Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

“O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo”.
Referência ecológica encontrada em Gênesis 2:15

COMUNICAÇÃO COM O AUTOR Engenheiro civil Plínio Tomaz e-mail: pliniotomaz@uol.com.br

Titulo: Curso de redes de esgoto Livro eletrônico em A4, Word, 587páginas, 38 capítulos julho 2008 Editor: Plínio Tomaz Autor: Plínio Tomaz Revisão: Composição e diagramação: Plínio Tomaz ISBN: 85-905933-3-9

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Apresentação
Este livro nasceu do Curso de Rede de Esgotos ministrado no SAAE de Guarulhos em 2008 com 64 horas de duração. O livro destina-se a engenheiros, arquitetos e tecnólogos que trabalham nos municípios pois fornecem elementos e base para que se façam manuais ou guias para o problema do manejo de águas pluviais Agradeço a Deus, o Grande Arquiteto do Universo, a oportunidade de poder contribuir na procura do conhecimento com a publicação deste livro.

Guarulhos, julho de 2008 Engenheiro civil Plínio Tomaz

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Curso Redes de Esgotos
64h Engenheiros, arquitetos e tecnólogos, 52 capítulos

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Programa do Curso de esgotos sanitários
Cap. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 Nome Reúso de água MBR Tanque séptico e septo difusor Águas cinzas Método simplificado para determinação da qualidade da agua em córregos e rios Balanço de fósforo, nitrogênio, oxigênio em lagos e rios Impacto do nitrogênio e do fósforo em lados e córregos Gramado em campo de golfe Evapotranspiração Necessidade de irrigação Método de Thornthwaite, 1948 Balanço hídrico método de Thornthwaite-Matther Método de Romanenko Método de Turc Quando faltam dados de entrada Pedidos de outorga para irrigação Método de Hargreaves Método de Penman, 1948 superfície Comparação de métodos de evapotranspiração Chuvas de Guarulhos Gramado-campo de Golfe Método de Blaney-Criddle Método de Penmam-Monteih FAO Ligações prediais de esgoto sanitário Textura e estrutura do solo Redes coletoras de esgoto sanitário Método de Muskingum-Cunge Interceptor de esgotos sanitários Ecotoxicologia- substâncias tóxicas na água Estação elevatória de esgotos sanitários Cargas em tubos flexíveis Captação de óleos e graxas Noções sobre Tratamento de esgotos Previsão de esgotos Caixa de gordura Gases em rede coletoras de esgoto Reabilitação de rios e córregos Redes condominiais, pressurizada, vácuo, etc

64 horas aula Prof. Plínio Tomaz Engenheiros, arquitetos e tecnólogos

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Capítulo 01

Reúso de água
Promover a reciclagem e reutilização das águas residuais e dos resíduos sólidos.
Agenda 21

Guilherme de Occam argumentava, em todos os seus escritos, que “é perda de tempo empregar vários princípios para explicar fenômenos, quando é possível empregar apenas alguns”.
Fonte: História da Teologia Cristã - Roger Olson

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SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 1 - Reúso de água 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 1.10 1.11 1.12 1.13 1.14 1.15 1.16 1.17 1.18 1.19 1.20 1.21 1.22 1.23 1.24 1.25 1.26 1.27 1.28 1.29 1.30 1.31 1.32 1.33 1.34 Introdução Conservação da água Medidas e incentivos Mercado de água de reúso Média de consumo de uma casa Quanto podemos reaproveitar de águas cinzas numa casa? Normas da ABNT Reúso Reúso de esgotos sanitários urbanos regionais Onde usar a água de reúso dos esgotos sanitários? Reúso para uso industrial Reúso para uso agrícola Reúso para o meio ambiente Recarga dos aqüíferos subterrâneos Reúso para uso Recreacional Reúso urbano Níveis de tratamento de esgotos sanitários municipais Tratamento preliminar Tratamento primário Tratamento secundário Tratamento terciário Tecnologia de filtração em membranas Riscos à saúde pública Rede dual Guia para reúso da água da USEPA Estado de New Jersey Estado da Geórgia Estado da Flórida Estado do Texas Uso da água de reúso Padrões de qualidade da água para reúso Normas da ABNT Custos Bibliografia e livros consultados 21 páginas

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Capítulo 1- Reúso de água 1.1 Introdução Asano, 2001 diz que o reúso é o desafio do século XXI em que haverá uma integração total dos recursos hídricos. Interpretando as afirmações de Asano os recursos hidricos no século XXI serâo: • Recursos superficiais • Recursos de águas subterrâneas • Aproveitamento de água de chuva • Reúso de esgotos No mundo moderno do seculo XXI o planejamento de recursos hídricos não poderá esquecer o aproveitamento de agua de chuva e o reúso de esgotos, além dos tradicionais recursos superficiais e subterrâneos. Segundo Asano, 1001 a água de reúso tem duas funções fundamentais: 1. O efluente tratado vai ser usado como um recurso hídrico produzindo os benefícios esperados. 2. O efluente pode ser lançado em córregos, rios, lagos, praias, com objetivo de reduzir a poluição das aguas de superfície e das águas subterraneas O fundamento da água de reúso é baseado em três principios segundo Asano, 2001: 1. A água de reúso deve obedecer a controle de qualidade para a sua aplicação, devendo haver confiabilidade na mesma. 2. A saúde deverá ser protegida sempre. 3. Deverá haver aceitação pública Reúso é o aproveitamento de água previamente utilizada uma ou mais vezes, em alguma atividade humana, para suprir a necessidade de outros usos benéficos inclusive o original. O objetivo deste estudo é mostrar as soluções para reúso de esgoto sanitário local e regional em áreas urbanas. O reúso local destina-se a aqueles que se beneficiam na sua origem, como o águas cinzas de uma casa que pode ser usada no próprio local para irrigação subsuperficial de gramados. O reúso regional são de grandes áreas e geralmente tem sua origem nas estações de tratamento de esgotos públicas que atingem o tratamento terciário e o distribuem até uma certa distância de onde é produzido através de redes especiais de água não potável (sistema dual de abastecimento: água potável + água não potável). Não trataremos em nenhuma hipótese de reúso da água para fins potáveis. Mesmo os processos de infiltração de águas residuárias no solo não são recomendados até o presente momento a não ser quando usado o processo de membranas. No Japão foram feitas pesquisas e chegaram a conclusão que para áreas construidas maiores que 30.000m2 e/ou consumo maior que 100m3/dia de água não potável o reúso é a melhor opção e é mais vantajoso do que se usar água pública conforme Figura (1.1). Os custos no Japão são geralmente calculadas para pagamento da obra (amortização) em 15anos a um juros anuais de 6% e incluso os preços de manutenção e operação do sistema.

Figura 1.1- Custos comparativos para reúso usando águas cinzas, águas de chuva e água pública.
Fonte: Nações Unidas, 2007

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1.2 Conservação da água A American Water Works Association - AWWA em 31 de janeiro de 1993 definiu a conservação da água como as práticas, tecnologias e incentivos que aperfeiçoam a eficiência do uso da água. Um programa de conservação da água constitui-se de medidas e incentivos. 1.3 Medidas e incentivos Medidas são as tecnologias e mudanças de comportamento, chamada de práticas, que resultam no uso mais eficiente da água. Incentivos de conservação da água são: a educação pública, as campanhas, a estrutura tarifárias, os regulamentos que motivam o consumidor a adotar as medidas específicas conforme Vickers, 2001. Como exemplo, o uso de uma bacia sanitária para 6 litros/descarga, trata-se de uma medida de tecnologia e a mudança de comportamento para que o usuário da bacia sanitária não jogue lixo na mesma, é uma medida prática. Os incentivos na conservação da água são as informações nos jornais, rádios, televisões, panfletos, workshops, etc, mostrando como economizar água. Uma tarifa crescente incentiva a conservação da água, um pagamento de uma parte do custo de uma bacia sanitária (rebate em inglês) é incentivo para o uso de nova tecnologia, como a bacia sanitária com 6 litros/descarga. Os regulamentos de instalações prediais, códigos, leis são incentivos para que se pratique a conservação da água. O aumento da eficiência do uso da água irá liberar os suprimentos de água para outros usos, tais como o crescimento da população, o estabelecimento de novas indústrias e a melhora do meio ambiente. A conservação da água está sendo feita na América do Norte, Europa e Japão. As principais medidas são o uso de bacias sanitárias de baixo consumo, isto é, 6 litros por descarga; torneiras e chuveiros mais eficientes quanto a economia da água; diminuição das perdas de água nos sistemas públicos de maneira que o tolerável seja menor que 10%; reciclagem; reúso da água e informações públicas. Porém, existem outras tecnologias não convencionais, tais como o reúso de águas cinzas, muito usado na Califórnia, e o aproveitamento de água de chuva. 1.4. Mercado da água de reúso McCormick, 1999 in Tsutiya et al, 2001, apresenta a proposta de divisão das águas de reúso em três categorias conforme a qualidade da mesma: 1. Efluentes secundários convencional: é a água de reúso restrito a aplicações agrícolas e comerciais onde não existe possibilidade de contato humano direto com a água de reúso. 2. Água de reúso não potável: é o efluente secundário de alta qualidade, tais como efluente de reatores de membranas, filtrado e desinfetado com UV, cloro, ozônio, ou outro processo. 3. Água de reúso quase potável: é a água de reúso não potável tratada com osmose reversa ou nanofiltração para remoção dos contaminantes químicos, orgânicos e inorgânicos. É o mesmo que reúso potável indireto. McCormick, 1999 apresenta a seguinte Tabela (1.1) onde existem 4 categorias, sendo a categoria 4 para água potável. A categoria 2 onde existe contato com pessoas é a mais usada em irrigação de jardins, parques e descargas em bacias sanitárias, observando-se que a turbidez deverá ser menor que 2 uT, ausência de coliformes fecais e DB05 < 10mg/L. A Tabela (1.1) foi feita por dois grandes especialistas dos Estados Unidos que são Slawomir W. Hermanowicz e Takashi Asano.

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Tabela 1.1- Principais mercados para água de reúso e níveis de qualidade de água estipulados para cada mercado (Hermanowitcz e Asano, 1999)
Padrão de qualidade da água de reúso Categoria 1 Mercado Exemplo de aplicação

Filtração, desinfecção: DBO5 < 30mg/L TSS< 30mg/L Coliformes fecais <200mL/100mL Cloro residual livre: 1 mg/L pH entre 6 e 9

Irrigação de áreas com acesso restrito ou controlado ao público Produção agrícola de produtos não destinados ao consumo humano ou consumidos após processamento que elimine patógenos Uso recreacional sem contato direto com a água Uso industrial

Campo de golfe, cemitérios, reservas ecológicas pouco freqüentadas; Reflorestamento, pastos, produção de cereais e oleaginosas. Rios e lagos não utilizados para natação

Categoria 2

Filtração, desinfecção: DBO5 < 10mg/L Turbidez <2 uT Coliformes fecais ausentes em100mL Cloro residual livre: 1 mg/L pH entre 6 e 9

Uso urbano sem restrições Produção agrícola de alimentos Uso recreacional sem restrições Melhoramento ambiental

Irrigação de parques, playgrounds e jardins escolares. Água para sistemas de hidrantes, construção civil e fontes em praças publica. Usos residenciais: descarga de vasos sanitários, água para sistemas de ar condicionado. Produtos agrícolas cultivados para consumo humano na forma crua ou sem cozimento. Lagos e rios para uso recreacional sem limitação de contato com a água. Alagados artificiais, perenização de rios e córregos em áreas urbanas. Reúso potável indireto, barreiras contra intrusão de águas salinas em aqüíferos, maioria dos usos residenciais 0 banho, lavagem de roupa e utensílios de cozinhas, etc). Reúso potável

Categoria 3 Efluente de osmose reversa Reúso potável indireto

Categoria 4 Água potável Fonte: Tsutiya, et al, 2001.

Reúso direto

McCormick, 1999 mostra a Tabela (1.2) onde temos água potável, água não potável e água quase potável em uma residência. Observar que o termo “quase potável” não é muito usado no Brasil e nem aplicado. Poucas pessoas tomariam banho e lavariam os utensílios de cozinhas com uma água “quase potável”. Observar também que somente 7% da água é necessário em uma residência para que seja realmente potável. Tabela 1.2- Categorias de consumo de água doméstico e nível de qualidade de água para cada categoria (Cieau, 2000) Uso Percentual Qualidade
Bebida Preparo de alimentos Lavagem de utensílios de cozinha Lavagem de roupas Bacia sanitária Banho Outros usos domésticos Lavagem de carro/rega de jardim, etc;
Fonte: Tsutiya, et al, 2001.

1% 6% 10% 12% 39% 20% 6% 6%

Potável potável Quase potável Quase potável Não potável Quase potável Quase potável não potável

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1.5 Média de consumo de uma casa Segundo Vickers, 2001 a média de consumo interno de uma casa está na Tabela (1.3) onde observamos que o ponto da casa de maior consumo é a bacia sanitária com 27%, seguido pela lavagem de roupa que é 22%. As torneiras são no total 16% e são fundamentalmente duas: pia da cozinha e lavatório do banheiro. Não estão inclusos os consumos de água dos gramados, lavagens de carros, etc.
Tabela 1.3 - Média de consumo de água interno de uma casa nos Estados Unidos
Tipos de usos da água Descargas na bacia sanitária Chuveiro Lavagem de roupa Vazamentos em geral Lavagem de pratos Consumo nas torneiras Outros Total Fonte: adaptado de Vickers, 2001 Porcentagem 27% 17% 22% 14% 2% 16% 2% 100% Consumo residencial no Brasil supondo média mensal de 160 litros/dia x habitante (litros) 43 27 35 22 3 26 3 160

Pela Tabela (1.3) podemos verificar que os volumes internos de água não potável que pode ser usado é somente o água destinada para bacias sanitárias, que é 27% do consumo. Concluímos então que para o consumo interno de uma casa podemos usar somente 27%, ou seja, 43 litros/dia x habitante. Assim uma casa com 5 habitantes poderemos reaproveitar para reúso a quantia de 215litros/dia: 5hab x 43 litros/dia x hab= 215 litros/ dia 1.6 Quanto podemos reaproveitar de águas cinzas numa casa? É importante termos uma idéia da água que pode ser usada pelo reúso dentro de uma casa, conforme Tabela (1.4).
Tabela 1.4 - Volume de esgotos sanitários que se pode aproveitar para as águas cinzas
Tipos de usos da água Chuveiro Lavagem de roupa Consumo nas torneiras (consideramos somente a torneira do lavatório no banheiro) Total Porcentagem 17% 22% 8% 47% 75 Consumo residencial no Brasil supondo média mensal de 160 litros/dia x habitante (litros) 27 35 13

Pela Tabela (1.4) podemos aproveitar somente 75 litros/dia por habitante para o águas cinzas, ou seja, 47%. Observar que podemos utilizar na bacia sanitária somente 43litros/dia x habitante, havendo, portanto um saldo que não sabemos o que fazer. Estudo de casa: casa maior que 300m2 com jardim Uma casa com área construída igual ou maior que 300m2 e 500m2 de área de gramado. Consumo interno= 3,5 pessoas/casa x 30 dias x 160 litros/dia x pessoa= 16.800 litros. Jardim: 2 litros/m2 x rega Rega de duas vezes por semana Consumo no jardim mensal= 2 litros/m2 x 8= 16 litros/m2 Área de jardim= 500m2 Consumo= 500m2 x 16 litros/m2= 8000 litros/mês Consumo por semana= 8000litros/4= 2000 litros/semana Para as águas cinzas vão 47% do consumo da casa, ou seja: 0,47 x 16800 litros= 7.896 litros/mês Por semana= 7.896litros/mês /4 = 1974 litros/semana GW= 1974 litros/semana Grama tipo bermuda com coeficiente de cultura Kc= 0,5

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ETo= 35mm/semana LA= GW / (ETo x Kc)= 1974/ (35 x 0,5)= 113m2 Portanto, usando as águas cinzas, somente será irrigado 113m2, necessitando outra fonte de abastecimento para rega do restante para completar os 500m2 de jardim. 1.7 Normas da ABNT A NBR 5626/ 1998 é de Instalação predial de água fria. Ela prevê no item 1.2 que pode ser usada para água potável e não potável. Prevê ainda no item 5.2.1.3 que as instalações devem ser independentes e que a água não potável pode ser usada em descarga em bacias sanitárias, mictórios e combates a incêndio e para outros usos onde os requisitos de potabilidade não se faça necessário. É necessário que as normas de Instalações de Água Fria sejam revisadas, devendo obrigatoriamente os edifícios terem dois reservatórios: um para água potável e outro para água não potável. 1.8 Reúso Definição: reúso é o aproveitamento da água previamente utilizada uma ou mais vezes, em alguma atividade humana, para suprir a necessidade de outros usos benéficos, inclusive o original. Pode ser direto ou indireto, bem como decorre de ações planejadas ou não (Lavrador Filho, 1987 in Mancuso, 2003). A Resolução nº 54 de 28 de novembro de 2005, publicado em 9 de março de 2006, estabelece diretrizes para reúso direto não potável de água e estabelece algumas definições importantes: Água residuária: esgoto, água descartada, efluentes líquidos de edificações, industriais, agroindústrias e agropecuárias, tratadas ou não. Reúso da água: utilização de água residuária. Água de reúso: água residuária, que se encontra dentro dos padrões exigidos para sua utilização nas modalidades pretendidas. Reúso direto das águas: uso planejado de água de reúso, conduzida ao local de utilização, sem lançamento ou diluição prévia em corpos hídricos superficiais ou subterrâneos. Reúso potável indireto: caso em que o esgoto, após tratamento é disposto na coleção de águas superficiais ou subterrâneas para diluição, purificação natural e subsequente captação, tratamento e finalmente utilizado como água potável, conforme Mancuso et al, 2003. O reúso direto pode ser para fins: urbanos, agrícolas, ambientais, industriais e aquicultura. A resolução prevê que a atividade de reúso de água deve ser informado ao orgão gestor dos recursos hídricos: identificação, localização, finalidade do reúso, vazão, volume diário de água de reúso produzida, distribuída ou utilizada. O reúso pode ser: urbano ou rural Nos dedicaremos ao reúso urbano somente. O reúso urbano pode ser: local ou regional O reúso urbano local é feito no próprio local onde são gerados os esgotos. Assim, o uso do águas cinzas ou fossa séptica (tratamento biológico) é um reúso local. Reúso local Estudo de caso: Empresa de ônibus de Guarulhos localizada no Bairro do Taboão reciclava a água após a lavagem dos ônibus em caixas de deposição de sedimentos e retirada de óleos. O reaproveitamento era de 80%. A água de make-up era introduzida, ou seja, os 20% restantes. O óleo ficava na parte superior e semanalmente era retirado por uma empresa. Postos de gasolina e lava-rápidos podem também reciclar a água. 1.9 Reúso de esgotos sanitários urbanos regionais O reúso dos esgotos sanitários urbanos que saem de uma Estação de Tratamento de Esgotos Esgotos Sanitários públicas não são destinados a serem transformados em água potável. Geralmente são feitos em lugares onde há problemas de recursos hídricos e existência de indústrias para consumirem a água não potável. Nos Estados Unidos os locais onde mais se faz o reúso dos esgotos sanitarios são: Texas, Flórida e Califórnia.

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haver uma quantidade de indústrias onde compense fazer os investimentos necessários. 1-12 .13 Reúso para o meio ambiente As águas de esgoto tratado podem ser usadas em wetlands artificiais. 1. 1. As indústrias deverão estar próximas das estações de tratamento de esgotos para diminuir os custos e deve.12 Reúso para uso agrícola A agricultura consome de 60% a 70% do consumo total da água doce. o que não acontece com o México. o abaixamento do solo. 1.com.10 Onde usar a água de reúso dos esgotos sanitários? Os usos mais comuns estão na Figura (1.5 .Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Tabela 1. segundo USEPA.14 Recarga de aquíferos subterrâneos Uma maneira é evitar a intrusão salina que é usado geralmente em litorais. As outras maneiras de recarga são para armazenar as águas de esgotos tratadas para futuro uso ou para controlar a subsidência.br 25/07/08 1. Existem três modalidades.2): Bacia de infiltração Poço de infiltração que fica na região não saturada Poço tubular que atinge a região saturada e de preferência um aqüífero confinado. sendo que uma água de reúso pode ser usada sem problemas. No Brasil não é costume usar a água de esgotos tratada para uso agrícola. conforme Figura (1.1) que mostram seis usos: Reúso para uso industrial Reúso para uso agrícola Reúso para o meio ambiente Recarga de aquíferos subterrâneos Reúso para uso recreacional Reúso urbano. Na Tabela (1. isto é.11 Reúso para uso industrial A demanda do uso industrial situa-se em torno de 8% no Brasil Muitas indústrias não precisam de água potável.7) apresentamos algumas exigências nas indústrias em vários estados americanos.Reúso nas indústrias Fonte: USEPA 1.Capitulo 01. logicamente.

etc. etc. Pode ser usada para irrigar jardins de cemitérios. Pode ser feito um sistema dual de distribuição como a cidade de São Petersburg. jardins. 2.16 Reúso Urbano O reúso urbano dos esgotos tratados podem ser usados em praças públicas.15 Reúso para uso Recreacional Os esgotos tratados podem ser usados em lagoas para uso de pesca. que usa a água de esgotos tratada desde 1977 com sucesso. 1. 2001 alerta ainda quando aos produtos químicos que produzem disruptores endócrinos e a existência de antibióticos resistentes achados na água. Asano. grandes parques. Sais e metais pesados. 1.Capitulo 01. Asano. poço tubular em zona aerada e em zona saturada.2 .6) temos algumas exigências de vários estados americanos para o tratamento avançado e se faz a diluição do efluente em um curso de água.br 25/07/08 Figura 1. Na Tabela (1. Constituintes orgânicos que inclui produtos industriais e farmacêuticos.Infiltração de esgotos tratados em bacia de infiltração. na Flórida.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com. 3. onde haverá coleta de água para tratamento completo. barcos. Virus entéricos e outros patógenos emergentes. etc. 2001 que a água de reúso para ser usada nas águas subterrâneas apresenta 3 classes de constituintes que devem ser estudados: 1. havendo uma diminuição no consumo de água potável. 1-13 .

absorção ou adsorção ou ambas e centrifugação.17. absorção. 1-14 . filtraçao. tratamento secundário. Processos biológicos: os poluentes sao removidos usando mecanismos biologicos. tratamento primário.Alternativas para reúso dos esgotos sanitarios de uma cidade Fonte: Borrows. desinfeção e e troca iônica. Processos químicos: as impurezas sao removidas quimicamente através da coagulação. Níveis de Tratamento de esgotos sanitários municipais O tratamento dos esgotos é uma combinação de três processos conforme Nações Unidas. flotação.3. como tratamento aeróbico.Reúso indireto para água potável Fonte: USEPA 1.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Figura 1. 2007: Processos físicos: as impurezas são removidas por peneiramento. como nas lagoas.com.6 .Capitulo 01. oxido-redução. sedimentação. tratamento anaer[obico e processo de fotossíntese. tratamento terciário ( avançado).3): tratamento preliminar.br 25/07/08 Tabela 1. 1997 O tratamento dos esgotos está assim dividido conforme Figura (1.

É feita também a remoção física da areia e partículas sólidas através de deposição. Sedimentação 4. Peneiras Nada mais é que o gradeamento para remover os objetos flutuantes de grandes dimensões.18 Tratamento preliminar O tratamento preliminar consiste basicamente em remoção de sólidos de tamanho grande e partículas de detritos: 1. cor. 1. Decantação primária ou simples 2. Eletrodiálise 6. A DBO é removida quase totalmente. Flotação por ar dissolvido 5. Há introdução de ar e se acelera o crescimento de bactérias e outros organismos para consumir o restante da matéria orgânica. 1. em geral.br 25/07/08 1.com. da matérias orgânica. as eficiências de remoção são altas. Osmose reversa 5.3m/s. mas evitando que os sólidos se depositem.Capitulo 01. Os tanques sépticos são um tratamento primário. A remoção de DBO é desprezível no tratamento preliminar. Remoção de organismos patogênicos 10. Depois pode ser usado desinfecção com cloro ou ultravioleta.21 Tratamento terciário e avançado O tratamento terciário consiste basicamente na remoção de poluentes específicos como nitrogênio. Remove matéria orgânica dissolvida e em suspensão. 1996 são: Processo de lodos ativados Lagoas de estabilização Sistemas anaeróbicos com alta eficiência Lagoas aeradas Filtros biológicos Precipitação química com alta eficiência É a fase do tratamento biológico. etc. fósforo. fósforo. Remoção de areia 3. Tratamento com ozônio 9. Coagulação e sedimentação A redução da DBO no tratamento primário é muito baixa variando de 30% a 40%. Gradeamento 2. Filtros de areia 3. A velocidade do fluxo é. conforme Nunes. odor: 1. 1. menor que 0. Coagulação química e sedimentação 2. Reator com membranas O tratamento terciário vai remover o que restou dos sólidos em suspensão. metais pesados e bactérias. Precipitação química com baixa eficiência 3. 1-15 .Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Troca iônica 7. Filtros de areia 8. do fósforo. Caixa de retenção de óleo e gordura 4. Adsorção em carvão ativado 4. É usado quando o tratamento secundário não consegue remover nitrogênio. Dependendo do sistema adotado. Após o tratamento secundário. O tratamento primário consiste também em digestores para tratamento do lodo removido e desidratação do lodo. do nitrogênio. telas ou flotação. cerca de até 98% do DBO foi removida. Os processos de tratamento secundário. Geralmente é usado quando pode haver contato das águas de reúso com o seres humanos.20 Tratamento secundário É tratamento biológico e remoção dos poluentes biodegradáveis.19 Tratamento primário O tratamento primário consiste basicamente remoção de sólidos em suspensos: 1. Comumente faz-se coagulação e sedimentação seguido de desinfecção.

Ainda segundo City Hollister.br 25/07/08 Confiabilidade A USEPA. Qualificação de pessoal 2. isto é.10. Sistema de cloração duplo 7.com.20 NT PT Europa EC-1998 25mg/L 10 a 15mg/L 1 a 2 mg/L Alemanha (2002) 15 a 40 mg/L 13 a 18mg/L 1 a 2mg/L China 30a 80mg/L USA < 1mg/L 1mg/L 0. O processo de tratamento deve minimizar os ruidos durante a construçao e durante a operaçao dos equipamentos. O sistema de tubulações e bombeamento deverá ser flexível para mudanças de emergência 6.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Usar múltiplos unidades e equipamentos 4.1mg/L Fonte: Membrane bioreactor (MBR) treatment of contaminants 1-16 . 2004 salienta a importância de uma unidade de tratamento para reúso enfatizando oito regras gerais que são: 1. Duplicar as fontes de energia elétrica. Controle automático dos resíduos 8. Programa efetivo de monitoramento 3. Tabela 1. 2005 para apreciaçao das alternativas para a escolha do tratamento de esgoto adequado montou os seguintes fatores: Gerenciamento do efluente do tratamento de esgotos Força do tratamento. Standards dos efluentes Vamos analisar alguns standards de alguns países para se ver eficiência do sistema MBR.Alguns standards de alguns países para tratamento municipal de esgotos Parâmetros DBO5. Confiabilidade no processo de tratamento de esgotos O tratamento tem ser facil de ser operado O tratamento de esgoto tem que ser flexibilidade Temos que verificar o espaço disponível Temos que saber onde vamos dispor os resíduos do tratamento Temos que ver os problemas de odores Cuidar dos aspectos estéticos Verificar os custo de implantação e de manutenção e operação Verificar as leis existentes sobre a disposiçao do efluente Facilidade ou dificuldade de ser aprovado pelos orgãos ambientais. Fazer um reservatorio de armazenamento de emergência 5. Programa efetivo de manutenção e operação Avaliações para escolha do tratamento adequado City Hollister. 3.Capitulo 01. 2. A desidratação do lodo dos esgotos e as instalações que serao usadas não devem ser esquecidas. Os processos devem ter um longo tempo de retenção para estabilizar o lodo. 2005 os critérios de um projeto de uma estaçao de tratamento de esgotos são: O processo de tratamento deve minimizar os odores. Quando houver queda de energia imediatamente deverá entrar a fonte alternativa. Alarme automático Enfatiza ainda: 1. as varias variáveis que podem mudar no tratamento. O nitrogênio é um fator importante para a remoção.1 Austrália <5mg/L <3 <0.

Ultravioleta: a radiação UV inativa o microorganismo para reprodução e não cria subproduto.15 e altamente pegajoso. mas todos eles não deixam inativo os ovos de helmintos. matérias orgânica ou amônia na água causam problemas para a sua eficiência.br 25/07/08 1.Capitulo 01. floculação removem os ovos de helmintos. sedimentação. 2007. densidade relativa entre 1. ancylostoma Virus Hepatite A. helmintos. Enteroviroses Doenças causadas por Salmonella sp. ozônio. Toxocara. 2007 Desinfecção O objetivo da desinfecção é matar ou inativar os microorganismos patogênicos.06 a 1. a decloração é um processo muito caro para ser usado no reúso. mas a presença de sólidos em suspensão. A retirada do cloro. Ozônio: é um ótimo desinfetante. ou seja.Exemplos de patógenos associados a esgotos municipais Protozoário Giardia lamblia.9. conforme Nações Unidas.23 Riscos à saúde pública Um dos grandes perigos do reúso para a saúde pública é quando não se faz o tratamento e a desinfeção. Cloro: é o mais usado desinfetante. Os processos de coagulação. Rotavirus. disenteria. bromo. Alguns dos patógenos que se podem encontrar num esgoto bruto são os seguintes: Tabela 1. Vibrio cholerae. Legionellacease bactérias Fonte: Nações Unidas. Crysptosporidium sp Helmintos Ascaris.com.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Infelizmente alguns pa[ises no mundo usam os esgotos sem tratamento na agricultura. vírus e parasitas da água de esgotos tratadas. 1-17 . Devemos ter um tempo correto de contato e uma concentração adequada de ozônio. Deve ser estudado para cada caso qual a melhor solução. Taenia. mas é caro. Somente podem ser inativos com temperaturas acima de 40ºC. febre tifoide. Os sólidos em suspensos agem como um escudo para os microorganismos que se protegem do cloro. Ovos de Helmintos: os ovos de helmintos possuem diâmetro que varia entre 20 μm a 80μm. podendo ocasionar doenças como: cólera. O cloro pode ter alguns efeitos negativos em certas irrigações de determinadas culturas e em ambiente aquático. Comumente a desinfecção se utiliza de fortes oxidantes como o cloro.

DBO. conforme Figuras (1. Tabela 1.9) e (1. Funciona desde 1977. A rede dual para transporte de água de reúso geralmente é de plástico classe 15 ou classe 20 com coeficiente de rugosidade C=130. filtração e desinfecção. na Flórida. existem duas redes: água potável e água não potável.24 Rede dual Na cidade de São Petersburgo. Por exemplo. dependendo da pressão a que se destina.com.16 .br 25/07/08 1.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.15) e (1.16).Capitulo 01.Volume de esgotos aproveitado na agricultura Estados Volume anual de esgotos tratados que vão para a agricultura Califórnia 6.15 .6m3/s Flórida 3. uT. entretanto as pressões geralmente atingem um mínimo de 21m conforme Asano.Sistema de rede dual na Flórida Figura 1.9m3/s Quando há tratamento e desinfecção das águas cinzas. cloro e coliformes fecais devem ser monitorados com espaçamentos variados. 1-18 . O sistema dual diariamente supre mais de 75. Os parâmetros como pH. para reúso urbano necessitamos de tratamento secundário.10) com orientações para as várias modalidades de reúso. 1998 1.600m3/dia (875 L/s). Na Califórnia 63% do volume de águas de esgotos tratados são usadas na agricultura.10 .Sistema de rede dual A água não potável provém do tratamento de esgotos sanitários e se destina somente a rega de jardins públicos e gramados privados.25 Guia para reúso da água da USEPA A USEPA apresenta nas Tabelas (1. pode ser feita irrigação com a mesma. Nos Estados Unidos para irrigação de jardins. Figura 1. lavagem de carros e calçadas se usam pressão mínima de 35mca.8) estão os volumes de esgotos tratados e usados na agricultura nos estados da Califórnia e Flórida. Na Tabela (1.

br 25/07/08 Tabela 1.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Mensal Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Reúso Urbano Jardins. Diário Diário Continuadamente Semanal.com. Diário Paisagismo (locais onde o público tem contato) Secundário Desinfecção Uso na construção civil (compactação de solo.Capitulo 01.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Semanalmente Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Recreacional (contato acidental Filtração ≤ 2 uT Continuadamente parcial ou total na pesca ou velejamento) Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal. lavagens de Filtração ≤ 2 uT Continuadamente veículos Descarga em bacias sanitárias Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal Semanal.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Diário Diário Continuadamente Área de acesso restrito para irrigação Locais onde o público é proibido Secundário Desinfecção Fonte: adaptado da USEPA Tabela 1.continuação.10.9 . Diário Diário Continuadamente Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual 1-19 . execução de concreto) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Uso Industrial (once through cooling) Diário Continuadamente Semanal. lavagem de agregados.

Os coliformes fecais < 14 /100mL O sólido total em suspensão TSS < 5mg/L O nitrogênio total (NO3 + NH3) ≤ 10mg/L Não pode ser irrigado mais de ≤ 50mm/semana. Diário Diário Uso ambiental (uso em wetlands. Aplicado a hotéis.28 Estado da Flórida Em lugares onde será usada a água de reúso para descargas em vasos sanitários. Não pode ser usado em residências onde o usuário pode ter interferência nas instalações prediais. alagados.27 Estado da Geórgia O Estado da Geórgia recomenda que o uso das águas de esgotos tratadas (reúso) deve obedecer no mínimo: Turbidez ≤ 3 uT DBO5 ≤ 5 mg/L TSS ≤ 5mg/L Coliformes fecais ≤ 23/100mL pH entre 6 a 9 O desinfetante deve ser detectável em qualquer ponto. isto é.com.br 25/07/08 mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Uso Industrial Secundário Desinfecção Coagulação química e filtração DBO ≤ 30mg/L Semanal. Se usar desinfeçcão coml Ultravioileta a dosagem mínima deve ser de 100 mJ/cm2 e neste caso uT<2. várzeas e despejos em córregos Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Continuadamente Fonte: adaptado da USEPA 1. motéis.4 L/s (380m3/dia) Recomenda ainda que se o reúso for usado em áreas públicas Tipo I. Pode também ser usado ozônio. aquelas em que o público pode ter contato com a água. A água de reúso deverá ter cor azul. se recomenda que.26 Estado de New Jersey O Estado de New Jersey. (recirculationg cooling towers) ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Diário Diário Diário semanal Semanal.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. deve seguir o seguinte: Desinfecção com 1.Capitulo 01. 1-20 . 1. 1. prédios de apartamentos e locais onde o usuário não tem acesso ao sistema predial de instalações para reparos e modificações. As tubulações deverão ter cor vermelha. 2005 recomenda se utilizar do esgoto sanitário tratado somente a partir da vazão > 4.0mg/l de cloro com tempo de contato mínimo de >15mim.

2 L/s (17m3/dia) 1. etc conforme Tabela (1. Fontes decorativas Lagos para enfeite Incêndio Lavagem de ruas 1. lavagem de veículos.Água de reúso classe 1 1-21 . paisagismo é exigido: DBO5 ≤ 10 mg/L Turbidez ≤ 3uT Coliformes fecais ≤ 75/100mL Análise uma vez por mês Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada.São Paulo. No Estado do Texas é proibida a irrigação com água de esgotos bruta. isto é.12). entretanto o Sinduscon. lavagem de pisos.com. sem tratamento. espelhos de água. destinadas a edifícios em descargas de bacias sanitárias.31 Padrões de qualidade da água para Reúso Não existe legislação brasileira quanto ao reúso. isto é. lavagem de roupas. É necessário autorização dos órgãos de saúde quando as águas cinzas tem vazão maior ou igual 0.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. 2005 definiu 4 classes de água para reúso.11. Água de Reúso Classe 1 São para águas tratadas.Capitulo 01.30 Uso da água de reúso A água de reúso pode ser usada em. Tabela 1. chafarizes. Para irrigação de gramado.br 25/07/08 1.29 Estado do Texas A água de reúso para descarga em bacias sanitárias deve ter segundo NRRI 97-15 do Estado do Texas: DBO5 ≤ 5 mg/L Coliformes fecais ≤ 75/100mL Cor azul da água Análise uma vez por semana Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada.

preparação de concreto.15).Capitulo 01. Tabela 1. conforme Tabela (1.br 25/07/08 Água de Reúso Classe 2 São para águas tratadas destinadas a construção de edifícios como lavagem de agregados. conforme Tabela (1. Tabela 1. controle de poeira.Água de reúso classe 3 Água de Reúso Classe 4 São para águas tratadas destinadas a resfriamento de equipamentos de ar condicionado e com água a ser usada em torres de resfriamento com recirculação e sem recirculação. conforme Tabela (1.com. compactação de solo.13).12 .Água de reúso classe 2 Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins. 1-22 .Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.13 .12).

14 . 2005 é R$ 1. mas entretanto pode ser usado em rega de gramados e campos de golfe e praças públicas. Estação de Tratamento de Esgotos Custo (US$ /habitante) Lodo ativado 68 Lagoa de estabilização 29 Reatores UASB com pós-tratamento 23 1US$= R$ 2. na Califórnia o custo da água de reúso provindo dos esgotos sanitários é de US$ 0.Água de reúso classe 4 1.com. 2001 os custos variam numa faixa muito grande.15).Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. No Japão é usado 20anos como tempo de amortização de capital.00/m3 enquanto que a água potável é US$ 1. O custo para o consumidor na mesma cidade é US$ 3.80/m3. 1-23 .32 Normas da ABNT A norma NB-570 de março de 1990 trata sobre o Projeto de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários.9/m3.20 setembro de 2006 Segundo Asano.33 Custos O custo de água de reúso para março de 2005 segundo Hespanhol e Mierzwa.15 .7/m3 para a água potável. 1. Os custos das estações de tratamento de esgotos estão na Tabela (1. porém desconhecemos normas para estações de tratamento físico-químico de efluentes industriais. A Califórnia usa para amortização de capital o prazo de 20anos. Tabela 1. Há uma idéia errada de que a água de reúso é sempre mais barata que a água potável.Custos de Estações de Tratamento em dólares americanos por habitante. Na cidade de Fukuoka no Japão sempre citada nestes assuntos de reuso o custo da água de reúso é de US$ 2.50/m3 que é muito grande para ser usado na agricultura.0/m3 para a água de reúso e US$ 3.br 25/07/08 Tabela 1. Por exemplo.Capitulo 01.

Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.34 Sewer Mining Sewer Mining é o processo de extrair esgotos de um sistema de esgotos podendo ser antes ou depois da estação de tratamento e depois tratá-lo com processos físicos. Tem sido muito aplicado na Austrália na cidade de Sydnei efetivamente desde o ano 2006.br 25/07/08 1. O rejeito do esgotos do sewer mining são em geral descartados introduzindo novamente na rede pública de esgotos. Trata-se de reúso de esgotos para uso como água não potável.Capitulo 01. 1-24 .com. para produzir esgoto de reúso reciclável para um fim especifico. químicos ou biológico. O objetivo do sewer mining é a reciclagem do esgotos. possibilitando que mais usuários possam usar a água potável dos serviços públicos.

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br 01/06/08 Capítulo 02 Membrane Bioreator (MBR) 2-1 .Capitulo 02.com.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.

4.Esquema simplista do MBR Figura 2. Figura 2. Assim num sistema de lodo ativado podemos introduzir as membranas e se obter melhores resultados e sistema mais compactado conforme Figura (2. 2005 WaterReuse Conference Até o presente o tratamento por lodo ativado era considerado o melhor de todos. separadas do reator: Sistema MBR Submerso -Figura (2.6) direita 2-2 . 2005: 1.Capitulo 02. isto é.Acima temos o tratamento convencional de lodo ativado e abaixo a introdução de membranas como bioreator denominado de MBR.5. Observar que o sistema MBR pode ser introduzido em reatores anaerobios de fluxo ascendente também com sucesso. Fonte: Roger Babcock. mas as membranas introduzidas no processo melhoraram ainda mais a qualidade do efluente tendo sido criado o sistema MBR que é o verdadeiro State of Art do tratamento de esgotos.br 01/06/08 Capitulo 02.4).5).6) esquerda Sistema MBR Externo . 2007 com as membranas de filtração podemos obter uma alta qualidade da água de esgoto ou da dessalinizaçao das águas do mar e das águas salobras.O objetivo do nosso estudo é somente do reúso de Águas de esgotos domésticos municipaIS que pode estar incluso um pouco de esgoto industrial.com. O tratamento deve obedecer aos limites impostos pelo nitrato.Figura (2. É o que se chama de retrofit. O esquema geral de um tratamento com MBR está na Figura (2.Membrane Bioreator (MBR) Combinando a tecnologia de membranas com tratamento de esgotos foi desenvolvido nos últimos 10 anos os bioreatores com membranas que é conhecido como o sistema MBR (membrane bioreator) conforme Figura (2. 2.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Basicamente num tratamento de esgotos queremos três fatores fundamentais conforme City of Hollister. Conforme as Nações Unidas. O tratamento deve ser compatível com o futuro para remover os sólidos dissolvidos. 3. O tratamento deve ser feito para o reúso ou reciclagem da água.6) e as membranas podem estar submersas dentro do reator ou externas.

com.4μm (0. A Kubota não tem fluxo invertido e mecanismo é mais simples.1μm de porosidade efetiva).035μm e 0.br 01/06/08 Figura 2. Figura 2. Na Zenon a pulsação faz o fluxo inverter todo 10min a 15mim para evitar entupimentos. A firma Zenon tem poro de 0.9).8) e (2.8. Fonte: TSG. dezembro 2005 Figura 2. Ambos são bons.Reator submerso a esquerda e externo a direita As membranas possuem tamanho dos poros entre 0.035μm e a firma Kubota têm poros de 0.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. dezembro 2005 Existem dois processos básicos no mundo: o de fibras ocas usado pela firma Zenon e membranas planas usado pela Kubota conforme Figuras (2.Capitulo 02.Esquema simplificado de um MBR Fonte: TSG.4μm estando entre microfiltração e e ultrafiltração.6.making every drop count.Mostra as membranas com fibras ocas a esquerda e membranas planas a direita. mas existem algumas particularidades.making every drop count.1μm (porosidade efetiva de 0. Na Zenon temos pulsação automática e a Kubota não.7. 2-3 .

dezembro 2005 2-4 .10) mostra duas estações compactas de tratamento de esgotos sendo uma da firma Kubota e outra Zenon. Fonte: TSG. Figura 2.9.10.Reatores de Membrana da Kubota(acima) e da Zenon( abaixo).Capitulo 02.com. Acima é o esquema da firma Zenon (Canadense) e abaixo da firma Kubota (japonesa). Fonte: TSG.br 01/06/08 Figura 2. dezembro 2005 A Figura (2.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.Esquemas básicos do uso do MBR.making every drop count.making every drop count.

2007 A Alemanha e Austrália usam o tratamento de lodos ativados com membranas que se chama (MBRmembrane bioreactors) para reúso de esgotos.1μm a 1μm de diâmetro. como produz um efluente de alta qualidade.001μm Figura 2. Nos Estados Unidos praticamente o primeiro processo de Reator de Membranas foi feito em 1975 na Califórnia no Condado de Orange com uma instalação de 219 L/s usando membranas de acetato de celulose.com.br 01/06/08 Na Europa o uso do Reator de Membrana (MBR) começou em 1999 sendo que as instalações existentes variam de 25 L/s a 210 L/s.11-Membranas de osmose reversa Fonte: Naçoes Unidas. Ultrafiltração (UF): variam de 0. <0.1 μm e pode remover partículas e moléculas grandes. Fonte: Nações Unidas.001 μm 4.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Os processos de filtração em membranas podem ser classificados de acordo com a remoção das partículas conforme Figura (2. • uso não potável.01 μm a 0. Com o passar dos anos as membranas de acetato de celulose foram substituídas por membranas de poliamidas. Nos Estados Unidos as instalações de MBR variam de 41L/s a 440 L/s. As aplicações de reúso por MBR tem sido em: • descargas de bacias sanitárias. Entre 0. 2007 Figura 2. As membranas de fibras ocas começaram a ser feitas nos anos 1980 e foram testadas em 1992 no Condado de Orange com sucesso. etc. Pode remover partículas como bactérias. Microfiltraçao (MF): a membrana tem poros que variam de 0. Nanofiltraçao (NF): neste caso as membranas são similares ao RO e a taxa de rejeição é baixa. As membrans são um processo em que a separação das partículas é por meio determinada pressão em uma dada concentração conforme Figura (2. chegando-se a um verdadeiro State of Art dos MBR.Processos de filtração em membranas e os materiais que podem ser retidos.01 a 0.11). cistos e oocistos.12): 1. 3. O MBR não só elimina a necessidade do clarificador secundário numa estação de tratamento por lodo ativado.Capitulo 02. As pressões aumentam na seguinte ordem: MF<UF<NF<RO 2-5 . • indústrias têxteis.12. incluso bactérias e virus. 2. Osmose Reversa (RO): neste caso as membranas podem rejeitar até pequenos solutos iônicos tais como sais como o que estão livres na água mineral.

a superposiçao de outro módulo e a composição com três módulos. Pressão de operação das membranas Perda de carga nos módulos Fluxo do permeado e de concentrado Condutividade elétrica do permeado As Figuras (2.É um processo de tratamento terciário.99%) dependendo do diâmetro nominal dos poros da membrana. conhecido como MBR (reator com membranas).2 uT e que a remoção de virus seja de 4log (99. Tripsep.4 0. Polipropileno Polietileno.01 1 xc 10 a 1 -3 poro(μm) x 10 Material Polipropileno.2001conforme Tabela (2. sendo que acima de 3000m2 de membranas são introduzidos discos rotativos. celulose e Polivinillidene PVDF poliamida poliamida Fluiride aromática aromática (PVDF) Fluxo 2 (L/m x h) Modelos de configuração 35 a 52 Fibra oca Entrada/Saida Dentro para fora Fluxo transversal Fim de linha Osmonics. 2-6 . Trisep. Polisulfona.br 01/06/08 Assim a pressão para Osmose Reversa é maior que a nanofiltração.4 -4 Diâmetro 0. membrana plana Entrada/Saida Fluxo transversal hibrido Fim de linha Zenon. USfilter 26 a 44 Fibra oca. Norit. onde faz-se uma limpeza com jato de ar das membranas e se retira o lodo acumulado.25m2 pode tratar em média 0.32 a 1.13) e (2.1μm sendo usado material polisulfona e fibras ocas com fluxo é de 26 L/m2 x h a 44 L/m2xh. Hydranautics. Koch. uma membrana UF a pressão varia de 0. que por sua vez é maior que a ultrafiltração que é maior que a microfiltração.14 L/s) com área de 225m2.01 a 0. Filme Tec. espiral Entrada/Saida Dentro para fora Fluxo transversal Fim de linha ]Dow.73 m /dia para as horas de pico.10) a (2. Hydranautics. USfilter. que deverá ser desidratado e encaminhado a um aterro sanitário. Koch.2 8. Hubedr and SegherKeppel 17 a 21 Espiral Entrada e saida Fluxo transversal Dow.14) mostra o corte longitudinal e transversal de um sistema de lodo ativado com membranas. Estas membranas seguramente removem os patogênicos como Cryptosporidium e Giardia. Pall.0035 a 0. Koch. Temos a apresentação de um módulo.8). Trata-se de ultrafiltração com diâmetros de poros menor que 0. Tripsep.17m3/h e no maximo 3 2.7 a -0.1 a 0. Hydranautics. Deverão ser estudados os custos de manutenção e operação para o bom funcionamento do sistema de tratamento de membranas devendo observar os seguintes parâmetros operacionais (Tsutiya. Na Tabela (2. Osmonics.7 a 2.2 0.28 m3/dia (1.3 4. Osmonics. Para uma simples casa a membrana terá área de 6. A Figura (2.7-Caracteristicas importantes de membranas para aplicações municipais. PVDF celulosed.5 a 20. Normalmente as membranas podem tratar até 98. Foram usados em tratamento de esgotos até 50 L/s a 116 L/s. 7mca a 20mca sendo que o diâmetro do poro chega até 0. Acetato de Acetato de Polisulfona. Pall e Zenon 10 a 35 Fibra oca. Por exemplo.1 0. Toray Operação Firmas fornecedors Fonte: Werf Facilmente se consegue que o efluente tenha turbidez <0.1μm.8 a 8.001 a 0. Caracteristicas MF UF MBR NF RO submersa Pressão (atm) 0.Capitulo 02.12) mostram os módulos do chamado sistema MBR (reator em membranas). Tabela 2. Toyobo 17 a 21 Espiral Entrada e saida Fluxo transversa Dow. Kubota. Dow.7) estão as características de vários tipos de membranas. Durante a operação é introduzido sulfato férrico para diminuir a quantidade de nitrogênio nos esgotos. Mitsubishi. As membranas são usadas no tratamento de lodos ativados em lugar dos clarificadores secundários. 2001 et al). Filme Tec.0 -0. A qualidade do efluente de esgotos usando reatores de membrana conforme Nocachhis et al conforme Tsutyia.40 0.7atm a 2.com. A manutenção das membranas é feita somente uma vez por ano.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Pode ser feito em concreto ou material plástico.0 atm ou seja.

1998 in Tsutiya.Um módulo do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro Fonte:http://www. Existem outros materiais como: acetato de celuluse.Qualidade dos efluentes de reatores de membranas Parâmetro Valor DBO TSS TKN NH3 PT Turbidez (uT) Coliformes totais Coliformes fecais Virus < 2mg/L Abaixo do limite de detecção < 2mg/L <0.8. 2002. somente 2mca que significa baixo custo de energia elétrica na bomba. As membranas de ultrafiltração são de material plástico denominado polisulfona (PSO). polipropileno.geasanevita.3mg/L <0. 2894 11ºandar conjunto 113 São Paulo Telefone 3071-1680.br localizada na av.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.13. O interesse que temos é para pequenas estações de tratamento para uma casa ou centenas de casas usando reatores de membranas submersos novos.com. A pressão de bombeamento é baixo.martin-systems.engenharia e meio ambiente. polietersulfona. poliamida. Faria Lima.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. ou seja. poliacrilamida e outros Nao nos interessa os grandes tratamento de esgotos com o uso de membranas como os reatores tradicionais produzidos pela Zenon e pela Kubota. t de Figura 2.1mg/L < 1 uT Abaixo do limite de detecção Abaixo do limite de detecção Redução acima de 4log e na maioria dos casos abaixo do limite de detecção Remoção em % > 99% >99% > 96% >97% >96% >99% 100% 100% >99% Fonte: Novachis et al.pdf 2-7 . O representante das membranas fabricadas na Alemanha (Martin System do Brasil é a firma Geasanevita.br 01/06/08 Tabela 2.com.Capitulo 02. http://www.

Dois modulos do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro Fonte:http://www.martin-systems.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.br 01/06/08 Figura 2.15.com.Três módulos do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro 2-8 .14.pdf Figura 2.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.Capitulo 02.

martin-systems.Corte longitudinal de um sistema de lodo ativado residencial com as membranas da siClaro Fonte:http://www.pdf 2-9 .de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.Capitulo 02.16.com.br 01/06/08 Figura 2.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.

A turbulência n o exterior é mantido por difusão de ar para evitar a deposição. substitui o clarificador secundário do tratamento dos lodos ativados O tempo de retenção do lodo pode ser completamente controlado. Vantagens do MBR O tratamento com MBR cada vez mais está diminuindo os custos das membranas e já está provado que é mais eficiente que os tratamentos biológicos. mas em geral está acima dos padrões legais. O processo MBR produz um efluente de melhor qualidade. prevalecendo então as técnicas de conhecimento geral. Há uma redução drástica do lodo. 2004. O lodo estabilizado deve ser compactado antes de ir para o aterro sanitário existindo equipamentos para isto.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter. descarga em bacias sanitárias. Os sistemas convencionais atendem a legislação vigente. O sistema MBR submerso permite que se faça um upgrade em instalações existentes. A biomassa pode ser bem concentrada atingindo 30g/L no MBR. Em plantas abaixo de 22 L/s o peneiramente é limpo automaticamente. As vantagens são: Alta qualidade do efluente podendo o mesmo ser usado para resfriamento. rega de jardins ou outro processo qualquer. pois.Corte transversal de um sistema de lodo ativado residencial com as membranas da siClaro Fonte:http://www.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. A remoção de bactérias e virus é feita sem adição de produtos químicos.Capitulo 02. Tempo de 30 a 45h são possiveis de serem atingidos e isto aumentará a biiodegradação dos compostos resistentes e melhorar a performance da nitrificaçao conforme EPA. 2-10 .O vácuo é introduzido ao lado das membranas Desvantagens do MBR As desvantagens do MBR são: Custo alto de capital e de operação São técnicas novas de uso de membranas para tratamento de esgotos sanitários ainda não conhecidas.com.17. Salientamos a importância da desifecção com cloro do efluente devido a facilidade de monitoramento.br 01/06/08 Figura 2.pdf Em instalações acima de 139 L/s é importante o uso de peneiras e tratamento primário antes do tratamento propriamente dito.martin-systems. Geralmente são MF ou UF e composta de membranas ôcas ou planas. Precisa de menos espaço.

os reatores em membranas (MBR) são competitivos com o sistema de lodos ativados convencionais até a vazão de 579 L/s. et al 2001.Diferença de cor do líquido apos o MBR (a direita) Fonte: Clean Water from Wastewater Figura 2.com.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.18.19. A Tabela (2. 2005). Existe uma associação internacional de custos. 2005 Custos Conforme Tsutiya.9) mostra uma adaptação em números das curvas do autor citado. 2-11 .American Association of Cost Engineers (AACE) e normalmente se espera que o custo de uma estação de tratamento de esgotos variem de -30% a + 50% que são os limites de confiabilidade achado nos Estados Unidos e isto não deve ser confundido com a reserva de contingência (City of Hollister.br 01/06/08 Figura 2. USA Fonte: City of Hollister.Esquema de lodo ativado com MBR em Hollister. Nos Estados Unidos os custos estimados possuem uma contingência de 20%.Capitulo 02.

9. No Canadá o Departamento da Justiça definiu como disruptor endócrino a substância que tem a habilidade de alterar a síntese. pesquisas feitas nos Estados Unidos acharam 95 substâncias orgânicas contaminantes em 139 rios de 30 estados. Vazão (L/s) MBR US$/m 3 Lodo ativado convencional 3 US$/m 0 58 116 174 232 290 0. Asano.47/m3 Aplicações do MBR Sao inúmeras as aplicações do MBR nestes 30 anos.com.03 0.200 MBR sendo que 1. A boa noticia é que o MBR pode propiciar a eliminação dos disruptores endócrinos. na Alemanha 264m3/dia e 250m3/dia.05 0. Conforme José Santamarta os disruptores endócrinos interferem no funcionamento do sistema hormonal mediante algum dos três mecanismos seguintes: substituindo os hormônios naturais: bloqueando a ação hormonal: aumentado ou diminuindo os níveis de hormônios naturais. O livro Nosso futuro roubado de Theo Colborn et al que trata do assunto é uma espécie de continuação do livro Primavera Silenciosa de Rachel Carson que falou sobre o DDT. Existem no mundo mais de 1. Nos Grandes Lagos no Canadá se acharam disruptores endócrinos que geralmente provem dos esgotos municipais. Na cidade de Zagreb usando ultrafiltração chegou-se a remoção de 90% da carga orgânica do chorume e se tivessem usado membranas com poros menores a remoçao seria maior.br 01/06/08 Tabela 2.10 0.03 0. transporte. Cisek da Universidade de Manitoba em Winnipeg.Estimativa de custos em dólares por m3 dos reatores em membranas (MBR) e o tratamento convencional por lodo ativado. reprodução desenvolvimento e comportamento de um organismo.08 0. Entre estes os mais frequentes achados são esteróides. A tecnologia do MBR pode ser aplicada em tratamento de chorume de aterros sanitários.02 Fonte: adaptado de Tsutiya.72/m3. Existem tratamento de chorume na França com 50m3/dia. Canadá no ano 2003.06 0.03 0.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. bem como os pesticidas e herbicidas.5% de TOC com nanofiltração. Obteve-se remoçao de 87% de COD e 93.04 0. O custo global será US$ 1.Capitulo 02.75/m3 e a manutenção e operação do sistema é US$ 0.000 estão no Japão e o resto na Europa e Estados Unidos.07 0.04 0. Também é facilmente aceito que os MBR podem ser usados no tratamento das águas cinzas. et al 2001. 2-12 . detergentes sintéticos e inseticidas que possibilitam os disruptores endócrinos. Confome N. 55% são de membranas submersas da firma Kubota e o restante 45% quando as membranas externas. A reciclagem da água em edificios e o tratamento de esgotos de pequenas comunidades é feito cada vez mais no Japão. que possuem uma alta taxa de DBO.04 0. de pesticidas e herbicidas da agricultura. ação ou eliminação de hormônios em um organismo e que é responsável pela manutenção da homeostase. hormonios. De todas estas instalações do Japão. secreção. 1998 apresenta ainda que para vazão em torno de 43 L/s o custo do metro cúbico com amortização de capital em 20anos e juros de 10% anuais é de US$ 0.

1mg/L Fonte: Membrane bioreactor (MBR) treatment of emergin contaminants 2-13 . O nitrogenio é um fator importante para a remoção.br 01/06/08 Confiabilidade A USEPA. Duplicar as fontes de energia elétrica. Fazer um reservatorio de armazenamento de emergência 5. O processo de tratamento deve minimizar os ruidos durante a construçao e durante a operaçao dos equipamentos. Usar múltiplos unidades e equipamentos 4. 2005 para apreciaçao das alternativas para a escolha do tratamento de esgoto adequado montou os seguintes fatores: Gerenciamento do efluente do tratamento de esgotos Força do tratamento. Programa efetivo de manutenção e operação Avaliações para escolha do tratamento adequado City Hollister. as varias variaveis que podem mudar no tratamento. Programa efetivo de monitoramento 3. 3. 2005 os critérios de um projeto de uma estaçao de tratamento de esgotos sao: O processo de tratamento deve minimizar os odores.Capitulo 02. O sistema de tubulações e bombeamento deverá ser flexível para mudanças de emergencia 6. Sistema de cloração duplo 7.com. Qualificação de pessoal 2.Alguns standards de alguns países para tratamento municipal de esgotos Parâmetros DBO5. Alarme automático Enfatiza ainda: 1.1 Austrália <5mg/L <3 <0. Quando houver queda de energia imediatamente deverá entrar a fonte alternativa. Confiabilidade no processo de tratamento de esgotos O tratamento tem ser facil de ser operado O tratamento de esgoto tem que ser flexibilidade Temos que verificar o espaço disponivel Temos que saber onde vamos dispor os residuos do tratamento Temos que ver os problemas de odores Cuidar dos aspectos estéticos Verificar os custo de implantação e de manutençao e operaçao Verificar as leis existentes sobre a disposiçao do efluente Facilidae ou dificuldade de ser aprovado pelos orgaos ambientais. isto é.10. 2004 salienta a importância de uma unidade de tratamento para reúso enfatizando oito regras gerais que são: 1. Os processos devem ter um longo tempo de retençao para estabilizar o lodo. Standards dos efluentes Vamos analisar alguns standards de alguns paises para se ver eficiencia do sistema MBR.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Ainda segundo City Hollister. A desidratação do lodo dos esgotos e as instalações que serao usadas nao devem ser esquecidas.20 NT PT Europa EC-1998 25mg/L 10 a 15mg/L 1 a 2 mg/L Alemanha (2002) 15 a 40 mg/L 13 a 18mg/L 1 a 2mg/L China 30a 80mg/L USA < 1mg/L 1mg/L 0. 2. Tabela 2. Controle automático dos resíduos 8.

Rotavirus. Toxocara. bromo. A retirada do cloro. Os sólidos em suspensos agem como um escudo para os microorganismos que se protegem do cloro. floculação removem os ovos de helmintos. Cloro: é o mais usado desinfetante. Taenia. matérias orgânica ou amônia na água causam problemas para a sua eficiência. Comumente a desinfecção se utiliza de fortes oxidantes como o cloro. Infelizmente alguns paises no mundo usam os esgotos sem tratamento na agricultura. ancylostoma Virus Hepatite A.9. febre tifoide. sedimentação. Vibrio cholerae. mas todos eles na deixam inativo os ovos de helmintos. Ultravioleta: a radiação UV inativa o microorganismo para reprodução e não cria subproduto. O cloro pode ter alguns efeitos negativos em certas irrigações de determinadas culturas e em ambiente aquático. conforme Nações Unidas. Ozônio: é um ótimo desinfetante. Deve ser estudado para cada caso qual a melhor solução.br 01/06/08 2. Legionellacease Fonte: Nações Unidas.23 Riscos à saúde pública Um dos grandes perigos do reúso para a saúde pública é quando não se faz o tratamento e a desinfeção.06 a 1.15 e altamente pegajoso.com.Capitulo 02. densidade relativa entre 1. vírus e parasitas da água de esgotos tratadas. podendo ocasionar doenças como: colera. 2-14 . disenteria. Somente podem ser inativos com temperaturas acima de 40ºC.Exemplos de patógenos associados a esgotos municipais Protozoário Giardia lamblia. mas a presença de sólidos em suspensão. ou seja. helmintos. Crysptosporidium sp Helmintos Ascaris. Alguns dos patógenos que se podem encontrar num esgoto bruto são os seguintes: Tabela 2. Devemos ter um tempo correto de contato e uma concentração adequada de ozônio.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. mas é caro. 2007. Os processos de coagulação. 2007 Desinfecção O objetivo da desinfecção é matar ou inativar os microorganismos patogênicos. ozônio. Enteroviroses Doenças causadas por bactérias Salmonella sp. a decloração é um processo muito caro para ser usado no reúso. Ovos de Helmintos: os ovos de helmintos possuem diâmetro que varia entre 20μm a 80μm.

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Curso de esgotos Capitulo 03.br 10/06/08 Capítulo 03 Tanque séptico e sépto difusor 3-1 .com.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

2 3.7 3.1 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8 3.com.4 3.11 Introdução Normas brasileiras Sistemas de tanques sépticos Septo difusor Efluente do sistema de Tanque séptico + septos difusores Remoção do lodo Custo Reúso Estudo de caso Adsorção em carvão ativado Bibliografia e livros consultados 3-2 .10 3.br 10/06/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 3 –Tanque séptico e sépto difusor 3.6 3.3 3.9 3.Curso de esgotos Capitulo 03.5 3.

Introdução Os tanques sépticos eram antigamente chamado de fossas sépticas. 3. Usamos a formula: Dt= 0. O tanque séptico pode atender uma residência ou até 300 unidades (1500pessoas). redução de DB0 de 96%. Devido a isto. 3. Tivemos a oportunidade de conversamos com o industrial e pesquisador francês sr.2 Normas brasileiras As normas brasileiras da ABNT sobre Tanque sépticos são duas: NBR 7229/93 sobre Projeto. 1984.com. sendo o todo o tratamento feito junto. Na França não se separa o graywater (água cinza) do blackwater (esgoto sanitário). François Neveux que fabrica 25% dos tanques sépticos na França. O chamado sistema tanque séptico tem um tratamento complementar e adotamos o tratamento aeróbio com septo difusores devido ao baixo custo de implantação. Tanque séptico propriamente dito. NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 Achar a população equivalente a 30 porcos que possui DBO5 variando de 4500mg/L a 12000mg/L. manutenção e operação.32kg de oxigênio consumido pela DBO por dia Pe= Dt (gramas)/ Dh Pe= 4320g/ 55g/hab=80 hab 3-3 . a escolha que fizemos foi sobre sistema de tanque séptico existente no Brasil. Construção e Operação. onde o tanque séptico faz a redução anaeróbica e os septos difusores (tecnologia francesa) a redução aeróbica. Sendo o consumo de água de cada porco de 12 L/porco teremos: Q= 30 porcos x 12 L/porco= 360 L/dia= 0.001 x Q x DBO Dt= 0. pois conseguem de uma maneira bem econômica e baixíssima manutenção.Tanque séptico e septo difusor 3. Exemplo 3. A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) varia de >200mg/L a >750mg/L sendo a média de 350 mg/L.36m3 x 12000mg/L=4.1. Informou ainda que para o dimensionamento da caixa de gordura seguem as normas alemãs da DIN.br 10/06/08 Capítulo 3.3A População equivalente Vamos usar os conceitos de população equivalente conforme Dacah. Devido a altíssima redução de DBO o efluente dos Tanques Sépticos podem ser usados como água de reúso. É muito usado na França e no Japão. 3. Primeiramente temos que transformar a DBO medida em laboratório em quilograma de oxigênio necessário a estabilização do volume diário de esgoto. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos.3 Sistemas de tanques sépticos Os sistemas de tanques sépticos são basicamente o seguinte: Caixa de gordura que deve ser bem maior que a das normas brasileiras no caso de sistema de tratamento isolado.Curso de esgotos Capitulo 03. que é um tratamento primário anaeróbico que atinge a redução de DBO de 60%.001 x Q x DBO Sendo: Dt= demanda diária de oxigênio em kg Q= produção diária de esgoto em m3 DBO demanda em mg/L Sendo Dh= demanda de oxigênio por habitante em grama Pe= população equivalente Pe= Dt (gramas)/ Dh Considerando Dh= 55 gramas diário de oxigênio por habitante de esgoto domestico. Septo difusor que é tratamento secundário aeróbico que juntamente com o tratamento primário atinge redução de DBO de 96%.001 x 0. seja em grama de oxigênio necessário à estabilização da matéria orgânica do esgoto produzido em média de um habitante em um dia.36m3/dia Dt= 0.

7) podemos ver um tanque séptico feito em polietileno.00 -hotel sem lavanderia e cozinha pessoa 100 1. construção e operação de sistemas de tanques sépticos e a NBR 13969/97 que trata de Tanques sépticos.5 Tabelas básicas da NBR 7229/03 Vamos apresentar as três tabelas básicas da NBR 7229/93 que serão utilizadas na equação para achar o volume do tanque séptico que são: Tabela (3.4 Tanque séptico A NBR 7229/1993 trata de Projeto.5 L/dia x cabeça Consumo de ovino ou caprino= 50/ 5= 10 L/dia x cabeça Consumo de bovino ou eqüino= 50 L/dia x cabeça 3.00 -alojamento provisório pessoa 80 1. sendo que o volume varia de 1.83 De 4501 a 6000 18 0.50 Fonte: NBR 7229/93 N= numero de pessoas ou unidades de contribuição C= contribuição unitária de esgoto L/pessoa x dia ou L/unidadexdia Intervalos entre limpezas (anos) 1 2 3 4 5 Fonte: NBR 7229/93 Tabela 3.unidade de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos. Tabela 3. 3. Tabela (3.000litros até 8.00 De 1501 a 3000 22 0.00 3-4 . construção e operação.2) que fornece a taxa de acumulação de lodo K e Tabela (3. a população equivalente de 30 porcos será de 80 habitantes. Na prática se usa comumente 1 porco= 4 pessoas.67 De 7501 a 9000 14 0.2.Ocupantes permanentes . Consumo de animais O consumo de água para rebanhos BEDA é um consumo médio igual a equação: BEDA= BOVINOS + EQUI NOS+ 1/5 (OVINOS/CAPRINOS) + ¼ SUINOS Observar que o consumo de suinos é ¼ de 50 litros= 12.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Projeto.Curso de esgotos Capitulo 03.1 Período de detenção T em função da vazão afluente (N x C) Contribuição (N x C) Período de detenção T (Litros/dia) (horas) (dias) Até 1500 24 1.Taxa de acumulação total de lodos K (dias) Temperatura ºC <10 10<T<20 94 65 134 105 174 145 214 185 254 225 >20 57 97 137 177 217 Tabela 3. Nas Figuras (3.3) que fornece as contribuições unitárias e o valor do lodo fresco Lf.00 -residência padrão baixo pessoa 100 1.000 litros.com.3 Contribuições unitárias de esgotos (C) e de lodo fresco (Lf) por tipo de prédios e de ocupantes (L/dia) Prédio Unidade Contribuição de Lodo fresco esgotos Lf C 1.5) a (3.1) que fornece o período de detenção T.br 10/06/08 Portanto.75 De 6001 a 7500 16 0.00 -residência padrão médio pessoa 130 1.residência padrão alto pessoa 160 1.58 Mais que 9000 12 0.92 De 3001 a 4500 20 0.

20 0.6 Formas do tanque séptico As dimensões mais comuns são as de seção retangular e as de seção circular conforme Azevedo Neto.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.02 4. 1988.10 0. 2005 3-5 .br 10/06/08 2-Ocupantes temporários -fábricas em geral -escritórios -edifícios públicos/comerciais -escolas (externatos) e locais de longa permanência -bares -restaurante e similares -cinemas.30 0.Curso de esgotos Capitulo 03.20 0.com.10 0.00 3. Figura 3. teatros.Esquema de tanque séptico de seção circular Fonte: Jordao.Quando de seção retangular recomenda-se que o comprimento seja pelo menos o dobro da largura para assegurar boas condições de escoamento.1. locais de curta permanência -sanitários públicos Fonte: NBR 7229/93 operário pessoa pessoa pessoa pessoa refeição Lugar bacia sanitária 70 50 50 50 6 25 2 480 0.20 0.

O primeiro compartimento mede ½ a 2/3 e o segundo 1/3 a ½ do comprimento total L.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. a remoção de sólidos em suspensão conforme Azevedo Neto. A relação comprimento total sobre a largura (L/B) não deve ser inferior a 1.com.Curso de esgotos Capitulo 03. Os tanques sépticos de câmara única são os mais usuais e econômicos. Fonte: Jordão et al. mas oferecem maior proteção contra o arrastamento de sólidos suspensos para o efluente. 2005. Os tanques sépticos sobrepostos conforme Azevedo Neto.7 Compartimentação Os tanques sépticos podem ser de três tipos principais conforme Azevedo Neto.2 .Esquema de tanque séptico prismático retangular de câmara única. 1988 são basicamente os tanques Imohoff que são econômicos somente a partir de 25 pessoas. 3-6 . Os tanques com dois compartimentos em série são um pouco mais caros. 1988: • Simples não compartimentados • Compartimentados com câmaras em série • Com câmaras sobrepostas Figura 3. melhorando dessa forma. 1988.5 : 1.br 10/06/08 3.

com. 2005 3-7 .br 10/06/08 Figura 3.3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Tanque séptico de forma prismática retangular de câmaras em série Fonte: Jordão.Curso de esgotos Capitulo 03.

4.Curso de esgotos Capitulo 03.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005 3-8 .br 10/06/08 Figura 3.com.Tanque séptico cilíndrico de câmaras sobrepostas Fonte: Jordão.

Tanque Séptico s/ escala pliniotomaz@uol.7).000 litros de capacidade.br/ Exemplo 3.5 .3) Fossa séptica (tanque séptico) de polietileno (1000L a 8000L) pliniotomaz@uol.com.1) K= taxa de acumulação de lodo em dias de acordo com o intervalo entre limpezas no tanque séptico e a temperatura do mês mais fria (Tabela 3. com a vantagem da manutenção ser feita de 5 em 5 anos e de não haver fornecimento de energia elétrica ou peças girantes.20 litros/pessoa V= 1000 + N (C x T + K x Lf) V= 1000 + 70 (50 x 1 + 225 x 0.650 litros Portanto.com. Os tanques sépticos podem atingir até 1500 casas.3) T= período de detenção em dias (Tabela 3. Lf= 0.2) Lf= contribuição do lodo fresco em litros por pessoa (Tabela 3.br 10/06/08 3.br/ Corte do tanque séptico Tampa removível Tubo PVC Ø100mm Afluente vem da caixa de gordura Tubo PVC Ø100mm efluente vai para Filtro Anaeróbio/ Sépto Difusor Vedação nos tubos PVC com silicone Cesto com brita nº 3 ou 4 Ø externo Corte .com. conforme se pode ver na Figura (3.2 Dimensionar um tanque séptico para escritório com 70 pessoas N= 70 C= 50 litros/dia T= 1dia K= 225 para limpeza de 5 em 5 anos.Corte esquemático do Tanque séptico Fonte:http://www.8 Equação básica do tanque séptico O volume do tanque séptico deve ser obtido pela equação: V= 1000 + N (C x T + K x Lf) Sendo: V= volume do tanque séptico (litros) N= número de contribuintes ou população equivalente C= contribuição de esgotos em litros por pessoa por dia (Tabela 3.000 litros Fonte:http://www. 3-9 h1 h2 .br Figura 3.Tanque séptico de polietileno de 1.000 litros a 8.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.6 .rotogine. usaremos um tanque séptico de polietileno com 8.br Figura 3.Curso de esgotos Capitulo 03.com.rotogine.20)= 7.

9/1.83 + 57 x 1.20m Verificação da relação L/B= 2.2) Contribuição do lodo fresco Lf= 1.0)= 5287 L= 5.br Figura 3.50= 3.500 casas pliniotomaz@uol.7 .3.83dia (Tabela 3.5m2 Dimensões em planta= 2.8) e (3. Septo difusor-(aeróbio) pliniotomaz@uol.br 10/06/08 Fossas sépticas e tanques anaeróbios: 1.9 Septo difusor (tratamento secundário) O septo difusor é o tratamento secundário aeróbico e que faz com que todo o sistema tenha redução de 96% de DBO. conforme Figura (3.br/ 3-10 .rotogine.com. 2005 Seja um prédio onde moram 26 pessoas com nível socioeconômico médio.Bateria de tanques sépticos para 1500casas Exemplo 3.br Figura 3.00 L/hab x dia (Tabela 3.com.2=2. Dimensionar um tanque séptico prismático de câmara única.3) Dimensões: V= 1000 + N(CxT + K x Lf) V= 1000 + 26(130x0.28m3/1.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.8 .4 3. Volume útil da fossa V= 1000 + N(CxT + K x Lf) Numero de pessoas contribuintes N=26 Contribuição per capita= 130 litros/habitante x dia (Tabela 3.Septo difusor Fonte:http://www.0m x 1.5m Área superficial = A= 5.com.380 L/dia Tempo de detenção T=20h=0.1) Taxa de acumulação de lodo para intervalo de 1ano K=57 (Tabela 3.9).3) Vazão diária= Q= N x C= 26 x 130= 3.Extraído de Jordão.28 m3 Profundidade fixada h= 1.Curso de esgotos Capitulo 03.

Tabela 3.20 x 1.com.com.4 . As águas doces são classificadas em: Classe especial Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4 3-11 .00m x0.65m x 0. 2005 recomenda que a disposição do efluente de um sistema de tanque séptico seja destinado ao sumidouro. 3.br 10/06/08 Septo difusores: tratamento Aeróbio pliniotomaz@uol. Considerando consumo de 70 litros/dia x empregado Consumo médio diário=70 x 120= 8.400 litros/dia Como o septo-difusor Tipo II é para 1000 litros/dia. vala de infiltração.Vários septos difusores Fonte:http://www.11 Lançamento em curso de água Para o lançamento do efluente num curso de água o mesmo deverá obedecer a Conama-Resolução nº 357 de 17 de março de 2005. N= 8.20m x 1.Dimensões e capacidade dos septos difusores Dimensões Tipo Capacidade de tratamento 1.br Figura 3.40m.9 .4 septos-difusores Como são em pares.br/ Os septos difusores é tecnologia francesa e possuem dois modelos (Tipo I e Tipo II) e são feitos em polietileno e bidim. Poço absorvente Vala de infiltração Rede Pública Corpo de água Jordão et al. onde os corpos de água são classificados em águas doces e águas salinas.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10 Efluente do sistema do Tanque séptico + septos difusores As normas brasileiras sobre Tanque sépticos prevêem o uso do efluente em: Rega de jardim Lavagem de pátio Irrigação subsuperficial de jardins Uso em descarga em bacias sanitárias. O modelo antigo tinha 250litros/dia de capacidade de tratamento e com dimensões de 1. vala de filtração ou filtro de areia.65 x 0.Curso de esgotos Capitulo 03.22m x 0.20 I 250 l/dia 1.00 x 0. 3.22 x 0.20m. adotamos 10 septo-difusores Tipo II. O novo septo difusor (Tipo II) é mais usado é para capacidade de 1000 litros /dia e possui as dimensões de 1.400 / 1000= 8.com.40 (melhor) II (mais usado) 1000 l/dia Exemplo 3.rotogine.4 Dimensionar a quantidade de septo difusor tipo II para cozinha com 120 empregados.

br 10/06/08 Na Tabela (3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.proteção das comunidades aquáticas.Padrões da Resolução Conama 357/2005 para águas doces Águas doces DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) (mg/L) OD (Oxigênio Dissolvido) (mg/L) CF (Coliformes Fecais) ( NMP/100mL) Classe 1 Classe 2 Classe 3 3 5 10 6 5 4 200 1000 Classe Especial -são as águas destinadas abastecimento humano com desinfecção -preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas -preservação dos ambientes aquáticos. esqui aquático e mergulho. .são as destinadas ao abastecimento humano após tratamento.recreação de contato secundário.5 . .recreação de contato primário. . jardins. . campos de esporte e lazer.recreação de contato primário. .preservação das comunidades aquáticas.com. . tais como natação. cerealíferas e forrageiras. plantas frutíferas e de parques.são as águas doces para abastecimento humano após tratamento simplificado.5) estão as exigências para as águas doces das Classe 1 a Classe 3. Classe 3 . esqui aquático e mergulho. com os quais o público possa vir a ter contato direto.são as destinadas ao abastecimento humano após tratamento convencional ou avançado. Classe 1 .Curso de esgotos Capitulo 03.pesca amadora.dessedentação de animais. . Tabela 3. Classe 2 . . 3-12 . .irrigação de hortaliças.irrigação de culturas arbóreas. tais como natação.

3. Após o lançamento industrial de 24m3/h de OD de 0mg/L. .99 mg/L 3. Exemplo 3.Extraído de Nunes.6.000 x 7.0mg/L e vazão crítica de 10m3/s= 36.harmonia paisagística.056 mg/L Exemplo 3.000m3/h.0 + 24 x 85) / (36.33 de 8/9/06 US$ 227 370 601 858 990 1247 1449 1549 3-13 .br 10/06/08 Classe 4 . 1996 Um rio apresenta OD média de 7.8) em dólares americanos do dia 9 de setembro de 2006 (1US$= R$2. O artigo 19B informa que o lodo proveniente de sistemas como fossa séptica deverão ser encaminhado a ETE. O efluente poderá ser desinfetado com hipoclorito de sódio. pede-se calcular a OD em que ficará o rio após o lançamento.000m3/h.Curso de esgotos Capitulo 03.Custos dos tanques sépticos em polietileno Capacidade Custo do Tanque séptico (litros) 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Fonte: 1US$= R$ 2.com.0mg/L e vazão crítica de 10m3/s= 36.13 Custo Os custos de materiais dos produtos da Rotogine estão nas Tabelas (3.6) a (3.000+24) = 6.12 Remoção do lodo De cada 5 em 5 anos ou conforme o intervalo escolhido será retirado por caminhão tanque o lodo digerido no tanque séptico e encaminhado para uma Estação de Tratamento de Esgoto Pública. Tabela 3.Extraído de Nunes. DBO= (Qrio x DBOrio + Qind x DBO ind) / (Qrio + Qind) DBO= (36. pede-se calcular a DBO em que ficará o rio após o lançamento.são as águas destinadas da navegação.000 x 1. OD= (Qrio x ODrio + Qind x OD ind) / (Qrio + Qind) OD= (36.33).Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1996 Um rio apresenta DBO média de 1.000+24)= 1.6 . Após o lançamento industrial de 24m3/h de DBO de 85mg/L.0 + 24 x 0) / (36. havendo possibilidade de a dosagem ser automática.5.

740 1.20m x 1.87 1.33 de 8/9/06 Tabela 3.33 de 8/9/06 3-14 .250 2.500 Custo da caixa de gordura US$ 74 90 186 261 289 366 784 1130 1356 1381 1495 1609 Fonte: 1US$= R$ 2.230 1.3 2.Custos dos septos difusores em polietileno e bidim Septor difusor Capacidade de tratamento US$ 1.3 2.com.00m x 0.12 1.40 0.12 Altura (m) 0.65m x 0.22 1.16 1.12 4.55 2.22 1.900 2.Custos das caixas de gorduras em polietileno Capacidade Litros 100 250 500 1000 1500 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Dimensões e diâmetro (m) 0.650 0.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.700 1.Curso de esgotos Capitulo 03.3 2.595 2.82x1.160 1.80x0.72 0.92 1.04x 0.8 .12 4.400 1.40m (Tipo II) 1000 l/dia 549 Fonte: 1US$= R$ 2.3 Área superfície (m2) 0.55 1.800 1.100 2.50 1.87 4.20m (Tipo I) 250 l/dia 123 1.7 .br 10/06/08 Tabela 3.16 1.12 4.22m x 0.3 2.75 0.12 4.

lavagem de agregados. lavagens de Filtração ≤ 2 uT Continuadamente veículos.14 Reúso Os efluentes dos sistemas de tanque sépticos incluso o septo difusor reduz a DBO em 96% e pode ser aproveitado. Tabela 3. conforme Tabela (3.Curso de esgotos Capitulo 03. É previsto pela norma brasileira que o mesmo pode ser usado em descarga em bacias sanitárias.10) para descarga em bacias sanitárias. Uma aplicação de reúso é na construção civil. Descarga em bacias sanitárias Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal Semanal.com. como a feitura de concreto para elaboração de blocos. execução de concreto) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual Diário Continuadamente 3-15 . Diário Diário Continuadamente Área de acesso restrito para irrigação (locais onde o público é proibido) Secundário Desinfecção Fonte: adaptado da USEPA Tabela 3. Diário Diário Continuadamente Semanal. deve ser obedecido no mínimo a: pH entre 6 a 9. Usando padrões americanos da USEPA.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Semanalmente Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Recreacional (contato acidental Filtração ≤ 2 uT Continuadamente parcial ou total na pesca ou velejamento) Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Mensal Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Reúso Urbano (jardins.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9) e (3. DBO menor que 10mg/L e turbidez menor que 2uT e não sendo detectável coliformes fecais e com cloração mínima de 1 mg/L.10 .9 .br 10/06/08 3. Diário Paisagismo (locais onde o público tem contato) Secundário Desinfecção Uso na construção civil (compactação de solo. mas não fixa parâmetros de qualidade que não existiam na época da elaboração das mesmas.

Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Diário Diário Uso ambiental (uso em wetlands. daí deve haver uma certa área de prédio em que tais custos podem ser absorvidos e havendo boa relação entre benefício/custo. No Japão é obrigatório o reúso e aproveitamento de água de chuva quando a área construída for maior que 30. várzeas e despejos em córregos) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Continuadamente Alertamos que se deve tomar muita precaução para o reúso de tanques sépticos em descargas em bacias sanitárias.com.Curso de esgotos Capitulo 03.000m2 ou que o consumo de água não potável diariamente for maior que 100m3/dia.br 10/06/08 mínimo de 1mg/L Uso Industrial (once cooling) through Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Semanal. custa caro o monitoramento de análises diárias e semanais. Como se vê pelos padrões americanos. alagados. Uma das conseqüências que pode ocorrer é o mau cheiro na hora da descarga e o problema de se formar um colarinho preto ao nível da água na bacia sanitária. Diário Diário Continuadamente Uso Industrial Secundário Desinfecção Coagulação química filtração DBO ≤ 30mg/L e ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Semanal. (recirculationg cooling towers) Diário Diário Diário Semanal Semanal. 3-16 .

Valores de Nelson Gandur Dacah p.12).10) e (3.12) estão as comparações com dados de Nelson Gandur Dacah. O efluente da indústria FEMAC foi usado na construção civil para fazer blocos de concreto.2 97.12 . mas no caso não vemos necessidade.4 DQO (Demanda química de oxigênio) TSS (sólidos totais em suspensão) Coliformes fecais Coliformes totais Na Tabela (3. Somente o TSS atingiu somente 46 mg/L sendo exigido pela USEPA menor ou igual que 30mg/L. 3.11 .Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. a firma FEMAQ .11) estão as análises feitas pelo laboratório Bioagri na FEMAQ de Piracicaba. reduz 65% de sólidos em suspensão e reduz 98% de bactérias e pode o tratamento ser classificado como secundário. Firma que executou as fossas sépticas e septo difusor: Rotogine. 2005 os sumidouros são conhecidos também como poços absorventes.16 Sumidouro Conforme Jordão. Na Tabela (3. recebendo os efluentes diretamente das fossas sépticas conforme Figura (3.11) que não temos problemas de coliformes e da DBO pelas análises. 3-17 . As fossas sépticas são feitas em polietileno. 28 do livro Tratamento Primário de esgoto e valores obtidos pela Rotogine em Piracicaba Tipo de tratamento Preliminar Primário Secundário Terciário DBO (Demanda Bioquímica de oxigênio) 5% a 10% 25% a 85% 75% a 97% 97% a 100% TSS (sólidos totais em suspensão) 5% a 20% 40% a 90% 70% a 95% 95% a 100% 65% Bactérias 10% a 20% 25% a 80% 90% a 98% 98% a 100% 98% Rotogine.15 Estudo de caso Visitei em 20 de dezembro de 2001.Curso de esgotos Capitulo 03.6 65. 2004 não recomenda mais ou uso dos sumidouros sendo muito pouco usado devido ao grande número de fracasso de funcionamento.6.Fundição. Um dos fracassos no uso do sumidouro é adotar valores muitos altos de infiltração. Observar na Tabela (3.br 10/06/08 3. devendo ser a mais rasa possível conforme Figura (3. O efluente líquido é usado para fabricar blocos de concreto e lajotas de concreto para pisos.4 97. A redução de DBO é de 96.11).000 litros. O volume da fossa séptica de Piracicaba é de 8. Tabela 3. Tabela 3.com.4%.Análise feita pelo laboratório Bioagri em 29.5 90. localizada em Piracicaba. Engenharia e Máquinas Ltda. Embora seja permitido pelas normas da ABNT a USEPA.01 na FEMAQ -Piracicaba Parâmetros DBO (Demanda Bioquímica de oxigênio) Valor inicial (mg/L) 167 754 132 400/100ml 720/100ml Valor final (mg/L) 6 18 46 10/100ml 69/100ml Redução 161 736 86 390/100ml 651/100ml Redução em (%) 96. Existe um restaurante onde os 120 empregados fazem suas refeições e usam os banheiros. Piracicaba 96% Classificação: tratamento secundário Conclusão: a fossa séptica de Piracicaba reduz 96% de DBO. A melhor maneira para infiltração do efluente de um tratamento com tanque séptico e septo-difusor é através de vala de infiltração. Também não foi aplicado dosagem de cloro.

Curso de esgotos Capitulo 03.Sumidouro cilíndrico de alvenaria de tijolos Fonte: Jordão.10.br 10/06/08 Figura 3.com.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005 3-18 .

A profundidade admitida é de 4.com.Dimensionamento de sumidouro Sendo a taxa de infiltração de 16L/m2 x dia e a vazão a ser infiltrada de 3380 L/dia dimensionar um sumidouro prismático com 2m de largura e comprimento variável L.11.00m 3380L/dia/ 16 L/m2 x dia= 211m3 As áreas laterais e do fundo são Área= L x 4 x 2 + 2 x L= 10L= 211m2 L=21.br 10/06/08 Figura 3.Curso de esgotos Capitulo 03.7.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005 Exemplo 3.1m 3-19 .Sumidouro cilíndrico com enchimento de pedras britadas Fonte: Jordão.

380 L/dia / 21L/mxdia = 161m Portanto. 6 trincheiras de 30m distante 2. 2) Usamos coeficiente de segurança igual a 2 3-20 .Curso de esgotos Capitulo 03.com.50m e altura de 0.40m+0.40m= 1.30m x 16L/m2/dia= 21 L/m x dia Agua a ser infiltrada/ vazão infiltrada/m = 3.30m Portanto.50m + 0. 2005 Exemplo 3.4 trincheira de 30m ou seja.8 Dimensionar uma vala de infiltração com largura de 0.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A taxa de infiltração é de 16 L/m2 x dia e a quantidade de esgoto tratado que queremos infiltrar é de 3.30m em toda a área conforme a norma da ABNT NBR 13. precisamos de 161m de vala de infiltração.Vala de infiltração Fonte: Jordão. Foram feitos 24 ensaios de infiltração na profundidade de 0.40m. 20% a 30%. 30% a 40% e >40%.00m uma da outra.969/97 nas declividades de 0 a 10%. Por metro linear de vala de infiltração a soma das paredes e do fundo será: 0. a área por metro linear infiltrada é 1. Como cada trincheira só pode ter 30m de comprimento no máximo teremos: 161m/ 30m= 5. Exemplo 3.380 L/dia.br 10/06/08 Figura 3. A conclusão a que se chegou é a seguinte: 1) não há variação da taxa de infiltração em toda a área mesmo variando a declividade.9 Escolha da taxa de infiltração em um loteamento em Campos do Jordão.12.

Caso queiramos um sumidouro prismático com 2. Exemplo 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00m= 1.00m.0)= 2.5m + 0.10 Dimensionar o tanque séptico e septo difusor para uma casa de padrão alto com 5 pessoas.3m Vala de infiltração Caso optemos por vala de infiltração de 0.0 + 218 x 1.0 Lf=1.5m2= 35 m Como o comprimento da vala de infiltração máximo é de 30m faremos duas valas de infiltração com 17.com.50m2/m 53m2/ 1.br 10/06/08 3) a taxa de infiltração que pode ser adotada é de 36mm/h 4) o solo é classificado como areias siltosas e areias finas.00m de diâmetro e 4m de profundidade observando que o fundo do sumidouro deverá estar 1.885 Litros > 1250 L mínimo.00 US 601 US$ 492 US$ 1167 US$ 584 US$ 1751 3-21 .50m) x 1.50 teremos: Área por metro= (0.00 temos: Área= PI x D x 4m + PI x D2/4= 28m2 Como precisamos de 53m2 e num sumidouro temos 28m2 então faremos dois sumidouros de 2.0m de largura e 4m de profundidade teremos: Área total= áreas laterais + área do fundo= L x 4 x 2 + 2 xL = 10 LK 53m2= 10L L= 5. A produção de esgoto diário= 160 L/dia x pessoa x 5 pessoas= 800 Litros/dia K=217 para manutenção em 5 anos T=1.00m e profundidade H=4. OK Sumidouro Taxa= 15 L/ m2 x dia Produção diária = 800 Litros /dia 800 L/dia / 15 L/ m2 x dia = 53m2 Supondo diâmetro D=2.50m de largura e altura de 0.0 V= 1000 + N (C x T + K x Lf) V= 1000 + 5 x (160 x 1.5m cada uma espaçadas de 2. Septo difusor Como será infiltrado 800 L/dia e como o septo difusor Tipo I trata 250 L/dia teremos: 800 KL/dia/ 250 KL/dia= 4 septos difusores Tipo I Estimativa de Custo Caixa de gordura de 100 Litros da Rotogine Tanque séptico de polietileno de 3000 Litors 4 septos difusores Tipo I a preço unitário US$ 123 Total materiais Mão de obra (50%) Total geral Não incluímos o custo do sumidouro ou da vala de infiltração. US$ 74.50m acima do lençol freático.5m+0.Curso de esgotos Capitulo 03.

00m Área = L x 4 x 2 + 2 L= 10L Taxa admitida = 20 L/m2 x dia 19500 Litros/dia/ 20 L/m2 x dia= 975m2 Área = 10 L= 975m2 L=97.500 LK.00 2. 1988 o comprimento deve ser o dobro da largura e teremos: Adotamos profundidade H=2.30m L= 2 B= 2 x 3.60m Septo difusor tipo II da Rotogine 1000 Litros/dia 19500 litros/ dia/ 1000 L/dia= 19.5m Portanto.00m A distancia deve ser maior que a profundidade 4.00 OK.11 30 casas de padrão médio estão numa rua isolada e queremos fazer um tratamento local. o comprimento do sumidouro é 97.30= 6.3m3 Supondo tanque séptico prismático o conforme Azevedo Neto.5m Podemos fazer dois sumidouro com 49m cada distante um do outro de 5.0 B x B x 2 = V=43.0_= 43.3m3 B= 3.5 K=217 Lf=1.com.br 10/06/08 Exemplo 3.0 C=130 L/dia N=150 V= 1000+ N x (C x T + K x Lf) V= 1000 + 150 x (130 x 0.0m e portanto é 5.5 = 20 septo difusores Tipo II Sumidouro prismático Largura 2./dia de contribuição de esgotos T=0. 5 pessoas x 30 casas = 150 pessoas 150 pessoas x 130 L/dia= 19.300 Litros=43. 3-22 .5 +217 x 1.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00m e profundidade 4.Curso de esgotos Capitulo 03.

JOSÉ ALVES. -JORDÃO. Blucher. 277 páginas. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. Conservação e reúso da água em edificações.com.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). Junho 2005. -CIDADE OF EUGENE. 1991. 26 páginas. 185 páginas. 150 páginas. São Paulo.br 10/06/08 3.gov/ 3-23 . Tratamento de Esgotos Domésticos. Considerations for the management of discharge of fats. 1334páginas. McGray-Hill.17 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO. -MACINTYRE. EVANDRO RODRIGUES DE. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 2002.rotogine.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. -CONAMA. -METCAL&EDDY.Curso de esgotos Capitulo 03.br/ -SINDUSCON. -USEPA (U.com. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. 73 páginas. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. ABES. 2004. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos.. e MELO. -NUNES. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. JOSÉ M. 770 páginas. ARCHIBALD JOSEPH. WANDERLEY DE OLIVEIRA. -ROTOGINE. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. 161 páginas. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. Instalações Hidráulicas. Wastewater Engineering. Jun. 1988.S. 2002. 906 páginas. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. -BRITTO. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www. 1996. Guidelines for Water Reuse. 4ª ed. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto. Construção e Operação.epa. CONSTANTINO ARRUDA. 2005.

aproveitamento de águas residuais e reciclagem da água.br 09/07/08 Capítulo 04 Águas cinzas Desenvolver fontes novas e alternativas de abastecimento de água tais como dessalinização da água do mar. Agenda 21 4-1 .Curso de esgotos Capitulo 04. uso de água de pouca qualidade. reposição artificial de águas subterrâneas.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

2 4.17 4.22 Introdução Tratamento das águas cinzas Nomenclatura Riscos das águas cinzas Qualidade das águas cinzas Área para irrigação com águas cinzas Custos Aceitação pública Página Reservação das águas cinzas Volume de água para dimensionamento Uso da água Uso do águas cinzas Técnicas e Tecnologias Recomendações finais Exemplo de caso: APEX .reúso da água usando águas cinzas Introdução Aspecto legal Solução técnica Cloração Proposta Custos Bibliografia e livros recomendados 4-2 .3 4.16 4.8 4.20 4.9 4.Curso de esgotos Capitulo 04.5 4.19 4.Águas cinzas 4.13 4.10 4.4 4.7 4.1 4.14 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 09/07/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 04 .21 4.11 4.18 4.15 4.12 4.6 4.

Dark águas cinzas: pia da cozinha. Águas cinzas incluem: • a água do chuveiro.1) temos um modelo de tratamento das águas cinzas para o uso do efluente na irrigação subsuperficial dos jardins usado nos Estados Unidos onde 50% a 60% das casas possuem jardins gramados.500 litros/dia (1. Blackwater especificamente a água de esgotos sanitários de uma casa. Algumas vezes blackwater é definido somente como a água das bacias sanitárias. Inclui todo o tipo de água não incluindo a adição de produtos químicos ou químico-biológicos que possam causar problemas.000. sendo proibido o uso por aspersão (Sprinklers) e recomenda-se ainda que sejam evitadas águas de lavagem de fraldas de criança.2 Tratamento das águas cinzas Na Figura (4. • pia do banheiro. Light águas cinzas: chuveiro e lavatório. 4.Curso de esgotos Capitulo 04.br 09/07/08 Capítulo 4 . Contém fezes humanas. Yellow águas cinzas: somente urina. 4. 4-3 . O destino das águas cinzas é para irrigação subsuperficial. usam o nome dark gray.Águas cinzas 4. Algumas cidades ainda usam o termo light gray para a água da banheira e do chuveiro e. Na Califórnia o uso das águas cinzas é legalizado e usado somente para irrigação abaixo da superfície através de tubulações enterradas. pois se usa muito a irrigação de jardins o que não acontece no Brasil. Figura 4. pedaço de papel (celulose) etc.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 Introdução O uso das águas cinzas também é reúso. para água da torneira da cozinha. Não faz parte das águas cinzas: • A água da pia da cozinha • Bacia sanitária • Máquina de lavar pratos.com. Consiste largamente de compostos orgânicos que passam no trato digestivo do corpo humano. • banheira.1 .3 Nomenclatura • • • • • Black water :fezes e urina. O código da Califórnia define Águas cinzas como a água de esgoto não tratada que não teve contato com a bacia sanitária. • lavagem de roupas em máquinas domésticas.00. urina. Brown águas cinzas: fezes sem urina. cerca de 15% a 25%.00 a US$ 1.Tratamento de esgoto (águas cinzas) para uso na irrigação Existem para serem adquiridos na Califórnia cerca de 20 sistemas que usam as águas cinzas cujo custo varia de US$ 200. O uso do águas cinzas reduz o consumo de água na Califórnia. Para o aproveitamento das águas cinzas não devem ser lançados produtos químicos ou ingredientes biológicos e químicos nos pontos citados. bacias sanitárias e máquina de lavar pratos.5m3/dia) e é vedado uso das águas cinzas com água de pia de cozinha. No Arizona as águas cinzas podem ser usadas simplesmente sem autorização até 1.

2 . Não esquecer também que as águas cinzas tem que ser aprovado pelos órgãos sanitários.7) mostram esquemas de águas cinzas.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.Curso de esgotos Capitulo 04. como a Secretaria da Saúde e Cetesb.com.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Parece ser um conceito geral de que não existe uma solução universal do uso das águas cinzas que se aplique a tudo.2) a (4.br 09/07/08 Com as modificações do código da Califórnia feitas em 18 de março de 1997.3 . Figura 4.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4-4 . indústria e prédios de apartamentos. As Figuras (4. as águas cinzas podem ser usadas também em comércio.

Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 04.4 .6 .br 09/07/08 Figura 4.5 .Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4-5 .com.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.

portanto.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. peróxidos e produtos destilados do petróleo. Ao longo do tempo.4 Riscos das águas cinzas São basicamente quatro: Riscos nas plantas O risco nas plantas é o aumento do sódio que pode descolorir as folhas devido ao ambiente se tornar muito alcalino. não deve ser feita irrigação por aspersão devido as bactérias que ficarão no ar.5 Qualidade das águas cinzas Geralmente os estudos sobre as águas cinzas apontam os seguintes parâmetros: Demanda Bioquímica de Oxigênio a 20ºC e 5 dias (DBO5 . conforme o tipo de solo. 4. que mede a absorção de sódio pelo solo. Alguns detergentes usados em lavanderias possuem boro.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4. causando problema na absorção de água para as plantas. 1967 são os mais conhecidos no mundo. será reduzida a permeabilidade e a aeração. A desvantagem é aumentar a poluição das águas subterrâneas e para isto devemos ter o nível do lençol freático no mínimo 1. cloretos. Riscos no solo Há tendência do solo ficar alcalinizado.com. Riscos no meio ambiente A vantagem é reduzir o uso de água potável.20) Sólidos totais em suspensão (TSS) Sólidos totais dissolvidos (TDS) para salinidade Sódio (Na) Boro (B) Contagem de bactérias Demanda química de oxigênio (DQO) Fósforo total (PT) Nitrogênio total (NT= nitrogênio total) Os estudos da Suécia de Olsen. aumentando o chamado índice SAR.br 09/07/08 Figura 4. blackwater e águas cinzas mais blackwater.Curso de esgotos Capitulo 04. Na Tabela (4.50 abaixo do fundo da tubulação por onde passam as águas cinzas. A irrigação será subsuperficial sempre. Riscos na saúde do homem Não existe risco a saúde do homem e.1) estão os valores em grama/dia/pessoa de águas cinzas. conforme é recomendado no Arizona.7 . 4-6 . O boro é muito tóxico e queima as folhas das plantas.

em frutas.000m2 ou que usem mais de 100m3/dia de água não potável. Uma recomendação especial é que as águas cinzas não podem ser usadas em rega de jardins. blackwater e águas cinzas + blackwater. O oxigênio dissolvido das águas cinzas diminui.6 13. A água tratada de esgotos sanitários nos Estados Unidos deverá obedecer a Tabela (4.6 3. Caso se jogue as águas cinzas num lago. que não é nada agradável.2 1.5 Nitrogênio total (NT) 1.Valores em gramas/dia/pessoa de águas cinzas (água cinza) e águas cinzas + blackwater (esgoto sanitário) Parâmetro Águas cinzas Águas cinzas+ blackwater DBO5 34 71 Sólidos Totais em suspensão (TSS) 18 70 Nitrogênio total (NT) 1.1 Resíduo total 77 53 130 Estudos feitos pela bioquímica Margaret Findley estão na Tabela (4. As águas cinzas contém cerca de 1/10 do nitrogênio contido no blackwater. Deve ser evitado o uso de bombas centrífugas devido ao problema da constante limpeza dos filtros de 75μm.2): Tabela 4.5 a 8. Por exemplo. a decomposição do águas cinzas é muito mais rápida do que o blackwater conforme se pode ver no site http://www. as águas cinzas contém menos patogênicos que o blackwater. O uso das águas cinzas em bacias sanitárias deve ser feito somente quando houver um tratamento completo do mesmo. não esquecendo que o nitrato e nitrito são causadores de câncer e são difíceis de serem removidos no tratamento. imediatamente se desenvolveram algas perto do ponto de descarga e dá uma aparência que a poluição está pior. verduras e não pode ser lançado no córrego mais próximo.2 Fósforo total (PT) 3. Tudo isto mostra as grandes diferenças entre as águas cinzas e blackwater de fezes e urina serem tratados separadamente.1 . O DBO5 da blackwater é somente 40% do oxigênio necessário no águas cinzas.águas cinzas. mas os coliformes aumentam após 2 ou 3 dias. Não há casos comprovados de doenças causadas pelo uso do águas cinzas.com.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ocasionando problemas de odor.3): Tabela 4. em 5 anos poderemos ter 100 vezes limpar com luvas especiais os filtros fétidos.6 Um dos problemas das águas cinzas é que a quebra das moléculas orgânicas se dá muito mais rápido do que as águas do blackwater. Numa certa posição o DBO1 é 40% do DO consumido pela blackwater é somente de 8% do DO. o que é muito caro. A quantidade de oxigênio necessária para a decomposição do águas cinzas nos cinco dias DBO5 possui 90% do total da demanda de oxigênio DO consumido para a decomposição.Valores em grama/dia/pessoa de águas cinzas. Esta rápida estabilização das águas cinzas tem a vantagem de prevenir que a matéria orgânica se decomponha rapidamente no solo durante da infiltração havendo menor impacto ambiental.Curso de esgotos Capitulo 04.1 11 12.1 4.br 09/07/08 Tabela 4.3 .0 < 15 uH < 0.Parâmetros e valores usados nos Estados Unidos para o uso da água tratada de esgotos sanitários.5mg/L no ponto de entrega 4-7 . Isto significa que a decomposição orgânica do blackwater continuará a consumir oxigênio num tempo maior do ponto de descarga do que as águas cinzas. compensando somente para edifícios de apartamentos muito grandes. Além disso. Parâmetros Águas cinzas Blackwater Gray+black DBO5 (demanda bioquímica de oxigênio em 5 dias) 25 20 45 DQO (demanda química de oxigênio) 48 72 120 Fósforo total (PT) 2. Portanto.com. No Japão é obrigatório o uso das águas cinzas e água de chuva para prédios com mais de 30. Parâmetros Coliformes fecais Coliformes totais em 95% das amostras Vírus Parasitas Turbidez pH Cor Cloro livre Valores < 1/100mL < 10/100mL < 2 /50L < 1/50L < 2 uT 6.2 .

Quando o pH for menor que 7 então o solo será acido e caso seja igual a 7 o solo será neutro. DBO5 5mg/L Coliforme fecal 75/ 100ml Para a descarga deverá ter cor azul Que seja feita análise da água uma vez por semana quando usada para descarga em bacias sanitárias. O cloro bloqueia o processo metabólico da planta. 4-8 . Quando o solo tiver pH maior que 7 será básico. Em concentrações abaixo de 142mg/L de cloreto não causa problema. Quando a quantidade de sódio no solo é menor que 69mg/L não há problemas.4 . Alcalinidade É uma solução de sódio. conforme Texas A água de reúso de esgotos tratados no Texas para ser usada em descarga em bacias sanitárias tem as seguintes condições (Texas chapter 310 Rules: e310. Os problemas começam quando o boro está entre 0. Sódio Age como veneno.11). Quando o solo tem mais que 207mg/L de sódio os problemas são bastante severos. cálcio que age combinado em forma de cloretos. Os problemas começam quando o sódio está entre 69mg/L a 207mg/L. Uma vez o solo danificado com sódio nunca mais será recuperado. A desinfecção é para remover os coliformes. Biodegradável É chamado de biodegradável o complexo químico que pode ser quebrado em vários compostos mais simples com a atividade biológica.4 conforme Tabela (4.5 a 8. Mas quando o nível de cloretos está entre 142mg/L a 355mg/L começam a aparecer os problemas que são muito sérios para níveis de cloreto acima de 355mg/L.4). pois reduz a habilidade de tirar água do solo. No Arizona não se usa a água da torneira da cozinha devido a ser encontrado um número muito grande de coliformes fecais: 88400/ 100mL.Valores de pH Tipo de restrição Sem restrição Com restrição moderada Solo com restrição severa Valores do pH do solo <7 Entre 7 e 8 >8 Na prática são usados solos sem restrição a solos com restrição moderada.0 e ficam piores quando a quantidade de boro é maior que 2.Curso de esgotos Capitulo 04. sulfatos e carbonatos.br 09/07/08 Uso da água de reúso em bacias sanitárias. Abaixo de 0.75 a 2.75meq/L (miliequivalente/litro) de boro não há problemas. Tabela 4. Cloreto Muitos detergentes possuem cloro.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Fosfatos É bom para plantas e usado como fertilizante. pH Em geral o pH está entre 6.0meq/L. Boro É necessário para as plantas em pequenas quantidades. sendo que o excesso destrói a estrutura das argilas. removendo os vazios e prejudicando a drenagem. potássio.com.

Ela mede os sais dissolvidos na água e quanto maior a concentração de sais e minerais.7 . Para irrigação é melhor uma água mole (água branda) do que uma água dura. sulfatos e cloretos conforme Tabela (4.com.br 09/07/08 Dureza (Carbonato de Cálcio CaCO3) É uma medida da capacidade da água em consumir sabão e formar incrustações e deve-se a presença de compostos de Ca e Mg.000 >100.Curso de esgotos Capitulo 04.000 1.64 xCE Sendo: TDS= sólidos totais dissolvidos (mg/L) CE= condutividade elétrica (μmhos/cm) A classificação da água conforme os sólidos totais dissolvidos (TDS) está na Tabela (4. É medida em microsiemens/cm (SI) a uma determinada temperatura em graus Celsius. Existe relação entre CE que fornece o TDS. maior é o potencial de impactos adversos às plantas e ao solo. em geral. sob a forma de carbonatos. 2004 Águas e Águas.000 a 10. Classificação da salinidade Água não salina Água ligeiramente salina Água meio salina Água moderadamente salina Água muito salina Condutividade Elétrica (CE) (mhos/cm) 0 a 2000 2000 a 4000 4000 a 8000 8000 a 16000 > 16000 Segundo Mestrinho 1997. Tabela 4. 2004. Classe Doce Salobra Salina Muito salgada Fonte: Fetter. É medida por um aparelho chamado condutivímetro. 1mS/m= 10 μmhos/cm 1μS/cm (microsiems/cm)= 1 μmhos/cm (micromhos/cm) Tabela 4.Classificação das águas baseado no Sólido Dissolvidos Ttotal (TDS). a condutividade elétrica é a capacidade da água de transmitir a corrente elétrica.96 Condutividade (μmohos/cm)= soma dos cátios (meq/L) x 100 Um valor médio que pode ser usado nas estimativas de TDS é: TDS= 0. 1994 TDS (mg/L) 0 a 1.7).Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6).000 4-9 . conforme Mestrinho.Classificação da dureza das águas conforme concentração de CaCO3.000 a 100. Classificação da água segundo ETP.000 10. São expressos geralmente em ppm de CaCO3. Tabela 4.6 . Condutividade Elétrica CE A condutividade elétrica da água (CE) é um indicador da salinidade. as águas naturais possuem condutividade elétrica entre 5 a 50 μS/cm enquanto a água do mar está entre 50 a 50.54 a 0. Conforme Macedo.Classificação da salinidade conforme condutividade elétrica CE. 1986 Concentração de CaCO3 Água mole (água branda) 0 a 75mg/L Água moderadamente dura 75 a 150mg/L Água dura 150 a 300mg/L Água muito dura >300mg Fonte: Macedo. 1997: TDS (mg/L)= A x condutividade (μmohos/cm) Sendo: A= 0. 1997). conforme Tabela (4.5) (Mestrinho.5 .000 μS/cm.

Geralmente o nível de magnésio no solo não apresenta problema.04 Mg 2+ 24. Cálcio (Ca) Em quantidades apropriadas o cálcio é um micronutrientes para as plantas.08 2 20. Plantas que não gostam de águas cinzas. etc. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. Altos níveis de cálcio tendem a tornar o solo alcalino. Tabela 4. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. valência e peso equivalente.49 meq/L Quando o índice SAR está entre 2 a 10 indica que não há perigo do sódio.5 Geralmente as concentrações são expressas em meq/L. Geralmente são plantas que gostam da acidez e não gostam de ambiente alcalino: azálea.312= 0. o manganês e o cálcio ficando no lugar deles.8). camélia. conforme Fetter. Os índices maiores que 13 reduzem a permeabilidade e aeração dos solos causando problemas na irrigação. agapanto.br 09/07/08 Adsorção de sódio (SAR-Sodiumn adsorption ratio) A adsorção de sódio é um parâmetro importante.991 1 22.Curso de esgotos Capitulo 04. O perigo começa quando SAR está entre 7 a 18 e fica grave quando SAR está entre 11 e 26. 1994. o cálcio tem valência=2 e Mg tem valência=2. 1995) Peso equivalente= peso molecular / valência O sódio tem valência=1. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.8 . 1995 Exemplo 4. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.991 Ca 2+ 40. 4-10 . É a troca iônica que é muito importante em argilas que podem remover metais pesados. begônia. Altos níveis de magnésio tendem a tornar o solo alcalino. conforme Tabela (4.312 2 12. Peso equivalente Espécie Peso molecular Valência Peso molecular / valência Na+ 22. gardênia. Plantas que gostam das águas cinzas Grama bermuda. Plantas que não gostam muito de sódio: Jasmim e outras. violetas.Peso molecular. Relembremos que a troca catiônica é muito importante. meq/L= mg/L /peso equivalente = 6 mg/L / 12. rosas.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. SAR= Na+ / [(Ca2+ + Mg2+)/2]0. Magnésio (Mg) Em quantidades apropriadas o magnésio é um micronutrientes para as plantas. mmol/L= mg/L / peso molecular Molaridade= mol/L = mmol/L / 1000 Miliequivalente/litro (meq/L)= mmol/L= mg/L/peso equivalente (Hounslow.312 Fonte: adaptado de Hounslow. etc. pois seguem esta ordem: Na+ > K+ > Mg2+ > Ca 2+ Isto significa que o sódio substitui o potássio.1 Calcular em meq/L de 6 mg/L de Mg. O índice SAR está relacionado com a condutividade elétrica CE.com.

