo tiver pH maior que 7 será básico. Tabela 4. Quando o pH for menor que 7 então o solo será acido e caso seja igual a 7 o solo será neutro.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Condutividade Elétrica CE A condutividade elétrica da água (CE) é um indicador da salinidade.com. Classificação da água segundo ETP. São expressos geralmente em ppm de CaCO3. 1997: TDS (mg/L)= A x condutividade (μmohos/cm) Sendo: A= 0. Tabela 4.54 a 0. 1997).6 .5 . a condutividade elétrica é a capacidade da água de transmitir a corrente elétrica. Classificação da salinidade Água não salina Água ligeiramente salina Água meio salina Água moderadamente salina Água muito salina Condutividade Elétrica (CE) (mhos/cm) 0 a 2000 2000 a 4000 4000 a 8000 8000 a 16000 > 16000 Segundo Mestrinho 1997.000 1. conforme Mestrinho.6). 1986 Concentração de CaCO3 Água mole (água branda) 0 a 75mg/L Água moderadamente dura 75 a 150mg/L Água dura 150 a 300mg/L Água muito dura >300mg Fonte: Macedo. 1mS/m= 10 μmhos/cm 1μS/cm (microsiems/cm)= 1 μmhos/cm (micromhos/cm) Tabela 4.7). em geral.96 Condutividade (μmohos/cm)= soma dos cátios (meq/L) x 100 Um valor médio que pode ser usado nas estimativas de TDS é: TDS= 0.7 .Classificação das águas baseado no Sólido Dissolvidos Ttotal (TDS).Curso de esgotos Capitulo 04.000 10. É medida em microsiemens/cm (SI) a uma determinada temperatura em graus Celsius.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1994 TDS (mg/L) 0 a 1.000 a 100. maior é o potencial de impactos adversos às plantas e ao solo.Classificação da dureza das águas conforme concentração de CaCO3. sob a forma de carbonatos. conforme Tabela (4. 2004 Águas e Águas. as águas naturais possuem condutividade elétrica entre 5 a 50 μS/cm enquanto a água do mar está entre 50 a 50.64 xCE Sendo: TDS= sólidos totais dissolvidos (mg/L) CE= condutividade elétrica (μmhos/cm) A classificação da água conforme os sólidos totais dissolvidos (TDS) está na Tabela (4.000 μS/cm.Classificação da salinidade conforme condutividade elétrica CE. Tabela 4.000 4-9 .000 a 10. sulfatos e cloretos conforme Tabela (4. É medida por um aparelho chamado condutivímetro. Existe relação entre CE que fornece o TDS.br 09/07/08 Dureza (Carbonato de Cálcio CaCO3) É uma medida da capacidade da água em consumir sabão e formar incrustações e deve-se a presença de compostos de Ca e Mg. 2004. Classe Doce Salobra Salina Muito salgada Fonte: Fetter.5) (Mestrinho.000 >100. Conforme Macedo. Ela mede os sais dissolvidos na água e quanto maior a concentração de sais e minerais. Para irrigação é melhor uma água mole (água branda) do que uma água dura.

O perigo começa quando SAR está entre 7 a 18 e fica grave quando SAR está entre 11 e 26. o cálcio tem valência=2 e Mg tem valência=2. Geralmente são plantas que gostam da acidez e não gostam de ambiente alcalino: azálea. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. O índice SAR está relacionado com a condutividade elétrica CE. pois seguem esta ordem: Na+ > K+ > Mg2+ > Ca 2+ Isto significa que o sódio substitui o potássio.312 2 12.Curso de esgotos Capitulo 04. agapanto. 4-10 .8). meq/L= mg/L /peso equivalente = 6 mg/L / 12.08 2 20. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR. rosas. begônia. etc. valência e peso equivalente.Peso molecular. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR. Cálcio (Ca) Em quantidades apropriadas o cálcio é um micronutrientes para as plantas.com. gardênia. SAR= Na+ / [(Ca2+ + Mg2+)/2]0. Magnésio (Mg) Em quantidades apropriadas o magnésio é um micronutrientes para as plantas. Altos níveis de cálcio tendem a tornar o solo alcalino. violetas.991 Ca 2+ 40. Peso equivalente Espécie Peso molecular Valência Peso molecular / valência Na+ 22.991 1 22. mmol/L= mg/L / peso molecular Molaridade= mol/L = mmol/L / 1000 Miliequivalente/litro (meq/L)= mmol/L= mg/L/peso equivalente (Hounslow.br 09/07/08 Adsorção de sódio (SAR-Sodiumn adsorption ratio) A adsorção de sódio é um parâmetro importante.312 Fonte: adaptado de Hounslow. Plantas que gostam das águas cinzas Grama bermuda.8 . Geralmente o nível de magnésio no solo não apresenta problema.49 meq/L Quando o índice SAR está entre 2 a 10 indica que não há perigo do sódio.5 Geralmente as concentrações são expressas em meq/L. conforme Fetter. Altos níveis de magnésio tendem a tornar o solo alcalino.1 Calcular em meq/L de 6 mg/L de Mg.312= 0. Plantas que não gostam muito de sódio: Jasmim e outras. conforme Tabela (4. 1994. É a troca iônica que é muito importante em argilas que podem remover metais pesados.04 Mg 2+ 24. 1995) Peso equivalente= peso molecular / valência O sódio tem valência=1. Tabela 4. Os índices maiores que 13 reduzem a permeabilidade e aeração dos solos causando problemas na irrigação.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. camélia. etc. 1995 Exemplo 4. Relembremos que a troca catiônica é muito importante. Plantas que não gostam de águas cinzas. o manganês e o cálcio ficando no lugar deles.

Valores de evapotranspiração de Guarulhos obtido pelo método de Penman-Monteith FA0.br 09/07/08 Evapotranspiração Apresentamos na Tabela (4.10) Tabela 4. recomendado pela FAO. Em uma semana teremos 1litro/m2= 1mm /m2 4-11 . conforme Tabela (4.10 . bem como da evapotranspiração.5 Planta que consome pouca água Menor que 0. Figura 4.Figuras mostram a precipitação e evapotranspiração 4. Evopotranspiração Mês mensal média (mm/mês) (mm/mês) (mm/semana) janeiro 140 35 fevereiro 126 32 março 130 33 abril 107 27 maio 85 21 junho 73 18 julho 81 20 agosto 104 26 setembro 108 27 outubro 130 33 novembro 139 35 dezembro 144 36 A Figura (4.8 Planta que tem consumo médio de água 0.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 a 0.3 a 0.3 Exemplo 4.1 Achar a área de gramado LA que pode ser usada em uma casa que tenha 160litros/ dia das águas cinzas para o mês de janeiro na cidade de Guarulhos.6 Área para irrigação com águas cinzas A área é dada pela equação: LA= GW / (ETo x Kc) Sendo: LA= área para landscap (paisagismo) (m2) GW= estimativa de águas cinzas (mm/semana) Kc= coeficiente da cultura (adimensional). Observa-se que na Flórida chove bastante quando há alta evapotranspiração e na Califórnia chove muito pouco.9 . 1998. Tabela 4.9) os valores médios mensais da evapotranspiração de Guarulhos.8.8) mostra a diferença de histogramas de precipitações mensais da Califórnia e Flórida.Coeficiente da cultura Kc Tipo de plantas Kc Planta que consome muita água 0. 1998. Os gráficos servem de alerta para os estudos de precipitação e evapotranspiração. calculado conforme Método de Penman-Monteith.com.Curso de esgotos Capitulo 04.

conforme Arizona. 4.20m Declividade mínima do tubo= 0. Tubos perfurados Diâmetro mínimo de 75mm Material.8 Aceitação pública É sempre aconselhável a educação pública e estudar as atitudes das pessoas e dos órgãos do governo para o uso do águas cinzas.000 para as águas cinzas serem usadas em bacias sanitárias.7 Custos Nos Estados Unidos.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Na Califórnia é usado reservatório sempre maior que 200L.9 Reservação das águas cinzas Geralmente os reservatórios para armazenar as águas cinzas possuem volumes que variam de 80 L até 600 L. ou seja. 4-12 .5 LA= GW / (ETo x Kc )= 11200mm/ ( 35 x 0. Nunca se deve armazenar águas cinzas que não tiver sido tratado.2mm. mas de preferência deve ser menor ou igual a 24h. 4.200litros= 11200mm Grama tipo bermuda com coeficiente de cultura Kc= 0.25% 4. Deverá haver filtro com capacidade aproximada de 6m3/h. PEAD ou outro Comprimento máximo: 30m Espaçamento mínimo= 1. A pressão máxima no gotejador deverá ser de 14mca e caso seja maior. Irrigação por gotejamento A irrigação por gotejamento é subsuperficial e deverá ter bico de no máximo 115μm.4 m3/h. o custo aproximado é de US$ 1. A pressão máxima deverá ser de 28mca e os tubos deverão estar enterrado cerca de 200mm. podemos irrigar subsuperficialmente 63m2 de grama tipo bermuda usando as águas cinzas. Os emissores do gotejamento deverão ter abertura de 1. para uma residência. O objetivo é obter a aceitação do processo. Supondo-se uma economia de 19% obtém-se o pay-back em 15 anos. deverá haver um redutor de pressão. PVC. 1999.br 09/07/08 GW= 160 litros/dia x 7 dias= 11. 1200μm devendo ser resistente contra raízes. sendo considerada a conta anual de água de US$ 250.115mm. 0.Curso de esgotos Capitulo 04. O período de detenção da água servida em reservatório deve ser sempre menor ou igual a 72h.com. ou seja. A bomba deverá ter vazão mínima de 2.5) = 63m2 Portanto.

Tabela 4. mostraram que em 66% dos casos.11 Uso da água Na Tabela (4. 4.13 Técnicas e Tecnologias Para o uso das águas cinzas deve ser considerada a técnica e tecnologia disponível.11 . Uma maneira mais simples é filtrar as águas cinzas para evitar entupimentos e usá-lo em irrigação subsuperficial.000m2 de área de construção) é que compense o tratamento completo do águas cinzas e. Várias fontes de que provêem Porcentagem das casas que as águas cinzas usam águas cinzas provindo das varias fontes (%) Lavagem de roupas 66 Banheira e chuveiro 15 Torneira da cozinha (não 10 aconselhado) Torneira do banheiro 5 Outros usos 4 Total 100 Nota: o uso do águas cinzas em todos os casos foi para irrigação 4. usa-se somente as águas da máquina de lavar roupa. mesmo assim. O uso das águas cinzas com pequeno tratamento pode ser feito para irrigação de jardins e gramados subsuperficial. banheiro etc: 100 litros/pessoa/dia Lavagem de roupas: 60 litros/pessoa/dia. até o uso de osmose reversa.Porcentagens das varias fontes utilizadas para o águas cinzas. para obter a chamada águas cinzas. A água da torneira da cozinha é usada em 10% dos casos. As águas das banheiras e chuveiros são usadas em 15% dos casos. A água da torneira do banheiro é usada somente em 5% dos casos e o restante 4% são outros usos.12 Uso das águas cinzas Pesquisas cujos resultados estão na Tabela (4. Austrália e Inglaterra. Outra solução é fazer o tratamento primário. o custo será alto.com.Uso da água em porcentagem nos Estados Unidos.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.12 . mas apresenta problemas e não é recomendado. Tabela 4.Curso de esgotos Capitulo 04. Isto inclui carvão ativado. 4-13 . com sucesso. algumas vezes. Primeiramente pode-se querer usar as águas cinzas sem nenhum tratamento.br 09/07/08 4.12). Uso da água Lavagem de roupas Bacias sanitárias Água para beber e cozinhar Rega de jardins Banheira e chuveiro Total USA 13 29 3 35 20 100 Austrália 15 19 5 35 26 100 UK 12 35 19 6 28 100 4. o que pode ser feito para uso em irrigação.14 Recomendações finais O uso das águas cinzas deve ser feito com muita cautela sendo necessários estudos de benefício/custo e cuidados na utilização.10 Volume de água para dimensionamento O código da Califórnia prevê: Primeiro quarto: 2 pessoa/quarto Para quarto adicional: 1 pessoa/quarto Chuveiro. Acredito que somente em edifícios muito grandes (da ordem de 30. Todos estes processos custam muito e somente é recomendado após estudos de benefício/custo. Austrália e Inglaterra. secundário e terciário. desinfecção e.11) temos o uso da água e porcentagem nos Estados Unidos. 4. que é muito usado na Califórnia.

2 Aspecto legal No Brasil ainda não existe norma da ABNT sobre o uso das águas cinzas. no máximo. Com o reúso da água certamente irá diminuir a tarifa de água e esgoto a ser paga à concessionária local. a água de banho e de lavagem das mãos. ambas localizadas nos banheiros. Espera-se uma redução da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de 96%. daí ser necessário o tratamento. A cloração é feita no reservatório enterrado após o efluente sair dos septos-difusores. No tratamento anaeróbio será feito em tanques de polietileno. para água não potável para os canteiros de obras em todo o Brasil. Apesar das águas cinzas ter pouca matéria orgânica. 4-14 . 4. a água de lavagem que estamos considerando possui pequena quantidade de fezes e de urina. Nos septos difusores que são de polietileno com colméia interna.000m2 ou que gastem mais de 100m3/dia de água não potável. Exemplo de caso: APEX .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 4. Deverá haver dois tratamentos. A grande vantagem é que a limpeza do tanque séptico é de um ano. mesmo assim aconselha-se fazer a cloração da água do reúso com o mínimo de 0.3 Solução técnica O uso das águas cinzas sem tratamento não é possível. Serão reaproveitadas as águas de lavagem do corpo humano. A água dos chuveiros e lavatórios dos banheiros é encaminhada para o tanque séptico de polietileno.00. 4.15.reúso da água usando águas cinzas 4. existe um problema de odor provocado pela rápida decomposição da matéria orgânica existente.1 Introdução O objetivo da APEX é o reúso dps esgotos sanitários para uso não doméstico. b. A solução proposta é o tratamento completo das águas cinzas para ser usada em bacias sanitárias. A eficiência do sistema começa a partir dos 3 meses de funcionamento quando a DBO atinge a redução de 92% e. O reúso das águas cinzas será usado somente para descargas em bacias sanitárias. Trata-se do que é chamado mundialmente das águas cinzas.15. Propomos a construção modular de Tanque Séptico + Septos difusores na seqüência: a. realiza-se o tratamento aeróbio.5 Proposta Consideramos que a APEX se utiliza dos seguintes índices: • 1 vaso sanitário para cada 20 pessoas • 1 chuveiro para cada 10 pessoas O dimensionamento foi de canteiro de obras de 10 pessoas até 140 pessoas e foram usadas as normas da ABNT já citadas. Não há peças girantes. que apresentam menos patogênicos e 1/10 do nitrogênio de um esgoto provindo da bacia sanitária.4 Cloração Não há legislação no Brasil sobre as águas cinzas. No tanque séptico realiza-se o tratamento anaeróbio e depois o efluente vai para os septos difusores. Mesmo assim. a partir de 4 meses.500. Septo difusor tipo II de polietileno para o tratamento aeróbio.com. Tanque séptico de polietileno para o tratamento anaeróbio. 4. sendo um anaeróbio e outro aeróbio.15. considerando manutenção anual e contribuição de 50 litros/pessoa x dia. ou seja.15. No Japão é usado somente para prédios com mais de 30.15. Nos Estados Unidos o uso do águas cinzas é para irrigação subsuperficial. ou seja. que poderá ser feito através de dosador automático com custo aproximado de R$1. Não há motor.5mg/L. comparando-se ao tratamento de uma estação de lodo ativado e muito superior as fossas sépticas tradicionais que reduzem somente 35% a 60% da DBO. c. atinge 96%. O projeto é elaborado conforme normas técnicas da ABNT concernentes ao tratamento de esgotos: ABNT 7229/93 e 13969/97. aconselhando que o armazenamento seja. fáceis de serem instalados e reaproveitáveis. o tempo de duração média de uma obra e toda a água que passa nos chuveiros e torneiras de lavatórios serão reaproveitadas.15. isto é. de 72h e alguns estados americanos aconselham no máximo de 24h.Curso de esgotos Capitulo 04.br 09/07/08 4.

5mg/L.13). f. 4-15 .2167 e http://www. no mínimo. extravazão. 0.15) estão os tanques sépticos e septos difusores em função do número de bacias sanitárias e número de chuveiros. ou seja. Neste reservatório inferior deverá haver uma canalização de.44m de polietileno (para água não potável) e gorduras Custo do Tanque Séptico Polietileno (litros) R$ (litros) 1500 553 315 2000 708 500 3000 1150 1000 4000 1639 1500 5000 1892 2000 6000 2385 3000 7000 2770 5000 8000 2962 7500 10000 Data base: 8 de dezembro de 2003 Material Polietileno Material Tipo R$ (litros) R$ R$ 116 100 142 Tipo I 235. O prazo de duração dos materiais é de 20 anos. reservatório enterrado de polietileno de onde a água de reúso será encaminhada por bombeamento para o reservatório superior de água não potável para abastecer as bacias sanitárias. O custo médio do metro cúbico de água tratada é de R$ 0. tipo Nauger.Custos dos materiais fornecido pela firma Rotogine.20m x W= 1. A mão de obra para instalação é de cerca de 30% a 40% do custo do material e.13 .br 09/07/08 d. conforme Tabela (4. Tabela 4. bem como os volumes dos reservatórios inferiores e superiores necessários.00 144 250 180 Tipo II 1050.com. O sistema de bombeamento deverá ser automatizado com sistema de ligadesliga. Ainda no reservatório inferior será instalada bomba simples. e. Após esse tratamento o efluente vai para um.00 229 500 356 465 637 946 1328 1949 2260 Resultado final Na Tabela (4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Elaboramos quatro grupos de bacias sanitárias e chuveiros para facilitar o dimensionamento. O destino da extravazão será a rede coletora de esgoto sanitário público existente.00m x H=0.com. a mão de obra para retirada é de aproximadamente 20%.kneplast.Curso de esgotos Capitulo 04. rega de jardins ou lavagem de formas. no mínimo.6 Custos O custo fornecido é de data de 8 de dezembro de 2003.br Septo difusor Tanque séptico Caixas d água Caixas L=1. para encaminhamento da água de reúso para o reservatório superior ou outro destino como lavagem de pátio. No reservatório inferior deverá ser feita a cloração de. 4. 100mm para funcionar como overflow.14) e (4.81/m3.15.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda com telefone 4611-1379 ou 4611. g.

Curso de esgotos Capitulo 04.com.14 .br 09/07/08 Tabela 4.Tanques sépticos e número de septos difusores em função do número de bacias sanitárias e chuveiros.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.15.Tanques sépticos e número de septos difusores em função do número de bacias sanitárias e chuveiros. Reservatórios de água não potável Inferior (litros) 500 500 500 1000 1000 1000 1000 1500 1500 1500 1500 2000 2000 2000 superior (litros) 500 500 500 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1500 1500 1500 Volume de água não potável disponível Bacia Sanitária (litros/dia) 300 600 900 1200 1500 1800 2100 2400 2700 3000 3300 3600 3900 4200 Outros fins (litros/dia) 1395 1710 2065 2240 2550 2620 2890 2840 3070 2850 3035 2740 2885 3030 4-16 .continuação. Bacias Sanitárias Chuveiros Número de pessoas Tanque Séptico (anaeróbio) (litros) 2000 3000 4000 4000 5000 5000 6000 6000 6000 6000 7000 7000 7000 8000 Septo difusor Tipo II (aeróbio) 2 2 2 4 4 4 4 6 6 6 6 8 8 8 4 4 4 8 8 8 8 12 12 12 12 14 14 14 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 2 2 2 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 Tabela 4.

00 1.com.55 8.040.00 1 3 1 1 Verba Verba 4-17 .17) apresenta o custo médio de canteiro.16) e (4.050.00 20.Curso de esgotos Capitulo 04. tubulações.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.385.br 09/07/08 A Tabela (4.022.00 229.81/m 3 2.65 R$ 0.00 229.00 1. sistema liga-desliga e timer Dosador automático de cloro Volume diário = 4.99m3/dia Numero de dias no ano= Volume anual recuperado(m3)= Custo total (R$)= Juros anuais =8% ao ano Número de anos = 20 Amortização anual (R$)= Custo do reúso 5 365 1825 10. Tabela 4.16 .Custo médio para canteiro de 70 pessoas Canteiro de obras para 70 pessoas Material Quantidade R$ Tanque séptico de polietileno 6000 litros Septo difusor Tipo II Reservatório inferior polietileno 1000 litros Reservatório superior polietileno 1000 litros Bomba.

00 229.00 R$ 834.150.102.252.75 1.040.15 309.75 4.15 80.17.00 229.00 Total= 10.15 10.102.00 229.55 R$ 3.15 450.385.Custo médio para canteiro de 70 pessoas Total Material Mão de obra Material +mão de obra R$ 2.15 R$ 3.55 Total Material Mão de obra Material +mão de obra 4-18 .00 3.500.00 R$ 834.252.50 309.br 09/07/08 Tabela 4.385.15 450.500.75 1.00 3.com.00 1.50 309.040.150.15 309.Curso de esgotos Capitulo 04.00 1.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.75 4.00 Total= R$ 2.15 80.50 80.00 229.50 80.continuação.219.219.

br 09/07/08 4. O maior problema das águas cinzas é que não há normas técnicas brasileiras a respeito e normalmente se adotam soluções cujos resultados não baseados em pesquisas feitas no Brasil.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.16 Problemas com as águas cinzas. 4-19 . Recomenda-se cautela em aplicação de águas cinzas em descargas em bacias sanitárias tendo em vista a falta de norma da ABNT e de responsabilidade técnica de operação e manutenção do sistema de águas cinzas e o quem será o profissional do CREA que colocará a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).com.Curso de esgotos Capitulo 04.

Geoquímica e contaminação de águas subterrâneas. -http://www.Associação -ROTOGINE. ARTHUR W.net/faq/SBebmudGWstudy.htm 4-20 . 1995 ISBN 087371-676-0.watercasa.com.br -TEXAS CHAPTER 310 RULES: e310.Curso de esgotos Capitulo 04. Ministério de Minas e Energia. Water quality data.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda. Lewis publishers. PACHECO. -MESTRINHO.11) in -http://www. PEDRO CAETANO SANCHES ET AL.org/águas cinzas/contents.br 09/07/08 4. Departamento Nacional de Produção Mineral em convênio com ABAS. SUELY S.net/faq/sbebmudgwstudy.17 Bibliografia e livros recomendados -HOUNSLOW.csbe. 397páginas.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ISBN 85204-1450-8.org/ -MANCUSO.oasisdesign. Universidade de São Paulo. Reúso de Água.kneplast.htm -http://www.oasisdesign.htm -http://www. www. 2003.com.analysis and interpretation.

com.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 5-1 .Curso de esgotos Capitulo 05.br Capítulo 05 Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.

O lançamento pontual de esgotos em cursos de água afetam a qualidade dos mesmos. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1.2): Reaeração Oxidação de carbonáceos (DBO) Oxidação do nitrogênio Fotossíntese Respiração Demanda de oxigênio pelo sedimento Oxigenação devido a presença de barramentos no curso de água 5-2 .Curso de esgotos Capitulo 05. Tudo isto é o que chamamos autodepuração dos cursos de água. começa a prevalecer o oxigênio fornecido pela aeração e o rio vai se recompondo de oxigênio até chegar ao estado inicial.1) se vê uma estação de tratamento de esgotos lançando os efluentes num rio cujo oxigênio dissolvido estava próximo da saturação. que é chamado de déficit crítico de oxigênio.1 Introdução Há duas categorias possiveis de fontes de poluição: Pontual Difusa Vamos estudar somente a poluição pontual com lançamento discreto e que pode ser medido e quantificado. Ao mesmo templo sempre existe a aeração que vai fornecendo oxigênio à agua. São geralmente contínuos embora variem as vezes de quantidade e são provenientes de uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) ou de uma indústria poluente.Phelps para fazer um modelo de demanda de oxigênio (OD) para o rio Ohio nos Estados Unidos que avalia o consumo de oxigênio dissolvido relativa a DBO e a aeração ao longo do rio. Iremos apresentar uma equação global que torna a equação de Streeter-Phelps um caso particular de somente duas variáveis. Depois. Figura 5. No começo o consumo de oxigênio é maior que o fornecimento de oxigênio pela aeração e o oxigênio dissolvido vai dimimnuindo até um limite crítico. Na Figura (5. As variáveis mais importantes usadas no balanço de oxigênio podem ser mostradas esquematicamente conforme Figura (5.com. 2000 Em 1925 foi deduzida a equação de Streeter.br Capitulo 05. A poluição difusa conforme a gravidade do problema deverá fazer parte da análise da qualidade das águas dos rios e corregos.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Após o lançamento vai havendo um decréscimo de oxigênio dissolvido devido ao consumo do oxigênio devido a DBO até chegar um ponto mínimo. 5. dai ser necessário prever o que vai acontecer e as medidas que devem serem tomadas.Curso de água que recebe efluentes Fonte: Aisse.

1.1966 destacou três problemas básicos conforme Tabela (5. CE-QUAL-RIV1. mas mundialmente é aceito que o OD mínimo deve ser 4mg/L ou 5mg/L. Nitrogênio orgânico 5-3 . 5. Oxigênio dissolvido 2.Tipo de problemas em balanço de oxigênio dissolvido em rios Problemas Tipo de problemas Determinação da curva da depressão do oxigênio ao longo do rio I Grau de tratamento de esgoto requerido para evitar problemas de oxigênio dissolvido OD II III Determinar a população máxima cujos despejos poderão ser recebidos em um curso de água.Curso de esgotos Capitulo 05. 50m. 2000 e SISBAHIA (SIstema de base hidrodinâmico ambiental). como por exemplo. QUAL2E 1987 (USEPA atual QUAL2K). 1966 O Banco Mundial em 1998 estabeleceu dois objetivos: Estabelecer prioridades para reduzir as demandas existentes de esgotos sanitários Prever os impactos para as novas descargas. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Temperatura 3.2 Softwares Podemos usar uma planilha Excel ou usar programas gratuitos como o Qual2e. 2005 conforme Ferreira et al. o Simox II do Centro Panamericano de Engenharia Sanitaria e Ambiental CEPIS/OPS citado por Aisse.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.br Figura 5. II e III) da OPAS e CEPIS. Os softwares podem fazer os cálculos por trechos. Os peixes para sobreviverem necessitam de no mínimo 2mg/L de oxigênio dissolvido (OD). O programa mais usado no mundo é o Qual2e que pode usar 15 constituintes da qualidade da água de maneira geral ou combinados: 1.1) Tabela 5. 2006. Algas 4. Segundo o Banco Mundial existem os seguintes softwares: WQAM. HEC-5Q e SIMOX (I. WASP.Variáveis importantes para o oxigênio dissolvido em cursos de água Azevedo Neto. Fonte: adaptado de Azevedo Neto.com.2.

12. Variavel Tabela 5.br 5. 9. 5. 1993 são apresentadas as seguintes relações que serão úteis nos cálculos: Vazão no rio: Qx Descarga de esgotos: QD 5-4 . Na Figura (5.3) temos o disco de Secchi que é muito usado.epa.Curso de esgotos Capitulo 05.Observar que o oxigênio dissolvido está em porcentagem do oxigênio dissolvido de saturação que é usual esta forma de apresentação. 6. 7. Amônia Nitrito Nitrato Fósforo orgânico Fósforo dissolvido Coliformes Constituintes não conservativos (arbitrário) Três constituintes conservativos. 11.Disco de Secchi Fonte: Lampanelli.3. 2004 5.2.5 Cálculo de Lo após a mistura com o despejo Conforme Metcalf e Eddy.pdf 5. Trataremos neste capítulo somente de lançamento de efluentes em córregos e rios.2) apresentamos uma classificação do estado trófico. 10. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Figura 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.com. 8.Classificação do estado trófico Estado trófico Oligotrófico Mesotrófico Eutrófico >20 μg/L >10 μg/L <2m <1% Fósforo total (μg/L) <10 μg/L Entre 10 μg/L/ e 20 μg/L Clorofila-a (μg/L Chl-a) <4 μg/L Entre 4 μg/L a 10 μg/L Profundidade no disco de Secchi (m) <4m Entre 2m a 4m Oxigênio do hypoliminio em % de >80% Entre 10% a 80% saturação Fonte: http://www.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR.4 Lançamento dos efluentes A análise simplificada da qualidade podem ser em: Córregos e rios Lagos e reservatórios Estuários Mar.3 Classificação do estado trófico Na Tabela (5.

7ºC Calculemos o Oxigênio Dissolvido da mistura OD Lo= (Qx . Lx + QD . DBO igual a 5mg/L.Curso de esgotos Capitulo 05. quais as características das águas do rio neste ponto? DB0mistura = (Qrio x DB0rio + Qcórrego x DB0córego) / ( Qrio + Qcórrego) DB0mistura = ( 45 x 5 + 5x 50) / ( 45 + 5)= 9.6mg/L =DBO da mistura Vamos calcular a temperatura da mistura: Lo= ( Qx .0mg/L Temperatura= 15ºC Parâmetros dos esgotos lançados no rio Volume diário= 113. Lx + QD .5 + 5 x 2) / ( 45+5)=6. LD) / Q O déficit de oxigênio Do da mistura é calculado da seguinte maneira.6ºC 5-5 .0mg/L Temperatura= 20ºC A vazão total Q= Qx + QD = 733.0 + 113400x200) / 846936 =27.5mg/L e temperatura de 20ºC. 2006) Dado um rio poluído com vazão de 5 L/s. LD) / Q Lo= (733536x1.1 Seja um rio onde é lançado efluentes de esgotos tratados.8 mg/L Piveli e Kato.2 (Pivelli e Kato. Lx + QD . LD) / Q OD= (733536 x 9.536m3/dia= Qx DBO= 1mg/L OD= 9. oxigênio dissolvido igual a 6. DBO igual a 50mg/L. Parâmetros do rio: Volume diário= 733.br A vazão Q é a soma das duas: Q= Qx + QD A DBO do curso de água é Lx e a dos esgotos é LD e a DBO da mistura Lo será: Lo= (Qx .936m3 Vamos agora calcular a DBO da mistura e que denominaremos Lo Lo= (Qx .0 + 113400x 0) / 846936 = 7. OD e Temperatura: Para o cálculo da DBO da mistura: DB0mistura = (Qrio x DB0rio + Qcórrego x DB0corrego) / (Qrio + Qcorrego) Para o cÁlculo do oxigênio dissolvido da mistura: ODmistura = (Qrio x ODrio + Qcorrego x ODcorrego) / (Qrio + Qcorrego) Para a temperatura da mistura: Tmistura = (Qrio x Trio + Qcorrego x Tcorrego) / (Qrio + Qcorrego) Exemplo 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. DD) / Q Exemplo 5. Dx +QD . Supondo-se que a 50m a jusante a mistura já tenha sido completada.536 + 113. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.400m3/dia= QD DBO= 200mg/L OD= 0. Do= (Qx . LD) / Q t= (733536 x 15 + 113400x 20) / 846936 = 15. Lx + QD .com. descarrega suas água em um rio de vazão igual a 45 L/s. concentração de oxigênio dissolvido igual a 32 mg/L e temperatura de 26ºC.5mg/L ODmistura = (Qrio x ODrio + Qcórrego x ODcórrego) / ( Qrio + Qcórrego) ODmistura = (45 x 6.400= 846. 2006 apresentam as seguintes relações para as misturas:DBO.05mg/L Tmistura = (Qrio x Trio + Qcórrego x Tcórrego) / (Qrio + Qcórrego) Tmistura = (45 x 20 + 5 x 26) / (45 + 5)=20.

É um importante indicador para ver a existência da vida aquática. a montante do lançamento O teor de oxigênio dissolvido em um curso d'água. 5-6 . utilizando-se dados de população. como 80 a 90% do valor de saturação de oxigênio conforme Sperling. A maioria dos peixes não sobrevive quando a quantidade de OD< 3mg/L. ou mesmo que os estudos de autodepuração se estendam para montante. as seguintes considerações podem ser efetuadas: . . O oxigênio entra na água por absorção diretamente da atmosfera ou pelas plantas aquáticas e pela fotossíntese das algas.log(0. Efluentes de processos anaeróbios de tratamento possuem também um OD igual a zero. por segurança. Metcalf & Eddy adotam 90% do valor da saturação. Caso o curso d'água já se apresente bem poluído a montante. a montante do lançamento dos despejos.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. implicando em um elevado consumo de oxigênio pelos microrganismos decompositores. 5. justifica-se uma campanha de amostragem. Exemplo 5.Tratamento primário.0 e uma fonte de água que é clorada e tem vazão de 5 L/s e pH=6. 1996 a vazão de esgotos considerada em estudos de autodepuração é usualmente a vazão média. nos cálculos de autodepuração.10 com sete dias consecutivas e período de retorno de 10anos. . sem coeficientes para a hora e o dia de menor consumo. Isto se deve à grande quantidade de matéria orgânica presente. 1996. Efluentes desses sistemas sofrem uma certa aeração nos vertedores de saída dos decantadores secundários. 5.log (H+) e que (H+)= 10 –pH (H+)mistura = ( Qeta x (H+)eta + Qpoço x (H+)poço + Qfonte x (H+)fonte / ( Qeta + Qpoço+Qfonte) (H+)mistura = ( 20 x 10-8 + 5 x 10-9+ 5 x 10-6 / ( 20+5+5) = 0. adota-se usualmente. Achar o pH da mistura? Lembremos que o pH= . Caso não seja possível coletar amostras de água neste ponto.Curso de esgotos Capitulo 05. Se este apresentar poucos indícios de poluição.Lodos ativados e filtros biológicos. de forma a incluir os principais focos poluidores. o OD do esgoto bruto como zero. Assim. Efluentes de tratamento primário podem ser admitidos como tendo OD igual a zero. pode-se estimar a concentração de OD em função do grau de poluição aproximado do curso d'água. 5. em torno de 5 a 6 mg/l face à produção de oxigênio puro pelas algas. 2006.Lagoas facultativas. 1996 nos esgotos.Tratamento anaeróbio. infiltração. O oxigênio é removido da água pela respiração e decomposição da matéria orgânica e medido em mg/L.76 5.0. podendo o OD subir a 2 mg/l ou mais. OD pode ser adotado.10 Oxigênio dissolvido no rio.br 5. contribuição per capita.10 é usada como a vazão mínima nos projetos de avaliação das cargas poluidoras. contribuição específica (no caso de despejos industriais) etc.3 Seja uma cidade que tem uma Estação de Tratamento de Água que produz vazão de 20 L/s e o pH da água pH=8. A vazão Q7. Se o emissário de lançamento final for longo. Para a criação de peixes o ideal é OD entre 7mg/L a 9mg/L. o valor de OD será bem inferior ao teor de saturação. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.10 A vazão Q usada é a conhecida vazão ecológica também chamada de Q7. .1735 x 10-6 (pH)mistura= . Em tal situação. Caso o esgoto seja tratado.0. os teores de oxigênio dissolvido são normalmente nulos ou próximos a zero.6 Mistura de diversas águas com pH Vamos seguir o exemplo dado por Piveli e Kato. este oxigênio poderá vir a ser consumido.9 Vazão de esgotos Conforme Sperling. Efluentes de lagoas facultativas podem apresentar teores médios de OD elevados. A vazão de esgotos é obtida através dos procedimentos convencionais.com.10 Oxigênio dissolvido no esgoto Conforme Sperling. é um produto das atividades na bacia hidrográfica a montante. 5. face à DBO remanescente do tratamento. Existe ainda um poço tubular profundo com vazão de 5 L/s e pH=9.8 Oxigênio dissolvido O oxigênio dissolvido (OD) é encontrado em bolhas microscópicas de oxigênio que ficam misturadas na água e que ficam entre as moléculas.7 Vazão Q7.1735 x 10-6)= 6.

Pode-se estimar também a DBO dos esgotos domésticos através da divisão entre a carga de DBO (kgDBO/d) e a vazão de esgotos (m3/d). Para o caso de runoff 3mg/L.Curso de esgotos Capitulo 05.5mg/L a 3. 5.0mg/L em rios. Dica: quando não se tem dados podemos supor que DO= 1mg/L no runoff.br Dica: quando não temos dados podemos adotar para o rio 80% a 90% da saturação de oxigênio dissolvido.com. 1984 a transformação para se obter oxigênio: 5-7 .11 DBO5 do esgoto A concentração da DBO5 dos esgotos domésticos brutos tem um valor médio da ordem de 250-350 mg/l (mg/l= g/m3). Demanda total diária e por habitante Conforme Dacach.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Dica: caso não tenhamos dados sobre DBO podemos adotar DBO entre 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

A Tabela (5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.000g/dia Dh= Dt / P Dh= 3. 1084 a população equivalente pode ser definida como: Pe= Di / Dh Sendo: Pe= população equivalente ao esgoto de uma indústria.000g/dia / 50.3) apresenta faixas típicas de remoção da DBO de diversos sistemas de tratamento de esgotos predominantemente domésticos. População equivalente Ainda segundo Dacach.com.Eficiências típicas de diversos sistemas na remoção da DBO Sistema de tratamento Eficiência na remoção de DBO (%) Tratamento primário 35 – 40 Lagoa facultativa 70 – 85 Lagoa anaeróbia-lagoa facultativa 70 – 90 Lagoa aerada facultativa 70 – 90 Lagoa aerada de mistura completa-lagoa de decantação 70 – 90 Lodos ativados convencional 85 – 93 Aeração prolongada 93 – 98 Filtro biológico (baixa carga) 85 – 93 Filtro biológico (alta carga) 80 – 90 Biodisco 85 – 93 Reator anaeróbio de manta de lodo 60 – 80 Fossa séptica-filtro anaeróbio 70 – 90 Infiltração lenta no solo 94 – 99 Infiltração rápida no solo 86 – 98 Infiltração subsuperficial no solo 90 – 98 Escoamento superficial no solo 85 – 95 5-8 .000 m3/dia x 300mg/L= 3. Caso haja despejos industriais significativos. Calcular a produção diária de oxigênio consumido pela DBO se o volume V= 10.000g de oxigênio. principalmente aqueles oriundos de indústrias com elevada carga orgânica no efluente.5 Calcular a população equivalente a uma indústria cuja demanda diária seja de 140. como as do ramo alimentício.000.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. estes devem ser incluídos no cálculo.4 Seja uma cidade com P=50 mil habitantes e DBO de 300mg/L. Admitir Dh= 54 g/hab x dia Pe= Di / Dh Pe= 140000 / 54 = 2593hab. por exemplo (hab) Di= demanda diária (g) Dh= demanda de oxigênio devido a DBO adotada como mínimo como por exemplo 54g/hab x dia.br Dt= V x DBO Sendo: V= volume de produção diário de esgoto (m3/dia) DBO= demanda (mg/L=g/m3) Dt= demanda diária de oxigênio (g) Dh= Dt / P Sendo: Dh=demanda de oxigênio por habitante (g) P= população habitantes Exemplo 5.3. Tais valores podem ser obtidos por meio de amostragem ou através de dados de literatura. Exemplo 5.000m3/dia Dt= V x DBO 300mg/L= 300 g/m3 Dt= 10.Curso de esgotos Capitulo 05. Tabela 5.000hab= 60g/habitante por dia A norma da ABNT NB 570/1990 para projeto de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários admite 54g/hab x dia de DBO para projetos quando não se tem dados.000.

1962 in Sperling propõe a classificação apresentada na Tabela (5.4 mg/L Nitrogenio amoniacal 13.0 º C Cor 138 Turbidez 121 Oxigênio Dissolvido (OD) 3.5.0070mg/L Cloretos 45. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. sendo uma anaeróbia e outra aeróbica.13 Legislação As recomendações mais recentes brasileiras estão na Resolução Conama nº 357 /2005 que classifica os rios em classes estabelecendo limites mínimos e máximos.5) apresentamos análise dos efluentes de duas lagoas de São José dos Campos. Tabela 5. é função dos despejos lançados ao longo do percurso até o ponto em questão. a montante do lançamento.12 DBO5 no rio. Klein. Nestas condições têm-se os seguintes padrões a serem satisfeitos: • • Padrão de lançamento (padrão de emissão.58mg/L Nitrogenio orgânico 0. Tabela 5.87 mg/L DBO normal 68.56 Alcalinidade total 135.Efluentes das lagoas anaerobia e aerobia de São José dos Campos de 1963 Determinações Valores médios do efluente tratato Temperatura ambiente 24. a montante do lançamento A DBO5 no rio.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.82mg/L Nitratos 0.7mg/L o que é bastante alto.085mg/L Nitritos 0. Apesar da boa redução de DBO.7 mg/L DBO filtrada 41.4. a qualidade que os esgotos devem possuir ao serem lançados no corpo receptor) Padrão do corpo receptor (qualidade da água a ser mantida no corpo receptor.4) na ausência de dados específicos.Curso de esgotos Capitulo 05.4 mg/L pH 7. 1964 5.9 º C Temperatura da água 15. 1996.Valores de DBO5 em função das características do curso d'água Condição do rio Bastante limpo Limpo Razoavelmente limpo Duvidoso Ruim DBO5 do rio (mg/l) 1 2 3 5 >10 Na Tabela (5.com. em função de sua classe) 5-9 .60mg/L NMP coliformes 924 x 103 /100mL Sólidos totais 402 mg/L Sólidos solúveis 284 mg/L Sólidos suspensos 113mg/L Sólidos sedimentáveis 8 ml/L Sólidos voláteis totais 261mg/L Sólidos suspensos voláteis 127mg/L Sólidos solúveis voláteis 133mg/L Fonte: Benoit. o efluente em DBO ainda tem 68.br 5. ou seja. São aqui também válidas as considerações sobre campanhas de amostragem e a inclusão dos focos poluidores de montante conforme Sperling.

em 100 ml.000. Artigo 18. II . Como temos a DBO5 temos também a CDBO5dias para a demanda carbonácea de oxigênio. em qualquer amostra. 1997. que prejudiquem sua qualidade pela alteração dos seguintes parâmetros ou valores: I . a qualidade do efluente não deve modificar a classificação do curso de água. determina que os efluentes de qualquer fonte poluidora não poderão conferir ao corpo receptor características em desacordo com o enquadramento do mesmo. num período de até 5 semanas consecutivas. O CDBO é usado em estudos de analise da qualidade de água em rios. tem-se: Padrão do corpo d’água (Classe 3): • concentração de DBO ≤ 10 mg/l • concentração de OD ≥ 4 mg/l Vamos nos referir ao rio Baquirivú-Guaçu existente em Guarulhos município de São Paulo para efeito de aplicação dos conceitos das leis federais e estaduais. a 20ºC em qualquer amostra. à preservação de peixes em geral e de outros elementos da fauna e da flora e dessedentação de animais e por isso requer tratamento a nível secundário. 20ºC no máximo de 60 mg/l.14 Diferenças entre DBO e CDBO A DBO é basicamente a quantidade de oxigênio dissolvido necessária pelas bactérias durante a estabilização da decomposição da matéria orgânica em condições aeróbicas conforme Dezuane. 5. Este limite somente poderá ser ultrapassado no caso de efluentes de sistema de tratamento de águas residuárias que reduza a carga poluidora em termos de DBO 5 dias.com.substâncias solúveis em n-hexana.755/77. para 80% de pelo menos 5 amostras colhidas. III . DBO = CDBO + NDBO Se medirmos a DBO e CDBO podemos achar NDBO= DBO-CDBO A conversão da amônia em nitrato requer quatro vezes mais oxigênio do que a conversão da mesma quantidade de açúcar para formar o dióxido de carbono e água. nas águas de Classe 3 não poderão ser lançados efluentes. e somente poderão ser lançados. em no mínimo 80%. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. A Resolução Conama 357/05 é mais recente e mais restritiva e deverá ser obedecida verificando-se que em rios de Classe 3 o oxigênio dissolvido deverá sempre ser ≥ 4mg/L e que a DBO deverá ser ≤10mg/L.Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) em 5 dias. A seção II – Dos Padrões de Emissão. ou seja. De acordo com o Decreto do Estado de São Paulo n. até 10mg/l. na Classificação das Águas. 5-10 . 20ºC do despejo. direta ou indiretamente.Oxigênio Dissolvido (OD). A DBO é tipicamente dividida em duas partes: demanda por oxigênio devido aos carbonáceos CBDO e outra demanda por oxigênio devido a nitrogênio NDBO O CDBO (Demanda bioquímica de oxigênio devido ao carbonáceo) é o resultado da quebra de moléculas orgânicas como a celulose e açúcar em dióxido de carbono e água. Proteínas contem açúcar ligado ao nitrogênio. A DBO é um pouco maior que a CDBO e geralmente é medido nas águas de esgotos lançados nos cursos de água. sendo 4.468/76. dos quais se destaca para o presente caso a DBO: -DBO5 dias. mesmo tratados.Número Mais Provável (NMP) de coliforme até 20.Virtualmente ausentes: .º 10. IV . Grau de Tratamento Requerido Para a disposição superficial do esgoto tratado no rio Baquirivu-Guaçu.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. A demanda de oxigênio devido ao nitrogênio NDBO é o resultado da quebra de proteínas. Depois que é quebrada a molécula de nitrogênio forma-se usualmente a amônia que rapidamente é convertida em nitrato no meio ambiente. Por meio do Decreto do Estado de São Paulo nº 8.000 o limite para os de origem fecal. não inferior a 4 mg/l. nas coleções de água desde que obedeçam as condições estabelecidas por índices máximos de vários parâmetros. . águas destinadas ao abastecimento doméstico após tratamento convencional.br Para os parâmetros analisados no presente estudo.Curso de esgotos Capitulo 05. substâncias que comuniquem gosto ou odor. inclusive espumas não naturais.materiais flutuantes. o rio Baquirivu-Guaçu está enquadrado como corpo de água pertencente à Classe 3.

050 outros ≥5 3 4 Fonte: adaptado da Resolução Conama 357/05 ≥4 ≥2 ≤10 Não citado 5. Em 1987 Thomann e Muller lançaram o livro Principles of surface water quality modeling and control que é um State of Art do assunto. Sendo: D=déficit de oxigênio (mg/L) = Cs – C Cs= concentraçao de oxigênio de saturação na água numa determinada altitude e numa determinada temperatura (mg/L) C= concentração numa determinada temperatura (mg/L) e= número e= 2.15 Teoria A equação básica para o balanço de oxigênio em um curso de água baseda nos estudos de Thomann e Muller..7. D= Do x e –K2 x t + +{ [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo + +{ [KN / (K2-KN)] x (e –KN x t – e –K2 x t) }x LoN .4) onde podemos ver o máximo déficit de oxigênio Dc quando somente usamos duas variáveis: DBO e aeração. 1966 Condições extremas de verão 25º C Condicões extremas de inverno 15º C Condições médias 20º C Plínio Tomaz 2007 32º C 13º C 20º C 5. Os primeiros estudos sobre oxigênio dissolvido começaram na Inglaterra em 1870 e nos Estados Unidos em 1912.Resolução Conama 357/2005 aplicado a rios e lagos Classe do rio OD DBO Clorofila-a (mg/L) (mg/L) μg/L 1 ≤3 <10 ≥6 <0. bastante conhecida fica: D= Do x e –K2 x t + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo A representação gráfica da mesma está na Figura (5.6.(1 – e –K2 x t) x ( pa.718.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios..Curso de esgotos Capitulo 05.14 Temperatura Geralmente os estudos são feitos para três temperaturas conforme Azevedo Neto.030 ambientes lênticos 2 ≤5 <0. 1989 que foi obtida através da equação de Streeter-Phelps feita em 1925.R – Ks/H)/K2 5-11 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Temperaturas de estudos Faixa para estudo Temperatura Azevedo Neto.br Tabela 5.7). K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) KN= coeficiente de consumo de oxigênio pelo nitrogênio (/dia) Ks= coeficiente de consumo de oxigênio pelo lodo depositado no fundo de rio ou lago (/dia) H= profundidade média do rio (m) pa= oxigênio devido a fotossíntese das algas (mg O2/L /dia) R= consumo de oxigênio pelas algas (/dia) Lo= valor inicial da DBO (mg/L) LoN= valor inicial de oxigênio consumido devido ao nitrato numa temperatura determinada t= tempo decorrido em dias Com esta equação poderemos montar um planilha eletrônica tipo Excel onde obteremos o valor máximo do déficit de oxigênio que estará a uma certa distância = velocidade média x tempo em dias. Dois grandes pesquisadores são Thomann em 1963 e Muller em 1984. A clássica equação de Streeter-Phelps. 1966 e Tabela (5.com. Tabela 5.

K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) tc= tempo crítico (dias) 5-12 . Fonte: Leme. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. ou seja. Lo= valor inicial da DB0 (mg/L).4. Após 5 dias teremos a DBO5. O valor máximo de Dc será: Dc= (K1/K2) x Lo x e –K1 x tc Sendo: Dc= déficit crítico de oxigênio (mg/L). 1977 Os valores obtidos conforme Metcalf e Eddy.Curso de esgotos Capitulo 05.br Figura 5. É o maior déficit que ocorre no tempo tc em dias. o déficit crítico de oxigênio Dc (dia) K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) Do=é o déficit de oxigênio no início (mg/L) Ln= logaritimo neperiano Lo= valor inicial da DB0 (mg/L). 1993 são: tc= (1 / (K2 – K1)) x ln ((K2/K1) x (1-Do x (K2-K1)/(K1 x Lo)) Sendo: tc= tempo onde ocorre o máximo déficit de oxigênio. Após 5 dias teremos a DBO5.com. É a DBO antes da contagem dos 5 dias.Representação gráfica da Equação de Streeter-Phelps. É a DBO antes da contagem dos 5 dias.

br Figura 5.10 com sete dias consecutivas e período de retorno de 10anos.41-0.2 x 2.6mg/L.5= 0.8) apresenta alguns valores de K1 na base “e”. Pode ser obtido de equações empíricas citado por Huber.9 x e –0. 5.com. 2006 Exemplo 5.49 Sendo: Q= vazão do rio (m3/s)= Q7.16 Coeficiente de oxidação K1 da DBO O coeficiente de oxidação ou desoxigenação denominado K1 varia de 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 3.1mg/L.Curva do déficit de oxigênio Fonte: Urias et al. Quando os esgotos forem mais depurados.5.5 K2= 3. então menores serão os coeficientes K1. Esclarecemos o porque da base “e” pois usou-se há tempos a base 10 dos logaritmos na teoria geral do déficit de oxigênio dissolvido.0m e velocidade média de 0.303 5-13 .9mg/L DO=7.2)) x ln ((0.2 x 10.1mg/L.3m/s.2/dia.303.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.2/dia.0 1.Curso de esgotos Capitulo 05.1/dia a 4.6= 1. Pela experiência foi provado que quando o lançamento de esgotos for mais poluentes. O oxigênio de saturação do local é 9.3 0.5 / H 1. isto é. O K1 geralmente é na base “e” mas caso tenhamos K1 na base 10 e queremos passar para a base “e” basta multiplicar por 2. O coeficiente de desoxigenação da DBO K1=0. K1 base e= K1 base 10 x 2. maior é a oxidação e portanto maior deve ser o K1 adotado.41/0.0/dia sendo um valor típico K1=0.2) x (1-1.67= 3.9 x v 0.5 / 3.2)/(0. A Tabela (5.6 Calcular o oxigênio dissolvido a 20ºC em um rio que tem DBO=Lo=10. 1993 in Maidment: K1= 1.9 x 0.9)) = 2.10 A vazão Q usada é a conhecida vazão ecológica também chamada de Q7.41 –0.41/dia tc= (1 / (K2 – K1)) x ln ((K2/K1) x (1-Do x (K2-K1)/(K1 x Lo)) tc= (1 / (0.67dias o déficit de oxigênio no rio será o maio possível.89 / Q 0.5mg/L A constante de rearação K2 pode ser obtida de: K2= 3.1 – 7.67dias Dc= (K1/K2) x Lo x e –K1 x tc Dc= (0. O rio tem profundidade média de 3.41) x 10.2/0.5 x (0. Vamos usar o metodo de Streeter-Phelps Do= 9.1mg/L Portanto em 2.

4m K1= 0.3 a 1.br Tabela 5.026 a 1. Ks e valores R20 da respiração e pa20 da fotossíntese conforme Tabela (5.065 Thomann e Mueller Respiração R R20 1. 1993 A correção da temperatura no coeficiente K1 também é aplicada para os coeficientes K2. sendo que para o sistema aquático somente interessa 4 conforme Sawyer. As fezes de animais. 5-14 .434 =0.49 0.49 K1= 1.10= 8. K1= 1.Curso de esgotos Capitulo 05.8).18 Oxigênio consumido pelo nitrogênio (NOD) A química do nitrogênio é complexa pois o nitrogênio se apresenta de 10maneiras.5 Tratamento instável com sedimentos no fundo 0.89 / 8.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.30 para H> 2.49 =0.2 a 0.49m3/s. K1= K1 x θ (temperatura–20) K2= K2 x θ (temperatura–20) KN= KN x θ (temperatura–20) R= R20 x θ (temperatura–20) pa= pa20 x θ (temperatura–20) Coli= Coli20 x θ (temperatura–20) Ks= Ks x θ (temperatura–20) 5.44 / H 0. 1995 Exemplo 5.5 Tratamento melhor que secundário 0.8 Calcular o coeficiente K1 de oxidação da DBO para rio com profundidade de 2. pois causa doença a metahemoglonemia infantil que é letal para crianças. KN.com.9).1) Bowie et al demand) Decaimento de bactérias KB 1. et al 1994. competindo com o oxigênio livre.9.07 (1.4m K1= 0.3 a 0.035 a 1.434 quando 0 < H <2.085 (1.8.40m Exemplo 5.08 Thomann e Mueller Fotossíntese pa20 1.44 / H 0. 2005. Tabela 5. Caso a temperatura seja diferente de 20ºC o novo valor de K1 passa a ser calculado da seguinte maneira: K1= K1 x θ (temperatura–20) Os valores de θ variam de autor para autor conforme se podem ver na Tabela (5. Proteínas (nitrogênio orgânico) + Bactérias -> NH3 A amônia com ações de bactérias denominadas nitrosomonas se transformam em nitrito e em presença de bactérias denominadas nitrobactérias se transformam em nitrato. KB.024 Camp Oxidação devido ao nitrogênio NOD (nitrogenous oxygen KN 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.4 Fonte: Brown.Valores de K1 Tipo de tratamento K1 na base e Tratamento secundário 0. K1= 0. tornando o sangue azul conforme Piveli e Kato.066 Thomann e Mueller Fonte: adaptado de Huber.434 quando 0 < H <2. O nitrato não deve ser maior que 10mg/L nas águas de abastecimento público de água potável.Valores dos coeficiente θ usuais na base “e” com as referências Processo Coeficiente Valor de θ Referência Oxidação do DBO K1 1.33 5.44 / 2 0.05) Mancini patogênicas e virus Oxigênio consumido pelo lodo Ks 1. as plantas mortas produzem amônia.66/dia Thomann e Mueller apresentaram a seguinte relação que adaptada para unidades SI ficam: K1= 0.047 Camp Rearação de DO K2 1.89 / Q 0.7 Calcular o coeficiente K1 de oxidação da DBO para um rio com vazão Q7.17 Coeficiente de correção θ O coeficiente K1 é sempre referido a temperatura de 20º C. pois o nitrato é reduzido a nitrito na corrente sanguínea.0m.

adotar em climas quentes 1. Nitrato (NO3) O nitrogênio em forma de amônia se transforma com o tempo.3 mg/L Los Angeles: Na= 8.br Nitrogênio Amoniacal (NH3) A amônia na forma livre NH3. 1987 temos: O runoff produz Na=0.57 x (No+Na) LoN=NOD= 4.7mg/L Dica: Quando não se tem dados.14 x NO2 Sendo: LoN=NOD= nitrogenus oxygen demand (mg/L) a 20º C NO2= nitrito (mg/L) Os valores de KN variam de 0. 1993 é: LoN=NOD= 4.5mg/L em climas frios. dependendo das condições físicas e químicas do meio aquático em nitrito e. O NTK é a forma predominante do nitrogênio nos esgotos domésticos brutos.2/dia a 0. De maneira geral para pH das águas de rio menores que 8. O nitrito e o nitrato têm em média 0. A presença do nitrogênio na forma de nitrato no corpo d’água é um indicador de poluição antiga relacionada ao final do período de nitrificação ou pode caracterizar o efluente de uma estação de tratamento de esgotos sanitários a nível terciário.9) onde temos alguns coeficientes KN. Nitrogênio Kjeldahn (NTK) É o nitrogênio orgânico com o nitrogênio em forma de amônia.4mg/L e No=6.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. LoN=NOD= 4. O valor de NOD conforme Huber. posteriormente em nitrato.02mg/L de amônia livre mas águas dos rios. O esgoto doméstico contém de 15mg/L a 30mg/L de nitrogênio total sendo 60% nitrogênio amoniacal e 40% nitrogênio orgânico. daí a sua importância como parâmetro químico na qualidade das águas.6/dia.0/dia conforme Huber. com o objetivo da redução de nutrientes.7mg/L No Uruguai Na=20mg/L e No=18mg/L New York temos: Na=6. isto é.57 x (No+Na) Sendo: No=concentração de nitrogênio orgânico Na= concentração de amônia Para a média municipal de entrada de esgotos o NOD é de 220 mg/Lm No=20mg/L de nitrogênio orgânico e Na=28 mg/L de NH3.Curso de esgotos Capitulo 05. Nota: Thomann e Muller.2mg/L causam fatalidades a varias espécies de peixes conforme Sawyer et al 1994. mas podem variar também de 0. 1993. Quando OD<2mg/L a nitrificação é inibida também. O NTK é a soma do NH3+ os nitrogênios orgânicos (mg/L) 5-15 . Ver Tabela (5.5mg/L Dica: em runoff adotar NH3=0 Abaixo de 10ºC a influência do nitrogênio é inibida. onde o processo de nitrificação é induzido e controlado. Dica: Quando não se tem dados adotar em rios adotar NOD (demanda de oxigênio devido ao nitrogênio) entre 0. Nos Estados Unidos não é permitido mais que 0. A amônia livre em concentrações maiores que 0. NTK= Kjeldahn (NTK).02/dia a 6. A média do nitrogênio Kjeldhal é 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.57 x TKN + 1.3mg/L e No= 6. Na conversão de nitrogênio para NO3 e para NO2 consome oxigênio que é conhecido como NOD (nitrogenuos oxygen demand).5mg/L de NH3 e 0.com. O nitrato (mg/L) pode sofrer o processo de desnitrificação sendo reduzido a nitrogênio gasoso.67mg/L. a concentração de amônia é menor que 1mg/L.57 x (20+28)=220 mg/L Conforme Thomann e Muller.6mg/L e No=1. a amônia não ionizada é tóxica aos peixes e na forma ionizada NH4 não é tóxica. 1987 usam: LoN=NOD= 4.5mg/L a 1.837mg/L.

19 Toxidez da amônia A amônia existe em duas formas naturais: o íon de amônia NH4+ e a amônia gás NH3. Depois forma um íon não ionizado que é tóxico a organismos aquáticos. Primeiramente causa a depleção do oxigênio através da nitrificação. Conforme Thomann e Muller. O nitrito então é oxidado para nitrato pela bactéria do genus Nitrobacter da seguinte maneira: NO2.6). o problema do nitrogênio em um rio ou córrego tem varias facetas. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.+ 0.Curso de esgotos Capitulo 05. que causa sérias doenças em crianças conforme Chafra in Mays.6.5 O2 NO3Esta reação requer 1. Figura 5.43g de oxigênio para 1g de nitrogênio oxidado a nitrito.5O2 ---> NO2 + 2H+ + H20 A reação requer 3. 5. Conforme Thomann e Muller.57g de oxigênio por grama de amônia oxidada para nitrato.com.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 1987 a presença da amônia em águas naturais se deve a descargas de esgotos ou a decomposição de matéria orgânica de varias formas. 1987 a amônia é oxidada sob condições aeróbicas e se transforma em nitrito pela ação das bactérias do genus Nitrosomonas. 1996. A equação de equilíbrio é: NH4+ + 1. Finalmente a amônia e o nitrato são nutrientes essenciais para a fotossíntese. O total de oxigênio utilizado para a inteira nitrificação é 4. 1996. 1985 Resumindo. entretanto a amônia não ionizada em forma de gás NH3 é tóxica a peixes.14g de oxigênio para 1 g de nitrito para oxidar para nitrato.Porcentagem de amônia não ionizada em porcentagem Fonte: Usepa. Quando o pH aumenta a reação tende para o lado direito e conseqüentemente um alto nível de pH da água resulta num nível alto de amônia não ionizada conforme Figura (5. 5-16 .br O resultado da nitrificação é o nitrato. O íon de amônia NH4+ não causa nenhum problema. Isto causa um produto não esperado (byproduct) chamado nitrato que é um poluente conforme Chafra in Mays. que estimulará o crescimento de plantas aquáticas.

4 x 95.6 a 0.57 x20.60mg/L Nitrogênio amoniacal= 18.1987 5-17 .com.71mg/L de O2 Caso KN=0. 1987) 1/dia Nota: entre 5ºC e 10ºC (Thomann e Muller.br Exemplo 5.5 Muller.9) calcular usando a equação de Thomann e Muller.98 mg/L Na=18. Temperatura = 22.57 x (1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Curso de esgotos Capitulo 05. 1987) 0 Um valor típico de KN=0.90mg/L Nitrogênio orgânico= 1.02 Para corpos de água grandes e fundos (Thomann e 0.8 Rios com sedimento no fundo 0.25 =95. 1987) Para rios pequenos (Thomann e Muller.98mg/L Nitritos= 0.57 x (No+Na) LoN=NOD= 4.9 Calcular o valor de LoN para um esgoto bruto de São José dos Campos de 13 de dezembro de 1960 quando a metade da cidade teve o seu esgoto tratado com duas lagoas em série que constituíam o método Australiano elaborado pelo engenheiro civil Benoit Almeida Victoretti conforme sua tese de doutoramento de 1964. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.25mg/L Nitratos= 0.11mg/L Cloretos= 46.90)= 95.88 + 1.9B Com os mesmos dados do Exemplo (5.71= 38.5 Rio raso com fundo rochoso 0.14 x NO2 LoN=NOD= 4.10. KN= KN x θ (temperatura–20) KN= KN x 1.0 a 0.14x 0. 1987: LoN=NOD= 4.1 a 0.50mg/L Coliformes totais= 83 x 106 NMP/ 100mL NTK= 18.30mg/L Sólidos totais= 641.58+18.60mg/L Sólidos sedimentáveis= 157.1ºC DBO= 338 mg/L pH= 6.6 Alcalinidade total= 124.3 Rio raso com algumas pedras no fundo 0.28 Exemplo 5.90 mg/L LoN=NOD= 4.88 mg/L LoN=NOD= 4.2 mg/L de O2 Tabela 5.57 x TKN + 1.3 a 0.3/dia a 20º C.4 o valor a ser usado na fórmula geral será igual: LoN =KN x LoN= 0.70 ml/L Sólidos suspensos= 318.1 a 0.90+1.98=20.57 x (No+Na) No= 1.Valores de KN conforme o curso de água Tipo de curso de água KN a 20ºC na base “e” 20º C Rios fundos 0.08 (temperatura–20) Thomann e Muller.

com.Curso de esgotos Capitulo 05.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.br Devemos observar que para o consumo de nitrogênio a entrada dos valores na fórmula geral entra de uma maneira diferente da respiração R e fotossíntese p.o nitrito com as nitrobactérias transforma-se em nitrato NO3 – A Figura (5.R – Ks/H)/K2 As transformações do nitrogênio são: NH3 Transforma-se em amônia ionizada NH4 + NH4 + a amônia ionizada com bactérias nitrosomonas transforma-se em nitrito NO2 NO2 . Figura 5.(1 – e –K2 x t) x ( p.Transformações do nitrogênio Fonte: Stream corridor processes characteristics and functions 5-18 .7. D= Do x e –K2 x t + + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo +{ [Kn / (K2-Kn)] x (e –Knx t – e –K2 x t) }x LoN .7) mostra as transformações ocorridas com o nitrogênio. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

1 a 0.24 mg O2/ L x dia 5.0 a 0. sendo usual a taxas de 0.1/dia R= 0. buscar indicadores biológicos da qualidade de água.25 x 0. Exemplo 5. Além disso. R (mg/L/dia)= 0. associado aos parâmetros físicos e químicos.1/dia usada no programa STREADO. o estudo do fitoplâncton e da biomassa (Clorofila-a). Costuma-se utilizar a concentração de clorofila (em ug/l) para expressar a biomassa fitoplanctônica.017mg/L obtendo dados de respiração R que varia de 0 a 0.25 mg O2/ L x dia. desta forma. pode detectar possíveis alterações na qualidade das águas. As algas (e outras partículas em suspensão) contidas numa amostra de água e retidas em papel de filtro. P= clorofila-a em μg/L= 10 μg/L R= aop x μr x P R= 0. 5-19 . P= fitoplâncton clorofila-a em μg/L Conforme Thomann e Muller. Um dos métodos. que se reflitam em modificações no habitat ou no comportamento dos organismos aquáticos.25mg/L μr=0.com.11 Dado o valor da clorofila-a de 10 μg/L achar a RESPIRAÇÃO. 1987 temos: R= aop x μr x P aop=0.408mg/L/dia.25 razão em mg de DO / μg de clorofila-a que varia de 0. Assim.05/dia a 0.htm expomos uma explicação sobre o que é a clorofila-a.br/institutos/it/de/acidentes/fito. a solução é centrifugada e o líquido obtido tem sua absorvância determinada.25x0. aop= razão em mg de DO/ μg de clorofila a .1 a 0.Curso de esgotos Capitulo 05.10 μr= 0. com acetona a 90%.3.25/dia. Após esse tempo.1 /dia aop= 0. serão analisadas em laboratório para a obtenção da concentração da Clorofila-a.025 x P Exemplo 5.19 Respiração Da mesma maneira que a fotossíntese a respiração é devido ao fitoplâncton clorofila “a” R= aop x μr x P Sendo: R= respiração pelo fitoplâncton (mg/L x dia).1 x 10=0.024 x 10=0. Exemplo: R=0.br 5. dos pigmentos existentes no resíduo da filtração da amostra de água. durante 12 horas.20 Fotossíntese Através do site http://www. a análise dos níveis de clorofila pode estabelecer uma correlação entre a ocorrência das espécies e a biomassa e.025x 10= 0. μr= taxa de respiração do fitoplâncton que varia de 0. bem como avaliar tendências ao longo do tempo. Vamos adotar aop=0. consiste na extração.3.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. nos comprimentos de onda específicos (Aminot e Chaussepied.024 x (clorofila a) (μg/L) Geralmente os valores da clorofila-a na faixa de 0.ufrrj. 1985 recomenda para a respiração a equação: R (mg/L/dia)= 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Varia de 0. 1983).25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.1=0.024 x (clorofila-a) (μg/L) R (mg/L/dia)= 0.25 mg O2/ L x dia A USEPA.

9) e (5. Conforme Lamparelli.97μg/L de clorofila-a e 2. A concentração de clorofila-a na água está diretamente relacionada com a quantidade de algas presentes no manancial. No manancial do Tanque Grande em Guarulhos encontramos 0.3 μg/L de Feofitina-a. 2006 5-20 .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. A reação da fotossíntese pode ser escrita assim: 6CO2 + 6 H20 C6 H12 O6 + 6O2 A produção do oxigênio é acompanhada da remoção de hidrogênio da água formando peróxido que é quebrado em água e oxigênio.10). Outros fatores.9-Esquema da Clorofila a. pH e alcalinidade. sendo a mais importante a Clorofila-a seguida da feofitina-a conforme Figuras (5. Figura 5. 2004 a relação entre clorofila-a e feofitina-a é 1:1 em rios e 2:1 em reservatórios sendo adotado em seu trabalho a clorofila-a corrida para feofitina-a que foi adotada com indicadora de biomassa fitoplanctônica tanto para reservatórios como para rios. profundidade. como: temperatura. tendem a suportar um maior número de algas do que aquelas com baixo nível desses elementos.com. As características da qualidade da água determinam que espécies de algas estão presentes. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Fotossíntese é o processo em que a energia solar se converte em água e dióxido de carbono e glicose.Mostra coleta de amostra usando garrafa tipo Van Dorn As amostras de superfície são coletadas diretamente nos frascos conforme Figura (5. também influem nas espécies e no número de algas encontradas nos lagos. Lagos com elevados níveis de nutrientes.8. Existem dez tipos de clorofila. As plantas aquáticas e o fitoplâncton têm um efeito muito grande na concentração do oxigênio dissolvido num corpo de água.Curso de esgotos Capitulo 05. são obtidas com auxílio da garrafa tipo Van Dorn de 2 litros.8) e as amostras de profundidade.br Figura 5. Observar o magnésio Mg Fonte: Soarez. A concentração excessiva de algas confere aos lagos a aparência indesejável de "sopa de ervilha".

Vamos utilizar o método baseado na clorofila “a”.pdf Vamos fazer dois cálculos: Obtenção do OD devido a fotossíntese durante o dia Variação do OD durante o dia 5-21 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. cuja concentração não muda. É a clorofila-a a responsável pela coloração verde das plantas e pela realização da fotossíntese.br Figura 5. Fonte: Soarez.com.epa. Vamos mostrar com um exemplo para facilitar a compreensão do assunto: conforme http://www.Curso de esgotos Capitulo 05.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. A produção de oxigênio é tão grande que a água fica supersaturada chegando até 150% a 200% acima do nível de saturação conforme Huber. sendo crucial para a fabricação de glicose através da fotossíntese.10. A produção de oxigênio ocorre através da remoção do hidrogênio da água. A clorofila é produzida pela planta através dos cloroplastos. 1993.Esquema da transformação da Clorofila-a em feofitina-a. 2006 Clorofila-a A clorofila está presente nas folhas das plantas. formando peróxido que se quebra na água liberando oxigênio.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR. Observar a remoção do Mg.

5 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia H= profundidade (m) G(Ia)= 2.73 = 0.3.55 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 1.e -1.5 x 1dia)] Δc/0.21 Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese Conforme http://www. P= clorofila-a em μg/L= 10 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia. f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.5 x 0.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/0. 1971 são usados luxímetros ou fotômetros para registrar a intensidade luminosa em unidades langley.7 / Ds sendo Ds= profundidade obtida com o disco de Secchi (m) α1= αo x e –Ke x z= 1. Conforme Branco.73 = 0.29 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.3 pa quando 2/dia ≤ Ka ≤ 10/dia Como Ka =0.718 x f ( e -α1 .29mg Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 5.914 = 0.55 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5/dia então: Δc= 0.66 até 5.1.20 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia.04 x 0.39 x 0.1 a 0.04/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.24mg/L de O2.6 x 0.25 razão em mg de DO / μg de clorofila-a que varia de 0.42 x e .25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.5/dia pa= 0.5 pa 5-22 .com.md.87) =0. ps=aop x P aop= 0.87m = profundidade média (adotado) Ke= 1.718 x 0.6dias T=1dia Ka=K2=0.29 pa= ps x G (Ia)= 2.e – 0.6f) )] / [0.25x 10= 2.mde.73 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1. Vamos adotar aop=0.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.5 pa quando Ka < 2/dia Ka=K2 Δc= 0.95mg/L poderá haver variação de oxigênio de 5.e –Ka x T x (1.29= 0.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.73 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.6 ( e -0.e – Ka x f x T) x ( 1.95+0. a fotossíntese só ocorre durante o dia.25 x P= 0.29=6.42) / (1. 1 Langley=grama-caloria/cm2 Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2.39 Δc = 0.04 adotado Ke = 1.br 5. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia (mg O2/ L x dia) ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.5 μg/L = 2.e –0.95-0.42 H= 1. 1987 fazem algumas simplificações: Δc= 0.state.29=5.5 x (1 – e –0. Devido a energia solar.6 x 1dia) x ( 1.5 x 1 x (1-0.5 x 0.6 dia αo= coeficiente α1=coeficiente z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) 5.04 x 1.Curso de esgotos Capitulo 05. Thomann e Mueller.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: f= 0.73 = [( 1.

22 Estimativa da quantidade de clorofila a através da quantidade de fósforo em um lago. A mais importante delas para o metabolismo biológico é o ortofosfato. 1987 ainda sugerem que: pa´= pa x H R´= R x H Sendo: H= profundidade (m) Então os valores de pa´ e R´ terão as unidades: g de O2/ m2 x dia pa´ e R´ tem as unidades mg O2/ L x dia Os valores de pa´ variam de 0.365 mg O2/ L x dia Thomann e Muller.081 x 50 1.73=0. O fósforo total tem média de 337μg/L enquanto que o fósforo solúvel tem média de 100μg/L.12 Sendo a concentração de fósforo de 50 ug/l Clorofila-a= 0. 5. indesejavelmente. O fósforo é um nutriente e não traz problemas de ordem sanitária para a água. Os níveis de respiração abrangem aproximadamente os mesmos valores. em determinadas condições.24 Sendo: Clorofila-a em μg/L Fósforo total (PT) em μg/L Exemplo 5.081 x (PT) 1. 1987 para áreas de produção moderada podendo chegar até 10 g O2/m2 x dia para rios onde existe uma biomassa significante. A concentração elevada de fósforo pode contribuir da mesma forma que o nitrogênio para a proliferação de algas e acelerar.4μg/L 5-23 .Curso de esgotos Capitulo 05.com. Fósforo total (PT) A presença de fósforo na água pode dar-se de diversas formas. 2004.24 Clorofila-a= 0. para rios e lagos concluiu a seguinte relação: Clorofila-a= 0. o processo de eutrofização.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.081 x (PT) 1.br Δc= 0. Lamparelli.3 a 3g O2/m2 x dia conforme Thomann e Muller. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.24= 10.5 x 0.

Ks (g/m2/dia)= 0.0= 3.065 (30–20)= 3. O valor de Ks pode ser corrigido conforme a temperatura.2cm 4.552 4.12 x 1.8 O’ Connel e Weeks Média achada nol estuário do 2. 1985 apresenta a equação: Ks (g/m2/dia) =0.056 10. Ks= Ks x θ (temperatura–20) Sendo θ= 1.13 Dado 1cm de lodo calcular para temperatura de 20ºC o valor de Ks.12g O2/dia para temperatura de 20ºC calcular Ks para temperatura de 30ºC.12x Ds 2 Ks (g/m /dia)= 0. O coeficiente Ks varia de 2g O2/m2 x dia a 10g O2/m2 x dia A USEPA.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.12 x 1.com.77g O2/m2 /dia Tabela 5. Ks= Ks x θ (temperatura–20) Ks= 3.11.1cm 0.15x t +0.5 Rio Potomac 5-24 . O oxigênio utilizado pelos sedimentos depende do material orgânico e dos organismos bênticos existentes no local.12 x Ds Sendo : t= temperatura em (ºC) Ds=profundidade do sedimento (cm) Exemplo 5.17 Edwards & Rolley Lama de rios 4.11) K2= coeficiente de reaeração (/dia) t= tempo de trânsito da água do rio (dia) Nota: Ks também é chamado de SB. D= [Ks / (H x K2)] x ( 1 – e -k2 x t) ou D= (Ks / H) x ( 1 – e -k2 x t)/K2 Sendo: D= déficit de O2 pela demanda bêntica (mg/L) H= profundidade do rio (m) Ks= SB=demanda bentônica (grama de O2 / m2 x dia) conforme Tabela (5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Demanda bentônica de oxigênio de acordo com a espessura estimada do depósito bêntico conforme vários autores.912 Baity Lama de esgotos 0.42 cm 1.br 5.065.4 25cm 6.14 Sendo Ks= 3.656 Oldaker et al Lama de rio 0.15x 20 +0.0cm 5.16 McDonnel e Hall Lama de rios 2cm 3.21 Demanda de oxigênio devido ao sedimento A demanda de oxigênio devido ao sedimento ocorre: Sedimentação de esgotos Morte de plantas e queda de folhas devido ao runoff Deposição do fitoplâncton Criação de bactérias com filamentos devido a sólidos orgânicos solúveis No fundo do rio com profundidade H o depósito de sedimentos pode variar de localização desde sedimentação baixa como elevada.15x t +0. Investigadores Depósito bêntico Grama de O2 /m2 x dia Ks ou SB Fair et al 1.Curso de esgotos Capitulo 05.12 g/m2/dia Exemplo 5.

703 / 1. 1971 quando a velocidade do rio for menor que 0.16 Seja um lago com velocidade do vento a 10m de altura U=3.00m.703 / H 1.55 x 0.2m/s há deposição de matéria orgânica.663 / 5.5 -0.55/dia Lagos Sendo: KL= 0.054 K2= 4.3m/s a 0.054 K2= 0.054 Sendo: K2= coeficiente de reareação a 20º C.0372 x U2 U= velocidade do vento (m/s) a 10m de altura. Varia de 1/dia a 10/dia V= velocidade média do rio (m/s) H= profundidade média do rio (m) Exemplo 5.0 0.037 x U2 KL= 0. K2= 4.7 1.13/dia 5-25 .22 Coeficiente K2 devido a reaeração A rearação aumenta com a turbulência.663m/dia K2= KL / H K2= 0.93+0.com.Curso de esgotos Capitulo 05.31 x U + 0.0 + 0. 1993 K2= 4.5m/s haverá arrastamento do lodo sedimentado.728x U 0.br Conforme Branco. 1993 apresenta a fórmula empírica: K2= KL / H Exemplo 5.26 – 0.15 Seja o rio Delaware com velocidade média V=0.11 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. KL= 0.02 KL= 1.55 x V 0.703 / H 1. Quando a velocidade for maior que 0. 1971 até 2cm de espessura do lodo não há aumento substancial de consumo de oxigênio.0m/s e profundidade do lago H=5.7m.31 x U + 0.31 x 3.55 x V 0.0 = 0.5 -0. KL= unidades em m/dia Para o caso de lagos conforme Banks e Herrera in Huber.5 -0.11m/s e profundidade média H=1.037 x 3. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Ainda segundo Branco.333=0. Existem fórmulas empíricas para se achar o coeficiente K2 conforme Huber.728x 3. Calcular o coeficiente de reaeração K2. aumento da velocidade e da declividade do rio e decresce com o aumento da profundidade. Achar o coeficiente de reaeração K2. Futura demanda bêntica Para previsão da demanda bêntica podemos fazer o seguinte: Ks futuro= Ks presente x (TSS futuro / TSS presente) Sendo: Ks futuro= demanda bentônica futura (grama de O2 x m2 x dia) Ks presente = demanda bentônica presente (grama de O2 x m2 x dia) TSS futuro = futura carga de sólidos totais em suspensão (mg/L) TSS presente = carga presente de sólidos totais em suspensão (mg/L) 5.728x U 0.

05/dia a 12.18 0.71m3/s C=0.00 0.5 K2= 3.30m a 0.7m K2= c x V n / Hm Consultando a Tabela (5. m e autores das fórmulas empíricas de K2 a 20ºC c n m Autor Velocidade principal (m/s) 3. 1987 0.73 0.000188 = 0.18 devido Q= 8m3/s.Valores c.05 a 0. vazão Q=8m3/s e velocidade média de 3200m/dia calcular o coeficiente de reaeração K2.97 5.23 Estimativas de K2 Jordão.00m. 2005 Exemplo 5.283m3/s C=0.73 x V 0.br 5.67 1.com. 1987.5m3/s Exemplo 5.80 a 1. para V=0. C=0.60m a 4.73 n=0.5m3/s podemos usar a equação de Tsivoglou: K2= C x U x S Sendo: K2= coeficiente de reaeração na base ‘e´ a 20ºC.71m3/s a 8.50 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.10/dia 5-26 .000188m/m.37 0 a 0.283m3/s a 0.56/dia O coeficiente K2 segundo O´Connor varia 0. K2= 0. Fonte: Jordão.50 1. C=0.3 0.60m 5.18 x 3200 x 0. n.73 x 0. K2= c x V n / Hm Sendo: V= velocidade média do rio (m/s) H= profundidade média do rio (m) Tabela 5.18 Para um rio raso com declividade média S=0.13.13) Tabela 5. U= velocidade média do rio (m/dia) S= declividade média do rio (m/m) C= coeficiente que depende da faixa de vazão do rio conforme Tabela (5.71.12) obtemos os valores: c=3.85 O’ Connor Churchill Owens 0.50 Para prof.80 e para prof < 0. 2005 apresenta a fórmula empírica conforme coeficientes da Tabela (5.17 Calcular o valor de K2 usando a fórmula de O´Connor.9m Thomann e Muller.Curso de esgotos Capitulo 05. Para rios rasos com vazões até 8.67 Profundidade varia de 0. <0.5 K2= 0.12).50 / H1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.11m/s e H=1.Coeficientes C de acordo com a faixa de vazão.2/dia conforme Thomann e Muller.50 m=1.21 0.12.50 / 1.50 K2= c x V n / Hm K2= 3.11 0.

coliformes fecais. 18ºC thompson.5= 4.5 Na água doce no verão a 20ºC 0.1 Dado KB= 0. Vírus (polio tipo I) 0. Salmonella etc.26 Águas marinhas.05 a 0. Temos duas considerações básicas: Decaimento de organismos em rios e córregos Decaimento de organismos em lagos e estuários 5. No= concentração após a mistura em número/ 100mL KB = constante /dia= 2. 1978 in Thomann e Muller. Os vírus geralmente possuem uma constante KB menor que as bactérias. A constante do S. Existem legislações que estabelecem os limites para coliformes totais.5/dia calcular o tempo em que estarão mortas 90% dos coliformes totais. Para rios e córregos o decaimento de bactérias pode ser assim representado: N= No . 4ºC a 25 ºC Vírus (entéricos) 0.br 5. exp ( .Curso de esgotos Capitulo 05. 5-27 .3 Oceano em diferentes ambientes. O tempo t para mortalidade de 90% das bactérias é: t90= 2. O decaimento de bactérias e patogênicos não influi na redução de oxigênio na água e mostra os perigos do uso da água a jusante para usos públicos e banhos.8 Média água doce Coliformes fecais 37 a 110 Água do mar a luz do sol Patogênicos como salmonella 0. 1987. por exemplo. O objetivo é a investigação do impacto de bactérias e outros organismos que causam doenças.2 /dia para estimativo de decréscimo de bactérias 12h depois conforme Mancini. vírus e patogênicos Vamos exprimir sucintamente os conceitos de Thomann e Muller. 1987. x/U) Sendo: N= concentração de organismos em número/ 100mL. t90= 2.6dias Conforme Thomann e Muller.KB . mas pode atingir 84/dia conforme estudos realizados em oceanos.com.5 a 3 Lago Ontário.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. exp ( . Os valores de KB estão na Tabela (5. Fecalis é da mesma ordem de grandeza do grupo dos coliformes.14) t= tempo t= x/ U x= comprimento desde a origem U= velocidade da água Valor de KB para outras temperaturas KB= KB 20ºC x 1.3/KB t90= 2. t) t= x/U N= No .07 (T-20) Tabela 5.KB .3/0.14. 1987.3/KB Exemplo 5.24 Decaimento de organismos em rios e córregos. apesar que foram encontrados valores até 55/dia no oceano sob a luz solar. 0ºC a 24ºC Fonte: adaptado de Thomann e Mueller.Estimativas do coeficiente KB de decaimento de bactérias e vírus Organismos Coeficiente KB Observações (/dia) Coliformes Totais 1 a 5.23 Decaimento de bactérias.5 /dia.15 a 2. 1987 para água doce a constante KB é aproximadamente 1 /dia enquanto que para a água do mar é de 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

5-28 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Queremos saber qual é a porcentagem de redução de coliformes totais sabendo-se que adotamos o critério do Estado de New York que o valor máximo no local de banho seja menor que 2400organismos/100ml. salinas e salobras.5/dia.10 de 2830 L/s e os coliformes totais TC são de 500organismos/100ml e o coeficiente de decréscimo KB=0.com.07 (T-20) Resolução Conama 274/2000 Trata-se das exigências de balneabilidade para águas doces. Ainda no mesmo rio temos descargas devido ao runoff de 1890 litros/dia que estão distribuídas em 805m carregando coliformes totais de 30 x 106 organismos/100ml com coeficiente de decréscimo KB=1. a carga distribuída pelo runoff e finalmente a carga pontual. depois. Queremos o impacto no local do banho. Resolução do problema Vamos fazer uma superposição.06m/s tem no inicio 500 coliformes totais/100mL.5/dia e velocidade 0.Curso de esgotos Capitulo 05.0/dia. isto é. Na distância de 6405m tem um lugar para banhistas.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.18A (exemplo de Thomann e Muller. tomando-se primeiramente o impacto da carga a montante. Impacto a montante A montante do ponto considerado o rio tem coeficiente KB =0. No mesmo rio a 805m do ponto de partida temos uma carga pontual com 1890 litros/dia com carga de coliformes totais TC de 20 x 106 microorganismos/100mL e coeficiente de decréscimo KB= 1. São consideradas águas impróprias para balneabilidade quando a amostra for maior qualquer um das três restrições: • >2500 coliformes fecais (termotolerantes)/ 100mL • >2000/100mL Escherichia Coli • >400/100mL Enterococos Exemplo 5.br Variação com a temperatura Sendo: KB= taxa de decaimento/dia na temperatura T KB 20= taxa de decaimento /dia a 20ºC T= temperatura em º C KB= KB 20ºC x 1.0/dia a 20ºC. 1987) Um rio tem vazão Q7. a 805m+5600m=6405m.

KB .5m2 x 805m)] x 104 V= 37432 x 104 =3.5 . SD= w/ V A carga w será: 1m3 = 1000 litros Em 1 litro temos 10 pequenos volumes de 100mL w= (30 x 106 ) x (18900L/dia x 10)= 5.10.exp ( . está se deslocando.06m/s e para um dia será: U=0.7432 x 108 SD= w/V= 5.7432x 108=15.0/dia SD= valor da carga distribuída em organismos/100ml x dia O valor de SD é a razão entre a quantidade de coliformes totais que entra no rio dividido pelo volume de agua da frente de 805m. Lembramos que o rio tem velocidade de 0. exp ( . x/U) KB= 1.exp (-KB. 6405/5184)= 270 coliformes totais / 100mL Portanto.00/dia SD= 15150 organismos/100mL X=805m U= 5. isto é.06m/s. V= (46.br Figura 5.Esquema do rio A velocidade U=0.0.com. exp ( .exp ( . Impacto devido a entrada de água distribuída em 805m Será calculado por: N(x=805m)= (SD/ KB) x [ 1.0) [ 1. o impacto de montante no local do banho será de 29 coliformes totais/ 100ml. X/U)] Sendo: X= 805m=distância (m) U= velocidade do rio =5184m/dia KB= coeficiente de decaimento= 1.67 x 1012 / 3.150 organismos/ 100mL N(805m)= SD/ KB ( 1.KB .06 m x 86400s= 5184m/dia N= No .Curso de esgotos Capitulo 05.0 x 805/5184)]=2121organismos/100mL 5-29 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.1.67 x 1012organismos/100/ ml x dia O volume V será o deslocamento do trecho de 805m em 5184m/dia. x/U) N= 500 .184m N(805m)= (15150/ 1.

KB . exp ( .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. teremos que remover 98.21% dos coliformes totais da carga pontual da cidade.0 x 5600/5184)=2121 x0. 5-30 .890 org/100mL Impacto no local de banho a 5600m N= No . exp ( . N= No . x/U) N= 2121 .34=721 org/ 100mL Impacto devido a carga concentrada Existe no fim dos 805m uma carga concentrada de 1890 litros/dia.KB . x/U) N= 231.890 .0/DIA.21% Portanto. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. exp ( . O valor de KB=1.1.1.1409)/ 78843=98. N (805m)= W/Q= 1890x 10 x 30 x 106 / (2830 L/s x 86400s x 10)=231.34=78843 org/ 100mL No local de banho supondo que o limite máximo seja de 2400 coliformes totais/100mL exigido no Estado de New York temos: 2400 – (270+721)=1409/ 100mL Porcentagem de redução= 100x( 78843.Curso de esgotos Capitulo 05. exp ( .0 x 5600/5184)=231890 x0.com.br No fim da área distribuída do runoff temos 15150 organismos/100mL e queremos saber a 5600m abaixo onde está a área de banho.

21x H Sendo: Cs: oxigênio dissolvido de saturação Cu= concentração de oxigênio dissolvido a montante (upstream) Cd= concentração de oxigênio dissolvido a jusante (downstream) Exemplo 5. 1985 as barragens podem mudar o oxigênio dissolvido na água de 1mg/L a 3mg/L em rios pequenos.com.8 x 1.46 x T) x H]} x Da Sendo: Db= déficit de DO a jusante da barragem (mg/L) Da= déficit de DO a montante da barragem (mg/L) T= temperatura da água do rio (ºC) H= altura da queda da água (ft).0 – { 1 – 1/ [(1+0.5m/0.3=15ft Água muito poluída= a=0. A Figura (5.25 para água limpa a= 1.11) mostra uma barragem com vertedor que possibilita uma boa aeração. Db= Da – { 1 – 1/ [(1+0.00 para água moderadamente poluída a=0.46 x 20) x 15]} x 3.24 Reareação devido à existência de uma barragem no rio Conforme Usepa.3 (1+ 0.Barragem com aeração da água Existem varias equações da Usepa.19 Calcular a reaeração de uma barragem com 4. Cuidado para não errar: a altura é em pés! a= fator de correção que depende da qualidade da água: a= 1.0=2.3 para queda com escada b Figura 5. A equação abaixo foi desenvolvida na Inglaterra em 1958 por Gameson.3 Temperatura da água do rio= 20º C Da= 3mg/L Db= Da – { 1 – 1/ [(1+0.46 x T) x H]} x Da Db= 3. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.11 a x b (1+ 0.11 a x b (1+ 0. 1971: r=(Cs-Cu)/ (Cs-Cd)= 1+0.8 Queda com rampa= b= 1.br 5.Curso de esgotos Capitulo 05.11x 0.00 para queda livre no vertedor b= 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.5m de altura com déficit de DO antes da barragem de DO=Da= 3mg/L usando a equação de Gameson.80 para água muito poluída b= fator de correção do vertedor sendo: b= 1. 1985 e apresentaremos uma equação mais simples de se usar que foi desenvolvida por Holler. 4.17 mg/L 5-31 .11.

8/Q0. Cso= exp( Co + C1/T + C2/T2 + C3/T3+C4/T4+ salinidade x (C5 + C6/T+ C7/T2) (Equação 5.0mg/L e a jusante somente 1. Lo=DBO= DB05 / ( 1 – e -5x K1) DBO= 100 / ( 1 – e -5x 0.saturação de oxigênio numa determinada altitude e temperatura Existem tabelas que fornecem o coeficiente de saturação em função da altitude e da temperatura que ser deseja.26 Definição de salinidade: O efeito da salinidade ou dos cloretos é reduzir o valor da saturação do oxigênio dissolvido. 5= cinco dias Huber.3mg/L o que mostra que tem mais oxigênio dissolvido graças a reaeração. 1993 apresenta uma maneira analítica de se calcular o valor de Cs ao nível do mar em função da temperatura e da salinidade.32 20ºC 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.10) 0. USP os valores de K1 estão na Tabela (5. Nota: todo o nosso trabalho está baseado em K1 na base “e”. USP Exemplo 5.17 15ºC 1. 20ºC igual a 100mg/L e K1=0.46 25ºC 1.15a.41/dia.50) 0.83 Primário 0. A equação usada por Thomann e Muller.15): Tabela 5. depois que todos os carbonatos forem transformados em óxidos. Porém Huber.D= Db Significa que houve oxigenação. Conforme dra Mônica Porto. isto é. 1966. 1987 que está baseado no acordo internacional de 1967: Salinidade=1.1) Sendo: Cso= saturação na temperatura T T= temperatura em graus Kelvin= ºC + 273. até C7 coeficiente dado pela Tabela (5. a diferença do oxigênio de saturação e do oxigênio dissolvido existente.15. Quanto maior a salinidade menor é o valor da saturação do oxigênio.41) =115mg/L Azevedo Neto.63 Lodos ativados 0.20 Calcular a DBO no primeiro estágio sendo a DBO5. todos os bromatos e iodetos forem substituídos por cloro e todos os metais orgânicos forem oxidados.com.Valores de K1 conforme o tipo de tratamento Tratamento K1 (20ºC) /dia DBO5/DBO Não tratado 0.26 Cs. 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Valores da relação DBO/DBO5 em função da temperatura Temperatura DBO/DBO5 10ºC 1. 1985.30) 0. A salinidade pode ser definida como sólido total na água. Cs.16) 5.35 (0. 5-32 . 5. 1993 apresenta o valor de K1= 1.br Nota: estamos falando o déficit.49 sendo Q (m3/s).10 a 0. 1993: Lo=DBO= DB05 / ( 1 – e -5x K1) Sendo: Lo=DBO= valor da DBO antes dos cinco dias (mg/L) DB05= valor da DBO a 5 dias depois (mg/L) K1= coeficiente de oxidação da DBO na base e. número 82 de setembro.Curso de esgotos Capitulo 05.1): Tabela 5.80655 x clorinidade (ppt= parte por thousand ou parte por mil). Revista DAE.25 Relação DBO/DBO5 A relação DBO/DB05 conforme por Huber.075 ( 0. conforme Usepa.61 Fonte: adaptado de Azevedo Neto. pois o déficit a montante era de 3.31 Fonte: Mônica Porto.20 a 0.05 a 0.20 (0.15 Co. 1966 apresenta a Tabela (5.

Curso de esgotos Capitulo 05.81 9 11.1).47 760 11.0001167 x Z) Sendo: Z= altitude ao nível do mar (m) Tabela 5.30 760 10.17) estão os valores do oxigênio saturado para a cidade de São Paulo para diversas temperaturas usando a Equação (5. Como 1L tem 1000g então a clorinidade é o cloreto dividido por 1000 como vimos acima.82 18 9. 5.55 10 11.47 20 9.642308 x 107 C3 1.br Clorinidade= fornecido em parte por mil.58 760 10.29 760 8.34 1 14. Tabela 5.34411 C1 1.80655x0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.79 760 11.20 16 9. 1993 Na Tabela (5.64 19 9.Oxigênio dissolvido na saturação ao nível do mar e para a cidade de São Paulo.00336ppt Nota: aproximadamente 1.36 7 12.00186mg/g=0. Benson e D.16 760 11.66 6 12.00186=0.06 12 10.24 760 12. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.48 760 8.40 15 10. ou seja.17.30 11 11.48 760 12. ppt (parts per thousand).16.0.com.017674 C6 10.29 4 13.01 17 9.85 760 12.13 760 11.30 5-33 .575701 x 105 C2 -6.79 760 9.621940x1011 C5 -0.10 760 9. Exemplo 5.Coeficientes para oxigênio dissolvido de saturação de Cs ao nível do mar Coeficiente Valor C0 -139.68 760 8.32 760 9.08 8 11.86mg/L de cloreto.B.86/1000=0.10 760 8.754 C7 2140. temos clorinidade =1. Krause in Huber.55 760 9.88 760 9.62 3 13. Temperatura Ao nível do mar CidadeOxigênio dissolvido Cso São Paulo na saturação Cs Altitude (Z) (ºC) (mg/L) (m) (mg/L) 0 14.62 14 10.7 Fonte: B.00186ppt Salinidade=1.86mg/L deve ser transformado em mg/g.86 760 10.84 13 10.80655 x clorinidade (ppt)=1.96 5 12.64 760 13.21 Para o manancial do Tanque Grande em Guarulhos que corresponde a 1.98 2 13.27 Para correção da altitude Cs = Cso (1.243800 x 1010 C4 -8.04 760 10.

59 8.00 0.19 7.12.00 4.00 8. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.OD varia com a temperatura 5-34 .34 A Figura (5.76 8.00 12.57 7.55 6.90 6.70 7.68 7.93 8.12 7.14 7.00 2.02 6.00 0 10 20 30 Temperatura (ºC) Figura 5.54 7.07 6.27 8.83 7.com.br 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 8.96 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 8.67 6.78 6.45 6.98 7.84 7.43 8.12) mostra a variação da saturação de oxigênio com relação a temperatura.Curso de esgotos Capitulo 05.27 7.31 7.00 6.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.00 10.14 7. Saturaçao de oxigênio dissolvido em função da temperatura Saturaçao de oxigênio dissolvido (mg/L) 14.98 7.44 7.40 7.

Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Os rios são considerados de uma dimensão e é desejável que estuários e grandes lagos tenham três dimensões.Curso de esgotos Capitulo 05.57 – 0. Consideramos também o “steady state” Quando as variáveis não mudam com o tempo.39311 x T + 0. 1985 é selecionar um modelo o mais simples possível que satisfaz a resolução temporal e espacial necessária para a qualidade da agua e analise do ecossistema. O dobro do coeficiente K adotado ( 2 x K) 5. K2 etc. Calibração do modelo É importante que se aferiam em campo os cálculos efetuados fazendo-se o que se chama de calibração do modelo. Para pequeno lago consideramos dimensão zero.0070695 x T2 – 0. 1085.65 -0. mas as vezes pode adotar o “quasi-state” quando a variação matemática é muito pequena no ponto escolhido. Daí o fato de se escolher um modelo complexo não significa que irá mudar os resultados.28 Escolha de modelo Como os coeficientes adotados nunca são inteiramente corretos um modelo refinado não irá corrigir o problema segundo USEPA.008 x T 2 Sendo: ODs= oxigênio dissolvido de saturação (mg/L) T=temperatura da água em ºC Exemplo 5. ODs= 14. conforme Usepa.com.41 x 20 + 0.41 x T + 0.0000589066x T3 Válida no intervalo 0 ≤ T ≤ 40ºC 5.10mg/L de O2 5.008 x 20 2= 9.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.65 -0.28 Oxigênio dissolvido de saturação McCuen. 1998 apresenta a fórmula: Cs= 14. A melhor solução para o engenheiro e o analista do ecossistema.008 x T 2 ODs= 14. 5-35 . sendo o lago considerado um tanque reator.65 -0. Coeficiente K adotado (K) 2.22 Achar o oxigênio dissolvido de saturação aproximado para temperatura de 20ºC ODs= 14.27 Análise de sensibilidade Fazemos a análise de sensibilidade variando os parâmetros. K1. Uma maneira prática de aplicar análise de sensibilidade é variar os coeficientes.41 x T + 0.br Oxigênio Dissolvido de saturação Existe uma fórmula aproximada para o cálculo do oxigênio dissolvido de saturação (ODs) ao nível do mar com a temperatura.65mg/L de O2 O valor correto para a temperatura de 20ºC é de 9. um de cada vez colocando-se o seguinte: 1. Metade do coeficiente K adotado (K/2) 3.

Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. sendo usual valores entre 0. Exemplo 5. Perifiton: comunidade complexa de plantas e animais que aderem aos objetos no fundo de corpos de água doce.52 (sem dimensão) Fator de Sombra S A fração da iluminação é fração da luz que chega às águas dividido pela luz incidente no leito do rio raso. como caules de plantas radiculares e rochas. pedregulho ou com grande quantidade de madeira.31 Valor do crescimento de algas μ O valor do crescimento de algas μ é dado pela equação: μ=0.29 Cálculo da respiração e produção de oxigênio devido as algas seguindo Rutherford. fotossíntese e da biomassa das algas.5 / ( 2 x σ x G*) Sendo: P= biomassa das algas (gC/m2) μ= taxa de crescimento das algas (gC/m2 x dia) σ= taxa suposta constante=0. Estes modelos foram testados na Nova Zelândia e um pouco na Austrália. Biomassa: quantia total de todo material biológico.0gC/m2 Pmax= máxima quantidade da biomassa de algas (gC/m2) Valor de Pmax Os valores de Pmax são obtidos das relações abaixo devendo ser escolhido a substância limitante. Iremos seguir modelo de Rutherford que nos parece ser simples e prático.81=0.2 (m2 /g x dia) G*= biomassa especificado pelo usuário. extraindo a sua nutrição do ar e da chuva em vez de fazê-lo do hospedeiro que fornece sustentação estrutural.81 0. O leito deverá ser de rochas. 2005 (RIOS).22B Seja um rio com 2m de largura com algumas curvas. Pode ser estimado em conforme exemplo abaixo.Cálculo do fator de Sombra conforme Rutherford.7m/s. 2005 é para rios de águas claras rasos que tenham velocidade menor que 0.56 5.15B.44=0. 2005. 1005 Vegetação ripariana Barrancos nas margens Montanha ao lado Fator de iluminação igual Fator de sombra 0. onde não existem barrancos ou sobras devido a vegetação ripariana.035-S) quando o nutriente limitante é o NT Pmax= 50 x (PT/(14+PT) x (1-S)/(1.60 ou S=0.035 – S) Sendo: μmax= máxima taxa de crescimento das algas sob luz saturada. O modelo de Rutherford.90 após correção da direção norte-sul =0.80 após correção da direção norte-sul =0.52 x μmax x ( 1-S)/(1.44 1-S= 1-0. Pmax= 50 x (NT/(100+NT) x (1-S)/(1.9 x 0. montanha e direção do rio norte-sul. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Existem muitas pesquisas para lagos e poucas para rios para os estudos da respiração. Pode ser calculado ou usado S=0. o PT ou NT conforme as relações sugeridas pela USEPA.6 x 0.60 0.90 0.com. ‘ Tabela 5.Curso de esgotos Capitulo 05. sendo usual o valor=5 (gC/m2 x dia) 5-36 . Epifítica: planta que cresce em outras plantas mas que não é parasítica. ou seja.035-S) quando o nutriente limitante é o PT Sendo: S= fração de sombra. 1985: PT= fósforo total (mg/L) ou (g/m3) NT= nitrogênio total (mg/L) ou (g/m3) TN/ TP < 7 Neste caso o nutriente limitante é o nitrogênio total (NT) 7 < TN/ TP < 10 Neste caso o nutriente limitante pode ser o NT ou PT TN/TP>10 Neste caso o limitante é o fósforo. Os modelos em rios ainda na atingiram o ponto em que os resultados estejam dentro de um nível de confiança adequado conforme Rutherford et al .br 5.5 a 3.30 Obtenção da biomassa algal P em gC/m2 x dia As equações básicas são três: P= ( -μ + ( μ2 + 4 x σ x G* x μ x Pmax) 0. 5.

035 – 0.42 x 0.42 + ( 2.13) 0.33 Cálculo de biomassa das algas P (clorofila do fitoplâncton) Adotamos G*= 3 gC/m2 (adotado) σ= 0.13gC/m2 5.42 gC/m2 x dia P= ( -μ + ( μ2 + 4 x σ x G* x μ x Pmax) 0. A respiração das algas na temperatura T é dada pela equação: Res= ρ x f5 x P Sendo: Res=respiração das algas (gC/m2) ρ= taxa de respiração na temperatura Tref (/dia).49/0.52)=0.1/dia f5= ξ (T-Tref) ξ= coeficiente de temperatura variando entre 1.05 a 1.13gC/m2 5. Usemos então Pmax para fósforo. Primeiramente vamos cálculos o valor do crescimento das algas μ μ=0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. T= temperatura da água (ºC) Tref= temperatura de referência. TN=1.52)/(1.04) x (1-0.04 = 37 e portanto o fator limitante é o fósforo.52 x μmax x ( 1-S)/(1.br Exemplo 5.7xρ x f5 x P /H Sendo: Res=respiração das algas (gO2/m2xdia) H= profundidade do rio (m) 2.23 Seja um rio raso com TP=0.52 x 5 x ( 1-052)/(1.0 x 0.13C/m2 em rio com profundidade 1.Curso de esgotos Capitulo 05.035-S) Pmax= 50 x (0.035 – S) Adotando μma = 5 S=0.7= conversão do carbono para o oxigênio (1g de O2 é 2. Sendo: Tref= 20ºC T= 20ºC f5= ξ (T-Tref) =1.42 gC/m2 x dia 5. mas também o consomem através da respiração. Geralmente 20ºC.1 x 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.52.013gC/m2 Em outras unidades: 5-37 . Adotamos 0.49mg/L e fração de sombra S=0.035-0.2 m2/g x dia Pmax=0.2 x 3)=0.87m.422 + 4 x 0.5 / ( 2 x σ x G*) P= ( -2.52)= 2.2 usado tanto para respiração como para crescimento das algas (sem dimensão).32 Cálculo de Pmax.13=0.5 / ( 2 x 0.34 Respiração das algas As algas produzem oxigênio.2 (20-20)=1 ρ= 0. Calcular a biomassa de algas P em (gC/m2). Verifiquemos primeiramente a relação NT/TP NT/TP= 1. Pmax= 50 x (PT/(14+PT) x (1-S)/(1. Em outras unidades: Res= 2.1/dia Res= ρ x f5 x P Res= 0.2 x 3 x 2.com.04/(14+0.7 g de C) Exemplo 5.52 μ=0.04mg/L.13gC/m2 μ= 2.24 Calcular a respiração das algas durante um dia para massa algal P=0.

02 gO2/m2x dia 5. f4= N/ (ψ + N) Sendo: f4=coeficiente adimensional N= é o nutriente limitante podendo ser o fósforo ou o nitrogênio (g/m3). f2.26 Calcular o coeficiente f3 sendo dado P=0. f3= P / (Ф +P) Sendo: f3= coeficiente adimensional P= massa algal (gC/m3).04/ (10 + 0.52 5-38 .5 +0. Geralmente igual a 2.035 Imax= 4500 μmol/m2 x s e neste caso κ=0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. f4 e fs Coeficiente f4 O coeficiente adimensional f4 que mostra os efeitos dos nutrientes nitrogênio ou fósforo.013/ 1. Pode ser medido ou estimado.40/0.13)= 0.5 ΔTmax= (Tmax – Tot)/ (ln(20))0. f3.13g C/m2 f3= P / (Ф +P) f3= 0. São duas equações básicas para dois intervalos de temperatura: f2= exp( -((T-Tot)/ΔTmin)2) quando Tmin < T<Tot f2= exp( -((T-Tot)/ΔTmax)2) quando Tot < T<Tmax Sendo: Tot= temperatura ótima das algas epilíticas (ºC) Tmin= temperatura mínima das algas epilíticas (ºC) Tmax= temperatura máxima das algas epilíticas (ºC) ΔTmin= (Tot – Tmin)/ (ln(20))0.13 / (2.87= 0. Ф= coeficiente da densidade da biomassa algal que é metade da taxa máxima.00398 Coeficiente f3 O coeficiente f3 fornece informações sobre a biomassa de carbono das algas.04) =0.5 (gC/m2) Exemplo 5.7 x 0. Os efeitos da limitação dos nutrientes é usado cinética de Michaelis-Menton nas concentrações da água do rio.5 Coeficiente f1 O coeficiente f1 estimado para 24h tem a média depende da fixação da intensidade luminosa e pode ser calculado da seguinte maneira: f1= I/ Ik quando 0 < I < Ik f1= 1 quando I > Ik Geralmente Ik= 230 Sendo: f1= coeficiente adimensional que quantifica os efeitos da luz e varia de 0 a 1 (sem dimensão) I= fotossíntese instantânea (μmol/m2 x s) Ik= radiação de saturação =230 μmol/m2 x s e neste caso λ=1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.04g/m3 e TN=1.0494 Coeficiente f2 O coeficiente f2 é função da temperatura ótima das algas epilíticas la aumenta e diminui como se fosse uma distribuição de Gauss assimétrica.40g/m3 NT/PT= 1.com.br Res= 2. ψ=coeficiente de meia saturação para o nutriente limitante (g/m3) Quando o nutriente limitante é o fósforo ψ=10g PT/m3 Quando o nutriente limitante é o nitrogênio ψ=100gNT/m3 Exemplo 5.25 Calcular o coeficiente adimensional f4 para PT=0.Curso de esgotos Capitulo 05.36 Coeficientes f1.04=37 e portanto o limitante é o fósforo f4=N/ (ψ + N) f4= 0.

1/m a 0. Geralmente igual a 0. Exemplo 5.0.13099x t) Donde podemos observar que variando t de 0 a 24 de hora em hora obtemos valores de Iz. 5-39 . 5.K x z) Sendo: Iz ou Io= luz na profundidade z (μmol/m2 x s) z= profundidade da água (m) K=atenuação vertical da luz (/m). Mas Io pode ser calculado aproximadamente por: Io= S x Imax x sem (PI x t / 24) Sendo: S= fração diária da sombra (sem dimensão).Curso de esgotos Capitulo 05.2 x fs x ρx f5 x P/H (gO2/m2xdia) Sendo: ρ=0.7x fs x μmax x f1 (Iz) x f2 x f3 x f4/ H – 1.5 + PI/2 – sen -1( Ik/Imax)) quando Imax>Ik f1= (Hora x Imax)/ (12 x PI x Ik) quando Imax < Ik Coeficiente Iz A quantidade de luz que chega ao perifiton a uma certa profundidade da superfície é usada a equação de Beer-Lambert: Iz= Io x exp( .37 Variação do oxigênio durante um dia considerando as algas do perifiton Durante um dia a variação do oxigênio varia conforme: dO/ dt = 2.60.13099 x t) Variando t de hora em hora de 0 a 24 teremos a variação diária de Io.87m Iz= Io x exp(.com.0494 já calculado f4=0. Para águas claras K varia de 0.27 Calcular Io para S=0. Exemplo 5. t= horas do dia variando de 0 a 24h Imax= 4500 μmol/m2 Nota importante: o valor de f1 pode ser calculado através de Iz ficando f1(Iz) que varia de acordo com o tempo. O primeiro termo da equação mostra o oxigênio fornecido pelas algas que varia durante do dia.13099x t) x exp (.52 e Imax= 4500 Io= S x Imax x seno (PI x t / 24) Io= 0.00398 já calculado f5=1 Notar que o segundo termo da equação refere-se a respiração das algas durante 24h que é constante.87=) Iz= 2340xseno (0.1 x 1.83=1942.13099x t) x0. Coeficiente fs Assume valores entre 0 e 1.br Entretanto o coeficiente f1 varia de hora em hora e pode ser calculado por: f1= (Hora/12xPI)x ((Imax/Ik – ((Imax/Ik)2 -1) 0.1/dia H=profundidade do rio = 1.52x 4500 x seno (3.52 ou 0.28 Calcular Iz tendo Io e z=1. pois o mesmo depende das horas de sol devido a fotossíntese. Adotamos normalmente fs=1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.2 x seno (0.87m. para exemplo f1 (Iz)= variável f2= 1 adotado f3=0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.K x z) Iz= 2340xseno (0.2/m.1416 x t / 24)= 2340 x seno (0. Para águas com muita turbidez K varia de 5/m a 10/m.

54 2.19 2.00 0.87 1.02 1.02 -0.52 0.52 0.00 0.02 -0.52 0.52 0.02 g O2/m x dia Total -0.52 0.26 0.40 2.87 1.87 1.87 1.02 -0.87 1.56 2.79 0.87 1.02 -0.00 0.52 0.67 2.1 0.99 1.1 0.52 0.Cálculos (rio) K= 0.71 0.26 0.1 0.52 0.02 -0.52 0.67 2.1 a 0.02 -0.50 0.02 -0.02 -0.38 2.02 -0.1 0.52 Io 0 0 0 0 0 0 1655 1856 2027 2162 2260 2320 2340 2320 2260 2162 2026 1856 0 0 0 0 0 0 0 Prof z 1.02 -0.87 1.18) estão os cálculos efetuadas em planilha Excell.87 0.49g/m3 e PT=0.52 0.38 0.87 1.1 0.02 -0.72 2.00 0.00 0.65 2.00 0.1 0.38 2.61 0.52 0.96 2.79 0.02 -0.1 0.com.02 -0.1 0.71 0.02 -0.02 -0.74 2.87 1.38 0.1 0.92 0. Na Tabela (5.87 1.02 -0.87 0.02 -0.02 -0.02 -0.87 1.1 0.00 0.1 0.13 0.18 2.1 0.87 1.87 1.00 0.00 0.97 0.1 0.02 -0.1 0.65 2.52 0.1 0.87 1.56 2.1 0.1 0.50 0.92 0.99 0.19 0.1 0.87 1.02 -0.02 -0.29 Seja um rio com NT=1.87 1.75 2.87 1.72 2.87 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.1 0.00 Respiração segunda -0.52 0.18 -0.02 -0.52 0.1 0.40 2.52 0.87 1.87 1.74 2.87 1.54 2.87 1.02 1.52 0.52 0.97 0.13 0. Calcular a massa de carbono das algas e a respiração das mesmas e o oxigênio produzido variando de hora em hora.61 0.52 0.00 0.br Exemplo 5.52 0.02 -0.1 0.87 1.87 2 Tabela 5.02 -0.02 -0.00 0.52 0.17 Média de g02/m x dia 2 2 5-40 .02 -0.94 2.52 0.52 0.1 0.02 -0.02 -0.1 0.87 1.02 -0. O2 Iz 0 0 0 0 0 0 1372 1540 1681 1793 1875 1924 1941 1924 1875 1793 1681 1540 0 0 0 0 0 0 0 f1 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 Primeira 0.00 0.02 -0.04g/m3.1 0.52 0.77 2.Curso de esgotos Capitulo 05.1 Prod. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.02 -0.02 -0.18.00 0.52 0.02 -0.00 1.00 Imax 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 S 0.2/m K 0.02 -0. μmol/m x s Horas do dia 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 seno 0.

50 -0.50 0 5 10 15 20 Horas do dia Figura 5.Curso de esgotos Capitulo 05.50 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.13-Variação da produção de oxigênio devido as algas. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Variação da produção de oxigenio e respiração devido a algas O x ig e n io d is p o n iv e l p e la s a lg a s (g 0 2 / m 2 x d i a ) 5. 5-41 .com.50 3.

Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.035 P =biomassa das algas (gC/m2) Ф=2.52 (1-0. ξ =1.com.1 x 1 x 0.013 x 2.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.52 S= 0. Variação de oxigênio diária= PP x 2.7 / 1.87m (profundidade do rio) Variação de oxigênio diária= 0. não sendo considerada as algas no perifiton.7 / H H=1. Será aquele que for limitante.035+0.52)/(1. Fator do sombreamento= (κ x (1-S))/ ( λ +S)= 0.013=0. podemos achar em oxigênio dissolvido bastando multiplicar por 2.013gC/m2 Variação de oxigênio diária= PP x 2.00398 já calculado f5=1 P=0.0494 x 1 x 0.52 admitido λ=1. f4 e f3 já definidos e calculados. a variação de oxigênio dissolvido durante o dia será de 0.7 / H Exemplo 5.05 ψ=100 ou 10 conforme o limitante for nitrogênio ou fósforo ρ =0.5gC/m2 N= nitrogênio ou fósforo.ρ x ξ (T-20) x P = PP Sendo: μmax= 5gC/m2 x dia κ =0. A equação abaixo fornece a variação média diária de gC/m2 dP/dt = μmax x ( κ x (1-S))/ ( λ +S) x (P/(Ф+P)) x (N/ (ψ +N) x ξ (T-20) .0494 já calculado f4=0.02g02/m2xdia Portanto.52)=0.Curso de esgotos Capitulo 05.1/dia (adotado) Observar que na equação temos o fator f5. Notar que existe um fator para a influência da sombra: ( κ x (1-S))/ ( λ +S) Se chamarmos a expressão total de PP.00016 -0.87 =0.0.13gC/m2 μmax=5 gC/m2 xdia dP/dt = μmax x [ κ x (1-S)]/ ( λ +S) x [P/(Ф+P)] x [N/ (ψ +N)] x ξ (T-20) .[ρ x ξ (T-20) x P] = PP PP = 5 x 0.7 e dividir pela profundidade H em metros.16 f3=0.00398 .02g02/m2xdia 5-42 .16 x 0.13 = 0.38 Cálculo aproximado da variação diária da biomassa Neste caso não há perifiton ou algas epifíticas somente existindo as algas em suspensão.30 Com dados anteriores estimar a variação de oxigênio consumido pelas algas.br 5.

Autodepuração dos cursos de água. -USEPA. Acessado em 20 de dezembro de 2006 -INTERNEThttp://www. N.Curva de depressão do oxigênio. Contribuições para o desenvolvimento da capaciade de previsão de um modelo de qualidade da água.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final. EDUARDO PACHECO E PESSÔA. and kinetics formulations in surfaced water quality modeling (second edition). Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos.csiro. dezembro 2005. -VON SPERLING. Site: www.543121. ISBN 0-07-113908-7. In Handbook of Hydrology de David R. Acessado em 6 de janeiro de 2007.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR. STEVEN C. http://www. MARIO TAKAYUKI. RAFAEL RIBEIRO DA SILVA. 2ª ed. SAMUEL MURGEL. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental UFMG. Planejamento e projeto dos sistemas urbanos de esgotos sanitários. Tese de Doutoramento. Maidment. Tratamento de esgotos sanitários. -THOMANN. R.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006 -JORDAO. 2004. -INTERNET http://www. Larry W.mde. 1998 814p. -MCCUEN. 7/6/2006. Vol. Modelagem do transporte e dispersão de poluentes. Cetesb. 285páginas. Georgia.. WAYNE C. Principles of surface. 1985-Rates. Programa de pós-graduação. SUSAN M. MARTA CONDÉ: Graus de trofia em corpos de água no Estado de São Paulo. RICHARD H. Tratamento de esgotos sanitários. Mcgraw-Hill. CLAIR N et al. ALDO PACHECO et al. Contribuição ao emprego de lagoas de estabilização como processo para depuração de esgotos domésticos. PAULO et al. -LEME.uem.md. Prentice Hall. 2006. photosynthesis and respiration in streams. M. Universidade Federal de Minas Gerais. setembro de 1966 número 62 ano 26. ano 2006 -HUBER. 213páginas. BENOIT ALMEIDA. -SUAREZ.au -SAWYER. Athes. 1987. -INTERNET http://www. -BROWN. EPA/ 600/3-85/040 june 1983. 3ª ed. 14páginas. Princepton University. -VICTORETTI.ufrrj. Van Nostrand Reinhold. Maringá. J.pdf. water quality modeling and control. 92páginas. C. 1994. Rivers and Streams. Hidrobiologia aplicada à engenharia sanitária. Plublishers. V. revisada. Harper & Row. Wasterwater engineering. Publicada pela CETESB em 1973 com 131páginas. 1977.dqi. 1. Revista DAE. 658páginas. ISBN 85-7022-135-5 -AZEVEDO. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. JOHN. Contaminant transport in surface water. Chemistry for environmental engineering. ISBN 0-13-1349589 -METCALF & EDDY. ABES.. CONSTANTINO ARRUDA. CETESB.htm.. 238. Dissertação de Mestrado. Tese de doutoramento na EPUSP em 1964. Princípios do tratamento biológico de águas residuárias. três volumes com 1214paginas no total. Estudo de propriedades da Clorofila-a e da Feotinina-a visando a Terapia Fotodinânimica. Anexo A 5-43 .Water Resources Handbook. 4ª edição. 1996. 1971. 1993.Y. 2a ed. -DACACH.epa. CHRISTOPHER E CUDDY. Dissolved Oxygen Analysis of Stream with point sources.pdf Acessado em 20 de dezembro de 2006. constants.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. DERICK G.br/institutos/it/de/acidentes/fito. Qualidades das águas e poluição: aspectos físicoquimicos. ROQUE PASSOS e KATO. L. Hydrologic analysis and design.state. Handbook of drinking water quality.Curso de esgotos Capitulo 05. 243 p.0-07-100824-1. Modelling perifhyton biomass. 1989 -URIAS.39 Bibliografia e livros recomendados -AISSE. 1991. Mcgraw-Hill. MUELLER. MIGUEL MANSUR. Janeiro de 1995. Sistemas Urbanos de Esgoto.com. ano 2005 ISBN 85-905545-1-1 932páginas -LAMPARELLI. -RUTHERFORD. 1334páginas -PIVELI. março de 2006. Guanabara dois. et al. -CHAPRA. 1984.br/posgraduacao/arquivos/documentos/me166c.WROBEL. ISBN.br 5. 1997 575páginas. FRANCILIO PAES. (1996). 257páginas -DEZUANE. A. Instituto de Geociências da USP. CSIRO Land and Water Technical Report 23/05. -FERREIRA. In Mays. 2ª ed. -BRANCO. J. JOSE MARTINIANO DE. São Paulo. CIV 590. NELSON GANDUR. . 2000 191páginas. ABES. Revista Brasileira de Recursos Hídricos volume 11 número.

61 Condutividade mg/L 54.025 0.18.br Exemplo de análise para mostrar o nitrogênio.5 Cor verdadeira mg Pt/L 80 Cromo total mg/L <0.1 0.21 Cádmio mg/L Máximo 0.01 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.8 Temp. Total mg/L 51 Res. fósforo e clorofila-a.20) mg/L 3 <3 DQO mg/L <50 Fenois mg/L 0.02 NKT mg/L 0.06 Níquel mg/L 0.97 Feofitina-a μg/L 2.02 <0. volátil mg/L 12 Sulfato mg/L Máximo 250 <10 Turbidez uT Máximo 40 13 Zinco mg/L Máximo 0.01 DBO (5.003 Ferro total mg/L 0.8 Temp.05 Mercúrio mg/L Máximo 0. no UV m 0.005 Chumbo mg/L Máximo 0.01 COD mg/L 3. ar ºC 22 Absorb. água ºC 20. Análise do reservatório do Tanque Grande em Guarulhos datada de 4/8/2004 efetuada pela CETESB em um dia que não choveu.0001 Nitrogênio mg/L 0.04 Manganês mg/L Máximo 0.Análise do Tanque Grande efetuada pela CETESB Padrão conama Análise do dia Parâmetros Unidade 357/05 04/8/04 Classe 1 Coloração Verde pH U:pH Entre 6 a 9 6.001 I<0.03 i<0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.28 N.1 Cloreto total mg/L 1. Tabela 5. Nitrito mg/L Máximo 1 0.15 amoniacal N.Curso de esgotos Capitulo 05.3 (i): conformidade indefinida quanto ao limite da classe devido a analise laboratorial não ter atingido os limites legais. UFC= unidade formadora de colônia 5-44 .53 OD mg/L Mínimo 6 5.048 Aluminio mg/L Máximo 0. filtrável mg/L máximo500 47 Res.0002 <0.18 <0. Nitrato mg/L Máximo 10 1.52 Fósforo total mg/L Máximo 0.025 <0.78 THM mg/L 127 Res.com.001 i<0.02 Parâmetro Microbiológico Coliformes termo NMP/100ml Máximo 200 1 Parâmetro Ecotoxicológico Toxicidade Não tóxico Parâmetros hidrobiológicos Clorofila-a μg/L 0.86 Cobre mg/L 0.

0.9 5-45 .023 0. 2004 Clorofila-a (mg/L) 2. Mairiporã.Curso de esgotos Capitulo 05.9 8. NT e clorofila-a de 1996 Reservatórios e rio PT NT (análises de 1996) (mg/L) (mg/L) Reservatório do Guarapiranga (Sabesp) 0.br Anexo B Exemplo para mostrar a quantidade de fósforo total.68 0.com.044 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.831 Sabesp Reservatório do Atibainha.914 13. Alguns resultados de PT.8 3. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.023 0.88 Reservatório Paiva Castro.0 3. Sabesp 0. nitrogênio total e clorofila-a em alguns mananciais da SABESB localizado na Região Metropolitana de São Paulo.901 Rio Tietê Fonte: Campanelli.

oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. nitrogenio. oxigênio em lagos e rios 6-1 .com.br Capítulo 06 Balanço de fósforo.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogênio.

Nos lagos o fósforo é usualmente encontrado em pequenas quantidades. Trataremos de lagos rasos onde há uma mistura facilmente atingida pelo vento. 6.br Capítulo 06. elas caem no fundo do lado como matéria orgânica morta. isto é. No processo de decomposição da matéria orgânica por bactérias no fundo do lago é feito com oxigênio dissolvido na água. mas devido ao impacto das atividades do homem. vazão de saída e pela transferência de calor na interface ar-água.Balanço de fósforo. É fundamental no processo da vida como armazenamento e transferência de informações genéticas.2 Fósforo O fósforo é um dos nutrientes essenciais a vida de todos os organismos. nitrogênio e poluentes.1. Para o caso do fósforo vamos seguir o modelo de Metcalf& Eddy. nitrogênio.Mistura em lagos O fósforo pode entrar no lago através de sedimentos. a mistura ocorre somente uma vez ou quando a mistura ocorre varias vezes. nitrogenio. No aumento das algas surgem florescências (blooms) que formam escumas no topo da água que muitas vezes produzem odor e que afastam as pessoas do lago.1 Introdução Em lagos rasos e misturados podemos fazer uma análise simplificada de Oxigênio Dissolvido (OD). Em regiões tropicais os lagos são monomíticos ou politimíticos. Por exemplo.com. Muitos lagos com algas pode-se 6-2 . Outro problema é que o crescimento muito grande das algas pode quebrar o balanço no equilíbrio natural do sistema do lago. oxigênio em lagos e rios 6. pela vazão de entrada. Tudo vai depender do tempo de residência que é o volume do lago dividido pela vazão de saída.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. Figura 6. metabolismo celular e fornecimento de energia ao sistema de células. uma conseqüência da produção das algas é que quando elas morrem. fósforo.edu/windows/community/Water_Ed/Phosphorus/phos_whatisit. despejos de fossas sépticas ou ainda por rios que carregam fósforo e o depositam nos lagos conforme http://pearl.htm O fósforo encontrado em lagos pode nos informar como está o crescimento das plantas no mesmo e como estão as atividades humanas ao redor do mesmo.maine. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Aumentando o fósforo aumentam as algas. aumenta a quantidade de fósforo. 1993. fertilizantes de gramados ou jardins.

7 a 2.052 3.014mg/L). O aumento do fósforo aumenta a quantidade de algas tornando a situação cada vez pior. Os lodos dos esgotos representam 1% de fósforo e o lodo dos estações de lodos ativados são 1.0 0. Os polifosfatos que foram feitos para substituir os sabões aumentam também a quantidade de fósforo na água dos rios. Nos Estados Unidos é lançado nos esgotos diariamente 1. clorofila-a e do IET (Índice do Estado Trófico) de um rio ou lago o mesmo pode ser classificado pela CETESB conforme Tabela (6.51 24<IET≤44 Oligotrófico 7.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.5g/dia de fósforo por pessoa. O fósforo varia de 1ppb a 110ppb (parte por bilhão) com média de 14ppb (14μg/L ou 0. Tabela 6. Por exemplo. As experiências têm demonstrado que não acontecem florescência de algas quando o nível de fósforo é menor que 0. O limite para o fósforo total nas águas é de 0.005mg/L conforme Saywer et al. as algas são encontradas vivendo nos sedimentos.5 a 1. 6. A química do lago pode afetar as condições de fósforo no lago.053 a 0.52 a 3.com. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.006 ≤0.br tornar anóxido no verão. A produção primária das águas aumenta o pH na água. o pH afeta o transporte de fósforo entre o sedimento e a água. A quantidade de fósforo lançada é função das proteínas que o ser humano ingere.1-Limites para diferentes níveis de estado trófico segundo o sistema de classificação de Carlson modificado por Toledo. aumentando a quantidade de fósforo tirada dos sedimentos.82 a 10. 1994.0 0.06 IET>74 Hipereutrófico <0. significando que não mais se adequarão as condições de reprodução ou sobrevivência. Uma fonte de poluição como efluente de tratamento de esgotos ou uma fábrica podem aumentar a quantidade de fósforo no lago. nitrogenio. Os polifosfatos são geralmente usados para controle da corrosão.027 a 0.81 44<IET≤54 Mesotrófico 1.026 0. Por outro lado em lugares onde os sedimentos recebem luz solar.0mg/L. Critério Estado trófico Transparência Fósforo total Clorofila-a (m) (mg/L) (μg/L) IET≤ 24 Ultraoligotrófico ≥ 7.1). que reduz o escoamento de fósforo do sedimento para a água.9 a 0.8 ≤0. Nos esgotos o fósforo inorgânico varia de 2 a 3mg/L enquanto que o fósforo na forma orgânica varia de 0.35 a 76.211 10. 1990. As algas produzem oxigênio.3 Índice do Estado Trófico (IET) Através do fósforo.007 a 0. As pesquisas existentes apontam o fósforo e o nitrogênio que são essenciais para o crescimento das algas e cianobactérias e que o limite de quantidade destes elementos é usualmente um fator de controle da taxa de crescimento. Quando o pH sobe promove a retirada de fósforo dos sedimentos.3 >0. As algas podem consumir ainda quantidade grande de fósforo.5% do fósforo.34 54<IET≤74 Eutrófico 0.211 >76.9 a 1.06 Fonte: Lamparelli. 2004 6-3 .3 0. O lodo geralmente é vendido por causa do nitrogênio e não pelo fósforo.025mg/L conforme Conama nº 357/05.

2).04-0.535m2 6-4 . IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 Sendo: IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80. Estado de Minas Gerais 1500mm por ano de precipitação Comprimento máximo efetivo (Ce)= 290m Vazão média= 0. A Tabela (6.04-0.695 x ln (Clor-a) / ln 2 ]} P= concentração de fósforo total medida na superfície da água (μg/L) Clor-a. que causa algumas vezes certas inconsistência de resultados conforme apontado por Lam parelli.2). oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.7+55. Minas Gerais. Belo Horizonte.com. Tabela 6.32 / 13) / ln 2 ]}= 33.03μg/L. Dados de Bezerra-Neto e Coelho.2. nitrogenio. Calcular o índice do estado trófico. IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80. Marta Lamparelli apresentou uma proposta mais condizente com a realidade que está na Tabela (6.1 Dados: P= 13μg/L e Chl-a= 5.1) foi feita para lagos sendo usada no Estado de São Paulo também para rios. O índice original foi introduzido por Carlson e modificado por Toledo.br 6. 2004 e é por isto que a dra.2 Calcular o índice do estado trófico para o lago do Nado localizado em Belo Horizonte.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. 2004 para o Estado de São Paulo Exemplo 6.4 Índice do estado trófico CETESB Segundo a Cetesb o indice do estado trófico (IET) é a média do índice do estado trófico da produção de fósforo com a clorofila-a. 2002 Lagoa do Nado. 2004 propôs uma classificação para o Estado de São Paulo conforme Tabela (6.7 IET (Clor-a)= 10 { 6 – [ (2.Proposta para classes tróficas da dra.03) / ln 2 ]} =55.006m3/s Área da bacia: 804.8)/2 =45 Lamparelli. Marta Lamparelli.8 IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 =(33.concentração de clorofila-a medida na superfície da água (μg/L) Ln= logarítmo natural Exemplo 6.695 x ln (5.32 / P) / ln 2 ]} IET (Clor-a)= 10 { 6 – [ (2.

6.75 Índice de desenvolvimento de volume (Dv)= 1.Estação de chuvas (outubro a março) .081 x (PT) 1.32 / P) / ln 2 ]} IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.8m Profundidade máxima (Zn)= 7.1) verificamos que o lago é Eutrófico.00m T=tempo de retenção no período chuvoso= 2.07 Volume= 40.5 Sechi = 1.6m Z= 2. Geralmente: K2= KL/ H Sendo: KL= coeficiente de aeração do lago (m/dia) H= profundidade média do lago (m) K2= coeficiente de reaeração do lago (dia-1) v= velocidade do vento no lago (m/s) 6.695 x ln (11) / ln 2 ]}= 53 IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 IET= (58 + 53) / 2= 55 O índice do estado trófico do lago do Nado é IET=55 Verificando-se a Tabela (6.7% Índice de desenvolvimento de perímetro (Dp)= 2.8 Relação entre clorofila-a e fósforo total Clorofila-a= 0.562m2 Perímetro=1193m Largura máxima efetiva=51. 2004 pesquisando rios e lagos no Estado de São Paulo propôs algumas relações que podem ser úteis em estimativas.6 Sazonalidade: Lamparelli.562m3 Clorofila-a= 11 μg/L L=NT=1276 μg/L= 1.5 Reaeração de lagos Em lagos geralmente as fórmulas possuem relação com o vento.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.7 Relações Lamparelli.04-0. 2004 concluiu que para o Estado de São Paulo a sazonalidade pode ser feita em duas partes: . nitrogenio. 6.695 x ln (Cl-a) / ln 2 ]} IET (cla-a)= 10 { 6 – [ (2.276mg/L PT=50 μg/L NT/PT= 1276/50=25. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com.32 /50) / ln 2 ]} =58 IET (cl-aP)= 10 { 6 – [ (2.35 Fator de envolvimento (Fe)= 53 Declividade média (alfa)= 2.Estação de secas (abril a setembro) 6.7m profundidade média (Z) Z/ Zn= 0.24 6-5 .1 dias T= tempo de retenção no período seco= 78 dias Sendo: IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.04-0.br Área da lagoa= 40.

6-6 .34 x (NT) 0.081 x (PT) 1. 2004 a Conama 357/05 estabelece o limite máximo de fósforo de 0. Calcular a clorofila-a do lago.13m 6. 2004 (PT)= Pin x Tw (3/4) / ( 3 x Z) Sendo: (PT)= concentração média de fósforo (mgP /m3) Pin= carga de fósforo afluente (g/m2 /ano) Tw= tempo de residência (anos) Z= profundidade média (m) Segundo Lamparelli. 2001 in Lamparelli.28 Clorofila-a x transparência S para reservatórios S=transparência= 2.276 mg/L.4 μg/L 6. Calcular a clorofila-a.10 Clorofila-a x transparência S para rios S=transparência= 0. Clorofila-a= 8.60 x NT 1.47 = 11.5 x clorofila -0. Clorofila-a= 8.24 Clorofila-a= 0.33 S=transparência= 2.4 μg/L 6. nitrogenio.24 1.com.10 Equação de Salas e Martino. No Brasil conforme Lamparelli.60 x 1.081 x 50 = 10.55 Sendo: NT= nitrogênio total (mg/L) Clorofila-a em μg/L Relação entre clorofila-a e nitrogênio para reservatórios Observemos que em reservatórios a quantidade de clorofila-a é bem maior do que em rios.5 x clorofila -0.5 Calcular a transparência S de um lago. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.47 NT= nitrogênio total (mg/L) Clorofila-a em μg/L Exemplo 6. sendo a clorofila 11 μg/L S=transparência= 2. 2004 esta fórmula foi aplicada no lago Paranoá em Brasília achando-se a concentração média de fósforo (PT) de 40 mgP /m3.9 Relação entre clorofila-a e nitrogênio para rios Clorofila-a= 1.613 x clorofila -1.33 = 1.33 Exemplo 6.47 Clorofila-a= 8.025mg/L das águas doces Classes 1 e 2 .4 Em um lago o nitrogênio total NT=1.60 x (NT) 1.5 x 11 -0. Clorofila-a= 0.3 Dado um lago com fósforo total PT= 50 μg/L. Conforme o ambiente lótico ou lêntico teremos valores diferentes de fósforo.276 1.br Sendo: Clorofila-a em μg/L Fósforo total (PT) em μg/L Exemplo 6.

8 Pesquisas de Lamparelli.63 Nitrogênio Total rios 2.01 25.020 0.55 Reservatórios 0.34 0.00 801.10 Nitrogênio orgânico Rios 0.4ºC 13.47 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1 Fósforo total 0.00 Reservatórios 116 1.122 0.210 Reservatórios 0.00 Reservatórios 0.Concentração basal de nutrientes em riachos nos Estados Unidos conforme USGS Nutriente Concentração basal em riachos (mg/L) Nitrogênio Total 1.70 Resíduo total Rios 140 4. 2004 A tese de doutoramento da dra.062 36.00 333.4) contém as concentrações basais encontrada nos Estados Unidos.63 0.005 2.07 Reservatórios 18. 2004 para o Estado de São Paulo mg/L mg/L mg/L Média Mínimo Máximo Fósforo total rios 0.1 Fonte: Lamparelli.59 0.48 Reservatórios 2.070 0. Marta Lamparelli fornece elementos importantes que estão na Tabela (6.18 0.4.15 Nitrogênio amoniacal Rios 1. 2004 6-7 . nitrogenio.00 417.com.030 0.00 Reservatórios 66 0.05 169.3.00 Nitrato Rios 0.00 22.00 282.62 0.040 0.0 ºC 32ºC A Tabela (6.3).Dados das pesquisas de Lamparelli.004 0.00 Resíduo fixo Rios 82 2.24 0.00 Clorofila-a Rios 3.0ºC 35ºC Secas (abril a setembro) 21.55 0. Tabela 6.75 0.57 Temperatura da água Chuvas (outubro a março) 25.071 57.01 6.01 32.88 0.6 Amônia 0.00 (nitrogênio amoniacal+nitrato+nitrito) Reservatórios 0.024 0.05 566.01 6. Tabela 6.22 Reservatórios 0.0 Nitrato 0.090 Ortofosfato solúvel rios 0.br 6.00 56.7ºC 18.

1993 a carga M’ em um lago é dada pela equação: M’= Qp x Cp + Qs x Cs + Qr x Cr + Qg x Cg + Qw x Cw Sendo: M’= carga no lago (mg/s) Qp=vazão devida a precipitação direta na área Qs= vazão de rio que chega ao lago (m3/s) Qe= vazão devida a evaporação da água na superfície do lago (m3/s) Qr= vazão devida ao escoamento superficial (runoff) que cai no lago (m3/s) Qg= vazão devida a contribuição das águas subterrâneas (m3/s) Qw= água que é retirada (m3/s) Qws= água que é resposta ao lago (m3/s). Qws = aQw sendo a fração da água que retorna ao lago Qo= vazão de saída do lago (m3/s) Cp= concentração de fósforo na precipitação água de chuva (mg/L) Cr= concentração de fósforo devido ao runoff (mg/L) Cs= concentração de fósforo que vem do rio que cai no lago (mg/L) Cr= concentração de fósforo contido no escoamento superficial (runoff) (mg/L) Cg= concentração de fósforo da água subterrânea (mg/L) Cw= concentração de fósforo de efluente de estação de tratamento de esgotos lançado no lago (mg/L) 6-8 . o crescimento das algas prossegue com aquelas que conseguem usar N2.com. 1993 in Lamparelli. Para N/P < 4 estimula-se o crescimento das águas azuis ou cianofíceas que são tóxicas. Quanto ocorre a limitação por nitrogênio. Quando NT/PT << 10 o fator limitante é o nitrogênio e Quando NT/PT >> 10 o fator limitante é o fósforo. 1987 valem para rios. Mônica Porto alertam em suas aula o seguinte: Quando ocorre a limitação por fósforo o processo de eutrofização estabiliza. Alguns limnologistas consideram que apenas o fósforo é limitante.9 Razão N/P O conceito de nutrientes limitantes é baseado na Lei do Mínimo proposta por Liebig. As relações NT/PT segundo Thomann e Muller. A relação N/P é importante para determinar as medidas de controle.br 6. 2004.10 Teoria sobre carga de fósforo em um lago Conforme Metcalf e Eddy. Rodolfo Martins e Dra. o nitrogênio apenas comanda o tipo de alga que se desenvolve. 6. lagos e estuários para poluição pontual e difusa. a qual estabelece que a produção de um organismo é determinado pela abundância da substância que estiver presente no ambiente na menor quantidade relativa a sua necessidade conforme Wetzel. Sendo: NT= nitrogênio total PT= fósforo total Os professores da EPUSP do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária PHD2460 dr. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. nitrogenio.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.

oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Geralmente é a área multiplicado pela profundidade média. Geralmente é a área multiplicado pela profundidade média.com. Qo= vazão de saída do lago (m3/s) M’= Cc x βx V Sendo: M’= carga presente no lago (mg/s) Cc=concentração de fósforo no lago (mg/L) β=constante do lago para o fósforo V= volume do reservatório (m3).Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.000000034/s V= volume do reservatório (m3).br Figura 6.2.003/86400s= 0. nitrogenio. 1993 to= V/Qo Sendo: to= tempo de permanência (s) ou tempo de detenção ou tempo de residência V= volume de água do lago (m3) Qo= vazão de saída do lago (m3/s) β= K + Qo/V = K + 1/ to Sendo: β=constante do lago para o fósforo K= constante de fósforo= 0. 6-9 .Modelo de lagos e reservatórios totalmente misturado Fonte: Metcalf&Eddy.003/dia= 0.

Qo= Qr + Qp – Qe – 0.2 – 1.1 + 2.95 x 109 m3 Qo= 7.7 x 3.6=737. A água de retorno ao lago possui Cw= 2.8=2.1x Crx1000+5852=5872.09mg/L x 3.1 x Crx1000+ 2.(6610.50mg/L mostra que o lago é muito sensível às descargas lançadas nele.03mg/L x 3.2mg/L de fósforo.2x1000 6610. evaporação anual de 700mm e precipitação média anual de 500mm.01x1000 + 9. V= 130km2 x 1000 x 1000x 15= 1.30 x Qws.89m3/s A vazão de saída Qo será: Adotando as seguintes simplificações: Qg=0 vazão devido a águas subterrâneas.56mg/s= 20.06m3/s A vazão evaporada da superfície do lago: Qe= 130 x 1000 x 1000 x (700/1000)/ (365 x 86400)= 2.4 x 10-8/s V= 1.95x109=3.66m3/s (retorno) 6610.003/86400s= 3. C= 2.30 x Qws= 9.6+9.15m3/s β= K + Qo/V β= 3.56mg/s= 2.15m3/s β= K + Qo/V K= constante de fósforo= 0.95x109) x 1000= 6610.1 x 1000)=0. M’= Cc x βx V =0.com.000m3 = 1.br Exemplo 6.56 mg/s A carga da concentração de fósforo devido ao runoff é: M’= Qp x Cp + Qr x Cr + Qw x Cw=6610.2 .36667 x10-8= 3.4 x 10-8/s + 0.03mg/L.06 x 0.2mg/L para 0.7667 x 10-8 /s M’= Cc x βx V =(0. A quantidade de fósforo na água de chuva Cp=0.000. 6-10 . A área da superfície do lago tem 130km2. A área da bacia do lago tem 2300km2 e a profundidade média do lago é de 15m.7= 0.95 x 109= 2204 mg/s Quantidade de fósforo no esgoto retornado para o lago.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.56 -5872.1x Crx1000= 6610.081mg/L Determinar a carga de fósforo que deve ser lançada no lago para que a concentração de fósforo no lago seja de 0.56 mg/s – 2204)/ ( 0.66 x 2.30x 3.8x 1000) =2.950.50mg/L Metcalf e Eddy. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.95 x 109m3 A vazão média Qr que chega ao lago causado pelo runoff (escoamento superficial): Qr= Área da bacia x (125/1000)/ (365x86400s)= 2300x 1000 x 1000 x (125/1000)/ (365x 86400)=9. 1993 salientam que a redução de 2.7x3.8= 7. nitrogenio.6 + 9.000.89 – 0.1x Crx1000 9.06 -2.09mg/L.000m3 =1. A concentração de fósforo medida do lago é de Cc=0. Qs=0 vazão do rio que chega ao lago É importante salientar que 70% do volume extraído retorna ao lago e 30% é lançado a jusante do mesmo fazendo parte portanto como 0.96 Cr= 737.56mg/s Qw=0.7667x 10-8 x 1.6 Elaborar a análise de fósforo em um lago com escoamento superficial médio anual de 125mm.4 x 10-8/s + 7.003/dia= 0.15/1.950.8m3/s sendo reposto em forma de esgoto tratado 70% da vazão. O volume do lago é a superfície multiplicado pela profundidade média.01mg/L e é retirado do lago 3.7667 x 10-8 /s x 1.96/( 9.1m3/s A vazão causada pela precipitação direta na superfície do lago é: Qp= Área do lago x precipitação anual= 130 x 1000 x 1000 x (500/1000) /(365 x 86400)= 2.

Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.289m3/s Cr= 1mg/L DBO Qw=0.6km2 e a profundidade média do lago é de 3.0= 600.472x10-6/s + 0.0 + 0. A área da superfície do lago tem 0.20km2 x 1000 x 1000x 3.3/86400s= 3.3315m3/s β= K + Qo/V K=0.356m.356/ (365x 86400)=0. A área da bacia do lago tem 25.56mg/L DBO 6-11 .0425m3/s com DBO=Cw=25mg/L.000m3 Qo=0.0mg/L. A quantidade de DBO na água de escoamento superficial (runoff) Cp=1.52 x 10-7/s =4.20km2.0425x 25) x 1000= 1351 mg/s Cc= M´/ βx V =1351/ (4.289x 1.289+0. O volume do lago é a superfície multiplicado pela profundidade média.000m3 A vazão média Qr que chega ao lago causado pelo runoff (escoamento superficial): Qr= Área da bacia x 0. 1993.3/dia= 0.0m conforme exemplo adaptado de Metcalf e Eddy.472x10-6/s +5.7 Determinar a concentração da DBO5 em um lago que tem chuva escoamento superficial médio anual de 0.3315/600000= 3.356m/ (365x86400s)= 0. É lançado efluente de esgoto tratado na vazão de Qw=0.024 x 10-6 x 6 x 105 x 103)=0.br Exemplo 6.472x10-6/s V= 600.289m3/s A vazão de saída Qo será: Qo= Qr + Qws= 0.3315m3/s β= K + Qo/V β= 3.20x 1000 x 1000 x 0.0425= 0.024 x 10-6 /s M’= Qr x Cr + Qw x Cw Qr=0. V= 0.3/dia K= constante da DBO= 0.0425 Cw= 25mg/L DBO M’=( 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com. nitrogenio.

8 Dada uma área da bacia de 97ha de um lago.792 kg/ha x ano x 21ha = 16.31 + 0.5) estão as áreas agrícolas.Calcular a carga de fósforo no lago.73 1.12 x 0. assim para a área urbana C=0.66 0.6kg/ano.600 g/ ano / 15.Porcentagem das áreas e coeficientes de runoff e cargas de fósforo Uso do solo Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Área (ha) Porcentagem C. 120. runoff 0.7) a precipitação média anual é de 1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.6 kg/ano de P .676 m3 Considerando o volume do reservatório de 38.792kg de fósforo por ano por hectare e multiplicando pela área em ha obtemos 16.73 0.00 = 0. Carga= 0.31 0.920m2 = 7.66 x 0.07m e considerando o runoff ponderado obtido de 0. De maneira análoga poderiamos fazer aplicar o exemplo para o nitrogênio mudando somente as taxas de aplicação do nitrogênio.5.3 16.00 C.36 + 0.com.6581m3 =0.5) a carga total de fósforo que chega ao lago é de 120.73. Para cada uso do solo foi estimado o coeficiente de runoff C.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.73)/ 1.31 0.6kg/ano Na Tabela (6.6kg/ano de fósforo que chegará ao lago. volume de 38.22 1.br Exemplo 6.22 x 0.Calcular o coeficiente de runoff ponderado Uso da terra Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Total= Área (ha) 64 12 21 97 fração da área 0.12 0.658m3 Conforme Tabela (6.6. Como a área da superficie do lago As= 15.676m3.982m3 fazemos a soma do volume total: Volume total= 456676m3 + 38. C= (0.43 Tabela 6.44 obtemos 456.07 m x 0.600 g/ano.920m2 vamos achar a carga de fósforo em gramas por metro quadrado por ano. A carga de fósforo adotada para a área urbana é de 0. que apresentam grande dificuldade de estimativas. nitrogenio. ou seja. O lago tem área superficial de 15. 1.792 103.6 120. mostrando que 64% da área é agrícola e 21% urbana.920m2.6) vamos calcular o coeficiente de runoff ponderado em relação as áreas e o obtido foi C=0.027 0.983m3.36 0. Somente consideramos a poluição difusa causada pelo escoamento superficial (runoff) e não consideramos as águas subterrâneas.24 g/m3= 0.982m3= 495.43.58 g/m2 ano A concentração de fósforo será: 120. runoff Carga P (kg/haxano) Carga P (kg/ano) 64 12 21 97ha 66% 12% 22% 100% 0.7 0. A precipitação média anual na região é de 1. 120.44 Na Tabela (6.36 0.44 x 97ha x 10000m2 =456. Na Tabela (6. Poderia ser incluso também o efluente de uma ETE e o volume de lançamento no lago deveria ser usado o método da solução para a concentração final fósforo.600g/ano / 495. Tabela 6. 6-12 .07m.24mg/L Nota: este exemplo é muito fácil de ser aplicado. florestas e urbanas da região.620 0.

382g/ano Dividindo pela área do lago de 15.920m2=12.940 m3= 732.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogenio.382 g/ano / 732.28 mg/L de fósforo total 6-13 .30g/ m3= 82.940m3 resultará em: 456.600g/ano=203.676m3 + 275.616m3= 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.940m3/ano O volume anual devido ao runoff foi de 456. Por ano teremos: 365dias x 756m3/dia=275.382g/ano/ 15. 82.30mg/L de fósforo total PT.9 Area urbana 10.br Tabela 6.782 g/ano + 120.782g/ano de fósforo A carga total será a soma da carga da poluição difusa mais a carga concentrada da ETE.8 g/m2 x ano A concentração de fósforo será: 203.676m3 que acrescido aos 275.Estimativa da carga total de nitrogênio baseado no uso do solo Uso do solo Carga total de nitrogênio (kg/ha x ano) Agricultura 20.0 Floresta 1.9 Para o exemplo anterior vamos supor que exista uma ETE que produz 756m3/dia de esgotos que são lançados no lago com 0.616 m3 A carga anual de fósforo da ETE será: 275.940 m3/ano x 0.9 Exemplo 6.com.8.920m2 teremos: 203.

nitrogenio. A carga de DBO lançado por dia é W=120 kg DBO/dia.10.5 -0. Achar a concentração de OD da mistura.5m/s KL= 0.317 x U+ 0.5m/s e a taxa de oxigênio na entrada do lago é cin=8. A taxa de consumo de oxigênio pelo sedimento SB=0.04m3/s.5 -0. A velocidade do vento é V=4.58mg/L para temperatura de 23ºC.728 x 4.5 g/m2 x dia que denominamos também de Ks.317 x 4.3m e superficie A=15000m2.6m/dia a 0. respiração. onde a vazão de entrada e saida são de 0.50. A temperatura que queremos é 23ºC.6 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.2/dia a 23ºC. -consumo de oxigênio pelo sedimento) Para um lago completamente misturado em condições de equíbrio vale: L=DBO= W/ (Q + Kr x V) Exemplo 6. Wc= é a carga de outras origens e consumo de OD podendo ser positivo ou negativo (+fotossíntese. O coeficiente Kr=0.500m3 Vazão de entrada e de saida Q= 0.5+ 0.728 x U0.52= 0.728 x U0.br 6.0372 x U2 Kr= Ksed + Kd = Ksed + K1 O valor Kr é a soma da deposição de DBO no fundo do lago que denominaremos de Ksed e da taxa de desoxigenação da DBO chamado de K1 ou Kd. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.11 Cálculo do oxigênio dissolvido em LAGO e RESERVATÓRIOS Conforme Thomann e Mueller.9m/dia) OK.com.3m= 19.317 x U+ 0. Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= A x H= 15000m2 x 1.04m3/s x 86400s =3460m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 19500m3/ 3460m3/dia= 5.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. Cs= 8. Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigenio usando uma tabela ou calculando.00mg/L e a DBO de entrada Lin=0.5 -0.87m/dia (0.Fonte: Thomann e Mueller.0372 x 4. 1987 Seja um lago com profundidade média H=1. 1987: Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (DO) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga (m3/s) Kd=K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO L= DB0 existente nas lagoas no início A=área da superficie do lago (m2) V= volume do lago (m3) cin = concentração de OD na água que entra no lago (mg/L) KL= 0.3/dia a 23º C e Kd=K1=0. Concentração de DBO no lago 6-14 C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L+ –(Wc / (Q+ KL xA)) .0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=4.

5 -0.5 -0.800m2 V= volume do lago= 21.00 + (0. saturação do OD. a concentração de DBO no lago é 12.05 –0.3mg/L T= 20ºC Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= 21.52= 0.390m3 Ks= SB=demanda de oxigênio pelo sedimento= 1.89mg/L Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L+ –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Q+KL x A= 3460m3/dia + 0.0372 x 3.45=4.87 x 15000 /16500)x8.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.50. nitrogenio.87 x 15000m2=16500m3/dia C= ( 3460 / 16500) x 8.58/dia L= DB0 existente nas lagoas no início = 2mg/L A=área da superfície do lago= 18.5x 15000 / 16500 C= ( 1.68 + 6. 6-15 .71m/dia (0.056g/m2/dia (adotado) cin = concentração da água que entra no lago com OD=7. C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (OD) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga= 184m3/dia K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO= 0.68 + 6.317 x 3.79 –3.2 / 16500)x 12.5+ 0. 1987.390m3/ 184m3/dia= 116 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.com.br L= W/ (Q + Kr x V)= (120 kg/dia x 1000g/dia) / ( 3560m3/dia +0.390m3 Vazão de entrada e de saida Q= 184m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 21.3 x 19500m3)= 12. Adotaremos modelo de Thomann e Mueller.97 mg/L Exemplo 6.58 – (19500x0.05 –0.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=3.89mg/L Portanto.728 x U0.00m de Guarulhos =8.9m/dia) OK.728 x 3.5m/s (média de Guarulhos na Estação Climatológica da UNG) KL= 0.89 –SB A / 16500 C= ( 1.79 –3.0mg/L ( vaira de 80% a 90% da Ods) cs= saturação do OD a 20ºC na altitude 760. consumo de oxigênio devido a DBO e consumo de oxigênio devido a sedimentos no fundo do lago.317 x U+ 0.11 Lago dos Patos em Guarulhos Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos A concentração de oxigênio dissolvido OD é dado pelas parcelas referentes a córrego tributário. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.6m/dia a 0.

Portanto.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.390x0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.47=5.71 x 18.00 + (0. Cs= 8.12) ou calculando.532)x 2. a concentração de oxigenio no Lago dos Patos é de 5.br Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigênio usando a Tabela (5.84 mg O2/L x dia.0mg/Lx dia de oxigênio dissolvido.95 +8.30mg/L para temperatura de 20ºC altitude 760m em Guarulhos.800m2=13. 6-16 . Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Q+KL x A= 184m3/dia + 0.532) x 7. nitrogenio.58 / 13.19 -1.532)x8.532m3/dia Wc= SB x A SB=Ks= 1.800m2=19853 C= ( 1840 / 13.056 x 18.com.30 – (21.71 x 18.056 g/m2/dia (adotado) Wc= 1.83 – 1.0 –(19853 / 13532) C= 0.84 mg de O2/Lx dia Vamos supor para efeito de exemplo que o lago não possa ter menos que 5.800 /13.

914m α1= αo x e –Ke x z= 1.6 dia 6-17 .e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2. P= clorofila a em μg/L= 10 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.55 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 1.12 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia devido ao fitoplancton.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.914 = 0.6 ( e -0. a fotossíntese só ocorre durante o dia.com.29= 0.73 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.29 pa= ps x G (Ia)= 2.e -1. Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2.3.1 a 0.55 .5 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia G(Ia)= 2.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.5 μg/L = 2.25 razão em mg de DO / μg de clorofila a que varia de 0.04 adotado Ke = 1. nitrogenio.br 6.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.42 H= 1.1.87) =0.42) / (1. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia em mg O2/ L x dia ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado. ps=aop x P aop= 0.42 x e .87m = profundidade média (adotado) Ke= 1.04 x 0.5 x 0.7 / Ds sendo Ds= profundidade obtida com o disco de Secchi (m) z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) =0.25 x P= 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Devido a energia solar.04 x 1. Vamos adotar aop=0.25x 10= 2.718 x 0.04/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.718 x f ( e -α1 .

29=5.5 x 1dia)] Δc/0.007 x 150 + 0.8=0.78 + 0.73 = 0.e – Ka x f x T) x ( 1.6/ Ke= 4. Guarulhos sabendo que através de análise de água a cor foi maior que 150 uH e que a turbidez foi de 83 uT. 1997 concluíram que com 13% de erros temos: Coeficiente de extinção de luz: Ke= 2.state.85m conforme as pesquisas efetuadas Exemplo 6.13 Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese (fitoplâncton) Conforme http://www.5 x (1 – e –0.007 x Cor em uH + 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Coeficiente de extinção de luz (Ke ou η) = 2.5/dia pa= 0.036 x 83 = 6.e – 0.95mg/L poderá haver variação de oxigênio de 5.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: f= 0. nitrogenio.29 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/0.5 x 1 x (1-0.39 x 0.6f) )] / [0.6 x 0.com.5 x 0.8/m Z= 4.md.73 = 0.007 x Cor + 0.78 + 0.66 até 5.6/ Ke que varia de 0.78 + 0.6/ 6.49 /m a 7.29mg O2/ L x dia.29=6.95+0.73 = [( 1.14 Coeficiente de extinção da luz Ke Pesquisas efetuadas por Lee e Rast.mde.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.e –Ka x T x (1.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.036 x turbidez Ke = 2.95-0.12 Calcular o coeficiente de extinção de luz e a profundidade eufótica do lago dos Patos em Vila Galvão.24mg/L de O2.br 6.73 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.6dias T=1dia Ka=0.036 x turbidez em UT Ke varia de 2.e –0. Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 5.6 x 1dia) x ( 1.93 /m conforme as pesquisa A profundidade eufótica z em metros pode ser estimada pela relação: z= 4. 6.67m 6-18 .61m a 1.39 Δc = 0.

Iniciamos primeiramente com o cálculo da respiração R pelo fitoplâncton. G(T)= Gmax x 1.90m = profundidade média (adotado) Ke= 1.1/m G (I)= 2.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.90m= profundidade do rio (dado do problema) Ke= 1.49 . Adotamos Gmax=1.00) / (1. Adotamos μR =0.1 a 0.5 ( e -1.082xP ( mg O2/ L x dia) O valor de R será: R= aop x Dp x P R= 0.284 Temperatura= 23º C Crescimento e morte de fitoplâncton.25 razão em mg de OD / μg de clorofila a que varia de 0. nitrogenio.619/dia Dp= respiração endógena Dp= μR x 1.. R= aop x Gp x P Sendo: R= respiração pelo fitoplâncton (mg O2/ L x dia) P= clorofila-a (μg/L) Gp= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia f= foto período = 0. Mas G(T)= 1.90) =0.126 x P =0.25/dia.066 (T-20) Os valores de Gmax variam de 1. Faremos a explicação juntamente com um exemplo.49 aop= 0.1 dado do problema α1= αo x e –Ke x H= 4.15 Cálculo da variação de oxigênio para rios devido somente ao fitoplâncton No capítulo 5 fizemos um cálculo da respiração e produção de oxigênio devido as algas segundo Rutherford.5)/300=4. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.126/dia pa= aop x Gp x P= 0. 6-19 .133 x 0.5/dia.00 H= 0.e -4.066( 23-20)= 2.133 x 0.718 x f ( e -α1 .1/dia Dp= 0.08 (23-20)= 0.5 (dado do problema) αo= Ia / Is = (600/0.5 (dado do problema) H= 0. 1987 página 450.1.718 x 0.1 x 0.619/dia x P=0.1 x 0.e -αo) / (Ke x H) G (I)= 2. mas vamos usar modelo de Thomann e Muller.05/dia a 0.9 = 1.00 x e .284 x 2.18/dia=0.3. Acima fizemos os cálculos da variação de oxigênio devido a lagos e agora vamos ver a variação de oxigênio devido ao fitoplâncton devido em rios.18/dia Gp= G(I) x G (T)= 0.5/dia a 2.8 x 1.0168xP (mg O2/ L x dia) Sendo: P=clorofila-a (μg/L) Is= 300 ly/dia (dado do problema) Radiação solar diária It= 600 ly/dia (dado do problema) f=foto período=0.com.1 x 1. Vamos adotar aop=0.br 6.8/dia que é um misto da população do fitoplancton.133 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado para o exemplo que faremos.08 (T-20) O valor de μR varia de 0. 2005 para rios.

90m Ka= 3.62 -1. nitrogenio.69/dia Como o valor de Ka ou K2 é para a temperatura de 20ºC.29 -1.81/dia no exemplo Δt=horas no trecho Para o primeiro trecho iniciamos com Do=0.024 (23-20)= 1.R – Ks/H)/K2 Considerando Ks=0 e não o resto da equaçao e sim somente a parte que está nos interessando agora que é a produção e o consumo de oxigênio pelo fitoplancton temos a equação.39 -0.92 2.33 3.Estimativa do oxigênio dissolvido no rio devido ao fitoplâncton Trecho do rio clorofila Cl-a pa R pa-R Temp Déficit D Do no inicio Coluna 7 Coluna 8 delta c= Déficit +Deltac/2 Déficit – deltac/2 (mgO2/L x dia) Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 (mgO2/L x dia) Coluna 4 Coluna51 (dias) Coluna 6 pa/2 Coluna 9 Coluna 10 Coluna 11 1 2 3 4 5 27 34 41 50 59 2.15 Ka=K2= coeficiente de aeração Usando equação de O´Connor nas unidades SI temos: Ka= 3.50 0. Coluna 3: estão os valores do oxigênio consumido durante o dia pa de cada trecho devido as algas Coluna 4: está a respiração das algas de cada trecho Coluna 5: estão os valores de pa-R de cada trecho Coluna 6: estão os tempos em dias de cada trecho.15m/s=velocidade média do rio. geralmente de 0.91 0.84 -3.73 3.44dia.50 dias e somente o ultimo é de 0.41 4.50 V= velocidade=0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. dado do problema H= profundidade média do rio (m)=0.84 0. O déficit no fim de cada trecho será o inicio do trecho seguinte.46 mg/L (Tomamos o maior valor de “pa”.44 0.81 -2.45 0.br Tabela 6.07 -0.69 x 1.21 -2.69 0. Vamos explicar coluna por coluna da Tabela (6.83 3.80 2.98 -1.58 -0.9). Coluna 1: estão os trechos do rio. 6-20 .46 2.92 0.58 -0.98 -1.(1 – e –K2 x t) x ( pa. ou seja. 4.02mg/L de déficit de OD.25 2.99 1.9).91 a favor da segurança) O resumo dos cálculos estão na Tabela (6.73 x 0.50 0.64 0.91/2= 2.25 -0.50 0.5/ H 1. variando de 1 a 5 Coluna 2: estão os valores a clorofila-a conforme amostra extraída de cada trecho.exp(-Ka x Δt )) (Equação 6.46 2.26 2. Substituimos o valor K2 por Ka D= Do x exp (-Ka x Δt) – ((pa-R)/Ka) x (1.46 2.46 0. O déficit diário será a média diária mais ou menos Δc/2 sendo: Para Ka< 2/dia então: Δc= pa/2= 4.150.73 x V0. para 23º temos Ka=K2= 1.50 0.16 4.57 0.69 -1.81/dia A média diária de déficit de oxigênio dissolvido OD em (mg/L) é dada pela equação: Da equação de Streeter-Phelps do capítulo 5 deste livro temos: D= Do x e –K2 x t + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo +{ [KN / (K2-KN)] x (e –KN x t – e –K2 x t) }x LoN .29 -1.46 2.901.1) Sendo: D= déficit (mg/L) Di= déficit inicial (mg/L) Ka= coeficiente =1.com.62 -0.52 -2.50= 1.5/ 0.02 -0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.9.

Coluna 8: Aplicação da equação (6.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.46mg/L considerando o maior valor da coluna 3 que é 4.46.46/2 6-21 .br Coluna 7: Na primeira linha está o valor da demanda de oxigênio no inicio de 0. nitrogenio.46/2 Coluna 11: São os valores da coluna 8 – 2.91/2=2.02mg/L. Coluna 10: São os valores da coluna 8 + 2.com. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1) sendo o Do o do cálculo anterior. Coluna 9: São os valores de Δc de 2. Nas demais linhas o valor de Do é o valor calculado na linha anterior da coluna 8.

nitrogenio.23/ano S=S’ x{ 1 – exp([ -(1 + K x td) x (t/td)]} 6-22 . oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.16 Lançamento de poluentes em um lago. 1987. Vamos explicar dando um exemplo seguindo modelo de Thomann e Muller. Seja um lago misturado de proporções moderadas: W= Qe x Se + Qr x Sr + QT x ST + P x As x Sp + Sd x V Sendo: W= entrada de massa Qe x Se = transferência de massa de esgotos de um efluente Qr x Sr =devido a um rio que entra no lago QT x ST = devido a um tributário P x As x Sp = devido a precipitação da água de chuva Sd x V=devido ao sedimento Qe= vazão efluente Qr= vazão do rio que entra no lago Qt= vazão do tributário P= quantidade de precipitação As= área da superficie do lago V= volume do lago Se= concentração do efluente Sr= concentração do rio ST= concentração do tributário Sp= concentração nas águas de chuvas Sd= concentração do poluente que sai dos sedimentos td= V/Q Sendo: td= tempo de detenção no lago S’ = W/ (Q + KV) = (W/Q) / ( 1 + Ktd) Sendo: S= concentração no tempo t t= tempo em ano K=0.com.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.br 6.

Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. É tóxica para peixes e outros organismos aquáticos.00) x (1.4mg/L S’= 1400 μg/L Portanto. a concentração de equilibrio é 1. 1987.br Figura 6.4 kg/dia e depois termina.4kg x 1000 x 1000) / (2. Achar a concentração de equilíbrio? Achar a máxima concentração? Figura 6.000 m3.0anos O valor de S S’ = W/ (Q + kV) = (W/Q) / ( 1 + Kx td) = (528.23/ano e a vazão média anual da saída do lago é de 2.83m3/s.145. O volume do lago é de V= 89.83 x 1000) / ( 1+0.83m3/s) / (365dias x 86400)= 1.400μg/L Para 1. Seja um lago com durante 1.2.5anos/1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.23x0.5 anos quando acaba o poluente repentinamente teremos: S=S’ x{ 1 – exp([ -(1 + k x td) x (t/td)]} S(t=1.Esquema de lago misturado Exemplo 6.3.com.5anos)=1400 {1 – exp([ -(1 + 0.000m3/ 2.5anos vem recebendo um pesticida (Triallate) com 518. Nota: O triallate é um pesticida usado para matar vegetação daninha. O valor K=0.23x 1.Esquema do lago Primeiramente vamos determinar o tempo de detenção td td= V/Q=(89154.178 μg/L 6-23 .95)= 1. nitrogenio.00anos)]} =1178 μg/L A máxima concentração do poluente é 1.13 Adaptado de Thomann e Muller. Não é tóxico para passarinhos e é um pouco tóxico para o ser humano.

6. nitrogenio. 5.17 Tipo de análises No Lago do Nado em Belo Horizone foram feitas análises longitudinais e mensais ao lago em profundidade: 0 1m 3m 5m 1. 3. Nestes pontos foram retiradas com retiradas amostras com a garrafa de Van Dorn de 2 litros: Fósforo total pelo método de Murphy e Reley Nitrogênio total usando autoclave c persulfato de potássio Clorofila-a pelo método espectrofotométrico usando acetona como solvente orgânico. Oxigênio dissolvido Temperatura Disco de Secchi 6-24 .Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 2.br 6. 4.com.

1334páginas. Editora Harper Collins. ISBN. Mcgraw-Hill. Principles of surface water quality modeling and control.ppg. ROGER W. MUELLER.md. Tese de Doutoramento. Estado de Minas Gerais. Contaminant transport in surface water.br/Docs/ctf/Biologicas/2002/02_245_01_Jose%20BezerraNeto%20e%20outro_A%20morfometria. Ligth attenuation in a shallow. -THOMANN. 6páginas. 238. ano 2006 http://www. WAYNE C. Revista Brasileira de Recursos Hídricos volume 11 número. Maidment. 1991. 1993. lake Houston. Acessado em 23 de dezembro de 2006. Contribuições para o desenvolvimento da capacidade de previsão de um modelo de qualidade da água. Texas.0-07-100824-1. 3ª ed. nitrogenio. US Department of the Interior -METCALF & EDDY. 2004. 644 páginas. Wastewater engineering. A morfologia e o estado trófico de um reservatório urbano: lago do Nado.18 Bibliografia e livros recomendados -BEZERRA NETO.br 6.state. Texas. E RAST. Austin.S. -FERREIRA. 2002 Universidade Federal de Minas Gerais.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.uem. In Handbook of Hydrology de David R. -INTERNET http://www. JOHN A. -LEE..pdf -HUBER. MARTA CONDÉ: Graus de trofia em corpos de água no Estado de São Paulo.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: -LAMPARELLI. Geological Survey. Instituto de Geociências da USP. RICARDO MOTTA PINTO. ALDO PACHECO et al.mde. JOSE FERNANDES e COELHO.com. Belo Horizonte. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. turbid reservoir. ISBN 0-06-046677-4 6-25 . U. ROBERT V. WALTER. 1987. 1997.

br Apêndice A: fonte USEPA. nitrogenio. 1985 página 63 6-26 .Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.com. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com.br Capítulo 07 Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos 7-1 .

0mg/L Runoff no telhado 0. Geralmente kg de nitrogênio /ha x ano.000= 3.br Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e fósforo em lagos e córregos 7.1) do Capítulo 5 que consiste em determinar a população máxima cujos efluentes podem despejar no curso de água.709. Apresentaremos ainda o método Simples de Schueler que é muito usado em poluição difusa devido a sua simplicidade. 2002 poderão obter concentrações baixas de nitrogênio de 10mg/L a 25mg/L. gramado.04 Coluna 4: Padrão em kg/ha usado em Massachussets.02 kg/pessoa/ano 8708 hab 46.1) está uma aplicação prática do assunto: Tabela 7.24mg/L de nitrogênio para que fosse diminuida a quantidade de algas na região. Qualquer construção que seja feita na região os efluentes nao poderão ultrapassar a carga anual de nitrogênio de 52. chuvas. 7.490kg/ano. 7-2 .00 300 0. Coluna 4 Quantidade Coluna 5 (kg/ano) Col 4 x col 5 Coluna 6 (%) Coluna 7 1 2 3 4 5 6 Tanque séptico e vala de infiltração 40mg/L Fertilizante no gramado Atmosfera 0.298 5. Coluna 6: é a multiplicação da coluna 4 pela coluna 5 fornecendo o total de nitrogênio em kg por ano. Massachusetts Ordem Coluna 1 Fonte do nitrogênio Coluna 2 Unidade Coluna 3 Padrão Mass.com.000m3/ano 0. pois são levadas pelo escoamento superficial das chuvas e das águas subterrâneas. observando-se que que os tanques sépticos com vala de infiltração contribui com 70. Coluna 5: é a quantidade de pessoas.75mg/L Fertilizante em árvores pequenas kg N/pessoa x ano 208 litros/dia x hab 40 x 208 x 365/1. Estados Unidos com área de 212ha foi determinado por uma comissão em 1990.41 kg/ha 212 ha 21.000.68 15.81 840 2. O impacto do nitrogênio numa determinada área é muito importante.50 kg/ha 40ha 790kg/ha 4ha Total (kg N/ano)= 3.49 100. Na Tabela (7. Na Baia de Buttermilk em Massachusetts. por exemplo. Na prática o nitrogênio varia de 25mg/L a 45mg/L. que a taxa de nitrogênio anual não poderia passar de 52.1 Introdução Vamos expor suscintamente o impacto do fósforo e do nitrogênio em lagos e rios.26 723 1.3mg/L Runoff no pavimento 2.2 Impacto do nitrogênio É o problema III do Azevedo Neto conforme Tabela (5.82 Fonte: USEPA. Sistemas mecanizados de tratamento de esgoto sanitário conforme EPA. ou seja.209 8. 2002 Coluna 1: ordem Coluna 2: fonte do nitrogênio: tanque séptico e valo de infiltração.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Cargas de nitrogênio na Baia de Buttermilk. 8708hab ou o número de hectares estimados.94 128 ha 26. Coluna 7: é a porcentagem de contribuição de cada fonte. A segunda parcela é dos fertilizantes usados nos gramados.00kg/ha 3. As cargas de fósforo e nitrogênio.000 kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano 3.160 37.68%do nitrogênio anual.1.490kg Para estimativa assumimos que o efluente tratado de esgotos sanitários tenha 40mg/L de nitrogênio e que a cota per capita seja de 208 litros/dia x habitante. runoff no pavimento e runoff no telhado e fertilizantes de pequenas árvores.888 70. Coluna 3: unidade.24g/m3 x 218.490kg/ano.00kg/ha 40ha 7. podem ser estimadas em um lago. Volume de água de recarga= 218. pois adotada a taxa máxima de 0. Para os tanques sépticos e vala de infiltração consideramos 208 litros/habitante x dia e considerando que cada pessoa contribuirá com 40mg/L de nitrogênio teremos: 40mg/L x 208 L/dia x pessoa x 365 dias/ 1000.709.000m3/ano / 1000=52.

5 0. Carga do poluente mg/L= carga anual em gramas/ volume anual de recarga metros cúbicos Para a Tabela (7. Do nitrogênio total 50% é nitrogênio orgànico e os outros 50% é inorgânico. É a redução da habilidade do sangue de carregar oxigênio e causa problemas na gravidez. 1999 em várias florestas praticamente intocadas.310 Area mista 5. Tabela 7.40 0. 7.3 0.2 7. 2002.31 0.8 a 3.52 0.7 0. precipitações e áreas rurais.0 0.1) temos: Carga do polunte= 37. como a da rio Amazonas e do rio Negro.2) fornece a quantidade de fósforo por kg/haxano e por ano de vários tipos de áreas. Geralmente não se admite mais de 10mg/L de nitrato devido a doença azul de bebês que é a methemoglobinemia.3 Balanço de massa O balanço de massa do nitrogênio ou de outro poluente fornecem a concentração do poluente na água subterrânea e na água superficial conforme Usepa.1 0.3.000m3 = 0.5 Impacto do nitrogênio e do fósforo Marsh.4 Impacto do fósforo A Tabela (7. como áreas urbanas. O balanço de massa é o quociente entre a carga anual em gramas e o volume anual de recarga em metros cúbicos.6 Fósforo kg/haxano Médio Baixo 0.4 a 1. et al.1 a 0.com.5 0.2 a 0.50 0. 1997 apresenta para estimativa da carga de nitrogênio e fósforo para os Estados Unidos a seguinte Tabela (7. 1997 define os usos ou cobertura dos solos: Área de floresta quando tem mais de 75% da área coberta com florestas Área quasi uma floresta: quando a área coberta por floresta estiver entre 50% a 75% Área agrícola quando mais de 75% da area é usada na agricultura 7-3 .3) no que se refere a floresta pode ser aplicada para o Brasil. 7. Existe a influência do tipo de solo e das declividades.24mg/L OK Na prática o volume de recarga não é um dado facil de se achar.185 Campo de Golf 15.1kg/ha x ano de nitrogênio total foi achada por Lewis.17mg/L< 0.br Uma das dificuldades para se avaliar o impacto do nitrogênio é determinar com precisão a recarga anual de água subterrânea.0 0.88 0.82 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.00 0.709.2-Estimativas de exportação de fósforo de acordo com varios tipos de áreas Fonte de fósforo Área urbana Área rural ou agrícola Florestas Precipitações Alto 5.300 Quasi área agrícola 6. Marsh.5 0.085 Quasi floresta 4.280 Area agrícola 9.410 Fonte: Marsh.209kg x 1000g/ 218. Assim partículas mais finas e terrenos com maiores declividades terão maior aporte de fósforo.3).175 Quasi área urbana 7. florestas.0 0. 1997 A média de 5.0 3.Carga anual média de nitrogênio e fósforo Uso do solo ou cobertura Nitrogênio Fósforo (kg/ha/ano) (kg/ha/ano) Florestas 4. Isto mostra que a Tabela (7. Tabela 7. Do nitrogênio inorgânico 20% é amônia e 80% é nitrato.

1 Seja um loteamento com 283ha com 166ha de lotes residenciais. 30% de área agrícola e 45% de área de florestas. Não esquecendo que serve somente para uma estimativa.28kg de fósforo/ano por casa e 10. Tendo-se as áreas podemos estimar as cargas de nitrogênio e fósforo que irão cair em um rio ou um lago.10 >0.00 1. Lembremos que as cargas presentes nas precipitações já estão inclusas.4) onde estão os níveis representativos de fósforo e nitrogênio em vários corpos de água dos Estados Unidos. Marsh.41 40 Paisagismo 19 0.5) Tabela 7.52 915 Campo de Golfe 98 15. Os cálculos estão na Tabela (7.com. Tabela 7.4.5.Cálculo da carga anual média de nitrogênio e fósforo Nitrogênio Áreas (ha) (kg/ha/ano) (kg) Lotes residenciais 166 5.025 <0. 1997 apresenta ainda a Tabela (7. comércio.1 a 2.0 Agua nos lagos com problemas de algas <0. 1997 recomenda para os Estados Unidos 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.03 0. 19ha de gramados e 98ha de campo de golfe. 1997 Exemplo 7.35 Agua dos lagos com problemas sérios de algas >0.Niveis representativos de fósforo e nitrogênio em corpos de água nos Estados Unidos Água Fósforo total Nitrogênio total PT (mg/L) NT (mg/L) Água da chuva 0.80 Aguas pluviais urbanas 1.40 85 2.0 a 10 Escoamento superficial na agricultura 0.475 Portanto. Area mista: quando tem por exemplo.1 5.0 2.85 31 Campo de Golfe 98 0. 25% de área urbana. teremos no lago 2475kg de nitrogênio por ano (ha) Fósforo Áreas (kg/km2/ano) (kg) Lotes residenciais 166 0.0 e 2.66 kg/de nitrogênio por casa por ano (lembremos que estas cargas são maiores que as brasileiras). Calcular a carga média anual de nitrogênio e fósforo no lago.05 a 1.085 2 73 Portanto.475 Paisagismo 19 4.01 a 0. indústria e institucional. teremos no lago 83kg de fósforo por ano 7-4 . Marsh.0 a 70 Efluente de plantas de tratamento secundário de esgotos sanitários 5 a 10 >20 Fonte: Marsh.br Área quasi urbana: quando a área tem desenvolvimento mais de 40% ocupado por residências.

A= área (ha) C= concentração média da carga do poluente nas águas pluviais da (mg/L) Valor de Pj O valor de Pj usualmente é 0.5 e para eventos de uma simples precipitação Pj =1.11 0.03 0.6 Método Simples de Schueler Schueler em 1987 apresentou um método empírico denominado “Método Simples” para estimar o transporte de poluição difusa urbana em uma determinada área. média e baixa e área de parques.23 0.0.10 0.6 ND ND 1.0 0. Shopping Center.00 0.01 x P x Pj x Rv x C x A Sendo: L= carga do poluente anual (kg/ano) P= precipitação média anual (mm) Pj= fração da chuva que produz runoff.br Na Tabela (7.05 + 0.00 0.3 2. Tabela 7.com.009 x AI AI= área impermeável (%).2002 em kg/ha x ano Área residencial com densidades Comercial 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Sólidos Totais TSS Cl TP TKN NH3 N03 + NO2 DBO5 COD Pb Zn Cr Cd As 2363 1125 473 1.00 0.3 3.00 0.1 4.6 1.7 4. (1993).6 15 56 0.02 Estradas 1913 990 529 1.45 0.00 0.68 0.9 (normalmente adotado) Rv= runoff volumétrico obtido por análise de regressão linear.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.24 0.5 3. mas pode atingir valor Pj =0.7 ND ND 5. Pj =0.8 5.02 Indústria 754 563 28 1.6.00 0. indústrias.0 0.17 0.5 2. A equação de Schueler é similar ao método racional e nas unidades SI adaptada neste livro: L=0. estacionamento de veículos. O método foi obtido através de exaustivos estudos na área do Distrito de Washington nos Estados Unidos chamado National Urban Runoff Program (NURP) bem como com dados da EPA.3 30 191 0.6) estão os poluentes típicos em áreas urbanos elaborados por Burton&Pitt.0 8.79 ND 0. october 2004.90 0.02 Estacionamento 1463 450 338 0. residências de alta densidade.90 0.8 0. Rv= 0.1 3.00 0. conforme AKAN.02 0.9 2. (1993) salienta que os estudos valem para áreas menores que 256ha e que é usado cargas anuais.04 ND ND ND ND ND 0 ND ND ND ND Fonte: New techniques for urban river rehabilitation.7 0.90 para precipitação média anual.01 0.06 2.00 Áreas de Parques ND 3 ND 0. AKAN. estradas de rodagem.00 Baixa 73 11 10 0.68 0.6 0.36 0.3 53 304 0.Poluentes típicos e areas urbanas conforme Burton& Pitt.11 0.5 0.90 ND 0.05 0.9 0.7 7.36 0.1 1 8 0.04 2. 2002 notando-se que as maiores quantidades são para áreas comerciais.7 2.5 ND 225 0.6 3.2 1. EKT-CT-2002-00082 LNEC João Rocha 7.01 ND Shopping Center 810 495 41 0.5 70 473 3.3 0.00 ND Média 506 281 34 0.00 Alta 754 473 61 1.9 1. 7-5 .

8.0.0 124. Poluente NURP Baltimore Washington NURP Virginia FHWA DC National Study Área Áreas Área média Florestas Rodovias suburbana velhas comercial americanas 0.00 13.03 0.8) estão os valores de concentração média adotado na Malásia.com.0 11.09 0.380 Zinco Fonte: AKAN.0 90.08 0.8 Amônia 0. (1987) e citadas por AKAN.2 0.17 3. (1993) e McCUEN.31 0.037 0.br Valores de C Conforme as pesquisas feitas por Schueler. Na Tabela (7.Valores de “C”usados pelo Método Simples de Schueler.2 – 0.78 Nitrogênio Total 35.12 0.200 50.5 Chumbo Fonte: MALÁSIA. (1993) e McCUEN.15 Fósforo total 2.010. Tabela 7.7 .26 1.Valores médios de concentração adotados na MALÁSIA em mg/L Vegetação nativa/ Área Área Área Poluente floresta rural industrial urbana 85 500 50 .1 36.13 Fósforo total (PT) 0.6 2.01.0 1. (1998).9 BOD 5dias 0.8 1.7) e (7.01-9.6 163.03 – Cobre 0.176 0.200 Sedimentos 6 30 60 85 Sólidos totais em suspensão (TSS) 0.03 0.09 0.9) Tabela 7.8 >40.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.250 0. (1998) os valores médios da carga de poluição C em mg/L é fornecida pelas Tabelas (7.0 COD 5.2 Nitrogênio total (NT) 0. (2000) Área em construção 4000 7-6 . 1987 em mg/L.26 260-4000 700 4000Coliformes fecais 3000 20000 0.397 0.46 0.

26mg/L x 12ha L=12.8) na coluna de Virginia.46 x 0. Área antes do desenvolvimento com 2% de área impermeável passou a 45% com a construção de uma vila de casas..000 12 0. 1970 Porto Alegre APWA APWA.07 C=0. Exemplo 7.05 + 0.90.46 0.09kg/ano para 12.9 x 0. A carga anual será calculada usando: L=0. Rv= 0.9 adotado Rv=0.com.46 P=965mm Pj =0. Durham Poluente Colson.4 111.01 x 965mm x 0.01 x P x Pj x Rv x C x A L=0.3 0. na Tabela (7.0 Exemplo 7.15mg/L Fósforo total/ Floresta A=12ha Rv=0.9 x 0. com o desenvolvimento a quantidade total de fósforo aumentará de 1. 1969 mínimo 1 450 55 máximo 700 14600 11.07 L=0.009 x 2 = 0. 1974 DBO Sólidos totais pH Coliformes NPM/100ml Ferro Chumbo Amônia Fonte: TUCCI.07 x 0. 1964 Tulsa AVCO. Cincinatti Weibel et al.07 Adotando C=0.01 x P x Pj x Rv x C x A P=1540mm Pj =0.9 adotado Rv=0. (1993).15mg/L para fósforo total em florestas.46 kg/ano Portanto.01 x P x Pj x Rv x C x A P=965mm Pj =0.75ha.2 Exemplo de AKAN. chuva média anual de 965mm sendo Pj = 0.2 x 10 7 19 1440 23.90. Trata-se de área com 12ha.000 31. Para a situação de pré-desenvolvimento: Rv= 0.8 1523 1.br Na Tabela (7.8 545 8.009 x 45 = 0.46 kg/ano com a construção de um bairro residencial proposto.5 x 10 7 30.Valores médios de parâmetros de qualidade de águas pluviais em mg/L para algumas cidades.05 + 0. (2001).9) temos valores médios de poluentes fornecidos por Tucci. Pré-desenvolvimento L=0.3 Calcular o aumento de sedimentos de área urbana com 46.09 kg/ano Para a situação de pós-desenvolvimento.9. (2001).07 C=0.9 adotado C=85mg/L sedimentos/ Floresta/ Malásia 7-7 .26mg/L Fósforo total/ área suburbana A=12ha L=0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Supomos que no pré-desenvolvimento havia 2% de área impermeável e com o desenvolvimento passou para 70%. Tabela 7.19 1.15mg/L x 12ha L=1.01 x 965mm x 0. chuva anual média de 1540mm e Pj =0. Calcular o aumento anual de fósforo total.

46 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.68 L=0.122kg/46.18mg/L e da área impermeável AI= 17. Rv=0.07 L=0.01 x 1540mm x 0.18 x 97= 34 kg/ano de PT Portanto.com.75ha L=3.05+0.75ha L=88. Tabela 7.10.122kg/ano.01 x P x Pj x Rv x C x A L=0. chegará ao lago 34kg/ano de fósforo total.90 x 0. Calcular a carga anual de fósforo total usando o Método Simples de Shueller.855 kg de sedimentos/ano Pós-desenvolvimento L=0.01 x 1070 x 0.90 A=97ha C= 0.10) a média ponderada da carga poluente C=0.18 Conforme Tabela (7.9 adotado C=200mg/L sedimentos / Urbana/ Malásia.68 x 200mg/L x 46.br A=46.122kg de sedimentos/ano Ou 88.4 Seja uma área de 97ha conforme Tabela (7.01 x P x Pj x Rv x C x A P=1540mm Pj =0.15%.009 x 17. Tabela (7.20 P= 1070mm precipitação média anual Pj=0.9 x 0.05+0.009 x 70 = 0.05 + 0.75ha=1885 kg/ha x ano de sedimentos Com o pós-desenvolvimento o sedimento aumentará de 3.15% 0.009 x AI= 0. 7-8 .9 x 0.15=0.75ha Rv=0.9) A=46.75ha Rv=0. Exemplo 7.07 x 85mg/L x 46.20 x 0.855kg/ano para 88.01 x 1540mm x 0.10) cujas águas de chuvas caem em um lago.15 0.18 mg/L de PT L=0.Média ponderada da carga poluente e da área impermeável AI Uso da terra Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Total= Área (ha) AI Concentração Média (mg/L) 64 12 21 97 2% 2% 72% 17.09 0.009 x 2 = 0.05 + 0.

p.p(Ks . O valor de pi é a concentração de cada origem (g/ano). pi=W= soma de todas as taxas de massas do nutrientes que caem no lago de todos os lugares (g/ano). 1987. pi – Ks. A quarta simplificação indica que o nutriente vai ser usado como medida de status do índice trófico é o fósforo. 1987 comentam que apesar das simplificações feitas o método funciona muito bem. p. O modelo que usaremos apóia-se no balanço de massas do nutriente e baseia-se nas seguintes simplificações conforme Thomann e Muller. dp/ dt = Σ Qi . na parte superior. V+ Q)=0 Donde: p= W/ (Ks x V + Q) Ou p= W/ (Q+vs x As) Introduzindo a profundidade média Z teremos: H= V/As As= V/H Façamos a introdução do tempo de detenção hidráulica (ano) que é o valor td: td= V /Q 7-9 . vs= velocidade de sedimentação na coluna de água (m/ano). p 0= Σ Qi pi – Ks . p . A base de nos estudos é EPA 440/4-84-019 de agosto de 1983 Technical Guidance Manual for Perfoming Waste Load Allocations. dp/ dt = Σ Qi .p 0= W – Ks.7 Análise simplificada de eutrofização de um lago.br 7.4m/ano ou 16m/ano conforme Thomann e Muller. dp/ dt = W – Ks. 1987.p= W. isto é. Assumindo um estado de equilíbrio (steady state). A terceira simplificação indica que somente um nutriente deve ser considerado e normalmente em lagos é o nutriente fósforo. p V . p Ks= vs/H Sendo: V= volume do lago (m3) Ks= taxa de sedimentação do nutriente (m/ano) Q= vazão que sai do lago (m3/s) p= concentração do nutriente no lago (mg/L) Σ Qi . A segunda simplificação é que o lago encontra-se em estado de equilíbrio esquecendo o comportamento dinâmico do lago ao longo de um ano. então dp/dt=0 e denominando W= Σ Qi pi. A primeira simplificação é de que o lago encontra-se misturado. pi – Ks .Lakes. Book IV.V – Q. isto é. V – Q .V – Q .Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. V– Q. teremos: V . p.0274m/dia) ou podem ser adotados outros valores como 12. que não está estratificado ignorando a intensificação do fitoplancton no epiliminio do lago. p. 1987: O lago encontra-se totalmente misturado Que o lago está em condições de equilíbrio representando a média anual sazonal Que o fósforo é limitado Que o fósforo é usado como medida do índice do estado trófico Thomann e Muller. O assunto também está muito bem explicado na página 404 do livro de Thomann e Muller. Existem modelos complexos para análise de eutrofização de um lago.V – Q .com. A equação geral do balanço de massa para qualquer substância num lago completamente misturado é: V . Normalmente é adotado vs=10m/ano (0.

05 2.40 1.85 x ln (H) (com R2=0.79) Na Tabela (7. Nota: Devido a dificuldade em se achar o valor da velocidade de sedimentação vs ou o valor de Ks.77 7. O controle do fósforo parece que fornece os melhores meios de controlar o crescimento de águas azuis-verdes pela fixação do nitrogênio.com.36 Existe ainda uma equação mais simplificada: Ks= 10/H Na Tabela (7.20 7.50 6. Ln (Ks)= ln (5.5) – 0.12) estão alguns valores de Ks calculado por Ks=10/H 7-10 . 1975 Prof. H(m) 1 2 3 4 5 6 7 Ks 5.69 1. pode ser feita uma estimativa usando a equação de Vollenweider. nitrogênio e outros.Valores de Ks conforme equação de Vollenweider.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.00 7.11.05 vs= Ks x H 5.10 6.50 3.br Sendo: H= profundidade média do lago (m) V= volume do reservatório (m3) As= área da superfície do reservatório (m2) td= tempo de detenção hidráulica (ano) p= W/ (Ks x V + Q) Dividindo o segundo membro por As no numerado e denominador teremos: p= W/As/ (Ks x V /As+ Q/As) p= W/ ( Q + vs x As) p= W/As/ [(Ks x H+ (Q/ V) x H)] Denominando W´=W/As p= W´ /[(Ks x H+ (Q/ V) x H)] Taxa de saída da água q=Q/As p= W´/ (q + vs) p= W´/ [H (ρ +Ks)] ρ= Q/V= 1 / td p= concentração do poluente no lago (mg/L) Este modelo simplificado é devido a Vollenweider e trata dos nutrientes como fósforo. De modo geral o fósforo é o fator limitante.48 6.11) estão os valores de Ks calculados conforme Tabela 7.16 1. Entretanto o fósforo foi considerado o nutriente mais importante devido as seguintes razões: Existem tecnologias para remoção do fósforo nos esgotos tratados Existe fósforo de uma maneira significante nos esgotos domésticos.20 1. 1975 para o valor de Ks.

1m profundidade média da lagoa vs= 12. Isto inclui todas as fontes rurais.00 1.4m/ano Ks= vs/ H= 12.50 2.000m3 Área da superfície do lago= 17.47 Cálculo de W’ 7-11 .00061m3/s Como se pode ver a vazão correspondente ao precipitado na superfície da lagoa é pequena e pode ser desprezada. A estimativa geralmente é feita com tabelas como a de Marsch.19/1000)=413.299m3/ (365 dias x 86. É obtido através de batimetria ou de previsões feitas em planta aerofotogramétricas.233m3/ (365 dias x 86. Estado de São Paulo que tem: Precipitação média anual = 1783mm/ano Evapotranspiração=684mm/ano Área da bacia= 122ha Área impermeável= AI=16% Coeficiente volumétrico Rv Rv= 0.233m3/ano Vazão correspondente ao precipitado = 19. Exemplo 7.00 5. Terceiro passo: Estimar a média da carga anual de fósforo de todas as fontes.400s)=0.009 x 16= 0.12.1=2.05+0. Para lagos muito grande deve ser levado em conta a precipitação sobre o mesmo e a evaporação. Geralmente pode ser calculado ou se não temos dados estimar em Ks= 12.400s)=0. a vazão de saída é Q= 0. Segundo passo: estimar a média anual de vazão da água.5 Calcular a quantidade de fósforo num lago em um loteamento em Campos do Jordão.009 x AI=0.com.19 Volume runoff= (122 x 10000m2) x (1783 x 0.0131m3/s Volume do reservatório= 90.4m/ano.0131m3/s H=5.Valores de Ks simplificado Ks=10/H Prof.br Tabela 7. 1977 ou outra.05+0.33 2. Quarto passo: Achar a taxa de sedimentação de fósforo. tributários e atmosférico.500m2=19.500m2 Volume precipitado e evaporado na área do lago= ((1783-684)/ 1000)x 17.299m3 Vazão correspondente ao runoff= 413. Portanto. área da superfície e profundidade média.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Geralmente pode ser obtido pelo runoff anual através de estações de medições que medem o volume de água que passa pelo lago.4 / 5. Não tendo ela pode ser estimado anualmente pelo runoff.67 1. Quinto passo: Selecionar os objetivos do fósforo ou clorofila-a. H(m) 1 2 3 4 5 6 7 Ks 10.43 Procedimento de cálculos Os procedimentos são através dos seguintes passos: Primeiro passo: estimar o volume do lago.00 3.

Vamos explicar juntamente com um exemplo para melhor compreensão.081 x (PT) 1.7g/m2 x ano W= 1.379m2 (área da superficie do lago) P= carga total de fósforo da bacia= 231. q= H/ td ks=10/H Cálculos: ks=10/H= 10/1.046/ (23.87= 5. Exemplo 7. Maryland onde usaremos os ensinamentos de Huber.2μg/L de P 7-12 . td= tempo de residência (ano) = Volume do lago (V)/ Vazão de saída Qout (m3/s) td= V/Qout H= 1.15 kg/ha x ano de fósforo total.3 kg/ha x ano e para densidade baixa é 0.0131 x 86400 x 365)=0.97=0.046 g/m2 ano td= V/ Q= 90.3 kg de fósforo total por ano=18300 g por ano W´= W/ As= 18.com.0. Caso queiramos tirar água do lago para abastecimento podemos verificar a Resolução Conama 357/05 que para ambientes lênticos o valor do fósforo total é 0.844/ 136. Tomemos. Os resultados deverão ser verificados e estarão dentro de uma faixa. 2004: Para rios e lagos temos: Clorofila-a= 0.br Conforme Tabela (7.35/ano td= 0.2 μg/L de P O fósforo produzirá algas e podemos estimar a clorofila-a através da equação elaborada por Lamparelli.12).Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.300g/ 17500m2= 1.18) o lago ficará mesotrófico.15 kg/ha x ano= 18.218=23. Nota: geralmente dificil de se obter.844kg=231.96m/ano p= W/ [H(1/td + ks)] p=1.0145ano= 128.000m3 / (0.6 Carga de fósforo em um lago Trata-se do Lago Urieville.39 + 12. p= concentração de fósforo no lago (mg/L) W= carga total da área da bacia (g) /área da superficie líquida do lago (m2) As= 136.6)=1.87m=profundidade média do lago (m) ks= perda de fósforo de primeira ordem (/ano) p= W/ [H(1/td + ks)] =W/ (q + ws) q= Q/A = H/ td Sendo: Q= vazão de saída (m3/s) A=área da superficie do lago (m2) ws= velocidade do particulado do fósforo.6) o fósforo total para uma área de densidade média é 0. 1993 in Maidment.99=0.6m/ano Descarga: q=Q/As= H/td= 5.0122 mg/L=12.029mg/L e verificando a Tabela (7.39 p= W´/ (q + vs) p= 1.029 mg/L=29μg/L Portanto.0145 +5. a média 0.7/138.24 PT=12.7 g/m2 x ano=taxa de carga de fósforo (g/m2 x ano).0145ano (dado do problema) q= H/ td = 1.029g/m3=0.046/35.218 ano Adotando vs=12.1/ 0.379= 1. Área= 122ha W= 122ha x 0. Nota: como o valor da velocidade vs adotado foi de 12.03mg/L conforme Tabela (7.35)]= 1.87m/0.4m/ano poderia ser adotado outros valores como 10m/ano ou 16m/ano. portanto.7g/m2 x ano/ [1.87m(1/0.844g W=P/As= 231. o lago terá a concentração média de 0.

fósforo total e clorofila-a. Tabela 7.050mg/L para ambientes intermediários com tempo de residência entre 2dias e 40dias) 7. Para corpos de água da Classe 2 temos a Tabela (7.211 10.13).06 IET>74 Hipereutrófico <0. 7.8 ≤0. 1990 mostra que o estado trófico é função da transparência.br Clorofila-a= 0.0 0.81 44<IET≤54 Mesotrófico 1.34 54<IET≤74 Eutrófico 0.8 μg/L de Cl-a Portanto.026 0.20 < 5mg/L OD (oxigênio > 5mg/L dissolvido) Clorofila-a PT (fósforo total) < 30μg/L <0.3 >0.2g/L de P no lago resultou na estimativa de clorofila-a de 1.9 Estado trófico A Tabela (7.com.053 a 0.081 x (12.9 a 1.7 a 2.24 = 1. 1990.82 a 10.3 0.052 3.Alguns parâmetros das águas doces Classe 2 segundo Conama 357/05 Águas doces Limites Classe 2 DBO5.14) de classificação de Carlson modificada por Toledo.13.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.14-Limites para diferentes níveis de estado trófico segundo o sistema de classificação de Carlson modificado por Toledo. Tabela 7.030 mg/L para ambientes lênticos <0. a concentração de 12.8 μg/L de Cl-a.0 0.211 >76.2) 1. Devido a isto se pode ver a importância do fósforo para o enquadramento do estado trófico.007 a 0.027 a 0.52 a 3.9 a 0. 2004 7-13 .51 24<IET≤44 Oligotrófico 7.06 Fonte: Lamparelli.8 Resolução Conama 357/2005 Para os estudos de impacto de fósforo e nitrogênio deverá ser consultada a Resolução Conama nº 357/05.006 ≤0. Critério Estado trófico Transparência Fósforo total Clorofila-a (m) (mg/L) (μg/L) IET≤ 24 Ultraoligotrófico ≥ 7.35 a 76.

400)= 0.br Exemplo 7.2625 x 86400 x 365 x 6 x1000 / (1000x 1000)=49.7 Vamos mostrar um exemplo de Thomann e Muller.00m Intensidade de chuva média (mm/h)=I= 762/(365dias x 24h)= 0.000.2625m3/s Carga de fósforo por ano= 0.1) temos uma lago e queremos saber qual a quantidade de fósforo do mesmo tendo em vista que recebe o fósforo de varias origens.0992 x 86400x 1000 x 4x365 / (1000 x 1000) =12514 kg de fósforo/ano Águas pluviais somente • Coeficiente de runoff C=0.27 • Área de contribuição (ha)=A=640ha • Estimativa da quantidade de fósforo na água = 0.087mm/h (estimativa) Qáguas+esgoto= 0.45 x 0.Esquema Fonte: Thomann e Muller.087mm/h Dados do problema: Tratamento de esgotos sanitários • População servida: 50.0 mg/L • 80% dos esgotos é lançado no lago.com.000hab x 567 L/hab x dia/ (1000 x 86. 1987 Lago Os dados do lago são: Volume V= 622.087mm/h (estimativa) 7-14 .1.000habitantes • Quota per capita= 567 L/ hab x dia • Quantidade de fósforo no efluente dos esgotos que é lançado no lago= 6.0992m3/s Carga de fósforo no ano= 0. Figura 7.000 m3 Área de superfície As= 77.087 x 960/360=0. 1987 adaptado às unidades SI que é bem elucidativo.95 x CIA/360= 0.700.8x 50. Q esgoto= 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.000m2 Precipitação média anual= P=762mm/ano Profundidade média do lago H (m)= 8.669 kg de fósforo/ano Águas pluviais com esgotos • Coeficiente de runoff C=0.95x 0.7mg/L • I=0. Na Figura (7.45 • Área de contribuição (ha)=A=960ha • Estimativa da quantidade de fósforo na água = 4 mg/L • 5% das águas pluviais vão para a ETE • I=0.

