Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

“O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo”.
Referência ecológica encontrada em Gênesis 2:15

COMUNICAÇÃO COM O AUTOR Engenheiro civil Plínio Tomaz e-mail: pliniotomaz@uol.com.br

Titulo: Curso de redes de esgoto Livro eletrônico em A4, Word, 587páginas, 38 capítulos julho 2008 Editor: Plínio Tomaz Autor: Plínio Tomaz Revisão: Composição e diagramação: Plínio Tomaz ISBN: 85-905933-3-9

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Apresentação
Este livro nasceu do Curso de Rede de Esgotos ministrado no SAAE de Guarulhos em 2008 com 64 horas de duração. O livro destina-se a engenheiros, arquitetos e tecnólogos que trabalham nos municípios pois fornecem elementos e base para que se façam manuais ou guias para o problema do manejo de águas pluviais Agradeço a Deus, o Grande Arquiteto do Universo, a oportunidade de poder contribuir na procura do conhecimento com a publicação deste livro.

Guarulhos, julho de 2008 Engenheiro civil Plínio Tomaz

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Curso Redes de Esgotos
64h Engenheiros, arquitetos e tecnólogos, 52 capítulos

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Programa do Curso de esgotos sanitários
Cap. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 Nome Reúso de água MBR Tanque séptico e septo difusor Águas cinzas Método simplificado para determinação da qualidade da agua em córregos e rios Balanço de fósforo, nitrogênio, oxigênio em lagos e rios Impacto do nitrogênio e do fósforo em lados e córregos Gramado em campo de golfe Evapotranspiração Necessidade de irrigação Método de Thornthwaite, 1948 Balanço hídrico método de Thornthwaite-Matther Método de Romanenko Método de Turc Quando faltam dados de entrada Pedidos de outorga para irrigação Método de Hargreaves Método de Penman, 1948 superfície Comparação de métodos de evapotranspiração Chuvas de Guarulhos Gramado-campo de Golfe Método de Blaney-Criddle Método de Penmam-Monteih FAO Ligações prediais de esgoto sanitário Textura e estrutura do solo Redes coletoras de esgoto sanitário Método de Muskingum-Cunge Interceptor de esgotos sanitários Ecotoxicologia- substâncias tóxicas na água Estação elevatória de esgotos sanitários Cargas em tubos flexíveis Captação de óleos e graxas Noções sobre Tratamento de esgotos Previsão de esgotos Caixa de gordura Gases em rede coletoras de esgoto Reabilitação de rios e córregos Redes condominiais, pressurizada, vácuo, etc

64 horas aula Prof. Plínio Tomaz Engenheiros, arquitetos e tecnólogos

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Capítulo 01

Reúso de água
Promover a reciclagem e reutilização das águas residuais e dos resíduos sólidos.
Agenda 21

Guilherme de Occam argumentava, em todos os seus escritos, que “é perda de tempo empregar vários princípios para explicar fenômenos, quando é possível empregar apenas alguns”.
Fonte: História da Teologia Cristã - Roger Olson

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SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 1 - Reúso de água 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 1.10 1.11 1.12 1.13 1.14 1.15 1.16 1.17 1.18 1.19 1.20 1.21 1.22 1.23 1.24 1.25 1.26 1.27 1.28 1.29 1.30 1.31 1.32 1.33 1.34 Introdução Conservação da água Medidas e incentivos Mercado de água de reúso Média de consumo de uma casa Quanto podemos reaproveitar de águas cinzas numa casa? Normas da ABNT Reúso Reúso de esgotos sanitários urbanos regionais Onde usar a água de reúso dos esgotos sanitários? Reúso para uso industrial Reúso para uso agrícola Reúso para o meio ambiente Recarga dos aqüíferos subterrâneos Reúso para uso Recreacional Reúso urbano Níveis de tratamento de esgotos sanitários municipais Tratamento preliminar Tratamento primário Tratamento secundário Tratamento terciário Tecnologia de filtração em membranas Riscos à saúde pública Rede dual Guia para reúso da água da USEPA Estado de New Jersey Estado da Geórgia Estado da Flórida Estado do Texas Uso da água de reúso Padrões de qualidade da água para reúso Normas da ABNT Custos Bibliografia e livros consultados 21 páginas

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Capítulo 1- Reúso de água 1.1 Introdução Asano, 2001 diz que o reúso é o desafio do século XXI em que haverá uma integração total dos recursos hídricos. Interpretando as afirmações de Asano os recursos hidricos no século XXI serâo: • Recursos superficiais • Recursos de águas subterrâneas • Aproveitamento de água de chuva • Reúso de esgotos No mundo moderno do seculo XXI o planejamento de recursos hídricos não poderá esquecer o aproveitamento de agua de chuva e o reúso de esgotos, além dos tradicionais recursos superficiais e subterrâneos. Segundo Asano, 1001 a água de reúso tem duas funções fundamentais: 1. O efluente tratado vai ser usado como um recurso hídrico produzindo os benefícios esperados. 2. O efluente pode ser lançado em córregos, rios, lagos, praias, com objetivo de reduzir a poluição das aguas de superfície e das águas subterraneas O fundamento da água de reúso é baseado em três principios segundo Asano, 2001: 1. A água de reúso deve obedecer a controle de qualidade para a sua aplicação, devendo haver confiabilidade na mesma. 2. A saúde deverá ser protegida sempre. 3. Deverá haver aceitação pública Reúso é o aproveitamento de água previamente utilizada uma ou mais vezes, em alguma atividade humana, para suprir a necessidade de outros usos benéficos inclusive o original. O objetivo deste estudo é mostrar as soluções para reúso de esgoto sanitário local e regional em áreas urbanas. O reúso local destina-se a aqueles que se beneficiam na sua origem, como o águas cinzas de uma casa que pode ser usada no próprio local para irrigação subsuperficial de gramados. O reúso regional são de grandes áreas e geralmente tem sua origem nas estações de tratamento de esgotos públicas que atingem o tratamento terciário e o distribuem até uma certa distância de onde é produzido através de redes especiais de água não potável (sistema dual de abastecimento: água potável + água não potável). Não trataremos em nenhuma hipótese de reúso da água para fins potáveis. Mesmo os processos de infiltração de águas residuárias no solo não são recomendados até o presente momento a não ser quando usado o processo de membranas. No Japão foram feitas pesquisas e chegaram a conclusão que para áreas construidas maiores que 30.000m2 e/ou consumo maior que 100m3/dia de água não potável o reúso é a melhor opção e é mais vantajoso do que se usar água pública conforme Figura (1.1). Os custos no Japão são geralmente calculadas para pagamento da obra (amortização) em 15anos a um juros anuais de 6% e incluso os preços de manutenção e operação do sistema.

Figura 1.1- Custos comparativos para reúso usando águas cinzas, águas de chuva e água pública.
Fonte: Nações Unidas, 2007

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1.2 Conservação da água A American Water Works Association - AWWA em 31 de janeiro de 1993 definiu a conservação da água como as práticas, tecnologias e incentivos que aperfeiçoam a eficiência do uso da água. Um programa de conservação da água constitui-se de medidas e incentivos. 1.3 Medidas e incentivos Medidas são as tecnologias e mudanças de comportamento, chamada de práticas, que resultam no uso mais eficiente da água. Incentivos de conservação da água são: a educação pública, as campanhas, a estrutura tarifárias, os regulamentos que motivam o consumidor a adotar as medidas específicas conforme Vickers, 2001. Como exemplo, o uso de uma bacia sanitária para 6 litros/descarga, trata-se de uma medida de tecnologia e a mudança de comportamento para que o usuário da bacia sanitária não jogue lixo na mesma, é uma medida prática. Os incentivos na conservação da água são as informações nos jornais, rádios, televisões, panfletos, workshops, etc, mostrando como economizar água. Uma tarifa crescente incentiva a conservação da água, um pagamento de uma parte do custo de uma bacia sanitária (rebate em inglês) é incentivo para o uso de nova tecnologia, como a bacia sanitária com 6 litros/descarga. Os regulamentos de instalações prediais, códigos, leis são incentivos para que se pratique a conservação da água. O aumento da eficiência do uso da água irá liberar os suprimentos de água para outros usos, tais como o crescimento da população, o estabelecimento de novas indústrias e a melhora do meio ambiente. A conservação da água está sendo feita na América do Norte, Europa e Japão. As principais medidas são o uso de bacias sanitárias de baixo consumo, isto é, 6 litros por descarga; torneiras e chuveiros mais eficientes quanto a economia da água; diminuição das perdas de água nos sistemas públicos de maneira que o tolerável seja menor que 10%; reciclagem; reúso da água e informações públicas. Porém, existem outras tecnologias não convencionais, tais como o reúso de águas cinzas, muito usado na Califórnia, e o aproveitamento de água de chuva. 1.4. Mercado da água de reúso McCormick, 1999 in Tsutiya et al, 2001, apresenta a proposta de divisão das águas de reúso em três categorias conforme a qualidade da mesma: 1. Efluentes secundários convencional: é a água de reúso restrito a aplicações agrícolas e comerciais onde não existe possibilidade de contato humano direto com a água de reúso. 2. Água de reúso não potável: é o efluente secundário de alta qualidade, tais como efluente de reatores de membranas, filtrado e desinfetado com UV, cloro, ozônio, ou outro processo. 3. Água de reúso quase potável: é a água de reúso não potável tratada com osmose reversa ou nanofiltração para remoção dos contaminantes químicos, orgânicos e inorgânicos. É o mesmo que reúso potável indireto. McCormick, 1999 apresenta a seguinte Tabela (1.1) onde existem 4 categorias, sendo a categoria 4 para água potável. A categoria 2 onde existe contato com pessoas é a mais usada em irrigação de jardins, parques e descargas em bacias sanitárias, observando-se que a turbidez deverá ser menor que 2 uT, ausência de coliformes fecais e DB05 < 10mg/L. A Tabela (1.1) foi feita por dois grandes especialistas dos Estados Unidos que são Slawomir W. Hermanowicz e Takashi Asano.

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Tabela 1.1- Principais mercados para água de reúso e níveis de qualidade de água estipulados para cada mercado (Hermanowitcz e Asano, 1999)
Padrão de qualidade da água de reúso Categoria 1 Mercado Exemplo de aplicação

Filtração, desinfecção: DBO5 < 30mg/L TSS< 30mg/L Coliformes fecais <200mL/100mL Cloro residual livre: 1 mg/L pH entre 6 e 9

Irrigação de áreas com acesso restrito ou controlado ao público Produção agrícola de produtos não destinados ao consumo humano ou consumidos após processamento que elimine patógenos Uso recreacional sem contato direto com a água Uso industrial

Campo de golfe, cemitérios, reservas ecológicas pouco freqüentadas; Reflorestamento, pastos, produção de cereais e oleaginosas. Rios e lagos não utilizados para natação

Categoria 2

Filtração, desinfecção: DBO5 < 10mg/L Turbidez <2 uT Coliformes fecais ausentes em100mL Cloro residual livre: 1 mg/L pH entre 6 e 9

Uso urbano sem restrições Produção agrícola de alimentos Uso recreacional sem restrições Melhoramento ambiental

Irrigação de parques, playgrounds e jardins escolares. Água para sistemas de hidrantes, construção civil e fontes em praças publica. Usos residenciais: descarga de vasos sanitários, água para sistemas de ar condicionado. Produtos agrícolas cultivados para consumo humano na forma crua ou sem cozimento. Lagos e rios para uso recreacional sem limitação de contato com a água. Alagados artificiais, perenização de rios e córregos em áreas urbanas. Reúso potável indireto, barreiras contra intrusão de águas salinas em aqüíferos, maioria dos usos residenciais 0 banho, lavagem de roupa e utensílios de cozinhas, etc). Reúso potável

Categoria 3 Efluente de osmose reversa Reúso potável indireto

Categoria 4 Água potável Fonte: Tsutiya, et al, 2001.

Reúso direto

McCormick, 1999 mostra a Tabela (1.2) onde temos água potável, água não potável e água quase potável em uma residência. Observar que o termo “quase potável” não é muito usado no Brasil e nem aplicado. Poucas pessoas tomariam banho e lavariam os utensílios de cozinhas com uma água “quase potável”. Observar também que somente 7% da água é necessário em uma residência para que seja realmente potável. Tabela 1.2- Categorias de consumo de água doméstico e nível de qualidade de água para cada categoria (Cieau, 2000) Uso Percentual Qualidade
Bebida Preparo de alimentos Lavagem de utensílios de cozinha Lavagem de roupas Bacia sanitária Banho Outros usos domésticos Lavagem de carro/rega de jardim, etc;
Fonte: Tsutiya, et al, 2001.

1% 6% 10% 12% 39% 20% 6% 6%

Potável potável Quase potável Quase potável Não potável Quase potável Quase potável não potável

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1.5 Média de consumo de uma casa Segundo Vickers, 2001 a média de consumo interno de uma casa está na Tabela (1.3) onde observamos que o ponto da casa de maior consumo é a bacia sanitária com 27%, seguido pela lavagem de roupa que é 22%. As torneiras são no total 16% e são fundamentalmente duas: pia da cozinha e lavatório do banheiro. Não estão inclusos os consumos de água dos gramados, lavagens de carros, etc.
Tabela 1.3 - Média de consumo de água interno de uma casa nos Estados Unidos
Tipos de usos da água Descargas na bacia sanitária Chuveiro Lavagem de roupa Vazamentos em geral Lavagem de pratos Consumo nas torneiras Outros Total Fonte: adaptado de Vickers, 2001 Porcentagem 27% 17% 22% 14% 2% 16% 2% 100% Consumo residencial no Brasil supondo média mensal de 160 litros/dia x habitante (litros) 43 27 35 22 3 26 3 160

Pela Tabela (1.3) podemos verificar que os volumes internos de água não potável que pode ser usado é somente o água destinada para bacias sanitárias, que é 27% do consumo. Concluímos então que para o consumo interno de uma casa podemos usar somente 27%, ou seja, 43 litros/dia x habitante. Assim uma casa com 5 habitantes poderemos reaproveitar para reúso a quantia de 215litros/dia: 5hab x 43 litros/dia x hab= 215 litros/ dia 1.6 Quanto podemos reaproveitar de águas cinzas numa casa? É importante termos uma idéia da água que pode ser usada pelo reúso dentro de uma casa, conforme Tabela (1.4).
Tabela 1.4 - Volume de esgotos sanitários que se pode aproveitar para as águas cinzas
Tipos de usos da água Chuveiro Lavagem de roupa Consumo nas torneiras (consideramos somente a torneira do lavatório no banheiro) Total Porcentagem 17% 22% 8% 47% 75 Consumo residencial no Brasil supondo média mensal de 160 litros/dia x habitante (litros) 27 35 13

Pela Tabela (1.4) podemos aproveitar somente 75 litros/dia por habitante para o águas cinzas, ou seja, 47%. Observar que podemos utilizar na bacia sanitária somente 43litros/dia x habitante, havendo, portanto um saldo que não sabemos o que fazer. Estudo de casa: casa maior que 300m2 com jardim Uma casa com área construída igual ou maior que 300m2 e 500m2 de área de gramado. Consumo interno= 3,5 pessoas/casa x 30 dias x 160 litros/dia x pessoa= 16.800 litros. Jardim: 2 litros/m2 x rega Rega de duas vezes por semana Consumo no jardim mensal= 2 litros/m2 x 8= 16 litros/m2 Área de jardim= 500m2 Consumo= 500m2 x 16 litros/m2= 8000 litros/mês Consumo por semana= 8000litros/4= 2000 litros/semana Para as águas cinzas vão 47% do consumo da casa, ou seja: 0,47 x 16800 litros= 7.896 litros/mês Por semana= 7.896litros/mês /4 = 1974 litros/semana GW= 1974 litros/semana Grama tipo bermuda com coeficiente de cultura Kc= 0,5

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ETo= 35mm/semana LA= GW / (ETo x Kc)= 1974/ (35 x 0,5)= 113m2 Portanto, usando as águas cinzas, somente será irrigado 113m2, necessitando outra fonte de abastecimento para rega do restante para completar os 500m2 de jardim. 1.7 Normas da ABNT A NBR 5626/ 1998 é de Instalação predial de água fria. Ela prevê no item 1.2 que pode ser usada para água potável e não potável. Prevê ainda no item 5.2.1.3 que as instalações devem ser independentes e que a água não potável pode ser usada em descarga em bacias sanitárias, mictórios e combates a incêndio e para outros usos onde os requisitos de potabilidade não se faça necessário. É necessário que as normas de Instalações de Água Fria sejam revisadas, devendo obrigatoriamente os edifícios terem dois reservatórios: um para água potável e outro para água não potável. 1.8 Reúso Definição: reúso é o aproveitamento da água previamente utilizada uma ou mais vezes, em alguma atividade humana, para suprir a necessidade de outros usos benéficos, inclusive o original. Pode ser direto ou indireto, bem como decorre de ações planejadas ou não (Lavrador Filho, 1987 in Mancuso, 2003). A Resolução nº 54 de 28 de novembro de 2005, publicado em 9 de março de 2006, estabelece diretrizes para reúso direto não potável de água e estabelece algumas definições importantes: Água residuária: esgoto, água descartada, efluentes líquidos de edificações, industriais, agroindústrias e agropecuárias, tratadas ou não. Reúso da água: utilização de água residuária. Água de reúso: água residuária, que se encontra dentro dos padrões exigidos para sua utilização nas modalidades pretendidas. Reúso direto das águas: uso planejado de água de reúso, conduzida ao local de utilização, sem lançamento ou diluição prévia em corpos hídricos superficiais ou subterrâneos. Reúso potável indireto: caso em que o esgoto, após tratamento é disposto na coleção de águas superficiais ou subterrâneas para diluição, purificação natural e subsequente captação, tratamento e finalmente utilizado como água potável, conforme Mancuso et al, 2003. O reúso direto pode ser para fins: urbanos, agrícolas, ambientais, industriais e aquicultura. A resolução prevê que a atividade de reúso de água deve ser informado ao orgão gestor dos recursos hídricos: identificação, localização, finalidade do reúso, vazão, volume diário de água de reúso produzida, distribuída ou utilizada. O reúso pode ser: urbano ou rural Nos dedicaremos ao reúso urbano somente. O reúso urbano pode ser: local ou regional O reúso urbano local é feito no próprio local onde são gerados os esgotos. Assim, o uso do águas cinzas ou fossa séptica (tratamento biológico) é um reúso local. Reúso local Estudo de caso: Empresa de ônibus de Guarulhos localizada no Bairro do Taboão reciclava a água após a lavagem dos ônibus em caixas de deposição de sedimentos e retirada de óleos. O reaproveitamento era de 80%. A água de make-up era introduzida, ou seja, os 20% restantes. O óleo ficava na parte superior e semanalmente era retirado por uma empresa. Postos de gasolina e lava-rápidos podem também reciclar a água. 1.9 Reúso de esgotos sanitários urbanos regionais O reúso dos esgotos sanitários urbanos que saem de uma Estação de Tratamento de Esgotos Esgotos Sanitários públicas não são destinados a serem transformados em água potável. Geralmente são feitos em lugares onde há problemas de recursos hídricos e existência de indústrias para consumirem a água não potável. Nos Estados Unidos os locais onde mais se faz o reúso dos esgotos sanitarios são: Texas, Flórida e Califórnia.

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br 25/07/08 1. 1. sendo que uma água de reúso pode ser usada sem problemas. isto é. conforme Figura (1. Na Tabela (1. No Brasil não é costume usar a água de esgotos tratada para uso agrícola.Reúso nas indústrias Fonte: USEPA 1.5 .13 Reúso para o meio ambiente As águas de esgoto tratado podem ser usadas em wetlands artificiais.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. haver uma quantidade de indústrias onde compense fazer os investimentos necessários. segundo USEPA.14 Recarga de aquíferos subterrâneos Uma maneira é evitar a intrusão salina que é usado geralmente em litorais.2): Bacia de infiltração Poço de infiltração que fica na região não saturada Poço tubular que atinge a região saturada e de preferência um aqüífero confinado.11 Reúso para uso industrial A demanda do uso industrial situa-se em torno de 8% no Brasil Muitas indústrias não precisam de água potável. o que não acontece com o México. 1. As indústrias deverão estar próximas das estações de tratamento de esgotos para diminuir os custos e deve. 1.Capitulo 01.com.1) que mostram seis usos: Reúso para uso industrial Reúso para uso agrícola Reúso para o meio ambiente Recarga de aquíferos subterrâneos Reúso para uso recreacional Reúso urbano. logicamente. 1-12 . As outras maneiras de recarga são para armazenar as águas de esgotos tratadas para futuro uso ou para controlar a subsidência.7) apresentamos algumas exigências nas indústrias em vários estados americanos. Tabela 1.12 Reúso para uso agrícola A agricultura consome de 60% a 70% do consumo total da água doce. o abaixamento do solo. Existem três modalidades.10 Onde usar a água de reúso dos esgotos sanitários? Os usos mais comuns estão na Figura (1.

na Flórida.Capitulo 01. 1. que usa a água de esgotos tratada desde 1977 com sucesso. Virus entéricos e outros patógenos emergentes. onde haverá coleta de água para tratamento completo. Sais e metais pesados. Pode ser usada para irrigar jardins de cemitérios. 2. Constituintes orgânicos que inclui produtos industriais e farmacêuticos. 2001 que a água de reúso para ser usada nas águas subterrâneas apresenta 3 classes de constituintes que devem ser estudados: 1. Pode ser feito um sistema dual de distribuição como a cidade de São Petersburg.Infiltração de esgotos tratados em bacia de infiltração.16 Reúso Urbano O reúso urbano dos esgotos tratados podem ser usados em praças públicas. etc. Asano. barcos. 1-13 .Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.6) temos algumas exigências de vários estados americanos para o tratamento avançado e se faz a diluição do efluente em um curso de água.2 . etc. grandes parques. Na Tabela (1. 3.15 Reúso para uso Recreacional Os esgotos tratados podem ser usados em lagoas para uso de pesca. poço tubular em zona aerada e em zona saturada. 2001 alerta ainda quando aos produtos químicos que produzem disruptores endócrinos e a existência de antibióticos resistentes achados na água. 1.com. etc. havendo uma diminuição no consumo de água potável.br 25/07/08 Figura 1. Asano. jardins.

sedimentação. flotação. tratamento terciário ( avançado). Processos químicos: as impurezas sao removidas quimicamente através da coagulação.3): tratamento preliminar.com. 2007: Processos físicos: as impurezas são removidas por peneiramento. tratamento primário. filtraçao.br 25/07/08 Tabela 1. tratamento anaer[obico e processo de fotossíntese. Níveis de Tratamento de esgotos sanitários municipais O tratamento dos esgotos é uma combinação de três processos conforme Nações Unidas.Reúso indireto para água potável Fonte: USEPA 1. Processos biológicos: os poluentes sao removidos usando mecanismos biologicos. 1997 O tratamento dos esgotos está assim dividido conforme Figura (1. como tratamento aeróbico. absorção.6 . desinfeção e e troca iônica.3. oxido-redução.Alternativas para reúso dos esgotos sanitarios de uma cidade Fonte: Borrows.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. tratamento secundário.Capitulo 01. absorção ou adsorção ou ambas e centrifugação. Figura 1. como nas lagoas. 1-14 .17.

fósforo. Os tanques sépticos são um tratamento primário. do fósforo. Remove matéria orgânica dissolvida e em suspensão.18 Tratamento preliminar O tratamento preliminar consiste basicamente em remoção de sólidos de tamanho grande e partículas de detritos: 1. Gradeamento 2. Troca iônica 7. Dependendo do sistema adotado. 1-15 . telas ou flotação. Coagulação química e sedimentação 2. Coagulação e sedimentação A redução da DBO no tratamento primário é muito baixa variando de 30% a 40%. A velocidade do fluxo é. Comumente faz-se coagulação e sedimentação seguido de desinfecção. Tratamento com ozônio 9. Filtros de areia 3.19 Tratamento primário O tratamento primário consiste basicamente remoção de sólidos em suspensos: 1. Adsorção em carvão ativado 4.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. É feita também a remoção física da areia e partículas sólidas através de deposição.com. metais pesados e bactérias. A remoção de DBO é desprezível no tratamento preliminar. 1. cor. conforme Nunes. Peneiras Nada mais é que o gradeamento para remover os objetos flutuantes de grandes dimensões. do nitrogênio. Após o tratamento secundário. Geralmente é usado quando pode haver contato das águas de reúso com o seres humanos. Decantação primária ou simples 2. Precipitação química com baixa eficiência 3. Remoção de areia 3. fósforo. da matérias orgânica.3m/s.21 Tratamento terciário e avançado O tratamento terciário consiste basicamente na remoção de poluentes específicos como nitrogênio. mas evitando que os sólidos se depositem. Filtros de areia 8. menor que 0. 1. Osmose reversa 5. O tratamento primário consiste também em digestores para tratamento do lodo removido e desidratação do lodo. Remoção de organismos patogênicos 10. 1996 são: Processo de lodos ativados Lagoas de estabilização Sistemas anaeróbicos com alta eficiência Lagoas aeradas Filtros biológicos Precipitação química com alta eficiência É a fase do tratamento biológico. cerca de até 98% do DBO foi removida. Depois pode ser usado desinfecção com cloro ou ultravioleta.br 25/07/08 1. É usado quando o tratamento secundário não consegue remover nitrogênio. A DBO é removida quase totalmente. Os processos de tratamento secundário. Flotação por ar dissolvido 5. etc. Sedimentação 4. Há introdução de ar e se acelera o crescimento de bactérias e outros organismos para consumir o restante da matéria orgânica. Eletrodiálise 6. Reator com membranas O tratamento terciário vai remover o que restou dos sólidos em suspensão. Caixa de retenção de óleo e gordura 4.Capitulo 01. odor: 1. em geral.20 Tratamento secundário É tratamento biológico e remoção dos poluentes biodegradáveis. 1. as eficiências de remoção são altas.

3. Fazer um reservatorio de armazenamento de emergência 5.1mg/L Fonte: Membrane bioreactor (MBR) treatment of contaminants 1-16 . Programa efetivo de manutenção e operação Avaliações para escolha do tratamento adequado City Hollister.Capitulo 01. Usar múltiplos unidades e equipamentos 4. isto é.1 Austrália <5mg/L <3 <0.com. A desidratação do lodo dos esgotos e as instalações que serao usadas não devem ser esquecidas. Qualificação de pessoal 2. Sistema de cloração duplo 7. O sistema de tubulações e bombeamento deverá ser flexível para mudanças de emergência 6. 2004 salienta a importância de uma unidade de tratamento para reúso enfatizando oito regras gerais que são: 1. Tabela 1. as varias variáveis que podem mudar no tratamento.br 25/07/08 Confiabilidade A USEPA. Quando houver queda de energia imediatamente deverá entrar a fonte alternativa. Os processos devem ter um longo tempo de retenção para estabilizar o lodo. O nitrogênio é um fator importante para a remoção. 2005 para apreciaçao das alternativas para a escolha do tratamento de esgoto adequado montou os seguintes fatores: Gerenciamento do efluente do tratamento de esgotos Força do tratamento. 2.10. O processo de tratamento deve minimizar os ruidos durante a construçao e durante a operaçao dos equipamentos.Alguns standards de alguns países para tratamento municipal de esgotos Parâmetros DBO5. Ainda segundo City Hollister. Duplicar as fontes de energia elétrica.20 NT PT Europa EC-1998 25mg/L 10 a 15mg/L 1 a 2 mg/L Alemanha (2002) 15 a 40 mg/L 13 a 18mg/L 1 a 2mg/L China 30a 80mg/L USA < 1mg/L 1mg/L 0. Confiabilidade no processo de tratamento de esgotos O tratamento tem ser facil de ser operado O tratamento de esgoto tem que ser flexibilidade Temos que verificar o espaço disponível Temos que saber onde vamos dispor os resíduos do tratamento Temos que ver os problemas de odores Cuidar dos aspectos estéticos Verificar os custo de implantação e de manutenção e operação Verificar as leis existentes sobre a disposiçao do efluente Facilidade ou dificuldade de ser aprovado pelos orgãos ambientais. Standards dos efluentes Vamos analisar alguns standards de alguns países para se ver eficiência do sistema MBR. Alarme automático Enfatiza ainda: 1. Controle automático dos resíduos 8. 2005 os critérios de um projeto de uma estaçao de tratamento de esgotos são: O processo de tratamento deve minimizar os odores. Programa efetivo de monitoramento 3.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.

Comumente a desinfecção se utiliza de fortes oxidantes como o cloro. Os processos de coagulação. mas todos eles não deixam inativo os ovos de helmintos. a decloração é um processo muito caro para ser usado no reúso. Legionellacease bactérias Fonte: Nações Unidas.com.br 25/07/08 1. Somente podem ser inativos com temperaturas acima de 40ºC.Capitulo 01.9. floculação removem os ovos de helmintos. ou seja. febre tifoide.Exemplos de patógenos associados a esgotos municipais Protozoário Giardia lamblia. Devemos ter um tempo correto de contato e uma concentração adequada de ozônio. O cloro pode ter alguns efeitos negativos em certas irrigações de determinadas culturas e em ambiente aquático. densidade relativa entre 1. Ozônio: é um ótimo desinfetante. Infelizmente alguns pa[ises no mundo usam os esgotos sem tratamento na agricultura. Crysptosporidium sp Helmintos Ascaris. Alguns dos patógenos que se podem encontrar num esgoto bruto são os seguintes: Tabela 1.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. conforme Nações Unidas. Ovos de Helmintos: os ovos de helmintos possuem diâmetro que varia entre 20 μm a 80μm. matérias orgânica ou amônia na água causam problemas para a sua eficiência.15 e altamente pegajoso.06 a 1. Vibrio cholerae. Taenia. 2007. 2007 Desinfecção O objetivo da desinfecção é matar ou inativar os microorganismos patogênicos. Enteroviroses Doenças causadas por Salmonella sp. ancylostoma Virus Hepatite A. podendo ocasionar doenças como: cólera. sedimentação.23 Riscos à saúde pública Um dos grandes perigos do reúso para a saúde pública é quando não se faz o tratamento e a desinfeção. ozônio. mas é caro. A retirada do cloro. Ultravioleta: a radiação UV inativa o microorganismo para reprodução e não cria subproduto. mas a presença de sólidos em suspensão. Cloro: é o mais usado desinfetante. vírus e parasitas da água de esgotos tratadas. Toxocara. Deve ser estudado para cada caso qual a melhor solução. Os sólidos em suspensos agem como um escudo para os microorganismos que se protegem do cloro. Rotavirus. bromo. helmintos. 1-17 . disenteria.

15) e (1. cloro e coliformes fecais devem ser monitorados com espaçamentos variados. filtração e desinfecção. Os parâmetros como pH.8) estão os volumes de esgotos tratados e usados na agricultura nos estados da Califórnia e Flórida. DBO.16 .10) com orientações para as várias modalidades de reúso. Tabela 1. existem duas redes: água potável e água não potável. Na Califórnia 63% do volume de águas de esgotos tratados são usadas na agricultura. dependendo da pressão a que se destina. Na Tabela (1. conforme Figuras (1. 1998 1.Sistema de rede dual na Flórida Figura 1. O sistema dual diariamente supre mais de 75.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.16).9) e (1. pode ser feita irrigação com a mesma.Sistema de rede dual A água não potável provém do tratamento de esgotos sanitários e se destina somente a rega de jardins públicos e gramados privados.600m3/dia (875 L/s).Capitulo 01. Nos Estados Unidos para irrigação de jardins.com. Funciona desde 1977.24 Rede dual Na cidade de São Petersburgo.15 . entretanto as pressões geralmente atingem um mínimo de 21m conforme Asano. Por exemplo. uT.9m3/s Quando há tratamento e desinfecção das águas cinzas.Volume de esgotos aproveitado na agricultura Estados Volume anual de esgotos tratados que vão para a agricultura Califórnia 6. Figura 1.br 25/07/08 1.10 . na Flórida. lavagem de carros e calçadas se usam pressão mínima de 35mca.25 Guia para reúso da água da USEPA A USEPA apresenta nas Tabelas (1. A rede dual para transporte de água de reúso geralmente é de plástico classe 15 ou classe 20 com coeficiente de rugosidade C=130. para reúso urbano necessitamos de tratamento secundário. 1-18 .6m3/s Flórida 3.

Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.10. Diário Paisagismo (locais onde o público tem contato) Secundário Desinfecção Uso na construção civil (compactação de solo.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Semanalmente Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Recreacional (contato acidental Filtração ≤ 2 uT Continuadamente parcial ou total na pesca ou velejamento) Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal. Diário Diário Continuadamente Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual 1-19 .Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Mensal Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Reúso Urbano Jardins.Capitulo 01. Diário Diário Continuadamente Área de acesso restrito para irrigação Locais onde o público é proibido Secundário Desinfecção Fonte: adaptado da USEPA Tabela 1. lavagem de agregados.com.9 .br 25/07/08 Tabela 1.continuação. lavagens de Filtração ≤ 2 uT Continuadamente veículos Descarga em bacias sanitárias Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal Semanal. execução de concreto) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Uso Industrial (once through cooling) Diário Continuadamente Semanal. Diário Diário Continuadamente Semanal.

isto é. Diário Diário Uso ambiental (uso em wetlands.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Aplicado a hotéis.27 Estado da Geórgia O Estado da Geórgia recomenda que o uso das águas de esgotos tratadas (reúso) deve obedecer no mínimo: Turbidez ≤ 3 uT DBO5 ≤ 5 mg/L TSS ≤ 5mg/L Coliformes fecais ≤ 23/100mL pH entre 6 a 9 O desinfetante deve ser detectável em qualquer ponto. prédios de apartamentos e locais onde o usuário não tem acesso ao sistema predial de instalações para reparos e modificações. várzeas e despejos em córregos Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Continuadamente Fonte: adaptado da USEPA 1. deve seguir o seguinte: Desinfecção com 1. 1. Pode também ser usado ozônio. 1.br 25/07/08 mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Uso Industrial Secundário Desinfecção Coagulação química e filtração DBO ≤ 30mg/L Semanal.26 Estado de New Jersey O Estado de New Jersey. 2005 recomenda se utilizar do esgoto sanitário tratado somente a partir da vazão > 4. se recomenda que.com. Os coliformes fecais < 14 /100mL O sólido total em suspensão TSS < 5mg/L O nitrogênio total (NO3 + NH3) ≤ 10mg/L Não pode ser irrigado mais de ≤ 50mm/semana.Capitulo 01. aquelas em que o público pode ter contato com a água.28 Estado da Flórida Em lugares onde será usada a água de reúso para descargas em vasos sanitários. A água de reúso deverá ter cor azul. As tubulações deverão ter cor vermelha. motéis. alagados. 1-20 . Não pode ser usado em residências onde o usuário pode ter interferência nas instalações prediais. (recirculationg cooling towers) ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Diário Diário Diário semanal Semanal.0mg/l de cloro com tempo de contato mínimo de >15mim. Se usar desinfeçcão coml Ultravioileta a dosagem mínima deve ser de 100 mJ/cm2 e neste caso uT<2.4 L/s (380m3/dia) Recomenda ainda que se o reúso for usado em áreas públicas Tipo I.

Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.11. lavagem de veículos.30 Uso da água de reúso A água de reúso pode ser usada em. 2005 definiu 4 classes de água para reúso. lavagem de roupas.2 L/s (17m3/dia) 1. sem tratamento. Para irrigação de gramado. isto é.São Paulo.12).br 25/07/08 1. paisagismo é exigido: DBO5 ≤ 10 mg/L Turbidez ≤ 3uT Coliformes fecais ≤ 75/100mL Análise uma vez por mês Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada. Tabela 1. Fontes decorativas Lagos para enfeite Incêndio Lavagem de ruas 1. espelhos de água. lavagem de pisos. destinadas a edifícios em descargas de bacias sanitárias. isto é. Água de Reúso Classe 1 São para águas tratadas.29 Estado do Texas A água de reúso para descarga em bacias sanitárias deve ter segundo NRRI 97-15 do Estado do Texas: DBO5 ≤ 5 mg/L Coliformes fecais ≤ 75/100mL Cor azul da água Análise uma vez por semana Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada. É necessário autorização dos órgãos de saúde quando as águas cinzas tem vazão maior ou igual 0.com. chafarizes.Água de reúso classe 1 1-21 . etc conforme Tabela (1.Capitulo 01.31 Padrões de qualidade da água para Reúso Não existe legislação brasileira quanto ao reúso. No Estado do Texas é proibida a irrigação com água de esgotos bruta. entretanto o Sinduscon.

preparação de concreto. Tabela 1.13).12 .13 . conforme Tabela (1.com. conforme Tabela (1. Tabela 1.15).12).Água de reúso classe 2 Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins. controle de poeira. conforme Tabela (1.Água de reúso classe 3 Água de Reúso Classe 4 São para águas tratadas destinadas a resfriamento de equipamentos de ar condicionado e com água a ser usada em torres de resfriamento com recirculação e sem recirculação.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. 1-22 . compactação de solo.br 25/07/08 Água de Reúso Classe 2 São para águas tratadas destinadas a construção de edifícios como lavagem de agregados.Capitulo 01.

No Japão é usado 20anos como tempo de amortização de capital. O custo para o consumidor na mesma cidade é US$ 3.14 . 1. A Califórnia usa para amortização de capital o prazo de 20anos.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. 2001 os custos variam numa faixa muito grande. Tabela 1. Há uma idéia errada de que a água de reúso é sempre mais barata que a água potável.br 25/07/08 Tabela 1. 1-23 . 2005 é R$ 1.15 .Custos de Estações de Tratamento em dólares americanos por habitante.0/m3 para a água de reúso e US$ 3.80/m3. porém desconhecemos normas para estações de tratamento físico-químico de efluentes industriais. na Califórnia o custo da água de reúso provindo dos esgotos sanitários é de US$ 0.Água de reúso classe 4 1.33 Custos O custo de água de reúso para março de 2005 segundo Hespanhol e Mierzwa.15).50/m3 que é muito grande para ser usado na agricultura. Estação de Tratamento de Esgotos Custo (US$ /habitante) Lodo ativado 68 Lagoa de estabilização 29 Reatores UASB com pós-tratamento 23 1US$= R$ 2.00/m3 enquanto que a água potável é US$ 1.com.9/m3.20 setembro de 2006 Segundo Asano.7/m3 para a água potável. Na cidade de Fukuoka no Japão sempre citada nestes assuntos de reuso o custo da água de reúso é de US$ 2. mas entretanto pode ser usado em rega de gramados e campos de golfe e praças públicas. Por exemplo. Os custos das estações de tratamento de esgotos estão na Tabela (1.Capitulo 01.32 Normas da ABNT A norma NB-570 de março de 1990 trata sobre o Projeto de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários.

com. 1-24 . químicos ou biológico. O objetivo do sewer mining é a reciclagem do esgotos.br 25/07/08 1.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.34 Sewer Mining Sewer Mining é o processo de extrair esgotos de um sistema de esgotos podendo ser antes ou depois da estação de tratamento e depois tratá-lo com processos físicos. possibilitando que mais usuários possam usar a água potável dos serviços públicos. para produzir esgoto de reúso reciclável para um fim especifico.Capitulo 01. O rejeito do esgotos do sewer mining são em geral descartados introduzindo novamente na rede pública de esgotos. Tem sido muito aplicado na Austrália na cidade de Sydnei efetivamente desde o ano 2006. Trata-se de reúso de esgotos para uso como água não potável.

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Capitulo 02.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.com.br 01/06/08 Capítulo 02 Membrane Bioreator (MBR) 2-1 .

Conforme as Nações Unidas. Assim num sistema de lodo ativado podemos introduzir as membranas e se obter melhores resultados e sistema mais compactado conforme Figura (2. O tratamento deve obedecer aos limites impostos pelo nitrato. mas as membranas introduzidas no processo melhoraram ainda mais a qualidade do efluente tendo sido criado o sistema MBR que é o verdadeiro State of Art do tratamento de esgotos. separadas do reator: Sistema MBR Submerso -Figura (2.Figura (2. 3. Figura 2.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.br 01/06/08 Capitulo 02. 2007 com as membranas de filtração podemos obter uma alta qualidade da água de esgoto ou da dessalinizaçao das águas do mar e das águas salobras.4). isto é.Acima temos o tratamento convencional de lodo ativado e abaixo a introdução de membranas como bioreator denominado de MBR. Observar que o sistema MBR pode ser introduzido em reatores anaerobios de fluxo ascendente também com sucesso.5). 2005: 1.5. O tratamento deve ser compatível com o futuro para remover os sólidos dissolvidos. O tratamento deve ser feito para o reúso ou reciclagem da água. 2005 WaterReuse Conference Até o presente o tratamento por lodo ativado era considerado o melhor de todos. 2.Esquema simplista do MBR Figura 2. Basicamente num tratamento de esgotos queremos três fatores fundamentais conforme City of Hollister. É o que se chama de retrofit.com. Fonte: Roger Babcock.4.6) direita 2-2 .Membrane Bioreator (MBR) Combinando a tecnologia de membranas com tratamento de esgotos foi desenvolvido nos últimos 10 anos os bioreatores com membranas que é conhecido como o sistema MBR (membrane bioreator) conforme Figura (2.Capitulo 02.6) esquerda Sistema MBR Externo .6) e as membranas podem estar submersas dentro do reator ou externas. O esquema geral de um tratamento com MBR está na Figura (2.O objetivo do nosso estudo é somente do reúso de Águas de esgotos domésticos municipaIS que pode estar incluso um pouco de esgoto industrial.

A firma Zenon tem poro de 0. Na Zenon a pulsação faz o fluxo inverter todo 10min a 15mim para evitar entupimentos. dezembro 2005 Existem dois processos básicos no mundo: o de fibras ocas usado pela firma Zenon e membranas planas usado pela Kubota conforme Figuras (2.br 01/06/08 Figura 2.9).Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. A Kubota não tem fluxo invertido e mecanismo é mais simples.com. Ambos são bons.8. Na Zenon temos pulsação automática e a Kubota não.4μm estando entre microfiltração e e ultrafiltração.Mostra as membranas com fibras ocas a esquerda e membranas planas a direita.Reator submerso a esquerda e externo a direita As membranas possuem tamanho dos poros entre 0.035μm e 0. 2-3 .making every drop count.6. Fonte: TSG.8) e (2.4μm (0.7.Capitulo 02.1μm (porosidade efetiva de 0. Figura 2. dezembro 2005 Figura 2.Esquema simplificado de um MBR Fonte: TSG.1μm de porosidade efetiva).035μm e a firma Kubota têm poros de 0.making every drop count. mas existem algumas particularidades.

Fonte: TSG.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Fonte: TSG.making every drop count.Capitulo 02. dezembro 2005 A Figura (2. Figura 2.9. Acima é o esquema da firma Zenon (Canadense) e abaixo da firma Kubota (japonesa).com. dezembro 2005 2-4 .10.br 01/06/08 Figura 2.Esquemas básicos do uso do MBR.10) mostra duas estações compactas de tratamento de esgotos sendo uma da firma Kubota e outra Zenon.Reatores de Membrana da Kubota(acima) e da Zenon( abaixo).making every drop count.

etc. Os processos de filtração em membranas podem ser classificados de acordo com a remoção das partículas conforme Figura (2.001μm Figura 2. Nos Estados Unidos as instalações de MBR variam de 41L/s a 440 L/s. • uso não potável. As aplicações de reúso por MBR tem sido em: • descargas de bacias sanitárias. As membranas de fibras ocas começaram a ser feitas nos anos 1980 e foram testadas em 1992 no Condado de Orange com sucesso.1μm a 1μm de diâmetro.br 01/06/08 Na Europa o uso do Reator de Membrana (MBR) começou em 1999 sendo que as instalações existentes variam de 25 L/s a 210 L/s. como produz um efluente de alta qualidade.001 μm 4. chegando-se a um verdadeiro State of Art dos MBR. 2007 A Alemanha e Austrália usam o tratamento de lodos ativados com membranas que se chama (MBRmembrane bioreactors) para reúso de esgotos.com. incluso bactérias e virus. Ultrafiltração (UF): variam de 0. Microfiltraçao (MF): a membrana tem poros que variam de 0. Osmose Reversa (RO): neste caso as membranas podem rejeitar até pequenos solutos iônicos tais como sais como o que estão livres na água mineral.Capitulo 02.01 a 0. Nanofiltraçao (NF): neste caso as membranas são similares ao RO e a taxa de rejeição é baixa. Pode remover partículas como bactérias.11). • indústrias têxteis. Fonte: Nações Unidas. O MBR não só elimina a necessidade do clarificador secundário numa estação de tratamento por lodo ativado. As membrans são um processo em que a separação das partículas é por meio determinada pressão em uma dada concentração conforme Figura (2. Entre 0.1 μm e pode remover partículas e moléculas grandes. Com o passar dos anos as membranas de acetato de celulose foram substituídas por membranas de poliamidas. 3. As pressões aumentam na seguinte ordem: MF<UF<NF<RO 2-5 .Processos de filtração em membranas e os materiais que podem ser retidos.11-Membranas de osmose reversa Fonte: Naçoes Unidas.12. 2007 Figura 2. <0.12): 1.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. cistos e oocistos. 2.01 μm a 0. Nos Estados Unidos praticamente o primeiro processo de Reator de Membranas foi feito em 1975 na Califórnia no Condado de Orange com uma instalação de 219 L/s usando membranas de acetato de celulose.

2001conforme Tabela (2. Durante a operação é introduzido sulfato férrico para diminuir a quantidade de nitrogênio nos esgotos. Estas membranas seguramente removem os patogênicos como Cryptosporidium e Giardia. Normalmente as membranas podem tratar até 98. Osmonics. Norit.25m2 pode tratar em média 0. Hydranautics. Pressão de operação das membranas Perda de carga nos módulos Fluxo do permeado e de concentrado Condutividade elétrica do permeado As Figuras (2. USfilter 26 a 44 Fibra oca. Kubota. que deverá ser desidratado e encaminhado a um aterro sanitário. uma membrana UF a pressão varia de 0.É um processo de tratamento terciário. sendo que acima de 3000m2 de membranas são introduzidos discos rotativos.13) e (2. Polipropileno Polietileno. membrana plana Entrada/Saida Fluxo transversal hibrido Fim de linha Zenon. Trisep.com. 2-6 . Filme Tec. 7mca a 20mca sendo que o diâmetro do poro chega até 0. Osmonics. Koch.7) estão as características de vários tipos de membranas. USfilter.8). Polisulfona.4 -4 Diâmetro 0.73 m /dia para as horas de pico. Pode ser feito em concreto ou material plástico.Capitulo 02.7 a 2. 2001 et al).2 0.8 a 8. Tripsep.7 a -0.40 0. PVDF celulosed.3 4.2 uT e que a remoção de virus seja de 4log (99. A Figura (2. Hubedr and SegherKeppel 17 a 21 Espiral Entrada e saida Fluxo transversal Dow. Tabela 2.7atm a 2.14) mostra o corte longitudinal e transversal de um sistema de lodo ativado com membranas. Foram usados em tratamento de esgotos até 50 L/s a 116 L/s.001 a 0. Filme Tec.1μm sendo usado material polisulfona e fibras ocas com fluxo é de 26 L/m2 x h a 44 L/m2xh.5 a 20. Toray Operação Firmas fornecedors Fonte: Werf Facilmente se consegue que o efluente tenha turbidez <0. espiral Entrada/Saida Dentro para fora Fluxo transversal Fim de linha ]Dow. Temos a apresentação de um módulo.28 m3/dia (1.0 atm ou seja. Tripsep. Caracteristicas MF UF MBR NF RO submersa Pressão (atm) 0.99%) dependendo do diâmetro nominal dos poros da membrana. A manutenção das membranas é feita somente uma vez por ano. a superposiçao de outro módulo e a composição com três módulos. Hydranautics.01 a 0.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Koch.10) a (2.14 L/s) com área de 225m2. Por exemplo. Koch. Acetato de Acetato de Polisulfona. Deverão ser estudados os custos de manutenção e operação para o bom funcionamento do sistema de tratamento de membranas devendo observar os seguintes parâmetros operacionais (Tsutiya. onde faz-se uma limpeza com jato de ar das membranas e se retira o lodo acumulado. Pall e Zenon 10 a 35 Fibra oca.0 -0. Para uma simples casa a membrana terá área de 6. Pall. Mitsubishi.01 1 xc 10 a 1 -3 poro(μm) x 10 Material Polipropileno. celulose e Polivinillidene PVDF poliamida poliamida Fluiride aromática aromática (PVDF) Fluxo 2 (L/m x h) Modelos de configuração 35 a 52 Fibra oca Entrada/Saida Dentro para fora Fluxo transversal Fim de linha Osmonics. Toyobo 17 a 21 Espiral Entrada e saida Fluxo transversa Dow.1μm.br 01/06/08 Assim a pressão para Osmose Reversa é maior que a nanofiltração.1 0. Na Tabela (2.7-Caracteristicas importantes de membranas para aplicações municipais.17m3/h e no maximo 3 2.2 8. As membranas são usadas no tratamento de lodos ativados em lugar dos clarificadores secundários. Hydranautics.12) mostram os módulos do chamado sistema MBR (reator em membranas). que por sua vez é maior que a ultrafiltração que é maior que a microfiltração. conhecido como MBR (reator com membranas).4 0. Dow.1 a 0.32 a 1. A qualidade do efluente de esgotos usando reatores de membrana conforme Nocachhis et al conforme Tsutyia.0035 a 0. Trata-se de ultrafiltração com diâmetros de poros menor que 0.

O interesse que temos é para pequenas estações de tratamento para uma casa ou centenas de casas usando reatores de membranas submersos novos.1mg/L < 1 uT Abaixo do limite de detecção Abaixo do limite de detecção Redução acima de 4log e na maioria dos casos abaixo do limite de detecção Remoção em % > 99% >99% > 96% >97% >96% >99% 100% 100% >99% Fonte: Novachis et al.pdf 2-7 . poliamida.Qualidade dos efluentes de reatores de membranas Parâmetro Valor DBO TSS TKN NH3 PT Turbidez (uT) Coliformes totais Coliformes fecais Virus < 2mg/L Abaixo do limite de detecção < 2mg/L <0.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter. Faria Lima.engenharia e meio ambiente. 2002. somente 2mca que significa baixo custo de energia elétrica na bomba.8. ou seja.Um módulo do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro Fonte:http://www. t de Figura 2. http://www. A pressão de bombeamento é baixo. 1998 in Tsutiya.Capitulo 02. O representante das membranas fabricadas na Alemanha (Martin System do Brasil é a firma Geasanevita.geasanevita.13.martin-systems. As membranas de ultrafiltração são de material plástico denominado polisulfona (PSO). polipropileno.br 01/06/08 Tabela 2. polietersulfona.com.com.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. poliacrilamida e outros Nao nos interessa os grandes tratamento de esgotos com o uso de membranas como os reatores tradicionais produzidos pela Zenon e pela Kubota. 2894 11ºandar conjunto 113 São Paulo Telefone 3071-1680. Existem outros materiais como: acetato de celuluse.3mg/L <0.br localizada na av.

com.15.Capitulo 02.martin-systems.pdf Figura 2.Dois modulos do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro Fonte:http://www.br 01/06/08 Figura 2.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.14.Três módulos do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro 2-8 .

Corte longitudinal de um sistema de lodo ativado residencial com as membranas da siClaro Fonte:http://www.Capitulo 02.16.com.br 01/06/08 Figura 2.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.pdf 2-9 .martin-systems.

Vantagens do MBR O tratamento com MBR cada vez mais está diminuindo os custos das membranas e já está provado que é mais eficiente que os tratamentos biológicos. Geralmente são MF ou UF e composta de membranas ôcas ou planas.17. Os sistemas convencionais atendem a legislação vigente. descarga em bacias sanitárias. O lodo estabilizado deve ser compactado antes de ir para o aterro sanitário existindo equipamentos para isto. O processo MBR produz um efluente de melhor qualidade. pois.O vácuo é introduzido ao lado das membranas Desvantagens do MBR As desvantagens do MBR são: Custo alto de capital e de operação São técnicas novas de uso de membranas para tratamento de esgotos sanitários ainda não conhecidas.Corte transversal de um sistema de lodo ativado residencial com as membranas da siClaro Fonte:http://www. Salientamos a importância da desifecção com cloro do efluente devido a facilidade de monitoramento. A turbulência n o exterior é mantido por difusão de ar para evitar a deposição. Em plantas abaixo de 22 L/s o peneiramente é limpo automaticamente. Precisa de menos espaço.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter. mas em geral está acima dos padrões legais. 2-10 . Há uma redução drástica do lodo. A remoção de bactérias e virus é feita sem adição de produtos químicos. prevalecendo então as técnicas de conhecimento geral. rega de jardins ou outro processo qualquer. substitui o clarificador secundário do tratamento dos lodos ativados O tempo de retenção do lodo pode ser completamente controlado.com.pdf Em instalações acima de 139 L/s é importante o uso de peneiras e tratamento primário antes do tratamento propriamente dito.Capitulo 02. 2004.martin-systems. Tempo de 30 a 45h são possiveis de serem atingidos e isto aumentará a biiodegradação dos compostos resistentes e melhorar a performance da nitrificaçao conforme EPA.br 01/06/08 Figura 2. O sistema MBR submerso permite que se faça um upgrade em instalações existentes. A biomassa pode ser bem concentrada atingindo 30g/L no MBR. As vantagens são: Alta qualidade do efluente podendo o mesmo ser usado para resfriamento.

2005 Custos Conforme Tsutiya. USA Fonte: City of Hollister. A Tabela (2. os reatores em membranas (MBR) são competitivos com o sistema de lodos ativados convencionais até a vazão de 579 L/s.Esquema de lodo ativado com MBR em Hollister. Existe uma associação internacional de custos.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.br 01/06/08 Figura 2.18.Diferença de cor do líquido apos o MBR (a direita) Fonte: Clean Water from Wastewater Figura 2.19.American Association of Cost Engineers (AACE) e normalmente se espera que o custo de uma estação de tratamento de esgotos variem de -30% a + 50% que são os limites de confiabilidade achado nos Estados Unidos e isto não deve ser confundido com a reserva de contingência (City of Hollister. et al 2001. Nos Estados Unidos os custos estimados possuem uma contingência de 20%. 2-11 .Capitulo 02.9) mostra uma adaptação em números das curvas do autor citado. 2005).com.

05 0. A tecnologia do MBR pode ser aplicada em tratamento de chorume de aterros sanitários.03 0. secreção.04 0.47/m3 Aplicações do MBR Sao inúmeras as aplicações do MBR nestes 30 anos.Estimativa de custos em dólares por m3 dos reatores em membranas (MBR) e o tratamento convencional por lodo ativado.000 estão no Japão e o resto na Europa e Estados Unidos. A reciclagem da água em edificios e o tratamento de esgotos de pequenas comunidades é feito cada vez mais no Japão. Nos Grandes Lagos no Canadá se acharam disruptores endócrinos que geralmente provem dos esgotos municipais. Asano. De todas estas instalações do Japão. hormonios.Capitulo 02.02 Fonte: adaptado de Tsutiya.9. Conforme José Santamarta os disruptores endócrinos interferem no funcionamento do sistema hormonal mediante algum dos três mecanismos seguintes: substituindo os hormônios naturais: bloqueando a ação hormonal: aumentado ou diminuindo os níveis de hormônios naturais. O custo global será US$ 1.10 0. Cisek da Universidade de Manitoba em Winnipeg.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.04 0. 55% são de membranas submersas da firma Kubota e o restante 45% quando as membranas externas. A boa noticia é que o MBR pode propiciar a eliminação dos disruptores endócrinos.04 0. pesquisas feitas nos Estados Unidos acharam 95 substâncias orgânicas contaminantes em 139 rios de 30 estados. O livro Nosso futuro roubado de Theo Colborn et al que trata do assunto é uma espécie de continuação do livro Primavera Silenciosa de Rachel Carson que falou sobre o DDT. No Canadá o Departamento da Justiça definiu como disruptor endócrino a substância que tem a habilidade de alterar a síntese. Confome N. ação ou eliminação de hormônios em um organismo e que é responsável pela manutenção da homeostase. 1998 apresenta ainda que para vazão em torno de 43 L/s o custo do metro cúbico com amortização de capital em 20anos e juros de 10% anuais é de US$ 0.200 MBR sendo que 1. Na cidade de Zagreb usando ultrafiltração chegou-se a remoção de 90% da carga orgânica do chorume e se tivessem usado membranas com poros menores a remoçao seria maior.07 0. transporte.br 01/06/08 Tabela 2. bem como os pesticidas e herbicidas.5% de TOC com nanofiltração.com.75/m3 e a manutenção e operação do sistema é US$ 0. et al 2001.72/m3. Vazão (L/s) MBR US$/m 3 Lodo ativado convencional 3 US$/m 0 58 116 174 232 290 0. detergentes sintéticos e inseticidas que possibilitam os disruptores endócrinos. Existem no mundo mais de 1.08 0. 2-12 .06 0.03 0. Também é facilmente aceito que os MBR podem ser usados no tratamento das águas cinzas. Existem tratamento de chorume na França com 50m3/dia. que possuem uma alta taxa de DBO. Canadá no ano 2003. reprodução desenvolvimento e comportamento de um organismo. na Alemanha 264m3/dia e 250m3/dia. Obteve-se remoçao de 87% de COD e 93. Entre estes os mais frequentes achados são esteróides.03 0. de pesticidas e herbicidas da agricultura.

as varias variaveis que podem mudar no tratamento. Programa efetivo de monitoramento 3. Alarme automático Enfatiza ainda: 1. 2005 os critérios de um projeto de uma estaçao de tratamento de esgotos sao: O processo de tratamento deve minimizar os odores. A desidratação do lodo dos esgotos e as instalações que serao usadas nao devem ser esquecidas. 3. Controle automático dos resíduos 8. isto é.com.1 Austrália <5mg/L <3 <0.Alguns standards de alguns países para tratamento municipal de esgotos Parâmetros DBO5. Duplicar as fontes de energia elétrica. Os processos devem ter um longo tempo de retençao para estabilizar o lodo. Standards dos efluentes Vamos analisar alguns standards de alguns paises para se ver eficiencia do sistema MBR. 2. Qualificação de pessoal 2.10.1mg/L Fonte: Membrane bioreactor (MBR) treatment of emergin contaminants 2-13 .br 01/06/08 Confiabilidade A USEPA. O processo de tratamento deve minimizar os ruidos durante a construçao e durante a operaçao dos equipamentos.Capitulo 02. Tabela 2. O nitrogenio é um fator importante para a remoção. 2004 salienta a importância de uma unidade de tratamento para reúso enfatizando oito regras gerais que são: 1. Programa efetivo de manutenção e operação Avaliações para escolha do tratamento adequado City Hollister.20 NT PT Europa EC-1998 25mg/L 10 a 15mg/L 1 a 2 mg/L Alemanha (2002) 15 a 40 mg/L 13 a 18mg/L 1 a 2mg/L China 30a 80mg/L USA < 1mg/L 1mg/L 0. 2005 para apreciaçao das alternativas para a escolha do tratamento de esgoto adequado montou os seguintes fatores: Gerenciamento do efluente do tratamento de esgotos Força do tratamento. Quando houver queda de energia imediatamente deverá entrar a fonte alternativa. O sistema de tubulações e bombeamento deverá ser flexível para mudanças de emergencia 6. Confiabilidade no processo de tratamento de esgotos O tratamento tem ser facil de ser operado O tratamento de esgoto tem que ser flexibilidade Temos que verificar o espaço disponivel Temos que saber onde vamos dispor os residuos do tratamento Temos que ver os problemas de odores Cuidar dos aspectos estéticos Verificar os custo de implantação e de manutençao e operaçao Verificar as leis existentes sobre a disposiçao do efluente Facilidae ou dificuldade de ser aprovado pelos orgaos ambientais. Sistema de cloração duplo 7. Fazer um reservatorio de armazenamento de emergência 5. Usar múltiplos unidades e equipamentos 4. Ainda segundo City Hollister.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.

Devemos ter um tempo correto de contato e uma concentração adequada de ozônio. ou seja. Rotavirus. Vibrio cholerae. Alguns dos patógenos que se podem encontrar num esgoto bruto são os seguintes: Tabela 2. febre tifoide. Ovos de Helmintos: os ovos de helmintos possuem diâmetro que varia entre 20μm a 80μm. bromo. Legionellacease Fonte: Nações Unidas. mas é caro. helmintos. matérias orgânica ou amônia na água causam problemas para a sua eficiência. Toxocara. Taenia.23 Riscos à saúde pública Um dos grandes perigos do reúso para a saúde pública é quando não se faz o tratamento e a desinfeção. Os sólidos em suspensos agem como um escudo para os microorganismos que se protegem do cloro. Crysptosporidium sp Helmintos Ascaris. Os processos de coagulação. a decloração é um processo muito caro para ser usado no reúso. 2-14 . densidade relativa entre 1. O cloro pode ter alguns efeitos negativos em certas irrigações de determinadas culturas e em ambiente aquático. mas a presença de sólidos em suspensão. vírus e parasitas da água de esgotos tratadas. Ozônio: é um ótimo desinfetante.com. Ultravioleta: a radiação UV inativa o microorganismo para reprodução e não cria subproduto. A retirada do cloro.15 e altamente pegajoso. disenteria. Enteroviroses Doenças causadas por bactérias Salmonella sp. ancylostoma Virus Hepatite A.9. Comumente a desinfecção se utiliza de fortes oxidantes como o cloro.br 01/06/08 2. podendo ocasionar doenças como: colera. ozônio.Capitulo 02. sedimentação. conforme Nações Unidas. Cloro: é o mais usado desinfetante. mas todos eles na deixam inativo os ovos de helmintos. Deve ser estudado para cada caso qual a melhor solução.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. 2007. Infelizmente alguns paises no mundo usam os esgotos sem tratamento na agricultura. Somente podem ser inativos com temperaturas acima de 40ºC.Exemplos de patógenos associados a esgotos municipais Protozoário Giardia lamblia. floculação removem os ovos de helmintos.06 a 1. 2007 Desinfecção O objetivo da desinfecção é matar ou inativar os microorganismos patogênicos.

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Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/06/08 Capítulo 03 Tanque séptico e sépto difusor 3-1 .com.Curso de esgotos Capitulo 03.

10 3.Curso de esgotos Capitulo 03.7 3.2 3.1 3.5 3.3 3.8 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.11 Introdução Normas brasileiras Sistemas de tanques sépticos Septo difusor Efluente do sistema de Tanque séptico + septos difusores Remoção do lodo Custo Reúso Estudo de caso Adsorção em carvão ativado Bibliografia e livros consultados 3-2 .6 3.br 10/06/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 3 –Tanque séptico e sépto difusor 3.9 3.com.4 3.

Tivemos a oportunidade de conversamos com o industrial e pesquisador francês sr.001 x Q x DBO Dt= 0. Informou ainda que para o dimensionamento da caixa de gordura seguem as normas alemãs da DIN.36m3 x 12000mg/L=4. onde o tanque séptico faz a redução anaeróbica e os septos difusores (tecnologia francesa) a redução aeróbica. NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. redução de DB0 de 96%. O chamado sistema tanque séptico tem um tratamento complementar e adotamos o tratamento aeróbio com septo difusores devido ao baixo custo de implantação. A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) varia de >200mg/L a >750mg/L sendo a média de 350 mg/L. Na França não se separa o graywater (água cinza) do blackwater (esgoto sanitário). Exemplo 3. Septo difusor que é tratamento secundário aeróbico que juntamente com o tratamento primário atinge redução de DBO de 96%.1 Achar a população equivalente a 30 porcos que possui DBO5 variando de 4500mg/L a 12000mg/L. Usamos a formula: Dt= 0.3 Sistemas de tanques sépticos Os sistemas de tanques sépticos são basicamente o seguinte: Caixa de gordura que deve ser bem maior que a das normas brasileiras no caso de sistema de tratamento isolado. 1984.Curso de esgotos Capitulo 03.1. François Neveux que fabrica 25% dos tanques sépticos na França. 3. Tanque séptico propriamente dito.2 Normas brasileiras As normas brasileiras da ABNT sobre Tanque sépticos são duas: NBR 7229/93 sobre Projeto. Devido a altíssima redução de DBO o efluente dos Tanques Sépticos podem ser usados como água de reúso.001 x 0. O tanque séptico pode atender uma residência ou até 300 unidades (1500pessoas). que é um tratamento primário anaeróbico que atinge a redução de DBO de 60%. 3. Introdução Os tanques sépticos eram antigamente chamado de fossas sépticas.Tanque séptico e septo difusor 3. É muito usado na França e no Japão. Primeiramente temos que transformar a DBO medida em laboratório em quilograma de oxigênio necessário a estabilização do volume diário de esgoto.br 10/06/08 Capítulo 3. manutenção e operação.001 x Q x DBO Sendo: Dt= demanda diária de oxigênio em kg Q= produção diária de esgoto em m3 DBO demanda em mg/L Sendo Dh= demanda de oxigênio por habitante em grama Pe= população equivalente Pe= Dt (gramas)/ Dh Considerando Dh= 55 gramas diário de oxigênio por habitante de esgoto domestico. sendo o todo o tratamento feito junto. Devido a isto. Sendo o consumo de água de cada porco de 12 L/porco teremos: Q= 30 porcos x 12 L/porco= 360 L/dia= 0.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. a escolha que fizemos foi sobre sistema de tanque séptico existente no Brasil. pois conseguem de uma maneira bem econômica e baixíssima manutenção.3A População equivalente Vamos usar os conceitos de população equivalente conforme Dacah. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos.com. Construção e Operação.36m3/dia Dt= 0. 3. seja em grama de oxigênio necessário à estabilização da matéria orgânica do esgoto produzido em média de um habitante em um dia.32kg de oxigênio consumido pela DBO por dia Pe= Dt (gramas)/ Dh Pe= 4320g/ 55g/hab=80 hab 3-3 .

Ocupantes permanentes . Tabela 3.50 Fonte: NBR 7229/93 N= numero de pessoas ou unidades de contribuição C= contribuição unitária de esgoto L/pessoa x dia ou L/unidadexdia Intervalos entre limpezas (anos) 1 2 3 4 5 Fonte: NBR 7229/93 Tabela 3.00 De 1501 a 3000 22 0.00 -alojamento provisório pessoa 80 1.83 De 4501 a 6000 18 0.residência padrão alto pessoa 160 1.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.4 Tanque séptico A NBR 7229/1993 trata de Projeto.br 10/06/08 Portanto. construção e operação de sistemas de tanques sépticos e a NBR 13969/97 que trata de Tanques sépticos. Na prática se usa comumente 1 porco= 4 pessoas. Tabela (3.00 -residência padrão baixo pessoa 100 1.Taxa de acumulação total de lodos K (dias) Temperatura ºC <10 10<T<20 94 65 134 105 174 145 214 185 254 225 >20 57 97 137 177 217 Tabela 3.unidade de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos. Consumo de animais O consumo de água para rebanhos BEDA é um consumo médio igual a equação: BEDA= BOVINOS + EQUI NOS+ 1/5 (OVINOS/CAPRINOS) + ¼ SUINOS Observar que o consumo de suinos é ¼ de 50 litros= 12.75 De 6001 a 7500 16 0. 3.00 3-4 . Nas Figuras (3.92 De 3001 a 4500 20 0.5 Tabelas básicas da NBR 7229/03 Vamos apresentar as três tabelas básicas da NBR 7229/93 que serão utilizadas na equação para achar o volume do tanque séptico que são: Tabela (3.2.00 -hotel sem lavanderia e cozinha pessoa 100 1.00 -residência padrão médio pessoa 130 1.000litros até 8.000 litros.5) a (3.3 Contribuições unitárias de esgotos (C) e de lodo fresco (Lf) por tipo de prédios e de ocupantes (L/dia) Prédio Unidade Contribuição de Lodo fresco esgotos Lf C 1.58 Mais que 9000 12 0.1 Período de detenção T em função da vazão afluente (N x C) Contribuição (N x C) Período de detenção T (Litros/dia) (horas) (dias) Até 1500 24 1. a população equivalente de 30 porcos será de 80 habitantes.2) que fornece a taxa de acumulação de lodo K e Tabela (3. sendo que o volume varia de 1.3) que fornece as contribuições unitárias e o valor do lodo fresco Lf.Projeto.Curso de esgotos Capitulo 03. construção e operação.1) que fornece o período de detenção T.5 L/dia x cabeça Consumo de ovino ou caprino= 50/ 5= 10 L/dia x cabeça Consumo de bovino ou eqüino= 50 L/dia x cabeça 3.67 De 7501 a 9000 14 0.7) podemos ver um tanque séptico feito em polietileno.

1988.1.Esquema de tanque séptico de seção circular Fonte: Jordao.Curso de esgotos Capitulo 03.20 0.10 0.br 10/06/08 2-Ocupantes temporários -fábricas em geral -escritórios -edifícios públicos/comerciais -escolas (externatos) e locais de longa permanência -bares -restaurante e similares -cinemas. locais de curta permanência -sanitários públicos Fonte: NBR 7229/93 operário pessoa pessoa pessoa pessoa refeição Lugar bacia sanitária 70 50 50 50 6 25 2 480 0.Quando de seção retangular recomenda-se que o comprimento seja pelo menos o dobro da largura para assegurar boas condições de escoamento.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.6 Formas do tanque séptico As dimensões mais comuns são as de seção retangular e as de seção circular conforme Azevedo Neto.02 4.20 0. teatros.20 0.10 0.00 3. 2005 3-5 .30 0. Figura 3.

melhorando dessa forma. a remoção de sólidos em suspensão conforme Azevedo Neto. 2005. Os tanques com dois compartimentos em série são um pouco mais caros. O primeiro compartimento mede ½ a 2/3 e o segundo 1/3 a ½ do comprimento total L.2 . 1988 são basicamente os tanques Imohoff que são econômicos somente a partir de 25 pessoas. 3-6 .5 : 1. A relação comprimento total sobre a largura (L/B) não deve ser inferior a 1.br 10/06/08 3. Os tanques sépticos de câmara única são os mais usuais e econômicos. Os tanques sépticos sobrepostos conforme Azevedo Neto. 1988: • Simples não compartimentados • Compartimentados com câmaras em série • Com câmaras sobrepostas Figura 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Fonte: Jordão et al.7 Compartimentação Os tanques sépticos podem ser de três tipos principais conforme Azevedo Neto. 1988.Esquema de tanque séptico prismático retangular de câmara única.Curso de esgotos Capitulo 03.com. mas oferecem maior proteção contra o arrastamento de sólidos suspensos para o efluente.

Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 03.com.3.Tanque séptico de forma prismática retangular de câmaras em série Fonte: Jordão. 2005 3-7 .br 10/06/08 Figura 3.

Tanque séptico cilíndrico de câmaras sobrepostas Fonte: Jordão.br 10/06/08 Figura 3.4. 2005 3-8 .com.Curso de esgotos Capitulo 03.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

650 litros Portanto.com.6 .com.br 10/06/08 3.Tanque séptico de polietileno de 1.20)= 7.rotogine. Lf= 0.8 Equação básica do tanque séptico O volume do tanque séptico deve ser obtido pela equação: V= 1000 + N (C x T + K x Lf) Sendo: V= volume do tanque séptico (litros) N= número de contribuintes ou população equivalente C= contribuição de esgotos em litros por pessoa por dia (Tabela 3.Tanque Séptico s/ escala pliniotomaz@uol.3) T= período de detenção em dias (Tabela 3. conforme se pode ver na Figura (3.br Figura 3.com. com a vantagem da manutenção ser feita de 5 em 5 anos e de não haver fornecimento de energia elétrica ou peças girantes.rotogine.1) K= taxa de acumulação de lodo em dias de acordo com o intervalo entre limpezas no tanque séptico e a temperatura do mês mais fria (Tabela 3.com.3) Fossa séptica (tanque séptico) de polietileno (1000L a 8000L) pliniotomaz@uol.7). Os tanques sépticos podem atingir até 1500 casas.br/ Exemplo 3.br Figura 3.Corte esquemático do Tanque séptico Fonte:http://www.000 litros a 8.2 Dimensionar um tanque séptico para escritório com 70 pessoas N= 70 C= 50 litros/dia T= 1dia K= 225 para limpeza de 5 em 5 anos. 3-9 h1 h2 .com.000 litros de capacidade.Curso de esgotos Capitulo 03.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2) Lf= contribuição do lodo fresco em litros por pessoa (Tabela 3. usaremos um tanque séptico de polietileno com 8.br/ Corte do tanque séptico Tampa removível Tubo PVC Ø100mm Afluente vem da caixa de gordura Tubo PVC Ø100mm efluente vai para Filtro Anaeróbio/ Sépto Difusor Vedação nos tubos PVC com silicone Cesto com brita nº 3 ou 4 Ø externo Corte .20 litros/pessoa V= 1000 + N (C x T + K x Lf) V= 1000 + 70 (50 x 1 + 225 x 0.000 litros Fonte:http://www.5 .

Volume útil da fossa V= 1000 + N(CxT + K x Lf) Numero de pessoas contribuintes N=26 Contribuição per capita= 130 litros/habitante x dia (Tabela 3.5m Área superficial = A= 5.3.8) e (3.0)= 5287 L= 5.83 + 57 x 1.br Figura 3.com.00 L/hab x dia (Tabela 3.9/1.Extraído de Jordão.4 3.0m x 1.50= 3.500 casas pliniotomaz@uol.28 m3 Profundidade fixada h= 1.20m Verificação da relação L/B= 2.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5m2 Dimensões em planta= 2. 2005 Seja um prédio onde moram 26 pessoas com nível socioeconômico médio. conforme Figura (3.Curso de esgotos Capitulo 03.3) Dimensões: V= 1000 + N(CxT + K x Lf) V= 1000 + 26(130x0.9).3) Vazão diária= Q= N x C= 26 x 130= 3.Septo difusor Fonte:http://www.com.Bateria de tanques sépticos para 1500casas Exemplo 3.1) Taxa de acumulação de lodo para intervalo de 1ano K=57 (Tabela 3.br/ 3-10 .7 . Septo difusor-(aeróbio) pliniotomaz@uol.com.2=2. Dimensionar um tanque séptico prismático de câmara única.br 10/06/08 Fossas sépticas e tanques anaeróbios: 1.8 .br Figura 3.rotogine.28m3/1.9 Septo difusor (tratamento secundário) O septo difusor é o tratamento secundário aeróbico e que faz com que todo o sistema tenha redução de 96% de DBO.com.380 L/dia Tempo de detenção T=20h=0.83dia (Tabela 3.2) Contribuição do lodo fresco Lf= 1.

As águas doces são classificadas em: Classe especial Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4 3-11 .Dimensões e capacidade dos septos difusores Dimensões Tipo Capacidade de tratamento 1.com.br 10/06/08 Septo difusores: tratamento Aeróbio pliniotomaz@uol.Vários septos difusores Fonte:http://www.20m.4 septos-difusores Como são em pares. N= 8.com.20m x 1. vala de infiltração.11 Lançamento em curso de água Para o lançamento do efluente num curso de água o mesmo deverá obedecer a Conama-Resolução nº 357 de 17 de março de 2005. adotamos 10 septo-difusores Tipo II.10 Efluente do sistema do Tanque séptico + septos difusores As normas brasileiras sobre Tanque sépticos prevêem o uso do efluente em: Rega de jardim Lavagem de pátio Irrigação subsuperficial de jardins Uso em descarga em bacias sanitárias. Tabela 3.00 x 0. 2005 recomenda que a disposição do efluente de um sistema de tanque séptico seja destinado ao sumidouro. 3.br Figura 3. onde os corpos de água são classificados em águas doces e águas salinas.22 x 0.br/ Os septos difusores é tecnologia francesa e possuem dois modelos (Tipo I e Tipo II) e são feitos em polietileno e bidim. Considerando consumo de 70 litros/dia x empregado Consumo médio diário=70 x 120= 8. O modelo antigo tinha 250litros/dia de capacidade de tratamento e com dimensões de 1.22m x 0. vala de filtração ou filtro de areia.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.40m.00m x0.65m x 0.400 / 1000= 8.65 x 0.20 x 1. O novo septo difusor (Tipo II) é mais usado é para capacidade de 1000 litros /dia e possui as dimensões de 1.Curso de esgotos Capitulo 03.400 litros/dia Como o septo-difusor Tipo II é para 1000 litros/dia.com.4 . Poço absorvente Vala de infiltração Rede Pública Corpo de água Jordão et al.20 I 250 l/dia 1. 3.40 (melhor) II (mais usado) 1000 l/dia Exemplo 3.rotogine.9 .4 Dimensionar a quantidade de septo difusor tipo II para cozinha com 120 empregados.

Classe 3 . .recreação de contato primário. .Padrões da Resolução Conama 357/2005 para águas doces Águas doces DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) (mg/L) OD (Oxigênio Dissolvido) (mg/L) CF (Coliformes Fecais) ( NMP/100mL) Classe 1 Classe 2 Classe 3 3 5 10 6 5 4 200 1000 Classe Especial -são as águas destinadas abastecimento humano com desinfecção -preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas -preservação dos ambientes aquáticos. campos de esporte e lazer. .Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.5) estão as exigências para as águas doces das Classe 1 a Classe 3.proteção das comunidades aquáticas.recreação de contato secundário. esqui aquático e mergulho. jardins. .são as destinadas ao abastecimento humano após tratamento. .Curso de esgotos Capitulo 03.são as águas doces para abastecimento humano após tratamento simplificado.br 10/06/08 Na Tabela (3.5 . tais como natação. com os quais o público possa vir a ter contato direto. Classe 2 . tais como natação.irrigação de culturas arbóreas.dessedentação de animais. cerealíferas e forrageiras. .são as destinadas ao abastecimento humano após tratamento convencional ou avançado. Classe 1 . esqui aquático e mergulho. Tabela 3.recreação de contato primário. plantas frutíferas e de parques. .preservação das comunidades aquáticas. .irrigação de hortaliças. 3-12 . .pesca amadora.

O efluente poderá ser desinfetado com hipoclorito de sódio. Após o lançamento industrial de 24m3/h de DBO de 85mg/L.são as águas destinadas da navegação.99 mg/L 3.000+24) = 6.000+24)= 1.6 .33 de 8/9/06 US$ 227 370 601 858 990 1247 1449 1549 3-13 .Custos dos tanques sépticos em polietileno Capacidade Custo do Tanque séptico (litros) 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Fonte: 1US$= R$ 2.8) em dólares americanos do dia 9 de setembro de 2006 (1US$= R$2.6. Após o lançamento industrial de 24m3/h de OD de 0mg/L. O artigo 19B informa que o lodo proveniente de sistemas como fossa séptica deverão ser encaminhado a ETE. 1996 Um rio apresenta DBO média de 1.000m3/h.5.13 Custo Os custos de materiais dos produtos da Rotogine estão nas Tabelas (3.000m3/h. DBO= (Qrio x DBOrio + Qind x DBO ind) / (Qrio + Qind) DBO= (36.0 + 24 x 85) / (36. Tabela 3.Extraído de Nunes.0mg/L e vazão crítica de 10m3/s= 36. pede-se calcular a DBO em que ficará o rio após o lançamento.0mg/L e vazão crítica de 10m3/s= 36.056 mg/L Exemplo 3. 1996 Um rio apresenta OD média de 7.Extraído de Nunes. OD= (Qrio x ODrio + Qind x OD ind) / (Qrio + Qind) OD= (36. Exemplo 3.0 + 24 x 0) / (36.harmonia paisagística. havendo possibilidade de a dosagem ser automática.com.br 10/06/08 Classe 4 .Curso de esgotos Capitulo 03.33). 3.12 Remoção do lodo De cada 5 em 5 anos ou conforme o intervalo escolhido será retirado por caminhão tanque o lodo digerido no tanque séptico e encaminhado para uma Estação de Tratamento de Esgoto Pública.6) a (3. .000 x 7.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.000 x 1. pede-se calcular a OD em que ficará o rio após o lançamento.

160 1.500 Custo da caixa de gordura US$ 74 90 186 261 289 366 784 1130 1356 1381 1495 1609 Fonte: 1US$= R$ 2.3 2.22 1.900 2.22m x 0.16 1.740 1.82x1.87 4.40m (Tipo II) 1000 l/dia 549 Fonte: 1US$= R$ 2.3 Área superfície (m2) 0.65m x 0.92 1.12 4.40 0.250 2.72 0.400 1.55 1.00m x 0.55 2.20m (Tipo I) 250 l/dia 123 1.650 0.12 Altura (m) 0.Custos dos septos difusores em polietileno e bidim Septor difusor Capacidade de tratamento US$ 1.20m x 1.75 0.8 .230 1.3 2.22 1.800 1.87 1.16 1.br 10/06/08 Tabela 3.3 2.33 de 8/9/06 3-14 .04x 0.50 1.com.Curso de esgotos Capitulo 03.595 2.7 .12 4.12 4.12 1.Custos das caixas de gorduras em polietileno Capacidade Litros 100 250 500 1000 1500 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Dimensões e diâmetro (m) 0.3 2.33 de 8/9/06 Tabela 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.12 4.700 1.100 2.80x0.

9) e (3. deve ser obedecido no mínimo a: pH entre 6 a 9. Uma aplicação de reúso é na construção civil. conforme Tabela (3.9 . como a feitura de concreto para elaboração de blocos.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Mensal Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Reúso Urbano (jardins. Diário Diário Continuadamente Semanal.Curso de esgotos Capitulo 03. Usando padrões americanos da USEPA.10 . lavagem de agregados. lavagens de Filtração ≤ 2 uT Continuadamente veículos.14 Reúso Os efluentes dos sistemas de tanque sépticos incluso o septo difusor reduz a DBO em 96% e pode ser aproveitado. mas não fixa parâmetros de qualidade que não existiam na época da elaboração das mesmas.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Semanalmente Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Recreacional (contato acidental Filtração ≤ 2 uT Continuadamente parcial ou total na pesca ou velejamento) Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal. Diário Diário Continuadamente Área de acesso restrito para irrigação (locais onde o público é proibido) Secundário Desinfecção Fonte: adaptado da USEPA Tabela 3. execução de concreto) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual Diário Continuadamente 3-15 .com. É previsto pela norma brasileira que o mesmo pode ser usado em descarga em bacias sanitárias. Diário Paisagismo (locais onde o público tem contato) Secundário Desinfecção Uso na construção civil (compactação de solo. Descarga em bacias sanitárias Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal Semanal.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. DBO menor que 10mg/L e turbidez menor que 2uT e não sendo detectável coliformes fecais e com cloração mínima de 1 mg/L. Tabela 3.10) para descarga em bacias sanitárias.br 10/06/08 3.

Curso de esgotos Capitulo 03. alagados. (recirculationg cooling towers) Diário Diário Diário Semanal Semanal.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. No Japão é obrigatório o reúso e aproveitamento de água de chuva quando a área construída for maior que 30. custa caro o monitoramento de análises diárias e semanais.000m2 ou que o consumo de água não potável diariamente for maior que 100m3/dia. várzeas e despejos em córregos) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Continuadamente Alertamos que se deve tomar muita precaução para o reúso de tanques sépticos em descargas em bacias sanitárias.com. Como se vê pelos padrões americanos. 3-16 . Diário Diário Uso ambiental (uso em wetlands. daí deve haver uma certa área de prédio em que tais custos podem ser absorvidos e havendo boa relação entre benefício/custo. Diário Diário Continuadamente Uso Industrial Secundário Desinfecção Coagulação química filtração DBO ≤ 30mg/L e ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Semanal. Uma das conseqüências que pode ocorrer é o mau cheiro na hora da descarga e o problema de se formar um colarinho preto ao nível da água na bacia sanitária.br 10/06/08 mínimo de 1mg/L Uso Industrial (once cooling) through Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Semanal.

Análise feita pelo laboratório Bioagri em 29.000 litros. Também não foi aplicado dosagem de cloro. A redução de DBO é de 96.Fundição.4 DQO (Demanda química de oxigênio) TSS (sólidos totais em suspensão) Coliformes fecais Coliformes totais Na Tabela (3. 2005 os sumidouros são conhecidos também como poços absorventes. 3-17 . localizada em Piracicaba.4%. Um dos fracassos no uso do sumidouro é adotar valores muitos altos de infiltração. Firma que executou as fossas sépticas e septo difusor: Rotogine. Tabela 3. 2004 não recomenda mais ou uso dos sumidouros sendo muito pouco usado devido ao grande número de fracasso de funcionamento.01 na FEMAQ -Piracicaba Parâmetros DBO (Demanda Bioquímica de oxigênio) Valor inicial (mg/L) 167 754 132 400/100ml 720/100ml Valor final (mg/L) 6 18 46 10/100ml 69/100ml Redução 161 736 86 390/100ml 651/100ml Redução em (%) 96. devendo ser a mais rasa possível conforme Figura (3.11) que não temos problemas de coliformes e da DBO pelas análises. Tabela 3.5 90. Somente o TSS atingiu somente 46 mg/L sendo exigido pela USEPA menor ou igual que 30mg/L. A melhor maneira para infiltração do efluente de um tratamento com tanque séptico e septo-difusor é através de vala de infiltração.15 Estudo de caso Visitei em 20 de dezembro de 2001. O efluente líquido é usado para fabricar blocos de concreto e lajotas de concreto para pisos.12) estão as comparações com dados de Nelson Gandur Dacah.11 . mas no caso não vemos necessidade. Observar na Tabela (3.4 97. Piracicaba 96% Classificação: tratamento secundário Conclusão: a fossa séptica de Piracicaba reduz 96% de DBO.br 10/06/08 3. Na Tabela (3. Existe um restaurante onde os 120 empregados fazem suas refeições e usam os banheiros.Curso de esgotos Capitulo 03.12 . Embora seja permitido pelas normas da ABNT a USEPA. O efluente da indústria FEMAC foi usado na construção civil para fazer blocos de concreto.6. O volume da fossa séptica de Piracicaba é de 8.com.10) e (3. a firma FEMAQ . recebendo os efluentes diretamente das fossas sépticas conforme Figura (3. 28 do livro Tratamento Primário de esgoto e valores obtidos pela Rotogine em Piracicaba Tipo de tratamento Preliminar Primário Secundário Terciário DBO (Demanda Bioquímica de oxigênio) 5% a 10% 25% a 85% 75% a 97% 97% a 100% TSS (sólidos totais em suspensão) 5% a 20% 40% a 90% 70% a 95% 95% a 100% 65% Bactérias 10% a 20% 25% a 80% 90% a 98% 98% a 100% 98% Rotogine. As fossas sépticas são feitas em polietileno.11). reduz 65% de sólidos em suspensão e reduz 98% de bactérias e pode o tratamento ser classificado como secundário.Valores de Nelson Gandur Dacah p.16 Sumidouro Conforme Jordão.6 65. 3.12).Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 97.11) estão as análises feitas pelo laboratório Bioagri na FEMAQ de Piracicaba. Engenharia e Máquinas Ltda.

Sumidouro cilíndrico de alvenaria de tijolos Fonte: Jordão.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Curso de esgotos Capitulo 03.10. 2005 3-18 .br 10/06/08 Figura 3.

A profundidade admitida é de 4.11.com.1m 3-19 .Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7.Sumidouro cilíndrico com enchimento de pedras britadas Fonte: Jordão.br 10/06/08 Figura 3.Curso de esgotos Capitulo 03.00m 3380L/dia/ 16 L/m2 x dia= 211m3 As áreas laterais e do fundo são Área= L x 4 x 2 + 2 x L= 10L= 211m2 L=21.Dimensionamento de sumidouro Sendo a taxa de infiltração de 16L/m2 x dia e a vazão a ser infiltrada de 3380 L/dia dimensionar um sumidouro prismático com 2m de largura e comprimento variável L. 2005 Exemplo 3.

30m x 16L/m2/dia= 21 L/m x dia Agua a ser infiltrada/ vazão infiltrada/m = 3.50m + 0. A taxa de infiltração é de 16 L/m2 x dia e a quantidade de esgoto tratado que queremos infiltrar é de 3. 30% a 40% e >40%. precisamos de 161m de vala de infiltração. A conclusão a que se chegou é a seguinte: 1) não há variação da taxa de infiltração em toda a área mesmo variando a declividade.30m em toda a área conforme a norma da ABNT NBR 13.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/06/08 Figura 3.40m. 6 trincheiras de 30m distante 2. Por metro linear de vala de infiltração a soma das paredes e do fundo será: 0.9 Escolha da taxa de infiltração em um loteamento em Campos do Jordão.Curso de esgotos Capitulo 03.40m= 1.com. Foram feitos 24 ensaios de infiltração na profundidade de 0. 20% a 30%.380 L/dia.50m e altura de 0.969/97 nas declividades de 0 a 10%.8 Dimensionar uma vala de infiltração com largura de 0. 2) Usamos coeficiente de segurança igual a 2 3-20 .00m uma da outra. 2005 Exemplo 3. Como cada trincheira só pode ter 30m de comprimento no máximo teremos: 161m/ 30m= 5.380 L/dia / 21L/mxdia = 161m Portanto.40m+0.Vala de infiltração Fonte: Jordão.4 trincheira de 30m ou seja. a área por metro linear infiltrada é 1.30m Portanto. Exemplo 3.12.

50m de largura e altura de 0.00 temos: Área= PI x D x 4m + PI x D2/4= 28m2 Como precisamos de 53m2 e num sumidouro temos 28m2 então faremos dois sumidouros de 2.Curso de esgotos Capitulo 03.00 US 601 US$ 492 US$ 1167 US$ 584 US$ 1751 3-21 .50m acima do lençol freático. OK Sumidouro Taxa= 15 L/ m2 x dia Produção diária = 800 Litros /dia 800 L/dia / 15 L/ m2 x dia = 53m2 Supondo diâmetro D=2.com. Exemplo 3.br 10/06/08 3) a taxa de infiltração que pode ser adotada é de 36mm/h 4) o solo é classificado como areias siltosas e areias finas.50m) x 1.00m de diâmetro e 4m de profundidade observando que o fundo do sumidouro deverá estar 1.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.50 teremos: Área por metro= (0.0 Lf=1.0 V= 1000 + N (C x T + K x Lf) V= 1000 + 5 x (160 x 1.00m e profundidade H=4. A produção de esgoto diário= 160 L/dia x pessoa x 5 pessoas= 800 Litros/dia K=217 para manutenção em 5 anos T=1.885 Litros > 1250 L mínimo.10 Dimensionar o tanque séptico e septo difusor para uma casa de padrão alto com 5 pessoas.0)= 2. US$ 74.5m2= 35 m Como o comprimento da vala de infiltração máximo é de 30m faremos duas valas de infiltração com 17.50m2/m 53m2/ 1.3m Vala de infiltração Caso optemos por vala de infiltração de 0.5m+0.0 + 218 x 1.5m + 0.00m. Septo difusor Como será infiltrado 800 L/dia e como o septo difusor Tipo I trata 250 L/dia teremos: 800 KL/dia/ 250 KL/dia= 4 septos difusores Tipo I Estimativa de Custo Caixa de gordura de 100 Litros da Rotogine Tanque séptico de polietileno de 3000 Litors 4 septos difusores Tipo I a preço unitário US$ 123 Total materiais Mão de obra (50%) Total geral Não incluímos o custo do sumidouro ou da vala de infiltração. Caso queiramos um sumidouro prismático com 2.5m cada uma espaçadas de 2.0m de largura e 4m de profundidade teremos: Área total= áreas laterais + área do fundo= L x 4 x 2 + 2 xL = 10 LK 53m2= 10L L= 5.00m= 1.

300 Litros=43.500 LK.3m3 Supondo tanque séptico prismático o conforme Azevedo Neto.0_= 43.30= 6. o comprimento do sumidouro é 97.60m Septo difusor tipo II da Rotogine 1000 Litros/dia 19500 litros/ dia/ 1000 L/dia= 19./dia de contribuição de esgotos T=0.5m Portanto.5 +217 x 1.00 OK.5 K=217 Lf=1. 1988 o comprimento deve ser o dobro da largura e teremos: Adotamos profundidade H=2.00m A distancia deve ser maior que a profundidade 4.00 2.0 C=130 L/dia N=150 V= 1000+ N x (C x T + K x Lf) V= 1000 + 150 x (130 x 0.5 = 20 septo difusores Tipo II Sumidouro prismático Largura 2.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0m e portanto é 5.5m Podemos fazer dois sumidouro com 49m cada distante um do outro de 5.00m e profundidade 4.com.11 30 casas de padrão médio estão numa rua isolada e queremos fazer um tratamento local. 3-22 . 5 pessoas x 30 casas = 150 pessoas 150 pessoas x 130 L/dia= 19.00m Área = L x 4 x 2 + 2 L= 10L Taxa admitida = 20 L/m2 x dia 19500 Litros/dia/ 20 L/m2 x dia= 975m2 Área = 10 L= 975m2 L=97.br 10/06/08 Exemplo 3.0 B x B x 2 = V=43.Curso de esgotos Capitulo 03.30m L= 2 B= 2 x 3.3m3 B= 3.

EVANDRO RODRIGUES DE. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. 4ª ed. -NUNES. 2004. 277 páginas. Guidelines for Water Reuse. Wastewater Engineering. 150 páginas. -USEPA (U. 2002.. 73 páginas. 185 páginas. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE.17 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO. 1334páginas. 161 páginas. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. McGray-Hill. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. Tratamento de Esgotos Domésticos. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system.br/ -SINDUSCON. -CONAMA. -JORDÃO. e MELO. -CIDADE OF EUGENE. 1991. 770 páginas. ABES. -ROTOGINE. Jun.Curso de esgotos Capitulo 03. São Paulo. Construção e Operação.com. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos.S. ARCHIBALD JOSEPH. JOSÉ ALVES. Instalações Hidráulicas. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY).gov/ 3-23 . -BRITTO. 2005. WANDERLEY DE OLIVEIRA.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. 906 páginas. -METCAL&EDDY. Conservação e reúso da água em edificações. Blucher. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www.com. 1988. 2002. Junho 2005. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. -MACINTYRE. Considerations for the management of discharge of fats. 1996.br 10/06/08 3.epa.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 26 páginas.rotogine. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. CONSTANTINO ARRUDA. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. JOSÉ M.

reposição artificial de águas subterrâneas. aproveitamento de águas residuais e reciclagem da água.br 09/07/08 Capítulo 04 Águas cinzas Desenvolver fontes novas e alternativas de abastecimento de água tais como dessalinização da água do mar.com.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 04. Agenda 21 4-1 . uso de água de pouca qualidade.

reúso da água usando águas cinzas Introdução Aspecto legal Solução técnica Cloração Proposta Custos Bibliografia e livros recomendados 4-2 .4 4.9 4.12 4.2 4.com.5 4.20 4.16 4.10 4.17 4.6 4.8 4.7 4.18 4.21 4.Curso de esgotos Capitulo 04.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 04 .3 4.Águas cinzas 4.14 4.19 4.1 4.22 Introdução Tratamento das águas cinzas Nomenclatura Riscos das águas cinzas Qualidade das águas cinzas Área para irrigação com águas cinzas Custos Aceitação pública Página Reservação das águas cinzas Volume de água para dimensionamento Uso da água Uso do águas cinzas Técnicas e Tecnologias Recomendações finais Exemplo de caso: APEX .13 4.15 4.11 4.

pedaço de papel (celulose) etc. • pia do banheiro. Dark águas cinzas: pia da cozinha. Algumas vezes blackwater é definido somente como a água das bacias sanitárias. Yellow águas cinzas: somente urina. cerca de 15% a 25%.1 Introdução O uso das águas cinzas também é reúso.500 litros/dia (1.2 Tratamento das águas cinzas Na Figura (4. pois se usa muito a irrigação de jardins o que não acontece no Brasil.1 .3 Nomenclatura • • • • • Black water :fezes e urina. O uso do águas cinzas reduz o consumo de água na Califórnia. Algumas cidades ainda usam o termo light gray para a água da banheira e do chuveiro e. Não faz parte das águas cinzas: • A água da pia da cozinha • Bacia sanitária • Máquina de lavar pratos.Tratamento de esgoto (águas cinzas) para uso na irrigação Existem para serem adquiridos na Califórnia cerca de 20 sistemas que usam as águas cinzas cujo custo varia de US$ 200. 4.com.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Águas cinzas incluem: • a água do chuveiro. bacias sanitárias e máquina de lavar pratos.1) temos um modelo de tratamento das águas cinzas para o uso do efluente na irrigação subsuperficial dos jardins usado nos Estados Unidos onde 50% a 60% das casas possuem jardins gramados. Blackwater especificamente a água de esgotos sanitários de uma casa.Águas cinzas 4. urina.00. Contém fezes humanas.Curso de esgotos Capitulo 04. O código da Califórnia define Águas cinzas como a água de esgoto não tratada que não teve contato com a bacia sanitária. sendo proibido o uso por aspersão (Sprinklers) e recomenda-se ainda que sejam evitadas águas de lavagem de fraldas de criança. para água da torneira da cozinha. No Arizona as águas cinzas podem ser usadas simplesmente sem autorização até 1. • banheira. • lavagem de roupas em máquinas domésticas. O destino das águas cinzas é para irrigação subsuperficial.5m3/dia) e é vedado uso das águas cinzas com água de pia de cozinha. 4.00 a US$ 1. Consiste largamente de compostos orgânicos que passam no trato digestivo do corpo humano. Brown águas cinzas: fezes sem urina. Figura 4. Na Califórnia o uso das águas cinzas é legalizado e usado somente para irrigação abaixo da superfície através de tubulações enterradas. usam o nome dark gray. Light águas cinzas: chuveiro e lavatório.br 09/07/08 Capítulo 4 . Para o aproveitamento das águas cinzas não devem ser lançados produtos químicos ou ingredientes biológicos e químicos nos pontos citados. Inclui todo o tipo de água não incluindo a adição de produtos químicos ou químico-biológicos que possam causar problemas. 4-3 .000.

Figura 4.Curso de esgotos Capitulo 04.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4-4 . as águas cinzas podem ser usadas também em comércio.br 09/07/08 Com as modificações do código da Califórnia feitas em 18 de março de 1997.7) mostram esquemas de águas cinzas.2 .Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.2) a (4. como a Secretaria da Saúde e Cetesb.com. Parece ser um conceito geral de que não existe uma solução universal do uso das águas cinzas que se aplique a tudo. As Figuras (4. Não esquecer também que as águas cinzas tem que ser aprovado pelos órgãos sanitários.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 . indústria e prédios de apartamentos.

br 09/07/08 Figura 4.com.6 .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4-5 .Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.4 .Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.Curso de esgotos Capitulo 04.5 .

Riscos na saúde do homem Não existe risco a saúde do homem e. que mede a absorção de sódio pelo solo. Riscos no solo Há tendência do solo ficar alcalinizado. 1967 são os mais conhecidos no mundo. Alguns detergentes usados em lavanderias possuem boro. peróxidos e produtos destilados do petróleo.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4. será reduzida a permeabilidade e a aeração.7 .br 09/07/08 Figura 4. Riscos no meio ambiente A vantagem é reduzir o uso de água potável. não deve ser feita irrigação por aspersão devido as bactérias que ficarão no ar. causando problema na absorção de água para as plantas.50 abaixo do fundo da tubulação por onde passam as águas cinzas. O boro é muito tóxico e queima as folhas das plantas. cloretos. 4.com.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. portanto. conforme é recomendado no Arizona. 4-6 .Curso de esgotos Capitulo 04. blackwater e águas cinzas mais blackwater. Ao longo do tempo.20) Sólidos totais em suspensão (TSS) Sólidos totais dissolvidos (TDS) para salinidade Sódio (Na) Boro (B) Contagem de bactérias Demanda química de oxigênio (DQO) Fósforo total (PT) Nitrogênio total (NT= nitrogênio total) Os estudos da Suécia de Olsen. conforme o tipo de solo. A desvantagem é aumentar a poluição das águas subterrâneas e para isto devemos ter o nível do lençol freático no mínimo 1. aumentando o chamado índice SAR.5 Qualidade das águas cinzas Geralmente os estudos sobre as águas cinzas apontam os seguintes parâmetros: Demanda Bioquímica de Oxigênio a 20ºC e 5 dias (DBO5 . Na Tabela (4.1) estão os valores em grama/dia/pessoa de águas cinzas.4 Riscos das águas cinzas São basicamente quatro: Riscos nas plantas O risco nas plantas é o aumento do sódio que pode descolorir as folhas devido ao ambiente se tornar muito alcalino. A irrigação será subsuperficial sempre.

não esquecendo que o nitrato e nitrito são causadores de câncer e são difíceis de serem removidos no tratamento. Caso se jogue as águas cinzas num lago. mas os coliformes aumentam após 2 ou 3 dias.1 11 12. Numa certa posição o DBO1 é 40% do DO consumido pela blackwater é somente de 8% do DO.br 09/07/08 Tabela 4.1 4. as águas cinzas contém menos patogênicos que o blackwater. que não é nada agradável.Parâmetros e valores usados nos Estados Unidos para o uso da água tratada de esgotos sanitários.2 . Por exemplo. A quantidade de oxigênio necessária para a decomposição do águas cinzas nos cinco dias DBO5 possui 90% do total da demanda de oxigênio DO consumido para a decomposição.3 .6 Um dos problemas das águas cinzas é que a quebra das moléculas orgânicas se dá muito mais rápido do que as águas do blackwater. No Japão é obrigatório o uso das águas cinzas e água de chuva para prédios com mais de 30. A água tratada de esgotos sanitários nos Estados Unidos deverá obedecer a Tabela (4. em frutas. O DBO5 da blackwater é somente 40% do oxigênio necessário no águas cinzas. Uma recomendação especial é que as águas cinzas não podem ser usadas em rega de jardins. verduras e não pode ser lançado no córrego mais próximo. Além disso.com.1 .1 Resíduo total 77 53 130 Estudos feitos pela bioquímica Margaret Findley estão na Tabela (4. O oxigênio dissolvido das águas cinzas diminui.6 13.Valores em gramas/dia/pessoa de águas cinzas (água cinza) e águas cinzas + blackwater (esgoto sanitário) Parâmetro Águas cinzas Águas cinzas+ blackwater DBO5 34 71 Sólidos Totais em suspensão (TSS) 18 70 Nitrogênio total (NT) 1.Curso de esgotos Capitulo 04.2): Tabela 4. imediatamente se desenvolveram algas perto do ponto de descarga e dá uma aparência que a poluição está pior. Parâmetros Coliformes fecais Coliformes totais em 95% das amostras Vírus Parasitas Turbidez pH Cor Cloro livre Valores < 1/100mL < 10/100mL < 2 /50L < 1/50L < 2 uT 6.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 3.Valores em grama/dia/pessoa de águas cinzas. o que é muito caro. a decomposição do águas cinzas é muito mais rápida do que o blackwater conforme se pode ver no site http://www. O uso das águas cinzas em bacias sanitárias deve ser feito somente quando houver um tratamento completo do mesmo.000m2 ou que usem mais de 100m3/dia de água não potável.5 Nitrogênio total (NT) 1. Esta rápida estabilização das águas cinzas tem a vantagem de prevenir que a matéria orgânica se decomponha rapidamente no solo durante da infiltração havendo menor impacto ambiental. ocasionando problemas de odor.5mg/L no ponto de entrega 4-7 . Parâmetros Águas cinzas Blackwater Gray+black DBO5 (demanda bioquímica de oxigênio em 5 dias) 25 20 45 DQO (demanda química de oxigênio) 48 72 120 Fósforo total (PT) 2. As águas cinzas contém cerca de 1/10 do nitrogênio contido no blackwater.2 1. Não há casos comprovados de doenças causadas pelo uso do águas cinzas.3): Tabela 4. Portanto.2 Fósforo total (PT) 3. blackwater e águas cinzas + blackwater. Tudo isto mostra as grandes diferenças entre as águas cinzas e blackwater de fezes e urina serem tratados separadamente.com. compensando somente para edifícios de apartamentos muito grandes. em 5 anos poderemos ter 100 vezes limpar com luvas especiais os filtros fétidos.5 a 8.0 < 15 uH < 0. Deve ser evitado o uso de bombas centrífugas devido ao problema da constante limpeza dos filtros de 75μm. Isto significa que a decomposição orgânica do blackwater continuará a consumir oxigênio num tempo maior do ponto de descarga do que as águas cinzas.águas cinzas.

No Arizona não se usa a água da torneira da cozinha devido a ser encontrado um número muito grande de coliformes fecais: 88400/ 100mL. sendo que o excesso destrói a estrutura das argilas. pois reduz a habilidade de tirar água do solo. cálcio que age combinado em forma de cloretos.75 a 2. sulfatos e carbonatos. Quando o solo tiver pH maior que 7 será básico. pH Em geral o pH está entre 6. Abaixo de 0. Quando o solo tem mais que 207mg/L de sódio os problemas são bastante severos. Os problemas começam quando o boro está entre 0.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Os problemas começam quando o sódio está entre 69mg/L a 207mg/L. Quando a quantidade de sódio no solo é menor que 69mg/L não há problemas. potássio. Quando o pH for menor que 7 então o solo será acido e caso seja igual a 7 o solo será neutro. A desinfecção é para remover os coliformes.4). Tabela 4. Sódio Age como veneno. Alcalinidade É uma solução de sódio. Biodegradável É chamado de biodegradável o complexo químico que pode ser quebrado em vários compostos mais simples com a atividade biológica.5 a 8.4 conforme Tabela (4.br 09/07/08 Uso da água de reúso em bacias sanitárias.4 . removendo os vazios e prejudicando a drenagem. Em concentrações abaixo de 142mg/L de cloreto não causa problema.Curso de esgotos Capitulo 04.Valores de pH Tipo de restrição Sem restrição Com restrição moderada Solo com restrição severa Valores do pH do solo <7 Entre 7 e 8 >8 Na prática são usados solos sem restrição a solos com restrição moderada.11).0 e ficam piores quando a quantidade de boro é maior que 2. Fosfatos É bom para plantas e usado como fertilizante. DBO5 5mg/L Coliforme fecal 75/ 100ml Para a descarga deverá ter cor azul Que seja feita análise da água uma vez por semana quando usada para descarga em bacias sanitárias. Uma vez o solo danificado com sódio nunca mais será recuperado. 4-8 . Mas quando o nível de cloretos está entre 142mg/L a 355mg/L começam a aparecer os problemas que são muito sérios para níveis de cloreto acima de 355mg/L.0meq/L. Cloreto Muitos detergentes possuem cloro. O cloro bloqueia o processo metabólico da planta.com. conforme Texas A água de reúso de esgotos tratados no Texas para ser usada em descarga em bacias sanitárias tem as seguintes condições (Texas chapter 310 Rules: e310.75meq/L (miliequivalente/litro) de boro não há problemas. Boro É necessário para as plantas em pequenas quantidades.

Para irrigação é melhor uma água mole (água branda) do que uma água dura. 1986 Concentração de CaCO3 Água mole (água branda) 0 a 75mg/L Água moderadamente dura 75 a 150mg/L Água dura 150 a 300mg/L Água muito dura >300mg Fonte: Macedo.54 a 0.6 . maior é o potencial de impactos adversos às plantas e ao solo. Ela mede os sais dissolvidos na água e quanto maior a concentração de sais e minerais.Classificação da dureza das águas conforme concentração de CaCO3. a condutividade elétrica é a capacidade da água de transmitir a corrente elétrica.000 a 10. É medida por um aparelho chamado condutivímetro. sulfatos e cloretos conforme Tabela (4.5) (Mestrinho.5 .000 a 100.64 xCE Sendo: TDS= sólidos totais dissolvidos (mg/L) CE= condutividade elétrica (μmhos/cm) A classificação da água conforme os sólidos totais dissolvidos (TDS) está na Tabela (4. sob a forma de carbonatos. Existe relação entre CE que fornece o TDS. conforme Mestrinho.br 09/07/08 Dureza (Carbonato de Cálcio CaCO3) É uma medida da capacidade da água em consumir sabão e formar incrustações e deve-se a presença de compostos de Ca e Mg. 1mS/m= 10 μmhos/cm 1μS/cm (microsiems/cm)= 1 μmhos/cm (micromhos/cm) Tabela 4. 2004 Águas e Águas.000 >100.Classificação da salinidade conforme condutividade elétrica CE. São expressos geralmente em ppm de CaCO3. Condutividade Elétrica CE A condutividade elétrica da água (CE) é um indicador da salinidade. Conforme Macedo. conforme Tabela (4. 1997).96 Condutividade (μmohos/cm)= soma dos cátios (meq/L) x 100 Um valor médio que pode ser usado nas estimativas de TDS é: TDS= 0.000 4-9 .000 μS/cm.6). Tabela 4. as águas naturais possuem condutividade elétrica entre 5 a 50 μS/cm enquanto a água do mar está entre 50 a 50.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.000 10. Classe Doce Salobra Salina Muito salgada Fonte: Fetter. Classificação da água segundo ETP. É medida em microsiemens/cm (SI) a uma determinada temperatura em graus Celsius. Tabela 4.000 1. Classificação da salinidade Água não salina Água ligeiramente salina Água meio salina Água moderadamente salina Água muito salina Condutividade Elétrica (CE) (mhos/cm) 0 a 2000 2000 a 4000 4000 a 8000 8000 a 16000 > 16000 Segundo Mestrinho 1997.Classificação das águas baseado no Sólido Dissolvidos Ttotal (TDS).7). 1997: TDS (mg/L)= A x condutividade (μmohos/cm) Sendo: A= 0.7 .com. em geral.Curso de esgotos Capitulo 04. 1994 TDS (mg/L) 0 a 1. 2004.

1995 Exemplo 4. begônia. etc.312= 0.991 Ca 2+ 40. Tabela 4. 1994. Plantas que não gostam muito de sódio: Jasmim e outras. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. o cálcio tem valência=2 e Mg tem valência=2. camélia. Plantas que não gostam de águas cinzas. Peso equivalente Espécie Peso molecular Valência Peso molecular / valência Na+ 22.08 2 20. mmol/L= mg/L / peso molecular Molaridade= mol/L = mmol/L / 1000 Miliequivalente/litro (meq/L)= mmol/L= mg/L/peso equivalente (Hounslow. Altos níveis de magnésio tendem a tornar o solo alcalino. conforme Tabela (4.5 Geralmente as concentrações são expressas em meq/L. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.Peso molecular. violetas. Altos níveis de cálcio tendem a tornar o solo alcalino.312 2 12. meq/L= mg/L /peso equivalente = 6 mg/L / 12. valência e peso equivalente.Curso de esgotos Capitulo 04. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.49 meq/L Quando o índice SAR está entre 2 a 10 indica que não há perigo do sódio. gardênia. 1995) Peso equivalente= peso molecular / valência O sódio tem valência=1. conforme Fetter. agapanto.com.8). Geralmente o nível de magnésio no solo não apresenta problema. o manganês e o cálcio ficando no lugar deles. Relembremos que a troca catiônica é muito importante. Cálcio (Ca) Em quantidades apropriadas o cálcio é um micronutrientes para as plantas. etc.04 Mg 2+ 24.br 09/07/08 Adsorção de sódio (SAR-Sodiumn adsorption ratio) A adsorção de sódio é um parâmetro importante.312 Fonte: adaptado de Hounslow.991 1 22. 4-10 . Magnésio (Mg) Em quantidades apropriadas o magnésio é um micronutrientes para as plantas.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. Os índices maiores que 13 reduzem a permeabilidade e aeração dos solos causando problemas na irrigação. SAR= Na+ / [(Ca2+ + Mg2+)/2]0. É a troca iônica que é muito importante em argilas que podem remover metais pesados.1 Calcular em meq/L de 6 mg/L de Mg. Plantas que gostam das águas cinzas Grama bermuda. O perigo começa quando SAR está entre 7 a 18 e fica grave quando SAR está entre 11 e 26. O índice SAR está relacionado com a condutividade elétrica CE. pois seguem esta ordem: Na+ > K+ > Mg2+ > Ca 2+ Isto significa que o sódio substitui o potássio. Geralmente são plantas que gostam da acidez e não gostam de ambiente alcalino: azálea. rosas.8 .

