Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

“O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo”.
Referência ecológica encontrada em Gênesis 2:15

COMUNICAÇÃO COM O AUTOR Engenheiro civil Plínio Tomaz e-mail: pliniotomaz@uol.com.br

Titulo: Curso de redes de esgoto Livro eletrônico em A4, Word, 587páginas, 38 capítulos julho 2008 Editor: Plínio Tomaz Autor: Plínio Tomaz Revisão: Composição e diagramação: Plínio Tomaz ISBN: 85-905933-3-9

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Apresentação
Este livro nasceu do Curso de Rede de Esgotos ministrado no SAAE de Guarulhos em 2008 com 64 horas de duração. O livro destina-se a engenheiros, arquitetos e tecnólogos que trabalham nos municípios pois fornecem elementos e base para que se façam manuais ou guias para o problema do manejo de águas pluviais Agradeço a Deus, o Grande Arquiteto do Universo, a oportunidade de poder contribuir na procura do conhecimento com a publicação deste livro.

Guarulhos, julho de 2008 Engenheiro civil Plínio Tomaz

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Curso Redes de Esgotos
64h Engenheiros, arquitetos e tecnólogos, 52 capítulos

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Programa do Curso de esgotos sanitários
Cap. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 Nome Reúso de água MBR Tanque séptico e septo difusor Águas cinzas Método simplificado para determinação da qualidade da agua em córregos e rios Balanço de fósforo, nitrogênio, oxigênio em lagos e rios Impacto do nitrogênio e do fósforo em lados e córregos Gramado em campo de golfe Evapotranspiração Necessidade de irrigação Método de Thornthwaite, 1948 Balanço hídrico método de Thornthwaite-Matther Método de Romanenko Método de Turc Quando faltam dados de entrada Pedidos de outorga para irrigação Método de Hargreaves Método de Penman, 1948 superfície Comparação de métodos de evapotranspiração Chuvas de Guarulhos Gramado-campo de Golfe Método de Blaney-Criddle Método de Penmam-Monteih FAO Ligações prediais de esgoto sanitário Textura e estrutura do solo Redes coletoras de esgoto sanitário Método de Muskingum-Cunge Interceptor de esgotos sanitários Ecotoxicologia- substâncias tóxicas na água Estação elevatória de esgotos sanitários Cargas em tubos flexíveis Captação de óleos e graxas Noções sobre Tratamento de esgotos Previsão de esgotos Caixa de gordura Gases em rede coletoras de esgoto Reabilitação de rios e córregos Redes condominiais, pressurizada, vácuo, etc

64 horas aula Prof. Plínio Tomaz Engenheiros, arquitetos e tecnólogos

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Capítulo 01

Reúso de água
Promover a reciclagem e reutilização das águas residuais e dos resíduos sólidos.
Agenda 21

Guilherme de Occam argumentava, em todos os seus escritos, que “é perda de tempo empregar vários princípios para explicar fenômenos, quando é possível empregar apenas alguns”.
Fonte: História da Teologia Cristã - Roger Olson

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SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 1 - Reúso de água 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 1.10 1.11 1.12 1.13 1.14 1.15 1.16 1.17 1.18 1.19 1.20 1.21 1.22 1.23 1.24 1.25 1.26 1.27 1.28 1.29 1.30 1.31 1.32 1.33 1.34 Introdução Conservação da água Medidas e incentivos Mercado de água de reúso Média de consumo de uma casa Quanto podemos reaproveitar de águas cinzas numa casa? Normas da ABNT Reúso Reúso de esgotos sanitários urbanos regionais Onde usar a água de reúso dos esgotos sanitários? Reúso para uso industrial Reúso para uso agrícola Reúso para o meio ambiente Recarga dos aqüíferos subterrâneos Reúso para uso Recreacional Reúso urbano Níveis de tratamento de esgotos sanitários municipais Tratamento preliminar Tratamento primário Tratamento secundário Tratamento terciário Tecnologia de filtração em membranas Riscos à saúde pública Rede dual Guia para reúso da água da USEPA Estado de New Jersey Estado da Geórgia Estado da Flórida Estado do Texas Uso da água de reúso Padrões de qualidade da água para reúso Normas da ABNT Custos Bibliografia e livros consultados 21 páginas

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Capítulo 1- Reúso de água 1.1 Introdução Asano, 2001 diz que o reúso é o desafio do século XXI em que haverá uma integração total dos recursos hídricos. Interpretando as afirmações de Asano os recursos hidricos no século XXI serâo: • Recursos superficiais • Recursos de águas subterrâneas • Aproveitamento de água de chuva • Reúso de esgotos No mundo moderno do seculo XXI o planejamento de recursos hídricos não poderá esquecer o aproveitamento de agua de chuva e o reúso de esgotos, além dos tradicionais recursos superficiais e subterrâneos. Segundo Asano, 1001 a água de reúso tem duas funções fundamentais: 1. O efluente tratado vai ser usado como um recurso hídrico produzindo os benefícios esperados. 2. O efluente pode ser lançado em córregos, rios, lagos, praias, com objetivo de reduzir a poluição das aguas de superfície e das águas subterraneas O fundamento da água de reúso é baseado em três principios segundo Asano, 2001: 1. A água de reúso deve obedecer a controle de qualidade para a sua aplicação, devendo haver confiabilidade na mesma. 2. A saúde deverá ser protegida sempre. 3. Deverá haver aceitação pública Reúso é o aproveitamento de água previamente utilizada uma ou mais vezes, em alguma atividade humana, para suprir a necessidade de outros usos benéficos inclusive o original. O objetivo deste estudo é mostrar as soluções para reúso de esgoto sanitário local e regional em áreas urbanas. O reúso local destina-se a aqueles que se beneficiam na sua origem, como o águas cinzas de uma casa que pode ser usada no próprio local para irrigação subsuperficial de gramados. O reúso regional são de grandes áreas e geralmente tem sua origem nas estações de tratamento de esgotos públicas que atingem o tratamento terciário e o distribuem até uma certa distância de onde é produzido através de redes especiais de água não potável (sistema dual de abastecimento: água potável + água não potável). Não trataremos em nenhuma hipótese de reúso da água para fins potáveis. Mesmo os processos de infiltração de águas residuárias no solo não são recomendados até o presente momento a não ser quando usado o processo de membranas. No Japão foram feitas pesquisas e chegaram a conclusão que para áreas construidas maiores que 30.000m2 e/ou consumo maior que 100m3/dia de água não potável o reúso é a melhor opção e é mais vantajoso do que se usar água pública conforme Figura (1.1). Os custos no Japão são geralmente calculadas para pagamento da obra (amortização) em 15anos a um juros anuais de 6% e incluso os preços de manutenção e operação do sistema.

Figura 1.1- Custos comparativos para reúso usando águas cinzas, águas de chuva e água pública.
Fonte: Nações Unidas, 2007

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1.2 Conservação da água A American Water Works Association - AWWA em 31 de janeiro de 1993 definiu a conservação da água como as práticas, tecnologias e incentivos que aperfeiçoam a eficiência do uso da água. Um programa de conservação da água constitui-se de medidas e incentivos. 1.3 Medidas e incentivos Medidas são as tecnologias e mudanças de comportamento, chamada de práticas, que resultam no uso mais eficiente da água. Incentivos de conservação da água são: a educação pública, as campanhas, a estrutura tarifárias, os regulamentos que motivam o consumidor a adotar as medidas específicas conforme Vickers, 2001. Como exemplo, o uso de uma bacia sanitária para 6 litros/descarga, trata-se de uma medida de tecnologia e a mudança de comportamento para que o usuário da bacia sanitária não jogue lixo na mesma, é uma medida prática. Os incentivos na conservação da água são as informações nos jornais, rádios, televisões, panfletos, workshops, etc, mostrando como economizar água. Uma tarifa crescente incentiva a conservação da água, um pagamento de uma parte do custo de uma bacia sanitária (rebate em inglês) é incentivo para o uso de nova tecnologia, como a bacia sanitária com 6 litros/descarga. Os regulamentos de instalações prediais, códigos, leis são incentivos para que se pratique a conservação da água. O aumento da eficiência do uso da água irá liberar os suprimentos de água para outros usos, tais como o crescimento da população, o estabelecimento de novas indústrias e a melhora do meio ambiente. A conservação da água está sendo feita na América do Norte, Europa e Japão. As principais medidas são o uso de bacias sanitárias de baixo consumo, isto é, 6 litros por descarga; torneiras e chuveiros mais eficientes quanto a economia da água; diminuição das perdas de água nos sistemas públicos de maneira que o tolerável seja menor que 10%; reciclagem; reúso da água e informações públicas. Porém, existem outras tecnologias não convencionais, tais como o reúso de águas cinzas, muito usado na Califórnia, e o aproveitamento de água de chuva. 1.4. Mercado da água de reúso McCormick, 1999 in Tsutiya et al, 2001, apresenta a proposta de divisão das águas de reúso em três categorias conforme a qualidade da mesma: 1. Efluentes secundários convencional: é a água de reúso restrito a aplicações agrícolas e comerciais onde não existe possibilidade de contato humano direto com a água de reúso. 2. Água de reúso não potável: é o efluente secundário de alta qualidade, tais como efluente de reatores de membranas, filtrado e desinfetado com UV, cloro, ozônio, ou outro processo. 3. Água de reúso quase potável: é a água de reúso não potável tratada com osmose reversa ou nanofiltração para remoção dos contaminantes químicos, orgânicos e inorgânicos. É o mesmo que reúso potável indireto. McCormick, 1999 apresenta a seguinte Tabela (1.1) onde existem 4 categorias, sendo a categoria 4 para água potável. A categoria 2 onde existe contato com pessoas é a mais usada em irrigação de jardins, parques e descargas em bacias sanitárias, observando-se que a turbidez deverá ser menor que 2 uT, ausência de coliformes fecais e DB05 < 10mg/L. A Tabela (1.1) foi feita por dois grandes especialistas dos Estados Unidos que são Slawomir W. Hermanowicz e Takashi Asano.

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Tabela 1.1- Principais mercados para água de reúso e níveis de qualidade de água estipulados para cada mercado (Hermanowitcz e Asano, 1999)
Padrão de qualidade da água de reúso Categoria 1 Mercado Exemplo de aplicação

Filtração, desinfecção: DBO5 < 30mg/L TSS< 30mg/L Coliformes fecais <200mL/100mL Cloro residual livre: 1 mg/L pH entre 6 e 9

Irrigação de áreas com acesso restrito ou controlado ao público Produção agrícola de produtos não destinados ao consumo humano ou consumidos após processamento que elimine patógenos Uso recreacional sem contato direto com a água Uso industrial

Campo de golfe, cemitérios, reservas ecológicas pouco freqüentadas; Reflorestamento, pastos, produção de cereais e oleaginosas. Rios e lagos não utilizados para natação

Categoria 2

Filtração, desinfecção: DBO5 < 10mg/L Turbidez <2 uT Coliformes fecais ausentes em100mL Cloro residual livre: 1 mg/L pH entre 6 e 9

Uso urbano sem restrições Produção agrícola de alimentos Uso recreacional sem restrições Melhoramento ambiental

Irrigação de parques, playgrounds e jardins escolares. Água para sistemas de hidrantes, construção civil e fontes em praças publica. Usos residenciais: descarga de vasos sanitários, água para sistemas de ar condicionado. Produtos agrícolas cultivados para consumo humano na forma crua ou sem cozimento. Lagos e rios para uso recreacional sem limitação de contato com a água. Alagados artificiais, perenização de rios e córregos em áreas urbanas. Reúso potável indireto, barreiras contra intrusão de águas salinas em aqüíferos, maioria dos usos residenciais 0 banho, lavagem de roupa e utensílios de cozinhas, etc). Reúso potável

Categoria 3 Efluente de osmose reversa Reúso potável indireto

Categoria 4 Água potável Fonte: Tsutiya, et al, 2001.

Reúso direto

McCormick, 1999 mostra a Tabela (1.2) onde temos água potável, água não potável e água quase potável em uma residência. Observar que o termo “quase potável” não é muito usado no Brasil e nem aplicado. Poucas pessoas tomariam banho e lavariam os utensílios de cozinhas com uma água “quase potável”. Observar também que somente 7% da água é necessário em uma residência para que seja realmente potável. Tabela 1.2- Categorias de consumo de água doméstico e nível de qualidade de água para cada categoria (Cieau, 2000) Uso Percentual Qualidade
Bebida Preparo de alimentos Lavagem de utensílios de cozinha Lavagem de roupas Bacia sanitária Banho Outros usos domésticos Lavagem de carro/rega de jardim, etc;
Fonte: Tsutiya, et al, 2001.

1% 6% 10% 12% 39% 20% 6% 6%

Potável potável Quase potável Quase potável Não potável Quase potável Quase potável não potável

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1.5 Média de consumo de uma casa Segundo Vickers, 2001 a média de consumo interno de uma casa está na Tabela (1.3) onde observamos que o ponto da casa de maior consumo é a bacia sanitária com 27%, seguido pela lavagem de roupa que é 22%. As torneiras são no total 16% e são fundamentalmente duas: pia da cozinha e lavatório do banheiro. Não estão inclusos os consumos de água dos gramados, lavagens de carros, etc.
Tabela 1.3 - Média de consumo de água interno de uma casa nos Estados Unidos
Tipos de usos da água Descargas na bacia sanitária Chuveiro Lavagem de roupa Vazamentos em geral Lavagem de pratos Consumo nas torneiras Outros Total Fonte: adaptado de Vickers, 2001 Porcentagem 27% 17% 22% 14% 2% 16% 2% 100% Consumo residencial no Brasil supondo média mensal de 160 litros/dia x habitante (litros) 43 27 35 22 3 26 3 160

Pela Tabela (1.3) podemos verificar que os volumes internos de água não potável que pode ser usado é somente o água destinada para bacias sanitárias, que é 27% do consumo. Concluímos então que para o consumo interno de uma casa podemos usar somente 27%, ou seja, 43 litros/dia x habitante. Assim uma casa com 5 habitantes poderemos reaproveitar para reúso a quantia de 215litros/dia: 5hab x 43 litros/dia x hab= 215 litros/ dia 1.6 Quanto podemos reaproveitar de águas cinzas numa casa? É importante termos uma idéia da água que pode ser usada pelo reúso dentro de uma casa, conforme Tabela (1.4).
Tabela 1.4 - Volume de esgotos sanitários que se pode aproveitar para as águas cinzas
Tipos de usos da água Chuveiro Lavagem de roupa Consumo nas torneiras (consideramos somente a torneira do lavatório no banheiro) Total Porcentagem 17% 22% 8% 47% 75 Consumo residencial no Brasil supondo média mensal de 160 litros/dia x habitante (litros) 27 35 13

Pela Tabela (1.4) podemos aproveitar somente 75 litros/dia por habitante para o águas cinzas, ou seja, 47%. Observar que podemos utilizar na bacia sanitária somente 43litros/dia x habitante, havendo, portanto um saldo que não sabemos o que fazer. Estudo de casa: casa maior que 300m2 com jardim Uma casa com área construída igual ou maior que 300m2 e 500m2 de área de gramado. Consumo interno= 3,5 pessoas/casa x 30 dias x 160 litros/dia x pessoa= 16.800 litros. Jardim: 2 litros/m2 x rega Rega de duas vezes por semana Consumo no jardim mensal= 2 litros/m2 x 8= 16 litros/m2 Área de jardim= 500m2 Consumo= 500m2 x 16 litros/m2= 8000 litros/mês Consumo por semana= 8000litros/4= 2000 litros/semana Para as águas cinzas vão 47% do consumo da casa, ou seja: 0,47 x 16800 litros= 7.896 litros/mês Por semana= 7.896litros/mês /4 = 1974 litros/semana GW= 1974 litros/semana Grama tipo bermuda com coeficiente de cultura Kc= 0,5

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ETo= 35mm/semana LA= GW / (ETo x Kc)= 1974/ (35 x 0,5)= 113m2 Portanto, usando as águas cinzas, somente será irrigado 113m2, necessitando outra fonte de abastecimento para rega do restante para completar os 500m2 de jardim. 1.7 Normas da ABNT A NBR 5626/ 1998 é de Instalação predial de água fria. Ela prevê no item 1.2 que pode ser usada para água potável e não potável. Prevê ainda no item 5.2.1.3 que as instalações devem ser independentes e que a água não potável pode ser usada em descarga em bacias sanitárias, mictórios e combates a incêndio e para outros usos onde os requisitos de potabilidade não se faça necessário. É necessário que as normas de Instalações de Água Fria sejam revisadas, devendo obrigatoriamente os edifícios terem dois reservatórios: um para água potável e outro para água não potável. 1.8 Reúso Definição: reúso é o aproveitamento da água previamente utilizada uma ou mais vezes, em alguma atividade humana, para suprir a necessidade de outros usos benéficos, inclusive o original. Pode ser direto ou indireto, bem como decorre de ações planejadas ou não (Lavrador Filho, 1987 in Mancuso, 2003). A Resolução nº 54 de 28 de novembro de 2005, publicado em 9 de março de 2006, estabelece diretrizes para reúso direto não potável de água e estabelece algumas definições importantes: Água residuária: esgoto, água descartada, efluentes líquidos de edificações, industriais, agroindústrias e agropecuárias, tratadas ou não. Reúso da água: utilização de água residuária. Água de reúso: água residuária, que se encontra dentro dos padrões exigidos para sua utilização nas modalidades pretendidas. Reúso direto das águas: uso planejado de água de reúso, conduzida ao local de utilização, sem lançamento ou diluição prévia em corpos hídricos superficiais ou subterrâneos. Reúso potável indireto: caso em que o esgoto, após tratamento é disposto na coleção de águas superficiais ou subterrâneas para diluição, purificação natural e subsequente captação, tratamento e finalmente utilizado como água potável, conforme Mancuso et al, 2003. O reúso direto pode ser para fins: urbanos, agrícolas, ambientais, industriais e aquicultura. A resolução prevê que a atividade de reúso de água deve ser informado ao orgão gestor dos recursos hídricos: identificação, localização, finalidade do reúso, vazão, volume diário de água de reúso produzida, distribuída ou utilizada. O reúso pode ser: urbano ou rural Nos dedicaremos ao reúso urbano somente. O reúso urbano pode ser: local ou regional O reúso urbano local é feito no próprio local onde são gerados os esgotos. Assim, o uso do águas cinzas ou fossa séptica (tratamento biológico) é um reúso local. Reúso local Estudo de caso: Empresa de ônibus de Guarulhos localizada no Bairro do Taboão reciclava a água após a lavagem dos ônibus em caixas de deposição de sedimentos e retirada de óleos. O reaproveitamento era de 80%. A água de make-up era introduzida, ou seja, os 20% restantes. O óleo ficava na parte superior e semanalmente era retirado por uma empresa. Postos de gasolina e lava-rápidos podem também reciclar a água. 1.9 Reúso de esgotos sanitários urbanos regionais O reúso dos esgotos sanitários urbanos que saem de uma Estação de Tratamento de Esgotos Esgotos Sanitários públicas não são destinados a serem transformados em água potável. Geralmente são feitos em lugares onde há problemas de recursos hídricos e existência de indústrias para consumirem a água não potável. Nos Estados Unidos os locais onde mais se faz o reúso dos esgotos sanitarios são: Texas, Flórida e Califórnia.

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conforme Figura (1.br 25/07/08 1. sendo que uma água de reúso pode ser usada sem problemas. Na Tabela (1. As outras maneiras de recarga são para armazenar as águas de esgotos tratadas para futuro uso ou para controlar a subsidência.1) que mostram seis usos: Reúso para uso industrial Reúso para uso agrícola Reúso para o meio ambiente Recarga de aquíferos subterrâneos Reúso para uso recreacional Reúso urbano.5 . segundo USEPA.14 Recarga de aquíferos subterrâneos Uma maneira é evitar a intrusão salina que é usado geralmente em litorais.13 Reúso para o meio ambiente As águas de esgoto tratado podem ser usadas em wetlands artificiais.Reúso nas indústrias Fonte: USEPA 1. Existem três modalidades.7) apresentamos algumas exigências nas indústrias em vários estados americanos.11 Reúso para uso industrial A demanda do uso industrial situa-se em torno de 8% no Brasil Muitas indústrias não precisam de água potável.10 Onde usar a água de reúso dos esgotos sanitários? Os usos mais comuns estão na Figura (1.2): Bacia de infiltração Poço de infiltração que fica na região não saturada Poço tubular que atinge a região saturada e de preferência um aqüífero confinado. 1. 1.12 Reúso para uso agrícola A agricultura consome de 60% a 70% do consumo total da água doce.Capitulo 01. haver uma quantidade de indústrias onde compense fazer os investimentos necessários. logicamente.com. As indústrias deverão estar próximas das estações de tratamento de esgotos para diminuir os custos e deve. Tabela 1. o que não acontece com o México.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. o abaixamento do solo. 1. 1-12 . No Brasil não é costume usar a água de esgotos tratada para uso agrícola. isto é.

etc.Infiltração de esgotos tratados em bacia de infiltração. jardins.15 Reúso para uso Recreacional Os esgotos tratados podem ser usados em lagoas para uso de pesca. havendo uma diminuição no consumo de água potável. que usa a água de esgotos tratada desde 1977 com sucesso. 3. grandes parques. 2001 alerta ainda quando aos produtos químicos que produzem disruptores endócrinos e a existência de antibióticos resistentes achados na água. Sais e metais pesados. Asano. Asano. na Flórida. etc. etc. 1. 2001 que a água de reúso para ser usada nas águas subterrâneas apresenta 3 classes de constituintes que devem ser estudados: 1. 2. Pode ser usada para irrigar jardins de cemitérios. Na Tabela (1. 1.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. onde haverá coleta de água para tratamento completo.6) temos algumas exigências de vários estados americanos para o tratamento avançado e se faz a diluição do efluente em um curso de água. Pode ser feito um sistema dual de distribuição como a cidade de São Petersburg.2 .16 Reúso Urbano O reúso urbano dos esgotos tratados podem ser usados em praças públicas.Capitulo 01. barcos.com. poço tubular em zona aerada e em zona saturada. 1-13 . Virus entéricos e outros patógenos emergentes.br 25/07/08 Figura 1. Constituintes orgânicos que inclui produtos industriais e farmacêuticos.

Alternativas para reúso dos esgotos sanitarios de uma cidade Fonte: Borrows.Capitulo 01. 2007: Processos físicos: as impurezas são removidas por peneiramento. tratamento anaer[obico e processo de fotossíntese.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. absorção ou adsorção ou ambas e centrifugação. Processos biológicos: os poluentes sao removidos usando mecanismos biologicos. desinfeção e e troca iônica. Níveis de Tratamento de esgotos sanitários municipais O tratamento dos esgotos é uma combinação de três processos conforme Nações Unidas.17. tratamento primário. absorção.com. flotação.Reúso indireto para água potável Fonte: USEPA 1. tratamento terciário ( avançado). 1997 O tratamento dos esgotos está assim dividido conforme Figura (1. tratamento secundário.3. sedimentação. oxido-redução. 1-14 . Figura 1.3): tratamento preliminar. como nas lagoas. filtraçao. como tratamento aeróbico.br 25/07/08 Tabela 1. Processos químicos: as impurezas sao removidas quimicamente através da coagulação.6 .

Troca iônica 7. do nitrogênio. Filtros de areia 3. Filtros de areia 8.19 Tratamento primário O tratamento primário consiste basicamente remoção de sólidos em suspensos: 1. Comumente faz-se coagulação e sedimentação seguido de desinfecção. Reator com membranas O tratamento terciário vai remover o que restou dos sólidos em suspensão. Remoção de areia 3. Coagulação e sedimentação A redução da DBO no tratamento primário é muito baixa variando de 30% a 40%. Precipitação química com baixa eficiência 3. fósforo. A remoção de DBO é desprezível no tratamento preliminar. Há introdução de ar e se acelera o crescimento de bactérias e outros organismos para consumir o restante da matéria orgânica. Os processos de tratamento secundário. Osmose reversa 5. 1996 são: Processo de lodos ativados Lagoas de estabilização Sistemas anaeróbicos com alta eficiência Lagoas aeradas Filtros biológicos Precipitação química com alta eficiência É a fase do tratamento biológico. etc. Decantação primária ou simples 2. odor: 1. Caixa de retenção de óleo e gordura 4. Dependendo do sistema adotado. as eficiências de remoção são altas. do fósforo.18 Tratamento preliminar O tratamento preliminar consiste basicamente em remoção de sólidos de tamanho grande e partículas de detritos: 1. cerca de até 98% do DBO foi removida.com. 1. 1-15 . Geralmente é usado quando pode haver contato das águas de reúso com o seres humanos. Os tanques sépticos são um tratamento primário. Eletrodiálise 6. Peneiras Nada mais é que o gradeamento para remover os objetos flutuantes de grandes dimensões.3m/s.21 Tratamento terciário e avançado O tratamento terciário consiste basicamente na remoção de poluentes específicos como nitrogênio. cor. Coagulação química e sedimentação 2. telas ou flotação. 1. É usado quando o tratamento secundário não consegue remover nitrogênio. Adsorção em carvão ativado 4. da matérias orgânica. fósforo. em geral. Tratamento com ozônio 9. menor que 0. 1. Sedimentação 4. metais pesados e bactérias. A DBO é removida quase totalmente. mas evitando que os sólidos se depositem. O tratamento primário consiste também em digestores para tratamento do lodo removido e desidratação do lodo. A velocidade do fluxo é. Gradeamento 2. Após o tratamento secundário.br 25/07/08 1.20 Tratamento secundário É tratamento biológico e remoção dos poluentes biodegradáveis.Capitulo 01. Flotação por ar dissolvido 5.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Depois pode ser usado desinfecção com cloro ou ultravioleta. É feita também a remoção física da areia e partículas sólidas através de deposição. Remoção de organismos patogênicos 10. conforme Nunes. Remove matéria orgânica dissolvida e em suspensão.

Tabela 1. 2005 os critérios de um projeto de uma estaçao de tratamento de esgotos são: O processo de tratamento deve minimizar os odores.com. Fazer um reservatorio de armazenamento de emergência 5. O processo de tratamento deve minimizar os ruidos durante a construçao e durante a operaçao dos equipamentos. Qualificação de pessoal 2. 3. O sistema de tubulações e bombeamento deverá ser flexível para mudanças de emergência 6.20 NT PT Europa EC-1998 25mg/L 10 a 15mg/L 1 a 2 mg/L Alemanha (2002) 15 a 40 mg/L 13 a 18mg/L 1 a 2mg/L China 30a 80mg/L USA < 1mg/L 1mg/L 0.Alguns standards de alguns países para tratamento municipal de esgotos Parâmetros DBO5. 2005 para apreciaçao das alternativas para a escolha do tratamento de esgoto adequado montou os seguintes fatores: Gerenciamento do efluente do tratamento de esgotos Força do tratamento.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. as varias variáveis que podem mudar no tratamento. Standards dos efluentes Vamos analisar alguns standards de alguns países para se ver eficiência do sistema MBR. Confiabilidade no processo de tratamento de esgotos O tratamento tem ser facil de ser operado O tratamento de esgoto tem que ser flexibilidade Temos que verificar o espaço disponível Temos que saber onde vamos dispor os resíduos do tratamento Temos que ver os problemas de odores Cuidar dos aspectos estéticos Verificar os custo de implantação e de manutenção e operação Verificar as leis existentes sobre a disposiçao do efluente Facilidade ou dificuldade de ser aprovado pelos orgãos ambientais. isto é. Alarme automático Enfatiza ainda: 1. Quando houver queda de energia imediatamente deverá entrar a fonte alternativa. 2. Usar múltiplos unidades e equipamentos 4.br 25/07/08 Confiabilidade A USEPA. Programa efetivo de manutenção e operação Avaliações para escolha do tratamento adequado City Hollister. Programa efetivo de monitoramento 3. A desidratação do lodo dos esgotos e as instalações que serao usadas não devem ser esquecidas. 2004 salienta a importância de uma unidade de tratamento para reúso enfatizando oito regras gerais que são: 1. Os processos devem ter um longo tempo de retenção para estabilizar o lodo. Duplicar as fontes de energia elétrica.10.1mg/L Fonte: Membrane bioreactor (MBR) treatment of contaminants 1-16 . O nitrogênio é um fator importante para a remoção. Ainda segundo City Hollister. Controle automático dos resíduos 8.1 Austrália <5mg/L <3 <0.Capitulo 01. Sistema de cloração duplo 7.

ozônio. matérias orgânica ou amônia na água causam problemas para a sua eficiência. a decloração é um processo muito caro para ser usado no reúso. Vibrio cholerae. Os sólidos em suspensos agem como um escudo para os microorganismos que se protegem do cloro. ancylostoma Virus Hepatite A. Rotavirus. 1-17 . disenteria.Capitulo 01. Alguns dos patógenos que se podem encontrar num esgoto bruto são os seguintes: Tabela 1. mas a presença de sólidos em suspensão. vírus e parasitas da água de esgotos tratadas.Exemplos de patógenos associados a esgotos municipais Protozoário Giardia lamblia. sedimentação. podendo ocasionar doenças como: cólera. Toxocara.9. Crysptosporidium sp Helmintos Ascaris. Ovos de Helmintos: os ovos de helmintos possuem diâmetro que varia entre 20 μm a 80μm. densidade relativa entre 1. Ultravioleta: a radiação UV inativa o microorganismo para reprodução e não cria subproduto. Cloro: é o mais usado desinfetante.br 25/07/08 1. Legionellacease bactérias Fonte: Nações Unidas.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Ozônio: é um ótimo desinfetante. mas todos eles não deixam inativo os ovos de helmintos. bromo. conforme Nações Unidas. ou seja.15 e altamente pegajoso. Deve ser estudado para cada caso qual a melhor solução. 2007. Devemos ter um tempo correto de contato e uma concentração adequada de ozônio. Enteroviroses Doenças causadas por Salmonella sp. Somente podem ser inativos com temperaturas acima de 40ºC. febre tifoide. Taenia. Comumente a desinfecção se utiliza de fortes oxidantes como o cloro. A retirada do cloro.06 a 1.23 Riscos à saúde pública Um dos grandes perigos do reúso para a saúde pública é quando não se faz o tratamento e a desinfeção. 2007 Desinfecção O objetivo da desinfecção é matar ou inativar os microorganismos patogênicos. mas é caro.com. Os processos de coagulação. helmintos. O cloro pode ter alguns efeitos negativos em certas irrigações de determinadas culturas e em ambiente aquático. floculação removem os ovos de helmintos. Infelizmente alguns pa[ises no mundo usam os esgotos sem tratamento na agricultura.

uT.24 Rede dual Na cidade de São Petersburgo. conforme Figuras (1.600m3/dia (875 L/s).Volume de esgotos aproveitado na agricultura Estados Volume anual de esgotos tratados que vão para a agricultura Califórnia 6.Sistema de rede dual A água não potável provém do tratamento de esgotos sanitários e se destina somente a rega de jardins públicos e gramados privados. existem duas redes: água potável e água não potável. entretanto as pressões geralmente atingem um mínimo de 21m conforme Asano.16). pode ser feita irrigação com a mesma. Figura 1.25 Guia para reúso da água da USEPA A USEPA apresenta nas Tabelas (1. dependendo da pressão a que se destina.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. lavagem de carros e calçadas se usam pressão mínima de 35mca. Nos Estados Unidos para irrigação de jardins. Funciona desde 1977.10) com orientações para as várias modalidades de reúso. cloro e coliformes fecais devem ser monitorados com espaçamentos variados. na Flórida. Os parâmetros como pH.8) estão os volumes de esgotos tratados e usados na agricultura nos estados da Califórnia e Flórida.Sistema de rede dual na Flórida Figura 1. DBO.6m3/s Flórida 3.br 25/07/08 1.Capitulo 01. Na Tabela (1.15) e (1. Por exemplo.10 . Na Califórnia 63% do volume de águas de esgotos tratados são usadas na agricultura.com.16 . A rede dual para transporte de água de reúso geralmente é de plástico classe 15 ou classe 20 com coeficiente de rugosidade C=130.9m3/s Quando há tratamento e desinfecção das águas cinzas. 1998 1.9) e (1. Tabela 1. filtração e desinfecção. 1-18 .15 . para reúso urbano necessitamos de tratamento secundário. O sistema dual diariamente supre mais de 75.

br 25/07/08 Tabela 1.continuação. Diário Diário Continuadamente Semanal.9 .com.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Semanalmente Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Recreacional (contato acidental Filtração ≤ 2 uT Continuadamente parcial ou total na pesca ou velejamento) Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Mensal Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Reúso Urbano Jardins. execução de concreto) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Uso Industrial (once through cooling) Diário Continuadamente Semanal. Diário Diário Continuadamente Área de acesso restrito para irrigação Locais onde o público é proibido Secundário Desinfecção Fonte: adaptado da USEPA Tabela 1.10. lavagens de Filtração ≤ 2 uT Continuadamente veículos Descarga em bacias sanitárias Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal Semanal. Diário Paisagismo (locais onde o público tem contato) Secundário Desinfecção Uso na construção civil (compactação de solo. Diário Diário Continuadamente Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual 1-19 .Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.Capitulo 01. lavagem de agregados.

Capitulo 01.0mg/l de cloro com tempo de contato mínimo de >15mim. alagados. 1.4 L/s (380m3/dia) Recomenda ainda que se o reúso for usado em áreas públicas Tipo I. Os coliformes fecais < 14 /100mL O sólido total em suspensão TSS < 5mg/L O nitrogênio total (NO3 + NH3) ≤ 10mg/L Não pode ser irrigado mais de ≤ 50mm/semana. se recomenda que. isto é.com. As tubulações deverão ter cor vermelha. Se usar desinfeçcão coml Ultravioileta a dosagem mínima deve ser de 100 mJ/cm2 e neste caso uT<2. deve seguir o seguinte: Desinfecção com 1. motéis. Pode também ser usado ozônio.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.27 Estado da Geórgia O Estado da Geórgia recomenda que o uso das águas de esgotos tratadas (reúso) deve obedecer no mínimo: Turbidez ≤ 3 uT DBO5 ≤ 5 mg/L TSS ≤ 5mg/L Coliformes fecais ≤ 23/100mL pH entre 6 a 9 O desinfetante deve ser detectável em qualquer ponto. A água de reúso deverá ter cor azul. 1. Não pode ser usado em residências onde o usuário pode ter interferência nas instalações prediais. Aplicado a hotéis.28 Estado da Flórida Em lugares onde será usada a água de reúso para descargas em vasos sanitários. Diário Diário Uso ambiental (uso em wetlands. 2005 recomenda se utilizar do esgoto sanitário tratado somente a partir da vazão > 4.26 Estado de New Jersey O Estado de New Jersey. várzeas e despejos em córregos Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Continuadamente Fonte: adaptado da USEPA 1. aquelas em que o público pode ter contato com a água. 1-20 .br 25/07/08 mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Uso Industrial Secundário Desinfecção Coagulação química e filtração DBO ≤ 30mg/L Semanal. prédios de apartamentos e locais onde o usuário não tem acesso ao sistema predial de instalações para reparos e modificações. (recirculationg cooling towers) ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Diário Diário Diário semanal Semanal.

isto é. destinadas a edifícios em descargas de bacias sanitárias. etc conforme Tabela (1. entretanto o Sinduscon. Para irrigação de gramado.com.Água de reúso classe 1 1-21 . Tabela 1.2 L/s (17m3/dia) 1. lavagem de roupas. sem tratamento. lavagem de veículos.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. lavagem de pisos.31 Padrões de qualidade da água para Reúso Não existe legislação brasileira quanto ao reúso.br 25/07/08 1.11. chafarizes. Água de Reúso Classe 1 São para águas tratadas.30 Uso da água de reúso A água de reúso pode ser usada em.Capitulo 01. isto é. paisagismo é exigido: DBO5 ≤ 10 mg/L Turbidez ≤ 3uT Coliformes fecais ≤ 75/100mL Análise uma vez por mês Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada. espelhos de água. É necessário autorização dos órgãos de saúde quando as águas cinzas tem vazão maior ou igual 0. No Estado do Texas é proibida a irrigação com água de esgotos bruta.São Paulo. Fontes decorativas Lagos para enfeite Incêndio Lavagem de ruas 1. 2005 definiu 4 classes de água para reúso.12).29 Estado do Texas A água de reúso para descarga em bacias sanitárias deve ter segundo NRRI 97-15 do Estado do Texas: DBO5 ≤ 5 mg/L Coliformes fecais ≤ 75/100mL Cor azul da água Análise uma vez por semana Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada.

15).Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.Capitulo 01.12). conforme Tabela (1. 1-22 .Água de reúso classe 2 Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins.12 .Água de reúso classe 3 Água de Reúso Classe 4 São para águas tratadas destinadas a resfriamento de equipamentos de ar condicionado e com água a ser usada em torres de resfriamento com recirculação e sem recirculação. compactação de solo.13 . controle de poeira.com.13). conforme Tabela (1. Tabela 1. Tabela 1. conforme Tabela (1.br 25/07/08 Água de Reúso Classe 2 São para águas tratadas destinadas a construção de edifícios como lavagem de agregados. preparação de concreto.

80/m3.50/m3 que é muito grande para ser usado na agricultura. 1.33 Custos O custo de água de reúso para março de 2005 segundo Hespanhol e Mierzwa.com.9/m3. na Califórnia o custo da água de reúso provindo dos esgotos sanitários é de US$ 0.20 setembro de 2006 Segundo Asano.7/m3 para a água potável. 2005 é R$ 1.0/m3 para a água de reúso e US$ 3. Estação de Tratamento de Esgotos Custo (US$ /habitante) Lodo ativado 68 Lagoa de estabilização 29 Reatores UASB com pós-tratamento 23 1US$= R$ 2. Por exemplo. Na cidade de Fukuoka no Japão sempre citada nestes assuntos de reuso o custo da água de reúso é de US$ 2.14 .Capitulo 01. porém desconhecemos normas para estações de tratamento físico-químico de efluentes industriais. Há uma idéia errada de que a água de reúso é sempre mais barata que a água potável. Os custos das estações de tratamento de esgotos estão na Tabela (1.00/m3 enquanto que a água potável é US$ 1.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. A Califórnia usa para amortização de capital o prazo de 20anos. O custo para o consumidor na mesma cidade é US$ 3. 2001 os custos variam numa faixa muito grande.15). Tabela 1.32 Normas da ABNT A norma NB-570 de março de 1990 trata sobre o Projeto de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários. 1-23 .Custos de Estações de Tratamento em dólares americanos por habitante. No Japão é usado 20anos como tempo de amortização de capital.br 25/07/08 Tabela 1. mas entretanto pode ser usado em rega de gramados e campos de golfe e praças públicas.Água de reúso classe 4 1.15 .

para produzir esgoto de reúso reciclável para um fim especifico. possibilitando que mais usuários possam usar a água potável dos serviços públicos.34 Sewer Mining Sewer Mining é o processo de extrair esgotos de um sistema de esgotos podendo ser antes ou depois da estação de tratamento e depois tratá-lo com processos físicos.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. O rejeito do esgotos do sewer mining são em geral descartados introduzindo novamente na rede pública de esgotos. Trata-se de reúso de esgotos para uso como água não potável. 1-24 . químicos ou biológico.com. Tem sido muito aplicado na Austrália na cidade de Sydnei efetivamente desde o ano 2006.br 25/07/08 1.Capitulo 01. O objetivo do sewer mining é a reciclagem do esgotos.

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Capitulo 02.br 01/06/08 Capítulo 02 Membrane Bioreator (MBR) 2-1 .Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.com.

2007 com as membranas de filtração podemos obter uma alta qualidade da água de esgoto ou da dessalinizaçao das águas do mar e das águas salobras. 3.com.6) esquerda Sistema MBR Externo . Observar que o sistema MBR pode ser introduzido em reatores anaerobios de fluxo ascendente também com sucesso.5). Basicamente num tratamento de esgotos queremos três fatores fundamentais conforme City of Hollister. Fonte: Roger Babcock.4). Assim num sistema de lodo ativado podemos introduzir as membranas e se obter melhores resultados e sistema mais compactado conforme Figura (2. O tratamento deve ser compatível com o futuro para remover os sólidos dissolvidos.Capitulo 02.br 01/06/08 Capitulo 02. O esquema geral de um tratamento com MBR está na Figura (2. mas as membranas introduzidas no processo melhoraram ainda mais a qualidade do efluente tendo sido criado o sistema MBR que é o verdadeiro State of Art do tratamento de esgotos. 2. separadas do reator: Sistema MBR Submerso -Figura (2.Esquema simplista do MBR Figura 2. Conforme as Nações Unidas.4.6) e as membranas podem estar submersas dentro do reator ou externas. O tratamento deve ser feito para o reúso ou reciclagem da água. isto é.Acima temos o tratamento convencional de lodo ativado e abaixo a introdução de membranas como bioreator denominado de MBR.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.Membrane Bioreator (MBR) Combinando a tecnologia de membranas com tratamento de esgotos foi desenvolvido nos últimos 10 anos os bioreatores com membranas que é conhecido como o sistema MBR (membrane bioreator) conforme Figura (2. 2005 WaterReuse Conference Até o presente o tratamento por lodo ativado era considerado o melhor de todos. 2005: 1.6) direita 2-2 .O objetivo do nosso estudo é somente do reúso de Águas de esgotos domésticos municipaIS que pode estar incluso um pouco de esgoto industrial. Figura 2. É o que se chama de retrofit. O tratamento deve obedecer aos limites impostos pelo nitrato.5.Figura (2.

Fonte: TSG.com. dezembro 2005 Figura 2. dezembro 2005 Existem dois processos básicos no mundo: o de fibras ocas usado pela firma Zenon e membranas planas usado pela Kubota conforme Figuras (2.br 01/06/08 Figura 2.9).8) e (2. mas existem algumas particularidades.1μm de porosidade efetiva). Figura 2. Na Zenon temos pulsação automática e a Kubota não.making every drop count.8. A Kubota não tem fluxo invertido e mecanismo é mais simples. Na Zenon a pulsação faz o fluxo inverter todo 10min a 15mim para evitar entupimentos.Mostra as membranas com fibras ocas a esquerda e membranas planas a direita. 2-3 .4μm estando entre microfiltração e e ultrafiltração.7.1μm (porosidade efetiva de 0.035μm e 0.Reator submerso a esquerda e externo a direita As membranas possuem tamanho dos poros entre 0. Ambos são bons.6.making every drop count.Esquema simplificado de um MBR Fonte: TSG.035μm e a firma Kubota têm poros de 0.4μm (0. A firma Zenon tem poro de 0.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.Capitulo 02.

Reatores de Membrana da Kubota(acima) e da Zenon( abaixo).Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.Capitulo 02.9. Fonte: TSG.10) mostra duas estações compactas de tratamento de esgotos sendo uma da firma Kubota e outra Zenon. dezembro 2005 2-4 . Figura 2. Acima é o esquema da firma Zenon (Canadense) e abaixo da firma Kubota (japonesa).br 01/06/08 Figura 2.com. Fonte: TSG.Esquemas básicos do uso do MBR.making every drop count. dezembro 2005 A Figura (2.10.making every drop count.

1 μm e pode remover partículas e moléculas grandes.001 μm 4. <0. 2007 A Alemanha e Austrália usam o tratamento de lodos ativados com membranas que se chama (MBRmembrane bioreactors) para reúso de esgotos.01 a 0.com. 3.12): 1. Pode remover partículas como bactérias. Nos Estados Unidos as instalações de MBR variam de 41L/s a 440 L/s.Processos de filtração em membranas e os materiais que podem ser retidos. O MBR não só elimina a necessidade do clarificador secundário numa estação de tratamento por lodo ativado. Entre 0.001μm Figura 2. Osmose Reversa (RO): neste caso as membranas podem rejeitar até pequenos solutos iônicos tais como sais como o que estão livres na água mineral.11-Membranas de osmose reversa Fonte: Naçoes Unidas. como produz um efluente de alta qualidade. As aplicações de reúso por MBR tem sido em: • descargas de bacias sanitárias.1μm a 1μm de diâmetro. 2. • indústrias têxteis.12. As pressões aumentam na seguinte ordem: MF<UF<NF<RO 2-5 . Nanofiltraçao (NF): neste caso as membranas são similares ao RO e a taxa de rejeição é baixa. • uso não potável. Ultrafiltração (UF): variam de 0. 2007 Figura 2. As membrans são um processo em que a separação das partículas é por meio determinada pressão em uma dada concentração conforme Figura (2.01 μm a 0. As membranas de fibras ocas começaram a ser feitas nos anos 1980 e foram testadas em 1992 no Condado de Orange com sucesso. Fonte: Nações Unidas.11). etc. chegando-se a um verdadeiro State of Art dos MBR.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. incluso bactérias e virus. Com o passar dos anos as membranas de acetato de celulose foram substituídas por membranas de poliamidas.Capitulo 02. Nos Estados Unidos praticamente o primeiro processo de Reator de Membranas foi feito em 1975 na Califórnia no Condado de Orange com uma instalação de 219 L/s usando membranas de acetato de celulose. Microfiltraçao (MF): a membrana tem poros que variam de 0. cistos e oocistos. Os processos de filtração em membranas podem ser classificados de acordo com a remoção das partículas conforme Figura (2.br 01/06/08 Na Europa o uso do Reator de Membrana (MBR) começou em 1999 sendo que as instalações existentes variam de 25 L/s a 210 L/s.

onde faz-se uma limpeza com jato de ar das membranas e se retira o lodo acumulado. Osmonics. Koch. Toyobo 17 a 21 Espiral Entrada e saida Fluxo transversa Dow. Polisulfona. Mitsubishi.com. USfilter. Norit.br 01/06/08 Assim a pressão para Osmose Reversa é maior que a nanofiltração.12) mostram os módulos do chamado sistema MBR (reator em membranas). que deverá ser desidratado e encaminhado a um aterro sanitário. espiral Entrada/Saida Dentro para fora Fluxo transversal Fim de linha ]Dow. PVDF celulosed.1μm. sendo que acima de 3000m2 de membranas são introduzidos discos rotativos. Pall. Osmonics. que por sua vez é maior que a ultrafiltração que é maior que a microfiltração.0 atm ou seja.É um processo de tratamento terciário.32 a 1. 2-6 . Trisep. Deverão ser estudados os custos de manutenção e operação para o bom funcionamento do sistema de tratamento de membranas devendo observar os seguintes parâmetros operacionais (Tsutiya.7 a -0.001 a 0.01 1 xc 10 a 1 -3 poro(μm) x 10 Material Polipropileno.2001conforme Tabela (2.2 0.17m3/h e no maximo 3 2.25m2 pode tratar em média 0.73 m /dia para as horas de pico. Hubedr and SegherKeppel 17 a 21 Espiral Entrada e saida Fluxo transversal Dow. 2001 et al).Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.14 L/s) com área de 225m2. Pressão de operação das membranas Perda de carga nos módulos Fluxo do permeado e de concentrado Condutividade elétrica do permeado As Figuras (2.2 8.13) e (2.5 a 20. membrana plana Entrada/Saida Fluxo transversal hibrido Fim de linha Zenon.99%) dependendo do diâmetro nominal dos poros da membrana. Pode ser feito em concreto ou material plástico. USfilter 26 a 44 Fibra oca.40 0. Filme Tec. Polipropileno Polietileno.Capitulo 02.1 a 0. Dow. Kubota. Estas membranas seguramente removem os patogênicos como Cryptosporidium e Giardia. A Figura (2.1μm sendo usado material polisulfona e fibras ocas com fluxo é de 26 L/m2 x h a 44 L/m2xh.8). Hydranautics.01 a 0. uma membrana UF a pressão varia de 0. Hydranautics.0 -0. Koch.10) a (2. Toray Operação Firmas fornecedors Fonte: Werf Facilmente se consegue que o efluente tenha turbidez <0. Para uma simples casa a membrana terá área de 6.3 4.2 uT e que a remoção de virus seja de 4log (99.7) estão as características de vários tipos de membranas. Tripsep. Normalmente as membranas podem tratar até 98. Trata-se de ultrafiltração com diâmetros de poros menor que 0. Pall e Zenon 10 a 35 Fibra oca.1 0. Durante a operação é introduzido sulfato férrico para diminuir a quantidade de nitrogênio nos esgotos. Koch. As membranas são usadas no tratamento de lodos ativados em lugar dos clarificadores secundários. Temos a apresentação de um módulo. Tripsep. Filme Tec.4 -4 Diâmetro 0.0035 a 0. a superposiçao de outro módulo e a composição com três módulos.8 a 8. 7mca a 20mca sendo que o diâmetro do poro chega até 0. Por exemplo.7 a 2. Foram usados em tratamento de esgotos até 50 L/s a 116 L/s. conhecido como MBR (reator com membranas).7atm a 2. A qualidade do efluente de esgotos usando reatores de membrana conforme Nocachhis et al conforme Tsutyia.28 m3/dia (1.14) mostra o corte longitudinal e transversal de um sistema de lodo ativado com membranas. Tabela 2.4 0. Na Tabela (2. Acetato de Acetato de Polisulfona. celulose e Polivinillidene PVDF poliamida poliamida Fluiride aromática aromática (PVDF) Fluxo 2 (L/m x h) Modelos de configuração 35 a 52 Fibra oca Entrada/Saida Dentro para fora Fluxo transversal Fim de linha Osmonics. Caracteristicas MF UF MBR NF RO submersa Pressão (atm) 0. A manutenção das membranas é feita somente uma vez por ano. Hydranautics.7-Caracteristicas importantes de membranas para aplicações municipais.

As membranas de ultrafiltração são de material plástico denominado polisulfona (PSO).Um módulo do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro Fonte:http://www.br localizada na av. poliacrilamida e outros Nao nos interessa os grandes tratamento de esgotos com o uso de membranas como os reatores tradicionais produzidos pela Zenon e pela Kubota. somente 2mca que significa baixo custo de energia elétrica na bomba. 2002.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.com.1mg/L < 1 uT Abaixo do limite de detecção Abaixo do limite de detecção Redução acima de 4log e na maioria dos casos abaixo do limite de detecção Remoção em % > 99% >99% > 96% >97% >96% >99% 100% 100% >99% Fonte: Novachis et al. A pressão de bombeamento é baixo. Faria Lima.pdf 2-7 . polipropileno. poliamida.martin-systems. ou seja.Capitulo 02.br 01/06/08 Tabela 2.geasanevita. 1998 in Tsutiya.8. t de Figura 2. O interesse que temos é para pequenas estações de tratamento para uma casa ou centenas de casas usando reatores de membranas submersos novos. polietersulfona.com. O representante das membranas fabricadas na Alemanha (Martin System do Brasil é a firma Geasanevita. http://www.3mg/L <0.13.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter. Existem outros materiais como: acetato de celuluse. 2894 11ºandar conjunto 113 São Paulo Telefone 3071-1680.engenharia e meio ambiente.Qualidade dos efluentes de reatores de membranas Parâmetro Valor DBO TSS TKN NH3 PT Turbidez (uT) Coliformes totais Coliformes fecais Virus < 2mg/L Abaixo do limite de detecção < 2mg/L <0.

14.com.15.Capitulo 02.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.br 01/06/08 Figura 2.pdf Figura 2.Três módulos do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro 2-8 .Dois modulos do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro Fonte:http://www.martin-systems.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.

br 01/06/08 Figura 2.16.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.com.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.pdf 2-9 .martin-systems.Corte longitudinal de um sistema de lodo ativado residencial com as membranas da siClaro Fonte:http://www.Capitulo 02.

O sistema MBR submerso permite que se faça um upgrade em instalações existentes. A remoção de bactérias e virus é feita sem adição de produtos químicos. Os sistemas convencionais atendem a legislação vigente.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter. As vantagens são: Alta qualidade do efluente podendo o mesmo ser usado para resfriamento. A turbulência n o exterior é mantido por difusão de ar para evitar a deposição. rega de jardins ou outro processo qualquer. prevalecendo então as técnicas de conhecimento geral.br 01/06/08 Figura 2. substitui o clarificador secundário do tratamento dos lodos ativados O tempo de retenção do lodo pode ser completamente controlado. 2004. Há uma redução drástica do lodo. O lodo estabilizado deve ser compactado antes de ir para o aterro sanitário existindo equipamentos para isto. O processo MBR produz um efluente de melhor qualidade.Capitulo 02. Vantagens do MBR O tratamento com MBR cada vez mais está diminuindo os custos das membranas e já está provado que é mais eficiente que os tratamentos biológicos.com.Corte transversal de um sistema de lodo ativado residencial com as membranas da siClaro Fonte:http://www. 2-10 . mas em geral está acima dos padrões legais. Salientamos a importância da desifecção com cloro do efluente devido a facilidade de monitoramento. Em plantas abaixo de 22 L/s o peneiramente é limpo automaticamente. pois. Precisa de menos espaço.pdf Em instalações acima de 139 L/s é importante o uso de peneiras e tratamento primário antes do tratamento propriamente dito.17. Geralmente são MF ou UF e composta de membranas ôcas ou planas.martin-systems. A biomassa pode ser bem concentrada atingindo 30g/L no MBR. Tempo de 30 a 45h são possiveis de serem atingidos e isto aumentará a biiodegradação dos compostos resistentes e melhorar a performance da nitrificaçao conforme EPA. descarga em bacias sanitárias.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.O vácuo é introduzido ao lado das membranas Desvantagens do MBR As desvantagens do MBR são: Custo alto de capital e de operação São técnicas novas de uso de membranas para tratamento de esgotos sanitários ainda não conhecidas.

American Association of Cost Engineers (AACE) e normalmente se espera que o custo de uma estação de tratamento de esgotos variem de -30% a + 50% que são os limites de confiabilidade achado nos Estados Unidos e isto não deve ser confundido com a reserva de contingência (City of Hollister.19.Diferença de cor do líquido apos o MBR (a direita) Fonte: Clean Water from Wastewater Figura 2. os reatores em membranas (MBR) são competitivos com o sistema de lodos ativados convencionais até a vazão de 579 L/s. A Tabela (2.com. USA Fonte: City of Hollister. Existe uma associação internacional de custos. et al 2001.br 01/06/08 Figura 2.Capitulo 02. 2-11 . Nos Estados Unidos os custos estimados possuem uma contingência de 20%.9) mostra uma adaptação em números das curvas do autor citado.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.Esquema de lodo ativado com MBR em Hollister.18. 2005 Custos Conforme Tsutiya. 2005).

06 0. A tecnologia do MBR pode ser aplicada em tratamento de chorume de aterros sanitários. 1998 apresenta ainda que para vazão em torno de 43 L/s o custo do metro cúbico com amortização de capital em 20anos e juros de 10% anuais é de US$ 0.200 MBR sendo que 1.05 0. hormonios. Entre estes os mais frequentes achados são esteróides.03 0. 55% são de membranas submersas da firma Kubota e o restante 45% quando as membranas externas. de pesticidas e herbicidas da agricultura. Vazão (L/s) MBR US$/m 3 Lodo ativado convencional 3 US$/m 0 58 116 174 232 290 0.02 Fonte: adaptado de Tsutiya.5% de TOC com nanofiltração.08 0. Cisek da Universidade de Manitoba em Winnipeg. O custo global será US$ 1. na Alemanha 264m3/dia e 250m3/dia. 2-12 .com.Capitulo 02. No Canadá o Departamento da Justiça definiu como disruptor endócrino a substância que tem a habilidade de alterar a síntese.72/m3. secreção. transporte. pesquisas feitas nos Estados Unidos acharam 95 substâncias orgânicas contaminantes em 139 rios de 30 estados.04 0.03 0.000 estão no Japão e o resto na Europa e Estados Unidos.10 0.75/m3 e a manutenção e operação do sistema é US$ 0. Na cidade de Zagreb usando ultrafiltração chegou-se a remoção de 90% da carga orgânica do chorume e se tivessem usado membranas com poros menores a remoçao seria maior.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. ação ou eliminação de hormônios em um organismo e que é responsável pela manutenção da homeostase. A reciclagem da água em edificios e o tratamento de esgotos de pequenas comunidades é feito cada vez mais no Japão. Também é facilmente aceito que os MBR podem ser usados no tratamento das águas cinzas. bem como os pesticidas e herbicidas.04 0.47/m3 Aplicações do MBR Sao inúmeras as aplicações do MBR nestes 30 anos. Canadá no ano 2003. Conforme José Santamarta os disruptores endócrinos interferem no funcionamento do sistema hormonal mediante algum dos três mecanismos seguintes: substituindo os hormônios naturais: bloqueando a ação hormonal: aumentado ou diminuindo os níveis de hormônios naturais. Obteve-se remoçao de 87% de COD e 93. Confome N.07 0. que possuem uma alta taxa de DBO.04 0.br 01/06/08 Tabela 2.03 0.9. Existem no mundo mais de 1. detergentes sintéticos e inseticidas que possibilitam os disruptores endócrinos.Estimativa de custos em dólares por m3 dos reatores em membranas (MBR) e o tratamento convencional por lodo ativado. O livro Nosso futuro roubado de Theo Colborn et al que trata do assunto é uma espécie de continuação do livro Primavera Silenciosa de Rachel Carson que falou sobre o DDT. Asano. De todas estas instalações do Japão. Existem tratamento de chorume na França com 50m3/dia. et al 2001. A boa noticia é que o MBR pode propiciar a eliminação dos disruptores endócrinos. Nos Grandes Lagos no Canadá se acharam disruptores endócrinos que geralmente provem dos esgotos municipais. reprodução desenvolvimento e comportamento de um organismo.

O processo de tratamento deve minimizar os ruidos durante a construçao e durante a operaçao dos equipamentos. 2005 para apreciaçao das alternativas para a escolha do tratamento de esgoto adequado montou os seguintes fatores: Gerenciamento do efluente do tratamento de esgotos Força do tratamento.10. Confiabilidade no processo de tratamento de esgotos O tratamento tem ser facil de ser operado O tratamento de esgoto tem que ser flexibilidade Temos que verificar o espaço disponivel Temos que saber onde vamos dispor os residuos do tratamento Temos que ver os problemas de odores Cuidar dos aspectos estéticos Verificar os custo de implantação e de manutençao e operaçao Verificar as leis existentes sobre a disposiçao do efluente Facilidae ou dificuldade de ser aprovado pelos orgaos ambientais.Alguns standards de alguns países para tratamento municipal de esgotos Parâmetros DBO5. isto é. Alarme automático Enfatiza ainda: 1.20 NT PT Europa EC-1998 25mg/L 10 a 15mg/L 1 a 2 mg/L Alemanha (2002) 15 a 40 mg/L 13 a 18mg/L 1 a 2mg/L China 30a 80mg/L USA < 1mg/L 1mg/L 0.1 Austrália <5mg/L <3 <0. Ainda segundo City Hollister. Usar múltiplos unidades e equipamentos 4. as varias variaveis que podem mudar no tratamento.com. Programa efetivo de manutenção e operação Avaliações para escolha do tratamento adequado City Hollister. Programa efetivo de monitoramento 3. Standards dos efluentes Vamos analisar alguns standards de alguns paises para se ver eficiencia do sistema MBR. 2004 salienta a importância de uma unidade de tratamento para reúso enfatizando oito regras gerais que são: 1. Qualificação de pessoal 2. Controle automático dos resíduos 8. Fazer um reservatorio de armazenamento de emergência 5.br 01/06/08 Confiabilidade A USEPA. 2.Capitulo 02.1mg/L Fonte: Membrane bioreactor (MBR) treatment of emergin contaminants 2-13 . 2005 os critérios de um projeto de uma estaçao de tratamento de esgotos sao: O processo de tratamento deve minimizar os odores. Sistema de cloração duplo 7.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Tabela 2. 3. Os processos devem ter um longo tempo de retençao para estabilizar o lodo. O sistema de tubulações e bombeamento deverá ser flexível para mudanças de emergencia 6. A desidratação do lodo dos esgotos e as instalações que serao usadas nao devem ser esquecidas. Duplicar as fontes de energia elétrica. O nitrogenio é um fator importante para a remoção. Quando houver queda de energia imediatamente deverá entrar a fonte alternativa.

com. ozônio. Os sólidos em suspensos agem como um escudo para os microorganismos que se protegem do cloro. podendo ocasionar doenças como: colera. floculação removem os ovos de helmintos.br 01/06/08 2. helmintos. Toxocara. Alguns dos patógenos que se podem encontrar num esgoto bruto são os seguintes: Tabela 2.Capitulo 02. ancylostoma Virus Hepatite A. mas a presença de sólidos em suspensão. densidade relativa entre 1.23 Riscos à saúde pública Um dos grandes perigos do reúso para a saúde pública é quando não se faz o tratamento e a desinfeção. Deve ser estudado para cada caso qual a melhor solução. Ozônio: é um ótimo desinfetante. Comumente a desinfecção se utiliza de fortes oxidantes como o cloro.Exemplos de patógenos associados a esgotos municipais Protozoário Giardia lamblia. ou seja. Cloro: é o mais usado desinfetante. 2-14 . Enteroviroses Doenças causadas por bactérias Salmonella sp. Ultravioleta: a radiação UV inativa o microorganismo para reprodução e não cria subproduto. conforme Nações Unidas. Somente podem ser inativos com temperaturas acima de 40ºC. bromo. a decloração é um processo muito caro para ser usado no reúso. 2007 Desinfecção O objetivo da desinfecção é matar ou inativar os microorganismos patogênicos.9. Rotavirus. mas é caro. Infelizmente alguns paises no mundo usam os esgotos sem tratamento na agricultura. Crysptosporidium sp Helmintos Ascaris. Vibrio cholerae. Taenia.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Ovos de Helmintos: os ovos de helmintos possuem diâmetro que varia entre 20μm a 80μm. Os processos de coagulação. disenteria. Devemos ter um tempo correto de contato e uma concentração adequada de ozônio. sedimentação. Legionellacease Fonte: Nações Unidas. febre tifoide. vírus e parasitas da água de esgotos tratadas.06 a 1. 2007. O cloro pode ter alguns efeitos negativos em certas irrigações de determinadas culturas e em ambiente aquático. mas todos eles na deixam inativo os ovos de helmintos. A retirada do cloro. matérias orgânica ou amônia na água causam problemas para a sua eficiência.15 e altamente pegajoso.

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br 10/06/08 Capítulo 03 Tanque séptico e sépto difusor 3-1 .com.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 03.

br 10/06/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 3 –Tanque séptico e sépto difusor 3.Curso de esgotos Capitulo 03.11 Introdução Normas brasileiras Sistemas de tanques sépticos Septo difusor Efluente do sistema de Tanque séptico + septos difusores Remoção do lodo Custo Reúso Estudo de caso Adsorção em carvão ativado Bibliografia e livros consultados 3-2 .5 3.2 3.3 3.1 3.6 3.10 3.8 3.4 3.com.9 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 3.

Sendo o consumo de água de cada porco de 12 L/porco teremos: Q= 30 porcos x 12 L/porco= 360 L/dia= 0. que é um tratamento primário anaeróbico que atinge a redução de DBO de 60%. Na França não se separa o graywater (água cinza) do blackwater (esgoto sanitário).Curso de esgotos Capitulo 03. 3. Tanque séptico propriamente dito.1 Achar a população equivalente a 30 porcos que possui DBO5 variando de 4500mg/L a 12000mg/L. manutenção e operação.001 x 0. François Neveux que fabrica 25% dos tanques sépticos na França. Septo difusor que é tratamento secundário aeróbico que juntamente com o tratamento primário atinge redução de DBO de 96%. 3. onde o tanque séptico faz a redução anaeróbica e os septos difusores (tecnologia francesa) a redução aeróbica. Construção e Operação. Informou ainda que para o dimensionamento da caixa de gordura seguem as normas alemãs da DIN. pois conseguem de uma maneira bem econômica e baixíssima manutenção.32kg de oxigênio consumido pela DBO por dia Pe= Dt (gramas)/ Dh Pe= 4320g/ 55g/hab=80 hab 3-3 . A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) varia de >200mg/L a >750mg/L sendo a média de 350 mg/L. sendo o todo o tratamento feito junto.com.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Introdução Os tanques sépticos eram antigamente chamado de fossas sépticas. 3. Devido a isto.3A População equivalente Vamos usar os conceitos de população equivalente conforme Dacah. É muito usado na França e no Japão. Tivemos a oportunidade de conversamos com o industrial e pesquisador francês sr. 1984.br 10/06/08 Capítulo 3. redução de DB0 de 96%.Tanque séptico e septo difusor 3.2 Normas brasileiras As normas brasileiras da ABNT sobre Tanque sépticos são duas: NBR 7229/93 sobre Projeto. Devido a altíssima redução de DBO o efluente dos Tanques Sépticos podem ser usados como água de reúso.3 Sistemas de tanques sépticos Os sistemas de tanques sépticos são basicamente o seguinte: Caixa de gordura que deve ser bem maior que a das normas brasileiras no caso de sistema de tratamento isolado. seja em grama de oxigênio necessário à estabilização da matéria orgânica do esgoto produzido em média de um habitante em um dia.36m3 x 12000mg/L=4. O tanque séptico pode atender uma residência ou até 300 unidades (1500pessoas). NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos.001 x Q x DBO Sendo: Dt= demanda diária de oxigênio em kg Q= produção diária de esgoto em m3 DBO demanda em mg/L Sendo Dh= demanda de oxigênio por habitante em grama Pe= população equivalente Pe= Dt (gramas)/ Dh Considerando Dh= 55 gramas diário de oxigênio por habitante de esgoto domestico. O chamado sistema tanque séptico tem um tratamento complementar e adotamos o tratamento aeróbio com septo difusores devido ao baixo custo de implantação. Exemplo 3.1.36m3/dia Dt= 0. Usamos a formula: Dt= 0. Primeiramente temos que transformar a DBO medida em laboratório em quilograma de oxigênio necessário a estabilização do volume diário de esgoto.001 x Q x DBO Dt= 0. a escolha que fizemos foi sobre sistema de tanque séptico existente no Brasil.

br 10/06/08 Portanto.2) que fornece a taxa de acumulação de lodo K e Tabela (3.000 litros.1 Período de detenção T em função da vazão afluente (N x C) Contribuição (N x C) Período de detenção T (Litros/dia) (horas) (dias) Até 1500 24 1.Ocupantes permanentes .7) podemos ver um tanque séptico feito em polietileno.3) que fornece as contribuições unitárias e o valor do lodo fresco Lf.1) que fornece o período de detenção T.92 De 3001 a 4500 20 0.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.83 De 4501 a 6000 18 0.3 Contribuições unitárias de esgotos (C) e de lodo fresco (Lf) por tipo de prédios e de ocupantes (L/dia) Prédio Unidade Contribuição de Lodo fresco esgotos Lf C 1.75 De 6001 a 7500 16 0. a população equivalente de 30 porcos será de 80 habitantes. construção e operação de sistemas de tanques sépticos e a NBR 13969/97 que trata de Tanques sépticos.2.Taxa de acumulação total de lodos K (dias) Temperatura ºC <10 10<T<20 94 65 134 105 174 145 214 185 254 225 >20 57 97 137 177 217 Tabela 3.000litros até 8.com. Consumo de animais O consumo de água para rebanhos BEDA é um consumo médio igual a equação: BEDA= BOVINOS + EQUI NOS+ 1/5 (OVINOS/CAPRINOS) + ¼ SUINOS Observar que o consumo de suinos é ¼ de 50 litros= 12. 3. construção e operação. Tabela 3.4 Tanque séptico A NBR 7229/1993 trata de Projeto.00 -residência padrão médio pessoa 130 1.5) a (3.unidade de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos.00 -residência padrão baixo pessoa 100 1.Projeto.Curso de esgotos Capitulo 03.00 -alojamento provisório pessoa 80 1.5 L/dia x cabeça Consumo de ovino ou caprino= 50/ 5= 10 L/dia x cabeça Consumo de bovino ou eqüino= 50 L/dia x cabeça 3. Nas Figuras (3.00 De 1501 a 3000 22 0.50 Fonte: NBR 7229/93 N= numero de pessoas ou unidades de contribuição C= contribuição unitária de esgoto L/pessoa x dia ou L/unidadexdia Intervalos entre limpezas (anos) 1 2 3 4 5 Fonte: NBR 7229/93 Tabela 3.00 -hotel sem lavanderia e cozinha pessoa 100 1. sendo que o volume varia de 1.67 De 7501 a 9000 14 0.5 Tabelas básicas da NBR 7229/03 Vamos apresentar as três tabelas básicas da NBR 7229/93 que serão utilizadas na equação para achar o volume do tanque séptico que são: Tabela (3.residência padrão alto pessoa 160 1.58 Mais que 9000 12 0. Na prática se usa comumente 1 porco= 4 pessoas.00 3-4 . Tabela (3.

02 4. locais de curta permanência -sanitários públicos Fonte: NBR 7229/93 operário pessoa pessoa pessoa pessoa refeição Lugar bacia sanitária 70 50 50 50 6 25 2 480 0. 1988.30 0. 2005 3-5 .6 Formas do tanque séptico As dimensões mais comuns são as de seção retangular e as de seção circular conforme Azevedo Neto.20 0.com.1.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Quando de seção retangular recomenda-se que o comprimento seja pelo menos o dobro da largura para assegurar boas condições de escoamento.10 0.Esquema de tanque séptico de seção circular Fonte: Jordao. teatros.00 3.10 0.20 0. Figura 3.20 0.br 10/06/08 2-Ocupantes temporários -fábricas em geral -escritórios -edifícios públicos/comerciais -escolas (externatos) e locais de longa permanência -bares -restaurante e similares -cinemas.Curso de esgotos Capitulo 03.

A relação comprimento total sobre a largura (L/B) não deve ser inferior a 1. Os tanques sépticos de câmara única são os mais usuais e econômicos. 2005. mas oferecem maior proteção contra o arrastamento de sólidos suspensos para o efluente.7 Compartimentação Os tanques sépticos podem ser de três tipos principais conforme Azevedo Neto. Fonte: Jordão et al. a remoção de sólidos em suspensão conforme Azevedo Neto.com. 3-6 . 1988: • Simples não compartimentados • Compartimentados com câmaras em série • Com câmaras sobrepostas Figura 3.Curso de esgotos Capitulo 03. melhorando dessa forma. 1988 são basicamente os tanques Imohoff que são econômicos somente a partir de 25 pessoas.2 . Os tanques com dois compartimentos em série são um pouco mais caros.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 : 1.br 10/06/08 3. O primeiro compartimento mede ½ a 2/3 e o segundo 1/3 a ½ do comprimento total L.Esquema de tanque séptico prismático retangular de câmara única. Os tanques sépticos sobrepostos conforme Azevedo Neto. 1988.

2005 3-7 .Curso de esgotos Capitulo 03.3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/06/08 Figura 3.com.Tanque séptico de forma prismática retangular de câmaras em série Fonte: Jordão.

com.Curso de esgotos Capitulo 03.4.br 10/06/08 Figura 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Tanque séptico cilíndrico de câmaras sobrepostas Fonte: Jordão. 2005 3-8 .

6 .br Figura 3.com.Curso de esgotos Capitulo 03.000 litros a 8.3) T= período de detenção em dias (Tabela 3.br 10/06/08 3.1) K= taxa de acumulação de lodo em dias de acordo com o intervalo entre limpezas no tanque séptico e a temperatura do mês mais fria (Tabela 3.20 litros/pessoa V= 1000 + N (C x T + K x Lf) V= 1000 + 70 (50 x 1 + 225 x 0. Os tanques sépticos podem atingir até 1500 casas.Corte esquemático do Tanque séptico Fonte:http://www.000 litros de capacidade. Lf= 0. com a vantagem da manutenção ser feita de 5 em 5 anos e de não haver fornecimento de energia elétrica ou peças girantes.5 .Tanque Séptico s/ escala pliniotomaz@uol.br/ Exemplo 3. 3-9 h1 h2 .com.7).2) Lf= contribuição do lodo fresco em litros por pessoa (Tabela 3.2 Dimensionar um tanque séptico para escritório com 70 pessoas N= 70 C= 50 litros/dia T= 1dia K= 225 para limpeza de 5 em 5 anos. conforme se pode ver na Figura (3.Tanque séptico de polietileno de 1.com.rotogine.br/ Corte do tanque séptico Tampa removível Tubo PVC Ø100mm Afluente vem da caixa de gordura Tubo PVC Ø100mm efluente vai para Filtro Anaeróbio/ Sépto Difusor Vedação nos tubos PVC com silicone Cesto com brita nº 3 ou 4 Ø externo Corte .8 Equação básica do tanque séptico O volume do tanque séptico deve ser obtido pela equação: V= 1000 + N (C x T + K x Lf) Sendo: V= volume do tanque séptico (litros) N= número de contribuintes ou população equivalente C= contribuição de esgotos em litros por pessoa por dia (Tabela 3.br Figura 3.rotogine.20)= 7.com. usaremos um tanque séptico de polietileno com 8.650 litros Portanto.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.000 litros Fonte:http://www.3) Fossa séptica (tanque séptico) de polietileno (1000L a 8000L) pliniotomaz@uol.

9).Septo difusor Fonte:http://www.8) e (3.7 .28 m3 Profundidade fixada h= 1.0m x 1.5m Área superficial = A= 5.2=2.3.28m3/1.Extraído de Jordão.br 10/06/08 Fossas sépticas e tanques anaeróbios: 1.br/ 3-10 .380 L/dia Tempo de detenção T=20h=0.com.2) Contribuição do lodo fresco Lf= 1.Bateria de tanques sépticos para 1500casas Exemplo 3. Dimensionar um tanque séptico prismático de câmara única.1) Taxa de acumulação de lodo para intervalo de 1ano K=57 (Tabela 3.5m2 Dimensões em planta= 2.com.83 + 57 x 1.rotogine.20m Verificação da relação L/B= 2. 2005 Seja um prédio onde moram 26 pessoas com nível socioeconômico médio.0)= 5287 L= 5.Curso de esgotos Capitulo 03.com.4 3.50= 3.3) Dimensões: V= 1000 + N(CxT + K x Lf) V= 1000 + 26(130x0.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Septo difusor-(aeróbio) pliniotomaz@uol.com.br Figura 3.9 Septo difusor (tratamento secundário) O septo difusor é o tratamento secundário aeróbico e que faz com que todo o sistema tenha redução de 96% de DBO.3) Vazão diária= Q= N x C= 26 x 130= 3.500 casas pliniotomaz@uol. Volume útil da fossa V= 1000 + N(CxT + K x Lf) Numero de pessoas contribuintes N=26 Contribuição per capita= 130 litros/habitante x dia (Tabela 3.br Figura 3.9/1.83dia (Tabela 3.00 L/hab x dia (Tabela 3. conforme Figura (3.8 .

Dimensões e capacidade dos septos difusores Dimensões Tipo Capacidade de tratamento 1. Considerando consumo de 70 litros/dia x empregado Consumo médio diário=70 x 120= 8.com. 3.br 10/06/08 Septo difusores: tratamento Aeróbio pliniotomaz@uol. N= 8.rotogine.40m.20 I 250 l/dia 1. 2005 recomenda que a disposição do efluente de um sistema de tanque séptico seja destinado ao sumidouro.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. onde os corpos de água são classificados em águas doces e águas salinas. O novo septo difusor (Tipo II) é mais usado é para capacidade de 1000 litros /dia e possui as dimensões de 1. Tabela 3. vala de infiltração. vala de filtração ou filtro de areia.400 / 1000= 8.40 (melhor) II (mais usado) 1000 l/dia Exemplo 3.65m x 0.Vários septos difusores Fonte:http://www.22m x 0. adotamos 10 septo-difusores Tipo II.00m x0.400 litros/dia Como o septo-difusor Tipo II é para 1000 litros/dia.com.4 septos-difusores Como são em pares.4 . As águas doces são classificadas em: Classe especial Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4 3-11 .9 .br Figura 3.11 Lançamento em curso de água Para o lançamento do efluente num curso de água o mesmo deverá obedecer a Conama-Resolução nº 357 de 17 de março de 2005. O modelo antigo tinha 250litros/dia de capacidade de tratamento e com dimensões de 1.00 x 0. 3.20m.20 x 1.65 x 0. Poço absorvente Vala de infiltração Rede Pública Corpo de água Jordão et al.com.22 x 0.10 Efluente do sistema do Tanque séptico + septos difusores As normas brasileiras sobre Tanque sépticos prevêem o uso do efluente em: Rega de jardim Lavagem de pátio Irrigação subsuperficial de jardins Uso em descarga em bacias sanitárias.Curso de esgotos Capitulo 03.20m x 1.br/ Os septos difusores é tecnologia francesa e possuem dois modelos (Tipo I e Tipo II) e são feitos em polietileno e bidim.4 Dimensionar a quantidade de septo difusor tipo II para cozinha com 120 empregados.

5) estão as exigências para as águas doces das Classe 1 a Classe 3. cerealíferas e forrageiras. tais como natação.pesca amadora.5 . .br 10/06/08 Na Tabela (3.com.recreação de contato primário. Tabela 3. .são as destinadas ao abastecimento humano após tratamento convencional ou avançado. . . esqui aquático e mergulho. . .Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.são as destinadas ao abastecimento humano após tratamento.recreação de contato secundário.irrigação de hortaliças. Classe 2 . .Padrões da Resolução Conama 357/2005 para águas doces Águas doces DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) (mg/L) OD (Oxigênio Dissolvido) (mg/L) CF (Coliformes Fecais) ( NMP/100mL) Classe 1 Classe 2 Classe 3 3 5 10 6 5 4 200 1000 Classe Especial -são as águas destinadas abastecimento humano com desinfecção -preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas -preservação dos ambientes aquáticos. .são as águas doces para abastecimento humano após tratamento simplificado.Curso de esgotos Capitulo 03. . com os quais o público possa vir a ter contato direto.proteção das comunidades aquáticas.recreação de contato primário. jardins.dessedentação de animais.irrigação de culturas arbóreas. Classe 3 . campos de esporte e lazer. Classe 1 . esqui aquático e mergulho.preservação das comunidades aquáticas. 3-12 . tais como natação. plantas frutíferas e de parques.

8) em dólares americanos do dia 9 de setembro de 2006 (1US$= R$2. .0 + 24 x 0) / (36. OD= (Qrio x ODrio + Qind x OD ind) / (Qrio + Qind) OD= (36.6 .000 x 7. 1996 Um rio apresenta DBO média de 1. DBO= (Qrio x DBOrio + Qind x DBO ind) / (Qrio + Qind) DBO= (36.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5. 1996 Um rio apresenta OD média de 7.000m3/h.são as águas destinadas da navegação.0 + 24 x 85) / (36.6.33 de 8/9/06 US$ 227 370 601 858 990 1247 1449 1549 3-13 . Após o lançamento industrial de 24m3/h de DBO de 85mg/L. havendo possibilidade de a dosagem ser automática. Tabela 3. Após o lançamento industrial de 24m3/h de OD de 0mg/L.000+24)= 1. pede-se calcular a DBO em que ficará o rio após o lançamento.Extraído de Nunes.6) a (3.000+24) = 6. O efluente poderá ser desinfetado com hipoclorito de sódio.com. Exemplo 3.000m3/h. O artigo 19B informa que o lodo proveniente de sistemas como fossa séptica deverão ser encaminhado a ETE.0mg/L e vazão crítica de 10m3/s= 36.0mg/L e vazão crítica de 10m3/s= 36.br 10/06/08 Classe 4 .Curso de esgotos Capitulo 03.056 mg/L Exemplo 3.harmonia paisagística. 3. pede-se calcular a OD em que ficará o rio após o lançamento.33).Extraído de Nunes.000 x 1.12 Remoção do lodo De cada 5 em 5 anos ou conforme o intervalo escolhido será retirado por caminhão tanque o lodo digerido no tanque séptico e encaminhado para uma Estação de Tratamento de Esgoto Pública.13 Custo Os custos de materiais dos produtos da Rotogine estão nas Tabelas (3.99 mg/L 3.Custos dos tanques sépticos em polietileno Capacidade Custo do Tanque séptico (litros) 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Fonte: 1US$= R$ 2.

55 1.595 2.100 2.87 1.33 de 8/9/06 3-14 .Custos das caixas de gorduras em polietileno Capacidade Litros 100 250 500 1000 1500 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Dimensões e diâmetro (m) 0.16 1.12 1.22 1.8 .250 2.3 2.72 0.7 .3 2.br 10/06/08 Tabela 3.com.04x 0.12 4.12 4.900 2.160 1.00m x 0.50 1.400 1.12 4.22m x 0.16 1.3 Área superfície (m2) 0.80x0.33 de 8/9/06 Tabela 3.20m (Tipo I) 250 l/dia 123 1.Curso de esgotos Capitulo 03.700 1.650 0.82x1.65m x 0.740 1.12 Altura (m) 0.3 2.Custos dos septos difusores em polietileno e bidim Septor difusor Capacidade de tratamento US$ 1.3 2.230 1.40 0.40m (Tipo II) 1000 l/dia 549 Fonte: 1US$= R$ 2.20m x 1.92 1.800 1.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.75 0.12 4.55 2.500 Custo da caixa de gordura US$ 74 90 186 261 289 366 784 1130 1356 1381 1495 1609 Fonte: 1US$= R$ 2.87 4.22 1.

deve ser obedecido no mínimo a: pH entre 6 a 9.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Mensal Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Reúso Urbano (jardins. execução de concreto) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual Diário Continuadamente 3-15 . Tabela 3. como a feitura de concreto para elaboração de blocos.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10 . lavagem de agregados.9 .14 Reúso Os efluentes dos sistemas de tanque sépticos incluso o septo difusor reduz a DBO em 96% e pode ser aproveitado.br 10/06/08 3.Curso de esgotos Capitulo 03.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Semanalmente Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Recreacional (contato acidental Filtração ≤ 2 uT Continuadamente parcial ou total na pesca ou velejamento) Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal. Descarga em bacias sanitárias Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal Semanal.9) e (3. Diário Paisagismo (locais onde o público tem contato) Secundário Desinfecção Uso na construção civil (compactação de solo. Diário Diário Continuadamente Área de acesso restrito para irrigação (locais onde o público é proibido) Secundário Desinfecção Fonte: adaptado da USEPA Tabela 3. Usando padrões americanos da USEPA. conforme Tabela (3. DBO menor que 10mg/L e turbidez menor que 2uT e não sendo detectável coliformes fecais e com cloração mínima de 1 mg/L. É previsto pela norma brasileira que o mesmo pode ser usado em descarga em bacias sanitárias.com. mas não fixa parâmetros de qualidade que não existiam na época da elaboração das mesmas. Uma aplicação de reúso é na construção civil. Diário Diário Continuadamente Semanal.10) para descarga em bacias sanitárias. lavagens de Filtração ≤ 2 uT Continuadamente veículos.

No Japão é obrigatório o reúso e aproveitamento de água de chuva quando a área construída for maior que 30. (recirculationg cooling towers) Diário Diário Diário Semanal Semanal.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. Diário Diário Uso ambiental (uso em wetlands.000m2 ou que o consumo de água não potável diariamente for maior que 100m3/dia. várzeas e despejos em córregos) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Continuadamente Alertamos que se deve tomar muita precaução para o reúso de tanques sépticos em descargas em bacias sanitárias. Como se vê pelos padrões americanos. custa caro o monitoramento de análises diárias e semanais. Diário Diário Continuadamente Uso Industrial Secundário Desinfecção Coagulação química filtração DBO ≤ 30mg/L e ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Semanal.Curso de esgotos Capitulo 03. 3-16 . daí deve haver uma certa área de prédio em que tais custos podem ser absorvidos e havendo boa relação entre benefício/custo. Uma das conseqüências que pode ocorrer é o mau cheiro na hora da descarga e o problema de se formar um colarinho preto ao nível da água na bacia sanitária. alagados.br 10/06/08 mínimo de 1mg/L Uso Industrial (once cooling) through Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Semanal.

2004 não recomenda mais ou uso dos sumidouros sendo muito pouco usado devido ao grande número de fracasso de funcionamento. Na Tabela (3.12) estão as comparações com dados de Nelson Gandur Dacah. Embora seja permitido pelas normas da ABNT a USEPA.5 90.br 10/06/08 3.4 97.4%. As fossas sépticas são feitas em polietileno.4 DQO (Demanda química de oxigênio) TSS (sólidos totais em suspensão) Coliformes fecais Coliformes totais Na Tabela (3. A redução de DBO é de 96. a firma FEMAQ .15 Estudo de caso Visitei em 20 de dezembro de 2001. localizada em Piracicaba.6. recebendo os efluentes diretamente das fossas sépticas conforme Figura (3.Curso de esgotos Capitulo 03.000 litros. Tabela 3.11) estão as análises feitas pelo laboratório Bioagri na FEMAQ de Piracicaba.01 na FEMAQ -Piracicaba Parâmetros DBO (Demanda Bioquímica de oxigênio) Valor inicial (mg/L) 167 754 132 400/100ml 720/100ml Valor final (mg/L) 6 18 46 10/100ml 69/100ml Redução 161 736 86 390/100ml 651/100ml Redução em (%) 96.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10) e (3.16 Sumidouro Conforme Jordão. Observar na Tabela (3.com.12). Engenharia e Máquinas Ltda. Firma que executou as fossas sépticas e septo difusor: Rotogine. 2005 os sumidouros são conhecidos também como poços absorventes. devendo ser a mais rasa possível conforme Figura (3. mas no caso não vemos necessidade. reduz 65% de sólidos em suspensão e reduz 98% de bactérias e pode o tratamento ser classificado como secundário. O volume da fossa séptica de Piracicaba é de 8. Piracicaba 96% Classificação: tratamento secundário Conclusão: a fossa séptica de Piracicaba reduz 96% de DBO.11).Valores de Nelson Gandur Dacah p.12 . Também não foi aplicado dosagem de cloro. 3.11 . Existe um restaurante onde os 120 empregados fazem suas refeições e usam os banheiros.2 97. O efluente líquido é usado para fabricar blocos de concreto e lajotas de concreto para pisos.6 65. 3-17 . A melhor maneira para infiltração do efluente de um tratamento com tanque séptico e septo-difusor é através de vala de infiltração.Fundição. Um dos fracassos no uso do sumidouro é adotar valores muitos altos de infiltração. O efluente da indústria FEMAC foi usado na construção civil para fazer blocos de concreto. Somente o TSS atingiu somente 46 mg/L sendo exigido pela USEPA menor ou igual que 30mg/L. 28 do livro Tratamento Primário de esgoto e valores obtidos pela Rotogine em Piracicaba Tipo de tratamento Preliminar Primário Secundário Terciário DBO (Demanda Bioquímica de oxigênio) 5% a 10% 25% a 85% 75% a 97% 97% a 100% TSS (sólidos totais em suspensão) 5% a 20% 40% a 90% 70% a 95% 95% a 100% 65% Bactérias 10% a 20% 25% a 80% 90% a 98% 98% a 100% 98% Rotogine. Tabela 3.11) que não temos problemas de coliformes e da DBO pelas análises.Análise feita pelo laboratório Bioagri em 29.

Curso de esgotos Capitulo 03.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Sumidouro cilíndrico de alvenaria de tijolos Fonte: Jordão.com.10. 2005 3-18 .br 10/06/08 Figura 3.

A profundidade admitida é de 4.11.00m 3380L/dia/ 16 L/m2 x dia= 211m3 As áreas laterais e do fundo são Área= L x 4 x 2 + 2 x L= 10L= 211m2 L=21. 2005 Exemplo 3.7.com.Dimensionamento de sumidouro Sendo a taxa de infiltração de 16L/m2 x dia e a vazão a ser infiltrada de 3380 L/dia dimensionar um sumidouro prismático com 2m de largura e comprimento variável L.Curso de esgotos Capitulo 03.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Sumidouro cilíndrico com enchimento de pedras britadas Fonte: Jordão.1m 3-19 .br 10/06/08 Figura 3.

precisamos de 161m de vala de infiltração. Foram feitos 24 ensaios de infiltração na profundidade de 0.40m+0.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.380 L/dia.30m em toda a área conforme a norma da ABNT NBR 13.30m Portanto.com. 20% a 30%.00m uma da outra.30m x 16L/m2/dia= 21 L/m x dia Agua a ser infiltrada/ vazão infiltrada/m = 3. 2) Usamos coeficiente de segurança igual a 2 3-20 .380 L/dia / 21L/mxdia = 161m Portanto. Como cada trincheira só pode ter 30m de comprimento no máximo teremos: 161m/ 30m= 5.50m e altura de 0.8 Dimensionar uma vala de infiltração com largura de 0.9 Escolha da taxa de infiltração em um loteamento em Campos do Jordão. 6 trincheiras de 30m distante 2.Curso de esgotos Capitulo 03.969/97 nas declividades de 0 a 10%. Exemplo 3. 2005 Exemplo 3.40m. A conclusão a que se chegou é a seguinte: 1) não há variação da taxa de infiltração em toda a área mesmo variando a declividade. Por metro linear de vala de infiltração a soma das paredes e do fundo será: 0.Vala de infiltração Fonte: Jordão. 30% a 40% e >40%. A taxa de infiltração é de 16 L/m2 x dia e a quantidade de esgoto tratado que queremos infiltrar é de 3.4 trincheira de 30m ou seja.40m= 1.50m + 0.12.br 10/06/08 Figura 3. a área por metro linear infiltrada é 1.

Septo difusor Como será infiltrado 800 L/dia e como o septo difusor Tipo I trata 250 L/dia teremos: 800 KL/dia/ 250 KL/dia= 4 septos difusores Tipo I Estimativa de Custo Caixa de gordura de 100 Litros da Rotogine Tanque séptico de polietileno de 3000 Litors 4 septos difusores Tipo I a preço unitário US$ 123 Total materiais Mão de obra (50%) Total geral Não incluímos o custo do sumidouro ou da vala de infiltração.Curso de esgotos Capitulo 03. A produção de esgoto diário= 160 L/dia x pessoa x 5 pessoas= 800 Litros/dia K=217 para manutenção em 5 anos T=1. US$ 74.00 US 601 US$ 492 US$ 1167 US$ 584 US$ 1751 3-21 .885 Litros > 1250 L mínimo.5m2= 35 m Como o comprimento da vala de infiltração máximo é de 30m faremos duas valas de infiltração com 17. Exemplo 3.0 V= 1000 + N (C x T + K x Lf) V= 1000 + 5 x (160 x 1.00 temos: Área= PI x D x 4m + PI x D2/4= 28m2 Como precisamos de 53m2 e num sumidouro temos 28m2 então faremos dois sumidouros de 2.0 Lf=1.br 10/06/08 3) a taxa de infiltração que pode ser adotada é de 36mm/h 4) o solo é classificado como areias siltosas e areias finas.50m2/m 53m2/ 1.50m acima do lençol freático.com.5m cada uma espaçadas de 2.0m de largura e 4m de profundidade teremos: Área total= áreas laterais + área do fundo= L x 4 x 2 + 2 xL = 10 LK 53m2= 10L L= 5.00m e profundidade H=4.0)= 2.10 Dimensionar o tanque séptico e septo difusor para uma casa de padrão alto com 5 pessoas. OK Sumidouro Taxa= 15 L/ m2 x dia Produção diária = 800 Litros /dia 800 L/dia / 15 L/ m2 x dia = 53m2 Supondo diâmetro D=2. Caso queiramos um sumidouro prismático com 2.50m de largura e altura de 0.00m de diâmetro e 4m de profundidade observando que o fundo do sumidouro deverá estar 1.0 + 218 x 1.00m.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.50 teremos: Área por metro= (0.5m+0.50m) x 1.3m Vala de infiltração Caso optemos por vala de infiltração de 0.00m= 1.5m + 0.

500 LK.00 OK./dia de contribuição de esgotos T=0.30= 6.00m e profundidade 4. 3-22 .3m3 Supondo tanque séptico prismático o conforme Azevedo Neto.00m A distancia deve ser maior que a profundidade 4.00 2. 5 pessoas x 30 casas = 150 pessoas 150 pessoas x 130 L/dia= 19.5 K=217 Lf=1.0 B x B x 2 = V=43.com.Curso de esgotos Capitulo 03. o comprimento do sumidouro é 97.30m L= 2 B= 2 x 3.11 30 casas de padrão médio estão numa rua isolada e queremos fazer um tratamento local.5m Portanto.5 = 20 septo difusores Tipo II Sumidouro prismático Largura 2. 1988 o comprimento deve ser o dobro da largura e teremos: Adotamos profundidade H=2.0m e portanto é 5.60m Septo difusor tipo II da Rotogine 1000 Litros/dia 19500 litros/ dia/ 1000 L/dia= 19.00m Área = L x 4 x 2 + 2 L= 10L Taxa admitida = 20 L/m2 x dia 19500 Litros/dia/ 20 L/m2 x dia= 975m2 Área = 10 L= 975m2 L=97.3m3 B= 3.300 Litros=43.0_= 43.5 +217 x 1.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 C=130 L/dia N=150 V= 1000+ N x (C x T + K x Lf) V= 1000 + 150 x (130 x 0.br 10/06/08 Exemplo 3.5m Podemos fazer dois sumidouro com 49m cada distante um do outro de 5.

ABES. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. 1988.Curso de esgotos Capitulo 03. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www. McGray-Hill. 2005. WANDERLEY DE OLIVEIRA. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. EVANDRO RODRIGUES DE. 185 páginas. -BRITTO..br 10/06/08 3. 161 páginas. 2002. CONSTANTINO ARRUDA. Junho 2005. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. 73 páginas.17 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. Tratamento de Esgotos Domésticos. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. e MELO. 1334páginas. Guidelines for Water Reuse. Conservação e reúso da água em edificações. Jun.epa. ARCHIBALD JOSEPH. 906 páginas. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. 4ª ed. -JORDÃO. 1991. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. -ROTOGINE.S. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. São Paulo. -MACINTYRE. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. Instalações Hidráulicas. Blucher.br/ -SINDUSCON. -CIDADE OF EUGENE. 26 páginas. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE. JOSÉ ALVES. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). 1996.gov/ 3-23 . 770 páginas.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto. 277 páginas. Construção e Operação. 2002. 150 páginas. Wastewater Engineering. Considerations for the management of discharge of fats. -CONAMA. -NUNES. -USEPA (U.com. -METCAL&EDDY. 2004.com.rotogine. JOSÉ M.

Curso de esgotos Capitulo 04.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. uso de água de pouca qualidade. Agenda 21 4-1 . reposição artificial de águas subterrâneas.com.br 09/07/08 Capítulo 04 Águas cinzas Desenvolver fontes novas e alternativas de abastecimento de água tais como dessalinização da água do mar. aproveitamento de águas residuais e reciclagem da água.

21 4.6 4.9 4.Curso de esgotos Capitulo 04.8 4.11 4.15 4.13 4.18 4.4 4.1 4.3 4.12 4.20 4.2 4.17 4.14 4.Águas cinzas 4.com.16 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 4.br 09/07/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 04 .19 4.22 Introdução Tratamento das águas cinzas Nomenclatura Riscos das águas cinzas Qualidade das águas cinzas Área para irrigação com águas cinzas Custos Aceitação pública Página Reservação das águas cinzas Volume de água para dimensionamento Uso da água Uso do águas cinzas Técnicas e Tecnologias Recomendações finais Exemplo de caso: APEX .10 4.5 4.reúso da água usando águas cinzas Introdução Aspecto legal Solução técnica Cloração Proposta Custos Bibliografia e livros recomendados 4-2 .

Para o aproveitamento das águas cinzas não devem ser lançados produtos químicos ou ingredientes biológicos e químicos nos pontos citados. • lavagem de roupas em máquinas domésticas.Tratamento de esgoto (águas cinzas) para uso na irrigação Existem para serem adquiridos na Califórnia cerca de 20 sistemas que usam as águas cinzas cujo custo varia de US$ 200. O destino das águas cinzas é para irrigação subsuperficial.00. usam o nome dark gray. Consiste largamente de compostos orgânicos que passam no trato digestivo do corpo humano. bacias sanitárias e máquina de lavar pratos. Blackwater especificamente a água de esgotos sanitários de uma casa. Na Califórnia o uso das águas cinzas é legalizado e usado somente para irrigação abaixo da superfície através de tubulações enterradas. Yellow águas cinzas: somente urina. pois se usa muito a irrigação de jardins o que não acontece no Brasil. Brown águas cinzas: fezes sem urina.3 Nomenclatura • • • • • Black water :fezes e urina. No Arizona as águas cinzas podem ser usadas simplesmente sem autorização até 1. Algumas cidades ainda usam o termo light gray para a água da banheira e do chuveiro e.000. Light águas cinzas: chuveiro e lavatório. Inclui todo o tipo de água não incluindo a adição de produtos químicos ou químico-biológicos que possam causar problemas. Não faz parte das águas cinzas: • A água da pia da cozinha • Bacia sanitária • Máquina de lavar pratos.br 09/07/08 Capítulo 4 . Figura 4. urina. Contém fezes humanas. O uso do águas cinzas reduz o consumo de água na Califórnia. Dark águas cinzas: pia da cozinha.5m3/dia) e é vedado uso das águas cinzas com água de pia de cozinha. cerca de 15% a 25%. 4. para água da torneira da cozinha. Algumas vezes blackwater é definido somente como a água das bacias sanitárias.Curso de esgotos Capitulo 04.1) temos um modelo de tratamento das águas cinzas para o uso do efluente na irrigação subsuperficial dos jardins usado nos Estados Unidos onde 50% a 60% das casas possuem jardins gramados. pedaço de papel (celulose) etc.500 litros/dia (1.Águas cinzas 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00 a US$ 1. • banheira.1 .com. Águas cinzas incluem: • a água do chuveiro. sendo proibido o uso por aspersão (Sprinklers) e recomenda-se ainda que sejam evitadas águas de lavagem de fraldas de criança. 4-3 .1 Introdução O uso das águas cinzas também é reúso. O código da Califórnia define Águas cinzas como a água de esgoto não tratada que não teve contato com a bacia sanitária.2 Tratamento das águas cinzas Na Figura (4. 4. • pia do banheiro.

com. como a Secretaria da Saúde e Cetesb.7) mostram esquemas de águas cinzas.Curso de esgotos Capitulo 04. As Figuras (4.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.2 .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4-4 . Figura 4. indústria e prédios de apartamentos.3 .2) a (4. as águas cinzas podem ser usadas também em comércio.br 09/07/08 Com as modificações do código da Califórnia feitas em 18 de março de 1997. Parece ser um conceito geral de que não existe uma solução universal do uso das águas cinzas que se aplique a tudo. Não esquecer também que as águas cinzas tem que ser aprovado pelos órgãos sanitários.

Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.6 .5 .Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4-5 .br 09/07/08 Figura 4.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.com.Curso de esgotos Capitulo 04.4 .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

será reduzida a permeabilidade e a aeração. cloretos.com.7 .Curso de esgotos Capitulo 04. Riscos no meio ambiente A vantagem é reduzir o uso de água potável. A irrigação será subsuperficial sempre. 1967 são os mais conhecidos no mundo. Ao longo do tempo. Alguns detergentes usados em lavanderias possuem boro. não deve ser feita irrigação por aspersão devido as bactérias que ficarão no ar. 4-6 .1) estão os valores em grama/dia/pessoa de águas cinzas. Na Tabela (4. aumentando o chamado índice SAR.br 09/07/08 Figura 4. 4. Riscos no solo Há tendência do solo ficar alcalinizado.50 abaixo do fundo da tubulação por onde passam as águas cinzas. que mede a absorção de sódio pelo solo.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Qualidade das águas cinzas Geralmente os estudos sobre as águas cinzas apontam os seguintes parâmetros: Demanda Bioquímica de Oxigênio a 20ºC e 5 dias (DBO5 . blackwater e águas cinzas mais blackwater. portanto. A desvantagem é aumentar a poluição das águas subterrâneas e para isto devemos ter o nível do lençol freático no mínimo 1. conforme o tipo de solo.4 Riscos das águas cinzas São basicamente quatro: Riscos nas plantas O risco nas plantas é o aumento do sódio que pode descolorir as folhas devido ao ambiente se tornar muito alcalino. Riscos na saúde do homem Não existe risco a saúde do homem e. O boro é muito tóxico e queima as folhas das plantas.20) Sólidos totais em suspensão (TSS) Sólidos totais dissolvidos (TDS) para salinidade Sódio (Na) Boro (B) Contagem de bactérias Demanda química de oxigênio (DQO) Fósforo total (PT) Nitrogênio total (NT= nitrogênio total) Os estudos da Suécia de Olsen.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4. peróxidos e produtos destilados do petróleo. conforme é recomendado no Arizona. causando problema na absorção de água para as plantas.

com. ocasionando problemas de odor.Curso de esgotos Capitulo 04. Numa certa posição o DBO1 é 40% do DO consumido pela blackwater é somente de 8% do DO. As águas cinzas contém cerca de 1/10 do nitrogênio contido no blackwater.1 Resíduo total 77 53 130 Estudos feitos pela bioquímica Margaret Findley estão na Tabela (4. No Japão é obrigatório o uso das águas cinzas e água de chuva para prédios com mais de 30.1 4. Por exemplo.águas cinzas. que não é nada agradável. as águas cinzas contém menos patogênicos que o blackwater. verduras e não pode ser lançado no córrego mais próximo.000m2 ou que usem mais de 100m3/dia de água não potável.2 1. imediatamente se desenvolveram algas perto do ponto de descarga e dá uma aparência que a poluição está pior. o que é muito caro. em 5 anos poderemos ter 100 vezes limpar com luvas especiais os filtros fétidos.5mg/L no ponto de entrega 4-7 . em frutas. Portanto. O uso das águas cinzas em bacias sanitárias deve ser feito somente quando houver um tratamento completo do mesmo. compensando somente para edifícios de apartamentos muito grandes. A água tratada de esgotos sanitários nos Estados Unidos deverá obedecer a Tabela (4.1 .5 a 8.0 < 15 uH < 0.1 11 12.br 09/07/08 Tabela 4.6 Um dos problemas das águas cinzas é que a quebra das moléculas orgânicas se dá muito mais rápido do que as águas do blackwater.3): Tabela 4.6 3.Parâmetros e valores usados nos Estados Unidos para o uso da água tratada de esgotos sanitários.Valores em grama/dia/pessoa de águas cinzas. Deve ser evitado o uso de bombas centrífugas devido ao problema da constante limpeza dos filtros de 75μm.2 . blackwater e águas cinzas + blackwater. mas os coliformes aumentam após 2 ou 3 dias. Parâmetros Coliformes fecais Coliformes totais em 95% das amostras Vírus Parasitas Turbidez pH Cor Cloro livre Valores < 1/100mL < 10/100mL < 2 /50L < 1/50L < 2 uT 6.5 Nitrogênio total (NT) 1. O DBO5 da blackwater é somente 40% do oxigênio necessário no águas cinzas.2): Tabela 4.2 Fósforo total (PT) 3. Isto significa que a decomposição orgânica do blackwater continuará a consumir oxigênio num tempo maior do ponto de descarga do que as águas cinzas.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 13. Esta rápida estabilização das águas cinzas tem a vantagem de prevenir que a matéria orgânica se decomponha rapidamente no solo durante da infiltração havendo menor impacto ambiental. Tudo isto mostra as grandes diferenças entre as águas cinzas e blackwater de fezes e urina serem tratados separadamente. Uma recomendação especial é que as águas cinzas não podem ser usadas em rega de jardins. Não há casos comprovados de doenças causadas pelo uso do águas cinzas. Caso se jogue as águas cinzas num lago. O oxigênio dissolvido das águas cinzas diminui. a decomposição do águas cinzas é muito mais rápida do que o blackwater conforme se pode ver no site http://www. Além disso.com. Parâmetros Águas cinzas Blackwater Gray+black DBO5 (demanda bioquímica de oxigênio em 5 dias) 25 20 45 DQO (demanda química de oxigênio) 48 72 120 Fósforo total (PT) 2. A quantidade de oxigênio necessária para a decomposição do águas cinzas nos cinco dias DBO5 possui 90% do total da demanda de oxigênio DO consumido para a decomposição. não esquecendo que o nitrato e nitrito são causadores de câncer e são difíceis de serem removidos no tratamento.Valores em gramas/dia/pessoa de águas cinzas (água cinza) e águas cinzas + blackwater (esgoto sanitário) Parâmetro Águas cinzas Águas cinzas+ blackwater DBO5 34 71 Sólidos Totais em suspensão (TSS) 18 70 Nitrogênio total (NT) 1.3 .

O cloro bloqueia o processo metabólico da planta.4 . Cloreto Muitos detergentes possuem cloro. sendo que o excesso destrói a estrutura das argilas. Mas quando o nível de cloretos está entre 142mg/L a 355mg/L começam a aparecer os problemas que são muito sérios para níveis de cloreto acima de 355mg/L. Boro É necessário para as plantas em pequenas quantidades. Abaixo de 0.4).5 a 8. Quando a quantidade de sódio no solo é menor que 69mg/L não há problemas. A desinfecção é para remover os coliformes.75 a 2.0meq/L. 4-8 .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 Uso da água de reúso em bacias sanitárias. sulfatos e carbonatos.4 conforme Tabela (4. Os problemas começam quando o sódio está entre 69mg/L a 207mg/L. Uma vez o solo danificado com sódio nunca mais será recuperado. Os problemas começam quando o boro está entre 0.com. pH Em geral o pH está entre 6. DBO5 5mg/L Coliforme fecal 75/ 100ml Para a descarga deverá ter cor azul Que seja feita análise da água uma vez por semana quando usada para descarga em bacias sanitárias. Biodegradável É chamado de biodegradável o complexo químico que pode ser quebrado em vários compostos mais simples com a atividade biológica.Curso de esgotos Capitulo 04. Quando o solo tem mais que 207mg/L de sódio os problemas são bastante severos. removendo os vazios e prejudicando a drenagem.Valores de pH Tipo de restrição Sem restrição Com restrição moderada Solo com restrição severa Valores do pH do solo <7 Entre 7 e 8 >8 Na prática são usados solos sem restrição a solos com restrição moderada. Quando o pH for menor que 7 então o solo será acido e caso seja igual a 7 o solo será neutro. Sódio Age como veneno. Tabela 4.75meq/L (miliequivalente/litro) de boro não há problemas. pois reduz a habilidade de tirar água do solo. cálcio que age combinado em forma de cloretos. Alcalinidade É uma solução de sódio.11). Em concentrações abaixo de 142mg/L de cloreto não causa problema. Fosfatos É bom para plantas e usado como fertilizante. conforme Texas A água de reúso de esgotos tratados no Texas para ser usada em descarga em bacias sanitárias tem as seguintes condições (Texas chapter 310 Rules: e310.0 e ficam piores quando a quantidade de boro é maior que 2. No Arizona não se usa a água da torneira da cozinha devido a ser encontrado um número muito grande de coliformes fecais: 88400/ 100mL. potássio. Quando o solo tiver pH maior que 7 será básico.

Classe Doce Salobra Salina Muito salgada Fonte: Fetter. Classificação da água segundo ETP. Ela mede os sais dissolvidos na água e quanto maior a concentração de sais e minerais.96 Condutividade (μmohos/cm)= soma dos cátios (meq/L) x 100 Um valor médio que pode ser usado nas estimativas de TDS é: TDS= 0.000 μS/cm. 1997).000 a 100.000 >100. 1997: TDS (mg/L)= A x condutividade (μmohos/cm) Sendo: A= 0. sob a forma de carbonatos.000 1. maior é o potencial de impactos adversos às plantas e ao solo. Tabela 4. conforme Tabela (4. 1986 Concentração de CaCO3 Água mole (água branda) 0 a 75mg/L Água moderadamente dura 75 a 150mg/L Água dura 150 a 300mg/L Água muito dura >300mg Fonte: Macedo. Tabela 4. as águas naturais possuem condutividade elétrica entre 5 a 50 μS/cm enquanto a água do mar está entre 50 a 50.Curso de esgotos Capitulo 04. É medida por um aparelho chamado condutivímetro. Condutividade Elétrica CE A condutividade elétrica da água (CE) é um indicador da salinidade. São expressos geralmente em ppm de CaCO3.64 xCE Sendo: TDS= sólidos totais dissolvidos (mg/L) CE= condutividade elétrica (μmhos/cm) A classificação da água conforme os sólidos totais dissolvidos (TDS) está na Tabela (4.com.000 4-9 . 1994 TDS (mg/L) 0 a 1.000 a 10.54 a 0. Existe relação entre CE que fornece o TDS.6 .Classificação da dureza das águas conforme concentração de CaCO3.000 10.Classificação das águas baseado no Sólido Dissolvidos Ttotal (TDS). 1mS/m= 10 μmhos/cm 1μS/cm (microsiems/cm)= 1 μmhos/cm (micromhos/cm) Tabela 4. Classificação da salinidade Água não salina Água ligeiramente salina Água meio salina Água moderadamente salina Água muito salina Condutividade Elétrica (CE) (mhos/cm) 0 a 2000 2000 a 4000 4000 a 8000 8000 a 16000 > 16000 Segundo Mestrinho 1997.6). 2004 Águas e Águas. a condutividade elétrica é a capacidade da água de transmitir a corrente elétrica.br 09/07/08 Dureza (Carbonato de Cálcio CaCO3) É uma medida da capacidade da água em consumir sabão e formar incrustações e deve-se a presença de compostos de Ca e Mg. É medida em microsiemens/cm (SI) a uma determinada temperatura em graus Celsius.Classificação da salinidade conforme condutividade elétrica CE. Conforme Macedo.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. conforme Mestrinho.7). Para irrigação é melhor uma água mole (água branda) do que uma água dura.5) (Mestrinho. 2004.5 . sulfatos e cloretos conforme Tabela (4. em geral.7 .

04 Mg 2+ 24. Os índices maiores que 13 reduzem a permeabilidade e aeração dos solos causando problemas na irrigação. rosas. agapanto.5 Geralmente as concentrações são expressas em meq/L. 1995 Exemplo 4. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial.8).Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. mmol/L= mg/L / peso molecular Molaridade= mol/L = mmol/L / 1000 Miliequivalente/litro (meq/L)= mmol/L= mg/L/peso equivalente (Hounslow. camélia. Peso equivalente Espécie Peso molecular Valência Peso molecular / valência Na+ 22. Relembremos que a troca catiônica é muito importante. Altos níveis de cálcio tendem a tornar o solo alcalino. Plantas que não gostam muito de sódio: Jasmim e outras.312= 0. Plantas que gostam das águas cinzas Grama bermuda. Cálcio (Ca) Em quantidades apropriadas o cálcio é um micronutrientes para as plantas. Tabela 4. Magnésio (Mg) Em quantidades apropriadas o magnésio é um micronutrientes para as plantas. O índice SAR está relacionado com a condutividade elétrica CE. conforme Fetter. gardênia. Geralmente são plantas que gostam da acidez e não gostam de ambiente alcalino: azálea.Peso molecular. É a troca iônica que é muito importante em argilas que podem remover metais pesados.com. meq/L= mg/L /peso equivalente = 6 mg/L / 12. Altos níveis de magnésio tendem a tornar o solo alcalino. etc.08 2 20.49 meq/L Quando o índice SAR está entre 2 a 10 indica que não há perigo do sódio.312 2 12.312 Fonte: adaptado de Hounslow. o manganês e o cálcio ficando no lugar deles. SAR= Na+ / [(Ca2+ + Mg2+)/2]0.8 .1 Calcular em meq/L de 6 mg/L de Mg. 1995) Peso equivalente= peso molecular / valência O sódio tem valência=1.991 1 22.Curso de esgotos Capitulo 04.br 09/07/08 Adsorção de sódio (SAR-Sodiumn adsorption ratio) A adsorção de sódio é um parâmetro importante. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR. pois seguem esta ordem: Na+ > K+ > Mg2+ > Ca 2+ Isto significa que o sódio substitui o potássio. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. Geralmente o nível de magnésio no solo não apresenta problema. violetas. Plantas que não gostam de águas cinzas.991 Ca 2+ 40. 4-10 . conforme Tabela (4. valência e peso equivalente. etc. begônia. 1994. o cálcio tem valência=2 e Mg tem valência=2. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR. O perigo começa quando SAR está entre 7 a 18 e fica grave quando SAR está entre 11 e 26.