6m/ano q= Q/As= H/ td= 8.02mg/L Carga de fósforo por ano= 14.000g/ano/ 77. Adotando vs= 16.992 12514 Águas pluviais somente 0.62=0.30 x 762mm/ano x 12800ha x 10.15 x 86400 x 1000 x 0.15 8925 ETE 0.01+12. a lagoa continuará no estado trófico conforme Tabela (6.6 onde alteraremos o valor vs de 12.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com.037 818 Área agrícola 0.01 m/ano p= concentração do poluente no lago (mg/L) p= W´/ (q + vs)= 1.052mg/L=52μg/L Portanto.037m3/s Carga de fósforo no ano= 0.8 É o mesmo Exemplo 7.02 x 365dias/(1000 x 1000)= 8925kg de fósforo/ano Área para agricultura • Área A= 9600ha • Carga de fósforo= 0.024 g/m2 x ano Tempo de detenção td td= V/Q = 622000000/ (17.2625 49669 Águas pluviais+esgotos 0.087 x 640/360=0.024 g/m2 x ano/ (7.16 79582 W= 79582 kg de fósforo /ano=79582.02=0.024 g/m2 x ano/ (7.052 g/m3= 0.00046875 kg/ha x dia x 12800ha x 365=2190 kg/ano Tabela 7.928m3/s Carga de fósforo por ano= 0.br Qáguas+esgoto= CIA/360= 0.700.000m2/ (1000x365dias x 86400)=0.928 2190 Total= 17.000m2/ (1000x365dias x 86400)=0.00156 kg / ha x dia • Runoff 30% da precipitação (estimado) Q agric= 0.000=1.6m/ano para 16m/ano.15= 7.00046875kg / ha x dia • Runoff 30% da precipitação (estimado) Q agric= 0.00156 kg/ha x dia x 9600ha x 365=5466 kg/ano Área para a floresta • Área A= 12800ha • Carga de fósforo= 0.15.0/ 1.024/ 19.1) 7-15 .02+16) = 1.27 x 0.Resumo Origem do fósforo Vazão Carga anual (m3/s) (kg/ano) Montante 14.7 x 365 / (1000 x 1000) =818 kg de fósforo/ano Água a montante • Vazão Q= 14.16 x 86400 x 365)=1.15 ano Adotando vs= 12.000g/ano W´= W/As= 79582.0m/ano P= W´/ (q + vs)= 1.15m3/s • Estimativa de fósforo =0.044 g/m3= 0.79m3/s Carga de fósforo por ano= 0. a lagoa tem estado trófico conforme Tabela (7.18) Exemplo 7.024/ 23.044mg/L Portanto.037 x 86400x 1000 x 0.30 x 762mm/ano x 9600ha x 10.6) = 1.79 5466 Área de floresta 0.

I= 1488mm/ano /(365 x 24)=0.6)= 0.10) Resolução Coeficiente de runoff C=0.08 L/s Área de superfície As=50.036758m3/s x 86.086ano =23.30 kg/ha x ano=46.br Exemplo 7.924/ 35.02 L/s x ha x 154ha=3.17mm/h Qmédio do runoff=CIA/360 Qmédio do runoff=0.086ano A descarga q= Q/As= H/td= 2.02 L/s x ha Vazão base= 0.com.0258g/m3=0.8μg/L Portanto.0258mg/L=25.0m/0.000m3 A vazão Q é a soma da vazão base 3.54 km2= 154ha Volume do lago V= 100.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.86=0.036758m3/s td= V/Q= 100.00m Vazão base unitária= 0.50 Taxa de fósforo adotado para área residencial media conforme Tabela (7.000m3/ (0.26+12.03636m3/s+0.400s x 365dias)= 0.000398m3/s=0.17mm/h x 154ha/360=0.3 kg/haxano W= 154 ha x 0. o lago é oligotrófico 7-16 .26 P= W´/ (Q+vs) Admitindo vs= 12.03636m3/s Q total= 0.6m/ano P= W´/ (q+vs)= 0.000m3 (estimado) Profundidade estimada= H= 2.924 g/m2 x ano td= V/Q td= tempo de residência (ano) V= volume =100.924/ (23.000m2 (estimado) Vazão firme que se pode retirar= 12 L/s (sem deixar o Q.9 Estimar a quantidade de fósforo do Lago Azul localizado em Guarulhos Estado de São Paulo com os seguintes dados: Precipitação média anual= 1488mm/ano Evapotranspiração média anual= 1367mm/ano Área da bacia= 1.08 L/s que deve ser somada a vazão devido ao escoamento das águas pluviais.50 x 0.7.2 kg/ano de fósforo= 46200g/ano W´= W/As= 46200g/ 50000m2=0.6)=0.

http://cires.com. 61 páginas ’ 7-17 . Principles of surface water quality modeling and control. On site wastewater treatment systems manual. -USEPA. Stormwater Management Design Manual. WILLIAM M. Documento EPA-440/4-84-019. Albany.pdf -MARSH. 2005. Acessado em 6 de Janeiro de 2007. -USEPA. New York State Department of Environmental Conservation. PLINIO. 14páginas. -THOMANN. 1987. Poluição Difusa. Italia. -UNESCO. 644páginas. WILLIAN M. Simplified Analytical Method for determining NPDES effluent limitations for POTWs discharging into low-flow streams. 2006. Editora Harper Collins Publishers. Landscape planning environmental applications. Editora Navegar. EPA 625/R-00/008 fevereiro de 2002. 434 páginas. Water Resources Systems planning and management.edu/limnology/pubs/Pub144. Technical Guidance Manual for Perfoming Waste Load Allocations. ISBN 0-06-046677-4. ISBN 92-3-103998-9.10 Bibliografia e livros recomendados -ESTADO DE NEW YORK. NY. -TOMAZ.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. JOHN A. 1998.colorado. Biogeochemistry 46: 149-162-1999.br 7. 3a ed. -LEWIS. 2001. October. ROBERT V. 623 páginas. E MUELLER. Agosto de 1983. et al. models and applications. Nitrogen yelds from undisturbed watersheds in the Americas. 2001. Josh Wiley. An introduction to methods.

Aos fundos dava para ver a casa em estilo colonial construida pelo arquiteto Ramos de Azevedo e que hoje é o teatro Nelson Rodrigues. 3. decomposição das folhas das árvores que caem no lago.com.0mg O2/L devendo ser previsto monitoramento para o controle de algas cianofíceas e desassoreamento do mesmo. Dados técnicos do lago A área de superficie tem 18. A area da bacia a montante do lago dos Patos é de 105ha (1. cheio de peixes e apresentando de vez em quando florações de águas.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Vi uma foto da mãe do sr Moacyr dando milho aos gansos em região gramada onde hoje é o lago dos Patos. As florações de algas aparecem devido a entrada de nitrogênio e fósforo. Objetivo O objetivo é apresentar o balanço hídrico e o oxigênio dissolvido do lago dos Patos localizada em Guarulhos no bairro de Vila Galvão.05 km2) O mesmo encontra-se assoreado.5m a 1. fezes dos patos e gansos.80m com profundidade média de 1. Francisco Conde e o mesmo recebe dois outros tubos. História do lago O lago dos Patos fica em Guarulhos no bairro de Vila Galvão na rua Francisco Gabriel Vasconcelos e foi construido em 1910 ou 1911 pelo sr Francisco Gonzaga de Vasconcelos e sempre foi usado como area de lazer para banhos. 4 Problemas Hoje.15m. 2. um vindo do Nosso Clube de Vila Galvão com 150mm e outro de casa da familia Marinelli na rua Santo Antonio. O volume total de água armazenado é de 21. Balanço Hídrico e Oxigênio Dissolvido do Lago dos Patos 1. Existe ainda uma mina que sai perto da Casa dos Churros que vai ao lago. 7-18 . O lago dos Patos é alimentado por seis minas de água que atraves de um tubo de 150mm de PVC que vem da av. A barragem é artificial e foi construida em terra transportada por carrocinhas puxado a burro e a rua chama-se Rua Piracamjuba. pois há muitos anos havia trampolim onde os merguladores davam shows. causado por excesso de comida jogada aos peixes e patos.800m2 sendo a profundidade atual variando de 0.00m conforme me informou o sr Moacyr Vasconcelos. pois a profundidade máxima chegava a 6.390m3. No que se refere ao oxigênio dissolvido (OD) necessário para manter o ecossistema aquático o mesmo encontra-se no limite desejável de 5.br APENDICE A Resumo: Trabalho: Balanço HÍdrico e Oxigênio Dissolvido do Lago dos Patos O objetivo é mostrar que o Lago dos Patos é um patrimonio histórico importante para Guarulhos e que não há problema de balanço hídrico no mesmo. o lago dos patos encontra-se extremamente assoreado. mergulhos e passeios de barco.

5 1.49 138.69 7-19 .02 72.Balanço Hídrico Volume mensal (m3)= Vertedor tipo tulipa com tubo (m)= Profundidade mínima= Profundidade máxima= Prof.28 85.8 0.15 18800 200 18600 21390 0.32 107.02 18600 105 21390 Tabela 2.87 129.85 80.com. Media= Área da superfície (m2)= Ilha (m2)= Área da superfície liquida (m2)= volume (m3)= Vazão base (litros/segundo x ha) Área da superfície (m2)= Área da bacia (ha)= Volume do reservatório (m3)= 4788 0.92 104.8 1.19 2555 2422 5443 5577 21390 nov 31 11 130.49 1307 1590 5625 5342 21390 jun 30 6 39.8 1366.74 144.volume que sai= Balanço mensal o que fica no reservatório no fim do mês (m3)= jan 31 1 254.br 5.80m.Balanço Hídrico Meses do ano Numero de dias no mês Mês precipitação média mensal (mm) = Evaporação média mensal ( mm)= Precipitação na represa= área da represa xPrecipitação mensal (m3)= Evaporação volume (m3)= evaporação mensal x área da superfície da represa= Vazão base (m3/mês)= Balanço (m3) volume que entra.14 139.13 108.64 3736 2411 5625 6950 21390 abr 30 4 58.65 126.56 574 1498 5625 4700 21390 ago 31 8 24.19 4681 2347 5080 7414 15163 mar 31 3 200.39 130.51 2427 2576 5625 5475 21390 dez 30 12 214.91 4727 2602 5625 7749 7749 fev 28 2 251.25 1397 2013 5625 5009 21390 out 30 10 137. Balanço Hidrico Com dados fornecidos pela Estação Climatológica da Universidaded de Guarulhos calculamos a evaporação pelo Metodo de Pennan-Monteith.14 1085 1993 5443 4535 21390 mai 31 5 70. A entrada de água sao as minas já citadas e a saida é um vertedor tipo Tulipa de diametro de 0. elaboramos o balanço hidricio: Tabela 1.volume que sai= Balanço mensal o que fica no reservatório no fim do mês (m3)= julho 31 7 30.64 726 1351 5443 4818 21390 Tabela 3-continuação Balanço Hídrico Meses do ano Numero de dias no mês Mês precipitação média mensal (mm) = Evaporação média mensal ( mm)= Precipitação na represa= área da represa xPrecipitação mensal (m3)= Evaporação volume (m3)= evaporação mensal x área da superfície da represa= Vazão base (m3/mês)= Balanço (m3) volume que entra.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.06 463 1936 5625 4153 21390 set 31 9 75.11 3994 2680 5443 6757 21390 1487.

390m3/ 184m3/dia= 116 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.317 x U+ 0.71m/dia (0.0372 x 3.00m de Guarulhos =8.52= 0.5 -0.532m3/dia Wc= SB x A 7-20 .5+ 0.728 x 3.5m/s (média de Guarulhos na Estação Climatológica da UNG) KL= 0. Adotaremos modelo de Thomann e Mueller.390m3 Vazão de entrada e de saida Q= 184m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 21.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigênio usando uma tabela ou calculando.58/dia L= DB0 existente nas lagoas no início = 2mg/L A=área da superficie do lago= 18. consumo de oxigênio devido a DBO e consumo de oxigênio devido a sedimentos no fundo do lago.br O balanço hídrico nos mostra que o lago dos Patos não apresenta problema de ficar seco mantendo praticamente constante o volume médio de agua de 21.800m2=13.5 -0.com.728 x U0. Cs= 8.3mg/L T= 20ºC Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= 21.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=3.390m3 6 Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos A concentração de oxigênio dissolvido OD é dado pelas parcelas referentes a córrego tributário. saturação do OD. Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Q+KL x A= 184m3/dia + 0.58/dia K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO= 0.9m/dia) OK.71 x 18.0mg/L cs= saturação do DO a 20ºC na altitude 760.317 x 3.390m3 Ks= SB=demanda de oxigênio pelo sedimento= 1. C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (DO) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga= 184m3/dia K2= taxa de transferência de OD para reareação=0.30mg/L para temperatura de 20ºC altitude 760m em Guarulhos.800m2 V= volume do lago= 21.50.056g/m2/dia (adotado) cin = concentração da água que entra no lago com OD=7.6m/dia a 0. 1987.

83 – 1.6 ( e -0.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.800 /13.25 x P= 0.036 x 83= 6.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.25x 8= 2.718 x f ( e -α1 .42 x e – 6.01 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 6.71 x 18. 7 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia devido ao fitoplancton.0 –(19853 / 13532) C= 0.0 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia G(Ia)= 2.16 pa= ps x G (Ia)= 2.67 = 0.532) x 7.532)x8.3.42) / (6.818 x 1.32 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.818 z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) z= 4.056 x 18.br SB=Ks= 1.com.95 +8.036 x turbidez Ke= 2.390x0.58 / 13.00 + (0.818/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.67m α1= αo x e –Ke x z= 1.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.19 -1.78 + 0. ps=aop x P aop= 0.007 x 150 + 0. É importante calcular a variação de oxigênio durante um dia como veremos abaixo.16= 0.5 μg/L = 2.6 dia Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese (fitoplâncton) f= 0.47=5.007 x Cor + 0.30 – (21.15) =0.6dias 7-21 . Vamos adotar aop=0.818= 0.800m2=19853 C= ( 1840 / 13.818 x 0.42 H= 1.6/Ke= 4.056 g/m2/dia (adotado) Wc= 1. Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2. Devido a energia solar.25 razão em mg de DO / μg de clorofila a que varia de 0. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia em mg O2/ L x dia ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.6/6.e -1.01 .78 + 0.532)x 2.718 x 0.15m = profundidade média (adotado) Cor aparente= 150 uH Turbidez= 83 uT Ke= 2.84mgO2/L x dia Como o lago tem algas elas produzem e consomem oxigênio para a sua respiração. a concentração de OD no l ago dos Patos é de 5.84 mg de O2/L Portanto.1 a 0.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2. a fotossíntese só ocorre durante o dia.0 x 0. P= clorofila a em μg/L= 8 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.818 Ke= 6.

Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 4.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/pa = [( 1.13 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.84+0.13=5. devendo-se tomar o cuidado de não se comer as entranhas devido a presença de algas cianofíceas no mesmo.84– 0.e – 0.13mg O2/ L x dia. que é o suficiente para manter o ecossistema aquático existente.58 x 0.e –Ka x T x (1.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. O lago dos Patos está isendo de contamniação de esgotos ou de outra fonte conforme constado.e – Ka x f x T) x ( 1.13mgO2/L x dia.1 P= 8 μg/L R= aop x μR x P= 0.25 x 0.25/dia μR= 0. as algas produzem em média 0.2 mg/O2/L x dia Portanto.71 mgO2/L x dia 5. quando a temperatura for de 20ºC a variação de oxigênio dissolvido no Lago dos Patos irá variar de 5.40 Δc = 0.58/dia pa= 0.13= 5.1 x 8=0.e –0.32 = 0.6 x 0.6f) )] / [0.32 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1. havendo uma variação média durante o dia de 0.0 mg O2/Lx dia.58 x (1 – e –0. 7-22 .58 x 1 x (1-0.97 mgO2/L x dia Portanto.58 x 1dia)] Δc/pa = 0. 8.6 x 1dia) x ( 1.com.Conclusão O lago dos Patos localizado em Vila Galvão.20 mg/L x dia de oxigênio.32mg O2/L x dia de oxigênio mas como precisam respirar consumo 0. É recomendável que o lago fosse desassoreado para voltar a profundidade original e que de vez em quando fosse diminuida a quantidade de peixes.71mgO2/L x dia a 5.91mg/L poderá haver variação de oxigênio: 5.97mgO2/ L x dia.40 x 0. Respiração das algas R aop= 0.br T=1dia K2=0. Guarulhos é um patrimônio histórico de Guarulhos e tem normalmente o equilíbrio de oxigênio dissolvido de 5.

0295in.04 in Hg 1 N/m2 = 1Pa janeiro de 2007 2 ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) 8-1 .Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0143psi= 0.36 mb= 0.com. Hg 1mm Hg= 1.br 28/06/08 Capítulo 08 Gramados Engenheiro civil Plínio Tomaz 1 bar= 10 5 Newtons/m2 1 mb (milibar)= 10 N/m2 = 1000dina /cm2=0.

com.16º C ´ 8-2 .Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 Conversão de unidades Varejão-Silva. 2005 Conversão de temperatura Tc= (5 / 9) x (Tf – 32) Tc= temperatura em graus centígrados (ºC) Tf= temperatura em Fahrenheit (ºF) Tf= 32+ (9/5) x Tc Graus Kelvin (ºK) tem o zero a -273.

5 8.3 8.9 8.22 8.13 8.20 8. SCS conforme FAO.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Gramados Assunto Introdução Consumo de água em jardins residenciais As sete etapas de um bom gramado doméstico Projeto e planejamento Melhoria do solo Solo Condutividade hidráulica Uso de matéria orgânica.8 8.12 8.com.15 8.7 8.AWHC Água disponível para a planta na zona das raizes PAW Quantidade de água que pode ser extraída (MAD= Management Allowabele depletion ) Porcentagem de água que pode ser extraída pelas plantas (AD) Coeficiente de paisagismo (KL) Fator das espécies Ks Fator de microclima Kmc Fator de densidade Kd Precipitação efetiva (Pe) Precipitação efetiva “Pe” pelo método do United States Departmement of Agriculture – USDA Método USDA.26 8.23 8.28 8. ou seja.29 SUMÁRIO Capitulo 08.27 8.10 8.17 8.24 8.2 8.18 8.11 8.19 8.1 8.16 8.25 8.br 28/06/08 Ordem 8.4 8. 1998 Bibliografia e livros recomendados 43 páginas 8-3 .6 8. substrato Limitar a área de gramados Uso de plantas com baixo consumo de água Hidrozona e tipo de gramas Eficiência da irrigação Deverá ser mantida uma rotina de manutenção Solo-água-planta Percolação Runoff Profundidade efetiva das raízes RZ Capacidade de armazenamento da água no solo.21 8.14 8.

as faces nortes e sul. a direção dos ventos predominantes.2 Projeto e planejamento Os aspectos de planejamento a serem observados são: as declividades.com.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. as precipitações mensais e anuais.2) mostram alguns gramados bem executados e conservados.br 28/06/08 Capitulo 1.Consequentemente torna-se necessário conhecer a evapotranspiração que é fundamental para a irrigação. Conforme a Associação Nacional de Paisagismo (ANP) no projeto devem ser analisados os seguintes aspectos: Tamanho e forma da área Paisagismo a ser implantado Horas de radiação direta de cada área 8-4 .1 Introdução O objetivo deste trabalho é a estimativa do consumo de água para irrigação por aspersão em áreas verdes e praças públicas.Gramados 8. O ponto a ser atingido é que o sistema de irrigação seja automático com a máxima economia de água atendendo os projetos arquitetônicos.1. ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) As Figuras (8.Exemplo de um landscape em pesqueiro de trutas em Campos do Jordão Figura 8. o volume de água disponível local e os custos totais de manutenção.1) e (8.2 Mostra do gramado que embeleza a paisagem 8. Muitos conceitos serão apresentados de maneira simples. campos de futubel e campos de golfe. Figura 8.

3) e (8. ou seja. silte e argila.1. Isto irá reduzir as necessidades de mais água nas plantas. pronto para uso. A condutividade hidráulica do solo conforme Tabela (8. Abaixo do Horizonte A teremos o que se chama na prática de subsolo. Deve-se ter o cuidado de não se construir barreiras que impeçam ou eliminem a capilaridade.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Um outro problema é da compactação do solo.3 Melhoria do solo Para a melhorar as características físicas do solo deve-se usar uma mistura de materiais orgânicos. O solo que vamos tratar é basicamente o chamado Horizonte A que tem aproximadamente de 0.1) é medida com o infiltrômetro de duplo anel no local (in situ).4) Os solos de texturas médias (francos) que possuem proporções equilibradas de areia.com.10m a 0. facilitarem o desenvolvimento de sementes e diminuir a erosão. Tabela 8. água e ar e constitui o substrato de água e nutrientes para as raízes das plantas. em geral.30m de espessura. 1997 8.Condutividade hidráulica com relação ao tipo de solo Textura do solo Condutividade hidráulica (mm/h) Argiloso 2a5 Franco-argiloso 6a 8 Franco-siltoso 7 a 10 Franco 7 a 12 Franco-arenoso 8 a 12 Arenoso 12 a 25 Fonte: Gomes. 8. Para plantio coloca-se cerca de 10 cm de altura e para recuperação usa-se cerca de 3cm de altura.br 28/06/08 Declividade do terreno Necessidade hídrica das plantas Profundidade efetiva do sistema radicular Ação dos ventos predominantes Tipo de solo Sombreamento. A textura ou composição granulométrica de um solo é um termo usado para caracterizar a distribuição das partículas no solo quanto as suas dimensões conforme Figura (8. são os mais adequados para o desenvolvimento de raízes das plantas.4 Solo O solo é formado por partículas sólidas (minerais e orgânicas). já que apresentam condições bastante satisfatórias de drenagem. 8-5 . aeração e retenção de água. etc. rochas. principalmente em áreas urbanas que podem ter camadas de areia. substrato que é um produto equilibrado física e biologicamente.

Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 Figura 8.Triângulo de classificação textural.3 .com. 2004 8-6 . Fonte: Reichardt e Timm.

Triângulo de textura proposto por USDA (United States Department of Agriculture). 60% de silte e 15% de argila. Figura 8.5 Valores usuais está hachurado 8-7 .com.4 .1 Classificar um solo com 25% de areia. Figura 8.br 28/06/08 Exemplo 8. Entrando na Figura (8.3) vimos que se trata de solo franco siltoso.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

6). O triângulo se compõe de doze espaços que representam 12 classes distintas de textura.54 (54% de areia). 18/50= 0. Solos de texturas iguais podem possuir estruturas diferentes que apresentam maiores ou menores dificuldades à penetração ou circulação da água. silte e argila é tomarmos uma garrafa com boca larga na qual enchemos a metade com água conforme Figura (8. Adicione um detergente líquido para facilitar a quebra das estruturas.5). A fração de silte medida foi de 18mm. A estrutura de um solo caracteriza a forma de arranjo de suas partículas.3) (Gomes.36 (36%). Textura A textura de um solo refere-se à distribuição das partículas do solo tão somente quanto ao seu tamanho. 1997). do ar e das raízes das plantas.br 28/06/08 Os valores usuais de solos usados em gramados estão hachurados conforme Figura (8. orientação e organização das partículas sólidas conforme Reichardt e Timm. a textura se divide em várias classes. Tire 50mm de solo e coloque dentro da garrafa. ou seja 27/50= 0. 1997). é difícil de quantificar e também de catalogar (Gomes. Estrutura O conceito de estrutura de um solo é qualitativo e é usado para descrever o solo no que se refere a arranjo. Garrafa de teste Figura 8. que podem ser determinadas através do triângulo de texturas proposto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e apresentado na Figura (8. Resumo: Areia 54% Silte 36% Argila 10% Total= 90% Classificação do solo: franco arenoso (loamy sand) 8-8 . De acordo com a proporção de argila. A fração de silte demora mais horas e a argila somente poderá ser observada no dia seguinte. No exemplo tirei no jardim da minha casa 50mm de solo e depois de 24h podemos observar 27mm de areia. As linhas grossas do gráfico indicam as fronteiras de cada uma das classes de textura. A argila é calculada pela diferença. 2004.6 – Garrafa de teste de textura do solo Uma maneira aproximada para saber a porcentagem de areia.com. A estrutura do solo ao contrário do que ocorre com a textura. Depois de umas horas a areia já se deposita no fundo.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. silte e areia na composição do solo. ou seja. Adicione água e chacoalhe a garrafa. 2004. conforme Reichardt e Tim.

7 9. Tipos de solo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Áreia grossa Areia média Areia fina Areia franca Franco arenoso Franco arenosa fina Franco arenosa muito fina Franco Franco siltoso Solo siltoso Argila arenosa Franco argiloso Argila siltosa Solo argiloso 0 a 4% mm/h 31.9 10.9 8.6 19. Observa-se que quanto maior a declividade.1 16.1 3.9 6.4 5.8 26.7 11.8 2.7 8.5 2.5 11.9 23.5 Condutividade hidráulica A condutividade hidráulica geralmente em mm/h representa a coluna de água em (mm) que atravessa um solo saturado.0 15.br 28/06/08 8.9 7.8 15.6 6.2 13.9 6.1 4.7 10.1 17. 1986 in AWWA.0 1. A Tabela (8.5 8% a 12% mm/h 19.2 8.4 9.6 3.Condutividade hidráulica do solo conforme a declividade do terreno e textura do solo.9 10.9 22.8 4.8 2.7 8. Condutividade hidráulica conforme a declividade do terreno.2 7.7 12.1 5.6 4.4 19.1 5.6 5.3 2.7 11.0 1. Tabela 8.2) apresenta a variação da condutividade hidráulica do solo conforme a declividade do terreno e textura do solo.6 4.8 Fonte: Toro Company.2 12.4 6. menor é a condutividade hidráulica .5 1.3 > 16% mm/h 7.8 2.3 14.0 13.6 6.2.8 3.8 2.0 2. numa determinada unidade de tempo (h) sob um gradiente hidráulico unitário.4 21.3 5 a 8% mm/h 25.0 12% a 16% mm/h 12.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 3.3 0.8 3.com.4 4.9 6.8 3.1 16. 1993 8-9 .9 6.4 7.1 3.

O material orgânico.8.8).6 Uso de matéria orgânica. 8-10 . É aconselhado de dois em dois anos colocar a matéria orgânica (areia e húmus) sobre o gramado em pelo menos 80% da área. As Figuras (8.7. substrato A matéria orgânica irá se decompor melhorando a qualidade do solo local conforme Figura (8. P e S conforme Reichardt e Timm. 2004. Quando aquecida a 700ºC ela se expande passando a um volume dez vezes maior conforme Reichardt e Timm. de estrume ou de composto ajudam também a melhorar a capacidade de campo do solo e introduz nutrientes como N. substrato ajuda a manter a umidade do solo Fonte: Waterwise Florida landscape. ou seja.7 Uso de plantas com baixo consumo de água Uma grama que consome muita água deverá ser evitada. A vermiculita é uma argila que na estrutura 2:1 é um mineral secundário que ajuda a reter a água.7) e (8.br 28/06/08 8. não precisando de irrigação. A adição de matéria orgânica na forma de adubo verde. O gramado mais adequado será aquele que se sustenta somente com as chuvas locais.com. Figura 8. 2006 8. 2004. O solo orgânico colocado varia de 5cm a 10cm.10) mostram gramados salientando o assentamento em rolos.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9) e (8.Solo orgânico Figura 8.

Fonte: Waterwise Florida landscape. Novo México exige que no máximo 20% das áreas do jardim. As plantas nativas não são somente gramados. A cidade de Austin.10. Texas oferece incentivos para quem reduzir o consumo de água nos jardins.br 28/06/08 Figura 8. Geralmente as gramas possuem raízes razas. 2001 em Austin. e que os gramados não excedam de 25%.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Grama sendo assentada em rolos A Figura (8.com.11) mostra exemplo de raízes razas e profundas. Texas em um jardim. Figura 8.11. onde se exige 42% das plantas com pouco consumo de água. arbustos etc. o limite para os gramados chega até 40%.9. O mesmo acontece na cidade de East Bay -Califórnia. mas árvores. A cidade de Albuquerque. 43% das plantas devem consumir pouca água. sejam de plantas que consumam muita água. O município de Marin.Exemplo de raízes razas e profundas. Califórnia permite que no máximo 35% das plantas em um jardim tenham consumo com muita água. Uma das maneiras de se utilizar plantas que consumam pouca água é usar plantas nativas principalmente nos gramados. Em se tratando de áreas irrigadas com esgoto sanitário tratado. 2006 Segundo Vickers.Gramado Figura 8. da área total. que 8-11 .

Gramas tolerantes a seca e não tolerantes Conforme informações da técnica em paisagismo Marinez Costa as melhores gramas tolerantes a seca são: • Batatais • Bermuda • Esmeralda As gramas pouco tolerantes a seca são: • Santo Agostinho • Grama Coreana • São Carlos As características principais das gramas mencionadas acima são: Batatais (melhor de todas) Nome cientifico: Paspalum Notatum. para que não se tornem uma Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins.Conservação e Reúso da água em edificações. É o que se chamam as hidrozonas. praga.3 .3) do Sinduscom.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Água de reúso classe 3 Fonte: Sinduscon. Flugge (esta grama é usada muito nas estações climatológicas no Brasil. Bermuda Nome cientifico: Cynodum dactylum Uso em campos esportivos. 2006 8.com. Altura de 15cm a 30cm Resiste ao pisoteio Resiste à seca Não resiste a sombra Tolerância à meia sombra Uso em parques públicos e grandes áreas Resistente a pragas e doenças. playgrounds e campos de golfe.br 28/06/08 existam na região. conforme Tabela (8. Tabela 8. pois permanece praticamente verde durante todo o ano.8 Hidrozona e tipo de gramas O agrupamento das plantas com consumo semelhantes de água também é aconselhável. São Paulo. Tolerantes a pisoteio 8-12 . desde que seja irrigada). SP. Deveremos ter cuidado com plantas e forrações invasivas.

não usar água de esgoto como irrigação. para irrigação tem sido muito discutido nos Estados Unidos. as chamadas hidrozonas. banhos e lavatório do banheiro.12. como cachorros e gatos.htm 8. com muitos prós e contras. de maneira que não haja escoamento superficial (runoff). é permitido o uso da água da lavagem de roupas.itograss. principalmente subsuperficial. separando as plantas de acordo com o consumo de água. devido a problemas com os animais.com.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ou seja.12) mostra foto de vários tipo de gramas existentes no Brasil. que podem beber a água de uma poça de água e ficar doente.br/Noticias/escolhagrama. A escolha do tipo de irrigação por sprinkler ou gotejamento dependerá da declividade. Figura 8. a chamada graywater ou águas cinzas em portugues para irrigação.br 28/06/08 Resistente a seca Suporta temperatura até 40ºC Sobrevive até 12mm /semana de água de irrigação Esmeralda Nome cientifico: Zoysia japonica Altura de 10cm a 15cm Originaria do Japão Muito ramificada Gosta de sol Não resiste muito ao pisoteio Não resiste a sombra Resiste à seca Santo Agostinho Nome cientifico: Stenotaphrum secundatum Altura de 15cm a 25cm Não resiste a sombras Não resiste ao pisoteio Tolerante a salinidade Bom para região litorânea Provém da América Subtropical Grama coreana Nome cientifico: Zoysia Tanuifolia Altura de 10cm a 15cm Gosta de muito sol Crescimento lento Não é resistente ao pisoteio Precisa de irrigação periódica. O uso da água de esgoto tratado. 8-13 .com. São Carlos Nome científico: Axonopus Compressus Altura de 15cm a 20cm Origem do sul do Brasil Tolerância ao frio Pleno sol e meia sombra Não é resistente a seca Usar em áreas de sobra A Figura (8. Preferimos por ora.9 Eficiência da irrigação A eficiência da irrigação só melhorará.Vários tipos de grama usada no Brasil Fonte: http://www. Na Califórnia.

que irá para o manancial subterrâneo. 8. A percolação profunda pode encaminhar produtos químicos e fertilizantes da zona das raízes para o aqüífero subterrâneo. A quantidade de água necessária que fica na zona das raízes e que é chamada de soil moisture reservoir. É como se fosse um reservatório de água conforme Figuras (8.13) a (8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 8-14 . A água livre é uma água perdida. Conhecida como escoamento superficial ou enxurrada. A percolação profunda ou seja a água livre ocorre quando a água fica abaixo das raízes e não é mais usada pelas plantas.com. A água escorrerá superficialmente formando poças d´água e sulcos. 8.12 Runoff È a água que não é absorvida pelo solo e pelas plantas quando é feita a irrigação.br 28/06/08 8. Isto acontecerá quando houver um excesso de irrigação.16). 8.10 Solo. É também chamada zona ativa das raízes ou zona das raízes onde estão praticamente 95% das raízes.água – planta São as relações que definem o modelo no qual a água entra e se move na profundidade efetiva das raízes.11 Percolação É a taxa pela qual a água se move através do solo. no sistema de raízes das plantas e depois volta para a atmosfera.13 Profundidade efetiva das raízes RZ É a profundidade do solo na quais as plantas buscam os nutrientes.

com.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Mostra o reservatório de água na zona de raizes http://gilley.edu/ Figura 8.br 28/06/08 Figura 8.13.edu/ 8-15 .14.tamu. http://gilley. onde existe o máximo e o mínimo.Mostra a capacidade total de água na zona de raízes.tamu.

edu/ 8-16 .com.15.tamu.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Mostra a extração de água na zona de raízes http://gilley.br 28/06/08 Figura 8.

bem como a diferença entre eles.28 a 0.17 a 0.br 28/06/08 Figura 8. quando a velocidade do movimento descendente praticamente cessa. cm3/cm3. A FAO.05 a 0.13 a 0.42 0.16.02 a 0.07 a 0.24 0.12 Areia franca 0.17 0.07 0.07 a 0. mm/mm) θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permantente (m3/m3.4 – Capacidade de campo.11 Areia 0.4) onde temos a textura do solo e a capacidade de campo e o ponto de murcha permanente.Mostra esquematicamente o máxima capacidade de água disponível para as plantas. mm/mm) A Capacidade de Campo θCC conforme Wihmeyer e Hendrickson.32 a 0.20 a 0.18 Franco argiloso siltoso 0. 1949 in Reichardt e Timm. mm/mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo (m3/m3.28 0.20 0. Tabela 8.03 a 0.21 0.12 a 0.12 a 0.16 0.18 Franco 0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.17 a 0. cm3/cm3.θPM Permanente θCC θPM (m3/m3.20 Argila Fonte: FAO.20 Silte 0. AWHC (Available Water Holding Capacity).10 0. ocorre dois a três dias após a chuvas ou irrigação em solos permeáveis de estrutura e textura uniforme.40 0. cm3/cm3.14 Capacidade de armazenamento de água pelo solo Vamos definir três parâmetros que é muito importante para o estudo da irrigação que são: capacidade de armazenamento de água pelo solo.19 Franco siltoso 0.13 a 0. 1998 a Tabela (8.30 0.12 a 0.11 a 0. 2004 é a quantidade de água retida pelo solo após a drenagem do seu excesso.13 a 0. conforme Reichardt e Timm.30 a 0.22 0. havendo um ponto de refill onde deverá haver chuva ou irrigação.11 a 0. O Ponto de Murcha Permanente θPMP é a umidade do solo na qual uma planta murcha não restabelece turgidez mesmo quando colocada em atmosfera saturada de 12h.15 Franco arenoso 0. cm3/cm3.com.19 Argila siltosa 0.13 a 0.30 a 0.18 a 0.06 a 0.22 a 0. mm/mm) 0.16 a 0. o que usualmente.36 0.36 0.09 a 0.17 0.29 0. Textura do solo Capacidade de Ponto de campo Murcha AWHC=θCC . 2004.= capacidade de armazenamento de água pelo solo (m3/m3. 8.19 0.37 0. 1998 8-17 .06 a 0. ponto de murcha permanente conforme a textura do solo e capacidade de armazenamento da água no solo. quantidade de água contida na capacidade de campo e quantidade de água contida no ponto de murcha permanente.

00 Argila 0.19 Franco argiloso 0.138mm/mm Podemos comparar com a Tabela (8.09 s 0.08 a 0.38g/cm3.19 A capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC) pode ser calculada conforme Gomes.17 0.4) e (8. A densidade do ar Dar= 1.13 0.20 0.13 0.br 28/06/08 Nas Tabelas (8.13 0.10 0.15 0.6) estão a Capacidade de Armazenamento no solo AWHC em função da textura do solo.17 Franco siltoso 0. 1997 através da expressão: AWHC= (1/10) x (θCC . Capacidade de armazenamento de água pelo Textura do solo solo (AWHC) (mm/mm) The irrigation Association. 1997. o que significa que a tabela funciona bem para estimativa.18 Argila arenosa 0.10 Franco arenoso 0. 8-18 .6.21 0. 2005 Fuentes Yague e Cruz Roche.18 0. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permantente em % do peso.19 Franco argilo-siltoso 0.08 Fonte: Adaptado de The Irrigation Association.Capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC).19 0. Exemplo 8.14 a 0. Textura do solo Craul WSU mm/mm mm/mm Areia 0.θPM ) x Dar AWHC= (1/10) x (15 .06 a 0.θPM ) x Dar Sendo: AWHC= capacidade de armazenamento da água no solo (mm/cm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.13 0.12 0. AWHC= (1/10) x (θCC .38= 1.12 Franco 0.12 0.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management e de Gomes.21 0.17 0.16 0.14 a 0.06 0.08 0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.19 Franco siltoso 0.38mm/cm=0. 1997 Argiloso Franco-argiloso Franco-siltoso Franco Franco-arenoso Arenoso 0.2 Calcular AWHC= capacidade de armazenamento da água no solo (mm/cm) sendo dados a capacidade de campo=15% do peso do solo e ponto de murcha igual a 5% do peso do solo.5.04 a 0. Tabela 8. Tabela 8.6) onde para solo franco arenoso temos AWHC= 0. 1990 in Gomes.08 0.13mm/mm (0.Capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC).17 0. Dar= densidade aparente do solo.18 0.07 Areia franca fina 0. março de 2005. relativa à densidade da água (adimensional).12 0.06 Areia franca 0.com. Solo franco arenoso.5 ) x 1.12 a 0.138mm/mm).

4) o valor de AWHC= 0.17mm/mm x 150mm = 26mm 8-19 .17mm/mm. Dar= 1.16 Água disponível para a planta na zona das raizes É a quantidade de água na zona das raízes. Dar= densidade aparente do solo. em solo argiloso com raízes de profundidade efetiva de 150mm. PAW= AWHC x RZ Sendo: PAW= água disponível para a planta na zona das raizes (mm) AWHC= capacidade de armazenamento no solo (mm/mm) RZ= profundidade média das raízes para uma determinada hidrozona (mm).Curva característica de retençao de água de um solo Fonte: Azevedo Neto.θPM ) x Dar x RZ/10 PAW= (16.4 Calcular a quantidade de água disponível.17) e achamos a porcentagem. Entrando na Figura (8.8 ) x 1.17) com 0. PAW = (θCC .17. A disponibilidade de água para as plantas vai de um limite superior chamado de Capacidade de Campo (CC) até um limite inferior chamado PMP (Ponto de Murcha Permanente). 1998 é obtermos o valor da tensão de sucção em laboratório. RZ= profundidade das raízes (cm) Exemplo 8.br 28/06/08 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Para solos argilosos conforme Tabela (8.32 x 40/10= 43. de um gramado PAW. Outra maneira de resolver o problema Uma outra maneira de ser resolver o problema conforme Azevedo Neto.θPM ) x Dar x RZ/10 PAW= água disponível para a planta na zona das raízes (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.3 Dada a tensão de sucção igual a 0. PAW= AWHC x RZ PAW= 0.32 RZ= 40cm PAW= (θCC .12atm obtemos o valor da capacidade de campo igual a 16% Para acharmos o ponto de murchamento entramos com a pressão de 15atm na mesma Figura (8. relativa à densidade da água (adimensional).com.8%. Entramos na Figura (8.3mm Figura 8.17) e obtemos 7. 1998 Exemplo 8. que fica disponível para as plantas PAW (Plant Avaliable Water). θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso.7.12 atm para determinação da capacidade de campo obtido em laboratório.

9) MAD= quantidade máxima que pode ser extraída ou déficit tolerável para diversos tipos de cultura conforme Gomes.θPM ) x Dar x RZ x MAD Sendo: AD= lamina de irrigação liquida máxima (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso. Quanto maior for a evopotranspiração da cultura ETc menor será a quantidade de água que pode ser extraída.6 Seja um solo argiloso com raízes de profundidade efetiva média de 150mm.04 x (5 – ETc) Sendo: MAD= quantidade máxima que pode ser extraída da Tabela (8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.17 mm/mm RZ= 150mm PAW= AWHC x RZ = 0.9) em fração Etc= evopotranspiração da cultura (mm/dia).17 x 150= 26mm MAD= 50% AD= PAW x (MAD/ 100) = 26 x (50/100) = 13mm Assim do reservatório de água no solo (soil moisture reservoir) pode ser extraído somente 13mm. antes que atinja o ponto de murcha permanente. 8. 8. Tabela 8.38 = 38% O valor será 38% e não 50% para o MAD.7). Dar= densidade aparente do solo (g/cm3) RZ= profundidade efetiva das raízes da planta (m) conforme Tabela (8. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso..7) para solo franco MAD= 50%= 0. A Tabela (8.04 x (5 – 8) = 0. Exemplo 8. 1998. ou seja. antes que o stress nas plantas comece. 1997 conforme Tabela (8. 1997 temos: AD= (1/10) x (θCC .br 28/06/08 Uma maneira de se imaginar a quantidade disponível de água PAW de uma planta.04 x (5 – ETc) MAD = 0. conforme FAO. Quantidade de água que pode ser extraída (MAD) Textura do solo (%) Argiloso 30 Franco-argiloso 40 Franco-siltoso 40 Franco 50 Franco-arenoso 50 Arenoso 50 a 60 Nota: o valor máximo de MAD é de 50% Fonte: Adaptado de The Irrigation Association.50 + 0.7.50 (fração) MAD = MAD da tabela + 0. 8-20 . Outra maneira de calcular AD Conforme Gomes.7) foi feita para ETc=5mm e para outros valores ela deve ser corrigida através da Equação: AD = MAD da tabela + 0. é supormos um reservatório de água disponível para a planta (Soil moisture reservoir).Quantidade de água que pode ser extraída (MAD)de acordo com textura do solo. março de 2005.18 Quantidade de água que pode ser extraída pelas plantas (AD) A quantidade máxima de água que a planta pode extrair é: AD= PAW x (MAD / 100) Exemplo 8. Depende do tipo de solo e o valor máximo recomendado é de 50%.17 Porcentagem de água que pode ser extraída (MAD= Management Allowable depletion) É a máxima porcentagem de água que pode ser extraída do solo antes da irrigação ser aplicada conforme Tabela (8. AWHC= 0. Da Tabela (8.8).5 Calcular o valor de MAD para ETc= 8mm/dia para solo franco. só podemos aproveitar no máximo 50% da água disponível. Deste reservatório como veremos adiante.com.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.

A densidade do ar Dar= 1. Kd= fator da densidade das plantas. Tabela 8. 8-21 . RZ=0. AD= (1/10) x (θCC . A vantagem do coeficiente de paisagismo KL é que pode ser reajustado para microclima usando o coeficiente (Kmc).38 x 0. 1997 Estimativa da capacidade de campo e ponto de murchamento permanente Na ausência de dados do solo podemos estimar os valores conforme Tabela (8.Déficit tolerável para diversos tipos de cultura Cultura MAD (%) Alfafa 35 Tomate 45 Feijão 50 Milho 40 Fonte: Gomes.70m e MAD=45.70x 45=43.θPM ) x Dar x RZ x MAD AD= (1/10) x (10. que continua a ser usado em outras culturas.7 Calcular a lâmina de irrigação líquida máxima AD em mm sendo dados a capacidade de campo=15% do peso do solo e ponto de murcha igual a 5% do peso do solo.19 Coeficiente de paisagismo (KL) O coeficiente de paisagismo KL é um conceito novo que substitui o antigo coeficiente Kc. KL = Ks x Kmc x Kd Sendo: KL = coeficiente de paisagismo Ks= fator das espécies Kmc= fator do microclima.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5mm 8.10.38g/cm3.9-Profundidade efetiva das raízes para diferentes tipo de cultura Cultura Profundidade das raízes (cm) Abacate 60cm a 90cm Tomate 60cm a 120cm Feijão verde 25cm a 50cm Milho 60cm a 120cm Fonte: Gomes.10) de Antônio Cardoso Neto no segundo fascículo de Tópicos básicos de irrigação. 1997 Tabela 8. para a densidade das plantas usando (Kd) e para o impacto das necessidades de água da planta usando o coeficiente (Ks) que na prática é praticamente o antigo coeficiente Kc.Capacidade de campo e ponto de murchametno segundo a classe estrutural do solo Classe textural do solo Capacidade de campo Ponto de Murchamento (em peso) permanente (em peso) Argilosa 45% 30% Argilo-barrenta 40% 25% Areno-barrenta 28% 18% Fino-arenosa 15% 8% Arenosa 8% 4% Fonte: Antônio Cardoso Neto Exemplo 8.com.as propriedades do solo. solo franco arenoso.8.5) x 1.br 28/06/08 Tabela 8.

60 Fonte: The Irrigation Association. Um alto fator de microclima Kmc se deve a locais rodeados por superfícies que absorvem o calor e que haja muitos ventos.5 0.80 0.9 0.2 1.2 Forrações: plantas rasteiras 0.0 0.5 0.7 0.4 1. sombras.5 Arbustos 1.21 Fator do microclima Kmc Os prédios. março de 2005. 8-22 .8 Fonte: The Irrigation Association. arbustos e gramas 0. 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. enquanto que outras consomem relativamente pouca água conforme Tabela (8.com.75 0.0 0.20 Fator das espécies Ks As diversas plantas de diferentes espécies possuem taxas de evapotranspiração diferentes.10.2 Mistura de árvores.2 1.2 Gramado 0.9 0.5 Mistura de árvores. março de 2005.0 0.5 Gramados 1. arbustos e gramas 1. Algumas espécies transpiram muita água.2 Arbustos 0. declividades.5 Forrações: plantas rasteiras 1. Tabela 8. chegando o coeficiente atingir Kmc= 1.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.5 0.5 0. Tabela 8.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.9 0. Um fator Kmc= 0.11.3 1.Valores do microclima Kmc para plantas diversas plantas Vegetação Alto Médio Baixo Árvores 1.5 conforme Tabela (8.10).4 1.0 0. pavimentação. ventos.4.11) são plantas que estão muito bem protegidas dos ventos. Um fator Kmc médio são as plantas que estão na sombra e protegidas do vento.0 0.br 28/06/08 8. etc podem influenciar muito o meio ambiente local.Valores do fator das espécies Ks para diversas plantas Vegetação Alto Médio Baixo Árvores 0.

Tabela 8.3 e que está em três grupos: alta.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. O termo é simples. o método do balanço da água no solo. média e baixa densidade conforme Tabela (8.12.3 1.0 = 0.0 1. 1998 8-23 .48 = 3. Exemplo 8.1 1. estrutura.com.18. num local de clima quente e úmido.12). declividade do terreno.0 Médio 1.Valores da fator de densidade Kd para plantas diversas plantas Vegetação Árvores Arbustos Forrações: plantas rasteiras Mistura de árvores.6) PWR=ETc= ETo x KL = 6. Ks= 0.Esquema de um lisímetro Fonte: FAO.5 0.18).5 0.0 1.br 28/06/08 8.4mm/dia x 0.48 ETo= 6. Precipitação efetiva é a parcela da água de chuva que não escoa superficialmente e nem percola abaixo da zona radicular da cultura.4mm/dia= média entre 5.8 x 1. como o lisímetro da Figura (8. sistema de cultivo.6 Fonte: The Irrigation Association.1 1.0 Baixo 0. Considerar a densidade média do gramado. espécies de plantas e ciência do solo. É aquela que efetivamente é usada pelas plantas.8 Seja um gramado em zona de edificações. mas complexo na prática porque envolve muitas disciplinas como metereologia. umidade do solo.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Existem plantas que ficam esparsas e que oferecem menor área de superfície de folhas e outras mais densas. tipo de solo.6mm/dia da Tabela (8.3 1. profundidade do sistema radicular e demais características das culturas Existem vários métodos para se achar a precipitação efetiva.5 0. textura. práticas culturais e conservacionistas. o método de Blaney-Criddle e o método do Soil Conservation Service. Queremos a lâmina líquida de água necessária para a grama Santo Agostinho no mês de julho. março de 2005. onde há bastante sombra.6 Kmc= 0.0 1. A densidade é um fator que está entre 0.0 (grama) KL = Ks x Kmc x Kd = 0.22 Fator de densidade Kd A densidade da vegetação no paisagismo varia muito.8 (sombras) Kd= 1.6 x 0.1mm/dia a 7.6 0. arbustos e gramas Gramados Alto 1.23 Precipitação efetiva (Pe) É a porção da chuva que fica armazenada no solo até a profundidade das raízes e que fica disponível para as plantas.5 a 1.0 1. Figura 8.1mm/dia 8.É influenciado pela intensidade da chuva.

13) conforme o tipo de solo e as profundidades das raízes obtemos a porcentagem da precipitação total mensal que deve ser usada como precipitação efetiva. usando o fator RF.13.Precipitação efetiva com percentual fixo (Fator RF) da precipitação histórica mensal.9 Para solo argiloso. Pe = P x RF /100 P= 130mm RF= 50% Pe = P x RF /100 Pe = 120 x 50 /100= 60mm Dica: para planejamento de irrigação RF máximo seja de 50%. Exemplo 8. Pe = P x RF /100 Sendo: Pe= precipitação efetiva (mm) P= precipitação mensal (mm) RF= fator obtido da Tabela (8.2mm e para terrenos planos. É válido para precipitações mensais de 6. Tabela 8.13) ou através de pesquisa realizada.com. Na Tabela (8. 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4mm a 203. março de 2005.13) para aplicação do método do percentual fixo. dependendo do tipo de solo e da profundidade das raízes conforme USDA-SCS e válido para terrenos planos. 8-24 .24 Precipitação efetiva Pe com percentual fixo da USDA-SCS Nos Estados Unidos foram feitas pesquisas com dados de 50anos pelo USDA Soil Conservation Service (USDA-SCS) e se chegou a seguinte Tabela (8. raiz de planta de 150mm e fator RF= 45% conforme Tabela (8.13).Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. Categoria de solo Tipo de solo Profundidade das raízes em milímetros 150mm 300mm 457mm 610mm Precipitação média mensal efetiva em (%) da precipitação mensal 1 2 3 4 5 Arenoso Franco-arenoso Franco Franco-argiloso Argiloso 44 47 49 47 45 48 53 57 55 51 52 58 63 60 55 55 63 68 65 59 Fonte: The Irrigation Association.br 28/06/08 O método fundamental que iremos adotar é do percentual fixo da USDA-SCS. A precipitação mensal é 120mm.

14-Precipitação efetiva mensal baseada na média mensal de precipitação em mm e no uso consumptivo (evapotranspiraçao da cultura ETc). AD: é a quantidade máxima de água que a planta pode extrair do solo 8-25 .Effective rainfall in irrigated agriculture Tabela 8.16) denominado SF.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.16. Consiste na aplicação das Tabelas (8.14) e (8. Quando o valor for maior ou menor que 75mm temos que multiplicar por um valor obtido na Tabela (8. 1998 O método US. Fonte: FAO.15-continuação-Precipitaçao efetiva mensal baseada na media mensal de precipitaçao em mm e no uso consumptivo (evapotranspiraçao da cultura ETc). 1978. Uso consumptivo = evapotranspiraçao da cultura (ETc) Tabela 8. Fonte: FAO. SCS conforme FAO.com.25 Método USDA.Tabela da multiplicação pelo factor SF entrando-se na tabela com o valor AD A Tabela (8.14) a (8.16). 1978. Departament of Agriculture e Soil Conservation Service não inclui a intensidade das precipitaçoes e nem a textura do solo.15) foram feitas para d=75mm.Effective rainfall in irrigated agriculture Tabela 8.br 28/06/08 8.

11556) x (10 (0.003804 x AD3) SF= (0.9 2 + 0.531747 + 0.9in.12 Seja uma cidade com precipitação P=227mm=8. quanto AD for maior que 75mm haverá um acréscimo e quando menor um decréscimo.7))= 3. Há paises que consideram a precipitaçao efetiva media como sendo aquela em que entram somente precipitações superiores a 5mm e inferiores a 75mm/dia e 125mm num período de 10 dias.02426xETc)) SF= (0.02426x3.04= 36.9in.003804 x AD3) Sendo: Pe=precipitação efetiva mensal (in) P= precipitação média mensal (in) Etc= média da evaporação da cultura (in) SF= fator de armazenamento no solo Exemplo 8. Pe= 35mm x SF=35mmx 1. 8. Entrando na Tabela (8. Entrando na Tabela (8.10 Calcular a precipitação efetiva Pe mensal para precipitação média mensal de 75mm e uso consumptivo.82416 – 0.003804 x 0.295164 x 0.01mm <75mm OK Exemplo 8.11556) x (10 (0. Achar a precipitação efetiva mensal Pe.295164 x AD. isto é. O valor SF será um numero entre 0.27 Precipitação efetiva Na Califórnia a precipitação efetiva anual não poderá passar de 25% da precipitação anual. Isto quer dizer que no projeto de irrigação de paisagismo não se pode prever toda a precipitação efetiva e sim que a mesma não poderá passar de 25% da precipitação.14) Então a precipitação efetiva: Pe= 52. evapotranspiração Etc=100mm.5mm 8.295164 x AD. Portanto.14) estimamos Pe=35mm e olhando-se a Tabela (8. 8-26 . Cunha et al.057697x 0.0.0.70917 x 8. Exemplo 8.9.8in=97. SF= (0.16) obtemos o fator 1.531747 + 0.620 e 1.4mm <48mm OK Nota: a precipitação efetiva Pe deverá ser menor que ETc ou a precipitação mensal. Etc= 93.04.531747 + 0.070.9 0.8mm=3.11 Calcular a precipitação efetiva Pe do mês de abril do município de Guarulhos sendo Etc= 47mm e precipitação média mensal de abril P= 48mm.0.74 x ( 0.74 Pe= 0.7x 0.70917 x P 0.7mm x SF=52.93)=0.7mm Consultando a Tabela (8.com.93 que deverá ser multiplicado pelo valor obtido na Tabela (8. Na Índia se utiliza 60% da precipitação media e alguns paises 75%.7in e AD=22mm=0. Queremos que a altura de irrigação a ser aplicada seja de 50mm.057697x AD 2 + 0.93=49.br 28/06/08 SF: é o fator de redução ou aumento pois o valor padrão da tabela da SCS foi feito para AD=75mm.82416 – 0.057697x AD 2 + 0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.16) para 50mm achamos o fator SF=0.14) achamos o valor Pe= 52. O valor de Pe é dados pela equação que está em polegadas: Pe= SF x ( 0. sendo a quantidade máxima de água armazenada no solo que a planta pode retirar AD=125mm.26 Método analítico do SCS para achar a precipitação efetiva mensal Com 50 anos de dados de precipitações nos Estados Unidos os cientistas do SCS através de 22 locais desenvolveram uma técnica para calcular a precipitação efetiva Pe. 2007 informam que há diferentes critérios para a estimativa da precipitação efetiva.

Piracicaba. LEA. Metereologia Básica e aplicações.. MICHAEL S. 176 páginas. OLIVEIRA. IRRIGATION ASSOCIATION. 29 paginas. ALAN VAZ E FREITAS. 669p. GALVANI. ISBN 92-5-1042105. LOPES. Azeveto Netto. Universidade Federal de Viçosa. Landscape irrigation scheduling and water management. 1998. Universidade Estadual de Feira de Santana. AWWA . Water Use Conservation. Universidade Federal da Paraíba. Bahia. RIGHETTO.28 Bibliografia e livros consultados • ANP-ASSOCIAÇAO NACIONAL DE PAISAGISMO. 8-27 . Campina Grande. ACACIO EIJI et al. 1ª ed. 91páginas. 1991. Minas Gerais. 943páginas. 819 páginas.br/ • AYOADE. ISBN 85-7025-298-6. 478 páginas. USP. ISBN 0-89867-525-1. processos e aplicações. SANDRA MEDEIROS. REICHARDT. http://www. Hidrologia e Recursos hídricos. ROSANGELA E SANTO. HEBER PIMENTEL. Procedimentos para pedidos de outorga de direito de uso da água para irrigação. Coordenador Editorial: Antônio Christofoletti. ADIL RAINIER.br 28/06/08 8. Massachusetts.Irrigation and drainage paper 56. Circular técnico 2 de dezembro de 2002. ITO. ESALQ. et al. E. 1955. outubro de 1999.org. Italy. 2ª edição. TUCCI. Agencia Nacional das Águas. Rome. Minas Gerais. 390 páginas.conceitos. planta e atmosfera. Turf and landscape irrigation.anponline. MARCOS AIRTON DE SOUZA. Terme di Caracalla. FAO. 2001. Atualizada Blucher. ABRH. ISBN 85-204-1773-6. SINDUSCON SP: Conservação e Reúso da água em edificações. CARLOS E. Avaliação das demandas de ofertas hídricas na bacia do Rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. 8ª ed. Xeriscape-programs for water utilities.com. E HAZINSKI. ANTONIO MAROZZI. LUIS CARLOS. 332páginas. AMY. USP. Engenharia de irrigação. abril de 2005. 1997. • EMBRAPA. 2006. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de Thornthwaite-Mather. • • • • • • • • • • • • • • • • -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION).AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. • BENNET. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). 1998. Waterplow press. PEDRO et al. IRRIGATION ASSOCIATION.AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. Modelo Hidrológico de precipitação-escoamento. março de 2005. 1993. Introdução à Climatologia para os trópicos. Hidrologia. 446 páginas. 2004. 4ª edição. ISBN 92-5-100272-X. Monte de Caparica. Water-Efficient Landscape – guidelines. 1ª ed.Rome. • BALL. • CUNHA. J. ISBN 0-89867-679-7. Solo. ISBN 1-931579-07-5. 1993. Modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lâmina de água evaporada em Tanque Classe “A”. VIANELLO. Requerimento de água das culturas. KLAUS e TIMM. Sete Lagoas. 1998. VICKERS.. 449 páginas. RUBENS LEITE E ALVES. O. Manual de Hidráulica. 1996. AWWA . ISBN 85-85205-25-5. 2ª ed. RICHARD E. Effective rainfall in irrigated agriculture. GOMES. Editora Manole. KEN.Best Management Practices. RODRIGO. 1990.

br 28/06/08 Capítulo 9 EVAPORAÇAO e LIXIVIAÇÃO ´ 9-1 .com.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

4 9.5 9.7 9.3 9.8 Assunto Introdução Evapotranspiração ECA Transpiração Evaporação Evapotranspiração Evapotranspiração de referência ETo Evapotranspiração da cultura ETc Bibliografia e livros consultados 17 páginas 9-2 .6 9.1 9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 9.br 28/06/08 SUMÁRIO Ordem 9.com.

com. Figura 9.2. Para a evopotranspiração é necessária a evaporação provocada pelo sol bem como a evaporação provocado pelos estômatos das folhas conforme Figura (9.Esquema de evapotranspiração Costuma-se falar em evaporação e evopotranspiração quando é para uma superfície líquida e quando é para uma cultura. Figura 9. Figura 9.2). mas enfim tudo é evaporação.br 28/06/08 Capitulo 2. 1993 9-3 .Esquema de evaporação.Diagrama solo-água do balanço de uma cultura na zona radicular Fonte: USA. Para a evaporação é necessário energia e esta vem do sol.1 Introdução Vamos fornecer alguns conceitos principais da evaporação e transpiração.1).Evaporação e Lixiviação 9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. SCS. conforme Figura (9.1.1.

4.3-Tanque Classe A para medir evaporação tem 1. Geralmente a grama é a planta de referência. Sete Lagoas.22m de diâmetro uma coluna de água de 30cm. rios.54 3.81 9-4 .br 28/06/08 9.Circular Técnica Sete Lagoas. na superfície do solo e das plantas (evaporação) e a água usada na transpiração das plantas. Clima Frio úmido Definições para verão < 19ºC >50%UR ETo (mm/dia) 2.Evapotranspiração de referência ETo para o verão em diversos climas em função da temperatura e da umidade relativa do ar (UR). pavimentos. 9. tamanho. sendo mantido nivelado sobre um suporte de madeira. dezembro 2002 9. com altura de 75mm a 150mm e a evapotranspiração de referência de referência é representada por ETo. Minas Gerais. circular técnica 20. 9.4) Estes são pequenas aberturas na folha.1.5 Evapotranspiração Evaporação e transpiração ocorrem simultaneamente e não existe uma maneira fácil de distinguir entre os dois processos.2 Evapotranspiração ECA É a medida local da evaporação em mm da superfície de água evaporímetro com Tanque Classe A conforme Figura (9.1). como lagos. Afetam a evopotranspiração a espécie da planta.3). dezembro de 2002. dependendo do tipo de clima. densidade. Tabela 9. É a quantidade total de água perdida. através das quais os gases e o vapor de água passam conforme Embrapa. Figura 9.com.Corte esquemático do estômato Fonte: Embrapa. A água evapora de diversas superfícies. da umidade relativa do ar e da temperatura média no mês de verão conforme pesquisas feitas nos Estados Unidos. O valor de ETo pode ser obtido aproximadamente pela Tabela (9.4 Evaporação É o processo pelo qual a água líquida é convertida em vapor de água (vaporização) e removida da superfície evaporante (remoção de vapor). condições do tempo e a quantidade de água disponível para as plantas.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. solos e vegetação úmida. O método direto para obter a evapotranspiração é usando o lisímetro ou evapotranspirômetro.3 Transpiração A transpiração consiste na vaporização da água líquida contida nos tecidos da planta e da remoção do vapor para a atmosfera. As culturas perdem predominantemente sua água através dos estômatos conforme Figura (9. que pode ser obtida com um Figura 9.

Klosowski e Villa Nova obtiveram para a cidade de Piracicaba onde se encontra a Esalq. sendo normalmente adotado Kp= 0.80. Para o município de Guarulhos onde a umidade relativa média do ar é maior que 73% e a temperatura média é maior que 19ºC.08 7.2).96 9-5 . ETo= Kp x ECA Sendo: ECA= evaporação no Tanque Classe A (mm/dia) Kp = coeficiente do tanque (adimensional) que varia de 0. Conforme modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lâmina de água evaporada em Tanque Classe A em outubro de 1999 por E.12m e resistência da superfície de 69 s/m.2). que depende do vento local.81 5.85 conforme Tabela (9.6 Evapotranspiração de referência (ETo) A evapotranspiração de referência ETo em mm/dia é obtida multiplicando-se um coeficiente Kp da Tabela (9. Pereira. Cunha. Galvani. 9.81mm/dia a 5. março de 2005. na Latitude 22º e longitude 47º a altura média de 556m achou-se: ETo= 0.50 a 0. A evapotranspiração de referência ETo conforme Shuttleworth.23.62 11.43 UR= umidade relativa do ar (%) Fonte: The Irrigation Association.90. o ETo varia de 3.35 a 0.80 x 957mm=766mm Tabela 9. da umidade relativa do ar e do tamanho da bordadura admitida no Tanque Classe A.1 Calcular a evapotranspiração ETo sendo ECA anual de 957mm e o valor Kp=0.2.265 Sendo: com R2 = 0.35 7. ETo= Kp x ECA= 0.80. ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) O coeficiente Kp está entre 0.com.81 3. Exemplo 9. também recomendado por Reichardt e Timm.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. É praticamente definido para um solo com grama do tipo batatais.USP.Valores de Kp O raio de bordadura refere-se ao lado dominante do vento.62 5.08 6.745 x ECA + 0.08 5. Escobeto.08mm/dia.br 28/06/08 Frio seco Meio quente úmido Meio quente seco Quente úmido Quente seco < 19ºC <50%UR 19ºC a 29ºC >50%UR 19ºC a 29ºC <50%UR > 29ºC >50%UR > 29ºC <50%UR 3. 2004.08 5. 1993 está associada ao albedo de 0. a vegetação com altura de 0. Existe bordadura com solo de vegetação verde e bordadura com solo nu.

482 + 0.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0045 x UR Sendo: Kp= coeficiente do tanque (adimensional) Ln= logaritmo neperiano F= distância da área tampão (m) U= velocidade do vento (km/dia) UR= umidade relativa média do dia (%) 9-6 . 1992 de simples aplicação: Kp= 0.com.024 x ln (F) – 0.br 28/06/08 ECA= evaporação obtida no tanque Classe A (mm/dia) ETo= evaporação de referência (mm/dia) Utilizou-se para se obter o coeficiente do tanque Kp a equação de Snyder.000376 x U + 0.

Fonte: Gomes.4. Nos projetos de irrigação que estamos tratando.50 < 0.fase de floração e frutificação Período 4.0 9. Nota-se quatro fases ou quatro períodos assim definidos: Período 1. O valor do coeficiente de cultivo Kc para paisagismo é considerado para plantas que consomem muita água. Para paisagismo Kc varia de 0 a 0.7 0.80. 1997 o coeficiente Kc varia conforme o periodo de do ciclo vegetativo da planta conforme Figura (9.5 0.fase de maturação compreendida entre o final do período 3 e a colheita. consome medianamente e que consomem pouco.Fase que se inicia no final do período 1 e termina em um ponto imediatamente antes da floração. Tabela 9. Geralmente é adotado mm/dia. arbustos e gramados que consomem pouca água Arvores.0 0.2 0.4). mas pode-se usar mm/semana.5 a 0. sempre usaremos ETc. Período 3.5.com.3) e (9. 1993 AWWA Kc 0. Uso consumptivo é muitas vezes usado como sinônimo de evapotranspiração da cultura ETc.3. mm/mês ou mm/ano. 1997 9-7 .8 Variação do coeficiente Kc conforme Gomes. Figura 9. ETc= Kc x ETo Sendo: ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Kc= coeficiente de cultivo conforme Tabelas (9.7 Evapotranspiração da cultura (ETc) É a quantidade de água consumida em um determinado intervalo de tempo pela cultura. arbustos e gramados tolerante a seca Área não irrigada Fonte: Water Efficient Landascape. Período 2.Valores de Kc conforme o consumo Consumo de água das plantas Plantas que consomem muita água Plantas com consumo médio de água Plantas que consomem pouca água Tabela 9.Valores de Kc conforme o consumo Tipo de planta Grama de folhagem e raízes densa Arvores.7 a 1. podendo atingir valores igual a 1 e de 1. 1997 Conforme Gomes.5).30 Valor Kc 0. arbustos e gramados não tolerantes a secas Arvores.30 a 0.8 0.br 28/06/08 9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.25 na cultura do milho por exemplo.desde o momento da semeadura até o ponto em que a cultura alcança aproximadamente 15% do seu desenvolvimento.Variação do coeficiente de cultivo no ciclo vegetativo da planta.

50 x 120mm/mês=60mm/mês Exemplo 9.05 0.52 1. Uso de áreas não irrigadas Fator da Fração Fator planta da área com peso Tipo de plantas e necessidade Kc de água Grama densa com raízes densas 0. página 132 a 135. conforme Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental de Campina Grande.75 1. 1993 AWWA 9-8 .60 Cultura Tomate Alface Arroz Soja O método mais recomendado para o cálculo da evapotranspiração de referência ETo e recomendado pela FAO é o de Penman-Monteith (Embrapa.35 0. Pesquisas conduzidas em diferentes localidades e condições climáticas indicam que o método de Penman-Monteith tem apresentado estimativas de ETo para a grama. volume 2.10 1.2 Calcular o ETc= evapotranspiração máxima de uma cultura sendo ETo=120mm/mês e Kc= 0. os quais variam para cada período podendo aumentar.3 Calcular o fator da planta média para diversas frações de área conforme Tabela (9. 2002).45 0. bem correlacionados com os valores obtidos em lisímetros.75 1. Exemplo 9.00 0.90 1.80 0.50 ETc= Kc x ETo= 0.com.45 0.48 Plantas que usam muita água 0.52 kc médio = 0.10 1.04 Área não irrigada 0 0. ano de 1998.80 0.4) apresenta alguns valores de Kc conforme o período de cultivo.5.15 0.60 0.35 0.4.Cálculo do fator de cultura médio Kp considerando áreas de plantio diferentes.10 1. abaixar ou se manter igual. Tabela 9.5) e verificamos que obtemos a media de Kp=0.Valores do coeficiente de cultivo Kc Período 1 Período 2 Período 3 Período 4 0.80 0.10 0.60 1.52.br 28/06/08 A Tabela (9.00 0.00 Fonte: Water Efficient Landscape. número 2. Tabela 9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10 0.

Quando se quer adotar um valor único a FAO recomenda adotar Kc de início Tabela 9. Adota-se o Kc inicio de modo geral Cultura Kc início Kc médio Kc final Brocoli Tomate Grama Bermuda ou Santo Agostinho 0. 1998 O ideal é para cada cultura fazermos um gráfico igual ao da Figura (9. Fonte: FAO. 9-9 .Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9 Variação do coeficiente Kc conforme FA0 A FAO apresenta três valores de Kc que são: Kc início Kc médio Kc final A Tabela (9.6.6.05 1.15 0.br 28/06/08 9.6 0.85 0. Para estimativas preliminares a FAO recomenda usar o valor Kc inicio.70 a 0.7 0.90 0.95 0.Valores de Kc para umidade relativa do ar de mais ou menos 45% e velocidade do vento de 2m/s.6) apresenta alguns exemplos.Os três coeficientes Kc da FAO.6) no qual poderemos obter os valores de Kc mês a mês. Notar que temos quatro períodos apesar dos três valores.85 Na Figura (9.6) temos os três valores de Kc que vão formar quatro períodos.com.80 1. Figura 9.

ECe= valor estimado da condutividade elétrica da água do solo nas raizes em dS/m (deciSiemens por metro). 2997.0 dS/m a restrição é denominada de severa (TDS> 2000mg/L). LR é a fração da lâmina de água a aumentar. O valor da condutividade elétrica do extrato do solo pode ser estimado usando a Tabela (9. Uma planta com redução do rendimento potencial for 100% ou 0% indica que a salinidade teórica ECe e que cessa o crescimento da planta. A condutividade elétrica da água Ecw é expressa em decisiemens por metro (dS/m). Alguns sais causam efeitos tóxicos nas plantas.7 dS/m não há restrição nenhuma (TDS < 450mg/L) ECw entre 0. Portanto.0 dS/m há restrição moderada (TDS 450 a 2000mg/L) ECw > 3. podendo reduzir o metabolismo e o crescimento das mesmas. ECw= condutividade elétrica da água de irrigação em dS/m (deciSiemens por metro) medida a 25ºC.br 28/06/08 9. Se a redução no rendimento da cultura for de 90% usa-se o valor de 90% na Tabela (9.LR) conforme Gomes.7) da FAO do qual tiramos somente a grama Bermuda grass em função da redução do rendimento potencial.1 então não será necessário aumentar a lâmina de irrigação para lavar os sais (Critério prático de Gomes. A grama bermuda é tolerante a salinidade Lixiviação por aspersão Em campos de golfe o metodo mais usado para irrigação com água de reúso é por aspersão. 1987 Considerando a eficiência da irrigação IE e lixiviação LR temos: NL = (ETc – Pe)/ [IE (1-LR)] Sendo: NL= necessidade de irrigação líquida mensal (mm) ETc= evapotranspiração máxima da cultura mensal em (mm) ETc= ETo x KL Pe= precipitação efetiva mensal (mm) IE= eficiência da irrigação em fração. LR= ECw / (5 x ECe-ECw) Sendo: LR= lixiviação como fração mínima de água destinada a lavar os sais acumulados no solo. equivalente a metade da concentração da agua do mar conforme Vieira.7). Conforme Gomes. A conversão da condutividade elétrica em TDS pode ser feita da seguinte maneira conforme Metcalf e Eddy. O excesso de água levará os sais soluveis fora da zona das raizes evitando a salinização. Para ECw < 5 dS/m Para ECw > 5 dS/m TDS(mg/L)= ECw (dS/m) x 640 TDS(mg/L)= ECw (dS/m) x 800 Os valores de Ecw conforme a Universidade da Califórnia in Metcalf e Eddy. 1987 a lixiviação é uma quantidade adicional de água que se deve acrescentar à irrigação para que não se acumulem os sais no solo. 1976 in FAO. A salinidade é a medida do sólido total dissolvido TDS. pois tornam o solo com menos água disponível para as raízes das plantas extrairem água. É usada a equação de Roades e Merrill. 1998 os sais na água do solo podem reduzir a evapotranspiração. 2007.7 a 3. milli-ohms por centimetro (mmho/cm) ou micro ohms por centimetro (μmho/cm) é usada em substituição a medida de concentração do TDS. 1987). A água de irrigação requerida para suprir as necessidades da cultura e a lixiviação dos sais se obtém por meio do quociente entre a necessidade de irrigação líquida NL e o fator (1. 2007 é a seguinte: ECw < 0.10 Lixiviação Conforme FAO. As plantas tolerantes à salinidade toleram até 15 g/ L de NaCl. 9-10 .Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. a presença de sais na água do solo reduz o potencial de energia da solução solo-água. 2007. entretando nos tees e greens vem sendo usado ultimamente irrigação subsuperficial devido a sua eficiência e pelo fator de nao expor o ser humano a uma água de reúso conforme Metcalf e Eddy. conforme Metcalf e Eddy. O objetivo é prever a redução na evapotranspiração causada pela salinidade da água.com. 1998. LR= lixiviação em fração Salinidade é a medida de sais solúveis na água ou solo. Se o valor de LR for menor que 0. A lixiviação dependende do método de irrigação. 2007.

o volume de água a ser irrigado deverá ser aumentado de 7% para a lixiviação.5 dS/m para 90% e recomendação da FAO. A FAO.072 < 0.4% para a lixiviação. 1998 possui o gráfico da Figura (9.9) =0. Na prática consideramos a lixiviação.7) o valor Ecw x 1.8 ECe 23 O% ECw 15 Exemplo 9. LR= ECw / (5 x ECe .5 5. 20% e 10% usada como padrão.9 dS/m.5= ECe é uma espécie de guia para seguir e tem fator de lixiviação LF=LR entre 15% a 20%.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.024 Portanto. 9-11 .ECw) LR= 1. 1998 100% ECe ECw 6.7) o valor de ECe=8.5 -1. Nota: A FAO recomenda que quando a água de irrigação tem ECw> 1.0) =0.com.07 Portanto.9 4. Edio Luiz da Costa e Antonio Heriberto de Castro Teixeira temos: LR= Ecw/ (2 x max Ece) Sendo: LR= fração da lixiviação Ecw= condutividade elétrica da água de irrigação (dS/m) Max ECe= condutividade elétrica máxima do extrato de saturação do solo que reduziria a zero a produtividade da cultura.0 dS/m. 30%.7) que fornece uma estimativa. 20% e 10% na zona de raizes. Supomos que para grama Bermuda grass maxECe=6.9 dS/m. Observar que as faixas de consumo de água sao 40%.4 Queremos fazer irrigação num gramado solo com condutividade da água a 25ºC medido ECw= 1. LR= ECw / (5 x ECe . Supomos que ECe=3. Cálculo da lixiviação LR (fração) Conforme Eugenio Ferreira Coelho.7.0 dS/m. 30%. Usam-se as quatro faixas padrão de 40%. No caso acima usariamos ECe= 6. A relação ECe=1.ECw) LR= 1.0 dS/m.0 dS/m. LR= ECw/ (2 x max Ece) LR= 1.2 50% ECe ECw 15 0.6 90% ECe ECw 8.0 / (5 x 3.0/ (2 x 6.0) =0.5 Queremos fazer irrigação num gramado com água de reúso em solo com condutividade elétrica da água a 25ºC medido ECw= 1. Exemplo 9.br 28/06/08 Tabela 9.7) corresponde a lixiviação de 15% a 20% para a faixa de consumo de 40%.10 não consideramos a lixiviação Na Figura (9. Exemplo 9.0 / (5 x 8. o volume de água a ser irrigado deverá ser aumentado de 2. 30% 20% e 10%.0 -1.6 Queremos fazer irrigação num gramado com água de reúso em solo com condutividade da água a 25ºC medido ECw= 1.5 Ecw da Figura (9.Valores estimativos para Ece para grama bermuda grass em função da redução do rendimento potencial (Cynodon dactylon) conforme FAO.6 75% ECe ECw 11 7.5 dS/m então deverá ser usado para achar ECe o valor de 100%. Para a grama bermuda grass conforme Tabela (9.

8). Tolerância à salinidade Nem todas as plantas se comportam da mesma maneira na presença da salinidade. 30% 20% e 10% conforme Figura (9.br 28/06/08 Figura 9.9x) + ECw/x ]/ 5 Sendo : ECw= condutividade elétrica da água de irrigação (dS/m) ECe= condutividade elétrica da água na zona das raízes (dS/m) x= valor da lixiviação em fração 9-12 .4 x) +ECw/(0. baseado na água consumida em cada uma das quatro faixas: 40%.7.7 x) + ECw/ (0.Efeito da salinidade da água ECw no zona das raízes ECe nas várias frações do solo (40%. 30%. Conforme Metcalf e Eddy.2007 as gramados não são afetados pela salinidade da água do solo quando a mesma é < 3 dS/m. 2007 apresenta um outro método para obter a lixiviação.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3+0. Obtém-se a equação: ECe= [ ECw+ ECw/(0.6 +0.com.1+0. a bermuda grass é considerada uma planta tolerante à salinidade assim como a grama Zoysia e Santo Agostinho. Conforme Metcalf e Eddy. Determinação da fração da lixiviação Conforme Metcalf&Eddy. As gramas muito sensitivas devem ser evitados quando usar água de reúso. 20% e 10%) e considerando o fator de lixiviação LF que é a mesma coisa que LR. 2007 existem plantas: TOLERANTES ≤ 10 dS/m MODERADAMENTE TOLERANTES entre 6 a 10 dS/m PLANTAS SENSIVEIS A SALINIDADE entre 3 a 6 dS/m PLANTAS MUITO SENSIVEIS A SALINIDADE ≤ 3 dS/m Como o nosso interesse é somente gramados.

16. 2003 in Metcalf e Eddy.1+0.5% Portanto.7 x) + 1/ (0.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 x) + ECw/ (0.1+0. 2007.5% para atender a lixiviação necessária.Níveis dos nutrientes de esgotos Esgoto sem tratamento Lodo ativado convencional Lodo ativado com remoção de nutriente Lodo ativado com membranas MBR <1 <1 <0. teremos que aumentar a água em 16.br 28/06/08 Figura 9. Supondo que a condutividade elétrica da água de irrigação de reúso tenha salinidade na concentração de ECw=1 dS/m e que a condutividade do solo nas raízes seja ECe=3 dS/m.5%. O lodo ativado convencional depois de tratado tem NT entre 10mg/L a 30mg/L e fósforo total entre 4mg/L a 10 mg/L.165.6.8. 2007 achamos 16.6 +0. 9. 2007 Exemplo 9.8). O melhor tratamento é o lodo ativado com membranas MBR (Membrane Bioreators).05 Nitrogênio total NT (mg N/L) Nitrato (mg N/L) Fósforo total (mgP/L) 20 a 70 0 traços 4 a 12 15 a 35 10 a 30 4 a 10 2 a 12 1 a 10 1a2 Fonte: Tchobanoglous et al. 2007 9-13 .3+0.11 Uso de água de reúso em irrigação de gramados Os esgotos sem tratamento e os esgotos tratados que podem ser usados em irrigação possuem os seguintes níveis conforme Tabela (9.3+0. Observar que usando a equação de Rhoades.4 x) +1/(0.9x) + ECw/x ]/ 5 3= [ 1+ 1/(0. ECe= [ ECw+ ECw/(0.6 +0.Conforme Metcalf& Eddy. Tabela 9.Consumo de água em cada quarto (40%.9x) + 1 /x ]/ 5 Achamos x=0. 30%. 1974 com os mesmos dados obtivemos o valor de 7% enquanto que na de Metcalf&Eddy.8. ou seja.com.4 x) +ECw/(0. 20% e 10%) Fonte: Metcalf&Eddy.

br 28/06/08 9.10) temos os graus de restrição para irrigação conforme o valor de SAR.5 <0.49 meq/L Quando o índice SAR está entre 2 a 10 indica que não há perigo do sódio.2 a 0.9 2.312 Valência 1 2 2 Peso equivalente Peso molecular / valência 22.08 24. Cálcio (Ca) Em quantidades apropriadas o cálcio é um micronutrientes para as plantas.0 5. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR. Altos níveis de magnésio tendem a tornar o solo alcalino. Espécie Na+ Ca 2+ Mg 2+ Fonte: adaptado de Hounslow. 2007 9-14 .312 Exemplo 9.9 1. Tabela 9.2 1. Tabela 9. o magnésio e o cálcio ficando no lugar deles.3 <0. É a troca iônica que é muito importante em argilas que podem remover metais pesados.9 .9). O perigo começa quando SAR está entre 7 a 18 e fica grave quando SAR está entre 11 e 26. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial.3 6 a 12 ≥ 1.5 Geralmente as concentrações são expressas em meg/L.312= 0.04 12.991 20. Relembremos que a troca catiônica é muito importante. Na Tabela (9.7 Calcular em meq/L de 6 mg/L de Mg.10. conforme Tabela (9.9 <2. 1995) Peso equivalente= peso molecular / valência O sódio tem valência=1. O índice SAR está relacionado com a condutividade elétrica CE. pois seguem esta ordem: Na+ > K+ > Mg2+ > Ca 2+ Isto significa que o sódio substitui o potássio. 1995 Peso molecular 22.2 3a6 ≥ 1. conforme Fetter.Graus de restrição para irrigação SAR Nenhuma Restrição pouca Restrição restrição a moderada severa 0a3 Ecw ≥0.12 Adsorção de sódio (SAR-Sodium adsorption ratio) A adsorção de sódio é um parâmetro importante.9 a 1.com.3 20 a 40 ≥ 5. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.Peso molecular.7 a 0.5 12 a 20 ≥ 2.0 a 2. mmol/L= mg/L / peso molecular Molaridade= mol/L = mmol/L / 1000 Miliequivalente/litro (meq/L)= mmol/L= mg/L/peso equivalente (Hounslow.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. valência e peso equivalente.9 a 0. Geralmente o nível de magnésio no solo não apresenta problema.9 Fonte: Metcalf e Eddy. Altos níveis de cálcio tendem a tornar o solo alcalino. o cálcio tem valência=2 e Mg tem valência=2.3 <1.7 0. SAR= Na+ / [(Ca2+ + Mg2+)/2]0. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. 1994. Magnésio (Mg) Em quantidades apropriadas o magnésio é um micronutrientes para as plantas.991 40. Os índices maiores que 13 reduzem a permeabilidade e aeração dos solos causando problemas na irrigação. meq/L= mg/L /peso equivalente = 6 mg/L / 12.2 <0.

Manual de Hidráulica. Monte de Caparica. • LOPES. Franklin L. 1998. • VIANELLO.. • IRRIGATION ASSOCIATION.embrapa. Requerimento de água das culturas. 1996. 943páginas. • GOMES.br/ • AYOADE. 1998. RUBENS LEITE E ALVES.br 28/06/08 9. 397páginas. 819 páginas.org. Geoquímica e contaminação de águas subterrâneas. 449 páginas. Embrapa acessado em 19 de outubro de 2007.13 Bibliografia e livros consultados • ANP.com. Waterplow press. Circular técnico 2 de dezembro de 2002. Avaliação das demandas de ofertas hídricas na bacia do Rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. AWWA . • VIEIRA. • COELHO. 1993. 91páginas. Turf and landscape irrigation. 1997.AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. Engenharia de irrigação. Water-Efficient Landscape – guidelines. março de 2005. McGraw-Hill. Editora Manole. processos e aplicações. USP. Escrito por: Takashi Asano.com/nb/irrigation?textos/saliniz. 8ª ed. Leverenz.cnptia. setembro 2003 Chapter 2 – Irrigation water requirements. Sete Lagoas. Universidade Federal de Viçosa. • OLIVEIRA. Minas Gerais. ABRH. ISBN 92-5-1042105. 1ª ed. 478 páginas.Irrigation and drainage paper 56. Lewis publishers. -MESTRINHO.Associação • METCALF&EDDY. KLAUS e TIMM. AMY. outubro de 1999. Hidrologia e Recursos hídricos. • IRRIGATION ASSOCIATION. Solo. Irrigação. LUIS CARLOS. ISBN 0-89867-525-1. -USA. http://www. ROSANGELA E SANTO. 332páginas. ANTONIO MAROZZI. EUGENIO FERREIRA et al. 310 páginas • 9-15 . RICHARD E. ALAN VAZ E FREITAS. 4ª edição. Ministério de Minas e Energia. 1995 ISBN 0-87371-676-0.br/recursos/Livro_Banana_Cap_8ID-KLD1XfFW72. • BENNET. 1ª ed. Harold L. Water Use Conservation.anponline. ESALQ. RODRIGO. • LEA. • RIGHETTO. -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION). Salinização de solos em áreas de irrigação por superfície. 2001. Coordenador Editorial: Antônio Christofoletti. 1955. Modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lâmina de água evaporada em Tanque Classe “A”. Burton. 669p. Bahia.ASSOCIAÇAO NACIONAL DE PAISAGISMO. SUELY S. Modelo Hidrológico de precipitação-escoamento. • TUCCI. 2ª edição. 176 páginas. Xeriscape-programs for water utilities. • GALVANI. CARLOS E. 1991.conceitos.AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION.Best Management Practices. 1990. ISBN-10: 007-145927-8. HEBER PIMENTEL. planta e atmosfera. 390 páginas. 2007. 2004. • BALL. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Ryujiro Tsuchihashi e George Tchobanoglous. USP. ISBN 85-85205-25-5. et al. ACACIO EIJI et al.analysis and interpretation. 1993. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. ARTHUR W. 1998. Piracicaba. Atualizada Blucher. 446 páginas. GUSTAVO HADDAD SOUZA VIEIRA. MICHAEL S. Landscape irrigation scheduling and water management. abril de 2005. O. -HOUNSLOW. E. E HAZINSKI. • VICKERS.pdf • EMBRAPA. SANDRA MEDEIROS. Massachusetts.agencia. ISBN 85-7025-298-6. 1570 páginas. Campina Grande. Hidrologia. Universidade Federal da Paraíba. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de Thornthwaite-Mather. MARCOS AIRTON DE SOUZA. J.angelfire. Universidade Estadual de Feira de Santana.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Introdução à Climatologia para os trópicos. Azevedo Netto. ADIL RAINIER. Rome. ISBN 1-931579-07-5. 1998. ISBN 0-89867-679-7. • ITO. SOIL CONSERVATION SERVICE. ISBN 85-204-1773-6. http//www. • http://www. KEN. AWWA .. WATER REUSE. Minas Gerais. Metereologia Básica e aplicações. Departamento Nacional de Produção Mineral em convênio com ABAS. • REICHARDT. Water quality data. PACHECO.htm acessado em 19 de outubro de 2007.

Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 10.br 29/06/08 Capitulo 10 Necessidade de irrigação 10-1 .com.

9 10.16 10.Curso de esgotos Capitulo 10.15 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8 10.20 10.2 10.17 10.13 10.4 10.21 Assunto Introdução Necessidade de irrigação Eficiência da Irrigação Parâmetros da irrigação Aspersores Sistemas de Sprinklers Raio de alcance do aspersor Gotejamento Microaspersão Quantidade de água necessária para irrigação (IR) Tempo de operação OT Dias de irrigação ID Dias de operação Máxima irrigação por ciclo Ciclos por dia Intensidade media de precipitação de um aspersor AR Calendário de irrigação Estação climatológica Exemplo de dados Tensiômetro Bibliografia e livros recomendados 22 páginas 10-2 .10 10.14 10.19 10.11 10.br 29/06/08 SUMÁRIO Ordem 10.18 10.12 10.1 10.7 10.3 10.6 10.com.5 10.

1). Aplicar a água uniformemente.90 Sprinkler usando rotor em plantas com 0. semanal.85 a 0.90 Gotejamento 0. 1993 AWWA 10-3 . Deverá ser evitado escoamento superficial (runoff) e drenagem profunda. 4.1 Introdução Quando não temos as precipitações naturais. Quantidade de água a ser aplicada na planta e no solo.85 a 0.75 filas maiores que 2.br 29/06/08 Capítulo 10 – Necessidade de irrigação 10. O intervalo de tempo pode ser além de mensal. deve ser feita a irrigação no paisagismo ou em qualquer outra cultura.40 de largura Sprinkler em spray(bocal) em plantas com 0.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. (mm) Normalmente considera-se G=0 e W=0.2 Necessidade de irrigação A necessidade de irrigação líquida mensal é a diferença entre a evapotranspiração da cultura ETc e a precipitação efetiva mensal.40 de largura Sprinkler em plantas com 0. diário ou anual.40 de largura Fonte: Water Efficient Landascape. 10.625 conforme Tabela (10.40 filas menores que 2.Eficiência da irrigação Tipo de irrigação Eficiência da irrigação Sprinkler para irrigar árvores e arbusto 0. Tempo de aplicação correto.com. NL = ETc – Pe Considerando a eficiência da irrigação IE e lixiviação LR temos: NL = (ETc – Pe)/ [IE (1-LR)] Sendo a eficiência IE e lixiviação LR em fração 10. IE= volume total de água usada/ volume total da água aplicada Tabela 10. 2.3 Eficiência da irrigação A eficiência da irrigação mínima a ser adotada em irrigação é IE=0.625 filas maiores que 2.Curso de esgotos Capitulo 10.1.W Sendo: NL= necessidade de irrigação líquida mensal (mm) ETc= evapotranspiração máxima da cultura mensal (mm) ETc= ETo x KL Pe= precipitação efetiva mensal (mm) G= dotação de água por capilaridade à zona radicular da cultura (mm) W= reserva de água no solo no principio do intervalo de tempo considerado. 3.G . NL = ETc – Pe. Princípios de uma irrigação eficiente Existe quatro princípios de uma irrigação eficiente: 1.

Para o mês de janeiro temos: P= 254mm Pe = 254 mm x 47/100 = 119mm/mês A necessidade liquida para irrigação será o valor maior ou igual de ETc – Pe Para o mês de maio: ETc=38mm Pe= 33mm 10-4 .50 e para janeiro ETo= 123mm/mês ETc= 0.95 Ea= obtido da Tabela (10. calcular a eficiência IE.625 = 20. NL = ETc – Pe = 460mm – 395mm= 65mm Para uma área de 200.95 Exemplo 10. Evopotranspiração da cultura Etc Etc= Kc x ETo Adotamos Kc= 0.1998. As precipitações foram fornecidas pela Universidade de Guarulhos e são a média de 11anos. IE=Ea x 0.Trata-se de solo franco arenoso com gramado com profundidades de raízes de 150mm. Supondo que a lâmina de água seja de 50mm obtemos: Ea=65%.000m2 x (65 / 1000)= 13.000m3/ ano Volume = 13.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 temos: IE= Ea x Ed Ed=eficiêcia da distribuição=0.1 Sendo a velocidade do vento de 3m/s e usando aspersão para irrigação.2 Calcular a necessidade de irrigação líquida NL anual para uma evapotranspiração da cultura ETc=460mm e Pe=395mm.com. Conforme Gomes.625. Exemplo 10.Curso de esgotos Capitulo 10. FAO.2) com a velocidade 3m/s=10. O valor da evapotranspiraraçao de referência ETo foi obtido pelo Método de Penman-Monteith.000m2 o volume necessário será: Volume= Área x NL / 1000= 200.2. a eficiência a ser adotada é 62%. considerando a eficiência da aspersão mínima de 0.br 29/06/08 Tabela 10.2) IE=Ea x 0.000/ 0.95= 62% Portanto.95= 65 x 0. Usando a Tabela (10.3 Cálculo da necessidade líquida NL mensal para o município de Guarulhos.Valores em porcentagem da eficiência de aplicação da irrigação por aspersão convencional.5 x 123= 61mm/mês Para solo franco arenoso e raízes de 150mm usamos o método da USDA-SCS que nos fornece a porcentagem RF= 47%.800m3 Exemplo 10.8 km/h.

Cálculo da necessidade líquida NL usando a precipitação efetiva Meses= janeiro fevereiro março abril maio junho Temperatura média mensal ETo (mm/mês)= Precipitação média (mm/mês) Dias do mês = ETc= Kc x ETo Kc= Pe (mm/mês)= P x RF/100 Pe Porcentagem fixa para Pe solo franco arenoso raízes=150mm RF NL (mm/mês)=ETc.2 61 39 30 30 0.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Pe Eficiência da irrigação= Necessidade de irrigação mensal NL (mm/mês) = 24.Curso de esgotos Capitulo 10.5 95 58 30 47 0.com.7 0 24.5 118 57 47 0 0.3.0 113 252 28 57 0.5 33 33 47 5 0.5 94 57 47 0 0.7 7 18. Considerando o rendimento de 70% por aspersão teremos: NL= (5 / 70)x 100 = 7mm/mês As Tabelas (10.0 115 201 31 57 0.5 18 18 47 12 0.br 29/06/08 NL = ETc – Pe= 38.3) e (10.3 76 70 31 38 0.5 27 27 47 20 0.7 29 19. Tabela 10.7 0 22.5 119 61 47 0 0.7 0 24.33= 5mm sem considerar o rendimento.7 17 10-5 .7 123 254 31 61 0.4) são autoexplicativas.

Cálculo da necessidade líquida NL usando a precipitação efetiva Meses= Temperatura média mensal ETo (mm/mês)= Precipitação média (mm/mês) Dias do mês = ETc= Kc x ETo Kc= Pe (mm/mês)= P x RF/100 Pe Porcentagem fixa para Pe solo franco arenoso raízes=150mm RF NL (mm/mês)=ETc. Volume= Área x NL / 1000= 10. Caso se tenha que irrigar um hectare (10. Os emissores escamoteáveis (podem subir e abaixar) possuem a vantagem de não ferir a estética do paisagismo. Alemanha Na Alemanha se usa para prever irrigação em jardins dos seguintes dados: Gasto de água em irrigação nas áreas verdes dos jardins 60 litros/ m2 x ano Gasto em irrigação em atividades esportivas 200 litros/m2 em seis meses Para solo pesado (solo argiloso) o gasto em 6 meses é de 80 litros/ m2 a 150 litros/m2 Para solos leves (solo arenoso) o gasto em 6 meses vai de 100 litros/ m2 a 200 litros/ m2 10. 2mm por rega.com.1) a (10. que são instalados submersos no solo e emergem somente na hora de realizar a irrigação.7 19 0 0. Podem ser ainda do tipo escamoteáveis. Nos outros 6 meses não haverá necessidade de irrigação. de impacto.000m2 x (173 / 1000)= 1730m3/ ano Portanto. Os aspersores podem ser sprays. 10-6 .7 0 Das Tabela (10.8 116 137 31 58 0.continuação. rotores entre outros.3). 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 35 35 47 outubro 21. Durante um ano será necessário a irrigação de 173mm nos meses de abril a setembro.Pe Eficiência da irrigação= Necessidade de irrigação mensal NL (mm/mês) = julho 17.br 29/06/08 Tabela 10. Azevedo Neto Azevedo Neto adotava 2litros/ dia x m2 para irrigação de jardins.7 45 14 0. Regando-se 12vezes por mês teremos.50m a 46m conforme Figuras (10.5 12 12 47 setembro 20. permitir trânsito livre sobre os gramados e poda manual ou mecanizada com absoluta segurança.2 98 75 30 49 0. rotores. Os raios de alcance podem variar de 0.8 68 31 31 34 0.4) na última linha temos a necessidade de irrigação em mm/dia.5 101 63 47 20 0.4 Parâmetros de Irrigação Vamos examinar os parâmetros de irrigação para Sprinkler e gotejamento sem considerar a precipitação efetiva Pe.3) e (10. ou seja.4.9 126 215 31 63 0. mensalmente 24mm/mês que é um numero coerente com o obtido.7 28 32 0.5 14 14 47 agosto 19.7 0 0 0.5 61 61 47 dezembro 23.5 123 130 30 62 0. Cada modêlo possui características específicas. micro sprays.Curso de esgotos Capitulo 10.5 65 58 47 novembro 22. borbulhadores) Válvulas solenóides (registros) Controladores (“imers” eletrônicos). em 6 meses. Quanto aos equipamentos para o sistema de irrigação a ANP (Associação Nacional de Paisagismo) sistematiza da seguinte maneira: Redes hidráulicas: secundária e principal Emissores de água (sprays. o que é muito comum nos Estados Unidos para efeito de taxação.6 87 25 31 43 0.730m3.000m2). isto é.7 0 0 0.5 Aspersores Os emissores são os elementos responsáveis pela emissão da água. o consumo anual de irrigação será de 1. gotejadores.

Possuem jato fixo e raio de alcance de 0.Curso de esgotos Capitulo 10.5m a 24m.5m.com. 2004 Figura 10. com raios de alcance de 6.60m a 4. existem diversas opções de controladores para atender demandas específicas. para projetos de maior porte.br 29/06/08 Sprays: são aspersores escamoteáveis ou aparentes. O nível de automação está tão evoluído que hoje temos controles remotos para controladores e.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2004 Figura 10.Aspersão Fonte: Naadan. 2004 Controle eletrônico O controlador eletrônico é o cérebro do sistema de irrigação automatizado. Com ele é possível programar o horário.1. temos o monitoramento de vários sistemas através de um computador central integrado a uma estação meteorológica. no mercado.3. Figura 10.Aspersão Fonte: Rotors.4). 10-7 .2.Aspersão Fonte: Hunter. Hoje. Irrigação automatizada: já pode ser feita no Brasil inclusive para paisagismo. Rotores: são giratórios. ligando e desligando o sistema em tempos projetados para cada área a ser irrigada (setor) conforme Figura (10.

br/reportagem_rain%20bird_irrigacao%20paisagismo. Quando a declividade do solo for maior que 15%. onde é explicado a hidráulica dos sistemas pressurizados de aspersão e gotejamento. Figura 10.50m3/h a 100m3/h S1= espaçamento ao longo da lateral (m) S2= espaçamento lateral (m) As pressões num aspersor variam de 10mca a 80mca e os alcances vão de 6m a 60m. Varia de 0.org.5.5).Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br/reportagem_rain%20bird_irrigacao%20paisagismo. com alcance de 12m a 36m e vazão de 1m3/h a 6m3/h 3.4.anponline. e o seu valor dependerá da textura do solo e da declividade do mesmo.Controlador http://www. A taxa de aplicação do Sprinkler não deve ser menor que 3mm/h a um máximo de 51mm/h.Controlador eletrônico de irrigação http://www. De modo geral a taxa de aplicação do Sprinkler. Baixa pressão: até 20mca e bocal de 4mm com alcance até 15m e vazão menor que 1m3/h 2. Deverá ser consultado livros especializados no assunto como Engenharia de Irrigação de Heber Pimentel Gomes. 3mm/h≤AR≤ 51mm/h Q= vazão no aspersor do Sprinkler (m3/h). Média pressão: varia de 20mca a 40mca. Alta pressão: com pressão de 40mca e vazão de 20m3/h a 120m3/h com alcance até 100m. 10-8 .anponline.br 29/06/08 Figura 10.com. elas se abrem e permitem que a água se direcione aos aspersores comandados por ela. deve ser menor que a taxa de infiltração da água no solo para evitar o runoff. Os aspersores dos Sprinkler estão a 25º a 45º e podem ser: 1. Existem em vários modelos e tamanhos que são dimensionadas de acordo com as características do projeto em questão conforme Figura (10.6 Sistema de Sprinklers A equação fundamental do sistema de sprinklers é: AR= (Q x 1000) / (S1 x S2 ) Sendo: AR= taxa de aplicação do Sprinkler (mm/h). que são componentes que respondem a programação do quadro controlador. a taxa de aplicação deve ser menor que 22mm/h.php 10. Após decorrido o tempo programado ela se fecha.Curso de esgotos Capitulo 10.php Os setores são comandados por válvulas solenóides. Dado o horário programado.org.