Os gráficos servem de alerta para os estudos de precipitação e evapotranspiração.10) Tabela 4.6 Área para irrigação com águas cinzas A área é dada pela equação: LA= GW / (ETo x Kc) Sendo: LA= área para landscap (paisagismo) (m2) GW= estimativa de águas cinzas (mm/semana) Kc= coeficiente da cultura (adimensional).8.1 Achar a área de gramado LA que pode ser usada em uma casa que tenha 160litros/ dia das águas cinzas para o mês de janeiro na cidade de Guarulhos.3 Exemplo 4.9 .9) os valores médios mensais da evapotranspiração de Guarulhos. conforme Tabela (4.3 a 0.5 a 0. recomendado pela FAO.8 Planta que tem consumo médio de água 0.br 09/07/08 Evapotranspiração Apresentamos na Tabela (4. Em uma semana teremos 1litro/m2= 1mm /m2 4-11 . calculado conforme Método de Penman-Monteith. bem como da evapotranspiração. 1998.Coeficiente da cultura Kc Tipo de plantas Kc Planta que consome muita água 0. Evopotranspiração Mês mensal média (mm/mês) (mm/mês) (mm/semana) janeiro 140 35 fevereiro 126 32 março 130 33 abril 107 27 maio 85 21 junho 73 18 julho 81 20 agosto 104 26 setembro 108 27 outubro 130 33 novembro 139 35 dezembro 144 36 A Figura (4. Observa-se que na Flórida chove bastante quando há alta evapotranspiração e na Califórnia chove muito pouco. Tabela 4. Figura 4.Valores de evapotranspiração de Guarulhos obtido pelo método de Penman-Monteith FA0.10 .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8) mostra a diferença de histogramas de precipitações mensais da Califórnia e Flórida.5 Planta que consome pouca água Menor que 0. 1998.Figuras mostram a precipitação e evapotranspiração 4.com.Curso de esgotos Capitulo 04.

sendo considerada a conta anual de água de US$ 250.com. A pressão máxima no gotejador deverá ser de 14mca e caso seja maior.7 Custos Nos Estados Unidos. Supondo-se uma economia de 19% obtém-se o pay-back em 15 anos. Na Califórnia é usado reservatório sempre maior que 200L. Nunca se deve armazenar águas cinzas que não tiver sido tratado. 0. mas de preferência deve ser menor ou igual a 24h. 4-12 .5) = 63m2 Portanto. A pressão máxima deverá ser de 28mca e os tubos deverão estar enterrado cerca de 200mm. deverá haver um redutor de pressão. Irrigação por gotejamento A irrigação por gotejamento é subsuperficial e deverá ter bico de no máximo 115μm. 4. Deverá haver filtro com capacidade aproximada de 6m3/h.000 para as águas cinzas serem usadas em bacias sanitárias. 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A bomba deverá ter vazão mínima de 2.9 Reservação das águas cinzas Geralmente os reservatórios para armazenar as águas cinzas possuem volumes que variam de 80 L até 600 L. Os emissores do gotejamento deverão ter abertura de 1.20m Declividade mínima do tubo= 0.200litros= 11200mm Grama tipo bermuda com coeficiente de cultura Kc= 0.4 m3/h. PVC. 1200μm devendo ser resistente contra raízes. conforme Arizona. Tubos perfurados Diâmetro mínimo de 75mm Material. O período de detenção da água servida em reservatório deve ser sempre menor ou igual a 72h. ou seja.2mm. PEAD ou outro Comprimento máximo: 30m Espaçamento mínimo= 1.115mm.br 09/07/08 GW= 160 litros/dia x 7 dias= 11.8 Aceitação pública É sempre aconselhável a educação pública e estudar as atitudes das pessoas e dos órgãos do governo para o uso do águas cinzas. para uma residência.25% 4. o custo aproximado é de US$ 1. ou seja. 1999.5 LA= GW / (ETo x Kc )= 11200mm/ ( 35 x 0.Curso de esgotos Capitulo 04. podemos irrigar subsuperficialmente 63m2 de grama tipo bermuda usando as águas cinzas. O objetivo é obter a aceitação do processo.

Curso de esgotos Capitulo 04.000m2 de área de construção) é que compense o tratamento completo do águas cinzas e. Primeiramente pode-se querer usar as águas cinzas sem nenhum tratamento. Todos estes processos custam muito e somente é recomendado após estudos de benefício/custo. 4. banheiro etc: 100 litros/pessoa/dia Lavagem de roupas: 60 litros/pessoa/dia. A água da torneira da cozinha é usada em 10% dos casos. usa-se somente as águas da máquina de lavar roupa. com sucesso. Austrália e Inglaterra.12 Uso das águas cinzas Pesquisas cujos resultados estão na Tabela (4.10 Volume de água para dimensionamento O código da Califórnia prevê: Primeiro quarto: 2 pessoa/quarto Para quarto adicional: 1 pessoa/quarto Chuveiro.13 Técnicas e Tecnologias Para o uso das águas cinzas deve ser considerada a técnica e tecnologia disponível. Várias fontes de que provêem Porcentagem das casas que as águas cinzas usam águas cinzas provindo das varias fontes (%) Lavagem de roupas 66 Banheira e chuveiro 15 Torneira da cozinha (não 10 aconselhado) Torneira do banheiro 5 Outros usos 4 Total 100 Nota: o uso do águas cinzas em todos os casos foi para irrigação 4.11) temos o uso da água e porcentagem nos Estados Unidos. secundário e terciário.br 09/07/08 4. mas apresenta problemas e não é recomendado. algumas vezes. mostraram que em 66% dos casos.11 Uso da água Na Tabela (4.Uso da água em porcentagem nos Estados Unidos. Uma maneira mais simples é filtrar as águas cinzas para evitar entupimentos e usá-lo em irrigação subsuperficial. o custo será alto. Acredito que somente em edifícios muito grandes (da ordem de 30. A água da torneira do banheiro é usada somente em 5% dos casos e o restante 4% são outros usos. Tabela 4. mesmo assim.12 . Austrália e Inglaterra. Uso da água Lavagem de roupas Bacias sanitárias Água para beber e cozinhar Rega de jardins Banheira e chuveiro Total USA 13 29 3 35 20 100 Austrália 15 19 5 35 26 100 UK 12 35 19 6 28 100 4.Porcentagens das varias fontes utilizadas para o águas cinzas. Tabela 4.11 . que é muito usado na Califórnia. até o uso de osmose reversa. Isto inclui carvão ativado. o que pode ser feito para uso em irrigação. Outra solução é fazer o tratamento primário. desinfecção e.14 Recomendações finais O uso das águas cinzas deve ser feito com muita cautela sendo necessários estudos de benefício/custo e cuidados na utilização. As águas das banheiras e chuveiros são usadas em 15% dos casos. O uso das águas cinzas com pequeno tratamento pode ser feito para irrigação de jardins e gramados subsuperficial.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. 4. 4-13 .12). para obter a chamada águas cinzas.

No Japão é usado somente para prédios com mais de 30.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Solução técnica O uso das águas cinzas sem tratamento não é possível. mesmo assim aconselha-se fazer a cloração da água do reúso com o mínimo de 0. A solução proposta é o tratamento completo das águas cinzas para ser usada em bacias sanitárias.500.15.15. A água dos chuveiros e lavatórios dos banheiros é encaminhada para o tanque séptico de polietileno. atinge 96%. para água não potável para os canteiros de obras em todo o Brasil. c. Nos septos difusores que são de polietileno com colméia interna.com.2 Aspecto legal No Brasil ainda não existe norma da ABNT sobre o uso das águas cinzas. a partir de 4 meses. que poderá ser feito através de dosador automático com custo aproximado de R$1.1 Introdução O objetivo da APEX é o reúso dps esgotos sanitários para uso não doméstico.15.15. No tanque séptico realiza-se o tratamento anaeróbio e depois o efluente vai para os septos difusores. Tanque séptico de polietileno para o tratamento anaeróbio. O projeto é elaborado conforme normas técnicas da ABNT concernentes ao tratamento de esgotos: ABNT 7229/93 e 13969/97. Septo difusor tipo II de polietileno para o tratamento aeróbio.5mg/L. aconselhando que o armazenamento seja. o tempo de duração média de uma obra e toda a água que passa nos chuveiros e torneiras de lavatórios serão reaproveitadas. sendo um anaeróbio e outro aeróbio.15. a água de lavagem que estamos considerando possui pequena quantidade de fezes e de urina.000m2 ou que gastem mais de 100m3/dia de água não potável.00. 4. ou seja. no máximo. b.5 Proposta Consideramos que a APEX se utiliza dos seguintes índices: • 1 vaso sanitário para cada 20 pessoas • 1 chuveiro para cada 10 pessoas O dimensionamento foi de canteiro de obras de 10 pessoas até 140 pessoas e foram usadas as normas da ABNT já citadas. ou seja. comparando-se ao tratamento de uma estação de lodo ativado e muito superior as fossas sépticas tradicionais que reduzem somente 35% a 60% da DBO. O reúso das águas cinzas será usado somente para descargas em bacias sanitárias. Propomos a construção modular de Tanque Séptico + Septos difusores na seqüência: a.reúso da água usando águas cinzas 4. Não há peças girantes. realiza-se o tratamento aeróbio. A cloração é feita no reservatório enterrado após o efluente sair dos septos-difusores.4 Cloração Não há legislação no Brasil sobre as águas cinzas. de 72h e alguns estados americanos aconselham no máximo de 24h. Trata-se do que é chamado mundialmente das águas cinzas. existe um problema de odor provocado pela rápida decomposição da matéria orgânica existente. Mesmo assim. 4. considerando manutenção anual e contribuição de 50 litros/pessoa x dia.br 09/07/08 4. 4. que apresentam menos patogênicos e 1/10 do nitrogênio de um esgoto provindo da bacia sanitária. a água de banho e de lavagem das mãos. Exemplo de caso: APEX . fáceis de serem instalados e reaproveitáveis. Apesar das águas cinzas ter pouca matéria orgânica. A eficiência do sistema começa a partir dos 3 meses de funcionamento quando a DBO atinge a redução de 92% e. 4. 4-14 . daí ser necessário o tratamento. Serão reaproveitadas as águas de lavagem do corpo humano. Espera-se uma redução da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de 96%.Curso de esgotos Capitulo 04. Com o reúso da água certamente irá diminuir a tarifa de água e esgoto a ser paga à concessionária local. Não há motor. Deverá haver dois tratamentos. isto é. Nos Estados Unidos o uso do águas cinzas é para irrigação subsuperficial. ambas localizadas nos banheiros.15. A grande vantagem é que a limpeza do tanque séptico é de um ano. No tratamento anaeróbio será feito em tanques de polietileno.

4-15 .13 . 4.81/m3.com.br Septo difusor Tanque séptico Caixas d água Caixas L=1.20m x W= 1. O prazo de duração dos materiais é de 20 anos. Elaboramos quatro grupos de bacias sanitárias e chuveiros para facilitar o dimensionamento.15.2167 e http://www.com. 100mm para funcionar como overflow. Neste reservatório inferior deverá haver uma canalização de. para encaminhamento da água de reúso para o reservatório superior ou outro destino como lavagem de pátio. ou seja.00 229 500 356 465 637 946 1328 1949 2260 Resultado final Na Tabela (4. Após esse tratamento o efluente vai para um. no mínimo. extravazão.14) e (4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. No reservatório inferior deverá ser feita a cloração de. 0. A mão de obra para instalação é de cerca de 30% a 40% do custo do material e.kneplast.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda com telefone 4611-1379 ou 4611.Custos dos materiais fornecido pela firma Rotogine. reservatório enterrado de polietileno de onde a água de reúso será encaminhada por bombeamento para o reservatório superior de água não potável para abastecer as bacias sanitárias. a mão de obra para retirada é de aproximadamente 20%. e. O sistema de bombeamento deverá ser automatizado com sistema de ligadesliga.00 144 250 180 Tipo II 1050.15) estão os tanques sépticos e septos difusores em função do número de bacias sanitárias e número de chuveiros.13). Tabela 4. Ainda no reservatório inferior será instalada bomba simples.00m x H=0.5mg/L. rega de jardins ou lavagem de formas. tipo Nauger. O custo médio do metro cúbico de água tratada é de R$ 0. no mínimo. O destino da extravazão será a rede coletora de esgoto sanitário público existente. conforme Tabela (4. g.6 Custos O custo fornecido é de data de 8 de dezembro de 2003. bem como os volumes dos reservatórios inferiores e superiores necessários. f.br 09/07/08 d.44m de polietileno (para água não potável) e gorduras Custo do Tanque Séptico Polietileno (litros) R$ (litros) 1500 553 315 2000 708 500 3000 1150 1000 4000 1639 1500 5000 1892 2000 6000 2385 3000 7000 2770 5000 8000 2962 7500 10000 Data base: 8 de dezembro de 2003 Material Polietileno Material Tipo R$ (litros) R$ R$ 116 100 142 Tipo I 235.Curso de esgotos Capitulo 04.

14 .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Reservatórios de água não potável Inferior (litros) 500 500 500 1000 1000 1000 1000 1500 1500 1500 1500 2000 2000 2000 superior (litros) 500 500 500 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1500 1500 1500 Volume de água não potável disponível Bacia Sanitária (litros/dia) 300 600 900 1200 1500 1800 2100 2400 2700 3000 3300 3600 3900 4200 Outros fins (litros/dia) 1395 1710 2065 2240 2550 2620 2890 2840 3070 2850 3035 2740 2885 3030 4-16 .br 09/07/08 Tabela 4.15.continuação.Curso de esgotos Capitulo 04. Bacias Sanitárias Chuveiros Número de pessoas Tanque Séptico (anaeróbio) (litros) 2000 3000 4000 4000 5000 5000 6000 6000 6000 6000 7000 7000 7000 8000 Septo difusor Tipo II (aeróbio) 2 2 2 4 4 4 4 6 6 6 6 8 8 8 4 4 4 8 8 8 8 12 12 12 12 14 14 14 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 2 2 2 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 Tabela 4.com.Tanques sépticos e número de septos difusores em função do número de bacias sanitárias e chuveiros.Tanques sépticos e número de septos difusores em função do número de bacias sanitárias e chuveiros.

65 R$ 0.00 229.81/m 3 2. tubulações.00 1. sistema liga-desliga e timer Dosador automático de cloro Volume diário = 4.16) e (4.00 20.Custo médio para canteiro de 70 pessoas Canteiro de obras para 70 pessoas Material Quantidade R$ Tanque séptico de polietileno 6000 litros Septo difusor Tipo II Reservatório inferior polietileno 1000 litros Reservatório superior polietileno 1000 litros Bomba.com.022.17) apresenta o custo médio de canteiro.99m3/dia Numero de dias no ano= Volume anual recuperado(m3)= Custo total (R$)= Juros anuais =8% ao ano Número de anos = 20 Amortização anual (R$)= Custo do reúso 5 365 1825 10.br 09/07/08 A Tabela (4.16 .040.00 229. Tabela 4.050.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 04.00 1.385.55 8.00 1 3 1 1 Verba Verba 4-17 .

252.Custo médio para canteiro de 70 pessoas Total Material Mão de obra Material +mão de obra R$ 2.15 80.15 80.50 309.15 R$ 3.00 229.continuação.150.50 80.500.00 R$ 834.75 1.00 3.50 309.15 450.55 R$ 3.55 Total Material Mão de obra Material +mão de obra 4-18 .102.75 4.00 229.385.00 229.15 10.75 4.500.Curso de esgotos Capitulo 04.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.385.br 09/07/08 Tabela 4.00 229.com.75 1.15 450.040.150.00 1.00 Total= R$ 2.219.00 Total= 10.00 1.252.219.50 80.15 309.00 3.15 309.102.040.17.00 R$ 834.

Recomenda-se cautela em aplicação de águas cinzas em descargas em bacias sanitárias tendo em vista a falta de norma da ABNT e de responsabilidade técnica de operação e manutenção do sistema de águas cinzas e o quem será o profissional do CREA que colocará a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).Curso de esgotos Capitulo 04.br 09/07/08 4. 4-19 .16 Problemas com as águas cinzas. O maior problema das águas cinzas é que não há normas técnicas brasileiras a respeito e normalmente se adotam soluções cujos resultados não baseados em pesquisas feitas no Brasil.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

br -TEXAS CHAPTER 310 RULES: e310.11) in -http://www. PEDRO CAETANO SANCHES ET AL. ISBN 85204-1450-8. -http://www.org/ -MANCUSO. Geoquímica e contaminação de águas subterrâneas. Reúso de Água. -MESTRINHO.net/faq/sbebmudgwstudy. www.analysis and interpretation.oasisdesign.oasisdesign. PACHECO. 397páginas.kneplast.net/faq/SBebmudGWstudy. 1995 ISBN 087371-676-0. Universidade de São Paulo.htm 4-20 . Ministério de Minas e Energia. Lewis publishers.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ARTHUR W.csbe. 2003.htm -http://www.Associação -ROTOGINE.org/águas cinzas/contents.com. Water quality data.17 Bibliografia e livros recomendados -HOUNSLOW.com.Curso de esgotos Capitulo 04.br 09/07/08 4.watercasa. Departamento Nacional de Produção Mineral em convênio com ABAS. SUELY S.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda.htm -http://www.

5-1 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.br Capítulo 05 Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.com.Curso de esgotos Capitulo 05.

dai ser necessário prever o que vai acontecer e as medidas que devem serem tomadas.2): Reaeração Oxidação de carbonáceos (DBO) Oxidação do nitrogênio Fotossíntese Respiração Demanda de oxigênio pelo sedimento Oxigenação devido a presença de barramentos no curso de água 5-2 . Ao mesmo templo sempre existe a aeração que vai fornecendo oxigênio à agua. Figura 5. Tudo isto é o que chamamos autodepuração dos cursos de água. começa a prevalecer o oxigênio fornecido pela aeração e o rio vai se recompondo de oxigênio até chegar ao estado inicial.1 Introdução Há duas categorias possiveis de fontes de poluição: Pontual Difusa Vamos estudar somente a poluição pontual com lançamento discreto e que pode ser medido e quantificado.1) se vê uma estação de tratamento de esgotos lançando os efluentes num rio cujo oxigênio dissolvido estava próximo da saturação. que é chamado de déficit crítico de oxigênio. 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.com. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Na Figura (5.Curso de esgotos Capitulo 05. O lançamento pontual de esgotos em cursos de água afetam a qualidade dos mesmos. No começo o consumo de oxigênio é maior que o fornecimento de oxigênio pela aeração e o oxigênio dissolvido vai dimimnuindo até um limite crítico.1. As variáveis mais importantes usadas no balanço de oxigênio podem ser mostradas esquematicamente conforme Figura (5.Curso de água que recebe efluentes Fonte: Aisse.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. São geralmente contínuos embora variem as vezes de quantidade e são provenientes de uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) ou de uma indústria poluente.br Capitulo 05. A poluição difusa conforme a gravidade do problema deverá fazer parte da análise da qualidade das águas dos rios e corregos.Phelps para fazer um modelo de demanda de oxigênio (OD) para o rio Ohio nos Estados Unidos que avalia o consumo de oxigênio dissolvido relativa a DBO e a aeração ao longo do rio. 2000 Em 1925 foi deduzida a equação de Streeter. Após o lançamento vai havendo um decréscimo de oxigênio dissolvido devido ao consumo do oxigênio devido a DBO até chegar um ponto mínimo. Iremos apresentar uma equação global que torna a equação de Streeter-Phelps um caso particular de somente duas variáveis. Depois.

50m. Nitrogênio orgânico 5-3 .Tipo de problemas em balanço de oxigênio dissolvido em rios Problemas Tipo de problemas Determinação da curva da depressão do oxigênio ao longo do rio I Grau de tratamento de esgoto requerido para evitar problemas de oxigênio dissolvido OD II III Determinar a população máxima cujos despejos poderão ser recebidos em um curso de água.br Figura 5. Os softwares podem fazer os cálculos por trechos. Fonte: adaptado de Azevedo Neto.com. Temperatura 3.1966 destacou três problemas básicos conforme Tabela (5. mas mundialmente é aceito que o OD mínimo deve ser 4mg/L ou 5mg/L.Curso de esgotos Capitulo 05. O programa mais usado no mundo é o Qual2e que pode usar 15 constituintes da qualidade da água de maneira geral ou combinados: 1. Oxigênio dissolvido 2. WASP.1) Tabela 5. o Simox II do Centro Panamericano de Engenharia Sanitaria e Ambiental CEPIS/OPS citado por Aisse.2.2 Softwares Podemos usar uma planilha Excel ou usar programas gratuitos como o Qual2e. 5.Variáveis importantes para o oxigênio dissolvido em cursos de água Azevedo Neto. 2006. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Segundo o Banco Mundial existem os seguintes softwares: WQAM. Algas 4. 2005 conforme Ferreira et al. como por exemplo. II e III) da OPAS e CEPIS. CE-QUAL-RIV1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Os peixes para sobreviverem necessitam de no mínimo 2mg/L de oxigênio dissolvido (OD). 1966 O Banco Mundial em 1998 estabeleceu dois objetivos: Estabelecer prioridades para reduzir as demandas existentes de esgotos sanitários Prever os impactos para as novas descargas. HEC-5Q e SIMOX (I. QUAL2E 1987 (USEPA atual QUAL2K).1. 2000 e SISBAHIA (SIstema de base hidrodinâmico ambiental).

5 Cálculo de Lo após a mistura com o despejo Conforme Metcalf e Eddy. 6. 12.Disco de Secchi Fonte: Lampanelli.com. Na Figura (5.3) temos o disco de Secchi que é muito usado.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 11.br 5. 10.3 Classificação do estado trófico Na Tabela (5. 8.epa.3. 1993 são apresentadas as seguintes relações que serão úteis nos cálculos: Vazão no rio: Qx Descarga de esgotos: QD 5-4 . Figura 5. 5. 7.2) apresentamos uma classificação do estado trófico.Classificação do estado trófico Estado trófico Oligotrófico Mesotrófico Eutrófico >20 μg/L >10 μg/L <2m <1% Fósforo total (μg/L) <10 μg/L Entre 10 μg/L/ e 20 μg/L Clorofila-a (μg/L Chl-a) <4 μg/L Entre 4 μg/L a 10 μg/L Profundidade no disco de Secchi (m) <4m Entre 2m a 4m Oxigênio do hypoliminio em % de >80% Entre 10% a 80% saturação Fonte: http://www.Observar que o oxigênio dissolvido está em porcentagem do oxigênio dissolvido de saturação que é usual esta forma de apresentação.4 Lançamento dos efluentes A análise simplificada da qualidade podem ser em: Córregos e rios Lagos e reservatórios Estuários Mar.2. Variavel Tabela 5.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR. 2004 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.pdf 5. Amônia Nitrito Nitrato Fósforo orgânico Fósforo dissolvido Coliformes Constituintes não conservativos (arbitrário) Três constituintes conservativos. 9.Curso de esgotos Capitulo 05. Trataremos neste capítulo somente de lançamento de efluentes em córregos e rios.

Lx + QD .536m3/dia= Qx DBO= 1mg/L OD= 9. DD) / Q Exemplo 5.936m3 Vamos agora calcular a DBO da mistura e que denominaremos Lo Lo= (Qx . Lx + QD . oxigênio dissolvido igual a 6. Do= (Qx .7ºC Calculemos o Oxigênio Dissolvido da mistura OD Lo= (Qx .536 + 113. Lx + QD . DBO igual a 5mg/L. Dx +QD .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.br A vazão Q é a soma das duas: Q= Qx + QD A DBO do curso de água é Lx e a dos esgotos é LD e a DBO da mistura Lo será: Lo= (Qx .0 + 113400x200) / 846936 =27.400= 846.5mg/L ODmistura = (Qrio x ODrio + Qcórrego x ODcórrego) / ( Qrio + Qcórrego) ODmistura = (45 x 6. Lx + QD .6ºC 5-5 . 2006 apresentam as seguintes relações para as misturas:DBO. Supondo-se que a 50m a jusante a mistura já tenha sido completada. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 2006) Dado um rio poluído com vazão de 5 L/s.0 + 113400x 0) / 846936 = 7. DBO igual a 50mg/L.6mg/L =DBO da mistura Vamos calcular a temperatura da mistura: Lo= ( Qx .2 (Pivelli e Kato. descarrega suas água em um rio de vazão igual a 45 L/s.5 + 5 x 2) / ( 45+5)=6.5mg/L e temperatura de 20ºC.0mg/L Temperatura= 20ºC A vazão total Q= Qx + QD = 733. LD) / Q O déficit de oxigênio Do da mistura é calculado da seguinte maneira. OD e Temperatura: Para o cálculo da DBO da mistura: DB0mistura = (Qrio x DB0rio + Qcórrego x DB0corrego) / (Qrio + Qcorrego) Para o cÁlculo do oxigênio dissolvido da mistura: ODmistura = (Qrio x ODrio + Qcorrego x ODcorrego) / (Qrio + Qcorrego) Para a temperatura da mistura: Tmistura = (Qrio x Trio + Qcorrego x Tcorrego) / (Qrio + Qcorrego) Exemplo 5. quais as características das águas do rio neste ponto? DB0mistura = (Qrio x DB0rio + Qcórrego x DB0córego) / ( Qrio + Qcórrego) DB0mistura = ( 45 x 5 + 5x 50) / ( 45 + 5)= 9. Parâmetros do rio: Volume diário= 733.Curso de esgotos Capitulo 05. concentração de oxigênio dissolvido igual a 32 mg/L e temperatura de 26ºC.400m3/dia= QD DBO= 200mg/L OD= 0. LD) / Q t= (733536 x 15 + 113400x 20) / 846936 = 15. LD) / Q OD= (733536 x 9.0mg/L Temperatura= 15ºC Parâmetros dos esgotos lançados no rio Volume diário= 113.com.8 mg/L Piveli e Kato. LD) / Q Lo= (733536x1.05mg/L Tmistura = (Qrio x Trio + Qcórrego x Tcórrego) / (Qrio + Qcórrego) Tmistura = (45 x 20 + 5 x 26) / (45 + 5)=20.1 Seja um rio onde é lançado efluentes de esgotos tratados.

Para a criação de peixes o ideal é OD entre 7mg/L a 9mg/L. de forma a incluir os principais focos poluidores. os teores de oxigênio dissolvido são normalmente nulos ou próximos a zero. É um importante indicador para ver a existência da vida aquática. Achar o pH da mistura? Lembremos que o pH= . pode-se estimar a concentração de OD em função do grau de poluição aproximado do curso d'água.10 A vazão Q usada é a conhecida vazão ecológica também chamada de Q7. ou mesmo que os estudos de autodepuração se estendam para montante. 5-6 .8 Oxigênio dissolvido O oxigênio dissolvido (OD) é encontrado em bolhas microscópicas de oxigênio que ficam misturadas na água e que ficam entre as moléculas.1735 x 10-6 (pH)mistura= .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. em torno de 5 a 6 mg/l face à produção de oxigênio puro pelas algas. contribuição específica (no caso de despejos industriais) etc. Metcalf & Eddy adotam 90% do valor da saturação. A maioria dos peixes não sobrevive quando a quantidade de OD< 3mg/L. .log(0.76 5. podendo o OD subir a 2 mg/l ou mais. A vazão Q7. Se este apresentar poucos indícios de poluição. Caso o curso d'água já se apresente bem poluído a montante. implicando em um elevado consumo de oxigênio pelos microrganismos decompositores.0.10 com sete dias consecutivas e período de retorno de 10anos. infiltração. utilizando-se dados de população. Caso não seja possível coletar amostras de água neste ponto.0.Lagoas facultativas. o OD do esgoto bruto como zero. Efluentes de tratamento primário podem ser admitidos como tendo OD igual a zero.10 Oxigênio dissolvido no rio. 5. 5.Tratamento primário. O oxigênio entra na água por absorção diretamente da atmosfera ou pelas plantas aquáticas e pela fotossíntese das algas. justifica-se uma campanha de amostragem.com. face à DBO remanescente do tratamento. Efluentes de lagoas facultativas podem apresentar teores médios de OD elevados. 1996 nos esgotos. 1996. Efluentes desses sistemas sofrem uma certa aeração nos vertedores de saída dos decantadores secundários.6 Mistura de diversas águas com pH Vamos seguir o exemplo dado por Piveli e Kato. O oxigênio é removido da água pela respiração e decomposição da matéria orgânica e medido em mg/L. este oxigênio poderá vir a ser consumido. Se o emissário de lançamento final for longo. sem coeficientes para a hora e o dia de menor consumo. Isto se deve à grande quantidade de matéria orgânica presente.10 é usada como a vazão mínima nos projetos de avaliação das cargas poluidoras.9 Vazão de esgotos Conforme Sperling. Exemplo 5. . 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br 5.1735 x 10-6)= 6.Curso de esgotos Capitulo 05. 2006.3 Seja uma cidade que tem uma Estação de Tratamento de Água que produz vazão de 20 L/s e o pH da água pH=8. como 80 a 90% do valor de saturação de oxigênio conforme Sperling. Efluentes de processos anaeróbios de tratamento possuem também um OD igual a zero. as seguintes considerações podem ser efetuadas: . adota-se usualmente. a montante do lançamento dos despejos.Tratamento anaeróbio.Lodos ativados e filtros biológicos. OD pode ser adotado. nos cálculos de autodepuração. Assim.7 Vazão Q7. 5. é um produto das atividades na bacia hidrográfica a montante. . a montante do lançamento O teor de oxigênio dissolvido em um curso d'água. o valor de OD será bem inferior ao teor de saturação.log (H+) e que (H+)= 10 –pH (H+)mistura = ( Qeta x (H+)eta + Qpoço x (H+)poço + Qfonte x (H+)fonte / ( Qeta + Qpoço+Qfonte) (H+)mistura = ( 20 x 10-8 + 5 x 10-9+ 5 x 10-6 / ( 20+5+5) = 0. Caso o esgoto seja tratado.10 Oxigênio dissolvido no esgoto Conforme Sperling.0 e uma fonte de água que é clorada e tem vazão de 5 L/s e pH=6. contribuição per capita. Existe ainda um poço tubular profundo com vazão de 5 L/s e pH=9. por segurança. A vazão de esgotos é obtida através dos procedimentos convencionais. Em tal situação. 1996 a vazão de esgotos considerada em estudos de autodepuração é usualmente a vazão média.

Dica: caso não tenhamos dados sobre DBO podemos adotar DBO entre 1. 5.br Dica: quando não temos dados podemos adotar para o rio 80% a 90% da saturação de oxigênio dissolvido.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Para o caso de runoff 3mg/L.com.5mg/L a 3.Curso de esgotos Capitulo 05. Pode-se estimar também a DBO dos esgotos domésticos através da divisão entre a carga de DBO (kgDBO/d) e a vazão de esgotos (m3/d). Dica: quando não se tem dados podemos supor que DO= 1mg/L no runoff.0mg/L em rios.11 DBO5 do esgoto A concentração da DBO5 dos esgotos domésticos brutos tem um valor médio da ordem de 250-350 mg/l (mg/l= g/m3). 1984 a transformação para se obter oxigênio: 5-7 . Demanda total diária e por habitante Conforme Dacach. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.000m3/dia Dt= V x DBO 300mg/L= 300 g/m3 Dt= 10. Exemplo 5.5 Calcular a população equivalente a uma indústria cuja demanda diária seja de 140.4 Seja uma cidade com P=50 mil habitantes e DBO de 300mg/L. estes devem ser incluídos no cálculo.000 m3/dia x 300mg/L= 3. Admitir Dh= 54 g/hab x dia Pe= Di / Dh Pe= 140000 / 54 = 2593hab.3) apresenta faixas típicas de remoção da DBO de diversos sistemas de tratamento de esgotos predominantemente domésticos.000g/dia / 50.Eficiências típicas de diversos sistemas na remoção da DBO Sistema de tratamento Eficiência na remoção de DBO (%) Tratamento primário 35 – 40 Lagoa facultativa 70 – 85 Lagoa anaeróbia-lagoa facultativa 70 – 90 Lagoa aerada facultativa 70 – 90 Lagoa aerada de mistura completa-lagoa de decantação 70 – 90 Lodos ativados convencional 85 – 93 Aeração prolongada 93 – 98 Filtro biológico (baixa carga) 85 – 93 Filtro biológico (alta carga) 80 – 90 Biodisco 85 – 93 Reator anaeróbio de manta de lodo 60 – 80 Fossa séptica-filtro anaeróbio 70 – 90 Infiltração lenta no solo 94 – 99 Infiltração rápida no solo 86 – 98 Infiltração subsuperficial no solo 90 – 98 Escoamento superficial no solo 85 – 95 5-8 .br Dt= V x DBO Sendo: V= volume de produção diário de esgoto (m3/dia) DBO= demanda (mg/L=g/m3) Dt= demanda diária de oxigênio (g) Dh= Dt / P Sendo: Dh=demanda de oxigênio por habitante (g) P= população habitantes Exemplo 5. Calcular a produção diária de oxigênio consumido pela DBO se o volume V= 10. 1084 a população equivalente pode ser definida como: Pe= Di / Dh Sendo: Pe= população equivalente ao esgoto de uma indústria.000g de oxigênio.000g/dia Dh= Dt / P Dh= 3. principalmente aqueles oriundos de indústrias com elevada carga orgânica no efluente. como as do ramo alimentício. A Tabela (5.com.000. Caso haja despejos industriais significativos.000hab= 60g/habitante por dia A norma da ABNT NB 570/1990 para projeto de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários admite 54g/hab x dia de DBO para projetos quando não se tem dados. Tais valores podem ser obtidos por meio de amostragem ou através de dados de literatura.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. por exemplo (hab) Di= demanda diária (g) Dh= demanda de oxigênio devido a DBO adotada como mínimo como por exemplo 54g/hab x dia. Tabela 5.000.3. População equivalente Ainda segundo Dacach.Curso de esgotos Capitulo 05.

12 DBO5 no rio.58mg/L Nitrogenio orgânico 0. Nestas condições têm-se os seguintes padrões a serem satisfeitos: • • Padrão de lançamento (padrão de emissão.br 5. Tabela 5.13 Legislação As recomendações mais recentes brasileiras estão na Resolução Conama nº 357 /2005 que classifica os rios em classes estabelecendo limites mínimos e máximos. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.82mg/L Nitratos 0. a qualidade que os esgotos devem possuir ao serem lançados no corpo receptor) Padrão do corpo receptor (qualidade da água a ser mantida no corpo receptor. ou seja.4. a montante do lançamento. em função de sua classe) 5-9 .4 mg/L Nitrogenio amoniacal 13.5) apresentamos análise dos efluentes de duas lagoas de São José dos Campos.Curso de esgotos Capitulo 05. Apesar da boa redução de DBO.com.Efluentes das lagoas anaerobia e aerobia de São José dos Campos de 1963 Determinações Valores médios do efluente tratato Temperatura ambiente 24.1962 in Sperling propõe a classificação apresentada na Tabela (5.4 mg/L pH 7.0 º C Cor 138 Turbidez 121 Oxigênio Dissolvido (OD) 3.60mg/L NMP coliformes 924 x 103 /100mL Sólidos totais 402 mg/L Sólidos solúveis 284 mg/L Sólidos suspensos 113mg/L Sólidos sedimentáveis 8 ml/L Sólidos voláteis totais 261mg/L Sólidos suspensos voláteis 127mg/L Sólidos solúveis voláteis 133mg/L Fonte: Benoit. Klein.4) na ausência de dados específicos.7mg/L o que é bastante alto. o efluente em DBO ainda tem 68.0070mg/L Cloretos 45. é função dos despejos lançados ao longo do percurso até o ponto em questão.085mg/L Nitritos 0.87 mg/L DBO normal 68.Valores de DBO5 em função das características do curso d'água Condição do rio Bastante limpo Limpo Razoavelmente limpo Duvidoso Ruim DBO5 do rio (mg/l) 1 2 3 5 >10 Na Tabela (5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 1996.9 º C Temperatura da água 15.7 mg/L DBO filtrada 41. Tabela 5.5.56 Alcalinidade total 135. sendo uma anaeróbia e outra aeróbica. São aqui também válidas as considerações sobre campanhas de amostragem e a inclusão dos focos poluidores de montante conforme Sperling. 1964 5. a montante do lançamento A DBO5 no rio.

Proteínas contem açúcar ligado ao nitrogênio. para 80% de pelo menos 5 amostras colhidas. em 100 ml. tem-se: Padrão do corpo d’água (Classe 3): • concentração de DBO ≤ 10 mg/l • concentração de OD ≥ 4 mg/l Vamos nos referir ao rio Baquirivú-Guaçu existente em Guarulhos município de São Paulo para efeito de aplicação dos conceitos das leis federais e estaduais. A demanda de oxigênio devido ao nitrogênio NDBO é o resultado da quebra de proteínas. não inferior a 4 mg/l. inclusive espumas não naturais. .Curso de esgotos Capitulo 05. a 20ºC em qualquer amostra.468/76.Oxigênio Dissolvido (OD).substâncias solúveis em n-hexana. 20ºC no máximo de 60 mg/l. 5-10 . 1997. a qualidade do efluente não deve modificar a classificação do curso de água. 20ºC do despejo.materiais flutuantes.755/77. Grau de Tratamento Requerido Para a disposição superficial do esgoto tratado no rio Baquirivu-Guaçu. Como temos a DBO5 temos também a CDBO5dias para a demanda carbonácea de oxigênio. e somente poderão ser lançados. ou seja. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. A DBO é um pouco maior que a CDBO e geralmente é medido nas águas de esgotos lançados nos cursos de água. sendo 4. II . Artigo 18. à preservação de peixes em geral e de outros elementos da fauna e da flora e dessedentação de animais e por isso requer tratamento a nível secundário.br Para os parâmetros analisados no presente estudo.Número Mais Provável (NMP) de coliforme até 20. A DBO é tipicamente dividida em duas partes: demanda por oxigênio devido aos carbonáceos CBDO e outra demanda por oxigênio devido a nitrogênio NDBO O CDBO (Demanda bioquímica de oxigênio devido ao carbonáceo) é o resultado da quebra de moléculas orgânicas como a celulose e açúcar em dióxido de carbono e água.com. nas coleções de água desde que obedeçam as condições estabelecidas por índices máximos de vários parâmetros. nas águas de Classe 3 não poderão ser lançados efluentes.14 Diferenças entre DBO e CDBO A DBO é basicamente a quantidade de oxigênio dissolvido necessária pelas bactérias durante a estabilização da decomposição da matéria orgânica em condições aeróbicas conforme Dezuane.Virtualmente ausentes: . Por meio do Decreto do Estado de São Paulo nº 8. o rio Baquirivu-Guaçu está enquadrado como corpo de água pertencente à Classe 3. águas destinadas ao abastecimento doméstico após tratamento convencional. dos quais se destaca para o presente caso a DBO: -DBO5 dias. determina que os efluentes de qualquer fonte poluidora não poderão conferir ao corpo receptor características em desacordo com o enquadramento do mesmo.000. A Resolução Conama 357/05 é mais recente e mais restritiva e deverá ser obedecida verificando-se que em rios de Classe 3 o oxigênio dissolvido deverá sempre ser ≥ 4mg/L e que a DBO deverá ser ≤10mg/L. IV . DBO = CDBO + NDBO Se medirmos a DBO e CDBO podemos achar NDBO= DBO-CDBO A conversão da amônia em nitrato requer quatro vezes mais oxigênio do que a conversão da mesma quantidade de açúcar para formar o dióxido de carbono e água. na Classificação das Águas. Depois que é quebrada a molécula de nitrogênio forma-se usualmente a amônia que rapidamente é convertida em nitrato no meio ambiente. que prejudiquem sua qualidade pela alteração dos seguintes parâmetros ou valores: I . em qualquer amostra.Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) em 5 dias. Este limite somente poderá ser ultrapassado no caso de efluentes de sistema de tratamento de águas residuárias que reduza a carga poluidora em termos de DBO 5 dias.000 o limite para os de origem fecal. III .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. mesmo tratados. direta ou indiretamente. 5. num período de até 5 semanas consecutivas. até 10mg/l.º 10. substâncias que comuniquem gosto ou odor. em no mínimo 80%. De acordo com o Decreto do Estado de São Paulo n. O CDBO é usado em estudos de analise da qualidade de água em rios. A seção II – Dos Padrões de Emissão.

Temperaturas de estudos Faixa para estudo Temperatura Azevedo Neto.7.7). D= Do x e –K2 x t + +{ [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo + +{ [KN / (K2-KN)] x (e –KN x t – e –K2 x t) }x LoN .718... Em 1987 Thomann e Muller lançaram o livro Principles of surface water quality modeling and control que é um State of Art do assunto. 1989 que foi obtida através da equação de Streeter-Phelps feita em 1925. A clássica equação de Streeter-Phelps. Dois grandes pesquisadores são Thomann em 1963 e Muller em 1984.14 Temperatura Geralmente os estudos são feitos para três temperaturas conforme Azevedo Neto. Tabela 5. 1966 Condições extremas de verão 25º C Condicões extremas de inverno 15º C Condições médias 20º C Plínio Tomaz 2007 32º C 13º C 20º C 5. K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) KN= coeficiente de consumo de oxigênio pelo nitrogênio (/dia) Ks= coeficiente de consumo de oxigênio pelo lodo depositado no fundo de rio ou lago (/dia) H= profundidade média do rio (m) pa= oxigênio devido a fotossíntese das algas (mg O2/L /dia) R= consumo de oxigênio pelas algas (/dia) Lo= valor inicial da DBO (mg/L) LoN= valor inicial de oxigênio consumido devido ao nitrato numa temperatura determinada t= tempo decorrido em dias Com esta equação poderemos montar um planilha eletrônica tipo Excel onde obteremos o valor máximo do déficit de oxigênio que estará a uma certa distância = velocidade média x tempo em dias.4) onde podemos ver o máximo déficit de oxigênio Dc quando somente usamos duas variáveis: DBO e aeração.(1 – e –K2 x t) x ( pa.15 Teoria A equação básica para o balanço de oxigênio em um curso de água baseda nos estudos de Thomann e Muller.br Tabela 5.6.030 ambientes lênticos 2 ≤5 <0. 1966 e Tabela (5.R – Ks/H)/K2 5-11 . Os primeiros estudos sobre oxigênio dissolvido começaram na Inglaterra em 1870 e nos Estados Unidos em 1912. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. bastante conhecida fica: D= Do x e –K2 x t + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo A representação gráfica da mesma está na Figura (5.Curso de esgotos Capitulo 05.Resolução Conama 357/2005 aplicado a rios e lagos Classe do rio OD DBO Clorofila-a (mg/L) (mg/L) μg/L 1 ≤3 <10 ≥6 <0. Sendo: D=déficit de oxigênio (mg/L) = Cs – C Cs= concentraçao de oxigênio de saturação na água numa determinada altitude e numa determinada temperatura (mg/L) C= concentração numa determinada temperatura (mg/L) e= número e= 2.050 outros ≥5 3 4 Fonte: adaptado da Resolução Conama 357/05 ≥4 ≥2 ≤10 Não citado 5.com.

Curso de esgotos Capitulo 05.4.Representação gráfica da Equação de Streeter-Phelps. Após 5 dias teremos a DBO5. 1977 Os valores obtidos conforme Metcalf e Eddy. É a DBO antes da contagem dos 5 dias. É o maior déficit que ocorre no tempo tc em dias. ou seja.com. Após 5 dias teremos a DBO5.br Figura 5. K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) tc= tempo crítico (dias) 5-12 . 1993 são: tc= (1 / (K2 – K1)) x ln ((K2/K1) x (1-Do x (K2-K1)/(K1 x Lo)) Sendo: tc= tempo onde ocorre o máximo déficit de oxigênio.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. É a DBO antes da contagem dos 5 dias. O valor máximo de Dc será: Dc= (K1/K2) x Lo x e –K1 x tc Sendo: Dc= déficit crítico de oxigênio (mg/L). Lo= valor inicial da DB0 (mg/L). Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. o déficit crítico de oxigênio Dc (dia) K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) Do=é o déficit de oxigênio no início (mg/L) Ln= logaritimo neperiano Lo= valor inicial da DB0 (mg/L). Fonte: Leme.

49 Sendo: Q= vazão do rio (m3/s)= Q7.2/dia. maior é a oxidação e portanto maior deve ser o K1 adotado. O oxigênio de saturação do local é 9.303 5-13 . Vamos usar o metodo de Streeter-Phelps Do= 9.1/dia a 4.5.2)/(0. 3.9 x e –0.67dias Dc= (K1/K2) x Lo x e –K1 x tc Dc= (0.3m/s. O K1 geralmente é na base “e” mas caso tenhamos K1 na base 10 e queremos passar para a base “e” basta multiplicar por 2.8) apresenta alguns valores de K1 na base “e”.67= 3.9 x v 0. K1 base e= K1 base 10 x 2.303.6mg/L. Esclarecemos o porque da base “e” pois usou-se há tempos a base 10 dos logaritmos na teoria geral do déficit de oxigênio dissolvido.41/0.1mg/L.1mg/L Portanto em 2.16 Coeficiente de oxidação K1 da DBO O coeficiente de oxidação ou desoxigenação denominado K1 varia de 0.6= 1.1mg/L. isto é. A Tabela (5.2) x (1-1.41) x 10.6 Calcular o oxigênio dissolvido a 20ºC em um rio que tem DBO=Lo=10. então menores serão os coeficientes K1.10 A vazão Q usada é a conhecida vazão ecológica também chamada de Q7.Curso de esgotos Capitulo 05. Pela experiência foi provado que quando o lançamento de esgotos for mais poluentes. 1993 in Maidment: K1= 1.2/0.com.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.67dias o déficit de oxigênio no rio será o maio possível.9mg/L DO=7.5 K2= 3. 2006 Exemplo 5.1 – 7.5 / H 1.0 1.2 x 10.2/dia.br Figura 5.5mg/L A constante de rearação K2 pode ser obtida de: K2= 3.5= 0.10 com sete dias consecutivas e período de retorno de 10anos. Pode ser obtido de equações empíricas citado por Huber. O coeficiente de desoxigenação da DBO K1=0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. O rio tem profundidade média de 3.2)) x ln ((0.5 x (0.41/dia tc= (1 / (K2 – K1)) x ln ((K2/K1) x (1-Do x (K2-K1)/(K1 x Lo)) tc= (1 / (0.41 –0.5 / 3.2 x 2.89 / Q 0.41-0.3 0.0m e velocidade média de 0. 5.9)) = 2.Curva do déficit de oxigênio Fonte: Urias et al.0/dia sendo um valor típico K1=0. Quando os esgotos forem mais depurados.9 x 0.

024 Camp Oxidação devido ao nitrogênio NOD (nitrogenous oxygen KN 1.66/dia Thomann e Mueller apresentaram a seguinte relação que adaptada para unidades SI ficam: K1= 0. 5-14 .08 Thomann e Mueller Fotossíntese pa20 1.026 a 1.047 Camp Rearação de DO K2 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.10= 8.1) Bowie et al demand) Decaimento de bactérias KB 1.8 Calcular o coeficiente K1 de oxidação da DBO para rio com profundidade de 2. As fezes de animais.Curso de esgotos Capitulo 05.49m3/s. pois causa doença a metahemoglonemia infantil que é letal para crianças.8).0m.4 Fonte: Brown. KB.066 Thomann e Mueller Fonte: adaptado de Huber.5 Tratamento melhor que secundário 0.9).065 Thomann e Mueller Respiração R R20 1.3 a 1.com.18 Oxigênio consumido pelo nitrogênio (NOD) A química do nitrogênio é complexa pois o nitrogênio se apresenta de 10maneiras.49 0. 1995 Exemplo 5.89 / Q 0.49 K1= 1.33 5. Ks e valores R20 da respiração e pa20 da fotossíntese conforme Tabela (5. K1= 1.434 =0.89 / 8.434 quando 0 < H <2.4m K1= 0. et al 1994. sendo que para o sistema aquático somente interessa 4 conforme Sawyer. KN.49 =0. 1993 A correção da temperatura no coeficiente K1 também é aplicada para os coeficientes K2. K1= K1 x θ (temperatura–20) K2= K2 x θ (temperatura–20) KN= KN x θ (temperatura–20) R= R20 x θ (temperatura–20) pa= pa20 x θ (temperatura–20) Coli= Coli20 x θ (temperatura–20) Ks= Ks x θ (temperatura–20) 5.9.7 Calcular o coeficiente K1 de oxidação da DBO para um rio com vazão Q7.085 (1.Valores dos coeficiente θ usuais na base “e” com as referências Processo Coeficiente Valor de θ Referência Oxidação do DBO K1 1.2 a 0. pois o nitrato é reduzido a nitrito na corrente sanguínea. as plantas mortas produzem amônia.44 / H 0. O nitrato não deve ser maior que 10mg/L nas águas de abastecimento público de água potável.05) Mancini patogênicas e virus Oxigênio consumido pelo lodo Ks 1.5 Tratamento instável com sedimentos no fundo 0. Tabela 5.434 quando 0 < H <2. Proteínas (nitrogênio orgânico) + Bactérias -> NH3 A amônia com ações de bactérias denominadas nitrosomonas se transformam em nitrito e em presença de bactérias denominadas nitrobactérias se transformam em nitrato. competindo com o oxigênio livre. Caso a temperatura seja diferente de 20ºC o novo valor de K1 passa a ser calculado da seguinte maneira: K1= K1 x θ (temperatura–20) Os valores de θ variam de autor para autor conforme se podem ver na Tabela (5.Valores de K1 Tipo de tratamento K1 na base e Tratamento secundário 0. tornando o sangue azul conforme Piveli e Kato.44 / 2 0.40m Exemplo 5.17 Coeficiente de correção θ O coeficiente K1 é sempre referido a temperatura de 20º C.30 para H> 2.4m K1= 0.3 a 0.44 / H 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.8. K1= 0. 2005.035 a 1.br Tabela 5.07 (1.

com.3 mg/L Los Angeles: Na= 8. 1987 temos: O runoff produz Na=0. 1987 usam: LoN=NOD= 4.5mg/L em climas frios. Nos Estados Unidos não é permitido mais que 0.9) onde temos alguns coeficientes KN.02mg/L de amônia livre mas águas dos rios.Curso de esgotos Capitulo 05. O NTK é a soma do NH3+ os nitrogênios orgânicos (mg/L) 5-15 . Quando OD<2mg/L a nitrificação é inibida também.57 x TKN + 1. dependendo das condições físicas e químicas do meio aquático em nitrito e. a concentração de amônia é menor que 1mg/L. Nitrato (NO3) O nitrogênio em forma de amônia se transforma com o tempo.2mg/L causam fatalidades a varias espécies de peixes conforme Sawyer et al 1994. NTK= Kjeldahn (NTK). onde o processo de nitrificação é induzido e controlado. Nota: Thomann e Muller. Nitrogênio Kjeldahn (NTK) É o nitrogênio orgânico com o nitrogênio em forma de amônia. a amônia não ionizada é tóxica aos peixes e na forma ionizada NH4 não é tóxica. O nitrato (mg/L) pode sofrer o processo de desnitrificação sendo reduzido a nitrogênio gasoso.14 x NO2 Sendo: LoN=NOD= nitrogenus oxygen demand (mg/L) a 20º C NO2= nitrito (mg/L) Os valores de KN variam de 0. LoN=NOD= 4. adotar em climas quentes 1. A amônia livre em concentrações maiores que 0. A presença do nitrogênio na forma de nitrato no corpo d’água é um indicador de poluição antiga relacionada ao final do período de nitrificação ou pode caracterizar o efluente de uma estação de tratamento de esgotos sanitários a nível terciário.57 x (20+28)=220 mg/L Conforme Thomann e Muller.5mg/L de NH3 e 0. posteriormente em nitrato.4mg/L e No=6.02/dia a 6.br Nitrogênio Amoniacal (NH3) A amônia na forma livre NH3.5mg/L Dica: em runoff adotar NH3=0 Abaixo de 10ºC a influência do nitrogênio é inibida.57 x (No+Na) LoN=NOD= 4. O valor de NOD conforme Huber. isto é. mas podem variar também de 0.57 x (No+Na) Sendo: No=concentração de nitrogênio orgânico Na= concentração de amônia Para a média municipal de entrada de esgotos o NOD é de 220 mg/Lm No=20mg/L de nitrogênio orgânico e Na=28 mg/L de NH3.5mg/L a 1. com o objetivo da redução de nutrientes.837mg/L.67mg/L.7mg/L No Uruguai Na=20mg/L e No=18mg/L New York temos: Na=6.3mg/L e No= 6.6mg/L e No=1. daí a sua importância como parâmetro químico na qualidade das águas.6/dia. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Ver Tabela (5. O esgoto doméstico contém de 15mg/L a 30mg/L de nitrogênio total sendo 60% nitrogênio amoniacal e 40% nitrogênio orgânico.2/dia a 0. Dica: Quando não se tem dados adotar em rios adotar NOD (demanda de oxigênio devido ao nitrogênio) entre 0. O NTK é a forma predominante do nitrogênio nos esgotos domésticos brutos. De maneira geral para pH das águas de rio menores que 8.0/dia conforme Huber. Na conversão de nitrogênio para NO3 e para NO2 consome oxigênio que é conhecido como NOD (nitrogenuos oxygen demand). 1993.7mg/L Dica: Quando não se tem dados. 1993 é: LoN=NOD= 4.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. A média do nitrogênio Kjeldhal é 1. O nitrito e o nitrato têm em média 0.

5 O2 NO3Esta reação requer 1. que estimulará o crescimento de plantas aquáticas. Conforme Thomann e Muller. A equação de equilíbrio é: NH4+ + 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. O íon de amônia NH4+ não causa nenhum problema. Depois forma um íon não ionizado que é tóxico a organismos aquáticos. o problema do nitrogênio em um rio ou córrego tem varias facetas. 1996.19 Toxidez da amônia A amônia existe em duas formas naturais: o íon de amônia NH4+ e a amônia gás NH3.com. Isto causa um produto não esperado (byproduct) chamado nitrato que é um poluente conforme Chafra in Mays. Conforme Thomann e Muller.+ 0.Porcentagem de amônia não ionizada em porcentagem Fonte: Usepa.6.57g de oxigênio por grama de amônia oxidada para nitrato.43g de oxigênio para 1g de nitrogênio oxidado a nitrito. Finalmente a amônia e o nitrato são nutrientes essenciais para a fotossíntese.6). 1985 Resumindo. entretanto a amônia não ionizada em forma de gás NH3 é tóxica a peixes. 1987 a amônia é oxidada sob condições aeróbicas e se transforma em nitrito pela ação das bactérias do genus Nitrosomonas. Primeiramente causa a depleção do oxigênio através da nitrificação. 1996. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5O2 ---> NO2 + 2H+ + H20 A reação requer 3.br O resultado da nitrificação é o nitrato. Quando o pH aumenta a reação tende para o lado direito e conseqüentemente um alto nível de pH da água resulta num nível alto de amônia não ionizada conforme Figura (5.14g de oxigênio para 1 g de nitrito para oxidar para nitrato.Curso de esgotos Capitulo 05. O total de oxigênio utilizado para a inteira nitrificação é 4. O nitrito então é oxidado para nitrato pela bactéria do genus Nitrobacter da seguinte maneira: NO2. 5. 1987 a presença da amônia em águas naturais se deve a descargas de esgotos ou a decomposição de matéria orgânica de varias formas. Figura 5. que causa sérias doenças em crianças conforme Chafra in Mays. 5-16 .

2 mg/L de O2 Tabela 5.50mg/L Coliformes totais= 83 x 106 NMP/ 100mL NTK= 18.4 o valor a ser usado na fórmula geral será igual: LoN =KN x LoN= 0.9 Calcular o valor de LoN para um esgoto bruto de São José dos Campos de 13 de dezembro de 1960 quando a metade da cidade teve o seu esgoto tratado com duas lagoas em série que constituíam o método Australiano elaborado pelo engenheiro civil Benoit Almeida Victoretti conforme sua tese de doutoramento de 1964.9) calcular usando a equação de Thomann e Muller.1ºC DBO= 338 mg/L pH= 6.5 Rio raso com fundo rochoso 0.3 a 0.90 mg/L LoN=NOD= 4.60mg/L Nitrogênio amoniacal= 18.25 =95.Valores de KN conforme o curso de água Tipo de curso de água KN a 20ºC na base “e” 20º C Rios fundos 0.90mg/L Nitrogênio orgânico= 1.71mg/L de O2 Caso KN=0. Temperatura = 22.02 Para corpos de água grandes e fundos (Thomann e 0.br Exemplo 5.57 x TKN + 1.0 a 0.4 x 95.30mg/L Sólidos totais= 641.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.8 Rios com sedimento no fundo 0.88 mg/L LoN=NOD= 4.57 x (1. KN= KN x θ (temperatura–20) KN= KN x 1.6 Alcalinidade total= 124. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 1987) 1/dia Nota: entre 5ºC e 10ºC (Thomann e Muller.57 x (No+Na) LoN=NOD= 4.3/dia a 20º C.98 mg/L Na=18.10. 1987: LoN=NOD= 4.1 a 0.58+18.88 + 1.98=20.25mg/L Nitratos= 0.3 Rio raso com algumas pedras no fundo 0.08 (temperatura–20) Thomann e Muller.5 Muller.71= 38.57 x20.1 a 0. 1987) 0 Um valor típico de KN=0.1987 5-17 .28 Exemplo 5.57 x (No+Na) No= 1. 1987) Para rios pequenos (Thomann e Muller.70 ml/L Sólidos suspensos= 318.90)= 95.Curso de esgotos Capitulo 05.6 a 0.14x 0.14 x NO2 LoN=NOD= 4.60mg/L Sólidos sedimentáveis= 157.98mg/L Nitritos= 0.com.90+1.9B Com os mesmos dados do Exemplo (5.11mg/L Cloretos= 46.

br Devemos observar que para o consumo de nitrogênio a entrada dos valores na fórmula geral entra de uma maneira diferente da respiração R e fotossíntese p. Figura 5.Curso de esgotos Capitulo 05.7) mostra as transformações ocorridas com o nitrogênio. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.7.com.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.R – Ks/H)/K2 As transformações do nitrogênio são: NH3 Transforma-se em amônia ionizada NH4 + NH4 + a amônia ionizada com bactérias nitrosomonas transforma-se em nitrito NO2 NO2 .Transformações do nitrogênio Fonte: Stream corridor processes characteristics and functions 5-18 .(1 – e –K2 x t) x ( p. D= Do x e –K2 x t + + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo +{ [Kn / (K2-Kn)] x (e –Knx t – e –K2 x t) }x LoN .o nitrito com as nitrobactérias transforma-se em nitrato NO3 – A Figura (5.

408mg/L/dia. Assim. a solução é centrifugada e o líquido obtido tem sua absorvância determinada. Costuma-se utilizar a concentração de clorofila (em ug/l) para expressar a biomassa fitoplanctônica. buscar indicadores biológicos da qualidade de água. Além disso.024 x (clorofila-a) (μg/L) R (mg/L/dia)= 0. Exemplo: R=0.br 5.ufrrj.025 x P Exemplo 5.1/dia R= 0.024 x 10=0.24 mg O2/ L x dia 5. Após esse tempo. P= fitoplâncton clorofila-a em μg/L Conforme Thomann e Muller.3.1/dia usada no programa STREADO.024 x (clorofila a) (μg/L) Geralmente os valores da clorofila-a na faixa de 0. durante 12 horas. Varia de 0.3.25 mg O2/ L x dia.25 razão em mg de DO / μg de clorofila-a que varia de 0.1 a 0. R (mg/L/dia)= 0. 1983). com acetona a 90%.025x 10= 0. 5-19 .1 a 0. serão analisadas em laboratório para a obtenção da concentração da Clorofila-a. desta forma. associado aos parâmetros físicos e químicos. consiste na extração. 1985 recomenda para a respiração a equação: R (mg/L/dia)= 0. dos pigmentos existentes no resíduo da filtração da amostra de água.25 mg O2/ L x dia A USEPA.11 Dado o valor da clorofila-a de 10 μg/L achar a RESPIRAÇÃO.19 Respiração Da mesma maneira que a fotossíntese a respiração é devido ao fitoplâncton clorofila “a” R= aop x μr x P Sendo: R= respiração pelo fitoplâncton (mg/L x dia).Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Vamos adotar aop=0.25/dia.1 x 10=0.20 Fotossíntese Através do site http://www.25 x 0.0 a 0. a análise dos níveis de clorofila pode estabelecer uma correlação entre a ocorrência das espécies e a biomassa e. nos comprimentos de onda específicos (Aminot e Chaussepied. 1987 temos: R= aop x μr x P aop=0.05/dia a 0. μr= taxa de respiração do fitoplâncton que varia de 0.1 /dia aop= 0. que se reflitam em modificações no habitat ou no comportamento dos organismos aquáticos. sendo usual a taxas de 0.Curso de esgotos Capitulo 05.br/institutos/it/de/acidentes/fito.1=0.com.htm expomos uma explicação sobre o que é a clorofila-a. As algas (e outras partículas em suspensão) contidas numa amostra de água e retidas em papel de filtro.25mg/L μr=0. aop= razão em mg de DO/ μg de clorofila a . Exemplo 5. bem como avaliar tendências ao longo do tempo.10 μr= 0.017mg/L obtendo dados de respiração R que varia de 0 a 0. Um dos métodos. o estudo do fitoplâncton e da biomassa (Clorofila-a). Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.25x0. pode detectar possíveis alterações na qualidade das águas. P= clorofila-a em μg/L= 10 μg/L R= aop x μr x P R= 0.

br Figura 5.9-Esquema da Clorofila a.8.Mostra coleta de amostra usando garrafa tipo Van Dorn As amostras de superfície são coletadas diretamente nos frascos conforme Figura (5. como: temperatura.10). A concentração de clorofila-a na água está diretamente relacionada com a quantidade de algas presentes no manancial. Conforme Lamparelli. Lagos com elevados níveis de nutrientes. Existem dez tipos de clorofila. profundidade. Figura 5. também influem nas espécies e no número de algas encontradas nos lagos.3 μg/L de Feofitina-a.9) e (5. Outros fatores. A reação da fotossíntese pode ser escrita assim: 6CO2 + 6 H20 C6 H12 O6 + 6O2 A produção do oxigênio é acompanhada da remoção de hidrogênio da água formando peróxido que é quebrado em água e oxigênio. Observar o magnésio Mg Fonte: Soarez. As plantas aquáticas e o fitoplâncton têm um efeito muito grande na concentração do oxigênio dissolvido num corpo de água. As características da qualidade da água determinam que espécies de algas estão presentes.com. pH e alcalinidade.97μg/L de clorofila-a e 2. 2006 5-20 . são obtidas com auxílio da garrafa tipo Van Dorn de 2 litros.8) e as amostras de profundidade. sendo a mais importante a Clorofila-a seguida da feofitina-a conforme Figuras (5. 2004 a relação entre clorofila-a e feofitina-a é 1:1 em rios e 2:1 em reservatórios sendo adotado em seu trabalho a clorofila-a corrida para feofitina-a que foi adotada com indicadora de biomassa fitoplanctônica tanto para reservatórios como para rios. Fotossíntese é o processo em que a energia solar se converte em água e dióxido de carbono e glicose.Curso de esgotos Capitulo 05. tendem a suportar um maior número de algas do que aquelas com baixo nível desses elementos. A concentração excessiva de algas confere aos lagos a aparência indesejável de "sopa de ervilha". Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. No manancial do Tanque Grande em Guarulhos encontramos 0.

É a clorofila-a a responsável pela coloração verde das plantas e pela realização da fotossíntese.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.epa.br Figura 5.com. Observar a remoção do Mg.pdf Vamos fazer dois cálculos: Obtenção do OD devido a fotossíntese durante o dia Variação do OD durante o dia 5-21 . A produção de oxigênio é tão grande que a água fica supersaturada chegando até 150% a 200% acima do nível de saturação conforme Huber. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. A clorofila é produzida pela planta através dos cloroplastos.Esquema da transformação da Clorofila-a em feofitina-a. sendo crucial para a fabricação de glicose através da fotossíntese.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR. cuja concentração não muda. 2006 Clorofila-a A clorofila está presente nas folhas das plantas. Fonte: Soarez. Vamos utilizar o método baseado na clorofila “a”. Vamos mostrar com um exemplo para facilitar a compreensão do assunto: conforme http://www. A produção de oxigênio ocorre através da remoção do hidrogênio da água.10.Curso de esgotos Capitulo 05. formando peróxido que se quebra na água liberando oxigênio. 1993.

Conforme Branco.718 x f ( e -α1 .5/dia pa= 0.39 Δc = 0. ps=aop x P aop= 0.21 Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese Conforme http://www.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.718 x 0.04 adotado Ke = 1.3.42 H= 1.95+0.29mg Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 5.73 = 0.73 = [( 1.87) =0.1 a 0.39 x 0.5 pa quando Ka < 2/dia Ka=K2 Δc= 0.5 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia H= profundidade (m) G(Ia)= 2.3 pa quando 2/dia ≤ Ka ≤ 10/dia Como Ka =0.6 x 1dia) x ( 1.55 .us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.com.6 ( e -0.29= 0.5 x 0.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado. Devido a energia solar.Curso de esgotos Capitulo 05. P= clorofila-a em μg/L= 10 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.7 / Ds sendo Ds= profundidade obtida com o disco de Secchi (m) α1= αo x e –Ke x z= 1. a fotossíntese só ocorre durante o dia.5 x (1 – e –0. 1971 são usados luxímetros ou fotômetros para registrar a intensidade luminosa em unidades langley.e – Ka x f x T) x ( 1.29 pa= ps x G (Ia)= 2.mde.42) / (1.24mg/L de O2.5 x 0.04 x 1.25 razão em mg de DO / μg de clorofila-a que varia de 0. 1 Langley=grama-caloria/cm2 Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2. Vamos adotar aop=0.e –0.5 x 1 x (1-0.73 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.25 x P= 0.5/dia então: Δc= 0.66 até 5. Thomann e Mueller.6dias T=1dia Ka=K2=0.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/0.5 μg/L = 2.5 x 1dia)] Δc/0.e –Ka x T x (1.95mg/L poderá haver variação de oxigênio de 5. f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.6f) )] / [0.e – 0.73 = 0.04 x 0.42 x e .md.1.87m = profundidade média (adotado) Ke= 1.914 = 0.55 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 1.6 x 0.73 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia.95-0.20 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia.29 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.e -1. 1987 fazem algumas simplificações: Δc= 0.br 5.25x 10= 2.state. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.6 dia αo= coeficiente α1=coeficiente z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) 5.29=6.04/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: f= 0. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia (mg O2/ L x dia) ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.29=5.5 pa 5-22 .

br Δc= 0. Os níveis de respiração abrangem aproximadamente os mesmos valores. para rios e lagos concluiu a seguinte relação: Clorofila-a= 0. O fósforo total tem média de 337μg/L enquanto que o fósforo solúvel tem média de 100μg/L. em determinadas condições. 1987 ainda sugerem que: pa´= pa x H R´= R x H Sendo: H= profundidade (m) Então os valores de pa´ e R´ terão as unidades: g de O2/ m2 x dia pa´ e R´ tem as unidades mg O2/ L x dia Os valores de pa´ variam de 0.4μg/L 5-23 .24= 10.365 mg O2/ L x dia Thomann e Muller. O fósforo é um nutriente e não traz problemas de ordem sanitária para a água. Lamparelli.081 x (PT) 1.com.12 Sendo a concentração de fósforo de 50 ug/l Clorofila-a= 0.73=0.081 x 50 1.5 x 0. 2004.081 x (PT) 1.Curso de esgotos Capitulo 05. A concentração elevada de fósforo pode contribuir da mesma forma que o nitrogênio para a proliferação de algas e acelerar. indesejavelmente.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. o processo de eutrofização. Fósforo total (PT) A presença de fósforo na água pode dar-se de diversas formas.3 a 3g O2/m2 x dia conforme Thomann e Muller. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.22 Estimativa da quantidade de clorofila a através da quantidade de fósforo em um lago. 5. 1987 para áreas de produção moderada podendo chegar até 10 g O2/m2 x dia para rios onde existe uma biomassa significante.24 Sendo: Clorofila-a em μg/L Fósforo total (PT) em μg/L Exemplo 5. A mais importante delas para o metabolismo biológico é o ortofosfato.24 Clorofila-a= 0.

11.21 Demanda de oxigênio devido ao sedimento A demanda de oxigênio devido ao sedimento ocorre: Sedimentação de esgotos Morte de plantas e queda de folhas devido ao runoff Deposição do fitoplâncton Criação de bactérias com filamentos devido a sólidos orgânicos solúveis No fundo do rio com profundidade H o depósito de sedimentos pode variar de localização desde sedimentação baixa como elevada.1cm 0.912 Baity Lama de esgotos 0. 1985 apresenta a equação: Ks (g/m2/dia) =0.12g O2/dia para temperatura de 20ºC calcular Ks para temperatura de 30ºC.0= 3. O valor de Ks pode ser corrigido conforme a temperatura.com. D= [Ks / (H x K2)] x ( 1 – e -k2 x t) ou D= (Ks / H) x ( 1 – e -k2 x t)/K2 Sendo: D= déficit de O2 pela demanda bêntica (mg/L) H= profundidade do rio (m) Ks= SB=demanda bentônica (grama de O2 / m2 x dia) conforme Tabela (5. Ks= Ks x θ (temperatura–20) Ks= 3.Curso de esgotos Capitulo 05. Ks (g/m2/dia)= 0.0cm 5.42 cm 1.15x t +0.12 x Ds Sendo : t= temperatura em (ºC) Ds=profundidade do sedimento (cm) Exemplo 5.15x t +0.13 Dado 1cm de lodo calcular para temperatura de 20ºC o valor de Ks.77g O2/m2 /dia Tabela 5.12 g/m2/dia Exemplo 5.12x Ds 2 Ks (g/m /dia)= 0.065 (30–20)= 3.656 Oldaker et al Lama de rio 0.Demanda bentônica de oxigênio de acordo com a espessura estimada do depósito bêntico conforme vários autores.2cm 4.br 5. Investigadores Depósito bêntico Grama de O2 /m2 x dia Ks ou SB Fair et al 1.4 25cm 6.056 10. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5 Rio Potomac 5-24 .8 O’ Connel e Weeks Média achada nol estuário do 2. Ks= Ks x θ (temperatura–20) Sendo θ= 1.11) K2= coeficiente de reaeração (/dia) t= tempo de trânsito da água do rio (dia) Nota: Ks também é chamado de SB. O coeficiente Ks varia de 2g O2/m2 x dia a 10g O2/m2 x dia A USEPA. O oxigênio utilizado pelos sedimentos depende do material orgânico e dos organismos bênticos existentes no local.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.065.12 x 1.12 x 1.14 Sendo Ks= 3.552 4.15x 20 +0.16 McDonnel e Hall Lama de rios 2cm 3.17 Edwards & Rolley Lama de rios 4.

Ainda segundo Branco.7 1.037 x U2 KL= 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.663m/dia K2= KL / H K2= 0. Futura demanda bêntica Para previsão da demanda bêntica podemos fazer o seguinte: Ks futuro= Ks presente x (TSS futuro / TSS presente) Sendo: Ks futuro= demanda bentônica futura (grama de O2 x m2 x dia) Ks presente = demanda bentônica presente (grama de O2 x m2 x dia) TSS futuro = futura carga de sólidos totais em suspensão (mg/L) TSS presente = carga presente de sólidos totais em suspensão (mg/L) 5.663 / 5.3m/s a 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.br Conforme Branco.5 -0.054 K2= 4.703 / H 1.5 -0.26 – 0.31 x 3.054 Sendo: K2= coeficiente de reareação a 20º C.2m/s há deposição de matéria orgânica.703 / 1. Calcular o coeficiente de reaeração K2.703 / H 1.13/dia 5-25 .0 + 0.55 x V 0.5m/s haverá arrastamento do lodo sedimentado.5 -0. Quando a velocidade for maior que 0.55/dia Lagos Sendo: KL= 0.728x 3.93+0.0 0. KL= 0.0m/s e profundidade do lago H=5.054 K2= 0.728x U 0.16 Seja um lago com velocidade do vento a 10m de altura U=3. KL= unidades em m/dia Para o caso de lagos conforme Banks e Herrera in Huber.7m.55 x 0. 1993 K2= 4. aumento da velocidade e da declividade do rio e decresce com o aumento da profundidade. 1971 quando a velocidade do rio for menor que 0.22 Coeficiente K2 devido a reaeração A rearação aumenta com a turbulência. Achar o coeficiente de reaeração K2. 1993 apresenta a fórmula empírica: K2= KL / H Exemplo 5.00m. Existem fórmulas empíricas para se achar o coeficiente K2 conforme Huber. K2= 4.02 KL= 1.com.728x U 0.15 Seja o rio Delaware com velocidade média V=0.037 x 3. 1971 até 2cm de espessura do lodo não há aumento substancial de consumo de oxigênio.333=0.0372 x U2 U= velocidade do vento (m/s) a 10m de altura.0 = 0.31 x U + 0.55 x V 0. Varia de 1/dia a 10/dia V= velocidade média do rio (m/s) H= profundidade média do rio (m) Exemplo 5.31 x U + 0.Curso de esgotos Capitulo 05.11m/s e profundidade média H=1.11 0.

C=0.21 0. Fonte: Jordão.12).3 0.50 / 1.11 0. m e autores das fórmulas empíricas de K2 a 20ºC c n m Autor Velocidade principal (m/s) 3.5m3/s Exemplo 5.com.13.85 O’ Connor Churchill Owens 0.283m3/s a 0.60m a 4.12) obtemos os valores: c=3.50 1.18 x 3200 x 0. para V=0.5 K2= 0.000188 = 0. C=0.71m3/s a 8.7m K2= c x V n / Hm Consultando a Tabela (5.05 a 0.50 1.Valores c.10/dia 5-26 .2/dia conforme Thomann e Muller. Para rios rasos com vazões até 8.00m.23 Estimativas de K2 Jordão.12.17 Calcular o valor de K2 usando a fórmula de O´Connor.5 K2= 3.50 Para prof. <0.50 K2= c x V n / Hm K2= 3. vazão Q=8m3/s e velocidade média de 3200m/dia calcular o coeficiente de reaeração K2. 2005 apresenta a fórmula empírica conforme coeficientes da Tabela (5.50 / H1.30m a 0.71. K2= 0.05/dia a 12.80 a 1.18 0. n.18 Para um rio raso com declividade média S=0.Coeficientes C de acordo com a faixa de vazão.000188m/m. K2= c x V n / Hm Sendo: V= velocidade média do rio (m/s) H= profundidade média do rio (m) Tabela 5.283m3/s C=0. U= velocidade média do rio (m/dia) S= declividade média do rio (m/m) C= coeficiente que depende da faixa de vazão do rio conforme Tabela (5.5m3/s podemos usar a equação de Tsivoglou: K2= C x U x S Sendo: K2= coeficiente de reaeração na base ‘e´ a 20ºC.50 m=1.80 e para prof < 0. 1987 0.71m3/s C=0.11m/s e H=1.67 Profundidade varia de 0. 2005 Exemplo 5.37 0 a 0.Curso de esgotos Capitulo 05.73 0.00 0.73 x 0.73 x V 0.18 devido Q= 8m3/s. 1987.60m 5.56/dia O coeficiente K2 segundo O´Connor varia 0.br 5.67 1.13) Tabela 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.73 n=0.97 5.9m Thomann e Muller.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.

Estimativas do coeficiente KB de decaimento de bactérias e vírus Organismos Coeficiente KB Observações (/dia) Coliformes Totais 1 a 5.3/0.com.br 5. apesar que foram encontrados valores até 55/dia no oceano sob a luz solar. 1987. 1987. A constante do S.23 Decaimento de bactérias. 0ºC a 24ºC Fonte: adaptado de Thomann e Mueller.05 a 0. vírus e patogênicos Vamos exprimir sucintamente os conceitos de Thomann e Muller. coliformes fecais.1 Dado KB= 0. Os vírus geralmente possuem uma constante KB menor que as bactérias.5 /dia. 1987.3 Oceano em diferentes ambientes. Existem legislações que estabelecem os limites para coliformes totais. 1978 in Thomann e Muller.15 a 2. O decaimento de bactérias e patogênicos não influi na redução de oxigênio na água e mostra os perigos do uso da água a jusante para usos públicos e banhos. No= concentração após a mistura em número/ 100mL KB = constante /dia= 2. 4ºC a 25 ºC Vírus (entéricos) 0. Fecalis é da mesma ordem de grandeza do grupo dos coliformes.14. t) t= x/U N= No .3/KB t90= 2.Curso de esgotos Capitulo 05. exp ( . mas pode atingir 84/dia conforme estudos realizados em oceanos. Os valores de KB estão na Tabela (5. t90= 2.26 Águas marinhas.8 Média água doce Coliformes fecais 37 a 110 Água do mar a luz do sol Patogênicos como salmonella 0. 5-27 .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. x/U) Sendo: N= concentração de organismos em número/ 100mL. por exemplo.14) t= tempo t= x/ U x= comprimento desde a origem U= velocidade da água Valor de KB para outras temperaturas KB= KB 20ºC x 1. Vírus (polio tipo I) 0. Temos duas considerações básicas: Decaimento de organismos em rios e córregos Decaimento de organismos em lagos e estuários 5.5 Na água doce no verão a 20ºC 0.KB .5= 4.5/dia calcular o tempo em que estarão mortas 90% dos coliformes totais.24 Decaimento de organismos em rios e córregos. 18ºC thompson. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.KB . Salmonella etc.6dias Conforme Thomann e Muller.2 /dia para estimativo de decréscimo de bactérias 12h depois conforme Mancini. O objetivo é a investigação do impacto de bactérias e outros organismos que causam doenças. 1987 para água doce a constante KB é aproximadamente 1 /dia enquanto que para a água do mar é de 1.07 (T-20) Tabela 5. exp ( .3/KB Exemplo 5. Para rios e córregos o decaimento de bactérias pode ser assim representado: N= No . O tempo t para mortalidade de 90% das bactérias é: t90= 2.5 a 3 Lago Ontário.

5-28 . a carga distribuída pelo runoff e finalmente a carga pontual.0/dia a 20ºC. depois. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. tomando-se primeiramente o impacto da carga a montante.07 (T-20) Resolução Conama 274/2000 Trata-se das exigências de balneabilidade para águas doces. salinas e salobras.18A (exemplo de Thomann e Muller.Curso de esgotos Capitulo 05.5/dia e velocidade 0. Resolução do problema Vamos fazer uma superposição. Impacto a montante A montante do ponto considerado o rio tem coeficiente KB =0. 1987) Um rio tem vazão Q7. No mesmo rio a 805m do ponto de partida temos uma carga pontual com 1890 litros/dia com carga de coliformes totais TC de 20 x 106 microorganismos/100mL e coeficiente de decréscimo KB= 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. isto é.06m/s tem no inicio 500 coliformes totais/100mL.br Variação com a temperatura Sendo: KB= taxa de decaimento/dia na temperatura T KB 20= taxa de decaimento /dia a 20ºC T= temperatura em º C KB= KB 20ºC x 1. Na distância de 6405m tem um lugar para banhistas. Ainda no mesmo rio temos descargas devido ao runoff de 1890 litros/dia que estão distribuídas em 805m carregando coliformes totais de 30 x 106 organismos/100ml com coeficiente de decréscimo KB=1.0/dia. Queremos saber qual é a porcentagem de redução de coliformes totais sabendo-se que adotamos o critério do Estado de New York que o valor máximo no local de banho seja menor que 2400organismos/100ml.com.5/dia. Queremos o impacto no local do banho.10 de 2830 L/s e os coliformes totais TC são de 500organismos/100ml e o coeficiente de decréscimo KB=0. São consideradas águas impróprias para balneabilidade quando a amostra for maior qualquer um das três restrições: • >2500 coliformes fecais (termotolerantes)/ 100mL • >2000/100mL Escherichia Coli • >400/100mL Enterococos Exemplo 5. a 805m+5600m=6405m.

5m2 x 805m)] x 104 V= 37432 x 104 =3.KB . está se deslocando. isto é. V= (46. exp ( .KB .150 organismos/ 100mL N(805m)= SD/ KB ( 1.7432x 108=15.exp ( . 6405/5184)= 270 coliformes totais / 100mL Portanto. X/U)] Sendo: X= 805m=distância (m) U= velocidade do rio =5184m/dia KB= coeficiente de decaimento= 1.0/dia SD= valor da carga distribuída em organismos/100ml x dia O valor de SD é a razão entre a quantidade de coliformes totais que entra no rio dividido pelo volume de agua da frente de 805m. o impacto de montante no local do banho será de 29 coliformes totais/ 100ml.5 .06 m x 86400s= 5184m/dia N= No .0) [ 1. x/U) KB= 1.Curso de esgotos Capitulo 05.exp ( . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.exp (-KB.10.67 x 1012organismos/100/ ml x dia O volume V será o deslocamento do trecho de 805m em 5184m/dia. Impacto devido a entrada de água distribuída em 805m Será calculado por: N(x=805m)= (SD/ KB) x [ 1.184m N(805m)= (15150/ 1.br Figura 5. exp ( . SD= w/ V A carga w será: 1m3 = 1000 litros Em 1 litro temos 10 pequenos volumes de 100mL w= (30 x 106 ) x (18900L/dia x 10)= 5.0.1.67 x 1012 / 3.Esquema do rio A velocidade U=0.00/dia SD= 15150 organismos/100mL X=805m U= 5. x/U) N= 500 .7432 x 108 SD= w/V= 5.com.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.06m/s.06m/s e para um dia será: U=0.0 x 805/5184)]=2121organismos/100mL 5-29 . Lembramos que o rio tem velocidade de 0.

KB . 5-30 . exp ( .1. N= No .34=721 org/ 100mL Impacto devido a carga concentrada Existe no fim dos 805m uma carga concentrada de 1890 litros/dia. O valor de KB=1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. exp ( . teremos que remover 98. exp ( .21% Portanto.Curso de esgotos Capitulo 05.0 x 5600/5184)=2121 x0.0 x 5600/5184)=231890 x0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.34=78843 org/ 100mL No local de banho supondo que o limite máximo seja de 2400 coliformes totais/100mL exigido no Estado de New York temos: 2400 – (270+721)=1409/ 100mL Porcentagem de redução= 100x( 78843.com.br No fim da área distribuída do runoff temos 15150 organismos/100mL e queremos saber a 5600m abaixo onde está a área de banho.1409)/ 78843=98. exp ( .890 org/100mL Impacto no local de banho a 5600m N= No .1.KB . x/U) N= 231.890 .0/DIA.21% dos coliformes totais da carga pontual da cidade. N (805m)= W/Q= 1890x 10 x 30 x 106 / (2830 L/s x 86400s x 10)=231. x/U) N= 2121 .

25 para água limpa a= 1.Barragem com aeração da água Existem varias equações da Usepa.3 Temperatura da água do rio= 20º C Da= 3mg/L Db= Da – { 1 – 1/ [(1+0.br 5.11) mostra uma barragem com vertedor que possibilita uma boa aeração. Db= Da – { 1 – 1/ [(1+0.3 (1+ 0.19 Calcular a reaeração de uma barragem com 4.00 para queda livre no vertedor b= 1. 1971: r=(Cs-Cu)/ (Cs-Cd)= 1+0.21x H Sendo: Cs: oxigênio dissolvido de saturação Cu= concentração de oxigênio dissolvido a montante (upstream) Cd= concentração de oxigênio dissolvido a jusante (downstream) Exemplo 5.3 para queda com escada b Figura 5. A Figura (5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.11 a x b (1+ 0.8 Queda com rampa= b= 1.11.80 para água muito poluída b= fator de correção do vertedor sendo: b= 1.17 mg/L 5-31 .11 a x b (1+ 0.00 para água moderadamente poluída a=0.com.5m de altura com déficit de DO antes da barragem de DO=Da= 3mg/L usando a equação de Gameson.24 Reareação devido à existência de uma barragem no rio Conforme Usepa. 1985 as barragens podem mudar o oxigênio dissolvido na água de 1mg/L a 3mg/L em rios pequenos.Curso de esgotos Capitulo 05.46 x T) x H]} x Da Db= 3.11x 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.0 – { 1 – 1/ [(1+0.8 x 1. 1985 e apresentaremos uma equação mais simples de se usar que foi desenvolvida por Holler.0=2. Cuidado para não errar: a altura é em pés! a= fator de correção que depende da qualidade da água: a= 1.46 x T) x H]} x Da Sendo: Db= déficit de DO a jusante da barragem (mg/L) Da= déficit de DO a montante da barragem (mg/L) T= temperatura da água do rio (ºC) H= altura da queda da água (ft). 4. A equação abaixo foi desenvolvida na Inglaterra em 1958 por Gameson.5m/0.46 x 20) x 15]} x 3.3=15ft Água muito poluída= a=0.

61 Fonte: adaptado de Azevedo Neto. A salinidade pode ser definida como sólido total na água.Valores de K1 conforme o tipo de tratamento Tratamento K1 (20ºC) /dia DBO5/DBO Não tratado 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.17 15ºC 1. 5. 1993 apresenta o valor de K1= 1.26 Cs.075 ( 0.saturação de oxigênio numa determinada altitude e temperatura Existem tabelas que fornecem o coeficiente de saturação em função da altitude e da temperatura que ser deseja.1) Sendo: Cso= saturação na temperatura T T= temperatura em graus Kelvin= ºC + 273. até C7 coeficiente dado pela Tabela (5.20 a 0. 1966 apresenta a Tabela (5.20 (0. conforme Usepa.63 Lodos ativados 0.15a.15): Tabela 5.20 Calcular a DBO no primeiro estágio sendo a DBO5.80655 x clorinidade (ppt= parte por thousand ou parte por mil).41/dia.8/Q0. Cs. 5-32 .10 a 0. USP os valores de K1 estão na Tabela (5.0mg/L e a jusante somente 1. A equação usada por Thomann e Muller.15.15 Co.05 a 0. Porém Huber. Cso= exp( Co + C1/T + C2/T2 + C3/T3+C4/T4+ salinidade x (C5 + C6/T+ C7/T2) (Equação 5. 1987 que está baseado no acordo internacional de 1967: Salinidade=1. isto é. Nota: todo o nosso trabalho está baseado em K1 na base “e”.46 25ºC 1.3mg/L o que mostra que tem mais oxigênio dissolvido graças a reaeração.32 20ºC 1. depois que todos os carbonatos forem transformados em óxidos.D= Db Significa que houve oxigenação. 1985. Revista DAE.35 (0. USP Exemplo 5. 1993: Lo=DBO= DB05 / ( 1 – e -5x K1) Sendo: Lo=DBO= valor da DBO antes dos cinco dias (mg/L) DB05= valor da DBO a 5 dias depois (mg/L) K1= coeficiente de oxidação da DBO na base e.25 Relação DBO/DBO5 A relação DBO/DB05 conforme por Huber. 20ºC igual a 100mg/L e K1=0.Valores da relação DBO/DBO5 em função da temperatura Temperatura DBO/DBO5 10ºC 1.com. 5.1): Tabela 5. 1993 apresenta uma maneira analítica de se calcular o valor de Cs ao nível do mar em função da temperatura e da salinidade.br Nota: estamos falando o déficit.83 Primário 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. todos os bromatos e iodetos forem substituídos por cloro e todos os metais orgânicos forem oxidados.Curso de esgotos Capitulo 05.16) 5. número 82 de setembro. Conforme dra Mônica Porto.41) =115mg/L Azevedo Neto.30) 0. 5= cinco dias Huber. pois o déficit a montante era de 3. Lo=DBO= DB05 / ( 1 – e -5x K1) DBO= 100 / ( 1 – e -5x 0. Quanto maior a salinidade menor é o valor da saturação do oxigênio. a diferença do oxigênio de saturação e do oxigênio dissolvido existente.49 sendo Q (m3/s).50) 0. 1966.31 Fonte: Mônica Porto.10) 0.26 Definição de salinidade: O efeito da salinidade ou dos cloretos é reduzir o valor da saturação do oxigênio dissolvido.

0001167 x Z) Sendo: Z= altitude ao nível do mar (m) Tabela 5.32 760 9. 5.80655 x clorinidade (ppt)=1.80655x0.10 760 8.68 760 8.64 19 9.10 760 9.B.62 3 13.754 C7 2140.16.55 760 9.36 7 12.br Clorinidade= fornecido em parte por mil.85 760 12.66 6 12.08 8 11. temos clorinidade =1.96 5 12.00186ppt Salinidade=1.017674 C6 10. 1993 Na Tabela (5.13 760 11.64 760 13.642308 x 107 C3 1.01 17 9.243800 x 1010 C4 -8. Como 1L tem 1000g então a clorinidade é o cloreto dividido por 1000 como vimos acima.48 760 8.21 Para o manancial do Tanque Grande em Guarulhos que corresponde a 1. Benson e D.621940x1011 C5 -0.34 1 14.06 12 10.20 16 9.86/1000=0.7 Fonte: B.com. Temperatura Ao nível do mar CidadeOxigênio dissolvido Cso São Paulo na saturação Cs Altitude (Z) (ºC) (mg/L) (m) (mg/L) 0 14.84 13 10.17.81 9 11.86 760 10.62 14 10.00186mg/g=0.40 15 10.24 760 12.Oxigênio dissolvido na saturação ao nível do mar e para a cidade de São Paulo.0.Coeficientes para oxigênio dissolvido de saturação de Cs ao nível do mar Coeficiente Valor C0 -139.00336ppt Nota: aproximadamente 1.16 760 11. ou seja.82 18 9. Exemplo 5.27 Para correção da altitude Cs = Cso (1.79 760 9.58 760 10.34411 C1 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.88 760 9.Curso de esgotos Capitulo 05.575701 x 105 C2 -6.79 760 11.86mg/L de cloreto.86mg/L deve ser transformado em mg/g.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.98 2 13.30 5-33 . ppt (parts per thousand).55 10 11.30 760 10.17) estão os valores do oxigênio saturado para a cidade de São Paulo para diversas temperaturas usando a Equação (5.48 760 12.30 11 11.47 760 11.1).00186=0. Krause in Huber.47 20 9.29 4 13. Tabela 5.04 760 10.29 760 8.

98 7.00 0 10 20 30 Temperatura (ºC) Figura 5.45 6.00 8.96 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 8.57 7.27 8. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.00 12.34 A Figura (5.00 4.com.OD varia com a temperatura 5-34 .12.00 2.31 7.00 6.07 6.76 8.12 7.14 7.59 8. Saturaçao de oxigênio dissolvido em função da temperatura Saturaçao de oxigênio dissolvido (mg/L) 14.70 7.67 6.br 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 8.40 7.84 7.93 8.Curso de esgotos Capitulo 05.19 7.14 7.78 6.02 6.54 7.55 6.98 7.27 7.44 7.43 8.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.00 0.12) mostra a variação da saturação de oxigênio com relação a temperatura.83 7.90 6.00 10.68 7.

Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.0000589066x T3 Válida no intervalo 0 ≤ T ≤ 40ºC 5. Os rios são considerados de uma dimensão e é desejável que estuários e grandes lagos tenham três dimensões.39311 x T + 0.41 x T + 0. K2 etc. 1985 é selecionar um modelo o mais simples possível que satisfaz a resolução temporal e espacial necessária para a qualidade da agua e analise do ecossistema.65 -0.22 Achar o oxigênio dissolvido de saturação aproximado para temperatura de 20ºC ODs= 14.10mg/L de O2 5.0070695 x T2 – 0. 1998 apresenta a fórmula: Cs= 14. K1. Uma maneira prática de aplicar análise de sensibilidade é variar os coeficientes.65 -0. 1085.Curso de esgotos Capitulo 05. ODs= 14. mas as vezes pode adotar o “quasi-state” quando a variação matemática é muito pequena no ponto escolhido.28 Escolha de modelo Como os coeficientes adotados nunca são inteiramente corretos um modelo refinado não irá corrigir o problema segundo USEPA. Calibração do modelo É importante que se aferiam em campo os cálculos efetuados fazendo-se o que se chama de calibração do modelo.28 Oxigênio dissolvido de saturação McCuen.008 x 20 2= 9.br Oxigênio Dissolvido de saturação Existe uma fórmula aproximada para o cálculo do oxigênio dissolvido de saturação (ODs) ao nível do mar com a temperatura. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. um de cada vez colocando-se o seguinte: 1. 5-35 .com. Consideramos também o “steady state” Quando as variáveis não mudam com o tempo.41 x 20 + 0.57 – 0.65mg/L de O2 O valor correto para a temperatura de 20ºC é de 9. Daí o fato de se escolher um modelo complexo não significa que irá mudar os resultados.65 -0.008 x T 2 Sendo: ODs= oxigênio dissolvido de saturação (mg/L) T=temperatura da água em ºC Exemplo 5. conforme Usepa. sendo o lago considerado um tanque reator.27 Análise de sensibilidade Fazemos a análise de sensibilidade variando os parâmetros.008 x T 2 ODs= 14. O dobro do coeficiente K adotado ( 2 x K) 5. Metade do coeficiente K adotado (K/2) 3. A melhor solução para o engenheiro e o analista do ecossistema.41 x T + 0. Coeficiente K adotado (K) 2. Para pequeno lago consideramos dimensão zero.

035-S) quando o nutriente limitante é o PT Sendo: S= fração de sombra.90 após correção da direção norte-sul =0.7m/s. como caules de plantas radiculares e rochas. Exemplo 5.81 0.com. Estes modelos foram testados na Nova Zelândia e um pouco na Austrália. fotossíntese e da biomassa das algas.5 a 3. Pode ser estimado em conforme exemplo abaixo.6 x 0. Perifiton: comunidade complexa de plantas e animais que aderem aos objetos no fundo de corpos de água doce. ‘ Tabela 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0gC/m2 Pmax= máxima quantidade da biomassa de algas (gC/m2) Valor de Pmax Os valores de Pmax são obtidos das relações abaixo devendo ser escolhido a substância limitante. 1985: PT= fósforo total (mg/L) ou (g/m3) NT= nitrogênio total (mg/L) ou (g/m3) TN/ TP < 7 Neste caso o nutriente limitante é o nitrogênio total (NT) 7 < TN/ TP < 10 Neste caso o nutriente limitante pode ser o NT ou PT TN/TP>10 Neste caso o limitante é o fósforo. O modelo de Rutherford. 2005.81=0.035 – S) Sendo: μmax= máxima taxa de crescimento das algas sob luz saturada. Pmax= 50 x (NT/(100+NT) x (1-S)/(1.60 0. 2005 (RIOS). extraindo a sua nutrição do ar e da chuva em vez de fazê-lo do hospedeiro que fornece sustentação estrutural.9 x 0.Curso de esgotos Capitulo 05. Iremos seguir modelo de Rutherford que nos parece ser simples e prático. 1005 Vegetação ripariana Barrancos nas margens Montanha ao lado Fator de iluminação igual Fator de sombra 0. Biomassa: quantia total de todo material biológico.22B Seja um rio com 2m de largura com algumas curvas.30 Obtenção da biomassa algal P em gC/m2 x dia As equações básicas são três: P= ( -μ + ( μ2 + 4 x σ x G* x μ x Pmax) 0.44=0.2 (m2 /g x dia) G*= biomassa especificado pelo usuário.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Existem muitas pesquisas para lagos e poucas para rios para os estudos da respiração. montanha e direção do rio norte-sul.035-S) quando o nutriente limitante é o NT Pmax= 50 x (PT/(14+PT) x (1-S)/(1. sendo usual o valor=5 (gC/m2 x dia) 5-36 . 2005 é para rios de águas claras rasos que tenham velocidade menor que 0.60 ou S=0.90 0. 5.29 Cálculo da respiração e produção de oxigênio devido as algas seguindo Rutherford. pedregulho ou com grande quantidade de madeira. o PT ou NT conforme as relações sugeridas pela USEPA. Epifítica: planta que cresce em outras plantas mas que não é parasítica. ou seja.15B. sendo usual valores entre 0. Pode ser calculado ou usado S=0.44 1-S= 1-0.31 Valor do crescimento de algas μ O valor do crescimento de algas μ é dado pela equação: μ=0. onde não existem barrancos ou sobras devido a vegetação ripariana.52 (sem dimensão) Fator de Sombra S A fração da iluminação é fração da luz que chega às águas dividido pela luz incidente no leito do rio raso. O leito deverá ser de rochas.56 5.80 após correção da direção norte-sul =0.52 x μmax x ( 1-S)/(1.br 5.5 / ( 2 x σ x G*) Sendo: P= biomassa das algas (gC/m2) μ= taxa de crescimento das algas (gC/m2 x dia) σ= taxa suposta constante=0.Cálculo do fator de Sombra conforme Rutherford. Os modelos em rios ainda na atingiram o ponto em que os resultados estejam dentro de um nível de confiança adequado conforme Rutherford et al .

13gC/m2 5.34 Respiração das algas As algas produzem oxigênio.7= conversão do carbono para o oxigênio (1g de O2 é 2.0 x 0.52)= 2.04 = 37 e portanto o fator limitante é o fósforo. Verifiquemos primeiramente a relação NT/TP NT/TP= 1.br Exemplo 5.23 Seja um rio raso com TP=0. A respiração das algas na temperatura T é dada pela equação: Res= ρ x f5 x P Sendo: Res=respiração das algas (gC/m2) ρ= taxa de respiração na temperatura Tref (/dia).2 x 3 x 2.13gC/m2 5.7xρ x f5 x P /H Sendo: Res=respiração das algas (gO2/m2xdia) H= profundidade do rio (m) 2. T= temperatura da água (ºC) Tref= temperatura de referência.2 m2/g x dia Pmax=0. TN=1.49/0. Em outras unidades: Res= 2. Sendo: Tref= 20ºC T= 20ºC f5= ξ (T-Tref) =1.035 – S) Adotando μma = 5 S=0.24 Calcular a respiração das algas durante um dia para massa algal P=0.32 Cálculo de Pmax.13=0.13) 0.04) x (1-0.04mg/L.1/dia Res= ρ x f5 x P Res= 0.1/dia f5= ξ (T-Tref) ξ= coeficiente de temperatura variando entre 1.52 x μmax x ( 1-S)/(1.05 a 1.035 – 0.5 / ( 2 x 0.013gC/m2 Em outras unidades: 5-37 .52.1 x 1.42 + ( 2. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.13gC/m2 μ= 2.2 usado tanto para respiração como para crescimento das algas (sem dimensão).5 / ( 2 x σ x G*) P= ( -2.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.2 x 3)=0.2 (20-20)=1 ρ= 0.42 gC/m2 x dia P= ( -μ + ( μ2 + 4 x σ x G* x μ x Pmax) 0.33 Cálculo de biomassa das algas P (clorofila do fitoplâncton) Adotamos G*= 3 gC/m2 (adotado) σ= 0. Primeiramente vamos cálculos o valor do crescimento das algas μ μ=0.49mg/L e fração de sombra S=0.52)/(1. Usemos então Pmax para fósforo. Calcular a biomassa de algas P em (gC/m2).52)=0.035-0.87m.7 g de C) Exemplo 5. Adotamos 0.52 μ=0. Geralmente 20ºC.52 x 5 x ( 1-052)/(1.035-S) Pmax= 50 x (0. Pmax= 50 x (PT/(14+PT) x (1-S)/(1.com.13C/m2 em rio com profundidade 1.42 x 0.42 gC/m2 x dia 5.422 + 4 x 0.Curso de esgotos Capitulo 05. mas também o consomem através da respiração.04/(14+0.

04g/m3 e TN=1.com.04=37 e portanto o limitante é o fósforo f4=N/ (ψ + N) f4= 0.7 x 0.40g/m3 NT/PT= 1.13)= 0.br Res= 2.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Os efeitos da limitação dos nutrientes é usado cinética de Michaelis-Menton nas concentrações da água do rio.13g C/m2 f3= P / (Ф +P) f3= 0.00398 Coeficiente f3 O coeficiente f3 fornece informações sobre a biomassa de carbono das algas.52 5-38 .Curso de esgotos Capitulo 05.035 Imax= 4500 μmol/m2 x s e neste caso κ=0. f2.25 Calcular o coeficiente adimensional f4 para PT=0.87= 0. Geralmente igual a 2. f4 e fs Coeficiente f4 O coeficiente adimensional f4 que mostra os efeitos dos nutrientes nitrogênio ou fósforo.5 (gC/m2) Exemplo 5. f4= N/ (ψ + N) Sendo: f4=coeficiente adimensional N= é o nutriente limitante podendo ser o fósforo ou o nitrogênio (g/m3).0494 Coeficiente f2 O coeficiente f2 é função da temperatura ótima das algas epilíticas la aumenta e diminui como se fosse uma distribuição de Gauss assimétrica.5 ΔTmax= (Tmax – Tot)/ (ln(20))0. f3.04) =0. Ф= coeficiente da densidade da biomassa algal que é metade da taxa máxima.13 / (2.04/ (10 + 0. ψ=coeficiente de meia saturação para o nutriente limitante (g/m3) Quando o nutriente limitante é o fósforo ψ=10g PT/m3 Quando o nutriente limitante é o nitrogênio ψ=100gNT/m3 Exemplo 5.5 Coeficiente f1 O coeficiente f1 estimado para 24h tem a média depende da fixação da intensidade luminosa e pode ser calculado da seguinte maneira: f1= I/ Ik quando 0 < I < Ik f1= 1 quando I > Ik Geralmente Ik= 230 Sendo: f1= coeficiente adimensional que quantifica os efeitos da luz e varia de 0 a 1 (sem dimensão) I= fotossíntese instantânea (μmol/m2 x s) Ik= radiação de saturação =230 μmol/m2 x s e neste caso λ=1.5 +0. São duas equações básicas para dois intervalos de temperatura: f2= exp( -((T-Tot)/ΔTmin)2) quando Tmin < T<Tot f2= exp( -((T-Tot)/ΔTmax)2) quando Tot < T<Tmax Sendo: Tot= temperatura ótima das algas epilíticas (ºC) Tmin= temperatura mínima das algas epilíticas (ºC) Tmax= temperatura máxima das algas epilíticas (ºC) ΔTmin= (Tot – Tmin)/ (ln(20))0. Pode ser medido ou estimado.40/0.013/ 1. f3= P / (Ф +P) Sendo: f3= coeficiente adimensional P= massa algal (gC/m3).26 Calcular o coeficiente f3 sendo dado P=0.36 Coeficientes f1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.02 gO2/m2x dia 5.

pois o mesmo depende das horas de sol devido a fotossíntese.52x 4500 x seno (3.28 Calcular Iz tendo Io e z=1. Para águas claras K varia de 0.00398 já calculado f5=1 Notar que o segundo termo da equação refere-se a respiração das algas durante 24h que é constante.K x z) Sendo: Iz ou Io= luz na profundidade z (μmol/m2 x s) z= profundidade da água (m) K=atenuação vertical da luz (/m).13099x t) x exp (.87m.0494 já calculado f4=0.37 Variação do oxigênio durante um dia considerando as algas do perifiton Durante um dia a variação do oxigênio varia conforme: dO/ dt = 2.K x z) Iz= 2340xseno (0.87=) Iz= 2340xseno (0.52 ou 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.52 e Imax= 4500 Io= S x Imax x seno (PI x t / 24) Io= 0. Coeficiente fs Assume valores entre 0 e 1. para exemplo f1 (Iz)= variável f2= 1 adotado f3=0. Para águas com muita turbidez K varia de 5/m a 10/m.1/dia H=profundidade do rio = 1.7x fs x μmax x f1 (Iz) x f2 x f3 x f4/ H – 1.83=1942.13099x t) Donde podemos observar que variando t de 0 a 24 de hora em hora obtemos valores de Iz.5 + PI/2 – sen -1( Ik/Imax)) quando Imax>Ik f1= (Hora x Imax)/ (12 x PI x Ik) quando Imax < Ik Coeficiente Iz A quantidade de luz que chega ao perifiton a uma certa profundidade da superfície é usada a equação de Beer-Lambert: Iz= Io x exp( . Geralmente igual a 0.2/m. Exemplo 5. 5. Exemplo 5.com.Curso de esgotos Capitulo 05.87m Iz= Io x exp(.60.1 x 1.0.1416 x t / 24)= 2340 x seno (0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.2 x seno (0.13099x t) x0.1/m a 0. Adotamos normalmente fs=1. O primeiro termo da equação mostra o oxigênio fornecido pelas algas que varia durante do dia.27 Calcular Io para S=0.2 x fs x ρx f5 x P/H (gO2/m2xdia) Sendo: ρ=0.br Entretanto o coeficiente f1 varia de hora em hora e pode ser calculado por: f1= (Hora/12xPI)x ((Imax/Ik – ((Imax/Ik)2 -1) 0. 5-39 . Mas Io pode ser calculado aproximadamente por: Io= S x Imax x sem (PI x t / 24) Sendo: S= fração diária da sombra (sem dimensão).13099 x t) Variando t de hora em hora de 0 a 24 teremos a variação diária de Io. t= horas do dia variando de 0 a 24h Imax= 4500 μmol/m2 Nota importante: o valor de f1 pode ser calculado através de Iz ficando f1(Iz) que varia de acordo com o tempo.

02 -0.87 1.1 0.87 1.71 0.00 0.56 2.18 -0.38 2.18) estão os cálculos efetuadas em planilha Excell. Na Tabela (5.00 Imax 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 S 0.1 0.1 0.02 -0.1 0.1 0.52 0.Cálculos (rio) K= 0.13 0.02 g O2/m x dia Total -0.87 1.40 2.87 1.02 -0.72 2.00 0.38 0.02 -0.02 -0.19 2.02 -0.52 0.61 0.00 0.49g/m3 e PT=0.02 -0.52 0.02 -0.02 -0.1 0.00 0.56 2.1 0.77 2.00 0.02 -0.87 1.87 1.Curso de esgotos Capitulo 05.02 1.92 0.1 0.52 0.87 1.87 1.02 -0.00 0.02 -0.04g/m3.00 0.52 0.02 -0.02 -0.74 2.02 -0.87 1.19 0.79 0.1 0. Calcular a massa de carbono das algas e a respiração das mesmas e o oxigênio produzido variando de hora em hora.67 2.26 0.87 1.br Exemplo 5.02 -0.1 0.1 0.79 0.52 0.87 0.1 0.00 0.02 -0.52 0.00 1.52 0.02 -0.1 0.97 0.1 0.67 2.40 2.02 -0.1 0.52 0.52 0.02 -0.1 0.13 0.61 0.52 0.1 0.52 0.52 0.1 0.38 2.2/m K 0.52 0.52 0.00 0.02 -0.02 -0.00 0.17 Média de g02/m x dia 2 2 5-40 .02 -0.87 1.87 1.52 0.02 -0.65 2.87 0.02 -0.50 0. μmol/m x s Horas do dia 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 seno 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.87 2 Tabela 5.00 Respiração segunda -0.52 0.75 2.00 0.52 0.74 2.1 0.97 0.72 2.18.50 0.94 2.96 2.1 a 0.87 1.87 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.52 0.92 0.1 0.65 2.26 0.29 Seja um rio com NT=1.38 0.02 1.18 2.87 1.00 0.87 1.99 1.com.52 0.71 0.52 Io 0 0 0 0 0 0 1655 1856 2027 2162 2260 2320 2340 2320 2260 2162 2026 1856 0 0 0 0 0 0 0 Prof z 1.87 1.52 0.99 0.87 1.1 0.02 -0.87 1.00 0.87 1.02 -0.02 -0.52 0. O2 Iz 0 0 0 0 0 0 1372 1540 1681 1793 1875 1924 1941 1924 1875 1793 1681 1540 0 0 0 0 0 0 0 f1 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 Primeira 0.52 0.02 -0.1 0.87 1.02 -0.1 Prod.87 1.1 0.52 0.02 -0.02 -0.54 2.02 -0.1 0.02 -0.87 1.87 1.02 -0.54 2.

50 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.com.50 0 5 10 15 20 Horas do dia Figura 5.Curso de esgotos Capitulo 05. 5-41 .50 3.br Variação da produção de oxigenio e respiração devido a algas O x ig e n io d is p o n iv e l p e la s a lg a s (g 0 2 / m 2 x d i a ) 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.50 -0.13-Variação da produção de oxigênio devido as algas.

Será aquele que for limitante.5gC/m2 N= nitrogênio ou fósforo. não sendo considerada as algas no perifiton. A equação abaixo fornece a variação média diária de gC/m2 dP/dt = μmax x ( κ x (1-S))/ ( λ +S) x (P/(Ф+P)) x (N/ (ψ +N) x ξ (T-20) .00398 já calculado f5=1 P=0.30 Com dados anteriores estimar a variação de oxigênio consumido pelas algas.52 S= 0.0494 x 1 x 0.52)/(1.52)=0. a variação de oxigênio dissolvido durante o dia será de 0. Notar que existe um fator para a influência da sombra: ( κ x (1-S))/ ( λ +S) Se chamarmos a expressão total de PP.0494 já calculado f4=0.52 admitido λ=1.Curso de esgotos Capitulo 05.7 / H H=1. Variação de oxigênio diária= PP x 2. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.02g02/m2xdia Portanto. ξ =1.16 f3=0. f4 e f3 já definidos e calculados.38 Cálculo aproximado da variação diária da biomassa Neste caso não há perifiton ou algas epifíticas somente existindo as algas em suspensão.br 5.013 x 2.013gC/m2 Variação de oxigênio diária= PP x 2.13gC/m2 μmax=5 gC/m2 xdia dP/dt = μmax x [ κ x (1-S)]/ ( λ +S) x [P/(Ф+P)] x [N/ (ψ +N)] x ξ (T-20) .87m (profundidade do rio) Variação de oxigênio diária= 0.7 e dividir pela profundidade H em metros.1/dia (adotado) Observar que na equação temos o fator f5.[ρ x ξ (T-20) x P] = PP PP = 5 x 0. Fator do sombreamento= (κ x (1-S))/ ( λ +S)= 0.13 = 0.0.7 / H Exemplo 5.ρ x ξ (T-20) x P = PP Sendo: μmax= 5gC/m2 x dia κ =0. podemos achar em oxigênio dissolvido bastando multiplicar por 2.013=0.16 x 0.com.00398 .7 / 1.1 x 1 x 0.035+0.05 ψ=100 ou 10 conforme o limitante for nitrogênio ou fósforo ρ =0.02g02/m2xdia 5-42 .035 P =biomassa das algas (gC/m2) Ф=2.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.87 =0.52 (1-0.00016 -0.

BENOIT ALMEIDA. CLAIR N et al. L.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final. Van Nostrand Reinhold. Site: www. Programa de pós-graduação. três volumes com 1214paginas no total.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. revisada.mde. Rivers and Streams. 1987. Maringá. 1984.ufrrj. Athes.dqi. 1998 814p. 1994. 2000 191páginas. 1. Princípios do tratamento biológico de águas residuárias. ano 2006 -HUBER.pdf. 243 p.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006 -JORDAO. J. Dissertação de Mestrado. ROQUE PASSOS e KATO. Qualidades das águas e poluição: aspectos físicoquimicos. Harper & Row. ABES. A. Estudo de propriedades da Clorofila-a e da Feotinina-a visando a Terapia Fotodinânimica. Tratamento de esgotos sanitários. SUSAN M. CIV 590. Georgia.br/posgraduacao/arquivos/documentos/me166c. N. Cetesb. MARTA CONDÉ: Graus de trofia em corpos de água no Estado de São Paulo..Curva de depressão do oxigênio. 14páginas. JOSE MARTINIANO DE.csiro. SAMUEL MURGEL. Hydrologic analysis and design. 1997 575páginas.WROBEL. NELSON GANDUR. Larry W. constants. water quality modeling and control. MARIO TAKAYUKI. Mcgraw-Hill.br 5. V. 92páginas. Acessado em 20 de dezembro de 2006 -INTERNEThttp://www. -INTERNET http://www. ISBN 0-07-113908-7.md.39 Bibliografia e livros recomendados -AISSE. 2006. dezembro 2005. 1977. (1996). -FERREIRA. Tese de Doutoramento. 1996. Principles of surface. Planejamento e projeto dos sistemas urbanos de esgotos sanitários. Modelagem do transporte e dispersão de poluentes. Sistemas Urbanos de Esgoto. ISBN 0-13-1349589 -METCALF & EDDY. -CHAPRA. Tese de doutoramento na EPUSP em 1964.htm. 658páginas.543121. Tratamento de esgotos sanitários. Publicada pela CETESB em 1973 com 131páginas. M. setembro de 1966 número 62 ano 26. ISBN. Mcgraw-Hill. 1989 -URIAS. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. FRANCILIO PAES. Anexo A 5-43 . -MCCUEN. 1985-Rates. 4ª edição. 2a ed. CONSTANTINO ARRUDA. CHRISTOPHER E CUDDY. RAFAEL RIBEIRO DA SILVA.0-07-100824-1. ISBN 85-7022-135-5 -AZEVEDO. Dissolved Oxygen Analysis of Stream with point sources. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Instituto de Geociências da USP. -RUTHERFORD. EPA/ 600/3-85/040 june 1983. -BROWN. C.Y. Contaminant transport in surface water. Hidrobiologia aplicada à engenharia sanitária. -USEPA. 213páginas. -THOMANN. DERICK G. 1993. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental UFMG. Janeiro de 1995. Chemistry for environmental engineering. 2ª ed. 257páginas -DEZUANE. http://www. Plublishers. JOHN. 2ª ed.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR. -INTERNET http://www. Guanabara dois. EDUARDO PACHECO E PESSÔA. photosynthesis and respiration in streams. and kinetics formulations in surfaced water quality modeling (second edition). -BRANCO.com.Curso de esgotos Capitulo 05. Wasterwater engineering. Universidade Federal de Minas Gerais..state. ALDO PACHECO et al.pdf Acessado em 20 de dezembro de 2006.Water Resources Handbook. J. ano 2005 ISBN 85-905545-1-1 932páginas -LAMPARELLI. 2004. Maidment.au -SAWYER. R. .br/institutos/it/de/acidentes/fito. Vol. São Paulo. In Handbook of Hydrology de David R. março de 2006. STEVEN C. 7/6/2006. PAULO et al. 1991. et al. RICHARD H. CETESB. -DACACH. CSIRO Land and Water Technical Report 23/05. Contribuições para o desenvolvimento da capaciade de previsão de um modelo de qualidade da água. Autodepuração dos cursos de água. Acessado em 6 de janeiro de 2007. MUELLER. -VICTORETTI. Handbook of drinking water quality. 238. -SUAREZ.. Modelling perifhyton biomass. Princepton University. -VON SPERLING. 285páginas. 1334páginas -PIVELI.uem. Prentice Hall. Contribuição ao emprego de lagoas de estabilização como processo para depuração de esgotos domésticos. ABES. -LEME. MIGUEL MANSUR.epa. 3ª ed. WAYNE C. 1971. Revista Brasileira de Recursos Hídricos volume 11 número. In Mays. Revista DAE.