3 Exemplo 4. calculado conforme Método de Penman-Monteith.com.3 a 0.9) os valores médios mensais da evapotranspiração de Guarulhos. Em uma semana teremos 1litro/m2= 1mm /m2 4-11 .1 Achar a área de gramado LA que pode ser usada em uma casa que tenha 160litros/ dia das águas cinzas para o mês de janeiro na cidade de Guarulhos.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Evopotranspiração Mês mensal média (mm/mês) (mm/mês) (mm/semana) janeiro 140 35 fevereiro 126 32 março 130 33 abril 107 27 maio 85 21 junho 73 18 julho 81 20 agosto 104 26 setembro 108 27 outubro 130 33 novembro 139 35 dezembro 144 36 A Figura (4. Figura 4.10) Tabela 4. Tabela 4.10 .Figuras mostram a precipitação e evapotranspiração 4.Valores de evapotranspiração de Guarulhos obtido pelo método de Penman-Monteith FA0. bem como da evapotranspiração.8) mostra a diferença de histogramas de precipitações mensais da Califórnia e Flórida. Os gráficos servem de alerta para os estudos de precipitação e evapotranspiração.8 Planta que tem consumo médio de água 0. recomendado pela FAO.br 09/07/08 Evapotranspiração Apresentamos na Tabela (4.Coeficiente da cultura Kc Tipo de plantas Kc Planta que consome muita água 0. 1998.5 a 0.9 . 1998.6 Área para irrigação com águas cinzas A área é dada pela equação: LA= GW / (ETo x Kc) Sendo: LA= área para landscap (paisagismo) (m2) GW= estimativa de águas cinzas (mm/semana) Kc= coeficiente da cultura (adimensional).8.Curso de esgotos Capitulo 04. Observa-se que na Flórida chove bastante quando há alta evapotranspiração e na Califórnia chove muito pouco.5 Planta que consome pouca água Menor que 0. conforme Tabela (4.

9 Reservação das águas cinzas Geralmente os reservatórios para armazenar as águas cinzas possuem volumes que variam de 80 L até 600 L. 4-12 .115mm. A pressão máxima no gotejador deverá ser de 14mca e caso seja maior.5 LA= GW / (ETo x Kc )= 11200mm/ ( 35 x 0. 4.br 09/07/08 GW= 160 litros/dia x 7 dias= 11. Os emissores do gotejamento deverão ter abertura de 1. ou seja. deverá haver um redutor de pressão.4 m3/h. A pressão máxima deverá ser de 28mca e os tubos deverão estar enterrado cerca de 200mm. O objetivo é obter a aceitação do processo. para uma residência. A bomba deverá ter vazão mínima de 2. 1200μm devendo ser resistente contra raízes.Curso de esgotos Capitulo 04.2mm. Deverá haver filtro com capacidade aproximada de 6m3/h. 1999. 0. Tubos perfurados Diâmetro mínimo de 75mm Material.5) = 63m2 Portanto. O período de detenção da água servida em reservatório deve ser sempre menor ou igual a 72h. podemos irrigar subsuperficialmente 63m2 de grama tipo bermuda usando as águas cinzas.com. Na Califórnia é usado reservatório sempre maior que 200L.25% 4. sendo considerada a conta anual de água de US$ 250. o custo aproximado é de US$ 1.7 Custos Nos Estados Unidos. conforme Arizona.8 Aceitação pública É sempre aconselhável a educação pública e estudar as atitudes das pessoas e dos órgãos do governo para o uso do águas cinzas. Supondo-se uma economia de 19% obtém-se o pay-back em 15 anos. PEAD ou outro Comprimento máximo: 30m Espaçamento mínimo= 1. mas de preferência deve ser menor ou igual a 24h. PVC. ou seja.20m Declividade mínima do tubo= 0. Irrigação por gotejamento A irrigação por gotejamento é subsuperficial e deverá ter bico de no máximo 115μm.200litros= 11200mm Grama tipo bermuda com coeficiente de cultura Kc= 0. Nunca se deve armazenar águas cinzas que não tiver sido tratado.000 para as águas cinzas serem usadas em bacias sanitárias. 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

4-13 . Tabela 4. mas apresenta problemas e não é recomendado.12). As águas das banheiras e chuveiros são usadas em 15% dos casos. para obter a chamada águas cinzas. 4. usa-se somente as águas da máquina de lavar roupa. Austrália e Inglaterra. 4. o que pode ser feito para uso em irrigação. o custo será alto. Uma maneira mais simples é filtrar as águas cinzas para evitar entupimentos e usá-lo em irrigação subsuperficial. Austrália e Inglaterra.11 Uso da água Na Tabela (4.11) temos o uso da água e porcentagem nos Estados Unidos. Tabela 4.br 09/07/08 4. Várias fontes de que provêem Porcentagem das casas que as águas cinzas usam águas cinzas provindo das varias fontes (%) Lavagem de roupas 66 Banheira e chuveiro 15 Torneira da cozinha (não 10 aconselhado) Torneira do banheiro 5 Outros usos 4 Total 100 Nota: o uso do águas cinzas em todos os casos foi para irrigação 4. até o uso de osmose reversa. Uso da água Lavagem de roupas Bacias sanitárias Água para beber e cozinhar Rega de jardins Banheira e chuveiro Total USA 13 29 3 35 20 100 Austrália 15 19 5 35 26 100 UK 12 35 19 6 28 100 4.13 Técnicas e Tecnologias Para o uso das águas cinzas deve ser considerada a técnica e tecnologia disponível. mostraram que em 66% dos casos. Acredito que somente em edifícios muito grandes (da ordem de 30. mesmo assim.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 04. Todos estes processos custam muito e somente é recomendado após estudos de benefício/custo. secundário e terciário. Primeiramente pode-se querer usar as águas cinzas sem nenhum tratamento. banheiro etc: 100 litros/pessoa/dia Lavagem de roupas: 60 litros/pessoa/dia. A água da torneira do banheiro é usada somente em 5% dos casos e o restante 4% são outros usos.10 Volume de água para dimensionamento O código da Califórnia prevê: Primeiro quarto: 2 pessoa/quarto Para quarto adicional: 1 pessoa/quarto Chuveiro. que é muito usado na Califórnia.000m2 de área de construção) é que compense o tratamento completo do águas cinzas e.12 . Isto inclui carvão ativado.14 Recomendações finais O uso das águas cinzas deve ser feito com muita cautela sendo necessários estudos de benefício/custo e cuidados na utilização.Porcentagens das varias fontes utilizadas para o águas cinzas. O uso das águas cinzas com pequeno tratamento pode ser feito para irrigação de jardins e gramados subsuperficial. algumas vezes. com sucesso. A água da torneira da cozinha é usada em 10% dos casos.11 . desinfecção e.com.Uso da água em porcentagem nos Estados Unidos.12 Uso das águas cinzas Pesquisas cujos resultados estão na Tabela (4. Outra solução é fazer o tratamento primário.

fáceis de serem instalados e reaproveitáveis. A solução proposta é o tratamento completo das águas cinzas para ser usada em bacias sanitárias. aconselhando que o armazenamento seja. isto é. Espera-se uma redução da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de 96%. A eficiência do sistema começa a partir dos 3 meses de funcionamento quando a DBO atinge a redução de 92% e. Não há peças girantes. Deverá haver dois tratamentos. Septo difusor tipo II de polietileno para o tratamento aeróbio.3 Solução técnica O uso das águas cinzas sem tratamento não é possível. mesmo assim aconselha-se fazer a cloração da água do reúso com o mínimo de 0.5mg/L. c.Curso de esgotos Capitulo 04. Tanque séptico de polietileno para o tratamento anaeróbio. que poderá ser feito através de dosador automático com custo aproximado de R$1. A cloração é feita no reservatório enterrado após o efluente sair dos septos-difusores. 4. existe um problema de odor provocado pela rápida decomposição da matéria orgânica existente. 4.00. Serão reaproveitadas as águas de lavagem do corpo humano. Nos septos difusores que são de polietileno com colméia interna.15. sendo um anaeróbio e outro aeróbio. b. a partir de 4 meses.15.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A grande vantagem é que a limpeza do tanque séptico é de um ano.15. O reúso das águas cinzas será usado somente para descargas em bacias sanitárias. O projeto é elaborado conforme normas técnicas da ABNT concernentes ao tratamento de esgotos: ABNT 7229/93 e 13969/97. Com o reúso da água certamente irá diminuir a tarifa de água e esgoto a ser paga à concessionária local. comparando-se ao tratamento de uma estação de lodo ativado e muito superior as fossas sépticas tradicionais que reduzem somente 35% a 60% da DBO. No tratamento anaeróbio será feito em tanques de polietileno. ou seja. Nos Estados Unidos o uso do águas cinzas é para irrigação subsuperficial.2 Aspecto legal No Brasil ainda não existe norma da ABNT sobre o uso das águas cinzas. no máximo. ou seja. ambas localizadas nos banheiros. 4.4 Cloração Não há legislação no Brasil sobre as águas cinzas.000m2 ou que gastem mais de 100m3/dia de água não potável. o tempo de duração média de uma obra e toda a água que passa nos chuveiros e torneiras de lavatórios serão reaproveitadas. No tanque séptico realiza-se o tratamento anaeróbio e depois o efluente vai para os septos difusores. 4-14 .5 Proposta Consideramos que a APEX se utiliza dos seguintes índices: • 1 vaso sanitário para cada 20 pessoas • 1 chuveiro para cada 10 pessoas O dimensionamento foi de canteiro de obras de 10 pessoas até 140 pessoas e foram usadas as normas da ABNT já citadas. No Japão é usado somente para prédios com mais de 30. A água dos chuveiros e lavatórios dos banheiros é encaminhada para o tanque séptico de polietileno. daí ser necessário o tratamento. realiza-se o tratamento aeróbio. Propomos a construção modular de Tanque Séptico + Septos difusores na seqüência: a. a água de lavagem que estamos considerando possui pequena quantidade de fezes e de urina. de 72h e alguns estados americanos aconselham no máximo de 24h. que apresentam menos patogênicos e 1/10 do nitrogênio de um esgoto provindo da bacia sanitária. a água de banho e de lavagem das mãos. para água não potável para os canteiros de obras em todo o Brasil.500.15. Mesmo assim. Trata-se do que é chamado mundialmente das águas cinzas. atinge 96%. Exemplo de caso: APEX .15.reúso da água usando águas cinzas 4.br 09/07/08 4.15. Não há motor.com. considerando manutenção anual e contribuição de 50 litros/pessoa x dia. Apesar das águas cinzas ter pouca matéria orgânica.1 Introdução O objetivo da APEX é o reúso dps esgotos sanitários para uso não doméstico. 4.

a mão de obra para retirada é de aproximadamente 20%.15.20m x W= 1.00m x H=0.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda com telefone 4611-1379 ou 4611. 100mm para funcionar como overflow.15) estão os tanques sépticos e septos difusores em função do número de bacias sanitárias e número de chuveiros.br Septo difusor Tanque séptico Caixas d água Caixas L=1.com. tipo Nauger. conforme Tabela (4.81/m3. e. A mão de obra para instalação é de cerca de 30% a 40% do custo do material e. extravazão.2167 e http://www. rega de jardins ou lavagem de formas.Custos dos materiais fornecido pela firma Rotogine. Após esse tratamento o efluente vai para um.00 229 500 356 465 637 946 1328 1949 2260 Resultado final Na Tabela (4. bem como os volumes dos reservatórios inferiores e superiores necessários. reservatório enterrado de polietileno de onde a água de reúso será encaminhada por bombeamento para o reservatório superior de água não potável para abastecer as bacias sanitárias.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00 144 250 180 Tipo II 1050.kneplast. 4-15 . g. O sistema de bombeamento deverá ser automatizado com sistema de ligadesliga.13). No reservatório inferior deverá ser feita a cloração de. O prazo de duração dos materiais é de 20 anos.44m de polietileno (para água não potável) e gorduras Custo do Tanque Séptico Polietileno (litros) R$ (litros) 1500 553 315 2000 708 500 3000 1150 1000 4000 1639 1500 5000 1892 2000 6000 2385 3000 7000 2770 5000 8000 2962 7500 10000 Data base: 8 de dezembro de 2003 Material Polietileno Material Tipo R$ (litros) R$ R$ 116 100 142 Tipo I 235. f.14) e (4. 4.6 Custos O custo fornecido é de data de 8 de dezembro de 2003.Curso de esgotos Capitulo 04.5mg/L. Ainda no reservatório inferior será instalada bomba simples. no mínimo. no mínimo. O destino da extravazão será a rede coletora de esgoto sanitário público existente.br 09/07/08 d. ou seja. O custo médio do metro cúbico de água tratada é de R$ 0.com. Neste reservatório inferior deverá haver uma canalização de. para encaminhamento da água de reúso para o reservatório superior ou outro destino como lavagem de pátio. Elaboramos quatro grupos de bacias sanitárias e chuveiros para facilitar o dimensionamento. Tabela 4. 0.13 .

14 .com.Tanques sépticos e número de septos difusores em função do número de bacias sanitárias e chuveiros.Curso de esgotos Capitulo 04.Tanques sépticos e número de septos difusores em função do número de bacias sanitárias e chuveiros. Reservatórios de água não potável Inferior (litros) 500 500 500 1000 1000 1000 1000 1500 1500 1500 1500 2000 2000 2000 superior (litros) 500 500 500 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1500 1500 1500 Volume de água não potável disponível Bacia Sanitária (litros/dia) 300 600 900 1200 1500 1800 2100 2400 2700 3000 3300 3600 3900 4200 Outros fins (litros/dia) 1395 1710 2065 2240 2550 2620 2890 2840 3070 2850 3035 2740 2885 3030 4-16 .br 09/07/08 Tabela 4. Bacias Sanitárias Chuveiros Número de pessoas Tanque Séptico (anaeróbio) (litros) 2000 3000 4000 4000 5000 5000 6000 6000 6000 6000 7000 7000 7000 8000 Septo difusor Tipo II (aeróbio) 2 2 2 4 4 4 4 6 6 6 6 8 8 8 4 4 4 8 8 8 8 12 12 12 12 14 14 14 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 2 2 2 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 Tabela 4.15.continuação.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

040.55 8.050.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 04.00 229.65 R$ 0. sistema liga-desliga e timer Dosador automático de cloro Volume diário = 4.16 .81/m 3 2.00 1 3 1 1 Verba Verba 4-17 .022. tubulações.00 20.99m3/dia Numero de dias no ano= Volume anual recuperado(m3)= Custo total (R$)= Juros anuais =8% ao ano Número de anos = 20 Amortização anual (R$)= Custo do reúso 5 365 1825 10.00 1. Tabela 4.00 1.com.Custo médio para canteiro de 70 pessoas Canteiro de obras para 70 pessoas Material Quantidade R$ Tanque séptico de polietileno 6000 litros Septo difusor Tipo II Reservatório inferior polietileno 1000 litros Reservatório superior polietileno 1000 litros Bomba.17) apresenta o custo médio de canteiro.00 229.br 09/07/08 A Tabela (4.16) e (4.385.

040.00 Total= R$ 2.102.102.15 80.Curso de esgotos Capitulo 04.75 1.50 309.75 1.50 80.00 229.252.continuação.15 450.00 229.15 309.219.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.385.00 229.50 309.00 3.15 450.55 Total Material Mão de obra Material +mão de obra 4-18 .15 10.br 09/07/08 Tabela 4.75 4.com.385.Custo médio para canteiro de 70 pessoas Total Material Mão de obra Material +mão de obra R$ 2.15 80.00 3.00 1.150.500.150.252.15 309.15 R$ 3.00 R$ 834.00 R$ 834.75 4.00 1.00 Total= 10.00 229.17.50 80.040.219.500.55 R$ 3.

4-19 . O maior problema das águas cinzas é que não há normas técnicas brasileiras a respeito e normalmente se adotam soluções cujos resultados não baseados em pesquisas feitas no Brasil.16 Problemas com as águas cinzas.br 09/07/08 4. Recomenda-se cautela em aplicação de águas cinzas em descargas em bacias sanitárias tendo em vista a falta de norma da ABNT e de responsabilidade técnica de operação e manutenção do sistema de águas cinzas e o quem será o profissional do CREA que colocará a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).com.Curso de esgotos Capitulo 04.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Lewis publishers. Departamento Nacional de Produção Mineral em convênio com ABAS.Curso de esgotos Capitulo 04.11) in -http://www.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda. Universidade de São Paulo. PACHECO. -http://www.17 Bibliografia e livros recomendados -HOUNSLOW.kneplast.csbe. 2003.analysis and interpretation.net/faq/sbebmudgwstudy. Ministério de Minas e Energia.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 397páginas. Water quality data.com.htm -http://www.oasisdesign.br -TEXAS CHAPTER 310 RULES: e310. 1995 ISBN 087371-676-0. PEDRO CAETANO SANCHES ET AL.watercasa.oasisdesign. www.org/águas cinzas/contents. ISBN 85204-1450-8. Reúso de Água. -MESTRINHO. ARTHUR W.br 09/07/08 4.net/faq/SBebmudGWstudy.htm 4-20 .com. Geoquímica e contaminação de águas subterrâneas.org/ -MANCUSO.htm -http://www.Associação -ROTOGINE. SUELY S.

Curso de esgotos Capitulo 05.br Capítulo 05 Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.com. 5-1 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

Tudo isto é o que chamamos autodepuração dos cursos de água. 2000 Em 1925 foi deduzida a equação de Streeter.1.Curso de esgotos Capitulo 05. Na Figura (5. Depois. A poluição difusa conforme a gravidade do problema deverá fazer parte da análise da qualidade das águas dos rios e corregos. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. que é chamado de déficit crítico de oxigênio.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. As variáveis mais importantes usadas no balanço de oxigênio podem ser mostradas esquematicamente conforme Figura (5. Ao mesmo templo sempre existe a aeração que vai fornecendo oxigênio à agua. Após o lançamento vai havendo um decréscimo de oxigênio dissolvido devido ao consumo do oxigênio devido a DBO até chegar um ponto mínimo. Iremos apresentar uma equação global que torna a equação de Streeter-Phelps um caso particular de somente duas variáveis.com. 5. No começo o consumo de oxigênio é maior que o fornecimento de oxigênio pela aeração e o oxigênio dissolvido vai dimimnuindo até um limite crítico.1 Introdução Há duas categorias possiveis de fontes de poluição: Pontual Difusa Vamos estudar somente a poluição pontual com lançamento discreto e que pode ser medido e quantificado. começa a prevalecer o oxigênio fornecido pela aeração e o rio vai se recompondo de oxigênio até chegar ao estado inicial.Curso de água que recebe efluentes Fonte: Aisse.2): Reaeração Oxidação de carbonáceos (DBO) Oxidação do nitrogênio Fotossíntese Respiração Demanda de oxigênio pelo sedimento Oxigenação devido a presença de barramentos no curso de água 5-2 .Phelps para fazer um modelo de demanda de oxigênio (OD) para o rio Ohio nos Estados Unidos que avalia o consumo de oxigênio dissolvido relativa a DBO e a aeração ao longo do rio. São geralmente contínuos embora variem as vezes de quantidade e são provenientes de uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) ou de uma indústria poluente. Figura 5. O lançamento pontual de esgotos em cursos de água afetam a qualidade dos mesmos. dai ser necessário prever o que vai acontecer e as medidas que devem serem tomadas.br Capitulo 05.1) se vê uma estação de tratamento de esgotos lançando os efluentes num rio cujo oxigênio dissolvido estava próximo da saturação.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.

2. Temperatura 3. mas mundialmente é aceito que o OD mínimo deve ser 4mg/L ou 5mg/L. Os peixes para sobreviverem necessitam de no mínimo 2mg/L de oxigênio dissolvido (OD).Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. HEC-5Q e SIMOX (I. Nitrogênio orgânico 5-3 .com. 2006. Os softwares podem fazer os cálculos por trechos. como por exemplo. 5. O programa mais usado no mundo é o Qual2e que pode usar 15 constituintes da qualidade da água de maneira geral ou combinados: 1. 2000 e SISBAHIA (SIstema de base hidrodinâmico ambiental). QUAL2E 1987 (USEPA atual QUAL2K).1966 destacou três problemas básicos conforme Tabela (5. 2005 conforme Ferreira et al. Algas 4. CE-QUAL-RIV1.br Figura 5. 50m. WASP.1. 1966 O Banco Mundial em 1998 estabeleceu dois objetivos: Estabelecer prioridades para reduzir as demandas existentes de esgotos sanitários Prever os impactos para as novas descargas. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.2 Softwares Podemos usar uma planilha Excel ou usar programas gratuitos como o Qual2e.Variáveis importantes para o oxigênio dissolvido em cursos de água Azevedo Neto. Oxigênio dissolvido 2.Curso de esgotos Capitulo 05. o Simox II do Centro Panamericano de Engenharia Sanitaria e Ambiental CEPIS/OPS citado por Aisse.Tipo de problemas em balanço de oxigênio dissolvido em rios Problemas Tipo de problemas Determinação da curva da depressão do oxigênio ao longo do rio I Grau de tratamento de esgoto requerido para evitar problemas de oxigênio dissolvido OD II III Determinar a população máxima cujos despejos poderão ser recebidos em um curso de água.1) Tabela 5. Segundo o Banco Mundial existem os seguintes softwares: WQAM. II e III) da OPAS e CEPIS. Fonte: adaptado de Azevedo Neto.

3 Classificação do estado trófico Na Tabela (5. 9. 6. 7. Variavel Tabela 5.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR. Amônia Nitrito Nitrato Fósforo orgânico Fósforo dissolvido Coliformes Constituintes não conservativos (arbitrário) Três constituintes conservativos. 11.2) apresentamos uma classificação do estado trófico.com. Na Figura (5. 2004 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 8.3.pdf 5. Trataremos neste capítulo somente de lançamento de efluentes em córregos e rios.Observar que o oxigênio dissolvido está em porcentagem do oxigênio dissolvido de saturação que é usual esta forma de apresentação. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.3) temos o disco de Secchi que é muito usado.Curso de esgotos Capitulo 05. Figura 5.epa.2.4 Lançamento dos efluentes A análise simplificada da qualidade podem ser em: Córregos e rios Lagos e reservatórios Estuários Mar.Classificação do estado trófico Estado trófico Oligotrófico Mesotrófico Eutrófico >20 μg/L >10 μg/L <2m <1% Fósforo total (μg/L) <10 μg/L Entre 10 μg/L/ e 20 μg/L Clorofila-a (μg/L Chl-a) <4 μg/L Entre 4 μg/L a 10 μg/L Profundidade no disco de Secchi (m) <4m Entre 2m a 4m Oxigênio do hypoliminio em % de >80% Entre 10% a 80% saturação Fonte: http://www. 1993 são apresentadas as seguintes relações que serão úteis nos cálculos: Vazão no rio: Qx Descarga de esgotos: QD 5-4 .Disco de Secchi Fonte: Lampanelli.5 Cálculo de Lo após a mistura com o despejo Conforme Metcalf e Eddy. 12. 5.br 5. 10.

Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. quais as características das águas do rio neste ponto? DB0mistura = (Qrio x DB0rio + Qcórrego x DB0córego) / ( Qrio + Qcórrego) DB0mistura = ( 45 x 5 + 5x 50) / ( 45 + 5)= 9.400= 846. DBO igual a 50mg/L. oxigênio dissolvido igual a 6.br A vazão Q é a soma das duas: Q= Qx + QD A DBO do curso de água é Lx e a dos esgotos é LD e a DBO da mistura Lo será: Lo= (Qx . concentração de oxigênio dissolvido igual a 32 mg/L e temperatura de 26ºC.1 Seja um rio onde é lançado efluentes de esgotos tratados.936m3 Vamos agora calcular a DBO da mistura e que denominaremos Lo Lo= (Qx . LD) / Q t= (733536 x 15 + 113400x 20) / 846936 = 15. Dx +QD . LD) / Q OD= (733536 x 9.05mg/L Tmistura = (Qrio x Trio + Qcórrego x Tcórrego) / (Qrio + Qcórrego) Tmistura = (45 x 20 + 5 x 26) / (45 + 5)=20. Lx + QD . DBO igual a 5mg/L. OD e Temperatura: Para o cálculo da DBO da mistura: DB0mistura = (Qrio x DB0rio + Qcórrego x DB0corrego) / (Qrio + Qcorrego) Para o cÁlculo do oxigênio dissolvido da mistura: ODmistura = (Qrio x ODrio + Qcorrego x ODcorrego) / (Qrio + Qcorrego) Para a temperatura da mistura: Tmistura = (Qrio x Trio + Qcorrego x Tcorrego) / (Qrio + Qcorrego) Exemplo 5.0mg/L Temperatura= 15ºC Parâmetros dos esgotos lançados no rio Volume diário= 113.5 + 5 x 2) / ( 45+5)=6. Parâmetros do rio: Volume diário= 733.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.8 mg/L Piveli e Kato. LD) / Q O déficit de oxigênio Do da mistura é calculado da seguinte maneira.7ºC Calculemos o Oxigênio Dissolvido da mistura OD Lo= (Qx .0 + 113400x 0) / 846936 = 7. Do= (Qx . DD) / Q Exemplo 5.0mg/L Temperatura= 20ºC A vazão total Q= Qx + QD = 733.5mg/L ODmistura = (Qrio x ODrio + Qcórrego x ODcórrego) / ( Qrio + Qcórrego) ODmistura = (45 x 6.400m3/dia= QD DBO= 200mg/L OD= 0.Curso de esgotos Capitulo 05. Lx + QD .2 (Pivelli e Kato. Supondo-se que a 50m a jusante a mistura já tenha sido completada. descarrega suas água em um rio de vazão igual a 45 L/s.536m3/dia= Qx DBO= 1mg/L OD= 9. Lx + QD . 2006) Dado um rio poluído com vazão de 5 L/s.com. LD) / Q Lo= (733536x1.0 + 113400x200) / 846936 =27.536 + 113. Lx + QD .6ºC 5-5 .5mg/L e temperatura de 20ºC.6mg/L =DBO da mistura Vamos calcular a temperatura da mistura: Lo= ( Qx . 2006 apresentam as seguintes relações para as misturas:DBO.

justifica-se uma campanha de amostragem.Lagoas facultativas.1735 x 10-6)= 6. Exemplo 5.com.Tratamento anaeróbio. . A vazão de esgotos é obtida através dos procedimentos convencionais. a montante do lançamento dos despejos.Curso de esgotos Capitulo 05. Caso o curso d'água já se apresente bem poluído a montante. o valor de OD será bem inferior ao teor de saturação.9 Vazão de esgotos Conforme Sperling. por segurança. 1996. 5. contribuição per capita.10 Oxigênio dissolvido no esgoto Conforme Sperling. 5.Lodos ativados e filtros biológicos.10 é usada como a vazão mínima nos projetos de avaliação das cargas poluidoras. as seguintes considerações podem ser efetuadas: . .log (H+) e que (H+)= 10 –pH (H+)mistura = ( Qeta x (H+)eta + Qpoço x (H+)poço + Qfonte x (H+)fonte / ( Qeta + Qpoço+Qfonte) (H+)mistura = ( 20 x 10-8 + 5 x 10-9+ 5 x 10-6 / ( 20+5+5) = 0. é um produto das atividades na bacia hidrográfica a montante. A maioria dos peixes não sobrevive quando a quantidade de OD< 3mg/L. de forma a incluir os principais focos poluidores. os teores de oxigênio dissolvido são normalmente nulos ou próximos a zero.Tratamento primário. OD pode ser adotado. 1996 a vazão de esgotos considerada em estudos de autodepuração é usualmente a vazão média. Achar o pH da mistura? Lembremos que o pH= . É um importante indicador para ver a existência da vida aquática. adota-se usualmente. Se o emissário de lançamento final for longo.br 5.10 com sete dias consecutivas e período de retorno de 10anos. A vazão Q7.76 5. implicando em um elevado consumo de oxigênio pelos microrganismos decompositores.log(0. contribuição específica (no caso de despejos industriais) etc. podendo o OD subir a 2 mg/l ou mais. Efluentes de lagoas facultativas podem apresentar teores médios de OD elevados. Existe ainda um poço tubular profundo com vazão de 5 L/s e pH=9. Isto se deve à grande quantidade de matéria orgânica presente.1735 x 10-6 (pH)mistura= . Efluentes desses sistemas sofrem uma certa aeração nos vertedores de saída dos decantadores secundários. Efluentes de processos anaeróbios de tratamento possuem também um OD igual a zero. a montante do lançamento O teor de oxigênio dissolvido em um curso d'água. 5-6 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. nos cálculos de autodepuração. 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 5. 2006.0 e uma fonte de água que é clorada e tem vazão de 5 L/s e pH=6. este oxigênio poderá vir a ser consumido. 1996 nos esgotos. Efluentes de tratamento primário podem ser admitidos como tendo OD igual a zero. Assim. o OD do esgoto bruto como zero.0. como 80 a 90% do valor de saturação de oxigênio conforme Sperling. . infiltração.3 Seja uma cidade que tem uma Estação de Tratamento de Água que produz vazão de 20 L/s e o pH da água pH=8.7 Vazão Q7. O oxigênio entra na água por absorção diretamente da atmosfera ou pelas plantas aquáticas e pela fotossíntese das algas. Em tal situação. sem coeficientes para a hora e o dia de menor consumo. ou mesmo que os estudos de autodepuração se estendam para montante. O oxigênio é removido da água pela respiração e decomposição da matéria orgânica e medido em mg/L.10 Oxigênio dissolvido no rio. face à DBO remanescente do tratamento. Caso não seja possível coletar amostras de água neste ponto.0. Se este apresentar poucos indícios de poluição.10 A vazão Q usada é a conhecida vazão ecológica também chamada de Q7. Caso o esgoto seja tratado. Para a criação de peixes o ideal é OD entre 7mg/L a 9mg/L. utilizando-se dados de população.6 Mistura de diversas águas com pH Vamos seguir o exemplo dado por Piveli e Kato. em torno de 5 a 6 mg/l face à produção de oxigênio puro pelas algas.8 Oxigênio dissolvido O oxigênio dissolvido (OD) é encontrado em bolhas microscópicas de oxigênio que ficam misturadas na água e que ficam entre as moléculas. Metcalf & Eddy adotam 90% do valor da saturação. pode-se estimar a concentração de OD em função do grau de poluição aproximado do curso d'água.

11 DBO5 do esgoto A concentração da DBO5 dos esgotos domésticos brutos tem um valor médio da ordem de 250-350 mg/l (mg/l= g/m3).Curso de esgotos Capitulo 05.5mg/L a 3.br Dica: quando não temos dados podemos adotar para o rio 80% a 90% da saturação de oxigênio dissolvido. Para o caso de runoff 3mg/L.com. Pode-se estimar também a DBO dos esgotos domésticos através da divisão entre a carga de DBO (kgDBO/d) e a vazão de esgotos (m3/d). Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 5.0mg/L em rios. Dica: quando não se tem dados podemos supor que DO= 1mg/L no runoff. Dica: caso não tenhamos dados sobre DBO podemos adotar DBO entre 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 1984 a transformação para se obter oxigênio: 5-7 . Demanda total diária e por habitante Conforme Dacach.

1084 a população equivalente pode ser definida como: Pe= Di / Dh Sendo: Pe= população equivalente ao esgoto de uma indústria. como as do ramo alimentício. Calcular a produção diária de oxigênio consumido pela DBO se o volume V= 10.3) apresenta faixas típicas de remoção da DBO de diversos sistemas de tratamento de esgotos predominantemente domésticos.000 m3/dia x 300mg/L= 3.000g/dia / 50. por exemplo (hab) Di= demanda diária (g) Dh= demanda de oxigênio devido a DBO adotada como mínimo como por exemplo 54g/hab x dia.Curso de esgotos Capitulo 05. Tabela 5.000g de oxigênio. estes devem ser incluídos no cálculo.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.3.br Dt= V x DBO Sendo: V= volume de produção diário de esgoto (m3/dia) DBO= demanda (mg/L=g/m3) Dt= demanda diária de oxigênio (g) Dh= Dt / P Sendo: Dh=demanda de oxigênio por habitante (g) P= população habitantes Exemplo 5. Tais valores podem ser obtidos por meio de amostragem ou através de dados de literatura.000m3/dia Dt= V x DBO 300mg/L= 300 g/m3 Dt= 10.Eficiências típicas de diversos sistemas na remoção da DBO Sistema de tratamento Eficiência na remoção de DBO (%) Tratamento primário 35 – 40 Lagoa facultativa 70 – 85 Lagoa anaeróbia-lagoa facultativa 70 – 90 Lagoa aerada facultativa 70 – 90 Lagoa aerada de mistura completa-lagoa de decantação 70 – 90 Lodos ativados convencional 85 – 93 Aeração prolongada 93 – 98 Filtro biológico (baixa carga) 85 – 93 Filtro biológico (alta carga) 80 – 90 Biodisco 85 – 93 Reator anaeróbio de manta de lodo 60 – 80 Fossa séptica-filtro anaeróbio 70 – 90 Infiltração lenta no solo 94 – 99 Infiltração rápida no solo 86 – 98 Infiltração subsuperficial no solo 90 – 98 Escoamento superficial no solo 85 – 95 5-8 .000g/dia Dh= Dt / P Dh= 3.4 Seja uma cidade com P=50 mil habitantes e DBO de 300mg/L. principalmente aqueles oriundos de indústrias com elevada carga orgânica no efluente.000. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com. Exemplo 5.000hab= 60g/habitante por dia A norma da ABNT NB 570/1990 para projeto de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários admite 54g/hab x dia de DBO para projetos quando não se tem dados.000. Caso haja despejos industriais significativos.5 Calcular a população equivalente a uma indústria cuja demanda diária seja de 140. Admitir Dh= 54 g/hab x dia Pe= Di / Dh Pe= 140000 / 54 = 2593hab. A Tabela (5. População equivalente Ainda segundo Dacach.

13 Legislação As recomendações mais recentes brasileiras estão na Resolução Conama nº 357 /2005 que classifica os rios em classes estabelecendo limites mínimos e máximos. a montante do lançamento. São aqui também válidas as considerações sobre campanhas de amostragem e a inclusão dos focos poluidores de montante conforme Sperling.Curso de esgotos Capitulo 05.0 º C Cor 138 Turbidez 121 Oxigênio Dissolvido (OD) 3.com. a qualidade que os esgotos devem possuir ao serem lançados no corpo receptor) Padrão do corpo receptor (qualidade da água a ser mantida no corpo receptor. Tabela 5.085mg/L Nitritos 0.5.Efluentes das lagoas anaerobia e aerobia de São José dos Campos de 1963 Determinações Valores médios do efluente tratato Temperatura ambiente 24.1962 in Sperling propõe a classificação apresentada na Tabela (5. 1996.4 mg/L pH 7. é função dos despejos lançados ao longo do percurso até o ponto em questão.7 mg/L DBO filtrada 41.60mg/L NMP coliformes 924 x 103 /100mL Sólidos totais 402 mg/L Sólidos solúveis 284 mg/L Sólidos suspensos 113mg/L Sólidos sedimentáveis 8 ml/L Sólidos voláteis totais 261mg/L Sólidos suspensos voláteis 127mg/L Sólidos solúveis voláteis 133mg/L Fonte: Benoit.Valores de DBO5 em função das características do curso d'água Condição do rio Bastante limpo Limpo Razoavelmente limpo Duvidoso Ruim DBO5 do rio (mg/l) 1 2 3 5 >10 Na Tabela (5.56 Alcalinidade total 135.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.4 mg/L Nitrogenio amoniacal 13.58mg/L Nitrogenio orgânico 0.82mg/L Nitratos 0. ou seja. Klein.7mg/L o que é bastante alto. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Tabela 5. Apesar da boa redução de DBO. o efluente em DBO ainda tem 68. a montante do lançamento A DBO5 no rio.5) apresentamos análise dos efluentes de duas lagoas de São José dos Campos.0070mg/L Cloretos 45. 1964 5.4) na ausência de dados específicos.br 5.4.87 mg/L DBO normal 68.12 DBO5 no rio. em função de sua classe) 5-9 .9 º C Temperatura da água 15. Nestas condições têm-se os seguintes padrões a serem satisfeitos: • • Padrão de lançamento (padrão de emissão. sendo uma anaeróbia e outra aeróbica.

a qualidade do efluente não deve modificar a classificação do curso de água. que prejudiquem sua qualidade pela alteração dos seguintes parâmetros ou valores: I . nas águas de Classe 3 não poderão ser lançados efluentes. a 20ºC em qualquer amostra. na Classificação das Águas. tem-se: Padrão do corpo d’água (Classe 3): • concentração de DBO ≤ 10 mg/l • concentração de OD ≥ 4 mg/l Vamos nos referir ao rio Baquirivú-Guaçu existente em Guarulhos município de São Paulo para efeito de aplicação dos conceitos das leis federais e estaduais. para 80% de pelo menos 5 amostras colhidas. em 100 ml. em no mínimo 80%.br Para os parâmetros analisados no presente estudo. mesmo tratados.000. A Resolução Conama 357/05 é mais recente e mais restritiva e deverá ser obedecida verificando-se que em rios de Classe 3 o oxigênio dissolvido deverá sempre ser ≥ 4mg/L e que a DBO deverá ser ≤10mg/L. dos quais se destaca para o presente caso a DBO: -DBO5 dias. águas destinadas ao abastecimento doméstico após tratamento convencional. DBO = CDBO + NDBO Se medirmos a DBO e CDBO podemos achar NDBO= DBO-CDBO A conversão da amônia em nitrato requer quatro vezes mais oxigênio do que a conversão da mesma quantidade de açúcar para formar o dióxido de carbono e água. A DBO é um pouco maior que a CDBO e geralmente é medido nas águas de esgotos lançados nos cursos de água. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. A DBO é tipicamente dividida em duas partes: demanda por oxigênio devido aos carbonáceos CBDO e outra demanda por oxigênio devido a nitrogênio NDBO O CDBO (Demanda bioquímica de oxigênio devido ao carbonáceo) é o resultado da quebra de moléculas orgânicas como a celulose e açúcar em dióxido de carbono e água.Virtualmente ausentes: . A demanda de oxigênio devido ao nitrogênio NDBO é o resultado da quebra de proteínas. à preservação de peixes em geral e de outros elementos da fauna e da flora e dessedentação de animais e por isso requer tratamento a nível secundário. sendo 4. inclusive espumas não naturais. 5. o rio Baquirivu-Guaçu está enquadrado como corpo de água pertencente à Classe 3.Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) em 5 dias. IV . nas coleções de água desde que obedeçam as condições estabelecidas por índices máximos de vários parâmetros. O CDBO é usado em estudos de analise da qualidade de água em rios. substâncias que comuniquem gosto ou odor. III . A seção II – Dos Padrões de Emissão. De acordo com o Decreto do Estado de São Paulo n. até 10mg/l. 20ºC do despejo.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Número Mais Provável (NMP) de coliforme até 20. não inferior a 4 mg/l. 20ºC no máximo de 60 mg/l. em qualquer amostra. Como temos a DBO5 temos também a CDBO5dias para a demanda carbonácea de oxigênio. e somente poderão ser lançados.468/76.14 Diferenças entre DBO e CDBO A DBO é basicamente a quantidade de oxigênio dissolvido necessária pelas bactérias durante a estabilização da decomposição da matéria orgânica em condições aeróbicas conforme Dezuane.755/77. ou seja. determina que os efluentes de qualquer fonte poluidora não poderão conferir ao corpo receptor características em desacordo com o enquadramento do mesmo.Oxigênio Dissolvido (OD). direta ou indiretamente. Depois que é quebrada a molécula de nitrogênio forma-se usualmente a amônia que rapidamente é convertida em nitrato no meio ambiente.000 o limite para os de origem fecal. II .º 10. 5-10 . .com.substâncias solúveis em n-hexana. Artigo 18. Grau de Tratamento Requerido Para a disposição superficial do esgoto tratado no rio Baquirivu-Guaçu. Este limite somente poderá ser ultrapassado no caso de efluentes de sistema de tratamento de águas residuárias que reduza a carga poluidora em termos de DBO 5 dias. num período de até 5 semanas consecutivas. 1997. Proteínas contem açúcar ligado ao nitrogênio.Curso de esgotos Capitulo 05.materiais flutuantes. Por meio do Decreto do Estado de São Paulo nº 8.

Resolução Conama 357/2005 aplicado a rios e lagos Classe do rio OD DBO Clorofila-a (mg/L) (mg/L) μg/L 1 ≤3 <10 ≥6 <0.6. Dois grandes pesquisadores são Thomann em 1963 e Muller em 1984.4) onde podemos ver o máximo déficit de oxigênio Dc quando somente usamos duas variáveis: DBO e aeração.718.(1 – e –K2 x t) x ( pa.050 outros ≥5 3 4 Fonte: adaptado da Resolução Conama 357/05 ≥4 ≥2 ≤10 Não citado 5.7. 1966 Condições extremas de verão 25º C Condicões extremas de inverno 15º C Condições médias 20º C Plínio Tomaz 2007 32º C 13º C 20º C 5.Temperaturas de estudos Faixa para estudo Temperatura Azevedo Neto. bastante conhecida fica: D= Do x e –K2 x t + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo A representação gráfica da mesma está na Figura (5.R – Ks/H)/K2 5-11 .14 Temperatura Geralmente os estudos são feitos para três temperaturas conforme Azevedo Neto. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Tabela 5..15 Teoria A equação básica para o balanço de oxigênio em um curso de água baseda nos estudos de Thomann e Muller. Sendo: D=déficit de oxigênio (mg/L) = Cs – C Cs= concentraçao de oxigênio de saturação na água numa determinada altitude e numa determinada temperatura (mg/L) C= concentração numa determinada temperatura (mg/L) e= número e= 2.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Tabela 5. 1989 que foi obtida através da equação de Streeter-Phelps feita em 1925. Os primeiros estudos sobre oxigênio dissolvido começaram na Inglaterra em 1870 e nos Estados Unidos em 1912. D= Do x e –K2 x t + +{ [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo + +{ [KN / (K2-KN)] x (e –KN x t – e –K2 x t) }x LoN .030 ambientes lênticos 2 ≤5 <0.7). A clássica equação de Streeter-Phelps. Em 1987 Thomann e Muller lançaram o livro Principles of surface water quality modeling and control que é um State of Art do assunto.com. 1966 e Tabela (5. K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) KN= coeficiente de consumo de oxigênio pelo nitrogênio (/dia) Ks= coeficiente de consumo de oxigênio pelo lodo depositado no fundo de rio ou lago (/dia) H= profundidade média do rio (m) pa= oxigênio devido a fotossíntese das algas (mg O2/L /dia) R= consumo de oxigênio pelas algas (/dia) Lo= valor inicial da DBO (mg/L) LoN= valor inicial de oxigênio consumido devido ao nitrato numa temperatura determinada t= tempo decorrido em dias Com esta equação poderemos montar um planilha eletrônica tipo Excel onde obteremos o valor máximo do déficit de oxigênio que estará a uma certa distância = velocidade média x tempo em dias..Curso de esgotos Capitulo 05.

1977 Os valores obtidos conforme Metcalf e Eddy.Representação gráfica da Equação de Streeter-Phelps. ou seja. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Curso de esgotos Capitulo 05. K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) tc= tempo crítico (dias) 5-12 . o déficit crítico de oxigênio Dc (dia) K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) Do=é o déficit de oxigênio no início (mg/L) Ln= logaritimo neperiano Lo= valor inicial da DB0 (mg/L). 1993 são: tc= (1 / (K2 – K1)) x ln ((K2/K1) x (1-Do x (K2-K1)/(K1 x Lo)) Sendo: tc= tempo onde ocorre o máximo déficit de oxigênio. É o maior déficit que ocorre no tempo tc em dias. Após 5 dias teremos a DBO5.4.com.br Figura 5. Lo= valor inicial da DB0 (mg/L). Fonte: Leme. O valor máximo de Dc será: Dc= (K1/K2) x Lo x e –K1 x tc Sendo: Dc= déficit crítico de oxigênio (mg/L). É a DBO antes da contagem dos 5 dias. É a DBO antes da contagem dos 5 dias. Após 5 dias teremos a DBO5.

41-0. O K1 geralmente é na base “e” mas caso tenhamos K1 na base 10 e queremos passar para a base “e” basta multiplicar por 2.2)) x ln ((0.10 A vazão Q usada é a conhecida vazão ecológica também chamada de Q7.2/dia. 2006 Exemplo 5.41 –0. 5.Curva do déficit de oxigênio Fonte: Urias et al. Pela experiência foi provado que quando o lançamento de esgotos for mais poluentes.16 Coeficiente de oxidação K1 da DBO O coeficiente de oxidação ou desoxigenação denominado K1 varia de 0.6= 1. maior é a oxidação e portanto maior deve ser o K1 adotado.3m/s.5 / H 1.1mg/L Portanto em 2.49 Sendo: Q= vazão do rio (m3/s)= Q7. O oxigênio de saturação do local é 9.br Figura 5.10 com sete dias consecutivas e período de retorno de 10anos. 3. K1 base e= K1 base 10 x 2.5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Curso de esgotos Capitulo 05.41) x 10.0/dia sendo um valor típico K1=0.5 K2= 3. Esclarecemos o porque da base “e” pois usou-se há tempos a base 10 dos logaritmos na teoria geral do déficit de oxigênio dissolvido. Vamos usar o metodo de Streeter-Phelps Do= 9.1mg/L.8) apresenta alguns valores de K1 na base “e”.41/dia tc= (1 / (K2 – K1)) x ln ((K2/K1) x (1-Do x (K2-K1)/(K1 x Lo)) tc= (1 / (0.5= 0.2)/(0.0 1.2/0. A Tabela (5. isto é.2) x (1-1.3 0.2/dia. Pode ser obtido de equações empíricas citado por Huber. 1993 in Maidment: K1= 1.1/dia a 4.0m e velocidade média de 0.5 / 3.2 x 2.6 Calcular o oxigênio dissolvido a 20ºC em um rio que tem DBO=Lo=10.com.41/0.1mg/L.303 5-13 .67dias Dc= (K1/K2) x Lo x e –K1 x tc Dc= (0.9 x e –0. O coeficiente de desoxigenação da DBO K1=0.303. então menores serão os coeficientes K1. O rio tem profundidade média de 3.5mg/L A constante de rearação K2 pode ser obtida de: K2= 3.5 x (0.67= 3. Quando os esgotos forem mais depurados.1 – 7.89 / Q 0.67dias o déficit de oxigênio no rio será o maio possível.9 x v 0.6mg/L.2 x 10.9mg/L DO=7.9 x 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.9)) = 2.

066 Thomann e Mueller Fonte: adaptado de Huber. Caso a temperatura seja diferente de 20ºC o novo valor de K1 passa a ser calculado da seguinte maneira: K1= K1 x θ (temperatura–20) Os valores de θ variam de autor para autor conforme se podem ver na Tabela (5.49 0. K1= 1. KB. O nitrato não deve ser maior que 10mg/L nas águas de abastecimento público de água potável.4m K1= 0.2 a 0. As fezes de animais.434 quando 0 < H <2. et al 1994. 2005.9.49 K1= 1.Curso de esgotos Capitulo 05.3 a 1.434 quando 0 < H <2.085 (1.3 a 0.18 Oxigênio consumido pelo nitrogênio (NOD) A química do nitrogênio é complexa pois o nitrogênio se apresenta de 10maneiras.4m K1= 0.44 / H 0.49 =0. sendo que para o sistema aquático somente interessa 4 conforme Sawyer.33 5.com.44 / H 0. as plantas mortas produzem amônia.Valores dos coeficiente θ usuais na base “e” com as referências Processo Coeficiente Valor de θ Referência Oxidação do DBO K1 1.8.66/dia Thomann e Mueller apresentaram a seguinte relação que adaptada para unidades SI ficam: K1= 0. K1= 0. Proteínas (nitrogênio orgânico) + Bactérias -> NH3 A amônia com ações de bactérias denominadas nitrosomonas se transformam em nitrito e em presença de bactérias denominadas nitrobactérias se transformam em nitrato. 5-14 .024 Camp Oxidação devido ao nitrogênio NOD (nitrogenous oxygen KN 1. competindo com o oxigênio livre.05) Mancini patogênicas e virus Oxigênio consumido pelo lodo Ks 1.9).7 Calcular o coeficiente K1 de oxidação da DBO para um rio com vazão Q7. Ks e valores R20 da respiração e pa20 da fotossíntese conforme Tabela (5.br Tabela 5.8).047 Camp Rearação de DO K2 1.30 para H> 2.08 Thomann e Mueller Fotossíntese pa20 1.065 Thomann e Mueller Respiração R R20 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Valores de K1 Tipo de tratamento K1 na base e Tratamento secundário 0.17 Coeficiente de correção θ O coeficiente K1 é sempre referido a temperatura de 20º C. tornando o sangue azul conforme Piveli e Kato.5 Tratamento instável com sedimentos no fundo 0.035 a 1.49m3/s.89 / 8.44 / 2 0. KN.10= 8. 1995 Exemplo 5.40m Exemplo 5. K1= K1 x θ (temperatura–20) K2= K2 x θ (temperatura–20) KN= KN x θ (temperatura–20) R= R20 x θ (temperatura–20) pa= pa20 x θ (temperatura–20) Coli= Coli20 x θ (temperatura–20) Ks= Ks x θ (temperatura–20) 5.07 (1. pois causa doença a metahemoglonemia infantil que é letal para crianças. Tabela 5. 1993 A correção da temperatura no coeficiente K1 também é aplicada para os coeficientes K2.5 Tratamento melhor que secundário 0.434 =0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.4 Fonte: Brown.026 a 1. pois o nitrato é reduzido a nitrito na corrente sanguínea.0m.89 / Q 0.1) Bowie et al demand) Decaimento de bactérias KB 1.8 Calcular o coeficiente K1 de oxidação da DBO para rio com profundidade de 2.

1987 temos: O runoff produz Na=0. A amônia livre em concentrações maiores que 0. Nitrogênio Kjeldahn (NTK) É o nitrogênio orgânico com o nitrogênio em forma de amônia. A média do nitrogênio Kjeldhal é 1.3 mg/L Los Angeles: Na= 8. onde o processo de nitrificação é induzido e controlado. daí a sua importância como parâmetro químico na qualidade das águas. O esgoto doméstico contém de 15mg/L a 30mg/L de nitrogênio total sendo 60% nitrogênio amoniacal e 40% nitrogênio orgânico.5mg/L a 1.0/dia conforme Huber. O NTK é a forma predominante do nitrogênio nos esgotos domésticos brutos.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.14 x NO2 Sendo: LoN=NOD= nitrogenus oxygen demand (mg/L) a 20º C NO2= nitrito (mg/L) Os valores de KN variam de 0.6/dia. Ver Tabela (5.7mg/L No Uruguai Na=20mg/L e No=18mg/L New York temos: Na=6.67mg/L.5mg/L de NH3 e 0. De maneira geral para pH das águas de rio menores que 8.57 x (No+Na) Sendo: No=concentração de nitrogênio orgânico Na= concentração de amônia Para a média municipal de entrada de esgotos o NOD é de 220 mg/Lm No=20mg/L de nitrogênio orgânico e Na=28 mg/L de NH3.837mg/L.4mg/L e No=6.57 x TKN + 1. 1987 usam: LoN=NOD= 4.9) onde temos alguns coeficientes KN. a concentração de amônia é menor que 1mg/L. O valor de NOD conforme Huber. mas podem variar também de 0.5mg/L em climas frios.02/dia a 6. Dica: Quando não se tem dados adotar em rios adotar NOD (demanda de oxigênio devido ao nitrogênio) entre 0. Nitrato (NO3) O nitrogênio em forma de amônia se transforma com o tempo.57 x (20+28)=220 mg/L Conforme Thomann e Muller. NTK= Kjeldahn (NTK). Nota: Thomann e Muller. 1993. Nos Estados Unidos não é permitido mais que 0. A presença do nitrogênio na forma de nitrato no corpo d’água é um indicador de poluição antiga relacionada ao final do período de nitrificação ou pode caracterizar o efluente de uma estação de tratamento de esgotos sanitários a nível terciário.br Nitrogênio Amoniacal (NH3) A amônia na forma livre NH3.57 x (No+Na) LoN=NOD= 4. com o objetivo da redução de nutrientes.3mg/L e No= 6. a amônia não ionizada é tóxica aos peixes e na forma ionizada NH4 não é tóxica.Curso de esgotos Capitulo 05.7mg/L Dica: Quando não se tem dados. O NTK é a soma do NH3+ os nitrogênios orgânicos (mg/L) 5-15 . O nitrato (mg/L) pode sofrer o processo de desnitrificação sendo reduzido a nitrogênio gasoso. LoN=NOD= 4. Na conversão de nitrogênio para NO3 e para NO2 consome oxigênio que é conhecido como NOD (nitrogenuos oxygen demand).2mg/L causam fatalidades a varias espécies de peixes conforme Sawyer et al 1994. Quando OD<2mg/L a nitrificação é inibida também. adotar em climas quentes 1.5mg/L Dica: em runoff adotar NH3=0 Abaixo de 10ºC a influência do nitrogênio é inibida.02mg/L de amônia livre mas águas dos rios.com.2/dia a 0.6mg/L e No=1. posteriormente em nitrato. O nitrito e o nitrato têm em média 0. 1993 é: LoN=NOD= 4. dependendo das condições físicas e químicas do meio aquático em nitrito e. isto é.

5 O2 NO3Esta reação requer 1.+ 0.6.43g de oxigênio para 1g de nitrogênio oxidado a nitrito. Figura 5. que causa sérias doenças em crianças conforme Chafra in Mays. Finalmente a amônia e o nitrato são nutrientes essenciais para a fotossíntese. O total de oxigênio utilizado para a inteira nitrificação é 4. Conforme Thomann e Muller.14g de oxigênio para 1 g de nitrito para oxidar para nitrato. 1996. O nitrito então é oxidado para nitrato pela bactéria do genus Nitrobacter da seguinte maneira: NO2.Porcentagem de amônia não ionizada em porcentagem Fonte: Usepa. 1987 a presença da amônia em águas naturais se deve a descargas de esgotos ou a decomposição de matéria orgânica de varias formas. A equação de equilíbrio é: NH4+ + 1. Isto causa um produto não esperado (byproduct) chamado nitrato que é um poluente conforme Chafra in Mays.br O resultado da nitrificação é o nitrato.com. 1996.19 Toxidez da amônia A amônia existe em duas formas naturais: o íon de amônia NH4+ e a amônia gás NH3.5O2 ---> NO2 + 2H+ + H20 A reação requer 3. entretanto a amônia não ionizada em forma de gás NH3 é tóxica a peixes. que estimulará o crescimento de plantas aquáticas. Primeiramente causa a depleção do oxigênio através da nitrificação.Curso de esgotos Capitulo 05. 5-16 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Conforme Thomann e Muller. Depois forma um íon não ionizado que é tóxico a organismos aquáticos.57g de oxigênio por grama de amônia oxidada para nitrato. 1985 Resumindo. o problema do nitrogênio em um rio ou córrego tem varias facetas. Quando o pH aumenta a reação tende para o lado direito e conseqüentemente um alto nível de pH da água resulta num nível alto de amônia não ionizada conforme Figura (5.6). 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. O íon de amônia NH4+ não causa nenhum problema. 1987 a amônia é oxidada sob condições aeróbicas e se transforma em nitrito pela ação das bactérias do genus Nitrosomonas.

3 a 0.3/dia a 20º C.50mg/L Coliformes totais= 83 x 106 NMP/ 100mL NTK= 18.02 Para corpos de água grandes e fundos (Thomann e 0.1ºC DBO= 338 mg/L pH= 6.10.6 a 0.57 x (No+Na) LoN=NOD= 4.2 mg/L de O2 Tabela 5.br Exemplo 5.9 Calcular o valor de LoN para um esgoto bruto de São José dos Campos de 13 de dezembro de 1960 quando a metade da cidade teve o seu esgoto tratado com duas lagoas em série que constituíam o método Australiano elaborado pelo engenheiro civil Benoit Almeida Victoretti conforme sua tese de doutoramento de 1964.com.98 mg/L Na=18.9B Com os mesmos dados do Exemplo (5.90+1. 1987: LoN=NOD= 4.58+18.3 Rio raso com algumas pedras no fundo 0.6 Alcalinidade total= 124.1987 5-17 .57 x20.8 Rios com sedimento no fundo 0.57 x TKN + 1.88 + 1.08 (temperatura–20) Thomann e Muller. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. KN= KN x θ (temperatura–20) KN= KN x 1.Valores de KN conforme o curso de água Tipo de curso de água KN a 20ºC na base “e” 20º C Rios fundos 0.71mg/L de O2 Caso KN=0.88 mg/L LoN=NOD= 4.90)= 95.9) calcular usando a equação de Thomann e Muller.5 Muller. 1987) 1/dia Nota: entre 5ºC e 10ºC (Thomann e Muller.11mg/L Cloretos= 46. Temperatura = 22.1 a 0.4 o valor a ser usado na fórmula geral será igual: LoN =KN x LoN= 0.70 ml/L Sólidos suspensos= 318.60mg/L Nitrogênio amoniacal= 18.4 x 95.60mg/L Sólidos sedimentáveis= 157.25mg/L Nitratos= 0.30mg/L Sólidos totais= 641.28 Exemplo 5.14x 0.1 a 0.14 x NO2 LoN=NOD= 4.25 =95.57 x (1.0 a 0. 1987) Para rios pequenos (Thomann e Muller.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.90mg/L Nitrogênio orgânico= 1.57 x (No+Na) No= 1.90 mg/L LoN=NOD= 4. 1987) 0 Um valor típico de KN=0.Curso de esgotos Capitulo 05.71= 38.5 Rio raso com fundo rochoso 0.98=20.98mg/L Nitritos= 0.

br Devemos observar que para o consumo de nitrogênio a entrada dos valores na fórmula geral entra de uma maneira diferente da respiração R e fotossíntese p.(1 – e –K2 x t) x ( p.Transformações do nitrogênio Fonte: Stream corridor processes characteristics and functions 5-18 .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.R – Ks/H)/K2 As transformações do nitrogênio são: NH3 Transforma-se em amônia ionizada NH4 + NH4 + a amônia ionizada com bactérias nitrosomonas transforma-se em nitrito NO2 NO2 .Curso de esgotos Capitulo 05.7) mostra as transformações ocorridas com o nitrogênio. Figura 5. D= Do x e –K2 x t + + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo +{ [Kn / (K2-Kn)] x (e –Knx t – e –K2 x t) }x LoN .7.com.o nitrito com as nitrobactérias transforma-se em nitrato NO3 – A Figura (5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

com acetona a 90%. Costuma-se utilizar a concentração de clorofila (em ug/l) para expressar a biomassa fitoplanctônica. Um dos métodos.19 Respiração Da mesma maneira que a fotossíntese a respiração é devido ao fitoplâncton clorofila “a” R= aop x μr x P Sendo: R= respiração pelo fitoplâncton (mg/L x dia).11 Dado o valor da clorofila-a de 10 μg/L achar a RESPIRAÇÃO. dos pigmentos existentes no resíduo da filtração da amostra de água. P= clorofila-a em μg/L= 10 μg/L R= aop x μr x P R= 0.025x 10= 0. 1987 temos: R= aop x μr x P aop=0.ufrrj.1 a 0.1=0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.05/dia a 0.20 Fotossíntese Através do site http://www.3.24 mg O2/ L x dia 5.1/dia R= 0.10 μr= 0. associado aos parâmetros físicos e químicos.25 x 0. Assim. P= fitoplâncton clorofila-a em μg/L Conforme Thomann e Muller.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Após esse tempo. pode detectar possíveis alterações na qualidade das águas.408mg/L/dia. Varia de 0. aop= razão em mg de DO/ μg de clorofila a .024 x (clorofila-a) (μg/L) R (mg/L/dia)= 0.3.025 x P Exemplo 5. bem como avaliar tendências ao longo do tempo.br 5. R (mg/L/dia)= 0.com. μr= taxa de respiração do fitoplâncton que varia de 0. Além disso.017mg/L obtendo dados de respiração R que varia de 0 a 0. sendo usual a taxas de 0.25 mg O2/ L x dia A USEPA.0 a 0.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.25/dia. nos comprimentos de onda específicos (Aminot e Chaussepied. 1983).1 x 10=0. Exemplo 5. consiste na extração.25 razão em mg de DO / μg de clorofila-a que varia de 0.25x0. As algas (e outras partículas em suspensão) contidas numa amostra de água e retidas em papel de filtro.htm expomos uma explicação sobre o que é a clorofila-a. serão analisadas em laboratório para a obtenção da concentração da Clorofila-a. Vamos adotar aop=0.25 mg O2/ L x dia. que se reflitam em modificações no habitat ou no comportamento dos organismos aquáticos.Curso de esgotos Capitulo 05.1 a 0.1 /dia aop= 0. durante 12 horas. 1985 recomenda para a respiração a equação: R (mg/L/dia)= 0. a análise dos níveis de clorofila pode estabelecer uma correlação entre a ocorrência das espécies e a biomassa e. Exemplo: R=0. desta forma.1/dia usada no programa STREADO. a solução é centrifugada e o líquido obtido tem sua absorvância determinada.024 x (clorofila a) (μg/L) Geralmente os valores da clorofila-a na faixa de 0.br/institutos/it/de/acidentes/fito. 5-19 . buscar indicadores biológicos da qualidade de água.25mg/L μr=0.024 x 10=0. o estudo do fitoplâncton e da biomassa (Clorofila-a).

também influem nas espécies e no número de algas encontradas nos lagos. profundidade.97μg/L de clorofila-a e 2. 2006 5-20 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 2004 a relação entre clorofila-a e feofitina-a é 1:1 em rios e 2:1 em reservatórios sendo adotado em seu trabalho a clorofila-a corrida para feofitina-a que foi adotada com indicadora de biomassa fitoplanctônica tanto para reservatórios como para rios. Lagos com elevados níveis de nutrientes. As características da qualidade da água determinam que espécies de algas estão presentes.8.br Figura 5.Curso de esgotos Capitulo 05. Figura 5. são obtidas com auxílio da garrafa tipo Van Dorn de 2 litros.9) e (5. Existem dez tipos de clorofila.3 μg/L de Feofitina-a. No manancial do Tanque Grande em Guarulhos encontramos 0. A concentração excessiva de algas confere aos lagos a aparência indesejável de "sopa de ervilha". pH e alcalinidade. Observar o magnésio Mg Fonte: Soarez.10). A concentração de clorofila-a na água está diretamente relacionada com a quantidade de algas presentes no manancial. como: temperatura.Mostra coleta de amostra usando garrafa tipo Van Dorn As amostras de superfície são coletadas diretamente nos frascos conforme Figura (5.com. Fotossíntese é o processo em que a energia solar se converte em água e dióxido de carbono e glicose.9-Esquema da Clorofila a. Conforme Lamparelli. As plantas aquáticas e o fitoplâncton têm um efeito muito grande na concentração do oxigênio dissolvido num corpo de água. sendo a mais importante a Clorofila-a seguida da feofitina-a conforme Figuras (5.8) e as amostras de profundidade. tendem a suportar um maior número de algas do que aquelas com baixo nível desses elementos. A reação da fotossíntese pode ser escrita assim: 6CO2 + 6 H20 C6 H12 O6 + 6O2 A produção do oxigênio é acompanhada da remoção de hidrogênio da água formando peróxido que é quebrado em água e oxigênio. Outros fatores.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.

A produção de oxigênio é tão grande que a água fica supersaturada chegando até 150% a 200% acima do nível de saturação conforme Huber.pdf Vamos fazer dois cálculos: Obtenção do OD devido a fotossíntese durante o dia Variação do OD durante o dia 5-21 . Vamos utilizar o método baseado na clorofila “a”. formando peróxido que se quebra na água liberando oxigênio.Esquema da transformação da Clorofila-a em feofitina-a. Vamos mostrar com um exemplo para facilitar a compreensão do assunto: conforme http://www.epa. sendo crucial para a fabricação de glicose através da fotossíntese. 2006 Clorofila-a A clorofila está presente nas folhas das plantas. A clorofila é produzida pela planta através dos cloroplastos.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Curso de esgotos Capitulo 05. 1993.10.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR. cuja concentração não muda. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Fonte: Soarez.com. A produção de oxigênio ocorre através da remoção do hidrogênio da água. É a clorofila-a a responsável pela coloração verde das plantas e pela realização da fotossíntese. Observar a remoção do Mg.br Figura 5.

73 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.5 x 1 x (1-0.e –0. Devido a energia solar.e – Ka x f x T) x ( 1.6 dia αo= coeficiente α1=coeficiente z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) 5.5 μg/L = 2.5 x (1 – e –0.5 pa 5-22 . Conforme Branco.55 .04 x 1. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia (mg O2/ L x dia) ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.04 x 0.1.95mg/L poderá haver variação de oxigênio de 5.87m = profundidade média (adotado) Ke= 1.6 x 1dia) x ( 1.29= 0.5 pa quando Ka < 2/dia Ka=K2 Δc= 0.5/dia então: Δc= 0. Thomann e Mueller.1 a 0.25x 10= 2. 1987 fazem algumas simplificações: Δc= 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.04 adotado Ke = 1.29=6.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.29=5.42 H= 1.55 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 1.md.6 ( e -0.br 5.6dias T=1dia Ka=K2=0. Vamos adotar aop=0.3 pa quando 2/dia ≤ Ka ≤ 10/dia Como Ka =0.3.com.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: f= 0.20 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia.e – 0.24mg/L de O2.39 x 0. ps=aop x P aop= 0.5 x 1dia)] Δc/0. 1971 são usados luxímetros ou fotômetros para registrar a intensidade luminosa em unidades langley.25 x P= 0.5 x 0. a fotossíntese só ocorre durante o dia.66 até 5.73 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.39 Δc = 0.7 / Ds sendo Ds= profundidade obtida com o disco de Secchi (m) α1= αo x e –Ke x z= 1.5 x 0.29mg Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 5.mde.6f) )] / [0. 1 Langley=grama-caloria/cm2 Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.25 razão em mg de DO / μg de clorofila-a que varia de 0.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/0.6 x 0.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.5 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia H= profundidade (m) G(Ia)= 2.5/dia pa= 0.e -1.42) / (1.29 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.04/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.e –Ka x T x (1.42 x e .state.87) =0. f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.Curso de esgotos Capitulo 05.718 x f ( e -α1 .21 Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese Conforme http://www.718 x 0.914 = 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.29 pa= ps x G (Ia)= 2.95+0.73 = [( 1.73 = 0.73 = 0. P= clorofila-a em μg/L= 10 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.95-0.

Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. A concentração elevada de fósforo pode contribuir da mesma forma que o nitrogênio para a proliferação de algas e acelerar. O fósforo total tem média de 337μg/L enquanto que o fósforo solúvel tem média de 100μg/L.5 x 0.081 x 50 1.com. 2004.081 x (PT) 1.3 a 3g O2/m2 x dia conforme Thomann e Muller.24= 10. indesejavelmente.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 1987 para áreas de produção moderada podendo chegar até 10 g O2/m2 x dia para rios onde existe uma biomassa significante. 1987 ainda sugerem que: pa´= pa x H R´= R x H Sendo: H= profundidade (m) Então os valores de pa´ e R´ terão as unidades: g de O2/ m2 x dia pa´ e R´ tem as unidades mg O2/ L x dia Os valores de pa´ variam de 0.br Δc= 0. para rios e lagos concluiu a seguinte relação: Clorofila-a= 0.365 mg O2/ L x dia Thomann e Muller. Os níveis de respiração abrangem aproximadamente os mesmos valores. Fósforo total (PT) A presença de fósforo na água pode dar-se de diversas formas.24 Sendo: Clorofila-a em μg/L Fósforo total (PT) em μg/L Exemplo 5.081 x (PT) 1. 5. O fósforo é um nutriente e não traz problemas de ordem sanitária para a água. Lamparelli. em determinadas condições.12 Sendo a concentração de fósforo de 50 ug/l Clorofila-a= 0.73=0. o processo de eutrofização.22 Estimativa da quantidade de clorofila a através da quantidade de fósforo em um lago.4μg/L 5-23 . A mais importante delas para o metabolismo biológico é o ortofosfato.Curso de esgotos Capitulo 05.24 Clorofila-a= 0.

12 x Ds Sendo : t= temperatura em (ºC) Ds=profundidade do sedimento (cm) Exemplo 5.15x t +0.912 Baity Lama de esgotos 0.2cm 4.com.8 O’ Connel e Weeks Média achada nol estuário do 2. Investigadores Depósito bêntico Grama de O2 /m2 x dia Ks ou SB Fair et al 1. D= [Ks / (H x K2)] x ( 1 – e -k2 x t) ou D= (Ks / H) x ( 1 – e -k2 x t)/K2 Sendo: D= déficit de O2 pela demanda bêntica (mg/L) H= profundidade do rio (m) Ks= SB=demanda bentônica (grama de O2 / m2 x dia) conforme Tabela (5.br 5.12 x 1.4 25cm 6.15x 20 +0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Demanda bentônica de oxigênio de acordo com a espessura estimada do depósito bêntico conforme vários autores.13 Dado 1cm de lodo calcular para temperatura de 20ºC o valor de Ks. O coeficiente Ks varia de 2g O2/m2 x dia a 10g O2/m2 x dia A USEPA.12x Ds 2 Ks (g/m /dia)= 0.0= 3.Curso de esgotos Capitulo 05.42 cm 1.656 Oldaker et al Lama de rio 0.15x t +0.552 4.77g O2/m2 /dia Tabela 5.21 Demanda de oxigênio devido ao sedimento A demanda de oxigênio devido ao sedimento ocorre: Sedimentação de esgotos Morte de plantas e queda de folhas devido ao runoff Deposição do fitoplâncton Criação de bactérias com filamentos devido a sólidos orgânicos solúveis No fundo do rio com profundidade H o depósito de sedimentos pode variar de localização desde sedimentação baixa como elevada. O valor de Ks pode ser corrigido conforme a temperatura.11) K2= coeficiente de reaeração (/dia) t= tempo de trânsito da água do rio (dia) Nota: Ks também é chamado de SB. Ks= Ks x θ (temperatura–20) Ks= 3. O oxigênio utilizado pelos sedimentos depende do material orgânico e dos organismos bênticos existentes no local. Ks (g/m2/dia)= 0.11.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.17 Edwards & Rolley Lama de rios 4.12 x 1.12 g/m2/dia Exemplo 5.16 McDonnel e Hall Lama de rios 2cm 3. Ks= Ks x θ (temperatura–20) Sendo θ= 1.065 (30–20)= 3.5 Rio Potomac 5-24 .065.1cm 0. 1985 apresenta a equação: Ks (g/m2/dia) =0.12g O2/dia para temperatura de 20ºC calcular Ks para temperatura de 30ºC.14 Sendo Ks= 3.056 10.0cm 5.

com. Calcular o coeficiente de reaeração K2.93+0.5 -0. 1993 apresenta a fórmula empírica: K2= KL / H Exemplo 5.26 – 0.054 K2= 4.054 Sendo: K2= coeficiente de reareação a 20º C.5 -0.3m/s a 0. Varia de 1/dia a 10/dia V= velocidade média do rio (m/s) H= profundidade média do rio (m) Exemplo 5.br Conforme Branco.037 x 3.0372 x U2 U= velocidade do vento (m/s) a 10m de altura. Existem fórmulas empíricas para se achar o coeficiente K2 conforme Huber.7m. Achar o coeficiente de reaeração K2.2m/s há deposição de matéria orgânica.11m/s e profundidade média H=1.22 Coeficiente K2 devido a reaeração A rearação aumenta com a turbulência.0m/s e profundidade do lago H=5.037 x U2 KL= 0.5m/s haverá arrastamento do lodo sedimentado. K2= 4.Curso de esgotos Capitulo 05.55 x V 0. aumento da velocidade e da declividade do rio e decresce com o aumento da profundidade. KL= unidades em m/dia Para o caso de lagos conforme Banks e Herrera in Huber. Ainda segundo Branco.0 + 0.55/dia Lagos Sendo: KL= 0.728x 3.00m.663 / 5.15 Seja o rio Delaware com velocidade média V=0.31 x 3.728x U 0.333=0. 1993 K2= 4.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.13/dia 5-25 .7 1.55 x V 0. 1971 quando a velocidade do rio for menor que 0.054 K2= 0.703 / H 1. Futura demanda bêntica Para previsão da demanda bêntica podemos fazer o seguinte: Ks futuro= Ks presente x (TSS futuro / TSS presente) Sendo: Ks futuro= demanda bentônica futura (grama de O2 x m2 x dia) Ks presente = demanda bentônica presente (grama de O2 x m2 x dia) TSS futuro = futura carga de sólidos totais em suspensão (mg/L) TSS presente = carga presente de sólidos totais em suspensão (mg/L) 5.0 0.11 0.703 / 1. KL= 0.55 x 0.0 = 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5 -0.728x U 0.703 / H 1.31 x U + 0. Quando a velocidade for maior que 0.16 Seja um lago com velocidade do vento a 10m de altura U=3. 1971 até 2cm de espessura do lodo não há aumento substancial de consumo de oxigênio.663m/dia K2= KL / H K2= 0.02 KL= 1.31 x U + 0.

5m3/s Exemplo 5.30m a 0.11 0.18 Para um rio raso com declividade média S=0.50 1.50 m=1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Curso de esgotos Capitulo 05.50 Para prof. C=0. Fonte: Jordão.67 1. 2005 apresenta a fórmula empírica conforme coeficientes da Tabela (5. <0.37 0 a 0.73 n=0.00 0.18 0. m e autores das fórmulas empíricas de K2 a 20ºC c n m Autor Velocidade principal (m/s) 3.13.12). Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.9m Thomann e Muller.2/dia conforme Thomann e Muller. 1987 0.17 Calcular o valor de K2 usando a fórmula de O´Connor.283m3/s C=0.05 a 0.56/dia O coeficiente K2 segundo O´Connor varia 0. K2= 0.50 / H1.10/dia 5-26 .12) obtemos os valores: c=3. K2= c x V n / Hm Sendo: V= velocidade média do rio (m/s) H= profundidade média do rio (m) Tabela 5.97 5.5 K2= 0.05/dia a 12.000188 = 0.67 Profundidade varia de 0.000188m/m. 1987.5 K2= 3.00m.5m3/s podemos usar a equação de Tsivoglou: K2= C x U x S Sendo: K2= coeficiente de reaeração na base ‘e´ a 20ºC. C=0.21 0. 2005 Exemplo 5.50 1.com.73 0.60m 5.13) Tabela 5.71m3/s a 8.71. n.br 5.18 devido Q= 8m3/s.50 K2= c x V n / Hm K2= 3.60m a 4.Coeficientes C de acordo com a faixa de vazão.11m/s e H=1. Para rios rasos com vazões até 8. vazão Q=8m3/s e velocidade média de 3200m/dia calcular o coeficiente de reaeração K2.12. para V=0.50 / 1.85 O’ Connor Churchill Owens 0.71m3/s C=0.73 x V 0.283m3/s a 0.7m K2= c x V n / Hm Consultando a Tabela (5.80 e para prof < 0. U= velocidade média do rio (m/dia) S= declividade média do rio (m/m) C= coeficiente que depende da faixa de vazão do rio conforme Tabela (5.73 x 0.Valores c.3 0.23 Estimativas de K2 Jordão.18 x 3200 x 0.80 a 1.

x/U) Sendo: N= concentração de organismos em número/ 100mL.3/0. Os valores de KB estão na Tabela (5. Fecalis é da mesma ordem de grandeza do grupo dos coliformes. No= concentração após a mistura em número/ 100mL KB = constante /dia= 2. t90= 2. 1987.5 Na água doce no verão a 20ºC 0.8 Média água doce Coliformes fecais 37 a 110 Água do mar a luz do sol Patogênicos como salmonella 0.24 Decaimento de organismos em rios e córregos.2 /dia para estimativo de decréscimo de bactérias 12h depois conforme Mancini. O objetivo é a investigação do impacto de bactérias e outros organismos que causam doenças. A constante do S. 1987.5 /dia. 5-27 .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Existem legislações que estabelecem os limites para coliformes totais. 1987 para água doce a constante KB é aproximadamente 1 /dia enquanto que para a água do mar é de 1.5/dia calcular o tempo em que estarão mortas 90% dos coliformes totais. exp ( . 0ºC a 24ºC Fonte: adaptado de Thomann e Mueller.3/KB Exemplo 5. 1987.KB . O tempo t para mortalidade de 90% das bactérias é: t90= 2. Vírus (polio tipo I) 0.1 Dado KB= 0.br 5. por exemplo.15 a 2. 18ºC thompson.14) t= tempo t= x/ U x= comprimento desde a origem U= velocidade da água Valor de KB para outras temperaturas KB= KB 20ºC x 1. coliformes fecais.3 Oceano em diferentes ambientes.5= 4. mas pode atingir 84/dia conforme estudos realizados em oceanos.Estimativas do coeficiente KB de decaimento de bactérias e vírus Organismos Coeficiente KB Observações (/dia) Coliformes Totais 1 a 5. exp ( .3/KB t90= 2.KB . 4ºC a 25 ºC Vírus (entéricos) 0. apesar que foram encontrados valores até 55/dia no oceano sob a luz solar.26 Águas marinhas. O decaimento de bactérias e patogênicos não influi na redução de oxigênio na água e mostra os perigos do uso da água a jusante para usos públicos e banhos.14. t) t= x/U N= No . Os vírus geralmente possuem uma constante KB menor que as bactérias. 1978 in Thomann e Muller. Temos duas considerações básicas: Decaimento de organismos em rios e córregos Decaimento de organismos em lagos e estuários 5. vírus e patogênicos Vamos exprimir sucintamente os conceitos de Thomann e Muller. Salmonella etc.5 a 3 Lago Ontário. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 05. Para rios e córregos o decaimento de bactérias pode ser assim representado: N= No .05 a 0.6dias Conforme Thomann e Muller.com.23 Decaimento de bactérias.07 (T-20) Tabela 5.

Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.10 de 2830 L/s e os coliformes totais TC são de 500organismos/100ml e o coeficiente de decréscimo KB=0. tomando-se primeiramente o impacto da carga a montante. a 805m+5600m=6405m. depois. isto é.0/dia a 20ºC. São consideradas águas impróprias para balneabilidade quando a amostra for maior qualquer um das três restrições: • >2500 coliformes fecais (termotolerantes)/ 100mL • >2000/100mL Escherichia Coli • >400/100mL Enterococos Exemplo 5. a carga distribuída pelo runoff e finalmente a carga pontual. Impacto a montante A montante do ponto considerado o rio tem coeficiente KB =0. Resolução do problema Vamos fazer uma superposição. salinas e salobras.5/dia. Queremos saber qual é a porcentagem de redução de coliformes totais sabendo-se que adotamos o critério do Estado de New York que o valor máximo no local de banho seja menor que 2400organismos/100ml.18A (exemplo de Thomann e Muller.07 (T-20) Resolução Conama 274/2000 Trata-se das exigências de balneabilidade para águas doces. No mesmo rio a 805m do ponto de partida temos uma carga pontual com 1890 litros/dia com carga de coliformes totais TC de 20 x 106 microorganismos/100mL e coeficiente de decréscimo KB= 1.Curso de esgotos Capitulo 05.06m/s tem no inicio 500 coliformes totais/100mL.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 1987) Um rio tem vazão Q7.br Variação com a temperatura Sendo: KB= taxa de decaimento/dia na temperatura T KB 20= taxa de decaimento /dia a 20ºC T= temperatura em º C KB= KB 20ºC x 1.5/dia e velocidade 0. 5-28 . Na distância de 6405m tem um lugar para banhistas.0/dia. Ainda no mesmo rio temos descargas devido ao runoff de 1890 litros/dia que estão distribuídas em 805m carregando coliformes totais de 30 x 106 organismos/100ml com coeficiente de decréscimo KB=1.com. Queremos o impacto no local do banho.

exp ( . isto é. Impacto devido a entrada de água distribuída em 805m Será calculado por: N(x=805m)= (SD/ KB) x [ 1.KB .06 m x 86400s= 5184m/dia N= No . exp ( .5m2 x 805m)] x 104 V= 37432 x 104 =3.7432x 108=15.exp (-KB.67 x 1012organismos/100/ ml x dia O volume V será o deslocamento do trecho de 805m em 5184m/dia.06m/s e para um dia será: U=0.00/dia SD= 15150 organismos/100mL X=805m U= 5.0 x 805/5184)]=2121organismos/100mL 5-29 . x/U) KB= 1. Lembramos que o rio tem velocidade de 0.1.184m N(805m)= (15150/ 1. exp ( .0/dia SD= valor da carga distribuída em organismos/100ml x dia O valor de SD é a razão entre a quantidade de coliformes totais que entra no rio dividido pelo volume de agua da frente de 805m. X/U)] Sendo: X= 805m=distância (m) U= velocidade do rio =5184m/dia KB= coeficiente de decaimento= 1.com.7432 x 108 SD= w/V= 5. SD= w/ V A carga w será: 1m3 = 1000 litros Em 1 litro temos 10 pequenos volumes de 100mL w= (30 x 106 ) x (18900L/dia x 10)= 5.67 x 1012 / 3. x/U) N= 500 .Curso de esgotos Capitulo 05.5 .10.Esquema do rio A velocidade U=0.06m/s.0) [ 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.exp ( . 6405/5184)= 270 coliformes totais / 100mL Portanto.br Figura 5.150 organismos/ 100mL N(805m)= SD/ KB ( 1. V= (46.KB . o impacto de montante no local do banho será de 29 coliformes totais/ 100ml. está se deslocando.0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.

exp ( . exp ( . teremos que remover 98. N (805m)= W/Q= 1890x 10 x 30 x 106 / (2830 L/s x 86400s x 10)=231. 5-30 .KB .21% Portanto.1409)/ 78843=98. exp ( .34=721 org/ 100mL Impacto devido a carga concentrada Existe no fim dos 805m uma carga concentrada de 1890 litros/dia.br No fim da área distribuída do runoff temos 15150 organismos/100mL e queremos saber a 5600m abaixo onde está a área de banho.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Curso de esgotos Capitulo 05.0 x 5600/5184)=2121 x0. x/U) N= 231.KB . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.890 org/100mL Impacto no local de banho a 5600m N= No .890 . O valor de KB=1.com.1.0 x 5600/5184)=231890 x0. N= No . x/U) N= 2121 . exp ( .1.21% dos coliformes totais da carga pontual da cidade.34=78843 org/ 100mL No local de banho supondo que o limite máximo seja de 2400 coliformes totais/100mL exigido no Estado de New York temos: 2400 – (270+721)=1409/ 100mL Porcentagem de redução= 100x( 78843.0/DIA.

46 x 20) x 15]} x 3.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.11 a x b (1+ 0.3=15ft Água muito poluída= a=0.21x H Sendo: Cs: oxigênio dissolvido de saturação Cu= concentração de oxigênio dissolvido a montante (upstream) Cd= concentração de oxigênio dissolvido a jusante (downstream) Exemplo 5.3 (1+ 0.46 x T) x H]} x Da Db= 3. A Figura (5. 1971: r=(Cs-Cu)/ (Cs-Cd)= 1+0.5m/0.11 a x b (1+ 0.Curso de esgotos Capitulo 05. 4.46 x T) x H]} x Da Sendo: Db= déficit de DO a jusante da barragem (mg/L) Da= déficit de DO a montante da barragem (mg/L) T= temperatura da água do rio (ºC) H= altura da queda da água (ft).0=2. Db= Da – { 1 – 1/ [(1+0.17 mg/L 5-31 . 1985 e apresentaremos uma equação mais simples de se usar que foi desenvolvida por Holler. Cuidado para não errar: a altura é em pés! a= fator de correção que depende da qualidade da água: a= 1.5m de altura com déficit de DO antes da barragem de DO=Da= 3mg/L usando a equação de Gameson.Barragem com aeração da água Existem varias equações da Usepa.3 Temperatura da água do rio= 20º C Da= 3mg/L Db= Da – { 1 – 1/ [(1+0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0 – { 1 – 1/ [(1+0.00 para água moderadamente poluída a=0. A equação abaixo foi desenvolvida na Inglaterra em 1958 por Gameson.25 para água limpa a= 1.3 para queda com escada b Figura 5.8 x 1. 1985 as barragens podem mudar o oxigênio dissolvido na água de 1mg/L a 3mg/L em rios pequenos.com.00 para queda livre no vertedor b= 1.24 Reareação devido à existência de uma barragem no rio Conforme Usepa.11) mostra uma barragem com vertedor que possibilita uma boa aeração.br 5.80 para água muito poluída b= fator de correção do vertedor sendo: b= 1.19 Calcular a reaeração de uma barragem com 4.8 Queda com rampa= b= 1.11x 0.11.

a diferença do oxigênio de saturação e do oxigênio dissolvido existente.26 Definição de salinidade: O efeito da salinidade ou dos cloretos é reduzir o valor da saturação do oxigênio dissolvido.50) 0. 1993 apresenta o valor de K1= 1.63 Lodos ativados 0.17 15ºC 1. Nota: todo o nosso trabalho está baseado em K1 na base “e”.8/Q0. A equação usada por Thomann e Muller.com. todos os bromatos e iodetos forem substituídos por cloro e todos os metais orgânicos forem oxidados.05 a 0.1) Sendo: Cso= saturação na temperatura T T= temperatura em graus Kelvin= ºC + 273. 1966 apresenta a Tabela (5.49 sendo Q (m3/s).Valores de K1 conforme o tipo de tratamento Tratamento K1 (20ºC) /dia DBO5/DBO Não tratado 0.31 Fonte: Mônica Porto. isto é.Valores da relação DBO/DBO5 em função da temperatura Temperatura DBO/DBO5 10ºC 1.20 (0.20 Calcular a DBO no primeiro estágio sendo a DBO5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. número 82 de setembro.83 Primário 0.10) 0. USP Exemplo 5.26 Cs. 5-32 .41/dia. 5= cinco dias Huber.20 a 0. pois o déficit a montante era de 3.35 (0.15): Tabela 5. A salinidade pode ser definida como sólido total na água.15. Cso= exp( Co + C1/T + C2/T2 + C3/T3+C4/T4+ salinidade x (C5 + C6/T+ C7/T2) (Equação 5. USP os valores de K1 estão na Tabela (5.saturação de oxigênio numa determinada altitude e temperatura Existem tabelas que fornecem o coeficiente de saturação em função da altitude e da temperatura que ser deseja. 1993 apresenta uma maneira analítica de se calcular o valor de Cs ao nível do mar em função da temperatura e da salinidade.61 Fonte: adaptado de Azevedo Neto. Conforme dra Mônica Porto.Curso de esgotos Capitulo 05. Quanto maior a salinidade menor é o valor da saturação do oxigênio.075 ( 0.80655 x clorinidade (ppt= parte por thousand ou parte por mil).Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 1985.br Nota: estamos falando o déficit. conforme Usepa. 1993: Lo=DBO= DB05 / ( 1 – e -5x K1) Sendo: Lo=DBO= valor da DBO antes dos cinco dias (mg/L) DB05= valor da DBO a 5 dias depois (mg/L) K1= coeficiente de oxidação da DBO na base e. Revista DAE. 1987 que está baseado no acordo internacional de 1967: Salinidade=1.15 Co.25 Relação DBO/DBO5 A relação DBO/DB05 conforme por Huber. Lo=DBO= DB05 / ( 1 – e -5x K1) DBO= 100 / ( 1 – e -5x 0.1): Tabela 5.46 25ºC 1. 20ºC igual a 100mg/L e K1=0. até C7 coeficiente dado pela Tabela (5.15a. Porém Huber. 5.30) 0.D= Db Significa que houve oxigenação. 5.32 20ºC 1. 1966.10 a 0.41) =115mg/L Azevedo Neto.3mg/L o que mostra que tem mais oxigênio dissolvido graças a reaeração.0mg/L e a jusante somente 1.16) 5. depois que todos os carbonatos forem transformados em óxidos. Cs.

04 760 10.21 Para o manancial do Tanque Grande em Guarulhos que corresponde a 1. Exemplo 5.Curso de esgotos Capitulo 05.84 13 10.96 5 12. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.62 3 13.66 6 12. Como 1L tem 1000g então a clorinidade é o cloreto dividido por 1000 como vimos acima. temos clorinidade =1.00336ppt Nota: aproximadamente 1.30 5-33 . Benson e D. 5.62 14 10.29 760 8.08 8 11.621940x1011 C5 -0.85 760 12.86mg/L deve ser transformado em mg/g.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.16.80655x0. ou seja.82 18 9.17) estão os valores do oxigênio saturado para a cidade de São Paulo para diversas temperaturas usando a Equação (5.47 20 9.7 Fonte: B.27 Para correção da altitude Cs = Cso (1.32 760 9.00186mg/g=0.55 10 11. Krause in Huber.10 760 9.64 760 13.30 760 10.243800 x 1010 C4 -8.Coeficientes para oxigênio dissolvido de saturação de Cs ao nível do mar Coeficiente Valor C0 -139.79 760 11.81 9 11. ppt (parts per thousand).0.55 760 9.20 16 9. Tabela 5.1).68 760 8.64 19 9.17.79 760 9.34411 C1 1.98 2 13.58 760 10.754 C7 2140.86 760 10. Temperatura Ao nível do mar CidadeOxigênio dissolvido Cso São Paulo na saturação Cs Altitude (Z) (ºC) (mg/L) (m) (mg/L) 0 14.86/1000=0.24 760 12.00186ppt Salinidade=1.48 760 8.16 760 11.00186=0.Oxigênio dissolvido na saturação ao nível do mar e para a cidade de São Paulo.0001167 x Z) Sendo: Z= altitude ao nível do mar (m) Tabela 5.29 4 13.B.642308 x 107 C3 1.br Clorinidade= fornecido em parte por mil.40 15 10.575701 x 105 C2 -6. 1993 Na Tabela (5.06 12 10.com.017674 C6 10.34 1 14.47 760 11.80655 x clorinidade (ppt)=1.10 760 8.86mg/L de cloreto.13 760 11.88 760 9.36 7 12.48 760 12.30 11 11.01 17 9.

90 6.78 6.93 8.54 7.00 2.98 7.12.OD varia com a temperatura 5-34 .70 7.67 6.55 6.57 7.Curso de esgotos Capitulo 05.19 7.00 6.00 4.34 A Figura (5.02 6.27 7.43 8.00 10.98 7.31 7.00 12. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.96 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 8.br 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 8.07 6.59 8.00 8.76 8. Saturaçao de oxigênio dissolvido em função da temperatura Saturaçao de oxigênio dissolvido (mg/L) 14.14 7.12) mostra a variação da saturação de oxigênio com relação a temperatura.68 7.27 8.00 0.44 7.com.40 7.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.00 0 10 20 30 Temperatura (ºC) Figura 5.83 7.84 7.14 7.12 7.45 6.

008 x 20 2= 9. O dobro do coeficiente K adotado ( 2 x K) 5. 1985 é selecionar um modelo o mais simples possível que satisfaz a resolução temporal e espacial necessária para a qualidade da agua e analise do ecossistema. K2 etc. Para pequeno lago consideramos dimensão zero.65mg/L de O2 O valor correto para a temperatura de 20ºC é de 9. Coeficiente K adotado (K) 2.27 Análise de sensibilidade Fazemos a análise de sensibilidade variando os parâmetros.008 x T 2 Sendo: ODs= oxigênio dissolvido de saturação (mg/L) T=temperatura da água em ºC Exemplo 5.Curso de esgotos Capitulo 05. Calibração do modelo É importante que se aferiam em campo os cálculos efetuados fazendo-se o que se chama de calibração do modelo.0000589066x T3 Válida no intervalo 0 ≤ T ≤ 40ºC 5.41 x T + 0. um de cada vez colocando-se o seguinte: 1. A melhor solução para o engenheiro e o analista do ecossistema. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.41 x 20 + 0. ODs= 14.41 x T + 0. 1085. Metade do coeficiente K adotado (K/2) 3. sendo o lago considerado um tanque reator. 1998 apresenta a fórmula: Cs= 14. Consideramos também o “steady state” Quando as variáveis não mudam com o tempo.br Oxigênio Dissolvido de saturação Existe uma fórmula aproximada para o cálculo do oxigênio dissolvido de saturação (ODs) ao nível do mar com a temperatura.65 -0. conforme Usepa.65 -0.10mg/L de O2 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. K1. Os rios são considerados de uma dimensão e é desejável que estuários e grandes lagos tenham três dimensões. Uma maneira prática de aplicar análise de sensibilidade é variar os coeficientes.57 – 0.0070695 x T2 – 0.65 -0.28 Oxigênio dissolvido de saturação McCuen. Daí o fato de se escolher um modelo complexo não significa que irá mudar os resultados. 5-35 .39311 x T + 0.22 Achar o oxigênio dissolvido de saturação aproximado para temperatura de 20ºC ODs= 14.com.28 Escolha de modelo Como os coeficientes adotados nunca são inteiramente corretos um modelo refinado não irá corrigir o problema segundo USEPA.008 x T 2 ODs= 14. mas as vezes pode adotar o “quasi-state” quando a variação matemática é muito pequena no ponto escolhido.

Pode ser calculado ou usado S=0. 5.81=0. sendo usual valores entre 0. o PT ou NT conforme as relações sugeridas pela USEPA. Biomassa: quantia total de todo material biológico.81 0.30 Obtenção da biomassa algal P em gC/m2 x dia As equações básicas são três: P= ( -μ + ( μ2 + 4 x σ x G* x μ x Pmax) 0.035-S) quando o nutriente limitante é o NT Pmax= 50 x (PT/(14+PT) x (1-S)/(1.Cálculo do fator de Sombra conforme Rutherford. Estes modelos foram testados na Nova Zelândia e um pouco na Austrália.com.6 x 0.9 x 0. Exemplo 5. extraindo a sua nutrição do ar e da chuva em vez de fazê-lo do hospedeiro que fornece sustentação estrutural. Os modelos em rios ainda na atingiram o ponto em que os resultados estejam dentro de um nível de confiança adequado conforme Rutherford et al . Epifítica: planta que cresce em outras plantas mas que não é parasítica.60 ou S=0.22B Seja um rio com 2m de largura com algumas curvas. Iremos seguir modelo de Rutherford que nos parece ser simples e prático. Existem muitas pesquisas para lagos e poucas para rios para os estudos da respiração.90 após correção da direção norte-sul =0. montanha e direção do rio norte-sul. onde não existem barrancos ou sobras devido a vegetação ripariana. pedregulho ou com grande quantidade de madeira.5 a 3. 2005 (RIOS). 2005.5 / ( 2 x σ x G*) Sendo: P= biomassa das algas (gC/m2) μ= taxa de crescimento das algas (gC/m2 x dia) σ= taxa suposta constante=0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 1985: PT= fósforo total (mg/L) ou (g/m3) NT= nitrogênio total (mg/L) ou (g/m3) TN/ TP < 7 Neste caso o nutriente limitante é o nitrogênio total (NT) 7 < TN/ TP < 10 Neste caso o nutriente limitante pode ser o NT ou PT TN/TP>10 Neste caso o limitante é o fósforo.29 Cálculo da respiração e produção de oxigênio devido as algas seguindo Rutherford.56 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Pmax= 50 x (NT/(100+NT) x (1-S)/(1.44 1-S= 1-0. 1005 Vegetação ripariana Barrancos nas margens Montanha ao lado Fator de iluminação igual Fator de sombra 0.035-S) quando o nutriente limitante é o PT Sendo: S= fração de sombra. O modelo de Rutherford. fotossíntese e da biomassa das algas.52 (sem dimensão) Fator de Sombra S A fração da iluminação é fração da luz que chega às águas dividido pela luz incidente no leito do rio raso. O leito deverá ser de rochas. como caules de plantas radiculares e rochas. ‘ Tabela 5.60 0.44=0. Pode ser estimado em conforme exemplo abaixo. ou seja.br 5.Curso de esgotos Capitulo 05.7m/s.0gC/m2 Pmax= máxima quantidade da biomassa de algas (gC/m2) Valor de Pmax Os valores de Pmax são obtidos das relações abaixo devendo ser escolhido a substância limitante.035 – S) Sendo: μmax= máxima taxa de crescimento das algas sob luz saturada.90 0.52 x μmax x ( 1-S)/(1.80 após correção da direção norte-sul =0. Perifiton: comunidade complexa de plantas e animais que aderem aos objetos no fundo de corpos de água doce. 2005 é para rios de águas claras rasos que tenham velocidade menor que 0. sendo usual o valor=5 (gC/m2 x dia) 5-36 .31 Valor do crescimento de algas μ O valor do crescimento de algas μ é dado pela equação: μ=0.15B.2 (m2 /g x dia) G*= biomassa especificado pelo usuário.

52)/(1.52)= 2.87m.5 / ( 2 x σ x G*) P= ( -2.035 – 0.52.com.23 Seja um rio raso com TP=0.49/0. Sendo: Tref= 20ºC T= 20ºC f5= ξ (T-Tref) =1.05 a 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Calcular a biomassa de algas P em (gC/m2).2 usado tanto para respiração como para crescimento das algas (sem dimensão).1/dia Res= ρ x f5 x P Res= 0.13gC/m2 μ= 2.04/(14+0.34 Respiração das algas As algas produzem oxigênio.7xρ x f5 x P /H Sendo: Res=respiração das algas (gO2/m2xdia) H= profundidade do rio (m) 2.04mg/L.5 / ( 2 x 0.52)=0.7 g de C) Exemplo 5. Pmax= 50 x (PT/(14+PT) x (1-S)/(1.52 x μmax x ( 1-S)/(1.04 = 37 e portanto o fator limitante é o fósforo. Usemos então Pmax para fósforo.2 (20-20)=1 ρ= 0.52 x 5 x ( 1-052)/(1.42 gC/m2 x dia P= ( -μ + ( μ2 + 4 x σ x G* x μ x Pmax) 0.13gC/m2 5. TN=1.2 x 3 x 2.13) 0.42 + ( 2. Geralmente 20ºC.04) x (1-0.13=0.42 x 0.1 x 1. T= temperatura da água (ºC) Tref= temperatura de referência.Curso de esgotos Capitulo 05.13C/m2 em rio com profundidade 1.035 – S) Adotando μma = 5 S=0. A respiração das algas na temperatura T é dada pela equação: Res= ρ x f5 x P Sendo: Res=respiração das algas (gC/m2) ρ= taxa de respiração na temperatura Tref (/dia).7= conversão do carbono para o oxigênio (1g de O2 é 2.24 Calcular a respiração das algas durante um dia para massa algal P=0.2 m2/g x dia Pmax=0.13gC/m2 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.br Exemplo 5.32 Cálculo de Pmax.422 + 4 x 0.035-0. Primeiramente vamos cálculos o valor do crescimento das algas μ μ=0. Verifiquemos primeiramente a relação NT/TP NT/TP= 1. Em outras unidades: Res= 2.52 μ=0.1/dia f5= ξ (T-Tref) ξ= coeficiente de temperatura variando entre 1. mas também o consomem através da respiração.42 gC/m2 x dia 5.2 x 3)=0.0 x 0.49mg/L e fração de sombra S=0.33 Cálculo de biomassa das algas P (clorofila do fitoplâncton) Adotamos G*= 3 gC/m2 (adotado) σ= 0. Adotamos 0.035-S) Pmax= 50 x (0.013gC/m2 Em outras unidades: 5-37 .

São duas equações básicas para dois intervalos de temperatura: f2= exp( -((T-Tot)/ΔTmin)2) quando Tmin < T<Tot f2= exp( -((T-Tot)/ΔTmax)2) quando Tot < T<Tmax Sendo: Tot= temperatura ótima das algas epilíticas (ºC) Tmin= temperatura mínima das algas epilíticas (ºC) Tmax= temperatura máxima das algas epilíticas (ºC) ΔTmin= (Tot – Tmin)/ (ln(20))0.5 +0.5 Coeficiente f1 O coeficiente f1 estimado para 24h tem a média depende da fixação da intensidade luminosa e pode ser calculado da seguinte maneira: f1= I/ Ik quando 0 < I < Ik f1= 1 quando I > Ik Geralmente Ik= 230 Sendo: f1= coeficiente adimensional que quantifica os efeitos da luz e varia de 0 a 1 (sem dimensão) I= fotossíntese instantânea (μmol/m2 x s) Ik= radiação de saturação =230 μmol/m2 x s e neste caso λ=1.25 Calcular o coeficiente adimensional f4 para PT=0.013/ 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. f4 e fs Coeficiente f4 O coeficiente adimensional f4 que mostra os efeitos dos nutrientes nitrogênio ou fósforo.02 gO2/m2x dia 5.13g C/m2 f3= P / (Ф +P) f3= 0.36 Coeficientes f1.13 / (2. Ф= coeficiente da densidade da biomassa algal que é metade da taxa máxima.40/0.7 x 0. f4= N/ (ψ + N) Sendo: f4=coeficiente adimensional N= é o nutriente limitante podendo ser o fósforo ou o nitrogênio (g/m3).Curso de esgotos Capitulo 05.26 Calcular o coeficiente f3 sendo dado P=0.0494 Coeficiente f2 O coeficiente f2 é função da temperatura ótima das algas epilíticas la aumenta e diminui como se fosse uma distribuição de Gauss assimétrica.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.5 (gC/m2) Exemplo 5.035 Imax= 4500 μmol/m2 x s e neste caso κ=0. Os efeitos da limitação dos nutrientes é usado cinética de Michaelis-Menton nas concentrações da água do rio.52 5-38 .04/ (10 + 0.5 ΔTmax= (Tmax – Tot)/ (ln(20))0. f3= P / (Ф +P) Sendo: f3= coeficiente adimensional P= massa algal (gC/m3). Geralmente igual a 2. Pode ser medido ou estimado. f3.br Res= 2.13)= 0.40g/m3 NT/PT= 1.04=37 e portanto o limitante é o fósforo f4=N/ (ψ + N) f4= 0.87= 0.04) =0.04g/m3 e TN=1.com.00398 Coeficiente f3 O coeficiente f3 fornece informações sobre a biomassa de carbono das algas. ψ=coeficiente de meia saturação para o nutriente limitante (g/m3) Quando o nutriente limitante é o fósforo ψ=10g PT/m3 Quando o nutriente limitante é o nitrogênio ψ=100gNT/m3 Exemplo 5. f2.

2/m.52 ou 0.87m Iz= Io x exp(. pois o mesmo depende das horas de sol devido a fotossíntese.52 e Imax= 4500 Io= S x Imax x seno (PI x t / 24) Io= 0. Exemplo 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.27 Calcular Io para S=0.52x 4500 x seno (3. 5-39 .00398 já calculado f5=1 Notar que o segundo termo da equação refere-se a respiração das algas durante 24h que é constante.1416 x t / 24)= 2340 x seno (0.br Entretanto o coeficiente f1 varia de hora em hora e pode ser calculado por: f1= (Hora/12xPI)x ((Imax/Ik – ((Imax/Ik)2 -1) 0. Mas Io pode ser calculado aproximadamente por: Io= S x Imax x sem (PI x t / 24) Sendo: S= fração diária da sombra (sem dimensão).28 Calcular Iz tendo Io e z=1. Para águas claras K varia de 0.7x fs x μmax x f1 (Iz) x f2 x f3 x f4/ H – 1.K x z) Iz= 2340xseno (0.1/dia H=profundidade do rio = 1. Geralmente igual a 0.2 x seno (0.13099x t) x0.13099 x t) Variando t de hora em hora de 0 a 24 teremos a variação diária de Io.87=) Iz= 2340xseno (0. Coeficiente fs Assume valores entre 0 e 1.K x z) Sendo: Iz ou Io= luz na profundidade z (μmol/m2 x s) z= profundidade da água (m) K=atenuação vertical da luz (/m).0494 já calculado f4=0.13099x t) x exp (.Curso de esgotos Capitulo 05.0.60.1/m a 0.com.37 Variação do oxigênio durante um dia considerando as algas do perifiton Durante um dia a variação do oxigênio varia conforme: dO/ dt = 2.83=1942. t= horas do dia variando de 0 a 24h Imax= 4500 μmol/m2 Nota importante: o valor de f1 pode ser calculado através de Iz ficando f1(Iz) que varia de acordo com o tempo. para exemplo f1 (Iz)= variável f2= 1 adotado f3=0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Exemplo 5. 5. Para águas com muita turbidez K varia de 5/m a 10/m. Adotamos normalmente fs=1.2 x fs x ρx f5 x P/H (gO2/m2xdia) Sendo: ρ=0.13099x t) Donde podemos observar que variando t de 0 a 24 de hora em hora obtemos valores de Iz. O primeiro termo da equação mostra o oxigênio fornecido pelas algas que varia durante do dia.1 x 1.5 + PI/2 – sen -1( Ik/Imax)) quando Imax>Ik f1= (Hora x Imax)/ (12 x PI x Ik) quando Imax < Ik Coeficiente Iz A quantidade de luz que chega ao perifiton a uma certa profundidade da superfície é usada a equação de Beer-Lambert: Iz= Io x exp( .87m.

65 2.02 -0.54 2.02 -0.52 0.87 1.13 0.29 Seja um rio com NT=1.02 -0.1 0.02 -0.52 0.87 1.52 0.00 0.02 -0.1 0.52 0.02 -0.1 0.87 1.00 1.71 0.00 Respiração segunda -0.87 1.02 -0.52 0.02 -0.87 1.87 1.92 0.52 0.02 -0.87 1.00 0.94 2.97 0.52 0.87 1.87 1.02 -0.1 0.02 -0.52 0.1 0.52 0.1 0.00 0.52 0.52 0.18 2.1 0.1 0. μmol/m x s Horas do dia 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 seno 0.1 0.Cálculos (rio) K= 0.56 2.87 1.52 0.02 -0.02 -0.2/m K 0.1 a 0.02 -0.02 -0.38 0.br Exemplo 5.87 1.52 0.02 -0.02 1.87 1.1 0. Calcular a massa de carbono das algas e a respiração das mesmas e o oxigênio produzido variando de hora em hora.61 0.04g/m3.02 g O2/m x dia Total -0. Na Tabela (5.92 0.02 -0.87 0.87 2 Tabela 5.52 0.87 1.1 0.19 2.72 2.79 0.87 1.52 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.26 0.1 0.02 -0.02 -0.00 0.00 0.00 0.02 -0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.02 -0.00 0.1 0.52 0.02 -0.02 -0.02 -0.87 1.38 0.50 0.52 Io 0 0 0 0 0 0 1655 1856 2027 2162 2260 2320 2340 2320 2260 2162 2026 1856 0 0 0 0 0 0 0 Prof z 1.99 0.52 0.87 1.13 0.96 2.00 0.02 -0.02 -0.52 0.02 -0.1 0.87 0.52 0.50 0.1 0.02 -0.38 2.00 0.02 -0.74 2.40 2.54 2.02 -0.00 0.52 0.49g/m3 e PT=0.97 0.65 2.1 0.26 0.75 2.74 2.87 1.52 0.87 1.87 1.1 0.87 1.56 2.02 -0.00 0.1 0.00 0.19 0.77 2.52 0.99 1.72 2.67 2.02 -0.02 -0.1 0.1 0.1 0.00 0.com.67 2.17 Média de g02/m x dia 2 2 5-40 .00 Imax 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 S 0. O2 Iz 0 0 0 0 0 0 1372 1540 1681 1793 1875 1924 1941 1924 1875 1793 1681 1540 0 0 0 0 0 0 0 f1 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 Primeira 0.18.1 0.61 0.02 1.18) estão os cálculos efetuadas em planilha Excell.18 -0.40 2.87 1.71 0.87 1.1 0.87 1.79 0.Curso de esgotos Capitulo 05.02 -0.52 0.1 Prod.38 2.52 0.1 0.02 -0.87 1.

50 3.br Variação da produção de oxigenio e respiração devido a algas O x ig e n io d is p o n iv e l p e la s a lg a s (g 0 2 / m 2 x d i a ) 5.50 -0.50 0 5 10 15 20 Horas do dia Figura 5.50 1.Curso de esgotos Capitulo 05.13-Variação da produção de oxigênio devido as algas.com. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 5-41 .

[ρ x ξ (T-20) x P] = PP PP = 5 x 0.38 Cálculo aproximado da variação diária da biomassa Neste caso não há perifiton ou algas epifíticas somente existindo as algas em suspensão. f4 e f3 já definidos e calculados.035 P =biomassa das algas (gC/m2) Ф=2.87 =0.7 / H H=1.00016 -0.52 S= 0.00398 . não sendo considerada as algas no perifiton.52 (1-0.02g02/m2xdia Portanto.0.br 5.52)=0.7 e dividir pela profundidade H em metros.7 / H Exemplo 5.5gC/m2 N= nitrogênio ou fósforo.7 / 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1 x 1 x 0.00398 já calculado f5=1 P=0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Fator do sombreamento= (κ x (1-S))/ ( λ +S)= 0.87m (profundidade do rio) Variação de oxigênio diária= 0.02g02/m2xdia 5-42 .013 x 2. Será aquele que for limitante.05 ψ=100 ou 10 conforme o limitante for nitrogênio ou fósforo ρ =0.Curso de esgotos Capitulo 05.013=0.13gC/m2 μmax=5 gC/m2 xdia dP/dt = μmax x [ κ x (1-S)]/ ( λ +S) x [P/(Ф+P)] x [N/ (ψ +N)] x ξ (T-20) . podemos achar em oxigênio dissolvido bastando multiplicar por 2. ξ =1.013gC/m2 Variação de oxigênio diária= PP x 2.com. Notar que existe um fator para a influência da sombra: ( κ x (1-S))/ ( λ +S) Se chamarmos a expressão total de PP.16 f3=0.1/dia (adotado) Observar que na equação temos o fator f5.52 admitido λ=1.035+0. a variação de oxigênio dissolvido durante o dia será de 0. Variação de oxigênio diária= PP x 2.0494 já calculado f4=0. A equação abaixo fornece a variação média diária de gC/m2 dP/dt = μmax x ( κ x (1-S))/ ( λ +S) x (P/(Ф+P)) x (N/ (ψ +N) x ξ (T-20) .52)/(1.ρ x ξ (T-20) x P = PP Sendo: μmax= 5gC/m2 x dia κ =0.16 x 0.0494 x 1 x 0.30 Com dados anteriores estimar a variação de oxigênio consumido pelas algas.13 = 0.

658páginas. 1991. EDUARDO PACHECO E PESSÔA. Hydrologic analysis and design. -CHAPRA. -INTERNET http://www. ISBN 0-13-1349589 -METCALF & EDDY. -RUTHERFORD.br 5. Vol.br/posgraduacao/arquivos/documentos/me166c. Athes. CETESB. 92páginas. Maringá.csiro. WAYNE C. M. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental UFMG. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.. Programa de pós-graduação.Curva de depressão do oxigênio. ROQUE PASSOS e KATO.Water Resources Handbook.pdf Acessado em 20 de dezembro de 2006. -FERREIRA. 1989 -URIAS. Mcgraw-Hill. Revista Brasileira de Recursos Hídricos volume 11 número. ano 2005 ISBN 85-905545-1-1 932páginas -LAMPARELLI. Rivers and Streams.mde. ABES. três volumes com 1214paginas no total. 213páginas. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. Georgia. CIV 590. Mcgraw-Hill. 1984. Sistemas Urbanos de Esgoto. SAMUEL MURGEL.br/institutos/it/de/acidentes/fito. MUELLER. 1997 575páginas. Revista DAE. ISBN 85-7022-135-5 -AZEVEDO. R. A. 243 p. Tese de doutoramento na EPUSP em 1964. ISBN 0-07-113908-7.Curso de esgotos Capitulo 05. ABES. V. 285páginas. março de 2006. Acessado em 20 de dezembro de 2006 -INTERNEThttp://www.com. Cetesb. Tratamento de esgotos sanitários. SUSAN M. 1977. dezembro 2005. CSIRO Land and Water Technical Report 23/05. Tese de Doutoramento. photosynthesis and respiration in streams. 238. 2ª ed. C. Modelling perifhyton biomass. CHRISTOPHER E CUDDY. 2004. -MCCUEN. -USEPA. Guanabara dois. 257páginas -DEZUANE.0-07-100824-1.uem. 14páginas. 2006. Estudo de propriedades da Clorofila-a e da Feotinina-a visando a Terapia Fotodinânimica. CLAIR N et al. 3ª ed. Autodepuração dos cursos de água. Universidade Federal de Minas Gerais. and kinetics formulations in surfaced water quality modeling (second edition). 2000 191páginas. Contribuições para o desenvolvimento da capaciade de previsão de um modelo de qualidade da água. 1. FRANCILIO PAES. Wasterwater engineering. Maidment.au -SAWYER. N. -LEME. 1993. -THOMANN. Tratamento de esgotos sanitários.md.pdf. -BRANCO.epa. 2ª ed. . J. In Mays. Qualidades das águas e poluição: aspectos físicoquimicos. ano 2006 -HUBER.Y. Principles of surface. revisada. Van Nostrand Reinhold. -SUAREZ. Plublishers. Contaminant transport in surface water. PAULO et al. Acessado em 6 de janeiro de 2007. Dissertação de Mestrado. L. Larry W. ISBN. 1994. Contribuição ao emprego de lagoas de estabilização como processo para depuração de esgotos domésticos.dqi. STEVEN C. Modelagem do transporte e dispersão de poluentes.. São Paulo. -DACACH.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006 -JORDAO. MARTA CONDÉ: Graus de trofia em corpos de água no Estado de São Paulo. -VON SPERLING. 1987. RICHARD H. Chemistry for environmental engineering.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final. Anexo A 5-43 . MIGUEL MANSUR. 4ª edição. et al.39 Bibliografia e livros recomendados -AISSE.543121. JOHN. MARIO TAKAYUKI. Princepton University. EPA/ 600/3-85/040 june 1983. JOSE MARTINIANO DE. -VICTORETTI.ufrrj.state. (1996). water quality modeling and control. 1334páginas -PIVELI. 7/6/2006. J. Instituto de Geociências da USP. Dissolved Oxygen Analysis of Stream with point sources. Princípios do tratamento biológico de águas residuárias.htm. RAFAEL RIBEIRO DA SILVA. 1985-Rates. Publicada pela CETESB em 1973 com 131páginas. 2a ed. 1998 814p. CONSTANTINO ARRUDA.. Site: www. BENOIT ALMEIDA. -INTERNET http://www. DERICK G. http://www. Harper & Row. 1996. In Handbook of Hydrology de David R. constants. 1971.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR. NELSON GANDUR. -BROWN. Hidrobiologia aplicada à engenharia sanitária.WROBEL. Prentice Hall. ALDO PACHECO et al. setembro de 1966 número 62 ano 26. Planejamento e projeto dos sistemas urbanos de esgotos sanitários. Janeiro de 1995. Handbook of drinking water quality.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.