1965 conforme Gomes.14mm e pressão h= 42mca.35 x (d x h) 0.4 x R 1.br 29/06/08 10.4 Calcular o raio de alcance de um aspersor com d= 7.73 x R 1.5 R= 1.4 x R Triangular 1.Curso de esgotos Capitulo 10. 1997 10-9 .14 x 42) 0.Distâncias máximas recomendadas entre aspersores segundo a disposição dos mesmos.35 x (7. R= 1. Exemplo 10. 1997: R= 1. 1997 Figura 10.5= 23.Espaçamento máximo segundo a disposição dos aspersores Fonte: Gomes. triangular e retangular.com.35 x (d x h) 0.5 x R Retangular R 1.3 x R Fonte: Gomes.5 Sendo: R= alcance do aspersor (m) d= diâmetro do bocal do aspersor (mm) h= pressão em metros de coluna de água (m) As Tabelas (10.5) e Figura (10. escolhida a disposição que queremos: quadrada.6) mostram a distância entre os aspersores e a distancia entre as linhas.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5.8 Distâncias entre os aspersores Tabela 10. Disposição Distância entre os aspersores Distância entre linhas Quadrada 1.7 Raio de alcance do aspersor O raio de alcance de um aspersor é fornecido pela equação de Cavazza.4m 10.6.

8.7) a (10.5mm e as vazões varia de 2 a 12 litros/hora. O gotejamento é usado principalmente na zona de raízes de arbustos e árvores.7 Gotejador Figura 10. diretamente sobre a zona radicular das plantas.br 29/06/08 10. 1997. devido a isto é muito usado em Israel desde a década de setenta conforme Gomes. Os dispositivos usados são os gotejadores ou emissores localizados juntos aos pés das plantas conforme Figuras (10.Irrigação por gotejamento (Drip Emitters) 10-10 . hortaliças e flores. saída para zero na gota. 1997 gotejamento é o método de irrigação no qual a água é aplicada em gotas.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9) De modo geral os gotejadores tem diâmetro entre 0.7 litros /min. O sistema de gotejamento é adequado a condições de solo. clima e água menos favoráveis. A pressão de entrada varia de 5 a 15mca.9 Gotejamento Conforme Gomes. O gotejamento economiza cerca de 30% de água em relação a aspersão. Os gotejadores que atendem as árvores não devem exceder de 5.5mm a 1. onde existe um predomínio de solos arenosos. O gotejamento é usado em declividades do solo maior que 25% e neste caso a precipitação máxima do emissor deve ser de 12mm/h. clima árido e quantidade limitada de água com considerável teor de sais. mas tem alto custo e é usado para irrigar culturas nobres ou economicamente rentáveis como fruteiras. Figura 10.Curso de esgotos Capitulo 10.com.

10 Microaspersão O sistema de irrigação por microaspersão conforme Gomes. Figura 10.10) e (10.9. é um sistema intermediário entre a irrigação por aspersão e a irrigação por gotejamento. A pressão de serviço está situada entre 10 a 20mca e as vazões entre 20 a 140 litros/hora com alcance que varia entre 1m a 3m.11). 2004 10.Curso de esgotos Capitulo 10.10.Gotejamento Fonte: Naadan.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 10-11 . 1997.br 29/06/08 Figura 10. É utilizado um aspersor (microaspersor) em cada planta conforme Figura (10. O sistema de microaspersão se adequa mais a irrigação de culturas arbóreas.Microaspersor Fonte: Gomes.com.

70 =20.br 29/06/08 Figura 10. NL = ETc / IE NL = 14.70.7 mm/semana 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5mm/semana e a eficiência IE= 0.com.12 Tempo de operação (OT) O máximo tempo em min de um sistema de irrigação é determinado por: OT= NL x 60 / AR Sendo: OT= tempo de operação (min) NL = quantidade de água necessária para irrigação (mm) AR= taxa de aplicação (mm/h) Nota: o valor de AR tem que ser menor ou igual a taxa de infiltração no solo.11.5 Calcular a quantidade de água necessária em mm. Ver Tabela (10. 10-12 .11 Quantidade de água necessária para irrigação (IR) É usada dividindo-se a água necessária pela eficiência IE sem considerar a precipitação efetiva Pe.1). NL= ETc / IE Sendo: NL = quantidade de água necessária para irrigação (mm) ETc= evapotranspiração do paisagismo (mm) ETc= PWR IE= eficiência.5/ 0. 2006 10. sendo a evapotranspiração do paisagismo de 14.Microsaspersor Fonte: Waterwise Florida landscape. Exemplo 10.Curso de esgotos Capitulo 10.

Curso de esgotos Capitulo 10- Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br

29/06/08

Exemplo 10.6 Calcular o tempo de operação (OT) para NL =20,7mm/semana e AR=16mm/h OT= NL x 60 / AR OT= 20,7 x 60 / 16 =78 min/semana 10.13 Dias de irrigação (ID) O número de dias de irrigação é importante. Considera-se o mês de 31 dias e a irrigação será em 8dias, isto é, todo 4º dia haverá irrigação. ID= ETc / AD Sendo: ID= dias de irrigação (dias) ETc= evapotranspiração do paisagismo (mm). ETc= PWR AD= quantidade máxima de água a ser extraída da planta (mm) Exemplo 10.7 Calcular os dias de irrigação, sendo ETc= 14,5mm/semana e a quantidade máxima de água que pode ser extraída AD= 10mm. ID= ETc / AD ID= 14,5 / 10 =1,45 = 2 dias /semana (arredondamento) 10.14 Dias de operação Td= OT / ID Sendo: Td= total por dia de irrigação (min/dia) OT= tempo de operação (min) ID= dias de irrigação (dias) Exemplo 10.8 Calcular os dias de operação Td, sendo o tempo de operação OD= 78minutos/semana e os dias de irrigação ID= 2 dias/semana. Td= OT / ID = 78min/ 2= 39min/dia 10.15 Máxima irrigação por ciclo RC= taxa de infiltração x 60 / AR Sendo: RC= máxima irrigação por ciclo (min) AR= taxa de aplicação (mm/hora) Taxa de infiltração no solo em (mm/h)

10-13

Curso de esgotos Capitulo 10- Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br

29/06/08

Exemplo 10.9 Calcular a máxima irrigação por ciclo, sendo a taxa de infiltração do solo de 16,5mm/h e a taxa de aplicação do Sprinkler de 16mm/h RC= taxa de infiltração x 60 / AR RC= 16,5 x 60 / 16 =60 min 10.16 Ciclos por dia C= Td / RC Sendo: C= ciclo por dia Td= total por dia de irrigação (min/dia) RC= máxima irrigação por ciclo (min) Exemplo 10.10 Calcular o número de ciclos por dia C para o total de irrigação de 39min/dia e com a máxima irrigação por ciclo de 60min. C= Td / RC C= 39 / 60 = 0,65 = 1 (arredonda-se) 10.17 Intensidade média de precipitação de um aspersor AR A intensidade média de precipitação de um aspersor, ou simplesmente precipitação, é um dado de suma importância na elaboração de um projeto de irrigação por aspersão conforme Gomes, 1997. O aspersor deve ser selecionado de modo que sua intensidade média de precipitação não supere a capacidade de infiltração do solo, nas condições da cobertura vegetal existente. A intensidade está na Tabela (10.20) do SCS (Soil Conservation Service) que estabelece um conjunto de valores máximos das intensidades de precipitação admitidas pelos terrenos, em função da textura média do solo, da declividade média do terreno e da existência ou não da cobertura vegetal, conforme Gomes, 1997.

10-14

Curso de esgotos Capitulo 10- Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br

29/06/08

Tabela 10.6- Intensidade máxima de precipitação (AR) para condições médias de solo, declividade e vegetação (SCS/USA 1960)

Fonte: Gomes 1997

Na Tabela (10.6) dada a precipitação podemos escolher a vazão, diâmetro do bocal, pressão e espaçamentos.

10-15

Curso de esgotos Capitulo 10- Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br

29/06/08

Tabela 10.7- Espaçamento em função da precipitação em mm/h

Fonte: Azevedo Neto, 1998

Exemplo 10.11 Escolher a intensidade de precipitação média de um aspersor para terreno franco siltoso com declividade de 5% a 8%. Consultando a Tabela (10.6) achamos AR=16mm/h como taxa de irrigação AR. Exemplo 10.12 Calcular a precipitação do Sprinkler considerando vazão do aspersor de 2,31m3/h e pressão de 52,7mca e 5,15mm diâmetro do bocal. O raio de alcance do aspersor R será: R= 1,35 x (d x h ) 0,5 = 1,35 x (2,31 x 52,7) 0,5 = 22,24m Considerando disposição quadrada a distância S1=1,4 xR e S2= 1,4 x R S1= 1,4 x 22,24= 31,14m S2= 31,14m AR= (Q x 1000) / (S1 x S2 ) AR= (2,31 /1000)7 (31,14 x 31,14 )= 24mm/h.

10-16

Curso de esgotos Capitulo 10- Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br

29/06/08

10.18 Calendário de irrigação
Calcular o calendário de irrigação para o mês de julho de um gramado com raízes de 20cm e não considerar a precipitação excedente Pe. A evapotranspiração da cultura mensal é de 102mm. O terreno tem declividade entre 0% a 5% e o solo é franco arenoso. Na Tabela (10.8) estão os cálculos resumidos.
Tabela 10.8- Cálculo teórico para gramado com raízes de 20cm. A irrigação será feita por sprinkler a taxa de 16mm/h. O calendário de irrigação é para o mês de julho. Não foi usada a precipitação excedente Pe. Nº item Cálculos Valor Unidades 1 Água necessária 3.1 Plantação Gramado para paisagismo 3.2 Mês de referência Escolhido Julho 3.3 Período relevante Irrigação semanal 7 Dias 3.4 ETo-evapotranspiração referência (102 mm/ 31dias) x 7 23 mm/semana 3.5 Coeficiente de paisagismo KL Ks x Kd x Kmc= 0,63 x 1,0x 1,0 0,63 3.6 Água necessária para o gramado PWR=ETc PWR=ETc=ETo x KL = 23 x 0,63 14,5 mm/semana 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 3 3.1 3.2 3.3 3.4 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 Propriedades do Solo Tipo de solo na zona das raízes Taxa de infiltração no solo Capacidade de armazenamento no solo AWHC Profundidade das raízes RZ Água disponível para as plantas PAW Fator da quantidade que pode ser extraída MAD Quantidade máxima de água que pode ser extraída AD Sistema de irrigação Taxa de irrigação admitida AR Eficiência IE Água necessária para irrigação NL Tempo de operação (OT) Calendário de irrigação Dias de irrigação (ID) Restrição Total por dia de irrigação Td Máxima irrigação por ciclo (RC) Ciclo por dia (C)

Inspeção in loco Consultar Tabela (1.2) Consultar Tabela (1.7) Inspeção local PAW=AWHC X RZ=200x 0,1 Tabela (1.8) MAD= 50% AD= PAW x (MAD/100)= 20 x 50/100

Solo franco arenoso 16,5 mm/h 0,1 mm/mm 200 mm 20 mm 50% 10 mm

Cálculo. Ver Tabela (3.20) Tabela (3.1) NL = ETc/ IE=14,5/0,7 OT= NL x 60 / AR= 21 x 60 /16 ID= PWR / AD= 14,5/10=1,45 3ª e 6ª feiras Td= OT / ID= 78/2 RC =(taxa infiltração / AR) x 60= (16,5mm/h / 16mm)x 60= 60 C= Td / RC= 39/ 60

16 0,7 21 78

mm/h mm/semana min/semana

2 39 60 1

dia/semana min/dia min Ciclo/dia

Poderemos escolher conforme Tabela (3.6) bocal do aspersor com diâmetro de 20 x 4mm, pressão de 35mca, precipitação de 15,6 mm/h que é aproximadamente ao adotado de 16mm/h, mas que é menor que 16,5mm/h que é a taxa de infiltração da água no solo. Os aspersores estarão separados um do outro de 42m e as linhas também serão separadas por 42m, cobrindo uma área de 42m x 42m= 1764m2 para cada aspersor. Maiores detalhes sobre a irrigação: princípios, métodos e dimensionamento, poderá ser vista no “Manual de Hidráulica do Azevedo Neto”, 8ª edição revisto pelos professores da FATEC de São Paulo em 1998. 10.19 Estação Climatológica Existem estações climatológicas compactas conforme se vê nas Figuras (10.12) e (10.13)

Figura 10.12- Sensor de chuva e sensor de vento
Fonte: Hunter, 2004

10-17

Curso de esgotos Capitulo 10- Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br

29/06/08

Figura 10.13- Estação climatológica compacta
Fonte: Hunter, 2004

10.20 Exemplos de dados A Tabela (10.9) mostra a umidade relativa máxima e mínima do ar, temperatura, velocidade do vento e horas de insolação de acordo com latitude. Tabela 10.9-Exemplo de dados climatológicos de quatro locais em território nacional do mês de março para aplicação do Método de Penman-Monteith para evapotranspiração ETo. Velocidade do N= número de horas de Umidade relativa Umidade relativa Temp. ar insolação do ar Local Latitude do ar (horas) URmin (C) V URmax (%) (m/s) (%) A 10º S 90 70 30 1,7 7 B 10º S 50 40 30 0,6 12 C 20º S 75 50 20 1,7 10 D 20º S 75 50 20 0,6 10
Fonte: Righeto, 1998

A Tabela (10.10) mostra a insolação máxima diária de cada mês do ano conforme a latitude. Tabela 10.10- Insolação máxima diária N em horas

Fonte: Righeto, 1998, página 117

10.21 Tensiômetro Tensiômetros (Figura (10.14) a (10.16) são equipamentos que medem a tensão ("força") com que a água é retida pelo solo, a qual afeta diretamente a absorção de água pelas plantas. São disponíveis com manômetro metálico ou de mercúrio. Os metálicos são de mais fácil instalação e manutenção e mais seguros do ponto de vista ambiental. As unidades de medida podem ser em kPa, cbar, mmHg e cmH2O.

10-18

Curso de esgotos Capitulo 10- Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br

29/06/08

Figura 10.14- TENSIÔMETRO em que a água da coluna é medida pelo mercúrio que tem densidade 13,6 maior que a água. Fonte: Soares, 2004

Tensiômetros têm capacidade para leitura de tensão entre 0-75 kPa, sendo recomendados para o manejo da irrigação na maioria das hortaliças cultivadas em campo ou sob cultivo protegido. Para que apresentem desempenho satisfatório é indispensável observar uma série de cuidados e procedimentos simples no preparo, instalação, operação, manutenção e armazenamento. http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/tensiometro.html#Introducao

Figura 10.15- Tensiômetro
http://www.infojardin.com/articulos/fotos-tensiometro/tensiometro-dibjo-raiz.gif Acessado em 22/09/2006

Tensiômetro de faixas (semáforo): indica a hora de irrigar

Tensiômetro de faixas: um semáforo que indica a hora de irrigar conforme Figura (10.16). Um equipamento simples e de fácil manuseio, que indica para o produtor o momento certo de irrigar como se fosse um semáforo. Assim é o tensiômetro de faixas, que utiliza as cores vermelha, amarela e verde para orientar a utilização da água na propriedade. O vermelho indica que está na hora de irrigar; o amarelo significa que o produtor deve ficar atento; e o verde quer dizer que por enquanto ele não precisa se preocupar com a irrigação.

10-19

Curso de esgotos Capitulo 10- Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br

29/06/08

Figura 10.16- Tensiômetro de faixas que indica a hora de irrigar. É como um semáforo.
Fonte: http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/tensiometro.html#Introducao

10-20

Curso de esgotos Capitulo 10- Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br

29/06/08

Fertilizantes Vamos expor os conceitos do trabalho de Francisco Eduardo Lapido Loureiro e Marisa Nascimento exposto em 2003 sob o titulo: Importância e função dos fertilizantes numa agricultura sustentável. Fertilizantes são produtos ou substâncias que, aplicados aos solos, fornecem às plantas os nutrientes necessários ao bom desenvolvimento e produção (Albuquerque, 2000). Fertilizante é uma substância mineral ou orgânica ou sintética, fornecedora de um ou mais nutrientes das plantas (Decreto Federal 86.955 de 18/02/82). Os fertilizantes do ponto de vista físico podem ser: Sólidos que são os mais comuns (pó ou grânulos) Fluidos (líquidos) que são soluções/ suspensões e gasosos como a amônia anidra aplicada de forma liquefeita. Químico: podem ser minerais, orgânico-minerais e orgânicos de origem animal ou vegetal. Os elementos essenciais são: C, H e O e N, P, K, S, Ca, Mg, B, Cu, Zn, Mn, Mo, Cl e Ni. Os elementos benéficos são Na, Si, Co e Se que são exigidos por determinados grupos de plantas. Os elementos móveis, isto é, aqueles que possuem mobilidade são: N. P, K. Mg, Cl e Mo. Os elementos pouco móveis são: S, Cu, Fé, Mn, Ni e Zn. Os elementos muito pouco móveis são: Ca e B. Nitrogênio, fósforo e potássio são os três mais importantes macronutrientes necessários ao bom desenvolvimento das plantas, mas vários pesquisadores consideram o enxofre como nutriente pela sua função benéfica na saúde e crescimento das plantas. A composição dos fertilizantes fosfáticos e potássios podem exprimir-se, tanto sob a forma elementar P e K como na dos respectivos óxidos: Pe O5 ou K20. O nitrogênio é sempre apresentado como elemento. As substâncias nutrientes podem ainda ser divididas em: Nutrientes naturais: C. H e O Nutrientes primários: P, K e N Nutrientes secundários: Ca, Mg e S O principal fator que influência a comercialização dos fertilizantes é o seu teor em nutrientes, quanto mais elevado ele for, menor serão os custos de transportes, distribuição, armazenagem e manuseamento. Não é mera coincidência que os produtos mais consumidos sejam, para o N, a uréia, para o P, o fosfato de amônio e outros compôs NP, e para o K, o cloreto de potássio.

3.21

Figura 10.1- Saco de fertilizante usado em gramados
Fonte: University of Califórnia. http://anrcatalog.ucdavis.edu/InOrder/Shop/ItemDetails.asp?ItemNo=8065

No Brasil os fertilizantes comerciais tem a sua destinação específica: Manutenção de gramados Forth Jardim 19-10-19 Implantação de gramados antes do plantio: Forth plantio 02-07-02 Para campo de golfe: Forth golf 24-00-15 para manutenção dos gramados de campo de golfe. Para recuperação de gramados de campo de golfe: Forth golf 30-00-05 Para adubação em manutenção de gramados com baixo teor de matéria orgânica. Forth organo Mix

10-21

Curso de esgotos Capitulo 10- Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br

29/06/08

10.22 Bibliografia e livros consultados • ANP- ASSOCIAÇAO NACIONAL DE PAISAGISMO. http://www.anponline.org.br/ • AYOADE, J. O. Introdução à Climatologia para os trópicos. 4ª edição, 332páginas, 1996, Coordenador Editorial: Antônio Christofoletti. • BALL, KEN. AWWA - AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION, Xeriscape-programs for water utilities. 1990, ISBN 0-89867-525-1, 91páginas. • BENNET, RICHARD E. E HAZINSKI, MICHAEL S. AWWA - AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. Water-Efficient Landscape – guidelines, 1993, ISBN 0-89867-679-7, 176 páginas. • EMBRAPA. Requerimento de água das culturas. Circular técnico 2 de dezembro de 2002, Sete Lagoas, Minas Gerais. • GALVANI, E., et al. Modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lÊmina de água evaporada em Tanque Classe “A”. ESALQ, USP, Piracicaba, outubro de 1999. • GOMES, HEBER PIMENTEL. Engenharia de irrigação. Universidade Federal da Paraíba, 2ª edição, 390 páginas, 1997, Campina Grande. • HARIVANDI, M. ALI. Interpreting turfgrass irrigation water test results. • IRRIGATION ASSOCIATION. Landscape irrigation scheduling and water management, março de 2005. • IRRIGATION ASSOCIATION. Turf and landscape irrigation- Best Management Practices, abril de 2005. • ITO, ACACIO EIJI et al. Manual de Hidráulica. Azevedo Netto. 8ª ed. Atualizada Blucher, 669p. • LEA, ROSANGELA E SANTO, SANDRA MEDEIROS. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de Thornthwaite-Mather, 1955. Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia. • LOPES, ALAN VAZ E FREITAS, MARCOS AIRTON DE SOUZA. Avaliação das demandas de ofertas hídricas na bacia do Rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). • LOPES, ALFREDO SCHEID e GUILHERME, LUIZ ROBERTO GUIMARAES. Interpretação de análise do solo- conceitos e aplicações. Julho de 1992, Associação Nacional para difusão de adubos. ANDA, São Paulo. • LOUREIRO, FRANCISCO EDUARDO LAPIDO e NASCIMENTO, MARISA. Importância e função dos fertilizantes numa agricultura sustentável. CETEM/MCT 2003. ISBN 85-7227-177-4, 75páginas • OLIVEIRA, RODRIGO. Modelo Hidrológico de precipitação-escoamento. Monte de Caparica, 1998. • REICHARDT, KLAUS e TIMM, LUIS CARLOS. Solo, planta e atmosfera- conceitos, processos e aplicações. Editora Manole, 2004, ISBN 85-204-1773-6. 1ª ed. 478 páginas. • RIGHETTO, ANTONIO MAROZZI. Hidrologia e Recursos hídricos. 1ª ed. USP, ISBN 85-85205-25-5, 1998, 819 páginas. • SOARES, JOSE VIANES. Hidrologia das florestas. Setembro 2004. • TUCCI, CARLOS E., Hidrologia, ABRH, 1993, 943páginas, ISBN 85-7025-298-6. University of California, publication 8009. • VIANELLO, RUBENS LEITE E ALVES, ADIL RAINIER. Metereologia Básica e aplicações. Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, 1991, 449 páginas. • VICKERS, AMY. Water Use Conservation. Waterplow press, Massachusetts, 2001, ISBN 1-931579-07-5, 446 páginas.

10-22

Curso de rede de esgotos Capitulo 11- Método de Thornthwaite, 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/07/08

Capitulo 11 Método de Thornthwaite, 1948

Tanque para evaporaçao Classe A Varejao-Silva, 2005

11-1

3 11.1 11.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 11.4 Introdução Método de Thornthwaite.Método de Thornthwaite. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 11.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.com. 1945 Conclusão Bibliografia e livros recomendados Assunto 11-2 .

1) para calcular o valor da ETo.1948 11.br 01/07/08 Capitulo 11.3) Correção: ETo = (ET´ x N )/ ( 30 x 12) Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/mês) ET´= valor calculado pela Equação (11.71 x 10 –5 x I 2 + 1.Método de Thornthwaite.75 x 10 –7 x I 3 . conforme Varejão-Silva. da realidade física. 2005. A Figura (11.2 Método de Thornthwaite. por vezes grosseira.1) ou (11. 1992 in Oliveira. Quando 0 <Ta < 26. Para sua aplicação são necessários dados de no mínimo 30anos. 1948 Thornthwaite em 1948 baseado em observações lisimétricas e perdas de água na região central dos Estados Unidos apresentou a Equação (11.1 Introdução.24 x Ta -0. 11.79 x 10-2 x I + 0.4h. pois segundo Lencastre.1) de acordo com a latitude local. O valor de ET´depende da temperatura média do ar conforme Medeiros.514 O valor de a= constante.49239 (Equação 11.Estimativa da evapotranspiração de referência ETo pelo método de Thornthwaite. pois o mesmo considera inexistente os dados da radiação solar.7. 1998 chega a subestimar a evapotranspiração de referência em porcentagem que podem atingir os 40%. Nova Zelândia.Curso de rede de esgotos Capitulo 11. Assim para Guarulhos que está na latitude sul a 23º o valor do fotoperíodo para o mês de janeiro será 13.2) N= fotoperíodo (horas) fornecido pela Tabela (11.1) Sendo: Ta= temperatura média do ar mês “n” (º C) I= índice térmico anual ou índice de calor anual in= índice térmico do mês “n” a= constante que varia de local para local ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) para um mês de 30 dias ET´= -415. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Verificaram-se bons resultados do Método de Thornthwaite nos Estados.43 x Ta 2 (Equação 11. Canadá. 2002. Na Tabela (11.1) mostra a variação anual do fotoperíodo com a latitude. O balanço hídrico proposto por Thornthwaite e Mather em 1957 somente devem ser considerados como uma estimativa. Vários outros autores como Singh e Shuttleworth desaconselham o uso do método de Thornthwaite. calculada da seguinte forma: a= 6.1) encontram-se os valores do fotoperíodo fornecido em horas e de acordo com a latitude. contudo em outras regiões os resultados não foram bons. isto é.2) A somatória I= Σin O valor de i= (Ta / 5)1. que são muito importantes. O método de Thornthwaite é muito criticado.85 + 32.5ºC ET´ = 16 (10 x Ta/ I) a (Equação 11. Para latitude norte o valor será positivo e para latitude sul será negativo. a evapotranspiração de referência.com.5ºC 11-3 . Quando Ta ≥ 26.

br 01/07/08 Tabela 11. Fonte: Varejão-Silva. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.Método de Thornthwaite.Valores do fotoperíodo de acordo com al latitude. Para latitude norte o sinal é positivo e para o sul negativo.Relação anual do fotoperíodo com a latitude Fonte: Varejão-Silva. 2005 11-4 .com.1. 2005 Figura 11.1.

RODRIGO PROENÇA.8 10. Metereologia e Climatologia. 2005 -VIANELLO.9 3. Hydrologic Models. CE.8 19. RUBENS LEITE E ALVES.Evaporação de referência ETo corrigida de Thornthwaite. com 165páginas.1 137.1 251.21 9. ano de 2002.5 214.85 Valor I a=2.5 16.9 12.6 17.514 ET´ mm 105.9 1.6 Temperatura Média do ar Precip.6 13.2 99.8 10. Portugal. http://folk. Media mensal (mm) (dado) 254.0 12.254292 Índice Térmico I= (T/5) 1. -OLIVEIRA.5 ETo diário mm/dia 3.7 ETo mensal mm/mês 122 97 106 80 58 48 45 60 64 85 88 113 Σ=965 A evapotranspiração de referência ETo média anual é de 965mm. Cálculo da evapotranspiração de referência.9 97.7 Σ=1487.3 18.8 24.7 1.8 23.9 3.br 01/07/08 Exemplo 11.7 2.3 39.4 130.8 82.5 1. Minas Gerais.com.4 83.4 12.7 22.0 10. ALMIRO TAVARES. 1948.Método de Thornthwaite. Tese de doutoramento apresentada em fevereiro de 2002 na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.4 3.1 2.3 70. ADIL RAINIER.1 48.6 1.68 9.9 Média=20.pdf 11-5 .3 11.2 .Curso de rede de esgotos Capitulo 11.96 10.01 7.59 9. 1991. A latitude é 23º Sul. Tabela 11. que é 20% abaixo do método padrão de Penman-Monteith FAO.2 78.9 2. Queremos estimar a evapotranspiração de referência ETo mensal usando o método de Thornthwaite.4 96. sendo que a precipitação média anual é de 1487. 1948 (analítico) para evapotranspiração de referência ETo apresentou anualmente 965mm/ano.9 75. CHONG-YU.uio. 1998 1201mm/ano. 11.2 21.32 6. -VAREJAO-SILVA. 1948 um bom método.69 6.no/chongyux/papers/fulltext.9 11.5 Bibliografia e livros consultados -MEDEIROS.6 11. Universidade Federal de Viçosa.8 21. Estimativa da evopotranspiração de referencia a partir da equação de Penman-Monteih de medidas lisimétricas e de equações empíricas em Paraipaba. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology. Não podemos considerar o método de Thornthwaite. Metereologia Básica e aplicações.4 2.6 12.4 Fotoperíodo Para a Latitude Escolhida (h) 13.1 Temos as temperaturas médias mensais de Guarulhos (1995 a 2005).8 53.0 30.9 60. Recife. 1998. -XU.5 22.7 200.05 Σ=102.4 Conclusão: O método de Thornthwaite.41 7.0 64.3 12.0 62.9 58. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1948 Dias do mês Mês ºC (dado) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 Σ=365dias 23.59 8.24 7.8mm 11.09 10.0 20. MARIO ADELMO.7 18.

1955 12-1 .com. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.br 01/07/08 Capítulo 12 Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.

1 12.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 12.2 12.3 12.com. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1955 Conclusão Bibliografia e livros consultados 7 páginas 12-2 .4 Assunto Introdução Balanço hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.

3) Sendo: ARM= armazenamento no mês M= somatório de (P . CAD= armazenamento máximo no solo. CAD varia de 25mm a 400mm.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.2 Teoria Para uma seqüência de n meses com estiagem após a estação chuvosa. Thornthwaite e Mather.1) quanto P-ETP<0 e usa-se a Equação (12. 1955 conforme apresentação de Varejão-Silva.exp( N/CAD)).1 Introdução Vamos explicar o método de Thornthwaite-Mather. Sendo: ARM5= armazenamento para o mês de maio M= somatório dos (P.ETP) – em mm Inicio Escolhe-se um mês no fim das secas e antes do inicio do período chuvoso No nosso caso é o mês de maio (mês 5) ARM5= M/ ( 1. 12-3 .2) quando P. Mendonça.1) Havendo um ou mais meses com P.br 01/07/08 Capitulo 12 –Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.ETP <0 para facilitar a demonstração e expandido a equação acima tem-se: ARM2= CAD x exp (P-ETP)1 + (P-ETp)3)/ CAD)= CAD x exp ((P – ETP)1 / CAD) x exp ((P – ETP)2/CAD) Por definição: CAD x exp ((P-ETP)1/CAD)= ARM1 Resultando: ARM2=ARM1 x exp ((P-ETP)2/CAD) Que para uma seqüência de n meses reduz-se à equação geral: ARMn=ARMn-1 x exp ((P-ETP)n/CAD) (Equação 12. ou seja: ARMn= CAD x exp (Neg acum/ CAD)= CAD x exp (Σ (P – ETP) n / CAD) Sendo: ARMn= armazenamento no mês n. 1997 fizeram algumas modificações e sugeriram que o valor de ARM no fim do período chuvoso seja dado por: ARM= M/ (1. mas com valores insuficientes para levar o ARM até o valor de CAD. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005 que usam a abordagem de Mendonça. 1958 e Pereira et al. segue-se a rotina normal com: ARMn= ARM n-1 + (P – ETO)n (Equação 12.com. 1955 supuseram CAD=100mm.2). Para uma seqüência de dois meses (n=2) de P. 1945 (mm) Neg acum= somatório anual dos negativos acumulados até o mês n. A grande vantagem do método é que não são necessárias tabelas e o cálculo pode ser feito usando uma planilha eletrônica do tipo Excel. 1958 na forma condensada. 1955 12.exp(N/CAD)) (Equação 12. P= precipitação média mensal no mês n (mm) ETP= evopotranspiração de referência no mês n calculado por Thornthwaite. N= somatório dos (P. 2005 e Antonio Roberto Pereira.4) e depois usa-se a Equação (12.ETP>0. A vantagem do método de Mendonça é que pode ser usado sem tabela com qualquer valor de CAD.ETP) Na prática calcular-se primeira o ARM conforme Equação (12.ETp>0.ETP) +. 12.ETP)+ em mm N= somatório de (P .1) e (12. o armazenamento (ARMn) ao longo desses meses será dado pela equação de Mendonça.2) As Equações básicas são: (12.

Coluna 2 Na coluna 2 estão as precipitações médias mensais obtidas na estação climatológica local (mm) Coluna 3 Na coluna 3 estão as evopotranspiração de referência obtidas usando o método de Thornthwaite. Coluna 5 Na coluna 5 estão todas as diferenças positivas da coluna 4.Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O cálculo de ETP pelo Método de Thornthwaite 1948 foi feito no Capítulo 11 deste livro Tabela 12. As diferenças podem ser positivas ou negativas. Col 6 Arm Col 7 alt Col 8 ETR Co 9 DEF Col 10 EXC Col 11 130 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 254 252 201 58 70 39 31 25 75 137 130 215 Σ=1488 122 97 106 80 58 48 45 60 64 85 88 113 Σ=965 133 155 95 -22 13 -9 -14 -35 11 52 42 102 Σ=522 13 -9 -14 -35 11 52 42 102 Σ=603 Σ=-80 133 155 95 -22 130 130 130 108 130 121 109 83 94 130 130 130 Σ=1426 130 0 0 0 -22 22 -9 -13 -26 11 36 0 0 122 97 106 80 58 48 43 51 64 85 88 113 Σ=954 0 0 0 0 0 0 2 9 0 0 0 0 Σ=11 133 155 95 0 0 0 0 0 0 16 42 102 Σ=543 Vamos explicar coluna por coluna. Sendo: ARM5= armazenamento para o mês de maio M= somatório dos (P. acum Col 5 Neg ac. Aplicamos a equação (12. Mes Col 1 P Col 2 Etp Col 3 P-Etp Col 4 Pos. 1948. Primeiramente se procura na coluna 4 quando começam a aparecer P-ETP < 0 e escolhe-se um mês posterior ao mês de abril que é -22 que será o mês de maio. Coluna 4 Na coluna 4 estão as diferenças entre a precipitação P do coluna 2 e a evopotranspiração de referência ETP da coluna 3. que é igual +603mm N= somatório dos (P. 1955 com alterações de Mendonça.1. A somatória das diferenças positivas é M=+603mm Coluna 6 Na coluna 6 estão todas as diferenças negativas da coluna 4.ETP) >0.br 01/07/08 Exemplo 12.1 Fazer o balanço hídrico na cidade de Guarulhos usando CAD (capacidade de armazenamento do solo)=130mm.3).exp( N/CAD)). A somatória das diferenças negativas é N= -80mm Coluna 7 A coluna 7 relativa ao armazenamento ARM é a mais difícil de ser feita.ETP) <0 que é igual a -80mm CAD=130mm 12-4 . 1958 para a cidade de Guarulhos. Coluna 1 Na coluna 1 estão os meses de janeiro a dezembro.com.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. ARM5= M/ ( 1.

Coluna 11 EXC A coluna 11 referente ao excesso EXC são os valores positivos de (P. o mês de março.1): ARMn=ARMn-1 x exp ((P-ETP)n/CAD) ARMn=130 x exp (-22/130) =108mm Coluna 8. ARM8=109 x exp ((-35/130) =83mm Agora como as diferenças são positivas. Para o mês 11 temos: ARM11= 130+42= 172mm usa-se então 130mm ARM12= 130+ 102= 232mm então usa-se 130mm E assim vamos até o mês onde P-ETP são positivos. P-ETP>o usamos a Equação (12. SE (P-ETP)>0 então o valor é ETP para a coluna 9.1): ARM6=130 x exp ((-9/130) ARM6= 121mm Para ARM7 fazemos a mesma coisa: ARM7=121 x exp ((-14/130) =109mm Para ARM8 fazemos a mesma coisa.2). ARMn= ARM n-1 + (P – ETO)n (Equação 12. caso contrario o valor será: ABS( P-ETP) + ABS(ALT). 12. Quando o valor for negativo.Alt E a altura da coluna 7. ARM5= 603/ ( 1.eP) – ALT. 12-5 . isto é.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. isto é.exp( -80/130))= 1312m Como o resultado é maior que 130mm adotamos: ARM5=130mm Na mesma coluna 7 referente ao armazenamento ARM calculamos a linha subseqüente usando a Equação (12.3 Balanço hídrico climático No método do balanço hídrico de Thornthwaite e Mather.exp( N/CAD)).2) ARM9= 83 + 11=94mm ARM10= 94+ 52 = 146mm > 130mm então ARM10=130mm. colocamos zero. Para o mês de abril usamos a Equação (12. 1955 podemos obter alguns índices climáticos: Índice de aridez Ia = 100 x DEF/ EPo Índice de umidade Iu= 100 x EXC/ EPo Índice hídrico Im= Iu – Ia É comum quando se faz o balanço hídrico apresentar um gráfico como o da Figura (12. Assim na primeira linha teremos: 130-130=0 E assim por diante até encontramos 108-130=22 Coluna 9 ETR Usa-se na prática a função SE do Excel.br 01/07/08 ARM5= M/ ( 1.1). É a diferença do valor de P com o anterior.com. Desta maneira a coluna se monta automaticamente. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Coluna 10 A coluna 10 é diferença entre a linha correspondente a ETP menos ETR.

0 55.0 100. P ETP PETP + Acum.05 9. ETp e ETR 300. ETp e ETR Exemplo 12.26% .12% Exemplo 12.0 804.Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.0 38.3 Campina Grande. ARM ALT ETR DEF EXC Precipitação ETp ETR (mm/mês) 41.0 17. umidade e hídrico do Exemplo (12. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 19.0 107.27% Índice hídrico= Iu – Ia= 52.0 21.0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 101112 Meses do ano Figura 12. 1958.0 (mm) 200.1.com. Acum. 1955 com alterações de Mendonça.0 100.2 Calcular o índice de aridez.14% Índice de umidade Iu= 100 x exc/EPo= 100 x543 / 965= 52.0 58.0 124.0 00.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.1.2.46 % % % 12-6 .Gráfico da precipitação P.59 -11.0 129.1 Índice de aridez= ia = 100 x DEF/ EPo= 100 x 11/965= 1.0 95.br 01/07/08 Precipitação.0 mm/mês 108 109 115 107 95 80 62 78 77 102 108 117 1158 -67 -54 -15 22 0 27 62 -20 -39 -85 -89 -96 -354 111 22 0 27 62 -20 -39 -85 -89 -96 -465 Índice de aridez= Índice de umidade= Índice hídrico= -67 -54 -15 8 5 3 3 25 25 52 114 97 71 36 18 8 8 -3 -2 111 -89 0 27 62 -17 -26 -35 -18 -9 44 57 211 107 95 80 62 75 64 52 37 30 914 64 52 -96 0 0 0 0 3 13 50 71 87 244 0 0 0 111 0 0 0 0 0 0 0 0 111 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 21. CAD=125mm Latitude: -7º 08´ Longitude: 35 321´W Altitude: 548m Tabela 12.14%=51.

Campina Grande. Engenharia de irrigação. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de ThornthwaiteMather. Dar= 1. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 CAD= armazenamento máximo no solo. RUBENS LEITE E ALVE.38 x 70=97mm 12. Meteorologia Básica e aplicações. 2005 temos: CAD= (1/10) x (θCC . 2ª edição. 1991.br 01/07/08 12.θPM ) x Dar x RZ CAD= (1/10) x (15-5 ) x 1. -VAREJAO-SILVA. Meteoreologia e Climatologia. ADIL RAINIER.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. Universidade Estadual de Feira de Santana.Departamento de Tecnologia. 1955. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso. HEBER PIMENTEL. -SANTO. Universidade Federal da Paraíba. 2005. 12-7 .com. 390 páginas.θPM ) x Dar x RZ Sendo: CAD=capacidade de armazenamento do solo (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso. MARIO ADELMO. 1997. Conforme Varejão-Silva.38g/cm3 RZ= 70cm CAD= (1/10) x (θCC .1 Calcular a capacidade de armazenamento CAD dados: θCC= 15% θPMP=5. -VIANELLO. Recife. Dar= densidade aparente do solo (g/cm3) RZ= profundidade efetiva das raízes da planta (m) Exemplo 12. SANDRA MEDEIROS. Minas Gerais.5 Bibliografia e livros consultados -GOMES. Universidade Federal de Viçosa. 449paginas.

Curso de rede de esgotos Capítulo 13.br 01/07/08 Capítulo 13 Método de Romanenko.com.Método de Romanenko. 1961 para evapotranspiração ETo 13-1 . 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 13.com.1 13.Método de Romanenko.2 13.Curso de rede de esgotos Capítulo 13. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Introdução Conclusão Bibliografia e livros recomendados Assunto 13-2 .

Curso de rede de esgotos Capítulo 13.8 22.5 19.8 24.Aplicação do Método de Romanenko.1.1 251. http://folk.5 23.pdf 13-3 .9 75. ano de 2002.com.br 01/07/08 Capítulo 13. 1961 conforme Xu. com 165páginas. 1998 FAO que apresentou 1201mm/ano. 1961 pode ser considerado bom.8 19.Método de Romanenko.1 137.4 130. 2000. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology.9 58. 1961 para a cidade de Guarulhos.8 Temperatura média do ar mensal (ºC) 24.0 30. 2 Conclusão: O método de Romanenko. Mês do ano Precipitação média mensal (mm) Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 254.75)=111mm/mês Para os demais meses pode ser vista a Tabela (13.2 21.7 24. 1961 apresentou para o ano a evapotranspiração de referência de 1245mm.XU.0 22.7 ) 2 x (100 .UR) Sendo: ETo= evapotranspiração (mm/mês) T= temperatura média mensal (ºC) UR= umidade relativa do ar (%) Exemplo 13. 1961 para a cidade de Guarulhos. O método de Romanenko. 13. ETo= 0.7 200.no/chongyux/papers/fulltext. CHONG-YU.3 39. somente 4% acima do método de Penman-Monteith.7ºC e umidade relativa do ar de 75%.1 Introdução Baseado na umidade relativa do ar UR e na temperatura média mensal T temos a equação de Romanenko. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 Calcular a evapotranspiração mensal pelo Método de Romanenko.0018 x ( 25 + 24.9 UR Umidade relativa do ar (% ) 75 75 75 73 75 75 73 68 72 73 73 74 Média=73 Evapotranspiração de referência ETo (mm/mês) 111 110 109 109 90 84 90 113 103 105 110 111 Total=1.uio.3 18.5 214.487.245 13.0 24.3 70. ETo= 0. Hydrologic Models.0018 x ( 25 + T ) 2 x (100 . Tabela 13.3 Bibliografia e livros recomendados .6 20. mês de janeiro com temperatura média mensal de 24.Método de Romanenko.2 17.UR) ETo= 0.1) obtendo-se no ano o total de 1245mm.7 Total=1.0018 x ( 25 + T ) 2 x (100 . 1961 para evapotranspiração ETo 13.

Curso de rede de esgotos Capitulo 14.Método de Turc.br 01/07/08 Capítulo 14 Método de Turc.com. 1961 Anemômetro Varejao-Silva. 2005 14-1 . 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

4 14.1 14.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 14.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.8 14. 1961 Dia Juliano Distância relativa da Terra ao Sol Ângulo da hora do por do sol ws Declinação solar Relação n/N Radiação extraterrestre Ra Radiação útil de curto comprimento Rs Estudo do caso: aplicação do Método de Turc.2 14.7 14.9 14.com.6 14.12 Assunto Introdução Método de Turc. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Método de Turc.11 14.10 14. 1961 para a cidade de Guarulhos Conclusão Bibliografia e livros recomendados 14-2 .3 14.5 14.

htm 14. 2002 onde aparecem duas equações.1. sendo uma para umidade relativa do ar (UR) menor que 50% e outra para maior que 50%. 1961 para evapotranspiração de referência ETo baseia-se em: • umidade relativa do ar em porcentagem.Curso de rede de esgotos Capitulo 14. para março é 76 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (14.1-Dia Juliano Mês Dia Juliano Janeiro 15 Fevereiro 46 Março 74 Abril 105 Maio 135 Junho 166 Julho 196 Agosto 227 Setembro 258 Outubro 288 Novembro 319 Dezembro 349 14-3 .5 cal/cm2xdia A Figura (14.1) mostra a umidade relativa do ar em função da temperatura e da hora do dia.Método de Turc.fao. • nebulosidade (relação n/N). Assim para janeiro o dia Juliano (Caio Julio César) é 15.1). 14.Umidade relativa do ar (RH) em função da hora e da temperatura Fonte: http://www.Método de Turc. para fevereiro é 46. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro. • latitude.013 x [T / (T+15)] x (Rs + 50) UR ≥ 50% Sendo: T= temperatura média mensal do ar (º C) UR= umidade relativa do ar média mensal (%) ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Rs= radiação solar total (cal/cm2 x dia) Conversão de unidades: 1mm/dia= 58.com. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Tabela 14.org/docrep/X0490E/x0490e07.3 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias.1 Introdução O método de Turc. Figura 14.br 01/07/08 Capitulo 14. ETo= 0013 x [T / (T+15)]x (Rs + 50) x [ 1+ (50 – UR) / 70)] UR<50% ETo= 0. 1961 14. • temperatura média mensal do ar em graus centígrados.2 Método de Turc. 1961 Vamos usar as notações de Xu.

1) Exemplo 14.br 01/07/08 Exemplo 14.39] Exemplo 14.1. As horas totais de dias são N e o número de horas em que temos sol é denominado de n.5 Ángulo da hora do por do sol ws ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado.5º (hemisfério sul é negativo).1 Achar o dia Juliano do meio do mês de março.1. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!).033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0.410 rad= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [. Quando não temos nenhuma nuvem.4 Distância relativa do Terra ao Sol A distância relativa da terra ao sol dr em radianos é fornecida pela equação: dr= 1 + 0.1416/ 365) x 74 .Método de Turc.5 x 3.59rad 14.39]= -0. sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0.040 )]= 1.047 rad 14. o número de horas em que temos sol n é igual a N e portanto. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.040 em radianos.409 x sen [( 2x PI/ 365) x J . 14.1416 /365) x 74] dr=1. Conversão graus para radianos Radiano = (PI / 180) x (graus) Exemplo 14.4 Calcular a declinação solar para Guarulhos para o meio do mês de março Dia Juliano J=74 δ= 0.5º em radianos: Radiano= -23.39] δ= 0.5º x PI / 180=-23.409 x sen [( 2x 3.23º e 30min = -23. No caso de o dia ser totalmente nublado então.010 rad 14.tan(-0. Para Guarulhos Φ=. n=0 e n/N=0. Assim dia 15 de março J=74 conforme Tabela (14.033 x cos [(2 x 3. Durante 24h temos horas de dia e horas de noite.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0.7 Relação n/N A relação n/N significa os dias de bastante sol durante o dia. Também deve estar em (rad). O valor de Φ varia de 55º N para 55º S. Primeiramente transformemos Φ= 23.1) é J=74dias. O dia Juliano para o meio mês de março conforme Tabela (14. 14-4 .1416/180=-0.6 Declinação solar δ δ = declinação solar (rad) A declinação solar delta pode ser calculado por: δ= 0. n/N=1.3 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23.033 x cos [(2 x π / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias.410) x tan (-0.com.409 x sen [( 2x PI/ 365) x J .1.2 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março.

46 10.59 1.86 12.88 10.55 1.Método de Turc.55 13.18 11.38 1.15 13.2.Valores de N para os meses de Janeiro a dezembro para o municipio de Guarulhos ws Número de horas de sol durante o dia N (rad) (h) Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 1.46 1.68 11. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.72 1.80 12. A Figura (14.fao.17 11.2) mostra a variação dos valores de N para os diversos meses do ano e conforme a latitude.31 12. 14-5 .Curso de rede de esgotos Capitulo 14. Figura 14.2) fornece os valores de N para o municipio de Guarulhos para o meio de cada mes desde janeiro a dezembro.64 1.56 10.3).br 01/07/08 Tabela 14.68 1.Número de horas de sol por dia N Fonte: http://www. O dispositivo marca de hora em hora o chamado dia de sol obtendo-se no final o valor de n.74 1.40 1.htm O valor n que as horas de sol durante o dia é determinado através de dispositivo de Campbell Stokes conforme Figura (14.2.76 13.44 A maneira de se achar o número de horas de dia em 24 horas é usando a expressão: N= (24/ PI) x ws A Tabela (14.org/docrep/X0490E/x0490e07.50 1.42 1.

Figura 14.41 ou seja 41% 14.htm 14-6 .Curso de rede de esgotos Capitulo 14.Método de Turc.3.4) mostra os valores da radiação extraterrestre Ra conforme a latitude e mês.Dispositivo para achar o valor de n denominado Campbell Stokes http://www.1416) x 1.russell-scientific.4-Valores da radiação extraterrestre Ra Fonte: http://www. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.html Exemplo 14. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.uk/meteorology/campbell_stokes_sunshine_recorder.5 Calcular o número máximo de horas de sol por dia N em horas para o mês de março sendo ws= 1.8 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera da Terra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gsc x (ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) x sen (ws)).59=12.com.59rad N= (24/ PI) x ws N= (24/ 3.1= 0.0820 MJ/m2 x min (Cuidado não errar na unidade) ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol (rad) A Figura (14.br 01/07/08 Figura 14.fao.1h e n=5h Nebulosidade = n/N = 5/ 12.1h Exemplo 14.6 Calcular a relação n/N sendo N= 12.co.org/docrep/X0490E/x0490e07.

Ra= (24x60/3. Energia total incidente sobre a superfície terrestre (MJ/m2xdia) Exemplo 14.0820 MJ/m2 x min (Cuidado não errar na unidade) ws= ângulo solar (rad)=1.03 MJ/m2 x dia n/N= 0. Cálculo da evapotranspiração Como a UR>50% temos: para o mês de março T=24 ºC ETo= 0.10 Estudo do caso: aplicação do Método de Turc. Para solo gramado α=0.59)=36.03 MJ/m2 x dia 14.8 Dado Ra=36.59 rad Φ= latitude (rad)= -0. É uma medida qualitativa não muito precisa.410 rad δ =declinação solar (rad)= -0.63 MJ/m2 x dia Mas na fórmula de Turc.57 + 50) = 3. Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= radiação solar de entrada. 42%.010 x 0.25 + 0.6mm/dia Como o mês de março de 31 dias teremos: ET0 mês de março = 31 x 3.42 Calcular a radiação útil de curto comprimento Rs.Método de Turc. Pode também ser fornecido em porcentagem.42 ) x 36.03 =16.013 x [24 / (24+15)] x (397.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.57 cal/cm2 x dia.57 MJ/m2 x dia x 23. Rs= (0.410) x sen (-0.com.50 x n /N ) x Ra Rs= (0.054+ cos(-0.410) x sen (1.9= 397.013 x [T / (T+15)] x (Rs + 50) ETo= 0. mês de março sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.50 x 0.9 Radiação útil de curto comprimento Rs A radiação útil de curto comprimento de onda Rs pode ser calculada por: Rs= (as + bs x n /N )x Ra = (0.50 x n /N ) x Ra Sendo: α= albedo. 1961 o valor de Rs está cal/cm2 x dia.1416) x 1.0820x (1.9 cal/cm2 x dia então teremos: Rs= 16. 1961 para a cidade de Guarulhos 14-7 .50 são coeficientes que para climas médios n= número de horas de sol forte por dia (h) N= número máximo de horas de sol por dia (h) n/N= nebulosidade ou fração de luz.25 + 0.25 e bs=0. Para Guarulhos a média é n/N= 0. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Mas 1 MJ/m2 x dia equivale a 23.054) x cos(-0.010 rad Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx (ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws).42.23 as=0.59 x sen (-0.6mm/dia= 111mm/mês 14.25 + 0.7 Calcular a radiação solar extraterrestre Ra para o município de Guarulhos. ou seja.054 rad dr= distância relativa da Terra ao Sol= 1.br 01/07/08 Exemplo 14.

53 -23.5 258 0.8 17.5 105 0.7 24.329 0.0 75 30 Abril 58.8 Média=73 Tabela 14.047 0.50 1.80 2 Turc 2 (cal/cm xdia) 411.239 0.023 -0.032 -0.68 1.91 22.9 2.50 262.98 337.8 Total= (mm/mês) 116 106 111 93 77 67 71 88 88 105 112 118 1153 14-8 .023 -0.410 -0.74 1.46 10.3 19.410 -0.410 -0.4 3.9 3.Aplicação do Método de Turc para a cidade de Guarulhos UR umidade Precipitação Temperatura relativa do ar média Dias no mês média mensal média do mês (ºC) Mês Dias (mm) 23.56 10.7 23.72 1.Aplicação para todos os meses da cidade de Guarulhos Dia Juliano Declinação solar Nebulosidade Latitude ( 1 a 365) dr (rad) n/N graus (rad) 0.1 24.49 -23.29 33.4-continuação.Aplicação para todos os meses da cidade de Guarulhos Latitude (rad) -0.5 22.5 73 31 Dezembro 214.34 289.5 166 0.410 -0.31 12.86 12.410 -0.9 19.9 24.46 1.98 430.11 10.33 -23.br 01/07/08 Tabela 14.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.80 12.7 3.2 2.2 72 31 Outubro 137.375 0.5 73 31 Maio 70.11 14.0 18.968 0.55 1.01 17.37 -23.6 3.5 196 0.410 -0.13 38.5 135 0.977 0.23 17.53 273.3.47 -23.5 288 1.410 ws (rad) 1.3 22.037 0. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5-continuação.410 -0.35 16.88 10.17 11.57 349.62 12.55 13.76 N (h) 13.8 73 30 Novembro 130.7 75 28 Fevereiro 251.32 18.410 -0.31 -23.40 1.63 14.5 319 1.42 1.37 -23.3 75 30 Junho 39.76 16.8 73 31 Agosto 24.7 % 31 Janeiro 254.38 397.com.9 74 365 Total 1487.Método de Turc.23 41.968 0.10 36.49 -23.68 11.18 11.410 -0.5 227 0.46 (mm/dia) 3.0 75 31 Março 200.47 -23.72 424.169 0.991 0.85 2 Rs (MJ/m xdia) 17.39 -23.56 42.2 75 31 Julho 30.5 74 1.91 389.976 0.166 0.3 2.44 425.08 27.12 24.410 -0.35 -23.032 -0.59 1.64 1.98 11.1 2.370 0.44 Ra (MJ/m xdia) 42.407 0.4 21.22 342.8 3.335 0.992 0.7 3.410 -0.42 -23.407 Tabela 14.18 23.5 2.5 15 1.46 40.230 0.5 46 1.46 14.1 20.008 -0.15 13.5 349 1.6 68 30 Setembro 75.010 -0.38 1.03 30.

sendo o método considerado bom.Curso de rede de esgotos Capitulo 14. CHONG-YU.12 Bibliografia e livros consultados -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION). ISBN 92-5-1042105.Método de Turc. 14-9 . Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. com 165páginas.com.uio. -XU.no/chongyux/papers/fulltext. Hydrologic Models. 1998.pdf. 14. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Irrigation and drainage paper 56. http://folk. O erro foi somente de 4%. próximo ao valor ao método padrão de Penman-Monteith FAO.11 Conclusão: O método de Turc.br 01/07/08 14. ano de 2002. Rome. 1998 cujo valor é 1201mm/ano. 1961 apresentou evapotranspiração de referência ETo anual de 1153mm/ano.

1998 FAO para a evapotranspiração de referencia ETo.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/7/08 Capitulo 15 Quando faltam dados de entrada no método de Penman-Monteith. 15-1 .com.

1 15.5 15.2 15.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/7/08 SUMÁRIO Ordem 15.com.3 15.4 15.6 Assunto Introdução Vento Quando faltam dados de radiação solar n/N Quando falta a umidade relativa do ar UR (%) Método de Hargreaves para ETo Radiação extraterrestre Ra 15-2 .

Portanto. Isto torna-se um problema. 1998. da radiação extraterrestre.3 Quando faltam dados da radiação solar n/N É fácil obter o valor de N. isto é. adotamos um valor médio de 2m/s.8 x z . A FAO apresenta a Tabela (15.5m/s.16. a equação seja validada regionalmente fazendo os devidos fatores de correção.1 Introdução Para o cálculo de ETo.5m/s. 1998 usa uma alternativa para isto. 1998 15. Tabela 15. umidade relativa do ar e radiação solar.1) onde estão os ventos médios. Os dados poderão ser estimados: velocidade do ar.2) que precisamos sempre da temperatura máxima e mínima.19 (ºC -0.2) Sendo: Rs= radiação solar de entrada (MJ/m2 x dia).0m/s 7Dica: Quando não temos nenhuma informação sobre a velocidade do vento. Energia incidente sobre a superfície terrestre. Nota-se na Equação (15.1. pois não conseguimos calcular o valor de Rs. mesmo que faltem dados. 15. 1998.87 / (ln (67. a velocidade u2 será obtida usando a seguinte equação: u2= uz x 4.Classe de ventos mensais Descrição Média mensal do vento a 2m de altura Vento leve ≤ 1.16 para regiões do interior e krs=0. Em se tratando de cidade que está no interior krs=0. Recomenda ainda a FAO que com a falta de dados.42] (Equação 15.2 Vento A velocidade do vento padrão adotado pela FAO é na altura de 2.5.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Caso tenhamos velocidade “uz” em uma altura z maior que 2. u2= uz x 4. baseada na equação de radiação de Hargreaves: Rs= krs x (Tmax – Tmin ) 0. Exemplo 15. isto é.5 x Ra (Equação 15.br 09/7/08 Capitulo 15-Quando faltam dados de entrada no método de Penman-Monteith. que são imprescindíveis na aplicação do método de Penman-Monteith FAO.87 / [ln (67.5 x Ra (Equação 15.8 x z .19 para regiões litorâneas.1) sendo: u2= velocidade do vento a 2m do chão (m/s) uz= velocidade do vento na altura z (m/s) z= altura em que foi medida a velocidade (m) ln= logaritmo neperiano.6ºC referente ao mês de janeiro.1 Achar a velocidade do vento u2 em um local onde a 10m do chão foi medida a velocidade do vento de 4m/s.5) O coeficiente de ajuste krs é empírico e é adotado krs=0.8 x 10 .2 Calcular o valor de Rs em função de Ra para temperatura mínima de 16ºC e temperatura máxima de 32. 1998 FAO para a evapotranspiração de referencia ETo. Exemplo 15. Na aplicação da equação de Penmam-Monteith não deve ser aplicada vento menor que 0. 15.42) u2= 4 x 4.16 ou 0.0m/s Vento leve a vento moderado 1 a 3 m/s Vento moderado a vento forte 3 a 5 m/s Vento forte Maior ou igual a 5. Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Tmax= temperatura máxima do ar (ºC) Tmin= temperatura mínima do ar (ºC) krs= coeficiente de ajuste que pode ser 0. que é uma estimativa do vento em mais de 2000 estações de tempo em todo o mundo conforme a FAO.00m. da evapotranspiração é recomendado pela FAO que se use sempre a equação de Penmam-Monteith FAO.42)= 3. mas não de n.2) 15-3 . 1998.00m acima do piso. o vento deve ser maior ou igual a 0.5.com.87 / (ln (67. A FAO. Rs= krs x (Tmax – Timin ) 0.0m/s Fonte: FAO.5.

81/1.611 x exp [17. e (T)= 0.46 MJ/m2 x dia teremos Rs= 0.84% )/2 = 68.3 Calcular o umidade relativa do ar em um local onde a temperatura mínima do mês de janeiro é 16ºC e a máxima de 32.5 x Ra = 0.3)] (Equação 15.3) A estimativa é que a temperatura do ponto de orvalho “Tdew” seja aproximadamente igual a temperatura mínima.84% UR= (URmax + URmin )/ 2 = (100% + 36. conforme FAO.81kPa Para a temperatura máxima: eo (tmax)= 0. Sendo: Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.611 x exp [17. Podemos então.27 x 16/ (16+237. fazer uma estimativa usando como parâmetro a temperatura mínima. Fazemos a hipótese que Tdew= Tmin ea= 0.81 kPa A umidade relativa do ar UR (%) será a média da umidade relativa do ar mínima com a umidade relativa do ar máxima.611 x exp [17.65 x 42.81= 100% UR= 100 x ea / eo (tmin) URmin= 100 x 1.3)]= 1. Umidade relativa do ar máxima: UR= 100 x ea / eo (tmax) URmax= 100 x 1.6 – 16 ) 0.71 MJ/m2 x dia 15.611 x exp [17. ea= 0.92 = 36.4 Quando falta a umidade relativa do ar UR (%) Em alguns locais não possuímos o dado da umidade relativa do ar UR.3)] (Equação 15.6 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extra-terrestre Ra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].3) eo (tmin)= 0.3) eo (tmax)= 0.16 x (32.611 x exp [17.com.65Ra Supondo que Ra= 42. 15-4 .5) Exemplo 15. 1998.27 x Tmin/ (Tmin+237.27 x T/ (T+237.4) Sendo: eo(T)= vapor da pressão estimada (kPa) ea = vapor da pressão estimada (kPa) T= temperatura escolhida (ºC) Tmin=temperatura mínima (٥C) exp= exponencial O valor da umidade relativa do ar UR é fornecida pela equação: UR= 100 x ea / eo (T) (Equação 15.27 x Tmin/ (Tmin+237.92 kPa Para a temperatura mínima: eo (tmin)= 0.3)] =1.6 ºC.6+237.27 x 16/ (16+237.46= 27.611 x exp [17.3)] =4.br 09/7/08 Rs= 0.6/ (32.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.81/ 4.611 x exp [17.611 x exp [17.3)] (Equação 15.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol.3)] (Equação 15.27 x 32. Ponto de orvalho (Dew point): é definido como o ponto em que o vapor de água presente no ar está preste a se condensar (Tdew).27 x T/ (T+237.4% 15.3)] ea= 0.27 x T/ (T+237.

br 02/06/08 Capítulo 16 Pedidos de outorga para irrigação 16-1 .com.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 16.

3 Precipitação efetiva Outro ponto controvertido é a vazão efetiva que é a parte da precipitação armazenada no solo até a profundidade das raízes e que efetivamente contribui para a produção das culturas.br 02/06/08 Capítulo 16.0 L/s. NL= ETc . A evapotranspiração da cultura ETc= Kc x ETo. Portanto. A partir deste valor é necessário a outorga. 16. pivot-central. são irrigados cerca de 3 milhões de hectares.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 16. etc) e menor que 1 para sistema de irrigação localizada (gotejamento e microaspersão).1 Introdução O texto base para a discussão do assunto é da Agencia Nacional de Águas (ANA) elaborado por Pedro Cunha et al. 16. 14% para uso animal e 5% para uso industrial. O valor Ks=1 quando apresentarem 100% da área molhada (aspersão convencional. Em alguns países considera-se a precipitação efetiva como uma média. O coeficiente de cultura Kc é um fator adimensional que estabelece a reação entre a evapotranspiração de referência e a evapotranspiração da cultura. 16.433/97 considera vazão insignificante aquela que não necessita de outorga.Curso de rede de esgotos Capitulo 16. mas não a responsabilidade de computá-las e quantificá-las. Segundo a FAO o Brasil tem 63% de uso da água na irrigação.Pedidos de outorga para irrigação 16. O Brasil possui 30 milhões de hectares de área em potencial para ser irrigada sendo que somente 10% é utilizado.5 Coeficiente de molhamento da superfície do solo (Ks) O coeficiente de molhamento Ks expressa a relação entre a área molhada pela irrigação e a área do solo ocupada pela cultura. Na Índia se considera como precipitação efetiva 60% do total da precipitação ou 75% da precipitação média. O critério que mais usamos é aquele baseado no Método do US Soil Conservatior Service.Pe 16-2 . 18% para abastecimento humano. sem levar em consideração as precipitações inferiores a 5mm e superiores a 75mm/dia e 125mm num período de 10 dias.com.2 Vazão insignificante O artigo 12 da Lei Federal 9.4 Evapotranspiração de referência ETo Consideramos como o valor de ETo aquele calculado pelo Método de PenmanMonteith recomendado pela FAO.6 Necessidade de irrigação É a diferença ente a evapotranspiração da cultura e a precipitação efetiva PE. 16. Para o rio Paraíba do Sul é considerado vazão insignificante até 1.

Tabela 16.7 Necessidade de irrigação bruta NL= (ETc – PE)/ eficiência do sistema Na Tabela (16.2). Tabela 16. ANA 16. ANA 16-3 .2. É costume calcular a vazão de captação por hectare de área irrigada (L/s x ha).3 a 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 16. Pode ser determinado o numero de horas por dia em que será feito o bombeamento no local de captação.com.0 Localizada (microaspersão.0 a 2.6 a 1.7 Fonte: Pedro Cunha e outros.Vazão contínua por método de irrigação ( L/s x ha) Método Vazão continua (L/s x ha) Inundação 2. 16. gotejamento) 0.Eficiência média de irrigação em função do método de irrigação e de condicionantes Método Condicionante Eficiência Sulcos de infiltração Sulcos longos e/ou solos arenosos 50 Solo e comprimento adequados 65 Inundação (tabuleiros) Solo arenoso.lençol raso 60 Aspersão convencional Ventos fortes 60 Com ventos leves ou sem 75 Autopropelido/montagem Ventos fortes 60 direta Com ventos leves ou sem 75 Pivô central Vento forte/ condições razoáveis 75 Em ótimas condições 90 Microaspersão Condições razoáveis 75 Em ótimas condições 90 Gotejamento Condições razoáveis 85 Em ótimas condições 95 Tubos perfurados Perfuração manual 65 Em ótimas condições 80 Fonte: Pedro Cunha e outros.9 Vazões indicadoras de demandas de irrigação Pedro Cunha e outros apresentam as vazões contínuas em litros por segundo por hectare conforme o método de irrigação conforme Tabela (16.8 Vazão de bombeamento A vazão de bombeamento de captação ou vazão instantânea pode ser fornecido em mm/mês.5 Sulcos 0.0 Aspersão 0.8 a 2.br 02/06/08 16.lençol profundo 40 Solo argilo.1) estão os valores estimados de eficiência conforme o método de irrigação.1.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

327 L/s x ha como uma demanda média.10 Lixiviação Para controlar a salinidade as vezes é necessário uma lâmina de água que atravesse a zona radicular.10 mas na Bahia se usa o 80% do Q90. No Estado de São Paulo comumente se usa o Q7.com. Para uma estimativa de água consumida pela irrigação devemos considerar como balizador o limite máximo 1.11 Disponibilidade de água do manancial São usadas as vazões Q7. É a lixiviação que deve ser aplicada antes ou depois do período vegetativo. 16-4 . No Estado de São Paulo se considera a dotação de 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 16.10 ou Q95 da permanência dependendo do Estado do Brasil. 16.br 02/06/08 16.0 L/s x ha.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

39] Exemplo 17.2 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23.2 Distância relativa da Terra ao Sol dr Mas a dr é a distância relativa da terra ao sol que é fornecida pela equação em radianos: dr= 1 + 0.3 Declinação solar δ (rad) A declinação solar δ pode ser calculada por: δ= 0.1.040 )]= 1.59rad 17-1 .410= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [.5 x 3. mínima e máxima mensal e da radiação extraterrestre Ra. 23 graus + 30min/ 60 = 23 + 0.405]= . Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!).5= 23.5º x PI / 180=-23. O dia Juliano para o mês de março conforme Tabela (23.410) x tan (-0. Para Guarulhos Φ=.040 rad Exemplo 17.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.1416/ 365) x 74 .1.1 Calcular a declinação solar para o mês de março em local.br 05/07/08 Capitulo 17.1) é J=74dias. N= (24/ PI) x ws Mas: ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado.4093 x sen [( 2x 3. 1985 tem como objetivo obter a evapotranspiração de referência ETo baseado em poucos dados.tan(-0.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4093 x sen [( 2x PI/ 365) x J .040 em radianos.409 x sen [( 2x PI/ 365) x J . δ = declinação solar (rad) N= número de horas de luz solar em um dia (h) 17.5º em radianos: Radiano= -23.23º e 30min = -23.com.033 x cos [(2 x PI / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias.5º Primeiramente transformemos Φ= 23. como temperatura media. δ= 0. Também deve estar em (rad).0.1.1416/180=-0. 17.1 Introdução O método de Hargreaves.5º (hemisfério sul é negativo).405] δ= 0.5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0.Método de Hargreaves 17.

0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro.1).5 – 14.033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0. Sendo: Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.5 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extra-terrestre Ra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Usaremos como base sempre o dia 15 de cada mês.3 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março.033 x cos [(2 x 3.6 15 Janeiro 46 Fevereiro 74 Março 105 Abril 135 Maio 166 Junho 196 Julho 227 Agosto 258 Setembro 288 Outubro 319 Novembro 349 Dezembro Mês Coluna 2 17.6) dará o valor 15 e assim por diante.010 rad 17. Assim para janeiro o dia Juliano é 15. Ordem Coluna 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Tabela 17.4 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias.5 -14. para fevereiro é 46. Usamos a planilha Excel da Microsoft com a função TRUNCAR =TRUNCAR (Coluna 1 x 30.Curso de rede de esgotos Capitulo 17. 17-2 . sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0.com.1416 / 365 x 74] dr=1.br 05/07/08 Exemplo 17. para março é 74 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (17.1-Dia Juliano Dia Juliano (1 A 365) Coluna 3 =TRUNCAR (Coluna 1 x 30.

19 para região costeira Então para região interiorana KT=0.8) x (Tmax – Tmin) 0.6ºC.br 05/07/08 17.45=17.5 x 17.33mm/dia ETo= 0.162 para região interiorana KT= 0. Ra= 42. devendo por isto ser calibrado.6 – 16) 0. Podemos então observar que o método de Hargreaves apresenta grandes erros.8) x (Tmax – Tmin) 0.162 ETo= 0.45 KT=0.8mm/dia para o mês de janeiro Para efeito de comparação. sendo a temperatura mínima de 16ºC.5 x Ra ETo= 0.6 Método de Hargreaves para ETo ETo= 0.46/2.Curso de rede de esgotos Capitulo 17. temperatura média de 24.0135 x KTx (Tmedia + 17.46 MJ/m2xdia= 42.0mm/dia.33= 6.0022 x (Tmédia + 17. 17-3 .7 + 17.0022 x (24.0135 x 0.5 x Ra ETo= 0.7ºC e temperatura máxima de 32.5 x Ra Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Tmedia= temperatura média do mês (ºC) Tmax= temperatura máxima do mês (ºC) Tmin= temperatura mínima do mês (ºC Ra= radiação extraterrestre (mm/dia) Nota: para tranformar Ra de MJ/m2 dia para mm/dia temos que dividir por 2.8) x (32.8) x (Tmax – Tmin) 0. foi calculado usando Penman-Monteith FAO.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.0022x (Tmedia + 17.162x (Tmedia + 17.4 Calcular ETo usando o método de Hargreaves.8) x (Tmax – Tmin) 0.5 x Ra Exemplo 17. Consideramos o valor da radiação extraterrestre Ra= 42. 1998 o ETo= 4.8mm/dia ETo= 6.46 MJ/m2xdia.

7 168.5 -23.2 12.410 -0.233 0.3 8.28 13.2 15.032 1.56 1.27 27.7 12.410 -0.4 130.036 -0.7 24.13 23.236 -0.59 1.176 -0.42 1.040 0.1 251.99 17.72 1.3 5.410 ws rad 1.8 9.968 0.009 1.009 0.5 3.50 Hargreaves ETo (mm/dia 6.5 21.024 1.4 19.8 32.977 0.0 16.03 9.9 Hargreaves Eto (mm/mês) 212.5 -23.373 -0.1 174.336 -0.5 Laltitude rad -0.9 103.410 -0.1 137.410 -0.49 1.0 23.5 -23.68 1.5 6.64 22.68 29.64 42.Cálculos de aplicação do método de Hargreaves para o município de Guarulhos Guarulhos UNG ano 2005 Dias no mes 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 365 Janeiro fev mar abr maio junho julho agosto set out nov dez Ordem 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Total= Precipitaçao (mm) 254.410 -0.3 39.6 22.2 O método de Hargreaves produz valores muito grandes e portanto não é aceitável.5 -23.5 -23.408 0.60 15.1 8.6 3. Tabela 17.410 -0.0 30.46 40.64 33.10 35.2 22.56 12.4 1715.410 -0.5 -23.173 0.410 -0.8 29.2 173.3 4.72 16.5 -23.3.5 -23.3 26.5 -23.410 -0.13 10.023 1.410 -0.5 -23.7 200.334 0.9 58.8 31.1 111.8 6.40 1.38 1.3 32.7 -23.6 31.5 -23.5 -23.977 0.32 38.7 30.9 207.3 70.9 92.3 31.5 -23.5 -23.3 12.7 1487.0 27.2.2 200.1 32.Cálculos de aplicação do método de Hargreaves para o município de Guarulhos graus delta -0.372 0.87 Ra (mm/dia) 17.5 -23.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.3 24.51 41.8 24.5 -23.8 15.9 26.032 dr Tabela 17.5 -23.5 32.33 16.6 6.992 1.410 -0.50 11.9 75.5 -23.65 1.5 Latitude norte: positivo e sul: negativo Latitude Guarlhos 23graus e 30min graus Dia Juliano ( 1 a 365) 15 46 76 107 137 168 198 229 259 290 320 351 1.com.5 214.5 -23.4 23.3 16.0 20.8 17.1 134.5 -23.991 0.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 4.74 1.0 Temp max Temp min tm=tmax+tmin /2 Temp media (ºC) 23.4 18.37 14.5 -23.7 8.968 0.6 9. 17-4 .5 -23.3 17.76 Ra MMJ/m2xdia 42.06 9.br 05/07/08 Exemplo 17.8 136.1 3.2 5.47 1.408 Latitude Guarulhos -23.5 Aplicar o método de Hargreaves para o município de Guarulhos.73 24.

3 + T)] Sendo: es= tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC) exp= 2.com.. podemos estimar a evaporação em mmm/dia de uma superfície livre conforme Método de transferência de massas de Penman.2 Calcular a pressão de vapor de água à temperatura ambiente para o mês de março sendo T= 23.1 Calcular a tensão de saturação de vapor es para o mês de março sendo a temperatura de 23.837 kPa = 2. 2002.2 mb (milibar) 18-1 .2ºC. ETo= 0.3 + 23. Tem sido aplicado em evaporação de lagos e existem muitas fórmulas empíricas.35 x ( 1 + 0.61 x exp [17.12/0.27 x T/ (237.24 x u2 ) x (es – ea) Sendo: ETo= evaporação de superfície líquida (mm/dia) es= umidade de saturação do ar (mb) ea= umidade de vapor de água a temperatura ambiente (mb) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) 18. (base do logaritmo neperiano) Exemplo 18.2º C e es=2.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.27 x T/ (237.1= 28.1= 21. usou a velocidade do vento a 2m de altura para determiná-lo.837 =2. Todos se baseiam na equação original de Dalton feita em 1802. ETo= C (es – ea) Sendo C um coeficiente empírico que Penman.61 x exp [17.837 kPa e a umidade relativa do ar UR= 75% ea= (UR /100) x es ea= (75 /100) x 2.Vamos apresentar somente a equação de Penmam apresentada em 1948.2 Tensão de saturação de vapor es.Método de Penman. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.2)] es=2.Método de Penman.7183.3 Pressão de vapor da água à temperatura ambiente ea= (UR /100) x es Sendo: ea= pressão de vapor de água a temperatura ambiente (kPa) UR= umidade relativa do ar média mensal fornecida (%) es= tensão de saturação de vapor (kPa) Exemplo 18.837/0.37 mb (milibar) 18. 1948 (Xu. 1948 para evaporação de superfícies livres 18.2/ (237. es= 0. Depende da temperatura do ar. O método de transferência de massa para achar a evaporação de superfícies liquidas é um método simples e razoavelmente preciso conforme Xu.1 Introdução Baseado na umidade relativa do ar do mês e a umidade de saturação bem como da velocidade do vento a 2m de altura.3 + T)] es= 0. 2000). es= 0.61 x exp [17.120 kPa= 2.27 x 23.br Capítulo 18.

5 ) x (28.Método de Penman.6 18-2 .0295in. Hg 1mm Hg= 1.3 1.0 1.04 in Hg 1 N/m2 = 1Pa Como normalmente achamos os valores de e0 e ea em kPa.3 30 Junho 17.24 x u2 ) x (es – ea) ETo= 0.4 31 Agosto 18. Exemplo 18.7 1.5 214. ETo= 0.6 39.7 24.1 e obtemos os valores em milibares.24 x 1.8 20.2) =3.1 1.0143psi= 0.36 mb= 0.8 75.37-21.6 28 Fev 22.27º C e a velocidade do vento a 2m de altura é de 1.4 Transformação de unidades: 1 bar= 10 5 Newtons/m2 1 mb (milibar)= 102 N/m2 = 1000dina /cm2=0.1 1.5 30 Abr 21.br 18.8 200.7 31 Dez 22.com.2 58.4 1.7 251.5 1.3 70. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.41mm/dia Como março tem 31dias ETo= 31 x 3.8 1.9 365 1487.5 30.5 31 Janeiro 23.5 31 Julho 16.9 1.6 1.4 31 Maio 18.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.8 130.7 1.9 30 Nov 21.9 1.5m/s.0 137.1 Calcular a evaporação transpiração da superfície líquida de um lago dos Patos em Guarulhos no mês de março onde a temperatura média é 23.3 1. dividimos por 0.7 30 Set 19.41= 106mm/mês 18.5 31 Mar 23.5 Estudo de caso: Guarulhos Tabela 18.35 x ( 1 + 0.35 x ( 1 + 0.Dados de precipitações.1. temperatura e velocidade do ar de Guarulhos Dias no mês Precipitação Temperatura Velocidade do ar do ar (mm) (ºC) m/s 254.9 31 Out 20.

071 2. ETo= 3.600 2.164 3.01+1. 1948 de superfície líquida é de 1.424 106 1.27º C e a velocidade do vento a 2m de altura é de 1.com.82mm/dia Como março tem 31dias ETo= 31 x 3.82= 118mm/mês 18-3 .211 2.459 3.283 68 1.530 106 2.2.804 2. rios e canais a equação feita em 1980 por Jobson.867 2.837-2.474 108 2.558 3.143 2.5 (2.587 2.774 3.055 92 1.7 Evaporação usando a equação de Jobson.5m/s.454 76 1.13 x u2 x (es – ea) Sendo: ETo= evaporação de superfície líquida (mm/dia) es= umidade de saturação do ar (kPa) ea= umidade relativa do ar do mês (kPa) u2 = velocidade do vento a 2m de altura (m/s) Exemplo 18.191 99 1.937 3.525 78 1.2 Calcular a evaporação transpiração da superfície liquida de um lago em Guarulhos no mês de março onde a temperatura média é 23.388 1.837 3.141 mm/ano 18.12)=3.257 98 1.328 103 1.Evaporação de superfície liquida usando o método de Penman Tensão saturação de vapor es ea Penman Penman mm/dia mm/mês kPa kPa 2.141mm/ano 18. 1985 recomenda como a melhor equação para se achar a evaporação de um lago.01+1.586 111 1.479 2. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.502 2.410 95 2.13 x 1.539 3.906 2.068 2.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.6 Conclusão: O valor do método de Penman.204 3.002 2.120 2. ETo= 3.13 x u2 x (es – ea) ETo= 3.858 2.br Tabela 18.Método de Penman. 1980 A USEPA.796 3.01+1.

7 18.4 1.143 2.502 1.5 22.no/chongyux/papers/fulltext.068 2.3 1.204 2.com.pdf -USEPA.820 3.3 18.0 20.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.587 1.7 Bibliografia e livros recomendados . com 165páginas.5 1.479 1.XU.5 1.5 1.9 20.uio.5 1. 18-4 .831 3.937 2.4 1.164 2.8 23.779 3.7 1.5 16. CHONG-YU.790 3.784 3. a evaporação de superfície liquida usando o método de Jobson.7 22.459 2. and kinetics formulations in surface water quality modeling. 2a ed. http://folk. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology.6 1.558 2.388 1.6 1.Evaporação para superfície liquida da cidade de Guarulhos para rios e lagos usando o método de Jobson.8 21.808 3.2 21.867 2.858 1.750 3.3.002 1. Rates. junho de 1985.071 2. Hydrologic Models. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.828 119 107 118 113 112 107 111 117 111 116 114 119 1365 Portanto.539 2.211 2.9 1.804 1.Método de Penman.8 19. 1980 é de 1. 1985 Mês Temperatura (ºC) U m/s Pressão de vapor ea (kPa) Saturação do valor es (kPa) Evaporação do lago (mm/dia) Evaporação mensal do lago (mm/mês) Janeiro Fev Mar Abr Maio Junho Julho Agosto Set Out Nov Dez 23.796 3.624 3.6 2.7 1.906 2.576 3.6 17.365mm.707 3. constants.600 1.120 1.837 2. ano de 2002.9 1. 18.595 3.br Tabela 18.774 2.

br 30/06/08 Capítulo 19 Comparação dos métodos de evapotranspiração de referência ETo 19-1 .com.Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 30/06/08 SUMÁRIO Ordem 19.1 Introdução Assunto 19-2 .

Evapotranspiração anual do município de Guarulhos usando diversos métodos mm Métodos Thornthwaite.br 30/06/08 Capitulo 19. existindo mais de 20 equações a respeito. Recomenda ainda a FAO o uso do método de Hargreaves. 1975 (novo). deve ser usado o método de Penman-Monteith FAO.com.Comparação dos métodos de evapotranspiração de referência ETo 19. 1975 nos parece de grande utilidade. 1961 Blaney-Criddle. 1998. 1961 Turc. A FAO cita também o método de Blaney-Criddle informando que o mesmo é ainda muito usado. 1948 Romanenko.1 Introdução Os métodos de evapotranspiração de referência ETo variam muito. A FAO recomenda que mesmo que faltem dados. Recomendado quando não se tem muitos dados Penman-Monteith FAO.Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Daí ele foi recomendado como método padrão e sempre tomado como referência pela FAO. porém a recomendação da FAO.1. O novo método de Blaney-Criddle. 19-3 . Todos os estudos feitos na Europa e pela ASCE (American Society of Civil Engineer) mostraram que o método de Penmam-Monteith se aplica a regiões úmidas e áridas. é sempre usar Penman-Monteith FAO. devendo ser feita a correção adequada na região. 1998 com as hipóteses recomendadas. 1975. Tabela 19. 1998.Método Padrão da FAO e Embrapa 965 1245 1153 1136 1201 Dica: quando não temos muitos dados recomendamos o Método de Blaney-Criddle.

Curso de rede de esgotos Capitulo 20.com.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/07/08 Capítulo 20 Chuvas em Guarulhos 20-1 .

2 Introdução Dados do município de Guarulhos Assunto 20-2 .Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.com.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 20.1 20.

2) estão os resultados de evapotranspiração de referência ETo e evaporação de superficies líquidas válidas para Guarulhos com dados da Universidade de Guarulhos.8 21.1.9 Média=20.9 75.8 Na Tabela (20.42) 42% Velocidade média do vento a 2m de altura do chao: 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.7 1487.31 0.6ºC Umidade relativa do ar média: 73% Porcentagem de horas de sol durante o dia: (0.1) estão os dados médios de 11 anos obtidos na Universidade de Guarulhos. 1998) Temperatura média anual: 20.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Precipitação e evapotranspiração com dados de 1995 a 2005 (11anos) da Universidade de Guarulhos Evapotranspiração Meses do ano Precipitação Método de Penman-Monteith FAO.6 1.6 0.37 0.6 17.8 19.3 1.9 1.4 1. Tabela 20.com.1 137.6 m/s (6km/h) Na Tabela (20.0 30. Umidade relativa do ar.7 18.7 200.39 0.2 21. Tabela 20.5 214.7 Média=1.9 1.42 Fração de luz de hora de sol durante o dia (mm) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total= 254.br 01/07/08 Capítulo 20.1 Introduçãoo Os dados que usamos em quase todos os exemplos são do municipio de Guarulhos 20.9 58.6 Temperatura média do ar (ºC) 23.1 251. temperatura e fração de luz da Estação Climatológica da UNG com dados de 1995 a 2005 (11anos).7 1.47 0.5 1.47 0.5 1.5 1.Precipitação.3 39.5 16.Chuvas em Guarulhos 20.2 Dados do municipio:Guarulhos Precipitação média anual:1489mm/ano Evapotranspiração média anual: 1201mm/ano (Método Padrão da FAO – Penman-Monteith. Vento.4 1.42 0.35 0.5 22.49 0.8 23.3 70.37 0.8 24. Meses do ano Precipitação Umidade relativa do ar (%) 75 75 75 73 75 75 73 68 72 73 73 74 Média= 73 Vento a 2m de altura (m/s) 1.4 130.3 18.49 0.7 22.2. 1998 média mensal mensal (mm/mês) (mm/mês) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total= 254 253 201 58 70 39 31 25 75 137 131 215 1489mm/ano 123 113 115 95 76 61 68 87 98 116 123 126 1201mm/ano 20-3 .0 20.33 Média=0.5 1.53 0.

Gráfico das precipitações e evapotranspiração de referência média mensal com dados fornecidos pela UNG e aplicação do Método de Penman-Monteith. 1998 FAO.1) podemos ver um gráficos das precipitações médias mensais de Guarulhos com dados de 11anos e da evapotranspiração de referência ETo obtido com o Método padrão de Penman-Monteith.com.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Gráfico das precipitações e evapotranspiração de Guarulhos Precipitaçao e evapotranspiração (mm) 300 250 200 150 100 50 0 1 3 5 7 9 11 Meses Figura 20. Evapotranspiração mensal Precipitação mensal 20-4 . 1998 FAO.br 01/07/08 Na Figura (20.1.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.

br 09/07/08 Capítulo 21 Gramado em Campo de Golfe 21-1 .com.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

br 09/07/08 SUMÁRIO Ordem 21.12 21.31 Assunto Introdução Campos de golfe Grama usada em campo de golfe Gramado Importância da grama Qualidade visual e funcional Gerenciamento de um gramado Projeto de gramado Espécie de grama Poda Much mowing Trimming Edging Pestes Irrigação Freqüência de rega Horário de rega Manutenção de campo de golfe Testes do solo para gramados Topsoil Condicionadores de solos Relação C/N Macrófitas aquáticas Uso de águas de esgotos tratadas para irrigação Alternativas de plantio de gramas Fertigation Drenagem na irrigação Viveiro de mudas (nursery) Plano de contingência para época de secas Evapotranspiração Bibliografia e livros consultados 23páginas 21-2 .9 21.29 21.1 21.23 21.24 21.6 21.16 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.28 21.4 21.13 21.19 21.27 21.26 21.7 21.18 21.15 21.3 21.com.5 21.21 21.11 21.17 21.8 21.22 21.2 21.20 21.30 21.10 21.25 21.14 21.

000m3/ano (7.000m3/ano (12 L/s) e devido a este enorme consumo de água de irrigação que alguns estados americanos obrigam o uso da água de esgotos tratada.br 09/07/08 Capítulo 21.com. 21.000m2) sendo o mais encontrado campos com 32ha a 40ha. 1974 21-3 .1 Introduçao O objetivo deste capítulo são os gramados para aplicação em Campo de Golfe. 1974.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Conforme Metcalf e Eddy. Figura 21.2.2 Campo de Golfe Nas Figuras (21.Exemplo de percurso em um campo de golfe de Bad Wildungen.3 L/s) até 380. 2007 a média dos campos de golfe nos Estados Unidos é de 61ha (610.Exemplo de percurso em um campo de golfe Fonte: Neufert.3) podemos ver os esquemas de campo de golfe conforme Neufert. 1974 Figura 21.1) a (21. a água de reúso. O consumo de água dos campos de golfe americanos variam de 230. Fonte: Neufert. No Brasil campos de golfe que existem e estao sendo construidos sao de 18 buracos com área de 75ha.1. ou seja.Gramado em Campo de Golfe 21.

sendo usada extensamente a partir de 1900. caddies (portatadores) e jardineiros e as correspondnetes zonas de convivio. Perto do buraco mais afastado do edifício coloca-se as vezes um pavilhão para descanso ou refugio em caso de mau tempo. lança-se a bola que roda suavemente para os buracos. No verde de cada buraco está situada a partida para o curso seguinte. 21. A bola de 4cm de diâmetro e os buracos têm 20cm de profundidade e 10cm de casquilho metálicos. A grama bermuda tem origem da África e foi introduzida nos Estados Unidos em 1807.3. com partidas a distância diferente para senhoras. Percursos de 250m a 300m são desfavoráveis e devem-se evitar. 1974 Baseado em Neufert. nem ser da mesma grandeza. sem ser tratado e com obstáculos e 2. Nos verdes.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.500m e um jogo de campeonato com percurso de 400 a 500m tem percurso estimado em 6. além dos vestiários para homens e senhoras.Exemplo de percurso em um campo de golfe em Roma Fonte: Neufert. 1974 teremos: Os percursos contam-se como eixos ideais das pistas de jogo (fairway) como linhas retas ou quebradas desde o ponto de lançamento até o buraco correspondente.3 Grama usada em campo de golfe Sem dúvida a grama mais usada em campo de golfe é a bermuda cujo nome científico é Cynodon spp. homens e professor. As proximidades dos buracos ou verdes aque são planaltos de 500m2 a 100m2 de relva aparada com alguns obstáculos naturais (bunkers. O genus Cynodum possui nove espécies com C.000m. para que o vento e o sol não sejam sempre favoráveis ou prejudiciais.com. Distinguem-se duas zonas de pista: 1. 21-4 . O ponto de lançamento é uma superficie plana e bem tratata de 40m2 a 60m2.br 09/07/08 Figura 21. para guardar ferramentas de jardinagem. O percurso total do jogo depende do comprimento dos percursos parciais: um jogo curto de 18 buracos com percurso de 100m a 250m tem um percurso aproximadamente de 5. telefone.000m. Para ajudar a manutenção do campo. tem os compartimentos necessários para os treinadores. O edifício do clube. etc. Um jogo médio com percursos de 300m a 400m tem percurso de 5. etc. instalam-se com frequência nas imediações pequenas moradias de aluguel ou casas de fim de semana para sócios do clube. ribanceiras). cozinhas. A largura da pista deve ser de 40m a 80m com relva curta e ligeiras ondulações facilmente visíveis do posto do jogador. O árido ou terreno de lançamento. nem ter a mesma direção. Os diferentes percursos não devem se tocar e nem se cruzar. Dactylon sendo a mais usada.

e sim somente mudas: Tifflawn (1952) Tifgreen 328 (1956) Tifway 419 (1960) Tifdwarf (1965) Tifway II (1981) A regra é a seguinte: quando você compra sementes de grama vai ter sementes e quando compra mudas não vai ter sementes.54mm/dia a 7. Doenças: nematoides Deve-se contrar as pestes. Pode ser atacada por poluição do ar onde a mesma exista havendo descoloraçao da mesma. Foram feitos vários cruzamentos da grama bermuda nos Estados Unidos a partir de 1940 e resultaram as seguintes gramas que são denominadas de gramas híbridas que nao produzem sementes. na India chama-se grama do diabo (devil´s grass e na Argentina chama-se gramillia. Tolerante a seca Densa Textura fina Precisa de 25mm a 50mm de água por semana Rápida recuperação com pestes que podem ser controladas facilmente quimicamente. A grama bermuda Tiffreen 328 possui os seguintes atributos: Muito usada em campos de golfes.5kg/100m2 É uma planta esteril. isto é. É sensivel as mudanças de estações muito drásticas.5 a 8. mesmo rasos Precisa de 2. A grama bermuda pode atingir altura de 5cm a 40cm chegando até 90cm. Funciona bem em solos com pH na faixa de 5. 21-5 . pH entre 6. Quando pH<6. na Austrália chamase couch grass.5 adicionar calcáreo. A grama bermuda possui os seguintes atributos: Excelente resistência ao calor e a seca Baixo consumo de água para irrigação Formação densa Tolerância a vários tipos de solos com faixa variável do pH Boa tolerância a salinizaçao da água Boa tolerância ao tráfego de pessoas Relativamente fácil de ser aplicada Cresce em qualquer tipo de solo. não tem sementes.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. insetos e aplicação de fungicidas. em jardins comerciais e em paisagismo em geral. 80% do sistema radicular está nos 150mm de raízes.62mm/dia de água para irrigação. O nitrogênio a ser aplicada está na faixa de 0. A grama bermuda é resistente ao pisoteio e devido a isto é muito usada em campo de golfe.5 Funciona bem em solos com 112kg/ha de fósforo e 187 kg/ha de potássio que propiciará um rápido crescimento da planta.br 09/07/08 Na África do Sul a grama bermuda tem o nome de Kweekgrass.com.0.

sendo que a mesma valoriza o imóvel em 6% a 15%.1.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 21-6 . O inicio dos gramados surgiu no século 16 ou 17.9º C do que fosse de solo nu. baseball e outros. 21.5) mostram a qualidade visual das gramas.5 Importância da grama Não há dúvida da importância da grama para o paisagismo.br 09/07/08 21.1) Tabela 21. As gramas são da família Poaceae. As gramas podem ser nativas ou importadas e quando consideradas junto com o solo são chamadas de gramados.1º C do que fosse de concreto Reduz a temperatura de 0.4 Gramado Na bíblia encontramos referência ao jardins usados na Pérsia e na Arábia. Reduz a poeira Reduz barulhos de 30% a 40% Melhora a qualidade das águas de chuvas Fornece oxigênio pela fotossíntese Reduz alergias (mas pode também causar alergias) Esportes em que se usam gramados: futebol. Os aspectos mais importantes do gramado são: Efeito estético e ornamental Serve para relaxação mental Bom para a recreação e esportes Reduz incêndios Evita cobras e ratos Reduz os danos de erosão no solo Reduz a temperatura de 1.com. Vamos dar um exemplo de como é feita a classificação das gramas. golfe.4) e (21. que significa solo de grama.Classificação da grama Merion Kentucky Bluegrass Reino Planta Divisão Embryophyta Subdivisão Phanaerogama Ramo Angiospermae Classe Monocotyledoneae Subclasse Glumiforae Ordem Poales Família Poaceae Subfamília Pooideae Tribo Poeae Genus Poá Espécie Pratensis Cultivar Merion 21.6 Qualidade visual e funcional. Qualidade visual é: Densidade Textura Uniformidade Cor Hábitos de crescimentos Suavidade da superfície As Figuras (21. Os gramados privados da era Vitoriana na Inglaterra são famosos em todo o mundo. A qualidade de uma grama pode ser visual e funcional. O primeiro cortador de grama foi inventado por Edwin Budding na Inglaterra em 1830. A palavra muito usada nos Estados Unidos é “turf” que é derivada do Sânscrito da palavra “darbhus”. mostrando a grama Merion Kentuchy Bluegrass conforme Tabela (21.

Qualidade visual da grama Qualidade funcional A qualidade funcional das gramas são: 21-7 .Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 Figura 21.com.4.5.Qualidade visual da grama Figura 21.

Qualidade funcional da grama 21-8 .7.br 09/07/08 Quantidade de raízes e a profundidade das mesmas Capacidade de recuperação da grama Aspecto verde do gramado após a poda Figura 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Qualidade funcional da grama Figura 21.6.

ou seja. Deve ser salientado que não existe um método de aeração que não traga algum problema. pois. -Thatch É a camada de raízes mortas e parcialmente decomposto no gramado e que foi acumulado quando foi feito o corte da grama com lâminas.Fertilizante São nutrientes orgânicos ou sintéticos que combinados basicamente com o nitrogênio (N). -Turf ou gramado Termo técnico aplicado a qualquer jardim ou parque gramado. A aeração é feita com buracos no gramado a profundidades variadas para facilitar o movimento do ar e da água no solo.0. tomando-se o cuidado para não causar danos na rede de irrigação. Definições: .com. tratores sobre o gramado é necessário que o mesmo seja aerado para evitar a compactação.Best Management Practices – Turf Management. sendo os ingredientes primários na quantia mais usada que é 5 -1 -4 respectivamente. inibe a entrada de água e do nutriente e pode desenvolver patógenos e portanto. deve ser removida. Podem também ser usadas para prática de esportes 21. A camada de thatch tem ¼” a ½” e pode causar problemas.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 21.8 Projeto de gramado Os gramados devem ser construídos com declividade mínima do solo de 2% para permite a drenagem e declividade máxima de 25% para permitir que os equipamentos de poda possam ser usados. A taxa aproximada de overs-seeding é de 2.7 Gerenciamento de um gramado Vamos usar os conceitos da cidade de Seattle. fósforo (P) e potássio (K) formando o que chamamos de NPK. Se necessário o solo pode ser acrescido de areia para facilitar a drenagem e deixar sempre seca a superfície do gramado. -Over-seeding Para reparar áreas doentes de gramados são usadas sementes sobre o mesmo para a recuperação.5 a 7. BMP Manual 2005. podar a grama.Aeração Como passam pessoas. A superfície seca do gramado facilita ainda a poda da grama. Notar que se acrescentamos areia em solo muito argiloso pode melhorar a drenagem porém pode ocasionar outros problemas. 21-9 . A remoção de thatch deve ser feita pelo menos uma vez por ano e coincidirá com o programa de colocação de sementes e aeração do solo. . veículos.5kg/100m2 de área. Geralmente a aeração e feita uma ou duas vezes por ano usando furos de 25cm a 36cm. As folhas que porventura estejam sobre a grama deverão ser retiradas. Muita grama cortada é retirada e parte fica no solo. -Poda É o uso de determinado equipamentos para cortar a grama. Deve ser escolhidos os meses que são melhores para a aeração do solo. pois criará uma superfície anaeróbia que reduzirá a ação dos micróbios. Então o material orgânico que está no solo poderá formar barreira impermeável. Deverão ser feitas pesquisas no solo para aplicação específica. Pelo menos uma vez por ano deverá ser feito o over-seeding. -Top dressing É aplicação de área na superfície do gramado para aumentar o movimento de ar e água e manter a superfície do gramado seca e firme. -pH O solo poderá ser acido ou alcalino e o pH do solo ideal deverá estar entre 5.

12 Trimming A grama que fica perto de cercas.br 09/07/08 Os materiais orgânicos acrescidos ao solo natural serão decompostos em prazo de mais ou menos dois anos. 21.com. Coloque as sementes específicas na área selecionada na quantidade de kg/ha. pólo. Gramados que são parcialmente sombreados ou que possuam drenagem pobre devem ser misturados os tipos de grama. beisebol. perto de árvores devem ser preservadas. mas nem sempre necessário. tais como drenagem baixa. boa drenagem e razoável fertilidade do solo e bom para gramas perenes. 21-10 . com quantidades altas de nitrogênio ns proporções: 10-2-6: 21-7-14 ou 24-4-12. A grama Bermuda Tifway 419 é muito usada para futebol. 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Altura de corte Para muitas gramas perenes a altura de corte deve ser de 38mm a 50mm.10 Poda Distinguimos na poda o seguinte: -Freqüência É importante para a saúde do gramado que seja monitorado quando são feitos os cortes de grama. Deve ser evitada a compactação do solo com as rodas do equipamento de corte de grama. tees e fairways de campo de golfe. dependendo de como foi preparada a aplicação das sementes e irrigação. Em alguns casos o mulch deve ser evitado. A aplicação de camada fina de material orgânico (mulch) é bom. A grama Bermuda Tifdwart é muito usada para greens de campo de golfe. muitas sombras. As seguintes características de uso e manutenção devem ser seguidas para a seleção das sementes de gramas: O local ideal do gramado é tenha muito sol. Aplique fertilizante antes ou depois de semente. O mulch aplicado deve ter menos que ¼”. Anti-Greens: 2 vezes por semana Tees: 2 a 3 vezes por semana Fairways: mínimo de 2 vezes por semana Roughs: 1 a 2 vezes por semana As gramas tipo bermuda possuem crescimento maior na primavera/verão.9 Espécies de grama A seleção das espécies de grama que serão usadas depende de muitos aspectos. O pH do solo deve ser testado e determinado o pH e acrescido calcário se necessário. pouco fertilizante. obras em concreto. O corte pode ser mecânico ou manual e em alguns casos aplicar herbicidas para eliminar a grama. Deve-se ter cuidado com o tipo de pesticida a ser usado. Evite as áreas molhadas. As árvores. O ideal é que seja rodeada de grama. etc e outras amenidades deve ser colocada cuidadosamente grama para reduzir a poda manual. De modo geral a Kentuchy Bluegrass deve ser evitada.11Much mowing A grama cortada raramente é removida do gramado que retorna como nutriente necessário ao solo e é importante para a saúde do gramado. etc. A altura de corte de um campo de golfe pode ser assim: Anti-greens: altura de 18mm a 22mm Tees: 8mm a 12mm Fairways: 12mm a 15mm Roughs: 25mm a 35mm 21. etc. Normalmente os cortes mais baixos são usados no período de primavera/verão ou para torneios importantes. arbustos. Os equipamentos devem ser ajustados regularmente. 21. lembrando que deve ser evitado de cortar mais de 1/3 do caule da grama.