5 a 0.5 Planta que consome pouca água Menor que 0.3 a 0.Figuras mostram a precipitação e evapotranspiração 4. Tabela 4.Coeficiente da cultura Kc Tipo de plantas Kc Planta que consome muita água 0. 1998.Curso de esgotos Capitulo 04. Em uma semana teremos 1litro/m2= 1mm /m2 4-11 .10 .9) os valores médios mensais da evapotranspiração de Guarulhos. recomendado pela FAO.6 Área para irrigação com águas cinzas A área é dada pela equação: LA= GW / (ETo x Kc) Sendo: LA= área para landscap (paisagismo) (m2) GW= estimativa de águas cinzas (mm/semana) Kc= coeficiente da cultura (adimensional).8.10) Tabela 4.8 Planta que tem consumo médio de água 0.9 .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. bem como da evapotranspiração. conforme Tabela (4.Valores de evapotranspiração de Guarulhos obtido pelo método de Penman-Monteith FA0. Observa-se que na Flórida chove bastante quando há alta evapotranspiração e na Califórnia chove muito pouco. Evopotranspiração Mês mensal média (mm/mês) (mm/mês) (mm/semana) janeiro 140 35 fevereiro 126 32 março 130 33 abril 107 27 maio 85 21 junho 73 18 julho 81 20 agosto 104 26 setembro 108 27 outubro 130 33 novembro 139 35 dezembro 144 36 A Figura (4. Figura 4. Os gráficos servem de alerta para os estudos de precipitação e evapotranspiração.1 Achar a área de gramado LA que pode ser usada em uma casa que tenha 160litros/ dia das águas cinzas para o mês de janeiro na cidade de Guarulhos. 1998.3 Exemplo 4.br 09/07/08 Evapotranspiração Apresentamos na Tabela (4.com. calculado conforme Método de Penman-Monteith.8) mostra a diferença de histogramas de precipitações mensais da Califórnia e Flórida.

O período de detenção da água servida em reservatório deve ser sempre menor ou igual a 72h.5) = 63m2 Portanto. PVC.7 Custos Nos Estados Unidos. Na Califórnia é usado reservatório sempre maior que 200L.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. deverá haver um redutor de pressão. A pressão máxima no gotejador deverá ser de 14mca e caso seja maior. o custo aproximado é de US$ 1.5 LA= GW / (ETo x Kc )= 11200mm/ ( 35 x 0. mas de preferência deve ser menor ou igual a 24h. PEAD ou outro Comprimento máximo: 30m Espaçamento mínimo= 1. Deverá haver filtro com capacidade aproximada de 6m3/h. O objetivo é obter a aceitação do processo. 1200μm devendo ser resistente contra raízes.20m Declividade mínima do tubo= 0.br 09/07/08 GW= 160 litros/dia x 7 dias= 11.4 m3/h. 1999.9 Reservação das águas cinzas Geralmente os reservatórios para armazenar as águas cinzas possuem volumes que variam de 80 L até 600 L.Curso de esgotos Capitulo 04. sendo considerada a conta anual de água de US$ 250.com.115mm. ou seja. A pressão máxima deverá ser de 28mca e os tubos deverão estar enterrado cerca de 200mm.2mm. 0.25% 4. Tubos perfurados Diâmetro mínimo de 75mm Material. A bomba deverá ter vazão mínima de 2. Nunca se deve armazenar águas cinzas que não tiver sido tratado. Supondo-se uma economia de 19% obtém-se o pay-back em 15 anos. podemos irrigar subsuperficialmente 63m2 de grama tipo bermuda usando as águas cinzas. conforme Arizona. Irrigação por gotejamento A irrigação por gotejamento é subsuperficial e deverá ter bico de no máximo 115μm. 4.8 Aceitação pública É sempre aconselhável a educação pública e estudar as atitudes das pessoas e dos órgãos do governo para o uso do águas cinzas. 4-12 . 4. para uma residência.000 para as águas cinzas serem usadas em bacias sanitárias. Os emissores do gotejamento deverão ter abertura de 1. ou seja.200litros= 11200mm Grama tipo bermuda com coeficiente de cultura Kc= 0.

A água da torneira do banheiro é usada somente em 5% dos casos e o restante 4% são outros usos. mas apresenta problemas e não é recomendado. que é muito usado na Califórnia.000m2 de área de construção) é que compense o tratamento completo do águas cinzas e.11 Uso da água Na Tabela (4. Outra solução é fazer o tratamento primário. até o uso de osmose reversa. banheiro etc: 100 litros/pessoa/dia Lavagem de roupas: 60 litros/pessoa/dia. algumas vezes. para obter a chamada águas cinzas. Austrália e Inglaterra.12). A água da torneira da cozinha é usada em 10% dos casos. 4.14 Recomendações finais O uso das águas cinzas deve ser feito com muita cautela sendo necessários estudos de benefício/custo e cuidados na utilização.Curso de esgotos Capitulo 04.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. com sucesso. 4-13 . mostraram que em 66% dos casos. o custo será alto.Uso da água em porcentagem nos Estados Unidos. Acredito que somente em edifícios muito grandes (da ordem de 30.12 Uso das águas cinzas Pesquisas cujos resultados estão na Tabela (4. Austrália e Inglaterra. Uma maneira mais simples é filtrar as águas cinzas para evitar entupimentos e usá-lo em irrigação subsuperficial. As águas das banheiras e chuveiros são usadas em 15% dos casos.br 09/07/08 4. Tabela 4. Uso da água Lavagem de roupas Bacias sanitárias Água para beber e cozinhar Rega de jardins Banheira e chuveiro Total USA 13 29 3 35 20 100 Austrália 15 19 5 35 26 100 UK 12 35 19 6 28 100 4. desinfecção e.11) temos o uso da água e porcentagem nos Estados Unidos. 4.11 . Todos estes processos custam muito e somente é recomendado após estudos de benefício/custo. o que pode ser feito para uso em irrigação.Porcentagens das varias fontes utilizadas para o águas cinzas. mesmo assim. Primeiramente pode-se querer usar as águas cinzas sem nenhum tratamento.10 Volume de água para dimensionamento O código da Califórnia prevê: Primeiro quarto: 2 pessoa/quarto Para quarto adicional: 1 pessoa/quarto Chuveiro. secundário e terciário.com. usa-se somente as águas da máquina de lavar roupa. Várias fontes de que provêem Porcentagem das casas que as águas cinzas usam águas cinzas provindo das varias fontes (%) Lavagem de roupas 66 Banheira e chuveiro 15 Torneira da cozinha (não 10 aconselhado) Torneira do banheiro 5 Outros usos 4 Total 100 Nota: o uso do águas cinzas em todos os casos foi para irrigação 4.12 . Isto inclui carvão ativado.13 Técnicas e Tecnologias Para o uso das águas cinzas deve ser considerada a técnica e tecnologia disponível. Tabela 4. O uso das águas cinzas com pequeno tratamento pode ser feito para irrigação de jardins e gramados subsuperficial.

comparando-se ao tratamento de uma estação de lodo ativado e muito superior as fossas sépticas tradicionais que reduzem somente 35% a 60% da DBO.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 Introdução O objetivo da APEX é o reúso dps esgotos sanitários para uso não doméstico.4 Cloração Não há legislação no Brasil sobre as águas cinzas. que apresentam menos patogênicos e 1/10 do nitrogênio de um esgoto provindo da bacia sanitária. A grande vantagem é que a limpeza do tanque séptico é de um ano. de 72h e alguns estados americanos aconselham no máximo de 24h.5 Proposta Consideramos que a APEX se utiliza dos seguintes índices: • 1 vaso sanitário para cada 20 pessoas • 1 chuveiro para cada 10 pessoas O dimensionamento foi de canteiro de obras de 10 pessoas até 140 pessoas e foram usadas as normas da ABNT já citadas. No tratamento anaeróbio será feito em tanques de polietileno. Não há peças girantes. O projeto é elaborado conforme normas técnicas da ABNT concernentes ao tratamento de esgotos: ABNT 7229/93 e 13969/97.3 Solução técnica O uso das águas cinzas sem tratamento não é possível. 4. ambas localizadas nos banheiros. aconselhando que o armazenamento seja. Trata-se do que é chamado mundialmente das águas cinzas. No Japão é usado somente para prédios com mais de 30. 4.15. no máximo. ou seja. Deverá haver dois tratamentos. a partir de 4 meses. b. sendo um anaeróbio e outro aeróbio. Septo difusor tipo II de polietileno para o tratamento aeróbio. O reúso das águas cinzas será usado somente para descargas em bacias sanitárias. ou seja. Serão reaproveitadas as águas de lavagem do corpo humano. Propomos a construção modular de Tanque Séptico + Septos difusores na seqüência: a.15. Não há motor. mesmo assim aconselha-se fazer a cloração da água do reúso com o mínimo de 0. A solução proposta é o tratamento completo das águas cinzas para ser usada em bacias sanitárias.15.500.000m2 ou que gastem mais de 100m3/dia de água não potável.reúso da água usando águas cinzas 4.br 09/07/08 4. fáceis de serem instalados e reaproveitáveis. considerando manutenção anual e contribuição de 50 litros/pessoa x dia. o tempo de duração média de uma obra e toda a água que passa nos chuveiros e torneiras de lavatórios serão reaproveitadas. 4. A cloração é feita no reservatório enterrado após o efluente sair dos septos-difusores. daí ser necessário o tratamento. Com o reúso da água certamente irá diminuir a tarifa de água e esgoto a ser paga à concessionária local. Nos septos difusores que são de polietileno com colméia interna. Mesmo assim. a água de banho e de lavagem das mãos. isto é.5mg/L.15.15. a água de lavagem que estamos considerando possui pequena quantidade de fezes e de urina. A eficiência do sistema começa a partir dos 3 meses de funcionamento quando a DBO atinge a redução de 92% e. existe um problema de odor provocado pela rápida decomposição da matéria orgânica existente. Espera-se uma redução da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de 96%. para água não potável para os canteiros de obras em todo o Brasil. No tanque séptico realiza-se o tratamento anaeróbio e depois o efluente vai para os septos difusores. Nos Estados Unidos o uso do águas cinzas é para irrigação subsuperficial.Curso de esgotos Capitulo 04.com.00. Exemplo de caso: APEX . que poderá ser feito através de dosador automático com custo aproximado de R$1. Tanque séptico de polietileno para o tratamento anaeróbio. 4-14 . c.15. atinge 96%. Apesar das águas cinzas ter pouca matéria orgânica. A água dos chuveiros e lavatórios dos banheiros é encaminhada para o tanque séptico de polietileno. realiza-se o tratamento aeróbio. 4.2 Aspecto legal No Brasil ainda não existe norma da ABNT sobre o uso das águas cinzas.

extravazão. conforme Tabela (4. 100mm para funcionar como overflow. tipo Nauger.15) estão os tanques sépticos e septos difusores em função do número de bacias sanitárias e número de chuveiros.13 . ou seja.15. 4-15 .Kne Plast Indústria e Comércio Ltda com telefone 4611-1379 ou 4611. e. A mão de obra para instalação é de cerca de 30% a 40% do custo do material e. Tabela 4.kneplast. a mão de obra para retirada é de aproximadamente 20%. 0. rega de jardins ou lavagem de formas.Curso de esgotos Capitulo 04. Neste reservatório inferior deverá haver uma canalização de. No reservatório inferior deverá ser feita a cloração de.00m x H=0.com. Elaboramos quatro grupos de bacias sanitárias e chuveiros para facilitar o dimensionamento. para encaminhamento da água de reúso para o reservatório superior ou outro destino como lavagem de pátio. no mínimo. O destino da extravazão será a rede coletora de esgoto sanitário público existente.81/m3. reservatório enterrado de polietileno de onde a água de reúso será encaminhada por bombeamento para o reservatório superior de água não potável para abastecer as bacias sanitárias.5mg/L. Após esse tratamento o efluente vai para um.2167 e http://www.6 Custos O custo fornecido é de data de 8 de dezembro de 2003. 4.00 144 250 180 Tipo II 1050.13). no mínimo.Custos dos materiais fornecido pela firma Rotogine.14) e (4.44m de polietileno (para água não potável) e gorduras Custo do Tanque Séptico Polietileno (litros) R$ (litros) 1500 553 315 2000 708 500 3000 1150 1000 4000 1639 1500 5000 1892 2000 6000 2385 3000 7000 2770 5000 8000 2962 7500 10000 Data base: 8 de dezembro de 2003 Material Polietileno Material Tipo R$ (litros) R$ R$ 116 100 142 Tipo I 235. O sistema de bombeamento deverá ser automatizado com sistema de ligadesliga.br 09/07/08 d.com. Ainda no reservatório inferior será instalada bomba simples.00 229 500 356 465 637 946 1328 1949 2260 Resultado final Na Tabela (4.20m x W= 1. O custo médio do metro cúbico de água tratada é de R$ 0.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O prazo de duração dos materiais é de 20 anos. g.br Septo difusor Tanque séptico Caixas d água Caixas L=1. bem como os volumes dos reservatórios inferiores e superiores necessários. f.

Tanques sépticos e número de septos difusores em função do número de bacias sanitárias e chuveiros.15.br 09/07/08 Tabela 4.com.continuação.Curso de esgotos Capitulo 04. Bacias Sanitárias Chuveiros Número de pessoas Tanque Séptico (anaeróbio) (litros) 2000 3000 4000 4000 5000 5000 6000 6000 6000 6000 7000 7000 7000 8000 Septo difusor Tipo II (aeróbio) 2 2 2 4 4 4 4 6 6 6 6 8 8 8 4 4 4 8 8 8 8 12 12 12 12 14 14 14 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 2 2 2 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 Tabela 4.Tanques sépticos e número de septos difusores em função do número de bacias sanitárias e chuveiros.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Reservatórios de água não potável Inferior (litros) 500 500 500 1000 1000 1000 1000 1500 1500 1500 1500 2000 2000 2000 superior (litros) 500 500 500 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1500 1500 1500 Volume de água não potável disponível Bacia Sanitária (litros/dia) 300 600 900 1200 1500 1800 2100 2400 2700 3000 3300 3600 3900 4200 Outros fins (litros/dia) 1395 1710 2065 2240 2550 2620 2890 2840 3070 2850 3035 2740 2885 3030 4-16 .14 .

Tabela 4.16 .Curso de esgotos Capitulo 04.br 09/07/08 A Tabela (4.00 20.040. sistema liga-desliga e timer Dosador automático de cloro Volume diário = 4.00 1.022.17) apresenta o custo médio de canteiro.65 R$ 0.385.00 1.99m3/dia Numero de dias no ano= Volume anual recuperado(m3)= Custo total (R$)= Juros anuais =8% ao ano Número de anos = 20 Amortização anual (R$)= Custo do reúso 5 365 1825 10. tubulações.00 229.00 229.Custo médio para canteiro de 70 pessoas Canteiro de obras para 70 pessoas Material Quantidade R$ Tanque séptico de polietileno 6000 litros Septo difusor Tipo II Reservatório inferior polietileno 1000 litros Reservatório superior polietileno 1000 litros Bomba.81/m 3 2.com.050.55 8.16) e (4.00 1 3 1 1 Verba Verba 4-17 .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

102.252.102.00 229.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00 R$ 834.50 309.continuação.00 3.75 4.com.00 3.50 80.Custo médio para canteiro de 70 pessoas Total Material Mão de obra Material +mão de obra R$ 2.00 229.Curso de esgotos Capitulo 04.150.252.219.00 1.385.500.75 1.15 R$ 3.219.br 09/07/08 Tabela 4.00 Total= R$ 2.040.15 450.75 1.75 4.15 309.150.17.55 Total Material Mão de obra Material +mão de obra 4-18 .00 1.00 229.15 309.50 80.00 R$ 834.500.15 80.15 10.15 450.040.50 309.00 Total= 10.15 80.385.00 229.55 R$ 3.

Curso de esgotos Capitulo 04. O maior problema das águas cinzas é que não há normas técnicas brasileiras a respeito e normalmente se adotam soluções cujos resultados não baseados em pesquisas feitas no Brasil. Recomenda-se cautela em aplicação de águas cinzas em descargas em bacias sanitárias tendo em vista a falta de norma da ABNT e de responsabilidade técnica de operação e manutenção do sistema de águas cinzas e o quem será o profissional do CREA que colocará a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).br 09/07/08 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 4-19 .com.16 Problemas com as águas cinzas.

org/ -MANCUSO.br -TEXAS CHAPTER 310 RULES: e310. SUELY S.watercasa. Water quality data.htm -http://www.Associação -ROTOGINE. PEDRO CAETANO SANCHES ET AL.com.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Universidade de São Paulo.net/faq/sbebmudgwstudy.htm 4-20 .org/águas cinzas/contents. Reúso de Água. -MESTRINHO. Geoquímica e contaminação de águas subterrâneas.Curso de esgotos Capitulo 04. www.htm -http://www.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda. 2003.analysis and interpretation. ARTHUR W. Departamento Nacional de Produção Mineral em convênio com ABAS. Ministério de Minas e Energia. ISBN 85204-1450-8.br 09/07/08 4. PACHECO.oasisdesign. Lewis publishers.11) in -http://www.csbe.net/faq/SBebmudGWstudy.17 Bibliografia e livros recomendados -HOUNSLOW. 1995 ISBN 087371-676-0.kneplast.com. -http://www.oasisdesign. 397páginas.

5-1 .com. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Curso de esgotos Capitulo 05.br Capítulo 05 Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.

A poluição difusa conforme a gravidade do problema deverá fazer parte da análise da qualidade das águas dos rios e corregos. Iremos apresentar uma equação global que torna a equação de Streeter-Phelps um caso particular de somente duas variáveis. que é chamado de déficit crítico de oxigênio.1 Introdução Há duas categorias possiveis de fontes de poluição: Pontual Difusa Vamos estudar somente a poluição pontual com lançamento discreto e que pode ser medido e quantificado. Após o lançamento vai havendo um decréscimo de oxigênio dissolvido devido ao consumo do oxigênio devido a DBO até chegar um ponto mínimo. 2000 Em 1925 foi deduzida a equação de Streeter. Na Figura (5. O lançamento pontual de esgotos em cursos de água afetam a qualidade dos mesmos.Phelps para fazer um modelo de demanda de oxigênio (OD) para o rio Ohio nos Estados Unidos que avalia o consumo de oxigênio dissolvido relativa a DBO e a aeração ao longo do rio.1) se vê uma estação de tratamento de esgotos lançando os efluentes num rio cujo oxigênio dissolvido estava próximo da saturação.Curso de esgotos Capitulo 05. São geralmente contínuos embora variem as vezes de quantidade e são provenientes de uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) ou de uma indústria poluente.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. dai ser necessário prever o que vai acontecer e as medidas que devem serem tomadas. Tudo isto é o que chamamos autodepuração dos cursos de água. começa a prevalecer o oxigênio fornecido pela aeração e o rio vai se recompondo de oxigênio até chegar ao estado inicial. Depois.br Capitulo 05.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.1. 5.Curso de água que recebe efluentes Fonte: Aisse. No começo o consumo de oxigênio é maior que o fornecimento de oxigênio pela aeração e o oxigênio dissolvido vai dimimnuindo até um limite crítico. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.2): Reaeração Oxidação de carbonáceos (DBO) Oxidação do nitrogênio Fotossíntese Respiração Demanda de oxigênio pelo sedimento Oxigenação devido a presença de barramentos no curso de água 5-2 . Ao mesmo templo sempre existe a aeração que vai fornecendo oxigênio à agua. Figura 5. As variáveis mais importantes usadas no balanço de oxigênio podem ser mostradas esquematicamente conforme Figura (5.com.

O programa mais usado no mundo é o Qual2e que pode usar 15 constituintes da qualidade da água de maneira geral ou combinados: 1. 1966 O Banco Mundial em 1998 estabeleceu dois objetivos: Estabelecer prioridades para reduzir as demandas existentes de esgotos sanitários Prever os impactos para as novas descargas.br Figura 5. 2000 e SISBAHIA (SIstema de base hidrodinâmico ambiental). como por exemplo. II e III) da OPAS e CEPIS. HEC-5Q e SIMOX (I. Segundo o Banco Mundial existem os seguintes softwares: WQAM. 50m. 2006. Algas 4. CE-QUAL-RIV1.Variáveis importantes para o oxigênio dissolvido em cursos de água Azevedo Neto.Tipo de problemas em balanço de oxigênio dissolvido em rios Problemas Tipo de problemas Determinação da curva da depressão do oxigênio ao longo do rio I Grau de tratamento de esgoto requerido para evitar problemas de oxigênio dissolvido OD II III Determinar a população máxima cujos despejos poderão ser recebidos em um curso de água. Temperatura 3. 2005 conforme Ferreira et al. Fonte: adaptado de Azevedo Neto. Nitrogênio orgânico 5-3 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1966 destacou três problemas básicos conforme Tabela (5. 5.com. QUAL2E 1987 (USEPA atual QUAL2K). o Simox II do Centro Panamericano de Engenharia Sanitaria e Ambiental CEPIS/OPS citado por Aisse. WASP. Oxigênio dissolvido 2.2 Softwares Podemos usar uma planilha Excel ou usar programas gratuitos como o Qual2e.2.1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. mas mundialmente é aceito que o OD mínimo deve ser 4mg/L ou 5mg/L. Os softwares podem fazer os cálculos por trechos.Curso de esgotos Capitulo 05.1) Tabela 5. Os peixes para sobreviverem necessitam de no mínimo 2mg/L de oxigênio dissolvido (OD).

1993 são apresentadas as seguintes relações que serão úteis nos cálculos: Vazão no rio: Qx Descarga de esgotos: QD 5-4 .com.3. Na Figura (5. 12. Amônia Nitrito Nitrato Fósforo orgânico Fósforo dissolvido Coliformes Constituintes não conservativos (arbitrário) Três constituintes conservativos. Figura 5.pdf 5. 7.2.2) apresentamos uma classificação do estado trófico. Variavel Tabela 5.5 Cálculo de Lo após a mistura com o despejo Conforme Metcalf e Eddy. 9.br 5.4 Lançamento dos efluentes A análise simplificada da qualidade podem ser em: Córregos e rios Lagos e reservatórios Estuários Mar. 5.3 Classificação do estado trófico Na Tabela (5. 8. Trataremos neste capítulo somente de lançamento de efluentes em córregos e rios.epa.Observar que o oxigênio dissolvido está em porcentagem do oxigênio dissolvido de saturação que é usual esta forma de apresentação. 10. 2004 5.Disco de Secchi Fonte: Lampanelli. 6.Classificação do estado trófico Estado trófico Oligotrófico Mesotrófico Eutrófico >20 μg/L >10 μg/L <2m <1% Fósforo total (μg/L) <10 μg/L Entre 10 μg/L/ e 20 μg/L Clorofila-a (μg/L Chl-a) <4 μg/L Entre 4 μg/L a 10 μg/L Profundidade no disco de Secchi (m) <4m Entre 2m a 4m Oxigênio do hypoliminio em % de >80% Entre 10% a 80% saturação Fonte: http://www.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 11.Curso de esgotos Capitulo 05.3) temos o disco de Secchi que é muito usado.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR.

com. 2006 apresentam as seguintes relações para as misturas:DBO.05mg/L Tmistura = (Qrio x Trio + Qcórrego x Tcórrego) / (Qrio + Qcórrego) Tmistura = (45 x 20 + 5 x 26) / (45 + 5)=20.0mg/L Temperatura= 15ºC Parâmetros dos esgotos lançados no rio Volume diário= 113.6mg/L =DBO da mistura Vamos calcular a temperatura da mistura: Lo= ( Qx .2 (Pivelli e Kato.6ºC 5-5 .7ºC Calculemos o Oxigênio Dissolvido da mistura OD Lo= (Qx .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.400m3/dia= QD DBO= 200mg/L OD= 0. Parâmetros do rio: Volume diário= 733.0 + 113400x 0) / 846936 = 7.400= 846. Lx + QD . quais as características das águas do rio neste ponto? DB0mistura = (Qrio x DB0rio + Qcórrego x DB0córego) / ( Qrio + Qcórrego) DB0mistura = ( 45 x 5 + 5x 50) / ( 45 + 5)= 9. DBO igual a 5mg/L. LD) / Q t= (733536 x 15 + 113400x 20) / 846936 = 15. DBO igual a 50mg/L. OD e Temperatura: Para o cálculo da DBO da mistura: DB0mistura = (Qrio x DB0rio + Qcórrego x DB0corrego) / (Qrio + Qcorrego) Para o cÁlculo do oxigênio dissolvido da mistura: ODmistura = (Qrio x ODrio + Qcorrego x ODcorrego) / (Qrio + Qcorrego) Para a temperatura da mistura: Tmistura = (Qrio x Trio + Qcorrego x Tcorrego) / (Qrio + Qcorrego) Exemplo 5. Supondo-se que a 50m a jusante a mistura já tenha sido completada.0mg/L Temperatura= 20ºC A vazão total Q= Qx + QD = 733. Lx + QD .536m3/dia= Qx DBO= 1mg/L OD= 9.5mg/L e temperatura de 20ºC. Lx + QD . concentração de oxigênio dissolvido igual a 32 mg/L e temperatura de 26ºC.536 + 113. LD) / Q O déficit de oxigênio Do da mistura é calculado da seguinte maneira. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0 + 113400x200) / 846936 =27.5mg/L ODmistura = (Qrio x ODrio + Qcórrego x ODcórrego) / ( Qrio + Qcórrego) ODmistura = (45 x 6.5 + 5 x 2) / ( 45+5)=6.Curso de esgotos Capitulo 05. oxigênio dissolvido igual a 6. LD) / Q Lo= (733536x1. Do= (Qx .936m3 Vamos agora calcular a DBO da mistura e que denominaremos Lo Lo= (Qx .8 mg/L Piveli e Kato. Dx +QD .1 Seja um rio onde é lançado efluentes de esgotos tratados. descarrega suas água em um rio de vazão igual a 45 L/s.br A vazão Q é a soma das duas: Q= Qx + QD A DBO do curso de água é Lx e a dos esgotos é LD e a DBO da mistura Lo será: Lo= (Qx . DD) / Q Exemplo 5. Lx + QD . LD) / Q OD= (733536 x 9. 2006) Dado um rio poluído com vazão de 5 L/s.

adota-se usualmente. os teores de oxigênio dissolvido são normalmente nulos ou próximos a zero. A vazão Q7. Caso o curso d'água já se apresente bem poluído a montante. sem coeficientes para a hora e o dia de menor consumo. contribuição per capita.7 Vazão Q7.6 Mistura de diversas águas com pH Vamos seguir o exemplo dado por Piveli e Kato. 5. 5-6 . implicando em um elevado consumo de oxigênio pelos microrganismos decompositores. Se o emissário de lançamento final for longo. Existe ainda um poço tubular profundo com vazão de 5 L/s e pH=9. nos cálculos de autodepuração. 5. Metcalf & Eddy adotam 90% do valor da saturação. podendo o OD subir a 2 mg/l ou mais. pode-se estimar a concentração de OD em função do grau de poluição aproximado do curso d'água. Achar o pH da mistura? Lembremos que o pH= . Efluentes de lagoas facultativas podem apresentar teores médios de OD elevados.log(0.Tratamento primário. 2006. o OD do esgoto bruto como zero. Assim. as seguintes considerações podem ser efetuadas: .10 Oxigênio dissolvido no rio. Se este apresentar poucos indícios de poluição.Lagoas facultativas. O oxigênio entra na água por absorção diretamente da atmosfera ou pelas plantas aquáticas e pela fotossíntese das algas. . é um produto das atividades na bacia hidrográfica a montante.log (H+) e que (H+)= 10 –pH (H+)mistura = ( Qeta x (H+)eta + Qpoço x (H+)poço + Qfonte x (H+)fonte / ( Qeta + Qpoço+Qfonte) (H+)mistura = ( 20 x 10-8 + 5 x 10-9+ 5 x 10-6 / ( 20+5+5) = 0.br 5. face à DBO remanescente do tratamento. Efluentes desses sistemas sofrem uma certa aeração nos vertedores de saída dos decantadores secundários. o valor de OD será bem inferior ao teor de saturação. Caso o esgoto seja tratado. por segurança.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 1996 nos esgotos.76 5. OD pode ser adotado. 1996.10 é usada como a vazão mínima nos projetos de avaliação das cargas poluidoras.8 Oxigênio dissolvido O oxigênio dissolvido (OD) é encontrado em bolhas microscópicas de oxigênio que ficam misturadas na água e que ficam entre as moléculas. O oxigênio é removido da água pela respiração e decomposição da matéria orgânica e medido em mg/L.0.10 Oxigênio dissolvido no esgoto Conforme Sperling. justifica-se uma campanha de amostragem. 5. infiltração. em torno de 5 a 6 mg/l face à produção de oxigênio puro pelas algas.10 com sete dias consecutivas e período de retorno de 10anos. utilizando-se dados de população. . 5.9 Vazão de esgotos Conforme Sperling. ou mesmo que os estudos de autodepuração se estendam para montante. Efluentes de processos anaeróbios de tratamento possuem também um OD igual a zero. Exemplo 5. contribuição específica (no caso de despejos industriais) etc. . Efluentes de tratamento primário podem ser admitidos como tendo OD igual a zero.1735 x 10-6 (pH)mistura= . este oxigênio poderá vir a ser consumido. a montante do lançamento O teor de oxigênio dissolvido em um curso d'água. A vazão de esgotos é obtida através dos procedimentos convencionais.3 Seja uma cidade que tem uma Estação de Tratamento de Água que produz vazão de 20 L/s e o pH da água pH=8.10 A vazão Q usada é a conhecida vazão ecológica também chamada de Q7.0. É um importante indicador para ver a existência da vida aquática. Isto se deve à grande quantidade de matéria orgânica presente. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Caso não seja possível coletar amostras de água neste ponto.Tratamento anaeróbio.Curso de esgotos Capitulo 05.1735 x 10-6)= 6. A maioria dos peixes não sobrevive quando a quantidade de OD< 3mg/L. como 80 a 90% do valor de saturação de oxigênio conforme Sperling. Em tal situação. Para a criação de peixes o ideal é OD entre 7mg/L a 9mg/L.0 e uma fonte de água que é clorada e tem vazão de 5 L/s e pH=6. de forma a incluir os principais focos poluidores. a montante do lançamento dos despejos.Lodos ativados e filtros biológicos.com. 1996 a vazão de esgotos considerada em estudos de autodepuração é usualmente a vazão média.

5.11 DBO5 do esgoto A concentração da DBO5 dos esgotos domésticos brutos tem um valor médio da ordem de 250-350 mg/l (mg/l= g/m3). Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 1984 a transformação para se obter oxigênio: 5-7 . Pode-se estimar também a DBO dos esgotos domésticos através da divisão entre a carga de DBO (kgDBO/d) e a vazão de esgotos (m3/d).0mg/L em rios.com.5mg/L a 3.br Dica: quando não temos dados podemos adotar para o rio 80% a 90% da saturação de oxigênio dissolvido. Dica: caso não tenhamos dados sobre DBO podemos adotar DBO entre 1. Dica: quando não se tem dados podemos supor que DO= 1mg/L no runoff.Curso de esgotos Capitulo 05. Para o caso de runoff 3mg/L.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Demanda total diária e por habitante Conforme Dacach.

Tabela 5.000hab= 60g/habitante por dia A norma da ABNT NB 570/1990 para projeto de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários admite 54g/hab x dia de DBO para projetos quando não se tem dados. Caso haja despejos industriais significativos. como as do ramo alimentício. Calcular a produção diária de oxigênio consumido pela DBO se o volume V= 10.000g de oxigênio. por exemplo (hab) Di= demanda diária (g) Dh= demanda de oxigênio devido a DBO adotada como mínimo como por exemplo 54g/hab x dia.000 m3/dia x 300mg/L= 3.000m3/dia Dt= V x DBO 300mg/L= 300 g/m3 Dt= 10.com. A Tabela (5.000g/dia Dh= Dt / P Dh= 3.br Dt= V x DBO Sendo: V= volume de produção diário de esgoto (m3/dia) DBO= demanda (mg/L=g/m3) Dt= demanda diária de oxigênio (g) Dh= Dt / P Sendo: Dh=demanda de oxigênio por habitante (g) P= população habitantes Exemplo 5.000.5 Calcular a população equivalente a uma indústria cuja demanda diária seja de 140.3. População equivalente Ainda segundo Dacach. Admitir Dh= 54 g/hab x dia Pe= Di / Dh Pe= 140000 / 54 = 2593hab.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.3) apresenta faixas típicas de remoção da DBO de diversos sistemas de tratamento de esgotos predominantemente domésticos. 1084 a população equivalente pode ser definida como: Pe= Di / Dh Sendo: Pe= população equivalente ao esgoto de uma indústria.000g/dia / 50.Eficiências típicas de diversos sistemas na remoção da DBO Sistema de tratamento Eficiência na remoção de DBO (%) Tratamento primário 35 – 40 Lagoa facultativa 70 – 85 Lagoa anaeróbia-lagoa facultativa 70 – 90 Lagoa aerada facultativa 70 – 90 Lagoa aerada de mistura completa-lagoa de decantação 70 – 90 Lodos ativados convencional 85 – 93 Aeração prolongada 93 – 98 Filtro biológico (baixa carga) 85 – 93 Filtro biológico (alta carga) 80 – 90 Biodisco 85 – 93 Reator anaeróbio de manta de lodo 60 – 80 Fossa séptica-filtro anaeróbio 70 – 90 Infiltração lenta no solo 94 – 99 Infiltração rápida no solo 86 – 98 Infiltração subsuperficial no solo 90 – 98 Escoamento superficial no solo 85 – 95 5-8 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.4 Seja uma cidade com P=50 mil habitantes e DBO de 300mg/L. estes devem ser incluídos no cálculo.Curso de esgotos Capitulo 05. principalmente aqueles oriundos de indústrias com elevada carga orgânica no efluente.000. Tais valores podem ser obtidos por meio de amostragem ou através de dados de literatura. Exemplo 5.

9 º C Temperatura da água 15.Efluentes das lagoas anaerobia e aerobia de São José dos Campos de 1963 Determinações Valores médios do efluente tratato Temperatura ambiente 24.87 mg/L DBO normal 68. Tabela 5.0070mg/L Cloretos 45. 1996. a montante do lançamento A DBO5 no rio. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.60mg/L NMP coliformes 924 x 103 /100mL Sólidos totais 402 mg/L Sólidos solúveis 284 mg/L Sólidos suspensos 113mg/L Sólidos sedimentáveis 8 ml/L Sólidos voláteis totais 261mg/L Sólidos suspensos voláteis 127mg/L Sólidos solúveis voláteis 133mg/L Fonte: Benoit.com.7mg/L o que é bastante alto.4 mg/L Nitrogenio amoniacal 13. o efluente em DBO ainda tem 68.4) na ausência de dados específicos. ou seja. 1964 5. São aqui também válidas as considerações sobre campanhas de amostragem e a inclusão dos focos poluidores de montante conforme Sperling.085mg/L Nitritos 0.58mg/L Nitrogenio orgânico 0.1962 in Sperling propõe a classificação apresentada na Tabela (5. Tabela 5. a qualidade que os esgotos devem possuir ao serem lançados no corpo receptor) Padrão do corpo receptor (qualidade da água a ser mantida no corpo receptor.4. Nestas condições têm-se os seguintes padrões a serem satisfeitos: • • Padrão de lançamento (padrão de emissão.12 DBO5 no rio.82mg/L Nitratos 0.br 5.5) apresentamos análise dos efluentes de duas lagoas de São José dos Campos.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Valores de DBO5 em função das características do curso d'água Condição do rio Bastante limpo Limpo Razoavelmente limpo Duvidoso Ruim DBO5 do rio (mg/l) 1 2 3 5 >10 Na Tabela (5. em função de sua classe) 5-9 .0 º C Cor 138 Turbidez 121 Oxigênio Dissolvido (OD) 3.7 mg/L DBO filtrada 41. Klein.5.Curso de esgotos Capitulo 05.4 mg/L pH 7.56 Alcalinidade total 135. Apesar da boa redução de DBO. sendo uma anaeróbia e outra aeróbica. a montante do lançamento. é função dos despejos lançados ao longo do percurso até o ponto em questão.13 Legislação As recomendações mais recentes brasileiras estão na Resolução Conama nº 357 /2005 que classifica os rios em classes estabelecendo limites mínimos e máximos.

. ou seja. 5-10 .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. tem-se: Padrão do corpo d’água (Classe 3): • concentração de DBO ≤ 10 mg/l • concentração de OD ≥ 4 mg/l Vamos nos referir ao rio Baquirivú-Guaçu existente em Guarulhos município de São Paulo para efeito de aplicação dos conceitos das leis federais e estaduais. Depois que é quebrada a molécula de nitrogênio forma-se usualmente a amônia que rapidamente é convertida em nitrato no meio ambiente. A DBO é um pouco maior que a CDBO e geralmente é medido nas águas de esgotos lançados nos cursos de água. IV .14 Diferenças entre DBO e CDBO A DBO é basicamente a quantidade de oxigênio dissolvido necessária pelas bactérias durante a estabilização da decomposição da matéria orgânica em condições aeróbicas conforme Dezuane. O CDBO é usado em estudos de analise da qualidade de água em rios. nas coleções de água desde que obedeçam as condições estabelecidas por índices máximos de vários parâmetros. A DBO é tipicamente dividida em duas partes: demanda por oxigênio devido aos carbonáceos CBDO e outra demanda por oxigênio devido a nitrogênio NDBO O CDBO (Demanda bioquímica de oxigênio devido ao carbonáceo) é o resultado da quebra de moléculas orgânicas como a celulose e açúcar em dióxido de carbono e água. sendo 4.000. Por meio do Decreto do Estado de São Paulo nº 8. nas águas de Classe 3 não poderão ser lançados efluentes.Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) em 5 dias. à preservação de peixes em geral e de outros elementos da fauna e da flora e dessedentação de animais e por isso requer tratamento a nível secundário.Curso de esgotos Capitulo 05. direta ou indiretamente. águas destinadas ao abastecimento doméstico após tratamento convencional. DBO = CDBO + NDBO Se medirmos a DBO e CDBO podemos achar NDBO= DBO-CDBO A conversão da amônia em nitrato requer quatro vezes mais oxigênio do que a conversão da mesma quantidade de açúcar para formar o dióxido de carbono e água. dos quais se destaca para o presente caso a DBO: -DBO5 dias. Este limite somente poderá ser ultrapassado no caso de efluentes de sistema de tratamento de águas residuárias que reduza a carga poluidora em termos de DBO 5 dias. Proteínas contem açúcar ligado ao nitrogênio. para 80% de pelo menos 5 amostras colhidas. e somente poderão ser lançados. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. em 100 ml.000 o limite para os de origem fecal. Como temos a DBO5 temos também a CDBO5dias para a demanda carbonácea de oxigênio. Artigo 18. o rio Baquirivu-Guaçu está enquadrado como corpo de água pertencente à Classe 3. na Classificação das Águas. a qualidade do efluente não deve modificar a classificação do curso de água. 20ºC no máximo de 60 mg/l.468/76. a 20ºC em qualquer amostra. A Resolução Conama 357/05 é mais recente e mais restritiva e deverá ser obedecida verificando-se que em rios de Classe 3 o oxigênio dissolvido deverá sempre ser ≥ 4mg/L e que a DBO deverá ser ≤10mg/L. num período de até 5 semanas consecutivas. De acordo com o Decreto do Estado de São Paulo n.Oxigênio Dissolvido (OD).Virtualmente ausentes: . mesmo tratados.com. determina que os efluentes de qualquer fonte poluidora não poderão conferir ao corpo receptor características em desacordo com o enquadramento do mesmo.substâncias solúveis em n-hexana.br Para os parâmetros analisados no presente estudo. Grau de Tratamento Requerido Para a disposição superficial do esgoto tratado no rio Baquirivu-Guaçu.º 10.755/77. 5. substâncias que comuniquem gosto ou odor. até 10mg/l. 1997. em qualquer amostra.Número Mais Provável (NMP) de coliforme até 20. II . 20ºC do despejo.materiais flutuantes. III . em no mínimo 80%. inclusive espumas não naturais. A demanda de oxigênio devido ao nitrogênio NDBO é o resultado da quebra de proteínas. não inferior a 4 mg/l. A seção II – Dos Padrões de Emissão. que prejudiquem sua qualidade pela alteração dos seguintes parâmetros ou valores: I .

4) onde podemos ver o máximo déficit de oxigênio Dc quando somente usamos duas variáveis: DBO e aeração. 1966 e Tabela (5.030 ambientes lênticos 2 ≤5 <0.6.br Tabela 5.7).050 outros ≥5 3 4 Fonte: adaptado da Resolução Conama 357/05 ≥4 ≥2 ≤10 Não citado 5. Dois grandes pesquisadores são Thomann em 1963 e Muller em 1984..Curso de esgotos Capitulo 05. D= Do x e –K2 x t + +{ [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo + +{ [KN / (K2-KN)] x (e –KN x t – e –K2 x t) }x LoN .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.com. Os primeiros estudos sobre oxigênio dissolvido começaram na Inglaterra em 1870 e nos Estados Unidos em 1912.Temperaturas de estudos Faixa para estudo Temperatura Azevedo Neto. 1989 que foi obtida através da equação de Streeter-Phelps feita em 1925.15 Teoria A equação básica para o balanço de oxigênio em um curso de água baseda nos estudos de Thomann e Muller.718. A clássica equação de Streeter-Phelps.Resolução Conama 357/2005 aplicado a rios e lagos Classe do rio OD DBO Clorofila-a (mg/L) (mg/L) μg/L 1 ≤3 <10 ≥6 <0. Sendo: D=déficit de oxigênio (mg/L) = Cs – C Cs= concentraçao de oxigênio de saturação na água numa determinada altitude e numa determinada temperatura (mg/L) C= concentração numa determinada temperatura (mg/L) e= número e= 2. K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) KN= coeficiente de consumo de oxigênio pelo nitrogênio (/dia) Ks= coeficiente de consumo de oxigênio pelo lodo depositado no fundo de rio ou lago (/dia) H= profundidade média do rio (m) pa= oxigênio devido a fotossíntese das algas (mg O2/L /dia) R= consumo de oxigênio pelas algas (/dia) Lo= valor inicial da DBO (mg/L) LoN= valor inicial de oxigênio consumido devido ao nitrato numa temperatura determinada t= tempo decorrido em dias Com esta equação poderemos montar um planilha eletrônica tipo Excel onde obteremos o valor máximo do déficit de oxigênio que estará a uma certa distância = velocidade média x tempo em dias. Tabela 5.7.14 Temperatura Geralmente os estudos são feitos para três temperaturas conforme Azevedo Neto. bastante conhecida fica: D= Do x e –K2 x t + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo A representação gráfica da mesma está na Figura (5. 1966 Condições extremas de verão 25º C Condicões extremas de inverno 15º C Condições médias 20º C Plínio Tomaz 2007 32º C 13º C 20º C 5. Em 1987 Thomann e Muller lançaram o livro Principles of surface water quality modeling and control que é um State of Art do assunto.R – Ks/H)/K2 5-11 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol..(1 – e –K2 x t) x ( pa.

com.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Após 5 dias teremos a DBO5. K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) tc= tempo crítico (dias) 5-12 . 1993 são: tc= (1 / (K2 – K1)) x ln ((K2/K1) x (1-Do x (K2-K1)/(K1 x Lo)) Sendo: tc= tempo onde ocorre o máximo déficit de oxigênio. o déficit crítico de oxigênio Dc (dia) K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) Do=é o déficit de oxigênio no início (mg/L) Ln= logaritimo neperiano Lo= valor inicial da DB0 (mg/L).br Figura 5. É a DBO antes da contagem dos 5 dias.4. O valor máximo de Dc será: Dc= (K1/K2) x Lo x e –K1 x tc Sendo: Dc= déficit crítico de oxigênio (mg/L). É o maior déficit que ocorre no tempo tc em dias.Curso de esgotos Capitulo 05. ou seja.Representação gráfica da Equação de Streeter-Phelps. Após 5 dias teremos a DBO5. Lo= valor inicial da DB0 (mg/L). É a DBO antes da contagem dos 5 dias. 1977 Os valores obtidos conforme Metcalf e Eddy. Fonte: Leme. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

41) x 10.10 A vazão Q usada é a conhecida vazão ecológica também chamada de Q7. 3.2)/(0. O oxigênio de saturação do local é 9.6= 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.3 0.2 x 10. Vamos usar o metodo de Streeter-Phelps Do= 9.1/dia a 4.5.9)) = 2.5mg/L A constante de rearação K2 pode ser obtida de: K2= 3.2) x (1-1.2/dia.2/0.5 / 3.303.1mg/L Portanto em 2.10 com sete dias consecutivas e período de retorno de 10anos.6 Calcular o oxigênio dissolvido a 20ºC em um rio que tem DBO=Lo=10. O K1 geralmente é na base “e” mas caso tenhamos K1 na base 10 e queremos passar para a base “e” basta multiplicar por 2.0 1.67dias Dc= (K1/K2) x Lo x e –K1 x tc Dc= (0.com. 1993 in Maidment: K1= 1.9 x 0. Pela experiência foi provado que quando o lançamento de esgotos for mais poluentes.41/0.8) apresenta alguns valores de K1 na base “e”.5 / H 1.1 – 7. maior é a oxidação e portanto maior deve ser o K1 adotado.5 K2= 3.41/dia tc= (1 / (K2 – K1)) x ln ((K2/K1) x (1-Do x (K2-K1)/(K1 x Lo)) tc= (1 / (0. Quando os esgotos forem mais depurados.67dias o déficit de oxigênio no rio será o maio possível. Esclarecemos o porque da base “e” pois usou-se há tempos a base 10 dos logaritmos na teoria geral do déficit de oxigênio dissolvido.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.1mg/L.303 5-13 .16 Coeficiente de oxidação K1 da DBO O coeficiente de oxidação ou desoxigenação denominado K1 varia de 0.9 x e –0.Curva do déficit de oxigênio Fonte: Urias et al.2 x 2.89 / Q 0.0/dia sendo um valor típico K1=0.5 x (0.Curso de esgotos Capitulo 05.2/dia.9mg/L DO=7.6mg/L. Pode ser obtido de equações empíricas citado por Huber. isto é.5= 0.br Figura 5.2)) x ln ((0. então menores serão os coeficientes K1. A Tabela (5.49 Sendo: Q= vazão do rio (m3/s)= Q7.41 –0.0m e velocidade média de 0.1mg/L. O rio tem profundidade média de 3.3m/s. 5.67= 3. 2006 Exemplo 5. O coeficiente de desoxigenação da DBO K1=0. K1 base e= K1 base 10 x 2.9 x v 0.41-0.

89 / 8.44 / 2 0.49 0.8.0m.89 / Q 0. pois causa doença a metahemoglonemia infantil que é letal para crianças. Proteínas (nitrogênio orgânico) + Bactérias -> NH3 A amônia com ações de bactérias denominadas nitrosomonas se transformam em nitrito e em presença de bactérias denominadas nitrobactérias se transformam em nitrato. Ks e valores R20 da respiração e pa20 da fotossíntese conforme Tabela (5. K1= K1 x θ (temperatura–20) K2= K2 x θ (temperatura–20) KN= KN x θ (temperatura–20) R= R20 x θ (temperatura–20) pa= pa20 x θ (temperatura–20) Coli= Coli20 x θ (temperatura–20) Ks= Ks x θ (temperatura–20) 5. 1993 A correção da temperatura no coeficiente K1 também é aplicada para os coeficientes K2.44 / H 0. 2005.024 Camp Oxidação devido ao nitrogênio NOD (nitrogenous oxygen KN 1.4 Fonte: Brown. K1= 0.05) Mancini patogênicas e virus Oxigênio consumido pelo lodo Ks 1.434 quando 0 < H <2.9).Valores de K1 Tipo de tratamento K1 na base e Tratamento secundário 0.49m3/s.Valores dos coeficiente θ usuais na base “e” com as referências Processo Coeficiente Valor de θ Referência Oxidação do DBO K1 1. Caso a temperatura seja diferente de 20ºC o novo valor de K1 passa a ser calculado da seguinte maneira: K1= K1 x θ (temperatura–20) Os valores de θ variam de autor para autor conforme se podem ver na Tabela (5. K1= 1.br Tabela 5.3 a 1. KB.4m K1= 0. O nitrato não deve ser maior que 10mg/L nas águas de abastecimento público de água potável.44 / H 0.Curso de esgotos Capitulo 05.07 (1.33 5.8 Calcular o coeficiente K1 de oxidação da DBO para rio com profundidade de 2.10= 8. Tabela 5.66/dia Thomann e Mueller apresentaram a seguinte relação que adaptada para unidades SI ficam: K1= 0.18 Oxigênio consumido pelo nitrogênio (NOD) A química do nitrogênio é complexa pois o nitrogênio se apresenta de 10maneiras.2 a 0.434 =0.40m Exemplo 5.08 Thomann e Mueller Fotossíntese pa20 1.9.49 =0. et al 1994.17 Coeficiente de correção θ O coeficiente K1 é sempre referido a temperatura de 20º C.026 a 1. tornando o sangue azul conforme Piveli e Kato.30 para H> 2.3 a 0.5 Tratamento melhor que secundário 0.4m K1= 0.085 (1. competindo com o oxigênio livre.035 a 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.5 Tratamento instável com sedimentos no fundo 0. sendo que para o sistema aquático somente interessa 4 conforme Sawyer. 1995 Exemplo 5.434 quando 0 < H <2.7 Calcular o coeficiente K1 de oxidação da DBO para um rio com vazão Q7.com. as plantas mortas produzem amônia.49 K1= 1.065 Thomann e Mueller Respiração R R20 1.1) Bowie et al demand) Decaimento de bactérias KB 1.8). As fezes de animais.066 Thomann e Mueller Fonte: adaptado de Huber.047 Camp Rearação de DO K2 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. KN. pois o nitrato é reduzido a nitrito na corrente sanguínea. 5-14 .

O nitrito e o nitrato têm em média 0. a concentração de amônia é menor que 1mg/L.02/dia a 6.5mg/L Dica: em runoff adotar NH3=0 Abaixo de 10ºC a influência do nitrogênio é inibida. Na conversão de nitrogênio para NO3 e para NO2 consome oxigênio que é conhecido como NOD (nitrogenuos oxygen demand).837mg/L. LoN=NOD= 4.5mg/L de NH3 e 0.br Nitrogênio Amoniacal (NH3) A amônia na forma livre NH3.7mg/L Dica: Quando não se tem dados. 1987 temos: O runoff produz Na=0.2mg/L causam fatalidades a varias espécies de peixes conforme Sawyer et al 1994. posteriormente em nitrato. O NTK é a soma do NH3+ os nitrogênios orgânicos (mg/L) 5-15 . a amônia não ionizada é tóxica aos peixes e na forma ionizada NH4 não é tóxica.57 x (No+Na) Sendo: No=concentração de nitrogênio orgânico Na= concentração de amônia Para a média municipal de entrada de esgotos o NOD é de 220 mg/Lm No=20mg/L de nitrogênio orgânico e Na=28 mg/L de NH3. 1993 é: LoN=NOD= 4. Nos Estados Unidos não é permitido mais que 0.57 x TKN + 1.3 mg/L Los Angeles: Na= 8. 1993.0/dia conforme Huber.57 x (20+28)=220 mg/L Conforme Thomann e Muller. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. mas podem variar também de 0. Nitrato (NO3) O nitrogênio em forma de amônia se transforma com o tempo. dependendo das condições físicas e químicas do meio aquático em nitrito e.14 x NO2 Sendo: LoN=NOD= nitrogenus oxygen demand (mg/L) a 20º C NO2= nitrito (mg/L) Os valores de KN variam de 0.Curso de esgotos Capitulo 05. com o objetivo da redução de nutrientes.3mg/L e No= 6.6/dia. NTK= Kjeldahn (NTK).4mg/L e No=6. O valor de NOD conforme Huber.com.6mg/L e No=1. O esgoto doméstico contém de 15mg/L a 30mg/L de nitrogênio total sendo 60% nitrogênio amoniacal e 40% nitrogênio orgânico.7mg/L No Uruguai Na=20mg/L e No=18mg/L New York temos: Na=6. daí a sua importância como parâmetro químico na qualidade das águas. onde o processo de nitrificação é induzido e controlado. Nitrogênio Kjeldahn (NTK) É o nitrogênio orgânico com o nitrogênio em forma de amônia. 1987 usam: LoN=NOD= 4. O NTK é a forma predominante do nitrogênio nos esgotos domésticos brutos. A presença do nitrogênio na forma de nitrato no corpo d’água é um indicador de poluição antiga relacionada ao final do período de nitrificação ou pode caracterizar o efluente de uma estação de tratamento de esgotos sanitários a nível terciário. A média do nitrogênio Kjeldhal é 1.5mg/L a 1. adotar em climas quentes 1. Ver Tabela (5. Nota: Thomann e Muller. Dica: Quando não se tem dados adotar em rios adotar NOD (demanda de oxigênio devido ao nitrogênio) entre 0.9) onde temos alguns coeficientes KN. De maneira geral para pH das águas de rio menores que 8. Quando OD<2mg/L a nitrificação é inibida também. A amônia livre em concentrações maiores que 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.2/dia a 0.67mg/L.5mg/L em climas frios. isto é.57 x (No+Na) LoN=NOD= 4.02mg/L de amônia livre mas águas dos rios. O nitrato (mg/L) pode sofrer o processo de desnitrificação sendo reduzido a nitrogênio gasoso.

Figura 5. Finalmente a amônia e o nitrato são nutrientes essenciais para a fotossíntese.19 Toxidez da amônia A amônia existe em duas formas naturais: o íon de amônia NH4+ e a amônia gás NH3. 1987 a presença da amônia em águas naturais se deve a descargas de esgotos ou a decomposição de matéria orgânica de varias formas.43g de oxigênio para 1g de nitrogênio oxidado a nitrito. 5-16 . Conforme Thomann e Muller.6).+ 0.5 O2 NO3Esta reação requer 1. A equação de equilíbrio é: NH4+ + 1. 5. que causa sérias doenças em crianças conforme Chafra in Mays. Primeiramente causa a depleção do oxigênio através da nitrificação.br O resultado da nitrificação é o nitrato. O nitrito então é oxidado para nitrato pela bactéria do genus Nitrobacter da seguinte maneira: NO2.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 1985 Resumindo. 1996.14g de oxigênio para 1 g de nitrito para oxidar para nitrato. Isto causa um produto não esperado (byproduct) chamado nitrato que é um poluente conforme Chafra in Mays.5O2 ---> NO2 + 2H+ + H20 A reação requer 3. o problema do nitrogênio em um rio ou córrego tem varias facetas. 1996.Porcentagem de amônia não ionizada em porcentagem Fonte: Usepa.com. Depois forma um íon não ionizado que é tóxico a organismos aquáticos. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. O íon de amônia NH4+ não causa nenhum problema. O total de oxigênio utilizado para a inteira nitrificação é 4. entretanto a amônia não ionizada em forma de gás NH3 é tóxica a peixes. Conforme Thomann e Muller. Quando o pH aumenta a reação tende para o lado direito e conseqüentemente um alto nível de pH da água resulta num nível alto de amônia não ionizada conforme Figura (5.Curso de esgotos Capitulo 05.57g de oxigênio por grama de amônia oxidada para nitrato.6. 1987 a amônia é oxidada sob condições aeróbicas e se transforma em nitrito pela ação das bactérias do genus Nitrosomonas. que estimulará o crescimento de plantas aquáticas.

08 (temperatura–20) Thomann e Muller.com.5 Muller.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.25mg/L Nitratos= 0.57 x TKN + 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.57 x (1.71mg/L de O2 Caso KN=0.3 a 0. Temperatura = 22.8 Rios com sedimento no fundo 0.14 x NO2 LoN=NOD= 4. 1987) 1/dia Nota: entre 5ºC e 10ºC (Thomann e Muller.1 a 0.9) calcular usando a equação de Thomann e Muller. KN= KN x θ (temperatura–20) KN= KN x 1.1ºC DBO= 338 mg/L pH= 6.60mg/L Sólidos sedimentáveis= 157. 1987) Para rios pequenos (Thomann e Muller.6 Alcalinidade total= 124.3 Rio raso com algumas pedras no fundo 0.57 x (No+Na) LoN=NOD= 4.5 Rio raso com fundo rochoso 0.28 Exemplo 5.98mg/L Nitritos= 0.98 mg/L Na=18.3/dia a 20º C.1 a 0.30mg/L Sólidos totais= 641.90+1.02 Para corpos de água grandes e fundos (Thomann e 0.1987 5-17 .25 =95.50mg/L Coliformes totais= 83 x 106 NMP/ 100mL NTK= 18.88 + 1.71= 38.9B Com os mesmos dados do Exemplo (5.10.57 x20.60mg/L Nitrogênio amoniacal= 18.11mg/L Cloretos= 46.90mg/L Nitrogênio orgânico= 1.58+18.88 mg/L LoN=NOD= 4.2 mg/L de O2 Tabela 5.6 a 0. 1987: LoN=NOD= 4.70 ml/L Sólidos suspensos= 318.90)= 95.4 x 95.90 mg/L LoN=NOD= 4.4 o valor a ser usado na fórmula geral será igual: LoN =KN x LoN= 0.98=20. 1987) 0 Um valor típico de KN=0.14x 0.57 x (No+Na) No= 1.0 a 0.Valores de KN conforme o curso de água Tipo de curso de água KN a 20ºC na base “e” 20º C Rios fundos 0.Curso de esgotos Capitulo 05.9 Calcular o valor de LoN para um esgoto bruto de São José dos Campos de 13 de dezembro de 1960 quando a metade da cidade teve o seu esgoto tratado com duas lagoas em série que constituíam o método Australiano elaborado pelo engenheiro civil Benoit Almeida Victoretti conforme sua tese de doutoramento de 1964.br Exemplo 5.

br Devemos observar que para o consumo de nitrogênio a entrada dos valores na fórmula geral entra de uma maneira diferente da respiração R e fotossíntese p. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.o nitrito com as nitrobactérias transforma-se em nitrato NO3 – A Figura (5.Curso de esgotos Capitulo 05.7.R – Ks/H)/K2 As transformações do nitrogênio são: NH3 Transforma-se em amônia ionizada NH4 + NH4 + a amônia ionizada com bactérias nitrosomonas transforma-se em nitrito NO2 NO2 .com. Figura 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Transformações do nitrogênio Fonte: Stream corridor processes characteristics and functions 5-18 .7) mostra as transformações ocorridas com o nitrogênio.(1 – e –K2 x t) x ( p. D= Do x e –K2 x t + + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo +{ [Kn / (K2-Kn)] x (e –Knx t – e –K2 x t) }x LoN .

bem como avaliar tendências ao longo do tempo.024 x (clorofila-a) (μg/L) R (mg/L/dia)= 0. μr= taxa de respiração do fitoplâncton que varia de 0. o estudo do fitoplâncton e da biomassa (Clorofila-a). P= fitoplâncton clorofila-a em μg/L Conforme Thomann e Muller. que se reflitam em modificações no habitat ou no comportamento dos organismos aquáticos.025 x P Exemplo 5.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.25 mg O2/ L x dia A USEPA.25 mg O2/ L x dia. buscar indicadores biológicos da qualidade de água. Exemplo 5.25x0. com acetona a 90%. 1983).10 μr= 0.05/dia a 0.408mg/L/dia.025x 10= 0. consiste na extração.20 Fotossíntese Através do site http://www. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1 a 0. 1987 temos: R= aop x μr x P aop=0. sendo usual a taxas de 0. Após esse tempo.br/institutos/it/de/acidentes/fito.ufrrj.1 a 0. 5-19 . desta forma.br 5. durante 12 horas.24 mg O2/ L x dia 5.htm expomos uma explicação sobre o que é a clorofila-a. associado aos parâmetros físicos e químicos.Curso de esgotos Capitulo 05.017mg/L obtendo dados de respiração R que varia de 0 a 0. Exemplo: R=0. Varia de 0. Além disso. P= clorofila-a em μg/L= 10 μg/L R= aop x μr x P R= 0. Assim.1=0.25 x 0. a análise dos níveis de clorofila pode estabelecer uma correlação entre a ocorrência das espécies e a biomassa e.1 /dia aop= 0.1/dia usada no programa STREADO. Um dos métodos. 1985 recomenda para a respiração a equação: R (mg/L/dia)= 0. nos comprimentos de onda específicos (Aminot e Chaussepied. As algas (e outras partículas em suspensão) contidas numa amostra de água e retidas em papel de filtro. aop= razão em mg de DO/ μg de clorofila a . a solução é centrifugada e o líquido obtido tem sua absorvância determinada.0 a 0.3.com.25mg/L μr=0. pode detectar possíveis alterações na qualidade das águas. dos pigmentos existentes no resíduo da filtração da amostra de água.1/dia R= 0.024 x (clorofila a) (μg/L) Geralmente os valores da clorofila-a na faixa de 0.19 Respiração Da mesma maneira que a fotossíntese a respiração é devido ao fitoplâncton clorofila “a” R= aop x μr x P Sendo: R= respiração pelo fitoplâncton (mg/L x dia).Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Costuma-se utilizar a concentração de clorofila (em ug/l) para expressar a biomassa fitoplanctônica. Vamos adotar aop=0. R (mg/L/dia)= 0. serão analisadas em laboratório para a obtenção da concentração da Clorofila-a.024 x 10=0.25/dia.3.11 Dado o valor da clorofila-a de 10 μg/L achar a RESPIRAÇÃO.1 x 10=0.25 razão em mg de DO / μg de clorofila-a que varia de 0.

No manancial do Tanque Grande em Guarulhos encontramos 0. Outros fatores.10). Lagos com elevados níveis de nutrientes.9) e (5.Curso de esgotos Capitulo 05.8. são obtidas com auxílio da garrafa tipo Van Dorn de 2 litros. Existem dez tipos de clorofila.com. Conforme Lamparelli.3 μg/L de Feofitina-a.Mostra coleta de amostra usando garrafa tipo Van Dorn As amostras de superfície são coletadas diretamente nos frascos conforme Figura (5. Figura 5.9-Esquema da Clorofila a.8) e as amostras de profundidade. sendo a mais importante a Clorofila-a seguida da feofitina-a conforme Figuras (5. pH e alcalinidade. A concentração de clorofila-a na água está diretamente relacionada com a quantidade de algas presentes no manancial.br Figura 5. como: temperatura. Observar o magnésio Mg Fonte: Soarez. Fotossíntese é o processo em que a energia solar se converte em água e dióxido de carbono e glicose. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 2006 5-20 . também influem nas espécies e no número de algas encontradas nos lagos. As plantas aquáticas e o fitoplâncton têm um efeito muito grande na concentração do oxigênio dissolvido num corpo de água. 2004 a relação entre clorofila-a e feofitina-a é 1:1 em rios e 2:1 em reservatórios sendo adotado em seu trabalho a clorofila-a corrida para feofitina-a que foi adotada com indicadora de biomassa fitoplanctônica tanto para reservatórios como para rios. A concentração excessiva de algas confere aos lagos a aparência indesejável de "sopa de ervilha".Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. A reação da fotossíntese pode ser escrita assim: 6CO2 + 6 H20 C6 H12 O6 + 6O2 A produção do oxigênio é acompanhada da remoção de hidrogênio da água formando peróxido que é quebrado em água e oxigênio.97μg/L de clorofila-a e 2. As características da qualidade da água determinam que espécies de algas estão presentes. tendem a suportar um maior número de algas do que aquelas com baixo nível desses elementos. profundidade.

br Figura 5. Vamos mostrar com um exemplo para facilitar a compreensão do assunto: conforme http://www.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR.Curso de esgotos Capitulo 05. A produção de oxigênio é tão grande que a água fica supersaturada chegando até 150% a 200% acima do nível de saturação conforme Huber. A clorofila é produzida pela planta através dos cloroplastos. sendo crucial para a fabricação de glicose através da fotossíntese.pdf Vamos fazer dois cálculos: Obtenção do OD devido a fotossíntese durante o dia Variação do OD durante o dia 5-21 . Observar a remoção do Mg. cuja concentração não muda.Esquema da transformação da Clorofila-a em feofitina-a. 2006 Clorofila-a A clorofila está presente nas folhas das plantas.epa. É a clorofila-a a responsável pela coloração verde das plantas e pela realização da fotossíntese. Fonte: Soarez.10. Vamos utilizar o método baseado na clorofila “a”.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.com. formando peróxido que se quebra na água liberando oxigênio. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. A produção de oxigênio ocorre através da remoção do hidrogênio da água. 1993.

f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.md. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia (mg O2/ L x dia) ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.3 pa quando 2/dia ≤ Ka ≤ 10/dia Como Ka =0.55 . 1 Langley=grama-caloria/cm2 Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2. ps=aop x P aop= 0.29=6.1.29=5.5 x 0. P= clorofila-a em μg/L= 10 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.Curso de esgotos Capitulo 05.5 pa 5-22 .5 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia H= profundidade (m) G(Ia)= 2.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.73 = 0.20 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia.21 Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese Conforme http://www.3.87) =0.55 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 1.br 5.7 / Ds sendo Ds= profundidade obtida com o disco de Secchi (m) α1= αo x e –Ke x z= 1.5/dia então: Δc= 0.6 dia αo= coeficiente α1=coeficiente z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) 5.73 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.29mg Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 5.6dias T=1dia Ka=K2=0.mde.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.39 x 0.e –0.95+0.73 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1. Vamos adotar aop=0.5 x 1 x (1-0.5 μg/L = 2.25 razão em mg de DO / μg de clorofila-a que varia de 0.95-0.6 x 0.42 x e .6 x 1dia) x ( 1.914 = 0. 1987 fazem algumas simplificações: Δc= 0.718 x f ( e -α1 .73 = [( 1.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia.25 x P= 0.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: f= 0. Devido a energia solar. Conforme Branco.5 x 0.29 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.04/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.5 x 1dia)] Δc/0.87m = profundidade média (adotado) Ke= 1.39 Δc = 0. Thomann e Mueller.95mg/L poderá haver variação de oxigênio de 5. 1971 são usados luxímetros ou fotômetros para registrar a intensidade luminosa em unidades langley.04 x 1.com.e -1.29= 0.29 pa= ps x G (Ia)= 2.718 x 0.24mg/L de O2.66 até 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.e – 0.e –Ka x T x (1.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/0.5 x (1 – e –0.5 pa quando Ka < 2/dia Ka=K2 Δc= 0.6 ( e -0.04 adotado Ke = 1.25x 10= 2.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.state.73 = 0.5/dia pa= 0.e – Ka x f x T) x ( 1.04 x 0.6f) )] / [0.42) / (1.42 H= 1.1 a 0. a fotossíntese só ocorre durante o dia.

Lamparelli. O fósforo é um nutriente e não traz problemas de ordem sanitária para a água. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 2004.081 x 50 1.3 a 3g O2/m2 x dia conforme Thomann e Muller.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. para rios e lagos concluiu a seguinte relação: Clorofila-a= 0. 1987 ainda sugerem que: pa´= pa x H R´= R x H Sendo: H= profundidade (m) Então os valores de pa´ e R´ terão as unidades: g de O2/ m2 x dia pa´ e R´ tem as unidades mg O2/ L x dia Os valores de pa´ variam de 0.4μg/L 5-23 .5 x 0. Os níveis de respiração abrangem aproximadamente os mesmos valores.24 Sendo: Clorofila-a em μg/L Fósforo total (PT) em μg/L Exemplo 5. O fósforo total tem média de 337μg/L enquanto que o fósforo solúvel tem média de 100μg/L.22 Estimativa da quantidade de clorofila a através da quantidade de fósforo em um lago. o processo de eutrofização. 5. 1987 para áreas de produção moderada podendo chegar até 10 g O2/m2 x dia para rios onde existe uma biomassa significante. A concentração elevada de fósforo pode contribuir da mesma forma que o nitrogênio para a proliferação de algas e acelerar.73=0. Fósforo total (PT) A presença de fósforo na água pode dar-se de diversas formas.com. A mais importante delas para o metabolismo biológico é o ortofosfato.081 x (PT) 1.365 mg O2/ L x dia Thomann e Muller. em determinadas condições.24 Clorofila-a= 0.24= 10.Curso de esgotos Capitulo 05. indesejavelmente.br Δc= 0.081 x (PT) 1.12 Sendo a concentração de fósforo de 50 ug/l Clorofila-a= 0.

12g O2/dia para temperatura de 20ºC calcular Ks para temperatura de 30ºC.11) K2= coeficiente de reaeração (/dia) t= tempo de trânsito da água do rio (dia) Nota: Ks também é chamado de SB. Ks= Ks x θ (temperatura–20) Ks= 3.12 g/m2/dia Exemplo 5.21 Demanda de oxigênio devido ao sedimento A demanda de oxigênio devido ao sedimento ocorre: Sedimentação de esgotos Morte de plantas e queda de folhas devido ao runoff Deposição do fitoplâncton Criação de bactérias com filamentos devido a sólidos orgânicos solúveis No fundo do rio com profundidade H o depósito de sedimentos pode variar de localização desde sedimentação baixa como elevada.13 Dado 1cm de lodo calcular para temperatura de 20ºC o valor de Ks.12x Ds 2 Ks (g/m /dia)= 0.42 cm 1.12 x 1. Ks= Ks x θ (temperatura–20) Sendo θ= 1.Demanda bentônica de oxigênio de acordo com a espessura estimada do depósito bêntico conforme vários autores.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.17 Edwards & Rolley Lama de rios 4. O oxigênio utilizado pelos sedimentos depende do material orgânico e dos organismos bênticos existentes no local.0cm 5.656 Oldaker et al Lama de rio 0.br 5.8 O’ Connel e Weeks Média achada nol estuário do 2.11. Ks (g/m2/dia)= 0.15x 20 +0.77g O2/m2 /dia Tabela 5. Investigadores Depósito bêntico Grama de O2 /m2 x dia Ks ou SB Fair et al 1.12 x 1.4 25cm 6.1cm 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.15x t +0.065 (30–20)= 3.5 Rio Potomac 5-24 .14 Sendo Ks= 3.056 10.16 McDonnel e Hall Lama de rios 2cm 3. 1985 apresenta a equação: Ks (g/m2/dia) =0.065.2cm 4. D= [Ks / (H x K2)] x ( 1 – e -k2 x t) ou D= (Ks / H) x ( 1 – e -k2 x t)/K2 Sendo: D= déficit de O2 pela demanda bêntica (mg/L) H= profundidade do rio (m) Ks= SB=demanda bentônica (grama de O2 / m2 x dia) conforme Tabela (5.com.15x t +0. O valor de Ks pode ser corrigido conforme a temperatura.Curso de esgotos Capitulo 05.12 x Ds Sendo : t= temperatura em (ºC) Ds=profundidade do sedimento (cm) Exemplo 5.0= 3.912 Baity Lama de esgotos 0. O coeficiente Ks varia de 2g O2/m2 x dia a 10g O2/m2 x dia A USEPA.552 4.

728x 3.55 x V 0.26 – 0.Curso de esgotos Capitulo 05.037 x U2 KL= 0.054 K2= 4.5 -0. KL= unidades em m/dia Para o caso de lagos conforme Banks e Herrera in Huber.31 x U + 0. Varia de 1/dia a 10/dia V= velocidade média do rio (m/s) H= profundidade média do rio (m) Exemplo 5.333=0.054 Sendo: K2= coeficiente de reareação a 20º C.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.0m/s e profundidade do lago H=5.054 K2= 0. Achar o coeficiente de reaeração K2.55/dia Lagos Sendo: KL= 0.703 / 1. Existem fórmulas empíricas para se achar o coeficiente K2 conforme Huber.55 x 0. KL= 0. Calcular o coeficiente de reaeração K2.13/dia 5-25 .11 0. 1971 quando a velocidade do rio for menor que 0.0 0.2m/s há deposição de matéria orgânica.703 / H 1.com.728x U 0.663m/dia K2= KL / H K2= 0.7 1.0372 x U2 U= velocidade do vento (m/s) a 10m de altura.15 Seja o rio Delaware com velocidade média V=0.663 / 5.02 KL= 1. 1993 K2= 4.037 x 3.11m/s e profundidade média H=1.5 -0. Ainda segundo Branco. 1993 apresenta a fórmula empírica: K2= KL / H Exemplo 5.703 / H 1.5m/s haverá arrastamento do lodo sedimentado.7m.0 + 0.3m/s a 0.31 x 3.22 Coeficiente K2 devido a reaeração A rearação aumenta com a turbulência. 1971 até 2cm de espessura do lodo não há aumento substancial de consumo de oxigênio.00m. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.16 Seja um lago com velocidade do vento a 10m de altura U=3.5 -0.br Conforme Branco.0 = 0. aumento da velocidade e da declividade do rio e decresce com o aumento da profundidade. Futura demanda bêntica Para previsão da demanda bêntica podemos fazer o seguinte: Ks futuro= Ks presente x (TSS futuro / TSS presente) Sendo: Ks futuro= demanda bentônica futura (grama de O2 x m2 x dia) Ks presente = demanda bentônica presente (grama de O2 x m2 x dia) TSS futuro = futura carga de sólidos totais em suspensão (mg/L) TSS presente = carga presente de sólidos totais em suspensão (mg/L) 5.728x U 0.93+0.31 x U + 0.55 x V 0. Quando a velocidade for maior que 0. K2= 4.

5 K2= 3. K2= c x V n / Hm Sendo: V= velocidade média do rio (m/s) H= profundidade média do rio (m) Tabela 5.73 x 0.Curso de esgotos Capitulo 05.12.56/dia O coeficiente K2 segundo O´Connor varia 0. 1987 0.5m3/s podemos usar a equação de Tsivoglou: K2= C x U x S Sendo: K2= coeficiente de reaeração na base ‘e´ a 20ºC.50 / H1.50 Para prof.12).18 0.80 a 1.000188 = 0.71.18 x 3200 x 0. C=0.50 1.00 0. <0.3 0.com.283m3/s a 0.5 K2= 0.23 Estimativas de K2 Jordão.73 n=0.85 O’ Connor Churchill Owens 0.73 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.73 x V 0.00m.50 1.05/dia a 12.13) Tabela 5.18 Para um rio raso com declividade média S=0. C=0.50 m=1.37 0 a 0.05 a 0.50 K2= c x V n / Hm K2= 3. Para rios rasos com vazões até 8. 2005 Exemplo 5.11m/s e H=1.13. 2005 apresenta a fórmula empírica conforme coeficientes da Tabela (5.2/dia conforme Thomann e Muller. vazão Q=8m3/s e velocidade média de 3200m/dia calcular o coeficiente de reaeração K2.10/dia 5-26 .80 e para prof < 0.br 5. 1987. U= velocidade média do rio (m/dia) S= declividade média do rio (m/m) C= coeficiente que depende da faixa de vazão do rio conforme Tabela (5.50 / 1.Valores c.97 5.283m3/s C=0. K2= 0.71m3/s a 8.17 Calcular o valor de K2 usando a fórmula de O´Connor. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. para V=0. Fonte: Jordão.21 0.60m 5.Coeficientes C de acordo com a faixa de vazão. n.9m Thomann e Muller.000188m/m.30m a 0.67 1.67 Profundidade varia de 0.11 0.7m K2= c x V n / Hm Consultando a Tabela (5.60m a 4.18 devido Q= 8m3/s.71m3/s C=0.5m3/s Exemplo 5.12) obtemos os valores: c=3. m e autores das fórmulas empíricas de K2 a 20ºC c n m Autor Velocidade principal (m/s) 3.

3 Oceano em diferentes ambientes.3/KB t90= 2. 18ºC thompson. mas pode atingir 84/dia conforme estudos realizados em oceanos. exp ( .KB . Temos duas considerações básicas: Decaimento de organismos em rios e córregos Decaimento de organismos em lagos e estuários 5. Fecalis é da mesma ordem de grandeza do grupo dos coliformes. 1987.1 Dado KB= 0. 4ºC a 25 ºC Vírus (entéricos) 0.com. Existem legislações que estabelecem os limites para coliformes totais.5 /dia. por exemplo. t90= 2. 5-27 .05 a 0.23 Decaimento de bactérias.8 Média água doce Coliformes fecais 37 a 110 Água do mar a luz do sol Patogênicos como salmonella 0. exp ( . 1978 in Thomann e Muller. 0ºC a 24ºC Fonte: adaptado de Thomann e Mueller. 1987. Salmonella etc. x/U) Sendo: N= concentração de organismos em número/ 100mL.Estimativas do coeficiente KB de decaimento de bactérias e vírus Organismos Coeficiente KB Observações (/dia) Coliformes Totais 1 a 5.5 a 3 Lago Ontário.Curso de esgotos Capitulo 05. t) t= x/U N= No .br 5.5 Na água doce no verão a 20ºC 0. 1987.6dias Conforme Thomann e Muller.26 Águas marinhas. O tempo t para mortalidade de 90% das bactérias é: t90= 2. Para rios e córregos o decaimento de bactérias pode ser assim representado: N= No . vírus e patogênicos Vamos exprimir sucintamente os conceitos de Thomann e Muller. Vírus (polio tipo I) 0. Os valores de KB estão na Tabela (5.3/KB Exemplo 5.15 a 2. 1987 para água doce a constante KB é aproximadamente 1 /dia enquanto que para a água do mar é de 1. apesar que foram encontrados valores até 55/dia no oceano sob a luz solar. A constante do S.5= 4.24 Decaimento de organismos em rios e córregos. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.14.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.3/0. O decaimento de bactérias e patogênicos não influi na redução de oxigênio na água e mostra os perigos do uso da água a jusante para usos públicos e banhos.14) t= tempo t= x/ U x= comprimento desde a origem U= velocidade da água Valor de KB para outras temperaturas KB= KB 20ºC x 1.07 (T-20) Tabela 5. Os vírus geralmente possuem uma constante KB menor que as bactérias.2 /dia para estimativo de decréscimo de bactérias 12h depois conforme Mancini. coliformes fecais. No= concentração após a mistura em número/ 100mL KB = constante /dia= 2.KB .5/dia calcular o tempo em que estarão mortas 90% dos coliformes totais. O objetivo é a investigação do impacto de bactérias e outros organismos que causam doenças.

1987) Um rio tem vazão Q7. Na distância de 6405m tem um lugar para banhistas. No mesmo rio a 805m do ponto de partida temos uma carga pontual com 1890 litros/dia com carga de coliformes totais TC de 20 x 106 microorganismos/100mL e coeficiente de decréscimo KB= 1.10 de 2830 L/s e os coliformes totais TC são de 500organismos/100ml e o coeficiente de decréscimo KB=0.0/dia a 20ºC.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Curso de esgotos Capitulo 05. Impacto a montante A montante do ponto considerado o rio tem coeficiente KB =0. Ainda no mesmo rio temos descargas devido ao runoff de 1890 litros/dia que estão distribuídas em 805m carregando coliformes totais de 30 x 106 organismos/100ml com coeficiente de decréscimo KB=1. 5-28 . a 805m+5600m=6405m.br Variação com a temperatura Sendo: KB= taxa de decaimento/dia na temperatura T KB 20= taxa de decaimento /dia a 20ºC T= temperatura em º C KB= KB 20ºC x 1.5/dia e velocidade 0. tomando-se primeiramente o impacto da carga a montante.5/dia. Queremos saber qual é a porcentagem de redução de coliformes totais sabendo-se que adotamos o critério do Estado de New York que o valor máximo no local de banho seja menor que 2400organismos/100ml.06m/s tem no inicio 500 coliformes totais/100mL.07 (T-20) Resolução Conama 274/2000 Trata-se das exigências de balneabilidade para águas doces. isto é. Resolução do problema Vamos fazer uma superposição. depois. Queremos o impacto no local do banho. salinas e salobras.com. a carga distribuída pelo runoff e finalmente a carga pontual. São consideradas águas impróprias para balneabilidade quando a amostra for maior qualquer um das três restrições: • >2500 coliformes fecais (termotolerantes)/ 100mL • >2000/100mL Escherichia Coli • >400/100mL Enterococos Exemplo 5.18A (exemplo de Thomann e Muller.0/dia. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

Lembramos que o rio tem velocidade de 0.150 organismos/ 100mL N(805m)= SD/ KB ( 1. X/U)] Sendo: X= 805m=distância (m) U= velocidade do rio =5184m/dia KB= coeficiente de decaimento= 1.10.Curso de esgotos Capitulo 05. está se deslocando.67 x 1012organismos/100/ ml x dia O volume V será o deslocamento do trecho de 805m em 5184m/dia. V= (46. exp ( .exp ( . exp ( .0/dia SD= valor da carga distribuída em organismos/100ml x dia O valor de SD é a razão entre a quantidade de coliformes totais que entra no rio dividido pelo volume de agua da frente de 805m. Impacto devido a entrada de água distribuída em 805m Será calculado por: N(x=805m)= (SD/ KB) x [ 1.exp ( .06 m x 86400s= 5184m/dia N= No .com.br Figura 5.0) [ 1. x/U) KB= 1.5 .KB .67 x 1012 / 3. 6405/5184)= 270 coliformes totais / 100mL Portanto.184m N(805m)= (15150/ 1.1.KB .exp (-KB. SD= w/ V A carga w será: 1m3 = 1000 litros Em 1 litro temos 10 pequenos volumes de 100mL w= (30 x 106 ) x (18900L/dia x 10)= 5.7432x 108=15.00/dia SD= 15150 organismos/100mL X=805m U= 5.06m/s e para um dia será: U=0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.0 x 805/5184)]=2121organismos/100mL 5-29 . isto é.06m/s.5m2 x 805m)] x 104 V= 37432 x 104 =3. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0.Esquema do rio A velocidade U=0. o impacto de montante no local do banho será de 29 coliformes totais/ 100ml. x/U) N= 500 .7432 x 108 SD= w/V= 5.

5-30 . N= No . exp ( .KB . exp ( .0 x 5600/5184)=231890 x0.0/DIA. x/U) N= 231.890 org/100mL Impacto no local de banho a 5600m N= No .21% dos coliformes totais da carga pontual da cidade.KB . exp ( . N (805m)= W/Q= 1890x 10 x 30 x 106 / (2830 L/s x 86400s x 10)=231.34=78843 org/ 100mL No local de banho supondo que o limite máximo seja de 2400 coliformes totais/100mL exigido no Estado de New York temos: 2400 – (270+721)=1409/ 100mL Porcentagem de redução= 100x( 78843. O valor de KB=1.1.0 x 5600/5184)=2121 x0. exp ( .890 . x/U) N= 2121 .Curso de esgotos Capitulo 05.34=721 org/ 100mL Impacto devido a carga concentrada Existe no fim dos 805m uma carga concentrada de 1890 litros/dia.com.br No fim da área distribuída do runoff temos 15150 organismos/100mL e queremos saber a 5600m abaixo onde está a área de banho. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. teremos que remover 98.21% Portanto.1409)/ 78843=98.1.

00 para água moderadamente poluída a=0.3 (1+ 0.46 x T) x H]} x Da Db= 3. Db= Da – { 1 – 1/ [(1+0.5m de altura com déficit de DO antes da barragem de DO=Da= 3mg/L usando a equação de Gameson. 4.Curso de esgotos Capitulo 05.0 – { 1 – 1/ [(1+0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.3=15ft Água muito poluída= a=0.br 5. A Figura (5.80 para água muito poluída b= fator de correção do vertedor sendo: b= 1.Barragem com aeração da água Existem varias equações da Usepa.3 para queda com escada b Figura 5.21x H Sendo: Cs: oxigênio dissolvido de saturação Cu= concentração de oxigênio dissolvido a montante (upstream) Cd= concentração de oxigênio dissolvido a jusante (downstream) Exemplo 5.24 Reareação devido à existência de uma barragem no rio Conforme Usepa. A equação abaixo foi desenvolvida na Inglaterra em 1958 por Gameson.11x 0.11) mostra uma barragem com vertedor que possibilita uma boa aeração. 1985 e apresentaremos uma equação mais simples de se usar que foi desenvolvida por Holler. 1985 as barragens podem mudar o oxigênio dissolvido na água de 1mg/L a 3mg/L em rios pequenos. 1971: r=(Cs-Cu)/ (Cs-Cd)= 1+0.25 para água limpa a= 1.5m/0.00 para queda livre no vertedor b= 1. Cuidado para não errar: a altura é em pés! a= fator de correção que depende da qualidade da água: a= 1.46 x 20) x 15]} x 3.19 Calcular a reaeração de uma barragem com 4.8 Queda com rampa= b= 1.11 a x b (1+ 0.8 x 1.11 a x b (1+ 0.3 Temperatura da água do rio= 20º C Da= 3mg/L Db= Da – { 1 – 1/ [(1+0.46 x T) x H]} x Da Sendo: Db= déficit de DO a jusante da barragem (mg/L) Da= déficit de DO a montante da barragem (mg/L) T= temperatura da água do rio (ºC) H= altura da queda da água (ft).Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.0=2.com.11.17 mg/L 5-31 .

A equação usada por Thomann e Muller.Valores de K1 conforme o tipo de tratamento Tratamento K1 (20ºC) /dia DBO5/DBO Não tratado 0. 5. A salinidade pode ser definida como sólido total na água. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.41/dia. 5= cinco dias Huber.com. conforme Usepa.16) 5. até C7 coeficiente dado pela Tabela (5. 1966 apresenta a Tabela (5.49 sendo Q (m3/s).63 Lodos ativados 0. a diferença do oxigênio de saturação e do oxigênio dissolvido existente. 1966.15a. 5-32 . Porém Huber.8/Q0.50) 0.10) 0. 1993: Lo=DBO= DB05 / ( 1 – e -5x K1) Sendo: Lo=DBO= valor da DBO antes dos cinco dias (mg/L) DB05= valor da DBO a 5 dias depois (mg/L) K1= coeficiente de oxidação da DBO na base e. Revista DAE.25 Relação DBO/DBO5 A relação DBO/DB05 conforme por Huber. pois o déficit a montante era de 3.Curso de esgotos Capitulo 05.20 a 0. Conforme dra Mônica Porto.1): Tabela 5.15 Co. Lo=DBO= DB05 / ( 1 – e -5x K1) DBO= 100 / ( 1 – e -5x 0.05 a 0. número 82 de setembro. 5.26 Definição de salinidade: O efeito da salinidade ou dos cloretos é reduzir o valor da saturação do oxigênio dissolvido.80655 x clorinidade (ppt= parte por thousand ou parte por mil).20 (0.075 ( 0. 1985.31 Fonte: Mônica Porto. isto é. USP os valores de K1 estão na Tabela (5.32 20ºC 1. 20ºC igual a 100mg/L e K1=0. Cs.83 Primário 0. Cso= exp( Co + C1/T + C2/T2 + C3/T3+C4/T4+ salinidade x (C5 + C6/T+ C7/T2) (Equação 5.3mg/L o que mostra que tem mais oxigênio dissolvido graças a reaeração.1) Sendo: Cso= saturação na temperatura T T= temperatura em graus Kelvin= ºC + 273.26 Cs.17 15ºC 1.10 a 0.20 Calcular a DBO no primeiro estágio sendo a DBO5. USP Exemplo 5.30) 0. 1993 apresenta o valor de K1= 1.D= Db Significa que houve oxigenação. Quanto maior a salinidade menor é o valor da saturação do oxigênio.46 25ºC 1.35 (0. Nota: todo o nosso trabalho está baseado em K1 na base “e”. 1987 que está baseado no acordo internacional de 1967: Salinidade=1.61 Fonte: adaptado de Azevedo Neto.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.41) =115mg/L Azevedo Neto.br Nota: estamos falando o déficit. todos os bromatos e iodetos forem substituídos por cloro e todos os metais orgânicos forem oxidados.saturação de oxigênio numa determinada altitude e temperatura Existem tabelas que fornecem o coeficiente de saturação em função da altitude e da temperatura que ser deseja.15): Tabela 5.15. depois que todos os carbonatos forem transformados em óxidos.0mg/L e a jusante somente 1.Valores da relação DBO/DBO5 em função da temperatura Temperatura DBO/DBO5 10ºC 1. 1993 apresenta uma maneira analítica de se calcular o valor de Cs ao nível do mar em função da temperatura e da salinidade.

62 3 13.48 760 12.34411 C1 1.642308 x 107 C3 1.86 760 10.17.30 11 11.30 760 10.01 17 9.81 9 11.08 8 11.1). Como 1L tem 1000g então a clorinidade é o cloreto dividido por 1000 como vimos acima.55 760 9.47 760 11.10 760 9.29 760 8. temos clorinidade =1. 5. Krause in Huber.86/1000=0.00186mg/g=0.79 760 9.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Exemplo 5.88 760 9.com.B.96 5 12.29 4 13.62 14 10.64 760 13.58 760 10.68 760 8.48 760 8.17) estão os valores do oxigênio saturado para a cidade de São Paulo para diversas temperaturas usando a Equação (5. ou seja.36 7 12.85 760 12.575701 x 105 C2 -6. ppt (parts per thousand). Benson e D.00186ppt Salinidade=1.47 20 9.80655 x clorinidade (ppt)=1.82 18 9.27 Para correção da altitude Cs = Cso (1. 1993 Na Tabela (5.21 Para o manancial do Tanque Grande em Guarulhos que corresponde a 1.243800 x 1010 C4 -8.621940x1011 C5 -0.20 16 9.98 2 13.00336ppt Nota: aproximadamente 1.7 Fonte: B.86mg/L deve ser transformado em mg/g.10 760 8.16 760 11.Curso de esgotos Capitulo 05.0001167 x Z) Sendo: Z= altitude ao nível do mar (m) Tabela 5.80655x0.16.0.754 C7 2140.00186=0.84 13 10.86mg/L de cloreto.br Clorinidade= fornecido em parte por mil.Coeficientes para oxigênio dissolvido de saturação de Cs ao nível do mar Coeficiente Valor C0 -139.017674 C6 10. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.79 760 11.34 1 14.64 19 9.13 760 11.30 5-33 .04 760 10.24 760 12.40 15 10.55 10 11. Temperatura Ao nível do mar CidadeOxigênio dissolvido Cso São Paulo na saturação Cs Altitude (Z) (ºC) (mg/L) (m) (mg/L) 0 14.Oxigênio dissolvido na saturação ao nível do mar e para a cidade de São Paulo.66 6 12. Tabela 5.32 760 9.06 12 10.

OD varia com a temperatura 5-34 .57 7.12.34 A Figura (5.68 7.27 8.00 0.83 7.02 6.14 7.43 8.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.93 8.00 4.78 6.12) mostra a variação da saturação de oxigênio com relação a temperatura. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.40 7.70 7.00 0 10 20 30 Temperatura (ºC) Figura 5.55 6.67 6.00 2.br 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 8.90 6.27 7.com.45 6.44 7.98 7.00 10.12 7.96 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 8.54 7. Saturaçao de oxigênio dissolvido em função da temperatura Saturaçao de oxigênio dissolvido (mg/L) 14.00 8.84 7.00 12.00 6.98 7.19 7.31 7.07 6.76 8.14 7.59 8.Curso de esgotos Capitulo 05.

41 x T + 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0070695 x T2 – 0. Para pequeno lago consideramos dimensão zero. conforme Usepa.008 x T 2 ODs= 14. Coeficiente K adotado (K) 2.com. ODs= 14.27 Análise de sensibilidade Fazemos a análise de sensibilidade variando os parâmetros.br Oxigênio Dissolvido de saturação Existe uma fórmula aproximada para o cálculo do oxigênio dissolvido de saturação (ODs) ao nível do mar com a temperatura. Uma maneira prática de aplicar análise de sensibilidade é variar os coeficientes.57 – 0. Calibração do modelo É importante que se aferiam em campo os cálculos efetuados fazendo-se o que se chama de calibração do modelo.0000589066x T3 Válida no intervalo 0 ≤ T ≤ 40ºC 5.10mg/L de O2 5.65mg/L de O2 O valor correto para a temperatura de 20ºC é de 9.28 Escolha de modelo Como os coeficientes adotados nunca são inteiramente corretos um modelo refinado não irá corrigir o problema segundo USEPA. O dobro do coeficiente K adotado ( 2 x K) 5.65 -0.Curso de esgotos Capitulo 05. Metade do coeficiente K adotado (K/2) 3. K1. Consideramos também o “steady state” Quando as variáveis não mudam com o tempo. um de cada vez colocando-se o seguinte: 1. K2 etc.39311 x T + 0. 1985 é selecionar um modelo o mais simples possível que satisfaz a resolução temporal e espacial necessária para a qualidade da agua e analise do ecossistema.65 -0. 1998 apresenta a fórmula: Cs= 14.65 -0.41 x T + 0. 1085.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. A melhor solução para o engenheiro e o analista do ecossistema. mas as vezes pode adotar o “quasi-state” quando a variação matemática é muito pequena no ponto escolhido. 5-35 . Os rios são considerados de uma dimensão e é desejável que estuários e grandes lagos tenham três dimensões. sendo o lago considerado um tanque reator.28 Oxigênio dissolvido de saturação McCuen.41 x 20 + 0. Daí o fato de se escolher um modelo complexo não significa que irá mudar os resultados.008 x T 2 Sendo: ODs= oxigênio dissolvido de saturação (mg/L) T=temperatura da água em ºC Exemplo 5.008 x 20 2= 9.22 Achar o oxigênio dissolvido de saturação aproximado para temperatura de 20ºC ODs= 14.

onde não existem barrancos ou sobras devido a vegetação ripariana.80 após correção da direção norte-sul =0.0gC/m2 Pmax= máxima quantidade da biomassa de algas (gC/m2) Valor de Pmax Os valores de Pmax são obtidos das relações abaixo devendo ser escolhido a substância limitante.Curso de esgotos Capitulo 05. 2005. 1005 Vegetação ripariana Barrancos nas margens Montanha ao lado Fator de iluminação igual Fator de sombra 0.5 a 3.9 x 0. montanha e direção do rio norte-sul. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.15B. como caules de plantas radiculares e rochas.5 / ( 2 x σ x G*) Sendo: P= biomassa das algas (gC/m2) μ= taxa de crescimento das algas (gC/m2 x dia) σ= taxa suposta constante=0.44 1-S= 1-0. Pmax= 50 x (NT/(100+NT) x (1-S)/(1.30 Obtenção da biomassa algal P em gC/m2 x dia As equações básicas são três: P= ( -μ + ( μ2 + 4 x σ x G* x μ x Pmax) 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Biomassa: quantia total de todo material biológico.035 – S) Sendo: μmax= máxima taxa de crescimento das algas sob luz saturada.035-S) quando o nutriente limitante é o NT Pmax= 50 x (PT/(14+PT) x (1-S)/(1.81 0.52 x μmax x ( 1-S)/(1.035-S) quando o nutriente limitante é o PT Sendo: S= fração de sombra. O modelo de Rutherford. Pode ser calculado ou usado S=0.2 (m2 /g x dia) G*= biomassa especificado pelo usuário.29 Cálculo da respiração e produção de oxigênio devido as algas seguindo Rutherford.6 x 0. 1985: PT= fósforo total (mg/L) ou (g/m3) NT= nitrogênio total (mg/L) ou (g/m3) TN/ TP < 7 Neste caso o nutriente limitante é o nitrogênio total (NT) 7 < TN/ TP < 10 Neste caso o nutriente limitante pode ser o NT ou PT TN/TP>10 Neste caso o limitante é o fósforo. 2005 é para rios de águas claras rasos que tenham velocidade menor que 0.90 0. Estes modelos foram testados na Nova Zelândia e um pouco na Austrália. Perifiton: comunidade complexa de plantas e animais que aderem aos objetos no fundo de corpos de água doce. ou seja. pedregulho ou com grande quantidade de madeira. 2005 (RIOS).60 0.7m/s. Os modelos em rios ainda na atingiram o ponto em que os resultados estejam dentro de um nível de confiança adequado conforme Rutherford et al .60 ou S=0.com.52 (sem dimensão) Fator de Sombra S A fração da iluminação é fração da luz que chega às águas dividido pela luz incidente no leito do rio raso.31 Valor do crescimento de algas μ O valor do crescimento de algas μ é dado pela equação: μ=0. Exemplo 5. fotossíntese e da biomassa das algas. Epifítica: planta que cresce em outras plantas mas que não é parasítica. o PT ou NT conforme as relações sugeridas pela USEPA.22B Seja um rio com 2m de largura com algumas curvas. sendo usual o valor=5 (gC/m2 x dia) 5-36 .90 após correção da direção norte-sul =0.81=0.44=0.56 5. sendo usual valores entre 0. Existem muitas pesquisas para lagos e poucas para rios para os estudos da respiração. O leito deverá ser de rochas. Pode ser estimado em conforme exemplo abaixo.Cálculo do fator de Sombra conforme Rutherford. extraindo a sua nutrição do ar e da chuva em vez de fazê-lo do hospedeiro que fornece sustentação estrutural. Iremos seguir modelo de Rutherford que nos parece ser simples e prático. 5.br 5. ‘ Tabela 5.

1 x 1.32 Cálculo de Pmax.04) x (1-0.422 + 4 x 0.52 x μmax x ( 1-S)/(1.04mg/L.13gC/m2 5. Sendo: Tref= 20ºC T= 20ºC f5= ξ (T-Tref) =1.42 gC/m2 x dia P= ( -μ + ( μ2 + 4 x σ x G* x μ x Pmax) 0. Pmax= 50 x (PT/(14+PT) x (1-S)/(1.42 gC/m2 x dia 5.49mg/L e fração de sombra S=0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.2 usado tanto para respiração como para crescimento das algas (sem dimensão).42 x 0.42 + ( 2.13C/m2 em rio com profundidade 1.0 x 0. Primeiramente vamos cálculos o valor do crescimento das algas μ μ=0.7xρ x f5 x P /H Sendo: Res=respiração das algas (gO2/m2xdia) H= profundidade do rio (m) 2.52 x 5 x ( 1-052)/(1.2 x 3 x 2.2 x 3)=0.49/0.24 Calcular a respiração das algas durante um dia para massa algal P=0. Verifiquemos primeiramente a relação NT/TP NT/TP= 1.52.7 g de C) Exemplo 5.05 a 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.1/dia f5= ξ (T-Tref) ξ= coeficiente de temperatura variando entre 1.52)=0.13gC/m2 5.035-0.035-S) Pmax= 50 x (0.br Exemplo 5. TN=1.52)= 2.1/dia Res= ρ x f5 x P Res= 0.33 Cálculo de biomassa das algas P (clorofila do fitoplâncton) Adotamos G*= 3 gC/m2 (adotado) σ= 0. T= temperatura da água (ºC) Tref= temperatura de referência.23 Seja um rio raso com TP=0. Calcular a biomassa de algas P em (gC/m2).com.87m.Curso de esgotos Capitulo 05.2 (20-20)=1 ρ= 0.52 μ=0.2 m2/g x dia Pmax=0.04 = 37 e portanto o fator limitante é o fósforo. A respiração das algas na temperatura T é dada pela equação: Res= ρ x f5 x P Sendo: Res=respiração das algas (gC/m2) ρ= taxa de respiração na temperatura Tref (/dia). Usemos então Pmax para fósforo.52)/(1.035 – S) Adotando μma = 5 S=0.13=0.13gC/m2 μ= 2.34 Respiração das algas As algas produzem oxigênio.5 / ( 2 x σ x G*) P= ( -2. Adotamos 0.04/(14+0.013gC/m2 Em outras unidades: 5-37 . Em outras unidades: Res= 2.13) 0.035 – 0. mas também o consomem através da respiração. Geralmente 20ºC.5 / ( 2 x 0.7= conversão do carbono para o oxigênio (1g de O2 é 2.

7 x 0.5 Coeficiente f1 O coeficiente f1 estimado para 24h tem a média depende da fixação da intensidade luminosa e pode ser calculado da seguinte maneira: f1= I/ Ik quando 0 < I < Ik f1= 1 quando I > Ik Geralmente Ik= 230 Sendo: f1= coeficiente adimensional que quantifica os efeitos da luz e varia de 0 a 1 (sem dimensão) I= fotossíntese instantânea (μmol/m2 x s) Ik= radiação de saturação =230 μmol/m2 x s e neste caso λ=1.0494 Coeficiente f2 O coeficiente f2 é função da temperatura ótima das algas epilíticas la aumenta e diminui como se fosse uma distribuição de Gauss assimétrica.13 / (2.87= 0.Curso de esgotos Capitulo 05. Pode ser medido ou estimado.com.5 ΔTmax= (Tmax – Tot)/ (ln(20))0.40/0.013/ 1.04) =0. f4= N/ (ψ + N) Sendo: f4=coeficiente adimensional N= é o nutriente limitante podendo ser o fósforo ou o nitrogênio (g/m3).25 Calcular o coeficiente adimensional f4 para PT=0. São duas equações básicas para dois intervalos de temperatura: f2= exp( -((T-Tot)/ΔTmin)2) quando Tmin < T<Tot f2= exp( -((T-Tot)/ΔTmax)2) quando Tot < T<Tmax Sendo: Tot= temperatura ótima das algas epilíticas (ºC) Tmin= temperatura mínima das algas epilíticas (ºC) Tmax= temperatura máxima das algas epilíticas (ºC) ΔTmin= (Tot – Tmin)/ (ln(20))0.5 +0.02 gO2/m2x dia 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. f3.04g/m3 e TN=1. Os efeitos da limitação dos nutrientes é usado cinética de Michaelis-Menton nas concentrações da água do rio.04=37 e portanto o limitante é o fósforo f4=N/ (ψ + N) f4= 0.5 (gC/m2) Exemplo 5.52 5-38 . Ф= coeficiente da densidade da biomassa algal que é metade da taxa máxima.40g/m3 NT/PT= 1.04/ (10 + 0. Geralmente igual a 2.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.26 Calcular o coeficiente f3 sendo dado P=0.13)= 0. f4 e fs Coeficiente f4 O coeficiente adimensional f4 que mostra os efeitos dos nutrientes nitrogênio ou fósforo.035 Imax= 4500 μmol/m2 x s e neste caso κ=0. f2.br Res= 2.00398 Coeficiente f3 O coeficiente f3 fornece informações sobre a biomassa de carbono das algas.36 Coeficientes f1. ψ=coeficiente de meia saturação para o nutriente limitante (g/m3) Quando o nutriente limitante é o fósforo ψ=10g PT/m3 Quando o nutriente limitante é o nitrogênio ψ=100gNT/m3 Exemplo 5.13g C/m2 f3= P / (Ф +P) f3= 0. f3= P / (Ф +P) Sendo: f3= coeficiente adimensional P= massa algal (gC/m3).

K x z) Iz= 2340xseno (0.52 e Imax= 4500 Io= S x Imax x seno (PI x t / 24) Io= 0. O primeiro termo da equação mostra o oxigênio fornecido pelas algas que varia durante do dia.com.37 Variação do oxigênio durante um dia considerando as algas do perifiton Durante um dia a variação do oxigênio varia conforme: dO/ dt = 2. Exemplo 5. t= horas do dia variando de 0 a 24h Imax= 4500 μmol/m2 Nota importante: o valor de f1 pode ser calculado através de Iz ficando f1(Iz) que varia de acordo com o tempo. Para águas claras K varia de 0. pois o mesmo depende das horas de sol devido a fotossíntese.27 Calcular Io para S=0. Geralmente igual a 0.1/m a 0.2 x fs x ρx f5 x P/H (gO2/m2xdia) Sendo: ρ=0.52 ou 0.00398 já calculado f5=1 Notar que o segundo termo da equação refere-se a respiração das algas durante 24h que é constante.0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.7x fs x μmax x f1 (Iz) x f2 x f3 x f4/ H – 1. Exemplo 5.13099x t) Donde podemos observar que variando t de 0 a 24 de hora em hora obtemos valores de Iz. Para águas com muita turbidez K varia de 5/m a 10/m.5 + PI/2 – sen -1( Ik/Imax)) quando Imax>Ik f1= (Hora x Imax)/ (12 x PI x Ik) quando Imax < Ik Coeficiente Iz A quantidade de luz que chega ao perifiton a uma certa profundidade da superfície é usada a equação de Beer-Lambert: Iz= Io x exp( .1416 x t / 24)= 2340 x seno (0. Coeficiente fs Assume valores entre 0 e 1. para exemplo f1 (Iz)= variável f2= 1 adotado f3=0.2 x seno (0.K x z) Sendo: Iz ou Io= luz na profundidade z (μmol/m2 x s) z= profundidade da água (m) K=atenuação vertical da luz (/m).83=1942.87=) Iz= 2340xseno (0. Adotamos normalmente fs=1. Mas Io pode ser calculado aproximadamente por: Io= S x Imax x sem (PI x t / 24) Sendo: S= fração diária da sombra (sem dimensão).13099x t) x0. 5.13099 x t) Variando t de hora em hora de 0 a 24 teremos a variação diária de Io.0494 já calculado f4=0.1/dia H=profundidade do rio = 1.87m.br Entretanto o coeficiente f1 varia de hora em hora e pode ser calculado por: f1= (Hora/12xPI)x ((Imax/Ik – ((Imax/Ik)2 -1) 0.52x 4500 x seno (3.Curso de esgotos Capitulo 05.28 Calcular Iz tendo Io e z=1.60.1 x 1. 5-39 .2/m. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.87m Iz= Io x exp(.13099x t) x exp (.

02 -0.87 1.52 0.79 0.52 0.1 0.1 Prod.96 2.52 0.02 -0.02 -0.02 -0.72 2.02 -0.38 0.87 1.54 2.Cálculos (rio) K= 0.19 0.87 0.1 0.52 0.52 Io 0 0 0 0 0 0 1655 1856 2027 2162 2260 2320 2340 2320 2260 2162 2026 1856 0 0 0 0 0 0 0 Prof z 1.02 -0.54 2.02 -0.52 0.49g/m3 e PT=0.99 1.00 0.87 1.02 -0.00 0.26 0.65 2.1 0.52 0.02 -0.1 0.52 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.52 0.1 0.75 2.18 2.00 1.87 1.00 Imax 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 S 0.com.02 g O2/m x dia Total -0.38 0.87 1.02 -0.38 2.87 1.00 0.02 -0.1 0.26 0.87 1.99 0.52 0.87 1.02 -0.72 2.02 -0.02 -0.Curso de esgotos Capitulo 05.74 2. Calcular a massa de carbono das algas e a respiração das mesmas e o oxigênio produzido variando de hora em hora.02 -0.1 0.1 0.1 0. O2 Iz 0 0 0 0 0 0 1372 1540 1681 1793 1875 1924 1941 1924 1875 1793 1681 1540 0 0 0 0 0 0 0 f1 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 Primeira 0.2/m K 0.52 0.02 -0.13 0.04g/m3.02 -0.65 2.87 0.87 1.61 0.67 2.67 2.00 0.00 0.40 2.97 0.02 -0.52 0.1 0.87 2 Tabela 5.02 -0.71 0.40 2.87 1.13 0.87 1.87 1.87 1.18.1 0.00 0.1 0.02 -0.61 0.17 Média de g02/m x dia 2 2 5-40 .19 2.00 Respiração segunda -0.52 0.87 1.87 1.1 0.52 0.56 2.87 1.18 -0.1 0.00 0.02 -0.71 0.38 2.52 0.97 0.02 -0.02 -0.77 2.1 a 0.52 0.00 0.1 0.87 1.02 1.02 -0.02 1.79 0. μmol/m x s Horas do dia 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 seno 0.1 0.02 -0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.50 0.52 0.1 0.02 -0.52 0.02 -0.1 0.18) estão os cálculos efetuadas em planilha Excell.02 -0.1 0.87 1.50 0.1 0.02 -0.74 2.87 1.87 1.87 1.92 0.00 0.02 -0.29 Seja um rio com NT=1.52 0.02 -0.00 0.92 0. Na Tabela (5.87 1.56 2.52 0.52 0.1 0.00 0.1 0.1 0.87 1.52 0.52 0.1 0.02 -0.br Exemplo 5.02 -0.52 0.94 2.87 1.02 -0.02 -0.00 0.00 0.52 0.

5-41 .50 0 5 10 15 20 Horas do dia Figura 5.13-Variação da produção de oxigênio devido as algas.com.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Variação da produção de oxigenio e respiração devido a algas O x ig e n io d is p o n iv e l p e la s a lg a s (g 0 2 / m 2 x d i a ) 5.50 -0.Curso de esgotos Capitulo 05.50 3.50 1.

02g02/m2xdia 5-42 .52)=0.87m (profundidade do rio) Variação de oxigênio diária= 0.16 f3=0.16 x 0.0494 já calculado f4=0.7 / H Exemplo 5. Será aquele que for limitante.13gC/m2 μmax=5 gC/m2 xdia dP/dt = μmax x [ κ x (1-S)]/ ( λ +S) x [P/(Ф+P)] x [N/ (ψ +N)] x ξ (T-20) .05 ψ=100 ou 10 conforme o limitante for nitrogênio ou fósforo ρ =0.035 P =biomassa das algas (gC/m2) Ф=2. ξ =1.035+0.com.38 Cálculo aproximado da variação diária da biomassa Neste caso não há perifiton ou algas epifíticas somente existindo as algas em suspensão.00398 .013gC/m2 Variação de oxigênio diária= PP x 2.87 =0. a variação de oxigênio dissolvido durante o dia será de 0.52 S= 0.02g02/m2xdia Portanto.1/dia (adotado) Observar que na equação temos o fator f5.00016 -0. f4 e f3 já definidos e calculados.13 = 0. A equação abaixo fornece a variação média diária de gC/m2 dP/dt = μmax x ( κ x (1-S))/ ( λ +S) x (P/(Ф+P)) x (N/ (ψ +N) x ξ (T-20) .7 / 1.52 admitido λ=1. Fator do sombreamento= (κ x (1-S))/ ( λ +S)= 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.00398 já calculado f5=1 P=0.013 x 2.52 (1-0.7 e dividir pela profundidade H em metros.0494 x 1 x 0.5gC/m2 N= nitrogênio ou fósforo.52)/(1.br 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 05.0. Notar que existe um fator para a influência da sombra: ( κ x (1-S))/ ( λ +S) Se chamarmos a expressão total de PP. Variação de oxigênio diária= PP x 2. podemos achar em oxigênio dissolvido bastando multiplicar por 2.7 / H H=1.1 x 1 x 0.[ρ x ξ (T-20) x P] = PP PP = 5 x 0.ρ x ξ (T-20) x P = PP Sendo: μmax= 5gC/m2 x dia κ =0. não sendo considerada as algas no perifiton.013=0.30 Com dados anteriores estimar a variação de oxigênio consumido pelas algas.

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Análise do reservatório do Tanque Grande em Guarulhos datada de 4/8/2004 efetuada pela CETESB em um dia que não choveu.15 amoniacal N. Nitrito mg/L Máximo 1 0.003 Ferro total mg/L 0. Tabela 5.03 i<0.Análise do Tanque Grande efetuada pela CETESB Padrão conama Análise do dia Parâmetros Unidade 357/05 04/8/04 Classe 1 Coloração Verde pH U:pH Entre 6 a 9 6.01 DBO (5.78 THM mg/L 127 Res.1 0.86 Cobre mg/L 0. no UV m 0.048 Aluminio mg/L Máximo 0.97 Feofitina-a μg/L 2.28 N.52 Fósforo total mg/L Máximo 0.025 0.0002 <0.02 <0.18 <0. fósforo e clorofila-a.8 Temp.5 Cor verdadeira mg Pt/L 80 Cromo total mg/L <0.8 Temp. Nitrato mg/L Máximo 10 1. filtrável mg/L máximo500 47 Res. água ºC 20. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.025 <0. volátil mg/L 12 Sulfato mg/L Máximo 250 <10 Turbidez uT Máximo 40 13 Zinco mg/L Máximo 0. UFC= unidade formadora de colônia 5-44 .05 Mercúrio mg/L Máximo 0.br Exemplo de análise para mostrar o nitrogênio.02 Parâmetro Microbiológico Coliformes termo NMP/100ml Máximo 200 1 Parâmetro Ecotoxicológico Toxicidade Não tóxico Parâmetros hidrobiológicos Clorofila-a μg/L 0.001 I<0.04 Manganês mg/L Máximo 0.com.06 Níquel mg/L 0.20) mg/L 3 <3 DQO mg/L <50 Fenois mg/L 0.53 OD mg/L Mínimo 6 5.3 (i): conformidade indefinida quanto ao limite da classe devido a analise laboratorial não ter atingido os limites legais.1 Cloreto total mg/L 1.005 Chumbo mg/L Máximo 0.01 COD mg/L 3. ar ºC 22 Absorb.01 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.0001 Nitrogênio mg/L 0.Curso de esgotos Capitulo 05. Total mg/L 51 Res.02 NKT mg/L 0.18.001 i<0.61 Condutividade mg/L 54.21 Cádmio mg/L Máximo 0.