3 (i): conformidade indefinida quanto ao limite da classe devido a analise laboratorial não ter atingido os limites legais.20) mg/L 3 <3 DQO mg/L <50 Fenois mg/L 0.02 NKT mg/L 0.01 COD mg/L 3. no UV m 0.52 Fósforo total mg/L Máximo 0.Curso de esgotos Capitulo 05.048 Aluminio mg/L Máximo 0. filtrável mg/L máximo500 47 Res. Nitrito mg/L Máximo 1 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.025 <0.5 Cor verdadeira mg Pt/L 80 Cromo total mg/L <0.0002 <0.28 N. Total mg/L 51 Res. fósforo e clorofila-a. ar ºC 22 Absorb.53 OD mg/L Mínimo 6 5.18.001 i<0.97 Feofitina-a μg/L 2.06 Níquel mg/L 0.025 0. volátil mg/L 12 Sulfato mg/L Máximo 250 <10 Turbidez uT Máximo 40 13 Zinco mg/L Máximo 0.04 Manganês mg/L Máximo 0.005 Chumbo mg/L Máximo 0.1 0.Análise do Tanque Grande efetuada pela CETESB Padrão conama Análise do dia Parâmetros Unidade 357/05 04/8/04 Classe 1 Coloração Verde pH U:pH Entre 6 a 9 6. Nitrato mg/L Máximo 10 1.18 <0.003 Ferro total mg/L 0.02 <0.0001 Nitrogênio mg/L 0.03 i<0. Tabela 5. água ºC 20.02 Parâmetro Microbiológico Coliformes termo NMP/100ml Máximo 200 1 Parâmetro Ecotoxicológico Toxicidade Não tóxico Parâmetros hidrobiológicos Clorofila-a μg/L 0.86 Cobre mg/L 0. UFC= unidade formadora de colônia 5-44 .05 Mercúrio mg/L Máximo 0.001 I<0.br Exemplo de análise para mostrar o nitrogênio.1 Cloreto total mg/L 1.01 DBO (5.15 amoniacal N.61 Condutividade mg/L 54.21 Cádmio mg/L Máximo 0. Análise do reservatório do Tanque Grande em Guarulhos datada de 4/8/2004 efetuada pela CETESB em um dia que não choveu.8 Temp.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.8 Temp.78 THM mg/L 127 Res.01 0.com.

831 Sabesp Reservatório do Atibainha.9 8.023 0.9 5-45 .Curso de esgotos Capitulo 05.044 0.914 13.88 Reservatório Paiva Castro.68 0.8 3.0 3. Mairiporã.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.901 Rio Tietê Fonte: Campanelli. Sabesp 0. 0. 2004 Clorofila-a (mg/L) 2. nitrogênio total e clorofila-a em alguns mananciais da SABESB localizado na Região Metropolitana de São Paulo.com.023 0.br Anexo B Exemplo para mostrar a quantidade de fósforo total. Alguns resultados de PT. NT e clorofila-a de 1996 Reservatórios e rio PT NT (análises de 1996) (mg/L) (mg/L) Reservatório do Guarapiranga (Sabesp) 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

nitrogênio.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios 6-1 . nitrogenio.com.br Capítulo 06 Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

uma conseqüência da produção das algas é que quando elas morrem.br Capítulo 06. nitrogênio e poluentes.maine. 1993. despejos de fossas sépticas ou ainda por rios que carregam fósforo e o depositam nos lagos conforme http://pearl. Nos lagos o fósforo é usualmente encontrado em pequenas quantidades. pela vazão de entrada. mas devido ao impacto das atividades do homem. aumenta a quantidade de fósforo. 6. Tudo vai depender do tempo de residência que é o volume do lago dividido pela vazão de saída.Balanço de fósforo.htm O fósforo encontrado em lagos pode nos informar como está o crescimento das plantas no mesmo e como estão as atividades humanas ao redor do mesmo. nitrogenio. metabolismo celular e fornecimento de energia ao sistema de células. Outro problema é que o crescimento muito grande das algas pode quebrar o balanço no equilíbrio natural do sistema do lago. No processo de decomposição da matéria orgânica por bactérias no fundo do lago é feito com oxigênio dissolvido na água. fertilizantes de gramados ou jardins. a mistura ocorre somente uma vez ou quando a mistura ocorre varias vezes. Figura 6. Para o caso do fósforo vamos seguir o modelo de Metcalf& Eddy. isto é.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. Por exemplo.com. oxigênio em lagos e rios 6. elas caem no fundo do lado como matéria orgânica morta. vazão de saída e pela transferência de calor na interface ar-água. Aumentando o fósforo aumentam as algas. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Muitos lagos com algas pode-se 6-2 .Mistura em lagos O fósforo pode entrar no lago através de sedimentos.edu/windows/community/Water_Ed/Phosphorus/phos_whatisit. É fundamental no processo da vida como armazenamento e transferência de informações genéticas. fósforo. No aumento das algas surgem florescências (blooms) que formam escumas no topo da água que muitas vezes produzem odor e que afastam as pessoas do lago. Trataremos de lagos rasos onde há uma mistura facilmente atingida pelo vento.1.1 Introdução Em lagos rasos e misturados podemos fazer uma análise simplificada de Oxigênio Dissolvido (OD). nitrogênio. Em regiões tropicais os lagos são monomíticos ou politimíticos.2 Fósforo O fósforo é um dos nutrientes essenciais a vida de todos os organismos.

1-Limites para diferentes níveis de estado trófico segundo o sistema de classificação de Carlson modificado por Toledo. Os polifosfatos são geralmente usados para controle da corrosão. Quando o pH sobe promove a retirada de fósforo dos sedimentos. As algas produzem oxigênio. 2004 6-3 . Critério Estado trófico Transparência Fósforo total Clorofila-a (m) (mg/L) (μg/L) IET≤ 24 Ultraoligotrófico ≥ 7. Tabela 6.52 a 3.006 ≤0.007 a 0. 1994.5g/dia de fósforo por pessoa.br tornar anóxido no verão. 6. que reduz o escoamento de fósforo do sedimento para a água. significando que não mais se adequarão as condições de reprodução ou sobrevivência. Nos Estados Unidos é lançado nos esgotos diariamente 1. O lodo geralmente é vendido por causa do nitrogênio e não pelo fósforo. clorofila-a e do IET (Índice do Estado Trófico) de um rio ou lago o mesmo pode ser classificado pela CETESB conforme Tabela (6.5 a 1.052 3. Os polifosfatos que foram feitos para substituir os sabões aumentam também a quantidade de fósforo na água dos rios. aumentando a quantidade de fósforo tirada dos sedimentos. O limite para o fósforo total nas águas é de 0. 1990.1). o pH afeta o transporte de fósforo entre o sedimento e a água.com. Por exemplo. As experiências têm demonstrado que não acontecem florescência de algas quando o nível de fósforo é menor que 0.82 a 10.025mg/L conforme Conama nº 357/05.3 Índice do Estado Trófico (IET) Através do fósforo.51 24<IET≤44 Oligotrófico 7. nitrogenio.7 a 2.0mg/L.026 0.211 10.06 Fonte: Lamparelli.9 a 1. O aumento do fósforo aumenta a quantidade de algas tornando a situação cada vez pior.34 54<IET≤74 Eutrófico 0.027 a 0.81 44<IET≤54 Mesotrófico 1.06 IET>74 Hipereutrófico <0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Os lodos dos esgotos representam 1% de fósforo e o lodo dos estações de lodos ativados são 1.8 ≤0.3 >0.014mg/L).9 a 0. As algas podem consumir ainda quantidade grande de fósforo. Nos esgotos o fósforo inorgânico varia de 2 a 3mg/L enquanto que o fósforo na forma orgânica varia de 0. O fósforo varia de 1ppb a 110ppb (parte por bilhão) com média de 14ppb (14μg/L ou 0. As pesquisas existentes apontam o fósforo e o nitrogênio que são essenciais para o crescimento das algas e cianobactérias e que o limite de quantidade destes elementos é usualmente um fator de controle da taxa de crescimento. A química do lago pode afetar as condições de fósforo no lago. as algas são encontradas vivendo nos sedimentos. A produção primária das águas aumenta o pH na água.5% do fósforo.211 >76. A quantidade de fósforo lançada é função das proteínas que o ser humano ingere.0 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.35 a 76.3 0.005mg/L conforme Saywer et al.053 a 0. Por outro lado em lugares onde os sedimentos recebem luz solar.0 0. Uma fonte de poluição como efluente de tratamento de esgotos ou uma fábrica podem aumentar a quantidade de fósforo no lago.

2). Tabela 6. 2004 propôs uma classificação para o Estado de São Paulo conforme Tabela (6. nitrogenio.695 x ln (5.006m3/s Área da bacia: 804.4 Índice do estado trófico CETESB Segundo a Cetesb o indice do estado trófico (IET) é a média do índice do estado trófico da produção de fósforo com a clorofila-a. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.2). 2004 para o Estado de São Paulo Exemplo 6.br 6. que causa algumas vezes certas inconsistência de resultados conforme apontado por Lam parelli.8)/2 =45 Lamparelli.2. Marta Lamparelli apresentou uma proposta mais condizente com a realidade que está na Tabela (6.2 Calcular o índice do estado trófico para o lago do Nado localizado em Belo Horizonte.concentração de clorofila-a medida na superfície da água (μg/L) Ln= logarítmo natural Exemplo 6. IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.1 Dados: P= 13μg/L e Chl-a= 5. 2004 e é por isto que a dra. IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 Sendo: IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.695 x ln (Clor-a) / ln 2 ]} P= concentração de fósforo total medida na superfície da água (μg/L) Clor-a. 2002 Lagoa do Nado. O índice original foi introduzido por Carlson e modificado por Toledo.03) / ln 2 ]} =55.32 / 13) / ln 2 ]}= 33.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.7 IET (Clor-a)= 10 { 6 – [ (2.535m2 6-4 . Dados de Bezerra-Neto e Coelho. Estado de Minas Gerais 1500mm por ano de precipitação Comprimento máximo efetivo (Ce)= 290m Vazão média= 0. Belo Horizonte.Proposta para classes tróficas da dra. Calcular o índice do estado trófico.03μg/L.1) foi feita para lagos sendo usada no Estado de São Paulo também para rios.04-0.com.04-0.7+55. Minas Gerais.8 IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 =(33. Marta Lamparelli.32 / P) / ln 2 ]} IET (Clor-a)= 10 { 6 – [ (2. A Tabela (6.

2004 pesquisando rios e lagos no Estado de São Paulo propôs algumas relações que podem ser úteis em estimativas.1) verificamos que o lago é Eutrófico.24 6-5 .695 x ln (Cl-a) / ln 2 ]} IET (cla-a)= 10 { 6 – [ (2.Estação de secas (abril a setembro) 6.32 / P) / ln 2 ]} IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.00m T=tempo de retenção no período chuvoso= 2. 6. 6.32 /50) / ln 2 ]} =58 IET (cl-aP)= 10 { 6 – [ (2.6m Z= 2.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.7m profundidade média (Z) Z/ Zn= 0.8 Relação entre clorofila-a e fósforo total Clorofila-a= 0. 2004 concluiu que para o Estado de São Paulo a sazonalidade pode ser feita em duas partes: .276mg/L PT=50 μg/L NT/PT= 1276/50=25.5 Sechi = 1.695 x ln (11) / ln 2 ]}= 53 IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 IET= (58 + 53) / 2= 55 O índice do estado trófico do lago do Nado é IET=55 Verificando-se a Tabela (6.04-0.562m2 Perímetro=1193m Largura máxima efetiva=51.com.7 Relações Lamparelli.081 x (PT) 1.04-0.75 Índice de desenvolvimento de volume (Dv)= 1.7% Índice de desenvolvimento de perímetro (Dp)= 2.br Área da lagoa= 40.35 Fator de envolvimento (Fe)= 53 Declividade média (alfa)= 2.1 dias T= tempo de retenção no período seco= 78 dias Sendo: IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.562m3 Clorofila-a= 11 μg/L L=NT=1276 μg/L= 1. Geralmente: K2= KL/ H Sendo: KL= coeficiente de aeração do lago (m/dia) H= profundidade média do lago (m) K2= coeficiente de reaeração do lago (dia-1) v= velocidade do vento no lago (m/s) 6.07 Volume= 40.5 Reaeração de lagos Em lagos geralmente as fórmulas possuem relação com o vento.Estação de chuvas (outubro a março) . oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.6 Sazonalidade: Lamparelli.8m Profundidade máxima (Zn)= 7. nitrogenio.

33 S=transparência= 2.5 Calcular a transparência S de um lago.24 1.4 μg/L 6. Clorofila-a= 8. No Brasil conforme Lamparelli.613 x clorofila -1. Calcular a clorofila-a do lago.br Sendo: Clorofila-a em μg/L Fósforo total (PT) em μg/L Exemplo 6.3 Dado um lago com fósforo total PT= 50 μg/L. 2004 a Conama 357/05 estabelece o limite máximo de fósforo de 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.9 Relação entre clorofila-a e nitrogênio para rios Clorofila-a= 1. 6-6 .com.47 Clorofila-a= 8. 2001 in Lamparelli.33 Exemplo 6.34 x (NT) 0.081 x 50 = 10.60 x (NT) 1.4 μg/L 6.60 x 1.28 Clorofila-a x transparência S para reservatórios S=transparência= 2. Clorofila-a= 0. Clorofila-a= 8.025mg/L das águas doces Classes 1 e 2 . 2004 (PT)= Pin x Tw (3/4) / ( 3 x Z) Sendo: (PT)= concentração média de fósforo (mgP /m3) Pin= carga de fósforo afluente (g/m2 /ano) Tw= tempo de residência (anos) Z= profundidade média (m) Segundo Lamparelli.5 x clorofila -0.276 mg/L. sendo a clorofila 11 μg/L S=transparência= 2. 2004 esta fórmula foi aplicada no lago Paranoá em Brasília achando-se a concentração média de fósforo (PT) de 40 mgP /m3. Calcular a clorofila-a.47 = 11.081 x (PT) 1.33 = 1. Conforme o ambiente lótico ou lêntico teremos valores diferentes de fósforo.4 Em um lago o nitrogênio total NT=1.5 x 11 -0.276 1.10 Clorofila-a x transparência S para rios S=transparência= 0.10 Equação de Salas e Martino.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.47 NT= nitrogênio total (mg/L) Clorofila-a em μg/L Exemplo 6.5 x clorofila -0.13m 6. nitrogenio.55 Sendo: NT= nitrogênio total (mg/L) Clorofila-a em μg/L Relação entre clorofila-a e nitrogênio para reservatórios Observemos que em reservatórios a quantidade de clorofila-a é bem maior do que em rios.60 x NT 1.24 Clorofila-a= 0.

0 Nitrato 0.34 0.024 0.22 Reservatórios 0.70 Resíduo total Rios 140 4.47 0.020 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Marta Lamparelli fornece elementos importantes que estão na Tabela (6.0 ºC 32ºC A Tabela (6.1 Fósforo total 0.3).01 6.040 0.00 56.59 0.0ºC 35ºC Secas (abril a setembro) 21.Concentração basal de nutrientes em riachos nos Estados Unidos conforme USGS Nutriente Concentração basal em riachos (mg/L) Nitrogênio Total 1.05 169.01 25.090 Ortofosfato solúvel rios 0.1 Fonte: Lamparelli.10 Nitrogênio orgânico Rios 0.00 801.004 0.122 0.00 417.210 Reservatórios 0.63 Nitrogênio Total rios 2.4. nitrogenio.24 0.00 Reservatórios 116 1.00 333.75 0.55 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.070 0.63 0.00 Clorofila-a Rios 3.88 0.62 0.00 282.4ºC 13. 2004 para o Estado de São Paulo mg/L mg/L mg/L Média Mínimo Máximo Fósforo total rios 0.15 Nitrogênio amoniacal Rios 1.07 Reservatórios 18.48 Reservatórios 2.00 Nitrato Rios 0.01 6.com.00 Reservatórios 0.Dados das pesquisas de Lamparelli.062 36.05 566.18 0.4) contém as concentrações basais encontrada nos Estados Unidos.br 6.030 0.6 Amônia 0.57 Temperatura da água Chuvas (outubro a março) 25.005 2. Tabela 6.3.071 57. Tabela 6. 2004 6-7 .55 Reservatórios 0.01 32.00 (nitrogênio amoniacal+nitrato+nitrito) Reservatórios 0. 2004 A tese de doutoramento da dra.7ºC 18.8 Pesquisas de Lamparelli.00 22.00 Reservatórios 66 0.00 Resíduo fixo Rios 82 2.

Quando NT/PT << 10 o fator limitante é o nitrogênio e Quando NT/PT >> 10 o fator limitante é o fósforo.br 6. a qual estabelece que a produção de um organismo é determinado pela abundância da substância que estiver presente no ambiente na menor quantidade relativa a sua necessidade conforme Wetzel. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.9 Razão N/P O conceito de nutrientes limitantes é baseado na Lei do Mínimo proposta por Liebig.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.com. Para N/P < 4 estimula-se o crescimento das águas azuis ou cianofíceas que são tóxicas. Mônica Porto alertam em suas aula o seguinte: Quando ocorre a limitação por fósforo o processo de eutrofização estabiliza. 6. lagos e estuários para poluição pontual e difusa. Quanto ocorre a limitação por nitrogênio. o nitrogênio apenas comanda o tipo de alga que se desenvolve. 1987 valem para rios.10 Teoria sobre carga de fósforo em um lago Conforme Metcalf e Eddy. As relações NT/PT segundo Thomann e Muller. o crescimento das algas prossegue com aquelas que conseguem usar N2. Qws = aQw sendo a fração da água que retorna ao lago Qo= vazão de saída do lago (m3/s) Cp= concentração de fósforo na precipitação água de chuva (mg/L) Cr= concentração de fósforo devido ao runoff (mg/L) Cs= concentração de fósforo que vem do rio que cai no lago (mg/L) Cr= concentração de fósforo contido no escoamento superficial (runoff) (mg/L) Cg= concentração de fósforo da água subterrânea (mg/L) Cw= concentração de fósforo de efluente de estação de tratamento de esgotos lançado no lago (mg/L) 6-8 . nitrogenio. 1993 a carga M’ em um lago é dada pela equação: M’= Qp x Cp + Qs x Cs + Qr x Cr + Qg x Cg + Qw x Cw Sendo: M’= carga no lago (mg/s) Qp=vazão devida a precipitação direta na área Qs= vazão de rio que chega ao lago (m3/s) Qe= vazão devida a evaporação da água na superfície do lago (m3/s) Qr= vazão devida ao escoamento superficial (runoff) que cai no lago (m3/s) Qg= vazão devida a contribuição das águas subterrâneas (m3/s) Qw= água que é retirada (m3/s) Qws= água que é resposta ao lago (m3/s). Sendo: NT= nitrogênio total PT= fósforo total Os professores da EPUSP do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária PHD2460 dr. A relação N/P é importante para determinar as medidas de controle. 1993 in Lamparelli. 2004. Alguns limnologistas consideram que apenas o fósforo é limitante. Rodolfo Martins e Dra.

003/dia= 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Geralmente é a área multiplicado pela profundidade média. 6-9 . Qo= vazão de saída do lago (m3/s) M’= Cc x βx V Sendo: M’= carga presente no lago (mg/s) Cc=concentração de fósforo no lago (mg/L) β=constante do lago para o fósforo V= volume do reservatório (m3). Geralmente é a área multiplicado pela profundidade média.Modelo de lagos e reservatórios totalmente misturado Fonte: Metcalf&Eddy.br Figura 6.com. nitrogenio. 1993 to= V/Qo Sendo: to= tempo de permanência (s) ou tempo de detenção ou tempo de residência V= volume de água do lago (m3) Qo= vazão de saída do lago (m3/s) β= K + Qo/V = K + 1/ to Sendo: β=constante do lago para o fósforo K= constante de fósforo= 0.003/86400s= 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.000000034/s V= volume do reservatório (m3).2.

2 – 1.56mg/s= 2. A água de retorno ao lago possui Cw= 2. 1993 salientam que a redução de 2.1x Crx1000 9.950.30 x Qws= 9.2x1000 6610.8x 1000) =2. A concentração de fósforo medida do lago é de Cc=0.36667 x10-8= 3.95x109) x 1000= 6610.15/1. A área da superfície do lago tem 130km2.7667x 10-8 x 1.7= 0.50mg/L mostra que o lago é muito sensível às descargas lançadas nele.081mg/L Determinar a carga de fósforo que deve ser lançada no lago para que a concentração de fósforo no lago seja de 0.7 x 3.06m3/s A vazão evaporada da superfície do lago: Qe= 130 x 1000 x 1000 x (700/1000)/ (365 x 86400)= 2. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.7667 x 10-8 /s x 1.03mg/L x 3.1x Crx1000= 6610.50mg/L Metcalf e Eddy.56 -5872.000m3 = 1.1 x 1000)=0.1 + 2.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.7x3.1m3/s A vazão causada pela precipitação direta na superfície do lago é: Qp= Área do lago x precipitação anual= 130 x 1000 x 1000 x (500/1000) /(365 x 86400)= 2.000.89 – 0. M’= Cc x βx V =0.56 mg/s – 2204)/ ( 0.1x Crx1000+5852=5872.96 Cr= 737.4 x 10-8/s V= 1. nitrogenio. V= 130km2 x 1000 x 1000x 15= 1. O volume do lago é a superfície multiplicado pela profundidade média.950.89m3/s A vazão de saída Qo será: Adotando as seguintes simplificações: Qg=0 vazão devido a águas subterrâneas. 6-10 .56mg/s Qw=0.95 x 109= 2204 mg/s Quantidade de fósforo no esgoto retornado para o lago.06 x 0. C= 2.6=737.96/( 9.01x1000 + 9.000.56 mg/s A carga da concentração de fósforo devido ao runoff é: M’= Qp x Cp + Qr x Cr + Qw x Cw=6610.(6610.2mg/L de fósforo.8=2.01mg/L e é retirado do lago 3.15m3/s β= K + Qo/V β= 3.15m3/s β= K + Qo/V K= constante de fósforo= 0. A área da bacia do lago tem 2300km2 e a profundidade média do lago é de 15m.003/86400s= 3.66m3/s (retorno) 6610.6 Elaborar a análise de fósforo em um lago com escoamento superficial médio anual de 125mm.br Exemplo 6.95 x 109m3 A vazão média Qr que chega ao lago causado pelo runoff (escoamento superficial): Qr= Área da bacia x (125/1000)/ (365x86400s)= 2300x 1000 x 1000 x (125/1000)/ (365x 86400)=9.95x109=3. Qo= Qr + Qp – Qe – 0. Qs=0 vazão do rio que chega ao lago É importante salientar que 70% do volume extraído retorna ao lago e 30% é lançado a jusante do mesmo fazendo parte portanto como 0.2 .30x 3.30 x Qws.000m3 =1.09mg/L.66 x 2.6 + 9.8= 7.7667 x 10-8 /s M’= Cc x βx V =(0.003/dia= 0.4 x 10-8/s + 0.03mg/L.4 x 10-8/s + 7.09mg/L x 3.6+9.8m3/s sendo reposto em forma de esgoto tratado 70% da vazão. A quantidade de fósforo na água de chuva Cp=0. evaporação anual de 700mm e precipitação média anual de 500mm.1 x Crx1000+ 2.95 x 109 m3 Qo= 7.06 -2.56mg/s= 20.com.2mg/L para 0.

52 x 10-7/s =4.0425x 25) x 1000= 1351 mg/s Cc= M´/ βx V =1351/ (4.com.20km2 x 1000 x 1000x 3.6km2 e a profundidade média do lago é de 3.56mg/L DBO 6-11 . V= 0.7 Determinar a concentração da DBO5 em um lago que tem chuva escoamento superficial médio anual de 0. A área da superfície do lago tem 0.3315m3/s β= K + Qo/V K=0.289+0.356m/ (365x86400s)= 0.289m3/s A vazão de saída Qo será: Qo= Qr + Qws= 0.3315m3/s β= K + Qo/V β= 3.0425 Cw= 25mg/L DBO M’=( 0.356/ (365x 86400)=0.472x10-6/s +5.3/86400s= 3.000m3 Qo=0.3/dia K= constante da DBO= 0.0425= 0.024 x 10-6 x 6 x 105 x 103)=0. nitrogenio.3315/600000= 3.472x10-6/s + 0.3/dia= 0.br Exemplo 6.289x 1.0 + 0.356m.0425m3/s com DBO=Cw=25mg/L.20x 1000 x 1000 x 0. É lançado efluente de esgoto tratado na vazão de Qw=0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.289m3/s Cr= 1mg/L DBO Qw=0. 1993. O volume do lago é a superfície multiplicado pela profundidade média.000m3 A vazão média Qr que chega ao lago causado pelo runoff (escoamento superficial): Qr= Área da bacia x 0. A área da bacia do lago tem 25. A quantidade de DBO na água de escoamento superficial (runoff) Cp=1.024 x 10-6 /s M’= Qr x Cr + Qw x Cw Qr=0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.472x10-6/s V= 600.0mg/L.0= 600.20km2.0m conforme exemplo adaptado de Metcalf e Eddy.

nitrogenio.620 0.73)/ 1.920m2 = 7.676 m3 Considerando o volume do reservatório de 38. Tabela 6. Somente consideramos a poluição difusa causada pelo escoamento superficial (runoff) e não consideramos as águas subterrâneas. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.73 0.6kg/ano de fósforo que chegará ao lago.66 0.12 0. Como a área da superficie do lago As= 15.24 g/m3= 0.36 + 0.792 103. 120.600g/ano / 495.600 g/ano.600 g/ ano / 15. Poderia ser incluso também o efluente de uma ETE e o volume de lançamento no lago deveria ser usado o método da solução para a concentração final fósforo.43 Tabela 6.00 C.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.44 x 97ha x 10000m2 =456. 120.58 g/m2 ano A concentração de fósforo será: 120.982m3= 495.com.31 + 0.5.br Exemplo 6. C= (0. volume de 38.6 kg/ano de P . runoff Carga P (kg/haxano) Carga P (kg/ano) 64 12 21 97ha 66% 12% 22% 100% 0.6kg/ano Na Tabela (6.22 x 0. 1.73.07m.6.43.44 Na Tabela (6. que apresentam grande dificuldade de estimativas.31 0.792kg de fósforo por ano por hectare e multiplicando pela área em ha obtemos 16.36 0. Na Tabela (6.12 x 0. ou seja.983m3.6581m3 =0.Calcular a carga de fósforo no lago.920m2 vamos achar a carga de fósforo em gramas por metro quadrado por ano.982m3 fazemos a soma do volume total: Volume total= 456676m3 + 38.6) vamos calcular o coeficiente de runoff ponderado em relação as áreas e o obtido foi C=0.792 kg/ha x ano x 21ha = 16.920m2.5) estão as áreas agrícolas.07 m x 0.7) a precipitação média anual é de 1.36 0.24mg/L Nota: este exemplo é muito fácil de ser aplicado. A precipitação média anual na região é de 1. florestas e urbanas da região.00 = 0.44 obtemos 456.Calcular o coeficiente de runoff ponderado Uso da terra Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Total= Área (ha) 64 12 21 97 fração da área 0.658m3 Conforme Tabela (6.3 16. runoff 0. O lago tem área superficial de 15.66 x 0. Carga= 0.676m3.027 0. A carga de fósforo adotada para a área urbana é de 0.7 0. 6-12 .8 Dada uma área da bacia de 97ha de um lago.22 1.Porcentagem das áreas e coeficientes de runoff e cargas de fósforo Uso do solo Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Área (ha) Porcentagem C.6 120.07m e considerando o runoff ponderado obtido de 0.5) a carga total de fósforo que chega ao lago é de 120. mostrando que 64% da área é agrícola e 21% urbana.31 0. De maneira análoga poderiamos fazer aplicar o exemplo para o nitrogênio mudando somente as taxas de aplicação do nitrogênio. assim para a área urbana C=0.73 1. Para cada uso do solo foi estimado o coeficiente de runoff C.6kg/ano.

82.br Tabela 6.782 g/ano + 120. nitrogenio.940 m3= 732.28 mg/L de fósforo total 6-13 .940 m3/ano x 0.940m3 resultará em: 456.9 Para o exemplo anterior vamos supor que exista uma ETE que produz 756m3/dia de esgotos que são lançados no lago com 0.30g/ m3= 82.676m3 + 275.9 Exemplo 6.com.920m2 teremos: 203.782g/ano de fósforo A carga total será a soma da carga da poluição difusa mais a carga concentrada da ETE.382g/ano Dividindo pela área do lago de 15.920m2=12.30mg/L de fósforo total PT.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.616m3= 0.382g/ano/ 15.940m3/ano O volume anual devido ao runoff foi de 456. Por ano teremos: 365dias x 756m3/dia=275.8 g/m2 x ano A concentração de fósforo será: 203.8.616 m3 A carga anual de fósforo da ETE será: 275.600g/ano=203.9 Area urbana 10. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.382 g/ano / 732.Estimativa da carga total de nitrogênio baseado no uso do solo Uso do solo Carga total de nitrogênio (kg/ha x ano) Agricultura 20.0 Floresta 1.676m3 que acrescido aos 275.

5 -0.317 x 4. Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigenio usando uma tabela ou calculando.58mg/L para temperatura de 23ºC. onde a vazão de entrada e saida são de 0.com.5 g/m2 x dia que denominamos também de Ks.br 6. O coeficiente Kr=0.5m/s KL= 0.3m= 19. -consumo de oxigênio pelo sedimento) Para um lago completamente misturado em condições de equíbrio vale: L=DBO= W/ (Q + Kr x V) Exemplo 6.04m3/s.11 Cálculo do oxigênio dissolvido em LAGO e RESERVATÓRIOS Conforme Thomann e Mueller. Cs= 8. respiração.6 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0. Wc= é a carga de outras origens e consumo de OD podendo ser positivo ou negativo (+fotossíntese. Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= A x H= 15000m2 x 1. Concentração de DBO no lago 6-14 C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L+ –(Wc / (Q+ KL xA)) . 1987: Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (DO) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga (m3/s) Kd=K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO L= DB0 existente nas lagoas no início A=área da superficie do lago (m2) V= volume do lago (m3) cin = concentração de OD na água que entra no lago (mg/L) KL= 0.3/dia a 23º C e Kd=K1=0.Fonte: Thomann e Mueller.50.04m3/s x 86400s =3460m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 19500m3/ 3460m3/dia= 5.728 x U0.0372 x 4.9m/dia) OK. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. A temperatura que queremos é 23ºC.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.728 x 4. Achar a concentração de OD da mistura.5+ 0.52= 0. 1987 Seja um lago com profundidade média H=1.5 -0. nitrogenio.317 x U+ 0.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=4.87m/dia (0.317 x U+ 0.500m3 Vazão de entrada e de saida Q= 0. A carga de DBO lançado por dia é W=120 kg DBO/dia.5m/s e a taxa de oxigênio na entrada do lago é cin=8.3m e superficie A=15000m2.6m/dia a 0.2/dia a 23ºC.00mg/L e a DBO de entrada Lin=0.5 -0.728 x U0. A velocidade do vento é V=4.0372 x U2 Kr= Ksed + Kd = Ksed + K1 O valor Kr é a soma da deposição de DBO no fundo do lago que denominaremos de Ksed e da taxa de desoxigenação da DBO chamado de K1 ou Kd. A taxa de consumo de oxigênio pelo sedimento SB=0.10.

05 –0.87 x 15000 /16500)x8. 6-15 .5m/s (média de Guarulhos na Estação Climatológica da UNG) KL= 0.9m/dia) OK.11 Lago dos Patos em Guarulhos Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos A concentração de oxigênio dissolvido OD é dado pelas parcelas referentes a córrego tributário.71m/dia (0.68 + 6.50.br L= W/ (Q + Kr x V)= (120 kg/dia x 1000g/dia) / ( 3560m3/dia +0.89mg/L Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L+ –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Q+KL x A= 3460m3/dia + 0.5 -0.89 –SB A / 16500 C= ( 1.05 –0.5+ 0.79 –3.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.0mg/L ( vaira de 80% a 90% da Ods) cs= saturação do OD a 20ºC na altitude 760.6m/dia a 0. consumo de oxigênio devido a DBO e consumo de oxigênio devido a sedimentos no fundo do lago.317 x U+ 0. saturação do OD.97 mg/L Exemplo 6.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=3.3 x 19500m3)= 12.00m de Guarulhos =8.5x 15000 / 16500 C= ( 1.800m2 V= volume do lago= 21.58/dia L= DB0 existente nas lagoas no início = 2mg/L A=área da superfície do lago= 18.728 x U0. 1987.89mg/L Portanto. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.390m3/ 184m3/dia= 116 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.68 + 6.52= 0.79 –3.317 x 3.390m3 Vazão de entrada e de saida Q= 184m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 21.com.0372 x 3.2 / 16500)x 12. C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (OD) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga= 184m3/dia K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO= 0. Adotaremos modelo de Thomann e Mueller.5 -0.3mg/L T= 20ºC Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= 21. nitrogenio. a concentração de DBO no lago é 12.390m3 Ks= SB=demanda de oxigênio pelo sedimento= 1.87 x 15000m2=16500m3/dia C= ( 3460 / 16500) x 8.728 x 3.45=4.58 – (19500x0.00 + (0.056g/m2/dia (adotado) cin = concentração da água que entra no lago com OD=7.

6-16 .br Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigênio usando a Tabela (5.800m2=19853 C= ( 1840 / 13.71 x 18. Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Q+KL x A= 184m3/dia + 0.83 – 1. Portanto.19 -1. a concentração de oxigenio no Lago dos Patos é de 5.71 x 18.47=5.58 / 13.0mg/Lx dia de oxigênio dissolvido. Cs= 8.532m3/dia Wc= SB x A SB=Ks= 1.0 –(19853 / 13532) C= 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.800 /13.800m2=13.84 mg de O2/Lx dia Vamos supor para efeito de exemplo que o lago não possa ter menos que 5.532)x 2. nitrogenio.30 – (21.12) ou calculando.532)x8.390x0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.532) x 7.84 mg O2/L x dia.30mg/L para temperatura de 20ºC altitude 760m em Guarulhos.com.056 x 18.95 +8.00 + (0.056 g/m2/dia (adotado) Wc= 1.

7 / Ds sendo Ds= profundidade obtida com o disco de Secchi (m) z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) =0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. ps=aop x P aop= 0.914m α1= αo x e –Ke x z= 1. Vamos adotar aop=0. P= clorofila a em μg/L= 10 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.04 adotado Ke = 1.5 μg/L = 2.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.04 x 0.12 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia devido ao fitoplancton.25 x P= 0.1 a 0.718 x f ( e -α1 .42) / (1.5 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia G(Ia)= 2.3. nitrogenio. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia em mg O2/ L x dia ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.73 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.55 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 1.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado. Devido a energia solar.br 6.e -1. Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2.29= 0.42 x e .04 x 1.1.29 pa= ps x G (Ia)= 2.6 ( e -0.04/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.25 razão em mg de DO / μg de clorofila a que varia de 0. a fotossíntese só ocorre durante o dia.87m = profundidade média (adotado) Ke= 1.5 x 0.42 H= 1.25x 10= 2.55 .com.87) =0.914 = 0.6 dia 6-17 .Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.718 x 0.

1997 concluíram que com 13% de erros temos: Coeficiente de extinção de luz: Ke= 2.66 até 5.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/0.14 Coeficiente de extinção da luz Ke Pesquisas efetuadas por Lee e Rast.br 6.49 /m a 7.29mg O2/ L x dia. Guarulhos sabendo que através de análise de água a cor foi maior que 150 uH e que a turbidez foi de 83 uT.6dias T=1dia Ka=0.6/ 6.036 x turbidez em UT Ke varia de 2.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: f= 0.29 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.73 = [( 1.5 x (1 – e –0.e –0.67m 6-18 .95-0. Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 5.6/ Ke que varia de 0.md.007 x Cor em uH + 0.6f) )] / [0. Coeficiente de extinção de luz (Ke ou η) = 2.8=0.12 Calcular o coeficiente de extinção de luz e a profundidade eufótica do lago dos Patos em Vila Galvão.007 x Cor + 0.5 x 1dia)] Δc/0.85m conforme as pesquisas efetuadas Exemplo 6.78 + 0. nitrogenio.e – Ka x f x T) x ( 1.95mg/L poderá haver variação de oxigênio de 5.73 = 0.6 x 0.6 x 1dia) x ( 1.78 + 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.78 + 0.73 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.61m a 1.5 x 1 x (1-0.95+0.state.39 Δc = 0.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.007 x 150 + 0.8/m Z= 4.24mg/L de O2.39 x 0.93 /m conforme as pesquisa A profundidade eufótica z em metros pode ser estimada pela relação: z= 4.29=5.036 x 83 = 6.6/ Ke= 4.13 Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese (fitoplâncton) Conforme http://www.mde.e –Ka x T x (1.29=6. 6.com.5/dia pa= 0.e – 0.73 = 0.036 x turbidez Ke = 2.5 x 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

05/dia a 0.1/m G (I)= 2.00 H= 0.126 x P =0.284 Temperatura= 23º C Crescimento e morte de fitoplâncton. R= aop x Gp x P Sendo: R= respiração pelo fitoplâncton (mg O2/ L x dia) P= clorofila-a (μg/L) Gp= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia f= foto período = 0.718 x f ( e -α1 .082xP ( mg O2/ L x dia) O valor de R será: R= aop x Dp x P R= 0. Vamos adotar aop=0.9 = 1.8/dia que é um misto da população do fitoplancton. 6-19 .br 6. Adotamos μR =0.1 a 0.619/dia Dp= respiração endógena Dp= μR x 1. Acima fizemos os cálculos da variação de oxigênio devido a lagos e agora vamos ver a variação de oxigênio devido ao fitoplâncton devido em rios. Faremos a explicação juntamente com um exemplo. nitrogenio. 1987 página 450.066 (T-20) Os valores de Gmax variam de 1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5 (dado do problema) αo= Ia / Is = (600/0.18/dia Gp= G(I) x G (T)= 0.08 (23-20)= 0.e -αo) / (Ke x H) G (I)= 2.49 aop= 0.133 x 0.5 (dado do problema) H= 0.5/dia.5 ( e -1.90m= profundidade do rio (dado do problema) Ke= 1.00) / (1. 2005 para rios.1 x 0.3.619/dia x P=0. Adotamos Gmax=1.5)/300=4.e -4.25/dia.90m = profundidade média (adotado) Ke= 1.. Mas G(T)= 1.25 razão em mg de OD / μg de clorofila a que varia de 0.718 x 0.5/dia a 2.1/dia Dp= 0.08 (T-20) O valor de μR varia de 0.284 x 2.126/dia pa= aop x Gp x P= 0. G(T)= Gmax x 1.com.066( 23-20)= 2.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.0168xP (mg O2/ L x dia) Sendo: P=clorofila-a (μg/L) Is= 300 ly/dia (dado do problema) Radiação solar diária It= 600 ly/dia (dado do problema) f=foto período=0.18/dia=0.00 x e . mas vamos usar modelo de Thomann e Muller. Iniciamos primeiramente com o cálculo da respiração R pelo fitoplâncton.49 .15 Cálculo da variação de oxigênio para rios devido somente ao fitoplâncton No capítulo 5 fizemos um cálculo da respiração e produção de oxigênio devido as algas segundo Rutherford.90) =0.133 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado para o exemplo que faremos.133 x 0.8 x 1.1 x 0.1.1 x 1.1 dado do problema α1= αo x e –Ke x H= 4.

62 -0. Coluna 3: estão os valores do oxigênio consumido durante o dia pa de cada trecho devido as algas Coluna 4: está a respiração das algas de cada trecho Coluna 5: estão os valores de pa-R de cada trecho Coluna 6: estão os tempos em dias de cada trecho.com. 6-20 .29 -1.58 -0.901.9.98 -1.15m/s=velocidade média do rio.44 0.29 -1.50= 1.5/ 0.25 -0.73 x V0.44dia.9).62 -1.46 mg/L (Tomamos o maior valor de “pa”.07 -0.92 0.84 0. Substituimos o valor K2 por Ka D= Do x exp (-Ka x Δt) – ((pa-R)/Ka) x (1.50 0.64 0.81/dia no exemplo Δt=horas no trecho Para o primeiro trecho iniciamos com Do=0.99 1.46 2.69 x 1.69 -1.46 2.50 V= velocidade=0.91 a favor da segurança) O resumo dos cálculos estão na Tabela (6.R – Ks/H)/K2 Considerando Ks=0 e não o resto da equaçao e sim somente a parte que está nos interessando agora que é a produção e o consumo de oxigênio pelo fitoplancton temos a equação. nitrogenio.90m Ka= 3.69/dia Como o valor de Ka ou K2 é para a temperatura de 20ºC. O déficit no fim de cada trecho será o inicio do trecho seguinte.45 0.exp(-Ka x Δt )) (Equação 6.58 -0.21 -2.5/ H 1.92 2.1) Sendo: D= déficit (mg/L) Di= déficit inicial (mg/L) Ka= coeficiente =1.50 0.52 -2.Estimativa do oxigênio dissolvido no rio devido ao fitoplâncton Trecho do rio clorofila Cl-a pa R pa-R Temp Déficit D Do no inicio Coluna 7 Coluna 8 delta c= Déficit +Deltac/2 Déficit – deltac/2 (mgO2/L x dia) Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 (mgO2/L x dia) Coluna 4 Coluna51 (dias) Coluna 6 pa/2 Coluna 9 Coluna 10 Coluna 11 1 2 3 4 5 27 34 41 50 59 2.15 Ka=K2= coeficiente de aeração Usando equação de O´Connor nas unidades SI temos: Ka= 3.80 2.81 -2. Vamos explicar coluna por coluna da Tabela (6.50 0.46 2.50 dias e somente o ultimo é de 0.150.84 -3.br Tabela 6.46 0.73 x 0.02 -0.024 (23-20)= 1. Coluna 1: estão os trechos do rio.83 3. O déficit diário será a média diária mais ou menos Δc/2 sendo: Para Ka< 2/dia então: Δc= pa/2= 4.57 0.(1 – e –K2 x t) x ( pa. ou seja.26 2.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.73 3.81/dia A média diária de déficit de oxigênio dissolvido OD em (mg/L) é dada pela equação: Da equação de Streeter-Phelps do capítulo 5 deste livro temos: D= Do x e –K2 x t + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo +{ [KN / (K2-KN)] x (e –KN x t – e –K2 x t) }x LoN .91/2= 2. geralmente de 0.39 -0.91 0.69 0.25 2.33 3. para 23º temos Ka=K2= 1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.9). dado do problema H= profundidade média do rio (m)=0.02mg/L de déficit de OD. 4. variando de 1 a 5 Coluna 2: estão os valores a clorofila-a conforme amostra extraída de cada trecho.41 4.50 0.16 4.46 2.98 -1.

46.02mg/L.br Coluna 7: Na primeira linha está o valor da demanda de oxigênio no inicio de 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.46/2 6-21 .46/2 Coluna 11: São os valores da coluna 8 – 2. Coluna 8: Aplicação da equação (6. Nas demais linhas o valor de Do é o valor calculado na linha anterior da coluna 8.1) sendo o Do o do cálculo anterior.46mg/L considerando o maior valor da coluna 3 que é 4.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogenio. Coluna 10: São os valores da coluna 8 + 2.com. Coluna 9: São os valores de Δc de 2.91/2=2.

com. 1987. Vamos explicar dando um exemplo seguindo modelo de Thomann e Muller.23/ano S=S’ x{ 1 – exp([ -(1 + K x td) x (t/td)]} 6-22 . oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br 6. Seja um lago misturado de proporções moderadas: W= Qe x Se + Qr x Sr + QT x ST + P x As x Sp + Sd x V Sendo: W= entrada de massa Qe x Se = transferência de massa de esgotos de um efluente Qr x Sr =devido a um rio que entra no lago QT x ST = devido a um tributário P x As x Sp = devido a precipitação da água de chuva Sd x V=devido ao sedimento Qe= vazão efluente Qr= vazão do rio que entra no lago Qt= vazão do tributário P= quantidade de precipitação As= área da superficie do lago V= volume do lago Se= concentração do efluente Sr= concentração do rio ST= concentração do tributário Sp= concentração nas águas de chuvas Sd= concentração do poluente que sai dos sedimentos td= V/Q Sendo: td= tempo de detenção no lago S’ = W/ (Q + KV) = (W/Q) / ( 1 + Ktd) Sendo: S= concentração no tempo t t= tempo em ano K=0. nitrogenio.16 Lançamento de poluentes em um lago.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.

23x0.95)= 1.23/ano e a vazão média anual da saída do lago é de 2.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.83m3/s.2.23x 1.5 anos quando acaba o poluente repentinamente teremos: S=S’ x{ 1 – exp([ -(1 + k x td) x (t/td)]} S(t=1.00) x (1.000 m3.5anos vem recebendo um pesticida (Triallate) com 518.0anos O valor de S S’ = W/ (Q + kV) = (W/Q) / ( 1 + Kx td) = (528. Seja um lago com durante 1.000m3/ 2.4 kg/dia e depois termina. Achar a concentração de equilíbrio? Achar a máxima concentração? Figura 6. 1987. O valor K=0.145.5anos)=1400 {1 – exp([ -(1 + 0.com. nitrogenio.83 x 1000) / ( 1+0.Esquema do lago Primeiramente vamos determinar o tempo de detenção td td= V/Q=(89154. Não é tóxico para passarinhos e é um pouco tóxico para o ser humano.br Figura 6. É tóxica para peixes e outros organismos aquáticos.400μg/L Para 1.13 Adaptado de Thomann e Muller.178 μg/L 6-23 .3. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.83m3/s) / (365dias x 86400)= 1.4kg x 1000 x 1000) / (2. O volume do lago é de V= 89. Nota: O triallate é um pesticida usado para matar vegetação daninha. a concentração de equilibrio é 1.4mg/L S’= 1400 μg/L Portanto.Esquema de lago misturado Exemplo 6.5anos/1.00anos)]} =1178 μg/L A máxima concentração do poluente é 1.

17 Tipo de análises No Lago do Nado em Belo Horizone foram feitas análises longitudinais e mensais ao lago em profundidade: 0 1m 3m 5m 1.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogenio. 4. 3. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br 6. 5. Nestes pontos foram retiradas com retiradas amostras com a garrafa de Van Dorn de 2 litros: Fósforo total pelo método de Murphy e Reley Nitrogênio total usando autoclave c persulfato de potássio Clorofila-a pelo método espectrofotométrico usando acetona como solvente orgânico. Oxigênio dissolvido Temperatura Disco de Secchi 6-24 . 2.com. 6.

E RAST. Contribuições para o desenvolvimento da capacidade de previsão de um modelo de qualidade da água.com. RICARDO MOTTA PINTO.br/Docs/ctf/Biologicas/2002/02_245_01_Jose%20BezerraNeto%20e%20outro_A%20morfometria. Geological Survey.md. ROBERT V. Austin. lake Houston.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: -LAMPARELLI.state.. Revista Brasileira de Recursos Hídricos volume 11 número. -LEE. Contaminant transport in surface water. WALTER. 644 páginas. Estado de Minas Gerais.br 6. Instituto de Geociências da USP. ISBN.0-07-100824-1. 1987. Maidment. 3ª ed. -INTERNET http://www. Wastewater engineering. U. -THOMANN. 2004.pdf -HUBER. In Handbook of Hydrology de David R.S. 1334páginas. 2002 Universidade Federal de Minas Gerais. A morfologia e o estado trófico de um reservatório urbano: lago do Nado. Belo Horizonte. Tese de Doutoramento. ALDO PACHECO et al. JOHN A. MUELLER.18 Bibliografia e livros recomendados -BEZERRA NETO. Editora Harper Collins. turbid reservoir. Acessado em 23 de dezembro de 2006. Principles of surface water quality modeling and control. Mcgraw-Hill. MARTA CONDÉ: Graus de trofia em corpos de água no Estado de São Paulo. 1993. WAYNE C. ISBN 0-06-046677-4 6-25 . Texas. ano 2006 http://www.mde. Ligth attenuation in a shallow.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. -FERREIRA. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final. Texas. 1997. US Department of the Interior -METCALF & EDDY.ppg.uem. ROGER W. JOSE FERNANDES e COELHO. 1991. 6páginas. nitrogenio. 238.

com. 1985 página 63 6-26 .Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogenio. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Apêndice A: fonte USEPA.

com.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Capítulo 07 Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos 7-1 .

Na prática o nitrogênio varia de 25mg/L a 45mg/L. Geralmente kg de nitrogênio /ha x ano. Coluna 4 Quantidade Coluna 5 (kg/ano) Col 4 x col 5 Coluna 6 (%) Coluna 7 1 2 3 4 5 6 Tanque séptico e vala de infiltração 40mg/L Fertilizante no gramado Atmosfera 0.24g/m3 x 218.490kg Para estimativa assumimos que o efluente tratado de esgotos sanitários tenha 40mg/L de nitrogênio e que a cota per capita seja de 208 litros/dia x habitante. Massachusetts Ordem Coluna 1 Fonte do nitrogênio Coluna 2 Unidade Coluna 3 Padrão Mass.3mg/L Runoff no pavimento 2. Coluna 6: é a multiplicação da coluna 4 pela coluna 5 fornecendo o total de nitrogênio em kg por ano. Qualquer construção que seja feita na região os efluentes nao poderão ultrapassar a carga anual de nitrogênio de 52. 7-2 .Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.000m3/ano / 1000=52. pois são levadas pelo escoamento superficial das chuvas e das águas subterrâneas.1) do Capítulo 5 que consiste em determinar a população máxima cujos efluentes podem despejar no curso de água. runoff no pavimento e runoff no telhado e fertilizantes de pequenas árvores. Estados Unidos com área de 212ha foi determinado por uma comissão em 1990. observando-se que que os tanques sépticos com vala de infiltração contribui com 70. Volume de água de recarga= 218. Na Tabela (7.br Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e fósforo em lagos e córregos 7. Apresentaremos ainda o método Simples de Schueler que é muito usado em poluição difusa devido a sua simplicidade.24mg/L de nitrogênio para que fosse diminuida a quantidade de algas na região. 2002 poderão obter concentrações baixas de nitrogênio de 10mg/L a 25mg/L. chuvas.000m3/ano 0.160 37.00 300 0. Coluna 3: unidade.com. ou seja.50 kg/ha 40ha 790kg/ha 4ha Total (kg N/ano)= 3.490kg/ano.94 128 ha 26. gramado. pois adotada a taxa máxima de 0.0mg/L Runoff no telhado 0.68%do nitrogênio anual. 8708hab ou o número de hectares estimados.81 840 2.1. Sistemas mecanizados de tratamento de esgoto sanitário conforme EPA.49 100. Na Baia de Buttermilk em Massachusetts.000= 3.209 8. podem ser estimadas em um lago.68 15.298 5.02 kg/pessoa/ano 8708 hab 46.000 kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano 3. por exemplo.000. O impacto do nitrogênio numa determinada área é muito importante.Cargas de nitrogênio na Baia de Buttermilk. 7.1) está uma aplicação prática do assunto: Tabela 7.490kg/ano. Coluna 5: é a quantidade de pessoas.709.75mg/L Fertilizante em árvores pequenas kg N/pessoa x ano 208 litros/dia x hab 40 x 208 x 365/1.00kg/ha 40ha 7.709. Coluna 7: é a porcentagem de contribuição de cada fonte. que a taxa de nitrogênio anual não poderia passar de 52.41 kg/ha 212 ha 21.00kg/ha 3.1 Introdução Vamos expor suscintamente o impacto do fósforo e do nitrogênio em lagos e rios.2 Impacto do nitrogênio É o problema III do Azevedo Neto conforme Tabela (5.26 723 1. 2002 Coluna 1: ordem Coluna 2: fonte do nitrogênio: tanque séptico e valo de infiltração.888 70. A segunda parcela é dos fertilizantes usados nos gramados.04 Coluna 4: Padrão em kg/ha usado em Massachussets.82 Fonte: USEPA. As cargas de fósforo e nitrogênio. Para os tanques sépticos e vala de infiltração consideramos 208 litros/habitante x dia e considerando que cada pessoa contribuirá com 40mg/L de nitrogênio teremos: 40mg/L x 208 L/dia x pessoa x 365 dias/ 1000.

4 a 1.7 0. 1997 A média de 5.2-Estimativas de exportação de fósforo de acordo com varios tipos de áreas Fonte de fósforo Área urbana Área rural ou agrícola Florestas Precipitações Alto 5.000m3 = 0. como a da rio Amazonas e do rio Negro.085 Quasi floresta 4.1 a 0. precipitações e áreas rurais.5 0.2 a 0. Tabela 7. 1997 apresenta para estimativa da carga de nitrogênio e fósforo para os Estados Unidos a seguinte Tabela (7.3.310 Area mista 5.3 Balanço de massa O balanço de massa do nitrogênio ou de outro poluente fornecem a concentração do poluente na água subterrânea e na água superficial conforme Usepa.6 Fósforo kg/haxano Médio Baixo 0.410 Fonte: Marsh.3) no que se refere a floresta pode ser aplicada para o Brasil. É a redução da habilidade do sangue de carregar oxigênio e causa problemas na gravidez. Carga do poluente mg/L= carga anual em gramas/ volume anual de recarga metros cúbicos Para a Tabela (7. et al.8 a 3.1 0.185 Campo de Golf 15.300 Quasi área agrícola 6.5 0.88 0.17mg/L< 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.82 0. 1999 em várias florestas praticamente intocadas. O balanço de massa é o quociente entre a carga anual em gramas e o volume anual de recarga em metros cúbicos. Marsh. florestas. Do nitrogênio total 50% é nitrogênio orgànico e os outros 50% é inorgânico.31 0.0 0.0 0.br Uma das dificuldades para se avaliar o impacto do nitrogênio é determinar com precisão a recarga anual de água subterrânea.24mg/L OK Na prática o volume de recarga não é um dado facil de se achar.709.2 7.4 Impacto do fósforo A Tabela (7.Carga anual média de nitrogênio e fósforo Uso do solo ou cobertura Nitrogênio Fósforo (kg/ha/ano) (kg/ha/ano) Florestas 4. como áreas urbanas.175 Quasi área urbana 7.0 3.3 0.280 Area agrícola 9.00 0.209kg x 1000g/ 218.2) fornece a quantidade de fósforo por kg/haxano e por ano de vários tipos de áreas. 1997 define os usos ou cobertura dos solos: Área de floresta quando tem mais de 75% da área coberta com florestas Área quasi uma floresta: quando a área coberta por floresta estiver entre 50% a 75% Área agrícola quando mais de 75% da area é usada na agricultura 7-3 .1kg/ha x ano de nitrogênio total foi achada por Lewis. 7.40 0. Isto mostra que a Tabela (7. Assim partículas mais finas e terrenos com maiores declividades terão maior aporte de fósforo.5 Impacto do nitrogênio e do fósforo Marsh.1) temos: Carga do polunte= 37.5 0.com. 2002.52 0. Existe a influência do tipo de solo e das declividades. 7.50 0. Do nitrogênio inorgânico 20% é amônia e 80% é nitrato.3).0 0. Geralmente não se admite mais de 10mg/L de nitrato devido a doença azul de bebês que é a methemoglobinemia. Tabela 7.

Não esquecendo que serve somente para uma estimativa.Niveis representativos de fósforo e nitrogênio em corpos de água nos Estados Unidos Água Fósforo total Nitrogênio total PT (mg/L) NT (mg/L) Água da chuva 0. Tabela 7. teremos no lago 2475kg de nitrogênio por ano (ha) Fósforo Áreas (kg/km2/ano) (kg) Lotes residenciais 166 0.41 40 Paisagismo 19 0. 25% de área urbana.80 Aguas pluviais urbanas 1.52 915 Campo de Golfe 98 15.475 Paisagismo 19 4.0 Agua nos lagos com problemas de algas <0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. comércio.01 a 0.085 2 73 Portanto.1 5. teremos no lago 83kg de fósforo por ano 7-4 .35 Agua dos lagos com problemas sérios de algas >0. Lembremos que as cargas presentes nas precipitações já estão inclusas. 1997 recomenda para os Estados Unidos 0.40 85 2.0 2.5.475 Portanto. Marsh.1 a 2.0 a 10 Escoamento superficial na agricultura 0.85 31 Campo de Golfe 98 0.66 kg/de nitrogênio por casa por ano (lembremos que estas cargas são maiores que as brasileiras). Marsh. 1997 Exemplo 7.br Área quasi urbana: quando a área tem desenvolvimento mais de 40% ocupado por residências.Cálculo da carga anual média de nitrogênio e fósforo Nitrogênio Áreas (ha) (kg/ha/ano) (kg) Lotes residenciais 166 5. indústria e institucional.1 Seja um loteamento com 283ha com 166ha de lotes residenciais. 1997 apresenta ainda a Tabela (7.0 a 70 Efluente de plantas de tratamento secundário de esgotos sanitários 5 a 10 >20 Fonte: Marsh.28kg de fósforo/ano por casa e 10. Calcular a carga média anual de nitrogênio e fósforo no lago.com. Os cálculos estão na Tabela (7.4) onde estão os níveis representativos de fósforo e nitrogênio em vários corpos de água dos Estados Unidos.05 a 1. Area mista: quando tem por exemplo.03 0.10 >0.5) Tabela 7. Tendo-se as áreas podemos estimar as cargas de nitrogênio e fósforo que irão cair em um rio ou um lago.4. 30% de área agrícola e 45% de área de florestas.0 e 2.00 1.025 <0. 19ha de gramados e 98ha de campo de golfe.

com.00 Áreas de Parques ND 3 ND 0.24 0.br Na Tabela (7.04 2.9 0.68 0.Poluentes típicos e areas urbanas conforme Burton& Pitt.0 8.1 1 8 0. AKAN. Rv= 0. A equação de Schueler é similar ao método racional e nas unidades SI adaptada neste livro: L=0. estacionamento de veículos.90 0.0 0.7 2.01 0.10 0.03 0. EKT-CT-2002-00082 LNEC João Rocha 7.36 0.6 3.00 0.8 5.06 2. october 2004.01 ND Shopping Center 810 495 41 0.23 0.00 0.00 0.8 0. Pj =0.3 2.5 3.45 0.05 0.009 x AI AI= área impermeável (%). média e baixa e área de parques.68 0. (1993) salienta que os estudos valem para áreas menores que 256ha e que é usado cargas anuais. 7-5 . Shopping Center.9 2.05 + 0.90 para precipitação média anual.01 x P x Pj x Rv x C x A Sendo: L= carga do poluente anual (kg/ano) P= precipitação média anual (mm) Pj= fração da chuva que produz runoff. estradas de rodagem.0.36 0.7 0.02 0. residências de alta densidade.2 1.90 0.02 Indústria 754 563 28 1.3 0.3 53 304 0.2002 em kg/ha x ano Área residencial com densidades Comercial 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Sólidos Totais TSS Cl TP TKN NH3 N03 + NO2 DBO5 COD Pb Zn Cr Cd As 2363 1125 473 1.00 Alta 754 473 61 1.00 Baixa 73 11 10 0. mas pode atingir valor Pj =0.0 0.1 3.3 3.02 Estradas 1913 990 529 1.6 Método Simples de Schueler Schueler em 1987 apresentou um método empírico denominado “Método Simples” para estimar o transporte de poluição difusa urbana em uma determinada área.3 30 191 0. conforme AKAN. A= área (ha) C= concentração média da carga do poluente nas águas pluviais da (mg/L) Valor de Pj O valor de Pj usualmente é 0.5 2. O método foi obtido através de exaustivos estudos na área do Distrito de Washington nos Estados Unidos chamado National Urban Runoff Program (NURP) bem como com dados da EPA. Tabela 7.7 ND ND 5.79 ND 0.9 (normalmente adotado) Rv= runoff volumétrico obtido por análise de regressão linear.00 0.00 0.5 0.5 e para eventos de uma simples precipitação Pj =1.7 4.6.5 ND 225 0.11 0.6 1.1 4. (1993).7 7.6 0.02 Estacionamento 1463 450 338 0.6 ND ND 1.5 70 473 3.90 ND 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. indústrias. 2002 notando-se que as maiores quantidades são para áreas comerciais.04 ND ND ND ND ND 0 ND ND ND ND Fonte: New techniques for urban river rehabilitation.6) estão os poluentes típicos em áreas urbanos elaborados por Burton&Pitt.6 15 56 0.11 0.9 1.00 ND Média 506 281 34 0.00 0.17 0.00 0.

(1993) e McCUEN.176 0.Valores médios de concentração adotados na MALÁSIA em mg/L Vegetação nativa/ Área Área Área Poluente floresta rural industrial urbana 85 500 50 .010.78 Nitrogênio Total 35.0 11.7) e (7.br Valores de C Conforme as pesquisas feitas por Schueler. (1998).6 2.com.200 50.2 Nitrogênio total (NT) 0.9 BOD 5dias 0.09 0.46 0.09 0.200 Sedimentos 6 30 60 85 Sólidos totais em suspensão (TSS) 0.08 0.250 0. (1987) e citadas por AKAN.17 3.0 COD 5. (1998) os valores médios da carga de poluição C em mg/L é fornecida pelas Tabelas (7.00 13.8 >40.7 .26 1.8 1.2 0.26 260-4000 700 4000Coliformes fecais 3000 20000 0.01-9. Tabela 7.6 163.03 – Cobre 0.1 36.2 – 0.15 Fósforo total 2.5 Chumbo Fonte: MALÁSIA.8 Amônia 0.31 0. 1987 em mg/L.8.01.13 Fósforo total (PT) 0.037 0. (1993) e McCUEN.0 124.0.0 1.380 Zinco Fonte: AKAN. Na Tabela (7.0 90.8) estão os valores de concentração média adotado na Malásia.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.12 0.03 0.03 0.Valores de “C”usados pelo Método Simples de Schueler. Poluente NURP Baltimore Washington NURP Virginia FHWA DC National Study Área Áreas Área média Florestas Rodovias suburbana velhas comercial americanas 0.397 0. (2000) Área em construção 4000 7-6 .9) Tabela 7.

Área antes do desenvolvimento com 2% de área impermeável passou a 45% com a construção de uma vila de casas.07 C=0.01 x 965mm x 0.07 C=0.4 111.009 x 45 = 0. 1964 Tulsa AVCO.9 adotado Rv=0.9) temos valores médios de poluentes fornecidos por Tucci.01 x P x Pj x Rv x C x A P=1540mm Pj =0.15mg/L para fósforo total em florestas.05 + 0. Durham Poluente Colson. 1974 DBO Sólidos totais pH Coliformes NPM/100ml Ferro Chumbo Amônia Fonte: TUCCI.009 x 2 = 0. Para a situação de pré-desenvolvimento: Rv= 0. chuva média anual de 965mm sendo Pj = 0.01 x P x Pj x Rv x C x A P=965mm Pj =0.07 x 0..15mg/L x 12ha L=1.19 1. Pré-desenvolvimento L=0.01 x 965mm x 0. Cincinatti Weibel et al.46 x 0. (2001).07 Adotando C=0. Trata-se de área com 12ha.9 x 0. Tabela 7.9 adotado C=85mg/L sedimentos/ Floresta/ Malásia 7-7 .46 P=965mm Pj =0. 1970 Porto Alegre APWA APWA.15mg/L Fósforo total/ Floresta A=12ha Rv=0. chuva anual média de 1540mm e Pj =0. com o desenvolvimento a quantidade total de fósforo aumentará de 1.9 adotado Rv=0.3 0.46 kg/ano com a construção de um bairro residencial proposto.05 + 0.000 31.8 1523 1.26mg/L Fósforo total/ área suburbana A=12ha L=0. Calcular o aumento anual de fósforo total.000 12 0. Rv= 0.09 kg/ano Para a situação de pós-desenvolvimento.br Na Tabela (7.5 x 10 7 30.90.9.09kg/ano para 12. Exemplo 7.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.46 0.75ha.07 L=0.3 Calcular o aumento de sedimentos de área urbana com 46.8) na coluna de Virginia.0 Exemplo 7.8 545 8. (1993).01 x P x Pj x Rv x C x A L=0.com. na Tabela (7.26mg/L x 12ha L=12.46 kg/ano Portanto. A carga anual será calculada usando: L=0.2 Exemplo de AKAN. (2001). Supomos que no pré-desenvolvimento havia 2% de área impermeável e com o desenvolvimento passou para 70%.2 x 10 7 19 1440 23.90. 1969 mínimo 1 450 55 máximo 700 14600 11.Valores médios de parâmetros de qualidade de águas pluviais em mg/L para algumas cidades.9 x 0.

009 x 70 = 0.46 0.9) A=46.05 + 0. Calcular a carga anual de fósforo total usando o Método Simples de Shueller.4 Seja uma área de 97ha conforme Tabela (7.com.15%. Tabela 7.15=0.10) cujas águas de chuvas caem em um lago.10) a média ponderada da carga poluente C=0.75ha=1885 kg/ha x ano de sedimentos Com o pós-desenvolvimento o sedimento aumentará de 3.18 x 97= 34 kg/ano de PT Portanto.18mg/L e da área impermeável AI= 17.07 L=0.10. Tabela (7.009 x 2 = 0. Exemplo 7.90 A=97ha C= 0.122kg/46.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.122kg/ano.05+0.20 x 0.18 Conforme Tabela (7.68 x 200mg/L x 46.15% 0.09 0.05 + 0.122kg de sedimentos/ano Ou 88.01 x 1540mm x 0.009 x AI= 0.01 x 1070 x 0.9 adotado C=200mg/L sedimentos / Urbana/ Malásia.05+0.01 x 1540mm x 0.Média ponderada da carga poluente e da área impermeável AI Uso da terra Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Total= Área (ha) AI Concentração Média (mg/L) 64 12 21 97 2% 2% 72% 17.75ha L=88.18 mg/L de PT L=0.9 x 0.90 x 0.75ha Rv=0. Rv=0.68 L=0.01 x P x Pj x Rv x C x A P=1540mm Pj =0.20 P= 1070mm precipitação média anual Pj=0.15 0.855kg/ano para 88. chegará ao lago 34kg/ano de fósforo total.009 x 17.07 x 85mg/L x 46.75ha L=3.855 kg de sedimentos/ano Pós-desenvolvimento L=0.01 x P x Pj x Rv x C x A L=0.9 x 0.br A=46.75ha Rv=0. 7-8 .

teremos: V . pi – Ks . p .V – Q . pi – Ks. A equação geral do balanço de massa para qualquer substância num lago completamente misturado é: V . p V . pi=W= soma de todas as taxas de massas do nutrientes que caem no lago de todos os lugares (g/ano). 1987. vs= velocidade de sedimentação na coluna de água (m/ano).Lakes. Assumindo um estado de equilíbrio (steady state). que não está estratificado ignorando a intensificação do fitoplancton no epiliminio do lago. isto é. O valor de pi é a concentração de cada origem (g/ano). 1987: O lago encontra-se totalmente misturado Que o lago está em condições de equilíbrio representando a média anual sazonal Que o fósforo é limitado Que o fósforo é usado como medida do índice do estado trófico Thomann e Muller. O assunto também está muito bem explicado na página 404 do livro de Thomann e Muller. V – Q . p.br 7.V – Q. Normalmente é adotado vs=10m/ano (0.V – Q . dp/ dt = Σ Qi . A primeira simplificação é de que o lago encontra-se misturado.p(Ks . V+ Q)=0 Donde: p= W/ (Ks x V + Q) Ou p= W/ (Q+vs x As) Introduzindo a profundidade média Z teremos: H= V/As As= V/H Façamos a introdução do tempo de detenção hidráulica (ano) que é o valor td: td= V /Q 7-9 .7 Análise simplificada de eutrofização de um lago. p.p 0= W – Ks.com. p Ks= vs/H Sendo: V= volume do lago (m3) Ks= taxa de sedimentação do nutriente (m/ano) Q= vazão que sai do lago (m3/s) p= concentração do nutriente no lago (mg/L) Σ Qi . 1987. p. dp/ dt = Σ Qi . V– Q. p.4m/ano ou 16m/ano conforme Thomann e Muller.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Existem modelos complexos para análise de eutrofização de um lago. dp/ dt = W – Ks. então dp/dt=0 e denominando W= Σ Qi pi. A terceira simplificação indica que somente um nutriente deve ser considerado e normalmente em lagos é o nutriente fósforo.0274m/dia) ou podem ser adotados outros valores como 12. Book IV. na parte superior. p 0= Σ Qi pi – Ks . A base de nos estudos é EPA 440/4-84-019 de agosto de 1983 Technical Guidance Manual for Perfoming Waste Load Allocations. O modelo que usaremos apóia-se no balanço de massas do nutriente e baseia-se nas seguintes simplificações conforme Thomann e Muller. 1987 comentam que apesar das simplificações feitas o método funciona muito bem. A segunda simplificação é que o lago encontra-se em estado de equilíbrio esquecendo o comportamento dinâmico do lago ao longo de um ano.p= W. A quarta simplificação indica que o nutriente vai ser usado como medida de status do índice trófico é o fósforo. isto é.

16 1.05 2.Valores de Ks conforme equação de Vollenweider.36 Existe ainda uma equação mais simplificada: Ks= 10/H Na Tabela (7.69 1.85 x ln (H) (com R2=0. De modo geral o fósforo é o fator limitante.10 6.00 7. 1975 para o valor de Ks.com. Entretanto o fósforo foi considerado o nutriente mais importante devido as seguintes razões: Existem tecnologias para remoção do fósforo nos esgotos tratados Existe fósforo de uma maneira significante nos esgotos domésticos.40 1.20 7.79) Na Tabela (7. Nota: Devido a dificuldade em se achar o valor da velocidade de sedimentação vs ou o valor de Ks.11) estão os valores de Ks calculados conforme Tabela 7.50 3.05 vs= Ks x H 5. nitrogênio e outros.5) – 0.20 1. 1975 Prof.50 6.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Sendo: H= profundidade média do lago (m) V= volume do reservatório (m3) As= área da superfície do reservatório (m2) td= tempo de detenção hidráulica (ano) p= W/ (Ks x V + Q) Dividindo o segundo membro por As no numerado e denominador teremos: p= W/As/ (Ks x V /As+ Q/As) p= W/ ( Q + vs x As) p= W/As/ [(Ks x H+ (Q/ V) x H)] Denominando W´=W/As p= W´ /[(Ks x H+ (Q/ V) x H)] Taxa de saída da água q=Q/As p= W´/ (q + vs) p= W´/ [H (ρ +Ks)] ρ= Q/V= 1 / td p= concentração do poluente no lago (mg/L) Este modelo simplificado é devido a Vollenweider e trata dos nutrientes como fósforo.11.12) estão alguns valores de Ks calculado por Ks=10/H 7-10 .77 7. Ln (Ks)= ln (5. pode ser feita uma estimativa usando a equação de Vollenweider. H(m) 1 2 3 4 5 6 7 Ks 5.48 6. O controle do fósforo parece que fornece os melhores meios de controlar o crescimento de águas azuis-verdes pela fixação do nitrogênio.

Para lagos muito grande deve ser levado em conta a precipitação sobre o mesmo e a evaporação. Geralmente pode ser obtido pelo runoff anual através de estações de medições que medem o volume de água que passa pelo lago.05+0. Portanto.400s)=0. Segundo passo: estimar a média anual de vazão da água.400s)=0. H(m) 1 2 3 4 5 6 7 Ks 10. Exemplo 7.19 Volume runoff= (122 x 10000m2) x (1783 x 0.1m profundidade média da lagoa vs= 12.009 x AI=0. Geralmente pode ser calculado ou se não temos dados estimar em Ks= 12.000m3 Área da superfície do lago= 17.00 1.4m/ano Ks= vs/ H= 12.47 Cálculo de W’ 7-11 .0131m3/s Volume do reservatório= 90.br Tabela 7. a vazão de saída é Q= 0. É obtido através de batimetria ou de previsões feitas em planta aerofotogramétricas. A estimativa geralmente é feita com tabelas como a de Marsch. Quarto passo: Achar a taxa de sedimentação de fósforo.00 5.00061m3/s Como se pode ver a vazão correspondente ao precipitado na superfície da lagoa é pequena e pode ser desprezada. Quinto passo: Selecionar os objetivos do fósforo ou clorofila-a.33 2.12.299m3 Vazão correspondente ao runoff= 413. tributários e atmosférico.5 Calcular a quantidade de fósforo num lago em um loteamento em Campos do Jordão.com.43 Procedimento de cálculos Os procedimentos são através dos seguintes passos: Primeiro passo: estimar o volume do lago.00 3. 1977 ou outra.4 / 5.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1=2.500m2 Volume precipitado e evaporado na área do lago= ((1783-684)/ 1000)x 17.009 x 16= 0.299m3/ (365 dias x 86. Estado de São Paulo que tem: Precipitação média anual = 1783mm/ano Evapotranspiração=684mm/ano Área da bacia= 122ha Área impermeável= AI=16% Coeficiente volumétrico Rv Rv= 0. Não tendo ela pode ser estimado anualmente pelo runoff. Isto inclui todas as fontes rurais.67 1.50 2.19/1000)=413.500m2=19.0131m3/s H=5.233m3/ano Vazão correspondente ao precipitado = 19. Terceiro passo: Estimar a média da carga anual de fósforo de todas as fontes.233m3/ (365 dias x 86. área da superfície e profundidade média.Valores de Ks simplificado Ks=10/H Prof.05+0.4m/ano.

6m/ano Descarga: q=Q/As= H/td= 5. Os resultados deverão ser verificados e estarão dentro de uma faixa. 1993 in Maidment.218 ano Adotando vs=12.844/ 136.379m2 (área da superficie do lago) P= carga total de fósforo da bacia= 231. Tomemos.87= 5.96m/ano p= W/ [H(1/td + ks)] p=1.18) o lago ficará mesotrófico.844kg=231.0145 +5.03mg/L conforme Tabela (7.6) o fósforo total para uma área de densidade média é 0.029 mg/L=29μg/L Portanto. 2004: Para rios e lagos temos: Clorofila-a= 0.24 PT=12.97=0.046/ (23.844g W=P/As= 231.12).39 + 12.029mg/L e verificando a Tabela (7. p= concentração de fósforo no lago (mg/L) W= carga total da área da bacia (g) /área da superficie líquida do lago (m2) As= 136.87m/0.218=23. Área= 122ha W= 122ha x 0. Exemplo 7.0145ano= 128.000m3 / (0.br Conforme Tabela (7.046/35. o lago terá a concentração média de 0.0122 mg/L=12.39 p= W´/ (q + vs) p= 1.1/ 0. Vamos explicar juntamente com um exemplo para melhor compreensão.0. a média 0.4m/ano poderia ser adotado outros valores como 10m/ano ou 16m/ano.6)=1. Nota: geralmente dificil de se obter.6 Carga de fósforo em um lago Trata-se do Lago Urieville. q= H/ td ks=10/H Cálculos: ks=10/H= 10/1.7 g/m2 x ano=taxa de carga de fósforo (g/m2 x ano). Maryland onde usaremos os ensinamentos de Huber.7g/m2 x ano/ [1.300g/ 17500m2= 1.com.87m(1/0.35/ano td= 0.3 kg/ha x ano e para densidade baixa é 0. Nota: como o valor da velocidade vs adotado foi de 12.046 g/m2 ano td= V/ Q= 90.029g/m3=0.15 kg/ha x ano= 18. td= tempo de residência (ano) = Volume do lago (V)/ Vazão de saída Qout (m3/s) td= V/Qout H= 1. portanto.379= 1.87m=profundidade média do lago (m) ks= perda de fósforo de primeira ordem (/ano) p= W/ [H(1/td + ks)] =W/ (q + ws) q= Q/A = H/ td Sendo: Q= vazão de saída (m3/s) A=área da superficie do lago (m2) ws= velocidade do particulado do fósforo.2μg/L de P 7-12 .Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Caso queiramos tirar água do lago para abastecimento podemos verificar a Resolução Conama 357/05 que para ambientes lênticos o valor do fósforo total é 0.7/138.081 x (PT) 1.0131 x 86400 x 365)=0.7g/m2 x ano W= 1.3 kg de fósforo total por ano=18300 g por ano W´= W/ As= 18.2 μg/L de P O fósforo produzirá algas e podemos estimar a clorofila-a através da equação elaborada por Lamparelli.15 kg/ha x ano de fósforo total.0145ano (dado do problema) q= H/ td = 1.35)]= 1.99=0.

com.007 a 0.027 a 0.050mg/L para ambientes intermediários com tempo de residência entre 2dias e 40dias) 7.13).14) de classificação de Carlson modificada por Toledo.br Clorofila-a= 0.2g/L de P no lago resultou na estimativa de clorofila-a de 1.8 Resolução Conama 357/2005 Para os estudos de impacto de fósforo e nitrogênio deverá ser consultada a Resolução Conama nº 357/05.82 a 10.52 a 3. Devido a isto se pode ver a importância do fósforo para o enquadramento do estado trófico. Critério Estado trófico Transparência Fósforo total Clorofila-a (m) (mg/L) (μg/L) IET≤ 24 Ultraoligotrófico ≥ 7.8 μg/L de Cl-a Portanto.20 < 5mg/L OD (oxigênio > 5mg/L dissolvido) Clorofila-a PT (fósforo total) < 30μg/L <0.7 a 2. 1990 mostra que o estado trófico é função da transparência.006 ≤0.14-Limites para diferentes níveis de estado trófico segundo o sistema de classificação de Carlson modificado por Toledo.3 0. fósforo total e clorofila-a.081 x (12.026 0.06 Fonte: Lamparelli.9 Estado trófico A Tabela (7.9 a 0. Para corpos de água da Classe 2 temos a Tabela (7.053 a 0. Tabela 7.35 a 76.51 24<IET≤44 Oligotrófico 7.211 10.030 mg/L para ambientes lênticos <0.052 3.13.24 = 1. 2004 7-13 .0 0.211 >76. a concentração de 12.8 μg/L de Cl-a.3 >0.2) 1.0 0.81 44<IET≤54 Mesotrófico 1.9 a 1.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 7. 1990.Alguns parâmetros das águas doces Classe 2 segundo Conama 357/05 Águas doces Limites Classe 2 DBO5.8 ≤0.06 IET>74 Hipereutrófico <0.34 54<IET≤74 Eutrófico 0. Tabela 7.

Esquema Fonte: Thomann e Muller.087mm/h Dados do problema: Tratamento de esgotos sanitários • População servida: 50.669 kg de fósforo/ano Águas pluviais com esgotos • Coeficiente de runoff C=0.087mm/h (estimativa) 7-14 . Q esgoto= 0.27 • Área de contribuição (ha)=A=640ha • Estimativa da quantidade de fósforo na água = 0.00m Intensidade de chuva média (mm/h)=I= 762/(365dias x 24h)= 0.45 • Área de contribuição (ha)=A=960ha • Estimativa da quantidade de fósforo na água = 4 mg/L • 5% das águas pluviais vão para a ETE • I=0.8x 50.087mm/h (estimativa) Qáguas+esgoto= 0.0 mg/L • 80% dos esgotos é lançado no lago. 1987 adaptado às unidades SI que é bem elucidativo.0992m3/s Carga de fósforo no ano= 0.000habitantes • Quota per capita= 567 L/ hab x dia • Quantidade de fósforo no efluente dos esgotos que é lançado no lago= 6.1) temos uma lago e queremos saber qual a quantidade de fósforo do mesmo tendo em vista que recebe o fósforo de varias origens.95x 0.7 Vamos mostrar um exemplo de Thomann e Muller.000.000m2 Precipitação média anual= P=762mm/ano Profundidade média do lago H (m)= 8.400)= 0.000 m3 Área de superfície As= 77.700.0992 x 86400x 1000 x 4x365 / (1000 x 1000) =12514 kg de fósforo/ano Águas pluviais somente • Coeficiente de runoff C=0.087 x 960/360=0.1.2625 x 86400 x 365 x 6 x1000 / (1000x 1000)=49.br Exemplo 7. 1987 Lago Os dados do lago são: Volume V= 622.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Na Figura (7.7mg/L • I=0.95 x CIA/360= 0.45 x 0.000hab x 567 L/hab x dia/ (1000 x 86.com.2625m3/s Carga de fósforo por ano= 0. Figura 7.

044 g/m3= 0.0/ 1.00156 kg / ha x dia • Runoff 30% da precipitação (estimado) Q agric= 0.037 x 86400x 1000 x 0.15 8925 ETE 0.02=0.000g/ano/ 77.8 É o mesmo Exemplo 7.15.02+16) = 1.087 x 640/360=0.0m/ano P= W´/ (q + vs)= 1.992 12514 Águas pluviais somente 0.15m3/s • Estimativa de fósforo =0.024/ 19.79m3/s Carga de fósforo por ano= 0.15 x 86400 x 1000 x 0.16 x 86400 x 365)=1.30 x 762mm/ano x 9600ha x 10.700.024 g/m2 x ano/ (7.037 818 Área agrícola 0.037m3/s Carga de fósforo no ano= 0.000m2/ (1000x365dias x 86400)=0.2625 49669 Águas pluviais+esgotos 0.02mg/L Carga de fósforo por ano= 14.15 ano Adotando vs= 12.27 x 0.62=0.15= 7.928m3/s Carga de fósforo por ano= 0.01 m/ano p= concentração do poluente no lago (mg/L) p= W´/ (q + vs)= 1.01+12.000g/ano W´= W/As= 79582.052 g/m3= 0.6) = 1. Adotando vs= 16.18) Exemplo 7.30 x 762mm/ano x 12800ha x 10. a lagoa continuará no estado trófico conforme Tabela (6.00046875kg / ha x dia • Runoff 30% da precipitação (estimado) Q agric= 0.7 x 365 / (1000 x 1000) =818 kg de fósforo/ano Água a montante • Vazão Q= 14.000=1.com. a lagoa tem estado trófico conforme Tabela (7.1) 7-15 .br Qáguas+esgoto= CIA/360= 0.044mg/L Portanto.052mg/L=52μg/L Portanto.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.024 g/m2 x ano/ (7.024/ 23.024 g/m2 x ano Tempo de detenção td td= V/Q = 622000000/ (17.6m/ano q= Q/As= H/ td= 8.00156 kg/ha x dia x 9600ha x 365=5466 kg/ano Área para a floresta • Área A= 12800ha • Carga de fósforo= 0.16 79582 W= 79582 kg de fósforo /ano=79582.000m2/ (1000x365dias x 86400)=0.Resumo Origem do fósforo Vazão Carga anual (m3/s) (kg/ano) Montante 14.02 x 365dias/(1000 x 1000)= 8925kg de fósforo/ano Área para agricultura • Área A= 9600ha • Carga de fósforo= 0.00046875 kg/ha x dia x 12800ha x 365=2190 kg/ano Tabela 7.79 5466 Área de floresta 0.928 2190 Total= 17.6m/ano para 16m/ano.6 onde alteraremos o valor vs de 12.

0258mg/L=25.0258g/m3=0.000m3 (estimado) Profundidade estimada= H= 2.000398m3/s=0.000m3 A vazão Q é a soma da vazão base 3.6)=0. o lago é oligotrófico 7-16 .86=0.30 kg/ha x ano=46.02 L/s x ha Vazão base= 0.03636m3/s+0.400s x 365dias)= 0.10) Resolução Coeficiente de runoff C=0.036758m3/s x 86.000m3/ (0.00m Vazão base unitária= 0.8μg/L Portanto.9 Estimar a quantidade de fósforo do Lago Azul localizado em Guarulhos Estado de São Paulo com os seguintes dados: Precipitação média anual= 1488mm/ano Evapotranspiração média anual= 1367mm/ano Área da bacia= 1.br Exemplo 7.08 L/s Área de superfície As=50. I= 1488mm/ano /(365 x 24)=0.26 P= W´/ (Q+vs) Admitindo vs= 12.086ano =23.0m/0.17mm/h x 154ha/360=0.000m2 (estimado) Vazão firme que se pode retirar= 12 L/s (sem deixar o Q.6m/ano P= W´/ (q+vs)= 0.50 x 0.036758m3/s td= V/Q= 100.03636m3/s Q total= 0.086ano A descarga q= Q/As= H/td= 2.7.08 L/s que deve ser somada a vazão devido ao escoamento das águas pluviais.924/ 35.2 kg/ano de fósforo= 46200g/ano W´= W/As= 46200g/ 50000m2=0.26+12.54 km2= 154ha Volume do lago V= 100.02 L/s x ha x 154ha=3.3 kg/haxano W= 154 ha x 0.924/ (23.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com.6)= 0.17mm/h Qmédio do runoff=CIA/360 Qmédio do runoff=0.50 Taxa de fósforo adotado para área residencial media conforme Tabela (7.924 g/m2 x ano td= V/Q td= tempo de residência (ano) V= volume =100.

Agosto de 1983.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Technical Guidance Manual for Perfoming Waste Load Allocations. 2001. Simplified Analytical Method for determining NPDES effluent limitations for POTWs discharging into low-flow streams. PLINIO. JOHN A.10 Bibliografia e livros recomendados -ESTADO DE NEW YORK. ISBN 92-3-103998-9. Josh Wiley. -USEPA. Landscape planning environmental applications. Nitrogen yelds from undisturbed watersheds in the Americas.pdf -MARSH. Editora Navegar. Principles of surface water quality modeling and control. Editora Harper Collins Publishers. 644páginas. 1998. Poluição Difusa. 434 páginas. WILLIAM M. An introduction to methods.colorado. et al. -LEWIS. Water Resources Systems planning and management. -THOMANN. EPA 625/R-00/008 fevereiro de 2002. E MUELLER. ROBERT V.br 7. NY. 3a ed. models and applications. 623 páginas. 14páginas. ISBN 0-06-046677-4.http://cires.com. 2005. -UNESCO. Italia. October. Acessado em 6 de Janeiro de 2007. On site wastewater treatment systems manual. 2001. New York State Department of Environmental Conservation.edu/limnology/pubs/Pub144. Stormwater Management Design Manual. Documento EPA-440/4-84-019. Albany. Biogeochemistry 46: 149-162-1999. 2006. 61 páginas ’ 7-17 . WILLIAN M. -USEPA. -TOMAZ. 1987.

pois a profundidade máxima chegava a 6. A area da bacia a montante do lago dos Patos é de 105ha (1. A barragem é artificial e foi construida em terra transportada por carrocinhas puxado a burro e a rua chama-se Rua Piracamjuba. 4 Problemas Hoje.80m com profundidade média de 1. o lago dos patos encontra-se extremamente assoreado. causado por excesso de comida jogada aos peixes e patos. Francisco Conde e o mesmo recebe dois outros tubos. pois há muitos anos havia trampolim onde os merguladores davam shows. um vindo do Nosso Clube de Vila Galvão com 150mm e outro de casa da familia Marinelli na rua Santo Antonio. Existe ainda uma mina que sai perto da Casa dos Churros que vai ao lago. Aos fundos dava para ver a casa em estilo colonial construida pelo arquiteto Ramos de Azevedo e que hoje é o teatro Nelson Rodrigues. 2. fezes dos patos e gansos. O volume total de água armazenado é de 21. mergulhos e passeios de barco. cheio de peixes e apresentando de vez em quando florações de águas.800m2 sendo a profundidade atual variando de 0.390m3. Dados técnicos do lago A área de superficie tem 18. 3.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.00m conforme me informou o sr Moacyr Vasconcelos.15m.com.5m a 1.05 km2) O mesmo encontra-se assoreado.br APENDICE A Resumo: Trabalho: Balanço HÍdrico e Oxigênio Dissolvido do Lago dos Patos O objetivo é mostrar que o Lago dos Patos é um patrimonio histórico importante para Guarulhos e que não há problema de balanço hídrico no mesmo. decomposição das folhas das árvores que caem no lago. Vi uma foto da mãe do sr Moacyr dando milho aos gansos em região gramada onde hoje é o lago dos Patos. Objetivo O objetivo é apresentar o balanço hídrico e o oxigênio dissolvido do lago dos Patos localizada em Guarulhos no bairro de Vila Galvão. As florações de algas aparecem devido a entrada de nitrogênio e fósforo. 7-18 .0mg O2/L devendo ser previsto monitoramento para o controle de algas cianofíceas e desassoreamento do mesmo. Balanço Hídrico e Oxigênio Dissolvido do Lago dos Patos 1. História do lago O lago dos Patos fica em Guarulhos no bairro de Vila Galvão na rua Francisco Gabriel Vasconcelos e foi construido em 1910 ou 1911 pelo sr Francisco Gonzaga de Vasconcelos e sempre foi usado como area de lazer para banhos. O lago dos Patos é alimentado por seis minas de água que atraves de um tubo de 150mm de PVC que vem da av. No que se refere ao oxigênio dissolvido (OD) necessário para manter o ecossistema aquático o mesmo encontra-se no limite desejável de 5.

19 4681 2347 5080 7414 15163 mar 31 3 200.28 85.92 104.49 138.Balanço Hídrico Volume mensal (m3)= Vertedor tipo tulipa com tubo (m)= Profundidade mínima= Profundidade máxima= Prof.8 0.69 7-19 .Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.8 1366. Balanço Hidrico Com dados fornecidos pela Estação Climatológica da Universidaded de Guarulhos calculamos a evaporação pelo Metodo de Pennan-Monteith.5 1.91 4727 2602 5625 7749 7749 fev 28 2 251.8 1.19 2555 2422 5443 5577 21390 nov 31 11 130.13 108. Media= Área da superfície (m2)= Ilha (m2)= Área da superfície liquida (m2)= volume (m3)= Vazão base (litros/segundo x ha) Área da superfície (m2)= Área da bacia (ha)= Volume do reservatório (m3)= 4788 0.39 130. elaboramos o balanço hidricio: Tabela 1.14 1085 1993 5443 4535 21390 mai 31 5 70.74 144.49 1307 1590 5625 5342 21390 jun 30 6 39.volume que sai= Balanço mensal o que fica no reservatório no fim do mês (m3)= julho 31 7 30.volume que sai= Balanço mensal o que fica no reservatório no fim do mês (m3)= jan 31 1 254.14 139.85 80.87 129.11 3994 2680 5443 6757 21390 1487.25 1397 2013 5625 5009 21390 out 30 10 137. A entrada de água sao as minas já citadas e a saida é um vertedor tipo Tulipa de diametro de 0.65 126.Balanço Hídrico Meses do ano Numero de dias no mês Mês precipitação média mensal (mm) = Evaporação média mensal ( mm)= Precipitação na represa= área da represa xPrecipitação mensal (m3)= Evaporação volume (m3)= evaporação mensal x área da superfície da represa= Vazão base (m3/mês)= Balanço (m3) volume que entra.02 18600 105 21390 Tabela 2.06 463 1936 5625 4153 21390 set 31 9 75.51 2427 2576 5625 5475 21390 dez 30 12 214.com.02 72.br 5.64 726 1351 5443 4818 21390 Tabela 3-continuação Balanço Hídrico Meses do ano Numero de dias no mês Mês precipitação média mensal (mm) = Evaporação média mensal ( mm)= Precipitação na represa= área da represa xPrecipitação mensal (m3)= Evaporação volume (m3)= evaporação mensal x área da superfície da represa= Vazão base (m3/mês)= Balanço (m3) volume que entra.64 3736 2411 5625 6950 21390 abr 30 4 58.80m.32 107.56 574 1498 5625 4700 21390 ago 31 8 24.15 18800 200 18600 21390 0.

800m2 V= volume do lago= 21.5m/s (média de Guarulhos na Estação Climatológica da UNG) KL= 0.50.71m/dia (0.00m de Guarulhos =8.9m/dia) OK.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=3. saturação do OD. 1987.3mg/L T= 20ºC Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= 21.532m3/dia Wc= SB x A 7-20 .br O balanço hídrico nos mostra que o lago dos Patos não apresenta problema de ficar seco mantendo praticamente constante o volume médio de agua de 21.056g/m2/dia (adotado) cin = concentração da água que entra no lago com OD=7.com.390m3 Ks= SB=demanda de oxigênio pelo sedimento= 1.0mg/L cs= saturação do DO a 20ºC na altitude 760.58/dia L= DB0 existente nas lagoas no início = 2mg/L A=área da superficie do lago= 18.317 x U+ 0. Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigênio usando uma tabela ou calculando.30mg/L para temperatura de 20ºC altitude 760m em Guarulhos. Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Q+KL x A= 184m3/dia + 0. Cs= 8.5+ 0.390m3/ 184m3/dia= 116 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.5 -0. C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (DO) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga= 184m3/dia K2= taxa de transferência de OD para reareação=0.52= 0. consumo de oxigênio devido a DBO e consumo de oxigênio devido a sedimentos no fundo do lago.5 -0.317 x 3.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.58/dia K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO= 0.728 x 3.728 x U0.390m3 Vazão de entrada e de saida Q= 184m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 21.6m/dia a 0.71 x 18.0372 x 3.390m3 6 Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos A concentração de oxigênio dissolvido OD é dado pelas parcelas referentes a córrego tributário.800m2=13. Adotaremos modelo de Thomann e Mueller.

6/Ke= 4.67 = 0. Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2. ps=aop x P aop= 0. Vamos adotar aop=0.15m = profundidade média (adotado) Cor aparente= 150 uH Turbidez= 83 uT Ke= 2.01 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 6.6/6.718 x 0.com. É importante calcular a variação de oxigênio durante um dia como veremos abaixo.15) =0.818= 0. a fotossíntese só ocorre durante o dia.6 ( e -0.71 x 18. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia em mg O2/ L x dia ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.47=5.84 mg de O2/L Portanto.3.25 razão em mg de DO / μg de clorofila a que varia de 0.056 g/m2/dia (adotado) Wc= 1.800 /13.78 + 0.84mgO2/L x dia Como o lago tem algas elas produzem e consomem oxigênio para a sua respiração.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.01 .036 x 83= 6.036 x turbidez Ke= 2.818 Ke= 6.818/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.818 z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) z= 4.007 x Cor + 0.25x 8= 2.25 x P= 0. P= clorofila a em μg/L= 8 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.6dias 7-21 .78 + 0.718 x f ( e -α1 .0 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia G(Ia)= 2.e -1.30 – (21.5 μg/L = 2.532)x8.42 H= 1.32 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.818 x 0.16= 0.00 + (0.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.67m α1= αo x e –Ke x z= 1.42) / (6.42 x e – 6.19 -1.007 x 150 + 0. a concentração de OD no l ago dos Patos é de 5.0 –(19853 / 13532) C= 0.16 pa= ps x G (Ia)= 2. Devido a energia solar.0 x 0.532)x 2. 7 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia devido ao fitoplancton.818 x 1.6 dia Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese (fitoplâncton) f= 0.800m2=19853 C= ( 1840 / 13.1 a 0.83 – 1.390x0.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.58 / 13.056 x 18.95 +8.532) x 7.br SB=Ks= 1.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

97 mgO2/L x dia Portanto. devendo-se tomar o cuidado de não se comer as entranhas devido a presença de algas cianofíceas no mesmo.13mgO2/L x dia.br T=1dia K2=0. Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 4.91mg/L poderá haver variação de oxigênio: 5. Respiração das algas R aop= 0.13=5.6 x 1dia) x ( 1.6 x 0.71mgO2/L x dia a 5.13= 5.6f) )] / [0. as algas produzem em média 0.71 mgO2/L x dia 5.2 mg/O2/L x dia Portanto.13mg O2/ L x dia.1 x 8=0.e – 0.58 x 1dia)] Δc/pa = 0.40 x 0.58 x 0.e – Ka x f x T) x ( 1. 8.58 x (1 – e –0. É recomendável que o lago fosse desassoreado para voltar a profundidade original e que de vez em quando fosse diminuida a quantidade de peixes. O lago dos Patos está isendo de contamniação de esgotos ou de outra fonte conforme constado.97mgO2/ L x dia.25 x 0. Guarulhos é um patrimônio histórico de Guarulhos e tem normalmente o equilíbrio de oxigênio dissolvido de 5.25/dia μR= 0. quando a temperatura for de 20ºC a variação de oxigênio dissolvido no Lago dos Patos irá variar de 5.32 = 0.32mg O2/L x dia de oxigênio mas como precisam respirar consumo 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.84+0.84– 0. 7-22 .13 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.32 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.58 x 1 x (1-0.40 Δc = 0.58/dia pa= 0.Conclusão O lago dos Patos localizado em Vila Galvão.e –Ka x T x (1.e –0. que é o suficiente para manter o ecossistema aquático existente.0 mg O2/Lx dia.20 mg/L x dia de oxigênio. havendo uma variação média durante o dia de 0.1 P= 8 μg/L R= aop x μR x P= 0.com.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/pa = [( 1.

br 28/06/08 Capítulo 08 Gramados Engenheiro civil Plínio Tomaz 1 bar= 10 5 Newtons/m2 1 mb (milibar)= 10 N/m2 = 1000dina /cm2=0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0295in.04 in Hg 1 N/m2 = 1Pa janeiro de 2007 2 ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) 8-1 .com.36 mb= 0.0143psi= 0. Hg 1mm Hg= 1.

16º C ´ 8-2 .com.br 28/06/08 Conversão de unidades Varejão-Silva.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005 Conversão de temperatura Tc= (5 / 9) x (Tf – 32) Tc= temperatura em graus centígrados (ºC) Tf= temperatura em Fahrenheit (ºF) Tf= 32+ (9/5) x Tc Graus Kelvin (ºK) tem o zero a -273.

Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 8.br 28/06/08 Ordem 8.29 SUMÁRIO Capitulo 08.com.6 8.26 8.4 8.21 8.22 8. SCS conforme FAO.16 8.12 8.Gramados Assunto Introdução Consumo de água em jardins residenciais As sete etapas de um bom gramado doméstico Projeto e planejamento Melhoria do solo Solo Condutividade hidráulica Uso de matéria orgânica.1 8.23 8. substrato Limitar a área de gramados Uso de plantas com baixo consumo de água Hidrozona e tipo de gramas Eficiência da irrigação Deverá ser mantida uma rotina de manutenção Solo-água-planta Percolação Runoff Profundidade efetiva das raízes RZ Capacidade de armazenamento da água no solo.27 8.AWHC Água disponível para a planta na zona das raizes PAW Quantidade de água que pode ser extraída (MAD= Management Allowabele depletion ) Porcentagem de água que pode ser extraída pelas plantas (AD) Coeficiente de paisagismo (KL) Fator das espécies Ks Fator de microclima Kmc Fator de densidade Kd Precipitação efetiva (Pe) Precipitação efetiva “Pe” pelo método do United States Departmement of Agriculture – USDA Método USDA.25 8.11 8.20 8.14 8.13 8.18 8.3 8.2 8. ou seja.17 8.15 8.19 8.9 8.10 8. 1998 Bibliografia e livros recomendados 43 páginas 8-3 .5 8.28 8.8 8.24 8.

1 Introdução O objetivo deste trabalho é a estimativa do consumo de água para irrigação por aspersão em áreas verdes e praças públicas.1) e (8. as faces nortes e sul.2) mostram alguns gramados bem executados e conservados.2 Mostra do gramado que embeleza a paisagem 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. campos de futubel e campos de golfe.Consequentemente torna-se necessário conhecer a evapotranspiração que é fundamental para a irrigação.Gramados 8.br 28/06/08 Capitulo 1. ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) As Figuras (8.com.Exemplo de um landscape em pesqueiro de trutas em Campos do Jordão Figura 8.1. as precipitações mensais e anuais. o volume de água disponível local e os custos totais de manutenção. O ponto a ser atingido é que o sistema de irrigação seja automático com a máxima economia de água atendendo os projetos arquitetônicos. Conforme a Associação Nacional de Paisagismo (ANP) no projeto devem ser analisados os seguintes aspectos: Tamanho e forma da área Paisagismo a ser implantado Horas de radiação direta de cada área 8-4 . a direção dos ventos predominantes. Muitos conceitos serão apresentados de maneira simples.2 Projeto e planejamento Os aspectos de planejamento a serem observados são: as declividades. Figura 8.

1997 8. O solo que vamos tratar é basicamente o chamado Horizonte A que tem aproximadamente de 0.com. pronto para uso. em geral. rochas. Deve-se ter o cuidado de não se construir barreiras que impeçam ou eliminem a capilaridade. silte e argila. facilitarem o desenvolvimento de sementes e diminuir a erosão.1) é medida com o infiltrômetro de duplo anel no local (in situ). Isto irá reduzir as necessidades de mais água nas plantas. etc.3 Melhoria do solo Para a melhorar as características físicas do solo deve-se usar uma mistura de materiais orgânicos. Tabela 8. Um outro problema é da compactação do solo.br 28/06/08 Declividade do terreno Necessidade hídrica das plantas Profundidade efetiva do sistema radicular Ação dos ventos predominantes Tipo de solo Sombreamento. A condutividade hidráulica do solo conforme Tabela (8. Para plantio coloca-se cerca de 10 cm de altura e para recuperação usa-se cerca de 3cm de altura.30m de espessura. principalmente em áreas urbanas que podem ter camadas de areia.Condutividade hidráulica com relação ao tipo de solo Textura do solo Condutividade hidráulica (mm/h) Argiloso 2a5 Franco-argiloso 6a 8 Franco-siltoso 7 a 10 Franco 7 a 12 Franco-arenoso 8 a 12 Arenoso 12 a 25 Fonte: Gomes.4) Os solos de texturas médias (francos) que possuem proporções equilibradas de areia. são os mais adequados para o desenvolvimento de raízes das plantas. água e ar e constitui o substrato de água e nutrientes para as raízes das plantas.10m a 0. 8-5 . substrato que é um produto equilibrado física e biologicamente.4 Solo O solo é formado por partículas sólidas (minerais e orgânicas).Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. já que apresentam condições bastante satisfatórias de drenagem. 8. aeração e retenção de água.3) e (8. ou seja.1. Abaixo do Horizonte A teremos o que se chama na prática de subsolo. A textura ou composição granulométrica de um solo é um termo usado para caracterizar a distribuição das partículas no solo quanto as suas dimensões conforme Figura (8.

Fonte: Reichardt e Timm.3 .Triângulo de classificação textural.com.br 28/06/08 Figura 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2004 8-6 .

4 .com. 60% de silte e 15% de argila.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 Classificar um solo com 25% de areia.5 Valores usuais está hachurado 8-7 . Figura 8.Triângulo de textura proposto por USDA (United States Department of Agriculture).3) vimos que se trata de solo franco siltoso. Figura 8. Entrando na Figura (8.br 28/06/08 Exemplo 8.

Adicione água e chacoalhe a garrafa. 2004. 1997). Depois de umas horas a areia já se deposita no fundo. do ar e das raízes das plantas. O triângulo se compõe de doze espaços que representam 12 classes distintas de textura. Garrafa de teste Figura 8. No exemplo tirei no jardim da minha casa 50mm de solo e depois de 24h podemos observar 27mm de areia.6 – Garrafa de teste de textura do solo Uma maneira aproximada para saber a porcentagem de areia. A estrutura de um solo caracteriza a forma de arranjo de suas partículas. 1997). silte e areia na composição do solo. que podem ser determinadas através do triângulo de texturas proposto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e apresentado na Figura (8. Textura A textura de um solo refere-se à distribuição das partículas do solo tão somente quanto ao seu tamanho. Solos de texturas iguais podem possuir estruturas diferentes que apresentam maiores ou menores dificuldades à penetração ou circulação da água. orientação e organização das partículas sólidas conforme Reichardt e Timm. conforme Reichardt e Tim. Estrutura O conceito de estrutura de um solo é qualitativo e é usado para descrever o solo no que se refere a arranjo.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A estrutura do solo ao contrário do que ocorre com a textura.36 (36%).br 28/06/08 Os valores usuais de solos usados em gramados estão hachurados conforme Figura (8. De acordo com a proporção de argila. A argila é calculada pela diferença. ou seja.54 (54% de areia).5).6). Tire 50mm de solo e coloque dentro da garrafa. ou seja 27/50= 0. 2004. A fração de silte medida foi de 18mm. é difícil de quantificar e também de catalogar (Gomes. silte e argila é tomarmos uma garrafa com boca larga na qual enchemos a metade com água conforme Figura (8. As linhas grossas do gráfico indicam as fronteiras de cada uma das classes de textura. a textura se divide em várias classes. 18/50= 0.3) (Gomes. Adicione um detergente líquido para facilitar a quebra das estruturas. Resumo: Areia 54% Silte 36% Argila 10% Total= 90% Classificação do solo: franco arenoso (loamy sand) 8-8 .com. A fração de silte demora mais horas e a argila somente poderá ser observada no dia seguinte.

3 0.7 12.1 4.1 17. Condutividade hidráulica conforme a declividade do terreno.9 10.7 10.9 22.0 13.com.br 28/06/08 8.6 5.6 3.1 5.4 9.1 16.8 26.9 7.6 4.2.3 14.5 Condutividade hidráulica A condutividade hidráulica geralmente em mm/h representa a coluna de água em (mm) que atravessa um solo saturado.1 5.0 1.4 5.6 19.9 6. Tabela 8.8 3.8 3.0 1.0 2.6 6. A Tabela (8.9 8.7 11. 1993 8-9 .1 3.9 6.2 8.0 15. menor é a condutividade hidráulica .3 > 16% mm/h 7.5 8% a 12% mm/h 19. 1986 in AWWA.5 11.4 21.3 5 a 8% mm/h 25.4 4.4 6.0 12% a 16% mm/h 12.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8 2.2 12.1 3.6 6.8 2.4 7.8 2. Observa-se que quanto maior a declividade.9 6.7 9.8 3.3 2.Condutividade hidráulica do solo conforme a declividade do terreno e textura do solo.9 6.7 8.2 13.5 1.7 11.8 2.9 10.2 7.5 2.6 4.7 8.2) apresenta a variação da condutividade hidráulica do solo conforme a declividade do terreno e textura do solo.8 15. Tipos de solo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Áreia grossa Areia média Areia fina Areia franca Franco arenoso Franco arenosa fina Franco arenosa muito fina Franco Franco siltoso Solo siltoso Argila arenosa Franco argiloso Argila siltosa Solo argiloso 0 a 4% mm/h 31.9 23.4 19.8 Fonte: Toro Company.8 4.1 16. numa determinada unidade de tempo (h) sob um gradiente hidráulico unitário.6 3.

Figura 8. de estrume ou de composto ajudam também a melhorar a capacidade de campo do solo e introduz nutrientes como N. ou seja.7.7) e (8. O solo orgânico colocado varia de 5cm a 10cm. É aconselhado de dois em dois anos colocar a matéria orgânica (areia e húmus) sobre o gramado em pelo menos 80% da área. 2004.10) mostram gramados salientando o assentamento em rolos.br 28/06/08 8. Quando aquecida a 700ºC ela se expande passando a um volume dez vezes maior conforme Reichardt e Timm. não precisando de irrigação. substrato A matéria orgânica irá se decompor melhorando a qualidade do solo local conforme Figura (8. O gramado mais adequado será aquele que se sustenta somente com as chuvas locais. 2006 8.7 Uso de plantas com baixo consumo de água Uma grama que consome muita água deverá ser evitada.8). 2004.com. A vermiculita é uma argila que na estrutura 2:1 é um mineral secundário que ajuda a reter a água. substrato ajuda a manter a umidade do solo Fonte: Waterwise Florida landscape. 8-10 .Solo orgânico Figura 8. P e S conforme Reichardt e Timm.9) e (8. As Figuras (8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A adição de matéria orgânica na forma de adubo verde.8.6 Uso de matéria orgânica.O material orgânico.

sejam de plantas que consumam muita água. Geralmente as gramas possuem raízes razas.11) mostra exemplo de raízes razas e profundas. Figura 8.Gramado Figura 8. Texas oferece incentivos para quem reduzir o consumo de água nos jardins.9. As plantas nativas não são somente gramados. Texas em um jardim. Fonte: Waterwise Florida landscape. A cidade de Albuquerque.Grama sendo assentada em rolos A Figura (8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Califórnia permite que no máximo 35% das plantas em um jardim tenham consumo com muita água.11.br 28/06/08 Figura 8. O mesmo acontece na cidade de East Bay -Califórnia. arbustos etc. 43% das plantas devem consumir pouca água. onde se exige 42% das plantas com pouco consumo de água. que 8-11 .com. o limite para os gramados chega até 40%. 2001 em Austin. 2006 Segundo Vickers. Uma das maneiras de se utilizar plantas que consumam pouca água é usar plantas nativas principalmente nos gramados. da área total. mas árvores. Em se tratando de áreas irrigadas com esgoto sanitário tratado. A cidade de Austin. e que os gramados não excedam de 25%.Exemplo de raízes razas e profundas.10. O município de Marin. Novo México exige que no máximo 20% das áreas do jardim.

praga. Tabela 8.Água de reúso classe 3 Fonte: Sinduscon. desde que seja irrigada). Tolerantes a pisoteio 8-12 . para que não se tornem uma Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins.3 . playgrounds e campos de golfe.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Bermuda Nome cientifico: Cynodum dactylum Uso em campos esportivos. Deveremos ter cuidado com plantas e forrações invasivas. pois permanece praticamente verde durante todo o ano. É o que se chamam as hidrozonas. São Paulo.com.3) do Sinduscom.8 Hidrozona e tipo de gramas O agrupamento das plantas com consumo semelhantes de água também é aconselhável. Gramas tolerantes a seca e não tolerantes Conforme informações da técnica em paisagismo Marinez Costa as melhores gramas tolerantes a seca são: • Batatais • Bermuda • Esmeralda As gramas pouco tolerantes a seca são: • Santo Agostinho • Grama Coreana • São Carlos As características principais das gramas mencionadas acima são: Batatais (melhor de todas) Nome cientifico: Paspalum Notatum.br 28/06/08 existam na região. 2006 8. Altura de 15cm a 30cm Resiste ao pisoteio Resiste à seca Não resiste a sombra Tolerância à meia sombra Uso em parques públicos e grandes áreas Resistente a pragas e doenças. SP. Flugge (esta grama é usada muito nas estações climatológicas no Brasil.Conservação e Reúso da água em edificações. conforme Tabela (8.

de maneira que não haja escoamento superficial (runoff).Vários tipos de grama usada no Brasil Fonte: http://www. ou seja. O uso da água de esgoto tratado.br/Noticias/escolhagrama. para irrigação tem sido muito discutido nos Estados Unidos.itograss. as chamadas hidrozonas.com.com. separando as plantas de acordo com o consumo de água. banhos e lavatório do banheiro. São Carlos Nome científico: Axonopus Compressus Altura de 15cm a 20cm Origem do sul do Brasil Tolerância ao frio Pleno sol e meia sombra Não é resistente a seca Usar em áreas de sobra A Figura (8. Figura 8.12.12) mostra foto de vários tipo de gramas existentes no Brasil. principalmente subsuperficial. é permitido o uso da água da lavagem de roupas. a chamada graywater ou águas cinzas em portugues para irrigação. não usar água de esgoto como irrigação. com muitos prós e contras. como cachorros e gatos.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A escolha do tipo de irrigação por sprinkler ou gotejamento dependerá da declividade. Na Califórnia. devido a problemas com os animais.9 Eficiência da irrigação A eficiência da irrigação só melhorará.htm 8.br 28/06/08 Resistente a seca Suporta temperatura até 40ºC Sobrevive até 12mm /semana de água de irrigação Esmeralda Nome cientifico: Zoysia japonica Altura de 10cm a 15cm Originaria do Japão Muito ramificada Gosta de sol Não resiste muito ao pisoteio Não resiste a sombra Resiste à seca Santo Agostinho Nome cientifico: Stenotaphrum secundatum Altura de 15cm a 25cm Não resiste a sombras Não resiste ao pisoteio Tolerante a salinidade Bom para região litorânea Provém da América Subtropical Grama coreana Nome cientifico: Zoysia Tanuifolia Altura de 10cm a 15cm Gosta de muito sol Crescimento lento Não é resistente ao pisoteio Precisa de irrigação periódica. 8-13 . Preferimos por ora. que podem beber a água de uma poça de água e ficar doente.