Análise do reservatório do Tanque Grande em Guarulhos datada de 4/8/2004 efetuada pela CETESB em um dia que não choveu. UFC= unidade formadora de colônia 5-44 .02 <0.03 i<0.21 Cádmio mg/L Máximo 0. ar ºC 22 Absorb. Nitrato mg/L Máximo 10 1.3 (i): conformidade indefinida quanto ao limite da classe devido a analise laboratorial não ter atingido os limites legais.5 Cor verdadeira mg Pt/L 80 Cromo total mg/L <0. filtrável mg/L máximo500 47 Res.005 Chumbo mg/L Máximo 0.0001 Nitrogênio mg/L 0.br Exemplo de análise para mostrar o nitrogênio.0002 <0.025 <0.01 DBO (5. fósforo e clorofila-a.97 Feofitina-a μg/L 2.61 Condutividade mg/L 54.06 Níquel mg/L 0.8 Temp.com.1 Cloreto total mg/L 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.18 <0.05 Mercúrio mg/L Máximo 0.Análise do Tanque Grande efetuada pela CETESB Padrão conama Análise do dia Parâmetros Unidade 357/05 04/8/04 Classe 1 Coloração Verde pH U:pH Entre 6 a 9 6.01 COD mg/L 3.78 THM mg/L 127 Res.003 Ferro total mg/L 0.1 0.20) mg/L 3 <3 DQO mg/L <50 Fenois mg/L 0. volátil mg/L 12 Sulfato mg/L Máximo 250 <10 Turbidez uT Máximo 40 13 Zinco mg/L Máximo 0. Nitrito mg/L Máximo 1 0.04 Manganês mg/L Máximo 0.Curso de esgotos Capitulo 05. Total mg/L 51 Res.001 I<0.02 NKT mg/L 0.01 0. Tabela 5.15 amoniacal N.52 Fósforo total mg/L Máximo 0. água ºC 20.048 Aluminio mg/L Máximo 0.18. no UV m 0.86 Cobre mg/L 0.001 i<0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.02 Parâmetro Microbiológico Coliformes termo NMP/100ml Máximo 200 1 Parâmetro Ecotoxicológico Toxicidade Não tóxico Parâmetros hidrobiológicos Clorofila-a μg/L 0.53 OD mg/L Mínimo 6 5.025 0.28 N.8 Temp.

2004 Clorofila-a (mg/L) 2.Curso de esgotos Capitulo 05.68 0.831 Sabesp Reservatório do Atibainha.88 Reservatório Paiva Castro.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.044 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Anexo B Exemplo para mostrar a quantidade de fósforo total. 0.9 8. Mairiporã.9 5-45 .914 13.901 Rio Tietê Fonte: Campanelli.8 3.com.0 3. Alguns resultados de PT.023 0. nitrogênio total e clorofila-a em alguns mananciais da SABESB localizado na Região Metropolitana de São Paulo. Sabesp 0. NT e clorofila-a de 1996 Reservatórios e rio PT NT (análises de 1996) (mg/L) (mg/L) Reservatório do Guarapiranga (Sabesp) 0.023 0.

com. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Capítulo 06 Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios 6-1 . nitrogênio. nitrogenio.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.

aumenta a quantidade de fósforo.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. Outro problema é que o crescimento muito grande das algas pode quebrar o balanço no equilíbrio natural do sistema do lago.Mistura em lagos O fósforo pode entrar no lago através de sedimentos. Figura 6. metabolismo celular e fornecimento de energia ao sistema de células. Aumentando o fósforo aumentam as algas.1 Introdução Em lagos rasos e misturados podemos fazer uma análise simplificada de Oxigênio Dissolvido (OD). nitrogênio e poluentes.edu/windows/community/Water_Ed/Phosphorus/phos_whatisit. 1993. despejos de fossas sépticas ou ainda por rios que carregam fósforo e o depositam nos lagos conforme http://pearl. No processo de decomposição da matéria orgânica por bactérias no fundo do lago é feito com oxigênio dissolvido na água.maine. Para o caso do fósforo vamos seguir o modelo de Metcalf& Eddy. Nos lagos o fósforo é usualmente encontrado em pequenas quantidades. fertilizantes de gramados ou jardins. No aumento das algas surgem florescências (blooms) que formam escumas no topo da água que muitas vezes produzem odor e que afastam as pessoas do lago.Balanço de fósforo. fósforo.htm O fósforo encontrado em lagos pode nos informar como está o crescimento das plantas no mesmo e como estão as atividades humanas ao redor do mesmo. É fundamental no processo da vida como armazenamento e transferência de informações genéticas. Muitos lagos com algas pode-se 6-2 . oxigênio em lagos e rios 6. isto é. Tudo vai depender do tempo de residência que é o volume do lago dividido pela vazão de saída.1. 6. nitrogenio. uma conseqüência da produção das algas é que quando elas morrem. vazão de saída e pela transferência de calor na interface ar-água. a mistura ocorre somente uma vez ou quando a mistura ocorre varias vezes. nitrogênio. Trataremos de lagos rasos onde há uma mistura facilmente atingida pelo vento. pela vazão de entrada.2 Fósforo O fósforo é um dos nutrientes essenciais a vida de todos os organismos. Por exemplo. elas caem no fundo do lado como matéria orgânica morta.com.br Capítulo 06. mas devido ao impacto das atividades do homem. Em regiões tropicais os lagos são monomíticos ou politimíticos. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

Nos esgotos o fósforo inorgânico varia de 2 a 3mg/L enquanto que o fósforo na forma orgânica varia de 0.06 Fonte: Lamparelli. Tabela 6. as algas são encontradas vivendo nos sedimentos. O limite para o fósforo total nas águas é de 0.5 a 1. O fósforo varia de 1ppb a 110ppb (parte por bilhão) com média de 14ppb (14μg/L ou 0. Os polifosfatos que foram feitos para substituir os sabões aumentam também a quantidade de fósforo na água dos rios.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.211 >76.026 0. significando que não mais se adequarão as condições de reprodução ou sobrevivência.9 a 0. A quantidade de fósforo lançada é função das proteínas que o ser humano ingere. o pH afeta o transporte de fósforo entre o sedimento e a água. O lodo geralmente é vendido por causa do nitrogênio e não pelo fósforo. Os lodos dos esgotos representam 1% de fósforo e o lodo dos estações de lodos ativados são 1. Quando o pH sobe promove a retirada de fósforo dos sedimentos.1).5g/dia de fósforo por pessoa. que reduz o escoamento de fósforo do sedimento para a água. As pesquisas existentes apontam o fósforo e o nitrogênio que são essenciais para o crescimento das algas e cianobactérias e que o limite de quantidade destes elementos é usualmente um fator de controle da taxa de crescimento. A química do lago pode afetar as condições de fósforo no lago. As algas produzem oxigênio. Critério Estado trófico Transparência Fósforo total Clorofila-a (m) (mg/L) (μg/L) IET≤ 24 Ultraoligotrófico ≥ 7.025mg/L conforme Conama nº 357/05.06 IET>74 Hipereutrófico <0. 1990.3 0. As experiências têm demonstrado que não acontecem florescência de algas quando o nível de fósforo é menor que 0. Nos Estados Unidos é lançado nos esgotos diariamente 1.1-Limites para diferentes níveis de estado trófico segundo o sistema de classificação de Carlson modificado por Toledo.053 a 0.0mg/L.8 ≤0. nitrogenio. clorofila-a e do IET (Índice do Estado Trófico) de um rio ou lago o mesmo pode ser classificado pela CETESB conforme Tabela (6.52 a 3. Os polifosfatos são geralmente usados para controle da corrosão. Por exemplo.014mg/L).005mg/L conforme Saywer et al.51 24<IET≤44 Oligotrófico 7. 2004 6-3 .com. 6. aumentando a quantidade de fósforo tirada dos sedimentos. Por outro lado em lugares onde os sedimentos recebem luz solar. As algas podem consumir ainda quantidade grande de fósforo.5% do fósforo.211 10.0 0.br tornar anóxido no verão.35 a 76.34 54<IET≤74 Eutrófico 0.027 a 0.3 >0.82 a 10. 1994. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.052 3.006 ≤0. A produção primária das águas aumenta o pH na água.7 a 2.9 a 1.007 a 0.3 Índice do Estado Trófico (IET) Através do fósforo.0 0.81 44<IET≤54 Mesotrófico 1. Uma fonte de poluição como efluente de tratamento de esgotos ou uma fábrica podem aumentar a quantidade de fósforo no lago. O aumento do fósforo aumenta a quantidade de algas tornando a situação cada vez pior.

que causa algumas vezes certas inconsistência de resultados conforme apontado por Lam parelli. Marta Lamparelli apresentou uma proposta mais condizente com a realidade que está na Tabela (6.8)/2 =45 Lamparelli.7+55. Tabela 6. Estado de Minas Gerais 1500mm por ano de precipitação Comprimento máximo efetivo (Ce)= 290m Vazão média= 0.04-0.8 IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 =(33.04-0. 2004 para o Estado de São Paulo Exemplo 6.2).32 / 13) / ln 2 ]}= 33.695 x ln (5.1) foi feita para lagos sendo usada no Estado de São Paulo também para rios.535m2 6-4 .695 x ln (Clor-a) / ln 2 ]} P= concentração de fósforo total medida na superfície da água (μg/L) Clor-a.Proposta para classes tróficas da dra.006m3/s Área da bacia: 804.03) / ln 2 ]} =55. IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 Sendo: IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80. Calcular o índice do estado trófico. nitrogenio. Belo Horizonte. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.2.7 IET (Clor-a)= 10 { 6 – [ (2.concentração de clorofila-a medida na superfície da água (μg/L) Ln= logarítmo natural Exemplo 6.32 / P) / ln 2 ]} IET (Clor-a)= 10 { 6 – [ (2. IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. O índice original foi introduzido por Carlson e modificado por Toledo.2).2 Calcular o índice do estado trófico para o lago do Nado localizado em Belo Horizonte.4 Índice do estado trófico CETESB Segundo a Cetesb o indice do estado trófico (IET) é a média do índice do estado trófico da produção de fósforo com a clorofila-a.03μg/L.1 Dados: P= 13μg/L e Chl-a= 5. 2004 e é por isto que a dra.br 6. Minas Gerais.com. 2002 Lagoa do Nado. Dados de Bezerra-Neto e Coelho. A Tabela (6. 2004 propôs uma classificação para o Estado de São Paulo conforme Tabela (6. Marta Lamparelli.

7m profundidade média (Z) Z/ Zn= 0.Estação de secas (abril a setembro) 6. 6.7 Relações Lamparelli.1) verificamos que o lago é Eutrófico.00m T=tempo de retenção no período chuvoso= 2.04-0.276mg/L PT=50 μg/L NT/PT= 1276/50=25.1 dias T= tempo de retenção no período seco= 78 dias Sendo: IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Área da lagoa= 40.562m3 Clorofila-a= 11 μg/L L=NT=1276 μg/L= 1.07 Volume= 40.695 x ln (11) / ln 2 ]}= 53 IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 IET= (58 + 53) / 2= 55 O índice do estado trófico do lago do Nado é IET=55 Verificando-se a Tabela (6. Geralmente: K2= KL/ H Sendo: KL= coeficiente de aeração do lago (m/dia) H= profundidade média do lago (m) K2= coeficiente de reaeração do lago (dia-1) v= velocidade do vento no lago (m/s) 6.6m Z= 2.8m Profundidade máxima (Zn)= 7. 6.32 / P) / ln 2 ]} IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.35 Fator de envolvimento (Fe)= 53 Declividade média (alfa)= 2.8 Relação entre clorofila-a e fósforo total Clorofila-a= 0.32 /50) / ln 2 ]} =58 IET (cl-aP)= 10 { 6 – [ (2. 2004 pesquisando rios e lagos no Estado de São Paulo propôs algumas relações que podem ser úteis em estimativas. nitrogenio.5 Reaeração de lagos Em lagos geralmente as fórmulas possuem relação com o vento.7% Índice de desenvolvimento de perímetro (Dp)= 2. 2004 concluiu que para o Estado de São Paulo a sazonalidade pode ser feita em duas partes: .75 Índice de desenvolvimento de volume (Dv)= 1.695 x ln (Cl-a) / ln 2 ]} IET (cla-a)= 10 { 6 – [ (2.com.04-0.6 Sazonalidade: Lamparelli.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.5 Sechi = 1.562m2 Perímetro=1193m Largura máxima efetiva=51.081 x (PT) 1.Estação de chuvas (outubro a março) .24 6-5 .

081 x 50 = 10. Clorofila-a= 8.60 x (NT) 1. 2004 esta fórmula foi aplicada no lago Paranoá em Brasília achando-se a concentração média de fósforo (PT) de 40 mgP /m3.47 Clorofila-a= 8.33 S=transparência= 2. Clorofila-a= 8.081 x (PT) 1.com.34 x (NT) 0.5 x clorofila -0. nitrogenio.4 μg/L 6.33 = 1.60 x 1.613 x clorofila -1.24 Clorofila-a= 0.10 Equação de Salas e Martino.5 x 11 -0.13m 6.9 Relação entre clorofila-a e nitrogênio para rios Clorofila-a= 1.4 μg/L 6. 2004 (PT)= Pin x Tw (3/4) / ( 3 x Z) Sendo: (PT)= concentração média de fósforo (mgP /m3) Pin= carga de fósforo afluente (g/m2 /ano) Tw= tempo de residência (anos) Z= profundidade média (m) Segundo Lamparelli.br Sendo: Clorofila-a em μg/L Fósforo total (PT) em μg/L Exemplo 6. No Brasil conforme Lamparelli.5 Calcular a transparência S de um lago. Calcular a clorofila-a do lago. 6-6 .10 Clorofila-a x transparência S para rios S=transparência= 0.025mg/L das águas doces Classes 1 e 2 .24 1. 2004 a Conama 357/05 estabelece o limite máximo de fósforo de 0. 2001 in Lamparelli. Calcular a clorofila-a.4 Em um lago o nitrogênio total NT=1.47 NT= nitrogênio total (mg/L) Clorofila-a em μg/L Exemplo 6. Clorofila-a= 0.60 x NT 1.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.3 Dado um lago com fósforo total PT= 50 μg/L.276 1.55 Sendo: NT= nitrogênio total (mg/L) Clorofila-a em μg/L Relação entre clorofila-a e nitrogênio para reservatórios Observemos que em reservatórios a quantidade de clorofila-a é bem maior do que em rios.47 = 11. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Conforme o ambiente lótico ou lêntico teremos valores diferentes de fósforo.5 x clorofila -0. sendo a clorofila 11 μg/L S=transparência= 2.28 Clorofila-a x transparência S para reservatórios S=transparência= 2.33 Exemplo 6.276 mg/L.

07 Reservatórios 18.24 0.040 0.00 417.75 0.090 Ortofosfato solúvel rios 0.63 0.05 169.030 0.34 0.3.00 (nitrogênio amoniacal+nitrato+nitrito) Reservatórios 0.004 0.57 Temperatura da água Chuvas (outubro a março) 25.00 Resíduo fixo Rios 82 2.3).1 Fósforo total 0. Tabela 6.0ºC 35ºC Secas (abril a setembro) 21.15 Nitrogênio amoniacal Rios 1.01 25. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.00 Reservatórios 116 1. 2004 6-7 .4.070 0.210 Reservatórios 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.00 801.122 0.br 6.071 57.00 Clorofila-a Rios 3.59 0.01 32.88 0.7ºC 18.6 Amônia 0.10 Nitrogênio orgânico Rios 0.00 Reservatórios 66 0.55 0.062 36.00 333.01 6.47 0.Concentração basal de nutrientes em riachos nos Estados Unidos conforme USGS Nutriente Concentração basal em riachos (mg/L) Nitrogênio Total 1.com. nitrogenio.1 Fonte: Lamparelli.4) contém as concentrações basais encontrada nos Estados Unidos.0 Nitrato 0.62 0.0 ºC 32ºC A Tabela (6.00 282. 2004 A tese de doutoramento da dra.05 566. Tabela 6.005 2. Marta Lamparelli fornece elementos importantes que estão na Tabela (6.020 0.48 Reservatórios 2.00 56.70 Resíduo total Rios 140 4.8 Pesquisas de Lamparelli.00 22.00 Nitrato Rios 0.4ºC 13.024 0.01 6.55 Reservatórios 0.Dados das pesquisas de Lamparelli.00 Reservatórios 0.63 Nitrogênio Total rios 2. 2004 para o Estado de São Paulo mg/L mg/L mg/L Média Mínimo Máximo Fósforo total rios 0.22 Reservatórios 0.18 0.

oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Sendo: NT= nitrogênio total PT= fósforo total Os professores da EPUSP do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária PHD2460 dr. lagos e estuários para poluição pontual e difusa. Quanto ocorre a limitação por nitrogênio.br 6. Rodolfo Martins e Dra.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. Mônica Porto alertam em suas aula o seguinte: Quando ocorre a limitação por fósforo o processo de eutrofização estabiliza. a qual estabelece que a produção de um organismo é determinado pela abundância da substância que estiver presente no ambiente na menor quantidade relativa a sua necessidade conforme Wetzel.com.9 Razão N/P O conceito de nutrientes limitantes é baseado na Lei do Mínimo proposta por Liebig. A relação N/P é importante para determinar as medidas de controle. 1993 a carga M’ em um lago é dada pela equação: M’= Qp x Cp + Qs x Cs + Qr x Cr + Qg x Cg + Qw x Cw Sendo: M’= carga no lago (mg/s) Qp=vazão devida a precipitação direta na área Qs= vazão de rio que chega ao lago (m3/s) Qe= vazão devida a evaporação da água na superfície do lago (m3/s) Qr= vazão devida ao escoamento superficial (runoff) que cai no lago (m3/s) Qg= vazão devida a contribuição das águas subterrâneas (m3/s) Qw= água que é retirada (m3/s) Qws= água que é resposta ao lago (m3/s). Qws = aQw sendo a fração da água que retorna ao lago Qo= vazão de saída do lago (m3/s) Cp= concentração de fósforo na precipitação água de chuva (mg/L) Cr= concentração de fósforo devido ao runoff (mg/L) Cs= concentração de fósforo que vem do rio que cai no lago (mg/L) Cr= concentração de fósforo contido no escoamento superficial (runoff) (mg/L) Cg= concentração de fósforo da água subterrânea (mg/L) Cw= concentração de fósforo de efluente de estação de tratamento de esgotos lançado no lago (mg/L) 6-8 . Quando NT/PT << 10 o fator limitante é o nitrogênio e Quando NT/PT >> 10 o fator limitante é o fósforo. o crescimento das algas prossegue com aquelas que conseguem usar N2. 6. o nitrogênio apenas comanda o tipo de alga que se desenvolve. nitrogenio. Alguns limnologistas consideram que apenas o fósforo é limitante. 1987 valem para rios.10 Teoria sobre carga de fósforo em um lago Conforme Metcalf e Eddy. 1993 in Lamparelli. 2004. Para N/P < 4 estimula-se o crescimento das águas azuis ou cianofíceas que são tóxicas. As relações NT/PT segundo Thomann e Muller.

nitrogenio.003/dia= 0. 6-9 . Geralmente é a área multiplicado pela profundidade média.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. Qo= vazão de saída do lago (m3/s) M’= Cc x βx V Sendo: M’= carga presente no lago (mg/s) Cc=concentração de fósforo no lago (mg/L) β=constante do lago para o fósforo V= volume do reservatório (m3). Geralmente é a área multiplicado pela profundidade média.003/86400s= 0. 1993 to= V/Qo Sendo: to= tempo de permanência (s) ou tempo de detenção ou tempo de residência V= volume de água do lago (m3) Qo= vazão de saída do lago (m3/s) β= K + Qo/V = K + 1/ to Sendo: β=constante do lago para o fósforo K= constante de fósforo= 0.Modelo de lagos e reservatórios totalmente misturado Fonte: Metcalf&Eddy.2.000000034/s V= volume do reservatório (m3).br Figura 6. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com.

1x Crx1000 9.15/1.95 x 109 m3 Qo= 7. A quantidade de fósforo na água de chuva Cp=0.1m3/s A vazão causada pela precipitação direta na superfície do lago é: Qp= Área do lago x precipitação anual= 130 x 1000 x 1000 x (500/1000) /(365 x 86400)= 2.1x Crx1000= 6610.2 – 1.1 x 1000)=0.4 x 10-8/s + 0.003/86400s= 3.7= 0.95x109=3.081mg/L Determinar a carga de fósforo que deve ser lançada no lago para que a concentração de fósforo no lago seja de 0.95x109) x 1000= 6610. Qo= Qr + Qp – Qe – 0. Qs=0 vazão do rio que chega ao lago É importante salientar que 70% do volume extraído retorna ao lago e 30% é lançado a jusante do mesmo fazendo parte portanto como 0.1x Crx1000+5852=5872.03mg/L x 3.89m3/s A vazão de saída Qo será: Adotando as seguintes simplificações: Qg=0 vazão devido a águas subterrâneas.01x1000 + 9. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.4 x 10-8/s V= 1.000.56mg/s Qw=0. A concentração de fósforo medida do lago é de Cc=0.30x 3.2mg/L para 0.000m3 =1.96 Cr= 737. O volume do lago é a superfície multiplicado pela profundidade média.06 -2.2 . A área da superfície do lago tem 130km2.2x1000 6610.7667 x 10-8 /s x 1.09mg/L.50mg/L mostra que o lago é muito sensível às descargas lançadas nele. A área da bacia do lago tem 2300km2 e a profundidade média do lago é de 15m.95 x 109= 2204 mg/s Quantidade de fósforo no esgoto retornado para o lago.06 x 0. A água de retorno ao lago possui Cw= 2. 6-10 .56 mg/s A carga da concentração de fósforo devido ao runoff é: M’= Qp x Cp + Qr x Cr + Qw x Cw=6610.89 – 0.1 + 2.56mg/s= 2.000m3 = 1. nitrogenio.6 + 9.03mg/L.7 x 3.950.15m3/s β= K + Qo/V K= constante de fósforo= 0.950.56 -5872. evaporação anual de 700mm e precipitação média anual de 500mm.8m3/s sendo reposto em forma de esgoto tratado 70% da vazão.09mg/L x 3.2mg/L de fósforo.6=737. V= 130km2 x 1000 x 1000x 15= 1.06m3/s A vazão evaporada da superfície do lago: Qe= 130 x 1000 x 1000 x (700/1000)/ (365 x 86400)= 2.30 x Qws= 9.01mg/L e é retirado do lago 3.6 Elaborar a análise de fósforo em um lago com escoamento superficial médio anual de 125mm.6+9.4 x 10-8/s + 7.1 x Crx1000+ 2.7x3.30 x Qws.8= 7.(6610. C= 2.7667 x 10-8 /s M’= Cc x βx V =(0.95 x 109m3 A vazão média Qr que chega ao lago causado pelo runoff (escoamento superficial): Qr= Área da bacia x (125/1000)/ (365x86400s)= 2300x 1000 x 1000 x (125/1000)/ (365x 86400)=9.com.66 x 2.56 mg/s – 2204)/ ( 0.8x 1000) =2.50mg/L Metcalf e Eddy.003/dia= 0. M’= Cc x βx V =0. 1993 salientam que a redução de 2.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.56mg/s= 20.000.7667x 10-8 x 1.66m3/s (retorno) 6610.96/( 9.15m3/s β= K + Qo/V β= 3.br Exemplo 6.8=2.36667 x10-8= 3.

3/86400s= 3.0mg/L.52 x 10-7/s =4.3315m3/s β= K + Qo/V β= 3.20x 1000 x 1000 x 0. O volume do lago é a superfície multiplicado pela profundidade média.289x 1. É lançado efluente de esgoto tratado na vazão de Qw=0.000m3 A vazão média Qr que chega ao lago causado pelo runoff (escoamento superficial): Qr= Área da bacia x 0.472x10-6/s + 0.3315m3/s β= K + Qo/V K=0.56mg/L DBO 6-11 .289m3/s A vazão de saída Qo será: Qo= Qr + Qws= 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0425= 0. A área da superfície do lago tem 0.0m conforme exemplo adaptado de Metcalf e Eddy.356/ (365x 86400)=0.3/dia K= constante da DBO= 0.472x10-6/s V= 600. nitrogenio.0 + 0.289m3/s Cr= 1mg/L DBO Qw=0.br Exemplo 6.3315/600000= 3. A quantidade de DBO na água de escoamento superficial (runoff) Cp=1.000m3 Qo=0.472x10-6/s +5.6km2 e a profundidade média do lago é de 3.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.com.20km2. A área da bacia do lago tem 25.0= 600.024 x 10-6 x 6 x 105 x 103)=0. 1993.0425m3/s com DBO=Cw=25mg/L.20km2 x 1000 x 1000x 3.7 Determinar a concentração da DBO5 em um lago que tem chuva escoamento superficial médio anual de 0.0425x 25) x 1000= 1351 mg/s Cc= M´/ βx V =1351/ (4.0425 Cw= 25mg/L DBO M’=( 0.3/dia= 0. V= 0.356m/ (365x86400s)= 0.356m.289+0.024 x 10-6 /s M’= Qr x Cr + Qw x Cw Qr=0.

5) estão as áreas agrícolas.6581m3 =0. C= (0.6kg/ano.920m2 vamos achar a carga de fósforo em gramas por metro quadrado por ano. De maneira análoga poderiamos fazer aplicar o exemplo para o nitrogênio mudando somente as taxas de aplicação do nitrogênio. O lago tem área superficial de 15.24mg/L Nota: este exemplo é muito fácil de ser aplicado.00 C.br Exemplo 6.6kg/ano Na Tabela (6.12 x 0.982m3 fazemos a soma do volume total: Volume total= 456676m3 + 38. Para cada uso do solo foi estimado o coeficiente de runoff C.983m3.982m3= 495. Na Tabela (6.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. volume de 38.07m.07m e considerando o runoff ponderado obtido de 0.027 0.7) a precipitação média anual é de 1.6kg/ano de fósforo que chegará ao lago.31 0. A carga de fósforo adotada para a área urbana é de 0.31 0. ou seja. 120.com.792kg de fósforo por ano por hectare e multiplicando pela área em ha obtemos 16. runoff Carga P (kg/haxano) Carga P (kg/ano) 64 12 21 97ha 66% 12% 22% 100% 0. Carga= 0.3 16. 1. Somente consideramos a poluição difusa causada pelo escoamento superficial (runoff) e não consideramos as águas subterrâneas.73. 6-12 .920m2.658m3 Conforme Tabela (6.07 m x 0. Tabela 6.24 g/m3= 0.44 obtemos 456.36 0.620 0.600g/ano / 495.676m3.6 kg/ano de P .44 x 97ha x 10000m2 =456.5) a carga total de fósforo que chega ao lago é de 120.66 x 0.66 0.43. A precipitação média anual na região é de 1.31 + 0.Porcentagem das áreas e coeficientes de runoff e cargas de fósforo Uso do solo Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Área (ha) Porcentagem C.676 m3 Considerando o volume do reservatório de 38. assim para a área urbana C=0. mostrando que 64% da área é agrícola e 21% urbana.73 0.58 g/m2 ano A concentração de fósforo será: 120.43 Tabela 6.Calcular o coeficiente de runoff ponderado Uso da terra Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Total= Área (ha) 64 12 21 97 fração da área 0.22 x 0. nitrogenio. 120.73 1.600 g/ano.44 Na Tabela (6.22 1.6) vamos calcular o coeficiente de runoff ponderado em relação as áreas e o obtido foi C=0.920m2 = 7.00 = 0.792 103.73)/ 1.Calcular a carga de fósforo no lago. Como a área da superficie do lago As= 15. runoff 0. que apresentam grande dificuldade de estimativas.8 Dada uma área da bacia de 97ha de um lago.36 + 0.6 120.12 0. Poderia ser incluso também o efluente de uma ETE e o volume de lançamento no lago deveria ser usado o método da solução para a concentração final fósforo.36 0. florestas e urbanas da região.600 g/ ano / 15. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.6.5.792 kg/ha x ano x 21ha = 16.7 0.

940m3/ano O volume anual devido ao runoff foi de 456.920m2=12. 82.8.782g/ano de fósforo A carga total será a soma da carga da poluição difusa mais a carga concentrada da ETE.0 Floresta 1.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.940 m3/ano x 0.9 Exemplo 6. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.920m2 teremos: 203.676m3 que acrescido aos 275.28 mg/L de fósforo total 6-13 .8 g/m2 x ano A concentração de fósforo será: 203.382g/ano Dividindo pela área do lago de 15. nitrogenio.382 g/ano / 732.676m3 + 275. Por ano teremos: 365dias x 756m3/dia=275.9 Para o exemplo anterior vamos supor que exista uma ETE que produz 756m3/dia de esgotos que são lançados no lago com 0.616m3= 0.382g/ano/ 15.com.600g/ano=203.940m3 resultará em: 456.Estimativa da carga total de nitrogênio baseado no uso do solo Uso do solo Carga total de nitrogênio (kg/ha x ano) Agricultura 20.940 m3= 732.30mg/L de fósforo total PT.782 g/ano + 120.30g/ m3= 82.9 Area urbana 10.br Tabela 6.616 m3 A carga anual de fósforo da ETE será: 275.

com.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.04m3/s x 86400s =3460m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 19500m3/ 3460m3/dia= 5.3m e superficie A=15000m2.5 -0. O coeficiente Kr=0.317 x 4.04m3/s.58mg/L para temperatura de 23ºC. Achar a concentração de OD da mistura. Concentração de DBO no lago 6-14 C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L+ –(Wc / (Q+ KL xA)) .br 6. respiração. A taxa de consumo de oxigênio pelo sedimento SB=0.11 Cálculo do oxigênio dissolvido em LAGO e RESERVATÓRIOS Conforme Thomann e Mueller.317 x U+ 0.5 g/m2 x dia que denominamos também de Ks.3/dia a 23º C e Kd=K1=0.317 x U+ 0.728 x U0. Cs= 8.50. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 1987: Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (DO) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga (m3/s) Kd=K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO L= DB0 existente nas lagoas no início A=área da superficie do lago (m2) V= volume do lago (m3) cin = concentração de OD na água que entra no lago (mg/L) KL= 0. Wc= é a carga de outras origens e consumo de OD podendo ser positivo ou negativo (+fotossíntese.Fonte: Thomann e Mueller.5 -0.5m/s e a taxa de oxigênio na entrada do lago é cin=8.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=4.10.500m3 Vazão de entrada e de saida Q= 0. A carga de DBO lançado por dia é W=120 kg DBO/dia.00mg/L e a DBO de entrada Lin=0.728 x U0.5m/s KL= 0.3m= 19.0372 x 4.0372 x U2 Kr= Ksed + Kd = Ksed + K1 O valor Kr é a soma da deposição de DBO no fundo do lago que denominaremos de Ksed e da taxa de desoxigenação da DBO chamado de K1 ou Kd.9m/dia) OK.87m/dia (0. nitrogenio. 1987 Seja um lago com profundidade média H=1. onde a vazão de entrada e saida são de 0. Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigenio usando uma tabela ou calculando.6m/dia a 0.728 x 4.6 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.5+ 0. A temperatura que queremos é 23ºC. Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= A x H= 15000m2 x 1. A velocidade do vento é V=4.52= 0.2/dia a 23ºC.5 -0. -consumo de oxigênio pelo sedimento) Para um lago completamente misturado em condições de equíbrio vale: L=DBO= W/ (Q + Kr x V) Exemplo 6.

89 –SB A / 16500 C= ( 1. C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (OD) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga= 184m3/dia K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO= 0.00 + (0.58 – (19500x0.97 mg/L Exemplo 6.11 Lago dos Patos em Guarulhos Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos A concentração de oxigênio dissolvido OD é dado pelas parcelas referentes a córrego tributário.79 –3.3mg/L T= 20ºC Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= 21.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.800m2 V= volume do lago= 21.5+ 0.89mg/L Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L+ –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Q+KL x A= 3460m3/dia + 0.05 –0.0372 x 3. consumo de oxigênio devido a DBO e consumo de oxigênio devido a sedimentos no fundo do lago.50.5 -0.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=3.390m3 Ks= SB=demanda de oxigênio pelo sedimento= 1.5x 15000 / 16500 C= ( 1.3 x 19500m3)= 12.89mg/L Portanto.728 x U0.317 x U+ 0.45=4.6m/dia a 0.728 x 3.9m/dia) OK.com.390m3 Vazão de entrada e de saida Q= 184m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 21.5 -0. Adotaremos modelo de Thomann e Mueller. saturação do OD. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.68 + 6.00m de Guarulhos =8. 1987.87 x 15000m2=16500m3/dia C= ( 3460 / 16500) x 8.br L= W/ (Q + Kr x V)= (120 kg/dia x 1000g/dia) / ( 3560m3/dia +0.58/dia L= DB0 existente nas lagoas no início = 2mg/L A=área da superfície do lago= 18. 6-15 .390m3/ 184m3/dia= 116 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0. a concentração de DBO no lago é 12.2 / 16500)x 12.71m/dia (0.05 –0.317 x 3.0mg/L ( vaira de 80% a 90% da Ods) cs= saturação do OD a 20ºC na altitude 760.5m/s (média de Guarulhos na Estação Climatológica da UNG) KL= 0. nitrogenio.79 –3.68 + 6.87 x 15000 /16500)x8.52= 0.056g/m2/dia (adotado) cin = concentração da água que entra no lago com OD=7.

12) ou calculando.47=5.0 –(19853 / 13532) C= 0.19 -1.532)x8.532) x 7.com.800 /13.30mg/L para temperatura de 20ºC altitude 760m em Guarulhos.056 x 18.056 g/m2/dia (adotado) Wc= 1.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. Cs= 8.800m2=19853 C= ( 1840 / 13.71 x 18.532)x 2.532m3/dia Wc= SB x A SB=Ks= 1.58 / 13.390x0.br Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigênio usando a Tabela (5. 6-16 . a concentração de oxigenio no Lago dos Patos é de 5.71 x 18.00 + (0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.84 mg O2/L x dia.800m2=13.0mg/Lx dia de oxigênio dissolvido.95 +8.84 mg de O2/Lx dia Vamos supor para efeito de exemplo que o lago não possa ter menos que 5. Portanto. nitrogenio.83 – 1. Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Q+KL x A= 184m3/dia + 0.30 – (21.

nitrogenio. Devido a energia solar.42 x e .1 a 0.29= 0.29 pa= ps x G (Ia)= 2. P= clorofila a em μg/L= 10 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.87) =0.914 = 0.25 razão em mg de DO / μg de clorofila a que varia de 0. Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2. a fotossíntese só ocorre durante o dia.com.12 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia devido ao fitoplancton.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.5 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia G(Ia)= 2.42) / (1.55 .1.718 x 0.6 dia 6-17 .5 μg/L = 2.25x 10= 2.6 ( e -0.3.25 x P= 0. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia em mg O2/ L x dia ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.73 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.55 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 1. Vamos adotar aop=0.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.04 x 0.87m = profundidade média (adotado) Ke= 1.04/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.04 adotado Ke = 1.914m α1= αo x e –Ke x z= 1.br 6.42 H= 1.5 x 0.04 x 1.e -1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.718 x f ( e -α1 . ps=aop x P aop= 0.7 / Ds sendo Ds= profundidade obtida com o disco de Secchi (m) z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) =0.

29mg O2/ L x dia.29=6.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: f= 0.e – 0.39 x 0.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.29 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.95+0.007 x Cor em uH + 0.78 + 0.29=5.14 Coeficiente de extinção da luz Ke Pesquisas efetuadas por Lee e Rast.6dias T=1dia Ka=0.12 Calcular o coeficiente de extinção de luz e a profundidade eufótica do lago dos Patos em Vila Galvão.73 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.61m a 1.007 x 150 + 0.5 x 1dia)] Δc/0.5 x 1 x (1-0. 1997 concluíram que com 13% de erros temos: Coeficiente de extinção de luz: Ke= 2.85m conforme as pesquisas efetuadas Exemplo 6.49 /m a 7.39 Δc = 0.com.66 até 5.95mg/L poderá haver variação de oxigênio de 5. Coeficiente de extinção de luz (Ke ou η) = 2.78 + 0.5 x 0.5 x (1 – e –0.6f) )] / [0.5/dia pa= 0.007 x Cor + 0.24mg/L de O2.67m 6-18 .93 /m conforme as pesquisa A profundidade eufótica z em metros pode ser estimada pela relação: z= 4.6/ Ke= 4.br 6.73 = 0.78 + 0.73 = 0.6/ Ke que varia de 0.6 x 1dia) x ( 1.6 x 0. 6.95-0.mde.e –Ka x T x (1.036 x turbidez em UT Ke varia de 2.13 Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese (fitoplâncton) Conforme http://www.e –0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.73 = [( 1. Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 5.e – Ka x f x T) x ( 1.8=0. nitrogenio.md.8/m Z= 4. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/0. Guarulhos sabendo que através de análise de água a cor foi maior que 150 uH e que a turbidez foi de 83 uT.state.6/ 6.036 x turbidez Ke = 2.036 x 83 = 6.

5/dia. 6-19 . Adotamos Gmax=1.05/dia a 0.1/m G (I)= 2.1.e -4. Acima fizemos os cálculos da variação de oxigênio devido a lagos e agora vamos ver a variação de oxigênio devido ao fitoplâncton devido em rios.18/dia Gp= G(I) x G (T)= 0. 2005 para rios.5/dia a 2.284 Temperatura= 23º C Crescimento e morte de fitoplâncton.066 (T-20) Os valores de Gmax variam de 1. Adotamos μR =0.3.082xP ( mg O2/ L x dia) O valor de R será: R= aop x Dp x P R= 0.5)/300=4.1 dado do problema α1= αo x e –Ke x H= 4.718 x 0.284 x 2.18/dia=0.br 6.90) =0.15 Cálculo da variação de oxigênio para rios devido somente ao fitoplâncton No capítulo 5 fizemos um cálculo da respiração e produção de oxigênio devido as algas segundo Rutherford.619/dia Dp= respiração endógena Dp= μR x 1.5 ( e -1.9 = 1.133 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado para o exemplo que faremos. Vamos adotar aop=0. 1987 página 450.90m = profundidade média (adotado) Ke= 1.8 x 1. Faremos a explicação juntamente com um exemplo.90m= profundidade do rio (dado do problema) Ke= 1. Mas G(T)= 1.49 .1 x 1.8/dia que é um misto da população do fitoplancton.066( 23-20)= 2. nitrogenio.25/dia.1 x 0.126 x P =0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.com. Iniciamos primeiramente com o cálculo da respiração R pelo fitoplâncton.0168xP (mg O2/ L x dia) Sendo: P=clorofila-a (μg/L) Is= 300 ly/dia (dado do problema) Radiação solar diária It= 600 ly/dia (dado do problema) f=foto período=0.126/dia pa= aop x Gp x P= 0.1/dia Dp= 0.5 (dado do problema) αo= Ia / Is = (600/0. R= aop x Gp x P Sendo: R= respiração pelo fitoplâncton (mg O2/ L x dia) P= clorofila-a (μg/L) Gp= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia f= foto período = 0.133 x 0.5 (dado do problema) H= 0..00) / (1.1 x 0.49 aop= 0.00 x e . oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.00 H= 0. G(T)= Gmax x 1.619/dia x P=0.718 x f ( e -α1 .133 x 0. mas vamos usar modelo de Thomann e Muller.25 razão em mg de OD / μg de clorofila a que varia de 0.08 (T-20) O valor de μR varia de 0.08 (23-20)= 0.1 a 0.e -αo) / (Ke x H) G (I)= 2.

5/ 0.84 -3.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.50 0.81/dia A média diária de déficit de oxigênio dissolvido OD em (mg/L) é dada pela equação: Da equação de Streeter-Phelps do capítulo 5 deste livro temos: D= Do x e –K2 x t + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo +{ [KN / (K2-KN)] x (e –KN x t – e –K2 x t) }x LoN .25 2.1) Sendo: D= déficit (mg/L) Di= déficit inicial (mg/L) Ka= coeficiente =1.29 -1.5/ H 1.69 x 1. Coluna 1: estão os trechos do rio.62 -0.21 -2. ou seja.84 0.15 Ka=K2= coeficiente de aeração Usando equação de O´Connor nas unidades SI temos: Ka= 3.92 0.46 0.91 0.15m/s=velocidade média do rio. O déficit diário será a média diária mais ou menos Δc/2 sendo: Para Ka< 2/dia então: Δc= pa/2= 4.69/dia Como o valor de Ka ou K2 é para a temperatura de 20ºC.58 -0. 6-20 .46 2.69 -1.99 1. 4.16 4.25 -0.46 2.br Tabela 6. O déficit no fim de cada trecho será o inicio do trecho seguinte.exp(-Ka x Δt )) (Equação 6.9. Coluna 3: estão os valores do oxigênio consumido durante o dia pa de cada trecho devido as algas Coluna 4: está a respiração das algas de cada trecho Coluna 5: estão os valores de pa-R de cada trecho Coluna 6: estão os tempos em dias de cada trecho. para 23º temos Ka=K2= 1.57 0.83 3.39 -0.91 a favor da segurança) O resumo dos cálculos estão na Tabela (6.58 -0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.50 0.9).29 -1.50 0.50 V= velocidade=0.73 3.98 -1. Substituimos o valor K2 por Ka D= Do x exp (-Ka x Δt) – ((pa-R)/Ka) x (1.44dia.024 (23-20)= 1.50 0.901.Estimativa do oxigênio dissolvido no rio devido ao fitoplâncton Trecho do rio clorofila Cl-a pa R pa-R Temp Déficit D Do no inicio Coluna 7 Coluna 8 delta c= Déficit +Deltac/2 Déficit – deltac/2 (mgO2/L x dia) Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 (mgO2/L x dia) Coluna 4 Coluna51 (dias) Coluna 6 pa/2 Coluna 9 Coluna 10 Coluna 11 1 2 3 4 5 27 34 41 50 59 2.46 2.9).92 2.02 -0.69 0. geralmente de 0.41 4.R – Ks/H)/K2 Considerando Ks=0 e não o resto da equaçao e sim somente a parte que está nos interessando agora que é a produção e o consumo de oxigênio pelo fitoplancton temos a equação.80 2.73 x V0.02mg/L de déficit de OD.91/2= 2.33 3.98 -1.64 0.(1 – e –K2 x t) x ( pa.90m Ka= 3.46 2.44 0.26 2.62 -1.73 x 0.46 mg/L (Tomamos o maior valor de “pa”.50= 1. variando de 1 a 5 Coluna 2: estão os valores a clorofila-a conforme amostra extraída de cada trecho.45 0. Vamos explicar coluna por coluna da Tabela (6.07 -0. nitrogenio.50 dias e somente o ultimo é de 0. dado do problema H= profundidade média do rio (m)=0.com.81 -2.52 -2.81/dia no exemplo Δt=horas no trecho Para o primeiro trecho iniciamos com Do=0.150.

46/2 6-21 .46mg/L considerando o maior valor da coluna 3 que é 4. Coluna 8: Aplicação da equação (6.com.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.91/2=2. Coluna 10: São os valores da coluna 8 + 2. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. nitrogenio.46/2 Coluna 11: São os valores da coluna 8 – 2. Coluna 9: São os valores de Δc de 2. Nas demais linhas o valor de Do é o valor calculado na linha anterior da coluna 8.1) sendo o Do o do cálculo anterior.br Coluna 7: Na primeira linha está o valor da demanda de oxigênio no inicio de 0.46.02mg/L.

16 Lançamento de poluentes em um lago.com.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. Vamos explicar dando um exemplo seguindo modelo de Thomann e Muller. Seja um lago misturado de proporções moderadas: W= Qe x Se + Qr x Sr + QT x ST + P x As x Sp + Sd x V Sendo: W= entrada de massa Qe x Se = transferência de massa de esgotos de um efluente Qr x Sr =devido a um rio que entra no lago QT x ST = devido a um tributário P x As x Sp = devido a precipitação da água de chuva Sd x V=devido ao sedimento Qe= vazão efluente Qr= vazão do rio que entra no lago Qt= vazão do tributário P= quantidade de precipitação As= área da superficie do lago V= volume do lago Se= concentração do efluente Sr= concentração do rio ST= concentração do tributário Sp= concentração nas águas de chuvas Sd= concentração do poluente que sai dos sedimentos td= V/Q Sendo: td= tempo de detenção no lago S’ = W/ (Q + KV) = (W/Q) / ( 1 + Ktd) Sendo: S= concentração no tempo t t= tempo em ano K=0. nitrogenio.br 6. 1987.23/ano S=S’ x{ 1 – exp([ -(1 + K x td) x (t/td)]} 6-22 . oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

23x 1. É tóxica para peixes e outros organismos aquáticos.83 x 1000) / ( 1+0. a concentração de equilibrio é 1.5anos)=1400 {1 – exp([ -(1 + 0. Achar a concentração de equilíbrio? Achar a máxima concentração? Figura 6.5anos/1. Nota: O triallate é um pesticida usado para matar vegetação daninha.4kg x 1000 x 1000) / (2.13 Adaptado de Thomann e Muller.000m3/ 2. O valor K=0. O volume do lago é de V= 89.3.23x0.23/ano e a vazão média anual da saída do lago é de 2.4mg/L S’= 1400 μg/L Portanto.95)= 1. Seja um lago com durante 1.Esquema do lago Primeiramente vamos determinar o tempo de detenção td td= V/Q=(89154.83m3/s) / (365dias x 86400)= 1.5anos vem recebendo um pesticida (Triallate) com 518.00anos)]} =1178 μg/L A máxima concentração do poluente é 1.Esquema de lago misturado Exemplo 6.2.br Figura 6.400μg/L Para 1. 1987.0anos O valor de S S’ = W/ (Q + kV) = (W/Q) / ( 1 + Kx td) = (528.4 kg/dia e depois termina. Não é tóxico para passarinhos e é um pouco tóxico para o ser humano.178 μg/L 6-23 .Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.00) x (1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5 anos quando acaba o poluente repentinamente teremos: S=S’ x{ 1 – exp([ -(1 + k x td) x (t/td)]} S(t=1. nitrogenio.000 m3.145.com.83m3/s.

Nestes pontos foram retiradas com retiradas amostras com a garrafa de Van Dorn de 2 litros: Fósforo total pelo método de Murphy e Reley Nitrogênio total usando autoclave c persulfato de potássio Clorofila-a pelo método espectrofotométrico usando acetona como solvente orgânico. 3. 4.br 6. nitrogenio.com. Oxigênio dissolvido Temperatura Disco de Secchi 6-24 . 2.17 Tipo de análises No Lago do Nado em Belo Horizone foram feitas análises longitudinais e mensais ao lago em profundidade: 0 1m 3m 5m 1. 6.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 5.

-INTERNET http://www.uem. 238. ROGER W. Maidment. -THOMANN. A morfologia e o estado trófico de um reservatório urbano: lago do Nado. Acessado em 23 de dezembro de 2006. Geological Survey.br 6. Belo Horizonte. Revista Brasileira de Recursos Hídricos volume 11 número..Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. -FERREIRA. Austin. WALTER.mde. JOHN A.md.S. MUELLER. Contribuições para o desenvolvimento da capacidade de previsão de um modelo de qualidade da água. RICARDO MOTTA PINTO. Texas. -LEE. 644 páginas. nitrogenio. 1993. In Handbook of Hydrology de David R. Tese de Doutoramento. 6páginas. ROBERT V. Ligth attenuation in a shallow. 1997. Estado de Minas Gerais. 1987. Contaminant transport in surface water. Principles of surface water quality modeling and control. Texas.com.state. Editora Harper Collins. WAYNE C. ano 2006 http://www. 2004. turbid reservoir. MARTA CONDÉ: Graus de trofia em corpos de água no Estado de São Paulo. US Department of the Interior -METCALF & EDDY. Wastewater engineering.pdf -HUBER. JOSE FERNANDES e COELHO.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: -LAMPARELLI. 3ª ed. Instituto de Geociências da USP. lake Houston.br/Docs/ctf/Biologicas/2002/02_245_01_Jose%20BezerraNeto%20e%20outro_A%20morfometria. 1991.0-07-100824-1. 2002 Universidade Federal de Minas Gerais. ISBN 0-06-046677-4 6-25 . Mcgraw-Hill. U. ALDO PACHECO et al.ppg.18 Bibliografia e livros recomendados -BEZERRA NETO. E RAST. ISBN. 1334páginas.

1985 página 63 6-26 .br Apêndice A: fonte USEPA.com. nitrogenio. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.

com.br Capítulo 07 Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos 7-1 .Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

Sistemas mecanizados de tratamento de esgoto sanitário conforme EPA.000 kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano 3. 7-2 .68%do nitrogênio anual.50 kg/ha 40ha 790kg/ha 4ha Total (kg N/ano)= 3. Massachusetts Ordem Coluna 1 Fonte do nitrogênio Coluna 2 Unidade Coluna 3 Padrão Mass.490kg/ano.82 Fonte: USEPA.26 723 1.00kg/ha 40ha 7. pois adotada a taxa máxima de 0. Qualquer construção que seja feita na região os efluentes nao poderão ultrapassar a carga anual de nitrogênio de 52.94 128 ha 26.2 Impacto do nitrogênio É o problema III do Azevedo Neto conforme Tabela (5. podem ser estimadas em um lago. 7.160 37. que a taxa de nitrogênio anual não poderia passar de 52. chuvas. Coluna 5: é a quantidade de pessoas.br Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e fósforo em lagos e córregos 7.00 300 0.888 70.490kg/ano. Apresentaremos ainda o método Simples de Schueler que é muito usado em poluição difusa devido a sua simplicidade. Na prática o nitrogênio varia de 25mg/L a 45mg/L.1) está uma aplicação prática do assunto: Tabela 7.Cargas de nitrogênio na Baia de Buttermilk.24g/m3 x 218.04 Coluna 4: Padrão em kg/ha usado em Massachussets.68 15.1.000m3/ano 0.709. pois são levadas pelo escoamento superficial das chuvas e das águas subterrâneas.com.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Coluna 3: unidade. Coluna 4 Quantidade Coluna 5 (kg/ano) Col 4 x col 5 Coluna 6 (%) Coluna 7 1 2 3 4 5 6 Tanque séptico e vala de infiltração 40mg/L Fertilizante no gramado Atmosfera 0. runoff no pavimento e runoff no telhado e fertilizantes de pequenas árvores.0mg/L Runoff no telhado 0.000m3/ano / 1000=52. Na Tabela (7. 8708hab ou o número de hectares estimados. A segunda parcela é dos fertilizantes usados nos gramados.49 100. O impacto do nitrogênio numa determinada área é muito importante.3mg/L Runoff no pavimento 2. As cargas de fósforo e nitrogênio.709. Geralmente kg de nitrogênio /ha x ano. Coluna 7: é a porcentagem de contribuição de cada fonte. gramado. por exemplo. Na Baia de Buttermilk em Massachusetts.490kg Para estimativa assumimos que o efluente tratado de esgotos sanitários tenha 40mg/L de nitrogênio e que a cota per capita seja de 208 litros/dia x habitante.298 5.75mg/L Fertilizante em árvores pequenas kg N/pessoa x ano 208 litros/dia x hab 40 x 208 x 365/1.000. Estados Unidos com área de 212ha foi determinado por uma comissão em 1990.209 8. ou seja.02 kg/pessoa/ano 8708 hab 46. 2002 poderão obter concentrações baixas de nitrogênio de 10mg/L a 25mg/L.000= 3. observando-se que que os tanques sépticos com vala de infiltração contribui com 70.1) do Capítulo 5 que consiste em determinar a população máxima cujos efluentes podem despejar no curso de água. 2002 Coluna 1: ordem Coluna 2: fonte do nitrogênio: tanque séptico e valo de infiltração.41 kg/ha 212 ha 21.24mg/L de nitrogênio para que fosse diminuida a quantidade de algas na região. Para os tanques sépticos e vala de infiltração consideramos 208 litros/habitante x dia e considerando que cada pessoa contribuirá com 40mg/L de nitrogênio teremos: 40mg/L x 208 L/dia x pessoa x 365 dias/ 1000. Volume de água de recarga= 218. Coluna 6: é a multiplicação da coluna 4 pela coluna 5 fornecendo o total de nitrogênio em kg por ano.81 840 2.1 Introdução Vamos expor suscintamente o impacto do fósforo e do nitrogênio em lagos e rios.00kg/ha 3.

50 0.3) no que se refere a floresta pode ser aplicada para o Brasil.3 Balanço de massa O balanço de massa do nitrogênio ou de outro poluente fornecem a concentração do poluente na água subterrânea e na água superficial conforme Usepa.31 0. Geralmente não se admite mais de 10mg/L de nitrato devido a doença azul de bebês que é a methemoglobinemia.6 Fósforo kg/haxano Médio Baixo 0. O balanço de massa é o quociente entre a carga anual em gramas e o volume anual de recarga em metros cúbicos. É a redução da habilidade do sangue de carregar oxigênio e causa problemas na gravidez.00 0.4 Impacto do fósforo A Tabela (7.3).0 0. Marsh.88 0.2) fornece a quantidade de fósforo por kg/haxano e por ano de vários tipos de áreas.1 a 0. como a da rio Amazonas e do rio Negro. Tabela 7.7 0.5 0.310 Area mista 5.1 0.3.175 Quasi área urbana 7. Carga do poluente mg/L= carga anual em gramas/ volume anual de recarga metros cúbicos Para a Tabela (7. Assim partículas mais finas e terrenos com maiores declividades terão maior aporte de fósforo. 7.5 Impacto do nitrogênio e do fósforo Marsh. 1999 em várias florestas praticamente intocadas.709.24mg/L OK Na prática o volume de recarga não é um dado facil de se achar.300 Quasi área agrícola 6.40 0.br Uma das dificuldades para se avaliar o impacto do nitrogênio é determinar com precisão a recarga anual de água subterrânea.5 0. Do nitrogênio inorgânico 20% é amônia e 80% é nitrato. Tabela 7.82 0. Isto mostra que a Tabela (7.1) temos: Carga do polunte= 37.4 a 1. Do nitrogênio total 50% é nitrogênio orgànico e os outros 50% é inorgânico.280 Area agrícola 9. precipitações e áreas rurais. et al.185 Campo de Golf 15. 7.52 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.8 a 3.410 Fonte: Marsh. como áreas urbanas. Existe a influência do tipo de solo e das declividades. 1997 A média de 5.0 3. 1997 apresenta para estimativa da carga de nitrogênio e fósforo para os Estados Unidos a seguinte Tabela (7.2 a 0.000m3 = 0.com. 2002.Carga anual média de nitrogênio e fósforo Uso do solo ou cobertura Nitrogênio Fósforo (kg/ha/ano) (kg/ha/ano) Florestas 4.17mg/L< 0.085 Quasi floresta 4.0 0.1kg/ha x ano de nitrogênio total foi achada por Lewis.209kg x 1000g/ 218.0 0. florestas.3 0. 1997 define os usos ou cobertura dos solos: Área de floresta quando tem mais de 75% da área coberta com florestas Área quasi uma floresta: quando a área coberta por floresta estiver entre 50% a 75% Área agrícola quando mais de 75% da area é usada na agricultura 7-3 .5 0.2 7.2-Estimativas de exportação de fósforo de acordo com varios tipos de áreas Fonte de fósforo Área urbana Área rural ou agrícola Florestas Precipitações Alto 5.

1 5. 1997 apresenta ainda a Tabela (7.085 2 73 Portanto.28kg de fósforo/ano por casa e 10.52 915 Campo de Golfe 98 15.025 <0. Não esquecendo que serve somente para uma estimativa. Lembremos que as cargas presentes nas precipitações já estão inclusas. teremos no lago 2475kg de nitrogênio por ano (ha) Fósforo Áreas (kg/km2/ano) (kg) Lotes residenciais 166 0. Marsh.0 a 70 Efluente de plantas de tratamento secundário de esgotos sanitários 5 a 10 >20 Fonte: Marsh.com. Tabela 7.41 40 Paisagismo 19 0.0 2.0 e 2. 30% de área agrícola e 45% de área de florestas.br Área quasi urbana: quando a área tem desenvolvimento mais de 40% ocupado por residências. 19ha de gramados e 98ha de campo de golfe.01 a 0.0 a 10 Escoamento superficial na agricultura 0.4) onde estão os níveis representativos de fósforo e nitrogênio em vários corpos de água dos Estados Unidos.66 kg/de nitrogênio por casa por ano (lembremos que estas cargas são maiores que as brasileiras). 1997 recomenda para os Estados Unidos 0.1 Seja um loteamento com 283ha com 166ha de lotes residenciais.475 Portanto. 1997 Exemplo 7. comércio.5.0 Agua nos lagos com problemas de algas <0.35 Agua dos lagos com problemas sérios de algas >0.10 >0.85 31 Campo de Golfe 98 0.40 85 2.00 1. indústria e institucional. Os cálculos estão na Tabela (7. Marsh.03 0.4. teremos no lago 83kg de fósforo por ano 7-4 .Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1 a 2.475 Paisagismo 19 4.80 Aguas pluviais urbanas 1.5) Tabela 7.Niveis representativos de fósforo e nitrogênio em corpos de água nos Estados Unidos Água Fósforo total Nitrogênio total PT (mg/L) NT (mg/L) Água da chuva 0. Area mista: quando tem por exemplo. Calcular a carga média anual de nitrogênio e fósforo no lago.Cálculo da carga anual média de nitrogênio e fósforo Nitrogênio Áreas (ha) (kg/ha/ano) (kg) Lotes residenciais 166 5.05 a 1. 25% de área urbana. Tendo-se as áreas podemos estimar as cargas de nitrogênio e fósforo que irão cair em um rio ou um lago.

(1993).com.00 ND Média 506 281 34 0.7 0.00 0.8 5.7 ND ND 5.90 para precipitação média anual.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. mas pode atingir valor Pj =0.7 4.6 15 56 0. estacionamento de veículos.00 0. Tabela 7.00 Alta 754 473 61 1.6 0.1 1 8 0. Pj =0.24 0. (1993) salienta que os estudos valem para áreas menores que 256ha e que é usado cargas anuais.2 1.2002 em kg/ha x ano Área residencial com densidades Comercial 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Sólidos Totais TSS Cl TP TKN NH3 N03 + NO2 DBO5 COD Pb Zn Cr Cd As 2363 1125 473 1.23 0. AKAN. EKT-CT-2002-00082 LNEC João Rocha 7.1 4.5 2. conforme AKAN.7 7. Rv= 0.00 0.04 2.00 0.5 e para eventos de uma simples precipitação Pj =1.90 0.0 8.br Na Tabela (7.8 0.02 Estradas 1913 990 529 1.68 0.79 ND 0.04 ND ND ND ND ND 0 ND ND ND ND Fonte: New techniques for urban river rehabilitation.05 0.1 3.Poluentes típicos e areas urbanas conforme Burton& Pitt.0 0.6 1.7 2.00 0. 7-5 .01 x P x Pj x Rv x C x A Sendo: L= carga do poluente anual (kg/ano) P= precipitação média anual (mm) Pj= fração da chuva que produz runoff.9 (normalmente adotado) Rv= runoff volumétrico obtido por análise de regressão linear.6.00 Baixa 73 11 10 0.9 0.0.02 Indústria 754 563 28 1. residências de alta densidade.5 3.6) estão os poluentes típicos em áreas urbanos elaborados por Burton&Pitt.01 ND Shopping Center 810 495 41 0.6 Método Simples de Schueler Schueler em 1987 apresentou um método empírico denominado “Método Simples” para estimar o transporte de poluição difusa urbana em uma determinada área.5 ND 225 0. média e baixa e área de parques.36 0.00 Áreas de Parques ND 3 ND 0.06 2.5 0.90 0.6 ND ND 1.10 0.05 + 0.00 0.03 0.68 0.3 2.3 3. A equação de Schueler é similar ao método racional e nas unidades SI adaptada neste livro: L=0.01 0.3 30 191 0.6 3.5 70 473 3.11 0. estradas de rodagem.3 53 304 0. indústrias. 2002 notando-se que as maiores quantidades são para áreas comerciais.02 Estacionamento 1463 450 338 0.17 0.11 0. Shopping Center.9 1. october 2004.3 0.45 0.02 0.00 0.36 0.0 0. O método foi obtido através de exaustivos estudos na área do Distrito de Washington nos Estados Unidos chamado National Urban Runoff Program (NURP) bem como com dados da EPA.9 2.90 ND 0.009 x AI AI= área impermeável (%). A= área (ha) C= concentração média da carga do poluente nas águas pluviais da (mg/L) Valor de Pj O valor de Pj usualmente é 0.

03 0.9) Tabela 7.0 1. (1993) e McCUEN.46 0.2 Nitrogênio total (NT) 0.0.010. (1998).9 BOD 5dias 0.13 Fósforo total (PT) 0.176 0.0 11.0 124.08 0.8 >40.03 0.01.0 90.br Valores de C Conforme as pesquisas feitas por Schueler.200 50.5 Chumbo Fonte: MALÁSIA.8 Amônia 0.12 0. (2000) Área em construção 4000 7-6 .Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.380 Zinco Fonte: AKAN.17 3. 1987 em mg/L. Poluente NURP Baltimore Washington NURP Virginia FHWA DC National Study Área Áreas Área média Florestas Rodovias suburbana velhas comercial americanas 0. Na Tabela (7. (1987) e citadas por AKAN.2 0.01-9.7 .8) estão os valores de concentração média adotado na Malásia.8.26 1.2 – 0. (1993) e McCUEN.037 0.78 Nitrogênio Total 35.31 0.0 COD 5.1 36.397 0.6 163.Valores de “C”usados pelo Método Simples de Schueler.7) e (7.8 1.26 260-4000 700 4000Coliformes fecais 3000 20000 0.250 0.15 Fósforo total 2.Valores médios de concentração adotados na MALÁSIA em mg/L Vegetação nativa/ Área Área Área Poluente floresta rural industrial urbana 85 500 50 .com.03 – Cobre 0.200 Sedimentos 6 30 60 85 Sólidos totais em suspensão (TSS) 0. Tabela 7.09 0.6 2.00 13. (1998) os valores médios da carga de poluição C em mg/L é fornecida pelas Tabelas (7.09 0.

09 kg/ano Para a situação de pós-desenvolvimento.4 111. na Tabela (7. Cincinatti Weibel et al.07 C=0.01 x 965mm x 0.8 545 8. chuva anual média de 1540mm e Pj =0. A carga anual será calculada usando: L=0.46 P=965mm Pj =0.75ha.07 Adotando C=0. Exemplo 7. com o desenvolvimento a quantidade total de fósforo aumentará de 1.46 x 0.2 Exemplo de AKAN.9) temos valores médios de poluentes fornecidos por Tucci. 1969 mínimo 1 450 55 máximo 700 14600 11.8) na coluna de Virginia.15mg/L para fósforo total em florestas.9 adotado Rv=0.90. Supomos que no pré-desenvolvimento havia 2% de área impermeável e com o desenvolvimento passou para 70%.26mg/L x 12ha L=12.01 x P x Pj x Rv x C x A P=1540mm Pj =0.07 C=0.26mg/L Fósforo total/ área suburbana A=12ha L=0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.009 x 2 = 0.19 1.46 kg/ano Portanto.0 Exemplo 7.46 kg/ano com a construção de um bairro residencial proposto.07 L=0.15mg/L x 12ha L=1. Pré-desenvolvimento L=0.Valores médios de parâmetros de qualidade de águas pluviais em mg/L para algumas cidades. Tabela 7.9 adotado C=85mg/L sedimentos/ Floresta/ Malásia 7-7 .05 + 0.9 adotado Rv=0.07 x 0.09kg/ano para 12. 1974 DBO Sólidos totais pH Coliformes NPM/100ml Ferro Chumbo Amônia Fonte: TUCCI.01 x P x Pj x Rv x C x A L=0.8 1523 1.01 x 965mm x 0.15mg/L Fósforo total/ Floresta A=12ha Rv=0.05 + 0. 1970 Porto Alegre APWA APWA. (1993). (2001).90. chuva média anual de 965mm sendo Pj = 0.009 x 45 = 0.9 x 0. Área antes do desenvolvimento com 2% de área impermeável passou a 45% com a construção de uma vila de casas. 1964 Tulsa AVCO.01 x P x Pj x Rv x C x A P=965mm Pj =0.5 x 10 7 30.000 31. Para a situação de pré-desenvolvimento: Rv= 0. Calcular o aumento anual de fósforo total.2 x 10 7 19 1440 23.br Na Tabela (7.9. (2001).46 0.000 12 0.3 Calcular o aumento de sedimentos de área urbana com 46. Rv= 0.com.. Durham Poluente Colson.3 0. Trata-se de área com 12ha.9 x 0.

Calcular a carga anual de fósforo total usando o Método Simples de Shueller.05+0.18mg/L e da área impermeável AI= 17.01 x 1540mm x 0.01 x P x Pj x Rv x C x A L=0.20 x 0.9) A=46.05 + 0.122kg de sedimentos/ano Ou 88.18 x 97= 34 kg/ano de PT Portanto.75ha L=3.009 x 17.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. chegará ao lago 34kg/ano de fósforo total. 7-8 .9 adotado C=200mg/L sedimentos / Urbana/ Malásia.18 Conforme Tabela (7.75ha Rv=0.05 + 0.855 kg de sedimentos/ano Pós-desenvolvimento L=0.07 x 85mg/L x 46.009 x AI= 0.20 P= 1070mm precipitação média anual Pj=0.75ha=1885 kg/ha x ano de sedimentos Com o pós-desenvolvimento o sedimento aumentará de 3.18 mg/L de PT L=0.10) cujas águas de chuvas caem em um lago.10) a média ponderada da carga poluente C=0.01 x 1540mm x 0.Média ponderada da carga poluente e da área impermeável AI Uso da terra Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Total= Área (ha) AI Concentração Média (mg/L) 64 12 21 97 2% 2% 72% 17.01 x 1070 x 0.75ha L=88.009 x 70 = 0.855kg/ano para 88. Tabela 7.15%.68 L=0.07 L=0.09 0. Tabela (7.46 0.9 x 0.68 x 200mg/L x 46.122kg/46.90 x 0.10.122kg/ano.com.05+0.15 0.br A=46.4 Seja uma área de 97ha conforme Tabela (7.90 A=97ha C= 0.15% 0.15=0.009 x 2 = 0.9 x 0. Rv=0.75ha Rv=0.01 x P x Pj x Rv x C x A P=1540mm Pj =0. Exemplo 7.

na parte superior. Book IV. 1987: O lago encontra-se totalmente misturado Que o lago está em condições de equilíbrio representando a média anual sazonal Que o fósforo é limitado Que o fósforo é usado como medida do índice do estado trófico Thomann e Muller. vs= velocidade de sedimentação na coluna de água (m/ano). teremos: V .V – Q. A terceira simplificação indica que somente um nutriente deve ser considerado e normalmente em lagos é o nutriente fósforo. dp/ dt = Σ Qi . então dp/dt=0 e denominando W= Σ Qi pi. Normalmente é adotado vs=10m/ano (0. 1987 comentam que apesar das simplificações feitas o método funciona muito bem. p Ks= vs/H Sendo: V= volume do lago (m3) Ks= taxa de sedimentação do nutriente (m/ano) Q= vazão que sai do lago (m3/s) p= concentração do nutriente no lago (mg/L) Σ Qi .p 0= W – Ks. pi=W= soma de todas as taxas de massas do nutrientes que caem no lago de todos os lugares (g/ano). p V . pi – Ks. V+ Q)=0 Donde: p= W/ (Ks x V + Q) Ou p= W/ (Q+vs x As) Introduzindo a profundidade média Z teremos: H= V/As As= V/H Façamos a introdução do tempo de detenção hidráulica (ano) que é o valor td: td= V /Q 7-9 . isto é. 1987. p. A segunda simplificação é que o lago encontra-se em estado de equilíbrio esquecendo o comportamento dinâmico do lago ao longo de um ano. O assunto também está muito bem explicado na página 404 do livro de Thomann e Muller.V – Q . 1987. p . p. pi – Ks . A primeira simplificação é de que o lago encontra-se misturado. Existem modelos complexos para análise de eutrofização de um lago. p. A equação geral do balanço de massa para qualquer substância num lago completamente misturado é: V .Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com. O modelo que usaremos apóia-se no balanço de massas do nutriente e baseia-se nas seguintes simplificações conforme Thomann e Muller.p(Ks .4m/ano ou 16m/ano conforme Thomann e Muller. V– Q.p= W. A base de nos estudos é EPA 440/4-84-019 de agosto de 1983 Technical Guidance Manual for Perfoming Waste Load Allocations. O valor de pi é a concentração de cada origem (g/ano).0274m/dia) ou podem ser adotados outros valores como 12. isto é. A quarta simplificação indica que o nutriente vai ser usado como medida de status do índice trófico é o fósforo. dp/ dt = W – Ks. p 0= Σ Qi pi – Ks . Assumindo um estado de equilíbrio (steady state). V – Q .br 7.V – Q . dp/ dt = Σ Qi . p.7 Análise simplificada de eutrofização de um lago.Lakes. que não está estratificado ignorando a intensificação do fitoplancton no epiliminio do lago.

De modo geral o fósforo é o fator limitante.48 6.00 7.12) estão alguns valores de Ks calculado por Ks=10/H 7-10 .Valores de Ks conforme equação de Vollenweider.20 1. H(m) 1 2 3 4 5 6 7 Ks 5. 1975 para o valor de Ks. O controle do fósforo parece que fornece os melhores meios de controlar o crescimento de águas azuis-verdes pela fixação do nitrogênio.com. Ln (Ks)= ln (5. Nota: Devido a dificuldade em se achar o valor da velocidade de sedimentação vs ou o valor de Ks.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.05 2.50 3.40 1.79) Na Tabela (7.85 x ln (H) (com R2=0.11) estão os valores de Ks calculados conforme Tabela 7.16 1.77 7. nitrogênio e outros. 1975 Prof.5) – 0.20 7.36 Existe ainda uma equação mais simplificada: Ks= 10/H Na Tabela (7.50 6.10 6. pode ser feita uma estimativa usando a equação de Vollenweider.05 vs= Ks x H 5.11. Entretanto o fósforo foi considerado o nutriente mais importante devido as seguintes razões: Existem tecnologias para remoção do fósforo nos esgotos tratados Existe fósforo de uma maneira significante nos esgotos domésticos.br Sendo: H= profundidade média do lago (m) V= volume do reservatório (m3) As= área da superfície do reservatório (m2) td= tempo de detenção hidráulica (ano) p= W/ (Ks x V + Q) Dividindo o segundo membro por As no numerado e denominador teremos: p= W/As/ (Ks x V /As+ Q/As) p= W/ ( Q + vs x As) p= W/As/ [(Ks x H+ (Q/ V) x H)] Denominando W´=W/As p= W´ /[(Ks x H+ (Q/ V) x H)] Taxa de saída da água q=Q/As p= W´/ (q + vs) p= W´/ [H (ρ +Ks)] ρ= Q/V= 1 / td p= concentração do poluente no lago (mg/L) Este modelo simplificado é devido a Vollenweider e trata dos nutrientes como fósforo.69 1.

Terceiro passo: Estimar a média da carga anual de fósforo de todas as fontes. Quarto passo: Achar a taxa de sedimentação de fósforo.33 2.00061m3/s Como se pode ver a vazão correspondente ao precipitado na superfície da lagoa é pequena e pode ser desprezada.67 1.299m3 Vazão correspondente ao runoff= 413.009 x 16= 0. 1977 ou outra.00 3. Isto inclui todas as fontes rurais.1m profundidade média da lagoa vs= 12.47 Cálculo de W’ 7-11 . Geralmente pode ser obtido pelo runoff anual através de estações de medições que medem o volume de água que passa pelo lago.19/1000)=413.500m2 Volume precipitado e evaporado na área do lago= ((1783-684)/ 1000)x 17. a vazão de saída é Q= 0. Quinto passo: Selecionar os objetivos do fósforo ou clorofila-a.0131m3/s Volume do reservatório= 90.0131m3/s H=5. A estimativa geralmente é feita com tabelas como a de Marsch.400s)=0. Geralmente pode ser calculado ou se não temos dados estimar em Ks= 12.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1=2. Portanto. Exemplo 7.4 / 5.299m3/ (365 dias x 86.400s)=0. É obtido através de batimetria ou de previsões feitas em planta aerofotogramétricas.233m3/ (365 dias x 86.br Tabela 7.00 5. Não tendo ela pode ser estimado anualmente pelo runoff. Estado de São Paulo que tem: Precipitação média anual = 1783mm/ano Evapotranspiração=684mm/ano Área da bacia= 122ha Área impermeável= AI=16% Coeficiente volumétrico Rv Rv= 0. Segundo passo: estimar a média anual de vazão da água.500m2=19.43 Procedimento de cálculos Os procedimentos são através dos seguintes passos: Primeiro passo: estimar o volume do lago. área da superfície e profundidade média. tributários e atmosférico. Para lagos muito grande deve ser levado em conta a precipitação sobre o mesmo e a evaporação.009 x AI=0.5 Calcular a quantidade de fósforo num lago em um loteamento em Campos do Jordão.000m3 Área da superfície do lago= 17.Valores de Ks simplificado Ks=10/H Prof.com.4m/ano.05+0.00 1.4m/ano Ks= vs/ H= 12.05+0.233m3/ano Vazão correspondente ao precipitado = 19.19 Volume runoff= (122 x 10000m2) x (1783 x 0.12. H(m) 1 2 3 4 5 6 7 Ks 10.50 2.

35)]= 1.029mg/L e verificando a Tabela (7.87= 5.3 kg de fósforo total por ano=18300 g por ano W´= W/ As= 18.0145ano (dado do problema) q= H/ td = 1.6m/ano Descarga: q=Q/As= H/td= 5.1/ 0. Maryland onde usaremos os ensinamentos de Huber.4m/ano poderia ser adotado outros valores como 10m/ano ou 16m/ano.6)=1.3 kg/ha x ano e para densidade baixa é 0.000m3 / (0.046/35.029g/m3=0.6) o fósforo total para uma área de densidade média é 0.0131 x 86400 x 365)=0.844g W=P/As= 231.35/ano td= 0.7 g/m2 x ano=taxa de carga de fósforo (g/m2 x ano).87m(1/0.15 kg/ha x ano de fósforo total.029 mg/L=29μg/L Portanto.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.300g/ 17500m2= 1. p= concentração de fósforo no lago (mg/L) W= carga total da área da bacia (g) /área da superficie líquida do lago (m2) As= 136.379= 1.081 x (PT) 1. a média 0.39 p= W´/ (q + vs) p= 1.379m2 (área da superficie do lago) P= carga total de fósforo da bacia= 231. o lago terá a concentração média de 0.87m/0.7g/m2 x ano/ [1.12). td= tempo de residência (ano) = Volume do lago (V)/ Vazão de saída Qout (m3/s) td= V/Qout H= 1.844/ 136.com.03mg/L conforme Tabela (7.7g/m2 x ano W= 1.0145 +5. q= H/ td ks=10/H Cálculos: ks=10/H= 10/1.6 Carga de fósforo em um lago Trata-se do Lago Urieville.87m=profundidade média do lago (m) ks= perda de fósforo de primeira ordem (/ano) p= W/ [H(1/td + ks)] =W/ (q + ws) q= Q/A = H/ td Sendo: Q= vazão de saída (m3/s) A=área da superficie do lago (m2) ws= velocidade do particulado do fósforo.39 + 12.br Conforme Tabela (7.24 PT=12.046/ (23.18) o lago ficará mesotrófico. Nota: geralmente dificil de se obter. 1993 in Maidment. Área= 122ha W= 122ha x 0.0145ano= 128.15 kg/ha x ano= 18.96m/ano p= W/ [H(1/td + ks)] p=1.046 g/m2 ano td= V/ Q= 90. Os resultados deverão ser verificados e estarão dentro de uma faixa.99=0.7/138. Tomemos.0.0122 mg/L=12. Vamos explicar juntamente com um exemplo para melhor compreensão. 2004: Para rios e lagos temos: Clorofila-a= 0.2μg/L de P 7-12 .2 μg/L de P O fósforo produzirá algas e podemos estimar a clorofila-a através da equação elaborada por Lamparelli. Nota: como o valor da velocidade vs adotado foi de 12. portanto. Exemplo 7.218=23.844kg=231.218 ano Adotando vs=12.97=0. Caso queiramos tirar água do lago para abastecimento podemos verificar a Resolução Conama 357/05 que para ambientes lênticos o valor do fósforo total é 0.

7 a 2.026 0.8 μg/L de Cl-a. Para corpos de água da Classe 2 temos a Tabela (7.052 3. 1990.14-Limites para diferentes níveis de estado trófico segundo o sistema de classificação de Carlson modificado por Toledo.0 0.35 a 76.06 IET>74 Hipereutrófico <0.14) de classificação de Carlson modificada por Toledo.211 10. 1990 mostra que o estado trófico é função da transparência. 7.34 54<IET≤74 Eutrófico 0.8 ≤0.81 44<IET≤54 Mesotrófico 1.9 Estado trófico A Tabela (7.br Clorofila-a= 0.027 a 0.com.20 < 5mg/L OD (oxigênio > 5mg/L dissolvido) Clorofila-a PT (fósforo total) < 30μg/L <0.51 24<IET≤44 Oligotrófico 7.8 μg/L de Cl-a Portanto. Tabela 7.053 a 0.13. Critério Estado trófico Transparência Fósforo total Clorofila-a (m) (mg/L) (μg/L) IET≤ 24 Ultraoligotrófico ≥ 7. fósforo total e clorofila-a.3 0.081 x (12. 2004 7-13 .211 >76.9 a 0.24 = 1.030 mg/L para ambientes lênticos <0.8 Resolução Conama 357/2005 Para os estudos de impacto de fósforo e nitrogênio deverá ser consultada a Resolução Conama nº 357/05.007 a 0.2g/L de P no lago resultou na estimativa de clorofila-a de 1. a concentração de 12.050mg/L para ambientes intermediários com tempo de residência entre 2dias e 40dias) 7.52 a 3.06 Fonte: Lamparelli. Tabela 7.Alguns parâmetros das águas doces Classe 2 segundo Conama 357/05 Águas doces Limites Classe 2 DBO5.82 a 10.006 ≤0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0 0. Devido a isto se pode ver a importância do fósforo para o enquadramento do estado trófico.13).9 a 1.3 >0.2) 1.

45 • Área de contribuição (ha)=A=960ha • Estimativa da quantidade de fósforo na água = 4 mg/L • 5% das águas pluviais vão para a ETE • I=0.Esquema Fonte: Thomann e Muller.7 Vamos mostrar um exemplo de Thomann e Muller. Figura 7.1) temos uma lago e queremos saber qual a quantidade de fósforo do mesmo tendo em vista que recebe o fósforo de varias origens.2625 x 86400 x 365 x 6 x1000 / (1000x 1000)=49. Na Figura (7.669 kg de fósforo/ano Águas pluviais com esgotos • Coeficiente de runoff C=0.com.8x 50.00m Intensidade de chuva média (mm/h)=I= 762/(365dias x 24h)= 0.087mm/h (estimativa) Qáguas+esgoto= 0.400)= 0.0 mg/L • 80% dos esgotos é lançado no lago.7mg/L • I=0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.27 • Área de contribuição (ha)=A=640ha • Estimativa da quantidade de fósforo na água = 0. Q esgoto= 0.087mm/h (estimativa) 7-14 .br Exemplo 7.0992m3/s Carga de fósforo no ano= 0.2625m3/s Carga de fósforo por ano= 0.087 x 960/360=0.087mm/h Dados do problema: Tratamento de esgotos sanitários • População servida: 50. 1987 adaptado às unidades SI que é bem elucidativo. 1987 Lago Os dados do lago são: Volume V= 622.45 x 0.000.000habitantes • Quota per capita= 567 L/ hab x dia • Quantidade de fósforo no efluente dos esgotos que é lançado no lago= 6.700.000hab x 567 L/hab x dia/ (1000 x 86.95 x CIA/360= 0.0992 x 86400x 1000 x 4x365 / (1000 x 1000) =12514 kg de fósforo/ano Águas pluviais somente • Coeficiente de runoff C=0.1.95x 0.000m2 Precipitação média anual= P=762mm/ano Profundidade média do lago H (m)= 8.000 m3 Área de superfície As= 77.

000g/ano W´= W/As= 79582.037 x 86400x 1000 x 0.27 x 0.1) 7-15 .15.000m2/ (1000x365dias x 86400)=0.02mg/L Carga de fósforo por ano= 14.6m/ano para 16m/ano.024/ 23.0m/ano P= W´/ (q + vs)= 1.052mg/L=52μg/L Portanto.00046875kg / ha x dia • Runoff 30% da precipitação (estimado) Q agric= 0.2625 49669 Águas pluviais+esgotos 0.044 g/m3= 0.087 x 640/360=0.928 2190 Total= 17.01+12. Adotando vs= 16.30 x 762mm/ano x 12800ha x 10. a lagoa tem estado trófico conforme Tabela (7.02 x 365dias/(1000 x 1000)= 8925kg de fósforo/ano Área para agricultura • Área A= 9600ha • Carga de fósforo= 0.024 g/m2 x ano Tempo de detenção td td= V/Q = 622000000/ (17.79 5466 Área de floresta 0.992 12514 Águas pluviais somente 0.024 g/m2 x ano/ (7.02+16) = 1.16 79582 W= 79582 kg de fósforo /ano=79582.000g/ano/ 77.0/ 1.6) = 1.037m3/s Carga de fósforo no ano= 0.052 g/m3= 0.15= 7.024 g/m2 x ano/ (7.928m3/s Carga de fósforo por ano= 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.6m/ano q= Q/As= H/ td= 8.02=0.15 x 86400 x 1000 x 0.7 x 365 / (1000 x 1000) =818 kg de fósforo/ano Água a montante • Vazão Q= 14.8 É o mesmo Exemplo 7.Resumo Origem do fósforo Vazão Carga anual (m3/s) (kg/ano) Montante 14.16 x 86400 x 365)=1.15m3/s • Estimativa de fósforo =0.79m3/s Carga de fósforo por ano= 0.15 8925 ETE 0.com.037 818 Área agrícola 0.15 ano Adotando vs= 12.044mg/L Portanto.01 m/ano p= concentração do poluente no lago (mg/L) p= W´/ (q + vs)= 1.700.000=1.18) Exemplo 7.000m2/ (1000x365dias x 86400)=0.00046875 kg/ha x dia x 12800ha x 365=2190 kg/ano Tabela 7. a lagoa continuará no estado trófico conforme Tabela (6.30 x 762mm/ano x 9600ha x 10.024/ 19.br Qáguas+esgoto= CIA/360= 0.00156 kg/ha x dia x 9600ha x 365=5466 kg/ano Área para a floresta • Área A= 12800ha • Carga de fósforo= 0.62=0.6 onde alteraremos o valor vs de 12.00156 kg / ha x dia • Runoff 30% da precipitação (estimado) Q agric= 0.

0m/0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. o lago é oligotrófico 7-16 .924/ 35.6)= 0.10) Resolução Coeficiente de runoff C=0.000398m3/s=0.000m3/ (0.br Exemplo 7.com.26 P= W´/ (Q+vs) Admitindo vs= 12.000m3 A vazão Q é a soma da vazão base 3.3 kg/haxano W= 154 ha x 0.924/ (23.50 Taxa de fósforo adotado para área residencial media conforme Tabela (7.0258mg/L=25.000m2 (estimado) Vazão firme que se pode retirar= 12 L/s (sem deixar o Q.400s x 365dias)= 0.03636m3/s Q total= 0.0258g/m3=0. I= 1488mm/ano /(365 x 24)=0.08 L/s Área de superfície As=50.17mm/h x 154ha/360=0.6m/ano P= W´/ (q+vs)= 0.26+12.8μg/L Portanto.54 km2= 154ha Volume do lago V= 100.2 kg/ano de fósforo= 46200g/ano W´= W/As= 46200g/ 50000m2=0.02 L/s x ha x 154ha=3.17mm/h Qmédio do runoff=CIA/360 Qmédio do runoff=0.9 Estimar a quantidade de fósforo do Lago Azul localizado em Guarulhos Estado de São Paulo com os seguintes dados: Precipitação média anual= 1488mm/ano Evapotranspiração média anual= 1367mm/ano Área da bacia= 1.6)=0.30 kg/ha x ano=46.036758m3/s x 86.03636m3/s+0.086ano =23.036758m3/s td= V/Q= 100.86=0.08 L/s que deve ser somada a vazão devido ao escoamento das águas pluviais.924 g/m2 x ano td= V/Q td= tempo de residência (ano) V= volume =100.50 x 0.02 L/s x ha Vazão base= 0.7.086ano A descarga q= Q/As= H/td= 2.000m3 (estimado) Profundidade estimada= H= 2.00m Vazão base unitária= 0.

Editora Navegar. -UNESCO. 1998. 1987. JOHN A. models and applications. Poluição Difusa. Editora Harper Collins Publishers.http://cires. ISBN 92-3-103998-9. 623 páginas. PLINIO. Biogeochemistry 46: 149-162-1999. WILLIAM M. ROBERT V. 2005. 434 páginas. Acessado em 6 de Janeiro de 2007. New York State Department of Environmental Conservation.10 Bibliografia e livros recomendados -ESTADO DE NEW YORK. Agosto de 1983.colorado.edu/limnology/pubs/Pub144. -THOMANN. Documento EPA-440/4-84-019. 2006. 2001. WILLIAN M. On site wastewater treatment systems manual. Stormwater Management Design Manual. Technical Guidance Manual for Perfoming Waste Load Allocations. ISBN 0-06-046677-4. NY.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. -USEPA. 61 páginas ’ 7-17 . EPA 625/R-00/008 fevereiro de 2002. 644páginas. -TOMAZ. 3a ed.br 7. Principles of surface water quality modeling and control. 14páginas. October.com. Italia. An introduction to methods.pdf -MARSH. E MUELLER. -USEPA. Nitrogen yelds from undisturbed watersheds in the Americas. Albany. Josh Wiley. et al. Simplified Analytical Method for determining NPDES effluent limitations for POTWs discharging into low-flow streams. Water Resources Systems planning and management. Landscape planning environmental applications. 2001. -LEWIS.

2. 7-18 .br APENDICE A Resumo: Trabalho: Balanço HÍdrico e Oxigênio Dissolvido do Lago dos Patos O objetivo é mostrar que o Lago dos Patos é um patrimonio histórico importante para Guarulhos e que não há problema de balanço hídrico no mesmo. decomposição das folhas das árvores que caem no lago. mergulhos e passeios de barco. o lago dos patos encontra-se extremamente assoreado. Aos fundos dava para ver a casa em estilo colonial construida pelo arquiteto Ramos de Azevedo e que hoje é o teatro Nelson Rodrigues. Dados técnicos do lago A área de superficie tem 18.5m a 1. um vindo do Nosso Clube de Vila Galvão com 150mm e outro de casa da familia Marinelli na rua Santo Antonio. Francisco Conde e o mesmo recebe dois outros tubos. O volume total de água armazenado é de 21. As florações de algas aparecem devido a entrada de nitrogênio e fósforo. O lago dos Patos é alimentado por seis minas de água que atraves de um tubo de 150mm de PVC que vem da av. Objetivo O objetivo é apresentar o balanço hídrico e o oxigênio dissolvido do lago dos Patos localizada em Guarulhos no bairro de Vila Galvão. Vi uma foto da mãe do sr Moacyr dando milho aos gansos em região gramada onde hoje é o lago dos Patos. 4 Problemas Hoje. 3. No que se refere ao oxigênio dissolvido (OD) necessário para manter o ecossistema aquático o mesmo encontra-se no limite desejável de 5.com. cheio de peixes e apresentando de vez em quando florações de águas. A area da bacia a montante do lago dos Patos é de 105ha (1.80m com profundidade média de 1.05 km2) O mesmo encontra-se assoreado. A barragem é artificial e foi construida em terra transportada por carrocinhas puxado a burro e a rua chama-se Rua Piracamjuba.800m2 sendo a profundidade atual variando de 0.00m conforme me informou o sr Moacyr Vasconcelos.0mg O2/L devendo ser previsto monitoramento para o controle de algas cianofíceas e desassoreamento do mesmo. fezes dos patos e gansos. História do lago O lago dos Patos fica em Guarulhos no bairro de Vila Galvão na rua Francisco Gabriel Vasconcelos e foi construido em 1910 ou 1911 pelo sr Francisco Gonzaga de Vasconcelos e sempre foi usado como area de lazer para banhos. pois há muitos anos havia trampolim onde os merguladores davam shows.15m. Existe ainda uma mina que sai perto da Casa dos Churros que vai ao lago.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.390m3. Balanço Hídrico e Oxigênio Dissolvido do Lago dos Patos 1. causado por excesso de comida jogada aos peixes e patos. pois a profundidade máxima chegava a 6.

64 3736 2411 5625 6950 21390 abr 30 4 58.87 129.85 80.br 5.volume que sai= Balanço mensal o que fica no reservatório no fim do mês (m3)= julho 31 7 30.02 18600 105 21390 Tabela 2.25 1397 2013 5625 5009 21390 out 30 10 137.32 107.11 3994 2680 5443 6757 21390 1487.14 139.19 2555 2422 5443 5577 21390 nov 31 11 130.65 126.volume que sai= Balanço mensal o que fica no reservatório no fim do mês (m3)= jan 31 1 254.80m.69 7-19 .5 1.8 1. Media= Área da superfície (m2)= Ilha (m2)= Área da superfície liquida (m2)= volume (m3)= Vazão base (litros/segundo x ha) Área da superfície (m2)= Área da bacia (ha)= Volume do reservatório (m3)= 4788 0.51 2427 2576 5625 5475 21390 dez 30 12 214.56 574 1498 5625 4700 21390 ago 31 8 24.com.13 108.8 0.19 4681 2347 5080 7414 15163 mar 31 3 200.02 72. Balanço Hidrico Com dados fornecidos pela Estação Climatológica da Universidaded de Guarulhos calculamos a evaporação pelo Metodo de Pennan-Monteith.92 104.Balanço Hídrico Meses do ano Numero de dias no mês Mês precipitação média mensal (mm) = Evaporação média mensal ( mm)= Precipitação na represa= área da represa xPrecipitação mensal (m3)= Evaporação volume (m3)= evaporação mensal x área da superfície da represa= Vazão base (m3/mês)= Balanço (m3) volume que entra.91 4727 2602 5625 7749 7749 fev 28 2 251.64 726 1351 5443 4818 21390 Tabela 3-continuação Balanço Hídrico Meses do ano Numero de dias no mês Mês precipitação média mensal (mm) = Evaporação média mensal ( mm)= Precipitação na represa= área da represa xPrecipitação mensal (m3)= Evaporação volume (m3)= evaporação mensal x área da superfície da represa= Vazão base (m3/mês)= Balanço (m3) volume que entra.74 144.Balanço Hídrico Volume mensal (m3)= Vertedor tipo tulipa com tubo (m)= Profundidade mínima= Profundidade máxima= Prof.15 18800 200 18600 21390 0.28 85.14 1085 1993 5443 4535 21390 mai 31 5 70.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.49 138. A entrada de água sao as minas já citadas e a saida é um vertedor tipo Tulipa de diametro de 0.8 1366.49 1307 1590 5625 5342 21390 jun 30 6 39.39 130. elaboramos o balanço hidricio: Tabela 1.06 463 1936 5625 4153 21390 set 31 9 75.

consumo de oxigênio devido a DBO e consumo de oxigênio devido a sedimentos no fundo do lago.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=3.056g/m2/dia (adotado) cin = concentração da água que entra no lago com OD=7.0372 x 3.5 -0.390m3 6 Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos A concentração de oxigênio dissolvido OD é dado pelas parcelas referentes a córrego tributário.5 -0.317 x 3.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.390m3 Vazão de entrada e de saida Q= 184m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 21.5+ 0.3mg/L T= 20ºC Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= 21.390m3/ 184m3/dia= 116 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0. 1987.58/dia K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO= 0.30mg/L para temperatura de 20ºC altitude 760m em Guarulhos.50.00m de Guarulhos =8.com.800m2=13. Adotaremos modelo de Thomann e Mueller.728 x U0.71m/dia (0.0mg/L cs= saturação do DO a 20ºC na altitude 760.532m3/dia Wc= SB x A 7-20 . C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (DO) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga= 184m3/dia K2= taxa de transferência de OD para reareação=0.317 x U+ 0.728 x 3. saturação do OD.800m2 V= volume do lago= 21.390m3 Ks= SB=demanda de oxigênio pelo sedimento= 1.br O balanço hídrico nos mostra que o lago dos Patos não apresenta problema de ficar seco mantendo praticamente constante o volume médio de agua de 21.5m/s (média de Guarulhos na Estação Climatológica da UNG) KL= 0. Cs= 8.52= 0. Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigênio usando uma tabela ou calculando. Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Q+KL x A= 184m3/dia + 0.71 x 18.9m/dia) OK.58/dia L= DB0 existente nas lagoas no início = 2mg/L A=área da superficie do lago= 18.6m/dia a 0.

818= 0.00 + (0.0 x 0.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.036 x turbidez Ke= 2.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.390x0.007 x Cor + 0.67m α1= αo x e –Ke x z= 1.42 x e – 6.532)x 2.br SB=Ks= 1.32 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.800 /13. ps=aop x P aop= 0.818 z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) z= 4.e -1.15m = profundidade média (adotado) Cor aparente= 150 uH Turbidez= 83 uT Ke= 2. P= clorofila a em μg/L= 8 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.056 x 18. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia em mg O2/ L x dia ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.71 x 18.15) =0.47=5.30 – (21.25x 8= 2.532)x8.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.007 x 150 + 0.58 / 13.01 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 6.818 Ke= 6.800m2=19853 C= ( 1840 / 13.42 H= 1.718 x f ( e -α1 .84mgO2/L x dia Como o lago tem algas elas produzem e consomem oxigênio para a sua respiração.532) x 7.5 μg/L = 2.6dias 7-21 .95 +8.42) / (6.0 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia G(Ia)= 2.818 x 1.1 a 0.818/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia. a concentração de OD no l ago dos Patos é de 5.19 -1.6 dia Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese (fitoplâncton) f= 0.16= 0.com.84 mg de O2/L Portanto.818 x 0. a fotossíntese só ocorre durante o dia.78 + 0.83 – 1. É importante calcular a variação de oxigênio durante um dia como veremos abaixo.25 razão em mg de DO / μg de clorofila a que varia de 0.16 pa= ps x G (Ia)= 2.67 = 0. 7 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia devido ao fitoplancton.3.718 x 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.056 g/m2/dia (adotado) Wc= 1.6/Ke= 4. Vamos adotar aop=0.01 . Devido a energia solar.0 –(19853 / 13532) C= 0.78 + 0.25 x P= 0.036 x 83= 6.6/6. Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2.6 ( e -0.

É recomendável que o lago fosse desassoreado para voltar a profundidade original e que de vez em quando fosse diminuida a quantidade de peixes.13 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.1 P= 8 μg/L R= aop x μR x P= 0.97mgO2/ L x dia.13mgO2/L x dia.32 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.84+0.0 mg O2/Lx dia.84– 0.25/dia μR= 0.32 = 0.1 x 8=0.6 x 0.Conclusão O lago dos Patos localizado em Vila Galvão.97 mgO2/L x dia Portanto.40 Δc = 0.13=5.e –0.58 x 1 x (1-0. 8.25 x 0.71 mgO2/L x dia 5.32mg O2/L x dia de oxigênio mas como precisam respirar consumo 0.58/dia pa= 0.e – Ka x f x T) x ( 1.br T=1dia K2=0.58 x 1dia)] Δc/pa = 0.40 x 0.e – 0.20 mg/L x dia de oxigênio.com.71mgO2/L x dia a 5.58 x 0. Guarulhos é um patrimônio histórico de Guarulhos e tem normalmente o equilíbrio de oxigênio dissolvido de 5. Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 4. que é o suficiente para manter o ecossistema aquático existente. havendo uma variação média durante o dia de 0.13= 5.6f) )] / [0. Respiração das algas R aop= 0. O lago dos Patos está isendo de contamniação de esgotos ou de outra fonte conforme constado.6 x 1dia) x ( 1. quando a temperatura for de 20ºC a variação de oxigênio dissolvido no Lago dos Patos irá variar de 5. as algas produzem em média 0.13mg O2/ L x dia. devendo-se tomar o cuidado de não se comer as entranhas devido a presença de algas cianofíceas no mesmo.e –Ka x T x (1.2 mg/O2/L x dia Portanto.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/pa = [( 1.91mg/L poderá haver variação de oxigênio: 5. 7-22 .58 x (1 – e –0.

br 28/06/08 Capítulo 08 Gramados Engenheiro civil Plínio Tomaz 1 bar= 10 5 Newtons/m2 1 mb (milibar)= 10 N/m2 = 1000dina /cm2=0.0143psi= 0.04 in Hg 1 N/m2 = 1Pa janeiro de 2007 2 ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) 8-1 .Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.0295in. Hg 1mm Hg= 1.36 mb= 0.

com. 2005 Conversão de temperatura Tc= (5 / 9) x (Tf – 32) Tc= temperatura em graus centígrados (ºC) Tf= temperatura em Fahrenheit (ºF) Tf= 32+ (9/5) x Tc Graus Kelvin (ºK) tem o zero a -273.16º C ´ 8-2 .br 28/06/08 Conversão de unidades Varejão-Silva.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

9 8.25 8.14 8. SCS conforme FAO.18 8.24 8.27 8.28 8.1 8.br 28/06/08 Ordem 8.12 8.4 8.2 8.29 SUMÁRIO Capitulo 08.5 8.11 8.22 8.13 8.19 8. substrato Limitar a área de gramados Uso de plantas com baixo consumo de água Hidrozona e tipo de gramas Eficiência da irrigação Deverá ser mantida uma rotina de manutenção Solo-água-planta Percolação Runoff Profundidade efetiva das raízes RZ Capacidade de armazenamento da água no solo.8 8.16 8.3 8.Gramados Assunto Introdução Consumo de água em jardins residenciais As sete etapas de um bom gramado doméstico Projeto e planejamento Melhoria do solo Solo Condutividade hidráulica Uso de matéria orgânica.21 8.23 8.com.20 8.15 8. ou seja.10 8.26 8.6 8.AWHC Água disponível para a planta na zona das raizes PAW Quantidade de água que pode ser extraída (MAD= Management Allowabele depletion ) Porcentagem de água que pode ser extraída pelas plantas (AD) Coeficiente de paisagismo (KL) Fator das espécies Ks Fator de microclima Kmc Fator de densidade Kd Precipitação efetiva (Pe) Precipitação efetiva “Pe” pelo método do United States Departmement of Agriculture – USDA Método USDA. 1998 Bibliografia e livros recomendados 43 páginas 8-3 .17 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 8.

a direção dos ventos predominantes.Gramados 8.Consequentemente torna-se necessário conhecer a evapotranspiração que é fundamental para a irrigação. as faces nortes e sul.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. Muitos conceitos serão apresentados de maneira simples. Conforme a Associação Nacional de Paisagismo (ANP) no projeto devem ser analisados os seguintes aspectos: Tamanho e forma da área Paisagismo a ser implantado Horas de radiação direta de cada área 8-4 . Figura 8.br 28/06/08 Capitulo 1.1) e (8.1.2 Projeto e planejamento Os aspectos de planejamento a serem observados são: as declividades. o volume de água disponível local e os custos totais de manutenção.Exemplo de um landscape em pesqueiro de trutas em Campos do Jordão Figura 8. ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) As Figuras (8. as precipitações mensais e anuais. O ponto a ser atingido é que o sistema de irrigação seja automático com a máxima economia de água atendendo os projetos arquitetônicos.2) mostram alguns gramados bem executados e conservados.2 Mostra do gramado que embeleza a paisagem 8. campos de futubel e campos de golfe.1 Introdução O objetivo deste trabalho é a estimativa do consumo de água para irrigação por aspersão em áreas verdes e praças públicas.

30m de espessura.1. 1997 8.10m a 0. O solo que vamos tratar é basicamente o chamado Horizonte A que tem aproximadamente de 0.4 Solo O solo é formado por partículas sólidas (minerais e orgânicas). facilitarem o desenvolvimento de sementes e diminuir a erosão. silte e argila. em geral. Deve-se ter o cuidado de não se construir barreiras que impeçam ou eliminem a capilaridade.Condutividade hidráulica com relação ao tipo de solo Textura do solo Condutividade hidráulica (mm/h) Argiloso 2a5 Franco-argiloso 6a 8 Franco-siltoso 7 a 10 Franco 7 a 12 Franco-arenoso 8 a 12 Arenoso 12 a 25 Fonte: Gomes. são os mais adequados para o desenvolvimento de raízes das plantas.4) Os solos de texturas médias (francos) que possuem proporções equilibradas de areia.br 28/06/08 Declividade do terreno Necessidade hídrica das plantas Profundidade efetiva do sistema radicular Ação dos ventos predominantes Tipo de solo Sombreamento. A condutividade hidráulica do solo conforme Tabela (8.com. ou seja. rochas. etc.3) e (8. 8-5 . já que apresentam condições bastante satisfatórias de drenagem. Tabela 8. 8. substrato que é um produto equilibrado física e biologicamente. A textura ou composição granulométrica de um solo é um termo usado para caracterizar a distribuição das partículas no solo quanto as suas dimensões conforme Figura (8. Um outro problema é da compactação do solo.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. água e ar e constitui o substrato de água e nutrientes para as raízes das plantas.1) é medida com o infiltrômetro de duplo anel no local (in situ). Isto irá reduzir as necessidades de mais água nas plantas.3 Melhoria do solo Para a melhorar as características físicas do solo deve-se usar uma mistura de materiais orgânicos. Para plantio coloca-se cerca de 10 cm de altura e para recuperação usa-se cerca de 3cm de altura. principalmente em áreas urbanas que podem ter camadas de areia. aeração e retenção de água. pronto para uso. Abaixo do Horizonte A teremos o que se chama na prática de subsolo.

Fonte: Reichardt e Timm. 2004 8-6 .com.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Triângulo de classificação textural.3 .br 28/06/08 Figura 8.

Figura 8. 60% de silte e 15% de argila.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 Exemplo 8.1 Classificar um solo com 25% de areia.5 Valores usuais está hachurado 8-7 .Triângulo de textura proposto por USDA (United States Department of Agriculture).3) vimos que se trata de solo franco siltoso.com. Entrando na Figura (8. Figura 8.4 .

2004. orientação e organização das partículas sólidas conforme Reichardt e Timm. silte e areia na composição do solo. 18/50= 0. Resumo: Areia 54% Silte 36% Argila 10% Total= 90% Classificação do solo: franco arenoso (loamy sand) 8-8 .6). A fração de silte medida foi de 18mm. 1997). é difícil de quantificar e também de catalogar (Gomes. No exemplo tirei no jardim da minha casa 50mm de solo e depois de 24h podemos observar 27mm de areia. do ar e das raízes das plantas.36 (36%).5). A fração de silte demora mais horas e a argila somente poderá ser observada no dia seguinte.54 (54% de areia).Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ou seja 27/50= 0. Adicione água e chacoalhe a garrafa. De acordo com a proporção de argila. ou seja.com. Adicione um detergente líquido para facilitar a quebra das estruturas. 2004. Garrafa de teste Figura 8. a textura se divide em várias classes. Depois de umas horas a areia já se deposita no fundo. As linhas grossas do gráfico indicam as fronteiras de cada uma das classes de textura. A argila é calculada pela diferença. Solos de texturas iguais podem possuir estruturas diferentes que apresentam maiores ou menores dificuldades à penetração ou circulação da água. conforme Reichardt e Tim. 1997). Tire 50mm de solo e coloque dentro da garrafa. silte e argila é tomarmos uma garrafa com boca larga na qual enchemos a metade com água conforme Figura (8. A estrutura do solo ao contrário do que ocorre com a textura. Textura A textura de um solo refere-se à distribuição das partículas do solo tão somente quanto ao seu tamanho. que podem ser determinadas através do triângulo de texturas proposto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e apresentado na Figura (8.3) (Gomes. Estrutura O conceito de estrutura de um solo é qualitativo e é usado para descrever o solo no que se refere a arranjo.br 28/06/08 Os valores usuais de solos usados em gramados estão hachurados conforme Figura (8.6 – Garrafa de teste de textura do solo Uma maneira aproximada para saber a porcentagem de areia. A estrutura de um solo caracteriza a forma de arranjo de suas partículas. O triângulo se compõe de doze espaços que representam 12 classes distintas de textura.

0 12% a 16% mm/h 12.8 15.com.1 16.7 8.9 10.8 2.4 7.7 11.1 16.4 21.5 1.1 5.3 > 16% mm/h 7.9 7.9 22.8 3.1 3.9 6.6 3. Condutividade hidráulica conforme a declividade do terreno.8 3.9 6. 1993 8-9 .0 15. 1986 in AWWA.9 10.2 7.4 4.4 9.Condutividade hidráulica do solo conforme a declividade do terreno e textura do solo.7 9.7 12.0 2.2.6 6.1 3.9 8.2 12.0 1.8 Fonte: Toro Company.7 11.0 13.6 4.2) apresenta a variação da condutividade hidráulica do solo conforme a declividade do terreno e textura do solo.4 6.6 3.5 Condutividade hidráulica A condutividade hidráulica geralmente em mm/h representa a coluna de água em (mm) que atravessa um solo saturado.4 19.1 4.4 5. A Tabela (8.2 13.8 2.8 2.6 6.1 17.7 10. menor é a condutividade hidráulica .9 6.5 2.5 11.8 3.9 23.8 4.3 0. Observa-se que quanto maior a declividade.1 5. numa determinada unidade de tempo (h) sob um gradiente hidráulico unitário.6 5.7 8.0 1.2 8.6 4.5 8% a 12% mm/h 19.8 2. Tabela 8. Tipos de solo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Áreia grossa Areia média Areia fina Areia franca Franco arenoso Franco arenosa fina Franco arenosa muito fina Franco Franco siltoso Solo siltoso Argila arenosa Franco argiloso Argila siltosa Solo argiloso 0 a 4% mm/h 31.3 14.3 2.8 26.3 5 a 8% mm/h 25.br 28/06/08 8.9 6.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 19.

As Figuras (8. O gramado mais adequado será aquele que se sustenta somente com as chuvas locais. É aconselhado de dois em dois anos colocar a matéria orgânica (areia e húmus) sobre o gramado em pelo menos 80% da área.7 Uso de plantas com baixo consumo de água Uma grama que consome muita água deverá ser evitada.8).Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O solo orgânico colocado varia de 5cm a 10cm. A adição de matéria orgânica na forma de adubo verde. 2006 8. Figura 8. de estrume ou de composto ajudam também a melhorar a capacidade de campo do solo e introduz nutrientes como N. 2004. substrato A matéria orgânica irá se decompor melhorando a qualidade do solo local conforme Figura (8.10) mostram gramados salientando o assentamento em rolos. 2004.O material orgânico.Solo orgânico Figura 8. Quando aquecida a 700ºC ela se expande passando a um volume dez vezes maior conforme Reichardt e Timm. P e S conforme Reichardt e Timm. A vermiculita é uma argila que na estrutura 2:1 é um mineral secundário que ajuda a reter a água. não precisando de irrigação.com.6 Uso de matéria orgânica.7. ou seja.br 28/06/08 8. 8-10 .8.9) e (8.7) e (8. substrato ajuda a manter a umidade do solo Fonte: Waterwise Florida landscape.

Figura 8. e que os gramados não excedam de 25%. Em se tratando de áreas irrigadas com esgoto sanitário tratado. Geralmente as gramas possuem raízes razas. Fonte: Waterwise Florida landscape. 2006 Segundo Vickers. sejam de plantas que consumam muita água.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 Figura 8. O mesmo acontece na cidade de East Bay -Califórnia. A cidade de Albuquerque. o limite para os gramados chega até 40%. As plantas nativas não são somente gramados. Texas em um jardim.Exemplo de raízes razas e profundas. que 8-11 . 43% das plantas devem consumir pouca água. Califórnia permite que no máximo 35% das plantas em um jardim tenham consumo com muita água. O município de Marin. Texas oferece incentivos para quem reduzir o consumo de água nos jardins. mas árvores. 2001 em Austin. Novo México exige que no máximo 20% das áreas do jardim. A cidade de Austin.11. onde se exige 42% das plantas com pouco consumo de água.Grama sendo assentada em rolos A Figura (8.Gramado Figura 8. da área total.com.11) mostra exemplo de raízes razas e profundas.10. Uma das maneiras de se utilizar plantas que consumam pouca água é usar plantas nativas principalmente nos gramados. arbustos etc.9.

Gramas tolerantes a seca e não tolerantes Conforme informações da técnica em paisagismo Marinez Costa as melhores gramas tolerantes a seca são: • Batatais • Bermuda • Esmeralda As gramas pouco tolerantes a seca são: • Santo Agostinho • Grama Coreana • São Carlos As características principais das gramas mencionadas acima são: Batatais (melhor de todas) Nome cientifico: Paspalum Notatum. conforme Tabela (8.8 Hidrozona e tipo de gramas O agrupamento das plantas com consumo semelhantes de água também é aconselhável. playgrounds e campos de golfe.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Altura de 15cm a 30cm Resiste ao pisoteio Resiste à seca Não resiste a sombra Tolerância à meia sombra Uso em parques públicos e grandes áreas Resistente a pragas e doenças. praga. Bermuda Nome cientifico: Cynodum dactylum Uso em campos esportivos. para que não se tornem uma Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins. desde que seja irrigada).com. pois permanece praticamente verde durante todo o ano. Flugge (esta grama é usada muito nas estações climatológicas no Brasil. É o que se chamam as hidrozonas. Deveremos ter cuidado com plantas e forrações invasivas. Tolerantes a pisoteio 8-12 .3 . 2006 8. São Paulo. Tabela 8.br 28/06/08 existam na região.Água de reúso classe 3 Fonte: Sinduscon. SP.Conservação e Reúso da água em edificações.3) do Sinduscom.

a chamada graywater ou águas cinzas em portugues para irrigação. principalmente subsuperficial.br/Noticias/escolhagrama.Vários tipos de grama usada no Brasil Fonte: http://www. separando as plantas de acordo com o consumo de água. que podem beber a água de uma poça de água e ficar doente. Na Califórnia. com muitos prós e contras.htm 8.itograss. não usar água de esgoto como irrigação. O uso da água de esgoto tratado. Preferimos por ora. Figura 8.9 Eficiência da irrigação A eficiência da irrigação só melhorará.com.com.br 28/06/08 Resistente a seca Suporta temperatura até 40ºC Sobrevive até 12mm /semana de água de irrigação Esmeralda Nome cientifico: Zoysia japonica Altura de 10cm a 15cm Originaria do Japão Muito ramificada Gosta de sol Não resiste muito ao pisoteio Não resiste a sombra Resiste à seca Santo Agostinho Nome cientifico: Stenotaphrum secundatum Altura de 15cm a 25cm Não resiste a sombras Não resiste ao pisoteio Tolerante a salinidade Bom para região litorânea Provém da América Subtropical Grama coreana Nome cientifico: Zoysia Tanuifolia Altura de 10cm a 15cm Gosta de muito sol Crescimento lento Não é resistente ao pisoteio Precisa de irrigação periódica.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. as chamadas hidrozonas. é permitido o uso da água da lavagem de roupas. ou seja. como cachorros e gatos.12) mostra foto de vários tipo de gramas existentes no Brasil. de maneira que não haja escoamento superficial (runoff). banhos e lavatório do banheiro.12. devido a problemas com os animais. A escolha do tipo de irrigação por sprinkler ou gotejamento dependerá da declividade. 8-13 . São Carlos Nome científico: Axonopus Compressus Altura de 15cm a 20cm Origem do sul do Brasil Tolerância ao frio Pleno sol e meia sombra Não é resistente a seca Usar em áreas de sobra A Figura (8. para irrigação tem sido muito discutido nos Estados Unidos.