Sabesp 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Curso de esgotos Capitulo 05.914 13. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Alguns resultados de PT.023 0.8 3. Mairiporã. 0.br Anexo B Exemplo para mostrar a quantidade de fósforo total.9 8.88 Reservatório Paiva Castro.com.044 0.831 Sabesp Reservatório do Atibainha. NT e clorofila-a de 1996 Reservatórios e rio PT NT (análises de 1996) (mg/L) (mg/L) Reservatório do Guarapiranga (Sabesp) 0.68 0. 2004 Clorofila-a (mg/L) 2.023 0. nitrogênio total e clorofila-a em alguns mananciais da SABESB localizado na Região Metropolitana de São Paulo.901 Rio Tietê Fonte: Campanelli.9 5-45 .0 3.

Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios 6-1 . nitrogênio. nitrogenio. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Capítulo 06 Balanço de fósforo.com.

com. nitrogenio. despejos de fossas sépticas ou ainda por rios que carregam fósforo e o depositam nos lagos conforme http://pearl. Figura 6. elas caem no fundo do lado como matéria orgânica morta.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.2 Fósforo O fósforo é um dos nutrientes essenciais a vida de todos os organismos. 1993.1 Introdução Em lagos rasos e misturados podemos fazer uma análise simplificada de Oxigênio Dissolvido (OD).htm O fósforo encontrado em lagos pode nos informar como está o crescimento das plantas no mesmo e como estão as atividades humanas ao redor do mesmo. Muitos lagos com algas pode-se 6-2 . isto é. 6. pela vazão de entrada. metabolismo celular e fornecimento de energia ao sistema de células.maine. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. oxigênio em lagos e rios 6. Nos lagos o fósforo é usualmente encontrado em pequenas quantidades. Aumentando o fósforo aumentam as algas. uma conseqüência da produção das algas é que quando elas morrem.Mistura em lagos O fósforo pode entrar no lago através de sedimentos. Para o caso do fósforo vamos seguir o modelo de Metcalf& Eddy. No processo de decomposição da matéria orgânica por bactérias no fundo do lago é feito com oxigênio dissolvido na água. Outro problema é que o crescimento muito grande das algas pode quebrar o balanço no equilíbrio natural do sistema do lago.1. nitrogênio e poluentes. fósforo. nitrogênio. No aumento das algas surgem florescências (blooms) que formam escumas no topo da água que muitas vezes produzem odor e que afastam as pessoas do lago. Por exemplo. mas devido ao impacto das atividades do homem. fertilizantes de gramados ou jardins.edu/windows/community/Water_Ed/Phosphorus/phos_whatisit.Balanço de fósforo. É fundamental no processo da vida como armazenamento e transferência de informações genéticas. vazão de saída e pela transferência de calor na interface ar-água. aumenta a quantidade de fósforo. Tudo vai depender do tempo de residência que é o volume do lago dividido pela vazão de saída.br Capítulo 06. Em regiões tropicais os lagos são monomíticos ou politimíticos. a mistura ocorre somente uma vez ou quando a mistura ocorre varias vezes. Trataremos de lagos rasos onde há uma mistura facilmente atingida pelo vento.

5% do fósforo.06 Fonte: Lamparelli.1-Limites para diferentes níveis de estado trófico segundo o sistema de classificação de Carlson modificado por Toledo. As algas podem consumir ainda quantidade grande de fósforo. Os polifosfatos que foram feitos para substituir os sabões aumentam também a quantidade de fósforo na água dos rios. significando que não mais se adequarão as condições de reprodução ou sobrevivência. 1994. Quando o pH sobe promove a retirada de fósforo dos sedimentos.35 a 76.027 a 0.3 Índice do Estado Trófico (IET) Através do fósforo.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. as algas são encontradas vivendo nos sedimentos. O aumento do fósforo aumenta a quantidade de algas tornando a situação cada vez pior. Os lodos dos esgotos representam 1% de fósforo e o lodo dos estações de lodos ativados são 1. 1990. que reduz o escoamento de fósforo do sedimento para a água.8 ≤0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.053 a 0. A quantidade de fósforo lançada é função das proteínas que o ser humano ingere. A química do lago pode afetar as condições de fósforo no lago.5g/dia de fósforo por pessoa.3 0.51 24<IET≤44 Oligotrófico 7. As experiências têm demonstrado que não acontecem florescência de algas quando o nível de fósforo é menor que 0. Uma fonte de poluição como efluente de tratamento de esgotos ou uma fábrica podem aumentar a quantidade de fósforo no lago.0mg/L.5 a 1.025mg/L conforme Conama nº 357/05. Nos Estados Unidos é lançado nos esgotos diariamente 1.014mg/L).026 0.9 a 1. Nos esgotos o fósforo inorgânico varia de 2 a 3mg/L enquanto que o fósforo na forma orgânica varia de 0.052 3. 2004 6-3 . O fósforo varia de 1ppb a 110ppb (parte por bilhão) com média de 14ppb (14μg/L ou 0. clorofila-a e do IET (Índice do Estado Trófico) de um rio ou lago o mesmo pode ser classificado pela CETESB conforme Tabela (6.52 a 3.005mg/L conforme Saywer et al.34 54<IET≤74 Eutrófico 0.06 IET>74 Hipereutrófico <0.9 a 0. As algas produzem oxigênio.006 ≤0.0 0.br tornar anóxido no verão.0 0.3 >0.81 44<IET≤54 Mesotrófico 1.007 a 0. Por exemplo.211 >76.1). o pH afeta o transporte de fósforo entre o sedimento e a água. O limite para o fósforo total nas águas é de 0. Os polifosfatos são geralmente usados para controle da corrosão. Por outro lado em lugares onde os sedimentos recebem luz solar.com.211 10. Critério Estado trófico Transparência Fósforo total Clorofila-a (m) (mg/L) (μg/L) IET≤ 24 Ultraoligotrófico ≥ 7. A produção primária das águas aumenta o pH na água. O lodo geralmente é vendido por causa do nitrogênio e não pelo fósforo. nitrogenio. Tabela 6. aumentando a quantidade de fósforo tirada dos sedimentos. 6. As pesquisas existentes apontam o fósforo e o nitrogênio que são essenciais para o crescimento das algas e cianobactérias e que o limite de quantidade destes elementos é usualmente um fator de controle da taxa de crescimento.7 a 2.82 a 10.

que causa algumas vezes certas inconsistência de resultados conforme apontado por Lam parelli.04-0.006m3/s Área da bacia: 804.2 Calcular o índice do estado trófico para o lago do Nado localizado em Belo Horizonte.concentração de clorofila-a medida na superfície da água (μg/L) Ln= logarítmo natural Exemplo 6. 2004 propôs uma classificação para o Estado de São Paulo conforme Tabela (6. 2004 para o Estado de São Paulo Exemplo 6. Dados de Bezerra-Neto e Coelho. IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 Sendo: IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80. Calcular o índice do estado trófico. IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.695 x ln (Clor-a) / ln 2 ]} P= concentração de fósforo total medida na superfície da água (μg/L) Clor-a. Minas Gerais. nitrogenio. Marta Lamparelli.03) / ln 2 ]} =55. 2004 e é por isto que a dra.03μg/L.8)/2 =45 Lamparelli.695 x ln (5.2).Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.32 / P) / ln 2 ]} IET (Clor-a)= 10 { 6 – [ (2.04-0. Estado de Minas Gerais 1500mm por ano de precipitação Comprimento máximo efetivo (Ce)= 290m Vazão média= 0. O índice original foi introduzido por Carlson e modificado por Toledo. 2002 Lagoa do Nado.8 IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 =(33. Marta Lamparelli apresentou uma proposta mais condizente com a realidade que está na Tabela (6.1 Dados: P= 13μg/L e Chl-a= 5. A Tabela (6.4 Índice do estado trófico CETESB Segundo a Cetesb o indice do estado trófico (IET) é a média do índice do estado trófico da produção de fósforo com a clorofila-a.1) foi feita para lagos sendo usada no Estado de São Paulo também para rios.535m2 6-4 .2).2.7 IET (Clor-a)= 10 { 6 – [ (2.com.32 / 13) / ln 2 ]}= 33.7+55.Proposta para classes tróficas da dra. Tabela 6. Belo Horizonte.br 6. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

7% Índice de desenvolvimento de perímetro (Dp)= 2.8 Relação entre clorofila-a e fósforo total Clorofila-a= 0. 2004 pesquisando rios e lagos no Estado de São Paulo propôs algumas relações que podem ser úteis em estimativas.1) verificamos que o lago é Eutrófico. Geralmente: K2= KL/ H Sendo: KL= coeficiente de aeração do lago (m/dia) H= profundidade média do lago (m) K2= coeficiente de reaeração do lago (dia-1) v= velocidade do vento no lago (m/s) 6.04-0.562m2 Perímetro=1193m Largura máxima efetiva=51. 6.32 / P) / ln 2 ]} IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.5 Sechi = 1.6 Sazonalidade: Lamparelli.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.695 x ln (11) / ln 2 ]}= 53 IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 IET= (58 + 53) / 2= 55 O índice do estado trófico do lago do Nado é IET=55 Verificando-se a Tabela (6. 6.00m T=tempo de retenção no período chuvoso= 2.6m Z= 2.1 dias T= tempo de retenção no período seco= 78 dias Sendo: IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.8m Profundidade máxima (Zn)= 7.695 x ln (Cl-a) / ln 2 ]} IET (cla-a)= 10 { 6 – [ (2.081 x (PT) 1.276mg/L PT=50 μg/L NT/PT= 1276/50=25.7 Relações Lamparelli.562m3 Clorofila-a= 11 μg/L L=NT=1276 μg/L= 1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.32 /50) / ln 2 ]} =58 IET (cl-aP)= 10 { 6 – [ (2.24 6-5 .35 Fator de envolvimento (Fe)= 53 Declividade média (alfa)= 2.75 Índice de desenvolvimento de volume (Dv)= 1.Estação de secas (abril a setembro) 6.04-0.7m profundidade média (Z) Z/ Zn= 0.com.Estação de chuvas (outubro a março) .5 Reaeração de lagos Em lagos geralmente as fórmulas possuem relação com o vento. 2004 concluiu que para o Estado de São Paulo a sazonalidade pode ser feita em duas partes: . nitrogenio.07 Volume= 40.br Área da lagoa= 40.

34 x (NT) 0.33 S=transparência= 2. Calcular a clorofila-a.613 x clorofila -1.081 x 50 = 10.276 mg/L. No Brasil conforme Lamparelli.60 x NT 1.276 1.br Sendo: Clorofila-a em μg/L Fósforo total (PT) em μg/L Exemplo 6.9 Relação entre clorofila-a e nitrogênio para rios Clorofila-a= 1.47 Clorofila-a= 8.5 x clorofila -0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. Conforme o ambiente lótico ou lêntico teremos valores diferentes de fósforo.55 Sendo: NT= nitrogênio total (mg/L) Clorofila-a em μg/L Relação entre clorofila-a e nitrogênio para reservatórios Observemos que em reservatórios a quantidade de clorofila-a é bem maior do que em rios.10 Clorofila-a x transparência S para rios S=transparência= 0.5 Calcular a transparência S de um lago.47 NT= nitrogênio total (mg/L) Clorofila-a em μg/L Exemplo 6.33 Exemplo 6.24 Clorofila-a= 0. 2004 a Conama 357/05 estabelece o limite máximo de fósforo de 0. sendo a clorofila 11 μg/L S=transparência= 2.5 x clorofila -0. 2004 (PT)= Pin x Tw (3/4) / ( 3 x Z) Sendo: (PT)= concentração média de fósforo (mgP /m3) Pin= carga de fósforo afluente (g/m2 /ano) Tw= tempo de residência (anos) Z= profundidade média (m) Segundo Lamparelli. 2004 esta fórmula foi aplicada no lago Paranoá em Brasília achando-se a concentração média de fósforo (PT) de 40 mgP /m3.13m 6. Clorofila-a= 8.28 Clorofila-a x transparência S para reservatórios S=transparência= 2. 2001 in Lamparelli.4 Em um lago o nitrogênio total NT=1.081 x (PT) 1.4 μg/L 6. Clorofila-a= 8.60 x 1. Clorofila-a= 0.24 1.5 x 11 -0.47 = 11.025mg/L das águas doces Classes 1 e 2 . nitrogenio.4 μg/L 6.com. Calcular a clorofila-a do lago.60 x (NT) 1. 6-6 . oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.10 Equação de Salas e Martino.33 = 1.3 Dado um lago com fósforo total PT= 50 μg/L.

030 0. Marta Lamparelli fornece elementos importantes que estão na Tabela (6.75 0.com.01 6.48 Reservatórios 2.70 Resíduo total Rios 140 4.18 0.00 56.024 0.7ºC 18.22 Reservatórios 0.00 Reservatórios 0.122 0.1 Fósforo total 0.210 Reservatórios 0.00 Clorofila-a Rios 3.Concentração basal de nutrientes em riachos nos Estados Unidos conforme USGS Nutriente Concentração basal em riachos (mg/L) Nitrogênio Total 1.020 0.6 Amônia 0.01 6.00 (nitrogênio amoniacal+nitrato+nitrito) Reservatórios 0.0ºC 35ºC Secas (abril a setembro) 21.4. 2004 A tese de doutoramento da dra.55 Reservatórios 0.br 6.00 22.00 282.0 ºC 32ºC A Tabela (6. 2004 para o Estado de São Paulo mg/L mg/L mg/L Média Mínimo Máximo Fósforo total rios 0. Tabela 6.34 0.47 0.1 Fonte: Lamparelli.00 Resíduo fixo Rios 82 2.01 32.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.07 Reservatórios 18.Dados das pesquisas de Lamparelli.00 Reservatórios 66 0. nitrogenio.24 0.88 0.00 333.4ºC 13.005 2.63 Nitrogênio Total rios 2.59 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.3.01 25.05 169.10 Nitrogênio orgânico Rios 0.57 Temperatura da água Chuvas (outubro a março) 25.062 36.004 0.55 0.040 0.4) contém as concentrações basais encontrada nos Estados Unidos.00 417.00 Nitrato Rios 0.15 Nitrogênio amoniacal Rios 1.070 0.62 0.071 57.63 0.090 Ortofosfato solúvel rios 0.8 Pesquisas de Lamparelli.00 Reservatórios 116 1.05 566.00 801.3). Tabela 6. 2004 6-7 .0 Nitrato 0.

com. 1993 in Lamparelli. 1987 valem para rios. Rodolfo Martins e Dra. A relação N/P é importante para determinar as medidas de controle. As relações NT/PT segundo Thomann e Muller. 1993 a carga M’ em um lago é dada pela equação: M’= Qp x Cp + Qs x Cs + Qr x Cr + Qg x Cg + Qw x Cw Sendo: M’= carga no lago (mg/s) Qp=vazão devida a precipitação direta na área Qs= vazão de rio que chega ao lago (m3/s) Qe= vazão devida a evaporação da água na superfície do lago (m3/s) Qr= vazão devida ao escoamento superficial (runoff) que cai no lago (m3/s) Qg= vazão devida a contribuição das águas subterrâneas (m3/s) Qw= água que é retirada (m3/s) Qws= água que é resposta ao lago (m3/s). lagos e estuários para poluição pontual e difusa. a qual estabelece que a produção de um organismo é determinado pela abundância da substância que estiver presente no ambiente na menor quantidade relativa a sua necessidade conforme Wetzel.br 6. Sendo: NT= nitrogênio total PT= fósforo total Os professores da EPUSP do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária PHD2460 dr. 2004. o crescimento das algas prossegue com aquelas que conseguem usar N2. o nitrogênio apenas comanda o tipo de alga que se desenvolve. Quanto ocorre a limitação por nitrogênio.9 Razão N/P O conceito de nutrientes limitantes é baseado na Lei do Mínimo proposta por Liebig. Para N/P < 4 estimula-se o crescimento das águas azuis ou cianofíceas que são tóxicas. Quando NT/PT << 10 o fator limitante é o nitrogênio e Quando NT/PT >> 10 o fator limitante é o fósforo. Qws = aQw sendo a fração da água que retorna ao lago Qo= vazão de saída do lago (m3/s) Cp= concentração de fósforo na precipitação água de chuva (mg/L) Cr= concentração de fósforo devido ao runoff (mg/L) Cs= concentração de fósforo que vem do rio que cai no lago (mg/L) Cr= concentração de fósforo contido no escoamento superficial (runoff) (mg/L) Cg= concentração de fósforo da água subterrânea (mg/L) Cw= concentração de fósforo de efluente de estação de tratamento de esgotos lançado no lago (mg/L) 6-8 . Mônica Porto alertam em suas aula o seguinte: Quando ocorre a limitação por fósforo o processo de eutrofização estabiliza. Alguns limnologistas consideram que apenas o fósforo é limitante.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogenio. 6. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.10 Teoria sobre carga de fósforo em um lago Conforme Metcalf e Eddy.

nitrogenio.br Figura 6. 1993 to= V/Qo Sendo: to= tempo de permanência (s) ou tempo de detenção ou tempo de residência V= volume de água do lago (m3) Qo= vazão de saída do lago (m3/s) β= K + Qo/V = K + 1/ to Sendo: β=constante do lago para o fósforo K= constante de fósforo= 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Qo= vazão de saída do lago (m3/s) M’= Cc x βx V Sendo: M’= carga presente no lago (mg/s) Cc=concentração de fósforo no lago (mg/L) β=constante do lago para o fósforo V= volume do reservatório (m3). 6-9 .000000034/s V= volume do reservatório (m3). Geralmente é a área multiplicado pela profundidade média.2.com.Modelo de lagos e reservatórios totalmente misturado Fonte: Metcalf&Eddy.003/86400s= 0.003/dia= 0. Geralmente é a área multiplicado pela profundidade média.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.

50mg/L Metcalf e Eddy.7x3.7= 0.1 x Crx1000+ 2.1m3/s A vazão causada pela precipitação direta na superfície do lago é: Qp= Área do lago x precipitação anual= 130 x 1000 x 1000 x (500/1000) /(365 x 86400)= 2.4 x 10-8/s + 7.1x Crx1000+5852=5872.01x1000 + 9. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.95 x 109= 2204 mg/s Quantidade de fósforo no esgoto retornado para o lago. 6-10 .7667 x 10-8 /s M’= Cc x βx V =(0.com.8m3/s sendo reposto em forma de esgoto tratado 70% da vazão.2mg/L para 0. A água de retorno ao lago possui Cw= 2.96/( 9.7 x 3. Qs=0 vazão do rio que chega ao lago É importante salientar que 70% do volume extraído retorna ao lago e 30% é lançado a jusante do mesmo fazendo parte portanto como 0.000.1 + 2.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. A concentração de fósforo medida do lago é de Cc=0.95x109) x 1000= 6610. Qo= Qr + Qp – Qe – 0. M’= Cc x βx V =0.36667 x10-8= 3. A área da bacia do lago tem 2300km2 e a profundidade média do lago é de 15m.30 x Qws= 9.6 + 9.081mg/L Determinar a carga de fósforo que deve ser lançada no lago para que a concentração de fósforo no lago seja de 0.01mg/L e é retirado do lago 3. V= 130km2 x 1000 x 1000x 15= 1.30 x Qws.8x 1000) =2.66 x 2.000m3 = 1.56 -5872.95 x 109 m3 Qo= 7.000m3 =1.95 x 109m3 A vazão média Qr que chega ao lago causado pelo runoff (escoamento superficial): Qr= Área da bacia x (125/1000)/ (365x86400s)= 2300x 1000 x 1000 x (125/1000)/ (365x 86400)=9.89 – 0.2mg/L de fósforo.56 mg/s – 2204)/ ( 0. A quantidade de fósforo na água de chuva Cp=0.03mg/L.6+9.06 x 0. evaporação anual de 700mm e precipitação média anual de 500mm.15/1.56mg/s= 20.1x Crx1000= 6610.2 .56mg/s Qw=0.4 x 10-8/s V= 1. C= 2.2 – 1.56mg/s= 2.15m3/s β= K + Qo/V β= 3.950.1 x 1000)=0.15m3/s β= K + Qo/V K= constante de fósforo= 0.7667x 10-8 x 1.7667 x 10-8 /s x 1.(6610.8= 7.4 x 10-8/s + 0. O volume do lago é a superfície multiplicado pela profundidade média.09mg/L.003/dia= 0.09mg/L x 3.03mg/L x 3. nitrogenio.06m3/s A vazão evaporada da superfície do lago: Qe= 130 x 1000 x 1000 x (700/1000)/ (365 x 86400)= 2.66m3/s (retorno) 6610.6 Elaborar a análise de fósforo em um lago com escoamento superficial médio anual de 125mm.30x 3.06 -2.000.950.50mg/L mostra que o lago é muito sensível às descargas lançadas nele.89m3/s A vazão de saída Qo será: Adotando as seguintes simplificações: Qg=0 vazão devido a águas subterrâneas.2x1000 6610.003/86400s= 3.95x109=3.6=737. A área da superfície do lago tem 130km2.br Exemplo 6. 1993 salientam que a redução de 2.8=2.56 mg/s A carga da concentração de fósforo devido ao runoff é: M’= Qp x Cp + Qr x Cr + Qw x Cw=6610.96 Cr= 737.1x Crx1000 9.

3315m3/s β= K + Qo/V β= 3. A área da superfície do lago tem 0.0mg/L.0425= 0.472x10-6/s +5.3315m3/s β= K + Qo/V K=0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.20x 1000 x 1000 x 0.0425 Cw= 25mg/L DBO M’=( 0.356m/ (365x86400s)= 0.7 Determinar a concentração da DBO5 em um lago que tem chuva escoamento superficial médio anual de 0.br Exemplo 6.472x10-6/s V= 600.6km2 e a profundidade média do lago é de 3.000m3 A vazão média Qr que chega ao lago causado pelo runoff (escoamento superficial): Qr= Área da bacia x 0.356/ (365x 86400)=0.024 x 10-6 /s M’= Qr x Cr + Qw x Cw Qr=0.472x10-6/s + 0.0 + 0. V= 0. A área da bacia do lago tem 25.3/86400s= 3. A quantidade de DBO na água de escoamento superficial (runoff) Cp=1.289m3/s Cr= 1mg/L DBO Qw=0.0425m3/s com DBO=Cw=25mg/L. 1993. É lançado efluente de esgoto tratado na vazão de Qw=0.0= 600.com.0m conforme exemplo adaptado de Metcalf e Eddy.20km2.3/dia= 0. nitrogenio.0425x 25) x 1000= 1351 mg/s Cc= M´/ βx V =1351/ (4.56mg/L DBO 6-11 .289m3/s A vazão de saída Qo será: Qo= Qr + Qws= 0.000m3 Qo=0.52 x 10-7/s =4.3/dia K= constante da DBO= 0.289+0.356m.024 x 10-6 x 6 x 105 x 103)=0.289x 1. O volume do lago é a superfície multiplicado pela profundidade média.3315/600000= 3.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.20km2 x 1000 x 1000x 3.

36 0.6kg/ano. ou seja. C= (0.600 g/ ano / 15.982m3= 495. assim para a área urbana C=0. 120.22 x 0.6581m3 =0.6.Calcular a carga de fósforo no lago.600 g/ano. que apresentam grande dificuldade de estimativas.658m3 Conforme Tabela (6.6 120.Porcentagem das áreas e coeficientes de runoff e cargas de fósforo Uso do solo Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Área (ha) Porcentagem C.07 m x 0.br Exemplo 6. Tabela 6. Para cada uso do solo foi estimado o coeficiente de runoff C.982m3 fazemos a soma do volume total: Volume total= 456676m3 + 38.600g/ano / 495.12 x 0.6kg/ano de fósforo que chegará ao lago.6kg/ano Na Tabela (6.920m2 vamos achar a carga de fósforo em gramas por metro quadrado por ano. O lago tem área superficial de 15. Na Tabela (6. Como a área da superficie do lago As= 15. De maneira análoga poderiamos fazer aplicar o exemplo para o nitrogênio mudando somente as taxas de aplicação do nitrogênio.5) estão as áreas agrícolas. 120.07m.983m3.5. florestas e urbanas da região.73)/ 1. runoff Carga P (kg/haxano) Carga P (kg/ano) 64 12 21 97ha 66% 12% 22% 100% 0.24 g/m3= 0.07m e considerando o runoff ponderado obtido de 0.Calcular o coeficiente de runoff ponderado Uso da terra Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Total= Área (ha) 64 12 21 97 fração da área 0.73 1.43.44 obtemos 456.24mg/L Nota: este exemplo é muito fácil de ser aplicado.620 0.7) a precipitação média anual é de 1.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.31 0.8 Dada uma área da bacia de 97ha de um lago. runoff 0.920m2 = 7.676 m3 Considerando o volume do reservatório de 38.792kg de fósforo por ano por hectare e multiplicando pela área em ha obtemos 16.12 0.5) a carga total de fósforo que chega ao lago é de 120. A precipitação média anual na região é de 1. nitrogenio.73. 1.792 kg/ha x ano x 21ha = 16. A carga de fósforo adotada para a área urbana é de 0.43 Tabela 6.66 x 0.3 16.792 103.920m2.31 + 0.22 1.00 = 0.44 x 97ha x 10000m2 =456.00 C. Somente consideramos a poluição difusa causada pelo escoamento superficial (runoff) e não consideramos as águas subterrâneas.44 Na Tabela (6.31 0. volume de 38.676m3. Poderia ser incluso também o efluente de uma ETE e o volume de lançamento no lago deveria ser usado o método da solução para a concentração final fósforo.66 0. 6-12 . oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com.36 + 0.58 g/m2 ano A concentração de fósforo será: 120.7 0.6 kg/ano de P .027 0. mostrando que 64% da área é agrícola e 21% urbana.6) vamos calcular o coeficiente de runoff ponderado em relação as áreas e o obtido foi C=0. Carga= 0.36 0.73 0.

Por ano teremos: 365dias x 756m3/dia=275.Estimativa da carga total de nitrogênio baseado no uso do solo Uso do solo Carga total de nitrogênio (kg/ha x ano) Agricultura 20. nitrogenio.28 mg/L de fósforo total 6-13 .940 m3= 732.8.940m3/ano O volume anual devido ao runoff foi de 456.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.782g/ano de fósforo A carga total será a soma da carga da poluição difusa mais a carga concentrada da ETE.8 g/m2 x ano A concentração de fósforo será: 203.676m3 + 275.br Tabela 6.616 m3 A carga anual de fósforo da ETE será: 275. 82.9 Exemplo 6.920m2=12.782 g/ano + 120.940m3 resultará em: 456.382g/ano/ 15.com.940 m3/ano x 0.0 Floresta 1.30mg/L de fósforo total PT.382 g/ano / 732.9 Para o exemplo anterior vamos supor que exista uma ETE que produz 756m3/dia de esgotos que são lançados no lago com 0.9 Area urbana 10.616m3= 0.30g/ m3= 82.382g/ano Dividindo pela área do lago de 15.920m2 teremos: 203.676m3 que acrescido aos 275.600g/ano=203.

728 x U0.5 -0. A carga de DBO lançado por dia é W=120 kg DBO/dia.52= 0.com. 1987 Seja um lago com profundidade média H=1.728 x 4.5 g/m2 x dia que denominamos também de Ks.500m3 Vazão de entrada e de saida Q= 0. Achar a concentração de OD da mistura.5m/s KL= 0.00mg/L e a DBO de entrada Lin=0.5+ 0.0372 x 4.728 x U0. A temperatura que queremos é 23ºC.317 x U+ 0.6 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.5 -0. O coeficiente Kr=0.04m3/s. 1987: Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (DO) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga (m3/s) Kd=K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO L= DB0 existente nas lagoas no início A=área da superficie do lago (m2) V= volume do lago (m3) cin = concentração de OD na água que entra no lago (mg/L) KL= 0.5 -0.58mg/L para temperatura de 23ºC.6m/dia a 0. A velocidade do vento é V=4.04m3/s x 86400s =3460m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 19500m3/ 3460m3/dia= 5. Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= A x H= 15000m2 x 1.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogenio.3m e superficie A=15000m2.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=4. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.50.3/dia a 23º C e Kd=K1=0. -consumo de oxigênio pelo sedimento) Para um lago completamente misturado em condições de equíbrio vale: L=DBO= W/ (Q + Kr x V) Exemplo 6. A taxa de consumo de oxigênio pelo sedimento SB=0.2/dia a 23ºC.317 x 4.Fonte: Thomann e Mueller.3m= 19. onde a vazão de entrada e saida são de 0. Cs= 8.br 6.317 x U+ 0. Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigenio usando uma tabela ou calculando.9m/dia) OK. respiração. Concentração de DBO no lago 6-14 C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L+ –(Wc / (Q+ KL xA)) .10. Wc= é a carga de outras origens e consumo de OD podendo ser positivo ou negativo (+fotossíntese.0372 x U2 Kr= Ksed + Kd = Ksed + K1 O valor Kr é a soma da deposição de DBO no fundo do lago que denominaremos de Ksed e da taxa de desoxigenação da DBO chamado de K1 ou Kd.5m/s e a taxa de oxigênio na entrada do lago é cin=8.11 Cálculo do oxigênio dissolvido em LAGO e RESERVATÓRIOS Conforme Thomann e Mueller.87m/dia (0.

056g/m2/dia (adotado) cin = concentração da água que entra no lago com OD=7.9m/dia) OK. 1987.87 x 15000 /16500)x8.0372 x 3.5x 15000 / 16500 C= ( 1.5 -0.5m/s (média de Guarulhos na Estação Climatológica da UNG) KL= 0. C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (OD) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga= 184m3/dia K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO= 0.390m3 Vazão de entrada e de saida Q= 184m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 21. consumo de oxigênio devido a DBO e consumo de oxigênio devido a sedimentos no fundo do lago.05 –0. 6-15 .728 x 3.52= 0.89mg/L Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L+ –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Q+KL x A= 3460m3/dia + 0. nitrogenio. Adotaremos modelo de Thomann e Mueller.71m/dia (0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.87 x 15000m2=16500m3/dia C= ( 3460 / 16500) x 8.00 + (0.800m2 V= volume do lago= 21.11 Lago dos Patos em Guarulhos Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos A concentração de oxigênio dissolvido OD é dado pelas parcelas referentes a córrego tributário.br L= W/ (Q + Kr x V)= (120 kg/dia x 1000g/dia) / ( 3560m3/dia +0. saturação do OD.3mg/L T= 20ºC Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= 21.317 x U+ 0.79 –3.68 + 6.79 –3.00m de Guarulhos =8.317 x 3.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.5 -0.2 / 16500)x 12.58/dia L= DB0 existente nas lagoas no início = 2mg/L A=área da superfície do lago= 18.6m/dia a 0.390m3/ 184m3/dia= 116 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.58 – (19500x0.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=3. a concentração de DBO no lago é 12.com.45=4.390m3 Ks= SB=demanda de oxigênio pelo sedimento= 1.05 –0.68 + 6.0mg/L ( vaira de 80% a 90% da Ods) cs= saturação do OD a 20ºC na altitude 760.3 x 19500m3)= 12.89 –SB A / 16500 C= ( 1.728 x U0.5+ 0.97 mg/L Exemplo 6.89mg/L Portanto.50.

6-16 .532m3/dia Wc= SB x A SB=Ks= 1.800m2=19853 C= ( 1840 / 13.056 x 18.br Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigênio usando a Tabela (5.00 + (0.30mg/L para temperatura de 20ºC altitude 760m em Guarulhos.83 – 1.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.800m2=13. Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Q+KL x A= 184m3/dia + 0.84 mg O2/L x dia.532)x8.390x0.0mg/Lx dia de oxigênio dissolvido.47=5.71 x 18. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.056 g/m2/dia (adotado) Wc= 1.0 –(19853 / 13532) C= 0. nitrogenio.95 +8.19 -1. a concentração de oxigenio no Lago dos Patos é de 5.58 / 13.com.12) ou calculando. Portanto.800 /13.532) x 7. Cs= 8.71 x 18.84 mg de O2/Lx dia Vamos supor para efeito de exemplo que o lago não possa ter menos que 5.30 – (21.532)x 2.

Vamos adotar aop=0. Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2.5 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia G(Ia)= 2. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.7 / Ds sendo Ds= profundidade obtida com o disco de Secchi (m) z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) =0.87) =0.3.55 .12 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia devido ao fitoplancton.25x 10= 2.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2. Devido a energia solar. ps=aop x P aop= 0.73 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.87m = profundidade média (adotado) Ke= 1.04 x 0.04 x 1. nitrogenio.25 razão em mg de DO / μg de clorofila a que varia de 0.29= 0.6 dia 6-17 .Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.55 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 1.5 μg/L = 2.6 ( e -0.914m α1= αo x e –Ke x z= 1.1 a 0. P= clorofila a em μg/L= 10 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.br 6.com.42) / (1.718 x 0.718 x f ( e -α1 .29 pa= ps x G (Ia)= 2.25 x P= 0.42 H= 1. a fotossíntese só ocorre durante o dia.914 = 0.e -1.1.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.42 x e .04 adotado Ke = 1.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.5 x 0.04/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia em mg O2/ L x dia ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.

39 x 0.95+0.6/ Ke que varia de 0.49 /m a 7.78 + 0.007 x Cor + 0.6f) )] / [0.29 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.73 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.6/ Ke= 4. Coeficiente de extinção de luz (Ke ou η) = 2.73 = [( 1.md.state.6 x 0.29=6.13 Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese (fitoplâncton) Conforme http://www.e – 0. 6.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.78 + 0.95mg/L poderá haver variação de oxigênio de 5. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.73 = 0. Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 5.e – Ka x f x T) x ( 1.29=5.5 x 1dia)] Δc/0.73 = 0.5 x 1 x (1-0.66 até 5.036 x turbidez Ke = 2.6/ 6.5/dia pa= 0.39 Δc = 0.5 x 0.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/0.8=0.com.67m 6-18 .6dias T=1dia Ka=0.007 x Cor em uH + 0.85m conforme as pesquisas efetuadas Exemplo 6.mde.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.12 Calcular o coeficiente de extinção de luz e a profundidade eufótica do lago dos Patos em Vila Galvão. Guarulhos sabendo que através de análise de água a cor foi maior que 150 uH e que a turbidez foi de 83 uT.14 Coeficiente de extinção da luz Ke Pesquisas efetuadas por Lee e Rast.036 x turbidez em UT Ke varia de 2.93 /m conforme as pesquisa A profundidade eufótica z em metros pode ser estimada pela relação: z= 4.e –0.036 x 83 = 6.95-0.24mg/L de O2.br 6. 1997 concluíram que com 13% de erros temos: Coeficiente de extinção de luz: Ke= 2.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: f= 0. nitrogenio.6 x 1dia) x ( 1.e –Ka x T x (1.8/m Z= 4.29mg O2/ L x dia.007 x 150 + 0.5 x (1 – e –0.61m a 1.78 + 0.

619/dia x P=0.br 6. 2005 para rios.619/dia Dp= respiração endógena Dp= μR x 1.25 razão em mg de OD / μg de clorofila a que varia de 0. 1987 página 450. 6-19 .49 . Mas G(T)= 1. nitrogenio. Acima fizemos os cálculos da variação de oxigênio devido a lagos e agora vamos ver a variação de oxigênio devido ao fitoplâncton devido em rios.15 Cálculo da variação de oxigênio para rios devido somente ao fitoplâncton No capítulo 5 fizemos um cálculo da respiração e produção de oxigênio devido as algas segundo Rutherford.18/dia=0.8/dia que é um misto da população do fitoplancton.5 (dado do problema) H= 0..08 (T-20) O valor de μR varia de 0.284 Temperatura= 23º C Crescimento e morte de fitoplâncton.05/dia a 0.1 x 0.082xP ( mg O2/ L x dia) O valor de R será: R= aop x Dp x P R= 0.e -αo) / (Ke x H) G (I)= 2.5 (dado do problema) αo= Ia / Is = (600/0. Adotamos Gmax=1. Vamos adotar aop=0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.49 aop= 0.0168xP (mg O2/ L x dia) Sendo: P=clorofila-a (μg/L) Is= 300 ly/dia (dado do problema) Radiação solar diária It= 600 ly/dia (dado do problema) f=foto período=0.e -4.133 x 0.066 (T-20) Os valores de Gmax variam de 1.1 dado do problema α1= αo x e –Ke x H= 4.9 = 1.1 x 1.8 x 1. mas vamos usar modelo de Thomann e Muller.066( 23-20)= 2.1.00 x e .133 x 0.com. Adotamos μR =0.133 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado para o exemplo que faremos.90m = profundidade média (adotado) Ke= 1.90) =0.08 (23-20)= 0.5/dia a 2. R= aop x Gp x P Sendo: R= respiração pelo fitoplâncton (mg O2/ L x dia) P= clorofila-a (μg/L) Gp= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia f= foto período = 0. Faremos a explicação juntamente com um exemplo.18/dia Gp= G(I) x G (T)= 0.126 x P =0.1 x 0.5/dia.00) / (1.126/dia pa= aop x Gp x P= 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.5 ( e -1. G(T)= Gmax x 1.1/m G (I)= 2.90m= profundidade do rio (dado do problema) Ke= 1.718 x f ( e -α1 .718 x 0. Iniciamos primeiramente com o cálculo da respiração R pelo fitoplâncton.284 x 2.1 a 0.00 H= 0.1/dia Dp= 0.5)/300=4.3.25/dia.

98 -1.02mg/L de déficit de OD.50= 1.15m/s=velocidade média do rio.69/dia Como o valor de Ka ou K2 é para a temperatura de 20ºC.84 -3.92 0. Vamos explicar coluna por coluna da Tabela (6.9.58 -0.02 -0. dado do problema H= profundidade média do rio (m)=0.50 0.50 0.83 3.46 2.50 0.46 2.com.98 -1.62 -1.69 -1.81 -2. variando de 1 a 5 Coluna 2: estão os valores a clorofila-a conforme amostra extraída de cada trecho.Estimativa do oxigênio dissolvido no rio devido ao fitoplâncton Trecho do rio clorofila Cl-a pa R pa-R Temp Déficit D Do no inicio Coluna 7 Coluna 8 delta c= Déficit +Deltac/2 Déficit – deltac/2 (mgO2/L x dia) Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 (mgO2/L x dia) Coluna 4 Coluna51 (dias) Coluna 6 pa/2 Coluna 9 Coluna 10 Coluna 11 1 2 3 4 5 27 34 41 50 59 2.50 dias e somente o ultimo é de 0.5/ H 1.91 a favor da segurança) O resumo dos cálculos estão na Tabela (6.(1 – e –K2 x t) x ( pa.1) Sendo: D= déficit (mg/L) Di= déficit inicial (mg/L) Ka= coeficiente =1.9).Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.26 2.15 Ka=K2= coeficiente de aeração Usando equação de O´Connor nas unidades SI temos: Ka= 3.45 0.150.52 -2. O déficit no fim de cada trecho será o inicio do trecho seguinte.73 3. nitrogenio.R – Ks/H)/K2 Considerando Ks=0 e não o resto da equaçao e sim somente a parte que está nos interessando agora que é a produção e o consumo de oxigênio pelo fitoplancton temos a equação. geralmente de 0.90m Ka= 3.92 2. 4.44dia. ou seja.33 3. para 23º temos Ka=K2= 1.5/ 0.21 -2.57 0.46 mg/L (Tomamos o maior valor de “pa”.80 2.16 4.73 x V0.81/dia A média diária de déficit de oxigênio dissolvido OD em (mg/L) é dada pela equação: Da equação de Streeter-Phelps do capítulo 5 deste livro temos: D= Do x e –K2 x t + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo +{ [KN / (K2-KN)] x (e –KN x t – e –K2 x t) }x LoN .07 -0.024 (23-20)= 1. Substituimos o valor K2 por Ka D= Do x exp (-Ka x Δt) – ((pa-R)/Ka) x (1.br Tabela 6.99 1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.46 2.64 0.84 0.50 V= velocidade=0.29 -1.41 4.44 0.50 0.91 0. 6-20 .73 x 0.62 -0.29 -1.58 -0.39 -0.25 -0. O déficit diário será a média diária mais ou menos Δc/2 sendo: Para Ka< 2/dia então: Δc= pa/2= 4. Coluna 1: estão os trechos do rio.91/2= 2.9). Coluna 3: estão os valores do oxigênio consumido durante o dia pa de cada trecho devido as algas Coluna 4: está a respiração das algas de cada trecho Coluna 5: estão os valores de pa-R de cada trecho Coluna 6: estão os tempos em dias de cada trecho.46 2.69 0.25 2.69 x 1.81/dia no exemplo Δt=horas no trecho Para o primeiro trecho iniciamos com Do=0.exp(-Ka x Δt )) (Equação 6.46 0.901.

Coluna 10: São os valores da coluna 8 + 2.1) sendo o Do o do cálculo anterior.com.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. Nas demais linhas o valor de Do é o valor calculado na linha anterior da coluna 8.91/2=2. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.46.46/2 6-21 .br Coluna 7: Na primeira linha está o valor da demanda de oxigênio no inicio de 0.02mg/L. nitrogenio.46/2 Coluna 11: São os valores da coluna 8 – 2.46mg/L considerando o maior valor da coluna 3 que é 4. Coluna 9: São os valores de Δc de 2. Coluna 8: Aplicação da equação (6.

nitrogenio.com.16 Lançamento de poluentes em um lago. Vamos explicar dando um exemplo seguindo modelo de Thomann e Muller.23/ano S=S’ x{ 1 – exp([ -(1 + K x td) x (t/td)]} 6-22 . oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br 6. Seja um lago misturado de proporções moderadas: W= Qe x Se + Qr x Sr + QT x ST + P x As x Sp + Sd x V Sendo: W= entrada de massa Qe x Se = transferência de massa de esgotos de um efluente Qr x Sr =devido a um rio que entra no lago QT x ST = devido a um tributário P x As x Sp = devido a precipitação da água de chuva Sd x V=devido ao sedimento Qe= vazão efluente Qr= vazão do rio que entra no lago Qt= vazão do tributário P= quantidade de precipitação As= área da superficie do lago V= volume do lago Se= concentração do efluente Sr= concentração do rio ST= concentração do tributário Sp= concentração nas águas de chuvas Sd= concentração do poluente que sai dos sedimentos td= V/Q Sendo: td= tempo de detenção no lago S’ = W/ (Q + KV) = (W/Q) / ( 1 + Ktd) Sendo: S= concentração no tempo t t= tempo em ano K=0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. 1987.

000m3/ 2. Não é tóxico para passarinhos e é um pouco tóxico para o ser humano. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.145. a concentração de equilibrio é 1.2.Esquema de lago misturado Exemplo 6.23x 1.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.4mg/L S’= 1400 μg/L Portanto.13 Adaptado de Thomann e Muller.Esquema do lago Primeiramente vamos determinar o tempo de detenção td td= V/Q=(89154.83m3/s.5anos vem recebendo um pesticida (Triallate) com 518. 1987. Seja um lago com durante 1. Achar a concentração de equilíbrio? Achar a máxima concentração? Figura 6.5 anos quando acaba o poluente repentinamente teremos: S=S’ x{ 1 – exp([ -(1 + k x td) x (t/td)]} S(t=1. nitrogenio. O volume do lago é de V= 89. O valor K=0. É tóxica para peixes e outros organismos aquáticos.0anos O valor de S S’ = W/ (Q + kV) = (W/Q) / ( 1 + Kx td) = (528.178 μg/L 6-23 . Nota: O triallate é um pesticida usado para matar vegetação daninha.5anos/1.com.000 m3.5anos)=1400 {1 – exp([ -(1 + 0.4kg x 1000 x 1000) / (2.83 x 1000) / ( 1+0.3.00) x (1.95)= 1.br Figura 6.23/ano e a vazão média anual da saída do lago é de 2.00anos)]} =1178 μg/L A máxima concentração do poluente é 1.400μg/L Para 1.4 kg/dia e depois termina.83m3/s) / (365dias x 86400)= 1.23x0.

6.com.17 Tipo de análises No Lago do Nado em Belo Horizone foram feitas análises longitudinais e mensais ao lago em profundidade: 0 1m 3m 5m 1. 4. 2. Oxigênio dissolvido Temperatura Disco de Secchi 6-24 . 3. Nestes pontos foram retiradas com retiradas amostras com a garrafa de Van Dorn de 2 litros: Fósforo total pelo método de Murphy e Reley Nitrogênio total usando autoclave c persulfato de potássio Clorofila-a pelo método espectrofotométrico usando acetona como solvente orgânico.br 6. nitrogenio.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. 5. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

WALTER. Texas. Contribuições para o desenvolvimento da capacidade de previsão de um modelo de qualidade da água. Instituto de Geociências da USP.com. MARTA CONDÉ: Graus de trofia em corpos de água no Estado de São Paulo. U. Austin. Ligth attenuation in a shallow. In Handbook of Hydrology de David R. Texas. JOSE FERNANDES e COELHO. lake Houston.ppg.0-07-100824-1.br/Docs/ctf/Biologicas/2002/02_245_01_Jose%20BezerraNeto%20e%20outro_A%20morfometria.state. JOHN A. RICARDO MOTTA PINTO. 1334páginas.mde. Contaminant transport in surface water. Revista Brasileira de Recursos Hídricos volume 11 número. A morfologia e o estado trófico de um reservatório urbano: lago do Nado.br 6. 238. MUELLER. 1991. WAYNE C..uem.S.md. -THOMANN. Maidment. Acessado em 23 de dezembro de 2006.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Mcgraw-Hill. turbid reservoir. Geological Survey. Estado de Minas Gerais. Principles of surface water quality modeling and control.18 Bibliografia e livros recomendados -BEZERRA NETO. ALDO PACHECO et al. -INTERNET http://www. ISBN. ROGER W. Wastewater engineering.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final. E RAST.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: -LAMPARELLI. 1997.pdf -HUBER. ano 2006 http://www. ROBERT V. 2004. 1987. -LEE. 6páginas. 644 páginas. Tese de Doutoramento. Editora Harper Collins. US Department of the Interior -METCALF & EDDY. 2002 Universidade Federal de Minas Gerais. 3ª ed. -FERREIRA. Belo Horizonte. ISBN 0-06-046677-4 6-25 . 1993. nitrogenio.

Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. 1985 página 63 6-26 . oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. nitrogenio.com.br Apêndice A: fonte USEPA.

com.br Capítulo 07 Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos 7-1 .Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

Na Tabela (7.br Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e fósforo em lagos e córregos 7.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. gramado. Volume de água de recarga= 218. As cargas de fósforo e nitrogênio. Para os tanques sépticos e vala de infiltração consideramos 208 litros/habitante x dia e considerando que cada pessoa contribuirá com 40mg/L de nitrogênio teremos: 40mg/L x 208 L/dia x pessoa x 365 dias/ 1000. Sistemas mecanizados de tratamento de esgoto sanitário conforme EPA.50 kg/ha 40ha 790kg/ha 4ha Total (kg N/ano)= 3. 2002 Coluna 1: ordem Coluna 2: fonte do nitrogênio: tanque séptico e valo de infiltração.02 kg/pessoa/ano 8708 hab 46.68 15. Na prática o nitrogênio varia de 25mg/L a 45mg/L.000= 3.000m3/ano / 1000=52.3mg/L Runoff no pavimento 2. pois adotada a taxa máxima de 0. Apresentaremos ainda o método Simples de Schueler que é muito usado em poluição difusa devido a sua simplicidade.04 Coluna 4: Padrão em kg/ha usado em Massachussets. 8708hab ou o número de hectares estimados.160 37. ou seja.41 kg/ha 212 ha 21.1.888 70.68%do nitrogênio anual.490kg Para estimativa assumimos que o efluente tratado de esgotos sanitários tenha 40mg/L de nitrogênio e que a cota per capita seja de 208 litros/dia x habitante.00kg/ha 3. podem ser estimadas em um lago. Qualquer construção que seja feita na região os efluentes nao poderão ultrapassar a carga anual de nitrogênio de 52. runoff no pavimento e runoff no telhado e fertilizantes de pequenas árvores.26 723 1. Massachusetts Ordem Coluna 1 Fonte do nitrogênio Coluna 2 Unidade Coluna 3 Padrão Mass.000 kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano 3. Coluna 3: unidade. chuvas.00kg/ha 40ha 7. Estados Unidos com área de 212ha foi determinado por uma comissão em 1990. Coluna 5: é a quantidade de pessoas.000. observando-se que que os tanques sépticos com vala de infiltração contribui com 70.209 8. pois são levadas pelo escoamento superficial das chuvas e das águas subterrâneas.75mg/L Fertilizante em árvores pequenas kg N/pessoa x ano 208 litros/dia x hab 40 x 208 x 365/1.000m3/ano 0.81 840 2. por exemplo.709.1) está uma aplicação prática do assunto: Tabela 7.709. 7. Coluna 7: é a porcentagem de contribuição de cada fonte.2 Impacto do nitrogênio É o problema III do Azevedo Neto conforme Tabela (5. 7-2 .24mg/L de nitrogênio para que fosse diminuida a quantidade de algas na região.0mg/L Runoff no telhado 0.24g/m3 x 218. Coluna 6: é a multiplicação da coluna 4 pela coluna 5 fornecendo o total de nitrogênio em kg por ano.490kg/ano. O impacto do nitrogênio numa determinada área é muito importante.298 5.Cargas de nitrogênio na Baia de Buttermilk.00 300 0. que a taxa de nitrogênio anual não poderia passar de 52. Coluna 4 Quantidade Coluna 5 (kg/ano) Col 4 x col 5 Coluna 6 (%) Coluna 7 1 2 3 4 5 6 Tanque séptico e vala de infiltração 40mg/L Fertilizante no gramado Atmosfera 0.82 Fonte: USEPA. Geralmente kg de nitrogênio /ha x ano.49 100.490kg/ano. 2002 poderão obter concentrações baixas de nitrogênio de 10mg/L a 25mg/L.com.94 128 ha 26.1) do Capítulo 5 que consiste em determinar a população máxima cujos efluentes podem despejar no curso de água. A segunda parcela é dos fertilizantes usados nos gramados. Na Baia de Buttermilk em Massachusetts.1 Introdução Vamos expor suscintamente o impacto do fósforo e do nitrogênio em lagos e rios.

300 Quasi área agrícola 6.1kg/ha x ano de nitrogênio total foi achada por Lewis.8 a 3. Existe a influência do tipo de solo e das declividades.52 0. 1997 A média de 5. Carga do poluente mg/L= carga anual em gramas/ volume anual de recarga metros cúbicos Para a Tabela (7.3.6 Fósforo kg/haxano Médio Baixo 0.3 0.0 0. precipitações e áreas rurais. É a redução da habilidade do sangue de carregar oxigênio e causa problemas na gravidez.br Uma das dificuldades para se avaliar o impacto do nitrogênio é determinar com precisão a recarga anual de água subterrânea. 2002.1 0.17mg/L< 0.5 Impacto do nitrogênio e do fósforo Marsh. Tabela 7.2 a 0.Carga anual média de nitrogênio e fósforo Uso do solo ou cobertura Nitrogênio Fósforo (kg/ha/ano) (kg/ha/ano) Florestas 4. 1997 apresenta para estimativa da carga de nitrogênio e fósforo para os Estados Unidos a seguinte Tabela (7. 7. Marsh.88 0. Isto mostra que a Tabela (7.3 Balanço de massa O balanço de massa do nitrogênio ou de outro poluente fornecem a concentração do poluente na água subterrânea e na água superficial conforme Usepa. 1997 define os usos ou cobertura dos solos: Área de floresta quando tem mais de 75% da área coberta com florestas Área quasi uma floresta: quando a área coberta por floresta estiver entre 50% a 75% Área agrícola quando mais de 75% da area é usada na agricultura 7-3 . Assim partículas mais finas e terrenos com maiores declividades terão maior aporte de fósforo. O balanço de massa é o quociente entre a carga anual em gramas e o volume anual de recarga em metros cúbicos.40 0.085 Quasi floresta 4. Tabela 7.50 0. como áreas urbanas.24mg/L OK Na prática o volume de recarga não é um dado facil de se achar.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0 0.310 Area mista 5. florestas.7 0.5 0.0 0.31 0. Do nitrogênio inorgânico 20% é amônia e 80% é nitrato.709.1) temos: Carga do polunte= 37.00 0.2) fornece a quantidade de fósforo por kg/haxano e por ano de vários tipos de áreas. et al.410 Fonte: Marsh.2 7. como a da rio Amazonas e do rio Negro.2-Estimativas de exportação de fósforo de acordo com varios tipos de áreas Fonte de fósforo Área urbana Área rural ou agrícola Florestas Precipitações Alto 5.209kg x 1000g/ 218. Geralmente não se admite mais de 10mg/L de nitrato devido a doença azul de bebês que é a methemoglobinemia.175 Quasi área urbana 7. 1999 em várias florestas praticamente intocadas.4 a 1.0 3.5 0. 7.com.185 Campo de Golf 15.3) no que se refere a floresta pode ser aplicada para o Brasil.1 a 0.82 0.5 0.3). Do nitrogênio total 50% é nitrogênio orgànico e os outros 50% é inorgânico.280 Area agrícola 9.000m3 = 0.4 Impacto do fósforo A Tabela (7.

Tabela 7.Cálculo da carga anual média de nitrogênio e fósforo Nitrogênio Áreas (ha) (kg/ha/ano) (kg) Lotes residenciais 166 5. Os cálculos estão na Tabela (7. 30% de área agrícola e 45% de área de florestas.35 Agua dos lagos com problemas sérios de algas >0.085 2 73 Portanto.475 Paisagismo 19 4. indústria e institucional.0 Agua nos lagos com problemas de algas <0. 1997 Exemplo 7.4) onde estão os níveis representativos de fósforo e nitrogênio em vários corpos de água dos Estados Unidos.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 1997 apresenta ainda a Tabela (7.28kg de fósforo/ano por casa e 10. Tendo-se as áreas podemos estimar as cargas de nitrogênio e fósforo que irão cair em um rio ou um lago. comércio. Calcular a carga média anual de nitrogênio e fósforo no lago.475 Portanto.80 Aguas pluviais urbanas 1. Lembremos que as cargas presentes nas precipitações já estão inclusas. Não esquecendo que serve somente para uma estimativa.0 a 70 Efluente de plantas de tratamento secundário de esgotos sanitários 5 a 10 >20 Fonte: Marsh.4.5) Tabela 7. 25% de área urbana.1 5. teremos no lago 2475kg de nitrogênio por ano (ha) Fósforo Áreas (kg/km2/ano) (kg) Lotes residenciais 166 0.0 e 2.10 >0. 1997 recomenda para os Estados Unidos 0.40 85 2. Area mista: quando tem por exemplo. Marsh.1 Seja um loteamento com 283ha com 166ha de lotes residenciais.52 915 Campo de Golfe 98 15.025 <0.0 2. teremos no lago 83kg de fósforo por ano 7-4 .br Área quasi urbana: quando a área tem desenvolvimento mais de 40% ocupado por residências.85 31 Campo de Golfe 98 0.1 a 2.com.Niveis representativos de fósforo e nitrogênio em corpos de água nos Estados Unidos Água Fósforo total Nitrogênio total PT (mg/L) NT (mg/L) Água da chuva 0.01 a 0.5. 19ha de gramados e 98ha de campo de golfe.66 kg/de nitrogênio por casa por ano (lembremos que estas cargas são maiores que as brasileiras).41 40 Paisagismo 19 0.05 a 1. Marsh.03 0.0 a 10 Escoamento superficial na agricultura 0.00 1.

5 ND 225 0.11 0.7 7.9 2.0 0.9 (normalmente adotado) Rv= runoff volumétrico obtido por análise de regressão linear.01 0.05 + 0.0 0.5 2.3 2.90 0.90 para precipitação média anual. AKAN.com.6) estão os poluentes típicos em áreas urbanos elaborados por Burton&Pitt. A equação de Schueler é similar ao método racional e nas unidades SI adaptada neste livro: L=0.02 Estacionamento 1463 450 338 0.00 0.00 0.8 0.17 0.68 0.1 4.5 e para eventos de uma simples precipitação Pj =1. 7-5 .11 0.3 0.02 0.6 0.79 ND 0.5 3.1 1 8 0.68 0.3 3.00 Áreas de Parques ND 3 ND 0. indústrias.7 2.1 3.00 0. mas pode atingir valor Pj =0. estradas de rodagem.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.00 0.br Na Tabela (7.3 53 304 0.01 ND Shopping Center 810 495 41 0.5 70 473 3. residências de alta densidade. Tabela 7.10 0.05 0. (1993).00 0. Rv= 0.36 0.01 x P x Pj x Rv x C x A Sendo: L= carga do poluente anual (kg/ano) P= precipitação média anual (mm) Pj= fração da chuva que produz runoff.0.2 1.04 2. october 2004.06 2.2002 em kg/ha x ano Área residencial com densidades Comercial 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Sólidos Totais TSS Cl TP TKN NH3 N03 + NO2 DBO5 COD Pb Zn Cr Cd As 2363 1125 473 1.6.9 0.0 8.03 0.04 ND ND ND ND ND 0 ND ND ND ND Fonte: New techniques for urban river rehabilitation.6 1.Poluentes típicos e areas urbanas conforme Burton& Pitt.23 0.45 0.36 0.02 Indústria 754 563 28 1.00 ND Média 506 281 34 0.00 0. EKT-CT-2002-00082 LNEC João Rocha 7.8 5. 2002 notando-se que as maiores quantidades são para áreas comerciais. estacionamento de veículos.6 Método Simples de Schueler Schueler em 1987 apresentou um método empírico denominado “Método Simples” para estimar o transporte de poluição difusa urbana em uma determinada área. Pj =0.3 30 191 0.00 Alta 754 473 61 1. O método foi obtido através de exaustivos estudos na área do Distrito de Washington nos Estados Unidos chamado National Urban Runoff Program (NURP) bem como com dados da EPA. A= área (ha) C= concentração média da carga do poluente nas águas pluviais da (mg/L) Valor de Pj O valor de Pj usualmente é 0.00 Baixa 73 11 10 0. média e baixa e área de parques. Shopping Center.7 ND ND 5.6 15 56 0.02 Estradas 1913 990 529 1.7 0.24 0.6 3.9 1. (1993) salienta que os estudos valem para áreas menores que 256ha e que é usado cargas anuais.009 x AI AI= área impermeável (%).90 ND 0.00 0.5 0.7 4.6 ND ND 1.90 0. conforme AKAN.

1987 em mg/L.03 0.8 Amônia 0.380 Zinco Fonte: AKAN.09 0. Poluente NURP Baltimore Washington NURP Virginia FHWA DC National Study Área Áreas Área média Florestas Rodovias suburbana velhas comercial americanas 0.0.7 .12 0.176 0.26 1.13 Fósforo total (PT) 0.br Valores de C Conforme as pesquisas feitas por Schueler. (1987) e citadas por AKAN.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.01-9.200 Sedimentos 6 30 60 85 Sólidos totais em suspensão (TSS) 0.7) e (7.26 260-4000 700 4000Coliformes fecais 3000 20000 0.397 0. (1993) e McCUEN.6 2.200 50.01.46 0.09 0.com. (1993) e McCUEN.0 90.8 >40.15 Fósforo total 2.78 Nitrogênio Total 35.037 0.2 Nitrogênio total (NT) 0.0 124. (1998).9) Tabela 7.Valores médios de concentração adotados na MALÁSIA em mg/L Vegetação nativa/ Área Área Área Poluente floresta rural industrial urbana 85 500 50 .5 Chumbo Fonte: MALÁSIA.010.250 0.08 0.8 1.9 BOD 5dias 0.0 11.03 0.6 163.Valores de “C”usados pelo Método Simples de Schueler.8. Tabela 7.0 1.2 – 0.31 0.00 13.0 COD 5.17 3.8) estão os valores de concentração média adotado na Malásia. (2000) Área em construção 4000 7-6 . (1998) os valores médios da carga de poluição C em mg/L é fornecida pelas Tabelas (7.1 36.03 – Cobre 0.2 0. Na Tabela (7.

07 C=0. com o desenvolvimento a quantidade total de fósforo aumentará de 1.07 L=0.26mg/L x 12ha L=12. 1974 DBO Sólidos totais pH Coliformes NPM/100ml Ferro Chumbo Amônia Fonte: TUCCI.br Na Tabela (7.9 adotado Rv=0.9 adotado Rv=0.8 545 8.2 Exemplo de AKAN.9 x 0.9 adotado C=85mg/L sedimentos/ Floresta/ Malásia 7-7 .75ha.07 C=0.009 x 45 = 0. Supomos que no pré-desenvolvimento havia 2% de área impermeável e com o desenvolvimento passou para 70%.90.15mg/L Fósforo total/ Floresta A=12ha Rv=0.09kg/ano para 12. Rv= 0.05 + 0. 1964 Tulsa AVCO.01 x P x Pj x Rv x C x A P=1540mm Pj =0.com.07 x 0. (1993).15mg/L para fósforo total em florestas.09 kg/ano Para a situação de pós-desenvolvimento.26mg/L Fósforo total/ área suburbana A=12ha L=0.4 111. Durham Poluente Colson.46 kg/ano Portanto.46 P=965mm Pj =0. Exemplo 7.0 Exemplo 7.Valores médios de parâmetros de qualidade de águas pluviais em mg/L para algumas cidades.2 x 10 7 19 1440 23.05 + 0.8 1523 1.01 x P x Pj x Rv x C x A P=965mm Pj =0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.19 1.5 x 10 7 30. (2001)..3 Calcular o aumento de sedimentos de área urbana com 46.90. Área antes do desenvolvimento com 2% de área impermeável passou a 45% com a construção de uma vila de casas. chuva anual média de 1540mm e Pj =0.01 x 965mm x 0. 1970 Porto Alegre APWA APWA.07 Adotando C=0.3 0. Pré-desenvolvimento L=0. 1969 mínimo 1 450 55 máximo 700 14600 11. (2001).46 0. chuva média anual de 965mm sendo Pj = 0. Trata-se de área com 12ha.46 kg/ano com a construção de um bairro residencial proposto.000 31.01 x P x Pj x Rv x C x A L=0.46 x 0. A carga anual será calculada usando: L=0.15mg/L x 12ha L=1. Calcular o aumento anual de fósforo total. Cincinatti Weibel et al.9 x 0.000 12 0. Para a situação de pré-desenvolvimento: Rv= 0.009 x 2 = 0. na Tabela (7.01 x 965mm x 0.8) na coluna de Virginia.9) temos valores médios de poluentes fornecidos por Tucci. Tabela 7.9.

15=0.9 x 0.10) a média ponderada da carga poluente C=0.01 x P x Pj x Rv x C x A P=1540mm Pj =0.07 x 85mg/L x 46.01 x 1540mm x 0.009 x 2 = 0. Tabela 7.75ha L=88.68 x 200mg/L x 46.855 kg de sedimentos/ano Pós-desenvolvimento L=0.01 x 1070 x 0.05 + 0.9) A=46.01 x 1540mm x 0.855kg/ano para 88.20 P= 1070mm precipitação média anual Pj=0.009 x AI= 0.15%.18 mg/L de PT L=0.07 L=0.90 A=97ha C= 0.br A=46. Exemplo 7.05 + 0.9 x 0.15% 0.75ha L=3. Calcular a carga anual de fósforo total usando o Método Simples de Shueller.46 0.009 x 70 = 0.com. Rv=0.90 x 0. Tabela (7.18 Conforme Tabela (7.75ha Rv=0.10) cujas águas de chuvas caem em um lago.75ha Rv=0.10.122kg/46.68 L=0.122kg de sedimentos/ano Ou 88.122kg/ano.Média ponderada da carga poluente e da área impermeável AI Uso da terra Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Total= Área (ha) AI Concentração Média (mg/L) 64 12 21 97 2% 2% 72% 17.05+0.20 x 0.9 adotado C=200mg/L sedimentos / Urbana/ Malásia. chegará ao lago 34kg/ano de fósforo total.05+0.4 Seja uma área de 97ha conforme Tabela (7.75ha=1885 kg/ha x ano de sedimentos Com o pós-desenvolvimento o sedimento aumentará de 3.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.01 x P x Pj x Rv x C x A L=0.18mg/L e da área impermeável AI= 17.15 0. 7-8 .009 x 17.09 0.18 x 97= 34 kg/ano de PT Portanto.

que não está estratificado ignorando a intensificação do fitoplancton no epiliminio do lago. isto é. A base de nos estudos é EPA 440/4-84-019 de agosto de 1983 Technical Guidance Manual for Perfoming Waste Load Allocations. p.4m/ano ou 16m/ano conforme Thomann e Muller. A segunda simplificação é que o lago encontra-se em estado de equilíbrio esquecendo o comportamento dinâmico do lago ao longo de um ano.0274m/dia) ou podem ser adotados outros valores como 12. A terceira simplificação indica que somente um nutriente deve ser considerado e normalmente em lagos é o nutriente fósforo. A primeira simplificação é de que o lago encontra-se misturado. p . vs= velocidade de sedimentação na coluna de água (m/ano). pi – Ks.com.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.7 Análise simplificada de eutrofização de um lago. Assumindo um estado de equilíbrio (steady state). V+ Q)=0 Donde: p= W/ (Ks x V + Q) Ou p= W/ (Q+vs x As) Introduzindo a profundidade média Z teremos: H= V/As As= V/H Façamos a introdução do tempo de detenção hidráulica (ano) que é o valor td: td= V /Q 7-9 . O assunto também está muito bem explicado na página 404 do livro de Thomann e Muller. V– Q. p. Existem modelos complexos para análise de eutrofização de um lago. pi=W= soma de todas as taxas de massas do nutrientes que caem no lago de todos os lugares (g/ano). dp/ dt = W – Ks. A equação geral do balanço de massa para qualquer substância num lago completamente misturado é: V .p 0= W – Ks. 1987. dp/ dt = Σ Qi . p 0= Σ Qi pi – Ks . O valor de pi é a concentração de cada origem (g/ano). pi – Ks . 1987 comentam que apesar das simplificações feitas o método funciona muito bem. 1987: O lago encontra-se totalmente misturado Que o lago está em condições de equilíbrio representando a média anual sazonal Que o fósforo é limitado Que o fósforo é usado como medida do índice do estado trófico Thomann e Muller.Lakes. Book IV. p Ks= vs/H Sendo: V= volume do lago (m3) Ks= taxa de sedimentação do nutriente (m/ano) Q= vazão que sai do lago (m3/s) p= concentração do nutriente no lago (mg/L) Σ Qi .V – Q.p= W. 1987. p. A quarta simplificação indica que o nutriente vai ser usado como medida de status do índice trófico é o fósforo. na parte superior. isto é.V – Q . Normalmente é adotado vs=10m/ano (0. p. V – Q . p V .p(Ks . então dp/dt=0 e denominando W= Σ Qi pi. teremos: V . O modelo que usaremos apóia-se no balanço de massas do nutriente e baseia-se nas seguintes simplificações conforme Thomann e Muller.V – Q . dp/ dt = Σ Qi .br 7.

40 1. 1975 para o valor de Ks.br Sendo: H= profundidade média do lago (m) V= volume do reservatório (m3) As= área da superfície do reservatório (m2) td= tempo de detenção hidráulica (ano) p= W/ (Ks x V + Q) Dividindo o segundo membro por As no numerado e denominador teremos: p= W/As/ (Ks x V /As+ Q/As) p= W/ ( Q + vs x As) p= W/As/ [(Ks x H+ (Q/ V) x H)] Denominando W´=W/As p= W´ /[(Ks x H+ (Q/ V) x H)] Taxa de saída da água q=Q/As p= W´/ (q + vs) p= W´/ [H (ρ +Ks)] ρ= Q/V= 1 / td p= concentração do poluente no lago (mg/L) Este modelo simplificado é devido a Vollenweider e trata dos nutrientes como fósforo. De modo geral o fósforo é o fator limitante.48 6.79) Na Tabela (7.16 1. O controle do fósforo parece que fornece os melhores meios de controlar o crescimento de águas azuis-verdes pela fixação do nitrogênio.77 7.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.11) estão os valores de Ks calculados conforme Tabela 7.20 1. Entretanto o fósforo foi considerado o nutriente mais importante devido as seguintes razões: Existem tecnologias para remoção do fósforo nos esgotos tratados Existe fósforo de uma maneira significante nos esgotos domésticos.com.12) estão alguns valores de Ks calculado por Ks=10/H 7-10 . H(m) 1 2 3 4 5 6 7 Ks 5.36 Existe ainda uma equação mais simplificada: Ks= 10/H Na Tabela (7.50 6. nitrogênio e outros. pode ser feita uma estimativa usando a equação de Vollenweider. Nota: Devido a dificuldade em se achar o valor da velocidade de sedimentação vs ou o valor de Ks.69 1.Valores de Ks conforme equação de Vollenweider. 1975 Prof.5) – 0.05 2.10 6.50 3. Ln (Ks)= ln (5.00 7.05 vs= Ks x H 5.20 7.11.85 x ln (H) (com R2=0.

Segundo passo: estimar a média anual de vazão da água.4m/ano Ks= vs/ H= 12.0131m3/s Volume do reservatório= 90. Quinto passo: Selecionar os objetivos do fósforo ou clorofila-a. A estimativa geralmente é feita com tabelas como a de Marsch.4m/ano. a vazão de saída é Q= 0.00061m3/s Como se pode ver a vazão correspondente ao precipitado na superfície da lagoa é pequena e pode ser desprezada. Geralmente pode ser obtido pelo runoff anual através de estações de medições que medem o volume de água que passa pelo lago. Portanto. 1977 ou outra. Não tendo ela pode ser estimado anualmente pelo runoff.500m2 Volume precipitado e evaporado na área do lago= ((1783-684)/ 1000)x 17.009 x 16= 0.5 Calcular a quantidade de fósforo num lago em um loteamento em Campos do Jordão. Estado de São Paulo que tem: Precipitação média anual = 1783mm/ano Evapotranspiração=684mm/ano Área da bacia= 122ha Área impermeável= AI=16% Coeficiente volumétrico Rv Rv= 0. Para lagos muito grande deve ser levado em conta a precipitação sobre o mesmo e a evaporação.00 3.05+0.0131m3/s H=5.299m3 Vazão correspondente ao runoff= 413. tributários e atmosférico.400s)=0.00 1. área da superfície e profundidade média. É obtido através de batimetria ou de previsões feitas em planta aerofotogramétricas.67 1. Exemplo 7.4 / 5.33 2.12.400s)=0.00 5.1=2.1m profundidade média da lagoa vs= 12. H(m) 1 2 3 4 5 6 7 Ks 10. Terceiro passo: Estimar a média da carga anual de fósforo de todas as fontes.000m3 Área da superfície do lago= 17.com.43 Procedimento de cálculos Os procedimentos são através dos seguintes passos: Primeiro passo: estimar o volume do lago.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.233m3/ano Vazão correspondente ao precipitado = 19. Quarto passo: Achar a taxa de sedimentação de fósforo.50 2.009 x AI=0. Isto inclui todas as fontes rurais. Geralmente pode ser calculado ou se não temos dados estimar em Ks= 12.47 Cálculo de W’ 7-11 .Valores de Ks simplificado Ks=10/H Prof.233m3/ (365 dias x 86.19/1000)=413.br Tabela 7.500m2=19.299m3/ (365 dias x 86.19 Volume runoff= (122 x 10000m2) x (1783 x 0.05+0.

844g W=P/As= 231.218=23.844/ 136.081 x (PT) 1.0145ano (dado do problema) q= H/ td = 1.300g/ 17500m2= 1.2 μg/L de P O fósforo produzirá algas e podemos estimar a clorofila-a através da equação elaborada por Lamparelli.6)=1. Nota: geralmente dificil de se obter.046/ (23.7g/m2 x ano/ [1.046/35.7 g/m2 x ano=taxa de carga de fósforo (g/m2 x ano).87= 5.br Conforme Tabela (7. Caso queiramos tirar água do lago para abastecimento podemos verificar a Resolução Conama 357/05 que para ambientes lênticos o valor do fósforo total é 0.2μg/L de P 7-12 . a média 0.029 mg/L=29μg/L Portanto.844kg=231.000m3 / (0.6 Carga de fósforo em um lago Trata-se do Lago Urieville.35)]= 1.0. portanto.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.7g/m2 x ano W= 1.7/138.218 ano Adotando vs=12. td= tempo de residência (ano) = Volume do lago (V)/ Vazão de saída Qout (m3/s) td= V/Qout H= 1. Área= 122ha W= 122ha x 0.39 + 12.046 g/m2 ano td= V/ Q= 90.0145ano= 128.12). p= concentração de fósforo no lago (mg/L) W= carga total da área da bacia (g) /área da superficie líquida do lago (m2) As= 136.0131 x 86400 x 365)=0.96m/ano p= W/ [H(1/td + ks)] p=1.24 PT=12.com.03mg/L conforme Tabela (7.6) o fósforo total para uma área de densidade média é 0.99=0.379= 1.0145 +5.87m/0.87m=profundidade média do lago (m) ks= perda de fósforo de primeira ordem (/ano) p= W/ [H(1/td + ks)] =W/ (q + ws) q= Q/A = H/ td Sendo: Q= vazão de saída (m3/s) A=área da superficie do lago (m2) ws= velocidade do particulado do fósforo. 1993 in Maidment.0122 mg/L=12. Vamos explicar juntamente com um exemplo para melhor compreensão.39 p= W´/ (q + vs) p= 1.029mg/L e verificando a Tabela (7. Os resultados deverão ser verificados e estarão dentro de uma faixa.3 kg/ha x ano e para densidade baixa é 0.18) o lago ficará mesotrófico.35/ano td= 0.6m/ano Descarga: q=Q/As= H/td= 5.379m2 (área da superficie do lago) P= carga total de fósforo da bacia= 231. Exemplo 7. Maryland onde usaremos os ensinamentos de Huber. q= H/ td ks=10/H Cálculos: ks=10/H= 10/1.4m/ano poderia ser adotado outros valores como 10m/ano ou 16m/ano. o lago terá a concentração média de 0. Nota: como o valor da velocidade vs adotado foi de 12.97=0.15 kg/ha x ano= 18. Tomemos.3 kg de fósforo total por ano=18300 g por ano W´= W/ As= 18.15 kg/ha x ano de fósforo total.029g/m3=0. 2004: Para rios e lagos temos: Clorofila-a= 0.1/ 0.87m(1/0.

35 a 76.52 a 3.9 a 1.51 24<IET≤44 Oligotrófico 7.027 a 0.8 ≤0. Devido a isto se pode ver a importância do fósforo para o enquadramento do estado trófico.8 μg/L de Cl-a Portanto.053 a 0.br Clorofila-a= 0.211 >76. Tabela 7.81 44<IET≤54 Mesotrófico 1.8 μg/L de Cl-a. Critério Estado trófico Transparência Fósforo total Clorofila-a (m) (mg/L) (μg/L) IET≤ 24 Ultraoligotrófico ≥ 7.030 mg/L para ambientes lênticos <0.20 < 5mg/L OD (oxigênio > 5mg/L dissolvido) Clorofila-a PT (fósforo total) < 30μg/L <0.8 Resolução Conama 357/2005 Para os estudos de impacto de fósforo e nitrogênio deverá ser consultada a Resolução Conama nº 357/05.052 3.9 a 0.14) de classificação de Carlson modificada por Toledo.081 x (12.24 = 1.7 a 2. a concentração de 12. Tabela 7.3 0.006 ≤0.3 >0. Para corpos de água da Classe 2 temos a Tabela (7. 7. 1990 mostra que o estado trófico é função da transparência.0 0.0 0.13.Alguns parâmetros das águas doces Classe 2 segundo Conama 357/05 Águas doces Limites Classe 2 DBO5.82 a 10.06 IET>74 Hipereutrófico <0.34 54<IET≤74 Eutrófico 0. 1990. 2004 7-13 .2) 1.2g/L de P no lago resultou na estimativa de clorofila-a de 1.050mg/L para ambientes intermediários com tempo de residência entre 2dias e 40dias) 7.com.06 Fonte: Lamparelli.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.13).9 Estado trófico A Tabela (7.026 0.007 a 0.14-Limites para diferentes níveis de estado trófico segundo o sistema de classificação de Carlson modificado por Toledo. fósforo total e clorofila-a.211 10.

087mm/h Dados do problema: Tratamento de esgotos sanitários • População servida: 50.087mm/h (estimativa) 7-14 .0992 x 86400x 1000 x 4x365 / (1000 x 1000) =12514 kg de fósforo/ano Águas pluviais somente • Coeficiente de runoff C=0.45 x 0.27 • Área de contribuição (ha)=A=640ha • Estimativa da quantidade de fósforo na água = 0.com. Q esgoto= 0.000m2 Precipitação média anual= P=762mm/ano Profundidade média do lago H (m)= 8.2625 x 86400 x 365 x 6 x1000 / (1000x 1000)=49.000hab x 567 L/hab x dia/ (1000 x 86.8x 50.000. Figura 7. 1987 adaptado às unidades SI que é bem elucidativo.95 x CIA/360= 0.1) temos uma lago e queremos saber qual a quantidade de fósforo do mesmo tendo em vista que recebe o fósforo de varias origens.000habitantes • Quota per capita= 567 L/ hab x dia • Quantidade de fósforo no efluente dos esgotos que é lançado no lago= 6.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Exemplo 7.087 x 960/360=0.00m Intensidade de chuva média (mm/h)=I= 762/(365dias x 24h)= 0.087mm/h (estimativa) Qáguas+esgoto= 0.95x 0.669 kg de fósforo/ano Águas pluviais com esgotos • Coeficiente de runoff C=0.400)= 0.1. Na Figura (7.7mg/L • I=0.0 mg/L • 80% dos esgotos é lançado no lago.0992m3/s Carga de fósforo no ano= 0.Esquema Fonte: Thomann e Muller.7 Vamos mostrar um exemplo de Thomann e Muller.2625m3/s Carga de fósforo por ano= 0.700.45 • Área de contribuição (ha)=A=960ha • Estimativa da quantidade de fósforo na água = 4 mg/L • 5% das águas pluviais vão para a ETE • I=0.000 m3 Área de superfície As= 77. 1987 Lago Os dados do lago são: Volume V= 622.

00156 kg/ha x dia x 9600ha x 365=5466 kg/ano Área para a floresta • Área A= 12800ha • Carga de fósforo= 0.62=0.024 g/m2 x ano Tempo de detenção td td= V/Q = 622000000/ (17.15m3/s • Estimativa de fósforo =0.928m3/s Carga de fósforo por ano= 0.037 818 Área agrícola 0.16 x 86400 x 365)=1.16 79582 W= 79582 kg de fósforo /ano=79582.928 2190 Total= 17.052mg/L=52μg/L Portanto.024 g/m2 x ano/ (7.087 x 640/360=0.2625 49669 Águas pluviais+esgotos 0.000m2/ (1000x365dias x 86400)=0.6m/ano para 16m/ano.000g/ano W´= W/As= 79582.00046875 kg/ha x dia x 12800ha x 365=2190 kg/ano Tabela 7.6 onde alteraremos o valor vs de 12.700.992 12514 Águas pluviais somente 0.79m3/s Carga de fósforo por ano= 0.br Qáguas+esgoto= CIA/360= 0.com.15= 7.18) Exemplo 7.15 ano Adotando vs= 12.02+16) = 1.30 x 762mm/ano x 9600ha x 10.15 8925 ETE 0.052 g/m3= 0.15 x 86400 x 1000 x 0.000m2/ (1000x365dias x 86400)=0.8 É o mesmo Exemplo 7.02 x 365dias/(1000 x 1000)= 8925kg de fósforo/ano Área para agricultura • Área A= 9600ha • Carga de fósforo= 0.024/ 19.02=0.01 m/ano p= concentração do poluente no lago (mg/L) p= W´/ (q + vs)= 1. a lagoa tem estado trófico conforme Tabela (7.037 x 86400x 1000 x 0. a lagoa continuará no estado trófico conforme Tabela (6.0m/ano P= W´/ (q + vs)= 1.00156 kg / ha x dia • Runoff 30% da precipitação (estimado) Q agric= 0.Resumo Origem do fósforo Vazão Carga anual (m3/s) (kg/ano) Montante 14.02mg/L Carga de fósforo por ano= 14.79 5466 Área de floresta 0.00046875kg / ha x dia • Runoff 30% da precipitação (estimado) Q agric= 0.6m/ano q= Q/As= H/ td= 8.27 x 0.6) = 1.0/ 1.01+12.037m3/s Carga de fósforo no ano= 0.000g/ano/ 77.024 g/m2 x ano/ (7.044 g/m3= 0.15.024/ 23.1) 7-15 .044mg/L Portanto.7 x 365 / (1000 x 1000) =818 kg de fósforo/ano Água a montante • Vazão Q= 14.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.000=1.30 x 762mm/ano x 12800ha x 10. Adotando vs= 16.

000m3/ (0.000398m3/s=0.3 kg/haxano W= 154 ha x 0.0258mg/L=25.2 kg/ano de fósforo= 46200g/ano W´= W/As= 46200g/ 50000m2=0.924/ 35.7.6m/ano P= W´/ (q+vs)= 0.com.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.6)=0.9 Estimar a quantidade de fósforo do Lago Azul localizado em Guarulhos Estado de São Paulo com os seguintes dados: Precipitação média anual= 1488mm/ano Evapotranspiração média anual= 1367mm/ano Área da bacia= 1.30 kg/ha x ano=46.02 L/s x ha Vazão base= 0.10) Resolução Coeficiente de runoff C=0.08 L/s que deve ser somada a vazão devido ao escoamento das águas pluviais.924 g/m2 x ano td= V/Q td= tempo de residência (ano) V= volume =100.26+12.17mm/h x 154ha/360=0.00m Vazão base unitária= 0.26 P= W´/ (Q+vs) Admitindo vs= 12.0258g/m3=0.036758m3/s x 86. I= 1488mm/ano /(365 x 24)=0.br Exemplo 7. o lago é oligotrófico 7-16 .8μg/L Portanto.6)= 0.924/ (23.036758m3/s td= V/Q= 100.086ano A descarga q= Q/As= H/td= 2.000m2 (estimado) Vazão firme que se pode retirar= 12 L/s (sem deixar o Q.17mm/h Qmédio do runoff=CIA/360 Qmédio do runoff=0.000m3 A vazão Q é a soma da vazão base 3.03636m3/s Q total= 0.000m3 (estimado) Profundidade estimada= H= 2.03636m3/s+0.02 L/s x ha x 154ha=3.50 Taxa de fósforo adotado para área residencial media conforme Tabela (7.0m/0.086ano =23.400s x 365dias)= 0.08 L/s Área de superfície As=50.50 x 0.54 km2= 154ha Volume do lago V= 100.86=0.

edu/limnology/pubs/Pub144. Acessado em 6 de Janeiro de 2007. 14páginas. 2001. Stormwater Management Design Manual. 644páginas. JOHN A. models and applications. 623 páginas. On site wastewater treatment systems manual. Josh Wiley. An introduction to methods. -LEWIS. PLINIO. 3a ed. New York State Department of Environmental Conservation. -TOMAZ. 434 páginas. WILLIAM M. Principles of surface water quality modeling and control. -UNESCO. Italia. ROBERT V. Nitrogen yelds from undisturbed watersheds in the Americas. Technical Guidance Manual for Perfoming Waste Load Allocations. -USEPA. ISBN 0-06-046677-4. WILLIAN M. Biogeochemistry 46: 149-162-1999. Landscape planning environmental applications.br 7. et al.http://cires. Agosto de 1983. Editora Harper Collins Publishers. Albany. Simplified Analytical Method for determining NPDES effluent limitations for POTWs discharging into low-flow streams. -USEPA. October.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Editora Navegar. ISBN 92-3-103998-9. 2006.10 Bibliografia e livros recomendados -ESTADO DE NEW YORK.colorado.com.pdf -MARSH. EPA 625/R-00/008 fevereiro de 2002. Poluição Difusa. E MUELLER. 1987. Water Resources Systems planning and management. 2001. 2005. -THOMANN. 61 páginas ’ 7-17 . Documento EPA-440/4-84-019. NY. 1998.

fezes dos patos e gansos. um vindo do Nosso Clube de Vila Galvão com 150mm e outro de casa da familia Marinelli na rua Santo Antonio.00m conforme me informou o sr Moacyr Vasconcelos.800m2 sendo a profundidade atual variando de 0. Existe ainda uma mina que sai perto da Casa dos Churros que vai ao lago. pois a profundidade máxima chegava a 6. Aos fundos dava para ver a casa em estilo colonial construida pelo arquiteto Ramos de Azevedo e que hoje é o teatro Nelson Rodrigues.5m a 1.80m com profundidade média de 1. As florações de algas aparecem devido a entrada de nitrogênio e fósforo. A area da bacia a montante do lago dos Patos é de 105ha (1. História do lago O lago dos Patos fica em Guarulhos no bairro de Vila Galvão na rua Francisco Gabriel Vasconcelos e foi construido em 1910 ou 1911 pelo sr Francisco Gonzaga de Vasconcelos e sempre foi usado como area de lazer para banhos. cheio de peixes e apresentando de vez em quando florações de águas. 3. causado por excesso de comida jogada aos peixes e patos.15m. A barragem é artificial e foi construida em terra transportada por carrocinhas puxado a burro e a rua chama-se Rua Piracamjuba. 7-18 . 2. Vi uma foto da mãe do sr Moacyr dando milho aos gansos em região gramada onde hoje é o lago dos Patos.br APENDICE A Resumo: Trabalho: Balanço HÍdrico e Oxigênio Dissolvido do Lago dos Patos O objetivo é mostrar que o Lago dos Patos é um patrimonio histórico importante para Guarulhos e que não há problema de balanço hídrico no mesmo. 4 Problemas Hoje.390m3. No que se refere ao oxigênio dissolvido (OD) necessário para manter o ecossistema aquático o mesmo encontra-se no limite desejável de 5. o lago dos patos encontra-se extremamente assoreado.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. mergulhos e passeios de barco. O lago dos Patos é alimentado por seis minas de água que atraves de um tubo de 150mm de PVC que vem da av. O volume total de água armazenado é de 21. pois há muitos anos havia trampolim onde os merguladores davam shows.05 km2) O mesmo encontra-se assoreado.com. Objetivo O objetivo é apresentar o balanço hídrico e o oxigênio dissolvido do lago dos Patos localizada em Guarulhos no bairro de Vila Galvão. Dados técnicos do lago A área de superficie tem 18. decomposição das folhas das árvores que caem no lago.0mg O2/L devendo ser previsto monitoramento para o controle de algas cianofíceas e desassoreamento do mesmo. Francisco Conde e o mesmo recebe dois outros tubos. Balanço Hídrico e Oxigênio Dissolvido do Lago dos Patos 1.

64 3736 2411 5625 6950 21390 abr 30 4 58.volume que sai= Balanço mensal o que fica no reservatório no fim do mês (m3)= jan 31 1 254.02 18600 105 21390 Tabela 2.5 1.Balanço Hídrico Volume mensal (m3)= Vertedor tipo tulipa com tubo (m)= Profundidade mínima= Profundidade máxima= Prof.8 0.49 1307 1590 5625 5342 21390 jun 30 6 39.25 1397 2013 5625 5009 21390 out 30 10 137.74 144. elaboramos o balanço hidricio: Tabela 1.69 7-19 .11 3994 2680 5443 6757 21390 1487.com.8 1.56 574 1498 5625 4700 21390 ago 31 8 24.13 108.49 138.28 85. Balanço Hidrico Com dados fornecidos pela Estação Climatológica da Universidaded de Guarulhos calculamos a evaporação pelo Metodo de Pennan-Monteith.85 80.volume que sai= Balanço mensal o que fica no reservatório no fim do mês (m3)= julho 31 7 30.64 726 1351 5443 4818 21390 Tabela 3-continuação Balanço Hídrico Meses do ano Numero de dias no mês Mês precipitação média mensal (mm) = Evaporação média mensal ( mm)= Precipitação na represa= área da represa xPrecipitação mensal (m3)= Evaporação volume (m3)= evaporação mensal x área da superfície da represa= Vazão base (m3/mês)= Balanço (m3) volume que entra.14 1085 1993 5443 4535 21390 mai 31 5 70.br 5.14 139. A entrada de água sao as minas já citadas e a saida é um vertedor tipo Tulipa de diametro de 0.51 2427 2576 5625 5475 21390 dez 30 12 214.87 129.65 126.92 104.91 4727 2602 5625 7749 7749 fev 28 2 251.19 2555 2422 5443 5577 21390 nov 31 11 130.19 4681 2347 5080 7414 15163 mar 31 3 200.02 72.06 463 1936 5625 4153 21390 set 31 9 75.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.39 130.80m.8 1366.Balanço Hídrico Meses do ano Numero de dias no mês Mês precipitação média mensal (mm) = Evaporação média mensal ( mm)= Precipitação na represa= área da represa xPrecipitação mensal (m3)= Evaporação volume (m3)= evaporação mensal x área da superfície da represa= Vazão base (m3/mês)= Balanço (m3) volume que entra. Media= Área da superfície (m2)= Ilha (m2)= Área da superfície liquida (m2)= volume (m3)= Vazão base (litros/segundo x ha) Área da superfície (m2)= Área da bacia (ha)= Volume do reservatório (m3)= 4788 0.32 107.15 18800 200 18600 21390 0.

5m/s (média de Guarulhos na Estação Climatológica da UNG) KL= 0.br O balanço hídrico nos mostra que o lago dos Patos não apresenta problema de ficar seco mantendo praticamente constante o volume médio de agua de 21.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=3.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.390m3/ 184m3/dia= 116 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.5 -0.728 x 3.52= 0.3mg/L T= 20ºC Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= 21.6m/dia a 0.5+ 0.317 x 3.71 x 18.50.390m3 Vazão de entrada e de saida Q= 184m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 21.5 -0.9m/dia) OK.com. consumo de oxigênio devido a DBO e consumo de oxigênio devido a sedimentos no fundo do lago. 1987. Adotaremos modelo de Thomann e Mueller.0mg/L cs= saturação do DO a 20ºC na altitude 760.0372 x 3.390m3 Ks= SB=demanda de oxigênio pelo sedimento= 1. Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Q+KL x A= 184m3/dia + 0.800m2=13.58/dia L= DB0 existente nas lagoas no início = 2mg/L A=área da superficie do lago= 18. C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (DO) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga= 184m3/dia K2= taxa de transferência de OD para reareação=0.532m3/dia Wc= SB x A 7-20 .728 x U0.390m3 6 Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos A concentração de oxigênio dissolvido OD é dado pelas parcelas referentes a córrego tributário.317 x U+ 0.800m2 V= volume do lago= 21.00m de Guarulhos =8.58/dia K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO= 0.056g/m2/dia (adotado) cin = concentração da água que entra no lago com OD=7. Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigênio usando uma tabela ou calculando. saturação do OD. Cs= 8.30mg/L para temperatura de 20ºC altitude 760m em Guarulhos.71m/dia (0.

42) / (6. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia em mg O2/ L x dia ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.25x 8= 2.83 – 1.78 + 0.818/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia. P= clorofila a em μg/L= 8 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.6/6.6 dia Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese (fitoplâncton) f= 0.532)x8.818 x 0. a concentração de OD no l ago dos Patos é de 5.6/Ke= 4.19 -1.67 = 0.0 x 0.15) =0.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.718 x 0.00 + (0. É importante calcular a variação de oxigênio durante um dia como veremos abaixo.32 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.036 x turbidez Ke= 2.818 Ke= 6.16= 0.532)x 2.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.818= 0.036 x 83= 6.95 +8.007 x 150 + 0.6dias 7-21 .800m2=19853 C= ( 1840 / 13.58 / 13.15m = profundidade média (adotado) Cor aparente= 150 uH Turbidez= 83 uT Ke= 2.78 + 0.007 x Cor + 0.47=5.25 x P= 0.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.01 .3.056 g/m2/dia (adotado) Wc= 1. 7 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia devido ao fitoplancton.01 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 6.30 – (21.532) x 7.67m α1= αo x e –Ke x z= 1.818 x 1.84mgO2/L x dia Como o lago tem algas elas produzem e consomem oxigênio para a sua respiração.800 /13. Vamos adotar aop=0.com.25 razão em mg de DO / μg de clorofila a que varia de 0.056 x 18.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.e -1.5 μg/L = 2.818 z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) z= 4.42 H= 1.71 x 18. ps=aop x P aop= 0.718 x f ( e -α1 .16 pa= ps x G (Ia)= 2.6 ( e -0.84 mg de O2/L Portanto. a fotossíntese só ocorre durante o dia. Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2.0 –(19853 / 13532) C= 0.390x0.1 a 0. Devido a energia solar.42 x e – 6.0 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia G(Ia)= 2.br SB=Ks= 1.

71 mgO2/L x dia 5.32 = 0.e – Ka x f x T) x ( 1.0 mg O2/Lx dia.25 x 0.32mg O2/L x dia de oxigênio mas como precisam respirar consumo 0. Respiração das algas R aop= 0.97mgO2/ L x dia. 7-22 .13mgO2/L x dia.13mg O2/ L x dia.2 mg/O2/L x dia Portanto.25/dia μR= 0. as algas produzem em média 0.com.6 x 1dia) x ( 1.13= 5. devendo-se tomar o cuidado de não se comer as entranhas devido a presença de algas cianofíceas no mesmo.e –0.91mg/L poderá haver variação de oxigênio: 5.20 mg/L x dia de oxigênio.Conclusão O lago dos Patos localizado em Vila Galvão.71mgO2/L x dia a 5.40 Δc = 0.13=5. 8. Guarulhos é um patrimônio histórico de Guarulhos e tem normalmente o equilíbrio de oxigênio dissolvido de 5.58 x 1 x (1-0.84– 0.32 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.58/dia pa= 0.40 x 0. É recomendável que o lago fosse desassoreado para voltar a profundidade original e que de vez em quando fosse diminuida a quantidade de peixes. havendo uma variação média durante o dia de 0.13 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.58 x 1dia)] Δc/pa = 0.1 P= 8 μg/L R= aop x μR x P= 0. O lago dos Patos está isendo de contamniação de esgotos ou de outra fonte conforme constado.58 x 0.58 x (1 – e –0.e – 0.6f) )] / [0.1 x 8=0. que é o suficiente para manter o ecossistema aquático existente.br T=1dia K2=0.6 x 0.e –Ka x T x (1. Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 4.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/pa = [( 1.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. quando a temperatura for de 20ºC a variação de oxigênio dissolvido no Lago dos Patos irá variar de 5.97 mgO2/L x dia Portanto.84+0.

0143psi= 0.br 28/06/08 Capítulo 08 Gramados Engenheiro civil Plínio Tomaz 1 bar= 10 5 Newtons/m2 1 mb (milibar)= 10 N/m2 = 1000dina /cm2=0. Hg 1mm Hg= 1.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0295in.04 in Hg 1 N/m2 = 1Pa janeiro de 2007 2 ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) 8-1 .36 mb= 0.com.

com.br 28/06/08 Conversão de unidades Varejão-Silva.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005 Conversão de temperatura Tc= (5 / 9) x (Tf – 32) Tc= temperatura em graus centígrados (ºC) Tf= temperatura em Fahrenheit (ºF) Tf= 32+ (9/5) x Tc Graus Kelvin (ºK) tem o zero a -273.16º C ´ 8-2 .

10 8.28 8.11 8.9 8.5 8.27 8. ou seja.br 28/06/08 Ordem 8. substrato Limitar a área de gramados Uso de plantas com baixo consumo de água Hidrozona e tipo de gramas Eficiência da irrigação Deverá ser mantida uma rotina de manutenção Solo-água-planta Percolação Runoff Profundidade efetiva das raízes RZ Capacidade de armazenamento da água no solo. SCS conforme FAO.13 8.20 8.4 8.8 8.12 8.24 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.21 8.Gramados Assunto Introdução Consumo de água em jardins residenciais As sete etapas de um bom gramado doméstico Projeto e planejamento Melhoria do solo Solo Condutividade hidráulica Uso de matéria orgânica.18 8.7 8. 1998 Bibliografia e livros recomendados 43 páginas 8-3 .19 8.3 8.25 8.6 8.AWHC Água disponível para a planta na zona das raizes PAW Quantidade de água que pode ser extraída (MAD= Management Allowabele depletion ) Porcentagem de água que pode ser extraída pelas plantas (AD) Coeficiente de paisagismo (KL) Fator das espécies Ks Fator de microclima Kmc Fator de densidade Kd Precipitação efetiva (Pe) Precipitação efetiva “Pe” pelo método do United States Departmement of Agriculture – USDA Método USDA.26 8.com.14 8.23 8.22 8.16 8.15 8.1 8.29 SUMÁRIO Capitulo 08.2 8.17 8.

2 Projeto e planejamento Os aspectos de planejamento a serem observados são: as declividades. ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) As Figuras (8.2) mostram alguns gramados bem executados e conservados.1) e (8. O ponto a ser atingido é que o sistema de irrigação seja automático com a máxima economia de água atendendo os projetos arquitetônicos.br 28/06/08 Capitulo 1.1 Introdução O objetivo deste trabalho é a estimativa do consumo de água para irrigação por aspersão em áreas verdes e praças públicas.2 Mostra do gramado que embeleza a paisagem 8. Muitos conceitos serão apresentados de maneira simples.Gramados 8.Consequentemente torna-se necessário conhecer a evapotranspiração que é fundamental para a irrigação. a direção dos ventos predominantes. as faces nortes e sul. campos de futubel e campos de golfe.Exemplo de um landscape em pesqueiro de trutas em Campos do Jordão Figura 8. as precipitações mensais e anuais. o volume de água disponível local e os custos totais de manutenção. Figura 8. Conforme a Associação Nacional de Paisagismo (ANP) no projeto devem ser analisados os seguintes aspectos: Tamanho e forma da área Paisagismo a ser implantado Horas de radiação direta de cada área 8-4 .Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.1.

silte e argila. principalmente em áreas urbanas que podem ter camadas de areia. O solo que vamos tratar é basicamente o chamado Horizonte A que tem aproximadamente de 0. rochas. 8-5 .Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 Solo O solo é formado por partículas sólidas (minerais e orgânicas). ou seja.3 Melhoria do solo Para a melhorar as características físicas do solo deve-se usar uma mistura de materiais orgânicos.4) Os solos de texturas médias (francos) que possuem proporções equilibradas de areia. 8. A condutividade hidráulica do solo conforme Tabela (8. substrato que é um produto equilibrado física e biologicamente. já que apresentam condições bastante satisfatórias de drenagem.com. água e ar e constitui o substrato de água e nutrientes para as raízes das plantas.br 28/06/08 Declividade do terreno Necessidade hídrica das plantas Profundidade efetiva do sistema radicular Ação dos ventos predominantes Tipo de solo Sombreamento. A textura ou composição granulométrica de um solo é um termo usado para caracterizar a distribuição das partículas no solo quanto as suas dimensões conforme Figura (8. Para plantio coloca-se cerca de 10 cm de altura e para recuperação usa-se cerca de 3cm de altura. Deve-se ter o cuidado de não se construir barreiras que impeçam ou eliminem a capilaridade. etc.10m a 0. Um outro problema é da compactação do solo. pronto para uso. Isto irá reduzir as necessidades de mais água nas plantas.30m de espessura. são os mais adequados para o desenvolvimento de raízes das plantas.1) é medida com o infiltrômetro de duplo anel no local (in situ).Condutividade hidráulica com relação ao tipo de solo Textura do solo Condutividade hidráulica (mm/h) Argiloso 2a5 Franco-argiloso 6a 8 Franco-siltoso 7 a 10 Franco 7 a 12 Franco-arenoso 8 a 12 Arenoso 12 a 25 Fonte: Gomes.3) e (8. facilitarem o desenvolvimento de sementes e diminuir a erosão. Tabela 8. aeração e retenção de água. em geral. Abaixo do Horizonte A teremos o que se chama na prática de subsolo.1. 1997 8.

com.br 28/06/08 Figura 8.3 . Fonte: Reichardt e Timm.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Triângulo de classificação textural. 2004 8-6 .

com.3) vimos que se trata de solo franco siltoso. Entrando na Figura (8. 60% de silte e 15% de argila.1 Classificar um solo com 25% de areia.5 Valores usuais está hachurado 8-7 .4 . Figura 8. Figura 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 Exemplo 8.Triângulo de textura proposto por USDA (United States Department of Agriculture).

Depois de umas horas a areia já se deposita no fundo. Tire 50mm de solo e coloque dentro da garrafa.6 – Garrafa de teste de textura do solo Uma maneira aproximada para saber a porcentagem de areia. 1997). A estrutura de um solo caracteriza a forma de arranjo de suas partículas. silte e areia na composição do solo.6). conforme Reichardt e Tim. A estrutura do solo ao contrário do que ocorre com a textura. ou seja. 18/50= 0. O triângulo se compõe de doze espaços que representam 12 classes distintas de textura.36 (36%). Resumo: Areia 54% Silte 36% Argila 10% Total= 90% Classificação do solo: franco arenoso (loamy sand) 8-8 . Solos de texturas iguais podem possuir estruturas diferentes que apresentam maiores ou menores dificuldades à penetração ou circulação da água. que podem ser determinadas através do triângulo de texturas proposto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e apresentado na Figura (8. do ar e das raízes das plantas. De acordo com a proporção de argila. 2004.5). Adicione um detergente líquido para facilitar a quebra das estruturas.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. No exemplo tirei no jardim da minha casa 50mm de solo e depois de 24h podemos observar 27mm de areia. 2004. é difícil de quantificar e também de catalogar (Gomes. a textura se divide em várias classes. 1997). As linhas grossas do gráfico indicam as fronteiras de cada uma das classes de textura. A argila é calculada pela diferença.br 28/06/08 Os valores usuais de solos usados em gramados estão hachurados conforme Figura (8. silte e argila é tomarmos uma garrafa com boca larga na qual enchemos a metade com água conforme Figura (8. orientação e organização das partículas sólidas conforme Reichardt e Timm. Textura A textura de um solo refere-se à distribuição das partículas do solo tão somente quanto ao seu tamanho. Estrutura O conceito de estrutura de um solo é qualitativo e é usado para descrever o solo no que se refere a arranjo. ou seja 27/50= 0. Garrafa de teste Figura 8.com.54 (54% de areia). A fração de silte demora mais horas e a argila somente poderá ser observada no dia seguinte.3) (Gomes. A fração de silte medida foi de 18mm. Adicione água e chacoalhe a garrafa.

1 4.0 2.8 26.6 6.0 15.3 14.8 2.7 11. Condutividade hidráulica conforme a declividade do terreno.6 3.2.4 6.8 4.2 7.2 13.4 4.4 9.3 5 a 8% mm/h 25.1 5.9 6.3 > 16% mm/h 7.6 19.6 5.9 6.7 12.3 0.4 5.5 1.4 19.9 10.1 3.9 6.5 8% a 12% mm/h 19. 1993 8-9 .9 10.5 2.2 8.9 22.3 2.7 11.5 Condutividade hidráulica A condutividade hidráulica geralmente em mm/h representa a coluna de água em (mm) que atravessa um solo saturado.8 2. Observa-se que quanto maior a declividade. Tipos de solo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Áreia grossa Areia média Areia fina Areia franca Franco arenoso Franco arenosa fina Franco arenosa muito fina Franco Franco siltoso Solo siltoso Argila arenosa Franco argiloso Argila siltosa Solo argiloso 0 a 4% mm/h 31.4 7.8 3.8 3.4 21.9 7.Condutividade hidráulica do solo conforme a declividade do terreno e textura do solo. Tabela 8.6 6.9 6.6 3.0 13.1 16.1 3.7 10.1 5.com.2 12.6 4.9 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 1.2) apresenta a variação da condutividade hidráulica do solo conforme a declividade do terreno e textura do solo.7 8.5 11.9 23.8 2.1 17. menor é a condutividade hidráulica .6 4.8 3. A Tabela (8.7 9.8 15.8 Fonte: Toro Company. 1986 in AWWA.8 2.br 28/06/08 8. numa determinada unidade de tempo (h) sob um gradiente hidráulico unitário.1 16.7 8.0 12% a 16% mm/h 12.0 1.

Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 8.6 Uso de matéria orgânica. Figura 8. 2004.8). O solo orgânico colocado varia de 5cm a 10cm.7) e (8. A adição de matéria orgânica na forma de adubo verde. substrato ajuda a manter a umidade do solo Fonte: Waterwise Florida landscape. As Figuras (8. ou seja.Solo orgânico Figura 8.7. não precisando de irrigação. É aconselhado de dois em dois anos colocar a matéria orgânica (areia e húmus) sobre o gramado em pelo menos 80% da área. Quando aquecida a 700ºC ela se expande passando a um volume dez vezes maior conforme Reichardt e Timm. de estrume ou de composto ajudam também a melhorar a capacidade de campo do solo e introduz nutrientes como N. 8-10 .com.O material orgânico.9) e (8.10) mostram gramados salientando o assentamento em rolos. 2006 8. O gramado mais adequado será aquele que se sustenta somente com as chuvas locais. 2004. substrato A matéria orgânica irá se decompor melhorando a qualidade do solo local conforme Figura (8. P e S conforme Reichardt e Timm.8.7 Uso de plantas com baixo consumo de água Uma grama que consome muita água deverá ser evitada. A vermiculita é uma argila que na estrutura 2:1 é um mineral secundário que ajuda a reter a água.

43% das plantas devem consumir pouca água. Geralmente as gramas possuem raízes razas. onde se exige 42% das plantas com pouco consumo de água. As plantas nativas não são somente gramados.Exemplo de raízes razas e profundas. mas árvores. 2006 Segundo Vickers. Novo México exige que no máximo 20% das áreas do jardim. sejam de plantas que consumam muita água. arbustos etc. Uma das maneiras de se utilizar plantas que consumam pouca água é usar plantas nativas principalmente nos gramados.11.Grama sendo assentada em rolos A Figura (8.br 28/06/08 Figura 8. 2001 em Austin. A cidade de Austin. Texas oferece incentivos para quem reduzir o consumo de água nos jardins. o limite para os gramados chega até 40%.11) mostra exemplo de raízes razas e profundas.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Fonte: Waterwise Florida landscape. O mesmo acontece na cidade de East Bay -Califórnia. Texas em um jardim. Em se tratando de áreas irrigadas com esgoto sanitário tratado.com. e que os gramados não excedam de 25%.Gramado Figura 8. Figura 8. A cidade de Albuquerque. da área total.10. O município de Marin. Califórnia permite que no máximo 35% das plantas em um jardim tenham consumo com muita água.9. que 8-11 .

pois permanece praticamente verde durante todo o ano. 2006 8. Altura de 15cm a 30cm Resiste ao pisoteio Resiste à seca Não resiste a sombra Tolerância à meia sombra Uso em parques públicos e grandes áreas Resistente a pragas e doenças. Bermuda Nome cientifico: Cynodum dactylum Uso em campos esportivos.3 . Gramas tolerantes a seca e não tolerantes Conforme informações da técnica em paisagismo Marinez Costa as melhores gramas tolerantes a seca são: • Batatais • Bermuda • Esmeralda As gramas pouco tolerantes a seca são: • Santo Agostinho • Grama Coreana • São Carlos As características principais das gramas mencionadas acima são: Batatais (melhor de todas) Nome cientifico: Paspalum Notatum. São Paulo. Tabela 8. É o que se chamam as hidrozonas.Conservação e Reúso da água em edificações.3) do Sinduscom. praga.8 Hidrozona e tipo de gramas O agrupamento das plantas com consumo semelhantes de água também é aconselhável.Água de reúso classe 3 Fonte: Sinduscon.br 28/06/08 existam na região. desde que seja irrigada).Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. conforme Tabela (8. playgrounds e campos de golfe. para que não se tornem uma Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins. Tolerantes a pisoteio 8-12 . SP.com. Deveremos ter cuidado com plantas e forrações invasivas. Flugge (esta grama é usada muito nas estações climatológicas no Brasil.

com muitos prós e contras. A escolha do tipo de irrigação por sprinkler ou gotejamento dependerá da declividade. de maneira que não haja escoamento superficial (runoff). ou seja. devido a problemas com os animais. não usar água de esgoto como irrigação. as chamadas hidrozonas. para irrigação tem sido muito discutido nos Estados Unidos. Na Califórnia. principalmente subsuperficial.br 28/06/08 Resistente a seca Suporta temperatura até 40ºC Sobrevive até 12mm /semana de água de irrigação Esmeralda Nome cientifico: Zoysia japonica Altura de 10cm a 15cm Originaria do Japão Muito ramificada Gosta de sol Não resiste muito ao pisoteio Não resiste a sombra Resiste à seca Santo Agostinho Nome cientifico: Stenotaphrum secundatum Altura de 15cm a 25cm Não resiste a sombras Não resiste ao pisoteio Tolerante a salinidade Bom para região litorânea Provém da América Subtropical Grama coreana Nome cientifico: Zoysia Tanuifolia Altura de 10cm a 15cm Gosta de muito sol Crescimento lento Não é resistente ao pisoteio Precisa de irrigação periódica. banhos e lavatório do banheiro.9 Eficiência da irrigação A eficiência da irrigação só melhorará. separando as plantas de acordo com o consumo de água.itograss.com. Preferimos por ora. 8-13 . São Carlos Nome científico: Axonopus Compressus Altura de 15cm a 20cm Origem do sul do Brasil Tolerância ao frio Pleno sol e meia sombra Não é resistente a seca Usar em áreas de sobra A Figura (8. é permitido o uso da água da lavagem de roupas. O uso da água de esgoto tratado.12) mostra foto de vários tipo de gramas existentes no Brasil. como cachorros e gatos.br/Noticias/escolhagrama.12. a chamada graywater ou águas cinzas em portugues para irrigação.htm 8. Figura 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. que podem beber a água de uma poça de água e ficar doente.com.Vários tipos de grama usada no Brasil Fonte: http://www.

16).com. A água escorrerá superficialmente formando poças d´água e sulcos. que irá para o manancial subterrâneo. A percolação profunda pode encaminhar produtos químicos e fertilizantes da zona das raízes para o aqüífero subterrâneo. 8. 8. Conhecida como escoamento superficial ou enxurrada. É como se fosse um reservatório de água conforme Figuras (8.13 Profundidade efetiva das raízes RZ É a profundidade do solo na quais as plantas buscam os nutrientes.11 Percolação É a taxa pela qual a água se move através do solo. 8-14 .Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A água livre é uma água perdida.10 Solo. Isto acontecerá quando houver um excesso de irrigação. A percolação profunda ou seja a água livre ocorre quando a água fica abaixo das raízes e não é mais usada pelas plantas. no sistema de raízes das plantas e depois volta para a atmosfera.13) a (8.12 Runoff È a água que não é absorvida pelo solo e pelas plantas quando é feita a irrigação. A quantidade de água necessária que fica na zona das raízes e que é chamada de soil moisture reservoir. 8.água – planta São as relações que definem o modelo no qual a água entra e se move na profundidade efetiva das raízes.br 28/06/08 8. É também chamada zona ativa das raízes ou zona das raízes onde estão praticamente 95% das raízes.

Mostra o reservatório de água na zona de raizes http://gilley.Mostra a capacidade total de água na zona de raízes.edu/ 8-15 . onde existe o máximo e o mínimo.tamu.13.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 Figura 8. http://gilley.edu/ Figura 8.tamu.com.14.

15.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Mostra a extração de água na zona de raízes http://gilley.edu/ 8-16 .br 28/06/08 Figura 8.tamu.com.

conforme Reichardt e Timm.18 a 0. Tabela 8.07 a 0.20 Silte 0.36 0.17 a 0. 2004 é a quantidade de água retida pelo solo após a drenagem do seu excesso.06 a 0. 2004.11 a 0.17 a 0.37 0.19 Argila siltosa 0.11 Areia 0. AWHC (Available Water Holding Capacity).θPM Permanente θCC θPM (m3/m3.06 a 0. 1998 8-17 .= capacidade de armazenamento de água pelo solo (m3/m3.20 Argila Fonte: FAO.19 0.16.19 Franco siltoso 0.09 a 0. cm3/cm3.15 Franco arenoso 0.22 0.03 a 0. mm/mm) A Capacidade de Campo θCC conforme Wihmeyer e Hendrickson.40 0.28 a 0. 1949 in Reichardt e Timm.13 a 0.16 a 0.17 0. 1998 a Tabela (8.20 0.13 a 0.16 0. cm3/cm3. cm3/cm3.30 0.4) onde temos a textura do solo e a capacidade de campo e o ponto de murcha permanente.br 28/06/08 Figura 8.4 – Capacidade de campo.29 0.07 0.11 a 0. havendo um ponto de refill onde deverá haver chuva ou irrigação.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. mm/mm) θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permantente (m3/m3.18 Franco argiloso siltoso 0. 8.14 Capacidade de armazenamento de água pelo solo Vamos definir três parâmetros que é muito importante para o estudo da irrigação que são: capacidade de armazenamento de água pelo solo.02 a 0.05 a 0.24 0.21 0.Mostra esquematicamente o máxima capacidade de água disponível para as plantas.13 a 0. ponto de murcha permanente conforme a textura do solo e capacidade de armazenamento da água no solo. quando a velocidade do movimento descendente praticamente cessa.12 a 0.07 a 0. O Ponto de Murcha Permanente θPMP é a umidade do solo na qual uma planta murcha não restabelece turgidez mesmo quando colocada em atmosfera saturada de 12h.36 0. mm/mm) 0.32 a 0.20 a 0.12 a 0. ocorre dois a três dias após a chuvas ou irrigação em solos permeáveis de estrutura e textura uniforme. cm3/cm3.22 a 0.30 a 0.28 0. Textura do solo Capacidade de Ponto de campo Murcha AWHC=θCC . o que usualmente.17 0.12 Areia franca 0.com.13 a 0.12 a 0. quantidade de água contida na capacidade de campo e quantidade de água contida no ponto de murcha permanente.30 a 0. bem como a diferença entre eles.18 Franco 0. mm/mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo (m3/m3.42 0.10 0. A FAO.