10 Solo. A percolação profunda ou seja a água livre ocorre quando a água fica abaixo das raízes e não é mais usada pelas plantas.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. no sistema de raízes das plantas e depois volta para a atmosfera. 8. Conhecida como escoamento superficial ou enxurrada. 8-14 . Isto acontecerá quando houver um excesso de irrigação.com.13 Profundidade efetiva das raízes RZ É a profundidade do solo na quais as plantas buscam os nutrientes.13) a (8.12 Runoff È a água que não é absorvida pelo solo e pelas plantas quando é feita a irrigação. É como se fosse um reservatório de água conforme Figuras (8.16). A percolação profunda pode encaminhar produtos químicos e fertilizantes da zona das raízes para o aqüífero subterrâneo. 8. 8.água – planta São as relações que definem o modelo no qual a água entra e se move na profundidade efetiva das raízes. A quantidade de água necessária que fica na zona das raízes e que é chamada de soil moisture reservoir. A água livre é uma água perdida. É também chamada zona ativa das raízes ou zona das raízes onde estão praticamente 95% das raízes. que irá para o manancial subterrâneo. A água escorrerá superficialmente formando poças d´água e sulcos.11 Percolação É a taxa pela qual a água se move através do solo.br 28/06/08 8.

edu/ 8-15 .com. onde existe o máximo e o mínimo.13.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Mostra o reservatório de água na zona de raizes http://gilley.edu/ Figura 8.br 28/06/08 Figura 8.14.Mostra a capacidade total de água na zona de raízes. http://gilley.tamu.tamu.

tamu.br 28/06/08 Figura 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Mostra a extração de água na zona de raízes http://gilley.edu/ 8-16 .15.com.

o que usualmente. 2004.13 a 0.19 0.36 0. cm3/cm3.com.07 a 0.15 Franco arenoso 0.19 Argila siltosa 0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. havendo um ponto de refill onde deverá haver chuva ou irrigação.11 a 0. ponto de murcha permanente conforme a textura do solo e capacidade de armazenamento da água no solo.17 a 0.18 Franco 0.07 a 0. Textura do solo Capacidade de Ponto de campo Murcha AWHC=θCC . 8.06 a 0.28 a 0. mm/mm) 0.21 0.17 a 0. O Ponto de Murcha Permanente θPMP é a umidade do solo na qual uma planta murcha não restabelece turgidez mesmo quando colocada em atmosfera saturada de 12h. 1998 8-17 .17 0. 1998 a Tabela (8.20 Argila Fonte: FAO.br 28/06/08 Figura 8. cm3/cm3. 2004 é a quantidade de água retida pelo solo após a drenagem do seu excesso. ocorre dois a três dias após a chuvas ou irrigação em solos permeáveis de estrutura e textura uniforme. 1949 in Reichardt e Timm. AWHC (Available Water Holding Capacity).18 Franco argiloso siltoso 0.22 a 0.13 a 0.= capacidade de armazenamento de água pelo solo (m3/m3.16.06 a 0.4 – Capacidade de campo.30 a 0. cm3/cm3. cm3/cm3.11 Areia 0. conforme Reichardt e Timm.40 0.29 0.13 a 0.09 a 0. quando a velocidade do movimento descendente praticamente cessa.24 0.36 0.37 0. bem como a diferença entre eles.11 a 0.10 0.19 Franco siltoso 0.28 0. Tabela 8.20 a 0.02 a 0.13 a 0. mm/mm) A Capacidade de Campo θCC conforme Wihmeyer e Hendrickson.42 0.12 a 0. quantidade de água contida na capacidade de campo e quantidade de água contida no ponto de murcha permanente.17 0.12 Areia franca 0.18 a 0.16 a 0.Mostra esquematicamente o máxima capacidade de água disponível para as plantas.32 a 0.22 0. mm/mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo (m3/m3.4) onde temos a textura do solo e a capacidade de campo e o ponto de murcha permanente.30 0.20 0. mm/mm) θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permantente (m3/m3.16 0.30 a 0. A FAO.03 a 0.12 a 0.14 Capacidade de armazenamento de água pelo solo Vamos definir três parâmetros que é muito importante para o estudo da irrigação que são: capacidade de armazenamento de água pelo solo.θPM Permanente θCC θPM (m3/m3.20 Silte 0.05 a 0.07 0.12 a 0.

13 0.19 A capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC) pode ser calculada conforme Gomes. A densidade do ar Dar= 1.12 Franco 0.38g/cm3.13 0.04 a 0.20 0.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management e de Gomes.10 0. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permantente em % do peso.br 28/06/08 Nas Tabelas (8.θPM ) x Dar AWHC= (1/10) x (15 .18 0.18 0. Exemplo 8.15 0. março de 2005.21 0. Textura do solo Craul WSU mm/mm mm/mm Areia 0. 1997 Argiloso Franco-argiloso Franco-siltoso Franco Franco-arenoso Arenoso 0. relativa à densidade da água (adimensional). Solo franco arenoso.06 Areia franca 0.00 Argila 0.2 Calcular AWHC= capacidade de armazenamento da água no solo (mm/cm) sendo dados a capacidade de campo=15% do peso do solo e ponto de murcha igual a 5% do peso do solo.19 Franco argiloso 0. 1990 in Gomes.4) e (8.38mm/cm=0. Tabela 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.12 a 0.16 0. AWHC= (1/10) x (θCC .6) estão a Capacidade de Armazenamento no solo AWHC em função da textura do solo.08 0.13mm/mm (0. Dar= densidade aparente do solo.5 ) x 1.14 a 0. 1997 através da expressão: AWHC= (1/10) x (θCC .Capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC).Capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC).09 s 0.08 Fonte: Adaptado de The Irrigation Association.12 0.10 Franco arenoso 0.6) onde para solo franco arenoso temos AWHC= 0.13 0.08 0.21 0.17 0.38= 1. Capacidade de armazenamento de água pelo Textura do solo solo (AWHC) (mm/mm) The irrigation Association.138mm/mm Podemos comparar com a Tabela (8.14 a 0.θPM ) x Dar Sendo: AWHC= capacidade de armazenamento da água no solo (mm/cm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.12 0.138mm/mm).19 Franco siltoso 0.6. o que significa que a tabela funciona bem para estimativa.06 a 0.18 Argila arenosa 0.06 0.17 Franco siltoso 0.com.17 0.19 Franco argilo-siltoso 0. 2005 Fuentes Yague e Cruz Roche.5. Tabela 8.12 0.08 a 0.17 0.19 0.13 0.07 Areia franca fina 0. 8-18 . 1997.

RZ= profundidade das raízes (cm) Exemplo 8. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso. PAW= AWHC x RZ Sendo: PAW= água disponível para a planta na zona das raizes (mm) AWHC= capacidade de armazenamento no solo (mm/mm) RZ= profundidade média das raízes para uma determinada hidrozona (mm).br 28/06/08 8. PAW = (θCC . PAW= AWHC x RZ PAW= 0.32 RZ= 40cm PAW= (θCC .8%. Entramos na Figura (8. A disponibilidade de água para as plantas vai de um limite superior chamado de Capacidade de Campo (CC) até um limite inferior chamado PMP (Ponto de Murcha Permanente). Dar= 1.12 atm para determinação da capacidade de campo obtido em laboratório. relativa à densidade da água (adimensional).17mm/mm.4 Calcular a quantidade de água disponível.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Dada a tensão de sucção igual a 0. que fica disponível para as plantas PAW (Plant Avaliable Water).3mm Figura 8. Para solos argilosos conforme Tabela (8.32 x 40/10= 43.17) com 0.17) e achamos a porcentagem.Curva característica de retençao de água de um solo Fonte: Azevedo Neto. Entrando na Figura (8.4) o valor de AWHC= 0. 1998 Exemplo 8. de um gramado PAW.θPM ) x Dar x RZ/10 PAW= água disponível para a planta na zona das raízes (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso. em solo argiloso com raízes de profundidade efetiva de 150mm.17mm/mm x 150mm = 26mm 8-19 .7.12atm obtemos o valor da capacidade de campo igual a 16% Para acharmos o ponto de murchamento entramos com a pressão de 15atm na mesma Figura (8.16 Água disponível para a planta na zona das raizes É a quantidade de água na zona das raízes.θPM ) x Dar x RZ/10 PAW= (16.17) e obtemos 7.com. Outra maneira de resolver o problema Uma outra maneira de ser resolver o problema conforme Azevedo Neto. Dar= densidade aparente do solo.17.8 ) x 1. 1998 é obtermos o valor da tensão de sucção em laboratório.

04 x (5 – ETc) Sendo: MAD= quantidade máxima que pode ser extraída da Tabela (8..Quantidade de água que pode ser extraída (MAD)de acordo com textura do solo. só podemos aproveitar no máximo 50% da água disponível.7).17 Porcentagem de água que pode ser extraída (MAD= Management Allowable depletion) É a máxima porcentagem de água que pode ser extraída do solo antes da irrigação ser aplicada conforme Tabela (8. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. 1997 temos: AD= (1/10) x (θCC .com.38 = 38% O valor será 38% e não 50% para o MAD. Dar= densidade aparente do solo (g/cm3) RZ= profundidade efetiva das raízes da planta (m) conforme Tabela (8.17 x 150= 26mm MAD= 50% AD= PAW x (MAD/ 100) = 26 x (50/100) = 13mm Assim do reservatório de água no solo (soil moisture reservoir) pode ser extraído somente 13mm.04 x (5 – ETc) MAD = 0. A Tabela (8. Tabela 8. conforme FAO.5 Calcular o valor de MAD para ETc= 8mm/dia para solo franco. AWHC= 0.7) foi feita para ETc=5mm e para outros valores ela deve ser corrigida através da Equação: AD = MAD da tabela + 0. março de 2005. Outra maneira de calcular AD Conforme Gomes.04 x (5 – 8) = 0. 8-20 . Exemplo 8.7) para solo franco MAD= 50%= 0. Quantidade de água que pode ser extraída (MAD) Textura do solo (%) Argiloso 30 Franco-argiloso 40 Franco-siltoso 40 Franco 50 Franco-arenoso 50 Arenoso 50 a 60 Nota: o valor máximo de MAD é de 50% Fonte: Adaptado de The Irrigation Association.18 Quantidade de água que pode ser extraída pelas plantas (AD) A quantidade máxima de água que a planta pode extrair é: AD= PAW x (MAD / 100) Exemplo 8. antes que atinja o ponto de murcha permanente. é supormos um reservatório de água disponível para a planta (Soil moisture reservoir). Depende do tipo de solo e o valor máximo recomendado é de 50%.θPM ) x Dar x RZ x MAD Sendo: AD= lamina de irrigação liquida máxima (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.br 28/06/08 Uma maneira de se imaginar a quantidade disponível de água PAW de uma planta. ou seja. antes que o stress nas plantas comece.9) em fração Etc= evopotranspiração da cultura (mm/dia). 1997 conforme Tabela (8. 8.9) MAD= quantidade máxima que pode ser extraída ou déficit tolerável para diversos tipos de cultura conforme Gomes. Quanto maior for a evopotranspiração da cultura ETc menor será a quantidade de água que pode ser extraída.50 + 0. 1998.50 (fração) MAD = MAD da tabela + 0.6 Seja um solo argiloso com raízes de profundidade efetiva média de 150mm.8).Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Da Tabela (8. 8.7.17 mm/mm RZ= 150mm PAW= AWHC x RZ = 0. Deste reservatório como veremos adiante.

AD= (1/10) x (θCC .7 Calcular a lâmina de irrigação líquida máxima AD em mm sendo dados a capacidade de campo=15% do peso do solo e ponto de murcha igual a 5% do peso do solo.5mm 8.38 x 0. KL = Ks x Kmc x Kd Sendo: KL = coeficiente de paisagismo Ks= fator das espécies Kmc= fator do microclima.19 Coeficiente de paisagismo (KL) O coeficiente de paisagismo KL é um conceito novo que substitui o antigo coeficiente Kc.10) de Antônio Cardoso Neto no segundo fascículo de Tópicos básicos de irrigação. A densidade do ar Dar= 1.70m e MAD=45.Capacidade de campo e ponto de murchametno segundo a classe estrutural do solo Classe textural do solo Capacidade de campo Ponto de Murchamento (em peso) permanente (em peso) Argilosa 45% 30% Argilo-barrenta 40% 25% Areno-barrenta 28% 18% Fino-arenosa 15% 8% Arenosa 8% 4% Fonte: Antônio Cardoso Neto Exemplo 8. que continua a ser usado em outras culturas.38g/cm3. 8-21 . RZ=0.70x 45=43.as propriedades do solo. Tabela 8.Déficit tolerável para diversos tipos de cultura Cultura MAD (%) Alfafa 35 Tomate 45 Feijão 50 Milho 40 Fonte: Gomes. A vantagem do coeficiente de paisagismo KL é que pode ser reajustado para microclima usando o coeficiente (Kmc). solo franco arenoso. 1997 Tabela 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9-Profundidade efetiva das raízes para diferentes tipo de cultura Cultura Profundidade das raízes (cm) Abacate 60cm a 90cm Tomate 60cm a 120cm Feijão verde 25cm a 50cm Milho 60cm a 120cm Fonte: Gomes. 1997 Estimativa da capacidade de campo e ponto de murchamento permanente Na ausência de dados do solo podemos estimar os valores conforme Tabela (8. para a densidade das plantas usando (Kd) e para o impacto das necessidades de água da planta usando o coeficiente (Ks) que na prática é praticamente o antigo coeficiente Kc.com.10. Kd= fator da densidade das plantas.5) x 1.θPM ) x Dar x RZ x MAD AD= (1/10) x (10.br 28/06/08 Tabela 8.8.

arbustos e gramas 0.5 0.0 0.br 28/06/08 8.2 Forrações: plantas rasteiras 0.5 0.4 1.80 0.8 Fonte: The Irrigation Association. 8-22 .0 0. Algumas espécies transpiram muita água.Valores do microclima Kmc para plantas diversas plantas Vegetação Alto Médio Baixo Árvores 1.9 0.5 Mistura de árvores. sombras. chegando o coeficiente atingir Kmc= 1.0 0.10.75 0. março de 2005. Um fator Kmc= 0. etc podem influenciar muito o meio ambiente local.0 0.5 0.60 Fonte: The Irrigation Association. Tabela 8.5 0. Tabela 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 8.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.com.21 Fator do microclima Kmc Os prédios.11. pavimentação.20 Fator das espécies Ks As diversas plantas de diferentes espécies possuem taxas de evapotranspiração diferentes.4 1.2 Gramado 0. declividades. ventos. enquanto que outras consomem relativamente pouca água conforme Tabela (8.5 conforme Tabela (8.2 Arbustos 0.2 1.9 0.9 0. Um alto fator de microclima Kmc se deve a locais rodeados por superfícies que absorvem o calor e que haja muitos ventos.4.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.5 Arbustos 1.10).5 Gramados 1.11) são plantas que estão muito bem protegidas dos ventos.3 1.0 0.Valores do fator das espécies Ks para diversas plantas Vegetação Alto Médio Baixo Árvores 0.2 Mistura de árvores. março de 2005.5 Forrações: plantas rasteiras 1. arbustos e gramas 1. Um fator Kmc médio são as plantas que estão na sombra e protegidas do vento.2 1.7 0.

0 1.5 0. 1998 8-23 .12. num local de clima quente e úmido. Exemplo 8. tipo de solo.4mm/dia x 0.6mm/dia da Tabela (8.0 1.12).1 1. mas complexo na prática porque envolve muitas disciplinas como metereologia.6 Kmc= 0. estrutura.É influenciado pela intensidade da chuva. Ks= 0.0 (grama) KL = Ks x Kmc x Kd = 0.5 0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. onde há bastante sombra. Figura 8. A densidade é um fator que está entre 0. o método de Blaney-Criddle e o método do Soil Conservation Service. O termo é simples.6 Fonte: The Irrigation Association.5 0.br 28/06/08 8. Existem plantas que ficam esparsas e que oferecem menor área de superfície de folhas e outras mais densas. práticas culturais e conservacionistas.6 0. Precipitação efetiva é a parcela da água de chuva que não escoa superficialmente e nem percola abaixo da zona radicular da cultura.18).0 Baixo 0.6 x 0.18. sistema de cultivo. declividade do terreno.48 ETo= 6.1mm/dia a 7.22 Fator de densidade Kd A densidade da vegetação no paisagismo varia muito.48 = 3.Valores da fator de densidade Kd para plantas diversas plantas Vegetação Árvores Arbustos Forrações: plantas rasteiras Mistura de árvores.0 Médio 1. o método do balanço da água no solo.3 e que está em três grupos: alta.0 1. Considerar a densidade média do gramado.4mm/dia= média entre 5.0 1.5 a 1. como o lisímetro da Figura (8. Queremos a lâmina líquida de água necessária para a grama Santo Agostinho no mês de julho. espécies de plantas e ciência do solo.8 Seja um gramado em zona de edificações.Esquema de um lisímetro Fonte: FAO. textura.1 1. média e baixa densidade conforme Tabela (8.0 = 0.3 1.6) PWR=ETc= ETo x KL = 6.8 (sombras) Kd= 1. março de 2005. umidade do solo. Tabela 8.com. profundidade do sistema radicular e demais características das culturas Existem vários métodos para se achar a precipitação efetiva.8 x 1. É aquela que efetivamente é usada pelas plantas.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.23 Precipitação efetiva (Pe) É a porção da chuva que fica armazenada no solo até a profundidade das raízes e que fica disponível para as plantas.3 1. arbustos e gramas Gramados Alto 1.1mm/dia 8.

24 Precipitação efetiva Pe com percentual fixo da USDA-SCS Nos Estados Unidos foram feitas pesquisas com dados de 50anos pelo USDA Soil Conservation Service (USDA-SCS) e se chegou a seguinte Tabela (8.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.Precipitação efetiva com percentual fixo (Fator RF) da precipitação histórica mensal. 8. 8-24 . Pe = P x RF /100 P= 130mm RF= 50% Pe = P x RF /100 Pe = 120 x 50 /100= 60mm Dica: para planejamento de irrigação RF máximo seja de 50%.com.br 28/06/08 O método fundamental que iremos adotar é do percentual fixo da USDA-SCS.13) ou através de pesquisa realizada. A precipitação mensal é 120mm. Tabela 8. Na Tabela (8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. raiz de planta de 150mm e fator RF= 45% conforme Tabela (8. março de 2005. usando o fator RF. Exemplo 8.13).4mm a 203. Pe = P x RF /100 Sendo: Pe= precipitação efetiva (mm) P= precipitação mensal (mm) RF= fator obtido da Tabela (8.13.13) conforme o tipo de solo e as profundidades das raízes obtemos a porcentagem da precipitação total mensal que deve ser usada como precipitação efetiva.2mm e para terrenos planos. dependendo do tipo de solo e da profundidade das raízes conforme USDA-SCS e válido para terrenos planos. Categoria de solo Tipo de solo Profundidade das raízes em milímetros 150mm 300mm 457mm 610mm Precipitação média mensal efetiva em (%) da precipitação mensal 1 2 3 4 5 Arenoso Franco-arenoso Franco Franco-argiloso Argiloso 44 47 49 47 45 48 53 57 55 51 52 58 63 60 55 55 63 68 65 59 Fonte: The Irrigation Association.13) para aplicação do método do percentual fixo.9 Para solo argiloso. É válido para precipitações mensais de 6.

16) denominado SF. 1978. Uso consumptivo = evapotranspiraçao da cultura (ETc) Tabela 8.br 28/06/08 8. 1998 O método US. SCS conforme FAO. Fonte: FAO.25 Método USDA. Consiste na aplicação das Tabelas (8.16.16).14) a (8.14) e (8.15) foram feitas para d=75mm. AD: é a quantidade máxima de água que a planta pode extrair do solo 8-25 . Fonte: FAO.14-Precipitação efetiva mensal baseada na média mensal de precipitação em mm e no uso consumptivo (evapotranspiraçao da cultura ETc). 1978.com. Quando o valor for maior ou menor que 75mm temos que multiplicar por um valor obtido na Tabela (8.Tabela da multiplicação pelo factor SF entrando-se na tabela com o valor AD A Tabela (8.15-continuação-Precipitaçao efetiva mensal baseada na media mensal de precipitaçao em mm e no uso consumptivo (evapotranspiraçao da cultura ETc).Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Effective rainfall in irrigated agriculture Tabela 8. Departament of Agriculture e Soil Conservation Service não inclui a intensidade das precipitaçoes e nem a textura do solo.Effective rainfall in irrigated agriculture Tabela 8.

057697x AD 2 + 0.16) para 50mm achamos o fator SF=0.070.7x 0.27 Precipitação efetiva Na Califórnia a precipitação efetiva anual não poderá passar de 25% da precipitação anual. evapotranspiração Etc=100mm. 8-26 .14) Então a precipitação efetiva: Pe= 52. Pe= 35mm x SF=35mmx 1. sendo a quantidade máxima de água armazenada no solo que a planta pode retirar AD=125mm.11556) x (10 (0.02426x3.01mm <75mm OK Exemplo 8.82416 – 0.7mm Consultando a Tabela (8. 2007 informam que há diferentes critérios para a estimativa da precipitação efetiva.74 Pe= 0.295164 x AD. Etc= 93. isto é. Há paises que consideram a precipitaçao efetiva media como sendo aquela em que entram somente precipitações superiores a 5mm e inferiores a 75mm/dia e 125mm num período de 10 dias. quanto AD for maior que 75mm haverá um acréscimo e quando menor um decréscimo.com.93)=0.7))= 3.93 que deverá ser multiplicado pelo valor obtido na Tabela (8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7in e AD=22mm=0. Na Índia se utiliza 60% da precipitação media e alguns paises 75%.9 0.057697x 0.5mm 8.93=49.003804 x AD3) Sendo: Pe=precipitação efetiva mensal (in) P= precipitação média mensal (in) Etc= média da evaporação da cultura (in) SF= fator de armazenamento no solo Exemplo 8.74 x ( 0. Entrando na Tabela (8.11 Calcular a precipitação efetiva Pe do mês de abril do município de Guarulhos sendo Etc= 47mm e precipitação média mensal de abril P= 48mm.003804 x AD3) SF= (0.br 28/06/08 SF: é o fator de redução ou aumento pois o valor padrão da tabela da SCS foi feito para AD=75mm.14) estimamos Pe=35mm e olhando-se a Tabela (8.531747 + 0. SF= (0. Isto quer dizer que no projeto de irrigação de paisagismo não se pode prever toda a precipitação efetiva e sim que a mesma não poderá passar de 25% da precipitação.04= 36. 8.12 Seja uma cidade com precipitação P=227mm=8.8in=97.70917 x P 0.531747 + 0. Exemplo 8. O valor de Pe é dados pela equação que está em polegadas: Pe= SF x ( 0.26 Método analítico do SCS para achar a precipitação efetiva mensal Com 50 anos de dados de precipitações nos Estados Unidos os cientistas do SCS através de 22 locais desenvolveram uma técnica para calcular a precipitação efetiva Pe.295164 x 0. Cunha et al.9in. Queremos que a altura de irrigação a ser aplicada seja de 50mm.0.14) achamos o valor Pe= 52.531747 + 0.9 2 + 0.16) obtemos o fator 1.0.4mm <48mm OK Nota: a precipitação efetiva Pe deverá ser menor que ETc ou a precipitação mensal. Portanto.620 e 1.04.0. O valor SF será um numero entre 0.295164 x AD.7mm x SF=52.057697x AD 2 + 0.70917 x 8.9.003804 x 0.82416 – 0. Entrando na Tabela (8.10 Calcular a precipitação efetiva Pe mensal para precipitação média mensal de 75mm e uso consumptivo.8mm=3. Achar a precipitação efetiva mensal Pe.11556) x (10 (0.9in.02426xETc)) SF= (0.

• EMBRAPA. Minas Gerais. Modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lâmina de água evaporada em Tanque Classe “A”. 91páginas. VICKERS. LEA. 1998. RICHARD E. RIGHETTO. ALAN VAZ E FREITAS. 1996. março de 2005.Best Management Practices. et al. VIANELLO. Landscape irrigation scheduling and water management.br 28/06/08 8. Rome.Irrigation and drainage paper 56. Monte de Caparica. Water Use Conservation. Waterplow press. Modelo Hidrológico de precipitação-escoamento. Coordenador Editorial: Antônio Christofoletti. 446 páginas. AMY. USP. • BENNET. Turf and landscape irrigation. ACACIO EIJI et al. 1993. TUCCI. • BALL. Minas Gerais. Procedimentos para pedidos de outorga de direito de uso da água para irrigação. ABRH. PEDRO et al. KLAUS e TIMM. Campina Grande. 669p. IRRIGATION ASSOCIATION. 332páginas. Engenharia de irrigação. OLIVEIRA. ITO. Universidade Federal da Paraíba. LOPES. Piracicaba. 1955. Bahia. SANDRA MEDEIROS. ISBN 92-5-100272-X.28 Bibliografia e livros consultados • ANP-ASSOCIAÇAO NACIONAL DE PAISAGISMO. 1990. 176 páginas. 1998.Rome. ISBN 85-204-1773-6. ADIL RAINIER. 819 páginas. CARLOS E. Universidade de Fortaleza (UNIFOR).org. Sete Lagoas. AWWA . LUIS CARLOS.br/ • AYOADE. E HAZINSKI. Hidrologia. KEN. 1ª ed. Agencia Nacional das Águas. Solo. Editora Manole.conceitos. Effective rainfall in irrigated agriculture. 449 páginas. Azeveto Netto. 1ª ed. ISBN 85-7025-298-6. Terme di Caracalla. Requerimento de água das culturas. planta e atmosfera. Avaliação das demandas de ofertas hídricas na bacia do Rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. MARCOS AIRTON DE SOUZA. 2001. ISBN 85-85205-25-5.com. 8-27 .AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. 8ª ed. 2ª edição.. outubro de 1999. Xeriscape-programs for water utilities.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. IRRIGATION ASSOCIATION.anponline.AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION.. GALVANI. 29 paginas. • CUNHA. Universidade Estadual de Feira de Santana. 2006. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. SINDUSCON SP: Conservação e Reúso da água em edificações. Metereologia Básica e aplicações. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de Thornthwaite-Mather. 2004. 1998. Hidrologia e Recursos hídricos. ANTONIO MAROZZI. ROSANGELA E SANTO. E. 390 páginas. ISBN 92-5-1042105. 1991. RUBENS LEITE E ALVES. AWWA . MICHAEL S. 1993. • • • • • • • • • • • • • • • • -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION). ESALQ. Introdução à Climatologia para os trópicos. O. J. Water-Efficient Landscape – guidelines. 2ª ed. ISBN 0-89867-525-1. RODRIGO. HEBER PIMENTEL. ISBN 0-89867-679-7. 943páginas. Manual de Hidráulica. REICHARDT. Atualizada Blucher. FAO. Italy. http://www. 1997. USP. processos e aplicações. 478 páginas. Massachusetts. 4ª edição. abril de 2005. Universidade Federal de Viçosa. ISBN 1-931579-07-5. GOMES. Circular técnico 2 de dezembro de 2002.

Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 28/06/08 Capítulo 9 EVAPORAÇAO e LIXIVIAÇÃO ´ 9-1 .

1 9.br 28/06/08 SUMÁRIO Ordem 9.7 9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.6 9.5 9.4 9.3 9.2 9.8 Assunto Introdução Evapotranspiração ECA Transpiração Evaporação Evapotranspiração Evapotranspiração de referência ETo Evapotranspiração da cultura ETc Bibliografia e livros consultados 17 páginas 9-2 .

Evaporação e Lixiviação 9.1 Introdução Vamos fornecer alguns conceitos principais da evaporação e transpiração. Para a evopotranspiração é necessária a evaporação provocada pelo sol bem como a evaporação provocado pelos estômatos das folhas conforme Figura (9. Para a evaporação é necessário energia e esta vem do sol.2. Figura 9. Figura 9.Esquema de evapotranspiração Costuma-se falar em evaporação e evopotranspiração quando é para uma superfície líquida e quando é para uma cultura. conforme Figura (9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2).Esquema de evaporação. 1993 9-3 .1. SCS.Diagrama solo-água do balanço de uma cultura na zona radicular Fonte: USA. mas enfim tudo é evaporação. Figura 9.1.br 28/06/08 Capitulo 2.com.1).

4 Evaporação É o processo pelo qual a água líquida é convertida em vapor de água (vaporização) e removida da superfície evaporante (remoção de vapor).4.1.3-Tanque Classe A para medir evaporação tem 1. circular técnica 20. solos e vegetação úmida. densidade. que pode ser obtida com um Figura 9.2 Evapotranspiração ECA É a medida local da evaporação em mm da superfície de água evaporímetro com Tanque Classe A conforme Figura (9.81 9-4 .Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. rios. 9. na superfície do solo e das plantas (evaporação) e a água usada na transpiração das plantas. dezembro de 2002. condições do tempo e a quantidade de água disponível para as plantas. Sete Lagoas. Clima Frio úmido Definições para verão < 19ºC >50%UR ETo (mm/dia) 2. tamanho. 9. A água evapora de diversas superfícies. sendo mantido nivelado sobre um suporte de madeira. dezembro 2002 9.22m de diâmetro uma coluna de água de 30cm.Circular Técnica Sete Lagoas.5 Evapotranspiração Evaporação e transpiração ocorrem simultaneamente e não existe uma maneira fácil de distinguir entre os dois processos.br 28/06/08 9. dependendo do tipo de clima. Minas Gerais.Evapotranspiração de referência ETo para o verão em diversos climas em função da temperatura e da umidade relativa do ar (UR). através das quais os gases e o vapor de água passam conforme Embrapa. O valor de ETo pode ser obtido aproximadamente pela Tabela (9. Geralmente a grama é a planta de referência. As culturas perdem predominantemente sua água através dos estômatos conforme Figura (9.54 3.3). como lagos. Tabela 9.com.Corte esquemático do estômato Fonte: Embrapa. Afetam a evopotranspiração a espécie da planta.3 Transpiração A transpiração consiste na vaporização da água líquida contida nos tecidos da planta e da remoção do vapor para a atmosfera. com altura de 75mm a 150mm e a evapotranspiração de referência de referência é representada por ETo. É a quantidade total de água perdida. O método direto para obter a evapotranspiração é usando o lisímetro ou evapotranspirômetro.4) Estes são pequenas aberturas na folha. pavimentos. Figura 9. da umidade relativa do ar e da temperatura média no mês de verão conforme pesquisas feitas nos Estados Unidos.1).

90.80.23. Escobeto. que depende do vento local.62 5.Valores de Kp O raio de bordadura refere-se ao lado dominante do vento. Klosowski e Villa Nova obtiveram para a cidade de Piracicaba onde se encontra a Esalq. sendo normalmente adotado Kp= 0. ETo= Kp x ECA Sendo: ECA= evaporação no Tanque Classe A (mm/dia) Kp = coeficiente do tanque (adimensional) que varia de 0. Exemplo 9.2. ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) O coeficiente Kp está entre 0. 9.35 a 0.81 5.2).35 7.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. o ETo varia de 3.08 5.85 conforme Tabela (9.80 x 957mm=766mm Tabela 9.com.08 5.80. Pereira. Para o município de Guarulhos onde a umidade relativa média do ar é maior que 73% e a temperatura média é maior que 19ºC.2).81 3.08 6. da umidade relativa do ar e do tamanho da bordadura admitida no Tanque Classe A.1 Calcular a evapotranspiração ETo sendo ECA anual de 957mm e o valor Kp=0. Existe bordadura com solo de vegetação verde e bordadura com solo nu.43 UR= umidade relativa do ar (%) Fonte: The Irrigation Association.745 x ECA + 0. 2004.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. também recomendado por Reichardt e Timm.6 Evapotranspiração de referência (ETo) A evapotranspiração de referência ETo em mm/dia é obtida multiplicando-se um coeficiente Kp da Tabela (9.50 a 0.62 11. A evapotranspiração de referência ETo conforme Shuttleworth.08mm/dia.08 7. Galvani. É praticamente definido para um solo com grama do tipo batatais.br 28/06/08 Frio seco Meio quente úmido Meio quente seco Quente úmido Quente seco < 19ºC <50%UR 19ºC a 29ºC >50%UR 19ºC a 29ºC <50%UR > 29ºC >50%UR > 29ºC <50%UR 3. março de 2005.96 9-5 .USP. Cunha. Conforme modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lâmina de água evaporada em Tanque Classe A em outubro de 1999 por E. na Latitude 22º e longitude 47º a altura média de 556m achou-se: ETo= 0. ETo= Kp x ECA= 0.81mm/dia a 5. a vegetação com altura de 0. 1993 está associada ao albedo de 0.12m e resistência da superfície de 69 s/m.265 Sendo: com R2 = 0.

Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 ECA= evaporação obtida no tanque Classe A (mm/dia) ETo= evaporação de referência (mm/dia) Utilizou-se para se obter o coeficiente do tanque Kp a equação de Snyder.024 x ln (F) – 0.000376 x U + 0.com.482 + 0.0045 x UR Sendo: Kp= coeficiente do tanque (adimensional) Ln= logaritmo neperiano F= distância da área tampão (m) U= velocidade do vento (km/dia) UR= umidade relativa média do dia (%) 9-6 . 1992 de simples aplicação: Kp= 0.

ETc= Kc x ETo Sendo: ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Kc= coeficiente de cultivo conforme Tabelas (9.5).Valores de Kc conforme o consumo Tipo de planta Grama de folhagem e raízes densa Arvores. Geralmente é adotado mm/dia.fase de floração e frutificação Período 4.Fase que se inicia no final do período 1 e termina em um ponto imediatamente antes da floração.3) e (9. 1997 Conforme Gomes. O valor do coeficiente de cultivo Kc para paisagismo é considerado para plantas que consomem muita água.fase de maturação compreendida entre o final do período 3 e a colheita.Variação do coeficiente de cultivo no ciclo vegetativo da planta.7 Evapotranspiração da cultura (ETc) É a quantidade de água consumida em um determinado intervalo de tempo pela cultura. mm/mês ou mm/ano. Fonte: Gomes.7 a 1. Nota-se quatro fases ou quatro períodos assim definidos: Período 1. arbustos e gramados que consomem pouca água Arvores.3. sempre usaremos ETc.4). mas pode-se usar mm/semana.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8 Variação do coeficiente Kc conforme Gomes.Valores de Kc conforme o consumo Consumo de água das plantas Plantas que consomem muita água Plantas com consumo médio de água Plantas que consomem pouca água Tabela 9.50 < 0. 1993 AWWA Kc 0. 1997 9-7 . Figura 9. arbustos e gramados tolerante a seca Área não irrigada Fonte: Water Efficient Landascape.7 0.2 0. Para paisagismo Kc varia de 0 a 0.25 na cultura do milho por exemplo.80.30 Valor Kc 0. 1997 o coeficiente Kc varia conforme o periodo de do ciclo vegetativo da planta conforme Figura (9.0 9. Uso consumptivo é muitas vezes usado como sinônimo de evapotranspiração da cultura ETc.5 a 0.desde o momento da semeadura até o ponto em que a cultura alcança aproximadamente 15% do seu desenvolvimento.8 0. podendo atingir valores igual a 1 e de 1.br 28/06/08 9. Período 2.com. arbustos e gramados não tolerantes a secas Arvores. consome medianamente e que consomem pouco.0 0. Tabela 9.4. Período 3.5 0.30 a 0. Nos projetos de irrigação que estamos tratando.5.

1993 AWWA 9-8 . Pesquisas conduzidas em diferentes localidades e condições climáticas indicam que o método de Penman-Monteith tem apresentado estimativas de ETo para a grama. ano de 1998.2 Calcular o ETc= evapotranspiração máxima de uma cultura sendo ETo=120mm/mês e Kc= 0. conforme Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental de Campina Grande.80 0.00 Fonte: Water Efficient Landscape.Valores do coeficiente de cultivo Kc Período 1 Período 2 Período 3 Período 4 0.10 1.90 1.35 0. Tabela 9.4. Uso de áreas não irrigadas Fator da Fração Fator planta da área com peso Tipo de plantas e necessidade Kc de água Grama densa com raízes densas 0.60 0.3 Calcular o fator da planta média para diversas frações de área conforme Tabela (9.45 0.45 0.10 1.com.15 0.80 0. 2002).5) e verificamos que obtemos a media de Kp=0.52 kc médio = 0.04 Área não irrigada 0 0.80 0. página 132 a 135.60 Cultura Tomate Alface Arroz Soja O método mais recomendado para o cálculo da evapotranspiração de referência ETo e recomendado pela FAO é o de Penman-Monteith (Embrapa.00 0.35 0. Tabela 9.5.10 0.48 Plantas que usam muita água 0. volume 2.75 1.05 0.10 0.52 1.75 1.60 1.52. os quais variam para cada período podendo aumentar.br 28/06/08 A Tabela (9.50 x 120mm/mês=60mm/mês Exemplo 9. abaixar ou se manter igual. Exemplo 9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. bem correlacionados com os valores obtidos em lisímetros.Cálculo do fator de cultura médio Kp considerando áreas de plantio diferentes.00 0.50 ETc= Kc x ETo= 0. número 2.4) apresenta alguns valores de Kc conforme o período de cultivo.10 1.

9 Variação do coeficiente Kc conforme FA0 A FAO apresenta três valores de Kc que são: Kc início Kc médio Kc final A Tabela (9. Figura 9.95 0. Para estimativas preliminares a FAO recomenda usar o valor Kc inicio.6 0.90 0. 9-9 .05 1.85 Na Figura (9.Os três coeficientes Kc da FAO.80 1.85 0. Quando se quer adotar um valor único a FAO recomenda adotar Kc de início Tabela 9. Notar que temos quatro períodos apesar dos três valores.7 0.6) temos os três valores de Kc que vão formar quatro períodos.com. Adota-se o Kc inicio de modo geral Cultura Kc início Kc médio Kc final Brocoli Tomate Grama Bermuda ou Santo Agostinho 0.70 a 0.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6) no qual poderemos obter os valores de Kc mês a mês. 1998 O ideal é para cada cultura fazermos um gráfico igual ao da Figura (9.br 28/06/08 9.Valores de Kc para umidade relativa do ar de mais ou menos 45% e velocidade do vento de 2m/s.15 0.6) apresenta alguns exemplos.6. Fonte: FAO.6.

1987).0 dS/m a restrição é denominada de severa (TDS> 2000mg/L). É usada a equação de Roades e Merrill.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1976 in FAO. 2007. 1998 os sais na água do solo podem reduzir a evapotranspiração. Portanto.LR) conforme Gomes.7) da FAO do qual tiramos somente a grama Bermuda grass em função da redução do rendimento potencial. LR= ECw / (5 x ECe-ECw) Sendo: LR= lixiviação como fração mínima de água destinada a lavar os sais acumulados no solo. LR= lixiviação em fração Salinidade é a medida de sais solúveis na água ou solo.10 Lixiviação Conforme FAO. Uma planta com redução do rendimento potencial for 100% ou 0% indica que a salinidade teórica ECe e que cessa o crescimento da planta.7 a 3.7 dS/m não há restrição nenhuma (TDS < 450mg/L) ECw entre 0. 2007. A lixiviação dependende do método de irrigação. 1987 a lixiviação é uma quantidade adicional de água que se deve acrescentar à irrigação para que não se acumulem os sais no solo. 2997. Se a redução no rendimento da cultura for de 90% usa-se o valor de 90% na Tabela (9. LR é a fração da lâmina de água a aumentar.0 dS/m há restrição moderada (TDS 450 a 2000mg/L) ECw > 3. pois tornam o solo com menos água disponível para as raízes das plantas extrairem água. Conforme Gomes.com. As plantas tolerantes à salinidade toleram até 15 g/ L de NaCl. a presença de sais na água do solo reduz o potencial de energia da solução solo-água. 9-10 . O objetivo é prever a redução na evapotranspiração causada pela salinidade da água. ECw= condutividade elétrica da água de irrigação em dS/m (deciSiemens por metro) medida a 25ºC. A conversão da condutividade elétrica em TDS pode ser feita da seguinte maneira conforme Metcalf e Eddy. 2007 é a seguinte: ECw < 0. podendo reduzir o metabolismo e o crescimento das mesmas. conforme Metcalf e Eddy.1 então não será necessário aumentar a lâmina de irrigação para lavar os sais (Critério prático de Gomes. equivalente a metade da concentração da agua do mar conforme Vieira. O excesso de água levará os sais soluveis fora da zona das raizes evitando a salinização. Alguns sais causam efeitos tóxicos nas plantas. Para ECw < 5 dS/m Para ECw > 5 dS/m TDS(mg/L)= ECw (dS/m) x 640 TDS(mg/L)= ECw (dS/m) x 800 Os valores de Ecw conforme a Universidade da Califórnia in Metcalf e Eddy. 1998. A grama bermuda é tolerante a salinidade Lixiviação por aspersão Em campos de golfe o metodo mais usado para irrigação com água de reúso é por aspersão.7). milli-ohms por centimetro (mmho/cm) ou micro ohms por centimetro (μmho/cm) é usada em substituição a medida de concentração do TDS. entretando nos tees e greens vem sendo usado ultimamente irrigação subsuperficial devido a sua eficiência e pelo fator de nao expor o ser humano a uma água de reúso conforme Metcalf e Eddy. Se o valor de LR for menor que 0. A salinidade é a medida do sólido total dissolvido TDS. 2007.br 28/06/08 9. 1987 Considerando a eficiência da irrigação IE e lixiviação LR temos: NL = (ETc – Pe)/ [IE (1-LR)] Sendo: NL= necessidade de irrigação líquida mensal (mm) ETc= evapotranspiração máxima da cultura mensal em (mm) ETc= ETo x KL Pe= precipitação efetiva mensal (mm) IE= eficiência da irrigação em fração. O valor da condutividade elétrica do extrato do solo pode ser estimado usando a Tabela (9. A condutividade elétrica da água Ecw é expressa em decisiemens por metro (dS/m). A água de irrigação requerida para suprir as necessidades da cultura e a lixiviação dos sais se obtém por meio do quociente entre a necessidade de irrigação líquida NL e o fator (1. ECe= valor estimado da condutividade elétrica da água do solo nas raizes em dS/m (deciSiemens por metro).

5 5. Nota: A FAO recomenda que quando a água de irrigação tem ECw> 1.07 Portanto.0 dS/m. LR= ECw / (5 x ECe . Supomos que para grama Bermuda grass maxECe=6.0/ (2 x 6. Na prática consideramos a lixiviação. 30% 20% e 10%.6 90% ECe ECw 8. Usam-se as quatro faixas padrão de 40%.10 não consideramos a lixiviação Na Figura (9. 20% e 10% usada como padrão.0 / (5 x 8. o volume de água a ser irrigado deverá ser aumentado de 7% para a lixiviação.8 ECe 23 O% ECw 15 Exemplo 9. 1998 100% ECe ECw 6. No caso acima usariamos ECe= 6.0) =0. Supomos que ECe=3. A relação ECe=1.0 -1.7) corresponde a lixiviação de 15% a 20% para a faixa de consumo de 40%.072 < 0.9 dS/m.br 28/06/08 Tabela 9. Cálculo da lixiviação LR (fração) Conforme Eugenio Ferreira Coelho.2 50% ECe ECw 15 0. 20% e 10% na zona de raizes.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 / (5 x 3. Edio Luiz da Costa e Antonio Heriberto de Castro Teixeira temos: LR= Ecw/ (2 x max Ece) Sendo: LR= fração da lixiviação Ecw= condutividade elétrica da água de irrigação (dS/m) Max ECe= condutividade elétrica máxima do extrato de saturação do solo que reduziria a zero a produtividade da cultura. Exemplo 9.6 75% ECe ECw 11 7.5 -1.Valores estimativos para Ece para grama bermuda grass em função da redução do rendimento potencial (Cynodon dactylon) conforme FAO.5 Queremos fazer irrigação num gramado com água de reúso em solo com condutividade elétrica da água a 25ºC medido ECw= 1. 30%. 9-11 . Para a grama bermuda grass conforme Tabela (9.ECw) LR= 1.7) o valor de ECe=8.7) o valor Ecw x 1.0) =0.9 4.0 dS/m. Exemplo 9.024 Portanto.0 dS/m.7.5 Ecw da Figura (9.ECw) LR= 1. LR= ECw / (5 x ECe .5 dS/m para 90% e recomendação da FAO. 1998 possui o gráfico da Figura (9.9 dS/m. o volume de água a ser irrigado deverá ser aumentado de 2. Observar que as faixas de consumo de água sao 40%.4% para a lixiviação.6 Queremos fazer irrigação num gramado com água de reúso em solo com condutividade da água a 25ºC medido ECw= 1.4 Queremos fazer irrigação num gramado solo com condutividade da água a 25ºC medido ECw= 1.com.7) que fornece uma estimativa.0 dS/m. A FAO. LR= ECw/ (2 x max Ece) LR= 1.9) =0.5 dS/m então deverá ser usado para achar ECe o valor de 100%. 30%.5= ECe é uma espécie de guia para seguir e tem fator de lixiviação LF=LR entre 15% a 20%.

Obtém-se a equação: ECe= [ ECw+ ECw/(0.9x) + ECw/x ]/ 5 Sendo : ECw= condutividade elétrica da água de irrigação (dS/m) ECe= condutividade elétrica da água na zona das raízes (dS/m) x= valor da lixiviação em fração 9-12 .4 x) +ECw/(0. Conforme Metcalf e Eddy. Tolerância à salinidade Nem todas as plantas se comportam da mesma maneira na presença da salinidade.2007 as gramados não são afetados pela salinidade da água do solo quando a mesma é < 3 dS/m. 20% e 10%) e considerando o fator de lixiviação LF que é a mesma coisa que LR. Determinação da fração da lixiviação Conforme Metcalf&Eddy.6 +0.7. 2007 existem plantas: TOLERANTES ≤ 10 dS/m MODERADAMENTE TOLERANTES entre 6 a 10 dS/m PLANTAS SENSIVEIS A SALINIDADE entre 3 a 6 dS/m PLANTAS MUITO SENSIVEIS A SALINIDADE ≤ 3 dS/m Como o nosso interesse é somente gramados. 30% 20% e 10% conforme Figura (9.1+0.com. Conforme Metcalf e Eddy. a bermuda grass é considerada uma planta tolerante à salinidade assim como a grama Zoysia e Santo Agostinho. baseado na água consumida em cada uma das quatro faixas: 40%. 2007 apresenta um outro método para obter a lixiviação.br 28/06/08 Figura 9. As gramas muito sensitivas devem ser evitados quando usar água de reúso.7 x) + ECw/ (0. 30%.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Efeito da salinidade da água ECw no zona das raízes ECe nas várias frações do solo (40%.3+0.8).

1+0. teremos que aumentar a água em 16. 20% e 10%) Fonte: Metcalf&Eddy.6 +0.9x) + 1 /x ]/ 5 Achamos x=0.7 x) + 1/ (0. 2007 9-13 .Níveis dos nutrientes de esgotos Esgoto sem tratamento Lodo ativado convencional Lodo ativado com remoção de nutriente Lodo ativado com membranas MBR <1 <1 <0.6.4 x) +ECw/(0. 16.7 x) + ECw/ (0.165. 2007 achamos 16.3+0.05 Nitrogênio total NT (mg N/L) Nitrato (mg N/L) Fósforo total (mgP/L) 20 a 70 0 traços 4 a 12 15 a 35 10 a 30 4 a 10 2 a 12 1 a 10 1a2 Fonte: Tchobanoglous et al.9x) + ECw/x ]/ 5 3= [ 1+ 1/(0.5%. 30%. Observar que usando a equação de Rhoades.4 x) +1/(0. 9.5% para atender a lixiviação necessária. ou seja. 1974 com os mesmos dados obtivemos o valor de 7% enquanto que na de Metcalf&Eddy. Tabela 9.8.8. 2007 Exemplo 9. O lodo ativado convencional depois de tratado tem NT entre 10mg/L a 30mg/L e fósforo total entre 4mg/L a 10 mg/L.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.11 Uso de água de reúso em irrigação de gramados Os esgotos sem tratamento e os esgotos tratados que podem ser usados em irrigação possuem os seguintes níveis conforme Tabela (9. 2007.8).3+0.Conforme Metcalf& Eddy.5% Portanto. O melhor tratamento é o lodo ativado com membranas MBR (Membrane Bioreators). Supondo que a condutividade elétrica da água de irrigação de reúso tenha salinidade na concentração de ECw=1 dS/m e que a condutividade do solo nas raízes seja ECe=3 dS/m.6 +0.com.br 28/06/08 Figura 9.1+0.Consumo de água em cada quarto (40%. 2003 in Metcalf e Eddy. ECe= [ ECw+ ECw/(0.

Cálcio (Ca) Em quantidades apropriadas o cálcio é um micronutrientes para as plantas. 1995 Peso molecular 22. O perigo começa quando SAR está entre 7 a 18 e fica grave quando SAR está entre 11 e 26. Geralmente o nível de magnésio no solo não apresenta problema. valência e peso equivalente.12 Adsorção de sódio (SAR-Sodium adsorption ratio) A adsorção de sódio é um parâmetro importante.991 40. conforme Tabela (9.10.312 Valência 1 2 2 Peso equivalente Peso molecular / valência 22. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. É a troca iônica que é muito importante em argilas que podem remover metais pesados. o cálcio tem valência=2 e Mg tem valência=2.7 Calcular em meq/L de 6 mg/L de Mg. 2007 9-14 .9 a 0.9 a 1. Tabela 9. 1994.9 <2.10) temos os graus de restrição para irrigação conforme o valor de SAR.2 1.9 1. 1995) Peso equivalente= peso molecular / valência O sódio tem valência=1.312= 0.0 a 2. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.2 <0. Altos níveis de magnésio tendem a tornar o solo alcalino.Graus de restrição para irrigação SAR Nenhuma Restrição pouca Restrição restrição a moderada severa 0a3 Ecw ≥0. pois seguem esta ordem: Na+ > K+ > Mg2+ > Ca 2+ Isto significa que o sódio substitui o potássio. meq/L= mg/L /peso equivalente = 6 mg/L / 12. SAR= Na+ / [(Ca2+ + Mg2+)/2]0.3 6 a 12 ≥ 1.0 5. Na Tabela (9.312 Exemplo 9.5 <0. Tabela 9. Relembremos que a troca catiônica é muito importante.49 meq/L Quando o índice SAR está entre 2 a 10 indica que não há perigo do sódio.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Altos níveis de cálcio tendem a tornar o solo alcalino.08 24.7 a 0.3 <0.com. Os índices maiores que 13 reduzem a permeabilidade e aeração dos solos causando problemas na irrigação. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.7 0. conforme Fetter.2 a 0. O índice SAR está relacionado com a condutividade elétrica CE. Magnésio (Mg) Em quantidades apropriadas o magnésio é um micronutrientes para as plantas.04 12.5 Geralmente as concentrações são expressas em meg/L.9).Peso molecular.2 3a6 ≥ 1. o magnésio e o cálcio ficando no lugar deles.9 2.3 20 a 40 ≥ 5.3 <1.5 12 a 20 ≥ 2.9 Fonte: Metcalf e Eddy.991 20. mmol/L= mg/L / peso molecular Molaridade= mol/L = mmol/L / 1000 Miliequivalente/litro (meq/L)= mmol/L= mg/L/peso equivalente (Hounslow. Espécie Na+ Ca 2+ Mg 2+ Fonte: adaptado de Hounslow.br 28/06/08 9.9 . mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial.

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com.br 29/06/08 Capitulo 10 Necessidade de irrigação 10-1 .Curso de esgotos Capitulo 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

15 10.18 10.com.3 10.8 10.5 10.6 10.13 10.12 10.10 10.20 10.16 10.1 10.14 10.21 Assunto Introdução Necessidade de irrigação Eficiência da Irrigação Parâmetros da irrigação Aspersores Sistemas de Sprinklers Raio de alcance do aspersor Gotejamento Microaspersão Quantidade de água necessária para irrigação (IR) Tempo de operação OT Dias de irrigação ID Dias de operação Máxima irrigação por ciclo Ciclos por dia Intensidade media de precipitação de um aspersor AR Calendário de irrigação Estação climatológica Exemplo de dados Tensiômetro Bibliografia e livros recomendados 22 páginas 10-2 .4 10.Curso de esgotos Capitulo 10.17 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9 10.19 10.br 29/06/08 SUMÁRIO Ordem 10.11 10.7 10.2 10.

Curso de esgotos Capitulo 10. Aplicar a água uniformemente.85 a 0. IE= volume total de água usada/ volume total da água aplicada Tabela 10.90 Sprinkler usando rotor em plantas com 0.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Quantidade de água a ser aplicada na planta e no solo.1 Introdução Quando não temos as precipitações naturais. 2.1.G . 4. Deverá ser evitado escoamento superficial (runoff) e drenagem profunda.Eficiência da irrigação Tipo de irrigação Eficiência da irrigação Sprinkler para irrigar árvores e arbusto 0. diário ou anual.40 de largura Sprinkler em plantas com 0. semanal. 1993 AWWA 10-3 .40 filas menores que 2.W Sendo: NL= necessidade de irrigação líquida mensal (mm) ETc= evapotranspiração máxima da cultura mensal (mm) ETc= ETo x KL Pe= precipitação efetiva mensal (mm) G= dotação de água por capilaridade à zona radicular da cultura (mm) W= reserva de água no solo no principio do intervalo de tempo considerado. 10.1). NL = ETc – Pe.90 Gotejamento 0.3 Eficiência da irrigação A eficiência da irrigação mínima a ser adotada em irrigação é IE=0.br 29/06/08 Capítulo 10 – Necessidade de irrigação 10. NL = ETc – Pe Considerando a eficiência da irrigação IE e lixiviação LR temos: NL = (ETc – Pe)/ [IE (1-LR)] Sendo a eficiência IE e lixiviação LR em fração 10.40 de largura Sprinkler em spray(bocal) em plantas com 0. O intervalo de tempo pode ser além de mensal. (mm) Normalmente considera-se G=0 e W=0. Tempo de aplicação correto.75 filas maiores que 2.625 filas maiores que 2. deve ser feita a irrigação no paisagismo ou em qualquer outra cultura. Princípios de uma irrigação eficiente Existe quatro princípios de uma irrigação eficiente: 1.2 Necessidade de irrigação A necessidade de irrigação líquida mensal é a diferença entre a evapotranspiração da cultura ETc e a precipitação efetiva mensal.com. 3.85 a 0.625 conforme Tabela (10.40 de largura Fonte: Water Efficient Landascape.

2 Calcular a necessidade de irrigação líquida NL anual para uma evapotranspiração da cultura ETc=460mm e Pe=395mm.Curso de esgotos Capitulo 10.95= 62% Portanto.000m2 x (65 / 1000)= 13. FAO. O valor da evapotranspiraraçao de referência ETo foi obtido pelo Método de Penman-Monteith.95 Ea= obtido da Tabela (10.com.2) IE=Ea x 0.000m2 o volume necessário será: Volume= Área x NL / 1000= 200.625 = 20.2) com a velocidade 3m/s=10. Supondo que a lâmina de água seja de 50mm obtemos: Ea=65%. a eficiência a ser adotada é 62%.000/ 0.1998.Valores em porcentagem da eficiência de aplicação da irrigação por aspersão convencional. Para o mês de janeiro temos: P= 254mm Pe = 254 mm x 47/100 = 119mm/mês A necessidade liquida para irrigação será o valor maior ou igual de ETc – Pe Para o mês de maio: ETc=38mm Pe= 33mm 10-4 . Usando a Tabela (10. Evopotranspiração da cultura Etc Etc= Kc x ETo Adotamos Kc= 0. NL = ETc – Pe = 460mm – 395mm= 65mm Para uma área de 200.000m3/ ano Volume = 13.95= 65 x 0.50 e para janeiro ETo= 123mm/mês ETc= 0. calcular a eficiência IE.3 Cálculo da necessidade líquida NL mensal para o município de Guarulhos. Exemplo 10.5 x 123= 61mm/mês Para solo franco arenoso e raízes de 150mm usamos o método da USDA-SCS que nos fornece a porcentagem RF= 47%.2.br 29/06/08 Tabela 10.1 Sendo a velocidade do vento de 3m/s e usando aspersão para irrigação.625.Trata-se de solo franco arenoso com gramado com profundidades de raízes de 150mm. As precipitações foram fornecidas pela Universidade de Guarulhos e são a média de 11anos.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8 km/h.800m3 Exemplo 10.95 Exemplo 10. 1997 temos: IE= Ea x Ed Ed=eficiêcia da distribuição=0. IE=Ea x 0. Conforme Gomes. considerando a eficiência da aspersão mínima de 0.

0 115 201 31 57 0.7 17 10-5 .4) são autoexplicativas.5 95 58 30 47 0.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 0 24.com.7 123 254 31 61 0.5 18 18 47 12 0.5 119 61 47 0 0.5 118 57 47 0 0. Tabela 10.33= 5mm sem considerar o rendimento.7 29 19.5 33 33 47 5 0. Considerando o rendimento de 70% por aspersão teremos: NL= (5 / 70)x 100 = 7mm/mês As Tabelas (10.7 0 24.2 61 39 30 30 0.3) e (10.5 27 27 47 20 0.3 76 70 31 38 0.Pe Eficiência da irrigação= Necessidade de irrigação mensal NL (mm/mês) = 24.br 29/06/08 NL = ETc – Pe= 38.7 0 22.3.5 94 57 47 0 0.7 7 18.Cálculo da necessidade líquida NL usando a precipitação efetiva Meses= janeiro fevereiro março abril maio junho Temperatura média mensal ETo (mm/mês)= Precipitação média (mm/mês) Dias do mês = ETc= Kc x ETo Kc= Pe (mm/mês)= P x RF/100 Pe Porcentagem fixa para Pe solo franco arenoso raízes=150mm RF NL (mm/mês)=ETc.0 113 252 28 57 0.Curso de esgotos Capitulo 10.

7 28 32 0. Podem ser ainda do tipo escamoteáveis.000m2). de impacto.7 0 Das Tabela (10.9 126 215 31 63 0.Cálculo da necessidade líquida NL usando a precipitação efetiva Meses= Temperatura média mensal ETo (mm/mês)= Precipitação média (mm/mês) Dias do mês = ETc= Kc x ETo Kc= Pe (mm/mês)= P x RF/100 Pe Porcentagem fixa para Pe solo franco arenoso raízes=150mm RF NL (mm/mês)=ETc. o consumo anual de irrigação será de 1.5 61 61 47 dezembro 23.6 87 25 31 43 0. permitir trânsito livre sobre os gramados e poda manual ou mecanizada com absoluta segurança.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.730m3. o que é muito comum nos Estados Unidos para efeito de taxação.Pe Eficiência da irrigação= Necessidade de irrigação mensal NL (mm/mês) = julho 17.5 35 35 47 outubro 21. Nos outros 6 meses não haverá necessidade de irrigação.7 0 0 0.8 68 31 31 34 0.continuação. gotejadores. Os emissores escamoteáveis (podem subir e abaixar) possuem a vantagem de não ferir a estética do paisagismo.8 116 137 31 58 0. Regando-se 12vezes por mês teremos. rotores. 10.50m a 46m conforme Figuras (10. mensalmente 24mm/mês que é um numero coerente com o obtido. borbulhadores) Válvulas solenóides (registros) Controladores (“imers” eletrônicos). Volume= Área x NL / 1000= 10. Durante um ano será necessário a irrigação de 173mm nos meses de abril a setembro. que são instalados submersos no solo e emergem somente na hora de realizar a irrigação.5 65 58 47 novembro 22.br 29/06/08 Tabela 10.000m2 x (173 / 1000)= 1730m3/ ano Portanto.7 19 0 0.2 98 75 30 49 0.7 0 0 0. Azevedo Neto Azevedo Neto adotava 2litros/ dia x m2 para irrigação de jardins.4. 10-6 .5 101 63 47 20 0. Os raios de alcance podem variar de 0.Curso de esgotos Capitulo 10.3).4 Parâmetros de Irrigação Vamos examinar os parâmetros de irrigação para Sprinkler e gotejamento sem considerar a precipitação efetiva Pe. ou seja. em 6 meses. isto é.5 123 130 30 62 0.5 Aspersores Os emissores são os elementos responsáveis pela emissão da água. micro sprays.4) na última linha temos a necessidade de irrigação em mm/dia.com.1) a (10. Caso se tenha que irrigar um hectare (10. Os aspersores podem ser sprays.7 45 14 0. Quanto aos equipamentos para o sistema de irrigação a ANP (Associação Nacional de Paisagismo) sistematiza da seguinte maneira: Redes hidráulicas: secundária e principal Emissores de água (sprays. Cada modêlo possui características específicas.5 12 12 47 setembro 20.5 14 14 47 agosto 19. rotores entre outros. Alemanha Na Alemanha se usa para prever irrigação em jardins dos seguintes dados: Gasto de água em irrigação nas áreas verdes dos jardins 60 litros/ m2 x ano Gasto em irrigação em atividades esportivas 200 litros/m2 em seis meses Para solo pesado (solo argiloso) o gasto em 6 meses é de 80 litros/ m2 a 150 litros/m2 Para solos leves (solo arenoso) o gasto em 6 meses vai de 100 litros/ m2 a 200 litros/ m2 10. 2mm por rega.3) e (10.

60m a 4. O nível de automação está tão evoluído que hoje temos controles remotos para controladores e.com. para projetos de maior porte. no mercado. Hoje. Rotores: são giratórios.5m.3.Curso de esgotos Capitulo 10.Aspersão Fonte: Hunter. 2004 Controle eletrônico O controlador eletrônico é o cérebro do sistema de irrigação automatizado. Figura 10.4). 10-7 .br 29/06/08 Sprays: são aspersores escamoteáveis ou aparentes. 2004 Figura 10. com raios de alcance de 6.Aspersão Fonte: Naadan. 2004 Figura 10. Irrigação automatizada: já pode ser feita no Brasil inclusive para paisagismo.Aspersão Fonte: Rotors.5m a 24m.2.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. temos o monitoramento de vários sistemas através de um computador central integrado a uma estação meteorológica. ligando e desligando o sistema em tempos projetados para cada área a ser irrigada (setor) conforme Figura (10.1. Possuem jato fixo e raio de alcance de 0. Com ele é possível programar o horário. existem diversas opções de controladores para atender demandas específicas.

anponline. Os aspersores dos Sprinkler estão a 25º a 45º e podem ser: 1.6 Sistema de Sprinklers A equação fundamental do sistema de sprinklers é: AR= (Q x 1000) / (S1 x S2 ) Sendo: AR= taxa de aplicação do Sprinkler (mm/h).php Os setores são comandados por válvulas solenóides.br/reportagem_rain%20bird_irrigacao%20paisagismo.50m3/h a 100m3/h S1= espaçamento ao longo da lateral (m) S2= espaçamento lateral (m) As pressões num aspersor variam de 10mca a 80mca e os alcances vão de 6m a 60m.org.Curso de esgotos Capitulo 10.5). elas se abrem e permitem que a água se direcione aos aspersores comandados por ela.com. Dado o horário programado. onde é explicado a hidráulica dos sistemas pressurizados de aspersão e gotejamento. Figura 10.5. a taxa de aplicação deve ser menor que 22mm/h.br 29/06/08 Figura 10.php 10. 3mm/h≤AR≤ 51mm/h Q= vazão no aspersor do Sprinkler (m3/h). que são componentes que respondem a programação do quadro controlador. 10-8 . Varia de 0. e o seu valor dependerá da textura do solo e da declividade do mesmo. Média pressão: varia de 20mca a 40mca. Deverá ser consultado livros especializados no assunto como Engenharia de Irrigação de Heber Pimentel Gomes. Alta pressão: com pressão de 40mca e vazão de 20m3/h a 120m3/h com alcance até 100m. Quando a declividade do solo for maior que 15%.4. A taxa de aplicação do Sprinkler não deve ser menor que 3mm/h a um máximo de 51mm/h. Existem em vários modelos e tamanhos que são dimensionadas de acordo com as características do projeto em questão conforme Figura (10. com alcance de 12m a 36m e vazão de 1m3/h a 6m3/h 3. deve ser menor que a taxa de infiltração da água no solo para evitar o runoff.anponline.Controlador eletrônico de irrigação http://www. Baixa pressão: até 20mca e bocal de 4mm com alcance até 15m e vazão menor que 1m3/h 2. De modo geral a taxa de aplicação do Sprinkler. Após decorrido o tempo programado ela se fecha.Controlador http://www.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.org.br/reportagem_rain%20bird_irrigacao%20paisagismo.

escolhida a disposição que queremos: quadrada.5= 23.4 Calcular o raio de alcance de um aspersor com d= 7.6.5 Sendo: R= alcance do aspersor (m) d= diâmetro do bocal do aspersor (mm) h= pressão em metros de coluna de água (m) As Tabelas (10.3 x R Fonte: Gomes.35 x (d x h) 0.8 Distâncias entre os aspersores Tabela 10.7 Raio de alcance do aspersor O raio de alcance de um aspersor é fornecido pela equação de Cavazza.35 x (d x h) 0.Espaçamento máximo segundo a disposição dos aspersores Fonte: Gomes.14 x 42) 0.Curso de esgotos Capitulo 10. Exemplo 10. R= 1.5 x R Retangular R 1.6) mostram a distância entre os aspersores e a distancia entre as linhas.4 x R 1.5.Distâncias máximas recomendadas entre aspersores segundo a disposição dos mesmos. 1965 conforme Gomes. 1997 10-9 . triangular e retangular.5 R= 1.14mm e pressão h= 42mca.73 x R 1. Disposição Distância entre os aspersores Distância entre linhas Quadrada 1. 1997: R= 1.4 x R Triangular 1. 1997 Figura 10.br 29/06/08 10.4m 10.5) e Figura (10.com.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.35 x (7.

hortaliças e flores.8. clima árido e quantidade limitada de água com considerável teor de sais.9 Gotejamento Conforme Gomes. Os gotejadores que atendem as árvores não devem exceder de 5. O gotejamento é usado em declividades do solo maior que 25% e neste caso a precipitação máxima do emissor deve ser de 12mm/h. devido a isto é muito usado em Israel desde a década de setenta conforme Gomes.5mm e as vazões varia de 2 a 12 litros/hora.Curso de esgotos Capitulo 10. mas tem alto custo e é usado para irrigar culturas nobres ou economicamente rentáveis como fruteiras.7) a (10. O sistema de gotejamento é adequado a condições de solo. Os dispositivos usados são os gotejadores ou emissores localizados juntos aos pés das plantas conforme Figuras (10.9) De modo geral os gotejadores tem diâmetro entre 0. onde existe um predomínio de solos arenosos. 1997 gotejamento é o método de irrigação no qual a água é aplicada em gotas. clima e água menos favoráveis. 1997.7 Gotejador Figura 10.Irrigação por gotejamento (Drip Emitters) 10-10 .br 29/06/08 10. saída para zero na gota. A pressão de entrada varia de 5 a 15mca.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5mm a 1. Figura 10.com. O gotejamento é usado principalmente na zona de raízes de arbustos e árvores. diretamente sobre a zona radicular das plantas.7 litros /min. O gotejamento economiza cerca de 30% de água em relação a aspersão.

Figura 10. 1997 10-11 .br 29/06/08 Figura 10.10) e (10.10 Microaspersão O sistema de irrigação por microaspersão conforme Gomes. 1997.9.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.11). É utilizado um aspersor (microaspersor) em cada planta conforme Figura (10. é um sistema intermediário entre a irrigação por aspersão e a irrigação por gotejamento. A pressão de serviço está situada entre 10 a 20mca e as vazões entre 20 a 140 litros/hora com alcance que varia entre 1m a 3m. 2004 10. O sistema de microaspersão se adequa mais a irrigação de culturas arbóreas.Microaspersor Fonte: Gomes.Curso de esgotos Capitulo 10.10.Gotejamento Fonte: Naadan.

sendo a evapotranspiração do paisagismo de 14.70 =20.11 Quantidade de água necessária para irrigação (IR) É usada dividindo-se a água necessária pela eficiência IE sem considerar a precipitação efetiva Pe.5mm/semana e a eficiência IE= 0.Microsaspersor Fonte: Waterwise Florida landscape.70. NL = ETc / IE NL = 14. 10-12 .5/ 0.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2006 10.7 mm/semana 10.5 Calcular a quantidade de água necessária em mm.br 29/06/08 Figura 10. Exemplo 10. Ver Tabela (10.12 Tempo de operação (OT) O máximo tempo em min de um sistema de irrigação é determinado por: OT= NL x 60 / AR Sendo: OT= tempo de operação (min) NL = quantidade de água necessária para irrigação (mm) AR= taxa de aplicação (mm/h) Nota: o valor de AR tem que ser menor ou igual a taxa de infiltração no solo.Curso de esgotos Capitulo 10.1). NL= ETc / IE Sendo: NL = quantidade de água necessária para irrigação (mm) ETc= evapotranspiração do paisagismo (mm) ETc= PWR IE= eficiência.com.11.

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Exemplo 10.6 Calcular o tempo de operação (OT) para NL =20,7mm/semana e AR=16mm/h OT= NL x 60 / AR OT= 20,7 x 60 / 16 =78 min/semana 10.13 Dias de irrigação (ID) O número de dias de irrigação é importante. Considera-se o mês de 31 dias e a irrigação será em 8dias, isto é, todo 4º dia haverá irrigação. ID= ETc / AD Sendo: ID= dias de irrigação (dias) ETc= evapotranspiração do paisagismo (mm). ETc= PWR AD= quantidade máxima de água a ser extraída da planta (mm) Exemplo 10.7 Calcular os dias de irrigação, sendo ETc= 14,5mm/semana e a quantidade máxima de água que pode ser extraída AD= 10mm. ID= ETc / AD ID= 14,5 / 10 =1,45 = 2 dias /semana (arredondamento) 10.14 Dias de operação Td= OT / ID Sendo: Td= total por dia de irrigação (min/dia) OT= tempo de operação (min) ID= dias de irrigação (dias) Exemplo 10.8 Calcular os dias de operação Td, sendo o tempo de operação OD= 78minutos/semana e os dias de irrigação ID= 2 dias/semana. Td= OT / ID = 78min/ 2= 39min/dia 10.15 Máxima irrigação por ciclo RC= taxa de infiltração x 60 / AR Sendo: RC= máxima irrigação por ciclo (min) AR= taxa de aplicação (mm/hora) Taxa de infiltração no solo em (mm/h)

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Exemplo 10.9 Calcular a máxima irrigação por ciclo, sendo a taxa de infiltração do solo de 16,5mm/h e a taxa de aplicação do Sprinkler de 16mm/h RC= taxa de infiltração x 60 / AR RC= 16,5 x 60 / 16 =60 min 10.16 Ciclos por dia C= Td / RC Sendo: C= ciclo por dia Td= total por dia de irrigação (min/dia) RC= máxima irrigação por ciclo (min) Exemplo 10.10 Calcular o número de ciclos por dia C para o total de irrigação de 39min/dia e com a máxima irrigação por ciclo de 60min. C= Td / RC C= 39 / 60 = 0,65 = 1 (arredonda-se) 10.17 Intensidade média de precipitação de um aspersor AR A intensidade média de precipitação de um aspersor, ou simplesmente precipitação, é um dado de suma importância na elaboração de um projeto de irrigação por aspersão conforme Gomes, 1997. O aspersor deve ser selecionado de modo que sua intensidade média de precipitação não supere a capacidade de infiltração do solo, nas condições da cobertura vegetal existente. A intensidade está na Tabela (10.20) do SCS (Soil Conservation Service) que estabelece um conjunto de valores máximos das intensidades de precipitação admitidas pelos terrenos, em função da textura média do solo, da declividade média do terreno e da existência ou não da cobertura vegetal, conforme Gomes, 1997.

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Tabela 10.6- Intensidade máxima de precipitação (AR) para condições médias de solo, declividade e vegetação (SCS/USA 1960)

Fonte: Gomes 1997

Na Tabela (10.6) dada a precipitação podemos escolher a vazão, diâmetro do bocal, pressão e espaçamentos.

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Tabela 10.7- Espaçamento em função da precipitação em mm/h

Fonte: Azevedo Neto, 1998

Exemplo 10.11 Escolher a intensidade de precipitação média de um aspersor para terreno franco siltoso com declividade de 5% a 8%. Consultando a Tabela (10.6) achamos AR=16mm/h como taxa de irrigação AR. Exemplo 10.12 Calcular a precipitação do Sprinkler considerando vazão do aspersor de 2,31m3/h e pressão de 52,7mca e 5,15mm diâmetro do bocal. O raio de alcance do aspersor R será: R= 1,35 x (d x h ) 0,5 = 1,35 x (2,31 x 52,7) 0,5 = 22,24m Considerando disposição quadrada a distância S1=1,4 xR e S2= 1,4 x R S1= 1,4 x 22,24= 31,14m S2= 31,14m AR= (Q x 1000) / (S1 x S2 ) AR= (2,31 /1000)7 (31,14 x 31,14 )= 24mm/h.

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10.18 Calendário de irrigação
Calcular o calendário de irrigação para o mês de julho de um gramado com raízes de 20cm e não considerar a precipitação excedente Pe. A evapotranspiração da cultura mensal é de 102mm. O terreno tem declividade entre 0% a 5% e o solo é franco arenoso. Na Tabela (10.8) estão os cálculos resumidos.
Tabela 10.8- Cálculo teórico para gramado com raízes de 20cm. A irrigação será feita por sprinkler a taxa de 16mm/h. O calendário de irrigação é para o mês de julho. Não foi usada a precipitação excedente Pe. Nº item Cálculos Valor Unidades 1 Água necessária 3.1 Plantação Gramado para paisagismo 3.2 Mês de referência Escolhido Julho 3.3 Período relevante Irrigação semanal 7 Dias 3.4 ETo-evapotranspiração referência (102 mm/ 31dias) x 7 23 mm/semana 3.5 Coeficiente de paisagismo KL Ks x Kd x Kmc= 0,63 x 1,0x 1,0 0,63 3.6 Água necessária para o gramado PWR=ETc PWR=ETc=ETo x KL = 23 x 0,63 14,5 mm/semana 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 3 3.1 3.2 3.3 3.4 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 Propriedades do Solo Tipo de solo na zona das raízes Taxa de infiltração no solo Capacidade de armazenamento no solo AWHC Profundidade das raízes RZ Água disponível para as plantas PAW Fator da quantidade que pode ser extraída MAD Quantidade máxima de água que pode ser extraída AD Sistema de irrigação Taxa de irrigação admitida AR Eficiência IE Água necessária para irrigação NL Tempo de operação (OT) Calendário de irrigação Dias de irrigação (ID) Restrição Total por dia de irrigação Td Máxima irrigação por ciclo (RC) Ciclo por dia (C)

Inspeção in loco Consultar Tabela (1.2) Consultar Tabela (1.7) Inspeção local PAW=AWHC X RZ=200x 0,1 Tabela (1.8) MAD= 50% AD= PAW x (MAD/100)= 20 x 50/100

Solo franco arenoso 16,5 mm/h 0,1 mm/mm 200 mm 20 mm 50% 10 mm

Cálculo. Ver Tabela (3.20) Tabela (3.1) NL = ETc/ IE=14,5/0,7 OT= NL x 60 / AR= 21 x 60 /16 ID= PWR / AD= 14,5/10=1,45 3ª e 6ª feiras Td= OT / ID= 78/2 RC =(taxa infiltração / AR) x 60= (16,5mm/h / 16mm)x 60= 60 C= Td / RC= 39/ 60

16 0,7 21 78

mm/h mm/semana min/semana

2 39 60 1

dia/semana min/dia min Ciclo/dia

Poderemos escolher conforme Tabela (3.6) bocal do aspersor com diâmetro de 20 x 4mm, pressão de 35mca, precipitação de 15,6 mm/h que é aproximadamente ao adotado de 16mm/h, mas que é menor que 16,5mm/h que é a taxa de infiltração da água no solo. Os aspersores estarão separados um do outro de 42m e as linhas também serão separadas por 42m, cobrindo uma área de 42m x 42m= 1764m2 para cada aspersor. Maiores detalhes sobre a irrigação: princípios, métodos e dimensionamento, poderá ser vista no “Manual de Hidráulica do Azevedo Neto”, 8ª edição revisto pelos professores da FATEC de São Paulo em 1998. 10.19 Estação Climatológica Existem estações climatológicas compactas conforme se vê nas Figuras (10.12) e (10.13)

Figura 10.12- Sensor de chuva e sensor de vento
Fonte: Hunter, 2004

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Figura 10.13- Estação climatológica compacta
Fonte: Hunter, 2004

10.20 Exemplos de dados A Tabela (10.9) mostra a umidade relativa máxima e mínima do ar, temperatura, velocidade do vento e horas de insolação de acordo com latitude. Tabela 10.9-Exemplo de dados climatológicos de quatro locais em território nacional do mês de março para aplicação do Método de Penman-Monteith para evapotranspiração ETo. Velocidade do N= número de horas de Umidade relativa Umidade relativa Temp. ar insolação do ar Local Latitude do ar (horas) URmin (C) V URmax (%) (m/s) (%) A 10º S 90 70 30 1,7 7 B 10º S 50 40 30 0,6 12 C 20º S 75 50 20 1,7 10 D 20º S 75 50 20 0,6 10
Fonte: Righeto, 1998

A Tabela (10.10) mostra a insolação máxima diária de cada mês do ano conforme a latitude. Tabela 10.10- Insolação máxima diária N em horas

Fonte: Righeto, 1998, página 117

10.21 Tensiômetro Tensiômetros (Figura (10.14) a (10.16) são equipamentos que medem a tensão ("força") com que a água é retida pelo solo, a qual afeta diretamente a absorção de água pelas plantas. São disponíveis com manômetro metálico ou de mercúrio. Os metálicos são de mais fácil instalação e manutenção e mais seguros do ponto de vista ambiental. As unidades de medida podem ser em kPa, cbar, mmHg e cmH2O.

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Figura 10.14- TENSIÔMETRO em que a água da coluna é medida pelo mercúrio que tem densidade 13,6 maior que a água. Fonte: Soares, 2004

Tensiômetros têm capacidade para leitura de tensão entre 0-75 kPa, sendo recomendados para o manejo da irrigação na maioria das hortaliças cultivadas em campo ou sob cultivo protegido. Para que apresentem desempenho satisfatório é indispensável observar uma série de cuidados e procedimentos simples no preparo, instalação, operação, manutenção e armazenamento. http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/tensiometro.html#Introducao

Figura 10.15- Tensiômetro
http://www.infojardin.com/articulos/fotos-tensiometro/tensiometro-dibjo-raiz.gif Acessado em 22/09/2006

Tensiômetro de faixas (semáforo): indica a hora de irrigar

Tensiômetro de faixas: um semáforo que indica a hora de irrigar conforme Figura (10.16). Um equipamento simples e de fácil manuseio, que indica para o produtor o momento certo de irrigar como se fosse um semáforo. Assim é o tensiômetro de faixas, que utiliza as cores vermelha, amarela e verde para orientar a utilização da água na propriedade. O vermelho indica que está na hora de irrigar; o amarelo significa que o produtor deve ficar atento; e o verde quer dizer que por enquanto ele não precisa se preocupar com a irrigação.

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Figura 10.16- Tensiômetro de faixas que indica a hora de irrigar. É como um semáforo.
Fonte: http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/tensiometro.html#Introducao

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Fertilizantes Vamos expor os conceitos do trabalho de Francisco Eduardo Lapido Loureiro e Marisa Nascimento exposto em 2003 sob o titulo: Importância e função dos fertilizantes numa agricultura sustentável. Fertilizantes são produtos ou substâncias que, aplicados aos solos, fornecem às plantas os nutrientes necessários ao bom desenvolvimento e produção (Albuquerque, 2000). Fertilizante é uma substância mineral ou orgânica ou sintética, fornecedora de um ou mais nutrientes das plantas (Decreto Federal 86.955 de 18/02/82). Os fertilizantes do ponto de vista físico podem ser: Sólidos que são os mais comuns (pó ou grânulos) Fluidos (líquidos) que são soluções/ suspensões e gasosos como a amônia anidra aplicada de forma liquefeita. Químico: podem ser minerais, orgânico-minerais e orgânicos de origem animal ou vegetal. Os elementos essenciais são: C, H e O e N, P, K, S, Ca, Mg, B, Cu, Zn, Mn, Mo, Cl e Ni. Os elementos benéficos são Na, Si, Co e Se que são exigidos por determinados grupos de plantas. Os elementos móveis, isto é, aqueles que possuem mobilidade são: N. P, K. Mg, Cl e Mo. Os elementos pouco móveis são: S, Cu, Fé, Mn, Ni e Zn. Os elementos muito pouco móveis são: Ca e B. Nitrogênio, fósforo e potássio são os três mais importantes macronutrientes necessários ao bom desenvolvimento das plantas, mas vários pesquisadores consideram o enxofre como nutriente pela sua função benéfica na saúde e crescimento das plantas. A composição dos fertilizantes fosfáticos e potássios podem exprimir-se, tanto sob a forma elementar P e K como na dos respectivos óxidos: Pe O5 ou K20. O nitrogênio é sempre apresentado como elemento. As substâncias nutrientes podem ainda ser divididas em: Nutrientes naturais: C. H e O Nutrientes primários: P, K e N Nutrientes secundários: Ca, Mg e S O principal fator que influência a comercialização dos fertilizantes é o seu teor em nutrientes, quanto mais elevado ele for, menor serão os custos de transportes, distribuição, armazenagem e manuseamento. Não é mera coincidência que os produtos mais consumidos sejam, para o N, a uréia, para o P, o fosfato de amônio e outros compôs NP, e para o K, o cloreto de potássio.

3.21

Figura 10.1- Saco de fertilizante usado em gramados
Fonte: University of Califórnia. http://anrcatalog.ucdavis.edu/InOrder/Shop/ItemDetails.asp?ItemNo=8065

No Brasil os fertilizantes comerciais tem a sua destinação específica: Manutenção de gramados Forth Jardim 19-10-19 Implantação de gramados antes do plantio: Forth plantio 02-07-02 Para campo de golfe: Forth golf 24-00-15 para manutenção dos gramados de campo de golfe. Para recuperação de gramados de campo de golfe: Forth golf 30-00-05 Para adubação em manutenção de gramados com baixo teor de matéria orgânica. Forth organo Mix

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10.22 Bibliografia e livros consultados • ANP- ASSOCIAÇAO NACIONAL DE PAISAGISMO. http://www.anponline.org.br/ • AYOADE, J. O. Introdução à Climatologia para os trópicos. 4ª edição, 332páginas, 1996, Coordenador Editorial: Antônio Christofoletti. • BALL, KEN. AWWA - AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION, Xeriscape-programs for water utilities. 1990, ISBN 0-89867-525-1, 91páginas. • BENNET, RICHARD E. E HAZINSKI, MICHAEL S. AWWA - AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. Water-Efficient Landscape – guidelines, 1993, ISBN 0-89867-679-7, 176 páginas. • EMBRAPA. Requerimento de água das culturas. Circular técnico 2 de dezembro de 2002, Sete Lagoas, Minas Gerais. • GALVANI, E., et al. Modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lÊmina de água evaporada em Tanque Classe “A”. ESALQ, USP, Piracicaba, outubro de 1999. • GOMES, HEBER PIMENTEL. Engenharia de irrigação. Universidade Federal da Paraíba, 2ª edição, 390 páginas, 1997, Campina Grande. • HARIVANDI, M. ALI. Interpreting turfgrass irrigation water test results. • IRRIGATION ASSOCIATION. Landscape irrigation scheduling and water management, março de 2005. • IRRIGATION ASSOCIATION. Turf and landscape irrigation- Best Management Practices, abril de 2005. • ITO, ACACIO EIJI et al. Manual de Hidráulica. Azevedo Netto. 8ª ed. Atualizada Blucher, 669p. • LEA, ROSANGELA E SANTO, SANDRA MEDEIROS. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de Thornthwaite-Mather, 1955. Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia. • LOPES, ALAN VAZ E FREITAS, MARCOS AIRTON DE SOUZA. Avaliação das demandas de ofertas hídricas na bacia do Rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). • LOPES, ALFREDO SCHEID e GUILHERME, LUIZ ROBERTO GUIMARAES. Interpretação de análise do solo- conceitos e aplicações. Julho de 1992, Associação Nacional para difusão de adubos. ANDA, São Paulo. • LOUREIRO, FRANCISCO EDUARDO LAPIDO e NASCIMENTO, MARISA. Importância e função dos fertilizantes numa agricultura sustentável. CETEM/MCT 2003. ISBN 85-7227-177-4, 75páginas • OLIVEIRA, RODRIGO. Modelo Hidrológico de precipitação-escoamento. Monte de Caparica, 1998. • REICHARDT, KLAUS e TIMM, LUIS CARLOS. Solo, planta e atmosfera- conceitos, processos e aplicações. Editora Manole, 2004, ISBN 85-204-1773-6. 1ª ed. 478 páginas. • RIGHETTO, ANTONIO MAROZZI. Hidrologia e Recursos hídricos. 1ª ed. USP, ISBN 85-85205-25-5, 1998, 819 páginas. • SOARES, JOSE VIANES. Hidrologia das florestas. Setembro 2004. • TUCCI, CARLOS E., Hidrologia, ABRH, 1993, 943páginas, ISBN 85-7025-298-6. University of California, publication 8009. • VIANELLO, RUBENS LEITE E ALVES, ADIL RAINIER. Metereologia Básica e aplicações. Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, 1991, 449 páginas. • VICKERS, AMY. Water Use Conservation. Waterplow press, Massachusetts, 2001, ISBN 1-931579-07-5, 446 páginas.

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Curso de rede de esgotos Capitulo 11- Método de Thornthwaite, 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/07/08

Capitulo 11 Método de Thornthwaite, 1948

Tanque para evaporaçao Classe A Varejao-Silva, 2005

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4 Introdução Método de Thornthwaite.Método de Thornthwaite.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.com. 1945 Conclusão Bibliografia e livros recomendados Assunto 11-2 .2 11.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 11. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 11.3 11.

1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. que são muito importantes. por vezes grosseira. O balanço hídrico proposto por Thornthwaite e Mather em 1957 somente devem ser considerados como uma estimativa. pois o mesmo considera inexistente os dados da radiação solar.2 Método de Thornthwaite. Para sua aplicação são necessários dados de no mínimo 30anos.49239 (Equação 11.1) encontram-se os valores do fotoperíodo fornecido em horas e de acordo com a latitude. O método de Thornthwaite é muito criticado. 2002. Vários outros autores como Singh e Shuttleworth desaconselham o uso do método de Thornthwaite. calculada da seguinte forma: a= 6. 1998 chega a subestimar a evapotranspiração de referência em porcentagem que podem atingir os 40%. Quando Ta ≥ 26. Nova Zelândia. pois segundo Lencastre. 2005.2) A somatória I= Σin O valor de i= (Ta / 5)1.5ºC ET´ = 16 (10 x Ta/ I) a (Equação 11.514 O valor de a= constante. contudo em outras regiões os resultados não foram bons. a evapotranspiração de referência.71 x 10 –5 x I 2 + 1.79 x 10-2 x I + 0. 1948 Thornthwaite em 1948 baseado em observações lisimétricas e perdas de água na região central dos Estados Unidos apresentou a Equação (11. Quando 0 <Ta < 26.4h.2) N= fotoperíodo (horas) fornecido pela Tabela (11.7. conforme Varejão-Silva. Canadá. Assim para Guarulhos que está na latitude sul a 23º o valor do fotoperíodo para o mês de janeiro será 13. 11.1) para calcular o valor da ETo.43 x Ta 2 (Equação 11.5ºC 11-3 . isto é.1) ou (11.1) Sendo: Ta= temperatura média do ar mês “n” (º C) I= índice térmico anual ou índice de calor anual in= índice térmico do mês “n” a= constante que varia de local para local ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) para um mês de 30 dias ET´= -415.com.3) Correção: ETo = (ET´ x N )/ ( 30 x 12) Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/mês) ET´= valor calculado pela Equação (11. O valor de ET´depende da temperatura média do ar conforme Medeiros. Verificaram-se bons resultados do Método de Thornthwaite nos Estados. Para latitude norte o valor será positivo e para latitude sul será negativo.85 + 32.1) de acordo com a latitude local.Método de Thornthwaite.75 x 10 –7 x I 3 . da realidade física.Estimativa da evapotranspiração de referência ETo pelo método de Thornthwaite. Na Tabela (11.1 Introdução.24 x Ta -0.1) mostra a variação anual do fotoperíodo com a latitude.br 01/07/08 Capitulo 11. A Figura (11. 1992 in Oliveira.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.1948 11.

Valores do fotoperíodo de acordo com al latitude. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005 Figura 11.Relação anual do fotoperíodo com a latitude Fonte: Varejão-Silva.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.Método de Thornthwaite. 2005 11-4 . Para latitude norte o sinal é positivo e para o sul negativo.1.com.1. Fonte: Varejão-Silva.br 01/07/08 Tabela 11.

05 Σ=102.1 251. com 165páginas.7 1.8 23.6 1.21 9. 1998 1201mm/ano. 1998. Media mensal (mm) (dado) 254.9 3. Portugal.8mm 11.6 17. 1948 (analítico) para evapotranspiração de referência ETo apresentou anualmente 965mm/ano. RUBENS LEITE E ALVES.7 ETo mensal mm/mês 122 97 106 80 58 48 45 60 64 85 88 113 Σ=965 A evapotranspiração de referência ETo média anual é de 965mm. 1948.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.6 11. Universidade Federal de Viçosa. A latitude é 23º Sul.8 19.59 8.9 3. 2005 -VIANELLO.8 24.7 2.68 9.8 53.7 Σ=1487. CE.7 200.com.9 58.4 130. CHONG-YU.1 48.1 Temos as temperaturas médias mensais de Guarulhos (1995 a 2005).br 01/07/08 Exemplo 11.01 7.7 18.5 1.1 137.6 13.3 12.254292 Índice Térmico I= (T/5) 1. 1991.69 6.8 10. Hydrologic Models. 1948 Dias do mês Mês ºC (dado) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 Σ=365dias 23.Método de Thornthwaite.7 22.4 Fotoperíodo Para a Latitude Escolhida (h) 13.41 7.0 30. Minas Gerais.4 96.4 12.0 64.6 Temperatura Média do ar Precip.pdf 11-5 . MARIO ADELMO. -VAREJAO-SILVA.uio.0 12.9 2.96 10.2 .5 16. ADIL RAINIER.09 10. sendo que a precipitação média anual é de 1487. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 Conclusão: O método de Thornthwaite. RODRIGO PROENÇA.3 11. Tese de doutoramento apresentada em fevereiro de 2002 na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.2 21.3 18.3 70.9 75.32 6.0 10.24 7.5 22. 11. http://folk.5 214. -OLIVEIRA. Queremos estimar a evapotranspiração de referência ETo mensal usando o método de Thornthwaite.5 ETo diário mm/dia 3. Cálculo da evapotranspiração de referência.1 2. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology. 1948 um bom método. ano de 2002.59 9.9 12.5 Bibliografia e livros consultados -MEDEIROS. ALMIRO TAVARES. Metereologia Básica e aplicações.9 60. Não podemos considerar o método de Thornthwaite. Metereologia e Climatologia. -XU.2 99.85 Valor I a=2.no/chongyux/papers/fulltext.4 83.Evaporação de referência ETo corrigida de Thornthwaite.4 2. que é 20% abaixo do método padrão de Penman-Monteith FAO.8 82. Recife.6 12.8 10.3 39.8 21.9 97. Tabela 11.4 3.9 Média=20.0 62.0 20.9 11.9 1. Estimativa da evopotranspiração de referencia a partir da equação de Penman-Monteih de medidas lisimétricas e de equações empíricas em Paraipaba.2 78.514 ET´ mm 105.

br 01/07/08 Capítulo 12 Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. 1955 12-1 .

1 12.2 12. 1955 Conclusão Bibliografia e livros consultados 7 páginas 12-2 . 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 Assunto Introdução Balanço hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.3 12.com.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 12.

1955 12. 1958 e Pereira et al.ETP) +. N= somatório dos (P.1) quanto P-ETP<0 e usa-se a Equação (12.1) e (12.2). 12.ETP <0 para facilitar a demonstração e expandido a equação acima tem-se: ARM2= CAD x exp (P-ETP)1 + (P-ETp)3)/ CAD)= CAD x exp ((P – ETP)1 / CAD) x exp ((P – ETP)2/CAD) Por definição: CAD x exp ((P-ETP)1/CAD)= ARM1 Resultando: ARM2=ARM1 x exp ((P-ETP)2/CAD) Que para uma seqüência de n meses reduz-se à equação geral: ARMn=ARMn-1 x exp ((P-ETP)n/CAD) (Equação 12. 1955 supuseram CAD=100mm.3) Sendo: ARM= armazenamento no mês M= somatório de (P . 2005 e Antonio Roberto Pereira. mas com valores insuficientes para levar o ARM até o valor de CAD. 1997 fizeram algumas modificações e sugeriram que o valor de ARM no fim do período chuvoso seja dado por: ARM= M/ (1.ETP) – em mm Inicio Escolhe-se um mês no fim das secas e antes do inicio do período chuvoso No nosso caso é o mês de maio (mês 5) ARM5= M/ ( 1.4) e depois usa-se a Equação (12. segue-se a rotina normal com: ARMn= ARM n-1 + (P – ETO)n (Equação 12.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.2) As Equações básicas são: (12. Thornthwaite e Mather. CAD varia de 25mm a 400mm. 1958 na forma condensada. P= precipitação média mensal no mês n (mm) ETP= evopotranspiração de referência no mês n calculado por Thornthwaite. ou seja: ARMn= CAD x exp (Neg acum/ CAD)= CAD x exp (Σ (P – ETP) n / CAD) Sendo: ARMn= armazenamento no mês n.ETP)+ em mm N= somatório de (P . Sendo: ARM5= armazenamento para o mês de maio M= somatório dos (P. 12-3 . 1945 (mm) Neg acum= somatório anual dos negativos acumulados até o mês n. Mendonça.exp( N/CAD)). A vantagem do método de Mendonça é que pode ser usado sem tabela com qualquer valor de CAD. A grande vantagem do método é que não são necessárias tabelas e o cálculo pode ser feito usando uma planilha eletrônica do tipo Excel. 2005 que usam a abordagem de Mendonça. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 Teoria Para uma seqüência de n meses com estiagem após a estação chuvosa.2) quando P.ETP) Na prática calcular-se primeira o ARM conforme Equação (12.ETp>0. Para uma seqüência de dois meses (n=2) de P.1 Introdução Vamos explicar o método de Thornthwaite-Mather. 1955 conforme apresentação de Varejão-Silva.br 01/07/08 Capitulo 12 –Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. CAD= armazenamento máximo no solo. o armazenamento (ARMn) ao longo desses meses será dado pela equação de Mendonça.ETP>0.com.exp(N/CAD)) (Equação 12.1) Havendo um ou mais meses com P.

Coluna 2 Na coluna 2 estão as precipitações médias mensais obtidas na estação climatológica local (mm) Coluna 3 Na coluna 3 estão as evopotranspiração de referência obtidas usando o método de Thornthwaite. Col 6 Arm Col 7 alt Col 8 ETR Co 9 DEF Col 10 EXC Col 11 130 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 254 252 201 58 70 39 31 25 75 137 130 215 Σ=1488 122 97 106 80 58 48 45 60 64 85 88 113 Σ=965 133 155 95 -22 13 -9 -14 -35 11 52 42 102 Σ=522 13 -9 -14 -35 11 52 42 102 Σ=603 Σ=-80 133 155 95 -22 130 130 130 108 130 121 109 83 94 130 130 130 Σ=1426 130 0 0 0 -22 22 -9 -13 -26 11 36 0 0 122 97 106 80 58 48 43 51 64 85 88 113 Σ=954 0 0 0 0 0 0 2 9 0 0 0 0 Σ=11 133 155 95 0 0 0 0 0 0 16 42 102 Σ=543 Vamos explicar coluna por coluna.com.exp( N/CAD)). A somatória das diferenças negativas é N= -80mm Coluna 7 A coluna 7 relativa ao armazenamento ARM é a mais difícil de ser feita.ETP) <0 que é igual a -80mm CAD=130mm 12-4 . Coluna 1 Na coluna 1 estão os meses de janeiro a dezembro.1 Fazer o balanço hídrico na cidade de Guarulhos usando CAD (capacidade de armazenamento do solo)=130mm. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. acum Col 5 Neg ac. Primeiramente se procura na coluna 4 quando começam a aparecer P-ETP < 0 e escolhe-se um mês posterior ao mês de abril que é -22 que será o mês de maio. Coluna 4 Na coluna 4 estão as diferenças entre a precipitação P do coluna 2 e a evopotranspiração de referência ETP da coluna 3. O cálculo de ETP pelo Método de Thornthwaite 1948 foi feito no Capítulo 11 deste livro Tabela 12.br 01/07/08 Exemplo 12.3).ETP) >0. 1948. Aplicamos a equação (12. ARM5= M/ ( 1. 1958 para a cidade de Guarulhos. Coluna 5 Na coluna 5 estão todas as diferenças positivas da coluna 4.Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.1. Mes Col 1 P Col 2 Etp Col 3 P-Etp Col 4 Pos. que é igual +603mm N= somatório dos (P. As diferenças podem ser positivas ou negativas. 1955 com alterações de Mendonça. A somatória das diferenças positivas é M=+603mm Coluna 6 Na coluna 6 estão todas as diferenças negativas da coluna 4. Sendo: ARM5= armazenamento para o mês de maio M= somatório dos (P.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.

2). Desta maneira a coluna se monta automaticamente. Assim na primeira linha teremos: 130-130=0 E assim por diante até encontramos 108-130=22 Coluna 9 ETR Usa-se na prática a função SE do Excel. colocamos zero.eP) – ALT.exp( N/CAD)).exp( -80/130))= 1312m Como o resultado é maior que 130mm adotamos: ARM5=130mm Na mesma coluna 7 referente ao armazenamento ARM calculamos a linha subseqüente usando a Equação (12. Para o mês 11 temos: ARM11= 130+42= 172mm usa-se então 130mm ARM12= 130+ 102= 232mm então usa-se 130mm E assim vamos até o mês onde P-ETP são positivos.1).3 Balanço hídrico climático No método do balanço hídrico de Thornthwaite e Mather.com. ARM5= 603/ ( 1. 12-5 .br 01/07/08 ARM5= M/ ( 1.1): ARM6=130 x exp ((-9/130) ARM6= 121mm Para ARM7 fazemos a mesma coisa: ARM7=121 x exp ((-14/130) =109mm Para ARM8 fazemos a mesma coisa. Para o mês de abril usamos a Equação (12.1): ARMn=ARMn-1 x exp ((P-ETP)n/CAD) ARMn=130 x exp (-22/130) =108mm Coluna 8. isto é. caso contrario o valor será: ABS( P-ETP) + ABS(ALT).2) ARM9= 83 + 11=94mm ARM10= 94+ 52 = 146mm > 130mm então ARM10=130mm.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. Quando o valor for negativo. o mês de março.Alt E a altura da coluna 7. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1955 podemos obter alguns índices climáticos: Índice de aridez Ia = 100 x DEF/ EPo Índice de umidade Iu= 100 x EXC/ EPo Índice hídrico Im= Iu – Ia É comum quando se faz o balanço hídrico apresentar um gráfico como o da Figura (12. isto é. ARM8=109 x exp ((-35/130) =83mm Agora como as diferenças são positivas. Coluna 10 A coluna 10 é diferença entre a linha correspondente a ETP menos ETR. ARMn= ARM n-1 + (P – ETO)n (Equação 12. Coluna 11 EXC A coluna 11 referente ao excesso EXC são os valores positivos de (P. P-ETP>o usamos a Equação (12. SE (P-ETP)>0 então o valor é ETP para a coluna 9. É a diferença do valor de P com o anterior. 12.

0 100.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.0 95.2.0 38.com.0 129.46 % % % 12-6 .14%=51.0 100.0 58.0 21.0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 101112 Meses do ano Figura 12.12% Exemplo 12.0 107.0 804. umidade e hídrico do Exemplo (12.1. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 55.26% .27% Índice hídrico= Iu – Ia= 52.Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. 1955 com alterações de Mendonça.3 Campina Grande. P ETP PETP + Acum. ARM ALT ETR DEF EXC Precipitação ETp ETR (mm/mês) 41.0 19. ETp e ETR 300.14% Índice de umidade Iu= 100 x exc/EPo= 100 x543 / 965= 52.0 (mm) 200.1. ETp e ETR Exemplo 12.Gráfico da precipitação P. 1958.0 17.0 124.05 9. CAD=125mm Latitude: -7º 08´ Longitude: 35 321´W Altitude: 548m Tabela 12. Acum.0 mm/mês 108 109 115 107 95 80 62 78 77 102 108 117 1158 -67 -54 -15 22 0 27 62 -20 -39 -85 -89 -96 -354 111 22 0 27 62 -20 -39 -85 -89 -96 -465 Índice de aridez= Índice de umidade= Índice hídrico= -67 -54 -15 8 5 3 3 25 25 52 114 97 71 36 18 8 8 -3 -2 111 -89 0 27 62 -17 -26 -35 -18 -9 44 57 211 107 95 80 62 75 64 52 37 30 914 64 52 -96 0 0 0 0 3 13 50 71 87 244 0 0 0 111 0 0 0 0 0 0 0 0 111 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 21.br 01/07/08 Precipitação.59 -11.1 Índice de aridez= ia = 100 x DEF/ EPo= 100 x 11/965= 1.0 00.2 Calcular o índice de aridez.

12-7 .1 Calcular a capacidade de armazenamento CAD dados: θCC= 15% θPMP=5. Campina Grande. Minas Gerais.br 01/07/08 12. Meteoreologia e Climatologia. Universidade Federal da Paraíba.38g/cm3 RZ= 70cm CAD= (1/10) x (θCC . 2005 temos: CAD= (1/10) x (θCC . 1991. Universidade Estadual de Feira de Santana. Dar= densidade aparente do solo (g/cm3) RZ= profundidade efetiva das raízes da planta (m) Exemplo 12. -SANTO. Universidade Federal de Viçosa. RUBENS LEITE E ALVE. 2ª edição. -VIANELLO. HEBER PIMENTEL. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de ThornthwaiteMather. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso. 2005. Engenharia de irrigação. MARIO ADELMO. SANDRA MEDEIROS. -VAREJAO-SILVA. ADIL RAINIER. Conforme Varejão-Silva.38 x 70=97mm 12. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.Departamento de Tecnologia.θPM ) x Dar x RZ Sendo: CAD=capacidade de armazenamento do solo (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.θPM ) x Dar x RZ CAD= (1/10) x (15-5 ) x 1. Dar= 1. 449paginas. Recife. 1997.4 CAD= armazenamento máximo no solo.5 Bibliografia e livros consultados -GOMES.com. 1955. Meteorologia Básica e aplicações. 390 páginas.

com.br 01/07/08 Capítulo 13 Método de Romanenko. 1961 para evapotranspiração ETo 13-1 . 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Método de Romanenko.Curso de rede de esgotos Capítulo 13.

Método de Romanenko. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 13.3 Introdução Conclusão Bibliografia e livros recomendados Assunto 13-2 .Curso de rede de esgotos Capítulo 13.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 13.com.1 13.

ETo= 0.8 19. http://folk. 2000.0 24. mês de janeiro com temperatura média mensal de 24.7 Total=1.com. com 165páginas.3 Bibliografia e livros recomendados .7ºC e umidade relativa do ar de 75%.Curso de rede de esgotos Capítulo 13.5 19.4 130.pdf 13-3 .3 70. 1998 FAO que apresentou 1201mm/ano. 1961 conforme Xu. somente 4% acima do método de Penman-Monteith.7 ) 2 x (100 .7 200. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology.5 23.245 13.0018 x ( 25 + 24.UR) Sendo: ETo= evapotranspiração (mm/mês) T= temperatura média mensal (ºC) UR= umidade relativa do ar (%) Exemplo 13.7 24. Hydrologic Models.8 Temperatura média do ar mensal (ºC) 24.1 Calcular a evapotranspiração mensal pelo Método de Romanenko. 1961 para a cidade de Guarulhos.Método de Romanenko. CHONG-YU.2 17. O método de Romanenko.1 137.0 30.8 24. 1961 apresentou para o ano a evapotranspiração de referência de 1245mm.75)=111mm/mês Para os demais meses pode ser vista a Tabela (13.1.6 20.8 22. 2 Conclusão: O método de Romanenko.487. 1961 para a cidade de Guarulhos.UR) ETo= 0. ano de 2002.1 Introdução Baseado na umidade relativa do ar UR e na temperatura média mensal T temos a equação de Romanenko. 13.2 21.9 58.Aplicação do Método de Romanenko.no/chongyux/papers/fulltext. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ETo= 0. Tabela 13.9 UR Umidade relativa do ar (% ) 75 75 75 73 75 75 73 68 72 73 73 74 Média=73 Evapotranspiração de referência ETo (mm/mês) 111 110 109 109 90 84 90 113 103 105 110 111 Total=1.XU.1 251.uio.0 22.1) obtendo-se no ano o total de 1245mm.0018 x ( 25 + T ) 2 x (100 .0018 x ( 25 + T ) 2 x (100 . 1961 para evapotranspiração ETo 13.3 18.9 75.Método de Romanenko. 1961 pode ser considerado bom.3 39.br 01/07/08 Capítulo 13. Mês do ano Precipitação média mensal (mm) Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 254.5 214.

2005 14-1 .Método de Turc.br 01/07/08 Capítulo 14 Método de Turc. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.com. 1961 Anemômetro Varejao-Silva.

1 14.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 14.12 Assunto Introdução Método de Turc.10 14.5 14.7 14. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 14. 1961 para a cidade de Guarulhos Conclusão Bibliografia e livros recomendados 14-2 .3 14.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.Método de Turc.com.4 14. 1961 Dia Juliano Distância relativa da Terra ao Sol Ângulo da hora do por do sol ws Declinação solar Relação n/N Radiação extraterrestre Ra Radiação útil de curto comprimento Rs Estudo do caso: aplicação do Método de Turc.8 14.2 14.9 14.11 14.

5 cal/cm2xdia A Figura (14.1) mostra a umidade relativa do ar em função da temperatura e da hora do dia.1 Introdução O método de Turc.com. Figura 14. ETo= 0013 x [T / (T+15)]x (Rs + 50) x [ 1+ (50 – UR) / 70)] UR<50% ETo= 0.Método de Turc.fao. • latitude.htm 14. 1961 Vamos usar as notações de Xu. • nebulosidade (relação n/N). Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro.013 x [T / (T+15)] x (Rs + 50) UR ≥ 50% Sendo: T= temperatura média mensal do ar (º C) UR= umidade relativa do ar média mensal (%) ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Rs= radiação solar total (cal/cm2 x dia) Conversão de unidades: 1mm/dia= 58. sendo uma para umidade relativa do ar (UR) menor que 50% e outra para maior que 50%. 1961 para evapotranspiração de referência ETo baseia-se em: • umidade relativa do ar em porcentagem. 2002 onde aparecem duas equações. Assim para janeiro o dia Juliano (Caio Julio César) é 15. • temperatura média mensal do ar em graus centígrados. 1961 14. Tabela 14.org/docrep/X0490E/x0490e07. 14.3 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias. para fevereiro é 46.Umidade relativa do ar (RH) em função da hora e da temperatura Fonte: http://www.1). para março é 76 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (14.Método de Turc.br 01/07/08 Capitulo 14.1-Dia Juliano Mês Dia Juliano Janeiro 15 Fevereiro 46 Março 74 Abril 105 Maio 135 Junho 166 Julho 196 Agosto 227 Setembro 258 Outubro 288 Novembro 319 Dezembro 349 14-3 .Curso de rede de esgotos Capitulo 14.1. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 Método de Turc.

br 01/07/08 Exemplo 14. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 14-4 .6 Declinação solar δ δ = declinação solar (rad) A declinação solar delta pode ser calculado por: δ= 0.1) Exemplo 14. sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0.1. O valor de Φ varia de 55º N para 55º S.410 rad= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [.5 x 3. n=0 e n/N=0. Durante 24h temos horas de dia e horas de noite.7 Relação n/N A relação n/N significa os dias de bastante sol durante o dia.033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0.5º em radianos: Radiano= -23.23º e 30min = -23. 14.39]= -0.409 x sen [( 2x 3.1 Achar o dia Juliano do meio do mês de março.1416/ 365) x 74 .59rad 14.410) x tan (-0.5º (hemisfério sul é negativo). No caso de o dia ser totalmente nublado então.39] δ= 0.5 Ángulo da hora do por do sol ws ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado.3 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23.1) é J=74dias.1.033 x cos [(2 x 3.1416/180=-0.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.4 Calcular a declinação solar para Guarulhos para o meio do mês de março Dia Juliano J=74 δ= 0. n/N=1. Primeiramente transformemos Φ= 23.39] Exemplo 14. Assim dia 15 de março J=74 conforme Tabela (14.1416 /365) x 74] dr=1.5º x PI / 180=-23. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!). O dia Juliano para o meio mês de março conforme Tabela (14. Para Guarulhos Φ=. Também deve estar em (rad).409 x sen [( 2x PI/ 365) x J . As horas totais de dias são N e o número de horas em que temos sol é denominado de n.1.040 )]= 1.Método de Turc.409 x sen [( 2x PI/ 365) x J .010 rad 14.tan(-0. o número de horas em que temos sol n é igual a N e portanto.5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0.040 em radianos.2 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março. Conversão graus para radianos Radiano = (PI / 180) x (graus) Exemplo 14.4 Distância relativa do Terra ao Sol A distância relativa da terra ao sol dr em radianos é fornecida pela equação: dr= 1 + 0.com. Quando não temos nenhuma nuvem.033 x cos [(2 x π / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias.047 rad 14.

com.46 1.88 10.64 1.72 1.org/docrep/X0490E/x0490e07.br 01/07/08 Tabela 14. A Figura (14.68 1.38 1.htm O valor n que as horas de sol durante o dia é determinado através de dispositivo de Campbell Stokes conforme Figura (14.68 11.2.15 13.17 11.76 13.40 1.3).59 1.46 10.44 A maneira de se achar o número de horas de dia em 24 horas é usando a expressão: N= (24/ PI) x ws A Tabela (14.Curso de rede de esgotos Capitulo 14. Figura 14.55 1. O dispositivo marca de hora em hora o chamado dia de sol obtendo-se no final o valor de n.74 1.55 13.2) mostra a variação dos valores de N para os diversos meses do ano e conforme a latitude. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Número de horas de sol por dia N Fonte: http://www.Método de Turc.56 10.80 12.fao. 14-5 .2) fornece os valores de N para o municipio de Guarulhos para o meio de cada mes desde janeiro a dezembro.18 11.Valores de N para os meses de Janeiro a dezembro para o municipio de Guarulhos ws Número de horas de sol durante o dia N (rad) (h) Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 1.42 1.2.50 1.31 12.86 12.

1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.59=12.3.6 Calcular a relação n/N sendo N= 12. Figura 14.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.co.0820 MJ/m2 x min (Cuidado não errar na unidade) ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol (rad) A Figura (14.uk/meteorology/campbell_stokes_sunshine_recorder.59rad N= (24/ PI) x ws N= (24/ 3.Dispositivo para achar o valor de n denominado Campbell Stokes http://www.russell-scientific.org/docrep/X0490E/x0490e07.htm 14-6 .5 Calcular o número máximo de horas de sol por dia N em horas para o mês de março sendo ws= 1.Método de Turc. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.4-Valores da radiação extraterrestre Ra Fonte: http://www.1h e n=5h Nebulosidade = n/N = 5/ 12.8 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera da Terra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gsc x (ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) x sen (ws)).fao.1= 0.1h Exemplo 14.html Exemplo 14.br 01/07/08 Figura 14.com.4) mostra os valores da radiação extraterrestre Ra conforme a latitude e mês.41 ou seja 41% 14.1416) x 1.