4mm/dia de irrigação de água de reúso. A pressão mínima recomendada é de 42mca conforme Asano. o clima da região e a estação do ano. Deverão ser tomadas as precauções para resolver o problema.com. Normalmente usam-se tubos de PVC rígido.1mm/dia a 3.1mm/dia a 3. praças públicas é 2.14 Pestes São tolerados em gramados geralmente os insetos. sendo mais comum tubos de polietileno de alta. Durante 2 a 4 vezes por ano o edging deve ter manutenção. doenças na grama e plantas (weeds). Dependendo do local a manutenção deve ser mais cuidadosa. No caso de irrigação para água de reúso colocar uma tarja vermelha ou outra cor para identificar a tubulação.11). aço. 1998 o valor médio encontrado nos Estados Unidos para irrigação de campos de golfe. Tabela 21. Forma de loop: há tubulação principal correndo pelos quatro cantos e no meio ficam as tubulações secundárias. As pressões máximas e mínimas recomendadas conforme Metcalf e Eddy. como o nitrogênio ou colocar de menos. 21. 21-11 .4mm/dia.1. Regularize a pressão em cada ponto de modo a obter uma distribuição uniforme da irrigação. a topografia. As tubulações podem ser de PVC. Forma de grelha: há um eixo principal e rede secundária que estão interligados.18) a (21.br 09/07/08 Em áreas com muita declividade cuidados especiais devem ser tomados a ser usado equipamento de corte de grama.13 Edging Quando os gramados atingem as bordas de uma superfície pavimentada temos o edging. 2007: Forma de árvore: um eixo principal e os galhos da árvore são os secundários.3m/s. O coeficiente C=130 de Hazen-Willians e a velocidade mínima é de 0. grandes declividades. 2007. A velocidade máxima está entre 1. As redes podem ser feitas de três maneiras básicas conforme Metcalf e Eddy.1m/s conforme Metcalf e Eddy.Pressões recomendada nos Estados Unidos para irrigação Parâmetro Pressão mínima Pressão máxima Pressão diferencial na zona de pressão 21mca 50mca Pressão estática no alto 21mca 35mca Pressão estática na parte baixa 56mca 70mca Fonte: Metcalf e Eddy.5m/s a 2.1. 21. etc Conforme Asano. os ventos. média e baixa densidade conforme podemos ver nas Figuras (21. Deverá ser previsto descargas períodos para limpeza da rede de água tanto para água potável como para água de reúso. O diâmetro do tubo de PVC classe 15 ou classe 20 geralmente é menor ou igual a 100mm. Não podemos colocar nutrientes demais. Não podemos irrigar demais e nem de menos. 1998 recomenda a média de irrigação de campo de golfe com água de reúso de 2.15 Redes de irrigação Influencia na irrigação o tipo de solo. ferro fundido dúctil e PEAD(polietileno de alta densidade). Geralmente a irrigação é feita durante o período da noite num período de 8h a 10h. Fazer ajustamento de campo para locais com sombras. 21. Dica: Asano. 2007 O estado de arte da irrigação é: Calcular a perda de água por evaporação ocorrida deste a última irrigação Informar a cada sprinkler quanto de água deve ser aplicado para substituir a perda por evaporação Não usar muita água para não produzir runoff. principalmente com o uso de pesticidas.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Pode também ser instalados hidrantes para água de reúso caso se queira. 1998 e a máxima de 84mca. 2007 estão na Tabela (21.

Para reservatórios de emergência muitos usados em bombeamentos deve ter o cuidado para que a água de reúso não tenha tempo de residência muito grande para não ter problemas na qualidade conforme Metcalf e Eddy.5 a 2 2a3 1 a 1.16 Picos de vazão Os picos de consumo de água de reúso para irrigação de landscape e campo de golfe conforme Metcalf e Eddy.1mm deveremos por hectare reservar 385m3 no mínimo para atender as flutuações.5 1a2 Fonte: Metcalf e Eddy.5 4a6 1 a 1. Quando o campo de golfe for irrigado por água de reúso é necessário que a água seja filtrada em filtros com 600μm (0. 21.com. isto é. Neste caso os reservatórios são fechados não podendo entrar o sol para não desenvolver algas. 2007 é: C= 637 x V 0. Como geralmente a maior demanda de irrigação é durante a noite deve-se prever um reservatório com volume mínimo de 5% da demanda anual. Assim podemos misturar água potável na água de reúso em um reservatório. isto é. 2007 Asano. Salientamos que em alguns lugares é proibido o uso do sulfato de cobre para matar as algas. 2007 são os seguintes: Estagnação Odor que sai dos reservatórios principalmente de gás sulfídrico H2S Perda de cloro residual Recrescimento de organismos Em reservatórios abertos. 2007 para dimensionamento de reservatórios com água de reúso é que o mesmo pode ser dimensionado para : Previsão de curto alcance: um dia ou uma semana Previsão de longo alcance: lagos Reservatório de emergência Para previsão de curto alcance para água de reúso aconselha-se que o volume do reservatório seja do consumo de um dia ou de uma semana conforme o caso. Deve-se ter o cuidado para que o reservatório não fique muito tempo estagnado para não ficar sem cloro residual. Deverá ser observado a pior situação. Uma maneira de se melhorar a qualidade da água é a diluição. O custo de um reservatório de aço para água de reúso conforme Metcalf e Eddy. misturar com água de outra procedência.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.17 Reservatórios para armazenamento de água de reúso Asano. os lagos para armazenamento de água de reúso temos os mesmos problemas dos reservatórios fechados acrescido do desenvolvimento de águas que podem ser resolvido com sulfato de cobre. Caso haja reservatório de incêndio para ser usado com água de reúso segundo as normas americanas o volume mínimo deve ser para 4horas de incêndio com pressão de 14mca. Para previsão de longo alcance são feitos lagos e são muito grandes e impermeabilizados no fundo. 2007 pode ser assim resumido : Água de reúso Irrigação para agricultura Irrigação para landscape Água de makeup para resfriamento Fator de pico de vazão Maximo por dia/ média diária Pico por hora/ máximo por dia 1.5 ou 2. Os problemas de armazenamento de água de reúso em reservatórios fechados conforme Metcalf e Eddy.0 o consumo médio do dia de verão. semi-enterrado ou apoiado ou elevado que não tenha contato com o sol cuja água deve ser clorada. Assim com a demanda diária de 2.65 Sendo: C= custo em dólar (US$) V= volume (m3) 21-12 . A cor é causada pela presença de materiais úmicos que estão na água de reúso.br 09/07/08 21. um deles devido a irrigação noturna do campo de golfe e outro devido a descarga de bacias sanitárias nas casas. 2007. 1998 ressalta que o Irvine Rach que usa água de reúso para irrigação de paisagismo e campo de golfe é mais antigo é adotado Pico=2. 1998 salienta que o reservatório pode ser um lago isolado onde não entram as águas superficiais do runoff ou pode ser feito um reservatório enterrado. O dimensionamento será 1. Uma outra recomendação de Metcalf e Eddy.6mm) Asano. que é 5% do volume anual por hectare. 1998 informa que na prática existem dois picos.

etc. Os aspersores rotores para paisagismo possuem vazão que variam de 0.29 L/s. Observar a derivaçao lateral de menor diâmetro.03 L/s a 2.6m a 24.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Os aspersor mais usado no Brasil é de rotor. 4 litros/hora.9. 21-13 .Gerador de emergência Deve ser sempre pensado se deverá haver ou não gerador de emergência caso haja interrupção da energia elétrica.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe. -Aspersores Geralmente possuem alcance de 4.8. -Gotejadores Primeiramente usado em Israel nos anos 60. O emissor emite gotas para realizar a irrigação. É bom para pequenos espaços como vasos.18. Figura 21. 12. Há vários modelos com vazões que variam de 2 litros/hora.12 L/s a 0.5cm e 30cm para facilitar a irrigação e em campos de golfes podem chegar a 35cm de altura. 8 litros/ hora e outras. maciços de plantas.br 09/07/08 21. podendo chegar até 36m em áreas de campo de golfe. Figura 21.6m. Os aspersores possuem elevação de 10cm.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe.com.

Medição da água para irrigaçáo.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9.br 09/07/08 Figura 21. observando-se um hidrômetro Woltman.10. Observar a derivação lateral com um aspersor que se levanta automaticamente com a pressão da água. 21-14 .com. Figura 21.

br 09/07/08 Figura 21. 16.17 Horário de rega Pode ser regado o gramado no inicio da manhã e/ou no final da tarde. Quantidade de água De modo geral as gramas exigem 3mm a 5mm de água por dia.Em áreas sombreadas.11. 21.Válvula redutora de pressão e válvula retentora de fluxo usadas em irrigação. arbustos e jardins) 21. 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. os áreas mais sombreadas e com solos argilosos exigem menos rega do que as áreas ensolaradas com solo arenoso.com.16 Freqüência de rega É aconselhável fazer regras periódicas para irrigação.18 Manutenção de campo de golfe O campo de golfe basicamente é dividido em: Greens Anti-greens Fairways Roughs Bancas Paisagismo (árvores. como por exemplo. Conforme Paulo Antonio Azeredo Neto.19 Testes do solo para gramados Os testes de solo importantes são: Salinidade Condutividade elétrica para se achar o TDS Quantidade de sódio SAR (sodium adorption ratio) Bicarbonato e carbonato pH Cloreto Boro Cloro Nutrientes Sólidos totais em suspensão (TSS) Turbidez 21-15 . 3 vezes por semana. Geralmente a rega em campo de golfe vai de 8h a 10h por dia e é feito durante a noite. evite regar à tarde para não favorecer o aparecimento de fungos. Deve-se evitar o cozimento da grama quando o sol está muito forte e a grama está encharcada de água.

20 Topsoil Os solos brasileiros apresentam 1% a 2% de matéria orgânica e então se torna necessário a complementação necessário para o bom enraizamento e desenvolvimento do gramado. que é a relação da matéria orgânica com o nitrogênio. Temos que manter um equilíbrio entre C e N 21.itograss.Água de reúso classe 3 Estado do Texas Para irrigação de gramado. isto é. golfe.com.. Tanto a camada de topsoil como as porcentagens da mistura condicionador e areia média podem variar dependendo da finalidade do campo esportivo: futebol. pólo.22 Relação C/N É importante a relação C/N.1).Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. paisagismo é exigido: BDO5 ≤ 10 mg/L Turbidez ≤ 3uT Coliformes fecais ≤ 75/100mL Análise uma vez por mês Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada. 21. É uma alternativa para uso de nutrientes. Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins. Uma boa alternativa devido a um ótimo tratamento dos esgotos Serve para irrigar campos de golfe. 21.1 .20m a 0. 2005.10m onde será plantada a grama. onde o fósforo deve ser observado. Deverão ser monitorados os índices de: SAR (sodium adsorption ratio) Condutividade elétrica 21-16 .br o topsoil é uma camada superficial de 0. tênis ou outro esporte. Então o solo terá melhor capacidade de retenção de água diminuindo o stress hídrico e menor freqüência de irrigação. submersas e plantas emergentes. Tabela 21. Utiliza-se condicionador de solos em porcentagem de 10% a 25% em mistura com areia média. Ainda não temos leis brasileiras sobre o assunto e devemos usar o que está no Sinduscon. praças publicas e jardins dos lotes.23 Macrófitas aquáticas Temos plantas flutuantes.br 09/07/08 21. conforme Tabela (21.com. 21.21Condicionadores de solos Os condicionadores de solos aumento a capacidade de troca catiônica (CTC) do solo.24 Uso de águas de esgotos tratadas para irrigação O uso dos esgotos sanitários tratados para irrigar um campo de golfe é muito usado atualmente baseado num dos motivos abaixo relacionados: Evitar o lançamento de esgotos em cursos de água intermitentes ou em terrenos particulares. Conforme http://www.

14-Plugging num gramado saudável 21-17 .br 09/07/08 Boro Outros 21.13-Mudas de grama Figura 21.br as alternativas de plantio de gramas são: Semente Sprigs Plugging Plugs Tapetes (mais comum 90% do mercado) O sistema de sprigs e plugging ainda não é usado no Brasil.itograss.25 Alternativas de plantio de gramas Segundo www.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.12-Grass plugs: buracos onde são plantas as mudas Figura 21. pois necessita de equipamentos apropriados. O sistema de Plugs já vem sendo usado no Brasil a mais de 10anos e não depende de equipamentos especiais. Figura 21.com.

Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.16-Semente de grama de jardim Figura 21.15-Tapete de grama natural Figura 21.18-Sprigs de Tifway 410 grama bermuda 21-18 .com.17-Semente de gramas Figura 21.br 09/07/08 Figura 21.

tênis molhados. A largura das trincheiras são de 13cm a 18cm para acomodar estes materiais. Geralmente é de 0.27 Drenagem na irrigação Os campos de golfes devem possuir um sistema de drenagem. Fonte: Green Section Record.5m. Pode haver bacias sifonadas com 4. areia e não pedregulho e são envolvidos com geotêxtil.com. Muitas vezes em drenagem de campo de golfe necessitamos de fazer sifonagem e bombeamento. As linhas de drenagem usam solo nativo. 21. pois a presença de lama. A taxa de infiltração da areia varia de 76cm/hora a 203cm/hora A condutividade hidráulica do solo é importante para a determinação da tubulação principal que conduzem as águas de drenagem a um determinado ponto.18. Deverá ser estudado o solo com muito cuidado para tal aplicação. que melhora as águas pluviais.60m. Figura 21.00m a 7.br 09/07/08 21.80m. O´Obrien 21-19 . Planning a golf course drainage projetc Patrick M. As linhas de drenagem são feitas perpendicularmente a linha do fluxo da água. lama na bola e o deslocamentos dos veículos elétricos trarão enormes restrições no campo. Quando o buraco do campo de golfe está em terreno elevado. O próprio gramado já é um biofiltro. O espaçamento entre as linhas de trincheiras depende do solo e geralmente está entre 3. As profundidades podem variar de 0.26 Fertigation Fertigation é a colocação de pequenas quantidades de nutrientes juntamente com a água de irrigação.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.60m a 1. Nos pontos baixos que devem ser identificados deve ser feita trincheiras com profundidade mínima de 46cm. devemos ter em torno dele linhas de drenagem espaçadas de 7. É muito importante uma boa drenagem num campo de golfe.Obras de drenagem de um campo de golfe.5m.5m de espaçamento de drenagem quando o buraco está em terreno plano.

Matérias de drenagem estocados. Observar os drenos são perpendiculares ao fluxo.19.Obras de drenagem de um campo de golfe.br 09/07/08 Figura 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Figura 21.com. 21-20 .20.

Abaixo temos 200mm de solo nativo e as tubulações de drenagem. Conductivity > 6 in.30 Evapotranspiração Como geralmente não temos muitos dados para determinação com maior precisão evapotranspiração. Intermediate Layer (coarse sand – fine gravel) Crushed Stone Native Soil Drainage Lines Figura 21./hr) 12 in. 21.22-Observar que a grama está assentada sobre camada de material para a zona de raízes e a drenagem.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 8 in.br 09/07/08 Figura 21. 21. 21.22) a grama está sobre uma camada de solo de 300mm a qual por sua vez está sobre uma camada de areia de 100mm.21-Reservatório de retenção no campo de golfe para reter águas pluviais USGA Putting Green Profile Titleist Root Zone Mix Coarse grained material (loamy fine sand – fine sand) (Hyd.28 Viveiro de mudas (nursery) Em loteamentos muito grande é comum se fazer um viveiro de mudas para a implantaçao do gramado. 4 in.1975 que produz bons resultados. podemos usar o método de Bradley-Criddle. Deve-se pensar sempre em um plano de contingência para a irrigação do campo de golfe. 4 in. para situações de secas muito prolongada. a 21-21 . Na Figura (21.29 Plano de Contingência para época de secas.com.

isto é. o campo de golfe gasta aproximadamente 50% a mais de água que o gramado comum.1) que haverá irrigação para paisagismo e para o campo de golfe. O rendimento adotado para irrigação foi de 80%. 1998 a salinidade é o maior problema no uso de água de reúso em campos de golfe. O solo adotado é franco siltoso.31 Salinidade Conforme Asano.2 Aplicação a área de campo de golfe com 18 buracos e com 750.6mm/dia de irrigação.Resultados a serem usados em irrigaçao Exemplo 21.br 09/07/08 Exemplo 21. Muitas plantas são sensitivas ao cloro e ao boro. pois o efeito adverso da salinidade é que a grama vai ficando com coloração marrom e amarelada.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1. enquanto que para o paisagismo comum precisamos de 0. Observar que precisamos de mais água no campo de golfe. Afetará os greens os tees. Tabela 21. 21-22 .000m2 para o cálculo da quantidade em milimetros que deve ser irrigada por dia mês a mês para o municipio de Itatiba no Estado de Sao Paulo.1 Podemos usar um loteamento conforme Tabela (21. Para o mês de janeiro precisamos para o campo de golfe de 0. 21. Foi usado o Método de Blaney-Criddle para a evapotranspiração.4mm/dia.com. Os cálculos foram feitos com e sem a precipitaçã efetiva Pe.

1998 21.greenleafgramados.br 09/07/08 Fonte: Asano. -Internethttp://www. PATRICK. 21-23 . 1998. Planning a golf course drainage projetc.itograss.br/doc/informe_tecnico_01.32 Bibliografia e livros consultados -ASANO.br/informativoverde/edicao69/mat05ed69.com.Best Management Practices – Turf Management.htm -NEUFERT. 1528páginas. 4ª edição.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. Arte de projetar em arquitetura. 432 páginas. Editora Gustavo Gili do Brasil. Wastewater reclamation and reuse. ERNST. -O´OBRIEN. Green Section Record.doc -Internet-http://www. CRC Press. BMP Manual 2005. ISBN 1-56676-620-6 (Volume 10). 1974. -CIDADE DE SEATTLE. TAKASHI.com.

75 1 1 0.75 76.5 7.9 0.08 22 0.6 0.75 1 1 0.0 0.7 2.2 0.75 49.9 2.9 8.4 2.0 1.9 1.74 3.6 0.janeir o feverei ro març o abril maio junho julho agost o setemb ro outubr o novemb ro dezemb ro 31 Precipitação (mm/mês)=P= Evapotranspiração mm/mês Método de Blaney-Criddle Ks Kd Kmc Coeficiente de paisagismo KL= Ks x Kd x Kmc Etc= Eto x KL (mm/mes)= Taxa de infiltração no solo (mm/h)=solo franco siltoso com declividade de 8% a 12% Capacidade de armazenamento no solo AWHC para solo franco siltoso Profundidade das raízes (mm)= Água disponível para as plantas PAW (mm)= Fator de água que pode ser extraído para solo franco siltoso MAD (%)= Fator de água que pode ser extraído para solo franco siltoso MAD (%)= Quantidade máxima de água que pode ser extraída pelas plantas AD (mm)= AD em polegadas= Precipitação em polegadas Pi= ETC em polegadas= Fator SF pelo SCS formula= Pe da formula do SCS= em polegadas= Pe em milímetros do SCS= Precipitaçao efetiva Tabela 1.6 2.18 300 54 40 40.18 300 54 40 40.75 66.0 0.18 300 54 40 40.75 0 30 68 89 0.75 84.0 0.5 89.75 1 1 0.5 3.9 24.7 17.1 3.9 2.1 55 36 16 16 75.4 3.6 0.18 300 54 40 40.18 300 54 40 40.2 80.74 0.6 0.8 97.3 0.25 135 1 115 0 mm/an o mm/an o .75 49.0 0.9 2.75 67.8 7.0 0.75 0 30 65 90 0.74 1.0 0.75 82.75 0 31 36 65 0.3 2.9 5.750 31 154 108 0.750 31 205 125 0.6 0.750 31 126 110 0.2)=vento 3m/s Rendimento da irrigação adotado= 227 125 0.75 1 1 0.4 1.0 8 22 0.8 7.75 0 31 32 82 0.75 1 1 0.0 3.75 1 1 0.1 7.75 0 30 51 66 0.0 0.1 2 22 0.5 7.2 0.4 0.7 0.74 2.9 3.13 para solo franco siltoso=RF = Pe= P x RF/100= 9mm) Pe sendo 25% da precipitação= Precipitação efetiva deve ser menor que P e Etc Rendimento Ea usando Tabela (3.6 0.0 0.74 3.6 0.75 0 28 190 102 0.9 2.9 5.74 1.18 300 54 40 40.2 31.09 22 0.1 28.74 0.6 0.6 0.75 1 1 0.3 0.0 0.750 338 ] 0.74 0.74 1.1 1 22 0.6 0.4 55 113 51 51 75.5 55 125 57 57 75.18 300 54 40 40.9 7.0 55 28 13 13 75.0 9 22 0.11 22 0.75 1 1 0.8 7.9 8.75 61.75 80.0 0.6 0.1 0 22 0.7 0.7 67.8 7.3 57.5 62.18 300 54 40 40.6 16.8 55 105 48 48 75.75 1 1 0.3 32.0 3.0 0.1 7.9 6.1 4 22 0.3 55 20 9 9 75.18 300 54 40 40.18 300 54 40 40.7 7.74 2.75 1 1 0.3 55 37 17 17 75.5 55 69 31 31 75.1 3 22 0.75 1 1 0.74 2.9 0.75 1 1 0.1 3 22 0.6 0.18 300 54 40 40.75 0 30 138 113 0.9 1.0 0.75 0 31 60 74 0.0 0.1 55 18 8 8 75.75 55.09 22 0.18 300 54 40 40.75 93.3 55 33 15 15 75.6 0.6 7.6 0.7 7.4 55 76 34 34 75.75 93.9 55 85 38 38 75.7 7.74 3.

9 2.4 3.6 4.0 74.0 2.0 67 0.1 .0 97 30 3. 3 2.0 113 1.3 2.0 2.7 1.5 24 15.0 21 15.7 3.0 113 30 3.8 1.0 28 15.2 15 15.3 3.5 3.4 17 15.5 2.0 105 1.0 83 30 2.4 3.2 3.8 4.0 62 30 2.8 3.0 100 1.0 117.2 3.9 1.1 15 15.0 21 15.7 2.0 1.2 2.0 113 1.6 2.7 1.0 68.9 1.0 62 0.6 25 15.3 3.7 1.7 4.5 para solo franco siltoso decl 8% a 12% Tempo de operação OT=NL x 60/AR= min/semana Dias de irrigação ID= PWR/AD= dia/semana Dias de irrigação ID= PWR/AD= dia/semana Total por dia de irrigação Td=OT/ID=(min/dia)= Máxima irrigação por ciclo RC= min=60 x taxa de infil/AR Ciclo por dia C= Td/Rc= Ciclo por dia C= Td/Rc= Irrigação m3/h para Campo de Golfe somente 1.08 1.7 26 15.2 3.3 2.8 26 15.0 84 30 2.NL mm/dia= (Etc .0 74 30 2.0 105 30 3. 5 2.0 111.7 2.0 74 0.8 1.Pe)/ rendimento/ dias do mês=mm/dia NL mm/dia sem Pe Nl mm/semanas sem Pe=mm/semada Taxa de irrigação admitida AR (mm/h)Tabela 3.1 2.0 102 0. 1 1.0 28 15.0 97 0.08 1.0 67 30 2.0 114.8 1.6 1.0 108.0 59 30 1.4 1.7 3.0 102 30 3.0 83 0.0 126.2 1.0 1.2 3.0 100 30 3.7 19 15.0 92.0 113 30 3.6 1.0 83.0 84 0.0 126.6 1.0 66.0 59 0.0 93.7 4.

1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. 1975 para evapotranspiração de referência ETo Latitude Varejao-Silva.Método de Blaney-Criddle. 2005 22-1 .Curso de rede de esgotos Capitulo 22.br 28/06/08 Capítulo 22 Método de Blaney-Criddle.

5 Assunto Introdução Método novo de Blaney-Criddle.br 28/06/08 SUMÁRIO Ordem 22.3 22. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 22.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.com.4 22.Método de Blaney-Criddle. 1978 Evapotranspiração de referência ETo Conclusão Bibliografia e livros consultados 22-2 .1 22.

br 28/06/08 Capitulo 22.1 Introdução O Método antigo de Blaney-Criddle data de 1950 e foram apontados varios erros e posteriormente foi criado o Método de Blaney-Criddle.1). Recomendamos este metodo quando nao temos muito dados. 22-3 .Valores de f* para a nova fórmula de Blaney-Criddle conforme Varejão-Silva. 1975. 2005.Método de Blaney-Criddle. 1975 O método está muito bem explicado por Varejão-Silva.13) Sendo: H*= lâmina de água no perÍodo de um dia (mm) T= temperatura média do mês (º C) f*= média da porcentagem diaria do fotoperiodo anual em latitudes que variam de 10º N a 35º S.2 Método novo de Blaney-Criddle. Tabela 22. 22.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. conforme Tabela (22.1.46 x T + 8. 1975 para evapotranspiração de referência ETo 22. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. 2005. H*= f* (0.Método de Blaney-Criddle.

13) H*= 0.65 b= 0.9mm 22.7 + 8.98 ETo= a + b x H* ETo= -1.com. Exemplo 22. 2005.3 Calcular H* para o mês de janeiro para município de Guarulhos com latitude de 23.46 x T + 8.Método de Blaney-Criddle.Valores de a e b para a nova fórmula de Blaney-Criddle. Aplicando a equação: H*= f* (0.5) H*= calculado anteriormente (mm) Exemplo 22.46 x 23.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.5º Sul e temperatura média do mês de janeiro de 23.3 Evapotranspiração de referência ETo O valor de ETo é determinado usando a Tabela (22.98 x H= -1. Consultando Tabela (22.4 Calcular a evapotranspiração de referência ETo para Guarulhos sento a umidade relativa do ar média de 73%. ETo= a + b x H* Sendo: Eto= evapotranspiração (mm/dia) A e b são coeficientes obtidos da Tabela (22.65 + 0.7º C.1mm/dia Como o mês de janeiro tem 31 dias.2.9 =4. Entrando nas Tabela (22.31.br 28/06/08 Tabela 22. a velocidade do vento média de 1. onde entram as relações n/M.6m/s e a relação n/N média de 0. a umidade relativa do ar e o vento.1mm/dia x 31 dias= 128mm/mês Para os restantes dos meses temos: 22-4 .13)=5.65 + 0.98 x 5. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2) achamos razão de insolação baixa e coeficientes: a= -1.2) achamos os valores de a e b.42. 1975 conforme Varejão-Silva. a ETo mensal será: ETomês= 4.31 (0.1) para janeiro f*= 0.

9 365 Total=1487.9 31 março 23.3 31 maio 18.0 137.8 130.3 70.9 31 agosto 18.8 200.7 24.8 Média=20.0 30 junho 17.8 31 julho 16.2 58.Cálculo de ETo usando equação de Blaney-Criddle Cidade de Guarulhos Dias no mês Precipitação Temperatura do ar (mm) (ºC) 254.5 30 novembro 21.1 30 setembro 19.8 75.7 31 dezembro 22.7 28 fevereiro 22. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 31 Janeiro 23.5 30.br 28/06/08 Tabela 22.Método de Blaney-Criddle.com.6 39.6 22-5 .3 30 abril 21.4 31 outubro 20.3.5 214.7 251.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.

4 0.4 102 3.3 109 3. O erro foi somente de 5%.2 0.9 65 2.30 5.1 0.6 0.4 81 2. portanto.5 0.4 Conclusão: O novo método de Blaney-Criddle.28 5.29 5.24 3.0 Total=1136 22.26 4. enquanto que o método padrão de Penman-Monteith FAO.9 0.br 28/06/08 Tabela 22.com.4. 1998 o valor de 1201mm/ano.1 0.Método de Blaney-Criddle.27 4.4 109 3.5º H* ETo ETo Para Guarulhos f* (mm/dia) (mm/dia) (mm/mês) 0.25 4. o resultado pode ser considerado bom.29 5.31 5.8 64 2. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Cálculo de ETo usando equação de Blaney-Criddle Cidade de Guarulhos Latitude 23.8 125 4.6 0. 22-6 .1 105 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.8 0.7 88 2.6 0. 1975 apresentou 1136mm/ano para a evapotranspiração de referência ETo.31 5.4 0.9 128 4.2 76 2.24 3.6 85 2.26 4.

julho de 2005. McGraw-Hill.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. JAMES. ISBN 0-07-039732-5. 1997.com. Evaporation. 1993. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. -SHUTTLEWORTH. versão digital. David R. Engenharia de irrigação. Campina Grande. New York.br 28/06/08 22.Método de Blaney-Criddle. 22-7 . in Maidment. W. MARIO ADELMO. -VAREJAO SILVA. Recife. Universidade Federal da Paraiba.5 Bibliografia e livros consultados -GOMES. 2ª ed. HEBER PIMENTEL. Handbook of Hydrology. Metereologia e Climatologia.

uol.br 04/07/08 Capítulo 23 Método de Penman-Monteith FAO.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.com. 1998 para evapotranspiração de referência ETo 23-1 . 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.Método de Penman-Monteith FAO.

21 23.br 04/07/08 Ordem 23.18 23.20 23.12 23.14 23.radiação solar extraterrestre Tensão de saturação de vapor es Derivada da função de saturação de vapor Pressão de vapor de água à temperatura ambiente Déficit de vapor de pressão D Resistência da vegetação rs Cálculo da radiação Rn Radiação solar em dias de céu claro Rso Radiação útil de curto comprimento Rns Radiação de ondas longas Rnl Método de Hargreaves Radiação extraterrestre Ra Conclusão Bibliografia e livros consultados 18 páginas 23-2 .27 SUMÁRIO Assunto Introdução Nomes técnicos adotados neste trabalho Dados de entrada Cálculo da evopotranspiração de referência ETo Fluxo de calor recebido pelo solo G Pressão atmosférica P Constante psicromlétrica Radiação extraterrestre Ra Distancia relativa da Terra ao Sol dr Declinação solar Dia Juliano Mudanças de unidades Rs Rns.11 23.10 23. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.25 23.uol.Método de Penman-Monteith FAO.13 23.8 23.9 23.17 23.22 23.5 23.24 23.15 23.6 23.26 23.3 23.23 23.1 23.2 23.com.4 23.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.7 23.16 23.19 23.

2 Nomes técnicos adotados neste trabalho ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia). Não são todas as moléculas que atingem a superfície são capturadas. entretanto. Umidade relativa do ar mínima (%) 6.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. Relação n/N 7. 1998 para evapotranspiração de referência ETo 23. Para latitude norte: positivo. sendo a cultura de referência um gramado com 12cm de altura. FAO. Velocidade do vento a 2m de altura u2 em m/s 4. Latitude em graus. Figura 23. 1993 O Método de Penman-Monteith FAO (Food and Agriculture Organization of the United NationOrganização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) é destinado ao cálculo da evapotranspiração de referência ETo em mm/dia. Temperatura máxima em ºC 2. mas algumas se condensam a uma taxa proporcional a pressão de vapor: as moléculas com bastante energia se vaporizam a uma taxa determinada pela temperatura da superfície. pois considera a influência dos estomas à transpiração e a influência da resistência aerodinâmica de uma certa cultura à passagem de massas do ar.Método de Penman-Monteith FAO. Para latitude sul: negativo. 1998 é que são necessários muitos dados de entrada. É considerado também o albedo de 0. 8. 23.Troca molecular entre a superfície do líquido e o vapor d´água.1998 são os seguintes: 1. plantação. mas são necessários sempre a temperatura máxima e a temperatura mínima. 23-3 . Umidade relativa do ar máxima (%) 5. O método é ótimo. praticamente a grama batatais. 23.com.1. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.1 Introdução A evaporação é um fenômeno muito importante na natureza.br 04/07/08 Capítulo 23. Altitude z em m Um dos grandes problemas do Método de Penman-Monteith. É o método padrão da FAO.uol. há maneiras de resolver o problema. Temperatura mínima em ºC 3.Método de Penman-Monteith FAO. Fonte: Shuttleworth in Maidment. Nota “c” vem de crop. ou seja. assim como a transpiração das plantas.3 Dados de entrada Os dados de entrada do Método de Penman-Monteith.23 e a resistência superficial de 70s/m.

Curso de rede de esgotos Capitulo 23. salientando que a mesma não é a equação original de Penman-Monteith e sim uma equação na qual alguns termos foram desprezados e informa ainda que tal equação é por ele recomendada para os cálculos de evaporação.1 ºC Abril 16.1) Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) γ = constante psicrométrica (kPa/ºC) Δ = derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) Rn= radiação útil recebida pela cultura de referência (MJ/m2 xdia) G= fluxo de calor recebido pelo solo (MJ/m2 x dia) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) T= temperatura média do ar no mês (º C) es= tensão de saturação de vapor de água (kPa) ea= tensão de vapor da água atual (kPa) es-ea= déficit de vapor de pressão de saturação (kPa) 23.0065 x z)/ 293] 5. Exemplo 23.uol. (para período de um mês) G= 0.34 x u2) (Equação 23. 1993.26 Sendo: P= pressão atmosférica (kPa) 23-4 . Dica: geralmente o valor de G é muito baixo e supomos G =0.45 Sendo: G= fluxo de calor recebido durante o período considerado (MJ/m2 x dia) Ti = temperatura do ar no mês (ºC) T i-1= temperatura do ar no mês anterior (ºC) O valor de G tem sinal. 1998 é considerado o método padrão pela FAO e altamente recomendado. Quando a temperatura do mês é maior que a anterior é positivo.14 (Ti – T i-1) /2. 1993.Método de Penman-Monteith FAO. Shuttleworth.14.0. o fluxo de calor recebido pelo solo pode ser estimado por: Na prática se usam as temperaturas médias mensais dos meses. 23. 1998 e também é recomendada pela EMBRAPA.5 Fluxo de calor recebido pelo solo G Conforme Shuttleworth.1. 1993 in Maidment cita a Equação (23. O método de Penman-Monteith FAO. conforme sugere Shuttleworth. caso contrario será negativo.3 x [(293.1). P= 101.1) é chamada de Equação de Penman.1 ºC G= 0.1 Calcular o fluxo de calor recebido pelo solo no mês de abril sendo: Março 14. Em outras publicações a Equação (23. ETo= [0.6 Pressão atmosférica P A pressão atmosférica depende da altitude z.14 (Ti – T i-1) / 2.28MJ/m2 x dia Nota: G poderá ser positivo ou negativo.4 Cálculo da evapotranspiração de referência ETo.14 (16.com.408 Δ (Rn – G) + γ x 900 x u2 x (es-ea) /(T+273)] / ( Δ + γ (1+0.Monteith FAO.45 G= 0.1) = 0. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.br 04/07/08 23.

2.52=0. para cada planta é chamada de superfície de resistência RS.0.5 kPa 23. os quais abrem e fecham em resposta a estímulos ambientais.3 x [(293. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. Figura 23.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.5 kPa γ = 0.Método de Penman-Monteith FAO. P= 101.3 Calcular a constante psicrométrica γ para pressão atmosférica P= 92. permitindo a entrada de dióxido de carbono a ser assimilado durante a fotossíntese e a saída de vapor de água formando o fluxo de transpiração.062 kPa/ºC 23.2 Calcular a pressão atmosférica de um local com altitude z=770m.0065 x 770)/ 293] 5.8 Resistência dos estômatos Estômatos são poros nas folhas das plantas com dimensões que variam de 10-5m a 10-4m.3 x [(293. Os poros estomáticos controlam o fluxo de CO2 para as plantas para ser assimilado durante a fotossíntese e o fluxo de água para a atmosfera que é o fluxo de transpiração.665x 10-3 x P γ = 0. O valor LAI varia de 3 a 5 conforme o tipo de vegetação e densidade.26 P= 101. 1993 23-5 .com.Transpiração por difusão molecular do vapor de água através das aberturas dos estômatos de folhas secas.uol. O ar dentro das cavidades dos estômatos está saturada na temperatura da folha e o vapor d’água difuso através da abertura do estômato vai para atmosfera menos saturante contra a resistência do estômato.665x 10-3 x92.7 Constante psicrométrica γ A constante psicrométrica γ é dada pela equação: γ = 0.br 04/07/08 z= altura acima do nível do mar (m) Exemplo 23.665x 10-3 x P Sendo: γ = constante psicrométrica (kPa/º C) P= pressão atmosférica (kPa) Exemplo 23. Define-se LAI (Leaf Área Índex) como a razão da superfície das folhas com a projeção da vegetação na superfície do solo em m2/m2.0065 x z)/ 293] 5.26 P= 92.0. Fonte: Shuttleworth in Maidment.

1993 compara a resistência com a resistência da energia elétrica usando a Lei de Ohm. 1998 uma considerável parte da radiação solar é refletida.23. onde a tensão U é igual a resistência R multiplicada pela corrente. 2000 23-6 .20 a 0.35 Fonte: Chin.95 para uma neve recém caída ou pequeno como α=0.25.Método de Penman-Monteith FAO.12m de altura temos: rs= 200/ LAI= 200/ (24x0.1.20 a 0. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.5 ln(hc) 0.br 04/07/08 Figura 23.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.26 Cultura baixa 0.12)= 200/2. Tabela 23.10 Solo nú seco 0. A fração α é denominada albedo.uol. que é muito variável para diferentes superfícies e do ângulo de incidência à superfície com declividade. O albedo pode ser grande como α=0. 1998 adota rs=70 s/m Shuttleworth.08 Floresta alta 0. 2000 apresenta uma a Tabela (23. tem albedo α=0.15m grama LAI= 5. A grama usada como vegetação de referência. Uma vegetação verde tem um albedo entre 0.3.11 a 0.9=69 s/m A FAO.5+ 1.20 a 0. 23.26 Solo nú molhado 0. 1998 A resistência dos estômatos é: rs= 200/ LAI= 200/ LAI Conforme Shuttleworth in Maidment. U=Rx I e R= U/I Semelhantemente teremos para o estomata de uma folha: E= k(es-e)/ rs Onde a pressão de vapor é proporcional ao fluxo de valor E.Variação da LAI Fonte: FAO.05m<hc<0.05 de um solo nu molhado.20 Cultura de cereais 0.26 Gramado e pastagem 0.20 a 0.16 Cultura alta 0. Chin.9 Albedo Conforme FAO.Valores do albedo α conforme a cobertura do solo Cobertura do solo Albedo α Superfície da água 0. LAI= 24 x hc 0.10m<hc<0.1) do albedo conforme o tipo de cobertura do solo.50m alfafa Para um gramado com 0. 1993 o valor de LAI pode ser estimado para as culturas de grama e alfafa.15 a 0.com.

Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

23.10 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)]. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0,0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol (rad)

Figura 23.4- Balanço da radiação na superfície da Terra. A radiação St que incide no topo da atmosfera So alcança o solo e algumas Sd indiretamente são refletidas pelo ar e pelas nuvens. A proporção α do albedo é refletida. As ondas de radiação longa Lo é parcialmente compensada pela radiação de onda longa Li. Si é tipicamente 25 a 75% de So, enquanto So pode variar entre 15 a 100% de St; Ambas são influenciadas pela cobertura das nuvens. O valor α é tipicamente 0,23 para superfície de terra e 0,018 para superfície de água. Fonte: Shuttleworth in Maidment, 1993

Figura 23.1- Energia disponível para evapotranspiração da cultura Fonte: USA, Soil Conservation Service (SCS) , 1993

23-7

Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

23.11 Distância relativa da Terra ao Sol dr Mas a dr é a distância relativa da terra ao sol que é fornecida pela equação em radianos: dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x PI / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias. N= (24/ PI) x ws Mas: ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!). Para Guarulhos Φ=- 23º e 30min = -23,5º (hemisfério sul é negativo). Também deve estar em (rad). δ = declinação solar (rad) N= número de horas de luz solar em um dia (h) 23.12 Declinação solar δ (rad) A declinação solar δ pode ser calculada por: δ= 0,409 x sen [( 2x PI/ 365) x J - 1,39]

23-8

Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

23.13 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro. Usaremos como base sempre o dia 15 de cada mês. Assim para janeiro o dia Juliano é 15; para fevereiro é 46; para março é 74 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (23.2). Usamos a planilha Excel da Microsoft com a função TRUNCAR =TRUNCAR (Coluna 1 x 30,5 – 14,6) dará o valor 15 e assim por diante. Tabela 23.2-Dia Juliano Ordem Mês Dia Juliano (1 A 365) Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 =TRUNCAR (Coluna 1 x 30,5 -14,6 15 1 Janeiro 46 2 Fevereiro 74 3 Março 105 4 Abril 135 5 Maio 166 6 Junho 196 7 Julho 227 8 Agosto 258 9 Setembro 288 10 Outubro 319 11 Novembro 349 12 Dezembro

23-9

Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

Tabela 23.2- Calendário do dia Juliano

Fonte: USA, SCS, 1993 Exemplo 23.4 Calcular a declinação solar para o mês de março em local. O dia Juliano para o mês de março conforme Tabela (23.1) é J=74dias. δ= 0,4093 x sen [( 2x PI/ 365) x J - 1,405] δ= 0,4093 x sen [( 2x 3,1416/ 365) x 74 - 1,405]= - 0,040 rad Exemplo 23.5 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23,5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0,040 em radianos. 23 graus + 30min/ 60 = 23 + 0,5= 23,5º Primeiramente transformemos Φ= 23,5º em radianos: Radiano= -23,5º x PI / 180=-23,5 x 3,1416/180=-0,410= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [- tan(-0,410) x tan (-0,040 )]= 1,59rad

23-10

Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

Exemplo 23.6 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março, sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x 3,1416 / 365 x 74] dr=1,010 rad Exemplo 23.7 Calcular o número máximo de horas de sol por dia N em horas para o mês de março sendo ws= 1,59 rad N= (24/ PI) x ws N= (24/ 3,1416) x 1,59=12,1h

Figura 23.5- Dispositivo para achar o valor de n denominado Campbell Stokes http://www.russell-scientific.co.uk/meteorology/campbell_stokes_sunshine_recorder.html

Exemplo 23.8 Calcular a relação n/N sendo N= 12,1h e n=5h Nebulosidade = n/N = 5/ 12,1= 0,41 ou seja 41% O valor de “n” pode ser medido no local usando o dispositivo da Figura (23.5). Exemplo 23.9 Calcular a radiação solar extraterrestre Ra para o mês de março para local com latitude sul de Φ=-23,5º = -0,410 , ws= 1,59rad δ= - 0,040 rad e dr=1,009rad Ra= (12 x 60/PI) x Gsc x dr x [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)] Ra= (12 x 60/PI) x 0,0820x 1,009 x [1,59 x sen (-0,410) x sen (-0,040 )+ cos(-0,040 ) x cos(-0,410) sen (1,59)]= 36,03 MJ/m2xdia

23-11

Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

23.14 Mudança de unidades A radiação solar pode ser expressa em mm/dia e MJ/m2 x dia através da seguinte equação: Para transformar MJ/m2 x dia para mm/dia. Rn (mm/dia) = 1000 x Rn x (MJ/m2 x dia) / (ρw x λ) = Rn x(MJ/m2 x dia) / λ Sendo: ρw= massa específica da água (1000kg/m3) λ= calor latente de vaporização em MJ/kg. Geralmente λ=2,45. λ = 2,501- 0,002361 x T T= temperatura em graus centígrados. Para transformar mm/dia para MJ/m2 x dia. Rn (MJ/m2 x dia) = Rn x (mm/dia) x λ Exemplo 23.10 Mudar as unidades de 15mm/dia para MJ/m2 x dia do mês de março que tem temperatura de 23,2º. Primeiramente calculemos o calor latente de vaporização λ. λ = 2,501- 0,00236 x T Sendo: λ = calor latente de evaporação (MJ/kg) T= temperatura média mensal º C. λ = 2,501- 0,00236 x23,2 =2,45 MJ/kg So= 15mm/dia (exemplo de unidade a ser mudada) So (mm/dia) = 1000 x So x (MJ/m2 x dia) / (1000 x λ) = So x(MJ/m2 x dia) / λ So (MJ/m2 x dia) = So (mm/dia) x λ = 15 x 2,45= 36,75 MJ/m2 x dia 23.15 Rs

Figura 23.1- Radiação
Fonte: FAO, 1998

Rs= (as + bs x n /N )x Ra

23-12

Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

Exemplo 23.11 Calcular a energia total incidente sobre a superfície terrestre Rs, sendo dado n/N=0,42 e as= 0,25 e bs= 0,50 e Ra=36,75 MJ/m2 x dia Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= (as + bs x n /N )x Ra Rs= (0,25 + 0,50 x 0,42 )x 36,75= 16,9 MJ/m2 x dia

Figura 23.6- Os componentes do balanço de energia de um volume abaixo da superficie do solo com a altura na água a radiação é determinada. Fonte: Shuttleworth in Maidment, 1993

23.16 Tensão de saturação de vapor es. Depende da temperatura do ar. es= 0,61 x exp [17,27 x T/ (237,3 + T)] Sendo: es= tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC) exp= 2,7183... (base do logaritmo neperiano) Exemplo 23.12 Calcular a tensão de saturação de vapor es para o mês de março sendo a temperatura de 23,2ºC. es= 0,6108 x exp [17,27 x T/ (237,3 + T)] es= 0,6108 x exp [17,27 x 23,2/ (237,3 + 23,2)] es=2,837 kPa 23.16 Derivada da função de saturação de vapor Δ Δ = 4098 x es / (237,3 + T) 2 Sendo: Δ=derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) es=tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC)

23-13

Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

Exemplo 23.13 Calcular a derivada da função de saturação de vapor de água Δ para o mês de março com temperatura média mensal de 23,2ºC e tensão de saturação de vapor es=2,837kPa. Δ = 4098 x es / (237,3 + T) 2 Δ = 4098 x 2,837 / (237,3 + 23,2) 2 Δ = 0,171 kPa/ºC 23.17 Pressão de vapor da água à temperatura ambiente ea= (UR /100) x es Sendo: ea= pressão de vapor de água a temperatura ambiente (kPa) UR= umidade relativa do ar média mensal fornecida (%) es= tensão de saturação de vapor (kPa) Exemplo 23.14 Calcular a pressão de vapor de água à temperatura ambiente para o mês de março sendo T= 23,2º C e es=2,837 kPa e a umidade relativa do ar UR= 75% ea= (UR /100) x es ea= (75 /100) x 2,837 =2,120 kPa 23.18 Déficit de vapor de pressão D D= es – ea Sendo: D= déficit de vapor de pressão (kPa) es= tensão de saturação de vapor (kPa) ea= pressão de vapor da água à temperatura ambiente (kPa) Exemplo 23.15 Calcular o déficit de vapor de pressão D para o mês de março sendo es=2,837 kPa e ea= 2,120 kPa. D= es – ea D= 2,837 – 2,120=0,717 kPa 23.19 Cálculo da Radiação Rn A radiação Rn é a diferença entre a radiação que entra Rns e a radiação que sai Rnl. Rn= Rns - Rnl 23.20 Radiação solar em dias de céu claro Rso É fornecida pela equação: Rso= (0,75 + 2 x 10 -5 x z ) x Ra Sendo; Rso= radiação solar em dias de céu claro (MJ/m2xdia) z= altura do local em relação ao nível do mar (m) Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Exemplo 23.16 Calcular o valor de Rso para município com altura z=770m e Ra já calculado para o mês de março de 36,03MJ/m2xdia. Rso= (0,75 + 2 x 10 -5 x z ) x Ra Rso= (0,75 + 0,00002 x 770 ) x 36,0= 27,58 MJ/m2xdia

23-14

Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

23.21 Radiação útil de curto comprimento Rns Rns= (1- α) x Rs Exemplo 23.17 Calcular a radiação solar extraterrestre Rns, sendo a energia total incidente sobre a superfície terrestre Rs= 16,9 MJ/m2 x dia e o albedo α =0,23. Rns= (1- α) x Rs Rns= (1- 0,23) x 16,9= 12,7 MJ/m2 x dia A radiação útil de curto comprimento de onda Rs pode ser calculada por: Rns= (1- α) x Rs Rs= (as + bs x n /N )x Ra = (0,25 + 0,50 x n /N ) x Ra Sendo: α= albedo. Para solo gramado α=0,23 as=0,25 e bs=0,50 são coeficientes que para climas médios n= número de horas de sol por dia (h) N= número máximo de horas de sol por dia (h) n/N= nebulosidade ou fração de luz. Pode também ser fornecido em porcentagem. É uma medida qualitativa não muito precisa. Para Guarulhos a média é n/N= 0,42, ou seja, 42%. Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= radiação solar de entrada. Energia total incidente sobre a superfície terrestre (MJ/m2xdia) Rns= radiação de curto comprimento (MJ/m2xdia) 23.22 Radiação de ondas longas Rnl Rnl= σ x [ (Tmax4 + Tmin4)/2]x (0,34-0,14x ea 0,5)x [(1,35 x Rs/Rso – 0,35] Sendo: Rnl= radiação solar de ondas longas (MJ/m2 x dia). ea= pressão atual de vapor (kPa) Rs= radiação solar (MJ/m2xdia) Rso= radiaçao solar em dias de céu claro (MJ/m2xdia) Rs/Rso= radiação de onda curta limitada a ≤ 1,0. MJ/(m2 K4) σ=constante de Stefan-Boltzmann=4,903 x 10 -9 Tmax= tmax(ºC) + 273,16. Em graus Kelvin: K= ºC + 273,16 Tmini= tmin (ºC)+ 273,16 Exemplo 23.18 Calcular a radiação de onda longa “Ln” para o mês de março sendo: Tmin=15,3 ºC Tmax= 31,7ºC ea= 2,40kPa Rs= 16,63 MJ/m2xdia Rso= 27,58 MJ/m2xdia Rs/Rso= 0,60 <1 OK. Rnl= σ x [ (Tmax4 + Tmin4)/2]x (0,34-0,14x ea 0,5)x [(1,35 x Rs/Rso – 0,35] Rnl= 4,903 x 10-9 x [((31,7+273,16)4 + (15,3+273,16)4)/2]x (0,34-0,14x 2,40,5)x [(1,35 x 0,60 – 0,35] = 2,18 MJ/m2x dia Rnl= 2,18 MJ/m2xdia

23-15

Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

Exemplo 23.19 Calcular a evapotranspiração potencial pelo método de Penman-Monteith FAO, para o mês de março, município de Guarulhos, com velocidade de vento a 2m de altura de V= 1,5m/s. Consideramos G=0. ETo= [0,408 Δ (Rn – G) + γ x 900 x u2 x (es-ea) /(T+273)] / ( Δ + γ (1+0,34 x u2) (Equação 23.2) Sendo: ETo= evapotranspiração potencial (mm/dia) γ = constante psicrométrica (kPa/ºC) Δ = derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) Rn= radiação útil recebida pela cultura de referência (MJ/m2 xdia) G= fluxo de calor recebido pelo solo (MJ/m2 x dia) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) T= temperatura média do ar no mês (º C) es= tensão de saturação de vapor de água (kPa) ea= tensão de vapor da água atual (kPa) es-ea= déficit de vapor de pressão de saturação (kPa) Os cálculos de janeiro a dezembro estão nas Tabela (23.3) a (23.8). Tabela 23.3- Método de Penman-Monteith – FAO Dias no mês Precipitação Temp Temp ( max min Media ºC) (mm) 23,9 254,1 32,6 16,0 24,7 31 Janeiro 251,7 31,8 16,2 24,0 28 fevereiro 200,9 31,7 15,3 24,0 31 março 58,3 30,0 12,8 22,5 30 abril 70,3 27,9 9,7 19,3 31 maio 39,0 26,3 8,3 18,2 30 junho 30,8 26,8 8,1 17,8 31 julho 24,9 29,3 8,6 19,6 31 agosto 75,1 31,5 9,7 20,2 30 setembro 137,4 32,3 12,2 21,8 31 outubro 130,5 32,1 12,8 22,5 30 novembro 214,7 32,3 15,0 23,9 31 dezembro 365 1487,8

23-16

Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

Tabela 23.4- Método de Penman-Monteith – FAO UR umidade média Umidade Saturação U2 relativa do ar n/N Velocidade do ar % kPa kPa m/s 75 2,54 3,37 1,5 0,31 75 2,44 3,28 1,6 0,39 75 2,40 3,21 1,5 0,42 73 2,09 2,86 1,5 0,47 75 1,85 2,48 1,4 0,47 75 1,70 2,26 1,3 0,49 73 1,67 2,30 1,5 0,49 68 1,78 2,60 1,4 0,53 72 2,09 2,91 1,7 0,37 73 2,29 3,12 1,9 0,35 73 2,28 3,13 1,9 0,37 74 2,42 3,27 1,7 0,33 Média= 73 0,42 1,6

Tabela 23.5- Método de Penman-Monteith – FAO λ Albedo Dia Juliano dr delta Latitude (MJ/kg) gramado ( 1 a 365) (rad) (rad) Guarulhos 2,50 0,23 15 1,032 -0,373 -23,5 2,44 0,23 46 1,023 -0,236 -23,5 2,44 0,23 74 1,010 -0,054 -23,5 2,45 0,23 105 0,992 0,160 -23,5 2,46 0,23 135 0,977 0,325 -23,5 2,46 0,23 166 0,968 0,406 -23,5 2,46 0,23 196 0,968 0,377 -23,5 2,45 0,23 227 0,976 0,244 -23,5 2,45 0,23 258 0,991 0,043 -23,5 2,45 0,23 288 1,008 -0,164 -23,5 2,45 0,23 319 1,023 -0,332 -23,5 2,44 0,23 349 1,032 -0,407 -23,5

23-17

01 31.52 70 27.64 9.1795 16.32 29.65 8.00 92.36 0.6.89 0.63 11.05 0.58 0.83 2.00 92.53 13.63 27.76 13.00 11.62 0.410 1.Método de Penman-Monteith – FAO Rs Rso Rs/Rso Rsn Rnl Rn=Rns .80 32.59 12.07 0.1858 17.uol.93 5.00 11.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.26 0.410 1.76 30.57 13.09 8.1465 16.80 770.58 8.56 770.88 770.60 12.00 92.410 1.56 1.65 11.Rnl Δ 2 2 2 2 2 MJ/m xdia MJ/m x dia MJ/m x dia MJ/m x dia MJ/m x dia (kPa/ ºC) 17.18 -0.26 1.410 1.77 0.09 7.56 12.18 10.50 0.98 16.87 0.64 12.410 1.18 770.52 70 42.63 0.1396 10.410 1.23 32.11 19.1781 23-18 .87 2.57 11.52 70 41.89 5.67 0.11 20.1315 11.56 -0.68 12.46 11.72 13.00 92.46 17.br 04/07/08 Tabela 23.52 70 36.55 11.46 -0.55 770.00 92.67 0.92 0.410 1.03 -0.71 6.65 8.23 -0.410 1.63 0.1653 17.93 10.54 13.33 2.67 2.1596 18.52 70 38.40 10.Método de Penman-Monteith – FAO Latitude ws N Altitude z atmos rs Ra (rad) (rad) (h) D(m) kPa s/m MJ/m2xdia -0.71 1.10 -0.52 70 42.410 1.68 0.00 92.58 13.15 770.68 770.29 -0.44 770.1416 14.69 0.12 -0.08 -0.52 70 23.46 2.00 92.50 11.62 23.68 10.74 13.85 Tabela 23.86 770.89 0.81 0.17 770.00 92.00 92.31 770.25 2.410 1.98 0.52 70 22.57 0.35 25.13 -0.52 70 40.96 0.78 11.46 770. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.52 70 33.52 70 30.52 70 24.05 2.00 92.1652 12.1283 14.81 2.86 3.61 0.00 92.00 92.com.80 0.1788 14.38 10.410 1.Método de Penman-Monteith FAO.42 10.91 -0.7.410 1.

0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol.093 4.061528 -0. (rad) A FAO recomenda o uso do Método de Hargreaves após calibração do mesmo com a equação: ETo= a + b x ETo Hargreaves Para o município de Guarulhos através de análise de regressão linear comparando o valor do Método de Penman-Monteith FAO.7 (kPa/C) (MJ/m x dia= (mm/dia) (mm/mês) 24.52 x ETo Hargreaves (mm/mês) com R2=0.087 3.061528 -0.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.br 04/07/08 Tabela 23.151 2.2 0.24 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].062 2.2 68 19.8 0.3 98 21.061528 -0.061528 0.0023 x (Tmédio + 17.8 87 20.23 Método de Hargreaves A FAO.5 0.061528 -0.439 2.011 3.6 0.3 0.1 123 0.97 OK.093 4.7 115 22.8) x (Tmax. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.5 x Ra Sendo: ETo= evapotranspiração de referência pela fórmula de Hargreaves (mm/dia) Tmédio= temperatura média em º C Tmax= temperatura máxima em ºC Tmin= temperatura mínima em ºC Ra= radiação extraterrestre (mm/dia) 23.5 76 18.061528 0.061528 -0. 23-19 .0 61 17.061528 -0.0 123 24.0 0.04 + 0.com.8 0. 1998 cita o método de Hargreaves: ETo= 0.252 2.2 95 19.224 3.0 113 24.0 0.2 0.061528 0.5 0.210 3.141 4.7 0.8.Método de Penman-Monteith – FAO Constante psicrométrica temp ar troca radiação PenmanPM FAO com o solo G Monteih FAO graus C γ G ETo ETo 2 23.Timin) 0.9 0.061528 4.Método de Penman-Monteith FAO. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.061528 0.7 116 22. 1998 com o Método de Hargreaves fornece: ETo= a + b x ETo Hargreaves ETo= 16.uol.1 126 Total=1201 23.197 23.061528 0.

com.uol. Prentice Hall. Cálculo da evapotranspiração potencial. McGraw-Hill.Rome. 1993. RODRIGO PROENÇA. Water Resources Engineering. JAMES.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. SOIL CONSERVATION SERVICE. -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION). New Jersey. -CHIN. David R. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. 1998.Irrigation and drainage paper 56.26 Bibliografia e livros consultados -OLIVEIRA. Portugal. 750páginas. ISBN 0-07-039732-5. 23. W. ISBN 0-20135091-2. ISBN 92-5-1042105. 1998 é o método padrão que forneceu 1201mm/ano para Guarulhos para o cálculo da evapotranspiração de referência ETo. setembro 2003 Chapter 2 – Irrigation water requirements. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. 1998. -SHUTTLEWORTH. DAVID A.br 04/07/08 23. Evaporation. in Maidment. 2000. 310 páginas 23-20 . New York. Handbook of Hydrology.25 Conclusão: O método de Penmam-Monteith FAO.Método de Penman-Monteith FAO. -USA.

com.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgoto Capitulo 24.br 10/06/2008 Capítulo 24-Ligação de esgoto sanitário 24-1 .

Valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) para diferentes tipos de águas residuárias. Verificar a localização e a qualidade da caixa de inspeção de 0. A NBR 8160/93 de Instalações prediais de esgoto sanitário de modo geral superdimensiona o ramal predial daí ser necessário a interferência da concessionária para o seu dimensionamento. Verificar se as instalações possuem tubo ventilador para expelir os gases dos esgotos. 3.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.60m.1 Introdução O objetivo é dimensionar os coletores prediais de esgoto sanitário e verificar a existência da caixa de gordura.enlatados 500 a 2000 Efluentes de cervejarias 500 a 2000 Efluentes de processamento de óleo comestível 15000 a 20000 Efluente de destilaria de álcool (vinhaça) 15000 a 20000 Percolado de aterros sanitários (chorume) 15000 a 20000 Efluentes de matadouros (sem recuperação de resíduos) 30000 Efluente de laticínios (sem recuperação de soro de queijo) 40000 a 48000 Fonte: Mendes et al. Águas residuárias DBO (mg/L) Esgotos sanitários 200 a 600 Efluentes de alimentos. 4.scielo. 2005 www. Tabela 24. 24-2 .1). As concessionárias públicas de esgotos tem quatro funções principais: 1. É costume brasileiro atual de não se verificar se as instalações hidráulicas sanitárias prediais possuem erros ou não e de só verificar se há tubo ventilador. caixa de gordura e caixa de inspeção. 2.45mx0.2 Objetivos O sistema de coleta de esgotos públicos termina na caixa de inspeção que faz parte do sistema. bem como dimensionar o ramal predial de ligação de esgoto. Dimensionar o coletor predial que vai da caixa de inspeção a rede pública.1. Verificar se existe caixa de gordura importante para a manutenção das redes coletoras de esgoto sanitário.br 24. a existência de tubo de ventilação e as dimensões da caixa de inspeção. Os valores da demanda bioquímica de oxigênio (DBO) para diferentes tipos de águas residuárias estão na Tabela (24. O sistema de instalação predial termina na caixa de inspeção.br 10/06/2008 Capitulo 24 Ligação de esgoto sanitário 24.com.Curso de esgoto Capitulo 24.

Na verdade toda instalação ligada à rede pública de esgoto sanitário. devido aos gases. que só podia ser operada por eles.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ligado diretamente à caixa de inspeção ou em junção ao coletor predial. b) em prédios de dois ou mais pavimentos. 24-3 . sendo todos os desconcentres (vaso sanitários. subcoletor ou ramal de descarga de um vaso sanitário e prolongado até acima da cobertura desse prédio.com. a qual não tem sifão. tinham uma caixa especial de inspeção. deverão ter tubos ventiladores. O sifão do vaso sanitário. faziam a ventilação da rede pública. Para isto é necessário o emprego correto da caixa sifonada e do tubo de ventilação. Muitas vezes os pequenos construtores esquecem de colocar o tubo ventilador e daí surge o mau cheiro. É importante salientar que as redes coletoras de esgotos sanitários sempre possuem um espaço livre para a exalação de gases e é devido a isto que os esgotos são dimensionados para atender 0. Os ingleses quando fizeram o sistema de rede coletora de esgotos sanitários (sistema misto) na cidade do Rio de Janeiro. Na prática em todas as instalações de esgotos sanitários que são dimensionadas. Segundo a NBR 8160/1983 a ventilação de esgoto deve ser projetada da seguinte forma: a) em prédios de um só pavimento deve existir pelo menos um tubo ventilador de DN 100. Hoje não mais é adotada a caixa especial dos ingleses. Deve também estar distante no mínimo de 4m de uma janela. os tubos de queda devem ser prolongados até acima da cobertura.Curso de esgoto Capitulo 24. existe o tubo ventilador.br 10/06/2008 24. já citada. para evitar os gases. devendo a ventilação ser feita pelos usuários.75 do diâmetro. e sim a caixa de inspeção. Como a caixa de inspeção tinha um sifonamento. principalmente nos banheiros. não garantem a ausência total de gases. O tubo ventilador tem diâmetro mínimo de 50mm e está sempre no mínimo a 30cm do telhado ou 2m da laje. os ingleses.3 Tubo ventilador Segundo a NBR 8160/1983 tubo ventilador é o tubo destinado a possibilitar o escoamento de ar da atmosfera para a instalação de esgoto e vice-versa ou a circulação de ar no interior da instalação com a finalidade de proteger o fecho hídrico dos desconectores de ruptura por aspiração ou compressão e encaminhar os gases emanados do coletor público para a atmosfera. que podem tanto vir da instalação interna como da rede pública. nas caixas sifonadas e os ralos sifonados em um banheiro. sifões e caixas sifonadas) providos de ventiladores individuais ligados à coluna de ventilação. instalando tubos ventiladores nos postes públicos. Pelo espaço livre correm os gases que são liberados através dos tubos ventiladores das casas.

• A profundidade da caixa é variável de acordo com a profundidade da rede coletora. da pia e do banheiro. • ponto de ligação deve sair da caixa em linha reta sem colocar curva.br 10/06/2008 24. blocos de concreto ou concreto.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. sendo que as dimensões mínimas internas são de 45cm x 60cm.irá ser rompida a curva de 90º de PVC instalada sobre a rede coletora. dentro da propriedade do usuário e somente em último caso ser feita no passeio. executadas em alvenaria de meio ou um tijolo. • Solicitar ao concessionário a profundidade da rede coletora.com. na maioria das vezes. As caixas deverão facilitar a introdução de equipamentos mecânicos ou de jatos de água para desobstrução do coletor predial localizado na rua ou dentro da residência. No caso de indústrias. pois a quantidade de gorduras se forem lançadas nas redes coletoras causarão entupimentos constantes conforme já constatado.Curso de esgoto Capitulo 24. A profundidade é normalmente 60cm ou 80cm. As caixas de gorduras em restaurantes são importantíssimas. 24. O comprimento mínimo de 60cm é ao longo do coletor predial. • A caixa de inspeção deverá ser feita. veja Figura (24. dependendo da profundidade da rede pública de esgoto sanitário. • Os tubos de PVC de entrada e saída devem ser colocados no mesmo nível da canaleta. Recomenda-se para a caixa de inspeção o seguinte: • A caixa de inspeção deve ser construída junto ao muro. usamos caixas de inspeção que são preferencialmente instaladas dentro da propriedade do usuário e próximas do alinhamento. O objetivo da caixa de inspeção é facilitar a desobstrução do coletor predial. 24-4 . o trecho que vai da caixa de inspeção até a rede pública. com paredes meio ou um tijolo. de PVC ou de Poliester. • Só podem ser lançadas na rede coletora água servidas de tanque. A caixa de inspeção deverá ser instalada em local de fácil acesso e que possibilite a introdução dos dispositivos para desentupir o ramal predial.4 Caixa de gordura É importante que haja caixa de gordura em prédios de apartamentos e nas residências. • A caixa de inspeção pode ser construída com tijolos comuns. • Deve ter acabamento interno com reboque liso ou queimado. a caixa de inspeção serve também para verificar o esgoto que é lançado à rede pública.4). Existem também caixas pré-fabricadas de concreto. • A tampa deverá ser removível • Em hipótese alguma podem ser introduzidas águas pluviais na caixa de inspeção ou no sistema interno das instalações prediais de esgoto sanitário. Normalmente quando um proprietário quer executar por conta própria a manutenção do ramal predial. isto é.5 Caixa de inspeção Em Guarulhos. de preferência. com profundidade variável com objetivo de facilitar a manutenção do ramal predial que deverá ser feita sempre pela concessionária. Elas são.

24.com.4–Modelo de caixa de inspeção 24-5 .Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/06/2008 Fig.Curso de esgoto Capitulo 24.

br 10/06/2008 24.5 2 4 2 4 4 6 2 6 1 2 2 3 3 2 Diâmetro Nominal do Ramal de Descarga DN 40 40 40 40 75 40 30 30 40 40 75 75 75 30 100 30 40 40 50 50 50 Bacia de Assento (hidroterápica) Banheira de emergência (hospital) Banheira de residência Banheira de uso geral Banheira hidroterápica-fluxo contínuo Banheira infantil (hospital) Bebedouro Bidê Chuveiro coletivo Chuveiro de residência Chuveiro hidroterápico Chuveiro hidroterápico tipo tubular Ducha escocesa Ducha perineal Lavador de comadre Lavatório de residência Lavatório geral Lavatório quarto de enfermeira Lava pernas (hidroterápico) Lava braços (hidroterápico) Lava pés (hidroterápico) Fonte: ABNT NBR 8160/83 24-6 .4–Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos Aparelhos Sanitários e Diâmetro nominais dos Ramais de Descarga Aparelho Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) 2 4 3 4 6 2 0.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. É o fator probabilístico numérico que representa a freqüência habitual de utilização associada à vazão típica de cada uma das diferentes peças de um conjunto de aparelhos heterogêneos em funcionamento simultâneo em hora de contribuição máxima no hidrograma unitário conforme Tabelas (24.4) a (24. Tabela 24.6 Unidades Hunter de Contribuição (UHC).com.7).Curso de esgoto Capitulo 24.

7–Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos Aparelhos Sanitários e Diâmetro nominais dos Ramais de Descarga Fonte: ABNT-NBR 8160/83 Aparelho Mictório-válvula de descarga Mictório. 24-7 .descarga automática Mictório de calha por metro Mesa de autópsia Pia de residência Pia de serviço (despejo) Pia de lavatório Pia de lavagem de instrumentos (hospital) Pia de cozinha industrialpreparação Pia de cozinha industrial – lavagem de panelas Tanque de Lavar roupa Máquina de lavar pratos Máquina de lavar roupa Máquina de lavar roupa até 30 kg Máquina de lavar roupa de 30 kg até 60 k g Máquina de lavar roupa acima de 60 kg Vaso Sanitário Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) 6 5 2 2 2 3 5 2 2 3 4 3 4 4 10 12 14 6 Diâmetro Nominal do Ramal de Descarga DN 75 50 40 50 40 40 75 40 40 40 50 50 75 75 75 100 150 100 Nota: o diâmetro nominal deve ser considerado como diâmetro mínimo.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Curso de esgoto Capitulo 24.br 10/06/2008 Tabela 24.caixa de descarga Mictório.

que fornece o diâmetro do coletor predial em função da declividade em porcentagem 24-8 . Deve ser frisado. Para dimensionamento do coletor predial. quando o prédio for residencial.8) Tabela 24.4) e (24.8-Unidades Hunter de contribuição de aparelhos não relacionados na tabela acima. cujo número de unidades Hunter de contribuição é 6 (seis). usualmente é o vaso sanitário. devem ser considerados todos os aparelhos contribuintes. deve ser considerado apenas o aparelho de maior descarga de cada banheiro.br 10/06/2008 Quando a Tabela (24. que no Brasil. deve ser usado o aparelho de maior descarga de cada banheiro.Curso de esgoto Capitulo 24. A NBR 8160/83 é bem clara que prédios não residenciais.com.7) não contém o número de unidades Hunter de Contribuição de um aparelho não relacionado. que para somente para prédios residenciais. Diâmetro nominal do ramal de descarga DN 30 ou menor 40 50 75 100 Fonte: ABNT NBR 8160/83 Número de unidades Hunter de Contribuição 1 2 3 5 6 A NBR 8160/83 apresenta tabela para dimensionamento dos coletores prediais. segundo a norma citada. baseado no número de Unidades Hunter de Contribuição.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. adota-se o número de Hunter conforme o diâmetro nominal do ramal de descarga.5) número da ABNT. conforme Tabela (24. entra-se em na Tabela (24. Calculado o número total de unidades Hunter de Contribuição usando as tabelas mencionadas.

1998 EPUSP. Ilha e Santos.000 2.br 10/06/2008 Tabela 24. bem como critérios de tensão trativa mínima de 1 Pascal. Nas redes usamos o diâmetro mínimo de 150mm e nas ligações diâmetro mínimo de 100mm. A velocidade máxima adotada é de 5 m/s.Curso de esgoto Capitulo 24.400 2.900 4.010.500 3.600 2.200 6.644 (Equação 24. Calculamos também a presença de sulfetos pela fórmula Z de Pomeroy.920 3. A utilização da tensão trativa nos dá menores declividades de redes de esgotos sanitários. conforme pesquisas efetuadas no Rio de Janeiro.320 (Equação 24.9-Dimensionamento de coletores prediais e subcoletores segundo ABNT 8160/83 Diâmetro nominal do tubo DN 100 150 200 250 300 0.3) 24-9 .000 400 7000 Fonte: ABNT NBR 8160/83 24.600 8.com.700 12.000 4 250 1.300 2 216 840 1.300 4. Diâmetro do coletor predial conforme Gonçalves.600 10.2) O diâmetro do coletor predial D a ¾ da seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------8.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.900 Número máximo de unidades Hunter de contribuição Declividades mínimas (%) 1 180 700 1. sendo de grande utilidade sua utilização com PVC.7 Dimensionamento de tubos de ligação de esgoto sanitário Basicamente usamos a Fórmula de Manning com o coeficiente de rugosidade n= 0. O diâmetro do coletor predial D a ½ seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------6.500 5. pela Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA).5 1. O tirante máximo é de 75% do diâmetro da tubulação.

O diâmetro que usamos nos coletores prediais é de 100mm. Após completada a rede e aterrada.98 27.5% 4% 100 150 200 250 300 4.com.16 8. Q = vazão no coletor predial em litros/segundo.43 8.88 70.71 7.11.5 7.74 139. uma curva de 90 graus. ou fazemos uma ligação especial de 150mm com poço de visita.11 47.71 13.68 10.Curso de esgoto Capitulo 24.78 51.5 8.01 19.2 7 1 6. a curva de 90 graus e coletor predial até o alinhamento do imóvel.12 18.66 17.70 111.93 101.30 66.55 31.45 108.73 164.76 140.50 22.61 11. são feitas com um selim. Em ruas que serão asfaltadas procedemos da seguinte maneira. de modo geral.42 24. seguindo depois o coletor predial de esgoto sanitário com tubos de PVC de diâmetro de 100mm. não deixando os “t”.05 25.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.18 5.96 47.12 181. I = declividade do coletor predial em metro/metro. outra turma de obras passa a executar as ligações prediais. Primeiramente executamos a rede de esgoto no eixo ou no terço da rua.89 Tabela 24.63 42.66 9.5% 3% 3.Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ¾ da seção para n=0.013 (manilhas) Diâmetro Declividades nominal (%) DN 1% 1.69 108.29 85.05 38.10-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ¾ da seção para n=0.25 36.74 99.78 54.45 21.62 86.64 36.23 88.55 214. As nossas ligações.99 61. Diâmetro mínimo do ramal predial de esgoto sanitário As ligações de esgoto sanitário são feitas na ortogonal com a rede pública.46 152.77 6.36 24-10 .5 3 3. introduzindo o selim.91 54.50 1.br 10/06/2008 Sendo: D = diâmetro do coletor predial em metros.53 28.10 131.27 33.42 76.34 2 2.82 93. No caso de se necessitar de diâmetro maior.80 55. o que é raro.89 29.95 59.97 176.5% 2% 2.11 77.46 25.46 229.25 198. n = coeficiente de Manning.34 72.64 140.9 9 114. com tubos de PVC rígido.010 (PVC) Diâmetro nominal Declividades (%) DN 100 150 200 250 300 4 12.40 162. ou fazemos duas ou mais ligações de 100mm. Tabela 24.00 124.47 122.81 9.48 67.

5 4 3.5 2 2. medindo a vazão instantânea através de aparelhos especiais e chegou a estabelecer.53 96.14 30.5 Seja um prédio de apartamento com 64 vasos sanitários com válvula de descarga.31 5.17 9.14 14.92 77.26 30.29 6.53 83.66 10.12-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ½ da seção para n=0.78 23.71 55.48 12. o cálculo da vazão máxima em função do numero total de Unidades Hunter de Contribuição (UHC).72 125.39 77.74 36.5% 4.5% 3% 4.01 15. em 1979.28 2% 3.49 108.75 5.39 250 62.11 36.72 100 9.82 150 21.55 76.06 51. Para a ABNT 8160/83 somam-se somente os pesos relativos aos vasos sanitários e assim teremos: peso 6 x 64 vasos sanitários = 384.013 (manilhas) Diâmetro nominal DN 100 150 200 250 300 1% 2.98 117.62 16. Verificando-se a Tabela (24.13-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ½ da seção para n=0.25 32.18 67.42 29.68 200 38.43 47.39 54.72 61.99 99.1 Ele pesquisou milhares de ligações de esgoto na Cidade do Rio de Janeiro.55 4% 5.br 10/06/2008 Tabela 24.09 4. 32 máquina de lavar roupas e 32 máquinas de lavar pratos.83 59.96 39.84 14.96 28.83 3.69 90. 64 lavatórios.80 Exemplo 24.91 12. 32 pias de cozinha com torneira elétrica.20 25.82 6.com.16 18.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. através de análise de regressão.12 4.17 15. ou a vazão máxima em função da área total edificada em metros quadrados: 1 Apresentados no Congresso da ABES.40 1.02 72. Assim.34 20.05 13.8 Método do Macedo A NBR 8160/83 superdimensiona os coletores prediais.69 47.45 59.59 7. de Manaus.45 Declividades (%) 2. 24.93 42.18 33.06 88.77 48.22 42.Curso de esgoto Capitulo 24. 32 tanques de lavar roupas.5) para 2% de declividade achamos tubo de 150mm. 64 chuveiros elétricos.67 17. Eugênio Silveira Macedo. o SAAE de Guarulhos utilizou as pesquisas e os estudos feitos pelo Eng.84 300 Tabela 24.34 26.5 3 3.54 19.36 4.5% 3. 24-11 .09 68.010 (PVC) Diâmetro Declividades nominal (%) DN 1 1.

5) de tubos de PVC com n=0.0004 x E + 2 Sendo: UHC = número total de Unidade Hunter de Contribuição. 24-12 . Macedo recomenda tomar 70% da vazão máxima calculada por uma das fórmulas.10) a quantidade total de unidades Hunter de contribuição é 1344UHC.14). 32 tanques de lavar roupas. Exemplo 24. E =área total edificada em metros quadrados. 64 lavatórios.br 10/06/2008 Q= 0.002 x 1216 + 2= 4.002 x UHC + 2 Q= 0.0004 x E + 2 Q= 0.6 Dimensionar o diâmetro da ligação de esgoto de um prédio com área construída de 3500m2. o Eng.4 L/s Que fornecerá a ligação de 100mm com 2% de declividade. Exemplo 24. conforme NBR 8160/83. conforme Tabela (24.002 x UHC + 2 Ou Q= 0.010 e diâmetro 100mm e declividade de 2%. 64 chuveiros elétricos. não apresentando um alto consumo de água. Para o método do Macedo somam-se todas as Unidades Hunter de Contribuição e assim teremos a Tabela (24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. É lógico que se trata de indústria de consumo médio e pequeno. Q= 0. Q= vazão máxima em litros por segundo.Curso de esgoto Capitulo 24.0004 x 3500 + 2= 3.3 Seja um prédio de apartamento com 64 vasos sanitários com válvula de descarga.com. Para indústria e comércio.4L/s Verificando-se a Tabela (24.14.Cálculo da quantidade total de UHC do prédio Peças Vasos sanitários c/ válvula de descarga Chuveiros elétricos Lavatórios Pia de cozinha com torneira elétrica Tanque de lavar roupa Maquina de lavar roupa Maquina de lavar pratos Quantidade 64 64 64 32 32 32 32 UHC 6 2 1 3 3 10 4 Total= Quant x UHC 384 128 64 96 96 320 128 1216 Portanto. e devendo ser verificado caso a caso. Tabela 24. 32 máquina de lavar roupas e 32 máquinas de lavar pratos. 32 pias de cozinha com torneira elétrica. Q= 0. o que consequentemente terá grandes vazões de esgotos sanitários.

1. cádmio.0 (dez inteiros).10. temperatura inferior a 40° C (quarenta graus Celsius).9 Despejos industriais: Primeiramente devemos esclarecer que todos os artigos do 19ª até 19F do Decreto Estadual 15425/809 estão no Decreto 8468/76 atualizado. se obedecerem as seguintes condições: IIIIIIIVVVIVIIpH entre 6. mercúrio. sujeitas ainda à restrição da alínea e deste inciso.0 mg/l (cinco miligramas por litro). conjuntos de elementos ou substâncias: a) arsênico.0 mg/l ( um miligrama por litro). ausência de qualquer substância em concentrações potencialmente tóxicas ou qualquer interferência na operação do sistema de esgotos.0 mg/l ( cinco miligramas por litro).0 mg/l (dois miligramas por litro) sujeita ainda à restrição da alínea e deste inciso.total de 5. No artigo 19A do Decreto Estadual 15.Fe2+ .0 mg/l (quatro miligramas por litro) sujeita ainda à restrição da alínea e deste inciso. óleos leves e substâncias explosivas ou inflamáveis em geral.0. j) sulfeto.2 mg/l ( dois décimos de miligramas por litro). chumbo.0 (seis inteiros) e 10. ausências de solventes. VIII.4.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. gasolina. ausência de despejos que causem ou possam causar obstrução das canalizações ou qualquer interferência na operação do sistema de esgotos. b) cromo total e zinco 5. c) estanho.5 mg/l (um e meio miligrama por litro) de cada elemento sujeitas às restrição da alínea e deste inciso.concentrações máximas dos seguintes elementos. h) ferro solúvel. ausência de óleo e graxas visíveis e concentração máxima de 150 mg/l (cento e cinqüenta miligramas por litro) de substâncias solúveis em hexano. i) fluoreto. 24-13 . provido de tratamento com capacidade e de tipo adequados. diz que os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados em sistema de esgotos. cromo hexavalente.5.425 de 23/07/80 do governo do Estado de São Paulo.0 mg/l (cinco miligramas por litro) de cada elemento. f) cianeto.br 10/06/2008 24.Curso de esgoto Capitulo 24.0 mg/l (dez miligramas por litro). cobre. prata e selênio – 1. d) níquel – 2.15. g) fenol. materiais sedimentáveis até 20 ml/l (vinte mililitros por litro) em teste de 1 (uma) hora em cone Imhoff.0 mg/l (quinze miligramas por litro). excetuado o cromo hexavalente. e) todos os elementos constantes das alíneas “a” a “d” deste inciso.com.

Quanto as águas de refrigeração e os despejos sanitários e industriais. os efluentes deverão ser lançados em caixa de “quebra-pressão” da qual partirão por gravidade para a rede coletora”.5 ( uma vez e meia) a vazão diária. águas de refrigeração. dependerão da exigências do concessionário local. O artigo 19B do mesmo Decreto 15. exceto pH 6 a 10 20 1. lançados nos sistema públicos de coleta de esgotos. isto é. Os efluentes líquidos industriais lançados nos sistema público de esgotos sanitários. Tabela 24. Em muitos casos os despejos sanitários estarão juntos com os despejos industriais. Isto quer dizer que o lançamento de esgotos sanitários em redes públicas deverá ser obedecido o artigo 19A e conforme a necessidade. com vazão máxima de até 1.0 5. IX – regime de lançamento contínuo de 24 (vinte e quatro) horas por dia. despejos sanitários e despejos industriais. não poderão ser encaminhados as águas pluviais. excetuados os de origem sanitária. e em outros casos deverão estar separados. o lançamento é único.425/80 SP. estão sujeitos a pré-tratamento que os enquadre nos padrões estabelecidos no artigo 19A.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.425/80 SP.5 5.15).5 0.Critérios para Lançamentos de Efluentes Líquidos Industriais no Sistema Coletor Público de Esgoto Sanitário.15-Efluentes Líquidos Industriais Parâmetro pH Sólidos sedimentáveis em teste de 1 hora no cone Imhoff Regime de lançamento Arsênio Total Cádmio Total Chumbo Total Cianeto Total Cobre Total Cromo Hexavalente Cromo Total Surfactantes (MBAS) Unidade de medida --ml/l L/s mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l Valores máximos admissíveis.com. diz que as indústrias deverão coletar separadamente as águas pluviais. No caso de Guarulhos. X – ausência de águas pluviais em qualquer quantidade.000 mg/l ( mil miligramas por litro). que apresenta os parâmetros básicos mostrados na Tabela (24. os industriais e as águas de refrigeração.1 1. O artigo 19D.br 10/06/2008 k) sulfato.1. nele estão os despejos sanitários.5 0. deverá ser feito o que na prática se chama pré-tratamento.5 0.Curso de esgoto Capitulo 24.2 1. Quanto ao lançamento no coletor público. diz que “os efluentes líquidos.0 24-14 .5 x vazão média horária 1. diz que “o lançamento de efluentes em sistemas públicos de esgotos será sempre feito por gravidade e se houver necessidade de recalque. No artigo 19C do Decreto 15. é regulado através da ABNT pela NBR 9800/abril/1987.

0 5.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 24.01 2. 24-15 . 24. De modo geral.com.Curso de esgoto Capitulo 24. os esgotos industriais devem merecer tratamento especial caso a caso.0 10. antes de lançar o esgoto com temperatura superior a 40ºC.5 1.br 10/06/2008 Estanho Total Fenol Ferro Solúvel (Fe +2) Fluoreto Mercúrio Total Níquel Total Prata Total Selênio Total Sulfato Sulfeto Zinco Total mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l 4.5 1000 1 5. estes devem ser lançados em caixa de quebra-pressão.0 1. O lançamento dos efluentes líquidos industriais nos sistema público de esgoto sanitário deve ser sempre feito por gravidade e se houver necessidade de recalque.5 vezes a vazão média horária. A incorporação de águas pluviais poluídas e águas de refrigeração poluídas.0 Fonte: ABNT Parâmetros Básicos NBR 9800/1987 Nota: mg/l: miligrama/litro L/s: litros/segundo ml/l: mililitro/litro Observar que a temperatura dos esgotos industriais não pode ser maior que 40°C e que a vazão máxima que pode ser lançada é de 1. As águas pluviais e de refrigeração não devem ser lançadas no sistema coletor público.0 0. pode ser feita mediante autorização expressa dos órgãos controlador e operador.10 Caixa de resfriamento Em casos especiais são solicitadas caixas de resfriamento.11 Caixa detentoras de sólidos e graxas As caixas detentoras são usadas quando os esgotos industriais tiverem sólidos em suspensão. As caixas de areia ou de retenção são usadas em postos de gasolina e restaurantes.0 15.

com.Curso de esgoto Capitulo 24. quando chove há um acréscimo violento da vazão.12 Gases em coletores Um dos problemas que existe normalmente nos sistemas de esgotos é a produção de gases malcheirosos.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Então a rede será pressurizada e o esgoto juntamente com as águas de chuvas entrarão nas residências.13 Válvula de Retenção de esgotos instalada no Coletor Predial Na prática existem sempre em alguns locais do sistema de coleta de esgoto sanitário. O problema se agrava quando o coletor predial tem declividade menor que 2%. principalmente quando as instalações hidráulicas de esgotos sanitários.1975. Acontece que vários moradores ligando as águas pluviais nos esgotos. 159). causando sempre um entupimento na rede pública.br 10/06/2008 Fig.6-Válvula de retenção para esgoto sanitário Fonte: Tigre 24. 24-16 . onde são necessárias a instalações de válvulas de retenção de esgotos sanitários. 1998 p. segundo Mendonça. Existem muitos lançamentos clandestinos de águas pluviais que são lançadas na rede coletora de esgotos sanitários. principalmente o sulfeto de hidrogênio. estão abaixo do nível da rua (Woodson. juntamente com o esgoto domestico. 24. H2S. 24. Mesmo nos Estados Unidos também são usadas válvulas de retenção de esgotos sanitários.

temperatura.6). As equações fundamentais são: Vt= Veq + Vmin Veq= (Qe-Qs ) x t Sendo: Vt= volume total do tanque Veq= volume de equalização Vmim= volume mínimo Qe= vazão na entrada Qs= vazão na saída t= número de horas de funcionamento da indústria/dia Figura 24. 24. Para evitar isto a firma Tigre. etc.14 Caixa de equalização O objetivo é regular a vazão de saída que deve ser constante. turbidez. Quando chove há uma tendência do retorno do esgoto juntamente com as águas do córrego.com. cor. 1996 Seja uma indústria têxtil de pequeno porte com atividade descontinua. conforme Figura (24. que estão na região mais baixas. DQO.Curso de esgoto Capitulo 24. para dentro das residências.8. 1996 o tanque de equalização pode também homogeneizar tornando uniforme o pH. 1996 Exemplo 24.br 10/06/2008 Existem muitas redes coletoras de esgoto que não são encaminhadas a um emissário ou interceptor e sim lançadas precariamente nos cursos d’água. com funcionamento de 16horas/dia produzindo a vazão média de 25m3/h. DBO.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7.Tubos e Conexões fábrica válvula de PVC para retenção de esgoto sanitário nos diâmetros de 100mm e 150mm para ser usada nos coletores prediais. É usado principalmente em indústrias com atividades descontinuas.Esquema de caixa de equalização Fontes: Nunes. sólidos. 24-17 .Base Nunes. Segundo Nunes. próximas dos cursos d’água.

67m3/h Veq= (25m3/h – 16.7HP Devemos deixar uma folga na potência:3HP.00)= 200m3 Potência do agitador P P= Dp x Vt/ 745 Dp= densidade de potencia adotada igual a 10w/m3 P= 10w/m3 x 200m3/ 745 = 2.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 L=8.00m Vt= 133m3+ (8.com.67m3/h.20 x 1.00 (adotado) 133m3= L2 x 2. Portanto. a caixa terá 200m3 e a vazão média de entrada é 25m3/h e a saída média equalizada é de 16.20 x 8. 24-18 .br 10/06/2008 Veq= (Qe – Qs ) x t Qs= 25m3/h x 16h / 24h= 16.20m Volume total do tanque Vt Vt = Veq + Vmin Vmin= é o volume cuja profundidade adotada é de 1.67m3/h) x 16h= 133m3 Tempo de detenção T T = Veq/ Q T= 133m3/ 25m3/h= 5.Curso de esgoto Capitulo 24.32h Dimensões do tanque Veq= L2 x H (forma quadrada sempre) L= largura e comprimento H= profundidade= 2.

4ª ed. Construção e Operação. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY).scielo. Instalações Hidráulicas.Curso de esgoto Capitulo 24. 185 páginas. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. 2002. -JORDÃO. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www. -MENDES. -ROTOGINE. WANDERLEY DE OLIVEIRA.gov/ 24-19 . Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. ABES. -MACINTYRE. -CONAMA. Blucher. Wastewater Engineering. ADRIANO AGUIAR et al. EVANDRO RODRIGUES DE. 2005. -NUNES. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto.S.br.br/ -USEPA (U. e MELO. JOSÉ ALVES. Guidelines for Water Reuse. 2002. McGray-Hill. 73 páginas..rotogine. ISSN 0100-4042. Química nova. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos.com. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05.com. -METCAL&EDDY. 1334páginas.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Aplicação de lípases no tratamento de águas residuárias com elevados teores de lipídeos. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias.br 10/06/2008 24. 161 páginas. 277 páginas. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. ARCHIBALD JOSEPH. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. 2004. Tratamento de Esgotos Domésticos.15 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO. 26 páginas. CONSTANTINO ARRUDA.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE. -CIDADE OF EUGENE. Considerations for the management of discharge of fats. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. 1988. 770 páginas. www. 1991. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE.epa. -BRITTO. JOSÉ M. abril 2005. 1996. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. Jun. 906 páginas.

A textura ou composição granulométrica de um solo é um termo usado para caracterizar a distribuição das partículas no solo quanto as suas dimensões conforme Figura (25. são os mais adequados para o desenvolvimento de raízes das plantas. principalmente em áreas urbanas que podem ter camadas de areia. Fonte: Reichardt e Timm.Triângulo de classificação textural que divide em 13 classificações. etc.2) Os solos de texturas médias (francos) que possuem proporções equilibradas de areia.br 09/06/08 Capitulo 25. Figura 25. já que apresentam condições bastante satisfatórias de drenagem.com.2 Solo O solo é formado por partículas sólidas (minerais e orgânicas).1) e (25.1 Introdução A grande causa dos fracassos dos sumidouros são a falta de um estudo adequado do solo no que se refere a textura e estrutura.1 .10m a 0. silte e argila. Um outro problema é da compactação do solo.Textura e estrutura dos solos 25.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. em geral. água e ar e constitui o substrato de água e nutrientes para as raízes das plantas.Curso de esgotos Capitulo 25. rochas. Abaixo do Horizonte A teremos o que se chama na prática de subsolo.30m de espessura. 2004 25-1 . 25. aeração e retenção de água. O solo que vamos tratar é basicamente o chamado Horizonte A que tem aproximadamente de 0. Deve-se ter o cuidado de não se construir barreiras que impeçam ou eliminem a capilaridade.

1 Classificar um solo com 25% de areia.com.br 09/06/08 Exemplo 25. 60% de silte e 15% de argila.2) vimos que se trata de solo franco siltoso. 25-2 .Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 25. Entrando na Figura (25.Triângulo de textura proposto por USDA (United States Department of Agriculture) que divide em 12 classificações.2 . Figura 25.

As linhas grossas do gráfico indicam as fronteiras de cada uma das classes de textura.5 Tipo de estrutura Que define a forma e o arranjo das partículas. Após os estudos de Jerry Tyler no ano 2000 professor da Ciência dos Solos da Universidade de Wisconsin foi feita uma tabela na qual o uso da simplesmente da textura não funcionava e tinha sido o fracasso de inúmeros estudos de infiltração de esgotos domésticos. Tudo estava de acordo com as normas técnicas. De acordo com a proporção de argila. 2004.3 Textura A textura de um solo refere-se à distribuição das partículas do solo tão somente quanto ao seu tamanho. 25.com. Assim uma estrutura tipo laminar passa muito pouca água. 2004. enfatizando a necessidade de ser verificada a estrutura do solo é importantíssimo e explica os inúmeros fracassos em sumidouros que presenciei ao longo dos anos como diretor de obras do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos.br 09/06/08 25.Curso de esgotos Capitulo 25.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. conforme Reichardt e Tim. A estrutura de um solo caracteriza a forma de arranjo de suas partículas.4 Estrutura O conceito de estrutura de um solo é qualitativo e é usado para descrever o solo no que se refere a arranjo. 1997). 1997). Solos de texturas iguais podem possuir estruturas diferentes que apresentam maiores ou menores dificuldades à penetração ou circulação da água. A água pode ter passagem: Rápida Moderada Lenta Uma estrutura do tipo laminar a passagem da água é lenta e uma estrutura em bloco tem passagem moderada de água como se pode ver na Figura (25.2) (Gomes. A estrutura em simples grãos como a da areia tem p 25-3 . A estrutura do solo ao contrário do que ocorre com a textura. mas alguma coisa não funcionava e isto é o exame da estrutura do solo (estudo morfológico do solo). do ar e das raízes das plantas. que podem ser determinadas através do triângulo de texturas proposto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e apresentado na Figura (25. é difícil de quantificar e também de catalogar (Gomes. a meu ver.3). orientação e organização das partículas sólidas conforme Reichardt e Timm. a textura se divide em várias classes. O triângulo se compõe de doze ou treze espaços que representam classes distintas de textura. Estes estudos. A estrutura do solo pode ser feita da seguinte maneira: 25. podendo ser: Laminar Prismática Blocos Esferoidal O tipo de estrutura do solo é importante para a passagem da água. silte e areia na composição do solo.

3.10) onde se nota que o valor máximo da taxa de infiltração em esgotos domésticos é de 35 L/m2 x dia. pois ainda não se dispõem de muitos estudos para precisão das mesmas. O objetivo é fornecer dados mais seguros para infiltração quando a DBO for menor que 30mg/L ou quando a DBO for maior que 30mg/L. Na Tabela (25.1) estão as texturas dos solos conforme USDA.3) podemos ver pela estrutura do solo a passagem rápida.Tipos de estrutura do solo. 25.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Um solo com grau de estrutura denominado forte possui bem definidas as fraturas ou os espaços vazios que facilitam a passagem da água.Curso de esgotos Capitulo 25. As cargas orgânicas são estimativas. Observe-se que quanto menor for a DBO maior é carga hidráulica que se pode admitir.. sendo maior em solos úmidos que em solos secos conforme Antônio Cardoso Neto. Na Figura (25. 1997. a estrutura dos solos. 25-4 .6 Grau da estrutura Refere-se a coesão dos agregados e varia com o teor da umidade. Os solos com grau de estrutura denominado fracos oferecem mais resistência a passagem da água e são solos maciços ou laminares. Fonte: Usepa.br 09/06/08 Figura 25. No estado da Pennsylvania localizado nos Estados Unidos foi reunida uma comissão que adaptou a Tabela (25. a carga hidráulica em litros/m2 x dia e a carga orgânica em kg/ha x dia. 2000 e adaptado . moderada ou lenta da água. que impedem o movimento vertical da água.1) para uma tabela mais resumida que é a Tabela (25. 2002 A estrutura do solo pode ser definida também pelo chamado grau da estrutura. Estes dados foram extraídos de Tyler.com.

Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1991 que o campo de disposição seja feito em duas partes devendo cada uma funcionar seis meses por ano.dep.Taxas de infiltração recomendadas e baseadas na tabela de Tyler. 1991 6 14 12 12 25-5 .2 0 1. USA. 2000 usadas no Estado da Pennsylvania. argila. franco argilo siltoso Argila arenosa. é recomendado o uso da taxa de infiltração de 5 litros/m2 x dia e devendo ser feito o cálculo para 10litros/m2 x dia para a metade de cada campo.3 a 12.2.com. A infiltração por gravidade ou por pressão Tanque Séptico 8 Filtro de areia intermitente 16 Filtro de areia com recirculação 16 Para solos argilosos Tanque Séptico Filtro de areia intermitente Filtro de areia com recirculação Trincheira de infiltração rasa Fonte: Metcalf&Eddy.7 a 4.7 Taxa de infiltração de Metcalf&Eddy.3 0 1.Curso de esgotos Capitulo 25.2 a 6. franco argiloso. franco siltoso Franco. franco siltoso Franco argilo arenoso.1.Valores recomendados de taxa de infiltração de disposição dos efluentes de esgotos sanitários Tipo de solo Taxa de infiltração a ser aplicada nas paredes da trincheira (L/m2 x dia) Para solos que não são argilosos. franco argilo siltoso Franco argilo arenoso. Textura segundo USDA Estrutura do solo Taxa de infiltração (Litros/m x dia) Areia Areia franca Areia franca Franco arenoso Franco arenoso Franco arenoso Franco.3 a 25 0 0 6.us/dep/subject/advcoun/wrac/2006/10-13-06_mtg_handout.state. argila siltosa Argila arenosa.2 <4. Quando o solo for argiloso é recomendado ainda por Metcalf&Eddy.6 4.pdf de 30 de agosto de 2006 25.br 09/06/08 Tabela 25.pa.2 0 <3 0 0 2 Fonte: http://www. argila. argila. franco siltoso Franco. Tabela 25. argila siltosa Argila arenosa. argila siltosa Sem estrutura Moderado a forte Fraco a laminar fraco Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço Moderado a forte Fraco a forte Maciço Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço 11 a 35 6. 1991 A recomendação é que para trincheiras de infiltração sejam usadas somente as duas paredes da vala e não o fundo. Como o solo da Califórnia tem sempre argila. franco argiloso. franco argilo siltoso Franco argilo arenoso. franco argiloso.7 a 4.

• No dia anterior ao teste.4 . 1998.3) e achar o coeficiente de infiltração do solo. Podemos aproximadamente supor que ff= K= coeficiente de infiltração. que será o tempo padrão de infiltração do solo na profundidade considerada.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4) mostra esquematicamente o paralelepípedo cujo lado é 30cm e o gráfico para se obter o coeficiente de infiltração conforme Tanaka. • Com o tempo obtido entrar na Tabela (25.Curso de esgotos Capitulo 25.Gráfico para determinação do coeficiente de infiltração Fonte: Tanaka. 25. A NBR 7229/93 de “Construção e Instalação de Fossas sépticas e disposição dos efluentes finais” apresenta uma maneira prática de se estimar o coeficiente de infiltração em litros/m2/dia conforme Botelho.com. 1986 25-6 . Figura 25. • No dia do teste encher as três caixas com água e deixar secar. O método a ser aplicado é o seguinte: • Na profundidade onde vai estar a vala de infiltração fazer três escavações com formato de uma caixa paralelepípedo de 30cm x 30cm x 30cm.2) é bem inferior aos dados fornecidos pelas normas brasileiras.br 09/06/08 É importante observar que os valores da taxa de infiltração da Tabela (25. • Adotar o menor dos três tempos.8 Coeficiente de infiltração segundo a NBR 7229/93. A Figura (25. encher as três caixas com água. encher cada caixa com 15cm de água e medir o tempo que leva para abaixar o nível de água de 1cm. • Após secar. 1986.

Coeficiente de infiltração em função do tempo em minutos Tempo de infiltração para rebaixamento de 1cm Coeficiente de infiltração (min) (litros/m2/dia ou mm/dia) 22 22 20 23 18 24 16 25 14 27 12 33 10 40 8 47 6 57 4 73 2 100 1 110 0. 1993 Como se pode observar na Tabela (25. Os valores apresentados por Tyler. 1998 Tabela 25.4 .br 09/06/08 Tabela 25.3 . argilas compactadas <20 Argilas de cor amarela ou marrom. Dica: verificar sempre além da textura do solo. medianamente compactas 20 a 40 Argila arenosa 40 a 60 Areia ou silte argiloso 60 a 90 Areia bem selecionada >90 Fonte: Botelho.com. Portanto.5 130 Fonte: Botelho.8 Comparações USEPA. 2002 x ABNT.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 25. 2000 é necessário saber a estrutura do solo que é a Tabela (25. 1998 25.Estimativa do coeficiente de infiltração de acordo com o tipo de solo local Constituição provável do solo Coeficiente de infiltração (litros/m2/dia Rochas. oportunamente deverá ser revista a NBR 7229/93.2) que apresenta valores bem inferiores aos da ABNT que foi elaborada em 1993. 2000 são menores que 1/3 dos valores da NBR 7229/93.4) os valores de infiltração só levam em conta a textura do solo e devido as pesquisas de Tyler. a estrutura do mesmo. 25-7 .