É também chamada zona ativa das raízes ou zona das raízes onde estão praticamente 95% das raízes. 8.com.11 Percolação É a taxa pela qual a água se move através do solo.13 Profundidade efetiva das raízes RZ É a profundidade do solo na quais as plantas buscam os nutrientes.13) a (8.10 Solo.água – planta São as relações que definem o modelo no qual a água entra e se move na profundidade efetiva das raízes.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A percolação profunda ou seja a água livre ocorre quando a água fica abaixo das raízes e não é mais usada pelas plantas. A água escorrerá superficialmente formando poças d´água e sulcos. 8. Conhecida como escoamento superficial ou enxurrada. A água livre é uma água perdida. A percolação profunda pode encaminhar produtos químicos e fertilizantes da zona das raízes para o aqüífero subterrâneo. A quantidade de água necessária que fica na zona das raízes e que é chamada de soil moisture reservoir. Isto acontecerá quando houver um excesso de irrigação. no sistema de raízes das plantas e depois volta para a atmosfera.12 Runoff È a água que não é absorvida pelo solo e pelas plantas quando é feita a irrigação. É como se fosse um reservatório de água conforme Figuras (8. 8-14 . que irá para o manancial subterrâneo. 8.br 28/06/08 8.16).

com.tamu.14.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 Figura 8. onde existe o máximo e o mínimo.Mostra a capacidade total de água na zona de raízes.tamu.13. http://gilley.edu/ Figura 8.edu/ 8-15 .Mostra o reservatório de água na zona de raizes http://gilley.

Mostra a extração de água na zona de raízes http://gilley.edu/ 8-16 .tamu.15.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 28/06/08 Figura 8.

20 Argila Fonte: FAO.18 Franco argiloso siltoso 0.19 Argila siltosa 0.22 a 0.13 a 0. 1949 in Reichardt e Timm.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. o que usualmente.12 Areia franca 0. quantidade de água contida na capacidade de campo e quantidade de água contida no ponto de murcha permanente. 8.32 a 0.19 0.= capacidade de armazenamento de água pelo solo (m3/m3.4 – Capacidade de campo.19 Franco siltoso 0.07 0. O Ponto de Murcha Permanente θPMP é a umidade do solo na qual uma planta murcha não restabelece turgidez mesmo quando colocada em atmosfera saturada de 12h. cm3/cm3.40 0. quando a velocidade do movimento descendente praticamente cessa. bem como a diferença entre eles. 2004.30 0.18 Franco 0.13 a 0.18 a 0.20 Silte 0.11 a 0.17 0.20 a 0.30 a 0.05 a 0.22 0.br 28/06/08 Figura 8. cm3/cm3.37 0.02 a 0. mm/mm) 0.21 0. ocorre dois a três dias após a chuvas ou irrigação em solos permeáveis de estrutura e textura uniforme. AWHC (Available Water Holding Capacity).24 0.12 a 0.15 Franco arenoso 0.13 a 0.11 Areia 0.30 a 0.17 a 0.06 a 0.Mostra esquematicamente o máxima capacidade de água disponível para as plantas.07 a 0.36 0. mm/mm) A Capacidade de Campo θCC conforme Wihmeyer e Hendrickson.28 0. ponto de murcha permanente conforme a textura do solo e capacidade de armazenamento da água no solo.16. Textura do solo Capacidade de Ponto de campo Murcha AWHC=θCC . mm/mm) θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permantente (m3/m3.θPM Permanente θCC θPM (m3/m3.09 a 0. conforme Reichardt e Timm. 1998 a Tabela (8. cm3/cm3.29 0.16 a 0. 1998 8-17 .17 a 0.42 0. cm3/cm3.14 Capacidade de armazenamento de água pelo solo Vamos definir três parâmetros que é muito importante para o estudo da irrigação que são: capacidade de armazenamento de água pelo solo. mm/mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo (m3/m3.07 a 0. havendo um ponto de refill onde deverá haver chuva ou irrigação.17 0.4) onde temos a textura do solo e a capacidade de campo e o ponto de murcha permanente.20 0.06 a 0. Tabela 8.03 a 0.12 a 0.36 0. 2004 é a quantidade de água retida pelo solo após a drenagem do seu excesso. A FAO.16 0.28 a 0.13 a 0.11 a 0.10 0.12 a 0.com.

12 0.12 0.06 0.20 0. 1997.17 0.6) onde para solo franco arenoso temos AWHC= 0.15 0. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permantente em % do peso.5.21 0. Solo franco arenoso.θPM ) x Dar AWHC= (1/10) x (15 . 8-18 .38= 1.08 0.14 a 0.19 A capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC) pode ser calculada conforme Gomes.21 0.18 0. A densidade do ar Dar= 1.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management e de Gomes.6.19 Franco argilo-siltoso 0.13 0.13 0. 1997 através da expressão: AWHC= (1/10) x (θCC .13 0.5 ) x 1.00 Argila 0.06 Areia franca 0.17 0.19 Franco siltoso 0.θPM ) x Dar Sendo: AWHC= capacidade de armazenamento da água no solo (mm/cm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.6) estão a Capacidade de Armazenamento no solo AWHC em função da textura do solo.06 a 0.12 0.17 Franco siltoso 0.14 a 0.Capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC).18 0.08 a 0.com.12 a 0. Dar= densidade aparente do solo.38g/cm3. março de 2005. 1997 Argiloso Franco-argiloso Franco-siltoso Franco Franco-arenoso Arenoso 0. 1990 in Gomes. Textura do solo Craul WSU mm/mm mm/mm Areia 0.138mm/mm).38mm/cm=0. o que significa que a tabela funciona bem para estimativa. Exemplo 8.08 0.13 0.2 Calcular AWHC= capacidade de armazenamento da água no solo (mm/cm) sendo dados a capacidade de campo=15% do peso do solo e ponto de murcha igual a 5% do peso do solo. Tabela 8.10 0.12 Franco 0.Capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC).19 0.138mm/mm Podemos comparar com a Tabela (8. Capacidade de armazenamento de água pelo Textura do solo solo (AWHC) (mm/mm) The irrigation Association.4) e (8.07 Areia franca fina 0.br 28/06/08 Nas Tabelas (8. AWHC= (1/10) x (θCC . 2005 Fuentes Yague e Cruz Roche. relativa à densidade da água (adimensional).19 Franco argiloso 0.10 Franco arenoso 0.18 Argila arenosa 0.08 Fonte: Adaptado de The Irrigation Association.09 s 0. Tabela 8.13mm/mm (0.17 0.04 a 0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.16 0.

Dar= densidade aparente do solo.Curva característica de retençao de água de um solo Fonte: Azevedo Neto. 1998 é obtermos o valor da tensão de sucção em laboratório.8 ) x 1.17) e achamos a porcentagem. de um gramado PAW.17) com 0. 1998 Exemplo 8. em solo argiloso com raízes de profundidade efetiva de 150mm.32 x 40/10= 43.12atm obtemos o valor da capacidade de campo igual a 16% Para acharmos o ponto de murchamento entramos com a pressão de 15atm na mesma Figura (8. Outra maneira de resolver o problema Uma outra maneira de ser resolver o problema conforme Azevedo Neto. relativa à densidade da água (adimensional). que fica disponível para as plantas PAW (Plant Avaliable Water).3 Dada a tensão de sucção igual a 0. A disponibilidade de água para as plantas vai de um limite superior chamado de Capacidade de Campo (CC) até um limite inferior chamado PMP (Ponto de Murcha Permanente).br 28/06/08 8. Entramos na Figura (8. PAW = (θCC .17) e obtemos 7. PAW= AWHC x RZ Sendo: PAW= água disponível para a planta na zona das raizes (mm) AWHC= capacidade de armazenamento no solo (mm/mm) RZ= profundidade média das raízes para uma determinada hidrozona (mm).17mm/mm x 150mm = 26mm 8-19 .com. RZ= profundidade das raízes (cm) Exemplo 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8%. PAW= AWHC x RZ PAW= 0. Para solos argilosos conforme Tabela (8. Dar= 1.θPM ) x Dar x RZ/10 PAW= água disponível para a planta na zona das raízes (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.17mm/mm.12 atm para determinação da capacidade de campo obtido em laboratório.θPM ) x Dar x RZ/10 PAW= (16. Entrando na Figura (8.17. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso.16 Água disponível para a planta na zona das raizes É a quantidade de água na zona das raízes.3mm Figura 8.4 Calcular a quantidade de água disponível.4) o valor de AWHC= 0.7.32 RZ= 40cm PAW= (θCC .

br 28/06/08 Uma maneira de se imaginar a quantidade disponível de água PAW de uma planta. 1998.Quantidade de água que pode ser extraída (MAD)de acordo com textura do solo.04 x (5 – ETc) MAD = 0.7) foi feita para ETc=5mm e para outros valores ela deve ser corrigida através da Equação: AD = MAD da tabela + 0.17 Porcentagem de água que pode ser extraída (MAD= Management Allowable depletion) É a máxima porcentagem de água que pode ser extraída do solo antes da irrigação ser aplicada conforme Tabela (8. Dar= densidade aparente do solo (g/cm3) RZ= profundidade efetiva das raízes da planta (m) conforme Tabela (8. antes que atinja o ponto de murcha permanente. Deste reservatório como veremos adiante. conforme FAO.. A Tabela (8.17 mm/mm RZ= 150mm PAW= AWHC x RZ = 0. Quantidade de água que pode ser extraída (MAD) Textura do solo (%) Argiloso 30 Franco-argiloso 40 Franco-siltoso 40 Franco 50 Franco-arenoso 50 Arenoso 50 a 60 Nota: o valor máximo de MAD é de 50% Fonte: Adaptado de The Irrigation Association. Da Tabela (8.04 x (5 – ETc) Sendo: MAD= quantidade máxima que pode ser extraída da Tabela (8.17 x 150= 26mm MAD= 50% AD= PAW x (MAD/ 100) = 26 x (50/100) = 13mm Assim do reservatório de água no solo (soil moisture reservoir) pode ser extraído somente 13mm. ou seja. 8.6 Seja um solo argiloso com raízes de profundidade efetiva média de 150mm. Exemplo 8. Depende do tipo de solo e o valor máximo recomendado é de 50%. Quanto maior for a evopotranspiração da cultura ETc menor será a quantidade de água que pode ser extraída.7). 1997 temos: AD= (1/10) x (θCC .Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Outra maneira de calcular AD Conforme Gomes.04 x (5 – 8) = 0. 1997 conforme Tabela (8.50 (fração) MAD = MAD da tabela + 0. AWHC= 0.38 = 38% O valor será 38% e não 50% para o MAD. antes que o stress nas plantas comece.18 Quantidade de água que pode ser extraída pelas plantas (AD) A quantidade máxima de água que a planta pode extrair é: AD= PAW x (MAD / 100) Exemplo 8. só podemos aproveitar no máximo 50% da água disponível.com. 8-20 .50 + 0. março de 2005.8).7) para solo franco MAD= 50%= 0.9) em fração Etc= evopotranspiração da cultura (mm/dia). 8.9) MAD= quantidade máxima que pode ser extraída ou déficit tolerável para diversos tipos de cultura conforme Gomes. é supormos um reservatório de água disponível para a planta (Soil moisture reservoir).7. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso. Tabela 8.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.θPM ) x Dar x RZ x MAD Sendo: AD= lamina de irrigação liquida máxima (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.5 Calcular o valor de MAD para ETc= 8mm/dia para solo franco.

Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 Tabela 8.5mm 8.7 Calcular a lâmina de irrigação líquida máxima AD em mm sendo dados a capacidade de campo=15% do peso do solo e ponto de murcha igual a 5% do peso do solo. A vantagem do coeficiente de paisagismo KL é que pode ser reajustado para microclima usando o coeficiente (Kmc).38 x 0. Kd= fator da densidade das plantas.Capacidade de campo e ponto de murchametno segundo a classe estrutural do solo Classe textural do solo Capacidade de campo Ponto de Murchamento (em peso) permanente (em peso) Argilosa 45% 30% Argilo-barrenta 40% 25% Areno-barrenta 28% 18% Fino-arenosa 15% 8% Arenosa 8% 4% Fonte: Antônio Cardoso Neto Exemplo 8.70m e MAD=45. solo franco arenoso.19 Coeficiente de paisagismo (KL) O coeficiente de paisagismo KL é um conceito novo que substitui o antigo coeficiente Kc.com. Tabela 8.as propriedades do solo.10) de Antônio Cardoso Neto no segundo fascículo de Tópicos básicos de irrigação.θPM ) x Dar x RZ x MAD AD= (1/10) x (10. A densidade do ar Dar= 1. RZ=0.5) x 1.10.Déficit tolerável para diversos tipos de cultura Cultura MAD (%) Alfafa 35 Tomate 45 Feijão 50 Milho 40 Fonte: Gomes. 1997 Estimativa da capacidade de campo e ponto de murchamento permanente Na ausência de dados do solo podemos estimar os valores conforme Tabela (8.8. que continua a ser usado em outras culturas.38g/cm3. AD= (1/10) x (θCC .70x 45=43.9-Profundidade efetiva das raízes para diferentes tipo de cultura Cultura Profundidade das raízes (cm) Abacate 60cm a 90cm Tomate 60cm a 120cm Feijão verde 25cm a 50cm Milho 60cm a 120cm Fonte: Gomes. para a densidade das plantas usando (Kd) e para o impacto das necessidades de água da planta usando o coeficiente (Ks) que na prática é praticamente o antigo coeficiente Kc. KL = Ks x Kmc x Kd Sendo: KL = coeficiente de paisagismo Ks= fator das espécies Kmc= fator do microclima.br 28/06/08 Tabela 8. 8-21 .

2 Arbustos 0.0 0.10.9 0. sombras.9 0.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. Tabela 8.5 0.21 Fator do microclima Kmc Os prédios.20 Fator das espécies Ks As diversas plantas de diferentes espécies possuem taxas de evapotranspiração diferentes.2 Gramado 0.Valores do microclima Kmc para plantas diversas plantas Vegetação Alto Médio Baixo Árvores 1. Um fator Kmc médio são as plantas que estão na sombra e protegidas do vento. enquanto que outras consomem relativamente pouca água conforme Tabela (8.2 Forrações: plantas rasteiras 0.60 Fonte: The Irrigation Association.5 Arbustos 1. pavimentação.4 1.Valores do fator das espécies Ks para diversas plantas Vegetação Alto Médio Baixo Árvores 0. arbustos e gramas 1.10).0 0.5 Gramados 1.0 0.2 1.5 Forrações: plantas rasteiras 1.2 Mistura de árvores.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4.5 conforme Tabela (8.br 28/06/08 8.5 Mistura de árvores.0 0. Algumas espécies transpiram muita água. 8. etc podem influenciar muito o meio ambiente local. Um alto fator de microclima Kmc se deve a locais rodeados por superfícies que absorvem o calor e que haja muitos ventos.11) são plantas que estão muito bem protegidas dos ventos.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.80 0. declividades. ventos. Um fator Kmc= 0. arbustos e gramas 0.2 1. Tabela 8.11. chegando o coeficiente atingir Kmc= 1.9 0.5 0.3 1.7 0.8 Fonte: The Irrigation Association.0 0. março de 2005.com. 8-22 .5 0. março de 2005.5 0.4 1.75 0.

18). Existem plantas que ficam esparsas e que oferecem menor área de superfície de folhas e outras mais densas.0 Baixo 0.8 x 1. o método de Blaney-Criddle e o método do Soil Conservation Service.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. o método do balanço da água no solo. Tabela 8.5 a 1.com.12.1mm/dia a 7. arbustos e gramas Gramados Alto 1. sistema de cultivo.0 1.48 ETo= 6. onde há bastante sombra.6 x 0. média e baixa densidade conforme Tabela (8. práticas culturais e conservacionistas.br 28/06/08 8.5 0.1mm/dia 8. mas complexo na prática porque envolve muitas disciplinas como metereologia. estrutura. como o lisímetro da Figura (8.6) PWR=ETc= ETo x KL = 6.É influenciado pela intensidade da chuva. Precipitação efetiva é a parcela da água de chuva que não escoa superficialmente e nem percola abaixo da zona radicular da cultura. Figura 8. tipo de solo.0 1. declividade do terreno.12).5 0. textura.3 1.1 1.Valores da fator de densidade Kd para plantas diversas plantas Vegetação Árvores Arbustos Forrações: plantas rasteiras Mistura de árvores.5 0.4mm/dia x 0.6 Kmc= 0.18.6 Fonte: The Irrigation Association. A densidade é um fator que está entre 0. 1998 8-23 .6mm/dia da Tabela (8. março de 2005. profundidade do sistema radicular e demais características das culturas Existem vários métodos para se achar a precipitação efetiva. Considerar a densidade média do gramado.Esquema de um lisímetro Fonte: FAO. Ks= 0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Exemplo 8.0 1.23 Precipitação efetiva (Pe) É a porção da chuva que fica armazenada no solo até a profundidade das raízes e que fica disponível para as plantas.0 1. num local de clima quente e úmido.4mm/dia= média entre 5.1 1.8 (sombras) Kd= 1. umidade do solo. Queremos a lâmina líquida de água necessária para a grama Santo Agostinho no mês de julho.0 Médio 1.22 Fator de densidade Kd A densidade da vegetação no paisagismo varia muito.6 0.8 Seja um gramado em zona de edificações.0 = 0. espécies de plantas e ciência do solo.3 1.0 (grama) KL = Ks x Kmc x Kd = 0.3 e que está em três grupos: alta.48 = 3. É aquela que efetivamente é usada pelas plantas. O termo é simples.

dependendo do tipo de solo e da profundidade das raízes conforme USDA-SCS e válido para terrenos planos.2mm e para terrenos planos.9 Para solo argiloso.com.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. Pe = P x RF /100 P= 130mm RF= 50% Pe = P x RF /100 Pe = 120 x 50 /100= 60mm Dica: para planejamento de irrigação RF máximo seja de 50%.13). março de 2005. usando o fator RF. A precipitação mensal é 120mm.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Exemplo 8.Precipitação efetiva com percentual fixo (Fator RF) da precipitação histórica mensal.13) ou através de pesquisa realizada. Tabela 8. É válido para precipitações mensais de 6. 8. Na Tabela (8.13) para aplicação do método do percentual fixo. 8-24 . Categoria de solo Tipo de solo Profundidade das raízes em milímetros 150mm 300mm 457mm 610mm Precipitação média mensal efetiva em (%) da precipitação mensal 1 2 3 4 5 Arenoso Franco-arenoso Franco Franco-argiloso Argiloso 44 47 49 47 45 48 53 57 55 51 52 58 63 60 55 55 63 68 65 59 Fonte: The Irrigation Association. raiz de planta de 150mm e fator RF= 45% conforme Tabela (8.br 28/06/08 O método fundamental que iremos adotar é do percentual fixo da USDA-SCS.24 Precipitação efetiva Pe com percentual fixo da USDA-SCS Nos Estados Unidos foram feitas pesquisas com dados de 50anos pelo USDA Soil Conservation Service (USDA-SCS) e se chegou a seguinte Tabela (8.4mm a 203.13.13) conforme o tipo de solo e as profundidades das raízes obtemos a porcentagem da precipitação total mensal que deve ser usada como precipitação efetiva. Pe = P x RF /100 Sendo: Pe= precipitação efetiva (mm) P= precipitação mensal (mm) RF= fator obtido da Tabela (8.

14) e (8.15) foram feitas para d=75mm. 1978. 1978.14-Precipitação efetiva mensal baseada na média mensal de precipitação em mm e no uso consumptivo (evapotranspiraçao da cultura ETc).14) a (8.com. SCS conforme FAO.15-continuação-Precipitaçao efetiva mensal baseada na media mensal de precipitaçao em mm e no uso consumptivo (evapotranspiraçao da cultura ETc).Effective rainfall in irrigated agriculture Tabela 8. Quando o valor for maior ou menor que 75mm temos que multiplicar por um valor obtido na Tabela (8.25 Método USDA. Fonte: FAO.br 28/06/08 8.16).16) denominado SF. Uso consumptivo = evapotranspiraçao da cultura (ETc) Tabela 8. Departament of Agriculture e Soil Conservation Service não inclui a intensidade das precipitaçoes e nem a textura do solo.Tabela da multiplicação pelo factor SF entrando-se na tabela com o valor AD A Tabela (8.16.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Consiste na aplicação das Tabelas (8. 1998 O método US. AD: é a quantidade máxima de água que a planta pode extrair do solo 8-25 . Fonte: FAO.Effective rainfall in irrigated agriculture Tabela 8.

Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.057697x 0. Etc= 93.5mm 8.02426xETc)) SF= (0. O valor SF será um numero entre 0.14) Então a precipitação efetiva: Pe= 52. Exemplo 8.7in e AD=22mm=0.7))= 3.11556) x (10 (0. Entrando na Tabela (8.74 x ( 0. Queremos que a altura de irrigação a ser aplicada seja de 50mm.8in=97.070.9in.7mm x SF=52.93 que deverá ser multiplicado pelo valor obtido na Tabela (8. 8.70917 x P 0. Portanto.0. Pe= 35mm x SF=35mmx 1.003804 x AD3) SF= (0. Isto quer dizer que no projeto de irrigação de paisagismo não se pode prever toda a precipitação efetiva e sim que a mesma não poderá passar de 25% da precipitação.70917 x 8.057697x AD 2 + 0. 2007 informam que há diferentes critérios para a estimativa da precipitação efetiva.4mm <48mm OK Nota: a precipitação efetiva Pe deverá ser menor que ETc ou a precipitação mensal.10 Calcular a precipitação efetiva Pe mensal para precipitação média mensal de 75mm e uso consumptivo.057697x AD 2 + 0. 8-26 .003804 x AD3) Sendo: Pe=precipitação efetiva mensal (in) P= precipitação média mensal (in) Etc= média da evaporação da cultura (in) SF= fator de armazenamento no solo Exemplo 8. quanto AD for maior que 75mm haverá um acréscimo e quando menor um decréscimo. sendo a quantidade máxima de água armazenada no solo que a planta pode retirar AD=125mm.82416 – 0.7mm Consultando a Tabela (8.7x 0.295164 x 0. isto é.295164 x AD.93=49.295164 x AD.003804 x 0.9 0.27 Precipitação efetiva Na Califórnia a precipitação efetiva anual não poderá passar de 25% da precipitação anual.0.11556) x (10 (0.02426x3.74 Pe= 0.04= 36.16) para 50mm achamos o fator SF=0. O valor de Pe é dados pela equação que está em polegadas: Pe= SF x ( 0.12 Seja uma cidade com precipitação P=227mm=8.9in.0. Cunha et al.8mm=3.br 28/06/08 SF: é o fator de redução ou aumento pois o valor padrão da tabela da SCS foi feito para AD=75mm. Há paises que consideram a precipitaçao efetiva media como sendo aquela em que entram somente precipitações superiores a 5mm e inferiores a 75mm/dia e 125mm num período de 10 dias. evapotranspiração Etc=100mm.14) estimamos Pe=35mm e olhando-se a Tabela (8.620 e 1. Na Índia se utiliza 60% da precipitação media e alguns paises 75%.531747 + 0.01mm <75mm OK Exemplo 8. Entrando na Tabela (8.531747 + 0.93)=0. Achar a precipitação efetiva mensal Pe.11 Calcular a precipitação efetiva Pe do mês de abril do município de Guarulhos sendo Etc= 47mm e precipitação média mensal de abril P= 48mm.9.04.531747 + 0.com.14) achamos o valor Pe= 52.82416 – 0.9 2 + 0. SF= (0.16) obtemos o fator 1.26 Método analítico do SCS para achar a precipitação efetiva mensal Com 50 anos de dados de precipitações nos Estados Unidos os cientistas do SCS através de 22 locais desenvolveram uma técnica para calcular a precipitação efetiva Pe.

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com.br 28/06/08 Capítulo 9 EVAPORAÇAO e LIXIVIAÇÃO ´ 9-1 .Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

br 28/06/08 SUMÁRIO Ordem 9.3 9.6 9.1 9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 9.8 Assunto Introdução Evapotranspiração ECA Transpiração Evaporação Evapotranspiração Evapotranspiração de referência ETo Evapotranspiração da cultura ETc Bibliografia e livros consultados 17 páginas 9-2 .4 9.com.7 9.5 9.

Para a evopotranspiração é necessária a evaporação provocada pelo sol bem como a evaporação provocado pelos estômatos das folhas conforme Figura (9.Evaporação e Lixiviação 9.com. Figura 9.Diagrama solo-água do balanço de uma cultura na zona radicular Fonte: USA.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Para a evaporação é necessário energia e esta vem do sol. 1993 9-3 .1. Figura 9.1. Figura 9.1). conforme Figura (9.Esquema de evaporação.1 Introdução Vamos fornecer alguns conceitos principais da evaporação e transpiração.Esquema de evapotranspiração Costuma-se falar em evaporação e evopotranspiração quando é para uma superfície líquida e quando é para uma cultura.2). mas enfim tudo é evaporação. SCS.2.br 28/06/08 Capitulo 2.

22m de diâmetro uma coluna de água de 30cm.com. tamanho. através das quais os gases e o vapor de água passam conforme Embrapa.Evapotranspiração de referência ETo para o verão em diversos climas em função da temperatura e da umidade relativa do ar (UR).4 Evaporação É o processo pelo qual a água líquida é convertida em vapor de água (vaporização) e removida da superfície evaporante (remoção de vapor).3-Tanque Classe A para medir evaporação tem 1. Tabela 9.3). dependendo do tipo de clima. circular técnica 20. condições do tempo e a quantidade de água disponível para as plantas. densidade. Minas Gerais. Sete Lagoas.1. Figura 9. As culturas perdem predominantemente sua água através dos estômatos conforme Figura (9. 9. Clima Frio úmido Definições para verão < 19ºC >50%UR ETo (mm/dia) 2. pavimentos. da umidade relativa do ar e da temperatura média no mês de verão conforme pesquisas feitas nos Estados Unidos.Circular Técnica Sete Lagoas. É a quantidade total de água perdida.81 9-4 . com altura de 75mm a 150mm e a evapotranspiração de referência de referência é representada por ETo. como lagos. 9. O valor de ETo pode ser obtido aproximadamente pela Tabela (9.2 Evapotranspiração ECA É a medida local da evaporação em mm da superfície de água evaporímetro com Tanque Classe A conforme Figura (9. solos e vegetação úmida. rios. O método direto para obter a evapotranspiração é usando o lisímetro ou evapotranspirômetro.54 3.4. sendo mantido nivelado sobre um suporte de madeira.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A água evapora de diversas superfícies. que pode ser obtida com um Figura 9.3 Transpiração A transpiração consiste na vaporização da água líquida contida nos tecidos da planta e da remoção do vapor para a atmosfera.4) Estes são pequenas aberturas na folha.1). na superfície do solo e das plantas (evaporação) e a água usada na transpiração das plantas.Corte esquemático do estômato Fonte: Embrapa. dezembro 2002 9.br 28/06/08 9. Afetam a evopotranspiração a espécie da planta. Geralmente a grama é a planta de referência. dezembro de 2002.5 Evapotranspiração Evaporação e transpiração ocorrem simultaneamente e não existe uma maneira fácil de distinguir entre os dois processos.

08 5.62 11.12m e resistência da superfície de 69 s/m. A evapotranspiração de referência ETo conforme Shuttleworth. 2004.81 3.USP. ETo= Kp x ECA= 0.08 6.35 7.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. É praticamente definido para um solo com grama do tipo batatais.2). Escobeto. Conforme modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lâmina de água evaporada em Tanque Classe A em outubro de 1999 por E. Para o município de Guarulhos onde a umidade relativa média do ar é maior que 73% e a temperatura média é maior que 19ºC.35 a 0. Pereira.85 conforme Tabela (9. ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) O coeficiente Kp está entre 0. da umidade relativa do ar e do tamanho da bordadura admitida no Tanque Classe A. março de 2005.08 5.43 UR= umidade relativa do ar (%) Fonte: The Irrigation Association. a vegetação com altura de 0. 1993 está associada ao albedo de 0. que depende do vento local.6 Evapotranspiração de referência (ETo) A evapotranspiração de referência ETo em mm/dia é obtida multiplicando-se um coeficiente Kp da Tabela (9. Existe bordadura com solo de vegetação verde e bordadura com solo nu.80.08mm/dia.23.Valores de Kp O raio de bordadura refere-se ao lado dominante do vento. na Latitude 22º e longitude 47º a altura média de 556m achou-se: ETo= 0. o ETo varia de 3.2).745 x ECA + 0.br 28/06/08 Frio seco Meio quente úmido Meio quente seco Quente úmido Quente seco < 19ºC <50%UR 19ºC a 29ºC >50%UR 19ºC a 29ºC <50%UR > 29ºC >50%UR > 29ºC <50%UR 3.08 7.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.50 a 0.96 9-5 .1 Calcular a evapotranspiração ETo sendo ECA anual de 957mm e o valor Kp=0.90. ETo= Kp x ECA Sendo: ECA= evaporação no Tanque Classe A (mm/dia) Kp = coeficiente do tanque (adimensional) que varia de 0. Cunha.265 Sendo: com R2 = 0.80. também recomendado por Reichardt e Timm.80 x 957mm=766mm Tabela 9.2. Galvani. Klosowski e Villa Nova obtiveram para a cidade de Piracicaba onde se encontra a Esalq. sendo normalmente adotado Kp= 0.81 5. 9.62 5.com.81mm/dia a 5. Exemplo 9.

1992 de simples aplicação: Kp= 0.482 + 0.br 28/06/08 ECA= evaporação obtida no tanque Classe A (mm/dia) ETo= evaporação de referência (mm/dia) Utilizou-se para se obter o coeficiente do tanque Kp a equação de Snyder.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.024 x ln (F) – 0.000376 x U + 0.com.0045 x UR Sendo: Kp= coeficiente do tanque (adimensional) Ln= logaritmo neperiano F= distância da área tampão (m) U= velocidade do vento (km/dia) UR= umidade relativa média do dia (%) 9-6 .

arbustos e gramados tolerante a seca Área não irrigada Fonte: Water Efficient Landascape. mas pode-se usar mm/semana. podendo atingir valores igual a 1 e de 1.30 Valor Kc 0.desde o momento da semeadura até o ponto em que a cultura alcança aproximadamente 15% do seu desenvolvimento.fase de maturação compreendida entre o final do período 3 e a colheita. 1997 Conforme Gomes.8 Variação do coeficiente Kc conforme Gomes. Período 3.br 28/06/08 9.50 < 0.5).Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 Evapotranspiração da cultura (ETc) É a quantidade de água consumida em um determinado intervalo de tempo pela cultura.0 0. Fonte: Gomes.7 a 1.Valores de Kc conforme o consumo Consumo de água das plantas Plantas que consomem muita água Plantas com consumo médio de água Plantas que consomem pouca água Tabela 9.30 a 0.3) e (9. mm/mês ou mm/ano.com.3.5 a 0. sempre usaremos ETc.5. Período 2.7 0. consome medianamente e que consomem pouco.fase de floração e frutificação Período 4. arbustos e gramados não tolerantes a secas Arvores.0 9.8 0.4). arbustos e gramados que consomem pouca água Arvores. Nos projetos de irrigação que estamos tratando. Figura 9. Uso consumptivo é muitas vezes usado como sinônimo de evapotranspiração da cultura ETc. Nota-se quatro fases ou quatro períodos assim definidos: Período 1. 1997 o coeficiente Kc varia conforme o periodo de do ciclo vegetativo da planta conforme Figura (9. Para paisagismo Kc varia de 0 a 0.4. 1997 9-7 .25 na cultura do milho por exemplo. O valor do coeficiente de cultivo Kc para paisagismo é considerado para plantas que consomem muita água.5 0.Fase que se inicia no final do período 1 e termina em um ponto imediatamente antes da floração. Geralmente é adotado mm/dia. Tabela 9.2 0.Variação do coeficiente de cultivo no ciclo vegetativo da planta. ETc= Kc x ETo Sendo: ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Kc= coeficiente de cultivo conforme Tabelas (9.Valores de Kc conforme o consumo Tipo de planta Grama de folhagem e raízes densa Arvores. 1993 AWWA Kc 0.80.

Tabela 9.Cálculo do fator de cultura médio Kp considerando áreas de plantio diferentes.05 0. volume 2.10 1.04 Área não irrigada 0 0. Tabela 9.52 1.5) e verificamos que obtemos a media de Kp=0.45 0.10 0. bem correlacionados com os valores obtidos em lisímetros.90 1. Pesquisas conduzidas em diferentes localidades e condições climáticas indicam que o método de Penman-Monteith tem apresentado estimativas de ETo para a grama.60 Cultura Tomate Alface Arroz Soja O método mais recomendado para o cálculo da evapotranspiração de referência ETo e recomendado pela FAO é o de Penman-Monteith (Embrapa. número 2.35 0.35 0.50 ETc= Kc x ETo= 0.br 28/06/08 A Tabela (9.2 Calcular o ETc= evapotranspiração máxima de uma cultura sendo ETo=120mm/mês e Kc= 0. conforme Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental de Campina Grande. 1993 AWWA 9-8 .48 Plantas que usam muita água 0.00 0.3 Calcular o fator da planta média para diversas frações de área conforme Tabela (9. Exemplo 9.80 0. Uso de áreas não irrigadas Fator da Fração Fator planta da área com peso Tipo de plantas e necessidade Kc de água Grama densa com raízes densas 0. os quais variam para cada período podendo aumentar.80 0.com.50 x 120mm/mês=60mm/mês Exemplo 9. ano de 1998.60 0.00 0.Valores do coeficiente de cultivo Kc Período 1 Período 2 Período 3 Período 4 0. página 132 a 135.75 1.4) apresenta alguns valores de Kc conforme o período de cultivo.4.00 Fonte: Water Efficient Landscape.5.15 0.10 0.52 kc médio = 0.45 0.10 1.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.80 0.75 1. abaixar ou se manter igual. 2002).52.60 1.10 1.

br 28/06/08 9. Notar que temos quatro períodos apesar dos três valores.6) apresenta alguns exemplos.95 0.6. Para estimativas preliminares a FAO recomenda usar o valor Kc inicio.6.85 Na Figura (9. Quando se quer adotar um valor único a FAO recomenda adotar Kc de início Tabela 9.85 0.05 1.6) no qual poderemos obter os valores de Kc mês a mês.9 Variação do coeficiente Kc conforme FA0 A FAO apresenta três valores de Kc que são: Kc início Kc médio Kc final A Tabela (9.90 0.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Fonte: FAO.6) temos os três valores de Kc que vão formar quatro períodos. 9-9 . Adota-se o Kc inicio de modo geral Cultura Kc início Kc médio Kc final Brocoli Tomate Grama Bermuda ou Santo Agostinho 0.80 1.70 a 0. Figura 9.com.6 0.15 0.Os três coeficientes Kc da FAO.Valores de Kc para umidade relativa do ar de mais ou menos 45% e velocidade do vento de 2m/s. 1998 O ideal é para cada cultura fazermos um gráfico igual ao da Figura (9.7 0.

0 dS/m há restrição moderada (TDS 450 a 2000mg/L) ECw > 3. A conversão da condutividade elétrica em TDS pode ser feita da seguinte maneira conforme Metcalf e Eddy.LR) conforme Gomes. 9-10 . Se o valor de LR for menor que 0. 2007.com. 1987 Considerando a eficiência da irrigação IE e lixiviação LR temos: NL = (ETc – Pe)/ [IE (1-LR)] Sendo: NL= necessidade de irrigação líquida mensal (mm) ETc= evapotranspiração máxima da cultura mensal em (mm) ETc= ETo x KL Pe= precipitação efetiva mensal (mm) IE= eficiência da irrigação em fração. pois tornam o solo com menos água disponível para as raízes das plantas extrairem água. É usada a equação de Roades e Merrill.10 Lixiviação Conforme FAO. A lixiviação dependende do método de irrigação.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 dS/m a restrição é denominada de severa (TDS> 2000mg/L). 1976 in FAO. Alguns sais causam efeitos tóxicos nas plantas. A água de irrigação requerida para suprir as necessidades da cultura e a lixiviação dos sais se obtém por meio do quociente entre a necessidade de irrigação líquida NL e o fator (1. A condutividade elétrica da água Ecw é expressa em decisiemens por metro (dS/m). Uma planta com redução do rendimento potencial for 100% ou 0% indica que a salinidade teórica ECe e que cessa o crescimento da planta. podendo reduzir o metabolismo e o crescimento das mesmas. As plantas tolerantes à salinidade toleram até 15 g/ L de NaCl.1 então não será necessário aumentar a lâmina de irrigação para lavar os sais (Critério prático de Gomes. O objetivo é prever a redução na evapotranspiração causada pela salinidade da água. LR= lixiviação em fração Salinidade é a medida de sais solúveis na água ou solo. A grama bermuda é tolerante a salinidade Lixiviação por aspersão Em campos de golfe o metodo mais usado para irrigação com água de reúso é por aspersão.7).7) da FAO do qual tiramos somente a grama Bermuda grass em função da redução do rendimento potencial. 1987 a lixiviação é uma quantidade adicional de água que se deve acrescentar à irrigação para que não se acumulem os sais no solo. ECw= condutividade elétrica da água de irrigação em dS/m (deciSiemens por metro) medida a 25ºC. conforme Metcalf e Eddy. 2007. ECe= valor estimado da condutividade elétrica da água do solo nas raizes em dS/m (deciSiemens por metro). O excesso de água levará os sais soluveis fora da zona das raizes evitando a salinização. 1998 os sais na água do solo podem reduzir a evapotranspiração. LR é a fração da lâmina de água a aumentar. LR= ECw / (5 x ECe-ECw) Sendo: LR= lixiviação como fração mínima de água destinada a lavar os sais acumulados no solo. equivalente a metade da concentração da agua do mar conforme Vieira. 2007 é a seguinte: ECw < 0.7 dS/m não há restrição nenhuma (TDS < 450mg/L) ECw entre 0. a presença de sais na água do solo reduz o potencial de energia da solução solo-água. 1987). Para ECw < 5 dS/m Para ECw > 5 dS/m TDS(mg/L)= ECw (dS/m) x 640 TDS(mg/L)= ECw (dS/m) x 800 Os valores de Ecw conforme a Universidade da Califórnia in Metcalf e Eddy. Conforme Gomes. Se a redução no rendimento da cultura for de 90% usa-se o valor de 90% na Tabela (9.7 a 3. 2997.br 28/06/08 9. 1998. 2007. Portanto. milli-ohms por centimetro (mmho/cm) ou micro ohms por centimetro (μmho/cm) é usada em substituição a medida de concentração do TDS. O valor da condutividade elétrica do extrato do solo pode ser estimado usando a Tabela (9. entretando nos tees e greens vem sendo usado ultimamente irrigação subsuperficial devido a sua eficiência e pelo fator de nao expor o ser humano a uma água de reúso conforme Metcalf e Eddy. A salinidade é a medida do sólido total dissolvido TDS.

072 < 0.4 Queremos fazer irrigação num gramado solo com condutividade da água a 25ºC medido ECw= 1.0 / (5 x 3.0 dS/m.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 90% ECe ECw 8.7) o valor Ecw x 1. No caso acima usariamos ECe= 6.5 Queremos fazer irrigação num gramado com água de reúso em solo com condutividade elétrica da água a 25ºC medido ECw= 1. LR= ECw/ (2 x max Ece) LR= 1.ECw) LR= 1.0 dS/m.br 28/06/08 Tabela 9. 9-11 .7) corresponde a lixiviação de 15% a 20% para a faixa de consumo de 40%.2 50% ECe ECw 15 0.5 Ecw da Figura (9.Valores estimativos para Ece para grama bermuda grass em função da redução do rendimento potencial (Cynodon dactylon) conforme FAO. Supomos que ECe=3. LR= ECw / (5 x ECe .07 Portanto.6 75% ECe ECw 11 7. 30%.ECw) LR= 1. Exemplo 9.4% para a lixiviação.7) que fornece uma estimativa. Edio Luiz da Costa e Antonio Heriberto de Castro Teixeira temos: LR= Ecw/ (2 x max Ece) Sendo: LR= fração da lixiviação Ecw= condutividade elétrica da água de irrigação (dS/m) Max ECe= condutividade elétrica máxima do extrato de saturação do solo que reduziria a zero a produtividade da cultura. Nota: A FAO recomenda que quando a água de irrigação tem ECw> 1. A relação ECe=1.0/ (2 x 6.7) o valor de ECe=8. Supomos que para grama Bermuda grass maxECe=6.024 Portanto.8 ECe 23 O% ECw 15 Exemplo 9. Observar que as faixas de consumo de água sao 40%.5 dS/m então deverá ser usado para achar ECe o valor de 100%.7.9 4. Para a grama bermuda grass conforme Tabela (9. 30% 20% e 10%. Na prática consideramos a lixiviação. LR= ECw / (5 x ECe . Exemplo 9. 1998 possui o gráfico da Figura (9. 30%. o volume de água a ser irrigado deverá ser aumentado de 7% para a lixiviação.5= ECe é uma espécie de guia para seguir e tem fator de lixiviação LF=LR entre 15% a 20%. Cálculo da lixiviação LR (fração) Conforme Eugenio Ferreira Coelho. A FAO.0 -1.10 não consideramos a lixiviação Na Figura (9.9) =0. 20% e 10% na zona de raizes. o volume de água a ser irrigado deverá ser aumentado de 2.0 dS/m.9 dS/m.9 dS/m.0 dS/m.6 Queremos fazer irrigação num gramado com água de reúso em solo com condutividade da água a 25ºC medido ECw= 1. 1998 100% ECe ECw 6.5 5.com.5 -1.5 dS/m para 90% e recomendação da FAO.0 / (5 x 8.0) =0. 20% e 10% usada como padrão. Usam-se as quatro faixas padrão de 40%.0) =0.

8).3+0. Conforme Metcalf e Eddy. 30% 20% e 10% conforme Figura (9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Efeito da salinidade da água ECw no zona das raízes ECe nas várias frações do solo (40%.9x) + ECw/x ]/ 5 Sendo : ECw= condutividade elétrica da água de irrigação (dS/m) ECe= condutividade elétrica da água na zona das raízes (dS/m) x= valor da lixiviação em fração 9-12 . 2007 existem plantas: TOLERANTES ≤ 10 dS/m MODERADAMENTE TOLERANTES entre 6 a 10 dS/m PLANTAS SENSIVEIS A SALINIDADE entre 3 a 6 dS/m PLANTAS MUITO SENSIVEIS A SALINIDADE ≤ 3 dS/m Como o nosso interesse é somente gramados.7 x) + ECw/ (0. Conforme Metcalf e Eddy. 2007 apresenta um outro método para obter a lixiviação.com.6 +0. Tolerância à salinidade Nem todas as plantas se comportam da mesma maneira na presença da salinidade.4 x) +ECw/(0. 30%. a bermuda grass é considerada uma planta tolerante à salinidade assim como a grama Zoysia e Santo Agostinho. baseado na água consumida em cada uma das quatro faixas: 40%. 20% e 10%) e considerando o fator de lixiviação LF que é a mesma coisa que LR. As gramas muito sensitivas devem ser evitados quando usar água de reúso.2007 as gramados não são afetados pela salinidade da água do solo quando a mesma é < 3 dS/m. Determinação da fração da lixiviação Conforme Metcalf&Eddy.7.br 28/06/08 Figura 9. Obtém-se a equação: ECe= [ ECw+ ECw/(0.1+0.

6 +0. Observar que usando a equação de Rhoades.8. 16. 20% e 10%) Fonte: Metcalf&Eddy.6. 2007 Exemplo 9.br 28/06/08 Figura 9.9x) + ECw/x ]/ 5 3= [ 1+ 1/(0. ou seja.Níveis dos nutrientes de esgotos Esgoto sem tratamento Lodo ativado convencional Lodo ativado com remoção de nutriente Lodo ativado com membranas MBR <1 <1 <0.165.4 x) +1/(0.7 x) + 1/ (0.5% Portanto.3+0.Conforme Metcalf& Eddy.5% para atender a lixiviação necessária.1+0. 30%.9x) + 1 /x ]/ 5 Achamos x=0.05 Nitrogênio total NT (mg N/L) Nitrato (mg N/L) Fósforo total (mgP/L) 20 a 70 0 traços 4 a 12 15 a 35 10 a 30 4 a 10 2 a 12 1 a 10 1a2 Fonte: Tchobanoglous et al.com. Supondo que a condutividade elétrica da água de irrigação de reúso tenha salinidade na concentração de ECw=1 dS/m e que a condutividade do solo nas raízes seja ECe=3 dS/m.4 x) +ECw/(0. 2007 9-13 . 9. Tabela 9. 1974 com os mesmos dados obtivemos o valor de 7% enquanto que na de Metcalf&Eddy. ECe= [ ECw+ ECw/(0.8.5%.7 x) + ECw/ (0. 2007 achamos 16. teremos que aumentar a água em 16.8). 2007.11 Uso de água de reúso em irrigação de gramados Os esgotos sem tratamento e os esgotos tratados que podem ser usados em irrigação possuem os seguintes níveis conforme Tabela (9.1+0. 2003 in Metcalf e Eddy.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O lodo ativado convencional depois de tratado tem NT entre 10mg/L a 30mg/L e fósforo total entre 4mg/L a 10 mg/L.Consumo de água em cada quarto (40%. O melhor tratamento é o lodo ativado com membranas MBR (Membrane Bioreators).6 +0.3+0.

3 20 a 40 ≥ 5.991 20. Altos níveis de magnésio tendem a tornar o solo alcalino. Tabela 9.Peso molecular.312 Valência 1 2 2 Peso equivalente Peso molecular / valência 22.04 12.12 Adsorção de sódio (SAR-Sodium adsorption ratio) A adsorção de sódio é um parâmetro importante. Relembremos que a troca catiônica é muito importante.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O índice SAR está relacionado com a condutividade elétrica CE. Geralmente o nível de magnésio no solo não apresenta problema. mmol/L= mg/L / peso molecular Molaridade= mol/L = mmol/L / 1000 Miliequivalente/litro (meq/L)= mmol/L= mg/L/peso equivalente (Hounslow. Os índices maiores que 13 reduzem a permeabilidade e aeração dos solos causando problemas na irrigação. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.7 a 0.3 <1. valência e peso equivalente.5 12 a 20 ≥ 2.2 <0.2 1. 2007 9-14 . Na Tabela (9.991 40. Tabela 9. o cálcio tem valência=2 e Mg tem valência=2.7 0.0 a 2. o magnésio e o cálcio ficando no lugar deles.9 a 0.br 28/06/08 9. meq/L= mg/L /peso equivalente = 6 mg/L / 12. conforme Fetter.Graus de restrição para irrigação SAR Nenhuma Restrição pouca Restrição restrição a moderada severa 0a3 Ecw ≥0.3 6 a 12 ≥ 1.9 a 1.10) temos os graus de restrição para irrigação conforme o valor de SAR.com. Espécie Na+ Ca 2+ Mg 2+ Fonte: adaptado de Hounslow. Magnésio (Mg) Em quantidades apropriadas o magnésio é um micronutrientes para as plantas.5 <0. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.3 <0. conforme Tabela (9. 1995 Peso molecular 22.2 a 0. SAR= Na+ / [(Ca2+ + Mg2+)/2]0.2 3a6 ≥ 1.5 Geralmente as concentrações são expressas em meg/L.9 2. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial.7 Calcular em meq/L de 6 mg/L de Mg.312 Exemplo 9.9 <2. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial.10.49 meq/L Quando o índice SAR está entre 2 a 10 indica que não há perigo do sódio. 1995) Peso equivalente= peso molecular / valência O sódio tem valência=1.0 5. 1994. O perigo começa quando SAR está entre 7 a 18 e fica grave quando SAR está entre 11 e 26.08 24. pois seguem esta ordem: Na+ > K+ > Mg2+ > Ca 2+ Isto significa que o sódio substitui o potássio.9).9 Fonte: Metcalf e Eddy.9 . Altos níveis de cálcio tendem a tornar o solo alcalino.312= 0. É a troca iônica que é muito importante em argilas que podem remover metais pesados. Cálcio (Ca) Em quantidades apropriadas o cálcio é um micronutrientes para as plantas.9 1.

ISBN 0-89867-679-7. Ministério de Minas e Energia. ANTONIO MAROZZI. • LOPES. MARCOS AIRTON DE SOUZA.pdf • EMBRAPA. Hidrologia e Recursos hídricos. 2001.analysis and interpretation. Salinização de solos em áreas de irrigação por superfície. SOIL CONSERVATION SERVICE. março de 2005. Rome. • VICKERS. Water-Efficient Landscape – guidelines. Monte de Caparica. Water Use Conservation. • LEA.AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION.Best Management Practices. McGraw-Hill. 2ª edição. J. 91páginas. Modelo Hidrológico de precipitação-escoamento. http//www.13 Bibliografia e livros consultados • ANP. Landscape irrigation scheduling and water management. EUGENIO FERREIRA et al. setembro 2003 Chapter 2 – Irrigation water requirements. Escrito por: Takashi Asano.embrapa. 446 páginas. ACACIO EIJI et al. -MESTRINHO. ABRH. 332páginas. ISBN 1-931579-07-5. • IRRIGATION ASSOCIATION. Sete Lagoas. 310 páginas • 9-15 . 1993. Universidade Federal da Paraíba. Atualizada Blucher. Circular técnico 2 de dezembro de 2002.agencia. Leverenz. Editora Manole. RODRIGO. E HAZINSKI. 8ª ed. 1998. 1991. LUIS CARLOS. AWWA . • TUCCI. et al. ALAN VAZ E FREITAS. abril de 2005. ADIL RAINIER. O. 1570 páginas. ARTHUR W. 943páginas. Avaliação das demandas de ofertas hídricas na bacia do Rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. KEN. Turf and landscape irrigation. Departamento Nacional de Produção Mineral em convênio com ABAS. 1ª ed. • IRRIGATION ASSOCIATION. USP. ISBN 92-5-1042105. 397páginas. http://www. Massachusetts. Engenharia de irrigação. AWWA . Waterplow press. Azevedo Netto. Piracicaba. ISBN 85-204-1773-6. 1998. ISBN 0-89867-525-1.br 28/06/08 9. 1990. • GOMES.htm acessado em 19 de outubro de 2007. 1995 ISBN 0-87371-676-0. USP. Universidade Estadual de Feira de Santana. Lewis publishers. 1998. Burton.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Associação • METCALF&EDDY.angelfire. -USA. 176 páginas. E. 1996.com/nb/irrigation?textos/saliniz. ESALQ. • VIEIRA.br/ • AYOADE. CARLOS E. • RIGHETTO. Geoquímica e contaminação de águas subterrâneas. RICHARD E. • http://www. 1997.. Manual de Hidráulica. 390 páginas. ISBN 85-85205-25-5. Metereologia Básica e aplicações. Embrapa acessado em 19 de outubro de 2007. Modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lâmina de água evaporada em Tanque Classe “A”.AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. Coordenador Editorial: Antônio Christofoletti. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. 478 páginas. WATER REUSE.anponline. Solo. • BENNET. Campina Grande. Franklin L. 1993.Irrigation and drainage paper 56. SUELY S. • REICHARDT. Hidrologia. -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION). planta e atmosfera. processos e aplicações. ISBN-10: 007-145927-8. 4ª edição. outubro de 1999. MICHAEL S. ROSANGELA E SANTO. Harold L. 1998.. Introdução à Climatologia para os trópicos. 1ª ed.org. 669p. RUBENS LEITE E ALVES. Water quality data. SANDRA MEDEIROS. • OLIVEIRA.conceitos. • VIANELLO.cnptia. Universidade Federal de Viçosa. PACHECO. 449 páginas. AMY. 2007. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de Thornthwaite-Mather.com. Irrigação. 2004.ASSOCIAÇAO NACIONAL DE PAISAGISMO. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Bahia. • ITO. 1955. Minas Gerais.br/recursos/Livro_Banana_Cap_8ID-KLD1XfFW72. • COELHO. Minas Gerais. • GALVANI. Ryujiro Tsuchihashi e George Tchobanoglous. KLAUS e TIMM. HEBER PIMENTEL. 819 páginas. ISBN 85-7025-298-6. Requerimento de água das culturas. -HOUNSLOW. Xeriscape-programs for water utilities. • BALL. GUSTAVO HADDAD SOUZA VIEIRA.

Curso de esgotos Capitulo 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 29/06/08 Capitulo 10 Necessidade de irrigação 10-1 .com.

10 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.19 10.com.20 10.6 10.br 29/06/08 SUMÁRIO Ordem 10.13 10.3 10.4 10.12 10.15 10.8 10.9 10.1 10.7 10.16 10.11 10.5 10.21 Assunto Introdução Necessidade de irrigação Eficiência da Irrigação Parâmetros da irrigação Aspersores Sistemas de Sprinklers Raio de alcance do aspersor Gotejamento Microaspersão Quantidade de água necessária para irrigação (IR) Tempo de operação OT Dias de irrigação ID Dias de operação Máxima irrigação por ciclo Ciclos por dia Intensidade media de precipitação de um aspersor AR Calendário de irrigação Estação climatológica Exemplo de dados Tensiômetro Bibliografia e livros recomendados 22 páginas 10-2 .Curso de esgotos Capitulo 10.17 10.2 10.14 10.18 10.

625 conforme Tabela (10.1. Tempo de aplicação correto.40 de largura Sprinkler em spray(bocal) em plantas com 0. semanal. 4. 2. Princípios de uma irrigação eficiente Existe quatro princípios de uma irrigação eficiente: 1. Aplicar a água uniformemente.G . 1993 AWWA 10-3 .90 Gotejamento 0. Quantidade de água a ser aplicada na planta e no solo.40 de largura Sprinkler em plantas com 0.85 a 0.40 filas menores que 2. 10.625 filas maiores que 2.br 29/06/08 Capítulo 10 – Necessidade de irrigação 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. IE= volume total de água usada/ volume total da água aplicada Tabela 10.90 Sprinkler usando rotor em plantas com 0.3 Eficiência da irrigação A eficiência da irrigação mínima a ser adotada em irrigação é IE=0.75 filas maiores que 2.1 Introdução Quando não temos as precipitações naturais.com. O intervalo de tempo pode ser além de mensal. (mm) Normalmente considera-se G=0 e W=0.Eficiência da irrigação Tipo de irrigação Eficiência da irrigação Sprinkler para irrigar árvores e arbusto 0.85 a 0.W Sendo: NL= necessidade de irrigação líquida mensal (mm) ETc= evapotranspiração máxima da cultura mensal (mm) ETc= ETo x KL Pe= precipitação efetiva mensal (mm) G= dotação de água por capilaridade à zona radicular da cultura (mm) W= reserva de água no solo no principio do intervalo de tempo considerado. diário ou anual.Curso de esgotos Capitulo 10. Deverá ser evitado escoamento superficial (runoff) e drenagem profunda. 3.1). NL = ETc – Pe Considerando a eficiência da irrigação IE e lixiviação LR temos: NL = (ETc – Pe)/ [IE (1-LR)] Sendo a eficiência IE e lixiviação LR em fração 10.2 Necessidade de irrigação A necessidade de irrigação líquida mensal é a diferença entre a evapotranspiração da cultura ETc e a precipitação efetiva mensal. deve ser feita a irrigação no paisagismo ou em qualquer outra cultura.40 de largura Fonte: Water Efficient Landascape. NL = ETc – Pe.

95 Exemplo 10.com.2 Calcular a necessidade de irrigação líquida NL anual para uma evapotranspiração da cultura ETc=460mm e Pe=395mm. IE=Ea x 0. calcular a eficiência IE.95= 65 x 0. a eficiência a ser adotada é 62%.625.8 km/h.95= 62% Portanto.95 Ea= obtido da Tabela (10. Usando a Tabela (10. FAO.1998.br 29/06/08 Tabela 10.50 e para janeiro ETo= 123mm/mês ETc= 0. Evopotranspiração da cultura Etc Etc= Kc x ETo Adotamos Kc= 0.625 = 20.5 x 123= 61mm/mês Para solo franco arenoso e raízes de 150mm usamos o método da USDA-SCS que nos fornece a porcentagem RF= 47%.2. Conforme Gomes.000m3/ ano Volume = 13. Exemplo 10.2) com a velocidade 3m/s=10.Curso de esgotos Capitulo 10.2) IE=Ea x 0.3 Cálculo da necessidade líquida NL mensal para o município de Guarulhos. Para o mês de janeiro temos: P= 254mm Pe = 254 mm x 47/100 = 119mm/mês A necessidade liquida para irrigação será o valor maior ou igual de ETc – Pe Para o mês de maio: ETc=38mm Pe= 33mm 10-4 .000/ 0.800m3 Exemplo 10. considerando a eficiência da aspersão mínima de 0.Trata-se de solo franco arenoso com gramado com profundidades de raízes de 150mm. Supondo que a lâmina de água seja de 50mm obtemos: Ea=65%. O valor da evapotranspiraraçao de referência ETo foi obtido pelo Método de Penman-Monteith.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 temos: IE= Ea x Ed Ed=eficiêcia da distribuição=0.1 Sendo a velocidade do vento de 3m/s e usando aspersão para irrigação. NL = ETc – Pe = 460mm – 395mm= 65mm Para uma área de 200. As precipitações foram fornecidas pela Universidade de Guarulhos e são a média de 11anos.000m2 o volume necessário será: Volume= Área x NL / 1000= 200.000m2 x (65 / 1000)= 13.Valores em porcentagem da eficiência de aplicação da irrigação por aspersão convencional.

3. Considerando o rendimento de 70% por aspersão teremos: NL= (5 / 70)x 100 = 7mm/mês As Tabelas (10.br 29/06/08 NL = ETc – Pe= 38.5 119 61 47 0 0.7 7 18.3 76 70 31 38 0.com.33= 5mm sem considerar o rendimento.5 27 27 47 20 0.Cálculo da necessidade líquida NL usando a precipitação efetiva Meses= janeiro fevereiro março abril maio junho Temperatura média mensal ETo (mm/mês)= Precipitação média (mm/mês) Dias do mês = ETc= Kc x ETo Kc= Pe (mm/mês)= P x RF/100 Pe Porcentagem fixa para Pe solo franco arenoso raízes=150mm RF NL (mm/mês)=ETc.Curso de esgotos Capitulo 10.2 61 39 30 30 0.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 0 24.0 115 201 31 57 0.3) e (10.5 118 57 47 0 0.7 0 24.5 18 18 47 12 0.7 17 10-5 .7 0 22.Pe Eficiência da irrigação= Necessidade de irrigação mensal NL (mm/mês) = 24.5 94 57 47 0 0. Tabela 10.5 33 33 47 5 0.4) são autoexplicativas.7 29 19.0 113 252 28 57 0.7 123 254 31 61 0.5 95 58 30 47 0.

50m a 46m conforme Figuras (10. isto é. gotejadores.5 101 63 47 20 0. Quanto aos equipamentos para o sistema de irrigação a ANP (Associação Nacional de Paisagismo) sistematiza da seguinte maneira: Redes hidráulicas: secundária e principal Emissores de água (sprays.7 45 14 0.7 0 0 0.8 116 137 31 58 0. ou seja.7 0 Das Tabela (10. o consumo anual de irrigação será de 1.4 Parâmetros de Irrigação Vamos examinar os parâmetros de irrigação para Sprinkler e gotejamento sem considerar a precipitação efetiva Pe. Os raios de alcance podem variar de 0.4.Pe Eficiência da irrigação= Necessidade de irrigação mensal NL (mm/mês) = julho 17. permitir trânsito livre sobre os gramados e poda manual ou mecanizada com absoluta segurança. Alemanha Na Alemanha se usa para prever irrigação em jardins dos seguintes dados: Gasto de água em irrigação nas áreas verdes dos jardins 60 litros/ m2 x ano Gasto em irrigação em atividades esportivas 200 litros/m2 em seis meses Para solo pesado (solo argiloso) o gasto em 6 meses é de 80 litros/ m2 a 150 litros/m2 Para solos leves (solo arenoso) o gasto em 6 meses vai de 100 litros/ m2 a 200 litros/ m2 10. Durante um ano será necessário a irrigação de 173mm nos meses de abril a setembro. rotores. Cada modêlo possui características específicas.730m3.000m2 x (173 / 1000)= 1730m3/ ano Portanto.000m2).continuação.8 68 31 31 34 0. Volume= Área x NL / 1000= 10. Caso se tenha que irrigar um hectare (10. 10-6 .Cálculo da necessidade líquida NL usando a precipitação efetiva Meses= Temperatura média mensal ETo (mm/mês)= Precipitação média (mm/mês) Dias do mês = ETc= Kc x ETo Kc= Pe (mm/mês)= P x RF/100 Pe Porcentagem fixa para Pe solo franco arenoso raízes=150mm RF NL (mm/mês)=ETc. de impacto.2 98 75 30 49 0. Os aspersores podem ser sprays. em 6 meses.4) na última linha temos a necessidade de irrigação em mm/dia.1) a (10.br 29/06/08 Tabela 10. micro sprays.5 65 58 47 novembro 22.5 Aspersores Os emissores são os elementos responsáveis pela emissão da água.3) e (10. borbulhadores) Válvulas solenóides (registros) Controladores (“imers” eletrônicos). 2mm por rega.7 0 0 0.Curso de esgotos Capitulo 10.5 35 35 47 outubro 21.5 61 61 47 dezembro 23.6 87 25 31 43 0. o que é muito comum nos Estados Unidos para efeito de taxação. Regando-se 12vezes por mês teremos.com.7 28 32 0. rotores entre outros. que são instalados submersos no solo e emergem somente na hora de realizar a irrigação.9 126 215 31 63 0. Podem ser ainda do tipo escamoteáveis.5 14 14 47 agosto 19. Azevedo Neto Azevedo Neto adotava 2litros/ dia x m2 para irrigação de jardins. mensalmente 24mm/mês que é um numero coerente com o obtido. 10.5 123 130 30 62 0.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3). Os emissores escamoteáveis (podem subir e abaixar) possuem a vantagem de não ferir a estética do paisagismo.7 19 0 0.5 12 12 47 setembro 20. Nos outros 6 meses não haverá necessidade de irrigação.

Hoje.3. O nível de automação está tão evoluído que hoje temos controles remotos para controladores e. ligando e desligando o sistema em tempos projetados para cada área a ser irrigada (setor) conforme Figura (10. Irrigação automatizada: já pode ser feita no Brasil inclusive para paisagismo. para projetos de maior porte. 2004 Figura 10. Figura 10. existem diversas opções de controladores para atender demandas específicas. com raios de alcance de 6. Com ele é possível programar o horário. Possuem jato fixo e raio de alcance de 0. temos o monitoramento de vários sistemas através de um computador central integrado a uma estação meteorológica.br 29/06/08 Sprays: são aspersores escamoteáveis ou aparentes. 2004 Figura 10.Aspersão Fonte: Hunter.5m a 24m.com.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Aspersão Fonte: Naadan.60m a 4. 10-7 .4).Aspersão Fonte: Rotors. no mercado. Rotores: são giratórios.2.Curso de esgotos Capitulo 10.5m. 2004 Controle eletrônico O controlador eletrônico é o cérebro do sistema de irrigação automatizado.1.

A taxa de aplicação do Sprinkler não deve ser menor que 3mm/h a um máximo de 51mm/h.org. Deverá ser consultado livros especializados no assunto como Engenharia de Irrigação de Heber Pimentel Gomes.4.php Os setores são comandados por válvulas solenóides.Controlador http://www. Quando a declividade do solo for maior que 15%.Curso de esgotos Capitulo 10. 10-8 . De modo geral a taxa de aplicação do Sprinkler. Varia de 0.50m3/h a 100m3/h S1= espaçamento ao longo da lateral (m) S2= espaçamento lateral (m) As pressões num aspersor variam de 10mca a 80mca e os alcances vão de 6m a 60m. elas se abrem e permitem que a água se direcione aos aspersores comandados por ela.org. Alta pressão: com pressão de 40mca e vazão de 20m3/h a 120m3/h com alcance até 100m. Após decorrido o tempo programado ela se fecha. 3mm/h≤AR≤ 51mm/h Q= vazão no aspersor do Sprinkler (m3/h).br/reportagem_rain%20bird_irrigacao%20paisagismo. e o seu valor dependerá da textura do solo e da declividade do mesmo.5).php 10. Os aspersores dos Sprinkler estão a 25º a 45º e podem ser: 1. com alcance de 12m a 36m e vazão de 1m3/h a 6m3/h 3.com.Controlador eletrônico de irrigação http://www. que são componentes que respondem a programação do quadro controlador. onde é explicado a hidráulica dos sistemas pressurizados de aspersão e gotejamento.5. Baixa pressão: até 20mca e bocal de 4mm com alcance até 15m e vazão menor que 1m3/h 2. Figura 10. deve ser menor que a taxa de infiltração da água no solo para evitar o runoff.br 29/06/08 Figura 10.anponline. Média pressão: varia de 20mca a 40mca.anponline. Existem em vários modelos e tamanhos que são dimensionadas de acordo com as características do projeto em questão conforme Figura (10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. a taxa de aplicação deve ser menor que 22mm/h.br/reportagem_rain%20bird_irrigacao%20paisagismo.6 Sistema de Sprinklers A equação fundamental do sistema de sprinklers é: AR= (Q x 1000) / (S1 x S2 ) Sendo: AR= taxa de aplicação do Sprinkler (mm/h). Dado o horário programado.

5 Sendo: R= alcance do aspersor (m) d= diâmetro do bocal do aspersor (mm) h= pressão em metros de coluna de água (m) As Tabelas (10.4 x R 1. 1997: R= 1.Distâncias máximas recomendadas entre aspersores segundo a disposição dos mesmos.com. 1965 conforme Gomes.Espaçamento máximo segundo a disposição dos aspersores Fonte: Gomes.3 x R Fonte: Gomes.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. triangular e retangular.4m 10.73 x R 1.br 29/06/08 10.35 x (d x h) 0.35 x (7.8 Distâncias entre os aspersores Tabela 10. Disposição Distância entre os aspersores Distância entre linhas Quadrada 1.5. 1997 Figura 10.6. escolhida a disposição que queremos: quadrada. Exemplo 10.Curso de esgotos Capitulo 10.5) e Figura (10.4 Calcular o raio de alcance de um aspersor com d= 7.5= 23.5 R= 1.14mm e pressão h= 42mca.35 x (d x h) 0.5 x R Retangular R 1.4 x R Triangular 1. R= 1. 1997 10-9 .7 Raio de alcance do aspersor O raio de alcance de um aspersor é fornecido pela equação de Cavazza.14 x 42) 0.6) mostram a distância entre os aspersores e a distancia entre as linhas.

Os dispositivos usados são os gotejadores ou emissores localizados juntos aos pés das plantas conforme Figuras (10.Irrigação por gotejamento (Drip Emitters) 10-10 .Curso de esgotos Capitulo 10.5mm e as vazões varia de 2 a 12 litros/hora. onde existe um predomínio de solos arenosos.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. clima árido e quantidade limitada de água com considerável teor de sais. clima e água menos favoráveis. Os gotejadores que atendem as árvores não devem exceder de 5. Figura 10. diretamente sobre a zona radicular das plantas. O gotejamento é usado em declividades do solo maior que 25% e neste caso a precipitação máxima do emissor deve ser de 12mm/h.9) De modo geral os gotejadores tem diâmetro entre 0. A pressão de entrada varia de 5 a 15mca. mas tem alto custo e é usado para irrigar culturas nobres ou economicamente rentáveis como fruteiras.8. hortaliças e flores. O sistema de gotejamento é adequado a condições de solo.br 29/06/08 10.5mm a 1. 1997 gotejamento é o método de irrigação no qual a água é aplicada em gotas. devido a isto é muito usado em Israel desde a década de setenta conforme Gomes.7 litros /min.9 Gotejamento Conforme Gomes. 1997. O gotejamento economiza cerca de 30% de água em relação a aspersão.7 Gotejador Figura 10.7) a (10. saída para zero na gota. O gotejamento é usado principalmente na zona de raízes de arbustos e árvores.

br 29/06/08 Figura 10.9. É utilizado um aspersor (microaspersor) em cada planta conforme Figura (10. 2004 10.10) e (10. 1997 10-11 . A pressão de serviço está situada entre 10 a 20mca e as vazões entre 20 a 140 litros/hora com alcance que varia entre 1m a 3m. O sistema de microaspersão se adequa mais a irrigação de culturas arbóreas.com.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.11).10 Microaspersão O sistema de irrigação por microaspersão conforme Gomes. Figura 10.10.Curso de esgotos Capitulo 10.Gotejamento Fonte: Naadan.Microaspersor Fonte: Gomes. é um sistema intermediário entre a irrigação por aspersão e a irrigação por gotejamento. 1997.

70. NL = ETc / IE NL = 14. sendo a evapotranspiração do paisagismo de 14.br 29/06/08 Figura 10. 2006 10.12 Tempo de operação (OT) O máximo tempo em min de um sistema de irrigação é determinado por: OT= NL x 60 / AR Sendo: OT= tempo de operação (min) NL = quantidade de água necessária para irrigação (mm) AR= taxa de aplicação (mm/h) Nota: o valor de AR tem que ser menor ou igual a taxa de infiltração no solo.7 mm/semana 10.5/ 0.11.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5mm/semana e a eficiência IE= 0.11 Quantidade de água necessária para irrigação (IR) É usada dividindo-se a água necessária pela eficiência IE sem considerar a precipitação efetiva Pe. Ver Tabela (10. Exemplo 10.1).Microsaspersor Fonte: Waterwise Florida landscape.com. 10-12 .Curso de esgotos Capitulo 10.70 =20. NL= ETc / IE Sendo: NL = quantidade de água necessária para irrigação (mm) ETc= evapotranspiração do paisagismo (mm) ETc= PWR IE= eficiência.5 Calcular a quantidade de água necessária em mm.

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Exemplo 10.6 Calcular o tempo de operação (OT) para NL =20,7mm/semana e AR=16mm/h OT= NL x 60 / AR OT= 20,7 x 60 / 16 =78 min/semana 10.13 Dias de irrigação (ID) O número de dias de irrigação é importante. Considera-se o mês de 31 dias e a irrigação será em 8dias, isto é, todo 4º dia haverá irrigação. ID= ETc / AD Sendo: ID= dias de irrigação (dias) ETc= evapotranspiração do paisagismo (mm). ETc= PWR AD= quantidade máxima de água a ser extraída da planta (mm) Exemplo 10.7 Calcular os dias de irrigação, sendo ETc= 14,5mm/semana e a quantidade máxima de água que pode ser extraída AD= 10mm. ID= ETc / AD ID= 14,5 / 10 =1,45 = 2 dias /semana (arredondamento) 10.14 Dias de operação Td= OT / ID Sendo: Td= total por dia de irrigação (min/dia) OT= tempo de operação (min) ID= dias de irrigação (dias) Exemplo 10.8 Calcular os dias de operação Td, sendo o tempo de operação OD= 78minutos/semana e os dias de irrigação ID= 2 dias/semana. Td= OT / ID = 78min/ 2= 39min/dia 10.15 Máxima irrigação por ciclo RC= taxa de infiltração x 60 / AR Sendo: RC= máxima irrigação por ciclo (min) AR= taxa de aplicação (mm/hora) Taxa de infiltração no solo em (mm/h)

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Exemplo 10.9 Calcular a máxima irrigação por ciclo, sendo a taxa de infiltração do solo de 16,5mm/h e a taxa de aplicação do Sprinkler de 16mm/h RC= taxa de infiltração x 60 / AR RC= 16,5 x 60 / 16 =60 min 10.16 Ciclos por dia C= Td / RC Sendo: C= ciclo por dia Td= total por dia de irrigação (min/dia) RC= máxima irrigação por ciclo (min) Exemplo 10.10 Calcular o número de ciclos por dia C para o total de irrigação de 39min/dia e com a máxima irrigação por ciclo de 60min. C= Td / RC C= 39 / 60 = 0,65 = 1 (arredonda-se) 10.17 Intensidade média de precipitação de um aspersor AR A intensidade média de precipitação de um aspersor, ou simplesmente precipitação, é um dado de suma importância na elaboração de um projeto de irrigação por aspersão conforme Gomes, 1997. O aspersor deve ser selecionado de modo que sua intensidade média de precipitação não supere a capacidade de infiltração do solo, nas condições da cobertura vegetal existente. A intensidade está na Tabela (10.20) do SCS (Soil Conservation Service) que estabelece um conjunto de valores máximos das intensidades de precipitação admitidas pelos terrenos, em função da textura média do solo, da declividade média do terreno e da existência ou não da cobertura vegetal, conforme Gomes, 1997.

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Tabela 10.6- Intensidade máxima de precipitação (AR) para condições médias de solo, declividade e vegetação (SCS/USA 1960)

Fonte: Gomes 1997

Na Tabela (10.6) dada a precipitação podemos escolher a vazão, diâmetro do bocal, pressão e espaçamentos.

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Tabela 10.7- Espaçamento em função da precipitação em mm/h

Fonte: Azevedo Neto, 1998

Exemplo 10.11 Escolher a intensidade de precipitação média de um aspersor para terreno franco siltoso com declividade de 5% a 8%. Consultando a Tabela (10.6) achamos AR=16mm/h como taxa de irrigação AR. Exemplo 10.12 Calcular a precipitação do Sprinkler considerando vazão do aspersor de 2,31m3/h e pressão de 52,7mca e 5,15mm diâmetro do bocal. O raio de alcance do aspersor R será: R= 1,35 x (d x h ) 0,5 = 1,35 x (2,31 x 52,7) 0,5 = 22,24m Considerando disposição quadrada a distância S1=1,4 xR e S2= 1,4 x R S1= 1,4 x 22,24= 31,14m S2= 31,14m AR= (Q x 1000) / (S1 x S2 ) AR= (2,31 /1000)7 (31,14 x 31,14 )= 24mm/h.

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10.18 Calendário de irrigação
Calcular o calendário de irrigação para o mês de julho de um gramado com raízes de 20cm e não considerar a precipitação excedente Pe. A evapotranspiração da cultura mensal é de 102mm. O terreno tem declividade entre 0% a 5% e o solo é franco arenoso. Na Tabela (10.8) estão os cálculos resumidos.
Tabela 10.8- Cálculo teórico para gramado com raízes de 20cm. A irrigação será feita por sprinkler a taxa de 16mm/h. O calendário de irrigação é para o mês de julho. Não foi usada a precipitação excedente Pe. Nº item Cálculos Valor Unidades 1 Água necessária 3.1 Plantação Gramado para paisagismo 3.2 Mês de referência Escolhido Julho 3.3 Período relevante Irrigação semanal 7 Dias 3.4 ETo-evapotranspiração referência (102 mm/ 31dias) x 7 23 mm/semana 3.5 Coeficiente de paisagismo KL Ks x Kd x Kmc= 0,63 x 1,0x 1,0 0,63 3.6 Água necessária para o gramado PWR=ETc PWR=ETc=ETo x KL = 23 x 0,63 14,5 mm/semana 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 3 3.1 3.2 3.3 3.4 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 Propriedades do Solo Tipo de solo na zona das raízes Taxa de infiltração no solo Capacidade de armazenamento no solo AWHC Profundidade das raízes RZ Água disponível para as plantas PAW Fator da quantidade que pode ser extraída MAD Quantidade máxima de água que pode ser extraída AD Sistema de irrigação Taxa de irrigação admitida AR Eficiência IE Água necessária para irrigação NL Tempo de operação (OT) Calendário de irrigação Dias de irrigação (ID) Restrição Total por dia de irrigação Td Máxima irrigação por ciclo (RC) Ciclo por dia (C)

Inspeção in loco Consultar Tabela (1.2) Consultar Tabela (1.7) Inspeção local PAW=AWHC X RZ=200x 0,1 Tabela (1.8) MAD= 50% AD= PAW x (MAD/100)= 20 x 50/100

Solo franco arenoso 16,5 mm/h 0,1 mm/mm 200 mm 20 mm 50% 10 mm

Cálculo. Ver Tabela (3.20) Tabela (3.1) NL = ETc/ IE=14,5/0,7 OT= NL x 60 / AR= 21 x 60 /16 ID= PWR / AD= 14,5/10=1,45 3ª e 6ª feiras Td= OT / ID= 78/2 RC =(taxa infiltração / AR) x 60= (16,5mm/h / 16mm)x 60= 60 C= Td / RC= 39/ 60

16 0,7 21 78

mm/h mm/semana min/semana

2 39 60 1

dia/semana min/dia min Ciclo/dia

Poderemos escolher conforme Tabela (3.6) bocal do aspersor com diâmetro de 20 x 4mm, pressão de 35mca, precipitação de 15,6 mm/h que é aproximadamente ao adotado de 16mm/h, mas que é menor que 16,5mm/h que é a taxa de infiltração da água no solo. Os aspersores estarão separados um do outro de 42m e as linhas também serão separadas por 42m, cobrindo uma área de 42m x 42m= 1764m2 para cada aspersor. Maiores detalhes sobre a irrigação: princípios, métodos e dimensionamento, poderá ser vista no “Manual de Hidráulica do Azevedo Neto”, 8ª edição revisto pelos professores da FATEC de São Paulo em 1998. 10.19 Estação Climatológica Existem estações climatológicas compactas conforme se vê nas Figuras (10.12) e (10.13)

Figura 10.12- Sensor de chuva e sensor de vento
Fonte: Hunter, 2004

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Figura 10.13- Estação climatológica compacta
Fonte: Hunter, 2004

10.20 Exemplos de dados A Tabela (10.9) mostra a umidade relativa máxima e mínima do ar, temperatura, velocidade do vento e horas de insolação de acordo com latitude. Tabela 10.9-Exemplo de dados climatológicos de quatro locais em território nacional do mês de março para aplicação do Método de Penman-Monteith para evapotranspiração ETo. Velocidade do N= número de horas de Umidade relativa Umidade relativa Temp. ar insolação do ar Local Latitude do ar (horas) URmin (C) V URmax (%) (m/s) (%) A 10º S 90 70 30 1,7 7 B 10º S 50 40 30 0,6 12 C 20º S 75 50 20 1,7 10 D 20º S 75 50 20 0,6 10
Fonte: Righeto, 1998

A Tabela (10.10) mostra a insolação máxima diária de cada mês do ano conforme a latitude. Tabela 10.10- Insolação máxima diária N em horas

Fonte: Righeto, 1998, página 117

10.21 Tensiômetro Tensiômetros (Figura (10.14) a (10.16) são equipamentos que medem a tensão ("força") com que a água é retida pelo solo, a qual afeta diretamente a absorção de água pelas plantas. São disponíveis com manômetro metálico ou de mercúrio. Os metálicos são de mais fácil instalação e manutenção e mais seguros do ponto de vista ambiental. As unidades de medida podem ser em kPa, cbar, mmHg e cmH2O.

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Figura 10.14- TENSIÔMETRO em que a água da coluna é medida pelo mercúrio que tem densidade 13,6 maior que a água. Fonte: Soares, 2004

Tensiômetros têm capacidade para leitura de tensão entre 0-75 kPa, sendo recomendados para o manejo da irrigação na maioria das hortaliças cultivadas em campo ou sob cultivo protegido. Para que apresentem desempenho satisfatório é indispensável observar uma série de cuidados e procedimentos simples no preparo, instalação, operação, manutenção e armazenamento. http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/tensiometro.html#Introducao

Figura 10.15- Tensiômetro
http://www.infojardin.com/articulos/fotos-tensiometro/tensiometro-dibjo-raiz.gif Acessado em 22/09/2006

Tensiômetro de faixas (semáforo): indica a hora de irrigar

Tensiômetro de faixas: um semáforo que indica a hora de irrigar conforme Figura (10.16). Um equipamento simples e de fácil manuseio, que indica para o produtor o momento certo de irrigar como se fosse um semáforo. Assim é o tensiômetro de faixas, que utiliza as cores vermelha, amarela e verde para orientar a utilização da água na propriedade. O vermelho indica que está na hora de irrigar; o amarelo significa que o produtor deve ficar atento; e o verde quer dizer que por enquanto ele não precisa se preocupar com a irrigação.

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Figura 10.16- Tensiômetro de faixas que indica a hora de irrigar. É como um semáforo.
Fonte: http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/tensiometro.html#Introducao

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Fertilizantes Vamos expor os conceitos do trabalho de Francisco Eduardo Lapido Loureiro e Marisa Nascimento exposto em 2003 sob o titulo: Importância e função dos fertilizantes numa agricultura sustentável. Fertilizantes são produtos ou substâncias que, aplicados aos solos, fornecem às plantas os nutrientes necessários ao bom desenvolvimento e produção (Albuquerque, 2000). Fertilizante é uma substância mineral ou orgânica ou sintética, fornecedora de um ou mais nutrientes das plantas (Decreto Federal 86.955 de 18/02/82). Os fertilizantes do ponto de vista físico podem ser: Sólidos que são os mais comuns (pó ou grânulos) Fluidos (líquidos) que são soluções/ suspensões e gasosos como a amônia anidra aplicada de forma liquefeita. Químico: podem ser minerais, orgânico-minerais e orgânicos de origem animal ou vegetal. Os elementos essenciais são: C, H e O e N, P, K, S, Ca, Mg, B, Cu, Zn, Mn, Mo, Cl e Ni. Os elementos benéficos são Na, Si, Co e Se que são exigidos por determinados grupos de plantas. Os elementos móveis, isto é, aqueles que possuem mobilidade são: N. P, K. Mg, Cl e Mo. Os elementos pouco móveis são: S, Cu, Fé, Mn, Ni e Zn. Os elementos muito pouco móveis são: Ca e B. Nitrogênio, fósforo e potássio são os três mais importantes macronutrientes necessários ao bom desenvolvimento das plantas, mas vários pesquisadores consideram o enxofre como nutriente pela sua função benéfica na saúde e crescimento das plantas. A composição dos fertilizantes fosfáticos e potássios podem exprimir-se, tanto sob a forma elementar P e K como na dos respectivos óxidos: Pe O5 ou K20. O nitrogênio é sempre apresentado como elemento. As substâncias nutrientes podem ainda ser divididas em: Nutrientes naturais: C. H e O Nutrientes primários: P, K e N Nutrientes secundários: Ca, Mg e S O principal fator que influência a comercialização dos fertilizantes é o seu teor em nutrientes, quanto mais elevado ele for, menor serão os custos de transportes, distribuição, armazenagem e manuseamento. Não é mera coincidência que os produtos mais consumidos sejam, para o N, a uréia, para o P, o fosfato de amônio e outros compôs NP, e para o K, o cloreto de potássio.

3.21

Figura 10.1- Saco de fertilizante usado em gramados
Fonte: University of Califórnia. http://anrcatalog.ucdavis.edu/InOrder/Shop/ItemDetails.asp?ItemNo=8065

No Brasil os fertilizantes comerciais tem a sua destinação específica: Manutenção de gramados Forth Jardim 19-10-19 Implantação de gramados antes do plantio: Forth plantio 02-07-02 Para campo de golfe: Forth golf 24-00-15 para manutenção dos gramados de campo de golfe. Para recuperação de gramados de campo de golfe: Forth golf 30-00-05 Para adubação em manutenção de gramados com baixo teor de matéria orgânica. Forth organo Mix

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10.22 Bibliografia e livros consultados • ANP- ASSOCIAÇAO NACIONAL DE PAISAGISMO. http://www.anponline.org.br/ • AYOADE, J. O. Introdução à Climatologia para os trópicos. 4ª edição, 332páginas, 1996, Coordenador Editorial: Antônio Christofoletti. • BALL, KEN. AWWA - AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION, Xeriscape-programs for water utilities. 1990, ISBN 0-89867-525-1, 91páginas. • BENNET, RICHARD E. E HAZINSKI, MICHAEL S. AWWA - AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. Water-Efficient Landscape – guidelines, 1993, ISBN 0-89867-679-7, 176 páginas. • EMBRAPA. Requerimento de água das culturas. Circular técnico 2 de dezembro de 2002, Sete Lagoas, Minas Gerais. • GALVANI, E., et al. Modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lÊmina de água evaporada em Tanque Classe “A”. ESALQ, USP, Piracicaba, outubro de 1999. • GOMES, HEBER PIMENTEL. Engenharia de irrigação. Universidade Federal da Paraíba, 2ª edição, 390 páginas, 1997, Campina Grande. • HARIVANDI, M. ALI. Interpreting turfgrass irrigation water test results. • IRRIGATION ASSOCIATION. Landscape irrigation scheduling and water management, março de 2005. • IRRIGATION ASSOCIATION. Turf and landscape irrigation- Best Management Practices, abril de 2005. • ITO, ACACIO EIJI et al. Manual de Hidráulica. Azevedo Netto. 8ª ed. Atualizada Blucher, 669p. • LEA, ROSANGELA E SANTO, SANDRA MEDEIROS. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de Thornthwaite-Mather, 1955. Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia. • LOPES, ALAN VAZ E FREITAS, MARCOS AIRTON DE SOUZA. Avaliação das demandas de ofertas hídricas na bacia do Rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). • LOPES, ALFREDO SCHEID e GUILHERME, LUIZ ROBERTO GUIMARAES. Interpretação de análise do solo- conceitos e aplicações. Julho de 1992, Associação Nacional para difusão de adubos. ANDA, São Paulo. • LOUREIRO, FRANCISCO EDUARDO LAPIDO e NASCIMENTO, MARISA. Importância e função dos fertilizantes numa agricultura sustentável. CETEM/MCT 2003. ISBN 85-7227-177-4, 75páginas • OLIVEIRA, RODRIGO. Modelo Hidrológico de precipitação-escoamento. Monte de Caparica, 1998. • REICHARDT, KLAUS e TIMM, LUIS CARLOS. Solo, planta e atmosfera- conceitos, processos e aplicações. Editora Manole, 2004, ISBN 85-204-1773-6. 1ª ed. 478 páginas. • RIGHETTO, ANTONIO MAROZZI. Hidrologia e Recursos hídricos. 1ª ed. USP, ISBN 85-85205-25-5, 1998, 819 páginas. • SOARES, JOSE VIANES. Hidrologia das florestas. Setembro 2004. • TUCCI, CARLOS E., Hidrologia, ABRH, 1993, 943páginas, ISBN 85-7025-298-6. University of California, publication 8009. • VIANELLO, RUBENS LEITE E ALVES, ADIL RAINIER. Metereologia Básica e aplicações. Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, 1991, 449 páginas. • VICKERS, AMY. Water Use Conservation. Waterplow press, Massachusetts, 2001, ISBN 1-931579-07-5, 446 páginas.

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Curso de rede de esgotos Capitulo 11- Método de Thornthwaite, 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/07/08

Capitulo 11 Método de Thornthwaite, 1948

Tanque para evaporaçao Classe A Varejao-Silva, 2005

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Método de Thornthwaite.com.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 11.4 Introdução Método de Thornthwaite.Curso de rede de esgotos Capitulo 11. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 11.2 11.1 11. 1945 Conclusão Bibliografia e livros recomendados Assunto 11-2 .

Vários outros autores como Singh e Shuttleworth desaconselham o uso do método de Thornthwaite.1) mostra a variação anual do fotoperíodo com a latitude. Verificaram-se bons resultados do Método de Thornthwaite nos Estados. 1992 in Oliveira.1) para calcular o valor da ETo.71 x 10 –5 x I 2 + 1. Para sua aplicação são necessários dados de no mínimo 30anos. Canadá. que são muito importantes. por vezes grosseira. O balanço hídrico proposto por Thornthwaite e Mather em 1957 somente devem ser considerados como uma estimativa.3) Correção: ETo = (ET´ x N )/ ( 30 x 12) Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/mês) ET´= valor calculado pela Equação (11. pois o mesmo considera inexistente os dados da radiação solar.79 x 10-2 x I + 0.br 01/07/08 Capitulo 11. O valor de ET´depende da temperatura média do ar conforme Medeiros. da realidade física. pois segundo Lencastre. 2005. Nova Zelândia.5ºC 11-3 .1) encontram-se os valores do fotoperíodo fornecido em horas e de acordo com a latitude. Quando Ta ≥ 26.2 Método de Thornthwaite. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. contudo em outras regiões os resultados não foram bons.Estimativa da evapotranspiração de referência ETo pelo método de Thornthwaite.75 x 10 –7 x I 3 . 2002.1948 11.49239 (Equação 11. O método de Thornthwaite é muito criticado. a evapotranspiração de referência. Na Tabela (11.4h.1) ou (11.7.1) Sendo: Ta= temperatura média do ar mês “n” (º C) I= índice térmico anual ou índice de calor anual in= índice térmico do mês “n” a= constante que varia de local para local ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) para um mês de 30 dias ET´= -415. 1948 Thornthwaite em 1948 baseado em observações lisimétricas e perdas de água na região central dos Estados Unidos apresentou a Equação (11. 11.com. Quando 0 <Ta < 26.24 x Ta -0. conforme Varejão-Silva. calculada da seguinte forma: a= 6.85 + 32. isto é.2) A somatória I= Σin O valor de i= (Ta / 5)1.1) de acordo com a latitude local. Para latitude norte o valor será positivo e para latitude sul será negativo.5ºC ET´ = 16 (10 x Ta/ I) a (Equação 11.Método de Thornthwaite. Assim para Guarulhos que está na latitude sul a 23º o valor do fotoperíodo para o mês de janeiro será 13.43 x Ta 2 (Equação 11.514 O valor de a= constante.2) N= fotoperíodo (horas) fornecido pela Tabela (11.1 Introdução.Curso de rede de esgotos Capitulo 11. A Figura (11. 1998 chega a subestimar a evapotranspiração de referência em porcentagem que podem atingir os 40%.

Valores do fotoperíodo de acordo com al latitude. 2005 11-4 . 2005 Figura 11. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Para latitude norte o sinal é positivo e para o sul negativo.br 01/07/08 Tabela 11.1. Fonte: Varejão-Silva.Método de Thornthwaite.Relação anual do fotoperíodo com a latitude Fonte: Varejão-Silva.1.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.com.

6 1.9 97.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.9 1. Metereologia Básica e aplicações. Metereologia e Climatologia.8 53. 1948 (analítico) para evapotranspiração de referência ETo apresentou anualmente 965mm/ano.1 Temos as temperaturas médias mensais de Guarulhos (1995 a 2005). Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology.7 Σ=1487.5 214.5 ETo diário mm/dia 3.6 11.8 10.96 10.9 11. Não podemos considerar o método de Thornthwaite. 1948 Dias do mês Mês ºC (dado) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 Σ=365dias 23.0 62.4 83. Portugal. que é 20% abaixo do método padrão de Penman-Monteith FAO.21 9.6 13. -XU. sendo que a precipitação média anual é de 1487.pdf 11-5 .2 . 1948. RODRIGO PROENÇA.2 78.0 10. Cálculo da evapotranspiração de referência.4 96. 1948 um bom método.9 3. 1998.41 7.85 Valor I a=2.5 16.6 12.no/chongyux/papers/fulltext. Queremos estimar a evapotranspiração de referência ETo mensal usando o método de Thornthwaite.9 3.8 19.9 12.9 2.514 ET´ mm 105.9 60.Método de Thornthwaite. Media mensal (mm) (dado) 254.4 12.1 137.9 58.2 99.5 1.br 01/07/08 Exemplo 11. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. -VAREJAO-SILVA.7 22.0 30. Tabela 11.7 2.01 7.com.254292 Índice Térmico I= (T/5) 1.7 200. 11.7 ETo mensal mm/mês 122 97 106 80 58 48 45 60 64 85 88 113 Σ=965 A evapotranspiração de referência ETo média anual é de 965mm.0 64.4 Conclusão: O método de Thornthwaite. Estimativa da evopotranspiração de referencia a partir da equação de Penman-Monteih de medidas lisimétricas e de equações empíricas em Paraipaba.Evaporação de referência ETo corrigida de Thornthwaite. Universidade Federal de Viçosa.8 23. ALMIRO TAVARES. com 165páginas.8 24.4 2.9 Média=20.4 Fotoperíodo Para a Latitude Escolhida (h) 13.3 11.8 82.6 Temperatura Média do ar Precip.4 130.4 3. 1998 1201mm/ano.09 10. ADIL RAINIER.1 2. Recife.5 Bibliografia e livros consultados -MEDEIROS.2 21.1 48.68 9.59 8.5 22.7 1. Minas Gerais.1 251.uio.3 39.6 17.59 9.8 21.3 12.8mm 11. Tese de doutoramento apresentada em fevereiro de 2002 na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.9 75. MARIO ADELMO. Hydrologic Models. -OLIVEIRA. http://folk.8 10.05 Σ=102.7 18.3 18.32 6. RUBENS LEITE E ALVES.3 70. 1991.69 6. A latitude é 23º Sul.0 20. 2005 -VIANELLO. ano de 2002.24 7. CE. CHONG-YU.0 12.

Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.com. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1955 12-1 .br 01/07/08 Capítulo 12 Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.

1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.2 12. 1955 Conclusão Bibliografia e livros consultados 7 páginas 12-2 .4 Assunto Introdução Balanço hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 12.3 12.1 12.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.

1) Havendo um ou mais meses com P. N= somatório dos (P.ETP>0. 1997 fizeram algumas modificações e sugeriram que o valor de ARM no fim do período chuvoso seja dado por: ARM= M/ (1. Mendonça.ETP) Na prática calcular-se primeira o ARM conforme Equação (12. A vantagem do método de Mendonça é que pode ser usado sem tabela com qualquer valor de CAD.exp( N/CAD)).1) e (12. P= precipitação média mensal no mês n (mm) ETP= evopotranspiração de referência no mês n calculado por Thornthwaite. A grande vantagem do método é que não são necessárias tabelas e o cálculo pode ser feito usando uma planilha eletrônica do tipo Excel.4) e depois usa-se a Equação (12.ETP)+ em mm N= somatório de (P .br 01/07/08 Capitulo 12 –Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. 12-3 . CAD= armazenamento máximo no solo. o armazenamento (ARMn) ao longo desses meses será dado pela equação de Mendonça. ou seja: ARMn= CAD x exp (Neg acum/ CAD)= CAD x exp (Σ (P – ETP) n / CAD) Sendo: ARMn= armazenamento no mês n. 1955 12. Para uma seqüência de dois meses (n=2) de P. 1958 na forma condensada.2) quando P. 1955 supuseram CAD=100mm. Sendo: ARM5= armazenamento para o mês de maio M= somatório dos (P.2) As Equações básicas são: (12.2 Teoria Para uma seqüência de n meses com estiagem após a estação chuvosa. 12. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 Introdução Vamos explicar o método de Thornthwaite-Mather. 1945 (mm) Neg acum= somatório anual dos negativos acumulados até o mês n. 2005 que usam a abordagem de Mendonça. Thornthwaite e Mather. 1958 e Pereira et al.ETP) – em mm Inicio Escolhe-se um mês no fim das secas e antes do inicio do período chuvoso No nosso caso é o mês de maio (mês 5) ARM5= M/ ( 1.ETP <0 para facilitar a demonstração e expandido a equação acima tem-se: ARM2= CAD x exp (P-ETP)1 + (P-ETp)3)/ CAD)= CAD x exp ((P – ETP)1 / CAD) x exp ((P – ETP)2/CAD) Por definição: CAD x exp ((P-ETP)1/CAD)= ARM1 Resultando: ARM2=ARM1 x exp ((P-ETP)2/CAD) Que para uma seqüência de n meses reduz-se à equação geral: ARMn=ARMn-1 x exp ((P-ETP)n/CAD) (Equação 12.3) Sendo: ARM= armazenamento no mês M= somatório de (P . segue-se a rotina normal com: ARMn= ARM n-1 + (P – ETO)n (Equação 12.exp(N/CAD)) (Equação 12.com.1) quanto P-ETP<0 e usa-se a Equação (12. CAD varia de 25mm a 400mm. mas com valores insuficientes para levar o ARM até o valor de CAD.ETP) +.ETp>0. 1955 conforme apresentação de Varejão-Silva.2). 2005 e Antonio Roberto Pereira.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.

Coluna 2 Na coluna 2 estão as precipitações médias mensais obtidas na estação climatológica local (mm) Coluna 3 Na coluna 3 estão as evopotranspiração de referência obtidas usando o método de Thornthwaite.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. Coluna 1 Na coluna 1 estão os meses de janeiro a dezembro.ETP) >0. Coluna 4 Na coluna 4 estão as diferenças entre a precipitação P do coluna 2 e a evopotranspiração de referência ETP da coluna 3. As diferenças podem ser positivas ou negativas. Primeiramente se procura na coluna 4 quando começam a aparecer P-ETP < 0 e escolhe-se um mês posterior ao mês de abril que é -22 que será o mês de maio. Col 6 Arm Col 7 alt Col 8 ETR Co 9 DEF Col 10 EXC Col 11 130 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 254 252 201 58 70 39 31 25 75 137 130 215 Σ=1488 122 97 106 80 58 48 45 60 64 85 88 113 Σ=965 133 155 95 -22 13 -9 -14 -35 11 52 42 102 Σ=522 13 -9 -14 -35 11 52 42 102 Σ=603 Σ=-80 133 155 95 -22 130 130 130 108 130 121 109 83 94 130 130 130 Σ=1426 130 0 0 0 -22 22 -9 -13 -26 11 36 0 0 122 97 106 80 58 48 43 51 64 85 88 113 Σ=954 0 0 0 0 0 0 2 9 0 0 0 0 Σ=11 133 155 95 0 0 0 0 0 0 16 42 102 Σ=543 Vamos explicar coluna por coluna. A somatória das diferenças positivas é M=+603mm Coluna 6 Na coluna 6 estão todas as diferenças negativas da coluna 4. que é igual +603mm N= somatório dos (P.com. 1958 para a cidade de Guarulhos. Mes Col 1 P Col 2 Etp Col 3 P-Etp Col 4 Pos. 1948. O cálculo de ETP pelo Método de Thornthwaite 1948 foi feito no Capítulo 11 deste livro Tabela 12. Coluna 5 Na coluna 5 estão todas as diferenças positivas da coluna 4.3).Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. Aplicamos a equação (12. Sendo: ARM5= armazenamento para o mês de maio M= somatório dos (P. 1955 com alterações de Mendonça. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A somatória das diferenças negativas é N= -80mm Coluna 7 A coluna 7 relativa ao armazenamento ARM é a mais difícil de ser feita.exp( N/CAD)).1.ETP) <0 que é igual a -80mm CAD=130mm 12-4 . ARM5= M/ ( 1.1 Fazer o balanço hídrico na cidade de Guarulhos usando CAD (capacidade de armazenamento do solo)=130mm. acum Col 5 Neg ac.br 01/07/08 Exemplo 12.

Assim na primeira linha teremos: 130-130=0 E assim por diante até encontramos 108-130=22 Coluna 9 ETR Usa-se na prática a função SE do Excel. Quando o valor for negativo. 1955 podemos obter alguns índices climáticos: Índice de aridez Ia = 100 x DEF/ EPo Índice de umidade Iu= 100 x EXC/ EPo Índice hídrico Im= Iu – Ia É comum quando se faz o balanço hídrico apresentar um gráfico como o da Figura (12. Coluna 10 A coluna 10 é diferença entre a linha correspondente a ETP menos ETR.Alt E a altura da coluna 7.1): ARMn=ARMn-1 x exp ((P-ETP)n/CAD) ARMn=130 x exp (-22/130) =108mm Coluna 8. 12. o mês de março.exp( N/CAD)). 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ARM5= 603/ ( 1. colocamos zero. isto é. ARM8=109 x exp ((-35/130) =83mm Agora como as diferenças são positivas. isto é.1): ARM6=130 x exp ((-9/130) ARM6= 121mm Para ARM7 fazemos a mesma coisa: ARM7=121 x exp ((-14/130) =109mm Para ARM8 fazemos a mesma coisa. SE (P-ETP)>0 então o valor é ETP para a coluna 9.3 Balanço hídrico climático No método do balanço hídrico de Thornthwaite e Mather. P-ETP>o usamos a Equação (12. ARMn= ARM n-1 + (P – ETO)n (Equação 12.2) ARM9= 83 + 11=94mm ARM10= 94+ 52 = 146mm > 130mm então ARM10=130mm.br 01/07/08 ARM5= M/ ( 1.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.2).1).eP) – ALT.exp( -80/130))= 1312m Como o resultado é maior que 130mm adotamos: ARM5=130mm Na mesma coluna 7 referente ao armazenamento ARM calculamos a linha subseqüente usando a Equação (12. Para o mês 11 temos: ARM11= 130+42= 172mm usa-se então 130mm ARM12= 130+ 102= 232mm então usa-se 130mm E assim vamos até o mês onde P-ETP são positivos.com. 12-5 . Para o mês de abril usamos a Equação (12. caso contrario o valor será: ABS( P-ETP) + ABS(ALT). Desta maneira a coluna se monta automaticamente. É a diferença do valor de P com o anterior. Coluna 11 EXC A coluna 11 referente ao excesso EXC são os valores positivos de (P.

0 21. ETp e ETR 300.0 58.0 38.0 107.46 % % % 12-6 . Acum.0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 101112 Meses do ano Figura 12.Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.Gráfico da precipitação P.2.0 124.com. P ETP PETP + Acum.12% Exemplo 12.3 Campina Grande.27% Índice hídrico= Iu – Ia= 52.0 mm/mês 108 109 115 107 95 80 62 78 77 102 108 117 1158 -67 -54 -15 22 0 27 62 -20 -39 -85 -89 -96 -354 111 22 0 27 62 -20 -39 -85 -89 -96 -465 Índice de aridez= Índice de umidade= Índice hídrico= -67 -54 -15 8 5 3 3 25 25 52 114 97 71 36 18 8 8 -3 -2 111 -89 0 27 62 -17 -26 -35 -18 -9 44 57 211 107 95 80 62 75 64 52 37 30 914 64 52 -96 0 0 0 0 3 13 50 71 87 244 0 0 0 111 0 0 0 0 0 0 0 0 111 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 21.1.14%=51.1.14% Índice de umidade Iu= 100 x exc/EPo= 100 x543 / 965= 52.1 Índice de aridez= ia = 100 x DEF/ EPo= 100 x 11/965= 1.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. ETp e ETR Exemplo 12.05 9.0 (mm) 200. 1958.26% .0 804. CAD=125mm Latitude: -7º 08´ Longitude: 35 321´W Altitude: 548m Tabela 12.0 00. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 19. ARM ALT ETR DEF EXC Precipitação ETp ETR (mm/mês) 41.59 -11.br 01/07/08 Precipitação. 1955 com alterações de Mendonça.0 17.0 55. umidade e hídrico do Exemplo (12.0 95.0 100.2 Calcular o índice de aridez.0 129.0 100.

Engenharia de irrigação. Conforme Varejão-Silva.1 Calcular a capacidade de armazenamento CAD dados: θCC= 15% θPMP=5. Minas Gerais. ADIL RAINIER.38g/cm3 RZ= 70cm CAD= (1/10) x (θCC .38 x 70=97mm 12. 449paginas. -VIANELLO.θPM ) x Dar x RZ Sendo: CAD=capacidade de armazenamento do solo (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso. Meteoreologia e Climatologia.θPM ) x Dar x RZ CAD= (1/10) x (15-5 ) x 1.5 Bibliografia e livros consultados -GOMES. -SANTO.Departamento de Tecnologia. HEBER PIMENTEL. 2005 temos: CAD= (1/10) x (θCC .Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.br 01/07/08 12. Dar= 1. Dar= densidade aparente do solo (g/cm3) RZ= profundidade efetiva das raízes da planta (m) Exemplo 12. RUBENS LEITE E ALVE. Universidade Estadual de Feira de Santana. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso. 12-7 .com. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1991. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de ThornthwaiteMather. MARIO ADELMO. 1955.4 CAD= armazenamento máximo no solo. 2ª edição. 2005. Universidade Federal da Paraíba. Campina Grande. Meteorologia Básica e aplicações. -VAREJAO-SILVA. Universidade Federal de Viçosa. SANDRA MEDEIROS. Recife. 390 páginas. 1997.

br 01/07/08 Capítulo 13 Método de Romanenko. 1961 para evapotranspiração ETo 13-1 .com.Método de Romanenko. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 13.

Curso de rede de esgotos Capítulo 13.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 13.Método de Romanenko.com. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 13.2 13.3 Introdução Conclusão Bibliografia e livros recomendados Assunto 13-2 .

1961 pode ser considerado bom.2 21. O método de Romanenko.1) obtendo-se no ano o total de 1245mm. http://folk.8 22. ETo= 0. 1961 apresentou para o ano a evapotranspiração de referência de 1245mm.9 75.no/chongyux/papers/fulltext.UR) Sendo: ETo= evapotranspiração (mm/mês) T= temperatura média mensal (ºC) UR= umidade relativa do ar (%) Exemplo 13.1.4 130. ETo= 0.0018 x ( 25 + T ) 2 x (100 .7ºC e umidade relativa do ar de 75%. 2 Conclusão: O método de Romanenko.Método de Romanenko.245 13.0018 x ( 25 + T ) 2 x (100 .9 UR Umidade relativa do ar (% ) 75 75 75 73 75 75 73 68 72 73 73 74 Média=73 Evapotranspiração de referência ETo (mm/mês) 111 110 109 109 90 84 90 113 103 105 110 111 Total=1.75)=111mm/mês Para os demais meses pode ser vista a Tabela (13. Tabela 13.0 30.7 24.1 251.pdf 13-3 .8 24. Hydrologic Models. 1961 para a cidade de Guarulhos. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology. com 165páginas.8 Temperatura média do ar mensal (ºC) 24.0018 x ( 25 + 24. 1961 para evapotranspiração ETo 13. 2000.com.1 Introdução Baseado na umidade relativa do ar UR e na temperatura média mensal T temos a equação de Romanenko.6 20.5 23.5 19.0 24.Curso de rede de esgotos Capítulo 13. somente 4% acima do método de Penman-Monteith. 1961 conforme Xu.Aplicação do Método de Romanenko.2 17.3 Bibliografia e livros recomendados .7 ) 2 x (100 . 1998 FAO que apresentou 1201mm/ano. 1961 para a cidade de Guarulhos.3 70.5 214.1 Calcular a evapotranspiração mensal pelo Método de Romanenko.7 Total=1.8 19.uio.br 01/07/08 Capítulo 13.487. ano de 2002. Mês do ano Precipitação média mensal (mm) Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 254. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.UR) ETo= 0.3 18. 13.9 58. mês de janeiro com temperatura média mensal de 24.XU.7 200.0 22. CHONG-YU.1 137.Método de Romanenko.3 39.

2005 14-1 .com.br 01/07/08 Capítulo 14 Método de Turc. 1961 Anemômetro Varejao-Silva.Método de Turc. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.

2 14.1 14.4 14.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 14.8 14. 1961 Dia Juliano Distância relativa da Terra ao Sol Ângulo da hora do por do sol ws Declinação solar Relação n/N Radiação extraterrestre Ra Radiação útil de curto comprimento Rs Estudo do caso: aplicação do Método de Turc.5 14.9 14.3 14.7 14.10 14.com. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.11 14. 1961 para a cidade de Guarulhos Conclusão Bibliografia e livros recomendados 14-2 .Método de Turc.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.12 Assunto Introdução Método de Turc.6 14.

org/docrep/X0490E/x0490e07. Figura 14. 1961 para evapotranspiração de referência ETo baseia-se em: • umidade relativa do ar em porcentagem. sendo uma para umidade relativa do ar (UR) menor que 50% e outra para maior que 50%.Método de Turc.1-Dia Juliano Mês Dia Juliano Janeiro 15 Fevereiro 46 Março 74 Abril 105 Maio 135 Junho 166 Julho 196 Agosto 227 Setembro 258 Outubro 288 Novembro 319 Dezembro 349 14-3 . Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro. 1961 14. para fevereiro é 46.5 cal/cm2xdia A Figura (14. • temperatura média mensal do ar em graus centígrados.2 Método de Turc. 1961 Vamos usar as notações de Xu. 14.br 01/07/08 Capitulo 14. • nebulosidade (relação n/N).1 Introdução O método de Turc.Curso de rede de esgotos Capitulo 14. 2002 onde aparecem duas equações.fao. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Tabela 14.1. para março é 76 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (14.3 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias.Umidade relativa do ar (RH) em função da hora e da temperatura Fonte: http://www.1) mostra a umidade relativa do ar em função da temperatura e da hora do dia. • latitude.Método de Turc. ETo= 0013 x [T / (T+15)]x (Rs + 50) x [ 1+ (50 – UR) / 70)] UR<50% ETo= 0.com. Assim para janeiro o dia Juliano (Caio Julio César) é 15.htm 14.1).013 x [T / (T+15)] x (Rs + 50) UR ≥ 50% Sendo: T= temperatura média mensal do ar (º C) UR= umidade relativa do ar média mensal (%) ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Rs= radiação solar total (cal/cm2 x dia) Conversão de unidades: 1mm/dia= 58.

39]= -0.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.59rad 14.3 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23.1.1416/180=-0.1.5 Ángulo da hora do por do sol ws ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado. Quando não temos nenhuma nuvem.1416/ 365) x 74 .1. Conversão graus para radianos Radiano = (PI / 180) x (graus) Exemplo 14.com.1 Achar o dia Juliano do meio do mês de março. o número de horas em que temos sol n é igual a N e portanto.2 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março. Durante 24h temos horas de dia e horas de noite. 14-4 .409 x sen [( 2x PI/ 365) x J . Primeiramente transformemos Φ= 23.033 x cos [(2 x π / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias.39] Exemplo 14.6 Declinação solar δ δ = declinação solar (rad) A declinação solar delta pode ser calculado por: δ= 0.Método de Turc. O valor de Φ varia de 55º N para 55º S. Assim dia 15 de março J=74 conforme Tabela (14.410 rad= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [.br 01/07/08 Exemplo 14.040 em radianos.4 Calcular a declinação solar para Guarulhos para o meio do mês de março Dia Juliano J=74 δ= 0.1) é J=74dias.047 rad 14. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!).39] δ= 0.033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0.5 x 3.010 rad 14. sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0.040 )]= 1. Para Guarulhos Φ=.409 x sen [( 2x 3.1) Exemplo 14.5º x PI / 180=-23. 14. Também deve estar em (rad). n=0 e n/N=0.410) x tan (-0. n/N=1.1416 /365) x 74] dr=1.033 x cos [(2 x 3. No caso de o dia ser totalmente nublado então. O dia Juliano para o meio mês de março conforme Tabela (14.tan(-0. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5º (hemisfério sul é negativo).23º e 30min = -23.409 x sen [( 2x PI/ 365) x J .5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0.4 Distância relativa do Terra ao Sol A distância relativa da terra ao sol dr em radianos é fornecida pela equação: dr= 1 + 0. As horas totais de dias são N e o número de horas em que temos sol é denominado de n.5º em radianos: Radiano= -23.7 Relação n/N A relação n/N significa os dias de bastante sol durante o dia.

64 1.Valores de N para os meses de Janeiro a dezembro para o municipio de Guarulhos ws Número de horas de sol durante o dia N (rad) (h) Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 1.59 1.56 10.fao.Método de Turc. 14-5 .74 1.68 11.18 11. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.15 13. O dispositivo marca de hora em hora o chamado dia de sol obtendo-se no final o valor de n.17 11.76 13.72 1.44 A maneira de se achar o número de horas de dia em 24 horas é usando a expressão: N= (24/ PI) x ws A Tabela (14.2) mostra a variação dos valores de N para os diversos meses do ano e conforme a latitude.3).40 1.46 10.org/docrep/X0490E/x0490e07.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.com.2) fornece os valores de N para o municipio de Guarulhos para o meio de cada mes desde janeiro a dezembro.55 1.htm O valor n que as horas de sol durante o dia é determinado através de dispositivo de Campbell Stokes conforme Figura (14.42 1.br 01/07/08 Tabela 14.31 12.Número de horas de sol por dia N Fonte: http://www.46 1. A Figura (14.38 1.88 10.50 1.2.86 12. Figura 14.68 1.2.55 13.80 12.

8 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera da Terra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gsc x (ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) x sen (ws)). 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Calcular o número máximo de horas de sol por dia N em horas para o mês de março sendo ws= 1.htm 14-6 .4-Valores da radiação extraterrestre Ra Fonte: http://www.4) mostra os valores da radiação extraterrestre Ra conforme a latitude e mês.0820 MJ/m2 x min (Cuidado não errar na unidade) ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol (rad) A Figura (14. Figura 14.41 ou seja 41% 14.3. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.1= 0.russell-scientific.59rad N= (24/ PI) x ws N= (24/ 3.uk/meteorology/campbell_stokes_sunshine_recorder.org/docrep/X0490E/x0490e07.1h Exemplo 14.fao.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.html Exemplo 14.6 Calcular a relação n/N sendo N= 12.br 01/07/08 Figura 14.1h e n=5h Nebulosidade = n/N = 5/ 12.co.com.1416) x 1.Dispositivo para achar o valor de n denominado Campbell Stokes http://www.59=12.Método de Turc.