Método de Turc.57 cal/cm2 x dia. É uma medida qualitativa não muito precisa.054+ cos(-0.23 as=0.57 MJ/m2 x dia x 23. mês de março sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.50 x n /N ) x Ra Sendo: α= albedo.1416) x 1.0820x (1.59 rad Φ= latitude (rad)= -0.013 x [T / (T+15)] x (Rs + 50) ETo= 0.03 =16.9= 397.50 x 0.50 são coeficientes que para climas médios n= número de horas de sol forte por dia (h) N= número máximo de horas de sol por dia (h) n/N= nebulosidade ou fração de luz.9 cal/cm2 x dia então teremos: Rs= 16.42 Calcular a radiação útil de curto comprimento Rs.57 + 50) = 3.410) x sen (1. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.25 + 0. 42%.25 + 0.03 MJ/m2 x dia 14. Para Guarulhos a média é n/N= 0.42 ) x 36.8 Dado Ra=36.7 Calcular a radiação solar extraterrestre Ra para o município de Guarulhos. ou seja.054 rad dr= distância relativa da Terra ao Sol= 1.br 01/07/08 Exemplo 14.9 Radiação útil de curto comprimento Rs A radiação útil de curto comprimento de onda Rs pode ser calculada por: Rs= (as + bs x n /N )x Ra = (0. Pode também ser fornecido em porcentagem.03 MJ/m2 x dia n/N= 0.6mm/dia= 111mm/mês 14.10 Estudo do caso: aplicação do Método de Turc.010 rad Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx (ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws).010 x 0.410 rad δ =declinação solar (rad)= -0.63 MJ/m2 x dia Mas na fórmula de Turc. Cálculo da evapotranspiração Como a UR>50% temos: para o mês de março T=24 ºC ETo= 0.013 x [24 / (24+15)] x (397. Ra= (24x60/3.59 x sen (-0. Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= radiação solar de entrada. Mas 1 MJ/m2 x dia equivale a 23. Para solo gramado α=0. 1961 para a cidade de Guarulhos 14-7 .0820 MJ/m2 x min (Cuidado não errar na unidade) ws= ângulo solar (rad)=1.410) x sen (-0.25 e bs=0. 1961 o valor de Rs está cal/cm2 x dia.6mm/dia Como o mês de março de 31 dias teremos: ET0 mês de março = 31 x 3. Rs= (0.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.42.50 x n /N ) x Ra Rs= (0.59)=36.054) x cos(-0.com.25 + 0. Energia total incidente sobre a superfície terrestre (MJ/m2xdia) Exemplo 14.

5 46 1.39 -23.2 2.03 30.3 2.5 22.410 -0.239 0.42 1.12 24.Método de Turc.15 13.032 -0.3.5 288 1.33 -23.6 68 30 Setembro 75.72 1.31 -23.5 319 1.46 14.968 0.76 16.50 262.7 % 31 Janeiro 254.410 -0.22 342.72 424.46 40.50 1.98 11.375 0.5 196 0.977 0.9 19.9 2.3 75 30 Junho 39.0 18.976 0.410 -0.62 12.44 Ra (MJ/m xdia) 42.Aplicação para todos os meses da cidade de Guarulhos Latitude (rad) -0.5 74 1.55 13.7 23.37 -23.55 1.11 10.80 2 Turc 2 (cal/cm xdia) 411.63 14.40 1.76 N (h) 13.68 1.037 0.5 166 0.80 12.85 2 Rs (MJ/m xdia) 17.1 24.5 258 0.023 -0.01 17.23 17.56 10.46 1.7 24.23 41.5 15 1.17 11.74 1.64 1.407 Tabela 14.3 22.53 -23.335 0.410 -0.35 -23.49 -23.2 75 31 Julho 30.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.410 -0.9 24.410 ws (rad) 1.410 -0.3 19.57 349.410 -0.38 1.91 22.9 3.46 10.47 -23.410 -0.5-continuação.4 3.38 397.18 11.991 0.2 72 31 Outubro 137.08 27.59 1.31 12.166 0.0 75 30 Abril 58.5 135 0.com.4 21.34 289.968 0.8 3.53 273.44 425.86 12.023 -0.5 73 31 Dezembro 214.1 2.Aplicação para todos os meses da cidade de Guarulhos Dia Juliano Declinação solar Nebulosidade Latitude ( 1 a 365) dr (rad) n/N graus (rad) 0.49 -23.29 33.008 -0.5 227 0.35 16.98 337.4-continuação.407 0.230 0.8 Total= (mm/mês) 116 106 111 93 77 67 71 88 88 105 112 118 1153 14-8 .329 0.5 73 31 Maio 70.18 23.1 20.68 11.9 74 365 Total 1487.42 -23.8 73 31 Agosto 24.88 10.46 (mm/dia) 3.32 18.169 0.370 0.91 389.5 105 0.7 75 28 Fevereiro 251.11 14.6 3.56 42.410 -0. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8 17.5 349 1.410 -0.98 430.992 0.047 0.br 01/07/08 Tabela 14.7 3.032 -0.8 Média=73 Tabela 14.10 36.0 75 31 Março 200.5 2.Aplicação do Método de Turc para a cidade de Guarulhos UR umidade Precipitação Temperatura relativa do ar média Dias no mês média mensal média do mês (ºC) Mês Dias (mm) 23.010 -0.37 -23.7 3.47 -23.8 73 30 Novembro 130.410 -0.13 38.

Curso de rede de esgotos Capitulo 14. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. http://folk.uio. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/07/08 14. 1998 cujo valor é 1201mm/ano. com 165páginas. 14-9 . O erro foi somente de 4%. Hydrologic Models. 1998.Irrigation and drainage paper 56. próximo ao valor ao método padrão de Penman-Monteith FAO. 14.pdf. Rome.Método de Turc.12 Bibliografia e livros consultados -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION). ISBN 92-5-1042105.no/chongyux/papers/fulltext. 1961 apresentou evapotranspiração de referência ETo anual de 1153mm/ano. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology. -XU. ano de 2002.11 Conclusão: O método de Turc. CHONG-YU.com. sendo o método considerado bom.

br 09/7/08 Capitulo 15 Quando faltam dados de entrada no método de Penman-Monteith. 1998 FAO para a evapotranspiração de referencia ETo. 15-1 .Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

1 15.br 09/7/08 SUMÁRIO Ordem 15.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.6 Assunto Introdução Vento Quando faltam dados de radiação solar n/N Quando falta a umidade relativa do ar UR (%) Método de Hargreaves para ETo Radiação extraterrestre Ra 15-2 .2 15.5 15.3 15.4 15.

42] (Equação 15. Em se tratando de cidade que está no interior krs=0.Classe de ventos mensais Descrição Média mensal do vento a 2m de altura Vento leve ≤ 1.16 para regiões do interior e krs=0.16 ou 0. 1998. a equação seja validada regionalmente fazendo os devidos fatores de correção. adotamos um valor médio de 2m/s. mas não de n.3 Quando faltam dados da radiação solar n/N É fácil obter o valor de N. Exemplo 15.2 Vento A velocidade do vento padrão adotado pela FAO é na altura de 2. isto é.5. 1998 FAO para a evapotranspiração de referencia ETo. Isto torna-se um problema. Os dados poderão ser estimados: velocidade do ar. umidade relativa do ar e radiação solar.5. Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Tmax= temperatura máxima do ar (ºC) Tmin= temperatura mínima do ar (ºC) krs= coeficiente de ajuste que pode ser 0.2 Calcular o valor de Rs em função de Ra para temperatura mínima de 16ºC e temperatura máxima de 32.1) onde estão os ventos médios. u2= uz x 4.00m.0m/s Fonte: FAO.19 (ºC -0. Na aplicação da equação de Penmam-Monteith não deve ser aplicada vento menor que 0. o vento deve ser maior ou igual a 0.5) O coeficiente de ajuste krs é empírico e é adotado krs=0.19 para regiões litorâneas.2) que precisamos sempre da temperatura máxima e mínima.5 x Ra (Equação 15. 15. isto é.1 Introdução Para o cálculo de ETo.8 x 10 .5.8 x z . 1998.2) Sendo: Rs= radiação solar de entrada (MJ/m2 x dia). Energia incidente sobre a superfície terrestre.2) 15-3 .42) u2= 4 x 4.1) sendo: u2= velocidade do vento a 2m do chão (m/s) uz= velocidade do vento na altura z (m/s) z= altura em que foi medida a velocidade (m) ln= logaritmo neperiano.00m acima do piso. 15. Nota-se na Equação (15.87 / (ln (67. Tabela 15.87 / [ln (67.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5m/s. Portanto. 1998 15. baseada na equação de radiação de Hargreaves: Rs= krs x (Tmax – Tmin ) 0.1 Achar a velocidade do vento u2 em um local onde a 10m do chão foi medida a velocidade do vento de 4m/s.5 x Ra (Equação 15.1. que são imprescindíveis na aplicação do método de Penman-Monteith FAO. 1998. Exemplo 15.6ºC referente ao mês de janeiro. que é uma estimativa do vento em mais de 2000 estações de tempo em todo o mundo conforme a FAO.87 / (ln (67. Recomenda ainda a FAO que com a falta de dados. 1998 usa uma alternativa para isto.0m/s Vento leve a vento moderado 1 a 3 m/s Vento moderado a vento forte 3 a 5 m/s Vento forte Maior ou igual a 5. A FAO apresenta a Tabela (15. Caso tenhamos velocidade “uz” em uma altura z maior que 2. a velocidade u2 será obtida usando a seguinte equação: u2= uz x 4.com.5m/s. mesmo que faltem dados.16.42)= 3.8 x z . da radiação extraterrestre. pois não conseguimos calcular o valor de Rs.0m/s 7Dica: Quando não temos nenhuma informação sobre a velocidade do vento. Rs= krs x (Tmax – Timin ) 0.br 09/7/08 Capitulo 15-Quando faltam dados de entrada no método de Penman-Monteith. da evapotranspiração é recomendado pela FAO que se use sempre a equação de Penmam-Monteith FAO. A FAO.

611 x exp [17.27 x 32.611 x exp [17.611 x exp [17. Umidade relativa do ar máxima: UR= 100 x ea / eo (tmax) URmax= 100 x 1. Sendo: Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.81= 100% UR= 100 x ea / eo (tmin) URmin= 100 x 1.5 x Ra = 0.6 ºC.27 x T/ (T+237.4) Sendo: eo(T)= vapor da pressão estimada (kPa) ea = vapor da pressão estimada (kPa) T= temperatura escolhida (ºC) Tmin=temperatura mínima (٥C) exp= exponencial O valor da umidade relativa do ar UR é fornecida pela equação: UR= 100 x ea / eo (T) (Equação 15.81 kPa A umidade relativa do ar UR (%) será a média da umidade relativa do ar mínima com a umidade relativa do ar máxima. fazer uma estimativa usando como parâmetro a temperatura mínima.611 x exp [17.16 x (32.br 09/7/08 Rs= 0.3)]= 1.4 Quando falta a umidade relativa do ar UR (%) Em alguns locais não possuímos o dado da umidade relativa do ar UR. 15-4 . Fazemos a hipótese que Tdew= Tmin ea= 0. Podemos então.3)] (Equação 15.27 x T/ (T+237.6 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extra-terrestre Ra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].6+237. e (T)= 0.92 kPa Para a temperatura mínima: eo (tmin)= 0.3 Calcular o umidade relativa do ar em um local onde a temperatura mínima do mês de janeiro é 16ºC e a máxima de 32.3)] ea= 0.92 = 36.3)] =4.4% 15.81/ 4.3) A estimativa é que a temperatura do ponto de orvalho “Tdew” seja aproximadamente igual a temperatura mínima.81/1.65 x 42.3)] (Equação 15.com. 1998.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.71 MJ/m2 x dia 15.46 MJ/m2 x dia teremos Rs= 0. ea= 0.27 x 16/ (16+237.3) eo (tmin)= 0.3)] (Equação 15.611 x exp [17.611 x exp [17.84% )/2 = 68.81kPa Para a temperatura máxima: eo (tmax)= 0.611 x exp [17.6/ (32.65Ra Supondo que Ra= 42. conforme FAO.27 x Tmin/ (Tmin+237.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol.3)] =1.27 x 16/ (16+237.611 x exp [17.46= 27. Ponto de orvalho (Dew point): é definido como o ponto em que o vapor de água presente no ar está preste a se condensar (Tdew).84% UR= (URmax + URmin )/ 2 = (100% + 36.3)] (Equação 15.27 x Tmin/ (Tmin+237.5) Exemplo 15.3) eo (tmax)= 0.27 x T/ (T+237.6 – 16 ) 0.

com.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 16.br 02/06/08 Capítulo 16 Pedidos de outorga para irrigação 16-1 .

Segundo a FAO o Brasil tem 63% de uso da água na irrigação.2 Vazão insignificante O artigo 12 da Lei Federal 9. O coeficiente de cultura Kc é um fator adimensional que estabelece a reação entre a evapotranspiração de referência e a evapotranspiração da cultura. etc) e menor que 1 para sistema de irrigação localizada (gotejamento e microaspersão). 16. Em alguns países considera-se a precipitação efetiva como uma média. Na Índia se considera como precipitação efetiva 60% do total da precipitação ou 75% da precipitação média.Curso de rede de esgotos Capitulo 16. O Brasil possui 30 milhões de hectares de área em potencial para ser irrigada sendo que somente 10% é utilizado. NL= ETc .1 Introdução O texto base para a discussão do assunto é da Agencia Nacional de Águas (ANA) elaborado por Pedro Cunha et al.0 L/s. Portanto.Pe 16-2 .433/97 considera vazão insignificante aquela que não necessita de outorga. A evapotranspiração da cultura ETc= Kc x ETo.br 02/06/08 Capítulo 16. O critério que mais usamos é aquele baseado no Método do US Soil Conservatior Service. sem levar em consideração as precipitações inferiores a 5mm e superiores a 75mm/dia e 125mm num período de 10 dias. 16. 16. 16.Pedidos de outorga para irrigação 16. pivot-central.5 Coeficiente de molhamento da superfície do solo (Ks) O coeficiente de molhamento Ks expressa a relação entre a área molhada pela irrigação e a área do solo ocupada pela cultura.6 Necessidade de irrigação É a diferença ente a evapotranspiração da cultura e a precipitação efetiva PE. O valor Ks=1 quando apresentarem 100% da área molhada (aspersão convencional.4 Evapotranspiração de referência ETo Consideramos como o valor de ETo aquele calculado pelo Método de PenmanMonteith recomendado pela FAO. 18% para abastecimento humano. 14% para uso animal e 5% para uso industrial. são irrigados cerca de 3 milhões de hectares. mas não a responsabilidade de computá-las e quantificá-las.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 16. Para o rio Paraíba do Sul é considerado vazão insignificante até 1. A partir deste valor é necessário a outorga.com.3 Precipitação efetiva Outro ponto controvertido é a vazão efetiva que é a parte da precipitação armazenada no solo até a profundidade das raízes e que efetivamente contribui para a produção das culturas.

9 Vazões indicadoras de demandas de irrigação Pedro Cunha e outros apresentam as vazões contínuas em litros por segundo por hectare conforme o método de irrigação conforme Tabela (16.0 Aspersão 0. Tabela 16.8 Vazão de bombeamento A vazão de bombeamento de captação ou vazão instantânea pode ser fornecido em mm/mês.br 02/06/08 16.1) estão os valores estimados de eficiência conforme o método de irrigação.8 a 2.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.lençol profundo 40 Solo argilo.com. Pode ser determinado o numero de horas por dia em que será feito o bombeamento no local de captação. É costume calcular a vazão de captação por hectare de área irrigada (L/s x ha).2.2).1. Tabela 16.5 Sulcos 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 16.0 Localizada (microaspersão.0 a 2.7 Fonte: Pedro Cunha e outros.Vazão contínua por método de irrigação ( L/s x ha) Método Vazão continua (L/s x ha) Inundação 2.Eficiência média de irrigação em função do método de irrigação e de condicionantes Método Condicionante Eficiência Sulcos de infiltração Sulcos longos e/ou solos arenosos 50 Solo e comprimento adequados 65 Inundação (tabuleiros) Solo arenoso.6 a 1.3 a 0.lençol raso 60 Aspersão convencional Ventos fortes 60 Com ventos leves ou sem 75 Autopropelido/montagem Ventos fortes 60 direta Com ventos leves ou sem 75 Pivô central Vento forte/ condições razoáveis 75 Em ótimas condições 90 Microaspersão Condições razoáveis 75 Em ótimas condições 90 Gotejamento Condições razoáveis 85 Em ótimas condições 95 Tubos perfurados Perfuração manual 65 Em ótimas condições 80 Fonte: Pedro Cunha e outros. 16. gotejamento) 0.7 Necessidade de irrigação bruta NL= (ETc – PE)/ eficiência do sistema Na Tabela (16. ANA 16. ANA 16-3 .

16-4 .327 L/s x ha como uma demanda média.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.11 Disponibilidade de água do manancial São usadas as vazões Q7.10 mas na Bahia se usa o 80% do Q90.Curso de rede de esgotos Capitulo 16. É a lixiviação que deve ser aplicada antes ou depois do período vegetativo.com.10 Lixiviação Para controlar a salinidade as vezes é necessário uma lâmina de água que atravesse a zona radicular.0 L/s x ha. Para uma estimativa de água consumida pela irrigação devemos considerar como balizador o limite máximo 1.10 ou Q95 da permanência dependendo do Estado do Brasil. 16. No Estado de São Paulo comumente se usa o Q7. No Estado de São Paulo se considera a dotação de 0.br 02/06/08 16.

5º (hemisfério sul é negativo).033 x cos [(2 x PI / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias.409 x sen [( 2x PI/ 365) x J .5º em radianos: Radiano= -23.1 Introdução O método de Hargreaves. δ = declinação solar (rad) N= número de horas de luz solar em um dia (h) 17.5= 23.1 Calcular a declinação solar para o mês de março em local. Também deve estar em (rad).5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0.5 x 3.040 em radianos.410) x tan (-0.5º Primeiramente transformemos Φ= 23.1.Método de Hargreaves 17. 1985 tem como objetivo obter a evapotranspiração de referência ETo baseado em poucos dados.5º x PI / 180=-23.4093 x sen [( 2x 3.0.040 rad Exemplo 17.23º e 30min = -23.4093 x sen [( 2x PI/ 365) x J .1416/180=-0.59rad 17-1 .com.1416/ 365) x 74 .Curso de rede de esgotos Capitulo 17. 23 graus + 30min/ 60 = 23 + 0. O dia Juliano para o mês de março conforme Tabela (23.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 Distância relativa da Terra ao Sol dr Mas a dr é a distância relativa da terra ao sol que é fornecida pela equação em radianos: dr= 1 + 0. 17. mínima e máxima mensal e da radiação extraterrestre Ra.405] δ= 0. Para Guarulhos Φ=.040 )]= 1.39] Exemplo 17.2 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23.tan(-0.410= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [.1) é J=74dias. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!).1.3 Declinação solar δ (rad) A declinação solar δ pode ser calculada por: δ= 0.br 05/07/08 Capitulo 17. N= (24/ PI) x ws Mas: ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado.1. como temperatura media. δ= 0.405]= .

3 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março.com.033 x cos [(2 x 3.4 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias. Assim para janeiro o dia Juliano é 15.6) dará o valor 15 e assim por diante. Usaremos como base sempre o dia 15 de cada mês.6 15 Janeiro 46 Fevereiro 74 Março 105 Abril 135 Maio 166 Junho 196 Julho 227 Agosto 258 Setembro 288 Outubro 319 Novembro 349 Dezembro Mês Coluna 2 17. Ordem Coluna 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Tabela 17.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol.5 – 14.5 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extra-terrestre Ra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)]. Sendo: Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.5 -14. sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0.033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 17. para março é 74 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (17.1). Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro. para fevereiro é 46.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.010 rad 17.1416 / 365 x 74] dr=1.1-Dia Juliano Dia Juliano (1 A 365) Coluna 3 =TRUNCAR (Coluna 1 x 30.br 05/07/08 Exemplo 17. 17-2 . Usamos a planilha Excel da Microsoft com a função TRUNCAR =TRUNCAR (Coluna 1 x 30.

6 Método de Hargreaves para ETo ETo= 0.0022 x (24. temperatura média de 24.33= 6.0mm/dia.46 MJ/m2xdia.8mm/dia para o mês de janeiro Para efeito de comparação.0022x (Tmedia + 17.5 x 17.0135 x 0. 17-3 .8) x (32.45=17.46/2.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.com.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0022 x (Tmédia + 17.8) x (Tmax – Tmin) 0.33mm/dia ETo= 0.5 x Ra Exemplo 17.6 – 16) 0.45 KT=0.7 + 17.162 para região interiorana KT= 0.8) x (Tmax – Tmin) 0.0135 x KTx (Tmedia + 17.162 ETo= 0. foi calculado usando Penman-Monteith FAO.8) x (Tmax – Tmin) 0.8) x (Tmax – Tmin) 0. Podemos então observar que o método de Hargreaves apresenta grandes erros.5 x Ra Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Tmedia= temperatura média do mês (ºC) Tmax= temperatura máxima do mês (ºC) Tmin= temperatura mínima do mês (ºC Ra= radiação extraterrestre (mm/dia) Nota: para tranformar Ra de MJ/m2 dia para mm/dia temos que dividir por 2.5 x Ra ETo= 0.162x (Tmedia + 17. devendo por isto ser calibrado.8mm/dia ETo= 6.4 Calcular ETo usando o método de Hargreaves. sendo a temperatura mínima de 16ºC. Ra= 42.7ºC e temperatura máxima de 32.6ºC.br 05/07/08 17.46 MJ/m2xdia= 42. Consideramos o valor da radiação extraterrestre Ra= 42. 1998 o ETo= 4.5 x Ra ETo= 0.19 para região costeira Então para região interiorana KT=0.

4 130.372 0.8 17.408 0.1 3.50 Hargreaves ETo (mm/dia 6.5 -23.6 6.47 1.8 31.3 32.5 21.9 103.4 18.6 3.0 23.06 9.176 -0.13 23.5 -23.173 0.9 Hargreaves Eto (mm/mês) 212.8 29.56 1.5 -23.6 9.0 30.410 -0.7 168.76 Ra MMJ/m2xdia 42.51 41.0 27.5 3.28 13.64 42.7 24.3 5.8 6.8 9.410 -0. Tabela 17.9 207.009 0.410 -0.6 31.5 -23.3 16.74 1.46 40.4 19.334 0.5 -23.336 -0.7 -23.977 0.Cálculos de aplicação do método de Hargreaves para o município de Guarulhos graus delta -0.410 -0.1 251.5 Aplicar o método de Hargreaves para o município de Guarulhos.br 05/07/08 Exemplo 17.5 -23.99 17.1 111.236 -0.1 174.9 58.992 1.7 30.0 16.49 1.023 1.72 1.410 -0.5 6.3 12.59 1.64 22.3 70.5 -23.5 Laltitude rad -0.040 0.5 -23.3.33 16.2 5.410 -0.37 14.5 -23.2 173.5 -23.991 0.4 23. 17-4 .5 32.3 31.5 -23.8 136.5 Latitude norte: positivo e sul: negativo Latitude Guarlhos 23graus e 30min graus Dia Juliano ( 1 a 365) 15 46 76 107 137 168 198 229 259 290 320 351 1.410 -0.27 27.032 dr Tabela 17.2 15.408 Latitude Guarulhos -23.9 92.7 8.410 -0.036 -0.410 -0.1 8.73 24.68 1.3 4.65 1.7 12.3 39.38 1.410 -0.5 -23.2 22.5 -23.56 12.68 29.10 35.373 -0.8 24.410 -0.5 -23.1 134.60 15.3 8.8 15.2.032 1.com.5 214.03 9.5 -23.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.3 17.968 0.0 20.968 0.5 -23.7 200.1 32.8 32.87 Ra (mm/dia) 17.5 -23.32 38.5 -23.9 26.13 10.5 -23.4 1715.9 75.009 1.5 -23.5 -23.2 12.233 0.024 1.72 16.2 O método de Hargreaves produz valores muito grandes e portanto não é aceitável.0 Temp max Temp min tm=tmax+tmin /2 Temp media (ºC) 23.410 ws rad 1.3 24.40 1.3 26.5 -23.42 1.64 33.977 0.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 4.6 22.7 1487.2 200.Cálculos de aplicação do método de Hargreaves para o município de Guarulhos Guarulhos UNG ano 2005 Dias no mes 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 365 Janeiro fev mar abr maio junho julho agosto set out nov dez Ordem 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Total= Precipitaçao (mm) 254.1 137.50 11.

(base do logaritmo neperiano) Exemplo 18.837 kPa = 2.3 + 23. Todos se baseiam na equação original de Dalton feita em 1802.1 Introdução Baseado na umidade relativa do ar do mês e a umidade de saturação bem como da velocidade do vento a 2m de altura.837/0. 2002.br Capítulo 18.27 x 23.2ºC.120 kPa= 2. es= 0.27 x T/ (237. Tem sido aplicado em evaporação de lagos e existem muitas fórmulas empíricas.7183.61 x exp [17. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.2 Calcular a pressão de vapor de água à temperatura ambiente para o mês de março sendo T= 23. 2000).Vamos apresentar somente a equação de Penmam apresentada em 1948.3 + T)] es= 0.837 =2. ETo= C (es – ea) Sendo C um coeficiente empírico que Penman.61 x exp [17.Método de Penman.2 Tensão de saturação de vapor es.3 + T)] Sendo: es= tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC) exp= 2. 1948 (Xu.2º C e es=2. usou a velocidade do vento a 2m de altura para determiná-lo. O método de transferência de massa para achar a evaporação de superfícies liquidas é um método simples e razoavelmente preciso conforme Xu.37 mb (milibar) 18.837 kPa e a umidade relativa do ar UR= 75% ea= (UR /100) x es ea= (75 /100) x 2.2)] es=2.24 x u2 ) x (es – ea) Sendo: ETo= evaporação de superfície líquida (mm/dia) es= umidade de saturação do ar (mb) ea= umidade de vapor de água a temperatura ambiente (mb) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) 18. podemos estimar a evaporação em mmm/dia de uma superfície livre conforme Método de transferência de massas de Penman.3 Pressão de vapor da água à temperatura ambiente ea= (UR /100) x es Sendo: ea= pressão de vapor de água a temperatura ambiente (kPa) UR= umidade relativa do ar média mensal fornecida (%) es= tensão de saturação de vapor (kPa) Exemplo 18.12/0.2/ (237.1= 21.Método de Penman. Depende da temperatura do ar.27 x T/ (237.2 mb (milibar) 18-1 ..35 x ( 1 + 0.1 Calcular a tensão de saturação de vapor es para o mês de março sendo a temperatura de 23. es= 0.61 x exp [17. 1948 para evaporação de superfícies livres 18.1= 28.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.com. ETo= 0.

7 31 Dez 22.3 1.6 28 Fev 22.9 365 1487.4 Transformação de unidades: 1 bar= 10 5 Newtons/m2 1 mb (milibar)= 102 N/m2 = 1000dina /cm2=0.5 ) x (28.4 31 Agosto 18.1.6 18-2 .9 1. dividimos por 0.24 x 1.27º C e a velocidade do vento a 2m de altura é de 1.36 mb= 0.35 x ( 1 + 0.6 39.8 200.5 30 Abr 21.0143psi= 0.4 31 Maio 18.7 30 Set 19.1 Calcular a evaporação transpiração da superfície líquida de um lago dos Patos em Guarulhos no mês de março onde a temperatura média é 23.5 Estudo de caso: Guarulhos Tabela 18.5m/s.9 1.0295in.8 1.8 20.41= 106mm/mês 18.41mm/dia Como março tem 31dias ETo= 31 x 3.04 in Hg 1 N/m2 = 1Pa Como normalmente achamos os valores de e0 e ea em kPa. Hg 1mm Hg= 1.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.7 1.7 251. Exemplo 18.37-21.24 x u2 ) x (es – ea) ETo= 0.br 18.3 30 Junho 17.5 31 Mar 23.9 30 Nov 21.7 1.Método de Penman. ETo= 0.0 1.5 214.3 1.8 75.0 137.2 58.1 1.6 1.9 31 Out 20.7 24.5 31 Janeiro 23.2) =3.com. temperatura e velocidade do ar de Guarulhos Dias no mês Precipitação Temperatura Velocidade do ar do ar (mm) (ºC) m/s 254.Dados de precipitações.1 1.5 30. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.5 1.3 70.1 e obtemos os valores em milibares.5 31 Julho 16.4 1.35 x ( 1 + 0.8 130.

055 92 1.01+1.82= 118mm/mês 18-3 .388 1.796 3. rios e canais a equação feita em 1980 por Jobson.Método de Penman. ETo= 3.530 106 2.558 3. 1985 recomenda como a melhor equação para se achar a evaporação de um lago.01+1.164 3.867 2.410 95 2.com.587 2.27º C e a velocidade do vento a 2m de altura é de 1.474 108 2. 1948 de superfície líquida é de 1.7 Evaporação usando a equação de Jobson.804 2.191 99 1.459 3.13 x 1.141 mm/ano 18.82mm/dia Como março tem 31dias ETo= 31 x 3.774 3.br Tabela 18.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.837 3.454 76 1.13 x u2 x (es – ea) Sendo: ETo= evaporação de superfície líquida (mm/dia) es= umidade de saturação do ar (kPa) ea= umidade relativa do ar do mês (kPa) u2 = velocidade do vento a 2m de altura (m/s) Exemplo 18.204 3.5m/s.211 2.479 2. 1980 A USEPA.13 x u2 x (es – ea) ETo= 3.424 106 1.502 2.837-2.600 2.257 98 1.120 2.2.01+1.539 3.283 68 1. ETo= 3.143 2.586 111 1.328 103 1.12)=3.068 2. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.071 2.937 3.6 Conclusão: O valor do método de Penman.Evaporação de superfície liquida usando o método de Penman Tensão saturação de vapor es ea Penman Penman mm/dia mm/mês kPa kPa 2.858 2.2 Calcular a evaporação transpiração da superfície liquida de um lago em Guarulhos no mês de março onde a temperatura média é 23.141mm/ano 18.525 78 1.906 2.002 2.5 (2.

Evaporação para superfície liquida da cidade de Guarulhos para rios e lagos usando o método de Jobson.558 2.com.576 3.7 22.388 1.906 2. 18-4 . 18.3 1. http://folk. a evaporação de superfície liquida usando o método de Jobson. CHONG-YU.9 1.6 1.820 3.6 2.808 3.3.3 18.831 3.7 1.071 2.837 2.8 23.858 1.XU.8 19.2 21.750 3.937 2. 1980 é de 1.8 21.120 1. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. com 165páginas.867 2.774 2.164 2.6 17.502 1.002 1. Hydrologic Models.587 1. ano de 2002.595 3.479 1.796 3. and kinetics formulations in surface water quality modeling.539 2. 1985 Mês Temperatura (ºC) U m/s Pressão de vapor ea (kPa) Saturação do valor es (kPa) Evaporação do lago (mm/dia) Evaporação mensal do lago (mm/mês) Janeiro Fev Mar Abr Maio Junho Julho Agosto Set Out Nov Dez 23.4 1.no/chongyux/papers/fulltext.624 3.9 20.7 1. junho de 1985.pdf -USEPA.5 1.828 119 107 118 113 112 107 111 117 111 116 114 119 1365 Portanto.7 18.790 3.779 3.5 1. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology.459 2.4 1.204 2.Método de Penman.5 16.600 1.804 1.5 1.707 3. 2a ed.5 1.068 2. constants.7 Bibliografia e livros recomendados .br Tabela 18.9 1.211 2. Rates.143 2.uio.365mm.0 20.784 3.6 1.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.5 22.

com.br 30/06/08 Capítulo 19 Comparação dos métodos de evapotranspiração de referência ETo 19-1 .Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

br 30/06/08 SUMÁRIO Ordem 19.1 Introdução Assunto 19-2 .com.Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Comparação dos métodos de evapotranspiração de referência ETo 19. A FAO recomenda que mesmo que faltem dados.1 Introdução Os métodos de evapotranspiração de referência ETo variam muito. 1961 Blaney-Criddle.com. Recomenda ainda a FAO o uso do método de Hargreaves. 1975.br 30/06/08 Capitulo 19. 1948 Romanenko.Método Padrão da FAO e Embrapa 965 1245 1153 1136 1201 Dica: quando não temos muitos dados recomendamos o Método de Blaney-Criddle. 1998. 1975 (novo). 19-3 .Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Evapotranspiração anual do município de Guarulhos usando diversos métodos mm Métodos Thornthwaite. 1961 Turc.1. 1975 nos parece de grande utilidade. 1998 com as hipóteses recomendadas. porém a recomendação da FAO. Tabela 19. devendo ser feita a correção adequada na região. deve ser usado o método de Penman-Monteith FAO. é sempre usar Penman-Monteith FAO. A FAO cita também o método de Blaney-Criddle informando que o mesmo é ainda muito usado. Daí ele foi recomendado como método padrão e sempre tomado como referência pela FAO. Todos os estudos feitos na Europa e pela ASCE (American Society of Civil Engineer) mostraram que o método de Penmam-Monteith se aplica a regiões úmidas e áridas. Recomendado quando não se tem muitos dados Penman-Monteith FAO. 1998. O novo método de Blaney-Criddle. existindo mais de 20 equações a respeito.

br 01/07/08 Capítulo 20 Chuvas em Guarulhos 20-1 .com.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 20.2 Introdução Dados do município de Guarulhos Assunto 20-2 .com.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 20.

5 16.8 24.6 1.5 1.3 70.2.1 251.5 1.3 39.42 Fração de luz de hora de sol durante o dia (mm) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total= 254. Tabela 20.53 0.47 0.7 1.31 0.7 200.35 0.6 17.5 1.1) estão os dados médios de 11 anos obtidos na Universidade de Guarulhos.Precipitação.Chuvas em Guarulhos 20.5 1.49 0.8 21. 1998 média mensal mensal (mm/mês) (mm/mês) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total= 254 253 201 58 70 39 31 25 75 137 131 215 1489mm/ano 123 113 115 95 76 61 68 87 98 116 123 126 1201mm/ano 20-3 .Precipitação e evapotranspiração com dados de 1995 a 2005 (11anos) da Universidade de Guarulhos Evapotranspiração Meses do ano Precipitação Método de Penman-Monteith FAO.4 130.7 1487. Vento.2 21.2) estão os resultados de evapotranspiração de referência ETo e evaporação de superficies líquidas válidas para Guarulhos com dados da Universidade de Guarulhos.6 m/s (6km/h) Na Tabela (20. Tabela 20.8 23.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.37 0.0 20.4 1. Umidade relativa do ar.3 18.1 137.6 Temperatura média do ar (ºC) 23.9 75.4 1.7 18.39 0.9 Média=20.br 01/07/08 Capítulo 20.33 Média=0.8 19.2 Dados do municipio:Guarulhos Precipitação média anual:1489mm/ano Evapotranspiração média anual: 1201mm/ano (Método Padrão da FAO – Penman-Monteith. temperatura e fração de luz da Estação Climatológica da UNG com dados de 1995 a 2005 (11anos).0 30.37 0.1.7 22.6ºC Umidade relativa do ar média: 73% Porcentagem de horas de sol durante o dia: (0.1 Introduçãoo Os dados que usamos em quase todos os exemplos são do municipio de Guarulhos 20.6 0.com.9 1. 1998) Temperatura média anual: 20.5 22.42) 42% Velocidade média do vento a 2m de altura do chao: 1.49 0.5 214.9 1.47 0.42 0.8 Na Tabela (20.7 Média=1.3 1.9 58. Meses do ano Precipitação Umidade relativa do ar (%) 75 75 75 73 75 75 73 68 72 73 73 74 Média= 73 Vento a 2m de altura (m/s) 1.

1998 FAO. 1998 FAO.Gráfico das precipitações e evapotranspiração de referência média mensal com dados fornecidos pela UNG e aplicação do Método de Penman-Monteith.com.1.1) podemos ver um gráficos das precipitações médias mensais de Guarulhos com dados de 11anos e da evapotranspiração de referência ETo obtido com o Método padrão de Penman-Monteith. Evapotranspiração mensal Precipitação mensal 20-4 . Gráfico das precipitações e evapotranspiração de Guarulhos Precipitaçao e evapotranspiração (mm) 300 250 200 150 100 50 0 1 3 5 7 9 11 Meses Figura 20.br 01/07/08 Na Figura (20.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.

Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 Capítulo 21 Gramado em Campo de Golfe 21-1 .com.

4 21.21 21.6 21.26 21.2 21.30 21.19 21.1 21.3 21.31 Assunto Introdução Campos de golfe Grama usada em campo de golfe Gramado Importância da grama Qualidade visual e funcional Gerenciamento de um gramado Projeto de gramado Espécie de grama Poda Much mowing Trimming Edging Pestes Irrigação Freqüência de rega Horário de rega Manutenção de campo de golfe Testes do solo para gramados Topsoil Condicionadores de solos Relação C/N Macrófitas aquáticas Uso de águas de esgotos tratadas para irrigação Alternativas de plantio de gramas Fertigation Drenagem na irrigação Viveiro de mudas (nursery) Plano de contingência para época de secas Evapotranspiração Bibliografia e livros consultados 23páginas 21-2 .22 21.8 21.com.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.15 21.16 21.28 21.11 21.10 21.13 21.23 21.18 21.17 21.12 21.7 21.14 21.5 21.9 21.br 09/07/08 SUMÁRIO Ordem 21.20 21.29 21.27 21.24 21.25 21.

O consumo de água dos campos de golfe americanos variam de 230.1) a (21. 2007 a média dos campos de golfe nos Estados Unidos é de 61ha (610. Figura 21. 1974.br 09/07/08 Capítulo 21.2. 21.Gramado em Campo de Golfe 21.000m3/ano (12 L/s) e devido a este enorme consumo de água de irrigação que alguns estados americanos obrigam o uso da água de esgotos tratada. a água de reúso.Exemplo de percurso em um campo de golfe de Bad Wildungen.2 Campo de Golfe Nas Figuras (21.000m2) sendo o mais encontrado campos com 32ha a 40ha. Fonte: Neufert.3) podemos ver os esquemas de campo de golfe conforme Neufert.com. 1974 Figura 21.1.1 Introduçao O objetivo deste capítulo são os gramados para aplicação em Campo de Golfe. ou seja.000m3/ano (7.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 L/s) até 380.Exemplo de percurso em um campo de golfe Fonte: Neufert. 1974 21-3 . Conforme Metcalf e Eddy. No Brasil campos de golfe que existem e estao sendo construidos sao de 18 buracos com área de 75ha.

O ponto de lançamento é uma superficie plana e bem tratata de 40m2 a 60m2. 1974 Baseado em Neufert. A bola de 4cm de diâmetro e os buracos têm 20cm de profundidade e 10cm de casquilho metálicos. A grama bermuda tem origem da África e foi introduzida nos Estados Unidos em 1807. 21-4 .000m. para guardar ferramentas de jardinagem.Exemplo de percurso em um campo de golfe em Roma Fonte: Neufert. ribanceiras). Percursos de 250m a 300m são desfavoráveis e devem-se evitar. lança-se a bola que roda suavemente para os buracos. para que o vento e o sol não sejam sempre favoráveis ou prejudiciais. telefone. O edifício do clube. 1974 teremos: Os percursos contam-se como eixos ideais das pistas de jogo (fairway) como linhas retas ou quebradas desde o ponto de lançamento até o buraco correspondente. Perto do buraco mais afastado do edifício coloca-se as vezes um pavilhão para descanso ou refugio em caso de mau tempo. Distinguem-se duas zonas de pista: 1.com. Nos verdes. nem ser da mesma grandeza. além dos vestiários para homens e senhoras. Os diferentes percursos não devem se tocar e nem se cruzar.000m. 21. cozinhas.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. etc.3. instalam-se com frequência nas imediações pequenas moradias de aluguel ou casas de fim de semana para sócios do clube. Para ajudar a manutenção do campo.500m e um jogo de campeonato com percurso de 400 a 500m tem percurso estimado em 6. caddies (portatadores) e jardineiros e as correspondnetes zonas de convivio.br 09/07/08 Figura 21. homens e professor. sem ser tratado e com obstáculos e 2. tem os compartimentos necessários para os treinadores. As proximidades dos buracos ou verdes aque são planaltos de 500m2 a 100m2 de relva aparada com alguns obstáculos naturais (bunkers. etc. O genus Cynodum possui nove espécies com C. Dactylon sendo a mais usada. nem ter a mesma direção.3 Grama usada em campo de golfe Sem dúvida a grama mais usada em campo de golfe é a bermuda cujo nome científico é Cynodon spp. A largura da pista deve ser de 40m a 80m com relva curta e ligeiras ondulações facilmente visíveis do posto do jogador. O árido ou terreno de lançamento. O percurso total do jogo depende do comprimento dos percursos parciais: um jogo curto de 18 buracos com percurso de 100m a 250m tem um percurso aproximadamente de 5. sendo usada extensamente a partir de 1900. Um jogo médio com percursos de 300m a 400m tem percurso de 5. com partidas a distância diferente para senhoras. No verde de cada buraco está situada a partida para o curso seguinte.

5 a 8. e sim somente mudas: Tifflawn (1952) Tifgreen 328 (1956) Tifway 419 (1960) Tifdwarf (1965) Tifway II (1981) A regra é a seguinte: quando você compra sementes de grama vai ter sementes e quando compra mudas não vai ter sementes.5 adicionar calcáreo.5 Funciona bem em solos com 112kg/ha de fósforo e 187 kg/ha de potássio que propiciará um rápido crescimento da planta. O nitrogênio a ser aplicada está na faixa de 0. Funciona bem em solos com pH na faixa de 5. 80% do sistema radicular está nos 150mm de raízes.62mm/dia de água para irrigação. É sensivel as mudanças de estações muito drásticas. A grama bermuda Tiffreen 328 possui os seguintes atributos: Muito usada em campos de golfes. Tolerante a seca Densa Textura fina Precisa de 25mm a 50mm de água por semana Rápida recuperação com pestes que podem ser controladas facilmente quimicamente. 21-5 . mesmo rasos Precisa de 2.0. isto é.5kg/100m2 É uma planta esteril. Quando pH<6. em jardins comerciais e em paisagismo em geral. A grama bermuda possui os seguintes atributos: Excelente resistência ao calor e a seca Baixo consumo de água para irrigação Formação densa Tolerância a vários tipos de solos com faixa variável do pH Boa tolerância a salinizaçao da água Boa tolerância ao tráfego de pessoas Relativamente fácil de ser aplicada Cresce em qualquer tipo de solo. A grama bermuda pode atingir altura de 5cm a 40cm chegando até 90cm. Pode ser atacada por poluição do ar onde a mesma exista havendo descoloraçao da mesma. pH entre 6. A grama bermuda é resistente ao pisoteio e devido a isto é muito usada em campo de golfe. na Austrália chamase couch grass. Doenças: nematoides Deve-se contrar as pestes.br 09/07/08 Na África do Sul a grama bermuda tem o nome de Kweekgrass.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. Foram feitos vários cruzamentos da grama bermuda nos Estados Unidos a partir de 1940 e resultaram as seguintes gramas que são denominadas de gramas híbridas que nao produzem sementes.54mm/dia a 7. não tem sementes. insetos e aplicação de fungicidas. na India chama-se grama do diabo (devil´s grass e na Argentina chama-se gramillia.

4) e (21.Classificação da grama Merion Kentucky Bluegrass Reino Planta Divisão Embryophyta Subdivisão Phanaerogama Ramo Angiospermae Classe Monocotyledoneae Subclasse Glumiforae Ordem Poales Família Poaceae Subfamília Pooideae Tribo Poeae Genus Poá Espécie Pratensis Cultivar Merion 21. 21-6 .1. As gramas são da família Poaceae. 21. Os aspectos mais importantes do gramado são: Efeito estético e ornamental Serve para relaxação mental Bom para a recreação e esportes Reduz incêndios Evita cobras e ratos Reduz os danos de erosão no solo Reduz a temperatura de 1.5) mostram a qualidade visual das gramas. que significa solo de grama.br 09/07/08 21.6 Qualidade visual e funcional.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9º C do que fosse de solo nu. Vamos dar um exemplo de como é feita a classificação das gramas. Qualidade visual é: Densidade Textura Uniformidade Cor Hábitos de crescimentos Suavidade da superfície As Figuras (21.com. sendo que a mesma valoriza o imóvel em 6% a 15%. A qualidade de uma grama pode ser visual e funcional. Os gramados privados da era Vitoriana na Inglaterra são famosos em todo o mundo. baseball e outros. golfe. O inicio dos gramados surgiu no século 16 ou 17. Reduz a poeira Reduz barulhos de 30% a 40% Melhora a qualidade das águas de chuvas Fornece oxigênio pela fotossíntese Reduz alergias (mas pode também causar alergias) Esportes em que se usam gramados: futebol.1º C do que fosse de concreto Reduz a temperatura de 0. O primeiro cortador de grama foi inventado por Edwin Budding na Inglaterra em 1830. A palavra muito usada nos Estados Unidos é “turf” que é derivada do Sânscrito da palavra “darbhus”. mostrando a grama Merion Kentuchy Bluegrass conforme Tabela (21.4 Gramado Na bíblia encontramos referência ao jardins usados na Pérsia e na Arábia.5 Importância da grama Não há dúvida da importância da grama para o paisagismo. As gramas podem ser nativas ou importadas e quando consideradas junto com o solo são chamadas de gramados.1) Tabela 21.

Qualidade visual da grama Figura 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 Figura 21.5.Qualidade visual da grama Qualidade funcional A qualidade funcional das gramas são: 21-7 .4.com.

7.6.Qualidade funcional da grama 21-8 .br 09/07/08 Quantidade de raízes e a profundidade das mesmas Capacidade de recuperação da grama Aspecto verde do gramado após a poda Figura 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Qualidade funcional da grama Figura 21.

A taxa aproximada de overs-seeding é de 2. Deve ser salientado que não existe um método de aeração que não traga algum problema. A superfície seca do gramado facilita ainda a poda da grama.com.Best Management Practices – Turf Management.5 a 7. pois criará uma superfície anaeróbia que reduzirá a ação dos micróbios. inibe a entrada de água e do nutriente e pode desenvolver patógenos e portanto. tomando-se o cuidado para não causar danos na rede de irrigação. -Turf ou gramado Termo técnico aplicado a qualquer jardim ou parque gramado. pois. Se necessário o solo pode ser acrescido de areia para facilitar a drenagem e deixar sempre seca a superfície do gramado. A camada de thatch tem ¼” a ½” e pode causar problemas. Pelo menos uma vez por ano deverá ser feito o over-seeding. Geralmente a aeração e feita uma ou duas vezes por ano usando furos de 25cm a 36cm. Definições: .7 Gerenciamento de um gramado Vamos usar os conceitos da cidade de Seattle.5kg/100m2 de área. Muita grama cortada é retirada e parte fica no solo. -Over-seeding Para reparar áreas doentes de gramados são usadas sementes sobre o mesmo para a recuperação. . ou seja. tratores sobre o gramado é necessário que o mesmo seja aerado para evitar a compactação. Então o material orgânico que está no solo poderá formar barreira impermeável. BMP Manual 2005.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8 Projeto de gramado Os gramados devem ser construídos com declividade mínima do solo de 2% para permite a drenagem e declividade máxima de 25% para permitir que os equipamentos de poda possam ser usados.Aeração Como passam pessoas. fósforo (P) e potássio (K) formando o que chamamos de NPK. Deverão ser feitas pesquisas no solo para aplicação específica. Deve ser escolhidos os meses que são melhores para a aeração do solo. -pH O solo poderá ser acido ou alcalino e o pH do solo ideal deverá estar entre 5.br 09/07/08 21. veículos. A remoção de thatch deve ser feita pelo menos uma vez por ano e coincidirá com o programa de colocação de sementes e aeração do solo. Notar que se acrescentamos areia em solo muito argiloso pode melhorar a drenagem porém pode ocasionar outros problemas. -Thatch É a camada de raízes mortas e parcialmente decomposto no gramado e que foi acumulado quando foi feito o corte da grama com lâminas. deve ser removida. 21-9 . -Poda É o uso de determinado equipamentos para cortar a grama. As folhas que porventura estejam sobre a grama deverão ser retiradas. A aeração é feita com buracos no gramado a profundidades variadas para facilitar o movimento do ar e da água no solo. sendo os ingredientes primários na quantia mais usada que é 5 -1 -4 respectivamente. Podem também ser usadas para prática de esportes 21.Fertilizante São nutrientes orgânicos ou sintéticos que combinados basicamente com o nitrogênio (N). podar a grama.0. -Top dressing É aplicação de área na superfície do gramado para aumentar o movimento de ar e água e manter a superfície do gramado seca e firme.

br 09/07/08 Os materiais orgânicos acrescidos ao solo natural serão decompostos em prazo de mais ou menos dois anos.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 21. muitas sombras. As árvores. tees e fairways de campo de golfe. Coloque as sementes específicas na área selecionada na quantidade de kg/ha. Deve ser evitada a compactação do solo com as rodas do equipamento de corte de grama.9 Espécies de grama A seleção das espécies de grama que serão usadas depende de muitos aspectos. Deve-se ter cuidado com o tipo de pesticida a ser usado. A grama Bermuda Tifway 419 é muito usada para futebol. O ideal é que seja rodeada de grama. Altura de corte Para muitas gramas perenes a altura de corte deve ser de 38mm a 50mm. tais como drenagem baixa. O corte pode ser mecânico ou manual e em alguns casos aplicar herbicidas para eliminar a grama. A grama Bermuda Tifdwart é muito usada para greens de campo de golfe.com. A altura de corte de um campo de golfe pode ser assim: Anti-greens: altura de 18mm a 22mm Tees: 8mm a 12mm Fairways: 12mm a 15mm Roughs: 25mm a 35mm 21. Evite as áreas molhadas. obras em concreto. etc. O pH do solo deve ser testado e determinado o pH e acrescido calcário se necessário. De modo geral a Kentuchy Bluegrass deve ser evitada.10 Poda Distinguimos na poda o seguinte: -Freqüência É importante para a saúde do gramado que seja monitorado quando são feitos os cortes de grama. mas nem sempre necessário. As seguintes características de uso e manutenção devem ser seguidas para a seleção das sementes de gramas: O local ideal do gramado é tenha muito sol.12 Trimming A grama que fica perto de cercas. pólo. boa drenagem e razoável fertilidade do solo e bom para gramas perenes. Os equipamentos devem ser ajustados regularmente. 21. pouco fertilizante. Aplique fertilizante antes ou depois de semente. O mulch aplicado deve ter menos que ¼”. perto de árvores devem ser preservadas. beisebol. etc e outras amenidades deve ser colocada cuidadosamente grama para reduzir a poda manual. 21-10 . Em alguns casos o mulch deve ser evitado. Normalmente os cortes mais baixos são usados no período de primavera/verão ou para torneios importantes. 21.11Much mowing A grama cortada raramente é removida do gramado que retorna como nutriente necessário ao solo e é importante para a saúde do gramado. Gramados que são parcialmente sombreados ou que possuam drenagem pobre devem ser misturados os tipos de grama. A aplicação de camada fina de material orgânico (mulch) é bom. dependendo de como foi preparada a aplicação das sementes e irrigação. Anti-Greens: 2 vezes por semana Tees: 2 a 3 vezes por semana Fairways: mínimo de 2 vezes por semana Roughs: 1 a 2 vezes por semana As gramas tipo bermuda possuem crescimento maior na primavera/verão. arbustos. com quantidades altas de nitrogênio ns proporções: 10-2-6: 21-7-14 ou 24-4-12. etc. lembrando que deve ser evitado de cortar mais de 1/3 do caule da grama.

1.13 Edging Quando os gramados atingem as bordas de uma superfície pavimentada temos o edging. O coeficiente C=130 de Hazen-Willians e a velocidade mínima é de 0.4mm/dia de irrigação de água de reúso.1mm/dia a 3. Geralmente a irrigação é feita durante o período da noite num período de 8h a 10h. 21-11 .14 Pestes São tolerados em gramados geralmente os insetos. doenças na grama e plantas (weeds). como o nitrogênio ou colocar de menos. No caso de irrigação para água de reúso colocar uma tarja vermelha ou outra cor para identificar a tubulação. principalmente com o uso de pesticidas. a topografia. sendo mais comum tubos de polietileno de alta. Forma de loop: há tubulação principal correndo pelos quatro cantos e no meio ficam as tubulações secundárias. 1998 recomenda a média de irrigação de campo de golfe com água de reúso de 2. aço. A pressão mínima recomendada é de 42mca conforme Asano.15 Redes de irrigação Influencia na irrigação o tipo de solo. 2007: Forma de árvore: um eixo principal e os galhos da árvore são os secundários. 2007 O estado de arte da irrigação é: Calcular a perda de água por evaporação ocorrida deste a última irrigação Informar a cada sprinkler quanto de água deve ser aplicado para substituir a perda por evaporação Não usar muita água para não produzir runoff. Pode também ser instalados hidrantes para água de reúso caso se queira. 1998 o valor médio encontrado nos Estados Unidos para irrigação de campos de golfe.1mm/dia a 3. grandes declividades. etc Conforme Asano.4mm/dia.3m/s.1m/s conforme Metcalf e Eddy. As pressões máximas e mínimas recomendadas conforme Metcalf e Eddy. 21. 21. média e baixa densidade conforme podemos ver nas Figuras (21. Não podemos irrigar demais e nem de menos. 2007 estão na Tabela (21. A velocidade máxima está entre 1.18) a (21. Dependendo do local a manutenção deve ser mais cuidadosa. praças públicas é 2. Durante 2 a 4 vezes por ano o edging deve ter manutenção. 2007. 21. Fazer ajustamento de campo para locais com sombras. As redes podem ser feitas de três maneiras básicas conforme Metcalf e Eddy. Forma de grelha: há um eixo principal e rede secundária que estão interligados. 1998 e a máxima de 84mca.Pressões recomendada nos Estados Unidos para irrigação Parâmetro Pressão mínima Pressão máxima Pressão diferencial na zona de pressão 21mca 50mca Pressão estática no alto 21mca 35mca Pressão estática na parte baixa 56mca 70mca Fonte: Metcalf e Eddy. Normalmente usam-se tubos de PVC rígido. Deverá ser previsto descargas períodos para limpeza da rede de água tanto para água potável como para água de reúso. Não podemos colocar nutrientes demais. o clima da região e a estação do ano.5m/s a 2.11). Dica: Asano. os ventos. Tabela 21. Regularize a pressão em cada ponto de modo a obter uma distribuição uniforme da irrigação. O diâmetro do tubo de PVC classe 15 ou classe 20 geralmente é menor ou igual a 100mm. As tubulações podem ser de PVC.br 09/07/08 Em áreas com muita declividade cuidados especiais devem ser tomados a ser usado equipamento de corte de grama. ferro fundido dúctil e PEAD(polietileno de alta densidade). Deverão ser tomadas as precauções para resolver o problema.1.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

Neste caso os reservatórios são fechados não podendo entrar o sol para não desenvolver algas. Os problemas de armazenamento de água de reúso em reservatórios fechados conforme Metcalf e Eddy. que é 5% do volume anual por hectare. isto é.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2007 pode ser assim resumido : Água de reúso Irrigação para agricultura Irrigação para landscape Água de makeup para resfriamento Fator de pico de vazão Maximo por dia/ média diária Pico por hora/ máximo por dia 1. 2007 é: C= 637 x V 0. Uma maneira de se melhorar a qualidade da água é a diluição.1mm deveremos por hectare reservar 385m3 no mínimo para atender as flutuações.5 ou 2. O dimensionamento será 1. Quando o campo de golfe for irrigado por água de reúso é necessário que a água seja filtrada em filtros com 600μm (0.65 Sendo: C= custo em dólar (US$) V= volume (m3) 21-12 . isto é.5 1a2 Fonte: Metcalf e Eddy. Uma outra recomendação de Metcalf e Eddy.16 Picos de vazão Os picos de consumo de água de reúso para irrigação de landscape e campo de golfe conforme Metcalf e Eddy.br 09/07/08 21. Assim com a demanda diária de 2. A cor é causada pela presença de materiais úmicos que estão na água de reúso. 2007 Asano. um deles devido a irrigação noturna do campo de golfe e outro devido a descarga de bacias sanitárias nas casas. O custo de um reservatório de aço para água de reúso conforme Metcalf e Eddy. misturar com água de outra procedência. 1998 informa que na prática existem dois picos.5 4a6 1 a 1. Como geralmente a maior demanda de irrigação é durante a noite deve-se prever um reservatório com volume mínimo de 5% da demanda anual.6mm) Asano. 1998 salienta que o reservatório pode ser um lago isolado onde não entram as águas superficiais do runoff ou pode ser feito um reservatório enterrado. Para previsão de longo alcance são feitos lagos e são muito grandes e impermeabilizados no fundo. Salientamos que em alguns lugares é proibido o uso do sulfato de cobre para matar as algas. Caso haja reservatório de incêndio para ser usado com água de reúso segundo as normas americanas o volume mínimo deve ser para 4horas de incêndio com pressão de 14mca. semi-enterrado ou apoiado ou elevado que não tenha contato com o sol cuja água deve ser clorada. Assim podemos misturar água potável na água de reúso em um reservatório. Deve-se ter o cuidado para que o reservatório não fique muito tempo estagnado para não ficar sem cloro residual. 2007 são os seguintes: Estagnação Odor que sai dos reservatórios principalmente de gás sulfídrico H2S Perda de cloro residual Recrescimento de organismos Em reservatórios abertos. 2007 para dimensionamento de reservatórios com água de reúso é que o mesmo pode ser dimensionado para : Previsão de curto alcance: um dia ou uma semana Previsão de longo alcance: lagos Reservatório de emergência Para previsão de curto alcance para água de reúso aconselha-se que o volume do reservatório seja do consumo de um dia ou de uma semana conforme o caso. 21. 1998 ressalta que o Irvine Rach que usa água de reúso para irrigação de paisagismo e campo de golfe é mais antigo é adotado Pico=2. 2007. Deverá ser observado a pior situação.5 a 2 2a3 1 a 1. Para reservatórios de emergência muitos usados em bombeamentos deve ter o cuidado para que a água de reúso não tenha tempo de residência muito grande para não ter problemas na qualidade conforme Metcalf e Eddy.0 o consumo médio do dia de verão.17 Reservatórios para armazenamento de água de reúso Asano.com. os lagos para armazenamento de água de reúso temos os mesmos problemas dos reservatórios fechados acrescido do desenvolvimento de águas que podem ser resolvido com sulfato de cobre.

Figura 21.br 09/07/08 21.18. Os aspersor mais usado no Brasil é de rotor.9. Observar a derivaçao lateral de menor diâmetro.12 L/s a 0. Os aspersores possuem elevação de 10cm. 8 litros/ hora e outras.03 L/s a 2.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. podendo chegar até 36m em áreas de campo de golfe.6m a 24. maciços de plantas.8.5cm e 30cm para facilitar a irrigação e em campos de golfes podem chegar a 35cm de altura. 12.com. etc. 21-13 . É bom para pequenos espaços como vasos.29 L/s. -Aspersores Geralmente possuem alcance de 4. Os aspersores rotores para paisagismo possuem vazão que variam de 0. O emissor emite gotas para realizar a irrigação.6m. Há vários modelos com vazões que variam de 2 litros/hora.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe.Gerador de emergência Deve ser sempre pensado se deverá haver ou não gerador de emergência caso haja interrupção da energia elétrica. Figura 21. -Gotejadores Primeiramente usado em Israel nos anos 60.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe. 4 litros/hora.

Figura 21.10. Observar a derivação lateral com um aspersor que se levanta automaticamente com a pressão da água. 21-14 .Medição da água para irrigaçáo.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe.9.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. observando-se um hidrômetro Woltman.br 09/07/08 Figura 21.

16.br 09/07/08 Figura 21. Quantidade de água De modo geral as gramas exigem 3mm a 5mm de água por dia.18 Manutenção de campo de golfe O campo de golfe basicamente é dividido em: Greens Anti-greens Fairways Roughs Bancas Paisagismo (árvores. Deve-se evitar o cozimento da grama quando o sol está muito forte e a grama está encharcada de água.Em áreas sombreadas. como por exemplo.com.16 Freqüência de rega É aconselhável fazer regras periódicas para irrigação.17 Horário de rega Pode ser regado o gramado no inicio da manhã e/ou no final da tarde. os áreas mais sombreadas e com solos argilosos exigem menos rega do que as áreas ensolaradas com solo arenoso. arbustos e jardins) 21. Geralmente a rega em campo de golfe vai de 8h a 10h por dia e é feito durante a noite.19 Testes do solo para gramados Os testes de solo importantes são: Salinidade Condutividade elétrica para se achar o TDS Quantidade de sódio SAR (sodium adorption ratio) Bicarbonato e carbonato pH Cloreto Boro Cloro Nutrientes Sólidos totais em suspensão (TSS) Turbidez 21-15 .11. 21.Válvula redutora de pressão e válvula retentora de fluxo usadas em irrigação. 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Conforme Paulo Antonio Azeredo Neto. 3 vezes por semana. evite regar à tarde para não favorecer o aparecimento de fungos.

22 Relação C/N É importante a relação C/N. golfe.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. tênis ou outro esporte.10m onde será plantada a grama. 21. que é a relação da matéria orgânica com o nitrogênio. pólo.Água de reúso classe 3 Estado do Texas Para irrigação de gramado. paisagismo é exigido: BDO5 ≤ 10 mg/L Turbidez ≤ 3uT Coliformes fecais ≤ 75/100mL Análise uma vez por mês Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada.com. submersas e plantas emergentes. conforme Tabela (21. Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins. Tabela 21. Temos que manter um equilíbrio entre C e N 21.20 Topsoil Os solos brasileiros apresentam 1% a 2% de matéria orgânica e então se torna necessário a complementação necessário para o bom enraizamento e desenvolvimento do gramado.1). É uma alternativa para uso de nutrientes. 2005. onde o fósforo deve ser observado. 21.br o topsoil é uma camada superficial de 0.br 09/07/08 21. Tanto a camada de topsoil como as porcentagens da mistura condicionador e areia média podem variar dependendo da finalidade do campo esportivo: futebol.com.. Então o solo terá melhor capacidade de retenção de água diminuindo o stress hídrico e menor freqüência de irrigação. Ainda não temos leis brasileiras sobre o assunto e devemos usar o que está no Sinduscon.24 Uso de águas de esgotos tratadas para irrigação O uso dos esgotos sanitários tratados para irrigar um campo de golfe é muito usado atualmente baseado num dos motivos abaixo relacionados: Evitar o lançamento de esgotos em cursos de água intermitentes ou em terrenos particulares. Conforme http://www. Deverão ser monitorados os índices de: SAR (sodium adsorption ratio) Condutividade elétrica 21-16 . praças publicas e jardins dos lotes.20m a 0.21Condicionadores de solos Os condicionadores de solos aumento a capacidade de troca catiônica (CTC) do solo. isto é.itograss.1 .23 Macrófitas aquáticas Temos plantas flutuantes. Uma boa alternativa devido a um ótimo tratamento dos esgotos Serve para irrigar campos de golfe. 21. Utiliza-se condicionador de solos em porcentagem de 10% a 25% em mistura com areia média.

Figura 21.12-Grass plugs: buracos onde são plantas as mudas Figura 21.br 09/07/08 Boro Outros 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.25 Alternativas de plantio de gramas Segundo www. O sistema de Plugs já vem sendo usado no Brasil a mais de 10anos e não depende de equipamentos especiais.itograss. pois necessita de equipamentos apropriados.13-Mudas de grama Figura 21.14-Plugging num gramado saudável 21-17 .com.br as alternativas de plantio de gramas são: Semente Sprigs Plugging Plugs Tapetes (mais comum 90% do mercado) O sistema de sprigs e plugging ainda não é usado no Brasil.com.

Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.18-Sprigs de Tifway 410 grama bermuda 21-18 .17-Semente de gramas Figura 21.br 09/07/08 Figura 21.16-Semente de grama de jardim Figura 21.15-Tapete de grama natural Figura 21.com.

5m. Planning a golf course drainage projetc Patrick M.18. lama na bola e o deslocamentos dos veículos elétricos trarão enormes restrições no campo.60m a 1. É muito importante uma boa drenagem num campo de golfe. Pode haver bacias sifonadas com 4. A taxa de infiltração da areia varia de 76cm/hora a 203cm/hora A condutividade hidráulica do solo é importante para a determinação da tubulação principal que conduzem as águas de drenagem a um determinado ponto. O espaçamento entre as linhas de trincheiras depende do solo e geralmente está entre 3. 21. A largura das trincheiras são de 13cm a 18cm para acomodar estes materiais.com. As linhas de drenagem usam solo nativo. Quando o buraco do campo de golfe está em terreno elevado.00m a 7.5m.27 Drenagem na irrigação Os campos de golfes devem possuir um sistema de drenagem. Deverá ser estudado o solo com muito cuidado para tal aplicação.br 09/07/08 21.5m de espaçamento de drenagem quando o buraco está em terreno plano. Fonte: Green Section Record. que melhora as águas pluviais. O´Obrien 21-19 . Nos pontos baixos que devem ser identificados deve ser feita trincheiras com profundidade mínima de 46cm. As profundidades podem variar de 0. tênis molhados.Obras de drenagem de um campo de golfe. Figura 21. devemos ter em torno dele linhas de drenagem espaçadas de 7. areia e não pedregulho e são envolvidos com geotêxtil.26 Fertigation Fertigation é a colocação de pequenas quantidades de nutrientes juntamente com a água de irrigação.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Geralmente é de 0. Muitas vezes em drenagem de campo de golfe necessitamos de fazer sifonagem e bombeamento. O próprio gramado já é um biofiltro.60m.80m. As linhas de drenagem são feitas perpendicularmente a linha do fluxo da água. pois a presença de lama.

Obras de drenagem de um campo de golfe.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Observar os drenos são perpendiculares ao fluxo.19. Figura 21. 21-20 .com.20.br 09/07/08 Figura 21.Matérias de drenagem estocados.

Abaixo temos 200mm de solo nativo e as tubulações de drenagem. para situações de secas muito prolongada. Deve-se pensar sempre em um plano de contingência para a irrigação do campo de golfe. 21.21-Reservatório de retenção no campo de golfe para reter águas pluviais USGA Putting Green Profile Titleist Root Zone Mix Coarse grained material (loamy fine sand – fine sand) (Hyd.22) a grama está sobre uma camada de solo de 300mm a qual por sua vez está sobre uma camada de areia de 100mm./hr) 12 in. Intermediate Layer (coarse sand – fine gravel) Crushed Stone Native Soil Drainage Lines Figura 21. Na Figura (21. 21. podemos usar o método de Bradley-Criddle.1975 que produz bons resultados. Conductivity > 6 in.com. 8 in.28 Viveiro de mudas (nursery) Em loteamentos muito grande é comum se fazer um viveiro de mudas para a implantaçao do gramado. 4 in. a 21-21 . 21.30 Evapotranspiração Como geralmente não temos muitos dados para determinação com maior precisão evapotranspiração.br 09/07/08 Figura 21. 4 in.29 Plano de Contingência para época de secas.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.22-Observar que a grama está assentada sobre camada de material para a zona de raízes e a drenagem.

1 Podemos usar um loteamento conforme Tabela (21.com. Os cálculos foram feitos com e sem a precipitaçã efetiva Pe. 21.br 09/07/08 Exemplo 21. 21-22 .Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Resultados a serem usados em irrigaçao Exemplo 21. isto é.000m2 para o cálculo da quantidade em milimetros que deve ser irrigada por dia mês a mês para o municipio de Itatiba no Estado de Sao Paulo.6mm/dia de irrigação. O rendimento adotado para irrigação foi de 80%. o campo de golfe gasta aproximadamente 50% a mais de água que o gramado comum. enquanto que para o paisagismo comum precisamos de 0. Muitas plantas são sensitivas ao cloro e ao boro.1. Para o mês de janeiro precisamos para o campo de golfe de 0.2 Aplicação a área de campo de golfe com 18 buracos e com 750. Foi usado o Método de Blaney-Criddle para a evapotranspiração. Tabela 21. pois o efeito adverso da salinidade é que a grama vai ficando com coloração marrom e amarelada.4mm/dia. Afetará os greens os tees. Observar que precisamos de mais água no campo de golfe. 1998 a salinidade é o maior problema no uso de água de reúso em campos de golfe.31 Salinidade Conforme Asano. O solo adotado é franco siltoso.1) que haverá irrigação para paisagismo e para o campo de golfe.

htm -NEUFERT.br/informativoverde/edicao69/mat05ed69.com. 1998 21. 1974. TAKASHI.doc -Internet-http://www. CRC Press.br 09/07/08 Fonte: Asano. 1528páginas. 432 páginas.greenleafgramados. Editora Gustavo Gili do Brasil.Best Management Practices – Turf Management. 4ª edição. -CIDADE DE SEATTLE. -Internethttp://www. ERNST.com. -O´OBRIEN. BMP Manual 2005. 21-23 . PATRICK. Wastewater reclamation and reuse. 1998.32 Bibliografia e livros consultados -ASANO.itograss. Planning a golf course drainage projetc.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br/doc/informe_tecnico_01. Arte de projetar em arquitetura. Green Section Record.com. ISBN 1-56676-620-6 (Volume 10).

8 7.75 1 1 0.1 4 22 0.1 2 22 0.8 97.6 7.18 300 54 40 40.18 300 54 40 40.18 300 54 40 40.75 0 30 65 90 0.5 3.75 93.0 0.75 1 1 0.1 3.1 3 22 0.75 80.4 55 113 51 51 75.74 3.3 55 20 9 9 75.4 3.18 300 54 40 40.6 0.4 1.11 22 0.75 0 30 68 89 0.75 66.9 1.8 7.75 0 30 138 113 0.7 7.4 2.0 0.9 8.0 1.0 3.75 82.750 31 205 125 0.74 0.7 17.74 1.3 55 33 15 15 75.75 93.9 6.3 55 37 17 17 75.5 55 125 57 57 75.9 7.0 0.9 24.6 0.18 300 54 40 40.0 0.9 2.0 9 22 0.6 0.750 31 126 110 0.0 0.09 22 0.1 55 36 16 16 75.0 0.74 2.75 1 1 0.75 0 30 51 66 0.7 7.8 55 105 48 48 75.0 0.08 22 0.18 300 54 40 40.6 0.1 1 22 0.74 0.3 0.9 55 85 38 38 75.18 300 54 40 40.6 0.0 0.3 2.75 1 1 0.75 1 1 0.7 2.5 55 69 31 31 75.18 300 54 40 40.74 2.5 89.75 1 1 0.9 2.0 8 22 0.75 84.6 0.18 300 54 40 40.5 62.5 7.5 7.2 31.9 8.6 0.6 0.4 0.9 2.75 1 1 0.6 2.75 49.6 16.7 7.3 0.6 0.75 76.74 2.1 7.1 7.75 61.750 338 ] 0.9 1.18 300 54 40 40.75 0 31 60 74 0.75 1 1 0.9 0.18 300 54 40 40.75 1 1 0.9 0.janeir o feverei ro març o abril maio junho julho agost o setemb ro outubr o novemb ro dezemb ro 31 Precipitação (mm/mês)=P= Evapotranspiração mm/mês Método de Blaney-Criddle Ks Kd Kmc Coeficiente de paisagismo KL= Ks x Kd x Kmc Etc= Eto x KL (mm/mes)= Taxa de infiltração no solo (mm/h)=solo franco siltoso com declividade de 8% a 12% Capacidade de armazenamento no solo AWHC para solo franco siltoso Profundidade das raízes (mm)= Água disponível para as plantas PAW (mm)= Fator de água que pode ser extraído para solo franco siltoso MAD (%)= Fator de água que pode ser extraído para solo franco siltoso MAD (%)= Quantidade máxima de água que pode ser extraída pelas plantas AD (mm)= AD em polegadas= Precipitação em polegadas Pi= ETC em polegadas= Fator SF pelo SCS formula= Pe da formula do SCS= em polegadas= Pe em milímetros do SCS= Precipitaçao efetiva Tabela 1.75 67.7 0.1 3 22 0.3 57.8 7.3 32.0 3.6 0.1 0 22 0.1 55 18 8 8 75.75 1 1 0.750 31 154 108 0.13 para solo franco siltoso=RF = Pe= P x RF/100= 9mm) Pe sendo 25% da precipitação= Precipitação efetiva deve ser menor que P e Etc Rendimento Ea usando Tabela (3.74 3.9 3.2 0.25 135 1 115 0 mm/an o mm/an o .75 0 31 32 82 0.6 0.8 7.75 1 1 0.9 2.0 0.7 0.2 80.74 3.75 1 1 0.75 0 31 36 65 0.0 0.0 0.0 0.9 5.6 0.74 0.18 300 54 40 40.7 67.74 1.0 0.0 55 28 13 13 75.09 22 0.6 0.75 49.6 0.75 0 28 190 102 0.2 0.75 55.74 1.1 28.2)=vento 3m/s Rendimento da irrigação adotado= 227 125 0.4 55 76 34 34 75.9 5.

7 4.2 3.0 113 1.8 1.0 97 0.08 1.5 3.0 92.0 111.4 3.8 1.8 4.0 126.0 62 0.0 83 0.0 21 15.2 3.0 62 30 2.3 3.0 83 30 2.6 1.0 1.5 24 15.0 1.2 3. 3 2.7 1.7 2.7 3.5 2.7 26 15.0 74 30 2.1 2.0 59 30 1.0 28 15.9 1.0 102 30 3.NL mm/dia= (Etc .2 1.7 3.0 66.8 3.0 84 0.0 84 30 2.4 17 15.0 21 15.0 93.8 26 15.Pe)/ rendimento/ dias do mês=mm/dia NL mm/dia sem Pe Nl mm/semanas sem Pe=mm/semada Taxa de irrigação admitida AR (mm/h)Tabela 3.0 67 0.4 3.7 19 15. 1 1.6 1.0 114.0 113 1.6 4.0 97 30 3.4 1.0 102 0.6 1.0 74.6 2.0 100 1.3 2.0 67 30 2.2 15 15.0 59 0.9 1.0 113 30 3.0 2.0 126.0 83.3 3.9 2.08 1.7 1.5 para solo franco siltoso decl 8% a 12% Tempo de operação OT=NL x 60/AR= min/semana Dias de irrigação ID= PWR/AD= dia/semana Dias de irrigação ID= PWR/AD= dia/semana Total por dia de irrigação Td=OT/ID=(min/dia)= Máxima irrigação por ciclo RC= min=60 x taxa de infil/AR Ciclo por dia C= Td/Rc= Ciclo por dia C= Td/Rc= Irrigação m3/h para Campo de Golfe somente 1.1 .0 105 30 3.2 2.0 108. 5 2.1 15 15.0 28 15.0 113 30 3.3 2.7 4.8 1.7 1.0 105 1.0 117.7 2.2 3.0 74 0.0 68.0 2.6 25 15.0 100 30 3.

1975 para evapotranspiração de referência ETo Latitude Varejao-Silva.Método de Blaney-Criddle.br 28/06/08 Capítulo 22 Método de Blaney-Criddle.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005 22-1 .com.

2 22.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.3 22.Método de Blaney-Criddle.5 Assunto Introdução Método novo de Blaney-Criddle. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 SUMÁRIO Ordem 22.4 22.com. 1978 Evapotranspiração de referência ETo Conclusão Bibliografia e livros consultados 22-2 .1 22.

2 Método novo de Blaney-Criddle. 22. 2005. 1975 O método está muito bem explicado por Varejão-Silva. H*= f* (0.1.46 x T + 8. 22-3 .Método de Blaney-Criddle. conforme Tabela (22.1 Introdução O Método antigo de Blaney-Criddle data de 1950 e foram apontados varios erros e posteriormente foi criado o Método de Blaney-Criddle.1).13) Sendo: H*= lâmina de água no perÍodo de um dia (mm) T= temperatura média do mês (º C) f*= média da porcentagem diaria do fotoperiodo anual em latitudes que variam de 10º N a 35º S.Valores de f* para a nova fórmula de Blaney-Criddle conforme Varejão-Silva.Método de Blaney-Criddle. 1975 para evapotranspiração de referência ETo 22. Tabela 22. Recomendamos este metodo quando nao temos muito dados.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. 1975.br 28/06/08 Capitulo 22. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. 2005.

2.13) H*= 0.3 Evapotranspiração de referência ETo O valor de ETo é determinado usando a Tabela (22.65 b= 0.9mm 22.1mm/dia x 31 dias= 128mm/mês Para os restantes dos meses temos: 22-4 . a umidade relativa do ar e o vento. a ETo mensal será: ETomês= 4. Aplicando a equação: H*= f* (0.31.2) achamos razão de insolação baixa e coeficientes: a= -1. 2005.br 28/06/08 Tabela 22.98 x 5.2) achamos os valores de a e b.42.5º Sul e temperatura média do mês de janeiro de 23.9 =4.3 Calcular H* para o mês de janeiro para município de Guarulhos com latitude de 23.Método de Blaney-Criddle.5) H*= calculado anteriormente (mm) Exemplo 22.31 (0.65 + 0. a velocidade do vento média de 1.13)=5. onde entram as relações n/M.Valores de a e b para a nova fórmula de Blaney-Criddle.46 x 23.98 x H= -1.4 Calcular a evapotranspiração de referência ETo para Guarulhos sento a umidade relativa do ar média de 73%.com.1mm/dia Como o mês de janeiro tem 31 dias.6m/s e a relação n/N média de 0.46 x T + 8. Exemplo 22.7º C.98 ETo= a + b x H* ETo= -1.7 + 8.1) para janeiro f*= 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.65 + 0. Consultando Tabela (22. ETo= a + b x H* Sendo: Eto= evapotranspiração (mm/dia) A e b são coeficientes obtidos da Tabela (22. Entrando nas Tabela (22. 1975 conforme Varejão-Silva. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

com.6 22-5 .8 75.7 24.9 365 Total=1487.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.3 30 abril 21.3 31 maio 18.7 28 fevereiro 22.7 251.4 31 outubro 20.Cálculo de ETo usando equação de Blaney-Criddle Cidade de Guarulhos Dias no mês Precipitação Temperatura do ar (mm) (ºC) 254.1 30 setembro 19.3 70.6 39. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8 31 julho 16.0 137.1 31 Janeiro 23.5 30 novembro 21.5 30.5 214.7 31 dezembro 22.8 130.3.9 31 agosto 18.8 200.0 30 junho 17.9 31 março 23.8 Média=20.br 28/06/08 Tabela 22.2 58.Método de Blaney-Criddle.

5 0.6 0.com. o resultado pode ser considerado bom.31 5.4 Conclusão: O novo método de Blaney-Criddle.4 81 2.Método de Blaney-Criddle.6 85 2.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.31 5.1 0.7 88 2. enquanto que o método padrão de Penman-Monteith FAO.27 4.4 109 3.24 3.26 4.4 0.28 5.3 109 3.26 4. 1975 apresentou 1136mm/ano para a evapotranspiração de referência ETo.5º H* ETo ETo Para Guarulhos f* (mm/dia) (mm/dia) (mm/mês) 0.9 65 2.2 76 2.1 0.29 5.4. portanto.4 0.8 125 4. 1998 o valor de 1201mm/ano.30 5.1 105 3.29 5.9 128 4.24 3.Cálculo de ETo usando equação de Blaney-Criddle Cidade de Guarulhos Latitude 23.25 4.4 102 3.9 0.6 0.br 28/06/08 Tabela 22.6 0.0 Total=1136 22.8 0.8 64 2. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O erro foi somente de 5%. 22-6 .2 0.

Engenharia de irrigação. 1993. MARIO ADELMO. -SHUTTLEWORTH. -VAREJAO SILVA. Evaporation.com.5 Bibliografia e livros consultados -GOMES. 22-7 . 1997. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Recife. julho de 2005.br 28/06/08 22. Metereologia e Climatologia. Handbook of Hydrology. in Maidment.Método de Blaney-Criddle. New York. Universidade Federal da Paraiba. ISBN 0-07-039732-5. JAMES.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. HEBER PIMENTEL. David R. 2ª ed. versão digital. McGraw-Hill. W. Campina Grande.

1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. 1998 para evapotranspiração de referência ETo 23-1 .br 04/07/08 Capítulo 23 Método de Penman-Monteith FAO.com.uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.Método de Penman-Monteith FAO.

24 23.Método de Penman-Monteith FAO.16 23.19 23.23 23.5 23.27 SUMÁRIO Assunto Introdução Nomes técnicos adotados neste trabalho Dados de entrada Cálculo da evopotranspiração de referência ETo Fluxo de calor recebido pelo solo G Pressão atmosférica P Constante psicromlétrica Radiação extraterrestre Ra Distancia relativa da Terra ao Sol dr Declinação solar Dia Juliano Mudanças de unidades Rs Rns.18 23.2 23.9 23.7 23.15 23.14 23.26 23.br 04/07/08 Ordem 23.21 23.1 23.25 23.3 23.11 23.uol.10 23.6 23.radiação solar extraterrestre Tensão de saturação de vapor es Derivada da função de saturação de vapor Pressão de vapor de água à temperatura ambiente Déficit de vapor de pressão D Resistência da vegetação rs Cálculo da radiação Rn Radiação solar em dias de céu claro Rso Radiação útil de curto comprimento Rns Radiação de ondas longas Rnl Método de Hargreaves Radiação extraterrestre Ra Conclusão Bibliografia e livros consultados 18 páginas 23-2 .4 23.8 23.com.12 23.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.17 23.13 23.20 23.22 23.

Figura 23. 1998 para evapotranspiração de referência ETo 23. pois considera a influência dos estomas à transpiração e a influência da resistência aerodinâmica de uma certa cultura à passagem de massas do ar.Método de Penman-Monteith FAO. Velocidade do vento a 2m de altura u2 em m/s 4. assim como a transpiração das plantas. Fonte: Shuttleworth in Maidment. Umidade relativa do ar máxima (%) 5. Latitude em graus. O método é ótimo.1998 são os seguintes: 1.br 04/07/08 Capítulo 23.Troca molecular entre a superfície do líquido e o vapor d´água.1. sendo a cultura de referência um gramado com 12cm de altura.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. Nota “c” vem de crop. mas algumas se condensam a uma taxa proporcional a pressão de vapor: as moléculas com bastante energia se vaporizam a uma taxa determinada pela temperatura da superfície. há maneiras de resolver o problema.com.2 Nomes técnicos adotados neste trabalho ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia). Relação n/N 7.uol. Para latitude norte: positivo. praticamente a grama batatais. mas são necessários sempre a temperatura máxima e a temperatura mínima. 8. plantação. Para latitude sul: negativo.23 e a resistência superficial de 70s/m. 23. 1998 é que são necessários muitos dados de entrada. 23-3 . 23. Altitude z em m Um dos grandes problemas do Método de Penman-Monteith.3 Dados de entrada Os dados de entrada do Método de Penman-Monteith. FAO. Temperatura máxima em ºC 2. Umidade relativa do ar mínima (%) 6.Método de Penman-Monteith FAO.1 Introdução A evaporação é um fenômeno muito importante na natureza. 1993 O Método de Penman-Monteith FAO (Food and Agriculture Organization of the United NationOrganização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) é destinado ao cálculo da evapotranspiração de referência ETo em mm/dia. Temperatura mínima em ºC 3. É o método padrão da FAO. É considerado também o albedo de 0. entretanto. ou seja. Não são todas as moléculas que atingem a superfície são capturadas.

o fluxo de calor recebido pelo solo pode ser estimado por: Na prática se usam as temperaturas médias mensais dos meses. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. 1993 in Maidment cita a Equação (23.14 (16.1) é chamada de Equação de Penman. 23.0065 x z)/ 293] 5. P= 101. ETo= [0. 1993.Método de Penman-Monteith FAO. Shuttleworth.45 G= 0. 1998 e também é recomendada pela EMBRAPA.6 Pressão atmosférica P A pressão atmosférica depende da altitude z.1 ºC G= 0. 1998 é considerado o método padrão pela FAO e altamente recomendado. Dica: geralmente o valor de G é muito baixo e supomos G =0. Quando a temperatura do mês é maior que a anterior é positivo.3 x [(293.Monteith FAO.0.1).4 Cálculo da evapotranspiração de referência ETo.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.com. 1993.1 ºC Abril 16.26 Sendo: P= pressão atmosférica (kPa) 23-4 .34 x u2) (Equação 23. O método de Penman-Monteith FAO.1 Calcular o fluxo de calor recebido pelo solo no mês de abril sendo: Março 14.408 Δ (Rn – G) + γ x 900 x u2 x (es-ea) /(T+273)] / ( Δ + γ (1+0.1) Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) γ = constante psicrométrica (kPa/ºC) Δ = derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) Rn= radiação útil recebida pela cultura de referência (MJ/m2 xdia) G= fluxo de calor recebido pelo solo (MJ/m2 x dia) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) T= temperatura média do ar no mês (º C) es= tensão de saturação de vapor de água (kPa) ea= tensão de vapor da água atual (kPa) es-ea= déficit de vapor de pressão de saturação (kPa) 23.45 Sendo: G= fluxo de calor recebido durante o período considerado (MJ/m2 x dia) Ti = temperatura do ar no mês (ºC) T i-1= temperatura do ar no mês anterior (ºC) O valor de G tem sinal.uol.14 (Ti – T i-1) / 2.1. Em outras publicações a Equação (23.14 (Ti – T i-1) /2. conforme sugere Shuttleworth.br 04/07/08 23. salientando que a mesma não é a equação original de Penman-Monteith e sim uma equação na qual alguns termos foram desprezados e informa ainda que tal equação é por ele recomendada para os cálculos de evaporação.28MJ/m2 x dia Nota: G poderá ser positivo ou negativo. Exemplo 23.5 Fluxo de calor recebido pelo solo G Conforme Shuttleworth.14.1) = 0. caso contrario será negativo. (para período de um mês) G= 0.

0065 x z)/ 293] 5.3 Calcular a constante psicrométrica γ para pressão atmosférica P= 92. O ar dentro das cavidades dos estômatos está saturada na temperatura da folha e o vapor d’água difuso através da abertura do estômato vai para atmosfera menos saturante contra a resistência do estômato. Define-se LAI (Leaf Área Índex) como a razão da superfície das folhas com a projeção da vegetação na superfície do solo em m2/m2.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.2 Calcular a pressão atmosférica de um local com altitude z=770m. para cada planta é chamada de superfície de resistência RS.7 Constante psicrométrica γ A constante psicrométrica γ é dada pela equação: γ = 0.062 kPa/ºC 23.0.br 04/07/08 z= altura acima do nível do mar (m) Exemplo 23.3 x [(293.26 P= 92.52=0. permitindo a entrada de dióxido de carbono a ser assimilado durante a fotossíntese e a saída de vapor de água formando o fluxo de transpiração.665x 10-3 x92.0.5 kPa γ = 0.8 Resistência dos estômatos Estômatos são poros nas folhas das plantas com dimensões que variam de 10-5m a 10-4m.665x 10-3 x P Sendo: γ = constante psicrométrica (kPa/º C) P= pressão atmosférica (kPa) Exemplo 23.665x 10-3 x P γ = 0.0065 x 770)/ 293] 5. 1993 23-5 .uol.Transpiração por difusão molecular do vapor de água através das aberturas dos estômatos de folhas secas.Método de Penman-Monteith FAO.com. Os poros estomáticos controlam o fluxo de CO2 para as plantas para ser assimilado durante a fotossíntese e o fluxo de água para a atmosfera que é o fluxo de transpiração. os quais abrem e fecham em resposta a estímulos ambientais.5 kPa 23.26 P= 101. O valor LAI varia de 3 a 5 conforme o tipo de vegetação e densidade. Fonte: Shuttleworth in Maidment.3 x [(293. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. Figura 23. P= 101.2.

U=Rx I e R= U/I Semelhantemente teremos para o estomata de uma folha: E= k(es-e)/ rs Onde a pressão de vapor é proporcional ao fluxo de valor E. Chin.08 Floresta alta 0. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.50m alfafa Para um gramado com 0.10m<hc<0.26 Cultura baixa 0. 2000 apresenta uma a Tabela (23.95 para uma neve recém caída ou pequeno como α=0.26 Gramado e pastagem 0.uol. 1998 A resistência dos estômatos é: rs= 200/ LAI= 200/ LAI Conforme Shuttleworth in Maidment. tem albedo α=0. Uma vegetação verde tem um albedo entre 0. que é muito variável para diferentes superfícies e do ângulo de incidência à superfície com declividade.12)= 200/2. 2000 23-6 .Curso de rede de esgotos Capitulo 23.1.20 a 0.5+ 1. 1998 adota rs=70 s/m Shuttleworth.25.35 Fonte: Chin.05 de um solo nu molhado.1) do albedo conforme o tipo de cobertura do solo. Tabela 23.10 Solo nú seco 0. 23. A grama usada como vegetação de referência.15m grama LAI= 5.12m de altura temos: rs= 200/ LAI= 200/ (24x0.20 a 0.9=69 s/m A FAO.3.br 04/07/08 Figura 23.Valores do albedo α conforme a cobertura do solo Cobertura do solo Albedo α Superfície da água 0. A fração α é denominada albedo.9 Albedo Conforme FAO. onde a tensão U é igual a resistência R multiplicada pela corrente.15 a 0. 1998 uma considerável parte da radiação solar é refletida.5 ln(hc) 0. 1993 o valor de LAI pode ser estimado para as culturas de grama e alfafa. LAI= 24 x hc 0.com. 1993 compara a resistência com a resistência da energia elétrica usando a Lei de Ohm.16 Cultura alta 0.Variação da LAI Fonte: FAO.05m<hc<0.20 Cultura de cereais 0.20 a 0.11 a 0. O albedo pode ser grande como α=0.26 Solo nú molhado 0.23.Método de Penman-Monteith FAO.20 a 0.

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23.10 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)]. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0,0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol (rad)

Figura 23.4- Balanço da radiação na superfície da Terra. A radiação St que incide no topo da atmosfera So alcança o solo e algumas Sd indiretamente são refletidas pelo ar e pelas nuvens. A proporção α do albedo é refletida. As ondas de radiação longa Lo é parcialmente compensada pela radiação de onda longa Li. Si é tipicamente 25 a 75% de So, enquanto So pode variar entre 15 a 100% de St; Ambas são influenciadas pela cobertura das nuvens. O valor α é tipicamente 0,23 para superfície de terra e 0,018 para superfície de água. Fonte: Shuttleworth in Maidment, 1993

Figura 23.1- Energia disponível para evapotranspiração da cultura Fonte: USA, Soil Conservation Service (SCS) , 1993

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23.11 Distância relativa da Terra ao Sol dr Mas a dr é a distância relativa da terra ao sol que é fornecida pela equação em radianos: dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x PI / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias. N= (24/ PI) x ws Mas: ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!). Para Guarulhos Φ=- 23º e 30min = -23,5º (hemisfério sul é negativo). Também deve estar em (rad). δ = declinação solar (rad) N= número de horas de luz solar em um dia (h) 23.12 Declinação solar δ (rad) A declinação solar δ pode ser calculada por: δ= 0,409 x sen [( 2x PI/ 365) x J - 1,39]

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23.13 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro. Usaremos como base sempre o dia 15 de cada mês. Assim para janeiro o dia Juliano é 15; para fevereiro é 46; para março é 74 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (23.2). Usamos a planilha Excel da Microsoft com a função TRUNCAR =TRUNCAR (Coluna 1 x 30,5 – 14,6) dará o valor 15 e assim por diante. Tabela 23.2-Dia Juliano Ordem Mês Dia Juliano (1 A 365) Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 =TRUNCAR (Coluna 1 x 30,5 -14,6 15 1 Janeiro 46 2 Fevereiro 74 3 Março 105 4 Abril 135 5 Maio 166 6 Junho 196 7 Julho 227 8 Agosto 258 9 Setembro 288 10 Outubro 319 11 Novembro 349 12 Dezembro

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Tabela 23.2- Calendário do dia Juliano

Fonte: USA, SCS, 1993 Exemplo 23.4 Calcular a declinação solar para o mês de março em local. O dia Juliano para o mês de março conforme Tabela (23.1) é J=74dias. δ= 0,4093 x sen [( 2x PI/ 365) x J - 1,405] δ= 0,4093 x sen [( 2x 3,1416/ 365) x 74 - 1,405]= - 0,040 rad Exemplo 23.5 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23,5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0,040 em radianos. 23 graus + 30min/ 60 = 23 + 0,5= 23,5º Primeiramente transformemos Φ= 23,5º em radianos: Radiano= -23,5º x PI / 180=-23,5 x 3,1416/180=-0,410= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [- tan(-0,410) x tan (-0,040 )]= 1,59rad

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Exemplo 23.6 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março, sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x 3,1416 / 365 x 74] dr=1,010 rad Exemplo 23.7 Calcular o número máximo de horas de sol por dia N em horas para o mês de março sendo ws= 1,59 rad N= (24/ PI) x ws N= (24/ 3,1416) x 1,59=12,1h

Figura 23.5- Dispositivo para achar o valor de n denominado Campbell Stokes http://www.russell-scientific.co.uk/meteorology/campbell_stokes_sunshine_recorder.html

Exemplo 23.8 Calcular a relação n/N sendo N= 12,1h e n=5h Nebulosidade = n/N = 5/ 12,1= 0,41 ou seja 41% O valor de “n” pode ser medido no local usando o dispositivo da Figura (23.5). Exemplo 23.9 Calcular a radiação solar extraterrestre Ra para o mês de março para local com latitude sul de Φ=-23,5º = -0,410 , ws= 1,59rad δ= - 0,040 rad e dr=1,009rad Ra= (12 x 60/PI) x Gsc x dr x [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)] Ra= (12 x 60/PI) x 0,0820x 1,009 x [1,59 x sen (-0,410) x sen (-0,040 )+ cos(-0,040 ) x cos(-0,410) sen (1,59)]= 36,03 MJ/m2xdia

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23.14 Mudança de unidades A radiação solar pode ser expressa em mm/dia e MJ/m2 x dia através da seguinte equação: Para transformar MJ/m2 x dia para mm/dia. Rn (mm/dia) = 1000 x Rn x (MJ/m2 x dia) / (ρw x λ) = Rn x(MJ/m2 x dia) / λ Sendo: ρw= massa específica da água (1000kg/m3) λ= calor latente de vaporização em MJ/kg. Geralmente λ=2,45. λ = 2,501- 0,002361 x T T= temperatura em graus centígrados. Para transformar mm/dia para MJ/m2 x dia. Rn (MJ/m2 x dia) = Rn x (mm/dia) x λ Exemplo 23.10 Mudar as unidades de 15mm/dia para MJ/m2 x dia do mês de março que tem temperatura de 23,2º. Primeiramente calculemos o calor latente de vaporização λ. λ = 2,501- 0,00236 x T Sendo: λ = calor latente de evaporação (MJ/kg) T= temperatura média mensal º C. λ = 2,501- 0,00236 x23,2 =2,45 MJ/kg So= 15mm/dia (exemplo de unidade a ser mudada) So (mm/dia) = 1000 x So x (MJ/m2 x dia) / (1000 x λ) = So x(MJ/m2 x dia) / λ So (MJ/m2 x dia) = So (mm/dia) x λ = 15 x 2,45= 36,75 MJ/m2 x dia 23.15 Rs

Figura 23.1- Radiação
Fonte: FAO, 1998

Rs= (as + bs x n /N )x Ra

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Exemplo 23.11 Calcular a energia total incidente sobre a superfície terrestre Rs, sendo dado n/N=0,42 e as= 0,25 e bs= 0,50 e Ra=36,75 MJ/m2 x dia Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= (as + bs x n /N )x Ra Rs= (0,25 + 0,50 x 0,42 )x 36,75= 16,9 MJ/m2 x dia

Figura 23.6- Os componentes do balanço de energia de um volume abaixo da superficie do solo com a altura na água a radiação é determinada. Fonte: Shuttleworth in Maidment, 1993

23.16 Tensão de saturação de vapor es. Depende da temperatura do ar. es= 0,61 x exp [17,27 x T/ (237,3 + T)] Sendo: es= tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC) exp= 2,7183... (base do logaritmo neperiano) Exemplo 23.12 Calcular a tensão de saturação de vapor es para o mês de março sendo a temperatura de 23,2ºC. es= 0,6108 x exp [17,27 x T/ (237,3 + T)] es= 0,6108 x exp [17,27 x 23,2/ (237,3 + 23,2)] es=2,837 kPa 23.16 Derivada da função de saturação de vapor Δ Δ = 4098 x es / (237,3 + T) 2 Sendo: Δ=derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) es=tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC)

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Exemplo 23.13 Calcular a derivada da função de saturação de vapor de água Δ para o mês de março com temperatura média mensal de 23,2ºC e tensão de saturação de vapor es=2,837kPa. Δ = 4098 x es / (237,3 + T) 2 Δ = 4098 x 2,837 / (237,3 + 23,2) 2 Δ = 0,171 kPa/ºC 23.17 Pressão de vapor da água à temperatura ambiente ea= (UR /100) x es Sendo: ea= pressão de vapor de água a temperatura ambiente (kPa) UR= umidade relativa do ar média mensal fornecida (%) es= tensão de saturação de vapor (kPa) Exemplo 23.14 Calcular a pressão de vapor de água à temperatura ambiente para o mês de março sendo T= 23,2º C e es=2,837 kPa e a umidade relativa do ar UR= 75% ea= (UR /100) x es ea= (75 /100) x 2,837 =2,120 kPa 23.18 Déficit de vapor de pressão D D= es – ea Sendo: D= déficit de vapor de pressão (kPa) es= tensão de saturação de vapor (kPa) ea= pressão de vapor da água à temperatura ambiente (kPa) Exemplo 23.15 Calcular o déficit de vapor de pressão D para o mês de março sendo es=2,837 kPa e ea= 2,120 kPa. D= es – ea D= 2,837 – 2,120=0,717 kPa 23.19 Cálculo da Radiação Rn A radiação Rn é a diferença entre a radiação que entra Rns e a radiação que sai Rnl. Rn= Rns - Rnl 23.20 Radiação solar em dias de céu claro Rso É fornecida pela equação: Rso= (0,75 + 2 x 10 -5 x z ) x Ra Sendo; Rso= radiação solar em dias de céu claro (MJ/m2xdia) z= altura do local em relação ao nível do mar (m) Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Exemplo 23.16 Calcular o valor de Rso para município com altura z=770m e Ra já calculado para o mês de março de 36,03MJ/m2xdia. Rso= (0,75 + 2 x 10 -5 x z ) x Ra Rso= (0,75 + 0,00002 x 770 ) x 36,0= 27,58 MJ/m2xdia

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23.21 Radiação útil de curto comprimento Rns Rns= (1- α) x Rs Exemplo 23.17 Calcular a radiação solar extraterrestre Rns, sendo a energia total incidente sobre a superfície terrestre Rs= 16,9 MJ/m2 x dia e o albedo α =0,23. Rns= (1- α) x Rs Rns= (1- 0,23) x 16,9= 12,7 MJ/m2 x dia A radiação útil de curto comprimento de onda Rs pode ser calculada por: Rns= (1- α) x Rs Rs= (as + bs x n /N )x Ra = (0,25 + 0,50 x n /N ) x Ra Sendo: α= albedo. Para solo gramado α=0,23 as=0,25 e bs=0,50 são coeficientes que para climas médios n= número de horas de sol por dia (h) N= número máximo de horas de sol por dia (h) n/N= nebulosidade ou fração de luz. Pode também ser fornecido em porcentagem. É uma medida qualitativa não muito precisa. Para Guarulhos a média é n/N= 0,42, ou seja, 42%. Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= radiação solar de entrada. Energia total incidente sobre a superfície terrestre (MJ/m2xdia) Rns= radiação de curto comprimento (MJ/m2xdia) 23.22 Radiação de ondas longas Rnl Rnl= σ x [ (Tmax4 + Tmin4)/2]x (0,34-0,14x ea 0,5)x [(1,35 x Rs/Rso – 0,35] Sendo: Rnl= radiação solar de ondas longas (MJ/m2 x dia). ea= pressão atual de vapor (kPa) Rs= radiação solar (MJ/m2xdia) Rso= radiaçao solar em dias de céu claro (MJ/m2xdia) Rs/Rso= radiação de onda curta limitada a ≤ 1,0. MJ/(m2 K4) σ=constante de Stefan-Boltzmann=4,903 x 10 -9 Tmax= tmax(ºC) + 273,16. Em graus Kelvin: K= ºC + 273,16 Tmini= tmin (ºC)+ 273,16 Exemplo 23.18 Calcular a radiação de onda longa “Ln” para o mês de março sendo: Tmin=15,3 ºC Tmax= 31,7ºC ea= 2,40kPa Rs= 16,63 MJ/m2xdia Rso= 27,58 MJ/m2xdia Rs/Rso= 0,60 <1 OK. Rnl= σ x [ (Tmax4 + Tmin4)/2]x (0,34-0,14x ea 0,5)x [(1,35 x Rs/Rso – 0,35] Rnl= 4,903 x 10-9 x [((31,7+273,16)4 + (15,3+273,16)4)/2]x (0,34-0,14x 2,40,5)x [(1,35 x 0,60 – 0,35] = 2,18 MJ/m2x dia Rnl= 2,18 MJ/m2xdia

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Exemplo 23.19 Calcular a evapotranspiração potencial pelo método de Penman-Monteith FAO, para o mês de março, município de Guarulhos, com velocidade de vento a 2m de altura de V= 1,5m/s. Consideramos G=0. ETo= [0,408 Δ (Rn – G) + γ x 900 x u2 x (es-ea) /(T+273)] / ( Δ + γ (1+0,34 x u2) (Equação 23.2) Sendo: ETo= evapotranspiração potencial (mm/dia) γ = constante psicrométrica (kPa/ºC) Δ = derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) Rn= radiação útil recebida pela cultura de referência (MJ/m2 xdia) G= fluxo de calor recebido pelo solo (MJ/m2 x dia) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) T= temperatura média do ar no mês (º C) es= tensão de saturação de vapor de água (kPa) ea= tensão de vapor da água atual (kPa) es-ea= déficit de vapor de pressão de saturação (kPa) Os cálculos de janeiro a dezembro estão nas Tabela (23.3) a (23.8). Tabela 23.3- Método de Penman-Monteith – FAO Dias no mês Precipitação Temp Temp ( max min Media ºC) (mm) 23,9 254,1 32,6 16,0 24,7 31 Janeiro 251,7 31,8 16,2 24,0 28 fevereiro 200,9 31,7 15,3 24,0 31 março 58,3 30,0 12,8 22,5 30 abril 70,3 27,9 9,7 19,3 31 maio 39,0 26,3 8,3 18,2 30 junho 30,8 26,8 8,1 17,8 31 julho 24,9 29,3 8,6 19,6 31 agosto 75,1 31,5 9,7 20,2 30 setembro 137,4 32,3 12,2 21,8 31 outubro 130,5 32,1 12,8 22,5 30 novembro 214,7 32,3 15,0 23,9 31 dezembro 365 1487,8

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Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

Tabela 23.4- Método de Penman-Monteith – FAO UR umidade média Umidade Saturação U2 relativa do ar n/N Velocidade do ar % kPa kPa m/s 75 2,54 3,37 1,5 0,31 75 2,44 3,28 1,6 0,39 75 2,40 3,21 1,5 0,42 73 2,09 2,86 1,5 0,47 75 1,85 2,48 1,4 0,47 75 1,70 2,26 1,3 0,49 73 1,67 2,30 1,5 0,49 68 1,78 2,60 1,4 0,53 72 2,09 2,91 1,7 0,37 73 2,29 3,12 1,9 0,35 73 2,28 3,13 1,9 0,37 74 2,42 3,27 1,7 0,33 Média= 73 0,42 1,6

Tabela 23.5- Método de Penman-Monteith – FAO λ Albedo Dia Juliano dr delta Latitude (MJ/kg) gramado ( 1 a 365) (rad) (rad) Guarulhos 2,50 0,23 15 1,032 -0,373 -23,5 2,44 0,23 46 1,023 -0,236 -23,5 2,44 0,23 74 1,010 -0,054 -23,5 2,45 0,23 105 0,992 0,160 -23,5 2,46 0,23 135 0,977 0,325 -23,5 2,46 0,23 166 0,968 0,406 -23,5 2,46 0,23 196 0,968 0,377 -23,5 2,45 0,23 227 0,976 0,244 -23,5 2,45 0,23 258 0,991 0,043 -23,5 2,45 0,23 288 1,008 -0,164 -23,5 2,45 0,23 319 1,023 -0,332 -23,5 2,44 0,23 349 1,032 -0,407 -23,5

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05 0.52 70 42.410 1.52 70 42.55 770.26 1.63 27.05 2.410 1.1795 16.81 0.89 0.br 04/07/08 Tabela 23.00 11.09 7.46 2.410 1.80 0.00 92.56 -0.1416 14.09 8.36 0.1781 23-18 .57 0.Rnl Δ 2 2 2 2 2 MJ/m xdia MJ/m x dia MJ/m x dia MJ/m x dia MJ/m x dia (kPa/ ºC) 17.85 Tabela 23.00 92.60 12.63 0.1788 14.35 25.58 0.87 0.89 5.29 -0.68 770.67 2.1596 18.91 -0.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.52 70 38.03 -0.00 92.77 0.18 10.56 1.57 11.56 770.80 770.80 32.74 13.61 0.00 92.23 -0.7.78 11.410 1.410 1.67 0.67 0.58 13.Método de Penman-Monteith FAO.18 770.65 8.52 70 41.40 10.33 2.64 12.410 1.1652 12.410 1.46 -0.07 0.56 12.76 30.00 92.00 92.52 70 27.17 770.44 770.98 16.46 11.53 13.32 29.26 0.92 0.uol.55 11.25 2. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.1283 14.68 12.76 13.50 11.38 10.1653 17.63 11.71 6.46 17.00 92.52 70 30.63 0.1315 11.65 11.42 10.65 8.59 12.410 1.46 770.52 70 23.08 -0.93 5.88 770.00 11.10 -0.6.54 13.13 -0.52 70 22.52 70 40.00 92.12 -0.87 2.52 70 24.68 0.11 20.11 19.58 8.1396 10.81 2.410 1.62 23.86 770.52 70 33.57 13.86 3.68 10.72 13.93 10.71 1.com.98 0.69 0.23 32.00 92.96 0.18 -0.52 70 36.01 31.Método de Penman-Monteith – FAO Latitude ws N Altitude z atmos rs Ra (rad) (rad) (h) D(m) kPa s/m MJ/m2xdia -0.410 1.00 92.89 0.62 0.00 92.31 770.1465 16.410 1.15 770.1858 17.410 1.64 9.50 0.00 92.Método de Penman-Monteith – FAO Rs Rso Rs/Rso Rsn Rnl Rn=Rns .83 2.

7 0. 23-19 .97 OK.8 87 20.061528 -0.8 0.3 0.Timin) 0.3 98 21.0 113 24.23 Método de Hargreaves A FAO.210 3.252 2.7 115 22.062 2.2 0.061528 0. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.1 123 0.0 61 17. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.5 x Ra Sendo: ETo= evapotranspiração de referência pela fórmula de Hargreaves (mm/dia) Tmédio= temperatura média em º C Tmax= temperatura máxima em ºC Tmin= temperatura mínima em ºC Ra= radiação extraterrestre (mm/dia) 23.com.5 0.061528 0.0 0.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol.2 0.8) x (Tmax. 1998 cita o método de Hargreaves: ETo= 0.061528 -0.24 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].7 116 22.093 4.0 123 24.5 0.061528 -0.6 0.087 3.1 126 Total=1201 23.061528 -0.Método de Penman-Monteith – FAO Constante psicrométrica temp ar troca radiação PenmanPM FAO com o solo G Monteih FAO graus C γ G ETo ETo 2 23.439 2.093 4.52 x ETo Hargreaves (mm/mês) com R2=0.061528 -0. 1998 com o Método de Hargreaves fornece: ETo= a + b x ETo Hargreaves ETo= 16.061528 0.0 0.uol.011 3.0023 x (Tmédio + 17.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. (rad) A FAO recomenda o uso do Método de Hargreaves após calibração do mesmo com a equação: ETo= a + b x ETo Hargreaves Para o município de Guarulhos através de análise de regressão linear comparando o valor do Método de Penman-Monteith FAO.061528 -0.2 95 19.061528 4.Método de Penman-Monteith FAO.197 23.04 + 0.061528 0.br 04/07/08 Tabela 23.141 4.151 2.8.5 76 18.9 0.061528 0.7 (kPa/C) (MJ/m x dia= (mm/dia) (mm/mês) 24.2 68 19.224 3.8 0.

New Jersey.br 04/07/08 23.Rome. David R. New York. -USA. W.Irrigation and drainage paper 56. Water Resources Engineering. DAVID A. ISBN 0-20135091-2.Método de Penman-Monteith FAO.26 Bibliografia e livros consultados -OLIVEIRA. in Maidment. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.25 Conclusão: O método de Penmam-Monteith FAO. 750páginas. 2000. RODRIGO PROENÇA. 23. ISBN 0-07-039732-5.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. SOIL CONSERVATION SERVICE. -CHIN. Prentice Hall. setembro 2003 Chapter 2 – Irrigation water requirements. Evaporation. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. 1998.uol. -SHUTTLEWORTH. 1993. McGraw-Hill. Handbook of Hydrology. -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION). Cálculo da evapotranspiração potencial. Portugal. 310 páginas 23-20 . 1998.com. ISBN 92-5-1042105. 1998 é o método padrão que forneceu 1201mm/ano para Guarulhos para o cálculo da evapotranspiração de referência ETo. JAMES.

br 10/06/2008 Capítulo 24-Ligação de esgoto sanitário 24-1 .com.Curso de esgoto Capitulo 24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

1. 4. 2.45mx0. 3. Os valores da demanda bioquímica de oxigênio (DBO) para diferentes tipos de águas residuárias estão na Tabela (24.1). Verificar se existe caixa de gordura importante para a manutenção das redes coletoras de esgoto sanitário. A NBR 8160/93 de Instalações prediais de esgoto sanitário de modo geral superdimensiona o ramal predial daí ser necessário a interferência da concessionária para o seu dimensionamento.br 24.scielo.Valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) para diferentes tipos de águas residuárias.enlatados 500 a 2000 Efluentes de cervejarias 500 a 2000 Efluentes de processamento de óleo comestível 15000 a 20000 Efluente de destilaria de álcool (vinhaça) 15000 a 20000 Percolado de aterros sanitários (chorume) 15000 a 20000 Efluentes de matadouros (sem recuperação de resíduos) 30000 Efluente de laticínios (sem recuperação de soro de queijo) 40000 a 48000 Fonte: Mendes et al. As concessionárias públicas de esgotos tem quatro funções principais: 1.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. bem como dimensionar o ramal predial de ligação de esgoto. 2005 www. Tabela 24. a existência de tubo de ventilação e as dimensões da caixa de inspeção.60m.br 10/06/2008 Capitulo 24 Ligação de esgoto sanitário 24. É costume brasileiro atual de não se verificar se as instalações hidráulicas sanitárias prediais possuem erros ou não e de só verificar se há tubo ventilador. 24-2 .Curso de esgoto Capitulo 24.1 Introdução O objetivo é dimensionar os coletores prediais de esgoto sanitário e verificar a existência da caixa de gordura. O sistema de instalação predial termina na caixa de inspeção. Verificar se as instalações possuem tubo ventilador para expelir os gases dos esgotos. Águas residuárias DBO (mg/L) Esgotos sanitários 200 a 600 Efluentes de alimentos.2 Objetivos O sistema de coleta de esgotos públicos termina na caixa de inspeção que faz parte do sistema. Dimensionar o coletor predial que vai da caixa de inspeção a rede pública. caixa de gordura e caixa de inspeção.com. Verificar a localização e a qualidade da caixa de inspeção de 0.

com. devendo a ventilação ser feita pelos usuários. b) em prédios de dois ou mais pavimentos. É importante salientar que as redes coletoras de esgotos sanitários sempre possuem um espaço livre para a exalação de gases e é devido a isto que os esgotos são dimensionados para atender 0. já citada. sifões e caixas sifonadas) providos de ventiladores individuais ligados à coluna de ventilação.Curso de esgoto Capitulo 24. Na prática em todas as instalações de esgotos sanitários que são dimensionadas. que podem tanto vir da instalação interna como da rede pública. e sim a caixa de inspeção. tinham uma caixa especial de inspeção. instalando tubos ventiladores nos postes públicos. Na verdade toda instalação ligada à rede pública de esgoto sanitário. que só podia ser operada por eles. principalmente nos banheiros. nas caixas sifonadas e os ralos sifonados em um banheiro. deverão ter tubos ventiladores. Deve também estar distante no mínimo de 4m de uma janela. Os ingleses quando fizeram o sistema de rede coletora de esgotos sanitários (sistema misto) na cidade do Rio de Janeiro. subcoletor ou ramal de descarga de um vaso sanitário e prolongado até acima da cobertura desse prédio. Segundo a NBR 8160/1983 a ventilação de esgoto deve ser projetada da seguinte forma: a) em prédios de um só pavimento deve existir pelo menos um tubo ventilador de DN 100.3 Tubo ventilador Segundo a NBR 8160/1983 tubo ventilador é o tubo destinado a possibilitar o escoamento de ar da atmosfera para a instalação de esgoto e vice-versa ou a circulação de ar no interior da instalação com a finalidade de proteger o fecho hídrico dos desconectores de ruptura por aspiração ou compressão e encaminhar os gases emanados do coletor público para a atmosfera.br 10/06/2008 24. O sifão do vaso sanitário. Como a caixa de inspeção tinha um sifonamento. Muitas vezes os pequenos construtores esquecem de colocar o tubo ventilador e daí surge o mau cheiro. O tubo ventilador tem diâmetro mínimo de 50mm e está sempre no mínimo a 30cm do telhado ou 2m da laje. os tubos de queda devem ser prolongados até acima da cobertura. Para isto é necessário o emprego correto da caixa sifonada e do tubo de ventilação. Pelo espaço livre correm os gases que são liberados através dos tubos ventiladores das casas.75 do diâmetro. devido aos gases. não garantem a ausência total de gases. sendo todos os desconcentres (vaso sanitários. existe o tubo ventilador. ligado diretamente à caixa de inspeção ou em junção ao coletor predial. para evitar os gases. a qual não tem sifão. os ingleses.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. faziam a ventilação da rede pública. Hoje não mais é adotada a caixa especial dos ingleses. 24-3 .