EVANDRO RODRIGUES DE. 2002.pa. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. -MACINTYRE.Projeto.S. JOSÉ ALVES. S. 161 páginas. Environmental Protection Agency. ABES. -CONAMA.com. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. Editora Livros Técnicos. MANOEL HENRIQUE CAMPOS e RIBEIRO. U.br 09/06/08 25. TAKYDY.ana.http://www. -NUNES.br/AcoesAdministrativas/CDOC/ProducaoAcademica. CONSTANTINO ARRUDA. Florianópolis: Departamento de Engenharia Sanitária da Universidade Federal de Santa Catarina. 2002. -METCAL&EDDY.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www.epa. -ROTOGINE. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos. 4ª ed. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. 2004. 1997-8. 2004. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. Wastewater Engineering.com. On site wastewater treatment systems manual.us/dep/subject/advcoun/wrac/2006/10-13-06_mtg_handout. 906 páginas. CARDOSO NETO. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. São -TANAKA. Fortilit. Anotações do curso de Irrigação e Drenagem de Terras Agrícolas -CIDADE OF EUGENE.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. construção e operação de sistemas de tanques sépticos.asp acessado em 16 de fevereiro de 2007. NBR 7229 de setembro de 1993. McGray-Hill. Instalações prediais hidráulicas e sanitárias. ISBN 85-216-0461-0 -USEPA (U. 2002 EPA/625/r00/008. As Propriedades do solo. 277 páginas. 15 p. Considerations for the management of discharge of fats. Junho 2005.dep.state. 238páginas. Fevruary. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 73 p http://www. -BOTELHO. ARCHIBALD JOSEPH. -BRITTO.br -SINDUSCON. 770 páginas. -ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. Jun. USA acessado em 16 de fevereiro de 2007. 1986. Conservação e reúso da água em edificações. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. Guidelines for Water Reuse. 1991. Tratamento de Esgotos Domésticos.gov.kneplast. GERALDO DE ANDRADE JR. 26 páginas. Instalações Hidráulicas. Instalações hidráulicas prediais feitas para durar. -JORDÃO. -ABNT.Curso de esgotos Capitulo 25. 25-8 . A.. 1334páginas. 2005.gov/ -USEPA. Pennsylvania.pdf de 30 de agosto de 2006.9 Bibliografia e livros consultados . (Tópicos Básicos de Irrigação 2º Fascículo). Construção e Operação. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE. 1996. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www.

areia franca Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso. areia fina Franco arenoso. granular Prismático. Baseado nos estudos de Tyler. argila soltosas. granula Prismático. bloco. 2000 in USEPA. franco siltoso Silte. bloco. Argila Muito argilosa. Argila Muito argilosa. moderada a forte Fraco Moderado a forte (litros/m x dia) DBO=150mg/L DB0=30mg/L 2 Carga orgânica (kg/ ha x dia) DBO=150mg/L DB0=30mg/L Areia grossa.Tabela 25. bloco. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. granular Massiva Laminar Prismático. bloco.2002.9. areia fina Franco Franco Franco Franco Franco siltoso Franco siltoso Franco siltoso Franco siltoso Muito argilosa. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. bloco. bloco. granula Grau da estrutura Sem estrutura Sem estrutura Sem estrutura Fraca Moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraca. granular Massiva Laminar Prismático. granular Massiva Laminar Prismático. granular Massiva Laminar Laminar Prismático. areia fina Franco arenoso. Argila Silte. bloco. areia franca. bloco. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. granular Prismático. areia fina Franco arenoso. Argila Muito argilosa. Carga hidráulica Textura conforme USDA Tipo de Estrutura Simples grão Simples grão Massiva Laminar Laminar Prismático. bloco. areia muito fina. granular Prismático. argila soltosas. franco arenoso Areia fina.Sugestões de condutividade hidráulica dos solos para esgotos domésticos e carga orgânica. granular Prismático. argila soltosas. argila soltosas. bloco. franco siltoso 34 17 8 8 0 17 25 8 0 8 17 8 0 17 25 0 0 17 25 0 0 8 17 0 0 0 8 67 42 25 21 0 29 42 21 0 25 34 21 0 25 34 8 0 25 34 0 0 13 25 0 0 0 13 45 23 11 11 0 23 34 11 0 11 23 11 0 23 34 0 0 23 34 0 0 11 23 0 0 0 11 18 11 7 6 0 8 11 6 0 7 9 6 0 7 9 2 0 7 9 0 0 4 7 0 0 0 4 . franco siltoso Silte. franco siltoso Silte. granular Massiva Laminar Prismático. moderada forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. bloco.

.

tratava-se de um sistema separador parcial conforme Tsutiya. isto é. sendo mais tarde desenvolvido os conceitos técnicos por Brahms em 1754 e por Chow em 1981. pois ao invés de usar o critério das velocidades mínimas passou a usar o critério da tensão trativa mínima de 1 Pa e altura máxima da lâmina de água de 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. o fluido escoa em contato com a atmosfera. 26-1 . 26. 26.9% de água e 0. direção e sentido é idêntico em todos os pontos. O primeiro uso da tensão trativa foi em canais.3 Classificação do escoamento Em redes de esgotos o escoamento é livre. O esgoto sanitário tem 99. Assim desta maneira as partículas de esgotos não ficarão depositadas na tubulação.2 Histórico Conforme Azevedo Neto.75D.com. A cidade do Rio de Janeiro foi uma das primeiras capitais o mundo a ser servida com redes de esgotos em 1857 com projeto feito pelos ingleses. em módulo.1 Introdução Felizmente para redes coletoras de esgoto sanitário existe a norma NBR 9649/ 1986 que introduziu uma modificação de enorme importância.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1999 a tensão trativa foi introduzida originalmente por Du Boys em 1879.1% de sólidos com características semelhantes à da água. Estados Unidos. Os esgotos na cidade de São Paulo foi feito pela primeira vez em 1876 que era um sistema misto. A tensão trativa mínima ou tensão de arraste mínima é a força por unidade de área que haja sobre uma partícula e que permite o deslocamento da mesma.br 10/07/2008 Capítulo 26. O escoamento é uniforme. isto é.Redes coletoras de esgoto sanitário 26. O sistema separador absoluto só foi introduzido no Brasil em 1911 em São Paulo. O sistema era separador absoluto. isto é. pois temos que calcular uma tensão trativa mínima de 1Pa para que ela seja arrastada. Tal idéia partiu dos engenheiros da SABESP drs Joaquim Gabriel e Milton Tsutiya. As partículas traçam trajetórias bem definidas no sentido do escoamento. as características do escoamento não variam ao longo do tempo e da canalização. o vetor velocidade. mas admitia a entrada de águas pluviais dos prédios e portanto. 1973 em 1879 foi inventado o sistema separador absoluto pelo Coronel engenheiro George Waring e aplicado pela primeira vez na cidade de Memphis no Tennessee. O escoamento é permanente. 1999.4 Tensão trativa Conforme Tsutiya. 26.

1999 as águas do subsolo atingem as redes coletoras através de: • Juntas das tubulações • Paredes das tubulações • Poços de visita. 26-2 .5 Vazões parasitarias (infiltração) Pode haver infiltração de água de drenagem nos coletores de esgoto e isto se chama de vazões parasitarias que atingem até 6. Conforme Tsutiya.1. I Sendo: σt= tensão trativa em Pascal ou N/m2 R= raio hidráulico (m) γ=peso específico do esgoto (N/m3)= 104 N/m3 I= declividade da tubulação (m/m) Em coletores usa-se a tensão trativa mínima de 1 Pa enquanto que para interceptor em tubos acima de 500mm usa-se 1.com.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.br 10/07/2008 Figura 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. estações elevatórias. A Sabesp começou a usar o critério da tensão trativa em 1983 como pleno êxito sendo depois o conceito passado a norma brasileira sendo adotado em todo o Brasil e atualmente é adotado praticamente em todos os países da America Latina.0 L/s x km. etc. caixas de passagem. tubos de inspeção e limpeza. γ .Esquema de canal mostrando a tensão trativa Fonte: Fernandes.5 Pa para se evitar a formação de sulfetos. 1997 A tensão trativa σt é dada pela equação: σt= R . 26.

Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/07/2008 Tabela 26.2.com.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Vazões parasitárias Figura 26.Taxas de infiltração em redes coletoras de esgoto Fonte: Crespo. 1997 26-3 .1.

Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 26. 26-4 .80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui.6 Coeficientes de vazões Quando não possuímos pesquisas para os coeficientes de vazões podemos estimar conforme norma NBR 9649/ 1986 os coeficientes em: Vazão máxima diária= K1= 1.20 + 17.20 Vazão máxima horária K2=1.80 Conforme Tesutya.3) onde nota-se um ponto de energia específica mínima Ec e duas curvas. E= y + αV2/ 2g Usando a equação da continuidade Q=A.80 Q> 751 L/s K= 1.br 10/07/2008 Conforme a norma da ABNT 9649 a taxa de infiltração depende da posição do lençol freático variando de 0. 1983 como a relação entre a energia cinética real do escoamento e a energia cinética de um escoamento fictício que todas as partículas se movessem com a velocidade média V. Variando-se a velocidade e altura y podemos construir a Figura (26. Normalmente adotamos α=1. comercial.0 L/s x km.485/ Q 0. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2.5 Coeficiente de retorno= 0.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial. medida a partir do fundo do canal e representado por.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A curva da direita mostra o movimento rápido e a da esquerda mostra o movimento lento. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1. Q≤ 751 L/s K=1.com.50 Vazão mínima K3=0.V V= Q/A V2= Q2/ A2 E= y + αQ2/ 2gA2 Sendo: E= energia específica y= altura da lâmina de água g= aceleração da gravidade V= velocidade média (m/s) A= área molhada da secção (m2) Q= vazão (m3/s) α=coeficiente de Coriolis (1792-1843) que é definido conforme Lencastre.7 Energia específica A energia específica é definida como a quantidade de energia de peso de líquido.05 L/s x km a 1. publico em L/s 26. uma a direita e outra a esquerda.

br 10/07/2008 Figura 26.3) são chamados de conjugados de igual energia E.5 = Q /g 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5A/b0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Quando o valor de y está no regime lento podemos chamar de regime lento ou regime fluvial e quando y está no regime rápido podemos chamar de regime rápido ou torrencial. 1983 para obter o ponto mínimo da curva.com.3-Diagrama de energia específica Fonte: Rolim Mendonça et al.5 = Q /g 0.5 A(A/b)0. 1987 O valor da energia específica no ponto mínimo é a energia específica crítica e se dá numa altura denominada de yc que é um ponto de instabilidade pois pode passar rapidamente de um regime para outro.5 26-5 . basta derivar e igual a zero. Observemos ainda que y1 e y2 conforme a Figura (26. dE/dy = 1 – Q2/gA3 x dA/dy=0 Sendo “b” a largura superficial da lâmina líquida teremos: dA= b x dy Fazendo-se as substituição temos: dE/dy = 1 – Q2/gA3 x bdy/dy=0 dE/dy = 1 – (Q2/gA3 )x b=0 1 = Q2/gA3 x b Isolando a vazão Q e a aceleração da gravidade g temos: A3/b = Q2/g Extraindo a raiz quadrada dos dois lados da equação temos: A0. Vamos aplicar os conhecimentos de Lencastre.

007 / 9.4) com 0.077m Portanto.62 x 0.com.1 Calcular a altura crítica para uma tubulação circular com diâmetro de D=0.2 Calcular a altura crítica para uma tubulação circular com diâmetro de D=0.81 0.37 Entrando na Figura (26. a altura crítica será de yc=0.51 yc=0.51 x 0. 1983 Lencastre. 26-6 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.26 na abscissa achamos y/D=0.010 / 9. (1/D5/2) x Q / g 0.093m.152.5=(1/0. (1/D5/2) x Q / g 0.093m Portanto.4) para canais circulares onde podemos facilmente calcular a altura critica yc.077m.5= 0.5=(1/0.15m e vazão de Q=0.007m3/s.Para canais circulares Fonte: Lencastre. a altura crítica será de yc=0.62 yc=0.4.15=0.5) x 0.15=0.37 na abscissa achamos y/D=0.152.br 10/07/2008 Figura 26.5) x 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.010m3/s. Exemplo 26.15m e vazão de Q=0.5= 0. Exemplo 26.81 0. 1983 apresenta a Figura (26.4) com 0.26 Entrando na Figura (26.

0103 (rugosidade de Manning e vazão Q=0.15) θ = 2 cos-1 ( 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.com.5 = V n/ Rc2/3 Elevando ambos os lados ao quadrado temos: Ic = V2 n2/ Rc4/3 Usando a equação da continuidade Q=A.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.81 rad= 3.8 Inclinação crítica Seguindo os ensinamentos de Lencastre 1983.yc . ou seja.093/0.093m já calculado no exemplo anterior.V V= Q/A V2= Q2/ A2 Substituindo V2 temos: Ic = Q2 n2/ A2Rc4/3 2 Mas o valor de Q pode ser substituído por: A3/b = Q2 /g gA3/b = Q2 I c = Q2 n2/ A2Rc4/3 Ic = gA3 n2/ bA2Rc4/3 Ic = gA n2/ bRc4/3 Ic = g(A/b) n2/ Rc4/3 O valor A/b é igual a altura media do regime critico.5 I c0. ou em outras palavras.042m Ic = g . a inclinação crítica é aquela para a qual o escoamento se dá em regime uniforme crítico.yc . Usando a equação de Manning temos: V= (1/n) R2/3 x Ic 0. A/b=yc Ic = g .010m3/s Facilmente achamos yc=0. aquela em que o escoamento se escoa com o mínimo de energia.62)/ 3.24) θ = 2 x 1. n2/ Rc4/3 Ou podemos escrever: 26-7 . n2/ Rc4/3 Exemplo 26.br 10/07/2008 26. θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 x0.62rad R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.62)=0.5 Sendo: V= velocidade média (m/s) R= raio hidráulico (m) Ic= declividade crítica (m/m) Isolando o valor da declividade teremos: V= (1/n) Rc2/3 x Ic 0.15/4) (1-(seno 3.3 Calcular a declividade critica de um tubo de seção circular com n=0.

093 x 0.5 Sendo: F= número de Froude (adimensional) g= aceleração da gravidade= 9. Os coletores nas ruas e ligações de esgoto são geralmente feitas tubos circulares de PVC com diâmetro de 100mm no mínimo. É um número adimensional e muito importante e é através dele que vimos quando o regime é crítico.5 Sendo: V= velocidade média na seção (m/s) R= raio hidráulico (m) Raio hidráulico (m) = Área molhada/ perímetro molhado S= declividade (m/m) 26.01147=0.0102/ 0. a declividade crítica é Ic=0.81m/s2 y= altura da lâmina de água (m) 26.87m/s 26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.010/0.9 Número de Froude O número de Froude é a relação entre a força da inércia e a força da gravidade no escoamento.com. Figura 26.4.00618m/m Portanto. V= (1/n) x R 2/3 x S0.00618m/m Velocidade critica A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.Seção circular Fonte: Rolim Mendonça et al.10elações geométricas da seção circular Até o diâmetro de 2. F= v / (g x y )0. rápido ou lento.8 Fórmula de Manning A fórmula mais usada em canais é a de Manning que será adotada. 1987 26-8 .01147m2 V=Q/A= 0.152 ( 3. Se o número de Froude for igual a igual a 1 temos o escoamento crítico e caso seja maior que 1 temos o escoamento rápido e se for menor que 1 temos o escoamento lento.0m geralmente é usado tubos de concreto de seção circular.62)8=0.81 x0.62 – sen3.0424/3 =0.br 10/07/2008 Ic = 9.

6 D-1. ≤ θ ≤ 4. Usam-se para isto alguns métodos de cálculo: 26-9 . θ= seno θ + 2 2. pode ser obtido pela seguinte expressão conforme Chaudhry.1984 Revista DAE SP temos: • Usando a fórmula de Manning e tirando-se o valor de θ usando as relações acima obtemos para o regime uniforme a fórmula para obter o ângulo central θ. O ângulo central θ está entre 1.4 Sendo: θ = ângulo central em radianos (rad) y= altura da lâmina de água (m) D= diâmetro da tubulação (m) n= rugosidade de Manning (adimensional) Q= vazão (m3/s) I= declividade (m/m) Como se pode ver na equação acima está na formula implícita.6 (n Q/I 1/2) 0. não havendo possibilidade de se tornar a equação numa forma explícita.br 10/07/2008 O ângulo central θ (em radianos) do setor circular. • Observar que o ângulo central θ aparece nos dois lados da equação.95: θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) ou θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) Sendo: θ = ângulo central em radianos (rad) y= altura da lâmina de água (m) D= diâmetro da tubulação (m) Conforme Chaudhry.1993 p. • Daí a necessidade de resolvê-la por processo iterativo. sendo impossível de se separar o ângulo central θ.43 rad.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.com. que corresponde 0.50 rad.6 θ 0.1993 p.15≤y/D≤ 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10 temos: A área molhada “A”: A= D2 ( θ – seno θ)/8 O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 O raio hidráulico “R”: R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) A corda “b” correspondente a altura molhada é dado por: b= D sen (θ/2) Conforme Mendonça. como o Método de Newton-Raphson.80.

4 Arbitramos um valor qualquer do ângulo central em radianos: 3.15 sen (3.15 -0.15/4) (1-(seno 3.011m2 Equação da continuidade: Q= A x V V= Q/A= 0.82rad/2)= 1 – 2y/0.5graus Cos (3.61 +4.14m θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /0.82 – seno 3. Método da bissecção.8) +2. θ 0.33=2y/0.10m y/D= 0.18m/s Número de Froude F= v / (g x y )0.4 Seja um tubo de PVC com n=0.82)/8 =0.6 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6θ 0. raio hidráulico e número de Froude θ= seno θ + 2 2.43= 3.com. Calcular a altura y.6x 3.5graus θ /2= arc cos ( 1 – 2y /15)=3.4 X= .5 F= 1.8 0.81 x 0. declividade I=0.15 1.82 Adotamos θ= 3.6 0.10 )0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.18 / (9. regime de escoamento rápido ou supercrítico Área molhada 26-10 .67= 67% < 75% OK.013m3/s / 0.82 Adoto 3.33= -2y/0.0013m3/s.007 1/2) 0.013/0.5 F=1.152 ( 3.010x0.10/ 0.br 10/07/2008 • • • • Método de tentativa e erros.82)=0.15 -1.4 θ= seno θ + 2 2. a altura a lâmina de água é 0.6 D-1.15)=3.010.33= 1 – 2y/0.6 (0.82rad/2)=0.6 θ 0.044m b= D sen (θ/2) b= 0.15=0.19 > 1 Portanto.4 θ= seno θ +2. A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.011m2= 1.4 X= seno (3.8rad X= seno θ +2. Método de Newton-Raphson e Método das Aproximações Sucessivas.82rad/2=219graus/2=109.15-1.6 (n Q/I 1/2) 0.007m/m e vazão de 0.6 θ 0.0.82rad)/ 3. Exemplo 26. corda.15 y=0.10m Portanto.82rad R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.82rad=219graus/2=109.

{θoc -sen θc .br 10/07/2008 26.sen (θc))} 0.5 6= vc (g R) -0. 1980 em que o número de Boussinesq é igual a 6 quando se inicia a mistura de ar e água.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.(4/3) (Qc2/g) 1/3 x D -5/3 x (sen (θoc/2) -2/3 cos (θoc/2) A NBR 9649/86 diz que quando a velocidade final vf for superior a velocidade critica vc.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. B= vc (g R) -0.12 Velocidade crítica Para achar o ângulo central crítico θc temos que resolver a seguinte equação conforme Rolim Mendonça et al.8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3} θc = ________________________________________________ 1 – cos θoc .com. 1987 a velocidade crítica Vc e a declividade crítica Ic são: yc/D= (1/2) x (1 – cos θc/2) Vc= {[g xD/ (8 sen(θc /2))] x (θc .5 26-11 .11 Lâmina de água em tubos e canais Segundo a NBR 9649/86 a altura máxima da lâmina de água em redes coletoras de esgoto sanitário é 75% do diâmetro ou seja 0. 1987. θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 Segundo Rolim Mendonça et al. a maior lâmina admissível deve ser menor ou igual a 50% do diâmetro do coletor. 1998 justifica a equação da velocidade critica da norma usando as pesquisas de Volkart.75D. 26. assegurando-se a ventilação do trecho sendo a velocidade critica definida por: Vc= 6 x (g x R) ½ Sendo: Vc= velocidade crítica (m/s) g= 9.5 Sendo: B= numero de Boussinesq G= aceleração da gravidade m/s2 R= raio hidráulico (m) Quando se inicia a mistura do ar com a água o numero de Boussinesq é igual a 6 e portanto B=6 B= vc (g R) -0.0 D (θc – senθc))] (1/3) Para calcular o valor de θc com várias iterações: θoc .81m/s2 (aceleração da gravidade) R= raio hidráulico (m) Azevedo Neto.

Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.30 achamos Khidr=0. 1998 recomenda a verificação da velocidade crítica vc em relação a velocidade final do plano vf e m todos os trechos da canalização.5 Calcular a velocidade critica conforme a NBR 9649/86 sendo h/D= 0.50 R= Khidr x h/D R= 0.com.50 achamos Khidr=0.25) ½ = 9.1026 Vc= 6 x (g x R) ½ Vc= 6 x (9.30=0.5) com h/D=0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.1026) ½ = 6.49m/s Para h/D= 0.50 Entrando na Figura (26.50 x 0.02m/s 26-12 .br 10/07/2008 Tirando-se o valor da velocidade critica Vc temos: Vc= 6 x (g x Rc) ½ Azevedo Neto. Nota: cuidado. R= Khidr x h/D Com os valores h/D achamos na Figura (26.5) o coeficiente Khidr.342 x 0.25 Vc= 6 x (g x R) ½ Vc= 6 x (9.81 x 0. o raio hidráulico é do ângulo central crítico Rc= (D/4) (1-(seno θc)/ θc) Conforme Crespo.81 x 0.5).50=0. Exemplo 26. 1997 o raio hidráulico R para o cálculo da velocidade critica pode ser consultada a Figura (26.342 R= Khidr x h/D R= 0.

0102/9.6 Calcular o ângulo central crítico e a velocidade crítica para vazão de 0.5.33 [sen(θc/2)] 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.010.010m3/s.15 -1.29 [sen(θc/2)] 0.81) 0.com.15m tubo de PVC n=0. diâmetro D=0. θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.67 θc= sen θc +4.Coeficientes para o calculo do raio hidráulico para a velocidade critica da NBR 9649/86.33 26-13 .33 x 0. Fonte: Crespo.br 10/07/2008 Figura 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 Exemplo 26.

63 < 0.19 x (3.083x0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.34 4.02 3.40 4.0 D (θc – sen θc))] (1/3) Ic= =[0.09 3.13 3.0052m/m 26-14 .5 Vc= {[0.17] 1/3 Ic=0.043m Vc= {[g xD/ (8 sen(θc /2))] x (θc .75D yc=0.br 10/07/2008 Tabela 26.15=(1/2)x (1 – cos 3.67 ] =0.095m Verificação Conforme Metcalf&Eddy.674/ (2.32 4.09 3.67/2] x [3.67/2)=0.sen (3.07 3.11 3.083D yc= 0.67 rad yc/D= (1/2) x (1 – cos θc/2) yc/0.67)/ 3.28)/2= 3.15=0.67] (1/3) Ic= =[0.13 3.Cálculo para o ângulo central por tentativas θc θc= sen θc +4.67 .15/ (8 sen(3.67))} 0.38 4.81/ (sen(3. 1981 o valor de yc pode ser estimado por: yc= 0.33 4 3.0933m y/D= 0.36 4.01/0.29 [sen(θc/2)] 0.02 3.5 Vc= {[9.30 4.81 x0.15(3.11 3.67 +0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.0x0.38 4.15/4) [ 1 – (sen 3.30 4.04 3.04 3.07 3.63 R= (D/4) ( 1 – sen θ/ θ ) R= (0.483 x (0.483 x (Q/D) 2/3 + 0.13+3.com.32 4.36 4.2.50} 0.89m/s Declividade crítica Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.67-sen 3.sen (θc)} 0.00101 x 5.0102 x 9.5 Vc=0.15) 2/3 + 0.34 4.28 Tomamos o valor médio θc= (4.40 4.67 /2))] x (3.

013 Aço soldado 0. polietileno 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.3. Tabela 26. Tabela 26. 26.65m no passeio.50m e na rua no máximo em 4.4).00m.013 Concreto 0.90m e 0.14 Profundidade do coletor De modo geral a profundidade mínima na rua é 0.Velocidades máximas conforme o tipo de material Velocidade máxima Material usualmente admitida (m/s) Ferro fundido 5 PVC e manilhas cerâmicas 5 Concreto 5 26.013 PVC 0.010 Ferro fundido com revestimento 0.011 Poliéster.16 Coeficiente n de Manning Os coeficientes n de Manning mais usuais estão na Tabela (26.15 Materiais Os materiais mais comuns são: • Cerâmico: diâmetros variam de 75mm a 600mm • Concreto simples: diâmetro de 200mm a 600mm • Concreto armado: diâmetro de 300mm a 2000mm • PVC: diâmetro de 100mm a 400mm • Polietileno e polipropileno: diâmetro de 63mm a 1200mm • Ferro fundido: diâmetro de 80mm a 2000mm • Aço: varia conforme o fabricante • PRFV (fibra de vidro): diâmetro de 300mm a 2400mm 26. A profundidade máxima no passeio varia de 2.012 Ferro fundido sem revestimento 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.011 26-15 .4.br 10/07/2008 26.Coeficientes n de Manning conforme os materiais Material dos condutos Coeficiente n de Manning Cerâmico 0.00m a 2.13 Velocidade máxima A velocidade máxima conforme norma NBR 9649/ 1986 é de 5m/s.

67 =0.013 e v=5m/s Q em L/s Imax=4. n2 V2 x [ 4θ/(D(θ-senθ)] 1/3 γ = peso especifico do esgoto= 10kN/m3=10.15m.19 Declividade mínima Na maioria dos países em todo o mundo usa o critério da velocidade mínima e daí calculam a declividade mínima.010 x 1. 26-16 .18 Velocidade máxima e declividade máxima A velocidade máxima admitida pela norma é 5m/s que é a mesma admitida em galerias de águas pluviais.0816 x [ 15. Conforme Rolim Mendonça et al.010 PVC.03 N/m2 26.04m/s.17Tensão trativa A tensão trativa σt é dada pela equação: σt= γ .4838m/m 26. v= 1. 0.7Q-0.45] 1/3 σt= 3.15(4. Achar a tensão trativa.5Q-0.0055 x Qi -0.82-seno3. mas a norma brasileira usa o critério da tensão trativa mínima de 1Pa e usando o coeficiente de rugosidade de Manning n=0. n2 V2 x [ 4θ/(D(θ-senoθ)] 1/3 2 2 σt= 10000x.47 Sendo: Iomin= declividade mínima (m/m) Qi= vazão inicial ( L/s) Há muito anos se usava o critério da velocidade mínima de arraste de 0.000N/m3 V= velocidade média (m/s) N= coeficiente de rugosidade de Manning θ= ângulo central em radianos σt= tensão trativa (Pa) Exemplo 26. n=0.67 Quando n=0.67 x Q -0.7Q-0.28/0. 1987 para 75% de seção para Q em m3/s Imax= 3.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.7 Sendo θ=3.67 Exemplo 26.04 x [ 4x 3. D=0.82/(D(3.03 Pa= 3.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.82)] 1/3 σt= 1.67 Para n=0.7x 13-0.com. σt= γ .br 10/07/2008 26.60m/s.8 Calcular a declividade máxima a ¾ da seção para a vazão de 13 L/s tubos de PVC Imax=2.82rad.013 temos a declividade mínima: Io min= 0.010 e v=5m Q em L/s Imax=2.64 x n2 x v 2.67 Imax=2.

1-Equações obtidas para a declividade mínima de modo a garantir tensão trativa maior que 1Pa.Declividades mínimas do Metcalf&Eddy para velocidade mínima de 0. Fonte: Tsutiya. 1999 ‘ Figura 26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 1999 26-17 .br 10/07/2008 Figura 26. 1999 Figura 26.60m/s Fonte: Tsytiya.1.com.Declividades mínimas do antigo DAE para velocidade mínima de 0.1.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.60m/s Fonte: Tsytiya.

25 x n -0.75 x Q 0.0055 x Q -0.75 x Q 0.8 x Q 0.375 Para n=0.0055 /130.375 V= 19.375 V= 15.20 Declividade mínima para qualquer valor de n Conforme Rolim Mendonça et al.375 V= 0.010-0.25 x I 0.47 Iomin=0.375 A declividade mínima será: Considerando: Tensão trativa mínima = 1 Pa γ= 10.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.47 Para n=0.61x n -0.0016m/m Na prática a declividade mínima que pode ser usada é I=0.013-0.1) .375 Ou V= 0.013 achar a declividade mínima conforme norma da ABNT.br 10/07/2008 Exemplo 26.0055 x Qi -0.25 x I 0. 1998 EPUSP.21 Diâmetro do coletor conforme Gonçalves.75 x Q 0.9 Dada a vazão de 13 L/s com n=0.000721 n-9.25 x I 0.013 I=0.25 x I 0.47 26.25 x I 0.0005 m/m.375 Entretanto o engenheiro Eugênio Macedo observou que com erro de 5% podemos aproximar o termo da equação: (R2/A)0.010 I=0.75 x Q 0. 26.4614 x Q -0.3 x Q 0.75 x Q 0.com. Ilha e Santos.013-0.61x 0.25 x I 0.25 x I 0. Io min= 0. 1987 a declividade mínima pode ser calculada pela seguinte equação: V= (R2/A)0.010 V= 0.375 Para tubos de PVC n=0.61=M Macedo denominou de M=0.25= 0.013 (manilhas cerâmicas) V= 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.000N/m3 M=0.61x 0.47 A norma adota: Para n=0.75 x Q 0.61x 0.61 ficando: V= M x n -0. O diâmetro do coletor predial D a ½ seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------26-18 (Equação 26.006 x Q -0.25 x I 0.47 Io min= 0.61 Macedo Q= vazão em L/s Teremos: I=0.

Q = vazão no coletor predial em L/s. n = coeficiente de Manning. Quando existe equipamento de jatos de água a sua eficiência se dá no máximo em 60m e portanto a distancia entre os PVs pode ser de 120m.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. (Equação 26. Há vários anos o Departamento de Águas e Esgotos (antigo DAE) fez pesquisas em milhares de poços de visita de esgotos salientado que inúmeros PV nunca foram abertos para manutenção enquanto que uma porcentagem menor é constante manuseado.5 L/s conforme a norma brasileira.com. 26. A meu ver o grande número de entupimentos em redes de esgotos se dá em trecho descendente seguido de trechos praticamente em nível e nestes locais os PV serão constantemente abertos para manutenção.320 Sendo: D = diâmetro do coletor predial em metros. I = declividade do coletor predial em m/m.644 O diâmetro do coletor predial D a ¾ da seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------8. 26.22 Vazão mínima Quando um coletor não temos vazão mínima deve-se adotar o mínimo de 1.2) 26-19 .232 Distância entre os PV Depende do equipamento disponível. Até o presente momento não temos critérios firmes de localização de PV.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/07/2008 6.

br 10/07/2008 Figura 26.com.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.6.Poço de visita típico Fonte: Crespo. 1997 26-20 .

8.br 10/07/2008 Figura 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Poço de visita com tubo de queda Fonte: Crespo.com.Poço de visita com tubo de queda e dissipador de energia retangular Fonte: Crespo. 1997 26-21 .7.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 1997 Figura 26.

basta fazer um rebaixo relativa a perda de carga localizada calculada.05 (V12/2g .V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com contração súbita com entrada bem arredondada Ho= 0. 1994 Qasim.com.24 Perdas de cargas As perdas de cargas nos poços de visita onde há uma mudança de direção e dos poços de visita de passagem dos esgotos sanitários.br 10/07/2008 26. geralmente não são consideradas.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Entretanto caso se queira levar em conta as perdas de cargas localizadas num poço de visita.1 (V12/2g .V22/2g) V1= velocidade a montante (m/s) V2= velocidade a jusante (m/s) Perda de carga com alargamento súbito com entrada arredondada Ho= 0. 1994 apresenta as perdas de cargas localizadas em canais livres de uma maneira bem sucinta que passamos a descrever: Perda de carga com contração súbita com entrada chanfrada Ho= 0.5 (V12/2g .2 a 1.25 (V12/2g .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com alargamento súbito com entrada chanfrada Ho= 0.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com contração súbita com entrada arredondada Ho= 0.0 (V12/2g . contando-se com isto com altura da lâmina de esgoto que no máximo deve ser de 75% do diâmetro. As perdas distribuídas hf são: hf= S x L S= [(Q x n/ (A x R2/3)]2 A perda de carga distribuída hf numa tubulação de comprimento L será: hf= S x L = L x [(Q x n)/ (A x R2/3)]2 Sendo: n=rugosidade de Manning L=comprimento (m) Q= vazão (m3/s) A= área molhada (m2) R= raio hidráulico (m) S= perda distribuída (m/m) Perdas localizadas conforme Qasim.V22/2g) V1= velocidade a montante (m/s) V2= velocidade a jusante (m/s) 26-22 .

1999 mostra as perdas de cargas localizadas (hf) em poços de visita: • Nas passagens retas: 0. num rio ou noutra tubulação de maior dimensão temos a equação: Ho= 1.0m/s achar a perda de carga num PV de passagem e num poço de visita a 90graus com dispositivo de desvio.com.00 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 45º Ho= 0.00 (V2/2g ) Quando uma rede de esgoto é lançada num lago.0 x (Vo2/2g) Conforme Martins .br 10/07/2008 Sifão Ho= 2.40 (V2/2g Mudança de direção no PV de 45º com dispositivo de desvio Ho= 0. 26-23 .78(V2/2g ) Passagem direta por um poço de visita Ho= 0.10 Dada a velocidade de V=2.30 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 90º com dispositivo de desvio Ho= 1. 1987 in Tsutya.03m • Nas curvas: • Se Rc <2D então hf= V2/40 • Se 2D <Rc <8D então hf= V2/80 Sendo: Rc= raio da curva (m) V= velocidade a montante (m/s) D= diâmetro do conduto (m) Exemplo 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 x (Vo2/2g .05 (V2/2g) Passagem direta por um poço de visita terminal Ho= 1.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.30 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 90º Ho= 1.Vd2/2g) Sendo: Vo= velocidade das esgotos sanitários na saída (m/s) Vd= velocidade do local de lançamento (m/s) No caso de o lançamento ser feito em um lago ou reservatório Vd=0 e então teremos: Ho= 1.

006 m3/s. A tubulação transversal de um coletor pode funcionar a seção plena e a seção variável.5) usando y/D = 0. I .10 8/3 . D achar y= ? Dados: Vazão no coletor predial = 6 L/s = 0.00 (V2/2g ) Ho= 1. • Dados Q. n.256004 Consultando a Tabela (26. Uma maneira prática de se calcular os parâmetros hidráulicos é usar as Tabelas (26. 26. I ½ =0. 0. Araujo.8) elaboradas pelos professores Ariovaldo Nuvolari e Acácio Eiji Ito da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP) e citado no livro Neto. 1998.069m (altura da lâmina d’água) Calculemos a velocidade média v.00 (22/2x9. v.10m teremos: y= D . onde o valor da lâmina d’água y é menor que o diâmetro.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. I .4429. D=0.1) entrando com o número adimensional 0.Ito.05 (V2/2g) Ho= 0.20m 26. n /D 2/3 .1998.26 Dimensionamento de coletores circulares usando tabela de parâmetros adimensionais conforme Neto.81)=0. Q . n=0.69 = 0.69 = 0.25 Critério de vazões A norma brasileira 9649/86 introduziu o conceito que em tubulações de esgoto deverá calculada pela vazão inicial (Qi) e vazão final (Qf).02 m/m ou seja 2%. 0. n / (D 8/3 . 0. I .01m Mudança de direção no PV de 90º com dispositivo de desvio Ho= 1. Da Tabela (26. Ito. 0. Primeiro problema: Dados Q.1 . Araújo.013) / 0. I= declividade do coletor em m/m.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.02 ½ = 0.br 10/07/2008 Passagem direta por um poço de visita Ho= 0.1).10m. Como o valor de D=0.69 achamos o parâmetro adimensional 0.com. D achar y= ? • Dados y . D= diâmetro do coletor em m.006 . Na prática existem dois tipos básicos de problema. n. I ½ )= (0. n .256004 achamos: y/D = 0. D achar Q= ? Sendo: Q= vazão no coletor em m3/s.05 (2. I=0. Y= lâmina d’água em m. n= coeficiente de rugosidade de Manning .81)=0.69.013.1) a (26.4429 donde 26-24 . Comecemos calculando o parâmetro adimensional da Tabela (26.02/2x9.

46 Tabela 26.65 26-25 .66 4.16 4. n / (I 1/2) )3/2 = ((1.70 4. I σt = γ . RH .02 = 5. σt = γ .13 4.16 4.82 4.07 [sen(θc/2)] 1/6 5.25 4.32 4.72 4.68 4.76 4.76 4.12/3) .89 Pa >> 1 Pa.44 4.06 4.43 4.07 [sen(θc/2)] 1/6 θc 4 5.95 4.021/2))/0.000x 0.11 5.67 θc= sen θc + 0.41 4. I = 10.44 4.com.13 [sen(θc/2)] 1/6 x 46.81) 1/3 [sen(θc/2)] 1/6 x 0.13 4.37 4.41 4.21 4.90 4.32 4.86 4.86 4.72 4.66 4. RH .74 4.4429xD 2/3 .28 4.(0.00 4.68 4.34 4. I ½)/n = (0.74 4.90 4. tiremos o valor do raio hidráulico. v= (1/n) RH 2/3 I ½ RH = (v.029x 0.82 4.06 5.70 4.95 4.br 10/07/2008 v= (0.79 4.5.02 ½ )) 3/2 = 0. Pela fórmula de Manning.37 4.03 x 0.00 4.4429 .28 4. Ângulo central crítico θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/6 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.79 4.11 5.10 -1. OK.06 4.25 4.73 θc= sen θc + 6.43 4.Cálculo por tentativas sen θc + 6.013 = 1.39 4.013)/(0.39 4.03 m/s.029 m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.34 4. (0.0062/9.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.06 5.21 4.46 4.

044 m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.5 Vc= 1.73rad=271graus Velocidade critica Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (θc .50.63 4.02 ½ )= 0.49 Adotamos θc= 4.5 Vc= {[9. (0. Uma solução imediata é aumentar o diâmetro para o seguinte.73 /2))] x (4.81x0.com. I = 10. n .10/ (8 seno(4.73 .63 4. n / (I 1/2) )3/2 = ((1.88m/s.013)/(0.67 x 0.02 ½ ) =0.10m então temos a relação y/D y/D = 0. então D=0. 0.666m Entrando na Tabela 6. I . D=0.2430 Q= (0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.15 8/3 x 0.175 x (5.73))} 0. Pela fórmula de Manning.15m.666 v.8 Pa >> 1 Pa 26-26 .48 4. σt = γ .1m (altura da lâmina d’água) Solução: Como temos a altura da lâmina d’água y=0. n / (D 8/3 . 0.044 .013 / (0.br 10/07/2008 4.1/0.15m. I=0. 0.2430 /0. I ½ =0. n=0. I ½)/n = (0. 0.013) .47 4. I ½ )= Q x. I σt = γ .35 .64 4. y=0. RH .73} 0. RH . tiremos o valor do raio hidráulico.1) tiremos o adimensional 0.0167 m 3/s Procuremos o valor da velocidade média e da tensão trativa. n /D 2/3 .4390 x (0.152/3) x(0.021/2))/0. D achar Q= ? Dados: Vazão no coletor predial = ? m3/s.15 = 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.48 4. Segundo problema: Dados y .02 ou seja 2%.4390xD 2/3 .seno (θc))} 0.02 ½ )) 3/2 = 0. v= (1/n) RH 2/3 I ½ RH = (v.013 = 1.013.00m/s Como a velocidade V= 1.000 .65 4.4390 donde v= (0.666 obtemos 0.64 4.35 m/s.seno (4.00m/s > Vc=0. Da Tabela (26.02 = 8. Regime supercrítico Como a velocidade é maior que a velocidade critica então conforme a NBR 9649/86 o valor y/D deverá ser menor ou igual a 0.15 2.4390 relativo a y/D= 0.4 com y/d=0.47 4.5 Vc= {0.2430 Q .

br 10/07/2008 26-27 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.com.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

2842 0.66 0.51 0.03 0.63 0. Fernandez. n / (D 8/3.2200 0. 1998 Q .0041 0.0196 0.57 0.2705 0.1825 0.06 0.0095 0.0427 0.0394 0.70 0.13 0.64 0.07 0.80 Fonte: Netto.0273 0.75 0.56 0.2969 0.08 0.0009 0.0151 0.23 0.20 0. Araujo e Ito.0331 0.02 0.65 0.72 0.2357 0.0031 0.0131 0.79 0.2040 0.27 0.29 0.30 0. I ½) y/D 0.75 0.2147 0.0571 0.3008 0.77 0.21 0.0362 0.54 0.2305 0.68 0.2253 0.0065 0.67 0.0113 0.61 0.58 0. I ½) 0.62 0.2797 0.0052 0.0220 0.17 0.73 0.0534 0.2885 0.14 0.09 0.1772 0.6-Condutos circulares em regime permanente y/D Q .0022 0.1987 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.12 0.0497 0.com.04 0.53 0.59 0.22 0.10 0.18 0.2609 0.69 0.71 0.1879 0.78 0.1933 0.2752 0.28 0.0173 0.11 0.60 0.0461 0.05 0.0301 0.2658 0.0610 0.2510 0.76 0.26 0.15 0.1665 0.0246 0.3046 26-28 .1718 0.0001 0.0002 0.16 0.1611 0.01 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.0079 0. n / (D 8/3.52 0.55 0.0005 0.0015 0.br 10/07/2008 Tabela 26.2094 0.2409 0.2560 0.19 0.24 0.25 0.2460 0.2928 0.

98 0.3116 26-29 .36 0. Araujo e Ito.45 0.33 0.3351 0. Fernandez.34 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0864 0.3345 0.1298 0.46 0.95 0.93 0.44 0.1050 0.49 0.br 10/07/2008 Tabela 26.7-Condutos circulares em regime permanente y/D Q .0733 0.48 0.99 0. I ½) 0.3293 0.3339 0.92 0.88 0.3238 0.3340 0.3247 0.31 0. 1998 Q .84 0. n / (D 8/3.3335 0.37 0.1349 0.39 0.81 0.97 0.3321 0.1099 0.1505 0.3083 0.32 0.96 0.1003 0.3118 0.86 0.0650 0.3352 0.40 0.1197 0.47 0.1558 1.38 0.43 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.0909 0.00 Fonte: Netto.3263 0.1401 0.0956 0.85 0.1247 0.50 0.8^7 0. I ½) y/D 0.42 0.3305 0.83 0. n / (D 8/3.3151 0.com.0819 0.3211 0.94 0.91 0.0776 0.90 0.3322 0.3182 0.89 0.1148 0.82 0.3285 0.35 0.0691 0.1453 0.41 0.

1061 0.30 1.6360 0.06 4.51 0.75 0.4854 0.52 0.73 0.7696 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.69 0.8208 0.16 2.18 2.8176 0.56 0.8989 0.6496 0.9332 0. n/(y 8/3 .11 2.13 2.2935 0.7436 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.12 2. 1998 Q.63 0.6318 0.6120 0.25 1.21 1.7208 0.7212 0.8332 0.0201 0.5132 0.60 0.9339 0.com.17 2.8820 0.15 2.58 0. I ½) y/D 0.7295 0. n/(y 8/3 .23 1. Fernandez.9705 0.5966 0.1326 0.61 0.5509 0.29 1.14 2.78 0.9529 0.5903 0.2043 0.0613 0.09 3.4107 0.10 3.70 0.6624 0.8-Condutos circulares y/D Q.02 7.55 0.20 1.5640 0.5523 26-30 .77 0. Araujo e Ito.1118 0.79 0.9950 0.26 1.76 0.67 0.19 2.5998 0.7662 0.8491 0.7579 0.9162 0.br 10/07/2008 Tabela 26.59 0.27 1.7579 0.6805 0.80 Fonte: Netto.04 4.24 1.6753 0.68 0.72 0.53 0.8654 0.8022 0.65 0.8606 0.2097 0.01 10.6244 0.28 1.03 5.7872 0.74 0.7872 0.7436 0.54 0.07 3.7724 0.5878 0.08 3.4207 0. I ½) 0.22 1.5758 0.64 0.62 0.0009 0.8752 0.9625 0.57 0.66 0.3849 0.71 0.05 4.7724 0.

88 0.37 1.39 1.3954 0.1365 0.3602 0.1138 0.com.1600 0.34 1.84 0.2091 0.2348 0.4842 0.32 1.4953 0.4289 0.83 0. Fernandez.94 0.43 1.3469 0.91 0.42 1.4066 0.4399 0.47 1.00 0.48 1.5179 0.85 0.41 1.4620 0.0916 0. Araujo e Ito.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.87 0.5066 0.97 0. 1998 26-31 .35 1.4178 0.81 0.33 1.0701 0.40 1.95 0.50 0.3776 0.9-Condutos circulares em regime permanente Q.96 0. I ½) y/D Q.3116 Fonte: Netto.3840 0.38 1.46 1.99 0.36 1.3723 0.0491 0.9894 1.93 0.4426 0.82 0.3335 0.0088 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4771 0.49 1.98 0.2889 0.4731 0.2614 0.3475 0.3174 0.86 0.45 1.4509 0. I ½) y/D 0.89 0.br 10/07/2008 Tabela 26. n/(y 8/3 .92 0.1841 0.5407 0.5293 0.0287 0.4094 0.31 1.44 1.90 0. n/(y 8/3 .

0353 0.4065 0.2716 0.3023 0. n /(D 2/3 .0730 0.2843 0.4034 0.4523 v. Araujo e Ito.53 0.23 0.1877 0.17 0.19 0.4256 0.18 0.4323 0.20 0.2905 0.02 0.27 0.68 0.28 0.09 0.60 0. Fernandez.br 10/07/2008 Tabela 26.30 0.2780 0.4469 0.4002 0.73 0.79 0.4489 0.63 0.65 0.10-Condutos circulares em regime permanente y/D v.52 0.2650 0.77 0.21 0.3080 0.2441 0.08 0.07 0.01 0.06 0.4180 0.16 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.59 0.4505 0.4301 0.4457 0.1965 0.58 0.57 0.80 Fonte: Netto.2512 0.51 0.1381 0.4231 0.1019 0.4124 0.4095 0.05 0.56 0.71 0.1147 0.0559 0. 1998 y/D 0.76 0.1691 0.4343 0.61 0.4498 0.72 0.75 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.04 0.55 0. I ½) 0.66 0.4429 0.4279 0.1592 0.25 0.2367 0.com.2291 0.64 0.4414 0.2965 0.67 0.4206 0.11 0.4381 0. I ½) 26-32 .4444 0.4512 0.70 0.2214 0.13 0.74 0.4480 0.2051 0.26 0.03 0.29 0.4153 0.1489 0.4398 0. n /(D 2/3 .12 0.15 0.4517 0.22 0.54 0.62 0.14 0.69 0.4362 0.2133 0.1786 0.0881 0.24 0.2582 0.10 0.1267 0.78 0.4520 0.

39 0.31 0.4402 0. n /(D y/D v.48 0.3190 0.85 0.00 0.4514 0.90 0.84 0.99 0.40 0. I ½) 0. Araujo e Ito.4213 0.98 0. Fernandez.88 0.4142 0.96 0.3243 0.4524 0.3443 0.46 0. 1998 2/3 .49 0. I ½) 26-33 .3295 0.47 0.4489 0.3934 0.3535 0.97 0.81 0.3748 0.4425 0.3899 0.11-Condutos circulares em regime permanente y/D v.4267 0.4476 0.3345 0.93 0.82 0.3787 0.83 0.45 0.87 0.3825 0.3708 0.95 0.33 0. n /(D 2/3 .44 0.41 0.94 0.36 0.89 0.3968 Fonte: Netto.34 0.35 0.4345 0.4519 0.4507 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4462 0.4376 0.com.43 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.92 0.4524 0.91 0.3863 0.37 0.3490 0.38 0.3580 0.br 10/07/2008 Tabela 26.3394 0.4499 0.3666 0.32 0.86 0.3624 0.3968 1.50 0.4445 0.42 0.4309 0.3136 0.4522 0.

5410 0.19 0.7007 0.6144 0.7163 0.64 0.74 0.5779 0.7340 0.6048 0.62 0.7365 0.7389 0.56 0.11 0.7414 0.5848 0.com.5563 0.76 0.7608 0.10 0.5916 0.02 0.77 0.5744 0.7111 0.6080 0.23 0.27 0. I ½) y/D 0.6112 0.57 0.5330 0.67 0.7463 0. n/(y2/3 .69 0.br 10/07/2008 Tabela 26.21 0.7487 0.6015 0.5487 0.6873 0.6260 0.7214 0.68 0.54 0.20 0.6954 0.59 0.5371 0.7315 0.7239 0.08 0.7059 0.6980 0. Fernandez.5290 0.7536 0.12-Condutos circulares em regime permanente y/D v.22 0.73 0. 1998 v.17 0.5248 26-34 .7584 0.29 0.52 0.18 0.09 0.15 0.7188 0.5882 0.04 0.7511 0.6827 0.79 0.06 0.25 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.53 0.75 0.78 0.7085 0.26 0. Araujo e Ito.80 Fonte: Netto.65 0. I ½) 0.16 0.01 0.5449 0.05 0.58 0.14 0.5673 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.28 0.7438 0.5814 0.66 0.7137 0.72 0.63 0.7560 0.60 0.6207 0.71 0.51 0.70 0.7265 0.6238 0.24 0.03 0.5949 0.30 0.5637 0.7033 0.12 0.7290 0.61 0.07 0. n/(y2/3 .6900 0.5709 0.5600 0.55 0.13 0.5982 0.5525 0.6176 0.

31 0.6508 0.6299 1.6566 0.6819 0.92 0.5164 0. 1998 v. I ½) 0.84 0.40 0.39 0.13-Condutos circulares em regime permanente y/D y/D v.85 0.6736 0.4888 0.6846 0.5076 0.6680 0.4354 0.81 0.97 0.6 0. n/(y2/3 .83 0.89 0.82 0.38 0.00 Fonte: Netto.6360 0.36 0.98 0.46 0.5206 0.5030 0.94 0.41 0.6652 0.6390 0.99 0.6330 0.88 0.3968 26-35 .93 0.6764 0.4733 0.6595 0.6791 0.4984 0.86 0. Fernandez. n/(y2/3 .47 0.6623 0.com.5120 0.96 0.43 0.4838 0.6449 0.4560 0.33 0.4786 0.87 0.4428 0.90 0.44 0.32 0.4678 0.50 0.35 0.42 0.49 0.91 0.34 0.4936 0.6479 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.4271 0.6537 0.4170 0.95 0.48 0.45 0.449. Araujo e Ito.br 10/07/2008 Tabela 26. I ½) 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6420 0.37 0.6708 0.4620 0.

vazão de 15m3/s e declividade da parede de 1 na vertical e 3 na horizontal ( z=3). a altura critica no tubo é de 0.1) 3 2 sendo Q a vazão (m /s) e g=9. (ψ / z 0.27 .1) Exercício 26.26) . ψ 0.11. Primeiramente calculamos ψ ψ = Q2 / g = 15 2 / 9.81 m/s .25 ) 0. b 1.25 = 0.81 .25 ) 0.25 = (1. Primeiramente é definido um termo denominado ψ = Q2 / g ( Equação 26. ψ = Q2 / g = 152 / 9.25 sendo D o diâmetro da tubulação.81 = 22.50. Exercício 26.27 . a altura critica é: yc = 0. mostra quatro equações semi-empíricas para a estimativa da altura crítica yc extraídas de trabalho de Straub.81 . Seção retangular (Equação 26.2) yc = (ψ / b2) 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.01 / D 0.com.75 .12 Calcular a altura crítica de um tubo de concreto de diâmetro de 1.36m.01 / 1.33 sendo b=largura do canal (m). vazão de 15m3/s.26) . Seção circular ψ = Q2 / g yc = (1.92 0.7Hydraulic of Open Channel Flow.04. Primeiramente calculamos ψ ψ = Q2 / g = 32 / 9.81 = 22.01m 26-36 .33 = 1. (Equação 26.b/ 30z = 0.00m.b/ 30z ( Equação 26. a altura critica do canal é de 1.01 / D 0.36m Portanto.26) .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5m para conduzir uma vazão de 3m3/s. 1982.97m Seção trapezoidal Para a seção trapezoidal de um canal com base b e inclinação das paredes 1 na vertical e z na horizontal.25 ) 0. (ψ / z 0.94 yc = (ψ / b2) 0. 3 1.81 = 0.br 10/07/2008 26.75 .97m Portanto.27 Equações semi-empiricas para estimativa da altura crítica French in Mays. b 1. ( 22.3/ 30.13 Achar a altura critica de um canal trapezoidal com base de 3.0.27 . Calcular a altura crítica de um canal retangular com largura de 3. ψ 0.33 = (22.00m.75 .1) Exercício 26. 0. 1999 em seu livro Hydraulic Design Handbook capítulo 3.94 / 32) 0.3 = yc = 1.92 yc = (1.03 = 1.94 yc = 0.94 / 3 0.81 .

18 rad= 239.4 θ 3.30-1. θ= sen θ + 2 2.0928/0.18 = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 4.011m/m com diametro de 300mm e n=0.6 θ 0.09= cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) -0.14.01m Exemplo 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.14.56 4. I 26-37 A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.4962=-2 y/D=-2y/0.6 0.64m/s O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 P=(4.com.6 D-1.4 Tabela 26.847.013 (Manning).75 A área molhada “A”: Equação da continuidade Q= A x V V= Q/A= 0.30 y=1.18 Portanto.56 4.18/2 = 2.18 4.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.013x0.30=0. R .6 (0.033m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.18 4.0928/0.4 θ= sen θ + 2 2.6 θ 0.30/4) (1-(seno 4.5 graus θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) ou θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 4.18 4. σt = γ .Cálculos para achar o ângulo central do escoamento normal θ= seno θ +2.18)/8=0.847.br 10/07/2008 Portanto.18)=0.224/ 0.-567= 1. 1987 Dimensionar um coletor para vazão de 92.8 L/s no fim do plano com declividade de 0.18 – seno 4.4962x0.30)/2=0.627m O raio hidráulico “R”: R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.Rolim Mendonça et al. θ 0.00 4.302 ( 4.4 θ= sen θ +2.23 4.0567m2 .18)/ 4.30/2= 0. a altura critica é de 1.18 x 0.23 4. θ 0.4962 = ( 1 – 2 (y/D)) -1.6 (n Q/I 1/2) 0.18 4.224m y/D= 0. o angulo central θ =4.0111/2) 0.

85 [sen(θc/2)] 1/3 Tabela 26.033x 0.97 4. OK.255)} 0.129m/m 26-38 .br 10/07/2008 σt = γ .81/ (sen(3.715rad θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 3. Ângulo central crítico θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.30)) -0.3/2=0.715/2))] x [3.68 2.03 4.5 Vc= {[0.64 Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (θc .383] x (4.3 -1.30)) 3.33 [sen(θc/2)] 1/3 x 0.000x 0.71 4.Cálculos do ângulo central sen θc +5.45 3.28x0.0 D (θc – senθc))] (1/3) Ic= =[0.09282/9.40 θc O problema apresenta dois valores 3.30=0.63 Pa >> 1 Pa.01 4.01 4.715 rad Portanto.71 4.50 2.784 [sen(θc/2)] 1/3 x 7.45 3.28= .03+4.97 4.91 2.com.27m/s Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.5 Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (3.28= 1.192/0.68 2.03rad e 4.85 4.2y/0.46 θc= sen θc +5.42 3.85 4.715))} 0.3 -1.91 2.50 2.40/2 = 3.715))] (1/3) Ic=0.0132 x 9.715 .56 2.5 Vc=1.93 4.0 x0.seno (3.81) 0.30 (3.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. R .93 4. I = 10.85 [sen(θc/2)] 1/3 4 4.56 2.40rad e tomamos a nmedia.03 4.715 – sen 3.3 yc= 1.15.715rad= 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/0. o angulo central critico θc=3.7154/ (2. 3.42 3.011 = 3.67 θc= sen θc +0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.715/2= cos-1 ( 1 – 2 (y/0.seno (θc))} 0.2y/0.192m y/D= 0.

64m/s Se a velocidade 1. 1981 Tabela 26.28 Elementos hidráulicos numa seção circular Metcalf & Eddy.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.com.29m/s Como 1.35m. Análise da velocidade Velocidade normal= 1.29m/s então temos segundo a NB no item 5.19) Tabela 26. 1981 26-39 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.29 o regime de escoamento é supercrítico ou torrencial. 1981 apresentam as Tabelas (26.Valores de K para secção circular m termos da altura da lâmina de água d.17-Valores de K´ para secção circulas em termos do diâmetro do tubo Q= (K´/n) D 8/3 .br 10/07/2008 Regime de escoamento Velocidade em regime normal de escoamento= 1.64m/s Velocidade crítica= 1.16) e (26. S1/2 Fonte: Metcalf&Eddy. 26.50 Então adotamos D=0. S1/2 Fonte: Metcalf&Eddy.16.1.64>1.1 de fazer com que y/D≤ 0.17) bem como a Figura (26. Q= (K/n) d 8/3 .64> Vc=1.

Elementos hidráulicos de tubo circular Fonte: Metcalf&Eddy.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/07/2008 Figura 26.19. 1981 Figura 26.Elementos hidráulicos de tubo circular Fonte: \Hammern 1979 26-40 .20.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.com.

30= 0.22 Como: Atotal = PI x 0.22 x 0.070686m2=0.28 x 0. S1/2 D= (Q.30m S= 0.n) / (D 8/3 . d= 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.070686m2 A/Atotal = 0.641m/s Exemplo 26. S1/2 Como d/D= 0. adotamos D=0.28 achamos A=Atotal = 0.15x0. Dados: Q=0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.015) / (0.01 x 0.30/ 4=0.28 Portanto.br 10/07/2008 Exemplo 26.001 m/m n=0.22 A= 0.16.15m3/s 65% cheio= d/D=0. 1981 Determinar a altura da lâmina liquida e a velocidade de um escoando com secção parcialmente cheia.17) com K´= 0.01m3/s Solução Vamos tirar o valor de K´ Q= (K´/n) D 8/3 . Usemos a equação da continuidade Q= A x V portanto V=Q/A Temos que achar a área molhada. Dados: D=0.65 S=0.015 (coeficiente de rugosidade de Manning) Q=0.n)/ (K´ .Extraído de Metcalf & Eddy.0526 achamos d/D=0.30 x 0.236 Vamos então tirar o valor de D.0051/2 )=0.65 entrando na Tabela (26. 1981´ Determinar o diâmetro.084m Vamos achar a velocidade. Q= (K´/n) D 8/3 .605m Portanto. S1/2 K´= (Q.15.0526 Entrando na Tabela (26.0011/2) =0.005m/m n=0.17) achamos K´= 0.013 Q= (K´/n) D 8/3 .236x 0. S1/2 ) K´= (0.60m 26-41 .3 8/3 x 0.0156m2=0.013)/ (0.01m3/s/ 0. S1/2) D= (0.0156m2 V= Q/ A = 0. Entrando na Figura (26.Extraído de Metcalf & Eddy.19) com d/D=0.

João Pessoa. Editora UFMG. A. 1973. -HAMMER. 1999. Editora Universitária. 1979.br 10/07/2008 26. 547 páginas 26-42 . Projeto e Construção de redes de esgotos. -AZEVEDO NETO. Sistemas de abastecimento de água e esgotos. Coleta e transporte de esgoto sanitário. PEDRO ALEM.29 Bibliografia e livros consultados -ABNT NBR 10158/87 Tampão circular de ferro fundido.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 563 páginas. MARK J. Dimensões. CARLOS. EPUSP. -MENDONÇA. -ABNT NBR 9649/86 Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO.. PATRICIO GALLEGOS. Editora Livros Técnicos. JOSE M. 433 páginas. Sistemas de esgoto sanitário. -TSUTIYA.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. -CRESPO.com. -LENCASTRE. Faculdade de Saúde Publica e CETESB. -ABNT NBR 7362/90. 129páginas. 1983. 8ª Ed. 452 páginas. Tubo de PVC rígido com junta elástico. JOSÉ M. 1987. -ABNT NR 9814/87 Execução de rede coletora de esgoto sanitário -AZEVEDO NETO. -FERNANDES. Hidráulica Geral. 416páginas. 669páginas. Manual de Hidráulica. 654 páginas. SERGIO ROLIM et al. 1997. coletor de esgoto. Esgotos sanitários. Rio de Janeiro. Sistemas de esgotos. 1997. Edição Luso-Brasileira.

br Capítulo 27 Método de Muskingum-Cunge 27-1 .Curso de esgotos Capitulo 27.com.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.

3 27.com.Método de Muskingum-Cunge Introdução Routing de rios e canais usando o método de Muskingum Routing de rios e canais usando o método de Muskingum segundo FHWA Routing de rios e canais usando o método de Muskingum-Cunge segundo FHWA Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge segundo Chin quando há canal lateral Método de Muskingum-Cunge segundo Chin Método de Muskingum quando há canais laterais Método de Muskingum-Cunge segundo Tucci Bibliografia e livros consultados 23 páginas 27-2 .br SUMÁRIO Ordem 27.7 27.8 Assunto Capítulo 27 .Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 27.3.4 27.2 27.1 27.6 27.5 27.1 27.

2 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum Conforme Chaudhry. (Equação 27.1) Figura 27. onde S é proporcional a diferença entre a entrada e a saída.Método de Muskingum-Cunge 27. o armazenamento depende da vazão de entrada e de saída. 2000 27-3 .com. O Método de Muskingum para o chamado “flood routing” foi desenvolvido em Ohio pela primeira vez em 1938 no rio Muskingum por McCarthy do US Army Corps of Engineers e. Em um canal podemos escrever conforme Akan.1) e (27.5. O valor de X varia entre 0 ≤ X ≤ 0.O e uma cunha K. para routing de rios e canais são usados uns dos quatros métodos: • Método de Muskingum. O armazenamento no canal forma um prisma onde S (storage) é proporcional a O (output) e o armazenamento em cunha.Curso de esgotos Capitulo 27. 1988. é também. conforme Figuras (27. 1993: dS/dt = I – Q Sendo: S= volume de água no canal (armazenamento) I= vazão a montante Q= vazão a jusante (nota: as vezes usa-se a notação “O” de output) t= tempo. 27.1 Introdução O Método de Muskingum-Cunge tem como objetivo a propagação de cheias em rios.2. Para o routing de reservatórios normalmente é usado o método modificado de Pulz e.X (I –O). Para armazenamento em reservatórios X=0 e quando o armazenamento marginal está cheio X= 0. conforme a Figura (27. chamado de Muskingum routing.5. • Método de Muskingum-Cunge. O cálculo exato seria o uso das equações gerais de Saint-Venant conforme Porto.1 . Vamos expor as idéias de routing elaborados por McCuen no FHWA (Federal Highway Administration) que faz parte do Highway Hydrology. sendo o valor típico 0. Em rios naturais o valor de X é usualmente entre 0 e 0. 1993 para um trecho de um canal com movimento não uniforme. mas devido as dificuldades de levantamentos de dados usa-se o método de Muskingum-Cunge. As aplicações de routing são basicamente duas: routing de reservatórios e routing de rios e canais. conforme Chow et al.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.2). podemos ver a combinação de um prisma de armazenamento K. 2003. Dica: a secção é constante durante todo o trecho No Método de Muskingum.Esquema do canal para aplicação do Método de Muskingum.br Capítulo 27 . Observar o prisma e a cunha.3. Fonte: Chin. sendo K o tempo de trânsito até o local desejado e “O” a vazão naquele local.1).

9) Uma das dificuldades de se aplicar o método de Muskingum é adotar Δt.3 (Handbook of Hydrology. Fonte: Chaudhry.6) (Equação 27.8) (Equação 27. 1993 Isto pode ser escrito da maneira usual de aplicação do Método de Muskingum. Para cada valor de X adotado.2) S= K [X.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.603).(Q1+ Q2)/2 Usando a Equação (27. I a vazão na entrada e Q a vazão no ponto considerado.2 para canais naturais. capítulo 10). p.br Figura 27.4) (Equação 27.5) (Equação 27. Observar o prisma e a cunha.Curso de esgotos Capitulo 27.1 e 0. Podemos reescrever a Equação (27. podemos achar um valor de K. Usualmente o valor de X está entre 0. O mais usado é X= 0. I + (1 – X) Q] (Equação 27. Q= vazão na saída (m3/s).00 (Equação 27. K= constante do travel time (tempo de trânsito ou tempo de translação) X= fator entre 0 e 1.1) para o intervalo de tempo Δt: (S2 – S1)/ Δt = (I1 + I2)/2 .com. O intervalo de tempo Δt quando há ramificações laterais deve ser igual ao menor tempo.2 (McCuen. I= vazão na entrada (m3/s). O básico do método de Muskingum é que para se achar os valores de K e de X temos que usar os dados de entrada e de saída e através de tentativas e erros achar qual o valor melhor de K e de X.X) -(Δt / K)]/ A Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.Esquema do canal para aplicação do Método de Muskingum. S= K. conforme Figura (27.Q +K.4): Sendo: Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1.3). O melhor valor de K será aquela curva que é praticamente uma linha reta. 27-4 . Usualmente X= 0.X (I – Q)] (Equação 27. K e X.3) Sendo: S= volume. sendo S o armazenamento.7) (Equação 27.0.3) após as simplificações obtemos genericamente a Equação (27.2 .

Exemplo 27. o que na maioria das vezes só possuímos os valores de entrada. podemos estimar o valor de K como o tempo de trânsito da seção A até a seção B. 274 O grande inconveniente de se usar o Método de Muskingum é que se precisa dos valores de entrada e de saída.3.2 e 0.com.5.95h quando não há retificação do canal. Na Figura com X= 0.4) que consta no FHWA. A velocidade média é V= 1. por exemplo.Aplicação do Método de Muskingum Vamos usar um exemplo da Figura (27. Dica: o método de Muskingum-Cunge considera o amortecimento e devido a isto que é usado em dimensionamento de coletores troncos de esgotos sanitários.3 . cujo pico da descarga é Qmax= 84m3/s e Tr=25anos. Fonte: Linsley et al. Calcular a hidrógrafa em B. Dica: o método de Muskingum-Cunge funciona bem quando o tempo de pico do hidrograma de entrada é maior que 2h. Quando há mudanças de declividade ou de seção o calculo é feito por trechos prismáticos com declividade constante e mesma secção.br Figura 27. Na ausência de dados.Determinação do coeficiente K.79h.4m/s e o tempo de trânsito de A até B usando Manning é de 0.13 27-5 .5h A= 2 (1-X) + Δt /K= 2. 1982.95h é o tempo de trânsito da seção A até a seção B usando a equação de Manning. Supomos que o valor de K= 0.2 e Δt =0.00m.5 amplifica a hidrógrafa a jusante trazendo informações fora da realidade.Curso de esgotos Capitulo 27. Quanto ao valor de X vamos adotar X= 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. usa-se X entre 0. Considera-se que a vazão média é Qo= 34m3/s e a altura da lâmina de água é y= 2. pois valores de X>0.1 .2 temos aproximadamente uma linha reta e dela está o melhor valor de K e de X. Ainda usando o Método de Muskingum quando não se tem os pares de valores de entrada e de saída. De modo geral o valor de x deve estar entre 0 e 0. Calcular o hidrograma de um ponto B de um rio localizado a L= 4800m de um ponto A. p. Supomos que não há contribuição lateral no trecho. fornecida a hidrógrafa em A. usando a equação de Manning. Quando há retificação o tempo de trânsito será de 0. Vamos supor que não dispomos do par de dados de entrada e saída para avaliarmos corretamente os valores de K e X.

9 10.5 8 8.9 27.5 7 7.059 x13 + 0.5 3 3.505 x0=0.5 68.0m3/s E assim por diante.059 x7 + 0.5 6 6.5 4 4.5 10 10.5 5 5.8km teremos: Q2= 0.7 65.X) -(Δt / K)]/ A= 0.4 65.8 50.0 34.5 12 12.5 11 11.059 I2 + 0.Obtenção do hidrograma na seção B Seção A tempo (h) 0 0.5 10 10.505 Q1 Para tempo de 0.5 13 13.5 18.5 14 14.4 10.6 30.8 76.1 53.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.9 5.7 19.505 x0.8 72.436 I1 + 0.9 39.4=4.2 Com 4.5 9 9.5 4 4.5 3 3.7 16.3 64.8 23.5 8 8.5 2 2.5 11 11.436 I1 + 0.6 72.505 Q1 Q2= 0.00 Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Para o trecho com 4.5 7 7.5 1 1.5 56.br C0= [(Δt / K) – 2X]/ A= 0.2 7.0 45.5 27.0 74.9 58.5 2 2.4 15.7 36.com.5 1.5 12 12.4 0.1 4.1 16.2 31.3 2.1 12.4 4.5 13 13.505 Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.9 57.2 38.5 5 5.7 52.5 9 9.059 C1= [(Δt / K) + 2X]/ A= 0.7 4.5 25.5 14 14.9 0.3 13.4 9.0 9.3 18.4m3/s Para 1h temos: Q2= 0.8 40.436x7 + 0. Tabela 27.8 0.7 1.059 I2 + 0.7 0.8 76.4 22.436 C2= [2 (1.9 41.2 7.0 43.5 1 1.5h teremos: Q2= 0.8km Com 4km 27-6 .436x0 + 0.5 15 I (m3/s) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 Seção B O (m3/s) 0 0.5 26.1 75.3 tempo (h) 0 0.5 6 6.5 15 Seção A I (m3/s) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 Seção B O (m3/s) 0 0.4 0.Curso de esgotos Capitulo 27.1 .

com. q= descarga unitária. Segue aproximadamente a mesma equação de Muskingum: Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: C0= (-1 + C + D) / (1 + C + D) C1= (1 + C . conforme McCuen. segundo FHWA A grande vantagem e a popularidade do Método de Muskingum-Cunge é que.5 16 16. Y= lâmina da água (m) Os valores de C e D foram introduzidos através de: K= L/ c X= ½ .8km para 4. B. So= declividade média entre a seção A e a seção B (m/m).0m aumentará a vazão para 76. a vazão por metro de largura (q3/s/m) Qo= vazão média (m3/s). L) (Equação 27. V= velocidade média (m/s) do trecho entre a seção A e a seção B.0 0.0 Como resultado obtemos o hidrograma da Seção B onde obtemos a vazão de 75.Q/(So. A soma de C+D deve ser maior ou igual a 1.br 15.C + D) / (1 + C + D) Nota: pode ser negativo Os valores de Co + C1 + C2= 1 como o Método de Muskingum. mas ligeiramente menor que 1 para evitar dispersão.462585 C2=0. L= distância entre a seção A e a seção B (m).D) / (1 + C + D) Nota: pode ser negativo C2= (1 .13) 27-7 . Para 4km achamos: Co= 0.2 0. mas contém informações físicas típicas de um método de routing hidráulico. 1996 in Highway Hydrology.1 0. o Método de Muskingum-Cunge é um método híbrido de routing. Δt / L D= Qo/ ( B . So .5 16 16.433107 Quando houve a mudança de 4. D= razão da difusão. V = (5/3) .12) (Equação 27.0 0. pois parece com os métodos hidrológicos. Segundo McCuen. V = (5/3) . 27. Onde: C= c . (Q/A)= (5/3) (q/y) A= área molhada da seção transversal (m2). c= celeridade da onda (m/s) = β.8m3/s.5 17 0 0 0 0 0. Δt ≤ tp/5 (Equação 27. [1.Curso de esgotos Capitulo 27.11) (Equação 27. Deve estar perto de 1. c L)] Uma outra condição muito importante para aplicação do Método de Muskingum-Cunge é que o valor de Δt deve ser menor que 1/5 do tempo de pico da seção A.10) Sendo: C= coeficiente de Courant ou razão da celeridade. O método de Muskingum-Cunge é uma das soluções da equação da difusão e baseia-se nas equações de difusão da onda que provém das equações da continuidade e do momento. B= A/ y= área molhada (m2)/ lâmina de água (m).1 0.0 0. não precisa de dados hidrológicos para calibração e os dados são fáceis de serem obtidos.0 15. c . sendo que o pico na entrada era de 84m3/s a 4h. É uma espécie de número de Reynolds do trecho.104308 C1=0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.5 17 0 0 0 0 0. ou seja.3 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge.6m3/s a 5h. apesar de similar ao Método de Muskingum.

4).0 4.0 10.00114m/m. Um canal tinha 4. fornecida a hidrógrafa em A. Figura 27.5 . usando Manning. é de 0.Hidrograma no ponto A 27-8 .00095m/m.Curso de esgotos Capitulo 27. O método não deve ser usado se há controle a jusante ou se há efeito de backwater para montante.Esquema da retificação do rio entre os pontos A e B.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.0 Figura 27. Pretende-se retificar o rio passando o comprimento para 4km e declividade de S= 0. Usando período de retorno Tr= 25anos foi calculado o hidrograma no ponto A Calcular o hidrograma de um ponto B de um rio localizado a L= 4800m de um ponto A. Exemplo 27. conforme FHWA.0 2. Hidrograma do ponto A (entrada) 100 Vazão (m3/s) 80 60 40 20 0 0.Aplicação do Método de Muskingum-Cunge Vamos usar um exemplo que consta no FHWA. A velocidade média é V= 1.00m.2 .4 .0 12.0 6.br O método de Muskingum-Cunge é apropriado para uso na maioria dos rios e canais.95h. cujo pico da descarga é Q máximo= 84m3/s. Considera-se que a vazão média é Qo= 34m3/s e a altura da lâmina de água é y= 2.40m/s e o tempo de trânsito de A até B. Calcular a hidrógrafa em B. Leva em conta a difusão da onda de enchente.0 Tempo (h) 8.com. conforme Figura (27.8km do ponto A até o ponto B e declividade S= 0.

0 9.00m x 0.718= 1.00m B= A/y= 22m2/2.5 12.2 .33 x (0.00m Área molhada = 22 m2 bo= 9.5 2.0 11.5 5. c .5 8.5 10.875 <1 OK Lâmina de água= 2.5x 3600s)/ 4800m= 0.0 1.Cálculo da vazão média do hidrograma da Figura (27.5 1. Δt / L= 2.0 10. L)= 34 m3/s/ (11.2286 C1= 0.00m= 11.com.5 13.40= 2.0 0.33m/s x 4800m)= 0.5 3.0 3.718 O valor C + D= 0.5h L= 4800m c= celeridade= (5/3) .00m D= Qo / (B .875+ 0.5 6.4) tempo (h) 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.0 2.0 4.33m/s C= c .5 9.0 5.0 7.3250 C0+ C1 + C2= 1.00095 x 2.br Tabela 27.000 27-9 .5 4. 1. Δt= 0.5 11.Curso de esgotos Capitulo 27.5 7.0 12.0 8.0 Volume total V= Quantidade de horas= Vazão= V/ (13h x 3600s)= Seção A Volume (m3/) (m3) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 13 34m3/s 0 6300 18000 32400 49500 72900 105300 129600 144000 145800 134100 117900 100800 88200 77400 68400 61200 54000 46800 39600 32400 26100 21600 16200 11700 8100 2700 1611000 Primeiramente calculemos C e D.0 6.593 > 1 Ok C0= 0. So .4464 C2= 0.

0 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 7 13 22 33 48 63 74 79 77 70 62 54 47 41 37 33 29 25 21 17 14 11 8 6 3 1 0 0 0 0 0 0 0 Observe-se que a vazão de pico na seção A é de 84m3/se e na seção B é 79m3/s.0 2.0 0.0 10.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.3 .5 12.5 16. 27. quando há precipitação excedente QL em um canal ela pode ser levada em conta acrescendo um coeficiente C3 ficando as equações da seguinte maneira: Q2= C0 I2 + C1 I1 + C2 Q1 + C3 QL C0= (-1 + C + D) / (1 + C + D) C1= (1 + C .5 11.5 1.3.0 11.5 10.0 6.0 12.Obtenção do hidrograma na seção B usando Método de Muskingum-Cunge Seção A Seção B tempo I O (h) m3/s m3/s 0.0 15.5 4.5 3.5 5.0 13. Victor Miguel Ponce.0 3.1 Contribuição lateral Conforme publicado pelo Dr. professor na Universidade de San Diego.0 16.5 6.5 17.0 1.br Tabela 27.0 7.0 4.com.5 13.D) / (1 + C + D) C2= (1 .5 2.C + D) / (1 + C + D) C3= (2. na Califórnia no trabalho Diffusion wave modeling of catachment dynamic.5 15.0 5.5 9.0 8.5 7.0 14.5 14.5 8.0 9. C) / (1 + C + D) 27-10 .Curso de esgotos Capitulo 27.

15): K= {0.16) 27-11 .17) (Equação 27. Para o valor de X Chin.5 Δt [(I2 + I1) .1982.X) (O2-O1)} (Equação 27. v Sendo: v= velocidade média de descarga. 2000 o método de Cunge feito em 1967 propôs estimativa para X e para K da seguinte maneira: K= L / c Sendo: L= distância até o ponto considerado (m) c= celeridade da onda (m/s).br 27. 2000 citando Cunge.(O1 + O2)]} / {X (I2.606 podemos usar Equação (27.Curso de esgotos Capitulo 27. 2000 é derivado da Equação de Manning. 2000 os valores de K. O coeficiente (5/3) segundo Chin.4 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge.com. v Sendo k’a razão cinemática Para canais retangulares largos o valor de k’= 5/3. pode ser obtido pela Equação (27. A celeridade da onde “c” é definido como: c= k’ .18) (Equação 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. Na falta de dados normalmente é feito X= 0. K= 0.2. quando há canais laterais.15) (Equação 27. segundo Chin quando há canal lateral Conforme McCuen. conforme Fred. 1998 p.14) empírica de Dooge et al.qo/ (So c L)] Sendo: qo= vazão por unidade da largura (m3/s / m). 1967 : X= ½ [1.6 L / V Sendo: L = comprimento (m) V= velocidade média do canal (m/s) K= constante de travel time (s) Conforme Chin. o valor escolhido de K será aquele que o loop se aproximar mais de uma linha. Colocados em gráfico.14) Tendo o valor de Δt. são feitas curvas para cada valor de X usando os valores das vazões de entrada I e de saída. c= (5/3) . Ainda citando Chin. So= declividade do canal (m/m) L= distância até o ponto considerado (m) (Equação 27. 1993.I1) + (1.

3 27.5 .2 é o valor usual de X para pequenos e grandes canais. 2000 recomenda que: Δt ≥ 2KX (Equação 27.5 } (Equação 27. 2000.4. quando se usam as Equações (27. Valores de X>0.8 27-12 .0 45.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.5 Método de Muskingum-Cunge segundo Chin Chin.0 25. 1993 aconselha ainda para melhorar a precisão da aplicação do Método de Muskingum-Cunge os valores de Δt e de L selecionados devem obedecer as Equações (27.19) Como regra prática McCuen diz que Δt /K dever ser.5 25.20).200m abaixo da seção usando o Método de Muskingum. Q/B B= largura do canal. K= 40min e o hidrograma de entrada. 2000 diz que.21) FREAD. S (1/2) Sendo: V= velocidade média (m/s).com.5 (Equação 27.Hidrograma na seção A Seção A tempo I min m3/s 0 30 60 90 120 150 180 210 10.5 Δt)/ K] ≤ (1 – X) e X ≤ 0. 393. segundo Hjelmfelt. conforme Chin. conforme Chin. c.So . So= declividade do fundo do canal (m/m) L= distância até o ponto considerado (m) Equação de Manning: V= (1/n) R (2/3) .br 27. Δt . McCuen cita que.5.0 23.003m/m. Chin. os valores ideais de X.2. 1985. q/(c2 .20) K/3 < Δt < K (Equação 27. McCuen ainda informa que X= 0. sendo dados X= 0. Para canais naturais X= 0.9) a (27. Δt ≤ tp/5 e que: L= 0. igual a 1 e que X deverá estar entre 0 e 0.Δt)] 0. Fread.24) Exemplo 27. aproximadamente. S= declividade média (m/m) e n= rugosidade de Manning (adimensional) (Equação 27.5 produzem valores fora da realidade.Curso de esgotos Capitulo 27.11) sugeridas por Cunge. temos então o Método de Muskingum-Cunge.5. isto.3 Estimar o hidrograma de um canal a 1. R= raio hidráulico (m). Tabela 27.0 10.4 .22) Sendo: q= média da vazão por unidade da largura.23) (Equação 27. 2009 p. (1998) comenta que pode-se aplicar o método de Muskingum-Cunge para análise de inundações a jusante de rios e vales em lugares em que a declividade do canal So > 0. Δt e K deverão obedecer a seguinte relação: X ≤ [(0.0 31.{ 1 + [ 1 + 1.19) e (27.

5 32.27) acima partir do tempo zero e obtemos a Tabela (27.00 Vamos aplicar a Equação (27.X) -(Δt / k)]/ A A= 2 (1-X) + Δt /K A= 2 (1-0.2 23.5 .0 Δt ≥ 2KX Δt ≥ 2 x 40min x 0.3min < Δt < 40min Adotamos Δt= 30min.149 C1= [(30/ 40) + 2x 0.0 10.362 (Equação 27.35= 0.27) Aplicando a Equação (27.8 27-13 .2) + 30/40= 2.5 12.26) Verificamos ainda que: Co + C1+ C2= 0.25) (Equação 27.3 19.0 10.Curso de esgotos Capitulo 27.br 240 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 21.1 150 27.149 +0489+0.5) Tabela 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.com.0 10.489 I1 + 0.362= 1.2) -(30/ 40)]/ 2.Obtenção do hidrograma na seção B Seção A Seção B tempo I O min m3/s m3/s 0 10 10 30 10 10 60 25 12.4 90 45 31.2]/ 2.1 10.4) Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Q2= 0.3 120 35.3 13.489 C2= [2 (1.5 16.149 I2 + 0.4 17.2]/ 2.0 10.35= 0. A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1.35= 0.362 Q1 (Equação 27.0.0 10.0 10.35 Co= [(30/ 40) – 2x 0.2= 16min K/3 < Δt < K 40/3= 13.1 180 25 28.

200m de distância da seção A 27.4 12.6 10.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.2 24.9 10.Curso de esgotos Capitulo 27. por exemplo.14).3 13. 1993. A Equação (27.4) fica modificada com mais coeficiente C3 que será obtido da Equação. primeiramente temos que computar a influência dos mesmos. C3= (Δt / K) / [2 (1 – X) +(Δt / K)] Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 + C3 (QL1 + QL1) Sendo: QL1= L x q1 QL1= L x q2 q1= vazão lateral por unidade de comprimento no tempo t1 q2= vazão lateral por unidade de comprimento no tempo t2 L= comprimento do canal lateral.3 22.4 17.Hidrograma de entrada e saída.3 19.1 10 10 10 10 10 10 10 26.5 12. conforme Akan.3 16.1 20. Foi aplicado o método de Muskingum para obter a seção B a 1.br 210 240 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 23.3 10.com. 27-14 .1 18.6 Método de Muskingum quando há canais laterais Quando há. dois canais laterais ao canal onde estamos aplicando o método de Muskingum. Os valores de K e X são determinados pelas Equações (27.6 .8 21.1 10 10 10 Método de Muskingum 50 Vazao (m3/s) 40 30 20 10 0 0 200 400 600 800 Seção A Seçao B a 1200m a jusante Tempo (min) Figura 27.6 14.5 16.12) a (27.

5 6 2.2 2 0. baseado em Akan.5 20 15 4 2 6 30.9 17.0 15 20 2 4 6 11.175.1 4 1.Uso do Método de Muskingum com entradas laterais.413 Procedemos como o método usual de Muskingum obtendo o valor Q2 que é o pico de 35.2 24.555)]= 0.com.4).359) +(0.0 4.2 17.5 / 0.5 20 25 4 6 10 17.0 3. Tabela 27.4 Usando o método de Muskingum com C0= 0.7.0 5 2. QL1+ Q1 t2 I1 I2 QL1 QL2 Q2 Ordem t1 QL2 (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (h) (h) 1 0.Curso de esgotos Capitulo 27.0 15 10 2 0 2 23.6 7 3.0 1.5m3/s após 2h.9 8 3. São fornecidos: K= 0.5 10 10 0 0 0 17.0 10 10 0 0 0 11.2 10.0 11.0 2. 1993.5 1.5h As hidrógrafas de QL1 e QL2 As hidrógrafas I1 e I2 conforme a Tabela (27.5 10 15 0 2 2 10.Contribuições laterais QL1 e QL2 Exemplo 27.0 11.5 30.1 31.0 0.555) / [2 (1 – 0.0 25 30 6 8 14 24.2 27-15 .5 30 25 8 6 14 31.5 3.6 23.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. Primeiramente faremos o cálculo de C3 C3= (Δt / K) / [2 (1 – X) + (Δt / K)] C3= (0.2 3 1.0 25 20 6 4 10 35.083 C1= 0.6 .742 C2= 0.br QL1 QL2 Figura 27.2 10 4.555h X= 0.0 35.0 9 4.359 Δt= 0.5 4.5 2.5 5.5 / 0.

1998 sugere a estimativa da vazão média Qo como sendo 2/3 da vazão máxima de montante.3 .045 e largura da rio no trecho é de b=30m.5. co .4 ≤X ≤ 0.2 ≤ X ≤ 0. (So 0. co) + 0.4 o valor de Δt /K é o seguinte: Δt / K= 3.3 . Ainda conforme Tucci. 30 0. co= (5/3) .4) / ( n 0.co) Tucci. L= comprimento do trecho (m).045 0. Qo 0.86m/s 27-16 . (0. L 0. (So 0. So . co= celeridade (m/s). o valor de Δt deve ser menor ou igual a tp/5. rugosidade de Manning n= 0. Usando a equação da celeridade: co= (5/3) .4 ≤X ≤ 0. So .2 ≤ X ≤ 0.5 Qo)/ (b.8 .br 27. So .5 Calcular a celeridade em um canal com declividade 0.5 Como geralmente não dispomos de muitos dados. 1998.7 Método de Muskingum-Cunge conforme Tucci Tucci. 87 0.com.2 Como a equação acima não é linear. Qo 0. em seu livro Modelos Hidrológicos.3 . bo= largura média do trecho (m).5 o valor de Δt / K será aproximadamente igual a 1. Assim.0007 0. para 0.4)= 1. Tucci.125 .Curso de esgotos Capitulo 27.Qo/ (bo.4) / (0.158 salienta que se pode fixar o valor de Δt. Δt ≤ tp/5 Sendo: tp: tempo de pico do hidrograma de entrada. Δt / K ~ 1 0.25 0. So= declividade do trecho L em (mm). apresenta o Método de Muskingum-Cunge com uma aplicação bem objetiva e definiu as seguintes variáveis: X= 0. 1998 o valor da celeridade co pode ser obtida usando a equação de Manning.4) Qo= ( 2/3) de Q máxima= (2/3) x 130 = 87 m3/s co= (5/3) . b 0. Δt) 0. Tucci. O tempo médio de deslocamento da onda é o parâmetro K. [1.4 Para 0. vazão máxima de 130m3/s. 1998 p.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. (c. Qo= vazão média a montante (m3/s).6 .8.6 . X 1.0007m/m.4) Exemplo 27. e então obtemos o valor de L. L)] Sendo: X= fator entre 0 e 0. L= Qo/ (b.5 . mas pode-se obter o valor de Qo usando o histograma de entrada.4) / ( n 0. K= L / co O valor de Δt / K depende do valor de X. b 0.6 . 1998 aconselha que a primeira tentativa a ser usada para o valor de L é: L= (2.

Na Figura (27.Hidrograma em forma triangular do escoamento da água da barragem com a falha. 1997.7 Achar o hidrograma da falha da barragem com V= 90. o tempo de esvaziamento é de 44min. FREAD. conforme preconizado na USACE. que é praticamente a metade do tempo de esvaziamento.003m/m. Sendo t1= 24min o valor de t2= 44min – 24min= 20min. • A base do triangulo é o tempo para esvaziamento do reservatório com a vazão de pico da falha.8 Aplicação do método de Muskingum-Cunge em falhas de barragem Conforme USACE. • A altura do triângulo é a vazão de pico da falha. (1998) comenta que pode-se aplicar o método de Muskingum-Cunge para análise de inundações a jusante de rios e vales em lugares em que a declividade do canal So > 0. V= (Qp x t ) / 2 t= ( 2 x V ) / (Qp x 60) Sendo. V= volume total da barragem (m3) t= tempo de esvaziamento da barragem (min) Qp= vazão de pico ocasionado pela brecha (m3/s) Qp t1 t2 t= t1 + t2 Figura 27. mais o tempo t2 descendente.8) o tempo total de esvaziamento t é a soma do tempo de formação da brecha t1 até atingir o pico Qp. Dica: observar que o tempo de formação da brecha é de 24min. Qp= 69m3/s t= (2 x V) / (Qp x 60)= (2 x 90000) / (69 x 60)= 44min Portanto. 27-17 . • Supõe-se que a metade do volume do reservatório destina-se a erosão provocada na barragem. 1997 o hidrograma a falha da barragem pode ser obtida da seguinte maneira: • Adota-se a forma aproximada de um triângulo isósceles.8 .Curso de esgotos Capitulo 27. t= t1 + t2 Exemplo 8.000m3. • Recomenda ainda o uso do Método de Muskingum-Cunge.com.br 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.

(1995) temos: V= 90.23 0. So 0.295 x h 1.5 Qo/ (bo.5 x co x Δt x (1 + (1+ 1. bo. Comprimento máximo do trecho O valor de L ou Δx deve ser menor que a Equação: Δx= L ≤ 0.Qo/ (bo.00m tf = 0.23 2.53 / 3 0. Estado de São Paulo. o tempo até o pico é de 24min.5) Δx= L ≤ 0.000m3 h= 3.0221 x 2. Conforme FROEHLICH.0221 2. Muskingum-Cunge Tucci.899 0.84 2.00m Qp = 0.207 27-18 .5 então Δ t/K=1 então Δ t=K= Valor C= número de Courant=co .1524 x 90. L)= número de Reynolds da célula. co 2 Δt)) 0.1524 x V 0. bo 0.7 .309 1.24 =69 m3/s Tempo de formação da brecha. Δt / L= (adimensional) Valor D= Qo/ ( So . o comprimento do trecho deve ser menor que 301m e adotamos L= Δx = 300m.5 ( 1 .4 ≤ X ≤ 0.607 x 90.25 2 0.53 / h 0.br Exemplo 28.5) Δx≤ 301m Portanto.90 = 24min Portanto.Curso de esgotos Capitulo 27.4 então Δ t/ K = 3. do trecho.L)= Quando 0.25 2 x 2 x 60)) 0. co .83 1.207 2.000 0.24 Qp = 0. A soma de C+D deve ser maior que 1.25= Quando 0.295 x 3.25 x 2min x 60s x (1 + (1+ 1.5x 69/ (15 x 0.607 x V 0.3/ (n 0. X 1.6 . Vazão de pico devido a brecha na barragem.0 1. Modelos Hidrológicos Vazão de pico (m3/s)= Qo Área da bacia (km2)= Área da bacia (ha)= Comprimento L (m)= Δx= O valor L adotado deve ser menor que o valor L calculado Área da superfície da barragem do Tanque Grande (m2)= Largura da base do córrego Tanque Grande (m)= bo= Tempo até o pico (min)= tp= Δt calculado ≤ tp/5 (min) Coeficiente de Manning adotado e suposto enchente= n= Declividade média do canal (m/m)= So= Valor de K= L/ co = (min) Celeridade (m/s) = co=(5/3) Qo 0.25= Δ t= K x 3. So .125 .90 tf = 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. isto é. (1995) temos: V= 90. Conforme FROEHLICH. X 1.5 x 2. isto é.000 0. localizada em Guarulhos. co . C+D>1 Denominador= 69 8 800 300 301 5ha 15 24 4.35 0.4)= Δt (min) adotado= Valor de X= 0.com.2 ≤ X ≤ 0.250 0.8 Barragem do Tanque Grande.125 .Mostra simplificada dos cálculos executados.80 0.4 .000m3 h= 3. Tabela 27. So .

0000 Devemos obedecer na aplicação do método de Muskingum-Cunge as condições de Courant para haver estabilidade nos cálculos.720 0. conforme FHWA A soma de C com D deve ser maior que 1 O valor de C deve estar próximo de 1 e < 1 O valor de C não pode ser maior que 1 para evitar dispersão numérica 0.Curso de esgotos Capitulo 27.Hidrograma de vazão na saída da barragem e a 6km a jusante e a 44.186 1.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.51min sendo a largura de 15m e n= 0.094 0. Tabela 27.8 .com.25.br C0= C1= C2= C0+ C + C2= Verificações do Método de Muskingum-Cunge. Método de Muskingum-Cunge Seção A na brecha da barragem Seção a 6km a jusante Vazão Vazão m3/s m3/s 0 0 6 0 12 0 17 0 23 0 29 0 35 0 40 0 46 0 52 0 58 0 63 0 69 0 62 0 55 0 48 0 41 0 35 0 28 0 21 1 14 2 7 3 0 5 0 9 13 0 17 0 22 0 28 0 0 0 0 0 0 33 39 44 48 52 tempo (min) 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50 52 54 56 58 60 62 64 27-19 .

51min.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. Observar que o pico devido a brecha era de 69m3/s passa para 54m3/s a 6km de distância com 20 intervalos de 300m e a 44.51min para a onda chegar até o rio Baquirivu Guaçu há uma diminuição da altura da água de 4. Vazão (m3/s) 27-20 .40m e a velocidade cai de 1.Curso de esgotos Capitulo 27.0 m/s.com.Hidrograma de saída na barragem devido a brecha e a 6km e 44.14m/s para 1.10m para 3.9 .br 66 68 70 72 74 76 78 80 82 84 86 88 90 92 94 96 98 100 102 104 106 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 54 54 53 50 46 41 36 30 25 19 15 10 7 4 3 1 1 0 0 0 0 Hidrograma de entrada e a 6km 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Tempo (min) Figura27.

Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 27. Fonte: DAEE. 2005 27-21 . bem como o cutoff e o tapete de areia média.10.Corte transversal de uma barragem de terra.br Figura 27. observando-se os taludes a montante e a jusante.com.

9 Bibliografia e livros consultados -PORTO. 519 p.com. 27-22 .Curso de esgotos Capitulo 27. EESC USP. 2ª ed. 2003. Hidráulica básica. RODRIGO DE MELO.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.br 27.

com. Conforme CETESB. 1983. Geralmente o Interceptor tem grandes dimensões acima de 1. caracterizada pela defasagem das contribuições. 1983 em Sistemas de Esgotos Sanitários. O emissário encaminha os esgotos até a ETE.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. podendo também receber as contribuições dos coletores de menor diâmetro das redes das águas circunvizinhas.br 10/7/08 Capítulo 28. interceptor e emissário Fonte: Fernandes.1. Normalmente usamos o sistema separador absoluto em que se separa as águas pluviais dos esgotos sanitários.1 Introdução Vamos resumir os ensinamentos do dr.1) podemos ver os coletores que alimentam os coletores troncos e estes que se dirigem para os interceptores. da qual resulta o amortecimento das vazões máximas. A ABNT NBR 12207/92 define Interceptor como canalização cuja função precípua é receber e transportar o esgoto sanitário coletado. 1997 Na Figura (28. entretanto existe um sistema pseudo-separador com redes de águas pluviais e redes coletoras de esgoto sanitário que permitem o ingresso de certa quantidade de águas pluviais na rede de esgotos sanitários.Esquema de coletor. 1983 denomina-se Interceptor ao conduto que recebe os esgotos sanitários transportados pelos coletores principais (chamados coletores tronco). Figura 28. 28-1 .00m e comprimentos acima de 5.Interceptor 28. coletor tronco.0km.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 e os de José Maria Costa Rodrigues conforme CETESB. Emissários são os condutos cuja única função é o transporte final das águas residuárias e não recebem contribuições em marcha e não interceptam outros condutos conforme CETESB. Eugênio Macedo conforme mostrado por Fernandes.

o valor mínimo da tensão tratativa média dever ser de 1.47 Sendo: Iomin= declividade mínima do interceptor (m/m) para as condições iniciais. Portanto.47 Io min=0.br 10/7/08 28. quando o amortecimento das vazões resulta em diminuição no dimensionamento hidráulico destas instalações. O interceptor deve ser dimensionado para a vazão inicial e vazão final do plano conforme NBR 12207/92 Embora o regime de escoamento no interceptor seja gradualmente variado e não uniforme.0005m/m.0 L/s x Km de rede afluente. Qi= vazão inicial (m3/s) Para valores diferentes de n=0.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. é recomendado a ser considerado a defasagem das vazões para o dimensionamento da seção do interceptor quando isto acarreta uma diminuição no dimensionamento. Iomi= 0. porem no cálculo de interceptores de dimensões elevadas maiores que 1. A declividade mínima usada na prática tanto para tubos de seção circular como retangular é de 0. Exemplo 28.00m e distancias maiores que 5km de se usar o denominado efeito reservatório. para o dimensionamento o regime de escoamento pode ser considerado permanente e uniforme conforme NBR 12207/92. 28.3 Critério de dimensionamento Conforme NBR 12207/92 para avaliação das vazões no trecho final do interceptor. 28-2 .013.00035 x Qi -0. pode ser considerada a defasagem das vazões das redes afluentes a montante. No caso de lançamento de contribuição de tempo seco ao interceptor.14553 -0.2 Norma da ABNT 12207/92 A ABNT possui a norma NBR 12207/92 que trata de Projeto de Interceptor de esgoto sanitário que estabelece que: • Vazão parasitaria seja de até 6.com.000866 m/m > 0.00035 x 0.5 Pa para a vazão inicial e coeficiente de Manning n=0.0005m/m OK 28. Iomi= 0. No trecho de grande declividade (escoamento supercrítico) deve ser interligado ao de baixa declividade (escoamento subcrítico) por um segmento de transição com declividade crítica para a vazão inicial. Este procedimento é recomendado no caso de interceptor afluente à estação elevatória ou ETE.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A tensão trativa em cada trecho de ser maior que 1 Pa.013 deverá ser justificada a tensão trativa média e a declividade mínima a adotar.4553 m3/s.47 Iomi= 0.00035 x Qi -0. mediante a composição dos respectivos hidrogramas com as vazões dos trechos imediatamente anteriores.1 Achar a declividade mínima de um interceptor que tem vazão de pico de 0.4 Efeito reservatório Em redes coletoras de esgoto sanitário é considerado o regime permanente e uniforme.

Os hidrogramas médios afluentes de esgotos sanitários estão nas Figuras (28.5).2. 1997 28-3 .5 Hidrograma A grande dificuldade de se usar o método de Muskingum é que precisamos de hidrogramas da vazão afluente. 28. porém graças ao grande engenheiro Eugênio Macedo este trabalho foi feito na cidade do Rio de Janeiro. Figura 28.Hidrograma médio residencial tipo “a” Fonte: Fernandez.br 10/7/08 Uma maneira de se considerar o efeito reservatório é usar o Método de Muskingum.2) a (28. Macedo apresentou quatro tipos básicos de hidrogramas médios: • Hidrograma médio para bacias tipo “a” em áreas residências • Hidrograma médio para bacias tipo “b” em áreas residenciais • Hidrograma médio para bacias 100% industriais • Hidrograma médio para bacias 100% comerciais.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.com.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

com.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.3. 1997 Figura 28.br 10/7/08 Figura 28.Hidrograma médio para bacias 100% industriais Fonte: Fernandez.Hidrograma médio residencial tipo “b” para casas modestas com mais de 4 pessoas/casa Fonte: Fernandez.4. 1997 28-4 .Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Hidrograma médio para bacias 100% comerciais Fonte: Fernandez. A Figura (28.3.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 mostra que numa bacia com a distribuição percentual de áreas edificadas fosse 50% residencial. 28-5 .30 x 16.1) a (28.4) podemos obter aproximadamente um hidrograma médio para o nosso problema particular.50 x 19.1) foi obtida em área de Copacabana 100% residencial moradores e 2290 domicílios ou seja uma taxa morador/domicilio de 3. ter-se-ia as 9h 30min da manhã.25.6 Como obter um hidrograma diferente do padrão? Fernandez.00 + 0. 20% industrial e 30% comercial.00morador por domicilio. q=0. 1997 Observar que os hidrogramas obtidos por Macedo estão com a litros/segundo.2 + 0. sabendo-se que a taxa residencial/morador é inferior a 0. A Figura (28.6 L/s Se a bacia em estudo de área A é 10 vezes maior que a área padrão Ao=10ha. pois o mesmo foi feito para uma área padrão de 10ha.br 10/7/08 Figura 28.3= 16.20 x 11.5.2) baseou-se em dados da zona norte da Cidade do Rio com 100% residencial com 4549 residências em 964 domicílios com taxa 4. vazão em com 7594 de Janeiro superior a 28. então a ordenada do hidrograma composto as 9h 30min da manhã será: Desta maneira como se pode ver usando os diagramas das Figuras (28.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.com. a seguinte ordenada padrão para a nova bacia.