5.19 A capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC) pode ser calculada conforme Gomes. 1997 através da expressão: AWHC= (1/10) x (θCC . Solo franco arenoso. 8-18 .08 0.06 0. relativa à densidade da água (adimensional).19 Franco argilo-siltoso 0.19 0.38mm/cm=0.10 Franco arenoso 0. Dar= densidade aparente do solo.138mm/mm).com.12 0. Tabela 8.12 Franco 0. março de 2005.4) e (8.12 a 0.2 Calcular AWHC= capacidade de armazenamento da água no solo (mm/cm) sendo dados a capacidade de campo=15% do peso do solo e ponto de murcha igual a 5% do peso do solo. Exemplo 8.17 0.21 0.6) onde para solo franco arenoso temos AWHC= 0.17 Franco siltoso 0.20 0.13 0.13 0.18 Argila arenosa 0.18 0.Capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC).12 0. 1997 Argiloso Franco-argiloso Franco-siltoso Franco Franco-arenoso Arenoso 0.15 0. AWHC= (1/10) x (θCC .09 s 0.br 28/06/08 Nas Tabelas (8.6) estão a Capacidade de Armazenamento no solo AWHC em função da textura do solo.06 Areia franca 0.38= 1. 1997.00 Argila 0. o que significa que a tabela funciona bem para estimativa.19 Franco argiloso 0.14 a 0. Tabela 8.07 Areia franca fina 0.21 0.5 ) x 1.Capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC).18 0. 2005 Fuentes Yague e Cruz Roche.08 0.θPM ) x Dar AWHC= (1/10) x (15 . A densidade do ar Dar= 1.16 0.138mm/mm Podemos comparar com a Tabela (8.13 0.θPM ) x Dar Sendo: AWHC= capacidade de armazenamento da água no solo (mm/cm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.17 0.19 Franco siltoso 0.6. 1990 in Gomes. Textura do solo Craul WSU mm/mm mm/mm Areia 0.12 0.13 0. Capacidade de armazenamento de água pelo Textura do solo solo (AWHC) (mm/mm) The irrigation Association.04 a 0.38g/cm3.13mm/mm (0.08 a 0.08 Fonte: Adaptado de The Irrigation Association.14 a 0.10 0.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management e de Gomes.17 0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permantente em % do peso.06 a 0.

1998 é obtermos o valor da tensão de sucção em laboratório. RZ= profundidade das raízes (cm) Exemplo 8.θPM ) x Dar x RZ/10 PAW= água disponível para a planta na zona das raízes (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso. Entramos na Figura (8.17.17) e achamos a porcentagem. em solo argiloso com raízes de profundidade efetiva de 150mm.8%. Dar= densidade aparente do solo.32 x 40/10= 43.3mm Figura 8. PAW= AWHC x RZ Sendo: PAW= água disponível para a planta na zona das raizes (mm) AWHC= capacidade de armazenamento no solo (mm/mm) RZ= profundidade média das raízes para uma determinada hidrozona (mm).br 28/06/08 8.12atm obtemos o valor da capacidade de campo igual a 16% Para acharmos o ponto de murchamento entramos com a pressão de 15atm na mesma Figura (8. Dar= 1.17mm/mm.4) o valor de AWHC= 0. de um gramado PAW.4 Calcular a quantidade de água disponível.17) e obtemos 7. PAW= AWHC x RZ PAW= 0. relativa à densidade da água (adimensional). θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso. A disponibilidade de água para as plantas vai de um limite superior chamado de Capacidade de Campo (CC) até um limite inferior chamado PMP (Ponto de Murcha Permanente). que fica disponível para as plantas PAW (Plant Avaliable Water).16 Água disponível para a planta na zona das raizes É a quantidade de água na zona das raízes.12 atm para determinação da capacidade de campo obtido em laboratório. Outra maneira de resolver o problema Uma outra maneira de ser resolver o problema conforme Azevedo Neto.θPM ) x Dar x RZ/10 PAW= (16.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7.17mm/mm x 150mm = 26mm 8-19 .Curva característica de retençao de água de um solo Fonte: Azevedo Neto. Para solos argilosos conforme Tabela (8.8 ) x 1. Entrando na Figura (8.3 Dada a tensão de sucção igual a 0.17) com 0. 1998 Exemplo 8. PAW = (θCC .com.32 RZ= 40cm PAW= (θCC .

Tabela 8.. 8.7) para solo franco MAD= 50%= 0.50 + 0.04 x (5 – ETc) Sendo: MAD= quantidade máxima que pode ser extraída da Tabela (8. março de 2005. Exemplo 8. Quantidade de água que pode ser extraída (MAD) Textura do solo (%) Argiloso 30 Franco-argiloso 40 Franco-siltoso 40 Franco 50 Franco-arenoso 50 Arenoso 50 a 60 Nota: o valor máximo de MAD é de 50% Fonte: Adaptado de The Irrigation Association.17 x 150= 26mm MAD= 50% AD= PAW x (MAD/ 100) = 26 x (50/100) = 13mm Assim do reservatório de água no solo (soil moisture reservoir) pode ser extraído somente 13mm. Outra maneira de calcular AD Conforme Gomes.7. 8-20 .9) MAD= quantidade máxima que pode ser extraída ou déficit tolerável para diversos tipos de cultura conforme Gomes. antes que o stress nas plantas comece.8).com. 8.50 (fração) MAD = MAD da tabela + 0.17 Porcentagem de água que pode ser extraída (MAD= Management Allowable depletion) É a máxima porcentagem de água que pode ser extraída do solo antes da irrigação ser aplicada conforme Tabela (8. 1997 temos: AD= (1/10) x (θCC . AWHC= 0. antes que atinja o ponto de murcha permanente. Da Tabela (8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.θPM ) x Dar x RZ x MAD Sendo: AD= lamina de irrigação liquida máxima (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.7) foi feita para ETc=5mm e para outros valores ela deve ser corrigida através da Equação: AD = MAD da tabela + 0. é supormos um reservatório de água disponível para a planta (Soil moisture reservoir). 1998. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso. só podemos aproveitar no máximo 50% da água disponível.38 = 38% O valor será 38% e não 50% para o MAD.Quantidade de água que pode ser extraída (MAD)de acordo com textura do solo.04 x (5 – 8) = 0.7). Depende do tipo de solo e o valor máximo recomendado é de 50%. conforme FAO.9) em fração Etc= evopotranspiração da cultura (mm/dia).5 Calcular o valor de MAD para ETc= 8mm/dia para solo franco.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. ou seja.18 Quantidade de água que pode ser extraída pelas plantas (AD) A quantidade máxima de água que a planta pode extrair é: AD= PAW x (MAD / 100) Exemplo 8. Dar= densidade aparente do solo (g/cm3) RZ= profundidade efetiva das raízes da planta (m) conforme Tabela (8.6 Seja um solo argiloso com raízes de profundidade efetiva média de 150mm.04 x (5 – ETc) MAD = 0.17 mm/mm RZ= 150mm PAW= AWHC x RZ = 0. Quanto maior for a evopotranspiração da cultura ETc menor será a quantidade de água que pode ser extraída. Deste reservatório como veremos adiante. 1997 conforme Tabela (8.br 28/06/08 Uma maneira de se imaginar a quantidade disponível de água PAW de uma planta. A Tabela (8.

para a densidade das plantas usando (Kd) e para o impacto das necessidades de água da planta usando o coeficiente (Ks) que na prática é praticamente o antigo coeficiente Kc.θPM ) x Dar x RZ x MAD AD= (1/10) x (10.5) x 1.Déficit tolerável para diversos tipos de cultura Cultura MAD (%) Alfafa 35 Tomate 45 Feijão 50 Milho 40 Fonte: Gomes.5mm 8.9-Profundidade efetiva das raízes para diferentes tipo de cultura Cultura Profundidade das raízes (cm) Abacate 60cm a 90cm Tomate 60cm a 120cm Feijão verde 25cm a 50cm Milho 60cm a 120cm Fonte: Gomes.br 28/06/08 Tabela 8.10.7 Calcular a lâmina de irrigação líquida máxima AD em mm sendo dados a capacidade de campo=15% do peso do solo e ponto de murcha igual a 5% do peso do solo.10) de Antônio Cardoso Neto no segundo fascículo de Tópicos básicos de irrigação.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. solo franco arenoso.Capacidade de campo e ponto de murchametno segundo a classe estrutural do solo Classe textural do solo Capacidade de campo Ponto de Murchamento (em peso) permanente (em peso) Argilosa 45% 30% Argilo-barrenta 40% 25% Areno-barrenta 28% 18% Fino-arenosa 15% 8% Arenosa 8% 4% Fonte: Antônio Cardoso Neto Exemplo 8. Tabela 8. que continua a ser usado em outras culturas. A vantagem do coeficiente de paisagismo KL é que pode ser reajustado para microclima usando o coeficiente (Kmc).com. RZ=0. 1997 Estimativa da capacidade de campo e ponto de murchamento permanente Na ausência de dados do solo podemos estimar os valores conforme Tabela (8.as propriedades do solo.19 Coeficiente de paisagismo (KL) O coeficiente de paisagismo KL é um conceito novo que substitui o antigo coeficiente Kc.8.70x 45=43. A densidade do ar Dar= 1. 8-21 . Kd= fator da densidade das plantas. KL = Ks x Kmc x Kd Sendo: KL = coeficiente de paisagismo Ks= fator das espécies Kmc= fator do microclima.38 x 0. AD= (1/10) x (θCC .38g/cm3.70m e MAD=45. 1997 Tabela 8.

75 0.5 0. 8-22 .5 Forrações: plantas rasteiras 1.5 Arbustos 1.br 28/06/08 8.21 Fator do microclima Kmc Os prédios.5 conforme Tabela (8.0 0. pavimentação.11) são plantas que estão muito bem protegidas dos ventos.Valores do fator das espécies Ks para diversas plantas Vegetação Alto Médio Baixo Árvores 0.10.5 0.2 Gramado 0.5 0.2 1.2 Forrações: plantas rasteiras 0.7 0. sombras. chegando o coeficiente atingir Kmc= 1.5 Gramados 1. 8.10). declividades. março de 2005. ventos.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. março de 2005.20 Fator das espécies Ks As diversas plantas de diferentes espécies possuem taxas de evapotranspiração diferentes.4 1.0 0.2 1. arbustos e gramas 1.Valores do microclima Kmc para plantas diversas plantas Vegetação Alto Médio Baixo Árvores 1.4.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.8 Fonte: The Irrigation Association. Um alto fator de microclima Kmc se deve a locais rodeados por superfícies que absorvem o calor e que haja muitos ventos.0 0. Um fator Kmc= 0. Tabela 8. Tabela 8. Algumas espécies transpiram muita água.9 0.5 Mistura de árvores.9 0. Um fator Kmc médio são as plantas que estão na sombra e protegidas do vento.0 0. arbustos e gramas 0.80 0.2 Arbustos 0.5 0. enquanto que outras consomem relativamente pouca água conforme Tabela (8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. etc podem influenciar muito o meio ambiente local.0 0.3 1.2 Mistura de árvores.11.60 Fonte: The Irrigation Association.9 0.4 1.com.

18.48 = 3.18).8 Seja um gramado em zona de edificações.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.3 e que está em três grupos: alta.3 1. num local de clima quente e úmido.5 0. profundidade do sistema radicular e demais características das culturas Existem vários métodos para se achar a precipitação efetiva. Figura 8.1mm/dia 8.0 1.3 1. textura.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8 (sombras) Kd= 1.6 Fonte: The Irrigation Association. declividade do terreno. Precipitação efetiva é a parcela da água de chuva que não escoa superficialmente e nem percola abaixo da zona radicular da cultura.com. Ks= 0. março de 2005.0 (grama) KL = Ks x Kmc x Kd = 0.0 1. A densidade é um fator que está entre 0.23 Precipitação efetiva (Pe) É a porção da chuva que fica armazenada no solo até a profundidade das raízes e que fica disponível para as plantas.0 1.6) PWR=ETc= ETo x KL = 6.1 1. mas complexo na prática porque envolve muitas disciplinas como metereologia.5 a 1. 1998 8-23 .4mm/dia= média entre 5.6 Kmc= 0.6 0. sistema de cultivo.0 = 0. tipo de solo. Considerar a densidade média do gramado.0 Baixo 0.48 ETo= 6. O termo é simples. Queremos a lâmina líquida de água necessária para a grama Santo Agostinho no mês de julho. É aquela que efetivamente é usada pelas plantas.12).0 1. práticas culturais e conservacionistas. Tabela 8. média e baixa densidade conforme Tabela (8.É influenciado pela intensidade da chuva.12.Esquema de um lisímetro Fonte: FAO. o método de Blaney-Criddle e o método do Soil Conservation Service.6 x 0.1 1. Exemplo 8. estrutura.6mm/dia da Tabela (8. espécies de plantas e ciência do solo.br 28/06/08 8. onde há bastante sombra. umidade do solo.8 x 1. o método do balanço da água no solo. arbustos e gramas Gramados Alto 1.4mm/dia x 0.5 0.22 Fator de densidade Kd A densidade da vegetação no paisagismo varia muito.5 0.Valores da fator de densidade Kd para plantas diversas plantas Vegetação Árvores Arbustos Forrações: plantas rasteiras Mistura de árvores. como o lisímetro da Figura (8.0 Médio 1.1mm/dia a 7. Existem plantas que ficam esparsas e que oferecem menor área de superfície de folhas e outras mais densas.

13. Categoria de solo Tipo de solo Profundidade das raízes em milímetros 150mm 300mm 457mm 610mm Precipitação média mensal efetiva em (%) da precipitação mensal 1 2 3 4 5 Arenoso Franco-arenoso Franco Franco-argiloso Argiloso 44 47 49 47 45 48 53 57 55 51 52 58 63 60 55 55 63 68 65 59 Fonte: The Irrigation Association. A precipitação mensal é 120mm. 8. Na Tabela (8.24 Precipitação efetiva Pe com percentual fixo da USDA-SCS Nos Estados Unidos foram feitas pesquisas com dados de 50anos pelo USDA Soil Conservation Service (USDA-SCS) e se chegou a seguinte Tabela (8.Precipitação efetiva com percentual fixo (Fator RF) da precipitação histórica mensal.4mm a 203. Pe = P x RF /100 P= 130mm RF= 50% Pe = P x RF /100 Pe = 120 x 50 /100= 60mm Dica: para planejamento de irrigação RF máximo seja de 50%. Exemplo 8. É válido para precipitações mensais de 6.com.2mm e para terrenos planos. março de 2005.9 Para solo argiloso.13). Pe = P x RF /100 Sendo: Pe= precipitação efetiva (mm) P= precipitação mensal (mm) RF= fator obtido da Tabela (8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Tabela 8.13) conforme o tipo de solo e as profundidades das raízes obtemos a porcentagem da precipitação total mensal que deve ser usada como precipitação efetiva.13) ou através de pesquisa realizada. usando o fator RF. raiz de planta de 150mm e fator RF= 45% conforme Tabela (8.br 28/06/08 O método fundamental que iremos adotar é do percentual fixo da USDA-SCS.13) para aplicação do método do percentual fixo. 8-24 .Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. dependendo do tipo de solo e da profundidade das raízes conforme USDA-SCS e válido para terrenos planos.

Departament of Agriculture e Soil Conservation Service não inclui a intensidade das precipitaçoes e nem a textura do solo. 1998 O método US.Tabela da multiplicação pelo factor SF entrando-se na tabela com o valor AD A Tabela (8. 1978.16).25 Método USDA. Fonte: FAO. Quando o valor for maior ou menor que 75mm temos que multiplicar por um valor obtido na Tabela (8. SCS conforme FAO.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Effective rainfall in irrigated agriculture Tabela 8.14) a (8. Consiste na aplicação das Tabelas (8.14) e (8. AD: é a quantidade máxima de água que a planta pode extrair do solo 8-25 .br 28/06/08 8.Effective rainfall in irrigated agriculture Tabela 8. Fonte: FAO.14-Precipitação efetiva mensal baseada na média mensal de precipitação em mm e no uso consumptivo (evapotranspiraçao da cultura ETc).16.15-continuação-Precipitaçao efetiva mensal baseada na media mensal de precipitaçao em mm e no uso consumptivo (evapotranspiraçao da cultura ETc).15) foram feitas para d=75mm. 1978.com. Uso consumptivo = evapotranspiraçao da cultura (ETc) Tabela 8.16) denominado SF.

Entrando na Tabela (8. quanto AD for maior que 75mm haverá um acréscimo e quando menor um decréscimo. Há paises que consideram a precipitaçao efetiva media como sendo aquela em que entram somente precipitações superiores a 5mm e inferiores a 75mm/dia e 125mm num período de 10 dias.003804 x 0. Achar a precipitação efetiva mensal Pe.0. O valor SF será um numero entre 0.5mm 8.74 Pe= 0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. SF= (0. Queremos que a altura de irrigação a ser aplicada seja de 50mm. Portanto.8in=97.057697x 0.82416 – 0.003804 x AD3) SF= (0.br 28/06/08 SF: é o fator de redução ou aumento pois o valor padrão da tabela da SCS foi feito para AD=75mm.057697x AD 2 + 0.9 2 + 0.295164 x 0.14) achamos o valor Pe= 52. Entrando na Tabela (8.01mm <75mm OK Exemplo 8.0.057697x AD 2 + 0. isto é.14) estimamos Pe=35mm e olhando-se a Tabela (8.9in.11556) x (10 (0.9in.070.9. Na Índia se utiliza 60% da precipitação media e alguns paises 75%.10 Calcular a precipitação efetiva Pe mensal para precipitação média mensal de 75mm e uso consumptivo.8mm=3.7in e AD=22mm=0.04. 2007 informam que há diferentes critérios para a estimativa da precipitação efetiva.70917 x 8.295164 x AD.7x 0.26 Método analítico do SCS para achar a precipitação efetiva mensal Com 50 anos de dados de precipitações nos Estados Unidos os cientistas do SCS através de 22 locais desenvolveram uma técnica para calcular a precipitação efetiva Pe.7))= 3. sendo a quantidade máxima de água armazenada no solo que a planta pode retirar AD=125mm. Cunha et al.02426xETc)) SF= (0.531747 + 0. 8-26 .27 Precipitação efetiva Na Califórnia a precipitação efetiva anual não poderá passar de 25% da precipitação anual.com. Etc= 93.93=49.82416 – 0.16) obtemos o fator 1.12 Seja uma cidade com precipitação P=227mm=8.7mm Consultando a Tabela (8.11556) x (10 (0.04= 36.9 0. Isto quer dizer que no projeto de irrigação de paisagismo não se pode prever toda a precipitação efetiva e sim que a mesma não poderá passar de 25% da precipitação.4mm <48mm OK Nota: a precipitação efetiva Pe deverá ser menor que ETc ou a precipitação mensal.02426x3.0.93)=0.295164 x AD.74 x ( 0.14) Então a precipitação efetiva: Pe= 52. Exemplo 8.16) para 50mm achamos o fator SF=0.93 que deverá ser multiplicado pelo valor obtido na Tabela (8.7mm x SF=52.11 Calcular a precipitação efetiva Pe do mês de abril do município de Guarulhos sendo Etc= 47mm e precipitação média mensal de abril P= 48mm.531747 + 0. 8.620 e 1.531747 + 0.003804 x AD3) Sendo: Pe=precipitação efetiva mensal (in) P= precipitação média mensal (in) Etc= média da evaporação da cultura (in) SF= fator de armazenamento no solo Exemplo 8.70917 x P 0. evapotranspiração Etc=100mm. Pe= 35mm x SF=35mmx 1. O valor de Pe é dados pela equação que está em polegadas: Pe= SF x ( 0.

2ª ed. Engenharia de irrigação. Effective rainfall in irrigated agriculture. RIGHETTO.AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. FAO. Bahia. 943páginas. 176 páginas. 4ª edição. VICKERS. Minas Gerais. AWWA . Universidade Estadual de Feira de Santana. GALVANI.br/ • AYOADE. Solo. março de 2005. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). ISBN 0-89867-679-7. 1996. ISBN 85-85205-25-5. Modelo Hidrológico de precipitação-escoamento. TUCCI. LOPES. Waterplow press. Procedimentos para pedidos de outorga de direito de uso da água para irrigação. 91páginas.Irrigation and drainage paper 56. SANDRA MEDEIROS. Universidade Federal de Viçosa. KEN. Piracicaba. 446 páginas. Agencia Nacional das Águas. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de Thornthwaite-Mather. 1997. MICHAEL S. AMY. 819 páginas. 1998.28 Bibliografia e livros consultados • ANP-ASSOCIAÇAO NACIONAL DE PAISAGISMO. KLAUS e TIMM. 1998. 1993. • BENNET. LUIS CARLOS. RUBENS LEITE E ALVES. VIANELLO. IRRIGATION ASSOCIATION. ACACIO EIJI et al. Minas Gerais. • BALL. Terme di Caracalla. 2004. processos e aplicações. 1955. Italy. LEA. Universidade Federal da Paraíba. E HAZINSKI.anponline. ISBN 92-5-1042105. 449 páginas. 1998. ISBN 85-7025-298-6.Rome. Monte de Caparica. O. 669p. OLIVEIRA. Turf and landscape irrigation. Water-Efficient Landscape – guidelines. ISBN 0-89867-525-1. MARCOS AIRTON DE SOUZA. planta e atmosfera.conceitos. 8ª ed. • EMBRAPA. PEDRO et al. ESALQ. 1993. 1991. J. Editora Manole. 478 páginas. Sete Lagoas. RODRIGO. 1ª ed. Introdução à Climatologia para os trópicos. 2001. Modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lâmina de água evaporada em Tanque Classe “A”. Campina Grande. • • • • • • • • • • • • • • • • -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION). Hidrologia. Landscape irrigation scheduling and water management. Metereologia Básica e aplicações. Azeveto Netto. 332páginas. abril de 2005. AWWA . Water Use Conservation. Manual de Hidráulica.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ISBN 1-931579-07-5. outubro de 1999. ISBN 92-5-100272-X. ISBN 85-204-1773-6.br 28/06/08 8. 1990. RICHARD E. • CUNHA. Avaliação das demandas de ofertas hídricas na bacia do Rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. E. ALAN VAZ E FREITAS. USP.Best Management Practices.AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. ADIL RAINIER.org. Xeriscape-programs for water utilities. 2ª edição. GOMES.com. SINDUSCON SP: Conservação e Reúso da água em edificações. Massachusetts.. ANTONIO MAROZZI. Hidrologia e Recursos hídricos. http://www. Coordenador Editorial: Antônio Christofoletti. REICHARDT. ABRH. et al. 8-27 . CARLOS E. HEBER PIMENTEL. ROSANGELA E SANTO. 2006. Rome. Circular técnico 2 de dezembro de 2002. Atualizada Blucher. 1ª ed. 29 paginas. Requerimento de água das culturas. USP. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. 390 páginas. ITO. IRRIGATION ASSOCIATION..

br 28/06/08 Capítulo 9 EVAPORAÇAO e LIXIVIAÇÃO ´ 9-1 .Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

6 9.com.2 9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8 Assunto Introdução Evapotranspiração ECA Transpiração Evaporação Evapotranspiração Evapotranspiração de referência ETo Evapotranspiração da cultura ETc Bibliografia e livros consultados 17 páginas 9-2 .4 9.7 9.3 9.1 9.5 9.br 28/06/08 SUMÁRIO Ordem 9.

2). Para a evopotranspiração é necessária a evaporação provocada pelo sol bem como a evaporação provocado pelos estômatos das folhas conforme Figura (9.1.Esquema de evapotranspiração Costuma-se falar em evaporação e evopotranspiração quando é para uma superfície líquida e quando é para uma cultura.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Diagrama solo-água do balanço de uma cultura na zona radicular Fonte: USA.Esquema de evaporação. mas enfim tudo é evaporação.1 Introdução Vamos fornecer alguns conceitos principais da evaporação e transpiração. Para a evaporação é necessário energia e esta vem do sol.Evaporação e Lixiviação 9.1).br 28/06/08 Capitulo 2. Figura 9.com. SCS. Figura 9.1. Figura 9. conforme Figura (9.2. 1993 9-3 .

1). como lagos. A água evapora de diversas superfícies. rios. Sete Lagoas.22m de diâmetro uma coluna de água de 30cm. sendo mantido nivelado sobre um suporte de madeira. através das quais os gases e o vapor de água passam conforme Embrapa. O método direto para obter a evapotranspiração é usando o lisímetro ou evapotranspirômetro. 9. condições do tempo e a quantidade de água disponível para as plantas. Clima Frio úmido Definições para verão < 19ºC >50%UR ETo (mm/dia) 2. O valor de ETo pode ser obtido aproximadamente pela Tabela (9. pavimentos.3).Corte esquemático do estômato Fonte: Embrapa.81 9-4 . dezembro de 2002. É a quantidade total de água perdida.1. circular técnica 20. Figura 9.4) Estes são pequenas aberturas na folha. Geralmente a grama é a planta de referência. que pode ser obtida com um Figura 9. densidade.3 Transpiração A transpiração consiste na vaporização da água líquida contida nos tecidos da planta e da remoção do vapor para a atmosfera. na superfície do solo e das plantas (evaporação) e a água usada na transpiração das plantas.54 3. Tabela 9. Minas Gerais.Evapotranspiração de referência ETo para o verão em diversos climas em função da temperatura e da umidade relativa do ar (UR). da umidade relativa do ar e da temperatura média no mês de verão conforme pesquisas feitas nos Estados Unidos.2 Evapotranspiração ECA É a medida local da evaporação em mm da superfície de água evaporímetro com Tanque Classe A conforme Figura (9. com altura de 75mm a 150mm e a evapotranspiração de referência de referência é representada por ETo.com.br 28/06/08 9. Afetam a evopotranspiração a espécie da planta. As culturas perdem predominantemente sua água através dos estômatos conforme Figura (9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4.4 Evaporação É o processo pelo qual a água líquida é convertida em vapor de água (vaporização) e removida da superfície evaporante (remoção de vapor).3-Tanque Classe A para medir evaporação tem 1. tamanho. 9.5 Evapotranspiração Evaporação e transpiração ocorrem simultaneamente e não existe uma maneira fácil de distinguir entre os dois processos. dependendo do tipo de clima. solos e vegetação úmida.Circular Técnica Sete Lagoas. dezembro 2002 9.

Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. Klosowski e Villa Nova obtiveram para a cidade de Piracicaba onde se encontra a Esalq.2).br 28/06/08 Frio seco Meio quente úmido Meio quente seco Quente úmido Quente seco < 19ºC <50%UR 19ºC a 29ºC >50%UR 19ºC a 29ºC <50%UR > 29ºC >50%UR > 29ºC <50%UR 3. Galvani. ETo= Kp x ECA= 0. Pereira. o ETo varia de 3.265 Sendo: com R2 = 0.com. sendo normalmente adotado Kp= 0.43 UR= umidade relativa do ar (%) Fonte: The Irrigation Association.08 7. Escobeto.USP.2). também recomendado por Reichardt e Timm.23.50 a 0.08mm/dia.35 a 0.6 Evapotranspiração de referência (ETo) A evapotranspiração de referência ETo em mm/dia é obtida multiplicando-se um coeficiente Kp da Tabela (9.08 6.81mm/dia a 5. Exemplo 9. março de 2005.96 9-5 .62 5.35 7.90. ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) O coeficiente Kp está entre 0.62 11.08 5. a vegetação com altura de 0.81 3.12m e resistência da superfície de 69 s/m.81 5.1 Calcular a evapotranspiração ETo sendo ECA anual de 957mm e o valor Kp=0.Valores de Kp O raio de bordadura refere-se ao lado dominante do vento. na Latitude 22º e longitude 47º a altura média de 556m achou-se: ETo= 0. ETo= Kp x ECA Sendo: ECA= evaporação no Tanque Classe A (mm/dia) Kp = coeficiente do tanque (adimensional) que varia de 0.85 conforme Tabela (9. É praticamente definido para um solo com grama do tipo batatais.80. 1993 está associada ao albedo de 0.08 5. 2004.80 x 957mm=766mm Tabela 9.745 x ECA + 0.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A evapotranspiração de referência ETo conforme Shuttleworth. Existe bordadura com solo de vegetação verde e bordadura com solo nu.2. Cunha.80. da umidade relativa do ar e do tamanho da bordadura admitida no Tanque Classe A. Conforme modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lâmina de água evaporada em Tanque Classe A em outubro de 1999 por E. 9. que depende do vento local. Para o município de Guarulhos onde a umidade relativa média do ar é maior que 73% e a temperatura média é maior que 19ºC.

482 + 0.com.br 28/06/08 ECA= evaporação obtida no tanque Classe A (mm/dia) ETo= evaporação de referência (mm/dia) Utilizou-se para se obter o coeficiente do tanque Kp a equação de Snyder.024 x ln (F) – 0.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.000376 x U + 0.0045 x UR Sendo: Kp= coeficiente do tanque (adimensional) Ln= logaritmo neperiano F= distância da área tampão (m) U= velocidade do vento (km/dia) UR= umidade relativa média do dia (%) 9-6 . 1992 de simples aplicação: Kp= 0.

Valores de Kc conforme o consumo Consumo de água das plantas Plantas que consomem muita água Plantas com consumo médio de água Plantas que consomem pouca água Tabela 9.3) e (9.80. consome medianamente e que consomem pouco.5.fase de maturação compreendida entre o final do período 3 e a colheita.5 0.7 a 1.25 na cultura do milho por exemplo. arbustos e gramados tolerante a seca Área não irrigada Fonte: Water Efficient Landascape.desde o momento da semeadura até o ponto em que a cultura alcança aproximadamente 15% do seu desenvolvimento.30 a 0.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. arbustos e gramados que consomem pouca água Arvores.2 0.0 0. arbustos e gramados não tolerantes a secas Arvores. Período 2. Fonte: Gomes.7 0.Valores de Kc conforme o consumo Tipo de planta Grama de folhagem e raízes densa Arvores.3. Nota-se quatro fases ou quatro períodos assim definidos: Período 1.8 Variação do coeficiente Kc conforme Gomes. Nos projetos de irrigação que estamos tratando. Para paisagismo Kc varia de 0 a 0. Uso consumptivo é muitas vezes usado como sinônimo de evapotranspiração da cultura ETc.4. 1997 o coeficiente Kc varia conforme o periodo de do ciclo vegetativo da planta conforme Figura (9. 1993 AWWA Kc 0. O valor do coeficiente de cultivo Kc para paisagismo é considerado para plantas que consomem muita água.com.5 a 0. mm/mês ou mm/ano.br 28/06/08 9.30 Valor Kc 0. sempre usaremos ETc.4).0 9. Período 3. 1997 Conforme Gomes.Fase que se inicia no final do período 1 e termina em um ponto imediatamente antes da floração. ETc= Kc x ETo Sendo: ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Kc= coeficiente de cultivo conforme Tabelas (9. mas pode-se usar mm/semana.8 0. Tabela 9.fase de floração e frutificação Período 4. Figura 9.50 < 0.7 Evapotranspiração da cultura (ETc) É a quantidade de água consumida em um determinado intervalo de tempo pela cultura. Geralmente é adotado mm/dia. podendo atingir valores igual a 1 e de 1. 1997 9-7 .Variação do coeficiente de cultivo no ciclo vegetativo da planta.5).

35 0. conforme Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental de Campina Grande.5) e verificamos que obtemos a media de Kp=0.4.52 kc médio = 0.4) apresenta alguns valores de Kc conforme o período de cultivo. bem correlacionados com os valores obtidos em lisímetros.05 0.60 1. Tabela 9.90 1. Tabela 9.2 Calcular o ETc= evapotranspiração máxima de uma cultura sendo ETo=120mm/mês e Kc= 0.00 0. 1993 AWWA 9-8 . volume 2.60 0.45 0.br 28/06/08 A Tabela (9. página 132 a 135.75 1.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.15 0.3 Calcular o fator da planta média para diversas frações de área conforme Tabela (9. Pesquisas conduzidas em diferentes localidades e condições climáticas indicam que o método de Penman-Monteith tem apresentado estimativas de ETo para a grama. os quais variam para cada período podendo aumentar. Uso de áreas não irrigadas Fator da Fração Fator planta da área com peso Tipo de plantas e necessidade Kc de água Grama densa com raízes densas 0.00 Fonte: Water Efficient Landscape.60 Cultura Tomate Alface Arroz Soja O método mais recomendado para o cálculo da evapotranspiração de referência ETo e recomendado pela FAO é o de Penman-Monteith (Embrapa.Valores do coeficiente de cultivo Kc Período 1 Período 2 Período 3 Período 4 0.48 Plantas que usam muita água 0. abaixar ou se manter igual. número 2.80 0.Cálculo do fator de cultura médio Kp considerando áreas de plantio diferentes.10 0.35 0.10 1.10 1.10 0.50 ETc= Kc x ETo= 0.80 0. Exemplo 9.52 1.10 1.04 Área não irrigada 0 0.50 x 120mm/mês=60mm/mês Exemplo 9.52.45 0. 2002).5.75 1. ano de 1998.com.80 0.00 0.

90 0.95 0.Valores de Kc para umidade relativa do ar de mais ou menos 45% e velocidade do vento de 2m/s.6.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Adota-se o Kc inicio de modo geral Cultura Kc início Kc médio Kc final Brocoli Tomate Grama Bermuda ou Santo Agostinho 0. Fonte: FAO.85 0.6 0.6) no qual poderemos obter os valores de Kc mês a mês.85 Na Figura (9.6) apresenta alguns exemplos.Os três coeficientes Kc da FAO.9 Variação do coeficiente Kc conforme FA0 A FAO apresenta três valores de Kc que são: Kc início Kc médio Kc final A Tabela (9.15 0.6. 9-9 .70 a 0.7 0. Quando se quer adotar um valor único a FAO recomenda adotar Kc de início Tabela 9. Para estimativas preliminares a FAO recomenda usar o valor Kc inicio.br 28/06/08 9.com. Notar que temos quatro períodos apesar dos três valores. 1998 O ideal é para cada cultura fazermos um gráfico igual ao da Figura (9.05 1. Figura 9.6) temos os três valores de Kc que vão formar quatro períodos.80 1.

1976 in FAO. As plantas tolerantes à salinidade toleram até 15 g/ L de NaCl. A grama bermuda é tolerante a salinidade Lixiviação por aspersão Em campos de golfe o metodo mais usado para irrigação com água de reúso é por aspersão. 1998. Para ECw < 5 dS/m Para ECw > 5 dS/m TDS(mg/L)= ECw (dS/m) x 640 TDS(mg/L)= ECw (dS/m) x 800 Os valores de Ecw conforme a Universidade da Califórnia in Metcalf e Eddy.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2007. A lixiviação dependende do método de irrigação. O excesso de água levará os sais soluveis fora da zona das raizes evitando a salinização. 9-10 .7) da FAO do qual tiramos somente a grama Bermuda grass em função da redução do rendimento potencial. podendo reduzir o metabolismo e o crescimento das mesmas. É usada a equação de Roades e Merrill. 1987). Alguns sais causam efeitos tóxicos nas plantas. O objetivo é prever a redução na evapotranspiração causada pela salinidade da água. 1998 os sais na água do solo podem reduzir a evapotranspiração. milli-ohms por centimetro (mmho/cm) ou micro ohms por centimetro (μmho/cm) é usada em substituição a medida de concentração do TDS.7).br 28/06/08 9. 2007 é a seguinte: ECw < 0. 2997. LR= ECw / (5 x ECe-ECw) Sendo: LR= lixiviação como fração mínima de água destinada a lavar os sais acumulados no solo. Uma planta com redução do rendimento potencial for 100% ou 0% indica que a salinidade teórica ECe e que cessa o crescimento da planta. A salinidade é a medida do sólido total dissolvido TDS. 2007. 2007. Se a redução no rendimento da cultura for de 90% usa-se o valor de 90% na Tabela (9. 1987 a lixiviação é uma quantidade adicional de água que se deve acrescentar à irrigação para que não se acumulem os sais no solo. Conforme Gomes.7 a 3. Se o valor de LR for menor que 0. O valor da condutividade elétrica do extrato do solo pode ser estimado usando a Tabela (9.1 então não será necessário aumentar a lâmina de irrigação para lavar os sais (Critério prático de Gomes. A condutividade elétrica da água Ecw é expressa em decisiemens por metro (dS/m). equivalente a metade da concentração da agua do mar conforme Vieira. A água de irrigação requerida para suprir as necessidades da cultura e a lixiviação dos sais se obtém por meio do quociente entre a necessidade de irrigação líquida NL e o fator (1.0 dS/m há restrição moderada (TDS 450 a 2000mg/L) ECw > 3.LR) conforme Gomes. pois tornam o solo com menos água disponível para as raízes das plantas extrairem água.10 Lixiviação Conforme FAO.com.0 dS/m a restrição é denominada de severa (TDS> 2000mg/L). A conversão da condutividade elétrica em TDS pode ser feita da seguinte maneira conforme Metcalf e Eddy. a presença de sais na água do solo reduz o potencial de energia da solução solo-água. 1987 Considerando a eficiência da irrigação IE e lixiviação LR temos: NL = (ETc – Pe)/ [IE (1-LR)] Sendo: NL= necessidade de irrigação líquida mensal (mm) ETc= evapotranspiração máxima da cultura mensal em (mm) ETc= ETo x KL Pe= precipitação efetiva mensal (mm) IE= eficiência da irrigação em fração. ECe= valor estimado da condutividade elétrica da água do solo nas raizes em dS/m (deciSiemens por metro). conforme Metcalf e Eddy. ECw= condutividade elétrica da água de irrigação em dS/m (deciSiemens por metro) medida a 25ºC.7 dS/m não há restrição nenhuma (TDS < 450mg/L) ECw entre 0. entretando nos tees e greens vem sendo usado ultimamente irrigação subsuperficial devido a sua eficiência e pelo fator de nao expor o ser humano a uma água de reúso conforme Metcalf e Eddy. Portanto. LR é a fração da lâmina de água a aumentar. LR= lixiviação em fração Salinidade é a medida de sais solúveis na água ou solo.

com.Valores estimativos para Ece para grama bermuda grass em função da redução do rendimento potencial (Cynodon dactylon) conforme FAO. LR= ECw / (5 x ECe . LR= ECw / (5 x ECe . LR= ECw/ (2 x max Ece) LR= 1. o volume de água a ser irrigado deverá ser aumentado de 7% para a lixiviação.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 dS/m. Exemplo 9. No caso acima usariamos ECe= 6. o volume de água a ser irrigado deverá ser aumentado de 2. Edio Luiz da Costa e Antonio Heriberto de Castro Teixeira temos: LR= Ecw/ (2 x max Ece) Sendo: LR= fração da lixiviação Ecw= condutividade elétrica da água de irrigação (dS/m) Max ECe= condutividade elétrica máxima do extrato de saturação do solo que reduziria a zero a produtividade da cultura.9) =0.0 -1.10 não consideramos a lixiviação Na Figura (9.4% para a lixiviação. Observar que as faixas de consumo de água sao 40%.ECw) LR= 1.9 dS/m.5= ECe é uma espécie de guia para seguir e tem fator de lixiviação LF=LR entre 15% a 20%. Usam-se as quatro faixas padrão de 40%.0 / (5 x 3. 30%. 1998 possui o gráfico da Figura (9.0) =0.7) que fornece uma estimativa.5 dS/m para 90% e recomendação da FAO.7) corresponde a lixiviação de 15% a 20% para a faixa de consumo de 40%.5 Ecw da Figura (9.0) =0. Cálculo da lixiviação LR (fração) Conforme Eugenio Ferreira Coelho.ECw) LR= 1.024 Portanto. 30% 20% e 10%.0 dS/m.6 Queremos fazer irrigação num gramado com água de reúso em solo com condutividade da água a 25ºC medido ECw= 1. 30%. Na prática consideramos a lixiviação. 20% e 10% na zona de raizes.2 50% ECe ECw 15 0.8 ECe 23 O% ECw 15 Exemplo 9. 9-11 .0/ (2 x 6.5 dS/m então deverá ser usado para achar ECe o valor de 100%. 1998 100% ECe ECw 6. A relação ECe=1.072 < 0. 20% e 10% usada como padrão.0 dS/m.5 Queremos fazer irrigação num gramado com água de reúso em solo com condutividade elétrica da água a 25ºC medido ECw= 1.9 4. A FAO.7.7) o valor Ecw x 1.6 75% ECe ECw 11 7.0 dS/m. Nota: A FAO recomenda que quando a água de irrigação tem ECw> 1.5 5.br 28/06/08 Tabela 9. Exemplo 9.5 -1.4 Queremos fazer irrigação num gramado solo com condutividade da água a 25ºC medido ECw= 1.7) o valor de ECe=8.9 dS/m. Para a grama bermuda grass conforme Tabela (9.0 / (5 x 8.07 Portanto.6 90% ECe ECw 8. Supomos que para grama Bermuda grass maxECe=6. Supomos que ECe=3.

2007 apresenta um outro método para obter a lixiviação.3+0. a bermuda grass é considerada uma planta tolerante à salinidade assim como a grama Zoysia e Santo Agostinho. 30% 20% e 10% conforme Figura (9.9x) + ECw/x ]/ 5 Sendo : ECw= condutividade elétrica da água de irrigação (dS/m) ECe= condutividade elétrica da água na zona das raízes (dS/m) x= valor da lixiviação em fração 9-12 .2007 as gramados não são afetados pela salinidade da água do solo quando a mesma é < 3 dS/m. As gramas muito sensitivas devem ser evitados quando usar água de reúso.8).br 28/06/08 Figura 9. Conforme Metcalf e Eddy.7 x) + ECw/ (0. 2007 existem plantas: TOLERANTES ≤ 10 dS/m MODERADAMENTE TOLERANTES entre 6 a 10 dS/m PLANTAS SENSIVEIS A SALINIDADE entre 3 a 6 dS/m PLANTAS MUITO SENSIVEIS A SALINIDADE ≤ 3 dS/m Como o nosso interesse é somente gramados. 20% e 10%) e considerando o fator de lixiviação LF que é a mesma coisa que LR.Efeito da salinidade da água ECw no zona das raízes ECe nas várias frações do solo (40%. 30%. Tolerância à salinidade Nem todas as plantas se comportam da mesma maneira na presença da salinidade. Determinação da fração da lixiviação Conforme Metcalf&Eddy.4 x) +ECw/(0.6 +0. Conforme Metcalf e Eddy. Obtém-se a equação: ECe= [ ECw+ ECw/(0. baseado na água consumida em cada uma das quatro faixas: 40%.1+0.com.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7.

30%.8). Observar que usando a equação de Rhoades. 2007 9-13 . 2007. 20% e 10%) Fonte: Metcalf&Eddy.com. ECe= [ ECw+ ECw/(0.7 x) + 1/ (0.Consumo de água em cada quarto (40%.5% para atender a lixiviação necessária.5% Portanto.11 Uso de água de reúso em irrigação de gramados Os esgotos sem tratamento e os esgotos tratados que podem ser usados em irrigação possuem os seguintes níveis conforme Tabela (9.Níveis dos nutrientes de esgotos Esgoto sem tratamento Lodo ativado convencional Lodo ativado com remoção de nutriente Lodo ativado com membranas MBR <1 <1 <0. 2003 in Metcalf e Eddy.165.br 28/06/08 Figura 9. 1974 com os mesmos dados obtivemos o valor de 7% enquanto que na de Metcalf&Eddy.9x) + 1 /x ]/ 5 Achamos x=0.6 +0.5%.3+0.1+0. teremos que aumentar a água em 16.7 x) + ECw/ (0. 2007 achamos 16. O melhor tratamento é o lodo ativado com membranas MBR (Membrane Bioreators).3+0.6 +0.4 x) +ECw/(0.Conforme Metcalf& Eddy. 9. 16.1+0.4 x) +1/(0. O lodo ativado convencional depois de tratado tem NT entre 10mg/L a 30mg/L e fósforo total entre 4mg/L a 10 mg/L. Tabela 9.9x) + ECw/x ]/ 5 3= [ 1+ 1/(0.8. 2007 Exemplo 9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Supondo que a condutividade elétrica da água de irrigação de reúso tenha salinidade na concentração de ECw=1 dS/m e que a condutividade do solo nas raízes seja ECe=3 dS/m. ou seja.05 Nitrogênio total NT (mg N/L) Nitrato (mg N/L) Fósforo total (mgP/L) 20 a 70 0 traços 4 a 12 15 a 35 10 a 30 4 a 10 2 a 12 1 a 10 1a2 Fonte: Tchobanoglous et al.8.6.

9 2.2 3a6 ≥ 1.9 Fonte: Metcalf e Eddy.com.3 6 a 12 ≥ 1.2 a 0. Altos níveis de magnésio tendem a tornar o solo alcalino.5 Geralmente as concentrações são expressas em meg/L.08 24.49 meq/L Quando o índice SAR está entre 2 a 10 indica que não há perigo do sódio.991 40.0 5.3 20 a 40 ≥ 5.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2007 9-14 .991 20. Geralmente o nível de magnésio no solo não apresenta problema.312= 0.Graus de restrição para irrigação SAR Nenhuma Restrição pouca Restrição restrição a moderada severa 0a3 Ecw ≥0. Magnésio (Mg) Em quantidades apropriadas o magnésio é um micronutrientes para as plantas.312 Valência 1 2 2 Peso equivalente Peso molecular / valência 22.2 <0. Na Tabela (9. Altos níveis de cálcio tendem a tornar o solo alcalino.3 <1.br 28/06/08 9.12 Adsorção de sódio (SAR-Sodium adsorption ratio) A adsorção de sódio é um parâmetro importante. conforme Fetter. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. valência e peso equivalente.04 12.9 a 1. 1994. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR. Os índices maiores que 13 reduzem a permeabilidade e aeração dos solos causando problemas na irrigação. 1995 Peso molecular 22.7 0.9 <2. 1995) Peso equivalente= peso molecular / valência O sódio tem valência=1. Tabela 9. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. É a troca iônica que é muito importante em argilas que podem remover metais pesados. Espécie Na+ Ca 2+ Mg 2+ Fonte: adaptado de Hounslow.5 12 a 20 ≥ 2.7 a 0.2 1.10.5 <0.3 <0. O perigo começa quando SAR está entre 7 a 18 e fica grave quando SAR está entre 11 e 26. meq/L= mg/L /peso equivalente = 6 mg/L / 12.7 Calcular em meq/L de 6 mg/L de Mg. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR. mmol/L= mg/L / peso molecular Molaridade= mol/L = mmol/L / 1000 Miliequivalente/litro (meq/L)= mmol/L= mg/L/peso equivalente (Hounslow.9 1. o magnésio e o cálcio ficando no lugar deles. o cálcio tem valência=2 e Mg tem valência=2. Cálcio (Ca) Em quantidades apropriadas o cálcio é um micronutrientes para as plantas. Relembremos que a troca catiônica é muito importante.9 a 0. conforme Tabela (9.312 Exemplo 9.0 a 2.9).9 . O índice SAR está relacionado com a condutividade elétrica CE. SAR= Na+ / [(Ca2+ + Mg2+)/2]0. Tabela 9.10) temos os graus de restrição para irrigação conforme o valor de SAR. pois seguem esta ordem: Na+ > K+ > Mg2+ > Ca 2+ Isto significa que o sódio substitui o potássio.Peso molecular.

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Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Curso de esgotos Capitulo 10.br 29/06/08 Capitulo 10 Necessidade de irrigação 10-1 .

21 Assunto Introdução Necessidade de irrigação Eficiência da Irrigação Parâmetros da irrigação Aspersores Sistemas de Sprinklers Raio de alcance do aspersor Gotejamento Microaspersão Quantidade de água necessária para irrigação (IR) Tempo de operação OT Dias de irrigação ID Dias de operação Máxima irrigação por ciclo Ciclos por dia Intensidade media de precipitação de um aspersor AR Calendário de irrigação Estação climatológica Exemplo de dados Tensiômetro Bibliografia e livros recomendados 22 páginas 10-2 .9 10.3 10.19 10.4 10.18 10.Curso de esgotos Capitulo 10.14 10.6 10.br 29/06/08 SUMÁRIO Ordem 10.16 10.15 10.17 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.13 10.1 10.5 10.8 10.com.20 10.7 10.10 10.2 10.12 10.11 10.

O intervalo de tempo pode ser além de mensal.2 Necessidade de irrigação A necessidade de irrigação líquida mensal é a diferença entre a evapotranspiração da cultura ETc e a precipitação efetiva mensal.85 a 0.90 Sprinkler usando rotor em plantas com 0.625 filas maiores que 2. NL = ETc – Pe Considerando a eficiência da irrigação IE e lixiviação LR temos: NL = (ETc – Pe)/ [IE (1-LR)] Sendo a eficiência IE e lixiviação LR em fração 10.85 a 0.com. (mm) Normalmente considera-se G=0 e W=0.Curso de esgotos Capitulo 10.90 Gotejamento 0. 2. IE= volume total de água usada/ volume total da água aplicada Tabela 10.Eficiência da irrigação Tipo de irrigação Eficiência da irrigação Sprinkler para irrigar árvores e arbusto 0. Aplicar a água uniformemente.75 filas maiores que 2.3 Eficiência da irrigação A eficiência da irrigação mínima a ser adotada em irrigação é IE=0.br 29/06/08 Capítulo 10 – Necessidade de irrigação 10.1 Introdução Quando não temos as precipitações naturais.G . Tempo de aplicação correto. Deverá ser evitado escoamento superficial (runoff) e drenagem profunda.40 de largura Sprinkler em spray(bocal) em plantas com 0. diário ou anual. Quantidade de água a ser aplicada na planta e no solo.40 filas menores que 2. 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.40 de largura Fonte: Water Efficient Landascape. semanal.1. NL = ETc – Pe.40 de largura Sprinkler em plantas com 0.625 conforme Tabela (10. Princípios de uma irrigação eficiente Existe quatro princípios de uma irrigação eficiente: 1. 4. deve ser feita a irrigação no paisagismo ou em qualquer outra cultura.1). 1993 AWWA 10-3 . 3.W Sendo: NL= necessidade de irrigação líquida mensal (mm) ETc= evapotranspiração máxima da cultura mensal (mm) ETc= ETo x KL Pe= precipitação efetiva mensal (mm) G= dotação de água por capilaridade à zona radicular da cultura (mm) W= reserva de água no solo no principio do intervalo de tempo considerado.

1 Sendo a velocidade do vento de 3m/s e usando aspersão para irrigação.com. 1997 temos: IE= Ea x Ed Ed=eficiêcia da distribuição=0.95 Exemplo 10.95 Ea= obtido da Tabela (10.000/ 0.000m3/ ano Volume = 13. a eficiência a ser adotada é 62%. calcular a eficiência IE.8 km/h. considerando a eficiência da aspersão mínima de 0. Conforme Gomes.3 Cálculo da necessidade líquida NL mensal para o município de Guarulhos.800m3 Exemplo 10. Para o mês de janeiro temos: P= 254mm Pe = 254 mm x 47/100 = 119mm/mês A necessidade liquida para irrigação será o valor maior ou igual de ETc – Pe Para o mês de maio: ETc=38mm Pe= 33mm 10-4 .000m2 o volume necessário será: Volume= Área x NL / 1000= 200.000m2 x (65 / 1000)= 13. O valor da evapotranspiraraçao de referência ETo foi obtido pelo Método de Penman-Monteith. Supondo que a lâmina de água seja de 50mm obtemos: Ea=65%. IE=Ea x 0.Valores em porcentagem da eficiência de aplicação da irrigação por aspersão convencional. Usando a Tabela (10. FAO. NL = ETc – Pe = 460mm – 395mm= 65mm Para uma área de 200.1998.625 = 20. Exemplo 10.2.2 Calcular a necessidade de irrigação líquida NL anual para uma evapotranspiração da cultura ETc=460mm e Pe=395mm.625.2) com a velocidade 3m/s=10.5 x 123= 61mm/mês Para solo franco arenoso e raízes de 150mm usamos o método da USDA-SCS que nos fornece a porcentagem RF= 47%.95= 62% Portanto.br 29/06/08 Tabela 10. As precipitações foram fornecidas pela Universidade de Guarulhos e são a média de 11anos.2) IE=Ea x 0. Evopotranspiração da cultura Etc Etc= Kc x ETo Adotamos Kc= 0.50 e para janeiro ETo= 123mm/mês ETc= 0.Trata-se de solo franco arenoso com gramado com profundidades de raízes de 150mm.95= 65 x 0.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 10.

3 76 70 31 38 0.5 95 58 30 47 0.7 17 10-5 .com. Tabela 10.5 94 57 47 0 0.7 7 18.33= 5mm sem considerar o rendimento.5 33 33 47 5 0.Curso de esgotos Capitulo 10.3) e (10.4) são autoexplicativas.5 118 57 47 0 0.7 0 22.7 123 254 31 61 0.7 29 19.br 29/06/08 NL = ETc – Pe= 38.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Considerando o rendimento de 70% por aspersão teremos: NL= (5 / 70)x 100 = 7mm/mês As Tabelas (10.5 119 61 47 0 0.Pe Eficiência da irrigação= Necessidade de irrigação mensal NL (mm/mês) = 24.Cálculo da necessidade líquida NL usando a precipitação efetiva Meses= janeiro fevereiro março abril maio junho Temperatura média mensal ETo (mm/mês)= Precipitação média (mm/mês) Dias do mês = ETc= Kc x ETo Kc= Pe (mm/mês)= P x RF/100 Pe Porcentagem fixa para Pe solo franco arenoso raízes=150mm RF NL (mm/mês)=ETc.7 0 24.5 27 27 47 20 0.5 18 18 47 12 0.0 115 201 31 57 0.2 61 39 30 30 0.0 113 252 28 57 0.7 0 24.3.

Cálculo da necessidade líquida NL usando a precipitação efetiva Meses= Temperatura média mensal ETo (mm/mês)= Precipitação média (mm/mês) Dias do mês = ETc= Kc x ETo Kc= Pe (mm/mês)= P x RF/100 Pe Porcentagem fixa para Pe solo franco arenoso raízes=150mm RF NL (mm/mês)=ETc.br 29/06/08 Tabela 10. Volume= Área x NL / 1000= 10. Nos outros 6 meses não haverá necessidade de irrigação. em 6 meses. 10.9 126 215 31 63 0. rotores entre outros.7 0 Das Tabela (10. que são instalados submersos no solo e emergem somente na hora de realizar a irrigação.8 116 137 31 58 0. Podem ser ainda do tipo escamoteáveis.5 101 63 47 20 0.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8 68 31 31 34 0.5 12 12 47 setembro 20.3) e (10. 10-6 .5 123 130 30 62 0.000m2).Pe Eficiência da irrigação= Necessidade de irrigação mensal NL (mm/mês) = julho 17. o consumo anual de irrigação será de 1.000m2 x (173 / 1000)= 1730m3/ ano Portanto.com. ou seja.6 87 25 31 43 0.5 61 61 47 dezembro 23. mensalmente 24mm/mês que é um numero coerente com o obtido.2 98 75 30 49 0.1) a (10.5 Aspersores Os emissores são os elementos responsáveis pela emissão da água. Os emissores escamoteáveis (podem subir e abaixar) possuem a vantagem de não ferir a estética do paisagismo.50m a 46m conforme Figuras (10.7 45 14 0.730m3. Azevedo Neto Azevedo Neto adotava 2litros/ dia x m2 para irrigação de jardins.7 19 0 0.7 0 0 0.7 28 32 0.7 0 0 0. Cada modêlo possui características específicas. gotejadores. Os aspersores podem ser sprays. Regando-se 12vezes por mês teremos. o que é muito comum nos Estados Unidos para efeito de taxação.continuação. micro sprays. permitir trânsito livre sobre os gramados e poda manual ou mecanizada com absoluta segurança.5 35 35 47 outubro 21. de impacto. Durante um ano será necessário a irrigação de 173mm nos meses de abril a setembro. Os raios de alcance podem variar de 0. Alemanha Na Alemanha se usa para prever irrigação em jardins dos seguintes dados: Gasto de água em irrigação nas áreas verdes dos jardins 60 litros/ m2 x ano Gasto em irrigação em atividades esportivas 200 litros/m2 em seis meses Para solo pesado (solo argiloso) o gasto em 6 meses é de 80 litros/ m2 a 150 litros/m2 Para solos leves (solo arenoso) o gasto em 6 meses vai de 100 litros/ m2 a 200 litros/ m2 10. borbulhadores) Válvulas solenóides (registros) Controladores (“imers” eletrônicos).4) na última linha temos a necessidade de irrigação em mm/dia.5 14 14 47 agosto 19. Caso se tenha que irrigar um hectare (10.3). Quanto aos equipamentos para o sistema de irrigação a ANP (Associação Nacional de Paisagismo) sistematiza da seguinte maneira: Redes hidráulicas: secundária e principal Emissores de água (sprays.4.Curso de esgotos Capitulo 10.4 Parâmetros de Irrigação Vamos examinar os parâmetros de irrigação para Sprinkler e gotejamento sem considerar a precipitação efetiva Pe. rotores.5 65 58 47 novembro 22. isto é. 2mm por rega.

2004 Figura 10. ligando e desligando o sistema em tempos projetados para cada área a ser irrigada (setor) conforme Figura (10. Com ele é possível programar o horário.Aspersão Fonte: Naadan. 2004 Figura 10. Rotores: são giratórios. temos o monitoramento de vários sistemas através de um computador central integrado a uma estação meteorológica.5m a 24m. para projetos de maior porte.1. Possuem jato fixo e raio de alcance de 0.Aspersão Fonte: Hunter.br 29/06/08 Sprays: são aspersores escamoteáveis ou aparentes. com raios de alcance de 6. existem diversas opções de controladores para atender demandas específicas. Figura 10. no mercado.3. 2004 Controle eletrônico O controlador eletrônico é o cérebro do sistema de irrigação automatizado.Curso de esgotos Capitulo 10. Hoje.4).Aspersão Fonte: Rotors.com.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2. 10-7 . O nível de automação está tão evoluído que hoje temos controles remotos para controladores e.60m a 4. Irrigação automatizada: já pode ser feita no Brasil inclusive para paisagismo.5m.

Existem em vários modelos e tamanhos que são dimensionadas de acordo com as características do projeto em questão conforme Figura (10. onde é explicado a hidráulica dos sistemas pressurizados de aspersão e gotejamento. elas se abrem e permitem que a água se direcione aos aspersores comandados por ela. Baixa pressão: até 20mca e bocal de 4mm com alcance até 15m e vazão menor que 1m3/h 2.anponline.4. a taxa de aplicação deve ser menor que 22mm/h.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. Após decorrido o tempo programado ela se fecha.br/reportagem_rain%20bird_irrigacao%20paisagismo. Alta pressão: com pressão de 40mca e vazão de 20m3/h a 120m3/h com alcance até 100m.Controlador http://www. que são componentes que respondem a programação do quadro controlador.php 10.Controlador eletrônico de irrigação http://www. Figura 10. A taxa de aplicação do Sprinkler não deve ser menor que 3mm/h a um máximo de 51mm/h.5).br/reportagem_rain%20bird_irrigacao%20paisagismo. Média pressão: varia de 20mca a 40mca.Curso de esgotos Capitulo 10.org. Quando a declividade do solo for maior que 15%.50m3/h a 100m3/h S1= espaçamento ao longo da lateral (m) S2= espaçamento lateral (m) As pressões num aspersor variam de 10mca a 80mca e os alcances vão de 6m a 60m. deve ser menor que a taxa de infiltração da água no solo para evitar o runoff. e o seu valor dependerá da textura do solo e da declividade do mesmo.5. Dado o horário programado.br 29/06/08 Figura 10. Os aspersores dos Sprinkler estão a 25º a 45º e podem ser: 1.6 Sistema de Sprinklers A equação fundamental do sistema de sprinklers é: AR= (Q x 1000) / (S1 x S2 ) Sendo: AR= taxa de aplicação do Sprinkler (mm/h).org.php Os setores são comandados por válvulas solenóides.anponline. com alcance de 12m a 36m e vazão de 1m3/h a 6m3/h 3. De modo geral a taxa de aplicação do Sprinkler. Varia de 0. 3mm/h≤AR≤ 51mm/h Q= vazão no aspersor do Sprinkler (m3/h). Deverá ser consultado livros especializados no assunto como Engenharia de Irrigação de Heber Pimentel Gomes. 10-8 .

3 x R Fonte: Gomes. 1965 conforme Gomes.35 x (d x h) 0.5 Sendo: R= alcance do aspersor (m) d= diâmetro do bocal do aspersor (mm) h= pressão em metros de coluna de água (m) As Tabelas (10.br 29/06/08 10.4 x R 1. 1997 Figura 10.Distâncias máximas recomendadas entre aspersores segundo a disposição dos mesmos.com. triangular e retangular.5 R= 1.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 10-9 .5 x R Retangular R 1.4 x R Triangular 1.6) mostram a distância entre os aspersores e a distancia entre as linhas.5= 23.4m 10. 1997: R= 1.73 x R 1. escolhida a disposição que queremos: quadrada.4 Calcular o raio de alcance de um aspersor com d= 7.14mm e pressão h= 42mca.5) e Figura (10.35 x (d x h) 0.8 Distâncias entre os aspersores Tabela 10.5.14 x 42) 0.Espaçamento máximo segundo a disposição dos aspersores Fonte: Gomes. R= 1.Curso de esgotos Capitulo 10.7 Raio de alcance do aspersor O raio de alcance de um aspersor é fornecido pela equação de Cavazza.35 x (7. Disposição Distância entre os aspersores Distância entre linhas Quadrada 1.6. Exemplo 10.

O gotejamento é usado principalmente na zona de raízes de arbustos e árvores.Irrigação por gotejamento (Drip Emitters) 10-10 . diretamente sobre a zona radicular das plantas.7 litros /min.5mm e as vazões varia de 2 a 12 litros/hora.8.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5mm a 1. hortaliças e flores. clima e água menos favoráveis. Os dispositivos usados são os gotejadores ou emissores localizados juntos aos pés das plantas conforme Figuras (10. devido a isto é muito usado em Israel desde a década de setenta conforme Gomes. O sistema de gotejamento é adequado a condições de solo. 1997. O gotejamento economiza cerca de 30% de água em relação a aspersão.9 Gotejamento Conforme Gomes. saída para zero na gota. onde existe um predomínio de solos arenosos. clima árido e quantidade limitada de água com considerável teor de sais.br 29/06/08 10. O gotejamento é usado em declividades do solo maior que 25% e neste caso a precipitação máxima do emissor deve ser de 12mm/h. Figura 10. Os gotejadores que atendem as árvores não devem exceder de 5. 1997 gotejamento é o método de irrigação no qual a água é aplicada em gotas. mas tem alto custo e é usado para irrigar culturas nobres ou economicamente rentáveis como fruteiras.7 Gotejador Figura 10.Curso de esgotos Capitulo 10.9) De modo geral os gotejadores tem diâmetro entre 0.com. A pressão de entrada varia de 5 a 15mca.7) a (10.

2004 10. 1997. É utilizado um aspersor (microaspersor) em cada planta conforme Figura (10. Figura 10.11).Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O sistema de microaspersão se adequa mais a irrigação de culturas arbóreas.9.Microaspersor Fonte: Gomes. A pressão de serviço está situada entre 10 a 20mca e as vazões entre 20 a 140 litros/hora com alcance que varia entre 1m a 3m.10 Microaspersão O sistema de irrigação por microaspersão conforme Gomes.10. é um sistema intermediário entre a irrigação por aspersão e a irrigação por gotejamento.Curso de esgotos Capitulo 10.com.br 29/06/08 Figura 10.10) e (10. 1997 10-11 .Gotejamento Fonte: Naadan.

10-12 .Curso de esgotos Capitulo 10.br 29/06/08 Figura 10. NL = ETc / IE NL = 14. Exemplo 10.7 mm/semana 10. 2006 10. NL= ETc / IE Sendo: NL = quantidade de água necessária para irrigação (mm) ETc= evapotranspiração do paisagismo (mm) ETc= PWR IE= eficiência.11 Quantidade de água necessária para irrigação (IR) É usada dividindo-se a água necessária pela eficiência IE sem considerar a precipitação efetiva Pe.1).Microsaspersor Fonte: Waterwise Florida landscape.12 Tempo de operação (OT) O máximo tempo em min de um sistema de irrigação é determinado por: OT= NL x 60 / AR Sendo: OT= tempo de operação (min) NL = quantidade de água necessária para irrigação (mm) AR= taxa de aplicação (mm/h) Nota: o valor de AR tem que ser menor ou igual a taxa de infiltração no solo.5/ 0.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.70. sendo a evapotranspiração do paisagismo de 14. Ver Tabela (10.70 =20.com.5 Calcular a quantidade de água necessária em mm.5mm/semana e a eficiência IE= 0.11.

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Exemplo 10.6 Calcular o tempo de operação (OT) para NL =20,7mm/semana e AR=16mm/h OT= NL x 60 / AR OT= 20,7 x 60 / 16 =78 min/semana 10.13 Dias de irrigação (ID) O número de dias de irrigação é importante. Considera-se o mês de 31 dias e a irrigação será em 8dias, isto é, todo 4º dia haverá irrigação. ID= ETc / AD Sendo: ID= dias de irrigação (dias) ETc= evapotranspiração do paisagismo (mm). ETc= PWR AD= quantidade máxima de água a ser extraída da planta (mm) Exemplo 10.7 Calcular os dias de irrigação, sendo ETc= 14,5mm/semana e a quantidade máxima de água que pode ser extraída AD= 10mm. ID= ETc / AD ID= 14,5 / 10 =1,45 = 2 dias /semana (arredondamento) 10.14 Dias de operação Td= OT / ID Sendo: Td= total por dia de irrigação (min/dia) OT= tempo de operação (min) ID= dias de irrigação (dias) Exemplo 10.8 Calcular os dias de operação Td, sendo o tempo de operação OD= 78minutos/semana e os dias de irrigação ID= 2 dias/semana. Td= OT / ID = 78min/ 2= 39min/dia 10.15 Máxima irrigação por ciclo RC= taxa de infiltração x 60 / AR Sendo: RC= máxima irrigação por ciclo (min) AR= taxa de aplicação (mm/hora) Taxa de infiltração no solo em (mm/h)

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Exemplo 10.9 Calcular a máxima irrigação por ciclo, sendo a taxa de infiltração do solo de 16,5mm/h e a taxa de aplicação do Sprinkler de 16mm/h RC= taxa de infiltração x 60 / AR RC= 16,5 x 60 / 16 =60 min 10.16 Ciclos por dia C= Td / RC Sendo: C= ciclo por dia Td= total por dia de irrigação (min/dia) RC= máxima irrigação por ciclo (min) Exemplo 10.10 Calcular o número de ciclos por dia C para o total de irrigação de 39min/dia e com a máxima irrigação por ciclo de 60min. C= Td / RC C= 39 / 60 = 0,65 = 1 (arredonda-se) 10.17 Intensidade média de precipitação de um aspersor AR A intensidade média de precipitação de um aspersor, ou simplesmente precipitação, é um dado de suma importância na elaboração de um projeto de irrigação por aspersão conforme Gomes, 1997. O aspersor deve ser selecionado de modo que sua intensidade média de precipitação não supere a capacidade de infiltração do solo, nas condições da cobertura vegetal existente. A intensidade está na Tabela (10.20) do SCS (Soil Conservation Service) que estabelece um conjunto de valores máximos das intensidades de precipitação admitidas pelos terrenos, em função da textura média do solo, da declividade média do terreno e da existência ou não da cobertura vegetal, conforme Gomes, 1997.

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Tabela 10.6- Intensidade máxima de precipitação (AR) para condições médias de solo, declividade e vegetação (SCS/USA 1960)

Fonte: Gomes 1997

Na Tabela (10.6) dada a precipitação podemos escolher a vazão, diâmetro do bocal, pressão e espaçamentos.

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Tabela 10.7- Espaçamento em função da precipitação em mm/h

Fonte: Azevedo Neto, 1998

Exemplo 10.11 Escolher a intensidade de precipitação média de um aspersor para terreno franco siltoso com declividade de 5% a 8%. Consultando a Tabela (10.6) achamos AR=16mm/h como taxa de irrigação AR. Exemplo 10.12 Calcular a precipitação do Sprinkler considerando vazão do aspersor de 2,31m3/h e pressão de 52,7mca e 5,15mm diâmetro do bocal. O raio de alcance do aspersor R será: R= 1,35 x (d x h ) 0,5 = 1,35 x (2,31 x 52,7) 0,5 = 22,24m Considerando disposição quadrada a distância S1=1,4 xR e S2= 1,4 x R S1= 1,4 x 22,24= 31,14m S2= 31,14m AR= (Q x 1000) / (S1 x S2 ) AR= (2,31 /1000)7 (31,14 x 31,14 )= 24mm/h.

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10.18 Calendário de irrigação
Calcular o calendário de irrigação para o mês de julho de um gramado com raízes de 20cm e não considerar a precipitação excedente Pe. A evapotranspiração da cultura mensal é de 102mm. O terreno tem declividade entre 0% a 5% e o solo é franco arenoso. Na Tabela (10.8) estão os cálculos resumidos.
Tabela 10.8- Cálculo teórico para gramado com raízes de 20cm. A irrigação será feita por sprinkler a taxa de 16mm/h. O calendário de irrigação é para o mês de julho. Não foi usada a precipitação excedente Pe. Nº item Cálculos Valor Unidades 1 Água necessária 3.1 Plantação Gramado para paisagismo 3.2 Mês de referência Escolhido Julho 3.3 Período relevante Irrigação semanal 7 Dias 3.4 ETo-evapotranspiração referência (102 mm/ 31dias) x 7 23 mm/semana 3.5 Coeficiente de paisagismo KL Ks x Kd x Kmc= 0,63 x 1,0x 1,0 0,63 3.6 Água necessária para o gramado PWR=ETc PWR=ETc=ETo x KL = 23 x 0,63 14,5 mm/semana 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 3 3.1 3.2 3.3 3.4 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 Propriedades do Solo Tipo de solo na zona das raízes Taxa de infiltração no solo Capacidade de armazenamento no solo AWHC Profundidade das raízes RZ Água disponível para as plantas PAW Fator da quantidade que pode ser extraída MAD Quantidade máxima de água que pode ser extraída AD Sistema de irrigação Taxa de irrigação admitida AR Eficiência IE Água necessária para irrigação NL Tempo de operação (OT) Calendário de irrigação Dias de irrigação (ID) Restrição Total por dia de irrigação Td Máxima irrigação por ciclo (RC) Ciclo por dia (C)

Inspeção in loco Consultar Tabela (1.2) Consultar Tabela (1.7) Inspeção local PAW=AWHC X RZ=200x 0,1 Tabela (1.8) MAD= 50% AD= PAW x (MAD/100)= 20 x 50/100

Solo franco arenoso 16,5 mm/h 0,1 mm/mm 200 mm 20 mm 50% 10 mm

Cálculo. Ver Tabela (3.20) Tabela (3.1) NL = ETc/ IE=14,5/0,7 OT= NL x 60 / AR= 21 x 60 /16 ID= PWR / AD= 14,5/10=1,45 3ª e 6ª feiras Td= OT / ID= 78/2 RC =(taxa infiltração / AR) x 60= (16,5mm/h / 16mm)x 60= 60 C= Td / RC= 39/ 60

16 0,7 21 78

mm/h mm/semana min/semana

2 39 60 1

dia/semana min/dia min Ciclo/dia

Poderemos escolher conforme Tabela (3.6) bocal do aspersor com diâmetro de 20 x 4mm, pressão de 35mca, precipitação de 15,6 mm/h que é aproximadamente ao adotado de 16mm/h, mas que é menor que 16,5mm/h que é a taxa de infiltração da água no solo. Os aspersores estarão separados um do outro de 42m e as linhas também serão separadas por 42m, cobrindo uma área de 42m x 42m= 1764m2 para cada aspersor. Maiores detalhes sobre a irrigação: princípios, métodos e dimensionamento, poderá ser vista no “Manual de Hidráulica do Azevedo Neto”, 8ª edição revisto pelos professores da FATEC de São Paulo em 1998. 10.19 Estação Climatológica Existem estações climatológicas compactas conforme se vê nas Figuras (10.12) e (10.13)

Figura 10.12- Sensor de chuva e sensor de vento
Fonte: Hunter, 2004

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Figura 10.13- Estação climatológica compacta
Fonte: Hunter, 2004

10.20 Exemplos de dados A Tabela (10.9) mostra a umidade relativa máxima e mínima do ar, temperatura, velocidade do vento e horas de insolação de acordo com latitude. Tabela 10.9-Exemplo de dados climatológicos de quatro locais em território nacional do mês de março para aplicação do Método de Penman-Monteith para evapotranspiração ETo. Velocidade do N= número de horas de Umidade relativa Umidade relativa Temp. ar insolação do ar Local Latitude do ar (horas) URmin (C) V URmax (%) (m/s) (%) A 10º S 90 70 30 1,7 7 B 10º S 50 40 30 0,6 12 C 20º S 75 50 20 1,7 10 D 20º S 75 50 20 0,6 10
Fonte: Righeto, 1998

A Tabela (10.10) mostra a insolação máxima diária de cada mês do ano conforme a latitude. Tabela 10.10- Insolação máxima diária N em horas

Fonte: Righeto, 1998, página 117

10.21 Tensiômetro Tensiômetros (Figura (10.14) a (10.16) são equipamentos que medem a tensão ("força") com que a água é retida pelo solo, a qual afeta diretamente a absorção de água pelas plantas. São disponíveis com manômetro metálico ou de mercúrio. Os metálicos são de mais fácil instalação e manutenção e mais seguros do ponto de vista ambiental. As unidades de medida podem ser em kPa, cbar, mmHg e cmH2O.

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Figura 10.14- TENSIÔMETRO em que a água da coluna é medida pelo mercúrio que tem densidade 13,6 maior que a água. Fonte: Soares, 2004

Tensiômetros têm capacidade para leitura de tensão entre 0-75 kPa, sendo recomendados para o manejo da irrigação na maioria das hortaliças cultivadas em campo ou sob cultivo protegido. Para que apresentem desempenho satisfatório é indispensável observar uma série de cuidados e procedimentos simples no preparo, instalação, operação, manutenção e armazenamento. http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/tensiometro.html#Introducao

Figura 10.15- Tensiômetro
http://www.infojardin.com/articulos/fotos-tensiometro/tensiometro-dibjo-raiz.gif Acessado em 22/09/2006

Tensiômetro de faixas (semáforo): indica a hora de irrigar

Tensiômetro de faixas: um semáforo que indica a hora de irrigar conforme Figura (10.16). Um equipamento simples e de fácil manuseio, que indica para o produtor o momento certo de irrigar como se fosse um semáforo. Assim é o tensiômetro de faixas, que utiliza as cores vermelha, amarela e verde para orientar a utilização da água na propriedade. O vermelho indica que está na hora de irrigar; o amarelo significa que o produtor deve ficar atento; e o verde quer dizer que por enquanto ele não precisa se preocupar com a irrigação.

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Figura 10.16- Tensiômetro de faixas que indica a hora de irrigar. É como um semáforo.
Fonte: http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/tensiometro.html#Introducao

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Fertilizantes Vamos expor os conceitos do trabalho de Francisco Eduardo Lapido Loureiro e Marisa Nascimento exposto em 2003 sob o titulo: Importância e função dos fertilizantes numa agricultura sustentável. Fertilizantes são produtos ou substâncias que, aplicados aos solos, fornecem às plantas os nutrientes necessários ao bom desenvolvimento e produção (Albuquerque, 2000). Fertilizante é uma substância mineral ou orgânica ou sintética, fornecedora de um ou mais nutrientes das plantas (Decreto Federal 86.955 de 18/02/82). Os fertilizantes do ponto de vista físico podem ser: Sólidos que são os mais comuns (pó ou grânulos) Fluidos (líquidos) que são soluções/ suspensões e gasosos como a amônia anidra aplicada de forma liquefeita. Químico: podem ser minerais, orgânico-minerais e orgânicos de origem animal ou vegetal. Os elementos essenciais são: C, H e O e N, P, K, S, Ca, Mg, B, Cu, Zn, Mn, Mo, Cl e Ni. Os elementos benéficos são Na, Si, Co e Se que são exigidos por determinados grupos de plantas. Os elementos móveis, isto é, aqueles que possuem mobilidade são: N. P, K. Mg, Cl e Mo. Os elementos pouco móveis são: S, Cu, Fé, Mn, Ni e Zn. Os elementos muito pouco móveis são: Ca e B. Nitrogênio, fósforo e potássio são os três mais importantes macronutrientes necessários ao bom desenvolvimento das plantas, mas vários pesquisadores consideram o enxofre como nutriente pela sua função benéfica na saúde e crescimento das plantas. A composição dos fertilizantes fosfáticos e potássios podem exprimir-se, tanto sob a forma elementar P e K como na dos respectivos óxidos: Pe O5 ou K20. O nitrogênio é sempre apresentado como elemento. As substâncias nutrientes podem ainda ser divididas em: Nutrientes naturais: C. H e O Nutrientes primários: P, K e N Nutrientes secundários: Ca, Mg e S O principal fator que influência a comercialização dos fertilizantes é o seu teor em nutrientes, quanto mais elevado ele for, menor serão os custos de transportes, distribuição, armazenagem e manuseamento. Não é mera coincidência que os produtos mais consumidos sejam, para o N, a uréia, para o P, o fosfato de amônio e outros compôs NP, e para o K, o cloreto de potássio.

3.21

Figura 10.1- Saco de fertilizante usado em gramados
Fonte: University of Califórnia. http://anrcatalog.ucdavis.edu/InOrder/Shop/ItemDetails.asp?ItemNo=8065

No Brasil os fertilizantes comerciais tem a sua destinação específica: Manutenção de gramados Forth Jardim 19-10-19 Implantação de gramados antes do plantio: Forth plantio 02-07-02 Para campo de golfe: Forth golf 24-00-15 para manutenção dos gramados de campo de golfe. Para recuperação de gramados de campo de golfe: Forth golf 30-00-05 Para adubação em manutenção de gramados com baixo teor de matéria orgânica. Forth organo Mix

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10.22 Bibliografia e livros consultados • ANP- ASSOCIAÇAO NACIONAL DE PAISAGISMO. http://www.anponline.org.br/ • AYOADE, J. O. Introdução à Climatologia para os trópicos. 4ª edição, 332páginas, 1996, Coordenador Editorial: Antônio Christofoletti. • BALL, KEN. AWWA - AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION, Xeriscape-programs for water utilities. 1990, ISBN 0-89867-525-1, 91páginas. • BENNET, RICHARD E. E HAZINSKI, MICHAEL S. AWWA - AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. Water-Efficient Landscape – guidelines, 1993, ISBN 0-89867-679-7, 176 páginas. • EMBRAPA. Requerimento de água das culturas. Circular técnico 2 de dezembro de 2002, Sete Lagoas, Minas Gerais. • GALVANI, E., et al. Modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lÊmina de água evaporada em Tanque Classe “A”. ESALQ, USP, Piracicaba, outubro de 1999. • GOMES, HEBER PIMENTEL. Engenharia de irrigação. Universidade Federal da Paraíba, 2ª edição, 390 páginas, 1997, Campina Grande. • HARIVANDI, M. ALI. Interpreting turfgrass irrigation water test results. • IRRIGATION ASSOCIATION. Landscape irrigation scheduling and water management, março de 2005. • IRRIGATION ASSOCIATION. Turf and landscape irrigation- Best Management Practices, abril de 2005. • ITO, ACACIO EIJI et al. Manual de Hidráulica. Azevedo Netto. 8ª ed. Atualizada Blucher, 669p. • LEA, ROSANGELA E SANTO, SANDRA MEDEIROS. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de Thornthwaite-Mather, 1955. Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia. • LOPES, ALAN VAZ E FREITAS, MARCOS AIRTON DE SOUZA. Avaliação das demandas de ofertas hídricas na bacia do Rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). • LOPES, ALFREDO SCHEID e GUILHERME, LUIZ ROBERTO GUIMARAES. Interpretação de análise do solo- conceitos e aplicações. Julho de 1992, Associação Nacional para difusão de adubos. ANDA, São Paulo. • LOUREIRO, FRANCISCO EDUARDO LAPIDO e NASCIMENTO, MARISA. Importância e função dos fertilizantes numa agricultura sustentável. CETEM/MCT 2003. ISBN 85-7227-177-4, 75páginas • OLIVEIRA, RODRIGO. Modelo Hidrológico de precipitação-escoamento. Monte de Caparica, 1998. • REICHARDT, KLAUS e TIMM, LUIS CARLOS. Solo, planta e atmosfera- conceitos, processos e aplicações. Editora Manole, 2004, ISBN 85-204-1773-6. 1ª ed. 478 páginas. • RIGHETTO, ANTONIO MAROZZI. Hidrologia e Recursos hídricos. 1ª ed. USP, ISBN 85-85205-25-5, 1998, 819 páginas. • SOARES, JOSE VIANES. Hidrologia das florestas. Setembro 2004. • TUCCI, CARLOS E., Hidrologia, ABRH, 1993, 943páginas, ISBN 85-7025-298-6. University of California, publication 8009. • VIANELLO, RUBENS LEITE E ALVES, ADIL RAINIER. Metereologia Básica e aplicações. Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, 1991, 449 páginas. • VICKERS, AMY. Water Use Conservation. Waterplow press, Massachusetts, 2001, ISBN 1-931579-07-5, 446 páginas.

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Curso de rede de esgotos Capitulo 11- Método de Thornthwaite, 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/07/08

Capitulo 11 Método de Thornthwaite, 1948

Tanque para evaporaçao Classe A Varejao-Silva, 2005

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2 11. 1945 Conclusão Bibliografia e livros recomendados Assunto 11-2 .com.1 11.Curso de rede de esgotos Capitulo 11. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 11.Método de Thornthwaite.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 11.4 Introdução Método de Thornthwaite.

2) A somatória I= Σin O valor de i= (Ta / 5)1.1) Sendo: Ta= temperatura média do ar mês “n” (º C) I= índice térmico anual ou índice de calor anual in= índice térmico do mês “n” a= constante que varia de local para local ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) para um mês de 30 dias ET´= -415.4h.49239 (Equação 11. contudo em outras regiões os resultados não foram bons.1) ou (11.79 x 10-2 x I + 0.1) para calcular o valor da ETo.75 x 10 –7 x I 3 .1) encontram-se os valores do fotoperíodo fornecido em horas e de acordo com a latitude.1) de acordo com a latitude local. A Figura (11.br 01/07/08 Capitulo 11. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1948 11. Canadá. 1948 Thornthwaite em 1948 baseado em observações lisimétricas e perdas de água na região central dos Estados Unidos apresentou a Equação (11. O método de Thornthwaite é muito criticado. 2005.Estimativa da evapotranspiração de referência ETo pelo método de Thornthwaite. 1992 in Oliveira.Método de Thornthwaite. a evapotranspiração de referência.2 Método de Thornthwaite. por vezes grosseira. Para latitude norte o valor será positivo e para latitude sul será negativo.1) mostra a variação anual do fotoperíodo com a latitude. 1998 chega a subestimar a evapotranspiração de referência em porcentagem que podem atingir os 40%.Curso de rede de esgotos Capitulo 11. 2002. Na Tabela (11.514 O valor de a= constante.7. da realidade física.43 x Ta 2 (Equação 11. que são muito importantes. Nova Zelândia.5ºC 11-3 . Assim para Guarulhos que está na latitude sul a 23º o valor do fotoperíodo para o mês de janeiro será 13. O valor de ET´depende da temperatura média do ar conforme Medeiros.5ºC ET´ = 16 (10 x Ta/ I) a (Equação 11. Verificaram-se bons resultados do Método de Thornthwaite nos Estados. Quando 0 <Ta < 26.71 x 10 –5 x I 2 + 1. O balanço hídrico proposto por Thornthwaite e Mather em 1957 somente devem ser considerados como uma estimativa. pois o mesmo considera inexistente os dados da radiação solar. Para sua aplicação são necessários dados de no mínimo 30anos.3) Correção: ETo = (ET´ x N )/ ( 30 x 12) Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/mês) ET´= valor calculado pela Equação (11.1 Introdução. conforme Varejão-Silva.24 x Ta -0. isto é. calculada da seguinte forma: a= 6.85 + 32. pois segundo Lencastre.com.2) N= fotoperíodo (horas) fornecido pela Tabela (11. Quando Ta ≥ 26. Vários outros autores como Singh e Shuttleworth desaconselham o uso do método de Thornthwaite. 11.

2005 Figura 11.com. Fonte: Varejão-Silva.Relação anual do fotoperíodo com a latitude Fonte: Varejão-Silva.1. 2005 11-4 .br 01/07/08 Tabela 11.Método de Thornthwaite. Para latitude norte o sinal é positivo e para o sul negativo. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.1.Valores do fotoperíodo de acordo com al latitude.

no/chongyux/papers/fulltext. sendo que a precipitação média anual é de 1487.8mm 11.2 78.0 12.5 1. ALMIRO TAVARES.7 22.85 Valor I a=2. Cálculo da evapotranspiração de referência. RUBENS LEITE E ALVES.4 96.1 48.9 12. Queremos estimar a evapotranspiração de referência ETo mensal usando o método de Thornthwaite. -OLIVEIRA.59 9.7 1.24 7.br 01/07/08 Exemplo 11. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology.4 83. Media mensal (mm) (dado) 254. 1998. Tese de doutoramento apresentada em fevereiro de 2002 na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.05 Σ=102. 1948. Metereologia Básica e aplicações.4 Fotoperíodo Para a Latitude Escolhida (h) 13.1 137.5 Bibliografia e livros consultados -MEDEIROS. 2005 -VIANELLO.9 75.9 97.Método de Thornthwaite.59 8. -XU.9 3. 1991.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.8 53.0 62.4 2. 11.6 13. com 165páginas.09 10.4 3.8 24.7 ETo mensal mm/mês 122 97 106 80 58 48 45 60 64 85 88 113 Σ=965 A evapotranspiração de referência ETo média anual é de 965mm.0 20.9 1.6 12.0 10.0 30.7 Σ=1487. que é 20% abaixo do método padrão de Penman-Monteith FAO.7 200. -VAREJAO-SILVA.3 11.21 9.1 251.5 16.8 82.8 10.9 58.5 ETo diário mm/dia 3.68 9. Tabela 11.7 2. Hydrologic Models.96 10. ano de 2002.3 12.2 99.69 6.8 19.Evaporação de referência ETo corrigida de Thornthwaite.5 22. Universidade Federal de Viçosa. Recife.4 Conclusão: O método de Thornthwaite.9 2.2 .6 17. Estimativa da evopotranspiração de referencia a partir da equação de Penman-Monteih de medidas lisimétricas e de equações empíricas em Paraipaba. 1998 1201mm/ano.6 Temperatura Média do ar Precip.1 2.0 64.254292 Índice Térmico I= (T/5) 1. 1948 (analítico) para evapotranspiração de referência ETo apresentou anualmente 965mm/ano.9 Média=20.4 12.2 21. RODRIGO PROENÇA.com.4 130.3 70.01 7.8 23. A latitude é 23º Sul.41 7.9 3.uio.6 11.6 1.7 18. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ADIL RAINIER.3 18.5 214. Metereologia e Climatologia.3 39.9 60. http://folk.514 ET´ mm 105.32 6.9 11. 1948 um bom método.pdf 11-5 .1 Temos as temperaturas médias mensais de Guarulhos (1995 a 2005). 1948 Dias do mês Mês ºC (dado) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 Σ=365dias 23. Portugal. Não podemos considerar o método de Thornthwaite.8 10. CE. MARIO ADELMO. Minas Gerais. CHONG-YU.8 21.

com.br 01/07/08 Capítulo 12 Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. 1955 12-1 . 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

3 12.com.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.2 12.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 12. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 Assunto Introdução Balanço hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. 1955 Conclusão Bibliografia e livros consultados 7 páginas 12-2 .1 12.

ETp>0.ETP) +. N= somatório dos (P. Thornthwaite e Mather. Mendonça.ETP)+ em mm N= somatório de (P . 1955 supuseram CAD=100mm. 12-3 .1) quanto P-ETP<0 e usa-se a Equação (12. 2005 e Antonio Roberto Pereira. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1958 na forma condensada. 2005 que usam a abordagem de Mendonça. 1997 fizeram algumas modificações e sugeriram que o valor de ARM no fim do período chuvoso seja dado por: ARM= M/ (1.1) Havendo um ou mais meses com P. P= precipitação média mensal no mês n (mm) ETP= evopotranspiração de referência no mês n calculado por Thornthwaite. o armazenamento (ARMn) ao longo desses meses será dado pela equação de Mendonça. A grande vantagem do método é que não são necessárias tabelas e o cálculo pode ser feito usando uma planilha eletrônica do tipo Excel.2) quando P.4) e depois usa-se a Equação (12.exp(N/CAD)) (Equação 12. 12. Sendo: ARM5= armazenamento para o mês de maio M= somatório dos (P. CAD= armazenamento máximo no solo.2) As Equações básicas são: (12.com.ETP) Na prática calcular-se primeira o ARM conforme Equação (12. CAD varia de 25mm a 400mm.br 01/07/08 Capitulo 12 –Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. 1958 e Pereira et al.2). segue-se a rotina normal com: ARMn= ARM n-1 + (P – ETO)n (Equação 12. mas com valores insuficientes para levar o ARM até o valor de CAD. 1945 (mm) Neg acum= somatório anual dos negativos acumulados até o mês n.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.3) Sendo: ARM= armazenamento no mês M= somatório de (P . A vantagem do método de Mendonça é que pode ser usado sem tabela com qualquer valor de CAD. 1955 12.2 Teoria Para uma seqüência de n meses com estiagem após a estação chuvosa.ETP <0 para facilitar a demonstração e expandido a equação acima tem-se: ARM2= CAD x exp (P-ETP)1 + (P-ETp)3)/ CAD)= CAD x exp ((P – ETP)1 / CAD) x exp ((P – ETP)2/CAD) Por definição: CAD x exp ((P-ETP)1/CAD)= ARM1 Resultando: ARM2=ARM1 x exp ((P-ETP)2/CAD) Que para uma seqüência de n meses reduz-se à equação geral: ARMn=ARMn-1 x exp ((P-ETP)n/CAD) (Equação 12.ETP) – em mm Inicio Escolhe-se um mês no fim das secas e antes do inicio do período chuvoso No nosso caso é o mês de maio (mês 5) ARM5= M/ ( 1. Para uma seqüência de dois meses (n=2) de P.exp( N/CAD)). 1955 conforme apresentação de Varejão-Silva.1 Introdução Vamos explicar o método de Thornthwaite-Mather.ETP>0. ou seja: ARMn= CAD x exp (Neg acum/ CAD)= CAD x exp (Σ (P – ETP) n / CAD) Sendo: ARMn= armazenamento no mês n.1) e (12.

br 01/07/08 Exemplo 12. As diferenças podem ser positivas ou negativas.ETP) >0. A somatória das diferenças negativas é N= -80mm Coluna 7 A coluna 7 relativa ao armazenamento ARM é a mais difícil de ser feita.com. Sendo: ARM5= armazenamento para o mês de maio M= somatório dos (P.exp( N/CAD)). 1958 para a cidade de Guarulhos.3).ETP) <0 que é igual a -80mm CAD=130mm 12-4 . Coluna 5 Na coluna 5 estão todas as diferenças positivas da coluna 4. Col 6 Arm Col 7 alt Col 8 ETR Co 9 DEF Col 10 EXC Col 11 130 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 254 252 201 58 70 39 31 25 75 137 130 215 Σ=1488 122 97 106 80 58 48 45 60 64 85 88 113 Σ=965 133 155 95 -22 13 -9 -14 -35 11 52 42 102 Σ=522 13 -9 -14 -35 11 52 42 102 Σ=603 Σ=-80 133 155 95 -22 130 130 130 108 130 121 109 83 94 130 130 130 Σ=1426 130 0 0 0 -22 22 -9 -13 -26 11 36 0 0 122 97 106 80 58 48 43 51 64 85 88 113 Σ=954 0 0 0 0 0 0 2 9 0 0 0 0 Σ=11 133 155 95 0 0 0 0 0 0 16 42 102 Σ=543 Vamos explicar coluna por coluna. Coluna 4 Na coluna 4 estão as diferenças entre a precipitação P do coluna 2 e a evopotranspiração de referência ETP da coluna 3.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. 1955 com alterações de Mendonça. acum Col 5 Neg ac. Aplicamos a equação (12. Coluna 2 Na coluna 2 estão as precipitações médias mensais obtidas na estação climatológica local (mm) Coluna 3 Na coluna 3 estão as evopotranspiração de referência obtidas usando o método de Thornthwaite. Mes Col 1 P Col 2 Etp Col 3 P-Etp Col 4 Pos. O cálculo de ETP pelo Método de Thornthwaite 1948 foi feito no Capítulo 11 deste livro Tabela 12. A somatória das diferenças positivas é M=+603mm Coluna 6 Na coluna 6 estão todas as diferenças negativas da coluna 4. Coluna 1 Na coluna 1 estão os meses de janeiro a dezembro.Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. Primeiramente se procura na coluna 4 quando começam a aparecer P-ETP < 0 e escolhe-se um mês posterior ao mês de abril que é -22 que será o mês de maio. 1948. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ARM5= M/ ( 1.1 Fazer o balanço hídrico na cidade de Guarulhos usando CAD (capacidade de armazenamento do solo)=130mm.1. que é igual +603mm N= somatório dos (P.

1955 podemos obter alguns índices climáticos: Índice de aridez Ia = 100 x DEF/ EPo Índice de umidade Iu= 100 x EXC/ EPo Índice hídrico Im= Iu – Ia É comum quando se faz o balanço hídrico apresentar um gráfico como o da Figura (12.exp( -80/130))= 1312m Como o resultado é maior que 130mm adotamos: ARM5=130mm Na mesma coluna 7 referente ao armazenamento ARM calculamos a linha subseqüente usando a Equação (12. ARMn= ARM n-1 + (P – ETO)n (Equação 12.3 Balanço hídrico climático No método do balanço hídrico de Thornthwaite e Mather. colocamos zero. ARM5= 603/ ( 1. isto é. É a diferença do valor de P com o anterior.exp( N/CAD)).Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.br 01/07/08 ARM5= M/ ( 1. isto é.eP) – ALT.2) ARM9= 83 + 11=94mm ARM10= 94+ 52 = 146mm > 130mm então ARM10=130mm.Alt E a altura da coluna 7. Assim na primeira linha teremos: 130-130=0 E assim por diante até encontramos 108-130=22 Coluna 9 ETR Usa-se na prática a função SE do Excel. 12-5 . Desta maneira a coluna se monta automaticamente.1): ARM6=130 x exp ((-9/130) ARM6= 121mm Para ARM7 fazemos a mesma coisa: ARM7=121 x exp ((-14/130) =109mm Para ARM8 fazemos a mesma coisa. caso contrario o valor será: ABS( P-ETP) + ABS(ALT).com. SE (P-ETP)>0 então o valor é ETP para a coluna 9. Coluna 10 A coluna 10 é diferença entre a linha correspondente a ETP menos ETR. Para o mês de abril usamos a Equação (12.2). Para o mês 11 temos: ARM11= 130+42= 172mm usa-se então 130mm ARM12= 130+ 102= 232mm então usa-se 130mm E assim vamos até o mês onde P-ETP são positivos. Coluna 11 EXC A coluna 11 referente ao excesso EXC são os valores positivos de (P.1): ARMn=ARMn-1 x exp ((P-ETP)n/CAD) ARMn=130 x exp (-22/130) =108mm Coluna 8. o mês de março. ARM8=109 x exp ((-35/130) =83mm Agora como as diferenças são positivas. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Quando o valor for negativo. P-ETP>o usamos a Equação (12. 12.1).

ARM ALT ETR DEF EXC Precipitação ETp ETR (mm/mês) 41.0 17. ETp e ETR Exemplo 12.0 124.0 804. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1.0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 101112 Meses do ano Figura 12.br 01/07/08 Precipitação.3 Campina Grande.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.1. P ETP PETP + Acum.0 (mm) 200.12% Exemplo 12.0 100.0 38.Gráfico da precipitação P.0 100.14%=51. 1958. 1955 com alterações de Mendonça.0 107.0 58. Acum.0 21.2 Calcular o índice de aridez.27% Índice hídrico= Iu – Ia= 52.0 19.0 129.0 55.2. CAD=125mm Latitude: -7º 08´ Longitude: 35 321´W Altitude: 548m Tabela 12.46 % % % 12-6 .0 95.05 9. ETp e ETR 300.14% Índice de umidade Iu= 100 x exc/EPo= 100 x543 / 965= 52. umidade e hídrico do Exemplo (12.1 Índice de aridez= ia = 100 x DEF/ EPo= 100 x 11/965= 1.Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.26% .com.0 mm/mês 108 109 115 107 95 80 62 78 77 102 108 117 1158 -67 -54 -15 22 0 27 62 -20 -39 -85 -89 -96 -354 111 22 0 27 62 -20 -39 -85 -89 -96 -465 Índice de aridez= Índice de umidade= Índice hídrico= -67 -54 -15 8 5 3 3 25 25 52 114 97 71 36 18 8 8 -3 -2 111 -89 0 27 62 -17 -26 -35 -18 -9 44 57 211 107 95 80 62 75 64 52 37 30 914 64 52 -96 0 0 0 0 3 13 50 71 87 244 0 0 0 111 0 0 0 0 0 0 0 0 111 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 21.59 -11.0 00.

Universidade Federal de Viçosa. Dar= densidade aparente do solo (g/cm3) RZ= profundidade efetiva das raízes da planta (m) Exemplo 12. 1955.38g/cm3 RZ= 70cm CAD= (1/10) x (θCC . Campina Grande. -VIANELLO. -VAREJAO-SILVA. 12-7 .br 01/07/08 12. ADIL RAINIER.1 Calcular a capacidade de armazenamento CAD dados: θCC= 15% θPMP=5. Meteorologia Básica e aplicações. Engenharia de irrigação. Dar= 1. 2ª edição. HEBER PIMENTEL. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.θPM ) x Dar x RZ CAD= (1/10) x (15-5 ) x 1.5 Bibliografia e livros consultados -GOMES. 2005. -SANTO. Universidade Federal da Paraíba. 390 páginas. SANDRA MEDEIROS. Meteoreologia e Climatologia. 1997. Recife.com. Conforme Varejão-Silva.Departamento de Tecnologia. RUBENS LEITE E ALVE.38 x 70=97mm 12. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de ThornthwaiteMather.4 CAD= armazenamento máximo no solo. Minas Gerais. MARIO ADELMO. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso.θPM ) x Dar x RZ Sendo: CAD=capacidade de armazenamento do solo (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. Universidade Estadual de Feira de Santana. 2005 temos: CAD= (1/10) x (θCC . 449paginas. 1991.

Curso de rede de esgotos Capítulo 13. 1961 para evapotranspiração ETo 13-1 . 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Método de Romanenko.br 01/07/08 Capítulo 13 Método de Romanenko.

br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 13.Método de Romanenko.com.1 13.Curso de rede de esgotos Capítulo 13.2 13. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Introdução Conclusão Bibliografia e livros recomendados Assunto 13-2 .

XU.1 Calcular a evapotranspiração mensal pelo Método de Romanenko.8 Temperatura média do ar mensal (ºC) 24.uio.9 UR Umidade relativa do ar (% ) 75 75 75 73 75 75 73 68 72 73 73 74 Média=73 Evapotranspiração de referência ETo (mm/mês) 111 110 109 109 90 84 90 113 103 105 110 111 Total=1. mês de janeiro com temperatura média mensal de 24.0 30. 13. 1961 para a cidade de Guarulhos.5 214. 1961 conforme Xu. O método de Romanenko.487. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology. 1998 FAO que apresentou 1201mm/ano. CHONG-YU.UR) Sendo: ETo= evapotranspiração (mm/mês) T= temperatura média mensal (ºC) UR= umidade relativa do ar (%) Exemplo 13. Tabela 13. com 165páginas.3 18. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.245 13.9 75.Curso de rede de esgotos Capítulo 13.2 17.7 200.no/chongyux/papers/fulltext.7 24.Método de Romanenko.UR) ETo= 0. 1961 para evapotranspiração ETo 13.1 251.0018 x ( 25 + 24.9 58.8 19.4 130. somente 4% acima do método de Penman-Monteith.Método de Romanenko.7 ) 2 x (100 . Hydrologic Models.8 24.8 22. 1961 apresentou para o ano a evapotranspiração de referência de 1245mm. ano de 2002.5 19.br 01/07/08 Capítulo 13.com. http://folk.6 20.1. 2 Conclusão: O método de Romanenko.7 Total=1. ETo= 0.1 137.7ºC e umidade relativa do ar de 75%.2 21.0018 x ( 25 + T ) 2 x (100 .1 Introdução Baseado na umidade relativa do ar UR e na temperatura média mensal T temos a equação de Romanenko.pdf 13-3 .0018 x ( 25 + T ) 2 x (100 .Aplicação do Método de Romanenko.75)=111mm/mês Para os demais meses pode ser vista a Tabela (13. 2000. ETo= 0. Mês do ano Precipitação média mensal (mm) Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 254.3 39.3 Bibliografia e livros recomendados .3 70. 1961 pode ser considerado bom.1) obtendo-se no ano o total de 1245mm.5 23. 1961 para a cidade de Guarulhos.0 24.0 22.

1961 Anemômetro Varejao-Silva.br 01/07/08 Capítulo 14 Método de Turc.Curso de rede de esgotos Capitulo 14. 2005 14-1 .Método de Turc. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

Método de Turc.8 14. 1961 Dia Juliano Distância relativa da Terra ao Sol Ângulo da hora do por do sol ws Declinação solar Relação n/N Radiação extraterrestre Ra Radiação útil de curto comprimento Rs Estudo do caso: aplicação do Método de Turc.2 14. 1961 para a cidade de Guarulhos Conclusão Bibliografia e livros recomendados 14-2 .com. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.11 14.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 14.12 Assunto Introdução Método de Turc.10 14.1 14.4 14.7 14.9 14.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.3 14.6 14.5 14.

013 x [T / (T+15)] x (Rs + 50) UR ≥ 50% Sendo: T= temperatura média mensal do ar (º C) UR= umidade relativa do ar média mensal (%) ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Rs= radiação solar total (cal/cm2 x dia) Conversão de unidades: 1mm/dia= 58. Assim para janeiro o dia Juliano (Caio Julio César) é 15. para fevereiro é 46. 1961 14. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro.1). Figura 14. 2002 onde aparecem duas equações. sendo uma para umidade relativa do ar (UR) menor que 50% e outra para maior que 50%. 1961 para evapotranspiração de referência ETo baseia-se em: • umidade relativa do ar em porcentagem.1-Dia Juliano Mês Dia Juliano Janeiro 15 Fevereiro 46 Março 74 Abril 105 Maio 135 Junho 166 Julho 196 Agosto 227 Setembro 258 Outubro 288 Novembro 319 Dezembro 349 14-3 . para março é 76 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (14.Umidade relativa do ar (RH) em função da hora e da temperatura Fonte: http://www. 14. 1961 Vamos usar as notações de Xu.1 Introdução O método de Turc. • latitude. • nebulosidade (relação n/N). 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias.1) mostra a umidade relativa do ar em função da temperatura e da hora do dia.htm 14. • temperatura média mensal do ar em graus centígrados.5 cal/cm2xdia A Figura (14.Método de Turc.org/docrep/X0490E/x0490e07.2 Método de Turc.1. Tabela 14.Método de Turc.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.fao.br 01/07/08 Capitulo 14. ETo= 0013 x [T / (T+15)]x (Rs + 50) x [ 1+ (50 – UR) / 70)] UR<50% ETo= 0.

39]= -0. O dia Juliano para o meio mês de março conforme Tabela (14.39] δ= 0.033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0.409 x sen [( 2x 3.409 x sen [( 2x PI/ 365) x J .4 Calcular a declinação solar para Guarulhos para o meio do mês de março Dia Juliano J=74 δ= 0.Método de Turc.br 01/07/08 Exemplo 14. Quando não temos nenhuma nuvem.1) é J=74dias.1.409 x sen [( 2x PI/ 365) x J .7 Relação n/N A relação n/N significa os dias de bastante sol durante o dia.410 rad= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [.410) x tan (-0.com.3 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23.1 Achar o dia Juliano do meio do mês de março.1) Exemplo 14.010 rad 14.4 Distância relativa do Terra ao Sol A distância relativa da terra ao sol dr em radianos é fornecida pela equação: dr= 1 + 0.1416/ 365) x 74 .tan(-0.1416/180=-0.1. Assim dia 15 de março J=74 conforme Tabela (14.5 x 3. No caso de o dia ser totalmente nublado então.5º x PI / 180=-23. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1. Conversão graus para radianos Radiano = (PI / 180) x (graus) Exemplo 14.39] Exemplo 14. sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0.047 rad 14.033 x cos [(2 x 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.040 em radianos. n=0 e n/N=0. n/N=1.59rad 14.23º e 30min = -23. Também deve estar em (rad).040 )]= 1. Para Guarulhos Φ=.6 Declinação solar δ δ = declinação solar (rad) A declinação solar delta pode ser calculado por: δ= 0. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!). 14.033 x cos [(2 x π / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias. Primeiramente transformemos Φ= 23. As horas totais de dias são N e o número de horas em que temos sol é denominado de n. Durante 24h temos horas de dia e horas de noite.5º em radianos: Radiano= -23. 14-4 .5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0.5º (hemisfério sul é negativo).2 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março.5 Ángulo da hora do por do sol ws ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado. o número de horas em que temos sol n é igual a N e portanto. O valor de Φ varia de 55º N para 55º S.1416 /365) x 74] dr=1.

31 12.88 10.55 1.74 1.fao. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.72 1.htm O valor n que as horas de sol durante o dia é determinado através de dispositivo de Campbell Stokes conforme Figura (14.18 11. 14-5 .Valores de N para os meses de Janeiro a dezembro para o municipio de Guarulhos ws Número de horas de sol durante o dia N (rad) (h) Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 1.68 11.44 A maneira de se achar o número de horas de dia em 24 horas é usando a expressão: N= (24/ PI) x ws A Tabela (14.org/docrep/X0490E/x0490e07.46 10.2.76 13.15 13.br 01/07/08 Tabela 14.50 1.40 1.64 1.2) mostra a variação dos valores de N para os diversos meses do ano e conforme a latitude.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.42 1. A Figura (14.46 1.68 1. O dispositivo marca de hora em hora o chamado dia de sol obtendo-se no final o valor de n.55 13.2) fornece os valores de N para o municipio de Guarulhos para o meio de cada mes desde janeiro a dezembro. Figura 14.86 12.38 1.80 12.59 1.com.Número de horas de sol por dia N Fonte: http://www.17 11.56 10.2.Método de Turc.3).

html Exemplo 14.russell-scientific.org/docrep/X0490E/x0490e07.1= 0.br 01/07/08 Figura 14.41 ou seja 41% 14.0820 MJ/m2 x min (Cuidado não errar na unidade) ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol (rad) A Figura (14.5 Calcular o número máximo de horas de sol por dia N em horas para o mês de março sendo ws= 1.6 Calcular a relação n/N sendo N= 12.4) mostra os valores da radiação extraterrestre Ra conforme a latitude e mês.uk/meteorology/campbell_stokes_sunshine_recorder.Dispositivo para achar o valor de n denominado Campbell Stokes http://www.3.co.fao. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.59rad N= (24/ PI) x ws N= (24/ 3.1h e n=5h Nebulosidade = n/N = 5/ 12.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.59=12. Figura 14.Método de Turc.8 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera da Terra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gsc x (ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) x sen (ws)). Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.htm 14-6 .com.4-Valores da radiação extraterrestre Ra Fonte: http://www.1416) x 1.1h Exemplo 14.

50 x 0.8 Dado Ra=36. Mas 1 MJ/m2 x dia equivale a 23.63 MJ/m2 x dia Mas na fórmula de Turc.57 MJ/m2 x dia x 23. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Energia total incidente sobre a superfície terrestre (MJ/m2xdia) Exemplo 14.10 Estudo do caso: aplicação do Método de Turc.42 ) x 36.9= 397.9 cal/cm2 x dia então teremos: Rs= 16.6mm/dia Como o mês de março de 31 dias teremos: ET0 mês de março = 31 x 3.Método de Turc. Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= radiação solar de entrada.410 rad δ =declinação solar (rad)= -0. 1961 para a cidade de Guarulhos 14-7 .03 MJ/m2 x dia n/N= 0.03 MJ/m2 x dia 14.9 Radiação útil de curto comprimento Rs A radiação útil de curto comprimento de onda Rs pode ser calculada por: Rs= (as + bs x n /N )x Ra = (0.0820x (1. É uma medida qualitativa não muito precisa.010 x 0.013 x [24 / (24+15)] x (397. Para solo gramado α=0.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.054+ cos(-0.013 x [T / (T+15)] x (Rs + 50) ETo= 0.59 rad Φ= latitude (rad)= -0.410) x sen (1.com.57 + 50) = 3. Rs= (0.010 rad Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx (ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws). mês de março sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0. Ra= (24x60/3.59 x sen (-0.03 =16.1416) x 1.25 + 0.7 Calcular a radiação solar extraterrestre Ra para o município de Guarulhos. 42%.50 x n /N ) x Ra Sendo: α= albedo.br 01/07/08 Exemplo 14.50 são coeficientes que para climas médios n= número de horas de sol forte por dia (h) N= número máximo de horas de sol por dia (h) n/N= nebulosidade ou fração de luz.59)=36. Cálculo da evapotranspiração Como a UR>50% temos: para o mês de março T=24 ºC ETo= 0.0820 MJ/m2 x min (Cuidado não errar na unidade) ws= ângulo solar (rad)=1. Pode também ser fornecido em porcentagem. ou seja.054 rad dr= distância relativa da Terra ao Sol= 1.23 as=0.42 Calcular a radiação útil de curto comprimento Rs.25 e bs=0. Para Guarulhos a média é n/N= 0.50 x n /N ) x Ra Rs= (0.42.25 + 0.6mm/dia= 111mm/mês 14. 1961 o valor de Rs está cal/cm2 x dia.410) x sen (-0.57 cal/cm2 x dia.054) x cos(-0.25 + 0.

32 18.91 22.410 -0.5 15 1.46 1.3 75 30 Junho 39.968 0.98 430.08 27.6 68 30 Setembro 75.407 Tabela 14.44 425.Aplicação para todos os meses da cidade de Guarulhos Latitude (rad) -0.992 0.5 319 1.8 Média=73 Tabela 14.46 14.5 73 31 Maio 70.410 -0.7 75 28 Fevereiro 251.11 14.17 11.68 1.38 397.9 24.59 1.032 -0.18 11.15 13.Método de Turc.5 105 0.410 -0.56 10.72 424.410 -0.76 N (h) 13.5 227 0.85 2 Rs (MJ/m xdia) 17.9 3.80 2 Turc 2 (cal/cm xdia) 411.239 0.8 3.31 12.33 -23.8 17.4 21.3.5 2.410 -0.230 0.1 2.42 1.13 38.68 11.23 41.46 40.5 74 1.410 -0.91 389.55 1.10 36.Aplicação do Método de Turc para a cidade de Guarulhos UR umidade Precipitação Temperatura relativa do ar média Dias no mês média mensal média do mês (ºC) Mês Dias (mm) 23.5 73 31 Dezembro 214.74 1.410 -0.40 1.55 13.7 % 31 Janeiro 254.46 (mm/dia) 3.410 -0.Aplicação para todos os meses da cidade de Guarulhos Dia Juliano Declinação solar Nebulosidade Latitude ( 1 a 365) dr (rad) n/N graus (rad) 0.3 22.2 75 31 Julho 30.023 -0.50 262.12 24.88 10.4 3.03 30.8 73 31 Agosto 24.53 -23.18 23.047 0.63 14.com.86 12.50 1.5 166 0.98 337.968 0.5 196 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.2 72 31 Outubro 137.5 46 1.39 -23.62 12.169 0.407 0.42 -23.7 3.72 1.0 75 30 Abril 58.9 19.35 16.037 0.335 0.80 12.3 2.5 258 0.44 Ra (MJ/m xdia) 42.410 -0. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.37 -23.8 Total= (mm/mês) 116 106 111 93 77 67 71 88 88 105 112 118 1153 14-8 .9 74 365 Total 1487.023 -0.29 33.5 22.31 -23.22 342.991 0.9 2.977 0.57 349.5-continuação.032 -0.010 -0.53 273.1 20.2 2.166 0.410 -0.76 16.008 -0.976 0.35 -23.64 1.5 288 1.47 -23.98 11.01 17.br 01/07/08 Tabela 14.56 42.410 -0.49 -23.34 289.37 -23.7 23.38 1.6 3.410 ws (rad) 1.46 10.329 0.5 349 1.49 -23.5 135 0.370 0.7 24.3 19.0 18.47 -23.375 0.8 73 30 Novembro 130.4-continuação.1 24.7 3.23 17.11 10.0 75 31 Março 200.

no/chongyux/papers/fulltext. ISBN 92-5-1042105.br 01/07/08 14.Método de Turc. 1998.12 Bibliografia e livros consultados -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION). próximo ao valor ao método padrão de Penman-Monteith FAO. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO.com. Hydrologic Models. com 165páginas. CHONG-YU. 1961 apresentou evapotranspiração de referência ETo anual de 1153mm/ano.pdf. 14. http://folk. Rome.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.11 Conclusão: O método de Turc.Irrigation and drainage paper 56. -XU. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.uio. 1998 cujo valor é 1201mm/ano. sendo o método considerado bom. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology. O erro foi somente de 4%. ano de 2002. 14-9 .

br 09/7/08 Capitulo 15 Quando faltam dados de entrada no método de Penman-Monteith. 1998 FAO para a evapotranspiração de referencia ETo. 15-1 .Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

6 Assunto Introdução Vento Quando faltam dados de radiação solar n/N Quando falta a umidade relativa do ar UR (%) Método de Hargreaves para ETo Radiação extraterrestre Ra 15-2 .5 15.br 09/7/08 SUMÁRIO Ordem 15.4 15.1 15.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 15.com.3 15.

o vento deve ser maior ou igual a 0.87 / [ln (67.87 / (ln (67. 1998. da radiação extraterrestre.5) O coeficiente de ajuste krs é empírico e é adotado krs=0.42) u2= 4 x 4. u2= uz x 4. a velocidade u2 será obtida usando a seguinte equação: u2= uz x 4. 1998 15. Energia incidente sobre a superfície terrestre. que são imprescindíveis na aplicação do método de Penman-Monteith FAO. adotamos um valor médio de 2m/s.1 Introdução Para o cálculo de ETo.0m/s 7Dica: Quando não temos nenhuma informação sobre a velocidade do vento. a equação seja validada regionalmente fazendo os devidos fatores de correção.8 x z .00m acima do piso. 15. Os dados poderão ser estimados: velocidade do ar. mas não de n.2) 15-3 .1) onde estão os ventos médios.5 x Ra (Equação 15. 1998 FAO para a evapotranspiração de referencia ETo. 1998.1. Na aplicação da equação de Penmam-Monteith não deve ser aplicada vento menor que 0. Em se tratando de cidade que está no interior krs=0. que é uma estimativa do vento em mais de 2000 estações de tempo em todo o mundo conforme a FAO. Portanto.16.00m.87 / (ln (67. Exemplo 15. isto é.Classe de ventos mensais Descrição Média mensal do vento a 2m de altura Vento leve ≤ 1. da evapotranspiração é recomendado pela FAO que se use sempre a equação de Penmam-Monteith FAO. pois não conseguimos calcular o valor de Rs. umidade relativa do ar e radiação solar. isto é.42)= 3.42] (Equação 15.2) Sendo: Rs= radiação solar de entrada (MJ/m2 x dia).2) que precisamos sempre da temperatura máxima e mínima.5.1) sendo: u2= velocidade do vento a 2m do chão (m/s) uz= velocidade do vento na altura z (m/s) z= altura em que foi medida a velocidade (m) ln= logaritmo neperiano. Nota-se na Equação (15.0m/s Fonte: FAO.br 09/7/08 Capitulo 15-Quando faltam dados de entrada no método de Penman-Monteith.8 x 10 .com.2 Calcular o valor de Rs em função de Ra para temperatura mínima de 16ºC e temperatura máxima de 32.1 Achar a velocidade do vento u2 em um local onde a 10m do chão foi medida a velocidade do vento de 4m/s.16 para regiões do interior e krs=0. 15. 1998 usa uma alternativa para isto.19 para regiões litorâneas.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Rs= krs x (Tmax – Timin ) 0. Exemplo 15. A FAO.0m/s Vento leve a vento moderado 1 a 3 m/s Vento moderado a vento forte 3 a 5 m/s Vento forte Maior ou igual a 5. mesmo que faltem dados.5 x Ra (Equação 15.2 Vento A velocidade do vento padrão adotado pela FAO é na altura de 2. 1998. Recomenda ainda a FAO que com a falta de dados.19 (ºC -0. baseada na equação de radiação de Hargreaves: Rs= krs x (Tmax – Tmin ) 0.6ºC referente ao mês de janeiro. Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Tmax= temperatura máxima do ar (ºC) Tmin= temperatura mínima do ar (ºC) krs= coeficiente de ajuste que pode ser 0.5. Caso tenhamos velocidade “uz” em uma altura z maior que 2.5m/s.5m/s. A FAO apresenta a Tabela (15.5.16 ou 0.3 Quando faltam dados da radiação solar n/N É fácil obter o valor de N. Isto torna-se um problema. Tabela 15.8 x z .

5 x Ra = 0.3 Calcular o umidade relativa do ar em um local onde a temperatura mínima do mês de janeiro é 16ºC e a máxima de 32.3)] (Equação 15. Sendo: Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.3) eo (tmax)= 0.84% )/2 = 68.81= 100% UR= 100 x ea / eo (tmin) URmin= 100 x 1.81/1.27 x Tmin/ (Tmin+237.3)] (Equação 15.81kPa Para a temperatura máxima: eo (tmax)= 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. conforme FAO.92 = 36.27 x T/ (T+237.6/ (32.71 MJ/m2 x dia 15. Podemos então.4 Quando falta a umidade relativa do ar UR (%) Em alguns locais não possuímos o dado da umidade relativa do ar UR.6 ºC. e (T)= 0.27 x 32.46= 27.6+237.27 x 16/ (16+237.3)]= 1.5) Exemplo 15.6 – 16 ) 0.611 x exp [17.65Ra Supondo que Ra= 42. Umidade relativa do ar máxima: UR= 100 x ea / eo (tmax) URmax= 100 x 1.4) Sendo: eo(T)= vapor da pressão estimada (kPa) ea = vapor da pressão estimada (kPa) T= temperatura escolhida (ºC) Tmin=temperatura mínima (٥C) exp= exponencial O valor da umidade relativa do ar UR é fornecida pela equação: UR= 100 x ea / eo (T) (Equação 15. Fazemos a hipótese que Tdew= Tmin ea= 0.611 x exp [17.6 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extra-terrestre Ra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].27 x T/ (T+237.3)] =4.3)] =1.611 x exp [17.27 x 16/ (16+237.46 MJ/m2 x dia teremos Rs= 0.3) A estimativa é que a temperatura do ponto de orvalho “Tdew” seja aproximadamente igual a temperatura mínima.16 x (32.br 09/7/08 Rs= 0.611 x exp [17.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol.27 x Tmin/ (Tmin+237.3)] (Equação 15. 1998.84% UR= (URmax + URmin )/ 2 = (100% + 36.com. ea= 0.611 x exp [17.81/ 4.611 x exp [17.81 kPa A umidade relativa do ar UR (%) será a média da umidade relativa do ar mínima com a umidade relativa do ar máxima. 15-4 .27 x T/ (T+237.611 x exp [17.65 x 42.4% 15.92 kPa Para a temperatura mínima: eo (tmin)= 0.3)] ea= 0.611 x exp [17.3) eo (tmin)= 0. Ponto de orvalho (Dew point): é definido como o ponto em que o vapor de água presente no ar está preste a se condensar (Tdew). fazer uma estimativa usando como parâmetro a temperatura mínima.3)] (Equação 15.

Curso de rede de esgotos Capitulo 16.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 02/06/08 Capítulo 16 Pedidos de outorga para irrigação 16-1 .com.

16.Curso de rede de esgotos Capitulo 16.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 Evapotranspiração de referência ETo Consideramos como o valor de ETo aquele calculado pelo Método de PenmanMonteith recomendado pela FAO.433/97 considera vazão insignificante aquela que não necessita de outorga.6 Necessidade de irrigação É a diferença ente a evapotranspiração da cultura e a precipitação efetiva PE. mas não a responsabilidade de computá-las e quantificá-las.5 Coeficiente de molhamento da superfície do solo (Ks) O coeficiente de molhamento Ks expressa a relação entre a área molhada pela irrigação e a área do solo ocupada pela cultura.3 Precipitação efetiva Outro ponto controvertido é a vazão efetiva que é a parte da precipitação armazenada no solo até a profundidade das raízes e que efetivamente contribui para a produção das culturas.0 L/s. Segundo a FAO o Brasil tem 63% de uso da água na irrigação. 16. Portanto. A evapotranspiração da cultura ETc= Kc x ETo. 14% para uso animal e 5% para uso industrial.br 02/06/08 Capítulo 16. são irrigados cerca de 3 milhões de hectares.Pedidos de outorga para irrigação 16. Em alguns países considera-se a precipitação efetiva como uma média.1 Introdução O texto base para a discussão do assunto é da Agencia Nacional de Águas (ANA) elaborado por Pedro Cunha et al.Pe 16-2 . 16. Na Índia se considera como precipitação efetiva 60% do total da precipitação ou 75% da precipitação média. pivot-central. 18% para abastecimento humano. O Brasil possui 30 milhões de hectares de área em potencial para ser irrigada sendo que somente 10% é utilizado. 16. A partir deste valor é necessário a outorga. Para o rio Paraíba do Sul é considerado vazão insignificante até 1. O critério que mais usamos é aquele baseado no Método do US Soil Conservatior Service. 16. sem levar em consideração as precipitações inferiores a 5mm e superiores a 75mm/dia e 125mm num período de 10 dias. etc) e menor que 1 para sistema de irrigação localizada (gotejamento e microaspersão). NL= ETc . O valor Ks=1 quando apresentarem 100% da área molhada (aspersão convencional.com.2 Vazão insignificante O artigo 12 da Lei Federal 9. O coeficiente de cultura Kc é um fator adimensional que estabelece a reação entre a evapotranspiração de referência e a evapotranspiração da cultura.

Tabela 16. É costume calcular a vazão de captação por hectare de área irrigada (L/s x ha).9 Vazões indicadoras de demandas de irrigação Pedro Cunha e outros apresentam as vazões contínuas em litros por segundo por hectare conforme o método de irrigação conforme Tabela (16.1.br 02/06/08 16.0 Localizada (microaspersão.8 Vazão de bombeamento A vazão de bombeamento de captação ou vazão instantânea pode ser fornecido em mm/mês.0 Aspersão 0.5 Sulcos 0.com. gotejamento) 0.2.3 a 0.8 a 2.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Vazão contínua por método de irrigação ( L/s x ha) Método Vazão continua (L/s x ha) Inundação 2.0 a 2.7 Fonte: Pedro Cunha e outros.Eficiência média de irrigação em função do método de irrigação e de condicionantes Método Condicionante Eficiência Sulcos de infiltração Sulcos longos e/ou solos arenosos 50 Solo e comprimento adequados 65 Inundação (tabuleiros) Solo arenoso. Tabela 16. ANA 16-3 .6 a 1.1) estão os valores estimados de eficiência conforme o método de irrigação.lençol raso 60 Aspersão convencional Ventos fortes 60 Com ventos leves ou sem 75 Autopropelido/montagem Ventos fortes 60 direta Com ventos leves ou sem 75 Pivô central Vento forte/ condições razoáveis 75 Em ótimas condições 90 Microaspersão Condições razoáveis 75 Em ótimas condições 90 Gotejamento Condições razoáveis 85 Em ótimas condições 95 Tubos perfurados Perfuração manual 65 Em ótimas condições 80 Fonte: Pedro Cunha e outros. ANA 16. Pode ser determinado o numero de horas por dia em que será feito o bombeamento no local de captação.lençol profundo 40 Solo argilo.Curso de rede de esgotos Capitulo 16.2). 16.7 Necessidade de irrigação bruta NL= (ETc – PE)/ eficiência do sistema Na Tabela (16.

Curso de rede de esgotos Capitulo 16.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Para uma estimativa de água consumida pela irrigação devemos considerar como balizador o limite máximo 1.10 ou Q95 da permanência dependendo do Estado do Brasil.10 mas na Bahia se usa o 80% do Q90. 16-4 .br 02/06/08 16. No Estado de São Paulo se considera a dotação de 0.327 L/s x ha como uma demanda média.com. 16. É a lixiviação que deve ser aplicada antes ou depois do período vegetativo.0 L/s x ha.11 Disponibilidade de água do manancial São usadas as vazões Q7.10 Lixiviação Para controlar a salinidade as vezes é necessário uma lâmina de água que atravesse a zona radicular. No Estado de São Paulo comumente se usa o Q7.

17.tan(-0.com.4093 x sen [( 2x 3. Para Guarulhos Φ=.5= 23.39] Exemplo 17.4093 x sen [( 2x PI/ 365) x J . δ= 0.5º (hemisfério sul é negativo).1 Calcular a declinação solar para o mês de março em local.1 Introdução O método de Hargreaves.23º e 30min = -23.59rad 17-1 .410= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [.410) x tan (-0.5º x PI / 180=-23.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.409 x sen [( 2x PI/ 365) x J .040 em radianos.1) é J=74dias.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.2 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23. mínima e máxima mensal e da radiação extraterrestre Ra.2 Distância relativa da Terra ao Sol dr Mas a dr é a distância relativa da terra ao sol que é fornecida pela equação em radianos: dr= 1 + 0.br 05/07/08 Capitulo 17. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!).1. 23 graus + 30min/ 60 = 23 + 0.040 rad Exemplo 17. δ = declinação solar (rad) N= número de horas de luz solar em um dia (h) 17. 1985 tem como objetivo obter a evapotranspiração de referência ETo baseado em poucos dados.1416/ 365) x 74 .040 )]= 1.1.1416/180=-0. N= (24/ PI) x ws Mas: ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado.Método de Hargreaves 17.1.0.5º Primeiramente transformemos Φ= 23. Também deve estar em (rad).3 Declinação solar δ (rad) A declinação solar δ pode ser calculada por: δ= 0. O dia Juliano para o mês de março conforme Tabela (23.5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0.405] δ= 0. como temperatura media.405]= .033 x cos [(2 x PI / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias.5 x 3.5º em radianos: Radiano= -23.

6 15 Janeiro 46 Fevereiro 74 Março 105 Abril 135 Maio 166 Junho 196 Julho 227 Agosto 258 Setembro 288 Outubro 319 Novembro 349 Dezembro Mês Coluna 2 17.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 05/07/08 Exemplo 17.1416 / 365 x 74] dr=1.5 – 14.Curso de rede de esgotos Capitulo 17. sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0.6) dará o valor 15 e assim por diante. para março é 74 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (17. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro.5 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extra-terrestre Ra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0. Ordem Coluna 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Tabela 17. Usaremos como base sempre o dia 15 de cada mês.com.1). Usamos a planilha Excel da Microsoft com a função TRUNCAR =TRUNCAR (Coluna 1 x 30.033 x cos [(2 x 3.1-Dia Juliano Dia Juliano (1 A 365) Coluna 3 =TRUNCAR (Coluna 1 x 30. 17-2 .4 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias. Assim para janeiro o dia Juliano é 15. Sendo: Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.010 rad 17. para fevereiro é 46.3 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março.5 -14.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol.

temperatura média de 24.46 MJ/m2xdia.45 KT=0.5 x Ra ETo= 0.0022 x (24.8mm/dia para o mês de janeiro Para efeito de comparação.8) x (Tmax – Tmin) 0. 17-3 .162 ETo= 0.4 Calcular ETo usando o método de Hargreaves.5 x 17.162x (Tmedia + 17.Curso de rede de esgotos Capitulo 17. 1998 o ETo= 4.6 – 16) 0.br 05/07/08 17.0135 x KTx (Tmedia + 17.0022x (Tmedia + 17.46 MJ/m2xdia= 42.6 Método de Hargreaves para ETo ETo= 0.45=17. Consideramos o valor da radiação extraterrestre Ra= 42. devendo por isto ser calibrado.8) x (Tmax – Tmin) 0.com.33mm/dia ETo= 0.162 para região interiorana KT= 0.5 x Ra Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Tmedia= temperatura média do mês (ºC) Tmax= temperatura máxima do mês (ºC) Tmin= temperatura mínima do mês (ºC Ra= radiação extraterrestre (mm/dia) Nota: para tranformar Ra de MJ/m2 dia para mm/dia temos que dividir por 2.19 para região costeira Então para região interiorana KT=0.5 x Ra ETo= 0.8) x (Tmax – Tmin) 0.8mm/dia ETo= 6.7 + 17. foi calculado usando Penman-Monteith FAO.6ºC. Podemos então observar que o método de Hargreaves apresenta grandes erros.0mm/dia.46/2.0135 x 0.0022 x (Tmédia + 17.8) x (Tmax – Tmin) 0. Ra= 42.8) x (32.33= 6.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 x Ra Exemplo 17.7ºC e temperatura máxima de 32. sendo a temperatura mínima de 16ºC.

373 -0.9 207.9 26.3 17.176 -0.7 30.56 1.334 0.5 -23.5 -23.06 9.56 12.42 1.5 21.2.7 1487.60 15.Cálculos de aplicação do método de Hargreaves para o município de Guarulhos graus delta -0.7 200.5 -23.5 -23.1 32.7 8.74 1.1 3.0 Temp max Temp min tm=tmax+tmin /2 Temp media (ºC) 23.5 32.410 ws rad 1.6 9.372 0.51 41.28 13.4 23.8 29.6 3.0 23.5 -23.47 1.1 111.65 1.9 Hargreaves Eto (mm/mês) 212.8 17.10 35.8 31.5 -23.50 Hargreaves ETo (mm/dia 6.br 05/07/08 Exemplo 17.2 12.032 1.7 168.8 24.2 O método de Hargreaves produz valores muito grandes e portanto não é aceitável.73 24.410 -0.13 23.009 0.5 -23.1 8.410 -0.03 9.64 33.4 1715.5 -23.4 130.87 Ra (mm/dia) 17.2 22.5 3.6 6.233 0.5 Aplicar o método de Hargreaves para o município de Guarulhos.4 18.4 19.5 -23.236 -0.3 8.9 103.9 58.410 -0. 17-4 .173 0.64 42.59 1.38 1.7 24.50 11.5 -23.5 -23.991 0.5 6.1 134.0 16.5 -23.410 -0.410 -0.5 -23.8 15.410 -0.5 -23.410 -0.5 -23.64 22.0 20.410 -0.3 32.1 251.9 92.3 31.2 200.99 17.036 -0.410 -0.5 Laltitude rad -0.37 14.5 -23.1 137.410 -0.3 16.8 136. Tabela 17.7 12.6 31.0 27.3 4.2 5.3 24.3 12.8 32.5 -23.8 9.2 15.023 1.27 27.13 10.032 dr Tabela 17.3.408 0.5 214.46 40.3 39.6 4.76 Ra MMJ/m2xdia 42.49 1.410 -0.040 0.1 174.5 -23.6 22.68 29.5 -23.408 Latitude Guarulhos -23.3 5.3 70.968 0.2 173.336 -0.5 -23.977 0.72 16.5 -23.3 26.Cálculos de aplicação do método de Hargreaves para o município de Guarulhos Guarulhos UNG ano 2005 Dias no mes 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 365 Janeiro fev mar abr maio junho julho agosto set out nov dez Ordem 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Total= Precipitaçao (mm) 254.68 1.8 6.009 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.com.72 1.024 1.32 38.5 -23.0 30.5 Latitude norte: positivo e sul: negativo Latitude Guarlhos 23graus e 30min graus Dia Juliano ( 1 a 365) 15 46 76 107 137 168 198 229 259 290 320 351 1.977 0.7 -23.992 1.33 16.40 1.968 0.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9 75.

es= 0.12/0.837 kPa = 2. es= 0. ETo= C (es – ea) Sendo C um coeficiente empírico que Penman.837/0.27 x T/ (237.37 mb (milibar) 18. O método de transferência de massa para achar a evaporação de superfícies liquidas é um método simples e razoavelmente preciso conforme Xu.Vamos apresentar somente a equação de Penmam apresentada em 1948. podemos estimar a evaporação em mmm/dia de uma superfície livre conforme Método de transferência de massas de Penman. 2002.3 + T)] Sendo: es= tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC) exp= 2. Todos se baseiam na equação original de Dalton feita em 1802.Método de Penman.120 kPa= 2.837 =2. 2000).2º C e es=2. usou a velocidade do vento a 2m de altura para determiná-lo.1= 21.2ºC. (base do logaritmo neperiano) Exemplo 18.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.2/ (237.2 mb (milibar) 18-1 .35 x ( 1 + 0.61 x exp [17. ETo= 0.61 x exp [17.837 kPa e a umidade relativa do ar UR= 75% ea= (UR /100) x es ea= (75 /100) x 2. Tem sido aplicado em evaporação de lagos e existem muitas fórmulas empíricas.7183.27 x 23.br Capítulo 18.3 Pressão de vapor da água à temperatura ambiente ea= (UR /100) x es Sendo: ea= pressão de vapor de água a temperatura ambiente (kPa) UR= umidade relativa do ar média mensal fornecida (%) es= tensão de saturação de vapor (kPa) Exemplo 18.1 Calcular a tensão de saturação de vapor es para o mês de março sendo a temperatura de 23.1= 28.2)] es=2.3 + 23. 1948 para evaporação de superfícies livres 18.1 Introdução Baseado na umidade relativa do ar do mês e a umidade de saturação bem como da velocidade do vento a 2m de altura.24 x u2 ) x (es – ea) Sendo: ETo= evaporação de superfície líquida (mm/dia) es= umidade de saturação do ar (mb) ea= umidade de vapor de água a temperatura ambiente (mb) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) 18. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. 1948 (Xu.com.3 + T)] es= 0.2 Tensão de saturação de vapor es.61 x exp [17.27 x T/ (237. Depende da temperatura do ar.2 Calcular a pressão de vapor de água à temperatura ambiente para o mês de março sendo T= 23.Método de Penman..

9 31 Out 20.4 1.4 Transformação de unidades: 1 bar= 10 5 Newtons/m2 1 mb (milibar)= 102 N/m2 = 1000dina /cm2=0.com.37-21.35 x ( 1 + 0.0295in.41= 106mm/mês 18.36 mb= 0.5 Estudo de caso: Guarulhos Tabela 18.1 1.8 1.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.3 70.7 1.5 31 Mar 23.7 1.4 31 Maio 18.6 1.5 1.9 365 1487.1 e obtemos os valores em milibares.6 18-2 .8 200.Dados de precipitações.7 31 Dez 22.41mm/dia Como março tem 31dias ETo= 31 x 3.24 x u2 ) x (es – ea) ETo= 0.0 1.8 130.3 30 Junho 17. ETo= 0.24 x 1.0 137.7 24.27º C e a velocidade do vento a 2m de altura é de 1.9 30 Nov 21.8 75.5 30 Abr 21.3 1.9 1.4 31 Agosto 18.7 30 Set 19.Método de Penman.br 18.2 58. dividimos por 0.8 20.04 in Hg 1 N/m2 = 1Pa Como normalmente achamos os valores de e0 e ea em kPa.1 Calcular a evaporação transpiração da superfície líquida de um lago dos Patos em Guarulhos no mês de março onde a temperatura média é 23.1.2) =3.5 30.5 214. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.5 31 Janeiro 23.35 x ( 1 + 0.9 1.1 1. Hg 1mm Hg= 1. temperatura e velocidade do ar de Guarulhos Dias no mês Precipitação Temperatura Velocidade do ar do ar (mm) (ºC) m/s 254.7 251. Exemplo 18.5m/s.3 1.5 31 Julho 16.0143psi= 0.5 ) x (28.6 39.6 28 Fev 22.

211 2.com.796 3.5 (2.558 3.164 3.587 2.01+1.937 3.12)=3.055 92 1.204 3.143 2.141 mm/ano 18. rios e canais a equação feita em 1980 por Jobson.525 78 1.539 3.837-2.br Tabela 18.586 111 1.474 108 2.600 2.6 Conclusão: O valor do método de Penman.837 3.328 103 1.257 98 1.459 3. ETo= 3.454 76 1.502 2. 1985 recomenda como a melhor equação para se achar a evaporação de um lago.Método de Penman.82= 118mm/mês 18-3 .530 106 2.804 2.13 x u2 x (es – ea) Sendo: ETo= evaporação de superfície líquida (mm/dia) es= umidade de saturação do ar (kPa) ea= umidade relativa do ar do mês (kPa) u2 = velocidade do vento a 2m de altura (m/s) Exemplo 18.2.13 x 1. 1948 de superfície líquida é de 1. ETo= 3.867 2.01+1. 1980 A USEPA.27º C e a velocidade do vento a 2m de altura é de 1.002 2.410 95 2.7 Evaporação usando a equação de Jobson.906 2.5m/s.388 1.071 2.82mm/dia Como março tem 31dias ETo= 31 x 3.Evaporação de superfície liquida usando o método de Penman Tensão saturação de vapor es ea Penman Penman mm/dia mm/mês kPa kPa 2.068 2.01+1.13 x u2 x (es – ea) ETo= 3.2 Calcular a evaporação transpiração da superfície liquida de um lago em Guarulhos no mês de março onde a temperatura média é 23.141mm/ano 18.774 3.283 68 1.120 2.424 106 1.858 2.479 2. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.191 99 1.

9 1.837 2. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.502 1.5 16.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.937 2. http://folk.071 2.XU.808 3.774 2.9 20.906 2.7 Bibliografia e livros recomendados .068 2.Evaporação para superfície liquida da cidade de Guarulhos para rios e lagos usando o método de Jobson.6 1.5 22.8 19.858 1.6 2.820 3. CHONG-YU.7 1.7 1.9 1.3.120 1. constants.595 3. a evaporação de superfície liquida usando o método de Jobson.Método de Penman.002 1.479 1.5 1.4 1. Hydrologic Models.6 1. 18.539 2.164 2.365mm.204 2.587 1.790 3. Rates.5 1.211 2.com. junho de 1985. 2a ed.7 18. 1985 Mês Temperatura (ºC) U m/s Pressão de vapor ea (kPa) Saturação do valor es (kPa) Evaporação do lago (mm/dia) Evaporação mensal do lago (mm/mês) Janeiro Fev Mar Abr Maio Junho Julho Agosto Set Out Nov Dez 23.600 1.867 2.796 3.804 1.5 1.624 3.143 2.8 21. 1980 é de 1.br Tabela 18.831 3.8 23.uio.3 1.7 22.6 17.707 3. com 165páginas.4 1.0 20.2 21. and kinetics formulations in surface water quality modeling. 18-4 . Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology.576 3.750 3.pdf -USEPA.459 2.784 3.3 18.558 2.no/chongyux/papers/fulltext.779 3.388 1.5 1. ano de 2002.828 119 107 118 113 112 107 111 117 111 116 114 119 1365 Portanto.

Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 30/06/08 Capítulo 19 Comparação dos métodos de evapotranspiração de referência ETo 19-1 .com.

Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.1 Introdução Assunto 19-2 .br 30/06/08 SUMÁRIO Ordem 19.

deve ser usado o método de Penman-Monteith FAO. A FAO recomenda que mesmo que faltem dados. 1998. 1961 Blaney-Criddle. A FAO cita também o método de Blaney-Criddle informando que o mesmo é ainda muito usado. porém a recomendação da FAO. 1998 com as hipóteses recomendadas. Recomenda ainda a FAO o uso do método de Hargreaves. devendo ser feita a correção adequada na região. é sempre usar Penman-Monteith FAO. Recomendado quando não se tem muitos dados Penman-Monteith FAO.Método Padrão da FAO e Embrapa 965 1245 1153 1136 1201 Dica: quando não temos muitos dados recomendamos o Método de Blaney-Criddle.1. 1998. 1975. 1975 nos parece de grande utilidade.1 Introdução Os métodos de evapotranspiração de referência ETo variam muito.Evapotranspiração anual do município de Guarulhos usando diversos métodos mm Métodos Thornthwaite. Tabela 19. Todos os estudos feitos na Europa e pela ASCE (American Society of Civil Engineer) mostraram que o método de Penmam-Monteith se aplica a regiões úmidas e áridas.Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. 1948 Romanenko. 1975 (novo).br 30/06/08 Capitulo 19. existindo mais de 20 equações a respeito. 1961 Turc. 19-3 . O novo método de Blaney-Criddle.Comparação dos métodos de evapotranspiração de referência ETo 19. Daí ele foi recomendado como método padrão e sempre tomado como referência pela FAO.

com.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/07/08 Capítulo 20 Chuvas em Guarulhos 20-1 .Curso de rede de esgotos Capitulo 20.

Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 20.1 20.com.2 Introdução Dados do município de Guarulhos Assunto 20-2 .

4 1.8 19.5 22.39 0.2) estão os resultados de evapotranspiração de referência ETo e evaporação de superficies líquidas válidas para Guarulhos com dados da Universidade de Guarulhos.42 0.2.7 1.5 214.7 200.49 0.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 130. Umidade relativa do ar.7 Média=1.Precipitação e evapotranspiração com dados de 1995 a 2005 (11anos) da Universidade de Guarulhos Evapotranspiração Meses do ano Precipitação Método de Penman-Monteith FAO.7 22.47 0.5 1.42 Fração de luz de hora de sol durante o dia (mm) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total= 254.4 1.3 39.6ºC Umidade relativa do ar média: 73% Porcentagem de horas de sol durante o dia: (0. Tabela 20.9 58.3 1.5 1.49 0. Vento.5 1. Tabela 20. 1998) Temperatura média anual: 20.7 18.37 0.9 1.br 01/07/08 Capítulo 20.6 0.7 1487.1 137.0 20.2 21.6 1.5 16.35 0.8 21.8 24.47 0.9 75.31 0.com.33 Média=0.Chuvas em Guarulhos 20.6 m/s (6km/h) Na Tabela (20.9 1.53 0.1) estão os dados médios de 11 anos obtidos na Universidade de Guarulhos.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.1 Introduçãoo Os dados que usamos em quase todos os exemplos são do municipio de Guarulhos 20.1.6 17.42) 42% Velocidade média do vento a 2m de altura do chao: 1.8 Na Tabela (20.3 70.37 0.1 251.0 30.2 Dados do municipio:Guarulhos Precipitação média anual:1489mm/ano Evapotranspiração média anual: 1201mm/ano (Método Padrão da FAO – Penman-Monteith.5 1.Precipitação.8 23.6 Temperatura média do ar (ºC) 23. temperatura e fração de luz da Estação Climatológica da UNG com dados de 1995 a 2005 (11anos). 1998 média mensal mensal (mm/mês) (mm/mês) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total= 254 253 201 58 70 39 31 25 75 137 131 215 1489mm/ano 123 113 115 95 76 61 68 87 98 116 123 126 1201mm/ano 20-3 . Meses do ano Precipitação Umidade relativa do ar (%) 75 75 75 73 75 75 73 68 72 73 73 74 Média= 73 Vento a 2m de altura (m/s) 1.3 18.9 Média=20.

Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 20. 1998 FAO.1) podemos ver um gráficos das precipitações médias mensais de Guarulhos com dados de 11anos e da evapotranspiração de referência ETo obtido com o Método padrão de Penman-Monteith.Gráfico das precipitações e evapotranspiração de referência média mensal com dados fornecidos pela UNG e aplicação do Método de Penman-Monteith. 1998 FAO. Gráfico das precipitações e evapotranspiração de Guarulhos Precipitaçao e evapotranspiração (mm) 300 250 200 150 100 50 0 1 3 5 7 9 11 Meses Figura 20.br 01/07/08 Na Figura (20. Evapotranspiração mensal Precipitação mensal 20-4 .

com.br 09/07/08 Capítulo 21 Gramado em Campo de Golfe 21-1 .Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

br 09/07/08 SUMÁRIO Ordem 21.1 21.25 21.20 21.16 21.8 21.4 21.15 21.24 21.23 21.7 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.19 21.11 21.31 Assunto Introdução Campos de golfe Grama usada em campo de golfe Gramado Importância da grama Qualidade visual e funcional Gerenciamento de um gramado Projeto de gramado Espécie de grama Poda Much mowing Trimming Edging Pestes Irrigação Freqüência de rega Horário de rega Manutenção de campo de golfe Testes do solo para gramados Topsoil Condicionadores de solos Relação C/N Macrófitas aquáticas Uso de águas de esgotos tratadas para irrigação Alternativas de plantio de gramas Fertigation Drenagem na irrigação Viveiro de mudas (nursery) Plano de contingência para época de secas Evapotranspiração Bibliografia e livros consultados 23páginas 21-2 .5 21.12 21.com.21 21.28 21.17 21.2 21.30 21.10 21.18 21.3 21.14 21.22 21.27 21.6 21.26 21.29 21.13 21.9 21.

No Brasil campos de golfe que existem e estao sendo construidos sao de 18 buracos com área de 75ha. Figura 21. 2007 a média dos campos de golfe nos Estados Unidos é de 61ha (610.Exemplo de percurso em um campo de golfe Fonte: Neufert. O consumo de água dos campos de golfe americanos variam de 230.2 Campo de Golfe Nas Figuras (21. Conforme Metcalf e Eddy.3) podemos ver os esquemas de campo de golfe conforme Neufert.Exemplo de percurso em um campo de golfe de Bad Wildungen.1) a (21. 21.com.1 Introduçao O objetivo deste capítulo são os gramados para aplicação em Campo de Golfe.Gramado em Campo de Golfe 21. a água de reúso.1. 1974. ou seja.000m2) sendo o mais encontrado campos com 32ha a 40ha.br 09/07/08 Capítulo 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 L/s) até 380.000m3/ano (7.2. 1974 21-3 . 1974 Figura 21. Fonte: Neufert.000m3/ano (12 L/s) e devido a este enorme consumo de água de irrigação que alguns estados americanos obrigam o uso da água de esgotos tratada.

O ponto de lançamento é uma superficie plana e bem tratata de 40m2 a 60m2.3 Grama usada em campo de golfe Sem dúvida a grama mais usada em campo de golfe é a bermuda cujo nome científico é Cynodon spp. A largura da pista deve ser de 40m a 80m com relva curta e ligeiras ondulações facilmente visíveis do posto do jogador. tem os compartimentos necessários para os treinadores. cozinhas. O percurso total do jogo depende do comprimento dos percursos parciais: um jogo curto de 18 buracos com percurso de 100m a 250m tem um percurso aproximadamente de 5. 1974 teremos: Os percursos contam-se como eixos ideais das pistas de jogo (fairway) como linhas retas ou quebradas desde o ponto de lançamento até o buraco correspondente.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. nem ser da mesma grandeza. Para ajudar a manutenção do campo. ribanceiras). com partidas a distância diferente para senhoras. 21-4 .500m e um jogo de campeonato com percurso de 400 a 500m tem percurso estimado em 6. Dactylon sendo a mais usada. Percursos de 250m a 300m são desfavoráveis e devem-se evitar. A bola de 4cm de diâmetro e os buracos têm 20cm de profundidade e 10cm de casquilho metálicos. No verde de cada buraco está situada a partida para o curso seguinte. homens e professor. O edifício do clube. Distinguem-se duas zonas de pista: 1.com. para que o vento e o sol não sejam sempre favoráveis ou prejudiciais. Nos verdes. nem ter a mesma direção. As proximidades dos buracos ou verdes aque são planaltos de 500m2 a 100m2 de relva aparada com alguns obstáculos naturais (bunkers. 21. instalam-se com frequência nas imediações pequenas moradias de aluguel ou casas de fim de semana para sócios do clube. O árido ou terreno de lançamento. etc. além dos vestiários para homens e senhoras. etc. Perto do buraco mais afastado do edifício coloca-se as vezes um pavilhão para descanso ou refugio em caso de mau tempo. Um jogo médio com percursos de 300m a 400m tem percurso de 5.3.br 09/07/08 Figura 21.000m. O genus Cynodum possui nove espécies com C. para guardar ferramentas de jardinagem. telefone. lança-se a bola que roda suavemente para os buracos. A grama bermuda tem origem da África e foi introduzida nos Estados Unidos em 1807.Exemplo de percurso em um campo de golfe em Roma Fonte: Neufert. Os diferentes percursos não devem se tocar e nem se cruzar. 1974 Baseado em Neufert. sendo usada extensamente a partir de 1900. sem ser tratado e com obstáculos e 2. caddies (portatadores) e jardineiros e as correspondnetes zonas de convivio.000m.

A grama bermuda é resistente ao pisoteio e devido a isto é muito usada em campo de golfe.0. Tolerante a seca Densa Textura fina Precisa de 25mm a 50mm de água por semana Rápida recuperação com pestes que podem ser controladas facilmente quimicamente.5kg/100m2 É uma planta esteril. na India chama-se grama do diabo (devil´s grass e na Argentina chama-se gramillia. Doenças: nematoides Deve-se contrar as pestes.62mm/dia de água para irrigação.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A grama bermuda Tiffreen 328 possui os seguintes atributos: Muito usada em campos de golfes.5 a 8. e sim somente mudas: Tifflawn (1952) Tifgreen 328 (1956) Tifway 419 (1960) Tifdwarf (1965) Tifway II (1981) A regra é a seguinte: quando você compra sementes de grama vai ter sementes e quando compra mudas não vai ter sementes.54mm/dia a 7.br 09/07/08 Na África do Sul a grama bermuda tem o nome de Kweekgrass. Pode ser atacada por poluição do ar onde a mesma exista havendo descoloraçao da mesma. É sensivel as mudanças de estações muito drásticas. A grama bermuda pode atingir altura de 5cm a 40cm chegando até 90cm.5 adicionar calcáreo. 80% do sistema radicular está nos 150mm de raízes. em jardins comerciais e em paisagismo em geral. isto é. O nitrogênio a ser aplicada está na faixa de 0. na Austrália chamase couch grass. A grama bermuda possui os seguintes atributos: Excelente resistência ao calor e a seca Baixo consumo de água para irrigação Formação densa Tolerância a vários tipos de solos com faixa variável do pH Boa tolerância a salinizaçao da água Boa tolerância ao tráfego de pessoas Relativamente fácil de ser aplicada Cresce em qualquer tipo de solo. 21-5 . insetos e aplicação de fungicidas.5 Funciona bem em solos com 112kg/ha de fósforo e 187 kg/ha de potássio que propiciará um rápido crescimento da planta. Funciona bem em solos com pH na faixa de 5.com. Foram feitos vários cruzamentos da grama bermuda nos Estados Unidos a partir de 1940 e resultaram as seguintes gramas que são denominadas de gramas híbridas que nao produzem sementes. mesmo rasos Precisa de 2. Quando pH<6. não tem sementes. pH entre 6.

9º C do que fosse de solo nu. Qualidade visual é: Densidade Textura Uniformidade Cor Hábitos de crescimentos Suavidade da superfície As Figuras (21. As gramas podem ser nativas ou importadas e quando consideradas junto com o solo são chamadas de gramados. O inicio dos gramados surgiu no século 16 ou 17. mostrando a grama Merion Kentuchy Bluegrass conforme Tabela (21. 21. sendo que a mesma valoriza o imóvel em 6% a 15%.6 Qualidade visual e funcional. Vamos dar um exemplo de como é feita a classificação das gramas.4) e (21. baseball e outros.1º C do que fosse de concreto Reduz a temperatura de 0. A palavra muito usada nos Estados Unidos é “turf” que é derivada do Sânscrito da palavra “darbhus”.Classificação da grama Merion Kentucky Bluegrass Reino Planta Divisão Embryophyta Subdivisão Phanaerogama Ramo Angiospermae Classe Monocotyledoneae Subclasse Glumiforae Ordem Poales Família Poaceae Subfamília Pooideae Tribo Poeae Genus Poá Espécie Pratensis Cultivar Merion 21. A qualidade de uma grama pode ser visual e funcional.5) mostram a qualidade visual das gramas. que significa solo de grama.com. Os aspectos mais importantes do gramado são: Efeito estético e ornamental Serve para relaxação mental Bom para a recreação e esportes Reduz incêndios Evita cobras e ratos Reduz os danos de erosão no solo Reduz a temperatura de 1. O primeiro cortador de grama foi inventado por Edwin Budding na Inglaterra em 1830. Reduz a poeira Reduz barulhos de 30% a 40% Melhora a qualidade das águas de chuvas Fornece oxigênio pela fotossíntese Reduz alergias (mas pode também causar alergias) Esportes em que se usam gramados: futebol. As gramas são da família Poaceae.br 09/07/08 21. golfe.5 Importância da grama Não há dúvida da importância da grama para o paisagismo. Os gramados privados da era Vitoriana na Inglaterra são famosos em todo o mundo. 21-6 .Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 Gramado Na bíblia encontramos referência ao jardins usados na Pérsia e na Arábia.1.1) Tabela 21.

5.Qualidade visual da grama Qualidade funcional A qualidade funcional das gramas são: 21-7 .com.br 09/07/08 Figura 21.Qualidade visual da grama Figura 21.4.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

com.7.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 Quantidade de raízes e a profundidade das mesmas Capacidade de recuperação da grama Aspecto verde do gramado após a poda Figura 21.Qualidade funcional da grama Figura 21.Qualidade funcional da grama 21-8 .6.

As folhas que porventura estejam sobre a grama deverão ser retiradas.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5kg/100m2 de área. pois.7 Gerenciamento de um gramado Vamos usar os conceitos da cidade de Seattle. tratores sobre o gramado é necessário que o mesmo seja aerado para evitar a compactação. sendo os ingredientes primários na quantia mais usada que é 5 -1 -4 respectivamente.0.5 a 7. A aeração é feita com buracos no gramado a profundidades variadas para facilitar o movimento do ar e da água no solo. podar a grama. Muita grama cortada é retirada e parte fica no solo. Podem também ser usadas para prática de esportes 21. .8 Projeto de gramado Os gramados devem ser construídos com declividade mínima do solo de 2% para permite a drenagem e declividade máxima de 25% para permitir que os equipamentos de poda possam ser usados. Pelo menos uma vez por ano deverá ser feito o over-seeding. A taxa aproximada de overs-seeding é de 2. Notar que se acrescentamos areia em solo muito argiloso pode melhorar a drenagem porém pode ocasionar outros problemas. Definições: . pois criará uma superfície anaeróbia que reduzirá a ação dos micróbios. inibe a entrada de água e do nutriente e pode desenvolver patógenos e portanto. Geralmente a aeração e feita uma ou duas vezes por ano usando furos de 25cm a 36cm.com. ou seja. BMP Manual 2005. A remoção de thatch deve ser feita pelo menos uma vez por ano e coincidirá com o programa de colocação de sementes e aeração do solo.Aeração Como passam pessoas. -Over-seeding Para reparar áreas doentes de gramados são usadas sementes sobre o mesmo para a recuperação. -Thatch É a camada de raízes mortas e parcialmente decomposto no gramado e que foi acumulado quando foi feito o corte da grama com lâminas. fósforo (P) e potássio (K) formando o que chamamos de NPK. Deve ser escolhidos os meses que são melhores para a aeração do solo.Fertilizante São nutrientes orgânicos ou sintéticos que combinados basicamente com o nitrogênio (N). -Poda É o uso de determinado equipamentos para cortar a grama. -Turf ou gramado Termo técnico aplicado a qualquer jardim ou parque gramado. A camada de thatch tem ¼” a ½” e pode causar problemas. Então o material orgânico que está no solo poderá formar barreira impermeável. A superfície seca do gramado facilita ainda a poda da grama. Deverão ser feitas pesquisas no solo para aplicação específica. Deve ser salientado que não existe um método de aeração que não traga algum problema. tomando-se o cuidado para não causar danos na rede de irrigação. veículos. Se necessário o solo pode ser acrescido de areia para facilitar a drenagem e deixar sempre seca a superfície do gramado. -pH O solo poderá ser acido ou alcalino e o pH do solo ideal deverá estar entre 5. 21-9 . deve ser removida. -Top dressing É aplicação de área na superfície do gramado para aumentar o movimento de ar e água e manter a superfície do gramado seca e firme.br 09/07/08 21.Best Management Practices – Turf Management.

tais como drenagem baixa. com quantidades altas de nitrogênio ns proporções: 10-2-6: 21-7-14 ou 24-4-12. etc. pouco fertilizante. O pH do solo deve ser testado e determinado o pH e acrescido calcário se necessário. pólo. Anti-Greens: 2 vezes por semana Tees: 2 a 3 vezes por semana Fairways: mínimo de 2 vezes por semana Roughs: 1 a 2 vezes por semana As gramas tipo bermuda possuem crescimento maior na primavera/verão. De modo geral a Kentuchy Bluegrass deve ser evitada. A aplicação de camada fina de material orgânico (mulch) é bom. 21. Normalmente os cortes mais baixos são usados no período de primavera/verão ou para torneios importantes. As árvores. O ideal é que seja rodeada de grama. Gramados que são parcialmente sombreados ou que possuam drenagem pobre devem ser misturados os tipos de grama. dependendo de como foi preparada a aplicação das sementes e irrigação.10 Poda Distinguimos na poda o seguinte: -Freqüência É importante para a saúde do gramado que seja monitorado quando são feitos os cortes de grama.12 Trimming A grama que fica perto de cercas. Aplique fertilizante antes ou depois de semente.9 Espécies de grama A seleção das espécies de grama que serão usadas depende de muitos aspectos. etc. Deve-se ter cuidado com o tipo de pesticida a ser usado. 21. beisebol. etc e outras amenidades deve ser colocada cuidadosamente grama para reduzir a poda manual. Em alguns casos o mulch deve ser evitado. 21-10 . Coloque as sementes específicas na área selecionada na quantidade de kg/ha. muitas sombras.11Much mowing A grama cortada raramente é removida do gramado que retorna como nutriente necessário ao solo e é importante para a saúde do gramado. Altura de corte Para muitas gramas perenes a altura de corte deve ser de 38mm a 50mm. arbustos. boa drenagem e razoável fertilidade do solo e bom para gramas perenes.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Deve ser evitada a compactação do solo com as rodas do equipamento de corte de grama. perto de árvores devem ser preservadas.com. Os equipamentos devem ser ajustados regularmente. O corte pode ser mecânico ou manual e em alguns casos aplicar herbicidas para eliminar a grama. A grama Bermuda Tifway 419 é muito usada para futebol. As seguintes características de uso e manutenção devem ser seguidas para a seleção das sementes de gramas: O local ideal do gramado é tenha muito sol. obras em concreto. Evite as áreas molhadas. A altura de corte de um campo de golfe pode ser assim: Anti-greens: altura de 18mm a 22mm Tees: 8mm a 12mm Fairways: 12mm a 15mm Roughs: 25mm a 35mm 21. tees e fairways de campo de golfe. mas nem sempre necessário. 21. A grama Bermuda Tifdwart é muito usada para greens de campo de golfe. lembrando que deve ser evitado de cortar mais de 1/3 do caule da grama. O mulch aplicado deve ter menos que ¼”.br 09/07/08 Os materiais orgânicos acrescidos ao solo natural serão decompostos em prazo de mais ou menos dois anos.

grandes declividades. Fazer ajustamento de campo para locais com sombras. 1998 recomenda a média de irrigação de campo de golfe com água de reúso de 2.4mm/dia.13 Edging Quando os gramados atingem as bordas de uma superfície pavimentada temos o edging. Deverá ser previsto descargas períodos para limpeza da rede de água tanto para água potável como para água de reúso.5m/s a 2. praças públicas é 2. 21-11 .Pressões recomendada nos Estados Unidos para irrigação Parâmetro Pressão mínima Pressão máxima Pressão diferencial na zona de pressão 21mca 50mca Pressão estática no alto 21mca 35mca Pressão estática na parte baixa 56mca 70mca Fonte: Metcalf e Eddy. 21. As pressões máximas e mínimas recomendadas conforme Metcalf e Eddy. Tabela 21. 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Normalmente usam-se tubos de PVC rígido. 2007 O estado de arte da irrigação é: Calcular a perda de água por evaporação ocorrida deste a última irrigação Informar a cada sprinkler quanto de água deve ser aplicado para substituir a perda por evaporação Não usar muita água para não produzir runoff. Dica: Asano. o clima da região e a estação do ano. No caso de irrigação para água de reúso colocar uma tarja vermelha ou outra cor para identificar a tubulação. os ventos. 1998 e a máxima de 84mca.3m/s.1m/s conforme Metcalf e Eddy.br 09/07/08 Em áreas com muita declividade cuidados especiais devem ser tomados a ser usado equipamento de corte de grama. Dependendo do local a manutenção deve ser mais cuidadosa. média e baixa densidade conforme podemos ver nas Figuras (21.1mm/dia a 3. Pode também ser instalados hidrantes para água de reúso caso se queira. Não podemos irrigar demais e nem de menos. a topografia. 2007: Forma de árvore: um eixo principal e os galhos da árvore são os secundários. O diâmetro do tubo de PVC classe 15 ou classe 20 geralmente é menor ou igual a 100mm. 1998 o valor médio encontrado nos Estados Unidos para irrigação de campos de golfe.18) a (21. Durante 2 a 4 vezes por ano o edging deve ter manutenção. As redes podem ser feitas de três maneiras básicas conforme Metcalf e Eddy. As tubulações podem ser de PVC. Regularize a pressão em cada ponto de modo a obter uma distribuição uniforme da irrigação. A pressão mínima recomendada é de 42mca conforme Asano. etc Conforme Asano.4mm/dia de irrigação de água de reúso.15 Redes de irrigação Influencia na irrigação o tipo de solo.14 Pestes São tolerados em gramados geralmente os insetos. Geralmente a irrigação é feita durante o período da noite num período de 8h a 10h.1. Não podemos colocar nutrientes demais.1mm/dia a 3. Deverão ser tomadas as precauções para resolver o problema. O coeficiente C=130 de Hazen-Willians e a velocidade mínima é de 0. 2007.com. Forma de grelha: há um eixo principal e rede secundária que estão interligados. A velocidade máxima está entre 1. principalmente com o uso de pesticidas. 2007 estão na Tabela (21. aço.11). doenças na grama e plantas (weeds).1. como o nitrogênio ou colocar de menos. Forma de loop: há tubulação principal correndo pelos quatro cantos e no meio ficam as tubulações secundárias. ferro fundido dúctil e PEAD(polietileno de alta densidade). sendo mais comum tubos de polietileno de alta. 21.

Quando o campo de golfe for irrigado por água de reúso é necessário que a água seja filtrada em filtros com 600μm (0. Deve-se ter o cuidado para que o reservatório não fique muito tempo estagnado para não ficar sem cloro residual. Caso haja reservatório de incêndio para ser usado com água de reúso segundo as normas americanas o volume mínimo deve ser para 4horas de incêndio com pressão de 14mca.br 09/07/08 21. Neste caso os reservatórios são fechados não podendo entrar o sol para não desenvolver algas. isto é. A cor é causada pela presença de materiais úmicos que estão na água de reúso.65 Sendo: C= custo em dólar (US$) V= volume (m3) 21-12 . O custo de um reservatório de aço para água de reúso conforme Metcalf e Eddy.1mm deveremos por hectare reservar 385m3 no mínimo para atender as flutuações.5 4a6 1 a 1. misturar com água de outra procedência.5 a 2 2a3 1 a 1. Uma outra recomendação de Metcalf e Eddy. Como geralmente a maior demanda de irrigação é durante a noite deve-se prever um reservatório com volume mínimo de 5% da demanda anual. 1998 ressalta que o Irvine Rach que usa água de reúso para irrigação de paisagismo e campo de golfe é mais antigo é adotado Pico=2. 2007 pode ser assim resumido : Água de reúso Irrigação para agricultura Irrigação para landscape Água de makeup para resfriamento Fator de pico de vazão Maximo por dia/ média diária Pico por hora/ máximo por dia 1. 2007. Os problemas de armazenamento de água de reúso em reservatórios fechados conforme Metcalf e Eddy.com.6mm) Asano. um deles devido a irrigação noturna do campo de golfe e outro devido a descarga de bacias sanitárias nas casas. 21. 2007 para dimensionamento de reservatórios com água de reúso é que o mesmo pode ser dimensionado para : Previsão de curto alcance: um dia ou uma semana Previsão de longo alcance: lagos Reservatório de emergência Para previsão de curto alcance para água de reúso aconselha-se que o volume do reservatório seja do consumo de um dia ou de uma semana conforme o caso. 2007 é: C= 637 x V 0. 2007 são os seguintes: Estagnação Odor que sai dos reservatórios principalmente de gás sulfídrico H2S Perda de cloro residual Recrescimento de organismos Em reservatórios abertos. os lagos para armazenamento de água de reúso temos os mesmos problemas dos reservatórios fechados acrescido do desenvolvimento de águas que podem ser resolvido com sulfato de cobre. que é 5% do volume anual por hectare. 1998 informa que na prática existem dois picos. Salientamos que em alguns lugares é proibido o uso do sulfato de cobre para matar as algas. 2007 Asano. isto é.0 o consumo médio do dia de verão. Assim podemos misturar água potável na água de reúso em um reservatório. Deverá ser observado a pior situação. 1998 salienta que o reservatório pode ser um lago isolado onde não entram as águas superficiais do runoff ou pode ser feito um reservatório enterrado.17 Reservatórios para armazenamento de água de reúso Asano.16 Picos de vazão Os picos de consumo de água de reúso para irrigação de landscape e campo de golfe conforme Metcalf e Eddy. O dimensionamento será 1. semi-enterrado ou apoiado ou elevado que não tenha contato com o sol cuja água deve ser clorada.5 ou 2. Para reservatórios de emergência muitos usados em bombeamentos deve ter o cuidado para que a água de reúso não tenha tempo de residência muito grande para não ter problemas na qualidade conforme Metcalf e Eddy. Para previsão de longo alcance são feitos lagos e são muito grandes e impermeabilizados no fundo.5 1a2 Fonte: Metcalf e Eddy. Assim com a demanda diária de 2.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Uma maneira de se melhorar a qualidade da água é a diluição.

etc.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe.8.9. 8 litros/ hora e outras. podendo chegar até 36m em áreas de campo de golfe. É bom para pequenos espaços como vasos.12 L/s a 0. Os aspersores rotores para paisagismo possuem vazão que variam de 0.6m a 24.29 L/s.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe. Há vários modelos com vazões que variam de 2 litros/hora. 12. Figura 21. O emissor emite gotas para realizar a irrigação. Figura 21.5cm e 30cm para facilitar a irrigação e em campos de golfes podem chegar a 35cm de altura. Os aspersor mais usado no Brasil é de rotor. 21-13 .18.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 09/07/08 21. -Aspersores Geralmente possuem alcance de 4. Os aspersores possuem elevação de 10cm. maciços de plantas.Gerador de emergência Deve ser sempre pensado se deverá haver ou não gerador de emergência caso haja interrupção da energia elétrica. 4 litros/hora.03 L/s a 2.6m. Observar a derivaçao lateral de menor diâmetro. -Gotejadores Primeiramente usado em Israel nos anos 60.

Figura 21.10.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe. 21-14 .9.com.Medição da água para irrigaçáo. observando-se um hidrômetro Woltman.br 09/07/08 Figura 21. Observar a derivação lateral com um aspersor que se levanta automaticamente com a pressão da água.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Válvula redutora de pressão e válvula retentora de fluxo usadas em irrigação. Deve-se evitar o cozimento da grama quando o sol está muito forte e a grama está encharcada de água.16 Freqüência de rega É aconselhável fazer regras periódicas para irrigação. evite regar à tarde para não favorecer o aparecimento de fungos. 21.Em áreas sombreadas. 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Conforme Paulo Antonio Azeredo Neto.18 Manutenção de campo de golfe O campo de golfe basicamente é dividido em: Greens Anti-greens Fairways Roughs Bancas Paisagismo (árvores. arbustos e jardins) 21.br 09/07/08 Figura 21. 3 vezes por semana.com.19 Testes do solo para gramados Os testes de solo importantes são: Salinidade Condutividade elétrica para se achar o TDS Quantidade de sódio SAR (sodium adorption ratio) Bicarbonato e carbonato pH Cloreto Boro Cloro Nutrientes Sólidos totais em suspensão (TSS) Turbidez 21-15 . Geralmente a rega em campo de golfe vai de 8h a 10h por dia e é feito durante a noite.17 Horário de rega Pode ser regado o gramado no inicio da manhã e/ou no final da tarde. os áreas mais sombreadas e com solos argilosos exigem menos rega do que as áreas ensolaradas com solo arenoso. 16. como por exemplo.11. Quantidade de água De modo geral as gramas exigem 3mm a 5mm de água por dia.

21Condicionadores de solos Os condicionadores de solos aumento a capacidade de troca catiônica (CTC) do solo. submersas e plantas emergentes. Deverão ser monitorados os índices de: SAR (sodium adsorption ratio) Condutividade elétrica 21-16 .22 Relação C/N É importante a relação C/N. tênis ou outro esporte. Então o solo terá melhor capacidade de retenção de água diminuindo o stress hídrico e menor freqüência de irrigação. 21..24 Uso de águas de esgotos tratadas para irrigação O uso dos esgotos sanitários tratados para irrigar um campo de golfe é muito usado atualmente baseado num dos motivos abaixo relacionados: Evitar o lançamento de esgotos em cursos de água intermitentes ou em terrenos particulares.br 09/07/08 21. Tabela 21. É uma alternativa para uso de nutrientes.20m a 0.Água de reúso classe 3 Estado do Texas Para irrigação de gramado.com.br o topsoil é uma camada superficial de 0.20 Topsoil Os solos brasileiros apresentam 1% a 2% de matéria orgânica e então se torna necessário a complementação necessário para o bom enraizamento e desenvolvimento do gramado. onde o fósforo deve ser observado. Temos que manter um equilíbrio entre C e N 21.23 Macrófitas aquáticas Temos plantas flutuantes.com. Uma boa alternativa devido a um ótimo tratamento dos esgotos Serve para irrigar campos de golfe. Tanto a camada de topsoil como as porcentagens da mistura condicionador e areia média podem variar dependendo da finalidade do campo esportivo: futebol. paisagismo é exigido: BDO5 ≤ 10 mg/L Turbidez ≤ 3uT Coliformes fecais ≤ 75/100mL Análise uma vez por mês Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada.itograss.1). praças publicas e jardins dos lotes. Utiliza-se condicionador de solos em porcentagem de 10% a 25% em mistura com areia média. golfe. 21. conforme Tabela (21.1 .10m onde será plantada a grama. isto é. Conforme http://www. Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins. pólo.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005. Ainda não temos leis brasileiras sobre o assunto e devemos usar o que está no Sinduscon. 21. que é a relação da matéria orgânica com o nitrogênio.

br as alternativas de plantio de gramas são: Semente Sprigs Plugging Plugs Tapetes (mais comum 90% do mercado) O sistema de sprigs e plugging ainda não é usado no Brasil.com.itograss.12-Grass plugs: buracos onde são plantas as mudas Figura 21.br 09/07/08 Boro Outros 21.14-Plugging num gramado saudável 21-17 .13-Mudas de grama Figura 21. O sistema de Plugs já vem sendo usado no Brasil a mais de 10anos e não depende de equipamentos especiais.25 Alternativas de plantio de gramas Segundo www. Figura 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. pois necessita de equipamentos apropriados.

17-Semente de gramas Figura 21.15-Tapete de grama natural Figura 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.18-Sprigs de Tifway 410 grama bermuda 21-18 .16-Semente de grama de jardim Figura 21.com.br 09/07/08 Figura 21.

00m a 7.60m. As linhas de drenagem são feitas perpendicularmente a linha do fluxo da água. Nos pontos baixos que devem ser identificados deve ser feita trincheiras com profundidade mínima de 46cm.5m de espaçamento de drenagem quando o buraco está em terreno plano. Geralmente é de 0. O próprio gramado já é um biofiltro. Fonte: Green Section Record. devemos ter em torno dele linhas de drenagem espaçadas de 7. lama na bola e o deslocamentos dos veículos elétricos trarão enormes restrições no campo. 21. tênis molhados. Quando o buraco do campo de golfe está em terreno elevado. O´Obrien 21-19 .18. É muito importante uma boa drenagem num campo de golfe.60m a 1.80m. O espaçamento entre as linhas de trincheiras depende do solo e geralmente está entre 3. A largura das trincheiras são de 13cm a 18cm para acomodar estes materiais. Muitas vezes em drenagem de campo de golfe necessitamos de fazer sifonagem e bombeamento.5m.com.26 Fertigation Fertigation é a colocação de pequenas quantidades de nutrientes juntamente com a água de irrigação. que melhora as águas pluviais. Planning a golf course drainage projetc Patrick M. areia e não pedregulho e são envolvidos com geotêxtil.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Deverá ser estudado o solo com muito cuidado para tal aplicação.27 Drenagem na irrigação Os campos de golfes devem possuir um sistema de drenagem. pois a presença de lama. As profundidades podem variar de 0. A taxa de infiltração da areia varia de 76cm/hora a 203cm/hora A condutividade hidráulica do solo é importante para a determinação da tubulação principal que conduzem as águas de drenagem a um determinado ponto. Pode haver bacias sifonadas com 4.br 09/07/08 21. As linhas de drenagem usam solo nativo. Figura 21.5m.Obras de drenagem de um campo de golfe.

19.Matérias de drenagem estocados. Figura 21.20.com.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 21-20 .Obras de drenagem de um campo de golfe.br 09/07/08 Figura 21. Observar os drenos são perpendiculares ao fluxo.

/hr) 12 in. para situações de secas muito prolongada. Abaixo temos 200mm de solo nativo e as tubulações de drenagem. 21.28 Viveiro de mudas (nursery) Em loteamentos muito grande é comum se fazer um viveiro de mudas para a implantaçao do gramado. 8 in. 4 in. Deve-se pensar sempre em um plano de contingência para a irrigação do campo de golfe.br 09/07/08 Figura 21.30 Evapotranspiração Como geralmente não temos muitos dados para determinação com maior precisão evapotranspiração. podemos usar o método de Bradley-Criddle. 21. 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Conductivity > 6 in. 4 in.21-Reservatório de retenção no campo de golfe para reter águas pluviais USGA Putting Green Profile Titleist Root Zone Mix Coarse grained material (loamy fine sand – fine sand) (Hyd. Na Figura (21. Intermediate Layer (coarse sand – fine gravel) Crushed Stone Native Soil Drainage Lines Figura 21.29 Plano de Contingência para época de secas.com.22) a grama está sobre uma camada de solo de 300mm a qual por sua vez está sobre uma camada de areia de 100mm.22-Observar que a grama está assentada sobre camada de material para a zona de raízes e a drenagem. a 21-21 .1975 que produz bons resultados.

2 Aplicação a área de campo de golfe com 18 buracos e com 750. 1998 a salinidade é o maior problema no uso de água de reúso em campos de golfe.1.Resultados a serem usados em irrigaçao Exemplo 21. Muitas plantas são sensitivas ao cloro e ao boro. pois o efeito adverso da salinidade é que a grama vai ficando com coloração marrom e amarelada.br 09/07/08 Exemplo 21. Foi usado o Método de Blaney-Criddle para a evapotranspiração. Os cálculos foram feitos com e sem a precipitaçã efetiva Pe.000m2 para o cálculo da quantidade em milimetros que deve ser irrigada por dia mês a mês para o municipio de Itatiba no Estado de Sao Paulo. isto é.4mm/dia. O solo adotado é franco siltoso. Observar que precisamos de mais água no campo de golfe. enquanto que para o paisagismo comum precisamos de 0. o campo de golfe gasta aproximadamente 50% a mais de água que o gramado comum. 21-22 . Tabela 21. O rendimento adotado para irrigação foi de 80%.1 Podemos usar um loteamento conforme Tabela (21. Para o mês de janeiro precisamos para o campo de golfe de 0.6mm/dia de irrigação.com.31 Salinidade Conforme Asano. Afetará os greens os tees.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 21.1) que haverá irrigação para paisagismo e para o campo de golfe.

greenleafgramados. Green Section Record. 1998 21. 1974. ERNST. 4ª edição. TAKASHI. -Internethttp://www. -O´OBRIEN.com.com. -CIDADE DE SEATTLE.32 Bibliografia e livros consultados -ASANO. 432 páginas.com.br 09/07/08 Fonte: Asano.htm -NEUFERT. Planning a golf course drainage projetc. CRC Press.br/doc/informe_tecnico_01. ISBN 1-56676-620-6 (Volume 10). 21-23 . BMP Manual 2005. 1528páginas. Arte de projetar em arquitetura.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Best Management Practices – Turf Management. Wastewater reclamation and reuse. Editora Gustavo Gili do Brasil.br/informativoverde/edicao69/mat05ed69. PATRICK.doc -Internet-http://www. 1998.itograss.

75 1 1 0.9 1.9 2.6 0.9 0.75 0 31 32 82 0.09 22 0.7 7.7 7.8 97.9 6.4 0.0 8 22 0.75 82.750 338 ] 0.6 0.6 7.74 1.1 1 22 0.3 57.0 0.3 0.25 135 1 115 0 mm/an o mm/an o .74 3.6 2.74 2.1 28.6 0.18 300 54 40 40.7 67.5 89.75 66.0 3.5 55 69 31 31 75.0 0.7 0.0 0.5 55 125 57 57 75.1 55 36 16 16 75.75 1 1 0.1 7.74 2.13 para solo franco siltoso=RF = Pe= P x RF/100= 9mm) Pe sendo 25% da precipitação= Precipitação efetiva deve ser menor que P e Etc Rendimento Ea usando Tabela (3.75 49.0 0.6 16.74 0.8 7.75 1 1 0.8 7.9 3.9 1.75 80.9 8.75 0 31 36 65 0.2 0.18 300 54 40 40.74 1.75 1 1 0.74 3.75 1 1 0.9 24.75 93.4 55 76 34 34 75.9 2.6 0.4 3.1 3.7 7.75 84.75 61.8 7.75 0 28 190 102 0.9 5.6 0.9 55 85 38 38 75.0 9 22 0.0 0.75 0 30 51 66 0.18 300 54 40 40.5 3.75 67.8 55 105 48 48 75.75 49.75 0 30 138 113 0.janeir o feverei ro març o abril maio junho julho agost o setemb ro outubr o novemb ro dezemb ro 31 Precipitação (mm/mês)=P= Evapotranspiração mm/mês Método de Blaney-Criddle Ks Kd Kmc Coeficiente de paisagismo KL= Ks x Kd x Kmc Etc= Eto x KL (mm/mes)= Taxa de infiltração no solo (mm/h)=solo franco siltoso com declividade de 8% a 12% Capacidade de armazenamento no solo AWHC para solo franco siltoso Profundidade das raízes (mm)= Água disponível para as plantas PAW (mm)= Fator de água que pode ser extraído para solo franco siltoso MAD (%)= Fator de água que pode ser extraído para solo franco siltoso MAD (%)= Quantidade máxima de água que pode ser extraída pelas plantas AD (mm)= AD em polegadas= Precipitação em polegadas Pi= ETC em polegadas= Fator SF pelo SCS formula= Pe da formula do SCS= em polegadas= Pe em milímetros do SCS= Precipitaçao efetiva Tabela 1.0 0.75 1 1 0.1 2 22 0.0 0.74 1.9 5.750 31 205 125 0.1 3 22 0.4 1.75 93.75 0 30 68 89 0.18 300 54 40 40.74 0.75 0 31 60 74 0.75 1 1 0.18 300 54 40 40.2 31.6 0.8 7.6 0.75 76.2 0.75 1 1 0.9 2.9 2.0 55 28 13 13 75.5 62.3 55 33 15 15 75.5 7.0 0.09 22 0.0 1.18 300 54 40 40.1 4 22 0.7 0.6 0.6 0.74 0.08 22 0.4 2.1 3 22 0.18 300 54 40 40.9 8.9 7.4 55 113 51 51 75.5 7.3 2.0 3.75 1 1 0.18 300 54 40 40.0 0.1 7.75 55.74 2.74 3.6 0.18 300 54 40 40.3 0.75 1 1 0.0 0.750 31 126 110 0.18 300 54 40 40.6 0.0 0.9 0.7 17.3 55 37 17 17 75.75 1 1 0.75 1 1 0.2)=vento 3m/s Rendimento da irrigação adotado= 227 125 0.18 300 54 40 40.750 31 154 108 0.6 0.11 22 0.3 55 20 9 9 75.75 0 30 65 90 0.6 0.1 0 22 0.1 55 18 8 8 75.18 300 54 40 40.0 0.3 32.7 2.0 0.6 0.2 80.

3 2.08 1.4 1. 1 1.7 4.0 111.4 17 15.0 97 30 3.8 1.8 1.0 113 1.0 83 0.0 113 1.0 126.6 2.0 21 15.4 3.0 93.0 126.3 3.3 2.2 3.0 59 0.5 para solo franco siltoso decl 8% a 12% Tempo de operação OT=NL x 60/AR= min/semana Dias de irrigação ID= PWR/AD= dia/semana Dias de irrigação ID= PWR/AD= dia/semana Total por dia de irrigação Td=OT/ID=(min/dia)= Máxima irrigação por ciclo RC= min=60 x taxa de infil/AR Ciclo por dia C= Td/Rc= Ciclo por dia C= Td/Rc= Irrigação m3/h para Campo de Golfe somente 1.0 105 1.0 108.6 1.0 1.2 3.7 1. 3 2.6 1.0 83 30 2.1 15 15.9 2.7 19 15.7 4.6 25 15.0 100 1.1 2. 5 2.0 102 30 3.NL mm/dia= (Etc .08 1.1 .5 3.0 62 30 2.0 117.0 59 30 1.0 2.7 1.7 2.0 21 15.0 74 30 2.2 2.9 1.0 113 30 3.0 74.0 67 0.0 84 0.0 97 0.0 62 0.0 114.3 3.0 67 30 2.0 1.5 24 15.4 3.8 4.8 3.7 3.7 1.7 26 15.5 2.0 83.0 92.0 74 0.0 102 0.0 84 30 2.6 4.0 105 30 3.2 15 15.2 3.9 1.8 1.7 2.0 66.6 1.0 113 30 3.7 3.2 3.0 28 15.0 100 30 3.8 26 15.0 28 15.0 2.2 1.Pe)/ rendimento/ dias do mês=mm/dia NL mm/dia sem Pe Nl mm/semanas sem Pe=mm/semada Taxa de irrigação admitida AR (mm/h)Tabela 3.0 68.

br 28/06/08 Capítulo 22 Método de Blaney-Criddle.com.Método de Blaney-Criddle.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. 2005 22-1 . 1975 para evapotranspiração de referência ETo Latitude Varejao-Silva. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

2 22.3 22. 1978 Evapotranspiração de referência ETo Conclusão Bibliografia e livros consultados 22-2 .1 22.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.5 Assunto Introdução Método novo de Blaney-Criddle.br 28/06/08 SUMÁRIO Ordem 22.com.4 22.Método de Blaney-Criddle. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

1). 1975 O método está muito bem explicado por Varejão-Silva. Recomendamos este metodo quando nao temos muito dados.46 x T + 8.Valores de f* para a nova fórmula de Blaney-Criddle conforme Varejão-Silva. conforme Tabela (22. 2005.1.com. 22. 2005.2 Método novo de Blaney-Criddle.Método de Blaney-Criddle.Método de Blaney-Criddle.br 28/06/08 Capitulo 22. 22-3 . H*= f* (0. Tabela 22.1 Introdução O Método antigo de Blaney-Criddle data de 1950 e foram apontados varios erros e posteriormente foi criado o Método de Blaney-Criddle.13) Sendo: H*= lâmina de água no perÍodo de um dia (mm) T= temperatura média do mês (º C) f*= média da porcentagem diaria do fotoperiodo anual em latitudes que variam de 10º N a 35º S.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. 1975. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1975 para evapotranspiração de referência ETo 22.

Consultando Tabela (22.com.1) para janeiro f*= 0.13)=5.42. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2) achamos razão de insolação baixa e coeficientes: a= -1.65 + 0.46 x T + 8.31.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.7 + 8.13) H*= 0.3 Evapotranspiração de referência ETo O valor de ETo é determinado usando a Tabela (22. a velocidade do vento média de 1.5º Sul e temperatura média do mês de janeiro de 23. ETo= a + b x H* Sendo: Eto= evapotranspiração (mm/dia) A e b são coeficientes obtidos da Tabela (22. a ETo mensal será: ETomês= 4.Valores de a e b para a nova fórmula de Blaney-Criddle.1mm/dia x 31 dias= 128mm/mês Para os restantes dos meses temos: 22-4 .br 28/06/08 Tabela 22.2) achamos os valores de a e b. Entrando nas Tabela (22.65 + 0.31 (0.98 x H= -1. Aplicando a equação: H*= f* (0.98 x 5.2.4 Calcular a evapotranspiração de referência ETo para Guarulhos sento a umidade relativa do ar média de 73%.Método de Blaney-Criddle.9 =4.7º C.46 x 23.6m/s e a relação n/N média de 0.65 b= 0.1mm/dia Como o mês de janeiro tem 31 dias. 1975 conforme Varejão-Silva. onde entram as relações n/M. 2005.98 ETo= a + b x H* ETo= -1. a umidade relativa do ar e o vento. Exemplo 22.9mm 22.5) H*= calculado anteriormente (mm) Exemplo 22.3 Calcular H* para o mês de janeiro para município de Guarulhos com latitude de 23.

3 30 abril 21.7 251.8 200.7 24.6 22-5 .5 30.Método de Blaney-Criddle.3.7 31 dezembro 22.Cálculo de ETo usando equação de Blaney-Criddle Cidade de Guarulhos Dias no mês Precipitação Temperatura do ar (mm) (ºC) 254.5 30 novembro 21.2 58.8 31 julho 16.3 31 maio 18.br 28/06/08 Tabela 22.4 31 outubro 20.1 31 Janeiro 23.8 Média=20.1 30 setembro 19.9 31 março 23.5 214.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 28 fevereiro 22.9 365 Total=1487.9 31 agosto 18.6 39.8 75.0 30 junho 17.0 137.3 70.com.8 130.

30 5. o resultado pode ser considerado bom.26 4.8 125 4.31 5.24 3. 1998 o valor de 1201mm/ano. O erro foi somente de 5%.27 4.1 0. portanto.1 0.4 109 3. 22-6 .4.6 0.28 5.4 81 2.9 0.26 4.6 0.4 0.Método de Blaney-Criddle.1 105 3.5º H* ETo ETo Para Guarulhos f* (mm/dia) (mm/dia) (mm/mês) 0.br 28/06/08 Tabela 22.3 109 3. 1975 apresentou 1136mm/ano para a evapotranspiração de referência ETo.2 76 2.6 85 2.8 0.4 Conclusão: O novo método de Blaney-Criddle.7 88 2.5 0.0 Total=1136 22.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.com.Cálculo de ETo usando equação de Blaney-Criddle Cidade de Guarulhos Latitude 23.29 5.9 65 2.24 3.8 64 2.4 0.31 5. enquanto que o método padrão de Penman-Monteith FAO.25 4.6 0.29 5. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 102 3.9 128 4.2 0.

-SHUTTLEWORTH. HEBER PIMENTEL. 1993. McGraw-Hill.br 28/06/08 22.5 Bibliografia e livros consultados -GOMES.com. Universidade Federal da Paraiba. julho de 2005. 2ª ed. Evaporation. ISBN 0-07-039732-5. 1997. New York. MARIO ADELMO. Recife.Método de Blaney-Criddle. W. Handbook of Hydrology. David R. -VAREJAO SILVA. Engenharia de irrigação. Metereologia e Climatologia.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Campina Grande. in Maidment. 22-7 . versão digital. JAMES.

1998 para evapotranspiração de referência ETo 23-1 .Método de Penman-Monteith FAO.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.uol.com. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.br 04/07/08 Capítulo 23 Método de Penman-Monteith FAO.

4 23.com.19 23.12 23.17 23.1 23.15 23.3 23.10 23.11 23. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.9 23.18 23.5 23.2 23.br 04/07/08 Ordem 23.6 23.radiação solar extraterrestre Tensão de saturação de vapor es Derivada da função de saturação de vapor Pressão de vapor de água à temperatura ambiente Déficit de vapor de pressão D Resistência da vegetação rs Cálculo da radiação Rn Radiação solar em dias de céu claro Rso Radiação útil de curto comprimento Rns Radiação de ondas longas Rnl Método de Hargreaves Radiação extraterrestre Ra Conclusão Bibliografia e livros consultados 18 páginas 23-2 .20 23.26 23.7 23.23 23.14 23.21 23.uol.25 23.22 23.27 SUMÁRIO Assunto Introdução Nomes técnicos adotados neste trabalho Dados de entrada Cálculo da evopotranspiração de referência ETo Fluxo de calor recebido pelo solo G Pressão atmosférica P Constante psicromlétrica Radiação extraterrestre Ra Distancia relativa da Terra ao Sol dr Declinação solar Dia Juliano Mudanças de unidades Rs Rns.8 23.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.16 23.13 23.24 23.Método de Penman-Monteith FAO.

Temperatura mínima em ºC 3.br 04/07/08 Capítulo 23.com. sendo a cultura de referência um gramado com 12cm de altura. O método é ótimo. praticamente a grama batatais. É considerado também o albedo de 0. 8. Velocidade do vento a 2m de altura u2 em m/s 4. Altitude z em m Um dos grandes problemas do Método de Penman-Monteith.23 e a resistência superficial de 70s/m. É o método padrão da FAO. FAO. 1998 para evapotranspiração de referência ETo 23.uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. Para latitude norte: positivo. mas são necessários sempre a temperatura máxima e a temperatura mínima. entretanto. Figura 23.2 Nomes técnicos adotados neste trabalho ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia). Nota “c” vem de crop. plantação. mas algumas se condensam a uma taxa proporcional a pressão de vapor: as moléculas com bastante energia se vaporizam a uma taxa determinada pela temperatura da superfície.Troca molecular entre a superfície do líquido e o vapor d´água.Método de Penman-Monteith FAO. Para latitude sul: negativo. ou seja. 23. 23-3 . Umidade relativa do ar máxima (%) 5. assim como a transpiração das plantas. há maneiras de resolver o problema. Não são todas as moléculas que atingem a superfície são capturadas. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.Método de Penman-Monteith FAO. 1993 O Método de Penman-Monteith FAO (Food and Agriculture Organization of the United NationOrganização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) é destinado ao cálculo da evapotranspiração de referência ETo em mm/dia. Latitude em graus.3 Dados de entrada Os dados de entrada do Método de Penman-Monteith.1. Fonte: Shuttleworth in Maidment. 1998 é que são necessários muitos dados de entrada. pois considera a influência dos estomas à transpiração e a influência da resistência aerodinâmica de uma certa cultura à passagem de massas do ar.1 Introdução A evaporação é um fenômeno muito importante na natureza. Temperatura máxima em ºC 2. 23.1998 são os seguintes: 1. Umidade relativa do ar mínima (%) 6. Relação n/N 7.

P= 101. conforme sugere Shuttleworth.1).14 (Ti – T i-1) / 2.1 Calcular o fluxo de calor recebido pelo solo no mês de abril sendo: Março 14.5 Fluxo de calor recebido pelo solo G Conforme Shuttleworth. salientando que a mesma não é a equação original de Penman-Monteith e sim uma equação na qual alguns termos foram desprezados e informa ainda que tal equação é por ele recomendada para os cálculos de evaporação.3 x [(293. 1993 in Maidment cita a Equação (23.4 Cálculo da evapotranspiração de referência ETo.br 04/07/08 23.uol.45 G= 0.0065 x z)/ 293] 5. Quando a temperatura do mês é maior que a anterior é positivo.1) é chamada de Equação de Penman.1 ºC G= 0. Dica: geralmente o valor de G é muito baixo e supomos G =0.14 (Ti – T i-1) /2.28MJ/m2 x dia Nota: G poderá ser positivo ou negativo.6 Pressão atmosférica P A pressão atmosférica depende da altitude z.14 (16. 1998 é considerado o método padrão pela FAO e altamente recomendado. Shuttleworth. O método de Penman-Monteith FAO. (para período de um mês) G= 0.com. 1993. Em outras publicações a Equação (23.Método de Penman-Monteith FAO.0.26 Sendo: P= pressão atmosférica (kPa) 23-4 .1) Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) γ = constante psicrométrica (kPa/ºC) Δ = derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) Rn= radiação útil recebida pela cultura de referência (MJ/m2 xdia) G= fluxo de calor recebido pelo solo (MJ/m2 x dia) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) T= temperatura média do ar no mês (º C) es= tensão de saturação de vapor de água (kPa) ea= tensão de vapor da água atual (kPa) es-ea= déficit de vapor de pressão de saturação (kPa) 23.1 ºC Abril 16.1) = 0. 1993. caso contrario será negativo. o fluxo de calor recebido pelo solo pode ser estimado por: Na prática se usam as temperaturas médias mensais dos meses. Exemplo 23.Monteith FAO. 23. 1998 e também é recomendada pela EMBRAPA.14.45 Sendo: G= fluxo de calor recebido durante o período considerado (MJ/m2 x dia) Ti = temperatura do ar no mês (ºC) T i-1= temperatura do ar no mês anterior (ºC) O valor de G tem sinal. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.408 Δ (Rn – G) + γ x 900 x u2 x (es-ea) /(T+273)] / ( Δ + γ (1+0.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.1. ETo= [0.34 x u2) (Equação 23.

Método de Penman-Monteith FAO. para cada planta é chamada de superfície de resistência RS.0.2. Fonte: Shuttleworth in Maidment.Transpiração por difusão molecular do vapor de água através das aberturas dos estômatos de folhas secas.7 Constante psicrométrica γ A constante psicrométrica γ é dada pela equação: γ = 0.5 kPa γ = 0. O valor LAI varia de 3 a 5 conforme o tipo de vegetação e densidade.3 x [(293.26 P= 101.0065 x z)/ 293] 5.0065 x 770)/ 293] 5.0.3 Calcular a constante psicrométrica γ para pressão atmosférica P= 92.5 kPa 23. O ar dentro das cavidades dos estômatos está saturada na temperatura da folha e o vapor d’água difuso através da abertura do estômato vai para atmosfera menos saturante contra a resistência do estômato. permitindo a entrada de dióxido de carbono a ser assimilado durante a fotossíntese e a saída de vapor de água formando o fluxo de transpiração. Define-se LAI (Leaf Área Índex) como a razão da superfície das folhas com a projeção da vegetação na superfície do solo em m2/m2.52=0.uol. 1993 23-5 .665x 10-3 x P γ = 0.8 Resistência dos estômatos Estômatos são poros nas folhas das plantas com dimensões que variam de 10-5m a 10-4m.3 x [(293.br 04/07/08 z= altura acima do nível do mar (m) Exemplo 23.665x 10-3 x P Sendo: γ = constante psicrométrica (kPa/º C) P= pressão atmosférica (kPa) Exemplo 23. P= 101.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.26 P= 92.2 Calcular a pressão atmosférica de um local com altitude z=770m.com. os quais abrem e fecham em resposta a estímulos ambientais.062 kPa/ºC 23. Os poros estomáticos controlam o fluxo de CO2 para as plantas para ser assimilado durante a fotossíntese e o fluxo de água para a atmosfera que é o fluxo de transpiração. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. Figura 23.665x 10-3 x92.

Método de Penman-Monteith FAO.08 Floresta alta 0. Uma vegetação verde tem um albedo entre 0.05 de um solo nu molhado. 1998 A resistência dos estômatos é: rs= 200/ LAI= 200/ LAI Conforme Shuttleworth in Maidment.Valores do albedo α conforme a cobertura do solo Cobertura do solo Albedo α Superfície da água 0. 2000 apresenta uma a Tabela (23.05m<hc<0.26 Solo nú molhado 0. onde a tensão U é igual a resistência R multiplicada pela corrente.12)= 200/2.15 a 0.com.5 ln(hc) 0.15m grama LAI= 5.3. A grama usada como vegetação de referência.23.11 a 0. Chin.20 a 0.1) do albedo conforme o tipo de cobertura do solo.26 Gramado e pastagem 0.20 a 0.20 a 0. 23. 1998 adota rs=70 s/m Shuttleworth.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.35 Fonte: Chin. que é muito variável para diferentes superfícies e do ângulo de incidência à superfície com declividade. 1993 o valor de LAI pode ser estimado para as culturas de grama e alfafa. 1993 compara a resistência com a resistência da energia elétrica usando a Lei de Ohm.9 Albedo Conforme FAO.10 Solo nú seco 0. O albedo pode ser grande como α=0. U=Rx I e R= U/I Semelhantemente teremos para o estomata de uma folha: E= k(es-e)/ rs Onde a pressão de vapor é proporcional ao fluxo de valor E.25.16 Cultura alta 0.20 a 0.1. tem albedo α=0.10m<hc<0.uol. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. 2000 23-6 .20 Cultura de cereais 0.95 para uma neve recém caída ou pequeno como α=0.26 Cultura baixa 0.12m de altura temos: rs= 200/ LAI= 200/ (24x0. 1998 uma considerável parte da radiação solar é refletida.50m alfafa Para um gramado com 0.5+ 1. Tabela 23.9=69 s/m A FAO. A fração α é denominada albedo.Variação da LAI Fonte: FAO. LAI= 24 x hc 0.br 04/07/08 Figura 23.

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23.10 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)]. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0,0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol (rad)

Figura 23.4- Balanço da radiação na superfície da Terra. A radiação St que incide no topo da atmosfera So alcança o solo e algumas Sd indiretamente são refletidas pelo ar e pelas nuvens. A proporção α do albedo é refletida. As ondas de radiação longa Lo é parcialmente compensada pela radiação de onda longa Li. Si é tipicamente 25 a 75% de So, enquanto So pode variar entre 15 a 100% de St; Ambas são influenciadas pela cobertura das nuvens. O valor α é tipicamente 0,23 para superfície de terra e 0,018 para superfície de água. Fonte: Shuttleworth in Maidment, 1993

Figura 23.1- Energia disponível para evapotranspiração da cultura Fonte: USA, Soil Conservation Service (SCS) , 1993

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23.11 Distância relativa da Terra ao Sol dr Mas a dr é a distância relativa da terra ao sol que é fornecida pela equação em radianos: dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x PI / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias. N= (24/ PI) x ws Mas: ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!). Para Guarulhos Φ=- 23º e 30min = -23,5º (hemisfério sul é negativo). Também deve estar em (rad). δ = declinação solar (rad) N= número de horas de luz solar em um dia (h) 23.12 Declinação solar δ (rad) A declinação solar δ pode ser calculada por: δ= 0,409 x sen [( 2x PI/ 365) x J - 1,39]

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23.13 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro. Usaremos como base sempre o dia 15 de cada mês. Assim para janeiro o dia Juliano é 15; para fevereiro é 46; para março é 74 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (23.2). Usamos a planilha Excel da Microsoft com a função TRUNCAR =TRUNCAR (Coluna 1 x 30,5 – 14,6) dará o valor 15 e assim por diante. Tabela 23.2-Dia Juliano Ordem Mês Dia Juliano (1 A 365) Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 =TRUNCAR (Coluna 1 x 30,5 -14,6 15 1 Janeiro 46 2 Fevereiro 74 3 Março 105 4 Abril 135 5 Maio 166 6 Junho 196 7 Julho 227 8 Agosto 258 9 Setembro 288 10 Outubro 319 11 Novembro 349 12 Dezembro

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Tabela 23.2- Calendário do dia Juliano

Fonte: USA, SCS, 1993 Exemplo 23.4 Calcular a declinação solar para o mês de março em local. O dia Juliano para o mês de março conforme Tabela (23.1) é J=74dias. δ= 0,4093 x sen [( 2x PI/ 365) x J - 1,405] δ= 0,4093 x sen [( 2x 3,1416/ 365) x 74 - 1,405]= - 0,040 rad Exemplo 23.5 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23,5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0,040 em radianos. 23 graus + 30min/ 60 = 23 + 0,5= 23,5º Primeiramente transformemos Φ= 23,5º em radianos: Radiano= -23,5º x PI / 180=-23,5 x 3,1416/180=-0,410= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [- tan(-0,410) x tan (-0,040 )]= 1,59rad

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Exemplo 23.6 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março, sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x 3,1416 / 365 x 74] dr=1,010 rad Exemplo 23.7 Calcular o número máximo de horas de sol por dia N em horas para o mês de março sendo ws= 1,59 rad N= (24/ PI) x ws N= (24/ 3,1416) x 1,59=12,1h

Figura 23.5- Dispositivo para achar o valor de n denominado Campbell Stokes http://www.russell-scientific.co.uk/meteorology/campbell_stokes_sunshine_recorder.html

Exemplo 23.8 Calcular a relação n/N sendo N= 12,1h e n=5h Nebulosidade = n/N = 5/ 12,1= 0,41 ou seja 41% O valor de “n” pode ser medido no local usando o dispositivo da Figura (23.5). Exemplo 23.9 Calcular a radiação solar extraterrestre Ra para o mês de março para local com latitude sul de Φ=-23,5º = -0,410 , ws= 1,59rad δ= - 0,040 rad e dr=1,009rad Ra= (12 x 60/PI) x Gsc x dr x [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)] Ra= (12 x 60/PI) x 0,0820x 1,009 x [1,59 x sen (-0,410) x sen (-0,040 )+ cos(-0,040 ) x cos(-0,410) sen (1,59)]= 36,03 MJ/m2xdia

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23.14 Mudança de unidades A radiação solar pode ser expressa em mm/dia e MJ/m2 x dia através da seguinte equação: Para transformar MJ/m2 x dia para mm/dia. Rn (mm/dia) = 1000 x Rn x (MJ/m2 x dia) / (ρw x λ) = Rn x(MJ/m2 x dia) / λ Sendo: ρw= massa específica da água (1000kg/m3) λ= calor latente de vaporização em MJ/kg. Geralmente λ=2,45. λ = 2,501- 0,002361 x T T= temperatura em graus centígrados. Para transformar mm/dia para MJ/m2 x dia. Rn (MJ/m2 x dia) = Rn x (mm/dia) x λ Exemplo 23.10 Mudar as unidades de 15mm/dia para MJ/m2 x dia do mês de março que tem temperatura de 23,2º. Primeiramente calculemos o calor latente de vaporização λ. λ = 2,501- 0,00236 x T Sendo: λ = calor latente de evaporação (MJ/kg) T= temperatura média mensal º C. λ = 2,501- 0,00236 x23,2 =2,45 MJ/kg So= 15mm/dia (exemplo de unidade a ser mudada) So (mm/dia) = 1000 x So x (MJ/m2 x dia) / (1000 x λ) = So x(MJ/m2 x dia) / λ So (MJ/m2 x dia) = So (mm/dia) x λ = 15 x 2,45= 36,75 MJ/m2 x dia 23.15 Rs

Figura 23.1- Radiação
Fonte: FAO, 1998

Rs= (as + bs x n /N )x Ra

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Exemplo 23.11 Calcular a energia total incidente sobre a superfície terrestre Rs, sendo dado n/N=0,42 e as= 0,25 e bs= 0,50 e Ra=36,75 MJ/m2 x dia Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= (as + bs x n /N )x Ra Rs= (0,25 + 0,50 x 0,42 )x 36,75= 16,9 MJ/m2 x dia

Figura 23.6- Os componentes do balanço de energia de um volume abaixo da superficie do solo com a altura na água a radiação é determinada. Fonte: Shuttleworth in Maidment, 1993

23.16 Tensão de saturação de vapor es. Depende da temperatura do ar. es= 0,61 x exp [17,27 x T/ (237,3 + T)] Sendo: es= tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC) exp= 2,7183... (base do logaritmo neperiano) Exemplo 23.12 Calcular a tensão de saturação de vapor es para o mês de março sendo a temperatura de 23,2ºC. es= 0,6108 x exp [17,27 x T/ (237,3 + T)] es= 0,6108 x exp [17,27 x 23,2/ (237,3 + 23,2)] es=2,837 kPa 23.16 Derivada da função de saturação de vapor Δ Δ = 4098 x es / (237,3 + T) 2 Sendo: Δ=derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) es=tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC)

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Exemplo 23.13 Calcular a derivada da função de saturação de vapor de água Δ para o mês de março com temperatura média mensal de 23,2ºC e tensão de saturação de vapor es=2,837kPa. Δ = 4098 x es / (237,3 + T) 2 Δ = 4098 x 2,837 / (237,3 + 23,2) 2 Δ = 0,171 kPa/ºC 23.17 Pressão de vapor da água à temperatura ambiente ea= (UR /100) x es Sendo: ea= pressão de vapor de água a temperatura ambiente (kPa) UR= umidade relativa do ar média mensal fornecida (%) es= tensão de saturação de vapor (kPa) Exemplo 23.14 Calcular a pressão de vapor de água à temperatura ambiente para o mês de março sendo T= 23,2º C e es=2,837 kPa e a umidade relativa do ar UR= 75% ea= (UR /100) x es ea= (75 /100) x 2,837 =2,120 kPa 23.18 Déficit de vapor de pressão D D= es – ea Sendo: D= déficit de vapor de pressão (kPa) es= tensão de saturação de vapor (kPa) ea= pressão de vapor da água à temperatura ambiente (kPa) Exemplo 23.15 Calcular o déficit de vapor de pressão D para o mês de março sendo es=2,837 kPa e ea= 2,120 kPa. D= es – ea D= 2,837 – 2,120=0,717 kPa 23.19 Cálculo da Radiação Rn A radiação Rn é a diferença entre a radiação que entra Rns e a radiação que sai Rnl. Rn= Rns - Rnl 23.20 Radiação solar em dias de céu claro Rso É fornecida pela equação: Rso= (0,75 + 2 x 10 -5 x z ) x Ra Sendo; Rso= radiação solar em dias de céu claro (MJ/m2xdia) z= altura do local em relação ao nível do mar (m) Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Exemplo 23.16 Calcular o valor de Rso para município com altura z=770m e Ra já calculado para o mês de março de 36,03MJ/m2xdia. Rso= (0,75 + 2 x 10 -5 x z ) x Ra Rso= (0,75 + 0,00002 x 770 ) x 36,0= 27,58 MJ/m2xdia

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23.21 Radiação útil de curto comprimento Rns Rns= (1- α) x Rs Exemplo 23.17 Calcular a radiação solar extraterrestre Rns, sendo a energia total incidente sobre a superfície terrestre Rs= 16,9 MJ/m2 x dia e o albedo α =0,23. Rns= (1- α) x Rs Rns= (1- 0,23) x 16,9= 12,7 MJ/m2 x dia A radiação útil de curto comprimento de onda Rs pode ser calculada por: Rns= (1- α) x Rs Rs= (as + bs x n /N )x Ra = (0,25 + 0,50 x n /N ) x Ra Sendo: α= albedo. Para solo gramado α=0,23 as=0,25 e bs=0,50 são coeficientes que para climas médios n= número de horas de sol por dia (h) N= número máximo de horas de sol por dia (h) n/N= nebulosidade ou fração de luz. Pode também ser fornecido em porcentagem. É uma medida qualitativa não muito precisa. Para Guarulhos a média é n/N= 0,42, ou seja, 42%. Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= radiação solar de entrada. Energia total incidente sobre a superfície terrestre (MJ/m2xdia) Rns= radiação de curto comprimento (MJ/m2xdia) 23.22 Radiação de ondas longas Rnl Rnl= σ x [ (Tmax4 + Tmin4)/2]x (0,34-0,14x ea 0,5)x [(1,35 x Rs/Rso – 0,35] Sendo: Rnl= radiação solar de ondas longas (MJ/m2 x dia). ea= pressão atual de vapor (kPa) Rs= radiação solar (MJ/m2xdia) Rso= radiaçao solar em dias de céu claro (MJ/m2xdia) Rs/Rso= radiação de onda curta limitada a ≤ 1,0. MJ/(m2 K4) σ=constante de Stefan-Boltzmann=4,903 x 10 -9 Tmax= tmax(ºC) + 273,16. Em graus Kelvin: K= ºC + 273,16 Tmini= tmin (ºC)+ 273,16 Exemplo 23.18 Calcular a radiação de onda longa “Ln” para o mês de março sendo: Tmin=15,3 ºC Tmax= 31,7ºC ea= 2,40kPa Rs= 16,63 MJ/m2xdia Rso= 27,58 MJ/m2xdia Rs/Rso= 0,60 <1 OK. Rnl= σ x [ (Tmax4 + Tmin4)/2]x (0,34-0,14x ea 0,5)x [(1,35 x Rs/Rso – 0,35] Rnl= 4,903 x 10-9 x [((31,7+273,16)4 + (15,3+273,16)4)/2]x (0,34-0,14x 2,40,5)x [(1,35 x 0,60 – 0,35] = 2,18 MJ/m2x dia Rnl= 2,18 MJ/m2xdia

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Exemplo 23.19 Calcular a evapotranspiração potencial pelo método de Penman-Monteith FAO, para o mês de março, município de Guarulhos, com velocidade de vento a 2m de altura de V= 1,5m/s. Consideramos G=0. ETo= [0,408 Δ (Rn – G) + γ x 900 x u2 x (es-ea) /(T+273)] / ( Δ + γ (1+0,34 x u2) (Equação 23.2) Sendo: ETo= evapotranspiração potencial (mm/dia) γ = constante psicrométrica (kPa/ºC) Δ = derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) Rn= radiação útil recebida pela cultura de referência (MJ/m2 xdia) G= fluxo de calor recebido pelo solo (MJ/m2 x dia) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) T= temperatura média do ar no mês (º C) es= tensão de saturação de vapor de água (kPa) ea= tensão de vapor da água atual (kPa) es-ea= déficit de vapor de pressão de saturação (kPa) Os cálculos de janeiro a dezembro estão nas Tabela (23.3) a (23.8). Tabela 23.3- Método de Penman-Monteith – FAO Dias no mês Precipitação Temp Temp ( max min Media ºC) (mm) 23,9 254,1 32,6 16,0 24,7 31 Janeiro 251,7 31,8 16,2 24,0 28 fevereiro 200,9 31,7 15,3 24,0 31 março 58,3 30,0 12,8 22,5 30 abril 70,3 27,9 9,7 19,3 31 maio 39,0 26,3 8,3 18,2 30 junho 30,8 26,8 8,1 17,8 31 julho 24,9 29,3 8,6 19,6 31 agosto 75,1 31,5 9,7 20,2 30 setembro 137,4 32,3 12,2 21,8 31 outubro 130,5 32,1 12,8 22,5 30 novembro 214,7 32,3 15,0 23,9 31 dezembro 365 1487,8

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Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

Tabela 23.4- Método de Penman-Monteith – FAO UR umidade média Umidade Saturação U2 relativa do ar n/N Velocidade do ar % kPa kPa m/s 75 2,54 3,37 1,5 0,31 75 2,44 3,28 1,6 0,39 75 2,40 3,21 1,5 0,42 73 2,09 2,86 1,5 0,47 75 1,85 2,48 1,4 0,47 75 1,70 2,26 1,3 0,49 73 1,67 2,30 1,5 0,49 68 1,78 2,60 1,4 0,53 72 2,09 2,91 1,7 0,37 73 2,29 3,12 1,9 0,35 73 2,28 3,13 1,9 0,37 74 2,42 3,27 1,7 0,33 Média= 73 0,42 1,6

Tabela 23.5- Método de Penman-Monteith – FAO λ Albedo Dia Juliano dr delta Latitude (MJ/kg) gramado ( 1 a 365) (rad) (rad) Guarulhos 2,50 0,23 15 1,032 -0,373 -23,5 2,44 0,23 46 1,023 -0,236 -23,5 2,44 0,23 74 1,010 -0,054 -23,5 2,45 0,23 105 0,992 0,160 -23,5 2,46 0,23 135 0,977 0,325 -23,5 2,46 0,23 166 0,968 0,406 -23,5 2,46 0,23 196 0,968 0,377 -23,5 2,45 0,23 227 0,976 0,244 -23,5 2,45 0,23 258 0,991 0,043 -23,5 2,45 0,23 288 1,008 -0,164 -23,5 2,45 0,23 319 1,023 -0,332 -23,5 2,44 0,23 349 1,032 -0,407 -23,5

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1396 10.92 0.55 11.410 1.93 10.35 25.410 1.63 27.61 0.00 92.Método de Penman-Monteith – FAO Rs Rso Rs/Rso Rsn Rnl Rn=Rns .38 10.23 32.00 92.65 8.63 0.25 2.1653 17.63 11.67 0.68 0.09 8.18 -0.62 0.00 92.410 1.52 70 24.87 0.1283 14.08 -0.50 11.52 70 40.15 770.1858 17.1788 14.52 70 27.68 12.1795 16.00 92.87 2.56 770.1465 16.Método de Penman-Monteith – FAO Latitude ws N Altitude z atmos rs Ra (rad) (rad) (h) D(m) kPa s/m MJ/m2xdia -0.uol.br 04/07/08 Tabela 23.96 0.03 -0.56 -0.40 10.1416 14.46 11.42 10.86 3.00 92.52 70 36.54 13.72 13.50 0.Método de Penman-Monteith FAO.68 10.52 70 23.57 11.57 13.89 0.18 10.67 2.71 1.23 -0.1781 23-18 .44 770.01 31.69 0.64 12.74 13.93 5.56 1.05 2.410 1.00 92.36 0.00 92.00 92.58 0.410 1.46 770.46 2.00 11.63 0.26 0.7.91 -0.00 92.58 13.52 70 30.410 1.1315 11.65 8.85 Tabela 23.09 7.com.80 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.410 1.68 770.78 11.83 2.33 2.07 0.81 0.13 -0.410 1.410 1.1596 18.1652 12.26 1.56 12.67 0.00 92.11 20.52 70 22.05 0.98 16.18 770.98 0.52 70 42.46 -0.410 1.00 92.52 70 33.00 92.88 770.58 8.31 770.62 23.52 70 42. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.76 30.410 1.89 0.86 770.81 2.52 70 41.76 13.32 29.410 1.57 0.Rnl Δ 2 2 2 2 2 MJ/m xdia MJ/m x dia MJ/m x dia MJ/m x dia MJ/m x dia (kPa/ ºC) 17.71 6.89 5.10 -0.60 12.11 19.64 9.77 0.59 12.46 17.6.12 -0.80 0.80 770.52 70 38.29 -0.55 770.53 13.17 770.00 11.65 11.

2 95 19.8.8 0.04 + 0.0 0.Método de Penman-Monteith FAO.5 76 18.br 04/07/08 Tabela 23.1 123 0.Método de Penman-Monteith – FAO Constante psicrométrica temp ar troca radiação PenmanPM FAO com o solo G Monteih FAO graus C γ G ETo ETo 2 23.093 4.061528 0. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.061528 -0.com.1 126 Total=1201 23.24 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].8 87 20.061528 -0.061528 -0.061528 0.7 (kPa/C) (MJ/m x dia= (mm/dia) (mm/mês) 24.Timin) 0.5 0.3 98 21.0 61 17.252 2.23 Método de Hargreaves A FAO.5 0.3 0.061528 -0.151 2.062 2.087 3.061528 -0.5 x Ra Sendo: ETo= evapotranspiração de referência pela fórmula de Hargreaves (mm/dia) Tmédio= temperatura média em º C Tmax= temperatura máxima em ºC Tmin= temperatura mínima em ºC Ra= radiação extraterrestre (mm/dia) 23.7 115 22.061528 0.061528 -0.210 3. 1998 com o Método de Hargreaves fornece: ETo= a + b x ETo Hargreaves ETo= 16.2 68 19.061528 0.7 0.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.0 123 24.224 3.0 0.439 2.52 x ETo Hargreaves (mm/mês) com R2=0.2 0.2 0.061528 4.9 0.197 23.093 4.011 3.6 0.uol.8 0.0 113 24.97 OK.8) x (Tmax.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.0023 x (Tmédio + 17. (rad) A FAO recomenda o uso do Método de Hargreaves após calibração do mesmo com a equação: ETo= a + b x ETo Hargreaves Para o município de Guarulhos através de análise de regressão linear comparando o valor do Método de Penman-Monteith FAO. 1998 cita o método de Hargreaves: ETo= 0.141 4. 23-19 .7 116 22.061528 0.

in Maidment.uol. David R. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. 2000. New York. 750páginas. ISBN 92-5-1042105. Water Resources Engineering. ISBN 0-07-039732-5. 310 páginas 23-20 .26 Bibliografia e livros consultados -OLIVEIRA. McGraw-Hill.com. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. Prentice Hall. SOIL CONSERVATION SERVICE. setembro 2003 Chapter 2 – Irrigation water requirements. ISBN 0-20135091-2. Portugal. W. Handbook of Hydrology. 1998. -SHUTTLEWORTH. DAVID A. 1998 é o método padrão que forneceu 1201mm/ano para Guarulhos para o cálculo da evapotranspiração de referência ETo. 1993. New Jersey. -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION).Curso de rede de esgotos Capitulo 23. RODRIGO PROENÇA. Cálculo da evapotranspiração potencial. -CHIN.Rome. -USA. 1998. Evaporation.Método de Penman-Monteith FAO. 23.br 04/07/08 23.25 Conclusão: O método de Penmam-Monteith FAO.Irrigation and drainage paper 56. JAMES.

com.br 10/06/2008 Capítulo 24-Ligação de esgoto sanitário 24-1 .Curso de esgoto Capitulo 24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Verificar a localização e a qualidade da caixa de inspeção de 0. 24-2 .br 24.com.2 Objetivos O sistema de coleta de esgotos públicos termina na caixa de inspeção que faz parte do sistema. Tabela 24. Os valores da demanda bioquímica de oxigênio (DBO) para diferentes tipos de águas residuárias estão na Tabela (24. A NBR 8160/93 de Instalações prediais de esgoto sanitário de modo geral superdimensiona o ramal predial daí ser necessário a interferência da concessionária para o seu dimensionamento. O sistema de instalação predial termina na caixa de inspeção.Valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) para diferentes tipos de águas residuárias. As concessionárias públicas de esgotos tem quatro funções principais: 1.br 10/06/2008 Capitulo 24 Ligação de esgoto sanitário 24.enlatados 500 a 2000 Efluentes de cervejarias 500 a 2000 Efluentes de processamento de óleo comestível 15000 a 20000 Efluente de destilaria de álcool (vinhaça) 15000 a 20000 Percolado de aterros sanitários (chorume) 15000 a 20000 Efluentes de matadouros (sem recuperação de resíduos) 30000 Efluente de laticínios (sem recuperação de soro de queijo) 40000 a 48000 Fonte: Mendes et al. Dimensionar o coletor predial que vai da caixa de inspeção a rede pública. Verificar se as instalações possuem tubo ventilador para expelir os gases dos esgotos. bem como dimensionar o ramal predial de ligação de esgoto. caixa de gordura e caixa de inspeção.1).Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.60m. É costume brasileiro atual de não se verificar se as instalações hidráulicas sanitárias prediais possuem erros ou não e de só verificar se há tubo ventilador. Verificar se existe caixa de gordura importante para a manutenção das redes coletoras de esgoto sanitário. 2005 www. 2. 4. Águas residuárias DBO (mg/L) Esgotos sanitários 200 a 600 Efluentes de alimentos.45mx0.1 Introdução O objetivo é dimensionar os coletores prediais de esgoto sanitário e verificar a existência da caixa de gordura.scielo. a existência de tubo de ventilação e as dimensões da caixa de inspeção. 3.1.Curso de esgoto Capitulo 24.

para evitar os gases.br 10/06/2008 24. Segundo a NBR 8160/1983 a ventilação de esgoto deve ser projetada da seguinte forma: a) em prédios de um só pavimento deve existir pelo menos um tubo ventilador de DN 100. deverão ter tubos ventiladores. sifões e caixas sifonadas) providos de ventiladores individuais ligados à coluna de ventilação. que podem tanto vir da instalação interna como da rede pública. não garantem a ausência total de gases.3 Tubo ventilador Segundo a NBR 8160/1983 tubo ventilador é o tubo destinado a possibilitar o escoamento de ar da atmosfera para a instalação de esgoto e vice-versa ou a circulação de ar no interior da instalação com a finalidade de proteger o fecho hídrico dos desconectores de ruptura por aspiração ou compressão e encaminhar os gases emanados do coletor público para a atmosfera. já citada.75 do diâmetro. os ingleses. sendo todos os desconcentres (vaso sanitários. É importante salientar que as redes coletoras de esgotos sanitários sempre possuem um espaço livre para a exalação de gases e é devido a isto que os esgotos são dimensionados para atender 0. subcoletor ou ramal de descarga de um vaso sanitário e prolongado até acima da cobertura desse prédio. os tubos de queda devem ser prolongados até acima da cobertura. 24-3 . tinham uma caixa especial de inspeção. Os ingleses quando fizeram o sistema de rede coletora de esgotos sanitários (sistema misto) na cidade do Rio de Janeiro. b) em prédios de dois ou mais pavimentos. Para isto é necessário o emprego correto da caixa sifonada e do tubo de ventilação. nas caixas sifonadas e os ralos sifonados em um banheiro. devido aos gases. ligado diretamente à caixa de inspeção ou em junção ao coletor predial. Como a caixa de inspeção tinha um sifonamento. instalando tubos ventiladores nos postes públicos. Hoje não mais é adotada a caixa especial dos ingleses. Muitas vezes os pequenos construtores esquecem de colocar o tubo ventilador e daí surge o mau cheiro. existe o tubo ventilador.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. devendo a ventilação ser feita pelos usuários. principalmente nos banheiros. Pelo espaço livre correm os gases que são liberados através dos tubos ventiladores das casas.com. e sim a caixa de inspeção. que só podia ser operada por eles. Na prática em todas as instalações de esgotos sanitários que são dimensionadas. Na verdade toda instalação ligada à rede pública de esgoto sanitário. O tubo ventilador tem diâmetro mínimo de 50mm e está sempre no mínimo a 30cm do telhado ou 2m da laje.Curso de esgoto Capitulo 24. a qual não tem sifão. O sifão do vaso sanitário. faziam a ventilação da rede pública. Deve também estar distante no mínimo de 4m de uma janela.

da pia e do banheiro.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. • ponto de ligação deve sair da caixa em linha reta sem colocar curva.irá ser rompida a curva de 90º de PVC instalada sobre a rede coletora. As caixas de gorduras em restaurantes são importantíssimas. blocos de concreto ou concreto.5 Caixa de inspeção Em Guarulhos. • A tampa deverá ser removível • Em hipótese alguma podem ser introduzidas águas pluviais na caixa de inspeção ou no sistema interno das instalações prediais de esgoto sanitário. de preferência. • A profundidade da caixa é variável de acordo com a profundidade da rede coletora. dentro da propriedade do usuário e somente em último caso ser feita no passeio. • Solicitar ao concessionário a profundidade da rede coletora. • Só podem ser lançadas na rede coletora água servidas de tanque. Normalmente quando um proprietário quer executar por conta própria a manutenção do ramal predial. 24-4 . O comprimento mínimo de 60cm é ao longo do coletor predial. O objetivo da caixa de inspeção é facilitar a desobstrução do coletor predial. As caixas deverão facilitar a introdução de equipamentos mecânicos ou de jatos de água para desobstrução do coletor predial localizado na rua ou dentro da residência. pois a quantidade de gorduras se forem lançadas nas redes coletoras causarão entupimentos constantes conforme já constatado.br 10/06/2008 24. dependendo da profundidade da rede pública de esgoto sanitário. sendo que as dimensões mínimas internas são de 45cm x 60cm. • Deve ter acabamento interno com reboque liso ou queimado. • A caixa de inspeção deverá ser feita. com profundidade variável com objetivo de facilitar a manutenção do ramal predial que deverá ser feita sempre pela concessionária.4). o trecho que vai da caixa de inspeção até a rede pública.4 Caixa de gordura É importante que haja caixa de gordura em prédios de apartamentos e nas residências.Curso de esgoto Capitulo 24. Recomenda-se para a caixa de inspeção o seguinte: • A caixa de inspeção deve ser construída junto ao muro. No caso de indústrias. • A caixa de inspeção pode ser construída com tijolos comuns. com paredes meio ou um tijolo. de PVC ou de Poliester. 24.com. na maioria das vezes. veja Figura (24. a caixa de inspeção serve também para verificar o esgoto que é lançado à rede pública. Existem também caixas pré-fabricadas de concreto. usamos caixas de inspeção que são preferencialmente instaladas dentro da propriedade do usuário e próximas do alinhamento. A caixa de inspeção deverá ser instalada em local de fácil acesso e que possibilite a introdução dos dispositivos para desentupir o ramal predial. Elas são. executadas em alvenaria de meio ou um tijolo. isto é. A profundidade é normalmente 60cm ou 80cm. • Os tubos de PVC de entrada e saída devem ser colocados no mesmo nível da canaleta.

com.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4–Modelo de caixa de inspeção 24-5 .Curso de esgoto Capitulo 24.br 10/06/2008 Fig. 24.

É o fator probabilístico numérico que representa a freqüência habitual de utilização associada à vazão típica de cada uma das diferentes peças de um conjunto de aparelhos heterogêneos em funcionamento simultâneo em hora de contribuição máxima no hidrograma unitário conforme Tabelas (24.com.5 2 4 2 4 4 6 2 6 1 2 2 3 3 2 Diâmetro Nominal do Ramal de Descarga DN 40 40 40 40 75 40 30 30 40 40 75 75 75 30 100 30 40 40 50 50 50 Bacia de Assento (hidroterápica) Banheira de emergência (hospital) Banheira de residência Banheira de uso geral Banheira hidroterápica-fluxo contínuo Banheira infantil (hospital) Bebedouro Bidê Chuveiro coletivo Chuveiro de residência Chuveiro hidroterápico Chuveiro hidroterápico tipo tubular Ducha escocesa Ducha perineal Lavador de comadre Lavatório de residência Lavatório geral Lavatório quarto de enfermeira Lava pernas (hidroterápico) Lava braços (hidroterápico) Lava pés (hidroterápico) Fonte: ABNT NBR 8160/83 24-6 .7).6 Unidades Hunter de Contribuição (UHC).Curso de esgoto Capitulo 24.br 10/06/2008 24. Tabela 24.4) a (24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4–Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos Aparelhos Sanitários e Diâmetro nominais dos Ramais de Descarga Aparelho Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) 2 4 3 4 6 2 0.

com.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.caixa de descarga Mictório.br 10/06/2008 Tabela 24.descarga automática Mictório de calha por metro Mesa de autópsia Pia de residência Pia de serviço (despejo) Pia de lavatório Pia de lavagem de instrumentos (hospital) Pia de cozinha industrialpreparação Pia de cozinha industrial – lavagem de panelas Tanque de Lavar roupa Máquina de lavar pratos Máquina de lavar roupa Máquina de lavar roupa até 30 kg Máquina de lavar roupa de 30 kg até 60 k g Máquina de lavar roupa acima de 60 kg Vaso Sanitário Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) 6 5 2 2 2 3 5 2 2 3 4 3 4 4 10 12 14 6 Diâmetro Nominal do Ramal de Descarga DN 75 50 40 50 40 40 75 40 40 40 50 50 75 75 75 100 150 100 Nota: o diâmetro nominal deve ser considerado como diâmetro mínimo. 24-7 .Curso de esgoto Capitulo 24.7–Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos Aparelhos Sanitários e Diâmetro nominais dos Ramais de Descarga Fonte: ABNT-NBR 8160/83 Aparelho Mictório-válvula de descarga Mictório.

usualmente é o vaso sanitário. deve ser usado o aparelho de maior descarga de cada banheiro.br 10/06/2008 Quando a Tabela (24. cujo número de unidades Hunter de contribuição é 6 (seis).Curso de esgoto Capitulo 24. conforme Tabela (24. quando o prédio for residencial. que fornece o diâmetro do coletor predial em função da declividade em porcentagem 24-8 .8-Unidades Hunter de contribuição de aparelhos não relacionados na tabela acima. que no Brasil.4) e (24. devem ser considerados todos os aparelhos contribuintes. adota-se o número de Hunter conforme o diâmetro nominal do ramal de descarga. Diâmetro nominal do ramal de descarga DN 30 ou menor 40 50 75 100 Fonte: ABNT NBR 8160/83 Número de unidades Hunter de Contribuição 1 2 3 5 6 A NBR 8160/83 apresenta tabela para dimensionamento dos coletores prediais. que para somente para prédios residenciais.8) Tabela 24.5) número da ABNT. segundo a norma citada.7) não contém o número de unidades Hunter de Contribuição de um aparelho não relacionado. A NBR 8160/83 é bem clara que prédios não residenciais. deve ser considerado apenas o aparelho de maior descarga de cada banheiro. Deve ser frisado.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. entra-se em na Tabela (24. Calculado o número total de unidades Hunter de Contribuição usando as tabelas mencionadas.com. Para dimensionamento do coletor predial. baseado no número de Unidades Hunter de Contribuição.

7 Dimensionamento de tubos de ligação de esgoto sanitário Basicamente usamos a Fórmula de Manning com o coeficiente de rugosidade n= 0. Calculamos também a presença de sulfetos pela fórmula Z de Pomeroy.300 2 216 840 1.9-Dimensionamento de coletores prediais e subcoletores segundo ABNT 8160/83 Diâmetro nominal do tubo DN 100 150 200 250 300 0.br 10/06/2008 Tabela 24.5 1.3) 24-9 . Nas redes usamos o diâmetro mínimo de 150mm e nas ligações diâmetro mínimo de 100mm. O diâmetro do coletor predial D a ½ seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------6. pela Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA).000 2.000 4 250 1.500 5. 1998 EPUSP.900 4. A utilização da tensão trativa nos dá menores declividades de redes de esgotos sanitários.300 4. bem como critérios de tensão trativa mínima de 1 Pascal.2) O diâmetro do coletor predial D a ¾ da seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------8.600 2.com.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.320 (Equação 24.600 10. Ilha e Santos.000 400 7000 Fonte: ABNT NBR 8160/83 24. conforme pesquisas efetuadas no Rio de Janeiro.900 Número máximo de unidades Hunter de contribuição Declividades mínimas (%) 1 180 700 1.644 (Equação 24. A velocidade máxima adotada é de 5 m/s.600 8.200 6.920 3.700 12.010.Curso de esgoto Capitulo 24. sendo de grande utilidade sua utilização com PVC. Diâmetro do coletor predial conforme Gonçalves.500 3. O tirante máximo é de 75% do diâmetro da tubulação.400 2.

96 47. Tabela 24.74 99.76 140.93 101.36 24-10 . Primeiramente executamos a rede de esgoto no eixo ou no terço da rua.11 47.97 176.64 36.71 7.43 8.91 54.98 27.45 108.Curso de esgoto Capitulo 24.82 93. ou fazemos duas ou mais ligações de 100mm.78 51. Q = vazão no coletor predial em litros/segundo.46 152. uma curva de 90 graus.45 21.25 198.5 7.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.66 9.com. outra turma de obras passa a executar as ligações prediais.71 13. a curva de 90 graus e coletor predial até o alinhamento do imóvel.46 229.55 214. o que é raro.05 38.74 139.42 76.62 86.66 17.27 33.010 (PVC) Diâmetro nominal Declividades (%) DN 100 150 200 250 300 4 12. As nossas ligações.95 59. introduzindo o selim.5% 3% 3.80 55.81 9.05 25.5% 2% 2.9 9 114. com tubos de PVC rígido.89 29.29 85.88 70.99 61. Diâmetro mínimo do ramal predial de esgoto sanitário As ligações de esgoto sanitário são feitas na ortogonal com a rede pública.50 1.013 (manilhas) Diâmetro Declividades nominal (%) DN 1% 1. seguindo depois o coletor predial de esgoto sanitário com tubos de PVC de diâmetro de 100mm.48 67.25 36.11.34 72.63 42.12 181.16 8.Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ¾ da seção para n=0.78 54.12 18.11 77.61 11.5 3 3. O diâmetro que usamos nos coletores prediais é de 100mm.42 24.69 108.23 88.10 131.46 25.10-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ¾ da seção para n=0. Após completada a rede e aterrada.53 28. No caso de se necessitar de diâmetro maior.00 124.2 7 1 6.47 122.89 Tabela 24.18 5. I = declividade do coletor predial em metro/metro.68 10.34 2 2. não deixando os “t”.73 164. ou fazemos uma ligação especial de 150mm com poço de visita. Em ruas que serão asfaltadas procedemos da seguinte maneira.5 8. de modo geral.br 10/06/2008 Sendo: D = diâmetro do coletor predial em metros.40 162.01 19.5% 4% 100 150 200 250 300 4.50 22.55 31.30 66.70 111.77 6. n = coeficiente de Manning.64 140. são feitas com um selim.

55 76.09 68.5 3 3.67 17.72 61.31 5.8 Método do Macedo A NBR 8160/83 superdimensiona os coletores prediais.Curso de esgoto Capitulo 24. Eugênio Silveira Macedo.54 19.40 1. Verificando-se a Tabela (24.5 Seja um prédio de apartamento com 64 vasos sanitários com válvula de descarga.74 36.06 51.29 6.16 18.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.92 77.53 83.09 4.28 2% 3.010 (PVC) Diâmetro Declividades nominal (%) DN 1 1.17 15.14 14.69 47.59 7.5 4 3.96 39.84 300 Tabela 24.82 6.06 88.72 125.68 200 38.39 54. o cálculo da vazão máxima em função do numero total de Unidades Hunter de Contribuição (UHC).22 42. 64 lavatórios.02 72. medindo a vazão instantânea através de aparelhos especiais e chegou a estabelecer.36 4.82 150 21.com.96 28.62 16. Para a ABNT 8160/83 somam-se somente os pesos relativos aos vasos sanitários e assim teremos: peso 6 x 64 vasos sanitários = 384.11 36.20 25. 64 chuveiros elétricos. 24.18 33.99 99. em 1979.br 10/06/2008 Tabela 24.39 250 62.53 96.93 42. ou a vazão máxima em função da área total edificada em metros quadrados: 1 Apresentados no Congresso da ABES.17 9.34 26.80 Exemplo 24.66 10.49 108. de Manaus.83 59.42 29.05 13.25 32.69 90.5% 3.83 3.71 55. o SAAE de Guarulhos utilizou as pesquisas e os estudos feitos pelo Eng.12 4.5) para 2% de declividade achamos tubo de 150mm.013 (manilhas) Diâmetro nominal DN 100 150 200 250 300 1% 2.12-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ½ da seção para n=0.26 30.91 12.45 Declividades (%) 2.5 2 2.5% 4. através de análise de regressão. 24-11 .77 48.01 15. 32 tanques de lavar roupas.39 77.55 4% 5.75 5.48 12.5% 3% 4.78 23.72 100 9.18 67.14 30. 32 máquina de lavar roupas e 32 máquinas de lavar pratos.45 59.34 20. Assim.98 117.13-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ½ da seção para n=0. 32 pias de cozinha com torneira elétrica.84 14.1 Ele pesquisou milhares de ligações de esgoto na Cidade do Rio de Janeiro.43 47.

002 x 1216 + 2= 4. Q= 0. Para indústria e comércio.4L/s Verificando-se a Tabela (24. É lógico que se trata de indústria de consumo médio e pequeno. Para o método do Macedo somam-se todas as Unidades Hunter de Contribuição e assim teremos a Tabela (24.5) de tubos de PVC com n=0.0004 x E + 2 Sendo: UHC = número total de Unidade Hunter de Contribuição.14. conforme NBR 8160/83. o que consequentemente terá grandes vazões de esgotos sanitários.002 x UHC + 2 Q= 0. Q= vazão máxima em litros por segundo.002 x UHC + 2 Ou Q= 0. E =área total edificada em metros quadrados.4 L/s Que fornecerá a ligação de 100mm com 2% de declividade. 32 máquina de lavar roupas e 32 máquinas de lavar pratos. Macedo recomenda tomar 70% da vazão máxima calculada por uma das fórmulas. Exemplo 24. não apresentando um alto consumo de água.10) a quantidade total de unidades Hunter de contribuição é 1344UHC. 32 pias de cozinha com torneira elétrica. Exemplo 24. conforme Tabela (24. Tabela 24.br 10/06/2008 Q= 0. o Eng.6 Dimensionar o diâmetro da ligação de esgoto de um prédio com área construída de 3500m2.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Seja um prédio de apartamento com 64 vasos sanitários com válvula de descarga.14).0004 x E + 2 Q= 0. 24-12 . 32 tanques de lavar roupas. 64 chuveiros elétricos. 64 lavatórios. Q= 0.0004 x 3500 + 2= 3.com.Cálculo da quantidade total de UHC do prédio Peças Vasos sanitários c/ válvula de descarga Chuveiros elétricos Lavatórios Pia de cozinha com torneira elétrica Tanque de lavar roupa Maquina de lavar roupa Maquina de lavar pratos Quantidade 64 64 64 32 32 32 32 UHC 6 2 1 3 3 10 4 Total= Quant x UHC 384 128 64 96 96 320 128 1216 Portanto.Curso de esgoto Capitulo 24. e devendo ser verificado caso a caso.010 e diâmetro 100mm e declividade de 2%.

15.0 mg/l (dez miligramas por litro). j) sulfeto. cádmio.0 mg/l ( cinco miligramas por litro). mercúrio. ausências de solventes.0 (dez inteiros).0 mg/l (quinze miligramas por litro). 24-13 . cobre. temperatura inferior a 40° C (quarenta graus Celsius). e) todos os elementos constantes das alíneas “a” a “d” deste inciso.0 mg/l (quatro miligramas por litro) sujeita ainda à restrição da alínea e deste inciso.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9 Despejos industriais: Primeiramente devemos esclarecer que todos os artigos do 19ª até 19F do Decreto Estadual 15425/809 estão no Decreto 8468/76 atualizado. h) ferro solúvel. ausência de despejos que causem ou possam causar obstrução das canalizações ou qualquer interferência na operação do sistema de esgotos. f) cianeto.com.concentrações máximas dos seguintes elementos. óleos leves e substâncias explosivas ou inflamáveis em geral. cromo hexavalente.0 mg/l (cinco miligramas por litro).Fe2+ .425 de 23/07/80 do governo do Estado de São Paulo.1.0 mg/l (dois miligramas por litro) sujeita ainda à restrição da alínea e deste inciso.0 mg/l ( um miligrama por litro).br 10/06/2008 24. conjuntos de elementos ou substâncias: a) arsênico. prata e selênio – 1. d) níquel – 2. excetuado o cromo hexavalente. sujeitas ainda à restrição da alínea e deste inciso.0 (seis inteiros) e 10. diz que os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados em sistema de esgotos. c) estanho. b) cromo total e zinco 5. provido de tratamento com capacidade e de tipo adequados.5.4.5 mg/l (um e meio miligrama por litro) de cada elemento sujeitas às restrição da alínea e deste inciso.total de 5. ausência de qualquer substância em concentrações potencialmente tóxicas ou qualquer interferência na operação do sistema de esgotos.Curso de esgoto Capitulo 24.0. VIII. gasolina. g) fenol.10. ausência de óleo e graxas visíveis e concentração máxima de 150 mg/l (cento e cinqüenta miligramas por litro) de substâncias solúveis em hexano. se obedecerem as seguintes condições: IIIIIIIVVVIVIIpH entre 6. No artigo 19A do Decreto Estadual 15.0 mg/l (cinco miligramas por litro) de cada elemento. i) fluoreto. materiais sedimentáveis até 20 ml/l (vinte mililitros por litro) em teste de 1 (uma) hora em cone Imhoff. chumbo.2 mg/l ( dois décimos de miligramas por litro).

Em muitos casos os despejos sanitários estarão juntos com os despejos industriais. Tabela 24. os industriais e as águas de refrigeração. X – ausência de águas pluviais em qualquer quantidade. No artigo 19C do Decreto 15.15). IX – regime de lançamento contínuo de 24 (vinte e quatro) horas por dia.5 x vazão média horária 1.425/80 SP. águas de refrigeração. excetuados os de origem sanitária. No caso de Guarulhos.000 mg/l ( mil miligramas por litro).Curso de esgoto Capitulo 24. é regulado através da ABNT pela NBR 9800/abril/1987. Isto quer dizer que o lançamento de esgotos sanitários em redes públicas deverá ser obedecido o artigo 19A e conforme a necessidade. O artigo 19B do mesmo Decreto 15.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. o lançamento é único.0 24-14 . isto é. Quanto as águas de refrigeração e os despejos sanitários e industriais. os efluentes deverão ser lançados em caixa de “quebra-pressão” da qual partirão por gravidade para a rede coletora”. não poderão ser encaminhados as águas pluviais. exceto pH 6 a 10 20 1. diz que “os efluentes líquidos. O artigo 19D.5 0.5 5. com vazão máxima de até 1. que apresenta os parâmetros básicos mostrados na Tabela (24.5 0.425/80 SP.1 1.0 5. despejos sanitários e despejos industriais.1. diz que “o lançamento de efluentes em sistemas públicos de esgotos será sempre feito por gravidade e se houver necessidade de recalque.15-Efluentes Líquidos Industriais Parâmetro pH Sólidos sedimentáveis em teste de 1 hora no cone Imhoff Regime de lançamento Arsênio Total Cádmio Total Chumbo Total Cianeto Total Cobre Total Cromo Hexavalente Cromo Total Surfactantes (MBAS) Unidade de medida --ml/l L/s mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l Valores máximos admissíveis. Os efluentes líquidos industriais lançados nos sistema público de esgotos sanitários. dependerão da exigências do concessionário local. nele estão os despejos sanitários. e em outros casos deverão estar separados. deverá ser feito o que na prática se chama pré-tratamento.5 0.br 10/06/2008 k) sulfato.com. Quanto ao lançamento no coletor público.Critérios para Lançamentos de Efluentes Líquidos Industriais no Sistema Coletor Público de Esgoto Sanitário. estão sujeitos a pré-tratamento que os enquadre nos padrões estabelecidos no artigo 19A. diz que as indústrias deverão coletar separadamente as águas pluviais. lançados nos sistema públicos de coleta de esgotos.5 ( uma vez e meia) a vazão diária.2 1.

24. As águas pluviais e de refrigeração não devem ser lançadas no sistema coletor público. estes devem ser lançados em caixa de quebra-pressão.10 Caixa de resfriamento Em casos especiais são solicitadas caixas de resfriamento. antes de lançar o esgoto com temperatura superior a 40ºC.01 2.5 1. De modo geral.0 0.5 vezes a vazão média horária.Curso de esgoto Capitulo 24. os esgotos industriais devem merecer tratamento especial caso a caso. A incorporação de águas pluviais poluídas e águas de refrigeração poluídas. As caixas de areia ou de retenção são usadas em postos de gasolina e restaurantes.0 Fonte: ABNT Parâmetros Básicos NBR 9800/1987 Nota: mg/l: miligrama/litro L/s: litros/segundo ml/l: mililitro/litro Observar que a temperatura dos esgotos industriais não pode ser maior que 40°C e que a vazão máxima que pode ser lançada é de 1. O lançamento dos efluentes líquidos industriais nos sistema público de esgoto sanitário deve ser sempre feito por gravidade e se houver necessidade de recalque. 24-15 .11 Caixa detentoras de sólidos e graxas As caixas detentoras são usadas quando os esgotos industriais tiverem sólidos em suspensão.0 10. pode ser feita mediante autorização expressa dos órgãos controlador e operador.0 1. 24.0 5.com.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 15.5 1000 1 5.br 10/06/2008 Estanho Total Fenol Ferro Solúvel (Fe +2) Fluoreto Mercúrio Total Níquel Total Prata Total Selênio Total Sulfato Sulfeto Zinco Total mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l 4.

1998 p.br 10/06/2008 Fig. onde são necessárias a instalações de válvulas de retenção de esgotos sanitários. 24-16 . estão abaixo do nível da rua (Woodson.6-Válvula de retenção para esgoto sanitário Fonte: Tigre 24. Acontece que vários moradores ligando as águas pluviais nos esgotos.1975.12 Gases em coletores Um dos problemas que existe normalmente nos sistemas de esgotos é a produção de gases malcheirosos. Mesmo nos Estados Unidos também são usadas válvulas de retenção de esgotos sanitários.com. H2S. 159). principalmente quando as instalações hidráulicas de esgotos sanitários. 24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgoto Capitulo 24.13 Válvula de Retenção de esgotos instalada no Coletor Predial Na prática existem sempre em alguns locais do sistema de coleta de esgoto sanitário. Existem muitos lançamentos clandestinos de águas pluviais que são lançadas na rede coletora de esgotos sanitários. causando sempre um entupimento na rede pública. Então a rede será pressurizada e o esgoto juntamente com as águas de chuvas entrarão nas residências. segundo Mendonça. quando chove há um acréscimo violento da vazão. juntamente com o esgoto domestico. 24. principalmente o sulfeto de hidrogênio. O problema se agrava quando o coletor predial tem declividade menor que 2%.

Quando chove há uma tendência do retorno do esgoto juntamente com as águas do córrego.6). Para evitar isto a firma Tigre. 24. próximas dos cursos d’água.Curso de esgoto Capitulo 24. 1996 o tanque de equalização pode também homogeneizar tornando uniforme o pH. etc. DQO. DBO.Base Nunes. que estão na região mais baixas. conforme Figura (24.14 Caixa de equalização O objetivo é regular a vazão de saída que deve ser constante. temperatura. 24-17 . cor. com funcionamento de 16horas/dia produzindo a vazão média de 25m3/h.8.com.Esquema de caixa de equalização Fontes: Nunes. Segundo Nunes. 1996 Exemplo 24. É usado principalmente em indústrias com atividades descontinuas. sólidos. para dentro das residências.br 10/06/2008 Existem muitas redes coletoras de esgoto que não são encaminhadas a um emissário ou interceptor e sim lançadas precariamente nos cursos d’água. As equações fundamentais são: Vt= Veq + Vmin Veq= (Qe-Qs ) x t Sendo: Vt= volume total do tanque Veq= volume de equalização Vmim= volume mínimo Qe= vazão na entrada Qs= vazão na saída t= número de horas de funcionamento da indústria/dia Figura 24. turbidez.Tubos e Conexões fábrica válvula de PVC para retenção de esgoto sanitário nos diâmetros de 100mm e 150mm para ser usada nos coletores prediais.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7. 1996 Seja uma indústria têxtil de pequeno porte com atividade descontinua.

Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00)= 200m3 Potência do agitador P P= Dp x Vt/ 745 Dp= densidade de potencia adotada igual a 10w/m3 P= 10w/m3 x 200m3/ 745 = 2. a caixa terá 200m3 e a vazão média de entrada é 25m3/h e a saída média equalizada é de 16.20 x 1.67m3/h Veq= (25m3/h – 16.7HP Devemos deixar uma folga na potência:3HP.20m Volume total do tanque Vt Vt = Veq + Vmin Vmin= é o volume cuja profundidade adotada é de 1.Curso de esgoto Capitulo 24.20 x 8.32h Dimensões do tanque Veq= L2 x H (forma quadrada sempre) L= largura e comprimento H= profundidade= 2. Portanto.com.00m Vt= 133m3+ (8.br 10/06/2008 Veq= (Qe – Qs ) x t Qs= 25m3/h x 16h / 24h= 16.00 (adotado) 133m3= L2 x 2. 24-18 .67m3/h.0 L=8.67m3/h) x 16h= 133m3 Tempo de detenção T T = Veq/ Q T= 133m3/ 25m3/h= 5.

-BRITTO. -CIDADE OF EUGENE. 1334páginas.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. 2004. 906 páginas. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY).Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www. Aplicação de lípases no tratamento de águas residuárias com elevados teores de lipídeos. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. Blucher. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. 4ª ed. JOSÉ M. -NUNES. 73 páginas. Tratamento de Esgotos Domésticos. abril 2005. -MENDES.rotogine.gov/ 24-19 . EVANDRO RODRIGUES DE. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. 2005.epa. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 161 páginas. 185 páginas.Curso de esgoto Capitulo 24.br/ -USEPA (U. 1988. -CONAMA. e MELO. 277 páginas. www. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. McGray-Hill. CONSTANTINO ARRUDA.scielo. 1991. -ROTOGINE. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos. EDUARDO PACHECO e PESSÔA.com. ABES.15 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO. -JORDÃO. ARCHIBALD JOSEPH. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. 770 páginas. WANDERLEY DE OLIVEIRA. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. Considerations for the management of discharge of fats. ADRIANO AGUIAR et al. 2002. ISSN 0100-4042.com. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE. -MACINTYRE. Instalações Hidráulicas. Guidelines for Water Reuse.. -METCAL&EDDY. 1996. Wastewater Engineering. Química nova. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05.br. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. 2002.S. 26 páginas.br 10/06/2008 24. Jun. JOSÉ ALVES. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto. Construção e Operação.

aeração e retenção de água. Fonte: Reichardt e Timm. A textura ou composição granulométrica de um solo é um termo usado para caracterizar a distribuição das partículas no solo quanto as suas dimensões conforme Figura (25. Abaixo do Horizonte A teremos o que se chama na prática de subsolo.Textura e estrutura dos solos 25.br 09/06/08 Capitulo 25. já que apresentam condições bastante satisfatórias de drenagem. água e ar e constitui o substrato de água e nutrientes para as raízes das plantas. rochas. 2004 25-1 .Curso de esgotos Capitulo 25.1 .Triângulo de classificação textural que divide em 13 classificações.30m de espessura. em geral.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Um outro problema é da compactação do solo.com.1) e (25. O solo que vamos tratar é basicamente o chamado Horizonte A que tem aproximadamente de 0. são os mais adequados para o desenvolvimento de raízes das plantas.10m a 0. etc. silte e argila. 25.2) Os solos de texturas médias (francos) que possuem proporções equilibradas de areia. principalmente em áreas urbanas que podem ter camadas de areia.1 Introdução A grande causa dos fracassos dos sumidouros são a falta de um estudo adequado do solo no que se refere a textura e estrutura. Deve-se ter o cuidado de não se construir barreiras que impeçam ou eliminem a capilaridade.2 Solo O solo é formado por partículas sólidas (minerais e orgânicas). Figura 25.

Curso de esgotos Capitulo 25.Triângulo de textura proposto por USDA (United States Department of Agriculture) que divide em 12 classificações.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 60% de silte e 15% de argila. Figura 25.2) vimos que se trata de solo franco siltoso.br 09/06/08 Exemplo 25.2 .com. 25-2 .1 Classificar um solo com 25% de areia. Entrando na Figura (25.

O triângulo se compõe de doze ou treze espaços que representam classes distintas de textura. mas alguma coisa não funcionava e isto é o exame da estrutura do solo (estudo morfológico do solo). 2004. As linhas grossas do gráfico indicam as fronteiras de cada uma das classes de textura. podendo ser: Laminar Prismática Blocos Esferoidal O tipo de estrutura do solo é importante para a passagem da água.3 Textura A textura de um solo refere-se à distribuição das partículas do solo tão somente quanto ao seu tamanho. Tudo estava de acordo com as normas técnicas. Estes estudos. 1997). enfatizando a necessidade de ser verificada a estrutura do solo é importantíssimo e explica os inúmeros fracassos em sumidouros que presenciei ao longo dos anos como diretor de obras do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos. Solos de texturas iguais podem possuir estruturas diferentes que apresentam maiores ou menores dificuldades à penetração ou circulação da água. orientação e organização das partículas sólidas conforme Reichardt e Timm. A estrutura de um solo caracteriza a forma de arranjo de suas partículas. A água pode ter passagem: Rápida Moderada Lenta Uma estrutura do tipo laminar a passagem da água é lenta e uma estrutura em bloco tem passagem moderada de água como se pode ver na Figura (25. De acordo com a proporção de argila.4 Estrutura O conceito de estrutura de um solo é qualitativo e é usado para descrever o solo no que se refere a arranjo.Curso de esgotos Capitulo 25. Após os estudos de Jerry Tyler no ano 2000 professor da Ciência dos Solos da Universidade de Wisconsin foi feita uma tabela na qual o uso da simplesmente da textura não funcionava e tinha sido o fracasso de inúmeros estudos de infiltração de esgotos domésticos. Assim uma estrutura tipo laminar passa muito pouca água.br 09/06/08 25. é difícil de quantificar e também de catalogar (Gomes. A estrutura do solo ao contrário do que ocorre com a textura. 2004. silte e areia na composição do solo.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. do ar e das raízes das plantas. A estrutura em simples grãos como a da areia tem p 25-3 . que podem ser determinadas através do triângulo de texturas proposto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e apresentado na Figura (25.com.2) (Gomes. a meu ver. conforme Reichardt e Tim. A estrutura do solo pode ser feita da seguinte maneira: 25. 1997). 25. a textura se divide em várias classes.5 Tipo de estrutura Que define a forma e o arranjo das partículas.3).

. Um solo com grau de estrutura denominado forte possui bem definidas as fraturas ou os espaços vazios que facilitam a passagem da água. sendo maior em solos úmidos que em solos secos conforme Antônio Cardoso Neto. 1997.1) estão as texturas dos solos conforme USDA. O objetivo é fornecer dados mais seguros para infiltração quando a DBO for menor que 30mg/L ou quando a DBO for maior que 30mg/L. 2002 A estrutura do solo pode ser definida também pelo chamado grau da estrutura.6 Grau da estrutura Refere-se a coesão dos agregados e varia com o teor da umidade.com. a carga hidráulica em litros/m2 x dia e a carga orgânica em kg/ha x dia.3) podemos ver pela estrutura do solo a passagem rápida. As cargas orgânicas são estimativas. Observe-se que quanto menor for a DBO maior é carga hidráulica que se pode admitir.3.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. pois ainda não se dispõem de muitos estudos para precisão das mesmas. 25-4 .Tipos de estrutura do solo. 2000 e adaptado .br 09/06/08 Figura 25. moderada ou lenta da água. Fonte: Usepa. a estrutura dos solos. Na Figura (25. No estado da Pennsylvania localizado nos Estados Unidos foi reunida uma comissão que adaptou a Tabela (25. que impedem o movimento vertical da água. Os solos com grau de estrutura denominado fracos oferecem mais resistência a passagem da água e são solos maciços ou laminares. Estes dados foram extraídos de Tyler.10) onde se nota que o valor máximo da taxa de infiltração em esgotos domésticos é de 35 L/m2 x dia. Na Tabela (25.1) para uma tabela mais resumida que é a Tabela (25.Curso de esgotos Capitulo 25. 25.

argila. Tabela 25.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. franco argiloso. argila siltosa Argila arenosa. franco siltoso Franco.3 a 25 0 0 6.pa. argila.2 <4.Taxas de infiltração recomendadas e baseadas na tabela de Tyler. argila siltosa Argila arenosa.us/dep/subject/advcoun/wrac/2006/10-13-06_mtg_handout.7 Taxa de infiltração de Metcalf&Eddy. franco argilo siltoso Franco argilo arenoso.7 a 4. 1991 A recomendação é que para trincheiras de infiltração sejam usadas somente as duas paredes da vala e não o fundo.Curso de esgotos Capitulo 25. argila siltosa Sem estrutura Moderado a forte Fraco a laminar fraco Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço Moderado a forte Fraco a forte Maciço Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço 11 a 35 6. A infiltração por gravidade ou por pressão Tanque Séptico 8 Filtro de areia intermitente 16 Filtro de areia com recirculação 16 Para solos argilosos Tanque Séptico Filtro de areia intermitente Filtro de areia com recirculação Trincheira de infiltração rasa Fonte: Metcalf&Eddy.2 a 6. franco argiloso.2 0 <3 0 0 2 Fonte: http://www.pdf de 30 de agosto de 2006 25. 1991 que o campo de disposição seja feito em duas partes devendo cada uma funcionar seis meses por ano. 1991 6 14 12 12 25-5 .com.Valores recomendados de taxa de infiltração de disposição dos efluentes de esgotos sanitários Tipo de solo Taxa de infiltração a ser aplicada nas paredes da trincheira (L/m2 x dia) Para solos que não são argilosos.1. é recomendado o uso da taxa de infiltração de 5 litros/m2 x dia e devendo ser feito o cálculo para 10litros/m2 x dia para a metade de cada campo.3 a 12. franco argilo siltoso Argila arenosa.7 a 4.dep.2.3 0 1. franco argiloso. franco siltoso Franco argilo arenoso. Como o solo da Califórnia tem sempre argila.state.br 09/06/08 Tabela 25. argila. 2000 usadas no Estado da Pennsylvania. Quando o solo for argiloso é recomendado ainda por Metcalf&Eddy. franco siltoso Franco. Textura segundo USDA Estrutura do solo Taxa de infiltração (Litros/m x dia) Areia Areia franca Areia franca Franco arenoso Franco arenoso Franco arenoso Franco.2 0 1.6 4. franco argilo siltoso Franco argilo arenoso. USA.

1986.4 .Gráfico para determinação do coeficiente de infiltração Fonte: Tanaka.2) é bem inferior aos dados fornecidos pelas normas brasileiras.3) e achar o coeficiente de infiltração do solo.com. que será o tempo padrão de infiltração do solo na profundidade considerada. A Figura (25. A NBR 7229/93 de “Construção e Instalação de Fossas sépticas e disposição dos efluentes finais” apresenta uma maneira prática de se estimar o coeficiente de infiltração em litros/m2/dia conforme Botelho. encher cada caixa com 15cm de água e medir o tempo que leva para abaixar o nível de água de 1cm. 1998. • Após secar. Figura 25. O método a ser aplicado é o seguinte: • Na profundidade onde vai estar a vala de infiltração fazer três escavações com formato de uma caixa paralelepípedo de 30cm x 30cm x 30cm. • No dia do teste encher as três caixas com água e deixar secar. 1986 25-6 . 25.Curso de esgotos Capitulo 25. Podemos aproximadamente supor que ff= K= coeficiente de infiltração. encher as três caixas com água.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/06/08 É importante observar que os valores da taxa de infiltração da Tabela (25.4) mostra esquematicamente o paralelepípedo cujo lado é 30cm e o gráfico para se obter o coeficiente de infiltração conforme Tanaka.8 Coeficiente de infiltração segundo a NBR 7229/93. • Com o tempo obtido entrar na Tabela (25. • No dia anterior ao teste. • Adotar o menor dos três tempos.

Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4) os valores de infiltração só levam em conta a textura do solo e devido as pesquisas de Tyler. medianamente compactas 20 a 40 Argila arenosa 40 a 60 Areia ou silte argiloso 60 a 90 Areia bem selecionada >90 Fonte: Botelho.br 09/06/08 Tabela 25. a estrutura do mesmo.Curso de esgotos Capitulo 25.4 . 1998 25.Coeficiente de infiltração em função do tempo em minutos Tempo de infiltração para rebaixamento de 1cm Coeficiente de infiltração (min) (litros/m2/dia ou mm/dia) 22 22 20 23 18 24 16 25 14 27 12 33 10 40 8 47 6 57 4 73 2 100 1 110 0. Portanto.5 130 Fonte: Botelho. 2000 é necessário saber a estrutura do solo que é a Tabela (25. Dica: verificar sempre além da textura do solo. 25-7 . 1998 Tabela 25. 2000 são menores que 1/3 dos valores da NBR 7229/93. oportunamente deverá ser revista a NBR 7229/93. 2002 x ABNT. 1993 Como se pode observar na Tabela (25.2) que apresenta valores bem inferiores aos da ABNT que foi elaborada em 1993.3 .8 Comparações USEPA.Estimativa do coeficiente de infiltração de acordo com o tipo de solo local Constituição provável do solo Coeficiente de infiltração (litros/m2/dia Rochas.com. argilas compactadas <20 Argilas de cor amarela ou marrom. Os valores apresentados por Tyler.

pa.pdf de 30 de agosto de 2006.us/dep/subject/advcoun/wrac/2006/10-13-06_mtg_handout. 25-8 . Tratamento de Esgotos Domésticos. Construção e Operação. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais.http://www. 1334páginas. -MACINTYRE. 770 páginas. São -TANAKA.9 Bibliografia e livros consultados .br -SINDUSCON.ana. Guidelines for Water Reuse. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). Jun.gov. ISBN 85-216-0461-0 -USEPA (U. 906 páginas. Environmental Protection Agency. 277 páginas. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. 2002 EPA/625/r00/008. Wastewater Engineering. Florianópolis: Departamento de Engenharia Sanitária da Universidade Federal de Santa Catarina. 1997-8. S.state. CARDOSO NETO. (Tópicos Básicos de Irrigação 2º Fascículo). ARCHIBALD JOSEPH. 2002. -ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. -METCAL&EDDY. -NUNES. Fortilit. -BOTELHO.Curso de esgotos Capitulo 25. ABES. Junho 2005. -BRITTO. Instalações hidráulicas prediais feitas para durar. 238páginas. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes.. -ROTOGINE. TAKYDY. Conservação e reúso da água em edificações.epa. JOSÉ ALVES. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. Editora Livros Técnicos. Considerations for the management of discharge of fats. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. 2002. As Propriedades do solo. U. -CONAMA. -JORDÃO. A. MANOEL HENRIQUE CAMPOS e RIBEIRO. NBR 7229 de setembro de 1993.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 26 páginas.dep. Anotações do curso de Irrigação e Drenagem de Terras Agrícolas -CIDADE OF EUGENE. 2004. McGray-Hill. Instalações prediais hidráulicas e sanitárias.kneplast. construção e operação de sistemas de tanques sépticos.Projeto. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. 4ª ed. GERALDO DE ANDRADE JR. 161 páginas.br 09/06/08 25. On site wastewater treatment systems manual. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. EVANDRO RODRIGUES DE. Fevruary. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system.gov/ -USEPA.asp acessado em 16 de fevereiro de 2007. 2004. 1991. 2005.S. CONSTANTINO ARRUDA. USA acessado em 16 de fevereiro de 2007. 73 p http://www.br/AcoesAdministrativas/CDOC/ProducaoAcademica. Pennsylvania.com. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www. 1986. Instalações Hidráulicas. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos. 15 p. -ABNT.com. 1996.

granula Prismático. moderada forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. franco siltoso Silte. bloco. granular Prismático. Carga hidráulica Textura conforme USDA Tipo de Estrutura Simples grão Simples grão Massiva Laminar Laminar Prismático. bloco. bloco. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. granular Massiva Laminar Prismático. argila soltosas. argila soltosas.9. 2000 in USEPA. granular Massiva Laminar Prismático. Argila Silte. franco siltoso Silte. bloco. franco siltoso Silte. areia fina Franco arenoso. bloco. granular Massiva Laminar Laminar Prismático. Argila Muito argilosa. franco arenoso Areia fina. granular Prismático.Sugestões de condutividade hidráulica dos solos para esgotos domésticos e carga orgânica. Baseado nos estudos de Tyler. granular Prismático. granular Prismático. granular Massiva Laminar Prismático. moderada a forte Fraco Moderado a forte (litros/m x dia) DBO=150mg/L DB0=30mg/L 2 Carga orgânica (kg/ ha x dia) DBO=150mg/L DB0=30mg/L Areia grossa. Argila Muito argilosa. argila soltosas. bloco. bloco. franco siltoso 34 17 8 8 0 17 25 8 0 8 17 8 0 17 25 0 0 17 25 0 0 8 17 0 0 0 8 67 42 25 21 0 29 42 21 0 25 34 21 0 25 34 8 0 25 34 0 0 13 25 0 0 0 13 45 23 11 11 0 23 34 11 0 11 23 11 0 23 34 0 0 23 34 0 0 11 23 0 0 0 11 18 11 7 6 0 8 11 6 0 7 9 6 0 7 9 2 0 7 9 0 0 4 7 0 0 0 4 . bloco. areia muito fina. areia franca Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso. bloco. bloco. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. areia franca. areia fina Franco arenoso. areia fina Franco Franco Franco Franco Franco siltoso Franco siltoso Franco siltoso Franco siltoso Muito argilosa. granular Massiva Laminar Prismático.2002.Tabela 25. areia fina Franco arenoso. argila soltosas. Argila Muito argilosa. granula Grau da estrutura Sem estrutura Sem estrutura Sem estrutura Fraca Moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraca. bloco. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco.

.

1999 a tensão trativa foi introduzida originalmente por Du Boys em 1879. o fluido escoa em contato com a atmosfera. O sistema era separador absoluto. tratava-se de um sistema separador parcial conforme Tsutiya.br 10/07/2008 Capítulo 26.Redes coletoras de esgoto sanitário 26. O escoamento é uniforme.com. pois ao invés de usar o critério das velocidades mínimas passou a usar o critério da tensão trativa mínima de 1 Pa e altura máxima da lâmina de água de 0. Os esgotos na cidade de São Paulo foi feito pela primeira vez em 1876 que era um sistema misto. em módulo.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. Tal idéia partiu dos engenheiros da SABESP drs Joaquim Gabriel e Milton Tsutiya. mas admitia a entrada de águas pluviais dos prédios e portanto.3 Classificação do escoamento Em redes de esgotos o escoamento é livre. as características do escoamento não variam ao longo do tempo e da canalização. O escoamento é permanente. pois temos que calcular uma tensão trativa mínima de 1Pa para que ela seja arrastada. 26. Assim desta maneira as partículas de esgotos não ficarão depositadas na tubulação. O sistema separador absoluto só foi introduzido no Brasil em 1911 em São Paulo. direção e sentido é idêntico em todos os pontos.2 Histórico Conforme Azevedo Neto. isto é. isto é. o vetor velocidade. Estados Unidos. 26. 1999. sendo mais tarde desenvolvido os conceitos técnicos por Brahms em 1754 e por Chow em 1981.9% de água e 0. O esgoto sanitário tem 99. 26-1 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1% de sólidos com características semelhantes à da água. As partículas traçam trajetórias bem definidas no sentido do escoamento.4 Tensão trativa Conforme Tsutiya. isto é. A tensão trativa mínima ou tensão de arraste mínima é a força por unidade de área que haja sobre uma partícula e que permite o deslocamento da mesma. A cidade do Rio de Janeiro foi uma das primeiras capitais o mundo a ser servida com redes de esgotos em 1857 com projeto feito pelos ingleses.75D.1 Introdução Felizmente para redes coletoras de esgoto sanitário existe a norma NBR 9649/ 1986 que introduziu uma modificação de enorme importância. 26. 1973 em 1879 foi inventado o sistema separador absoluto pelo Coronel engenheiro George Waring e aplicado pela primeira vez na cidade de Memphis no Tennessee. O primeiro uso da tensão trativa foi em canais.

1999 as águas do subsolo atingem as redes coletoras através de: • Juntas das tubulações • Paredes das tubulações • Poços de visita. 26. I Sendo: σt= tensão trativa em Pascal ou N/m2 R= raio hidráulico (m) γ=peso específico do esgoto (N/m3)= 104 N/m3 I= declividade da tubulação (m/m) Em coletores usa-se a tensão trativa mínima de 1 Pa enquanto que para interceptor em tubos acima de 500mm usa-se 1.Esquema de canal mostrando a tensão trativa Fonte: Fernandes.1.5 Pa para se evitar a formação de sulfetos. A Sabesp começou a usar o critério da tensão trativa em 1983 como pleno êxito sendo depois o conceito passado a norma brasileira sendo adotado em todo o Brasil e atualmente é adotado praticamente em todos os países da America Latina.br 10/07/2008 Figura 26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. Conforme Tsutiya. γ .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. tubos de inspeção e limpeza.5 Vazões parasitarias (infiltração) Pode haver infiltração de água de drenagem nos coletores de esgoto e isto se chama de vazões parasitarias que atingem até 6. etc. estações elevatórias.0 L/s x km. 1997 A tensão trativa σt é dada pela equação: σt= R .com. caixas de passagem. 26-2 .

br 10/07/2008 Tabela 26.com.2.1.Vazões parasitárias Figura 26. 1997 26-3 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Taxas de infiltração em redes coletoras de esgoto Fonte: Crespo.

80 Q> 751 L/s K= 1. E= y + αV2/ 2g Usando a equação da continuidade Q=A. Normalmente adotamos α=1. Variando-se a velocidade e altura y podemos construir a Figura (26. medida a partir do fundo do canal e representado por. 26. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1.50 Vazão mínima K3=0.20 + 17.7 Energia específica A energia específica é definida como a quantidade de energia de peso de líquido.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 L/s x km.br 10/07/2008 Conforme a norma da ABNT 9649 a taxa de infiltração depende da posição do lençol freático variando de 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. A curva da direita mostra o movimento rápido e a da esquerda mostra o movimento lento.05 L/s x km a 1.80 Conforme Tesutya.3) onde nota-se um ponto de energia específica mínima Ec e duas curvas.5 Coeficiente de retorno= 0. 1983 como a relação entre a energia cinética real do escoamento e a energia cinética de um escoamento fictício que todas as partículas se movessem com a velocidade média V.20 Vazão máxima horária K2=1. 26-4 .80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui. Q≤ 751 L/s K=1. uma a direita e outra a esquerda.485/ Q 0. comercial.com. publico em L/s 26.V V= Q/A V2= Q2/ A2 E= y + αQ2/ 2gA2 Sendo: E= energia específica y= altura da lâmina de água g= aceleração da gravidade V= velocidade média (m/s) A= área molhada da secção (m2) Q= vazão (m3/s) α=coeficiente de Coriolis (1792-1843) que é definido conforme Lencastre.6 Coeficientes de vazões Quando não possuímos pesquisas para os coeficientes de vazões podemos estimar conforme norma NBR 9649/ 1986 os coeficientes em: Vazão máxima diária= K1= 1. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial.

Quando o valor de y está no regime lento podemos chamar de regime lento ou regime fluvial e quando y está no regime rápido podemos chamar de regime rápido ou torrencial.com. 1987 O valor da energia específica no ponto mínimo é a energia específica crítica e se dá numa altura denominada de yc que é um ponto de instabilidade pois pode passar rapidamente de um regime para outro. basta derivar e igual a zero. dE/dy = 1 – Q2/gA3 x dA/dy=0 Sendo “b” a largura superficial da lâmina líquida teremos: dA= b x dy Fazendo-se as substituição temos: dE/dy = 1 – Q2/gA3 x bdy/dy=0 dE/dy = 1 – (Q2/gA3 )x b=0 1 = Q2/gA3 x b Isolando a vazão Q e a aceleração da gravidade g temos: A3/b = Q2/g Extraindo a raiz quadrada dos dois lados da equação temos: A0.5 = Q /g 0.5A/b0.5 A(A/b)0. 1983 para obter o ponto mínimo da curva.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 26-5 . Vamos aplicar os conhecimentos de Lencastre.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.3) são chamados de conjugados de igual energia E.5 = Q /g 0.br 10/07/2008 Figura 26. Observemos ainda que y1 e y2 conforme a Figura (26.3-Diagrama de energia específica Fonte: Rolim Mendonça et al.

37 na abscissa achamos y/D=0.4) com 0.5=(1/0. 1983 Lencastre.4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.62 yc=0.152.5) x 0.4) para canais circulares onde podemos facilmente calcular a altura critica yc.077m Portanto.077m.15m e vazão de Q=0.5= 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. (1/D5/2) x Q / g 0. (1/D5/2) x Q / g 0. 1983 apresenta a Figura (26.5) x 0.007m3/s. a altura crítica será de yc=0.5= 0. Exemplo 26. 26-6 .Para canais circulares Fonte: Lencastre.5=(1/0.4) com 0.1 Calcular a altura crítica para uma tubulação circular com diâmetro de D=0.81 0.81 0.007 / 9.093m.010m3/s.26 na abscissa achamos y/D=0.62 x 0.152.br 10/07/2008 Figura 26.15m e vazão de Q=0.15=0.51 yc=0.15=0.37 Entrando na Figura (26. a altura crítica será de yc=0.2 Calcular a altura crítica para uma tubulação circular com diâmetro de D=0. Exemplo 26.26 Entrando na Figura (26.010 / 9.com.093m Portanto.51 x 0.

5 I c0.5 = V n/ Rc2/3 Elevando ambos os lados ao quadrado temos: Ic = V2 n2/ Rc4/3 Usando a equação da continuidade Q=A.yc .5 Sendo: V= velocidade média (m/s) R= raio hidráulico (m) Ic= declividade crítica (m/m) Isolando o valor da declividade teremos: V= (1/n) Rc2/3 x Ic 0.15) θ = 2 cos-1 ( 0.62)=0.15/4) (1-(seno 3.042m Ic = g . n2/ Rc4/3 Exemplo 26.62rad R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.24) θ = 2 x 1. ou seja.62)/ 3. A/b=yc Ic = g .3 Calcular a declividade critica de um tubo de seção circular com n=0.com. Usando a equação de Manning temos: V= (1/n) R2/3 x Ic 0. n2/ Rc4/3 Ou podemos escrever: 26-7 .br 10/07/2008 26.8 Inclinação crítica Seguindo os ensinamentos de Lencastre 1983.010m3/s Facilmente achamos yc=0.81 rad= 3.093m já calculado no exemplo anterior. θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 x0.yc .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. a inclinação crítica é aquela para a qual o escoamento se dá em regime uniforme crítico. aquela em que o escoamento se escoa com o mínimo de energia.0103 (rugosidade de Manning e vazão Q=0. ou em outras palavras.093/0.V V= Q/A V2= Q2/ A2 Substituindo V2 temos: Ic = Q2 n2/ A2Rc4/3 2 Mas o valor de Q pode ser substituído por: A3/b = Q2 /g gA3/b = Q2 I c = Q2 n2/ A2Rc4/3 Ic = gA3 n2/ bA2Rc4/3 Ic = gA n2/ bRc4/3 Ic = g(A/b) n2/ Rc4/3 O valor A/b é igual a altura media do regime critico.

81m/s2 y= altura da lâmina de água (m) 26. Se o número de Froude for igual a igual a 1 temos o escoamento crítico e caso seja maior que 1 temos o escoamento rápido e se for menor que 1 temos o escoamento lento.4.Seção circular Fonte: Rolim Mendonça et al.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9 Número de Froude O número de Froude é a relação entre a força da inércia e a força da gravidade no escoamento. a declividade crítica é Ic=0. V= (1/n) x R 2/3 x S0.093 x 0.com. F= v / (g x y )0. Figura 26.br 10/07/2008 Ic = 9.01147=0. É um número adimensional e muito importante e é através dele que vimos quando o regime é crítico.152 ( 3.87m/s 26.010/0. rápido ou lento.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.62)8=0.0102/ 0.8 Fórmula de Manning A fórmula mais usada em canais é a de Manning que será adotada. Os coletores nas ruas e ligações de esgoto são geralmente feitas tubos circulares de PVC com diâmetro de 100mm no mínimo.00618m/m Portanto.0424/3 =0.10elações geométricas da seção circular Até o diâmetro de 2. 1987 26-8 .62 – sen3.81 x0.5 Sendo: V= velocidade média na seção (m/s) R= raio hidráulico (m) Raio hidráulico (m) = Área molhada/ perímetro molhado S= declividade (m/m) 26.0m geralmente é usado tubos de concreto de seção circular.01147m2 V=Q/A= 0.00618m/m Velocidade critica A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.5 Sendo: F= número de Froude (adimensional) g= aceleração da gravidade= 9.

com.1984 Revista DAE SP temos: • Usando a fórmula de Manning e tirando-se o valor de θ usando as relações acima obtemos para o regime uniforme a fórmula para obter o ângulo central θ.1993 p.15≤y/D≤ 0. θ= seno θ + 2 2.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. sendo impossível de se separar o ângulo central θ.6 (n Q/I 1/2) 0. O ângulo central θ está entre 1.10 temos: A área molhada “A”: A= D2 ( θ – seno θ)/8 O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 O raio hidráulico “R”: R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) A corda “b” correspondente a altura molhada é dado por: b= D sen (θ/2) Conforme Mendonça. pode ser obtido pela seguinte expressão conforme Chaudhry.50 rad.6 D-1. como o Método de Newton-Raphson.1993 p. • Daí a necessidade de resolvê-la por processo iterativo.6 θ 0.95: θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) ou θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) Sendo: θ = ângulo central em radianos (rad) y= altura da lâmina de água (m) D= diâmetro da tubulação (m) Conforme Chaudhry. não havendo possibilidade de se tornar a equação numa forma explícita.43 rad. Usam-se para isto alguns métodos de cálculo: 26-9 . ≤ θ ≤ 4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 Sendo: θ = ângulo central em radianos (rad) y= altura da lâmina de água (m) D= diâmetro da tubulação (m) n= rugosidade de Manning (adimensional) Q= vazão (m3/s) I= declividade (m/m) Como se pode ver na equação acima está na formula implícita. • Observar que o ângulo central θ aparece nos dois lados da equação. que corresponde 0.80.br 10/07/2008 O ângulo central θ (em radianos) do setor circular.

regime de escoamento rápido ou supercrítico Área molhada 26-10 .18m/s Número de Froude F= v / (g x y )0.82rad/2=219graus/2=109.82)/8 =0.15)=3.8) +2. a altura a lâmina de água é 0.6 (0.15=0.82rad R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.044m b= D sen (θ/2) b= 0.0013m3/s.010x0.33=2y/0.011m2= 1.com. Exemplo 26.4 Arbitramos um valor qualquer do ângulo central em radianos: 3.6 θ 0.5graus θ /2= arc cos ( 1 – 2y /15)=3.82rad/2)= 1 – 2y/0. declividade I=0.6 (n Q/I 1/2) 0.011m2 Equação da continuidade: Q= A x V V= Q/A= 0.013/0. A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.6θ 0.4 θ= seno θ +2.4 X= seno (3.6 D-1.82 Adotamos θ= 3.18 / (9.0.15 1.4 Seja um tubo de PVC com n=0.10m y/D= 0.81 x 0. Método de Newton-Raphson e Método das Aproximações Sucessivas.15 y=0.5 F= 1.15 sen (3.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8rad X= seno θ +2.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.61 +4. raio hidráulico e número de Froude θ= seno θ + 2 2.19 > 1 Portanto.6 0.14m θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /0.010.6x 3.007m/m e vazão de 0.82)=0.82 Adoto 3.8 0.152 ( 3.007 1/2) 0.82rad)/ 3.6 . corda. Calcular a altura y.013m3/s / 0.5 F=1.82rad=219graus/2=109.82 – seno 3. Método da bissecção.5graus Cos (3.43= 3.4 X= . θ 0.15 -1.82rad/2)=0.15 -0.6 θ 0.33= 1 – 2y/0.10 )0.4 θ= seno θ + 2 2.br 10/07/2008 • • • • Método de tentativa e erros.15/4) (1-(seno 3.67= 67% < 75% OK.10/ 0.33= -2y/0.10m Portanto.15-1.

(4/3) (Qc2/g) 1/3 x D -5/3 x (sen (θoc/2) -2/3 cos (θoc/2) A NBR 9649/86 diz que quando a velocidade final vf for superior a velocidade critica vc.{θoc -sen θc . 26.com.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.0 D (θc – senθc))] (1/3) Para calcular o valor de θc com várias iterações: θoc . 1980 em que o número de Boussinesq é igual a 6 quando se inicia a mistura de ar e água.5 6= vc (g R) -0. 1998 justifica a equação da velocidade critica da norma usando as pesquisas de Volkart.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. assegurando-se a ventilação do trecho sendo a velocidade critica definida por: Vc= 6 x (g x R) ½ Sendo: Vc= velocidade crítica (m/s) g= 9. 1987.8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3} θc = ________________________________________________ 1 – cos θoc . θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 Segundo Rolim Mendonça et al.5 Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.5 26-11 .12 Velocidade crítica Para achar o ângulo central crítico θc temos que resolver a seguinte equação conforme Rolim Mendonça et al. 1987 a velocidade crítica Vc e a declividade crítica Ic são: yc/D= (1/2) x (1 – cos θc/2) Vc= {[g xD/ (8 sen(θc /2))] x (θc . B= vc (g R) -0.11 Lâmina de água em tubos e canais Segundo a NBR 9649/86 a altura máxima da lâmina de água em redes coletoras de esgoto sanitário é 75% do diâmetro ou seja 0. a maior lâmina admissível deve ser menor ou igual a 50% do diâmetro do coletor.75D.sen (θc))} 0.br 10/07/2008 26.5 Sendo: B= numero de Boussinesq G= aceleração da gravidade m/s2 R= raio hidráulico (m) Quando se inicia a mistura do ar com a água o numero de Boussinesq é igual a 6 e portanto B=6 B= vc (g R) -0.81m/s2 (aceleração da gravidade) R= raio hidráulico (m) Azevedo Neto.

25) ½ = 9. o raio hidráulico é do ângulo central crítico Rc= (D/4) (1-(seno θc)/ θc) Conforme Crespo.81 x 0.25 Vc= 6 x (g x R) ½ Vc= 6 x (9.com.50 Entrando na Figura (26.81 x 0. 1998 recomenda a verificação da velocidade crítica vc em relação a velocidade final do plano vf e m todos os trechos da canalização.50 R= Khidr x h/D R= 0.50=0.342 x 0. 1997 o raio hidráulico R para o cálculo da velocidade critica pode ser consultada a Figura (26.30 achamos Khidr=0.5 Calcular a velocidade critica conforme a NBR 9649/86 sendo h/D= 0.5).50 achamos Khidr=0.342 R= Khidr x h/D R= 0.1026 Vc= 6 x (g x R) ½ Vc= 6 x (9.30=0. Nota: cuidado.49m/s Para h/D= 0.br 10/07/2008 Tirando-se o valor da velocidade critica Vc temos: Vc= 6 x (g x Rc) ½ Azevedo Neto.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. R= Khidr x h/D Com os valores h/D achamos na Figura (26.1026) ½ = 6.50 x 0.5) com h/D=0.02m/s 26-12 .5) o coeficiente Khidr. Exemplo 26.

1997 Exemplo 26.33 26-13 . Fonte: Crespo.com.br 10/07/2008 Figura 26.010.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.29 [sen(θc/2)] 0. θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.Coeficientes para o calculo do raio hidráulico para a velocidade critica da NBR 9649/86.33 [sen(θc/2)] 0.33 x 0.15m tubo de PVC n=0.67 θc= sen θc +4.0102/9.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5.010m3/s.81) 0.15 -1.6 Calcular o ângulo central crítico e a velocidade crítica para vazão de 0. diâmetro D=0.

67 rad yc/D= (1/2) x (1 – cos θc/2) yc/0.17] 1/3 Ic=0.00101 x 5.5 Vc= {[0.0x0.0052m/m 26-14 .sen (θc)} 0.28)/2= 3.67/2] x [3.01/0.36 4.75D yc=0.09 3.67 .13+3.34 4.81 x0.04 3.11 3.36 4.89m/s Declividade crítica Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.30 4.11 3.5 Vc= {[9.07 3.5 Vc=0.67-sen 3.083x0.67 ] =0.15=(1/2)x (1 – cos 3.32 4.15) 2/3 + 0.38 4.13 3.13 3.50} 0.67] (1/3) Ic= =[0.33 4 3.15/ (8 sen(3.083D yc= 0.32 4.34 4.483 x (Q/D) 2/3 + 0.043m Vc= {[g xD/ (8 sen(θc /2))] x (θc .67 /2))] x (3.sen (3.15=0.09 3.15/4) [ 1 – (sen 3.28 Tomamos o valor médio θc= (4.0933m y/D= 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.63 < 0.04 3.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.02 3.br 10/07/2008 Tabela 26.63 R= (D/4) ( 1 – sen θ/ θ ) R= (0.0 D (θc – sen θc))] (1/3) Ic= =[0.40 4.67)/ 3.095m Verificação Conforme Metcalf&Eddy.483 x (0.Cálculo para o ângulo central por tentativas θc θc= sen θc +4.40 4.30 4.07 3.67))} 0.02 3.67/2)=0.15(3.38 4. 1981 o valor de yc pode ser estimado por: yc= 0.67 +0.2.com.674/ (2.19 x (3.29 [sen(θc/2)] 0.0102 x 9.81/ (sen(3.

com.3.4).013 PVC 0.13 Velocidade máxima A velocidade máxima conforme norma NBR 9649/ 1986 é de 5m/s. Tabela 26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.011 Poliéster. 26. polietileno 0.16 Coeficiente n de Manning Os coeficientes n de Manning mais usuais estão na Tabela (26.50m e na rua no máximo em 4.90m e 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.012 Ferro fundido sem revestimento 0.00m.013 Aço soldado 0.00m a 2.br 10/07/2008 26.Coeficientes n de Manning conforme os materiais Material dos condutos Coeficiente n de Manning Cerâmico 0.010 Ferro fundido com revestimento 0. Tabela 26.14 Profundidade do coletor De modo geral a profundidade mínima na rua é 0.15 Materiais Os materiais mais comuns são: • Cerâmico: diâmetros variam de 75mm a 600mm • Concreto simples: diâmetro de 200mm a 600mm • Concreto armado: diâmetro de 300mm a 2000mm • PVC: diâmetro de 100mm a 400mm • Polietileno e polipropileno: diâmetro de 63mm a 1200mm • Ferro fundido: diâmetro de 80mm a 2000mm • Aço: varia conforme o fabricante • PRFV (fibra de vidro): diâmetro de 300mm a 2400mm 26.4. A profundidade máxima no passeio varia de 2.65m no passeio.011 26-15 .013 Concreto 0.Velocidades máximas conforme o tipo de material Velocidade máxima Material usualmente admitida (m/s) Ferro fundido 5 PVC e manilhas cerâmicas 5 Concreto 5 26.

4838m/m 26.7Q-0.64 x n2 x v 2.47 Sendo: Iomin= declividade mínima (m/m) Qi= vazão inicial ( L/s) Há muito anos se usava o critério da velocidade mínima de arraste de 0.28/0.67 Para n=0.000N/m3 V= velocidade média (m/s) N= coeficiente de rugosidade de Manning θ= ângulo central em radianos σt= tensão trativa (Pa) Exemplo 26.82-seno3.67 Imax=2.15(4.67 =0.7x 13-0.18 Velocidade máxima e declividade máxima A velocidade máxima admitida pela norma é 5m/s que é a mesma admitida em galerias de águas pluviais. n=0.013 temos a declividade mínima: Io min= 0. σt= γ . v= 1.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.67 x Q -0. mas a norma brasileira usa o critério da tensão trativa mínima de 1Pa e usando o coeficiente de rugosidade de Manning n=0. n2 V2 x [ 4θ/(D(θ-senθ)] 1/3 γ = peso especifico do esgoto= 10kN/m3=10. 1987 para 75% de seção para Q em m3/s Imax= 3.010 PVC. 0.7Q-0.010 e v=5m Q em L/s Imax=2.15m. Conforme Rolim Mendonça et al.br 10/07/2008 26.60m/s. n2 V2 x [ 4θ/(D(θ-senoθ)] 1/3 2 2 σt= 10000x. Achar a tensão trativa.67 Exemplo 26.04 x [ 4x 3.03 N/m2 26.0816 x [ 15. D=0.013 e v=5m/s Q em L/s Imax=4.82/(D(3. 26-16 .19 Declividade mínima Na maioria dos países em todo o mundo usa o critério da velocidade mínima e daí calculam a declividade mínima.7 Sendo θ=3.82rad.82)] 1/3 σt= 1.8 Calcular a declividade máxima a ¾ da seção para a vazão de 13 L/s tubos de PVC Imax=2.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.17Tensão trativa A tensão trativa σt é dada pela equação: σt= γ .0055 x Qi -0.com.03 Pa= 3.67 Quando n=0.5Q-0.010 x 1.45] 1/3 σt= 3.04m/s.

com.Declividades mínimas do Metcalf&Eddy para velocidade mínima de 0. 1999 26-17 .1-Equações obtidas para a declividade mínima de modo a garantir tensão trativa maior que 1Pa.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1999 ‘ Figura 26.br 10/07/2008 Figura 26.Declividades mínimas do antigo DAE para velocidade mínima de 0.1. Fonte: Tsutiya.60m/s Fonte: Tsytiya.60m/s Fonte: Tsytiya.1. 1999 Figura 26.

1998 EPUSP.61x 0.75 x Q 0.47 Para n=0.25 x I 0.0055 x Qi -0. Ilha e Santos.375 V= 15.013-0.000N/m3 M=0.75 x Q 0.25 x I 0.47 Iomin=0.61x 0.013 (manilhas cerâmicas) V= 0.61x 0. Io min= 0.20 Declividade mínima para qualquer valor de n Conforme Rolim Mendonça et al.375 Entretanto o engenheiro Eugênio Macedo observou que com erro de 5% podemos aproximar o termo da equação: (R2/A)0.75 x Q 0.25= 0.61=M Macedo denominou de M=0.375 A declividade mínima será: Considerando: Tensão trativa mínima = 1 Pa γ= 10.010 I=0.375 Ou V= 0.com.25 x I 0.25 x n -0.25 x I 0.47 A norma adota: Para n=0.21 Diâmetro do coletor conforme Gonçalves.000721 n-9.75 x Q 0.0055 x Q -0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.9 Dada a vazão de 13 L/s com n=0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.75 x Q 0.25 x I 0.25 x I 0.010 V= 0.375 Para tubos de PVC n=0.47 Io min= 0. 1987 a declividade mínima pode ser calculada pela seguinte equação: V= (R2/A)0.375 Para n=0.75 x Q 0.375 V= 19.013-0.br 10/07/2008 Exemplo 26.25 x I 0.0055 /130.0005 m/m.013 I=0.375 V= 0.47 26.013 achar a declividade mínima conforme norma da ABNT.1) . O diâmetro do coletor predial D a ½ seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------26-18 (Equação 26.61x n -0.4614 x Q -0.61 ficando: V= M x n -0.3 x Q 0.61 Macedo Q= vazão em L/s Teremos: I=0.006 x Q -0.0016m/m Na prática a declividade mínima que pode ser usada é I=0. 26.8 x Q 0.25 x I 0.010-0.

Q = vazão no coletor predial em L/s. 26. I = declividade do coletor predial em m/m.22 Vazão mínima Quando um coletor não temos vazão mínima deve-se adotar o mínimo de 1.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.320 Sendo: D = diâmetro do coletor predial em metros. A meu ver o grande número de entupimentos em redes de esgotos se dá em trecho descendente seguido de trechos praticamente em nível e nestes locais os PV serão constantemente abertos para manutenção. Quando existe equipamento de jatos de água a sua eficiência se dá no máximo em 60m e portanto a distancia entre os PVs pode ser de 120m.br 10/07/2008 6. (Equação 26. n = coeficiente de Manning.644 O diâmetro do coletor predial D a ¾ da seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------8. Há vários anos o Departamento de Águas e Esgotos (antigo DAE) fez pesquisas em milhares de poços de visita de esgotos salientado que inúmeros PV nunca foram abertos para manutenção enquanto que uma porcentagem menor é constante manuseado.2) 26-19 . Até o presente momento não temos critérios firmes de localização de PV.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 26.232 Distância entre os PV Depende do equipamento disponível.5 L/s conforme a norma brasileira.com.

Curso de rede de esgotos Capítulo 26.br 10/07/2008 Figura 26.Poço de visita típico Fonte: Crespo.6.com.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 26-20 .

1997 26-21 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8.br 10/07/2008 Figura 26.7.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Poço de visita com tubo de queda Fonte: Crespo.Poço de visita com tubo de queda e dissipador de energia retangular Fonte: Crespo. 1997 Figura 26.com.

Curso de rede de esgotos Capítulo 26.25 (V12/2g . 1994 Qasim.0 (V12/2g .24 Perdas de cargas As perdas de cargas nos poços de visita onde há uma mudança de direção e dos poços de visita de passagem dos esgotos sanitários. Entretanto caso se queira levar em conta as perdas de cargas localizadas num poço de visita.V22/2g) V1= velocidade a montante (m/s) V2= velocidade a jusante (m/s) Perda de carga com alargamento súbito com entrada arredondada Ho= 0.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com alargamento súbito com entrada chanfrada Ho= 0.V22/2g) V1= velocidade a montante (m/s) V2= velocidade a jusante (m/s) 26-22 . 1994 apresenta as perdas de cargas localizadas em canais livres de uma maneira bem sucinta que passamos a descrever: Perda de carga com contração súbita com entrada chanfrada Ho= 0.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com contração súbita com entrada arredondada Ho= 0. contando-se com isto com altura da lâmina de esgoto que no máximo deve ser de 75% do diâmetro.com.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com contração súbita com entrada bem arredondada Ho= 0. geralmente não são consideradas.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 a 1. As perdas distribuídas hf são: hf= S x L S= [(Q x n/ (A x R2/3)]2 A perda de carga distribuída hf numa tubulação de comprimento L será: hf= S x L = L x [(Q x n)/ (A x R2/3)]2 Sendo: n=rugosidade de Manning L=comprimento (m) Q= vazão (m3/s) A= área molhada (m2) R= raio hidráulico (m) S= perda distribuída (m/m) Perdas localizadas conforme Qasim.br 10/07/2008 26. basta fazer um rebaixo relativa a perda de carga localizada calculada.5 (V12/2g .05 (V12/2g .1 (V12/2g .

30 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 90º com dispositivo de desvio Ho= 1. num rio ou noutra tubulação de maior dimensão temos a equação: Ho= 1.0m/s achar a perda de carga num PV de passagem e num poço de visita a 90graus com dispositivo de desvio.03m • Nas curvas: • Se Rc <2D então hf= V2/40 • Se 2D <Rc <8D então hf= V2/80 Sendo: Rc= raio da curva (m) V= velocidade a montante (m/s) D= diâmetro do conduto (m) Exemplo 26.br 10/07/2008 Sifão Ho= 2.00 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 45º Ho= 0.40 (V2/2g Mudança de direção no PV de 45º com dispositivo de desvio Ho= 0.0 x (Vo2/2g) Conforme Martins .Vd2/2g) Sendo: Vo= velocidade das esgotos sanitários na saída (m/s) Vd= velocidade do local de lançamento (m/s) No caso de o lançamento ser feito em um lago ou reservatório Vd=0 e então teremos: Ho= 1.com.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 1999 mostra as perdas de cargas localizadas (hf) em poços de visita: • Nas passagens retas: 0.30 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 90º Ho= 1.05 (V2/2g) Passagem direta por um poço de visita terminal Ho= 1.78(V2/2g ) Passagem direta por um poço de visita Ho= 0.10 Dada a velocidade de V=2.0 x (Vo2/2g . 26-23 . 1987 in Tsutya.00 (V2/2g ) Quando uma rede de esgoto é lançada num lago.

81)=0. Q .256004 Consultando a Tabela (26. A tubulação transversal de um coletor pode funcionar a seção plena e a seção variável.69 = 0. D achar y= ? • Dados y . n= coeficiente de rugosidade de Manning . I .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.69.006 . Uma maneira prática de se calcular os parâmetros hidráulicos é usar as Tabelas (26. n.8) elaboradas pelos professores Ariovaldo Nuvolari e Acácio Eiji Ito da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP) e citado no livro Neto. n / (D 8/3 .br 10/07/2008 Passagem direta por um poço de visita Ho= 0. Primeiro problema: Dados Q. D= diâmetro do coletor em m. I . onde o valor da lâmina d’água y é menor que o diâmetro.1998.1). I ½ =0. Como o valor de D=0.69 achamos o parâmetro adimensional 0.02 ½ = 0.069m (altura da lâmina d’água) Calculemos a velocidade média v. 0. n .006 m3/s. n=0. Ito.69 = 0. I= declividade do coletor em m/m.4429.00 (V2/2g ) Ho= 1.05 (V2/2g) Ho= 0. 26.256004 achamos: y/D = 0. v. 0.1 .01m Mudança de direção no PV de 90º com dispositivo de desvio Ho= 1.00 (22/2x9.Ito.10m.26 Dimensionamento de coletores circulares usando tabela de parâmetros adimensionais conforme Neto. I ½ )= (0. D achar Q= ? Sendo: Q= vazão no coletor em m3/s.25 Critério de vazões A norma brasileira 9649/86 introduziu o conceito que em tubulações de esgoto deverá calculada pela vazão inicial (Qi) e vazão final (Qf). Araujo. I=0.20m 26. 0.013) / 0. 0. Araújo.81)=0.02 m/m ou seja 2%. n. Da Tabela (26. n /D 2/3 . I .1) entrando com o número adimensional 0.013.02/2x9. 1998.05 (2.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. D achar y= ? Dados: Vazão no coletor predial = 6 L/s = 0.5) usando y/D = 0. Comecemos calculando o parâmetro adimensional da Tabela (26. Na prática existem dois tipos básicos de problema.4429 donde 26-24 . D=0.com. • Dados Q.1) a (26.10m teremos: y= D . Y= lâmina d’água em m.10 8/3 .

82 4.16 4.86 4.029x 0.13 4.73 θc= sen θc + 6.06 4.66 4.81) 1/3 [sen(θc/2)] 1/6 x 0. tiremos o valor do raio hidráulico.029 m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.28 4.37 4.06 4.4429 .65 26-25 .5.com.86 4.21 4.39 4.82 4.11 5.90 4. σt = γ . RH .16 4.06 5.89 Pa >> 1 Pa.03 m/s.70 4.02 ½ )) 3/2 = 0.37 4.41 4.90 4.03 x 0.(0.00 4.Cálculo por tentativas sen θc + 6.32 4.013)/(0.39 4.95 4.44 4. v= (1/n) RH 2/3 I ½ RH = (v.72 4.74 4.66 4.34 4.28 4.70 4.0062/9.76 4.76 4. I = 10.79 4.4429xD 2/3 .43 4.44 4. Pela fórmula de Manning.07 [sen(θc/2)] 1/6 θc 4 5.13 4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. n / (I 1/2) )3/2 = ((1. I σt = γ . (0.013 = 1.43 4.06 5.25 4.41 4. Ângulo central crítico θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/6 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0. RH .68 4.br 10/07/2008 v= (0.95 4.021/2))/0.68 4.10 -1.67 θc= sen θc + 0.72 4.000x 0. OK.46 Tabela 26.21 4.02 = 5.12/3) .11 5.00 4.74 4.25 4.13 [sen(θc/2)] 1/6 x 46.34 4. I ½)/n = (0.32 4.07 [sen(θc/2)] 1/6 5.46 4.79 4.

seno (4.013)/(0. RH .15 = 0. 0.47 4.4390 relativo a y/D= 0. Uma solução imediata é aumentar o diâmetro para o seguinte. I = 10. RH .666 obtemos 0.48 4.02 = 8.013 = 1. D=0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.15m. n / (D 8/3 .013 / (0.0167 m 3/s Procuremos o valor da velocidade média e da tensão trativa.013) .02 ½ ) =0.8 Pa >> 1 Pa 26-26 .73} 0. D achar Q= ? Dados: Vazão no coletor predial = ? m3/s.2430 Q= (0.1/0.02 ½ )) 3/2 = 0.5 Vc= 1.15m.044 m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa. I ½ )= Q x.013. n / (I 1/2) )3/2 = ((1. σt = γ . y=0. (0.73))} 0.02 ½ )= 0.81x0.1m (altura da lâmina d’água) Solução: Como temos a altura da lâmina d’água y=0.021/2))/0.15 2.10/ (8 seno(4.63 4. I=0. 0.64 4.4390xD 2/3 . n=0.73 .48 4.73rad=271graus Velocidade critica Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (θc .00m/s > Vc=0.1) tiremos o adimensional 0. I σt = γ .com.5 Vc= {0.88m/s. n /D 2/3 . Regime supercrítico Como a velocidade é maior que a velocidade critica então conforme a NBR 9649/86 o valor y/D deverá ser menor ou igual a 0.02 ou seja 2%.67 x 0.47 4.50. Pela fórmula de Manning.49 Adotamos θc= 4. 0.2430 /0. tiremos o valor do raio hidráulico.73 /2))] x (4. I ½ =0.35 m/s.4390 x (0.000 .044 .4 com y/d=0.35 .64 4.666 v.2430 Q .15 8/3 x 0.63 4.175 x (5.152/3) x(0. Segundo problema: Dados y . 0.10m então temos a relação y/D y/D = 0. Da Tabela (26. I ½)/n = (0.br 10/07/2008 4. n .5 Vc= {[9.seno (θc))} 0. então D=0. I .65 4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4390 donde v= (0.00m/s Como a velocidade V= 1. v= (1/n) RH 2/3 I ½ RH = (v.666m Entrando na Tabela 6.

Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.br 10/07/2008 26-27 .com.

75 0.51 0.75 0.0331 0.0534 0.0196 0.66 0.18 0.0461 0.0052 0.2094 0.64 0.0113 0.12 0.0095 0.62 0.3008 0.23 0.br 10/07/2008 Tabela 26.3046 26-28 .54 0.0005 0.53 0.0301 0. I ½) 0.0015 0.0246 0.24 0.1933 0.10 0.72 0.52 0.68 0.1718 0.65 0.05 0.25 0.1665 0.29 0.80 Fonte: Netto.0002 0.2609 0.11 0.2928 0.2357 0.2752 0.1825 0.76 0.55 0.04 0.2705 0.com.2040 0.2253 0.0220 0.14 0.0427 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2200 0.2658 0. n / (D 8/3.2510 0.28 0.22 0.56 0.1611 0.0173 0. n / (D 8/3.79 0.0394 0.0362 0.13 0.26 0.2409 0.0079 0.06 0.27 0.71 0.2797 0.1987 0.15 0.2147 0.61 0.0610 0.30 0.0497 0.08 0.0571 0.02 0.17 0.16 0.1879 0.6-Condutos circulares em regime permanente y/D Q .2460 0.0001 0.69 0.1772 0.0031 0.57 0.0151 0.78 0.67 0. 1998 Q .63 0.0273 0.70 0.2842 0.03 0.19 0. I ½) y/D 0.58 0.07 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.01 0.0065 0.0131 0.77 0.0009 0. Araujo e Ito.0041 0.59 0. Fernandez.20 0.2885 0.09 0.73 0.21 0.2560 0.2969 0.2305 0.0022 0.60 0.

44 0.3339 0.3238 0.0956 0.42 0.1099 0.3305 0.1050 0.45 0.3116 26-29 .99 0.98 0.94 0.3151 0.46 0.0733 0.91 0.31 0.3321 0. n / (D 8/3.3345 0.50 0.95 0.41 0.85 0.3118 0.92 0.0909 0.0776 0.38 0.43 0.3211 0.3322 0.3293 0.89 0.00 Fonte: Netto.1197 0.1558 1. Araujo e Ito.47 0.3263 0.36 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.88 0.96 0.br 10/07/2008 Tabela 26. Fernandez.49 0.3352 0.0864 0.1148 0.0691 0. I ½) y/D 0.1247 0.0650 0.3083 0.3335 0.83 0.1401 0. n / (D 8/3.3285 0.82 0.3340 0.3182 0. 1998 Q .90 0.93 0.84 0.33 0.35 0.3351 0.0819 0.81 0.com.32 0.97 0.1349 0.39 0.8^7 0.1453 0.48 0.1298 0.34 0.3247 0.86 0.37 0. I ½) 0.1505 0.1003 0.7-Condutos circulares em regime permanente y/D Q .40 0.

22 1.5903 0.13 2.20 1.7579 0.6318 0.65 0.5998 0.23 1. Araujo e Ito.7696 0.80 Fonte: Netto.75 0.28 1.19 2.8491 0.51 0.7436 0.61 0.8208 0.56 0.9705 0.11 2.30 1.14 2.7295 0.4107 0.78 0.8022 0.6120 0.8820 0.68 0.66 0.5878 0.6624 0.2097 0.74 0. I ½) 0.55 0.9625 0.8176 0.67 0.5523 26-30 .77 0.8654 0. 1998 Q.1326 0.69 0.12 2. n/(y 8/3 .8989 0.2043 0.53 0.16 2.70 0.8606 0.24 1. n/(y 8/3 .9339 0.62 0.27 1.8752 0.57 0.03 5.29 1.com.21 1.79 0.5509 0.05 4.6244 0.73 0.5966 0.60 0.7662 0.0613 0.17 2.3849 0.5132 0.04 4.0201 0.6496 0.06 4.6805 0.7579 0.9332 0.02 7.7436 0.7212 0.8332 0.br 10/07/2008 Tabela 26.08 3.6753 0.71 0.26 1.0009 0.59 0.5640 0. Fernandez. I ½) y/D 0.63 0.7872 0.5758 0.09 3.54 0.58 0.7724 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10 3.1061 0.64 0.9162 0.7208 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.07 3.9529 0.7872 0.1118 0.25 1.7724 0.52 0.72 0.6360 0.8-Condutos circulares y/D Q.2935 0.4854 0.15 2.9950 0.4207 0.76 0.01 10.18 2.

35 1.3954 0.9-Condutos circulares em regime permanente Q.br 10/07/2008 Tabela 26. 1998 26-31 .3174 0.93 0.3469 0.83 0.4620 0.38 1.47 1.2348 0.0491 0.3840 0.0701 0. n/(y 8/3 .2091 0.4426 0.92 0.com.44 1.33 1.42 1.90 0.3776 0.32 1.3475 0.87 0. I ½) y/D Q. Araujo e Ito.99 0.40 1.36 1.82 0.4178 0.4399 0.1600 0.37 1.96 0.1138 0.88 0.0088 0.3335 0.31 1.2889 0.98 0.4771 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4509 0. n/(y 8/3 .81 0.9894 1.89 0.4289 0.3723 0.94 0.3602 0.97 0.1365 0.00 0.0916 0.3116 Fonte: Netto.2614 0.5407 0.91 0.4066 0.34 1.4842 0.39 1.4953 0.5066 0. I ½) y/D 0.45 1.95 0.43 1.86 0.46 1.48 1.84 0.85 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.50 0.4731 0.4094 0.5179 0.0287 0.41 1.49 1.1841 0.5293 0. Fernandez.

51 0.78 0.28 0.2214 0.4457 0.4231 0.22 0.79 0. n /(D 2/3 .4398 0.4505 0.21 0.30 0.29 0.20 0.0559 0.26 0.16 0.2780 0.80 Fonte: Netto.06 0.4095 0.52 0.0353 0.61 0.3023 0.4180 0.75 0.3080 0.01 0.72 0.4414 0.2441 0.4206 0.05 0.1267 0.4512 0.br 10/07/2008 Tabela 26.07 0.4323 0. Araujo e Ito.69 0.2512 0.4517 0. 1998 y/D 0.1965 0.2965 0.1691 0.19 0.4301 0.70 0.2582 0.2291 0.60 0.58 0.12 0.2905 0.71 0.2843 0. I ½) 0.15 0.09 0.23 0.4523 v.14 0.25 0. Fernandez.18 0.66 0.54 0.1592 0.62 0.2716 0.4469 0.1489 0.53 0. I ½) 26-32 .10 0.4256 0.4153 0.74 0.04 0.59 0.4362 0.4480 0.10-Condutos circulares em regime permanente y/D v.4002 0.17 0.4381 0.4429 0.68 0.1877 0.4034 0.24 0.4343 0.64 0.56 0.4124 0.2051 0.63 0.2133 0.11 0.03 0. n /(D 2/3 .1019 0.4520 0.1147 0.1786 0.1381 0.4279 0.2367 0.4444 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.27 0.57 0.65 0.4489 0.2650 0.com.4498 0.0881 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.08 0.55 0.67 0.0730 0.76 0.73 0.77 0.02 0.13 0.4065 0.

44 0.48 0.31 0.47 0.4402 0.11-Condutos circulares em regime permanente y/D v.3934 0.3443 0.4213 0.3394 0.3490 0.98 0.4519 0.97 0.3825 0.4309 0.4345 0.4445 0.39 0.40 0.com.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.38 0.89 0.3748 0.4142 0.45 0.3787 0.3243 0.3863 0.93 0.34 0.94 0.3580 0.36 0.41 0.3295 0.4522 0.3666 0.3708 0.91 0.84 0.87 0.4267 0.3345 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. n /(D 2/3 .4462 0.4514 0.81 0.95 0.90 0.br 10/07/2008 Tabela 26.85 0.99 0. I ½) 26-33 .4489 0.3535 0.42 0.3136 0. Fernandez.50 0.86 0.4524 0.33 0.4425 0.46 0.3624 0.43 0.3968 Fonte: Netto.4524 0.4376 0.3968 1.3899 0.00 0.49 0.96 0.32 0.4499 0.4507 0.92 0. I ½) 0.3190 0.88 0.82 0.35 0. Araujo e Ito.37 0. n /(D y/D v. 1998 2/3 .4476 0.83 0.

57 0.5814 0.6207 0. Araujo e Ito.17 0.5525 0.5779 0.7059 0.12 0.com.30 0.04 0.27 0.6873 0.5982 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.52 0.5673 0.7007 0.7163 0.24 0.5848 0.66 0. Fernandez.7365 0.80 Fonte: Netto.5563 0.12-Condutos circulares em regime permanente y/D v.06 0.22 0.09 0.5330 0.28 0.14 0.5709 0.13 0.59 0.18 0.70 0.6980 0. 1998 v.71 0.75 0.16 0.7111 0.72 0.7608 0.05 0.5487 0.76 0.21 0.64 0.60 0.6954 0.6260 0.5600 0.25 0.7511 0. n/(y2/3 .67 0.7033 0.5371 0.53 0.7265 0.26 0.65 0.01 0. n/(y2/3 .08 0.7463 0.23 0.5744 0.br 10/07/2008 Tabela 26.7389 0.5248 26-34 .7188 0.7290 0.61 0.56 0.5637 0.7214 0.69 0.15 0.03 0.5410 0.5882 0.7438 0.54 0.5290 0.7137 0.77 0.7536 0.02 0.20 0.19 0.5449 0. I ½) 0.62 0.5916 0.10 0.63 0.6827 0.58 0.51 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.78 0.6176 0.6112 0.7340 0.73 0.6900 0.6048 0.7584 0.68 0.07 0. I ½) y/D 0.6015 0.7414 0.6238 0.7239 0.29 0.7315 0.55 0.79 0.74 0.7085 0.7487 0.11 0.7560 0.5949 0.6144 0.6080 0.

6299 1.6652 0.449.31 0.94 0.49 0. I ½) 0.com.42 0.50 0.4271 0.89 0.3968 26-35 .40 0.6360 0.88 0.6390 0.32 0.6819 0.34 0.4560 0.6791 0.5120 0.46 0.6566 0.4428 0. n/(y2/3 .13-Condutos circulares em regime permanente y/D y/D v.37 0.84 0.4678 0.81 0.6 0.4984 0.82 0.97 0. Fernandez.4936 0.6680 0.98 0.33 0.38 0.6508 0.5030 0.44 0.6449 0.6764 0.6846 0.4786 0.4620 0.5164 0.6479 0.96 0.99 0. n/(y2/3 .83 0.93 0.6420 0.6736 0.35 0.4354 0.48 0.6330 0. 1998 v.91 0.86 0. Araujo e Ito.47 0.4838 0.95 0.6623 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. I ½) 0.87 0.43 0.90 0.39 0.36 0.85 0.00 Fonte: Netto.5206 0.4170 0.6537 0.6595 0.4733 0.6708 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5076 0.45 0.92 0.4888 0.br 10/07/2008 Tabela 26.41 0.

94 yc = 0.27 . ψ = Q2 / g = 152 / 9.36m Portanto. Primeiramente calculamos ψ ψ = Q2 / g = 32 / 9.25 sendo D o diâmetro da tubulação.00m.27 .7Hydraulic of Open Channel Flow.0. vazão de 15m3/s.25 ) 0.97m Portanto.01 / 1.26) .1) 3 2 sendo Q a vazão (m /s) e g=9. a altura critica no tubo é de 0.81 .81 . 1982.3 = yc = 1. Seção circular ψ = Q2 / g yc = (1.11.b/ 30z = 0.com.00m.25 = (1. ψ 0.81 = 22. (Equação 26. Seção retangular (Equação 26.01 / D 0. a altura critica do canal é de 1.1) Exercício 26. ψ 0. vazão de 15m3/s e declividade da parede de 1 na vertical e 3 na horizontal ( z=3).2) yc = (ψ / b2) 0.33 = (22.5m para conduzir uma vazão de 3m3/s.04.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. a altura critica é: yc = 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.75 .01m 26-36 .1) Exercício 26. Primeiramente é definido um termo denominado ψ = Q2 / g ( Equação 26.94 / 32) 0.50.81 = 0.12 Calcular a altura crítica de um tubo de concreto de diâmetro de 1.75 .94 yc = (ψ / b2) 0.26) .25 ) 0.27 Equações semi-empiricas para estimativa da altura crítica French in Mays.25 ) 0.33 sendo b=largura do canal (m).97m Seção trapezoidal Para a seção trapezoidal de um canal com base b e inclinação das paredes 1 na vertical e z na horizontal.26) . Primeiramente calculamos ψ ψ = Q2 / g = 15 2 / 9.75 .94 / 3 0.25 = 0.03 = 1.81 = 22. 0. 1999 em seu livro Hydraulic Design Handbook capítulo 3. Calcular a altura crítica de um canal retangular com largura de 3.92 0. Exercício 26.01 / D 0.br 10/07/2008 26.81 m/s .13 Achar a altura critica de um canal trapezoidal com base de 3. (ψ / z 0. (ψ / z 0.b/ 30z ( Equação 26. mostra quatro equações semi-empíricas para a estimativa da altura crítica yc extraídas de trabalho de Straub.36m. b 1.81 .92 yc = (1. 3 1.27 .3/ 30. ( 22.33 = 1. b 1.

I 26-37 A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.4 θ= sen θ + 2 2. R .64m/s O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 P=(4.56 4.br 10/07/2008 Portanto.4962=-2 y/D=-2y/0.6 θ 0.Rolim Mendonça et al. θ 0.18 x 0.033m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.4962x0.4 Tabela 26.18 4.-567= 1.6 (n Q/I 1/2) 0.18)=0.013 (Manning).30 y=1.847. σt = γ .847.18)/ 4.0111/2) 0.14.18/2 = 2. θ= sen θ + 2 2.14.18)/8=0.224/ 0.4 θ= sen θ +2.09= cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) -0.0928/0.013x0.627m O raio hidráulico “R”: R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.224m y/D= 0.18 rad= 239. o angulo central θ =4.6 0.01m Exemplo 26.30=0.5 graus θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) ou θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 4.30/4) (1-(seno 4.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.6 D-1.23 4.23 4.18 – seno 4.4962 = ( 1 – 2 (y/D)) -1. θ 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.18 Portanto.00 4.com.18 4.75 A área molhada “A”: Equação da continuidade Q= A x V V= Q/A= 0.6 θ 0.30-1.56 4.011m/m com diametro de 300mm e n=0.8 L/s no fim do plano com declividade de 0.Cálculos para achar o ângulo central do escoamento normal θ= seno θ +2.302 ( 4.18 = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 4.30)/2=0.18 4.0567m2 .30/2= 0.4 θ 3.6 (0.0928/0. a altura critica é de 1.18 4. 1987 Dimensionar um coletor para vazão de 92.

45 3.85 4.033x 0.97 4. R .5 Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (3.40rad e tomamos a nmedia.30 (3.15.09282/9.3 -1.91 2.7154/ (2.192m y/D= 0.64 Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (θc .01 4.715rad= 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/0.85 [sen(θc/2)] 1/3 Tabela 26.40 θc O problema apresenta dois valores 3.03 4.784 [sen(θc/2)] 1/3 x 7.68 2.63 Pa >> 1 Pa.28= 1.715))] (1/3) Ic=0.255)} 0.715 – sen 3.03 4.56 2.33 [sen(θc/2)] 1/3 x 0.seno (3.3 yc= 1.30)) 3.28x0. o angulo central critico θc=3.71 4.5 Vc=1.715 .71 4.81) 0.715rad θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 3.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.715 rad Portanto.81/ (sen(3.seno (θc))} 0.011 = 3.40/2 = 3.3/2=0.03rad e 4.5 Vc= {[0.192/0.2y/0.56 2.0 x0. I = 10.715/2))] x [3.0132 x 9.68 2.28= .3 -1.85 [sen(θc/2)] 1/3 4 4.45 3.27m/s Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2. Ângulo central crítico θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.93 4.000x 0.01 4.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.0 D (θc – senθc))] (1/3) Ic= =[0.50 2.91 2.30=0.129m/m 26-38 .715/2= cos-1 ( 1 – 2 (y/0.2y/0.97 4.93 4.Cálculos do ângulo central sen θc +5.383] x (4.42 3.715))} 0.50 2.30)) -0.46 θc= sen θc +5.com. OK.03+4.67 θc= sen θc +0.85 4.42 3. 3.br 10/07/2008 σt = γ .

Curso de rede de esgotos Capítulo 26.28 Elementos hidráulicos numa seção circular Metcalf & Eddy. S1/2 Fonte: Metcalf&Eddy.17) bem como a Figura (26.16. 26. Q= (K/n) d 8/3 .64> Vc=1.64m/s Velocidade crítica= 1.64m/s Se a velocidade 1. 1981 26-39 .35m.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.50 Então adotamos D=0.com.19) Tabela 26.17-Valores de K´ para secção circulas em termos do diâmetro do tubo Q= (K´/n) D 8/3 .16) e (26.29m/s então temos segundo a NB no item 5.br 10/07/2008 Regime de escoamento Velocidade em regime normal de escoamento= 1.64>1.1 de fazer com que y/D≤ 0.1.29 o regime de escoamento é supercrítico ou torrencial. Análise da velocidade Velocidade normal= 1. 1981 apresentam as Tabelas (26. 1981 Tabela 26.Valores de K para secção circular m termos da altura da lâmina de água d.29m/s Como 1. S1/2 Fonte: Metcalf&Eddy.

Elementos hidráulicos de tubo circular Fonte: \Hammern 1979 26-40 .19.20.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Elementos hidráulicos de tubo circular Fonte: Metcalf&Eddy. 1981 Figura 26.br 10/07/2008 Figura 26.

S1/2 K´= (Q.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0526 achamos d/D=0.n)/ (K´ . Dados: D=0.19) com d/D=0.28 x 0.013)/ (0.28 Portanto.22 Como: Atotal = PI x 0.65 S=0.0156m2 V= Q/ A = 0.Extraído de Metcalf & Eddy.013 Q= (K´/n) D 8/3 . S1/2 D= (Q.0156m2=0.17) achamos K´= 0. S1/2 ) K´= (0.16.60m 26-41 .30m S= 0. adotamos D=0.01m3/s/ 0.65 entrando na Tabela (26. S1/2 Como d/D= 0.com.30 x 0.22 x 0.22 A= 0.641m/s Exemplo 26.28 achamos A=Atotal = 0.30= 0. S1/2) D= (0.br 10/07/2008 Exemplo 26.15.084m Vamos achar a velocidade.0011/2) =0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.001 m/m n=0.30/ 4=0.0051/2 )=0. d= 0. Usemos a equação da continuidade Q= A x V portanto V=Q/A Temos que achar a área molhada.236 Vamos então tirar o valor de D.15x0. Q= (K´/n) D 8/3 .Extraído de Metcalf & Eddy.236x 0.15m3/s 65% cheio= d/D=0.17) com K´= 0. Dados: Q=0. 1981´ Determinar o diâmetro.3 8/3 x 0.n) / (D 8/3 .005m/m n=0.0526 Entrando na Tabela (26.605m Portanto.01 x 0.070686m2 A/Atotal = 0.015 (coeficiente de rugosidade de Manning) Q=0.01m3/s Solução Vamos tirar o valor de K´ Q= (K´/n) D 8/3 . Entrando na Figura (26.015) / (0.070686m2=0. 1981 Determinar a altura da lâmina liquida e a velocidade de um escoando com secção parcialmente cheia.

-ABNT NBR 9649/86 Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário. -AZEVEDO NETO. -FERNANDES. 1999. -ABNT NBR 7362/90. Esgotos sanitários. Edição Luso-Brasileira. Editora Universitária.com. 1997. MARK J. 1987. Manual de Hidráulica. EPUSP. 416páginas. 669páginas. Dimensões.. Faculdade de Saúde Publica e CETESB. A. JOSE M. Editora UFMG. 563 páginas. Editora Livros Técnicos. PATRICIO GALLEGOS. JOSÉ M. -ABNT NR 9814/87 Execução de rede coletora de esgoto sanitário -AZEVEDO NETO. -MENDONÇA. SERGIO ROLIM et al. coletor de esgoto. 1973. Sistemas de esgoto sanitário. 1997.29 Bibliografia e livros consultados -ABNT NBR 10158/87 Tampão circular de ferro fundido. 8ª Ed.br 10/07/2008 26. 547 páginas 26-42 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26. Hidráulica Geral. 654 páginas. 433 páginas. Tubo de PVC rígido com junta elástico. CARLOS. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. PEDRO ALEM. Rio de Janeiro. Sistemas de esgotos. Coleta e transporte de esgoto sanitário.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 129páginas. -LENCASTRE. -HAMMER. 452 páginas. -CRESPO. João Pessoa. Projeto e Construção de redes de esgotos. 1983. 1979. Sistemas de abastecimento de água e esgotos. -TSUTIYA.

Curso de esgotos Capitulo 27.com.br Capítulo 27 Método de Muskingum-Cunge 27-1 .Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.

1 27.1 27.2 27.3.com.5 27.8 Assunto Capítulo 27 .3 27.6 27.7 27.4 27.Método de Muskingum-Cunge Introdução Routing de rios e canais usando o método de Muskingum Routing de rios e canais usando o método de Muskingum segundo FHWA Routing de rios e canais usando o método de Muskingum-Cunge segundo FHWA Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge segundo Chin quando há canal lateral Método de Muskingum-Cunge segundo Chin Método de Muskingum quando há canais laterais Método de Muskingum-Cunge segundo Tucci Bibliografia e livros consultados 23 páginas 27-2 .Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.br SUMÁRIO Ordem 27.Curso de esgotos Capitulo 27.

Vamos expor as idéias de routing elaborados por McCuen no FHWA (Federal Highway Administration) que faz parte do Highway Hydrology. Observar o prisma e a cunha.1 . mas devido as dificuldades de levantamentos de dados usa-se o método de Muskingum-Cunge. conforme a Figura (27. Em um canal podemos escrever conforme Akan. As aplicações de routing são basicamente duas: routing de reservatórios e routing de rios e canais.br Capítulo 27 . 1993 para um trecho de um canal com movimento não uniforme. sendo o valor típico 0.Esquema do canal para aplicação do Método de Muskingum. O valor de X varia entre 0 ≤ X ≤ 0.5. conforme Figuras (27. podemos ver a combinação de um prisma de armazenamento K. 27. chamado de Muskingum routing.5. Dica: a secção é constante durante todo o trecho No Método de Muskingum.1) Figura 27.Curso de esgotos Capitulo 27. Em rios naturais o valor de X é usualmente entre 0 e 0.2 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum Conforme Chaudhry.com. 2003. Para o routing de reservatórios normalmente é usado o método modificado de Pulz e. Para armazenamento em reservatórios X=0 e quando o armazenamento marginal está cheio X= 0.1).2).X (I –O). 2000 27-3 . conforme Chow et al. 1993: dS/dt = I – Q Sendo: S= volume de água no canal (armazenamento) I= vazão a montante Q= vazão a jusante (nota: as vezes usa-se a notação “O” de output) t= tempo. é também. onde S é proporcional a diferença entre a entrada e a saída. (Equação 27.Método de Muskingum-Cunge 27. sendo K o tempo de trânsito até o local desejado e “O” a vazão naquele local.1 Introdução O Método de Muskingum-Cunge tem como objetivo a propagação de cheias em rios. O Método de Muskingum para o chamado “flood routing” foi desenvolvido em Ohio pela primeira vez em 1938 no rio Muskingum por McCarthy do US Army Corps of Engineers e.O e uma cunha K. O armazenamento no canal forma um prisma onde S (storage) é proporcional a O (output) e o armazenamento em cunha. O cálculo exato seria o uso das equações gerais de Saint-Venant conforme Porto. • Método de Muskingum-Cunge.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. 1988. para routing de rios e canais são usados uns dos quatros métodos: • Método de Muskingum. o armazenamento depende da vazão de entrada e de saída.1) e (27.2.3. Fonte: Chin.

Esquema do canal para aplicação do Método de Muskingum.2 para canais naturais. Usualmente X= 0. O intervalo de tempo Δt quando há ramificações laterais deve ser igual ao menor tempo.0. sendo S o armazenamento.4) (Equação 27.(Q1+ Q2)/2 Usando a Equação (27. O básico do método de Muskingum é que para se achar os valores de K e de X temos que usar os dados de entrada e de saída e através de tentativas e erros achar qual o valor melhor de K e de X.3) após as simplificações obtemos genericamente a Equação (27. capítulo 10).br Figura 27.1) para o intervalo de tempo Δt: (S2 – S1)/ Δt = (I1 + I2)/2 . I + (1 – X) Q] (Equação 27. I a vazão na entrada e Q a vazão no ponto considerado.X (I – Q)] (Equação 27. podemos achar um valor de K. Podemos reescrever a Equação (27.2) S= K [X.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Q +K.1 e 0. O melhor valor de K será aquela curva que é praticamente uma linha reta. I= vazão na entrada (m3/s). Usualmente o valor de X está entre 0. Q= vazão na saída (m3/s). Observar o prisma e a cunha.3).Curso de esgotos Capitulo 27. Fonte: Chaudhry. K e X.4): Sendo: Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1.com.9) Uma das dificuldades de se aplicar o método de Muskingum é adotar Δt. K= constante do travel time (tempo de trânsito ou tempo de translação) X= fator entre 0 e 1.5) (Equação 27.603). S= K. O mais usado é X= 0. Para cada valor de X adotado.3 (Handbook of Hydrology.X) -(Δt / K)]/ A Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.8) (Equação 27. conforme Figura (27.2 (McCuen.7) (Equação 27. 1993 Isto pode ser escrito da maneira usual de aplicação do Método de Muskingum.2 . 27-4 .3) Sendo: S= volume.00 (Equação 27. p.6) (Equação 27.

2 temos aproximadamente uma linha reta e dela está o melhor valor de K e de X.Curso de esgotos Capitulo 27. p.13 27-5 . Quando há retificação o tempo de trânsito será de 0.5 amplifica a hidrógrafa a jusante trazendo informações fora da realidade. Na ausência de dados.4m/s e o tempo de trânsito de A até B usando Manning é de 0.5h A= 2 (1-X) + Δt /K= 2.3 . A velocidade média é V= 1.2 e Δt =0.4) que consta no FHWA. Supomos que não há contribuição lateral no trecho.br Figura 27. cujo pico da descarga é Qmax= 84m3/s e Tr=25anos.95h é o tempo de trânsito da seção A até a seção B usando a equação de Manning.79h. Vamos supor que não dispomos do par de dados de entrada e saída para avaliarmos corretamente os valores de K e X.3. Ainda usando o Método de Muskingum quando não se tem os pares de valores de entrada e de saída.00m.Determinação do coeficiente K. usando a equação de Manning.1 .Aplicação do Método de Muskingum Vamos usar um exemplo da Figura (27. usa-se X entre 0.2 e 0. 1982. Calcular a hidrógrafa em B.5. Exemplo 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. 274 O grande inconveniente de se usar o Método de Muskingum é que se precisa dos valores de entrada e de saída. De modo geral o valor de x deve estar entre 0 e 0. Considera-se que a vazão média é Qo= 34m3/s e a altura da lâmina de água é y= 2. Dica: o método de Muskingum-Cunge funciona bem quando o tempo de pico do hidrograma de entrada é maior que 2h. Dica: o método de Muskingum-Cunge considera o amortecimento e devido a isto que é usado em dimensionamento de coletores troncos de esgotos sanitários.95h quando não há retificação do canal.com. fornecida a hidrógrafa em A. Quanto ao valor de X vamos adotar X= 0. podemos estimar o valor de K como o tempo de trânsito da seção A até a seção B. Quando há mudanças de declividade ou de seção o calculo é feito por trechos prismáticos com declividade constante e mesma secção. pois valores de X>0. o que na maioria das vezes só possuímos os valores de entrada. Fonte: Linsley et al. Na Figura com X= 0. por exemplo. Supomos que o valor de K= 0. Calcular o hidrograma de um ponto B de um rio localizado a L= 4800m de um ponto A.

436x0 + 0.com.6 30.0 43.8 0.5 12 12.5 9 9.8 72.9 10.5 1.5 5 5.5 25.059 I2 + 0.5 15 I (m3/s) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 Seção B O (m3/s) 0 0.5 8 8.5 13 13.4 15.5 3 3.7 52.8km Com 4km 27-6 .5 4 4.5 1 1.436 I1 + 0.9 57.5 18.9 27.5 14 14.4 65.5 4 4.5 2 2.2 31.4 4.5 13 13.3 64.9 5.8 76.5 3 3.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.059 x13 + 0.7 65.0 74.3 13.5 14 14.5 7 7.5 6 6.2 38.436x7 + 0.5 12 12.5 26.4 9.7 36.2 Com 4.5 11 11.3 18.4 0.0 34.059 C1= [(Δt / K) + 2X]/ A= 0.1 .0m3/s E assim por diante.3 tempo (h) 0 0.5 9 9.8km teremos: Q2= 0.4m3/s Para 1h temos: Q2= 0.5 10 10.5 7 7.5 6 6.1 75.505 Q1 Para tempo de 0. Tabela 27.5 2 2.505 x0=0.7 1.2 7.436 C2= [2 (1.7 0.505 x0.9 58.5 5 5.00 Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Para o trecho com 4.Curso de esgotos Capitulo 27.5 10 10.5 1 1.3 2.5 27.X) -(Δt / K)]/ A= 0.1 16.436 I1 + 0.8 50.5h teremos: Q2= 0.1 53.4 0.9 41.059 I2 + 0.0 9.1 12.9 39.1 4.505 Q1 Q2= 0.8 76.5 11 11.505 Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.7 16.4=4.8 23.8 40.0 45.Obtenção do hidrograma na seção B Seção A tempo (h) 0 0.5 56.6 72.br C0= [(Δt / K) – 2X]/ A= 0.5 8 8.2 7.5 68.059 x7 + 0.5 15 Seção A I (m3/s) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 Seção B O (m3/s) 0 0.9 0.4 10.7 19.7 4.4 22.

1 0.D) / (1 + C + D) Nota: pode ser negativo C2= (1 . Segundo McCuen. o Método de Muskingum-Cunge é um método híbrido de routing.8km para 4. pois parece com os métodos hidrológicos. L= distância entre a seção A e a seção B (m).0 0. [1. c . V = (5/3) .Curso de esgotos Capitulo 27.5 16 16. A soma de C+D deve ser maior ou igual a 1. Deve estar perto de 1.3 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge.0 0.2 0.10) Sendo: C= coeficiente de Courant ou razão da celeridade. apesar de similar ao Método de Muskingum. Para 4km achamos: Co= 0.13) 27-7 . (Q/A)= (5/3) (q/y) A= área molhada da seção transversal (m2). mas ligeiramente menor que 1 para evitar dispersão. 1996 in Highway Hydrology. c L)] Uma outra condição muito importante para aplicação do Método de Muskingum-Cunge é que o valor de Δt deve ser menor que 1/5 do tempo de pico da seção A. mas contém informações físicas típicas de um método de routing hidráulico. q= descarga unitária. So .com. Segue aproximadamente a mesma equação de Muskingum: Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: C0= (-1 + C + D) / (1 + C + D) C1= (1 + C .0 Como resultado obtemos o hidrograma da Seção B onde obtemos a vazão de 75. B= A/ y= área molhada (m2)/ lâmina de água (m). V= velocidade média (m/s) do trecho entre a seção A e a seção B.C + D) / (1 + C + D) Nota: pode ser negativo Os valores de Co + C1 + C2= 1 como o Método de Muskingum. O método de Muskingum-Cunge é uma das soluções da equação da difusão e baseia-se nas equações de difusão da onda que provém das equações da continuidade e do momento.6m3/s a 5h. É uma espécie de número de Reynolds do trecho. c= celeridade da onda (m/s) = β. a vazão por metro de largura (q3/s/m) Qo= vazão média (m3/s). Y= lâmina da água (m) Os valores de C e D foram introduzidos através de: K= L/ c X= ½ .5 17 0 0 0 0 0.br 15. Δt / L D= Qo/ ( B . B.8m3/s. D= razão da difusão.0m aumentará a vazão para 76.5 16 16.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Q/(So. 27. conforme McCuen.462585 C2=0.433107 Quando houve a mudança de 4.1 0.11) (Equação 27.12) (Equação 27.104308 C1=0. V = (5/3) . não precisa de dados hidrológicos para calibração e os dados são fáceis de serem obtidos. So= declividade média entre a seção A e a seção B (m/m).5 17 0 0 0 0 0. Onde: C= c .0 0. Δt ≤ tp/5 (Equação 27. L) (Equação 27. sendo que o pico na entrada era de 84m3/s a 4h.0 15. ou seja. segundo FHWA A grande vantagem e a popularidade do Método de Muskingum-Cunge é que.

Hidrograma no ponto A 27-8 .Esquema da retificação do rio entre os pontos A e B. O método não deve ser usado se há controle a jusante ou se há efeito de backwater para montante.br O método de Muskingum-Cunge é apropriado para uso na maioria dos rios e canais. Figura 27.0 4. conforme FHWA.8km do ponto A até o ponto B e declividade S= 0. A velocidade média é V= 1.0 2. é de 0.0 6. Exemplo 27. cujo pico da descarga é Q máximo= 84m3/s.0 Tempo (h) 8. conforme Figura (27.00m.40m/s e o tempo de trânsito de A até B.com. usando Manning. Hidrograma do ponto A (entrada) 100 Vazão (m3/s) 80 60 40 20 0 0.4).Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. Considera-se que a vazão média é Qo= 34m3/s e a altura da lâmina de água é y= 2. Leva em conta a difusão da onda de enchente. Pretende-se retificar o rio passando o comprimento para 4km e declividade de S= 0.0 Figura 27.5 .Aplicação do Método de Muskingum-Cunge Vamos usar um exemplo que consta no FHWA.4 .00095m/m.Curso de esgotos Capitulo 27.2 .00114m/m. Calcular a hidrógrafa em B.0 10. fornecida a hidrógrafa em A.95h.0 12. Usando período de retorno Tr= 25anos foi calculado o hidrograma no ponto A Calcular o hidrograma de um ponto B de um rio localizado a L= 4800m de um ponto A. Um canal tinha 4.

5 2.5 8.5 11.4) tempo (h) 0.0 9.0 1.2 .5 13.718 O valor C + D= 0.718= 1.40= 2.5 10. L)= 34 m3/s/ (11.0 11.br Tabela 27.0 8.0 6.875+ 0.5 6.5x 3600s)/ 4800m= 0.0 12.5 5.2286 C1= 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.0 0.5 7.0 4.0 2.875 <1 OK Lâmina de água= 2.593 > 1 Ok C0= 0.33 x (0.5 1.0 5.5 4.000 27-9 .33m/s C= c . Δt / L= 2.Curso de esgotos Capitulo 27.00m D= Qo / (B .33m/s x 4800m)= 0.5 12.00m x 0. Δt= 0. 1.4464 C2= 0.0 3.0 Volume total V= Quantidade de horas= Vazão= V/ (13h x 3600s)= Seção A Volume (m3/) (m3) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 13 34m3/s 0 6300 18000 32400 49500 72900 105300 129600 144000 145800 134100 117900 100800 88200 77400 68400 61200 54000 46800 39600 32400 26100 21600 16200 11700 8100 2700 1611000 Primeiramente calculemos C e D.Cálculo da vazão média do hidrograma da Figura (27.com.00m B= A/y= 22m2/2.5h L= 4800m c= celeridade= (5/3) .5 9.0 7.0 10.00m Área molhada = 22 m2 bo= 9.00095 x 2. c .00m= 11.5 3. So .3250 C0+ C1 + C2= 1.

0 9.D) / (1 + C + D) C2= (1 .0 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 7 13 22 33 48 63 74 79 77 70 62 54 47 41 37 33 29 25 21 17 14 11 8 6 3 1 0 0 0 0 0 0 0 Observe-se que a vazão de pico na seção A é de 84m3/se e na seção B é 79m3/s.Curso de esgotos Capitulo 27.5 10.0 10.0 12.5 15.5 12. quando há precipitação excedente QL em um canal ela pode ser levada em conta acrescendo um coeficiente C3 ficando as equações da seguinte maneira: Q2= C0 I2 + C1 I1 + C2 Q1 + C3 QL C0= (-1 + C + D) / (1 + C + D) C1= (1 + C .5 6.3.0 1.3 .0 11.C + D) / (1 + C + D) C3= (2.0 16. 27.0 6.5 9.5 11.br Tabela 27.5 17.5 7.5 5. professor na Universidade de San Diego.0 13.0 4.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.5 1.com.0 3.0 8.0 15.Obtenção do hidrograma na seção B usando Método de Muskingum-Cunge Seção A Seção B tempo I O (h) m3/s m3/s 0.5 8.1 Contribuição lateral Conforme publicado pelo Dr.5 4.0 2.0 14. na Califórnia no trabalho Diffusion wave modeling of catachment dynamic.5 16.5 14. C) / (1 + C + D) 27-10 .5 13.0 7.5 2.0 0.0 5. Victor Miguel Ponce.5 3.

2000 é derivado da Equação de Manning.606 podemos usar Equação (27. Na falta de dados normalmente é feito X= 0. o valor escolhido de K será aquele que o loop se aproximar mais de uma linha.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. A celeridade da onde “c” é definido como: c= k’ .qo/ (So c L)] Sendo: qo= vazão por unidade da largura (m3/s / m).15): K= {0. conforme Fred. v Sendo: v= velocidade média de descarga.17) (Equação 27. são feitas curvas para cada valor de X usando os valores das vazões de entrada I e de saída.com.16) 27-11 .4 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge. Ainda citando Chin. 1993. 2000 citando Cunge.X) (O2-O1)} (Equação 27. 1967 : X= ½ [1. K= 0. 1998 p.18) (Equação 27.br 27. Para o valor de X Chin. segundo Chin quando há canal lateral Conforme McCuen.2. 2000 o método de Cunge feito em 1967 propôs estimativa para X e para K da seguinte maneira: K= L / c Sendo: L= distância até o ponto considerado (m) c= celeridade da onda (m/s).14) Tendo o valor de Δt.15) (Equação 27. pode ser obtido pela Equação (27. quando há canais laterais.14) empírica de Dooge et al.5 Δt [(I2 + I1) .6 L / V Sendo: L = comprimento (m) V= velocidade média do canal (m/s) K= constante de travel time (s) Conforme Chin. So= declividade do canal (m/m) L= distância até o ponto considerado (m) (Equação 27.(O1 + O2)]} / {X (I2. O coeficiente (5/3) segundo Chin.Curso de esgotos Capitulo 27.1982. 2000 os valores de K. v Sendo k’a razão cinemática Para canais retangulares largos o valor de k’= 5/3.I1) + (1. c= (5/3) . Colocados em gráfico.

com. Valores de X>0. quando se usam as Equações (27.8 27-12 . temos então o Método de Muskingum-Cunge.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. Tabela 27. os valores ideais de X.11) sugeridas por Cunge.5 Δt)/ K] ≤ (1 – X) e X ≤ 0. McCuen cita que.So .24) Exemplo 27.23) (Equação 27. conforme Chin. Δt .20) K/3 < Δt < K (Equação 27. segundo Hjelmfelt. conforme Chin.5. (1998) comenta que pode-se aplicar o método de Muskingum-Cunge para análise de inundações a jusante de rios e vales em lugares em que a declividade do canal So > 0. aproximadamente. R= raio hidráulico (m). Δt ≤ tp/5 e que: L= 0. So= declividade do fundo do canal (m/m) L= distância até o ponto considerado (m) Equação de Manning: V= (1/n) R (2/3) .19) Como regra prática McCuen diz que Δt /K dever ser.3 Estimar o hidrograma de um canal a 1. 1993 aconselha ainda para melhorar a precisão da aplicação do Método de Muskingum-Cunge os valores de Δt e de L selecionados devem obedecer as Equações (27.2. 2000. isto. McCuen ainda informa que X= 0.0 10.Hidrograma na seção A Seção A tempo I min m3/s 0 30 60 90 120 150 180 210 10.5.5 } (Equação 27.2 é o valor usual de X para pequenos e grandes canais. q/(c2 .0 23.9) a (27. Para canais naturais X= 0.3 27.br 27.5 25.5 . Chin.19) e (27.4 . c.0 25. sendo dados X= 0. 2000 recomenda que: Δt ≥ 2KX (Equação 27.Δt)] 0. igual a 1 e que X deverá estar entre 0 e 0. 1985. Q/B B= largura do canal.003m/m.4. 2000 diz que. S= declividade média (m/m) e n= rugosidade de Manning (adimensional) (Equação 27.20).5 produzem valores fora da realidade.{ 1 + [ 1 + 1.5 (Equação 27.0 45. K= 40min e o hidrograma de entrada.0 31. 393.Curso de esgotos Capitulo 27. Fread.200m abaixo da seção usando o Método de Muskingum.21) FREAD. 2009 p. Δt e K deverão obedecer a seguinte relação: X ≤ [(0.5 Método de Muskingum-Cunge segundo Chin Chin.22) Sendo: q= média da vazão por unidade da largura. S (1/2) Sendo: V= velocidade média (m/s).

1 150 27.Curso de esgotos Capitulo 27.0 10.27) acima partir do tempo zero e obtemos a Tabela (27.27) Aplicando a Equação (27.2) -(30/ 40)]/ 2.0.0 10.489 I1 + 0.0 10.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.2 23.3min < Δt < 40min Adotamos Δt= 30min.35= 0.Obtenção do hidrograma na seção B Seção A Seção B tempo I O min m3/s m3/s 0 10 10 30 10 10 60 25 12.35 Co= [(30/ 40) – 2x 0.362= 1.8 27-13 .2]/ 2.26) Verificamos ainda que: Co + C1+ C2= 0.com.362 Q1 (Equação 27.3 19.25) (Equação 27.2= 16min K/3 < Δt < K 40/3= 13.489 C2= [2 (1.3 13.4) Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Q2= 0.4 90 45 31. A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1.0 Δt ≥ 2KX Δt ≥ 2 x 40min x 0.149 +0489+0.1 180 25 28.362 (Equação 27.1 10.5) Tabela 27.2) + 30/40= 2.0 10.149 I2 + 0.00 Vamos aplicar a Equação (27.4 17.2]/ 2.br 240 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 21.X) -(Δt / k)]/ A A= 2 (1-X) + Δt /K A= 2 (1-0.5 .149 C1= [(30/ 40) + 2x 0.5 16.5 32.3 120 35.35= 0.5 12.35= 0.0 10.0 10.

3 10.6 . conforme Akan. A Equação (27.1 10 10 10 Método de Muskingum 50 Vazao (m3/s) 40 30 20 10 0 0 200 400 600 800 Seção A Seçao B a 1200m a jusante Tempo (min) Figura 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.14).Hidrograma de entrada e saída. primeiramente temos que computar a influência dos mesmos.2 24.8 21.3 22.3 16.5 16.6 Método de Muskingum quando há canais laterais Quando há.1 10 10 10 10 10 10 10 26.1 18. Os valores de K e X são determinados pelas Equações (27. Foi aplicado o método de Muskingum para obter a seção B a 1.4 12.12) a (27.9 10.3 13.5 12.Curso de esgotos Capitulo 27. dois canais laterais ao canal onde estamos aplicando o método de Muskingum.4 17.6 10.4) fica modificada com mais coeficiente C3 que será obtido da Equação. C3= (Δt / K) / [2 (1 – X) +(Δt / K)] Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 + C3 (QL1 + QL1) Sendo: QL1= L x q1 QL1= L x q2 q1= vazão lateral por unidade de comprimento no tempo t1 q2= vazão lateral por unidade de comprimento no tempo t2 L= comprimento do canal lateral.1 20.com.3 19.br 210 240 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 23.6 14. 27-14 .200m de distância da seção A 27. por exemplo. 1993.

413 Procedemos como o método usual de Muskingum obtendo o valor Q2 que é o pico de 35.Contribuições laterais QL1 e QL2 Exemplo 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.5 6 2.6 7 3.5 4.Uso do Método de Muskingum com entradas laterais.0 11.9 8 3.5 20 25 4 6 10 17.7.6 23.5 / 0.5 2.083 C1= 0.5m3/s após 2h.Curso de esgotos Capitulo 27.2 10.742 C2= 0.6 .5 / 0.1 4 1.0 11.5 5.359) +(0.br QL1 QL2 Figura 27.2 2 0. Tabela 27. baseado em Akan.1 31.2 3 1.555) / [2 (1 – 0.0 25 30 6 8 14 24.0 15 10 2 0 2 23. Primeiramente faremos o cálculo de C3 C3= (Δt / K) / [2 (1 – X) + (Δt / K)] C3= (0.0 35.5 10 15 0 2 2 10.2 10 4.555h X= 0.4).5 3.5 30 25 8 6 14 31.0 15 20 2 4 6 11.5 1. 1993.2 17.0 9 4.0 4.5 20 15 4 2 6 30.0 5 2.9 17.com.2 27-15 .0 2.0 1.359 Δt= 0.4 Usando o método de Muskingum com C0= 0.0 10 10 0 0 0 11.0 0.5 30.0 25 20 6 4 10 35.5 10 10 0 0 0 17.5h As hidrógrafas de QL1 e QL2 As hidrógrafas I1 e I2 conforme a Tabela (27.0 3.175.555)]= 0. QL1+ Q1 t2 I1 I2 QL1 QL2 Q2 Ordem t1 QL2 (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (h) (h) 1 0. São fornecidos: K= 0.2 24.

Qo 0. mas pode-se obter o valor de Qo usando o histograma de entrada. (c. Usando a equação da celeridade: co= (5/3) . [1. e então obtemos o valor de L.5 .4 ≤X ≤ 0. co= (5/3) . Δt ≤ tp/5 Sendo: tp: tempo de pico do hidrograma de entrada.4)= 1.8 .25 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. b 0. Δt) 0. 1998 o valor da celeridade co pode ser obtida usando a equação de Manning.125 . co . co) + 0. rugosidade de Manning n= 0.5. 87 0. Qo 0.0007 0.5 o valor de Δt / K será aproximadamente igual a 1. 1998.2 Como a equação acima não é linear. X 1. So . L 0. 1998 p. (0.6 .3 . Δt / K ~ 1 0.6 .0007m/m. Qo= vazão média a montante (m3/s).158 salienta que se pode fixar o valor de Δt. Assim.4) Qo= ( 2/3) de Q máxima= (2/3) x 130 = 87 m3/s co= (5/3) .6 .5 Calcular a celeridade em um canal com declividade 0. So . So . 30 0.4) / (0.4 o valor de Δt /K é o seguinte: Δt / K= 3.Qo/ (bo. para 0.7 Método de Muskingum-Cunge conforme Tucci Tucci. O tempo médio de deslocamento da onda é o parâmetro K.4 ≤X ≤ 0.br 27.2 ≤ X ≤ 0. L)] Sendo: X= fator entre 0 e 0. b 0. Ainda conforme Tucci.5 Como geralmente não dispomos de muitos dados. em seu livro Modelos Hidrológicos. apresenta o Método de Muskingum-Cunge com uma aplicação bem objetiva e definiu as seguintes variáveis: X= 0.3 . L= comprimento do trecho (m).4 Para 0.86m/s 27-16 .045 0.5 Qo)/ (b. vazão máxima de 130m3/s.co) Tucci.8. 1998 aconselha que a primeira tentativa a ser usada para o valor de L é: L= (2. Tucci.4) / ( n 0. bo= largura média do trecho (m). L= Qo/ (b. K= L / co O valor de Δt / K depende do valor de X. So= declividade do trecho L em (mm).2 ≤ X ≤ 0.3 . Tucci. (So 0. co= celeridade (m/s).4) / ( n 0.4) Exemplo 27.Curso de esgotos Capitulo 27. 1998 sugere a estimativa da vazão média Qo como sendo 2/3 da vazão máxima de montante. o valor de Δt deve ser menor ou igual a tp/5.com.045 e largura da rio no trecho é de b=30m. (So 0.

Qp= 69m3/s t= (2 x V) / (Qp x 60)= (2 x 90000) / (69 x 60)= 44min Portanto.8 .Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. mais o tempo t2 descendente. V= volume total da barragem (m3) t= tempo de esvaziamento da barragem (min) Qp= vazão de pico ocasionado pela brecha (m3/s) Qp t1 t2 t= t1 + t2 Figura 27. Sendo t1= 24min o valor de t2= 44min – 24min= 20min. 1997 o hidrograma a falha da barragem pode ser obtida da seguinte maneira: • Adota-se a forma aproximada de um triângulo isósceles.8 Aplicação do método de Muskingum-Cunge em falhas de barragem Conforme USACE.000m3. t= t1 + t2 Exemplo 8. Dica: observar que o tempo de formação da brecha é de 24min. conforme preconizado na USACE. Na Figura (27. • Supõe-se que a metade do volume do reservatório destina-se a erosão provocada na barragem. 1997. V= (Qp x t ) / 2 t= ( 2 x V ) / (Qp x 60) Sendo. (1998) comenta que pode-se aplicar o método de Muskingum-Cunge para análise de inundações a jusante de rios e vales em lugares em que a declividade do canal So > 0.Hidrograma em forma triangular do escoamento da água da barragem com a falha. o tempo de esvaziamento é de 44min. • A base do triangulo é o tempo para esvaziamento do reservatório com a vazão de pico da falha. 27-17 . • A altura do triângulo é a vazão de pico da falha.Curso de esgotos Capitulo 27.com. • Recomenda ainda o uso do Método de Muskingum-Cunge.003m/m. que é praticamente a metade do tempo de esvaziamento.br 27.8) o tempo total de esvaziamento t é a soma do tempo de formação da brecha t1 até atingir o pico Qp.7 Achar o hidrograma da falha da barragem com V= 90. FREAD.

35 0.295 x 3. X 1.5) Δx= L ≤ 0. Estado de São Paulo.1524 x V 0.3/ (n 0.Mostra simplificada dos cálculos executados.4 .207 27-18 .000 0.90 tf = 0.1524 x 90.5 x co x Δt x (1 + (1+ 1. (1995) temos: V= 90.125 .Curso de esgotos Capitulo 27.4 então Δ t/ K = 3.7 . isto é.2 ≤ X ≤ 0.5 Qo/ (bo. localizada em Guarulhos. Tabela 27.6 .000m3 h= 3.4 ≤ X ≤ 0. o tempo até o pico é de 24min.25= Δ t= K x 3. co . C+D>1 Denominador= 69 8 800 300 301 5ha 15 24 4. bo 0.899 0.309 1.25 2 0.4)= Δt (min) adotado= Valor de X= 0. o comprimento do trecho deve ser menor que 301m e adotamos L= Δx = 300m. Vazão de pico devido a brecha na barragem.23 0. So .8 Barragem do Tanque Grande. Conforme FROEHLICH.5) Δx≤ 301m Portanto. Modelos Hidrológicos Vazão de pico (m3/s)= Qo Área da bacia (km2)= Área da bacia (ha)= Comprimento L (m)= Δx= O valor L adotado deve ser menor que o valor L calculado Área da superfície da barragem do Tanque Grande (m2)= Largura da base do córrego Tanque Grande (m)= bo= Tempo até o pico (min)= tp= Δt calculado ≤ tp/5 (min) Coeficiente de Manning adotado e suposto enchente= n= Declividade média do canal (m/m)= So= Valor de K= L/ co = (min) Celeridade (m/s) = co=(5/3) Qo 0. Muskingum-Cunge Tucci.53 / h 0.607 x V 0. X 1. bo. Conforme FROEHLICH.80 0.000m3 h= 3.5 então Δ t/K=1 então Δ t=K= Valor C= número de Courant=co .83 1. (1995) temos: V= 90.5x 69/ (15 x 0.000 0. L)= número de Reynolds da célula.L)= Quando 0.25= Quando 0.00m Qp = 0.250 0. A soma de C+D deve ser maior que 1.24 =69 m3/s Tempo de formação da brecha.125 . Δt / L= (adimensional) Valor D= Qo/ ( So .84 2.00m tf = 0.com.br Exemplo 28.5 x 2.53 / 3 0. co 2 Δt)) 0. isto é.0221 x 2. do trecho.90 = 24min Portanto.607 x 90.207 2.0 1.23 2.24 Qp = 0. So .25 x 2min x 60s x (1 + (1+ 1.0221 2. Comprimento máximo do trecho O valor de L ou Δx deve ser menor que a Equação: Δx= L ≤ 0. So 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.295 x h 1. co .Qo/ (bo.5 ( 1 .25 2 x 2 x 60)) 0.

186 1.br C0= C1= C2= C0+ C + C2= Verificações do Método de Muskingum-Cunge.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Hidrograma de vazão na saída da barragem e a 6km a jusante e a 44.51min sendo a largura de 15m e n= 0.0000 Devemos obedecer na aplicação do método de Muskingum-Cunge as condições de Courant para haver estabilidade nos cálculos.720 0.com.8 .25.094 0. conforme FHWA A soma de C com D deve ser maior que 1 O valor de C deve estar próximo de 1 e < 1 O valor de C não pode ser maior que 1 para evitar dispersão numérica 0. Tabela 27.Curso de esgotos Capitulo 27. Método de Muskingum-Cunge Seção A na brecha da barragem Seção a 6km a jusante Vazão Vazão m3/s m3/s 0 0 6 0 12 0 17 0 23 0 29 0 35 0 40 0 46 0 52 0 58 0 63 0 69 0 62 0 55 0 48 0 41 0 35 0 28 0 21 1 14 2 7 3 0 5 0 9 13 0 17 0 22 0 28 0 0 0 0 0 0 33 39 44 48 52 tempo (min) 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50 52 54 56 58 60 62 64 27-19 .

10m para 3.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.51min para a onda chegar até o rio Baquirivu Guaçu há uma diminuição da altura da água de 4. Observar que o pico devido a brecha era de 69m3/s passa para 54m3/s a 6km de distância com 20 intervalos de 300m e a 44.Hidrograma de saída na barragem devido a brecha e a 6km e 44.9 .Curso de esgotos Capitulo 27.0 m/s.51min.com.40m e a velocidade cai de 1.14m/s para 1.br 66 68 70 72 74 76 78 80 82 84 86 88 90 92 94 96 98 100 102 104 106 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 54 54 53 50 46 41 36 30 25 19 15 10 7 4 3 1 1 0 0 0 0 Hidrograma de entrada e a 6km 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Tempo (min) Figura27. Vazão (m3/s) 27-20 .

observando-se os taludes a montante e a jusante.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. bem como o cutoff e o tapete de areia média.Corte transversal de uma barragem de terra.com.br Figura 27. 2005 27-21 . Fonte: DAEE.Curso de esgotos Capitulo 27.10.

EESC USP. RODRIGO DE MELO. Hidráulica básica.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. 519 p.9 Bibliografia e livros consultados -PORTO. 2ª ed. 27-22 . 2003.Curso de esgotos Capitulo 27.com.br 27.

Emissários são os condutos cuja única função é o transporte final das águas residuárias e não recebem contribuições em marcha e não interceptam outros condutos conforme CETESB. Eugênio Macedo conforme mostrado por Fernandes. podendo também receber as contribuições dos coletores de menor diâmetro das redes das águas circunvizinhas.0km. Figura 28. 1983.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. A ABNT NBR 12207/92 define Interceptor como canalização cuja função precípua é receber e transportar o esgoto sanitário coletado. entretanto existe um sistema pseudo-separador com redes de águas pluviais e redes coletoras de esgoto sanitário que permitem o ingresso de certa quantidade de águas pluviais na rede de esgotos sanitários. Geralmente o Interceptor tem grandes dimensões acima de 1.Esquema de coletor. Conforme CETESB. 1983 denomina-se Interceptor ao conduto que recebe os esgotos sanitários transportados pelos coletores principais (chamados coletores tronco).com. da qual resulta o amortecimento das vazões máximas. interceptor e emissário Fonte: Fernandes. coletor tronco.Interceptor 28. caracterizada pela defasagem das contribuições.1 Introdução Vamos resumir os ensinamentos do dr.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1) podemos ver os coletores que alimentam os coletores troncos e estes que se dirigem para os interceptores. 1997 e os de José Maria Costa Rodrigues conforme CETESB.00m e comprimentos acima de 5.br 10/7/08 Capítulo 28. 1997 Na Figura (28. Normalmente usamos o sistema separador absoluto em que se separa as águas pluviais dos esgotos sanitários. 1983 em Sistemas de Esgotos Sanitários. 28-1 .1. O emissário encaminha os esgotos até a ETE.

47 Sendo: Iomin= declividade mínima do interceptor (m/m) para as condições iniciais. para o dimensionamento o regime de escoamento pode ser considerado permanente e uniforme conforme NBR 12207/92.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.2 Norma da ABNT 12207/92 A ABNT possui a norma NBR 12207/92 que trata de Projeto de Interceptor de esgoto sanitário que estabelece que: • Vazão parasitaria seja de até 6. No caso de lançamento de contribuição de tempo seco ao interceptor.1 Achar a declividade mínima de um interceptor que tem vazão de pico de 0.013. porem no cálculo de interceptores de dimensões elevadas maiores que 1.47 Iomi= 0. Iomi= 0.4553 m3/s.4 Efeito reservatório Em redes coletoras de esgoto sanitário é considerado o regime permanente e uniforme. O interceptor deve ser dimensionado para a vazão inicial e vazão final do plano conforme NBR 12207/92 Embora o regime de escoamento no interceptor seja gradualmente variado e não uniforme. mediante a composição dos respectivos hidrogramas com as vazões dos trechos imediatamente anteriores. Portanto. Exemplo 28. A tensão trativa em cada trecho de ser maior que 1 Pa.000866 m/m > 0.00035 x Qi -0.14553 -0.com.013 deverá ser justificada a tensão trativa média e a declividade mínima a adotar. quando o amortecimento das vazões resulta em diminuição no dimensionamento hidráulico destas instalações. Este procedimento é recomendado no caso de interceptor afluente à estação elevatória ou ETE.00035 x 0. Qi= vazão inicial (m3/s) Para valores diferentes de n=0.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 L/s x Km de rede afluente. No trecho de grande declividade (escoamento supercrítico) deve ser interligado ao de baixa declividade (escoamento subcrítico) por um segmento de transição com declividade crítica para a vazão inicial.3 Critério de dimensionamento Conforme NBR 12207/92 para avaliação das vazões no trecho final do interceptor. 28-2 .47 Io min=0.5 Pa para a vazão inicial e coeficiente de Manning n=0.00035 x Qi -0.0005m/m. é recomendado a ser considerado a defasagem das vazões para o dimensionamento da seção do interceptor quando isto acarreta uma diminuição no dimensionamento.0005m/m OK 28. A declividade mínima usada na prática tanto para tubos de seção circular como retangular é de 0. 28.br 10/7/08 28. o valor mínimo da tensão tratativa média dever ser de 1.00m e distancias maiores que 5km de se usar o denominado efeito reservatório. Iomi= 0. pode ser considerada a defasagem das vazões das redes afluentes a montante.

Os hidrogramas médios afluentes de esgotos sanitários estão nas Figuras (28.5 Hidrograma A grande dificuldade de se usar o método de Muskingum é que precisamos de hidrogramas da vazão afluente.br 10/7/08 Uma maneira de se considerar o efeito reservatório é usar o Método de Muskingum.Hidrograma médio residencial tipo “a” Fonte: Fernandez. 1997 28-3 . 28.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.5).2.2) a (28.com. porém graças ao grande engenheiro Eugênio Macedo este trabalho foi feito na cidade do Rio de Janeiro. Figura 28.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Macedo apresentou quatro tipos básicos de hidrogramas médios: • Hidrograma médio para bacias tipo “a” em áreas residências • Hidrograma médio para bacias tipo “b” em áreas residenciais • Hidrograma médio para bacias 100% industriais • Hidrograma médio para bacias 100% comerciais.

1997 Figura 28.Hidrograma médio residencial tipo “b” para casas modestas com mais de 4 pessoas/casa Fonte: Fernandez. 1997 28-4 .Curso de rede de esgotos Capitulo 28.4.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Hidrograma médio para bacias 100% industriais Fonte: Fernandez.br 10/7/08 Figura 28.3.

então a ordenada do hidrograma composto as 9h 30min da manhã será: Desta maneira como se pode ver usando os diagramas das Figuras (28.br 10/7/08 Figura 28.5.1) foi obtida em área de Copacabana 100% residencial moradores e 2290 domicílios ou seja uma taxa morador/domicilio de 3.1) a (28. 1997 mostra que numa bacia com a distribuição percentual de áreas edificadas fosse 50% residencial.20 x 11.6 Como obter um hidrograma diferente do padrão? Fernandez.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. vazão em com 7594 de Janeiro superior a 28.50 x 19. A Figura (28.3. pois o mesmo foi feito para uma área padrão de 10ha. q=0. ter-se-ia as 9h 30min da manhã.2 + 0. a seguinte ordenada padrão para a nova bacia.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A Figura (28.4) podemos obter aproximadamente um hidrograma médio para o nosso problema particular.30 x 16. 1997 Observar que os hidrogramas obtidos por Macedo estão com a litros/segundo.3= 16.25. 20% industrial e 30% comercial.Hidrograma médio para bacias 100% comerciais Fonte: Fernandez.6 L/s Se a bacia em estudo de área A é 10 vezes maior que a área padrão Ao=10ha.2) baseou-se em dados da zona norte da Cidade do Rio com 100% residencial com 4549 residências em 964 domicílios com taxa 4. 28-5 .00morador por domicilio.00 + 0. sabendo-se que a taxa residencial/morador é inferior a 0.com.

6km sabendo-se que a área de contribuição no inicio do mesmo tem área de 3.com.X) -(Δt / K)]/ A Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.Esquema de interceptor com duas entradas 28-6 .Curso de rede de esgotos Capitulo 28.6km adiante há uma entrada de esgotos de uma área de contribuição de 4.5m2 e que a 8. Geralmente menor ou igual a K X=0 devido a considerar-se um reservatório.7 Método de Muskingum As equações básicas do Método de Muskingum estão abaixo.br 10/7/08 28. Os valores de Co.6. 1997 O objetivo é dimensionar um interceptor com 8.6). Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Exemplo 28.2. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1.2km2 conforme Figura (28. e Q2 e consideram-se os valores do afluente I1 e I2.00 K= tempo de trânsito ou tempo de percurso em horas Δt= intervalo de tempo adotado. A equação para se obter o hidrograma efluente Q1.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Adaptado de Fernandez. C1 e C2 são calculados e sua soma deve ser igual a 1 (um). Dimensionar o interceptor considerando três casos: • Sem defasagem • Com defasagem de 4h • Com amortecimento usando Muskingum (efeito reservatório) Figura 28.

00 77.76 152.60 72.16 167.2Km2 está 8.96 76.8 19.4292 Vamos descrever a Tabela (28.50 18.10 127.51 39.6 19.40 81.85 30.55 17.1.46 166.27 67.60m/s o tempo de trânsito ou de deslocamento será: 28-7 .46 169.5+(4.16 92.26 1308.00 68.30 94.46 21.26 21.44 1320.00 22.50 40.16 63.32 152.68 22.85 17.27 38.72 83.2 6.85 17.2).com.85 17.8 8.36 39.61 bp x 4.80 28.1 8. pelo valor da área contribuinte inicial que é 3.5 12.11 40.30 77.15 144.29 76.16 83.16 90.06 90.96 83.30 75.36 34.8 19. Coluna 5: estão a soma da coluna 3 com a coluna 4 em que não se considera a defasagem e nem o efeito reservatório.72 83.2+4h) Coluna 7 52.1 5.5 Coluna 3 18.70 22.332 Sem defasagem (3. Observar que o valor da vazão máxima obtida é 169.65 62.8 21.27 39.5 18.5Km2.24 58.72 97. pelo valor da área contribuinte inicial que é 4.14 138.2+4h Coluna 6 34. Coluna 4: nesta coluna está multiplicada cada ordenada da coluna 2 denominada coluna padrão.42 21.36 34.3 5.40 142. São dados tirados diretamente da Figura (28.46 bpx3.81 41.41 148.76 140.99 2410.0 5.02 90.42 21.96 76.5+4.42 21.80 45.81 39.24 104.2 Coluna 4 22.2 14.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.0 22.40 92.81 2398.53 53.14 48.10 155.72 151.46 152.16 90.70 63.80 69.80 83.0 10.68 22.40 169.42 36.2Km2.42 21.6 95.br 10/7/08 Tabela 28.24 58.2 18.96 156.8192 Com defasagem 3.3 5.80 45.942 4.00 37.40 L/s.16 83.58 40.42 21.80 63.26 21.97 38.60 132.27 39.3 43.1 5.0 17.05 17.6km de distante e como a velocidade média admitida é 0.44 75.40 81.4 5.26 160.26 22.3 52.00 60.99 45. Coluna 2: estão os valores das vazões do hidrograma residencial tipo “b” de hora em hora.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.96 114.44 26.72 106.2) Coluna 5 40.90 78.8 18.55 18.1 5.26 22.90 78.90 18.16 92.55 1090.40 150.00 22.7 96. Coluna 1: está o hidrograma médio adotado residencial segundo Macedo desde a hora zero até 24h.44 75. Coluna 6: como a vazão de entrada de 4. Coluna 3: nesta coluna está multiplicada cada ordenada da coluna 2 denominada coluna padrão.60 69.3 5.30 69.42 36.44 107.60 72.1) coluna por coluna.3 311.20 49.46 21.0 19.85 40.25 65.Cálculos observando a defasagem de 4 h nas cores amarelo bp (horas) Coluna 1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Total Média Bacia padrão Coluna 2 5.96 83.44 26.40 92.8 22.42 21.5 52.86 52.

5km2 chegar no ponto de 4.2. Coluna 7: é a soma da coluna 6 que está defasada com a coluna 3. 21 etc e coloquemos na Tabela (28.8 18.2 6.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.3 5.2 14.1). Então as vazões do hidrograma estão defasadas de 4 horas em relação ao hidrograma da coluna 4.2km2.6km e haverá uma defasagem de 4h já mostrada acima.5km2 entrou ao mesmo tempo que 4.9min=3. Quando a vazão no ponto de 3.2.com. mas quando a vazão de 3.0 19.0 10.8 22.6 6. Obtemos assim os valores: 5.1 5.Média dos valores de 4h da bacia padrão Coluna 1 (horas) Coluna 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 bp Bacia padrão Coluna 3 5.2km2 terá percorrido 8. dos valores da bacia padrão da coluna 3. Façamos uma tabela considerando o tempo de trânsito de 4 h Primeiramente vamos considerar a Tabela (28.8 8.8 21.1 5.0 17.5 18. Tabela 28.4 5.2 18.br 10/7/08 8600m/ 0. Nela fazemos uma média de 4 horas na coluna 1.8 19.3 13.0 28-8 .3 5.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3).60m/s= 14333.1 21.1.1 8.2 12. 12.98 h= 4h (aproximadamente).8 19.3 5.3 5.0 5.0 19.6 19.1 5.2) que é parte da Tabela (28.0 22.3s= 238.

Obtemos um pico um pouco menor que é 155. Coluna 9: é o efeito reservatório.40 Col 8 18.61 104.12 25.72 46.3.05 51.84 21.20 L/s e assim por diante.5Km2 (L/s) Col 3 18.06 57.04 93. Coluna 8: Hidrograma obtido da coluna 3 usando o Método de Muskingum.83 97.00 18.84 50.04 64.77 Com amortecimento Com Muskingum Soma do 4.Cálculos Padrao (L/s) Inicio x 4.84 Col 5 40.5km2 e assim obtemos o hidrograma de entrada variando de 4h em 4h.5km2=18.5Km2 +4.99 L/s.12 43.20 21.30 13.55 47. Obtemos o valor máximo de 150.20 42.75 128.60 6.84 50.20 40.br 10/7/08 Tabela 28.19 139.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.20 81.20 x 3. Observar que houve um achatamento do pico da coluna 3 de 73.81 61.20 Col3+col6 Qe Col 4 21.93 26.70 148.60 21.75 L/s.10 21.2 25.17 161.04 47.20 x 3.50 67.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.46 41. Observar na coluna 4 que 50.70L/s Coluna 6: Defasagem de 4h.00 19.20 12. A norma de Interceptor aconselha a defasagem.82 88.97 Vamos explicar a Tabela (28. É o efeito reservatório.3): Coluna 1: variação das horas de 4 em 4 horas Coluna 2: valores em L/s obtido pela média obtido na Tabela (28.52 99.99 58.2Km3 + 4h Defasagem media Col 1 0 4 8 12 16 20 24 Col 2 5.35 73.99 46. Somamos a coluna 8 obtida pelo Método de Muskingum com a coluna 6 de 4.50 L/s para 61.19 L/s 28-9 .66 78. É o cálculo normal que se faz obtendo a vazao de pico 161.2Km2 (L/s) 3.2) Coluna 3: multiplicação da coluna 2 por 3.82 88.20 81.2km2 defasado de 4h.com.00 5.2 +Qe Col 9 40.06 57.19 124.2Km2 Coluna 5: coluna 3+ coluna 4.2Km2 4. Assim multiplicando 5.82 L/s está defasado na coluna 6 de 4h e assim por diante Coluna 7: É a coluna 3 + a coluna 6 da defasagem.04 Col 6 21.32 155.20 Col 7 40. Coluna 4: idem usando 4.12 25.63 150.

00 Para calcular a coluna 6 da vazão efluente Q1 e Q2.5km2 para 4.33 C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C1= [(4 / 4 + 2x0]/ 3 =0.00 pois consideraremos um reservatório para amortecimento.99 L/s e assim por diante.33x 42.33 C2= [2 (1.2 L/s Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Q2= 0. 4h. Δt= 4.2 + 0. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: A= 2 (1-X) + Δt /K = 2 (1-0) + 4 /4=3 C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C0= [(4 / 4 – 2x0]/ 3 =0. As equações básicas do Método de Muskingum estão abaixo.00horas.33 x18.2km2.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2km2.75 L/s • Com efeito do reservatório: 150. X=0.0) -(4 / 4]/ 3 =0.35 + 0.X) -(Δt / K)]/ A C2= [2 (1.70 L/s • Com defasagem: 155.19 L/s D=700mm D=700mm D=600mm 28-10 .br 10/7/08 Método de Muskingum.33 Sendo que: C0 + C1+ C2= 1. No caso adotamos o mesmo valor de K ou seja.00 que é o tempo de trânsito do ponto de 3.com. Desta maneira obtemos toda a coluna 6 que é o hidrograma do primeiro ponto com 3.5km2 que chega ao ponto onde entra o hidrograma dos 4. O valor K= 4. Importante notar que obtemos: • Sem defasagem: 161. O valor de Δt pode ser menor ou igual ao valor de K.2 = 25. admitimos primeiramente que Q1=18.33x18.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.

vamos construir um hidrograma unitário de maneira que a vazão de pico seja igual a 1 (unidade).50= 1.8 Hidrograma unitário Como não temos muitas pesquisas sobre o hidrograma de esgotos.56 x 0.30 Adotamos também 6 horas para a vazão mínima das 0 as 3 e das 22.50=0.56 Sendo: Qm= vazão média (m3/s) K1= coeficiente do dia de maior consumo =1.28 Adotamos Qm=0.0 Qm= 0. no inicio e no fim do hidrograma.br 10/7/08 28.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. 23 e 24h. Portanto: Qm x K1 x K2= 1.50 K3= coeficiente da vazão mínima=0.20 x 1.com.0 Qm x 1. 28-11 .5 Vazão mínima Qm x K3=0.20 K2=coeficiente da hora de maior consumo= 1.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

92 1.53 0.38 0. K2 e K3 Tempo (horas) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Hidrograma p/interceptor 0.30 28-12 .30 0.84 0.00 0.61 0.46 0.84 0.30 0.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.30 0.77 0.30 0.com.92 0.30 0.46 0.30 0.69 0.30 0.77 0.61 0.Hidrograma unitário para interceptor construído através dos coeficientes K1.38 0.53 0.br 10/7/08 Tabela 28.4.69 0.

com.8 0. K2 e K3 28-13 .Hidrograma unitário baseado nos coeficientes K1.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.br 10/7/08 Hidrograma elaborado Vazão unitária (m3/s) 1.0 0.0 0 4 8 12 Horas 16 20 24 Figura 28.2 0.6 0.7.

40 85.01 77.82 50.15 63.13 46.43 106.33 89.71 144.30 é o resultado aproximado de Qm x K3.79 74.78 77.68 142.26 23.72 27.30 23.47 63.03 85.84 78.09 49. Coluna 3: como temos a vazão de pico de 77 L/s multiplicamos o valor 77 L/s por todas as ordenadas da coluna 2 obtendo a coluna 3 que dará o pico as 12h.Aplicação do exemplo do Macedo com Hidrograma adotado Tabela 28.28 56.97 40.48 140.40 85.91 42.30 127.53 0.72 27.com.30 0.72 27.00 70.91 42.53 0.53 131.85 142.97 42.72 27.92 1.82 50.30 0.11 27.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.40 155.61 0.46 0.15 63.84 64.62 71.72 27.09 49. Os valores mínimos 0.82 50.72 34.11 27.68 59.5km 2 Tempo (horas) Coluna 1 4.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.28 56.95 101.06 53.70 129.30 0.38 0.10 29.21 92.84 0. K2 e K3.78 87.72 27.82 50.Cálculos elaborados com Hidrograma unitário 3.01 77.04 59.10 27.77 0.10 23.81 62.72 27.72 34.10 23.47 63.69 0.46 0.10 23.46 72.82 50.10 23.07 65.07 47.82 27.72 27.01 77.17 90.92 64.2km2 Pico 92.21 92.82 50.72 50.72 27.38 0.72 27.72 27.65 70.87 143.52 116.37 50.80 68.10 23.72 27.44 116.29 53.97 42.5) Coluna 1: são o tempo de hora em hora a começa de zero hora Coluna 2: é o hidrograma unitário obtido conforme os coeficientes K1.60 58.br 10/7/08 Exemplo 28.50 35.3.03 85.82 50.50 145.81 35.82 50.92 0.30 0.00 77.21 Explicação da Tabela (28.09 35.30 0. As 12h temos o valor máximo 1 que é o resultado de Qm x K1 x K2.72 50.89 103.42 29.10 23.72 27.76 56.72 27.30 0.30 130.03 65.82 50.50 35.13 114. 28-14 .57 93.61 0.72 27.5.40 L/s Coluna 4 Hidrograma unitário Coluna 2 Pico 77 L/s Coluna 3 Soma (3) + (4) Coluna 5 (4)+ 4h Defasagem Coluna 6 Defasagem (3) + (6) Coluna 7 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 0.08 41.62 71.05 156.02 71.22 169.76 56.72 27.82 56.77 0.84 0.69 0.82 64.36 48.02 79.30 0.98 118.35 103.65 141.00 0.84 78.65 70.36 48.

Obtemos o valor de pico igual a 145.40 L/s • Com defasagem: 145.40 L/s.br 10/7/08 Coluna 4: segue o mesmo raciocínio da coluna 3.53 L/s Em resumo temos: Importante notar que obtemos: • Sem defasagem: 169. Coluna 5: é a soma das coluna 3 com a coluna 4 que fornecerá o valor de pico as 12h no valor de 169. que é a defasagem. Este é o resultado previsto na norma técnica. Coluna 6: como é o exercício anterior do Macedo em que temos uma defasagem de 4h.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.53 L/s • Com efeito do reservatório: 142. só que o valor de pico é 92.40 L/s. Este é o cálculo normalmente adotado nos coletores. observar que os valores da coluna 6 estão defasados de 4 horas em relação aos da coluna 4.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.20 L/s D=700mm D=700mm D=600mm 28-15 .com. Coluna 7: é a soma da coluna 3 com a coluna 6 que está defasada de 4horas.

A empresa norte-americana Hazen-Sawyer utilizou na falta de dados medidos na década de 70 o dimensionamento que iremos expor. Conforme Tsutya.20 + 17.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. Qtrecho= ( K1 x K2 -1) Qm senΦ + Qm +Qmf + KI x QI Sendo: Qtrecho= vazão de montante de um trecho no instante de fase K1= coeficiente da máxima vazão diária K2=coeficiente da máxima vazão horária Φ=ângulo de fase da senóide (24h = 360º) Qm= vazão média dos esgotos sanitários.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui. público em L/s Quanto maior for a vazão Q. Q≤ 751 L/s K=1.10 Método da Sabesp para dimensionamento de esgotos com composição de hidrogramas. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2. Conforme Tsutiya. Isto é usado para o amortecimento das vazões de pico no dimensionamento das estações elevatórias ou estação de tratamento de esgotos. 28.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1.1 QI= vazão proveniente das grandes indústrias 28-16 . menor será o coeficiente K. comerciais. 1999 desde 1978 a Sabesp utiliza um hidrograma de descarga de esgotos representado por uma senóide.485/ Q 0. dos serviços públicos e de pequenas indústrias Qmf= vazão de infiltração KI= coeficiente de pico para as vazões industriais= 1.com.br 10/7/08 28. comercial.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial.9 Método da Sabesp para dimensionamento de interceptores de diminuição da vazão de pico K=K1 x K2.80 Q> 751 L/s K= 1.

9.br 10/7/08 Figura 28.Variação de K2 em função da vazão média da bacia de esgotamento Fonte: Tsutiya.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. 1999 28-17 .8.Hidrograma padrão senoidal Fonte: Tsutiya.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. 1999 Figura 28.

1997. Projeto de interceptor de esgoto sanitário. Faculdade de Saúde Pública e CETESB. Esgotos sanitários. Coleta e transporte de esgoto sanitário. Sistemas de esgotos sanitários. João Pessoa.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. 1977.br 10/7/08 28. 547páginas 28-18 . Planejamento e projeto dos sistemas urbanos de esgotos sanitários. 1973. -TSUTIYA. . CARLOS. 213 páginas. Editora Universitária. 418 páginas. -LEMES. -FERNANDES. CETESB.com. FRANCISCO PAES. 433 páginas.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.11 Bibliografia e livros consultados -ABNT 12207/92. 1999. PEDRO ALEM. -CETESB. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. EPUSP.

. que pode ser facilmente acessado pelo site. Segundo Truhaut. as substâncias químicas. A finalidade da ecotoxicologia é saber em qual grandeza.4 Destino dos poluentes O destino dos poluentes são basicamente três: • Ar • Água: receptor final dos poluentes • Solo/sedimento 29-1 . A ecotoxicologia estuda os efeitos adversos dos agentes tóxicos causados por contaminantes naturais ou sintéticos para o ambiente. a toxicologia é o estudo dos efeitos adversos de agentes químicos ou físicos em seres vivos conforme Lopes. A ciência dos agentes tóxicos. 1969 in Lopes. sugere a aplicação de medidas preventivas para os impactos futuros antes que ocorram graves danos ao ambiente natural.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. habitat e daí saiu o termo ecologia. Portanto. são nocivas e como e onde manifestam seus efeitos. No Brasil teve inicio somente em 1975 com Programa Internacional de Padronização de testes de toxicidade aguda com peixes. a toxicologia estuda os venenos e as intoxicações pelos mesmos.2 Ecotoxicologia Conforme Maranho. 2008 os primeiros testes de toxicidade com despejos industriais surgiram em 1863 e 1917 e os testes de toxicidade aguda em organismos aquáticos surgiram em 1930. isto é. a ecotoxicologia como estuda todo o ecossistema engloba a toxicologia. As atividades humanas e processos naturais podem causar fontes de contaminação nos ecossistemas com graves conseqüências ecotoxicológicas. 2008 diz que a ecotoxicologia alerta para os danos ocorridos nos diversos ecossistemas por substâncias químicas que representam risco e assim.1 Introdução O inicio da ecotoxicologia se deu em 1969 com o pesquisador francês René Truhaut. 29. Portanto. 2002. 29.3 Perigo Maranho.Curso de esgotos Capitulo 29. 29. Segundo Maranho. 2002 a ecotoxicologia é o estudo dos efeitos adversos de agentes químicos ou físicos no ecossistema. isoladas ou em forma de misturas. A palavra “eco” vem do grego oikos que quer dizer casa.2008 a toxicologia é a ciência que estuda os efeitos nocivos decorrentes da interação de substâncias químicas e de fenômenos físicos com o organismo.com.Noções de Ecotoxicologia 29. domicilio. A USEPA lançou em janeiro de 2004 o software gratuito denominado AQUATOX (release 2) que apresenta o modelo de rios e lagos onde existe os efeitos tóxicos. através de ensaios com matéria viva.br 19/06/08 Capítulo 29.

A movimentação dos contaminantes nos meios é determinada por processos físicos relacionados às propriedades químicas dos compartimentos ambientais e dos contaminantes. oxidação e redução e biodegradação • Sedimento: hidrólises.1-Esquema do destino dos poluentes Fonte: Maranho.5 Transporte dos poluentes O transporte dos poluentes são cinco: • Ar: fotólises e reações com OH• Agua: hidrólises.com. biodegradação e oxidação/redução • Biota: bioacumulação e metabolismo Conforme as propriedades físico-químicas dos xenobióticos é que é determinando o transporte entre as diferentes fases do meio.Curso de esgotos Capitulo 29.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O agente tóxico (xenobiótico ou substância ou toxicante) é qualquer substância química que interagindo com um organismo vivo.br 19/06/08 Figura 29. fotólises. 2008 29. é capaz de produzir um efeito tóxico seja este uma alteração funcional ou a morte. degradação microbiana e oxidação/redução • Solo: fotólises. hidrólises. 29-2 .

2-Esquema de transporte dos poluentes Fonte: Maranho. sintomas e efeitos que causam desequilíbrio orgânico. 2008 os testes de toxicidade é feito através de bioindicadores dos grandes grupos de uma cadeia ecológica e ligadas aos ambientes agrícolas.com.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Muitos testes crônicos são feitos com ovos e larvas de peixes e testes agudos podem ser feitos com minhocas.6 Testes de toxicidade Conforme Maranho.Curso de esgotos Capitulo 29. 2008 29.br 19/06/08 Figura 29. 29-3 . microorganismos) Nos testes de toxidade se examinam sinais. Não existe um ensaio que detecta todos os efeitos e portanto existe uma bateria de ensaios diferentes com vários critérios de toxicidade e conforme a situação específica. abelhas) • Decompositores (minhocas. por exemplo ou com abelhas. Assim são usadas: • Produtores (algas) • Consumidores primários (microcustáceos) • Consumidores secundários (peixes.

Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4-Testes de toxicidade Fonte: Maranho.Curso de esgotos Capitulo 29. 2008 29-4 .br 19/06/08 Figura 29.com. 2008 Figura 29.3-Testes de toxicidade Fonte: Maranho.

9 Principais efeitos deletérios Conforme Maranho. sintomas e alterações detectáveis por provas diagnósticas que caracterizam os efeitos deletérios ao organismo.guarú. hepatotoxicidade. Conforme Machado Neto.com. freqüência e da duração da exposição.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Como teste preliminar para determinar o intervalo de concentração pode ser usadas as espécies: o Brachydanio rerio (Cyprinidae) – paulistinha o Poecilia reticulata ou Phalocerus caudimaculatus (Poecilidae). 29.96: concentração nominal do agente químico que causa efeito agudo (letalidade) a 50% dos organismos-teste em 96h de exposição. biotransformação e eliminação de substâncias inalteradas e/ou metabólitos. Fase de toxicinética: processos desde a disponibilidade química até a concentração do toxicante nos órgãos alvo (absorção. nefrotoxicidaded.7 CE 50 e CL 50 A toxidade pode ser aguda ou crônica. Valor crônico (VC): conforme Machado Neto. 2008. Efeitos nocivos decorrentes da ação tóxica. das propriedades físico-químicas do agente e de fatores relacionados à suscetibilidade individual. 2005 é a média geométrica dos valores CENO e CEO. 2008 os principais efeitos deletérios são: • Alterações cardiovasculares e respiratórias • Alterações do sistema nervoso • Lesões orgânicas: totoxicidade. 2005 para peixes o CEO é a menor concentração nominal do agente tóxico que causa efeito deletério estatisticamente significativo na sobrevivência e reprodução em 7 dias de exposição. 29.8 Fases da intoxicação As fases da intoxicação são basicamente quatro abaixo explicadas conforme Maranho. Fase da exposição:a primeira fase da intoxicação é a fase da exposição. que depende da via de introdução. Define-se LC50 como a quantidade de pesticida presente por litro de solução aquosa que é letal para 50% dos organismos testados.br 19/06/08 29.e etc. armazenamento.Curso de esgotos Capitulo 29. 29-5 . CENO: concentração de efeito não observado CEO: concentração de efeito observado. Fase clínica: sinais. Fase da toxicodinâmica: mecanismos de interação entre o toxicante e os sítios de ação dos organismos. Conforme Machado Neto. distribuição. 2005 a toxicidade aguda para peixes é definida por: Concentração letal inicial média CL (I)50. O EC50 é a efetiva concentração em MG/L ou ug/L que produz em específico efeito mensurado em 50% de um organismo testado em determinadas condições de tempo em estudo. A toxidade aguda tem como base no LC50. concentração xenobiótico.

inativando-o. cérebro e coração Talidomida: coração e membros Fenobarbital: palato. o Antagonismo químico: o antagonista reage com o responsável pela ação. falhas. Precisamos monitorar o meio ambiente 29-6 .Curso de esgotos Capitulo 29.11 Bioindicadores São espécies animais ou vegetais que indicam precocemente a existência de modificações bióticas (orgânicas) e abióticas (físico/químicas) de um ambiente. Infertilidade masculina. Cloranfenicol: aplasia medular 20. 20. o Antagonismo funcional: quando dois antagonistas agem sobre o mesmo sistema. o Mutagênese: alterações hereditárias produzidas na informação genética armazenada no DNA( ex. 2008.10 Interações entre os agentes tóxicos sobre os organismos Conforme Maranho.. radiações ionizantes).Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. coração e atraso mental Álcool: defeitos faciais e atraso mental. 2008 temos.com. feminina ou mista o Teratogênese provocada por agentes infecciosos ou drogas o Aborto precoce ou tardio Alterações da capacidade reprodutora Exemplos: Vitamina A: atraso mental. o Antagonismo competitivo: quando um toxicante reduz o efeito do outro. não produziria tal efeito. no final o efeito tóxico será menor.br 19/06/08 • • • Lesões carcinogênicas/ tumorigênicas Lesões teratogênicas (malformações do feto) Alterações genéticas como : o Aneuploidização: ganho ou perda de um cromosso inteiro o Clastogênese: aberrações cromossônicas com adições. São organismos que ajudam a detectar diversos tipos de modificações ambientais antes que se agravem e ainda a determinar qual o tipo de poluição que pode afetar um ecossistema conforme Maranho. re-arranjos de partes de cromossomos. o Efeito sinérgico: o efeito final é maior que a soma dos efeitos individuais o Potenciação: o efeito de um xenobiótico é aumentado por interagir com outro toxicante que originalmente. produzindo efeitos contrários. o Efeito aditivo: o efeito tóxico final é igual à soma dos efeitos produzidos separadamente.

Funcionou o teste de toxicidade com Daphnia similis constituindo uma ferramenta indispensável para previsão do impacto dos efluentes industriais nos corpos de água receptores.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2008 fez um estudo do impacto ecotoxicológico no Estado de São Paulo para avaliar os diversos ramos industriais cujos efluentes são lançados em corpos hídricos.10 do corpo receptor.12 Impacto ecotoxicológico Nieto. De 32 amostra 66% tinham o potencial para acarretar impactos aos organismos aquáticos dos corpos receptores.com. Foi usada metodologia da ABNT para o uso da Daphnia similis bem como o uso de CE50/ 10 que foi comparado com o valor CER definido como: CER= vazão média do efluente x 100/ vazão média do efluente + Q7. CER ≤ CE50/ 100 Os resultados foram que os tratamentos feitos com projetos e bem operados tiveram uma remoção significativa da toxicidade. Foram coletadas 90 amostras e fizeram testes de toxicidade aguda com Daphnia similis e ainda foram comparados os resultados as tradicionais análises físico-químicas e biológicas.br 19/06/08 29. 29-7 .Curso de esgotos Capitulo 29.

15 Bibliografia e livros consultados -AQUATOX REALEASE 2. Modeling environmental fate and ecological effects in aquatic ecosystems.. Caracterização ecotoxicológica de efluentes liquidos industriaisFerramenta para ações de controle da poluição das águas. UNESP. NILDA A. Toxicologia Ambiental. 1987.Associação dos engenheiros da CETESB. -NIETO. Ecotoxicologia dos agrotóxicos e saúde ocupacional. REGIS.Curso de esgotos Capitulo 29. HarperCollins. 2002. -MACHADO NETO. JOHN. 3º encontro técnico anula da ASEC. LUCINEIDE APARECIDA.br 19/06/08 29. 2008 (?). Bióloga. Ecotoxicologia. G. -THOMAN.com. 2002. -MARANHO. 2004. XXVI Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental. CETESB. Nov/ 2005. Ecotoxicologia.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Faculdade de Farmácia. 29-8 . ROBERT e MUELLER. G. Universidade Évora. Controle da poluição das águas em indústrias têxteis. -FERCINOLA. USEPA. campus de Jabuticabal. ALVARO TEIXEIRA. -NIETO. Engenheiro químico da CETESB. Principles of surface water quality modeling and control. REGIS. ABES. -LOPES. junho. Lisboa.

Existe a norma da ABNT NBR 12208/92 Projeto de Estações elevatórias de esgoto sanitário que é a antiga NB-569/1989.1) a (30. 30.Corte esquemático de uma elevatória convencional com bombas de eixo horizontal. 1997 30-1 .50m/s ≤ V ≤ 1.1 Introdução O dimensionamento de bombas e motores já foi explicado no curso de redes de água.4) temos os vários tipos de estação elevatória de esgotos sanitários. A única diferença que existe é que no dimensionamento temos que prever um poço de sucção e que a detenção do esgoto no referido poço não passe de 20min. 30. Fonte: Fernandes. 2001 que no dimensionamento de um poço de sucção é necessário atender duas exigências básicas: • Intermitência na partida das bombas • Tempo de detenção de esgotos Nas Figuras (30.br 25/06/08 Capitulo 30.00m/s As tubulações terão o diâmetro mínimo de 100mm.2 Velocidades Conforme a NBR 12208/92 as velocidades na sucção e recalque são: • Sucção: 0.com. Figura 30.60m/s ≤ V ≤ 3.1.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Dimensionamento do poço de sucção Vamos seguir os ensinamentos de Crespo.Estação elevatória de esgotos sanitários 30.50m/s • Recalque: 0.Curso de esgotos Capítulo 30.

Elevatória com bombas de eixo horizontal.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Fonte: Fernandes.3.Elevatória com bombas de eixo vertical.2.Curso de esgotos Capítulo 30. 1997 Figura 30. Fonte: Fernandes.br 25/06/08 Figura 30.com. 1997 30-2 .

1997 Na Figura (30. Fonte: Fernandes. Fonte: Fernandes.Curso de esgotos Capítulo 30. 1997 30-3 .5) temos vários tipos de sucção de bombas para elevatória de esgotos sanitários.com.Formas de sucção e respectivas submergências.br 25/06/08 Figura 30. Figura 30.Instalação típica para bombas Flygt.5.4.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

5 Vazões iniciais e finais As vazões a serem consideradas são: Qi= vazão afluente no inicio do plano desprezando a variação horária K2. recomenda-se que os conjuntos motor-bomba sejam iguais. considerando a vazão da maior bomba a instalar (quando operada isoladamente) e o menor intervalo de tempo entre as partidas consecutivas do seu motor de acionamento.Curso de esgotos Capítulo 30. No caso de mais de dois conjuntos.6 Volume do poço de sucção È o volume compreendido entre os níveis máximo e mínimo de operação das bombas conforme NBR 12208/92. cada um com capacidade para recalcar a vazão máxima.4 Tempo de detenção média.com.7 Número de bombas Conforme a NBR 12208/92 devem ser previstos dois conjuntos motor-bomba.9 Dimensionamento do poço de sucção O volume do poço é dado pela seguinte relação: Vd= A x H Sendo: Vd= volume do poço (m3) A= área do poço (largura x comprimento) (m2) H= distância vertical entre o NA médio e o fundo do poço (m).8 Volume útil Conforme NBR 12208/92 o volume útil deve ser calculado. 30.br 25/06/08 30. 30. Conforme a NBR 12208/92 o maior tempo de detenção deve ser de 30min. Quando forem adotadas bombas de rotação constante.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A vazão mínima representa uma grandeza tão pequena que inviabiliza o cálculo para determinar o volume máximo do poço. Qf= vazão afluente no fim do plano. 30. conforme recomendado pelo fabricante. Para o cálculo da vazão mínima considera-se a vazão média de fim de plano sem considerar a infiltração e dividida por 4. Admite-se que o NA médio corresponde a um nível eqüidistante entre o NAmax e o NAmin. Segundo Crespo. 30. 30. Qmin= Qmédio/ 4 Sendo: Qmin= vazão mínima (m3/min) Qmédio= vazão média de fim de plano sem considerar infiltração (m3/min) 30-4 . sendo um deles reserva. O limite máximo de rotação recomendado pela NBR 12208/92 é de 1800 rpm. 2001 a vazão mínima é uma variável difícil de ser fixada. o reserva instalado deve ter capacidade igual à do conjunto de maior vazão.

A bomba não deve ter mais de 5 ou 6 partidas por hora e caso não seja feito isto teremos problemas na vida útil dos equipamentos.5 = 156.5 x Qb Sendo: V= volume mínimo do poço de sucção entre o Namax e o Namin (m3) Qb= capacidade nominal da bomba (m3/min) Exemplo 30.5 L/s x km • Coeficientes de vazão: • K1= 1.25 L/s 30-5 .10 Intermitência na partida das bombas Conforme Crespo.25 L/s + 25.com.000hab • Quota per capita: 150 L/dia x hab • Extensão da rede coletora: 50km • Taxa de infiltração: 0. 2001 o intervalo de duas partidas consecutivas de uma mesma bomba denomina-se intermitência das partidas.5 L/s x km= 25 L/s Vazão de projeto Q= 156.5 coeficiente de vazão na hora de maior consumo • Número de bombas: 2 +1 Solução: Vazão média Qmédia= (50000hab x 150 L/dia x hab)/ 86400s= 86. 2001. 2001 Dimensionar um poço de sucção de uma estação elevatória de uma cidade com: • População de 50.81 L/s x 1. T= Vd/Qmin Sendo: T= tempo de detenção do esgoto no poço de sucção (min) Vd= volume do poço de sucção (m3) Qmin= vazão mínima (m3/min) 30.2 coeficiente de vazão no dia de maior consumo • K2= 1.25 L/s Vazão de infiltração: 50 km x 0.5 Qb V= 2.0 L/s= 181.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Admitindo-se intervalo de 10min de intermitência o volume mínimo do poço de sucção será: V= t x Qb/ 4 Admitindo t=10min entre duas partidas temos: V= t x Qb/ 4 V= 10 x Qb/ 4= 2.8 L/s Vazão máxima sem infiltração Qmax= 86.Curso de esgotos Capítulo 30.1.Extraído de Crespo.2 x 1.br 25/06/08 O tempo de detenção de esgoto no poço de sucção é dado pela seguinte equação conforme Crespo. A média considerada entre duas partidas consecutivas é de 10min.

30= 23. 30-6 . a vazão de cada bomba Qb será: Qb= 181.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 x Qb V= 2.36 x 7. T= Vd/ Qmin Sendo: T= templo de detenção (min) Vd= volume do poço ente o Na médio e o fundo do poço (m3) Qmin= vazão mínima de projeto (m3/min) Distância entre o Namin e o fundo do poço: 0. Distância vertical entre o Na médio e o fundo do poço: 0.Curso de esgotos Capítulo 30.40 x 2.80m= 16. Portanto.25 L/s / 2= 90.21m3/min Qmin= Qmédio/ 4= 5.63 L/s= 5.59m3 Admitindo-se uma distância vertical entre o Namax e o Namin de 0.br 25/06/08 Vamos ter duas bombas funcionando e mais uma de reserva.96= 1.59m3 A= Vd/H=13. Este valor é fixado de modo que o Namin fique em cota igual ao topo do rotor.80/2 + 0.99m2/ 7.15m3/ 1.5 x 5.44m3/min= 13.40m= 2.99m2 Considere-se que a disposição das bombas na estação elevatória exige um comprimento do poço na horizontal igual a 7.40m.80m Vd=13.30 m3/min T= Vd/ Qmin = 23.30m3/min= 17.44 m3/min V= 2.81 min < 20min OK.com.50m3/ 0.30m Verificação do volume do poço de sucção para respeitar o tempo de detenção máximo permitido.15m3 Vazão mínima Qmin Qmédio= (50000 x 150/ 1000 x 24 x 60) = 5.46m Vd= 1. Largura do poço= 16.96m.80m teremos: Área do poço: Vd= A x H A= Vd/ H H=0.21/4= 1.

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Figura 30.6- Esquema do NA max, Na min

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30.11 Modelo Paulo S. Nogami O prof dr. Paulo S. Nogami apresentou em 1973 para sistemas elevatórios de esgotos o seguinte modelo. Recomendou que o período de detenção não exceda de 30min em qualquer caso. Recomendou ainda que o número de partida do motor não ultrapasse de 10, o que limita a 6 minutos o ciclo ente dois inícios de bombeamento. Nogami, 1973 citou as seguintes expressões: V= q x p p= V/ q Sendo: V= volume útil do poço de tomada q= vazão de chegada p= período de parada da bomba V= (Q –q) x f f = V/ (Q – q) Sendo: V= volume do poço Q=vazão de bombeamento q= vazão de chegada f= período de funcionamento da bomba Exemplo 30.2- Extraído de Paulo S. Nogami, 1983 Determinar o volume útil de um poço de tomada de uma estação elevatória que deverá receber uma vazão média anual de 16 L/s. As vazões máxima e mínima correspondem, respectivamente a 2 vezes a metade da vazão média. Indicar a capacidade da bomba e calcular os períodos de funcionamento e parada da bomba para quando a vazão de chegada for mínima. Volume do poço V= 0,016m3/s x 10min x 60s= 9,6 m3 Capacidade adotada para a bomba: 35 L/s ( > 32 L/s) Período de funcionamento para a vazão mínima Vazão mínima= 0,5 x 16 L/s= 8 L/s= q Q= 35 L/s V= 9600 Litros f = V/ (Q – q) f = 9600/ (35 – 8) = 355 s= 5,9min Tempo de detenção no poço de sucção p= V/q p= 9600/8 = 1200s= 20min < 30mim OK

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Exemplo 30.3- Extraído de Fernandes, 1997 Dimensionar o volume do poço úmido e a potência instalada para desnível geométrico de 6,60m. Dados: 805 casas 5 pessoas/casa Distância: 408m Rede coletora a montante: 4,30Km. Solução: População de projeto P= 805casas x 5 pessoas/casa= 4025 pessoas Quota per capita= 150 L/dia x pessoa Coeficiente de retorno= C= 0,80 V= 0,80 x 0,150 x 4025= 483m3/dia= 5,59 L/s K1= 1,25 K2=1,40 K3=0,60 Taxa de infiltração= TI= 0,000 5 L/s x m Contribuição doméstica no dia de maior consumo: Qd= K1 x 483000 Litros/ 86400s= 1,25x 483000 Litros/ 86400s =6,99 L/s Contribuição doméstica na hora de maior consumo: Qd,max= K2 x Qd= 1,40 x 6,99= 9,79 L/s Vazão máxima de projeto em tempo de chuva Qh,max= 9,79 + 0,0005 x 4300m= 11,94 L/s Vazão mínima em tempo de seco Qmin= K3 x 483000/86400= 0,60 x 483000/86400= 3,35 L/s Pré-dimensionamento do volume Admitindo um período de parada de 10min quando a vazão de chegada corresponde a Qd teremos: V= tp x Qd = ( 10min x 60s) x 6,909/1000= 4,19m3 Adotamos V=4,0m3 Testando este valor para: 1) para máxima (vazão de chegada mínima) tp,max = V/ Qmax= 4000 /(3,35 x 60)= 19,90 min < 20min OK. 2) Funcionamento mínimo (vazão de chegada mínima) para Qmax= 11,94 L/s e analisando-se as circunstâncias do problema com uma só bomba funcionando com capacidade Qb= 12 L/s. tf, min= V/ (Qb- Qmin)= 4000/ ( 12,0- 3,35) x 60= 7,71min 3) Número máximo de partidas por hora (quando a vazão de chegada for mínima indica máxima parada com mínimo funcionamento). N= 60min / (tp, max + tf, min)= 60/ (19,90+7,71)=60/27,61= 2,14 < 4 OK Assim conclui-se que o volume de 4,00m3 satisfaz as condições de impedimento de septicidade e sedimentação e número máximo de partidas por hora. 30-9

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Potência instalada Dr= diâmetro da canalização de recalque Fórmula de Bresse Dr= 1,3 x Qb 0,5= 1,3 x 0,012 0,5= 0,142m Se Dr=150mm tem-se Vr=0,68m/s Se Dr=125mm tem-se Vr= 0,97m/s então adota-se no recalque Dr=125mm e na sucção será Ds=150mm. Altura manométrica H Empregando Hazen-Willians C=80 ferro fundido 10,643 . Q 1,85 J = ----------------------C1,85 . D4,87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m); Q= vazão em m3/s; C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Q= 12 L/s achamos J=0,0224 m/m Supondo comprimento virtual para as perdas localizada equivalentes a 26m encontram-se: H= 0,0224 (26+408)= 16,32m Potência instalada 1) Potência da bomba Qb= 12 L/s rendimento bomba= 66% rendimento do motor=80% Pb= (12 x 16,32)/ (75 x 0,66x 0,80)= 4,9 CV= 4,95 x 0,986=4,88 HP Folga de 20% ( 5HP a 10 HP) Pt= 1,20 x 4,88= 5,48 HP Adoto: Pt= 6 HP Teremos dois motores de 6 HP cada, sendo um de reserve.

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30.12 Grades de barras Quando a vazão for maior que 250L/s a limpeza das grades deverão ser mecanizadas. 30.13 Gerador de emergência Conforme a NBR 12208/92 no ponto de entrada de energia elétrica, deve ser previsto dispositivo que permita a ligação de gerador de emergência. 30.14 Fórmula de Hazen-Willians A formula de Hazen-Willians é usada para tubos com diâmetro maiores que 50mm; 10,643 . Q 1,85 J = ----------------------C1,85 . D4,87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m); Q= vazão em m3/s; C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians; D= diâmetro em metros. Obtemos: Qo= (C1,85 . D4,87 . J / 10,643) (1/1,85)

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Figura 30.7- Nomograma para a equação de Hazen-Willians para C=100 Fonte: Hammer, 1979

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Figura 30.8- Fatores de correção para determinação da perda de carga com valores diferentes de C=100. Fonte: Hammer, 1979 Exemplo 30.4 Para a vazão de 12 L/s, diâmetro D=100mm na Figura (30.7) achamos a perda Hf= 40/1000 Como queremos C=80 olhando a Figura (30.8) achamos K=1,51 Portanto, Hf= K x 40/1000= 1,51 x 40/1000=0,0604m/m

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30.15 Bibliografia e livros consultados -ABNT NBR 12208/92, Projeto de Estações elevatórias de esgoto sanitário. -CETESB. Sistemas de esgotos sanitários. Faculdade de Saúde Pública e CETESB, 1973, 418 páginas. -CRESPO, PATRICIO GALLEGOS. Elevatórias nos sistemas de esgotos. Editora UFMG,2001, 290páginas. -CRESPO, PATRICIO GALLEGOS. Sistemas de esgotos. Editora UFMG, 1997, 129páginas. -FERNANDES, CARLOS. Esgotos sanitários. Editora Universitária, João Pessoa, 1997, 433 páginas. -HAMMER, MARK J. Sistemas de abastecimento de água e esgotos. Editora Livros Técnicos, 1979, 563 páginas. -NOGAMI, PAULO S. Estação elevatória de esgoto. In Sistema de esgotos sanitários, 1973, Faculdade de Saúde Publica e CETESB, 416páginas.

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Capitulo 31- Cargas em tubos flexíveis 31.1 Introdução O SAAE de Guarulhos usa o PVC para esgoto desde 1983 e usa o polietileno de alta densidade (PEAD) desde 1972. Os tubos cerâmicos tiveram começaram a ser assentados em 1966 com juntas feitas com estopa alcatroada e asfalto preparado. Mais tarde foram usados tubos cerâmicos com j unta elástica. 31.1 Deformação diametral Uma das primeiras preocupações que tive, quando comecei a usar os tubos de PVC rígido em redes de esgotos sanitários, foi com a deformação diametral. Minha dúvida era sobre a resistência dos tubos de PVC. Primeiramente, comecei a fazer uma pesquisa sobre a profundidade de valas que o SAAE de Guarulhos usava. Profundidade da vala (m) 1,2 1,5 1,8 2,0 2,3 2,4 Total Freqüência de ocorrências (%) 0,5 80,0 5,0 10,0 4,0 0,5 100,0%

Conclui que 80% de nossas valas eram praticamente da profundidade de 1,5 m, sendo que a profundidade variava de 1,2 a 2,4 m. A largura das valas, feitas por retroescavadeira, também era padronizada: valas estreitas, com largura de 0,60 m ,e valas largas, com largura de 0,80 m. Para valas até 1,5 m de profundidade, usamos a caçamba de 0,60 m, e para valas superiores a 1,5 m de profundidade, usamos caçamba de 0,80 m de largura. 31.2Teoria dos tubos flexíveis O professor Anson Marston, da Universidade de Iowa (EUA), em 1913, publicou sua teoria sobre cargas em tubos, considerada até hoje “o estado de arte” sobre o assunto. Marston fez duas teorias, sendo uma para tubos rígidos e outra para tubos flexíveis. Segundo ele, para tubos rígidos, temos; w = Cd x b x W , Sendo: w = peso por metro linear (kgf/m); Cd = coeficiente de carga para condutos instalados em vala; b = largura da vala medida na geratriz superior do tubo em metros; W = peso específico do solo (kgf/m). Entretanto, a equação acima só pode ser aplicada para valas estreitas, isto é, menores que 2,5xD. Para valas maiores que 2,5xD, temos que considerar a condição de prisma: Assim teremos:
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w= h x W x b (kgf/m) ou p= pe x h x d (kgf/m) Sendo: w = peso por metro linear (kgf/m); pe = peso específico (kgf/m3); h = altura de recobrimento em metros; d = diâmetro externo do tubo em metros. 31.3 Spangler Splanger era formando na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, quando achou o erro nas fórmulas dos tubos flexíveis: a não validade da carga sobre dois pratos paralelos para avaliação dos tubos flexíveis. A nova fórmula desenvolvida por Spangler está muito bem explicada no ITT-3 (Informativo Técnico Tigre, Número 3). Usando a Teoria de Marston, para a carga de terra, e a Teoria de Spangler, para tubos flexíveis, e usando ainda a carga móvel segundo o tipo T-30 da ABNT, que admite que o veículo tenha carga máxima de 30 toneladas, dando 5.000 kg em cada roda, e usando o tipo de compactação leve que fazemos e escolhendo o pior terreno, calculamos as várias deformações, a longo prazo, que poderíamos ter. Assim, obtivemos a Tabela (31.1).
Tabela 31.1-Cálculo da deflexão diametral para tubos flexíveis de esgoto sanitário (PVC)

Profundidade. (m) 1,2 1,5 1,8 2,0 2,3 2,4

Diâmetro (mm) 150 150 150 150 150 150

Altura de recobr. (m) 1,05 1,35 1,65 1,85 2,15 2,25

Largura da vala (m) 0,6 0,6 0,8 0,8 0,8 0,8

Carga da terra (kgf/m) 330 425 519 582 677 708

Carga móvel (kgf/m) 566 404 325 291 254 243

Carga total (kgf/m) 896 829 845 874 931 952

Sendo: Carga móvel T-30 Carga de terra: fórmula de Marston Deflexão: fórmula de Spangler Peso específico = 2100 kgf/m³ (argila) Classe de rigidez = CR= 2500 K= 0,1 Compactação leve DR= 1,75 E’= 2,8 MPa

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Tabela 31.2-Cálculo da Deflexão Diametral para tubos flexíveis de esgoto sanitário (PVC) Profundidade Carga total Deflexão máxima Deflexão diametral da vala (%) (m) ( kgf/m) (%) 1,2 896 7,5 4,0 1,5 829 7,5 4,01 1,8 845 7,5 4,32 2,0 874 7,5 4,58 2,3 931 7,5 5,03 2,4 952 7,5 5,19 Concluímos que, para profundidades de vala existente na prática, e pelo tipo de compactação que fazemos, a deformação diametral relativa máxima varia de 4,0 a 5,19%, portanto abaixo de 7,5% , conforme NBR 7367 e que está na Tabela (31.2). 31.4 Testes de deformação diametral relativa a longo prazo Preocupados com a deformação diametral, devida às cargas externas, fizemos experiências em redes de esgoto de PVC rígido de diâmetro de 150 mm, com dois anos de operações, passando um gabarito esférico de plástico rígido de diâmetro 7,5% menor que o diâmetro interno da tubulação. Entramos em contato com os técnicos da Tigre e nosso pedido de confecção do referido gabarito esférico foi encaminhado. Com a esfera pronta, introduzímo-la nas redes de PVC de 150 mm, executadas dois anos antes. Não houve nenhum problema, confirmando, então, a suposição de que a deflexão máxima não atingiria os 7,5% máximos admitidos pela norma. É importante observar que, se houver uma deformação máxima de 7,5% do diâmetro, a seção diminuirá somente em 0,6%, o que é insignificante. Caso queiramos a deformação máxima permissível, logo após a instalação, devemos dividir a deformação máxima ao longo prazo (7,5%) pelo coeficiente de deformação adotado.

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5 Referências Bibliográficas: -Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT.Cargas em tubos flexíveis Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. NBR 7362 de novembro de 1984 referente a Tubo de PVC rígido com junta elástica. -Informativo Técnico Tigre 03.1952. -Engº Carlos Alberto dos Santos e Adejalmo Figueiredo Gasen.br 22/6/08 31.com. Handbook of Applied Hydraulics.A. coordenador do projeto: Maurício Cleinman. 31-4 . -InformaTigre. Estudo Comparativo entre Redes Coletoras de Esgoto do Tipo Convencional e Não Convencional. -Calvin Victor Davis. -Linsley and Franzini. coletor de esgotosespecificação. outubro 1984. produzido pela Asfamas e Abivinila. de agosto/86.Curso de rede de esgotos Capitulo 31. Water-Resources Engeneering. Estudos Para determinação de novos parâmetros e critérios de projetos de redes de esgotos utilizando o modelo de otimização. McGraw-Hill Book Company. Manual M23. 1964. setembro 1987. McGraw-Hill Book Company. -American Water Works Association (AWWA). -Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema). Informativo da Tubos e Conexões Tigre S. Pipe Design and Instalacion.

Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Darrel I. 32-1 .br Capítulo 32 Caixa de retenção de óleo e sedimentos As pessoas ficam surpresas quando aprendem que muito pouco da precipitação destina-se para a recarga de aqüíferos subterrâneos. Leap in The Handbook of groundwater engineering.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.

Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.21 32.18 32.12 32.27 Capitulo 32.16 32.26 32.Caixa de retenção de óleos e sedimentos Introdução Densidade gravimétrica Tipos básicos de separadores por gravidade óleo/água Vazão de pico Método Racional Equação de Paulo S.19 32.25 32. Critério de seleção Limitações Custos e manutenção Lei de Stokes Dados para projetos Desvantagens da caixa de óleos e graxas Caixa de retenção de óleo API por gravidade Dimensões mínimas segundo FHWA Volume de detenção Caixa de retenção coalescente com placas paralelas Fabricantes no Brasil de caixas com placas coalescentes Flotação Sistemas industriais americanos para separação de óleos e graxas Skimmer Postos de gasolina Vazão que chega até o pré-tratamento Pesquisas do US Army. Wilken para RMSP Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para P= 25mm e P=13mm.3 32.20 32.10 32.22 32.1 32.14 32.11 32.15 32.7 32.13 32.br Sumário Ordem Assunto 32.5 32.9 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 2000 Princípios de Allen Hazen sobre sedimentação Lei de Stokes 46páginas 32-2 .6 32.17 32.24 32.8 32.4 32.com.2 32.

Em pouco tempo tudo foi destruído. shoppings. O separador óleo/água não remove óleo dissolvido. por exemplo. Aquele posto de gasolina é um hotspot e nunca deveria ser feito a infiltração no local.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Em geral os glóbulos são da ordem de 5μm a 20μm. Usualmente possuem glóbulos menores que 5μm • Óleo dissolvido: é o óleo solubilizado em um líquido que é um solvente e pode ser detectado usando análises químicas. Além disto a maioria dos separadores removem sedimentos e materiais flutuantes.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. O objetivo é remover somente o chamado óleo livre. lanchonetes. • Óleo emulsionado quimicamente: as emulsões deste tipo são geralmente feitas intencionalmente e formam detergentes. Estacionamentos residenciais e ruas possuem baixa concentração de metais e hidrocarbonetos. 32-3 . estradas de rodagens são potenciais para a contaminação de hidrocarbonetos conforme Figuras (32. oficina de conserto de veículos. gasolina. Pesquisas feitas em postos de gasolina revelaram a existência de 37 compostos tóxicos nos sedimentos das caixas separadoras e 19 na coluna de água da caixa separadora. fluidos alcalinos e outros reagentes. • Óleo aderente a sólidos: é aquele óleo que adere às superfícies de materiais particulados. ou seja. como um bombeamento. A caixas separadores de óleos e graxas são designadas especialmente para remover óleo que está flutuante. Eles são separados devido a sua baixa gravidade específica e eles flutuam.3).1 Introdução O grande objetivo do uso dos separadores óleo/água são os lugares que possuem um alto potencial de contaminação urbana.com. estacionamentos de automóveis e caminhões. a existência de uma válvula globo ou uma outra restrição do escoamento. pois o óleo contido nas emulsões e quando estão dissolvidos necessitam tratamento adicional.Caixa de retenção de óleo e sedimento (oil/grit separators) 32. compostos de petróleo leves e graxas. supermercados. Muitos destes compostos são PAHs (Policyclic aromatic hydrocarbons) que são perigosos para os humanos e organismos aquáticos (Auckland.1996). aeroportos. onde o piso era de elementos de concreto e no meio tinha grama com areia. etc.br Capitulo 32. O óleo pode-se apresentar da seguinte maneira: • Óleo livre: que está presente nas águas pluviais em glóbulos maiores que 20μm. O óleo é misturado a água através de uma emulsão mecânica. • Óleos emulsionados mecanicamente: estão dispersos na água de uma maneira estável. Outros lugares com estacionamento diário ou de curto período.1) a (32. Na cidade de Campos do Jordão em São Paulo fizeram um posto de gasolina na entrada da cidade. os “Hotspots” como postos de gasolina. como restaurantes.

Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Posto de gasolina Figura 32.com.Pistas de Aeroportos 32-4 .Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.2.1.br Figura 32.

mas entretanto as águas pluviais proveniente de postos de gasolina.com.com/assets/HardingTownship.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Acesso em 12 de novembro de 2005.vortechnics. Firma Vortechnic. graxas e sedimentos com placas coalescentes são para globos maiores ou iguais a 60 µm e reduzem o efluente para 10mg/l (Eckenfelder. reduzem o efluente para cerca de 50mg/l (Eckenfelder. 1989). Dica: a caixa separadora de óleos. 1989).pdf. Figura 32. 32-5 . ainda com a desvantagem do sulfato de alumínio produzir grande quantidade de lodo.Estradas de rodagem asfaltadas As águas pluviais em geral contém glóbulos de óleo que variam de 25μm a 60μm e com concentrações de óleo e graxas em torno de 4 mg/l a 50mg/l (Arizona.br Figura 32. sendo uma delas a acidificação. Dica: a caixa separadora de óleos. 1996).4. 1989.Estacionamento de veículos http://www. A emulsão requer tratamento especial e existem varias técnicas. etc possuem grande quantidade de óleo e graxas. graxas e sedimentos que seguem a norma API são para glóbulos maiores ou iguais a 150µm. a adição de sulfato de alumínio e introdução de polímeros conforme Eckenfelder.3.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.

59 Querosene 0. Tabela 32.90.2) para caixas com três câmaras e poços de visita.95.68 a 0.88 Água 1. Uma maneira de separá-los por gravidade é a utilização da Lei de Stokes. ficam retidos os materiais sólidos e óleo. Os líquidos imiscíveis ou não solúveis um com o outro formam uma emulsão ou suspensão coloidal com glóbulos menores que 1µm.br 32.88 Tetracloreto de carbono 1.gc.com.90 Água 0.cmhc-schl.1.85 a 0. Ontário-http://www.2 Densidade gravimétrica Há líquidos imiscíveis. como por exemplo.Densidades de vários líquidos Líquido Densidade a 20º C Álcool etílico 0. Solução: é a mistura de dois ou mais substâncias formando um só líquido estável.ca/en/imquaf/himu/wacon/wacon_024. o óleo e a água.876 Óleo combustível médio 0.75 recomendado (Auckland.80 A velocidade de ascensão dos glóbulos de óleo depende da viscosidade dinâmica que varia com o tipo de líquido e com a temperatura. Emulsão é uma mistura de dois líquidos imiscíveis: detergente. pois sendo menor a densidade do óleo o glóbulo tende a subir até a superfície.79 recomendado(Auckland.3. Tabela 32.cfm.American Petroleum Institute. As Tabela (32.2 –Eficiência das caixas de óleos e graxas Redução (%) Tipo de caixas Volume TSS Sólidos totais em suspensão Metais Pesados (m3) Três câmaras 52 48% 21% a 36% Poço de visita 35 61% 42% a 52% Óleos e graxas 42% 50% Fonte: Canadá. Tabela 32.823 Óleo diesel 0.00 Fonte: Streeter e Wylie.93 Óleo lubrificante 0. Dica: adotaremos neste trabalho hidrocarboneto com densidade gravimétrica de 0.81 Mercúrio 13.85 Óleo de motor 0. As três câmaras são das normas API . 2005) Gasolina 0.37 Óleo cru 0.90 recomendado (Auckland. etc. 32-6 .998 Óleo Diesel 0.1) e (32.85 a 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Acessado em 8 de novembro de 2005. 2005) Etanol 0. 1980 A eficiência das caixas separadoras de óleo e graxas é estimada pela Tabela (32. O separador de óleo remove hidrocarbonetos de densidade gravimétricas entre 0. Na caixa de retenção de óleos e sedimentos que denominaremos resumidamente de Separador.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.3) mostram as densidades gravimétricas de alguns líquidos.79 Benzeno 0. 2005) Querosene 0.852 Óleo combustível pesado 0.906 Querosene 0.Diversas densidades de líquidos Líquido Densidade a 20º C g/cm3 ou g/mL Benzeno 0.

4) mostra os tempos de ascensão com relação ao diâmetro do glóbulo de óleo onde se pode observar que uma partícula com diâmetro de 150μm tem um tempo aproximadamente menor que 10min.Diâmetro e distribuição dos glóbulos de óleos Fonte: http://www.5).knoxville.com.tn.4. 32-7 .pdf. estabilidade da emulsão e diâmetro do glóbulo Tempo de ascensão Estabilidade da emulsão Diâmetro do glóbulo (μm) < 1 min Muito fraco >500 < 10 min Fraco 100 a 500 Horas Moderado 40 a 100 Dias Forte 1 a 40 Semanas Muito Forte < 1 (Coloidal) A distribuição do diâmetro e do volume dos glóbulos está na Figura (32.ci.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.5.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP. Figura 32. Quanto menor o diâmetro do glóbulo. Tabela 32.Tempo de ascensão. Acessado em 12 de novembro de 2005.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. maior é o tempo de separação água/óleo.br A Tabela (32.

com.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.knoxville.br Figura 32. Acessado em 12 de novembro de 2005.tn.ci.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Separador de óleo em posto de gasolina http://www.pdf. 32-8 .6.

Segundo o dicionário Houaiss coalescer quer dizer unir intensamente. O óleo é retirado através de equipamentos manuais ou mecânicos denominados skimmer quando a camada de óleo atinge 5cm mais ou menos. resguardadas outras exigências cabíveis: V.3 Tipos básicos de separadores por gravidade óleo/água Existe basicamente. sendo a primeira para sedimentação. Se estiver on line a caixa deverá atender a vazão de pico da área. a segunda para o depósito somente do óleo e a terceira para descarga.1982 fez pesquisa na Baia de São Francisco sobre óleo e graxa e concluiu que há uma forte conexão entre a massa de óleo e graxa no início da chuva.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.óleos vegetais e gorduras animais até 50mg/L Para postos de gasolina por exemplo. uso de membranas. Tomaremos como padrão a densidade do hidrocarboneto < 0. filtração (filtros de areia). caso seja maior a mesma deverá ser subdividida 32-9 . As demais tecnologias para remoção de óleo/água: flotação. onde achamos o número CN e aplicando o SCS TR-55 achamos a vazão de pico ou aplicar o método racional que será usado neste Capítulo.8m3/h até 40m3/h. A Resolução Conama 357/05 no artigo 34 que se refere a lançamentos exige que: Artigo 34-Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados. aderente. No Brasil temos fabricantes como Alfamec com separadores coalescentes de PEAD. Constatou que as maiores quantidades de óleo e graxas estavam nas áreas de estacionamento e industriais que possuíam 15. aço inox cujas vazões variam de 0. três tipos de separador água/óleo por gravidade: • Separador tipo API (Americam Petroleum Institute) para glóbulos maiores que 150μm • Separador Coalescente de placas paralelas para glóbulos maiores que 60μm.25mg/l de óleos e graxas. Possuem placas paralelas corrugadas. A remoção de 10mg/L a 20mg/L corresponde a remoção de glóbulos maiores que 60μm. Existe o critério do first flush que dimensionará o volume para qualidade das águas pluviais denominado WQv.óleos minerais até 20mg/L (Nota: este é o nosso caso) 2. aço carbono. nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo. A remoção da lama e do óleo podem ser feitas periodicamente através de equipamentos especiais. partículas de 60μm e performance remoção de até 20mg/L de óleos minerais. O separador elaborado por fabricante possuem tecnologias variadas. sendo bastante usado.13mg/l. com um critério que é definido pelo poder público.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. CDS.40ha. Tradicionalmente usa-se o separador para glóbulos acima de 150μm que resulta num efluente entre 50mg/l a 60mg/l (Auckland. aço.90 g/cm3. Com outros tratamentos poderemos remover óleos insolúveis bem como TPH (Total Petroleum Hydrocarbon). São geralmente enterradas e podem ser construídas em fibra de vidro. floculação química. enquanto que nas áreas residenciais havia somente 4. As pesquisas mostram que 30% dos glóbulos de óleo são maiores que 150μm e que 80% é maior que 90μm. mas geralmente a escolha é feita off line. O separador Coalescente é também por gravidade e ocupa menos espaço. concreto ou polipropileno. 32. direta ou indiretamente. carvão ativado ou processo biológico não serão discutidas neste trabalho. para remover até 20mg/L de óleos minerais é necessário que se removam os glóbulos maiores ou igual a 60μm. A área máxima de projeto é de 0. aglutinante. Vortech. aglutinar e coalescente quer dizer: que se une intensamente.Óleos e graxas 1. Stenstron et al. A sua performance depende da manutenção sistemática e regular da caixa. Este volume poderá ser transformado em vazão através do método de Pitt.br 32. Os separadores de óleo/água podem remover óleo e TPH (Total Petroleum Hydrocarbon) abaixo de 15mg/l. inclinadas de 45º a 60º e separadas entre si de 2cm a 4cm. HIL. • Separador tipo poço de visita elaborado por fabricantes O separador tipo API possui três câmaras. porém apresentam alto custo e possibilidade de entupimento.com. São os equipamentos chamados: Stormceptor. 1996). fibra de vidro.4 Vazão de pico O projetista deve decidir se escolherá se a caixa separadora estará on line ou off line.

tc=duração da chuva (min). Adotar Tr=10anos. Q = C .5 Método Racional A chamada fórmula racional é a seguinte: Q= C . I .9 .89 Sendo: I= intensidade média da chuva (mm/h). tc= 3.1 Dada área da bacia A=0.86 Para P=13mm Sendo: I= intensidade de chuva (mm/h) C= coeficiente de escoamento superficial P= first flush. Wilken para RMSP 1747. Calcular o vazão de pico Q. Tr0.70 x 40mm/h x 0.98 nos obterá a vazão referente ao volume para melhoria da qualidade das águas pluviais WQv.20 R2 = 0.009 x AI = C Sendo: tc= tempo de concentração (min) C= coeficiente de escoamento superficial ou coeficiente de Runoff ( está entre 0 e 1) S= declividade (m/m) AI= área impermeável em porcentagem (%) Rv= coeficiente volumétrico (adimensional) Aplicando análise de regressão linear aos valores de C e de I para áreas A≤ 2ha para a RMSP obtemos: I = 45. Tr = período de retorno (anos).13x C + 0. Varia de 0 a 1.70 e intensidade da chuva I=40mm/h.4ha/360 = 0.05+ 0.86 I= 9. A /360 Sendo: Q= vazão de pico (m3/s).Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. A vazão Q=CIA/360 obtido usando I =45.181 I =-----------------------(mm/h) ( t + 15)0. Quanto mais próximo de 1. 1970) para escoamento superficial devendo o comprimento ser menor ou igual a 150m.000m2 Exemplo 32. mais preciso.br 32. A= área da bacia (ha). 32-10 .98 Para P=25mm R2 = 0.09 x C + 0. coeficiente de escoamento superficial C=0. P=25mm na Região Metropolitana de São Paulo R2= coeficiente obtido em análise de regressão linear.6 Equação de Paulo S.26 x (1.03m3/s 32.1 – C) x L 0.13 x C + 0.4ha.com. 32. I= intensidade média da chuva (mm/h). A /360 = 0. Usando para o tempo de concentração da Federal Aviation Agency (FAA. C=coeficiente de escoamento superficial varia de 0 a 1. I .5 / S 0. 1ha=10.7 Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para P= 25mm e P=13mm.333 Rv= 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.

009x AI AI= área impermeável (%) Rv= coeficiente volumétrico (adimensional) A= área da bacia em (m2) Exemplo 32.98=44mm/h Q=CIA/360 C= 0.3 Achar a vazão para a melhoria da qualidade das águas pluviais para área de 0.4ha Q= CIA/360= 0. Rv= 0. http://www.050m3/s 32-11 .05+0.009 x 100= 0.4/ 360 = 0.95 x 4000m2 =95m3 Exemplo 32.009 x 100= 0. As águas pluviais entram no poço de visita e uma parte referente ao volume WQv para melhoria da qualidade das águas pluviais vai para a caixa separadora de óleos e graxas e a outra vai para o córrego ou galeria mais próxima.05+ 0.com.Poço de visita separador de fluxo. Para a RMSP P=25mm Rv=0.2 Achar o volume WQv para melhoria da qualidade das águas pluviais para área de 0.95 I= 44mm/h A= 0.ci.05+0.95 x 44 x 0. Rv= 0.05+ 0.pdf.98 I = 45. com 100% de impermeabilização para first flush adotado de P=25mm.009 x AI = 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.009 x AI = 0.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.13 x C + 0.13 x 0.7.tn. Acessado em 12 de novembro de 2005 WQv (volume para melhoria da qualidade das águas pluviais) O volume para melhoria da qualidade das águas pluviais é dado pela equação: WQv= (P/1000) x Rv x A Sendo: WQv= volume para melhoria da qualidade das águas pluviais (m3) P= first flush (mm).knoxville.05+0.br Figura 32.95 WQv= (P/1000) x Rv x A WQv= (25mm/1000) x 0.4ha com AI=100% sendo o first flush P=25mm.4ha.95=C Para P=25mm de first flush para a Região Metropolitana de São Paulo temos: I = 45.95 + 0.

9 Limitações • Potencial perigo de ressuspenção de sedimentos. • As normas API (American Petroleum Institute) 1990. em geral o óleo e graxas nas águas pluviais está em torno de 15mg/l. • Deve ser usado sempre com o first flush. • O óleo e os sólidos devem ser removidos freqüentemente.000m2). instalação petrolífera. • A primeira câmara é destinada a reter os resíduos sólidos. instalação militar.9975=0.4ha (4. • Não remove óleo dissolvido e nem emulsão com glóbulos de óleo muito pequenos.4ha pode ir até 0. • Temperatura usual= 20 º C • Viscosidade dinâmica=μ = 0. oficina de manutenção de veículos. Caso a área seja maior deve ser subdividida. por exemplo: área de estacionamento. • Inspeção semanal. • Para a primeira câmara: Taxa de 20m2/ha de área impermeável (regra prática). • O tamanho usual dos globos de óleo varia de 75μm a 300μm. • O custo de construção varia de US$ 5.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.4ha como.61ha .998 • Gravidade específica do óleo= 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. • Baixo custo de construção. aeroporto.gov/environment/ultraurb/3fs12. • A primeira chuva faz uma lavagem do piso em aproximadamente 20min. devendo o restante ser lançado na galeria de águas pluviais ou córrego mais próximo.fhwa.01 poise • Gravidade específica da água= 0. devem ser maiores que 150μm. • É instalada subterraneamente não havendo problemas do seu funcionamento. a segunda destinada a separação do óleo da água e a terceira câmara serve como equalizador para a descarga do efluente. • Para as duas primeiras câmaras: taxa de 28m3/ha de área impermeável (regra prática). etc. É o first flush. • O FHWA admite que o limite de 0. • A gravidade específica do óleo varia de 0. detergentes ou poluentes dissolvidos. • De modo geral o tempo de residência é menor que 30min e adotaremos 20min. • O regime de escoamento dentro da caixa de retenção de óleo deve ter número de Reynolds menor que 500 para que o regime seja laminar. • Nas duas primeiras câmaras irão se depositar ao longo do tempo cerca de 5cm de sedimentos.90 • Diâmetro do glóbulo de óleo: 150μm ou em casos especiais 60μm. 32-12 .000 sendo a média de US$ 7.95. referente a Projeto e operação de separadores de óleo/água: recomenda diâmetro dos glóbulos de óleo a serem removidos em separadores por gravidade.com.8 Critério de seleção • É usada a montante do tratamento juntamente com outras BMPs • A caixa separadora de óleo e sólido não funciona para solventes. devendo ser feita limpeza no mínimo 4 vezes por ano. • Não haverá ressuspenção dos poluentes que foram armazenados na caixa de óleo • É aplicável a áreas < 0. • Pode ser usada em ocasiões especiais perto de estradas com tráfico intenso. • Pode remover de 60% a 70% do total de sedimentos sólidos (TSS).br 32.000 a US$ 8.68 a 0. Somente este volume de água denominado WQv é encaminhado à câmara de detenção de sólidos e óleos. • Remove 50% do óleo livre que vem nas águas pluviais durante o runoff. posto de gasolina. 32. • A área máxima deve ser de 0. publicação nº 421. estrada de rodagem.10 Custos e manutenção. • Deve ser feito sempre off-line. o que dependerá do projeto feito.htm Acessado em 8 de novembro de 2005. 32. • Resolução Conama 357/2005 artigo 34: os efluentes de qualquer fonte poluidora podem ter até 20mg/l de óleos minerais. • O material da caixa de óleo deve ser bem vedado para evitar contaminação das águas subterrâneas.000 conforme FHWA • http://www. • As águas pluviais retêm pouca gasolina e possui concentração baixa de hidrocarbonetos.000 a US$ 15.dot.

br • • • • • • 32. Inspeção após chuva ≥ 13mm em 24h. 1989 é válida a aplicação da Lei de Stokes.0123 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes.0009 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.04mm=0.0123 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1. Deverá ser feito monitoramento por inspeções visuais freqüentemente. 1P= 1 g/cm x s ρw=densidade da água (g/cm3) ρo =densidade do óleo na temperatura (g/cm3) =1kg/litro Sw = gravidade especifica das águas pluviais (sem dimensão) So = gravidade específica do óleo presente nas águas pluviais (sem dimensão). Vt= (g / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Sendo: Vt= velocidade ascensional (cm/s) μ= viscosidade dinâmica das águas pluviais em poise. Fácil acesso para manutenção. Os materiais retirados da caixa de separação de óleo e resíduos deve ter o seu destino adequado. conforme Eckenfelder.06mm=0. Uso de caminhões com vácuo para limpeza.015cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.002 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1. Lei de Stokes Para óleos e graxas.015)2 Vt= 0. D= diâmetro do glóbulo do óleo presente (cm) g= 981cm/s2 Para D=150μm=0.006cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes.002 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.004)2 Vt= 0.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes.000Stokes = 1m2/s Para D=60μm=0. 1 Stoke= 1cm2/s 10.15mm=0. 1 Stoke= 1cm2/s 10. 1 Stoke= 1cm2/s 32-13 .0009 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1.com.006)2 Vt= 0.004cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.11 Potencial perigo de descarga de nutrientes e metais pesados dos sedimentos se a limpeza não for feita constantemente.000Stokes = 1m2/s Para D=40μm=0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.

90 e viscosidade dinâmica de 0. /Vt Sendo: Ah= área horizontal (m2) Q= vazão (m3/s) Vt= velocidade ascensional final da partícula de óleo (m/s) F= fator de turbulência= F1 x F2 F1= 1.90)/ 0.998 e do óleo So= 0.2 F2= fornecido pela Tabela (32.0123 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν=μ/ρ ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes. • Não há controle de volume.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 40μm. Vt= 0.90 e viscosidade dinâmica de 0.12 Dados para projetos • O uso individual de uma caixa é para aproximadamente 0.002 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0. As caixas API só funcionam para óleo livre. óleos e graxas deverão ser retirados e colocados em lugares apropriados conforme as leis locais.5) conforme relação Vh/ Vt 32-14 .12 cm/s=0.998-0..00009m/s (0.0002m/s (0. seguiu-se a roteiro usado na Nova Zelândia conforme http://www.90 e viscosidade dinâmica de 0. nos separadores API é dada pela Equação: Ah= F .01 ] =0.0012m/s (4. 1 Stoke= 1cm2/s 10. • Alto custo de instalação e manutenção. 32.mfe.32m/h) 32.000Stokes = 1m2/s Vt= velocidade ascensional (cm/s) D=150μm A área mínima horizontal. Vt= 0.998 e do óleo So= 0. 1998) ou no máximo até 0.998-0.0123 x [(0.nz/publications/hazardous/water-dischargesguidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.6 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.90)/ 0. • Os sedimentos.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.002 x [(0.0123 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.14 Caixa de retenção de óleo API por gravidade As teorias sobre dimensionamento das caixas de retenção de óleo por gravidade.com.90)/ 0.3m/h) Exemplo 32.4 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.0009 x [(0.01 ] =0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 150μm. Vt= 0.009 cm/s=0.0009 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.000Stokes = 1m2/s Exemplo 32. Vt= 0. • Manutenção deve ser freqüente.71m/h) Exemplo 32. Admite-se que os glóbulos de óleo são maiores que 150μm e pela Lei de Stokes aplicado ao diâmetro citado temos: So = gravidade especifica do óleo presente nas águas pluviais (sem dimensão). Q.govt.998-0.pdf com acesso em 8 de novembro de 2005.998 e do óleo So= 0.02 cm/s=0. 32.61ha conforme FHWA.13 Desvantagens da caixa separadora de óleo • Remoção limitada de poluentes.01 ] =0.br 10.5 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.4ha de área impermeabilizada (Austrália.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 60μm.

5) achamos F= 1.br Figura 32.apgea.pdf.002 = 7.64 10 1.army.2F2 20 1.015/0.37 3 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.37 1.8.27 1. US Army Corps of Engineers.14 1.mil/USACHPPM%20Technical%20Guide%20276.5 Entrando com Vh/Vt=7.com.govt.015 m/s e Vt=0.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.45 1.5 – Escolha do valor de turbulência F2 Vh/Vt F2 F=1.5 na Tabela (32.40.002 m/s e a relação Vh/Vt= 0.52 6 1. Naval Facilities Engiojneerinf Command. Podemos obter o valor de F usando a Figura (32. Adotamos Vh= 0. 32-15 .74 15 1.9) Tabela 32. Air Force Civl Engineer Support Agency.mfe. Acessado em 12 de novembro de 2005.07 1.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Acessado em 12 de novembro de 2005.28 Fonte:http://www.Esquema da caixa separadora API Fonte: Unified Facilities Criteria UF. 10 july 2001 UFC-3-240-03 http://chppm-www.htm.

Curso de rede de esgotos Capitulo 32.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separatordesign-dec98.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Acessado em 12 de novembro de 2005.10 .Valores de F em função de Vh/Vt Fonte:http://www.br Figura 32.com.govt.pdf.Caixa de retenção de óleos e sedimentos conforme API Fonte: City of Eugene. 2001 32-16 .mfe. Figura 32.9.

Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Se Ac>16m2 então N>1 (Arizona.020m3/s para caixa de detenção de óleo e graxas a partir do diâmetro de 150µm. Ac= 67Q Ac= 67x 0.3 x 1.5 d= máxima altura de água dentro do separador de óleo (m) sendo o mínimo de d ≥ 0.90m.3 = 2.. Vh=velocidade horizontal (m/s) = 0.90m e máxima de 2. d= ( r x Ac) 0. 32-17 .7 Calcular a área mínima transversal Ac para vazão de entrada de 0. a altura do nível de água dentro da caixa é 0.015m/s Q= vazão de pico (m3/s) O valor da velocidade horizontal Vh muito usado para glóbulos de óleo de diâmetro de 150µm é Vh= 0.015 =67Q Exemplo 32.10m Então a largura da caixa separadora de óleo será de 2.80m.015m/s o que resultará em: Ac= Q. 1996) Profundidade da camada de água dentro do separador de óleo e graxas (d). Portanto. Deverá haver dispositivo para a retirada do óleo.9) a caixa separadora.10m para facilidade de manutenção. pois. r= razão entre a profundidade/ largura que varia de 0.3= 0. geralmente a caixa separadora de óleo é feita off line.com.63m.10m.3 e Ac= 1.40m.34m2 d= ( r x Ac) 0. sendo comumente adotado r=0. A caixa de regularização tem comprimento minimo de 2.3 a 0./ Vh Ac= Q/ 0. N=1 (número de canais). Altura mínima da caixa é de 2. A largura mínima W é de 1.34m2 Número de canais (N) Geralmente o número de canais é igual a um.34) 0.br As dimensões mínimas adotadas na Cidade de Eugene.5.020 Ac=1.63 / 0.5 d=0. O comprimento mínimo de toda as três câmaras é de 5 vezes a largura W. A área mínima transversal Ac é fornecida pela relação: Ac= Q/ Vh Sendo: Ac= área mínima da seção transversal da caixa (m2).5 d= ( 0.9) são as seguintes: • • • • • • • • • Altura de água mínima de 0. Geralmente a caixa de captação de óleos e graxas é enterrada.40m A caixa de sedimentação tem comprimento minimo de L/3 a L/2.8 Calcular o valor de d para r=0.3 W= d/0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Largura da caixa (W) r= d/W=0. 2001 que estão na Figura (32. mas para efeito de manutenção a altura mínima deverá ser de 1.3 Exemplo 32.80m Observar na Figura ( 32.63m.

40 x d x 7.40m.33m Comprimento total (L) da caixa de captação de óleo O comprimento L será a soma de três parcelas.10 Seja área com 4000m2 e largura da caixa de retenção de óleo de W=2. a área da caixa de comprimento Lf não poderá ter área inferior ao valor calculado.pdf de Thurston. d . sendo a primeira para sedimentação.5. janeiro de 2003. (Vh/ Vt) Ls = 1. Área da caixa de sedimentação = 20m2/ha x (4000/10000)= 8m2 Lf = Área da caixa de sedimentação / W= 8m2 / 2.ci. Fazendo as substituições teremos: Ls = F .wa. a segunda para separação do óleo propriamente dito e a terceira para regularização. (Vh/ Vt) Sendo: Ls=comprimento do separador (m) d=altura do canal (m) Vh= velocidade horizontal (m/s) Vt= velocidade ascensional (m/s) F=fator de turbulência.81m : • Lf corresponde a caixa de sedimentação que ficará no inicio • Ls corresponde a caixa separadora de óleo propriamente dita que ficará no meio.22m. L Lf Ls La Figura 32. d . Acesso em 8 de novembro de 2005.5 x d Exemplo 32. • La corresponde a caixa de saída para regularização da vazão.5 x d Ls = 10.5 x d Comprimento da caixa de regularização(La) O comprimento mínimo é de 2.9 Calcular o comprimento somente da caixa separadora de óleos e graxas. Portanto.11.tacoma. Área= 20m2/ha x A (ha) W= largura Lf= Área da caixa de sedimentação /W Exemplo 32.br Comprimento (Ls) da caixa separadora API Ls = F . separação do óleo da água e regularização conforme Figura (32. sendo a altura do nível de água de 1.com.5 o valor F=1.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Comprimento da caixa de sedimentação (Lf) A área para sedimentação é dado em função da área impermeável.5= 10. Adotamos Vh/vt= 7.Esquema de uma caixa de retenção de óleo e sedimentos. sendo usado como dado empírico 20m2/ ha de área impermeável. L = Lf + Ls + La O comprimento total do separador é a soma de três componentes das câmaras de: sedimentação.us/WaterServices/permits/Volume5/SWMM%20V5-C11.40 Os dados aproximados de La e Lf foram adaptados de: http://www.11): = comprimento das três caixas. Ls = 10.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.40 correspondente a Vh/vt =7.40m = 3. sendo geralmente maior ou igual a 12.40m. 32-18 . Calcular o comprimento Lf. Um valor muito usado para o Fator de Turbulência é F= 1.

40 teremos: L= Ls+ Lf+ Ls = 12. Lf= 3.11 Calcular o comprimento total L para área da bacia de 4.81. Adotando-se o mínimo para La=2.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.br Exemplo 32.mfe.33m. Fonte: http://www.33+ 2.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.govt.com.pdf 32-19 .40= 18.54m Figura 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.000m2 (0. Observar que a altura d é a lâmina de água existindo uma folga para até a altura máxima da caixa. O comprimento L ou seja Ls vai da caixa de sedimentação até a caixa de regularização.4ha) sendo Ls=12.81+ 3.12.Variáveis da caixa separadora de óleos e graxas.

4ha = 6 m2/ha (20m2/ha) Volume da caixa separadora= 9.22m Volume das duas primeiras câmaras =(1.82m=10m3.82m Figura 32.4ha (4.2m2 O L =4.22m La=1.com.82m Largura =1.22 Profundidade=d=1. 32.15 Dimensões mínimas segundo FHWA As dimensões internas mínimas para uma área de 0.16 Volume de detenção O volume de detenção para período de retorno Tr=10anos. A altura da caixa mínima deverá ser de 2. Taxa= 10m3/ 0.000m2) é a seguinte: Profundidade= 1.26m Lf=1.82 Ls=1.5m3 Área superficial da caixa separadora= 5.4ha= 25m3/ha (28m3/ha) Taxa= 2.22m) x 1.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. 32. O comprimento Lf que depende do que vai ser sedimentado pode ser adaptado as condições locais.13.br Ventilação Deverá haver ventilação por razão de segurança e se possível nos quatro cantos da caixa.82m+ 1.26m Comprimento da primeira câmara= 1. diâmetro mínimo da ventilação é de 300mm e deve ter tela de aço com ¼” . Existem caixas com tampas removíveis e outras que podem ser usados insufladores de ar.82m Comprimento para cada uma das outras duas câmaras= 1.82m x 1. 32-20 .Esquema de uma caixa de retenção de óleo e sedimentos mínima para área até 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.4ha (FHWA) com as dimensões internas.22m Comprimento = 4.10m para facilitar a manutenção. A para Tr= 10anos A= área da bacia (ha).65 AI .2m2/ 0. V= 4. A≤100ha V= volume do reservatório de detenção (m3) AI= área impermeável (%) variando de 20% a 90% A= área em hectares (ha) ≤ 100ha A vazão específica para pré-desenvolvimento para período de retorno de 10anos é de 24 litros/segundo x hectare.

us/WaterServices/permits/Volume5/SWMM%20V5-C11. A primeira é a caixa de três câmaras e a segunda é o poço de visita. 32-21 .pdf. Com acesso em 8 de novembro de 2005.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Separador de óleo e graxas em forma de um poço de visita.ci.br Figura 32. Temos dois tipos básicos de separadores de óleos e graxas.wa.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. http://www.com.14.tacoma.

Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.95 x 128 x 0.9 . o pico da vazão da área de 4000m2 para Tr=10anos é de 130 litros/segundo.5 / S 0. A /360 = 0.181 I =-----------------------.333 tc= 3.26 x (1. Supomos first flush P=25mm.4 / 360 = 0.12 Dimensionar uma caixa de retenção óleo/água API para reter glóbulos ≥150µm.005m/m C=0. A área de um estacionamento de veículos tem 4.com.=128mm/h ( 15 + 15)0.050m3/s = 50litros/segundo 32-22 .98 = 44mm/h Fórmula Racional (mm/h) Q= C .4 ha I = 96mm/h Vazão de pico Q=CIA/360= 0.05 + 0.95 tc= 3.13 x 0. I = 45.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.009 x 10 = 0.1 – 0.98= 45. I = 45.13 x C + 0.89 Tr= 10anos 1747.5 / 0.95 + 0.13 x C + 0.26 x (1.181 I =-----------------------( t + 15)0.4 / 360= 0.95 x 44 x 0.89 Fórmula Racional Sendo: A= 0.5% (0.005 0.135m3/s = 135litros/segundo (Pico da vazão para Tr=10anos) Portanto.1 – C) x L 0. A= 0. Tr0.333 = 15min Para São Paulo.005m/m) Cálculo da vazão para melhoria da qualidade das águas pluviais.05+0.4ha Intensidade da chuva áreas A≤ 2ha para a RMSP.9 x 100. Vazão para melhoria da qualidade das águas pluviais referente ao first flush A vazão que irá para a caixa será somente aquela referente ao volume WQv. 1970) L= 40m S=0.009x AI Supomos C= Rv C= 0. Supomos que o estacionamento tem 100m de testada com 40m de largura e a declividade é de 0.95) x 40 0.95 Intensidade da chuva correspondente ao volume WQv em mm/h para a RMSP. I .98 Tempo de concentração Usando para o tempo de concentração da Federal Aviation Agency (FAA. equação de Paulo Sampaio Wilken: 1747.000m2 e a mesma será calculada off-line.br Exemplo 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.

20 = 17. Comprimento total= 17.5 = 1.01m/s Mas tempo= comprimento / velocidade = 17.5 (adotado) d= ( 0. Câmara de regularização Adotado comprimento Lf= 1.65 + 1.6) = 0.00m de largura por 1.4m2 Altura d da lâmina de água na caixa d= ( r x Ac) 0.10+ 13.5 x d= 10.3 x 2.40m OK.30m.015m/s OK Tempo de residência A área da seção transversal tem 3.com.4ha = 8m2 La= Área da câmara sedimentação / largura = 8.015m/s Área da secção transversal Ac Q= 0.60 x 1.00m. Velocidade ascensional e horizontal Adotamos velocidade ascensional vt=0.30m = 13.050 / (1.60m> 1.0/ 2.38m2 Q= S x V V= Q / S= 0.5 x 3. Comprimento Ls da câmara de separação de óleo propriamente dita Ls= 10.0148m/s <0. a vazão que irá para a caixa de captação de óleo será de 50litros/segundo o restante 13550= 85 litros/segundo irá para o sistema de galeria existente ou para o córrego mais próximo.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.015 =0.30 / 0.4) 0.5 = 2. Largura W= 3.80 para manutenção.015= 3. 32-23 .Curso de rede de esgotos Capitulo 32.5 x 1.5 r=0.10m> 2.0148m/s= 1213s= 20.30= 3.30m de altura.20m conforme FHWA Comprimento total das três câmaras L =La + Ls + Lf = 3.2min > 20min OK.050m3/s Ac= Q/ 0.5 = 1.95m Conferência: Vh= Q / d x W = 0.38m2 = 0.050m3/s / 3. S= 2.05/0.95m Altura d=1.br Portanto.002m/s e velocidade horizontal Vh=0.95m / 0.65m Largura W da caixa W= d / 0.20m mínimo adotado Câmara de sedimentação Taxa normalmente adotada para sedimentação=20m2/ha x 0.60= 3.

0x15mm/hx0.5W) • 0. Nota: não inclui a primeira câmara de sedimentação e nem a última câmara de equalização. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 0.00125m3/s=4. assim como manter sempre Vh<15Vt.75m resultando a seção transversal: 0.Fator de turbulência conforme Vh/VT conforme Auckland. 2002 devemos adotar certos critérios que são: • Vh ≤ 15 .3m/h=0.62m/h= 6.75x1.3W < d ≤ 0.5 W (normalmente d=0.75m é importante.6.5m3/h/ 0.125m2=4 m/h Vamos achar o fator de turbulência F.62m/h=9.3m/h A área da secção transversal será: Qd/Vh= 4.50=1. o que daria uma seção muito pequena e entao vamos escolher as dimensões mínimas que são: largura W=1. Área da projeção da caixa A área da caixa onde será flotado o óleo é: Ad= (F x Qd)/ Vt Sendo: Ad= área da caixa onde será flotado (m2). Exemplo 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.52 6 1.5m • W= largura da caixa (m) • 1.03ha/360=0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.62m/h. a área da secção transversal deverá ter uma áea de 0. VT • Vh < 25m/h • d= profundidade (m) • 0.62m/h Ad=10.5m3/h/ 1. F= fator de turbulência (adimensional) Qd= vazão de pico (m3/h) Vt= velocidade ascensional (m/h) que depende do diâmetro do glóbulo e da densidade específica.28 Segundo Auckland. O fator de turbulência F é dado pela Tabela (32. 17 Modelo de Auckland Vamos apresentar o modelo de Auckland que é muito prático e eficiente para dimensionar caixa API.6) estimamos F=1. Auckland adota para o first flush com Intensidade de chuva I=15mm/h Q=CIA/360 A= 300/10000=0.com. mas precisamos da relação Vh/Vt Vh/Vt= 4m/h/ 0.Adaptado de Auckland Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio.6).5m < W < 5m As restrições como a profundidade mínima de 0. Tabela 32.45 Entrando na Tabela (32.37 3 1.64 10 1.40 A area superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.5m3/h A velocidade ascensional para globulo de 60μm é Vt= 0.03ha I=15mm/h C=1 Q=CIA/360= 1.48m2 Portanto.125m2 Vh x A= Qd Vh= Qd/ A= 4. 2002 Vh/Vt Fator de turbulência F 15 1.75 < d < 2.13.2m2 32-24 .br 32.48m2.40 x 4.5m3/h / 9.50m e profundidade d=0.

50=0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.2m2.70m Comprimento total= 10.50m= 6.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.5m3/h / 0.50m temos: 7.50=7 placas Espessura estimada da placa= 1cm Espaçamento entre as placas= 2cm Folga: 15cm antes e depois Distância= 15+7 x 2 + 7+15= 51cm Área = 0. Aa= Ah/ cos (θ) Sendo: A área da placa (m2) Ah= área mínima horizontal (m2) θ=ângulo de inclinação da placa com a horizontal θ=60º Aa= 7.2m / 1. a área para a flotação do oleo terá 10.80m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=6.26/0.26m2 Considerando placa com 0.75m x 1.50m teremos: 10.62m/h = 7.62/0.77m Lf=2.50m 2 L =10.50=15.80m Comprimento de 6.62m2/ cos (60)= 7.24m2 32-25 .com.80m La=1. Considerando uma largura de 1.75 e largura = 1.2m2 obtidos no filtro API gravimétrico.80m Terceira câmara= L/4=6.75x1.77m2 que é bem menor que os 10.27 Ls=6.75m Largura=W=1.27m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=6.70 Profundidade=d=0.br Portanto.80m/4=1.80m/3= 2.50m Placas coalescentes Caso queiramos usar placas coalescentes verticais teremos: Ah= Qd / Vt Sendo: Ah= área mínima horizontal das placas (m2) VT= velocidade ascensional (m/h) Áh= 4.77m Profundidade adotada=d= 0.51m x 1.

75m=1.13m3/ 300s= 0.com.7 Entrando na Tabela (32.6m3/h/ 1.41m2.71m/h= 10.125m2=7. Considerando uma largura de 1.71m/h= 18.27m Terceira câmara= L/4=12.52 x 8.75 e largura = 1. Portanto.71m/h=10.95 Portanto.03ha I=8.09m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=12.80m2.80m2 Portanto.125m2= A Vh x A= Qd Vh= Qd/ A= 8. O restante da água pode passar por cima da mesma e ir para a rua. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 0. o que daria uma seção muito pequena e adotaremos as dimensoes minimais: largura W=1.00238m3/s=8.50m 32-26 . A velocidade ascensional para globulo de 60μm é Vt= 0.6m/h/ 0.27m.27m/3= 4.09 Ls=12. a área da secção transversal deverá ter uma área de 0.009x AI Supomos C= Rv C= 0.6m3/h. o comprimento de 12. Intensidade da chuva correspondente ao volume WQv em mm/h.br Exemplo 32. a vazao de pico que vai para o first flush é 8.41m2 Portanto.50m= 12.6m/h Vamos achar o fator de turbulencia F.7m/h A area da secção transversal será: Qd/Vh= 8.7m/h=0.52 A area superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.05+0.6m3/h/ 0.1 x 7. a área para a flotação do oleo terá 18.8mm/h C=0.27m La=3.71m/h.27m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=12.41m / 1.27/4=3.75m 2 L =19.009 x 10 = 0.14.43m Lf=4.6m3/h / 10.50m x 0.Dados do Brasil Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio com glóbulo de 60μm usando first flush P=25mm. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0. mas precisamos da relação Vh/Vt Vh/Vt= 7.50m profundidade d=0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.6) estimamos F=1. Qd= 0.07 Profundidade=d=0.05 + 0.43m Profundidade adotada= 0.95 Adotando first flush P=25mm WQv= (P/1000) Rv x A= (25/1000) x 0. Detemos somente o denominado first flush. ous seja P=25mm chegue a caixa de captação de oleos graxas.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.07m Comprimento total= 19.95 x 300m2=7.50m teremos: 18.1 x WQv/ (5min x 60s)= 0.13m3 Relativamente ao first flush queremos que as primeiras aguas.6m3/h A= 300/10000=0.75m resultando a seção transversal: Wx d= 1.

73m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=2.com.27m2 Portanto.009 x 10 = 0.18m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=2. Portanto.13m3/ (5min x 60)=0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.55 Profundidade=d=0.73 Ls=2.00238m3/s=8.18m La=0.50m= 2.18m/4=0.27) x 1.46m Profundidade adotada= 0.27m / 1.6m/h=54m/h A área superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Vh/ Vt= 54m/h/ 3.50 x 0.13m3 deverá ser menor que o volume da 1ª câmara e da segunda câmara: Volume 1ª e 2ª câmara= (4.37 x 8. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 3. a área para a flotação do óleo terá 3.15 Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio usando glóbulos de 150μm e first flush P=25mm. Exemplo 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.18m. Conclusão: Como podemos ver o uso de captação de óleo com o método gravimétrico da API resulta em caixas muito grandes e daí se usar caixas com placas coalescentes.50m 32-27 .75 e largura = 1.13m3 A vazão que chega à caixa de detenção pode ser dimensionado como a vazão que chega ao prétratamento usando o tempo de permanência minimo de 5min e então teremos: Qo= 0. Considerando uma largura de 1.1 x WQv/ (5min x 60) Qo= 0.18m/3= 0.6m/h= 15 Entrando na Tabela (32.46m Lf=0.05+0.1 x 7.95 WQv= (P/1000) x Rv x A= (25/1000) x 0.6m3/h/ 3.18m Terceira câmara= L/4=2.13m3 OK. Salientamos ainda que as caixas API são geralmente usadas para glóbulos de 150μm e não de 60μm. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.50m teremos: 3.6m3/h A velocidade ascensional para glóbulo de 150μm é Vt= 3.27m2.6) achamos F=1.75=18.br Conferência: O volume WQv= 7. o comprimento de 2.6m/h= 3.4m3> 7.75m 2 L =3.05 + 0.95 x 300m2=7.009x AI Supomos C= Rv C= 0.6m/h.09+12.37 Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.55m Comprimento total= 3.

• Câmara onde estão as placas paralelas e • Câmara de descarga. 32-28 . Figura 32. PVC para alta temperatura (66ºC). Para efeito de aplicação dos princípios de Hazen são usadas somente as projeções das placas.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. meio que repelem a água e atraem o óleo.com.1. Geralmente este tipo de caixa é para glóbulos acima de 40 ou 60μm. Polipropileno (85ºC) e aço inoxidável (85ºC). Dependendo da temperatura do líquido que vai ser detido o óleo usa-se o material adequado. As caixas coalescentes com placas paralelas da mesma maneira que as caixas API possuem três câmaras: • Câmara de sedimentação. Para o trabalho perfeito das placas coalescente é necessário o regime laminar para escoamento. Havendo manutenção adequada das placas coalescentes paralelas não haverá entupimento das mesmas. Os glóbulos vão se formando e vão subindo numa posição cruzada com o escoamento seguindo as placas. A câmara de sedimentação deve ter: • Área superficial de no mínimo 20m2/ha de área impermeável. Os separadores coalescentes usam meio hidrofóbico (repele a água) ou oleofílico (adora óleo). Usando glóbulos até 20 μm poderemos ter efluente com máximo de 10mg/L. As placas são ajuntadas em pacotes e podem entupir motivo pelo qual tem que ser estabelecido um intervalo de aproximadamente 6 meses para a limpeza com jatos de água através de mangueiras. • Comprimento deve ser maior ou igual a L/3 • O comprimento recomendado é L/2 (recomendado). O óleo pode ser retirado por processo manual ou automático e pode ser recuperado e usado para outros fins. Podem ser mais barato que as caixas de retenção tipo API. Os glóbulos de óleo se movem entre as placas de plásticos ou polipropileno e vão aumentando em tamanho e vão indo para a superfície.br 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Os efluentes das caixas separadoras com placas paralelas indicam retiradas de até 60% do óleo em comparação com o sistema convencional API. isto é.18 Caixa de retenção coalescente com placas paralelas As equações para a caixa de retenção coalescente com placas paralelas são várias e todas provem da aplicação da Lei de Stokes conforme já visto na caixa de retenção óleo/água da API.Placa coalescentes Quando prevemos uma grande quantidade de sólidos as placas são instaladas a 60º com a horizontal para evitar o entupimento. Assim podem ser usados PVC (60ºC). Para lançamento em cursos de água o ideal é que as placas consigam que o efluente tenha no máximo 20mg/L de óleo e para isto necessitamos de glóbulos maiores ou iguais a 60μm.

São feitas de aço. 32-29 .com.07mh Ah= Q / Vt Ah= Q / 0.002x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.85)/ 0. • A distância entre uma placa e outra varia de 2cm a 4cm.000296m/s=1. nos separadores coalescente é dada pela Equação: Ah= Q.0020 x [(Sw-So)/ μ ] (cm/s) A área mínima horizontal.01poise (20º C) para glóbulo de óleo com diâmetro de 60μm.998 e do óleo So= 0. Deve haver um espaço mínimo externo de 8m x 5m para a retirada das placas manualmente ou através de equipamentos. Vt= 0. • Deverá haver folga de 0. As placas são instaladas em blocos. / Vt Sendo: Ah= área horizontal (m2) Q= vazão (m3/s) Vt= velocidade ascensional final da partícula de óleo (cm/s) A velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.006cm (60μm) Vt= 0. A câmara onde estão as placas paralelas deve ter as seguintes características: • Confirmar com o fabricante as dimensões para não se ter dúvidas. Varia de 45º a 60º. Para D=0. fibra de vidro ou polipropileno.85 e viscosidade dinâmica de 0. As placas paralelas estão inclinadas de 45º a 60º e espaçadas uma das outras de ½” pois possuem corrugações.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.0296 cm/s=0.002 x [(0.998-0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.15m antes e depois do pacote de placas paralelas. • Comprimento deve ser maior que L/4 (recomendado).br A câmara de descarga deve ter: • Comprimento mínimo de 2.01 ] =0.40m.0003=3378Q Área de uma placa Aa=Ah/ cos (θ) Sendo: Aa= área de uma placa (m2) θ = ângulo da placa com a horizontal.

portanto a caixa será menor que aquela das normas API. a segunda onde estão as placas coalescentes e a terceira câmara de regularização ou regularização da vazão. Fonte : Tennessee Manual BMP Stormwater Treatment. sendo a primeira de sedimentação. 32-30 . As placas coalescentes ocuparão menos espaços e.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.15.Exemplo de placas paralelas por gravidade. 2002 Notar na Figura (32.12) que existem as três câmaras.com.br Figura 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.

Curso de rede de esgotos Capitulo 32.19 Fabricantes no Brasil de caixas com placas coalescentes No Brasil existe firmas que fazem caixas separadora de óleo para vazão até 40m3/h com tempo minimo de residência de 20minutos.army.0035= 11. Exemplo 32. para densidade de hidrocarboneto ≤0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.16 Calcular separador com placas coalescentes para vazão de 0. 32.0035m3/s Ah= 3378 x Q = 3378 x 0.707= 16.br).82m2/ 0. Quando se espera muitos sedimentos para evitar entupimentos devem-se usar placas com ângulo de 60 º. US Army Corps of Engineers.72m2 Portanto.16. Acessado em 12 de novembro de 2005.82m2 Aa= Ah / cos (θ) θ = 45 º Aa= Ah / cos (θ) = 11.2m2 de placas coalescentes.com.mil/USACHPPM%20Technical%20Guide%20276.90g/cm3 e performance de 10mg/L para partículas ≥40µm ou mais fabricado pela Clean Environment Brasil (www. Notar na Figura (32. 10 july 2001 UFC-3-240-03 http://chppm-www.apgea.htm.16) que as placas coalescentes fazem com que os glóbulos de óleo se acumulem e subam para serem recolhidos. Naval Facilities Engiojneerinf Command.clean. serão necessário 38.Esquema da caixa separadora coalescente com placas separadoras Fonte: Unified Facilities Criteria UF. devendo ser consultado o fabricante a decisão final.com.br Figura 32. Air Force Civl Engineer Support Agency. 32-31 .

htm . na presença de suficiente ar para promover a saturação da água.com. Acesso em 12 de novembro de 2005. A separação é realizada pela introdução de gás (ar) na forma de bolhas na fase líquida.controleambiental. Flotação é um processo para separar sólidos de baixa densidade ou partículas liquidas de uma fase liquida.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.17 – Caixa separadora de óleo fabricado http://www.20Flotação Iremos reproduzir aula que tive em 1994 com o engenheiro químico Danilo de Azevedo em curso sobre “Efluentes Líquidos Industriais”. elevando-se até a superfície do tanque.com. óleo. Sólidos em suspensão ou partículas líquidas.Caixa separadora de óleo com placas coalescentes http://www. Figura 32. A fase líquida é pressurizada em uma pressão de 2atm a 4atm. Empregam-se em: 32-32 .br/sasc_cob_pista2.br/com_sep.capeonline. por exemplo.com. 32. Nesse momento o liquido saturado com o ar é despressurizado até a pressão atmosférica por passagem através de uma válvula de redução.htm.18.br SEPARADOR COM SKIMMER Figura 32. Pequenas bolhas são liberadas na solução devido a despressurizarão. tornam-se flutuantes devido à pequenas bolhas. O líquido clarificado é removido próximo ao fundo e parte é reciclado. Os sólidos em suspensão são retirados. Acesso em 17 de julho de 2008 de 10m3/h a 40m3/h com teor máximo de saída de óleo de 20mg/L.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.

Inc.5ano (80% de Tr=1ano) ou Tr= 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. em dezembro de 2001 o departamento de engenharia civil da Universidade de Virginia fez testes de campos sobre a unidade industrial denominada Stormvault.tn. Wesley Eckenfelder. Quanto a eficiência dos sistemas industriais americanos a melhor comprovação é aquelas feitas por universidades.hydro-international. 1991 da Editora McGraw-Hill e o livro “Industrial Water Pollution Control” de W.com • Highland Tank (CPI unit) www.19 – Caixa separadora de óleo e graxa tipo poço de visita patente da firma Downstream Defender. http://www. Adensamento de lodos químicos resultantes de tratamento por coagulação.vortechnics. 1989.com • BaySaver. I. óleos.stormceptor. fibras e outros sólidos de baixa densidade.biz/ Cada fabricante tem o seu projeto específico sendo que é usado de modo geral o período de retorno Tr= 1ano ou Tr= 0. http://www. www.knoxville.com • Vortechnics Inc. 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.com.ci.21 Sistemas industriais americanos para separação de óleos e graxas Nos Estados Unidos existem vários sistemas para melhoria da qualidade das águas pluviais inclusive com caixas separadoras de óleos e graxas e que são fabricadas pelas firmas abaixo relacionadas com o seu o site onde poderão ser procuradas mais informações a respeito.pdf.highlandtank. devendo ser consultado a respeito. Inc.com • H. Adensamento de lodo no processo de lodos ativados. Por exemplo.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP. A grande vantagem destes sistemas industriais é que são compactos em relação aos sistemas convencionais. Downstream Defender Tecnology. • Stormceptor Corporation www. www.baysaver. Acesso em 12 de novembro de 2005 32-33 . L. As áreas são de modo geral pequenas e variam conforme o fabricante. Figura 32.25ano = 3meses (62% de Tr=1ano). Componentes básicos: • Bomba de pressurização • Injetores de ar • Tanque de retenção • Válvula de redução de pressão • Tanque de Flotação Uma discussão mais detalhado sobre flotação poderá ser feita no livro “Wastewater EngineeringTreatment disposal reuse” de Metcalf & Eddy.br • • • Separação de graxas.

32-34 .knoxville.21. Acesso em 12 de novembro de 2005.tn.ci.cfm.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.br Figura 32.Instalação de Baysaver.20 – Caixa separadora de óleo e graxa tipo poço de visita patente da firma Stormceptor. http://www.baysaver.com.pdf.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.com/newweb_cfmtest/sys_details_installation.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Acesso em 12 de novembro de 2005 Figura 32. http://www.

Dispositivo que faz rodar a esteira para recolhimento do óleo e o recolhimento.22.22 Skimmer O skimmer é feito para retirar o óleo.html#b2sump Figura 32.ambarenvironmental. Figura 32. http://www.23.ambarenvironmental.Sobre o liquido existe o recolhimento do óleo automático http://www.com/html/waste_water_plants.ambarenvironmental.html#b2sump 32-35 .com/html/waste_water_plants.br 32.html#b2sump Figura 32.24.Dispositivo que faz rodar a esteira para recolhimento do óleo http://www.com/html/waste_water_plants.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.com.

2S ) 2 Q= --------------------( P+0. Para a RMSP usaremos first flush P=25mm.Cita que o lançamento de óleo e graxa mineral sendo que o limite deve ser inferior a 20mg/L Nota: isto pode ser atingido com glóbulos de 60μm. sendo um quando trata-se de lavagem de veículos somente e neste caso precisamos da vazão de pico em m3/h.1986 adaptado para P e Q em milímetros. mas a maioria dos fabricantes de caixas separadoras de óleos e graxas para postos de gasolina com placas coalescentes no Brasil retêm glóbulos igual ou maior que 40μm e a perfomance de óleo e graxa mineral é 10mg/L para densidade de hidrocarboneto de 0.3) e Equação (25. É interessante examinarmos também a Conama Resolução nº 273 de 29 de novembro de 2000 que trata das instalações de postos de gasolina.br 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.2) Dada as a Equação (25. isto é.4).8S ) 25400 sendo S= -----------CN válida quando P> 0. Obtemos o valor de CN e continuamos a fazer outros cálculos.0.23 Postos de Gasolina O Semasa órgão encarregado do sistema de água potável. 32. São dados os valores de Q e de P.1 Vazão que chega até o pré-tratamento usando o Método TR-55 do SCS O objetivo é o cálculo do número da curva CN dada a precipitação P e a chuva excedente Q. No outro caso trata-se das precipitações que será usada 90% da precipitação anual média.P) 0.24. o valor do número da curva CN.P + 0. De modo geral a obtenção de CN se deve a obras off-line. Vamos apresentar quatro métodos para estimar a vazão que chega até o pré-tratamento quando o mesmo está off-line. Q. CN= 1000/ [10 + 0. esgoto sanitário e águas pluviais de Santo André possui o Decreto 14555 de 22 de setembro de 2000 que trata dos postos de serviços que geram óleos e graxas. 32.24 Vazão que chega até o pré-tratamento Uma das dificuldades que temos é calcular a vazão que chega à caixa de captação de óleos e sedimentos.1) 254 (Equação 32. Os métodos são: • Método SCS TR-55 conforme equação de Pitt • Método aproximado do volume dos 5min • Método Santa Bárbara para P=25mm • Método Racional até 2ha.394. 2001 achou a seguinte equação utilizando NRCS TR-55.3) 32-36 .2 S (Equação 32. 1994 in Estado da Geórgia. Pitt.5] Equação (32.0019 .90g/cm3. obtendo somente o que nos interessa. o que é excelente com vazões que atingem até 40m3/h.Q – 10 (0. Os valores de P.com. Temos dois tipos de dimensionamento.Q. que é o first flush. S estão milímetros. ( P. Temos então duas equações onde precisamos eliminar o valor S.0016Q 2 + 0.197.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.

10 Escolhendo Chuva Tipo II para o Estado de São Paulo.2 x 9mm=1.68 = 17mm Vamos calcular o número da curva CN usando a Equação de Pitt CN= 1000/ [ 10 + 0.Q – 10 (0.0019 x13x 25) 0. sendo 10ha de área impermeável.366 log Qu = 2.197 x25 + 0. Valores de CN em função da precipitação P usando a Equação de Pitt 32-37 .0016Q 2 + 0.7cm =0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Q.P) 0.7cm (notar que colocamos em cm) Ia = 0.P + 0.8. área impermeável de 70% e first flush P=25mm e Área =2ha. construído off-line é de 0.18h (tempo de concentração) log (Qu) = Co + C1 log tc + C2 (log tc)2 – 2.12m3/s Portanto.02km2 Q=1.6 – 254 =9mm Usa-se a simplificação de Q=P x Rv. Rv = 25mm x 0.7cm Qp= Qu x A x Q x Fp =3.05 + 0.5] CN= 96.05 + 0.0016x13 2 + 0.009 x AI = 0.5] CN= 93. Seja uma área de 20ha.6151 log (0.0019 . o pico da descarga para o reservatório de qualidade de água.17 Seja um reservatório de qualidade da água com tc=11min.02km2 x 1.8mm/25mm =0. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.009 x AI = 0.br Exemplo 32.8mm Ia/P= 1.P + 0.009 x 50 = 0. que produz o volume do reservatório para qualidade da água em mm.0016x17 2 + 0. CN= 1000/ [ 10 + 0. Calcular a vazão separadora para melhoria de qualidade das águas pluviais WQv.Q.394.18 Num estudo para achar o volume do reservatório para qualidade da água WQv é necessário calcular a vazão Qw referente a aquele WQv.0019 x17x25) 0.55323 C1= -0.18) –0.0016Q 2 + 0.68 (adimensional) Q = P .009 x 70 = 0.Q – 10 (0. Exemplo 32.55323 – 0.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.6151 C2= -0.394. Considere que o first flush seja P=25mm. Rv = 25mm x 0.8 Portanto.197x25 + 0.2 S = 0.68= 17mm= 1.0019 .com.58m3/s /cm / km2 (pico de descarga unitário) Qp= Qu x A x Q A=2ha = 0.12m3/s.50 (adimensional) Q = P .072 e portanto adotamos Ia/P=0. Porcentagem impermeabilizada = (10ha / 20ha) x 100=50% Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0. o valor é CN=93.50 = 13mm Vamos calcular o número da curva CN usando a equação de Pitt.58m3/s/cm/km2 x 0.P) 0.2.05 + 0.55 Qu = 3.197.394x17 – 10 (0.164 [ log (0.197.394 x13 – 10 (0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Q= P x Rv= 25mm x 0.18) ] 2 .05 + 0.366 log Qu = 0.164 tc= 11min = 0. Co= 2.6 Vamos calcular a vazão usando o método SCS – TR-55 S= 25400/ CN – 254 = 25400/96.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.

3 94.68= 17mm= 1.3 97.7 93.2 85.6151 C2= -0.2 S = 0. que produz o volume do reservatório para qualidade da água em mm.5 92.3 93.com.9 92.3 91.05 + 0.6.3 96.6 Vamos calcular a vazão usando SCS – TR-55 S= 25400/ CN – 254 = 25400/96.7 96.8 95.2 98.5] CN= 96.19 Achar o número da curva CN para P=25mm e área impermeável de 70%.6 97.7cm (notar que colocamos em cm) Ia = 0.7 96.8 93.9 87.5 81.2 98.18h (tempo de concentração) 32-38 .55323 C1= -0.4 96.7 97.2 94. área impermeável de 70% e first flush P=25mm e área =50ha.6 90.7 96.8mm/25mm =0.9 97.7 96.3 94.1 97.394x17 – 10 (0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.8 14 90.0 95.7) com P e AI achamos CN=96.8 94.2 97.6 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 88.1 98.5 88.br Exemplo 32.7 84.2 95.7 82.009 x 70 = 0.0016Q 2 + 0.7 – Valores de CN em função da precipitação P usando a Equação de Pitt P Área impermeável em porcentagem mm 10 20 30 40 50 60 70 80 13 90.2 89. Exemplo 32. Entrando na Tabela (32.8 97.P + 0.1 95. CN= 1000/ [ 10 + 0.4 95.4 96.9 92.0 96.7 91.2 85.5 96.072 e portanto adotamos Ia/P=0.0 93.0 92.2 96.3 86.5 95.4 93.8mm Ia/P= 1.2 x 9mm=1.9 96.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.8 98.6 92.6 – 254 =9mm Usa-se a simplificação de Q=P x Rv.7 89.1 91.7 95.Q – 10 (0.0 84.7 97.197.4 97.7 15 89.0 98.10 Escolhendo Chuva Tipo II para a Região Metropolitana de São Paulo.8 85.4 97.9 88.2 97.6 81.20 Seja bacia com tc=11min.0016x17 2 + 0.3 88.197x25 + 0.4 87.9 94.68 = 17mm Vamos calcular o número da curva CN usando a Equação de Pitt.9 96.0 90.8 89.5 90.4 95.2 89.0 95.5 88.164 tc= 11min = 0.68 (adimensional) Q = P .1 93.6 94.5 90.1 97.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.8 92.8 95.5 98.8 86.0019 x17x25) 0.2 94.4 80.5 95.4 90.9 92.9 97.1 94.P) 0.8 88.1 93.1 88.6 97.8 83.5 95.6 96.4 86.9 98.4 91.0 90.Q.6 96.0019 .6 82.1 85.6 94.3 94.3925.8 92.6 95. Tabela 32.9 83.8 91.4 92.6 92.9 94.3 98.1 96.4 87.2 97.8 97.3 93.1 89. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.5 98.9 91.6 98.009 x AI = 0.7 88.1 98.5 91.5 94. Q= P x Rv= 25mm x 0.9 94.05 + 0.0 96.3 Vamos explicar junto com um exemplo abaixo.0 97.4 97.4 95.2 92. Rv = 25mm x 0.1 90.7 97.3 86. Co= 2.7 93.4 98.

Exemplo 32.009 x 70 = 0.18) –0.2. Exemplo 32. AI=70 e área =50ha tc=11min Coeficiente volumétrico Rv CNp= 55 (área permeável) CNi=98 (área impermeável) CNw= CNp (1-f) + 98 x f f=0.22 Seja uma bacia com first flush P=25mm.24. Rv=C=0.5281 Qu= 3.05 + 0.05+0.05 + 0. Qo=CIA/360 Sendo: Qo= vazão de pico que chega até o pré-tratamento (m3/s) C= coeficiente de runoff.1 x 8500m3)/ (5 x 60)= 850m3/ 300s =2. Esta é uma estimativa que usa o método Racional e vale somente para áreas menores ou iguais a 2ha e para first flush P=25mm para a RMSP.24.009 x AI = 0.366 log Qu= 2. o pico da descarga para o reservatório de qualidade de água.5km2 Fp=1. obtemos: Qo=3.70 (fração impermeável) CNw= 55 (1-0.16403 [log (0.70) + 98 x 0. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.5km2 x 1.37m3/s/cm/km2 x 0.70=85.00 Qp= Qu x A x Q x Fp= 3.com.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.br log (Qu)= Co + C1 log tc + C2 (log tc)2 – 2.4 Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para áreas ≤2ha.09m3/s 32.24.2 Método usando o tempo de permanência 5min para calcular Qo Vamos mostrar com um exemplo.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.21 Seja um reservatório de qualidade da água e first flush P=25mm.61512 log (0.68 (adimensional) WQv= (P/1000) x Rv x A= (25/1000) x 0.27m3/s /cm / km2 (pico de descarga unitário) Qp= Qu x A x Q A= 50ha= 0. sendo que geralmente é construído off line.7cm x 1.87m3/s Portanto.1 Usando o método Santa Bárbara para P=25mm.366 log (Qu)= 0.00= 2.3 Cálculo de Qo usando o método Santa Bárbara Vamos mostrar com um exemplo.83m3/s 32. AI=70 e A=50ha.68 x 50ha x 10000m2= 8500m3 Qo= 0.55323 – 0.87m3/s. construído off-line é de 2. 32.009 x AI AI= área impermeável (%) I= intensidade da chuva (mm/h) A= área da bacia (ha) 32-39 .18)] 2 .1 WQV/ (5min x 60s)= (0. Em uma determinada bacia o pré-tratamento pode ser construído in line ou off line.

Os resultados estão sintetizados na Tabela (32.20 R2 = 0. nas áreas de manutenção e lavagem de veículos.009 x 70 = 0. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.8) onde aparece a média em mg/L dos efluentes diversos de acordo com quatro parâmetros. Qo=CIA/360 Sendo: Qo= vazão de pico que chega até o pré-tratamento (m3/s) C= coeficiente de runoff.98 R2 = 0. 2000 O exército dos Estados Unidos fez pesquisas sobre separadores de óleo que passaremos a descrever. sendo adotado o first flush P=25mm.13 x C + 0. Quando for construída off-line precisamos calcular a vazão que vai para a BMP.05+0.br A≤2ha I = 45. Tabela 32.8.86 Para P=25mm Para P=13mm Exemplo 32. C=Rv=0.000m2= 340m3 Vazão de entrada Uma BMP pode ser construída in-line ou off-line. As pesquisas foram feitas nas instalações do exército.68 + 0. 32.05 + 0.13 x C + 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. a vazão de entrada é 0.12m3/s.68 WQv= (P/1000/ x Rv x A= (25/1000) x 0.05 + 0.Média dos influentes no exercito dos Estados Unidos no ano 2000 Parâmetro Óleos e graxas TSS VSS COD Instalações 316 1061 277 2232 Lavagem de aviões 594 625 408 8478 Áreas de manutenção 478 1272 416 1841 Áreas de equipamentos 183 1856 239 692 Lavagem de veículos 58 611 77 99 Sendo: Óleos e graxas: quantidade de média de óleos e graxas do influente (mg/L) TSS= sólidos totais em suspensão (mg/L) VSS= sólidos suspensos voláteis (mg/L) COD= demanda de química de oxigênio (mg/L) 32-40 . lavagens de equipamentos. nas lavagens de aviões. Usando o método racional.12m3/s Portanto.009 x AI = 0.009 x AI= 0.23 Calcular o tamanho do reservatório destinado ao pré-tratamento de área com 2ha e AI=70%.98= 32mm/h (Para P=25mm) A= área da bacia =2ha Q=CIA/360 Q=0.98= 45.13 x 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.86 I= 9.com.009 x 70= 0.25 Pesquisas do US Army.09 x C + 0.68 x 2ha x 10.68 x 32mm/h x 2ha /360= 0.68 AI= área impermeável (%) I= intensidade da chuva (mm/h) = 45.05 + 0.

incluindo a separação água-óleo.26 L/s x m2).25. O sólido total em suspensão TSS tem valores médios de 210mg/L a 1272mg/L variando os picos de 1386mg/L a 6502mg/L.Movimento laminar. 1996. espaçadas de 19.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.32 gpm/ft2 (0. O objetivo dos separadores de óleo e graxas do exército americano é que o efluente tenha no máximo 100mg/L de óleos e graxas o que é alcançado usando-se as caixas separadoras de óleo. Movimento uniformemente distribuído: laminar Quando o movimento do fluido é laminar e uniformemente distribuindo na secção longitudinal da câmara. Vamos detalhar as Guidelines for Design. A solução atual mais usada no exército americano são as placas coalescentes de polietileno. instalada a 60º do piso. 32.br O influente médio de óleo e graxas varia de 58mg/L a 594 mg/L enquanto que o pico varia de 209mg/L a 1584mg/L. Q= vazão de pico (m3/h) AH= área plana (m2) Figura 32. a velocidade ascensional Vt é o quociente da vazão pela área horizontal.com. Vt= Q/AH Sendo: Vt=velocidade ascensional (m/h) obtida pela aplicação da Lei de Stokes. e movimento turbulento 32-41 . Geralmente o glóbulo de óleo adotado é de 60μm. Este princípio não se aplica somente à sedimentação. mas também a processos de separação por gravidade de todos os líquidos.05mm e com área de superfície de 0.26 Princípios de Allen Hazen sobre sedimentação Em 1904 Allen Hazen estabeleceu os princípios da sedimentação em um tanque que varia diretamente com a vazão de escoamento dividido pela área da placa plana do mesmo.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Para o exército americano o efluente tem como objetivo de ser de 100mg/L antes de ser lançado nos cursos de água. Instalation and Operation of Oil-Water Separators for surface runoff treatment de Oldcastle Precast.

com. Muitos separadores por placas coalescentes possuem uma ótima performance perto do ideal e em algumas vezes é admitido F=1 ou omitido intencionalmente o valor de F. Definimos por outro lado. o valor “tr” como o tempo em que água leva para percorrer a câmara que é chamado de tempo de residência. existe a velocidade horizontal VH. que recomenda valores de F entre 1. os glóbulos de óleo podem se elevar em varias situações até atingir a superfície. tempo de separação. foi introduzido o fator F de turbulência pela American Petroleum Institute –API conforme Publication 421. isto é.Design and Operation of Oil Separators. AH= F x Q/ Vt O valor de F não pode ser menor que 1 porque a performance não pode ser maior que os princípios de Hazen. O tempo de separação ts deve ser menor ou igual ao tempo de residência tr.br Figura 32.75. Portanto. causam turbulências nas beiradas.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Lembramos também que além da componente de velocidade vertical Vt. Em muitos casos as altas vazões. 1990.Área plana usada por Allen Hazen Outros regimes de escoamento O escoamento raramente é uniformemente distribuído e laminar. haverá uma perda de eficiência no processo de separação por gravidade e devido a isto.2 a 1. O glóbulo pode estar em situação que demorará mais tempo para subir e o tempo em que todos os glóbulos de óleo irão subir é denominado de “ts”. baseado no regime de escoamento que é essencialmente uniforme e radial.26. perto da saída e nas imediações do fundo da câmara. isto é. perto da entrada. Portanto. ts ≤tr O tempo de separação ts pode ser obtido por: ts= d/ Vt Sendo: ts= tempo de separação (h) d= altura da câmara (m) Vt= velocidade ascensional (m/h) O tempo de residência tr pode ser obtido por: tr= L/ VH Sendo: tr= tempo de residência (h) L= comprimento da câmara (m) VH= velocidade horizontal (m/h) 32-42 .Curso de rede de esgotos Capitulo 32. O principio de Hazen foi validado experimentalmente A velocidade ascensional Vt para separador água-óleo pode ser achada pela Lei de Stokes.

Só vale a área plana para o dimensionamento. fica válido o principio de Hazen: AH= Q/ Vt É importante salientar que a área AH pode ser área plana de uma câmara API ou área plana em projeção de uma placa coalescente instalada a 45º a 60º.27.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Figura 32. 32-43 . o que mostra que a altura da câmara não influencia na performance do separador águaóleo. Portanto fica: Q/ AH ≤ Vt Portanto.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.br Como ts ≤tr podemos fazer: d/Vt ≤ L/VH Fazendo um rearranjo podemos obter: VH x d/ L ≤ Vt Aplicando a equação da continuidade temos: Q= VH x Av Av= B x d Sendo: Q= vazão de pico (m3/h) VH= vazão horizontal (m3/h) Av= área da seção transversal (m2) d= altura da câmara (m) B= largura da câmara (m) Teremos: VH= Q/ Av = Q/ (B x d) Mas: VH x d/ L ≤ Vt Substituindo VH temos: Q x d / ( L x B x d) ≤ Vt Notar que o valor de “d” aparece no numerado e no denominador podendo portanto ser cancelado.Projeção da placa coalescente.com.

32.701N/m3 μ= viscosidade dinâmica da água a 20º C = 0. 1983) Granulometria dos sedimentos Na prática adotam-se os seguintes valores para os cursos de água naturais (Lloret. em geral. 434) γs / γ = 2.27 Lei de Stokes Quando uma partícula sólida cai dentro de um líquido segue o que se chama da Lei de Stokes.Notar a área planta AH e a área da seção transversal Av bem como as partículas Vt ascensional e VH da velocidade horizontal numa caixa de profundidade d.1983) ρ = massa específica a 20º C = 998.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. que assume o seguinte: (1) as partículas não são influenciadas por outras partículas ou pela parede dos canais e reservatórios. 1983) ν = viscosidade cinemática da água a 20º C= 0.0002mm e 0.34 N/m3 (Lencastre. é usado a Lei de Stokes. realiza-se a análise granulométrica.65 (densidade relativa do quartzo em relação a água) γs= peso específico da partícula do sólido (quartzo)= 25949.3) Sendo: Vs= velocidade de deposição (m/s).2mm (McCuen. O peso do material que passa em cada peneira.br Figura 32. é considerado como a “porcentagem que passa” representado graficamente em função da abertura da peneira em escala logarítmica (Souza Pinto. D= diâmetro equivalente da esfera (partícula) em metros γ = peso específico da água a 20º C = 9792.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. largura B e comprimento L.1998). 1984): γ s= 2.com. A abertura nominal da peneira é considerada como o 32-44 . Mesmo não obedecendo as duas primeiras precisamente. 1983 p. a velocidade de deposição (velocidade de queda) da Lei de Stokes é a seguinte: Vs= [ D 2 ( γs – γ ) ] / 18 . referido ao peso seco da amostra. ou seja. que consiste. 2000). que também deve ser aplicada a esferas que tenham diâmetro entre 0. (3) a viscosidade da água e a gravidade específica do solo são exatamente conhecidas. μ (Equação 32. de duas fases: peneiramento e sedimentação (Souza Pinto.650kg/m3 (peso específico seco) γ‘s = 1650 kg/m3 (peso específico submerso) Para o reconhecimento do tamanho dos grãos de um solo.00000101 m2/s (Lencastre. s /m2 (Lencastre. A velocidade (uniforme) da queda de esferas.28.2 kg/m3 (Lencastre. 2000). (2) as partículas são esféricas.00101 N.

42mm a 2mm Areia fina de 0.075mm.6cm a 25cm Pedregulho de 4.2000 p. que não pode ser tão pequena quanto o diâmetro de interesse.005mm Fonte: Souza Pinto.005mm a 0.br “diâmetro” das partículas. 2000 diz que na prática. diferentemente da norma da ABNT. Tabela 32.9. evidentemente de um “diâmetro equivalente”. 4 Souza Pinto. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) adota.com.Limite das frações de solo pelo tamanho dos grãos Fração Limites definidos pela norma da ABNT Matacão de 25cm a 1m Pedra de 7.42mm Silte de 0. devido a peneira nº200. Trata-se. pois as partículas não são esféricas.9). a separação entre areia e silte é tomada como 0. a Tabela (32.8mm Areia média de 0. cuja abertura é de 0. 32-45 . para classificação das partículas. que é a mais fina usada em laboratórios.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. A análise por peneiramento tem como limitação a abertura da malha das peneiras. A menor peneira costumeiramente empregada é a de n.05mm a 0.6cm Areia grossa de 2mm a 4.8mm a 7.º200.05mm Argila inferior a 0.075mm.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.

0060 0.5 0.0500 0.0040 0.0020 0.0120 0.0800 0.0300 0.0056880 100 0.br Tabela 4.com.0670 0.0030 0.0250 0.0007999 40 0.0400 0.0000889 12 0.1000 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.0088874 Fonte: Condado de Dane.0005555 30 0.0000142 5 0.4 . USA.65 32-46 .0000435 8 0.0003555 25 0.0000009 1.0000720 Silte 10 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.0000080 4 0.0600 0.0022219 Areia 60 0.0000222 6 0.0010 0.0000020 2 0. 2003.0015 0.0100 0.0000036 3 0.0080 0.004000 80 0. Temperatura a 20º C e partículas com 2.0000569 9 0.0014220 50 0. Velocidade de Diâmetro partícula sedimentação Tipo de solo vs μm (mm) (m/s) Argila 1 0.0070 0.0090 0.0200 0.0031995 67 0.0001280 15 0.Velocidade de sedimentação de partículas esféricas conforme Lei de Stokes.0002000 20 0.0050 0.0000320 7 0.0150 0.

33-1 .br 6/07/08 Capítulo 33.Noções sobre tratamento de esgotos domésticos “Tratamento de esgotos precisa de energia. Não confio em tratamento de esgotos em que não se introduza nenhum tipo de energia”. 1994. Prof. engenheiro químico Danilo de Azevedo.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. pois com a mesma podemos fazer as alterações necessárias.

portanto o esgoto doméstico nunca é 100% doméstico como se pode ver. 33. chuveiros.com. Veremos como se faz uma unidade de tratamento de esgotos para uma cidade e portanto não iremos comentar os tratamentos de esgotos feitos no local de uso. isto é.br 6/07/08 Capitulo 33.1 Introdução Primeiramente salientamos que iremos ver a noção de tratamento de esgotos domésticos e não efluentes líquidos industriais que possuem normalmente algumas particularidades. 33-2 .Curso de redes de esgoto Capitulo 33.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Os esgotos domésticos provem das residências. que foi o primeiro a ser instalado na cidade de São Paulo em 1876. bacias sanitárias. um sistema de redes coletoras que só recebem esgotos sanitários e não pode ser introduzida águas pluviais que é o utilizado no Brasil. Figura 33.1. que seria um sistema separador absoluto que pode receber um pouco de águas pluviais.2 Estação de tratamento de esgotos sanitários Em uma cidade existe um sistema de rede de água de distribuição.Sistemas de coleta de esgotos: separador absoluto e unificado Existem países na Europa e cidades nos Estados Unidos que usam o sistema unificado e alguns o sistema misto. do comércio e de algumas pequenas indústrias. como o tanque séptico e os septos difusores. A água é usada em banheiros.Noções sobre tratamento de esgotos domésticos 33. etc e depois vão para o sistema separador absoluto.

com. Tratamento secundário: geralmente é um tratamento biológico Tratamento terciário ou Tratamento avançado: tem como objetivo remover alguns poluentes como: fósforo e nitrogênio. sendo portanto um sistema de tratamento continuo. que alimentam as algas aumentando a eutrofização nos rios. O tratamento de esgoto funciona 24h por dia. 33.br 6/07/08 33.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 33-3 . A DBO de entrada em um tratamento varia de 200mg/L a 800 mg/L e a redução varia de 80% a 96%.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. Tratamento preliminar: peneiramento através de barras para remover o material sólido grosseiro.4 Sistema de tratamento de esgotos domésticos Os tratamentos de esgotos domésticos são basicamente quatro conforme Figura (33.3 Quota per capita A quota per capita de esgotos varia muito de cidade para cidade. Tratamento primário: é a sedimentação simples do material sólido que reduz um pouco a poluição. sendo uma media de 180 L/dia x hab a 230 L/dia x hab.2). O grande problema do século XXI com relação aos tratamentos não é somente a redução da DBO e sim a necessidade de redução do nitrogênio e do fósforo.

33-4 .3) podemos visualizar o que são o tratamento primário.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. No tratamento avançado.br 6/07/08 Figura 33. tratamento da lama e tratamento avançado (tratamento terciário). tratamento terciário verificamos principalmente dois poluentes que são o fósforo e o nitrogênio.2.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. No sistema de lodo ativado podemos visualizar local para aeração que pode ser mecânica ou através de difusores.com. compactá-la e encaminhá-la para um aterro sanitário. No tratamento de lama temos que desidratá-la.Etapas do tratamento de esgotos Na Figura (33. ou seja. O tratamento secundário pode ter varias opões: • o sistema de lodo ativado que é o mais comum e melhor inventado na Inglaterra em 1913 e o • sistema de filtros biológicos ou de • lagoas. secundário.

um aglutinante como sulfato de alumínio e conseguiremos eliminar mais de 95% de fósforo com o inconveniente de obtermos grande de lodo que terão que ir para aterros sanitários ou outro tratamento específico.3.com. 2004. sedimentação usando por exemplo. Para a remoção do nitrogênio temos que fazer a desnitrificação.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. 33-5 . Para a remoção do fósforo é usado o processo de decantação. Na Figura (33. O uso de carvão ativado para adsorção é destinada a remover os materiais orgânicos que resistiram a remoção biológica conforme USEPA.4) está o esquema de uma estação de lodo ativado convencional.Esquema de tratamento de esgotos O fósforo e o nitrogênio contribuem para o aumento das algas nos rios e lagos e daí serem um problema.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. como o que está acontecendo com as ETEs da Sabesp na Região Metropolitana de São Paulo. convertendo o nitrato para nitrogênio gasoso que vai para a atmosfera sem causar problemas.br 6/07/08 Figura 33.

Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Esquema de estação de tratamento de esgotos com lodos ativados Fonte: Telles.4. 2007 Figura 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.br 6/07/08 Figura 33. 2007 33-6 .5.com.ETE de Franca de lodos ativados convencional Fonte: Telles.

33. Numa lagoa quando introduzimos oxigênio os resultados ficam melhores. O maior problema é as leis da Conama como a 357/05 que cada vez mais vão ficando mais restritivas sendo que algumas destas alternativas de baixo custo ficarão impensáveis no futuro.6. o maior problema é que não há redução de poluentes como o fósforo e o nitrogênio.Vazões das ETEs da Sabesp na RMSP Fonte: Telles.br 6/07/08 Na Figura (33. é difícil de ficar interferindo no processo e temos que ficar “rezando” para que tudo dê certo. No tratamento anaeróbio não há gasto de energia.6) estão as ETE de tratamento de esgoto mais importantes da RMSP com capacidade instalada de 18m3/s sendo que vão para os esgotos 63m3/s.6 Normas da ABNT A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) possui a NB-579/1990 (NBR 12209/90) sobre Projetos de estações de tratamento de esgotos sanitários que se aplica aos processos de tratamento em: • Separação de sólidos dos meios físicos (tratamento preliminar) • Filtração biológica (tratamento secundário) 33-7 . há uma menor quantidade de lodo porém.5 Avaliação dos tratamentos Basicamente os tratamentos de esgotos são anaeróbios e aeróbios. Um outro problema é que não havendo energia externa. produzindo muito lodo. Figura 33. mas aumentamos os custos de manutenção e operação.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. Há redução de DBO mas quase nada de fósforo e nitrogênio. Sem dúvida nenhuma o melhor tratamento é o aeróbio onde é necessária muita energia (oxigênio) para alimentar as bactérias e estas quebrarem a matéria orgânica. 2007 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.

70/hab.br 6/07/08 • • Lodos ativados (tratamento secundário) Tratamento de lodo 33.Porcentual de remoção no esgoto sanitário para as modalidades de tratamento Modalidade de tratamento Preliminar Primário Secundário Terciário Porcentual de remoção DBO Sólidos em suspensão 5 a 10% 5 a 20 25 a 85% 40 a 90% 75 a 97 70 a 95 97 a 100 95 a 100 Bactérias 10 a 20% 25 a 80% 90 a 98 98 a 100 Figura 33.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1) onde estão as eficiências conforme a modalidade do tratamento.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.com. As lagoas variam de 50% a 95%.7-Valores mais comuns de redução de DBO segundo Azevedo Netto. Tabela 33.7 Eficiência do tratamento O professor Nelson Gandur Dacach no seu livro Tratamento Primário de esgoto apresenta a Tabela (33. 1973 Pela Figura (33. 33-8 .7) notando-se que o custo da ETE do Parque Novo Mundo é de R$ 149.7) podemos ver que o tratamento primário reduz no Maximo 40% da DBO enquanto que o lodo ativado vai de 85% a 95%. 33.8 Custos Os custos de implantação de ETE convencionais de lodos ativados estão na Figura (33. Fonte: Faculdade de Saúde Publica.1.

8) 1.2 Calcular o custo de uma ETE convencional por lodos ativados com vazão de 2000 L/s.85 .8. 2000.1 Estimar o custo de uma ETE de lodo ativado convencional (primário+secundário) para população de 1. C= 0.05 x Q + 27. 2005 Exemplo 33.00 Para uma lagoa de estabilização o custo de implantação segundo Jordão.00 Custo de implantação de tratamento por lodo ativado para vazões C=53045. Jordão.300.05 x Q + 27.000= R$ 127.56= R$ 108.000. 2005 estabeleceu a equação para lodo ativado de grande porte acima de 1000L/s C= 0.000. Custo de implantação= R$ 149.000 hab.95 Exemplo 33.320.000.05 x 2000 + 27.610.00 O custo total de implantação de uma lagoa de estabilização é de US$ 22.92 x Q + 2430891. 2005: 33-9 com R2= 0.70/ hab (Figura 33.3 Calcular o custo de implantação para ETE de lodo ativado C=53045.300.br 6/07/08 Figura 33.32 C= 0.09/hab x ano conforme Aisse.000.com.92 x Q + 2430891.32 x 1.522.56 com R2=0.4/hab e a operação e manutenção é US$ 0.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.000hab x R$ 149.56 C=53045.Custos de ETES de grande porte Fone: Jordão.732.70/hab= 194.32=127.92 x 2000 + 2430891.000 Q= vazão em L/s Exemplo 33.32 Sendo: C= custo em R$ x 1.32 C= 127.

85 Exemplo 33.000 L= 9.000.51 x Q + 268161.417.4 Calcular o custo de implantação uma lagoa de estabilização para 50 L/s C= 22996.000habitantes.51 x Q + 268161.9 Pré-dimensionamento das unidades da estação de tratamento de esgotos Vamos nos reportar ao excelente trabalho do professor Nelson Gandur Dacach no livro já mencionado com algumas adaptações a NB 570/90.000m3/dia Vazão média Qm= 9.5 Dimensionar uma ETE de esgoto com tratamento primário de uma cidade com 60.2 L/s Vazão no dia de maior consumo Qhora= 104.98 Sendo: C= custo em R$ Q= vazão a ser tratada (L/s) com R2=0.000 L/ 86400s= 104.000 hab x 150 L/hab= 9.00 33. 2007 Dados de contribuição de esgoto Contribuição média diária 60.Esquema de tratamento primário Fonte: Telles.8=206.98 C= 22996.987.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Exemplo 33.com.98= R$ 1. Figura 33.51 x 50 + 268161.3 L/s 33-10 .000.1= 114.br 6/07/08 C= 22996.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.62 L/s Vazão no dia e hora de maior consumo Qmáximo= 114.2 x 1.62 x 1.9.

1 L/s Comprimento: tamanho da menor partícula a ser removida d=0. Nota: conforme NB 570/90 quando a vazo no desarenador for maior que 250 L/s a limpeza deverá ser mecanizada. A vazão máxima 103.454m.3 L/s.42m Caixa de areia Tipo e sistema de limpeza: será adotado um tipo singelo de limpeza manual.75m/s = 0.30m/s O controle será feito por vertedor pashall de 12” colocado a jusante. a altura da lâmina de água no vertedor é de aproximadamente de 45.com. provido de um depósito para areia.2mm Altura da água para a vazão máxima de 103. Número de unidades: serão adotadas duas unidades.19m2/ 0.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Inclinação: 45º Espaçamento entre as barras: 2.75m/s para a vazão máxima de 103.4cm.454m= 0.19m2 Largura do canal: B= A´/ h = 0.728 Sendo a= afastamento entre as barras Área total A´= A/B= 0.40m/s para a vazão máxima.1 L/s corresponde ao volume diário de 8908m3.5cm (12”). 0.14m2/ 0. H= 0.1 L/s em função do vertedor parshall.728= 0. Para a vazão máxima de 206.br 6/07/08 Tratamento preliminar Grade: serão utilizadas duas grades singelas de limpeza manual.103m3/s. Área útil entre as barras: A= Qmax/ V= 0.1 L/s As dimensões da grade são condicionadas ao vertedor parschall a ser utilizado.5cm Dimensões da grade: cada grade terá seção retangular e deverá atender a vazão máxima no dia e hora de maior consumo. Eficiência da grade: E= a/ (a+1)= 0.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. 33-11 . Velocidade através da grade: será adotada a velocidade máxima de 0.3 L/s /2 = 103. 206.3m/s (NB 570/90) para a vazão média e não maior que 0. cada uma capaz de atender a vazão máxima de 103. que será retirada periodicamente. Seção transversal Adotar-se-a seção trapezoidal de modo a manter a velocidade de 0. Velocidade e meio de controle A velocidade será mantida em torno de 0.1 L/s em cada unidade. cuja garganta é de 30.14m2 Espessura das barras: serão empregadas barras de 3/9”. Conforme NB 5 Comprimento= 11m Conforme NB 570/90 o desarenador por gravidade tem taxa de 600 a 1300m3/m2 x dia.

V= 9000m3 x 2h/ 24h = 750m3 Número de decantadores=2 Volume de cada decantador= 750m3/2 = 375m3 Área superficial Vazão por unidade de superfície: 35m3/m2 x dia Nota: segundo a NB 570/90 a taxa de escoamento superficial deve ser inferior a 60m3/m2 x dia quando não precede processo biológico.92m Largura Adotamos 6. Área de cada decantador: A= 4500m3/ 35m3/m2 xdia = 128.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.9 Velocidade de escoamento no sentido longitudinal 0.000 litros= 3.1042m3/s/ 18.14 Relação comprimento/profundidade 20.92m) =0.000m3= V Numero=2 digestores cada um com 1500m3 Dimensões Altura= 8m Diâmetro= 15.6 m2/ 6.1042m3/s/ (6.04 m2/hab para tratamento primário resulta: A= 0.10m/6.000hab x 50 litros= 3000.com.br 6/07/08 Considerando taxa de 1300m3/m2 x dia Área= 8908m3/ 1300m3/m2x dia=6.92m= 6.6 m2 Profundidade h = 375m3/ 128.42m=16.69m2= 0.85m2/ 0.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10m/2.6m2= 2.31m Decantadores Capacidade: para o período de detenção de 2h no dia de contribuição média.5m Leito de secagem Área A partir da taxa de 0.4m x 2.04m2/hab x 60000hab=2400m2 Número de unidades Serão adotadas 10 unidades que serão construídas a medida das necessidades Área de cada unidade 33-12 .42m Comprimento= 6.85m2 Sendo a largura de 0.0056 m/s Digestores Volume 60.4m = 20.4m=3.4m Comprimento 128.10m Relação comprimento/largura 20. Nota: o tempo deve ser superior a 1h e inferior a 6h conforme NB 570/90.

11 Reúso de água Os professores da FATEC coordenados pelo dr. 33-13 . lavagem de pátios e rega de jardins. O efluente de 4300m3/mês ( 17 L/s) é vendido há 4 anos a R$ 0. que fica no bairro do Ipiranga na Capital e inaugurada em 1934.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Ariovaldo Nuvolari que pode ser encontrado na página 236. Há 4 anos o tratamento de esgotos primário e secundário foi ampliado para tratamento terciário com coagulação.10 Dimensionamento de ETE de lodo ativado O autor recomenda dois livros básicos para o dimensionamento de lodos ativados. floculação e sedimentação com policloreto de alumínio. 33.br 6/07/08 A= A/ 20m= 2400m2/ 20m= 120m2 Largura= 4m Comprimento=30m 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. O primeiro é o conhecido Metcalf & Eddy.69/m3 com objetivo da lavagem de feiras. Dirceu D´Alkimin Telles elaboraram o livro denominado Reúso de água.com. Nele há detalhes da ETE Jesus Neto da Sabesp. 1991 na página 593 e o segundo é dos professores da FATEC e denominado Esgoto Sanitário coordenado pelo prof.

Curso de redes de esgoto Capitulo 33. -METCALF E EDDY. -DACACH. Esgoto sanitário. Primer for municipal wastewater treatment system. DANILO de. 2007. São Paulo. Tratamento primário de esgoto.12 Bibliografia e livros consultado -AISSE.com. Wastewater Engineering. Tratamento de esgotos sanitários. -EPA. DIRCEU D´ALKIMIN ET AL. CONSTANTINO ARRUDA. 1993. MIGUEL MANSUR. 1991. EDUARDO PACHECO e PESSOA. Junho. 2005. teorias e práticas. 1991. Efluentes líquidos industrias. 1334páginas. EPA 832-r-04-001 setembro de 2004.conceitos. -FACULDADE DE SAUDE PUBLICA. Reúso da água. Tratamento de esgotos sanitárias.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. NELSON GANDUR. FATEC. -TELLES. 4ª Ed.br 6/07/08 33. ARI ET AL. -AZEVEDO. ABES. 2000. -NUVOLARI. 1973 -JORDAO. Editora Blucher. FATEC. Sistemas de esgotos sanitários. 2003. 33-14 . Curso no Celacade.

br 14/07/08 Previsão de esgotos 34-1 .Curso de rede 1 de esgotos Capitulo 34.com.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Existem segundo Boland et al (1981) e Tung (1992) três métodos básicos de previsões: a) Método de um simples coeficiente (quota per capita. por exemplo. f) Estatísticas de água: preços.Previsão de esgotos 34. dados históricos da taxa de crescimento dos empregos. 34-2 . a quota per capita. Primeiramente não existe nunca uma previsão perfeita. tem erros que vão de 5% a 10% podendo chegar a mais de 30%. volume por ligação. Para o método do simples coeficiente vamos citar dados da AWWA (1991) referente a quota per capita relativa ao número de consumidores: A previsão de população e consumo de água é mais arte do que ciência. preço da água etc) c) Métodos Probabilísticos (verifica as incertezas nos métodos anteriores) No Método de um Simples Coeficiente tem somente uma variável explanatória que pode ser aplicada.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. projeção do aumento da renda. volume mensal / empregado para cada tipo de indústria) b) Métodos de Múltiplos coeficientes (chuvas. dados históricos mensais por economias e por categorias. Mesmo a melhor previsão feitas em países do primeiro mundo. aumento da renda. mas são bastantes questionáveis para previsão a longo prazo.1 Introdução Uma das coisas mais difíceis de ser feita é a previsão dos despejos de esgotos em sistema de esgotos separador absoluto. renda. perdas d’água. medidas de redução do consumo de água. estruturas da tarifas. Este método é bom para previsões a curto prazo. Projeções dos empregos agregados e desagregados. g) Conservação da água: medidas futuras de conservação da água.br 14/07/08 Capitulo 34. mas não é consistente e de modo geral não fornece uma boa previsão. b) Moradia: quantidade de pessoas por moradia. e) Clima: temperatura. tamanho dos lotes etc. d) Outros fatores econômicos: índices de inflações. aceitabilidade pelo público etc. Exemplo do coeficiente unitário é a previsão de consumo industrial.. c) Empregos: total de empregos por cada setor industrial. evapotranspiração. Os principais dados necessários para uma previsão são: a) População: projeções e tamanho da família.Curso de rede 2 de esgotos Capitulo 34. baseado em volume de água gasto por operário em determinado tipo de indústria. Este método é bom para uma avaliação preliminar do problema. densidade de moradias.com. chuvas. o volume de água por ligação de água ou o coeficiente unitário para método desagregado. suprimentos particulares. pois usa poucos dados.

densidade (hab/ha). comercial e de indústrias leves 600 Bairros comerciais com edifícios de escritório 1000 O professor Tucci desenvolveu por análise de regressão linear equação que fornece a área impermeável em função da.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Existem várias tabelas sobre o assunto.2. lotes grandes 25 a 75 Casas isoladas.Curso de rede 3 de esgotos Capitulo 34. Uma das maneiras mais práticas e usadas é a densidade em habitantes por hectare.0 a 2 L/s x ha Tabela 34. pois temos que considerar a situação de inicio e a de futuro.com.86 + 0.55 x DH Sendo: AI= área impermeável em porcentagem DH= densidade habitacional (hab/ha) 34-3 .br 14/07/08 34. AI= -3. lotes médios e pequenos 50 a 100 Casa geminada de 1pavimento 75 a 150 Idem 2 pavimentos 100 a 200 Prédio de pequenos apartamentos 150 a 300 Áreas comerciais 50 a 150 Áreas industriais 25 a 75 Densidade global média 50 a 150 Áreas industriais 1. Tabela 34.Densidade media conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Áreas periféricas.2 Previsão usando densidade A previsão das vazões de esgoto é baseada na previsão de consumo de água e é muito difícil.Densidade média conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Bairros residências de luxo com lotes de 800m2 100 2 Idem 450m 120 Idem 250m2 150 Bairros mistos residencial e comercial com prédios até 4 pavimentos 300 Bairros residências com até prédios até 12 pavimentos 450 Bairros misto residencial.1.

64 34.3 Previsão de população Qasim. Método da razão: pensa-se que a cidade segue o crescimento da região.Curso de rede 4 de esgotos Capitulo 34. Método Logístico 34-4 . Método geométrica 3.14 23.14 67. 1985. Método da curva logística: é a curva em forma de S onde atinge a população de saturação. Metcalf & Eddy. 4. 5. Método de taxa declinante de crescimento: onde a população atinge um ponto de saturação prefixado.64 29.3. 1994 apresenta sugestão de oito métodos para previsão de população.14 34.Densidade habitacional em função da área impermeável DH (hab/ha) 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 30 140 150 160 170 AI (%) 12.br 14/07/08 Tabela 34. 7. CETESB.14 89. Método aritmético 2. 1968.com.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Qasim.14 78. Método de crescimento aritmético 2. Método da previsão de cluster de nascimentos: é escolhido um grupo de pessoas nascidas num certo período e daí se fazem as previsões. 1978. Os principais métodos utilizados para as projeções populacionais são (Fair et al. 6. 1.14 56.64 18. 1981.64 62.64 40.14 45.64 51.64 73.64 84. Método de crescimento geométrico 3. Método da previsão de empregos 8. 1991): Vamos apresentar somente os três métodos clássicos para previsão de população: 1. Método gráfico de comparação entre cidades similares: são comparadas cidades similares e se fazem projeções iguais. Barnes et al.

745 19.343 296.682 565.677 41.304 17.626 345.000 35.000 863.779 6.984 1.489 68.181 597.697 86.197 1.950 1.000 811.093 77.968 1.000 55.690 806.966 1.546 833.281 50.264 500.987 1.526 366.998 1.969 1.000 52.994 1.099 196.226 221.455 384.237 6.580 81.976 1.159 414.000 922.073 33.271 503.162 90.988 1.528 158.960 1.101 101.4 Dados de população de Guarulhos Primeiramente vamos fornecer os dados da população de Guarulhos segundo o IBGE conforme Tabela (34.723 45.186 22.000 857.971 1.993 1.974 1.000 916.422 17.690 55.4).567 473.989 209.000 771.926 283.Curso de rede 5 de esgotos Capitulo 34.000 794.047 325.991 1.997 1.885 59.000 7.754 236.000 709.940 773.268 539.045 728.660 35.726 325.062 581.000 893.426 387.000 739.973 1.975 1.811 15.550 205.627 24.145 463.com.992 1.000 828.469 24.486 37.894 662.983 1.989 1.981 1.982 1.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.497 182.967 1.996 1.237 972.985 1.026 263.439 6.869 223.776 77.977 1.197 173.826 304. Tabela 34.908 104.995 1.876 189.000 5.980 1.972 1.000 680.226 428.000 801.br 14/07/08 34.000 48.000 761.Dados da população de Guarulhos conforme censo IBGE ANO POPULAÇÃO TOTAL RURAL URBANA (Hab) (Hab) (hab) 13.126 242.518 717.294 900.999 34-5 .744 97.940 1.301 95.4.979 1.975 532.000 746.970 1.273 23.326 102.585 266.978 1.986 1.751 355.294 6.326 407.990 1.863 444.523 18.480 630.678 672.

com.005 2.283.001 2.251.003 2.253 Na Tabela (3.717 1.Curso de rede 6 de esgotos Capitulo 34.br 14/07/08 2.002 2.179 1.6-Razão para o método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1908637 2744557 3859117 Aritmético Razão 2208 6575 13554 29610 27309 26672 Considerando Po= 1940 e P1= 1950 a razão será: 34-6 .000 2. Yassuda e Paulo S.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Nogami do livro Técnica de Abastecimento de Agua será: r= (P1-Po)/ (t1-to) A população P será: P= Po + r (t – to) Tabela 34.5-População de 10 em 10 anos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 34.004 2.5 Método aritmético Considerando os valores das populações Po e P1 no tempo to e t1 a razão ou taxa de crescimento aritmético neste período conforme prof Eduardo R.5) estão os dados com intervalos de 10anos desde 1940 até o ano 2000.006 1. Tabela 34.072.

Curso de rede 7 de esgotos Capitulo 34.Previsão de população de Guarulhos usando método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1629997 1908637 2187277 34-7 .Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1.br 14/07/08 r= (P1.com.Po)/ (t1.Gráfico da população de Guarulhos de 1940 ao ano 2000 Considerando a média das três ultimas razões teremos: Média =27864= (29610+27309+26672)/3 P= Po + r (t – to) Considerando to=2000 e Po= 1072717 P= 1072717 + 27864 (t – 2000) Contando-se to a partir do ano 2000 Para t=2010 teremos: P= 1072717 + 27864 (2010 – 2000) Tabela 34.6) População de Guarulhos População (habitantes) 1500000 1000000 500000 0 1940 1960 1980 ano 2000 2020 Figura 34.7.to) = (35523-13439) / (1950 – 1940) =2208 e assim para os demais anos conforme Tabela (34.

6 Método geométrico A previsão de população conforme FHSP.766hab Tabela 34. q (t-to) q= (P1/Po) (t1-to) Dados: Ano 2000 Ano 1990 P1=1.03 obtermos para o ano 2030. (K-Po)}} to=0 t1=d. P= Po .000 hab.03 Adotando a razão q= 1.Curso de rede 8 de esgotos Capitulo 34.03 (2030-1990) =2. log [(K-Po)/Po] Tomando-se o valor de Po para o ano de 1980.7 Método Logístico O método logístico prevê uma população de saturação denominada K que é considerando um limite superior conforme FHSP. q (t-to) P= 806000 x 1. No caso d=10anos t2=2d a = (1/0.717 hab.8.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.P12) b= {1/ (0.com. (´Po+P2)] / (Po .072.Aplicação do método geométrico para Guarulhos Geométrico Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1441642 1937446 2603766 34.4343) . 34-8 .P1. q= (P1/Po) (t1-to) q= (806000 / 1072717) (2000-1990) =1.4343 x d)} . P= K / (1 + 2.br 14/07/08 34.718 a-bt ) Sendo que o valor de K se obtém: Ps = [2. 1967 pelo método geométrico será: P= Po . P2 . Po= 806. log { [Po (K-P1)]/ {P1 .Po. 1967. P1 para o ano de 1990 e P2 para o ano 2000 acharemos o valor de K.603.P2 – P12 .

4343) .558.07232.com.07232125 a=0.4343) .P12) K = [2x532908x806000x1072717 – 8060002 . (2010-1980 )= 1.Aplicação do método logístico para Guarulhos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1277850 1408570 1482139 Logística K=1558889 b=0. log { [532908 (1558889-806000)]/ {806000 . a população de saturação será de K=1.718 0. P= 1558889 / (1 + 2.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede 9 de esgotos Capitulo 34.718 a-bt ) P= 1558889 / (1 + 2.9. to P1.br 14/07/08 Tabela 34. t2 34-9 .65504716 P= Ks / (1 + 2. b= {1/ (0. log [(1558889-532908)/532908]= 0.65504-0.Valores de Po. (Ks-Po)}} b= {1/ (0.Po.850 Tabela 34.P2 – P12 .558.4343 x 10)} .65504716 Po.P1.07232.8060002)= 1. P2 . log [(K-Po)/Po] a = (1/0. t1 P2. (1558889532908)}}= -0.65504-0.4343 x d)} . (532908+1072717)] / (532908x 1072717 .889 Portanto. (Po+P2)] / (Po .889 habitantes. Para o ano 2010 teremos a diferença 2010-1980 que serás de 30 anos ficando assim.t ) O tempo começa a contar de 1980. P1 e P2 Valores Po P1 P2 ano 1980 1990 2000 População 532908 806000 1072717 K = [2.277. pois to=1980.10.718 0.07232125 a = (1/0. log { [Po (Ks-P1)]/ {P1 .

com.20 K2= 1. comercial.485/ Q 0. Tabela 34.8 Coeficientes de variação da vazão Os projetos de esgotos usam os seguintes coeficientes: K1= maior consumo diário no ano/ vazão média diária no ano K2= maior vazão horária no dia/ vazão média horária no dia K3= coeficiente de mínima vazão horária que é a relação entre a vazão mínima e a vazão média anual.Curso de rede 10 de esgotos Capitulo 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Coeficiente de retorno= 0. Conforme Tsutiya. Q≤ 751 L/s K=1.5 K3=0.80 Q> 751 L/s K= 1.9 Vazões parasitárias (infiltração) Pode haver infiltração de água de drenagem nos coletores de esgoto e isto se chama de vazões parasitarias que atingem até 6.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui. Conforme ABNT NBR 9649/86 os valores a serem adotados quando não se possuem pesquisas são: K1= 1.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2. estações elevatórias. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1.11. etc.80 Conforme Tsutya.Vazões parasitárias 34-10 . publico em L/s 34.20 + 17.0 L/s x km. caixas de passagem. tubos de inspeção e limpeza. 1999 as águas do subsolo atingem as redes coletoras através de: • Juntas das tubulações • Paredes das tubulações • Poços de visita.br 14/07/08 34.

1997 Conforme a norma da ABNT 9649 a taxa de infiltração depende da posição do lençol freático variando de 0.com.10 34-11 . Para vazões industriais (médias e grandes) conforme Tsutiya.5 vezes maiores que a média. Em áreas industriais onde não se utilizam quantidades significativas de água em seus processos produtivos.35 L/s x ha. 34.0 L/s x km.Taxas de infiltração em redes coletoras de esgoto Fonte: Crespo. Na falta de dados Tsutya.10 Despejos industriais É uma grande dificuldade estimarmos a contribuição industrial numa rede de esgotos.15 L/s x ha a 2. pode-se estimar a contribuição de esgotos em 0. Primeiramente informamos que a legislação não permite que nenhuma indústria lance na rede de esgotos vazões maior que 1.Curso de rede 11 de esgotos Capitulo 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1999 estima vazões futuras entre: 1.30 L/s x ha.2.05 L/s x km a 1. 1999 o valor de K1=1.br 14/07/08 Figura 34.

1966. Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. NBR 12211/92. Wastewatrer treatment plants. 859 páginas. Denver.1994.br 14/07/08 34. LEO et al. -BILLINGS. et al.com.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. American Water Works Association. 1996. SYED R. Edutira John Willey. Coleta e transporte de esgoto sanitário. Abastecimento de água para consumo humano. EPUSP. BRUCE et al. Water supply and wastewater removal. ISBN 0-471-25130-5 -FHSP. PEDRO ALEM. MILTON TOMOYUKI. Forecasting urban water demand. -HELLER. 2004. ISBN 1-56676-134-4. Abastecimento de água. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. GORDON M. EPUSP. 1967. 1999. Belo Horizonte. R.12 Bibliografia e livros consultados -ABNT–Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água. Colorado. 726páginas.planing. -FAIR. design and operation. Técnica de Abastecimento e tratamento de água. 643páginas 34-12 . -TSUTIYA.Curso de rede 12 de esgotos Capitulo 34. 2006. 34. principalmente em cidades de veraneio.11 População flutuante Conforme o caso deve ser levada em conta. -QASIM. 547páginas -TSUTIYA.

As caixas de gorduras em restaurantes são importantíssimas. 2005. Figura 35.Caixa de gordura http://www.2.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Caixa de gordura 35.pdf O problema do excesso de gordura nos esgotos sanitários trás problemas no tratamento na formação do lodo.cswd.br 15/07/08 Capítulo 35. no aumento do tempo de retenção hidráulica e na redução da atividade hidrolítica devido a biomassa conforme Mendes et al. pois a quantidade de gorduras se forem lançadas nas redes coletoras causarão entupimentos constantes conforme já constato.1.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.net/pdf/FOG_Manual_Final.1 Introdução É importante que haja caixa de gordura em prédios de apartamentos e nas residências.Caixa de gordura Figura 35.com. Existe basicamente dois tipos de caixas de gorduras: 35-1 .

35.scielo. conforme Figura (35. 2005 www. Tabela 35.br A maior fonte de geração de lipídeos (gorduras) são as indústrias de óleos comestíveis.Fontes de lipídeos(gorduras) e suas concentrações em águas residuárias Tipo de efluentes Concentração de lipídeos (gorduras) (mg/L) Doméstico 40 a 100 Matadouros e avícolas >500 Laticínios 4680 Restaurantes 98 Azeite de oliva 16000 Sorvetes 845 Fonte: Mendes et al. 2005. 35-2 .br 15/07/08 • • Caixa de gordura para prédios onde existe rede coletora de esgoto sanitário Caixa de gordura para prédios onde não existe rede coletora de esgoto sanitário Conforme Mendes et al. matadouros e efluentes domésticos e de restaurantes. 2005 a concentração de lipídeos (gorduras) em águas residuárias é dado pela Tabela (35.2).1) motivo pelo qual vamos nos dedicar um pouco mais visto haver pouca literatura brasileira sobre o assunto.2. O dimensionamento correto da caixa de gordura é muito importante para o bom funcionamento do sistema de tanque sépticos.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. principalmente de fast food conforme Mendes et al.2 Caixa de gordura para prédio onde existe rede coletora de esgoto sanitário Conforme a NBR 8160/1983 de Instalação predial de esgoto sanitário recomenda a instalação de caixas retentoras de gorduras nos esgotos sanitários que contiverem resíduos gordurosos provenientes de pias de copas e cozinhas. A norma estabelece a Equação (35.1) Sendo: V= volume em litros N= número de pessoas servidas pelas cozinhas que contribuem para a caixa de gordura.com. laticínios. sorvetes.1) para o dimensionamento da caixa de gordura: V= 2 x N + 20 (Equação 35.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.

Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 – Caixa de gordura Fonte: Jordão et al. 2005 35-3 .br 15/07/08 Figura 35.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.com.

pois poderá atrapalhar a subida da gordura. Em projetos de hospitais. Caixa de gordura 100 litros a 500 litros Gordura flutuante Água limpa Resíduos pesados + gordura digerida pliniotomaz@uol. 1. sendo a média de 200mg/L. Uma caixa de dimensões muito pequena acarretará a perda de todo o sistema. separadas e que flutuam na superfície da caixa de gordura.rotogine.com.000 litros. segundo Jordão.br 15/07/08 35. 2. conforme Figura (35. Tempo de detenção: deverá haver um tempo de detenção suficiente para que as gorduras e o óleo sejam emulsionadas.com.4 Caixa de gordura para prédio onde não existe rede coletora de esgoto sanitário As caixas de gorduras da firma Rotogine são feitas em polietileno e possuem volume de 100 litros a 8. Algumas cidades americanas admitem limites de óleo e gorduras que variam de 150mg/L a 300mg/L.br Figura 35. Os óleos e graxas. 35. sendo que a ABNT deverá alterar as normas vigentes.4 .Caixa de gordura Fonte: http://www. Temperatura: a caixa de gordura deve permitir que os esgotos tenham a sua temperatura aumentada suficientemente para emulsionar a gordura e separálas. 3. Volume da caixa: deve ser adequado para permitir o armazenamento da gordura durante os intervalos de limpeza. Turbulência: a turbulência deverá ser evitada. Conforme Decreto do Estado de São Paulo 8468 de 8 de setembro de 1976 o lançamento na rede publica de esgoto sanitário deverá obedecer ao artigo 19-A item IV – ausência de óleos e graxas com concentração máxima de 150mg/L.2).3 Critérios básicos As caixas de gorduras devem obedecer a quatro critérios básicos para o seu perfeito funcionamento.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. restaurantes e cozinhas industriais é normalmente adotado 100mg/L de óleo e gorduras sendo este a base do dimensionamento das caixas de gordura pela EPA.com.br/ 35-4 .Curso de rede de esgotos Capitulo 35. 2005 estão presentes nos esgotos de 30mg/L a 70mg/L conforme já constatado em quatro estações de tratamento de esgotos sanitários. 4.

75 Pequenos estabelecimentos comerciais Faixa de pico Média de pico 6 a 10 4a8 2a6 1. Tabela 35.3.com. 1991 recomenda que a caixa de gordura coletiva para que a flotação das gorduras seja efetiva deve deter o efluente no mínimo em 30 (trinta) minutos.3m3/h 35-5 .5 Fonte: Metcalf & Eddy.75 1. 2002.7 2a5 3.5 4 8 6 3 2 Pequenas comunidadades Faixa de Média de pico pico 3a6 4. 2000. 1991 Suponhamos que se gaste 11 litros/refeição por hora Vazão média = 11litros/hora x 300empregados = 3300 L/h= 3. Previsão de consumo de água.Caixa de retenção de gordura Fonte: Estado da Carolina do Norte. 35.3). Conforme Mecalf&Eddy.Fatores de pico para escoamento de esgotos de residência individuais.5 .Curso de rede de esgotos Capitulo 35. pequenos estabelecimentos e pequenas comunidades Fator de pico Pico horário Pico por dia Pico por semana Pico por mês Residência individual Faixa de pico 4a8 2a5 1.25 a 4 1.5) é o modelo recomendado pelo Estado da Carolina do Norte.5 3 1.5 Método do tempo de detenção conforme Metcalf&Eddy.br 15/07/08 A caixa de gordura da Figura (35.6 1. Restaurante: 11 litros/dia/refeição Metcalf & Eddy. 1991 Para partículas com diâmetro de: • 150μm a velocidade de ascensão é de 3. Exemplo 35.1 Supondo velocidade mínima de ascensão de 3.2 A 2 1. pequenas comunidades e residências individuais conforme Tabela (35.6m/h para indústria com 300 empregados.6m/h. Tomaz.2 a 3 Média de pico 6 4 2 1. Figura 35. 1991 os fatores de pico são muito importante para o dimensionamento de caixas de gorduras para pequenos estabelecimentos comerciais. 2002.6m/h e • 60μm a velocidade de ascensão será 0. 1991 Metcalf&Eddy.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

1991) Para a flotação ser efetiva adoto 60min V= (30min/60min) x 26.5 B2 B= 2.6= 7.21= 3.5 x 2.33= 1. Vazão de pico= 3.2) temos: Adotando velocidade mínima ascensional de 3.4m3/h=13.2m3 Altura da caixa V= L x B x H 13.21m L= 1.3m3/h x fator de pico= 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.5 B2 A= área (m2)= 7.3 x 8=26.33m2 7.4m3/h /3.33m2 Adotando: L= comprimento (m) B= largura (m) Supondo: L= 1.com.br 15/07/08 Usando fator de pico= 8 conforme Tabela (35.3).2m3 = 3.32 x 2.4 m3/h Usando Equação (35.6m/h teremos: Área (m2)= 26.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.32m Tempo de detenção mínimo adotado> 30min (Metcalf e Eddy.80m 35-6 .5 B A= L x B A= 1.21 x H H= 1.5 x B= 1.

6-Caixa retentora de gordura Fonte: Nunes. A área necessária A é calculada conforme a seguinte fórmula: A = Q/ V Sendo: A= área da superfície da caixa (m2) Q= vazão máxima (m3/h) V= velocidade mínima de ascensão das partículas de menor tamanho.br 15/07/08 35. percorram desde o fundo até a superfície liquida. Em matadouros e curtumes. V (m/h)= H(m)/ t(h) Sendo: V= velocidade mínima ascensional (m/h) H= altura do líquido no cilindro (m) t= tempo de ascensão (h) 35-7 . a serem removidas. o tempo de detenção poderá ser maior. Esta velocidade poderá ser obtida em um cilindro graduado. Em um dos lados da caixa deverá ter uma calha para remoção da gordura. Figura 35. possuindo duas ou mais cortinas. curtumes. se a temperatura do líquido se encontrar abaixo de 25ºC. 1996 O formato da caixa deverá ser retangular. etc. Acima desta temperatura.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. O tempo de detenção deverá situar-se entre 3 e 5 minutos.6 Caixa de retenção de gordura conforme Nunes. 1996 As caixas de retentoras de gordura são unidades destinadas a reter gorduras e materiais que flotam naturalmente. até 30minutos.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O principio de separação se dá pela diferença de densidade entre a água e as gorduras. A caixa deve ser construída de forma que o liquido tenha permanecia tranqüila durante o tempo em que as partículas. estas gorduras recuperadas têm valor comercial.com. matadouros. São utilizadas no tratamento preliminar de águas residuárias de frigorífico. uma próxima à entrada para evitar turbulência do líquido e a outra próxima à saída. laticínios. determinado o tempo de subida de uma pequena partícula.

90m2 Adotando comprimento L e largura B L= 1.1. Contribuição diária de águas residuárias (Q) Q= 200 cabeças/dia x 1500 litros/cabeça x dia= 300m3/dia Para 8 horas de funcionamento Q= 37. 14. ou seja.5 B2 B=1.5 x Q x t x 0.90m2= 1.42m Altura da caixa H V= L x B x H 5.60 Sendo: V=volume da caixa (m3) Q= vazão média (m3/h) t= tempo de detenção (h) 0.50m3/h Volume da caixa V Adotando o tempo de detenção de 10min.4= 1.5 x 37.42m x 1.com.61m x H H= 1. Considerar a contribuição per capita igual a 15000 Litros/cabeça/dia.61m L= 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. A temperatura é de 30ºC. como também o período de 8 horas de funcionamento diário e que 60% das águas residuárias passarão na caixa. 1.60= 60% da água passará na caixa.5= coeficiente de pico Dimensões da caixa Considerando que a velocidade de ascensão das menores partículas seja de 4mm/s. V= 1. 1996 Dimensionar uma caixa de gordura de um frigorífico que abate cerca de 200 cabeças de boi por dia.5 x B A= L x B 3.Extraído de Nunes.5 x 1.44m 35-8 . tendo em vista que a temperatura do liquido se encontra acima de 25ºC.625m3= 2.4= 3.4m/h teremos: A= 1.br 15/07/08 Exemplo 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Q/ 14.5/ 14.61= 2.

A manutenção das caixas deve ser mensal evitando que a mesma atinja 25% do volume do líquido. V= (número de assentos) x 20litros/refeição x (Fator de armazenamento) x 1/2 do número de horas aberto) x (fator de carga) V= (50 assentos) x 20litros/refeição x (2.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 máximo= 1.0 baixo= 0.4 para gorduras pesadas O tempo de residência padrão é de 24min mais pode ser usado tempo menor com o limite mínimo de 8min.3 para gorduras moderadas 0.com.9 Método da EPA1 para restaurantes Este método é baseado empiricamente no valor limite de óleos e gorduras de 100mg/L.7 Método da área suburbana de Washington Volume= vazão de pico x fator de diversidade x tempo de residência Fator de diversidade: 0. Califórnia V= vazão de pico da cozinha x 10min Comentário: de modo geral as caixas de gorduras dimensionadas em várias cidades dos Estados Unidos são baseadas na vazão de pico das cozinhas.80 Volume mínimo da caixa de gordura= 3. Consumo por refeição: 20 litros Fator de armazenamento mínimo= 1.25 35-9 .0) V= 8.000litros 35. 35.25 médio= 1.000 litros V= (número de assentos) x 20litros/refeição x (Fator de armazenamento) x 1/2 do número de horas aberto) x (fator de carga) Exemplo 35.7 máximo=2. trabalhando 8 horas/dia com 20litros por refeição.8 Stockton.7 máximo= 2.10 Método da EPA1 para hospitais Volume mínimo= 3. conforme Estado da Carolina do Norte.br 15/07/08 35.0.5 Consumo por refeição= 18litros/refeição Fator de carga Máquina de lavar prato= 1.5 Fator de carga mínimo=0.0) x 1/2 de 8 horas aberto) x (1. 2002.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.000litros Fator de armazenamento mínimo=1. A localização das caixas de gorduras devido a sua periculosidade não deve ser instalada dentro da cozinha ou do restaurante devendo ser localizada num local de fácil acesso.0 e fator de carga igual a 1. usando fator de armazenamento igual 2.2 Dimensionar a caixa de gordura para restaurante com 50 assentos. 35.2 para gorduras leves 0.

00 x 1.0 Fator de carga= 1.br 15/07/08 Sem máquina de lavar prato= 0. V= (número de refeições servidas no dia) x (consumo/refeição) x (fator de armazenamento) x (fator de carga) Refeições= 100 x 3 + 10 x 3 = 330 refeições Fator de armazenamento= 2.25 = 14.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.25 com máquina de lavar pratos V= 330 x 18 x 2.3 Dimensionar a caixa de gordura de um hospital com 100 pacientes e 10 pessoas para atendimento.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.850 litros 35-10 .75 Exemplo 35.com.

Curso de rede de esgotos Capitulo 35.br 15/07/08 Figura 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7.com.Tiragem de amostra da caixa de gordura 35-11 .

Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.com.Caixa de gordura com acesso para inspeção Figura 35.8.9.Gorduras acumuladas 35-12 .br 15/07/08 Figura 35.

br 15/07/08 Figurda 35.11.Exigências de gorduras nos Estados Unidos http://www.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Poço de visita extravasando água devido entupimento por gorduras Figura 35.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.pdf 35-13 .12.Produção de gorduras Figura 35.precast.com.10.

precast.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.pdf Figura 35.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.13.precast.Valores adotados em USA para dimensionamento de caixa de gorduras http://www.br 15/07/08 Figura 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.pdf 35-14 .com.14.Diversos valores de caixa de gorduras conforme os diferentes critérios http://www.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.

Curso de rede de esgotos Capitulo 35- Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 15/07/08

35.11 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO, JOSÉ M. e MELO, WANDERLEY DE OLIVEIRA. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. Blucher, 1988, 185 páginas. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. Construção e Operação. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto, Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. -BRITTO, EVANDRO RODRIGUES DE. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos, ABES, 2004, 161 páginas. -CIDADE OF EUGENE. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE, 2002. -CONAMA, RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 26 páginas. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. Considerations for the management of discharge of fats, oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. Jun, 2002, 73 páginas. -JORDÃO, EDUARDO PACHECO e PESSÔA, CONSTANTINO ARRUDA. Tratamento de Esgotos Domésticos. 4ª ed., 2005, 906 páginas. -MACINTYRE, ARCHIBALD JOSEPH. Instalações Hidráulicas. 770 páginas. -MENDES, ADRIANO AGUIAR et al. Aplicação de lípases no tratamento de águas residuárias com elevados teores de lipídeos. www.scielo,br, Química nova, abril 2005, ISSN 0100-4042. -METCALF&EDDY. Wastewater Engineering. McGray-Hill, 1991, 1334páginas. -NUNES, JOSÉ ALVES. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. 1996, 277 páginas. -ROTOGINE- Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www.rotogine.com.br/ -USEPA (U.S. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). Guidelines for Water Reuse. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www.epa.gov/

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Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

Capitulo 36- Gases em tubulações de esgoto 36.1 Introdução Um dos problemas que existe normalmente nos sistemas de esgotos é a produção de gases malcheirosos, principalmente o sulfeto de hidrogênio, H2S, segundo Mendonça,1975. É muito conhecido os casos de tubos de concreto para conduzir esgotos sanitários que devido a produção dos sulfetos entram em colapso conforme Figura (36.1). O motivo é que os sulfetos juntamente com o vapor de água e bactérias cria o ácido sulfúrico que destrói o cimento e conseqüentemente a estrutura do concreto.

Figura 36.1- Corrosão de tubo de concreto para condução de esgoto, por sulfeto de hidrogênio.
Fonte: Tsutiya, 1999

Existem vários gases nos esgotos, mas o mais importante é o sulfeto de hidrogênio H2S.A presença de odor do sulfeto de hidrogênio é importante para os trabalhadores, pois podem causar explosão quando está junto com os gases o metano. A concentração mínima de H2S para causar a morte é 300mg/L sendo que 3000mg/L é fatal conforme Metcalf e Eddy, 1981. Metcalf e Eddy, 1981 apresenta a Tabela (36.1) que mostra os efeitos produzidos pelo sulfeto de hidrogênio ao ser humano.

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Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08 Tabela 36.1- Efeitos produzidos pela exposição humana ao ar contaminado com varias concentrações de sulfeto de hidrogênio. Tempo e condições de exposição Concentração de H2S na Efeitos atmosfera do sistema de esgotos (ppm em volume) Exposição prolongada, trabalho 5 a 10 (algumas pessoas menos) Pouco ou nenhum leve 1 a 2 horas, trabalho leve 10 a 50 (algumas pessoas menos) Irritações leves nos olhos e nas vias respiratórias, dores de cabeça 6 horas de trabalho manual pesado Cerca de 50 Cegueira temporária 1 hora de trabalho manual pesado Cerca de 100 Limite máximo sem conseqüências serias. Fonte: Metcalf e Eddy, 1981 e Tsutiya, 1999

36.2 Sulfetos O H2S é um gás encontrada com freqüência na natureza e muito conhecido pelo seu odor. Pode ser produzido pela decomposição de algumas espécies de matéria orgânica, especialmente a albumina. Segundo Tsutiya, 1999 a principal origem dos sulfetos em esgoto sanitário é devida à ação de bactérias que reduzem o sulfato para obter energia para sua manutenção e crescimento. Sob condições anaeróbias (sem oxigênio) dois gêneros de bactérias anaeróbias obrigatória da espécie Conforme Metcalf e Eddy, 1981 o H2S através da bactéria do genus Thiobacillus forma o ácido sulfúrico: H2S + 2O2 bactéria ---> H2SO4 36.3 Fórmula Z de Pomeroy É muito conhecida a fórmula empírica do Dr. Pomeroy, a qual através de um indicador Z, tem a finalidade de avaliar o risco do aparecimento de odores em coletores sanitários. É a chamada fórmula Z de Pomeroy que segundo Richardson in Tsutiya, 1999 recomenda a sua utilização para vazões entre 3 L/s a 2.000 L/s. 3 (EDBO) p

Z= ------------------- x -------I 1/2 Q 1/3 b Sendo: p= perímetro molhado da seção transversal em m; b= corda correspondente à altura molhada em m; Q= vazão máxima horária em litros/segundo; I= declividade do coletor em m/m; T= temperatura média do esgoto no mês mais quente em °C; EDBO= DBO a 5 dias e 20 °C do esgoto bruto em mg/L multiplicado pelo fator 1,07 T-20 Z= coeficiente Z de Pomeroy.

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36.4 Valores de Z É muito discutido qual os limites dos valores de Z para prevenir a criação de sulfetos. Tsutiya, 1999 comenta que Takahashi sugere o valor de 7.500, Paintal 7.500 e Ludwig e Almeida 10.000. As Tabelas (36.1) e (36.2) mostram alguns valores limites de Z. Para valores de Z menores que 5.000 o H2S está raramente presente ou somente em diminutas concentrações nos coletores. Para valores de Z iguais ou maiores que 25.000, o H2S dissolvido estará presente com freqüência e tubos de concreto com pequenos diâmetros possivelmente entrarão em colapso dentro de cinco a dez anos. Tabela 36.2- Valores de Z e possibilidades de produzir ou não sulfetos Valores de Z Condições a serem observadas Z< 5.000 Neste caso o sulfeto é raramente gerado 5.000≤Z≤25.000 Podemos ter ou não o sulfeto Z> 25.000 Será criado o sulfeto Tabela 36.3- Valores de Z e possibilidades de produzir ou não sulfetos Valores de Z Condições a serem observadas Z< 5.000 Neste caso o sulfeto é raramente gerado 5.000≤Z≤10.000 Podemos ter ou não o sulfeto Z> 10.000 Será criado o sulfeto Fonte: Tsutiya, 1999

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36.5 Relações geométricas da seção circular

Figura 36.2 Ângulo Central O ângulo central θ (em radianos) do setor circular, pode ser obtido pela seguinte expressão conforme Chaudhry,1993 p.95: θ = 2 arc cos ( 1 – 2y/D) Conforme Chaudhry ,1993 p.10 temos: A área molhada “A”: A= D2 ( θ – seno θ)/8 O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 O raio hidráulico “RH”: RH= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) A corda “b” correspondente a altura molhada é dado por: b= D sen (θ/2) Conforme Mendonça,1984 Revista DAE SP temos: Usando a fórmula de Manning e tirando-se o valor de θ usando as relações acima obtemos para o regime uniforme a fórmula para obter o angulo central θ. Observar que o ângulo central θ aparece nos dois lados da equação, não havendo possibilidade de se tornar a equação numa forma explícita. Daí a necessidade de resolvê-la por processo iterativo, como o Método de NewtonRaphson. O ângulo central θ está entre 1,50 rad. ≤ θ ≤ 4,43 rad. que corresponde 0,15≤y/D≤ 0,80. θ= seno θ + 2 2,6 (n Q/I 1/2) 0,6 D-1,6 θ 0,4 O primeiro seria o método de tentativa e erros, o segundo seria o método da bisseção, o método de Newton-Raphson e o Método das Aproximações Sucessivas.

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O Dr. Sérgio Rolim Mendonça, fez uma tabela de declividades mínimas que se deve ter para não haver gases, usando Z=5.000, que deve ser usado principalmente para grandes coletores de esgotos. O coletor é calculado a meia seção e o coeficiente de rugosidade é n=0,013. I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 Sendo: Q= vazão no coletor em litros por segundo; T= temperatura média do esgoto no mês mais quente em °C; EDBO= DBO a 5 dias e 20 °C do esgoto bruto em mg/l multiplicado pelo fator 1,07 T-20 EDBO=DBO 1,07 T-20 EDBO = em mg/l; K= valor obtido na Tabela (36.4); I min = declividade mínima do coletor em m/m.

Tabela 36.4: Valores de K para achar a declividade mínima em coletores de esgotos Fonte: Mendonça,1985, Revista DAE. 36-5

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Exemplo 36.1 Seja o coletor predial com diâmetro nominal 150, a ¾ da seção ou seja y/d=0,75. Suponhamos ainda que a temperatura média do mês mais quente seja de 25° C que a DBO a 5 dias e 20°C seja 250 mg/litro e que o coeficiente de rugosidade de Manning seja n=0,013, como adotado normalmente. A vazão máxima que o coletor pode conduzir com a declividade de 2% (0,02m/m) é de 6,66 litros/segundo. Para calcular o ângulo central em radiano usamos: θ = 2 arc cos ( 1 – 2 (y/D)) obtendo: θ = 2 arc cos ( 1 – 2 (y/D))= 2 arc cos ( 1 – 2 (0,75))= 2,32 rad O perímetro molhado P=(θ D)/2= (2,32 x 0,15)/2 =0,18m A corda b= D sen (θ/2)= 0,15 sen( 2,32/2)= 0,13m EDBO=DBO 1,07 T-20 = 250 x 1,07 (25-20) = 259,63 mg/l Substituindo na fórmula Z de Pomeroy temos: 3 (EDBO) p

Z= ------------------- x -------I 1/2 Q 1/3 3 x 259,63 0,18 b

Z=-------------------------x -------- = 5515 0,02 ½ x 6,66 1/3 0,13

Como o número Z de Pomeroy é igual a 5.515 portanto maior que 5.000 poderá haver ou não a produção de sulfetos. Caso fosse menor que 5.000 não haveria possibilidade da formação de sulfetos. Caso fosse superior a 25.000 com certeza teríamos a produção de gases. Caso queiramos aplicar a fórmula da declividade mínima em que não haverá a produção de gases teremos que usar a fórmula número: I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 Sendo que o valor de K=2,106 obtido na Tabela (36.2), com y/d=0,75 I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 = 2,106x10-6 x (259,63)2/6,66 2/3=0,073 m/m I min= 0,073 m/m, é a declividade mínima para que não se tenha no coletor a produção de gases. Na prática se usam para os coletores prediais de esgoto sanitário, tubos de PVC ou tubos de cerâmica, os quais não apresentam nenhum problema estrutural para os gases. Relembremos também que nas redes coletoras públicas não existem tubos ventiladores, não ser em casos especiais, tal como em elevatórias. A ventilação das instalações prediais de esgoto, compete ao prédio.

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36.6 Interceptores Em interceptores que geralmente possuem diâmetros maiores que 500mm e são feitos de concreto, o problema de sulfetos tem ser considerado. Devido a isto é que a norma da ABNT para Interceptores obriga que os mesmos sejam dimensionados com a tensão trativa mínima de 1,5Pa, ao invés de 1,0 Pa usado nos coletores comuns. 36.7 Gases em esgotos Metcalf e Eddy, 1981 salienta que as casas possuem tubo ventilador para a ventilação das redes de esgotos sanitários. Não se recomenda instalarem-se tampões de ferro fundido perfurados para exalação dos gases devido ao mau cheiro que se produzirá. Recomenda ainda que em locais onde há poucas ligações de esgoto, que se faça uma ventilação usando área da secção metade da seção da tubulação de esgoto. Especial ventilação se deve instalar quando as ligações de esgoto possuírem dispositivos que impedem a passagem dos gases. Nos locais onde temos sifões invertidos devemos instalar dispositivos ou câmaras especiais para a expulsão dos gases dos esgotos. 36.8 Gases em esgotos estação elevatória de esgotos Tsutiya, 1999 comenta que em Santos uma estação elevatória apresentou 2 mg/L de H2S resultando na produção de odores inaceitáveis conforme Figura (36.2). Para corrigir o problema foi instalado um dosador de nível constante e aplicado a dosagem de 12,5mg/L de nitrato de amônio ao esgoto afluente.

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Figura 36.3-Geração de odor pela produção de sulfeto em poços de sucção Fonte: Tsutiya, 1999 36.9 Corrosão devido ao H2S É conhecida a corrosão de tubos de concreto armado pelo ácido sulfúrico produzido pelo H2S. Metcalf e Eddy, 1981 apresenta a corrosão em tubos de concreto e em tubos de ferro fundido. Assim um tubo de concreto com 1200mm de diâmetro e 10.000m de comprimento terá uma corrosão de 0,48mm/ano. Se dividirmos a espessura disponível da tubulação de concreto pelo valor 0,48mm/ano de corrosão, teremos a durabilidade da tubulação. Pode ser adotada uma camada de sacrifício na tubulação de concreto utilizando agregado calcário para o aumento da alcalinidade. Uma outra maneira é adotar-se cimento que seja mais resistente ao ácido sulfúrico.

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Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

36.10 Bibliografia e livros consultados -METCALF E EDDY. Wastewater engineering collection and pumping of wastewater. 1981, 432páginas. -TSUTIYA, MILTON TOMOYUKI E SOBRINHO, PEDRO ALEM. Coleta e transporte de esgoto sanitário. EPUSP, 1999, 547páginas.

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Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

Capítulo 37 Reabilitaçao de córregos e rios

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Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 37.2 37.com.3 37.7 Introdução Conceitos Os cinco elementos chave em um rio ou córrego Potência dos córregos e rios Transporte de sedimentos Dimensionamento de canais Bibliografia 37-2 .4 37.br 14/07/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 37 – Reabilitação de córregos e rios 37.6 37.1 37.

com.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 37-3 . mas não todos. Remediação: é quando o rio mudou totalmente de configuração relativa as condições originais e podemos fazer alguma coisa para melhorá-lo Renaturalização ou naturalização: significa uma maneira natural para o rio de maneira que o mesmo volte ao ecossistema que existia antes. Iremos considerar os córregos e rios urbanos.2 Conceitos Os conceitos fundamentais são: Restauração: consiste em volta as condições exatamente como eram antigamente quando não havia população e não havia interferência do homem. Reabilitação: consiste em restaurar alguns aspectos do córrego e do rio.O que pode ser conseguido realisticamente? A Figura (37. Figura 37.br 14/07/08 Capítulo 37 – Reabilitação de córregos e rios 37. É praticamente impossível de ser feita.1. que são aqueles que possuem uma área impermeável maior que 10%. pois quando a área é menor que 10% não há impactos no ecossistema aquático.2) mostra os conceitos mencionados. 37.1 Introdução Há uns 20 anos com a degradação física e biológica cada vez maior de córregos e rios começou-se a se ter idéia da recuperação dos mesmos para retorno físico e biológico.

com.2. 2000 37-4 .Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 Figura 37.Esquema de reabilitação Fonte: Austrália.

1.3 Os cinco elementos chaves em um rio ou córrego Na Figura (37.3.com. Estrutura física do rio 3. bem como as mudanças da biodiversidade do rio no que se refere a fauna e a flora. 37-5 .Os 5 elementos da saúde de um córrego ou rio Fonte: Austrália. 2000 para reabilitação do rio em área urbana.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Quantidade de água Figura 37.br 14/07/08 37.3) estão os cinco elementos básicos da saúde de um rio conforme Austrália. Qualidade da água 5. 2000 Organismos do ecossistema aquático e Zona ripariana Os componentes biológicos do ecossistema aquático deverá ser estudado em assuntos como a redução dos habitats naturais no corpo do rio. Organismos do ecossistema aquático 4. Zona Ripariana 2.

É estudado a estabilização do rio do ponto de vista de transporte sólidos.com.4.Diversos tipos de habitat Estrutura física do rio O componente morfológico do rio são os alinhamentos e os gradientes.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 Figura 37. 37-6 . com as construções de casas. industrias e infraestrutura urbana adjacentes ao rio.

5 –Diversidade morfológica dos rios 37-7 .com.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 Figura 37.

o aumento do runoff. copie. 2000. tais como o aumento da área impermeável. Os objetivos são variados estando encaixados dentro dos 5 elementos da saúde do rio citado em Austrália.6. os sais e os compostos orgânicos que são lançados ao rio diretamente ou através da poluição difusa levado pela drenagem superficial. Estudamos também o aumento de temperatura devido a lançamentos industriais ou água de drenagem bem como a vegetação ripariana e a mata ciliar.Diversidades morfológicas dos rios. Na Europa em 2004 foram estudados 23 casos de reabilitação de rios com comprimento variando de 1300m a 9500m ao custo médio de 1500 euros/metro.com. 37-8 .Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Quantidade de água Deverão ser estudados os componentes hidrológicos do rio. Qualidade da água No assunto qualidade da água do rio estudamos os nutrientes. 2000 está o seguinte: em caso de dúvida.br 14/07/08 Figura 37. Quando se quer reabilitar um córrego deve-se procurar um córrego próximo que tenha as condições físicas e biológicas que queremos e então copiamos o modelo. o aumento das velocidades. Uma recomendação que está em Austrália. o decréscimo da vazão base e estudo de novas seções nos rios. os metais pesados.

declividade do canal.7.Objetivos da reabilitação de rios na Europa Figura 37. É melhor usar critérios de tensão trativa do que métodos de velocidade. largura. Figura 37.8.4 Dimensionamento de canais Os canais que podem transportar sedimentos ou depositar sedimentos devem ser calculados com as equações de resistência normalmente usadas como a fórmula de Manning para dimensionar a altura. mesmo assim os mesmos não devem ser desprezados. 37.br 14/07/08 37. De qualquer maneira a melhor maneira é calcular por tentativas até a melhor solução.11).5 Pesquisas na Europa Pesquisas apresentas na Europa em jnho de 2004 sobre Urban River Basin Enhancenment Methods sobre Existing Urban River Rehabilitatiions Schemes em 23 rios e córregos apresentaram os seguintes resultados que estão nas Figuras (32.7) a (37.10.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Pressão urbana para restauração 37-9 . A vazão dos rios normalmente é calculada usando o conhecido Q7. mais as equações de transporte de sedimentos com o devido cuidado e experiência.com.

9.11.Comprimento dos rios reabilitados na Europa Figura 37.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 Figura 37.Custo por metro de reabilitação 37-10 .10.com.Largura dos rios Figura 37.

ISBN 0642 76028 4 (volume 1 e 2). 37-11 . RONALD R. Apostila com 39páginas.br 14/07/08 37. Journal of Hydraulic engeneering. prof dr. Departamento de Hidráulica.edu/~mwdoyle/pdfs/JHERestorationDesign. COPELAND. http://www.com. DOUGLAS. Sem data. -EPUSP.5 Bibliografia e livros consultados -AUSTRALIA. PHD 5023. Giorgio Brightetti. Volume 1. ASCE/ agosto. et al.unc. 2003.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Design for Stream restoration. Obras Fluviais. A rehabilitation manual for Australiam Streams.pdf -SHIELDS JR. 2000.

vácuo. 38. 1992 in Tsutiya. nos fundos e ao lado. causando sérios problemas com os vizinhos. vácuo. Não encontraram solução. etc 38.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. pois não há espaço para passagem das tubulações.1 Rede condominial A rede condominial foi desenvolvida no Rio Grande do Norte. pressurizada.Rede condominial.br 14/07/08 Capítulo 38. não havia pequenos córregos e as casas eram construídas no meio do lote.1. embora de maneiras diversas tenha sido empregada em muitos locais.1 Introdução Vamos mostrar alguns assuntos de redes de esgotos que não são comuns na prática. foram feitas construções sobre a rede de esgoto e muitos moradores introduziram águas pluviais dentro das mesmas. pressurizada.Rede condominial Fonte: Azevedo Netto. 1999 Tive oportunidade de ver uma favela em Brasília onde foi feita com pleno êxito uma rede condominial. pois os terrenos eram grandes e planos. pois as tubulações passam na frente das casas. Figura 38. 38-1 . São usados tubos de pequenos diâmetros e deve ser feito um trabalho junto aos moradores para que façam a conservação da mesma. A grande vantagem da rede condominial são os baixos custos. A solução foi ótima no momento. que é a 4ª cidade do Brasil em número de favelas. Cheguei a trazer os especialistas de Brasília no assunto para ver a solução das favelas aqui em Guarulhos.com. Apliquei há anos no bairro do Jardim Paraventi em Guarulhos onde há terrenos com grande desnível da rede de esgotos passando pelo fundo dos lotes.Rede condominial. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. mas com o decorrer dos anos.

o sistema de pressão de rede esgotos é uma opção. A justificativa é que em determinados locais o custo de uma rede de esgoto clássica fica muito elevado devido a poucas moradias.com. vácuo. 38-2 . entretanto o esgotos podem ser pressurizado e enviados a uma caixa de regularização e depois entrar na rede pública através de ligação de esgoto sanitário. Foi elaborado um modelo computacional para o dimensionamento da rede de esgoto pressurizado. a rede fica pressurizada podendo o esgoto retornar as casas.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.2 Rede pressurizada Nunca vi uma rede pressurizada de esgoto sanitário.Rede pressurizada Fonte: Tsutiya. Quando existe locais onde muitas casas colocam rede de águas pluviais nos esgotos. pressurizada.Rede condominial.2. Redes de esgoto sob pressão: Portugal Bentes. 1999 Eventualmente durante entupimentos de rede de esgotos. et al fizeram um trabalho sobre Redes de Esgotos sob pressão.br 14/07/08 38. Figura 38. quando chove a rede de esgoto fica pressurizada chegando o mesmo a vazar pelos tampões dos poços de visita. enterrada a pequena profundidade e ligada as habitações por ramais de ligação também de pequenos diâmetros (25mm a 45mm). A grande vantagem é que as tubulações da rede principal irão variar somente de 50mm a 150mm.modelo de cálculo de equilíbrio hidráulico. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Curso de rede de esgotos Capitulo 38. Figura 38. pressurizada.3. vácuo.Rede condominial. Figura 38.br 14/07/08 Os motores são de pequena potência variando de 1 a 2HP que pressuriza o esgoto e o transporta através da tubulação principal até o destino final. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4.Sistema de pressurização 38-3 .Sistema de pressurização com câmara de decantação A outra alternativa é a da Figura (38.3). um que possui uma câmara de decantação antes do bombeamento com a função de remover sólidos e gorduras evitando o entupimento ou redução do diâmetro da canalização conforme Figura (38. Existe dois sistemas de pressurização.4) em que existe instalada uma bomba trituradora que pressuriza o sistema.com.

Curva das bombas A grande desvantagem do sistema de pressurização é o custo de manutenção e operação e a dificuldade por não existir poço de visita e a necessidade de ventosa para entrada e saída de ar na rede principal.Rede condominial.00m/s.6. 38-4 .Curso de rede de esgotos Capitulo 38. pressurizada. A vazão vai depender do número de pessoas que moram na casa e a velocidade na rede adotada é de 1.com. Outro grande inconveniente é que o sistema de dimensionamento é complexo quanto mais bombas existirem e os estudos estatísticos para determinar o funcionamento simultâneo das bombas.5.br 14/07/08 Figura 38.Rede principal e as ligações de esgoto Figura 38. vácuo. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

00 cada. a ponto de desaconselhar o uso do vácuo no Brasil por enquanto. pressurizada.5). etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Figura 38.400. linhas férreas. vácuo.5 litros/descargas e o pay-back foi muito rápido. etc temos que fazer um sifão invertido conforme Figura (38.3. 38-5 .Curso de rede de esgotos Capitulo 38.3 Rede a vácuo Não tenho conhecimento no Brasil de nenhuma rede pública de esgoto sanitário feita a vácuo. 1999 38. Conversei com o projetista que informou que na época havia duas firmas no Brasil que produziam os vasos sanitários que custavam cerca de R$ 800.4 Sifão Invertido Quando se tem um obstáculo no trajeto de uma rede de esgoto sanitário.Rede condominial. mas tenho conhecimento de prédios na capital de São Paulo.00 por bacia.Rede a vácuo Fonte: Tsutiya. tais como galerias de águas pluviais de grande dimensão. onde as bacias sanitárias são a vácuo e gastam somente 1.4) e (38.com. como o Shopping Frei Caneca. Com o passar do tempo passou a existir somente uma firma e o vaso sanitário aumentou para R$ 2.br 14/07/08 38.

br 14/07/08 Figura 38. 1997 Figura 38. pressurizada.Sifão normal e sifão invertido Fonte: Fernandez.com. vácuo.Rede condominial.Sifão invertido Fonte: Tsutiya. 1999 38-6 . etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5.4.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.

• CEsg. 38. sendo que esta é obtida pela vazão média multiplicada por K2=1.5.90m/s. Primeiramente haverá problema de excesso de gases no poço de visita a montante causados pelo sulfeto de hidrogênio. Metcalf e Eddy. Com a velocidade média Qm a velocidade mínima deve ser maior ou igual a 0. 38. Universidade Federal do Ceará. como jatos de água que não apresentam problemas em redes curvas. Universidade Federal de Minas Gerais.60m/s. pressurizada.Sistema automático de cálculo de redes de esgotos sanitários. Outra observação é que deverá ser feito no mínimo duas redes em paralelo e que a velocidade máxima deve ser maior ou igual a 0. vácuo. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental Sanegraph.Sistemas de esgoto sanitário e pluvial.5 Redes curvas Os dois poços de visita a montante e a jusante devem ser visitáveis.6 Softwares Os softwares mais conhecidos sobre redes de esgotos são: • CEsg redes de esgotos.com.. Tivemos oportunidade de fazer redes de PVC 150mm curvas sem nenhum problema. • SewerCAD. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 Os sifões invertidos apresentam algumas particularidades que devem ser salientadas. Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). • SanCAD. 1081 salienta que quando se utilizar redes curvas deve se levar em conta os equipamentos de limpeza existentes. 38-7 .Rede condominial. As normas brasileiras permitem que se faça uma rede curva. Deverá então instalado no PV dispositivo para evacuação dos gases com área variando de 1/10 da seção a ½ da secção do tubo que será utilizado no sifão invertido. Bentley antiga Haestad Methods. Uma desvantagem das redes curvas é não possibilitar o uso de equipamentos de lazer durante a construção e dificuldade de se examinar com circuito fechado de TV.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.

-FERNANDES.br 14/07/08 38. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. pressurizada. Coleta e transporte de esgoto sanitário. EPUSP. -TSUTIYA. Universidade do Porto.com. MILTON TOMOYUKI E SOBRINHO. 1997.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. 290 páginas. 547 páginas 38-8 .Rede condominial. Esgoto sanitários.. Portugal. 2008. CARLOS. ISABEL et AL. PEDRO ALEM. vácuo. 1999. Redes de esgotos sob pressão. João Pessoa.6 Bibliografia e livros consultados -BENTES.Modelo de cálculo de equilíbrio hidráulico.