57 cal/cm2 x dia. Energia total incidente sobre a superfície terrestre (MJ/m2xdia) Exemplo 14.br 01/07/08 Exemplo 14.59 x sen (-0.6mm/dia Como o mês de março de 31 dias teremos: ET0 mês de março = 31 x 3. Mas 1 MJ/m2 x dia equivale a 23.42.9= 397. Ra= (24x60/3.03 =16.013 x [T / (T+15)] x (Rs + 50) ETo= 0. Pode também ser fornecido em porcentagem. Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= radiação solar de entrada. 1961 o valor de Rs está cal/cm2 x dia.57 MJ/m2 x dia x 23. Rs= (0. É uma medida qualitativa não muito precisa.03 MJ/m2 x dia n/N= 0.1416) x 1.59)=36.59 rad Φ= latitude (rad)= -0.010 x 0.57 + 50) = 3. Para solo gramado α=0.42 Calcular a radiação útil de curto comprimento Rs.50 são coeficientes que para climas médios n= número de horas de sol forte por dia (h) N= número máximo de horas de sol por dia (h) n/N= nebulosidade ou fração de luz.013 x [24 / (24+15)] x (397.054) x cos(-0.0820 MJ/m2 x min (Cuidado não errar na unidade) ws= ângulo solar (rad)=1. 1961 para a cidade de Guarulhos 14-7 .410) x sen (-0.9 Radiação útil de curto comprimento Rs A radiação útil de curto comprimento de onda Rs pode ser calculada por: Rs= (as + bs x n /N )x Ra = (0.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.010 rad Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx (ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws).50 x n /N ) x Ra Sendo: α= albedo. ou seja.25 e bs=0.23 as=0. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 Calcular a radiação solar extraterrestre Ra para o município de Guarulhos.8 Dado Ra=36.054+ cos(-0.0820x (1.63 MJ/m2 x dia Mas na fórmula de Turc.50 x n /N ) x Ra Rs= (0. 42%.42 ) x 36.410) x sen (1.410 rad δ =declinação solar (rad)= -0. Cálculo da evapotranspiração Como a UR>50% temos: para o mês de março T=24 ºC ETo= 0.25 + 0.25 + 0.6mm/dia= 111mm/mês 14.03 MJ/m2 x dia 14.9 cal/cm2 x dia então teremos: Rs= 16. mês de março sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.com.25 + 0.054 rad dr= distância relativa da Terra ao Sol= 1.10 Estudo do caso: aplicação do Método de Turc. Para Guarulhos a média é n/N= 0.50 x 0.Método de Turc.

56 42.968 0.370 0.3 2.39 -23.46 1.49 -23.410 -0.8 17.5 73 31 Dezembro 214.37 -23.Aplicação do Método de Turc para a cidade de Guarulhos UR umidade Precipitação Temperatura relativa do ar média Dias no mês média mensal média do mês (ºC) Mês Dias (mm) 23.9 19.38 1.68 1.72 424.4 21.80 12.5 105 0.com.3 75 30 Junho 39.34 289.2 72 31 Outubro 137.33 -23.0 75 31 Março 200.1 20.5 22.55 13.88 10.5 46 1.68 11.4 3.230 0.410 -0.8 Média=73 Tabela 14.410 -0.410 -0.8 73 31 Agosto 24.335 0.46 40.8 3.9 74 365 Total 1487.12 24.5 319 1.375 0.22 342.18 23.032 -0.7 % 31 Janeiro 254.br 01/07/08 Tabela 14.6 68 30 Setembro 75.407 0.91 22.56 10.03 30.86 12.410 -0.13 38.023 -0.3 19.91 389.3 22.23 17.98 337.9 2.63 14.0 75 30 Abril 58.35 16.5 349 1.98 430.35 -23. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 2.46 10.76 N (h) 13.64 1.11 10.7 3.47 -23.6 3.7 75 28 Fevereiro 251.31 12.5 227 0.5 196 0.169 0.40 1.31 -23.410 -0.1 24.50 262.98 11.23 41.44 425.55 1.50 1.47 -23.76 16.5 74 1.46 (mm/dia) 3.10 36.29 33.4-continuação.18 11.410 -0.329 0.410 -0.992 0.5 258 0.410 -0.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.2 75 31 Julho 30.59 1.0 18.44 Ra (MJ/m xdia) 42.8 73 30 Novembro 130.42 -23.5 288 1.032 -0.410 ws (rad) 1.010 -0.Aplicação para todos os meses da cidade de Guarulhos Dia Juliano Declinação solar Nebulosidade Latitude ( 1 a 365) dr (rad) n/N graus (rad) 0.2 2.3.53 273.62 12.01 17.410 -0.9 3.38 397.32 18.410 -0.85 2 Rs (MJ/m xdia) 17.239 0.15 13.08 27.1 2.53 -23.977 0.46 14.5 73 31 Maio 70.9 24.5 135 0.42 1.17 11.7 3.11 14.968 0.Método de Turc.008 -0.8 Total= (mm/mês) 116 106 111 93 77 67 71 88 88 105 112 118 1153 14-8 .023 -0.57 349.80 2 Turc 2 (cal/cm xdia) 411.991 0.7 23.74 1.72 1.Aplicação para todos os meses da cidade de Guarulhos Latitude (rad) -0.37 -23.5-continuação.047 0.037 0.407 Tabela 14.5 15 1.7 24.49 -23.166 0.976 0.5 166 0.

14.br 01/07/08 14.12 Bibliografia e livros consultados -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION).Curso de rede de esgotos Capitulo 14. próximo ao valor ao método padrão de Penman-Monteith FAO.Irrigation and drainage paper 56.no/chongyux/papers/fulltext. sendo o método considerado bom. -XU.11 Conclusão: O método de Turc. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. 1961 apresentou evapotranspiração de referência ETo anual de 1153mm/ano. 14-9 . Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology. com 165páginas. ano de 2002. CHONG-YU. ISBN 92-5-1042105. Rome. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Método de Turc.uio. Hydrologic Models. 1998. http://folk.pdf. O erro foi somente de 4%.com. 1998 cujo valor é 1201mm/ano.

Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 09/7/08 Capitulo 15 Quando faltam dados de entrada no método de Penman-Monteith. 1998 FAO para a evapotranspiração de referencia ETo. 15-1 .

br 09/7/08 SUMÁRIO Ordem 15.5 15.6 Assunto Introdução Vento Quando faltam dados de radiação solar n/N Quando falta a umidade relativa do ar UR (%) Método de Hargreaves para ETo Radiação extraterrestre Ra 15-2 .2 15.3 15.4 15.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 15.com.

5 x Ra (Equação 15. 15.5m/s. isto é. A FAO apresenta a Tabela (15. Exemplo 15. adotamos um valor médio de 2m/s.42] (Equação 15.16. A FAO.16 ou 0. u2= uz x 4.19 para regiões litorâneas.87 / (ln (67. Os dados poderão ser estimados: velocidade do ar.1. 1998.2) 15-3 .1 Achar a velocidade do vento u2 em um local onde a 10m do chão foi medida a velocidade do vento de 4m/s.5) O coeficiente de ajuste krs é empírico e é adotado krs=0.5 x Ra (Equação 15.1) onde estão os ventos médios.00m acima do piso. mas não de n. Na aplicação da equação de Penmam-Monteith não deve ser aplicada vento menor que 0. Rs= krs x (Tmax – Timin ) 0. da radiação extraterrestre.0m/s Vento leve a vento moderado 1 a 3 m/s Vento moderado a vento forte 3 a 5 m/s Vento forte Maior ou igual a 5. que são imprescindíveis na aplicação do método de Penman-Monteith FAO. isto é.2 Calcular o valor de Rs em função de Ra para temperatura mínima de 16ºC e temperatura máxima de 32.5.5.5m/s. 1998 15.8 x 10 . 15. a velocidade u2 será obtida usando a seguinte equação: u2= uz x 4. Recomenda ainda a FAO que com a falta de dados. Energia incidente sobre a superfície terrestre.87 / (ln (67.5. pois não conseguimos calcular o valor de Rs. Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Tmax= temperatura máxima do ar (ºC) Tmin= temperatura mínima do ar (ºC) krs= coeficiente de ajuste que pode ser 0.br 09/7/08 Capitulo 15-Quando faltam dados de entrada no método de Penman-Monteith. Portanto.2) que precisamos sempre da temperatura máxima e mínima. a equação seja validada regionalmente fazendo os devidos fatores de correção. Isto torna-se um problema.1) sendo: u2= velocidade do vento a 2m do chão (m/s) uz= velocidade do vento na altura z (m/s) z= altura em que foi medida a velocidade (m) ln= logaritmo neperiano.00m.0m/s 7Dica: Quando não temos nenhuma informação sobre a velocidade do vento.com. Caso tenhamos velocidade “uz” em uma altura z maior que 2.0m/s Fonte: FAO. o vento deve ser maior ou igual a 0.19 (ºC -0. que é uma estimativa do vento em mais de 2000 estações de tempo em todo o mundo conforme a FAO. 1998 usa uma alternativa para isto. Exemplo 15. Nota-se na Equação (15. da evapotranspiração é recomendado pela FAO que se use sempre a equação de Penmam-Monteith FAO.3 Quando faltam dados da radiação solar n/N É fácil obter o valor de N. Tabela 15. 1998 FAO para a evapotranspiração de referencia ETo. umidade relativa do ar e radiação solar.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1998.2) Sendo: Rs= radiação solar de entrada (MJ/m2 x dia).87 / [ln (67.8 x z .1 Introdução Para o cálculo de ETo.16 para regiões do interior e krs=0.42) u2= 4 x 4.6ºC referente ao mês de janeiro. Em se tratando de cidade que está no interior krs=0.2 Vento A velocidade do vento padrão adotado pela FAO é na altura de 2. baseada na equação de radiação de Hargreaves: Rs= krs x (Tmax – Tmin ) 0. mesmo que faltem dados.42)= 3. 1998.8 x z .Classe de ventos mensais Descrição Média mensal do vento a 2m de altura Vento leve ≤ 1.

5 x Ra = 0.81/1.27 x 16/ (16+237.611 x exp [17.27 x Tmin/ (Tmin+237. Ponto de orvalho (Dew point): é definido como o ponto em que o vapor de água presente no ar está preste a se condensar (Tdew).65Ra Supondo que Ra= 42. conforme FAO.27 x Tmin/ (Tmin+237. e (T)= 0.3)] =1. ea= 0. 1998.611 x exp [17.84% UR= (URmax + URmin )/ 2 = (100% + 36.3) eo (tmin)= 0.611 x exp [17.br 09/7/08 Rs= 0.com.5) Exemplo 15.611 x exp [17.6/ (32.92 kPa Para a temperatura mínima: eo (tmin)= 0.611 x exp [17. Podemos então.3)] (Equação 15. Sendo: Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0. Umidade relativa do ar máxima: UR= 100 x ea / eo (tmax) URmax= 100 x 1.4% 15.81 kPa A umidade relativa do ar UR (%) será a média da umidade relativa do ar mínima com a umidade relativa do ar máxima.3)] (Equação 15.27 x 16/ (16+237.3)] =4.3) A estimativa é que a temperatura do ponto de orvalho “Tdew” seja aproximadamente igual a temperatura mínima.71 MJ/m2 x dia 15.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.81= 100% UR= 100 x ea / eo (tmin) URmin= 100 x 1.4 Quando falta a umidade relativa do ar UR (%) Em alguns locais não possuímos o dado da umidade relativa do ar UR.81/ 4.3 Calcular o umidade relativa do ar em um local onde a temperatura mínima do mês de janeiro é 16ºC e a máxima de 32. Fazemos a hipótese que Tdew= Tmin ea= 0.611 x exp [17. 15-4 .16 x (32.611 x exp [17.84% )/2 = 68.3)] ea= 0.611 x exp [17.27 x T/ (T+237.3)] (Equação 15.6+237.27 x T/ (T+237.46= 27.6 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extra-terrestre Ra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].3)] (Equação 15. fazer uma estimativa usando como parâmetro a temperatura mínima.92 = 36.3)]= 1.6 – 16 ) 0.81kPa Para a temperatura máxima: eo (tmax)= 0.46 MJ/m2 x dia teremos Rs= 0.3) eo (tmax)= 0.4) Sendo: eo(T)= vapor da pressão estimada (kPa) ea = vapor da pressão estimada (kPa) T= temperatura escolhida (ºC) Tmin=temperatura mínima (٥C) exp= exponencial O valor da umidade relativa do ar UR é fornecida pela equação: UR= 100 x ea / eo (T) (Equação 15.27 x T/ (T+237.27 x 32.6 ºC.65 x 42.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol.

Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 02/06/08 Capítulo 16 Pedidos de outorga para irrigação 16-1 .com.Curso de rede de esgotos Capitulo 16.

pivot-central. 16. O Brasil possui 30 milhões de hectares de área em potencial para ser irrigada sendo que somente 10% é utilizado.2 Vazão insignificante O artigo 12 da Lei Federal 9. mas não a responsabilidade de computá-las e quantificá-las.5 Coeficiente de molhamento da superfície do solo (Ks) O coeficiente de molhamento Ks expressa a relação entre a área molhada pela irrigação e a área do solo ocupada pela cultura.Curso de rede de esgotos Capitulo 16.6 Necessidade de irrigação É a diferença ente a evapotranspiração da cultura e a precipitação efetiva PE. O coeficiente de cultura Kc é um fator adimensional que estabelece a reação entre a evapotranspiração de referência e a evapotranspiração da cultura.0 L/s.br 02/06/08 Capítulo 16. etc) e menor que 1 para sistema de irrigação localizada (gotejamento e microaspersão). A partir deste valor é necessário a outorga. Portanto.Pedidos de outorga para irrigação 16.Pe 16-2 .1 Introdução O texto base para a discussão do assunto é da Agencia Nacional de Águas (ANA) elaborado por Pedro Cunha et al. Segundo a FAO o Brasil tem 63% de uso da água na irrigação. A evapotranspiração da cultura ETc= Kc x ETo. 14% para uso animal e 5% para uso industrial. Na Índia se considera como precipitação efetiva 60% do total da precipitação ou 75% da precipitação média. 16.com. 18% para abastecimento humano. 16. O valor Ks=1 quando apresentarem 100% da área molhada (aspersão convencional. 16. sem levar em consideração as precipitações inferiores a 5mm e superiores a 75mm/dia e 125mm num período de 10 dias. 16.433/97 considera vazão insignificante aquela que não necessita de outorga.3 Precipitação efetiva Outro ponto controvertido é a vazão efetiva que é a parte da precipitação armazenada no solo até a profundidade das raízes e que efetivamente contribui para a produção das culturas.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. são irrigados cerca de 3 milhões de hectares. O critério que mais usamos é aquele baseado no Método do US Soil Conservatior Service. Em alguns países considera-se a precipitação efetiva como uma média.4 Evapotranspiração de referência ETo Consideramos como o valor de ETo aquele calculado pelo Método de PenmanMonteith recomendado pela FAO. Para o rio Paraíba do Sul é considerado vazão insignificante até 1. NL= ETc .

0 Aspersão 0.5 Sulcos 0. ANA 16.com.br 02/06/08 16.0 a 2. Tabela 16.7 Fonte: Pedro Cunha e outros.6 a 1.2. ANA 16-3 .8 Vazão de bombeamento A vazão de bombeamento de captação ou vazão instantânea pode ser fornecido em mm/mês. gotejamento) 0.Eficiência média de irrigação em função do método de irrigação e de condicionantes Método Condicionante Eficiência Sulcos de infiltração Sulcos longos e/ou solos arenosos 50 Solo e comprimento adequados 65 Inundação (tabuleiros) Solo arenoso. Pode ser determinado o numero de horas por dia em que será feito o bombeamento no local de captação.7 Necessidade de irrigação bruta NL= (ETc – PE)/ eficiência do sistema Na Tabela (16.3 a 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 16.lençol profundo 40 Solo argilo. 16. Tabela 16.9 Vazões indicadoras de demandas de irrigação Pedro Cunha e outros apresentam as vazões contínuas em litros por segundo por hectare conforme o método de irrigação conforme Tabela (16.1.8 a 2.lençol raso 60 Aspersão convencional Ventos fortes 60 Com ventos leves ou sem 75 Autopropelido/montagem Ventos fortes 60 direta Com ventos leves ou sem 75 Pivô central Vento forte/ condições razoáveis 75 Em ótimas condições 90 Microaspersão Condições razoáveis 75 Em ótimas condições 90 Gotejamento Condições razoáveis 85 Em ótimas condições 95 Tubos perfurados Perfuração manual 65 Em ótimas condições 80 Fonte: Pedro Cunha e outros.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1) estão os valores estimados de eficiência conforme o método de irrigação.2).0 Localizada (microaspersão.Vazão contínua por método de irrigação ( L/s x ha) Método Vazão continua (L/s x ha) Inundação 2. É costume calcular a vazão de captação por hectare de área irrigada (L/s x ha).

10 Lixiviação Para controlar a salinidade as vezes é necessário uma lâmina de água que atravesse a zona radicular.br 02/06/08 16. 16. Para uma estimativa de água consumida pela irrigação devemos considerar como balizador o limite máximo 1.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 16-4 .327 L/s x ha como uma demanda média.11 Disponibilidade de água do manancial São usadas as vazões Q7.0 L/s x ha.10 ou Q95 da permanência dependendo do Estado do Brasil. É a lixiviação que deve ser aplicada antes ou depois do período vegetativo.Curso de rede de esgotos Capitulo 16.10 mas na Bahia se usa o 80% do Q90.com. No Estado de São Paulo se considera a dotação de 0. No Estado de São Paulo comumente se usa o Q7.

59rad 17-1 . 17.1416/ 365) x 74 .033 x cos [(2 x PI / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias.5 x 3.Método de Hargreaves 17.1 Introdução O método de Hargreaves.5º Primeiramente transformemos Φ= 23.5º x PI / 180=-23.23º e 30min = -23.4093 x sen [( 2x PI/ 365) x J .5= 23.39] Exemplo 17.0. N= (24/ PI) x ws Mas: ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado. Também deve estar em (rad). como temperatura media. 23 graus + 30min/ 60 = 23 + 0.5º em radianos: Radiano= -23.1) é J=74dias.2 Distância relativa da Terra ao Sol dr Mas a dr é a distância relativa da terra ao sol que é fornecida pela equação em radianos: dr= 1 + 0.5º (hemisfério sul é negativo). δ= 0.1.tan(-0.040 rad Exemplo 17.1. Para Guarulhos Φ=.040 )]= 1.1.405] δ= 0.410) x tan (-0.405]= .Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.040 em radianos.com.5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0. mínima e máxima mensal e da radiação extraterrestre Ra.1 Calcular a declinação solar para o mês de março em local.4093 x sen [( 2x 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.1416/180=-0. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!).2 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23. O dia Juliano para o mês de março conforme Tabela (23.409 x sen [( 2x PI/ 365) x J .410= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [.br 05/07/08 Capitulo 17.3 Declinação solar δ (rad) A declinação solar δ pode ser calculada por: δ= 0. δ = declinação solar (rad) N= número de horas de luz solar em um dia (h) 17. 1985 tem como objetivo obter a evapotranspiração de referência ETo baseado em poucos dados.

Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro. Assim para janeiro o dia Juliano é 15.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol. Usaremos como base sempre o dia 15 de cada mês.010 rad 17.1416 / 365 x 74] dr=1.com.6 15 Janeiro 46 Fevereiro 74 Março 105 Abril 135 Maio 166 Junho 196 Julho 227 Agosto 258 Setembro 288 Outubro 319 Novembro 349 Dezembro Mês Coluna 2 17.1-Dia Juliano Dia Juliano (1 A 365) Coluna 3 =TRUNCAR (Coluna 1 x 30.3 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março. para março é 74 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (17.1).br 05/07/08 Exemplo 17.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.5 – 14. 17-2 .033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0.4 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias.5 -14. para fevereiro é 46. sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0. Sendo: Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.5 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extra-terrestre Ra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].033 x cos [(2 x 3. Ordem Coluna 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Tabela 17.6) dará o valor 15 e assim por diante. Usamos a planilha Excel da Microsoft com a função TRUNCAR =TRUNCAR (Coluna 1 x 30.

8) x (32.Curso de rede de esgotos Capitulo 17. temperatura média de 24. sendo a temperatura mínima de 16ºC.8) x (Tmax – Tmin) 0.0135 x KTx (Tmedia + 17.46 MJ/m2xdia= 42.8mm/dia para o mês de janeiro Para efeito de comparação.33= 6.5 x 17.46 MJ/m2xdia.162 ETo= 0.5 x Ra Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Tmedia= temperatura média do mês (ºC) Tmax= temperatura máxima do mês (ºC) Tmin= temperatura mínima do mês (ºC Ra= radiação extraterrestre (mm/dia) Nota: para tranformar Ra de MJ/m2 dia para mm/dia temos que dividir por 2.8) x (Tmax – Tmin) 0.7 + 17.33mm/dia ETo= 0.8) x (Tmax – Tmin) 0.0022x (Tmedia + 17.6ºC. 1998 o ETo= 4.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8) x (Tmax – Tmin) 0. Consideramos o valor da radiação extraterrestre Ra= 42.4 Calcular ETo usando o método de Hargreaves.5 x Ra ETo= 0.19 para região costeira Então para região interiorana KT=0.46/2.0022 x (24.5 x Ra ETo= 0. Ra= 42.162x (Tmedia + 17.0mm/dia.br 05/07/08 17. foi calculado usando Penman-Monteith FAO.5 x Ra Exemplo 17.8mm/dia ETo= 6. devendo por isto ser calibrado.162 para região interiorana KT= 0. Podemos então observar que o método de Hargreaves apresenta grandes erros. 17-3 .com.0022 x (Tmédia + 17.7ºC e temperatura máxima de 32.0135 x 0.45=17.6 Método de Hargreaves para ETo ETo= 0.6 – 16) 0.45 KT=0.

233 0.5 -23.410 -0. Tabela 17.6 3.9 58.1 32.56 12.6 22.4 19.6 9.Cálculos de aplicação do método de Hargreaves para o município de Guarulhos Guarulhos UNG ano 2005 Dias no mes 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 365 Janeiro fev mar abr maio junho julho agosto set out nov dez Ordem 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Total= Precipitaçao (mm) 254.9 92.33 16.8 9.5 -23.410 -0.4 18.410 -0.7 200.6 6.3.0 23.5 -23.8 32.46 40.5 -23.032 dr Tabela 17.13 10.2 22.009 1.2 173.5 -23.968 0.7 -23.0 27.410 -0.2 O método de Hargreaves produz valores muito grandes e portanto não é aceitável.977 0.5 -23.3 24.49 1.173 0.7 24.5 Aplicar o método de Hargreaves para o município de Guarulhos.99 17.72 16.37 14.42 1.2.5 -23.74 1.7 30.5 Latitude norte: positivo e sul: negativo Latitude Guarlhos 23graus e 30min graus Dia Juliano ( 1 a 365) 15 46 76 107 137 168 198 229 259 290 320 351 1.5 -23.7 168.3 12. 17-4 .024 1.2 5.13 23.8 6.3 39.5 -23.51 41.3 32.2 12.5 32.0 30.72 1.9 103.991 0.50 Hargreaves ETo (mm/dia 6.3 26.5 -23.8 31.27 27.8 24.7 8.9 207.5 -23.1 137.0 Temp max Temp min tm=tmax+tmin /2 Temp media (ºC) 23.87 Ra (mm/dia) 17.408 0.992 1.3 5.32 38.0 20.8 29.410 -0.3 8.4 130.64 22.040 0.5 -23.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.7 12.023 1.59 1.60 15.977 0.5 21.036 -0.9 26.410 -0.5 -23.5 -23.8 136.5 -23.410 -0.410 -0.032 1.5 -23.336 -0.2 200.408 Latitude Guarulhos -23.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 111.28 13.9 Hargreaves Eto (mm/mês) 212.64 42.1 3.5 Laltitude rad -0.10 35.50 11.5 6.5 -23.372 0.5 -23.5 -23.2 15.4 1715.03 9.176 -0.73 24.64 33.com.410 -0.06 9.009 0.47 1.38 1.3 31.68 29.8 15.65 1.1 8.6 4.0 16.410 -0.1 134.76 Ra MMJ/m2xdia 42.7 1487.3 4.40 1.373 -0.br 05/07/08 Exemplo 17.8 17.3 17.5 -23.4 23.9 75.968 0.5 -23.3 70.410 ws rad 1.5 3.5 214.5 -23.1 174.Cálculos de aplicação do método de Hargreaves para o município de Guarulhos graus delta -0.236 -0.410 -0.6 31.56 1.3 16.68 1.1 251.334 0.

Vamos apresentar somente a equação de Penmam apresentada em 1948.35 x ( 1 + 0. es= 0.2 mb (milibar) 18-1 .2/ (237.12/0. (base do logaritmo neperiano) Exemplo 18. Depende da temperatura do ar.2º C e es=2.1 Calcular a tensão de saturação de vapor es para o mês de março sendo a temperatura de 23.2 Calcular a pressão de vapor de água à temperatura ambiente para o mês de março sendo T= 23.1 Introdução Baseado na umidade relativa do ar do mês e a umidade de saturação bem como da velocidade do vento a 2m de altura.1= 21.837/0. ETo= C (es – ea) Sendo C um coeficiente empírico que Penman. 1948 (Xu. es= 0. O método de transferência de massa para achar a evaporação de superfícies liquidas é um método simples e razoavelmente preciso conforme Xu.7183. 2000)..3 Pressão de vapor da água à temperatura ambiente ea= (UR /100) x es Sendo: ea= pressão de vapor de água a temperatura ambiente (kPa) UR= umidade relativa do ar média mensal fornecida (%) es= tensão de saturação de vapor (kPa) Exemplo 18. 2002.61 x exp [17.Método de Penman.61 x exp [17.2ºC.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.24 x u2 ) x (es – ea) Sendo: ETo= evaporação de superfície líquida (mm/dia) es= umidade de saturação do ar (mb) ea= umidade de vapor de água a temperatura ambiente (mb) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) 18.3 + 23. Tem sido aplicado em evaporação de lagos e existem muitas fórmulas empíricas.1= 28.br Capítulo 18.3 + T)] es= 0.27 x T/ (237.2)] es=2.2 Tensão de saturação de vapor es. ETo= 0.37 mb (milibar) 18. usou a velocidade do vento a 2m de altura para determiná-lo.3 + T)] Sendo: es= tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC) exp= 2. Todos se baseiam na equação original de Dalton feita em 1802.27 x T/ (237.120 kPa= 2.com. 1948 para evaporação de superfícies livres 18.837 =2.27 x 23.837 kPa = 2.61 x exp [17.837 kPa e a umidade relativa do ar UR= 75% ea= (UR /100) x es ea= (75 /100) x 2. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. podemos estimar a evaporação em mmm/dia de uma superfície livre conforme Método de transferência de massas de Penman.Método de Penman.

5 31 Janeiro 23. dividimos por 0.9 365 1487.36 mb= 0.4 1.8 1.6 18-2 .24 x u2 ) x (es – ea) ETo= 0. Exemplo 18.7 251.35 x ( 1 + 0.0 137.4 31 Agosto 18.6 28 Fev 22.Dados de precipitações.com.5 31 Julho 16.7 30 Set 19.2 58.5 Estudo de caso: Guarulhos Tabela 18.9 1.0 1.9 30 Nov 21.0143psi= 0.5 30 Abr 21.5 1. Hg 1mm Hg= 1.8 20.5 31 Mar 23.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.4 Transformação de unidades: 1 bar= 10 5 Newtons/m2 1 mb (milibar)= 102 N/m2 = 1000dina /cm2=0.7 31 Dez 22.04 in Hg 1 N/m2 = 1Pa Como normalmente achamos os valores de e0 e ea em kPa.5 ) x (28.2) =3.27º C e a velocidade do vento a 2m de altura é de 1.5 214.9 31 Out 20.br 18.1 e obtemos os valores em milibares.1.35 x ( 1 + 0.5 30.Método de Penman.1 1.41= 106mm/mês 18.1 1.7 1.3 1.3 1.0295in.9 1. temperatura e velocidade do ar de Guarulhos Dias no mês Precipitação Temperatura Velocidade do ar do ar (mm) (ºC) m/s 254.7 1. ETo= 0.37-21.3 30 Junho 17. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.24 x 1.41mm/dia Como março tem 31dias ETo= 31 x 3.8 200.3 70.8 75.6 39.4 31 Maio 18.6 1.8 130.1 Calcular a evaporação transpiração da superfície líquida de um lago dos Patos em Guarulhos no mês de março onde a temperatura média é 23.7 24.5m/s.

br Tabela 18.600 2.796 3.587 2.13 x u2 x (es – ea) ETo= 3.804 2.283 68 1.82mm/dia Como março tem 31dias ETo= 31 x 3.410 95 2. ETo= 3.867 2.530 106 2.164 3.502 2.328 103 1.2.141mm/ano 18.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.479 2.143 2.13 x 1.01+1.586 111 1.120 2.7 Evaporação usando a equação de Jobson.002 2.204 3.055 92 1. rios e canais a equação feita em 1980 por Jobson.858 2.Método de Penman.071 2. ETo= 3.558 3.474 108 2.com.2 Calcular a evaporação transpiração da superfície liquida de um lago em Guarulhos no mês de março onde a temperatura média é 23.82= 118mm/mês 18-3 .12)=3. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.906 2. 1948 de superfície líquida é de 1.27º C e a velocidade do vento a 2m de altura é de 1.774 3.424 106 1.01+1.5m/s.5 (2.539 3.141 mm/ano 18.525 78 1.454 76 1.837-2. 1985 recomenda como a melhor equação para se achar a evaporação de um lago.937 3.837 3.01+1.388 1. 1980 A USEPA.257 98 1.459 3.211 2.Evaporação de superfície liquida usando o método de Penman Tensão saturação de vapor es ea Penman Penman mm/dia mm/mês kPa kPa 2.068 2.13 x u2 x (es – ea) Sendo: ETo= evaporação de superfície líquida (mm/dia) es= umidade de saturação do ar (kPa) ea= umidade relativa do ar do mês (kPa) u2 = velocidade do vento a 2m de altura (m/s) Exemplo 18.6 Conclusão: O valor do método de Penman.191 99 1.

0 20.365mm.7 18.6 17.Método de Penman.5 1.3 18.2 21.479 1.5 16. and kinetics formulations in surface water quality modeling.7 1. com 165páginas. Rates.502 1.587 1.211 2.8 23. http://folk. constants.no/chongyux/papers/fulltext. 1985 Mês Temperatura (ºC) U m/s Pressão de vapor ea (kPa) Saturação do valor es (kPa) Evaporação do lago (mm/dia) Evaporação mensal do lago (mm/mês) Janeiro Fev Mar Abr Maio Junho Julho Agosto Set Out Nov Dez 23.5 22.774 2.4 1.3.831 3.750 3.164 2.XU. Hydrologic Models.3 1.6 1.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.539 2.5 1.828 119 107 118 113 112 107 111 117 111 116 114 119 1365 Portanto.068 2.9 1.204 2.9 20.858 1.796 3.784 3.576 3.5 1.779 3.867 2.120 1.937 2. junho de 1985.820 3.804 1.Evaporação para superfície liquida da cidade de Guarulhos para rios e lagos usando o método de Jobson.4 1.com.br Tabela 18.9 1.837 2.pdf -USEPA.071 2. 18.595 3. 18-4 .002 1.707 3.7 1.459 2.5 1.7 22.6 1.790 3. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.uio. 2a ed.600 1.7 Bibliografia e livros recomendados .6 2.8 21. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology. 1980 é de 1.388 1.8 19.906 2. a evaporação de superfície liquida usando o método de Jobson.558 2.143 2.624 3.808 3. ano de 2002. CHONG-YU.

Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 30/06/08 Capítulo 19 Comparação dos métodos de evapotranspiração de referência ETo 19-1 .com.

Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 Introdução Assunto 19-2 .com.br 30/06/08 SUMÁRIO Ordem 19.

1 Introdução Os métodos de evapotranspiração de referência ETo variam muito.Evapotranspiração anual do município de Guarulhos usando diversos métodos mm Métodos Thornthwaite.br 30/06/08 Capitulo 19. Daí ele foi recomendado como método padrão e sempre tomado como referência pela FAO. 1975 (novo). 1948 Romanenko. existindo mais de 20 equações a respeito. Todos os estudos feitos na Europa e pela ASCE (American Society of Civil Engineer) mostraram que o método de Penmam-Monteith se aplica a regiões úmidas e áridas.Comparação dos métodos de evapotranspiração de referência ETo 19. 1998. 1961 Turc. O novo método de Blaney-Criddle.Método Padrão da FAO e Embrapa 965 1245 1153 1136 1201 Dica: quando não temos muitos dados recomendamos o Método de Blaney-Criddle. 19-3 . Recomenda ainda a FAO o uso do método de Hargreaves. 1975 nos parece de grande utilidade. Tabela 19. 1961 Blaney-Criddle. 1998. A FAO recomenda que mesmo que faltem dados. A FAO cita também o método de Blaney-Criddle informando que o mesmo é ainda muito usado. devendo ser feita a correção adequada na região. é sempre usar Penman-Monteith FAO.Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1998 com as hipóteses recomendadas. Recomendado quando não se tem muitos dados Penman-Monteith FAO.1. 1975. porém a recomendação da FAO. deve ser usado o método de Penman-Monteith FAO.com.

com.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/07/08 Capítulo 20 Chuvas em Guarulhos 20-1 .

1 20.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 20.2 Introdução Dados do município de Guarulhos Assunto 20-2 .Curso de rede de esgotos Capitulo 20.com.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

53 0.8 Na Tabela (20.6 0.33 Média=0.39 0.9 75.6 m/s (6km/h) Na Tabela (20. temperatura e fração de luz da Estação Climatológica da UNG com dados de 1995 a 2005 (11anos).9 1.37 0.6 17.9 58.1 251.47 0.2 21.7 18.5 1.42 0.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 20. Vento.5 16.5 1.7 1.2.5 22.6 Temperatura média do ar (ºC) 23.7 200.6ºC Umidade relativa do ar média: 73% Porcentagem de horas de sol durante o dia: (0.4 1.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 1. Meses do ano Precipitação Umidade relativa do ar (%) 75 75 75 73 75 75 73 68 72 73 73 74 Média= 73 Vento a 2m de altura (m/s) 1.49 0.Precipitação e evapotranspiração com dados de 1995 a 2005 (11anos) da Universidade de Guarulhos Evapotranspiração Meses do ano Precipitação Método de Penman-Monteith FAO.1.2 Dados do municipio:Guarulhos Precipitação média anual:1489mm/ano Evapotranspiração média anual: 1201mm/ano (Método Padrão da FAO – Penman-Monteith.3 70.4 1.7 Média=1.2) estão os resultados de evapotranspiração de referência ETo e evaporação de superficies líquidas válidas para Guarulhos com dados da Universidade de Guarulhos.br 01/07/08 Capítulo 20.49 0.Precipitação.47 0.9 Média=20. 1998 média mensal mensal (mm/mês) (mm/mês) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total= 254 253 201 58 70 39 31 25 75 137 131 215 1489mm/ano 123 113 115 95 76 61 68 87 98 116 123 126 1201mm/ano 20-3 .35 0.4 130. Tabela 20.0 30.8 21.5 1.8 24.7 22.42 Fração de luz de hora de sol durante o dia (mm) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total= 254.1 Introduçãoo Os dados que usamos em quase todos os exemplos são do municipio de Guarulhos 20.1) estão os dados médios de 11 anos obtidos na Universidade de Guarulhos. Tabela 20.1 137.Chuvas em Guarulhos 20.42) 42% Velocidade média do vento a 2m de altura do chao: 1.3 39.6 1.7 1487.8 19.9 1. Umidade relativa do ar. 1998) Temperatura média anual: 20.0 20.5 214.31 0.3 18.37 0.5 1.8 23.

Curso de rede de esgotos Capitulo 20. Evapotranspiração mensal Precipitação mensal 20-4 . 1998 FAO.1.Gráfico das precipitações e evapotranspiração de referência média mensal com dados fornecidos pela UNG e aplicação do Método de Penman-Monteith.br 01/07/08 Na Figura (20.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. 1998 FAO. Gráfico das precipitações e evapotranspiração de Guarulhos Precipitaçao e evapotranspiração (mm) 300 250 200 150 100 50 0 1 3 5 7 9 11 Meses Figura 20.1) podemos ver um gráficos das precipitações médias mensais de Guarulhos com dados de 11anos e da evapotranspiração de referência ETo obtido com o Método padrão de Penman-Monteith.

br 09/07/08 Capítulo 21 Gramado em Campo de Golfe 21-1 .Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

4 21.25 21.9 21.21 21.29 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.15 21.23 21.5 21.26 21.3 21.27 21.6 21.com.19 21.24 21.22 21.28 21.17 21.8 21.14 21.2 21.10 21.31 Assunto Introdução Campos de golfe Grama usada em campo de golfe Gramado Importância da grama Qualidade visual e funcional Gerenciamento de um gramado Projeto de gramado Espécie de grama Poda Much mowing Trimming Edging Pestes Irrigação Freqüência de rega Horário de rega Manutenção de campo de golfe Testes do solo para gramados Topsoil Condicionadores de solos Relação C/N Macrófitas aquáticas Uso de águas de esgotos tratadas para irrigação Alternativas de plantio de gramas Fertigation Drenagem na irrigação Viveiro de mudas (nursery) Plano de contingência para época de secas Evapotranspiração Bibliografia e livros consultados 23páginas 21-2 .20 21.br 09/07/08 SUMÁRIO Ordem 21.30 21.13 21.7 21.12 21.1 21.18 21.16 21.11 21.

2007 a média dos campos de golfe nos Estados Unidos é de 61ha (610. 1974 Figura 21.000m3/ano (12 L/s) e devido a este enorme consumo de água de irrigação que alguns estados americanos obrigam o uso da água de esgotos tratada. Figura 21.br 09/07/08 Capítulo 21. Fonte: Neufert. a água de reúso.2 Campo de Golfe Nas Figuras (21.Exemplo de percurso em um campo de golfe de Bad Wildungen.3 L/s) até 380.1 Introduçao O objetivo deste capítulo são os gramados para aplicação em Campo de Golfe. Conforme Metcalf e Eddy. ou seja.1. 1974 21-3 . No Brasil campos de golfe que existem e estao sendo construidos sao de 18 buracos com área de 75ha.000m2) sendo o mais encontrado campos com 32ha a 40ha. 1974. 21.000m3/ano (7.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Exemplo de percurso em um campo de golfe Fonte: Neufert. O consumo de água dos campos de golfe americanos variam de 230.1) a (21.3) podemos ver os esquemas de campo de golfe conforme Neufert.com.Gramado em Campo de Golfe 21.2.

Os diferentes percursos não devem se tocar e nem se cruzar. sendo usada extensamente a partir de 1900. O genus Cynodum possui nove espécies com C. lança-se a bola que roda suavemente para os buracos. 1974 Baseado em Neufert.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. com partidas a distância diferente para senhoras. homens e professor. caddies (portatadores) e jardineiros e as correspondnetes zonas de convivio.3 Grama usada em campo de golfe Sem dúvida a grama mais usada em campo de golfe é a bermuda cujo nome científico é Cynodon spp. No verde de cada buraco está situada a partida para o curso seguinte. A bola de 4cm de diâmetro e os buracos têm 20cm de profundidade e 10cm de casquilho metálicos. 1974 teremos: Os percursos contam-se como eixos ideais das pistas de jogo (fairway) como linhas retas ou quebradas desde o ponto de lançamento até o buraco correspondente. tem os compartimentos necessários para os treinadores.Exemplo de percurso em um campo de golfe em Roma Fonte: Neufert. ribanceiras). 21.000m. para que o vento e o sol não sejam sempre favoráveis ou prejudiciais.3. As proximidades dos buracos ou verdes aque são planaltos de 500m2 a 100m2 de relva aparada com alguns obstáculos naturais (bunkers. nem ter a mesma direção. etc. Nos verdes. Para ajudar a manutenção do campo. Perto do buraco mais afastado do edifício coloca-se as vezes um pavilhão para descanso ou refugio em caso de mau tempo. A grama bermuda tem origem da África e foi introduzida nos Estados Unidos em 1807. O ponto de lançamento é uma superficie plana e bem tratata de 40m2 a 60m2.com. Distinguem-se duas zonas de pista: 1.br 09/07/08 Figura 21. 21-4 . O árido ou terreno de lançamento. sem ser tratado e com obstáculos e 2. nem ser da mesma grandeza. A largura da pista deve ser de 40m a 80m com relva curta e ligeiras ondulações facilmente visíveis do posto do jogador. instalam-se com frequência nas imediações pequenas moradias de aluguel ou casas de fim de semana para sócios do clube.000m. etc. Dactylon sendo a mais usada. O percurso total do jogo depende do comprimento dos percursos parciais: um jogo curto de 18 buracos com percurso de 100m a 250m tem um percurso aproximadamente de 5. Percursos de 250m a 300m são desfavoráveis e devem-se evitar.500m e um jogo de campeonato com percurso de 400 a 500m tem percurso estimado em 6. O edifício do clube. para guardar ferramentas de jardinagem. além dos vestiários para homens e senhoras. Um jogo médio com percursos de 300m a 400m tem percurso de 5. telefone. cozinhas.

A grama bermuda é resistente ao pisoteio e devido a isto é muito usada em campo de golfe.54mm/dia a 7.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Funciona bem em solos com 112kg/ha de fósforo e 187 kg/ha de potássio que propiciará um rápido crescimento da planta. e sim somente mudas: Tifflawn (1952) Tifgreen 328 (1956) Tifway 419 (1960) Tifdwarf (1965) Tifway II (1981) A regra é a seguinte: quando você compra sementes de grama vai ter sementes e quando compra mudas não vai ter sementes. Foram feitos vários cruzamentos da grama bermuda nos Estados Unidos a partir de 1940 e resultaram as seguintes gramas que são denominadas de gramas híbridas que nao produzem sementes. isto é.62mm/dia de água para irrigação. Doenças: nematoides Deve-se contrar as pestes. A grama bermuda Tiffreen 328 possui os seguintes atributos: Muito usada em campos de golfes. não tem sementes. em jardins comerciais e em paisagismo em geral. Funciona bem em solos com pH na faixa de 5. Quando pH<6. 80% do sistema radicular está nos 150mm de raízes. A grama bermuda possui os seguintes atributos: Excelente resistência ao calor e a seca Baixo consumo de água para irrigação Formação densa Tolerância a vários tipos de solos com faixa variável do pH Boa tolerância a salinizaçao da água Boa tolerância ao tráfego de pessoas Relativamente fácil de ser aplicada Cresce em qualquer tipo de solo. insetos e aplicação de fungicidas. na Austrália chamase couch grass.br 09/07/08 Na África do Sul a grama bermuda tem o nome de Kweekgrass.5kg/100m2 É uma planta esteril. na India chama-se grama do diabo (devil´s grass e na Argentina chama-se gramillia.com.0. Tolerante a seca Densa Textura fina Precisa de 25mm a 50mm de água por semana Rápida recuperação com pestes que podem ser controladas facilmente quimicamente.5 a 8. 21-5 . O nitrogênio a ser aplicada está na faixa de 0. pH entre 6. mesmo rasos Precisa de 2. É sensivel as mudanças de estações muito drásticas. A grama bermuda pode atingir altura de 5cm a 40cm chegando até 90cm. Pode ser atacada por poluição do ar onde a mesma exista havendo descoloraçao da mesma.5 adicionar calcáreo.

As gramas podem ser nativas ou importadas e quando consideradas junto com o solo são chamadas de gramados.1º C do que fosse de concreto Reduz a temperatura de 0. A qualidade de uma grama pode ser visual e funcional. baseball e outros.Classificação da grama Merion Kentucky Bluegrass Reino Planta Divisão Embryophyta Subdivisão Phanaerogama Ramo Angiospermae Classe Monocotyledoneae Subclasse Glumiforae Ordem Poales Família Poaceae Subfamília Pooideae Tribo Poeae Genus Poá Espécie Pratensis Cultivar Merion 21.1) Tabela 21. Reduz a poeira Reduz barulhos de 30% a 40% Melhora a qualidade das águas de chuvas Fornece oxigênio pela fotossíntese Reduz alergias (mas pode também causar alergias) Esportes em que se usam gramados: futebol. As gramas são da família Poaceae.6 Qualidade visual e funcional.5 Importância da grama Não há dúvida da importância da grama para o paisagismo.4) e (21. 21-6 . que significa solo de grama. O primeiro cortador de grama foi inventado por Edwin Budding na Inglaterra em 1830. Qualidade visual é: Densidade Textura Uniformidade Cor Hábitos de crescimentos Suavidade da superfície As Figuras (21. golfe.4 Gramado Na bíblia encontramos referência ao jardins usados na Pérsia e na Arábia.9º C do que fosse de solo nu. sendo que a mesma valoriza o imóvel em 6% a 15%.5) mostram a qualidade visual das gramas. mostrando a grama Merion Kentuchy Bluegrass conforme Tabela (21. Os aspectos mais importantes do gramado são: Efeito estético e ornamental Serve para relaxação mental Bom para a recreação e esportes Reduz incêndios Evita cobras e ratos Reduz os danos de erosão no solo Reduz a temperatura de 1. A palavra muito usada nos Estados Unidos é “turf” que é derivada do Sânscrito da palavra “darbhus”.1. Vamos dar um exemplo de como é feita a classificação das gramas.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Os gramados privados da era Vitoriana na Inglaterra são famosos em todo o mundo.br 09/07/08 21. O inicio dos gramados surgiu no século 16 ou 17.com. 21.

5.Qualidade visual da grama Figura 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 09/07/08 Figura 21.4.Qualidade visual da grama Qualidade funcional A qualidade funcional das gramas são: 21-7 .

7.Qualidade funcional da grama Figura 21.com.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 Quantidade de raízes e a profundidade das mesmas Capacidade de recuperação da grama Aspecto verde do gramado após a poda Figura 21.Qualidade funcional da grama 21-8 .6.

5kg/100m2 de área.com. 21-9 . BMP Manual 2005.0. As folhas que porventura estejam sobre a grama deverão ser retiradas. sendo os ingredientes primários na quantia mais usada que é 5 -1 -4 respectivamente.Fertilizante São nutrientes orgânicos ou sintéticos que combinados basicamente com o nitrogênio (N). Pelo menos uma vez por ano deverá ser feito o over-seeding. A camada de thatch tem ¼” a ½” e pode causar problemas. -Turf ou gramado Termo técnico aplicado a qualquer jardim ou parque gramado. Podem também ser usadas para prática de esportes 21. pois criará uma superfície anaeróbia que reduzirá a ação dos micróbios.br 09/07/08 21. Se necessário o solo pode ser acrescido de areia para facilitar a drenagem e deixar sempre seca a superfície do gramado. A aeração é feita com buracos no gramado a profundidades variadas para facilitar o movimento do ar e da água no solo. tomando-se o cuidado para não causar danos na rede de irrigação. A superfície seca do gramado facilita ainda a poda da grama.7 Gerenciamento de um gramado Vamos usar os conceitos da cidade de Seattle. -Thatch É a camada de raízes mortas e parcialmente decomposto no gramado e que foi acumulado quando foi feito o corte da grama com lâminas. A remoção de thatch deve ser feita pelo menos uma vez por ano e coincidirá com o programa de colocação de sementes e aeração do solo. tratores sobre o gramado é necessário que o mesmo seja aerado para evitar a compactação.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Aeração Como passam pessoas.8 Projeto de gramado Os gramados devem ser construídos com declividade mínima do solo de 2% para permite a drenagem e declividade máxima de 25% para permitir que os equipamentos de poda possam ser usados. fósforo (P) e potássio (K) formando o que chamamos de NPK. Então o material orgânico que está no solo poderá formar barreira impermeável. deve ser removida. .5 a 7. podar a grama. A taxa aproximada de overs-seeding é de 2. inibe a entrada de água e do nutriente e pode desenvolver patógenos e portanto. -pH O solo poderá ser acido ou alcalino e o pH do solo ideal deverá estar entre 5. Deve ser escolhidos os meses que são melhores para a aeração do solo. pois. ou seja. -Top dressing É aplicação de área na superfície do gramado para aumentar o movimento de ar e água e manter a superfície do gramado seca e firme. Deve ser salientado que não existe um método de aeração que não traga algum problema. Geralmente a aeração e feita uma ou duas vezes por ano usando furos de 25cm a 36cm. -Over-seeding Para reparar áreas doentes de gramados são usadas sementes sobre o mesmo para a recuperação. Muita grama cortada é retirada e parte fica no solo. Definições: . Notar que se acrescentamos areia em solo muito argiloso pode melhorar a drenagem porém pode ocasionar outros problemas.Best Management Practices – Turf Management. -Poda É o uso de determinado equipamentos para cortar a grama. veículos. Deverão ser feitas pesquisas no solo para aplicação específica.

A grama Bermuda Tifdwart é muito usada para greens de campo de golfe. arbustos. obras em concreto. A aplicação de camada fina de material orgânico (mulch) é bom. mas nem sempre necessário.9 Espécies de grama A seleção das espécies de grama que serão usadas depende de muitos aspectos. etc. O pH do solo deve ser testado e determinado o pH e acrescido calcário se necessário. 21. A grama Bermuda Tifway 419 é muito usada para futebol. O ideal é que seja rodeada de grama. com quantidades altas de nitrogênio ns proporções: 10-2-6: 21-7-14 ou 24-4-12. Evite as áreas molhadas.com. tais como drenagem baixa. De modo geral a Kentuchy Bluegrass deve ser evitada. boa drenagem e razoável fertilidade do solo e bom para gramas perenes. 21. lembrando que deve ser evitado de cortar mais de 1/3 do caule da grama. pólo. Deve-se ter cuidado com o tipo de pesticida a ser usado. Anti-Greens: 2 vezes por semana Tees: 2 a 3 vezes por semana Fairways: mínimo de 2 vezes por semana Roughs: 1 a 2 vezes por semana As gramas tipo bermuda possuem crescimento maior na primavera/verão. beisebol. Normalmente os cortes mais baixos são usados no período de primavera/verão ou para torneios importantes. Os equipamentos devem ser ajustados regularmente.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O corte pode ser mecânico ou manual e em alguns casos aplicar herbicidas para eliminar a grama. Coloque as sementes específicas na área selecionada na quantidade de kg/ha. dependendo de como foi preparada a aplicação das sementes e irrigação. Aplique fertilizante antes ou depois de semente. muitas sombras.br 09/07/08 Os materiais orgânicos acrescidos ao solo natural serão decompostos em prazo de mais ou menos dois anos. Em alguns casos o mulch deve ser evitado. Altura de corte Para muitas gramas perenes a altura de corte deve ser de 38mm a 50mm. perto de árvores devem ser preservadas.10 Poda Distinguimos na poda o seguinte: -Freqüência É importante para a saúde do gramado que seja monitorado quando são feitos os cortes de grama. etc. Deve ser evitada a compactação do solo com as rodas do equipamento de corte de grama. A altura de corte de um campo de golfe pode ser assim: Anti-greens: altura de 18mm a 22mm Tees: 8mm a 12mm Fairways: 12mm a 15mm Roughs: 25mm a 35mm 21. 21-10 . O mulch aplicado deve ter menos que ¼”. As seguintes características de uso e manutenção devem ser seguidas para a seleção das sementes de gramas: O local ideal do gramado é tenha muito sol. etc e outras amenidades deve ser colocada cuidadosamente grama para reduzir a poda manual.12 Trimming A grama que fica perto de cercas. tees e fairways de campo de golfe. Gramados que são parcialmente sombreados ou que possuam drenagem pobre devem ser misturados os tipos de grama. pouco fertilizante. As árvores.11Much mowing A grama cortada raramente é removida do gramado que retorna como nutriente necessário ao solo e é importante para a saúde do gramado. 21.

aço. A velocidade máxima está entre 1.13 Edging Quando os gramados atingem as bordas de uma superfície pavimentada temos o edging. Forma de loop: há tubulação principal correndo pelos quatro cantos e no meio ficam as tubulações secundárias. os ventos. Pode também ser instalados hidrantes para água de reúso caso se queira. praças públicas é 2. Tabela 21.Pressões recomendada nos Estados Unidos para irrigação Parâmetro Pressão mínima Pressão máxima Pressão diferencial na zona de pressão 21mca 50mca Pressão estática no alto 21mca 35mca Pressão estática na parte baixa 56mca 70mca Fonte: Metcalf e Eddy. Normalmente usam-se tubos de PVC rígido.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1mm/dia a 3. O coeficiente C=130 de Hazen-Willians e a velocidade mínima é de 0. sendo mais comum tubos de polietileno de alta. As tubulações podem ser de PVC. No caso de irrigação para água de reúso colocar uma tarja vermelha ou outra cor para identificar a tubulação. 2007.5m/s a 2. As pressões máximas e mínimas recomendadas conforme Metcalf e Eddy. 21-11 . 21. 2007: Forma de árvore: um eixo principal e os galhos da árvore são os secundários.15 Redes de irrigação Influencia na irrigação o tipo de solo. Durante 2 a 4 vezes por ano o edging deve ter manutenção.4mm/dia. 1998 e a máxima de 84mca. como o nitrogênio ou colocar de menos.br 09/07/08 Em áreas com muita declividade cuidados especiais devem ser tomados a ser usado equipamento de corte de grama.1m/s conforme Metcalf e Eddy. Dependendo do local a manutenção deve ser mais cuidadosa.11). O diâmetro do tubo de PVC classe 15 ou classe 20 geralmente é menor ou igual a 100mm. Dica: Asano.3m/s. 21.com. principalmente com o uso de pesticidas. 2007 O estado de arte da irrigação é: Calcular a perda de água por evaporação ocorrida deste a última irrigação Informar a cada sprinkler quanto de água deve ser aplicado para substituir a perda por evaporação Não usar muita água para não produzir runoff. Regularize a pressão em cada ponto de modo a obter uma distribuição uniforme da irrigação. doenças na grama e plantas (weeds). Geralmente a irrigação é feita durante o período da noite num período de 8h a 10h.1mm/dia a 3. 1998 o valor médio encontrado nos Estados Unidos para irrigação de campos de golfe.4mm/dia de irrigação de água de reúso. Deverá ser previsto descargas períodos para limpeza da rede de água tanto para água potável como para água de reúso.1. 1998 recomenda a média de irrigação de campo de golfe com água de reúso de 2. o clima da região e a estação do ano.18) a (21. A pressão mínima recomendada é de 42mca conforme Asano.1. média e baixa densidade conforme podemos ver nas Figuras (21. ferro fundido dúctil e PEAD(polietileno de alta densidade). etc Conforme Asano. 21. Forma de grelha: há um eixo principal e rede secundária que estão interligados. Não podemos colocar nutrientes demais. Não podemos irrigar demais e nem de menos. As redes podem ser feitas de três maneiras básicas conforme Metcalf e Eddy.14 Pestes São tolerados em gramados geralmente os insetos. a topografia. Fazer ajustamento de campo para locais com sombras. grandes declividades. 2007 estão na Tabela (21. Deverão ser tomadas as precauções para resolver o problema.

5 ou 2. Deverá ser observado a pior situação. 2007 Asano. isto é. semi-enterrado ou apoiado ou elevado que não tenha contato com o sol cuja água deve ser clorada.5 a 2 2a3 1 a 1. um deles devido a irrigação noturna do campo de golfe e outro devido a descarga de bacias sanitárias nas casas. 2007. Para previsão de longo alcance são feitos lagos e são muito grandes e impermeabilizados no fundo. O custo de um reservatório de aço para água de reúso conforme Metcalf e Eddy. 2007 é: C= 637 x V 0.65 Sendo: C= custo em dólar (US$) V= volume (m3) 21-12 . isto é.0 o consumo médio do dia de verão.17 Reservatórios para armazenamento de água de reúso Asano. Para reservatórios de emergência muitos usados em bombeamentos deve ter o cuidado para que a água de reúso não tenha tempo de residência muito grande para não ter problemas na qualidade conforme Metcalf e Eddy.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2007 pode ser assim resumido : Água de reúso Irrigação para agricultura Irrigação para landscape Água de makeup para resfriamento Fator de pico de vazão Maximo por dia/ média diária Pico por hora/ máximo por dia 1.1mm deveremos por hectare reservar 385m3 no mínimo para atender as flutuações. 1998 salienta que o reservatório pode ser um lago isolado onde não entram as águas superficiais do runoff ou pode ser feito um reservatório enterrado.com. Os problemas de armazenamento de água de reúso em reservatórios fechados conforme Metcalf e Eddy. Quando o campo de golfe for irrigado por água de reúso é necessário que a água seja filtrada em filtros com 600μm (0. Neste caso os reservatórios são fechados não podendo entrar o sol para não desenvolver algas. 2007 são os seguintes: Estagnação Odor que sai dos reservatórios principalmente de gás sulfídrico H2S Perda de cloro residual Recrescimento de organismos Em reservatórios abertos. Uma maneira de se melhorar a qualidade da água é a diluição. Como geralmente a maior demanda de irrigação é durante a noite deve-se prever um reservatório com volume mínimo de 5% da demanda anual. Deve-se ter o cuidado para que o reservatório não fique muito tempo estagnado para não ficar sem cloro residual. 1998 ressalta que o Irvine Rach que usa água de reúso para irrigação de paisagismo e campo de golfe é mais antigo é adotado Pico=2.5 1a2 Fonte: Metcalf e Eddy. misturar com água de outra procedência. A cor é causada pela presença de materiais úmicos que estão na água de reúso. Caso haja reservatório de incêndio para ser usado com água de reúso segundo as normas americanas o volume mínimo deve ser para 4horas de incêndio com pressão de 14mca. Salientamos que em alguns lugares é proibido o uso do sulfato de cobre para matar as algas. 1998 informa que na prática existem dois picos. 2007 para dimensionamento de reservatórios com água de reúso é que o mesmo pode ser dimensionado para : Previsão de curto alcance: um dia ou uma semana Previsão de longo alcance: lagos Reservatório de emergência Para previsão de curto alcance para água de reúso aconselha-se que o volume do reservatório seja do consumo de um dia ou de uma semana conforme o caso. os lagos para armazenamento de água de reúso temos os mesmos problemas dos reservatórios fechados acrescido do desenvolvimento de águas que podem ser resolvido com sulfato de cobre. O dimensionamento será 1.16 Picos de vazão Os picos de consumo de água de reúso para irrigação de landscape e campo de golfe conforme Metcalf e Eddy. que é 5% do volume anual por hectare. 21. Uma outra recomendação de Metcalf e Eddy.br 09/07/08 21.5 4a6 1 a 1.6mm) Asano. Assim com a demanda diária de 2. Assim podemos misturar água potável na água de reúso em um reservatório.

Figura 21. É bom para pequenos espaços como vasos. 12.18. -Aspersores Geralmente possuem alcance de 4.Gerador de emergência Deve ser sempre pensado se deverá haver ou não gerador de emergência caso haja interrupção da energia elétrica.03 L/s a 2. Figura 21. Os aspersores rotores para paisagismo possuem vazão que variam de 0. 8 litros/ hora e outras.br 09/07/08 21. -Gotejadores Primeiramente usado em Israel nos anos 60.6m.com.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe.9.12 L/s a 0. Os aspersores possuem elevação de 10cm.29 L/s. O emissor emite gotas para realizar a irrigação.6m a 24. etc. 4 litros/hora. podendo chegar até 36m em áreas de campo de golfe.5cm e 30cm para facilitar a irrigação e em campos de golfes podem chegar a 35cm de altura.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe. Observar a derivaçao lateral de menor diâmetro. Os aspersor mais usado no Brasil é de rotor. 21-13 . maciços de plantas.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8. Há vários modelos com vazões que variam de 2 litros/hora.

10.br 09/07/08 Figura 21.Medição da água para irrigaçáo.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe. 21-14 . Observar a derivação lateral com um aspersor que se levanta automaticamente com a pressão da água.com.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Figura 21.9. observando-se um hidrômetro Woltman.

17 Horário de rega Pode ser regado o gramado no inicio da manhã e/ou no final da tarde. 3 vezes por semana.com. os áreas mais sombreadas e com solos argilosos exigem menos rega do que as áreas ensolaradas com solo arenoso.11. 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Quantidade de água De modo geral as gramas exigem 3mm a 5mm de água por dia. Conforme Paulo Antonio Azeredo Neto. como por exemplo.br 09/07/08 Figura 21. 21. arbustos e jardins) 21. 16.Em áreas sombreadas. evite regar à tarde para não favorecer o aparecimento de fungos.19 Testes do solo para gramados Os testes de solo importantes são: Salinidade Condutividade elétrica para se achar o TDS Quantidade de sódio SAR (sodium adorption ratio) Bicarbonato e carbonato pH Cloreto Boro Cloro Nutrientes Sólidos totais em suspensão (TSS) Turbidez 21-15 .18 Manutenção de campo de golfe O campo de golfe basicamente é dividido em: Greens Anti-greens Fairways Roughs Bancas Paisagismo (árvores.Válvula redutora de pressão e válvula retentora de fluxo usadas em irrigação. Deve-se evitar o cozimento da grama quando o sol está muito forte e a grama está encharcada de água.16 Freqüência de rega É aconselhável fazer regras periódicas para irrigação. Geralmente a rega em campo de golfe vai de 8h a 10h por dia e é feito durante a noite.

tênis ou outro esporte. golfe.. Deverão ser monitorados os índices de: SAR (sodium adsorption ratio) Condutividade elétrica 21-16 . Utiliza-se condicionador de solos em porcentagem de 10% a 25% em mistura com areia média.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 21.Água de reúso classe 3 Estado do Texas Para irrigação de gramado.itograss. pólo.22 Relação C/N É importante a relação C/N.1 .24 Uso de águas de esgotos tratadas para irrigação O uso dos esgotos sanitários tratados para irrigar um campo de golfe é muito usado atualmente baseado num dos motivos abaixo relacionados: Evitar o lançamento de esgotos em cursos de água intermitentes ou em terrenos particulares.br 09/07/08 21. Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins. Tabela 21.10m onde será plantada a grama. Conforme http://www. Ainda não temos leis brasileiras sobre o assunto e devemos usar o que está no Sinduscon. Tanto a camada de topsoil como as porcentagens da mistura condicionador e areia média podem variar dependendo da finalidade do campo esportivo: futebol. 21.com. Então o solo terá melhor capacidade de retenção de água diminuindo o stress hídrico e menor freqüência de irrigação.com.21Condicionadores de solos Os condicionadores de solos aumento a capacidade de troca catiônica (CTC) do solo.20m a 0. Uma boa alternativa devido a um ótimo tratamento dos esgotos Serve para irrigar campos de golfe. que é a relação da matéria orgânica com o nitrogênio.23 Macrófitas aquáticas Temos plantas flutuantes. praças publicas e jardins dos lotes.br o topsoil é uma camada superficial de 0. submersas e plantas emergentes. conforme Tabela (21. 2005. isto é. 21.20 Topsoil Os solos brasileiros apresentam 1% a 2% de matéria orgânica e então se torna necessário a complementação necessário para o bom enraizamento e desenvolvimento do gramado. paisagismo é exigido: BDO5 ≤ 10 mg/L Turbidez ≤ 3uT Coliformes fecais ≤ 75/100mL Análise uma vez por mês Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada. onde o fósforo deve ser observado. Temos que manter um equilíbrio entre C e N 21. É uma alternativa para uso de nutrientes.1).

12-Grass plugs: buracos onde são plantas as mudas Figura 21. pois necessita de equipamentos apropriados.itograss.br 09/07/08 Boro Outros 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br as alternativas de plantio de gramas são: Semente Sprigs Plugging Plugs Tapetes (mais comum 90% do mercado) O sistema de sprigs e plugging ainda não é usado no Brasil.13-Mudas de grama Figura 21. O sistema de Plugs já vem sendo usado no Brasil a mais de 10anos e não depende de equipamentos especiais.25 Alternativas de plantio de gramas Segundo www.com. Figura 21.14-Plugging num gramado saudável 21-17 .com.

18-Sprigs de Tifway 410 grama bermuda 21-18 .br 09/07/08 Figura 21.16-Semente de grama de jardim Figura 21.15-Tapete de grama natural Figura 21.com.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.17-Semente de gramas Figura 21.

5m. Figura 21.60m a 1. devemos ter em torno dele linhas de drenagem espaçadas de 7.27 Drenagem na irrigação Os campos de golfes devem possuir um sistema de drenagem. Planning a golf course drainage projetc Patrick M. É muito importante uma boa drenagem num campo de golfe.60m. O espaçamento entre as linhas de trincheiras depende do solo e geralmente está entre 3. Deverá ser estudado o solo com muito cuidado para tal aplicação. O próprio gramado já é um biofiltro. 21. O´Obrien 21-19 .80m. A taxa de infiltração da areia varia de 76cm/hora a 203cm/hora A condutividade hidráulica do solo é importante para a determinação da tubulação principal que conduzem as águas de drenagem a um determinado ponto. areia e não pedregulho e são envolvidos com geotêxtil. As linhas de drenagem usam solo nativo.5m. tênis molhados. Quando o buraco do campo de golfe está em terreno elevado. As profundidades podem variar de 0. Fonte: Green Section Record.00m a 7. Muitas vezes em drenagem de campo de golfe necessitamos de fazer sifonagem e bombeamento.com. que melhora as águas pluviais.5m de espaçamento de drenagem quando o buraco está em terreno plano.18.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 21. As linhas de drenagem são feitas perpendicularmente a linha do fluxo da água. Geralmente é de 0. pois a presença de lama.Obras de drenagem de um campo de golfe. lama na bola e o deslocamentos dos veículos elétricos trarão enormes restrições no campo. Pode haver bacias sifonadas com 4. Nos pontos baixos que devem ser identificados deve ser feita trincheiras com profundidade mínima de 46cm. A largura das trincheiras são de 13cm a 18cm para acomodar estes materiais.26 Fertigation Fertigation é a colocação de pequenas quantidades de nutrientes juntamente com a água de irrigação.

Obras de drenagem de um campo de golfe.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Matérias de drenagem estocados.20.com.br 09/07/08 Figura 21. Observar os drenos são perpendiculares ao fluxo.19. Figura 21. 21-20 .

28 Viveiro de mudas (nursery) Em loteamentos muito grande é comum se fazer um viveiro de mudas para a implantaçao do gramado./hr) 12 in.br 09/07/08 Figura 21. Conductivity > 6 in.1975 que produz bons resultados. podemos usar o método de Bradley-Criddle. Intermediate Layer (coarse sand – fine gravel) Crushed Stone Native Soil Drainage Lines Figura 21. a 21-21 . 21. 21. Na Figura (21. 4 in.29 Plano de Contingência para época de secas. Abaixo temos 200mm de solo nativo e as tubulações de drenagem. 21.22-Observar que a grama está assentada sobre camada de material para a zona de raízes e a drenagem.22) a grama está sobre uma camada de solo de 300mm a qual por sua vez está sobre uma camada de areia de 100mm.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Deve-se pensar sempre em um plano de contingência para a irrigação do campo de golfe. 8 in.21-Reservatório de retenção no campo de golfe para reter águas pluviais USGA Putting Green Profile Titleist Root Zone Mix Coarse grained material (loamy fine sand – fine sand) (Hyd.30 Evapotranspiração Como geralmente não temos muitos dados para determinação com maior precisão evapotranspiração. para situações de secas muito prolongada.com. 4 in.

br 09/07/08 Exemplo 21.1.4mm/dia. Foi usado o Método de Blaney-Criddle para a evapotranspiração.Resultados a serem usados em irrigaçao Exemplo 21. 21-22 . Para o mês de janeiro precisamos para o campo de golfe de 0.31 Salinidade Conforme Asano. Observar que precisamos de mais água no campo de golfe. pois o efeito adverso da salinidade é que a grama vai ficando com coloração marrom e amarelada. Muitas plantas são sensitivas ao cloro e ao boro.com. enquanto que para o paisagismo comum precisamos de 0. 1998 a salinidade é o maior problema no uso de água de reúso em campos de golfe. 21. Os cálculos foram feitos com e sem a precipitaçã efetiva Pe.1) que haverá irrigação para paisagismo e para o campo de golfe. isto é. O solo adotado é franco siltoso. Tabela 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 Aplicação a área de campo de golfe com 18 buracos e com 750. O rendimento adotado para irrigação foi de 80%.6mm/dia de irrigação.000m2 para o cálculo da quantidade em milimetros que deve ser irrigada por dia mês a mês para o municipio de Itatiba no Estado de Sao Paulo. Afetará os greens os tees. o campo de golfe gasta aproximadamente 50% a mais de água que o gramado comum.1 Podemos usar um loteamento conforme Tabela (21.

com.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 4ª edição. 21-23 . BMP Manual 2005. Arte de projetar em arquitetura.htm -NEUFERT.greenleafgramados. -O´OBRIEN.doc -Internet-http://www.itograss. 1974. Editora Gustavo Gili do Brasil.br/doc/informe_tecnico_01. Green Section Record.Best Management Practices – Turf Management. -CIDADE DE SEATTLE.com. ERNST. PATRICK.32 Bibliografia e livros consultados -ASANO. CRC Press.com. Planning a golf course drainage projetc.br/informativoverde/edicao69/mat05ed69. 1998 21.br 09/07/08 Fonte: Asano. ISBN 1-56676-620-6 (Volume 10). Wastewater reclamation and reuse. -Internethttp://www. TAKASHI. 1528páginas. 432 páginas. 1998.

1 7.750 31 154 108 0.75 0 31 32 82 0.5 7.9 1.0 3.18 300 54 40 40.0 0.2 80.2)=vento 3m/s Rendimento da irrigação adotado= 227 125 0.3 0.0 0.7 67.9 55 85 38 38 75.0 8 22 0.5 89.9 7.75 1 1 0.75 1 1 0.75 55.7 7.4 55 113 51 51 75.5 55 125 57 57 75.75 84.6 0.18 300 54 40 40.750 31 205 125 0.7 2.9 0.74 2.1 4 22 0.4 0.0 1.75 0 28 190 102 0.9 1.18 300 54 40 40.75 76.6 0.18 300 54 40 40.13 para solo franco siltoso=RF = Pe= P x RF/100= 9mm) Pe sendo 25% da precipitação= Precipitação efetiva deve ser menor que P e Etc Rendimento Ea usando Tabela (3.6 7.0 0.0 9 22 0.18 300 54 40 40.6 0.6 0.5 62.0 0.18 300 54 40 40.75 1 1 0.0 0.74 2.1 3 22 0.9 5.6 0.0 0.09 22 0.75 67.75 0 30 138 113 0.3 57.9 3.1 7.6 2.74 0.0 0.4 2.74 1.9 6.74 0.75 82.75 80.0 0.75 1 1 0.25 135 1 115 0 mm/an o mm/an o .6 0.3 32.75 1 1 0.75 0 31 60 74 0.2 31.75 0 31 36 65 0.8 97.09 22 0.74 1.7 7.7 0.9 5.75 1 1 0.18 300 54 40 40.74 0.9 2.3 0.74 3.3 55 20 9 9 75.6 0.0 55 28 13 13 75.9 2.7 0.4 1.75 1 1 0.6 0.3 2.18 300 54 40 40.7 7.0 0.6 0.9 8.6 0.5 7.75 1 1 0.75 1 1 0.janeir o feverei ro març o abril maio junho julho agost o setemb ro outubr o novemb ro dezemb ro 31 Precipitação (mm/mês)=P= Evapotranspiração mm/mês Método de Blaney-Criddle Ks Kd Kmc Coeficiente de paisagismo KL= Ks x Kd x Kmc Etc= Eto x KL (mm/mes)= Taxa de infiltração no solo (mm/h)=solo franco siltoso com declividade de 8% a 12% Capacidade de armazenamento no solo AWHC para solo franco siltoso Profundidade das raízes (mm)= Água disponível para as plantas PAW (mm)= Fator de água que pode ser extraído para solo franco siltoso MAD (%)= Fator de água que pode ser extraído para solo franco siltoso MAD (%)= Quantidade máxima de água que pode ser extraída pelas plantas AD (mm)= AD em polegadas= Precipitação em polegadas Pi= ETC em polegadas= Fator SF pelo SCS formula= Pe da formula do SCS= em polegadas= Pe em milímetros do SCS= Precipitaçao efetiva Tabela 1.1 3.75 0 30 68 89 0.75 1 1 0.1 3 22 0.750 31 126 110 0.2 0.9 2.3 55 33 15 15 75.6 16.75 0 30 65 90 0.9 8.5 55 69 31 31 75.0 0.9 0.0 0.1 2 22 0.0 3.7 17.1 0 22 0.6 0.9 24.18 300 54 40 40.11 22 0.0 0.4 3.74 3.8 7.4 55 76 34 34 75.18 300 54 40 40.75 0 30 51 66 0.1 28.8 55 105 48 48 75.5 3.75 93.75 66.8 7.8 7.1 55 18 8 8 75.08 22 0.75 61.1 55 36 16 16 75.0 0.75 1 1 0.6 0.75 49.6 0.750 338 ] 0.75 93.18 300 54 40 40.9 2.74 2.8 7.75 1 1 0.74 3.1 1 22 0.18 300 54 40 40.2 0.6 0.3 55 37 17 17 75.74 1.75 49.

0 84 30 2.0 28 15.0 67 30 2.0 59 0.0 102 30 3.5 3.0 74 0.0 113 1.2 2.3 3.08 1.0 126.8 4.1 .2 1.6 1.0 97 0.0 21 15.7 1.6 2.5 2.0 83 30 2.2 3.08 1.0 114.6 4.2 3.6 1.0 111.0 83.0 21 15.0 66.0 113 30 3.7 1.0 105 30 3.Pe)/ rendimento/ dias do mês=mm/dia NL mm/dia sem Pe Nl mm/semanas sem Pe=mm/semada Taxa de irrigação admitida AR (mm/h)Tabela 3.0 83 0.5 para solo franco siltoso decl 8% a 12% Tempo de operação OT=NL x 60/AR= min/semana Dias de irrigação ID= PWR/AD= dia/semana Dias de irrigação ID= PWR/AD= dia/semana Total por dia de irrigação Td=OT/ID=(min/dia)= Máxima irrigação por ciclo RC= min=60 x taxa de infil/AR Ciclo por dia C= Td/Rc= Ciclo por dia C= Td/Rc= Irrigação m3/h para Campo de Golfe somente 1.0 93.0 74 30 2.1 15 15.6 25 15.0 1.8 1.4 3.0 74.0 113 30 3.0 108.0 97 30 3.1 2.0 62 0.2 3. 5 2.9 1.2 15 15. 3 2.8 1.0 117.6 1.0 67 0.0 100 30 3.8 3.NL mm/dia= (Etc .7 2.4 17 15.2 3.4 1.0 102 0.0 28 15.3 2.9 1.0 2.7 26 15.8 26 15.7 19 15.7 4.3 2.0 62 30 2.0 84 0.0 100 1.7 2.0 113 1.0 2.7 4.0 1.7 1.0 126.0 59 30 1.8 1.0 92. 1 1.3 3.7 3.7 3.9 2.4 3.0 68.5 24 15.0 105 1.

br 28/06/08 Capítulo 22 Método de Blaney-Criddle. 1975 para evapotranspiração de referência ETo Latitude Varejao-Silva. 2005 22-1 .Curso de rede de esgotos Capitulo 22.com. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Método de Blaney-Criddle.

br 28/06/08 SUMÁRIO Ordem 22.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.5 Assunto Introdução Método novo de Blaney-Criddle.Método de Blaney-Criddle. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 22.2 22. 1978 Evapotranspiração de referência ETo Conclusão Bibliografia e livros consultados 22-2 .1 22.com.3 22.

com.13) Sendo: H*= lâmina de água no perÍodo de um dia (mm) T= temperatura média do mês (º C) f*= média da porcentagem diaria do fotoperiodo anual em latitudes que variam de 10º N a 35º S.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. conforme Tabela (22. 2005. 2005. 22-3 .Método de Blaney-Criddle. Tabela 22. Recomendamos este metodo quando nao temos muito dados.1.br 28/06/08 Capitulo 22. 22.1). 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1975 para evapotranspiração de referência ETo 22.1 Introdução O Método antigo de Blaney-Criddle data de 1950 e foram apontados varios erros e posteriormente foi criado o Método de Blaney-Criddle.46 x T + 8.2 Método novo de Blaney-Criddle. H*= f* (0.Método de Blaney-Criddle. 1975 O método está muito bem explicado por Varejão-Silva.Valores de f* para a nova fórmula de Blaney-Criddle conforme Varejão-Silva. 1975.

98 ETo= a + b x H* ETo= -1.31.1mm/dia x 31 dias= 128mm/mês Para os restantes dos meses temos: 22-4 . ETo= a + b x H* Sendo: Eto= evapotranspiração (mm/dia) A e b são coeficientes obtidos da Tabela (22.65 + 0. Consultando Tabela (22. a ETo mensal será: ETomês= 4. Entrando nas Tabela (22.13) H*= 0.br 28/06/08 Tabela 22.4 Calcular a evapotranspiração de referência ETo para Guarulhos sento a umidade relativa do ar média de 73%.3 Calcular H* para o mês de janeiro para município de Guarulhos com latitude de 23.65 + 0. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1mm/dia Como o mês de janeiro tem 31 dias.7 + 8.98 x H= -1.com.46 x T + 8. onde entram as relações n/M.98 x 5. Aplicando a equação: H*= f* (0. 1975 conforme Varejão-Silva.Método de Blaney-Criddle.3 Evapotranspiração de referência ETo O valor de ETo é determinado usando a Tabela (22. a umidade relativa do ar e o vento.2.5º Sul e temperatura média do mês de janeiro de 23. 2005.9mm 22.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.5) H*= calculado anteriormente (mm) Exemplo 22. Exemplo 22.2) achamos razão de insolação baixa e coeficientes: a= -1.42.65 b= 0.7º C.2) achamos os valores de a e b.13)=5.46 x 23.1) para janeiro f*= 0.Valores de a e b para a nova fórmula de Blaney-Criddle. a velocidade do vento média de 1.9 =4.31 (0.6m/s e a relação n/N média de 0.

8 75.br 28/06/08 Tabela 22.4 31 outubro 20.Cálculo de ETo usando equação de Blaney-Criddle Cidade de Guarulhos Dias no mês Precipitação Temperatura do ar (mm) (ºC) 254.5 214.7 24.9 365 Total=1487.5 30.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.3 31 maio 18.3 30 abril 21.9 31 março 23.7 251.0 30 junho 17.7 28 fevereiro 22.1 30 setembro 19.3.2 58.Método de Blaney-Criddle.8 31 julho 16.9 31 agosto 18.7 31 dezembro 22.6 22-5 .8 130. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 70.8 200.0 137.1 31 Janeiro 23.8 Média=20.com.5 30 novembro 21.6 39.

8 0.1 0.9 65 2. o resultado pode ser considerado bom.7 88 2.27 4. portanto.26 4.Cálculo de ETo usando equação de Blaney-Criddle Cidade de Guarulhos Latitude 23.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.8 125 4.5º H* ETo ETo Para Guarulhos f* (mm/dia) (mm/dia) (mm/mês) 0.30 5.4 102 3.31 5.4 Conclusão: O novo método de Blaney-Criddle.com.26 4.6 0.6 0.9 0.9 128 4.2 76 2. enquanto que o método padrão de Penman-Monteith FAO.1 0. 22-6 .6 85 2. O erro foi somente de 5%.24 3.4 81 2. 1975 apresentou 1136mm/ano para a evapotranspiração de referência ETo.31 5.6 0.4.4 0.8 64 2.29 5.5 0.4 0.1 105 3.4 109 3.28 5.br 28/06/08 Tabela 22. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.25 4.2 0.Método de Blaney-Criddle.24 3.0 Total=1136 22.3 109 3.29 5. 1998 o valor de 1201mm/ano.

Evaporation. W. HEBER PIMENTEL. Recife. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 22. in Maidment. 1997. ISBN 0-07-039732-5. David R. -SHUTTLEWORTH. Metereologia e Climatologia.5 Bibliografia e livros consultados -GOMES. julho de 2005. -VAREJAO SILVA. versão digital. MARIO ADELMO. Engenharia de irrigação. JAMES. 22-7 . Universidade Federal da Paraiba. 1993. McGraw-Hill. 2ª ed. Campina Grande.Método de Blaney-Criddle. New York.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. Handbook of Hydrology.

Curso de rede de esgotos Capitulo 23. 1998 para evapotranspiração de referência ETo 23-1 .br 04/07/08 Capítulo 23 Método de Penman-Monteith FAO.uol.Método de Penman-Monteith FAO. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.com.

11 23.5 23.17 23.24 23.2 23.3 23. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.23 23.6 23.br 04/07/08 Ordem 23.com.Método de Penman-Monteith FAO.12 23.20 23.21 23.18 23.16 23.14 23.uol.15 23.9 23.25 23.19 23.1 23.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.10 23.27 SUMÁRIO Assunto Introdução Nomes técnicos adotados neste trabalho Dados de entrada Cálculo da evopotranspiração de referência ETo Fluxo de calor recebido pelo solo G Pressão atmosférica P Constante psicromlétrica Radiação extraterrestre Ra Distancia relativa da Terra ao Sol dr Declinação solar Dia Juliano Mudanças de unidades Rs Rns.7 23.22 23.radiação solar extraterrestre Tensão de saturação de vapor es Derivada da função de saturação de vapor Pressão de vapor de água à temperatura ambiente Déficit de vapor de pressão D Resistência da vegetação rs Cálculo da radiação Rn Radiação solar em dias de céu claro Rso Radiação útil de curto comprimento Rns Radiação de ondas longas Rnl Método de Hargreaves Radiação extraterrestre Ra Conclusão Bibliografia e livros consultados 18 páginas 23-2 .8 23.13 23.4 23.26 23.

há maneiras de resolver o problema. Temperatura mínima em ºC 3.Troca molecular entre a superfície do líquido e o vapor d´água. Velocidade do vento a 2m de altura u2 em m/s 4. Figura 23.Método de Penman-Monteith FAO. Para latitude norte: positivo.br 04/07/08 Capítulo 23. ou seja.2 Nomes técnicos adotados neste trabalho ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia). sendo a cultura de referência um gramado com 12cm de altura. 1993 O Método de Penman-Monteith FAO (Food and Agriculture Organization of the United NationOrganização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) é destinado ao cálculo da evapotranspiração de referência ETo em mm/dia. Não são todas as moléculas que atingem a superfície são capturadas. Umidade relativa do ar mínima (%) 6. É considerado também o albedo de 0. 23.Método de Penman-Monteith FAO. Latitude em graus. mas são necessários sempre a temperatura máxima e a temperatura mínima. mas algumas se condensam a uma taxa proporcional a pressão de vapor: as moléculas com bastante energia se vaporizam a uma taxa determinada pela temperatura da superfície. praticamente a grama batatais.1998 são os seguintes: 1. Temperatura máxima em ºC 2. plantação. 1998 para evapotranspiração de referência ETo 23. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. FAO. É o método padrão da FAO. Para latitude sul: negativo.uol.com.1.3 Dados de entrada Os dados de entrada do Método de Penman-Monteith.23 e a resistência superficial de 70s/m. O método é ótimo. entretanto. 23-3 .1 Introdução A evaporação é um fenômeno muito importante na natureza. Nota “c” vem de crop. assim como a transpiração das plantas. Relação n/N 7. Fonte: Shuttleworth in Maidment. 1998 é que são necessários muitos dados de entrada. pois considera a influência dos estomas à transpiração e a influência da resistência aerodinâmica de uma certa cultura à passagem de massas do ar. 8.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. Umidade relativa do ar máxima (%) 5. Altitude z em m Um dos grandes problemas do Método de Penman-Monteith. 23.

Shuttleworth. Em outras publicações a Equação (23.6 Pressão atmosférica P A pressão atmosférica depende da altitude z.14 (16.14 (Ti – T i-1) / 2. (para período de um mês) G= 0.1 ºC Abril 16. P= 101.1) Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) γ = constante psicrométrica (kPa/ºC) Δ = derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) Rn= radiação útil recebida pela cultura de referência (MJ/m2 xdia) G= fluxo de calor recebido pelo solo (MJ/m2 x dia) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) T= temperatura média do ar no mês (º C) es= tensão de saturação de vapor de água (kPa) ea= tensão de vapor da água atual (kPa) es-ea= déficit de vapor de pressão de saturação (kPa) 23. caso contrario será negativo. conforme sugere Shuttleworth.1.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. 23.4 Cálculo da evapotranspiração de referência ETo.com.0065 x z)/ 293] 5. 1998 é considerado o método padrão pela FAO e altamente recomendado. Dica: geralmente o valor de G é muito baixo e supomos G =0.34 x u2) (Equação 23.28MJ/m2 x dia Nota: G poderá ser positivo ou negativo.1 Calcular o fluxo de calor recebido pelo solo no mês de abril sendo: Março 14.Método de Penman-Monteith FAO. 1993.14.1) é chamada de Equação de Penman.3 x [(293. 1993. 1993 in Maidment cita a Equação (23. Quando a temperatura do mês é maior que a anterior é positivo. o fluxo de calor recebido pelo solo pode ser estimado por: Na prática se usam as temperaturas médias mensais dos meses.1).1 ºC G= 0. Exemplo 23.1) = 0. ETo= [0.45 Sendo: G= fluxo de calor recebido durante o período considerado (MJ/m2 x dia) Ti = temperatura do ar no mês (ºC) T i-1= temperatura do ar no mês anterior (ºC) O valor de G tem sinal.26 Sendo: P= pressão atmosférica (kPa) 23-4 .14 (Ti – T i-1) /2. O método de Penman-Monteith FAO.5 Fluxo de calor recebido pelo solo G Conforme Shuttleworth.45 G= 0.uol.br 04/07/08 23.Monteith FAO. salientando que a mesma não é a equação original de Penman-Monteith e sim uma equação na qual alguns termos foram desprezados e informa ainda que tal equação é por ele recomendada para os cálculos de evaporação.408 Δ (Rn – G) + γ x 900 x u2 x (es-ea) /(T+273)] / ( Δ + γ (1+0. 1998 e também é recomendada pela EMBRAPA. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.0.

Fonte: Shuttleworth in Maidment.0065 x 770)/ 293] 5. Figura 23. para cada planta é chamada de superfície de resistência RS.br 04/07/08 z= altura acima do nível do mar (m) Exemplo 23.0.7 Constante psicrométrica γ A constante psicrométrica γ é dada pela equação: γ = 0.26 P= 92.uol.8 Resistência dos estômatos Estômatos são poros nas folhas das plantas com dimensões que variam de 10-5m a 10-4m.665x 10-3 x P γ = 0.5 kPa γ = 0.5 kPa 23.2. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. permitindo a entrada de dióxido de carbono a ser assimilado durante a fotossíntese e a saída de vapor de água formando o fluxo de transpiração.com.0065 x z)/ 293] 5.062 kPa/ºC 23.Método de Penman-Monteith FAO. 1993 23-5 . P= 101.3 x [(293. O valor LAI varia de 3 a 5 conforme o tipo de vegetação e densidade.Transpiração por difusão molecular do vapor de água através das aberturas dos estômatos de folhas secas. os quais abrem e fecham em resposta a estímulos ambientais.0.3 x [(293.665x 10-3 x P Sendo: γ = constante psicrométrica (kPa/º C) P= pressão atmosférica (kPa) Exemplo 23. O ar dentro das cavidades dos estômatos está saturada na temperatura da folha e o vapor d’água difuso através da abertura do estômato vai para atmosfera menos saturante contra a resistência do estômato.2 Calcular a pressão atmosférica de um local com altitude z=770m.26 P= 101. Os poros estomáticos controlam o fluxo de CO2 para as plantas para ser assimilado durante a fotossíntese e o fluxo de água para a atmosfera que é o fluxo de transpiração.52=0.665x 10-3 x92. Define-se LAI (Leaf Área Índex) como a razão da superfície das folhas com a projeção da vegetação na superfície do solo em m2/m2.3 Calcular a constante psicrométrica γ para pressão atmosférica P= 92.

50m alfafa Para um gramado com 0.12m de altura temos: rs= 200/ LAI= 200/ (24x0. onde a tensão U é igual a resistência R multiplicada pela corrente.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. LAI= 24 x hc 0.3.16 Cultura alta 0.Método de Penman-Monteith FAO.23.35 Fonte: Chin.com. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. 1998 adota rs=70 s/m Shuttleworth.20 a 0.08 Floresta alta 0.20 a 0.1. 1998 A resistência dos estômatos é: rs= 200/ LAI= 200/ LAI Conforme Shuttleworth in Maidment.26 Gramado e pastagem 0. 2000 23-6 . Uma vegetação verde tem um albedo entre 0.9=69 s/m A FAO. 2000 apresenta uma a Tabela (23.25.Variação da LAI Fonte: FAO. Tabela 23.10 Solo nú seco 0.20 Cultura de cereais 0. A fração α é denominada albedo. Chin. tem albedo α=0.05m<hc<0.uol.1) do albedo conforme o tipo de cobertura do solo.26 Cultura baixa 0. 1998 uma considerável parte da radiação solar é refletida. 23.10m<hc<0.26 Solo nú molhado 0.15m grama LAI= 5.br 04/07/08 Figura 23.9 Albedo Conforme FAO.Valores do albedo α conforme a cobertura do solo Cobertura do solo Albedo α Superfície da água 0.95 para uma neve recém caída ou pequeno como α=0. 1993 compara a resistência com a resistência da energia elétrica usando a Lei de Ohm. 1993 o valor de LAI pode ser estimado para as culturas de grama e alfafa.11 a 0. que é muito variável para diferentes superfícies e do ângulo de incidência à superfície com declividade. O albedo pode ser grande como α=0. U=Rx I e R= U/I Semelhantemente teremos para o estomata de uma folha: E= k(es-e)/ rs Onde a pressão de vapor é proporcional ao fluxo de valor E.5+ 1.5 ln(hc) 0.20 a 0.05 de um solo nu molhado.15 a 0.20 a 0.12)= 200/2. A grama usada como vegetação de referência.

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23.10 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)]. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0,0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol (rad)

Figura 23.4- Balanço da radiação na superfície da Terra. A radiação St que incide no topo da atmosfera So alcança o solo e algumas Sd indiretamente são refletidas pelo ar e pelas nuvens. A proporção α do albedo é refletida. As ondas de radiação longa Lo é parcialmente compensada pela radiação de onda longa Li. Si é tipicamente 25 a 75% de So, enquanto So pode variar entre 15 a 100% de St; Ambas são influenciadas pela cobertura das nuvens. O valor α é tipicamente 0,23 para superfície de terra e 0,018 para superfície de água. Fonte: Shuttleworth in Maidment, 1993

Figura 23.1- Energia disponível para evapotranspiração da cultura Fonte: USA, Soil Conservation Service (SCS) , 1993

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23.11 Distância relativa da Terra ao Sol dr Mas a dr é a distância relativa da terra ao sol que é fornecida pela equação em radianos: dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x PI / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias. N= (24/ PI) x ws Mas: ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!). Para Guarulhos Φ=- 23º e 30min = -23,5º (hemisfério sul é negativo). Também deve estar em (rad). δ = declinação solar (rad) N= número de horas de luz solar em um dia (h) 23.12 Declinação solar δ (rad) A declinação solar δ pode ser calculada por: δ= 0,409 x sen [( 2x PI/ 365) x J - 1,39]

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23.13 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro. Usaremos como base sempre o dia 15 de cada mês. Assim para janeiro o dia Juliano é 15; para fevereiro é 46; para março é 74 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (23.2). Usamos a planilha Excel da Microsoft com a função TRUNCAR =TRUNCAR (Coluna 1 x 30,5 – 14,6) dará o valor 15 e assim por diante. Tabela 23.2-Dia Juliano Ordem Mês Dia Juliano (1 A 365) Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 =TRUNCAR (Coluna 1 x 30,5 -14,6 15 1 Janeiro 46 2 Fevereiro 74 3 Março 105 4 Abril 135 5 Maio 166 6 Junho 196 7 Julho 227 8 Agosto 258 9 Setembro 288 10 Outubro 319 11 Novembro 349 12 Dezembro

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Tabela 23.2- Calendário do dia Juliano

Fonte: USA, SCS, 1993 Exemplo 23.4 Calcular a declinação solar para o mês de março em local. O dia Juliano para o mês de março conforme Tabela (23.1) é J=74dias. δ= 0,4093 x sen [( 2x PI/ 365) x J - 1,405] δ= 0,4093 x sen [( 2x 3,1416/ 365) x 74 - 1,405]= - 0,040 rad Exemplo 23.5 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23,5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0,040 em radianos. 23 graus + 30min/ 60 = 23 + 0,5= 23,5º Primeiramente transformemos Φ= 23,5º em radianos: Radiano= -23,5º x PI / 180=-23,5 x 3,1416/180=-0,410= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [- tan(-0,410) x tan (-0,040 )]= 1,59rad

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Exemplo 23.6 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março, sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x 3,1416 / 365 x 74] dr=1,010 rad Exemplo 23.7 Calcular o número máximo de horas de sol por dia N em horas para o mês de março sendo ws= 1,59 rad N= (24/ PI) x ws N= (24/ 3,1416) x 1,59=12,1h

Figura 23.5- Dispositivo para achar o valor de n denominado Campbell Stokes http://www.russell-scientific.co.uk/meteorology/campbell_stokes_sunshine_recorder.html

Exemplo 23.8 Calcular a relação n/N sendo N= 12,1h e n=5h Nebulosidade = n/N = 5/ 12,1= 0,41 ou seja 41% O valor de “n” pode ser medido no local usando o dispositivo da Figura (23.5). Exemplo 23.9 Calcular a radiação solar extraterrestre Ra para o mês de março para local com latitude sul de Φ=-23,5º = -0,410 , ws= 1,59rad δ= - 0,040 rad e dr=1,009rad Ra= (12 x 60/PI) x Gsc x dr x [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)] Ra= (12 x 60/PI) x 0,0820x 1,009 x [1,59 x sen (-0,410) x sen (-0,040 )+ cos(-0,040 ) x cos(-0,410) sen (1,59)]= 36,03 MJ/m2xdia

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23.14 Mudança de unidades A radiação solar pode ser expressa em mm/dia e MJ/m2 x dia através da seguinte equação: Para transformar MJ/m2 x dia para mm/dia. Rn (mm/dia) = 1000 x Rn x (MJ/m2 x dia) / (ρw x λ) = Rn x(MJ/m2 x dia) / λ Sendo: ρw= massa específica da água (1000kg/m3) λ= calor latente de vaporização em MJ/kg. Geralmente λ=2,45. λ = 2,501- 0,002361 x T T= temperatura em graus centígrados. Para transformar mm/dia para MJ/m2 x dia. Rn (MJ/m2 x dia) = Rn x (mm/dia) x λ Exemplo 23.10 Mudar as unidades de 15mm/dia para MJ/m2 x dia do mês de março que tem temperatura de 23,2º. Primeiramente calculemos o calor latente de vaporização λ. λ = 2,501- 0,00236 x T Sendo: λ = calor latente de evaporação (MJ/kg) T= temperatura média mensal º C. λ = 2,501- 0,00236 x23,2 =2,45 MJ/kg So= 15mm/dia (exemplo de unidade a ser mudada) So (mm/dia) = 1000 x So x (MJ/m2 x dia) / (1000 x λ) = So x(MJ/m2 x dia) / λ So (MJ/m2 x dia) = So (mm/dia) x λ = 15 x 2,45= 36,75 MJ/m2 x dia 23.15 Rs

Figura 23.1- Radiação
Fonte: FAO, 1998

Rs= (as + bs x n /N )x Ra

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Exemplo 23.11 Calcular a energia total incidente sobre a superfície terrestre Rs, sendo dado n/N=0,42 e as= 0,25 e bs= 0,50 e Ra=36,75 MJ/m2 x dia Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= (as + bs x n /N )x Ra Rs= (0,25 + 0,50 x 0,42 )x 36,75= 16,9 MJ/m2 x dia

Figura 23.6- Os componentes do balanço de energia de um volume abaixo da superficie do solo com a altura na água a radiação é determinada. Fonte: Shuttleworth in Maidment, 1993

23.16 Tensão de saturação de vapor es. Depende da temperatura do ar. es= 0,61 x exp [17,27 x T/ (237,3 + T)] Sendo: es= tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC) exp= 2,7183... (base do logaritmo neperiano) Exemplo 23.12 Calcular a tensão de saturação de vapor es para o mês de março sendo a temperatura de 23,2ºC. es= 0,6108 x exp [17,27 x T/ (237,3 + T)] es= 0,6108 x exp [17,27 x 23,2/ (237,3 + 23,2)] es=2,837 kPa 23.16 Derivada da função de saturação de vapor Δ Δ = 4098 x es / (237,3 + T) 2 Sendo: Δ=derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) es=tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC)

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Exemplo 23.13 Calcular a derivada da função de saturação de vapor de água Δ para o mês de março com temperatura média mensal de 23,2ºC e tensão de saturação de vapor es=2,837kPa. Δ = 4098 x es / (237,3 + T) 2 Δ = 4098 x 2,837 / (237,3 + 23,2) 2 Δ = 0,171 kPa/ºC 23.17 Pressão de vapor da água à temperatura ambiente ea= (UR /100) x es Sendo: ea= pressão de vapor de água a temperatura ambiente (kPa) UR= umidade relativa do ar média mensal fornecida (%) es= tensão de saturação de vapor (kPa) Exemplo 23.14 Calcular a pressão de vapor de água à temperatura ambiente para o mês de março sendo T= 23,2º C e es=2,837 kPa e a umidade relativa do ar UR= 75% ea= (UR /100) x es ea= (75 /100) x 2,837 =2,120 kPa 23.18 Déficit de vapor de pressão D D= es – ea Sendo: D= déficit de vapor de pressão (kPa) es= tensão de saturação de vapor (kPa) ea= pressão de vapor da água à temperatura ambiente (kPa) Exemplo 23.15 Calcular o déficit de vapor de pressão D para o mês de março sendo es=2,837 kPa e ea= 2,120 kPa. D= es – ea D= 2,837 – 2,120=0,717 kPa 23.19 Cálculo da Radiação Rn A radiação Rn é a diferença entre a radiação que entra Rns e a radiação que sai Rnl. Rn= Rns - Rnl 23.20 Radiação solar em dias de céu claro Rso É fornecida pela equação: Rso= (0,75 + 2 x 10 -5 x z ) x Ra Sendo; Rso= radiação solar em dias de céu claro (MJ/m2xdia) z= altura do local em relação ao nível do mar (m) Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Exemplo 23.16 Calcular o valor de Rso para município com altura z=770m e Ra já calculado para o mês de março de 36,03MJ/m2xdia. Rso= (0,75 + 2 x 10 -5 x z ) x Ra Rso= (0,75 + 0,00002 x 770 ) x 36,0= 27,58 MJ/m2xdia

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23.21 Radiação útil de curto comprimento Rns Rns= (1- α) x Rs Exemplo 23.17 Calcular a radiação solar extraterrestre Rns, sendo a energia total incidente sobre a superfície terrestre Rs= 16,9 MJ/m2 x dia e o albedo α =0,23. Rns= (1- α) x Rs Rns= (1- 0,23) x 16,9= 12,7 MJ/m2 x dia A radiação útil de curto comprimento de onda Rs pode ser calculada por: Rns= (1- α) x Rs Rs= (as + bs x n /N )x Ra = (0,25 + 0,50 x n /N ) x Ra Sendo: α= albedo. Para solo gramado α=0,23 as=0,25 e bs=0,50 são coeficientes que para climas médios n= número de horas de sol por dia (h) N= número máximo de horas de sol por dia (h) n/N= nebulosidade ou fração de luz. Pode também ser fornecido em porcentagem. É uma medida qualitativa não muito precisa. Para Guarulhos a média é n/N= 0,42, ou seja, 42%. Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= radiação solar de entrada. Energia total incidente sobre a superfície terrestre (MJ/m2xdia) Rns= radiação de curto comprimento (MJ/m2xdia) 23.22 Radiação de ondas longas Rnl Rnl= σ x [ (Tmax4 + Tmin4)/2]x (0,34-0,14x ea 0,5)x [(1,35 x Rs/Rso – 0,35] Sendo: Rnl= radiação solar de ondas longas (MJ/m2 x dia). ea= pressão atual de vapor (kPa) Rs= radiação solar (MJ/m2xdia) Rso= radiaçao solar em dias de céu claro (MJ/m2xdia) Rs/Rso= radiação de onda curta limitada a ≤ 1,0. MJ/(m2 K4) σ=constante de Stefan-Boltzmann=4,903 x 10 -9 Tmax= tmax(ºC) + 273,16. Em graus Kelvin: K= ºC + 273,16 Tmini= tmin (ºC)+ 273,16 Exemplo 23.18 Calcular a radiação de onda longa “Ln” para o mês de março sendo: Tmin=15,3 ºC Tmax= 31,7ºC ea= 2,40kPa Rs= 16,63 MJ/m2xdia Rso= 27,58 MJ/m2xdia Rs/Rso= 0,60 <1 OK. Rnl= σ x [ (Tmax4 + Tmin4)/2]x (0,34-0,14x ea 0,5)x [(1,35 x Rs/Rso – 0,35] Rnl= 4,903 x 10-9 x [((31,7+273,16)4 + (15,3+273,16)4)/2]x (0,34-0,14x 2,40,5)x [(1,35 x 0,60 – 0,35] = 2,18 MJ/m2x dia Rnl= 2,18 MJ/m2xdia

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Exemplo 23.19 Calcular a evapotranspiração potencial pelo método de Penman-Monteith FAO, para o mês de março, município de Guarulhos, com velocidade de vento a 2m de altura de V= 1,5m/s. Consideramos G=0. ETo= [0,408 Δ (Rn – G) + γ x 900 x u2 x (es-ea) /(T+273)] / ( Δ + γ (1+0,34 x u2) (Equação 23.2) Sendo: ETo= evapotranspiração potencial (mm/dia) γ = constante psicrométrica (kPa/ºC) Δ = derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) Rn= radiação útil recebida pela cultura de referência (MJ/m2 xdia) G= fluxo de calor recebido pelo solo (MJ/m2 x dia) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) T= temperatura média do ar no mês (º C) es= tensão de saturação de vapor de água (kPa) ea= tensão de vapor da água atual (kPa) es-ea= déficit de vapor de pressão de saturação (kPa) Os cálculos de janeiro a dezembro estão nas Tabela (23.3) a (23.8). Tabela 23.3- Método de Penman-Monteith – FAO Dias no mês Precipitação Temp Temp ( max min Media ºC) (mm) 23,9 254,1 32,6 16,0 24,7 31 Janeiro 251,7 31,8 16,2 24,0 28 fevereiro 200,9 31,7 15,3 24,0 31 março 58,3 30,0 12,8 22,5 30 abril 70,3 27,9 9,7 19,3 31 maio 39,0 26,3 8,3 18,2 30 junho 30,8 26,8 8,1 17,8 31 julho 24,9 29,3 8,6 19,6 31 agosto 75,1 31,5 9,7 20,2 30 setembro 137,4 32,3 12,2 21,8 31 outubro 130,5 32,1 12,8 22,5 30 novembro 214,7 32,3 15,0 23,9 31 dezembro 365 1487,8

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Tabela 23.4- Método de Penman-Monteith – FAO UR umidade média Umidade Saturação U2 relativa do ar n/N Velocidade do ar % kPa kPa m/s 75 2,54 3,37 1,5 0,31 75 2,44 3,28 1,6 0,39 75 2,40 3,21 1,5 0,42 73 2,09 2,86 1,5 0,47 75 1,85 2,48 1,4 0,47 75 1,70 2,26 1,3 0,49 73 1,67 2,30 1,5 0,49 68 1,78 2,60 1,4 0,53 72 2,09 2,91 1,7 0,37 73 2,29 3,12 1,9 0,35 73 2,28 3,13 1,9 0,37 74 2,42 3,27 1,7 0,33 Média= 73 0,42 1,6

Tabela 23.5- Método de Penman-Monteith – FAO λ Albedo Dia Juliano dr delta Latitude (MJ/kg) gramado ( 1 a 365) (rad) (rad) Guarulhos 2,50 0,23 15 1,032 -0,373 -23,5 2,44 0,23 46 1,023 -0,236 -23,5 2,44 0,23 74 1,010 -0,054 -23,5 2,45 0,23 105 0,992 0,160 -23,5 2,46 0,23 135 0,977 0,325 -23,5 2,46 0,23 166 0,968 0,406 -23,5 2,46 0,23 196 0,968 0,377 -23,5 2,45 0,23 227 0,976 0,244 -23,5 2,45 0,23 258 0,991 0,043 -23,5 2,45 0,23 288 1,008 -0,164 -23,5 2,45 0,23 319 1,023 -0,332 -23,5 2,44 0,23 349 1,032 -0,407 -23,5

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60 12.72 13.86 770.85 Tabela 23.78 11.26 0.410 1.1596 18.Método de Penman-Monteith – FAO Rs Rso Rs/Rso Rsn Rnl Rn=Rns .08 -0.89 5.1795 16.56 770.26 1.00 92.52 70 42.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.63 27.62 23.87 0.52 70 41.Rnl Δ 2 2 2 2 2 MJ/m xdia MJ/m x dia MJ/m x dia MJ/m x dia MJ/m x dia (kPa/ ºC) 17.32 29.98 0.05 0.57 11.6.410 1.23 -0.52 70 23.410 1.64 9.52 70 36.98 16.1283 14.68 12.uol.46 770.86 3.67 0.52 70 22.52 70 27.46 2.1396 10.29 -0.38 10.00 92.92 0.18 -0.44 770.17 770.74 13.410 1.50 0.77 0.56 12.00 92.68 770.13 -0.35 25.56 1.93 10.54 13.18 10.69 0.18 770.03 -0.12 -0.71 6.36 0.80 32.31 770.59 12.1781 23-18 .55 770.40 10.410 1.1788 14.57 13.410 1.com.23 32.Método de Penman-Monteith FAO.71 1.76 30.46 11.68 0.80 0.410 1.96 0.67 0.00 92.56 -0.09 7.25 2.55 11.410 1.7.42 10.11 20.1858 17.52 70 33.1652 12.00 11.67 2.93 5.89 0.91 -0.76 13.00 92.410 1.68 10.62 0.Método de Penman-Monteith – FAO Latitude ws N Altitude z atmos rs Ra (rad) (rad) (h) D(m) kPa s/m MJ/m2xdia -0.57 0.33 2.1416 14.88 770.01 31. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.00 92.52 70 30.07 0.58 8.1653 17.65 8.50 11.00 92.80 770.65 8.61 0.410 1.83 2.15 770.410 1.1465 16.63 0.410 1.53 13.52 70 42.00 92.05 2.89 0.00 92.58 0.1315 11.64 12.81 2.52 70 38.10 -0.00 11.52 70 40.63 11.09 8.46 -0.00 92.00 92.52 70 24.63 0.11 19.00 92.65 11.58 13.46 17.87 2.br 04/07/08 Tabela 23.81 0.

061528 0.061528 -0.5 0.2 0.2 95 19.Timin) 0.061528 -0.br 04/07/08 Tabela 23.04 + 0.093 4.8 0.061528 0.7 (kPa/C) (MJ/m x dia= (mm/dia) (mm/mês) 24.Método de Penman-Monteith – FAO Constante psicrométrica temp ar troca radiação PenmanPM FAO com o solo G Monteih FAO graus C γ G ETo ETo 2 23.2 68 19. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.1 126 Total=1201 23.0 61 17.093 4.52 x ETo Hargreaves (mm/mês) com R2=0.062 2.Método de Penman-Monteith FAO.224 3.011 3.252 2.061528 4.141 4. 1998 com o Método de Hargreaves fornece: ETo= a + b x ETo Hargreaves ETo= 16.6 0.3 98 21.3 0.061528 -0.5 0.0 113 24.8) x (Tmax.061528 -0.061528 0.uol.23 Método de Hargreaves A FAO.061528 0. 23-19 .061528 -0.24 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].1 123 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.com.197 23.439 2.7 0.2 0.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol.8 0.8.151 2.061528 -0.7 115 22.5 76 18.0 0.9 0. (rad) A FAO recomenda o uso do Método de Hargreaves após calibração do mesmo com a equação: ETo= a + b x ETo Hargreaves Para o município de Guarulhos através de análise de regressão linear comparando o valor do Método de Penman-Monteith FAO.061528 0. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.087 3.8 87 20.5 x Ra Sendo: ETo= evapotranspiração de referência pela fórmula de Hargreaves (mm/dia) Tmédio= temperatura média em º C Tmax= temperatura máxima em ºC Tmin= temperatura mínima em ºC Ra= radiação extraterrestre (mm/dia) 23.0 0.0 123 24.7 116 22. 1998 cita o método de Hargreaves: ETo= 0.0023 x (Tmédio + 17.97 OK.210 3.

Portugal.26 Bibliografia e livros consultados -OLIVEIRA. JAMES. -SHUTTLEWORTH. Evaporation. Water Resources Engineering. New York.Método de Penman-Monteith FAO. 1998 é o método padrão que forneceu 1201mm/ano para Guarulhos para o cálculo da evapotranspiração de referência ETo. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. 23.uol. setembro 2003 Chapter 2 – Irrigation water requirements.com. SOIL CONSERVATION SERVICE. -CHIN. New Jersey. W. 310 páginas 23-20 .br 04/07/08 23. ISBN 92-5-1042105. -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION).Rome. 1998. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. Handbook of Hydrology.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. ISBN 0-20135091-2. 2000.25 Conclusão: O método de Penmam-Monteith FAO. RODRIGO PROENÇA. 1993. in Maidment. -USA. McGraw-Hill. 750páginas. ISBN 0-07-039732-5. David R. 1998.Irrigation and drainage paper 56. DAVID A. Cálculo da evapotranspiração potencial. Prentice Hall.

Curso de esgoto Capitulo 24.br 10/06/2008 Capítulo 24-Ligação de esgoto sanitário 24-1 .Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

bem como dimensionar o ramal predial de ligação de esgoto.br 10/06/2008 Capitulo 24 Ligação de esgoto sanitário 24. Tabela 24.45mx0. Verificar se as instalações possuem tubo ventilador para expelir os gases dos esgotos. 3.Curso de esgoto Capitulo 24. 24-2 . As concessionárias públicas de esgotos tem quatro funções principais: 1.enlatados 500 a 2000 Efluentes de cervejarias 500 a 2000 Efluentes de processamento de óleo comestível 15000 a 20000 Efluente de destilaria de álcool (vinhaça) 15000 a 20000 Percolado de aterros sanitários (chorume) 15000 a 20000 Efluentes de matadouros (sem recuperação de resíduos) 30000 Efluente de laticínios (sem recuperação de soro de queijo) 40000 a 48000 Fonte: Mendes et al. caixa de gordura e caixa de inspeção.br 24.1 Introdução O objetivo é dimensionar os coletores prediais de esgoto sanitário e verificar a existência da caixa de gordura. É costume brasileiro atual de não se verificar se as instalações hidráulicas sanitárias prediais possuem erros ou não e de só verificar se há tubo ventilador.1).Valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) para diferentes tipos de águas residuárias. Dimensionar o coletor predial que vai da caixa de inspeção a rede pública.scielo.com.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1. 2. Águas residuárias DBO (mg/L) Esgotos sanitários 200 a 600 Efluentes de alimentos. 4. a existência de tubo de ventilação e as dimensões da caixa de inspeção. Verificar se existe caixa de gordura importante para a manutenção das redes coletoras de esgoto sanitário. O sistema de instalação predial termina na caixa de inspeção. Os valores da demanda bioquímica de oxigênio (DBO) para diferentes tipos de águas residuárias estão na Tabela (24.2 Objetivos O sistema de coleta de esgotos públicos termina na caixa de inspeção que faz parte do sistema. A NBR 8160/93 de Instalações prediais de esgoto sanitário de modo geral superdimensiona o ramal predial daí ser necessário a interferência da concessionária para o seu dimensionamento. Verificar a localização e a qualidade da caixa de inspeção de 0.60m. 2005 www.

já citada. subcoletor ou ramal de descarga de um vaso sanitário e prolongado até acima da cobertura desse prédio. Deve também estar distante no mínimo de 4m de uma janela. nas caixas sifonadas e os ralos sifonados em um banheiro. ligado diretamente à caixa de inspeção ou em junção ao coletor predial.3 Tubo ventilador Segundo a NBR 8160/1983 tubo ventilador é o tubo destinado a possibilitar o escoamento de ar da atmosfera para a instalação de esgoto e vice-versa ou a circulação de ar no interior da instalação com a finalidade de proteger o fecho hídrico dos desconectores de ruptura por aspiração ou compressão e encaminhar os gases emanados do coletor público para a atmosfera. principalmente nos banheiros. os tubos de queda devem ser prolongados até acima da cobertura. que podem tanto vir da instalação interna como da rede pública. Muitas vezes os pequenos construtores esquecem de colocar o tubo ventilador e daí surge o mau cheiro.br 10/06/2008 24. tinham uma caixa especial de inspeção. a qual não tem sifão. Os ingleses quando fizeram o sistema de rede coletora de esgotos sanitários (sistema misto) na cidade do Rio de Janeiro. Na prática em todas as instalações de esgotos sanitários que são dimensionadas. Na verdade toda instalação ligada à rede pública de esgoto sanitário.Curso de esgoto Capitulo 24. O tubo ventilador tem diâmetro mínimo de 50mm e está sempre no mínimo a 30cm do telhado ou 2m da laje. É importante salientar que as redes coletoras de esgotos sanitários sempre possuem um espaço livre para a exalação de gases e é devido a isto que os esgotos são dimensionados para atender 0. que só podia ser operada por eles. instalando tubos ventiladores nos postes públicos. os ingleses. 24-3 . Hoje não mais é adotada a caixa especial dos ingleses.75 do diâmetro. O sifão do vaso sanitário. existe o tubo ventilador. b) em prédios de dois ou mais pavimentos. devendo a ventilação ser feita pelos usuários. para evitar os gases. não garantem a ausência total de gases. Pelo espaço livre correm os gases que são liberados através dos tubos ventiladores das casas. Como a caixa de inspeção tinha um sifonamento. Para isto é necessário o emprego correto da caixa sifonada e do tubo de ventilação. e sim a caixa de inspeção. faziam a ventilação da rede pública. deverão ter tubos ventiladores. Segundo a NBR 8160/1983 a ventilação de esgoto deve ser projetada da seguinte forma: a) em prédios de um só pavimento deve existir pelo menos um tubo ventilador de DN 100. devido aos gases.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. sendo todos os desconcentres (vaso sanitários. sifões e caixas sifonadas) providos de ventiladores individuais ligados à coluna de ventilação.com.