5m2 e que a 8.2km2 conforme Figura (28.6km adiante há uma entrada de esgotos de uma área de contribuição de 4. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1. e Q2 e consideram-se os valores do afluente I1 e I2.X) -(Δt / K)]/ A Sendo que: C0 + C1+ C2= 1. A equação para se obter o hidrograma efluente Q1.00 K= tempo de trânsito ou tempo de percurso em horas Δt= intervalo de tempo adotado.br 10/7/08 28.2. Dimensionar o interceptor considerando três casos: • Sem defasagem • Com defasagem de 4h • Com amortecimento usando Muskingum (efeito reservatório) Figura 28. Os valores de Co.Esquema de interceptor com duas entradas 28-6 . 1997 O objetivo é dimensionar um interceptor com 8. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Exemplo 28.7 Método de Muskingum As equações básicas do Método de Muskingum estão abaixo.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6.6).6km sabendo-se que a área de contribuição no inicio do mesmo tem área de 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.com. C1 e C2 são calculados e sua soma deve ser igual a 1 (um).Adaptado de Fernandez. Geralmente menor ou igual a K X=0 devido a considerar-se um reservatório.

42 21. São dados tirados diretamente da Figura (28.80 83.70 63.68 22.2Km2.27 67.00 60.2) Coluna 5 40.42 21.5+4.00 37.90 18.58 40.81 39.06 90.25 65.42 36.3 5.46 169.5Km2.00 22.85 17.72 106.36 34.24 58.0 5.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. Observar que o valor da vazão máxima obtida é 169.96 156.Cálculos observando a defasagem de 4 h nas cores amarelo bp (horas) Coluna 1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Total Média Bacia padrão Coluna 2 5. pelo valor da área contribuinte inicial que é 4.85 30.68 22.72 83.96 83.26 21. Coluna 2: estão os valores das vazões do hidrograma residencial tipo “b” de hora em hora.16 90.90 78.46 bpx3. Coluna 1: está o hidrograma médio adotado residencial segundo Macedo desde a hora zero até 24h.80 45.46 21.4292 Vamos descrever a Tabela (28.942 4.6km de distante e como a velocidade média admitida é 0.42 21.40 92.10 155.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.24 58.60 72.36 39.8 21.42 21.55 17.40 169.60 72.80 63.72 83.40 81.36 34.55 1090.44 75.1 5.14 138.24 104.7 96.60 132.8 8.26 160.5 12.16 83.2).8 22.0 17. pelo valor da área contribuinte inicial que é 3.16 90.5 Coluna 3 18.16 92.44 107.02 90.com.60m/s o tempo de trânsito ou de deslocamento será: 28-7 .46 166.3 52. Coluna 4: nesta coluna está multiplicada cada ordenada da coluna 2 denominada coluna padrão.96 76.42 21.46 21.8 19.99 2410.2 Coluna 4 22.76 152.00 68. Coluna 3: nesta coluna está multiplicada cada ordenada da coluna 2 denominada coluna padrão.32 152.85 40.90 78. Coluna 5: estão a soma da coluna 3 com a coluna 4 em que não se considera a defasagem e nem o efeito reservatório.29 76.0 22.2 6.55 18.50 18.3 43.86 52.44 26.96 76.1.5 52.2 14. Coluna 6: como a vazão de entrada de 4.8192 Com defasagem 3.14 48.40 L/s.16 83.72 151.16 63.26 1308.br 10/7/08 Tabela 28.10 127.26 21.51 39.30 77.44 1320.72 97.2Km2 está 8.8 19.00 77.96 114.1 5.5+(4.27 38.30 75.76 140.1 8.332 Sem defasagem (3.80 69.3 5.85 17.3 5.2+4h Coluna 6 34.05 17.40 150.5 18.85 17.96 83.0 10.30 94.3 311.00 22.50 40.2 18.6 95.6 19.81 41.81 2398.80 28.40 81.8 18.40 142.46 152.61 bp x 4.11 40.42 21.16 92.26 22.80 45.44 75.99 45.27 39.42 36.53 53.65 62.41 148.4 5.1 5.26 22.15 144.30 69.40 92.20 49.16 167.0 19.44 26.60 69.97 38.27 39.2+4h) Coluna 7 52.1) coluna por coluna.70 22.

2km2 terá percorrido 8.3 5.4 5.2 14.com.3 5.0 17.3 5.2km2.2 18.8 8.98 h= 4h (aproximadamente).0 28-8 . Obtemos assim os valores: 5.2.3 5.0 19. 21 etc e coloquemos na Tabela (28.2.3).Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 6. dos valores da bacia padrão da coluna 3.0 5.Média dos valores de 4h da bacia padrão Coluna 1 (horas) Coluna 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 bp Bacia padrão Coluna 3 5. Façamos uma tabela considerando o tempo de trânsito de 4 h Primeiramente vamos considerar a Tabela (28.8 22.6km e haverá uma defasagem de 4h já mostrada acima.br 10/7/08 8600m/ 0.8 19.1 5.6 19.3 13.1 5.0 22. 12. Tabela 28. mas quando a vazão de 3.1 21.1 5. Coluna 7: é a soma da coluna 6 que está defasada com a coluna 3.9min=3.2) que é parte da Tabela (28.8 21.6 6.0 19.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.5km2 chegar no ponto de 4.60m/s= 14333. Nela fazemos uma média de 4 horas na coluna 1.3s= 238.0 10.8 19.5 18.5km2 entrou ao mesmo tempo que 4.1).8 18. Então as vazões do hidrograma estão defasadas de 4 horas em relação ao hidrograma da coluna 4.1.1 8. Quando a vazão no ponto de 3.2 12.

Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A norma de Interceptor aconselha a defasagem.19 L/s 28-9 .20 x 3.99 46.72 46.93 26.3): Coluna 1: variação das horas de 4 em 4 horas Coluna 2: valores em L/s obtido pela média obtido na Tabela (28.84 Col 5 40.br 10/7/08 Tabela 28.5Km2 +4.81 61. Coluna 9: é o efeito reservatório.77 Com amortecimento Com Muskingum Soma do 4.04 47.61 104.5km2=18.60 21.2 25.50 67.2km2 defasado de 4h.63 150.84 50.12 25. É o cálculo normal que se faz obtendo a vazao de pico 161.Cálculos Padrao (L/s) Inicio x 4.75 L/s.19 139.32 155.70 148.2) Coluna 3: multiplicação da coluna 2 por 3.04 64.50 L/s para 61. Obtemos um pico um pouco menor que é 155.82 88.82 88.5Km2 (L/s) Col 3 18.84 50.20 81.com. Coluna 8: Hidrograma obtido da coluna 3 usando o Método de Muskingum.20 42. Coluna 4: idem usando 4.2Km3 + 4h Defasagem media Col 1 0 4 8 12 16 20 24 Col 2 5.00 18.20 x 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.84 21.46 41.00 19.12 25.55 47.19 124.52 99.99 L/s.12 43.2 +Qe Col 9 40.2Km2 4.83 97. Obtemos o valor máximo de 150. Observar que houve um achatamento do pico da coluna 3 de 73. Assim multiplicando 5.70L/s Coluna 6: Defasagem de 4h.5km2 e assim obtemos o hidrograma de entrada variando de 4h em 4h.20 12.66 78.20 40.2Km2 (L/s) 3.60 6.40 Col 8 18.99 58. Observar na coluna 4 que 50.20 L/s e assim por diante.35 73. É o efeito reservatório.10 21.30 13.2Km2 Coluna 5: coluna 3+ coluna 4.20 Col3+col6 Qe Col 4 21.04 93.20 Col 7 40.20 21.06 57.05 51.20 81.17 161.82 L/s está defasado na coluna 6 de 4h e assim por diante Coluna 7: É a coluna 3 + a coluna 6 da defasagem. Somamos a coluna 8 obtida pelo Método de Muskingum com a coluna 6 de 4.06 57.04 Col 6 21.00 5.75 128.97 Vamos explicar a Tabela (28.3.

Δt= 4. As equações básicas do Método de Muskingum estão abaixo. O valor K= 4. admitimos primeiramente que Q1=18.00horas. No caso adotamos o mesmo valor de K ou seja.5km2 que chega ao ponto onde entra o hidrograma dos 4.33 C2= [2 (1. Desta maneira obtemos toda a coluna 6 que é o hidrograma do primeiro ponto com 3.00 pois consideraremos um reservatório para amortecimento. 4h.35 + 0.5km2 para 4.33 x18.33x 42.2km2. X=0.99 L/s e assim por diante.2 = 25.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.X) -(Δt / K)]/ A C2= [2 (1.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. O valor de Δt pode ser menor ou igual ao valor de K.33 C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C1= [(4 / 4 + 2x0]/ 3 =0.2 + 0.33 Sendo que: C0 + C1+ C2= 1. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: A= 2 (1-X) + Δt /K = 2 (1-0) + 4 /4=3 C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C0= [(4 / 4 – 2x0]/ 3 =0.com.75 L/s • Com efeito do reservatório: 150.2 L/s Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Q2= 0.00 Para calcular a coluna 6 da vazão efluente Q1 e Q2.2km2.00 que é o tempo de trânsito do ponto de 3.19 L/s D=700mm D=700mm D=600mm 28-10 .0) -(4 / 4]/ 3 =0. Importante notar que obtemos: • Sem defasagem: 161.33x18.br 10/7/08 Método de Muskingum.70 L/s • Com defasagem: 155.

56 x 0. vamos construir um hidrograma unitário de maneira que a vazão de pico seja igual a 1 (unidade). Portanto: Qm x K1 x K2= 1. no inicio e no fim do hidrograma.50=0.28 Adotamos Qm=0.30 Adotamos também 6 horas para a vazão mínima das 0 as 3 e das 22.com.50 K3= coeficiente da vazão mínima=0.br 10/7/08 28. 28-11 . 23 e 24h.56 Sendo: Qm= vazão média (m3/s) K1= coeficiente do dia de maior consumo =1.8 Hidrograma unitário Como não temos muitas pesquisas sobre o hidrograma de esgotos.5 Vazão mínima Qm x K3=0.0 Qm= 0.20 x 1.50= 1.20 K2=coeficiente da hora de maior consumo= 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.0 Qm x 1.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

53 0.69 0.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.61 0.30 28-12 .Curso de rede de esgotos Capitulo 28.84 0.30 0.84 0.30 0.30 0.77 0.92 1.77 0.38 0.38 0.46 0.30 0.46 0.92 0.30 0.30 0. K2 e K3 Tempo (horas) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Hidrograma p/interceptor 0.00 0.53 0.4.61 0.Hidrograma unitário para interceptor construído através dos coeficientes K1.br 10/7/08 Tabela 28.69 0.30 0.

K2 e K3 28-13 .com.0 0 4 8 12 Horas 16 20 24 Figura 28.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.0 0.2 0.8 0.7.br 10/7/08 Hidrograma elaborado Vazão unitária (m3/s) 1.6 0.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Hidrograma unitário baseado nos coeficientes K1.4 0.

10 23.38 0.30 0. 28-14 .07 65.48 140.76 56.84 0.60 58.97 42.72 27.05 156.92 1.00 0.72 27.82 50.47 63.84 0.72 50.46 72.72 27.30 0.84 64.71 144.72 34.91 42.68 142.21 92.53 131.97 40.06 53.72 27.72 27.10 23.5.26 23.21 92.3.77 0.76 56.82 50.30 127.09 35.03 65.40 L/s Coluna 4 Hidrograma unitário Coluna 2 Pico 77 L/s Coluna 3 Soma (3) + (4) Coluna 5 (4)+ 4h Defasagem Coluna 6 Defasagem (3) + (6) Coluna 7 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 0. Os valores mínimos 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.82 50.29 53.92 0.87 143.82 50.84 78.10 29.11 27.30 0.28 56.13 114.81 35.30 0.61 0.68 59.72 27.00 77.79 74.28 56.82 56.72 27.82 50.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.82 64.36 48.82 50.97 42.62 71.69 0.15 63.30 0.78 77. Coluna 3: como temos a vazão de pico de 77 L/s multiplicamos o valor 77 L/s por todas as ordenadas da coluna 2 obtendo a coluna 3 que dará o pico as 12h.38 0.00 70.30 130.15 63.82 50.52 116.72 27.01 77.08 41.50 35.72 50.50 145.02 71.65 70.85 142.30 0.95 101.5) Coluna 1: são o tempo de hora em hora a começa de zero hora Coluna 2: é o hidrograma unitário obtido conforme os coeficientes K1.84 78.13 46.46 0.36 48. K2 e K3.65 70.40 85.01 77.01 77.30 0.72 27.53 0.30 23.22 169.70 129.72 27.61 0.10 23.72 27.46 0.03 85.33 89.72 27.92 64.03 85.09 49. As 12h temos o valor máximo 1 que é o resultado de Qm x K1 x K2.2km2 Pico 92.com.62 71.10 23.30 é o resultado aproximado de Qm x K3.81 62.82 50.17 90.11 27.br 10/7/08 Exemplo 28.21 Explicação da Tabela (28.35 103.37 50.53 0.72 27.72 34.47 63.78 87.Aplicação do exemplo do Macedo com Hidrograma adotado Tabela 28.04 59.57 93.40 85.77 0.40 155.Cálculos elaborados com Hidrograma unitário 3.10 23.82 27.10 27.98 118.50 35.07 47.5km 2 Tempo (horas) Coluna 1 4.72 27.72 27.91 42.80 68.72 27.89 103.09 49.44 116.69 0.42 29.43 106.65 141.10 23.82 50.02 79.

Coluna 7: é a soma da coluna 3 com a coluna 6 que está defasada de 4horas.br 10/7/08 Coluna 4: segue o mesmo raciocínio da coluna 3. Obtemos o valor de pico igual a 145.40 L/s. Este é o cálculo normalmente adotado nos coletores.com.53 L/s • Com efeito do reservatório: 142. Coluna 6: como é o exercício anterior do Macedo em que temos uma defasagem de 4h. Este é o resultado previsto na norma técnica.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.40 L/s • Com defasagem: 145. observar que os valores da coluna 6 estão defasados de 4 horas em relação aos da coluna 4. que é a defasagem. Coluna 5: é a soma das coluna 3 com a coluna 4 que fornecerá o valor de pico as 12h no valor de 169.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. só que o valor de pico é 92.40 L/s.20 L/s D=700mm D=700mm D=600mm 28-15 .53 L/s Em resumo temos: Importante notar que obtemos: • Sem defasagem: 169.

Isto é usado para o amortecimento das vazões de pico no dimensionamento das estações elevatórias ou estação de tratamento de esgotos. Conforme Tsutya. comercial. comerciais.com. A empresa norte-americana Hazen-Sawyer utilizou na falta de dados medidos na década de 70 o dimensionamento que iremos expor. menor será o coeficiente K.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui. 1999 desde 1978 a Sabesp utiliza um hidrograma de descarga de esgotos representado por uma senóide. Conforme Tsutiya. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2.80 Q> 751 L/s K= 1.485/ Q 0. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1.20 + 17.10 Método da Sabesp para dimensionamento de esgotos com composição de hidrogramas.1 QI= vazão proveniente das grandes indústrias 28-16 .5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial. Qtrecho= ( K1 x K2 -1) Qm senΦ + Qm +Qmf + KI x QI Sendo: Qtrecho= vazão de montante de um trecho no instante de fase K1= coeficiente da máxima vazão diária K2=coeficiente da máxima vazão horária Φ=ângulo de fase da senóide (24h = 360º) Qm= vazão média dos esgotos sanitários.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. público em L/s Quanto maior for a vazão Q.9 Método da Sabesp para dimensionamento de interceptores de diminuição da vazão de pico K=K1 x K2. dos serviços públicos e de pequenas indústrias Qmf= vazão de infiltração KI= coeficiente de pico para as vazões industriais= 1.br 10/7/08 28.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 28. Q≤ 751 L/s K=1.

Hidrograma padrão senoidal Fonte: Tsutiya. 1999 Figura 28.com.br 10/7/08 Figura 28.Variação de K2 em função da vazão média da bacia de esgotamento Fonte: Tsutiya. 1999 28-17 .Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9.8.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.

Coleta e transporte de esgoto sanitário. CARLOS. Faculdade de Saúde Pública e CETESB. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. 433 páginas. João Pessoa. -CETESB. Projeto de interceptor de esgoto sanitário. EPUSP.11 Bibliografia e livros consultados -ABNT 12207/92. 1973. -TSUTIYA. CETESB. Editora Universitária. Esgotos sanitários.br 10/7/08 28. Sistemas de esgotos sanitários. 213 páginas. -FERNANDES. -LEMES. Planejamento e projeto dos sistemas urbanos de esgotos sanitários. 1997.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. 547páginas 28-18 . 418 páginas. 1999.com. FRANCISCO PAES.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1977. PEDRO ALEM. .

através de ensaios com matéria viva.Curso de esgotos Capitulo 29.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. isto é. as substâncias químicas. Portanto. 29. Portanto. A ciência dos agentes tóxicos.1 Introdução O inicio da ecotoxicologia se deu em 1969 com o pesquisador francês René Truhaut. No Brasil teve inicio somente em 1975 com Programa Internacional de Padronização de testes de toxicidade aguda com peixes. sugere a aplicação de medidas preventivas para os impactos futuros antes que ocorram graves danos ao ambiente natural.Noções de Ecotoxicologia 29. A USEPA lançou em janeiro de 2004 o software gratuito denominado AQUATOX (release 2) que apresenta o modelo de rios e lagos onde existe os efeitos tóxicos.2008 a toxicologia é a ciência que estuda os efeitos nocivos decorrentes da interação de substâncias químicas e de fenômenos físicos com o organismo. As atividades humanas e processos naturais podem causar fontes de contaminação nos ecossistemas com graves conseqüências ecotoxicológicas. a toxicologia é o estudo dos efeitos adversos de agentes químicos ou físicos em seres vivos conforme Lopes. são nocivas e como e onde manifestam seus efeitos. A palavra “eco” vem do grego oikos que quer dizer casa. que pode ser facilmente acessado pelo site. 2002.com. Segundo Maranho. isoladas ou em forma de misturas..br 19/06/08 Capítulo 29. 2008 diz que a ecotoxicologia alerta para os danos ocorridos nos diversos ecossistemas por substâncias químicas que representam risco e assim.2 Ecotoxicologia Conforme Maranho. domicilio. a ecotoxicologia como estuda todo o ecossistema engloba a toxicologia. 2002 a ecotoxicologia é o estudo dos efeitos adversos de agentes químicos ou físicos no ecossistema. 1969 in Lopes. habitat e daí saiu o termo ecologia. A finalidade da ecotoxicologia é saber em qual grandeza. Segundo Truhaut. A ecotoxicologia estuda os efeitos adversos dos agentes tóxicos causados por contaminantes naturais ou sintéticos para o ambiente. a toxicologia estuda os venenos e as intoxicações pelos mesmos.4 Destino dos poluentes O destino dos poluentes são basicamente três: • Ar • Água: receptor final dos poluentes • Solo/sedimento 29-1 . 2008 os primeiros testes de toxicidade com despejos industriais surgiram em 1863 e 1917 e os testes de toxicidade aguda em organismos aquáticos surgiram em 1930. 29.3 Perigo Maranho. 29.

degradação microbiana e oxidação/redução • Solo: fotólises. 2008 29.5 Transporte dos poluentes O transporte dos poluentes são cinco: • Ar: fotólises e reações com OH• Agua: hidrólises.br 19/06/08 Figura 29. 29-2 .Curso de esgotos Capitulo 29. fotólises. A movimentação dos contaminantes nos meios é determinada por processos físicos relacionados às propriedades químicas dos compartimentos ambientais e dos contaminantes. oxidação e redução e biodegradação • Sedimento: hidrólises.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. é capaz de produzir um efeito tóxico seja este uma alteração funcional ou a morte. biodegradação e oxidação/redução • Biota: bioacumulação e metabolismo Conforme as propriedades físico-químicas dos xenobióticos é que é determinando o transporte entre as diferentes fases do meio. O agente tóxico (xenobiótico ou substância ou toxicante) é qualquer substância química que interagindo com um organismo vivo.1-Esquema do destino dos poluentes Fonte: Maranho. hidrólises.

br 19/06/08 Figura 29. microorganismos) Nos testes de toxidade se examinam sinais. sintomas e efeitos que causam desequilíbrio orgânico.2-Esquema de transporte dos poluentes Fonte: Maranho.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Muitos testes crônicos são feitos com ovos e larvas de peixes e testes agudos podem ser feitos com minhocas. 2008 29. Não existe um ensaio que detecta todos os efeitos e portanto existe uma bateria de ensaios diferentes com vários critérios de toxicidade e conforme a situação específica.Curso de esgotos Capitulo 29.6 Testes de toxicidade Conforme Maranho. 2008 os testes de toxicidade é feito através de bioindicadores dos grandes grupos de uma cadeia ecológica e ligadas aos ambientes agrícolas.com. por exemplo ou com abelhas. abelhas) • Decompositores (minhocas. Assim são usadas: • Produtores (algas) • Consumidores primários (microcustáceos) • Consumidores secundários (peixes. 29-3 .

3-Testes de toxicidade Fonte: Maranho.4-Testes de toxicidade Fonte: Maranho.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 29. 2008 Figura 29.com. 2008 29-4 .br 19/06/08 Figura 29.

br 19/06/08 29.7 CE 50 e CL 50 A toxidade pode ser aguda ou crônica.guarú. O EC50 é a efetiva concentração em MG/L ou ug/L que produz em específico efeito mensurado em 50% de um organismo testado em determinadas condições de tempo em estudo. A toxidade aguda tem como base no LC50. Como teste preliminar para determinar o intervalo de concentração pode ser usadas as espécies: o Brachydanio rerio (Cyprinidae) – paulistinha o Poecilia reticulata ou Phalocerus caudimaculatus (Poecilidae). Fase da exposição:a primeira fase da intoxicação é a fase da exposição.Curso de esgotos Capitulo 29. Conforme Machado Neto. armazenamento. 2008 os principais efeitos deletérios são: • Alterações cardiovasculares e respiratórias • Alterações do sistema nervoso • Lesões orgânicas: totoxicidade.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9 Principais efeitos deletérios Conforme Maranho. sintomas e alterações detectáveis por provas diagnósticas que caracterizam os efeitos deletérios ao organismo. CENO: concentração de efeito não observado CEO: concentração de efeito observado. Fase clínica: sinais. Fase de toxicinética: processos desde a disponibilidade química até a concentração do toxicante nos órgãos alvo (absorção. hepatotoxicidade.96: concentração nominal do agente químico que causa efeito agudo (letalidade) a 50% dos organismos-teste em 96h de exposição. Valor crônico (VC): conforme Machado Neto. Efeitos nocivos decorrentes da ação tóxica.e etc. 2005 para peixes o CEO é a menor concentração nominal do agente tóxico que causa efeito deletério estatisticamente significativo na sobrevivência e reprodução em 7 dias de exposição. 2008. 2005 a toxicidade aguda para peixes é definida por: Concentração letal inicial média CL (I)50. concentração xenobiótico.com. 29-5 . que depende da via de introdução. biotransformação e eliminação de substâncias inalteradas e/ou metabólitos.8 Fases da intoxicação As fases da intoxicação são basicamente quatro abaixo explicadas conforme Maranho. Fase da toxicodinâmica: mecanismos de interação entre o toxicante e os sítios de ação dos organismos. Conforme Machado Neto. Define-se LC50 como a quantidade de pesticida presente por litro de solução aquosa que é letal para 50% dos organismos testados. nefrotoxicidaded. 29. freqüência e da duração da exposição. das propriedades físico-químicas do agente e de fatores relacionados à suscetibilidade individual. 2005 é a média geométrica dos valores CENO e CEO. distribuição. 29.

o Efeito sinérgico: o efeito final é maior que a soma dos efeitos individuais o Potenciação: o efeito de um xenobiótico é aumentado por interagir com outro toxicante que originalmente.11 Bioindicadores São espécies animais ou vegetais que indicam precocemente a existência de modificações bióticas (orgânicas) e abióticas (físico/químicas) de um ambiente. no final o efeito tóxico será menor. 20. São organismos que ajudam a detectar diversos tipos de modificações ambientais antes que se agravem e ainda a determinar qual o tipo de poluição que pode afetar um ecossistema conforme Maranho.com. feminina ou mista o Teratogênese provocada por agentes infecciosos ou drogas o Aborto precoce ou tardio Alterações da capacidade reprodutora Exemplos: Vitamina A: atraso mental. 2008. produzindo efeitos contrários. cérebro e coração Talidomida: coração e membros Fenobarbital: palato.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. o Antagonismo competitivo: quando um toxicante reduz o efeito do outro. falhas. não produziria tal efeito. coração e atraso mental Álcool: defeitos faciais e atraso mental. o Antagonismo químico: o antagonista reage com o responsável pela ação. Precisamos monitorar o meio ambiente 29-6 .10 Interações entre os agentes tóxicos sobre os organismos Conforme Maranho. o Antagonismo funcional: quando dois antagonistas agem sobre o mesmo sistema.. radiações ionizantes). o Mutagênese: alterações hereditárias produzidas na informação genética armazenada no DNA( ex. Cloranfenicol: aplasia medular 20. Infertilidade masculina.Curso de esgotos Capitulo 29. re-arranjos de partes de cromossomos. 2008 temos.br 19/06/08 • • • Lesões carcinogênicas/ tumorigênicas Lesões teratogênicas (malformações do feto) Alterações genéticas como : o Aneuploidização: ganho ou perda de um cromosso inteiro o Clastogênese: aberrações cromossônicas com adições. inativando-o. o Efeito aditivo: o efeito tóxico final é igual à soma dos efeitos produzidos separadamente.

12 Impacto ecotoxicológico Nieto. Funcionou o teste de toxicidade com Daphnia similis constituindo uma ferramenta indispensável para previsão do impacto dos efluentes industriais nos corpos de água receptores.br 19/06/08 29.10 do corpo receptor. Foi usada metodologia da ABNT para o uso da Daphnia similis bem como o uso de CE50/ 10 que foi comparado com o valor CER definido como: CER= vazão média do efluente x 100/ vazão média do efluente + Q7.com. Foram coletadas 90 amostras e fizeram testes de toxicidade aguda com Daphnia similis e ainda foram comparados os resultados as tradicionais análises físico-químicas e biológicas.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. De 32 amostra 66% tinham o potencial para acarretar impactos aos organismos aquáticos dos corpos receptores. 2008 fez um estudo do impacto ecotoxicológico no Estado de São Paulo para avaliar os diversos ramos industriais cujos efluentes são lançados em corpos hídricos. 29-7 . CER ≤ CE50/ 100 Os resultados foram que os tratamentos feitos com projetos e bem operados tiveram uma remoção significativa da toxicidade.Curso de esgotos Capitulo 29.

Principles of surface water quality modeling and control. 2008 (?). -FERCINOLA. G. HarperCollins. -LOPES. Nov/ 2005. JOHN. -NIETO.br 19/06/08 29. 2002. Lisboa. Ecotoxicologia dos agrotóxicos e saúde ocupacional. Modeling environmental fate and ecological effects in aquatic ecosystems. Toxicologia Ambiental. UNESP. -THOMAN. Controle da poluição das águas em indústrias têxteis. Ecotoxicologia. CETESB.. Bióloga. -MACHADO NETO. -NIETO. Faculdade de Farmácia. G. 2002. ROBERT e MUELLER. REGIS.15 Bibliografia e livros consultados -AQUATOX REALEASE 2.Curso de esgotos Capitulo 29. -MARANHO. Engenheiro químico da CETESB. Universidade Évora.Associação dos engenheiros da CETESB. 1987. 29-8 . REGIS. campus de Jabuticabal. 2004. Caracterização ecotoxicológica de efluentes liquidos industriaisFerramenta para ações de controle da poluição das águas.com. junho. Ecotoxicologia. ALVARO TEIXEIRA. XXVI Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental. USEPA. LUCINEIDE APARECIDA. 3º encontro técnico anula da ASEC. NILDA A.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ABES.

3 Dimensionamento do poço de sucção Vamos seguir os ensinamentos de Crespo. Fonte: Fernandes.com. Existe a norma da ABNT NBR 12208/92 Projeto de Estações elevatórias de esgoto sanitário que é a antiga NB-569/1989.00m/s As tubulações terão o diâmetro mínimo de 100mm.Estação elevatória de esgotos sanitários 30.br 25/06/08 Capitulo 30.2 Velocidades Conforme a NBR 12208/92 as velocidades na sucção e recalque são: • Sucção: 0. 30.1 Introdução O dimensionamento de bombas e motores já foi explicado no curso de redes de água.4) temos os vários tipos de estação elevatória de esgotos sanitários.50m/s • Recalque: 0.1) a (30. 30.Curso de esgotos Capítulo 30.60m/s ≤ V ≤ 3. 1997 30-1 . 2001 que no dimensionamento de um poço de sucção é necessário atender duas exigências básicas: • Intermitência na partida das bombas • Tempo de detenção de esgotos Nas Figuras (30.1.50m/s ≤ V ≤ 1.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Figura 30. A única diferença que existe é que no dimensionamento temos que prever um poço de sucção e que a detenção do esgoto no referido poço não passe de 20min.Corte esquemático de uma elevatória convencional com bombas de eixo horizontal.

Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 25/06/08 Figura 30. Fonte: Fernandes.Elevatória com bombas de eixo horizontal.2.3. 1997 30-2 .Elevatória com bombas de eixo vertical. 1997 Figura 30. Fonte: Fernandes.Curso de esgotos Capítulo 30.com.

1997 Na Figura (30. Fonte: Fernandes.5.Formas de sucção e respectivas submergências.br 25/06/08 Figura 30. Figura 30.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capítulo 30.Instalação típica para bombas Flygt.4.5) temos vários tipos de sucção de bombas para elevatória de esgotos sanitários. Fonte: Fernandes. 1997 30-3 .com.

7 Número de bombas Conforme a NBR 12208/92 devem ser previstos dois conjuntos motor-bomba. 30.9 Dimensionamento do poço de sucção O volume do poço é dado pela seguinte relação: Vd= A x H Sendo: Vd= volume do poço (m3) A= área do poço (largura x comprimento) (m2) H= distância vertical entre o NA médio e o fundo do poço (m).com. sendo um deles reserva. recomenda-se que os conjuntos motor-bomba sejam iguais. Qf= vazão afluente no fim do plano.6 Volume do poço de sucção È o volume compreendido entre os níveis máximo e mínimo de operação das bombas conforme NBR 12208/92. Qmin= Qmédio/ 4 Sendo: Qmin= vazão mínima (m3/min) Qmédio= vazão média de fim de plano sem considerar infiltração (m3/min) 30-4 . 2001 a vazão mínima é uma variável difícil de ser fixada. Admite-se que o NA médio corresponde a um nível eqüidistante entre o NAmax e o NAmin. A vazão mínima representa uma grandeza tão pequena que inviabiliza o cálculo para determinar o volume máximo do poço. Quando forem adotadas bombas de rotação constante. 30.br 25/06/08 30.8 Volume útil Conforme NBR 12208/92 o volume útil deve ser calculado. 30.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Para o cálculo da vazão mínima considera-se a vazão média de fim de plano sem considerar a infiltração e dividida por 4.5 Vazões iniciais e finais As vazões a serem consideradas são: Qi= vazão afluente no inicio do plano desprezando a variação horária K2. o reserva instalado deve ter capacidade igual à do conjunto de maior vazão. cada um com capacidade para recalcar a vazão máxima. Conforme a NBR 12208/92 o maior tempo de detenção deve ser de 30min. conforme recomendado pelo fabricante. O limite máximo de rotação recomendado pela NBR 12208/92 é de 1800 rpm.4 Tempo de detenção média. No caso de mais de dois conjuntos. considerando a vazão da maior bomba a instalar (quando operada isoladamente) e o menor intervalo de tempo entre as partidas consecutivas do seu motor de acionamento. 30.Curso de esgotos Capítulo 30. Segundo Crespo. 30.

br 25/06/08 O tempo de detenção de esgoto no poço de sucção é dado pela seguinte equação conforme Crespo.5 x Qb Sendo: V= volume mínimo do poço de sucção entre o Namax e o Namin (m3) Qb= capacidade nominal da bomba (m3/min) Exemplo 30. 2001 o intervalo de duas partidas consecutivas de uma mesma bomba denomina-se intermitência das partidas.5 L/s x km= 25 L/s Vazão de projeto Q= 156.com.2 coeficiente de vazão no dia de maior consumo • K2= 1.1.25 L/s + 25.25 L/s 30-5 .10 Intermitência na partida das bombas Conforme Crespo.0 L/s= 181. T= Vd/Qmin Sendo: T= tempo de detenção do esgoto no poço de sucção (min) Vd= volume do poço de sucção (m3) Qmin= vazão mínima (m3/min) 30.5 coeficiente de vazão na hora de maior consumo • Número de bombas: 2 +1 Solução: Vazão média Qmédia= (50000hab x 150 L/dia x hab)/ 86400s= 86.Curso de esgotos Capítulo 30.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.25 L/s Vazão de infiltração: 50 km x 0.8 L/s Vazão máxima sem infiltração Qmax= 86.81 L/s x 1. A média considerada entre duas partidas consecutivas é de 10min.5 L/s x km • Coeficientes de vazão: • K1= 1. A bomba não deve ter mais de 5 ou 6 partidas por hora e caso não seja feito isto teremos problemas na vida útil dos equipamentos.000hab • Quota per capita: 150 L/dia x hab • Extensão da rede coletora: 50km • Taxa de infiltração: 0.5 Qb V= 2.2 x 1.5 = 156. 2001 Dimensionar um poço de sucção de uma estação elevatória de uma cidade com: • População de 50. Admitindo-se intervalo de 10min de intermitência o volume mínimo do poço de sucção será: V= t x Qb/ 4 Admitindo t=10min entre duas partidas temos: V= t x Qb/ 4 V= 10 x Qb/ 4= 2.Extraído de Crespo. 2001.

Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.30= 23. a vazão de cada bomba Qb será: Qb= 181.63 L/s= 5.99m2/ 7.80m teremos: Área do poço: Vd= A x H A= Vd/ H H=0.25 L/s / 2= 90.com.96m.46m Vd= 1. Largura do poço= 16.br 25/06/08 Vamos ter duas bombas funcionando e mais uma de reserva. Este valor é fixado de modo que o Namin fique em cota igual ao topo do rotor.40m= 2.44 m3/min V= 2.21/4= 1.15m3 Vazão mínima Qmin Qmédio= (50000 x 150/ 1000 x 24 x 60) = 5.50m3/ 0.30m3/min= 17.5 x Qb V= 2.Curso de esgotos Capítulo 30.36 x 7.59m3 Admitindo-se uma distância vertical entre o Namax e o Namin de 0.96= 1.80/2 + 0. Portanto.30m Verificação do volume do poço de sucção para respeitar o tempo de detenção máximo permitido.80m= 16.30 m3/min T= Vd/ Qmin = 23. Distância vertical entre o Na médio e o fundo do poço: 0.40 x 2.21m3/min Qmin= Qmédio/ 4= 5.80m Vd=13. 30-6 .99m2 Considere-se que a disposição das bombas na estação elevatória exige um comprimento do poço na horizontal igual a 7.44m3/min= 13.59m3 A= Vd/H=13.5 x 5.40m.15m3/ 1. T= Vd/ Qmin Sendo: T= templo de detenção (min) Vd= volume do poço ente o Na médio e o fundo do poço (m3) Qmin= vazão mínima de projeto (m3/min) Distância entre o Namin e o fundo do poço: 0.81 min < 20min OK.

Curso de esgotos Capítulo 30- Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 25/06/08

Figura 30.6- Esquema do NA max, Na min

30-7

Curso de esgotos Capítulo 30- Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 25/06/08

30.11 Modelo Paulo S. Nogami O prof dr. Paulo S. Nogami apresentou em 1973 para sistemas elevatórios de esgotos o seguinte modelo. Recomendou que o período de detenção não exceda de 30min em qualquer caso. Recomendou ainda que o número de partida do motor não ultrapasse de 10, o que limita a 6 minutos o ciclo ente dois inícios de bombeamento. Nogami, 1973 citou as seguintes expressões: V= q x p p= V/ q Sendo: V= volume útil do poço de tomada q= vazão de chegada p= período de parada da bomba V= (Q –q) x f f = V/ (Q – q) Sendo: V= volume do poço Q=vazão de bombeamento q= vazão de chegada f= período de funcionamento da bomba Exemplo 30.2- Extraído de Paulo S. Nogami, 1983 Determinar o volume útil de um poço de tomada de uma estação elevatória que deverá receber uma vazão média anual de 16 L/s. As vazões máxima e mínima correspondem, respectivamente a 2 vezes a metade da vazão média. Indicar a capacidade da bomba e calcular os períodos de funcionamento e parada da bomba para quando a vazão de chegada for mínima. Volume do poço V= 0,016m3/s x 10min x 60s= 9,6 m3 Capacidade adotada para a bomba: 35 L/s ( > 32 L/s) Período de funcionamento para a vazão mínima Vazão mínima= 0,5 x 16 L/s= 8 L/s= q Q= 35 L/s V= 9600 Litros f = V/ (Q – q) f = 9600/ (35 – 8) = 355 s= 5,9min Tempo de detenção no poço de sucção p= V/q p= 9600/8 = 1200s= 20min < 30mim OK

30-8

Curso de esgotos Capítulo 30- Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 25/06/08

Exemplo 30.3- Extraído de Fernandes, 1997 Dimensionar o volume do poço úmido e a potência instalada para desnível geométrico de 6,60m. Dados: 805 casas 5 pessoas/casa Distância: 408m Rede coletora a montante: 4,30Km. Solução: População de projeto P= 805casas x 5 pessoas/casa= 4025 pessoas Quota per capita= 150 L/dia x pessoa Coeficiente de retorno= C= 0,80 V= 0,80 x 0,150 x 4025= 483m3/dia= 5,59 L/s K1= 1,25 K2=1,40 K3=0,60 Taxa de infiltração= TI= 0,000 5 L/s x m Contribuição doméstica no dia de maior consumo: Qd= K1 x 483000 Litros/ 86400s= 1,25x 483000 Litros/ 86400s =6,99 L/s Contribuição doméstica na hora de maior consumo: Qd,max= K2 x Qd= 1,40 x 6,99= 9,79 L/s Vazão máxima de projeto em tempo de chuva Qh,max= 9,79 + 0,0005 x 4300m= 11,94 L/s Vazão mínima em tempo de seco Qmin= K3 x 483000/86400= 0,60 x 483000/86400= 3,35 L/s Pré-dimensionamento do volume Admitindo um período de parada de 10min quando a vazão de chegada corresponde a Qd teremos: V= tp x Qd = ( 10min x 60s) x 6,909/1000= 4,19m3 Adotamos V=4,0m3 Testando este valor para: 1) para máxima (vazão de chegada mínima) tp,max = V/ Qmax= 4000 /(3,35 x 60)= 19,90 min < 20min OK. 2) Funcionamento mínimo (vazão de chegada mínima) para Qmax= 11,94 L/s e analisando-se as circunstâncias do problema com uma só bomba funcionando com capacidade Qb= 12 L/s. tf, min= V/ (Qb- Qmin)= 4000/ ( 12,0- 3,35) x 60= 7,71min 3) Número máximo de partidas por hora (quando a vazão de chegada for mínima indica máxima parada com mínimo funcionamento). N= 60min / (tp, max + tf, min)= 60/ (19,90+7,71)=60/27,61= 2,14 < 4 OK Assim conclui-se que o volume de 4,00m3 satisfaz as condições de impedimento de septicidade e sedimentação e número máximo de partidas por hora. 30-9

Curso de esgotos Capítulo 30- Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 25/06/08

Potência instalada Dr= diâmetro da canalização de recalque Fórmula de Bresse Dr= 1,3 x Qb 0,5= 1,3 x 0,012 0,5= 0,142m Se Dr=150mm tem-se Vr=0,68m/s Se Dr=125mm tem-se Vr= 0,97m/s então adota-se no recalque Dr=125mm e na sucção será Ds=150mm. Altura manométrica H Empregando Hazen-Willians C=80 ferro fundido 10,643 . Q 1,85 J = ----------------------C1,85 . D4,87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m); Q= vazão em m3/s; C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Q= 12 L/s achamos J=0,0224 m/m Supondo comprimento virtual para as perdas localizada equivalentes a 26m encontram-se: H= 0,0224 (26+408)= 16,32m Potência instalada 1) Potência da bomba Qb= 12 L/s rendimento bomba= 66% rendimento do motor=80% Pb= (12 x 16,32)/ (75 x 0,66x 0,80)= 4,9 CV= 4,95 x 0,986=4,88 HP Folga de 20% ( 5HP a 10 HP) Pt= 1,20 x 4,88= 5,48 HP Adoto: Pt= 6 HP Teremos dois motores de 6 HP cada, sendo um de reserve.

30-10

Curso de esgotos Capítulo 30- Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 25/06/08

30.12 Grades de barras Quando a vazão for maior que 250L/s a limpeza das grades deverão ser mecanizadas. 30.13 Gerador de emergência Conforme a NBR 12208/92 no ponto de entrada de energia elétrica, deve ser previsto dispositivo que permita a ligação de gerador de emergência. 30.14 Fórmula de Hazen-Willians A formula de Hazen-Willians é usada para tubos com diâmetro maiores que 50mm; 10,643 . Q 1,85 J = ----------------------C1,85 . D4,87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m); Q= vazão em m3/s; C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians; D= diâmetro em metros. Obtemos: Qo= (C1,85 . D4,87 . J / 10,643) (1/1,85)

30-11

Curso de esgotos Capítulo 30- Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 25/06/08

Figura 30.7- Nomograma para a equação de Hazen-Willians para C=100 Fonte: Hammer, 1979

30-12

Curso de esgotos Capítulo 30- Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 25/06/08

Figura 30.8- Fatores de correção para determinação da perda de carga com valores diferentes de C=100. Fonte: Hammer, 1979 Exemplo 30.4 Para a vazão de 12 L/s, diâmetro D=100mm na Figura (30.7) achamos a perda Hf= 40/1000 Como queremos C=80 olhando a Figura (30.8) achamos K=1,51 Portanto, Hf= K x 40/1000= 1,51 x 40/1000=0,0604m/m

30-13

Curso de esgotos Capítulo 30- Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 25/06/08

30.15 Bibliografia e livros consultados -ABNT NBR 12208/92, Projeto de Estações elevatórias de esgoto sanitário. -CETESB. Sistemas de esgotos sanitários. Faculdade de Saúde Pública e CETESB, 1973, 418 páginas. -CRESPO, PATRICIO GALLEGOS. Elevatórias nos sistemas de esgotos. Editora UFMG,2001, 290páginas. -CRESPO, PATRICIO GALLEGOS. Sistemas de esgotos. Editora UFMG, 1997, 129páginas. -FERNANDES, CARLOS. Esgotos sanitários. Editora Universitária, João Pessoa, 1997, 433 páginas. -HAMMER, MARK J. Sistemas de abastecimento de água e esgotos. Editora Livros Técnicos, 1979, 563 páginas. -NOGAMI, PAULO S. Estação elevatória de esgoto. In Sistema de esgotos sanitários, 1973, Faculdade de Saúde Publica e CETESB, 416páginas.

30-1

Curso de rede de esgotos Capitulo 31- Cargas em tubos flexíveis Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br

22/6/08

Capitulo 31- Cargas em tubos flexíveis 31.1 Introdução O SAAE de Guarulhos usa o PVC para esgoto desde 1983 e usa o polietileno de alta densidade (PEAD) desde 1972. Os tubos cerâmicos tiveram começaram a ser assentados em 1966 com juntas feitas com estopa alcatroada e asfalto preparado. Mais tarde foram usados tubos cerâmicos com j unta elástica. 31.1 Deformação diametral Uma das primeiras preocupações que tive, quando comecei a usar os tubos de PVC rígido em redes de esgotos sanitários, foi com a deformação diametral. Minha dúvida era sobre a resistência dos tubos de PVC. Primeiramente, comecei a fazer uma pesquisa sobre a profundidade de valas que o SAAE de Guarulhos usava. Profundidade da vala (m) 1,2 1,5 1,8 2,0 2,3 2,4 Total Freqüência de ocorrências (%) 0,5 80,0 5,0 10,0 4,0 0,5 100,0%

Conclui que 80% de nossas valas eram praticamente da profundidade de 1,5 m, sendo que a profundidade variava de 1,2 a 2,4 m. A largura das valas, feitas por retroescavadeira, também era padronizada: valas estreitas, com largura de 0,60 m ,e valas largas, com largura de 0,80 m. Para valas até 1,5 m de profundidade, usamos a caçamba de 0,60 m, e para valas superiores a 1,5 m de profundidade, usamos caçamba de 0,80 m de largura. 31.2Teoria dos tubos flexíveis O professor Anson Marston, da Universidade de Iowa (EUA), em 1913, publicou sua teoria sobre cargas em tubos, considerada até hoje “o estado de arte” sobre o assunto. Marston fez duas teorias, sendo uma para tubos rígidos e outra para tubos flexíveis. Segundo ele, para tubos rígidos, temos; w = Cd x b x W , Sendo: w = peso por metro linear (kgf/m); Cd = coeficiente de carga para condutos instalados em vala; b = largura da vala medida na geratriz superior do tubo em metros; W = peso específico do solo (kgf/m). Entretanto, a equação acima só pode ser aplicada para valas estreitas, isto é, menores que 2,5xD. Para valas maiores que 2,5xD, temos que considerar a condição de prisma: Assim teremos:
31-1

Curso de rede de esgotos Capitulo 31- Cargas em tubos flexíveis Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br

22/6/08

w= h x W x b (kgf/m) ou p= pe x h x d (kgf/m) Sendo: w = peso por metro linear (kgf/m); pe = peso específico (kgf/m3); h = altura de recobrimento em metros; d = diâmetro externo do tubo em metros. 31.3 Spangler Splanger era formando na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, quando achou o erro nas fórmulas dos tubos flexíveis: a não validade da carga sobre dois pratos paralelos para avaliação dos tubos flexíveis. A nova fórmula desenvolvida por Spangler está muito bem explicada no ITT-3 (Informativo Técnico Tigre, Número 3). Usando a Teoria de Marston, para a carga de terra, e a Teoria de Spangler, para tubos flexíveis, e usando ainda a carga móvel segundo o tipo T-30 da ABNT, que admite que o veículo tenha carga máxima de 30 toneladas, dando 5.000 kg em cada roda, e usando o tipo de compactação leve que fazemos e escolhendo o pior terreno, calculamos as várias deformações, a longo prazo, que poderíamos ter. Assim, obtivemos a Tabela (31.1).
Tabela 31.1-Cálculo da deflexão diametral para tubos flexíveis de esgoto sanitário (PVC)

Profundidade. (m) 1,2 1,5 1,8 2,0 2,3 2,4

Diâmetro (mm) 150 150 150 150 150 150

Altura de recobr. (m) 1,05 1,35 1,65 1,85 2,15 2,25

Largura da vala (m) 0,6 0,6 0,8 0,8 0,8 0,8

Carga da terra (kgf/m) 330 425 519 582 677 708

Carga móvel (kgf/m) 566 404 325 291 254 243

Carga total (kgf/m) 896 829 845 874 931 952

Sendo: Carga móvel T-30 Carga de terra: fórmula de Marston Deflexão: fórmula de Spangler Peso específico = 2100 kgf/m³ (argila) Classe de rigidez = CR= 2500 K= 0,1 Compactação leve DR= 1,75 E’= 2,8 MPa

31-2

Curso de rede de esgotos Capitulo 31- Cargas em tubos flexíveis Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br

22/6/08

Tabela 31.2-Cálculo da Deflexão Diametral para tubos flexíveis de esgoto sanitário (PVC) Profundidade Carga total Deflexão máxima Deflexão diametral da vala (%) (m) ( kgf/m) (%) 1,2 896 7,5 4,0 1,5 829 7,5 4,01 1,8 845 7,5 4,32 2,0 874 7,5 4,58 2,3 931 7,5 5,03 2,4 952 7,5 5,19 Concluímos que, para profundidades de vala existente na prática, e pelo tipo de compactação que fazemos, a deformação diametral relativa máxima varia de 4,0 a 5,19%, portanto abaixo de 7,5% , conforme NBR 7367 e que está na Tabela (31.2). 31.4 Testes de deformação diametral relativa a longo prazo Preocupados com a deformação diametral, devida às cargas externas, fizemos experiências em redes de esgoto de PVC rígido de diâmetro de 150 mm, com dois anos de operações, passando um gabarito esférico de plástico rígido de diâmetro 7,5% menor que o diâmetro interno da tubulação. Entramos em contato com os técnicos da Tigre e nosso pedido de confecção do referido gabarito esférico foi encaminhado. Com a esfera pronta, introduzímo-la nas redes de PVC de 150 mm, executadas dois anos antes. Não houve nenhum problema, confirmando, então, a suposição de que a deflexão máxima não atingiria os 7,5% máximos admitidos pela norma. É importante observar que, se houver uma deformação máxima de 7,5% do diâmetro, a seção diminuirá somente em 0,6%, o que é insignificante. Caso queiramos a deformação máxima permissível, logo após a instalação, devemos dividir a deformação máxima ao longo prazo (7,5%) pelo coeficiente de deformação adotado.

31-3

31-4 . NBR 7362 de novembro de 1984 referente a Tubo de PVC rígido com junta elástica. McGraw-Hill Book Company. McGraw-Hill Book Company. de agosto/86.5 Referências Bibliográficas: -Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. Estudo Comparativo entre Redes Coletoras de Esgoto do Tipo Convencional e Não Convencional. Handbook of Applied Hydraulics. Pipe Design and Instalacion. Water-Resources Engeneering. -Calvin Victor Davis. Manual M23.Cargas em tubos flexíveis Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1952. -InformaTigre. -Linsley and Franzini. coletor de esgotosespecificação.br 22/6/08 31.Curso de rede de esgotos Capitulo 31. -Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema). -American Water Works Association (AWWA). Informativo da Tubos e Conexões Tigre S. produzido pela Asfamas e Abivinila.com. outubro 1984.A. Estudos Para determinação de novos parâmetros e critérios de projetos de redes de esgotos utilizando o modelo de otimização. setembro 1987. coordenador do projeto: Maurício Cleinman. -Informativo Técnico Tigre 03. 1964. -Engº Carlos Alberto dos Santos e Adejalmo Figueiredo Gasen.

com. Leap in The Handbook of groundwater engineering.br Capítulo 32 Caixa de retenção de óleo e sedimentos As pessoas ficam surpresas quando aprendem que muito pouco da precipitação destina-se para a recarga de aqüíferos subterrâneos.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Darrel I. 32-1 .Curso de rede de esgotos Capitulo 32.

27 Capitulo 32.7 32. Wilken para RMSP Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para P= 25mm e P=13mm.9 32.12 32.11 32.4 32.22 32.20 32.13 32.18 32.6 32.8 32.2 32.15 32.19 32. 2000 Princípios de Allen Hazen sobre sedimentação Lei de Stokes 46páginas 32-2 .25 32.16 32.17 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.10 32.1 32.24 32.14 32.com. Critério de seleção Limitações Custos e manutenção Lei de Stokes Dados para projetos Desvantagens da caixa de óleos e graxas Caixa de retenção de óleo API por gravidade Dimensões mínimas segundo FHWA Volume de detenção Caixa de retenção coalescente com placas paralelas Fabricantes no Brasil de caixas com placas coalescentes Flotação Sistemas industriais americanos para separação de óleos e graxas Skimmer Postos de gasolina Vazão que chega até o pré-tratamento Pesquisas do US Army.3 32.Caixa de retenção de óleos e sedimentos Introdução Densidade gravimétrica Tipos básicos de separadores por gravidade óleo/água Vazão de pico Método Racional Equação de Paulo S.br Sumário Ordem Assunto 32.5 32.26 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.21 32.

O óleo é misturado a água através de uma emulsão mecânica. O óleo pode-se apresentar da seguinte maneira: • Óleo livre: que está presente nas águas pluviais em glóbulos maiores que 20μm. Além disto a maioria dos separadores removem sedimentos e materiais flutuantes. como um bombeamento.Caixa de retenção de óleo e sedimento (oil/grit separators) 32. fluidos alcalinos e outros reagentes. • Óleo aderente a sólidos: é aquele óleo que adere às superfícies de materiais particulados. lanchonetes. estacionamentos de automóveis e caminhões. compostos de petróleo leves e graxas. Estacionamentos residenciais e ruas possuem baixa concentração de metais e hidrocarbonetos. 32-3 .1 Introdução O grande objetivo do uso dos separadores óleo/água são os lugares que possuem um alto potencial de contaminação urbana. O separador óleo/água não remove óleo dissolvido.1) a (32. ou seja.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.3). por exemplo.com.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. etc. Muitos destes compostos são PAHs (Policyclic aromatic hydrocarbons) que são perigosos para os humanos e organismos aquáticos (Auckland. estradas de rodagens são potenciais para a contaminação de hidrocarbonetos conforme Figuras (32. Na cidade de Campos do Jordão em São Paulo fizeram um posto de gasolina na entrada da cidade. • Óleos emulsionados mecanicamente: estão dispersos na água de uma maneira estável. Pesquisas feitas em postos de gasolina revelaram a existência de 37 compostos tóxicos nos sedimentos das caixas separadoras e 19 na coluna de água da caixa separadora.1996). Aquele posto de gasolina é um hotspot e nunca deveria ser feito a infiltração no local. Em pouco tempo tudo foi destruído. os “Hotspots” como postos de gasolina. Outros lugares com estacionamento diário ou de curto período. • Óleo emulsionado quimicamente: as emulsões deste tipo são geralmente feitas intencionalmente e formam detergentes. como restaurantes. gasolina. Em geral os glóbulos são da ordem de 5μm a 20μm. oficina de conserto de veículos. Usualmente possuem glóbulos menores que 5μm • Óleo dissolvido: é o óleo solubilizado em um líquido que é um solvente e pode ser detectado usando análises químicas. shoppings. a existência de uma válvula globo ou uma outra restrição do escoamento. supermercados. aeroportos.br Capitulo 32. pois o óleo contido nas emulsões e quando estão dissolvidos necessitam tratamento adicional. onde o piso era de elementos de concreto e no meio tinha grama com areia. Eles são separados devido a sua baixa gravidade específica e eles flutuam. O objetivo é remover somente o chamado óleo livre. A caixas separadores de óleos e graxas são designadas especialmente para remover óleo que está flutuante.

Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.1.com.br Figura 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.2.Pistas de Aeroportos 32-4 .Posto de gasolina Figura 32.

pdf. reduzem o efluente para cerca de 50mg/l (Eckenfelder. a adição de sulfato de alumínio e introdução de polímeros conforme Eckenfelder. 1989). ainda com a desvantagem do sulfato de alumínio produzir grande quantidade de lodo. 1989. Figura 32.Estacionamento de veículos http://www. 1989).Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Dica: a caixa separadora de óleos. Firma Vortechnic.3.br Figura 32.vortechnics. mas entretanto as águas pluviais proveniente de postos de gasolina.com/assets/HardingTownship. graxas e sedimentos com placas coalescentes são para globos maiores ou iguais a 60 µm e reduzem o efluente para 10mg/l (Eckenfelder.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. A emulsão requer tratamento especial e existem varias técnicas.4.com. Acesso em 12 de novembro de 2005. graxas e sedimentos que seguem a norma API são para glóbulos maiores ou iguais a 150µm. etc possuem grande quantidade de óleo e graxas.Estradas de rodagem asfaltadas As águas pluviais em geral contém glóbulos de óleo que variam de 25μm a 60μm e com concentrações de óleo e graxas em torno de 4 mg/l a 50mg/l (Arizona. Dica: a caixa separadora de óleos. sendo uma delas a acidificação. 32-5 . 1996).

68 a 0.3.823 Óleo diesel 0. 2005) Gasolina 0.59 Querosene 0.American Petroleum Institute.876 Óleo combustível médio 0.852 Óleo combustível pesado 0.Diversas densidades de líquidos Líquido Densidade a 20º C g/cm3 ou g/mL Benzeno 0.2 Densidade gravimétrica Há líquidos imiscíveis. ficam retidos os materiais sólidos e óleo. 2005) Querosene 0.85 a 0.906 Querosene 0.93 Óleo lubrificante 0. 2005) Etanol 0.95.cmhc-schl.37 Óleo cru 0.1.80 A velocidade de ascensão dos glóbulos de óleo depende da viscosidade dinâmica que varia com o tipo de líquido e com a temperatura. 32-6 .79 Benzeno 0. Solução: é a mistura de dois ou mais substâncias formando um só líquido estável.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.2 –Eficiência das caixas de óleos e graxas Redução (%) Tipo de caixas Volume TSS Sólidos totais em suspensão Metais Pesados (m3) Três câmaras 52 48% 21% a 36% Poço de visita 35 61% 42% a 52% Óleos e graxas 42% 50% Fonte: Canadá. As Tabela (32. 1980 A eficiência das caixas separadoras de óleo e graxas é estimada pela Tabela (32. Tabela 32. Ontário-http://www.br 32.85 a 0.3) mostram as densidades gravimétricas de alguns líquidos. Os líquidos imiscíveis ou não solúveis um com o outro formam uma emulsão ou suspensão coloidal com glóbulos menores que 1µm. Tabela 32.79 recomendado(Auckland.2) para caixas com três câmaras e poços de visita. Na caixa de retenção de óleos e sedimentos que denominaremos resumidamente de Separador.88 Tetracloreto de carbono 1. pois sendo menor a densidade do óleo o glóbulo tende a subir até a superfície.90 Água 0. etc.75 recomendado (Auckland.cfm.gc.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.ca/en/imquaf/himu/wacon/wacon_024.com.Densidades de vários líquidos Líquido Densidade a 20º C Álcool etílico 0. As três câmaras são das normas API . Acessado em 8 de novembro de 2005. O separador de óleo remove hidrocarbonetos de densidade gravimétricas entre 0.90 recomendado (Auckland. Emulsão é uma mistura de dois líquidos imiscíveis: detergente. Dica: adotaremos neste trabalho hidrocarboneto com densidade gravimétrica de 0.85 Óleo de motor 0. como por exemplo.1) e (32.90.81 Mercúrio 13. Tabela 32. Uma maneira de separá-los por gravidade é a utilização da Lei de Stokes.00 Fonte: Streeter e Wylie. o óleo e a água.88 Água 1.998 Óleo Diesel 0.

5. 32-7 . maior é o tempo de separação água/óleo.ci.Diâmetro e distribuição dos glóbulos de óleos Fonte: http://www.4.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Acessado em 12 de novembro de 2005.4) mostra os tempos de ascensão com relação ao diâmetro do glóbulo de óleo onde se pode observar que uma partícula com diâmetro de 150μm tem um tempo aproximadamente menor que 10min. Quanto menor o diâmetro do glóbulo.pdf.tn.br A Tabela (32.Tempo de ascensão.knoxville. estabilidade da emulsão e diâmetro do glóbulo Tempo de ascensão Estabilidade da emulsão Diâmetro do glóbulo (μm) < 1 min Muito fraco >500 < 10 min Fraco 100 a 500 Horas Moderado 40 a 100 Dias Forte 1 a 40 Semanas Muito Forte < 1 (Coloidal) A distribuição do diâmetro e do volume dos glóbulos está na Figura (32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.5). Tabela 32.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.com. Figura 32.

br Figura 32. 32-8 .Curso de rede de esgotos Capitulo 32.6.com. Acessado em 12 de novembro de 2005.tn.ci.pdf.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.knoxville.Separador de óleo em posto de gasolina http://www.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.

4 Vazão de pico O projetista deve decidir se escolherá se a caixa separadora estará on line ou off line. A área máxima de projeto é de 0.Óleos e graxas 1. enquanto que nas áreas residenciais havia somente 4. • Separador tipo poço de visita elaborado por fabricantes O separador tipo API possui três câmaras. Segundo o dicionário Houaiss coalescer quer dizer unir intensamente.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Vortech.com. três tipos de separador água/óleo por gravidade: • Separador tipo API (Americam Petroleum Institute) para glóbulos maiores que 150μm • Separador Coalescente de placas paralelas para glóbulos maiores que 60μm. As pesquisas mostram que 30% dos glóbulos de óleo são maiores que 150μm e que 80% é maior que 90μm. mas geralmente a escolha é feita off line. As demais tecnologias para remoção de óleo/água: flotação.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. A remoção de 10mg/L a 20mg/L corresponde a remoção de glóbulos maiores que 60μm. resguardadas outras exigências cabíveis: V.óleos vegetais e gorduras animais até 50mg/L Para postos de gasolina por exemplo. floculação química. a segunda para o depósito somente do óleo e a terceira para descarga. concreto ou polipropileno.13mg/l. aço inox cujas vazões variam de 0. Tradicionalmente usa-se o separador para glóbulos acima de 150μm que resulta num efluente entre 50mg/l a 60mg/l (Auckland. Com outros tratamentos poderemos remover óleos insolúveis bem como TPH (Total Petroleum Hydrocarbon). Tomaremos como padrão a densidade do hidrocarboneto < 0. com um critério que é definido pelo poder público. Existe o critério do first flush que dimensionará o volume para qualidade das águas pluviais denominado WQv. aglutinar e coalescente quer dizer: que se une intensamente. HIL. 1996). nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo. No Brasil temos fabricantes como Alfamec com separadores coalescentes de PEAD. carvão ativado ou processo biológico não serão discutidas neste trabalho. aderente.25mg/l de óleos e graxas. fibra de vidro. onde achamos o número CN e aplicando o SCS TR-55 achamos a vazão de pico ou aplicar o método racional que será usado neste Capítulo. sendo a primeira para sedimentação. Se estiver on line a caixa deverá atender a vazão de pico da área. A Resolução Conama 357/05 no artigo 34 que se refere a lançamentos exige que: Artigo 34-Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados.3 Tipos básicos de separadores por gravidade óleo/água Existe basicamente.óleos minerais até 20mg/L (Nota: este é o nosso caso) 2. direta ou indiretamente. Os separadores de óleo/água podem remover óleo e TPH (Total Petroleum Hydrocarbon) abaixo de 15mg/l. porém apresentam alto custo e possibilidade de entupimento. O óleo é retirado através de equipamentos manuais ou mecânicos denominados skimmer quando a camada de óleo atinge 5cm mais ou menos. Constatou que as maiores quantidades de óleo e graxas estavam nas áreas de estacionamento e industriais que possuíam 15. Este volume poderá ser transformado em vazão através do método de Pitt.8m3/h até 40m3/h. sendo bastante usado. aço carbono. aço. filtração (filtros de areia). São os equipamentos chamados: Stormceptor. inclinadas de 45º a 60º e separadas entre si de 2cm a 4cm. A sua performance depende da manutenção sistemática e regular da caixa. O separador elaborado por fabricante possuem tecnologias variadas. CDS. para remover até 20mg/L de óleos minerais é necessário que se removam os glóbulos maiores ou igual a 60μm. uso de membranas.90 g/cm3. Possuem placas paralelas corrugadas. O separador Coalescente é também por gravidade e ocupa menos espaço. partículas de 60μm e performance remoção de até 20mg/L de óleos minerais.40ha. São geralmente enterradas e podem ser construídas em fibra de vidro. Stenstron et al.1982 fez pesquisa na Baia de São Francisco sobre óleo e graxa e concluiu que há uma forte conexão entre a massa de óleo e graxa no início da chuva. aglutinante. 32.br 32. caso seja maior a mesma deverá ser subdividida 32-9 . A remoção da lama e do óleo podem ser feitas periodicamente através de equipamentos especiais.

I . Q = C . A /360 = 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.09 x C + 0. tc= 3. mais preciso.86 I= 9.1 Dada área da bacia A=0.70 x 40mm/h x 0.20 R2 = 0. P=25mm na Região Metropolitana de São Paulo R2= coeficiente obtido em análise de regressão linear. 1ha=10. coeficiente de escoamento superficial C=0.com.4ha/360 = 0. Adotar Tr=10anos. A /360 Sendo: Q= vazão de pico (m3/s). C=coeficiente de escoamento superficial varia de 0 a 1.6 Equação de Paulo S.181 I =-----------------------(mm/h) ( t + 15)0.009 x AI = C Sendo: tc= tempo de concentração (min) C= coeficiente de escoamento superficial ou coeficiente de Runoff ( está entre 0 e 1) S= declividade (m/m) AI= área impermeável em porcentagem (%) Rv= coeficiente volumétrico (adimensional) Aplicando análise de regressão linear aos valores de C e de I para áreas A≤ 2ha para a RMSP obtemos: I = 45. I= intensidade média da chuva (mm/h).86 Para P=13mm Sendo: I= intensidade de chuva (mm/h) C= coeficiente de escoamento superficial P= first flush. I .9 . tc=duração da chuva (min).7 Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para P= 25mm e P=13mm.4ha.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.98 nos obterá a vazão referente ao volume para melhoria da qualidade das águas pluviais WQv.26 x (1.333 Rv= 0.000m2 Exemplo 32.13x C + 0.89 Sendo: I= intensidade média da chuva (mm/h). A= área da bacia (ha). 1970) para escoamento superficial devendo o comprimento ser menor ou igual a 150m. 32-10 . Usando para o tempo de concentração da Federal Aviation Agency (FAA.5 Método Racional A chamada fórmula racional é a seguinte: Q= C .70 e intensidade da chuva I=40mm/h. Tr0. Varia de 0 a 1.98 Para P=25mm R2 = 0.1 – C) x L 0.05+ 0. Tr = período de retorno (anos). 32. Calcular o vazão de pico Q.13 x C + 0. Quanto mais próximo de 1.br 32.5 / S 0. A vazão Q=CIA/360 obtido usando I =45. Wilken para RMSP 1747.03m3/s 32.

05+ 0.4/ 360 = 0.009 x 100= 0.95=C Para P=25mm de first flush para a Região Metropolitana de São Paulo temos: I = 45.05+0.Poço de visita separador de fluxo.4ha.pdf.009x AI AI= área impermeável (%) Rv= coeficiente volumétrico (adimensional) A= área da bacia em (m2) Exemplo 32.95 + 0.009 x AI = 0.tn. As águas pluviais entram no poço de visita e uma parte referente ao volume WQv para melhoria da qualidade das águas pluviais vai para a caixa separadora de óleos e graxas e a outra vai para o córrego ou galeria mais próxima.98=44mm/h Q=CIA/360 C= 0.009 x 100= 0.4ha Q= CIA/360= 0.3 Achar a vazão para a melhoria da qualidade das águas pluviais para área de 0.br Figura 32.98 I = 45.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.2 Achar o volume WQv para melhoria da qualidade das águas pluviais para área de 0.4ha com AI=100% sendo o first flush P=25mm.13 x 0.com.knoxville.95 WQv= (P/1000) x Rv x A WQv= (25mm/1000) x 0.ci.05+0. Acessado em 12 de novembro de 2005 WQv (volume para melhoria da qualidade das águas pluviais) O volume para melhoria da qualidade das águas pluviais é dado pela equação: WQv= (P/1000) x Rv x A Sendo: WQv= volume para melhoria da qualidade das águas pluviais (m3) P= first flush (mm). Para a RMSP P=25mm Rv=0.95 I= 44mm/h A= 0.009 x AI = 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.050m3/s 32-11 .13 x C + 0.7.95 x 4000m2 =95m3 Exemplo 32.05+0. Rv= 0.05+ 0.95 x 44 x 0. http://www. com 100% de impermeabilização para first flush adotado de P=25mm. Rv= 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.

000 sendo a média de US$ 7.000 a US$ 8. referente a Projeto e operação de separadores de óleo/água: recomenda diâmetro dos glóbulos de óleo a serem removidos em separadores por gravidade. Somente este volume de água denominado WQv é encaminhado à câmara de detenção de sólidos e óleos.10 Custos e manutenção. • A primeira chuva faz uma lavagem do piso em aproximadamente 20min.000m2). • Baixo custo de construção.9 Limitações • Potencial perigo de ressuspenção de sedimentos. devem ser maiores que 150μm.gov/environment/ultraurb/3fs12. detergentes ou poluentes dissolvidos.fhwa. • Não remove óleo dissolvido e nem emulsão com glóbulos de óleo muito pequenos. • O óleo e os sólidos devem ser removidos freqüentemente. • Pode remover de 60% a 70% do total de sedimentos sólidos (TSS). • Temperatura usual= 20 º C • Viscosidade dinâmica=μ = 0. • Nas duas primeiras câmaras irão se depositar ao longo do tempo cerca de 5cm de sedimentos. por exemplo: área de estacionamento. devendo ser feita limpeza no mínimo 4 vezes por ano. • Para a primeira câmara: Taxa de 20m2/ha de área impermeável (regra prática).4ha (4.br 32.com.61ha . aeroporto. Caso a área seja maior deve ser subdividida.01 poise • Gravidade específica da água= 0.998 • Gravidade específica do óleo= 0. oficina de manutenção de veículos. a segunda destinada a separação do óleo da água e a terceira câmara serve como equalizador para a descarga do efluente. • O FHWA admite que o limite de 0. instalação petrolífera. posto de gasolina. • As normas API (American Petroleum Institute) 1990. o que dependerá do projeto feito. • O tamanho usual dos globos de óleo varia de 75μm a 300μm. • O custo de construção varia de US$ 5. • Para as duas primeiras câmaras: taxa de 28m3/ha de área impermeável (regra prática).dot. etc. instalação militar.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. • O regime de escoamento dentro da caixa de retenção de óleo deve ter número de Reynolds menor que 500 para que o regime seja laminar. estrada de rodagem. • Deve ser usado sempre com o first flush. • A primeira câmara é destinada a reter os resíduos sólidos.4ha como.000 a US$ 15. • As águas pluviais retêm pouca gasolina e possui concentração baixa de hidrocarbonetos. • Deve ser feito sempre off-line.4ha pode ir até 0.000 conforme FHWA • http://www. 32. • De modo geral o tempo de residência é menor que 30min e adotaremos 20min. 32-12 . • Pode ser usada em ocasiões especiais perto de estradas com tráfico intenso. publicação nº 421. • Não haverá ressuspenção dos poluentes que foram armazenados na caixa de óleo • É aplicável a áreas < 0.68 a 0.9975=0.95. devendo o restante ser lançado na galeria de águas pluviais ou córrego mais próximo. • O material da caixa de óleo deve ser bem vedado para evitar contaminação das águas subterrâneas.90 • Diâmetro do glóbulo de óleo: 150μm ou em casos especiais 60μm. • A área máxima deve ser de 0. É o first flush.htm Acessado em 8 de novembro de 2005. • Remove 50% do óleo livre que vem nas águas pluviais durante o runoff. • Inspeção semanal.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. em geral o óleo e graxas nas águas pluviais está em torno de 15mg/l.8 Critério de seleção • É usada a montante do tratamento juntamente com outras BMPs • A caixa separadora de óleo e sólido não funciona para solventes. • É instalada subterraneamente não havendo problemas do seu funcionamento. • Resolução Conama 357/2005 artigo 34: os efluentes de qualquer fonte poluidora podem ter até 20mg/l de óleos minerais. • A gravidade específica do óleo varia de 0. 32.

007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes. 1989 é válida a aplicação da Lei de Stokes.04mm=0.0123 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1.br • • • • • • 32. Inspeção após chuva ≥ 13mm em 24h.0123 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0. 1 Stoke= 1cm2/s 32-13 .015cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.15mm=0. 1 Stoke= 1cm2/s 10.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes. Deverá ser feito monitoramento por inspeções visuais freqüentemente.004cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.002 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1.000Stokes = 1m2/s Para D=40μm=0. 1 Stoke= 1cm2/s 10.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.06mm=0. conforme Eckenfelder.0009 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.com. Vt= (g / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Sendo: Vt= velocidade ascensional (cm/s) μ= viscosidade dinâmica das águas pluviais em poise.11 Potencial perigo de descarga de nutrientes e metais pesados dos sedimentos se a limpeza não for feita constantemente.006)2 Vt= 0.002 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.006cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.004)2 Vt= 0. Uso de caminhões com vácuo para limpeza. D= diâmetro do glóbulo do óleo presente (cm) g= 981cm/s2 Para D=150μm=0.0009 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1. Lei de Stokes Para óleos e graxas.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Os materiais retirados da caixa de separação de óleo e resíduos deve ter o seu destino adequado.015)2 Vt= 0.000Stokes = 1m2/s Para D=60μm=0.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes. 1P= 1 g/cm x s ρw=densidade da água (g/cm3) ρo =densidade do óleo na temperatura (g/cm3) =1kg/litro Sw = gravidade especifica das águas pluviais (sem dimensão) So = gravidade específica do óleo presente nas águas pluviais (sem dimensão). Fácil acesso para manutenção.

71m/h) Exemplo 32.998 e do óleo So= 0.01 ] =0.002 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.6 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.61ha conforme FHWA.nz/publications/hazardous/water-dischargesguidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.009 cm/s=0.998-0.12 Dados para projetos • O uso individual de uma caixa é para aproximadamente 0.br 10. Q.90)/ 0.000Stokes = 1m2/s Exemplo 32.. 1 Stoke= 1cm2/s 10. • Alto custo de instalação e manutenção.01 ] =0.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 150μm.govt.13 Desvantagens da caixa separadora de óleo • Remoção limitada de poluentes.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.90)/ 0.90)/ 0.5) conforme relação Vh/ Vt 32-14 . • Manutenção deve ser freqüente. Vt= 0.01 ] =0. Vt= 0.3m/h) Exemplo 32.5 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.pdf com acesso em 8 de novembro de 2005.com.4ha de área impermeabilizada (Austrália.0123 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 60μm.002 x [(0.0012m/s (4. As caixas API só funcionam para óleo livre.14 Caixa de retenção de óleo API por gravidade As teorias sobre dimensionamento das caixas de retenção de óleo por gravidade.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 40μm.0123 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν=μ/ρ ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes. Admite-se que os glóbulos de óleo são maiores que 150μm e pela Lei de Stokes aplicado ao diâmetro citado temos: So = gravidade especifica do óleo presente nas águas pluviais (sem dimensão). • Não há controle de volume. 1998) ou no máximo até 0.00009m/s (0.998 e do óleo So= 0.4 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.90 e viscosidade dinâmica de 0. Vt= 0. /Vt Sendo: Ah= área horizontal (m2) Q= vazão (m3/s) Vt= velocidade ascensional final da partícula de óleo (m/s) F= fator de turbulência= F1 x F2 F1= 1.32m/h) 32.02 cm/s=0. Vt= 0.0009 x [(0.998-0. 32.000Stokes = 1m2/s Vt= velocidade ascensional (cm/s) D=150μm A área mínima horizontal.0123 x [(0. nos separadores API é dada pela Equação: Ah= F .2 F2= fornecido pela Tabela (32.12 cm/s=0. óleos e graxas deverão ser retirados e colocados em lugares apropriados conforme as leis locais.90 e viscosidade dinâmica de 0. seguiu-se a roteiro usado na Nova Zelândia conforme http://www.0009 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0. • Os sedimentos.90 e viscosidade dinâmica de 0. 32.mfe.0002m/s (0.998 e do óleo So= 0.998-0.

mfe.45 1. Naval Facilities Engiojneerinf Command.015 m/s e Vt=0.9) Tabela 32. Adotamos Vh= 0. Acessado em 12 de novembro de 2005.37 1.2F2 20 1. US Army Corps of Engineers.com.pdf. 10 july 2001 UFC-3-240-03 http://chppm-www.br Figura 32.apgea.015/0.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.5) achamos F= 1. Acessado em 12 de novembro de 2005.govt. Podemos obter o valor de F usando a Figura (32.002 = 7.27 1. 32-15 .002 m/s e a relação Vh/Vt= 0.64 10 1.mil/USACHPPM%20Technical%20Guide%20276.5 Entrando com Vh/Vt=7.army.74 15 1.40.5 na Tabela (32.37 3 1.5 – Escolha do valor de turbulência F2 Vh/Vt F2 F=1.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.52 6 1.Esquema da caixa separadora API Fonte: Unified Facilities Criteria UF.14 1.07 1.htm.28 Fonte:http://www. Air Force Civl Engineer Support Agency.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.8.

Valores de F em função de Vh/Vt Fonte:http://www.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separatordesign-dec98.govt. Figura 32. Acessado em 12 de novembro de 2005. 2001 32-16 .Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Caixa de retenção de óleos e sedimentos conforme API Fonte: City of Eugene.9.br Figura 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.mfe.com.10 .pdf.

br As dimensões mínimas adotadas na Cidade de Eugene.020 Ac=1.10m para facilidade de manutenção.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Se Ac>16m2 então N>1 (Arizona.3 W= d/0. mas para efeito de manutenção a altura mínima deverá ser de 1. N=1 (número de canais).34) 0. O comprimento mínimo de toda as três câmaras é de 5 vezes a largura W.34m2 Número de canais (N) Geralmente o número de canais é igual a um.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.80m.015m/s o que resultará em: Ac= Q. pois.3 = 2.3 a 0.10m Então a largura da caixa separadora de óleo será de 2. Portanto.3 Exemplo 32.40m A caixa de sedimentação tem comprimento minimo de L/3 a L/2. Ac= 67Q Ac= 67x 0. 1996) Profundidade da camada de água dentro do separador de óleo e graxas (d).63m.10m.. r= razão entre a profundidade/ largura que varia de 0.5.com.015m/s Q= vazão de pico (m3/s) O valor da velocidade horizontal Vh muito usado para glóbulos de óleo de diâmetro de 150µm é Vh= 0./ Vh Ac= Q/ 0.90m. A largura mínima W é de 1. 32-17 . d= ( r x Ac) 0.3 e Ac= 1.5 d= ( 0.63m.40m. geralmente a caixa separadora de óleo é feita off line.90m e máxima de 2.3 x 1. 2001 que estão na Figura (32. A área mínima transversal Ac é fornecida pela relação: Ac= Q/ Vh Sendo: Ac= área mínima da seção transversal da caixa (m2).5 d=0. A caixa de regularização tem comprimento minimo de 2.020m3/s para caixa de detenção de óleo e graxas a partir do diâmetro de 150µm. Geralmente a caixa de captação de óleos e graxas é enterrada.9) são as seguintes: • • • • • • • • • Altura de água mínima de 0.63 / 0.3= 0. Altura mínima da caixa é de 2.8 Calcular o valor de d para r=0. Largura da caixa (W) r= d/W=0.34m2 d= ( r x Ac) 0.7 Calcular a área mínima transversal Ac para vazão de entrada de 0. a altura do nível de água dentro da caixa é 0. Vh=velocidade horizontal (m/s) = 0.80m Observar na Figura ( 32. sendo comumente adotado r=0. Deverá haver dispositivo para a retirada do óleo.5 d= máxima altura de água dentro do separador de óleo (m) sendo o mínimo de d ≥ 0.9) a caixa separadora.015 =67Q Exemplo 32.

com.81m : • Lf corresponde a caixa de sedimentação que ficará no inicio • Ls corresponde a caixa separadora de óleo propriamente dita que ficará no meio. Comprimento da caixa de sedimentação (Lf) A área para sedimentação é dado em função da área impermeável. sendo usado como dado empírico 20m2/ ha de área impermeável.11.Esquema de uma caixa de retenção de óleo e sedimentos.40 x d x 7.wa.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.10 Seja área com 4000m2 e largura da caixa de retenção de óleo de W=2.5 x d Ls = 10.33m Comprimento total (L) da caixa de captação de óleo O comprimento L será a soma de três parcelas.40m.40m = 3.40 correspondente a Vh/vt =7. 32-18 . Portanto. Fazendo as substituições teremos: Ls = F . • La corresponde a caixa de saída para regularização da vazão. sendo geralmente maior ou igual a 12.22m.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.ci. (Vh/ Vt) Ls = 1. Um valor muito usado para o Fator de Turbulência é F= 1. d .us/WaterServices/permits/Volume5/SWMM%20V5-C11.tacoma. Adotamos Vh/vt= 7.5 o valor F=1.br Comprimento (Ls) da caixa separadora API Ls = F .5= 10. sendo a altura do nível de água de 1. L = Lf + Ls + La O comprimento total do separador é a soma de três componentes das câmaras de: sedimentação. Área da caixa de sedimentação = 20m2/ha x (4000/10000)= 8m2 Lf = Área da caixa de sedimentação / W= 8m2 / 2.40 Os dados aproximados de La e Lf foram adaptados de: http://www.11): = comprimento das três caixas.5 x d Comprimento da caixa de regularização(La) O comprimento mínimo é de 2. Área= 20m2/ha x A (ha) W= largura Lf= Área da caixa de sedimentação /W Exemplo 32. separação do óleo da água e regularização conforme Figura (32. sendo a primeira para sedimentação.9 Calcular o comprimento somente da caixa separadora de óleos e graxas.pdf de Thurston. d . L Lf Ls La Figura 32. Calcular o comprimento Lf. (Vh/ Vt) Sendo: Ls=comprimento do separador (m) d=altura do canal (m) Vh= velocidade horizontal (m/s) Vt= velocidade ascensional (m/s) F=fator de turbulência. a segunda para separação do óleo propriamente dito e a terceira para regularização. Ls = 10.40m.5. janeiro de 2003. a área da caixa de comprimento Lf não poderá ter área inferior ao valor calculado.5 x d Exemplo 32. Acesso em 8 de novembro de 2005.

govt.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.mfe.11 Calcular o comprimento total L para área da bacia de 4.33m.81. Lf= 3.pdf 32-19 . O comprimento L ou seja Ls vai da caixa de sedimentação até a caixa de regularização.br Exemplo 32. Fonte: http://www.40= 18.12.Variáveis da caixa separadora de óleos e graxas.40 teremos: L= Ls+ Lf+ Ls = 12.000m2 (0. Adotando-se o mínimo para La=2.4ha) sendo Ls=12.33+ 2.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.81+ 3.com.54m Figura 32. Observar que a altura d é a lâmina de água existindo uma folga para até a altura máxima da caixa.

26m Comprimento da primeira câmara= 1.82m=10m3. A para Tr= 10anos A= área da bacia (ha).82m+ 1.22m) x 1.br Ventilação Deverá haver ventilação por razão de segurança e se possível nos quatro cantos da caixa.13.22m Volume das duas primeiras câmaras =(1.4ha (4.2m2 O L =4.5m3 Área superficial da caixa separadora= 5.82m x 1.82m Comprimento para cada uma das outras duas câmaras= 1.16 Volume de detenção O volume de detenção para período de retorno Tr=10anos. O comprimento Lf que depende do que vai ser sedimentado pode ser adaptado as condições locais.22m La=1. 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Existem caixas com tampas removíveis e outras que podem ser usados insufladores de ar.65 AI .10m para facilitar a manutenção.82 Ls=1.2m2/ 0.15 Dimensões mínimas segundo FHWA As dimensões internas mínimas para uma área de 0.4ha (FHWA) com as dimensões internas.82m Figura 32. 32-20 . diâmetro mínimo da ventilação é de 300mm e deve ter tela de aço com ¼” .82m Largura =1.22m Comprimento = 4.26m Lf=1. A≤100ha V= volume do reservatório de detenção (m3) AI= área impermeável (%) variando de 20% a 90% A= área em hectares (ha) ≤ 100ha A vazão específica para pré-desenvolvimento para período de retorno de 10anos é de 24 litros/segundo x hectare.com.Esquema de uma caixa de retenção de óleo e sedimentos mínima para área até 0. Taxa= 10m3/ 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.4ha= 25m3/ha (28m3/ha) Taxa= 2. V= 4.4ha = 6 m2/ha (20m2/ha) Volume da caixa separadora= 9.000m2) é a seguinte: Profundidade= 1. A altura da caixa mínima deverá ser de 2.22 Profundidade=d=1. 32.

Separador de óleo e graxas em forma de um poço de visita.wa.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.14. Temos dois tipos básicos de separadores de óleos e graxas. 32-21 .br Figura 32. Com acesso em 8 de novembro de 2005.com.us/WaterServices/permits/Volume5/SWMM%20V5-C11.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.pdf.ci.tacoma. A primeira é a caixa de três câmaras e a segunda é o poço de visita. http://www.

Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.181 I =-----------------------( t + 15)0. I . Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.98 Tempo de concentração Usando para o tempo de concentração da Federal Aviation Agency (FAA.13 x C + 0.1 – 0.333 = 15min Para São Paulo.95 x 44 x 0. Supomos que o estacionamento tem 100m de testada com 40m de largura e a declividade é de 0.13 x C + 0.005 0.98 = 44mm/h Fórmula Racional (mm/h) Q= C .000m2 e a mesma será calculada off-line. A= 0.89 Tr= 10anos 1747.=128mm/h ( 15 + 15)0.26 x (1.5 / 0.13 x 0.98= 45.95 x 128 x 0. I = 45. o pico da vazão da área de 4000m2 para Tr=10anos é de 130 litros/segundo. A área de um estacionamento de veículos tem 4.9 x 100.95 Intensidade da chuva correspondente ao volume WQv em mm/h para a RMSP.5 / S 0.009x AI Supomos C= Rv C= 0.95) x 40 0.br Exemplo 32.05 + 0.4 ha I = 96mm/h Vazão de pico Q=CIA/360= 0. 1970) L= 40m S=0.009 x 10 = 0.4 / 360= 0. equação de Paulo Sampaio Wilken: 1747.05+0.26 x (1.4ha Intensidade da chuva áreas A≤ 2ha para a RMSP.135m3/s = 135litros/segundo (Pico da vazão para Tr=10anos) Portanto.181 I =-----------------------.333 tc= 3.9 . Tr0.1 – C) x L 0.050m3/s = 50litros/segundo 32-22 .89 Fórmula Racional Sendo: A= 0. Supomos first flush P=25mm. A /360 = 0.12 Dimensionar uma caixa de retenção óleo/água API para reter glóbulos ≥150µm.4 / 360 = 0.95 + 0. Vazão para melhoria da qualidade das águas pluviais referente ao first flush A vazão que irá para a caixa será somente aquela referente ao volume WQv.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.005m/m C=0.005m/m) Cálculo da vazão para melhoria da qualidade das águas pluviais. I = 45.com.5% (0.95 tc= 3.

a vazão que irá para a caixa de captação de óleo será de 50litros/segundo o restante 13550= 85 litros/segundo irá para o sistema de galeria existente ou para o córrego mais próximo. Câmara de regularização Adotado comprimento Lf= 1.38m2 Q= S x V V= Q / S= 0.30 / 0.3 x 2. 32-23 .0148m/s= 1213s= 20.10+ 13.4m2 Altura d da lâmina de água na caixa d= ( r x Ac) 0.60 x 1.95m Altura d=1.95m Conferência: Vh= Q / d x W = 0.30m = 13.10m> 2.5 x d= 10.30= 3. S= 2.com.00m de largura por 1.5 = 2.20 = 17.015m/s Área da secção transversal Ac Q= 0.015m/s OK Tempo de residência A área da seção transversal tem 3.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.5 (adotado) d= ( 0.00m.6) = 0. Comprimento total= 17.4ha = 8m2 La= Área da câmara sedimentação / largura = 8. Largura W= 3.65 + 1.20m mínimo adotado Câmara de sedimentação Taxa normalmente adotada para sedimentação=20m2/ha x 0.0/ 2.015 =0.30m.05/0.050m3/s / 3. Velocidade ascensional e horizontal Adotamos velocidade ascensional vt=0.4) 0. Comprimento Ls da câmara de separação de óleo propriamente dita Ls= 10.002m/s e velocidade horizontal Vh=0.80 para manutenção.015= 3.60= 3.0148m/s <0.5 x 3.050m3/s Ac= Q/ 0.38m2 = 0.60m> 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.050 / (1.5 = 1.br Portanto.5 = 1.5 r=0.01m/s Mas tempo= comprimento / velocidade = 17.40m OK.20m conforme FHWA Comprimento total das três câmaras L =La + Ls + Lf = 3.65m Largura W da caixa W= d / 0.30m de altura.95m / 0.2min > 20min OK.5 x 1.

62m/h Ad=10.52 6 1. O fator de turbulência F é dado pela Tabela (32.5m • W= largura da caixa (m) • 1. a área da secção transversal deverá ter uma áea de 0. mas precisamos da relação Vh/Vt Vh/Vt= 4m/h/ 0.64 10 1.0x15mm/hx0.40 A area superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1. 2002 devemos adotar certos critérios que são: • Vh ≤ 15 . Nota: não inclui a primeira câmara de sedimentação e nem a última câmara de equalização. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 0.5m3/h/ 0. 17 Modelo de Auckland Vamos apresentar o modelo de Auckland que é muito prático e eficiente para dimensionar caixa API.45 Entrando na Tabela (32.5m < W < 5m As restrições como a profundidade mínima de 0.5 W (normalmente d=0.13.75x1. Área da projeção da caixa A área da caixa onde será flotado o óleo é: Ad= (F x Qd)/ Vt Sendo: Ad= área da caixa onde será flotado (m2).5m3/h A velocidade ascensional para globulo de 60μm é Vt= 0.3m/h A área da secção transversal será: Qd/Vh= 4. o que daria uma seção muito pequena e entao vamos escolher as dimensões mínimas que são: largura W=1. 2002 Vh/Vt Fator de turbulência F 15 1.6.5m3/h / 9.br 32.5W) • 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.62m/h= 6.2m2 32-24 .37 3 1. F= fator de turbulência (adimensional) Qd= vazão de pico (m3/h) Vt= velocidade ascensional (m/h) que depende do diâmetro do glóbulo e da densidade específica. assim como manter sempre Vh<15Vt.75m resultando a seção transversal: 0.40 x 4.50m e profundidade d=0. Tabela 32. Exemplo 32.48m2 Portanto.Adaptado de Auckland Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio.03ha/360=0.125m2=4 m/h Vamos achar o fator de turbulência F.com.Fator de turbulência conforme Vh/VT conforme Auckland.00125m3/s=4. VT • Vh < 25m/h • d= profundidade (m) • 0.48m2.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.75 < d < 2.50=1.3W < d ≤ 0.6).03ha I=15mm/h C=1 Q=CIA/360= 1.28 Segundo Auckland.75m é importante.5m3/h/ 1. Auckland adota para o first flush com Intensidade de chuva I=15mm/h Q=CIA/360 A= 300/10000=0.62m/h.125m2 Vh x A= Qd Vh= Qd/ A= 4.3m/h=0.62m/h=9.6) estimamos F=1.

27 Ls=6.62m/h = 7.75m x 1.80m Terceira câmara= L/4=6.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.50m 2 L =10.26m2 Considerando placa com 0.70 Profundidade=d=0.80m/4=1. Aa= Ah/ cos (θ) Sendo: A área da placa (m2) Ah= área mínima horizontal (m2) θ=ângulo de inclinação da placa com a horizontal θ=60º Aa= 7.50m= 6.75m Largura=W=1.77m2 que é bem menor que os 10.80m Comprimento de 6. a área para a flotação do oleo terá 10.50m Placas coalescentes Caso queiramos usar placas coalescentes verticais teremos: Ah= Qd / Vt Sendo: Ah= área mínima horizontal das placas (m2) VT= velocidade ascensional (m/h) Áh= 4.2m2 obtidos no filtro API gravimétrico.80m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=6.77m Lf=2.br Portanto.26/0.50=7 placas Espessura estimada da placa= 1cm Espaçamento entre as placas= 2cm Folga: 15cm antes e depois Distância= 15+7 x 2 + 7+15= 51cm Área = 0.27m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=6.77m Profundidade adotada=d= 0.62/0.80m La=1.62m2/ cos (60)= 7.5m3/h / 0.24m2 32-25 .50=0.2m2.51m x 1.2m / 1.50=15.50m teremos: 10.75x1.80m/3= 2.70m Comprimento total= 10.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.50m temos: 7.75 e largura = 1. Considerando uma largura de 1.

009 x 10 = 0.52 A area superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.75m 2 L =19.125m2= A Vh x A= Qd Vh= Qd/ A= 8.52 x 8.13m3 Relativamente ao first flush queremos que as primeiras aguas.6m3/h.71m/h= 18.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.09 Ls=12.6m/h Vamos achar o fator de turbulencia F.50m= 12.05+0.1 x 7.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Portanto.05 + 0.6) estimamos F=1. ous seja P=25mm chegue a caixa de captação de oleos graxas. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.27m Terceira câmara= L/4=12.7m/h A area da secção transversal será: Qd/Vh= 8.6m3/h/ 1.71m/h=10.1 x WQv/ (5min x 60s)= 0.125m2=7.71m/h.6m/h/ 0. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 0.07m Comprimento total= 19. a área da secção transversal deverá ter uma área de 0.50m 32-26 . a área para a flotação do oleo terá 18.50m profundidade d=0.80m2 Portanto.6m3/h / 10. Intensidade da chuva correspondente ao volume WQv em mm/h.br Exemplo 32.41m2 Portanto.41m2.75m resultando a seção transversal: Wx d= 1.95 x 300m2=7.95 Adotando first flush P=25mm WQv= (P/1000) Rv x A= (25/1000) x 0. Detemos somente o denominado first flush.41m / 1.43m Profundidade adotada= 0.27m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=12.13m3/ 300s= 0. A velocidade ascensional para globulo de 60μm é Vt= 0.43m Lf=4.07 Profundidade=d=0.71m/h= 10. o comprimento de 12.09m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=12.7m/h=0.6m3/h A= 300/10000=0.75m=1.00238m3/s=8. mas precisamos da relação Vh/Vt Vh/Vt= 7.27m La=3.27m. o que daria uma seção muito pequena e adotaremos as dimensoes minimais: largura W=1.14. O restante da água pode passar por cima da mesma e ir para a rua.009x AI Supomos C= Rv C= 0.6m3/h/ 0.27/4=3.com.95 Portanto. Qd= 0.7 Entrando na Tabela (32.Dados do Brasil Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio com glóbulo de 60μm usando first flush P=25mm.50m teremos: 18.75 e largura = 1.50m x 0.80m2. Considerando uma largura de 1.27m/3= 4.03ha I=8.8mm/h C=0. a vazao de pico que vai para o first flush é 8.

6) achamos F=1.75 e largura = 1.18m/3= 0.75=18.37 x 8.6m/h=54m/h A área superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Vh/ Vt= 54m/h/ 3.br Conferência: O volume WQv= 7.18m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=2.1 x 7.73 Ls=2.1 x WQv/ (5min x 60) Qo= 0.55m Comprimento total= 3.27) x 1.6m3/h A velocidade ascensional para glóbulo de 150μm é Vt= 3.00238m3/s=8.50m 32-27 .13m3 A vazão que chega à caixa de detenção pode ser dimensionado como a vazão que chega ao prétratamento usando o tempo de permanência minimo de 5min e então teremos: Qo= 0.50 x 0. o comprimento de 2.27m / 1.6m/h.50m teremos: 3.95 x 300m2=7. a área para a flotação do óleo terá 3.18m/4=0.6m/h= 3.50m= 2.15 Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio usando glóbulos de 150μm e first flush P=25mm. Conclusão: Como podemos ver o uso de captação de óleo com o método gravimétrico da API resulta em caixas muito grandes e daí se usar caixas com placas coalescentes. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 3.05 + 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.6m/h= 15 Entrando na Tabela (32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.73m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=2.09+12. Considerando uma largura de 1.13m3 deverá ser menor que o volume da 1ª câmara e da segunda câmara: Volume 1ª e 2ª câmara= (4. Exemplo 32. Salientamos ainda que as caixas API são geralmente usadas para glóbulos de 150μm e não de 60μm.27m2.46m Lf=0.6m3/h/ 3.009 x 10 = 0.37 Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.18m La=0.009x AI Supomos C= Rv C= 0.75m 2 L =3.55 Profundidade=d=0.com.4m3> 7. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.13m3/ (5min x 60)=0.05+0.46m Profundidade adotada= 0.27m2 Portanto.18m.18m Terceira câmara= L/4=2.13m3 OK. Portanto.95 WQv= (P/1000) x Rv x A= (25/1000) x 0.

Para efeito de aplicação dos princípios de Hazen são usadas somente as projeções das placas. Os glóbulos de óleo se movem entre as placas de plásticos ou polipropileno e vão aumentando em tamanho e vão indo para a superfície. Havendo manutenção adequada das placas coalescentes paralelas não haverá entupimento das mesmas. Geralmente este tipo de caixa é para glóbulos acima de 40 ou 60μm. Os glóbulos vão se formando e vão subindo numa posição cruzada com o escoamento seguindo as placas. • Câmara onde estão as placas paralelas e • Câmara de descarga. meio que repelem a água e atraem o óleo.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Podem ser mais barato que as caixas de retenção tipo API.1.Placa coalescentes Quando prevemos uma grande quantidade de sólidos as placas são instaladas a 60º com a horizontal para evitar o entupimento. As caixas coalescentes com placas paralelas da mesma maneira que as caixas API possuem três câmaras: • Câmara de sedimentação. Dependendo da temperatura do líquido que vai ser detido o óleo usa-se o material adequado. Usando glóbulos até 20 μm poderemos ter efluente com máximo de 10mg/L. • Comprimento deve ser maior ou igual a L/3 • O comprimento recomendado é L/2 (recomendado).com.18 Caixa de retenção coalescente com placas paralelas As equações para a caixa de retenção coalescente com placas paralelas são várias e todas provem da aplicação da Lei de Stokes conforme já visto na caixa de retenção óleo/água da API. O óleo pode ser retirado por processo manual ou automático e pode ser recuperado e usado para outros fins. Polipropileno (85ºC) e aço inoxidável (85ºC). As placas são ajuntadas em pacotes e podem entupir motivo pelo qual tem que ser estabelecido um intervalo de aproximadamente 6 meses para a limpeza com jatos de água através de mangueiras.br 32. Assim podem ser usados PVC (60ºC). isto é.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. 32-28 . Figura 32. Os efluentes das caixas separadoras com placas paralelas indicam retiradas de até 60% do óleo em comparação com o sistema convencional API. A câmara de sedimentação deve ter: • Área superficial de no mínimo 20m2/ha de área impermeável. Para o trabalho perfeito das placas coalescente é necessário o regime laminar para escoamento. Para lançamento em cursos de água o ideal é que as placas consigam que o efluente tenha no máximo 20mg/L de óleo e para isto necessitamos de glóbulos maiores ou iguais a 60μm. PVC para alta temperatura (66ºC). Os separadores coalescentes usam meio hidrofóbico (repele a água) ou oleofílico (adora óleo).

Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. As placas paralelas estão inclinadas de 45º a 60º e espaçadas uma das outras de ½” pois possuem corrugações. As placas são instaladas em blocos. Varia de 45º a 60º.998-0.85)/ 0. • A distância entre uma placa e outra varia de 2cm a 4cm. / Vt Sendo: Ah= área horizontal (m2) Q= vazão (m3/s) Vt= velocidade ascensional final da partícula de óleo (cm/s) A velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.br A câmara de descarga deve ter: • Comprimento mínimo de 2.07mh Ah= Q / Vt Ah= Q / 0. São feitas de aço.006cm (60μm) Vt= 0. Para D=0.0296 cm/s=0.0003=3378Q Área de uma placa Aa=Ah/ cos (θ) Sendo: Aa= área de uma placa (m2) θ = ângulo da placa com a horizontal.000296m/s=1. nos separadores coalescente é dada pela Equação: Ah= Q.40m.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. • Deverá haver folga de 0.15m antes e depois do pacote de placas paralelas. Deve haver um espaço mínimo externo de 8m x 5m para a retirada das placas manualmente ou através de equipamentos.998 e do óleo So= 0.com.002x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.01poise (20º C) para glóbulo de óleo com diâmetro de 60μm.0020 x [(Sw-So)/ μ ] (cm/s) A área mínima horizontal. A câmara onde estão as placas paralelas deve ter as seguintes características: • Confirmar com o fabricante as dimensões para não se ter dúvidas. 32-29 .85 e viscosidade dinâmica de 0.002 x [(0. fibra de vidro ou polipropileno.01 ] =0. Vt= 0. • Comprimento deve ser maior que L/4 (recomendado).

br Figura 32. sendo a primeira de sedimentação.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. portanto a caixa será menor que aquela das normas API.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Fonte : Tennessee Manual BMP Stormwater Treatment. a segunda onde estão as placas coalescentes e a terceira câmara de regularização ou regularização da vazão.12) que existem as três câmaras. 32-30 .Exemplo de placas paralelas por gravidade. As placas coalescentes ocuparão menos espaços e.15.com. 2002 Notar na Figura (32.