Normalmente quando um proprietário quer executar por conta própria a manutenção do ramal predial. Recomenda-se para a caixa de inspeção o seguinte: • A caixa de inspeção deve ser construída junto ao muro. a caixa de inspeção serve também para verificar o esgoto que é lançado à rede pública. o trecho que vai da caixa de inspeção até a rede pública.4). dentro da propriedade do usuário e somente em último caso ser feita no passeio.Curso de esgoto Capitulo 24. com paredes meio ou um tijolo. As caixas deverão facilitar a introdução de equipamentos mecânicos ou de jatos de água para desobstrução do coletor predial localizado na rua ou dentro da residência. usamos caixas de inspeção que são preferencialmente instaladas dentro da propriedade do usuário e próximas do alinhamento. isto é. • Deve ter acabamento interno com reboque liso ou queimado. 24-4 . No caso de indústrias. de PVC ou de Poliester.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Caixa de inspeção Em Guarulhos. A caixa de inspeção deverá ser instalada em local de fácil acesso e que possibilite a introdução dos dispositivos para desentupir o ramal predial. de preferência. na maioria das vezes. executadas em alvenaria de meio ou um tijolo.4 Caixa de gordura É importante que haja caixa de gordura em prédios de apartamentos e nas residências. Elas são. As caixas de gorduras em restaurantes são importantíssimas. com profundidade variável com objetivo de facilitar a manutenção do ramal predial que deverá ser feita sempre pela concessionária. da pia e do banheiro. sendo que as dimensões mínimas internas são de 45cm x 60cm. • Solicitar ao concessionário a profundidade da rede coletora. 24. O comprimento mínimo de 60cm é ao longo do coletor predial. pois a quantidade de gorduras se forem lançadas nas redes coletoras causarão entupimentos constantes conforme já constatado. Existem também caixas pré-fabricadas de concreto. • A caixa de inspeção pode ser construída com tijolos comuns. A profundidade é normalmente 60cm ou 80cm.com. • A profundidade da caixa é variável de acordo com a profundidade da rede coletora.br 10/06/2008 24. • ponto de ligação deve sair da caixa em linha reta sem colocar curva. • Só podem ser lançadas na rede coletora água servidas de tanque. veja Figura (24. • Os tubos de PVC de entrada e saída devem ser colocados no mesmo nível da canaleta. O objetivo da caixa de inspeção é facilitar a desobstrução do coletor predial. • A caixa de inspeção deverá ser feita. blocos de concreto ou concreto. dependendo da profundidade da rede pública de esgoto sanitário.irá ser rompida a curva de 90º de PVC instalada sobre a rede coletora. • A tampa deverá ser removível • Em hipótese alguma podem ser introduzidas águas pluviais na caixa de inspeção ou no sistema interno das instalações prediais de esgoto sanitário.

24.br 10/06/2008 Fig.4–Modelo de caixa de inspeção 24-5 .Curso de esgoto Capitulo 24.com.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

5 2 4 2 4 4 6 2 6 1 2 2 3 3 2 Diâmetro Nominal do Ramal de Descarga DN 40 40 40 40 75 40 30 30 40 40 75 75 75 30 100 30 40 40 50 50 50 Bacia de Assento (hidroterápica) Banheira de emergência (hospital) Banheira de residência Banheira de uso geral Banheira hidroterápica-fluxo contínuo Banheira infantil (hospital) Bebedouro Bidê Chuveiro coletivo Chuveiro de residência Chuveiro hidroterápico Chuveiro hidroterápico tipo tubular Ducha escocesa Ducha perineal Lavador de comadre Lavatório de residência Lavatório geral Lavatório quarto de enfermeira Lava pernas (hidroterápico) Lava braços (hidroterápico) Lava pés (hidroterápico) Fonte: ABNT NBR 8160/83 24-6 .4) a (24.br 10/06/2008 24.6 Unidades Hunter de Contribuição (UHC).com.Curso de esgoto Capitulo 24.4–Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos Aparelhos Sanitários e Diâmetro nominais dos Ramais de Descarga Aparelho Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) 2 4 3 4 6 2 0.7). Tabela 24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. É o fator probabilístico numérico que representa a freqüência habitual de utilização associada à vazão típica de cada uma das diferentes peças de um conjunto de aparelhos heterogêneos em funcionamento simultâneo em hora de contribuição máxima no hidrograma unitário conforme Tabelas (24.

br 10/06/2008 Tabela 24.7–Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos Aparelhos Sanitários e Diâmetro nominais dos Ramais de Descarga Fonte: ABNT-NBR 8160/83 Aparelho Mictório-válvula de descarga Mictório.com.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgoto Capitulo 24.caixa de descarga Mictório.descarga automática Mictório de calha por metro Mesa de autópsia Pia de residência Pia de serviço (despejo) Pia de lavatório Pia de lavagem de instrumentos (hospital) Pia de cozinha industrialpreparação Pia de cozinha industrial – lavagem de panelas Tanque de Lavar roupa Máquina de lavar pratos Máquina de lavar roupa Máquina de lavar roupa até 30 kg Máquina de lavar roupa de 30 kg até 60 k g Máquina de lavar roupa acima de 60 kg Vaso Sanitário Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) 6 5 2 2 2 3 5 2 2 3 4 3 4 4 10 12 14 6 Diâmetro Nominal do Ramal de Descarga DN 75 50 40 50 40 40 75 40 40 40 50 50 75 75 75 100 150 100 Nota: o diâmetro nominal deve ser considerado como diâmetro mínimo. 24-7 .

7) não contém o número de unidades Hunter de Contribuição de um aparelho não relacionado. Deve ser frisado. adota-se o número de Hunter conforme o diâmetro nominal do ramal de descarga.br 10/06/2008 Quando a Tabela (24. deve ser considerado apenas o aparelho de maior descarga de cada banheiro.4) e (24.8-Unidades Hunter de contribuição de aparelhos não relacionados na tabela acima. deve ser usado o aparelho de maior descarga de cada banheiro.5) número da ABNT. que fornece o diâmetro do coletor predial em função da declividade em porcentagem 24-8 . Diâmetro nominal do ramal de descarga DN 30 ou menor 40 50 75 100 Fonte: ABNT NBR 8160/83 Número de unidades Hunter de Contribuição 1 2 3 5 6 A NBR 8160/83 apresenta tabela para dimensionamento dos coletores prediais.Curso de esgoto Capitulo 24. entra-se em na Tabela (24. usualmente é o vaso sanitário. Para dimensionamento do coletor predial.8) Tabela 24. baseado no número de Unidades Hunter de Contribuição. devem ser considerados todos os aparelhos contribuintes. que para somente para prédios residenciais. Calculado o número total de unidades Hunter de Contribuição usando as tabelas mencionadas. A NBR 8160/83 é bem clara que prédios não residenciais. conforme Tabela (24. segundo a norma citada. quando o prédio for residencial. que no Brasil.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. cujo número de unidades Hunter de contribuição é 6 (seis).com.

7 Dimensionamento de tubos de ligação de esgoto sanitário Basicamente usamos a Fórmula de Manning com o coeficiente de rugosidade n= 0.000 400 7000 Fonte: ABNT NBR 8160/83 24. Nas redes usamos o diâmetro mínimo de 150mm e nas ligações diâmetro mínimo de 100mm.2) O diâmetro do coletor predial D a ¾ da seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------8. O diâmetro do coletor predial D a ½ seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------6.600 8.600 2.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. bem como critérios de tensão trativa mínima de 1 Pascal. O tirante máximo é de 75% do diâmetro da tubulação. A velocidade máxima adotada é de 5 m/s.br 10/06/2008 Tabela 24.300 2 216 840 1. conforme pesquisas efetuadas no Rio de Janeiro.com.Curso de esgoto Capitulo 24.600 10.900 Número máximo de unidades Hunter de contribuição Declividades mínimas (%) 1 180 700 1.400 2.320 (Equação 24. Ilha e Santos.9-Dimensionamento de coletores prediais e subcoletores segundo ABNT 8160/83 Diâmetro nominal do tubo DN 100 150 200 250 300 0.700 12. pela Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA). 1998 EPUSP. sendo de grande utilidade sua utilização com PVC. Calculamos também a presença de sulfetos pela fórmula Z de Pomeroy.644 (Equação 24.010.500 3.000 4 250 1. Diâmetro do coletor predial conforme Gonçalves.920 3.000 2.200 6.5 1.500 5.3) 24-9 .900 4. A utilização da tensão trativa nos dá menores declividades de redes de esgotos sanitários.300 4.

74 139.93 101.46 152.62 86. a curva de 90 graus e coletor predial até o alinhamento do imóvel.05 38.12 18.78 54. I = declividade do coletor predial em metro/metro.68 10.66 9.71 13.69 108. uma curva de 90 graus.9 9 114.76 140. ou fazemos uma ligação especial de 150mm com poço de visita. Diâmetro mínimo do ramal predial de esgoto sanitário As ligações de esgoto sanitário são feitas na ortogonal com a rede pública.12 181.53 28.46 25.5 7. com tubos de PVC rígido.42 24.10 131.36 24-10 .01 19.34 2 2. Em ruas que serão asfaltadas procedemos da seguinte maneira.18 5.30 66.70 111. são feitas com um selim.45 21.010 (PVC) Diâmetro nominal Declividades (%) DN 100 150 200 250 300 4 12. Tabela 24. seguindo depois o coletor predial de esgoto sanitário com tubos de PVC de diâmetro de 100mm.34 72.47 122.61 11.29 85.82 93.42 76. n = coeficiente de Manning.013 (manilhas) Diâmetro Declividades nominal (%) DN 1% 1.Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ¾ da seção para n=0.78 51.11.40 162. As nossas ligações. introduzindo o selim. No caso de se necessitar de diâmetro maior.48 67. Q = vazão no coletor predial em litros/segundo.73 164.46 229.55 31.95 59.5% 4% 100 150 200 250 300 4.27 33. o que é raro.05 25.br 10/06/2008 Sendo: D = diâmetro do coletor predial em metros.45 108.25 36. outra turma de obras passa a executar as ligações prediais. não deixando os “t”. de modo geral.89 Tabela 24.77 6.5 8.25 198.80 55.Curso de esgoto Capitulo 24.64 36. O diâmetro que usamos nos coletores prediais é de 100mm.5% 2% 2.16 8.91 54.43 8.5% 3% 3. ou fazemos duas ou mais ligações de 100mm.64 140. Primeiramente executamos a rede de esgoto no eixo ou no terço da rua. Após completada a rede e aterrada.66 17.5 3 3.97 176.50 1.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.23 88.96 47.55 214.11 77.50 22.74 99.81 9.71 7.com.10-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ¾ da seção para n=0.00 124.99 61.88 70.89 29.63 42.11 47.98 27.2 7 1 6.

53 83.91 12.14 30. 24-11 . 24.01 15. 64 chuveiros elétricos.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.92 77. de Manaus.67 17.18 33.93 42.010 (PVC) Diâmetro Declividades nominal (%) DN 1 1.71 55.20 25.77 48.16 18.8 Método do Macedo A NBR 8160/83 superdimensiona os coletores prediais.69 47. o cálculo da vazão máxima em função do numero total de Unidades Hunter de Contribuição (UHC).68 200 38.75 5.54 19.96 28.1 Ele pesquisou milhares de ligações de esgoto na Cidade do Rio de Janeiro.25 32.17 15.69 90.83 3. 64 lavatórios.09 4.72 125.12 4. 32 pias de cozinha com torneira elétrica.83 59.82 6.78 23.96 39.5 2 2. Para a ABNT 8160/83 somam-se somente os pesos relativos aos vasos sanitários e assim teremos: peso 6 x 64 vasos sanitários = 384.39 77.72 100 9.5 4 3.42 29. o SAAE de Guarulhos utilizou as pesquisas e os estudos feitos pelo Eng. ou a vazão máxima em função da área total edificada em metros quadrados: 1 Apresentados no Congresso da ABES.55 4% 5. medindo a vazão instantânea através de aparelhos especiais e chegou a estabelecer.22 42.com.09 68.48 12. Assim.26 30. através de análise de regressão.5% 4.82 150 21.18 67.98 117.40 1.99 99.5) para 2% de declividade achamos tubo de 150mm.06 88.02 72.43 47.72 61.59 7.66 10.28 2% 3.11 36.45 Declividades (%) 2.17 9.5% 3% 4.13-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ½ da seção para n=0.80 Exemplo 24. Eugênio Silveira Macedo.39 250 62.39 54.br 10/06/2008 Tabela 24.29 6.013 (manilhas) Diâmetro nominal DN 100 150 200 250 300 1% 2.5 Seja um prédio de apartamento com 64 vasos sanitários com válvula de descarga.5 3 3.Curso de esgoto Capitulo 24.55 76.84 300 Tabela 24. em 1979.84 14.34 26.12-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ½ da seção para n=0.34 20.06 51.74 36.53 96.45 59.14 14.62 16. 32 máquina de lavar roupas e 32 máquinas de lavar pratos. Verificando-se a Tabela (24.49 108.36 4.31 5. 32 tanques de lavar roupas.5% 3.05 13.

Exemplo 24. conforme Tabela (24.002 x 1216 + 2= 4. Macedo recomenda tomar 70% da vazão máxima calculada por uma das fórmulas.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Q= 0.3 Seja um prédio de apartamento com 64 vasos sanitários com válvula de descarga. 24-12 .Cálculo da quantidade total de UHC do prédio Peças Vasos sanitários c/ válvula de descarga Chuveiros elétricos Lavatórios Pia de cozinha com torneira elétrica Tanque de lavar roupa Maquina de lavar roupa Maquina de lavar pratos Quantidade 64 64 64 32 32 32 32 UHC 6 2 1 3 3 10 4 Total= Quant x UHC 384 128 64 96 96 320 128 1216 Portanto. Para indústria e comércio. E =área total edificada em metros quadrados.002 x UHC + 2 Q= 0. e devendo ser verificado caso a caso.br 10/06/2008 Q= 0. Tabela 24. o que consequentemente terá grandes vazões de esgotos sanitários. 32 tanques de lavar roupas. não apresentando um alto consumo de água.14).14.com.Curso de esgoto Capitulo 24.0004 x E + 2 Sendo: UHC = número total de Unidade Hunter de Contribuição.6 Dimensionar o diâmetro da ligação de esgoto de um prédio com área construída de 3500m2. 64 chuveiros elétricos. Exemplo 24. 64 lavatórios. o Eng.10) a quantidade total de unidades Hunter de contribuição é 1344UHC.0004 x E + 2 Q= 0.4L/s Verificando-se a Tabela (24.5) de tubos de PVC com n=0.0004 x 3500 + 2= 3. Para o método do Macedo somam-se todas as Unidades Hunter de Contribuição e assim teremos a Tabela (24. conforme NBR 8160/83. 32 máquina de lavar roupas e 32 máquinas de lavar pratos.010 e diâmetro 100mm e declividade de 2%. Q= vazão máxima em litros por segundo. É lógico que se trata de indústria de consumo médio e pequeno.002 x UHC + 2 Ou Q= 0. Q= 0.4 L/s Que fornecerá a ligação de 100mm com 2% de declividade. 32 pias de cozinha com torneira elétrica.

j) sulfeto. b) cromo total e zinco 5. sujeitas ainda à restrição da alínea e deste inciso. chumbo. 24-13 . cádmio.2 mg/l ( dois décimos de miligramas por litro).br 10/06/2008 24. gasolina. ausências de solventes. mercúrio. cobre.10. cromo hexavalente.0 mg/l ( cinco miligramas por litro).0 mg/l (quinze miligramas por litro).0 mg/l (dez miligramas por litro).0 mg/l ( um miligrama por litro).5 mg/l (um e meio miligrama por litro) de cada elemento sujeitas às restrição da alínea e deste inciso.9 Despejos industriais: Primeiramente devemos esclarecer que todos os artigos do 19ª até 19F do Decreto Estadual 15425/809 estão no Decreto 8468/76 atualizado.425 de 23/07/80 do governo do Estado de São Paulo. e) todos os elementos constantes das alíneas “a” a “d” deste inciso.Fe2+ . provido de tratamento com capacidade e de tipo adequados. excetuado o cromo hexavalente.5.0 mg/l (dois miligramas por litro) sujeita ainda à restrição da alínea e deste inciso. i) fluoreto.1.0 (seis inteiros) e 10.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. óleos leves e substâncias explosivas ou inflamáveis em geral. c) estanho.total de 5. ausência de qualquer substância em concentrações potencialmente tóxicas ou qualquer interferência na operação do sistema de esgotos.0 mg/l (cinco miligramas por litro) de cada elemento. se obedecerem as seguintes condições: IIIIIIIVVVIVIIpH entre 6. No artigo 19A do Decreto Estadual 15. VIII. h) ferro solúvel.4. g) fenol. prata e selênio – 1.0 mg/l (cinco miligramas por litro).0. d) níquel – 2.0 mg/l (quatro miligramas por litro) sujeita ainda à restrição da alínea e deste inciso.Curso de esgoto Capitulo 24. ausência de óleo e graxas visíveis e concentração máxima de 150 mg/l (cento e cinqüenta miligramas por litro) de substâncias solúveis em hexano.0 (dez inteiros). materiais sedimentáveis até 20 ml/l (vinte mililitros por litro) em teste de 1 (uma) hora em cone Imhoff. temperatura inferior a 40° C (quarenta graus Celsius). f) cianeto.com. conjuntos de elementos ou substâncias: a) arsênico. ausência de despejos que causem ou possam causar obstrução das canalizações ou qualquer interferência na operação do sistema de esgotos.15.concentrações máximas dos seguintes elementos. diz que os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados em sistema de esgotos.

excetuados os de origem sanitária.425/80 SP. estão sujeitos a pré-tratamento que os enquadre nos padrões estabelecidos no artigo 19A. despejos sanitários e despejos industriais.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. os efluentes deverão ser lançados em caixa de “quebra-pressão” da qual partirão por gravidade para a rede coletora”.Critérios para Lançamentos de Efluentes Líquidos Industriais no Sistema Coletor Público de Esgoto Sanitário.5 0. que apresenta os parâmetros básicos mostrados na Tabela (24. Quanto ao lançamento no coletor público. IX – regime de lançamento contínuo de 24 (vinte e quatro) horas por dia.5 0.br 10/06/2008 k) sulfato.15-Efluentes Líquidos Industriais Parâmetro pH Sólidos sedimentáveis em teste de 1 hora no cone Imhoff Regime de lançamento Arsênio Total Cádmio Total Chumbo Total Cianeto Total Cobre Total Cromo Hexavalente Cromo Total Surfactantes (MBAS) Unidade de medida --ml/l L/s mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l Valores máximos admissíveis.0 5. com vazão máxima de até 1. Quanto as águas de refrigeração e os despejos sanitários e industriais.425/80 SP. Os efluentes líquidos industriais lançados nos sistema público de esgotos sanitários.1. isto é.0 24-14 . No artigo 19C do Decreto 15. os industriais e as águas de refrigeração. O artigo 19D. lançados nos sistema públicos de coleta de esgotos.Curso de esgoto Capitulo 24. No caso de Guarulhos. deverá ser feito o que na prática se chama pré-tratamento.com.5 x vazão média horária 1. diz que “o lançamento de efluentes em sistemas públicos de esgotos será sempre feito por gravidade e se houver necessidade de recalque. Tabela 24. é regulado através da ABNT pela NBR 9800/abril/1987. nele estão os despejos sanitários.5 ( uma vez e meia) a vazão diária.1 1.15). O artigo 19B do mesmo Decreto 15. diz que as indústrias deverão coletar separadamente as águas pluviais. águas de refrigeração.5 0. dependerão da exigências do concessionário local. exceto pH 6 a 10 20 1. o lançamento é único. não poderão ser encaminhados as águas pluviais.2 1. diz que “os efluentes líquidos.5 5. Em muitos casos os despejos sanitários estarão juntos com os despejos industriais. Isto quer dizer que o lançamento de esgotos sanitários em redes públicas deverá ser obedecido o artigo 19A e conforme a necessidade. e em outros casos deverão estar separados.000 mg/l ( mil miligramas por litro). X – ausência de águas pluviais em qualquer quantidade.

Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A incorporação de águas pluviais poluídas e águas de refrigeração poluídas.0 0. estes devem ser lançados em caixa de quebra-pressão. pode ser feita mediante autorização expressa dos órgãos controlador e operador.Curso de esgoto Capitulo 24. As caixas de areia ou de retenção são usadas em postos de gasolina e restaurantes. os esgotos industriais devem merecer tratamento especial caso a caso.0 10. De modo geral. 24. O lançamento dos efluentes líquidos industriais nos sistema público de esgoto sanitário deve ser sempre feito por gravidade e se houver necessidade de recalque.5 vezes a vazão média horária.0 Fonte: ABNT Parâmetros Básicos NBR 9800/1987 Nota: mg/l: miligrama/litro L/s: litros/segundo ml/l: mililitro/litro Observar que a temperatura dos esgotos industriais não pode ser maior que 40°C e que a vazão máxima que pode ser lançada é de 1.com.5 1000 1 5. antes de lançar o esgoto com temperatura superior a 40ºC.01 2.br 10/06/2008 Estanho Total Fenol Ferro Solúvel (Fe +2) Fluoreto Mercúrio Total Níquel Total Prata Total Selênio Total Sulfato Sulfeto Zinco Total mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l 4.5 1.11 Caixa detentoras de sólidos e graxas As caixas detentoras são usadas quando os esgotos industriais tiverem sólidos em suspensão. 24-15 . 24.0 5.10 Caixa de resfriamento Em casos especiais são solicitadas caixas de resfriamento.0 1.0 15. As águas pluviais e de refrigeração não devem ser lançadas no sistema coletor público.

13 Válvula de Retenção de esgotos instalada no Coletor Predial Na prática existem sempre em alguns locais do sistema de coleta de esgoto sanitário. causando sempre um entupimento na rede pública. 1998 p. Existem muitos lançamentos clandestinos de águas pluviais que são lançadas na rede coletora de esgotos sanitários.com. principalmente o sulfeto de hidrogênio.6-Válvula de retenção para esgoto sanitário Fonte: Tigre 24. 24. quando chove há um acréscimo violento da vazão. H2S. onde são necessárias a instalações de válvulas de retenção de esgotos sanitários.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 24. 159). segundo Mendonça. O problema se agrava quando o coletor predial tem declividade menor que 2%. 24-16 .Curso de esgoto Capitulo 24. juntamente com o esgoto domestico. Mesmo nos Estados Unidos também são usadas válvulas de retenção de esgotos sanitários.1975.12 Gases em coletores Um dos problemas que existe normalmente nos sistemas de esgotos é a produção de gases malcheirosos. Acontece que vários moradores ligando as águas pluviais nos esgotos.br 10/06/2008 Fig. Então a rede será pressurizada e o esgoto juntamente com as águas de chuvas entrarão nas residências. estão abaixo do nível da rua (Woodson. principalmente quando as instalações hidráulicas de esgotos sanitários.

Para evitar isto a firma Tigre. para dentro das residências.Base Nunes.Curso de esgoto Capitulo 24. com funcionamento de 16horas/dia produzindo a vazão média de 25m3/h. que estão na região mais baixas.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1996 o tanque de equalização pode também homogeneizar tornando uniforme o pH.8. DQO. temperatura. DBO. Segundo Nunes. 24.14 Caixa de equalização O objetivo é regular a vazão de saída que deve ser constante. sólidos.7. 1996 Seja uma indústria têxtil de pequeno porte com atividade descontinua. cor. 1996 Exemplo 24. conforme Figura (24.com. etc.Esquema de caixa de equalização Fontes: Nunes. As equações fundamentais são: Vt= Veq + Vmin Veq= (Qe-Qs ) x t Sendo: Vt= volume total do tanque Veq= volume de equalização Vmim= volume mínimo Qe= vazão na entrada Qs= vazão na saída t= número de horas de funcionamento da indústria/dia Figura 24. próximas dos cursos d’água. 24-17 . Quando chove há uma tendência do retorno do esgoto juntamente com as águas do córrego.br 10/06/2008 Existem muitas redes coletoras de esgoto que não são encaminhadas a um emissário ou interceptor e sim lançadas precariamente nos cursos d’água.Tubos e Conexões fábrica válvula de PVC para retenção de esgoto sanitário nos diâmetros de 100mm e 150mm para ser usada nos coletores prediais.6). É usado principalmente em indústrias com atividades descontinuas. turbidez.

67m3/h Veq= (25m3/h – 16.32h Dimensões do tanque Veq= L2 x H (forma quadrada sempre) L= largura e comprimento H= profundidade= 2.67m3/h. a caixa terá 200m3 e a vazão média de entrada é 25m3/h e a saída média equalizada é de 16. 24-18 .0 L=8.br 10/06/2008 Veq= (Qe – Qs ) x t Qs= 25m3/h x 16h / 24h= 16. Portanto.Curso de esgoto Capitulo 24.20 x 1.com.20 x 8.20m Volume total do tanque Vt Vt = Veq + Vmin Vmin= é o volume cuja profundidade adotada é de 1.00m Vt= 133m3+ (8.00 (adotado) 133m3= L2 x 2.7HP Devemos deixar uma folga na potência:3HP.00)= 200m3 Potência do agitador P P= Dp x Vt/ 745 Dp= densidade de potencia adotada igual a 10w/m3 P= 10w/m3 x 200m3/ 745 = 2.67m3/h) x 16h= 133m3 Tempo de detenção T T = Veq/ Q T= 133m3/ 25m3/h= 5.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

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O solo que vamos tratar é basicamente o chamado Horizonte A que tem aproximadamente de 0. Deve-se ter o cuidado de não se construir barreiras que impeçam ou eliminem a capilaridade.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/06/08 Capitulo 25.1) e (25.Curso de esgotos Capitulo 25. já que apresentam condições bastante satisfatórias de drenagem.1 .Textura e estrutura dos solos 25. rochas. 2004 25-1 .30m de espessura. aeração e retenção de água. A textura ou composição granulométrica de um solo é um termo usado para caracterizar a distribuição das partículas no solo quanto as suas dimensões conforme Figura (25. Abaixo do Horizonte A teremos o que se chama na prática de subsolo. em geral. são os mais adequados para o desenvolvimento de raízes das plantas.1 Introdução A grande causa dos fracassos dos sumidouros são a falta de um estudo adequado do solo no que se refere a textura e estrutura. silte e argila.Triângulo de classificação textural que divide em 13 classificações. água e ar e constitui o substrato de água e nutrientes para as raízes das plantas. principalmente em áreas urbanas que podem ter camadas de areia. Fonte: Reichardt e Timm.2) Os solos de texturas médias (francos) que possuem proporções equilibradas de areia.com. etc. Figura 25. Um outro problema é da compactação do solo.2 Solo O solo é formado por partículas sólidas (minerais e orgânicas).10m a 0. 25.

Figura 25.Curso de esgotos Capitulo 25.com. 60% de silte e 15% de argila.Triângulo de textura proposto por USDA (United States Department of Agriculture) que divide em 12 classificações.2 .2) vimos que se trata de solo franco siltoso. Entrando na Figura (25.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/06/08 Exemplo 25. 25-2 .1 Classificar um solo com 25% de areia.

conforme Reichardt e Tim.3 Textura A textura de um solo refere-se à distribuição das partículas do solo tão somente quanto ao seu tamanho. Solos de texturas iguais podem possuir estruturas diferentes que apresentam maiores ou menores dificuldades à penetração ou circulação da água. silte e areia na composição do solo. mas alguma coisa não funcionava e isto é o exame da estrutura do solo (estudo morfológico do solo).4 Estrutura O conceito de estrutura de um solo é qualitativo e é usado para descrever o solo no que se refere a arranjo. é difícil de quantificar e também de catalogar (Gomes. A estrutura do solo pode ser feita da seguinte maneira: 25.3).Curso de esgotos Capitulo 25. A estrutura do solo ao contrário do que ocorre com a textura. Tudo estava de acordo com as normas técnicas. O triângulo se compõe de doze ou treze espaços que representam classes distintas de textura.5 Tipo de estrutura Que define a forma e o arranjo das partículas. 2004. a textura se divide em várias classes. orientação e organização das partículas sólidas conforme Reichardt e Timm. a meu ver.com. 1997).Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A estrutura em simples grãos como a da areia tem p 25-3 . 25. A água pode ter passagem: Rápida Moderada Lenta Uma estrutura do tipo laminar a passagem da água é lenta e uma estrutura em bloco tem passagem moderada de água como se pode ver na Figura (25. que podem ser determinadas através do triângulo de texturas proposto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e apresentado na Figura (25. Assim uma estrutura tipo laminar passa muito pouca água. As linhas grossas do gráfico indicam as fronteiras de cada uma das classes de textura. 1997). Estes estudos. 2004. enfatizando a necessidade de ser verificada a estrutura do solo é importantíssimo e explica os inúmeros fracassos em sumidouros que presenciei ao longo dos anos como diretor de obras do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos. De acordo com a proporção de argila.2) (Gomes. A estrutura de um solo caracteriza a forma de arranjo de suas partículas. podendo ser: Laminar Prismática Blocos Esferoidal O tipo de estrutura do solo é importante para a passagem da água. do ar e das raízes das plantas.br 09/06/08 25. Após os estudos de Jerry Tyler no ano 2000 professor da Ciência dos Solos da Universidade de Wisconsin foi feita uma tabela na qual o uso da simplesmente da textura não funcionava e tinha sido o fracasso de inúmeros estudos de infiltração de esgotos domésticos.

No estado da Pennsylvania localizado nos Estados Unidos foi reunida uma comissão que adaptou a Tabela (25. que impedem o movimento vertical da água.Tipos de estrutura do solo. 25-4 . Na Figura (25. 2000 e adaptado .3) podemos ver pela estrutura do solo a passagem rápida. moderada ou lenta da água.br 09/06/08 Figura 25. a carga hidráulica em litros/m2 x dia e a carga orgânica em kg/ha x dia.com.1) para uma tabela mais resumida que é a Tabela (25. O objetivo é fornecer dados mais seguros para infiltração quando a DBO for menor que 30mg/L ou quando a DBO for maior que 30mg/L.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Os solos com grau de estrutura denominado fracos oferecem mais resistência a passagem da água e são solos maciços ou laminares.. Um solo com grau de estrutura denominado forte possui bem definidas as fraturas ou os espaços vazios que facilitam a passagem da água. pois ainda não se dispõem de muitos estudos para precisão das mesmas. a estrutura dos solos.Curso de esgotos Capitulo 25. As cargas orgânicas são estimativas. 2002 A estrutura do solo pode ser definida também pelo chamado grau da estrutura. Na Tabela (25. Observe-se que quanto menor for a DBO maior é carga hidráulica que se pode admitir.10) onde se nota que o valor máximo da taxa de infiltração em esgotos domésticos é de 35 L/m2 x dia. 25.6 Grau da estrutura Refere-se a coesão dos agregados e varia com o teor da umidade.3. sendo maior em solos úmidos que em solos secos conforme Antônio Cardoso Neto.1) estão as texturas dos solos conforme USDA. Estes dados foram extraídos de Tyler. Fonte: Usepa. 1997.

argila. é recomendado o uso da taxa de infiltração de 5 litros/m2 x dia e devendo ser feito o cálculo para 10litros/m2 x dia para a metade de cada campo. argila siltosa Sem estrutura Moderado a forte Fraco a laminar fraco Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço Moderado a forte Fraco a forte Maciço Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço 11 a 35 6. A infiltração por gravidade ou por pressão Tanque Séptico 8 Filtro de areia intermitente 16 Filtro de areia com recirculação 16 Para solos argilosos Tanque Séptico Filtro de areia intermitente Filtro de areia com recirculação Trincheira de infiltração rasa Fonte: Metcalf&Eddy.br 09/06/08 Tabela 25.pdf de 30 de agosto de 2006 25.pa.dep. Tabela 25.state.2 <4. 2000 usadas no Estado da Pennsylvania.us/dep/subject/advcoun/wrac/2006/10-13-06_mtg_handout. franco argilo siltoso Franco argilo arenoso. argila siltosa Argila arenosa.2 0 <3 0 0 2 Fonte: http://www.3 0 1. argila siltosa Argila arenosa.3 a 25 0 0 6.2.3 a 12. Textura segundo USDA Estrutura do solo Taxa de infiltração (Litros/m x dia) Areia Areia franca Areia franca Franco arenoso Franco arenoso Franco arenoso Franco. 1991 que o campo de disposição seja feito em duas partes devendo cada uma funcionar seis meses por ano.6 4. franco siltoso Franco. Como o solo da Califórnia tem sempre argila. franco argiloso. USA.7 Taxa de infiltração de Metcalf&Eddy.2 0 1. franco argilo siltoso Franco argilo arenoso. 1991 A recomendação é que para trincheiras de infiltração sejam usadas somente as duas paredes da vala e não o fundo. franco siltoso Franco argilo arenoso. argila. franco argiloso. franco siltoso Franco.7 a 4. argila.com.Taxas de infiltração recomendadas e baseadas na tabela de Tyler. 1991 6 14 12 12 25-5 . franco argiloso.Curso de esgotos Capitulo 25.Valores recomendados de taxa de infiltração de disposição dos efluentes de esgotos sanitários Tipo de solo Taxa de infiltração a ser aplicada nas paredes da trincheira (L/m2 x dia) Para solos que não são argilosos.2 a 6. franco argilo siltoso Argila arenosa. Quando o solo for argiloso é recomendado ainda por Metcalf&Eddy.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 a 4.1.

A Figura (25.4) mostra esquematicamente o paralelepípedo cujo lado é 30cm e o gráfico para se obter o coeficiente de infiltração conforme Tanaka. • No dia anterior ao teste. • Com o tempo obtido entrar na Tabela (25. 25. que será o tempo padrão de infiltração do solo na profundidade considerada. encher as três caixas com água.3) e achar o coeficiente de infiltração do solo. • Após secar. • No dia do teste encher as três caixas com água e deixar secar.2) é bem inferior aos dados fornecidos pelas normas brasileiras. O método a ser aplicado é o seguinte: • Na profundidade onde vai estar a vala de infiltração fazer três escavações com formato de uma caixa paralelepípedo de 30cm x 30cm x 30cm. 1986 25-6 .Curso de esgotos Capitulo 25.4 .br 09/06/08 É importante observar que os valores da taxa de infiltração da Tabela (25. Podemos aproximadamente supor que ff= K= coeficiente de infiltração. 1986.8 Coeficiente de infiltração segundo a NBR 7229/93.Gráfico para determinação do coeficiente de infiltração Fonte: Tanaka. • Adotar o menor dos três tempos. 1998.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. encher cada caixa com 15cm de água e medir o tempo que leva para abaixar o nível de água de 1cm. Figura 25. A NBR 7229/93 de “Construção e Instalação de Fossas sépticas e disposição dos efluentes finais” apresenta uma maneira prática de se estimar o coeficiente de infiltração em litros/m2/dia conforme Botelho.com.

8 Comparações USEPA.Curso de esgotos Capitulo 25.2) que apresenta valores bem inferiores aos da ABNT que foi elaborada em 1993. medianamente compactas 20 a 40 Argila arenosa 40 a 60 Areia ou silte argiloso 60 a 90 Areia bem selecionada >90 Fonte: Botelho. Os valores apresentados por Tyler.4) os valores de infiltração só levam em conta a textura do solo e devido as pesquisas de Tyler.com. 2002 x ABNT. 2000 é necessário saber a estrutura do solo que é a Tabela (25.5 130 Fonte: Botelho.br 09/06/08 Tabela 25. 25-7 . a estrutura do mesmo.Estimativa do coeficiente de infiltração de acordo com o tipo de solo local Constituição provável do solo Coeficiente de infiltração (litros/m2/dia Rochas. 2000 são menores que 1/3 dos valores da NBR 7229/93.Coeficiente de infiltração em função do tempo em minutos Tempo de infiltração para rebaixamento de 1cm Coeficiente de infiltração (min) (litros/m2/dia ou mm/dia) 22 22 20 23 18 24 16 25 14 27 12 33 10 40 8 47 6 57 4 73 2 100 1 110 0.3 . oportunamente deverá ser revista a NBR 7229/93. 1993 Como se pode observar na Tabela (25. 1998 Tabela 25. 1998 25. argilas compactadas <20 Argilas de cor amarela ou marrom.4 . Dica: verificar sempre além da textura do solo. Portanto.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

us/dep/subject/advcoun/wrac/2006/10-13-06_mtg_handout. Anotações do curso de Irrigação e Drenagem de Terras Agrícolas -CIDADE OF EUGENE. São -TANAKA. Junho 2005.kneplast. 2005. S. 277 páginas. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. -BRITTO. 26 páginas.Curso de esgotos Capitulo 25. 2004. Editora Livros Técnicos. TAKYDY.epa.asp acessado em 16 de fevereiro de 2007. 238páginas. 2002 EPA/625/r00/008. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www. -JORDÃO.br 09/06/08 25. Pennsylvania. 1997-8. construção e operação de sistemas de tanques sépticos. A. 2002. -METCAL&EDDY. Instalações prediais hidráulicas e sanitárias. CARDOSO NETO. ISBN 85-216-0461-0 -USEPA (U. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). -CONAMA. Wastewater Engineering. 161 páginas. Guidelines for Water Reuse. JOSÉ ALVES. 906 páginas.com. U. Tratamento de Esgotos Domésticos. Environmental Protection Agency. Fevruary.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Florianópolis: Departamento de Engenharia Sanitária da Universidade Federal de Santa Catarina. 1991. EVANDRO RODRIGUES DE. As Propriedades do solo. CONSTANTINO ARRUDA.S. -NUNES. 2004. -ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. MANOEL HENRIQUE CAMPOS e RIBEIRO. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system.com.pa. Instalações hidráulicas prediais feitas para durar. McGray-Hill. 770 páginas. Construção e Operação. -MACINTYRE. GERALDO DE ANDRADE JR..gov/ -USEPA. 73 p http://www. Instalações Hidráulicas. On site wastewater treatment systems manual. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE. Considerations for the management of discharge of fats. NBR 7229 de setembro de 1993. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. (Tópicos Básicos de Irrigação 2º Fascículo). 1996. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. Jun. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05.ana.br/AcoesAdministrativas/CDOC/ProducaoAcademica.pdf de 30 de agosto de 2006. 4ª ed. Conservação e reúso da água em edificações. -BOTELHO. Fortilit. ABES. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos. 1334páginas.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes.9 Bibliografia e livros consultados .Projeto. -ABNT.gov.dep.br -SINDUSCON. ARCHIBALD JOSEPH. 15 p.http://www. 1986. -ROTOGINE. 2002. USA acessado em 16 de fevereiro de 2007. 25-8 . -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos.state.

bloco. 2000 in USEPA. granular Massiva Laminar Prismático. bloco. Baseado nos estudos de Tyler. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. Argila Muito argilosa. bloco. areia muito fina. Argila Silte. granular Massiva Laminar Prismático. Argila Muito argilosa.9. franco siltoso 34 17 8 8 0 17 25 8 0 8 17 8 0 17 25 0 0 17 25 0 0 8 17 0 0 0 8 67 42 25 21 0 29 42 21 0 25 34 21 0 25 34 8 0 25 34 0 0 13 25 0 0 0 13 45 23 11 11 0 23 34 11 0 11 23 11 0 23 34 0 0 23 34 0 0 11 23 0 0 0 11 18 11 7 6 0 8 11 6 0 7 9 6 0 7 9 2 0 7 9 0 0 4 7 0 0 0 4 . areia fina Franco arenoso. argila soltosas. areia franca. argila soltosas. argila soltosas. granular Massiva Laminar Prismático. areia franca Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso. bloco.Tabela 25. granular Prismático.2002. granula Grau da estrutura Sem estrutura Sem estrutura Sem estrutura Fraca Moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraca. moderada forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. granular Prismático. bloco. argila soltosas. granular Massiva Laminar Laminar Prismático. bloco. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. bloco. areia fina Franco Franco Franco Franco Franco siltoso Franco siltoso Franco siltoso Franco siltoso Muito argilosa. franco siltoso Silte. Argila Muito argilosa. franco siltoso Silte. franco siltoso Silte. granular Prismático. bloco. bloco. granular Massiva Laminar Prismático. Carga hidráulica Textura conforme USDA Tipo de Estrutura Simples grão Simples grão Massiva Laminar Laminar Prismático. areia fina Franco arenoso.Sugestões de condutividade hidráulica dos solos para esgotos domésticos e carga orgânica. areia fina Franco arenoso. granula Prismático. bloco. bloco. franco arenoso Areia fina. granular Prismático. moderada a forte Fraco Moderado a forte (litros/m x dia) DBO=150mg/L DB0=30mg/L 2 Carga orgânica (kg/ ha x dia) DBO=150mg/L DB0=30mg/L Areia grossa. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco.

.

isto é. As partículas traçam trajetórias bem definidas no sentido do escoamento. Assim desta maneira as partículas de esgotos não ficarão depositadas na tubulação.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.75D.1 Introdução Felizmente para redes coletoras de esgoto sanitário existe a norma NBR 9649/ 1986 que introduziu uma modificação de enorme importância. A tensão trativa mínima ou tensão de arraste mínima é a força por unidade de área que haja sobre uma partícula e que permite o deslocamento da mesma. O sistema separador absoluto só foi introduzido no Brasil em 1911 em São Paulo. direção e sentido é idêntico em todos os pontos. isto é. A cidade do Rio de Janeiro foi uma das primeiras capitais o mundo a ser servida com redes de esgotos em 1857 com projeto feito pelos ingleses. 1999.2 Histórico Conforme Azevedo Neto.3 Classificação do escoamento Em redes de esgotos o escoamento é livre. 26. o vetor velocidade. Os esgotos na cidade de São Paulo foi feito pela primeira vez em 1876 que era um sistema misto. O sistema era separador absoluto. tratava-se de um sistema separador parcial conforme Tsutiya. O primeiro uso da tensão trativa foi em canais. pois temos que calcular uma tensão trativa mínima de 1Pa para que ela seja arrastada. 1999 a tensão trativa foi introduzida originalmente por Du Boys em 1879. mas admitia a entrada de águas pluviais dos prédios e portanto.4 Tensão trativa Conforme Tsutiya. O esgoto sanitário tem 99.br 10/07/2008 Capítulo 26. 26. as características do escoamento não variam ao longo do tempo e da canalização.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1% de sólidos com características semelhantes à da água.com.9% de água e 0. em módulo. Tal idéia partiu dos engenheiros da SABESP drs Joaquim Gabriel e Milton Tsutiya. o fluido escoa em contato com a atmosfera. sendo mais tarde desenvolvido os conceitos técnicos por Brahms em 1754 e por Chow em 1981. pois ao invés de usar o critério das velocidades mínimas passou a usar o critério da tensão trativa mínima de 1 Pa e altura máxima da lâmina de água de 0. 26-1 . 1973 em 1879 foi inventado o sistema separador absoluto pelo Coronel engenheiro George Waring e aplicado pela primeira vez na cidade de Memphis no Tennessee. O escoamento é uniforme. O escoamento é permanente. Estados Unidos.Redes coletoras de esgoto sanitário 26. isto é. 26.

1999 as águas do subsolo atingem as redes coletoras através de: • Juntas das tubulações • Paredes das tubulações • Poços de visita.5 Pa para se evitar a formação de sulfetos.com. estações elevatórias.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/07/2008 Figura 26. tubos de inspeção e limpeza. I Sendo: σt= tensão trativa em Pascal ou N/m2 R= raio hidráulico (m) γ=peso específico do esgoto (N/m3)= 104 N/m3 I= declividade da tubulação (m/m) Em coletores usa-se a tensão trativa mínima de 1 Pa enquanto que para interceptor em tubos acima de 500mm usa-se 1. caixas de passagem. γ . 1997 A tensão trativa σt é dada pela equação: σt= R .Esquema de canal mostrando a tensão trativa Fonte: Fernandes. Conforme Tsutiya. 26. A Sabesp começou a usar o critério da tensão trativa em 1983 como pleno êxito sendo depois o conceito passado a norma brasileira sendo adotado em todo o Brasil e atualmente é adotado praticamente em todos os países da America Latina.5 Vazões parasitarias (infiltração) Pode haver infiltração de água de drenagem nos coletores de esgoto e isto se chama de vazões parasitarias que atingem até 6. etc.1. 26-2 .0 L/s x km.

Curso de rede de esgotos Capítulo 26.com.Taxas de infiltração em redes coletoras de esgoto Fonte: Crespo.1.2.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 26-3 .Vazões parasitárias Figura 26.br 10/07/2008 Tabela 26.

80 Q> 751 L/s K= 1.3) onde nota-se um ponto de energia específica mínima Ec e duas curvas.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial. A curva da direita mostra o movimento rápido e a da esquerda mostra o movimento lento.com. uma a direita e outra a esquerda. 26-4 . 26.20 Vazão máxima horária K2=1.V V= Q/A V2= Q2/ A2 E= y + αQ2/ 2gA2 Sendo: E= energia específica y= altura da lâmina de água g= aceleração da gravidade V= velocidade média (m/s) A= área molhada da secção (m2) Q= vazão (m3/s) α=coeficiente de Coriolis (1792-1843) que é definido conforme Lencastre. publico em L/s 26.485/ Q 0. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1.7 Energia específica A energia específica é definida como a quantidade de energia de peso de líquido. E= y + αV2/ 2g Usando a equação da continuidade Q=A.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Normalmente adotamos α=1.80 Conforme Tesutya. medida a partir do fundo do canal e representado por.05 L/s x km a 1. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2. Q≤ 751 L/s K=1.0 L/s x km. 1983 como a relação entre a energia cinética real do escoamento e a energia cinética de um escoamento fictício que todas as partículas se movessem com a velocidade média V.br 10/07/2008 Conforme a norma da ABNT 9649 a taxa de infiltração depende da posição do lençol freático variando de 0.20 + 17. Variando-se a velocidade e altura y podemos construir a Figura (26. comercial.50 Vazão mínima K3=0.5 Coeficiente de retorno= 0.6 Coeficientes de vazões Quando não possuímos pesquisas para os coeficientes de vazões podemos estimar conforme norma NBR 9649/ 1986 os coeficientes em: Vazão máxima diária= K1= 1.

basta derivar e igual a zero. Vamos aplicar os conhecimentos de Lencastre.5 = Q /g 0. 1987 O valor da energia específica no ponto mínimo é a energia específica crítica e se dá numa altura denominada de yc que é um ponto de instabilidade pois pode passar rapidamente de um regime para outro.3) são chamados de conjugados de igual energia E.com.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. dE/dy = 1 – Q2/gA3 x dA/dy=0 Sendo “b” a largura superficial da lâmina líquida teremos: dA= b x dy Fazendo-se as substituição temos: dE/dy = 1 – Q2/gA3 x bdy/dy=0 dE/dy = 1 – (Q2/gA3 )x b=0 1 = Q2/gA3 x b Isolando a vazão Q e a aceleração da gravidade g temos: A3/b = Q2/g Extraindo a raiz quadrada dos dois lados da equação temos: A0.5A/b0. 1983 para obter o ponto mínimo da curva. Quando o valor de y está no regime lento podemos chamar de regime lento ou regime fluvial e quando y está no regime rápido podemos chamar de regime rápido ou torrencial.br 10/07/2008 Figura 26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5 = Q /g 0.5 26-5 . Observemos ainda que y1 e y2 conforme a Figura (26.3-Diagrama de energia específica Fonte: Rolim Mendonça et al.5 A(A/b)0.

81 0.4) com 0.152.5=(1/0. Exemplo 26.007 / 9.093m Portanto. 1983 Lencastre. 1983 apresenta a Figura (26. 26-6 . Exemplo 26.51 x 0.152.010m3/s.62 yc=0.com.2 Calcular a altura crítica para uma tubulação circular com diâmetro de D=0.15=0.5=(1/0.5= 0.15=0. (1/D5/2) x Q / g 0. (1/D5/2) x Q / g 0.4) com 0.51 yc=0.5= 0.62 x 0.26 Entrando na Figura (26.077m.15m e vazão de Q=0.4) para canais circulares onde podemos facilmente calcular a altura critica yc.br 10/07/2008 Figura 26.Para canais circulares Fonte: Lencastre.010 / 9.81 0.007m3/s.37 Entrando na Figura (26.26 na abscissa achamos y/D=0.1 Calcular a altura crítica para uma tubulação circular com diâmetro de D=0.077m Portanto.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. a altura crítica será de yc=0.5) x 0. a altura crítica será de yc=0.4.093m.37 na abscissa achamos y/D=0.15m e vazão de Q=0.5) x 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

a inclinação crítica é aquela para a qual o escoamento se dá em regime uniforme crítico.5 Sendo: V= velocidade média (m/s) R= raio hidráulico (m) Ic= declividade crítica (m/m) Isolando o valor da declividade teremos: V= (1/n) Rc2/3 x Ic 0.yc .yc . Usando a equação de Manning temos: V= (1/n) R2/3 x Ic 0.5 I c0.15) θ = 2 cos-1 ( 0.24) θ = 2 x 1. ou em outras palavras. θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 x0.com.62rad R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.62)/ 3. ou seja.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.042m Ic = g .010m3/s Facilmente achamos yc=0.15/4) (1-(seno 3.V V= Q/A V2= Q2/ A2 Substituindo V2 temos: Ic = Q2 n2/ A2Rc4/3 2 Mas o valor de Q pode ser substituído por: A3/b = Q2 /g gA3/b = Q2 I c = Q2 n2/ A2Rc4/3 Ic = gA3 n2/ bA2Rc4/3 Ic = gA n2/ bRc4/3 Ic = g(A/b) n2/ Rc4/3 O valor A/b é igual a altura media do regime critico. n2/ Rc4/3 Exemplo 26. A/b=yc Ic = g .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.093m já calculado no exemplo anterior.8 Inclinação crítica Seguindo os ensinamentos de Lencastre 1983.81 rad= 3. aquela em que o escoamento se escoa com o mínimo de energia.093/0.62)=0.5 = V n/ Rc2/3 Elevando ambos os lados ao quadrado temos: Ic = V2 n2/ Rc4/3 Usando a equação da continuidade Q=A.0103 (rugosidade de Manning e vazão Q=0. n2/ Rc4/3 Ou podemos escrever: 26-7 .3 Calcular a declividade critica de um tubo de seção circular com n=0.br 10/07/2008 26.

01147m2 V=Q/A= 0. F= v / (g x y )0.5 Sendo: F= número de Froude (adimensional) g= aceleração da gravidade= 9.81 x0.62)8=0.10elações geométricas da seção circular Até o diâmetro de 2. Os coletores nas ruas e ligações de esgoto são geralmente feitas tubos circulares de PVC com diâmetro de 100mm no mínimo.5 Sendo: V= velocidade média na seção (m/s) R= raio hidráulico (m) Raio hidráulico (m) = Área molhada/ perímetro molhado S= declividade (m/m) 26. Se o número de Froude for igual a igual a 1 temos o escoamento crítico e caso seja maior que 1 temos o escoamento rápido e se for menor que 1 temos o escoamento lento. É um número adimensional e muito importante e é através dele que vimos quando o regime é crítico.8 Fórmula de Manning A fórmula mais usada em canais é a de Manning que será adotada.00618m/m Velocidade critica A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.0m geralmente é usado tubos de concreto de seção circular.com.0424/3 =0. a declividade crítica é Ic=0.01147=0.87m/s 26.62 – sen3. 1987 26-8 .010/0.0102/ 0.152 ( 3.Seção circular Fonte: Rolim Mendonça et al. Figura 26.br 10/07/2008 Ic = 9.81m/s2 y= altura da lâmina de água (m) 26.093 x 0.9 Número de Froude O número de Froude é a relação entre a força da inércia e a força da gravidade no escoamento. rápido ou lento.00618m/m Portanto. V= (1/n) x R 2/3 x S0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4.

15≤y/D≤ 0. ≤ θ ≤ 4.95: θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) ou θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) Sendo: θ = ângulo central em radianos (rad) y= altura da lâmina de água (m) D= diâmetro da tubulação (m) Conforme Chaudhry.1993 p.com. sendo impossível de se separar o ângulo central θ.80.6 (n Q/I 1/2) 0. O ângulo central θ está entre 1. que corresponde 0.6 θ 0.4 Sendo: θ = ângulo central em radianos (rad) y= altura da lâmina de água (m) D= diâmetro da tubulação (m) n= rugosidade de Manning (adimensional) Q= vazão (m3/s) I= declividade (m/m) Como se pode ver na equação acima está na formula implícita.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/07/2008 O ângulo central θ (em radianos) do setor circular.50 rad. não havendo possibilidade de se tornar a equação numa forma explícita.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.10 temos: A área molhada “A”: A= D2 ( θ – seno θ)/8 O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 O raio hidráulico “R”: R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) A corda “b” correspondente a altura molhada é dado por: b= D sen (θ/2) Conforme Mendonça.1984 Revista DAE SP temos: • Usando a fórmula de Manning e tirando-se o valor de θ usando as relações acima obtemos para o regime uniforme a fórmula para obter o ângulo central θ. • Observar que o ângulo central θ aparece nos dois lados da equação. θ= seno θ + 2 2.43 rad. • Daí a necessidade de resolvê-la por processo iterativo. Usam-se para isto alguns métodos de cálculo: 26-9 .6 D-1.1993 p. pode ser obtido pela seguinte expressão conforme Chaudhry. como o Método de Newton-Raphson.

19 > 1 Portanto.10m Portanto. declividade I=0. a altura a lâmina de água é 0.br 10/07/2008 • • • • Método de tentativa e erros.4 X= .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.15 sen (3.5 F=1.011m2= 1.33= 1 – 2y/0.0.82 Adotamos θ= 3.4 Seja um tubo de PVC com n=0.14m θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /0.15/4) (1-(seno 3.6x 3.5graus θ /2= arc cos ( 1 – 2y /15)=3.82 – seno 3.6 D-1.com.4 Arbitramos um valor qualquer do ângulo central em radianos: 3.5graus Cos (3.33=2y/0.8rad X= seno θ +2.6 θ 0.61 +4.82)=0.10 )0.67= 67% < 75% OK.81 x 0.15 -1. regime de escoamento rápido ou supercrítico Área molhada 26-10 .6θ 0.15 -0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 (0.82)/8 =0.007m/m e vazão de 0.15-1. Método de Newton-Raphson e Método das Aproximações Sucessivas.4 θ= seno θ + 2 2.82rad=219graus/2=109. A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.10m y/D= 0.4 X= seno (3.82rad R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.43= 3.82rad)/ 3.044m b= D sen (θ/2) b= 0.4 θ= seno θ +2.33= -2y/0.82rad/2)= 1 – 2y/0.15)=3. Método da bissecção.152 ( 3.15 y=0.007 1/2) 0.013/0.010. θ 0. raio hidráulico e número de Froude θ= seno θ + 2 2.8 0.18m/s Número de Froude F= v / (g x y )0.15=0.6 0. Calcular a altura y.8) +2. Exemplo 26.5 F= 1.82rad/2)=0.6 (n Q/I 1/2) 0.013m3/s / 0.0013m3/s. corda.82rad/2=219graus/2=109.010x0.6 .82 Adoto 3.15 1.6 θ 0.18 / (9.10/ 0.011m2 Equação da continuidade: Q= A x V V= Q/A= 0.

5 Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2. 1987.5 26-11 .75D.5 Sendo: B= numero de Boussinesq G= aceleração da gravidade m/s2 R= raio hidráulico (m) Quando se inicia a mistura do ar com a água o numero de Boussinesq é igual a 6 e portanto B=6 B= vc (g R) -0.{θoc -sen θc .sen (θc))} 0. B= vc (g R) -0. 1987 a velocidade crítica Vc e a declividade crítica Ic são: yc/D= (1/2) x (1 – cos θc/2) Vc= {[g xD/ (8 sen(θc /2))] x (θc . 1980 em que o número de Boussinesq é igual a 6 quando se inicia a mistura de ar e água.81m/s2 (aceleração da gravidade) R= raio hidráulico (m) Azevedo Neto.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 D (θc – senθc))] (1/3) Para calcular o valor de θc com várias iterações: θoc . 1998 justifica a equação da velocidade critica da norma usando as pesquisas de Volkart.com.br 10/07/2008 26.11 Lâmina de água em tubos e canais Segundo a NBR 9649/86 a altura máxima da lâmina de água em redes coletoras de esgoto sanitário é 75% do diâmetro ou seja 0. assegurando-se a ventilação do trecho sendo a velocidade critica definida por: Vc= 6 x (g x R) ½ Sendo: Vc= velocidade crítica (m/s) g= 9.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5 6= vc (g R) -0. 26.(4/3) (Qc2/g) 1/3 x D -5/3 x (sen (θoc/2) -2/3 cos (θoc/2) A NBR 9649/86 diz que quando a velocidade final vf for superior a velocidade critica vc. θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 Segundo Rolim Mendonça et al.8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3} θc = ________________________________________________ 1 – cos θoc .12 Velocidade crítica Para achar o ângulo central crítico θc temos que resolver a seguinte equação conforme Rolim Mendonça et al. a maior lâmina admissível deve ser menor ou igual a 50% do diâmetro do coletor.

342 x 0. 1998 recomenda a verificação da velocidade crítica vc em relação a velocidade final do plano vf e m todos os trechos da canalização.50=0.30 achamos Khidr=0.25) ½ = 9.81 x 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.49m/s Para h/D= 0.1026) ½ = 6.02m/s 26-12 .50 R= Khidr x h/D R= 0.30=0.5) com h/D=0. 1997 o raio hidráulico R para o cálculo da velocidade critica pode ser consultada a Figura (26.342 R= Khidr x h/D R= 0. Nota: cuidado.5 Calcular a velocidade critica conforme a NBR 9649/86 sendo h/D= 0.25 Vc= 6 x (g x R) ½ Vc= 6 x (9. R= Khidr x h/D Com os valores h/D achamos na Figura (26.br 10/07/2008 Tirando-se o valor da velocidade critica Vc temos: Vc= 6 x (g x Rc) ½ Azevedo Neto.50 Entrando na Figura (26.81 x 0. Exemplo 26.50 x 0.5).5) o coeficiente Khidr. o raio hidráulico é do ângulo central crítico Rc= (D/4) (1-(seno θc)/ θc) Conforme Crespo.com.1026 Vc= 6 x (g x R) ½ Vc= 6 x (9.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.50 achamos Khidr=0.

com. Fonte: Crespo.33 26-13 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0102/9.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.010m3/s. diâmetro D=0. θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.010.29 [sen(θc/2)] 0.33 x 0.15m tubo de PVC n=0.81) 0.67 θc= sen θc +4.Coeficientes para o calculo do raio hidráulico para a velocidade critica da NBR 9649/86.br 10/07/2008 Figura 26.5. 1997 Exemplo 26.6 Calcular o ângulo central crítico e a velocidade crítica para vazão de 0.33 [sen(θc/2)] 0.15 -1.

67/2)=0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.083x0.67 ] =0.89m/s Declividade crítica Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.32 4.36 4.13 3.15=(1/2)x (1 – cos 3.19 x (3.Cálculo para o ângulo central por tentativas θc θc= sen θc +4.67 /2))] x (3.15(3.36 4.02 3.33 4 3.13+3.0x0.63 R= (D/4) ( 1 – sen θ/ θ ) R= (0. 1981 o valor de yc pode ser estimado por: yc= 0.28)/2= 3.com.38 4.0 D (θc – sen θc))] (1/3) Ic= =[0.50} 0.67))} 0.0102 x 9.0052m/m 26-14 .br 10/07/2008 Tabela 26.5 Vc= {[9.40 4.07 3.11 3.63 < 0.09 3.02 3.29 [sen(θc/2)] 0.04 3.81 x0.483 x (0.67 +0.095m Verificação Conforme Metcalf&Eddy.67/2] x [3.17] 1/3 Ic=0.043m Vc= {[g xD/ (8 sen(θc /2))] x (θc .81/ (sen(3.sen (θc)} 0.083D yc= 0.483 x (Q/D) 2/3 + 0.09 3.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.04 3.674/ (2.15=0.15) 2/3 + 0.0933m y/D= 0.38 4.67 rad yc/D= (1/2) x (1 – cos θc/2) yc/0.sen (3.30 4.75D yc=0.07 3.67] (1/3) Ic= =[0.15/4) [ 1 – (sen 3.5 Vc= {[0.01/0.67)/ 3.28 Tomamos o valor médio θc= (4.34 4.32 4.11 3.40 4.67-sen 3.15/ (8 sen(3.00101 x 5.5 Vc=0.13 3.34 4.30 4.2.67 .

013 PVC 0.16 Coeficiente n de Manning Os coeficientes n de Manning mais usuais estão na Tabela (26.4.3.010 Ferro fundido com revestimento 0.013 Aço soldado 0.90m e 0.com.4).br 10/07/2008 26.13 Velocidade máxima A velocidade máxima conforme norma NBR 9649/ 1986 é de 5m/s. A profundidade máxima no passeio varia de 2. Tabela 26.00m a 2.14 Profundidade do coletor De modo geral a profundidade mínima na rua é 0.00m. 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.011 26-15 .50m e na rua no máximo em 4.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.013 Concreto 0. Tabela 26.012 Ferro fundido sem revestimento 0.15 Materiais Os materiais mais comuns são: • Cerâmico: diâmetros variam de 75mm a 600mm • Concreto simples: diâmetro de 200mm a 600mm • Concreto armado: diâmetro de 300mm a 2000mm • PVC: diâmetro de 100mm a 400mm • Polietileno e polipropileno: diâmetro de 63mm a 1200mm • Ferro fundido: diâmetro de 80mm a 2000mm • Aço: varia conforme o fabricante • PRFV (fibra de vidro): diâmetro de 300mm a 2400mm 26. polietileno 0.65m no passeio.Coeficientes n de Manning conforme os materiais Material dos condutos Coeficiente n de Manning Cerâmico 0.011 Poliéster.Velocidades máximas conforme o tipo de material Velocidade máxima Material usualmente admitida (m/s) Ferro fundido 5 PVC e manilhas cerâmicas 5 Concreto 5 26.

000N/m3 V= velocidade média (m/s) N= coeficiente de rugosidade de Manning θ= ângulo central em radianos σt= tensão trativa (Pa) Exemplo 26. n=0.013 temos a declividade mínima: Io min= 0.18 Velocidade máxima e declividade máxima A velocidade máxima admitida pela norma é 5m/s que é a mesma admitida em galerias de águas pluviais.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.82/(D(3.03 N/m2 26.17Tensão trativa A tensão trativa σt é dada pela equação: σt= γ . mas a norma brasileira usa o critério da tensão trativa mínima de 1Pa e usando o coeficiente de rugosidade de Manning n=0.0816 x [ 15.8 Calcular a declividade máxima a ¾ da seção para a vazão de 13 L/s tubos de PVC Imax=2.45] 1/3 σt= 3.7 Sendo θ=3.15(4.7Q-0.04m/s.7x 13-0.010 e v=5m Q em L/s Imax=2. n2 V2 x [ 4θ/(D(θ-senoθ)] 1/3 2 2 σt= 10000x.67 =0.67 Imax=2.67 x Q -0.010 PVC.47 Sendo: Iomin= declividade mínima (m/m) Qi= vazão inicial ( L/s) Há muito anos se usava o critério da velocidade mínima de arraste de 0.67 Para n=0.67 Exemplo 26.com.19 Declividade mínima Na maioria dos países em todo o mundo usa o critério da velocidade mínima e daí calculam a declividade mínima.010 x 1.5Q-0. σt= γ .60m/s.03 Pa= 3.013 e v=5m/s Q em L/s Imax=4.82)] 1/3 σt= 1. n2 V2 x [ 4θ/(D(θ-senθ)] 1/3 γ = peso especifico do esgoto= 10kN/m3=10.br 10/07/2008 26.67 Quando n=0.28/0.15m. 0.7Q-0.4838m/m 26. v= 1. D=0. 1987 para 75% de seção para Q em m3/s Imax= 3.82-seno3.82rad.04 x [ 4x 3.64 x n2 x v 2. Conforme Rolim Mendonça et al. 26-16 .0055 x Qi -0. Achar a tensão trativa.

Fonte: Tsutiya.br 10/07/2008 Figura 26.60m/s Fonte: Tsytiya.Declividades mínimas do Metcalf&Eddy para velocidade mínima de 0.com. 1999 ‘ Figura 26.1-Equações obtidas para a declividade mínima de modo a garantir tensão trativa maior que 1Pa.1.60m/s Fonte: Tsytiya.1.Declividades mínimas do antigo DAE para velocidade mínima de 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 1999 26-17 . 1999 Figura 26.

61=M Macedo denominou de M=0.1) .61x 0.com.61x n -0.br 10/07/2008 Exemplo 26.3 x Q 0. Ilha e Santos. 1987 a declividade mínima pode ser calculada pela seguinte equação: V= (R2/A)0.9 Dada a vazão de 13 L/s com n=0.375 A declividade mínima será: Considerando: Tensão trativa mínima = 1 Pa γ= 10.25 x I 0.25= 0.013-0.0055 /130.013 (manilhas cerâmicas) V= 0.47 26.0016m/m Na prática a declividade mínima que pode ser usada é I=0.375 Para tubos de PVC n=0.4614 x Q -0.375 V= 0.375 Ou V= 0.75 x Q 0.013 I=0.0055 x Q -0.010 V= 0.25 x I 0.0055 x Qi -0.25 x I 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.000721 n-9.8 x Q 0.61x 0.61 Macedo Q= vazão em L/s Teremos: I=0. Io min= 0. 26.013 achar a declividade mínima conforme norma da ABNT.25 x I 0.75 x Q 0.25 x I 0.47 Para n=0.375 V= 19.375 V= 15.0005 m/m.010-0.375 Entretanto o engenheiro Eugênio Macedo observou que com erro de 5% podemos aproximar o termo da equação: (R2/A)0. O diâmetro do coletor predial D a ½ seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------26-18 (Equação 26.010 I=0.20 Declividade mínima para qualquer valor de n Conforme Rolim Mendonça et al.75 x Q 0.75 x Q 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.25 x I 0.75 x Q 0. 1998 EPUSP.47 A norma adota: Para n=0.75 x Q 0.21 Diâmetro do coletor conforme Gonçalves.61x 0.47 Iomin=0.000N/m3 M=0.006 x Q -0.013-0.47 Io min= 0.61 ficando: V= M x n -0.25 x n -0.25 x I 0.25 x I 0.375 Para n=0.

(Equação 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 26.644 O diâmetro do coletor predial D a ¾ da seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------8.br 10/07/2008 6.320 Sendo: D = diâmetro do coletor predial em metros. 26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.2) 26-19 . Q = vazão no coletor predial em L/s. n = coeficiente de Manning.22 Vazão mínima Quando um coletor não temos vazão mínima deve-se adotar o mínimo de 1. Há vários anos o Departamento de Águas e Esgotos (antigo DAE) fez pesquisas em milhares de poços de visita de esgotos salientado que inúmeros PV nunca foram abertos para manutenção enquanto que uma porcentagem menor é constante manuseado. Quando existe equipamento de jatos de água a sua eficiência se dá no máximo em 60m e portanto a distancia entre os PVs pode ser de 120m.5 L/s conforme a norma brasileira. I = declividade do coletor predial em m/m.232 Distância entre os PV Depende do equipamento disponível. Até o presente momento não temos critérios firmes de localização de PV.com. A meu ver o grande número de entupimentos em redes de esgotos se dá em trecho descendente seguido de trechos praticamente em nível e nestes locais os PV serão constantemente abertos para manutenção.

br 10/07/2008 Figura 26.com. 1997 26-20 .6.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Poço de visita típico Fonte: Crespo.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.

1997 Figura 26.Poço de visita com tubo de queda e dissipador de energia retangular Fonte: Crespo.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 10/07/2008 Figura 26.8.7.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Poço de visita com tubo de queda Fonte: Crespo. 1997 26-21 .

Curso de rede de esgotos Capítulo 26.2 a 1. 1994 apresenta as perdas de cargas localizadas em canais livres de uma maneira bem sucinta que passamos a descrever: Perda de carga com contração súbita com entrada chanfrada Ho= 0.1 (V12/2g .25 (V12/2g .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com alargamento súbito com entrada chanfrada Ho= 0. 1994 Qasim.br 10/07/2008 26. Entretanto caso se queira levar em conta as perdas de cargas localizadas num poço de visita.0 (V12/2g .V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com contração súbita com entrada arredondada Ho= 0.5 (V12/2g .com.V22/2g) V1= velocidade a montante (m/s) V2= velocidade a jusante (m/s) 26-22 .24 Perdas de cargas As perdas de cargas nos poços de visita onde há uma mudança de direção e dos poços de visita de passagem dos esgotos sanitários. basta fazer um rebaixo relativa a perda de carga localizada calculada.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com contração súbita com entrada bem arredondada Ho= 0. As perdas distribuídas hf são: hf= S x L S= [(Q x n/ (A x R2/3)]2 A perda de carga distribuída hf numa tubulação de comprimento L será: hf= S x L = L x [(Q x n)/ (A x R2/3)]2 Sendo: n=rugosidade de Manning L=comprimento (m) Q= vazão (m3/s) A= área molhada (m2) R= raio hidráulico (m) S= perda distribuída (m/m) Perdas localizadas conforme Qasim.05 (V12/2g .V22/2g) V1= velocidade a montante (m/s) V2= velocidade a jusante (m/s) Perda de carga com alargamento súbito com entrada arredondada Ho= 0. contando-se com isto com altura da lâmina de esgoto que no máximo deve ser de 75% do diâmetro. geralmente não são consideradas.

com.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 x (Vo2/2g) Conforme Martins .0m/s achar a perda de carga num PV de passagem e num poço de visita a 90graus com dispositivo de desvio.05 (V2/2g) Passagem direta por um poço de visita terminal Ho= 1. 1999 mostra as perdas de cargas localizadas (hf) em poços de visita: • Nas passagens retas: 0.78(V2/2g ) Passagem direta por um poço de visita Ho= 0.30 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 90º com dispositivo de desvio Ho= 1.30 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 90º Ho= 1.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.br 10/07/2008 Sifão Ho= 2.03m • Nas curvas: • Se Rc <2D então hf= V2/40 • Se 2D <Rc <8D então hf= V2/80 Sendo: Rc= raio da curva (m) V= velocidade a montante (m/s) D= diâmetro do conduto (m) Exemplo 26. num rio ou noutra tubulação de maior dimensão temos a equação: Ho= 1.00 (V2/2g ) Quando uma rede de esgoto é lançada num lago.0 x (Vo2/2g .Vd2/2g) Sendo: Vo= velocidade das esgotos sanitários na saída (m/s) Vd= velocidade do local de lançamento (m/s) No caso de o lançamento ser feito em um lago ou reservatório Vd=0 e então teremos: Ho= 1.40 (V2/2g Mudança de direção no PV de 45º com dispositivo de desvio Ho= 0.00 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 45º Ho= 0. 26-23 . 1987 in Tsutya.10 Dada a velocidade de V=2.

26 Dimensionamento de coletores circulares usando tabela de parâmetros adimensionais conforme Neto. 0. 0.69 = 0.05 (V2/2g) Ho= 0. D achar y= ? Dados: Vazão no coletor predial = 6 L/s = 0. Ito. 26.006 . Primeiro problema: Dados Q.10m teremos: y= D .02 m/m ou seja 2%.1) a (26.69 = 0.256004 Consultando a Tabela (26.Ito.4429.69. D=0.10 8/3 . D achar Q= ? Sendo: Q= vazão no coletor em m3/s.1 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26. onde o valor da lâmina d’água y é menor que o diâmetro.013.com. n= coeficiente de rugosidade de Manning . Y= lâmina d’água em m. Na prática existem dois tipos básicos de problema. I . I= declividade do coletor em m/m.4429 donde 26-24 . n.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. I .69 achamos o parâmetro adimensional 0. Como o valor de D=0.20m 26.1).br 10/07/2008 Passagem direta por um poço de visita Ho= 0. Comecemos calculando o parâmetro adimensional da Tabela (26.1998.256004 achamos: y/D = 0.81)=0.02 ½ = 0.81)=0.10m.05 (2.01m Mudança de direção no PV de 90º com dispositivo de desvio Ho= 1. n / (D 8/3 .00 (V2/2g ) Ho= 1. 0. v.02/2x9. 1998. Uma maneira prática de se calcular os parâmetros hidráulicos é usar as Tabelas (26. Araújo. 0. Q . D achar y= ? • Dados y . • Dados Q. Araujo.069m (altura da lâmina d’água) Calculemos a velocidade média v. I ½ =0. I=0.006 m3/s.8) elaboradas pelos professores Ariovaldo Nuvolari e Acácio Eiji Ito da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP) e citado no livro Neto. D= diâmetro do coletor em m.013) / 0. n /D 2/3 . A tubulação transversal de um coletor pode funcionar a seção plena e a seção variável. n=0. Da Tabela (26. n.1) entrando com o número adimensional 0. I ½ )= (0.25 Critério de vazões A norma brasileira 9649/86 introduziu o conceito que em tubulações de esgoto deverá calculada pela vazão inicial (Qi) e vazão final (Qf).00 (22/2x9.5) usando y/D = 0. n . I .

13 [sen(θc/2)] 1/6 x 46.4429 .28 4.46 Tabela 26.16 4.76 4.37 4.90 4.0062/9.39 4.76 4.06 4.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.72 4.46 4. OK. RH .com.82 4.73 θc= sen θc + 6. (0.25 4.021/2))/0.68 4.39 4.03 m/s.79 4.21 4.41 4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.86 4.67 θc= sen θc + 0.06 4.13 4.95 4. tiremos o valor do raio hidráulico.66 4.65 26-25 .81) 1/3 [sen(θc/2)] 1/6 x 0.70 4.00 4.02 ½ )) 3/2 = 0. I σt = γ .029 m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.68 4.79 4.000x 0. σt = γ .5. n / (I 1/2) )3/2 = ((1.12/3) .06 5.Cálculo por tentativas sen θc + 6.72 4.66 4.70 4.11 5.32 4.013)/(0.28 4.74 4. Ângulo central crítico θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/6 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.32 4.07 [sen(θc/2)] 1/6 θc 4 5.44 4.10 -1.41 4.029x 0.16 4.34 4.89 Pa >> 1 Pa.34 4.43 4.02 = 5.86 4. Pela fórmula de Manning.90 4.21 4.43 4.06 5.74 4.82 4. RH .013 = 1.11 5.00 4.13 4.44 4. v= (1/n) RH 2/3 I ½ RH = (v.25 4. I ½)/n = (0.37 4. I = 10.03 x 0.4429xD 2/3 .br 10/07/2008 v= (0.07 [sen(θc/2)] 1/6 5.(0.95 4.

02 = 8.666 v.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 0.666m Entrando na Tabela 6.73))} 0.1/0.10/ (8 seno(4. I=0.35 m/s.15m.35 .64 4. Regime supercrítico Como a velocidade é maior que a velocidade critica então conforme a NBR 9649/86 o valor y/D deverá ser menor ou igual a 0.br 10/07/2008 4.4390xD 2/3 .15 2.00m/s > Vc=0.021/2))/0.013. n .73 /2))] x (4.63 4.48 4. v= (1/n) RH 2/3 I ½ RH = (v. 0.02 ou seja 2%. D achar Q= ? Dados: Vazão no coletor predial = ? m3/s.47 4.63 4. (0.02 ½ )= 0.64 4.5 Vc= {0. Da Tabela (26.seno (θc))} 0. n / (I 1/2) )3/2 = ((1.1m (altura da lâmina d’água) Solução: Como temos a altura da lâmina d’água y=0.013) .175 x (5.88m/s. I .4390 relativo a y/D= 0.2430 Q .47 4. tiremos o valor do raio hidráulico.8 Pa >> 1 Pa 26-26 .2430 /0.5 Vc= 1. n / (D 8/3 .666 obtemos 0.2430 Q= (0. Segundo problema: Dados y .1) tiremos o adimensional 0. 0.81x0.67 x 0. então D=0. n=0.65 4.50.02 ½ )) 3/2 = 0.152/3) x(0. 0. I σt = γ .00m/s Como a velocidade V= 1. I ½)/n = (0.5 Vc= {[9. Uma solução imediata é aumentar o diâmetro para o seguinte. Pela fórmula de Manning.013 / (0.15 8/3 x 0. I ½ =0.15 = 0. RH . RH .48 4.013)/(0. σt = γ .4390 x (0.com.4 com y/d=0.02 ½ ) =0.73 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.15m. D=0.013 = 1. I ½ )= Q x.73rad=271graus Velocidade critica Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (θc .73} 0.10m então temos a relação y/D y/D = 0.seno (4. y=0.0167 m 3/s Procuremos o valor da velocidade média e da tensão trativa. n /D 2/3 .044 . I = 10.044 m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.000 .49 Adotamos θc= 4.4390 donde v= (0.

Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 10/07/2008 26-27 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.

1665 0.75 0.0331 0.2842 0.13 0.2705 0.2040 0. n / (D 8/3.1987 0.2658 0.1772 0.25 0.0095 0.3046 26-28 .2752 0.62 0.26 0.10 0.12 0.59 0.22 0.0610 0.30 0.2928 0.55 0.60 0.16 0.08 0.68 0.2409 0.11 0.2460 0.54 0.24 0.2797 0.1611 0.28 0.0002 0.58 0.1718 0.09 0.0005 0. I ½) 0.0041 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.04 0.2253 0.78 0.br 10/07/2008 Tabela 26.3008 0. 1998 Q .63 0.15 0.2510 0.05 0.75 0.06 0.0079 0.53 0.0571 0.0394 0.73 0.2147 0.07 0.76 0. Fernandez.2357 0.2094 0.0009 0.com.0131 0.66 0.1933 0.67 0.0001 0.0015 0.72 0. Araujo e Ito.65 0.0427 0.0534 0.2609 0.71 0.0461 0.29 0.21 0.0362 0.61 0.0022 0.0031 0.77 0.57 0.0052 0.01 0.03 0.1825 0.27 0. I ½) y/D 0.51 0.70 0.0497 0.0113 0.1879 0.0301 0.2560 0.2885 0. n / (D 8/3.0151 0.14 0.52 0.0246 0.56 0.02 0.20 0.23 0.0220 0.2200 0.64 0.0196 0.18 0.80 Fonte: Netto.69 0.2969 0.0173 0.19 0.2305 0.79 0.0065 0.0273 0.17 0.6-Condutos circulares em regime permanente y/D Q .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

92 0.83 0.3321 0.45 0. Araujo e Ito.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.36 0.0956 0.42 0.38 0.41 0.88 0.00 Fonte: Netto.31 0.3238 0.46 0.84 0.40 0.32 0.1558 1.3083 0.37 0.0691 0.1505 0.35 0.3118 0.0909 0.97 0.0864 0.3335 0. I ½) 0.1453 0.3285 0.50 0.94 0.90 0.3351 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.89 0.34 0.86 0.1050 0.3339 0.1003 0. Fernandez.3247 0.3322 0.91 0.7-Condutos circulares em regime permanente y/D Q . I ½) y/D 0.3340 0.1247 0.3305 0.0776 0.1401 0. n / (D 8/3.0733 0.0650 0.1148 0.1197 0.43 0.48 0.39 0.3293 0.47 0.81 0.96 0.93 0.3116 26-29 .1298 0.0819 0.99 0.3345 0.1099 0.44 0.3182 0.3263 0.95 0.85 0.com. n / (D 8/3.1349 0.8^7 0.3352 0. 1998 Q .49 0.82 0.3151 0.33 0.br 10/07/2008 Tabela 26.3211 0.98 0.

4107 0.59 0.0613 0.67 0.58 0.7212 0.01 10.13 2.75 0.4854 0.16 2.15 2.78 0.57 0.1118 0.6624 0.7436 0.6805 0.20 1.7579 0.8022 0.22 1.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.12 2.9705 0.6244 0.br 10/07/2008 Tabela 26.7696 0.8176 0.5998 0.9332 0.73 0.1326 0.60 0.8820 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.09 3.17 2.03 5.7295 0. n/(y 8/3 .19 2.0201 0.7724 0.11 2.8208 0.56 0.4207 0.8332 0.30 1.63 0.79 0.18 2.6318 0.07 3.25 1.0009 0.04 4.61 0.6753 0.68 0.23 1.14 2.2935 0.10 3.5523 26-30 .9950 0.7872 0.52 0.62 0.74 0.69 0.8989 0.77 0.5132 0.21 1.53 0.1061 0.2043 0.6360 0.66 0. n/(y 8/3 .8752 0.06 4.8606 0.64 0.8-Condutos circulares y/D Q.65 0.54 0.com.5966 0.5903 0.80 Fonte: Netto.7579 0.9162 0.6496 0.3849 0.70 0.28 1. Araujo e Ito.5640 0.76 0.5878 0.27 1.9529 0.7724 0.55 0.8654 0.24 1.9625 0.2097 0.7872 0.9339 0. I ½) 0.08 3.02 7.72 0.7662 0. I ½) y/D 0.5758 0. Fernandez.29 1.8491 0. 1998 Q.05 4.7436 0.7208 0.51 0.71 0.5509 0.6120 0.26 1.

40 1.1365 0.5407 0.4426 0.4731 0.85 0.2614 0.94 0. Araujo e Ito.0088 0.3116 Fonte: Netto.0491 0.99 0.4399 0.3174 0.5066 0.0287 0. n/(y 8/3 .3469 0.4842 0.br 10/07/2008 Tabela 26.41 1. 1998 26-31 .47 1.91 0.4620 0.00 0.92 0.3602 0.37 1.3723 0.96 0.3475 0. n/(y 8/3 .3335 0.0701 0.38 1.89 0.com.3840 0.42 1.90 0.45 1.3954 0.3776 0. Fernandez.43 1.48 1.34 1.33 1.46 1.86 0.4178 0.81 0.4771 0.9-Condutos circulares em regime permanente Q.49 1.9894 1.1841 0.4953 0.31 1. I ½) y/D Q.0916 0.95 0.44 1.2348 0.36 1.50 0.93 0.98 0.82 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.2889 0.83 0.4509 0.2091 0.1600 0.97 0.87 0.4289 0.39 1.5179 0.1138 0. I ½) y/D 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.32 1.4066 0.4094 0.84 0.88 0.35 1.5293 0.

4153 0.11 0.com.4095 0.4362 0.71 0.3080 0.1592 0.07 0.51 0.16 0.4343 0.3023 0.64 0.0730 0.80 Fonte: Netto.69 0.01 0.br 10/07/2008 Tabela 26.21 0.4469 0. I ½) 26-32 .59 0.68 0.29 0.05 0.2905 0.19 0.2582 0.03 0.1019 0.4065 0.55 0.4231 0.10 0.28 0.12 0.58 0.1147 0.1267 0.06 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.17 0.30 0.63 0.4523 v.04 0. 1998 y/D 0.4489 0.2780 0.25 0.2367 0.4002 0.72 0.09 0.57 0. n /(D 2/3 .2716 0.52 0. I ½) 0.4279 0.4444 0.4180 0.73 0.4498 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.67 0.4457 0.2133 0.23 0.4323 0.15 0.53 0.75 0.0559 0.14 0.60 0.4034 0.1489 0. n /(D 2/3 .0881 0.77 0.70 0.4480 0.10-Condutos circulares em regime permanente y/D v.4520 0.4429 0.1877 0.4517 0.1691 0.18 0.2965 0.4206 0.27 0.1965 0.61 0.4301 0.79 0.2214 0.2441 0.20 0.02 0.1381 0.65 0.26 0.4398 0. Fernandez.4505 0.22 0.2650 0.2843 0.78 0.2512 0.08 0.74 0.56 0.24 0.13 0.76 0.54 0.2291 0. Araujo e Ito.62 0.4414 0.4512 0.4381 0.4256 0.4124 0.0353 0.2051 0.1786 0.66 0.

38 0.3190 0.3535 0.4524 0.3295 0.91 0.42 0.4524 0.3899 0. Araujo e Ito.4425 0.4267 0.3968 Fonte: Netto. I ½) 26-33 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.40 0. 1998 2/3 .46 0.4345 0.3243 0.87 0.3136 0.97 0.3825 0.4519 0.36 0. I ½) 0.81 0.39 0.com.4402 0.98 0.32 0.35 0.33 0.3345 0.84 0.47 0.4309 0.4489 0.3748 0.3708 0.3580 0.4376 0.92 0.49 0.11-Condutos circulares em regime permanente y/D v.95 0.3624 0.br 10/07/2008 Tabela 26.3968 1.89 0.93 0.44 0.3490 0.4499 0.3666 0.94 0.31 0.90 0.4213 0.99 0. n /(D y/D v.86 0.85 0.34 0.43 0.4142 0.82 0.00 0.3787 0.3863 0.4462 0.4514 0.4476 0.37 0.83 0.3443 0. n /(D 2/3 .3934 0.96 0.4445 0.88 0.45 0.3394 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.48 0. Fernandez.50 0.41 0.4507 0.4522 0.

51 0.56 0.6980 0.6900 0.6015 0.20 0.7137 0.08 0.78 0.7111 0.5982 0.53 0. 1998 v.6827 0.5410 0.5600 0. I ½) y/D 0.61 0.14 0.30 0.6144 0.6207 0.62 0.59 0.28 0.7033 0.6080 0.com.7511 0.07 0.18 0.72 0.26 0.6238 0.7608 0.29 0.11 0.55 0.5848 0.7463 0.73 0.5916 0.75 0.60 0.7389 0.5290 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5673 0.23 0.15 0.70 0.66 0.5449 0.5487 0.24 0.05 0.04 0.6048 0.54 0.5882 0.7163 0.7487 0.80 Fonte: Netto.5709 0.16 0.57 0.7414 0.10 0.5563 0.25 0.7560 0.5949 0.74 0. n/(y2/3 . n/(y2/3 .19 0.03 0.12-Condutos circulares em regime permanente y/D v.02 0.6112 0.br 10/07/2008 Tabela 26.12 0.68 0.7059 0.21 0.5248 26-34 .79 0.5330 0.52 0.5744 0.6176 0.67 0.58 0.7536 0.7584 0.69 0.6873 0.7340 0.5637 0.63 0.5371 0.09 0.7085 0.13 0.7214 0.7365 0.71 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Araujo e Ito.76 0. I ½) 0.65 0.7290 0. Fernandez.77 0.7007 0.5814 0.01 0.7188 0.5779 0.7265 0.06 0.7239 0.5525 0.7438 0.17 0.22 0.6954 0.27 0.6260 0.64 0.7315 0.

97 0.87 0.6330 0.6764 0.91 0.5030 0.6566 0.44 0.com.94 0.32 0.37 0.4428 0.98 0.4620 0.45 0.42 0.4354 0.6449 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.50 0.83 0.36 0.5076 0.49 0.89 0.43 0.6537 0.3968 26-35 .90 0.6846 0.81 0.6 0.6680 0.5164 0.85 0.96 0. Araujo e Ito.6299 1.4560 0. I ½) 0. n/(y2/3 . Fernandez.6736 0.4984 0.4888 0. n/(y2/3 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5120 0.93 0.46 0.48 0.33 0.6791 0.88 0.4733 0.5206 0.4936 0.6623 0.95 0.6652 0.47 0.4271 0.31 0.35 0.6390 0.br 10/07/2008 Tabela 26.41 0.6595 0.6479 0.4786 0. I ½) 0.6708 0.6360 0.4838 0.6819 0.34 0.13-Condutos circulares em regime permanente y/D y/D v.00 Fonte: Netto.82 0.6508 0.4170 0.99 0.6420 0.40 0.92 0.449.86 0.38 0.4678 0.39 0.84 0. 1998 v.

(ψ / z 0. Seção retangular (Equação 26. b 1.94 yc = 0.27 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26. a altura critica no tubo é de 0. Exercício 26.3 = yc = 1. 0.25 ) 0.92 yc = (1.25 sendo D o diâmetro da tubulação. Seção circular ψ = Q2 / g yc = (1.81 .81 = 22.97m Portanto.27 Equações semi-empiricas para estimativa da altura crítica French in Mays. ψ = Q2 / g = 152 / 9.1) 3 2 sendo Q a vazão (m /s) e g=9.01 / 1. Primeiramente calculamos ψ ψ = Q2 / g = 32 / 9. 1982.36m Portanto.7Hydraulic of Open Channel Flow.81 .94 / 32) 0.81 .2) yc = (ψ / b2) 0. Primeiramente calculamos ψ ψ = Q2 / g = 15 2 / 9. Primeiramente é definido um termo denominado ψ = Q2 / g ( Equação 26.75 .3/ 30.1) Exercício 26.81 = 22.0.01 / D 0.00m.25 ) 0.26) .27 .26) . ψ 0.97m Seção trapezoidal Para a seção trapezoidal de um canal com base b e inclinação das paredes 1 na vertical e z na horizontal.13 Achar a altura critica de um canal trapezoidal com base de 3.33 = 1.04. (ψ / z 0. vazão de 15m3/s e declividade da parede de 1 na vertical e 3 na horizontal ( z=3).12 Calcular a altura crítica de um tubo de concreto de diâmetro de 1.1) Exercício 26.75 . (Equação 26.br 10/07/2008 26.36m.03 = 1.25 ) 0.11.94 / 3 0. b 1.com.01m 26-36 .25 = 0.50.81 = 0.33 sendo b=largura do canal (m).b/ 30z = 0.5m para conduzir uma vazão de 3m3/s. a altura critica do canal é de 1.25 = (1.92 0. 3 1.75 . a altura critica é: yc = 0.27 . vazão de 15m3/s.01 / D 0.00m. ψ 0. mostra quatro equações semi-empíricas para a estimativa da altura crítica yc extraídas de trabalho de Straub.81 m/s .b/ 30z ( Equação 26. 1999 em seu livro Hydraulic Design Handbook capítulo 3. ( 22.26) .33 = (22. Calcular a altura crítica de um canal retangular com largura de 3.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.94 yc = (ψ / b2) 0.

627m O raio hidráulico “R”: R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.75 A área molhada “A”: Equação da continuidade Q= A x V V= Q/A= 0.18 Portanto.013x0.18/2 = 2.847.224m y/D= 0.64m/s O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 P=(4.Rolim Mendonça et al.18 4. R . a altura critica é de 1.56 4.30 y=1.18 = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. θ 0.30-1.14.23 4.224/ 0.4 θ= sen θ +2.6 (0.4962 = ( 1 – 2 (y/D)) -1.30)/2=0.18 4.6 (n Q/I 1/2) 0.6 0.4962=-2 y/D=-2y/0.302 ( 4.01m Exemplo 26.6 D-1.6 θ 0.8 L/s no fim do plano com declividade de 0. θ= sen θ + 2 2. θ 0.09= cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) -0. 1987 Dimensionar um coletor para vazão de 92.18 – seno 4.18)/8=0.18 4.4 θ 3.30=0.18 4.18 x 0.6 θ 0.0567m2 .30/2= 0.847.-567= 1.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.56 4.011m/m com diametro de 300mm e n=0.14. o angulo central θ =4.18)/ 4. I 26-37 A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.013 (Manning).0928/0.br 10/07/2008 Portanto.0928/0.com. σt = γ .18)=0.18 rad= 239.4 θ= sen θ + 2 2.Cálculos para achar o ângulo central do escoamento normal θ= seno θ +2.5 graus θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) ou θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 4.033m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.23 4.4 Tabela 26.0111/2) 0.4962x0.30/4) (1-(seno 4.00 4.

15.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.01 4.63 Pa >> 1 Pa. o angulo central critico θc=3. R .715))} 0.5 Vc= {[0.715))] (1/3) Ic=0.46 θc= sen θc +5.192m y/D= 0.91 2.03rad e 4.91 2.192/0.715 .255)} 0.81/ (sen(3.715 – sen 3.033x 0.715 rad Portanto.383] x (4.30=0.5 Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (3.09282/9.42 3.784 [sen(θc/2)] 1/3 x 7.97 4.50 2.68 2.93 4.0132 x 9.3 -1.000x 0.40rad e tomamos a nmedia.3 -1.93 4. 3.56 2.2y/0.30)) 3.40/2 = 3.64 Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (θc .715/2= cos-1 ( 1 – 2 (y/0.7154/ (2.40 θc O problema apresenta dois valores 3.71 4.129m/m 26-38 .715rad θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 3.03+4.2y/0. I = 10.3 yc= 1.85 4.03 4.0 x0.011 = 3.03 4.com.27m/s Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2. Ângulo central crítico θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.81) 0.Cálculos do ângulo central sen θc +5.715rad= 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/0.01 4.45 3.30 (3.33 [sen(θc/2)] 1/3 x 0.28x0.67 θc= sen θc +0.28= .97 4.42 3.71 4.45 3.715/2))] x [3.85 4. OK.68 2.28= 1.85 [sen(θc/2)] 1/3 4 4.30)) -0.50 2.3/2=0.56 2.seno (θc))} 0.br 10/07/2008 σt = γ .85 [sen(θc/2)] 1/3 Tabela 26.0 D (θc – senθc))] (1/3) Ic= =[0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Vc=1.seno (3.

S1/2 Fonte: Metcalf&Eddy.19) Tabela 26.64m/s Se a velocidade 1.64> Vc=1. 1981 Tabela 26. 1981 apresentam as Tabelas (26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 26.br 10/07/2008 Regime de escoamento Velocidade em regime normal de escoamento= 1.35m. Q= (K/n) d 8/3 . S1/2 Fonte: Metcalf&Eddy.29m/s então temos segundo a NB no item 5.50 Então adotamos D=0.1.17) bem como a Figura (26.1 de fazer com que y/D≤ 0.com. Análise da velocidade Velocidade normal= 1.Valores de K para secção circular m termos da altura da lâmina de água d.16) e (26.64>1. 1981 26-39 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.28 Elementos hidráulicos numa seção circular Metcalf & Eddy.29 o regime de escoamento é supercrítico ou torrencial.17-Valores de K´ para secção circulas em termos do diâmetro do tubo Q= (K´/n) D 8/3 .64m/s Velocidade crítica= 1.29m/s Como 1.16.

1981 Figura 26.Elementos hidráulicos de tubo circular Fonte: Metcalf&Eddy.Elementos hidráulicos de tubo circular Fonte: \Hammern 1979 26-40 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/07/2008 Figura 26.com.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.19.20.

Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1981 Determinar a altura da lâmina liquida e a velocidade de um escoando com secção parcialmente cheia.30 x 0.22 Como: Atotal = PI x 0.0051/2 )=0.0156m2 V= Q/ A = 0.30m S= 0. S1/2 D= (Q.28 Portanto.236x 0.60m 26-41 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.28 x 0.01m3/s/ 0.Extraído de Metcalf & Eddy.65 entrando na Tabela (26. S1/2 Como d/D= 0.070686m2 A/Atotal = 0.15x0.3 8/3 x 0. adotamos D=0.22 x 0.236 Vamos então tirar o valor de D.015 (coeficiente de rugosidade de Manning) Q=0. Dados: Q=0.16.br 10/07/2008 Exemplo 26.30/ 4=0.17) com K´= 0.013 Q= (K´/n) D 8/3 .n) / (D 8/3 .n)/ (K´ .Extraído de Metcalf & Eddy. S1/2) D= (0. Q= (K´/n) D 8/3 . d= 0. S1/2 K´= (Q.30= 0.15m3/s 65% cheio= d/D=0.015) / (0.005m/m n=0.0011/2) =0.013)/ (0.0526 Entrando na Tabela (26.19) com d/D=0.01 x 0. Dados: D=0.28 achamos A=Atotal = 0.084m Vamos achar a velocidade.070686m2=0.15.0156m2=0.641m/s Exemplo 26.com.0526 achamos d/D=0. 1981´ Determinar o diâmetro. Entrando na Figura (26.17) achamos K´= 0.01m3/s Solução Vamos tirar o valor de K´ Q= (K´/n) D 8/3 . S1/2 ) K´= (0.001 m/m n=0. Usemos a equação da continuidade Q= A x V portanto V=Q/A Temos que achar a área molhada.65 S=0.605m Portanto.22 A= 0.

563 páginas. Dimensões. Projeto e Construção de redes de esgotos. Faculdade de Saúde Publica e CETESB. PATRICIO GALLEGOS. -AZEVEDO NETO. MARK J. Manual de Hidráulica. Editora UFMG. João Pessoa. PEDRO ALEM. -FERNANDES. Sistemas de esgotos. -MENDONÇA. A.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 433 páginas. 1979. Esgotos sanitários. coletor de esgoto. 452 páginas. 8ª Ed. Tubo de PVC rígido com junta elástico. 654 páginas.29 Bibliografia e livros consultados -ABNT NBR 10158/87 Tampão circular de ferro fundido. Rio de Janeiro. Editora Livros Técnicos. Editora Universitária. Edição Luso-Brasileira. JOSE M. -CRESPO.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. -LENCASTRE. 1997.. 1983. EPUSP. 1999. CARLOS. SERGIO ROLIM et al. 669páginas. -TSUTIYA. -ABNT NBR 7362/90. 547 páginas 26-42 . -HAMMER. Coleta e transporte de esgoto sanitário. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO.br 10/07/2008 26. 1973. JOSÉ M. 1997. Sistemas de abastecimento de água e esgotos. 416páginas. -ABNT NR 9814/87 Execução de rede coletora de esgoto sanitário -AZEVEDO NETO. Hidráulica Geral. -ABNT NBR 9649/86 Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário. Sistemas de esgoto sanitário. 1987. 129páginas.com.

br Capítulo 27 Método de Muskingum-Cunge 27-1 .Curso de esgotos Capitulo 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.com.

5 27.6 27.8 Assunto Capítulo 27 .7 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.1 27.1 27.Curso de esgotos Capitulo 27.4 27.Método de Muskingum-Cunge Introdução Routing de rios e canais usando o método de Muskingum Routing de rios e canais usando o método de Muskingum segundo FHWA Routing de rios e canais usando o método de Muskingum-Cunge segundo FHWA Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge segundo Chin quando há canal lateral Método de Muskingum-Cunge segundo Chin Método de Muskingum quando há canais laterais Método de Muskingum-Cunge segundo Tucci Bibliografia e livros consultados 23 páginas 27-2 .br SUMÁRIO Ordem 27.com.3.2 27.3 27.

(Equação 27. o armazenamento depende da vazão de entrada e de saída.1). sendo o valor típico 0. mas devido as dificuldades de levantamentos de dados usa-se o método de Muskingum-Cunge. conforme a Figura (27.1 .1) Figura 27. é também.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.2 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum Conforme Chaudhry. para routing de rios e canais são usados uns dos quatros métodos: • Método de Muskingum. Para armazenamento em reservatórios X=0 e quando o armazenamento marginal está cheio X= 0. 2003. O armazenamento no canal forma um prisma onde S (storage) é proporcional a O (output) e o armazenamento em cunha. As aplicações de routing são basicamente duas: routing de reservatórios e routing de rios e canais. chamado de Muskingum routing. O cálculo exato seria o uso das equações gerais de Saint-Venant conforme Porto.1) e (27. 27.5.com. Em um canal podemos escrever conforme Akan. Fonte: Chin.3.5. Dica: a secção é constante durante todo o trecho No Método de Muskingum. onde S é proporcional a diferença entre a entrada e a saída. conforme Figuras (27.1 Introdução O Método de Muskingum-Cunge tem como objetivo a propagação de cheias em rios. • Método de Muskingum-Cunge.br Capítulo 27 . 1988. podemos ver a combinação de um prisma de armazenamento K.2. Para o routing de reservatórios normalmente é usado o método modificado de Pulz e. Em rios naturais o valor de X é usualmente entre 0 e 0.Método de Muskingum-Cunge 27. Vamos expor as idéias de routing elaborados por McCuen no FHWA (Federal Highway Administration) que faz parte do Highway Hydrology. 2000 27-3 .O e uma cunha K.Curso de esgotos Capitulo 27. 1993: dS/dt = I – Q Sendo: S= volume de água no canal (armazenamento) I= vazão a montante Q= vazão a jusante (nota: as vezes usa-se a notação “O” de output) t= tempo. O valor de X varia entre 0 ≤ X ≤ 0. O Método de Muskingum para o chamado “flood routing” foi desenvolvido em Ohio pela primeira vez em 1938 no rio Muskingum por McCarthy do US Army Corps of Engineers e. Observar o prisma e a cunha.X (I –O).2). sendo K o tempo de trânsito até o local desejado e “O” a vazão naquele local. conforme Chow et al. 1993 para um trecho de um canal com movimento não uniforme.Esquema do canal para aplicação do Método de Muskingum.

X) -(Δt / K)]/ A Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.2 (McCuen. Usualmente o valor de X está entre 0. capítulo 10).5) (Equação 27.br Figura 27.(Q1+ Q2)/2 Usando a Equação (27. Para cada valor de X adotado. 27-4 .X (I – Q)] (Equação 27.com.1) para o intervalo de tempo Δt: (S2 – S1)/ Δt = (I1 + I2)/2 .2 .7) (Equação 27. Podemos reescrever a Equação (27.00 (Equação 27.3) após as simplificações obtemos genericamente a Equação (27. 1993 Isto pode ser escrito da maneira usual de aplicação do Método de Muskingum. O melhor valor de K será aquela curva que é praticamente uma linha reta. I + (1 – X) Q] (Equação 27. I= vazão na entrada (m3/s).8) (Equação 27.2 para canais naturais.Q +K. S= K. podemos achar um valor de K.0.9) Uma das dificuldades de se aplicar o método de Muskingum é adotar Δt.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.3) Sendo: S= volume. I a vazão na entrada e Q a vazão no ponto considerado.4) (Equação 27. sendo S o armazenamento.3). Observar o prisma e a cunha. Usualmente X= 0.3 (Handbook of Hydrology.Esquema do canal para aplicação do Método de Muskingum. O mais usado é X= 0. O básico do método de Muskingum é que para se achar os valores de K e de X temos que usar os dados de entrada e de saída e através de tentativas e erros achar qual o valor melhor de K e de X. conforme Figura (27. p. K e X.1 e 0.2) S= K [X. Q= vazão na saída (m3/s).4): Sendo: Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1. Fonte: Chaudhry.603).6) (Equação 27. O intervalo de tempo Δt quando há ramificações laterais deve ser igual ao menor tempo. K= constante do travel time (tempo de trânsito ou tempo de translação) X= fator entre 0 e 1.Curso de esgotos Capitulo 27.

Calcular a hidrógrafa em B. usa-se X entre 0. Dica: o método de Muskingum-Cunge funciona bem quando o tempo de pico do hidrograma de entrada é maior que 2h.79h. o que na maioria das vezes só possuímos os valores de entrada. Quanto ao valor de X vamos adotar X= 0.95h quando não há retificação do canal. Considera-se que a vazão média é Qo= 34m3/s e a altura da lâmina de água é y= 2. pois valores de X>0.com.3 . Supomos que o valor de K= 0. A velocidade média é V= 1. Dica: o método de Muskingum-Cunge considera o amortecimento e devido a isto que é usado em dimensionamento de coletores troncos de esgotos sanitários. usando a equação de Manning.1 .4) que consta no FHWA. Calcular o hidrograma de um ponto B de um rio localizado a L= 4800m de um ponto A.4m/s e o tempo de trânsito de A até B usando Manning é de 0. Vamos supor que não dispomos do par de dados de entrada e saída para avaliarmos corretamente os valores de K e X. por exemplo. Na Figura com X= 0. podemos estimar o valor de K como o tempo de trânsito da seção A até a seção B. De modo geral o valor de x deve estar entre 0 e 0.00m.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.95h é o tempo de trânsito da seção A até a seção B usando a equação de Manning.br Figura 27. Na ausência de dados. Ainda usando o Método de Muskingum quando não se tem os pares de valores de entrada e de saída.2 e 0.2 temos aproximadamente uma linha reta e dela está o melhor valor de K e de X.Curso de esgotos Capitulo 27.3.Determinação do coeficiente K. fornecida a hidrógrafa em A.2 e Δt =0.13 27-5 .5h A= 2 (1-X) + Δt /K= 2.Aplicação do Método de Muskingum Vamos usar um exemplo da Figura (27. p. Fonte: Linsley et al. Exemplo 27.5 amplifica a hidrógrafa a jusante trazendo informações fora da realidade. Quando há retificação o tempo de trânsito será de 0. Quando há mudanças de declividade ou de seção o calculo é feito por trechos prismáticos com declividade constante e mesma secção. 1982. 274 O grande inconveniente de se usar o Método de Muskingum é que se precisa dos valores de entrada e de saída. Supomos que não há contribuição lateral no trecho.5. cujo pico da descarga é Qmax= 84m3/s e Tr=25anos.

4 65.com.X) -(Δt / K)]/ A= 0.5 12 12.2 7.7 1.5 3 3.5 4 4.00 Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Para o trecho com 4.059 I2 + 0.436x0 + 0.5 9 9.0 9.505 x0=0.5 8 8.436 C2= [2 (1.9 27.4m3/s Para 1h temos: Q2= 0.5 27.8 50.5 56.9 10.5 11 11.0 74.3 2.7 0.059 x7 + 0.5 10 10.5 68.5 13 13.1 75.0 45.9 41.5 3 3.5h teremos: Q2= 0.1 12.7 4.436 I1 + 0.8 23.7 65.4 4.8 76.3 13.4 0.1 4.9 0.8 40.9 57.8 76.5 6 6.059 C1= [(Δt / K) + 2X]/ A= 0.505 Q1 Para tempo de 0.7 16.5 2 2.5 2 2.9 39.5 7 7.505 Q1 Q2= 0.5 4 4.4 9.5 25.5 10 10.5 12 12.0 43.3 64.8 0.5 26.5 5 5.2 31.Curso de esgotos Capitulo 27.0 34.2 38.5 9 9.5 18.5 7 7.8 72.5 1 1.7 52.7 36.4=4.9 5.436 I1 + 0.5 14 14.436x7 + 0.5 6 6.3 18.2 Com 4.8km teremos: Q2= 0.5 11 11.br C0= [(Δt / K) – 2X]/ A= 0.9 58.1 .Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.059 x13 + 0.Obtenção do hidrograma na seção B Seção A tempo (h) 0 0.1 53.5 15 Seção A I (m3/s) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 Seção B O (m3/s) 0 0.7 19.5 13 13.505 Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.4 10.059 I2 + 0.6 72.4 0. Tabela 27.505 x0.5 14 14.5 1 1.1 16.8km Com 4km 27-6 .0m3/s E assim por diante.3 tempo (h) 0 0.6 30.4 15.2 7.5 1.5 15 I (m3/s) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 Seção B O (m3/s) 0 0.5 5 5.4 22.5 8 8.

com. V= velocidade média (m/s) do trecho entre a seção A e a seção B. É uma espécie de número de Reynolds do trecho.104308 C1=0. a vazão por metro de largura (q3/s/m) Qo= vazão média (m3/s). L) (Equação 27. Δt ≤ tp/5 (Equação 27. mas contém informações físicas típicas de um método de routing hidráulico.5 16 16. B. Segue aproximadamente a mesma equação de Muskingum: Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: C0= (-1 + C + D) / (1 + C + D) C1= (1 + C .11) (Equação 27. 27.C + D) / (1 + C + D) Nota: pode ser negativo Os valores de Co + C1 + C2= 1 como o Método de Muskingum. (Q/A)= (5/3) (q/y) A= área molhada da seção transversal (m2).0m aumentará a vazão para 76. c .13) 27-7 .0 0. V = (5/3) . L= distância entre a seção A e a seção B (m).5 16 16.0 0. Deve estar perto de 1.12) (Equação 27.Curso de esgotos Capitulo 27. não precisa de dados hidrológicos para calibração e os dados são fáceis de serem obtidos.br 15.3 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge. segundo FHWA A grande vantagem e a popularidade do Método de Muskingum-Cunge é que. V = (5/3) . sendo que o pico na entrada era de 84m3/s a 4h. Δt / L D= Qo/ ( B .1 0. Para 4km achamos: Co= 0. q= descarga unitária. So= declividade média entre a seção A e a seção B (m/m).D) / (1 + C + D) Nota: pode ser negativo C2= (1 .8m3/s.0 Como resultado obtemos o hidrograma da Seção B onde obtemos a vazão de 75. D= razão da difusão.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.10) Sendo: C= coeficiente de Courant ou razão da celeridade. ou seja. Y= lâmina da água (m) Os valores de C e D foram introduzidos através de: K= L/ c X= ½ . conforme McCuen.0 15. 1996 in Highway Hydrology.433107 Quando houve a mudança de 4. A soma de C+D deve ser maior ou igual a 1. Segundo McCuen.5 17 0 0 0 0 0. c= celeridade da onda (m/s) = β. O método de Muskingum-Cunge é uma das soluções da equação da difusão e baseia-se nas equações de difusão da onda que provém das equações da continuidade e do momento.8km para 4.1 0.5 17 0 0 0 0 0.Q/(So.6m3/s a 5h. Onde: C= c . c L)] Uma outra condição muito importante para aplicação do Método de Muskingum-Cunge é que o valor de Δt deve ser menor que 1/5 do tempo de pico da seção A. So . o Método de Muskingum-Cunge é um método híbrido de routing. [1. mas ligeiramente menor que 1 para evitar dispersão. apesar de similar ao Método de Muskingum.2 0.462585 C2=0.0 0. B= A/ y= área molhada (m2)/ lâmina de água (m). pois parece com os métodos hidrológicos.

0 2.br O método de Muskingum-Cunge é apropriado para uso na maioria dos rios e canais. é de 0. conforme FHWA. Hidrograma do ponto A (entrada) 100 Vazão (m3/s) 80 60 40 20 0 0.0 Figura 27.Hidrograma no ponto A 27-8 .com. conforme Figura (27.2 . O método não deve ser usado se há controle a jusante ou se há efeito de backwater para montante.40m/s e o tempo de trânsito de A até B. Figura 27. cujo pico da descarga é Q máximo= 84m3/s.95h. Exemplo 27. fornecida a hidrógrafa em A. usando Manning.0 12.Esquema da retificação do rio entre os pontos A e B.5 .4).0 6.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Aplicação do Método de Muskingum-Cunge Vamos usar um exemplo que consta no FHWA.0 4.00095m/m.0 Tempo (h) 8. A velocidade média é V= 1. Considera-se que a vazão média é Qo= 34m3/s e a altura da lâmina de água é y= 2.Curso de esgotos Capitulo 27.0 10. Calcular a hidrógrafa em B. Um canal tinha 4.00m. Usando período de retorno Tr= 25anos foi calculado o hidrograma no ponto A Calcular o hidrograma de um ponto B de um rio localizado a L= 4800m de um ponto A.4 . Leva em conta a difusão da onda de enchente.8km do ponto A até o ponto B e declividade S= 0. Pretende-se retificar o rio passando o comprimento para 4km e declividade de S= 0.00114m/m.

5 4.4464 C2= 0.0 8.2286 C1= 0.0 4.00m= 11.00m x 0.5 3.5 8.0 1.5 6. Δt / L= 2.00m Área molhada = 22 m2 bo= 9.5 2.Curso de esgotos Capitulo 27.5 5.0 10.0 7.000 27-9 .5 10.0 2.5 7.718= 1.5 1.40= 2.0 6.0 9.2 .5 9.33m/s x 4800m)= 0.0 3.0 5.0 Volume total V= Quantidade de horas= Vazão= V/ (13h x 3600s)= Seção A Volume (m3/) (m3) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 13 34m3/s 0 6300 18000 32400 49500 72900 105300 129600 144000 145800 134100 117900 100800 88200 77400 68400 61200 54000 46800 39600 32400 26100 21600 16200 11700 8100 2700 1611000 Primeiramente calculemos C e D.0 0.875+ 0.33 x (0.0 11.4) tempo (h) 0.00095 x 2.5 12.00m D= Qo / (B .5 13.Cálculo da vazão média do hidrograma da Figura (27.br Tabela 27.593 > 1 Ok C0= 0. c .5 11. 1.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.718 O valor C + D= 0. Δt= 0.5x 3600s)/ 4800m= 0.00m B= A/y= 22m2/2. L)= 34 m3/s/ (11.33m/s C= c .0 12.3250 C0+ C1 + C2= 1.5h L= 4800m c= celeridade= (5/3) .875 <1 OK Lâmina de água= 2.com. So .

5 17.0 8.0 11.0 14.5 3.5 15.0 13.0 15.1 Contribuição lateral Conforme publicado pelo Dr.br Tabela 27.5 7.0 0.5 6.0 3. 27.5 10.5 14.5 5.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.0 10.Obtenção do hidrograma na seção B usando Método de Muskingum-Cunge Seção A Seção B tempo I O (h) m3/s m3/s 0. Victor Miguel Ponce.com.5 12.0 12.0 6.0 7.3 .0 5.0 16.5 9.3.0 2. na Califórnia no trabalho Diffusion wave modeling of catachment dynamic. C) / (1 + C + D) 27-10 .Curso de esgotos Capitulo 27.C + D) / (1 + C + D) C3= (2.5 4.5 13.0 9.5 2.5 16.5 8.0 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 7 13 22 33 48 63 74 79 77 70 62 54 47 41 37 33 29 25 21 17 14 11 8 6 3 1 0 0 0 0 0 0 0 Observe-se que a vazão de pico na seção A é de 84m3/se e na seção B é 79m3/s. professor na Universidade de San Diego.5 1.D) / (1 + C + D) C2= (1 .5 11. quando há precipitação excedente QL em um canal ela pode ser levada em conta acrescendo um coeficiente C3 ficando as equações da seguinte maneira: Q2= C0 I2 + C1 I1 + C2 Q1 + C3 QL C0= (-1 + C + D) / (1 + C + D) C1= (1 + C .0 1.0 4.

pode ser obtido pela Equação (27. 1993.qo/ (So c L)] Sendo: qo= vazão por unidade da largura (m3/s / m). Na falta de dados normalmente é feito X= 0. 2000 os valores de K. Para o valor de X Chin.18) (Equação 27. 1998 p.2.X) (O2-O1)} (Equação 27. conforme Fred. segundo Chin quando há canal lateral Conforme McCuen. A celeridade da onde “c” é definido como: c= k’ . o valor escolhido de K será aquele que o loop se aproximar mais de uma linha.br 27. 2000 é derivado da Equação de Manning.6 L / V Sendo: L = comprimento (m) V= velocidade média do canal (m/s) K= constante de travel time (s) Conforme Chin. Ainda citando Chin.5 Δt [(I2 + I1) .15) (Equação 27. v Sendo k’a razão cinemática Para canais retangulares largos o valor de k’= 5/3.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.4 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge.com.15): K= {0. 2000 o método de Cunge feito em 1967 propôs estimativa para X e para K da seguinte maneira: K= L / c Sendo: L= distância até o ponto considerado (m) c= celeridade da onda (m/s). So= declividade do canal (m/m) L= distância até o ponto considerado (m) (Equação 27.I1) + (1. O coeficiente (5/3) segundo Chin.1982.14) empírica de Dooge et al.606 podemos usar Equação (27. são feitas curvas para cada valor de X usando os valores das vazões de entrada I e de saída. c= (5/3) .14) Tendo o valor de Δt. 2000 citando Cunge.Curso de esgotos Capitulo 27. v Sendo: v= velocidade média de descarga.17) (Equação 27. quando há canais laterais.16) 27-11 . 1967 : X= ½ [1. K= 0. Colocados em gráfico.(O1 + O2)]} / {X (I2.

5 .11) sugeridas por Cunge.5 Método de Muskingum-Cunge segundo Chin Chin.20) K/3 < Δt < K (Equação 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Δt)] 0. 1993 aconselha ainda para melhorar a precisão da aplicação do Método de Muskingum-Cunge os valores de Δt e de L selecionados devem obedecer as Equações (27. igual a 1 e que X deverá estar entre 0 e 0. (1998) comenta que pode-se aplicar o método de Muskingum-Cunge para análise de inundações a jusante de rios e vales em lugares em que a declividade do canal So > 0. Para canais naturais X= 0.19) e (27.0 25.0 23.5 Δt)/ K] ≤ (1 – X) e X ≤ 0.5 25.0 10. q/(c2 . 2000 recomenda que: Δt ≥ 2KX (Equação 27.003m/m.{ 1 + [ 1 + 1.2. K= 40min e o hidrograma de entrada.5 } (Equação 27. 393. R= raio hidráulico (m). So= declividade do fundo do canal (m/m) L= distância até o ponto considerado (m) Equação de Manning: V= (1/n) R (2/3) .20).19) Como regra prática McCuen diz que Δt /K dever ser.8 27-12 . aproximadamente.21) FREAD.So . Chin.24) Exemplo 27. c.4.9) a (27. sendo dados X= 0.22) Sendo: q= média da vazão por unidade da largura. Valores de X>0. McCuen cita que. S (1/2) Sendo: V= velocidade média (m/s). segundo Hjelmfelt.Curso de esgotos Capitulo 27.5 produzem valores fora da realidade. 1985. conforme Chin. Tabela 27.5 (Equação 27.23) (Equação 27. Δt .br 27. Δt ≤ tp/5 e que: L= 0. quando se usam as Equações (27. isto. S= declividade média (m/m) e n= rugosidade de Manning (adimensional) (Equação 27.com.4 .0 31.3 Estimar o hidrograma de um canal a 1.5.Hidrograma na seção A Seção A tempo I min m3/s 0 30 60 90 120 150 180 210 10. 2009 p.2 é o valor usual de X para pequenos e grandes canais. os valores ideais de X.3 27. conforme Chin. Fread.5. Δt e K deverão obedecer a seguinte relação: X ≤ [(0. 2000.200m abaixo da seção usando o Método de Muskingum.0 45. McCuen ainda informa que X= 0. 2000 diz que. temos então o Método de Muskingum-Cunge. Q/B B= largura do canal.

25) (Equação 27.0 Δt ≥ 2KX Δt ≥ 2 x 40min x 0.4 17.0 10.3min < Δt < 40min Adotamos Δt= 30min.00 Vamos aplicar a Equação (27.4) Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Q2= 0.0 10.2 23.0 10.35 Co= [(30/ 40) – 2x 0.362= 1.149 +0489+0.149 C1= [(30/ 40) + 2x 0. A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1.5 32.35= 0.362 Q1 (Equação 27.362 (Equação 27.1 180 25 28.489 C2= [2 (1.0 10.2) + 30/40= 2.4 90 45 31.35= 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.0 10.35= 0.5 16.27) acima partir do tempo zero e obtemos a Tabela (27.489 I1 + 0.X) -(Δt / k)]/ A A= 2 (1-X) + Δt /K A= 2 (1-0.2= 16min K/3 < Δt < K 40/3= 13.2]/ 2.0 10.5) Tabela 27.0.3 19.2) -(30/ 40)]/ 2.5 12.com.1 150 27.br 240 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 21.Curso de esgotos Capitulo 27.149 I2 + 0.Obtenção do hidrograma na seção B Seção A Seção B tempo I O min m3/s m3/s 0 10 10 30 10 10 60 25 12.3 13.2]/ 2.3 120 35.8 27-13 .5 .1 10.26) Verificamos ainda que: Co + C1+ C2= 0.27) Aplicando a Equação (27.

12) a (27.14).br 210 240 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 23.3 19.1 18. A Equação (27.3 13. conforme Akan. C3= (Δt / K) / [2 (1 – X) +(Δt / K)] Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 + C3 (QL1 + QL1) Sendo: QL1= L x q1 QL1= L x q2 q1= vazão lateral por unidade de comprimento no tempo t1 q2= vazão lateral por unidade de comprimento no tempo t2 L= comprimento do canal lateral.4 17.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.3 22.2 24.6 Método de Muskingum quando há canais laterais Quando há.Curso de esgotos Capitulo 27.Hidrograma de entrada e saída.3 16.3 10. Os valores de K e X são determinados pelas Equações (27.6 14.6 10. 27-14 .4 12. Foi aplicado o método de Muskingum para obter a seção B a 1. 1993.5 12. primeiramente temos que computar a influência dos mesmos.4) fica modificada com mais coeficiente C3 que será obtido da Equação.1 10 10 10 Método de Muskingum 50 Vazao (m3/s) 40 30 20 10 0 0 200 400 600 800 Seção A Seçao B a 1200m a jusante Tempo (min) Figura 27.6 .com.8 21.1 20.200m de distância da seção A 27. dois canais laterais ao canal onde estamos aplicando o método de Muskingum.1 10 10 10 10 10 10 10 26. por exemplo.9 10.5 16.

com.2 24.0 0.6 7 3.359) +(0.359 Δt= 0.0 11.4 Usando o método de Muskingum com C0= 0.0 1.0 3.2 10.0 4.0 11.5 / 0.Curso de esgotos Capitulo 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.1 31.742 C2= 0.5 30.2 17.5 4. baseado em Akan.083 C1= 0.0 10 10 0 0 0 11.413 Procedemos como o método usual de Muskingum obtendo o valor Q2 que é o pico de 35.0 25 20 6 4 10 35.0 25 30 6 8 14 24.4).555) / [2 (1 – 0. QL1+ Q1 t2 I1 I2 QL1 QL2 Q2 Ordem t1 QL2 (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (h) (h) 1 0.Contribuições laterais QL1 e QL2 Exemplo 27.5 / 0. São fornecidos: K= 0.0 15 10 2 0 2 23.5 10 10 0 0 0 17.6 23.5 20 25 4 6 10 17.9 8 3.2 3 1. Tabela 27.br QL1 QL2 Figura 27.5 3.5 6 2.0 9 4. Primeiramente faremos o cálculo de C3 C3= (Δt / K) / [2 (1 – X) + (Δt / K)] C3= (0.7.0 35.6 .9 17.175.5m3/s após 2h.2 10 4.555)]= 0.5 20 15 4 2 6 30.5 2.2 27-15 .5 1.0 2.5 10 15 0 2 2 10.Uso do Método de Muskingum com entradas laterais.5h As hidrógrafas de QL1 e QL2 As hidrógrafas I1 e I2 conforme a Tabela (27.1 4 1.0 5 2. 1993.5 30 25 8 6 14 31.5 5.555h X= 0.0 15 20 2 4 6 11.2 2 0.

(0. 87 0.0007 0. rugosidade de Manning n= 0. So= declividade do trecho L em (mm). O tempo médio de deslocamento da onda é o parâmetro K.4 o valor de Δt /K é o seguinte: Δt / K= 3.5. (So 0.0007m/m.4 ≤X ≤ 0.5 Como geralmente não dispomos de muitos dados. X 1. So . co) + 0.2 Como a equação acima não é linear. 1998 aconselha que a primeira tentativa a ser usada para o valor de L é: L= (2.3 .co) Tucci. e então obtemos o valor de L. L 0.045 e largura da rio no trecho é de b=30m. L= Qo/ (b.6 . Usando a equação da celeridade: co= (5/3) . 1998.4)= 1.8 . L= comprimento do trecho (m). b 0. bo= largura média do trecho (m). L)] Sendo: X= fator entre 0 e 0.4) / ( n 0. 1998 o valor da celeridade co pode ser obtida usando a equação de Manning.4) Qo= ( 2/3) de Q máxima= (2/3) x 130 = 87 m3/s co= (5/3) .3 .2 ≤ X ≤ 0. em seu livro Modelos Hidrológicos. Qo= vazão média a montante (m3/s). para 0. co . o valor de Δt deve ser menor ou igual a tp/5. 30 0. Qo 0.4 ≤X ≤ 0.86m/s 27-16 . Δt / K ~ 1 0. Δt ≤ tp/5 Sendo: tp: tempo de pico do hidrograma de entrada. So .7 Método de Muskingum-Cunge conforme Tucci Tucci.5 Qo)/ (b.125 . [1. vazão máxima de 130m3/s.4 Para 0.4) Exemplo 27. (c.25 0.Qo/ (bo. apresenta o Método de Muskingum-Cunge com uma aplicação bem objetiva e definiu as seguintes variáveis: X= 0.com. Tucci.5 Calcular a celeridade em um canal com declividade 0. K= L / co O valor de Δt / K depende do valor de X.158 salienta que se pode fixar o valor de Δt. 1998 sugere a estimativa da vazão média Qo como sendo 2/3 da vazão máxima de montante. 1998 p. So . Tucci.6 .Curso de esgotos Capitulo 27. b 0.4) / (0. co= celeridade (m/s). co= (5/3) .8.3 . (So 0.5 o valor de Δt / K será aproximadamente igual a 1. mas pode-se obter o valor de Qo usando o histograma de entrada. Ainda conforme Tucci.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. Qo 0.5 .br 27.045 0. Assim.2 ≤ X ≤ 0.4) / ( n 0.6 . Δt) 0.

FREAD. o tempo de esvaziamento é de 44min. t= t1 + t2 Exemplo 8. • A base do triangulo é o tempo para esvaziamento do reservatório com a vazão de pico da falha.8 Aplicação do método de Muskingum-Cunge em falhas de barragem Conforme USACE. 1997 o hidrograma a falha da barragem pode ser obtida da seguinte maneira: • Adota-se a forma aproximada de um triângulo isósceles. • A altura do triângulo é a vazão de pico da falha. Dica: observar que o tempo de formação da brecha é de 24min. V= volume total da barragem (m3) t= tempo de esvaziamento da barragem (min) Qp= vazão de pico ocasionado pela brecha (m3/s) Qp t1 t2 t= t1 + t2 Figura 27. 27-17 . Qp= 69m3/s t= (2 x V) / (Qp x 60)= (2 x 90000) / (69 x 60)= 44min Portanto.8) o tempo total de esvaziamento t é a soma do tempo de formação da brecha t1 até atingir o pico Qp.003m/m.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. (1998) comenta que pode-se aplicar o método de Muskingum-Cunge para análise de inundações a jusante de rios e vales em lugares em que a declividade do canal So > 0.br 27. Sendo t1= 24min o valor de t2= 44min – 24min= 20min.7 Achar o hidrograma da falha da barragem com V= 90. mais o tempo t2 descendente.com. V= (Qp x t ) / 2 t= ( 2 x V ) / (Qp x 60) Sendo. • Supõe-se que a metade do volume do reservatório destina-se a erosão provocada na barragem. 1997. conforme preconizado na USACE.8 .Curso de esgotos Capitulo 27. Na Figura (27.000m3. • Recomenda ainda o uso do Método de Muskingum-Cunge.Hidrograma em forma triangular do escoamento da água da barragem com a falha. que é praticamente a metade do tempo de esvaziamento.

do trecho. co 2 Δt)) 0.23 2.25 x 2min x 60s x (1 + (1+ 1.5 então Δ t/K=1 então Δ t=K= Valor C= número de Courant=co .35 0. bo. Comprimento máximo do trecho O valor de L ou Δx deve ser menor que a Equação: Δx= L ≤ 0. X 1.0221 2. localizada em Guarulhos. o comprimento do trecho deve ser menor que 301m e adotamos L= Δx = 300m. So .125 .207 27-18 . co .25 2 0. Tabela 27. So 0.00m tf = 0.25= Δ t= K x 3. A soma de C+D deve ser maior que 1.Mostra simplificada dos cálculos executados.207 2.309 1.295 x 3.8 Barragem do Tanque Grande.25= Quando 0.5 x 2.4 .4 então Δ t/ K = 3.5x 69/ (15 x 0. (1995) temos: V= 90.000m3 h= 3.com. So .23 0.125 . (1995) temos: V= 90.90 = 24min Portanto. bo 0. isto é.5 x co x Δt x (1 + (1+ 1.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.1524 x V 0.80 0.1524 x 90. Conforme FROEHLICH.250 0.5 ( 1 . C+D>1 Denominador= 69 8 800 300 301 5ha 15 24 4.4 ≤ X ≤ 0.90 tf = 0.0 1. isto é. L)= número de Reynolds da célula.000 0.24 =69 m3/s Tempo de formação da brecha.2 ≤ X ≤ 0.0221 x 2.84 2.000 0. o tempo até o pico é de 24min.5) Δx≤ 301m Portanto.5) Δx= L ≤ 0.607 x V 0.899 0.25 2 x 2 x 60)) 0.4)= Δt (min) adotado= Valor de X= 0. co .295 x h 1.53 / h 0.607 x 90. Vazão de pico devido a brecha na barragem. Δt / L= (adimensional) Valor D= Qo/ ( So .7 . Modelos Hidrológicos Vazão de pico (m3/s)= Qo Área da bacia (km2)= Área da bacia (ha)= Comprimento L (m)= Δx= O valor L adotado deve ser menor que o valor L calculado Área da superfície da barragem do Tanque Grande (m2)= Largura da base do córrego Tanque Grande (m)= bo= Tempo até o pico (min)= tp= Δt calculado ≤ tp/5 (min) Coeficiente de Manning adotado e suposto enchente= n= Declividade média do canal (m/m)= So= Valor de K= L/ co = (min) Celeridade (m/s) = co=(5/3) Qo 0.br Exemplo 28.000m3 h= 3. X 1.6 .24 Qp = 0.Qo/ (bo.5 Qo/ (bo.L)= Quando 0.83 1.Curso de esgotos Capitulo 27. Conforme FROEHLICH.53 / 3 0. Muskingum-Cunge Tucci. Estado de São Paulo.3/ (n 0.00m Qp = 0.

186 1.0000 Devemos obedecer na aplicação do método de Muskingum-Cunge as condições de Courant para haver estabilidade nos cálculos.094 0. Método de Muskingum-Cunge Seção A na brecha da barragem Seção a 6km a jusante Vazão Vazão m3/s m3/s 0 0 6 0 12 0 17 0 23 0 29 0 35 0 40 0 46 0 52 0 58 0 63 0 69 0 62 0 55 0 48 0 41 0 35 0 28 0 21 1 14 2 7 3 0 5 0 9 13 0 17 0 22 0 28 0 0 0 0 0 0 33 39 44 48 52 tempo (min) 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50 52 54 56 58 60 62 64 27-19 .51min sendo a largura de 15m e n= 0. Tabela 27.8 .com.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.720 0.Hidrograma de vazão na saída da barragem e a 6km a jusante e a 44.br C0= C1= C2= C0+ C + C2= Verificações do Método de Muskingum-Cunge. conforme FHWA A soma de C com D deve ser maior que 1 O valor de C deve estar próximo de 1 e < 1 O valor de C não pode ser maior que 1 para evitar dispersão numérica 0.Curso de esgotos Capitulo 27.25.

Curso de esgotos Capitulo 27.0 m/s.br 66 68 70 72 74 76 78 80 82 84 86 88 90 92 94 96 98 100 102 104 106 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 54 54 53 50 46 41 36 30 25 19 15 10 7 4 3 1 1 0 0 0 0 Hidrograma de entrada e a 6km 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Tempo (min) Figura27.9 . Observar que o pico devido a brecha era de 69m3/s passa para 54m3/s a 6km de distância com 20 intervalos de 300m e a 44.10m para 3.40m e a velocidade cai de 1.Hidrograma de saída na barragem devido a brecha e a 6km e 44.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.com.51min para a onda chegar até o rio Baquirivu Guaçu há uma diminuição da altura da água de 4. Vazão (m3/s) 27-20 .14m/s para 1.51min.

bem como o cutoff e o tapete de areia média. 2005 27-21 . Fonte: DAEE.Curso de esgotos Capitulo 27. observando-se os taludes a montante e a jusante.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.com.10.Corte transversal de uma barragem de terra.br Figura 27.

9 Bibliografia e livros consultados -PORTO. 27-22 . Hidráulica básica. 2ª ed.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 27. 2003.com. RODRIGO DE MELO. 519 p.br 27. EESC USP.

br 10/7/08 Capítulo 28. 1997 e os de José Maria Costa Rodrigues conforme CETESB.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. 1983. entretanto existe um sistema pseudo-separador com redes de águas pluviais e redes coletoras de esgoto sanitário que permitem o ingresso de certa quantidade de águas pluviais na rede de esgotos sanitários. Geralmente o Interceptor tem grandes dimensões acima de 1. Figura 28.com. Conforme CETESB. 28-1 . Normalmente usamos o sistema separador absoluto em que se separa as águas pluviais dos esgotos sanitários. Eugênio Macedo conforme mostrado por Fernandes.1) podemos ver os coletores que alimentam os coletores troncos e estes que se dirigem para os interceptores.1 Introdução Vamos resumir os ensinamentos do dr. O emissário encaminha os esgotos até a ETE. da qual resulta o amortecimento das vazões máximas. A ABNT NBR 12207/92 define Interceptor como canalização cuja função precípua é receber e transportar o esgoto sanitário coletado. coletor tronco.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1.0km. interceptor e emissário Fonte: Fernandes. 1983 em Sistemas de Esgotos Sanitários.00m e comprimentos acima de 5. 1997 Na Figura (28. podendo também receber as contribuições dos coletores de menor diâmetro das redes das águas circunvizinhas. 1983 denomina-se Interceptor ao conduto que recebe os esgotos sanitários transportados pelos coletores principais (chamados coletores tronco). Emissários são os condutos cuja única função é o transporte final das águas residuárias e não recebem contribuições em marcha e não interceptam outros condutos conforme CETESB.Interceptor 28. caracterizada pela defasagem das contribuições.Esquema de coletor.

00035 x Qi -0.013 deverá ser justificada a tensão trativa média e a declividade mínima a adotar.5 Pa para a vazão inicial e coeficiente de Manning n=0.com. porem no cálculo de interceptores de dimensões elevadas maiores que 1. A tensão trativa em cada trecho de ser maior que 1 Pa. 28. Iomi= 0.0 L/s x Km de rede afluente. Qi= vazão inicial (m3/s) Para valores diferentes de n=0.4 Efeito reservatório Em redes coletoras de esgoto sanitário é considerado o regime permanente e uniforme.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00035 x 0. No trecho de grande declividade (escoamento supercrítico) deve ser interligado ao de baixa declividade (escoamento subcrítico) por um segmento de transição com declividade crítica para a vazão inicial. O interceptor deve ser dimensionado para a vazão inicial e vazão final do plano conforme NBR 12207/92 Embora o regime de escoamento no interceptor seja gradualmente variado e não uniforme. mediante a composição dos respectivos hidrogramas com as vazões dos trechos imediatamente anteriores. Este procedimento é recomendado no caso de interceptor afluente à estação elevatória ou ETE. é recomendado a ser considerado a defasagem das vazões para o dimensionamento da seção do interceptor quando isto acarreta uma diminuição no dimensionamento. quando o amortecimento das vazões resulta em diminuição no dimensionamento hidráulico destas instalações. pode ser considerada a defasagem das vazões das redes afluentes a montante. A declividade mínima usada na prática tanto para tubos de seção circular como retangular é de 0.4553 m3/s.47 Iomi= 0.47 Io min=0.0005m/m.2 Norma da ABNT 12207/92 A ABNT possui a norma NBR 12207/92 que trata de Projeto de Interceptor de esgoto sanitário que estabelece que: • Vazão parasitaria seja de até 6. o valor mínimo da tensão tratativa média dever ser de 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.br 10/7/08 28.000866 m/m > 0. Iomi= 0.3 Critério de dimensionamento Conforme NBR 12207/92 para avaliação das vazões no trecho final do interceptor.1 Achar a declividade mínima de um interceptor que tem vazão de pico de 0.47 Sendo: Iomin= declividade mínima do interceptor (m/m) para as condições iniciais.0005m/m OK 28. No caso de lançamento de contribuição de tempo seco ao interceptor. 28-2 . Portanto.013.14553 -0. para o dimensionamento o regime de escoamento pode ser considerado permanente e uniforme conforme NBR 12207/92.00m e distancias maiores que 5km de se usar o denominado efeito reservatório. Exemplo 28.00035 x Qi -0.

5). Figura 28. Macedo apresentou quatro tipos básicos de hidrogramas médios: • Hidrograma médio para bacias tipo “a” em áreas residências • Hidrograma médio para bacias tipo “b” em áreas residenciais • Hidrograma médio para bacias 100% industriais • Hidrograma médio para bacias 100% comerciais.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.5 Hidrograma A grande dificuldade de se usar o método de Muskingum é que precisamos de hidrogramas da vazão afluente.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Os hidrogramas médios afluentes de esgotos sanitários estão nas Figuras (28. 1997 28-3 .Hidrograma médio residencial tipo “a” Fonte: Fernandez.2) a (28.com.br 10/7/08 Uma maneira de se considerar o efeito reservatório é usar o Método de Muskingum.2. 28. porém graças ao grande engenheiro Eugênio Macedo este trabalho foi feito na cidade do Rio de Janeiro.

br 10/7/08 Figura 28.Hidrograma médio residencial tipo “b” para casas modestas com mais de 4 pessoas/casa Fonte: Fernandez. 1997 Figura 28.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3. 1997 28-4 .4.Hidrograma médio para bacias 100% industriais Fonte: Fernandez.com.

então a ordenada do hidrograma composto as 9h 30min da manhã será: Desta maneira como se pode ver usando os diagramas das Figuras (28. 1997 Observar que os hidrogramas obtidos por Macedo estão com a litros/segundo.3= 16.30 x 16. A Figura (28. 1997 mostra que numa bacia com a distribuição percentual de áreas edificadas fosse 50% residencial.2 + 0. pois o mesmo foi feito para uma área padrão de 10ha.3.50 x 19.2) baseou-se em dados da zona norte da Cidade do Rio com 100% residencial com 4549 residências em 964 domicílios com taxa 4. sabendo-se que a taxa residencial/morador é inferior a 0. A Figura (28.4) podemos obter aproximadamente um hidrograma médio para o nosso problema particular. ter-se-ia as 9h 30min da manhã.Hidrograma médio para bacias 100% comerciais Fonte: Fernandez.1) a (28. vazão em com 7594 de Janeiro superior a 28.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. a seguinte ordenada padrão para a nova bacia.00 + 0.br 10/7/08 Figura 28.5. q=0. 28-5 .6 L/s Se a bacia em estudo de área A é 10 vezes maior que a área padrão Ao=10ha. 20% industrial e 30% comercial.1) foi obtida em área de Copacabana 100% residencial moradores e 2290 domicílios ou seja uma taxa morador/domicilio de 3.com.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00morador por domicilio.20 x 11.25.6 Como obter um hidrograma diferente do padrão? Fernandez.

Adaptado de Fernandez. e Q2 e consideram-se os valores do afluente I1 e I2.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 Método de Muskingum As equações básicas do Método de Muskingum estão abaixo. C1 e C2 são calculados e sua soma deve ser igual a 1 (um). 1997 O objetivo é dimensionar um interceptor com 8. A equação para se obter o hidrograma efluente Q1.2. Geralmente menor ou igual a K X=0 devido a considerar-se um reservatório.6km sabendo-se que a área de contribuição no inicio do mesmo tem área de 3.6).2km2 conforme Figura (28.6.Esquema de interceptor com duas entradas 28-6 .br 10/7/08 28.X) -(Δt / K)]/ A Sendo que: C0 + C1+ C2= 1. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. Os valores de Co.5m2 e que a 8.00 K= tempo de trânsito ou tempo de percurso em horas Δt= intervalo de tempo adotado.6km adiante há uma entrada de esgotos de uma área de contribuição de 4.com. Dimensionar o interceptor considerando três casos: • Sem defasagem • Com defasagem de 4h • Com amortecimento usando Muskingum (efeito reservatório) Figura 28. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Exemplo 28.

99 45.68 22.50 18.96 156.70 22.76 140.02 90. pelo valor da área contribuinte inicial que é 3.90 78.76 152.942 4.24 104.26 21.55 18.2).46 21.25 65.44 26.40 92.1 8. Coluna 1: está o hidrograma médio adotado residencial segundo Macedo desde a hora zero até 24h.16 92.60 69. Coluna 3: nesta coluna está multiplicada cada ordenada da coluna 2 denominada coluna padrão.44 107.60 132. pelo valor da área contribuinte inicial que é 4.60 72. São dados tirados diretamente da Figura (28.5 12.7 96.44 26.58 40.1.2) Coluna 5 40.Cálculos observando a defasagem de 4 h nas cores amarelo bp (horas) Coluna 1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Total Média Bacia padrão Coluna 2 5.99 2410.81 39.46 169.4292 Vamos descrever a Tabela (28.96 83.06 90.42 21.6 95.1 5.24 58.5+4.26 1308.0 17.55 1090.0 5.36 34. Observar que o valor da vazão máxima obtida é 169.3 5.8192 Com defasagem 3.2 6.60m/s o tempo de trânsito ou de deslocamento será: 28-7 .80 63.96 83.8 19.1 5.15 144.70 63.2Km2 está 8.14 138.72 97.29 76.42 36.00 60.6km de distante e como a velocidade média admitida é 0.72 83.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. Coluna 5: estão a soma da coluna 3 com a coluna 4 em que não se considera a defasagem e nem o efeito reservatório.0 19.16 83.42 21.72 106.0 22.26 22.85 17. Coluna 6: como a vazão de entrada de 4.com.85 40.26 160.3 43.80 83.27 39.81 2398.14 48.40 81.46 152.85 17.0 10.24 58.2 18.16 90.3 5.40 92.96 114.27 38.40 L/s.00 68.72 151.00 22.3 52.10 127.2 14.16 167.96 76.8 22.36 34.36 39.80 69.30 94.44 1320.30 69.42 21.44 75.53 53.55 17.26 21.00 77.8 8.51 39.8 21.80 28.00 37.16 92.5 18.41 148.8 19.42 21.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.44 75.90 18.32 152.81 41.42 21.40 169.72 83.46 166.40 150.6 19.5Km2.332 Sem defasagem (3.00 22.11 40.26 22.2 Coluna 4 22.20 49.42 36.br 10/7/08 Tabela 28. Coluna 4: nesta coluna está multiplicada cada ordenada da coluna 2 denominada coluna padrão.85 30.50 40.96 76.16 63.2Km2.97 38.65 62.5 Coluna 3 18.1) coluna por coluna.80 45.2+4h Coluna 6 34.5+(4.42 21.27 39.30 77.1 5.46 bpx3.16 90.8 18.86 52.68 22.60 72. Coluna 2: estão os valores das vazões do hidrograma residencial tipo “b” de hora em hora.40 142.40 81.90 78.10 155.30 75.80 45.3 5.4 5.3 311.2+4h) Coluna 7 52.5 52.85 17.46 21.16 83.61 bp x 4.27 67.05 17.

br 10/7/08 8600m/ 0.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. mas quando a vazão de 3.2 12.1.0 17.Média dos valores de 4h da bacia padrão Coluna 1 (horas) Coluna 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 bp Bacia padrão Coluna 3 5.0 22.2.2 6.2 18.8 22.0 10.5km2 entrou ao mesmo tempo que 4.6 6. Obtemos assim os valores: 5.9min=3.98 h= 4h (aproximadamente).6 19.3). Nela fazemos uma média de 4 horas na coluna 1.8 21.2) que é parte da Tabela (28.1 5.1 8.0 19. Façamos uma tabela considerando o tempo de trânsito de 4 h Primeiramente vamos considerar a Tabela (28. Quando a vazão no ponto de 3. Tabela 28.1 21.2km2.1 5. 12.5 18.6km e haverá uma defasagem de 4h já mostrada acima.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.2 14. Coluna 7: é a soma da coluna 6 que está defasada com a coluna 3.3 13.4 5. dos valores da bacia padrão da coluna 3.8 8.0 28-8 .8 18.com.3 5.5km2 chegar no ponto de 4.60m/s= 14333.8 19.0 19. Então as vazões do hidrograma estão defasadas de 4 horas em relação ao hidrograma da coluna 4.0 5.1).3 5.2km2 terá percorrido 8.1 5.3 5. 21 etc e coloquemos na Tabela (28.2.3 5.3s= 238.8 19.

12 25.2 +Qe Col 9 40.17 161.84 50.3.5Km2 (L/s) Col 3 18.20 81.br 10/7/08 Tabela 28.20 12.60 21.3): Coluna 1: variação das horas de 4 em 4 horas Coluna 2: valores em L/s obtido pela média obtido na Tabela (28.com.20 Col3+col6 Qe Col 4 21.00 19.20 Col 7 40.99 46.72 46.20 21.81 61.50 L/s para 61.19 L/s 28-9 .5km2 e assim obtemos o hidrograma de entrada variando de 4h em 4h.30 13.32 155.46 41.82 88.04 93.99 L/s.20 x 3.06 57.82 L/s está defasado na coluna 6 de 4h e assim por diante Coluna 7: É a coluna 3 + a coluna 6 da defasagem.77 Com amortecimento Com Muskingum Soma do 4.97 Vamos explicar a Tabela (28.20 x 3.19 124.12 43. Coluna 8: Hidrograma obtido da coluna 3 usando o Método de Muskingum.20 L/s e assim por diante.84 50.84 Col 5 40. É o cálculo normal que se faz obtendo a vazao de pico 161.40 Col 8 18.75 L/s.61 104.2 25.70L/s Coluna 6: Defasagem de 4h.5km2=18.70 148.19 139. Assim multiplicando 5.12 25.50 67.20 42.60 6. Coluna 9: é o efeito reservatório.04 47.5Km2 +4.10 21.00 5.20 81.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Somamos a coluna 8 obtida pelo Método de Muskingum com a coluna 6 de 4.2Km3 + 4h Defasagem media Col 1 0 4 8 12 16 20 24 Col 2 5.55 47.63 150.83 97.2Km2 (L/s) 3. A norma de Interceptor aconselha a defasagem.05 51. É o efeito reservatório.93 26.52 99.2Km2 4.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.82 88. Obtemos um pico um pouco menor que é 155. Obtemos o valor máximo de 150.20 40.04 64.04 Col 6 21.75 128.99 58. Observar que houve um achatamento do pico da coluna 3 de 73.84 21.Cálculos Padrao (L/s) Inicio x 4.2Km2 Coluna 5: coluna 3+ coluna 4.06 57.2) Coluna 3: multiplicação da coluna 2 por 3. Observar na coluna 4 que 50.2km2 defasado de 4h.00 18. Coluna 4: idem usando 4.35 73.66 78.

00 pois consideraremos um reservatório para amortecimento. As equações básicas do Método de Muskingum estão abaixo.99 L/s e assim por diante. No caso adotamos o mesmo valor de K ou seja.2km2. X=0. admitimos primeiramente que Q1=18.5km2 para 4.com.33x18.00horas.2 L/s Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Q2= 0.19 L/s D=700mm D=700mm D=600mm 28-10 .33 C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C1= [(4 / 4 + 2x0]/ 3 =0.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.70 L/s • Com defasagem: 155. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: A= 2 (1-X) + Δt /K = 2 (1-0) + 4 /4=3 C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C0= [(4 / 4 – 2x0]/ 3 =0.X) -(Δt / K)]/ A C2= [2 (1. Importante notar que obtemos: • Sem defasagem: 161.35 + 0.33 x18.5km2 que chega ao ponto onde entra o hidrograma dos 4.33 Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.0) -(4 / 4]/ 3 =0.br 10/7/08 Método de Muskingum. O valor K= 4.33x 42.00 que é o tempo de trânsito do ponto de 3. Desta maneira obtemos toda a coluna 6 que é o hidrograma do primeiro ponto com 3.2km2. Δt= 4.00 Para calcular a coluna 6 da vazão efluente Q1 e Q2.75 L/s • Com efeito do reservatório: 150.2 = 25.2 + 0.33 C2= [2 (1. O valor de Δt pode ser menor ou igual ao valor de K. 4h.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

50 K3= coeficiente da vazão mínima=0.56 x 0.5 Vazão mínima Qm x K3=0.50= 1.50=0. vamos construir um hidrograma unitário de maneira que a vazão de pico seja igual a 1 (unidade).Curso de rede de esgotos Capitulo 28. no inicio e no fim do hidrograma.20 x 1.20 K2=coeficiente da hora de maior consumo= 1.br 10/7/08 28. 28-11 .8 Hidrograma unitário Como não temos muitas pesquisas sobre o hidrograma de esgotos.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.30 Adotamos também 6 horas para a vazão mínima das 0 as 3 e das 22.56 Sendo: Qm= vazão média (m3/s) K1= coeficiente do dia de maior consumo =1.com.28 Adotamos Qm=0. Portanto: Qm x K1 x K2= 1.0 Qm= 0.0 Qm x 1. 23 e 24h.

30 28-12 .4. K2 e K3 Tempo (horas) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Hidrograma p/interceptor 0.46 0.53 0.38 0.77 0.69 0.61 0.30 0.30 0.30 0.84 0.30 0.br 10/7/08 Tabela 28.Hidrograma unitário para interceptor construído através dos coeficientes K1.00 0.84 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.30 0.77 0.92 1.com.46 0.53 0.92 0.38 0.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.69 0.30 0.30 0.61 0.

6 0.Hidrograma unitário baseado nos coeficientes K1.0 0.br 10/7/08 Hidrograma elaborado Vazão unitária (m3/s) 1.7.0 0 4 8 12 Horas 16 20 24 Figura 28. K2 e K3 28-13 .2 0.com.8 0.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.4 0.

72 27.10 27.72 50. As 12h temos o valor máximo 1 que é o resultado de Qm x K1 x K2.5) Coluna 1: são o tempo de hora em hora a começa de zero hora Coluna 2: é o hidrograma unitário obtido conforme os coeficientes K1.03 85.72 27.17 90.48 140.30 0.84 78.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.43 106.72 27.77 0.15 63.09 49.21 Explicação da Tabela (28.04 59.13 114.10 23.09 35.03 85.05 156.07 65.36 48.00 0.72 34.46 0.46 0.30 23.84 64.21 92.68 142.82 50.62 71.50 35.30 0.79 74.82 27.10 23.72 27.82 56.28 56.01 77.38 0.02 79.10 29.40 L/s Coluna 4 Hidrograma unitário Coluna 2 Pico 77 L/s Coluna 3 Soma (3) + (4) Coluna 5 (4)+ 4h Defasagem Coluna 6 Defasagem (3) + (6) Coluna 7 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 0.97 42.71 144.5.69 0.72 27.47 63.72 27.2km2 Pico 92.85 142.30 0.30 130. Coluna 3: como temos a vazão de pico de 77 L/s multiplicamos o valor 77 L/s por todas as ordenadas da coluna 2 obtendo a coluna 3 que dará o pico as 12h.68 59. K2 e K3.91 42.30 0.br 10/7/08 Exemplo 28.98 118.95 101.01 77.70 129.01 77.80 68.00 70.72 27.37 50.30 0.87 143.65 70.69 0.com.10 23.82 50.10 23.62 71.28 56.82 50.10 23.Cálculos elaborados com Hidrograma unitário 3.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.92 1.30 0.44 116.10 23. Os valores mínimos 0.78 87.21 92.26 23.22 169.30 127.81 62. 28-14 .82 50.61 0.65 141.30 é o resultado aproximado de Qm x K3.03 65.72 27.72 27.53 0.84 0.82 50.36 48.89 103.92 64.11 27.53 131.82 50.76 56.72 27.78 77.02 71.33 89.84 78.3.11 27.60 58.97 42.72 50.65 70.50 35.50 145.40 155.72 27.82 50.42 29.53 0.57 93.00 77.91 42.Aplicação do exemplo do Macedo com Hidrograma adotado Tabela 28.82 50.72 27.15 63.82 64.30 0.07 47.40 85.72 27.29 53.76 56.97 40.92 0.84 0.06 53.72 27.72 34.40 85.77 0.82 50.09 49.35 103.08 41.72 27.81 35.61 0.5km 2 Tempo (horas) Coluna 1 4.47 63.38 0.13 46.52 116.72 27.46 72.

Coluna 6: como é o exercício anterior do Macedo em que temos uma defasagem de 4h. só que o valor de pico é 92.com. Obtemos o valor de pico igual a 145.20 L/s D=700mm D=700mm D=600mm 28-15 . Este é o cálculo normalmente adotado nos coletores.53 L/s • Com efeito do reservatório: 142. que é a defasagem.40 L/s.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.40 L/s. Coluna 7: é a soma da coluna 3 com a coluna 6 que está defasada de 4horas.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. Este é o resultado previsto na norma técnica.br 10/7/08 Coluna 4: segue o mesmo raciocínio da coluna 3. Coluna 5: é a soma das coluna 3 com a coluna 4 que fornecerá o valor de pico as 12h no valor de 169.40 L/s • Com defasagem: 145. observar que os valores da coluna 6 estão defasados de 4 horas em relação aos da coluna 4.53 L/s Em resumo temos: Importante notar que obtemos: • Sem defasagem: 169.

menor será o coeficiente K.80 Q> 751 L/s K= 1.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1. dos serviços públicos e de pequenas indústrias Qmf= vazão de infiltração KI= coeficiente de pico para as vazões industriais= 1.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui. A empresa norte-americana Hazen-Sawyer utilizou na falta de dados medidos na década de 70 o dimensionamento que iremos expor. 28. Conforme Tsutiya.10 Método da Sabesp para dimensionamento de esgotos com composição de hidrogramas.485/ Q 0.br 10/7/08 28. 1999 desde 1978 a Sabesp utiliza um hidrograma de descarga de esgotos representado por uma senóide. Isto é usado para o amortecimento das vazões de pico no dimensionamento das estações elevatórias ou estação de tratamento de esgotos.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.1 QI= vazão proveniente das grandes indústrias 28-16 . Qtrecho= ( K1 x K2 -1) Qm senΦ + Qm +Qmf + KI x QI Sendo: Qtrecho= vazão de montante de um trecho no instante de fase K1= coeficiente da máxima vazão diária K2=coeficiente da máxima vazão horária Φ=ângulo de fase da senóide (24h = 360º) Qm= vazão média dos esgotos sanitários.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. público em L/s Quanto maior for a vazão Q. Conforme Tsutya. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2. Q≤ 751 L/s K=1. comercial.com.20 + 17.9 Método da Sabesp para dimensionamento de interceptores de diminuição da vazão de pico K=K1 x K2. comerciais.

Curso de rede de esgotos Capitulo 28.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9. 1999 28-17 .8.br 10/7/08 Figura 28.Hidrograma padrão senoidal Fonte: Tsutiya. 1999 Figura 28.com.Variação de K2 em função da vazão média da bacia de esgotamento Fonte: Tsutiya.

.br 10/7/08 28. 1977. Sistemas de esgotos sanitários. FRANCISCO PAES. 418 páginas.11 Bibliografia e livros consultados -ABNT 12207/92. Editora Universitária. 1997. João Pessoa. 1973. PEDRO ALEM. Faculdade de Saúde Pública e CETESB. -CETESB. 213 páginas. -FERNANDES.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Projeto de interceptor de esgoto sanitário. Planejamento e projeto dos sistemas urbanos de esgotos sanitários. -TSUTIYA.com. EPUSP. Coleta e transporte de esgoto sanitário. CARLOS. -LEMES.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. 1999. 433 páginas. Esgotos sanitários. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. CETESB. 547páginas 28-18 .

2008 diz que a ecotoxicologia alerta para os danos ocorridos nos diversos ecossistemas por substâncias químicas que representam risco e assim.Curso de esgotos Capitulo 29. 2002 a ecotoxicologia é o estudo dos efeitos adversos de agentes químicos ou físicos no ecossistema.2 Ecotoxicologia Conforme Maranho. a toxicologia estuda os venenos e as intoxicações pelos mesmos. sugere a aplicação de medidas preventivas para os impactos futuros antes que ocorram graves danos ao ambiente natural. 29. a toxicologia é o estudo dos efeitos adversos de agentes químicos ou físicos em seres vivos conforme Lopes. as substâncias químicas.1 Introdução O inicio da ecotoxicologia se deu em 1969 com o pesquisador francês René Truhaut. Segundo Truhaut. Segundo Maranho. 2008 os primeiros testes de toxicidade com despejos industriais surgiram em 1863 e 1917 e os testes de toxicidade aguda em organismos aquáticos surgiram em 1930.2008 a toxicologia é a ciência que estuda os efeitos nocivos decorrentes da interação de substâncias químicas e de fenômenos físicos com o organismo. são nocivas e como e onde manifestam seus efeitos. Portanto.. A USEPA lançou em janeiro de 2004 o software gratuito denominado AQUATOX (release 2) que apresenta o modelo de rios e lagos onde existe os efeitos tóxicos. 29. isoladas ou em forma de misturas. 29. 2002. A ciência dos agentes tóxicos.com.3 Perigo Maranho. A finalidade da ecotoxicologia é saber em qual grandeza. A ecotoxicologia estuda os efeitos adversos dos agentes tóxicos causados por contaminantes naturais ou sintéticos para o ambiente. habitat e daí saiu o termo ecologia. As atividades humanas e processos naturais podem causar fontes de contaminação nos ecossistemas com graves conseqüências ecotoxicológicas. 1969 in Lopes. isto é.Noções de Ecotoxicologia 29. domicilio.br 19/06/08 Capítulo 29. que pode ser facilmente acessado pelo site. Portanto.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. No Brasil teve inicio somente em 1975 com Programa Internacional de Padronização de testes de toxicidade aguda com peixes.4 Destino dos poluentes O destino dos poluentes são basicamente três: • Ar • Água: receptor final dos poluentes • Solo/sedimento 29-1 . através de ensaios com matéria viva. A palavra “eco” vem do grego oikos que quer dizer casa. a ecotoxicologia como estuda todo o ecossistema engloba a toxicologia.

biodegradação e oxidação/redução • Biota: bioacumulação e metabolismo Conforme as propriedades físico-químicas dos xenobióticos é que é determinando o transporte entre as diferentes fases do meio. é capaz de produzir um efeito tóxico seja este uma alteração funcional ou a morte. degradação microbiana e oxidação/redução • Solo: fotólises.1-Esquema do destino dos poluentes Fonte: Maranho. 29-2 . fotólises. hidrólises.Curso de esgotos Capitulo 29.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2008 29.br 19/06/08 Figura 29. oxidação e redução e biodegradação • Sedimento: hidrólises. A movimentação dos contaminantes nos meios é determinada por processos físicos relacionados às propriedades químicas dos compartimentos ambientais e dos contaminantes. O agente tóxico (xenobiótico ou substância ou toxicante) é qualquer substância química que interagindo com um organismo vivo.com.5 Transporte dos poluentes O transporte dos poluentes são cinco: • Ar: fotólises e reações com OH• Agua: hidrólises.

2-Esquema de transporte dos poluentes Fonte: Maranho.Curso de esgotos Capitulo 29. por exemplo ou com abelhas. microorganismos) Nos testes de toxidade se examinam sinais. Assim são usadas: • Produtores (algas) • Consumidores primários (microcustáceos) • Consumidores secundários (peixes.6 Testes de toxicidade Conforme Maranho.br 19/06/08 Figura 29.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2008 29.com. 2008 os testes de toxicidade é feito através de bioindicadores dos grandes grupos de uma cadeia ecológica e ligadas aos ambientes agrícolas. 29-3 . abelhas) • Decompositores (minhocas. sintomas e efeitos que causam desequilíbrio orgânico. Muitos testes crônicos são feitos com ovos e larvas de peixes e testes agudos podem ser feitos com minhocas. Não existe um ensaio que detecta todos os efeitos e portanto existe uma bateria de ensaios diferentes com vários critérios de toxicidade e conforme a situação específica.

3-Testes de toxicidade Fonte: Maranho.br 19/06/08 Figura 29.4-Testes de toxicidade Fonte: Maranho. 2008 Figura 29. 2008 29-4 .com.Curso de esgotos Capitulo 29.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

2008 os principais efeitos deletérios são: • Alterações cardiovasculares e respiratórias • Alterações do sistema nervoso • Lesões orgânicas: totoxicidade. 2005 para peixes o CEO é a menor concentração nominal do agente tóxico que causa efeito deletério estatisticamente significativo na sobrevivência e reprodução em 7 dias de exposição. 2005 é a média geométrica dos valores CENO e CEO. Valor crônico (VC): conforme Machado Neto. 2005 a toxicidade aguda para peixes é definida por: Concentração letal inicial média CL (I)50. concentração xenobiótico. Fase de toxicinética: processos desde a disponibilidade química até a concentração do toxicante nos órgãos alvo (absorção. Conforme Machado Neto. 29. Conforme Machado Neto. biotransformação e eliminação de substâncias inalteradas e/ou metabólitos.8 Fases da intoxicação As fases da intoxicação são basicamente quatro abaixo explicadas conforme Maranho. Define-se LC50 como a quantidade de pesticida presente por litro de solução aquosa que é letal para 50% dos organismos testados. 29-5 . Fase da exposição:a primeira fase da intoxicação é a fase da exposição. Fase da toxicodinâmica: mecanismos de interação entre o toxicante e os sítios de ação dos organismos. freqüência e da duração da exposição. CENO: concentração de efeito não observado CEO: concentração de efeito observado.br 19/06/08 29. hepatotoxicidade.7 CE 50 e CL 50 A toxidade pode ser aguda ou crônica.96: concentração nominal do agente químico que causa efeito agudo (letalidade) a 50% dos organismos-teste em 96h de exposição. armazenamento. das propriedades físico-químicas do agente e de fatores relacionados à suscetibilidade individual. Como teste preliminar para determinar o intervalo de concentração pode ser usadas as espécies: o Brachydanio rerio (Cyprinidae) – paulistinha o Poecilia reticulata ou Phalocerus caudimaculatus (Poecilidae). que depende da via de introdução. Fase clínica: sinais.e etc. 29.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. distribuição. O EC50 é a efetiva concentração em MG/L ou ug/L que produz em específico efeito mensurado em 50% de um organismo testado em determinadas condições de tempo em estudo.Curso de esgotos Capitulo 29. Efeitos nocivos decorrentes da ação tóxica.9 Principais efeitos deletérios Conforme Maranho. A toxidade aguda tem como base no LC50. 2008. sintomas e alterações detectáveis por provas diagnósticas que caracterizam os efeitos deletérios ao organismo.com. nefrotoxicidaded.guarú.

20. o Mutagênese: alterações hereditárias produzidas na informação genética armazenada no DNA( ex. 2008. inativando-o.10 Interações entre os agentes tóxicos sobre os organismos Conforme Maranho.Curso de esgotos Capitulo 29. cérebro e coração Talidomida: coração e membros Fenobarbital: palato. o Efeito aditivo: o efeito tóxico final é igual à soma dos efeitos produzidos separadamente. produzindo efeitos contrários.br 19/06/08 • • • Lesões carcinogênicas/ tumorigênicas Lesões teratogênicas (malformações do feto) Alterações genéticas como : o Aneuploidização: ganho ou perda de um cromosso inteiro o Clastogênese: aberrações cromossônicas com adições.11 Bioindicadores São espécies animais ou vegetais que indicam precocemente a existência de modificações bióticas (orgânicas) e abióticas (físico/químicas) de um ambiente.com. no final o efeito tóxico será menor. São organismos que ajudam a detectar diversos tipos de modificações ambientais antes que se agravem e ainda a determinar qual o tipo de poluição que pode afetar um ecossistema conforme Maranho. o Antagonismo competitivo: quando um toxicante reduz o efeito do outro. Cloranfenicol: aplasia medular 20. Infertilidade masculina. feminina ou mista o Teratogênese provocada por agentes infecciosos ou drogas o Aborto precoce ou tardio Alterações da capacidade reprodutora Exemplos: Vitamina A: atraso mental. falhas. Precisamos monitorar o meio ambiente 29-6 . não produziria tal efeito. o Antagonismo químico: o antagonista reage com o responsável pela ação. radiações ionizantes). o Antagonismo funcional: quando dois antagonistas agem sobre o mesmo sistema. coração e atraso mental Álcool: defeitos faciais e atraso mental. 2008 temos.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.. re-arranjos de partes de cromossomos. o Efeito sinérgico: o efeito final é maior que a soma dos efeitos individuais o Potenciação: o efeito de um xenobiótico é aumentado por interagir com outro toxicante que originalmente.

Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.12 Impacto ecotoxicológico Nieto. Funcionou o teste de toxicidade com Daphnia similis constituindo uma ferramenta indispensável para previsão do impacto dos efluentes industriais nos corpos de água receptores. CER ≤ CE50/ 100 Os resultados foram que os tratamentos feitos com projetos e bem operados tiveram uma remoção significativa da toxicidade.10 do corpo receptor.br 19/06/08 29. Foi usada metodologia da ABNT para o uso da Daphnia similis bem como o uso de CE50/ 10 que foi comparado com o valor CER definido como: CER= vazão média do efluente x 100/ vazão média do efluente + Q7. 2008 fez um estudo do impacto ecotoxicológico no Estado de São Paulo para avaliar os diversos ramos industriais cujos efluentes são lançados em corpos hídricos. Foram coletadas 90 amostras e fizeram testes de toxicidade aguda com Daphnia similis e ainda foram comparados os resultados as tradicionais análises físico-químicas e biológicas. De 32 amostra 66% tinham o potencial para acarretar impactos aos organismos aquáticos dos corpos receptores. 29-7 .com.Curso de esgotos Capitulo 29.

Associação dos engenheiros da CETESB. G. 2004. Ecotoxicologia. Engenheiro químico da CETESB.Curso de esgotos Capitulo 29.com. -NIETO. -FERCINOLA. -THOMAN. Ecotoxicologia dos agrotóxicos e saúde ocupacional. Modeling environmental fate and ecological effects in aquatic ecosystems. Ecotoxicologia. 1987. XXVI Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental.. HarperCollins. USEPA. Toxicologia Ambiental. ABES. -NIETO. JOHN. G. UNESP. Universidade Évora. campus de Jabuticabal. ROBERT e MUELLER. NILDA A. Faculdade de Farmácia. Controle da poluição das águas em indústrias têxteis. -MARANHO. Lisboa. CETESB. 2008 (?). Nov/ 2005. ALVARO TEIXEIRA.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. -MACHADO NETO. REGIS. Principles of surface water quality modeling and control. REGIS. 29-8 . -LOPES. Bióloga.br 19/06/08 29. 3º encontro técnico anula da ASEC.15 Bibliografia e livros consultados -AQUATOX REALEASE 2. Caracterização ecotoxicológica de efluentes liquidos industriaisFerramenta para ações de controle da poluição das águas. 2002. LUCINEIDE APARECIDA. junho. 2002.

50m/s • Recalque: 0.00m/s As tubulações terão o diâmetro mínimo de 100mm.Curso de esgotos Capítulo 30. A única diferença que existe é que no dimensionamento temos que prever um poço de sucção e que a detenção do esgoto no referido poço não passe de 20min. 1997 30-1 . 30.1) a (30.2 Velocidades Conforme a NBR 12208/92 as velocidades na sucção e recalque são: • Sucção: 0.1. Existe a norma da ABNT NBR 12208/92 Projeto de Estações elevatórias de esgoto sanitário que é a antiga NB-569/1989.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Estação elevatória de esgotos sanitários 30.4) temos os vários tipos de estação elevatória de esgotos sanitários. Fonte: Fernandes.3 Dimensionamento do poço de sucção Vamos seguir os ensinamentos de Crespo.com.50m/s ≤ V ≤ 1. 2001 que no dimensionamento de um poço de sucção é necessário atender duas exigências básicas: • Intermitência na partida das bombas • Tempo de detenção de esgotos Nas Figuras (30. 30.br 25/06/08 Capitulo 30.Corte esquemático de uma elevatória convencional com bombas de eixo horizontal. Figura 30.1 Introdução O dimensionamento de bombas e motores já foi explicado no curso de redes de água.60m/s ≤ V ≤ 3.

Elevatória com bombas de eixo horizontal.br 25/06/08 Figura 30.Curso de esgotos Capítulo 30.com.2. Fonte: Fernandes. 1997 30-2 .3.Elevatória com bombas de eixo vertical. Fonte: Fernandes. 1997 Figura 30.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. Fonte: Fernandes. 1997 30-3 .5) temos vários tipos de sucção de bombas para elevatória de esgotos sanitários. Fonte: Fernandes.br 25/06/08 Figura 30. Figura 30.4.Instalação típica para bombas Flygt.5. 1997 Na Figura (30.Curso de esgotos Capítulo 30.Formas de sucção e respectivas submergências.

Quando forem adotadas bombas de rotação constante. 2001 a vazão mínima é uma variável difícil de ser fixada. conforme recomendado pelo fabricante. considerando a vazão da maior bomba a instalar (quando operada isoladamente) e o menor intervalo de tempo entre as partidas consecutivas do seu motor de acionamento. Qf= vazão afluente no fim do plano. 30. o reserva instalado deve ter capacidade igual à do conjunto de maior vazão. Qmin= Qmédio/ 4 Sendo: Qmin= vazão mínima (m3/min) Qmédio= vazão média de fim de plano sem considerar infiltração (m3/min) 30-4 . Conforme a NBR 12208/92 o maior tempo de detenção deve ser de 30min. 30. A vazão mínima representa uma grandeza tão pequena que inviabiliza o cálculo para determinar o volume máximo do poço.br 25/06/08 30.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Para o cálculo da vazão mínima considera-se a vazão média de fim de plano sem considerar a infiltração e dividida por 4.5 Vazões iniciais e finais As vazões a serem consideradas são: Qi= vazão afluente no inicio do plano desprezando a variação horária K2.6 Volume do poço de sucção È o volume compreendido entre os níveis máximo e mínimo de operação das bombas conforme NBR 12208/92. O limite máximo de rotação recomendado pela NBR 12208/92 é de 1800 rpm.4 Tempo de detenção média.8 Volume útil Conforme NBR 12208/92 o volume útil deve ser calculado.Curso de esgotos Capítulo 30. 30.com.7 Número de bombas Conforme a NBR 12208/92 devem ser previstos dois conjuntos motor-bomba.9 Dimensionamento do poço de sucção O volume do poço é dado pela seguinte relação: Vd= A x H Sendo: Vd= volume do poço (m3) A= área do poço (largura x comprimento) (m2) H= distância vertical entre o NA médio e o fundo do poço (m). sendo um deles reserva. 30. 30. Segundo Crespo. cada um com capacidade para recalcar a vazão máxima. No caso de mais de dois conjuntos. recomenda-se que os conjuntos motor-bomba sejam iguais. Admite-se que o NA médio corresponde a um nível eqüidistante entre o NAmax e o NAmin.

2001 Dimensionar um poço de sucção de uma estação elevatória de uma cidade com: • População de 50.com.25 L/s 30-5 .5 Qb V= 2. A bomba não deve ter mais de 5 ou 6 partidas por hora e caso não seja feito isto teremos problemas na vida útil dos equipamentos.10 Intermitência na partida das bombas Conforme Crespo.5 L/s x km= 25 L/s Vazão de projeto Q= 156. A média considerada entre duas partidas consecutivas é de 10min.25 L/s Vazão de infiltração: 50 km x 0.Extraído de Crespo.000hab • Quota per capita: 150 L/dia x hab • Extensão da rede coletora: 50km • Taxa de infiltração: 0.8 L/s Vazão máxima sem infiltração Qmax= 86. Admitindo-se intervalo de 10min de intermitência o volume mínimo do poço de sucção será: V= t x Qb/ 4 Admitindo t=10min entre duas partidas temos: V= t x Qb/ 4 V= 10 x Qb/ 4= 2. 2001. 2001 o intervalo de duas partidas consecutivas de uma mesma bomba denomina-se intermitência das partidas.1. T= Vd/Qmin Sendo: T= tempo de detenção do esgoto no poço de sucção (min) Vd= volume do poço de sucção (m3) Qmin= vazão mínima (m3/min) 30.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 25/06/08 O tempo de detenção de esgoto no poço de sucção é dado pela seguinte equação conforme Crespo.5 = 156.5 x Qb Sendo: V= volume mínimo do poço de sucção entre o Namax e o Namin (m3) Qb= capacidade nominal da bomba (m3/min) Exemplo 30.25 L/s + 25.2 x 1.5 L/s x km • Coeficientes de vazão: • K1= 1.5 coeficiente de vazão na hora de maior consumo • Número de bombas: 2 +1 Solução: Vazão média Qmédia= (50000hab x 150 L/dia x hab)/ 86400s= 86.81 L/s x 1.2 coeficiente de vazão no dia de maior consumo • K2= 1.0 L/s= 181.Curso de esgotos Capítulo 30.

30 m3/min T= Vd/ Qmin = 23. Distância vertical entre o Na médio e o fundo do poço: 0. a vazão de cada bomba Qb será: Qb= 181.80m Vd=13.59m3 Admitindo-se uma distância vertical entre o Namax e o Namin de 0.36 x 7.96= 1.59m3 A= Vd/H=13.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 x 5.44m3/min= 13.40m= 2.30m Verificação do volume do poço de sucção para respeitar o tempo de detenção máximo permitido. 30-6 .15m3 Vazão mínima Qmin Qmédio= (50000 x 150/ 1000 x 24 x 60) = 5.81 min < 20min OK.80m= 16.br 25/06/08 Vamos ter duas bombas funcionando e mais uma de reserva.5 x Qb V= 2.44 m3/min V= 2.Curso de esgotos Capítulo 30.15m3/ 1.25 L/s / 2= 90.96m.99m2/ 7.40 x 2.99m2 Considere-se que a disposição das bombas na estação elevatória exige um comprimento do poço na horizontal igual a 7. T= Vd/ Qmin Sendo: T= templo de detenção (min) Vd= volume do poço ente o Na médio e o fundo do poço (m3) Qmin= vazão mínima de projeto (m3/min) Distância entre o Namin e o fundo do poço: 0.21/4= 1.30= 23.com. Largura do poço= 16. Portanto.80/2 + 0.40m.50m3/ 0.80m teremos: Área do poço: Vd= A x H A= Vd/ H H=0. Este valor é fixado de modo que o Namin fique em cota igual ao topo do rotor.30m3/min= 17.21m3/min Qmin= Qmédio/ 4= 5.63 L/s= 5.46m Vd= 1.

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Figura 30.6- Esquema do NA max, Na min

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30.11 Modelo Paulo S. Nogami O prof dr. Paulo S. Nogami apresentou em 1973 para sistemas elevatórios de esgotos o seguinte modelo. Recomendou que o período de detenção não exceda de 30min em qualquer caso. Recomendou ainda que o número de partida do motor não ultrapasse de 10, o que limita a 6 minutos o ciclo ente dois inícios de bombeamento. Nogami, 1973 citou as seguintes expressões: V= q x p p= V/ q Sendo: V= volume útil do poço de tomada q= vazão de chegada p= período de parada da bomba V= (Q –q) x f f = V/ (Q – q) Sendo: V= volume do poço Q=vazão de bombeamento q= vazão de chegada f= período de funcionamento da bomba Exemplo 30.2- Extraído de Paulo S. Nogami, 1983 Determinar o volume útil de um poço de tomada de uma estação elevatória que deverá receber uma vazão média anual de 16 L/s. As vazões máxima e mínima correspondem, respectivamente a 2 vezes a metade da vazão média. Indicar a capacidade da bomba e calcular os períodos de funcionamento e parada da bomba para quando a vazão de chegada for mínima. Volume do poço V= 0,016m3/s x 10min x 60s= 9,6 m3 Capacidade adotada para a bomba: 35 L/s ( > 32 L/s) Período de funcionamento para a vazão mínima Vazão mínima= 0,5 x 16 L/s= 8 L/s= q Q= 35 L/s V= 9600 Litros f = V/ (Q – q) f = 9600/ (35 – 8) = 355 s= 5,9min Tempo de detenção no poço de sucção p= V/q p= 9600/8 = 1200s= 20min < 30mim OK

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Exemplo 30.3- Extraído de Fernandes, 1997 Dimensionar o volume do poço úmido e a potência instalada para desnível geométrico de 6,60m. Dados: 805 casas 5 pessoas/casa Distância: 408m Rede coletora a montante: 4,30Km. Solução: População de projeto P= 805casas x 5 pessoas/casa= 4025 pessoas Quota per capita= 150 L/dia x pessoa Coeficiente de retorno= C= 0,80 V= 0,80 x 0,150 x 4025= 483m3/dia= 5,59 L/s K1= 1,25 K2=1,40 K3=0,60 Taxa de infiltração= TI= 0,000 5 L/s x m Contribuição doméstica no dia de maior consumo: Qd= K1 x 483000 Litros/ 86400s= 1,25x 483000 Litros/ 86400s =6,99 L/s Contribuição doméstica na hora de maior consumo: Qd,max= K2 x Qd= 1,40 x 6,99= 9,79 L/s Vazão máxima de projeto em tempo de chuva Qh,max= 9,79 + 0,0005 x 4300m= 11,94 L/s Vazão mínima em tempo de seco Qmin= K3 x 483000/86400= 0,60 x 483000/86400= 3,35 L/s Pré-dimensionamento do volume Admitindo um período de parada de 10min quando a vazão de chegada corresponde a Qd teremos: V= tp x Qd = ( 10min x 60s) x 6,909/1000= 4,19m3 Adotamos V=4,0m3 Testando este valor para: 1) para máxima (vazão de chegada mínima) tp,max = V/ Qmax= 4000 /(3,35 x 60)= 19,90 min < 20min OK. 2) Funcionamento mínimo (vazão de chegada mínima) para Qmax= 11,94 L/s e analisando-se as circunstâncias do problema com uma só bomba funcionando com capacidade Qb= 12 L/s. tf, min= V/ (Qb- Qmin)= 4000/ ( 12,0- 3,35) x 60= 7,71min 3) Número máximo de partidas por hora (quando a vazão de chegada for mínima indica máxima parada com mínimo funcionamento). N= 60min / (tp, max + tf, min)= 60/ (19,90+7,71)=60/27,61= 2,14 < 4 OK Assim conclui-se que o volume de 4,00m3 satisfaz as condições de impedimento de septicidade e sedimentação e número máximo de partidas por hora. 30-9

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Potência instalada Dr= diâmetro da canalização de recalque Fórmula de Bresse Dr= 1,3 x Qb 0,5= 1,3 x 0,012 0,5= 0,142m Se Dr=150mm tem-se Vr=0,68m/s Se Dr=125mm tem-se Vr= 0,97m/s então adota-se no recalque Dr=125mm e na sucção será Ds=150mm. Altura manométrica H Empregando Hazen-Willians C=80 ferro fundido 10,643 . Q 1,85 J = ----------------------C1,85 . D4,87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m); Q= vazão em m3/s; C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Q= 12 L/s achamos J=0,0224 m/m Supondo comprimento virtual para as perdas localizada equivalentes a 26m encontram-se: H= 0,0224 (26+408)= 16,32m Potência instalada 1) Potência da bomba Qb= 12 L/s rendimento bomba= 66% rendimento do motor=80% Pb= (12 x 16,32)/ (75 x 0,66x 0,80)= 4,9 CV= 4,95 x 0,986=4,88 HP Folga de 20% ( 5HP a 10 HP) Pt= 1,20 x 4,88= 5,48 HP Adoto: Pt= 6 HP Teremos dois motores de 6 HP cada, sendo um de reserve.

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30.12 Grades de barras Quando a vazão for maior que 250L/s a limpeza das grades deverão ser mecanizadas. 30.13 Gerador de emergência Conforme a NBR 12208/92 no ponto de entrada de energia elétrica, deve ser previsto dispositivo que permita a ligação de gerador de emergência. 30.14 Fórmula de Hazen-Willians A formula de Hazen-Willians é usada para tubos com diâmetro maiores que 50mm; 10,643 . Q 1,85 J = ----------------------C1,85 . D4,87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m); Q= vazão em m3/s; C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians; D= diâmetro em metros. Obtemos: Qo= (C1,85 . D4,87 . J / 10,643) (1/1,85)

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Figura 30.7- Nomograma para a equação de Hazen-Willians para C=100 Fonte: Hammer, 1979

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Figura 30.8- Fatores de correção para determinação da perda de carga com valores diferentes de C=100. Fonte: Hammer, 1979 Exemplo 30.4 Para a vazão de 12 L/s, diâmetro D=100mm na Figura (30.7) achamos a perda Hf= 40/1000 Como queremos C=80 olhando a Figura (30.8) achamos K=1,51 Portanto, Hf= K x 40/1000= 1,51 x 40/1000=0,0604m/m

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30.15 Bibliografia e livros consultados -ABNT NBR 12208/92, Projeto de Estações elevatórias de esgoto sanitário. -CETESB. Sistemas de esgotos sanitários. Faculdade de Saúde Pública e CETESB, 1973, 418 páginas. -CRESPO, PATRICIO GALLEGOS. Elevatórias nos sistemas de esgotos. Editora UFMG,2001, 290páginas. -CRESPO, PATRICIO GALLEGOS. Sistemas de esgotos. Editora UFMG, 1997, 129páginas. -FERNANDES, CARLOS. Esgotos sanitários. Editora Universitária, João Pessoa, 1997, 433 páginas. -HAMMER, MARK J. Sistemas de abastecimento de água e esgotos. Editora Livros Técnicos, 1979, 563 páginas. -NOGAMI, PAULO S. Estação elevatória de esgoto. In Sistema de esgotos sanitários, 1973, Faculdade de Saúde Publica e CETESB, 416páginas.

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Capitulo 31- Cargas em tubos flexíveis 31.1 Introdução O SAAE de Guarulhos usa o PVC para esgoto desde 1983 e usa o polietileno de alta densidade (PEAD) desde 1972. Os tubos cerâmicos tiveram começaram a ser assentados em 1966 com juntas feitas com estopa alcatroada e asfalto preparado. Mais tarde foram usados tubos cerâmicos com j unta elástica. 31.1 Deformação diametral Uma das primeiras preocupações que tive, quando comecei a usar os tubos de PVC rígido em redes de esgotos sanitários, foi com a deformação diametral. Minha dúvida era sobre a resistência dos tubos de PVC. Primeiramente, comecei a fazer uma pesquisa sobre a profundidade de valas que o SAAE de Guarulhos usava. Profundidade da vala (m) 1,2 1,5 1,8 2,0 2,3 2,4 Total Freqüência de ocorrências (%) 0,5 80,0 5,0 10,0 4,0 0,5 100,0%

Conclui que 80% de nossas valas eram praticamente da profundidade de 1,5 m, sendo que a profundidade variava de 1,2 a 2,4 m. A largura das valas, feitas por retroescavadeira, também era padronizada: valas estreitas, com largura de 0,60 m ,e valas largas, com largura de 0,80 m. Para valas até 1,5 m de profundidade, usamos a caçamba de 0,60 m, e para valas superiores a 1,5 m de profundidade, usamos caçamba de 0,80 m de largura. 31.2Teoria dos tubos flexíveis O professor Anson Marston, da Universidade de Iowa (EUA), em 1913, publicou sua teoria sobre cargas em tubos, considerada até hoje “o estado de arte” sobre o assunto. Marston fez duas teorias, sendo uma para tubos rígidos e outra para tubos flexíveis. Segundo ele, para tubos rígidos, temos; w = Cd x b x W , Sendo: w = peso por metro linear (kgf/m); Cd = coeficiente de carga para condutos instalados em vala; b = largura da vala medida na geratriz superior do tubo em metros; W = peso específico do solo (kgf/m). Entretanto, a equação acima só pode ser aplicada para valas estreitas, isto é, menores que 2,5xD. Para valas maiores que 2,5xD, temos que considerar a condição de prisma: Assim teremos:
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w= h x W x b (kgf/m) ou p= pe x h x d (kgf/m) Sendo: w = peso por metro linear (kgf/m); pe = peso específico (kgf/m3); h = altura de recobrimento em metros; d = diâmetro externo do tubo em metros. 31.3 Spangler Splanger era formando na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, quando achou o erro nas fórmulas dos tubos flexíveis: a não validade da carga sobre dois pratos paralelos para avaliação dos tubos flexíveis. A nova fórmula desenvolvida por Spangler está muito bem explicada no ITT-3 (Informativo Técnico Tigre, Número 3). Usando a Teoria de Marston, para a carga de terra, e a Teoria de Spangler, para tubos flexíveis, e usando ainda a carga móvel segundo o tipo T-30 da ABNT, que admite que o veículo tenha carga máxima de 30 toneladas, dando 5.000 kg em cada roda, e usando o tipo de compactação leve que fazemos e escolhendo o pior terreno, calculamos as várias deformações, a longo prazo, que poderíamos ter. Assim, obtivemos a Tabela (31.1).
Tabela 31.1-Cálculo da deflexão diametral para tubos flexíveis de esgoto sanitário (PVC)

Profundidade. (m) 1,2 1,5 1,8 2,0 2,3 2,4

Diâmetro (mm) 150 150 150 150 150 150

Altura de recobr. (m) 1,05 1,35 1,65 1,85 2,15 2,25

Largura da vala (m) 0,6 0,6 0,8 0,8 0,8 0,8

Carga da terra (kgf/m) 330 425 519 582 677 708

Carga móvel (kgf/m) 566 404 325 291 254 243

Carga total (kgf/m) 896 829 845 874 931 952

Sendo: Carga móvel T-30 Carga de terra: fórmula de Marston Deflexão: fórmula de Spangler Peso específico = 2100 kgf/m³ (argila) Classe de rigidez = CR= 2500 K= 0,1 Compactação leve DR= 1,75 E’= 2,8 MPa

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Tabela 31.2-Cálculo da Deflexão Diametral para tubos flexíveis de esgoto sanitário (PVC) Profundidade Carga total Deflexão máxima Deflexão diametral da vala (%) (m) ( kgf/m) (%) 1,2 896 7,5 4,0 1,5 829 7,5 4,01 1,8 845 7,5 4,32 2,0 874 7,5 4,58 2,3 931 7,5 5,03 2,4 952 7,5 5,19 Concluímos que, para profundidades de vala existente na prática, e pelo tipo de compactação que fazemos, a deformação diametral relativa máxima varia de 4,0 a 5,19%, portanto abaixo de 7,5% , conforme NBR 7367 e que está na Tabela (31.2). 31.4 Testes de deformação diametral relativa a longo prazo Preocupados com a deformação diametral, devida às cargas externas, fizemos experiências em redes de esgoto de PVC rígido de diâmetro de 150 mm, com dois anos de operações, passando um gabarito esférico de plástico rígido de diâmetro 7,5% menor que o diâmetro interno da tubulação. Entramos em contato com os técnicos da Tigre e nosso pedido de confecção do referido gabarito esférico foi encaminhado. Com a esfera pronta, introduzímo-la nas redes de PVC de 150 mm, executadas dois anos antes. Não houve nenhum problema, confirmando, então, a suposição de que a deflexão máxima não atingiria os 7,5% máximos admitidos pela norma. É importante observar que, se houver uma deformação máxima de 7,5% do diâmetro, a seção diminuirá somente em 0,6%, o que é insignificante. Caso queiramos a deformação máxima permissível, logo após a instalação, devemos dividir a deformação máxima ao longo prazo (7,5%) pelo coeficiente de deformação adotado.

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Cargas em tubos flexíveis Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. McGraw-Hill Book Company. Informativo da Tubos e Conexões Tigre S. produzido pela Asfamas e Abivinila.Curso de rede de esgotos Capitulo 31. 1964. coletor de esgotosespecificação.com.1952. outubro 1984. -Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema).5 Referências Bibliográficas: -Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. McGraw-Hill Book Company. Estudos Para determinação de novos parâmetros e critérios de projetos de redes de esgotos utilizando o modelo de otimização.A. Water-Resources Engeneering. de agosto/86. NBR 7362 de novembro de 1984 referente a Tubo de PVC rígido com junta elástica. 31-4 . Pipe Design and Instalacion. -American Water Works Association (AWWA). -Calvin Victor Davis. Handbook of Applied Hydraulics. Manual M23. -Informativo Técnico Tigre 03. -Engº Carlos Alberto dos Santos e Adejalmo Figueiredo Gasen. -Linsley and Franzini. -InformaTigre. Estudo Comparativo entre Redes Coletoras de Esgoto do Tipo Convencional e Não Convencional. setembro 1987.br 22/6/08 31. coordenador do projeto: Maurício Cleinman.

Darrel I.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Leap in The Handbook of groundwater engineering.br Capítulo 32 Caixa de retenção de óleo e sedimentos As pessoas ficam surpresas quando aprendem que muito pouco da precipitação destina-se para a recarga de aqüíferos subterrâneos. 32-1 .Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.

25 32.com.6 32.18 32.2 32.Caixa de retenção de óleos e sedimentos Introdução Densidade gravimétrica Tipos básicos de separadores por gravidade óleo/água Vazão de pico Método Racional Equação de Paulo S.4 32.26 32.11 32.21 32.14 32.16 32.7 32.5 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.19 32.9 32.27 Capitulo 32.17 32.13 32.20 32.22 32.10 32.1 32.24 32. Critério de seleção Limitações Custos e manutenção Lei de Stokes Dados para projetos Desvantagens da caixa de óleos e graxas Caixa de retenção de óleo API por gravidade Dimensões mínimas segundo FHWA Volume de detenção Caixa de retenção coalescente com placas paralelas Fabricantes no Brasil de caixas com placas coalescentes Flotação Sistemas industriais americanos para separação de óleos e graxas Skimmer Postos de gasolina Vazão que chega até o pré-tratamento Pesquisas do US Army.3 32.15 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Wilken para RMSP Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para P= 25mm e P=13mm.12 32.br Sumário Ordem Assunto 32. 2000 Princípios de Allen Hazen sobre sedimentação Lei de Stokes 46páginas 32-2 .8 32.

Na cidade de Campos do Jordão em São Paulo fizeram um posto de gasolina na entrada da cidade. 32-3 . supermercados. estradas de rodagens são potenciais para a contaminação de hidrocarbonetos conforme Figuras (32. Aquele posto de gasolina é um hotspot e nunca deveria ser feito a infiltração no local. • Óleo emulsionado quimicamente: as emulsões deste tipo são geralmente feitas intencionalmente e formam detergentes. Em pouco tempo tudo foi destruído. fluidos alcalinos e outros reagentes. como restaurantes. a existência de uma válvula globo ou uma outra restrição do escoamento. • Óleo aderente a sólidos: é aquele óleo que adere às superfícies de materiais particulados. estacionamentos de automóveis e caminhões.1996).Curso de rede de esgotos Capitulo 32. os “Hotspots” como postos de gasolina.1 Introdução O grande objetivo do uso dos separadores óleo/água são os lugares que possuem um alto potencial de contaminação urbana. por exemplo. Outros lugares com estacionamento diário ou de curto período. O objetivo é remover somente o chamado óleo livre. gasolina.1) a (32. • Óleos emulsionados mecanicamente: estão dispersos na água de uma maneira estável. aeroportos. etc. onde o piso era de elementos de concreto e no meio tinha grama com areia. como um bombeamento.br Capitulo 32. Usualmente possuem glóbulos menores que 5μm • Óleo dissolvido: é o óleo solubilizado em um líquido que é um solvente e pode ser detectado usando análises químicas. A caixas separadores de óleos e graxas são designadas especialmente para remover óleo que está flutuante.3). Estacionamentos residenciais e ruas possuem baixa concentração de metais e hidrocarbonetos.Caixa de retenção de óleo e sedimento (oil/grit separators) 32. oficina de conserto de veículos. O óleo é misturado a água através de uma emulsão mecânica. O óleo pode-se apresentar da seguinte maneira: • Óleo livre: que está presente nas águas pluviais em glóbulos maiores que 20μm. Muitos destes compostos são PAHs (Policyclic aromatic hydrocarbons) que são perigosos para os humanos e organismos aquáticos (Auckland.com. shoppings. Pesquisas feitas em postos de gasolina revelaram a existência de 37 compostos tóxicos nos sedimentos das caixas separadoras e 19 na coluna de água da caixa separadora. Em geral os glóbulos são da ordem de 5μm a 20μm. Além disto a maioria dos separadores removem sedimentos e materiais flutuantes. O separador óleo/água não remove óleo dissolvido. lanchonetes. pois o óleo contido nas emulsões e quando estão dissolvidos necessitam tratamento adicional. Eles são separados devido a sua baixa gravidade específica e eles flutuam. compostos de petróleo leves e graxas.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. ou seja.

br Figura 32.2.com.Pistas de Aeroportos 32-4 .Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.1.Posto de gasolina Figura 32.

Acesso em 12 de novembro de 2005. 32-5 . 1996).Curso de rede de esgotos Capitulo 32. sendo uma delas a acidificação. graxas e sedimentos com placas coalescentes são para globos maiores ou iguais a 60 µm e reduzem o efluente para 10mg/l (Eckenfelder. 1989).Estradas de rodagem asfaltadas As águas pluviais em geral contém glóbulos de óleo que variam de 25μm a 60μm e com concentrações de óleo e graxas em torno de 4 mg/l a 50mg/l (Arizona. graxas e sedimentos que seguem a norma API são para glóbulos maiores ou iguais a 150µm. ainda com a desvantagem do sulfato de alumínio produzir grande quantidade de lodo. reduzem o efluente para cerca de 50mg/l (Eckenfelder. Figura 32. Firma Vortechnic.vortechnics. 1989).4. mas entretanto as águas pluviais proveniente de postos de gasolina.3. A emulsão requer tratamento especial e existem varias técnicas. etc possuem grande quantidade de óleo e graxas.Estacionamento de veículos http://www. Dica: a caixa separadora de óleos.pdf.com/assets/HardingTownship.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.com. a adição de sulfato de alumínio e introdução de polímeros conforme Eckenfelder. Dica: a caixa separadora de óleos. 1989.br Figura 32.

cmhc-schl.823 Óleo diesel 0. 2005) Querosene 0.2 Densidade gravimétrica Há líquidos imiscíveis.79 Benzeno 0.Diversas densidades de líquidos Líquido Densidade a 20º C g/cm3 ou g/mL Benzeno 0.90 recomendado (Auckland.85 a 0. As três câmaras são das normas API .95.37 Óleo cru 0.852 Óleo combustível pesado 0.75 recomendado (Auckland.59 Querosene 0.cfm.68 a 0.998 Óleo Diesel 0.90 Água 0.88 Tetracloreto de carbono 1.com. Ontário-http://www.906 Querosene 0.2 –Eficiência das caixas de óleos e graxas Redução (%) Tipo de caixas Volume TSS Sólidos totais em suspensão Metais Pesados (m3) Três câmaras 52 48% 21% a 36% Poço de visita 35 61% 42% a 52% Óleos e graxas 42% 50% Fonte: Canadá.1) e (32.3) mostram as densidades gravimétricas de alguns líquidos.93 Óleo lubrificante 0. 2005) Etanol 0. Dica: adotaremos neste trabalho hidrocarboneto com densidade gravimétrica de 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.81 Mercúrio 13. Uma maneira de separá-los por gravidade é a utilização da Lei de Stokes.90.79 recomendado(Auckland.80 A velocidade de ascensão dos glóbulos de óleo depende da viscosidade dinâmica que varia com o tipo de líquido e com a temperatura. O separador de óleo remove hidrocarbonetos de densidade gravimétricas entre 0. ficam retidos os materiais sólidos e óleo.3. Solução: é a mistura de dois ou mais substâncias formando um só líquido estável. etc.Densidades de vários líquidos Líquido Densidade a 20º C Álcool etílico 0. Emulsão é uma mistura de dois líquidos imiscíveis: detergente. o óleo e a água.85 Óleo de motor 0. Os líquidos imiscíveis ou não solúveis um com o outro formam uma emulsão ou suspensão coloidal com glóbulos menores que 1µm. 1980 A eficiência das caixas separadoras de óleo e graxas é estimada pela Tabela (32.1.88 Água 1.876 Óleo combustível médio 0. como por exemplo. Acessado em 8 de novembro de 2005.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. As Tabela (32.00 Fonte: Streeter e Wylie. Tabela 32. Na caixa de retenção de óleos e sedimentos que denominaremos resumidamente de Separador.ca/en/imquaf/himu/wacon/wacon_024.2) para caixas com três câmaras e poços de visita.American Petroleum Institute. pois sendo menor a densidade do óleo o glóbulo tende a subir até a superfície. 32-6 .br 32. 2005) Gasolina 0. Tabela 32.gc.85 a 0. Tabela 32.

5).ci.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.com.Diâmetro e distribuição dos glóbulos de óleos Fonte: http://www.br A Tabela (32. 32-7 .5.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.knoxville. Figura 32. Acessado em 12 de novembro de 2005. Quanto menor o diâmetro do glóbulo. maior é o tempo de separação água/óleo.Tempo de ascensão.4.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP. Tabela 32. estabilidade da emulsão e diâmetro do glóbulo Tempo de ascensão Estabilidade da emulsão Diâmetro do glóbulo (μm) < 1 min Muito fraco >500 < 10 min Fraco 100 a 500 Horas Moderado 40 a 100 Dias Forte 1 a 40 Semanas Muito Forte < 1 (Coloidal) A distribuição do diâmetro e do volume dos glóbulos está na Figura (32.4) mostra os tempos de ascensão com relação ao diâmetro do glóbulo de óleo onde se pode observar que uma partícula com diâmetro de 150μm tem um tempo aproximadamente menor que 10min.pdf.tn.

com.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Separador de óleo em posto de gasolina http://www.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.6.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.br Figura 32.ci.tn. 32-8 .pdf. Acessado em 12 de novembro de 2005.knoxville.

Óleos e graxas 1. A remoção de 10mg/L a 20mg/L corresponde a remoção de glóbulos maiores que 60μm. aço. Tomaremos como padrão a densidade do hidrocarboneto < 0.8m3/h até 40m3/h. A Resolução Conama 357/05 no artigo 34 que se refere a lançamentos exige que: Artigo 34-Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados. Tradicionalmente usa-se o separador para glóbulos acima de 150μm que resulta num efluente entre 50mg/l a 60mg/l (Auckland.br 32. • Separador tipo poço de visita elaborado por fabricantes O separador tipo API possui três câmaras. nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo. com um critério que é definido pelo poder público. 1996).Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Com outros tratamentos poderemos remover óleos insolúveis bem como TPH (Total Petroleum Hydrocarbon). resguardadas outras exigências cabíveis: V. Existe o critério do first flush que dimensionará o volume para qualidade das águas pluviais denominado WQv.40ha. 32. fibra de vidro. Este volume poderá ser transformado em vazão através do método de Pitt. sendo a primeira para sedimentação. São geralmente enterradas e podem ser construídas em fibra de vidro. filtração (filtros de areia).13mg/l. inclinadas de 45º a 60º e separadas entre si de 2cm a 4cm. partículas de 60μm e performance remoção de até 20mg/L de óleos minerais. aglutinar e coalescente quer dizer: que se une intensamente.25mg/l de óleos e graxas. O separador Coalescente é também por gravidade e ocupa menos espaço. A remoção da lama e do óleo podem ser feitas periodicamente através de equipamentos especiais. carvão ativado ou processo biológico não serão discutidas neste trabalho. aglutinante. aderente.óleos vegetais e gorduras animais até 50mg/L Para postos de gasolina por exemplo. São os equipamentos chamados: Stormceptor.óleos minerais até 20mg/L (Nota: este é o nosso caso) 2. aço inox cujas vazões variam de 0. para remover até 20mg/L de óleos minerais é necessário que se removam os glóbulos maiores ou igual a 60μm. As demais tecnologias para remoção de óleo/água: flotação. Se estiver on line a caixa deverá atender a vazão de pico da área. Constatou que as maiores quantidades de óleo e graxas estavam nas áreas de estacionamento e industriais que possuíam 15.3 Tipos básicos de separadores por gravidade óleo/água Existe basicamente. uso de membranas. CDS. aço carbono. A área máxima de projeto é de 0. porém apresentam alto custo e possibilidade de entupimento. Stenstron et al. mas geralmente a escolha é feita off line. caso seja maior a mesma deverá ser subdividida 32-9 .1982 fez pesquisa na Baia de São Francisco sobre óleo e graxa e concluiu que há uma forte conexão entre a massa de óleo e graxa no início da chuva.com. Segundo o dicionário Houaiss coalescer quer dizer unir intensamente. a segunda para o depósito somente do óleo e a terceira para descarga. HIL. onde achamos o número CN e aplicando o SCS TR-55 achamos a vazão de pico ou aplicar o método racional que será usado neste Capítulo. Vortech. floculação química. As pesquisas mostram que 30% dos glóbulos de óleo são maiores que 150μm e que 80% é maior que 90μm. A sua performance depende da manutenção sistemática e regular da caixa. O separador elaborado por fabricante possuem tecnologias variadas. sendo bastante usado. concreto ou polipropileno. enquanto que nas áreas residenciais havia somente 4. direta ou indiretamente.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.4 Vazão de pico O projetista deve decidir se escolherá se a caixa separadora estará on line ou off line.90 g/cm3. O óleo é retirado através de equipamentos manuais ou mecânicos denominados skimmer quando a camada de óleo atinge 5cm mais ou menos. Possuem placas paralelas corrugadas. No Brasil temos fabricantes como Alfamec com separadores coalescentes de PEAD. Os separadores de óleo/água podem remover óleo e TPH (Total Petroleum Hydrocarbon) abaixo de 15mg/l. três tipos de separador água/óleo por gravidade: • Separador tipo API (Americam Petroleum Institute) para glóbulos maiores que 150μm • Separador Coalescente de placas paralelas para glóbulos maiores que 60μm.

26 x (1.98 nos obterá a vazão referente ao volume para melhoria da qualidade das águas pluviais WQv.1 – C) x L 0.1 Dada área da bacia A=0. 1970) para escoamento superficial devendo o comprimento ser menor ou igual a 150m.09 x C + 0. I .20 R2 = 0. 32. Varia de 0 a 1. Adotar Tr=10anos. Q = C .89 Sendo: I= intensidade média da chuva (mm/h).70 e intensidade da chuva I=40mm/h.9 .009 x AI = C Sendo: tc= tempo de concentração (min) C= coeficiente de escoamento superficial ou coeficiente de Runoff ( está entre 0 e 1) S= declividade (m/m) AI= área impermeável em porcentagem (%) Rv= coeficiente volumétrico (adimensional) Aplicando análise de regressão linear aos valores de C e de I para áreas A≤ 2ha para a RMSP obtemos: I = 45. P=25mm na Região Metropolitana de São Paulo R2= coeficiente obtido em análise de regressão linear. coeficiente de escoamento superficial C=0.05+ 0.br 32.5 Método Racional A chamada fórmula racional é a seguinte: Q= C .000m2 Exemplo 32.03m3/s 32. I . Tr = período de retorno (anos).13x C + 0.6 Equação de Paulo S.13 x C + 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. C=coeficiente de escoamento superficial varia de 0 a 1.com.333 Rv= 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. A vazão Q=CIA/360 obtido usando I =45. Tr0. A /360 Sendo: Q= vazão de pico (m3/s). 1ha=10. A= área da bacia (ha). tc= 3. I= intensidade média da chuva (mm/h).4ha/360 = 0. 32-10 .86 Para P=13mm Sendo: I= intensidade de chuva (mm/h) C= coeficiente de escoamento superficial P= first flush. mais preciso. Wilken para RMSP 1747.7 Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para P= 25mm e P=13mm. Quanto mais próximo de 1.5 / S 0.4ha. Calcular o vazão de pico Q.86 I= 9. Usando para o tempo de concentração da Federal Aviation Agency (FAA.98 Para P=25mm R2 = 0. A /360 = 0.181 I =-----------------------(mm/h) ( t + 15)0.70 x 40mm/h x 0. tc=duração da chuva (min).

Rv= 0.br Figura 32.2 Achar o volume WQv para melhoria da qualidade das águas pluviais para área de 0.98=44mm/h Q=CIA/360 C= 0.95 x 4000m2 =95m3 Exemplo 32.13 x C + 0.009 x 100= 0.4ha Q= CIA/360= 0.050m3/s 32-11 .us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.95 I= 44mm/h A= 0.com. Acessado em 12 de novembro de 2005 WQv (volume para melhoria da qualidade das águas pluviais) O volume para melhoria da qualidade das águas pluviais é dado pela equação: WQv= (P/1000) x Rv x A Sendo: WQv= volume para melhoria da qualidade das águas pluviais (m3) P= first flush (mm).05+ 0. Para a RMSP P=25mm Rv=0.Poço de visita separador de fluxo.pdf.05+ 0.009 x 100= 0.7.95 x 44 x 0.05+0.95 WQv= (P/1000) x Rv x A WQv= (25mm/1000) x 0.3 Achar a vazão para a melhoria da qualidade das águas pluviais para área de 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.tn.05+0.4ha.98 I = 45.009 x AI = 0. com 100% de impermeabilização para first flush adotado de P=25mm.ci.009x AI AI= área impermeável (%) Rv= coeficiente volumétrico (adimensional) A= área da bacia em (m2) Exemplo 32.13 x 0. http://www.05+0.95 + 0.4ha com AI=100% sendo o first flush P=25mm.95=C Para P=25mm de first flush para a Região Metropolitana de São Paulo temos: I = 45. As águas pluviais entram no poço de visita e uma parte referente ao volume WQv para melhoria da qualidade das águas pluviais vai para a caixa separadora de óleos e graxas e a outra vai para o córrego ou galeria mais próxima.knoxville.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Rv= 0.4/ 360 = 0.009 x AI = 0.

a segunda destinada a separação do óleo da água e a terceira câmara serve como equalizador para a descarga do efluente.10 Custos e manutenção.dot. • O custo de construção varia de US$ 5. • Resolução Conama 357/2005 artigo 34: os efluentes de qualquer fonte poluidora podem ter até 20mg/l de óleos minerais.998 • Gravidade específica do óleo= 0.9975=0.000m2). • Para as duas primeiras câmaras: taxa de 28m3/ha de área impermeável (regra prática). • Nas duas primeiras câmaras irão se depositar ao longo do tempo cerca de 5cm de sedimentos.4ha pode ir até 0. aeroporto. • Para a primeira câmara: Taxa de 20m2/ha de área impermeável (regra prática). • A primeira chuva faz uma lavagem do piso em aproximadamente 20min. o que dependerá do projeto feito.000 a US$ 15.000 a US$ 8. devendo o restante ser lançado na galeria de águas pluviais ou córrego mais próximo. • Remove 50% do óleo livre que vem nas águas pluviais durante o runoff.68 a 0. É o first flush. • Deve ser usado sempre com o first flush. • As normas API (American Petroleum Institute) 1990. • De modo geral o tempo de residência é menor que 30min e adotaremos 20min.90 • Diâmetro do glóbulo de óleo: 150μm ou em casos especiais 60μm. por exemplo: área de estacionamento. em geral o óleo e graxas nas águas pluviais está em torno de 15mg/l.gov/environment/ultraurb/3fs12.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.4ha (4. • É instalada subterraneamente não havendo problemas do seu funcionamento. • Deve ser feito sempre off-line. • Não haverá ressuspenção dos poluentes que foram armazenados na caixa de óleo • É aplicável a áreas < 0. • A gravidade específica do óleo varia de 0. 32.61ha . instalação militar.95. Caso a área seja maior deve ser subdividida.4ha como. etc.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. posto de gasolina. • Não remove óleo dissolvido e nem emulsão com glóbulos de óleo muito pequenos.br 32.htm Acessado em 8 de novembro de 2005. • Inspeção semanal. • Baixo custo de construção.000 sendo a média de US$ 7. detergentes ou poluentes dissolvidos. • Pode remover de 60% a 70% do total de sedimentos sólidos (TSS). 32. • A primeira câmara é destinada a reter os resíduos sólidos. • O FHWA admite que o limite de 0. • As águas pluviais retêm pouca gasolina e possui concentração baixa de hidrocarbonetos. referente a Projeto e operação de separadores de óleo/água: recomenda diâmetro dos glóbulos de óleo a serem removidos em separadores por gravidade.9 Limitações • Potencial perigo de ressuspenção de sedimentos. • O óleo e os sólidos devem ser removidos freqüentemente. • O regime de escoamento dentro da caixa de retenção de óleo deve ter número de Reynolds menor que 500 para que o regime seja laminar. • O material da caixa de óleo deve ser bem vedado para evitar contaminação das águas subterrâneas. • A área máxima deve ser de 0. Somente este volume de água denominado WQv é encaminhado à câmara de detenção de sólidos e óleos. 32-12 . • Pode ser usada em ocasiões especiais perto de estradas com tráfico intenso. devem ser maiores que 150μm.fhwa.8 Critério de seleção • É usada a montante do tratamento juntamente com outras BMPs • A caixa separadora de óleo e sólido não funciona para solventes.000 conforme FHWA • http://www. oficina de manutenção de veículos. • O tamanho usual dos globos de óleo varia de 75μm a 300μm. • Temperatura usual= 20 º C • Viscosidade dinâmica=μ = 0. estrada de rodagem.01 poise • Gravidade específica da água= 0. devendo ser feita limpeza no mínimo 4 vezes por ano. publicação nº 421. instalação petrolífera.com.

007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes.06mm=0.0009 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1. Os materiais retirados da caixa de separação de óleo e resíduos deve ter o seu destino adequado.0123 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0. 1989 é válida a aplicação da Lei de Stokes. 1P= 1 g/cm x s ρw=densidade da água (g/cm3) ρo =densidade do óleo na temperatura (g/cm3) =1kg/litro Sw = gravidade especifica das águas pluviais (sem dimensão) So = gravidade específica do óleo presente nas águas pluviais (sem dimensão). D= diâmetro do glóbulo do óleo presente (cm) g= 981cm/s2 Para D=150μm=0. Inspeção após chuva ≥ 13mm em 24h.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes. 1 Stoke= 1cm2/s 32-13 .11 Potencial perigo de descarga de nutrientes e metais pesados dos sedimentos se a limpeza não for feita constantemente.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.006)2 Vt= 0. Deverá ser feito monitoramento por inspeções visuais freqüentemente.006cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.br • • • • • • 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.0009 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.004cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.0123 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1. Lei de Stokes Para óleos e graxas. 1 Stoke= 1cm2/s 10. conforme Eckenfelder.002 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0. Fácil acesso para manutenção.002 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes.com.04mm=0. 1 Stoke= 1cm2/s 10.000Stokes = 1m2/s Para D=60μm=0.004)2 Vt= 0. Uso de caminhões com vácuo para limpeza.015)2 Vt= 0.000Stokes = 1m2/s Para D=40μm=0.15mm=0. Vt= (g / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Sendo: Vt= velocidade ascensional (cm/s) μ= viscosidade dinâmica das águas pluviais em poise.015cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.

009 cm/s=0.61ha conforme FHWA.998 e do óleo So= 0. 1 Stoke= 1cm2/s 10.com.govt.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.5 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.13 Desvantagens da caixa separadora de óleo • Remoção limitada de poluentes.pdf com acesso em 8 de novembro de 2005. 32.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 60μm. • Os sedimentos.0123 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.90 e viscosidade dinâmica de 0.5) conforme relação Vh/ Vt 32-14 .3m/h) Exemplo 32.998 e do óleo So= 0. 32.2 F2= fornecido pela Tabela (32.002 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 40μm.mfe.12 Dados para projetos • O uso individual de uma caixa é para aproximadamente 0.0009 x [(0.0012m/s (4.0002m/s (0.998-0. 1998) ou no máximo até 0. As caixas API só funcionam para óleo livre.71m/h) Exemplo 32.12 cm/s=0.90 e viscosidade dinâmica de 0.32m/h) 32. Vt= 0. • Não há controle de volume.90)/ 0.90)/ 0. seguiu-se a roteiro usado na Nova Zelândia conforme http://www.6 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0. Q.00009m/s (0.002 x [(0.4 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.. Vt= 0. /Vt Sendo: Ah= área horizontal (m2) Q= vazão (m3/s) Vt= velocidade ascensional final da partícula de óleo (m/s) F= fator de turbulência= F1 x F2 F1= 1.90)/ 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.998 e do óleo So= 0. óleos e graxas deverão ser retirados e colocados em lugares apropriados conforme as leis locais.01 ] =0.0009 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0. Vt= 0.14 Caixa de retenção de óleo API por gravidade As teorias sobre dimensionamento das caixas de retenção de óleo por gravidade.02 cm/s=0.998-0. Admite-se que os glóbulos de óleo são maiores que 150μm e pela Lei de Stokes aplicado ao diâmetro citado temos: So = gravidade especifica do óleo presente nas águas pluviais (sem dimensão).01 ] =0.4ha de área impermeabilizada (Austrália.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 150μm.0123 x [(0.000Stokes = 1m2/s Exemplo 32.998-0.0123 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν=μ/ρ ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes. • Alto custo de instalação e manutenção.01 ] =0.000Stokes = 1m2/s Vt= velocidade ascensional (cm/s) D=150μm A área mínima horizontal.90 e viscosidade dinâmica de 0. • Manutenção deve ser freqüente.br 10.nz/publications/hazardous/water-dischargesguidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98. Vt= 0. nos separadores API é dada pela Equação: Ah= F .

27 1.5) achamos F= 1. Podemos obter o valor de F usando a Figura (32.8.2F2 20 1.5 – Escolha do valor de turbulência F2 Vh/Vt F2 F=1.apgea.mfe. Naval Facilities Engiojneerinf Command.002 m/s e a relação Vh/Vt= 0.002 = 7.40.74 15 1.07 1.015 m/s e Vt=0.015/0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.28 Fonte:http://www. Air Force Civl Engineer Support Agency.5 Entrando com Vh/Vt=7.govt.9) Tabela 32.64 10 1. 32-15 . Acessado em 12 de novembro de 2005.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.45 1.com. Acessado em 12 de novembro de 2005.mil/USACHPPM%20Technical%20Guide%20276.pdf.br Figura 32. US Army Corps of Engineers.52 6 1.army.5 na Tabela (32.37 3 1.14 1. 10 july 2001 UFC-3-240-03 http://chppm-www.Esquema da caixa separadora API Fonte: Unified Facilities Criteria UF. Adotamos Vh= 0.37 1.htm.

9. 2001 32-16 .br Figura 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.com.Valores de F em função de Vh/Vt Fonte:http://www.pdf. Acessado em 12 de novembro de 2005. Figura 32.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separatordesign-dec98.govt.10 .Caixa de retenção de óleos e sedimentos conforme API Fonte: City of Eugene.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.mfe.

3 W= d/0.3= 0.com. sendo comumente adotado r=0.020m3/s para caixa de detenção de óleo e graxas a partir do diâmetro de 150µm.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.63 / 0. Ac= 67Q Ac= 67x 0.63m.34m2 d= ( r x Ac) 0.34) 0.9) são as seguintes: • • • • • • • • • Altura de água mínima de 0.90m.5.40m A caixa de sedimentação tem comprimento minimo de L/3 a L/2. Largura da caixa (W) r= d/W=0.015 =67Q Exemplo 32.80m. A largura mínima W é de 1. A área mínima transversal Ac é fornecida pela relação: Ac= Q/ Vh Sendo: Ac= área mínima da seção transversal da caixa (m2).80m Observar na Figura ( 32. Vh=velocidade horizontal (m/s) = 0.3 Exemplo 32.015m/s Q= vazão de pico (m3/s) O valor da velocidade horizontal Vh muito usado para glóbulos de óleo de diâmetro de 150µm é Vh= 0.90m e máxima de 2.5 d= máxima altura de água dentro do separador de óleo (m) sendo o mínimo de d ≥ 0.3 a 0. N=1 (número de canais).020 Ac=1.10m para facilidade de manutenção.34m2 Número de canais (N) Geralmente o número de canais é igual a um.10m. 1996) Profundidade da camada de água dentro do separador de óleo e graxas (d). Portanto. 32-17 ./ Vh Ac= Q/ 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. A caixa de regularização tem comprimento minimo de 2.8 Calcular o valor de d para r=0. Altura mínima da caixa é de 2.3 = 2. mas para efeito de manutenção a altura mínima deverá ser de 1. Se Ac>16m2 então N>1 (Arizona. r= razão entre a profundidade/ largura que varia de 0.. Deverá haver dispositivo para a retirada do óleo.5 d= ( 0.10m Então a largura da caixa separadora de óleo será de 2. Geralmente a caixa de captação de óleos e graxas é enterrada. 2001 que estão na Figura (32.5 d=0. d= ( r x Ac) 0. geralmente a caixa separadora de óleo é feita off line.63m. a altura do nível de água dentro da caixa é 0.7 Calcular a área mínima transversal Ac para vazão de entrada de 0.3 e Ac= 1. pois.9) a caixa separadora.3 x 1.015m/s o que resultará em: Ac= Q. O comprimento mínimo de toda as três câmaras é de 5 vezes a largura W.40m.br As dimensões mínimas adotadas na Cidade de Eugene.

22m.81m : • Lf corresponde a caixa de sedimentação que ficará no inicio • Ls corresponde a caixa separadora de óleo propriamente dita que ficará no meio.pdf de Thurston.5= 10.5 x d Exemplo 32. L = Lf + Ls + La O comprimento total do separador é a soma de três componentes das câmaras de: sedimentação.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. a segunda para separação do óleo propriamente dito e a terceira para regularização. Área= 20m2/ha x A (ha) W= largura Lf= Área da caixa de sedimentação /W Exemplo 32. sendo a primeira para sedimentação. Adotamos Vh/vt= 7.11): = comprimento das três caixas. d . Acesso em 8 de novembro de 2005. sendo a altura do nível de água de 1.5 x d Comprimento da caixa de regularização(La) O comprimento mínimo é de 2. Um valor muito usado para o Fator de Turbulência é F= 1. L Lf Ls La Figura 32. separação do óleo da água e regularização conforme Figura (32.40m = 3. d . sendo geralmente maior ou igual a 12.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. • La corresponde a caixa de saída para regularização da vazão.com.33m Comprimento total (L) da caixa de captação de óleo O comprimento L será a soma de três parcelas.us/WaterServices/permits/Volume5/SWMM%20V5-C11.11.Esquema de uma caixa de retenção de óleo e sedimentos.5 o valor F=1.wa.br Comprimento (Ls) da caixa separadora API Ls = F . (Vh/ Vt) Sendo: Ls=comprimento do separador (m) d=altura do canal (m) Vh= velocidade horizontal (m/s) Vt= velocidade ascensional (m/s) F=fator de turbulência.40 correspondente a Vh/vt =7. Fazendo as substituições teremos: Ls = F . Calcular o comprimento Lf.tacoma.5.40m. a área da caixa de comprimento Lf não poderá ter área inferior ao valor calculado.5 x d Ls = 10. janeiro de 2003. Área da caixa de sedimentação = 20m2/ha x (4000/10000)= 8m2 Lf = Área da caixa de sedimentação / W= 8m2 / 2. Portanto. 32-18 . Comprimento da caixa de sedimentação (Lf) A área para sedimentação é dado em função da área impermeável.10 Seja área com 4000m2 e largura da caixa de retenção de óleo de W=2. sendo usado como dado empírico 20m2/ ha de área impermeável.40m. Ls = 10. (Vh/ Vt) Ls = 1.40 x d x 7.40 Os dados aproximados de La e Lf foram adaptados de: http://www.ci.9 Calcular o comprimento somente da caixa separadora de óleos e graxas.

O comprimento L ou seja Ls vai da caixa de sedimentação até a caixa de regularização.81.4ha) sendo Ls=12.40= 18.54m Figura 32.pdf 32-19 . Lf= 3.33m.mfe.12.33+ 2.Variáveis da caixa separadora de óleos e graxas.40 teremos: L= Ls+ Lf+ Ls = 12. Fonte: http://www.000m2 (0.11 Calcular o comprimento total L para área da bacia de 4.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.com.govt.81+ 3. Observar que a altura d é a lâmina de água existindo uma folga para até a altura máxima da caixa.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.br Exemplo 32. Adotando-se o mínimo para La=2.

Esquema de uma caixa de retenção de óleo e sedimentos mínima para área até 0.4ha (4.82m x 1.82m Largura =1.10m para facilitar a manutenção.65 AI .82m+ 1. A altura da caixa mínima deverá ser de 2. 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.26m Comprimento da primeira câmara= 1. 32.82m Comprimento para cada uma das outras duas câmaras= 1.4ha= 25m3/ha (28m3/ha) Taxa= 2.22m Comprimento = 4.br Ventilação Deverá haver ventilação por razão de segurança e se possível nos quatro cantos da caixa.4ha (FHWA) com as dimensões internas.com. diâmetro mínimo da ventilação é de 300mm e deve ter tela de aço com ¼” .13. O comprimento Lf que depende do que vai ser sedimentado pode ser adaptado as condições locais.2m2/ 0.22 Profundidade=d=1.22m) x 1. A≤100ha V= volume do reservatório de detenção (m3) AI= área impermeável (%) variando de 20% a 90% A= área em hectares (ha) ≤ 100ha A vazão específica para pré-desenvolvimento para período de retorno de 10anos é de 24 litros/segundo x hectare.26m Lf=1.4ha = 6 m2/ha (20m2/ha) Volume da caixa separadora= 9.82m=10m3.2m2 O L =4.5m3 Área superficial da caixa separadora= 5.22m La=1.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Existem caixas com tampas removíveis e outras que podem ser usados insufladores de ar.22m Volume das duas primeiras câmaras =(1. 32-20 . V= 4. A para Tr= 10anos A= área da bacia (ha).15 Dimensões mínimas segundo FHWA As dimensões internas mínimas para uma área de 0.000m2) é a seguinte: Profundidade= 1.16 Volume de detenção O volume de detenção para período de retorno Tr=10anos.82m Figura 32.82 Ls=1. Taxa= 10m3/ 0.

tacoma. 32-21 . A primeira é a caixa de três câmaras e a segunda é o poço de visita.br Figura 32.ci.pdf. Temos dois tipos básicos de separadores de óleos e graxas.wa.Separador de óleo e graxas em forma de um poço de visita.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Com acesso em 8 de novembro de 2005.com.14.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. http://www.us/WaterServices/permits/Volume5/SWMM%20V5-C11.

I .98 = 44mm/h Fórmula Racional (mm/h) Q= C .4 ha I = 96mm/h Vazão de pico Q=CIA/360= 0. I = 45.26 x (1.005m/m) Cálculo da vazão para melhoria da qualidade das águas pluviais.98= 45. Vazão para melhoria da qualidade das águas pluviais referente ao first flush A vazão que irá para a caixa será somente aquela referente ao volume WQv. Supomos que o estacionamento tem 100m de testada com 40m de largura e a declividade é de 0.5 / 0.181 I =-----------------------( t + 15)0.26 x (1.9 x 100.12 Dimensionar uma caixa de retenção óleo/água API para reter glóbulos ≥150µm.009x AI Supomos C= Rv C= 0.4ha Intensidade da chuva áreas A≤ 2ha para a RMSP.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.005 0.333 tc= 3.13 x C + 0.13 x C + 0.009 x 10 = 0.89 Fórmula Racional Sendo: A= 0.95 + 0.050m3/s = 50litros/segundo 32-22 .135m3/s = 135litros/segundo (Pico da vazão para Tr=10anos) Portanto.95) x 40 0.95 x 44 x 0.95 x 128 x 0.com.4 / 360 = 0.4 / 360= 0. equação de Paulo Sampaio Wilken: 1747.=128mm/h ( 15 + 15)0. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.1 – C) x L 0.333 = 15min Para São Paulo.95 tc= 3.005m/m C=0. A área de um estacionamento de veículos tem 4. o pico da vazão da área de 4000m2 para Tr=10anos é de 130 litros/segundo. 1970) L= 40m S=0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.br Exemplo 32.181 I =-----------------------. A /360 = 0. I = 45.98 Tempo de concentração Usando para o tempo de concentração da Federal Aviation Agency (FAA.13 x 0.5% (0.5 / S 0.1 – 0. A= 0.05 + 0.9 .89 Tr= 10anos 1747. Tr0. Supomos first flush P=25mm.05+0.95 Intensidade da chuva correspondente ao volume WQv em mm/h para a RMSP.000m2 e a mesma será calculada off-line.

015m/s Área da secção transversal Ac Q= 0.60= 3.015 =0.00m.05/0.3 x 2.4) 0.6) = 0. Comprimento total= 17.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.95m / 0.30m = 13.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.65 + 1.5 (adotado) d= ( 0.5 = 1.65m Largura W da caixa W= d / 0.4m2 Altura d da lâmina de água na caixa d= ( r x Ac) 0.5 = 2.5 = 1.4ha = 8m2 La= Área da câmara sedimentação / largura = 8.95m Conferência: Vh= Q / d x W = 0. S= 2.20m conforme FHWA Comprimento total das três câmaras L =La + Ls + Lf = 3.5 x 3.60 x 1.050m3/s / 3. Comprimento Ls da câmara de separação de óleo propriamente dita Ls= 10.0/ 2.0148m/s <0.38m2 Q= S x V V= Q / S= 0.20m mínimo adotado Câmara de sedimentação Taxa normalmente adotada para sedimentação=20m2/ha x 0.com.30 / 0.050 / (1.002m/s e velocidade horizontal Vh=0.5 r=0.015m/s OK Tempo de residência A área da seção transversal tem 3.0148m/s= 1213s= 20.30m.38m2 = 0.30m de altura.40m OK.br Portanto.60m> 1.050m3/s Ac= Q/ 0.95m Altura d=1.10+ 13.20 = 17. Velocidade ascensional e horizontal Adotamos velocidade ascensional vt=0. 32-23 .30= 3. Largura W= 3.10m> 2.00m de largura por 1. Câmara de regularização Adotado comprimento Lf= 1.5 x 1.5 x d= 10.01m/s Mas tempo= comprimento / velocidade = 17.80 para manutenção.015= 3. a vazão que irá para a caixa de captação de óleo será de 50litros/segundo o restante 13550= 85 litros/segundo irá para o sistema de galeria existente ou para o córrego mais próximo.2min > 20min OK.

00125m3/s=4. Área da projeção da caixa A área da caixa onde será flotado o óleo é: Ad= (F x Qd)/ Vt Sendo: Ad= área da caixa onde será flotado (m2).5W) • 0.5m • W= largura da caixa (m) • 1. 2002 Vh/Vt Fator de turbulência F 15 1.5m3/h/ 1.50m e profundidade d=0. mas precisamos da relação Vh/Vt Vh/Vt= 4m/h/ 0. F= fator de turbulência (adimensional) Qd= vazão de pico (m3/h) Vt= velocidade ascensional (m/h) que depende do diâmetro do glóbulo e da densidade específica. 2002 devemos adotar certos critérios que são: • Vh ≤ 15 .40 A area superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.5m3/h/ 0.6) estimamos F=1.13.0x15mm/hx0.5 W (normalmente d=0.125m2=4 m/h Vamos achar o fator de turbulência F.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Exemplo 32.5m3/h A velocidade ascensional para globulo de 60μm é Vt= 0.125m2 Vh x A= Qd Vh= Qd/ A= 4. Auckland adota para o first flush com Intensidade de chuva I=15mm/h Q=CIA/360 A= 300/10000=0.62m/h= 6. O fator de turbulência F é dado pela Tabela (32.br 32. Tabela 32.6.48m2. 17 Modelo de Auckland Vamos apresentar o modelo de Auckland que é muito prático e eficiente para dimensionar caixa API.37 3 1.6).75m é importante.Adaptado de Auckland Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio.2m2 32-24 .28 Segundo Auckland.5m3/h / 9.50=1. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 0.3W < d ≤ 0.62m/h=9.48m2 Portanto.75 < d < 2.62m/h Ad=10.03ha/360=0. o que daria uma seção muito pequena e entao vamos escolher as dimensões mínimas que são: largura W=1.45 Entrando na Tabela (32.62m/h.3m/h=0.40 x 4.75m resultando a seção transversal: 0.com.52 6 1. Nota: não inclui a primeira câmara de sedimentação e nem a última câmara de equalização. assim como manter sempre Vh<15Vt. a área da secção transversal deverá ter uma áea de 0.3m/h A área da secção transversal será: Qd/Vh= 4.03ha I=15mm/h C=1 Q=CIA/360= 1.64 10 1. VT • Vh < 25m/h • d= profundidade (m) • 0.Fator de turbulência conforme Vh/VT conforme Auckland.75x1.5m < W < 5m As restrições como a profundidade mínima de 0.

Considerando uma largura de 1.62m2/ cos (60)= 7.62/0.77m Lf=2.com.50m Placas coalescentes Caso queiramos usar placas coalescentes verticais teremos: Ah= Qd / Vt Sendo: Ah= área mínima horizontal das placas (m2) VT= velocidade ascensional (m/h) Áh= 4.50=7 placas Espessura estimada da placa= 1cm Espaçamento entre as placas= 2cm Folga: 15cm antes e depois Distância= 15+7 x 2 + 7+15= 51cm Área = 0.70m Comprimento total= 10.80m La=1.50m temos: 7.80m Comprimento de 6.2m2.70 Profundidade=d=0.26m2 Considerando placa com 0.50m= 6.80m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=6.26/0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.75x1.24m2 32-25 .75 e largura = 1.5m3/h / 0.77m2 que é bem menor que os 10. a área para a flotação do oleo terá 10.2m / 1.50=15.75m x 1.50=0.27m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=6.77m Profundidade adotada=d= 0.50m 2 L =10.62m/h = 7. Aa= Ah/ cos (θ) Sendo: A área da placa (m2) Ah= área mínima horizontal (m2) θ=ângulo de inclinação da placa com a horizontal θ=60º Aa= 7.50m teremos: 10.75m Largura=W=1.br Portanto.80m/4=1.80m/3= 2.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.2m2 obtidos no filtro API gravimétrico.80m Terceira câmara= L/4=6.51m x 1.27 Ls=6.

71m/h= 18.1 x 7.43m Lf=4. Intensidade da chuva correspondente ao volume WQv em mm/h.27m/3= 4.05 + 0. ous seja P=25mm chegue a caixa de captação de oleos graxas.7 Entrando na Tabela (32.6m3/h.14.1 x WQv/ (5min x 60s)= 0.52 x 8.75m resultando a seção transversal: Wx d= 1.71m/h=10. a área para a flotação do oleo terá 18.09 Ls=12.80m2 Portanto.71m/h= 10.95 x 300m2=7. O restante da água pode passar por cima da mesma e ir para a rua.75m=1.13m3 Relativamente ao first flush queremos que as primeiras aguas.7m/h A area da secção transversal será: Qd/Vh= 8. Qd= 0.75 e largura = 1.7m/h=0.6m3/h/ 0.Dados do Brasil Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio com glóbulo de 60μm usando first flush P=25mm.95 Adotando first flush P=25mm WQv= (P/1000) Rv x A= (25/1000) x 0. Portanto.br Exemplo 32.009x AI Supomos C= Rv C= 0.50m= 12. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 0.41m2.8mm/h C=0. a vazao de pico que vai para o first flush é 8.80m2.52 A area superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.05+0.95 Portanto.50m x 0. o comprimento de 12.6m3/h / 10.6m3/h/ 1.41m / 1. Detemos somente o denominado first flush. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.50m 32-26 .6m/h/ 0.com.75m 2 L =19.125m2= A Vh x A= Qd Vh= Qd/ A= 8.27m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=12.07 Profundidade=d=0.50m teremos: 18.6m/h Vamos achar o fator de turbulencia F.09m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=12.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.07m Comprimento total= 19. A velocidade ascensional para globulo de 60μm é Vt= 0.27/4=3.41m2 Portanto.27m La=3.125m2=7.6m3/h A= 300/10000=0.27m.03ha I=8.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.27m Terceira câmara= L/4=12. mas precisamos da relação Vh/Vt Vh/Vt= 7.50m profundidade d=0. Considerando uma largura de 1.71m/h.6) estimamos F=1. a área da secção transversal deverá ter uma área de 0. o que daria uma seção muito pequena e adotaremos as dimensoes minimais: largura W=1.13m3/ 300s= 0.43m Profundidade adotada= 0.00238m3/s=8.009 x 10 = 0.

18m Terceira câmara= L/4=2. Exemplo 32.75 e largura = 1.73m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=2.1 x WQv/ (5min x 60) Qo= 0.1 x 7.55m Comprimento total= 3.50m= 2.13m3 A vazão que chega à caixa de detenção pode ser dimensionado como a vazão que chega ao prétratamento usando o tempo de permanência minimo de 5min e então teremos: Qo= 0.27m2 Portanto.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.com.46m Profundidade adotada= 0.6m/h. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 3.18m.13m3/ (5min x 60)=0.46m Lf=0.27m2.6m3/h/ 3.13m3 OK.37 Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.6m/h=54m/h A área superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Vh/ Vt= 54m/h/ 3.55 Profundidade=d=0.37 x 8.18m La=0.4m3> 7.50m teremos: 3.009 x 10 = 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.50m 32-27 .15 Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio usando glóbulos de 150μm e first flush P=25mm.18m/3= 0.6m3/h A velocidade ascensional para glóbulo de 150μm é Vt= 3. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0. Salientamos ainda que as caixas API são geralmente usadas para glóbulos de 150μm e não de 60μm.18m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=2.br Conferência: O volume WQv= 7.18m/4=0.50 x 0.05+0.6m/h= 3.27m / 1.009x AI Supomos C= Rv C= 0. a área para a flotação do óleo terá 3.09+12.73 Ls=2.95 WQv= (P/1000) x Rv x A= (25/1000) x 0. Considerando uma largura de 1.75=18.27) x 1.95 x 300m2=7.00238m3/s=8.05 + 0.75m 2 L =3. Portanto. o comprimento de 2.6) achamos F=1.6m/h= 15 Entrando na Tabela (32.13m3 deverá ser menor que o volume da 1ª câmara e da segunda câmara: Volume 1ª e 2ª câmara= (4. Conclusão: Como podemos ver o uso de captação de óleo com o método gravimétrico da API resulta em caixas muito grandes e daí se usar caixas com placas coalescentes.

Placa coalescentes Quando prevemos uma grande quantidade de sólidos as placas são instaladas a 60º com a horizontal para evitar o entupimento. As caixas coalescentes com placas paralelas da mesma maneira que as caixas API possuem três câmaras: • Câmara de sedimentação. Geralmente este tipo de caixa é para glóbulos acima de 40 ou 60μm. Dependendo da temperatura do líquido que vai ser detido o óleo usa-se o material adequado. A câmara de sedimentação deve ter: • Área superficial de no mínimo 20m2/ha de área impermeável. Podem ser mais barato que as caixas de retenção tipo API. O óleo pode ser retirado por processo manual ou automático e pode ser recuperado e usado para outros fins.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Usando glóbulos até 20 μm poderemos ter efluente com máximo de 10mg/L. • Câmara onde estão as placas paralelas e • Câmara de descarga. meio que repelem a água e atraem o óleo. PVC para alta temperatura (66ºC). Havendo manutenção adequada das placas coalescentes paralelas não haverá entupimento das mesmas.com. Os separadores coalescentes usam meio hidrofóbico (repele a água) ou oleofílico (adora óleo). Para efeito de aplicação dos princípios de Hazen são usadas somente as projeções das placas. 32-28 . As placas são ajuntadas em pacotes e podem entupir motivo pelo qual tem que ser estabelecido um intervalo de aproximadamente 6 meses para a limpeza com jatos de água através de mangueiras. Os glóbulos vão se formando e vão subindo numa posição cruzada com o escoamento seguindo as placas.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Os glóbulos de óleo se movem entre as placas de plásticos ou polipropileno e vão aumentando em tamanho e vão indo para a superfície. Assim podem ser usados PVC (60ºC). Polipropileno (85ºC) e aço inoxidável (85ºC).br 32. isto é.18 Caixa de retenção coalescente com placas paralelas As equações para a caixa de retenção coalescente com placas paralelas são várias e todas provem da aplicação da Lei de Stokes conforme já visto na caixa de retenção óleo/água da API. Figura 32.1. Os efluentes das caixas separadoras com placas paralelas indicam retiradas de até 60% do óleo em comparação com o sistema convencional API. Para lançamento em cursos de água o ideal é que as placas consigam que o efluente tenha no máximo 20mg/L de óleo e para isto necessitamos de glóbulos maiores ou iguais a 60μm. • Comprimento deve ser maior ou igual a L/3 • O comprimento recomendado é L/2 (recomendado). Para o trabalho perfeito das placas coalescente é necessário o regime laminar para escoamento.

01poise (20º C) para glóbulo de óleo com diâmetro de 60μm.com. fibra de vidro ou polipropileno.br A câmara de descarga deve ter: • Comprimento mínimo de 2.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.002x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.998 e do óleo So= 0.85)/ 0. Vt= 0.000296m/s=1.40m. Deve haver um espaço mínimo externo de 8m x 5m para a retirada das placas manualmente ou através de equipamentos.01 ] =0. A câmara onde estão as placas paralelas deve ter as seguintes características: • Confirmar com o fabricante as dimensões para não se ter dúvidas. 32-29 . As placas são instaladas em blocos. nos separadores coalescente é dada pela Equação: Ah= Q. • Comprimento deve ser maior que L/4 (recomendado). • Deverá haver folga de 0. São feitas de aço. Varia de 45º a 60º.006cm (60μm) Vt= 0.002 x [(0.0020 x [(Sw-So)/ μ ] (cm/s) A área mínima horizontal. / Vt Sendo: Ah= área horizontal (m2) Q= vazão (m3/s) Vt= velocidade ascensional final da partícula de óleo (cm/s) A velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0. Para D=0. • A distância entre uma placa e outra varia de 2cm a 4cm.15m antes e depois do pacote de placas paralelas.0296 cm/s=0.07mh Ah= Q / Vt Ah= Q / 0.85 e viscosidade dinâmica de 0. As placas paralelas estão inclinadas de 45º a 60º e espaçadas uma das outras de ½” pois possuem corrugações.998-0.0003=3378Q Área de uma placa Aa=Ah/ cos (θ) Sendo: Aa= área de uma placa (m2) θ = ângulo da placa com a horizontal.

com.15. Fonte : Tennessee Manual BMP Stormwater Treatment. As placas coalescentes ocuparão menos espaços e. 32-30 . sendo a primeira de sedimentação. portanto a caixa será menor que aquela das normas API.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Exemplo de placas paralelas por gravidade. 2002 Notar na Figura (32. a segunda onde estão as placas coalescentes e a terceira câmara de regularização ou regularização da vazão.br Figura 32.12) que existem as três câmaras.

16.16 Calcular separador com placas coalescentes para vazão de 0.htm. devendo ser consultado o fabricante a decisão final.br Figura 32.0035m3/s Ah= 3378 x Q = 3378 x 0.apgea.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. US Army Corps of Engineers. Exemplo 32. Naval Facilities Engiojneerinf Command. 32-31 .90g/cm3 e performance de 10mg/L para partículas ≥40µm ou mais fabricado pela Clean Environment Brasil (www. serão necessário 38.0035= 11. Quando se espera muitos sedimentos para evitar entupimentos devem-se usar placas com ângulo de 60 º. Air Force Civl Engineer Support Agency.br). Notar na Figura (32.com. 32.com.19 Fabricantes no Brasil de caixas com placas coalescentes No Brasil existe firmas que fazem caixas separadora de óleo para vazão até 40m3/h com tempo minimo de residência de 20minutos.army.Esquema da caixa separadora coalescente com placas separadoras Fonte: Unified Facilities Criteria UF.clean. para densidade de hidrocarboneto ≤0.82m2/ 0.707= 16.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.72m2 Portanto.82m2 Aa= Ah / cos (θ) θ = 45 º Aa= Ah / cos (θ) = 11.16) que as placas coalescentes fazem com que os glóbulos de óleo se acumulem e subam para serem recolhidos.2m2 de placas coalescentes.mil/USACHPPM%20Technical%20Guide%20276. 10 july 2001 UFC-3-240-03 http://chppm-www. Acessado em 12 de novembro de 2005.

Empregam-se em: 32-32 . Flotação é um processo para separar sólidos de baixa densidade ou partículas liquidas de uma fase liquida. Figura 32. Nesse momento o liquido saturado com o ar é despressurizado até a pressão atmosférica por passagem através de uma válvula de redução.controleambiental.com.com.br SEPARADOR COM SKIMMER Figura 32. A fase líquida é pressurizada em uma pressão de 2atm a 4atm.capeonline. elevando-se até a superfície do tanque. Pequenas bolhas são liberadas na solução devido a despressurizarão.br/com_sep. na presença de suficiente ar para promover a saturação da água.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. óleo. Sólidos em suspensão ou partículas líquidas.br/sasc_cob_pista2.18.htm . por exemplo.htm.com. Acesso em 17 de julho de 2008 de 10m3/h a 40m3/h com teor máximo de saída de óleo de 20mg/L.Caixa separadora de óleo com placas coalescentes http://www. A separação é realizada pela introdução de gás (ar) na forma de bolhas na fase líquida. tornam-se flutuantes devido à pequenas bolhas. Os sólidos em suspensão são retirados.17 – Caixa separadora de óleo fabricado http://www. Acesso em 12 de novembro de 2005. O líquido clarificado é removido próximo ao fundo e parte é reciclado. 32.20Flotação Iremos reproduzir aula que tive em 1994 com o engenheiro químico Danilo de Azevedo em curso sobre “Efluentes Líquidos Industriais”.

Downstream Defender Tecnology. Inc.19 – Caixa separadora de óleo e graxa tipo poço de visita patente da firma Downstream Defender.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. A grande vantagem destes sistemas industriais é que são compactos em relação aos sistemas convencionais. http://www.5ano (80% de Tr=1ano) ou Tr= 0. 1989. óleos. Acesso em 12 de novembro de 2005 32-33 .stormceptor.biz/ Cada fabricante tem o seu projeto específico sendo que é usado de modo geral o período de retorno Tr= 1ano ou Tr= 0.21 Sistemas industriais americanos para separação de óleos e graxas Nos Estados Unidos existem vários sistemas para melhoria da qualidade das águas pluviais inclusive com caixas separadoras de óleos e graxas e que são fabricadas pelas firmas abaixo relacionadas com o seu o site onde poderão ser procuradas mais informações a respeito.com • BaySaver. Componentes básicos: • Bomba de pressurização • Injetores de ar • Tanque de retenção • Válvula de redução de pressão • Tanque de Flotação Uma discussão mais detalhado sobre flotação poderá ser feita no livro “Wastewater EngineeringTreatment disposal reuse” de Metcalf & Eddy.highlandtank. www. Adensamento de lodos químicos resultantes de tratamento por coagulação. devendo ser consultado a respeito. em dezembro de 2001 o departamento de engenharia civil da Universidade de Virginia fez testes de campos sobre a unidade industrial denominada Stormvault.tn. Por exemplo. fibras e outros sólidos de baixa densidade. Wesley Eckenfelder.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.ci.25ano = 3meses (62% de Tr=1ano).com • H.hydro-international.knoxville. Adensamento de lodo no processo de lodos ativados. • Stormceptor Corporation www.pdf. http://www. L. Inc.baysaver.br • • • Separação de graxas. As áreas são de modo geral pequenas e variam conforme o fabricante.com • Highland Tank (CPI unit) www.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 1991 da Editora McGraw-Hill e o livro “Industrial Water Pollution Control” de W.vortechnics.com. I. 32. Quanto a eficiência dos sistemas industriais americanos a melhor comprovação é aquelas feitas por universidades.com • Vortechnics Inc. Figura 32. www.

us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.cfm.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.ci. Acesso em 12 de novembro de 2005 Figura 32.Instalação de Baysaver. Acesso em 12 de novembro de 2005.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.baysaver.21.tn.pdf. http://www.com/newweb_cfmtest/sys_details_installation. 32-34 . http://www.com.20 – Caixa separadora de óleo e graxa tipo poço de visita patente da firma Stormceptor.br Figura 32.knoxville.

com/html/waste_water_plants.Dispositivo que faz rodar a esteira para recolhimento do óleo http://www.br 32. http://www.ambarenvironmental.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.com/html/waste_water_plants.ambarenvironmental.ambarenvironmental.html#b2sump Figura 32.22.html#b2sump Figura 32.com/html/waste_water_plants. Figura 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.22 Skimmer O skimmer é feito para retirar o óleo.Dispositivo que faz rodar a esteira para recolhimento do óleo e o recolhimento.Sobre o liquido existe o recolhimento do óleo automático http://www.23.com.24.html#b2sump 32-35 .

4).Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Os valores de P. sendo um quando trata-se de lavagem de veículos somente e neste caso precisamos da vazão de pico em m3/h. 32. Temos dois tipos de dimensionamento. Vamos apresentar quatro métodos para estimar a vazão que chega até o pré-tratamento quando o mesmo está off-line.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.0019 . CN= 1000/ [10 + 0.Q – 10 (0. o que é excelente com vazões que atingem até 40m3/h.24.3) 32-36 .24 Vazão que chega até o pré-tratamento Uma das dificuldades que temos é calcular a vazão que chega à caixa de captação de óleos e sedimentos. Para a RMSP usaremos first flush P=25mm.2 S (Equação 32.com.3) e Equação (25. que é o first flush. isto é. o valor do número da curva CN.0016Q 2 + 0.1986 adaptado para P e Q em milímetros.8S ) 25400 sendo S= -----------CN válida quando P> 0. esgoto sanitário e águas pluviais de Santo André possui o Decreto 14555 de 22 de setembro de 2000 que trata dos postos de serviços que geram óleos e graxas. obtendo somente o que nos interessa. É interessante examinarmos também a Conama Resolução nº 273 de 29 de novembro de 2000 que trata das instalações de postos de gasolina.P + 0.2) Dada as a Equação (25.197. S estão milímetros.23 Postos de Gasolina O Semasa órgão encarregado do sistema de água potável. 2001 achou a seguinte equação utilizando NRCS TR-55. 1994 in Estado da Geórgia.1) 254 (Equação 32. Pitt. No outro caso trata-se das precipitações que será usada 90% da precipitação anual média.394.br 32. São dados os valores de Q e de P.Cita que o lançamento de óleo e graxa mineral sendo que o limite deve ser inferior a 20mg/L Nota: isto pode ser atingido com glóbulos de 60μm.5] Equação (32. 32. De modo geral a obtenção de CN se deve a obras off-line. Os métodos são: • Método SCS TR-55 conforme equação de Pitt • Método aproximado do volume dos 5min • Método Santa Bárbara para P=25mm • Método Racional até 2ha. ( P. mas a maioria dos fabricantes de caixas separadoras de óleos e graxas para postos de gasolina com placas coalescentes no Brasil retêm glóbulos igual ou maior que 40μm e a perfomance de óleo e graxa mineral é 10mg/L para densidade de hidrocarboneto de 0.0. Obtemos o valor de CN e continuamos a fazer outros cálculos.1 Vazão que chega até o pré-tratamento usando o Método TR-55 do SCS O objetivo é o cálculo do número da curva CN dada a precipitação P e a chuva excedente Q.P) 0.90g/cm3.Q. Temos então duas equações onde precisamos eliminar o valor S. Q.2S ) 2 Q= --------------------( P+0.

Exemplo 32.68 (adimensional) Q = P .10 Escolhendo Chuva Tipo II para o Estado de São Paulo.12m3/s Portanto.366 log Qu = 2.197x25 + 0.58m3/s /cm / km2 (pico de descarga unitário) Qp= Qu x A x Q A=2ha = 0. o pico da descarga para o reservatório de qualidade de água.0019 x17x25) 0.8.197.0016x17 2 + 0.072 e portanto adotamos Ia/P=0.18) ] 2 .02km2 x 1.2.Q.009 x 50 = 0.366 log Qu = 0.164 tc= 11min = 0. Porcentagem impermeabilizada = (10ha / 20ha) x 100=50% Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.8mm Ia/P= 1.com.009 x AI = 0.197.394x17 – 10 (0.394.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. sendo 10ha de área impermeável. construído off-line é de 0.P) 0.6 – 254 =9mm Usa-se a simplificação de Q=P x Rv.18) –0.197 x25 + 0. Seja uma área de 20ha.0019 x13x 25) 0.17 Seja um reservatório de qualidade da água com tc=11min. Considere que o first flush seja P=25mm.05 + 0.8mm/25mm =0.P) 0.02km2 Q=1.12m3/s.Q.Q – 10 (0. o valor é CN=93.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Calcular a vazão separadora para melhoria de qualidade das águas pluviais WQv.164 [ log (0.Q – 10 (0. que produz o volume do reservatório para qualidade da água em mm.2 x 9mm=1.0019 . área impermeável de 70% e first flush P=25mm e Área =2ha.br Exemplo 32.55323 – 0.55323 C1= -0.5] CN= 96.0016Q 2 + 0.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.18h (tempo de concentração) log (Qu) = Co + C1 log tc + C2 (log tc)2 – 2.50 (adimensional) Q = P .5] CN= 1000/ [ 10 + 0.009 x 70 = 0.8 Portanto.P + 0.7cm Qp= Qu x A x Q x Fp =3.P + 0.394.009 x AI = 0.394 x13 – 10 (0.05 + 0.5] CN= 93.0016Q 2 + 0.05 + 0.58m3/s/cm/km2 x 0. Rv = 25mm x 0.68 = 17mm Vamos calcular o número da curva CN usando a Equação de Pitt CN= 1000/ [ 10 + 0.6151 C2= -0.7cm (notar que colocamos em cm) Ia = 0.0016x13 2 + 0.7cm =0.0019 . Rv = 25mm x 0.55 Qu = 3.50 = 13mm Vamos calcular o número da curva CN usando a equação de Pitt.2 S = 0. CN= 1000/ [ 10 + 0. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0. Valores de CN em função da precipitação P usando a Equação de Pitt 32-37 . Q= P x Rv= 25mm x 0.18 Num estudo para achar o volume do reservatório para qualidade da água WQv é necessário calcular a vazão Qw referente a aquele WQv. Co= 2.68= 17mm= 1.05 + 0.6151 log (0.6 Vamos calcular a vazão usando o método SCS – TR-55 S= 25400/ CN – 254 = 25400/96.

6 90.8mm Ia/P= 1.1 93.6 95.6 Vamos calcular a vazão usando SCS – TR-55 S= 25400/ CN – 254 = 25400/96.8 98.8 95.68 = 17mm Vamos calcular o número da curva CN usando a Equação de Pitt.8 89.4 95.7 97. Tabela 32.5 95.6 97.197.2 97.1 97.6 94.1 88.9 96. Exemplo 32.3 93.3 91.1 91.3 94. CN= 1000/ [ 10 + 0.7 93.3 88.2 89.9 92.10 Escolhendo Chuva Tipo II para a Região Metropolitana de São Paulo.9 97.1 85.3 94.9 92.9 94.7 89.8 86.com.1 94.6 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 88.5 92.0 95.6 96.2 94.8 97.1 98.3925.5] CN= 96.7 95.8mm/25mm =0.7 96.3 93.5 94.3 86.1 89.P + 0. que produz o volume do reservatório para qualidade da água em mm.2 S = 0.5 96.68= 17mm= 1.5 88.6151 C2= -0.0 97.05 + 0.18h (tempo de concentração) 32-38 .9 96.7 84.5 90.5 88.2 96.5 91.8 88.4 91.6 81.br Exemplo 32.6 92.5 98.1 90.4 97.009 x 70 = 0.164 tc= 11min = 0.0 96.7 96.6.2 98.3 96.05 + 0.7 82.9 92.4 87.4 86.6 94.2 98.2 97.9 88. Entrando na Tabela (32.8 14 90.5 81.3 Vamos explicar junto com um exemplo abaixo.4 80.3 86.0 90.1 97.6 – 254 =9mm Usa-se a simplificação de Q=P x Rv.4 87.4 92.0 84.2 89.4 95.9 91.8 92.4 97.7 97.4 96.1 95.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.4 98.8 92.009 x AI = 0.0016x17 2 + 0. Co= 2.19 Achar o número da curva CN para P=25mm e área impermeável de 70%.5 95.4 95.2 x 9mm=1.7 – Valores de CN em função da precipitação P usando a Equação de Pitt P Área impermeável em porcentagem mm 10 20 30 40 50 60 70 80 13 90.0 92.7cm (notar que colocamos em cm) Ia = 0.0 93.68 (adimensional) Q = P .1 96. Rv = 25mm x 0.5 95.20 Seja bacia com tc=11min.2 97.9 94.9 97.5 98.7 96.9 94.0 96.7 88.0019 x17x25) 0.394x17 – 10 (0.8 91.1 98.9 98.4 96.2 94.2 92.P) 0.4 93.3 97.7 96.6 97.4 90.7) com P e AI achamos CN=96.1 93. área impermeável de 70% e first flush P=25mm e área =50ha.3 94.0016Q 2 + 0.2 85.5 90.8 94.2 85.9 87.8 83.7 91.8 97.9 83.7 97.072 e portanto adotamos Ia/P=0.7 15 89.6 96. Q= P x Rv= 25mm x 0.6 92.55323 C1= -0.197x25 + 0.8 95.8 85.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.6 98.7 93.8 93.0019 .3 98.0 90.0 98.2 95.4 97.Q – 10 (0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Q.6 82.0 95. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.

68 x 50ha x 10000m2= 8500m3 Qo= 0. Qo=CIA/360 Sendo: Qo= vazão de pico que chega até o pré-tratamento (m3/s) C= coeficiente de runoff.009 x AI = 0.61512 log (0. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.05 + 0.009 x AI AI= área impermeável (%) I= intensidade da chuva (mm/h) A= área da bacia (ha) 32-39 .68 (adimensional) WQv= (P/1000) x Rv x A= (25/1000) x 0.09m3/s 32.05+0.37m3/s/cm/km2 x 0. construído off-line é de 2. obtemos: Qo=3.22 Seja uma bacia com first flush P=25mm.5281 Qu= 3.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.5km2 x 1. Em uma determinada bacia o pré-tratamento pode ser construído in line ou off line.1 x 8500m3)/ (5 x 60)= 850m3/ 300s =2.83m3/s 32.00 Qp= Qu x A x Q x Fp= 3. AI=70 e A=50ha. Rv=C=0.1 WQV/ (5min x 60s)= (0.4 Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para áreas ≤2ha. Exemplo 32.55323 – 0.24.1 Usando o método Santa Bárbara para P=25mm.5km2 Fp=1.27m3/s /cm / km2 (pico de descarga unitário) Qp= Qu x A x Q A= 50ha= 0.7cm x 1.18)] 2 .009 x 70 = 0.3 Cálculo de Qo usando o método Santa Bárbara Vamos mostrar com um exemplo.87m3/s Portanto.br log (Qu)= Co + C1 log tc + C2 (log tc)2 – 2.366 log Qu= 2.18) –0.16403 [log (0.24.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.2 Método usando o tempo de permanência 5min para calcular Qo Vamos mostrar com um exemplo.00= 2.70 (fração impermeável) CNw= 55 (1-0. Exemplo 32.70=85.24. AI=70 e área =50ha tc=11min Coeficiente volumétrico Rv CNp= 55 (área permeável) CNi=98 (área impermeável) CNw= CNp (1-f) + 98 x f f=0.70) + 98 x 0.05 + 0.2.com. sendo que geralmente é construído off line. o pico da descarga para o reservatório de qualidade de água. 32.87m3/s. Esta é uma estimativa que usa o método Racional e vale somente para áreas menores ou iguais a 2ha e para first flush P=25mm para a RMSP.366 log (Qu)= 0.21 Seja um reservatório de qualidade da água e first flush P=25mm.

009 x AI = 0.8.05 + 0.12m3/s Portanto. Usando o método racional. Quando for construída off-line precisamos calcular a vazão que vai para a BMP.25 Pesquisas do US Army.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.009 x AI= 0.98 R2 = 0. Qo=CIA/360 Sendo: Qo= vazão de pico que chega até o pré-tratamento (m3/s) C= coeficiente de runoff.68 + 0. lavagens de equipamentos.8) onde aparece a média em mg/L dos efluentes diversos de acordo com quatro parâmetros.05 + 0.98= 45.000m2= 340m3 Vazão de entrada Uma BMP pode ser construída in-line ou off-line.68 AI= área impermeável (%) I= intensidade da chuva (mm/h) = 45.09 x C + 0.68 x 2ha x 10.br A≤2ha I = 45.009 x 70 = 0. 2000 O exército dos Estados Unidos fez pesquisas sobre separadores de óleo que passaremos a descrever.13 x 0.Média dos influentes no exercito dos Estados Unidos no ano 2000 Parâmetro Óleos e graxas TSS VSS COD Instalações 316 1061 277 2232 Lavagem de aviões 594 625 408 8478 Áreas de manutenção 478 1272 416 1841 Áreas de equipamentos 183 1856 239 692 Lavagem de veículos 58 611 77 99 Sendo: Óleos e graxas: quantidade de média de óleos e graxas do influente (mg/L) TSS= sólidos totais em suspensão (mg/L) VSS= sólidos suspensos voláteis (mg/L) COD= demanda de química de oxigênio (mg/L) 32-40 .23 Calcular o tamanho do reservatório destinado ao pré-tratamento de área com 2ha e AI=70%.20 R2 = 0.86 I= 9.98= 32mm/h (Para P=25mm) A= área da bacia =2ha Q=CIA/360 Q=0. nas áreas de manutenção e lavagem de veículos.86 Para P=25mm Para P=13mm Exemplo 32. As pesquisas foram feitas nas instalações do exército. nas lavagens de aviões.13 x C + 0.009 x 70= 0.05+0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. a vazão de entrada é 0.com. sendo adotado o first flush P=25mm. Tabela 32. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0. C=Rv=0. 32. Os resultados estão sintetizados na Tabela (32.12m3/s.68 x 32mm/h x 2ha /360= 0.68 WQv= (P/1000/ x Rv x A= (25/1000) x 0.13 x C + 0.05 + 0.

05mm e com área de superfície de 0. instalada a 60º do piso. Vt= Q/AH Sendo: Vt=velocidade ascensional (m/h) obtida pela aplicação da Lei de Stokes.Movimento laminar. Vamos detalhar as Guidelines for Design. incluindo a separação água-óleo.26 L/s x m2). Instalation and Operation of Oil-Water Separators for surface runoff treatment de Oldcastle Precast.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. mas também a processos de separação por gravidade de todos os líquidos. Geralmente o glóbulo de óleo adotado é de 60μm. Movimento uniformemente distribuído: laminar Quando o movimento do fluido é laminar e uniformemente distribuindo na secção longitudinal da câmara. a velocidade ascensional Vt é o quociente da vazão pela área horizontal. e movimento turbulento 32-41 . Este princípio não se aplica somente à sedimentação. A solução atual mais usada no exército americano são as placas coalescentes de polietileno.26 Princípios de Allen Hazen sobre sedimentação Em 1904 Allen Hazen estabeleceu os princípios da sedimentação em um tanque que varia diretamente com a vazão de escoamento dividido pela área da placa plana do mesmo.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. O sólido total em suspensão TSS tem valores médios de 210mg/L a 1272mg/L variando os picos de 1386mg/L a 6502mg/L. Q= vazão de pico (m3/h) AH= área plana (m2) Figura 32. Para o exército americano o efluente tem como objetivo de ser de 100mg/L antes de ser lançado nos cursos de água. 32. 1996.com. espaçadas de 19. O objetivo dos separadores de óleo e graxas do exército americano é que o efluente tenha no máximo 100mg/L de óleos e graxas o que é alcançado usando-se as caixas separadoras de óleo.25.br O influente médio de óleo e graxas varia de 58mg/L a 594 mg/L enquanto que o pico varia de 209mg/L a 1584mg/L.32 gpm/ft2 (0.

Em muitos casos as altas vazões.26.2 a 1.75. perto da saída e nas imediações do fundo da câmara. ts ≤tr O tempo de separação ts pode ser obtido por: ts= d/ Vt Sendo: ts= tempo de separação (h) d= altura da câmara (m) Vt= velocidade ascensional (m/h) O tempo de residência tr pode ser obtido por: tr= L/ VH Sendo: tr= tempo de residência (h) L= comprimento da câmara (m) VH= velocidade horizontal (m/h) 32-42 . baseado no regime de escoamento que é essencialmente uniforme e radial. Portanto.br Figura 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. que recomenda valores de F entre 1. Definimos por outro lado. existe a velocidade horizontal VH. 1990.Design and Operation of Oil Separators. foi introduzido o fator F de turbulência pela American Petroleum Institute –API conforme Publication 421. haverá uma perda de eficiência no processo de separação por gravidade e devido a isto. AH= F x Q/ Vt O valor de F não pode ser menor que 1 porque a performance não pode ser maior que os princípios de Hazen. Lembramos também que além da componente de velocidade vertical Vt. Muitos separadores por placas coalescentes possuem uma ótima performance perto do ideal e em algumas vezes é admitido F=1 ou omitido intencionalmente o valor de F. O glóbulo pode estar em situação que demorará mais tempo para subir e o tempo em que todos os glóbulos de óleo irão subir é denominado de “ts”. Portanto.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. tempo de separação. os glóbulos de óleo podem se elevar em varias situações até atingir a superfície.com. isto é.Área plana usada por Allen Hazen Outros regimes de escoamento O escoamento raramente é uniformemente distribuído e laminar. O tempo de separação ts deve ser menor ou igual ao tempo de residência tr. causam turbulências nas beiradas. o valor “tr” como o tempo em que água leva para percorrer a câmara que é chamado de tempo de residência. O principio de Hazen foi validado experimentalmente A velocidade ascensional Vt para separador água-óleo pode ser achada pela Lei de Stokes. perto da entrada. isto é.

Portanto fica: Q/ AH ≤ Vt Portanto.27. Só vale a área plana para o dimensionamento. o que mostra que a altura da câmara não influencia na performance do separador águaóleo.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Figura 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 32-43 .Projeção da placa coalescente.com.br Como ts ≤tr podemos fazer: d/Vt ≤ L/VH Fazendo um rearranjo podemos obter: VH x d/ L ≤ Vt Aplicando a equação da continuidade temos: Q= VH x Av Av= B x d Sendo: Q= vazão de pico (m3/h) VH= vazão horizontal (m3/h) Av= área da seção transversal (m2) d= altura da câmara (m) B= largura da câmara (m) Teremos: VH= Q/ Av = Q/ (B x d) Mas: VH x d/ L ≤ Vt Substituindo VH temos: Q x d / ( L x B x d) ≤ Vt Notar que o valor de “d” aparece no numerado e no denominador podendo portanto ser cancelado. fica válido o principio de Hazen: AH= Q/ Vt É importante salientar que a área AH pode ser área plana de uma câmara API ou área plana em projeção de uma placa coalescente instalada a 45º a 60º.

Notar a área planta AH e a área da seção transversal Av bem como as partículas Vt ascensional e VH da velocidade horizontal numa caixa de profundidade d.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. 2000).1998).27 Lei de Stokes Quando uma partícula sólida cai dentro de um líquido segue o que se chama da Lei de Stokes.00101 N.com. que consiste.00000101 m2/s (Lencastre. realiza-se a análise granulométrica. D= diâmetro equivalente da esfera (partícula) em metros γ = peso específico da água a 20º C = 9792. de duas fases: peneiramento e sedimentação (Souza Pinto.1983) ρ = massa específica a 20º C = 998.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.650kg/m3 (peso específico seco) γ‘s = 1650 kg/m3 (peso específico submerso) Para o reconhecimento do tamanho dos grãos de um solo. 1983) Granulometria dos sedimentos Na prática adotam-se os seguintes valores para os cursos de água naturais (Lloret. 2000). 1983) ν = viscosidade cinemática da água a 20º C= 0. 32. é considerado como a “porcentagem que passa” representado graficamente em função da abertura da peneira em escala logarítmica (Souza Pinto.28. O peso do material que passa em cada peneira.3) Sendo: Vs= velocidade de deposição (m/s). s /m2 (Lencastre. em geral.br Figura 32.65 (densidade relativa do quartzo em relação a água) γs= peso específico da partícula do sólido (quartzo)= 25949. 434) γs / γ = 2. é usado a Lei de Stokes. A velocidade (uniforme) da queda de esferas. A abertura nominal da peneira é considerada como o 32-44 .34 N/m3 (Lencastre. ou seja. que assume o seguinte: (1) as partículas não são influenciadas por outras partículas ou pela parede dos canais e reservatórios. (2) as partículas são esféricas. a velocidade de deposição (velocidade de queda) da Lei de Stokes é a seguinte: Vs= [ D 2 ( γs – γ ) ] / 18 .2mm (McCuen.2 kg/m3 (Lencastre. Mesmo não obedecendo as duas primeiras precisamente. (3) a viscosidade da água e a gravidade específica do solo são exatamente conhecidas. 1984): γ s= 2. largura B e comprimento L.0002mm e 0. μ (Equação 32.701N/m3 μ= viscosidade dinâmica da água a 20º C = 0. 1983 p. que também deve ser aplicada a esferas que tenham diâmetro entre 0. referido ao peso seco da amostra.

42mm a 2mm Areia fina de 0. Tabela 32. para classificação das partículas.9.º200. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) adota.8mm a 7. cuja abertura é de 0. evidentemente de um “diâmetro equivalente”.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Limite das frações de solo pelo tamanho dos grãos Fração Limites definidos pela norma da ABNT Matacão de 25cm a 1m Pedra de 7. a Tabela (32.6cm a 25cm Pedregulho de 4.05mm a 0.br “diâmetro” das partículas.075mm. a separação entre areia e silte é tomada como 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.com. diferentemente da norma da ABNT. Trata-se. devido a peneira nº200. A análise por peneiramento tem como limitação a abertura da malha das peneiras.05mm Argila inferior a 0.8mm Areia média de 0.6cm Areia grossa de 2mm a 4.005mm a 0.42mm Silte de 0. que não pode ser tão pequena quanto o diâmetro de interesse.075mm.2000 p. 32-45 . 2000 diz que na prática. 4 Souza Pinto. pois as partículas não são esféricas. que é a mais fina usada em laboratórios. A menor peneira costumeiramente empregada é a de n.9).005mm Fonte: Souza Pinto.

0150 0.0250 0.0040 0.0300 0. Velocidade de Diâmetro partícula sedimentação Tipo de solo vs μm (mm) (m/s) Argila 1 0.0080 0.0000142 5 0.0670 0.0030 0. 2003.0015 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.0014220 50 0.0050 0.0000569 9 0.0000009 1.0600 0.0120 0.0020 0.0070 0.1000 0.Velocidade de sedimentação de partículas esféricas conforme Lei de Stokes. USA.0000020 2 0.4 .0200 0.0000889 12 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.br Tabela 4.0100 0.0031995 67 0.65 32-46 .0088874 Fonte: Condado de Dane.0000222 6 0.0010 0.5 0.0090 0.0000320 7 0.0001280 15 0.0000720 Silte 10 0.0002000 20 0.0500 0.0000080 4 0.0007999 40 0.com.0056880 100 0.0022219 Areia 60 0.0400 0.0003555 25 0.0800 0. Temperatura a 20º C e partículas com 2.0000435 8 0.004000 80 0.0000036 3 0.0060 0.0005555 30 0.

com. pois com a mesma podemos fazer as alterações necessárias.Noções sobre tratamento de esgotos domésticos “Tratamento de esgotos precisa de energia. 33-1 .Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Não confio em tratamento de esgotos em que não se introduza nenhum tipo de energia”.br 6/07/08 Capítulo 33. Prof. engenheiro químico Danilo de Azevedo. 1994.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.

Curso de redes de esgoto Capitulo 33.1 Introdução Primeiramente salientamos que iremos ver a noção de tratamento de esgotos domésticos e não efluentes líquidos industriais que possuem normalmente algumas particularidades.1. isto é. como o tanque séptico e os septos difusores. do comércio e de algumas pequenas indústrias.2 Estação de tratamento de esgotos sanitários Em uma cidade existe um sistema de rede de água de distribuição. etc e depois vão para o sistema separador absoluto.Sistemas de coleta de esgotos: separador absoluto e unificado Existem países na Europa e cidades nos Estados Unidos que usam o sistema unificado e alguns o sistema misto. chuveiros. A água é usada em banheiros. Veremos como se faz uma unidade de tratamento de esgotos para uma cidade e portanto não iremos comentar os tratamentos de esgotos feitos no local de uso.br 6/07/08 Capitulo 33.com. um sistema de redes coletoras que só recebem esgotos sanitários e não pode ser introduzida águas pluviais que é o utilizado no Brasil. portanto o esgoto doméstico nunca é 100% doméstico como se pode ver.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Os esgotos domésticos provem das residências. 33. 33-2 . que foi o primeiro a ser instalado na cidade de São Paulo em 1876. bacias sanitárias. Figura 33. que seria um sistema separador absoluto que pode receber um pouco de águas pluviais.Noções sobre tratamento de esgotos domésticos 33.

4 Sistema de tratamento de esgotos domésticos Os tratamentos de esgotos domésticos são basicamente quatro conforme Figura (33. Tratamento secundário: geralmente é um tratamento biológico Tratamento terciário ou Tratamento avançado: tem como objetivo remover alguns poluentes como: fósforo e nitrogênio. sendo portanto um sistema de tratamento continuo. Tratamento primário: é a sedimentação simples do material sólido que reduz um pouco a poluição. 33-3 . que alimentam as algas aumentando a eutrofização nos rios.2).Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O tratamento de esgoto funciona 24h por dia.br 6/07/08 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. Tratamento preliminar: peneiramento através de barras para remover o material sólido grosseiro. sendo uma media de 180 L/dia x hab a 230 L/dia x hab. O grande problema do século XXI com relação aos tratamentos não é somente a redução da DBO e sim a necessidade de redução do nitrogênio e do fósforo.com.3 Quota per capita A quota per capita de esgotos varia muito de cidade para cidade. 33. A DBO de entrada em um tratamento varia de 200mg/L a 800 mg/L e a redução varia de 80% a 96%.

secundário. No tratamento avançado. compactá-la e encaminhá-la para um aterro sanitário. No sistema de lodo ativado podemos visualizar local para aeração que pode ser mecânica ou através de difusores. 33-4 . tratamento da lama e tratamento avançado (tratamento terciário).3) podemos visualizar o que são o tratamento primário. ou seja.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 6/07/08 Figura 33. O tratamento secundário pode ter varias opões: • o sistema de lodo ativado que é o mais comum e melhor inventado na Inglaterra em 1913 e o • sistema de filtros biológicos ou de • lagoas.2. tratamento terciário verificamos principalmente dois poluentes que são o fósforo e o nitrogênio. No tratamento de lama temos que desidratá-la.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.Etapas do tratamento de esgotos Na Figura (33.com.

Esquema de tratamento de esgotos O fósforo e o nitrogênio contribuem para o aumento das algas nos rios e lagos e daí serem um problema. Na Figura (33. sedimentação usando por exemplo. O uso de carvão ativado para adsorção é destinada a remover os materiais orgânicos que resistiram a remoção biológica conforme USEPA.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.3. Para a remoção do fósforo é usado o processo de decantação. 33-5 . Para a remoção do nitrogênio temos que fazer a desnitrificação.br 6/07/08 Figura 33. convertendo o nitrato para nitrogênio gasoso que vai para a atmosfera sem causar problemas.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4) está o esquema de uma estação de lodo ativado convencional.com. um aglutinante como sulfato de alumínio e conseguiremos eliminar mais de 95% de fósforo com o inconveniente de obtermos grande de lodo que terão que ir para aterros sanitários ou outro tratamento específico. como o que está acontecendo com as ETEs da Sabesp na Região Metropolitana de São Paulo. 2004.

2007 Figura 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.Esquema de estação de tratamento de esgotos com lodos ativados Fonte: Telles.4.5.com.ETE de Franca de lodos ativados convencional Fonte: Telles.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2007 33-6 .br 6/07/08 Figura 33.

Há redução de DBO mas quase nada de fósforo e nitrogênio.5 Avaliação dos tratamentos Basicamente os tratamentos de esgotos são anaeróbios e aeróbios. Sem dúvida nenhuma o melhor tratamento é o aeróbio onde é necessária muita energia (oxigênio) para alimentar as bactérias e estas quebrarem a matéria orgânica. Numa lagoa quando introduzimos oxigênio os resultados ficam melhores. há uma menor quantidade de lodo porém. produzindo muito lodo.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Vazões das ETEs da Sabesp na RMSP Fonte: Telles.6) estão as ETE de tratamento de esgoto mais importantes da RMSP com capacidade instalada de 18m3/s sendo que vão para os esgotos 63m3/s. O maior problema é as leis da Conama como a 357/05 que cada vez mais vão ficando mais restritivas sendo que algumas destas alternativas de baixo custo ficarão impensáveis no futuro. mas aumentamos os custos de manutenção e operação. 33. 2007 33. o maior problema é que não há redução de poluentes como o fósforo e o nitrogênio. é difícil de ficar interferindo no processo e temos que ficar “rezando” para que tudo dê certo.6. Um outro problema é que não havendo energia externa.com.br 6/07/08 Na Figura (33. No tratamento anaeróbio não há gasto de energia. Figura 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.6 Normas da ABNT A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) possui a NB-579/1990 (NBR 12209/90) sobre Projetos de estações de tratamento de esgotos sanitários que se aplica aos processos de tratamento em: • Separação de sólidos dos meios físicos (tratamento preliminar) • Filtração biológica (tratamento secundário) 33-7 .

33.7) podemos ver que o tratamento primário reduz no Maximo 40% da DBO enquanto que o lodo ativado vai de 85% a 95%.1) onde estão as eficiências conforme a modalidade do tratamento. Tabela 33.8 Custos Os custos de implantação de ETE convencionais de lodos ativados estão na Figura (33.br 6/07/08 • • Lodos ativados (tratamento secundário) Tratamento de lodo 33.70/hab. As lagoas variam de 50% a 95%.7 Eficiência do tratamento O professor Nelson Gandur Dacach no seu livro Tratamento Primário de esgoto apresenta a Tabela (33.Porcentual de remoção no esgoto sanitário para as modalidades de tratamento Modalidade de tratamento Preliminar Primário Secundário Terciário Porcentual de remoção DBO Sólidos em suspensão 5 a 10% 5 a 20 25 a 85% 40 a 90% 75 a 97 70 a 95 97 a 100 95 a 100 Bactérias 10 a 20% 25 a 80% 90 a 98 98 a 100 Figura 33.com.7) notando-se que o custo da ETE do Parque Novo Mundo é de R$ 149. 1973 Pela Figura (33. 33-8 .1.7-Valores mais comuns de redução de DBO segundo Azevedo Netto.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. Fonte: Faculdade de Saúde Publica.

320.92 x Q + 2430891.56 C=53045.95 Exemplo 33.32 C= 127.09/hab x ano conforme Aisse.00 O custo total de implantação de uma lagoa de estabilização é de US$ 22. Jordão.32 Sendo: C= custo em R$ x 1.3 Calcular o custo de implantação para ETE de lodo ativado C=53045.85 .56 com R2=0.000= R$ 127.8.300. 2005 estabeleceu a equação para lodo ativado de grande porte acima de 1000L/s C= 0. 2000.000hab x R$ 149.4/hab e a operação e manutenção é US$ 0.32 x 1.000.00 Para uma lagoa de estabilização o custo de implantação segundo Jordão. 2005 Exemplo 33.732.8) 1.00 Custo de implantação de tratamento por lodo ativado para vazões C=53045. 2005: 33-9 com R2= 0.92 x 2000 + 2430891. Custo de implantação= R$ 149.br 6/07/08 Figura 33.05 x Q + 27.70/hab= 194.32 C= 0.2 Calcular o custo de uma ETE convencional por lodos ativados com vazão de 2000 L/s.522.300.000.05 x Q + 27.92 x Q + 2430891.05 x 2000 + 27.70/ hab (Figura 33.000 hab.610.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.56= R$ 108.000 Q= vazão em L/s Exemplo 33.1 Estimar o custo de uma ETE de lodo ativado convencional (primário+secundário) para população de 1.32=127. C= 0.Custos de ETES de grande porte Fone: Jordão.000.com.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.000.

62 L/s Vazão no dia e hora de maior consumo Qmáximo= 114.000.51 x Q + 268161.98= R$ 1. Exemplo 33.1= 114.4 Calcular o custo de implantação uma lagoa de estabilização para 50 L/s C= 22996. 2007 Dados de contribuição de esgoto Contribuição média diária 60.62 x 1.85 Exemplo 33.98 Sendo: C= custo em R$ Q= vazão a ser tratada (L/s) com R2=0.8=206.Esquema de tratamento primário Fonte: Telles.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.98 C= 22996.00 33.9 Pré-dimensionamento das unidades da estação de tratamento de esgotos Vamos nos reportar ao excelente trabalho do professor Nelson Gandur Dacach no livro já mencionado com algumas adaptações a NB 570/90.9.987.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.000habitantes.com.000 L= 9.2 x 1.000.000 L/ 86400s= 104.br 6/07/08 C= 22996. Figura 33.3 L/s 33-10 .51 x 50 + 268161.51 x Q + 268161.2 L/s Vazão no dia de maior consumo Qhora= 104.417.000 hab x 150 L/hab= 9.000m3/dia Vazão média Qm= 9.5 Dimensionar uma ETE de esgoto com tratamento primário de uma cidade com 60.

Para a vazão máxima de 206.1 L/s Comprimento: tamanho da menor partícula a ser removida d=0. Inclinação: 45º Espaçamento entre as barras: 2.103m3/s.40m/s para a vazão máxima. 206.3m/s (NB 570/90) para a vazão média e não maior que 0.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.1 L/s em função do vertedor parshall.5cm (12”).454m= 0.728= 0.75m/s para a vazão máxima de 103. cada uma capaz de atender a vazão máxima de 103. 33-11 . A vazão máxima 103. Velocidade através da grade: será adotada a velocidade máxima de 0.4cm.14m2 Espessura das barras: serão empregadas barras de 3/9”. a altura da lâmina de água no vertedor é de aproximadamente de 45.19m2 Largura do canal: B= A´/ h = 0.728 Sendo a= afastamento entre as barras Área total A´= A/B= 0. Conforme NB 5 Comprimento= 11m Conforme NB 570/90 o desarenador por gravidade tem taxa de 600 a 1300m3/m2 x dia.1 L/s em cada unidade.1 L/s As dimensões da grade são condicionadas ao vertedor parschall a ser utilizado.2mm Altura da água para a vazão máxima de 103.454m. que será retirada periodicamente.5cm Dimensões da grade: cada grade terá seção retangular e deverá atender a vazão máxima no dia e hora de maior consumo. provido de um depósito para areia. H= 0.19m2/ 0.3 L/s. 0. Nota: conforme NB 570/90 quando a vazo no desarenador for maior que 250 L/s a limpeza deverá ser mecanizada.1 L/s corresponde ao volume diário de 8908m3. Eficiência da grade: E= a/ (a+1)= 0.br 6/07/08 Tratamento preliminar Grade: serão utilizadas duas grades singelas de limpeza manual. Número de unidades: serão adotadas duas unidades.com. Área útil entre as barras: A= Qmax/ V= 0.30m/s O controle será feito por vertedor pashall de 12” colocado a jusante. Seção transversal Adotar-se-a seção trapezoidal de modo a manter a velocidade de 0.3 L/s /2 = 103.14m2/ 0.75m/s = 0. cuja garganta é de 30.42m Caixa de areia Tipo e sistema de limpeza: será adotado um tipo singelo de limpeza manual.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Velocidade e meio de controle A velocidade será mantida em torno de 0.

9 Velocidade de escoamento no sentido longitudinal 0.com.4m x 2. V= 9000m3 x 2h/ 24h = 750m3 Número de decantadores=2 Volume de cada decantador= 750m3/2 = 375m3 Área superficial Vazão por unidade de superfície: 35m3/m2 x dia Nota: segundo a NB 570/90 a taxa de escoamento superficial deve ser inferior a 60m3/m2 x dia quando não precede processo biológico.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 m2/ 6.4m = 20.1042m3/s/ (6.85m2 Sendo a largura de 0.92m) =0.42m Comprimento= 6.4m Comprimento 128.92m= 6.04 m2/hab para tratamento primário resulta: A= 0.31m Decantadores Capacidade: para o período de detenção de 2h no dia de contribuição média.1042m3/s/ 18.0056 m/s Digestores Volume 60.92m Largura Adotamos 6.6m2= 2.10m Relação comprimento/largura 20.42m=16.69m2= 0.5m Leito de secagem Área A partir da taxa de 0.br 6/07/08 Considerando taxa de 1300m3/m2 x dia Área= 8908m3/ 1300m3/m2x dia=6.14 Relação comprimento/profundidade 20.6 m2 Profundidade h = 375m3/ 128.000 litros= 3.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.4m=3.000hab x 50 litros= 3000.000m3= V Numero=2 digestores cada um com 1500m3 Dimensões Altura= 8m Diâmetro= 15.10m/6. Área de cada decantador: A= 4500m3/ 35m3/m2 xdia = 128.85m2/ 0.04m2/hab x 60000hab=2400m2 Número de unidades Serão adotadas 10 unidades que serão construídas a medida das necessidades Área de cada unidade 33-12 . Nota: o tempo deve ser superior a 1h e inferior a 6h conforme NB 570/90.10m/2.

Há 4 anos o tratamento de esgotos primário e secundário foi ampliado para tratamento terciário com coagulação.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O efluente de 4300m3/mês ( 17 L/s) é vendido há 4 anos a R$ 0. 1991 na página 593 e o segundo é dos professores da FATEC e denominado Esgoto Sanitário coordenado pelo prof. floculação e sedimentação com policloreto de alumínio. 33. 33-13 . O primeiro é o conhecido Metcalf & Eddy.br 6/07/08 A= A/ 20m= 2400m2/ 20m= 120m2 Largura= 4m Comprimento=30m 33. Nele há detalhes da ETE Jesus Neto da Sabesp.10 Dimensionamento de ETE de lodo ativado O autor recomenda dois livros básicos para o dimensionamento de lodos ativados.11 Reúso de água Os professores da FATEC coordenados pelo dr. lavagem de pátios e rega de jardins.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.69/m3 com objetivo da lavagem de feiras. que fica no bairro do Ipiranga na Capital e inaugurada em 1934. Dirceu D´Alkimin Telles elaboraram o livro denominado Reúso de água. Ariovaldo Nuvolari que pode ser encontrado na página 236.com.

Tratamento de esgotos sanitários. NELSON GANDUR.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. 2003. Curso no Celacade. DANILO de. Tratamento de esgotos sanitárias. Reúso da água. Junho. -AZEVEDO. DIRCEU D´ALKIMIN ET AL.br 6/07/08 33. -DACACH. ABES. ARI ET AL. Tratamento primário de esgoto. -EPA. São Paulo. Primer for municipal wastewater treatment system.conceitos.com. 1334páginas. -METCALF E EDDY. -NUVOLARI. EDUARDO PACHECO e PESSOA. 2000. Sistemas de esgotos sanitários. FATEC. Wastewater Engineering. EPA 832-r-04-001 setembro de 2004. teorias e práticas. 1993. Editora Blucher. 1991. 2005. -TELLES. Esgoto sanitário. 1973 -JORDAO.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. CONSTANTINO ARRUDA. 2007. -FACULDADE DE SAUDE PUBLICA. MIGUEL MANSUR.12 Bibliografia e livros consultado -AISSE. Efluentes líquidos industrias. FATEC. 33-14 . 1991. 4ª Ed.

com.br 14/07/08 Previsão de esgotos 34-1 .Curso de rede 1 de esgotos Capitulo 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Este método é bom para previsões a curto prazo.com.Previsão de esgotos 34. chuvas. dados históricos mensais por economias e por categorias. densidade de moradias. Projeções dos empregos agregados e desagregados. tem erros que vão de 5% a 10% podendo chegar a mais de 30%.1 Introdução Uma das coisas mais difíceis de ser feita é a previsão dos despejos de esgotos em sistema de esgotos separador absoluto.br 14/07/08 Capitulo 34. volume por ligação. renda.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. b) Moradia: quantidade de pessoas por moradia. Mesmo a melhor previsão feitas em países do primeiro mundo. Existem segundo Boland et al (1981) e Tung (1992) três métodos básicos de previsões: a) Método de um simples coeficiente (quota per capita. e) Clima: temperatura. mas são bastantes questionáveis para previsão a longo prazo. aceitabilidade pelo público etc. baseado em volume de água gasto por operário em determinado tipo de indústria. Primeiramente não existe nunca uma previsão perfeita. Para o método do simples coeficiente vamos citar dados da AWWA (1991) referente a quota per capita relativa ao número de consumidores: A previsão de população e consumo de água é mais arte do que ciência. c) Empregos: total de empregos por cada setor industrial. mas não é consistente e de modo geral não fornece uma boa previsão. estruturas da tarifas. g) Conservação da água: medidas futuras de conservação da água. por exemplo.. Exemplo do coeficiente unitário é a previsão de consumo industrial. suprimentos particulares. pois usa poucos dados. medidas de redução do consumo de água. dados históricos da taxa de crescimento dos empregos. aumento da renda.Curso de rede 2 de esgotos Capitulo 34. preço da água etc) c) Métodos Probabilísticos (verifica as incertezas nos métodos anteriores) No Método de um Simples Coeficiente tem somente uma variável explanatória que pode ser aplicada. Os principais dados necessários para uma previsão são: a) População: projeções e tamanho da família. perdas d’água. d) Outros fatores econômicos: índices de inflações. 34-2 . f) Estatísticas de água: preços. volume mensal / empregado para cada tipo de indústria) b) Métodos de Múltiplos coeficientes (chuvas. projeção do aumento da renda. evapotranspiração. o volume de água por ligação de água ou o coeficiente unitário para método desagregado. tamanho dos lotes etc. Este método é bom para uma avaliação preliminar do problema. a quota per capita.

Tabela 34. comercial e de indústrias leves 600 Bairros comerciais com edifícios de escritório 1000 O professor Tucci desenvolveu por análise de regressão linear equação que fornece a área impermeável em função da.com.1.86 + 0.0 a 2 L/s x ha Tabela 34.2 Previsão usando densidade A previsão das vazões de esgoto é baseada na previsão de consumo de água e é muito difícil.55 x DH Sendo: AI= área impermeável em porcentagem DH= densidade habitacional (hab/ha) 34-3 .Densidade media conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Áreas periféricas. lotes médios e pequenos 50 a 100 Casa geminada de 1pavimento 75 a 150 Idem 2 pavimentos 100 a 200 Prédio de pequenos apartamentos 150 a 300 Áreas comerciais 50 a 150 Áreas industriais 25 a 75 Densidade global média 50 a 150 Áreas industriais 1. lotes grandes 25 a 75 Casas isoladas.2.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Densidade média conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Bairros residências de luxo com lotes de 800m2 100 2 Idem 450m 120 Idem 250m2 150 Bairros mistos residencial e comercial com prédios até 4 pavimentos 300 Bairros residências com até prédios até 12 pavimentos 450 Bairros misto residencial. Uma das maneiras mais práticas e usadas é a densidade em habitantes por hectare. densidade (hab/ha).br 14/07/08 34. AI= -3. pois temos que considerar a situação de inicio e a de futuro.Curso de rede 3 de esgotos Capitulo 34. Existem várias tabelas sobre o assunto.

Método da curva logística: é a curva em forma de S onde atinge a população de saturação.64 73.14 56.14 45.3. Metcalf & Eddy.64 34.64 18.Curso de rede 4 de esgotos Capitulo 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 6. 1994 apresenta sugestão de oito métodos para previsão de população. Método de taxa declinante de crescimento: onde a população atinge um ponto de saturação prefixado. 1981. 1978.64 62.br 14/07/08 Tabela 34.64 51.14 78.14 23. 1985.14 34. Método da previsão de empregos 8. Método Logístico 34-4 . Qasim. Método da razão: pensa-se que a cidade segue o crescimento da região. 1991): Vamos apresentar somente os três métodos clássicos para previsão de população: 1. 5. Barnes et al. 7. Método de crescimento geométrico 3. Método aritmético 2. 1.64 29.64 40. Método da previsão de cluster de nascimentos: é escolhido um grupo de pessoas nascidas num certo período e daí se fazem as previsões.64 84. 4. Método de crescimento aritmético 2.14 67.14 89. Método gráfico de comparação entre cidades similares: são comparadas cidades similares e se fazem projeções iguais.3 Previsão de população Qasim. CETESB.Densidade habitacional em função da área impermeável DH (hab/ha) 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 30 140 150 160 170 AI (%) 12.com. Os principais métodos utilizados para as projeções populacionais são (Fair et al. 1968. Método geométrica 3.

984 1.000 828.567 473.304 17.226 221.626 345.093 77.294 900.754 236.326 407.000 709.4).976 1.690 55.026 263.000 680.811 15.678 672.550 205.162 90.723 45.000 893.978 1.455 384.779 6.Dados da população de Guarulhos conforme censo IBGE ANO POPULAÇÃO TOTAL RURAL URBANA (Hab) (Hab) (hab) 13.226 428.981 1.726 325.294 6.273 23.998 1.971 1.000 801.426 387.469 24.047 325.826 304.979 1.580 81.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.000 48.980 1.000 746.999 34-5 .973 1.526 366.985 1.528 158.489 68.000 922.908 104.627 24.989 209.995 1.969 1.744 97.967 1.000 5.000 857.523 18.983 1.960 1.br 14/07/08 34.197 173.894 662.986 1.4.000 794.992 1.000 55.Curso de rede 5 de esgotos Capitulo 34.682 565.975 532.776 77.970 1.991 1.000 739.000 916.677 41.994 1.045 728.268 539.486 37.987 1.988 1.073 33.264 500. Tabela 34.966 1.968 1.000 52.926 283.876 189.982 1.181 597.993 1.990 1.439 6.237 6.863 444.062 581.869 223.885 59.000 7.996 1.4 Dados de população de Guarulhos Primeiramente vamos fornecer os dados da população de Guarulhos segundo o IBGE conforme Tabela (34.697 86.997 1.546 833.000 811.745 19.585 266.950 1.000 863.000 35.518 717.000 761.975 1.237 972.974 1.000 771.422 17.099 196.145 463.301 95.343 296.972 1.751 355.660 35.126 242.989 1.186 22.101 101.497 182.197 1.480 630.940 1.159 414.271 503.940 773.326 102.281 50.690 806.977 1.

004 2.com.002 2.5-População de 10 em 10 anos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 34.072.5) estão os dados com intervalos de 10anos desde 1940 até o ano 2000.6-Razão para o método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1908637 2744557 3859117 Aritmético Razão 2208 6575 13554 29610 27309 26672 Considerando Po= 1940 e P1= 1950 a razão será: 34-6 .253 Na Tabela (3.717 1.251.005 2.179 1.003 2.000 2. Yassuda e Paulo S.Curso de rede 6 de esgotos Capitulo 34.001 2.006 1.5 Método aritmético Considerando os valores das populações Po e P1 no tempo to e t1 a razão ou taxa de crescimento aritmético neste período conforme prof Eduardo R.283. Tabela 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 2. Nogami do livro Técnica de Abastecimento de Agua será: r= (P1-Po)/ (t1-to) A população P será: P= Po + r (t – to) Tabela 34.

7.br 14/07/08 r= (P1.Gráfico da população de Guarulhos de 1940 ao ano 2000 Considerando a média das três ultimas razões teremos: Média =27864= (29610+27309+26672)/3 P= Po + r (t – to) Considerando to=2000 e Po= 1072717 P= 1072717 + 27864 (t – 2000) Contando-se to a partir do ano 2000 Para t=2010 teremos: P= 1072717 + 27864 (2010 – 2000) Tabela 34.to) = (35523-13439) / (1950 – 1940) =2208 e assim para os demais anos conforme Tabela (34.Curso de rede 7 de esgotos Capitulo 34.6) População de Guarulhos População (habitantes) 1500000 1000000 500000 0 1940 1960 1980 ano 2000 2020 Figura 34.1.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Po)/ (t1.com.Previsão de população de Guarulhos usando método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1629997 1908637 2187277 34-7 .

Po= 806.03 obtermos para o ano 2030.03 (2030-1990) =2.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.603.6 Método geométrico A previsão de população conforme FHSP. 1967. 34-8 . (´Po+P2)] / (Po .8.com.Po. P= K / (1 + 2.7 Método Logístico O método logístico prevê uma população de saturação denominada K que é considerando um limite superior conforme FHSP. P1 para o ano de 1990 e P2 para o ano 2000 acharemos o valor de K. No caso d=10anos t2=2d a = (1/0. P= Po . q= (P1/Po) (t1-to) q= (806000 / 1072717) (2000-1990) =1.718 a-bt ) Sendo que o valor de K se obtém: Ps = [2.03 Adotando a razão q= 1. log { [Po (K-P1)]/ {P1 .P12) b= {1/ (0.717 hab. log [(K-Po)/Po] Tomando-se o valor de Po para o ano de 1980.4343 x d)} .766hab Tabela 34. (K-Po)}} to=0 t1=d.072. q (t-to) P= 806000 x 1.P1. P2 .000 hab.Curso de rede 8 de esgotos Capitulo 34.br 14/07/08 34.4343) .P2 – P12 . q (t-to) q= (P1/Po) (t1-to) Dados: Ano 2000 Ano 1990 P1=1. 1967 pelo método geométrico será: P= Po .Aplicação do método geométrico para Guarulhos Geométrico Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1441642 1937446 2603766 34.

558.850 Tabela 34.889 Portanto.65504-0.t ) O tempo começa a contar de 1980. P= 1558889 / (1 + 2. P1 e P2 Valores Po P1 P2 ano 1980 1990 2000 População 532908 806000 1072717 K = [2.4343 x 10)} .com.718 0. b= {1/ (0. (Ks-Po)}} b= {1/ (0.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.558.4343) .4343) .07232. (2010-1980 )= 1.P12) K = [2x532908x806000x1072717 – 8060002 . t1 P2.9.277.889 habitantes.10.65504716 P= Ks / (1 + 2. log [(1558889-532908)/532908]= 0.Valores de Po.P1. (1558889532908)}}= -0. log [(K-Po)/Po] a = (1/0. log { [532908 (1558889-806000)]/ {806000 .br 14/07/08 Tabela 34.65504-0.P2 – P12 .07232125 a=0. log { [Po (Ks-P1)]/ {P1 .718 a-bt ) P= 1558889 / (1 + 2.65504716 Po.Aplicação do método logístico para Guarulhos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1277850 1408570 1482139 Logística K=1558889 b=0.718 0.07232. t2 34-9 .8060002)= 1. P2 . (Po+P2)] / (Po . Para o ano 2010 teremos a diferença 2010-1980 que serás de 30 anos ficando assim. pois to=1980.Po.07232125 a = (1/0. a população de saturação será de K=1. (532908+1072717)] / (532908x 1072717 .4343 x d)} .Curso de rede 9 de esgotos Capitulo 34. to P1.

80 Q> 751 L/s K= 1.Curso de rede 10 de esgotos Capitulo 34. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2. Tabela 34.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial. Q≤ 751 L/s K=1.20 + 17.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Conforme ABNT NBR 9649/86 os valores a serem adotados quando não se possuem pesquisas são: K1= 1.0 L/s x km.80 Conforme Tsutya. 1999 as águas do subsolo atingem as redes coletoras através de: • Juntas das tubulações • Paredes das tubulações • Poços de visita.com. etc.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui.8 Coeficientes de variação da vazão Os projetos de esgotos usam os seguintes coeficientes: K1= maior consumo diário no ano/ vazão média diária no ano K2= maior vazão horária no dia/ vazão média horária no dia K3= coeficiente de mínima vazão horária que é a relação entre a vazão mínima e a vazão média anual.5 K3=0. tubos de inspeção e limpeza. comercial.485/ Q 0.5 Coeficiente de retorno= 0. caixas de passagem.Vazões parasitárias 34-10 . publico em L/s 34.20 K2= 1.br 14/07/08 34.9 Vazões parasitárias (infiltração) Pode haver infiltração de água de drenagem nos coletores de esgoto e isto se chama de vazões parasitarias que atingem até 6. estações elevatórias. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1.11. Conforme Tsutiya.

10 34-11 . Primeiramente informamos que a legislação não permite que nenhuma indústria lance na rede de esgotos vazões maior que 1. 1999 estima vazões futuras entre: 1. Em áreas industriais onde não se utilizam quantidades significativas de água em seus processos produtivos. 34. pode-se estimar a contribuição de esgotos em 0.30 L/s x ha.Taxas de infiltração em redes coletoras de esgoto Fonte: Crespo.10 Despejos industriais É uma grande dificuldade estimarmos a contribuição industrial numa rede de esgotos.2. 1997 Conforme a norma da ABNT 9649 a taxa de infiltração depende da posição do lençol freático variando de 0.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Para vazões industriais (médias e grandes) conforme Tsutiya.0 L/s x km.15 L/s x ha a 2.br 14/07/08 Figura 34. Na falta de dados Tsutya. 1999 o valor de K1=1.Curso de rede 11 de esgotos Capitulo 34.com.05 L/s x km a 1.35 L/s x ha.5 vezes maiores que a média.

-BILLINGS. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. ISBN 1-56676-134-4. Coleta e transporte de esgoto sanitário. Water supply and wastewater removal. PEDRO ALEM. BRUCE et al. GORDON M. Colorado. et al. design and operation. 859 páginas.12 Bibliografia e livros consultados -ABNT–Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água.com. 547páginas -TSUTIYA. -QASIM. 726páginas.planing.11 População flutuante Conforme o caso deve ser levada em conta. Técnica de Abastecimento e tratamento de água. LEO et al. 2004. Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. NBR 12211/92. EPUSP.br 14/07/08 34. 34. American Water Works Association. 643páginas 34-12 .Curso de rede 12 de esgotos Capitulo 34. 1966. R. 1999. -HELLER. -FAIR. 1996. 1967. MILTON TOMOYUKI.1994. -TSUTIYA. Denver. Abastecimento de água. Forecasting urban water demand. EPUSP. Wastewatrer treatment plants. ISBN 0-471-25130-5 -FHSP.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2006. principalmente em cidades de veraneio. Abastecimento de água para consumo humano. Belo Horizonte. SYED R. Edutira John Willey.

Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. As caixas de gorduras em restaurantes são importantíssimas.com.br 15/07/08 Capítulo 35.Caixa de gordura http://www.cswd.net/pdf/FOG_Manual_Final.2.Caixa de gordura Figura 35.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. Existe basicamente dois tipos de caixas de gorduras: 35-1 .1. Figura 35.1 Introdução É importante que haja caixa de gordura em prédios de apartamentos e nas residências.Caixa de gordura 35.pdf O problema do excesso de gordura nos esgotos sanitários trás problemas no tratamento na formação do lodo. pois a quantidade de gorduras se forem lançadas nas redes coletoras causarão entupimentos constantes conforme já constato. 2005. no aumento do tempo de retenção hidráulica e na redução da atividade hidrolítica devido a biomassa conforme Mendes et al.

scielo. 35. 2005.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005 a concentração de lipídeos (gorduras) em águas residuárias é dado pela Tabela (35. conforme Figura (35. A norma estabelece a Equação (35.br 15/07/08 • • Caixa de gordura para prédios onde existe rede coletora de esgoto sanitário Caixa de gordura para prédios onde não existe rede coletora de esgoto sanitário Conforme Mendes et al.2 Caixa de gordura para prédio onde existe rede coletora de esgoto sanitário Conforme a NBR 8160/1983 de Instalação predial de esgoto sanitário recomenda a instalação de caixas retentoras de gorduras nos esgotos sanitários que contiverem resíduos gordurosos provenientes de pias de copas e cozinhas. sorvetes.br A maior fonte de geração de lipídeos (gorduras) são as indústrias de óleos comestíveis.2). 2005 www.Fontes de lipídeos(gorduras) e suas concentrações em águas residuárias Tipo de efluentes Concentração de lipídeos (gorduras) (mg/L) Doméstico 40 a 100 Matadouros e avícolas >500 Laticínios 4680 Restaurantes 98 Azeite de oliva 16000 Sorvetes 845 Fonte: Mendes et al. laticínios.1) Sendo: V= volume em litros N= número de pessoas servidas pelas cozinhas que contribuem para a caixa de gordura.1) motivo pelo qual vamos nos dedicar um pouco mais visto haver pouca literatura brasileira sobre o assunto. matadouros e efluentes domésticos e de restaurantes. 35-2 .1) para o dimensionamento da caixa de gordura: V= 2 x N + 20 (Equação 35.2. O dimensionamento correto da caixa de gordura é muito importante para o bom funcionamento do sistema de tanque sépticos.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. Tabela 35. principalmente de fast food conforme Mendes et al.

br 15/07/08 Figura 35.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 – Caixa de gordura Fonte: Jordão et al.com. 2005 35-3 .

Caixa de gordura Fonte: http://www. Caixa de gordura 100 litros a 500 litros Gordura flutuante Água limpa Resíduos pesados + gordura digerida pliniotomaz@uol. sendo a média de 200mg/L.br Figura 35.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. Turbulência: a turbulência deverá ser evitada.com. Os óleos e graxas. segundo Jordão. restaurantes e cozinhas industriais é normalmente adotado 100mg/L de óleo e gorduras sendo este a base do dimensionamento das caixas de gordura pela EPA.3 Critérios básicos As caixas de gorduras devem obedecer a quatro critérios básicos para o seu perfeito funcionamento. 2005 estão presentes nos esgotos de 30mg/L a 70mg/L conforme já constatado em quatro estações de tratamento de esgotos sanitários.com. Volume da caixa: deve ser adequado para permitir o armazenamento da gordura durante os intervalos de limpeza.br 15/07/08 35. Em projetos de hospitais. pois poderá atrapalhar a subida da gordura.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.rotogine. sendo que a ABNT deverá alterar as normas vigentes.br/ 35-4 . separadas e que flutuam na superfície da caixa de gordura.2). Temperatura: a caixa de gordura deve permitir que os esgotos tenham a sua temperatura aumentada suficientemente para emulsionar a gordura e separálas. 4. 3. Tempo de detenção: deverá haver um tempo de detenção suficiente para que as gorduras e o óleo sejam emulsionadas.000 litros. Uma caixa de dimensões muito pequena acarretará a perda de todo o sistema. conforme Figura (35. 2.4 Caixa de gordura para prédio onde não existe rede coletora de esgoto sanitário As caixas de gorduras da firma Rotogine são feitas em polietileno e possuem volume de 100 litros a 8.4 . Conforme Decreto do Estado de São Paulo 8468 de 8 de setembro de 1976 o lançamento na rede publica de esgoto sanitário deverá obedecer ao artigo 19-A item IV – ausência de óleos e graxas com concentração máxima de 150mg/L. 35. 1. Algumas cidades americanas admitem limites de óleo e gorduras que variam de 150mg/L a 300mg/L.com.

1 Supondo velocidade mínima de ascensão de 3.com.Caixa de retenção de gordura Fonte: Estado da Carolina do Norte.2 a 3 Média de pico 6 4 2 1. 1991 os fatores de pico são muito importante para o dimensionamento de caixas de gorduras para pequenos estabelecimentos comerciais.br 15/07/08 A caixa de gordura da Figura (35.5 4 8 6 3 2 Pequenas comunidadades Faixa de Média de pico pico 3a6 4.6m/h e • 60μm a velocidade de ascensão será 0.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6m/h para indústria com 300 empregados. 1991 recomenda que a caixa de gordura coletiva para que a flotação das gorduras seja efetiva deve deter o efluente no mínimo em 30 (trinta) minutos. 1991 Suponhamos que se gaste 11 litros/refeição por hora Vazão média = 11litros/hora x 300empregados = 3300 L/h= 3.3). pequenos estabelecimentos e pequenas comunidades Fator de pico Pico horário Pico por dia Pico por semana Pico por mês Residência individual Faixa de pico 4a8 2a5 1.25 a 4 1. 1991 Para partículas com diâmetro de: • 150μm a velocidade de ascensão é de 3. 2000.6 1. Figura 35.5 . Tabela 35.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. Exemplo 35.Fatores de pico para escoamento de esgotos de residência individuais. pequenas comunidades e residências individuais conforme Tabela (35. Tomaz.2 A 2 1.5 3 1. 2002.6m/h.3.5 Método do tempo de detenção conforme Metcalf&Eddy. 2002. Restaurante: 11 litros/dia/refeição Metcalf & Eddy.5) é o modelo recomendado pelo Estado da Carolina do Norte.75 1. Previsão de consumo de água.3m3/h 35-5 .75 Pequenos estabelecimentos comerciais Faixa de pico Média de pico 6 a 10 4a8 2a6 1. Conforme Mecalf&Eddy. 35.7 2a5 3. 1991 Metcalf&Eddy.5 Fonte: Metcalf & Eddy.

2m3 = 3.6= 7.5 x B= 1.com.80m 35-6 .32 x 2.33m2 7.33= 1. Vazão de pico= 3.33m2 Adotando: L= comprimento (m) B= largura (m) Supondo: L= 1.3m3/h x fator de pico= 3.5 x 2. 1991) Para a flotação ser efetiva adoto 60min V= (30min/60min) x 26.5 B A= L x B A= 1.21m L= 1.3 x 8=26.6m/h teremos: Área (m2)= 26.2) temos: Adotando velocidade mínima ascensional de 3.2m3 Altura da caixa V= L x B x H 13.5 B2 B= 2.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.br 15/07/08 Usando fator de pico= 8 conforme Tabela (35.32m Tempo de detenção mínimo adotado> 30min (Metcalf e Eddy.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3).5 B2 A= área (m2)= 7.21= 3.21 x H H= 1.4m3/h=13.4m3/h /3.4 m3/h Usando Equação (35.

se a temperatura do líquido se encontrar abaixo de 25ºC.6 Caixa de retenção de gordura conforme Nunes. uma próxima à entrada para evitar turbulência do líquido e a outra próxima à saída. curtumes. determinado o tempo de subida de uma pequena partícula. Em matadouros e curtumes. estas gorduras recuperadas têm valor comercial. São utilizadas no tratamento preliminar de águas residuárias de frigorífico. matadouros. laticínios. A área necessária A é calculada conforme a seguinte fórmula: A = Q/ V Sendo: A= área da superfície da caixa (m2) Q= vazão máxima (m3/h) V= velocidade mínima de ascensão das partículas de menor tamanho. possuindo duas ou mais cortinas. O principio de separação se dá pela diferença de densidade entre a água e as gorduras. Esta velocidade poderá ser obtida em um cilindro graduado. Figura 35.6-Caixa retentora de gordura Fonte: Nunes. 1996 O formato da caixa deverá ser retangular. Acima desta temperatura. a serem removidas.com. O tempo de detenção deverá situar-se entre 3 e 5 minutos. A caixa deve ser construída de forma que o liquido tenha permanecia tranqüila durante o tempo em que as partículas. até 30minutos. 1996 As caixas de retentoras de gordura são unidades destinadas a reter gorduras e materiais que flotam naturalmente. percorram desde o fundo até a superfície liquida.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. V (m/h)= H(m)/ t(h) Sendo: V= velocidade mínima ascensional (m/h) H= altura do líquido no cilindro (m) t= tempo de ascensão (h) 35-7 .br 15/07/08 35. etc.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. o tempo de detenção poderá ser maior. Em um dos lados da caixa deverá ter uma calha para remoção da gordura.

como também o período de 8 horas de funcionamento diário e que 60% das águas residuárias passarão na caixa.50m3/h Volume da caixa V Adotando o tempo de detenção de 10min. 1996 Dimensionar uma caixa de gordura de um frigorífico que abate cerca de 200 cabeças de boi por dia.5 B2 B=1.5 x 37. tendo em vista que a temperatura do liquido se encontra acima de 25ºC.5 x 1.4= 3. V= 1.61m x H H= 1.Extraído de Nunes.5 x Q x t x 0.42m x 1.90m2 Adotando comprimento L e largura B L= 1.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.60= 60% da água passará na caixa.44m 35-8 .61= 2.1. 14.61m L= 1. Contribuição diária de águas residuárias (Q) Q= 200 cabeças/dia x 1500 litros/cabeça x dia= 300m3/dia Para 8 horas de funcionamento Q= 37.4= 1.5= coeficiente de pico Dimensões da caixa Considerando que a velocidade de ascensão das menores partículas seja de 4mm/s.5 Q/ 14. A temperatura é de 30ºC.5/ 14.90m2= 1.br 15/07/08 Exemplo 35.5 x B A= L x B 3. 1.60 Sendo: V=volume da caixa (m3) Q= vazão média (m3/h) t= tempo de detenção (h) 0.625m3= 2.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. Considerar a contribuição per capita igual a 15000 Litros/cabeça/dia. ou seja.42m Altura da caixa H V= L x B x H 5.4m/h teremos: A= 1.com.

5 Consumo por refeição= 18litros/refeição Fator de carga Máquina de lavar prato= 1.4 para gorduras pesadas O tempo de residência padrão é de 24min mais pode ser usado tempo menor com o limite mínimo de 8min.000 litros V= (número de assentos) x 20litros/refeição x (Fator de armazenamento) x 1/2 do número de horas aberto) x (fator de carga) Exemplo 35.3 para gorduras moderadas 0.25 médio= 1. A manutenção das caixas deve ser mensal evitando que a mesma atinja 25% do volume do líquido.10 Método da EPA1 para hospitais Volume mínimo= 3.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9 Método da EPA1 para restaurantes Este método é baseado empiricamente no valor limite de óleos e gorduras de 100mg/L.2 para gorduras leves 0.7 máximo=2. 35.5 Fator de carga mínimo=0.25 35-9 .Curso de rede de esgotos Capitulo 35. Consumo por refeição: 20 litros Fator de armazenamento mínimo= 1.0.7 Método da área suburbana de Washington Volume= vazão de pico x fator de diversidade x tempo de residência Fator de diversidade: 0.5 máximo= 1.8 Stockton.000litros 35. conforme Estado da Carolina do Norte.0) x 1/2 de 8 horas aberto) x (1.2 Dimensionar a caixa de gordura para restaurante com 50 assentos.80 Volume mínimo da caixa de gordura= 3.0) V= 8. V= (número de assentos) x 20litros/refeição x (Fator de armazenamento) x 1/2 do número de horas aberto) x (fator de carga) V= (50 assentos) x 20litros/refeição x (2. usando fator de armazenamento igual 2. Califórnia V= vazão de pico da cozinha x 10min Comentário: de modo geral as caixas de gorduras dimensionadas em várias cidades dos Estados Unidos são baseadas na vazão de pico das cozinhas.0 baixo= 0. A localização das caixas de gorduras devido a sua periculosidade não deve ser instalada dentro da cozinha ou do restaurante devendo ser localizada num local de fácil acesso.0 e fator de carga igual a 1.br 15/07/08 35. trabalhando 8 horas/dia com 20litros por refeição.com.7 máximo= 2.000litros Fator de armazenamento mínimo=1. 35. 2002.

0 Fator de carga= 1.25 = 14.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. V= (número de refeições servidas no dia) x (consumo/refeição) x (fator de armazenamento) x (fator de carga) Refeições= 100 x 3 + 10 x 3 = 330 refeições Fator de armazenamento= 2.br 15/07/08 Sem máquina de lavar prato= 0.25 com máquina de lavar pratos V= 330 x 18 x 2.75 Exemplo 35.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.com.00 x 1.3 Dimensionar a caixa de gordura de um hospital com 100 pacientes e 10 pessoas para atendimento.850 litros 35-10 .

Tiragem de amostra da caixa de gordura 35-11 .Curso de rede de esgotos Capitulo 35.com.7.br 15/07/08 Figura 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Curso de rede de esgotos Capitulo 35.br 15/07/08 Figura 35.Gorduras acumuladas 35-12 .8.Caixa de gordura com acesso para inspeção Figura 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.9.

12.Exigências de gorduras nos Estados Unidos http://www.precast.Produção de gorduras Figura 35.com.Poço de visita extravasando água devido entupimento por gorduras Figura 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.pdf 35-13 .11.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.br 15/07/08 Figurda 35.10.

precast.Valores adotados em USA para dimensionamento de caixa de gorduras http://www.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.14.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.pdf Figura 35.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.13.br 15/07/08 Figura 35.com.Diversos valores de caixa de gorduras conforme os diferentes critérios http://www.precast.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.pdf 35-14 .

Curso de rede de esgotos Capitulo 35- Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 15/07/08

35.11 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO, JOSÉ M. e MELO, WANDERLEY DE OLIVEIRA. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. Blucher, 1988, 185 páginas. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. Construção e Operação. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto, Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. -BRITTO, EVANDRO RODRIGUES DE. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos, ABES, 2004, 161 páginas. -CIDADE OF EUGENE. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE, 2002. -CONAMA, RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 26 páginas. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. Considerations for the management of discharge of fats, oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. Jun, 2002, 73 páginas. -JORDÃO, EDUARDO PACHECO e PESSÔA, CONSTANTINO ARRUDA. Tratamento de Esgotos Domésticos. 4ª ed., 2005, 906 páginas. -MACINTYRE, ARCHIBALD JOSEPH. Instalações Hidráulicas. 770 páginas. -MENDES, ADRIANO AGUIAR et al. Aplicação de lípases no tratamento de águas residuárias com elevados teores de lipídeos. www.scielo,br, Química nova, abril 2005, ISSN 0100-4042. -METCALF&EDDY. Wastewater Engineering. McGray-Hill, 1991, 1334páginas. -NUNES, JOSÉ ALVES. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. 1996, 277 páginas. -ROTOGINE- Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www.rotogine.com.br/ -USEPA (U.S. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). Guidelines for Water Reuse. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www.epa.gov/

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Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

Capitulo 36- Gases em tubulações de esgoto 36.1 Introdução Um dos problemas que existe normalmente nos sistemas de esgotos é a produção de gases malcheirosos, principalmente o sulfeto de hidrogênio, H2S, segundo Mendonça,1975. É muito conhecido os casos de tubos de concreto para conduzir esgotos sanitários que devido a produção dos sulfetos entram em colapso conforme Figura (36.1). O motivo é que os sulfetos juntamente com o vapor de água e bactérias cria o ácido sulfúrico que destrói o cimento e conseqüentemente a estrutura do concreto.

Figura 36.1- Corrosão de tubo de concreto para condução de esgoto, por sulfeto de hidrogênio.
Fonte: Tsutiya, 1999

Existem vários gases nos esgotos, mas o mais importante é o sulfeto de hidrogênio H2S.A presença de odor do sulfeto de hidrogênio é importante para os trabalhadores, pois podem causar explosão quando está junto com os gases o metano. A concentração mínima de H2S para causar a morte é 300mg/L sendo que 3000mg/L é fatal conforme Metcalf e Eddy, 1981. Metcalf e Eddy, 1981 apresenta a Tabela (36.1) que mostra os efeitos produzidos pelo sulfeto de hidrogênio ao ser humano.

36-1

Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08 Tabela 36.1- Efeitos produzidos pela exposição humana ao ar contaminado com varias concentrações de sulfeto de hidrogênio. Tempo e condições de exposição Concentração de H2S na Efeitos atmosfera do sistema de esgotos (ppm em volume) Exposição prolongada, trabalho 5 a 10 (algumas pessoas menos) Pouco ou nenhum leve 1 a 2 horas, trabalho leve 10 a 50 (algumas pessoas menos) Irritações leves nos olhos e nas vias respiratórias, dores de cabeça 6 horas de trabalho manual pesado Cerca de 50 Cegueira temporária 1 hora de trabalho manual pesado Cerca de 100 Limite máximo sem conseqüências serias. Fonte: Metcalf e Eddy, 1981 e Tsutiya, 1999

36.2 Sulfetos O H2S é um gás encontrada com freqüência na natureza e muito conhecido pelo seu odor. Pode ser produzido pela decomposição de algumas espécies de matéria orgânica, especialmente a albumina. Segundo Tsutiya, 1999 a principal origem dos sulfetos em esgoto sanitário é devida à ação de bactérias que reduzem o sulfato para obter energia para sua manutenção e crescimento. Sob condições anaeróbias (sem oxigênio) dois gêneros de bactérias anaeróbias obrigatória da espécie Conforme Metcalf e Eddy, 1981 o H2S através da bactéria do genus Thiobacillus forma o ácido sulfúrico: H2S + 2O2 bactéria ---> H2SO4 36.3 Fórmula Z de Pomeroy É muito conhecida a fórmula empírica do Dr. Pomeroy, a qual através de um indicador Z, tem a finalidade de avaliar o risco do aparecimento de odores em coletores sanitários. É a chamada fórmula Z de Pomeroy que segundo Richardson in Tsutiya, 1999 recomenda a sua utilização para vazões entre 3 L/s a 2.000 L/s. 3 (EDBO) p

Z= ------------------- x -------I 1/2 Q 1/3 b Sendo: p= perímetro molhado da seção transversal em m; b= corda correspondente à altura molhada em m; Q= vazão máxima horária em litros/segundo; I= declividade do coletor em m/m; T= temperatura média do esgoto no mês mais quente em °C; EDBO= DBO a 5 dias e 20 °C do esgoto bruto em mg/L multiplicado pelo fator 1,07 T-20 Z= coeficiente Z de Pomeroy.

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36.4 Valores de Z É muito discutido qual os limites dos valores de Z para prevenir a criação de sulfetos. Tsutiya, 1999 comenta que Takahashi sugere o valor de 7.500, Paintal 7.500 e Ludwig e Almeida 10.000. As Tabelas (36.1) e (36.2) mostram alguns valores limites de Z. Para valores de Z menores que 5.000 o H2S está raramente presente ou somente em diminutas concentrações nos coletores. Para valores de Z iguais ou maiores que 25.000, o H2S dissolvido estará presente com freqüência e tubos de concreto com pequenos diâmetros possivelmente entrarão em colapso dentro de cinco a dez anos. Tabela 36.2- Valores de Z e possibilidades de produzir ou não sulfetos Valores de Z Condições a serem observadas Z< 5.000 Neste caso o sulfeto é raramente gerado 5.000≤Z≤25.000 Podemos ter ou não o sulfeto Z> 25.000 Será criado o sulfeto Tabela 36.3- Valores de Z e possibilidades de produzir ou não sulfetos Valores de Z Condições a serem observadas Z< 5.000 Neste caso o sulfeto é raramente gerado 5.000≤Z≤10.000 Podemos ter ou não o sulfeto Z> 10.000 Será criado o sulfeto Fonte: Tsutiya, 1999

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36.5 Relações geométricas da seção circular

Figura 36.2 Ângulo Central O ângulo central θ (em radianos) do setor circular, pode ser obtido pela seguinte expressão conforme Chaudhry,1993 p.95: θ = 2 arc cos ( 1 – 2y/D) Conforme Chaudhry ,1993 p.10 temos: A área molhada “A”: A= D2 ( θ – seno θ)/8 O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 O raio hidráulico “RH”: RH= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) A corda “b” correspondente a altura molhada é dado por: b= D sen (θ/2) Conforme Mendonça,1984 Revista DAE SP temos: Usando a fórmula de Manning e tirando-se o valor de θ usando as relações acima obtemos para o regime uniforme a fórmula para obter o angulo central θ. Observar que o ângulo central θ aparece nos dois lados da equação, não havendo possibilidade de se tornar a equação numa forma explícita. Daí a necessidade de resolvê-la por processo iterativo, como o Método de NewtonRaphson. O ângulo central θ está entre 1,50 rad. ≤ θ ≤ 4,43 rad. que corresponde 0,15≤y/D≤ 0,80. θ= seno θ + 2 2,6 (n Q/I 1/2) 0,6 D-1,6 θ 0,4 O primeiro seria o método de tentativa e erros, o segundo seria o método da bisseção, o método de Newton-Raphson e o Método das Aproximações Sucessivas.

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O Dr. Sérgio Rolim Mendonça, fez uma tabela de declividades mínimas que se deve ter para não haver gases, usando Z=5.000, que deve ser usado principalmente para grandes coletores de esgotos. O coletor é calculado a meia seção e o coeficiente de rugosidade é n=0,013. I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 Sendo: Q= vazão no coletor em litros por segundo; T= temperatura média do esgoto no mês mais quente em °C; EDBO= DBO a 5 dias e 20 °C do esgoto bruto em mg/l multiplicado pelo fator 1,07 T-20 EDBO=DBO 1,07 T-20 EDBO = em mg/l; K= valor obtido na Tabela (36.4); I min = declividade mínima do coletor em m/m.

Tabela 36.4: Valores de K para achar a declividade mínima em coletores de esgotos Fonte: Mendonça,1985, Revista DAE. 36-5

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Exemplo 36.1 Seja o coletor predial com diâmetro nominal 150, a ¾ da seção ou seja y/d=0,75. Suponhamos ainda que a temperatura média do mês mais quente seja de 25° C que a DBO a 5 dias e 20°C seja 250 mg/litro e que o coeficiente de rugosidade de Manning seja n=0,013, como adotado normalmente. A vazão máxima que o coletor pode conduzir com a declividade de 2% (0,02m/m) é de 6,66 litros/segundo. Para calcular o ângulo central em radiano usamos: θ = 2 arc cos ( 1 – 2 (y/D)) obtendo: θ = 2 arc cos ( 1 – 2 (y/D))= 2 arc cos ( 1 – 2 (0,75))= 2,32 rad O perímetro molhado P=(θ D)/2= (2,32 x 0,15)/2 =0,18m A corda b= D sen (θ/2)= 0,15 sen( 2,32/2)= 0,13m EDBO=DBO 1,07 T-20 = 250 x 1,07 (25-20) = 259,63 mg/l Substituindo na fórmula Z de Pomeroy temos: 3 (EDBO) p

Z= ------------------- x -------I 1/2 Q 1/3 3 x 259,63 0,18 b

Z=-------------------------x -------- = 5515 0,02 ½ x 6,66 1/3 0,13

Como o número Z de Pomeroy é igual a 5.515 portanto maior que 5.000 poderá haver ou não a produção de sulfetos. Caso fosse menor que 5.000 não haveria possibilidade da formação de sulfetos. Caso fosse superior a 25.000 com certeza teríamos a produção de gases. Caso queiramos aplicar a fórmula da declividade mínima em que não haverá a produção de gases teremos que usar a fórmula número: I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 Sendo que o valor de K=2,106 obtido na Tabela (36.2), com y/d=0,75 I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 = 2,106x10-6 x (259,63)2/6,66 2/3=0,073 m/m I min= 0,073 m/m, é a declividade mínima para que não se tenha no coletor a produção de gases. Na prática se usam para os coletores prediais de esgoto sanitário, tubos de PVC ou tubos de cerâmica, os quais não apresentam nenhum problema estrutural para os gases. Relembremos também que nas redes coletoras públicas não existem tubos ventiladores, não ser em casos especiais, tal como em elevatórias. A ventilação das instalações prediais de esgoto, compete ao prédio.

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36.6 Interceptores Em interceptores que geralmente possuem diâmetros maiores que 500mm e são feitos de concreto, o problema de sulfetos tem ser considerado. Devido a isto é que a norma da ABNT para Interceptores obriga que os mesmos sejam dimensionados com a tensão trativa mínima de 1,5Pa, ao invés de 1,0 Pa usado nos coletores comuns. 36.7 Gases em esgotos Metcalf e Eddy, 1981 salienta que as casas possuem tubo ventilador para a ventilação das redes de esgotos sanitários. Não se recomenda instalarem-se tampões de ferro fundido perfurados para exalação dos gases devido ao mau cheiro que se produzirá. Recomenda ainda que em locais onde há poucas ligações de esgoto, que se faça uma ventilação usando área da secção metade da seção da tubulação de esgoto. Especial ventilação se deve instalar quando as ligações de esgoto possuírem dispositivos que impedem a passagem dos gases. Nos locais onde temos sifões invertidos devemos instalar dispositivos ou câmaras especiais para a expulsão dos gases dos esgotos. 36.8 Gases em esgotos estação elevatória de esgotos Tsutiya, 1999 comenta que em Santos uma estação elevatória apresentou 2 mg/L de H2S resultando na produção de odores inaceitáveis conforme Figura (36.2). Para corrigir o problema foi instalado um dosador de nível constante e aplicado a dosagem de 12,5mg/L de nitrato de amônio ao esgoto afluente.

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Figura 36.3-Geração de odor pela produção de sulfeto em poços de sucção Fonte: Tsutiya, 1999 36.9 Corrosão devido ao H2S É conhecida a corrosão de tubos de concreto armado pelo ácido sulfúrico produzido pelo H2S. Metcalf e Eddy, 1981 apresenta a corrosão em tubos de concreto e em tubos de ferro fundido. Assim um tubo de concreto com 1200mm de diâmetro e 10.000m de comprimento terá uma corrosão de 0,48mm/ano. Se dividirmos a espessura disponível da tubulação de concreto pelo valor 0,48mm/ano de corrosão, teremos a durabilidade da tubulação. Pode ser adotada uma camada de sacrifício na tubulação de concreto utilizando agregado calcário para o aumento da alcalinidade. Uma outra maneira é adotar-se cimento que seja mais resistente ao ácido sulfúrico.

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Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

36.10 Bibliografia e livros consultados -METCALF E EDDY. Wastewater engineering collection and pumping of wastewater. 1981, 432páginas. -TSUTIYA, MILTON TOMOYUKI E SOBRINHO, PEDRO ALEM. Coleta e transporte de esgoto sanitário. EPUSP, 1999, 547páginas.

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Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

Capítulo 37 Reabilitaçao de córregos e rios

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5 37.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 37.br 14/07/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 37 – Reabilitação de córregos e rios 37.com.1 37.7 Introdução Conceitos Os cinco elementos chave em um rio ou córrego Potência dos córregos e rios Transporte de sedimentos Dimensionamento de canais Bibliografia 37-2 .3 37.4 37.2 37.

2 Conceitos Os conceitos fundamentais são: Restauração: consiste em volta as condições exatamente como eram antigamente quando não havia população e não havia interferência do homem. Figura 37. Remediação: é quando o rio mudou totalmente de configuração relativa as condições originais e podemos fazer alguma coisa para melhorá-lo Renaturalização ou naturalização: significa uma maneira natural para o rio de maneira que o mesmo volte ao ecossistema que existia antes.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2) mostra os conceitos mencionados.com. Reabilitação: consiste em restaurar alguns aspectos do córrego e do rio. pois quando a área é menor que 10% não há impactos no ecossistema aquático.br 14/07/08 Capítulo 37 – Reabilitação de córregos e rios 37.O que pode ser conseguido realisticamente? A Figura (37. mas não todos. 37. É praticamente impossível de ser feita. Iremos considerar os córregos e rios urbanos. 37-3 .1. que são aqueles que possuem uma área impermeável maior que 10%.1 Introdução Há uns 20 anos com a degradação física e biológica cada vez maior de córregos e rios começou-se a se ter idéia da recuperação dos mesmos para retorno físico e biológico.

2.br 14/07/08 Figura 37.Esquema de reabilitação Fonte: Austrália.com. 2000 37-4 .Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

3.3 Os cinco elementos chaves em um rio ou córrego Na Figura (37. bem como as mudanças da biodiversidade do rio no que se refere a fauna e a flora. Estrutura física do rio 3. Quantidade de água Figura 37. 2000 para reabilitação do rio em área urbana.com. 37-5 .3) estão os cinco elementos básicos da saúde de um rio conforme Austrália.Os 5 elementos da saúde de um córrego ou rio Fonte: Austrália. Organismos do ecossistema aquático 4.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 37. 2000 Organismos do ecossistema aquático e Zona ripariana Os componentes biológicos do ecossistema aquático deverá ser estudado em assuntos como a redução dos habitats naturais no corpo do rio. Zona Ripariana 2. Qualidade da água 5. 1.

4.br 14/07/08 Figura 37.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 37-6 . com as construções de casas. É estudado a estabilização do rio do ponto de vista de transporte sólidos.Diversos tipos de habitat Estrutura física do rio O componente morfológico do rio são os alinhamentos e os gradientes.com. industrias e infraestrutura urbana adjacentes ao rio.

br 14/07/08 Figura 37.com.5 –Diversidade morfológica dos rios 37-7 .Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Diversidades morfológicas dos rios. copie. 2000. Qualidade da água No assunto qualidade da água do rio estudamos os nutrientes. Quando se quer reabilitar um córrego deve-se procurar um córrego próximo que tenha as condições físicas e biológicas que queremos e então copiamos o modelo. 2000 está o seguinte: em caso de dúvida. o aumento das velocidades. Quantidade de água Deverão ser estudados os componentes hidrológicos do rio. 37-8 . os sais e os compostos orgânicos que são lançados ao rio diretamente ou através da poluição difusa levado pela drenagem superficial.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. tais como o aumento da área impermeável. os metais pesados.br 14/07/08 Figura 37. o aumento do runoff. Os objetivos são variados estando encaixados dentro dos 5 elementos da saúde do rio citado em Austrália.com. Uma recomendação que está em Austrália. Estudamos também o aumento de temperatura devido a lançamentos industriais ou água de drenagem bem como a vegetação ripariana e a mata ciliar.6. o decréscimo da vazão base e estudo de novas seções nos rios. Na Europa em 2004 foram estudados 23 casos de reabilitação de rios com comprimento variando de 1300m a 9500m ao custo médio de 1500 euros/metro.

É melhor usar critérios de tensão trativa do que métodos de velocidade.7) a (37.5 Pesquisas na Europa Pesquisas apresentas na Europa em jnho de 2004 sobre Urban River Basin Enhancenment Methods sobre Existing Urban River Rehabilitatiions Schemes em 23 rios e córregos apresentaram os seguintes resultados que estão nas Figuras (32.Pressão urbana para restauração 37-9 .11).8. largura. Figura 37.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 37.10.Objetivos da reabilitação de rios na Europa Figura 37. declividade do canal. A vazão dos rios normalmente é calculada usando o conhecido Q7.7.com. De qualquer maneira a melhor maneira é calcular por tentativas até a melhor solução. mesmo assim os mesmos não devem ser desprezados. mais as equações de transporte de sedimentos com o devido cuidado e experiência. 37.4 Dimensionamento de canais Os canais que podem transportar sedimentos ou depositar sedimentos devem ser calculados com as equações de resistência normalmente usadas como a fórmula de Manning para dimensionar a altura.

Largura dos rios Figura 37.Custo por metro de reabilitação 37-10 .10.9.br 14/07/08 Figura 37.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Comprimento dos rios reabilitados na Europa Figura 37.com.11.

37-11 . Sem data. DOUGLAS. ASCE/ agosto. Departamento de Hidráulica.5 Bibliografia e livros consultados -AUSTRALIA. Journal of Hydraulic engeneering. http://www. ISBN 0642 76028 4 (volume 1 e 2).br 14/07/08 37. -EPUSP. prof dr. 2003. Apostila com 39páginas.unc. Obras Fluviais. 2000. et al. COPELAND.pdf -SHIELDS JR. Volume 1. Design for Stream restoration. A rehabilitation manual for Australiam Streams. Giorgio Brightetti. PHD 5023.com.edu/~mwdoyle/pdfs/JHERestorationDesign. RONALD R.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

com. causando sérios problemas com os vizinhos.1 Rede condominial A rede condominial foi desenvolvida no Rio Grande do Norte. 1992 in Tsutiya. A solução foi ótima no momento. 38-1 .Rede condominial Fonte: Azevedo Netto. Cheguei a trazer os especialistas de Brasília no assunto para ver a solução das favelas aqui em Guarulhos. pois não há espaço para passagem das tubulações. pois os terrenos eram grandes e planos.1 Introdução Vamos mostrar alguns assuntos de redes de esgotos que não são comuns na prática. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. mas com o decorrer dos anos. pressurizada.br 14/07/08 Capítulo 38. foram feitas construções sobre a rede de esgoto e muitos moradores introduziram águas pluviais dentro das mesmas.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. não havia pequenos córregos e as casas eram construídas no meio do lote. São usados tubos de pequenos diâmetros e deve ser feito um trabalho junto aos moradores para que façam a conservação da mesma.1. pressurizada. Figura 38. A grande vantagem da rede condominial são os baixos custos. pois as tubulações passam na frente das casas. nos fundos e ao lado. vácuo. 38. que é a 4ª cidade do Brasil em número de favelas. etc 38. Não encontraram solução. Apliquei há anos no bairro do Jardim Paraventi em Guarulhos onde há terrenos com grande desnível da rede de esgotos passando pelo fundo dos lotes. vácuo.Rede condominial.Rede condominial. embora de maneiras diversas tenha sido empregada em muitos locais. 1999 Tive oportunidade de ver uma favela em Brasília onde foi feita com pleno êxito uma rede condominial.

Rede condominial. Foi elaborado um modelo computacional para o dimensionamento da rede de esgoto pressurizado. A justificativa é que em determinados locais o custo de uma rede de esgoto clássica fica muito elevado devido a poucas moradias.modelo de cálculo de equilíbrio hidráulico.2. o sistema de pressão de rede esgotos é uma opção.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. Quando existe locais onde muitas casas colocam rede de águas pluviais nos esgotos. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. enterrada a pequena profundidade e ligada as habitações por ramais de ligação também de pequenos diâmetros (25mm a 45mm). pressurizada. entretanto o esgotos podem ser pressurizado e enviados a uma caixa de regularização e depois entrar na rede pública através de ligação de esgoto sanitário. vácuo. a rede fica pressurizada podendo o esgoto retornar as casas. et al fizeram um trabalho sobre Redes de Esgotos sob pressão.Rede pressurizada Fonte: Tsutiya.com. Redes de esgoto sob pressão: Portugal Bentes.2 Rede pressurizada Nunca vi uma rede pressurizada de esgoto sanitário. 38-2 . A grande vantagem é que as tubulações da rede principal irão variar somente de 50mm a 150mm. 1999 Eventualmente durante entupimentos de rede de esgotos. Figura 38. quando chove a rede de esgoto fica pressurizada chegando o mesmo a vazar pelos tampões dos poços de visita.br 14/07/08 38.

um que possui uma câmara de decantação antes do bombeamento com a função de remover sólidos e gorduras evitando o entupimento ou redução do diâmetro da canalização conforme Figura (38. vácuo.Sistema de pressurização 38-3 . Figura 38. Figura 38.com.3.3).Curso de rede de esgotos Capitulo 38. Existe dois sistemas de pressurização. pressurizada.Sistema de pressurização com câmara de decantação A outra alternativa é a da Figura (38.Rede condominial. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4) em que existe instalada uma bomba trituradora que pressuriza o sistema.br 14/07/08 Os motores são de pequena potência variando de 1 a 2HP que pressuriza o esgoto e o transporta através da tubulação principal até o destino final.4.

Rede principal e as ligações de esgoto Figura 38.Rede condominial. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6.br 14/07/08 Figura 38. 38-4 .com.5. A vazão vai depender do número de pessoas que moram na casa e a velocidade na rede adotada é de 1.00m/s. pressurizada. vácuo.Curva das bombas A grande desvantagem do sistema de pressurização é o custo de manutenção e operação e a dificuldade por não existir poço de visita e a necessidade de ventosa para entrada e saída de ar na rede principal. Outro grande inconveniente é que o sistema de dimensionamento é complexo quanto mais bombas existirem e os estudos estatísticos para determinar o funcionamento simultâneo das bombas.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.

38-5 . Conversei com o projetista que informou que na época havia duas firmas no Brasil que produziam os vasos sanitários que custavam cerca de R$ 800.br 14/07/08 38. mas tenho conhecimento de prédios na capital de São Paulo. tais como galerias de águas pluviais de grande dimensão.00 por bacia. a ponto de desaconselhar o uso do vácuo no Brasil por enquanto.com.4 Sifão Invertido Quando se tem um obstáculo no trajeto de uma rede de esgoto sanitário.3 Rede a vácuo Não tenho conhecimento no Brasil de nenhuma rede pública de esgoto sanitário feita a vácuo.5 litros/descargas e o pay-back foi muito rápido. 1999 38.Rede condominial.4) e (38. vácuo.Rede a vácuo Fonte: Tsutiya. como o Shopping Frei Caneca. linhas férreas.3.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.400. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. pressurizada. Com o passar do tempo passou a existir somente uma firma e o vaso sanitário aumentou para R$ 2. etc temos que fazer um sifão invertido conforme Figura (38. Figura 38. onde as bacias sanitárias são a vácuo e gastam somente 1.5).00 cada.

Curso de rede de esgotos Capitulo 38.Sifão invertido Fonte: Tsutiya. pressurizada.com.4.Sifão normal e sifão invertido Fonte: Fernandez.5.br 14/07/08 Figura 38. vácuo. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Rede condominial. 1997 Figura 38. 1999 38-6 .

5. • SanCAD. Primeiramente haverá problema de excesso de gases no poço de visita a montante causados pelo sulfeto de hidrogênio.5 Redes curvas Os dois poços de visita a montante e a jusante devem ser visitáveis. • CEsg.Rede condominial. pressurizada. Bentley antiga Haestad Methods. 1081 salienta que quando se utilizar redes curvas deve se levar em conta os equipamentos de limpeza existentes.90m/s.60m/s.com. Com a velocidade média Qm a velocidade mínima deve ser maior ou igual a 0. Uma desvantagem das redes curvas é não possibilitar o uso de equipamentos de lazer durante a construção e dificuldade de se examinar com circuito fechado de TV. Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). sendo que esta é obtida pela vazão média multiplicada por K2=1. 38-7 . 38. 38.Sistema automático de cálculo de redes de esgotos sanitários. vácuo.6 Softwares Os softwares mais conhecidos sobre redes de esgotos são: • CEsg redes de esgotos. como jatos de água que não apresentam problemas em redes curvas. Metcalf e Eddy. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental Sanegraph. Outra observação é que deverá ser feito no mínimo duas redes em paralelo e que a velocidade máxima deve ser maior ou igual a 0.. As normas brasileiras permitem que se faça uma rede curva. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Deverá então instalado no PV dispositivo para evacuação dos gases com área variando de 1/10 da seção a ½ da secção do tubo que será utilizado no sifão invertido. • SewerCAD.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.Sistemas de esgoto sanitário e pluvial. Tivemos oportunidade de fazer redes de PVC 150mm curvas sem nenhum problema.br 14/07/08 Os sifões invertidos apresentam algumas particularidades que devem ser salientadas. Universidade Federal do Ceará. Universidade Federal de Minas Gerais.

Universidade do Porto. CARLOS. Esgoto sanitários. 547 páginas 38-8 . MILTON TOMOYUKI E SOBRINHO.6 Bibliografia e livros consultados -BENTES. PEDRO ALEM. Coleta e transporte de esgoto sanitário.Rede condominial.Modelo de cálculo de equilíbrio hidráulico. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Redes de esgotos sob pressão.br 14/07/08 38. Portugal. 1997. pressurizada.. João Pessoa. 290 páginas. ISABEL et AL. -FERNANDES.com. 2008. -TSUTIYA. vácuo.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. 1999. EPUSP.

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