• A tampa deverá ser removível • Em hipótese alguma podem ser introduzidas águas pluviais na caixa de inspeção ou no sistema interno das instalações prediais de esgoto sanitário. O comprimento mínimo de 60cm é ao longo do coletor predial.5 Caixa de inspeção Em Guarulhos.4). a caixa de inspeção serve também para verificar o esgoto que é lançado à rede pública. sendo que as dimensões mínimas internas são de 45cm x 60cm. • A caixa de inspeção deverá ser feita. Recomenda-se para a caixa de inspeção o seguinte: • A caixa de inspeção deve ser construída junto ao muro. • Solicitar ao concessionário a profundidade da rede coletora. pois a quantidade de gorduras se forem lançadas nas redes coletoras causarão entupimentos constantes conforme já constatado. • Os tubos de PVC de entrada e saída devem ser colocados no mesmo nível da canaleta. de PVC ou de Poliester.br 10/06/2008 24. executadas em alvenaria de meio ou um tijolo. na maioria das vezes. As caixas de gorduras em restaurantes são importantíssimas. Normalmente quando um proprietário quer executar por conta própria a manutenção do ramal predial. dentro da propriedade do usuário e somente em último caso ser feita no passeio. • A profundidade da caixa é variável de acordo com a profundidade da rede coletora. usamos caixas de inspeção que são preferencialmente instaladas dentro da propriedade do usuário e próximas do alinhamento. veja Figura (24. • A caixa de inspeção pode ser construída com tijolos comuns. dependendo da profundidade da rede pública de esgoto sanitário. A profundidade é normalmente 60cm ou 80cm.com.irá ser rompida a curva de 90º de PVC instalada sobre a rede coletora. A caixa de inspeção deverá ser instalada em local de fácil acesso e que possibilite a introdução dos dispositivos para desentupir o ramal predial.4 Caixa de gordura É importante que haja caixa de gordura em prédios de apartamentos e nas residências. No caso de indústrias. As caixas deverão facilitar a introdução de equipamentos mecânicos ou de jatos de água para desobstrução do coletor predial localizado na rua ou dentro da residência. Existem também caixas pré-fabricadas de concreto. 24. O objetivo da caixa de inspeção é facilitar a desobstrução do coletor predial. • Só podem ser lançadas na rede coletora água servidas de tanque. • ponto de ligação deve sair da caixa em linha reta sem colocar curva.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. com paredes meio ou um tijolo. 24-4 . isto é. blocos de concreto ou concreto. da pia e do banheiro. o trecho que vai da caixa de inspeção até a rede pública. com profundidade variável com objetivo de facilitar a manutenção do ramal predial que deverá ser feita sempre pela concessionária. Elas são. de preferência.Curso de esgoto Capitulo 24. • Deve ter acabamento interno com reboque liso ou queimado.

24.Curso de esgoto Capitulo 24.com.4–Modelo de caixa de inspeção 24-5 .br 10/06/2008 Fig.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

5 2 4 2 4 4 6 2 6 1 2 2 3 3 2 Diâmetro Nominal do Ramal de Descarga DN 40 40 40 40 75 40 30 30 40 40 75 75 75 30 100 30 40 40 50 50 50 Bacia de Assento (hidroterápica) Banheira de emergência (hospital) Banheira de residência Banheira de uso geral Banheira hidroterápica-fluxo contínuo Banheira infantil (hospital) Bebedouro Bidê Chuveiro coletivo Chuveiro de residência Chuveiro hidroterápico Chuveiro hidroterápico tipo tubular Ducha escocesa Ducha perineal Lavador de comadre Lavatório de residência Lavatório geral Lavatório quarto de enfermeira Lava pernas (hidroterápico) Lava braços (hidroterápico) Lava pés (hidroterápico) Fonte: ABNT NBR 8160/83 24-6 .br 10/06/2008 24. É o fator probabilístico numérico que representa a freqüência habitual de utilização associada à vazão típica de cada uma das diferentes peças de um conjunto de aparelhos heterogêneos em funcionamento simultâneo em hora de contribuição máxima no hidrograma unitário conforme Tabelas (24.Curso de esgoto Capitulo 24.4) a (24. Tabela 24.6 Unidades Hunter de Contribuição (UHC).Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7).com.4–Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos Aparelhos Sanitários e Diâmetro nominais dos Ramais de Descarga Aparelho Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) 2 4 3 4 6 2 0.

caixa de descarga Mictório.com. 24-7 .7–Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos Aparelhos Sanitários e Diâmetro nominais dos Ramais de Descarga Fonte: ABNT-NBR 8160/83 Aparelho Mictório-válvula de descarga Mictório.br 10/06/2008 Tabela 24.Curso de esgoto Capitulo 24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.descarga automática Mictório de calha por metro Mesa de autópsia Pia de residência Pia de serviço (despejo) Pia de lavatório Pia de lavagem de instrumentos (hospital) Pia de cozinha industrialpreparação Pia de cozinha industrial – lavagem de panelas Tanque de Lavar roupa Máquina de lavar pratos Máquina de lavar roupa Máquina de lavar roupa até 30 kg Máquina de lavar roupa de 30 kg até 60 k g Máquina de lavar roupa acima de 60 kg Vaso Sanitário Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) 6 5 2 2 2 3 5 2 2 3 4 3 4 4 10 12 14 6 Diâmetro Nominal do Ramal de Descarga DN 75 50 40 50 40 40 75 40 40 40 50 50 75 75 75 100 150 100 Nota: o diâmetro nominal deve ser considerado como diâmetro mínimo.

8-Unidades Hunter de contribuição de aparelhos não relacionados na tabela acima. que fornece o diâmetro do coletor predial em função da declividade em porcentagem 24-8 . A NBR 8160/83 é bem clara que prédios não residenciais. Calculado o número total de unidades Hunter de Contribuição usando as tabelas mencionadas.7) não contém o número de unidades Hunter de Contribuição de um aparelho não relacionado. deve ser usado o aparelho de maior descarga de cada banheiro. adota-se o número de Hunter conforme o diâmetro nominal do ramal de descarga. conforme Tabela (24.4) e (24. segundo a norma citada.br 10/06/2008 Quando a Tabela (24. que no Brasil. que para somente para prédios residenciais. quando o prédio for residencial. deve ser considerado apenas o aparelho de maior descarga de cada banheiro. cujo número de unidades Hunter de contribuição é 6 (seis). usualmente é o vaso sanitário. devem ser considerados todos os aparelhos contribuintes. Diâmetro nominal do ramal de descarga DN 30 ou menor 40 50 75 100 Fonte: ABNT NBR 8160/83 Número de unidades Hunter de Contribuição 1 2 3 5 6 A NBR 8160/83 apresenta tabela para dimensionamento dos coletores prediais. baseado no número de Unidades Hunter de Contribuição.com.Curso de esgoto Capitulo 24. entra-se em na Tabela (24.5) número da ABNT.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8) Tabela 24. Deve ser frisado. Para dimensionamento do coletor predial.

600 8. Calculamos também a presença de sulfetos pela fórmula Z de Pomeroy. pela Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA).320 (Equação 24. Nas redes usamos o diâmetro mínimo de 150mm e nas ligações diâmetro mínimo de 100mm. A velocidade máxima adotada é de 5 m/s.5 1. Diâmetro do coletor predial conforme Gonçalves. A utilização da tensão trativa nos dá menores declividades de redes de esgotos sanitários.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O diâmetro do coletor predial D a ½ seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------6.Curso de esgoto Capitulo 24.000 4 250 1.600 10. sendo de grande utilidade sua utilização com PVC.000 2.900 4. conforme pesquisas efetuadas no Rio de Janeiro.300 2 216 840 1. bem como critérios de tensão trativa mínima de 1 Pascal.000 400 7000 Fonte: ABNT NBR 8160/83 24.br 10/06/2008 Tabela 24.200 6. Ilha e Santos.400 2.920 3.600 2.010.644 (Equação 24.7 Dimensionamento de tubos de ligação de esgoto sanitário Basicamente usamos a Fórmula de Manning com o coeficiente de rugosidade n= 0.700 12.2) O diâmetro do coletor predial D a ¾ da seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------8.300 4.9-Dimensionamento de coletores prediais e subcoletores segundo ABNT 8160/83 Diâmetro nominal do tubo DN 100 150 200 250 300 0. 1998 EPUSP.com.500 5. O tirante máximo é de 75% do diâmetro da tubulação.500 3.3) 24-9 .900 Número máximo de unidades Hunter de contribuição Declividades mínimas (%) 1 180 700 1.

46 229.00 124.66 17. Diâmetro mínimo do ramal predial de esgoto sanitário As ligações de esgoto sanitário são feitas na ortogonal com a rede pública.53 28.48 67.013 (manilhas) Diâmetro Declividades nominal (%) DN 1% 1.96 47.5% 2% 2.Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ¾ da seção para n=0.45 21.36 24-10 . outra turma de obras passa a executar as ligações prediais.11. No caso de se necessitar de diâmetro maior.71 13. o que é raro.com.89 Tabela 24.42 24. I = declividade do coletor predial em metro/metro.81 9.47 122. As nossas ligações.74 139. de modo geral.99 61.64 36.010 (PVC) Diâmetro nominal Declividades (%) DN 100 150 200 250 300 4 12. não deixando os “t”.55 214. são feitas com um selim. Após completada a rede e aterrada.82 93.9 9 114. O diâmetro que usamos nos coletores prediais é de 100mm.12 181.40 162.12 18. ou fazemos uma ligação especial de 150mm com poço de visita.71 7. Primeiramente executamos a rede de esgoto no eixo ou no terço da rua.10-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ¾ da seção para n=0.27 33.34 2 2.25 198.88 70.78 54.16 8.89 29.74 99.25 36.66 9.5 7. uma curva de 90 graus.61 11.45 108.95 59. Tabela 24.78 51.97 176.64 140.05 38. Q = vazão no coletor predial em litros/segundo. com tubos de PVC rígido.80 55.br 10/06/2008 Sendo: D = diâmetro do coletor predial em metros.50 1.Curso de esgoto Capitulo 24.5 8.42 76.46 25.29 85.68 10. ou fazemos duas ou mais ligações de 100mm.2 7 1 6.5 3 3.63 42.70 111.5% 3% 3. n = coeficiente de Manning.30 66. seguindo depois o coletor predial de esgoto sanitário com tubos de PVC de diâmetro de 100mm.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10 131.11 77.11 47.23 88.50 22.5% 4% 100 150 200 250 300 4.01 19.69 108.43 8.93 101.34 72.73 164. Em ruas que serão asfaltadas procedemos da seguinte maneira.05 25.76 140.55 31.91 54.46 152. introduzindo o selim.62 86.98 27. a curva de 90 graus e coletor predial até o alinhamento do imóvel.77 6.18 5.

09 68.34 20.16 18.69 47.5 3 3. 24-11 .010 (PVC) Diâmetro Declividades nominal (%) DN 1 1.13-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ½ da seção para n=0.25 32. ou a vazão máxima em função da área total edificada em metros quadrados: 1 Apresentados no Congresso da ABES.8 Método do Macedo A NBR 8160/83 superdimensiona os coletores prediais.42 29.06 88.06 51.84 300 Tabela 24.28 2% 3. Eugênio Silveira Macedo. 64 chuveiros elétricos.49 108. 32 máquina de lavar roupas e 32 máquinas de lavar pratos.18 67. o SAAE de Guarulhos utilizou as pesquisas e os estudos feitos pelo Eng.45 Declividades (%) 2.39 250 62.69 90.72 61.29 6.82 6.013 (manilhas) Diâmetro nominal DN 100 150 200 250 300 1% 2.72 100 9. o cálculo da vazão máxima em função do numero total de Unidades Hunter de Contribuição (UHC).93 42.17 9.67 17.53 96.Curso de esgoto Capitulo 24. através de análise de regressão.36 4.5% 3% 4.26 30.39 77.22 42.98 117. medindo a vazão instantânea através de aparelhos especiais e chegou a estabelecer.5 4 3.14 14.45 59.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.78 23.5 Seja um prédio de apartamento com 64 vasos sanitários com válvula de descarga.5) para 2% de declividade achamos tubo de 150mm.1 Ele pesquisou milhares de ligações de esgoto na Cidade do Rio de Janeiro.96 28.12 4.91 12.62 16.31 5.39 54.54 19. Para a ABNT 8160/83 somam-se somente os pesos relativos aos vasos sanitários e assim teremos: peso 6 x 64 vasos sanitários = 384.05 13.75 5.18 33.17 15. 24. 32 tanques de lavar roupas.77 48.20 25.43 47.11 36.74 36.72 125.12-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ½ da seção para n=0.55 76.br 10/06/2008 Tabela 24.5% 4.55 4% 5.40 1.68 200 38.09 4.5% 3. Verificando-se a Tabela (24.01 15. 64 lavatórios.53 83. 32 pias de cozinha com torneira elétrica.5 2 2.48 12.71 55.02 72.14 30.92 77.34 26.59 7.83 59. em 1979. de Manaus. Assim.84 14.96 39.66 10.com.99 99.80 Exemplo 24.82 150 21.83 3.

14.com. Exemplo 24.4L/s Verificando-se a Tabela (24. 64 chuveiros elétricos.6 Dimensionar o diâmetro da ligação de esgoto de um prédio com área construída de 3500m2. e devendo ser verificado caso a caso.10) a quantidade total de unidades Hunter de contribuição é 1344UHC. Exemplo 24. Para indústria e comércio. não apresentando um alto consumo de água. Macedo recomenda tomar 70% da vazão máxima calculada por uma das fórmulas. 32 máquina de lavar roupas e 32 máquinas de lavar pratos. 32 pias de cozinha com torneira elétrica. 24-12 .002 x UHC + 2 Q= 0. É lógico que se trata de indústria de consumo médio e pequeno.0004 x E + 2 Sendo: UHC = número total de Unidade Hunter de Contribuição.4 L/s Que fornecerá a ligação de 100mm com 2% de declividade.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0004 x E + 2 Q= 0. 64 lavatórios.14).002 x UHC + 2 Ou Q= 0. o que consequentemente terá grandes vazões de esgotos sanitários.3 Seja um prédio de apartamento com 64 vasos sanitários com válvula de descarga. Q= vazão máxima em litros por segundo. conforme NBR 8160/83. 32 tanques de lavar roupas.Curso de esgoto Capitulo 24.Cálculo da quantidade total de UHC do prédio Peças Vasos sanitários c/ válvula de descarga Chuveiros elétricos Lavatórios Pia de cozinha com torneira elétrica Tanque de lavar roupa Maquina de lavar roupa Maquina de lavar pratos Quantidade 64 64 64 32 32 32 32 UHC 6 2 1 3 3 10 4 Total= Quant x UHC 384 128 64 96 96 320 128 1216 Portanto. Para o método do Macedo somam-se todas as Unidades Hunter de Contribuição e assim teremos a Tabela (24.5) de tubos de PVC com n=0.002 x 1216 + 2= 4. o Eng.br 10/06/2008 Q= 0. Q= 0.010 e diâmetro 100mm e declividade de 2%. E =área total edificada em metros quadrados.0004 x 3500 + 2= 3. Tabela 24. conforme Tabela (24. Q= 0.

concentrações máximas dos seguintes elementos. provido de tratamento com capacidade e de tipo adequados. f) cianeto.5. materiais sedimentáveis até 20 ml/l (vinte mililitros por litro) em teste de 1 (uma) hora em cone Imhoff. b) cromo total e zinco 5.0 (seis inteiros) e 10. mercúrio. VIII.0 mg/l ( um miligrama por litro).1. g) fenol.0 mg/l (cinco miligramas por litro).0 mg/l (dez miligramas por litro).9 Despejos industriais: Primeiramente devemos esclarecer que todos os artigos do 19ª até 19F do Decreto Estadual 15425/809 estão no Decreto 8468/76 atualizado. cádmio. j) sulfeto. temperatura inferior a 40° C (quarenta graus Celsius). cobre. 24-13 . h) ferro solúvel. diz que os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados em sistema de esgotos. ausência de qualquer substância em concentrações potencialmente tóxicas ou qualquer interferência na operação do sistema de esgotos.2 mg/l ( dois décimos de miligramas por litro). ausência de óleo e graxas visíveis e concentração máxima de 150 mg/l (cento e cinqüenta miligramas por litro) de substâncias solúveis em hexano. cromo hexavalente.Fe2+ . gasolina.10. c) estanho. prata e selênio – 1.4.br 10/06/2008 24.15.Curso de esgoto Capitulo 24.0.0 mg/l (quatro miligramas por litro) sujeita ainda à restrição da alínea e deste inciso. e) todos os elementos constantes das alíneas “a” a “d” deste inciso.0 mg/l (cinco miligramas por litro) de cada elemento.0 mg/l (dois miligramas por litro) sujeita ainda à restrição da alínea e deste inciso. excetuado o cromo hexavalente. chumbo.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 (dez inteiros).0 mg/l ( cinco miligramas por litro). se obedecerem as seguintes condições: IIIIIIIVVVIVIIpH entre 6.425 de 23/07/80 do governo do Estado de São Paulo. i) fluoreto.com. sujeitas ainda à restrição da alínea e deste inciso. conjuntos de elementos ou substâncias: a) arsênico.total de 5. óleos leves e substâncias explosivas ou inflamáveis em geral. d) níquel – 2.5 mg/l (um e meio miligrama por litro) de cada elemento sujeitas às restrição da alínea e deste inciso. ausências de solventes. ausência de despejos que causem ou possam causar obstrução das canalizações ou qualquer interferência na operação do sistema de esgotos. No artigo 19A do Decreto Estadual 15.0 mg/l (quinze miligramas por litro).

No caso de Guarulhos.5 0. IX – regime de lançamento contínuo de 24 (vinte e quatro) horas por dia. os efluentes deverão ser lançados em caixa de “quebra-pressão” da qual partirão por gravidade para a rede coletora”.0 24-14 . estão sujeitos a pré-tratamento que os enquadre nos padrões estabelecidos no artigo 19A.5 5.15). despejos sanitários e despejos industriais. O artigo 19B do mesmo Decreto 15. No artigo 19C do Decreto 15. é regulado através da ABNT pela NBR 9800/abril/1987.1. exceto pH 6 a 10 20 1.5 ( uma vez e meia) a vazão diária. que apresenta os parâmetros básicos mostrados na Tabela (24. diz que “os efluentes líquidos.Curso de esgoto Capitulo 24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. o lançamento é único. com vazão máxima de até 1.425/80 SP. e em outros casos deverão estar separados. dependerão da exigências do concessionário local.Critérios para Lançamentos de Efluentes Líquidos Industriais no Sistema Coletor Público de Esgoto Sanitário. lançados nos sistema públicos de coleta de esgotos.1 1.000 mg/l ( mil miligramas por litro).5 x vazão média horária 1. nele estão os despejos sanitários. Tabela 24. não poderão ser encaminhados as águas pluviais. Os efluentes líquidos industriais lançados nos sistema público de esgotos sanitários. isto é.br 10/06/2008 k) sulfato. diz que “o lançamento de efluentes em sistemas públicos de esgotos será sempre feito por gravidade e se houver necessidade de recalque.5 0. Quanto as águas de refrigeração e os despejos sanitários e industriais.5 0.0 5. águas de refrigeração. diz que as indústrias deverão coletar separadamente as águas pluviais.com.15-Efluentes Líquidos Industriais Parâmetro pH Sólidos sedimentáveis em teste de 1 hora no cone Imhoff Regime de lançamento Arsênio Total Cádmio Total Chumbo Total Cianeto Total Cobre Total Cromo Hexavalente Cromo Total Surfactantes (MBAS) Unidade de medida --ml/l L/s mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l Valores máximos admissíveis. Em muitos casos os despejos sanitários estarão juntos com os despejos industriais.2 1. excetuados os de origem sanitária. X – ausência de águas pluviais em qualquer quantidade. Quanto ao lançamento no coletor público.425/80 SP. deverá ser feito o que na prática se chama pré-tratamento. os industriais e as águas de refrigeração. O artigo 19D. Isto quer dizer que o lançamento de esgotos sanitários em redes públicas deverá ser obedecido o artigo 19A e conforme a necessidade.

24.br 10/06/2008 Estanho Total Fenol Ferro Solúvel (Fe +2) Fluoreto Mercúrio Total Níquel Total Prata Total Selênio Total Sulfato Sulfeto Zinco Total mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l 4.5 vezes a vazão média horária.5 1.0 Fonte: ABNT Parâmetros Básicos NBR 9800/1987 Nota: mg/l: miligrama/litro L/s: litros/segundo ml/l: mililitro/litro Observar que a temperatura dos esgotos industriais não pode ser maior que 40°C e que a vazão máxima que pode ser lançada é de 1. 24.0 5. pode ser feita mediante autorização expressa dos órgãos controlador e operador. os esgotos industriais devem merecer tratamento especial caso a caso.Curso de esgoto Capitulo 24.0 1. As caixas de areia ou de retenção são usadas em postos de gasolina e restaurantes. estes devem ser lançados em caixa de quebra-pressão.11 Caixa detentoras de sólidos e graxas As caixas detentoras são usadas quando os esgotos industriais tiverem sólidos em suspensão. As águas pluviais e de refrigeração não devem ser lançadas no sistema coletor público. antes de lançar o esgoto com temperatura superior a 40ºC.0 15. De modo geral.01 2.0 0.0 10.com. O lançamento dos efluentes líquidos industriais nos sistema público de esgoto sanitário deve ser sempre feito por gravidade e se houver necessidade de recalque. 24-15 .5 1000 1 5. A incorporação de águas pluviais poluídas e águas de refrigeração poluídas.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10 Caixa de resfriamento Em casos especiais são solicitadas caixas de resfriamento.

1998 p. Acontece que vários moradores ligando as águas pluviais nos esgotos.1975. H2S. Então a rede será pressurizada e o esgoto juntamente com as águas de chuvas entrarão nas residências. Existem muitos lançamentos clandestinos de águas pluviais que são lançadas na rede coletora de esgotos sanitários. quando chove há um acréscimo violento da vazão. segundo Mendonça. estão abaixo do nível da rua (Woodson.6-Válvula de retenção para esgoto sanitário Fonte: Tigre 24.br 10/06/2008 Fig. juntamente com o esgoto domestico.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Mesmo nos Estados Unidos também são usadas válvulas de retenção de esgotos sanitários. O problema se agrava quando o coletor predial tem declividade menor que 2%. principalmente quando as instalações hidráulicas de esgotos sanitários.12 Gases em coletores Um dos problemas que existe normalmente nos sistemas de esgotos é a produção de gases malcheirosos. 24.13 Válvula de Retenção de esgotos instalada no Coletor Predial Na prática existem sempre em alguns locais do sistema de coleta de esgoto sanitário. 24-16 .Curso de esgoto Capitulo 24.com. principalmente o sulfeto de hidrogênio. causando sempre um entupimento na rede pública. 159). 24. onde são necessárias a instalações de válvulas de retenção de esgotos sanitários.

7. para dentro das residências.Curso de esgoto Capitulo 24. com funcionamento de 16horas/dia produzindo a vazão média de 25m3/h. É usado principalmente em indústrias com atividades descontinuas. sólidos.8. que estão na região mais baixas. 1996 o tanque de equalização pode também homogeneizar tornando uniforme o pH. Para evitar isto a firma Tigre. turbidez. DQO. cor. 1996 Seja uma indústria têxtil de pequeno porte com atividade descontinua.Tubos e Conexões fábrica válvula de PVC para retenção de esgoto sanitário nos diâmetros de 100mm e 150mm para ser usada nos coletores prediais.Esquema de caixa de equalização Fontes: Nunes.com. DBO. etc. próximas dos cursos d’água.6).14 Caixa de equalização O objetivo é regular a vazão de saída que deve ser constante. conforme Figura (24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/06/2008 Existem muitas redes coletoras de esgoto que não são encaminhadas a um emissário ou interceptor e sim lançadas precariamente nos cursos d’água. Segundo Nunes.Base Nunes. 24. temperatura. 1996 Exemplo 24. Quando chove há uma tendência do retorno do esgoto juntamente com as águas do córrego. As equações fundamentais são: Vt= Veq + Vmin Veq= (Qe-Qs ) x t Sendo: Vt= volume total do tanque Veq= volume de equalização Vmim= volume mínimo Qe= vazão na entrada Qs= vazão na saída t= número de horas de funcionamento da indústria/dia Figura 24. 24-17 .

67m3/h Veq= (25m3/h – 16.00)= 200m3 Potência do agitador P P= Dp x Vt/ 745 Dp= densidade de potencia adotada igual a 10w/m3 P= 10w/m3 x 200m3/ 745 = 2.br 10/06/2008 Veq= (Qe – Qs ) x t Qs= 25m3/h x 16h / 24h= 16.67m3/h) x 16h= 133m3 Tempo de detenção T T = Veq/ Q T= 133m3/ 25m3/h= 5.00m Vt= 133m3+ (8.32h Dimensões do tanque Veq= L2 x H (forma quadrada sempre) L= largura e comprimento H= profundidade= 2.20 x 8.Curso de esgoto Capitulo 24.com.67m3/h.00 (adotado) 133m3= L2 x 2.20m Volume total do tanque Vt Vt = Veq + Vmin Vmin= é o volume cuja profundidade adotada é de 1. 24-18 .7HP Devemos deixar uma folga na potência:3HP. Portanto.0 L=8.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. a caixa terá 200m3 e a vazão média de entrada é 25m3/h e a saída média equalizada é de 16.20 x 1.

4ª ed. 2004. abril 2005. www. 73 páginas.com. ISSN 0100-4042. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05.br 10/06/2008 24. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes.Curso de esgoto Capitulo 24. Considerations for the management of discharge of fats. ARCHIBALD JOSEPH.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. EVANDRO RODRIGUES DE. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. 161 páginas.S.br. Blucher. ABES.br/ -USEPA (U. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos.. 26 páginas. 1334páginas. 906 páginas. ADRIANO AGUIAR et al. -JORDÃO.com. Wastewater Engineering. JOSÉ M.rotogine. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). CONSTANTINO ARRUDA. Tratamento de Esgotos Domésticos. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. JOSÉ ALVES. 770 páginas. 2002. -METCAL&EDDY. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos. Construção e Operação. 277 páginas. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. -NUNES. 1988. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. Química nova. -CIDADE OF EUGENE.epa. -ROTOGINE. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. Instalações Hidráulicas. 185 páginas.gov/ 24-19 . 2005. WANDERLEY DE OLIVEIRA. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais.15 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO. Jun. -MACINTYRE. 1996. -MENDES. McGray-Hill. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto. Guidelines for Water Reuse. e MELO.scielo. 2002. 1991.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www. -CONAMA. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE. -BRITTO. Aplicação de lípases no tratamento de águas residuárias com elevados teores de lipídeos.

silte e argila. A textura ou composição granulométrica de um solo é um termo usado para caracterizar a distribuição das partículas no solo quanto as suas dimensões conforme Figura (25.1 . principalmente em áreas urbanas que podem ter camadas de areia.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Um outro problema é da compactação do solo. O solo que vamos tratar é basicamente o chamado Horizonte A que tem aproximadamente de 0. são os mais adequados para o desenvolvimento de raízes das plantas.1) e (25.2) Os solos de texturas médias (francos) que possuem proporções equilibradas de areia.10m a 0.br 09/06/08 Capitulo 25. rochas.Triângulo de classificação textural que divide em 13 classificações.30m de espessura.com. etc.1 Introdução A grande causa dos fracassos dos sumidouros são a falta de um estudo adequado do solo no que se refere a textura e estrutura. Figura 25. Fonte: Reichardt e Timm. já que apresentam condições bastante satisfatórias de drenagem. Deve-se ter o cuidado de não se construir barreiras que impeçam ou eliminem a capilaridade. Abaixo do Horizonte A teremos o que se chama na prática de subsolo. aeração e retenção de água. água e ar e constitui o substrato de água e nutrientes para as raízes das plantas. em geral.Curso de esgotos Capitulo 25. 25. 2004 25-1 .2 Solo O solo é formado por partículas sólidas (minerais e orgânicas).Textura e estrutura dos solos 25.

1 Classificar um solo com 25% de areia.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Triângulo de textura proposto por USDA (United States Department of Agriculture) que divide em 12 classificações.br 09/06/08 Exemplo 25. Figura 25.2 . Entrando na Figura (25.com. 60% de silte e 15% de argila. 25-2 .2) vimos que se trata de solo franco siltoso.Curso de esgotos Capitulo 25.

5 Tipo de estrutura Que define a forma e o arranjo das partículas. Assim uma estrutura tipo laminar passa muito pouca água. orientação e organização das partículas sólidas conforme Reichardt e Timm. é difícil de quantificar e também de catalogar (Gomes.3 Textura A textura de um solo refere-se à distribuição das partículas do solo tão somente quanto ao seu tamanho. 2004. podendo ser: Laminar Prismática Blocos Esferoidal O tipo de estrutura do solo é importante para a passagem da água. enfatizando a necessidade de ser verificada a estrutura do solo é importantíssimo e explica os inúmeros fracassos em sumidouros que presenciei ao longo dos anos como diretor de obras do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos. 25. De acordo com a proporção de argila.br 09/06/08 25. Estes estudos.com.3).Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Tudo estava de acordo com as normas técnicas. A estrutura de um solo caracteriza a forma de arranjo de suas partículas. O triângulo se compõe de doze ou treze espaços que representam classes distintas de textura. que podem ser determinadas através do triângulo de texturas proposto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e apresentado na Figura (25.4 Estrutura O conceito de estrutura de um solo é qualitativo e é usado para descrever o solo no que se refere a arranjo. Solos de texturas iguais podem possuir estruturas diferentes que apresentam maiores ou menores dificuldades à penetração ou circulação da água. Após os estudos de Jerry Tyler no ano 2000 professor da Ciência dos Solos da Universidade de Wisconsin foi feita uma tabela na qual o uso da simplesmente da textura não funcionava e tinha sido o fracasso de inúmeros estudos de infiltração de esgotos domésticos.Curso de esgotos Capitulo 25. 1997). As linhas grossas do gráfico indicam as fronteiras de cada uma das classes de textura. silte e areia na composição do solo. A estrutura do solo pode ser feita da seguinte maneira: 25. 1997). A estrutura em simples grãos como a da areia tem p 25-3 . mas alguma coisa não funcionava e isto é o exame da estrutura do solo (estudo morfológico do solo). a textura se divide em várias classes.2) (Gomes. 2004. conforme Reichardt e Tim. a meu ver. A estrutura do solo ao contrário do que ocorre com a textura. do ar e das raízes das plantas. A água pode ter passagem: Rápida Moderada Lenta Uma estrutura do tipo laminar a passagem da água é lenta e uma estrutura em bloco tem passagem moderada de água como se pode ver na Figura (25.

que impedem o movimento vertical da água. 2002 A estrutura do solo pode ser definida também pelo chamado grau da estrutura. a carga hidráulica em litros/m2 x dia e a carga orgânica em kg/ha x dia.com.1) estão as texturas dos solos conforme USDA.3) podemos ver pela estrutura do solo a passagem rápida.3. No estado da Pennsylvania localizado nos Estados Unidos foi reunida uma comissão que adaptou a Tabela (25. Fonte: Usepa. 2000 e adaptado . 1997. pois ainda não se dispõem de muitos estudos para precisão das mesmas. 25.Curso de esgotos Capitulo 25.. Um solo com grau de estrutura denominado forte possui bem definidas as fraturas ou os espaços vazios que facilitam a passagem da água.6 Grau da estrutura Refere-se a coesão dos agregados e varia com o teor da umidade. Estes dados foram extraídos de Tyler. Os solos com grau de estrutura denominado fracos oferecem mais resistência a passagem da água e são solos maciços ou laminares. a estrutura dos solos.Tipos de estrutura do solo. sendo maior em solos úmidos que em solos secos conforme Antônio Cardoso Neto. As cargas orgânicas são estimativas.br 09/06/08 Figura 25. Na Tabela (25.10) onde se nota que o valor máximo da taxa de infiltração em esgotos domésticos é de 35 L/m2 x dia.1) para uma tabela mais resumida que é a Tabela (25. Observe-se que quanto menor for a DBO maior é carga hidráulica que se pode admitir.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O objetivo é fornecer dados mais seguros para infiltração quando a DBO for menor que 30mg/L ou quando a DBO for maior que 30mg/L. moderada ou lenta da água. Na Figura (25. 25-4 .

us/dep/subject/advcoun/wrac/2006/10-13-06_mtg_handout. USA. franco argilo siltoso Argila arenosa.2 0 1.7 a 4. argila. Textura segundo USDA Estrutura do solo Taxa de infiltração (Litros/m x dia) Areia Areia franca Areia franca Franco arenoso Franco arenoso Franco arenoso Franco.state.pa.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 4.2 <4. franco siltoso Franco. franco siltoso Franco. Tabela 25.br 09/06/08 Tabela 25. argila.2 a 6. argila siltosa Sem estrutura Moderado a forte Fraco a laminar fraco Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço Moderado a forte Fraco a forte Maciço Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço 11 a 35 6. argila siltosa Argila arenosa. 1991 6 14 12 12 25-5 . Quando o solo for argiloso é recomendado ainda por Metcalf&Eddy. franco argilo siltoso Franco argilo arenoso.pdf de 30 de agosto de 2006 25. argila.3 a 12. Como o solo da Califórnia tem sempre argila.2.Valores recomendados de taxa de infiltração de disposição dos efluentes de esgotos sanitários Tipo de solo Taxa de infiltração a ser aplicada nas paredes da trincheira (L/m2 x dia) Para solos que não são argilosos.3 0 1. franco argilo siltoso Franco argilo arenoso.Taxas de infiltração recomendadas e baseadas na tabela de Tyler. franco argiloso. franco siltoso Franco argilo arenoso. é recomendado o uso da taxa de infiltração de 5 litros/m2 x dia e devendo ser feito o cálculo para 10litros/m2 x dia para a metade de cada campo.7 Taxa de infiltração de Metcalf&Eddy. franco argiloso.1. 1991 que o campo de disposição seja feito em duas partes devendo cada uma funcionar seis meses por ano.Curso de esgotos Capitulo 25.com. franco argiloso. 1991 A recomendação é que para trincheiras de infiltração sejam usadas somente as duas paredes da vala e não o fundo. 2000 usadas no Estado da Pennsylvania.3 a 25 0 0 6.7 a 4.dep.2 0 <3 0 0 2 Fonte: http://www. argila siltosa Argila arenosa. A infiltração por gravidade ou por pressão Tanque Séptico 8 Filtro de areia intermitente 16 Filtro de areia com recirculação 16 Para solos argilosos Tanque Séptico Filtro de areia intermitente Filtro de areia com recirculação Trincheira de infiltração rasa Fonte: Metcalf&Eddy.

encher cada caixa com 15cm de água e medir o tempo que leva para abaixar o nível de água de 1cm. que será o tempo padrão de infiltração do solo na profundidade considerada.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 25. • No dia do teste encher as três caixas com água e deixar secar. Figura 25. A NBR 7229/93 de “Construção e Instalação de Fossas sépticas e disposição dos efluentes finais” apresenta uma maneira prática de se estimar o coeficiente de infiltração em litros/m2/dia conforme Botelho. Podemos aproximadamente supor que ff= K= coeficiente de infiltração. • Adotar o menor dos três tempos. 1986. 1986 25-6 .4 .Gráfico para determinação do coeficiente de infiltração Fonte: Tanaka. • No dia anterior ao teste. O método a ser aplicado é o seguinte: • Na profundidade onde vai estar a vala de infiltração fazer três escavações com formato de uma caixa paralelepípedo de 30cm x 30cm x 30cm. 1998. encher as três caixas com água. A Figura (25.8 Coeficiente de infiltração segundo a NBR 7229/93. 25.4) mostra esquematicamente o paralelepípedo cujo lado é 30cm e o gráfico para se obter o coeficiente de infiltração conforme Tanaka.3) e achar o coeficiente de infiltração do solo. • Com o tempo obtido entrar na Tabela (25.2) é bem inferior aos dados fornecidos pelas normas brasileiras.com. • Após secar.br 09/06/08 É importante observar que os valores da taxa de infiltração da Tabela (25.

Portanto. 1993 Como se pode observar na Tabela (25. 25-7 . Os valores apresentados por Tyler.3 . 1998 25.br 09/06/08 Tabela 25. medianamente compactas 20 a 40 Argila arenosa 40 a 60 Areia ou silte argiloso 60 a 90 Areia bem selecionada >90 Fonte: Botelho.2) que apresenta valores bem inferiores aos da ABNT que foi elaborada em 1993.4 . Dica: verificar sempre além da textura do solo. 1998 Tabela 25. argilas compactadas <20 Argilas de cor amarela ou marrom.Curso de esgotos Capitulo 25.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2002 x ABNT.5 130 Fonte: Botelho. 2000 é necessário saber a estrutura do solo que é a Tabela (25. 2000 são menores que 1/3 dos valores da NBR 7229/93. oportunamente deverá ser revista a NBR 7229/93.com.8 Comparações USEPA.Estimativa do coeficiente de infiltração de acordo com o tipo de solo local Constituição provável do solo Coeficiente de infiltração (litros/m2/dia Rochas.4) os valores de infiltração só levam em conta a textura do solo e devido as pesquisas de Tyler. a estrutura do mesmo.Coeficiente de infiltração em função do tempo em minutos Tempo de infiltração para rebaixamento de 1cm Coeficiente de infiltração (min) (litros/m2/dia ou mm/dia) 22 22 20 23 18 24 16 25 14 27 12 33 10 40 8 47 6 57 4 73 2 100 1 110 0.

ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). U. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www. On site wastewater treatment systems manual. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE. 1991. 4ª ed.Projeto. 2002 EPA/625/r00/008. TAKYDY. Conservação e reúso da água em edificações. CARDOSO NETO. 1334páginas. -BRITTO. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. Editora Livros Técnicos.com. -ABNT. -MACINTYRE. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. 2005. 277 páginas.http://www. GERALDO DE ANDRADE JR. 73 p http://www. Jun. S. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. 2002. As Propriedades do solo.br -SINDUSCON.gov. (Tópicos Básicos de Irrigação 2º Fascículo). 770 páginas. Instalações Hidráulicas. ABES. 2002.S. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos.us/dep/subject/advcoun/wrac/2006/10-13-06_mtg_handout.state. construção e operação de sistemas de tanques sépticos. Wastewater Engineering. São -TANAKA. -BOTELHO. Fevruary.Curso de esgotos Capitulo 25. USA acessado em 16 de fevereiro de 2007. Pennsylvania.br 09/06/08 25. -CONAMA. NBR 7229 de setembro de 1993..kneplast. Anotações do curso de Irrigação e Drenagem de Terras Agrícolas -CIDADE OF EUGENE.9 Bibliografia e livros consultados .gov/ -USEPA. -METCAL&EDDY. Guidelines for Water Reuse. 15 p. 906 páginas. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. McGray-Hill.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. Environmental Protection Agency.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1996. Instalações prediais hidráulicas e sanitárias. MANOEL HENRIQUE CAMPOS e RIBEIRO. -ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. A.br/AcoesAdministrativas/CDOC/ProducaoAcademica. ISBN 85-216-0461-0 -USEPA (U. EVANDRO RODRIGUES DE. 238páginas. ARCHIBALD JOSEPH. 1997-8. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos.com.asp acessado em 16 de fevereiro de 2007.pa.pdf de 30 de agosto de 2006. 161 páginas. 2004. -ROTOGINE. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. Construção e Operação. Instalações hidráulicas prediais feitas para durar.epa. -NUNES. CONSTANTINO ARRUDA. JOSÉ ALVES. 1986. -JORDÃO. 26 páginas. Tratamento de Esgotos Domésticos.ana.dep. Florianópolis: Departamento de Engenharia Sanitária da Universidade Federal de Santa Catarina. 25-8 . Junho 2005. Considerations for the management of discharge of fats. Fortilit. 2004.

bloco. moderada a forte Fraco Moderado a forte (litros/m x dia) DBO=150mg/L DB0=30mg/L 2 Carga orgânica (kg/ ha x dia) DBO=150mg/L DB0=30mg/L Areia grossa. argila soltosas. granular Prismático. areia franca Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso. bloco. moderada forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. granular Massiva Laminar Prismático. argila soltosas. argila soltosas. bloco. areia fina Franco arenoso. granular Massiva Laminar Prismático. bloco.Sugestões de condutividade hidráulica dos solos para esgotos domésticos e carga orgânica. bloco. granular Massiva Laminar Prismático.2002. granular Massiva Laminar Prismático. areia muito fina. areia fina Franco Franco Franco Franco Franco siltoso Franco siltoso Franco siltoso Franco siltoso Muito argilosa. Argila Muito argilosa. bloco. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. granular Prismático. granula Prismático. granular Massiva Laminar Laminar Prismático. franco siltoso 34 17 8 8 0 17 25 8 0 8 17 8 0 17 25 0 0 17 25 0 0 8 17 0 0 0 8 67 42 25 21 0 29 42 21 0 25 34 21 0 25 34 8 0 25 34 0 0 13 25 0 0 0 13 45 23 11 11 0 23 34 11 0 11 23 11 0 23 34 0 0 23 34 0 0 11 23 0 0 0 11 18 11 7 6 0 8 11 6 0 7 9 6 0 7 9 2 0 7 9 0 0 4 7 0 0 0 4 . granular Prismático. franco siltoso Silte. bloco. Argila Silte.9. Argila Muito argilosa. bloco. franco arenoso Areia fina. granular Prismático. Baseado nos estudos de Tyler. franco siltoso Silte. granula Grau da estrutura Sem estrutura Sem estrutura Sem estrutura Fraca Moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraca. Argila Muito argilosa.Tabela 25. areia fina Franco arenoso. bloco. bloco. areia fina Franco arenoso. areia franca. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. 2000 in USEPA. Carga hidráulica Textura conforme USDA Tipo de Estrutura Simples grão Simples grão Massiva Laminar Laminar Prismático. bloco. argila soltosas. franco siltoso Silte.

.

pois temos que calcular uma tensão trativa mínima de 1Pa para que ela seja arrastada.1% de sólidos com características semelhantes à da água. isto é. tratava-se de um sistema separador parcial conforme Tsutiya.4 Tensão trativa Conforme Tsutiya.75D.br 10/07/2008 Capítulo 26. o vetor velocidade.9% de água e 0. 1999 a tensão trativa foi introduzida originalmente por Du Boys em 1879. em módulo. As partículas traçam trajetórias bem definidas no sentido do escoamento. Tal idéia partiu dos engenheiros da SABESP drs Joaquim Gabriel e Milton Tsutiya. O sistema era separador absoluto. 1999. Estados Unidos. direção e sentido é idêntico em todos os pontos. as características do escoamento não variam ao longo do tempo e da canalização. 26-1 .1 Introdução Felizmente para redes coletoras de esgoto sanitário existe a norma NBR 9649/ 1986 que introduziu uma modificação de enorme importância.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O esgoto sanitário tem 99. isto é. 26.3 Classificação do escoamento Em redes de esgotos o escoamento é livre. O escoamento é uniforme. Os esgotos na cidade de São Paulo foi feito pela primeira vez em 1876 que era um sistema misto. mas admitia a entrada de águas pluviais dos prédios e portanto. O primeiro uso da tensão trativa foi em canais. sendo mais tarde desenvolvido os conceitos técnicos por Brahms em 1754 e por Chow em 1981. 26. 26.2 Histórico Conforme Azevedo Neto. Assim desta maneira as partículas de esgotos não ficarão depositadas na tubulação. pois ao invés de usar o critério das velocidades mínimas passou a usar o critério da tensão trativa mínima de 1 Pa e altura máxima da lâmina de água de 0. O escoamento é permanente.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. A cidade do Rio de Janeiro foi uma das primeiras capitais o mundo a ser servida com redes de esgotos em 1857 com projeto feito pelos ingleses. isto é. 1973 em 1879 foi inventado o sistema separador absoluto pelo Coronel engenheiro George Waring e aplicado pela primeira vez na cidade de Memphis no Tennessee.com. A tensão trativa mínima ou tensão de arraste mínima é a força por unidade de área que haja sobre uma partícula e que permite o deslocamento da mesma. o fluido escoa em contato com a atmosfera. O sistema separador absoluto só foi introduzido no Brasil em 1911 em São Paulo.Redes coletoras de esgoto sanitário 26.

caixas de passagem. I Sendo: σt= tensão trativa em Pascal ou N/m2 R= raio hidráulico (m) γ=peso específico do esgoto (N/m3)= 104 N/m3 I= declividade da tubulação (m/m) Em coletores usa-se a tensão trativa mínima de 1 Pa enquanto que para interceptor em tubos acima de 500mm usa-se 1.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.br 10/07/2008 Figura 26. estações elevatórias. Conforme Tsutiya.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Esquema de canal mostrando a tensão trativa Fonte: Fernandes.0 L/s x km.5 Vazões parasitarias (infiltração) Pode haver infiltração de água de drenagem nos coletores de esgoto e isto se chama de vazões parasitarias que atingem até 6. γ . 1999 as águas do subsolo atingem as redes coletoras através de: • Juntas das tubulações • Paredes das tubulações • Poços de visita.5 Pa para se evitar a formação de sulfetos. 1997 A tensão trativa σt é dada pela equação: σt= R . 26. etc. tubos de inspeção e limpeza. A Sabesp começou a usar o critério da tensão trativa em 1983 como pleno êxito sendo depois o conceito passado a norma brasileira sendo adotado em todo o Brasil e atualmente é adotado praticamente em todos os países da America Latina.com.1. 26-2 .

Taxas de infiltração em redes coletoras de esgoto Fonte: Crespo.com.br 10/07/2008 Tabela 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1.2.Vazões parasitárias Figura 26. 1997 26-3 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.

80 Conforme Tesutya. 26-4 . comercial. 1983 como a relação entre a energia cinética real do escoamento e a energia cinética de um escoamento fictício que todas as partículas se movessem com a velocidade média V.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.20 + 17.05 L/s x km a 1.5 Coeficiente de retorno= 0.0 L/s x km. uma a direita e outra a esquerda.7 Energia específica A energia específica é definida como a quantidade de energia de peso de líquido.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui. medida a partir do fundo do canal e representado por. publico em L/s 26. 26.485/ Q 0.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial. Q≤ 751 L/s K=1.50 Vazão mínima K3=0.com.80 Q> 751 L/s K= 1.V V= Q/A V2= Q2/ A2 E= y + αQ2/ 2gA2 Sendo: E= energia específica y= altura da lâmina de água g= aceleração da gravidade V= velocidade média (m/s) A= área molhada da secção (m2) Q= vazão (m3/s) α=coeficiente de Coriolis (1792-1843) que é definido conforme Lencastre. Variando-se a velocidade e altura y podemos construir a Figura (26. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2.6 Coeficientes de vazões Quando não possuímos pesquisas para os coeficientes de vazões podemos estimar conforme norma NBR 9649/ 1986 os coeficientes em: Vazão máxima diária= K1= 1. E= y + αV2/ 2g Usando a equação da continuidade Q=A. A curva da direita mostra o movimento rápido e a da esquerda mostra o movimento lento.3) onde nota-se um ponto de energia específica mínima Ec e duas curvas.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1.br 10/07/2008 Conforme a norma da ABNT 9649 a taxa de infiltração depende da posição do lençol freático variando de 0. Normalmente adotamos α=1.20 Vazão máxima horária K2=1.

5 = Q /g 0.com.3) são chamados de conjugados de igual energia E.5 A(A/b)0.3-Diagrama de energia específica Fonte: Rolim Mendonça et al. 1983 para obter o ponto mínimo da curva. basta derivar e igual a zero. Observemos ainda que y1 e y2 conforme a Figura (26. Quando o valor de y está no regime lento podemos chamar de regime lento ou regime fluvial e quando y está no regime rápido podemos chamar de regime rápido ou torrencial. Vamos aplicar os conhecimentos de Lencastre. 1987 O valor da energia específica no ponto mínimo é a energia específica crítica e se dá numa altura denominada de yc que é um ponto de instabilidade pois pode passar rapidamente de um regime para outro.5A/b0.5 26-5 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. dE/dy = 1 – Q2/gA3 x dA/dy=0 Sendo “b” a largura superficial da lâmina líquida teremos: dA= b x dy Fazendo-se as substituição temos: dE/dy = 1 – Q2/gA3 x bdy/dy=0 dE/dy = 1 – (Q2/gA3 )x b=0 1 = Q2/gA3 x b Isolando a vazão Q e a aceleração da gravidade g temos: A3/b = Q2/g Extraindo a raiz quadrada dos dois lados da equação temos: A0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5 = Q /g 0.br 10/07/2008 Figura 26.

007 / 9.093m.010m3/s.5=(1/0.15=0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5= 0.15m e vazão de Q=0. (1/D5/2) x Q / g 0.2 Calcular a altura crítica para uma tubulação circular com diâmetro de D=0.1 Calcular a altura crítica para uma tubulação circular com diâmetro de D=0. 1983 apresenta a Figura (26.152.37 Entrando na Figura (26.51 x 0.62 x 0.26 na abscissa achamos y/D=0.26 Entrando na Figura (26.5) x 0.077m.62 yc=0.4) com 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.51 yc=0.Para canais circulares Fonte: Lencastre.81 0.com.4) para canais circulares onde podemos facilmente calcular a altura critica yc.5) x 0.37 na abscissa achamos y/D=0. Exemplo 26.br 10/07/2008 Figura 26.4) com 0.093m Portanto.15m e vazão de Q=0.007m3/s.152. a altura crítica será de yc=0. 1983 Lencastre. (1/D5/2) x Q / g 0.5= 0. 26-6 .010 / 9.4.81 0. Exemplo 26.5=(1/0.077m Portanto.15=0. a altura crítica será de yc=0.

ou seja.com.62)/ 3. n2/ Rc4/3 Exemplo 26.5 I c0.15/4) (1-(seno 3. Usando a equação de Manning temos: V= (1/n) R2/3 x Ic 0. A/b=yc Ic = g .62)=0.5 = V n/ Rc2/3 Elevando ambos os lados ao quadrado temos: Ic = V2 n2/ Rc4/3 Usando a equação da continuidade Q=A.5 Sendo: V= velocidade média (m/s) R= raio hidráulico (m) Ic= declividade crítica (m/m) Isolando o valor da declividade teremos: V= (1/n) Rc2/3 x Ic 0. ou em outras palavras.8 Inclinação crítica Seguindo os ensinamentos de Lencastre 1983. n2/ Rc4/3 Ou podemos escrever: 26-7 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.yc .042m Ic = g .81 rad= 3. aquela em que o escoamento se escoa com o mínimo de energia. θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 x0.15) θ = 2 cos-1 ( 0.br 10/07/2008 26.0103 (rugosidade de Manning e vazão Q=0.093/0.62rad R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.093m já calculado no exemplo anterior.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.24) θ = 2 x 1.V V= Q/A V2= Q2/ A2 Substituindo V2 temos: Ic = Q2 n2/ A2Rc4/3 2 Mas o valor de Q pode ser substituído por: A3/b = Q2 /g gA3/b = Q2 I c = Q2 n2/ A2Rc4/3 Ic = gA3 n2/ bA2Rc4/3 Ic = gA n2/ bRc4/3 Ic = g(A/b) n2/ Rc4/3 O valor A/b é igual a altura media do regime critico.yc .3 Calcular a declividade critica de um tubo de seção circular com n=0.010m3/s Facilmente achamos yc=0. a inclinação crítica é aquela para a qual o escoamento se dá em regime uniforme crítico.

5 Sendo: V= velocidade média na seção (m/s) R= raio hidráulico (m) Raio hidráulico (m) = Área molhada/ perímetro molhado S= declividade (m/m) 26. rápido ou lento.81 x0. 1987 26-8 . a declividade crítica é Ic=0.093 x 0.com.5 Sendo: F= número de Froude (adimensional) g= aceleração da gravidade= 9. Os coletores nas ruas e ligações de esgoto são geralmente feitas tubos circulares de PVC com diâmetro de 100mm no mínimo.62 – sen3.9 Número de Froude O número de Froude é a relação entre a força da inércia e a força da gravidade no escoamento. F= v / (g x y )0.br 10/07/2008 Ic = 9. Se o número de Froude for igual a igual a 1 temos o escoamento crítico e caso seja maior que 1 temos o escoamento rápido e se for menor que 1 temos o escoamento lento.152 ( 3. V= (1/n) x R 2/3 x S0.0424/3 =0.10elações geométricas da seção circular Até o diâmetro de 2. É um número adimensional e muito importante e é através dele que vimos quando o regime é crítico.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.87m/s 26.62)8=0.81m/s2 y= altura da lâmina de água (m) 26.00618m/m Portanto.Seção circular Fonte: Rolim Mendonça et al.00618m/m Velocidade critica A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.0102/ 0. Figura 26.4.8 Fórmula de Manning A fórmula mais usada em canais é a de Manning que será adotada.0m geralmente é usado tubos de concreto de seção circular.010/0.01147=0.01147m2 V=Q/A= 0.

pode ser obtido pela seguinte expressão conforme Chaudhry. que corresponde 0.80. • Daí a necessidade de resolvê-la por processo iterativo.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.1993 p.15≤y/D≤ 0. não havendo possibilidade de se tornar a equação numa forma explícita.6 (n Q/I 1/2) 0.95: θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) ou θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) Sendo: θ = ângulo central em radianos (rad) y= altura da lâmina de água (m) D= diâmetro da tubulação (m) Conforme Chaudhry. Usam-se para isto alguns métodos de cálculo: 26-9 .1993 p.1984 Revista DAE SP temos: • Usando a fórmula de Manning e tirando-se o valor de θ usando as relações acima obtemos para o regime uniforme a fórmula para obter o ângulo central θ.br 10/07/2008 O ângulo central θ (em radianos) do setor circular.43 rad. • Observar que o ângulo central θ aparece nos dois lados da equação. sendo impossível de se separar o ângulo central θ.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 Sendo: θ = ângulo central em radianos (rad) y= altura da lâmina de água (m) D= diâmetro da tubulação (m) n= rugosidade de Manning (adimensional) Q= vazão (m3/s) I= declividade (m/m) Como se pode ver na equação acima está na formula implícita.10 temos: A área molhada “A”: A= D2 ( θ – seno θ)/8 O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 O raio hidráulico “R”: R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) A corda “b” correspondente a altura molhada é dado por: b= D sen (θ/2) Conforme Mendonça.50 rad.com. como o Método de Newton-Raphson. ≤ θ ≤ 4. O ângulo central θ está entre 1. θ= seno θ + 2 2.6 θ 0.6 D-1.

15/4) (1-(seno 3.82rad=219graus/2=109. corda.33= 1 – 2y/0.011m2 Equação da continuidade: Q= A x V V= Q/A= 0.6 (n Q/I 1/2) 0. a altura a lâmina de água é 0.82 Adoto 3.6 θ 0.com.15 sen (3.4 X= seno (3.15 -1.6 .43= 3.0.5 F=1.044m b= D sen (θ/2) b= 0.15 1. raio hidráulico e número de Froude θ= seno θ + 2 2.152 ( 3.15 y=0.007 1/2) 0.4 X= .67= 67% < 75% OK.5 F= 1.8 0.82)=0.0013m3/s.82 Adotamos θ= 3.011m2= 1.4 θ= seno θ + 2 2.82rad R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.82rad/2=219graus/2=109.18 / (9.19 > 1 Portanto.8rad X= seno θ +2.4 Seja um tubo de PVC com n=0. Exemplo 26.15-1.82 – seno 3.6 D-1.15 -0.82rad/2)=0. regime de escoamento rápido ou supercrítico Área molhada 26-10 .61 +4. A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.10m Portanto.10 )0.6 (0.6 θ 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.82rad)/ 3.6x 3.82)/8 =0.4 θ= seno θ +2.4 Arbitramos um valor qualquer do ângulo central em radianos: 3.33=2y/0.15)=3. Calcular a altura y.10m y/D= 0.6 0.14m θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /0.82rad/2)= 1 – 2y/0.33= -2y/0.013m3/s / 0.5graus θ /2= arc cos ( 1 – 2y /15)=3.013/0.br 10/07/2008 • • • • Método de tentativa e erros.81 x 0.8) +2. declividade I=0.5graus Cos (3.010x0.18m/s Número de Froude F= v / (g x y )0.10/ 0. θ 0.010.007m/m e vazão de 0. Método da bissecção.15=0.6θ 0. Método de Newton-Raphson e Método das Aproximações Sucessivas.

11 Lâmina de água em tubos e canais Segundo a NBR 9649/86 a altura máxima da lâmina de água em redes coletoras de esgoto sanitário é 75% do diâmetro ou seja 0.81m/s2 (aceleração da gravidade) R= raio hidráulico (m) Azevedo Neto. 1987 a velocidade crítica Vc e a declividade crítica Ic são: yc/D= (1/2) x (1 – cos θc/2) Vc= {[g xD/ (8 sen(θc /2))] x (θc . assegurando-se a ventilação do trecho sendo a velocidade critica definida por: Vc= 6 x (g x R) ½ Sendo: Vc= velocidade crítica (m/s) g= 9.75D.sen (θc))} 0.12 Velocidade crítica Para achar o ângulo central crítico θc temos que resolver a seguinte equação conforme Rolim Mendonça et al. a maior lâmina admissível deve ser menor ou igual a 50% do diâmetro do coletor.5 26-11 .5 Sendo: B= numero de Boussinesq G= aceleração da gravidade m/s2 R= raio hidráulico (m) Quando se inicia a mistura do ar com a água o numero de Boussinesq é igual a 6 e portanto B=6 B= vc (g R) -0. 1987.com.{θoc -sen θc . θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 Segundo Rolim Mendonça et al.5 Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.br 10/07/2008 26.8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3} θc = ________________________________________________ 1 – cos θoc . B= vc (g R) -0. 26. 1998 justifica a equação da velocidade critica da norma usando as pesquisas de Volkart.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.0 D (θc – senθc))] (1/3) Para calcular o valor de θc com várias iterações: θoc .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1980 em que o número de Boussinesq é igual a 6 quando se inicia a mistura de ar e água.(4/3) (Qc2/g) 1/3 x D -5/3 x (sen (θoc/2) -2/3 cos (θoc/2) A NBR 9649/86 diz que quando a velocidade final vf for superior a velocidade critica vc.5 6= vc (g R) -0.

1026 Vc= 6 x (g x R) ½ Vc= 6 x (9. Exemplo 26.50 Entrando na Figura (26.5) com h/D=0.5 Calcular a velocidade critica conforme a NBR 9649/86 sendo h/D= 0.25 Vc= 6 x (g x R) ½ Vc= 6 x (9.50 x 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.br 10/07/2008 Tirando-se o valor da velocidade critica Vc temos: Vc= 6 x (g x Rc) ½ Azevedo Neto.50=0.81 x 0.5). 1997 o raio hidráulico R para o cálculo da velocidade critica pode ser consultada a Figura (26.1026) ½ = 6.81 x 0. o raio hidráulico é do ângulo central crítico Rc= (D/4) (1-(seno θc)/ θc) Conforme Crespo.com. Nota: cuidado.50 achamos Khidr=0.25) ½ = 9.5) o coeficiente Khidr.30 achamos Khidr=0.02m/s 26-12 .342 R= Khidr x h/D R= 0.50 R= Khidr x h/D R= 0. R= Khidr x h/D Com os valores h/D achamos na Figura (26. 1998 recomenda a verificação da velocidade crítica vc em relação a velocidade final do plano vf e m todos os trechos da canalização.30=0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.49m/s Para h/D= 0.342 x 0.

Fonte: Crespo.br 10/07/2008 Figura 26.6 Calcular o ângulo central crítico e a velocidade crítica para vazão de 0.15 -1.33 [sen(θc/2)] 0. diâmetro D=0.5.0102/9.81) 0.29 [sen(θc/2)] 0.67 θc= sen θc +4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Coeficientes para o calculo do raio hidráulico para a velocidade critica da NBR 9649/86. 1997 Exemplo 26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.010m3/s.33 26-13 .010.com.15m tubo de PVC n=0.33 x 0.

81/ (sen(3.083D yc= 0.5 Vc= {[9.02 3.15(3.13 3.19 x (3.13+3.36 4.11 3.00101 x 5.75D yc=0. 1981 o valor de yc pode ser estimado por: yc= 0.5 Vc= {[0.17] 1/3 Ic=0.09 3.67 .32 4.07 3.15=(1/2)x (1 – cos 3.483 x (0.34 4.br 10/07/2008 Tabela 26.07 3.33 4 3.09 3.28)/2= 3.63 < 0.11 3.15) 2/3 + 0.5 Vc=0.0 D (θc – sen θc))] (1/3) Ic= =[0.89m/s Declividade crítica Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.674/ (2.083x0.0933m y/D= 0.81 x0.67/2] x [3.50} 0.36 4.67 /2))] x (3.0052m/m 26-14 .67)/ 3.Cálculo para o ângulo central por tentativas θc θc= sen θc +4.40 4.67] (1/3) Ic= =[0.sen (θc)} 0.04 3.28 Tomamos o valor médio θc= (4.01/0.043m Vc= {[g xD/ (8 sen(θc /2))] x (θc .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.02 3.30 4.2.67 rad yc/D= (1/2) x (1 – cos θc/2) yc/0.483 x (Q/D) 2/3 + 0.67 +0.15/4) [ 1 – (sen 3.0102 x 9.67 ] =0.04 3.0x0.15/ (8 sen(3.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.67))} 0.32 4.40 4.63 R= (D/4) ( 1 – sen θ/ θ ) R= (0.67-sen 3.15=0.38 4.sen (3.095m Verificação Conforme Metcalf&Eddy.67/2)=0.29 [sen(θc/2)] 0.34 4.com.38 4.30 4.13 3.

011 26-15 .15 Materiais Os materiais mais comuns são: • Cerâmico: diâmetros variam de 75mm a 600mm • Concreto simples: diâmetro de 200mm a 600mm • Concreto armado: diâmetro de 300mm a 2000mm • PVC: diâmetro de 100mm a 400mm • Polietileno e polipropileno: diâmetro de 63mm a 1200mm • Ferro fundido: diâmetro de 80mm a 2000mm • Aço: varia conforme o fabricante • PRFV (fibra de vidro): diâmetro de 300mm a 2400mm 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.012 Ferro fundido sem revestimento 0.14 Profundidade do coletor De modo geral a profundidade mínima na rua é 0.50m e na rua no máximo em 4.16 Coeficiente n de Manning Os coeficientes n de Manning mais usuais estão na Tabela (26. A profundidade máxima no passeio varia de 2.00m a 2. polietileno 0. Tabela 26.3. 26.65m no passeio.00m.Velocidades máximas conforme o tipo de material Velocidade máxima Material usualmente admitida (m/s) Ferro fundido 5 PVC e manilhas cerâmicas 5 Concreto 5 26.013 Concreto 0.Coeficientes n de Manning conforme os materiais Material dos condutos Coeficiente n de Manning Cerâmico 0.011 Poliéster.013 Aço soldado 0. Tabela 26.010 Ferro fundido com revestimento 0.4.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.br 10/07/2008 26.90m e 0.013 PVC 0.com.4).13 Velocidade máxima A velocidade máxima conforme norma NBR 9649/ 1986 é de 5m/s.

com.000N/m3 V= velocidade média (m/s) N= coeficiente de rugosidade de Manning θ= ângulo central em radianos σt= tensão trativa (Pa) Exemplo 26.0055 x Qi -0.0816 x [ 15.28/0.010 PVC.19 Declividade mínima Na maioria dos países em todo o mundo usa o critério da velocidade mínima e daí calculam a declividade mínima.82-seno3. Conforme Rolim Mendonça et al.br 10/07/2008 26. Achar a tensão trativa.47 Sendo: Iomin= declividade mínima (m/m) Qi= vazão inicial ( L/s) Há muito anos se usava o critério da velocidade mínima de arraste de 0.64 x n2 x v 2. 0.7x 13-0.03 N/m2 26.45] 1/3 σt= 3.60m/s. n=0. σt= γ . D=0.18 Velocidade máxima e declividade máxima A velocidade máxima admitida pela norma é 5m/s que é a mesma admitida em galerias de águas pluviais.67 =0.5Q-0.67 Quando n=0.04m/s.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.17Tensão trativa A tensão trativa σt é dada pela equação: σt= γ .82rad.013 temos a declividade mínima: Io min= 0. n2 V2 x [ 4θ/(D(θ-senθ)] 1/3 γ = peso especifico do esgoto= 10kN/m3=10.7 Sendo θ=3.010 x 1.8 Calcular a declividade máxima a ¾ da seção para a vazão de 13 L/s tubos de PVC Imax=2.82/(D(3. n2 V2 x [ 4θ/(D(θ-senoθ)] 1/3 2 2 σt= 10000x.67 Para n=0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.67 Imax=2. v= 1.013 e v=5m/s Q em L/s Imax=4.04 x [ 4x 3. mas a norma brasileira usa o critério da tensão trativa mínima de 1Pa e usando o coeficiente de rugosidade de Manning n=0.67 x Q -0.15m.82)] 1/3 σt= 1.010 e v=5m Q em L/s Imax=2.7Q-0. 26-16 . 1987 para 75% de seção para Q em m3/s Imax= 3.4838m/m 26.67 Exemplo 26.03 Pa= 3.7Q-0.15(4.

60m/s Fonte: Tsytiya.Declividades mínimas do Metcalf&Eddy para velocidade mínima de 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/07/2008 Figura 26.1.1-Equações obtidas para a declividade mínima de modo a garantir tensão trativa maior que 1Pa.1. 1999 26-17 .60m/s Fonte: Tsytiya.Declividades mínimas do antigo DAE para velocidade mínima de 0.com. 1999 Figura 26. Fonte: Tsutiya.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 1999 ‘ Figura 26.

010-0. Io min= 0.010 V= 0.013-0.3 x Q 0.47 Io min= 0. 1987 a declividade mínima pode ser calculada pela seguinte equação: V= (R2/A)0.25 x I 0.75 x Q 0.61x 0.000N/m3 M=0.375 V= 0.25 x I 0.47 Para n=0. O diâmetro do coletor predial D a ½ seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------26-18 (Equação 26.006 x Q -0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.25 x I 0.com. 26.0055 x Qi -0.0016m/m Na prática a declividade mínima que pode ser usada é I=0.61 Macedo Q= vazão em L/s Teremos: I=0.0005 m/m.013 achar a declividade mínima conforme norma da ABNT.61x 0.61x n -0.375 Entretanto o engenheiro Eugênio Macedo observou que com erro de 5% podemos aproximar o termo da equação: (R2/A)0.4614 x Q -0.61=M Macedo denominou de M=0.25 x I 0.25 x I 0.375 V= 19.8 x Q 0.375 V= 15.000721 n-9.25 x I 0.75 x Q 0.61x 0.1) .0055 /130.375 Para n=0.375 A declividade mínima será: Considerando: Tensão trativa mínima = 1 Pa γ= 10.25 x I 0.47 26.20 Declividade mínima para qualquer valor de n Conforme Rolim Mendonça et al. Ilha e Santos. 1998 EPUSP.010 I=0.25= 0.013 (manilhas cerâmicas) V= 0.75 x Q 0.47 Iomin=0.25 x n -0.013 I=0.375 Para tubos de PVC n=0.375 Ou V= 0.25 x I 0.9 Dada a vazão de 13 L/s com n=0.21 Diâmetro do coletor conforme Gonçalves.61 ficando: V= M x n -0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/07/2008 Exemplo 26.0055 x Q -0.75 x Q 0.75 x Q 0.47 A norma adota: Para n=0.013-0.75 x Q 0.

Quando existe equipamento de jatos de água a sua eficiência se dá no máximo em 60m e portanto a distancia entre os PVs pode ser de 120m.232 Distância entre os PV Depende do equipamento disponível.644 O diâmetro do coletor predial D a ¾ da seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------8. n = coeficiente de Manning. 26.22 Vazão mínima Quando um coletor não temos vazão mínima deve-se adotar o mínimo de 1.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2) 26-19 . Até o presente momento não temos critérios firmes de localização de PV.com.br 10/07/2008 6.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. Há vários anos o Departamento de Águas e Esgotos (antigo DAE) fez pesquisas em milhares de poços de visita de esgotos salientado que inúmeros PV nunca foram abertos para manutenção enquanto que uma porcentagem menor é constante manuseado. I = declividade do coletor predial em m/m. A meu ver o grande número de entupimentos em redes de esgotos se dá em trecho descendente seguido de trechos praticamente em nível e nestes locais os PV serão constantemente abertos para manutenção.320 Sendo: D = diâmetro do coletor predial em metros. Q = vazão no coletor predial em L/s.5 L/s conforme a norma brasileira. 26. (Equação 26.

6.Poço de visita típico Fonte: Crespo.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.com. 1997 26-20 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/07/2008 Figura 26.

Poço de visita com tubo de queda e dissipador de energia retangular Fonte: Crespo.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.7. 1997 26-21 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.8.br 10/07/2008 Figura 26. 1997 Figura 26.Poço de visita com tubo de queda Fonte: Crespo.

Curso de rede de esgotos Capítulo 26.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com contração súbita com entrada bem arredondada Ho= 0. As perdas distribuídas hf são: hf= S x L S= [(Q x n/ (A x R2/3)]2 A perda de carga distribuída hf numa tubulação de comprimento L será: hf= S x L = L x [(Q x n)/ (A x R2/3)]2 Sendo: n=rugosidade de Manning L=comprimento (m) Q= vazão (m3/s) A= área molhada (m2) R= raio hidráulico (m) S= perda distribuída (m/m) Perdas localizadas conforme Qasim.5 (V12/2g .1 (V12/2g .0 (V12/2g .br 10/07/2008 26.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com alargamento súbito com entrada chanfrada Ho= 0. basta fazer um rebaixo relativa a perda de carga localizada calculada. 1994 Qasim.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1994 apresenta as perdas de cargas localizadas em canais livres de uma maneira bem sucinta que passamos a descrever: Perda de carga com contração súbita com entrada chanfrada Ho= 0.24 Perdas de cargas As perdas de cargas nos poços de visita onde há uma mudança de direção e dos poços de visita de passagem dos esgotos sanitários. contando-se com isto com altura da lâmina de esgoto que no máximo deve ser de 75% do diâmetro.com.25 (V12/2g .2 a 1.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com contração súbita com entrada arredondada Ho= 0.V22/2g) V1= velocidade a montante (m/s) V2= velocidade a jusante (m/s) Perda de carga com alargamento súbito com entrada arredondada Ho= 0.V22/2g) V1= velocidade a montante (m/s) V2= velocidade a jusante (m/s) 26-22 .05 (V12/2g . geralmente não são consideradas. Entretanto caso se queira levar em conta as perdas de cargas localizadas num poço de visita.

br 10/07/2008 Sifão Ho= 2.0m/s achar a perda de carga num PV de passagem e num poço de visita a 90graus com dispositivo de desvio.30 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 90º com dispositivo de desvio Ho= 1.05 (V2/2g) Passagem direta por um poço de visita terminal Ho= 1.com.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 26-23 .0 x (Vo2/2g) Conforme Martins .00 (V2/2g ) Quando uma rede de esgoto é lançada num lago.30 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 90º Ho= 1.40 (V2/2g Mudança de direção no PV de 45º com dispositivo de desvio Ho= 0.Vd2/2g) Sendo: Vo= velocidade das esgotos sanitários na saída (m/s) Vd= velocidade do local de lançamento (m/s) No caso de o lançamento ser feito em um lago ou reservatório Vd=0 e então teremos: Ho= 1.78(V2/2g ) Passagem direta por um poço de visita Ho= 0.0 x (Vo2/2g .10 Dada a velocidade de V=2. 1987 in Tsutya.03m • Nas curvas: • Se Rc <2D então hf= V2/40 • Se 2D <Rc <8D então hf= V2/80 Sendo: Rc= raio da curva (m) V= velocidade a montante (m/s) D= diâmetro do conduto (m) Exemplo 26. num rio ou noutra tubulação de maior dimensão temos a equação: Ho= 1. 1999 mostra as perdas de cargas localizadas (hf) em poços de visita: • Nas passagens retas: 0.00 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 45º Ho= 0.

n. Araújo. D= diâmetro do coletor em m. n .1) a (26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.81)=0.013.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4429 donde 26-24 .69 achamos o parâmetro adimensional 0. 0.Ito. 1998. n / (D 8/3 . I ½ =0. Uma maneira prática de se calcular os parâmetros hidráulicos é usar as Tabelas (26. Ito.com. 0.1).256004 Consultando a Tabela (26. n /D 2/3 .013) / 0.01m Mudança de direção no PV de 90º com dispositivo de desvio Ho= 1. D achar y= ? Dados: Vazão no coletor predial = 6 L/s = 0. n.1 . 0. I ½ )= (0. n= coeficiente de rugosidade de Manning .006 m3/s. Q .10 8/3 . Araujo.br 10/07/2008 Passagem direta por um poço de visita Ho= 0. I .25 Critério de vazões A norma brasileira 9649/86 introduziu o conceito que em tubulações de esgoto deverá calculada pela vazão inicial (Qi) e vazão final (Qf).10m teremos: y= D . Y= lâmina d’água em m.1998. Primeiro problema: Dados Q.05 (V2/2g) Ho= 0. D=0.00 (22/2x9.5) usando y/D = 0. Da Tabela (26.8) elaboradas pelos professores Ariovaldo Nuvolari e Acácio Eiji Ito da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP) e citado no livro Neto.05 (2. Na prática existem dois tipos básicos de problema.26 Dimensionamento de coletores circulares usando tabela de parâmetros adimensionais conforme Neto.02 m/m ou seja 2%.69.10m. • Dados Q.069m (altura da lâmina d’água) Calculemos a velocidade média v. D achar Q= ? Sendo: Q= vazão no coletor em m3/s.00 (V2/2g ) Ho= 1.81)=0.4429.1) entrando com o número adimensional 0.69 = 0. I .256004 achamos: y/D = 0. n=0. Comecemos calculando o parâmetro adimensional da Tabela (26. I=0. 0. I= declividade do coletor em m/m.20m 26. I .02/2x9. D achar y= ? • Dados y .006 . 26. Como o valor de D=0.69 = 0.02 ½ = 0. onde o valor da lâmina d’água y é menor que o diâmetro. v. A tubulação transversal de um coletor pode funcionar a seção plena e a seção variável.

06 5. Ângulo central crítico θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/6 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.46 4.76 4.39 4.79 4.34 4.44 4.07 [sen(θc/2)] 1/6 θc 4 5. v= (1/n) RH 2/3 I ½ RH = (v. OK.82 4.68 4.95 4.90 4.br 10/07/2008 v= (0.07 [sen(θc/2)] 1/6 5.21 4.02 = 5. (0.12/3) .(0.79 4.74 4.03 m/s.029x 0. RH .com.41 4.13 [sen(θc/2)] 1/6 x 46.43 4. I ½)/n = (0.11 5.029 m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.13 4.28 4.86 4. tiremos o valor do raio hidráulico.03 x 0.44 4.06 4.0062/9.37 4.72 4.02 ½ )) 3/2 = 0.89 Pa >> 1 Pa.74 4. n / (I 1/2) )3/2 = ((1.28 4.00 4. σt = γ .32 4.4429 .013 = 1.10 -1. Pela fórmula de Manning.67 θc= sen θc + 0.39 4.06 4.11 5. I = 10.16 4.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.32 4.46 Tabela 26.81) 1/3 [sen(θc/2)] 1/6 x 0.37 4.70 4.06 5.16 4.66 4.013)/(0.86 4.Cálculo por tentativas sen θc + 6.73 θc= sen θc + 6.34 4.82 4.25 4.68 4.43 4.21 4.000x 0.95 4.66 4.00 4. RH . I σt = γ .65 26-25 .25 4.4429xD 2/3 .021/2))/0.76 4.13 4.70 4.72 4.41 4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.90 4.5.

σt = γ . D=0.64 4. n /D 2/3 .2430 Q= (0.47 4. 0.02 ou seja 2%. Regime supercrítico Como a velocidade é maior que a velocidade critica então conforme a NBR 9649/86 o valor y/D deverá ser menor ou igual a 0. y=0.1) tiremos o adimensional 0. D achar Q= ? Dados: Vazão no coletor predial = ? m3/s.000 .67 x 0.5 Vc= {[9.35 .02 ½ )) 3/2 = 0.00m/s Como a velocidade V= 1.013)/(0.013 = 1.49 Adotamos θc= 4. I ½ =0.63 4. Segundo problema: Dados y .63 4. I ½ )= Q x.8 Pa >> 1 Pa 26-26 .73rad=271graus Velocidade critica Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (θc .15m. 0.013 / (0.5 Vc= {0.10m então temos a relação y/D y/D = 0. n / (I 1/2) )3/2 = ((1. Pela fórmula de Manning.4390 donde v= (0. I = 10.013. Da Tabela (26.666 obtemos 0.48 4.044 .seno (θc))} 0.5 Vc= 1.50.02 ½ )= 0.021/2))/0.10/ (8 seno(4.00m/s > Vc=0.666m Entrando na Tabela 6.1m (altura da lâmina d’água) Solução: Como temos a altura da lâmina d’água y=0.044 m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.br 10/07/2008 4.15 2.15 8/3 x 0. 0. n . I ½)/n = (0.64 4.1/0.4390 x (0. v= (1/n) RH 2/3 I ½ RH = (v. n=0. I .48 4. tiremos o valor do raio hidráulico. I=0.02 = 8.2430 /0.47 4.2430 Q .65 4. Uma solução imediata é aumentar o diâmetro para o seguinte. I σt = γ .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 0.4390xD 2/3 .73 /2))] x (4.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.666 v.seno (4. n / (D 8/3 .73 .88m/s. (0. RH .4390 relativo a y/D= 0.4 com y/d=0. então D=0.013) .152/3) x(0.35 m/s.15m.0167 m 3/s Procuremos o valor da velocidade média e da tensão trativa.02 ½ ) =0.15 = 0.81x0. RH .175 x (5.73} 0.com.73))} 0.

br 10/07/2008 26-27 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.com.

6-Condutos circulares em regime permanente y/D Q .2409 0.1987 0.02 0.com.62 0.12 0. Fernandez.2510 0.2200 0.2658 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.24 0.0005 0.59 0.22 0.3046 26-28 .27 0.2885 0.56 0.2040 0.0079 0.57 0.0362 0.01 0.0196 0.67 0. Araujo e Ito.68 0.0571 0.61 0.03 0.63 0.0610 0.2147 0.09 0.16 0.17 0.2560 0.60 0.58 0.1772 0. n / (D 8/3. I ½) y/D 0.0151 0.0173 0.29 0.75 0.0002 0.0022 0.0031 0.2460 0.08 0.0497 0.2969 0.21 0.70 0.0534 0.2094 0.80 Fonte: Netto.0065 0.72 0.13 0.0052 0.04 0.30 0.53 0.06 0.2842 0.0273 0.2357 0.0015 0.15 0.19 0.0246 0.78 0.52 0.0009 0.28 0.2705 0.18 0.0131 0.25 0.2752 0.1718 0.26 0. 1998 Q .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.1879 0.64 0.2928 0. n / (D 8/3.0095 0.73 0.1665 0.1825 0.77 0.3008 0.0041 0.07 0.0331 0.23 0.66 0.11 0.2797 0.75 0.10 0.2609 0. I ½) 0.76 0.2305 0.0394 0.05 0.51 0.79 0.0001 0.14 0.1611 0.0461 0.0427 0.0220 0.2253 0.55 0.71 0.0113 0.20 0.1933 0.65 0.69 0.54 0.br 10/07/2008 Tabela 26.0301 0.

97 0.3238 0.1401 0.1099 0.82 0.32 0.1349 0.96 0.3352 0.37 0.91 0.00 Fonte: Netto.0733 0.3340 0.48 0. Araujo e Ito.0956 0.47 0. I ½) y/D 0.3211 0.3339 0.83 0.1197 0.3321 0.35 0.1247 0.0691 0.88 0.0909 0.1148 0.0650 0. I ½) 0.84 0. Fernandez.3151 0.0819 0. 1998 Q .3293 0.85 0.38 0. n / (D 8/3.3182 0.39 0.99 0.3118 0.3116 26-29 . n / (D 8/3.3351 0.50 0.93 0.34 0.1453 0.43 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.36 0.86 0.41 0.98 0.46 0.3322 0.44 0.0864 0.3285 0.1558 1.7-Condutos circulares em regime permanente y/D Q .95 0.3345 0.81 0.49 0.3263 0.1505 0.94 0.8^7 0.1050 0.3083 0.89 0.0776 0.42 0.3305 0.com.40 0.3335 0.33 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.br 10/07/2008 Tabela 26.45 0.1298 0.31 0.90 0.1003 0.3247 0.92 0.

56 0.7872 0.04 4.6318 0.07 3.1326 0. 1998 Q.8-Condutos circulares y/D Q.5523 26-30 .09 3.9332 0.63 0.com.79 0.61 0.8989 0.7872 0.70 0.11 2.8176 0.6753 0.br 10/07/2008 Tabela 26.53 0.62 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.27 1.9625 0.5878 0.06 4.9162 0.9339 0.20 1.2097 0.7696 0.60 0. n/(y 8/3 .66 0.29 1.64 0.8606 0.0201 0.24 1.7436 0.8491 0.02 7.7436 0.7579 0. I ½) y/D 0.25 1.73 0.08 3.7724 0.69 0.6624 0.4207 0.58 0.74 0.9705 0.3849 0.2935 0.76 0.7295 0.77 0.5758 0.16 2.17 2.5509 0.15 2.8752 0.28 1.05 4.6244 0.6496 0. I ½) 0.21 1.12 2.9950 0.67 0.59 0.71 0.78 0.6805 0.22 1.5998 0.52 0.55 0.26 1.5132 0.54 0. Araujo e Ito.6360 0.01 10.9529 0.51 0.8820 0.0613 0.72 0.18 2.14 2.0009 0.6120 0.5966 0.8208 0.23 1.4854 0.8654 0.30 1.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5903 0.10 3.8332 0. n/(y 8/3 .7212 0. Fernandez.03 5.68 0.65 0.7579 0.7208 0.75 0.80 Fonte: Netto.1118 0.2043 0.7724 0.7662 0.8022 0.5640 0.4107 0.57 0.1061 0.13 2.19 2.

83 0. I ½) y/D 0.3602 0.98 0.4509 0.93 0.3776 0. Araujo e Ito.89 0.86 0.97 0.3723 0.3469 0.4066 0.3475 0. Fernandez.3954 0. n/(y 8/3 .44 1.4094 0.0287 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.4178 0.39 1.37 1.1600 0.4620 0.46 1.4731 0.40 1.1365 0.1841 0.2614 0.9894 1.2091 0.2889 0.36 1.0701 0.81 0.49 1.com. n/(y 8/3 .50 0.4426 0. 1998 26-31 .3116 Fonte: Netto. I ½) y/D Q.4289 0.4842 0.4953 0.35 1.34 1.48 1.41 1.0491 0.br 10/07/2008 Tabela 26.85 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.45 1.92 0.91 0.32 1.88 0.42 1.94 0.3174 0.3335 0.90 0.95 0.1138 0.38 1.0088 0.31 1.99 0.5179 0.5293 0.5407 0.47 1.87 0.4771 0.2348 0.43 1.96 0.3840 0.33 1.5066 0.82 0.4399 0.9-Condutos circulares em regime permanente Q.00 0.84 0.0916 0.

26 0.1019 0.59 0.4124 0.79 0.2441 0.62 0.13 0.25 0.20 0.77 0.3023 0.16 0.4381 0.4457 0.51 0.07 0.12 0.4398 0.76 0.0353 0.70 0.74 0. Fernandez.4323 0.69 0.4153 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.60 0.54 0.1877 0.4505 0.06 0.2650 0.2905 0.4065 0.1489 0.18 0.1381 0.2214 0.1592 0.66 0.28 0.4256 0. n /(D 2/3 .53 0.30 0.2716 0.1786 0.4444 0.2133 0.80 Fonte: Netto. I ½) 26-32 .4362 0.4002 0.2843 0.4180 0.15 0.1691 0.11 0.2051 0.2512 0.01 0.4301 0.0881 0.4429 0.10-Condutos circulares em regime permanente y/D v.56 0.4512 0.63 0.4480 0.br 10/07/2008 Tabela 26.19 0.29 0.2291 0. I ½) 0.4469 0.22 0.0730 0.75 0.4095 0.4231 0.0559 0.1267 0.1965 0.27 0.58 0.21 0.78 0.72 0.4414 0.08 0.68 0.09 0.4520 0.73 0.64 0.17 0.4489 0.65 0.55 0.71 0.02 0.4523 v.2965 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3080 0. 1998 y/D 0.4279 0.4517 0.23 0.57 0.24 0. Araujo e Ito.com.4343 0.2367 0.4034 0. n /(D 2/3 .1147 0.04 0.2780 0.10 0.14 0.67 0.2582 0.52 0.61 0.4498 0.03 0.05 0.4206 0.

3190 0.3345 0.3535 0.37 0.11-Condutos circulares em regime permanente y/D v.3968 1.83 0.82 0.84 0.81 0.4524 0.93 0.34 0.3748 0.4309 0.3787 0.85 0.4499 0.com.3899 0.3863 0.4507 0.3934 0.38 0.4345 0.3580 0.4514 0.4376 0.4402 0.3394 0.4213 0.47 0.4522 0.90 0.4425 0.50 0. n /(D 2/3 . Fernandez.4267 0.3968 Fonte: Netto.3295 0. I ½) 26-33 .94 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3825 0.00 0.4445 0. Araujo e Ito.3708 0.98 0.45 0.3490 0.3243 0.36 0.3624 0.4489 0.97 0.44 0.4462 0.3666 0.96 0.91 0.99 0.4519 0.33 0.4476 0.87 0.br 10/07/2008 Tabela 26.3443 0.46 0.86 0.4524 0. I ½) 0.4142 0. 1998 2/3 .42 0.31 0.43 0.88 0.3136 0.32 0.89 0.41 0.48 0. n /(D y/D v.35 0.39 0.49 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.95 0.40 0.92 0.

7265 0.01 0.5709 0. I ½) 0.28 0.56 0.12 0.76 0.78 0.67 0.74 0.6873 0.25 0.53 0.17 0. 1998 v.7389 0.7111 0.29 0.5814 0.71 0.20 0.5882 0.16 0.5916 0.5848 0.7059 0.13 0.07 0.18 0.51 0.7007 0.14 0.5371 0.04 0.30 0.27 0.5673 0.05 0.7214 0.6207 0.63 0.7188 0.6900 0.66 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.6827 0.11 0.5982 0. Fernandez.09 0.52 0.57 0. I ½) y/D 0.7414 0.6144 0.7511 0. n/(y2/3 .15 0.06 0.26 0.12-Condutos circulares em regime permanente y/D v.7315 0.68 0.5637 0.7487 0.23 0.6112 0.com.22 0.5779 0.6260 0.6015 0.65 0.5290 0.10 0.br 10/07/2008 Tabela 26.6954 0.5563 0.72 0.6238 0.03 0.7560 0.62 0.61 0. n/(y2/3 .77 0.54 0.5487 0.5744 0.7340 0.6080 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.24 0.7085 0.80 Fonte: Netto.64 0.6980 0.7163 0.60 0.59 0.58 0.55 0.5449 0.5410 0.5248 26-34 .73 0.5600 0.5525 0.5330 0.6176 0.7033 0.08 0.7463 0.6048 0.75 0.70 0.7608 0.21 0.7290 0.02 0. Araujo e Ito.7438 0.7584 0.7365 0.7536 0.7137 0.5949 0.69 0.79 0.19 0.7239 0.

6846 0.4936 0.4984 0.4560 0.4678 0.95 0.5076 0.br 10/07/2008 Tabela 26.4354 0.83 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6566 0.4428 0. I ½) 0.6652 0. Araujo e Ito.6 0. n/(y2/3 .46 0.com.99 0.6449 0.5206 0.6708 0.6330 0. n/(y2/3 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.92 0.6537 0.4733 0.6736 0.40 0.6299 1. I ½) 0.48 0.6819 0.93 0.6479 0.36 0.13-Condutos circulares em regime permanente y/D y/D v.6595 0.6508 0.4620 0.85 0.50 0.82 0.5120 0.37 0. 1998 v.4271 0.6764 0.96 0.3968 26-35 .5164 0.6680 0.449.49 0.38 0.4786 0.6791 0.88 0.81 0.4888 0.34 0.94 0.98 0.32 0.86 0.35 0.6390 0.31 0.89 0.6360 0.43 0.87 0.97 0.33 0.6420 0.4838 0.00 Fonte: Netto.42 0.91 0.90 0.39 0.45 0.44 0.84 0.47 0.5030 0.6623 0. Fernandez.4170 0.41 0.

81 = 22.01 / D 0. Primeiramente calculamos ψ ψ = Q2 / g = 15 2 / 9.27 .3/ 30. (ψ / z 0.0.12 Calcular a altura crítica de um tubo de concreto de diâmetro de 1.3 = yc = 1.5m para conduzir uma vazão de 3m3/s. (ψ / z 0. mostra quatro equações semi-empíricas para a estimativa da altura crítica yc extraídas de trabalho de Straub.33 = 1.75 .25 sendo D o diâmetro da tubulação.01m 26-36 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.b/ 30z ( Equação 26.25 = 0.00m.33 = (22.26) . (Equação 26. 3 1.com. 0. Primeiramente calculamos ψ ψ = Q2 / g = 32 / 9.81 .36m.94 / 32) 0.2) yc = (ψ / b2) 0.11.01 / D 0. Primeiramente é definido um termo denominado ψ = Q2 / g ( Equação 26.03 = 1.00m.13 Achar a altura critica de um canal trapezoidal com base de 3.36m Portanto.94 / 3 0.75 .94 yc = 0.97m Portanto.92 yc = (1. ψ 0.25 ) 0.1) 3 2 sendo Q a vazão (m /s) e g=9. Calcular a altura crítica de um canal retangular com largura de 3.81 = 0.33 sendo b=largura do canal (m).81 .81 m/s . Seção circular ψ = Q2 / g yc = (1.97m Seção trapezoidal Para a seção trapezoidal de um canal com base b e inclinação das paredes 1 na vertical e z na horizontal.04.27 Equações semi-empiricas para estimativa da altura crítica French in Mays.1) Exercício 26.27 .1) Exercício 26.25 ) 0. ψ 0. ψ = Q2 / g = 152 / 9.26) .b/ 30z = 0.br 10/07/2008 26. a altura critica é: yc = 0.81 . ( 22.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.25 = (1. vazão de 15m3/s e declividade da parede de 1 na vertical e 3 na horizontal ( z=3).92 0.25 ) 0. Exercício 26. 1999 em seu livro Hydraulic Design Handbook capítulo 3.26) .94 yc = (ψ / b2) 0.27 .7Hydraulic of Open Channel Flow.01 / 1. Seção retangular (Equação 26.75 . a altura critica do canal é de 1. vazão de 15m3/s.81 = 22. b 1. 1982. b 1.50. a altura critica no tubo é de 0.

4962x0.8 L/s no fim do plano com declividade de 0.6 (0.18 4.com.847.01m Exemplo 26.4962 = ( 1 – 2 (y/D)) -1. θ 0.18 4.14.30 y=1.18)/8=0.30)/2=0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.23 4.847.18 4. o angulo central θ =4.18 4.013 (Manning).18 rad= 239.013x0.4 θ 3.4 Tabela 26.30-1.56 4.br 10/07/2008 Portanto.4962=-2 y/D=-2y/0.09= cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) -0.6 (n Q/I 1/2) 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.30/4) (1-(seno 4. a altura critica é de 1.00 4.18 Portanto.0567m2 .Cálculos para achar o ângulo central do escoamento normal θ= seno θ +2.6 D-1.4 θ= sen θ + 2 2. θ= sen θ + 2 2. I 26-37 A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0. σt = γ .0111/2) 0.5 graus θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) ou θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 4.224m y/D= 0.23 4. R .56 4.75 A área molhada “A”: Equação da continuidade Q= A x V V= Q/A= 0. θ 0.18 x 0.6 0.4 θ= sen θ +2.-567= 1.033m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.302 ( 4.18)=0.18/2 = 2.0928/0.18 – seno 4.6 θ 0.14.64m/s O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 P=(4.224/ 0. 1987 Dimensionar um coletor para vazão de 92.30=0.18)/ 4.Rolim Mendonça et al.0928/0.011m/m com diametro de 300mm e n=0.627m O raio hidráulico “R”: R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.30/2= 0.18 = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 4.6 θ 0.

000x 0.91 2.255)} 0.30 (3.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.45 3.30=0.33 [sen(θc/2)] 1/3 x 0.42 3.0 D (θc – senθc))] (1/3) Ic= =[0.0132 x 9.03+4.129m/m 26-38 .30)) 3.seno (θc))} 0.09282/9. o angulo central critico θc=3.64 Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (θc .715/2))] x [3.01 4.63 Pa >> 1 Pa.3 -1.715 .Cálculos do ângulo central sen θc +5.715/2= cos-1 ( 1 – 2 (y/0.3 yc= 1.30)) -0.5 Vc= {[0.50 2. I = 10.85 [sen(θc/2)] 1/3 4 4.85 [sen(θc/2)] 1/3 Tabela 26. 3.2y/0.40rad e tomamos a nmedia.85 4.01 4.45 3.7154/ (2.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.71 4.715))} 0. Ângulo central crítico θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.192/0.03rad e 4.28= 1.28x0.715rad θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 3.seno (3.br 10/07/2008 σt = γ .715rad= 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/0.68 2.68 2.011 = 3.28= .42 3.0 x0.715 rad Portanto.192m y/D= 0. OK.40/2 = 3.2y/0.56 2.3 -1.715 – sen 3.81/ (sen(3.784 [sen(θc/2)] 1/3 x 7.5 Vc=1.033x 0.93 4.15.03 4. R .com.97 4.46 θc= sen θc +5.03 4.40 θc O problema apresenta dois valores 3.91 2.27m/s Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.383] x (4.5 Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (3.93 4.3/2=0.71 4.715))] (1/3) Ic=0.50 2.85 4.67 θc= sen θc +0.97 4.81) 0.56 2.

Curso de rede de esgotos Capítulo 26.64m/s Velocidade crítica= 1.28 Elementos hidráulicos numa seção circular Metcalf & Eddy.64> Vc=1. 1981 apresentam as Tabelas (26.19) Tabela 26.29m/s então temos segundo a NB no item 5.1.Valores de K para secção circular m termos da altura da lâmina de água d.17-Valores de K´ para secção circulas em termos do diâmetro do tubo Q= (K´/n) D 8/3 .64m/s Se a velocidade 1.35m.64>1.16) e (26.com.16. 1981 26-39 . S1/2 Fonte: Metcalf&Eddy. 1981 Tabela 26. 26.29 o regime de escoamento é supercrítico ou torrencial.29m/s Como 1. Análise da velocidade Velocidade normal= 1.17) bem como a Figura (26.br 10/07/2008 Regime de escoamento Velocidade em regime normal de escoamento= 1. S1/2 Fonte: Metcalf&Eddy.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 de fazer com que y/D≤ 0.50 Então adotamos D=0. Q= (K/n) d 8/3 .

1981 Figura 26.Elementos hidráulicos de tubo circular Fonte: Metcalf&Eddy.20.com.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.br 10/07/2008 Figura 26.Elementos hidráulicos de tubo circular Fonte: \Hammern 1979 26-40 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.19.

22 Como: Atotal = PI x 0.15x0. S1/2 K´= (Q.65 entrando na Tabela (26.01m3/s/ 0.15m3/s 65% cheio= d/D=0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.30m S= 0. 1981 Determinar a altura da lâmina liquida e a velocidade de um escoando com secção parcialmente cheia.013)/ (0.com.015) / (0.605m Portanto.070686m2=0.19) com d/D=0.17) com K´= 0.001 m/m n=0. S1/2 D= (Q.236 Vamos então tirar o valor de D. 1981´ Determinar o diâmetro.Extraído de Metcalf & Eddy.28 x 0.28 Portanto.17) achamos K´= 0. d= 0. S1/2) D= (0.Extraído de Metcalf & Eddy.0011/2) =0.01m3/s Solução Vamos tirar o valor de K´ Q= (K´/n) D 8/3 .01 x 0. S1/2 ) K´= (0.28 achamos A=Atotal = 0.65 S=0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 8/3 x 0.60m 26-41 .070686m2 A/Atotal = 0.236x 0.015 (coeficiente de rugosidade de Manning) Q=0.0156m2 V= Q/ A = 0. Dados: D=0.084m Vamos achar a velocidade.22 A= 0.16.n)/ (K´ .22 x 0.0156m2=0.005m/m n=0.30= 0. Entrando na Figura (26.br 10/07/2008 Exemplo 26. S1/2 Como d/D= 0.30/ 4=0.n) / (D 8/3 .30 x 0.641m/s Exemplo 26.0526 achamos d/D=0.15. Usemos a equação da continuidade Q= A x V portanto V=Q/A Temos que achar a área molhada. adotamos D=0. Q= (K´/n) D 8/3 .0051/2 )=0.013 Q= (K´/n) D 8/3 . Dados: Q=0.0526 Entrando na Tabela (26.

Dimensões. -TSUTIYA. 563 páginas. 416páginas. EPUSP. Editora UFMG. 654 páginas. SERGIO ROLIM et al. PEDRO ALEM. JOSÉ M. Editora Livros Técnicos. -ABNT NBR 9649/86 Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO.br 10/07/2008 26. -AZEVEDO NETO. Edição Luso-Brasileira. 669páginas. -ABNT NBR 7362/90. Faculdade de Saúde Publica e CETESB. Projeto e Construção de redes de esgotos. Manual de Hidráulica.29 Bibliografia e livros consultados -ABNT NBR 10158/87 Tampão circular de ferro fundido. -ABNT NR 9814/87 Execução de rede coletora de esgoto sanitário -AZEVEDO NETO. 452 páginas. 1973. Sistemas de abastecimento de água e esgotos. 1997.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. PATRICIO GALLEGOS. Sistemas de esgoto sanitário. João Pessoa. 8ª Ed. JOSE M. 1987. 1997. 1999. 1979. 433 páginas. Rio de Janeiro. CARLOS. coletor de esgoto. -MENDONÇA. Coleta e transporte de esgoto sanitário. 129páginas.com. -FERNANDES..Curso de rede de esgotos Capítulo 26. Tubo de PVC rígido com junta elástico. Sistemas de esgotos. Hidráulica Geral. 1983. -CRESPO. -HAMMER. Esgotos sanitários. MARK J. 547 páginas 26-42 . A. Editora Universitária. -LENCASTRE.

Curso de esgotos Capitulo 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.com.br Capítulo 27 Método de Muskingum-Cunge 27-1 .

5 27.7 27.br SUMÁRIO Ordem 27.4 27.1 27.Curso de esgotos Capitulo 27.6 27.8 Assunto Capítulo 27 .1 27.Método de Muskingum-Cunge Introdução Routing de rios e canais usando o método de Muskingum Routing de rios e canais usando o método de Muskingum segundo FHWA Routing de rios e canais usando o método de Muskingum-Cunge segundo FHWA Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge segundo Chin quando há canal lateral Método de Muskingum-Cunge segundo Chin Método de Muskingum quando há canais laterais Método de Muskingum-Cunge segundo Tucci Bibliografia e livros consultados 23 páginas 27-2 .2 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.3 27.3.com.

Para armazenamento em reservatórios X=0 e quando o armazenamento marginal está cheio X= 0. (Equação 27. O Método de Muskingum para o chamado “flood routing” foi desenvolvido em Ohio pela primeira vez em 1938 no rio Muskingum por McCarthy do US Army Corps of Engineers e. O armazenamento no canal forma um prisma onde S (storage) é proporcional a O (output) e o armazenamento em cunha.Método de Muskingum-Cunge 27. 1993: dS/dt = I – Q Sendo: S= volume de água no canal (armazenamento) I= vazão a montante Q= vazão a jusante (nota: as vezes usa-se a notação “O” de output) t= tempo.2. onde S é proporcional a diferença entre a entrada e a saída. As aplicações de routing são basicamente duas: routing de reservatórios e routing de rios e canais. Dica: a secção é constante durante todo o trecho No Método de Muskingum.1 Introdução O Método de Muskingum-Cunge tem como objetivo a propagação de cheias em rios. O valor de X varia entre 0 ≤ X ≤ 0. 27. Em um canal podemos escrever conforme Akan.1).Curso de esgotos Capitulo 27. para routing de rios e canais são usados uns dos quatros métodos: • Método de Muskingum.Esquema do canal para aplicação do Método de Muskingum. Em rios naturais o valor de X é usualmente entre 0 e 0.1 . 1988. 1993 para um trecho de um canal com movimento não uniforme.2 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum Conforme Chaudhry. o armazenamento depende da vazão de entrada e de saída.X (I –O).5. Para o routing de reservatórios normalmente é usado o método modificado de Pulz e. conforme Chow et al. 2000 27-3 . conforme Figuras (27. conforme a Figura (27. O cálculo exato seria o uso das equações gerais de Saint-Venant conforme Porto.5.br Capítulo 27 .3.1) Figura 27. sendo o valor típico 0. 2003. mas devido as dificuldades de levantamentos de dados usa-se o método de Muskingum-Cunge. chamado de Muskingum routing. é também. sendo K o tempo de trânsito até o local desejado e “O” a vazão naquele local.O e uma cunha K.1) e (27.2). Vamos expor as idéias de routing elaborados por McCuen no FHWA (Federal Highway Administration) que faz parte do Highway Hydrology.com. Observar o prisma e a cunha. Fonte: Chin. • Método de Muskingum-Cunge.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. podemos ver a combinação de um prisma de armazenamento K.

3) após as simplificações obtemos genericamente a Equação (27. 27-4 .2 . podemos achar um valor de K. I + (1 – X) Q] (Equação 27. p.1 e 0. sendo S o armazenamento.0.8) (Equação 27.00 (Equação 27. O melhor valor de K será aquela curva que é praticamente uma linha reta. Q= vazão na saída (m3/s).4): Sendo: Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1.2) S= K [X. O intervalo de tempo Δt quando há ramificações laterais deve ser igual ao menor tempo.5) (Equação 27.3) Sendo: S= volume. Usualmente o valor de X está entre 0.3).Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. S= K. 1993 Isto pode ser escrito da maneira usual de aplicação do Método de Muskingum.X) -(Δt / K)]/ A Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.6) (Equação 27.4) (Equação 27. Podemos reescrever a Equação (27. I= vazão na entrada (m3/s).603). Observar o prisma e a cunha.3 (Handbook of Hydrology.Q +K. O básico do método de Muskingum é que para se achar os valores de K e de X temos que usar os dados de entrada e de saída e através de tentativas e erros achar qual o valor melhor de K e de X.9) Uma das dificuldades de se aplicar o método de Muskingum é adotar Δt. conforme Figura (27. I a vazão na entrada e Q a vazão no ponto considerado. K= constante do travel time (tempo de trânsito ou tempo de translação) X= fator entre 0 e 1. O mais usado é X= 0.X (I – Q)] (Equação 27.(Q1+ Q2)/2 Usando a Equação (27. Fonte: Chaudhry.7) (Equação 27. K e X. Usualmente X= 0.Curso de esgotos Capitulo 27.2 (McCuen. Para cada valor de X adotado.com. capítulo 10).Esquema do canal para aplicação do Método de Muskingum.1) para o intervalo de tempo Δt: (S2 – S1)/ Δt = (I1 + I2)/2 .br Figura 27.2 para canais naturais.

Calcular o hidrograma de um ponto B de um rio localizado a L= 4800m de um ponto A. Supomos que não há contribuição lateral no trecho. Quanto ao valor de X vamos adotar X= 0. Na Figura com X= 0. pois valores de X>0.br Figura 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. Fonte: Linsley et al.3 . Vamos supor que não dispomos do par de dados de entrada e saída para avaliarmos corretamente os valores de K e X.00m. Quando há retificação o tempo de trânsito será de 0.13 27-5 .5 amplifica a hidrógrafa a jusante trazendo informações fora da realidade. Dica: o método de Muskingum-Cunge funciona bem quando o tempo de pico do hidrograma de entrada é maior que 2h. Na ausência de dados. Supomos que o valor de K= 0.95h é o tempo de trânsito da seção A até a seção B usando a equação de Manning. por exemplo. A velocidade média é V= 1. Calcular a hidrógrafa em B.2 e Δt =0.1 .79h. usando a equação de Manning.com.4m/s e o tempo de trânsito de A até B usando Manning é de 0.5.2 e 0. o que na maioria das vezes só possuímos os valores de entrada.5h A= 2 (1-X) + Δt /K= 2. fornecida a hidrógrafa em A. Ainda usando o Método de Muskingum quando não se tem os pares de valores de entrada e de saída. podemos estimar o valor de K como o tempo de trânsito da seção A até a seção B.Curso de esgotos Capitulo 27.Determinação do coeficiente K. 1982. usa-se X entre 0. Exemplo 27. cujo pico da descarga é Qmax= 84m3/s e Tr=25anos. 274 O grande inconveniente de se usar o Método de Muskingum é que se precisa dos valores de entrada e de saída.95h quando não há retificação do canal. Dica: o método de Muskingum-Cunge considera o amortecimento e devido a isto que é usado em dimensionamento de coletores troncos de esgotos sanitários.2 temos aproximadamente uma linha reta e dela está o melhor valor de K e de X.Aplicação do Método de Muskingum Vamos usar um exemplo da Figura (27.3. Considera-se que a vazão média é Qo= 34m3/s e a altura da lâmina de água é y= 2. De modo geral o valor de x deve estar entre 0 e 0. Quando há mudanças de declividade ou de seção o calculo é feito por trechos prismáticos com declividade constante e mesma secção.4) que consta no FHWA. p.

2 Com 4.9 41.5 7 7.436 C2= [2 (1.3 13.9 5.436x7 + 0.7 0.5 6 6.8 40.5 7 7.4 0.5 2 2.00 Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Para o trecho com 4.4 22.5 5 5.8 23.5 8 8.X) -(Δt / K)]/ A= 0.4 15.Curso de esgotos Capitulo 27.436x0 + 0. Tabela 27.5 11 11.1 75.1 12.5 1.505 Q1 Q2= 0.7 19.5 26.8 50.1 53.5 4 4.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.3 tempo (h) 0 0.9 0.059 x7 + 0.5 1 1.4=4.059 x13 + 0.059 I2 + 0.5 27.com.7 65.2 7.5 10 10.9 57.Obtenção do hidrograma na seção B Seção A tempo (h) 0 0.br C0= [(Δt / K) – 2X]/ A= 0.5 15 Seção A I (m3/s) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 Seção B O (m3/s) 0 0.5 13 13.1 16.436 I1 + 0.0 43.5 8 8.059 C1= [(Δt / K) + 2X]/ A= 0.0 74.5 1 1.4 0.1 .4 4.7 52.6 30.2 31.059 I2 + 0.0 45.5 68.5 4 4.5 25.5 15 I (m3/s) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 Seção B O (m3/s) 0 0.8 76.4 65.5 3 3.6 72.5 13 13.7 1.1 4.9 27.7 36.8km Com 4km 27-6 .5 14 14.5 12 12.505 Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.5 3 3.5 6 6.4 9.8km teremos: Q2= 0.7 16.5 56.5 12 12.3 64.5 5 5.5 10 10.3 2.8 76.5 14 14.436 I1 + 0.505 x0.9 39.7 4.9 10.8 0.5 9 9.3 18.4 10.4m3/s Para 1h temos: Q2= 0.0m3/s E assim por diante.2 38.2 7.5 18.505 x0=0.8 72.5 9 9.505 Q1 Para tempo de 0.0 9.0 34.5 11 11.5 2 2.9 58.5h teremos: Q2= 0.

5 16 16.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. Δt / L D= Qo/ ( B .104308 C1=0. conforme McCuen. a vazão por metro de largura (q3/s/m) Qo= vazão média (m3/s). c .462585 C2=0. B. So .8km para 4. O método de Muskingum-Cunge é uma das soluções da equação da difusão e baseia-se nas equações de difusão da onda que provém das equações da continuidade e do momento. mas contém informações físicas típicas de um método de routing hidráulico. V = (5/3) . [1. 1996 in Highway Hydrology. B= A/ y= área molhada (m2)/ lâmina de água (m).2 0. Segundo McCuen. (Q/A)= (5/3) (q/y) A= área molhada da seção transversal (m2).5 16 16. V= velocidade média (m/s) do trecho entre a seção A e a seção B.0m aumentará a vazão para 76.br 15. Deve estar perto de 1. Δt ≤ tp/5 (Equação 27.C + D) / (1 + C + D) Nota: pode ser negativo Os valores de Co + C1 + C2= 1 como o Método de Muskingum.0 0. apesar de similar ao Método de Muskingum.433107 Quando houve a mudança de 4.com. 27. V = (5/3) .1 0.12) (Equação 27. Onde: C= c . q= descarga unitária. mas ligeiramente menor que 1 para evitar dispersão. não precisa de dados hidrológicos para calibração e os dados são fáceis de serem obtidos. c L)] Uma outra condição muito importante para aplicação do Método de Muskingum-Cunge é que o valor de Δt deve ser menor que 1/5 do tempo de pico da seção A.13) 27-7 .3 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge. o Método de Muskingum-Cunge é um método híbrido de routing. É uma espécie de número de Reynolds do trecho.0 0.0 0.0 Como resultado obtemos o hidrograma da Seção B onde obtemos a vazão de 75.D) / (1 + C + D) Nota: pode ser negativo C2= (1 . pois parece com os métodos hidrológicos. Y= lâmina da água (m) Os valores de C e D foram introduzidos através de: K= L/ c X= ½ .Curso de esgotos Capitulo 27.0 15. So= declividade média entre a seção A e a seção B (m/m). Para 4km achamos: Co= 0.Q/(So. D= razão da difusão.1 0. c= celeridade da onda (m/s) = β. A soma de C+D deve ser maior ou igual a 1. Segue aproximadamente a mesma equação de Muskingum: Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: C0= (-1 + C + D) / (1 + C + D) C1= (1 + C . L= distância entre a seção A e a seção B (m). segundo FHWA A grande vantagem e a popularidade do Método de Muskingum-Cunge é que.6m3/s a 5h.11) (Equação 27. sendo que o pico na entrada era de 84m3/s a 4h.8m3/s.5 17 0 0 0 0 0. L) (Equação 27.5 17 0 0 0 0 0.10) Sendo: C= coeficiente de Courant ou razão da celeridade. ou seja.

4). Leva em conta a difusão da onda de enchente. conforme Figura (27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.2 .00114m/m.00095m/m.0 Tempo (h) 8. Usando período de retorno Tr= 25anos foi calculado o hidrograma no ponto A Calcular o hidrograma de um ponto B de um rio localizado a L= 4800m de um ponto A.5 . O método não deve ser usado se há controle a jusante ou se há efeito de backwater para montante.0 4. Calcular a hidrógrafa em B.com.0 2. Um canal tinha 4.Aplicação do Método de Muskingum-Cunge Vamos usar um exemplo que consta no FHWA. Exemplo 27.40m/s e o tempo de trânsito de A até B.0 Figura 27.Esquema da retificação do rio entre os pontos A e B. conforme FHWA. A velocidade média é V= 1. Figura 27. Pretende-se retificar o rio passando o comprimento para 4km e declividade de S= 0.0 10.Hidrograma no ponto A 27-8 . cujo pico da descarga é Q máximo= 84m3/s. Considera-se que a vazão média é Qo= 34m3/s e a altura da lâmina de água é y= 2.00m. é de 0.95h.Curso de esgotos Capitulo 27.8km do ponto A até o ponto B e declividade S= 0.0 12.4 . usando Manning. Hidrograma do ponto A (entrada) 100 Vazão (m3/s) 80 60 40 20 0 0. fornecida a hidrógrafa em A.0 6.br O método de Muskingum-Cunge é apropriado para uso na maioria dos rios e canais.

0 11.5 5.0 6.5 10.00m= 11.br Tabela 27.40= 2.5 8.2 . Δt= 0.0 12.5 6.4464 C2= 0.5 4.2286 C1= 0.5 11.0 8.0 7.33m/s x 4800m)= 0.718 O valor C + D= 0.00m D= Qo / (B . c .593 > 1 Ok C0= 0.00m x 0.0 1.718= 1. L)= 34 m3/s/ (11.com. So .0 3.4) tempo (h) 0.Curso de esgotos Capitulo 27.0 4.5 1.000 27-9 .875 <1 OK Lâmina de água= 2.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.5 3.00m B= A/y= 22m2/2.5 9.33m/s C= c .0 10.5x 3600s)/ 4800m= 0.5 2.3250 C0+ C1 + C2= 1.00095 x 2.33 x (0. Δt / L= 2.0 Volume total V= Quantidade de horas= Vazão= V/ (13h x 3600s)= Seção A Volume (m3/) (m3) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 13 34m3/s 0 6300 18000 32400 49500 72900 105300 129600 144000 145800 134100 117900 100800 88200 77400 68400 61200 54000 46800 39600 32400 26100 21600 16200 11700 8100 2700 1611000 Primeiramente calculemos C e D.875+ 0.5 13.0 9.0 0.Cálculo da vazão média do hidrograma da Figura (27.5 12.00m Área molhada = 22 m2 bo= 9.5 7.0 5. 1.0 2.5h L= 4800m c= celeridade= (5/3) .

0 6.5 6.5 13. Victor Miguel Ponce. 27.0 7.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.3 .5 14.Curso de esgotos Capitulo 27.0 3.0 15. na Califórnia no trabalho Diffusion wave modeling of catachment dynamic.0 8.5 5.3.5 4.0 2.0 5.5 11.0 9.5 17.5 7.0 10.0 1.Obtenção do hidrograma na seção B usando Método de Muskingum-Cunge Seção A Seção B tempo I O (h) m3/s m3/s 0.0 13.0 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 7 13 22 33 48 63 74 79 77 70 62 54 47 41 37 33 29 25 21 17 14 11 8 6 3 1 0 0 0 0 0 0 0 Observe-se que a vazão de pico na seção A é de 84m3/se e na seção B é 79m3/s.br Tabela 27.1 Contribuição lateral Conforme publicado pelo Dr.0 0.5 10.5 8.0 14.5 16.0 11. quando há precipitação excedente QL em um canal ela pode ser levada em conta acrescendo um coeficiente C3 ficando as equações da seguinte maneira: Q2= C0 I2 + C1 I1 + C2 Q1 + C3 QL C0= (-1 + C + D) / (1 + C + D) C1= (1 + C .0 4.5 12.com.5 3.5 15.5 1. C) / (1 + C + D) 27-10 .0 16.0 12.D) / (1 + C + D) C2= (1 . professor na Universidade de San Diego.5 9.5 2.C + D) / (1 + C + D) C3= (2.

2000 citando Cunge. Na falta de dados normalmente é feito X= 0.4 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge.16) 27-11 . K= 0. o valor escolhido de K será aquele que o loop se aproximar mais de uma linha. c= (5/3) . v Sendo: v= velocidade média de descarga. 2000 é derivado da Equação de Manning.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.15) (Equação 27.14) empírica de Dooge et al.br 27. conforme Fred. 1993.14) Tendo o valor de Δt. são feitas curvas para cada valor de X usando os valores das vazões de entrada I e de saída. Para o valor de X Chin.15): K= {0. 2000 o método de Cunge feito em 1967 propôs estimativa para X e para K da seguinte maneira: K= L / c Sendo: L= distância até o ponto considerado (m) c= celeridade da onda (m/s).18) (Equação 27.(O1 + O2)]} / {X (I2.6 L / V Sendo: L = comprimento (m) V= velocidade média do canal (m/s) K= constante de travel time (s) Conforme Chin. A celeridade da onde “c” é definido como: c= k’ .5 Δt [(I2 + I1) . 2000 os valores de K.Curso de esgotos Capitulo 27. quando há canais laterais.qo/ (So c L)] Sendo: qo= vazão por unidade da largura (m3/s / m). 1967 : X= ½ [1. Colocados em gráfico. pode ser obtido pela Equação (27.X) (O2-O1)} (Equação 27. So= declividade do canal (m/m) L= distância até o ponto considerado (m) (Equação 27. segundo Chin quando há canal lateral Conforme McCuen. O coeficiente (5/3) segundo Chin. Ainda citando Chin.I1) + (1.17) (Equação 27.2. v Sendo k’a razão cinemática Para canais retangulares largos o valor de k’= 5/3.1982.606 podemos usar Equação (27.com. 1998 p.

(1998) comenta que pode-se aplicar o método de Muskingum-Cunge para análise de inundações a jusante de rios e vales em lugares em que a declividade do canal So > 0.5 Método de Muskingum-Cunge segundo Chin Chin.20). S= declividade média (m/m) e n= rugosidade de Manning (adimensional) (Equação 27.0 45. Δt . 1993 aconselha ainda para melhorar a precisão da aplicação do Método de Muskingum-Cunge os valores de Δt e de L selecionados devem obedecer as Equações (27.0 23. quando se usam as Equações (27.19) Como regra prática McCuen diz que Δt /K dever ser. sendo dados X= 0. Tabela 27.5.Hidrograma na seção A Seção A tempo I min m3/s 0 30 60 90 120 150 180 210 10.003m/m.21) FREAD. 2009 p.9) a (27. McCuen ainda informa que X= 0.br 27. os valores ideais de X. Para canais naturais X= 0.5. R= raio hidráulico (m).4. S (1/2) Sendo: V= velocidade média (m/s).4 . Q/B B= largura do canal.8 27-12 .5 Δt)/ K] ≤ (1 – X) e X ≤ 0. 2000 diz que.200m abaixo da seção usando o Método de Muskingum.Δt)] 0.5 .19) e (27.2.0 31.Curso de esgotos Capitulo 27.23) (Equação 27.20) K/3 < Δt < K (Equação 27. c.0 25. Chin.5 (Equação 27.{ 1 + [ 1 + 1. Δt e K deverão obedecer a seguinte relação: X ≤ [(0. aproximadamente.22) Sendo: q= média da vazão por unidade da largura. conforme Chin. 2000.So . isto. igual a 1 e que X deverá estar entre 0 e 0.5 } (Equação 27.11) sugeridas por Cunge.3 27. 2000 recomenda que: Δt ≥ 2KX (Equação 27. temos então o Método de Muskingum-Cunge. Fread.3 Estimar o hidrograma de um canal a 1.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. So= declividade do fundo do canal (m/m) L= distância até o ponto considerado (m) Equação de Manning: V= (1/n) R (2/3) . K= 40min e o hidrograma de entrada. segundo Hjelmfelt. 1985.2 é o valor usual de X para pequenos e grandes canais.5 produzem valores fora da realidade. q/(c2 . McCuen cita que. Valores de X>0.com.24) Exemplo 27.0 10. 393. Δt ≤ tp/5 e que: L= 0. conforme Chin.5 25.

35= 0.1 150 27.5 12.5) Tabela 27.0 10.2) + 30/40= 2.2]/ 2.27) acima partir do tempo zero e obtemos a Tabela (27.0 10.27) Aplicando a Equação (27.5 16.149 C1= [(30/ 40) + 2x 0.35= 0.Curso de esgotos Capitulo 27.0 Δt ≥ 2KX Δt ≥ 2 x 40min x 0.8 27-13 .2) -(30/ 40)]/ 2.4) Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Q2= 0.35 Co= [(30/ 40) – 2x 0.4 17. A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1.3 120 35.5 32.com.35= 0.00 Vamos aplicar a Equação (27.3 13.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.4 90 45 31.362 Q1 (Equação 27.0 10.26) Verificamos ainda que: Co + C1+ C2= 0.2]/ 2.3 19.0 10.489 I1 + 0.br 240 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 21.0 10.362= 1.2 23.1 10.X) -(Δt / k)]/ A A= 2 (1-X) + Δt /K A= 2 (1-0.2= 16min K/3 < Δt < K 40/3= 13.149 +0489+0.Obtenção do hidrograma na seção B Seção A Seção B tempo I O min m3/s m3/s 0 10 10 30 10 10 60 25 12.1 180 25 28.149 I2 + 0.362 (Equação 27.25) (Equação 27.0.0 10.489 C2= [2 (1.5 .3min < Δt < 40min Adotamos Δt= 30min.

primeiramente temos que computar a influência dos mesmos.1 10 10 10 Método de Muskingum 50 Vazao (m3/s) 40 30 20 10 0 0 200 400 600 800 Seção A Seçao B a 1200m a jusante Tempo (min) Figura 27.4) fica modificada com mais coeficiente C3 que será obtido da Equação.3 19.6 Método de Muskingum quando há canais laterais Quando há.6 .4 17.5 16.1 10 10 10 10 10 10 10 26.1 20.Curso de esgotos Capitulo 27.9 10.3 16. 27-14 .3 13.Hidrograma de entrada e saída.2 24.200m de distância da seção A 27.5 12. A Equação (27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.br 210 240 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 23. 1993. por exemplo.3 10.4 12.6 14.14). conforme Akan.1 18.8 21. dois canais laterais ao canal onde estamos aplicando o método de Muskingum. Os valores de K e X são determinados pelas Equações (27.3 22.6 10.com.12) a (27. Foi aplicado o método de Muskingum para obter a seção B a 1. C3= (Δt / K) / [2 (1 – X) +(Δt / K)] Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 + C3 (QL1 + QL1) Sendo: QL1= L x q1 QL1= L x q2 q1= vazão lateral por unidade de comprimento no tempo t1 q2= vazão lateral por unidade de comprimento no tempo t2 L= comprimento do canal lateral.

5 20 15 4 2 6 30.6 .413 Procedemos como o método usual de Muskingum obtendo o valor Q2 que é o pico de 35.Curso de esgotos Capitulo 27.555h X= 0.0 5 2.175.2 17.5 20 25 4 6 10 17. São fornecidos: K= 0. Primeiramente faremos o cálculo de C3 C3= (Δt / K) / [2 (1 – X) + (Δt / K)] C3= (0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.0 15 10 2 0 2 23.1 4 1.5 1.0 11.5 30.4).5m3/s após 2h.742 C2= 0.1 31. Tabela 27.6 23.0 2.2 10 4.2 3 1.br QL1 QL2 Figura 27.0 0.Contribuições laterais QL1 e QL2 Exemplo 27.0 25 20 6 4 10 35.359 Δt= 0.5 / 0.com.2 10.5 10 10 0 0 0 17.555) / [2 (1 – 0.0 11.5 3.5 30 25 8 6 14 31.5 2.555)]= 0.5h As hidrógrafas de QL1 e QL2 As hidrógrafas I1 e I2 conforme a Tabela (27. 1993.0 35.5 5.5 10 15 0 2 2 10.0 15 20 2 4 6 11.7.359) +(0.083 C1= 0. baseado em Akan.0 9 4.6 7 3.4 Usando o método de Muskingum com C0= 0.0 4.0 25 30 6 8 14 24.9 8 3.5 6 2.2 27-15 . QL1+ Q1 t2 I1 I2 QL1 QL2 Q2 Ordem t1 QL2 (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (h) (h) 1 0.0 10 10 0 0 0 11.0 1.5 4.0 3.5 / 0.2 24.2 2 0.9 17.Uso do Método de Muskingum com entradas laterais.

X 1. Tucci.Curso de esgotos Capitulo 27.125 . Δt ≤ tp/5 Sendo: tp: tempo de pico do hidrograma de entrada. So . K= L / co O valor de Δt / K depende do valor de X. Assim. 1998 o valor da celeridade co pode ser obtida usando a equação de Manning.0007 0. O tempo médio de deslocamento da onda é o parâmetro K. 1998 sugere a estimativa da vazão média Qo como sendo 2/3 da vazão máxima de montante.com.2 ≤ X ≤ 0. co . em seu livro Modelos Hidrológicos.co) Tucci. So .4) Qo= ( 2/3) de Q máxima= (2/3) x 130 = 87 m3/s co= (5/3) .4 o valor de Δt /K é o seguinte: Δt / K= 3.4) / ( n 0. Qo 0.045 0.6 .6 .5 Qo)/ (b.7 Método de Muskingum-Cunge conforme Tucci Tucci.4 ≤X ≤ 0.6 . L 0.3 .2 Como a equação acima não é linear.2 ≤ X ≤ 0. (0. Usando a equação da celeridade: co= (5/3) .4)= 1. L= Qo/ (b.3 . b 0. 1998. b 0.8 . (So 0. Qo= vazão média a montante (m3/s). 1998 aconselha que a primeira tentativa a ser usada para o valor de L é: L= (2. Δt) 0. para 0. vazão máxima de 130m3/s. Δt / K ~ 1 0.4) / ( n 0. co= (5/3) .0007m/m. L)] Sendo: X= fator entre 0 e 0.8.3 .br 27.Qo/ (bo.4 Para 0. mas pode-se obter o valor de Qo usando o histograma de entrada. So= declividade do trecho L em (mm).5. Ainda conforme Tucci. 30 0. co= celeridade (m/s). (c.25 0.158 salienta que se pode fixar o valor de Δt. L= comprimento do trecho (m). e então obtemos o valor de L. apresenta o Método de Muskingum-Cunge com uma aplicação bem objetiva e definiu as seguintes variáveis: X= 0.86m/s 27-16 . Qo 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. bo= largura média do trecho (m). (So 0.5 .4) Exemplo 27. [1. 87 0. rugosidade de Manning n= 0.4) / (0. o valor de Δt deve ser menor ou igual a tp/5. 1998 p.5 o valor de Δt / K será aproximadamente igual a 1.4 ≤X ≤ 0.045 e largura da rio no trecho é de b=30m. Tucci. co) + 0.5 Calcular a celeridade em um canal com declividade 0. So .5 Como geralmente não dispomos de muitos dados.

t= t1 + t2 Exemplo 8. Sendo t1= 24min o valor de t2= 44min – 24min= 20min. 1997.000m3. Qp= 69m3/s t= (2 x V) / (Qp x 60)= (2 x 90000) / (69 x 60)= 44min Portanto.7 Achar o hidrograma da falha da barragem com V= 90. o tempo de esvaziamento é de 44min. Na Figura (27.br 27.Hidrograma em forma triangular do escoamento da água da barragem com a falha. 1997 o hidrograma a falha da barragem pode ser obtida da seguinte maneira: • Adota-se a forma aproximada de um triângulo isósceles. Dica: observar que o tempo de formação da brecha é de 24min.com. conforme preconizado na USACE.Curso de esgotos Capitulo 27.003m/m. • Supõe-se que a metade do volume do reservatório destina-se a erosão provocada na barragem.8 . que é praticamente a metade do tempo de esvaziamento. • Recomenda ainda o uso do Método de Muskingum-Cunge. FREAD. • A altura do triângulo é a vazão de pico da falha. 27-17 . (1998) comenta que pode-se aplicar o método de Muskingum-Cunge para análise de inundações a jusante de rios e vales em lugares em que a declividade do canal So > 0. • A base do triangulo é o tempo para esvaziamento do reservatório com a vazão de pico da falha. V= volume total da barragem (m3) t= tempo de esvaziamento da barragem (min) Qp= vazão de pico ocasionado pela brecha (m3/s) Qp t1 t2 t= t1 + t2 Figura 27. mais o tempo t2 descendente. V= (Qp x t ) / 2 t= ( 2 x V ) / (Qp x 60) Sendo.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.8) o tempo total de esvaziamento t é a soma do tempo de formação da brecha t1 até atingir o pico Qp.8 Aplicação do método de Muskingum-Cunge em falhas de barragem Conforme USACE.

53 / 3 0. isto é.00m tf = 0.000 0.25 2 0.000m3 h= 3.br Exemplo 28.83 1. Muskingum-Cunge Tucci. A soma de C+D deve ser maior que 1.5 x co x Δt x (1 + (1+ 1. Estado de São Paulo.Mostra simplificada dos cálculos executados. localizada em Guarulhos.Curso de esgotos Capitulo 27.2 ≤ X ≤ 0.5) Δx≤ 301m Portanto.25 2 x 2 x 60)) 0.0 1.Qo/ (bo.295 x 3.4 então Δ t/ K = 3. o tempo até o pico é de 24min.309 1.8 Barragem do Tanque Grande.84 2.23 0.25= Quando 0. So .0221 x 2.899 0.125 .80 0. X 1.5) Δx= L ≤ 0. co . Conforme FROEHLICH.207 27-18 . So .7 .125 . isto é.607 x 90.L)= Quando 0. Tabela 27. co .23 2.53 / h 0.5x 69/ (15 x 0.000 0.250 0. bo. Vazão de pico devido a brecha na barragem.4 ≤ X ≤ 0.24 =69 m3/s Tempo de formação da brecha. C+D>1 Denominador= 69 8 800 300 301 5ha 15 24 4. o comprimento do trecho deve ser menor que 301m e adotamos L= Δx = 300m. (1995) temos: V= 90. (1995) temos: V= 90.com.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. bo 0.90 = 24min Portanto.1524 x V 0.24 Qp = 0. co 2 Δt)) 0.4 . Comprimento máximo do trecho O valor de L ou Δx deve ser menor que a Equação: Δx= L ≤ 0. Δt / L= (adimensional) Valor D= Qo/ ( So .35 0. Modelos Hidrológicos Vazão de pico (m3/s)= Qo Área da bacia (km2)= Área da bacia (ha)= Comprimento L (m)= Δx= O valor L adotado deve ser menor que o valor L calculado Área da superfície da barragem do Tanque Grande (m2)= Largura da base do córrego Tanque Grande (m)= bo= Tempo até o pico (min)= tp= Δt calculado ≤ tp/5 (min) Coeficiente de Manning adotado e suposto enchente= n= Declividade média do canal (m/m)= So= Valor de K= L/ co = (min) Celeridade (m/s) = co=(5/3) Qo 0.4)= Δt (min) adotado= Valor de X= 0. X 1.5 Qo/ (bo.207 2. do trecho.5 ( 1 .6 .5 então Δ t/K=1 então Δ t=K= Valor C= número de Courant=co . L)= número de Reynolds da célula.00m Qp = 0.25= Δ t= K x 3.295 x h 1.3/ (n 0.607 x V 0.25 x 2min x 60s x (1 + (1+ 1. Conforme FROEHLICH.5 x 2. So 0.90 tf = 0.1524 x 90.000m3 h= 3.0221 2.

51min sendo a largura de 15m e n= 0.8 . Tabela 27.br C0= C1= C2= C0+ C + C2= Verificações do Método de Muskingum-Cunge.094 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.186 1.Curso de esgotos Capitulo 27.0000 Devemos obedecer na aplicação do método de Muskingum-Cunge as condições de Courant para haver estabilidade nos cálculos. conforme FHWA A soma de C com D deve ser maior que 1 O valor de C deve estar próximo de 1 e < 1 O valor de C não pode ser maior que 1 para evitar dispersão numérica 0.Hidrograma de vazão na saída da barragem e a 6km a jusante e a 44.com.25. Método de Muskingum-Cunge Seção A na brecha da barragem Seção a 6km a jusante Vazão Vazão m3/s m3/s 0 0 6 0 12 0 17 0 23 0 29 0 35 0 40 0 46 0 52 0 58 0 63 0 69 0 62 0 55 0 48 0 41 0 35 0 28 0 21 1 14 2 7 3 0 5 0 9 13 0 17 0 22 0 28 0 0 0 0 0 0 33 39 44 48 52 tempo (min) 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50 52 54 56 58 60 62 64 27-19 .720 0.

Curso de esgotos Capitulo 27.9 .10m para 3. Observar que o pico devido a brecha era de 69m3/s passa para 54m3/s a 6km de distância com 20 intervalos de 300m e a 44.51min para a onda chegar até o rio Baquirivu Guaçu há uma diminuição da altura da água de 4.Hidrograma de saída na barragem devido a brecha e a 6km e 44.51min.40m e a velocidade cai de 1. Vazão (m3/s) 27-20 .Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.14m/s para 1.br 66 68 70 72 74 76 78 80 82 84 86 88 90 92 94 96 98 100 102 104 106 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 54 54 53 50 46 41 36 30 25 19 15 10 7 4 3 1 1 0 0 0 0 Hidrograma de entrada e a 6km 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Tempo (min) Figura27.com.0 m/s.

Fonte: DAEE.10. 2005 27-21 . bem como o cutoff e o tapete de areia média.br Figura 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 27.Corte transversal de uma barragem de terra. observando-se os taludes a montante e a jusante.com.

27-22 . 2003.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. RODRIGO DE MELO. 2ª ed.9 Bibliografia e livros consultados -PORTO. 519 p. EESC USP.Curso de esgotos Capitulo 27.br 27. Hidráulica básica.com.

1) podemos ver os coletores que alimentam os coletores troncos e estes que se dirigem para os interceptores. 1997 e os de José Maria Costa Rodrigues conforme CETESB. Geralmente o Interceptor tem grandes dimensões acima de 1. caracterizada pela defasagem das contribuições. Figura 28. 28-1 . 1983 denomina-se Interceptor ao conduto que recebe os esgotos sanitários transportados pelos coletores principais (chamados coletores tronco).0km.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Conforme CETESB. A ABNT NBR 12207/92 define Interceptor como canalização cuja função precípua é receber e transportar o esgoto sanitário coletado. podendo também receber as contribuições dos coletores de menor diâmetro das redes das águas circunvizinhas. 1983 em Sistemas de Esgotos Sanitários.1. O emissário encaminha os esgotos até a ETE.00m e comprimentos acima de 5. Eugênio Macedo conforme mostrado por Fernandes.Esquema de coletor. interceptor e emissário Fonte: Fernandes. 1983. Emissários são os condutos cuja única função é o transporte final das águas residuárias e não recebem contribuições em marcha e não interceptam outros condutos conforme CETESB. coletor tronco.1 Introdução Vamos resumir os ensinamentos do dr.br 10/7/08 Capítulo 28. Normalmente usamos o sistema separador absoluto em que se separa as águas pluviais dos esgotos sanitários.com. entretanto existe um sistema pseudo-separador com redes de águas pluviais e redes coletoras de esgoto sanitário que permitem o ingresso de certa quantidade de águas pluviais na rede de esgotos sanitários. da qual resulta o amortecimento das vazões máximas.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.Interceptor 28. 1997 Na Figura (28.

Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Exemplo 28.0005m/m OK 28. Iomi= 0.00035 x 0. O interceptor deve ser dimensionado para a vazão inicial e vazão final do plano conforme NBR 12207/92 Embora o regime de escoamento no interceptor seja gradualmente variado e não uniforme.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. mediante a composição dos respectivos hidrogramas com as vazões dos trechos imediatamente anteriores. para o dimensionamento o regime de escoamento pode ser considerado permanente e uniforme conforme NBR 12207/92. Iomi= 0. porem no cálculo de interceptores de dimensões elevadas maiores que 1.br 10/7/08 28.00035 x Qi -0.00035 x Qi -0.013 deverá ser justificada a tensão trativa média e a declividade mínima a adotar. Este procedimento é recomendado no caso de interceptor afluente à estação elevatória ou ETE. Qi= vazão inicial (m3/s) Para valores diferentes de n=0. é recomendado a ser considerado a defasagem das vazões para o dimensionamento da seção do interceptor quando isto acarreta uma diminuição no dimensionamento.1 Achar a declividade mínima de um interceptor que tem vazão de pico de 0. 28.47 Iomi= 0.3 Critério de dimensionamento Conforme NBR 12207/92 para avaliação das vazões no trecho final do interceptor.4 Efeito reservatório Em redes coletoras de esgoto sanitário é considerado o regime permanente e uniforme. Portanto.0005m/m.com.47 Io min=0. No caso de lançamento de contribuição de tempo seco ao interceptor.0 L/s x Km de rede afluente.013. quando o amortecimento das vazões resulta em diminuição no dimensionamento hidráulico destas instalações.2 Norma da ABNT 12207/92 A ABNT possui a norma NBR 12207/92 que trata de Projeto de Interceptor de esgoto sanitário que estabelece que: • Vazão parasitaria seja de até 6. pode ser considerada a defasagem das vazões das redes afluentes a montante. No trecho de grande declividade (escoamento supercrítico) deve ser interligado ao de baixa declividade (escoamento subcrítico) por um segmento de transição com declividade crítica para a vazão inicial. A tensão trativa em cada trecho de ser maior que 1 Pa.000866 m/m > 0.47 Sendo: Iomin= declividade mínima do interceptor (m/m) para as condições iniciais.14553 -0. 28-2 .4553 m3/s.5 Pa para a vazão inicial e coeficiente de Manning n=0. A declividade mínima usada na prática tanto para tubos de seção circular como retangular é de 0.00m e distancias maiores que 5km de se usar o denominado efeito reservatório. o valor mínimo da tensão tratativa média dever ser de 1.

1997 28-3 .2) a (28. 28.br 10/7/08 Uma maneira de se considerar o efeito reservatório é usar o Método de Muskingum.2. Os hidrogramas médios afluentes de esgotos sanitários estão nas Figuras (28. Figura 28.5 Hidrograma A grande dificuldade de se usar o método de Muskingum é que precisamos de hidrogramas da vazão afluente. porém graças ao grande engenheiro Eugênio Macedo este trabalho foi feito na cidade do Rio de Janeiro.5).Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Macedo apresentou quatro tipos básicos de hidrogramas médios: • Hidrograma médio para bacias tipo “a” em áreas residências • Hidrograma médio para bacias tipo “b” em áreas residenciais • Hidrograma médio para bacias 100% industriais • Hidrograma médio para bacias 100% comerciais.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.Hidrograma médio residencial tipo “a” Fonte: Fernandez.

com.4.br 10/7/08 Figura 28.Hidrograma médio residencial tipo “b” para casas modestas com mais de 4 pessoas/casa Fonte: Fernandez.3.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 Figura 28.Hidrograma médio para bacias 100% industriais Fonte: Fernandez. 1997 28-4 .Curso de rede de esgotos Capitulo 28.

vazão em com 7594 de Janeiro superior a 28.com.6 L/s Se a bacia em estudo de área A é 10 vezes maior que a área padrão Ao=10ha. então a ordenada do hidrograma composto as 9h 30min da manhã será: Desta maneira como se pode ver usando os diagramas das Figuras (28. A Figura (28.6 Como obter um hidrograma diferente do padrão? Fernandez.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. pois o mesmo foi feito para uma área padrão de 10ha.4) podemos obter aproximadamente um hidrograma médio para o nosso problema particular.30 x 16.3.br 10/7/08 Figura 28.3= 16. 28-5 . 20% industrial e 30% comercial. q=0.00 + 0.2 + 0. 1997 mostra que numa bacia com a distribuição percentual de áreas edificadas fosse 50% residencial.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.2) baseou-se em dados da zona norte da Cidade do Rio com 100% residencial com 4549 residências em 964 domicílios com taxa 4. 1997 Observar que os hidrogramas obtidos por Macedo estão com a litros/segundo. a seguinte ordenada padrão para a nova bacia.Hidrograma médio para bacias 100% comerciais Fonte: Fernandez. sabendo-se que a taxa residencial/morador é inferior a 0.5.25.1) foi obtida em área de Copacabana 100% residencial moradores e 2290 domicílios ou seja uma taxa morador/domicilio de 3. A Figura (28.1) a (28. ter-se-ia as 9h 30min da manhã.20 x 11.00morador por domicilio.50 x 19.

00 K= tempo de trânsito ou tempo de percurso em horas Δt= intervalo de tempo adotado.6).Esquema de interceptor com duas entradas 28-6 . Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Exemplo 28.5m2 e que a 8.br 10/7/08 28.X) -(Δt / K)]/ A Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.6. e Q2 e consideram-se os valores do afluente I1 e I2. Geralmente menor ou igual a K X=0 devido a considerar-se um reservatório.Adaptado de Fernandez.com. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1. C1 e C2 são calculados e sua soma deve ser igual a 1 (um).2. A equação para se obter o hidrograma efluente Q1. Os valores de Co.2km2 conforme Figura (28.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.6km sabendo-se que a área de contribuição no inicio do mesmo tem área de 3.7 Método de Muskingum As equações básicas do Método de Muskingum estão abaixo.6km adiante há uma entrada de esgotos de uma área de contribuição de 4. Dimensionar o interceptor considerando três casos: • Sem defasagem • Com defasagem de 4h • Com amortecimento usando Muskingum (efeito reservatório) Figura 28. 1997 O objetivo é dimensionar um interceptor com 8.

Coluna 1: está o hidrograma médio adotado residencial segundo Macedo desde a hora zero até 24h.2+4h Coluna 6 34.5+4.16 83.0 5.44 107.0 17.26 21.70 22.80 63.2) Coluna 5 40.1) coluna por coluna.80 28.27 38.1.46 21.00 60.40 92.5 12.40 142. Observar que o valor da vazão máxima obtida é 169.44 26.81 39.1 5.46 169.80 83.27 39.30 75.40 L/s.3 43.96 156.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.16 167.26 22.3 5.81 2398.96 76.2 14.85 17.72 151.10 155.3 5.40 169.42 21.97 38.86 52.90 78.36 34.06 90.81 41.10 127. pelo valor da área contribuinte inicial que é 3.1 8.26 22.30 94.76 152.85 40.5 Coluna 3 18.90 78.80 45.44 75.61 bp x 4.3 5. São dados tirados diretamente da Figura (28.40 81.36 34.40 81.85 17.32 152.8 18.65 62.44 75. Coluna 4: nesta coluna está multiplicada cada ordenada da coluna 2 denominada coluna padrão.40 92.00 77.0 19.942 4.42 21.br 10/7/08 Tabela 28.2Km2 está 8.5 52.7 96.72 83.00 22.55 17.46 166.76 140.11 40.6km de distante e como a velocidade média admitida é 0.com.42 36.96 83.60 69.20 49.96 76.1 5.68 22.42 21.42 21.05 17.2 Coluna 4 22.50 40.3 311.72 83.29 76.72 106.3 52.24 58.8 8.40 150. pelo valor da área contribuinte inicial que é 4.46 bpx3. Coluna 3: nesta coluna está multiplicada cada ordenada da coluna 2 denominada coluna padrão.51 39.96 83.16 90.332 Sem defasagem (3.70 63.60 132.25 65.26 21.00 37.4 5.90 18.53 53.27 67.99 2410.6 19.58 40. Coluna 2: estão os valores das vazões do hidrograma residencial tipo “b” de hora em hora.44 1320.26 160.16 92.8192 Com defasagem 3.46 152.50 18.8 19.30 69.80 69.00 22.8 21.8 22.4292 Vamos descrever a Tabela (28.5 18.2+4h) Coluna 7 52.16 90.55 18.24 58.2 6.2Km2.1 5. Coluna 5: estão a soma da coluna 3 com a coluna 4 em que não se considera a defasagem e nem o efeito reservatório.2).26 1308.15 144.24 104.60m/s o tempo de trânsito ou de deslocamento será: 28-7 .85 17.16 63.6 95.2 18. Coluna 6: como a vazão de entrada de 4.44 26.96 114.14 48.42 21.36 39.72 97.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.30 77.5Km2.55 1090.16 83.Cálculos observando a defasagem de 4 h nas cores amarelo bp (horas) Coluna 1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Total Média Bacia padrão Coluna 2 5.0 22.02 90.99 45.60 72.60 72.16 92.14 138.27 39.85 30.42 21.8 19.0 10.46 21.5+(4.80 45.68 22.42 36.41 148.00 68.

5km2 entrou ao mesmo tempo que 4.0 19.br 10/7/08 8600m/ 0.0 5.2km2.1 5.2 14.9min=3. Tabela 28.3 5.2 12. 21 etc e coloquemos na Tabela (28. Façamos uma tabela considerando o tempo de trânsito de 4 h Primeiramente vamos considerar a Tabela (28.2km2 terá percorrido 8.8 18.6km e haverá uma defasagem de 4h já mostrada acima.3 5.60m/s= 14333.Média dos valores de 4h da bacia padrão Coluna 1 (horas) Coluna 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 bp Bacia padrão Coluna 3 5. Quando a vazão no ponto de 3.0 22.5km2 chegar no ponto de 4.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.8 8. dos valores da bacia padrão da coluna 3. 12.8 19.3 5.1 5.0 28-8 .3).0 10.3s= 238.1.1 8.0 17.4 5.6 6.2 6. Então as vazões do hidrograma estão defasadas de 4 horas em relação ao hidrograma da coluna 4. Nela fazemos uma média de 4 horas na coluna 1.1).8 21. Coluna 7: é a soma da coluna 6 que está defasada com a coluna 3.com.6 19.98 h= 4h (aproximadamente).2 18.3 5.2.0 19.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 21. Obtemos assim os valores: 5.3 13.8 22.2) que é parte da Tabela (28. mas quando a vazão de 3.1 5.5 18.8 19.2.

12 25.20 81.72 46.82 L/s está defasado na coluna 6 de 4h e assim por diante Coluna 7: É a coluna 3 + a coluna 6 da defasagem.5km2=18.2) Coluna 3: multiplicação da coluna 2 por 3.60 21.06 57.5Km2 (L/s) Col 3 18.70L/s Coluna 6: Defasagem de 4h.5Km2 +4.70 148.04 93.3. Observar na coluna 4 que 50.10 21.32 155.50 67.84 50.20 42. Observar que houve um achatamento do pico da coluna 3 de 73.82 88.20 21.04 64.20 Col 7 40.com. Coluna 4: idem usando 4. É o efeito reservatório.99 46.40 Col 8 18.2Km2 4.20 x 3.12 43.2 25.52 99.81 61. A norma de Interceptor aconselha a defasagem.84 Col 5 40.5km2 e assim obtemos o hidrograma de entrada variando de 4h em 4h.00 19.00 18.06 57.60 6.20 Col3+col6 Qe Col 4 21.83 97.75 128.17 161.br 10/7/08 Tabela 28.35 73. Somamos a coluna 8 obtida pelo Método de Muskingum com a coluna 6 de 4.2 +Qe Col 9 40.46 41.04 47.30 13.84 21.20 81. É o cálculo normal que se faz obtendo a vazao de pico 161.99 58.05 51.93 26.3): Coluna 1: variação das horas de 4 em 4 horas Coluna 2: valores em L/s obtido pela média obtido na Tabela (28.77 Com amortecimento Com Muskingum Soma do 4.19 L/s 28-9 .2Km2 (L/s) 3.84 50.75 L/s.61 104.2Km2 Coluna 5: coluna 3+ coluna 4.50 L/s para 61. Assim multiplicando 5.19 124.82 88.63 150.99 L/s. Coluna 8: Hidrograma obtido da coluna 3 usando o Método de Muskingum.66 78.20 L/s e assim por diante.20 12.20 x 3.00 5.19 139. Obtemos o valor máximo de 150.55 47.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.04 Col 6 21.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2Km3 + 4h Defasagem media Col 1 0 4 8 12 16 20 24 Col 2 5.97 Vamos explicar a Tabela (28. Coluna 9: é o efeito reservatório.2km2 defasado de 4h.12 25.20 40.Cálculos Padrao (L/s) Inicio x 4. Obtemos um pico um pouco menor que é 155.

4h.00 Para calcular a coluna 6 da vazão efluente Q1 e Q2.33 C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C1= [(4 / 4 + 2x0]/ 3 =0.33x18.33 Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.19 L/s D=700mm D=700mm D=600mm 28-10 .00horas.99 L/s e assim por diante. Importante notar que obtemos: • Sem defasagem: 161.00 pois consideraremos um reservatório para amortecimento.5km2 que chega ao ponto onde entra o hidrograma dos 4. No caso adotamos o mesmo valor de K ou seja. Δt= 4. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: A= 2 (1-X) + Δt /K = 2 (1-0) + 4 /4=3 C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C0= [(4 / 4 – 2x0]/ 3 =0.33 C2= [2 (1.2 = 25.75 L/s • Com efeito do reservatório: 150.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00 que é o tempo de trânsito do ponto de 3.33x 42.2km2. As equações básicas do Método de Muskingum estão abaixo.2km2. X=0.com.2 + 0.2 L/s Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Q2= 0.33 x18.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.br 10/7/08 Método de Muskingum. O valor de Δt pode ser menor ou igual ao valor de K. Desta maneira obtemos toda a coluna 6 que é o hidrograma do primeiro ponto com 3.5km2 para 4.X) -(Δt / K)]/ A C2= [2 (1.35 + 0. O valor K= 4.70 L/s • Com defasagem: 155. admitimos primeiramente que Q1=18.0) -(4 / 4]/ 3 =0.

28 Adotamos Qm=0.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.50 K3= coeficiente da vazão mínima=0.br 10/7/08 28.30 Adotamos também 6 horas para a vazão mínima das 0 as 3 e das 22.20 x 1.8 Hidrograma unitário Como não temos muitas pesquisas sobre o hidrograma de esgotos. Portanto: Qm x K1 x K2= 1.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 28-11 .5 Vazão mínima Qm x K3=0.56 Sendo: Qm= vazão média (m3/s) K1= coeficiente do dia de maior consumo =1.20 K2=coeficiente da hora de maior consumo= 1. vamos construir um hidrograma unitário de maneira que a vazão de pico seja igual a 1 (unidade).50=0.com. 23 e 24h.0 Qm= 0.56 x 0. no inicio e no fim do hidrograma.0 Qm x 1.50= 1.

00 0.84 0.46 0.com.61 0.Hidrograma unitário para interceptor construído através dos coeficientes K1. K2 e K3 Tempo (horas) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Hidrograma p/interceptor 0.69 0.53 0.38 0.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.69 0.30 0.38 0.61 0.30 0.30 0.53 0.77 0.br 10/7/08 Tabela 28.92 1.4.30 0.30 0.77 0.30 28-12 .84 0.92 0.46 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.30 0.30 0.

2 0.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/7/08 Hidrograma elaborado Vazão unitária (m3/s) 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.8 0.4 0.7.Hidrograma unitário baseado nos coeficientes K1.com. K2 e K3 28-13 .6 0.0 0.0 0 4 8 12 Horas 16 20 24 Figura 28.

21 92.80 68.36 48.77 0.97 40.42 29.13 46.30 0.52 116.01 77.40 85.65 141.84 0.50 145. K2 e K3.40 155.15 63.53 131.33 89.72 27.46 0.91 42.65 70.26 23.11 27.82 64.36 48.07 65.72 27.61 0.89 103.78 77.81 62.69 0.72 27.17 90.10 23.53 0.82 50.30 é o resultado aproximado de Qm x K3.30 0. Os valores mínimos 0. As 12h temos o valor máximo 1 que é o resultado de Qm x K1 x K2.48 140.53 0.92 64.72 27.72 34.10 27.40 L/s Coluna 4 Hidrograma unitário Coluna 2 Pico 77 L/s Coluna 3 Soma (3) + (4) Coluna 5 (4)+ 4h Defasagem Coluna 6 Defasagem (3) + (6) Coluna 7 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 0.01 77.30 0.28 56.77 0.40 85.84 0.82 50.05 156.09 49.47 63.10 23.03 85.98 118.84 78.5) Coluna 1: são o tempo de hora em hora a começa de zero hora Coluna 2: é o hidrograma unitário obtido conforme os coeficientes K1.87 143.44 116.92 0.72 50.30 0.09 49.08 41.79 74. 28-14 .5km 2 Tempo (horas) Coluna 1 4.28 56.2km2 Pico 92.01 77.97 42.37 50.61 0.82 50.br 10/7/08 Exemplo 28.07 47.00 0.97 42.76 56.82 56.82 50.72 27.30 130. Coluna 3: como temos a vazão de pico de 77 L/s multiplicamos o valor 77 L/s por todas as ordenadas da coluna 2 obtendo a coluna 3 que dará o pico as 12h.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.02 71.50 35.09 35.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.82 50.30 0.72 27.10 29.68 142.78 87.85 142.03 65.29 53.38 0.72 27.95 101.10 23.71 144.46 0.00 70.82 50.72 27.11 27.10 23.62 71.82 50.81 35.69 0.70 129.82 50.com.Cálculos elaborados com Hidrograma unitário 3.5.72 34.04 59.91 42.02 79.30 127.47 63.62 71.06 53.72 27.76 56.72 27.72 27.92 1.68 59.30 0.84 78.38 0.72 50.03 85.30 23.72 27.84 64.10 23.60 58.65 70.15 63.43 106.21 92.00 77.72 27.82 27.3.46 72.13 114.Aplicação do exemplo do Macedo com Hidrograma adotado Tabela 28.22 169.72 27.35 103.72 27.10 23.21 Explicação da Tabela (28.30 0.82 50.57 93.50 35.72 27.

que é a defasagem.40 L/s • Com defasagem: 145. Este é o resultado previsto na norma técnica.br 10/7/08 Coluna 4: segue o mesmo raciocínio da coluna 3. só que o valor de pico é 92. Este é o cálculo normalmente adotado nos coletores. Coluna 7: é a soma da coluna 3 com a coluna 6 que está defasada de 4horas. observar que os valores da coluna 6 estão defasados de 4 horas em relação aos da coluna 4.40 L/s.53 L/s • Com efeito do reservatório: 142.53 L/s Em resumo temos: Importante notar que obtemos: • Sem defasagem: 169. Coluna 6: como é o exercício anterior do Macedo em que temos uma defasagem de 4h.40 L/s. Coluna 5: é a soma das coluna 3 com a coluna 4 que fornecerá o valor de pico as 12h no valor de 169.20 L/s D=700mm D=700mm D=600mm 28-15 .com. Obtemos o valor de pico igual a 145.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.

comerciais. 28.10 Método da Sabesp para dimensionamento de esgotos com composição de hidrogramas. comercial. Q≤ 751 L/s K=1.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.80 Q> 751 L/s K= 1.485/ Q 0. Qtrecho= ( K1 x K2 -1) Qm senΦ + Qm +Qmf + KI x QI Sendo: Qtrecho= vazão de montante de um trecho no instante de fase K1= coeficiente da máxima vazão diária K2=coeficiente da máxima vazão horária Φ=ângulo de fase da senóide (24h = 360º) Qm= vazão média dos esgotos sanitários. menor será o coeficiente K.9 Método da Sabesp para dimensionamento de interceptores de diminuição da vazão de pico K=K1 x K2.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial.20 + 17. 1999 desde 1978 a Sabesp utiliza um hidrograma de descarga de esgotos representado por uma senóide. A empresa norte-americana Hazen-Sawyer utilizou na falta de dados medidos na década de 70 o dimensionamento que iremos expor.br 10/7/08 28.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. público em L/s Quanto maior for a vazão Q. Conforme Tsutiya.1 QI= vazão proveniente das grandes indústrias 28-16 . Conforme Tsutya. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1.com. Isto é usado para o amortecimento das vazões de pico no dimensionamento das estações elevatórias ou estação de tratamento de esgotos. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2. dos serviços públicos e de pequenas indústrias Qmf= vazão de infiltração KI= coeficiente de pico para as vazões industriais= 1.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui.

Variação de K2 em função da vazão média da bacia de esgotamento Fonte: Tsutiya.com.Hidrograma padrão senoidal Fonte: Tsutiya. 1999 28-17 .Curso de rede de esgotos Capitulo 28. 1999 Figura 28.9.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8.br 10/7/08 Figura 28.

EPUSP. Editora Universitária. 1997. Projeto de interceptor de esgoto sanitário.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. 1977. Coleta e transporte de esgoto sanitário. 213 páginas.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 547páginas 28-18 . Sistemas de esgotos sanitários. João Pessoa. -FERNANDES. . CETESB.br 10/7/08 28. Planejamento e projeto dos sistemas urbanos de esgotos sanitários. FRANCISCO PAES. 1973. Esgotos sanitários.com. -CETESB. -LEMES. CARLOS. 1999. PEDRO ALEM. -TSUTIYA. Faculdade de Saúde Pública e CETESB.11 Bibliografia e livros consultados -ABNT 12207/92. 433 páginas. 418 páginas.

a toxicologia é o estudo dos efeitos adversos de agentes químicos ou físicos em seres vivos conforme Lopes. são nocivas e como e onde manifestam seus efeitos. a toxicologia estuda os venenos e as intoxicações pelos mesmos. Portanto. domicilio. Segundo Maranho. a ecotoxicologia como estuda todo o ecossistema engloba a toxicologia. isto é. isoladas ou em forma de misturas.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.. 2008 os primeiros testes de toxicidade com despejos industriais surgiram em 1863 e 1917 e os testes de toxicidade aguda em organismos aquáticos surgiram em 1930. A ecotoxicologia estuda os efeitos adversos dos agentes tóxicos causados por contaminantes naturais ou sintéticos para o ambiente. A palavra “eco” vem do grego oikos que quer dizer casa. A USEPA lançou em janeiro de 2004 o software gratuito denominado AQUATOX (release 2) que apresenta o modelo de rios e lagos onde existe os efeitos tóxicos.2008 a toxicologia é a ciência que estuda os efeitos nocivos decorrentes da interação de substâncias químicas e de fenômenos físicos com o organismo. que pode ser facilmente acessado pelo site.Noções de Ecotoxicologia 29. sugere a aplicação de medidas preventivas para os impactos futuros antes que ocorram graves danos ao ambiente natural. as substâncias químicas.com. As atividades humanas e processos naturais podem causar fontes de contaminação nos ecossistemas com graves conseqüências ecotoxicológicas. 2008 diz que a ecotoxicologia alerta para os danos ocorridos nos diversos ecossistemas por substâncias químicas que representam risco e assim. habitat e daí saiu o termo ecologia.br 19/06/08 Capítulo 29. 2002 a ecotoxicologia é o estudo dos efeitos adversos de agentes químicos ou físicos no ecossistema. Segundo Truhaut.1 Introdução O inicio da ecotoxicologia se deu em 1969 com o pesquisador francês René Truhaut. 2002. 29. 29.4 Destino dos poluentes O destino dos poluentes são basicamente três: • Ar • Água: receptor final dos poluentes • Solo/sedimento 29-1 .Curso de esgotos Capitulo 29. 1969 in Lopes. Portanto. No Brasil teve inicio somente em 1975 com Programa Internacional de Padronização de testes de toxicidade aguda com peixes. através de ensaios com matéria viva.2 Ecotoxicologia Conforme Maranho. A ciência dos agentes tóxicos.3 Perigo Maranho. 29. A finalidade da ecotoxicologia é saber em qual grandeza.

biodegradação e oxidação/redução • Biota: bioacumulação e metabolismo Conforme as propriedades físico-químicas dos xenobióticos é que é determinando o transporte entre as diferentes fases do meio. oxidação e redução e biodegradação • Sedimento: hidrólises.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1-Esquema do destino dos poluentes Fonte: Maranho. hidrólises.br 19/06/08 Figura 29.com. degradação microbiana e oxidação/redução • Solo: fotólises. O agente tóxico (xenobiótico ou substância ou toxicante) é qualquer substância química que interagindo com um organismo vivo. 29-2 . é capaz de produzir um efeito tóxico seja este uma alteração funcional ou a morte.Curso de esgotos Capitulo 29. 2008 29.5 Transporte dos poluentes O transporte dos poluentes são cinco: • Ar: fotólises e reações com OH• Agua: hidrólises. fotólises. A movimentação dos contaminantes nos meios é determinada por processos físicos relacionados às propriedades químicas dos compartimentos ambientais e dos contaminantes.

sintomas e efeitos que causam desequilíbrio orgânico. Não existe um ensaio que detecta todos os efeitos e portanto existe uma bateria de ensaios diferentes com vários critérios de toxicidade e conforme a situação específica. Muitos testes crônicos são feitos com ovos e larvas de peixes e testes agudos podem ser feitos com minhocas. 29-3 .Curso de esgotos Capitulo 29. 2008 os testes de toxicidade é feito através de bioindicadores dos grandes grupos de uma cadeia ecológica e ligadas aos ambientes agrícolas. por exemplo ou com abelhas. 2008 29. abelhas) • Decompositores (minhocas. Assim são usadas: • Produtores (algas) • Consumidores primários (microcustáceos) • Consumidores secundários (peixes.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 19/06/08 Figura 29.2-Esquema de transporte dos poluentes Fonte: Maranho. microorganismos) Nos testes de toxidade se examinam sinais.6 Testes de toxicidade Conforme Maranho.

Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 29.br 19/06/08 Figura 29. 2008 Figura 29.4-Testes de toxicidade Fonte: Maranho. 2008 29-4 .com.3-Testes de toxicidade Fonte: Maranho.

96: concentração nominal do agente químico que causa efeito agudo (letalidade) a 50% dos organismos-teste em 96h de exposição. Como teste preliminar para determinar o intervalo de concentração pode ser usadas as espécies: o Brachydanio rerio (Cyprinidae) – paulistinha o Poecilia reticulata ou Phalocerus caudimaculatus (Poecilidae).e etc. 29. O EC50 é a efetiva concentração em MG/L ou ug/L que produz em específico efeito mensurado em 50% de um organismo testado em determinadas condições de tempo em estudo. que depende da via de introdução. 2008 os principais efeitos deletérios são: • Alterações cardiovasculares e respiratórias • Alterações do sistema nervoso • Lesões orgânicas: totoxicidade. 29.br 19/06/08 29. freqüência e da duração da exposição. distribuição. A toxidade aguda tem como base no LC50. 2005 a toxicidade aguda para peixes é definida por: Concentração letal inicial média CL (I)50. 2005 para peixes o CEO é a menor concentração nominal do agente tóxico que causa efeito deletério estatisticamente significativo na sobrevivência e reprodução em 7 dias de exposição. CENO: concentração de efeito não observado CEO: concentração de efeito observado. Conforme Machado Neto. armazenamento. sintomas e alterações detectáveis por provas diagnósticas que caracterizam os efeitos deletérios ao organismo. hepatotoxicidade.7 CE 50 e CL 50 A toxidade pode ser aguda ou crônica. Conforme Machado Neto. Fase da exposição:a primeira fase da intoxicação é a fase da exposição. 2008. Fase da toxicodinâmica: mecanismos de interação entre o toxicante e os sítios de ação dos organismos.Curso de esgotos Capitulo 29. Efeitos nocivos decorrentes da ação tóxica. concentração xenobiótico. das propriedades físico-químicas do agente e de fatores relacionados à suscetibilidade individual.guarú. Valor crônico (VC): conforme Machado Neto.com. nefrotoxicidaded.8 Fases da intoxicação As fases da intoxicação são basicamente quatro abaixo explicadas conforme Maranho. biotransformação e eliminação de substâncias inalteradas e/ou metabólitos.9 Principais efeitos deletérios Conforme Maranho. 29-5 . Define-se LC50 como a quantidade de pesticida presente por litro de solução aquosa que é letal para 50% dos organismos testados.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Fase clínica: sinais. Fase de toxicinética: processos desde a disponibilidade química até a concentração do toxicante nos órgãos alvo (absorção. 2005 é a média geométrica dos valores CENO e CEO.

Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. o Mutagênese: alterações hereditárias produzidas na informação genética armazenada no DNA( ex. coração e atraso mental Álcool: defeitos faciais e atraso mental.Curso de esgotos Capitulo 29. re-arranjos de partes de cromossomos. 2008 temos. inativando-o. cérebro e coração Talidomida: coração e membros Fenobarbital: palato. Precisamos monitorar o meio ambiente 29-6 . no final o efeito tóxico será menor. o Antagonismo competitivo: quando um toxicante reduz o efeito do outro.com.10 Interações entre os agentes tóxicos sobre os organismos Conforme Maranho. Cloranfenicol: aplasia medular 20.br 19/06/08 • • • Lesões carcinogênicas/ tumorigênicas Lesões teratogênicas (malformações do feto) Alterações genéticas como : o Aneuploidização: ganho ou perda de um cromosso inteiro o Clastogênese: aberrações cromossônicas com adições. Infertilidade masculina. produzindo efeitos contrários. 20. o Efeito aditivo: o efeito tóxico final é igual à soma dos efeitos produzidos separadamente. o Antagonismo funcional: quando dois antagonistas agem sobre o mesmo sistema. feminina ou mista o Teratogênese provocada por agentes infecciosos ou drogas o Aborto precoce ou tardio Alterações da capacidade reprodutora Exemplos: Vitamina A: atraso mental. falhas.. o Efeito sinérgico: o efeito final é maior que a soma dos efeitos individuais o Potenciação: o efeito de um xenobiótico é aumentado por interagir com outro toxicante que originalmente. radiações ionizantes). não produziria tal efeito. São organismos que ajudam a detectar diversos tipos de modificações ambientais antes que se agravem e ainda a determinar qual o tipo de poluição que pode afetar um ecossistema conforme Maranho.11 Bioindicadores São espécies animais ou vegetais que indicam precocemente a existência de modificações bióticas (orgânicas) e abióticas (físico/químicas) de um ambiente. o Antagonismo químico: o antagonista reage com o responsável pela ação. 2008.

Curso de esgotos Capitulo 29. Foi usada metodologia da ABNT para o uso da Daphnia similis bem como o uso de CE50/ 10 que foi comparado com o valor CER definido como: CER= vazão média do efluente x 100/ vazão média do efluente + Q7. Foram coletadas 90 amostras e fizeram testes de toxicidade aguda com Daphnia similis e ainda foram comparados os resultados as tradicionais análises físico-químicas e biológicas. De 32 amostra 66% tinham o potencial para acarretar impactos aos organismos aquáticos dos corpos receptores.10 do corpo receptor.12 Impacto ecotoxicológico Nieto. 2008 fez um estudo do impacto ecotoxicológico no Estado de São Paulo para avaliar os diversos ramos industriais cujos efluentes são lançados em corpos hídricos.br 19/06/08 29. CER ≤ CE50/ 100 Os resultados foram que os tratamentos feitos com projetos e bem operados tiveram uma remoção significativa da toxicidade.com.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Funcionou o teste de toxicidade com Daphnia similis constituindo uma ferramenta indispensável para previsão do impacto dos efluentes industriais nos corpos de água receptores. 29-7 .

G. -NIETO. -THOMAN. 29-8 . 1987. UNESP. XXVI Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental. LUCINEIDE APARECIDA. HarperCollins.Curso de esgotos Capitulo 29. 3º encontro técnico anula da ASEC. ROBERT e MUELLER. -FERCINOLA. 2002. 2008 (?). Ecotoxicologia. Nov/ 2005. USEPA. 2002. G. -MACHADO NETO. Ecotoxicologia dos agrotóxicos e saúde ocupacional. JOHN. 2004. NILDA A. Universidade Évora.com. ALVARO TEIXEIRA.. Ecotoxicologia.br 19/06/08 29. Caracterização ecotoxicológica de efluentes liquidos industriaisFerramenta para ações de controle da poluição das águas. -MARANHO. Modeling environmental fate and ecological effects in aquatic ecosystems. Bióloga.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Lisboa. Faculdade de Farmácia. ABES. campus de Jabuticabal. Controle da poluição das águas em indústrias têxteis. Engenheiro químico da CETESB. junho. REGIS.Associação dos engenheiros da CETESB.15 Bibliografia e livros consultados -AQUATOX REALEASE 2. Toxicologia Ambiental. Principles of surface water quality modeling and control. REGIS. -NIETO. CETESB. -LOPES.

60m/s ≤ V ≤ 3. 2001 que no dimensionamento de um poço de sucção é necessário atender duas exigências básicas: • Intermitência na partida das bombas • Tempo de detenção de esgotos Nas Figuras (30.Estação elevatória de esgotos sanitários 30. 30.2 Velocidades Conforme a NBR 12208/92 as velocidades na sucção e recalque são: • Sucção: 0. 30.3 Dimensionamento do poço de sucção Vamos seguir os ensinamentos de Crespo. 1997 30-1 .Corte esquemático de uma elevatória convencional com bombas de eixo horizontal. Fonte: Fernandes.1. A única diferença que existe é que no dimensionamento temos que prever um poço de sucção e que a detenção do esgoto no referido poço não passe de 20min.4) temos os vários tipos de estação elevatória de esgotos sanitários. Existe a norma da ABNT NBR 12208/92 Projeto de Estações elevatórias de esgoto sanitário que é a antiga NB-569/1989. Figura 30.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.50m/s ≤ V ≤ 1.00m/s As tubulações terão o diâmetro mínimo de 100mm.com.1) a (30.1 Introdução O dimensionamento de bombas e motores já foi explicado no curso de redes de água.50m/s • Recalque: 0.Curso de esgotos Capítulo 30.br 25/06/08 Capitulo 30.

Elevatória com bombas de eixo vertical.2.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 Figura 30.Curso de esgotos Capítulo 30.br 25/06/08 Figura 30.com.3. 1997 30-2 .Elevatória com bombas de eixo horizontal. Fonte: Fernandes. Fonte: Fernandes.

5) temos vários tipos de sucção de bombas para elevatória de esgotos sanitários. Figura 30.com.br 25/06/08 Figura 30.5. 1997 30-3 . Fonte: Fernandes. Fonte: Fernandes. 1997 Na Figura (30.4.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capítulo 30.Instalação típica para bombas Flygt.Formas de sucção e respectivas submergências.

considerando a vazão da maior bomba a instalar (quando operada isoladamente) e o menor intervalo de tempo entre as partidas consecutivas do seu motor de acionamento. 30. Quando forem adotadas bombas de rotação constante. 30. conforme recomendado pelo fabricante. 30.7 Número de bombas Conforme a NBR 12208/92 devem ser previstos dois conjuntos motor-bomba.br 25/06/08 30. 30. Conforme a NBR 12208/92 o maior tempo de detenção deve ser de 30min. cada um com capacidade para recalcar a vazão máxima. No caso de mais de dois conjuntos. Segundo Crespo.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capítulo 30. A vazão mínima representa uma grandeza tão pequena que inviabiliza o cálculo para determinar o volume máximo do poço.6 Volume do poço de sucção È o volume compreendido entre os níveis máximo e mínimo de operação das bombas conforme NBR 12208/92. o reserva instalado deve ter capacidade igual à do conjunto de maior vazão. recomenda-se que os conjuntos motor-bomba sejam iguais. sendo um deles reserva. Qf= vazão afluente no fim do plano. Qmin= Qmédio/ 4 Sendo: Qmin= vazão mínima (m3/min) Qmédio= vazão média de fim de plano sem considerar infiltração (m3/min) 30-4 .com.4 Tempo de detenção média. 30. Admite-se que o NA médio corresponde a um nível eqüidistante entre o NAmax e o NAmin. O limite máximo de rotação recomendado pela NBR 12208/92 é de 1800 rpm.8 Volume útil Conforme NBR 12208/92 o volume útil deve ser calculado.5 Vazões iniciais e finais As vazões a serem consideradas são: Qi= vazão afluente no inicio do plano desprezando a variação horária K2.9 Dimensionamento do poço de sucção O volume do poço é dado pela seguinte relação: Vd= A x H Sendo: Vd= volume do poço (m3) A= área do poço (largura x comprimento) (m2) H= distância vertical entre o NA médio e o fundo do poço (m). 2001 a vazão mínima é uma variável difícil de ser fixada. Para o cálculo da vazão mínima considera-se a vazão média de fim de plano sem considerar a infiltração e dividida por 4.

8 L/s Vazão máxima sem infiltração Qmax= 86.5 L/s x km= 25 L/s Vazão de projeto Q= 156.Curso de esgotos Capítulo 30. T= Vd/Qmin Sendo: T= tempo de detenção do esgoto no poço de sucção (min) Vd= volume do poço de sucção (m3) Qmin= vazão mínima (m3/min) 30.Extraído de Crespo.5 = 156.5 x Qb Sendo: V= volume mínimo do poço de sucção entre o Namax e o Namin (m3) Qb= capacidade nominal da bomba (m3/min) Exemplo 30. 2001 o intervalo de duas partidas consecutivas de uma mesma bomba denomina-se intermitência das partidas.000hab • Quota per capita: 150 L/dia x hab • Extensão da rede coletora: 50km • Taxa de infiltração: 0.5 Qb V= 2.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.81 L/s x 1.25 L/s + 25. A bomba não deve ter mais de 5 ou 6 partidas por hora e caso não seja feito isto teremos problemas na vida útil dos equipamentos.5 L/s x km • Coeficientes de vazão: • K1= 1. 2001 Dimensionar um poço de sucção de uma estação elevatória de uma cidade com: • População de 50.25 L/s Vazão de infiltração: 50 km x 0.10 Intermitência na partida das bombas Conforme Crespo.25 L/s 30-5 .5 coeficiente de vazão na hora de maior consumo • Número de bombas: 2 +1 Solução: Vazão média Qmédia= (50000hab x 150 L/dia x hab)/ 86400s= 86.0 L/s= 181. 2001.1. Admitindo-se intervalo de 10min de intermitência o volume mínimo do poço de sucção será: V= t x Qb/ 4 Admitindo t=10min entre duas partidas temos: V= t x Qb/ 4 V= 10 x Qb/ 4= 2. A média considerada entre duas partidas consecutivas é de 10min.2 coeficiente de vazão no dia de maior consumo • K2= 1.com.br 25/06/08 O tempo de detenção de esgoto no poço de sucção é dado pela seguinte equação conforme Crespo.2 x 1.

30m3/min= 17.96= 1.40 x 2.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Este valor é fixado de modo que o Namin fique em cota igual ao topo do rotor. T= Vd/ Qmin Sendo: T= templo de detenção (min) Vd= volume do poço ente o Na médio e o fundo do poço (m3) Qmin= vazão mínima de projeto (m3/min) Distância entre o Namin e o fundo do poço: 0.30= 23.59m3 Admitindo-se uma distância vertical entre o Namax e o Namin de 0.15m3 Vazão mínima Qmin Qmédio= (50000 x 150/ 1000 x 24 x 60) = 5. Portanto.36 x 7.63 L/s= 5. Distância vertical entre o Na médio e o fundo do poço: 0.59m3 A= Vd/H=13. a vazão de cada bomba Qb será: Qb= 181.80/2 + 0.80m Vd=13.Curso de esgotos Capítulo 30.81 min < 20min OK.50m3/ 0.46m Vd= 1. 30-6 .30m Verificação do volume do poço de sucção para respeitar o tempo de detenção máximo permitido.44m3/min= 13.com. Largura do poço= 16.44 m3/min V= 2.5 x 5.80m= 16.15m3/ 1.80m teremos: Área do poço: Vd= A x H A= Vd/ H H=0.25 L/s / 2= 90.br 25/06/08 Vamos ter duas bombas funcionando e mais uma de reserva.30 m3/min T= Vd/ Qmin = 23.99m2/ 7.40m= 2.96m.40m.21m3/min Qmin= Qmédio/ 4= 5.5 x Qb V= 2.21/4= 1.99m2 Considere-se que a disposição das bombas na estação elevatória exige um comprimento do poço na horizontal igual a 7.

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Figura 30.6- Esquema do NA max, Na min

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30.11 Modelo Paulo S. Nogami O prof dr. Paulo S. Nogami apresentou em 1973 para sistemas elevatórios de esgotos o seguinte modelo. Recomendou que o período de detenção não exceda de 30min em qualquer caso. Recomendou ainda que o número de partida do motor não ultrapasse de 10, o que limita a 6 minutos o ciclo ente dois inícios de bombeamento. Nogami, 1973 citou as seguintes expressões: V= q x p p= V/ q Sendo: V= volume útil do poço de tomada q= vazão de chegada p= período de parada da bomba V= (Q –q) x f f = V/ (Q – q) Sendo: V= volume do poço Q=vazão de bombeamento q= vazão de chegada f= período de funcionamento da bomba Exemplo 30.2- Extraído de Paulo S. Nogami, 1983 Determinar o volume útil de um poço de tomada de uma estação elevatória que deverá receber uma vazão média anual de 16 L/s. As vazões máxima e mínima correspondem, respectivamente a 2 vezes a metade da vazão média. Indicar a capacidade da bomba e calcular os períodos de funcionamento e parada da bomba para quando a vazão de chegada for mínima. Volume do poço V= 0,016m3/s x 10min x 60s= 9,6 m3 Capacidade adotada para a bomba: 35 L/s ( > 32 L/s) Período de funcionamento para a vazão mínima Vazão mínima= 0,5 x 16 L/s= 8 L/s= q Q= 35 L/s V= 9600 Litros f = V/ (Q – q) f = 9600/ (35 – 8) = 355 s= 5,9min Tempo de detenção no poço de sucção p= V/q p= 9600/8 = 1200s= 20min < 30mim OK

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Exemplo 30.3- Extraído de Fernandes, 1997 Dimensionar o volume do poço úmido e a potência instalada para desnível geométrico de 6,60m. Dados: 805 casas 5 pessoas/casa Distância: 408m Rede coletora a montante: 4,30Km. Solução: População de projeto P= 805casas x 5 pessoas/casa= 4025 pessoas Quota per capita= 150 L/dia x pessoa Coeficiente de retorno= C= 0,80 V= 0,80 x 0,150 x 4025= 483m3/dia= 5,59 L/s K1= 1,25 K2=1,40 K3=0,60 Taxa de infiltração= TI= 0,000 5 L/s x m Contribuição doméstica no dia de maior consumo: Qd= K1 x 483000 Litros/ 86400s= 1,25x 483000 Litros/ 86400s =6,99 L/s Contribuição doméstica na hora de maior consumo: Qd,max= K2 x Qd= 1,40 x 6,99= 9,79 L/s Vazão máxima de projeto em tempo de chuva Qh,max= 9,79 + 0,0005 x 4300m= 11,94 L/s Vazão mínima em tempo de seco Qmin= K3 x 483000/86400= 0,60 x 483000/86400= 3,35 L/s Pré-dimensionamento do volume Admitindo um período de parada de 10min quando a vazão de chegada corresponde a Qd teremos: V= tp x Qd = ( 10min x 60s) x 6,909/1000= 4,19m3 Adotamos V=4,0m3 Testando este valor para: 1) para máxima (vazão de chegada mínima) tp,max = V/ Qmax= 4000 /(3,35 x 60)= 19,90 min < 20min OK. 2) Funcionamento mínimo (vazão de chegada mínima) para Qmax= 11,94 L/s e analisando-se as circunstâncias do problema com uma só bomba funcionando com capacidade Qb= 12 L/s. tf, min= V/ (Qb- Qmin)= 4000/ ( 12,0- 3,35) x 60= 7,71min 3) Número máximo de partidas por hora (quando a vazão de chegada for mínima indica máxima parada com mínimo funcionamento). N= 60min / (tp, max + tf, min)= 60/ (19,90+7,71)=60/27,61= 2,14 < 4 OK Assim conclui-se que o volume de 4,00m3 satisfaz as condições de impedimento de septicidade e sedimentação e número máximo de partidas por hora. 30-9

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Potência instalada Dr= diâmetro da canalização de recalque Fórmula de Bresse Dr= 1,3 x Qb 0,5= 1,3 x 0,012 0,5= 0,142m Se Dr=150mm tem-se Vr=0,68m/s Se Dr=125mm tem-se Vr= 0,97m/s então adota-se no recalque Dr=125mm e na sucção será Ds=150mm. Altura manométrica H Empregando Hazen-Willians C=80 ferro fundido 10,643 . Q 1,85 J = ----------------------C1,85 . D4,87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m); Q= vazão em m3/s; C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Q= 12 L/s achamos J=0,0224 m/m Supondo comprimento virtual para as perdas localizada equivalentes a 26m encontram-se: H= 0,0224 (26+408)= 16,32m Potência instalada 1) Potência da bomba Qb= 12 L/s rendimento bomba= 66% rendimento do motor=80% Pb= (12 x 16,32)/ (75 x 0,66x 0,80)= 4,9 CV= 4,95 x 0,986=4,88 HP Folga de 20% ( 5HP a 10 HP) Pt= 1,20 x 4,88= 5,48 HP Adoto: Pt= 6 HP Teremos dois motores de 6 HP cada, sendo um de reserve.

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30.12 Grades de barras Quando a vazão for maior que 250L/s a limpeza das grades deverão ser mecanizadas. 30.13 Gerador de emergência Conforme a NBR 12208/92 no ponto de entrada de energia elétrica, deve ser previsto dispositivo que permita a ligação de gerador de emergência. 30.14 Fórmula de Hazen-Willians A formula de Hazen-Willians é usada para tubos com diâmetro maiores que 50mm; 10,643 . Q 1,85 J = ----------------------C1,85 . D4,87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m); Q= vazão em m3/s; C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians; D= diâmetro em metros. Obtemos: Qo= (C1,85 . D4,87 . J / 10,643) (1/1,85)

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Figura 30.7- Nomograma para a equação de Hazen-Willians para C=100 Fonte: Hammer, 1979

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Figura 30.8- Fatores de correção para determinação da perda de carga com valores diferentes de C=100. Fonte: Hammer, 1979 Exemplo 30.4 Para a vazão de 12 L/s, diâmetro D=100mm na Figura (30.7) achamos a perda Hf= 40/1000 Como queremos C=80 olhando a Figura (30.8) achamos K=1,51 Portanto, Hf= K x 40/1000= 1,51 x 40/1000=0,0604m/m

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30.15 Bibliografia e livros consultados -ABNT NBR 12208/92, Projeto de Estações elevatórias de esgoto sanitário. -CETESB. Sistemas de esgotos sanitários. Faculdade de Saúde Pública e CETESB, 1973, 418 páginas. -CRESPO, PATRICIO GALLEGOS. Elevatórias nos sistemas de esgotos. Editora UFMG,2001, 290páginas. -CRESPO, PATRICIO GALLEGOS. Sistemas de esgotos. Editora UFMG, 1997, 129páginas. -FERNANDES, CARLOS. Esgotos sanitários. Editora Universitária, João Pessoa, 1997, 433 páginas. -HAMMER, MARK J. Sistemas de abastecimento de água e esgotos. Editora Livros Técnicos, 1979, 563 páginas. -NOGAMI, PAULO S. Estação elevatória de esgoto. In Sistema de esgotos sanitários, 1973, Faculdade de Saúde Publica e CETESB, 416páginas.

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Capitulo 31- Cargas em tubos flexíveis 31.1 Introdução O SAAE de Guarulhos usa o PVC para esgoto desde 1983 e usa o polietileno de alta densidade (PEAD) desde 1972. Os tubos cerâmicos tiveram começaram a ser assentados em 1966 com juntas feitas com estopa alcatroada e asfalto preparado. Mais tarde foram usados tubos cerâmicos com j unta elástica. 31.1 Deformação diametral Uma das primeiras preocupações que tive, quando comecei a usar os tubos de PVC rígido em redes de esgotos sanitários, foi com a deformação diametral. Minha dúvida era sobre a resistência dos tubos de PVC. Primeiramente, comecei a fazer uma pesquisa sobre a profundidade de valas que o SAAE de Guarulhos usava. Profundidade da vala (m) 1,2 1,5 1,8 2,0 2,3 2,4 Total Freqüência de ocorrências (%) 0,5 80,0 5,0 10,0 4,0 0,5 100,0%

Conclui que 80% de nossas valas eram praticamente da profundidade de 1,5 m, sendo que a profundidade variava de 1,2 a 2,4 m. A largura das valas, feitas por retroescavadeira, também era padronizada: valas estreitas, com largura de 0,60 m ,e valas largas, com largura de 0,80 m. Para valas até 1,5 m de profundidade, usamos a caçamba de 0,60 m, e para valas superiores a 1,5 m de profundidade, usamos caçamba de 0,80 m de largura. 31.2Teoria dos tubos flexíveis O professor Anson Marston, da Universidade de Iowa (EUA), em 1913, publicou sua teoria sobre cargas em tubos, considerada até hoje “o estado de arte” sobre o assunto. Marston fez duas teorias, sendo uma para tubos rígidos e outra para tubos flexíveis. Segundo ele, para tubos rígidos, temos; w = Cd x b x W , Sendo: w = peso por metro linear (kgf/m); Cd = coeficiente de carga para condutos instalados em vala; b = largura da vala medida na geratriz superior do tubo em metros; W = peso específico do solo (kgf/m). Entretanto, a equação acima só pode ser aplicada para valas estreitas, isto é, menores que 2,5xD. Para valas maiores que 2,5xD, temos que considerar a condição de prisma: Assim teremos:
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w= h x W x b (kgf/m) ou p= pe x h x d (kgf/m) Sendo: w = peso por metro linear (kgf/m); pe = peso específico (kgf/m3); h = altura de recobrimento em metros; d = diâmetro externo do tubo em metros. 31.3 Spangler Splanger era formando na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, quando achou o erro nas fórmulas dos tubos flexíveis: a não validade da carga sobre dois pratos paralelos para avaliação dos tubos flexíveis. A nova fórmula desenvolvida por Spangler está muito bem explicada no ITT-3 (Informativo Técnico Tigre, Número 3). Usando a Teoria de Marston, para a carga de terra, e a Teoria de Spangler, para tubos flexíveis, e usando ainda a carga móvel segundo o tipo T-30 da ABNT, que admite que o veículo tenha carga máxima de 30 toneladas, dando 5.000 kg em cada roda, e usando o tipo de compactação leve que fazemos e escolhendo o pior terreno, calculamos as várias deformações, a longo prazo, que poderíamos ter. Assim, obtivemos a Tabela (31.1).
Tabela 31.1-Cálculo da deflexão diametral para tubos flexíveis de esgoto sanitário (PVC)

Profundidade. (m) 1,2 1,5 1,8 2,0 2,3 2,4

Diâmetro (mm) 150 150 150 150 150 150

Altura de recobr. (m) 1,05 1,35 1,65 1,85 2,15 2,25

Largura da vala (m) 0,6 0,6 0,8 0,8 0,8 0,8

Carga da terra (kgf/m) 330 425 519 582 677 708

Carga móvel (kgf/m) 566 404 325 291 254 243

Carga total (kgf/m) 896 829 845 874 931 952

Sendo: Carga móvel T-30 Carga de terra: fórmula de Marston Deflexão: fórmula de Spangler Peso específico = 2100 kgf/m³ (argila) Classe de rigidez = CR= 2500 K= 0,1 Compactação leve DR= 1,75 E’= 2,8 MPa

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Tabela 31.2-Cálculo da Deflexão Diametral para tubos flexíveis de esgoto sanitário (PVC) Profundidade Carga total Deflexão máxima Deflexão diametral da vala (%) (m) ( kgf/m) (%) 1,2 896 7,5 4,0 1,5 829 7,5 4,01 1,8 845 7,5 4,32 2,0 874 7,5 4,58 2,3 931 7,5 5,03 2,4 952 7,5 5,19 Concluímos que, para profundidades de vala existente na prática, e pelo tipo de compactação que fazemos, a deformação diametral relativa máxima varia de 4,0 a 5,19%, portanto abaixo de 7,5% , conforme NBR 7367 e que está na Tabela (31.2). 31.4 Testes de deformação diametral relativa a longo prazo Preocupados com a deformação diametral, devida às cargas externas, fizemos experiências em redes de esgoto de PVC rígido de diâmetro de 150 mm, com dois anos de operações, passando um gabarito esférico de plástico rígido de diâmetro 7,5% menor que o diâmetro interno da tubulação. Entramos em contato com os técnicos da Tigre e nosso pedido de confecção do referido gabarito esférico foi encaminhado. Com a esfera pronta, introduzímo-la nas redes de PVC de 150 mm, executadas dois anos antes. Não houve nenhum problema, confirmando, então, a suposição de que a deflexão máxima não atingiria os 7,5% máximos admitidos pela norma. É importante observar que, se houver uma deformação máxima de 7,5% do diâmetro, a seção diminuirá somente em 0,6%, o que é insignificante. Caso queiramos a deformação máxima permissível, logo após a instalação, devemos dividir a deformação máxima ao longo prazo (7,5%) pelo coeficiente de deformação adotado.

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Handbook of Applied Hydraulics. -Calvin Victor Davis. produzido pela Asfamas e Abivinila. McGraw-Hill Book Company.Curso de rede de esgotos Capitulo 31. 1964. Manual M23. -American Water Works Association (AWWA). 31-4 . -Linsley and Franzini.A. setembro 1987. de agosto/86. McGraw-Hill Book Company. Water-Resources Engeneering. Pipe Design and Instalacion.com.br 22/6/08 31.Cargas em tubos flexíveis Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. coordenador do projeto: Maurício Cleinman. -Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema). -InformaTigre.1952. coletor de esgotosespecificação. NBR 7362 de novembro de 1984 referente a Tubo de PVC rígido com junta elástica. Estudo Comparativo entre Redes Coletoras de Esgoto do Tipo Convencional e Não Convencional.5 Referências Bibliográficas: -Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. -Informativo Técnico Tigre 03. Estudos Para determinação de novos parâmetros e critérios de projetos de redes de esgotos utilizando o modelo de otimização. -Engº Carlos Alberto dos Santos e Adejalmo Figueiredo Gasen. Informativo da Tubos e Conexões Tigre S. outubro 1984.

Darrel I. 32-1 .Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.br Capítulo 32 Caixa de retenção de óleo e sedimentos As pessoas ficam surpresas quando aprendem que muito pouco da precipitação destina-se para a recarga de aqüíferos subterrâneos.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Leap in The Handbook of groundwater engineering.

15 32.10 32.27 Capitulo 32.9 32. Critério de seleção Limitações Custos e manutenção Lei de Stokes Dados para projetos Desvantagens da caixa de óleos e graxas Caixa de retenção de óleo API por gravidade Dimensões mínimas segundo FHWA Volume de detenção Caixa de retenção coalescente com placas paralelas Fabricantes no Brasil de caixas com placas coalescentes Flotação Sistemas industriais americanos para separação de óleos e graxas Skimmer Postos de gasolina Vazão que chega até o pré-tratamento Pesquisas do US Army.26 32.14 32.5 32.13 32.com.11 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.2 32.3 32.12 32.19 32.8 32.20 32.18 32.Caixa de retenção de óleos e sedimentos Introdução Densidade gravimétrica Tipos básicos de separadores por gravidade óleo/água Vazão de pico Método Racional Equação de Paulo S.17 32. Wilken para RMSP Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para P= 25mm e P=13mm.24 32. 2000 Princípios de Allen Hazen sobre sedimentação Lei de Stokes 46páginas 32-2 .16 32.1 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.22 32.7 32.6 32.br Sumário Ordem Assunto 32.25 32.4 32.21 32.

Usualmente possuem glóbulos menores que 5μm • Óleo dissolvido: é o óleo solubilizado em um líquido que é um solvente e pode ser detectado usando análises químicas. oficina de conserto de veículos. • Óleos emulsionados mecanicamente: estão dispersos na água de uma maneira estável. Eles são separados devido a sua baixa gravidade específica e eles flutuam. O objetivo é remover somente o chamado óleo livre. lanchonetes. 32-3 .3). gasolina. Muitos destes compostos são PAHs (Policyclic aromatic hydrocarbons) que são perigosos para os humanos e organismos aquáticos (Auckland. Estacionamentos residenciais e ruas possuem baixa concentração de metais e hidrocarbonetos. fluidos alcalinos e outros reagentes.Caixa de retenção de óleo e sedimento (oil/grit separators) 32. compostos de petróleo leves e graxas. aeroportos. supermercados.com. os “Hotspots” como postos de gasolina.br Capitulo 32. Pesquisas feitas em postos de gasolina revelaram a existência de 37 compostos tóxicos nos sedimentos das caixas separadoras e 19 na coluna de água da caixa separadora. como restaurantes. Outros lugares com estacionamento diário ou de curto período.1) a (32. • Óleo emulsionado quimicamente: as emulsões deste tipo são geralmente feitas intencionalmente e formam detergentes. estacionamentos de automóveis e caminhões. Em pouco tempo tudo foi destruído. etc. O óleo pode-se apresentar da seguinte maneira: • Óleo livre: que está presente nas águas pluviais em glóbulos maiores que 20μm. shoppings.1 Introdução O grande objetivo do uso dos separadores óleo/água são os lugares que possuem um alto potencial de contaminação urbana.1996). ou seja. como um bombeamento.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. onde o piso era de elementos de concreto e no meio tinha grama com areia. Aquele posto de gasolina é um hotspot e nunca deveria ser feito a infiltração no local. Na cidade de Campos do Jordão em São Paulo fizeram um posto de gasolina na entrada da cidade. O óleo é misturado a água através de uma emulsão mecânica.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. por exemplo. Em geral os glóbulos são da ordem de 5μm a 20μm. • Óleo aderente a sólidos: é aquele óleo que adere às superfícies de materiais particulados. pois o óleo contido nas emulsões e quando estão dissolvidos necessitam tratamento adicional. O separador óleo/água não remove óleo dissolvido. Além disto a maioria dos separadores removem sedimentos e materiais flutuantes. A caixas separadores de óleos e graxas são designadas especialmente para remover óleo que está flutuante. estradas de rodagens são potenciais para a contaminação de hidrocarbonetos conforme Figuras (32. a existência de uma válvula globo ou uma outra restrição do escoamento.

Posto de gasolina Figura 32.Pistas de Aeroportos 32-4 .Curso de rede de esgotos Capitulo 32.2.br Figura 32.1.com.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.

1989). mas entretanto as águas pluviais proveniente de postos de gasolina. reduzem o efluente para cerca de 50mg/l (Eckenfelder. A emulsão requer tratamento especial e existem varias técnicas. Acesso em 12 de novembro de 2005.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 1989. Dica: a caixa separadora de óleos.Estradas de rodagem asfaltadas As águas pluviais em geral contém glóbulos de óleo que variam de 25μm a 60μm e com concentrações de óleo e graxas em torno de 4 mg/l a 50mg/l (Arizona. ainda com a desvantagem do sulfato de alumínio produzir grande quantidade de lodo.3.4. graxas e sedimentos que seguem a norma API são para glóbulos maiores ou iguais a 150µm. etc possuem grande quantidade de óleo e graxas. 32-5 .vortechnics. Figura 32.com/assets/HardingTownship.pdf.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. sendo uma delas a acidificação. graxas e sedimentos com placas coalescentes são para globos maiores ou iguais a 60 µm e reduzem o efluente para 10mg/l (Eckenfelder. Dica: a caixa separadora de óleos. 1996).Estacionamento de veículos http://www. 1989).br Figura 32. a adição de sulfato de alumínio e introdução de polímeros conforme Eckenfelder.com. Firma Vortechnic.

2) para caixas com três câmaras e poços de visita.79 Benzeno 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.2 –Eficiência das caixas de óleos e graxas Redução (%) Tipo de caixas Volume TSS Sólidos totais em suspensão Metais Pesados (m3) Três câmaras 52 48% 21% a 36% Poço de visita 35 61% 42% a 52% Óleos e graxas 42% 50% Fonte: Canadá.85 Óleo de motor 0. 2005) Etanol 0. Emulsão é uma mistura de dois líquidos imiscíveis: detergente.95.876 Óleo combustível médio 0.3) mostram as densidades gravimétricas de alguns líquidos.cmhc-schl.00 Fonte: Streeter e Wylie.1. 1980 A eficiência das caixas separadoras de óleo e graxas é estimada pela Tabela (32.906 Querosene 0.ca/en/imquaf/himu/wacon/wacon_024.998 Óleo Diesel 0.80 A velocidade de ascensão dos glóbulos de óleo depende da viscosidade dinâmica que varia com o tipo de líquido e com a temperatura.59 Querosene 0.American Petroleum Institute. 2005) Gasolina 0. pois sendo menor a densidade do óleo o glóbulo tende a subir até a superfície.93 Óleo lubrificante 0.85 a 0. Tabela 32.88 Tetracloreto de carbono 1.2 Densidade gravimétrica Há líquidos imiscíveis. As três câmaras são das normas API .75 recomendado (Auckland.Densidades de vários líquidos Líquido Densidade a 20º C Álcool etílico 0. o óleo e a água.68 a 0. Ontário-http://www.81 Mercúrio 13.com. como por exemplo. Tabela 32. Tabela 32. ficam retidos os materiais sólidos e óleo.85 a 0. Uma maneira de separá-los por gravidade é a utilização da Lei de Stokes. 32-6 .gc.79 recomendado(Auckland. Os líquidos imiscíveis ou não solúveis um com o outro formam uma emulsão ou suspensão coloidal com glóbulos menores que 1µm. 2005) Querosene 0.90 recomendado (Auckland.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.br 32. etc.37 Óleo cru 0.Diversas densidades de líquidos Líquido Densidade a 20º C g/cm3 ou g/mL Benzeno 0.823 Óleo diesel 0.90.90 Água 0. As Tabela (32. Solução: é a mistura de dois ou mais substâncias formando um só líquido estável. Dica: adotaremos neste trabalho hidrocarboneto com densidade gravimétrica de 0. O separador de óleo remove hidrocarbonetos de densidade gravimétricas entre 0. Na caixa de retenção de óleos e sedimentos que denominaremos resumidamente de Separador. Acessado em 8 de novembro de 2005.1) e (32.cfm.852 Óleo combustível pesado 0.88 Água 1.3.

Acessado em 12 de novembro de 2005. maior é o tempo de separação água/óleo. Quanto menor o diâmetro do glóbulo.Diâmetro e distribuição dos glóbulos de óleos Fonte: http://www.knoxville. estabilidade da emulsão e diâmetro do glóbulo Tempo de ascensão Estabilidade da emulsão Diâmetro do glóbulo (μm) < 1 min Muito fraco >500 < 10 min Fraco 100 a 500 Horas Moderado 40 a 100 Dias Forte 1 a 40 Semanas Muito Forte < 1 (Coloidal) A distribuição do diâmetro e do volume dos glóbulos está na Figura (32.tn. Tabela 32.br A Tabela (32.4. 32-7 .ci.Tempo de ascensão.pdf.com.5).Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Figura 32.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.4) mostra os tempos de ascensão com relação ao diâmetro do glóbulo de óleo onde se pode observar que uma partícula com diâmetro de 150μm tem um tempo aproximadamente menor que 10min.5.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.

ci.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.pdf.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Separador de óleo em posto de gasolina http://www.br Figura 32. 32-8 .6.tn.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP. Acessado em 12 de novembro de 2005.knoxville.com.

aglutinar e coalescente quer dizer: que se une intensamente. O óleo é retirado através de equipamentos manuais ou mecânicos denominados skimmer quando a camada de óleo atinge 5cm mais ou menos. As pesquisas mostram que 30% dos glóbulos de óleo são maiores que 150μm e que 80% é maior que 90μm.óleos vegetais e gorduras animais até 50mg/L Para postos de gasolina por exemplo. concreto ou polipropileno. A área máxima de projeto é de 0. resguardadas outras exigências cabíveis: V. Com outros tratamentos poderemos remover óleos insolúveis bem como TPH (Total Petroleum Hydrocarbon).8m3/h até 40m3/h. carvão ativado ou processo biológico não serão discutidas neste trabalho. onde achamos o número CN e aplicando o SCS TR-55 achamos a vazão de pico ou aplicar o método racional que será usado neste Capítulo.25mg/l de óleos e graxas. Este volume poderá ser transformado em vazão através do método de Pitt. caso seja maior a mesma deverá ser subdividida 32-9 .Óleos e graxas 1.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. filtração (filtros de areia). enquanto que nas áreas residenciais havia somente 4. porém apresentam alto custo e possibilidade de entupimento. sendo bastante usado. aço inox cujas vazões variam de 0.4 Vazão de pico O projetista deve decidir se escolherá se a caixa separadora estará on line ou off line. Stenstron et al. mas geralmente a escolha é feita off line. sendo a primeira para sedimentação.br 32. Existe o critério do first flush que dimensionará o volume para qualidade das águas pluviais denominado WQv. • Separador tipo poço de visita elaborado por fabricantes O separador tipo API possui três câmaras. O separador elaborado por fabricante possuem tecnologias variadas. A remoção de 10mg/L a 20mg/L corresponde a remoção de glóbulos maiores que 60μm.40ha.13mg/l. Possuem placas paralelas corrugadas. direta ou indiretamente. fibra de vidro. A sua performance depende da manutenção sistemática e regular da caixa. inclinadas de 45º a 60º e separadas entre si de 2cm a 4cm. a segunda para o depósito somente do óleo e a terceira para descarga. As demais tecnologias para remoção de óleo/água: flotação.com. São os equipamentos chamados: Stormceptor.óleos minerais até 20mg/L (Nota: este é o nosso caso) 2. O separador Coalescente é também por gravidade e ocupa menos espaço. HIL. 32. Vortech.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. No Brasil temos fabricantes como Alfamec com separadores coalescentes de PEAD. CDS. aço carbono. nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo. floculação química. Tomaremos como padrão a densidade do hidrocarboneto < 0. aderente. aço. para remover até 20mg/L de óleos minerais é necessário que se removam os glóbulos maiores ou igual a 60μm. Tradicionalmente usa-se o separador para glóbulos acima de 150μm que resulta num efluente entre 50mg/l a 60mg/l (Auckland. A Resolução Conama 357/05 no artigo 34 que se refere a lançamentos exige que: Artigo 34-Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados. com um critério que é definido pelo poder público.3 Tipos básicos de separadores por gravidade óleo/água Existe basicamente.1982 fez pesquisa na Baia de São Francisco sobre óleo e graxa e concluiu que há uma forte conexão entre a massa de óleo e graxa no início da chuva.90 g/cm3. partículas de 60μm e performance remoção de até 20mg/L de óleos minerais. aglutinante. três tipos de separador água/óleo por gravidade: • Separador tipo API (Americam Petroleum Institute) para glóbulos maiores que 150μm • Separador Coalescente de placas paralelas para glóbulos maiores que 60μm. Segundo o dicionário Houaiss coalescer quer dizer unir intensamente. 1996). Os separadores de óleo/água podem remover óleo e TPH (Total Petroleum Hydrocarbon) abaixo de 15mg/l. uso de membranas. São geralmente enterradas e podem ser construídas em fibra de vidro. Constatou que as maiores quantidades de óleo e graxas estavam nas áreas de estacionamento e industriais que possuíam 15. Se estiver on line a caixa deverá atender a vazão de pico da área. A remoção da lama e do óleo podem ser feitas periodicamente através de equipamentos especiais.

000m2 Exemplo 32. P=25mm na Região Metropolitana de São Paulo R2= coeficiente obtido em análise de regressão linear.1 – C) x L 0.333 Rv= 0.70 x 40mm/h x 0. Tr0.6 Equação de Paulo S. Varia de 0 a 1. A= área da bacia (ha). I . A /360 = 0.20 R2 = 0. Wilken para RMSP 1747.89 Sendo: I= intensidade média da chuva (mm/h). mais preciso. Usando para o tempo de concentração da Federal Aviation Agency (FAA.09 x C + 0.com. Calcular o vazão de pico Q. I= intensidade média da chuva (mm/h).4ha.7 Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para P= 25mm e P=13mm.9 .98 nos obterá a vazão referente ao volume para melhoria da qualidade das águas pluviais WQv.4ha/360 = 0. 1ha=10.1 Dada área da bacia A=0. 1970) para escoamento superficial devendo o comprimento ser menor ou igual a 150m. 32. coeficiente de escoamento superficial C=0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.86 Para P=13mm Sendo: I= intensidade de chuva (mm/h) C= coeficiente de escoamento superficial P= first flush. A vazão Q=CIA/360 obtido usando I =45. I .98 Para P=25mm R2 = 0. A /360 Sendo: Q= vazão de pico (m3/s). C=coeficiente de escoamento superficial varia de 0 a 1. tc=duração da chuva (min). Tr = período de retorno (anos). tc= 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Quanto mais próximo de 1.70 e intensidade da chuva I=40mm/h.13 x C + 0.05+ 0.5 Método Racional A chamada fórmula racional é a seguinte: Q= C . 32-10 . Q = C .86 I= 9.5 / S 0.009 x AI = C Sendo: tc= tempo de concentração (min) C= coeficiente de escoamento superficial ou coeficiente de Runoff ( está entre 0 e 1) S= declividade (m/m) AI= área impermeável em porcentagem (%) Rv= coeficiente volumétrico (adimensional) Aplicando análise de regressão linear aos valores de C e de I para áreas A≤ 2ha para a RMSP obtemos: I = 45.26 x (1.03m3/s 32. Adotar Tr=10anos.13x C + 0.181 I =-----------------------(mm/h) ( t + 15)0.br 32.

com 100% de impermeabilização para first flush adotado de P=25mm.98 I = 45.95=C Para P=25mm de first flush para a Região Metropolitana de São Paulo temos: I = 45.tn.009 x 100= 0.4ha.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.4/ 360 = 0.05+0. Rv= 0. Acessado em 12 de novembro de 2005 WQv (volume para melhoria da qualidade das águas pluviais) O volume para melhoria da qualidade das águas pluviais é dado pela equação: WQv= (P/1000) x Rv x A Sendo: WQv= volume para melhoria da qualidade das águas pluviais (m3) P= first flush (mm).com.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.br Figura 32.009 x AI = 0.05+ 0.Poço de visita separador de fluxo.4ha Q= CIA/360= 0.2 Achar o volume WQv para melhoria da qualidade das águas pluviais para área de 0.4ha com AI=100% sendo o first flush P=25mm.13 x C + 0. http://www.95 + 0. As águas pluviais entram no poço de visita e uma parte referente ao volume WQv para melhoria da qualidade das águas pluviais vai para a caixa separadora de óleos e graxas e a outra vai para o córrego ou galeria mais próxima.009x AI AI= área impermeável (%) Rv= coeficiente volumétrico (adimensional) A= área da bacia em (m2) Exemplo 32.13 x 0.009 x 100= 0.7.05+ 0.ci.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.009 x AI = 0.pdf.3 Achar a vazão para a melhoria da qualidade das águas pluviais para área de 0.95 x 44 x 0.05+0.knoxville.98=44mm/h Q=CIA/360 C= 0. Para a RMSP P=25mm Rv=0.95 x 4000m2 =95m3 Exemplo 32.05+0.95 I= 44mm/h A= 0.050m3/s 32-11 . Rv= 0.95 WQv= (P/1000) x Rv x A WQv= (25mm/1000) x 0.

95. estrada de rodagem. • Não remove óleo dissolvido e nem emulsão com glóbulos de óleo muito pequenos.000 a US$ 8.htm Acessado em 8 de novembro de 2005. etc. • De modo geral o tempo de residência é menor que 30min e adotaremos 20min. • Não haverá ressuspenção dos poluentes que foram armazenados na caixa de óleo • É aplicável a áreas < 0.000 a US$ 15. devem ser maiores que 150μm.br 32. • O óleo e os sólidos devem ser removidos freqüentemente.fhwa. • Pode remover de 60% a 70% do total de sedimentos sólidos (TSS). • Para as duas primeiras câmaras: taxa de 28m3/ha de área impermeável (regra prática). devendo ser feita limpeza no mínimo 4 vezes por ano.10 Custos e manutenção. • Nas duas primeiras câmaras irão se depositar ao longo do tempo cerca de 5cm de sedimentos. • Deve ser feito sempre off-line.61ha . • Remove 50% do óleo livre que vem nas águas pluviais durante o runoff. 32.gov/environment/ultraurb/3fs12.68 a 0.4ha pode ir até 0.8 Critério de seleção • É usada a montante do tratamento juntamente com outras BMPs • A caixa separadora de óleo e sólido não funciona para solventes. • As águas pluviais retêm pouca gasolina e possui concentração baixa de hidrocarbonetos. • As normas API (American Petroleum Institute) 1990. • O custo de construção varia de US$ 5. instalação militar.000 conforme FHWA • http://www. • O tamanho usual dos globos de óleo varia de 75μm a 300μm. instalação petrolífera. posto de gasolina.9 Limitações • Potencial perigo de ressuspenção de sedimentos. oficina de manutenção de veículos. por exemplo: área de estacionamento. • A área máxima deve ser de 0.01 poise • Gravidade específica da água= 0. devendo o restante ser lançado na galeria de águas pluviais ou córrego mais próximo. • O regime de escoamento dentro da caixa de retenção de óleo deve ter número de Reynolds menor que 500 para que o regime seja laminar. referente a Projeto e operação de separadores de óleo/água: recomenda diâmetro dos glóbulos de óleo a serem removidos em separadores por gravidade.000m2). aeroporto.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. em geral o óleo e graxas nas águas pluviais está em torno de 15mg/l. Caso a área seja maior deve ser subdividida. • Deve ser usado sempre com o first flush. • O material da caixa de óleo deve ser bem vedado para evitar contaminação das águas subterrâneas. • É instalada subterraneamente não havendo problemas do seu funcionamento.000 sendo a média de US$ 7. • Resolução Conama 357/2005 artigo 34: os efluentes de qualquer fonte poluidora podem ter até 20mg/l de óleos minerais. 32.4ha (4. o que dependerá do projeto feito.998 • Gravidade específica do óleo= 0. • Pode ser usada em ocasiões especiais perto de estradas com tráfico intenso. • A primeira chuva faz uma lavagem do piso em aproximadamente 20min. • Para a primeira câmara: Taxa de 20m2/ha de área impermeável (regra prática). 32-12 . publicação nº 421. detergentes ou poluentes dissolvidos. • Inspeção semanal. • A gravidade específica do óleo varia de 0. • A primeira câmara é destinada a reter os resíduos sólidos. É o first flush.dot. • Temperatura usual= 20 º C • Viscosidade dinâmica=μ = 0.90 • Diâmetro do glóbulo de óleo: 150μm ou em casos especiais 60μm. • Baixo custo de construção.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.4ha como.com. Somente este volume de água denominado WQv é encaminhado à câmara de detenção de sólidos e óleos. • O FHWA admite que o limite de 0.9975=0. a segunda destinada a separação do óleo da água e a terceira câmara serve como equalizador para a descarga do efluente.

Os materiais retirados da caixa de separação de óleo e resíduos deve ter o seu destino adequado. Uso de caminhões com vácuo para limpeza.004)2 Vt= 0.000Stokes = 1m2/s Para D=60μm=0.com.002 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0. Inspeção após chuva ≥ 13mm em 24h.br • • • • • • 32.15mm=0.0009 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.004cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes. conforme Eckenfelder.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 1P= 1 g/cm x s ρw=densidade da água (g/cm3) ρo =densidade do óleo na temperatura (g/cm3) =1kg/litro Sw = gravidade especifica das águas pluviais (sem dimensão) So = gravidade específica do óleo presente nas águas pluviais (sem dimensão). Deverá ser feito monitoramento por inspeções visuais freqüentemente.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes.015cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.06mm=0.04mm=0.006cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0. 1 Stoke= 1cm2/s 10. Lei de Stokes Para óleos e graxas. D= diâmetro do glóbulo do óleo presente (cm) g= 981cm/s2 Para D=150μm=0.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes.0009 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1.0123 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. 1 Stoke= 1cm2/s 10.002 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1.006)2 Vt= 0. 1989 é válida a aplicação da Lei de Stokes. Fácil acesso para manutenção.000Stokes = 1m2/s Para D=40μm=0. 1 Stoke= 1cm2/s 32-13 . Vt= (g / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Sendo: Vt= velocidade ascensional (cm/s) μ= viscosidade dinâmica das águas pluviais em poise.0123 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.11 Potencial perigo de descarga de nutrientes e metais pesados dos sedimentos se a limpeza não for feita constantemente.015)2 Vt= 0.

998 e do óleo So= 0.90 e viscosidade dinâmica de 0.0012m/s (4.00009m/s (0.998-0.14 Caixa de retenção de óleo API por gravidade As teorias sobre dimensionamento das caixas de retenção de óleo por gravidade.90)/ 0.4ha de área impermeabilizada (Austrália.3m/h) Exemplo 32. Q.90 e viscosidade dinâmica de 0.002 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.0123 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν=μ/ρ ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes. • Não há controle de volume. seguiu-se a roteiro usado na Nova Zelândia conforme http://www.998-0.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 150μm.000Stokes = 1m2/s Vt= velocidade ascensional (cm/s) D=150μm A área mínima horizontal.000Stokes = 1m2/s Exemplo 32. nos separadores API é dada pela Equação: Ah= F .90)/ 0.009 cm/s=0.0009 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.0123 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.998 e do óleo So= 0.02 cm/s=0.0002m/s (0.6 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0. Vt= 0. Vt= 0.998-0.. 32. • Alto custo de instalação e manutenção.998 e do óleo So= 0. Admite-se que os glóbulos de óleo são maiores que 150μm e pela Lei de Stokes aplicado ao diâmetro citado temos: So = gravidade especifica do óleo presente nas águas pluviais (sem dimensão).01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 40μm. Vt= 0.5 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.01 ] =0. As caixas API só funcionam para óleo livre.pdf com acesso em 8 de novembro de 2005. 32.0123 x [(0.90)/ 0.13 Desvantagens da caixa separadora de óleo • Remoção limitada de poluentes.90 e viscosidade dinâmica de 0.61ha conforme FHWA.nz/publications/hazardous/water-dischargesguidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98. /Vt Sendo: Ah= área horizontal (m2) Q= vazão (m3/s) Vt= velocidade ascensional final da partícula de óleo (m/s) F= fator de turbulência= F1 x F2 F1= 1. • Os sedimentos.5) conforme relação Vh/ Vt 32-14 .0009 x [(0.br 10.12 cm/s=0. 1998) ou no máximo até 0.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 60μm.71m/h) Exemplo 32. 1 Stoke= 1cm2/s 10.mfe.12 Dados para projetos • O uso individual de uma caixa é para aproximadamente 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.01 ] =0.2 F2= fornecido pela Tabela (32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. óleos e graxas deverão ser retirados e colocados em lugares apropriados conforme as leis locais. • Manutenção deve ser freqüente.002 x [(0. Vt= 0.4 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.com.32m/h) 32.01 ] =0.govt.

nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.army.37 1. US Army Corps of Engineers.pdf.govt.002 m/s e a relação Vh/Vt= 0.74 15 1. 10 july 2001 UFC-3-240-03 http://chppm-www.8.apgea.Esquema da caixa separadora API Fonte: Unified Facilities Criteria UF.9) Tabela 32.mfe.015 m/s e Vt=0.52 6 1.5 na Tabela (32.com.htm.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.5) achamos F= 1. Podemos obter o valor de F usando a Figura (32. Adotamos Vh= 0. Acessado em 12 de novembro de 2005.2F2 20 1.mil/USACHPPM%20Technical%20Guide%20276. Acessado em 12 de novembro de 2005.002 = 7.37 3 1.015/0.5 – Escolha do valor de turbulência F2 Vh/Vt F2 F=1. Air Force Civl Engineer Support Agency.5 Entrando com Vh/Vt=7.07 1.br Figura 32.14 1. Naval Facilities Engiojneerinf Command.64 10 1.27 1.45 1.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.40.28 Fonte:http://www. 32-15 .

nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separatordesign-dec98.govt.9.Valores de F em função de Vh/Vt Fonte:http://www. Acessado em 12 de novembro de 2005.br Figura 32. 2001 32-16 .com.pdf.Caixa de retenção de óleos e sedimentos conforme API Fonte: City of Eugene.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.mfe.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Figura 32.10 .

sendo comumente adotado r=0. Ac= 67Q Ac= 67x 0. d= ( r x Ac) 0. A caixa de regularização tem comprimento minimo de 2.10m Então a largura da caixa separadora de óleo será de 2.63 / 0.015m/s Q= vazão de pico (m3/s) O valor da velocidade horizontal Vh muito usado para glóbulos de óleo de diâmetro de 150µm é Vh= 0./ Vh Ac= Q/ 0.5 d= ( 0.34) 0. Se Ac>16m2 então N>1 (Arizona.020m3/s para caixa de detenção de óleo e graxas a partir do diâmetro de 150µm.10m para facilidade de manutenção.63m. 1996) Profundidade da camada de água dentro do separador de óleo e graxas (d).3 = 2.34m2 Número de canais (N) Geralmente o número de canais é igual a um.90m e máxima de 2.015m/s o que resultará em: Ac= Q..020 Ac=1.40m.80m Observar na Figura ( 32. Deverá haver dispositivo para a retirada do óleo.3 Exemplo 32. Largura da caixa (W) r= d/W=0.3= 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. geralmente a caixa separadora de óleo é feita off line.34m2 d= ( r x Ac) 0. Altura mínima da caixa é de 2.3 W= d/0.br As dimensões mínimas adotadas na Cidade de Eugene.90m. r= razão entre a profundidade/ largura que varia de 0.7 Calcular a área mínima transversal Ac para vazão de entrada de 0.10m.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.40m A caixa de sedimentação tem comprimento minimo de L/3 a L/2.80m. A largura mínima W é de 1.5 d= máxima altura de água dentro do separador de óleo (m) sendo o mínimo de d ≥ 0. A área mínima transversal Ac é fornecida pela relação: Ac= Q/ Vh Sendo: Ac= área mínima da seção transversal da caixa (m2). Portanto.9) são as seguintes: • • • • • • • • • Altura de água mínima de 0.8 Calcular o valor de d para r=0. mas para efeito de manutenção a altura mínima deverá ser de 1.3 e Ac= 1.5.com. 2001 que estão na Figura (32. 32-17 . pois. a altura do nível de água dentro da caixa é 0.015 =67Q Exemplo 32. Vh=velocidade horizontal (m/s) = 0.3 x 1. Geralmente a caixa de captação de óleos e graxas é enterrada. N=1 (número de canais).5 d=0.3 a 0.9) a caixa separadora.63m. O comprimento mínimo de toda as três câmaras é de 5 vezes a largura W.

Área= 20m2/ha x A (ha) W= largura Lf= Área da caixa de sedimentação /W Exemplo 32. janeiro de 2003. sendo a altura do nível de água de 1.40m.tacoma. Calcular o comprimento Lf. (Vh/ Vt) Sendo: Ls=comprimento do separador (m) d=altura do canal (m) Vh= velocidade horizontal (m/s) Vt= velocidade ascensional (m/s) F=fator de turbulência. 32-18 .40m = 3.40 Os dados aproximados de La e Lf foram adaptados de: http://www. sendo geralmente maior ou igual a 12.10 Seja área com 4000m2 e largura da caixa de retenção de óleo de W=2. • La corresponde a caixa de saída para regularização da vazão.40 correspondente a Vh/vt =7. separação do óleo da água e regularização conforme Figura (32.81m : • Lf corresponde a caixa de sedimentação que ficará no inicio • Ls corresponde a caixa separadora de óleo propriamente dita que ficará no meio. d .11.5= 10.us/WaterServices/permits/Volume5/SWMM%20V5-C11. (Vh/ Vt) Ls = 1.5 x d Exemplo 32.com.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.5 o valor F=1. sendo a primeira para sedimentação.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.40m. Portanto.33m Comprimento total (L) da caixa de captação de óleo O comprimento L será a soma de três parcelas. a segunda para separação do óleo propriamente dito e a terceira para regularização.40 x d x 7.ci. L Lf Ls La Figura 32. Fazendo as substituições teremos: Ls = F .wa.9 Calcular o comprimento somente da caixa separadora de óleos e graxas.Esquema de uma caixa de retenção de óleo e sedimentos.5 x d Comprimento da caixa de regularização(La) O comprimento mínimo é de 2. a área da caixa de comprimento Lf não poderá ter área inferior ao valor calculado. Ls = 10.br Comprimento (Ls) da caixa separadora API Ls = F . Área da caixa de sedimentação = 20m2/ha x (4000/10000)= 8m2 Lf = Área da caixa de sedimentação / W= 8m2 / 2. L = Lf + Ls + La O comprimento total do separador é a soma de três componentes das câmaras de: sedimentação. d .11): = comprimento das três caixas. Um valor muito usado para o Fator de Turbulência é F= 1. Adotamos Vh/vt= 7. sendo usado como dado empírico 20m2/ ha de área impermeável. Acesso em 8 de novembro de 2005. Comprimento da caixa de sedimentação (Lf) A área para sedimentação é dado em função da área impermeável.pdf de Thurston.5.22m.5 x d Ls = 10.

54m Figura 32. O comprimento L ou seja Ls vai da caixa de sedimentação até a caixa de regularização.33+ 2.40 teremos: L= Ls+ Lf+ Ls = 12.br Exemplo 32.pdf 32-19 . Fonte: http://www.11 Calcular o comprimento total L para área da bacia de 4.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.govt.mfe. Adotando-se o mínimo para La=2.81+ 3.4ha) sendo Ls=12.12.81. Lf= 3.33m.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Variáveis da caixa separadora de óleos e graxas.com.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98. Observar que a altura d é a lâmina de água existindo uma folga para até a altura máxima da caixa.40= 18.000m2 (0.

13. 32-20 .82m+ 1.2m2/ 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.22 Profundidade=d=1. A para Tr= 10anos A= área da bacia (ha).82m Comprimento para cada uma das outras duas câmaras= 1.82m x 1.2m2 O L =4.82m Largura =1.15 Dimensões mínimas segundo FHWA As dimensões internas mínimas para uma área de 0. V= 4.com.22m La=1. 32.26m Comprimento da primeira câmara= 1. A≤100ha V= volume do reservatório de detenção (m3) AI= área impermeável (%) variando de 20% a 90% A= área em hectares (ha) ≤ 100ha A vazão específica para pré-desenvolvimento para período de retorno de 10anos é de 24 litros/segundo x hectare.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.br Ventilação Deverá haver ventilação por razão de segurança e se possível nos quatro cantos da caixa. diâmetro mínimo da ventilação é de 300mm e deve ter tela de aço com ¼” .000m2) é a seguinte: Profundidade= 1.82 Ls=1.4ha (4.16 Volume de detenção O volume de detenção para período de retorno Tr=10anos.4ha (FHWA) com as dimensões internas. O comprimento Lf que depende do que vai ser sedimentado pode ser adaptado as condições locais.4ha= 25m3/ha (28m3/ha) Taxa= 2.82m=10m3. Existem caixas com tampas removíveis e outras que podem ser usados insufladores de ar.22m) x 1. 32.4ha = 6 m2/ha (20m2/ha) Volume da caixa separadora= 9. A altura da caixa mínima deverá ser de 2. Taxa= 10m3/ 0.Esquema de uma caixa de retenção de óleo e sedimentos mínima para área até 0.26m Lf=1.10m para facilitar a manutenção.22m Comprimento = 4.22m Volume das duas primeiras câmaras =(1.82m Figura 32.65 AI .5m3 Área superficial da caixa separadora= 5.

com. http://www.pdf. A primeira é a caixa de três câmaras e a segunda é o poço de visita.br Figura 32. Com acesso em 8 de novembro de 2005. Temos dois tipos básicos de separadores de óleos e graxas.Separador de óleo e graxas em forma de um poço de visita. 32-21 .us/WaterServices/permits/Volume5/SWMM%20V5-C11.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.wa.ci.14.tacoma.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.

I = 45.26 x (1.4ha Intensidade da chuva áreas A≤ 2ha para a RMSP.9 x 100. equação de Paulo Sampaio Wilken: 1747.000m2 e a mesma será calculada off-line.181 I =-----------------------. Supomos que o estacionamento tem 100m de testada com 40m de largura e a declividade é de 0. o pico da vazão da área de 4000m2 para Tr=10anos é de 130 litros/segundo. A /360 = 0.009x AI Supomos C= Rv C= 0.4 / 360 = 0.12 Dimensionar uma caixa de retenção óleo/água API para reter glóbulos ≥150µm.13 x C + 0.4 ha I = 96mm/h Vazão de pico Q=CIA/360= 0.5 / 0.9 .4 / 360= 0. I .005 0.005m/m C=0.05 + 0.89 Tr= 10anos 1747.1 – C) x L 0.13 x 0.95 + 0.333 tc= 3. 1970) L= 40m S=0.333 = 15min Para São Paulo.050m3/s = 50litros/segundo 32-22 .95 x 128 x 0. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.95 tc= 3.181 I =-----------------------( t + 15)0.98= 45.5 / S 0.009 x 10 = 0.26 x (1.135m3/s = 135litros/segundo (Pico da vazão para Tr=10anos) Portanto.95) x 40 0.95 x 44 x 0.98 Tempo de concentração Usando para o tempo de concentração da Federal Aviation Agency (FAA.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. A= 0. I = 45. Tr0.com.13 x C + 0.98 = 44mm/h Fórmula Racional (mm/h) Q= C .05+0. Supomos first flush P=25mm.1 – 0.95 Intensidade da chuva correspondente ao volume WQv em mm/h para a RMSP. Vazão para melhoria da qualidade das águas pluviais referente ao first flush A vazão que irá para a caixa será somente aquela referente ao volume WQv.=128mm/h ( 15 + 15)0.005m/m) Cálculo da vazão para melhoria da qualidade das águas pluviais.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.5% (0. A área de um estacionamento de veículos tem 4.89 Fórmula Racional Sendo: A= 0.br Exemplo 32.

20m conforme FHWA Comprimento total das três câmaras L =La + Ls + Lf = 3.95m / 0. a vazão que irá para a caixa de captação de óleo será de 50litros/segundo o restante 13550= 85 litros/segundo irá para o sistema de galeria existente ou para o córrego mais próximo.30m de altura.5 x 3.5 = 2.015 =0.60= 3.40m OK. Câmara de regularização Adotado comprimento Lf= 1.30m.4ha = 8m2 La= Área da câmara sedimentação / largura = 8.01m/s Mas tempo= comprimento / velocidade = 17. Largura W= 3. Velocidade ascensional e horizontal Adotamos velocidade ascensional vt=0.38m2 = 0.2min > 20min OK.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.38m2 Q= S x V V= Q / S= 0.5 (adotado) d= ( 0.95m Conferência: Vh= Q / d x W = 0.5 x 1.60 x 1.00m.95m Altura d=1. Comprimento Ls da câmara de separação de óleo propriamente dita Ls= 10.80 para manutenção.65m Largura W da caixa W= d / 0.5 = 1.015= 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.05/0.6) = 0.3 x 2.002m/s e velocidade horizontal Vh=0. 32-23 .60m> 1. Comprimento total= 17.5 = 1.050m3/s / 3.4) 0.050m3/s Ac= Q/ 0.30 / 0.5 x d= 10.com.10+ 13.20m mínimo adotado Câmara de sedimentação Taxa normalmente adotada para sedimentação=20m2/ha x 0.65 + 1.00m de largura por 1.0148m/s= 1213s= 20.30= 3.015m/s OK Tempo de residência A área da seção transversal tem 3.0/ 2.10m> 2.5 r=0.050 / (1.015m/s Área da secção transversal Ac Q= 0.0148m/s <0.br Portanto.4m2 Altura d da lâmina de água na caixa d= ( r x Ac) 0.30m = 13. S= 2.20 = 17.

45 Entrando na Tabela (32.48m2 Portanto.75x1.Adaptado de Auckland Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio.0x15mm/hx0.50m e profundidade d=0.03ha I=15mm/h C=1 Q=CIA/360= 1.125m2=4 m/h Vamos achar o fator de turbulência F.00125m3/s=4. Nota: não inclui a primeira câmara de sedimentação e nem a última câmara de equalização.5m3/h/ 0.3m/h A área da secção transversal será: Qd/Vh= 4.48m2.2m2 32-24 .5m3/h A velocidade ascensional para globulo de 60μm é Vt= 0.62m/h=9.125m2 Vh x A= Qd Vh= Qd/ A= 4.6).62m/h Ad=10.37 3 1.6.52 6 1. Auckland adota para o first flush com Intensidade de chuva I=15mm/h Q=CIA/360 A= 300/10000=0. assim como manter sempre Vh<15Vt.13. VT • Vh < 25m/h • d= profundidade (m) • 0.50=1.40 A area superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.5 W (normalmente d=0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. O fator de turbulência F é dado pela Tabela (32.5m3/h/ 1. a área da secção transversal deverá ter uma áea de 0. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 0.28 Segundo Auckland.5m3/h / 9.3m/h=0.5W) • 0.com.3W < d ≤ 0.Fator de turbulência conforme Vh/VT conforme Auckland. mas precisamos da relação Vh/Vt Vh/Vt= 4m/h/ 0.40 x 4.62m/h. 2002 Vh/Vt Fator de turbulência F 15 1.5m • W= largura da caixa (m) • 1. F= fator de turbulência (adimensional) Qd= vazão de pico (m3/h) Vt= velocidade ascensional (m/h) que depende do diâmetro do glóbulo e da densidade específica. 2002 devemos adotar certos critérios que são: • Vh ≤ 15 .5m < W < 5m As restrições como a profundidade mínima de 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.03ha/360=0.62m/h= 6. Área da projeção da caixa A área da caixa onde será flotado o óleo é: Ad= (F x Qd)/ Vt Sendo: Ad= área da caixa onde será flotado (m2).75m é importante.br 32. o que daria uma seção muito pequena e entao vamos escolher as dimensões mínimas que são: largura W=1.75m resultando a seção transversal: 0. Tabela 32.64 10 1. Exemplo 32.6) estimamos F=1. 17 Modelo de Auckland Vamos apresentar o modelo de Auckland que é muito prático e eficiente para dimensionar caixa API.75 < d < 2.

62m/h = 7.80m Comprimento de 6.50=7 placas Espessura estimada da placa= 1cm Espaçamento entre as placas= 2cm Folga: 15cm antes e depois Distância= 15+7 x 2 + 7+15= 51cm Área = 0.80m La=1.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.51m x 1.26m2 Considerando placa com 0.2m2 obtidos no filtro API gravimétrico.75x1.50=15.26/0.27m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=6.24m2 32-25 .75 e largura = 1.77m Lf=2.50m teremos: 10.com.27 Ls=6.80m Terceira câmara= L/4=6.50m Placas coalescentes Caso queiramos usar placas coalescentes verticais teremos: Ah= Qd / Vt Sendo: Ah= área mínima horizontal das placas (m2) VT= velocidade ascensional (m/h) Áh= 4.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.2m2.62m2/ cos (60)= 7.80m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=6.5m3/h / 0.50m temos: 7.62/0. Aa= Ah/ cos (θ) Sendo: A área da placa (m2) Ah= área mínima horizontal (m2) θ=ângulo de inclinação da placa com a horizontal θ=60º Aa= 7.70m Comprimento total= 10.80m/3= 2.br Portanto.75m Largura=W=1.77m Profundidade adotada=d= 0.50=0.70 Profundidade=d=0.2m / 1. a área para a flotação do oleo terá 10.50m= 6.77m2 que é bem menor que os 10.80m/4=1.50m 2 L =10. Considerando uma largura de 1.75m x 1.

14.95 Adotando first flush P=25mm WQv= (P/1000) Rv x A= (25/1000) x 0.09m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=12.05 + 0. Intensidade da chuva correspondente ao volume WQv em mm/h.71m/h= 18.6m3/h.80m2.009x AI Supomos C= Rv C= 0.7m/h A area da secção transversal será: Qd/Vh= 8.75m 2 L =19.6m3/h/ 0.1 x 7. o comprimento de 12.27m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=12.41m / 1.6) estimamos F=1.6m3/h A= 300/10000=0.27/4=3.6m3/h/ 1.8mm/h C=0.00238m3/s=8.6m3/h / 10.43m Lf=4. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 0.41m2.50m= 12. A velocidade ascensional para globulo de 60μm é Vt= 0.09 Ls=12. a área para a flotação do oleo terá 18.7 Entrando na Tabela (32.75 e largura = 1.71m/h=10.03ha I=8.6m/h/ 0. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.95 Portanto.13m3 Relativamente ao first flush queremos que as primeiras aguas. ous seja P=25mm chegue a caixa de captação de oleos graxas.52 x 8.50m x 0.br Exemplo 32.27m.75m=1.Dados do Brasil Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio com glóbulo de 60μm usando first flush P=25mm.27m La=3. Portanto.05+0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. a vazao de pico que vai para o first flush é 8. Detemos somente o denominado first flush.6m/h Vamos achar o fator de turbulencia F.27m/3= 4. o que daria uma seção muito pequena e adotaremos as dimensoes minimais: largura W=1.13m3/ 300s= 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.95 x 300m2=7.com.50m teremos: 18.009 x 10 = 0. a área da secção transversal deverá ter uma área de 0. O restante da água pode passar por cima da mesma e ir para a rua.80m2 Portanto.52 A area superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.50m profundidade d=0.71m/h.125m2= A Vh x A= Qd Vh= Qd/ A= 8.7m/h=0. Considerando uma largura de 1.07 Profundidade=d=0.75m resultando a seção transversal: Wx d= 1.27m Terceira câmara= L/4=12.1 x WQv/ (5min x 60s)= 0.71m/h= 10.50m 32-26 .07m Comprimento total= 19. mas precisamos da relação Vh/Vt Vh/Vt= 7.43m Profundidade adotada= 0. Qd= 0.125m2=7.41m2 Portanto.

Coeficiente volumétrico Rv Rv=0. Conclusão: Como podemos ver o uso de captação de óleo com o método gravimétrico da API resulta em caixas muito grandes e daí se usar caixas com placas coalescentes.13m3 OK.13m3 deverá ser menor que o volume da 1ª câmara e da segunda câmara: Volume 1ª e 2ª câmara= (4.37 x 8.6m/h.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.50m= 2. a área para a flotação do óleo terá 3.05+0. Salientamos ainda que as caixas API são geralmente usadas para glóbulos de 150μm e não de 60μm. Exemplo 32.6m3/h A velocidade ascensional para glóbulo de 150μm é Vt= 3.00238m3/s=8.75 e largura = 1.009x AI Supomos C= Rv C= 0.27m / 1.18m.1 x WQv/ (5min x 60) Qo= 0.55m Comprimento total= 3.18m La=0.50m teremos: 3.18m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=2.6) achamos F=1.18m/4=0.13m3/ (5min x 60)=0.73m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=2.18m Terceira câmara= L/4=2.15 Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio usando glóbulos de 150μm e first flush P=25mm.br Conferência: O volume WQv= 7.46m Lf=0.95 WQv= (P/1000) x Rv x A= (25/1000) x 0.55 Profundidade=d=0.75=18.73 Ls=2.75m 2 L =3.009 x 10 = 0.50m 32-27 .6m/h=54m/h A área superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Vh/ Vt= 54m/h/ 3.27m2.46m Profundidade adotada= 0.4m3> 7.13m3 A vazão que chega à caixa de detenção pode ser dimensionado como a vazão que chega ao prétratamento usando o tempo de permanência minimo de 5min e então teremos: Qo= 0.27m2 Portanto. o comprimento de 2.05 + 0.95 x 300m2=7.6m3/h/ 3.6m/h= 15 Entrando na Tabela (32. Portanto.27) x 1.6m/h= 3. Considerando uma largura de 1.09+12.37 Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.18m/3= 0.1 x 7.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 3.50 x 0.com.

32-28 . Os separadores coalescentes usam meio hidrofóbico (repele a água) ou oleofílico (adora óleo). Para lançamento em cursos de água o ideal é que as placas consigam que o efluente tenha no máximo 20mg/L de óleo e para isto necessitamos de glóbulos maiores ou iguais a 60μm. Havendo manutenção adequada das placas coalescentes paralelas não haverá entupimento das mesmas.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. • Câmara onde estão as placas paralelas e • Câmara de descarga. Figura 32. A câmara de sedimentação deve ter: • Área superficial de no mínimo 20m2/ha de área impermeável.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. PVC para alta temperatura (66ºC). O óleo pode ser retirado por processo manual ou automático e pode ser recuperado e usado para outros fins. meio que repelem a água e atraem o óleo.Placa coalescentes Quando prevemos uma grande quantidade de sólidos as placas são instaladas a 60º com a horizontal para evitar o entupimento. Os glóbulos vão se formando e vão subindo numa posição cruzada com o escoamento seguindo as placas. Os efluentes das caixas separadoras com placas paralelas indicam retiradas de até 60% do óleo em comparação com o sistema convencional API.com. Para efeito de aplicação dos princípios de Hazen são usadas somente as projeções das placas. Para o trabalho perfeito das placas coalescente é necessário o regime laminar para escoamento. Os glóbulos de óleo se movem entre as placas de plásticos ou polipropileno e vão aumentando em tamanho e vão indo para a superfície.1. Dependendo da temperatura do líquido que vai ser detido o óleo usa-se o material adequado. As placas são ajuntadas em pacotes e podem entupir motivo pelo qual tem que ser estabelecido um intervalo de aproximadamente 6 meses para a limpeza com jatos de água através de mangueiras.br 32. isto é.18 Caixa de retenção coalescente com placas paralelas As equações para a caixa de retenção coalescente com placas paralelas são várias e todas provem da aplicação da Lei de Stokes conforme já visto na caixa de retenção óleo/água da API. As caixas coalescentes com placas paralelas da mesma maneira que as caixas API possuem três câmaras: • Câmara de sedimentação. Usando glóbulos até 20 μm poderemos ter efluente com máximo de 10mg/L. Assim podem ser usados PVC (60ºC). • Comprimento deve ser maior ou igual a L/3 • O comprimento recomendado é L/2 (recomendado). Podem ser mais barato que as caixas de retenção tipo API. Geralmente este tipo de caixa é para glóbulos acima de 40 ou 60μm. Polipropileno (85ºC) e aço inoxidável (85ºC).

002x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0. nos separadores coalescente é dada pela Equação: Ah= Q.0296 cm/s=0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. A câmara onde estão as placas paralelas deve ter as seguintes características: • Confirmar com o fabricante as dimensões para não se ter dúvidas. 32-29 .998-0.006cm (60μm) Vt= 0.0003=3378Q Área de uma placa Aa=Ah/ cos (θ) Sendo: Aa= área de uma placa (m2) θ = ângulo da placa com a horizontal. As placas paralelas estão inclinadas de 45º a 60º e espaçadas uma das outras de ½” pois possuem corrugações. As placas são instaladas em blocos. fibra de vidro ou polipropileno.002 x [(0.000296m/s=1. Varia de 45º a 60º.85 e viscosidade dinâmica de 0. • Comprimento deve ser maior que L/4 (recomendado).07mh Ah= Q / Vt Ah= Q / 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. • Deverá haver folga de 0.0020 x [(Sw-So)/ μ ] (cm/s) A área mínima horizontal. São feitas de aço.998 e do óleo So= 0.40m.85)/ 0. • A distância entre uma placa e outra varia de 2cm a 4cm. Vt= 0.com. Deve haver um espaço mínimo externo de 8m x 5m para a retirada das placas manualmente ou através de equipamentos. / Vt Sendo: Ah= área horizontal (m2) Q= vazão (m3/s) Vt= velocidade ascensional final da partícula de óleo (cm/s) A velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.01 ] =0.15m antes e depois do pacote de placas paralelas. Para D=0.01poise (20º C) para glóbulo de óleo com diâmetro de 60μm.br A câmara de descarga deve ter: • Comprimento mínimo de 2.

Exemplo de placas paralelas por gravidade.15.com. Fonte : Tennessee Manual BMP Stormwater Treatment. sendo a primeira de sedimentação. portanto a caixa será menor que aquela das normas API.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. 2002 Notar na Figura (32. a segunda onde estão as placas coalescentes e a terceira câmara de regularização ou regularização da vazão. 32-30 .12) que existem as três câmaras.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.br Figura 32. As placas coalescentes ocuparão menos espaços e.

82m2/ 0.90g/cm3 e performance de 10mg/L para partículas ≥40µm ou mais fabricado pela Clean Environment Brasil (www.0035= 11.16) que as placas coalescentes fazem com que os glóbulos de óleo se acumulem e subam para serem recolhidos.army.clean.19 Fabricantes no Brasil de caixas com placas coalescentes No Brasil existe firmas que fazem caixas separadora de óleo para vazão até 40m3/h com tempo minimo de residência de 20minutos. para densidade de hidrocarboneto ≤0.br).16 Calcular separador com placas coalescentes para vazão de 0.mil/USACHPPM%20Technical%20Guide%20276. Air Force Civl Engineer Support Agency.apgea.707= 16.com.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. US Army Corps of Engineers. Exemplo 32. devendo ser consultado o fabricante a decisão final. Notar na Figura (32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Quando se espera muitos sedimentos para evitar entupimentos devem-se usar placas com ângulo de 60 º. 10 july 2001 UFC-3-240-03 http://chppm-www.br Figura 32. Naval Facilities Engiojneerinf Command. 32-31 .com.72m2 Portanto. 32. serão necessário 38.2m2 de placas coalescentes.0035m3/s Ah= 3378 x Q = 3378 x 0. Acessado em 12 de novembro de 2005.16.Esquema da caixa separadora coalescente com placas separadoras Fonte: Unified Facilities Criteria UF.htm.82m2 Aa= Ah / cos (θ) θ = 45 º Aa= Ah / cos (θ) = 11.

Nesse momento o liquido saturado com o ar é despressurizado até a pressão atmosférica por passagem através de uma válvula de redução.com. A separação é realizada pela introdução de gás (ar) na forma de bolhas na fase líquida. A fase líquida é pressurizada em uma pressão de 2atm a 4atm. Pequenas bolhas são liberadas na solução devido a despressurizarão.htm . tornam-se flutuantes devido à pequenas bolhas. Empregam-se em: 32-32 .17 – Caixa separadora de óleo fabricado http://www. por exemplo. Figura 32. na presença de suficiente ar para promover a saturação da água.br/com_sep.com.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.20Flotação Iremos reproduzir aula que tive em 1994 com o engenheiro químico Danilo de Azevedo em curso sobre “Efluentes Líquidos Industriais”.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.controleambiental. O líquido clarificado é removido próximo ao fundo e parte é reciclado. Flotação é um processo para separar sólidos de baixa densidade ou partículas liquidas de uma fase liquida. Acesso em 12 de novembro de 2005. óleo.htm. Sólidos em suspensão ou partículas líquidas. Os sólidos em suspensão são retirados.capeonline. Acesso em 17 de julho de 2008 de 10m3/h a 40m3/h com teor máximo de saída de óleo de 20mg/L. elevando-se até a superfície do tanque.br/sasc_cob_pista2. 32.Caixa separadora de óleo com placas coalescentes http://www.18.br SEPARADOR COM SKIMMER Figura 32.

Adensamento de lodos químicos resultantes de tratamento por coagulação.19 – Caixa separadora de óleo e graxa tipo poço de visita patente da firma Downstream Defender. A grande vantagem destes sistemas industriais é que são compactos em relação aos sistemas convencionais. Figura 32. Inc.stormceptor.com • Highland Tank (CPI unit) www.vortechnics.tn. Por exemplo.com. Wesley Eckenfelder.hydro-international.ci.com • Vortechnics Inc. Inc.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP. http://www. Quanto a eficiência dos sistemas industriais americanos a melhor comprovação é aquelas feitas por universidades.com • H. 32.highlandtank.knoxville. óleos. fibras e outros sólidos de baixa densidade.pdf. As áreas são de modo geral pequenas e variam conforme o fabricante. www. em dezembro de 2001 o departamento de engenharia civil da Universidade de Virginia fez testes de campos sobre a unidade industrial denominada Stormvault. Adensamento de lodo no processo de lodos ativados.21 Sistemas industriais americanos para separação de óleos e graxas Nos Estados Unidos existem vários sistemas para melhoria da qualidade das águas pluviais inclusive com caixas separadoras de óleos e graxas e que são fabricadas pelas firmas abaixo relacionadas com o seu o site onde poderão ser procuradas mais informações a respeito. http://www.baysaver.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. devendo ser consultado a respeito.biz/ Cada fabricante tem o seu projeto específico sendo que é usado de modo geral o período de retorno Tr= 1ano ou Tr= 0.br • • • Separação de graxas. www. Downstream Defender Tecnology.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.5ano (80% de Tr=1ano) ou Tr= 0. • Stormceptor Corporation www. 1991 da Editora McGraw-Hill e o livro “Industrial Water Pollution Control” de W. Acesso em 12 de novembro de 2005 32-33 . I.25ano = 3meses (62% de Tr=1ano).com • BaySaver. L. Componentes básicos: • Bomba de pressurização • Injetores de ar • Tanque de retenção • Válvula de redução de pressão • Tanque de Flotação Uma discussão mais detalhado sobre flotação poderá ser feita no livro “Wastewater EngineeringTreatment disposal reuse” de Metcalf & Eddy. 1989.

cfm.com/newweb_cfmtest/sys_details_installation.baysaver. http://www.com.knoxville. 32-34 .tn.ci.br Figura 32.20 – Caixa separadora de óleo e graxa tipo poço de visita patente da firma Stormceptor.pdf. Acesso em 12 de novembro de 2005.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.21.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Instalação de Baysaver.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Acesso em 12 de novembro de 2005 Figura 32. http://www.

ambarenvironmental.24.22. Figura 32.Dispositivo que faz rodar a esteira para recolhimento do óleo e o recolhimento.br 32.html#b2sump Figura 32.23.22 Skimmer O skimmer é feito para retirar o óleo.html#b2sump 32-35 .ambarenvironmental.com. http://www.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.com/html/waste_water_plants.Sobre o liquido existe o recolhimento do óleo automático http://www.com/html/waste_water_plants.com/html/waste_water_plants.Dispositivo que faz rodar a esteira para recolhimento do óleo http://www.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.html#b2sump Figura 32.ambarenvironmental.

2 S (Equação 32.com.197. sendo um quando trata-se de lavagem de veículos somente e neste caso precisamos da vazão de pico em m3/h. Temos dois tipos de dimensionamento. Os valores de P.Cita que o lançamento de óleo e graxa mineral sendo que o limite deve ser inferior a 20mg/L Nota: isto pode ser atingido com glóbulos de 60μm. ( P. Obtemos o valor de CN e continuamos a fazer outros cálculos.0. Pitt.2S ) 2 Q= --------------------( P+0. mas a maioria dos fabricantes de caixas separadoras de óleos e graxas para postos de gasolina com placas coalescentes no Brasil retêm glóbulos igual ou maior que 40μm e a perfomance de óleo e graxa mineral é 10mg/L para densidade de hidrocarboneto de 0. o que é excelente com vazões que atingem até 40m3/h. 32.br 32. É interessante examinarmos também a Conama Resolução nº 273 de 29 de novembro de 2000 que trata das instalações de postos de gasolina.24 Vazão que chega até o pré-tratamento Uma das dificuldades que temos é calcular a vazão que chega à caixa de captação de óleos e sedimentos.Q – 10 (0.Q.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. 1994 in Estado da Geórgia. CN= 1000/ [10 + 0. No outro caso trata-se das precipitações que será usada 90% da precipitação anual média.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Q.5] Equação (32. Temos então duas equações onde precisamos eliminar o valor S. 2001 achou a seguinte equação utilizando NRCS TR-55. o valor do número da curva CN. São dados os valores de Q e de P.394.90g/cm3. Os métodos são: • Método SCS TR-55 conforme equação de Pitt • Método aproximado do volume dos 5min • Método Santa Bárbara para P=25mm • Método Racional até 2ha. De modo geral a obtenção de CN se deve a obras off-line.4). obtendo somente o que nos interessa.2) Dada as a Equação (25.1) 254 (Equação 32.1986 adaptado para P e Q em milímetros.P) 0. Para a RMSP usaremos first flush P=25mm.1 Vazão que chega até o pré-tratamento usando o Método TR-55 do SCS O objetivo é o cálculo do número da curva CN dada a precipitação P e a chuva excedente Q.23 Postos de Gasolina O Semasa órgão encarregado do sistema de água potável. que é o first flush.3) e Equação (25.P + 0.3) 32-36 .24. 32.0019 . S estão milímetros. esgoto sanitário e águas pluviais de Santo André possui o Decreto 14555 de 22 de setembro de 2000 que trata dos postos de serviços que geram óleos e graxas. Vamos apresentar quatro métodos para estimar a vazão que chega até o pré-tratamento quando o mesmo está off-line.8S ) 25400 sendo S= -----------CN válida quando P> 0. isto é.0016Q 2 + 0.

17 Seja um reservatório de qualidade da água com tc=11min.12m3/s Portanto. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.0016Q 2 + 0.05 + 0.05 + 0.0019 . Seja uma área de 20ha.197x25 + 0.8.18 Num estudo para achar o volume do reservatório para qualidade da água WQv é necessário calcular a vazão Qw referente a aquele WQv.0016x13 2 + 0.P + 0. Exemplo 32.009 x 70 = 0.394x17 – 10 (0. Rv = 25mm x 0.P + 0.5] CN= 96.0019 x17x25) 0. Rv = 25mm x 0.394.197 x25 + 0.6151 C2= -0.Q.197.18) –0.6 – 254 =9mm Usa-se a simplificação de Q=P x Rv.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. área impermeável de 70% e first flush P=25mm e Área =2ha.009 x 50 = 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Porcentagem impermeabilizada = (10ha / 20ha) x 100=50% Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.55 Qu = 3.05 + 0.0016Q 2 + 0.50 = 13mm Vamos calcular o número da curva CN usando a equação de Pitt.br Exemplo 32. Q= P x Rv= 25mm x 0. CN= 1000/ [ 10 + 0.P) 0.5] CN= 93.7cm =0.18) ] 2 .0019 .5] CN= 1000/ [ 10 + 0.12m3/s.68 = 17mm Vamos calcular o número da curva CN usando a Equação de Pitt CN= 1000/ [ 10 + 0.58m3/s/cm/km2 x 0.6 Vamos calcular a vazão usando o método SCS – TR-55 S= 25400/ CN – 254 = 25400/96.P) 0. construído off-line é de 0.68 (adimensional) Q = P . que produz o volume do reservatório para qualidade da água em mm.394 x13 – 10 (0.05 + 0.2 S = 0.0019 x13x 25) 0.Q.366 log Qu = 0.18h (tempo de concentração) log (Qu) = Co + C1 log tc + C2 (log tc)2 – 2.6151 log (0.2 x 9mm=1.02km2 Q=1.366 log Qu = 2. o valor é CN=93.0016x17 2 + 0.072 e portanto adotamos Ia/P=0.009 x AI = 0.394.8mm/25mm =0. Calcular a vazão separadora para melhoria de qualidade das águas pluviais WQv.Q – 10 (0.197. o pico da descarga para o reservatório de qualidade de água.8 Portanto. Co= 2. Considere que o first flush seja P=25mm.Q – 10 (0.55323 – 0.50 (adimensional) Q = P .009 x AI = 0.2.7cm Qp= Qu x A x Q x Fp =3.02km2 x 1.58m3/s /cm / km2 (pico de descarga unitário) Qp= Qu x A x Q A=2ha = 0. sendo 10ha de área impermeável.10 Escolhendo Chuva Tipo II para o Estado de São Paulo.7cm (notar que colocamos em cm) Ia = 0. Valores de CN em função da precipitação P usando a Equação de Pitt 32-37 .164 [ log (0.55323 C1= -0.8mm Ia/P= 1.68= 17mm= 1.164 tc= 11min = 0.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.

4 87.4 86.P + 0.4 95.0 84.9 83.4 97.8 94.8 89. Entrando na Tabela (32.3 93.0016Q 2 + 0.05 + 0.6 92.br Exemplo 32.7 91.5 92.10 Escolhendo Chuva Tipo II para a Região Metropolitana de São Paulo.3 94.68 (adimensional) Q = P .164 tc= 11min = 0.5 98.5 95.4 95.4 95.P) 0.4 97.1 97.Q.7 84.8 83.0 90.9 97.20 Seja bacia com tc=11min.8 95.2 98.5 90.7 97.5 91.7 95.1 93.68 = 17mm Vamos calcular o número da curva CN usando a Equação de Pitt.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.1 97.1 98.4 87.5] CN= 1000/ [ 10 + 0. Q= P x Rv= 25mm x 0.6 95.5] CN= 96.0019 .1 96.7 97.2 96.197x25 + 0.0 95.5 94.394x17 – 10 (0.8 88.4 97.7 82.6 94. que produz o volume do reservatório para qualidade da água em mm.8 14 90.2 S = 0.7 96.8 92.9 94.4 92.68= 17mm= 1.2 89.8 97.4 96.0 98.3 94.7 96.3 Vamos explicar junto com um exemplo abaixo.55323 C1= -0.Q – 10 (0.0 95.3 86.9 96.2 97.1 93.9 98.0016x17 2 + 0.7 – Valores de CN em função da precipitação P usando a Equação de Pitt P Área impermeável em porcentagem mm 10 20 30 40 50 60 70 80 13 90.9 94.2 85.6 – 254 =9mm Usa-se a simplificação de Q=P x Rv. Co= 2.3 97.9 92.7 96.3 96.7cm (notar que colocamos em cm) Ia = 0.2 89.5 88.7) com P e AI achamos CN=96.05 + 0.2 94.1 85.2 85.1 95.9 97.7 93.0 92.6 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 88.5 90.9 87. Rv = 25mm x 0.009 x 70 = 0.3 98.1 88.1 98.9 92.4 91.1 89.4 96. CN= 1000/ [ 10 + 0.9 92.6 97.5 96.8mm Ia/P= 1.2 97.9 94.197.6.3925.2 98.7 88.9 88.4 98. área impermeável de 70% e first flush P=25mm e área =50ha.6 96.072 e portanto adotamos Ia/P=0.5 81.2 92.0 96.2 95.009 x AI = 0.18h (tempo de concentração) 32-38 .7 89.6 96.6 98.5 95.6 92.6 81.0 96.com.6 94.6 90.0 93.8 95.1 91.7 97.1 94. Exemplo 32.6 97.8 98.5 95.6 Vamos calcular a vazão usando SCS – TR-55 S= 25400/ CN – 254 = 25400/96. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.8 86.3 86.2 x 9mm=1.0019 x17x25) 0.0 97.3 93.3 91.9 91.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.5 88.8mm/25mm =0.7 96.9 96.3 88.5 98.7 15 89.3 94.2 97.4 93.6 82.8 97. Tabela 32.19 Achar o número da curva CN para P=25mm e área impermeável de 70%.8 93.8 85.7 93.4 90.4 80.0 90.8 92.2 94.8 91.6151 C2= -0.1 90.

70=85.05+0.70) + 98 x 0.70 (fração impermeável) CNw= 55 (1-0.21 Seja um reservatório de qualidade da água e first flush P=25mm.68 (adimensional) WQv= (P/1000) x Rv x A= (25/1000) x 0.05 + 0.com.366 log Qu= 2.00= 2.24.5281 Qu= 3.1 x 8500m3)/ (5 x 60)= 850m3/ 300s =2.61512 log (0. sendo que geralmente é construído off line.5km2 Fp=1. Esta é uma estimativa que usa o método Racional e vale somente para áreas menores ou iguais a 2ha e para first flush P=25mm para a RMSP.37m3/s/cm/km2 x 0. AI=70 e área =50ha tc=11min Coeficiente volumétrico Rv CNp= 55 (área permeável) CNi=98 (área impermeável) CNw= CNp (1-f) + 98 x f f=0.4 Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para áreas ≤2ha.5km2 x 1. o pico da descarga para o reservatório de qualidade de água.22 Seja uma bacia com first flush P=25mm. Rv=C=0.7cm x 1.00 Qp= Qu x A x Q x Fp= 3.3 Cálculo de Qo usando o método Santa Bárbara Vamos mostrar com um exemplo. obtemos: Qo=3. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.br log (Qu)= Co + C1 log tc + C2 (log tc)2 – 2.1 Usando o método Santa Bárbara para P=25mm.2 Método usando o tempo de permanência 5min para calcular Qo Vamos mostrar com um exemplo. Qo=CIA/360 Sendo: Qo= vazão de pico que chega até o pré-tratamento (m3/s) C= coeficiente de runoff.18) –0.009 x 70 = 0.2.87m3/s.55323 – 0.18)] 2 .009 x AI AI= área impermeável (%) I= intensidade da chuva (mm/h) A= área da bacia (ha) 32-39 .24. construído off-line é de 2.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.05 + 0.366 log (Qu)= 0.24.009 x AI = 0.87m3/s Portanto. AI=70 e A=50ha.83m3/s 32.09m3/s 32.16403 [log (0. Exemplo 32. Em uma determinada bacia o pré-tratamento pode ser construído in line ou off line.27m3/s /cm / km2 (pico de descarga unitário) Qp= Qu x A x Q A= 50ha= 0. Exemplo 32. 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.1 WQV/ (5min x 60s)= (0.68 x 50ha x 10000m2= 8500m3 Qo= 0.

12m3/s Portanto.98 R2 = 0.com.009 x 70= 0.68 + 0.05 + 0.05+0. lavagens de equipamentos. As pesquisas foram feitas nas instalações do exército.13 x 0.009 x AI= 0.009 x AI = 0. Qo=CIA/360 Sendo: Qo= vazão de pico que chega até o pré-tratamento (m3/s) C= coeficiente de runoff.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.98= 32mm/h (Para P=25mm) A= área da bacia =2ha Q=CIA/360 Q=0.86 I= 9. a vazão de entrada é 0.05 + 0.86 Para P=25mm Para P=13mm Exemplo 32.68 WQv= (P/1000/ x Rv x A= (25/1000) x 0.br A≤2ha I = 45.09 x C + 0. Tabela 32.13 x C + 0.68 x 32mm/h x 2ha /360= 0. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0. C=Rv=0.23 Calcular o tamanho do reservatório destinado ao pré-tratamento de área com 2ha e AI=70%.20 R2 = 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.009 x 70 = 0. sendo adotado o first flush P=25mm.000m2= 340m3 Vazão de entrada Uma BMP pode ser construída in-line ou off-line.68 x 2ha x 10. nas áreas de manutenção e lavagem de veículos.98= 45. nas lavagens de aviões.8.05 + 0.8) onde aparece a média em mg/L dos efluentes diversos de acordo com quatro parâmetros.Média dos influentes no exercito dos Estados Unidos no ano 2000 Parâmetro Óleos e graxas TSS VSS COD Instalações 316 1061 277 2232 Lavagem de aviões 594 625 408 8478 Áreas de manutenção 478 1272 416 1841 Áreas de equipamentos 183 1856 239 692 Lavagem de veículos 58 611 77 99 Sendo: Óleos e graxas: quantidade de média de óleos e graxas do influente (mg/L) TSS= sólidos totais em suspensão (mg/L) VSS= sólidos suspensos voláteis (mg/L) COD= demanda de química de oxigênio (mg/L) 32-40 . Os resultados estão sintetizados na Tabela (32. 2000 O exército dos Estados Unidos fez pesquisas sobre separadores de óleo que passaremos a descrever. 32.68 AI= área impermeável (%) I= intensidade da chuva (mm/h) = 45.25 Pesquisas do US Army.13 x C + 0. Quando for construída off-line precisamos calcular a vazão que vai para a BMP.12m3/s. Usando o método racional.

O objetivo dos separadores de óleo e graxas do exército americano é que o efluente tenha no máximo 100mg/L de óleos e graxas o que é alcançado usando-se as caixas separadoras de óleo. e movimento turbulento 32-41 . Este princípio não se aplica somente à sedimentação.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. mas também a processos de separação por gravidade de todos os líquidos.Movimento laminar. A solução atual mais usada no exército americano são as placas coalescentes de polietileno. Q= vazão de pico (m3/h) AH= área plana (m2) Figura 32.br O influente médio de óleo e graxas varia de 58mg/L a 594 mg/L enquanto que o pico varia de 209mg/L a 1584mg/L. instalada a 60º do piso. Movimento uniformemente distribuído: laminar Quando o movimento do fluido é laminar e uniformemente distribuindo na secção longitudinal da câmara. Instalation and Operation of Oil-Water Separators for surface runoff treatment de Oldcastle Precast. Vamos detalhar as Guidelines for Design. O sólido total em suspensão TSS tem valores médios de 210mg/L a 1272mg/L variando os picos de 1386mg/L a 6502mg/L.com.25.26 Princípios de Allen Hazen sobre sedimentação Em 1904 Allen Hazen estabeleceu os princípios da sedimentação em um tanque que varia diretamente com a vazão de escoamento dividido pela área da placa plana do mesmo. Para o exército americano o efluente tem como objetivo de ser de 100mg/L antes de ser lançado nos cursos de água.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 1996. incluindo a separação água-óleo. a velocidade ascensional Vt é o quociente da vazão pela área horizontal.26 L/s x m2). 32. Vt= Q/AH Sendo: Vt=velocidade ascensional (m/h) obtida pela aplicação da Lei de Stokes. Geralmente o glóbulo de óleo adotado é de 60μm.05mm e com área de superfície de 0. espaçadas de 19.32 gpm/ft2 (0.

O principio de Hazen foi validado experimentalmente A velocidade ascensional Vt para separador água-óleo pode ser achada pela Lei de Stokes. AH= F x Q/ Vt O valor de F não pode ser menor que 1 porque a performance não pode ser maior que os princípios de Hazen. os glóbulos de óleo podem se elevar em varias situações até atingir a superfície. haverá uma perda de eficiência no processo de separação por gravidade e devido a isto. Lembramos também que além da componente de velocidade vertical Vt. ts ≤tr O tempo de separação ts pode ser obtido por: ts= d/ Vt Sendo: ts= tempo de separação (h) d= altura da câmara (m) Vt= velocidade ascensional (m/h) O tempo de residência tr pode ser obtido por: tr= L/ VH Sendo: tr= tempo de residência (h) L= comprimento da câmara (m) VH= velocidade horizontal (m/h) 32-42 .com. perto da entrada.75. existe a velocidade horizontal VH. isto é.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. o valor “tr” como o tempo em que água leva para percorrer a câmara que é chamado de tempo de residência. causam turbulências nas beiradas. isto é. foi introduzido o fator F de turbulência pela American Petroleum Institute –API conforme Publication 421. perto da saída e nas imediações do fundo da câmara. que recomenda valores de F entre 1. O glóbulo pode estar em situação que demorará mais tempo para subir e o tempo em que todos os glóbulos de óleo irão subir é denominado de “ts”. baseado no regime de escoamento que é essencialmente uniforme e radial.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.2 a 1. Muitos separadores por placas coalescentes possuem uma ótima performance perto do ideal e em algumas vezes é admitido F=1 ou omitido intencionalmente o valor de F. Definimos por outro lado.br Figura 32.26. Portanto. Portanto. Em muitos casos as altas vazões.Design and Operation of Oil Separators. tempo de separação. O tempo de separação ts deve ser menor ou igual ao tempo de residência tr. 1990.Área plana usada por Allen Hazen Outros regimes de escoamento O escoamento raramente é uniformemente distribuído e laminar.

27. o que mostra que a altura da câmara não influencia na performance do separador águaóleo. Só vale a área plana para o dimensionamento.br Como ts ≤tr podemos fazer: d/Vt ≤ L/VH Fazendo um rearranjo podemos obter: VH x d/ L ≤ Vt Aplicando a equação da continuidade temos: Q= VH x Av Av= B x d Sendo: Q= vazão de pico (m3/h) VH= vazão horizontal (m3/h) Av= área da seção transversal (m2) d= altura da câmara (m) B= largura da câmara (m) Teremos: VH= Q/ Av = Q/ (B x d) Mas: VH x d/ L ≤ Vt Substituindo VH temos: Q x d / ( L x B x d) ≤ Vt Notar que o valor de “d” aparece no numerado e no denominador podendo portanto ser cancelado. 32-43 .Projeção da placa coalescente. Portanto fica: Q/ AH ≤ Vt Portanto. Figura 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. fica válido o principio de Hazen: AH= Q/ Vt É importante salientar que a área AH pode ser área plana de uma câmara API ou área plana em projeção de uma placa coalescente instalada a 45º a 60º.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.com.

é considerado como a “porcentagem que passa” representado graficamente em função da abertura da peneira em escala logarítmica (Souza Pinto. que consiste. que também deve ser aplicada a esferas que tenham diâmetro entre 0.34 N/m3 (Lencastre. (2) as partículas são esféricas. 2000). em geral. 1983 p. s /m2 (Lencastre.28. 434) γs / γ = 2.2 kg/m3 (Lencastre.701N/m3 μ= viscosidade dinâmica da água a 20º C = 0. μ (Equação 32. (3) a viscosidade da água e a gravidade específica do solo são exatamente conhecidas.27 Lei de Stokes Quando uma partícula sólida cai dentro de um líquido segue o que se chama da Lei de Stokes.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.br Figura 32. é usado a Lei de Stokes. a velocidade de deposição (velocidade de queda) da Lei de Stokes é a seguinte: Vs= [ D 2 ( γs – γ ) ] / 18 . D= diâmetro equivalente da esfera (partícula) em metros γ = peso específico da água a 20º C = 9792. 1984): γ s= 2.com. O peso do material que passa em cada peneira. realiza-se a análise granulométrica. de duas fases: peneiramento e sedimentação (Souza Pinto.3) Sendo: Vs= velocidade de deposição (m/s).00000101 m2/s (Lencastre.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. ou seja.65 (densidade relativa do quartzo em relação a água) γs= peso específico da partícula do sólido (quartzo)= 25949. 1983) ν = viscosidade cinemática da água a 20º C= 0. Mesmo não obedecendo as duas primeiras precisamente. 32.1983) ρ = massa específica a 20º C = 998. A velocidade (uniforme) da queda de esferas.00101 N. largura B e comprimento L. A abertura nominal da peneira é considerada como o 32-44 .650kg/m3 (peso específico seco) γ‘s = 1650 kg/m3 (peso específico submerso) Para o reconhecimento do tamanho dos grãos de um solo.0002mm e 0. que assume o seguinte: (1) as partículas não são influenciadas por outras partículas ou pela parede dos canais e reservatórios.1998). 1983) Granulometria dos sedimentos Na prática adotam-se os seguintes valores para os cursos de água naturais (Lloret.2mm (McCuen. referido ao peso seco da amostra. 2000).Notar a área planta AH e a área da seção transversal Av bem como as partículas Vt ascensional e VH da velocidade horizontal numa caixa de profundidade d.

a Tabela (32. que é a mais fina usada em laboratórios.6cm a 25cm Pedregulho de 4. Tabela 32. cuja abertura é de 0.075mm. para classificação das partículas.005mm Fonte: Souza Pinto. diferentemente da norma da ABNT. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) adota.br “diâmetro” das partículas.8mm a 7.075mm. devido a peneira nº200. que não pode ser tão pequena quanto o diâmetro de interesse. evidentemente de um “diâmetro equivalente”.005mm a 0.42mm Silte de 0.2000 p.com.º200.8mm Areia média de 0.05mm a 0.Limite das frações de solo pelo tamanho dos grãos Fração Limites definidos pela norma da ABNT Matacão de 25cm a 1m Pedra de 7.05mm Argila inferior a 0. pois as partículas não são esféricas.9.6cm Areia grossa de 2mm a 4. 4 Souza Pinto.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. A análise por peneiramento tem como limitação a abertura da malha das peneiras. 32-45 . A menor peneira costumeiramente empregada é a de n. 2000 diz que na prática. a separação entre areia e silte é tomada como 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Trata-se.9).42mm a 2mm Areia fina de 0.

com.Velocidade de sedimentação de partículas esféricas conforme Lei de Stokes. 2003.0000009 1.0022219 Areia 60 0.0010 0.0200 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. USA.0090 0.0000320 7 0.0080 0.0001280 15 0.0000020 2 0.0002000 20 0.0020 0.0250 0.4 .0000036 3 0.1000 0. Temperatura a 20º C e partículas com 2.0060 0.0070 0.5 0.0500 0.0000889 12 0.0000142 5 0.0056880 100 0.br Tabela 4.0007999 40 0.0670 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.0014220 50 0.0000080 4 0.0031995 67 0.0000435 8 0.0400 0.0005555 30 0.0050 0.0100 0.0015 0.0030 0.0000720 Silte 10 0.004000 80 0. Velocidade de Diâmetro partícula sedimentação Tipo de solo vs μm (mm) (m/s) Argila 1 0.0300 0.0040 0.0600 0.0003555 25 0.0150 0.0088874 Fonte: Condado de Dane.0000222 6 0.0800 0.0120 0.65 32-46 .0000569 9 0.

com.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. Não confio em tratamento de esgotos em que não se introduza nenhum tipo de energia”. pois com a mesma podemos fazer as alterações necessárias. engenheiro químico Danilo de Azevedo.Noções sobre tratamento de esgotos domésticos “Tratamento de esgotos precisa de energia. 1994.br 6/07/08 Capítulo 33. 33-1 . Prof.

como o tanque séptico e os septos difusores. do comércio e de algumas pequenas indústrias. Figura 33. 33-2 .Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Sistemas de coleta de esgotos: separador absoluto e unificado Existem países na Europa e cidades nos Estados Unidos que usam o sistema unificado e alguns o sistema misto. Os esgotos domésticos provem das residências. que foi o primeiro a ser instalado na cidade de São Paulo em 1876. bacias sanitárias. Veremos como se faz uma unidade de tratamento de esgotos para uma cidade e portanto não iremos comentar os tratamentos de esgotos feitos no local de uso.1 Introdução Primeiramente salientamos que iremos ver a noção de tratamento de esgotos domésticos e não efluentes líquidos industriais que possuem normalmente algumas particularidades. que seria um sistema separador absoluto que pode receber um pouco de águas pluviais. chuveiros.1. um sistema de redes coletoras que só recebem esgotos sanitários e não pode ser introduzida águas pluviais que é o utilizado no Brasil. 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.br 6/07/08 Capitulo 33. portanto o esgoto doméstico nunca é 100% doméstico como se pode ver. etc e depois vão para o sistema separador absoluto. isto é.Noções sobre tratamento de esgotos domésticos 33. A água é usada em banheiros.2 Estação de tratamento de esgotos sanitários Em uma cidade existe um sistema de rede de água de distribuição.

33-3 . sendo uma media de 180 L/dia x hab a 230 L/dia x hab.3 Quota per capita A quota per capita de esgotos varia muito de cidade para cidade.com. que alimentam as algas aumentando a eutrofização nos rios.4 Sistema de tratamento de esgotos domésticos Os tratamentos de esgotos domésticos são basicamente quatro conforme Figura (33. sendo portanto um sistema de tratamento continuo. O tratamento de esgoto funciona 24h por dia. A DBO de entrada em um tratamento varia de 200mg/L a 800 mg/L e a redução varia de 80% a 96%. Tratamento primário: é a sedimentação simples do material sólido que reduz um pouco a poluição. Tratamento secundário: geralmente é um tratamento biológico Tratamento terciário ou Tratamento avançado: tem como objetivo remover alguns poluentes como: fósforo e nitrogênio.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Tratamento preliminar: peneiramento através de barras para remover o material sólido grosseiro. O grande problema do século XXI com relação aos tratamentos não é somente a redução da DBO e sim a necessidade de redução do nitrogênio e do fósforo.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.br 6/07/08 33. 33.2).

No tratamento avançado. O tratamento secundário pode ter varias opões: • o sistema de lodo ativado que é o mais comum e melhor inventado na Inglaterra em 1913 e o • sistema de filtros biológicos ou de • lagoas. tratamento da lama e tratamento avançado (tratamento terciário).3) podemos visualizar o que são o tratamento primário. compactá-la e encaminhá-la para um aterro sanitário.2.Etapas do tratamento de esgotos Na Figura (33.com. No sistema de lodo ativado podemos visualizar local para aeração que pode ser mecânica ou através de difusores. No tratamento de lama temos que desidratá-la.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. tratamento terciário verificamos principalmente dois poluentes que são o fósforo e o nitrogênio. 33-4 .Curso de redes de esgoto Capitulo 33.br 6/07/08 Figura 33. ou seja. secundário.

4) está o esquema de uma estação de lodo ativado convencional. O uso de carvão ativado para adsorção é destinada a remover os materiais orgânicos que resistiram a remoção biológica conforme USEPA.3. um aglutinante como sulfato de alumínio e conseguiremos eliminar mais de 95% de fósforo com o inconveniente de obtermos grande de lodo que terão que ir para aterros sanitários ou outro tratamento específico. Para a remoção do nitrogênio temos que fazer a desnitrificação.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Para a remoção do fósforo é usado o processo de decantação.com. Na Figura (33.Esquema de tratamento de esgotos O fósforo e o nitrogênio contribuem para o aumento das algas nos rios e lagos e daí serem um problema. 33-5 .Curso de redes de esgoto Capitulo 33. como o que está acontecendo com as ETEs da Sabesp na Região Metropolitana de São Paulo. sedimentação usando por exemplo.br 6/07/08 Figura 33. convertendo o nitrato para nitrogênio gasoso que vai para a atmosfera sem causar problemas. 2004.

5.br 6/07/08 Figura 33. 2007 Figura 33.com.Esquema de estação de tratamento de esgotos com lodos ativados Fonte: Telles.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2007 33-6 .ETE de Franca de lodos ativados convencional Fonte: Telles.4.

Figura 33. 2007 33. é difícil de ficar interferindo no processo e temos que ficar “rezando” para que tudo dê certo. 33. mas aumentamos os custos de manutenção e operação. o maior problema é que não há redução de poluentes como o fósforo e o nitrogênio.6) estão as ETE de tratamento de esgoto mais importantes da RMSP com capacidade instalada de 18m3/s sendo que vão para os esgotos 63m3/s. Há redução de DBO mas quase nada de fósforo e nitrogênio. produzindo muito lodo. Numa lagoa quando introduzimos oxigênio os resultados ficam melhores. há uma menor quantidade de lodo porém. No tratamento anaeróbio não há gasto de energia.Vazões das ETEs da Sabesp na RMSP Fonte: Telles.6 Normas da ABNT A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) possui a NB-579/1990 (NBR 12209/90) sobre Projetos de estações de tratamento de esgotos sanitários que se aplica aos processos de tratamento em: • Separação de sólidos dos meios físicos (tratamento preliminar) • Filtração biológica (tratamento secundário) 33-7 . Sem dúvida nenhuma o melhor tratamento é o aeróbio onde é necessária muita energia (oxigênio) para alimentar as bactérias e estas quebrarem a matéria orgânica.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. Um outro problema é que não havendo energia externa.6.br 6/07/08 Na Figura (33.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O maior problema é as leis da Conama como a 357/05 que cada vez mais vão ficando mais restritivas sendo que algumas destas alternativas de baixo custo ficarão impensáveis no futuro.5 Avaliação dos tratamentos Basicamente os tratamentos de esgotos são anaeróbios e aeróbios.com.

7) podemos ver que o tratamento primário reduz no Maximo 40% da DBO enquanto que o lodo ativado vai de 85% a 95%.7) notando-se que o custo da ETE do Parque Novo Mundo é de R$ 149.8 Custos Os custos de implantação de ETE convencionais de lodos ativados estão na Figura (33.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. 33.Porcentual de remoção no esgoto sanitário para as modalidades de tratamento Modalidade de tratamento Preliminar Primário Secundário Terciário Porcentual de remoção DBO Sólidos em suspensão 5 a 10% 5 a 20 25 a 85% 40 a 90% 75 a 97 70 a 95 97 a 100 95 a 100 Bactérias 10 a 20% 25 a 80% 90 a 98 98 a 100 Figura 33. As lagoas variam de 50% a 95%.com.7-Valores mais comuns de redução de DBO segundo Azevedo Netto.7 Eficiência do tratamento O professor Nelson Gandur Dacach no seu livro Tratamento Primário de esgoto apresenta a Tabela (33. 33-8 .br 6/07/08 • • Lodos ativados (tratamento secundário) Tratamento de lodo 33.70/hab.1) onde estão as eficiências conforme a modalidade do tratamento. Tabela 33.1. Fonte: Faculdade de Saúde Publica. 1973 Pela Figura (33.

56= R$ 108.05 x Q + 27.09/hab x ano conforme Aisse. Jordão. 2005: 33-9 com R2= 0.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.05 x Q + 27.85 .000 Q= vazão em L/s Exemplo 33.05 x 2000 + 27. 2000.32 C= 127.32 Sendo: C= custo em R$ x 1.320.522.000.00 O custo total de implantação de uma lagoa de estabilização é de US$ 22.4/hab e a operação e manutenção é US$ 0.300.92 x Q + 2430891.000. C= 0.56 C=53045.000.70/ hab (Figura 33.00 Custo de implantação de tratamento por lodo ativado para vazões C=53045.br 6/07/08 Figura 33.2 Calcular o custo de uma ETE convencional por lodos ativados com vazão de 2000 L/s.610.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8.732.000hab x R$ 149. Custo de implantação= R$ 149.32 C= 0.92 x 2000 + 2430891. 2005 estabeleceu a equação para lodo ativado de grande porte acima de 1000L/s C= 0.56 com R2=0.3 Calcular o custo de implantação para ETE de lodo ativado C=53045.92 x Q + 2430891.32=127.000 hab.com.70/hab= 194.300.Custos de ETES de grande porte Fone: Jordão.00 Para uma lagoa de estabilização o custo de implantação segundo Jordão.1 Estimar o custo de uma ETE de lodo ativado convencional (primário+secundário) para população de 1.32 x 1. 2005 Exemplo 33.8) 1.000.000= R$ 127.95 Exemplo 33.

51 x 50 + 268161.2 L/s Vazão no dia de maior consumo Qhora= 104.Esquema de tratamento primário Fonte: Telles.000 hab x 150 L/hab= 9.1= 114.com.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 L/s 33-10 .62 L/s Vazão no dia e hora de maior consumo Qmáximo= 114.00 33. Figura 33.000.51 x Q + 268161.000m3/dia Vazão média Qm= 9.98 Sendo: C= custo em R$ Q= vazão a ser tratada (L/s) com R2=0.000 L= 9.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.417.62 x 1.000 L/ 86400s= 104.000.4 Calcular o custo de implantação uma lagoa de estabilização para 50 L/s C= 22996.8=206. 2007 Dados de contribuição de esgoto Contribuição média diária 60.9.000habitantes.5 Dimensionar uma ETE de esgoto com tratamento primário de uma cidade com 60.br 6/07/08 C= 22996. Exemplo 33.987.2 x 1.51 x Q + 268161.85 Exemplo 33.98= R$ 1.98 C= 22996.9 Pré-dimensionamento das unidades da estação de tratamento de esgotos Vamos nos reportar ao excelente trabalho do professor Nelson Gandur Dacach no livro já mencionado com algumas adaptações a NB 570/90.

14m2/ 0.454m= 0. Número de unidades: serão adotadas duas unidades.1 L/s Comprimento: tamanho da menor partícula a ser removida d=0.728= 0. Inclinação: 45º Espaçamento entre as barras: 2.75m/s para a vazão máxima de 103.454m.4cm. a altura da lâmina de água no vertedor é de aproximadamente de 45. provido de um depósito para areia.19m2/ 0. H= 0. Nota: conforme NB 570/90 quando a vazo no desarenador for maior que 250 L/s a limpeza deverá ser mecanizada. A vazão máxima 103. Eficiência da grade: E= a/ (a+1)= 0.103m3/s.3 L/s /2 = 103.30m/s O controle será feito por vertedor pashall de 12” colocado a jusante. Conforme NB 5 Comprimento= 11m Conforme NB 570/90 o desarenador por gravidade tem taxa de 600 a 1300m3/m2 x dia. Seção transversal Adotar-se-a seção trapezoidal de modo a manter a velocidade de 0.40m/s para a vazão máxima.com. Velocidade através da grade: será adotada a velocidade máxima de 0.14m2 Espessura das barras: serão empregadas barras de 3/9”.5cm Dimensões da grade: cada grade terá seção retangular e deverá atender a vazão máxima no dia e hora de maior consumo.2mm Altura da água para a vazão máxima de 103. 0.19m2 Largura do canal: B= A´/ h = 0. cuja garganta é de 30.3 L/s. 206.br 6/07/08 Tratamento preliminar Grade: serão utilizadas duas grades singelas de limpeza manual.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5cm (12”). Para a vazão máxima de 206.1 L/s corresponde ao volume diário de 8908m3.42m Caixa de areia Tipo e sistema de limpeza: será adotado um tipo singelo de limpeza manual.3m/s (NB 570/90) para a vazão média e não maior que 0.728 Sendo a= afastamento entre as barras Área total A´= A/B= 0.1 L/s em função do vertedor parshall.1 L/s em cada unidade. Área útil entre as barras: A= Qmax/ V= 0.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. cada uma capaz de atender a vazão máxima de 103. 33-11 .1 L/s As dimensões da grade são condicionadas ao vertedor parschall a ser utilizado.75m/s = 0. Velocidade e meio de controle A velocidade será mantida em torno de 0. que será retirada periodicamente.

000m3= V Numero=2 digestores cada um com 1500m3 Dimensões Altura= 8m Diâmetro= 15.92m Largura Adotamos 6.1042m3/s/ 18.10m/6.6 m2/ 6.92m) =0.10m/2.4m x 2.04m2/hab x 60000hab=2400m2 Número de unidades Serão adotadas 10 unidades que serão construídas a medida das necessidades Área de cada unidade 33-12 . V= 9000m3 x 2h/ 24h = 750m3 Número de decantadores=2 Volume de cada decantador= 750m3/2 = 375m3 Área superficial Vazão por unidade de superfície: 35m3/m2 x dia Nota: segundo a NB 570/90 a taxa de escoamento superficial deve ser inferior a 60m3/m2 x dia quando não precede processo biológico.4m=3.85m2 Sendo a largura de 0.6 m2 Profundidade h = 375m3/ 128.5m Leito de secagem Área A partir da taxa de 0.92m= 6.04 m2/hab para tratamento primário resulta: A= 0.42m=16.14 Relação comprimento/profundidade 20.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.85m2/ 0.42m Comprimento= 6.4m Comprimento 128.31m Decantadores Capacidade: para o período de detenção de 2h no dia de contribuição média.69m2= 0.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Área de cada decantador: A= 4500m3/ 35m3/m2 xdia = 128.com.1042m3/s/ (6.6m2= 2.0056 m/s Digestores Volume 60.9 Velocidade de escoamento no sentido longitudinal 0.4m = 20.000hab x 50 litros= 3000.br 6/07/08 Considerando taxa de 1300m3/m2 x dia Área= 8908m3/ 1300m3/m2x dia=6.000 litros= 3. Nota: o tempo deve ser superior a 1h e inferior a 6h conforme NB 570/90.10m Relação comprimento/largura 20.

Nele há detalhes da ETE Jesus Neto da Sabesp. 33. floculação e sedimentação com policloreto de alumínio.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Há 4 anos o tratamento de esgotos primário e secundário foi ampliado para tratamento terciário com coagulação.11 Reúso de água Os professores da FATEC coordenados pelo dr. 1991 na página 593 e o segundo é dos professores da FATEC e denominado Esgoto Sanitário coordenado pelo prof.br 6/07/08 A= A/ 20m= 2400m2/ 20m= 120m2 Largura= 4m Comprimento=30m 33. lavagem de pátios e rega de jardins.69/m3 com objetivo da lavagem de feiras.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.com. que fica no bairro do Ipiranga na Capital e inaugurada em 1934. Dirceu D´Alkimin Telles elaboraram o livro denominado Reúso de água. 33-13 . Ariovaldo Nuvolari que pode ser encontrado na página 236. O primeiro é o conhecido Metcalf & Eddy.10 Dimensionamento de ETE de lodo ativado O autor recomenda dois livros básicos para o dimensionamento de lodos ativados. O efluente de 4300m3/mês ( 17 L/s) é vendido há 4 anos a R$ 0.

2000. EPA 832-r-04-001 setembro de 2004. Primer for municipal wastewater treatment system. 1973 -JORDAO. Wastewater Engineering. 1991. 2005.br 6/07/08 33. Editora Blucher.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. Efluentes líquidos industrias. NELSON GANDUR. Esgoto sanitário. São Paulo. 33-14 . 2007. Tratamento de esgotos sanitários. -NUVOLARI. -METCALF E EDDY. Sistemas de esgotos sanitários. ARI ET AL. -AZEVEDO. -DACACH.12 Bibliografia e livros consultado -AISSE. Curso no Celacade. -EPA. -FACULDADE DE SAUDE PUBLICA. teorias e práticas. 4ª Ed. ABES. FATEC. CONSTANTINO ARRUDA. 2003. 1993. DANILO de. DIRCEU D´ALKIMIN ET AL. Tratamento primário de esgoto. Reúso da água. 1991. Junho. -TELLES. Tratamento de esgotos sanitárias.com. EDUARDO PACHECO e PESSOA. FATEC.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. MIGUEL MANSUR.conceitos. 1334páginas.

Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Curso de rede 1 de esgotos Capitulo 34.br 14/07/08 Previsão de esgotos 34-1 .

tem erros que vão de 5% a 10% podendo chegar a mais de 30%. por exemplo. b) Moradia: quantidade de pessoas por moradia.1 Introdução Uma das coisas mais difíceis de ser feita é a previsão dos despejos de esgotos em sistema de esgotos separador absoluto. Primeiramente não existe nunca uma previsão perfeita. 34-2 . dados históricos da taxa de crescimento dos empregos. f) Estatísticas de água: preços. Exemplo do coeficiente unitário é a previsão de consumo industrial. g) Conservação da água: medidas futuras de conservação da água.com. tamanho dos lotes etc. perdas d’água. volume por ligação. a quota per capita. Os principais dados necessários para uma previsão são: a) População: projeções e tamanho da família. aumento da renda. e) Clima: temperatura. densidade de moradias. c) Empregos: total de empregos por cada setor industrial. suprimentos particulares. chuvas. d) Outros fatores econômicos: índices de inflações. volume mensal / empregado para cada tipo de indústria) b) Métodos de Múltiplos coeficientes (chuvas.Curso de rede 2 de esgotos Capitulo 34. Este método é bom para previsões a curto prazo. preço da água etc) c) Métodos Probabilísticos (verifica as incertezas nos métodos anteriores) No Método de um Simples Coeficiente tem somente uma variável explanatória que pode ser aplicada. projeção do aumento da renda. mas são bastantes questionáveis para previsão a longo prazo. medidas de redução do consumo de água. Este método é bom para uma avaliação preliminar do problema.. renda. baseado em volume de água gasto por operário em determinado tipo de indústria. Existem segundo Boland et al (1981) e Tung (1992) três métodos básicos de previsões: a) Método de um simples coeficiente (quota per capita.br 14/07/08 Capitulo 34. aceitabilidade pelo público etc.Previsão de esgotos 34. Mesmo a melhor previsão feitas em países do primeiro mundo. o volume de água por ligação de água ou o coeficiente unitário para método desagregado. evapotranspiração. estruturas da tarifas. Projeções dos empregos agregados e desagregados. Para o método do simples coeficiente vamos citar dados da AWWA (1991) referente a quota per capita relativa ao número de consumidores: A previsão de população e consumo de água é mais arte do que ciência.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. mas não é consistente e de modo geral não fornece uma boa previsão. dados históricos mensais por economias e por categorias. pois usa poucos dados.

86 + 0.2 Previsão usando densidade A previsão das vazões de esgoto é baseada na previsão de consumo de água e é muito difícil.0 a 2 L/s x ha Tabela 34. pois temos que considerar a situação de inicio e a de futuro.com.Curso de rede 3 de esgotos Capitulo 34.Densidade média conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Bairros residências de luxo com lotes de 800m2 100 2 Idem 450m 120 Idem 250m2 150 Bairros mistos residencial e comercial com prédios até 4 pavimentos 300 Bairros residências com até prédios até 12 pavimentos 450 Bairros misto residencial.Densidade media conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Áreas periféricas. Existem várias tabelas sobre o assunto. AI= -3.1. lotes médios e pequenos 50 a 100 Casa geminada de 1pavimento 75 a 150 Idem 2 pavimentos 100 a 200 Prédio de pequenos apartamentos 150 a 300 Áreas comerciais 50 a 150 Áreas industriais 25 a 75 Densidade global média 50 a 150 Áreas industriais 1. Uma das maneiras mais práticas e usadas é a densidade em habitantes por hectare. lotes grandes 25 a 75 Casas isoladas.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Tabela 34.2.br 14/07/08 34.55 x DH Sendo: AI= área impermeável em porcentagem DH= densidade habitacional (hab/ha) 34-3 . comercial e de indústrias leves 600 Bairros comerciais com edifícios de escritório 1000 O professor Tucci desenvolveu por análise de regressão linear equação que fornece a área impermeável em função da. densidade (hab/ha).

Barnes et al. Método geométrica 3. 6. 1991): Vamos apresentar somente os três métodos clássicos para previsão de população: 1. 1981. CETESB.64 40. Método de crescimento aritmético 2.14 56. 1.14 45.64 73. 5. Método gráfico de comparação entre cidades similares: são comparadas cidades similares e se fazem projeções iguais.3. Método de crescimento geométrico 3. Qasim. 1985.3 Previsão de população Qasim.14 34. Método da previsão de cluster de nascimentos: é escolhido um grupo de pessoas nascidas num certo período e daí se fazem as previsões.com. 1978.Curso de rede 4 de esgotos Capitulo 34.Densidade habitacional em função da área impermeável DH (hab/ha) 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 30 140 150 160 170 AI (%) 12. Método da previsão de empregos 8. 1994 apresenta sugestão de oito métodos para previsão de população. 1968. Metcalf & Eddy. 4.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Método da razão: pensa-se que a cidade segue o crescimento da região. 7.br 14/07/08 Tabela 34.14 89. Método de taxa declinante de crescimento: onde a população atinge um ponto de saturação prefixado.64 34.64 51. Método Logístico 34-4 .64 84. Método da curva logística: é a curva em forma de S onde atinge a população de saturação. Os principais métodos utilizados para as projeções populacionais são (Fair et al. Método aritmético 2.64 29.14 78.14 23.14 67.64 18.64 62.

343 296.000 55.000 761.991 1. Tabela 34.281 50.998 1.304 17.585 266.226 221.237 6.984 1.000 48.983 1.Curso de rede 5 de esgotos Capitulo 34.977 1.073 33.000 828.754 236.987 1.974 1.294 900.894 662.186 22.971 1.995 1.876 189.908 104.159 414.497 182.000 52.940 1.093 77.489 68.999 34-5 .950 1.994 1.145 463.099 196.811 15.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.690 55.996 1.000 863.627 24.970 1.528 158.326 407.000 7.988 1.162 90.980 1.677 41.439 6.550 205.978 1.455 384.273 23.546 833.000 794.567 473.940 773.660 35.301 95.426 387.989 1.480 630.982 1.745 19.101 101.985 1.000 893.br 14/07/08 34.000 746.000 680.000 916.979 1.000 811.126 242.000 35.966 1.181 597.000 922.000 857.744 97.045 728.486 37.000 801.885 59.4.967 1.422 17.969 1.869 223.226 428.678 672.047 325.062 581.326 102.000 5.Dados da população de Guarulhos conforme censo IBGE ANO POPULAÇÃO TOTAL RURAL URBANA (Hab) (Hab) (hab) 13.580 81.237 972.960 1.726 325.626 345.682 565.981 1.826 304.976 1.026 263.000 739.197 173.com.751 355.469 24.968 1.294 6.264 500.4 Dados de população de Guarulhos Primeiramente vamos fornecer os dados da população de Guarulhos segundo o IBGE conforme Tabela (34.776 77.4).975 1.986 1.268 539.997 1.523 18.779 6.992 1.000 771.926 283.723 45.975 532.690 806.000 709.271 503.526 366.993 1.197 1.518 717.697 86.863 444.972 1.989 209.973 1.990 1.

br 14/07/08 2.002 2.001 2.283.179 1.005 2.5-População de 10 em 10 anos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 34. Nogami do livro Técnica de Abastecimento de Agua será: r= (P1-Po)/ (t1-to) A população P será: P= Po + r (t – to) Tabela 34.Curso de rede 6 de esgotos Capitulo 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Método aritmético Considerando os valores das populações Po e P1 no tempo to e t1 a razão ou taxa de crescimento aritmético neste período conforme prof Eduardo R.5) estão os dados com intervalos de 10anos desde 1940 até o ano 2000.004 2.003 2.253 Na Tabela (3.000 2.com.6-Razão para o método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1908637 2744557 3859117 Aritmético Razão 2208 6575 13554 29610 27309 26672 Considerando Po= 1940 e P1= 1950 a razão será: 34-6 .251. Tabela 34.717 1.006 1.072. Yassuda e Paulo S.

com.7.Previsão de população de Guarulhos usando método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1629997 1908637 2187277 34-7 .1.Gráfico da população de Guarulhos de 1940 ao ano 2000 Considerando a média das três ultimas razões teremos: Média =27864= (29610+27309+26672)/3 P= Po + r (t – to) Considerando to=2000 e Po= 1072717 P= 1072717 + 27864 (t – 2000) Contando-se to a partir do ano 2000 Para t=2010 teremos: P= 1072717 + 27864 (2010 – 2000) Tabela 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 r= (P1.Curso de rede 7 de esgotos Capitulo 34.to) = (35523-13439) / (1950 – 1940) =2208 e assim para os demais anos conforme Tabela (34.Po)/ (t1.6) População de Guarulhos População (habitantes) 1500000 1000000 500000 0 1940 1960 1980 ano 2000 2020 Figura 34.

q= (P1/Po) (t1-to) q= (806000 / 1072717) (2000-1990) =1.03 Adotando a razão q= 1.br 14/07/08 34.072.Po.718 a-bt ) Sendo que o valor de K se obtém: Ps = [2. (´Po+P2)] / (Po . log { [Po (K-P1)]/ {P1 .6 Método geométrico A previsão de população conforme FHSP.7 Método Logístico O método logístico prevê uma população de saturação denominada K que é considerando um limite superior conforme FHSP.766hab Tabela 34.P2 – P12 . P= K / (1 + 2. P2 .Aplicação do método geométrico para Guarulhos Geométrico Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1441642 1937446 2603766 34.P12) b= {1/ (0.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.717 hab.com. 1967 pelo método geométrico será: P= Po . Po= 806. 1967. (K-Po)}} to=0 t1=d.4343) .03 (2030-1990) =2.000 hab. P1 para o ano de 1990 e P2 para o ano 2000 acharemos o valor de K.03 obtermos para o ano 2030.603. No caso d=10anos t2=2d a = (1/0. P= Po . q (t-to) q= (P1/Po) (t1-to) Dados: Ano 2000 Ano 1990 P1=1.4343 x d)} . log [(K-Po)/Po] Tomando-se o valor de Po para o ano de 1980.P1. q (t-to) P= 806000 x 1.Curso de rede 8 de esgotos Capitulo 34. 34-8 .8.

P2 .Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4343) .P2 – P12 .718 a-bt ) P= 1558889 / (1 + 2. log { [532908 (1558889-806000)]/ {806000 .P1. a população de saturação será de K=1.718 0.558.4343 x 10)} .65504716 Po.9.65504716 P= Ks / (1 + 2. b= {1/ (0.br 14/07/08 Tabela 34. pois to=1980.Curso de rede 9 de esgotos Capitulo 34.4343 x d)} .07232125 a = (1/0.277.65504-0.4343) . t2 34-9 . log [(1558889-532908)/532908]= 0. P1 e P2 Valores Po P1 P2 ano 1980 1990 2000 População 532908 806000 1072717 K = [2.Valores de Po.850 Tabela 34.07232.8060002)= 1. to P1.718 0.com. (1558889532908)}}= -0. t1 P2.889 habitantes. (Po+P2)] / (Po .10.t ) O tempo começa a contar de 1980. log { [Po (Ks-P1)]/ {P1 .07232125 a=0. (532908+1072717)] / (532908x 1072717 . Para o ano 2010 teremos a diferença 2010-1980 que serás de 30 anos ficando assim.65504-0.P12) K = [2x532908x806000x1072717 – 8060002 .Aplicação do método logístico para Guarulhos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1277850 1408570 1482139 Logística K=1558889 b=0. (2010-1980 )= 1. log [(K-Po)/Po] a = (1/0. (Ks-Po)}} b= {1/ (0.889 Portanto. P= 1558889 / (1 + 2.07232.Po.558.

comercial. caixas de passagem.8 Coeficientes de variação da vazão Os projetos de esgotos usam os seguintes coeficientes: K1= maior consumo diário no ano/ vazão média diária no ano K2= maior vazão horária no dia/ vazão média horária no dia K3= coeficiente de mínima vazão horária que é a relação entre a vazão mínima e a vazão média anual.5 Coeficiente de retorno= 0. tubos de inspeção e limpeza.com.80 Q> 751 L/s K= 1. Conforme Tsutiya. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1.20 + 17.11. Conforme ABNT NBR 9649/86 os valores a serem adotados quando não se possuem pesquisas são: K1= 1. Tabela 34. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Vazões parasitárias 34-10 .485/ Q 0.br 14/07/08 34. publico em L/s 34. estações elevatórias.5 K3=0. 1999 as águas do subsolo atingem as redes coletoras através de: • Juntas das tubulações • Paredes das tubulações • Poços de visita.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui. Q≤ 751 L/s K=1. etc.20 K2= 1.Curso de rede 10 de esgotos Capitulo 34.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial.0 L/s x km.9 Vazões parasitárias (infiltração) Pode haver infiltração de água de drenagem nos coletores de esgoto e isto se chama de vazões parasitarias que atingem até 6.80 Conforme Tsutya.

Na falta de dados Tsutya.05 L/s x km a 1. Para vazões industriais (médias e grandes) conforme Tsutiya.br 14/07/08 Figura 34. 1997 Conforme a norma da ABNT 9649 a taxa de infiltração depende da posição do lençol freático variando de 0.Curso de rede 11 de esgotos Capitulo 34.35 L/s x ha.15 L/s x ha a 2. 1999 o valor de K1=1.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Em áreas industriais onde não se utilizam quantidades significativas de água em seus processos produtivos. 34.0 L/s x km. pode-se estimar a contribuição de esgotos em 0. Primeiramente informamos que a legislação não permite que nenhuma indústria lance na rede de esgotos vazões maior que 1.5 vezes maiores que a média.Taxas de infiltração em redes coletoras de esgoto Fonte: Crespo.2.10 34-11 .30 L/s x ha.10 Despejos industriais É uma grande dificuldade estimarmos a contribuição industrial numa rede de esgotos.com. 1999 estima vazões futuras entre: 1.

-TSUTIYA. American Water Works Association.com. design and operation. -FAIR. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. et al. 34. NBR 12211/92.Curso de rede 12 de esgotos Capitulo 34. ISBN 0-471-25130-5 -FHSP. PEDRO ALEM. ISBN 1-56676-134-4. -HELLER. Water supply and wastewater removal. MILTON TOMOYUKI. -QASIM. 726páginas.planing. GORDON M. 1966. 1967.1994. SYED R. EPUSP. Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. 859 páginas. 1996. Belo Horizonte. Colorado.11 População flutuante Conforme o caso deve ser levada em conta.br 14/07/08 34. Técnica de Abastecimento e tratamento de água. LEO et al. EPUSP.12 Bibliografia e livros consultados -ABNT–Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água. 2006. principalmente em cidades de veraneio. Forecasting urban water demand.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Abastecimento de água para consumo humano. 547páginas -TSUTIYA. -BILLINGS. Wastewatrer treatment plants. R. 1999. Coleta e transporte de esgoto sanitário. BRUCE et al. Denver. 2004. Abastecimento de água. 643páginas 34-12 . Edutira John Willey.

2. no aumento do tempo de retenção hidráulica e na redução da atividade hidrolítica devido a biomassa conforme Mendes et al. As caixas de gorduras em restaurantes são importantíssimas.net/pdf/FOG_Manual_Final.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. 2005. Figura 35.br 15/07/08 Capítulo 35.com.Caixa de gordura 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Existe basicamente dois tipos de caixas de gorduras: 35-1 . pois a quantidade de gorduras se forem lançadas nas redes coletoras causarão entupimentos constantes conforme já constato.cswd.pdf O problema do excesso de gordura nos esgotos sanitários trás problemas no tratamento na formação do lodo.1.Caixa de gordura Figura 35.1 Introdução É importante que haja caixa de gordura em prédios de apartamentos e nas residências.Caixa de gordura http://www.

2 Caixa de gordura para prédio onde existe rede coletora de esgoto sanitário Conforme a NBR 8160/1983 de Instalação predial de esgoto sanitário recomenda a instalação de caixas retentoras de gorduras nos esgotos sanitários que contiverem resíduos gordurosos provenientes de pias de copas e cozinhas.1) motivo pelo qual vamos nos dedicar um pouco mais visto haver pouca literatura brasileira sobre o assunto. conforme Figura (35. 35-2 . A norma estabelece a Equação (35. 2005. laticínios.2.scielo. principalmente de fast food conforme Mendes et al. sorvetes.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br A maior fonte de geração de lipídeos (gorduras) são as indústrias de óleos comestíveis. matadouros e efluentes domésticos e de restaurantes.2). 2005 a concentração de lipídeos (gorduras) em águas residuárias é dado pela Tabela (35.Fontes de lipídeos(gorduras) e suas concentrações em águas residuárias Tipo de efluentes Concentração de lipídeos (gorduras) (mg/L) Doméstico 40 a 100 Matadouros e avícolas >500 Laticínios 4680 Restaurantes 98 Azeite de oliva 16000 Sorvetes 845 Fonte: Mendes et al. 35. O dimensionamento correto da caixa de gordura é muito importante para o bom funcionamento do sistema de tanque sépticos.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. 2005 www.1) Sendo: V= volume em litros N= número de pessoas servidas pelas cozinhas que contribuem para a caixa de gordura.1) para o dimensionamento da caixa de gordura: V= 2 x N + 20 (Equação 35.com.br 15/07/08 • • Caixa de gordura para prédios onde existe rede coletora de esgoto sanitário Caixa de gordura para prédios onde não existe rede coletora de esgoto sanitário Conforme Mendes et al. Tabela 35.

Curso de rede de esgotos Capitulo 35. 2005 35-3 .Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 – Caixa de gordura Fonte: Jordão et al.com.br 15/07/08 Figura 35.

2005 estão presentes nos esgotos de 30mg/L a 70mg/L conforme já constatado em quatro estações de tratamento de esgotos sanitários. Uma caixa de dimensões muito pequena acarretará a perda de todo o sistema.4 .com. Turbulência: a turbulência deverá ser evitada.4 Caixa de gordura para prédio onde não existe rede coletora de esgoto sanitário As caixas de gorduras da firma Rotogine são feitas em polietileno e possuem volume de 100 litros a 8. sendo que a ABNT deverá alterar as normas vigentes.com.rotogine. pois poderá atrapalhar a subida da gordura. 1.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Critérios básicos As caixas de gorduras devem obedecer a quatro critérios básicos para o seu perfeito funcionamento. Volume da caixa: deve ser adequado para permitir o armazenamento da gordura durante os intervalos de limpeza.br/ 35-4 . Algumas cidades americanas admitem limites de óleo e gorduras que variam de 150mg/L a 300mg/L. 2. 3. 4. Conforme Decreto do Estado de São Paulo 8468 de 8 de setembro de 1976 o lançamento na rede publica de esgoto sanitário deverá obedecer ao artigo 19-A item IV – ausência de óleos e graxas com concentração máxima de 150mg/L.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. Tempo de detenção: deverá haver um tempo de detenção suficiente para que as gorduras e o óleo sejam emulsionadas. Em projetos de hospitais. separadas e que flutuam na superfície da caixa de gordura.br 15/07/08 35. Temperatura: a caixa de gordura deve permitir que os esgotos tenham a sua temperatura aumentada suficientemente para emulsionar a gordura e separálas. sendo a média de 200mg/L. conforme Figura (35.Caixa de gordura Fonte: http://www. 35. restaurantes e cozinhas industriais é normalmente adotado 100mg/L de óleo e gorduras sendo este a base do dimensionamento das caixas de gordura pela EPA.2). Os óleos e graxas.br Figura 35. Caixa de gordura 100 litros a 500 litros Gordura flutuante Água limpa Resíduos pesados + gordura digerida pliniotomaz@uol.000 litros. segundo Jordão.com.

br 15/07/08 A caixa de gordura da Figura (35. 1991 os fatores de pico são muito importante para o dimensionamento de caixas de gorduras para pequenos estabelecimentos comerciais. 2002.7 2a5 3.6m/h para indústria com 300 empregados. pequenos estabelecimentos e pequenas comunidades Fator de pico Pico horário Pico por dia Pico por semana Pico por mês Residência individual Faixa de pico 4a8 2a5 1. 2002. Previsão de consumo de água. Exemplo 35. 1991 Para partículas com diâmetro de: • 150μm a velocidade de ascensão é de 3.1 Supondo velocidade mínima de ascensão de 3.3).com. Figura 35.5 Método do tempo de detenção conforme Metcalf&Eddy. 2000.6m/h. 35.6 1. Tomaz. 1991 Metcalf&Eddy. Tabela 35.5 .Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 a 3 Média de pico 6 4 2 1.6m/h e • 60μm a velocidade de ascensão será 0.75 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. 1991 recomenda que a caixa de gordura coletiva para que a flotação das gorduras seja efetiva deve deter o efluente no mínimo em 30 (trinta) minutos.3.25 a 4 1.2 A 2 1. pequenas comunidades e residências individuais conforme Tabela (35.5 Fonte: Metcalf & Eddy.75 Pequenos estabelecimentos comerciais Faixa de pico Média de pico 6 a 10 4a8 2a6 1.5 3 1. Conforme Mecalf&Eddy.Fatores de pico para escoamento de esgotos de residência individuais.Caixa de retenção de gordura Fonte: Estado da Carolina do Norte.3m3/h 35-5 . Restaurante: 11 litros/dia/refeição Metcalf & Eddy.5 4 8 6 3 2 Pequenas comunidadades Faixa de Média de pico pico 3a6 4.5) é o modelo recomendado pelo Estado da Carolina do Norte. 1991 Suponhamos que se gaste 11 litros/refeição por hora Vazão média = 11litros/hora x 300empregados = 3300 L/h= 3.

2m3 Altura da caixa V= L x B x H 13.33m2 7.32 x 2.6= 7.2m3 = 3.21m L= 1.33= 1.4m3/h=13.br 15/07/08 Usando fator de pico= 8 conforme Tabela (35.80m 35-6 .5 B2 A= área (m2)= 7.5 x 2.3).32m Tempo de detenção mínimo adotado> 30min (Metcalf e Eddy.5 x B= 1.33m2 Adotando: L= comprimento (m) B= largura (m) Supondo: L= 1.3m3/h x fator de pico= 3.4m3/h /3.21 x H H= 1.com.5 B2 B= 2. 1991) Para a flotação ser efetiva adoto 60min V= (30min/60min) x 26.2) temos: Adotando velocidade mínima ascensional de 3.6m/h teremos: Área (m2)= 26.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 x 8=26.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.5 B A= L x B A= 1. Vazão de pico= 3.4 m3/h Usando Equação (35.21= 3.

São utilizadas no tratamento preliminar de águas residuárias de frigorífico. a serem removidas. Em um dos lados da caixa deverá ter uma calha para remoção da gordura. V (m/h)= H(m)/ t(h) Sendo: V= velocidade mínima ascensional (m/h) H= altura do líquido no cilindro (m) t= tempo de ascensão (h) 35-7 . etc.6-Caixa retentora de gordura Fonte: Nunes. O principio de separação se dá pela diferença de densidade entre a água e as gorduras. Acima desta temperatura. uma próxima à entrada para evitar turbulência do líquido e a outra próxima à saída.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 Caixa de retenção de gordura conforme Nunes. percorram desde o fundo até a superfície liquida. possuindo duas ou mais cortinas. até 30minutos. curtumes. determinado o tempo de subida de uma pequena partícula.br 15/07/08 35. laticínios. A área necessária A é calculada conforme a seguinte fórmula: A = Q/ V Sendo: A= área da superfície da caixa (m2) Q= vazão máxima (m3/h) V= velocidade mínima de ascensão das partículas de menor tamanho. estas gorduras recuperadas têm valor comercial. 1996 As caixas de retentoras de gordura são unidades destinadas a reter gorduras e materiais que flotam naturalmente. se a temperatura do líquido se encontrar abaixo de 25ºC. 1996 O formato da caixa deverá ser retangular. o tempo de detenção poderá ser maior.com. A caixa deve ser construída de forma que o liquido tenha permanecia tranqüila durante o tempo em que as partículas. O tempo de detenção deverá situar-se entre 3 e 5 minutos. matadouros. Esta velocidade poderá ser obtida em um cilindro graduado. Em matadouros e curtumes.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. Figura 35.

br 15/07/08 Exemplo 35.5 Q/ 14.4= 1.5/ 14.625m3= 2.com.5= coeficiente de pico Dimensões da caixa Considerando que a velocidade de ascensão das menores partículas seja de 4mm/s.42m Altura da caixa H V= L x B x H 5.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4m/h teremos: A= 1.5 x B A= L x B 3.4= 3.61= 2.50m3/h Volume da caixa V Adotando o tempo de detenção de 10min.61m L= 1. 1996 Dimensionar uma caixa de gordura de um frigorífico que abate cerca de 200 cabeças de boi por dia. 1.60 Sendo: V=volume da caixa (m3) Q= vazão média (m3/h) t= tempo de detenção (h) 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.5 x 37.5 x 1.60= 60% da água passará na caixa. como também o período de 8 horas de funcionamento diário e que 60% das águas residuárias passarão na caixa. ou seja.90m2= 1.44m 35-8 . Contribuição diária de águas residuárias (Q) Q= 200 cabeças/dia x 1500 litros/cabeça x dia= 300m3/dia Para 8 horas de funcionamento Q= 37.61m x H H= 1.1. tendo em vista que a temperatura do liquido se encontra acima de 25ºC.5 x Q x t x 0.42m x 1. A temperatura é de 30ºC. 14. Considerar a contribuição per capita igual a 15000 Litros/cabeça/dia.90m2 Adotando comprimento L e largura B L= 1.Extraído de Nunes. V= 1.5 B2 B=1.

7 Método da área suburbana de Washington Volume= vazão de pico x fator de diversidade x tempo de residência Fator de diversidade: 0. 2002.0 baixo= 0. 35.10 Método da EPA1 para hospitais Volume mínimo= 3.0 e fator de carga igual a 1.br 15/07/08 35. conforme Estado da Carolina do Norte. trabalhando 8 horas/dia com 20litros por refeição.7 máximo= 2. A localização das caixas de gorduras devido a sua periculosidade não deve ser instalada dentro da cozinha ou do restaurante devendo ser localizada num local de fácil acesso.000litros 35.com.000 litros V= (número de assentos) x 20litros/refeição x (Fator de armazenamento) x 1/2 do número de horas aberto) x (fator de carga) Exemplo 35. A manutenção das caixas deve ser mensal evitando que a mesma atinja 25% do volume do líquido.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. 35.25 médio= 1.7 máximo=2. Consumo por refeição: 20 litros Fator de armazenamento mínimo= 1.000litros Fator de armazenamento mínimo=1.8 Stockton. usando fator de armazenamento igual 2.4 para gorduras pesadas O tempo de residência padrão é de 24min mais pode ser usado tempo menor com o limite mínimo de 8min.0) x 1/2 de 8 horas aberto) x (1.0. V= (número de assentos) x 20litros/refeição x (Fator de armazenamento) x 1/2 do número de horas aberto) x (fator de carga) V= (50 assentos) x 20litros/refeição x (2.80 Volume mínimo da caixa de gordura= 3.25 35-9 . Califórnia V= vazão de pico da cozinha x 10min Comentário: de modo geral as caixas de gorduras dimensionadas em várias cidades dos Estados Unidos são baseadas na vazão de pico das cozinhas.5 máximo= 1.3 para gorduras moderadas 0.9 Método da EPA1 para restaurantes Este método é baseado empiricamente no valor limite de óleos e gorduras de 100mg/L.0) V= 8.5 Consumo por refeição= 18litros/refeição Fator de carga Máquina de lavar prato= 1.2 para gorduras leves 0.5 Fator de carga mínimo=0.2 Dimensionar a caixa de gordura para restaurante com 50 assentos.

850 litros 35-10 .br 15/07/08 Sem máquina de lavar prato= 0. V= (número de refeições servidas no dia) x (consumo/refeição) x (fator de armazenamento) x (fator de carga) Refeições= 100 x 3 + 10 x 3 = 330 refeições Fator de armazenamento= 2.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.00 x 1.75 Exemplo 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Dimensionar a caixa de gordura de um hospital com 100 pacientes e 10 pessoas para atendimento.0 Fator de carga= 1.25 com máquina de lavar pratos V= 330 x 18 x 2.com.25 = 14.

Curso de rede de esgotos Capitulo 35.com.Tiragem de amostra da caixa de gordura 35-11 .Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7.br 15/07/08 Figura 35.

Curso de rede de esgotos Capitulo 35.com.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Caixa de gordura com acesso para inspeção Figura 35.8.9.Gorduras acumuladas 35-12 .br 15/07/08 Figura 35.

Curso de rede de esgotos Capitulo 35.br 15/07/08 Figurda 35.11.Produção de gorduras Figura 35.com.Exigências de gorduras nos Estados Unidos http://www.precast.12.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10.Poço de visita extravasando água devido entupimento por gorduras Figura 35.pdf 35-13 .org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.

pdf 35-14 .Valores adotados em USA para dimensionamento de caixa de gorduras http://www.pdf Figura 35.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.precast.14.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.13.Diversos valores de caixa de gorduras conforme os diferentes critérios http://www.br 15/07/08 Figura 35.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.precast.

Curso de rede de esgotos Capitulo 35- Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 15/07/08

35.11 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO, JOSÉ M. e MELO, WANDERLEY DE OLIVEIRA. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. Blucher, 1988, 185 páginas. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. Construção e Operação. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto, Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. -BRITTO, EVANDRO RODRIGUES DE. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos, ABES, 2004, 161 páginas. -CIDADE OF EUGENE. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE, 2002. -CONAMA, RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 26 páginas. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. Considerations for the management of discharge of fats, oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. Jun, 2002, 73 páginas. -JORDÃO, EDUARDO PACHECO e PESSÔA, CONSTANTINO ARRUDA. Tratamento de Esgotos Domésticos. 4ª ed., 2005, 906 páginas. -MACINTYRE, ARCHIBALD JOSEPH. Instalações Hidráulicas. 770 páginas. -MENDES, ADRIANO AGUIAR et al. Aplicação de lípases no tratamento de águas residuárias com elevados teores de lipídeos. www.scielo,br, Química nova, abril 2005, ISSN 0100-4042. -METCALF&EDDY. Wastewater Engineering. McGray-Hill, 1991, 1334páginas. -NUNES, JOSÉ ALVES. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. 1996, 277 páginas. -ROTOGINE- Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www.rotogine.com.br/ -USEPA (U.S. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). Guidelines for Water Reuse. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www.epa.gov/

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Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

Capitulo 36- Gases em tubulações de esgoto 36.1 Introdução Um dos problemas que existe normalmente nos sistemas de esgotos é a produção de gases malcheirosos, principalmente o sulfeto de hidrogênio, H2S, segundo Mendonça,1975. É muito conhecido os casos de tubos de concreto para conduzir esgotos sanitários que devido a produção dos sulfetos entram em colapso conforme Figura (36.1). O motivo é que os sulfetos juntamente com o vapor de água e bactérias cria o ácido sulfúrico que destrói o cimento e conseqüentemente a estrutura do concreto.

Figura 36.1- Corrosão de tubo de concreto para condução de esgoto, por sulfeto de hidrogênio.
Fonte: Tsutiya, 1999

Existem vários gases nos esgotos, mas o mais importante é o sulfeto de hidrogênio H2S.A presença de odor do sulfeto de hidrogênio é importante para os trabalhadores, pois podem causar explosão quando está junto com os gases o metano. A concentração mínima de H2S para causar a morte é 300mg/L sendo que 3000mg/L é fatal conforme Metcalf e Eddy, 1981. Metcalf e Eddy, 1981 apresenta a Tabela (36.1) que mostra os efeitos produzidos pelo sulfeto de hidrogênio ao ser humano.

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Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08 Tabela 36.1- Efeitos produzidos pela exposição humana ao ar contaminado com varias concentrações de sulfeto de hidrogênio. Tempo e condições de exposição Concentração de H2S na Efeitos atmosfera do sistema de esgotos (ppm em volume) Exposição prolongada, trabalho 5 a 10 (algumas pessoas menos) Pouco ou nenhum leve 1 a 2 horas, trabalho leve 10 a 50 (algumas pessoas menos) Irritações leves nos olhos e nas vias respiratórias, dores de cabeça 6 horas de trabalho manual pesado Cerca de 50 Cegueira temporária 1 hora de trabalho manual pesado Cerca de 100 Limite máximo sem conseqüências serias. Fonte: Metcalf e Eddy, 1981 e Tsutiya, 1999

36.2 Sulfetos O H2S é um gás encontrada com freqüência na natureza e muito conhecido pelo seu odor. Pode ser produzido pela decomposição de algumas espécies de matéria orgânica, especialmente a albumina. Segundo Tsutiya, 1999 a principal origem dos sulfetos em esgoto sanitário é devida à ação de bactérias que reduzem o sulfato para obter energia para sua manutenção e crescimento. Sob condições anaeróbias (sem oxigênio) dois gêneros de bactérias anaeróbias obrigatória da espécie Conforme Metcalf e Eddy, 1981 o H2S através da bactéria do genus Thiobacillus forma o ácido sulfúrico: H2S + 2O2 bactéria ---> H2SO4 36.3 Fórmula Z de Pomeroy É muito conhecida a fórmula empírica do Dr. Pomeroy, a qual através de um indicador Z, tem a finalidade de avaliar o risco do aparecimento de odores em coletores sanitários. É a chamada fórmula Z de Pomeroy que segundo Richardson in Tsutiya, 1999 recomenda a sua utilização para vazões entre 3 L/s a 2.000 L/s. 3 (EDBO) p

Z= ------------------- x -------I 1/2 Q 1/3 b Sendo: p= perímetro molhado da seção transversal em m; b= corda correspondente à altura molhada em m; Q= vazão máxima horária em litros/segundo; I= declividade do coletor em m/m; T= temperatura média do esgoto no mês mais quente em °C; EDBO= DBO a 5 dias e 20 °C do esgoto bruto em mg/L multiplicado pelo fator 1,07 T-20 Z= coeficiente Z de Pomeroy.

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36.4 Valores de Z É muito discutido qual os limites dos valores de Z para prevenir a criação de sulfetos. Tsutiya, 1999 comenta que Takahashi sugere o valor de 7.500, Paintal 7.500 e Ludwig e Almeida 10.000. As Tabelas (36.1) e (36.2) mostram alguns valores limites de Z. Para valores de Z menores que 5.000 o H2S está raramente presente ou somente em diminutas concentrações nos coletores. Para valores de Z iguais ou maiores que 25.000, o H2S dissolvido estará presente com freqüência e tubos de concreto com pequenos diâmetros possivelmente entrarão em colapso dentro de cinco a dez anos. Tabela 36.2- Valores de Z e possibilidades de produzir ou não sulfetos Valores de Z Condições a serem observadas Z< 5.000 Neste caso o sulfeto é raramente gerado 5.000≤Z≤25.000 Podemos ter ou não o sulfeto Z> 25.000 Será criado o sulfeto Tabela 36.3- Valores de Z e possibilidades de produzir ou não sulfetos Valores de Z Condições a serem observadas Z< 5.000 Neste caso o sulfeto é raramente gerado 5.000≤Z≤10.000 Podemos ter ou não o sulfeto Z> 10.000 Será criado o sulfeto Fonte: Tsutiya, 1999

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36.5 Relações geométricas da seção circular

Figura 36.2 Ângulo Central O ângulo central θ (em radianos) do setor circular, pode ser obtido pela seguinte expressão conforme Chaudhry,1993 p.95: θ = 2 arc cos ( 1 – 2y/D) Conforme Chaudhry ,1993 p.10 temos: A área molhada “A”: A= D2 ( θ – seno θ)/8 O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 O raio hidráulico “RH”: RH= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) A corda “b” correspondente a altura molhada é dado por: b= D sen (θ/2) Conforme Mendonça,1984 Revista DAE SP temos: Usando a fórmula de Manning e tirando-se o valor de θ usando as relações acima obtemos para o regime uniforme a fórmula para obter o angulo central θ. Observar que o ângulo central θ aparece nos dois lados da equação, não havendo possibilidade de se tornar a equação numa forma explícita. Daí a necessidade de resolvê-la por processo iterativo, como o Método de NewtonRaphson. O ângulo central θ está entre 1,50 rad. ≤ θ ≤ 4,43 rad. que corresponde 0,15≤y/D≤ 0,80. θ= seno θ + 2 2,6 (n Q/I 1/2) 0,6 D-1,6 θ 0,4 O primeiro seria o método de tentativa e erros, o segundo seria o método da bisseção, o método de Newton-Raphson e o Método das Aproximações Sucessivas.

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O Dr. Sérgio Rolim Mendonça, fez uma tabela de declividades mínimas que se deve ter para não haver gases, usando Z=5.000, que deve ser usado principalmente para grandes coletores de esgotos. O coletor é calculado a meia seção e o coeficiente de rugosidade é n=0,013. I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 Sendo: Q= vazão no coletor em litros por segundo; T= temperatura média do esgoto no mês mais quente em °C; EDBO= DBO a 5 dias e 20 °C do esgoto bruto em mg/l multiplicado pelo fator 1,07 T-20 EDBO=DBO 1,07 T-20 EDBO = em mg/l; K= valor obtido na Tabela (36.4); I min = declividade mínima do coletor em m/m.

Tabela 36.4: Valores de K para achar a declividade mínima em coletores de esgotos Fonte: Mendonça,1985, Revista DAE. 36-5

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Exemplo 36.1 Seja o coletor predial com diâmetro nominal 150, a ¾ da seção ou seja y/d=0,75. Suponhamos ainda que a temperatura média do mês mais quente seja de 25° C que a DBO a 5 dias e 20°C seja 250 mg/litro e que o coeficiente de rugosidade de Manning seja n=0,013, como adotado normalmente. A vazão máxima que o coletor pode conduzir com a declividade de 2% (0,02m/m) é de 6,66 litros/segundo. Para calcular o ângulo central em radiano usamos: θ = 2 arc cos ( 1 – 2 (y/D)) obtendo: θ = 2 arc cos ( 1 – 2 (y/D))= 2 arc cos ( 1 – 2 (0,75))= 2,32 rad O perímetro molhado P=(θ D)/2= (2,32 x 0,15)/2 =0,18m A corda b= D sen (θ/2)= 0,15 sen( 2,32/2)= 0,13m EDBO=DBO 1,07 T-20 = 250 x 1,07 (25-20) = 259,63 mg/l Substituindo na fórmula Z de Pomeroy temos: 3 (EDBO) p

Z= ------------------- x -------I 1/2 Q 1/3 3 x 259,63 0,18 b

Z=-------------------------x -------- = 5515 0,02 ½ x 6,66 1/3 0,13

Como o número Z de Pomeroy é igual a 5.515 portanto maior que 5.000 poderá haver ou não a produção de sulfetos. Caso fosse menor que 5.000 não haveria possibilidade da formação de sulfetos. Caso fosse superior a 25.000 com certeza teríamos a produção de gases. Caso queiramos aplicar a fórmula da declividade mínima em que não haverá a produção de gases teremos que usar a fórmula número: I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 Sendo que o valor de K=2,106 obtido na Tabela (36.2), com y/d=0,75 I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 = 2,106x10-6 x (259,63)2/6,66 2/3=0,073 m/m I min= 0,073 m/m, é a declividade mínima para que não se tenha no coletor a produção de gases. Na prática se usam para os coletores prediais de esgoto sanitário, tubos de PVC ou tubos de cerâmica, os quais não apresentam nenhum problema estrutural para os gases. Relembremos também que nas redes coletoras públicas não existem tubos ventiladores, não ser em casos especiais, tal como em elevatórias. A ventilação das instalações prediais de esgoto, compete ao prédio.

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36.6 Interceptores Em interceptores que geralmente possuem diâmetros maiores que 500mm e são feitos de concreto, o problema de sulfetos tem ser considerado. Devido a isto é que a norma da ABNT para Interceptores obriga que os mesmos sejam dimensionados com a tensão trativa mínima de 1,5Pa, ao invés de 1,0 Pa usado nos coletores comuns. 36.7 Gases em esgotos Metcalf e Eddy, 1981 salienta que as casas possuem tubo ventilador para a ventilação das redes de esgotos sanitários. Não se recomenda instalarem-se tampões de ferro fundido perfurados para exalação dos gases devido ao mau cheiro que se produzirá. Recomenda ainda que em locais onde há poucas ligações de esgoto, que se faça uma ventilação usando área da secção metade da seção da tubulação de esgoto. Especial ventilação se deve instalar quando as ligações de esgoto possuírem dispositivos que impedem a passagem dos gases. Nos locais onde temos sifões invertidos devemos instalar dispositivos ou câmaras especiais para a expulsão dos gases dos esgotos. 36.8 Gases em esgotos estação elevatória de esgotos Tsutiya, 1999 comenta que em Santos uma estação elevatória apresentou 2 mg/L de H2S resultando na produção de odores inaceitáveis conforme Figura (36.2). Para corrigir o problema foi instalado um dosador de nível constante e aplicado a dosagem de 12,5mg/L de nitrato de amônio ao esgoto afluente.

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Figura 36.3-Geração de odor pela produção de sulfeto em poços de sucção Fonte: Tsutiya, 1999 36.9 Corrosão devido ao H2S É conhecida a corrosão de tubos de concreto armado pelo ácido sulfúrico produzido pelo H2S. Metcalf e Eddy, 1981 apresenta a corrosão em tubos de concreto e em tubos de ferro fundido. Assim um tubo de concreto com 1200mm de diâmetro e 10.000m de comprimento terá uma corrosão de 0,48mm/ano. Se dividirmos a espessura disponível da tubulação de concreto pelo valor 0,48mm/ano de corrosão, teremos a durabilidade da tubulação. Pode ser adotada uma camada de sacrifício na tubulação de concreto utilizando agregado calcário para o aumento da alcalinidade. Uma outra maneira é adotar-se cimento que seja mais resistente ao ácido sulfúrico.

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Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

36.10 Bibliografia e livros consultados -METCALF E EDDY. Wastewater engineering collection and pumping of wastewater. 1981, 432páginas. -TSUTIYA, MILTON TOMOYUKI E SOBRINHO, PEDRO ALEM. Coleta e transporte de esgoto sanitário. EPUSP, 1999, 547páginas.

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Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

Capítulo 37 Reabilitaçao de córregos e rios

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5 37.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 37.2 37.com.7 Introdução Conceitos Os cinco elementos chave em um rio ou córrego Potência dos córregos e rios Transporte de sedimentos Dimensionamento de canais Bibliografia 37-2 .6 37.3 37.1 37.br 14/07/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 37 – Reabilitação de córregos e rios 37.

2 Conceitos Os conceitos fundamentais são: Restauração: consiste em volta as condições exatamente como eram antigamente quando não havia população e não havia interferência do homem.1. Remediação: é quando o rio mudou totalmente de configuração relativa as condições originais e podemos fazer alguma coisa para melhorá-lo Renaturalização ou naturalização: significa uma maneira natural para o rio de maneira que o mesmo volte ao ecossistema que existia antes. 37-3 . pois quando a área é menor que 10% não há impactos no ecossistema aquático.com.br 14/07/08 Capítulo 37 – Reabilitação de córregos e rios 37. mas não todos.2) mostra os conceitos mencionados. Figura 37.1 Introdução Há uns 20 anos com a degradação física e biológica cada vez maior de córregos e rios começou-se a se ter idéia da recuperação dos mesmos para retorno físico e biológico. 37.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.O que pode ser conseguido realisticamente? A Figura (37. Reabilitação: consiste em restaurar alguns aspectos do córrego e do rio. Iremos considerar os córregos e rios urbanos. que são aqueles que possuem uma área impermeável maior que 10%. É praticamente impossível de ser feita.

2.Esquema de reabilitação Fonte: Austrália.com. 2000 37-4 .br 14/07/08 Figura 37.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Os 5 elementos da saúde de um córrego ou rio Fonte: Austrália. Qualidade da água 5.com. 2000 para reabilitação do rio em área urbana. 37-5 .Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3) estão os cinco elementos básicos da saúde de um rio conforme Austrália. Organismos do ecossistema aquático 4.3.3 Os cinco elementos chaves em um rio ou córrego Na Figura (37. Zona Ripariana 2.br 14/07/08 37. bem como as mudanças da biodiversidade do rio no que se refere a fauna e a flora. Quantidade de água Figura 37. 1. 2000 Organismos do ecossistema aquático e Zona ripariana Os componentes biológicos do ecossistema aquático deverá ser estudado em assuntos como a redução dos habitats naturais no corpo do rio. Estrutura física do rio 3.

com.4.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. É estudado a estabilização do rio do ponto de vista de transporte sólidos. 37-6 .br 14/07/08 Figura 37. industrias e infraestrutura urbana adjacentes ao rio.Diversos tipos de habitat Estrutura física do rio O componente morfológico do rio são os alinhamentos e os gradientes. com as construções de casas.

br 14/07/08 Figura 37.5 –Diversidade morfológica dos rios 37-7 .Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

Qualidade da água No assunto qualidade da água do rio estudamos os nutrientes. Estudamos também o aumento de temperatura devido a lançamentos industriais ou água de drenagem bem como a vegetação ripariana e a mata ciliar. o decréscimo da vazão base e estudo de novas seções nos rios. 2000 está o seguinte: em caso de dúvida.com. 37-8 . os sais e os compostos orgânicos que são lançados ao rio diretamente ou através da poluição difusa levado pela drenagem superficial. o aumento das velocidades. Uma recomendação que está em Austrália. o aumento do runoff. tais como o aumento da área impermeável. 2000.6. Os objetivos são variados estando encaixados dentro dos 5 elementos da saúde do rio citado em Austrália. copie. Quantidade de água Deverão ser estudados os componentes hidrológicos do rio.br 14/07/08 Figura 37. Quando se quer reabilitar um córrego deve-se procurar um córrego próximo que tenha as condições físicas e biológicas que queremos e então copiamos o modelo. os metais pesados.Diversidades morfológicas dos rios.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Na Europa em 2004 foram estudados 23 casos de reabilitação de rios com comprimento variando de 1300m a 9500m ao custo médio de 1500 euros/metro.

É melhor usar critérios de tensão trativa do que métodos de velocidade. mesmo assim os mesmos não devem ser desprezados.5 Pesquisas na Europa Pesquisas apresentas na Europa em jnho de 2004 sobre Urban River Basin Enhancenment Methods sobre Existing Urban River Rehabilitatiions Schemes em 23 rios e córregos apresentaram os seguintes resultados que estão nas Figuras (32.10.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Pressão urbana para restauração 37-9 .11).8.7) a (37.com.7. A vazão dos rios normalmente é calculada usando o conhecido Q7. Figura 37. De qualquer maneira a melhor maneira é calcular por tentativas até a melhor solução. declividade do canal.4 Dimensionamento de canais Os canais que podem transportar sedimentos ou depositar sedimentos devem ser calculados com as equações de resistência normalmente usadas como a fórmula de Manning para dimensionar a altura.Objetivos da reabilitação de rios na Europa Figura 37. mais as equações de transporte de sedimentos com o devido cuidado e experiência. 37.br 14/07/08 37. largura.

br 14/07/08 Figura 37.Largura dos rios Figura 37.com.Custo por metro de reabilitação 37-10 .10.Comprimento dos rios reabilitados na Europa Figura 37.11.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9.

pdf -SHIELDS JR. Apostila com 39páginas. A rehabilitation manual for Australiam Streams. prof dr.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Journal of Hydraulic engeneering. http://www.com. Design for Stream restoration. Obras Fluviais. PHD 5023. 2000. Departamento de Hidráulica. ASCE/ agosto. 37-11 . Giorgio Brightetti. COPELAND.edu/~mwdoyle/pdfs/JHERestorationDesign. Volume 1.unc. ISBN 0642 76028 4 (volume 1 e 2).br 14/07/08 37. et al. RONALD R. -EPUSP. DOUGLAS.5 Bibliografia e livros consultados -AUSTRALIA. Sem data. 2003.

Cheguei a trazer os especialistas de Brasília no assunto para ver a solução das favelas aqui em Guarulhos. nos fundos e ao lado. pois as tubulações passam na frente das casas.Rede condominial. Apliquei há anos no bairro do Jardim Paraventi em Guarulhos onde há terrenos com grande desnível da rede de esgotos passando pelo fundo dos lotes. que é a 4ª cidade do Brasil em número de favelas. etc 38. pressurizada. 1999 Tive oportunidade de ver uma favela em Brasília onde foi feita com pleno êxito uma rede condominial. A grande vantagem da rede condominial são os baixos custos. 1992 in Tsutiya. 38-1 . foram feitas construções sobre a rede de esgoto e muitos moradores introduziram águas pluviais dentro das mesmas. vácuo. embora de maneiras diversas tenha sido empregada em muitos locais.1. A solução foi ótima no momento. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Rede condominial.br 14/07/08 Capítulo 38.com. Figura 38. pois os terrenos eram grandes e planos. mas com o decorrer dos anos.1 Introdução Vamos mostrar alguns assuntos de redes de esgotos que não são comuns na prática. pois não há espaço para passagem das tubulações.Rede condominial Fonte: Azevedo Netto.1 Rede condominial A rede condominial foi desenvolvida no Rio Grande do Norte. não havia pequenos córregos e as casas eram construídas no meio do lote. 38. São usados tubos de pequenos diâmetros e deve ser feito um trabalho junto aos moradores para que façam a conservação da mesma. pressurizada. vácuo.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. Não encontraram solução. causando sérios problemas com os vizinhos.

A justificativa é que em determinados locais o custo de uma rede de esgoto clássica fica muito elevado devido a poucas moradias. Redes de esgoto sob pressão: Portugal Bentes. a rede fica pressurizada podendo o esgoto retornar as casas. 1999 Eventualmente durante entupimentos de rede de esgotos. et al fizeram um trabalho sobre Redes de Esgotos sob pressão. quando chove a rede de esgoto fica pressurizada chegando o mesmo a vazar pelos tampões dos poços de visita.Rede condominial. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 38-2 .Rede pressurizada Fonte: Tsutiya. entretanto o esgotos podem ser pressurizado e enviados a uma caixa de regularização e depois entrar na rede pública através de ligação de esgoto sanitário.br 14/07/08 38. Figura 38. vácuo. o sistema de pressão de rede esgotos é uma opção. enterrada a pequena profundidade e ligada as habitações por ramais de ligação também de pequenos diâmetros (25mm a 45mm). A grande vantagem é que as tubulações da rede principal irão variar somente de 50mm a 150mm.2. pressurizada. Foi elaborado um modelo computacional para o dimensionamento da rede de esgoto pressurizado.modelo de cálculo de equilíbrio hidráulico.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. Quando existe locais onde muitas casas colocam rede de águas pluviais nos esgotos.2 Rede pressurizada Nunca vi uma rede pressurizada de esgoto sanitário.

etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. vácuo.br 14/07/08 Os motores são de pequena potência variando de 1 a 2HP que pressuriza o esgoto e o transporta através da tubulação principal até o destino final. Figura 38.Rede condominial. um que possui uma câmara de decantação antes do bombeamento com a função de remover sólidos e gorduras evitando o entupimento ou redução do diâmetro da canalização conforme Figura (38. Existe dois sistemas de pressurização.4.Sistema de pressurização 38-3 .Sistema de pressurização com câmara de decantação A outra alternativa é a da Figura (38.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. pressurizada.3).4) em que existe instalada uma bomba trituradora que pressuriza o sistema.3.com. Figura 38.

00m/s.Rede condominial.Rede principal e as ligações de esgoto Figura 38.br 14/07/08 Figura 38. Outro grande inconveniente é que o sistema de dimensionamento é complexo quanto mais bombas existirem e os estudos estatísticos para determinar o funcionamento simultâneo das bombas.6.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.5.com. pressurizada. vácuo. 38-4 .Curva das bombas A grande desvantagem do sistema de pressurização é o custo de manutenção e operação e a dificuldade por não existir poço de visita e a necessidade de ventosa para entrada e saída de ar na rede principal. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A vazão vai depender do número de pessoas que moram na casa e a velocidade na rede adotada é de 1.

4) e (38. onde as bacias sanitárias são a vácuo e gastam somente 1. Com o passar do tempo passou a existir somente uma firma e o vaso sanitário aumentou para R$ 2.400. mas tenho conhecimento de prédios na capital de São Paulo.5).3 Rede a vácuo Não tenho conhecimento no Brasil de nenhuma rede pública de esgoto sanitário feita a vácuo. Figura 38. tais como galerias de águas pluviais de grande dimensão. etc temos que fazer um sifão invertido conforme Figura (38. Conversei com o projetista que informou que na época havia duas firmas no Brasil que produziam os vasos sanitários que custavam cerca de R$ 800.com.br 14/07/08 38. 1999 38.Rede condominial. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3.5 litros/descargas e o pay-back foi muito rápido.00 por bacia.4 Sifão Invertido Quando se tem um obstáculo no trajeto de uma rede de esgoto sanitário. vácuo. linhas férreas. como o Shopping Frei Caneca.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. 38-5 . a ponto de desaconselhar o uso do vácuo no Brasil por enquanto.Rede a vácuo Fonte: Tsutiya. pressurizada.00 cada.

Rede condominial.4. vácuo.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.br 14/07/08 Figura 38.com. pressurizada. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Sifão invertido Fonte: Tsutiya. 1999 38-6 .5.Sifão normal e sifão invertido Fonte: Fernandez. 1997 Figura 38.

Tivemos oportunidade de fazer redes de PVC 150mm curvas sem nenhum problema.6 Softwares Os softwares mais conhecidos sobre redes de esgotos são: • CEsg redes de esgotos. 38-7 . Metcalf e Eddy. Outra observação é que deverá ser feito no mínimo duas redes em paralelo e que a velocidade máxima deve ser maior ou igual a 0.com. • SewerCAD. 1081 salienta que quando se utilizar redes curvas deve se levar em conta os equipamentos de limpeza existentes.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.br 14/07/08 Os sifões invertidos apresentam algumas particularidades que devem ser salientadas. como jatos de água que não apresentam problemas em redes curvas. 38. Universidade Federal do Ceará.. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental Sanegraph. pressurizada. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. sendo que esta é obtida pela vazão média multiplicada por K2=1. • SanCAD.Sistemas de esgoto sanitário e pluvial. vácuo. Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).Sistema automático de cálculo de redes de esgotos sanitários. 38. Universidade Federal de Minas Gerais. • CEsg.5 Redes curvas Os dois poços de visita a montante e a jusante devem ser visitáveis.90m/s. Bentley antiga Haestad Methods. Uma desvantagem das redes curvas é não possibilitar o uso de equipamentos de lazer durante a construção e dificuldade de se examinar com circuito fechado de TV.5. Com a velocidade média Qm a velocidade mínima deve ser maior ou igual a 0. As normas brasileiras permitem que se faça uma rede curva.60m/s. Deverá então instalado no PV dispositivo para evacuação dos gases com área variando de 1/10 da seção a ½ da secção do tubo que será utilizado no sifão invertido.Rede condominial. Primeiramente haverá problema de excesso de gases no poço de visita a montante causados pelo sulfeto de hidrogênio.

ISABEL et AL. Esgoto sanitários. PEDRO ALEM. 1997.com. pressurizada. Redes de esgotos sob pressão.Modelo de cálculo de equilíbrio hidráulico.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. Portugal. -FERNANDES. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2008. vácuo. MILTON TOMOYUKI E SOBRINHO. Coleta e transporte de esgoto sanitário. João Pessoa. -TSUTIYA. CARLOS. Universidade do Porto.br 14/07/08 38.Rede condominial. 547 páginas 38-8 . EPUSP.. 290 páginas.6 Bibliografia e livros consultados -BENTES. 1999.

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