0035m3/s Ah= 3378 x Q = 3378 x 0.Esquema da caixa separadora coalescente com placas separadoras Fonte: Unified Facilities Criteria UF. US Army Corps of Engineers.htm. para densidade de hidrocarboneto ≤0. Naval Facilities Engiojneerinf Command. Notar na Figura (32. 10 july 2001 UFC-3-240-03 http://chppm-www.707= 16. devendo ser consultado o fabricante a decisão final. Air Force Civl Engineer Support Agency. Quando se espera muitos sedimentos para evitar entupimentos devem-se usar placas com ângulo de 60 º.16) que as placas coalescentes fazem com que os glóbulos de óleo se acumulem e subam para serem recolhidos. 32-31 .72m2 Portanto.br).82m2/ 0.apgea.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Acessado em 12 de novembro de 2005.82m2 Aa= Ah / cos (θ) θ = 45 º Aa= Ah / cos (θ) = 11.clean.2m2 de placas coalescentes.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.16 Calcular separador com placas coalescentes para vazão de 0.com. serão necessário 38.0035= 11.mil/USACHPPM%20Technical%20Guide%20276. Exemplo 32.com.16. 32.90g/cm3 e performance de 10mg/L para partículas ≥40µm ou mais fabricado pela Clean Environment Brasil (www.br Figura 32.19 Fabricantes no Brasil de caixas com placas coalescentes No Brasil existe firmas que fazem caixas separadora de óleo para vazão até 40m3/h com tempo minimo de residência de 20minutos.army.

20Flotação Iremos reproduzir aula que tive em 1994 com o engenheiro químico Danilo de Azevedo em curso sobre “Efluentes Líquidos Industriais”. O líquido clarificado é removido próximo ao fundo e parte é reciclado. A fase líquida é pressurizada em uma pressão de 2atm a 4atm. Pequenas bolhas são liberadas na solução devido a despressurizarão.htm. Empregam-se em: 32-32 . Os sólidos em suspensão são retirados.Caixa separadora de óleo com placas coalescentes http://www.htm .17 – Caixa separadora de óleo fabricado http://www.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. A separação é realizada pela introdução de gás (ar) na forma de bolhas na fase líquida. óleo. Acesso em 17 de julho de 2008 de 10m3/h a 40m3/h com teor máximo de saída de óleo de 20mg/L.controleambiental. 32. Figura 32.com. Nesse momento o liquido saturado com o ar é despressurizado até a pressão atmosférica por passagem através de uma válvula de redução.br SEPARADOR COM SKIMMER Figura 32. na presença de suficiente ar para promover a saturação da água.capeonline. Sólidos em suspensão ou partículas líquidas.br/com_sep. Flotação é um processo para separar sólidos de baixa densidade ou partículas liquidas de uma fase liquida.br/sasc_cob_pista2.18.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. por exemplo. elevando-se até a superfície do tanque. Acesso em 12 de novembro de 2005.com. tornam-se flutuantes devido à pequenas bolhas.

25ano = 3meses (62% de Tr=1ano). 1991 da Editora McGraw-Hill e o livro “Industrial Water Pollution Control” de W. em dezembro de 2001 o departamento de engenharia civil da Universidade de Virginia fez testes de campos sobre a unidade industrial denominada Stormvault. I.hydro-international. 32. http://www. Componentes básicos: • Bomba de pressurização • Injetores de ar • Tanque de retenção • Válvula de redução de pressão • Tanque de Flotação Uma discussão mais detalhado sobre flotação poderá ser feita no livro “Wastewater EngineeringTreatment disposal reuse” de Metcalf & Eddy. óleos.knoxville. As áreas são de modo geral pequenas e variam conforme o fabricante.pdf. Downstream Defender Tecnology.highlandtank. Inc. http://www.stormceptor.com • Highland Tank (CPI unit) www. Quanto a eficiência dos sistemas industriais americanos a melhor comprovação é aquelas feitas por universidades. Por exemplo. www. devendo ser consultado a respeito. 1989.com • Vortechnics Inc. Inc.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Wesley Eckenfelder.21 Sistemas industriais americanos para separação de óleos e graxas Nos Estados Unidos existem vários sistemas para melhoria da qualidade das águas pluviais inclusive com caixas separadoras de óleos e graxas e que são fabricadas pelas firmas abaixo relacionadas com o seu o site onde poderão ser procuradas mais informações a respeito.com • H.5ano (80% de Tr=1ano) ou Tr= 0.vortechnics. Adensamento de lodo no processo de lodos ativados. • Stormceptor Corporation www.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Acesso em 12 de novembro de 2005 32-33 .19 – Caixa separadora de óleo e graxa tipo poço de visita patente da firma Downstream Defender. fibras e outros sólidos de baixa densidade.tn.br • • • Separação de graxas. A grande vantagem destes sistemas industriais é que são compactos em relação aos sistemas convencionais. www.com • BaySaver. Figura 32.baysaver.com.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.ci.biz/ Cada fabricante tem o seu projeto específico sendo que é usado de modo geral o período de retorno Tr= 1ano ou Tr= 0. L. Adensamento de lodos químicos resultantes de tratamento por coagulação.

http://www.20 – Caixa separadora de óleo e graxa tipo poço de visita patente da firma Stormceptor.com/newweb_cfmtest/sys_details_installation.21. Acesso em 12 de novembro de 2005 Figura 32.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP. 32-34 . Acesso em 12 de novembro de 2005.com.pdf.Instalação de Baysaver.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.baysaver.br Figura 32.tn.knoxville.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.ci. http://www.cfm.

html#b2sump Figura 32.com/html/waste_water_plants.com.Dispositivo que faz rodar a esteira para recolhimento do óleo e o recolhimento.br 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.html#b2sump Figura 32.Sobre o liquido existe o recolhimento do óleo automático http://www.23. http://www.ambarenvironmental.22.Dispositivo que faz rodar a esteira para recolhimento do óleo http://www. Figura 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.com/html/waste_water_plants.ambarenvironmental.html#b2sump 32-35 .24.ambarenvironmental.com/html/waste_water_plants.22 Skimmer O skimmer é feito para retirar o óleo.

Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 32. esgoto sanitário e águas pluviais de Santo André possui o Decreto 14555 de 22 de setembro de 2000 que trata dos postos de serviços que geram óleos e graxas.1) 254 (Equação 32. 32.P) 0.1 Vazão que chega até o pré-tratamento usando o Método TR-55 do SCS O objetivo é o cálculo do número da curva CN dada a precipitação P e a chuva excedente Q. De modo geral a obtenção de CN se deve a obras off-line.5] Equação (32.Q.P + 0. 2001 achou a seguinte equação utilizando NRCS TR-55.0016Q 2 + 0.24 Vazão que chega até o pré-tratamento Uma das dificuldades que temos é calcular a vazão que chega à caixa de captação de óleos e sedimentos.Cita que o lançamento de óleo e graxa mineral sendo que o limite deve ser inferior a 20mg/L Nota: isto pode ser atingido com glóbulos de 60μm. ( P.1986 adaptado para P e Q em milímetros.2) Dada as a Equação (25. Para a RMSP usaremos first flush P=25mm.8S ) 25400 sendo S= -----------CN válida quando P> 0.4).90g/cm3. CN= 1000/ [10 + 0. É interessante examinarmos também a Conama Resolução nº 273 de 29 de novembro de 2000 que trata das instalações de postos de gasolina. o que é excelente com vazões que atingem até 40m3/h.Q – 10 (0. mas a maioria dos fabricantes de caixas separadoras de óleos e graxas para postos de gasolina com placas coalescentes no Brasil retêm glóbulos igual ou maior que 40μm e a perfomance de óleo e graxa mineral é 10mg/L para densidade de hidrocarboneto de 0. Pitt.0.com. Os métodos são: • Método SCS TR-55 conforme equação de Pitt • Método aproximado do volume dos 5min • Método Santa Bárbara para P=25mm • Método Racional até 2ha.br 32.3) e Equação (25. Os valores de P. São dados os valores de Q e de P. Temos dois tipos de dimensionamento.197. obtendo somente o que nos interessa. Temos então duas equações onde precisamos eliminar o valor S. isto é. sendo um quando trata-se de lavagem de veículos somente e neste caso precisamos da vazão de pico em m3/h. que é o first flush.24. S estão milímetros.3) 32-36 .0019 . 1994 in Estado da Geórgia.2 S (Equação 32. o valor do número da curva CN.394. No outro caso trata-se das precipitações que será usada 90% da precipitação anual média.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Vamos apresentar quatro métodos para estimar a vazão que chega até o pré-tratamento quando o mesmo está off-line.2S ) 2 Q= --------------------( P+0. Q.23 Postos de Gasolina O Semasa órgão encarregado do sistema de água potável. Obtemos o valor de CN e continuamos a fazer outros cálculos.

58m3/s /cm / km2 (pico de descarga unitário) Qp= Qu x A x Q A=2ha = 0.05 + 0.55323 C1= -0.197x25 + 0.164 [ log (0. CN= 1000/ [ 10 + 0.0019 x13x 25) 0.8 Portanto.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.366 log Qu = 2.5] CN= 93.P + 0.18 Num estudo para achar o volume do reservatório para qualidade da água WQv é necessário calcular a vazão Qw referente a aquele WQv. o valor é CN=93. Exemplo 32.12m3/s.7cm (notar que colocamos em cm) Ia = 0.50 (adimensional) Q = P .197. Valores de CN em função da precipitação P usando a Equação de Pitt 32-37 .12m3/s Portanto.7cm Qp= Qu x A x Q x Fp =3.68= 17mm= 1. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.2 S = 0.0019 x17x25) 0.7cm =0.0016Q 2 + 0.10 Escolhendo Chuva Tipo II para o Estado de São Paulo.394x17 – 10 (0.394 x13 – 10 (0.P) 0.6151 log (0.Q.009 x 70 = 0. Porcentagem impermeabilizada = (10ha / 20ha) x 100=50% Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.05 + 0. Rv = 25mm x 0.8mm/25mm =0.5] CN= 96.02km2 x 1. Calcular a vazão separadora para melhoria de qualidade das águas pluviais WQv. Co= 2.394. Q= P x Rv= 25mm x 0.05 + 0.009 x AI = 0. Seja uma área de 20ha.366 log Qu = 0.55 Qu = 3. Considere que o first flush seja P=25mm.8mm Ia/P= 1.50 = 13mm Vamos calcular o número da curva CN usando a equação de Pitt.6151 C2= -0. que produz o volume do reservatório para qualidade da água em mm.Q.17 Seja um reservatório de qualidade da água com tc=11min. área impermeável de 70% e first flush P=25mm e Área =2ha.6 – 254 =9mm Usa-se a simplificação de Q=P x Rv.164 tc= 11min = 0.072 e portanto adotamos Ia/P=0.P + 0.394.0019 .8.0016Q 2 + 0.009 x 50 = 0. o pico da descarga para o reservatório de qualidade de água.2 x 9mm=1.68 = 17mm Vamos calcular o número da curva CN usando a Equação de Pitt CN= 1000/ [ 10 + 0.0016x17 2 + 0.05 + 0.Q – 10 (0.br Exemplo 32.197.02km2 Q=1. sendo 10ha de área impermeável.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.18) ] 2 .0019 . construído off-line é de 0.Q – 10 (0.197 x25 + 0.68 (adimensional) Q = P .58m3/s/cm/km2 x 0.55323 – 0.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.18) –0.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.com.6 Vamos calcular a vazão usando o método SCS – TR-55 S= 25400/ CN – 254 = 25400/96. Rv = 25mm x 0.P) 0.009 x AI = 0.18h (tempo de concentração) log (Qu) = Co + C1 log tc + C2 (log tc)2 – 2.0016x13 2 + 0.2.

9 92.7 – Valores de CN em função da precipitação P usando a Equação de Pitt P Área impermeável em porcentagem mm 10 20 30 40 50 60 70 80 13 90.7 91.009 x 70 = 0.6151 C2= -0.2 94.197x25 + 0.4 92.6 94.1 93. CN= 1000/ [ 10 + 0.4 97.0 97.18h (tempo de concentração) 32-38 . Rv = 25mm x 0.2 89.4 80.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.7 89.0019 .2 85.68 = 17mm Vamos calcular o número da curva CN usando a Equação de Pitt.P + 0.5 90.2 96.7 95.br Exemplo 32.2 97.2 98.1 96.4 97.6 Vamos calcular a vazão usando SCS – TR-55 S= 25400/ CN – 254 = 25400/96.0 92.7 97.6 – 254 =9mm Usa-se a simplificação de Q=P x Rv.6 95.Q – 10 (0.2 85.9 96.0016Q 2 + 0.3925.1 97.7 84.9 94.com.1 90.8 83.7 96.164 tc= 11min = 0.3 94.2 S = 0.8 85.9 96.1 88.05 + 0.5 94.8 86.5 98.5 95.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Exemplo 32.8 93.6 94.9 87.0 90.6 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 88.4 96.3 93.8 91.2 94.9 94.8 98.9 94.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.072 e portanto adotamos Ia/P=0.197.5 92.3 94.2 x 9mm=1.7 15 89.9 92.0 96. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.4 87.7) com P e AI achamos CN=96.3 98.4 96.6 92.0019 x17x25) 0.6 82.4 95.3 93.8 95.7 97.5 88.Q.7 96.8 89.8 97.4 95.3 86.0 95.3 91.3 88.0 96.9 88.0 93.394x17 – 10 (0.0 98.0 90.009 x AI = 0.8 97.19 Achar o número da curva CN para P=25mm e área impermeável de 70%.2 95.2 89.6 90.0016x17 2 + 0.7 93.2 92.5 90.68= 17mm= 1.9 97.8 94.7 97.8mm/25mm =0.1 89.9 98.3 94.7 96.1 91.P) 0.4 98.7 82.6 97.1 98.4 95.9 97.1 94.1 98.0 84.4 93.8 95.6 98.4 86.5 88.5 91.7cm (notar que colocamos em cm) Ia = 0.3 97.68 (adimensional) Q = P .2 98. Entrando na Tabela (32. Tabela 32.4 97.6 96.2 97.7 93.3 86.6 96.6 92.5 81.8 92. área impermeável de 70% e first flush P=25mm e área =50ha.3 96.2 97.0 95.6 97.1 93. Q= P x Rv= 25mm x 0.7 96.9 83.4 91.3 Vamos explicar junto com um exemplo abaixo.4 87.5 95.6 81.9 92.1 95.1 97.8mm Ia/P= 1. que produz o volume do reservatório para qualidade da água em mm.1 85.4 90.8 14 90. Co= 2.10 Escolhendo Chuva Tipo II para a Região Metropolitana de São Paulo.5 95.5 96.55323 C1= -0.5 98.5] CN= 96.8 88.05 + 0.6.20 Seja bacia com tc=11min.9 91.7 88.8 92.

18) –0.18)] 2 .55323 – 0. Qo=CIA/360 Sendo: Qo= vazão de pico que chega até o pré-tratamento (m3/s) C= coeficiente de runoff.009 x 70 = 0.00 Qp= Qu x A x Q x Fp= 3. o pico da descarga para o reservatório de qualidade de água. sendo que geralmente é construído off line.24.05 + 0.09m3/s 32.27m3/s /cm / km2 (pico de descarga unitário) Qp= Qu x A x Q A= 50ha= 0.16403 [log (0.87m3/s Portanto. 32.00= 2. AI=70 e área =50ha tc=11min Coeficiente volumétrico Rv CNp= 55 (área permeável) CNi=98 (área impermeável) CNw= CNp (1-f) + 98 x f f=0.87m3/s. obtemos: Qo=3.366 log Qu= 2.68 (adimensional) WQv= (P/1000) x Rv x A= (25/1000) x 0.05 + 0.37m3/s/cm/km2 x 0.2 Método usando o tempo de permanência 5min para calcular Qo Vamos mostrar com um exemplo.2.70 (fração impermeável) CNw= 55 (1-0.7cm x 1.366 log (Qu)= 0.05+0.5281 Qu= 3.3 Cálculo de Qo usando o método Santa Bárbara Vamos mostrar com um exemplo.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Esta é uma estimativa que usa o método Racional e vale somente para áreas menores ou iguais a 2ha e para first flush P=25mm para a RMSP.24.1 WQV/ (5min x 60s)= (0.70=85.83m3/s 32.70) + 98 x 0.br log (Qu)= Co + C1 log tc + C2 (log tc)2 – 2. Rv=C=0.1 x 8500m3)/ (5 x 60)= 850m3/ 300s =2.68 x 50ha x 10000m2= 8500m3 Qo= 0. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0. construído off-line é de 2.61512 log (0. Em uma determinada bacia o pré-tratamento pode ser construído in line ou off line.21 Seja um reservatório de qualidade da água e first flush P=25mm. Exemplo 32.5km2 x 1.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.22 Seja uma bacia com first flush P=25mm.com.009 x AI AI= área impermeável (%) I= intensidade da chuva (mm/h) A= área da bacia (ha) 32-39 .5km2 Fp=1.009 x AI = 0.1 Usando o método Santa Bárbara para P=25mm. Exemplo 32.4 Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para áreas ≤2ha. AI=70 e A=50ha.24.

Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Usando o método racional.05 + 0.98 R2 = 0. 2000 O exército dos Estados Unidos fez pesquisas sobre separadores de óleo que passaremos a descrever.68 x 2ha x 10.25 Pesquisas do US Army. Os resultados estão sintetizados na Tabela (32.009 x 70 = 0.05 + 0.68 + 0. lavagens de equipamentos.12m3/s.05 + 0.86 I= 9.8) onde aparece a média em mg/L dos efluentes diversos de acordo com quatro parâmetros.13 x C + 0.8.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.23 Calcular o tamanho do reservatório destinado ao pré-tratamento de área com 2ha e AI=70%.05+0.68 WQv= (P/1000/ x Rv x A= (25/1000) x 0. nas lavagens de aviões.000m2= 340m3 Vazão de entrada Uma BMP pode ser construída in-line ou off-line.98= 45.98= 32mm/h (Para P=25mm) A= área da bacia =2ha Q=CIA/360 Q=0. Quando for construída off-line precisamos calcular a vazão que vai para a BMP.68 x 32mm/h x 2ha /360= 0. nas áreas de manutenção e lavagem de veículos.68 AI= área impermeável (%) I= intensidade da chuva (mm/h) = 45. Qo=CIA/360 Sendo: Qo= vazão de pico que chega até o pré-tratamento (m3/s) C= coeficiente de runoff.12m3/s Portanto. C=Rv=0.09 x C + 0. sendo adotado o first flush P=25mm.Média dos influentes no exercito dos Estados Unidos no ano 2000 Parâmetro Óleos e graxas TSS VSS COD Instalações 316 1061 277 2232 Lavagem de aviões 594 625 408 8478 Áreas de manutenção 478 1272 416 1841 Áreas de equipamentos 183 1856 239 692 Lavagem de veículos 58 611 77 99 Sendo: Óleos e graxas: quantidade de média de óleos e graxas do influente (mg/L) TSS= sólidos totais em suspensão (mg/L) VSS= sólidos suspensos voláteis (mg/L) COD= demanda de química de oxigênio (mg/L) 32-40 .009 x AI= 0.009 x AI = 0. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0. As pesquisas foram feitas nas instalações do exército.br A≤2ha I = 45.com.13 x 0.86 Para P=25mm Para P=13mm Exemplo 32. 32. Tabela 32.009 x 70= 0.20 R2 = 0. a vazão de entrada é 0.13 x C + 0.

1996.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.32 gpm/ft2 (0.br O influente médio de óleo e graxas varia de 58mg/L a 594 mg/L enquanto que o pico varia de 209mg/L a 1584mg/L. Q= vazão de pico (m3/h) AH= área plana (m2) Figura 32. incluindo a separação água-óleo. Geralmente o glóbulo de óleo adotado é de 60μm. mas também a processos de separação por gravidade de todos os líquidos. a velocidade ascensional Vt é o quociente da vazão pela área horizontal. O objetivo dos separadores de óleo e graxas do exército americano é que o efluente tenha no máximo 100mg/L de óleos e graxas o que é alcançado usando-se as caixas separadoras de óleo. O sólido total em suspensão TSS tem valores médios de 210mg/L a 1272mg/L variando os picos de 1386mg/L a 6502mg/L.Movimento laminar.com. Este princípio não se aplica somente à sedimentação. 32.05mm e com área de superfície de 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Movimento uniformemente distribuído: laminar Quando o movimento do fluido é laminar e uniformemente distribuindo na secção longitudinal da câmara. espaçadas de 19.26 Princípios de Allen Hazen sobre sedimentação Em 1904 Allen Hazen estabeleceu os princípios da sedimentação em um tanque que varia diretamente com a vazão de escoamento dividido pela área da placa plana do mesmo. Instalation and Operation of Oil-Water Separators for surface runoff treatment de Oldcastle Precast. A solução atual mais usada no exército americano são as placas coalescentes de polietileno. e movimento turbulento 32-41 . Vt= Q/AH Sendo: Vt=velocidade ascensional (m/h) obtida pela aplicação da Lei de Stokes.26 L/s x m2).25. instalada a 60º do piso. Para o exército americano o efluente tem como objetivo de ser de 100mg/L antes de ser lançado nos cursos de água. Vamos detalhar as Guidelines for Design.

ts ≤tr O tempo de separação ts pode ser obtido por: ts= d/ Vt Sendo: ts= tempo de separação (h) d= altura da câmara (m) Vt= velocidade ascensional (m/h) O tempo de residência tr pode ser obtido por: tr= L/ VH Sendo: tr= tempo de residência (h) L= comprimento da câmara (m) VH= velocidade horizontal (m/h) 32-42 . perto da saída e nas imediações do fundo da câmara. O tempo de separação ts deve ser menor ou igual ao tempo de residência tr. os glóbulos de óleo podem se elevar em varias situações até atingir a superfície. O glóbulo pode estar em situação que demorará mais tempo para subir e o tempo em que todos os glóbulos de óleo irão subir é denominado de “ts”.com. Lembramos também que além da componente de velocidade vertical Vt.Área plana usada por Allen Hazen Outros regimes de escoamento O escoamento raramente é uniformemente distribuído e laminar.75.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. AH= F x Q/ Vt O valor de F não pode ser menor que 1 porque a performance não pode ser maior que os princípios de Hazen. Muitos separadores por placas coalescentes possuem uma ótima performance perto do ideal e em algumas vezes é admitido F=1 ou omitido intencionalmente o valor de F. haverá uma perda de eficiência no processo de separação por gravidade e devido a isto. perto da entrada.Design and Operation of Oil Separators. baseado no regime de escoamento que é essencialmente uniforme e radial. O principio de Hazen foi validado experimentalmente A velocidade ascensional Vt para separador água-óleo pode ser achada pela Lei de Stokes. Em muitos casos as altas vazões. foi introduzido o fator F de turbulência pela American Petroleum Institute –API conforme Publication 421. isto é. tempo de separação. existe a velocidade horizontal VH. 1990.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. que recomenda valores de F entre 1. Portanto. Portanto. o valor “tr” como o tempo em que água leva para percorrer a câmara que é chamado de tempo de residência.2 a 1. isto é.26. Definimos por outro lado.br Figura 32. causam turbulências nas beiradas.

Figura 32. Só vale a área plana para o dimensionamento.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 32-43 . fica válido o principio de Hazen: AH= Q/ Vt É importante salientar que a área AH pode ser área plana de uma câmara API ou área plana em projeção de uma placa coalescente instalada a 45º a 60º.27. o que mostra que a altura da câmara não influencia na performance do separador águaóleo.br Como ts ≤tr podemos fazer: d/Vt ≤ L/VH Fazendo um rearranjo podemos obter: VH x d/ L ≤ Vt Aplicando a equação da continuidade temos: Q= VH x Av Av= B x d Sendo: Q= vazão de pico (m3/h) VH= vazão horizontal (m3/h) Av= área da seção transversal (m2) d= altura da câmara (m) B= largura da câmara (m) Teremos: VH= Q/ Av = Q/ (B x d) Mas: VH x d/ L ≤ Vt Substituindo VH temos: Q x d / ( L x B x d) ≤ Vt Notar que o valor de “d” aparece no numerado e no denominador podendo portanto ser cancelado.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Portanto fica: Q/ AH ≤ Vt Portanto.Projeção da placa coalescente.com.

μ (Equação 32.2 kg/m3 (Lencastre. que também deve ser aplicada a esferas que tenham diâmetro entre 0.1983) ρ = massa específica a 20º C = 998. A abertura nominal da peneira é considerada como o 32-44 . 1983) Granulometria dos sedimentos Na prática adotam-se os seguintes valores para os cursos de água naturais (Lloret. 1984): γ s= 2. 1983 p. realiza-se a análise granulométrica. A velocidade (uniforme) da queda de esferas. (3) a viscosidade da água e a gravidade específica do solo são exatamente conhecidas. 434) γs / γ = 2.2mm (McCuen. de duas fases: peneiramento e sedimentação (Souza Pinto.65 (densidade relativa do quartzo em relação a água) γs= peso específico da partícula do sólido (quartzo)= 25949.3) Sendo: Vs= velocidade de deposição (m/s).0002mm e 0. 2000). é considerado como a “porcentagem que passa” representado graficamente em função da abertura da peneira em escala logarítmica (Souza Pinto.28.br Figura 32.34 N/m3 (Lencastre. ou seja. que consiste. 2000). (2) as partículas são esféricas. referido ao peso seco da amostra. que assume o seguinte: (1) as partículas não são influenciadas por outras partículas ou pela parede dos canais e reservatórios. 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. D= diâmetro equivalente da esfera (partícula) em metros γ = peso específico da água a 20º C = 9792.00000101 m2/s (Lencastre. em geral.701N/m3 μ= viscosidade dinâmica da água a 20º C = 0. largura B e comprimento L. a velocidade de deposição (velocidade de queda) da Lei de Stokes é a seguinte: Vs= [ D 2 ( γs – γ ) ] / 18 . s /m2 (Lencastre. O peso do material que passa em cada peneira.650kg/m3 (peso específico seco) γ‘s = 1650 kg/m3 (peso específico submerso) Para o reconhecimento do tamanho dos grãos de um solo. Mesmo não obedecendo as duas primeiras precisamente. é usado a Lei de Stokes.27 Lei de Stokes Quando uma partícula sólida cai dentro de um líquido segue o que se chama da Lei de Stokes.1998).Notar a área planta AH e a área da seção transversal Av bem como as partículas Vt ascensional e VH da velocidade horizontal numa caixa de profundidade d.00101 N. 1983) ν = viscosidade cinemática da água a 20º C= 0.com.

com. devido a peneira nº200.2000 p. diferentemente da norma da ABNT. 32-45 .075mm. a separação entre areia e silte é tomada como 0.6cm Areia grossa de 2mm a 4. A menor peneira costumeiramente empregada é a de n. que é a mais fina usada em laboratórios.075mm.005mm Fonte: Souza Pinto.Limite das frações de solo pelo tamanho dos grãos Fração Limites definidos pela norma da ABNT Matacão de 25cm a 1m Pedra de 7. Tabela 32.8mm a 7.42mm Silte de 0.6cm a 25cm Pedregulho de 4.05mm Argila inferior a 0.9). pois as partículas não são esféricas. 4 Souza Pinto. cuja abertura é de 0. que não pode ser tão pequena quanto o diâmetro de interesse. Trata-se.42mm a 2mm Areia fina de 0.005mm a 0.05mm a 0.8mm Areia média de 0.9. 2000 diz que na prática. para classificação das partículas. a Tabela (32. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) adota.º200.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. A análise por peneiramento tem como limitação a abertura da malha das peneiras.br “diâmetro” das partículas. evidentemente de um “diâmetro equivalente”.

0150 0.0056880 100 0.0300 0.1000 0. 2003.0000435 8 0.0040 0. Temperatura a 20º C e partículas com 2.4 .0000569 9 0.0050 0.0007999 40 0.65 32-46 . Velocidade de Diâmetro partícula sedimentação Tipo de solo vs μm (mm) (m/s) Argila 1 0.0020 0.0022219 Areia 60 0.5 0.0250 0.0015 0.0400 0.0000720 Silte 10 0.0000020 2 0.0010 0.0088874 Fonte: Condado de Dane.0000009 1.0120 0.0014220 50 0.0003555 25 0.0060 0.0002000 20 0.0000222 6 0.0080 0.com.0500 0.0001280 15 0.0000142 5 0.0670 0.0100 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.0600 0.0030 0.004000 80 0.0000080 4 0.0200 0.br Tabela 4.0000036 3 0.Velocidade de sedimentação de partículas esféricas conforme Lei de Stokes.0000320 7 0.0070 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.0800 0.0005555 30 0.0090 0. USA.0031995 67 0.0000889 12 0.

Não confio em tratamento de esgotos em que não se introduza nenhum tipo de energia”.br 6/07/08 Capítulo 33.Noções sobre tratamento de esgotos domésticos “Tratamento de esgotos precisa de energia. 33-1 . 1994.com.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. Prof.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. pois com a mesma podemos fazer as alterações necessárias. engenheiro químico Danilo de Azevedo.

Veremos como se faz uma unidade de tratamento de esgotos para uma cidade e portanto não iremos comentar os tratamentos de esgotos feitos no local de uso.Noções sobre tratamento de esgotos domésticos 33. isto é.br 6/07/08 Capitulo 33. etc e depois vão para o sistema separador absoluto.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. chuveiros.com.1 Introdução Primeiramente salientamos que iremos ver a noção de tratamento de esgotos domésticos e não efluentes líquidos industriais que possuem normalmente algumas particularidades. portanto o esgoto doméstico nunca é 100% doméstico como se pode ver. bacias sanitárias. que seria um sistema separador absoluto que pode receber um pouco de águas pluviais. Os esgotos domésticos provem das residências. que foi o primeiro a ser instalado na cidade de São Paulo em 1876.1. um sistema de redes coletoras que só recebem esgotos sanitários e não pode ser introduzida águas pluviais que é o utilizado no Brasil. do comércio e de algumas pequenas indústrias. 33-2 . 33. A água é usada em banheiros.Sistemas de coleta de esgotos: separador absoluto e unificado Existem países na Europa e cidades nos Estados Unidos que usam o sistema unificado e alguns o sistema misto.2 Estação de tratamento de esgotos sanitários Em uma cidade existe um sistema de rede de água de distribuição. como o tanque séptico e os septos difusores. Figura 33.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Tratamento secundário: geralmente é um tratamento biológico Tratamento terciário ou Tratamento avançado: tem como objetivo remover alguns poluentes como: fósforo e nitrogênio. que alimentam as algas aumentando a eutrofização nos rios.2).com.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 33. O tratamento de esgoto funciona 24h por dia. Tratamento primário: é a sedimentação simples do material sólido que reduz um pouco a poluição. Tratamento preliminar: peneiramento através de barras para remover o material sólido grosseiro.4 Sistema de tratamento de esgotos domésticos Os tratamentos de esgotos domésticos são basicamente quatro conforme Figura (33.br 6/07/08 33. 33-3 . O grande problema do século XXI com relação aos tratamentos não é somente a redução da DBO e sim a necessidade de redução do nitrogênio e do fósforo. A DBO de entrada em um tratamento varia de 200mg/L a 800 mg/L e a redução varia de 80% a 96%. sendo portanto um sistema de tratamento continuo. sendo uma media de 180 L/dia x hab a 230 L/dia x hab.3 Quota per capita A quota per capita de esgotos varia muito de cidade para cidade.

tratamento da lama e tratamento avançado (tratamento terciário).Etapas do tratamento de esgotos Na Figura (33.com. secundário. tratamento terciário verificamos principalmente dois poluentes que são o fósforo e o nitrogênio.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2. ou seja. No sistema de lodo ativado podemos visualizar local para aeração que pode ser mecânica ou através de difusores.br 6/07/08 Figura 33. No tratamento avançado.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. O tratamento secundário pode ter varias opões: • o sistema de lodo ativado que é o mais comum e melhor inventado na Inglaterra em 1913 e o • sistema de filtros biológicos ou de • lagoas. 33-4 . compactá-la e encaminhá-la para um aterro sanitário. No tratamento de lama temos que desidratá-la.3) podemos visualizar o que são o tratamento primário.

O uso de carvão ativado para adsorção é destinada a remover os materiais orgânicos que resistiram a remoção biológica conforme USEPA. 2004. 33-5 . convertendo o nitrato para nitrogênio gasoso que vai para a atmosfera sem causar problemas.4) está o esquema de uma estação de lodo ativado convencional.br 6/07/08 Figura 33.3. Na Figura (33. Para a remoção do nitrogênio temos que fazer a desnitrificação.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. sedimentação usando por exemplo. como o que está acontecendo com as ETEs da Sabesp na Região Metropolitana de São Paulo.com.Esquema de tratamento de esgotos O fósforo e o nitrogênio contribuem para o aumento das algas nos rios e lagos e daí serem um problema. Para a remoção do fósforo é usado o processo de decantação.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. um aglutinante como sulfato de alumínio e conseguiremos eliminar mais de 95% de fósforo com o inconveniente de obtermos grande de lodo que terão que ir para aterros sanitários ou outro tratamento específico.

br 6/07/08 Figura 33.ETE de Franca de lodos ativados convencional Fonte: Telles.4.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2007 Figura 33.Esquema de estação de tratamento de esgotos com lodos ativados Fonte: Telles.com. 2007 33-6 .Curso de redes de esgoto Capitulo 33.5.

No tratamento anaeróbio não há gasto de energia.6.6) estão as ETE de tratamento de esgoto mais importantes da RMSP com capacidade instalada de 18m3/s sendo que vão para os esgotos 63m3/s.Vazões das ETEs da Sabesp na RMSP Fonte: Telles. Numa lagoa quando introduzimos oxigênio os resultados ficam melhores. 33.6 Normas da ABNT A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) possui a NB-579/1990 (NBR 12209/90) sobre Projetos de estações de tratamento de esgotos sanitários que se aplica aos processos de tratamento em: • Separação de sólidos dos meios físicos (tratamento preliminar) • Filtração biológica (tratamento secundário) 33-7 . o maior problema é que não há redução de poluentes como o fósforo e o nitrogênio. Há redução de DBO mas quase nada de fósforo e nitrogênio.5 Avaliação dos tratamentos Basicamente os tratamentos de esgotos são anaeróbios e aeróbios. Um outro problema é que não havendo energia externa. é difícil de ficar interferindo no processo e temos que ficar “rezando” para que tudo dê certo. produzindo muito lodo.br 6/07/08 Na Figura (33. 2007 33. O maior problema é as leis da Conama como a 357/05 que cada vez mais vão ficando mais restritivas sendo que algumas destas alternativas de baixo custo ficarão impensáveis no futuro. Sem dúvida nenhuma o melhor tratamento é o aeróbio onde é necessária muita energia (oxigênio) para alimentar as bactérias e estas quebrarem a matéria orgânica. mas aumentamos os custos de manutenção e operação.com. Figura 33. há uma menor quantidade de lodo porém.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.

Fonte: Faculdade de Saúde Publica.1) onde estão as eficiências conforme a modalidade do tratamento. 1973 Pela Figura (33.Porcentual de remoção no esgoto sanitário para as modalidades de tratamento Modalidade de tratamento Preliminar Primário Secundário Terciário Porcentual de remoção DBO Sólidos em suspensão 5 a 10% 5 a 20 25 a 85% 40 a 90% 75 a 97 70 a 95 97 a 100 95 a 100 Bactérias 10 a 20% 25 a 80% 90 a 98 98 a 100 Figura 33. 33.br 6/07/08 • • Lodos ativados (tratamento secundário) Tratamento de lodo 33.7-Valores mais comuns de redução de DBO segundo Azevedo Netto.com. As lagoas variam de 50% a 95%. 33-8 .70/hab.7) podemos ver que o tratamento primário reduz no Maximo 40% da DBO enquanto que o lodo ativado vai de 85% a 95%. Tabela 33.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 Eficiência do tratamento O professor Nelson Gandur Dacach no seu livro Tratamento Primário de esgoto apresenta a Tabela (33.8 Custos Os custos de implantação de ETE convencionais de lodos ativados estão na Figura (33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.7) notando-se que o custo da ETE do Parque Novo Mundo é de R$ 149.1.

000.610.85 .56= R$ 108.300.000= R$ 127.32 C= 127.95 Exemplo 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.92 x Q + 2430891.000 hab.70/ hab (Figura 33.09/hab x ano conforme Aisse.8) 1.Custos de ETES de grande porte Fone: Jordão.32 Sendo: C= custo em R$ x 1.000hab x R$ 149. 2000.000 Q= vazão em L/s Exemplo 33.br 6/07/08 Figura 33. 2005: 33-9 com R2= 0.522.1 Estimar o custo de uma ETE de lodo ativado convencional (primário+secundário) para população de 1.732.000.com. 2005 Exemplo 33.56 C=53045.56 com R2=0.00 Para uma lagoa de estabilização o custo de implantação segundo Jordão. C= 0. Jordão.05 x Q + 27.00 Custo de implantação de tratamento por lodo ativado para vazões C=53045. 2005 estabeleceu a equação para lodo ativado de grande porte acima de 1000L/s C= 0.05 x 2000 + 27.32 C= 0.92 x 2000 + 2430891.4/hab e a operação e manutenção é US$ 0.32 x 1.300. Custo de implantação= R$ 149.00 O custo total de implantação de uma lagoa de estabilização é de US$ 22.32=127.92 x Q + 2430891.320.2 Calcular o custo de uma ETE convencional por lodos ativados com vazão de 2000 L/s.05 x Q + 27.000.8.000.3 Calcular o custo de implantação para ETE de lodo ativado C=53045.70/hab= 194.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

1= 114.417.2 x 1.000m3/dia Vazão média Qm= 9.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.51 x Q + 268161.2 L/s Vazão no dia de maior consumo Qhora= 104.000 hab x 150 L/hab= 9.000 L= 9.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Figura 33.98= R$ 1.000.8=206.51 x Q + 268161.3 L/s 33-10 .98 C= 22996.br 6/07/08 C= 22996.98 Sendo: C= custo em R$ Q= vazão a ser tratada (L/s) com R2=0.com.000 L/ 86400s= 104.62 L/s Vazão no dia e hora de maior consumo Qmáximo= 114.62 x 1. 2007 Dados de contribuição de esgoto Contribuição média diária 60.000habitantes. Exemplo 33.85 Exemplo 33.9 Pré-dimensionamento das unidades da estação de tratamento de esgotos Vamos nos reportar ao excelente trabalho do professor Nelson Gandur Dacach no livro já mencionado com algumas adaptações a NB 570/90.Esquema de tratamento primário Fonte: Telles.4 Calcular o custo de implantação uma lagoa de estabilização para 50 L/s C= 22996.9.987.00 33.51 x 50 + 268161.000.5 Dimensionar uma ETE de esgoto com tratamento primário de uma cidade com 60.

H= 0. 0. Velocidade através da grade: será adotada a velocidade máxima de 0.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.30m/s O controle será feito por vertedor pashall de 12” colocado a jusante. 33-11 .Curso de redes de esgoto Capitulo 33. provido de um depósito para areia.75m/s para a vazão máxima de 103. A vazão máxima 103.3 L/s.2mm Altura da água para a vazão máxima de 103. Número de unidades: serão adotadas duas unidades.com.1 L/s corresponde ao volume diário de 8908m3.14m2 Espessura das barras: serão empregadas barras de 3/9”.1 L/s em função do vertedor parshall.1 L/s As dimensões da grade são condicionadas ao vertedor parschall a ser utilizado.3 L/s /2 = 103. Velocidade e meio de controle A velocidade será mantida em torno de 0.454m= 0. cada uma capaz de atender a vazão máxima de 103. Seção transversal Adotar-se-a seção trapezoidal de modo a manter a velocidade de 0.19m2 Largura do canal: B= A´/ h = 0.5cm (12”).1 L/s Comprimento: tamanho da menor partícula a ser removida d=0. a altura da lâmina de água no vertedor é de aproximadamente de 45.728= 0. Área útil entre as barras: A= Qmax/ V= 0.1 L/s em cada unidade.103m3/s.75m/s = 0. Para a vazão máxima de 206.728 Sendo a= afastamento entre as barras Área total A´= A/B= 0.4cm. Conforme NB 5 Comprimento= 11m Conforme NB 570/90 o desarenador por gravidade tem taxa de 600 a 1300m3/m2 x dia.40m/s para a vazão máxima.19m2/ 0. cuja garganta é de 30.br 6/07/08 Tratamento preliminar Grade: serão utilizadas duas grades singelas de limpeza manual.5cm Dimensões da grade: cada grade terá seção retangular e deverá atender a vazão máxima no dia e hora de maior consumo.454m. Inclinação: 45º Espaçamento entre as barras: 2.42m Caixa de areia Tipo e sistema de limpeza: será adotado um tipo singelo de limpeza manual. Eficiência da grade: E= a/ (a+1)= 0. 206.14m2/ 0. que será retirada periodicamente. Nota: conforme NB 570/90 quando a vazo no desarenador for maior que 250 L/s a limpeza deverá ser mecanizada.3m/s (NB 570/90) para a vazão média e não maior que 0.

92m= 6.000m3= V Numero=2 digestores cada um com 1500m3 Dimensões Altura= 8m Diâmetro= 15.1042m3/s/ 18.1042m3/s/ (6.9 Velocidade de escoamento no sentido longitudinal 0.com.04 m2/hab para tratamento primário resulta: A= 0.69m2= 0.42m Comprimento= 6. Nota: o tempo deve ser superior a 1h e inferior a 6h conforme NB 570/90.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.92m Largura Adotamos 6.10m/2.42m=16.6 m2/ 6.6m2= 2. V= 9000m3 x 2h/ 24h = 750m3 Número de decantadores=2 Volume de cada decantador= 750m3/2 = 375m3 Área superficial Vazão por unidade de superfície: 35m3/m2 x dia Nota: segundo a NB 570/90 a taxa de escoamento superficial deve ser inferior a 60m3/m2 x dia quando não precede processo biológico.4m = 20. Área de cada decantador: A= 4500m3/ 35m3/m2 xdia = 128.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.000 litros= 3.92m) =0.4m Comprimento 128.4m x 2.4m=3.85m2/ 0.6 m2 Profundidade h = 375m3/ 128.14 Relação comprimento/profundidade 20.85m2 Sendo a largura de 0.10m Relação comprimento/largura 20.10m/6.000hab x 50 litros= 3000.0056 m/s Digestores Volume 60.5m Leito de secagem Área A partir da taxa de 0.04m2/hab x 60000hab=2400m2 Número de unidades Serão adotadas 10 unidades que serão construídas a medida das necessidades Área de cada unidade 33-12 .br 6/07/08 Considerando taxa de 1300m3/m2 x dia Área= 8908m3/ 1300m3/m2x dia=6.31m Decantadores Capacidade: para o período de detenção de 2h no dia de contribuição média.

33-13 . Dirceu D´Alkimin Telles elaboraram o livro denominado Reúso de água.com.11 Reúso de água Os professores da FATEC coordenados pelo dr.69/m3 com objetivo da lavagem de feiras. Ariovaldo Nuvolari que pode ser encontrado na página 236. floculação e sedimentação com policloreto de alumínio. O efluente de 4300m3/mês ( 17 L/s) é vendido há 4 anos a R$ 0. Nele há detalhes da ETE Jesus Neto da Sabesp. Há 4 anos o tratamento de esgotos primário e secundário foi ampliado para tratamento terciário com coagulação. O primeiro é o conhecido Metcalf & Eddy. lavagem de pátios e rega de jardins.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 33. que fica no bairro do Ipiranga na Capital e inaugurada em 1934. 1991 na página 593 e o segundo é dos professores da FATEC e denominado Esgoto Sanitário coordenado pelo prof.10 Dimensionamento de ETE de lodo ativado O autor recomenda dois livros básicos para o dimensionamento de lodos ativados.br 6/07/08 A= A/ 20m= 2400m2/ 20m= 120m2 Largura= 4m Comprimento=30m 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.

Curso de redes de esgoto Capitulo 33.12 Bibliografia e livros consultado -AISSE. NELSON GANDUR. 2005. 33-14 . 1993. Reúso da água.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Tratamento de esgotos sanitárias. Junho. Tratamento de esgotos sanitários. -FACULDADE DE SAUDE PUBLICA. Curso no Celacade. FATEC. DIRCEU D´ALKIMIN ET AL. 2000. EPA 832-r-04-001 setembro de 2004. 4ª Ed.com. MIGUEL MANSUR. Primer for municipal wastewater treatment system. 1973 -JORDAO. 1991. teorias e práticas. -AZEVEDO. 1991. Efluentes líquidos industrias. FATEC. ABES. Sistemas de esgotos sanitários. Esgoto sanitário. Tratamento primário de esgoto. -NUVOLARI.conceitos. 1334páginas. Wastewater Engineering. ARI ET AL. 2007. São Paulo. -DACACH. 2003. -METCALF E EDDY.br 6/07/08 33. EDUARDO PACHECO e PESSOA. -TELLES. Editora Blucher. DANILO de. -EPA. CONSTANTINO ARRUDA.

com.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede 1 de esgotos Capitulo 34.br 14/07/08 Previsão de esgotos 34-1 .

pois usa poucos dados. renda. evapotranspiração. Exemplo do coeficiente unitário é a previsão de consumo industrial.1 Introdução Uma das coisas mais difíceis de ser feita é a previsão dos despejos de esgotos em sistema de esgotos separador absoluto. e) Clima: temperatura. dados históricos da taxa de crescimento dos empregos. f) Estatísticas de água: preços. Mesmo a melhor previsão feitas em países do primeiro mundo. Para o método do simples coeficiente vamos citar dados da AWWA (1991) referente a quota per capita relativa ao número de consumidores: A previsão de população e consumo de água é mais arte do que ciência. perdas d’água. a quota per capita.com. b) Moradia: quantidade de pessoas por moradia. o volume de água por ligação de água ou o coeficiente unitário para método desagregado. medidas de redução do consumo de água. g) Conservação da água: medidas futuras de conservação da água.Previsão de esgotos 34. estruturas da tarifas. dados históricos mensais por economias e por categorias. preço da água etc) c) Métodos Probabilísticos (verifica as incertezas nos métodos anteriores) No Método de um Simples Coeficiente tem somente uma variável explanatória que pode ser aplicada. Existem segundo Boland et al (1981) e Tung (1992) três métodos básicos de previsões: a) Método de um simples coeficiente (quota per capita. Este método é bom para uma avaliação preliminar do problema. mas são bastantes questionáveis para previsão a longo prazo. tamanho dos lotes etc. densidade de moradias.. baseado em volume de água gasto por operário em determinado tipo de indústria. chuvas. suprimentos particulares.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Primeiramente não existe nunca uma previsão perfeita. por exemplo. Os principais dados necessários para uma previsão são: a) População: projeções e tamanho da família. aceitabilidade pelo público etc. volume por ligação.br 14/07/08 Capitulo 34.Curso de rede 2 de esgotos Capitulo 34. tem erros que vão de 5% a 10% podendo chegar a mais de 30%. projeção do aumento da renda. d) Outros fatores econômicos: índices de inflações. Este método é bom para previsões a curto prazo. Projeções dos empregos agregados e desagregados. c) Empregos: total de empregos por cada setor industrial. aumento da renda. volume mensal / empregado para cada tipo de indústria) b) Métodos de Múltiplos coeficientes (chuvas. 34-2 . mas não é consistente e de modo geral não fornece uma boa previsão.

1.86 + 0. AI= -3.com.Curso de rede 3 de esgotos Capitulo 34.0 a 2 L/s x ha Tabela 34.2 Previsão usando densidade A previsão das vazões de esgoto é baseada na previsão de consumo de água e é muito difícil. comercial e de indústrias leves 600 Bairros comerciais com edifícios de escritório 1000 O professor Tucci desenvolveu por análise de regressão linear equação que fornece a área impermeável em função da. Existem várias tabelas sobre o assunto. densidade (hab/ha). Uma das maneiras mais práticas e usadas é a densidade em habitantes por hectare. lotes médios e pequenos 50 a 100 Casa geminada de 1pavimento 75 a 150 Idem 2 pavimentos 100 a 200 Prédio de pequenos apartamentos 150 a 300 Áreas comerciais 50 a 150 Áreas industriais 25 a 75 Densidade global média 50 a 150 Áreas industriais 1. pois temos que considerar a situação de inicio e a de futuro.2.Densidade média conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Bairros residências de luxo com lotes de 800m2 100 2 Idem 450m 120 Idem 250m2 150 Bairros mistos residencial e comercial com prédios até 4 pavimentos 300 Bairros residências com até prédios até 12 pavimentos 450 Bairros misto residencial.55 x DH Sendo: AI= área impermeável em porcentagem DH= densidade habitacional (hab/ha) 34-3 .br 14/07/08 34. Tabela 34. lotes grandes 25 a 75 Casas isoladas.Densidade media conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Áreas periféricas.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Método de crescimento geométrico 3.64 34. Método da razão: pensa-se que a cidade segue o crescimento da região.14 78. Método de crescimento aritmético 2.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Barnes et al.64 73. Método gráfico de comparação entre cidades similares: são comparadas cidades similares e se fazem projeções iguais. 5.64 29.14 45. CETESB. Método geométrica 3. Método de taxa declinante de crescimento: onde a população atinge um ponto de saturação prefixado. 1. Método aritmético 2. 6. 1968. 1985. 7.3 Previsão de população Qasim.64 18.14 89. Método da previsão de empregos 8. Os principais métodos utilizados para as projeções populacionais são (Fair et al.64 62. Método da previsão de cluster de nascimentos: é escolhido um grupo de pessoas nascidas num certo período e daí se fazem as previsões. 1994 apresenta sugestão de oito métodos para previsão de população. 1991): Vamos apresentar somente os três métodos clássicos para previsão de população: 1.64 51.14 23.Densidade habitacional em função da área impermeável DH (hab/ha) 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 30 140 150 160 170 AI (%) 12. Metcalf & Eddy.br 14/07/08 Tabela 34.14 56. 1981.com. 4.3.14 34.Curso de rede 4 de esgotos Capitulo 34.64 84.14 67. Método Logístico 34-4 . 1978. Método da curva logística: é a curva em forma de S onde atinge a população de saturação.64 40. Qasim.

869 223.627 24.000 893.000 916.969 1.186 22.779 6.690 806.960 1.876 189.776 77.826 304.585 266.226 428.677 41.181 597.978 1.343 296.294 6.047 325.523 18.989 1.992 1.000 801.528 158.281 50.126 242.073 33.099 196.998 1.294 900.000 863.Dados da população de Guarulhos conforme censo IBGE ANO POPULAÇÃO TOTAL RURAL URBANA (Hab) (Hab) (hab) 13.271 503.994 1.983 1.968 1.273 23.984 1.976 1.999 34-5 .455 384.974 1.550 205.950 1.197 1.com.268 539.940 773.000 746.690 55.197 173.237 6.980 1.985 1.162 90.469 24.000 55.000 709.990 1.000 828.062 581.264 500.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.093 77.972 1.973 1.723 45.975 1.000 5.987 1.000 857.863 444.971 1.4 Dados de população de Guarulhos Primeiramente vamos fornecer os dados da população de Guarulhos segundo o IBGE conforme Tabela (34.426 387.745 19.226 221.526 366.145 463.660 35.989 209.744 97.894 662.908 104.988 1.4).000 771.966 1.997 1.000 48.993 1.326 407.986 1.489 68.626 345.926 283.580 81.000 761.885 59.000 794.000 680.237 972.422 17.000 739.811 15.754 236.977 1.726 325.026 263.982 1.326 102.000 922.967 1.979 1.000 811.751 355.497 182.000 35.439 6.301 95.678 672.518 717.br 14/07/08 34.567 473.970 1.546 833.4.045 728.996 1.159 414.995 1.940 1.Curso de rede 5 de esgotos Capitulo 34.682 565.000 7. Tabela 34.697 86.975 532.981 1.991 1.000 52.486 37.101 101.304 17.480 630.

003 2.179 1.072. Tabela 34.717 1.004 2.001 2.5-População de 10 em 10 anos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 34.253 Na Tabela (3.Curso de rede 6 de esgotos Capitulo 34.6-Razão para o método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1908637 2744557 3859117 Aritmético Razão 2208 6575 13554 29610 27309 26672 Considerando Po= 1940 e P1= 1950 a razão será: 34-6 .5) estão os dados com intervalos de 10anos desde 1940 até o ano 2000.005 2. Yassuda e Paulo S.br 14/07/08 2.000 2.002 2.com.283. Nogami do livro Técnica de Abastecimento de Agua será: r= (P1-Po)/ (t1-to) A população P será: P= Po + r (t – to) Tabela 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.006 1.5 Método aritmético Considerando os valores das populações Po e P1 no tempo to e t1 a razão ou taxa de crescimento aritmético neste período conforme prof Eduardo R.251.

br 14/07/08 r= (P1.Po)/ (t1.Previsão de população de Guarulhos usando método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1629997 1908637 2187277 34-7 .Gráfico da população de Guarulhos de 1940 ao ano 2000 Considerando a média das três ultimas razões teremos: Média =27864= (29610+27309+26672)/3 P= Po + r (t – to) Considerando to=2000 e Po= 1072717 P= 1072717 + 27864 (t – 2000) Contando-se to a partir do ano 2000 Para t=2010 teremos: P= 1072717 + 27864 (2010 – 2000) Tabela 34.1.Curso de rede 7 de esgotos Capitulo 34.com.7.to) = (35523-13439) / (1950 – 1940) =2208 e assim para os demais anos conforme Tabela (34.6) População de Guarulhos População (habitantes) 1500000 1000000 500000 0 1940 1960 1980 ano 2000 2020 Figura 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Po.603. (K-Po)}} to=0 t1=d.P12) b= {1/ (0. log [(K-Po)/Po] Tomando-se o valor de Po para o ano de 1980. (´Po+P2)] / (Po .072. P2 . P1 para o ano de 1990 e P2 para o ano 2000 acharemos o valor de K. P= K / (1 + 2. q (t-to) P= 806000 x 1.03 obtermos para o ano 2030. Po= 806.br 14/07/08 34. log { [Po (K-P1)]/ {P1 .766hab Tabela 34.8.03 Adotando a razão q= 1.000 hab. 1967.Aplicação do método geométrico para Guarulhos Geométrico Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1441642 1937446 2603766 34.718 a-bt ) Sendo que o valor de K se obtém: Ps = [2.7 Método Logístico O método logístico prevê uma população de saturação denominada K que é considerando um limite superior conforme FHSP.Curso de rede 8 de esgotos Capitulo 34.com.717 hab. 1967 pelo método geométrico será: P= Po . q= (P1/Po) (t1-to) q= (806000 / 1072717) (2000-1990) =1. 34-8 .Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 Método geométrico A previsão de população conforme FHSP.4343) .P1.03 (2030-1990) =2. P= Po . q (t-to) q= (P1/Po) (t1-to) Dados: Ano 2000 Ano 1990 P1=1.4343 x d)} . No caso d=10anos t2=2d a = (1/0.P2 – P12 .

8060002)= 1. (Ks-Po)}} b= {1/ (0. (532908+1072717)] / (532908x 1072717 .br 14/07/08 Tabela 34.65504-0. P2 .558.718 0. P= 1558889 / (1 + 2.Valores de Po. a população de saturação será de K=1. (2010-1980 )= 1.718 a-bt ) P= 1558889 / (1 + 2.718 0. Para o ano 2010 teremos a diferença 2010-1980 que serás de 30 anos ficando assim.4343) .07232.07232125 a=0.4343 x d)} . log [(K-Po)/Po] a = (1/0. t2 34-9 .889 Portanto.P2 – P12 .9.65504716 P= Ks / (1 + 2.com. log [(1558889-532908)/532908]= 0.65504716 Po. (1558889532908)}}= -0.07232125 a = (1/0.4343) .4343 x 10)} .10.P12) K = [2x532908x806000x1072717 – 8060002 . to P1.65504-0.07232.P1. pois to=1980.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.889 habitantes. b= {1/ (0. log { [532908 (1558889-806000)]/ {806000 .277.850 Tabela 34.t ) O tempo começa a contar de 1980. log { [Po (Ks-P1)]/ {P1 .Curso de rede 9 de esgotos Capitulo 34.Aplicação do método logístico para Guarulhos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1277850 1408570 1482139 Logística K=1558889 b=0. P1 e P2 Valores Po P1 P2 ano 1980 1990 2000 População 532908 806000 1072717 K = [2.558.Po. t1 P2. (Po+P2)] / (Po .

11. Conforme Tsutiya. estações elevatórias.20 K2= 1. publico em L/s 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Vazões parasitárias 34-10 . Conforme ABNT NBR 9649/86 os valores a serem adotados quando não se possuem pesquisas são: K1= 1. Q≤ 751 L/s K=1. comercial.5 K3=0.9 Vazões parasitárias (infiltração) Pode haver infiltração de água de drenagem nos coletores de esgoto e isto se chama de vazões parasitarias que atingem até 6. caixas de passagem.com.br 14/07/08 34. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2.0 L/s x km. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1. etc.80 Conforme Tsutya. Tabela 34. 1999 as águas do subsolo atingem as redes coletoras através de: • Juntas das tubulações • Paredes das tubulações • Poços de visita.Curso de rede 10 de esgotos Capitulo 34.20 + 17.5 Coeficiente de retorno= 0.80 Q> 751 L/s K= 1.8 Coeficientes de variação da vazão Os projetos de esgotos usam os seguintes coeficientes: K1= maior consumo diário no ano/ vazão média diária no ano K2= maior vazão horária no dia/ vazão média horária no dia K3= coeficiente de mínima vazão horária que é a relação entre a vazão mínima e a vazão média anual.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui.485/ Q 0. tubos de inspeção e limpeza.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial.

5 vezes maiores que a média. pode-se estimar a contribuição de esgotos em 0.Curso de rede 11 de esgotos Capitulo 34.0 L/s x km.05 L/s x km a 1. Primeiramente informamos que a legislação não permite que nenhuma indústria lance na rede de esgotos vazões maior que 1. 1997 Conforme a norma da ABNT 9649 a taxa de infiltração depende da posição do lençol freático variando de 0. 1999 estima vazões futuras entre: 1.com. Para vazões industriais (médias e grandes) conforme Tsutiya.Taxas de infiltração em redes coletoras de esgoto Fonte: Crespo.10 34-11 .10 Despejos industriais É uma grande dificuldade estimarmos a contribuição industrial numa rede de esgotos.35 L/s x ha. Em áreas industriais onde não se utilizam quantidades significativas de água em seus processos produtivos.30 L/s x ha.15 L/s x ha a 2.2.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 Figura 34. 34. 1999 o valor de K1=1. Na falta de dados Tsutya.

EPUSP. design and operation.11 População flutuante Conforme o caso deve ser levada em conta. 2006.br 14/07/08 34. Wastewatrer treatment plants. Denver. Técnica de Abastecimento e tratamento de água. BRUCE et al. Water supply and wastewater removal. American Water Works Association. 1996. 1967. 1966. ISBN 1-56676-134-4. MILTON TOMOYUKI. Abastecimento de água. 1999. -BILLINGS. 34. 643páginas 34-12 . principalmente em cidades de veraneio. -FAIR.1994. 726páginas.com. Edutira John Willey. Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. SYED R. Belo Horizonte.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 547páginas -TSUTIYA. 2004.planing. Forecasting urban water demand. R. NBR 12211/92. 859 páginas. LEO et al. -QASIM. EPUSP. Abastecimento de água para consumo humano. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. -TSUTIYA. Colorado.Curso de rede 12 de esgotos Capitulo 34. GORDON M. PEDRO ALEM. et al. -HELLER. Coleta e transporte de esgoto sanitário.12 Bibliografia e livros consultados -ABNT–Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água. ISBN 0-471-25130-5 -FHSP.

As caixas de gorduras em restaurantes são importantíssimas.Caixa de gordura 35.pdf O problema do excesso de gordura nos esgotos sanitários trás problemas no tratamento na formação do lodo.Caixa de gordura http://www. pois a quantidade de gorduras se forem lançadas nas redes coletoras causarão entupimentos constantes conforme já constato. Figura 35.2. Existe basicamente dois tipos de caixas de gorduras: 35-1 .net/pdf/FOG_Manual_Final. 2005.cswd.1 Introdução É importante que haja caixa de gordura em prédios de apartamentos e nas residências.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Caixa de gordura Figura 35. no aumento do tempo de retenção hidráulica e na redução da atividade hidrolítica devido a biomassa conforme Mendes et al.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.br 15/07/08 Capítulo 35.com.1.

A norma estabelece a Equação (35. 2005 www.com.2). sorvetes. principalmente de fast food conforme Mendes et al. 35-2 .Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 15/07/08 • • Caixa de gordura para prédios onde existe rede coletora de esgoto sanitário Caixa de gordura para prédios onde não existe rede coletora de esgoto sanitário Conforme Mendes et al. conforme Figura (35.br A maior fonte de geração de lipídeos (gorduras) são as indústrias de óleos comestíveis. matadouros e efluentes domésticos e de restaurantes.2. 35.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.Fontes de lipídeos(gorduras) e suas concentrações em águas residuárias Tipo de efluentes Concentração de lipídeos (gorduras) (mg/L) Doméstico 40 a 100 Matadouros e avícolas >500 Laticínios 4680 Restaurantes 98 Azeite de oliva 16000 Sorvetes 845 Fonte: Mendes et al.1) para o dimensionamento da caixa de gordura: V= 2 x N + 20 (Equação 35. 2005.1) Sendo: V= volume em litros N= número de pessoas servidas pelas cozinhas que contribuem para a caixa de gordura. laticínios. 2005 a concentração de lipídeos (gorduras) em águas residuárias é dado pela Tabela (35. O dimensionamento correto da caixa de gordura é muito importante para o bom funcionamento do sistema de tanque sépticos.1) motivo pelo qual vamos nos dedicar um pouco mais visto haver pouca literatura brasileira sobre o assunto.scielo. Tabela 35.2 Caixa de gordura para prédio onde existe rede coletora de esgoto sanitário Conforme a NBR 8160/1983 de Instalação predial de esgoto sanitário recomenda a instalação de caixas retentoras de gorduras nos esgotos sanitários que contiverem resíduos gordurosos provenientes de pias de copas e cozinhas.

2005 35-3 .Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 15/07/08 Figura 35.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.3 – Caixa de gordura Fonte: Jordão et al.

br Figura 35.com.rotogine. Uma caixa de dimensões muito pequena acarretará a perda de todo o sistema. Caixa de gordura 100 litros a 500 litros Gordura flutuante Água limpa Resíduos pesados + gordura digerida pliniotomaz@uol. 1.Caixa de gordura Fonte: http://www. 4.3 Critérios básicos As caixas de gorduras devem obedecer a quatro critérios básicos para o seu perfeito funcionamento. Temperatura: a caixa de gordura deve permitir que os esgotos tenham a sua temperatura aumentada suficientemente para emulsionar a gordura e separálas. Volume da caixa: deve ser adequado para permitir o armazenamento da gordura durante os intervalos de limpeza. Em projetos de hospitais. conforme Figura (35.com.000 litros. segundo Jordão. 3. separadas e que flutuam na superfície da caixa de gordura. Turbulência: a turbulência deverá ser evitada.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 15/07/08 35. sendo que a ABNT deverá alterar as normas vigentes. Tempo de detenção: deverá haver um tempo de detenção suficiente para que as gorduras e o óleo sejam emulsionadas.2).br/ 35-4 . pois poderá atrapalhar a subida da gordura.4 Caixa de gordura para prédio onde não existe rede coletora de esgoto sanitário As caixas de gorduras da firma Rotogine são feitas em polietileno e possuem volume de 100 litros a 8. Algumas cidades americanas admitem limites de óleo e gorduras que variam de 150mg/L a 300mg/L. Conforme Decreto do Estado de São Paulo 8468 de 8 de setembro de 1976 o lançamento na rede publica de esgoto sanitário deverá obedecer ao artigo 19-A item IV – ausência de óleos e graxas com concentração máxima de 150mg/L. restaurantes e cozinhas industriais é normalmente adotado 100mg/L de óleo e gorduras sendo este a base do dimensionamento das caixas de gordura pela EPA. sendo a média de 200mg/L.4 . 35. 2005 estão presentes nos esgotos de 30mg/L a 70mg/L conforme já constatado em quatro estações de tratamento de esgotos sanitários. 2. Os óleos e graxas.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.

3.Caixa de retenção de gordura Fonte: Estado da Carolina do Norte. 2000. Restaurante: 11 litros/dia/refeição Metcalf & Eddy.br 15/07/08 A caixa de gordura da Figura (35.Fatores de pico para escoamento de esgotos de residência individuais.6m/h.6m/h para indústria com 300 empregados. Tabela 35.25 a 4 1. Previsão de consumo de água. 1991 Metcalf&Eddy. 35.5 Método do tempo de detenção conforme Metcalf&Eddy.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. pequenas comunidades e residências individuais conforme Tabela (35.75 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.6m/h e • 60μm a velocidade de ascensão será 0. Figura 35.1 Supondo velocidade mínima de ascensão de 3.com.5 4 8 6 3 2 Pequenas comunidadades Faixa de Média de pico pico 3a6 4.5 . 1991 os fatores de pico são muito importante para o dimensionamento de caixas de gorduras para pequenos estabelecimentos comerciais. 1991 Suponhamos que se gaste 11 litros/refeição por hora Vazão média = 11litros/hora x 300empregados = 3300 L/h= 3. 1991 Para partículas com diâmetro de: • 150μm a velocidade de ascensão é de 3.7 2a5 3.5) é o modelo recomendado pelo Estado da Carolina do Norte.5 Fonte: Metcalf & Eddy.2 A 2 1.3).75 Pequenos estabelecimentos comerciais Faixa de pico Média de pico 6 a 10 4a8 2a6 1.6 1.2 a 3 Média de pico 6 4 2 1. 2002. 2002. 1991 recomenda que a caixa de gordura coletiva para que a flotação das gorduras seja efetiva deve deter o efluente no mínimo em 30 (trinta) minutos. Tomaz.3m3/h 35-5 .5 3 1. Exemplo 35. pequenos estabelecimentos e pequenas comunidades Fator de pico Pico horário Pico por dia Pico por semana Pico por mês Residência individual Faixa de pico 4a8 2a5 1. Conforme Mecalf&Eddy.

com.5 B2 A= área (m2)= 7. 1991) Para a flotação ser efetiva adoto 60min V= (30min/60min) x 26.33m2 Adotando: L= comprimento (m) B= largura (m) Supondo: L= 1.4m3/h=13.3).33= 1.4m3/h /3.5 B A= L x B A= 1.6= 7.80m 35-6 .5 B2 B= 2.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.21m L= 1.2m3 Altura da caixa V= L x B x H 13.32 x 2.6m/h teremos: Área (m2)= 26.br 15/07/08 Usando fator de pico= 8 conforme Tabela (35.5 x B= 1.3 x 8=26.21= 3.32m Tempo de detenção mínimo adotado> 30min (Metcalf e Eddy.5 x 2.4 m3/h Usando Equação (35.3m3/h x fator de pico= 3.33m2 7.2m3 = 3. Vazão de pico= 3.21 x H H= 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.2) temos: Adotando velocidade mínima ascensional de 3.

1996 O formato da caixa deverá ser retangular. até 30minutos. A área necessária A é calculada conforme a seguinte fórmula: A = Q/ V Sendo: A= área da superfície da caixa (m2) Q= vazão máxima (m3/h) V= velocidade mínima de ascensão das partículas de menor tamanho. Em matadouros e curtumes. curtumes. Figura 35. estas gorduras recuperadas têm valor comercial. Acima desta temperatura. possuindo duas ou mais cortinas. determinado o tempo de subida de uma pequena partícula.6-Caixa retentora de gordura Fonte: Nunes.br 15/07/08 35. uma próxima à entrada para evitar turbulência do líquido e a outra próxima à saída. A caixa deve ser construída de forma que o liquido tenha permanecia tranqüila durante o tempo em que as partículas. 1996 As caixas de retentoras de gordura são unidades destinadas a reter gorduras e materiais que flotam naturalmente. se a temperatura do líquido se encontrar abaixo de 25ºC.com. São utilizadas no tratamento preliminar de águas residuárias de frigorífico. a serem removidas. Esta velocidade poderá ser obtida em um cilindro graduado. O principio de separação se dá pela diferença de densidade entre a água e as gorduras. o tempo de detenção poderá ser maior. laticínios. percorram desde o fundo até a superfície liquida. Em um dos lados da caixa deverá ter uma calha para remoção da gordura.6 Caixa de retenção de gordura conforme Nunes. etc.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. O tempo de detenção deverá situar-se entre 3 e 5 minutos. matadouros. V (m/h)= H(m)/ t(h) Sendo: V= velocidade mínima ascensional (m/h) H= altura do líquido no cilindro (m) t= tempo de ascensão (h) 35-7 .Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

1996 Dimensionar uma caixa de gordura de um frigorífico que abate cerca de 200 cabeças de boi por dia.br 15/07/08 Exemplo 35.5 x Q x t x 0. Considerar a contribuição per capita igual a 15000 Litros/cabeça/dia. Contribuição diária de águas residuárias (Q) Q= 200 cabeças/dia x 1500 litros/cabeça x dia= 300m3/dia Para 8 horas de funcionamento Q= 37.com.90m2 Adotando comprimento L e largura B L= 1.5 Q/ 14.60 Sendo: V=volume da caixa (m3) Q= vazão média (m3/h) t= tempo de detenção (h) 0. como também o período de 8 horas de funcionamento diário e que 60% das águas residuárias passarão na caixa.44m 35-8 . A temperatura é de 30ºC. tendo em vista que a temperatura do liquido se encontra acima de 25ºC.5 x B A= L x B 3.4m/h teremos: A= 1. ou seja.90m2= 1.4= 3.5= coeficiente de pico Dimensões da caixa Considerando que a velocidade de ascensão das menores partículas seja de 4mm/s.625m3= 2.60= 60% da água passará na caixa.1. 14.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.61= 2. 1.5 x 1.5 x 37.61m L= 1.61m x H H= 1.Extraído de Nunes.42m Altura da caixa H V= L x B x H 5.42m x 1.50m3/h Volume da caixa V Adotando o tempo de detenção de 10min.5/ 14. V= 1.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 B2 B=1.4= 1.

3 para gorduras moderadas 0.5 Consumo por refeição= 18litros/refeição Fator de carga Máquina de lavar prato= 1. V= (número de assentos) x 20litros/refeição x (Fator de armazenamento) x 1/2 do número de horas aberto) x (fator de carga) V= (50 assentos) x 20litros/refeição x (2. usando fator de armazenamento igual 2.0 e fator de carga igual a 1.4 para gorduras pesadas O tempo de residência padrão é de 24min mais pode ser usado tempo menor com o limite mínimo de 8min. 2002. 35.5 Fator de carga mínimo=0.0.7 máximo=2.25 médio= 1. 35.000 litros V= (número de assentos) x 20litros/refeição x (Fator de armazenamento) x 1/2 do número de horas aberto) x (fator de carga) Exemplo 35. A manutenção das caixas deve ser mensal evitando que a mesma atinja 25% do volume do líquido. Consumo por refeição: 20 litros Fator de armazenamento mínimo= 1. Califórnia V= vazão de pico da cozinha x 10min Comentário: de modo geral as caixas de gorduras dimensionadas em várias cidades dos Estados Unidos são baseadas na vazão de pico das cozinhas.0) V= 8.0 baixo= 0. trabalhando 8 horas/dia com 20litros por refeição.10 Método da EPA1 para hospitais Volume mínimo= 3.25 35-9 .2 Dimensionar a caixa de gordura para restaurante com 50 assentos.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9 Método da EPA1 para restaurantes Este método é baseado empiricamente no valor limite de óleos e gorduras de 100mg/L.80 Volume mínimo da caixa de gordura= 3.br 15/07/08 35.000litros Fator de armazenamento mínimo=1.7 máximo= 2.000litros 35.8 Stockton.2 para gorduras leves 0.com.7 Método da área suburbana de Washington Volume= vazão de pico x fator de diversidade x tempo de residência Fator de diversidade: 0.5 máximo= 1. conforme Estado da Carolina do Norte. A localização das caixas de gorduras devido a sua periculosidade não deve ser instalada dentro da cozinha ou do restaurante devendo ser localizada num local de fácil acesso.0) x 1/2 de 8 horas aberto) x (1.

00 x 1.com.25 com máquina de lavar pratos V= 330 x 18 x 2.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.850 litros 35-10 .25 = 14.75 Exemplo 35.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.3 Dimensionar a caixa de gordura de um hospital com 100 pacientes e 10 pessoas para atendimento. V= (número de refeições servidas no dia) x (consumo/refeição) x (fator de armazenamento) x (fator de carga) Refeições= 100 x 3 + 10 x 3 = 330 refeições Fator de armazenamento= 2.0 Fator de carga= 1.br 15/07/08 Sem máquina de lavar prato= 0.

Tiragem de amostra da caixa de gordura 35-11 .com.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.br 15/07/08 Figura 35.7.

Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.9.Caixa de gordura com acesso para inspeção Figura 35.8.com.br 15/07/08 Figura 35.Gorduras acumuladas 35-12 .

com.Poço de visita extravasando água devido entupimento por gorduras Figura 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 15/07/08 Figurda 35.precast.Produção de gorduras Figura 35.12.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.Exigências de gorduras nos Estados Unidos http://www.pdf 35-13 .11.10.

br 15/07/08 Figura 35.Diversos valores de caixa de gorduras conforme os diferentes critérios http://www.precast.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.com.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.precast.pdf Figura 35.14.Valores adotados em USA para dimensionamento de caixa de gorduras http://www.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.pdf 35-14 .13.

Curso de rede de esgotos Capitulo 35- Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 15/07/08

35.11 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO, JOSÉ M. e MELO, WANDERLEY DE OLIVEIRA. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. Blucher, 1988, 185 páginas. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. Construção e Operação. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto, Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. -BRITTO, EVANDRO RODRIGUES DE. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos, ABES, 2004, 161 páginas. -CIDADE OF EUGENE. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE, 2002. -CONAMA, RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 26 páginas. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. Considerations for the management of discharge of fats, oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. Jun, 2002, 73 páginas. -JORDÃO, EDUARDO PACHECO e PESSÔA, CONSTANTINO ARRUDA. Tratamento de Esgotos Domésticos. 4ª ed., 2005, 906 páginas. -MACINTYRE, ARCHIBALD JOSEPH. Instalações Hidráulicas. 770 páginas. -MENDES, ADRIANO AGUIAR et al. Aplicação de lípases no tratamento de águas residuárias com elevados teores de lipídeos. www.scielo,br, Química nova, abril 2005, ISSN 0100-4042. -METCALF&EDDY. Wastewater Engineering. McGray-Hill, 1991, 1334páginas. -NUNES, JOSÉ ALVES. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. 1996, 277 páginas. -ROTOGINE- Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www.rotogine.com.br/ -USEPA (U.S. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). Guidelines for Water Reuse. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www.epa.gov/

35-15

Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

Capitulo 36- Gases em tubulações de esgoto 36.1 Introdução Um dos problemas que existe normalmente nos sistemas de esgotos é a produção de gases malcheirosos, principalmente o sulfeto de hidrogênio, H2S, segundo Mendonça,1975. É muito conhecido os casos de tubos de concreto para conduzir esgotos sanitários que devido a produção dos sulfetos entram em colapso conforme Figura (36.1). O motivo é que os sulfetos juntamente com o vapor de água e bactérias cria o ácido sulfúrico que destrói o cimento e conseqüentemente a estrutura do concreto.

Figura 36.1- Corrosão de tubo de concreto para condução de esgoto, por sulfeto de hidrogênio.
Fonte: Tsutiya, 1999

Existem vários gases nos esgotos, mas o mais importante é o sulfeto de hidrogênio H2S.A presença de odor do sulfeto de hidrogênio é importante para os trabalhadores, pois podem causar explosão quando está junto com os gases o metano. A concentração mínima de H2S para causar a morte é 300mg/L sendo que 3000mg/L é fatal conforme Metcalf e Eddy, 1981. Metcalf e Eddy, 1981 apresenta a Tabela (36.1) que mostra os efeitos produzidos pelo sulfeto de hidrogênio ao ser humano.

36-1

Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08 Tabela 36.1- Efeitos produzidos pela exposição humana ao ar contaminado com varias concentrações de sulfeto de hidrogênio. Tempo e condições de exposição Concentração de H2S na Efeitos atmosfera do sistema de esgotos (ppm em volume) Exposição prolongada, trabalho 5 a 10 (algumas pessoas menos) Pouco ou nenhum leve 1 a 2 horas, trabalho leve 10 a 50 (algumas pessoas menos) Irritações leves nos olhos e nas vias respiratórias, dores de cabeça 6 horas de trabalho manual pesado Cerca de 50 Cegueira temporária 1 hora de trabalho manual pesado Cerca de 100 Limite máximo sem conseqüências serias. Fonte: Metcalf e Eddy, 1981 e Tsutiya, 1999

36.2 Sulfetos O H2S é um gás encontrada com freqüência na natureza e muito conhecido pelo seu odor. Pode ser produzido pela decomposição de algumas espécies de matéria orgânica, especialmente a albumina. Segundo Tsutiya, 1999 a principal origem dos sulfetos em esgoto sanitário é devida à ação de bactérias que reduzem o sulfato para obter energia para sua manutenção e crescimento. Sob condições anaeróbias (sem oxigênio) dois gêneros de bactérias anaeróbias obrigatória da espécie Conforme Metcalf e Eddy, 1981 o H2S através da bactéria do genus Thiobacillus forma o ácido sulfúrico: H2S + 2O2 bactéria ---> H2SO4 36.3 Fórmula Z de Pomeroy É muito conhecida a fórmula empírica do Dr. Pomeroy, a qual através de um indicador Z, tem a finalidade de avaliar o risco do aparecimento de odores em coletores sanitários. É a chamada fórmula Z de Pomeroy que segundo Richardson in Tsutiya, 1999 recomenda a sua utilização para vazões entre 3 L/s a 2.000 L/s. 3 (EDBO) p

Z= ------------------- x -------I 1/2 Q 1/3 b Sendo: p= perímetro molhado da seção transversal em m; b= corda correspondente à altura molhada em m; Q= vazão máxima horária em litros/segundo; I= declividade do coletor em m/m; T= temperatura média do esgoto no mês mais quente em °C; EDBO= DBO a 5 dias e 20 °C do esgoto bruto em mg/L multiplicado pelo fator 1,07 T-20 Z= coeficiente Z de Pomeroy.

36-2

Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

36.4 Valores de Z É muito discutido qual os limites dos valores de Z para prevenir a criação de sulfetos. Tsutiya, 1999 comenta que Takahashi sugere o valor de 7.500, Paintal 7.500 e Ludwig e Almeida 10.000. As Tabelas (36.1) e (36.2) mostram alguns valores limites de Z. Para valores de Z menores que 5.000 o H2S está raramente presente ou somente em diminutas concentrações nos coletores. Para valores de Z iguais ou maiores que 25.000, o H2S dissolvido estará presente com freqüência e tubos de concreto com pequenos diâmetros possivelmente entrarão em colapso dentro de cinco a dez anos. Tabela 36.2- Valores de Z e possibilidades de produzir ou não sulfetos Valores de Z Condições a serem observadas Z< 5.000 Neste caso o sulfeto é raramente gerado 5.000≤Z≤25.000 Podemos ter ou não o sulfeto Z> 25.000 Será criado o sulfeto Tabela 36.3- Valores de Z e possibilidades de produzir ou não sulfetos Valores de Z Condições a serem observadas Z< 5.000 Neste caso o sulfeto é raramente gerado 5.000≤Z≤10.000 Podemos ter ou não o sulfeto Z> 10.000 Será criado o sulfeto Fonte: Tsutiya, 1999

36-3

Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

36.5 Relações geométricas da seção circular

Figura 36.2 Ângulo Central O ângulo central θ (em radianos) do setor circular, pode ser obtido pela seguinte expressão conforme Chaudhry,1993 p.95: θ = 2 arc cos ( 1 – 2y/D) Conforme Chaudhry ,1993 p.10 temos: A área molhada “A”: A= D2 ( θ – seno θ)/8 O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 O raio hidráulico “RH”: RH= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) A corda “b” correspondente a altura molhada é dado por: b= D sen (θ/2) Conforme Mendonça,1984 Revista DAE SP temos: Usando a fórmula de Manning e tirando-se o valor de θ usando as relações acima obtemos para o regime uniforme a fórmula para obter o angulo central θ. Observar que o ângulo central θ aparece nos dois lados da equação, não havendo possibilidade de se tornar a equação numa forma explícita. Daí a necessidade de resolvê-la por processo iterativo, como o Método de NewtonRaphson. O ângulo central θ está entre 1,50 rad. ≤ θ ≤ 4,43 rad. que corresponde 0,15≤y/D≤ 0,80. θ= seno θ + 2 2,6 (n Q/I 1/2) 0,6 D-1,6 θ 0,4 O primeiro seria o método de tentativa e erros, o segundo seria o método da bisseção, o método de Newton-Raphson e o Método das Aproximações Sucessivas.

36-4

Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

O Dr. Sérgio Rolim Mendonça, fez uma tabela de declividades mínimas que se deve ter para não haver gases, usando Z=5.000, que deve ser usado principalmente para grandes coletores de esgotos. O coletor é calculado a meia seção e o coeficiente de rugosidade é n=0,013. I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 Sendo: Q= vazão no coletor em litros por segundo; T= temperatura média do esgoto no mês mais quente em °C; EDBO= DBO a 5 dias e 20 °C do esgoto bruto em mg/l multiplicado pelo fator 1,07 T-20 EDBO=DBO 1,07 T-20 EDBO = em mg/l; K= valor obtido na Tabela (36.4); I min = declividade mínima do coletor em m/m.

Tabela 36.4: Valores de K para achar a declividade mínima em coletores de esgotos Fonte: Mendonça,1985, Revista DAE. 36-5

Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

Exemplo 36.1 Seja o coletor predial com diâmetro nominal 150, a ¾ da seção ou seja y/d=0,75. Suponhamos ainda que a temperatura média do mês mais quente seja de 25° C que a DBO a 5 dias e 20°C seja 250 mg/litro e que o coeficiente de rugosidade de Manning seja n=0,013, como adotado normalmente. A vazão máxima que o coletor pode conduzir com a declividade de 2% (0,02m/m) é de 6,66 litros/segundo. Para calcular o ângulo central em radiano usamos: θ = 2 arc cos ( 1 – 2 (y/D)) obtendo: θ = 2 arc cos ( 1 – 2 (y/D))= 2 arc cos ( 1 – 2 (0,75))= 2,32 rad O perímetro molhado P=(θ D)/2= (2,32 x 0,15)/2 =0,18m A corda b= D sen (θ/2)= 0,15 sen( 2,32/2)= 0,13m EDBO=DBO 1,07 T-20 = 250 x 1,07 (25-20) = 259,63 mg/l Substituindo na fórmula Z de Pomeroy temos: 3 (EDBO) p

Z= ------------------- x -------I 1/2 Q 1/3 3 x 259,63 0,18 b

Z=-------------------------x -------- = 5515 0,02 ½ x 6,66 1/3 0,13

Como o número Z de Pomeroy é igual a 5.515 portanto maior que 5.000 poderá haver ou não a produção de sulfetos. Caso fosse menor que 5.000 não haveria possibilidade da formação de sulfetos. Caso fosse superior a 25.000 com certeza teríamos a produção de gases. Caso queiramos aplicar a fórmula da declividade mínima em que não haverá a produção de gases teremos que usar a fórmula número: I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 Sendo que o valor de K=2,106 obtido na Tabela (36.2), com y/d=0,75 I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 = 2,106x10-6 x (259,63)2/6,66 2/3=0,073 m/m I min= 0,073 m/m, é a declividade mínima para que não se tenha no coletor a produção de gases. Na prática se usam para os coletores prediais de esgoto sanitário, tubos de PVC ou tubos de cerâmica, os quais não apresentam nenhum problema estrutural para os gases. Relembremos também que nas redes coletoras públicas não existem tubos ventiladores, não ser em casos especiais, tal como em elevatórias. A ventilação das instalações prediais de esgoto, compete ao prédio.

36-6

Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

36.6 Interceptores Em interceptores que geralmente possuem diâmetros maiores que 500mm e são feitos de concreto, o problema de sulfetos tem ser considerado. Devido a isto é que a norma da ABNT para Interceptores obriga que os mesmos sejam dimensionados com a tensão trativa mínima de 1,5Pa, ao invés de 1,0 Pa usado nos coletores comuns. 36.7 Gases em esgotos Metcalf e Eddy, 1981 salienta que as casas possuem tubo ventilador para a ventilação das redes de esgotos sanitários. Não se recomenda instalarem-se tampões de ferro fundido perfurados para exalação dos gases devido ao mau cheiro que se produzirá. Recomenda ainda que em locais onde há poucas ligações de esgoto, que se faça uma ventilação usando área da secção metade da seção da tubulação de esgoto. Especial ventilação se deve instalar quando as ligações de esgoto possuírem dispositivos que impedem a passagem dos gases. Nos locais onde temos sifões invertidos devemos instalar dispositivos ou câmaras especiais para a expulsão dos gases dos esgotos. 36.8 Gases em esgotos estação elevatória de esgotos Tsutiya, 1999 comenta que em Santos uma estação elevatória apresentou 2 mg/L de H2S resultando na produção de odores inaceitáveis conforme Figura (36.2). Para corrigir o problema foi instalado um dosador de nível constante e aplicado a dosagem de 12,5mg/L de nitrato de amônio ao esgoto afluente.

36-7

Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

Figura 36.3-Geração de odor pela produção de sulfeto em poços de sucção Fonte: Tsutiya, 1999 36.9 Corrosão devido ao H2S É conhecida a corrosão de tubos de concreto armado pelo ácido sulfúrico produzido pelo H2S. Metcalf e Eddy, 1981 apresenta a corrosão em tubos de concreto e em tubos de ferro fundido. Assim um tubo de concreto com 1200mm de diâmetro e 10.000m de comprimento terá uma corrosão de 0,48mm/ano. Se dividirmos a espessura disponível da tubulação de concreto pelo valor 0,48mm/ano de corrosão, teremos a durabilidade da tubulação. Pode ser adotada uma camada de sacrifício na tubulação de concreto utilizando agregado calcário para o aumento da alcalinidade. Uma outra maneira é adotar-se cimento que seja mais resistente ao ácido sulfúrico.

36-8

Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

36.10 Bibliografia e livros consultados -METCALF E EDDY. Wastewater engineering collection and pumping of wastewater. 1981, 432páginas. -TSUTIYA, MILTON TOMOYUKI E SOBRINHO, PEDRO ALEM. Coleta e transporte de esgoto sanitário. EPUSP, 1999, 547páginas.

36-9

Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

Capítulo 37 Reabilitaçao de córregos e rios

37-1

1 37.com.6 37.5 37.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 Introdução Conceitos Os cinco elementos chave em um rio ou córrego Potência dos córregos e rios Transporte de sedimentos Dimensionamento de canais Bibliografia 37-2 .3 37.2 37.br 14/07/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 37 – Reabilitação de córregos e rios 37.4 37.

Iremos considerar os córregos e rios urbanos. 37-3 . Figura 37.com. É praticamente impossível de ser feita.2 Conceitos Os conceitos fundamentais são: Restauração: consiste em volta as condições exatamente como eram antigamente quando não havia população e não havia interferência do homem. 37. pois quando a área é menor que 10% não há impactos no ecossistema aquático. mas não todos.1.2) mostra os conceitos mencionados.1 Introdução Há uns 20 anos com a degradação física e biológica cada vez maior de córregos e rios começou-se a se ter idéia da recuperação dos mesmos para retorno físico e biológico.O que pode ser conseguido realisticamente? A Figura (37. Remediação: é quando o rio mudou totalmente de configuração relativa as condições originais e podemos fazer alguma coisa para melhorá-lo Renaturalização ou naturalização: significa uma maneira natural para o rio de maneira que o mesmo volte ao ecossistema que existia antes. que são aqueles que possuem uma área impermeável maior que 10%.br 14/07/08 Capítulo 37 – Reabilitação de córregos e rios 37. Reabilitação: consiste em restaurar alguns aspectos do córrego e do rio.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

br 14/07/08 Figura 37. 2000 37-4 .2.com.Esquema de reabilitação Fonte: Austrália.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Zona Ripariana 2. bem como as mudanças da biodiversidade do rio no que se refere a fauna e a flora. 1. Quantidade de água Figura 37.3 Os cinco elementos chaves em um rio ou córrego Na Figura (37. Estrutura física do rio 3.3) estão os cinco elementos básicos da saúde de um rio conforme Austrália.3.Os 5 elementos da saúde de um córrego ou rio Fonte: Austrália. 37-5 .com.br 14/07/08 37. Qualidade da água 5. 2000 para reabilitação do rio em área urbana. Organismos do ecossistema aquático 4. 2000 Organismos do ecossistema aquático e Zona ripariana Os componentes biológicos do ecossistema aquático deverá ser estudado em assuntos como a redução dos habitats naturais no corpo do rio.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

4.br 14/07/08 Figura 37. com as construções de casas. 37-6 . É estudado a estabilização do rio do ponto de vista de transporte sólidos.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Diversos tipos de habitat Estrutura física do rio O componente morfológico do rio são os alinhamentos e os gradientes. industrias e infraestrutura urbana adjacentes ao rio.

Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 –Diversidade morfológica dos rios 37-7 .com.br 14/07/08 Figura 37.

Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Os objetivos são variados estando encaixados dentro dos 5 elementos da saúde do rio citado em Austrália. Uma recomendação que está em Austrália.br 14/07/08 Figura 37. Estudamos também o aumento de temperatura devido a lançamentos industriais ou água de drenagem bem como a vegetação ripariana e a mata ciliar. Quando se quer reabilitar um córrego deve-se procurar um córrego próximo que tenha as condições físicas e biológicas que queremos e então copiamos o modelo.com.Diversidades morfológicas dos rios. tais como o aumento da área impermeável. 2000. o aumento das velocidades. Quantidade de água Deverão ser estudados os componentes hidrológicos do rio. 37-8 . 2000 está o seguinte: em caso de dúvida.6. o aumento do runoff. copie. o decréscimo da vazão base e estudo de novas seções nos rios. Na Europa em 2004 foram estudados 23 casos de reabilitação de rios com comprimento variando de 1300m a 9500m ao custo médio de 1500 euros/metro. os metais pesados. Qualidade da água No assunto qualidade da água do rio estudamos os nutrientes. os sais e os compostos orgânicos que são lançados ao rio diretamente ou através da poluição difusa levado pela drenagem superficial.

Figura 37.7.com. largura.Objetivos da reabilitação de rios na Europa Figura 37. 37.11). De qualquer maneira a melhor maneira é calcular por tentativas até a melhor solução.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. mesmo assim os mesmos não devem ser desprezados.7) a (37.5 Pesquisas na Europa Pesquisas apresentas na Europa em jnho de 2004 sobre Urban River Basin Enhancenment Methods sobre Existing Urban River Rehabilitatiions Schemes em 23 rios e córregos apresentaram os seguintes resultados que estão nas Figuras (32.br 14/07/08 37. É melhor usar critérios de tensão trativa do que métodos de velocidade.8.Pressão urbana para restauração 37-9 . declividade do canal. mais as equações de transporte de sedimentos com o devido cuidado e experiência.4 Dimensionamento de canais Os canais que podem transportar sedimentos ou depositar sedimentos devem ser calculados com as equações de resistência normalmente usadas como a fórmula de Manning para dimensionar a altura. A vazão dos rios normalmente é calculada usando o conhecido Q7.10.

br 14/07/08 Figura 37.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Comprimento dos rios reabilitados na Europa Figura 37.9.com.Custo por metro de reabilitação 37-10 .11.Largura dos rios Figura 37.10.

Sem data.edu/~mwdoyle/pdfs/JHERestorationDesign.pdf -SHIELDS JR. Departamento de Hidráulica. 2003. 2000. prof dr.5 Bibliografia e livros consultados -AUSTRALIA.br 14/07/08 37.unc. COPELAND. Obras Fluviais. 37-11 . Giorgio Brightetti.com. Journal of Hydraulic engeneering. DOUGLAS. Volume 1. Apostila com 39páginas. ASCE/ agosto. -EPUSP. A rehabilitation manual for Australiam Streams. PHD 5023. et al. ISBN 0642 76028 4 (volume 1 e 2). Design for Stream restoration. http://www.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. RONALD R.

que é a 4ª cidade do Brasil em número de favelas.Rede condominial. mas com o decorrer dos anos.Rede condominial.br 14/07/08 Capítulo 38. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 38. Apliquei há anos no bairro do Jardim Paraventi em Guarulhos onde há terrenos com grande desnível da rede de esgotos passando pelo fundo dos lotes. nos fundos e ao lado. causando sérios problemas com os vizinhos.1 Rede condominial A rede condominial foi desenvolvida no Rio Grande do Norte.Rede condominial Fonte: Azevedo Netto. Não encontraram solução. 1999 Tive oportunidade de ver uma favela em Brasília onde foi feita com pleno êxito uma rede condominial. vácuo. pois não há espaço para passagem das tubulações. vácuo. A grande vantagem da rede condominial são os baixos custos. Figura 38. embora de maneiras diversas tenha sido empregada em muitos locais. pois os terrenos eram grandes e planos. A solução foi ótima no momento.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.1. São usados tubos de pequenos diâmetros e deve ser feito um trabalho junto aos moradores para que façam a conservação da mesma.1 Introdução Vamos mostrar alguns assuntos de redes de esgotos que não são comuns na prática. pressurizada. pressurizada. 38-1 . pois as tubulações passam na frente das casas. 1992 in Tsutiya. não havia pequenos córregos e as casas eram construídas no meio do lote. Cheguei a trazer os especialistas de Brasília no assunto para ver a solução das favelas aqui em Guarulhos.com. etc 38. foram feitas construções sobre a rede de esgoto e muitos moradores introduziram águas pluviais dentro das mesmas.

1999 Eventualmente durante entupimentos de rede de esgotos. Foi elaborado um modelo computacional para o dimensionamento da rede de esgoto pressurizado. a rede fica pressurizada podendo o esgoto retornar as casas.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. quando chove a rede de esgoto fica pressurizada chegando o mesmo a vazar pelos tampões dos poços de visita. et al fizeram um trabalho sobre Redes de Esgotos sob pressão. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. o sistema de pressão de rede esgotos é uma opção. pressurizada.br 14/07/08 38. A justificativa é que em determinados locais o custo de uma rede de esgoto clássica fica muito elevado devido a poucas moradias.modelo de cálculo de equilíbrio hidráulico. Quando existe locais onde muitas casas colocam rede de águas pluviais nos esgotos. entretanto o esgotos podem ser pressurizado e enviados a uma caixa de regularização e depois entrar na rede pública através de ligação de esgoto sanitário.2 Rede pressurizada Nunca vi uma rede pressurizada de esgoto sanitário.com.Rede condominial. vácuo.2. 38-2 . A grande vantagem é que as tubulações da rede principal irão variar somente de 50mm a 150mm.Rede pressurizada Fonte: Tsutiya. Figura 38. Redes de esgoto sob pressão: Portugal Bentes. enterrada a pequena profundidade e ligada as habitações por ramais de ligação também de pequenos diâmetros (25mm a 45mm).

4.com.Sistema de pressurização 38-3 . Existe dois sistemas de pressurização.Rede condominial.br 14/07/08 Os motores são de pequena potência variando de 1 a 2HP que pressuriza o esgoto e o transporta através da tubulação principal até o destino final.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.4) em que existe instalada uma bomba trituradora que pressuriza o sistema.3. Figura 38. Figura 38.3). etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Sistema de pressurização com câmara de decantação A outra alternativa é a da Figura (38. um que possui uma câmara de decantação antes do bombeamento com a função de remover sólidos e gorduras evitando o entupimento ou redução do diâmetro da canalização conforme Figura (38. pressurizada. vácuo.

pressurizada. 38-4 .com. A vazão vai depender do número de pessoas que moram na casa e a velocidade na rede adotada é de 1.Rede principal e as ligações de esgoto Figura 38.Curva das bombas A grande desvantagem do sistema de pressurização é o custo de manutenção e operação e a dificuldade por não existir poço de visita e a necessidade de ventosa para entrada e saída de ar na rede principal.6.br 14/07/08 Figura 38. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5. Outro grande inconveniente é que o sistema de dimensionamento é complexo quanto mais bombas existirem e os estudos estatísticos para determinar o funcionamento simultâneo das bombas. vácuo.00m/s.Rede condominial.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.

onde as bacias sanitárias são a vácuo e gastam somente 1. 38-5 .400. como o Shopping Frei Caneca.4 Sifão Invertido Quando se tem um obstáculo no trajeto de uma rede de esgoto sanitário.5).br 14/07/08 38.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. 1999 38. pressurizada. Figura 38.3. vácuo. linhas férreas. mas tenho conhecimento de prédios na capital de São Paulo.5 litros/descargas e o pay-back foi muito rápido.3 Rede a vácuo Não tenho conhecimento no Brasil de nenhuma rede pública de esgoto sanitário feita a vácuo. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00 por bacia.Rede a vácuo Fonte: Tsutiya. Conversei com o projetista que informou que na época havia duas firmas no Brasil que produziam os vasos sanitários que custavam cerca de R$ 800. tais como galerias de águas pluviais de grande dimensão.Rede condominial.4) e (38.com.00 cada. etc temos que fazer um sifão invertido conforme Figura (38. a ponto de desaconselhar o uso do vácuo no Brasil por enquanto. Com o passar do tempo passou a existir somente uma firma e o vaso sanitário aumentou para R$ 2.

pressurizada.Sifão normal e sifão invertido Fonte: Fernandez.5.Rede condominial. 1997 Figura 38.br 14/07/08 Figura 38. vácuo.Sifão invertido Fonte: Tsutiya.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.4.com. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1999 38-6 .

pressurizada. Com a velocidade média Qm a velocidade mínima deve ser maior ou igual a 0. Metcalf e Eddy. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental Sanegraph. como jatos de água que não apresentam problemas em redes curvas.60m/s. 38. Deverá então instalado no PV dispositivo para evacuação dos gases com área variando de 1/10 da seção a ½ da secção do tubo que será utilizado no sifão invertido. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Redes curvas Os dois poços de visita a montante e a jusante devem ser visitáveis. 1081 salienta que quando se utilizar redes curvas deve se levar em conta os equipamentos de limpeza existentes.90m/s. As normas brasileiras permitem que se faça uma rede curva. Universidade Federal de Minas Gerais. • SanCAD. • CEsg.Sistemas de esgoto sanitário e pluvial. vácuo.Sistema automático de cálculo de redes de esgotos sanitários.6 Softwares Os softwares mais conhecidos sobre redes de esgotos são: • CEsg redes de esgotos. • SewerCAD.Rede condominial. Primeiramente haverá problema de excesso de gases no poço de visita a montante causados pelo sulfeto de hidrogênio. Bentley antiga Haestad Methods. 38-7 .5. 38. Outra observação é que deverá ser feito no mínimo duas redes em paralelo e que a velocidade máxima deve ser maior ou igual a 0. Uma desvantagem das redes curvas é não possibilitar o uso de equipamentos de lazer durante a construção e dificuldade de se examinar com circuito fechado de TV. Universidade Federal do Ceará.com. sendo que esta é obtida pela vazão média multiplicada por K2=1. Tivemos oportunidade de fazer redes de PVC 150mm curvas sem nenhum problema.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.br 14/07/08 Os sifões invertidos apresentam algumas particularidades que devem ser salientadas.. Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Modelo de cálculo de equilíbrio hidráulico. Redes de esgotos sob pressão. EPUSP. 290 páginas. 2008. 547 páginas 38-8 . 1999.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. Coleta e transporte de esgoto sanitário.. vácuo. 1997. MILTON TOMOYUKI E SOBRINHO. -FERNANDES. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 38. pressurizada.6 Bibliografia e livros consultados -BENTES. Portugal.Rede condominial. Universidade do Porto. João Pessoa. Esgoto sanitários. PEDRO ALEM.com. CARLOS. -TSUTIYA. ISABEL et AL.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful