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Curso de redes de esgotos 591páginas

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Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

“O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo”.
Referência ecológica encontrada em Gênesis 2:15

COMUNICAÇÃO COM O AUTOR Engenheiro civil Plínio Tomaz e-mail: pliniotomaz@uol.com.br

Titulo: Curso de redes de esgoto Livro eletrônico em A4, Word, 587páginas, 38 capítulos julho 2008 Editor: Plínio Tomaz Autor: Plínio Tomaz Revisão: Composição e diagramação: Plínio Tomaz ISBN: 85-905933-3-9

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Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

Apresentação
Este livro nasceu do Curso de Rede de Esgotos ministrado no SAAE de Guarulhos em 2008 com 64 horas de duração. O livro destina-se a engenheiros, arquitetos e tecnólogos que trabalham nos municípios pois fornecem elementos e base para que se façam manuais ou guias para o problema do manejo de águas pluviais Agradeço a Deus, o Grande Arquiteto do Universo, a oportunidade de poder contribuir na procura do conhecimento com a publicação deste livro.

Guarulhos, julho de 2008 Engenheiro civil Plínio Tomaz

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Curso Redes de Esgotos
64h Engenheiros, arquitetos e tecnólogos, 52 capítulos

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Programa do Curso de esgotos sanitários
Cap. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 Nome Reúso de água MBR Tanque séptico e septo difusor Águas cinzas Método simplificado para determinação da qualidade da agua em córregos e rios Balanço de fósforo, nitrogênio, oxigênio em lagos e rios Impacto do nitrogênio e do fósforo em lados e córregos Gramado em campo de golfe Evapotranspiração Necessidade de irrigação Método de Thornthwaite, 1948 Balanço hídrico método de Thornthwaite-Matther Método de Romanenko Método de Turc Quando faltam dados de entrada Pedidos de outorga para irrigação Método de Hargreaves Método de Penman, 1948 superfície Comparação de métodos de evapotranspiração Chuvas de Guarulhos Gramado-campo de Golfe Método de Blaney-Criddle Método de Penmam-Monteih FAO Ligações prediais de esgoto sanitário Textura e estrutura do solo Redes coletoras de esgoto sanitário Método de Muskingum-Cunge Interceptor de esgotos sanitários Ecotoxicologia- substâncias tóxicas na água Estação elevatória de esgotos sanitários Cargas em tubos flexíveis Captação de óleos e graxas Noções sobre Tratamento de esgotos Previsão de esgotos Caixa de gordura Gases em rede coletoras de esgoto Reabilitação de rios e córregos Redes condominiais, pressurizada, vácuo, etc

64 horas aula Prof. Plínio Tomaz Engenheiros, arquitetos e tecnólogos

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Capítulo 01

Reúso de água
Promover a reciclagem e reutilização das águas residuais e dos resíduos sólidos.
Agenda 21

Guilherme de Occam argumentava, em todos os seus escritos, que “é perda de tempo empregar vários princípios para explicar fenômenos, quando é possível empregar apenas alguns”.
Fonte: História da Teologia Cristã - Roger Olson

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SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 1 - Reúso de água 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 1.10 1.11 1.12 1.13 1.14 1.15 1.16 1.17 1.18 1.19 1.20 1.21 1.22 1.23 1.24 1.25 1.26 1.27 1.28 1.29 1.30 1.31 1.32 1.33 1.34 Introdução Conservação da água Medidas e incentivos Mercado de água de reúso Média de consumo de uma casa Quanto podemos reaproveitar de águas cinzas numa casa? Normas da ABNT Reúso Reúso de esgotos sanitários urbanos regionais Onde usar a água de reúso dos esgotos sanitários? Reúso para uso industrial Reúso para uso agrícola Reúso para o meio ambiente Recarga dos aqüíferos subterrâneos Reúso para uso Recreacional Reúso urbano Níveis de tratamento de esgotos sanitários municipais Tratamento preliminar Tratamento primário Tratamento secundário Tratamento terciário Tecnologia de filtração em membranas Riscos à saúde pública Rede dual Guia para reúso da água da USEPA Estado de New Jersey Estado da Geórgia Estado da Flórida Estado do Texas Uso da água de reúso Padrões de qualidade da água para reúso Normas da ABNT Custos Bibliografia e livros consultados 21 páginas

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Capítulo 1- Reúso de água 1.1 Introdução Asano, 2001 diz que o reúso é o desafio do século XXI em que haverá uma integração total dos recursos hídricos. Interpretando as afirmações de Asano os recursos hidricos no século XXI serâo: • Recursos superficiais • Recursos de águas subterrâneas • Aproveitamento de água de chuva • Reúso de esgotos No mundo moderno do seculo XXI o planejamento de recursos hídricos não poderá esquecer o aproveitamento de agua de chuva e o reúso de esgotos, além dos tradicionais recursos superficiais e subterrâneos. Segundo Asano, 1001 a água de reúso tem duas funções fundamentais: 1. O efluente tratado vai ser usado como um recurso hídrico produzindo os benefícios esperados. 2. O efluente pode ser lançado em córregos, rios, lagos, praias, com objetivo de reduzir a poluição das aguas de superfície e das águas subterraneas O fundamento da água de reúso é baseado em três principios segundo Asano, 2001: 1. A água de reúso deve obedecer a controle de qualidade para a sua aplicação, devendo haver confiabilidade na mesma. 2. A saúde deverá ser protegida sempre. 3. Deverá haver aceitação pública Reúso é o aproveitamento de água previamente utilizada uma ou mais vezes, em alguma atividade humana, para suprir a necessidade de outros usos benéficos inclusive o original. O objetivo deste estudo é mostrar as soluções para reúso de esgoto sanitário local e regional em áreas urbanas. O reúso local destina-se a aqueles que se beneficiam na sua origem, como o águas cinzas de uma casa que pode ser usada no próprio local para irrigação subsuperficial de gramados. O reúso regional são de grandes áreas e geralmente tem sua origem nas estações de tratamento de esgotos públicas que atingem o tratamento terciário e o distribuem até uma certa distância de onde é produzido através de redes especiais de água não potável (sistema dual de abastecimento: água potável + água não potável). Não trataremos em nenhuma hipótese de reúso da água para fins potáveis. Mesmo os processos de infiltração de águas residuárias no solo não são recomendados até o presente momento a não ser quando usado o processo de membranas. No Japão foram feitas pesquisas e chegaram a conclusão que para áreas construidas maiores que 30.000m2 e/ou consumo maior que 100m3/dia de água não potável o reúso é a melhor opção e é mais vantajoso do que se usar água pública conforme Figura (1.1). Os custos no Japão são geralmente calculadas para pagamento da obra (amortização) em 15anos a um juros anuais de 6% e incluso os preços de manutenção e operação do sistema.

Figura 1.1- Custos comparativos para reúso usando águas cinzas, águas de chuva e água pública.
Fonte: Nações Unidas, 2007

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1.2 Conservação da água A American Water Works Association - AWWA em 31 de janeiro de 1993 definiu a conservação da água como as práticas, tecnologias e incentivos que aperfeiçoam a eficiência do uso da água. Um programa de conservação da água constitui-se de medidas e incentivos. 1.3 Medidas e incentivos Medidas são as tecnologias e mudanças de comportamento, chamada de práticas, que resultam no uso mais eficiente da água. Incentivos de conservação da água são: a educação pública, as campanhas, a estrutura tarifárias, os regulamentos que motivam o consumidor a adotar as medidas específicas conforme Vickers, 2001. Como exemplo, o uso de uma bacia sanitária para 6 litros/descarga, trata-se de uma medida de tecnologia e a mudança de comportamento para que o usuário da bacia sanitária não jogue lixo na mesma, é uma medida prática. Os incentivos na conservação da água são as informações nos jornais, rádios, televisões, panfletos, workshops, etc, mostrando como economizar água. Uma tarifa crescente incentiva a conservação da água, um pagamento de uma parte do custo de uma bacia sanitária (rebate em inglês) é incentivo para o uso de nova tecnologia, como a bacia sanitária com 6 litros/descarga. Os regulamentos de instalações prediais, códigos, leis são incentivos para que se pratique a conservação da água. O aumento da eficiência do uso da água irá liberar os suprimentos de água para outros usos, tais como o crescimento da população, o estabelecimento de novas indústrias e a melhora do meio ambiente. A conservação da água está sendo feita na América do Norte, Europa e Japão. As principais medidas são o uso de bacias sanitárias de baixo consumo, isto é, 6 litros por descarga; torneiras e chuveiros mais eficientes quanto a economia da água; diminuição das perdas de água nos sistemas públicos de maneira que o tolerável seja menor que 10%; reciclagem; reúso da água e informações públicas. Porém, existem outras tecnologias não convencionais, tais como o reúso de águas cinzas, muito usado na Califórnia, e o aproveitamento de água de chuva. 1.4. Mercado da água de reúso McCormick, 1999 in Tsutiya et al, 2001, apresenta a proposta de divisão das águas de reúso em três categorias conforme a qualidade da mesma: 1. Efluentes secundários convencional: é a água de reúso restrito a aplicações agrícolas e comerciais onde não existe possibilidade de contato humano direto com a água de reúso. 2. Água de reúso não potável: é o efluente secundário de alta qualidade, tais como efluente de reatores de membranas, filtrado e desinfetado com UV, cloro, ozônio, ou outro processo. 3. Água de reúso quase potável: é a água de reúso não potável tratada com osmose reversa ou nanofiltração para remoção dos contaminantes químicos, orgânicos e inorgânicos. É o mesmo que reúso potável indireto. McCormick, 1999 apresenta a seguinte Tabela (1.1) onde existem 4 categorias, sendo a categoria 4 para água potável. A categoria 2 onde existe contato com pessoas é a mais usada em irrigação de jardins, parques e descargas em bacias sanitárias, observando-se que a turbidez deverá ser menor que 2 uT, ausência de coliformes fecais e DB05 < 10mg/L. A Tabela (1.1) foi feita por dois grandes especialistas dos Estados Unidos que são Slawomir W. Hermanowicz e Takashi Asano.

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Tabela 1.1- Principais mercados para água de reúso e níveis de qualidade de água estipulados para cada mercado (Hermanowitcz e Asano, 1999)
Padrão de qualidade da água de reúso Categoria 1 Mercado Exemplo de aplicação

Filtração, desinfecção: DBO5 < 30mg/L TSS< 30mg/L Coliformes fecais <200mL/100mL Cloro residual livre: 1 mg/L pH entre 6 e 9

Irrigação de áreas com acesso restrito ou controlado ao público Produção agrícola de produtos não destinados ao consumo humano ou consumidos após processamento que elimine patógenos Uso recreacional sem contato direto com a água Uso industrial

Campo de golfe, cemitérios, reservas ecológicas pouco freqüentadas; Reflorestamento, pastos, produção de cereais e oleaginosas. Rios e lagos não utilizados para natação

Categoria 2

Filtração, desinfecção: DBO5 < 10mg/L Turbidez <2 uT Coliformes fecais ausentes em100mL Cloro residual livre: 1 mg/L pH entre 6 e 9

Uso urbano sem restrições Produção agrícola de alimentos Uso recreacional sem restrições Melhoramento ambiental

Irrigação de parques, playgrounds e jardins escolares. Água para sistemas de hidrantes, construção civil e fontes em praças publica. Usos residenciais: descarga de vasos sanitários, água para sistemas de ar condicionado. Produtos agrícolas cultivados para consumo humano na forma crua ou sem cozimento. Lagos e rios para uso recreacional sem limitação de contato com a água. Alagados artificiais, perenização de rios e córregos em áreas urbanas. Reúso potável indireto, barreiras contra intrusão de águas salinas em aqüíferos, maioria dos usos residenciais 0 banho, lavagem de roupa e utensílios de cozinhas, etc). Reúso potável

Categoria 3 Efluente de osmose reversa Reúso potável indireto

Categoria 4 Água potável Fonte: Tsutiya, et al, 2001.

Reúso direto

McCormick, 1999 mostra a Tabela (1.2) onde temos água potável, água não potável e água quase potável em uma residência. Observar que o termo “quase potável” não é muito usado no Brasil e nem aplicado. Poucas pessoas tomariam banho e lavariam os utensílios de cozinhas com uma água “quase potável”. Observar também que somente 7% da água é necessário em uma residência para que seja realmente potável. Tabela 1.2- Categorias de consumo de água doméstico e nível de qualidade de água para cada categoria (Cieau, 2000) Uso Percentual Qualidade
Bebida Preparo de alimentos Lavagem de utensílios de cozinha Lavagem de roupas Bacia sanitária Banho Outros usos domésticos Lavagem de carro/rega de jardim, etc;
Fonte: Tsutiya, et al, 2001.

1% 6% 10% 12% 39% 20% 6% 6%

Potável potável Quase potável Quase potável Não potável Quase potável Quase potável não potável

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1.5 Média de consumo de uma casa Segundo Vickers, 2001 a média de consumo interno de uma casa está na Tabela (1.3) onde observamos que o ponto da casa de maior consumo é a bacia sanitária com 27%, seguido pela lavagem de roupa que é 22%. As torneiras são no total 16% e são fundamentalmente duas: pia da cozinha e lavatório do banheiro. Não estão inclusos os consumos de água dos gramados, lavagens de carros, etc.
Tabela 1.3 - Média de consumo de água interno de uma casa nos Estados Unidos
Tipos de usos da água Descargas na bacia sanitária Chuveiro Lavagem de roupa Vazamentos em geral Lavagem de pratos Consumo nas torneiras Outros Total Fonte: adaptado de Vickers, 2001 Porcentagem 27% 17% 22% 14% 2% 16% 2% 100% Consumo residencial no Brasil supondo média mensal de 160 litros/dia x habitante (litros) 43 27 35 22 3 26 3 160

Pela Tabela (1.3) podemos verificar que os volumes internos de água não potável que pode ser usado é somente o água destinada para bacias sanitárias, que é 27% do consumo. Concluímos então que para o consumo interno de uma casa podemos usar somente 27%, ou seja, 43 litros/dia x habitante. Assim uma casa com 5 habitantes poderemos reaproveitar para reúso a quantia de 215litros/dia: 5hab x 43 litros/dia x hab= 215 litros/ dia 1.6 Quanto podemos reaproveitar de águas cinzas numa casa? É importante termos uma idéia da água que pode ser usada pelo reúso dentro de uma casa, conforme Tabela (1.4).
Tabela 1.4 - Volume de esgotos sanitários que se pode aproveitar para as águas cinzas
Tipos de usos da água Chuveiro Lavagem de roupa Consumo nas torneiras (consideramos somente a torneira do lavatório no banheiro) Total Porcentagem 17% 22% 8% 47% 75 Consumo residencial no Brasil supondo média mensal de 160 litros/dia x habitante (litros) 27 35 13

Pela Tabela (1.4) podemos aproveitar somente 75 litros/dia por habitante para o águas cinzas, ou seja, 47%. Observar que podemos utilizar na bacia sanitária somente 43litros/dia x habitante, havendo, portanto um saldo que não sabemos o que fazer. Estudo de casa: casa maior que 300m2 com jardim Uma casa com área construída igual ou maior que 300m2 e 500m2 de área de gramado. Consumo interno= 3,5 pessoas/casa x 30 dias x 160 litros/dia x pessoa= 16.800 litros. Jardim: 2 litros/m2 x rega Rega de duas vezes por semana Consumo no jardim mensal= 2 litros/m2 x 8= 16 litros/m2 Área de jardim= 500m2 Consumo= 500m2 x 16 litros/m2= 8000 litros/mês Consumo por semana= 8000litros/4= 2000 litros/semana Para as águas cinzas vão 47% do consumo da casa, ou seja: 0,47 x 16800 litros= 7.896 litros/mês Por semana= 7.896litros/mês /4 = 1974 litros/semana GW= 1974 litros/semana Grama tipo bermuda com coeficiente de cultura Kc= 0,5

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ETo= 35mm/semana LA= GW / (ETo x Kc)= 1974/ (35 x 0,5)= 113m2 Portanto, usando as águas cinzas, somente será irrigado 113m2, necessitando outra fonte de abastecimento para rega do restante para completar os 500m2 de jardim. 1.7 Normas da ABNT A NBR 5626/ 1998 é de Instalação predial de água fria. Ela prevê no item 1.2 que pode ser usada para água potável e não potável. Prevê ainda no item 5.2.1.3 que as instalações devem ser independentes e que a água não potável pode ser usada em descarga em bacias sanitárias, mictórios e combates a incêndio e para outros usos onde os requisitos de potabilidade não se faça necessário. É necessário que as normas de Instalações de Água Fria sejam revisadas, devendo obrigatoriamente os edifícios terem dois reservatórios: um para água potável e outro para água não potável. 1.8 Reúso Definição: reúso é o aproveitamento da água previamente utilizada uma ou mais vezes, em alguma atividade humana, para suprir a necessidade de outros usos benéficos, inclusive o original. Pode ser direto ou indireto, bem como decorre de ações planejadas ou não (Lavrador Filho, 1987 in Mancuso, 2003). A Resolução nº 54 de 28 de novembro de 2005, publicado em 9 de março de 2006, estabelece diretrizes para reúso direto não potável de água e estabelece algumas definições importantes: Água residuária: esgoto, água descartada, efluentes líquidos de edificações, industriais, agroindústrias e agropecuárias, tratadas ou não. Reúso da água: utilização de água residuária. Água de reúso: água residuária, que se encontra dentro dos padrões exigidos para sua utilização nas modalidades pretendidas. Reúso direto das águas: uso planejado de água de reúso, conduzida ao local de utilização, sem lançamento ou diluição prévia em corpos hídricos superficiais ou subterrâneos. Reúso potável indireto: caso em que o esgoto, após tratamento é disposto na coleção de águas superficiais ou subterrâneas para diluição, purificação natural e subsequente captação, tratamento e finalmente utilizado como água potável, conforme Mancuso et al, 2003. O reúso direto pode ser para fins: urbanos, agrícolas, ambientais, industriais e aquicultura. A resolução prevê que a atividade de reúso de água deve ser informado ao orgão gestor dos recursos hídricos: identificação, localização, finalidade do reúso, vazão, volume diário de água de reúso produzida, distribuída ou utilizada. O reúso pode ser: urbano ou rural Nos dedicaremos ao reúso urbano somente. O reúso urbano pode ser: local ou regional O reúso urbano local é feito no próprio local onde são gerados os esgotos. Assim, o uso do águas cinzas ou fossa séptica (tratamento biológico) é um reúso local. Reúso local Estudo de caso: Empresa de ônibus de Guarulhos localizada no Bairro do Taboão reciclava a água após a lavagem dos ônibus em caixas de deposição de sedimentos e retirada de óleos. O reaproveitamento era de 80%. A água de make-up era introduzida, ou seja, os 20% restantes. O óleo ficava na parte superior e semanalmente era retirado por uma empresa. Postos de gasolina e lava-rápidos podem também reciclar a água. 1.9 Reúso de esgotos sanitários urbanos regionais O reúso dos esgotos sanitários urbanos que saem de uma Estação de Tratamento de Esgotos Esgotos Sanitários públicas não são destinados a serem transformados em água potável. Geralmente são feitos em lugares onde há problemas de recursos hídricos e existência de indústrias para consumirem a água não potável. Nos Estados Unidos os locais onde mais se faz o reúso dos esgotos sanitarios são: Texas, Flórida e Califórnia.

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Reúso nas indústrias Fonte: USEPA 1.12 Reúso para uso agrícola A agricultura consome de 60% a 70% do consumo total da água doce. 1-12 . o que não acontece com o México.br 25/07/08 1. As indústrias deverão estar próximas das estações de tratamento de esgotos para diminuir os custos e deve. 1.2): Bacia de infiltração Poço de infiltração que fica na região não saturada Poço tubular que atinge a região saturada e de preferência um aqüífero confinado.Capitulo 01.1) que mostram seis usos: Reúso para uso industrial Reúso para uso agrícola Reúso para o meio ambiente Recarga de aquíferos subterrâneos Reúso para uso recreacional Reúso urbano. No Brasil não é costume usar a água de esgotos tratada para uso agrícola. o abaixamento do solo. isto é. As outras maneiras de recarga são para armazenar as águas de esgotos tratadas para futuro uso ou para controlar a subsidência.5 .7) apresentamos algumas exigências nas indústrias em vários estados americanos. segundo USEPA.14 Recarga de aquíferos subterrâneos Uma maneira é evitar a intrusão salina que é usado geralmente em litorais.10 Onde usar a água de reúso dos esgotos sanitários? Os usos mais comuns estão na Figura (1. sendo que uma água de reúso pode ser usada sem problemas.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.11 Reúso para uso industrial A demanda do uso industrial situa-se em torno de 8% no Brasil Muitas indústrias não precisam de água potável. haver uma quantidade de indústrias onde compense fazer os investimentos necessários.com.13 Reúso para o meio ambiente As águas de esgoto tratado podem ser usadas em wetlands artificiais. Existem três modalidades. conforme Figura (1. Tabela 1. 1. 1. logicamente. Na Tabela (1.

3. 2001 alerta ainda quando aos produtos químicos que produzem disruptores endócrinos e a existência de antibióticos resistentes achados na água. grandes parques. Asano.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com. etc.br 25/07/08 Figura 1. Constituintes orgânicos que inclui produtos industriais e farmacêuticos.Capitulo 01.2 . jardins. 1. etc. 2. havendo uma diminuição no consumo de água potável. barcos. Na Tabela (1. Sais e metais pesados.15 Reúso para uso Recreacional Os esgotos tratados podem ser usados em lagoas para uso de pesca. poço tubular em zona aerada e em zona saturada. na Flórida.6) temos algumas exigências de vários estados americanos para o tratamento avançado e se faz a diluição do efluente em um curso de água. 1. que usa a água de esgotos tratada desde 1977 com sucesso. 1-13 . 2001 que a água de reúso para ser usada nas águas subterrâneas apresenta 3 classes de constituintes que devem ser estudados: 1.16 Reúso Urbano O reúso urbano dos esgotos tratados podem ser usados em praças públicas. Pode ser usada para irrigar jardins de cemitérios. Pode ser feito um sistema dual de distribuição como a cidade de São Petersburg. etc. Virus entéricos e outros patógenos emergentes. Asano. onde haverá coleta de água para tratamento completo.Infiltração de esgotos tratados em bacia de infiltração.

17. Processos biológicos: os poluentes sao removidos usando mecanismos biologicos.br 25/07/08 Tabela 1. flotação.3): tratamento preliminar. 1997 O tratamento dos esgotos está assim dividido conforme Figura (1. absorção ou adsorção ou ambas e centrifugação.Reúso indireto para água potável Fonte: USEPA 1. 2007: Processos físicos: as impurezas são removidas por peneiramento.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. oxido-redução. tratamento primário.Capitulo 01. tratamento terciário ( avançado). absorção. 1-14 . como tratamento aeróbico. Níveis de Tratamento de esgotos sanitários municipais O tratamento dos esgotos é uma combinação de três processos conforme Nações Unidas.6 .com. tratamento secundário. sedimentação. tratamento anaer[obico e processo de fotossíntese.3. Figura 1. Processos químicos: as impurezas sao removidas quimicamente através da coagulação. filtraçao. como nas lagoas.Alternativas para reúso dos esgotos sanitarios de uma cidade Fonte: Borrows. desinfeção e e troca iônica.

Flotação por ar dissolvido 5.3m/s. Geralmente é usado quando pode haver contato das águas de reúso com o seres humanos. Tratamento com ozônio 9.19 Tratamento primário O tratamento primário consiste basicamente remoção de sólidos em suspensos: 1. 1. Coagulação química e sedimentação 2. metais pesados e bactérias. telas ou flotação. as eficiências de remoção são altas. 1996 são: Processo de lodos ativados Lagoas de estabilização Sistemas anaeróbicos com alta eficiência Lagoas aeradas Filtros biológicos Precipitação química com alta eficiência É a fase do tratamento biológico.com. Osmose reversa 5. Depois pode ser usado desinfecção com cloro ou ultravioleta. Adsorção em carvão ativado 4.Capitulo 01. Gradeamento 2. Remoção de organismos patogênicos 10.br 25/07/08 1. Remoção de areia 3. É usado quando o tratamento secundário não consegue remover nitrogênio. 1. conforme Nunes. Troca iônica 7. Filtros de areia 8.21 Tratamento terciário e avançado O tratamento terciário consiste basicamente na remoção de poluentes específicos como nitrogênio. mas evitando que os sólidos se depositem. da matérias orgânica. Coagulação e sedimentação A redução da DBO no tratamento primário é muito baixa variando de 30% a 40%. Filtros de areia 3. cor. A DBO é removida quase totalmente. Peneiras Nada mais é que o gradeamento para remover os objetos flutuantes de grandes dimensões. 1-15 . Após o tratamento secundário.20 Tratamento secundário É tratamento biológico e remoção dos poluentes biodegradáveis. É feita também a remoção física da areia e partículas sólidas através de deposição. Precipitação química com baixa eficiência 3. fósforo. Os tanques sépticos são um tratamento primário. Os processos de tratamento secundário. A velocidade do fluxo é. cerca de até 98% do DBO foi removida. 1. Dependendo do sistema adotado. Remove matéria orgânica dissolvida e em suspensão. em geral. Reator com membranas O tratamento terciário vai remover o que restou dos sólidos em suspensão. fósforo.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Decantação primária ou simples 2. etc. Há introdução de ar e se acelera o crescimento de bactérias e outros organismos para consumir o restante da matéria orgânica. O tratamento primário consiste também em digestores para tratamento do lodo removido e desidratação do lodo. Sedimentação 4.18 Tratamento preliminar O tratamento preliminar consiste basicamente em remoção de sólidos de tamanho grande e partículas de detritos: 1. odor: 1. A remoção de DBO é desprezível no tratamento preliminar. do fósforo. Comumente faz-se coagulação e sedimentação seguido de desinfecção. menor que 0. do nitrogênio. Caixa de retenção de óleo e gordura 4. Eletrodiálise 6.

3.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.Alguns standards de alguns países para tratamento municipal de esgotos Parâmetros DBO5. Quando houver queda de energia imediatamente deverá entrar a fonte alternativa. Duplicar as fontes de energia elétrica. O processo de tratamento deve minimizar os ruidos durante a construçao e durante a operaçao dos equipamentos. 2004 salienta a importância de uma unidade de tratamento para reúso enfatizando oito regras gerais que são: 1.20 NT PT Europa EC-1998 25mg/L 10 a 15mg/L 1 a 2 mg/L Alemanha (2002) 15 a 40 mg/L 13 a 18mg/L 1 a 2mg/L China 30a 80mg/L USA < 1mg/L 1mg/L 0.1 Austrália <5mg/L <3 <0. Ainda segundo City Hollister. Tabela 1.br 25/07/08 Confiabilidade A USEPA. A desidratação do lodo dos esgotos e as instalações que serao usadas não devem ser esquecidas. Programa efetivo de manutenção e operação Avaliações para escolha do tratamento adequado City Hollister. Fazer um reservatorio de armazenamento de emergência 5.10. Confiabilidade no processo de tratamento de esgotos O tratamento tem ser facil de ser operado O tratamento de esgoto tem que ser flexibilidade Temos que verificar o espaço disponível Temos que saber onde vamos dispor os resíduos do tratamento Temos que ver os problemas de odores Cuidar dos aspectos estéticos Verificar os custo de implantação e de manutenção e operação Verificar as leis existentes sobre a disposiçao do efluente Facilidade ou dificuldade de ser aprovado pelos orgãos ambientais. 2005 os critérios de um projeto de uma estaçao de tratamento de esgotos são: O processo de tratamento deve minimizar os odores. isto é. O sistema de tubulações e bombeamento deverá ser flexível para mudanças de emergência 6. Controle automático dos resíduos 8.Capitulo 01. Standards dos efluentes Vamos analisar alguns standards de alguns países para se ver eficiência do sistema MBR.com.1mg/L Fonte: Membrane bioreactor (MBR) treatment of contaminants 1-16 . Alarme automático Enfatiza ainda: 1. Usar múltiplos unidades e equipamentos 4. Qualificação de pessoal 2. Sistema de cloração duplo 7. Os processos devem ter um longo tempo de retenção para estabilizar o lodo. O nitrogênio é um fator importante para a remoção. 2. Programa efetivo de monitoramento 3. 2005 para apreciaçao das alternativas para a escolha do tratamento de esgoto adequado montou os seguintes fatores: Gerenciamento do efluente do tratamento de esgotos Força do tratamento. as varias variáveis que podem mudar no tratamento.

densidade relativa entre 1. Somente podem ser inativos com temperaturas acima de 40ºC.23 Riscos à saúde pública Um dos grandes perigos do reúso para a saúde pública é quando não se faz o tratamento e a desinfeção. febre tifoide.06 a 1. 2007 Desinfecção O objetivo da desinfecção é matar ou inativar os microorganismos patogênicos. Cloro: é o mais usado desinfetante. Crysptosporidium sp Helmintos Ascaris. ou seja. Devemos ter um tempo correto de contato e uma concentração adequada de ozônio. helmintos. mas a presença de sólidos em suspensão. Legionellacease bactérias Fonte: Nações Unidas.9. disenteria. Comumente a desinfecção se utiliza de fortes oxidantes como o cloro. Toxocara. mas é caro.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Vibrio cholerae. a decloração é um processo muito caro para ser usado no reúso. Deve ser estudado para cada caso qual a melhor solução. conforme Nações Unidas. Ovos de Helmintos: os ovos de helmintos possuem diâmetro que varia entre 20 μm a 80μm. 1-17 . Enteroviroses Doenças causadas por Salmonella sp. Infelizmente alguns pa[ises no mundo usam os esgotos sem tratamento na agricultura. bromo. Os sólidos em suspensos agem como um escudo para os microorganismos que se protegem do cloro. Ultravioleta: a radiação UV inativa o microorganismo para reprodução e não cria subproduto.Capitulo 01. 2007. matérias orgânica ou amônia na água causam problemas para a sua eficiência. Taenia.com. floculação removem os ovos de helmintos. ancylostoma Virus Hepatite A. Os processos de coagulação. Rotavirus. vírus e parasitas da água de esgotos tratadas. ozônio. A retirada do cloro. Ozônio: é um ótimo desinfetante. Alguns dos patógenos que se podem encontrar num esgoto bruto são os seguintes: Tabela 1.br 25/07/08 1.15 e altamente pegajoso. podendo ocasionar doenças como: cólera. mas todos eles não deixam inativo os ovos de helmintos. sedimentação.Exemplos de patógenos associados a esgotos municipais Protozoário Giardia lamblia. O cloro pode ter alguns efeitos negativos em certas irrigações de determinadas culturas e em ambiente aquático.

Por exemplo.Capitulo 01. existem duas redes: água potável e água não potável. 1-18 .600m3/dia (875 L/s). lavagem de carros e calçadas se usam pressão mínima de 35mca. Nos Estados Unidos para irrigação de jardins.Sistema de rede dual na Flórida Figura 1. para reúso urbano necessitamos de tratamento secundário. uT. Tabela 1. 1998 1. entretanto as pressões geralmente atingem um mínimo de 21m conforme Asano. Na Califórnia 63% do volume de águas de esgotos tratados são usadas na agricultura. dependendo da pressão a que se destina. na Flórida.com.br 25/07/08 1. pode ser feita irrigação com a mesma.8) estão os volumes de esgotos tratados e usados na agricultura nos estados da Califórnia e Flórida.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. O sistema dual diariamente supre mais de 75. filtração e desinfecção.15) e (1.10 .16 . Funciona desde 1977. Na Tabela (1. Os parâmetros como pH.Sistema de rede dual A água não potável provém do tratamento de esgotos sanitários e se destina somente a rega de jardins públicos e gramados privados.Volume de esgotos aproveitado na agricultura Estados Volume anual de esgotos tratados que vão para a agricultura Califórnia 6.9) e (1.9m3/s Quando há tratamento e desinfecção das águas cinzas. A rede dual para transporte de água de reúso geralmente é de plástico classe 15 ou classe 20 com coeficiente de rugosidade C=130.16). DBO.24 Rede dual Na cidade de São Petersburgo.25 Guia para reúso da água da USEPA A USEPA apresenta nas Tabelas (1. cloro e coliformes fecais devem ser monitorados com espaçamentos variados. Figura 1. conforme Figuras (1.6m3/s Flórida 3.15 .10) com orientações para as várias modalidades de reúso.

Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Mensal Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Reúso Urbano Jardins.10. execução de concreto) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Uso Industrial (once through cooling) Diário Continuadamente Semanal.com.continuação. Diário Diário Continuadamente Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual 1-19 .9 .Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. lavagens de Filtração ≤ 2 uT Continuadamente veículos Descarga em bacias sanitárias Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal Semanal.Capitulo 01. Diário Paisagismo (locais onde o público tem contato) Secundário Desinfecção Uso na construção civil (compactação de solo.br 25/07/08 Tabela 1.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Semanalmente Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Recreacional (contato acidental Filtração ≤ 2 uT Continuadamente parcial ou total na pesca ou velejamento) Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal. Diário Diário Continuadamente Semanal. Diário Diário Continuadamente Área de acesso restrito para irrigação Locais onde o público é proibido Secundário Desinfecção Fonte: adaptado da USEPA Tabela 1. lavagem de agregados.

aquelas em que o público pode ter contato com a água. As tubulações deverão ter cor vermelha.com. isto é.Capitulo 01. Aplicado a hotéis. deve seguir o seguinte: Desinfecção com 1. 1. Se usar desinfeçcão coml Ultravioileta a dosagem mínima deve ser de 100 mJ/cm2 e neste caso uT<2. se recomenda que. Não pode ser usado em residências onde o usuário pode ter interferência nas instalações prediais.4 L/s (380m3/dia) Recomenda ainda que se o reúso for usado em áreas públicas Tipo I. (recirculationg cooling towers) ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Diário Diário Diário semanal Semanal. alagados.27 Estado da Geórgia O Estado da Geórgia recomenda que o uso das águas de esgotos tratadas (reúso) deve obedecer no mínimo: Turbidez ≤ 3 uT DBO5 ≤ 5 mg/L TSS ≤ 5mg/L Coliformes fecais ≤ 23/100mL pH entre 6 a 9 O desinfetante deve ser detectável em qualquer ponto. 2005 recomenda se utilizar do esgoto sanitário tratado somente a partir da vazão > 4. prédios de apartamentos e locais onde o usuário não tem acesso ao sistema predial de instalações para reparos e modificações.28 Estado da Flórida Em lugares onde será usada a água de reúso para descargas em vasos sanitários.26 Estado de New Jersey O Estado de New Jersey. várzeas e despejos em córregos Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Continuadamente Fonte: adaptado da USEPA 1.br 25/07/08 mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Uso Industrial Secundário Desinfecção Coagulação química e filtração DBO ≤ 30mg/L Semanal. Diário Diário Uso ambiental (uso em wetlands. Os coliformes fecais < 14 /100mL O sólido total em suspensão TSS < 5mg/L O nitrogênio total (NO3 + NH3) ≤ 10mg/L Não pode ser irrigado mais de ≤ 50mm/semana.0mg/l de cloro com tempo de contato mínimo de >15mim.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Pode também ser usado ozônio. 1-20 . 1. motéis. A água de reúso deverá ter cor azul.

isto é. entretanto o Sinduscon. Fontes decorativas Lagos para enfeite Incêndio Lavagem de ruas 1. Água de Reúso Classe 1 São para águas tratadas. lavagem de roupas.2 L/s (17m3/dia) 1. etc conforme Tabela (1.br 25/07/08 1. isto é.Água de reúso classe 1 1-21 . Tabela 1.11. destinadas a edifícios em descargas de bacias sanitárias.com. espelhos de água.Capitulo 01. Para irrigação de gramado. É necessário autorização dos órgãos de saúde quando as águas cinzas tem vazão maior ou igual 0.30 Uso da água de reúso A água de reúso pode ser usada em. sem tratamento. 2005 definiu 4 classes de água para reúso. paisagismo é exigido: DBO5 ≤ 10 mg/L Turbidez ≤ 3uT Coliformes fecais ≤ 75/100mL Análise uma vez por mês Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada.São Paulo. No Estado do Texas é proibida a irrigação com água de esgotos bruta. chafarizes.29 Estado do Texas A água de reúso para descarga em bacias sanitárias deve ter segundo NRRI 97-15 do Estado do Texas: DBO5 ≤ 5 mg/L Coliformes fecais ≤ 75/100mL Cor azul da água Análise uma vez por semana Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada.12). lavagem de pisos.31 Padrões de qualidade da água para Reúso Não existe legislação brasileira quanto ao reúso.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. lavagem de veículos.

12 . controle de poeira.Capitulo 01.15).Água de reúso classe 2 Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins.12).br 25/07/08 Água de Reúso Classe 2 São para águas tratadas destinadas a construção de edifícios como lavagem de agregados. Tabela 1.13 .13).Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. conforme Tabela (1.com. Tabela 1.Água de reúso classe 3 Água de Reúso Classe 4 São para águas tratadas destinadas a resfriamento de equipamentos de ar condicionado e com água a ser usada em torres de resfriamento com recirculação e sem recirculação. conforme Tabela (1. 1-22 . preparação de concreto. compactação de solo. conforme Tabela (1.

A Califórnia usa para amortização de capital o prazo de 20anos.80/m3. mas entretanto pode ser usado em rega de gramados e campos de golfe e praças públicas. Tabela 1.33 Custos O custo de água de reúso para março de 2005 segundo Hespanhol e Mierzwa.50/m3 que é muito grande para ser usado na agricultura. 1. No Japão é usado 20anos como tempo de amortização de capital.14 .15 . porém desconhecemos normas para estações de tratamento físico-químico de efluentes industriais.com.0/m3 para a água de reúso e US$ 3. Estação de Tratamento de Esgotos Custo (US$ /habitante) Lodo ativado 68 Lagoa de estabilização 29 Reatores UASB com pós-tratamento 23 1US$= R$ 2. Por exemplo. O custo para o consumidor na mesma cidade é US$ 3.7/m3 para a água potável.32 Normas da ABNT A norma NB-570 de março de 1990 trata sobre o Projeto de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários. 2005 é R$ 1.Água de reúso classe 4 1. Os custos das estações de tratamento de esgotos estão na Tabela (1. 1-23 .15).00/m3 enquanto que a água potável é US$ 1. 2001 os custos variam numa faixa muito grande.Custos de Estações de Tratamento em dólares americanos por habitante.Capitulo 01. Na cidade de Fukuoka no Japão sempre citada nestes assuntos de reuso o custo da água de reúso é de US$ 2. na Califórnia o custo da água de reúso provindo dos esgotos sanitários é de US$ 0. Há uma idéia errada de que a água de reúso é sempre mais barata que a água potável.9/m3.20 setembro de 2006 Segundo Asano.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.br 25/07/08 Tabela 1.

com. O rejeito do esgotos do sewer mining são em geral descartados introduzindo novamente na rede pública de esgotos. possibilitando que mais usuários possam usar a água potável dos serviços públicos.Capitulo 01. 1-24 . químicos ou biológico.34 Sewer Mining Sewer Mining é o processo de extrair esgotos de um sistema de esgotos podendo ser antes ou depois da estação de tratamento e depois tratá-lo com processos físicos.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Tem sido muito aplicado na Austrália na cidade de Sydnei efetivamente desde o ano 2006. O objetivo do sewer mining é a reciclagem do esgotos. Trata-se de reúso de esgotos para uso como água não potável.br 25/07/08 1. para produzir esgoto de reúso reciclável para um fim especifico.

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com.br 01/06/08 Capítulo 02 Membrane Bioreator (MBR) 2-1 .Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.Capitulo 02.

separadas do reator: Sistema MBR Submerso -Figura (2.5.br 01/06/08 Capitulo 02.Figura (2.Esquema simplista do MBR Figura 2. Conforme as Nações Unidas. O tratamento deve ser compatível com o futuro para remover os sólidos dissolvidos. Figura 2. O esquema geral de um tratamento com MBR está na Figura (2.O objetivo do nosso estudo é somente do reúso de Águas de esgotos domésticos municipaIS que pode estar incluso um pouco de esgoto industrial. Fonte: Roger Babcock.6) esquerda Sistema MBR Externo . Observar que o sistema MBR pode ser introduzido em reatores anaerobios de fluxo ascendente também com sucesso.Capitulo 02.com.6) e as membranas podem estar submersas dentro do reator ou externas. Basicamente num tratamento de esgotos queremos três fatores fundamentais conforme City of Hollister. isto é. 2005: 1.4. 3.Membrane Bioreator (MBR) Combinando a tecnologia de membranas com tratamento de esgotos foi desenvolvido nos últimos 10 anos os bioreatores com membranas que é conhecido como o sistema MBR (membrane bioreator) conforme Figura (2. É o que se chama de retrofit.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. O tratamento deve obedecer aos limites impostos pelo nitrato.6) direita 2-2 . O tratamento deve ser feito para o reúso ou reciclagem da água. 2005 WaterReuse Conference Até o presente o tratamento por lodo ativado era considerado o melhor de todos. Assim num sistema de lodo ativado podemos introduzir as membranas e se obter melhores resultados e sistema mais compactado conforme Figura (2.5).4). mas as membranas introduzidas no processo melhoraram ainda mais a qualidade do efluente tendo sido criado o sistema MBR que é o verdadeiro State of Art do tratamento de esgotos.Acima temos o tratamento convencional de lodo ativado e abaixo a introdução de membranas como bioreator denominado de MBR. 2. 2007 com as membranas de filtração podemos obter uma alta qualidade da água de esgoto ou da dessalinizaçao das águas do mar e das águas salobras.

1μm de porosidade efetiva).8.Esquema simplificado de um MBR Fonte: TSG. Na Zenon temos pulsação automática e a Kubota não.com.6.making every drop count.Capitulo 02.Reator submerso a esquerda e externo a direita As membranas possuem tamanho dos poros entre 0. 2-3 .making every drop count. mas existem algumas particularidades. dezembro 2005 Figura 2.7. Figura 2. Ambos são bons.9). dezembro 2005 Existem dois processos básicos no mundo: o de fibras ocas usado pela firma Zenon e membranas planas usado pela Kubota conforme Figuras (2.035μm e a firma Kubota têm poros de 0.035μm e 0.br 01/06/08 Figura 2. Fonte: TSG.8) e (2. A Kubota não tem fluxo invertido e mecanismo é mais simples. Na Zenon a pulsação faz o fluxo inverter todo 10min a 15mim para evitar entupimentos.1μm (porosidade efetiva de 0.4μm estando entre microfiltração e e ultrafiltração. A firma Zenon tem poro de 0.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.Mostra as membranas com fibras ocas a esquerda e membranas planas a direita.4μm (0.

9.br 01/06/08 Figura 2. dezembro 2005 2-4 .10) mostra duas estações compactas de tratamento de esgotos sendo uma da firma Kubota e outra Zenon.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.making every drop count. Acima é o esquema da firma Zenon (Canadense) e abaixo da firma Kubota (japonesa).Capitulo 02.Reatores de Membrana da Kubota(acima) e da Zenon( abaixo).making every drop count. dezembro 2005 A Figura (2. Fonte: TSG. Figura 2.10. Fonte: TSG.com.Esquemas básicos do uso do MBR.

O MBR não só elimina a necessidade do clarificador secundário numa estação de tratamento por lodo ativado.001 μm 4. As membrans são um processo em que a separação das partículas é por meio determinada pressão em uma dada concentração conforme Figura (2.1 μm e pode remover partículas e moléculas grandes.01 μm a 0. As membranas de fibras ocas começaram a ser feitas nos anos 1980 e foram testadas em 1992 no Condado de Orange com sucesso.com. como produz um efluente de alta qualidade. Fonte: Nações Unidas. Pode remover partículas como bactérias. • uso não potável. <0.br 01/06/08 Na Europa o uso do Reator de Membrana (MBR) começou em 1999 sendo que as instalações existentes variam de 25 L/s a 210 L/s. As aplicações de reúso por MBR tem sido em: • descargas de bacias sanitárias. Nos Estados Unidos praticamente o primeiro processo de Reator de Membranas foi feito em 1975 na Califórnia no Condado de Orange com uma instalação de 219 L/s usando membranas de acetato de celulose. • indústrias têxteis.11). cistos e oocistos. 2007 A Alemanha e Austrália usam o tratamento de lodos ativados com membranas que se chama (MBRmembrane bioreactors) para reúso de esgotos. As pressões aumentam na seguinte ordem: MF<UF<NF<RO 2-5 . Com o passar dos anos as membranas de acetato de celulose foram substituídas por membranas de poliamidas.1μm a 1μm de diâmetro.01 a 0. Entre 0.001μm Figura 2.12. etc. Microfiltraçao (MF): a membrana tem poros que variam de 0.Capitulo 02. Nanofiltraçao (NF): neste caso as membranas são similares ao RO e a taxa de rejeição é baixa.12): 1.11-Membranas de osmose reversa Fonte: Naçoes Unidas.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. incluso bactérias e virus. Nos Estados Unidos as instalações de MBR variam de 41L/s a 440 L/s.Processos de filtração em membranas e os materiais que podem ser retidos. chegando-se a um verdadeiro State of Art dos MBR. 3. Ultrafiltração (UF): variam de 0. 2. Os processos de filtração em membranas podem ser classificados de acordo com a remoção das partículas conforme Figura (2. 2007 Figura 2. Osmose Reversa (RO): neste caso as membranas podem rejeitar até pequenos solutos iônicos tais como sais como o que estão livres na água mineral.

com.25m2 pode tratar em média 0.13) e (2.1μm sendo usado material polisulfona e fibras ocas com fluxo é de 26 L/m2 x h a 44 L/m2xh. Tripsep. Dow. Trisep. Kubota.14 L/s) com área de 225m2.73 m /dia para as horas de pico. Temos a apresentação de um módulo. Durante a operação é introduzido sulfato férrico para diminuir a quantidade de nitrogênio nos esgotos.2 uT e que a remoção de virus seja de 4log (99.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Pressão de operação das membranas Perda de carga nos módulos Fluxo do permeado e de concentrado Condutividade elétrica do permeado As Figuras (2. As membranas são usadas no tratamento de lodos ativados em lugar dos clarificadores secundários. Pall.8 a 8. Na Tabela (2.17m3/h e no maximo 3 2.Capitulo 02. Hydranautics. Filme Tec. Caracteristicas MF UF MBR NF RO submersa Pressão (atm) 0.1 a 0.7 a -0. membrana plana Entrada/Saida Fluxo transversal hibrido Fim de linha Zenon.32 a 1. Mitsubishi.28 m3/dia (1. Tabela 2. Koch. Pode ser feito em concreto ou material plástico.14) mostra o corte longitudinal e transversal de um sistema de lodo ativado com membranas.8). Normalmente as membranas podem tratar até 98. Trata-se de ultrafiltração com diâmetros de poros menor que 0. que deverá ser desidratado e encaminhado a um aterro sanitário. PVDF celulosed.4 0.0 atm ou seja. Por exemplo. Koch. Pall e Zenon 10 a 35 Fibra oca.7) estão as características de vários tipos de membranas. Deverão ser estudados os custos de manutenção e operação para o bom funcionamento do sistema de tratamento de membranas devendo observar os seguintes parâmetros operacionais (Tsutiya. uma membrana UF a pressão varia de 0.01 1 xc 10 a 1 -3 poro(μm) x 10 Material Polipropileno.0 -0. Polisulfona. USfilter. A manutenção das membranas é feita somente uma vez por ano. Acetato de Acetato de Polisulfona. Norit. Filme Tec. Osmonics.É um processo de tratamento terciário.br 01/06/08 Assim a pressão para Osmose Reversa é maior que a nanofiltração.10) a (2.2 0.99%) dependendo do diâmetro nominal dos poros da membrana.12) mostram os módulos do chamado sistema MBR (reator em membranas).40 0.7 a 2.1 0. espiral Entrada/Saida Dentro para fora Fluxo transversal Fim de linha ]Dow. sendo que acima de 3000m2 de membranas são introduzidos discos rotativos.3 4. Toray Operação Firmas fornecedors Fonte: Werf Facilmente se consegue que o efluente tenha turbidez <0. Para uma simples casa a membrana terá área de 6.7-Caracteristicas importantes de membranas para aplicações municipais. Osmonics.2001conforme Tabela (2.1μm. Polipropileno Polietileno. que por sua vez é maior que a ultrafiltração que é maior que a microfiltração. Koch. 7mca a 20mca sendo que o diâmetro do poro chega até 0.2 8. onde faz-se uma limpeza com jato de ar das membranas e se retira o lodo acumulado. A Figura (2. USfilter 26 a 44 Fibra oca.7atm a 2. Hydranautics. Hydranautics. Estas membranas seguramente removem os patogênicos como Cryptosporidium e Giardia. conhecido como MBR (reator com membranas). Hubedr and SegherKeppel 17 a 21 Espiral Entrada e saida Fluxo transversal Dow. celulose e Polivinillidene PVDF poliamida poliamida Fluiride aromática aromática (PVDF) Fluxo 2 (L/m x h) Modelos de configuração 35 a 52 Fibra oca Entrada/Saida Dentro para fora Fluxo transversal Fim de linha Osmonics.001 a 0.0035 a 0.4 -4 Diâmetro 0. 2-6 . Tripsep. 2001 et al). Toyobo 17 a 21 Espiral Entrada e saida Fluxo transversa Dow. Foram usados em tratamento de esgotos até 50 L/s a 116 L/s.5 a 20.01 a 0. A qualidade do efluente de esgotos usando reatores de membrana conforme Nocachhis et al conforme Tsutyia. a superposiçao de outro módulo e a composição com três módulos.

Um módulo do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro Fonte:http://www. O representante das membranas fabricadas na Alemanha (Martin System do Brasil é a firma Geasanevita. 1998 in Tsutiya. polipropileno. poliacrilamida e outros Nao nos interessa os grandes tratamento de esgotos com o uso de membranas como os reatores tradicionais produzidos pela Zenon e pela Kubota.geasanevita.br localizada na av.pdf 2-7 .13. t de Figura 2.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.Qualidade dos efluentes de reatores de membranas Parâmetro Valor DBO TSS TKN NH3 PT Turbidez (uT) Coliformes totais Coliformes fecais Virus < 2mg/L Abaixo do limite de detecção < 2mg/L <0. ou seja.1mg/L < 1 uT Abaixo do limite de detecção Abaixo do limite de detecção Redução acima de 4log e na maioria dos casos abaixo do limite de detecção Remoção em % > 99% >99% > 96% >97% >96% >99% 100% 100% >99% Fonte: Novachis et al. A pressão de bombeamento é baixo.8.3mg/L <0. Existem outros materiais como: acetato de celuluse. polietersulfona. http://www. As membranas de ultrafiltração são de material plástico denominado polisulfona (PSO).com.Capitulo 02. somente 2mca que significa baixo custo de energia elétrica na bomba.com.engenharia e meio ambiente.martin-systems.br 01/06/08 Tabela 2.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. poliamida. 2002. O interesse que temos é para pequenas estações de tratamento para uma casa ou centenas de casas usando reatores de membranas submersos novos. Faria Lima. 2894 11ºandar conjunto 113 São Paulo Telefone 3071-1680.

com.Dois modulos do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro Fonte:http://www.Capitulo 02.martin-systems.15.14.pdf Figura 2.br 01/06/08 Figura 2.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.Três módulos do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro 2-8 .Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.

br 01/06/08 Figura 2.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.Corte longitudinal de um sistema de lodo ativado residencial com as membranas da siClaro Fonte:http://www.martin-systems.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.com.16.pdf 2-9 .Capitulo 02.

rega de jardins ou outro processo qualquer.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Em plantas abaixo de 22 L/s o peneiramente é limpo automaticamente. Salientamos a importância da desifecção com cloro do efluente devido a facilidade de monitoramento.Corte transversal de um sistema de lodo ativado residencial com as membranas da siClaro Fonte:http://www. Há uma redução drástica do lodo. A turbulência n o exterior é mantido por difusão de ar para evitar a deposição. 2-10 .17. O sistema MBR submerso permite que se faça um upgrade em instalações existentes. Geralmente são MF ou UF e composta de membranas ôcas ou planas. As vantagens são: Alta qualidade do efluente podendo o mesmo ser usado para resfriamento.Capitulo 02. O lodo estabilizado deve ser compactado antes de ir para o aterro sanitário existindo equipamentos para isto.pdf Em instalações acima de 139 L/s é importante o uso de peneiras e tratamento primário antes do tratamento propriamente dito. Vantagens do MBR O tratamento com MBR cada vez mais está diminuindo os custos das membranas e já está provado que é mais eficiente que os tratamentos biológicos.com. substitui o clarificador secundário do tratamento dos lodos ativados O tempo de retenção do lodo pode ser completamente controlado. Tempo de 30 a 45h são possiveis de serem atingidos e isto aumentará a biiodegradação dos compostos resistentes e melhorar a performance da nitrificaçao conforme EPA. O processo MBR produz um efluente de melhor qualidade. A biomassa pode ser bem concentrada atingindo 30g/L no MBR.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.br 01/06/08 Figura 2. prevalecendo então as técnicas de conhecimento geral. A remoção de bactérias e virus é feita sem adição de produtos químicos.martin-systems. descarga em bacias sanitárias. Precisa de menos espaço. pois. 2004. mas em geral está acima dos padrões legais. Os sistemas convencionais atendem a legislação vigente.O vácuo é introduzido ao lado das membranas Desvantagens do MBR As desvantagens do MBR são: Custo alto de capital e de operação São técnicas novas de uso de membranas para tratamento de esgotos sanitários ainda não conhecidas.

USA Fonte: City of Hollister.9) mostra uma adaptação em números das curvas do autor citado. A Tabela (2.18. et al 2001.br 01/06/08 Figura 2.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.Capitulo 02. 2-11 .com. os reatores em membranas (MBR) são competitivos com o sistema de lodos ativados convencionais até a vazão de 579 L/s.Esquema de lodo ativado com MBR em Hollister. Existe uma associação internacional de custos. Nos Estados Unidos os custos estimados possuem uma contingência de 20%.Diferença de cor do líquido apos o MBR (a direita) Fonte: Clean Water from Wastewater Figura 2. 2005 Custos Conforme Tsutiya. 2005).American Association of Cost Engineers (AACE) e normalmente se espera que o custo de uma estação de tratamento de esgotos variem de -30% a + 50% que são os limites de confiabilidade achado nos Estados Unidos e isto não deve ser confundido com a reserva de contingência (City of Hollister.19.

03 0. Existem tratamento de chorume na França com 50m3/dia. que possuem uma alta taxa de DBO. O custo global será US$ 1. Existem no mundo mais de 1.47/m3 Aplicações do MBR Sao inúmeras as aplicações do MBR nestes 30 anos.02 Fonte: adaptado de Tsutiya. Canadá no ano 2003.03 0. et al 2001.06 0.br 01/06/08 Tabela 2.200 MBR sendo que 1. 55% são de membranas submersas da firma Kubota e o restante 45% quando as membranas externas. de pesticidas e herbicidas da agricultura.75/m3 e a manutenção e operação do sistema é US$ 0.03 0. Entre estes os mais frequentes achados são esteróides. 2-12 .5% de TOC com nanofiltração.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. A reciclagem da água em edificios e o tratamento de esgotos de pequenas comunidades é feito cada vez mais no Japão.07 0.9.10 0. Nos Grandes Lagos no Canadá se acharam disruptores endócrinos que geralmente provem dos esgotos municipais. Conforme José Santamarta os disruptores endócrinos interferem no funcionamento do sistema hormonal mediante algum dos três mecanismos seguintes: substituindo os hormônios naturais: bloqueando a ação hormonal: aumentado ou diminuindo os níveis de hormônios naturais. O livro Nosso futuro roubado de Theo Colborn et al que trata do assunto é uma espécie de continuação do livro Primavera Silenciosa de Rachel Carson que falou sobre o DDT. De todas estas instalações do Japão. na Alemanha 264m3/dia e 250m3/dia. pesquisas feitas nos Estados Unidos acharam 95 substâncias orgânicas contaminantes em 139 rios de 30 estados. A boa noticia é que o MBR pode propiciar a eliminação dos disruptores endócrinos. ação ou eliminação de hormônios em um organismo e que é responsável pela manutenção da homeostase.72/m3. 1998 apresenta ainda que para vazão em torno de 43 L/s o custo do metro cúbico com amortização de capital em 20anos e juros de 10% anuais é de US$ 0. hormonios. Asano. No Canadá o Departamento da Justiça definiu como disruptor endócrino a substância que tem a habilidade de alterar a síntese. Também é facilmente aceito que os MBR podem ser usados no tratamento das águas cinzas.08 0. Na cidade de Zagreb usando ultrafiltração chegou-se a remoção de 90% da carga orgânica do chorume e se tivessem usado membranas com poros menores a remoçao seria maior.com. Cisek da Universidade de Manitoba em Winnipeg. Obteve-se remoçao de 87% de COD e 93. bem como os pesticidas e herbicidas. A tecnologia do MBR pode ser aplicada em tratamento de chorume de aterros sanitários. detergentes sintéticos e inseticidas que possibilitam os disruptores endócrinos.Estimativa de custos em dólares por m3 dos reatores em membranas (MBR) e o tratamento convencional por lodo ativado.04 0. Confome N.Capitulo 02. secreção.04 0. reprodução desenvolvimento e comportamento de um organismo.04 0. Vazão (L/s) MBR US$/m 3 Lodo ativado convencional 3 US$/m 0 58 116 174 232 290 0.000 estão no Japão e o resto na Europa e Estados Unidos.05 0. transporte.

Confiabilidade no processo de tratamento de esgotos O tratamento tem ser facil de ser operado O tratamento de esgoto tem que ser flexibilidade Temos que verificar o espaço disponivel Temos que saber onde vamos dispor os residuos do tratamento Temos que ver os problemas de odores Cuidar dos aspectos estéticos Verificar os custo de implantação e de manutençao e operaçao Verificar as leis existentes sobre a disposiçao do efluente Facilidae ou dificuldade de ser aprovado pelos orgaos ambientais. Usar múltiplos unidades e equipamentos 4. 2004 salienta a importância de uma unidade de tratamento para reúso enfatizando oito regras gerais que são: 1.10. Standards dos efluentes Vamos analisar alguns standards de alguns paises para se ver eficiencia do sistema MBR. Ainda segundo City Hollister. Programa efetivo de manutenção e operação Avaliações para escolha do tratamento adequado City Hollister.br 01/06/08 Confiabilidade A USEPA. Qualificação de pessoal 2. 2.1 Austrália <5mg/L <3 <0. Os processos devem ter um longo tempo de retençao para estabilizar o lodo.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Fazer um reservatorio de armazenamento de emergência 5. Controle automático dos resíduos 8. A desidratação do lodo dos esgotos e as instalações que serao usadas nao devem ser esquecidas. O processo de tratamento deve minimizar os ruidos durante a construçao e durante a operaçao dos equipamentos. isto é. as varias variaveis que podem mudar no tratamento. 3. Programa efetivo de monitoramento 3. 2005 os critérios de um projeto de uma estaçao de tratamento de esgotos sao: O processo de tratamento deve minimizar os odores. O sistema de tubulações e bombeamento deverá ser flexível para mudanças de emergencia 6. 2005 para apreciaçao das alternativas para a escolha do tratamento de esgoto adequado montou os seguintes fatores: Gerenciamento do efluente do tratamento de esgotos Força do tratamento. O nitrogenio é um fator importante para a remoção.com.20 NT PT Europa EC-1998 25mg/L 10 a 15mg/L 1 a 2 mg/L Alemanha (2002) 15 a 40 mg/L 13 a 18mg/L 1 a 2mg/L China 30a 80mg/L USA < 1mg/L 1mg/L 0.1mg/L Fonte: Membrane bioreactor (MBR) treatment of emergin contaminants 2-13 .Capitulo 02.Alguns standards de alguns países para tratamento municipal de esgotos Parâmetros DBO5. Tabela 2. Alarme automático Enfatiza ainda: 1. Quando houver queda de energia imediatamente deverá entrar a fonte alternativa. Duplicar as fontes de energia elétrica. Sistema de cloração duplo 7.

podendo ocasionar doenças como: colera. O cloro pode ter alguns efeitos negativos em certas irrigações de determinadas culturas e em ambiente aquático. 2-14 .23 Riscos à saúde pública Um dos grandes perigos do reúso para a saúde pública é quando não se faz o tratamento e a desinfeção.com. Legionellacease Fonte: Nações Unidas. Os processos de coagulação. Infelizmente alguns paises no mundo usam os esgotos sem tratamento na agricultura. Alguns dos patógenos que se podem encontrar num esgoto bruto são os seguintes: Tabela 2. Enteroviroses Doenças causadas por bactérias Salmonella sp. densidade relativa entre 1. mas a presença de sólidos em suspensão. Comumente a desinfecção se utiliza de fortes oxidantes como o cloro. Crysptosporidium sp Helmintos Ascaris. Ozônio: é um ótimo desinfetante. conforme Nações Unidas. A retirada do cloro. Vibrio cholerae. Deve ser estudado para cada caso qual a melhor solução. Rotavirus. ozônio. febre tifoide. helmintos.Exemplos de patógenos associados a esgotos municipais Protozoário Giardia lamblia. Cloro: é o mais usado desinfetante. bromo. a decloração é um processo muito caro para ser usado no reúso. ou seja.06 a 1.br 01/06/08 2. disenteria.9. Taenia.Capitulo 02. Toxocara. matérias orgânica ou amônia na água causam problemas para a sua eficiência. ancylostoma Virus Hepatite A. Os sólidos em suspensos agem como um escudo para os microorganismos que se protegem do cloro. mas é caro.15 e altamente pegajoso. Devemos ter um tempo correto de contato e uma concentração adequada de ozônio. vírus e parasitas da água de esgotos tratadas.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. floculação removem os ovos de helmintos. sedimentação. 2007 Desinfecção O objetivo da desinfecção é matar ou inativar os microorganismos patogênicos. Somente podem ser inativos com temperaturas acima de 40ºC. Ultravioleta: a radiação UV inativa o microorganismo para reprodução e não cria subproduto. 2007. mas todos eles na deixam inativo os ovos de helmintos. Ovos de Helmintos: os ovos de helmintos possuem diâmetro que varia entre 20μm a 80μm.

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br 10/06/08 Capítulo 03 Tanque séptico e sépto difusor 3-1 .Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Curso de esgotos Capitulo 03.

5 3.1 3.10 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.11 Introdução Normas brasileiras Sistemas de tanques sépticos Septo difusor Efluente do sistema de Tanque séptico + septos difusores Remoção do lodo Custo Reúso Estudo de caso Adsorção em carvão ativado Bibliografia e livros consultados 3-2 .2 3.9 3.com.6 3.4 3.br 10/06/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 3 –Tanque séptico e sépto difusor 3.8 3.3 3.Curso de esgotos Capitulo 03.7 3.

Curso de esgotos Capitulo 03. redução de DB0 de 96%.32kg de oxigênio consumido pela DBO por dia Pe= Dt (gramas)/ Dh Pe= 4320g/ 55g/hab=80 hab 3-3 .001 x 0. 3. Septo difusor que é tratamento secundário aeróbico que juntamente com o tratamento primário atinge redução de DBO de 96%. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. Primeiramente temos que transformar a DBO medida em laboratório em quilograma de oxigênio necessário a estabilização do volume diário de esgoto. A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) varia de >200mg/L a >750mg/L sendo a média de 350 mg/L.1. Devido a isto. Tivemos a oportunidade de conversamos com o industrial e pesquisador francês sr. 3. seja em grama de oxigênio necessário à estabilização da matéria orgânica do esgoto produzido em média de um habitante em um dia. É muito usado na França e no Japão.001 x Q x DBO Dt= 0. sendo o todo o tratamento feito junto. Exemplo 3. onde o tanque séptico faz a redução anaeróbica e os septos difusores (tecnologia francesa) a redução aeróbica.2 Normas brasileiras As normas brasileiras da ABNT sobre Tanque sépticos são duas: NBR 7229/93 sobre Projeto.3A População equivalente Vamos usar os conceitos de população equivalente conforme Dacah.3 Sistemas de tanques sépticos Os sistemas de tanques sépticos são basicamente o seguinte: Caixa de gordura que deve ser bem maior que a das normas brasileiras no caso de sistema de tratamento isolado. Tanque séptico propriamente dito.36m3 x 12000mg/L=4. 1984. NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos.br 10/06/08 Capítulo 3. a escolha que fizemos foi sobre sistema de tanque séptico existente no Brasil. pois conseguem de uma maneira bem econômica e baixíssima manutenção. O tanque séptico pode atender uma residência ou até 300 unidades (1500pessoas).001 x Q x DBO Sendo: Dt= demanda diária de oxigênio em kg Q= produção diária de esgoto em m3 DBO demanda em mg/L Sendo Dh= demanda de oxigênio por habitante em grama Pe= população equivalente Pe= Dt (gramas)/ Dh Considerando Dh= 55 gramas diário de oxigênio por habitante de esgoto domestico.com. O chamado sistema tanque séptico tem um tratamento complementar e adotamos o tratamento aeróbio com septo difusores devido ao baixo custo de implantação.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Construção e Operação.36m3/dia Dt= 0. Sendo o consumo de água de cada porco de 12 L/porco teremos: Q= 30 porcos x 12 L/porco= 360 L/dia= 0. Devido a altíssima redução de DBO o efluente dos Tanques Sépticos podem ser usados como água de reúso. 3. François Neveux que fabrica 25% dos tanques sépticos na França. Introdução Os tanques sépticos eram antigamente chamado de fossas sépticas. Usamos a formula: Dt= 0. que é um tratamento primário anaeróbico que atinge a redução de DBO de 60%. Informou ainda que para o dimensionamento da caixa de gordura seguem as normas alemãs da DIN.Tanque séptico e septo difusor 3. manutenção e operação.1 Achar a população equivalente a 30 porcos que possui DBO5 variando de 4500mg/L a 12000mg/L. Na França não se separa o graywater (água cinza) do blackwater (esgoto sanitário).

3) que fornece as contribuições unitárias e o valor do lodo fresco Lf.2) que fornece a taxa de acumulação de lodo K e Tabela (3. Nas Figuras (3.00 De 1501 a 3000 22 0. construção e operação de sistemas de tanques sépticos e a NBR 13969/97 que trata de Tanques sépticos.5) a (3.67 De 7501 a 9000 14 0.5 L/dia x cabeça Consumo de ovino ou caprino= 50/ 5= 10 L/dia x cabeça Consumo de bovino ou eqüino= 50 L/dia x cabeça 3.00 -alojamento provisório pessoa 80 1. Na prática se usa comumente 1 porco= 4 pessoas.000litros até 8. sendo que o volume varia de 1. Consumo de animais O consumo de água para rebanhos BEDA é um consumo médio igual a equação: BEDA= BOVINOS + EQUI NOS+ 1/5 (OVINOS/CAPRINOS) + ¼ SUINOS Observar que o consumo de suinos é ¼ de 50 litros= 12.Taxa de acumulação total de lodos K (dias) Temperatura ºC <10 10<T<20 94 65 134 105 174 145 214 185 254 225 >20 57 97 137 177 217 Tabela 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00 3-4 .unidade de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos.1) que fornece o período de detenção T.4 Tanque séptico A NBR 7229/1993 trata de Projeto.Projeto.50 Fonte: NBR 7229/93 N= numero de pessoas ou unidades de contribuição C= contribuição unitária de esgoto L/pessoa x dia ou L/unidadexdia Intervalos entre limpezas (anos) 1 2 3 4 5 Fonte: NBR 7229/93 Tabela 3.Ocupantes permanentes .residência padrão alto pessoa 160 1.92 De 3001 a 4500 20 0.00 -residência padrão médio pessoa 130 1.000 litros.br 10/06/08 Portanto. construção e operação. Tabela 3. Tabela (3.58 Mais que 9000 12 0.75 De 6001 a 7500 16 0.83 De 4501 a 6000 18 0. 3.com.00 -residência padrão baixo pessoa 100 1.Curso de esgotos Capitulo 03.7) podemos ver um tanque séptico feito em polietileno.2.5 Tabelas básicas da NBR 7229/03 Vamos apresentar as três tabelas básicas da NBR 7229/93 que serão utilizadas na equação para achar o volume do tanque séptico que são: Tabela (3. a população equivalente de 30 porcos será de 80 habitantes.00 -hotel sem lavanderia e cozinha pessoa 100 1.1 Período de detenção T em função da vazão afluente (N x C) Contribuição (N x C) Período de detenção T (Litros/dia) (horas) (dias) Até 1500 24 1.3 Contribuições unitárias de esgotos (C) e de lodo fresco (Lf) por tipo de prédios e de ocupantes (L/dia) Prédio Unidade Contribuição de Lodo fresco esgotos Lf C 1.

Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005 3-5 . Figura 3.02 4. locais de curta permanência -sanitários públicos Fonte: NBR 7229/93 operário pessoa pessoa pessoa pessoa refeição Lugar bacia sanitária 70 50 50 50 6 25 2 480 0.20 0. 1988. teatros.6 Formas do tanque séptico As dimensões mais comuns são as de seção retangular e as de seção circular conforme Azevedo Neto.1.00 3.20 0.Curso de esgotos Capitulo 03.com.Esquema de tanque séptico de seção circular Fonte: Jordao.10 0.30 0.10 0.Quando de seção retangular recomenda-se que o comprimento seja pelo menos o dobro da largura para assegurar boas condições de escoamento.20 0.br 10/06/08 2-Ocupantes temporários -fábricas em geral -escritórios -edifícios públicos/comerciais -escolas (externatos) e locais de longa permanência -bares -restaurante e similares -cinemas.

7 Compartimentação Os tanques sépticos podem ser de três tipos principais conforme Azevedo Neto. O primeiro compartimento mede ½ a 2/3 e o segundo 1/3 a ½ do comprimento total L. a remoção de sólidos em suspensão conforme Azevedo Neto. melhorando dessa forma.5 : 1.br 10/06/08 3.com.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 03. Os tanques sépticos de câmara única são os mais usuais e econômicos. 1988 são basicamente os tanques Imohoff que são econômicos somente a partir de 25 pessoas. Os tanques com dois compartimentos em série são um pouco mais caros.2 . 1988. A relação comprimento total sobre a largura (L/B) não deve ser inferior a 1. mas oferecem maior proteção contra o arrastamento de sólidos suspensos para o efluente. Fonte: Jordão et al. Os tanques sépticos sobrepostos conforme Azevedo Neto.Esquema de tanque séptico prismático retangular de câmara única. 2005. 3-6 . 1988: • Simples não compartimentados • Compartimentados com câmaras em série • Com câmaras sobrepostas Figura 3.

3.br 10/06/08 Figura 3.Curso de esgotos Capitulo 03.com.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Tanque séptico de forma prismática retangular de câmaras em série Fonte: Jordão. 2005 3-7 .

4.br 10/06/08 Figura 3.Curso de esgotos Capitulo 03.com.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005 3-8 .Tanque séptico cilíndrico de câmaras sobrepostas Fonte: Jordão.

8 Equação básica do tanque séptico O volume do tanque séptico deve ser obtido pela equação: V= 1000 + N (C x T + K x Lf) Sendo: V= volume do tanque séptico (litros) N= número de contribuintes ou população equivalente C= contribuição de esgotos em litros por pessoa por dia (Tabela 3.br 10/06/08 3.com.br/ Exemplo 3.com.6 .20)= 7. usaremos um tanque séptico de polietileno com 8. Os tanques sépticos podem atingir até 1500 casas.000 litros de capacidade.20 litros/pessoa V= 1000 + N (C x T + K x Lf) V= 1000 + 70 (50 x 1 + 225 x 0.br Figura 3.000 litros Fonte:http://www. com a vantagem da manutenção ser feita de 5 em 5 anos e de não haver fornecimento de energia elétrica ou peças girantes. 3-9 h1 h2 .com.Tanque séptico de polietileno de 1.1) K= taxa de acumulação de lodo em dias de acordo com o intervalo entre limpezas no tanque séptico e a temperatura do mês mais fria (Tabela 3.7).5 .3) T= período de detenção em dias (Tabela 3.Curso de esgotos Capitulo 03.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.rotogine.com.3) Fossa séptica (tanque séptico) de polietileno (1000L a 8000L) pliniotomaz@uol.2 Dimensionar um tanque séptico para escritório com 70 pessoas N= 70 C= 50 litros/dia T= 1dia K= 225 para limpeza de 5 em 5 anos.br Figura 3.br/ Corte do tanque séptico Tampa removível Tubo PVC Ø100mm Afluente vem da caixa de gordura Tubo PVC Ø100mm efluente vai para Filtro Anaeróbio/ Sépto Difusor Vedação nos tubos PVC com silicone Cesto com brita nº 3 ou 4 Ø externo Corte .000 litros a 8.com. Lf= 0.rotogine.2) Lf= contribuição do lodo fresco em litros por pessoa (Tabela 3.Tanque Séptico s/ escala pliniotomaz@uol.650 litros Portanto. conforme se pode ver na Figura (3.Corte esquemático do Tanque séptico Fonte:http://www.

5m2 Dimensões em planta= 2.20m Verificação da relação L/B= 2.br Figura 3.83 + 57 x 1.8) e (3.Curso de esgotos Capitulo 03. 2005 Seja um prédio onde moram 26 pessoas com nível socioeconômico médio.1) Taxa de acumulação de lodo para intervalo de 1ano K=57 (Tabela 3.com.9). Dimensionar um tanque séptico prismático de câmara única.7 .Bateria de tanques sépticos para 1500casas Exemplo 3.br Figura 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br/ 3-10 .3) Vazão diária= Q= N x C= 26 x 130= 3.com.2) Contribuição do lodo fresco Lf= 1. conforme Figura (3.9/1.2=2.4 3.28m3/1.83dia (Tabela 3.rotogine.28 m3 Profundidade fixada h= 1.com.380 L/dia Tempo de detenção T=20h=0. Septo difusor-(aeróbio) pliniotomaz@uol.50= 3.3) Dimensões: V= 1000 + N(CxT + K x Lf) V= 1000 + 26(130x0.Extraído de Jordão.0m x 1.0)= 5287 L= 5.8 . Volume útil da fossa V= 1000 + N(CxT + K x Lf) Numero de pessoas contribuintes N=26 Contribuição per capita= 130 litros/habitante x dia (Tabela 3.5m Área superficial = A= 5.com.00 L/hab x dia (Tabela 3.9 Septo difusor (tratamento secundário) O septo difusor é o tratamento secundário aeróbico e que faz com que todo o sistema tenha redução de 96% de DBO.3.500 casas pliniotomaz@uol.br 10/06/08 Fossas sépticas e tanques anaeróbios: 1.Septo difusor Fonte:http://www.

20m x 1.com. vala de infiltração.4 Dimensionar a quantidade de septo difusor tipo II para cozinha com 120 empregados.9 .br Figura 3.4 septos-difusores Como são em pares.Dimensões e capacidade dos septos difusores Dimensões Tipo Capacidade de tratamento 1. Poço absorvente Vala de infiltração Rede Pública Corpo de água Jordão et al.20m.22 x 0. 3. onde os corpos de água são classificados em águas doces e águas salinas. As águas doces são classificadas em: Classe especial Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4 3-11 .22m x 0.10 Efluente do sistema do Tanque séptico + septos difusores As normas brasileiras sobre Tanque sépticos prevêem o uso do efluente em: Rega de jardim Lavagem de pátio Irrigação subsuperficial de jardins Uso em descarga em bacias sanitárias.00 x 0.65m x 0.Curso de esgotos Capitulo 03.20 I 250 l/dia 1.00m x0. Tabela 3. N= 8.com. O modelo antigo tinha 250litros/dia de capacidade de tratamento e com dimensões de 1.4 .11 Lançamento em curso de água Para o lançamento do efluente num curso de água o mesmo deverá obedecer a Conama-Resolução nº 357 de 17 de março de 2005.400 litros/dia Como o septo-difusor Tipo II é para 1000 litros/dia.40m.20 x 1.65 x 0. adotamos 10 septo-difusores Tipo II.br/ Os septos difusores é tecnologia francesa e possuem dois modelos (Tipo I e Tipo II) e são feitos em polietileno e bidim.rotogine.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005 recomenda que a disposição do efluente de um sistema de tanque séptico seja destinado ao sumidouro. Considerando consumo de 70 litros/dia x empregado Consumo médio diário=70 x 120= 8. 3. O novo septo difusor (Tipo II) é mais usado é para capacidade de 1000 litros /dia e possui as dimensões de 1.Vários septos difusores Fonte:http://www.br 10/06/08 Septo difusores: tratamento Aeróbio pliniotomaz@uol.com.40 (melhor) II (mais usado) 1000 l/dia Exemplo 3. vala de filtração ou filtro de areia.400 / 1000= 8.

5) estão as exigências para as águas doces das Classe 1 a Classe 3. . campos de esporte e lazer. .recreação de contato secundário. .dessedentação de animais.br 10/06/08 Na Tabela (3. plantas frutíferas e de parques. 3-12 .proteção das comunidades aquáticas.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. cerealíferas e forrageiras. esqui aquático e mergulho. . .são as destinadas ao abastecimento humano após tratamento.Padrões da Resolução Conama 357/2005 para águas doces Águas doces DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) (mg/L) OD (Oxigênio Dissolvido) (mg/L) CF (Coliformes Fecais) ( NMP/100mL) Classe 1 Classe 2 Classe 3 3 5 10 6 5 4 200 1000 Classe Especial -são as águas destinadas abastecimento humano com desinfecção -preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas -preservação dos ambientes aquáticos. tais como natação.são as destinadas ao abastecimento humano após tratamento convencional ou avançado. esqui aquático e mergulho.Curso de esgotos Capitulo 03.5 .com.preservação das comunidades aquáticas. Classe 2 . . com os quais o público possa vir a ter contato direto.irrigação de culturas arbóreas. Tabela 3.recreação de contato primário.são as águas doces para abastecimento humano após tratamento simplificado. . Classe 3 .irrigação de hortaliças. Classe 1 . tais como natação. .pesca amadora. jardins.recreação de contato primário. .

000 x 7.6. pede-se calcular a DBO em que ficará o rio após o lançamento.Extraído de Nunes.13 Custo Os custos de materiais dos produtos da Rotogine estão nas Tabelas (3.são as águas destinadas da navegação.12 Remoção do lodo De cada 5 em 5 anos ou conforme o intervalo escolhido será retirado por caminhão tanque o lodo digerido no tanque séptico e encaminhado para uma Estação de Tratamento de Esgoto Pública.8) em dólares americanos do dia 9 de setembro de 2006 (1US$= R$2.000m3/h.0mg/L e vazão crítica de 10m3/s= 36. O efluente poderá ser desinfetado com hipoclorito de sódio. pede-se calcular a OD em que ficará o rio após o lançamento. Tabela 3.6) a (3.000+24) = 6. 1996 Um rio apresenta OD média de 7. DBO= (Qrio x DBOrio + Qind x DBO ind) / (Qrio + Qind) DBO= (36.0mg/L e vazão crítica de 10m3/s= 36. havendo possibilidade de a dosagem ser automática. OD= (Qrio x ODrio + Qind x OD ind) / (Qrio + Qind) OD= (36. 3.99 mg/L 3.Extraído de Nunes.Custos dos tanques sépticos em polietileno Capacidade Custo do Tanque séptico (litros) 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Fonte: 1US$= R$ 2.000+24)= 1. 1996 Um rio apresenta DBO média de 1.056 mg/L Exemplo 3.6 .0 + 24 x 85) / (36. Exemplo 3.33 de 8/9/06 US$ 227 370 601 858 990 1247 1449 1549 3-13 . Após o lançamento industrial de 24m3/h de OD de 0mg/L. Após o lançamento industrial de 24m3/h de DBO de 85mg/L.com.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 03. .5.0 + 24 x 0) / (36.br 10/06/08 Classe 4 .000m3/h.000 x 1.harmonia paisagística.33). O artigo 19B informa que o lodo proveniente de sistemas como fossa séptica deverão ser encaminhado a ETE.

100 2.12 Altura (m) 0.250 2.55 1.3 2.br 10/06/08 Tabela 3.82x1.230 1.160 1.65m x 0.75 0.650 0.12 4.Custos dos septos difusores em polietileno e bidim Septor difusor Capacidade de tratamento US$ 1.22m x 0.40m (Tipo II) 1000 l/dia 549 Fonte: 1US$= R$ 2.80x0.12 4.com.500 Custo da caixa de gordura US$ 74 90 186 261 289 366 784 1130 1356 1381 1495 1609 Fonte: 1US$= R$ 2.22 1.Custos das caixas de gorduras em polietileno Capacidade Litros 100 250 500 1000 1500 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Dimensões e diâmetro (m) 0.72 0.55 2.3 2.800 1.700 1.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.740 1.33 de 8/9/06 Tabela 3.8 .900 2.12 1.Curso de esgotos Capitulo 03.595 2.12 4.00m x 0.33 de 8/9/06 3-14 .16 1.20m (Tipo I) 250 l/dia 123 1.3 Área superfície (m2) 0.20m x 1.16 1.40 0.3 2.50 1.22 1.87 4.400 1.92 1.87 1.12 4.04x 0.7 .3 2.

Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9 . DBO menor que 10mg/L e turbidez menor que 2uT e não sendo detectável coliformes fecais e com cloração mínima de 1 mg/L.Curso de esgotos Capitulo 03. É previsto pela norma brasileira que o mesmo pode ser usado em descarga em bacias sanitárias. Diário Diário Continuadamente Semanal. Descarga em bacias sanitárias Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal Semanal.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Semanalmente Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Recreacional (contato acidental Filtração ≤ 2 uT Continuadamente parcial ou total na pesca ou velejamento) Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal. como a feitura de concreto para elaboração de blocos.com. conforme Tabela (3.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Mensal Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Reúso Urbano (jardins. Diário Paisagismo (locais onde o público tem contato) Secundário Desinfecção Uso na construção civil (compactação de solo.10) para descarga em bacias sanitárias. Tabela 3.br 10/06/08 3. lavagens de Filtração ≤ 2 uT Continuadamente veículos. Diário Diário Continuadamente Área de acesso restrito para irrigação (locais onde o público é proibido) Secundário Desinfecção Fonte: adaptado da USEPA Tabela 3. mas não fixa parâmetros de qualidade que não existiam na época da elaboração das mesmas. lavagem de agregados. execução de concreto) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual Diário Continuadamente 3-15 .9) e (3. Usando padrões americanos da USEPA. Uma aplicação de reúso é na construção civil.10 . deve ser obedecido no mínimo a: pH entre 6 a 9.14 Reúso Os efluentes dos sistemas de tanque sépticos incluso o septo difusor reduz a DBO em 96% e pode ser aproveitado.

várzeas e despejos em córregos) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Continuadamente Alertamos que se deve tomar muita precaução para o reúso de tanques sépticos em descargas em bacias sanitárias.000m2 ou que o consumo de água não potável diariamente for maior que 100m3/dia. 3-16 . custa caro o monitoramento de análises diárias e semanais. Como se vê pelos padrões americanos. (recirculationg cooling towers) Diário Diário Diário Semanal Semanal. daí deve haver uma certa área de prédio em que tais custos podem ser absorvidos e havendo boa relação entre benefício/custo. Diário Diário Uso ambiental (uso em wetlands. alagados. Diário Diário Continuadamente Uso Industrial Secundário Desinfecção Coagulação química filtração DBO ≤ 30mg/L e ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Semanal.com.Curso de esgotos Capitulo 03.br 10/06/08 mínimo de 1mg/L Uso Industrial (once cooling) through Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Semanal. No Japão é obrigatório o reúso e aproveitamento de água de chuva quando a área construída for maior que 30.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Uma das conseqüências que pode ocorrer é o mau cheiro na hora da descarga e o problema de se formar um colarinho preto ao nível da água na bacia sanitária.

3.4%.Fundição. localizada em Piracicaba.br 10/06/08 3. Tabela 3. mas no caso não vemos necessidade.5 90.000 litros.Valores de Nelson Gandur Dacah p. devendo ser a mais rasa possível conforme Figura (3. Firma que executou as fossas sépticas e septo difusor: Rotogine.10) e (3. 3-17 .16 Sumidouro Conforme Jordão.4 DQO (Demanda química de oxigênio) TSS (sólidos totais em suspensão) Coliformes fecais Coliformes totais Na Tabela (3. Também não foi aplicado dosagem de cloro. A melhor maneira para infiltração do efluente de um tratamento com tanque séptico e septo-difusor é através de vala de infiltração.12 .2 97.11) que não temos problemas de coliformes e da DBO pelas análises.12) estão as comparações com dados de Nelson Gandur Dacah. O volume da fossa séptica de Piracicaba é de 8.com.6.11) estão as análises feitas pelo laboratório Bioagri na FEMAQ de Piracicaba. a firma FEMAQ . recebendo os efluentes diretamente das fossas sépticas conforme Figura (3.4 97.Análise feita pelo laboratório Bioagri em 29. Somente o TSS atingiu somente 46 mg/L sendo exigido pela USEPA menor ou igual que 30mg/L. Na Tabela (3. 2005 os sumidouros são conhecidos também como poços absorventes. reduz 65% de sólidos em suspensão e reduz 98% de bactérias e pode o tratamento ser classificado como secundário. Um dos fracassos no uso do sumidouro é adotar valores muitos altos de infiltração. A redução de DBO é de 96. Piracicaba 96% Classificação: tratamento secundário Conclusão: a fossa séptica de Piracicaba reduz 96% de DBO.Curso de esgotos Capitulo 03.6 65. Tabela 3. Existe um restaurante onde os 120 empregados fazem suas refeições e usam os banheiros.11 .15 Estudo de caso Visitei em 20 de dezembro de 2001. 28 do livro Tratamento Primário de esgoto e valores obtidos pela Rotogine em Piracicaba Tipo de tratamento Preliminar Primário Secundário Terciário DBO (Demanda Bioquímica de oxigênio) 5% a 10% 25% a 85% 75% a 97% 97% a 100% TSS (sólidos totais em suspensão) 5% a 20% 40% a 90% 70% a 95% 95% a 100% 65% Bactérias 10% a 20% 25% a 80% 90% a 98% 98% a 100% 98% Rotogine. As fossas sépticas são feitas em polietileno.12).Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Embora seja permitido pelas normas da ABNT a USEPA.01 na FEMAQ -Piracicaba Parâmetros DBO (Demanda Bioquímica de oxigênio) Valor inicial (mg/L) 167 754 132 400/100ml 720/100ml Valor final (mg/L) 6 18 46 10/100ml 69/100ml Redução 161 736 86 390/100ml 651/100ml Redução em (%) 96. O efluente líquido é usado para fabricar blocos de concreto e lajotas de concreto para pisos. O efluente da indústria FEMAC foi usado na construção civil para fazer blocos de concreto. Engenharia e Máquinas Ltda. Observar na Tabela (3. 2004 não recomenda mais ou uso dos sumidouros sendo muito pouco usado devido ao grande número de fracasso de funcionamento.11).

Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 03.br 10/06/08 Figura 3. 2005 3-18 .com.Sumidouro cilíndrico de alvenaria de tijolos Fonte: Jordão.10.

br 10/06/08 Figura 3.1m 3-19 .11.com.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 03.7.Dimensionamento de sumidouro Sendo a taxa de infiltração de 16L/m2 x dia e a vazão a ser infiltrada de 3380 L/dia dimensionar um sumidouro prismático com 2m de largura e comprimento variável L.00m 3380L/dia/ 16 L/m2 x dia= 211m3 As áreas laterais e do fundo são Área= L x 4 x 2 + 2 x L= 10L= 211m2 L=21. 2005 Exemplo 3. A profundidade admitida é de 4.Sumidouro cilíndrico com enchimento de pedras britadas Fonte: Jordão.

30m Portanto.30m x 16L/m2/dia= 21 L/m x dia Agua a ser infiltrada/ vazão infiltrada/m = 3. precisamos de 161m de vala de infiltração.br 10/06/08 Figura 3.12.00m uma da outra.30m em toda a área conforme a norma da ABNT NBR 13.9 Escolha da taxa de infiltração em um loteamento em Campos do Jordão. A taxa de infiltração é de 16 L/m2 x dia e a quantidade de esgoto tratado que queremos infiltrar é de 3.969/97 nas declividades de 0 a 10%. Foram feitos 24 ensaios de infiltração na profundidade de 0.40m+0.50m + 0.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Vala de infiltração Fonte: Jordão.40m= 1. 20% a 30%.40m.com.8 Dimensionar uma vala de infiltração com largura de 0.380 L/dia.50m e altura de 0. Exemplo 3. 6 trincheiras de 30m distante 2. Por metro linear de vala de infiltração a soma das paredes e do fundo será: 0. 2) Usamos coeficiente de segurança igual a 2 3-20 . a área por metro linear infiltrada é 1. 2005 Exemplo 3. 30% a 40% e >40%.Curso de esgotos Capitulo 03. A conclusão a que se chegou é a seguinte: 1) não há variação da taxa de infiltração em toda a área mesmo variando a declividade.4 trincheira de 30m ou seja.380 L/dia / 21L/mxdia = 161m Portanto. Como cada trincheira só pode ter 30m de comprimento no máximo teremos: 161m/ 30m= 5.

50m acima do lençol freático.10 Dimensionar o tanque séptico e septo difusor para uma casa de padrão alto com 5 pessoas. A produção de esgoto diário= 160 L/dia x pessoa x 5 pessoas= 800 Litros/dia K=217 para manutenção em 5 anos T=1.5m + 0.00m.com.50m) x 1.5m2= 35 m Como o comprimento da vala de infiltração máximo é de 30m faremos duas valas de infiltração com 17.br 10/06/08 3) a taxa de infiltração que pode ser adotada é de 36mm/h 4) o solo é classificado como areias siltosas e areias finas.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.885 Litros > 1250 L mínimo.0 Lf=1.50 teremos: Área por metro= (0.0)= 2.00m= 1.5m cada uma espaçadas de 2.00 US 601 US$ 492 US$ 1167 US$ 584 US$ 1751 3-21 . Septo difusor Como será infiltrado 800 L/dia e como o septo difusor Tipo I trata 250 L/dia teremos: 800 KL/dia/ 250 KL/dia= 4 septos difusores Tipo I Estimativa de Custo Caixa de gordura de 100 Litros da Rotogine Tanque séptico de polietileno de 3000 Litors 4 septos difusores Tipo I a preço unitário US$ 123 Total materiais Mão de obra (50%) Total geral Não incluímos o custo do sumidouro ou da vala de infiltração.00m e profundidade H=4.0 V= 1000 + N (C x T + K x Lf) V= 1000 + 5 x (160 x 1.5m+0. Exemplo 3.0 + 218 x 1.0m de largura e 4m de profundidade teremos: Área total= áreas laterais + área do fundo= L x 4 x 2 + 2 xL = 10 LK 53m2= 10L L= 5.Curso de esgotos Capitulo 03.00 temos: Área= PI x D x 4m + PI x D2/4= 28m2 Como precisamos de 53m2 e num sumidouro temos 28m2 então faremos dois sumidouros de 2.3m Vala de infiltração Caso optemos por vala de infiltração de 0.50m de largura e altura de 0. OK Sumidouro Taxa= 15 L/ m2 x dia Produção diária = 800 Litros /dia 800 L/dia / 15 L/ m2 x dia = 53m2 Supondo diâmetro D=2.50m2/m 53m2/ 1. US$ 74.00m de diâmetro e 4m de profundidade observando que o fundo do sumidouro deverá estar 1. Caso queiramos um sumidouro prismático com 2.

00 2.0 B x B x 2 = V=43.30m L= 2 B= 2 x 3.0 C=130 L/dia N=150 V= 1000+ N x (C x T + K x Lf) V= 1000 + 150 x (130 x 0.br 10/06/08 Exemplo 3.0_= 43.60m Septo difusor tipo II da Rotogine 1000 Litros/dia 19500 litros/ dia/ 1000 L/dia= 19./dia de contribuição de esgotos T=0.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. o comprimento do sumidouro é 97. 1988 o comprimento deve ser o dobro da largura e teremos: Adotamos profundidade H=2.com.Curso de esgotos Capitulo 03.5 K=217 Lf=1. 5 pessoas x 30 casas = 150 pessoas 150 pessoas x 130 L/dia= 19.5 +217 x 1. 3-22 .5m Portanto.00m e profundidade 4.500 LK.300 Litros=43.5m Podemos fazer dois sumidouro com 49m cada distante um do outro de 5.00m Área = L x 4 x 2 + 2 L= 10L Taxa admitida = 20 L/m2 x dia 19500 Litros/dia/ 20 L/m2 x dia= 975m2 Área = 10 L= 975m2 L=97.3m3 Supondo tanque séptico prismático o conforme Azevedo Neto.00m A distancia deve ser maior que a profundidade 4.3m3 B= 3.11 30 casas de padrão médio estão numa rua isolada e queremos fazer um tratamento local.0m e portanto é 5.30= 6.5 = 20 septo difusores Tipo II Sumidouro prismático Largura 2.00 OK.

Junho 2005. JOSÉ M. 185 páginas. 2004. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais.epa. 150 páginas. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto.S. -USEPA (U. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www.gov/ 3-23 . 2005. -MACINTYRE. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. -BRITTO. JOSÉ ALVES. -CONAMA.17 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. EVANDRO RODRIGUES DE. 1996. Conservação e reúso da água em edificações. São Paulo. -NUNES.com. 1988. Instalações Hidráulicas. CONSTANTINO ARRUDA. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). McGray-Hill. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE. 906 páginas. 161 páginas. -JORDÃO.com. 1991. 277 páginas. Wastewater Engineering. 73 páginas.. -CIDADE OF EUGENE. 2002. Guidelines for Water Reuse. Considerations for the management of discharge of fats. Construção e Operação. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 4ª ed. 770 páginas. 26 páginas. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. ARCHIBALD JOSEPH.br 10/06/08 3. Tratamento de Esgotos Domésticos.br/ -SINDUSCON. ABES. -METCAL&EDDY. Blucher.Curso de esgotos Capitulo 03. -ROTOGINE. 1334páginas. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. WANDERLEY DE OLIVEIRA. Jun.rotogine. 2002. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. e MELO.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www.

reposição artificial de águas subterrâneas. aproveitamento de águas residuais e reciclagem da água. Agenda 21 4-1 . uso de água de pouca qualidade.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 Capítulo 04 Águas cinzas Desenvolver fontes novas e alternativas de abastecimento de água tais como dessalinização da água do mar.com.Curso de esgotos Capitulo 04.

Curso de esgotos Capitulo 04.com.22 Introdução Tratamento das águas cinzas Nomenclatura Riscos das águas cinzas Qualidade das águas cinzas Área para irrigação com águas cinzas Custos Aceitação pública Página Reservação das águas cinzas Volume de água para dimensionamento Uso da água Uso do águas cinzas Técnicas e Tecnologias Recomendações finais Exemplo de caso: APEX .13 4.20 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 04 .2 4.9 4.21 4.18 4.19 4.Águas cinzas 4.14 4.17 4.reúso da água usando águas cinzas Introdução Aspecto legal Solução técnica Cloração Proposta Custos Bibliografia e livros recomendados 4-2 .7 4.5 4.1 4.4 4.6 4.8 4.3 4.10 4.12 4.15 4.11 4.16 4.

para água da torneira da cozinha. sendo proibido o uso por aspersão (Sprinklers) e recomenda-se ainda que sejam evitadas águas de lavagem de fraldas de criança. Light águas cinzas: chuveiro e lavatório. usam o nome dark gray. Não faz parte das águas cinzas: • A água da pia da cozinha • Bacia sanitária • Máquina de lavar pratos. 4.00. No Arizona as águas cinzas podem ser usadas simplesmente sem autorização até 1.Curso de esgotos Capitulo 04.br 09/07/08 Capítulo 4 . Inclui todo o tipo de água não incluindo a adição de produtos químicos ou químico-biológicos que possam causar problemas. Algumas cidades ainda usam o termo light gray para a água da banheira e do chuveiro e. Algumas vezes blackwater é definido somente como a água das bacias sanitárias. Contém fezes humanas.Águas cinzas 4. Consiste largamente de compostos orgânicos que passam no trato digestivo do corpo humano.00 a US$ 1.1 Introdução O uso das águas cinzas também é reúso. Yellow águas cinzas: somente urina. Brown águas cinzas: fezes sem urina.com. cerca de 15% a 25%.1) temos um modelo de tratamento das águas cinzas para o uso do efluente na irrigação subsuperficial dos jardins usado nos Estados Unidos onde 50% a 60% das casas possuem jardins gramados. • lavagem de roupas em máquinas domésticas.500 litros/dia (1.3 Nomenclatura • • • • • Black water :fezes e urina. O código da Califórnia define Águas cinzas como a água de esgoto não tratada que não teve contato com a bacia sanitária. Na Califórnia o uso das águas cinzas é legalizado e usado somente para irrigação abaixo da superfície através de tubulações enterradas.Tratamento de esgoto (águas cinzas) para uso na irrigação Existem para serem adquiridos na Califórnia cerca de 20 sistemas que usam as águas cinzas cujo custo varia de US$ 200.5m3/dia) e é vedado uso das águas cinzas com água de pia de cozinha. Para o aproveitamento das águas cinzas não devem ser lançados produtos químicos ou ingredientes biológicos e químicos nos pontos citados.1 . • pia do banheiro. O uso do águas cinzas reduz o consumo de água na Califórnia. Blackwater especificamente a água de esgotos sanitários de uma casa. pedaço de papel (celulose) etc. O destino das águas cinzas é para irrigação subsuperficial. 4. Dark águas cinzas: pia da cozinha.2 Tratamento das águas cinzas Na Figura (4. Figura 4. urina. 4-3 . pois se usa muito a irrigação de jardins o que não acontece no Brasil.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.000. bacias sanitárias e máquina de lavar pratos. • banheira. Águas cinzas incluem: • a água do chuveiro.

Curso de esgotos Capitulo 04. como a Secretaria da Saúde e Cetesb. Figura 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 Com as modificações do código da Califórnia feitas em 18 de março de 1997. as águas cinzas podem ser usadas também em comércio.3 .Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.2) a (4.com.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4-4 .2 . As Figuras (4. indústria e prédios de apartamentos. Não esquecer também que as águas cinzas tem que ser aprovado pelos órgãos sanitários. Parece ser um conceito geral de que não existe uma solução universal do uso das águas cinzas que se aplique a tudo.7) mostram esquemas de águas cinzas.

5 .6 .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.com.4 .Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4-5 .Curso de esgotos Capitulo 04.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.br 09/07/08 Figura 4.

4-6 . Na Tabela (4. Alguns detergentes usados em lavanderias possuem boro. será reduzida a permeabilidade e a aeração.50 abaixo do fundo da tubulação por onde passam as águas cinzas.7 . Riscos no meio ambiente A vantagem é reduzir o uso de água potável. Riscos no solo Há tendência do solo ficar alcalinizado. peróxidos e produtos destilados do petróleo. que mede a absorção de sódio pelo solo. portanto. causando problema na absorção de água para as plantas. Ao longo do tempo.Curso de esgotos Capitulo 04.1) estão os valores em grama/dia/pessoa de águas cinzas. 4. A desvantagem é aumentar a poluição das águas subterrâneas e para isto devemos ter o nível do lençol freático no mínimo 1. não deve ser feita irrigação por aspersão devido as bactérias que ficarão no ar.5 Qualidade das águas cinzas Geralmente os estudos sobre as águas cinzas apontam os seguintes parâmetros: Demanda Bioquímica de Oxigênio a 20ºC e 5 dias (DBO5 . conforme o tipo de solo.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4. conforme é recomendado no Arizona. O boro é muito tóxico e queima as folhas das plantas.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.4 Riscos das águas cinzas São basicamente quatro: Riscos nas plantas O risco nas plantas é o aumento do sódio que pode descolorir as folhas devido ao ambiente se tornar muito alcalino. blackwater e águas cinzas mais blackwater. A irrigação será subsuperficial sempre. aumentando o chamado índice SAR.br 09/07/08 Figura 4. cloretos.20) Sólidos totais em suspensão (TSS) Sólidos totais dissolvidos (TDS) para salinidade Sódio (Na) Boro (B) Contagem de bactérias Demanda química de oxigênio (DQO) Fósforo total (PT) Nitrogênio total (NT= nitrogênio total) Os estudos da Suécia de Olsen. 1967 são os mais conhecidos no mundo. Riscos na saúde do homem Não existe risco a saúde do homem e.

Portanto.Valores em grama/dia/pessoa de águas cinzas. não esquecendo que o nitrato e nitrito são causadores de câncer e são difíceis de serem removidos no tratamento. A quantidade de oxigênio necessária para a decomposição do águas cinzas nos cinco dias DBO5 possui 90% do total da demanda de oxigênio DO consumido para a decomposição. a decomposição do águas cinzas é muito mais rápida do que o blackwater conforme se pode ver no site http://www. Isto significa que a decomposição orgânica do blackwater continuará a consumir oxigênio num tempo maior do ponto de descarga do que as águas cinzas.6 13.águas cinzas. Além disso. blackwater e águas cinzas + blackwater. O DBO5 da blackwater é somente 40% do oxigênio necessário no águas cinzas. Não há casos comprovados de doenças causadas pelo uso do águas cinzas.6 3. Por exemplo. Uma recomendação especial é que as águas cinzas não podem ser usadas em rega de jardins. verduras e não pode ser lançado no córrego mais próximo.5 a 8.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O uso das águas cinzas em bacias sanitárias deve ser feito somente quando houver um tratamento completo do mesmo.1 .1 11 12.br 09/07/08 Tabela 4.Valores em gramas/dia/pessoa de águas cinzas (água cinza) e águas cinzas + blackwater (esgoto sanitário) Parâmetro Águas cinzas Águas cinzas+ blackwater DBO5 34 71 Sólidos Totais em suspensão (TSS) 18 70 Nitrogênio total (NT) 1.Parâmetros e valores usados nos Estados Unidos para o uso da água tratada de esgotos sanitários. ocasionando problemas de odor. Esta rápida estabilização das águas cinzas tem a vantagem de prevenir que a matéria orgânica se decomponha rapidamente no solo durante da infiltração havendo menor impacto ambiental.0 < 15 uH < 0. Numa certa posição o DBO1 é 40% do DO consumido pela blackwater é somente de 8% do DO. As águas cinzas contém cerca de 1/10 do nitrogênio contido no blackwater. Parâmetros Águas cinzas Blackwater Gray+black DBO5 (demanda bioquímica de oxigênio em 5 dias) 25 20 45 DQO (demanda química de oxigênio) 48 72 120 Fósforo total (PT) 2.5mg/L no ponto de entrega 4-7 .Curso de esgotos Capitulo 04. em 5 anos poderemos ter 100 vezes limpar com luvas especiais os filtros fétidos.2 1. imediatamente se desenvolveram algas perto do ponto de descarga e dá uma aparência que a poluição está pior. Tudo isto mostra as grandes diferenças entre as águas cinzas e blackwater de fezes e urina serem tratados separadamente.1 4. compensando somente para edifícios de apartamentos muito grandes.2): Tabela 4.2 Fósforo total (PT) 3. o que é muito caro. Parâmetros Coliformes fecais Coliformes totais em 95% das amostras Vírus Parasitas Turbidez pH Cor Cloro livre Valores < 1/100mL < 10/100mL < 2 /50L < 1/50L < 2 uT 6.000m2 ou que usem mais de 100m3/dia de água não potável. que não é nada agradável.com.6 Um dos problemas das águas cinzas é que a quebra das moléculas orgânicas se dá muito mais rápido do que as águas do blackwater. mas os coliformes aumentam após 2 ou 3 dias. em frutas.5 Nitrogênio total (NT) 1.com.2 . Deve ser evitado o uso de bombas centrífugas devido ao problema da constante limpeza dos filtros de 75μm.3): Tabela 4. A água tratada de esgotos sanitários nos Estados Unidos deverá obedecer a Tabela (4. Caso se jogue as águas cinzas num lago. as águas cinzas contém menos patogênicos que o blackwater. O oxigênio dissolvido das águas cinzas diminui.1 Resíduo total 77 53 130 Estudos feitos pela bioquímica Margaret Findley estão na Tabela (4. No Japão é obrigatório o uso das águas cinzas e água de chuva para prédios com mais de 30.3 .

75 a 2. cálcio que age combinado em forma de cloretos.com. Fosfatos É bom para plantas e usado como fertilizante. Sódio Age como veneno. Boro É necessário para as plantas em pequenas quantidades.4). Os problemas começam quando o boro está entre 0.br 09/07/08 Uso da água de reúso em bacias sanitárias. 4-8 .Curso de esgotos Capitulo 04. DBO5 5mg/L Coliforme fecal 75/ 100ml Para a descarga deverá ter cor azul Que seja feita análise da água uma vez por semana quando usada para descarga em bacias sanitárias. sendo que o excesso destrói a estrutura das argilas. Quando o solo tem mais que 207mg/L de sódio os problemas são bastante severos. Uma vez o solo danificado com sódio nunca mais será recuperado. Biodegradável É chamado de biodegradável o complexo químico que pode ser quebrado em vários compostos mais simples com a atividade biológica. Quando a quantidade de sódio no solo é menor que 69mg/L não há problemas. conforme Texas A água de reúso de esgotos tratados no Texas para ser usada em descarga em bacias sanitárias tem as seguintes condições (Texas chapter 310 Rules: e310. Tabela 4.4 conforme Tabela (4.Valores de pH Tipo de restrição Sem restrição Com restrição moderada Solo com restrição severa Valores do pH do solo <7 Entre 7 e 8 >8 Na prática são usados solos sem restrição a solos com restrição moderada. sulfatos e carbonatos. Os problemas começam quando o sódio está entre 69mg/L a 207mg/L. Em concentrações abaixo de 142mg/L de cloreto não causa problema. pois reduz a habilidade de tirar água do solo. potássio.11). A desinfecção é para remover os coliformes.0meq/L. Mas quando o nível de cloretos está entre 142mg/L a 355mg/L começam a aparecer os problemas que são muito sérios para níveis de cloreto acima de 355mg/L. pH Em geral o pH está entre 6.0 e ficam piores quando a quantidade de boro é maior que 2.75meq/L (miliequivalente/litro) de boro não há problemas.5 a 8. Abaixo de 0. Quando o solo tiver pH maior que 7 será básico. Quando o pH for menor que 7 então o solo será acido e caso seja igual a 7 o solo será neutro.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Cloreto Muitos detergentes possuem cloro. Alcalinidade É uma solução de sódio. No Arizona não se usa a água da torneira da cozinha devido a ser encontrado um número muito grande de coliformes fecais: 88400/ 100mL. removendo os vazios e prejudicando a drenagem. O cloro bloqueia o processo metabólico da planta.4 .

É medida por um aparelho chamado condutivímetro.000 4-9 .7).5) (Mestrinho. 2004.64 xCE Sendo: TDS= sólidos totais dissolvidos (mg/L) CE= condutividade elétrica (μmhos/cm) A classificação da água conforme os sólidos totais dissolvidos (TDS) está na Tabela (4.000 a 10.Classificação da dureza das águas conforme concentração de CaCO3.com. sulfatos e cloretos conforme Tabela (4. 2004 Águas e Águas. conforme Mestrinho. sob a forma de carbonatos. Tabela 4. 1997: TDS (mg/L)= A x condutividade (μmohos/cm) Sendo: A= 0. 1986 Concentração de CaCO3 Água mole (água branda) 0 a 75mg/L Água moderadamente dura 75 a 150mg/L Água dura 150 a 300mg/L Água muito dura >300mg Fonte: Macedo. Para irrigação é melhor uma água mole (água branda) do que uma água dura.96 Condutividade (μmohos/cm)= soma dos cátios (meq/L) x 100 Um valor médio que pode ser usado nas estimativas de TDS é: TDS= 0.Classificação da salinidade conforme condutividade elétrica CE. Conforme Macedo. Tabela 4. Classificação da água segundo ETP.6). 1mS/m= 10 μmhos/cm 1μS/cm (microsiems/cm)= 1 μmhos/cm (micromhos/cm) Tabela 4. as águas naturais possuem condutividade elétrica entre 5 a 50 μS/cm enquanto a água do mar está entre 50 a 50.000 10.br 09/07/08 Dureza (Carbonato de Cálcio CaCO3) É uma medida da capacidade da água em consumir sabão e formar incrustações e deve-se a presença de compostos de Ca e Mg. conforme Tabela (4. Classificação da salinidade Água não salina Água ligeiramente salina Água meio salina Água moderadamente salina Água muito salina Condutividade Elétrica (CE) (mhos/cm) 0 a 2000 2000 a 4000 4000 a 8000 8000 a 16000 > 16000 Segundo Mestrinho 1997.54 a 0.000 a 100.Curso de esgotos Capitulo 04.7 .000 >100. São expressos geralmente em ppm de CaCO3. Ela mede os sais dissolvidos na água e quanto maior a concentração de sais e minerais.000 μS/cm. 1997).5 .6 . Existe relação entre CE que fornece o TDS. É medida em microsiemens/cm (SI) a uma determinada temperatura em graus Celsius. maior é o potencial de impactos adversos às plantas e ao solo. em geral. a condutividade elétrica é a capacidade da água de transmitir a corrente elétrica.000 1.Classificação das águas baseado no Sólido Dissolvidos Ttotal (TDS).Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1994 TDS (mg/L) 0 a 1. Condutividade Elétrica CE A condutividade elétrica da água (CE) é um indicador da salinidade. Classe Doce Salobra Salina Muito salgada Fonte: Fetter.

conforme Fetter. etc. 1994. o cálcio tem valência=2 e Mg tem valência=2. mmol/L= mg/L / peso molecular Molaridade= mol/L = mmol/L / 1000 Miliequivalente/litro (meq/L)= mmol/L= mg/L/peso equivalente (Hounslow. begônia. Peso equivalente Espécie Peso molecular Valência Peso molecular / valência Na+ 22. o manganês e o cálcio ficando no lugar deles. Geralmente o nível de magnésio no solo não apresenta problema.Curso de esgotos Capitulo 04.br 09/07/08 Adsorção de sódio (SAR-Sodiumn adsorption ratio) A adsorção de sódio é um parâmetro importante. meq/L= mg/L /peso equivalente = 6 mg/L / 12. Plantas que gostam das águas cinzas Grama bermuda.com. rosas. 1995) Peso equivalente= peso molecular / valência O sódio tem valência=1. valência e peso equivalente. Magnésio (Mg) Em quantidades apropriadas o magnésio é um micronutrientes para as plantas. Os índices maiores que 13 reduzem a permeabilidade e aeração dos solos causando problemas na irrigação.08 2 20. Tabela 4. 1995 Exemplo 4. Geralmente são plantas que gostam da acidez e não gostam de ambiente alcalino: azálea.991 Ca 2+ 40. Cálcio (Ca) Em quantidades apropriadas o cálcio é um micronutrientes para as plantas.8 . É a troca iônica que é muito importante em argilas que podem remover metais pesados. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.1 Calcular em meq/L de 6 mg/L de Mg.312 Fonte: adaptado de Hounslow. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. pois seguem esta ordem: Na+ > K+ > Mg2+ > Ca 2+ Isto significa que o sódio substitui o potássio. SAR= Na+ / [(Ca2+ + Mg2+)/2]0. Relembremos que a troca catiônica é muito importante. Altos níveis de cálcio tendem a tornar o solo alcalino.Peso molecular.5 Geralmente as concentrações são expressas em meq/L. Plantas que não gostam de águas cinzas. O índice SAR está relacionado com a condutividade elétrica CE. agapanto. O perigo começa quando SAR está entre 7 a 18 e fica grave quando SAR está entre 11 e 26. conforme Tabela (4. violetas. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.8). 4-10 . Altos níveis de magnésio tendem a tornar o solo alcalino. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial.312= 0. camélia.49 meq/L Quando o índice SAR está entre 2 a 10 indica que não há perigo do sódio.991 1 22.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.312 2 12. Plantas que não gostam muito de sódio: Jasmim e outras. etc. gardênia.04 Mg 2+ 24.

Em uma semana teremos 1litro/m2= 1mm /m2 4-11 . 1998.Figuras mostram a precipitação e evapotranspiração 4. 1998.Coeficiente da cultura Kc Tipo de plantas Kc Planta que consome muita água 0. calculado conforme Método de Penman-Monteith.3 a 0.10 .3 Exemplo 4.8 Planta que tem consumo médio de água 0.8.Valores de evapotranspiração de Guarulhos obtido pelo método de Penman-Monteith FA0.br 09/07/08 Evapotranspiração Apresentamos na Tabela (4. Evopotranspiração Mês mensal média (mm/mês) (mm/mês) (mm/semana) janeiro 140 35 fevereiro 126 32 março 130 33 abril 107 27 maio 85 21 junho 73 18 julho 81 20 agosto 104 26 setembro 108 27 outubro 130 33 novembro 139 35 dezembro 144 36 A Figura (4. Observa-se que na Flórida chove bastante quando há alta evapotranspiração e na Califórnia chove muito pouco.10) Tabela 4. Tabela 4. conforme Tabela (4.com. Figura 4.9 .6 Área para irrigação com águas cinzas A área é dada pela equação: LA= GW / (ETo x Kc) Sendo: LA= área para landscap (paisagismo) (m2) GW= estimativa de águas cinzas (mm/semana) Kc= coeficiente da cultura (adimensional). recomendado pela FAO.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 Achar a área de gramado LA que pode ser usada em uma casa que tenha 160litros/ dia das águas cinzas para o mês de janeiro na cidade de Guarulhos.9) os valores médios mensais da evapotranspiração de Guarulhos.5 a 0. Os gráficos servem de alerta para os estudos de precipitação e evapotranspiração.5 Planta que consome pouca água Menor que 0. bem como da evapotranspiração.8) mostra a diferença de histogramas de precipitações mensais da Califórnia e Flórida.Curso de esgotos Capitulo 04.

Nunca se deve armazenar águas cinzas que não tiver sido tratado. Tubos perfurados Diâmetro mínimo de 75mm Material. mas de preferência deve ser menor ou igual a 24h. Irrigação por gotejamento A irrigação por gotejamento é subsuperficial e deverá ter bico de no máximo 115μm. PEAD ou outro Comprimento máximo: 30m Espaçamento mínimo= 1. sendo considerada a conta anual de água de US$ 250.5 LA= GW / (ETo x Kc )= 11200mm/ ( 35 x 0. PVC.20m Declividade mínima do tubo= 0. podemos irrigar subsuperficialmente 63m2 de grama tipo bermuda usando as águas cinzas. 4-12 . A pressão máxima no gotejador deverá ser de 14mca e caso seja maior.25% 4. 4.200litros= 11200mm Grama tipo bermuda com coeficiente de cultura Kc= 0.000 para as águas cinzas serem usadas em bacias sanitárias.Curso de esgotos Capitulo 04. conforme Arizona.com. 0. ou seja. 1200μm devendo ser resistente contra raízes.9 Reservação das águas cinzas Geralmente os reservatórios para armazenar as águas cinzas possuem volumes que variam de 80 L até 600 L. Na Califórnia é usado reservatório sempre maior que 200L. A pressão máxima deverá ser de 28mca e os tubos deverão estar enterrado cerca de 200mm. 1999.8 Aceitação pública É sempre aconselhável a educação pública e estudar as atitudes das pessoas e dos órgãos do governo para o uso do águas cinzas. Os emissores do gotejamento deverão ter abertura de 1. 4. para uma residência.br 09/07/08 GW= 160 litros/dia x 7 dias= 11. O objetivo é obter a aceitação do processo. ou seja. Supondo-se uma economia de 19% obtém-se o pay-back em 15 anos. deverá haver um redutor de pressão. O período de detenção da água servida em reservatório deve ser sempre menor ou igual a 72h.115mm.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Deverá haver filtro com capacidade aproximada de 6m3/h.4 m3/h.2mm.5) = 63m2 Portanto. A bomba deverá ter vazão mínima de 2. o custo aproximado é de US$ 1.7 Custos Nos Estados Unidos.

mostraram que em 66% dos casos. Todos estes processos custam muito e somente é recomendado após estudos de benefício/custo. Austrália e Inglaterra.12 Uso das águas cinzas Pesquisas cujos resultados estão na Tabela (4. desinfecção e. mas apresenta problemas e não é recomendado.11 . Primeiramente pode-se querer usar as águas cinzas sem nenhum tratamento.12).12 . 4. para obter a chamada águas cinzas. Uma maneira mais simples é filtrar as águas cinzas para evitar entupimentos e usá-lo em irrigação subsuperficial. Uso da água Lavagem de roupas Bacias sanitárias Água para beber e cozinhar Rega de jardins Banheira e chuveiro Total USA 13 29 3 35 20 100 Austrália 15 19 5 35 26 100 UK 12 35 19 6 28 100 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. até o uso de osmose reversa. secundário e terciário. As águas das banheiras e chuveiros são usadas em 15% dos casos. 4.Uso da água em porcentagem nos Estados Unidos. com sucesso. Isto inclui carvão ativado.11 Uso da água Na Tabela (4. banheiro etc: 100 litros/pessoa/dia Lavagem de roupas: 60 litros/pessoa/dia.com.13 Técnicas e Tecnologias Para o uso das águas cinzas deve ser considerada a técnica e tecnologia disponível. Austrália e Inglaterra. Tabela 4. Acredito que somente em edifícios muito grandes (da ordem de 30. o custo será alto. A água da torneira da cozinha é usada em 10% dos casos. 4-13 . o que pode ser feito para uso em irrigação.Curso de esgotos Capitulo 04. Tabela 4. A água da torneira do banheiro é usada somente em 5% dos casos e o restante 4% são outros usos. mesmo assim. usa-se somente as águas da máquina de lavar roupa. O uso das águas cinzas com pequeno tratamento pode ser feito para irrigação de jardins e gramados subsuperficial.br 09/07/08 4.14 Recomendações finais O uso das águas cinzas deve ser feito com muita cautela sendo necessários estudos de benefício/custo e cuidados na utilização. que é muito usado na Califórnia.10 Volume de água para dimensionamento O código da Califórnia prevê: Primeiro quarto: 2 pessoa/quarto Para quarto adicional: 1 pessoa/quarto Chuveiro.Porcentagens das varias fontes utilizadas para o águas cinzas. Outra solução é fazer o tratamento primário.000m2 de área de construção) é que compense o tratamento completo do águas cinzas e. algumas vezes. Várias fontes de que provêem Porcentagem das casas que as águas cinzas usam águas cinzas provindo das varias fontes (%) Lavagem de roupas 66 Banheira e chuveiro 15 Torneira da cozinha (não 10 aconselhado) Torneira do banheiro 5 Outros usos 4 Total 100 Nota: o uso do águas cinzas em todos os casos foi para irrigação 4.11) temos o uso da água e porcentagem nos Estados Unidos.

4. existe um problema de odor provocado pela rápida decomposição da matéria orgânica existente. Septo difusor tipo II de polietileno para o tratamento aeróbio. A eficiência do sistema começa a partir dos 3 meses de funcionamento quando a DBO atinge a redução de 92% e.15. No tratamento anaeróbio será feito em tanques de polietileno.com. Apesar das águas cinzas ter pouca matéria orgânica. Exemplo de caso: APEX .15.15.reúso da água usando águas cinzas 4.Curso de esgotos Capitulo 04. Espera-se uma redução da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de 96%. Não há peças girantes.4 Cloração Não há legislação no Brasil sobre as águas cinzas. comparando-se ao tratamento de uma estação de lodo ativado e muito superior as fossas sépticas tradicionais que reduzem somente 35% a 60% da DBO. ou seja.15.15.00. o tempo de duração média de uma obra e toda a água que passa nos chuveiros e torneiras de lavatórios serão reaproveitadas. a água de lavagem que estamos considerando possui pequena quantidade de fezes e de urina. que apresentam menos patogênicos e 1/10 do nitrogênio de um esgoto provindo da bacia sanitária. ambas localizadas nos banheiros. Mesmo assim. Deverá haver dois tratamentos.000m2 ou que gastem mais de 100m3/dia de água não potável. daí ser necessário o tratamento. 4. 4. A grande vantagem é que a limpeza do tanque séptico é de um ano.5mg/L. considerando manutenção anual e contribuição de 50 litros/pessoa x dia. ou seja. Nos septos difusores que são de polietileno com colméia interna. no máximo. de 72h e alguns estados americanos aconselham no máximo de 24h. Com o reúso da água certamente irá diminuir a tarifa de água e esgoto a ser paga à concessionária local.2 Aspecto legal No Brasil ainda não existe norma da ABNT sobre o uso das águas cinzas. aconselhando que o armazenamento seja. Trata-se do que é chamado mundialmente das águas cinzas. c. Tanque séptico de polietileno para o tratamento anaeróbio. que poderá ser feito através de dosador automático com custo aproximado de R$1. isto é. A água dos chuveiros e lavatórios dos banheiros é encaminhada para o tanque séptico de polietileno. atinge 96%.br 09/07/08 4. sendo um anaeróbio e outro aeróbio. O projeto é elaborado conforme normas técnicas da ABNT concernentes ao tratamento de esgotos: ABNT 7229/93 e 13969/97. A cloração é feita no reservatório enterrado após o efluente sair dos septos-difusores. mesmo assim aconselha-se fazer a cloração da água do reúso com o mínimo de 0. Não há motor.1 Introdução O objetivo da APEX é o reúso dps esgotos sanitários para uso não doméstico. O reúso das águas cinzas será usado somente para descargas em bacias sanitárias. fáceis de serem instalados e reaproveitáveis.15. Serão reaproveitadas as águas de lavagem do corpo humano.5 Proposta Consideramos que a APEX se utiliza dos seguintes índices: • 1 vaso sanitário para cada 20 pessoas • 1 chuveiro para cada 10 pessoas O dimensionamento foi de canteiro de obras de 10 pessoas até 140 pessoas e foram usadas as normas da ABNT já citadas. No Japão é usado somente para prédios com mais de 30.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. a partir de 4 meses. Propomos a construção modular de Tanque Séptico + Septos difusores na seqüência: a. realiza-se o tratamento aeróbio. Nos Estados Unidos o uso do águas cinzas é para irrigação subsuperficial. b. para água não potável para os canteiros de obras em todo o Brasil. A solução proposta é o tratamento completo das águas cinzas para ser usada em bacias sanitárias. 4-14 .500. No tanque séptico realiza-se o tratamento anaeróbio e depois o efluente vai para os septos difusores. a água de banho e de lavagem das mãos. 4.3 Solução técnica O uso das águas cinzas sem tratamento não é possível.

tipo Nauger. No reservatório inferior deverá ser feita a cloração de. O sistema de bombeamento deverá ser automatizado com sistema de ligadesliga. rega de jardins ou lavagem de formas. no mínimo.14) e (4.44m de polietileno (para água não potável) e gorduras Custo do Tanque Séptico Polietileno (litros) R$ (litros) 1500 553 315 2000 708 500 3000 1150 1000 4000 1639 1500 5000 1892 2000 6000 2385 3000 7000 2770 5000 8000 2962 7500 10000 Data base: 8 de dezembro de 2003 Material Polietileno Material Tipo R$ (litros) R$ R$ 116 100 142 Tipo I 235. conforme Tabela (4.13).br 09/07/08 d. Tabela 4. O custo médio do metro cúbico de água tratada é de R$ 0. 4.15) estão os tanques sépticos e septos difusores em função do número de bacias sanitárias e número de chuveiros.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda com telefone 4611-1379 ou 4611. Neste reservatório inferior deverá haver uma canalização de. bem como os volumes dos reservatórios inferiores e superiores necessários. e. para encaminhamento da água de reúso para o reservatório superior ou outro destino como lavagem de pátio.5mg/L. Após esse tratamento o efluente vai para um.15. A mão de obra para instalação é de cerca de 30% a 40% do custo do material e.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00 229 500 356 465 637 946 1328 1949 2260 Resultado final Na Tabela (4. O destino da extravazão será a rede coletora de esgoto sanitário público existente. extravazão.13 .2167 e http://www.00 144 250 180 Tipo II 1050. a mão de obra para retirada é de aproximadamente 20%.00m x H=0.br Septo difusor Tanque séptico Caixas d água Caixas L=1. no mínimo.com. g. Elaboramos quatro grupos de bacias sanitárias e chuveiros para facilitar o dimensionamento.81/m3. reservatório enterrado de polietileno de onde a água de reúso será encaminhada por bombeamento para o reservatório superior de água não potável para abastecer as bacias sanitárias.com. 4-15 . f. O prazo de duração dos materiais é de 20 anos. 100mm para funcionar como overflow.20m x W= 1.6 Custos O custo fornecido é de data de 8 de dezembro de 2003.Curso de esgotos Capitulo 04. ou seja.kneplast. 0.Custos dos materiais fornecido pela firma Rotogine. Ainda no reservatório inferior será instalada bomba simples.

Tanques sépticos e número de septos difusores em função do número de bacias sanitárias e chuveiros.br 09/07/08 Tabela 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.15.continuação. Reservatórios de água não potável Inferior (litros) 500 500 500 1000 1000 1000 1000 1500 1500 1500 1500 2000 2000 2000 superior (litros) 500 500 500 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1500 1500 1500 Volume de água não potável disponível Bacia Sanitária (litros/dia) 300 600 900 1200 1500 1800 2100 2400 2700 3000 3300 3600 3900 4200 Outros fins (litros/dia) 1395 1710 2065 2240 2550 2620 2890 2840 3070 2850 3035 2740 2885 3030 4-16 .14 . Bacias Sanitárias Chuveiros Número de pessoas Tanque Séptico (anaeróbio) (litros) 2000 3000 4000 4000 5000 5000 6000 6000 6000 6000 7000 7000 7000 8000 Septo difusor Tipo II (aeróbio) 2 2 2 4 4 4 4 6 6 6 6 8 8 8 4 4 4 8 8 8 8 12 12 12 12 14 14 14 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 2 2 2 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 Tabela 4.Tanques sépticos e número de septos difusores em função do número de bacias sanitárias e chuveiros.Curso de esgotos Capitulo 04.

00 20. tubulações.385.Curso de esgotos Capitulo 04. Tabela 4.81/m 3 2.65 R$ 0.040.022. sistema liga-desliga e timer Dosador automático de cloro Volume diário = 4.00 1 3 1 1 Verba Verba 4-17 .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.00 1.55 8.Custo médio para canteiro de 70 pessoas Canteiro de obras para 70 pessoas Material Quantidade R$ Tanque séptico de polietileno 6000 litros Septo difusor Tipo II Reservatório inferior polietileno 1000 litros Reservatório superior polietileno 1000 litros Bomba.00 229.99m3/dia Numero de dias no ano= Volume anual recuperado(m3)= Custo total (R$)= Juros anuais =8% ao ano Número de anos = 20 Amortização anual (R$)= Custo do reúso 5 365 1825 10.00 1.050.00 229.16 .br 09/07/08 A Tabela (4.17) apresenta o custo médio de canteiro.16) e (4.

15 80.00 229.55 Total Material Mão de obra Material +mão de obra 4-18 .50 309.385.continuação.Curso de esgotos Capitulo 04.219.252.00 1.00 R$ 834.15 309.50 80.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00 229.00 3.252.Custo médio para canteiro de 70 pessoas Total Material Mão de obra Material +mão de obra R$ 2.75 4.500.00 229.br 09/07/08 Tabela 4.00 229.00 Total= 10.75 4.17.102.15 309.385.040.75 1.15 450.15 10.500.040.00 Total= R$ 2.00 3.50 309.102.55 R$ 3.150.15 450.150.15 80.com.15 R$ 3.75 1.00 1.219.00 R$ 834.50 80.

Recomenda-se cautela em aplicação de águas cinzas em descargas em bacias sanitárias tendo em vista a falta de norma da ABNT e de responsabilidade técnica de operação e manutenção do sistema de águas cinzas e o quem será o profissional do CREA que colocará a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).br 09/07/08 4.com.16 Problemas com as águas cinzas.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 04. O maior problema das águas cinzas é que não há normas técnicas brasileiras a respeito e normalmente se adotam soluções cujos resultados não baseados em pesquisas feitas no Brasil. 4-19 .

ARTHUR W.htm -http://www. -http://www. Departamento Nacional de Produção Mineral em convênio com ABAS.net/faq/sbebmudgwstudy. Geoquímica e contaminação de águas subterrâneas. -MESTRINHO. SUELY S. 397páginas.Associação -ROTOGINE.br 09/07/08 4.org/águas cinzas/contents.org/ -MANCUSO. 1995 ISBN 087371-676-0.17 Bibliografia e livros recomendados -HOUNSLOW.oasisdesign.com. Universidade de São Paulo.11) in -http://www. Reúso de Água.csbe. Water quality data. PACHECO.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.oasisdesign.htm 4-20 .br -TEXAS CHAPTER 310 RULES: e310.net/faq/SBebmudGWstudy.htm -http://www. Ministério de Minas e Energia. 2003.analysis and interpretation.com. PEDRO CAETANO SANCHES ET AL.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda. Lewis publishers. www.watercasa.Curso de esgotos Capitulo 04.kneplast. ISBN 85204-1450-8.

5-1 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.com.Curso de esgotos Capitulo 05.br Capítulo 05 Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.

que é chamado de déficit crítico de oxigênio.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. As variáveis mais importantes usadas no balanço de oxigênio podem ser mostradas esquematicamente conforme Figura (5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1.Curso de esgotos Capitulo 05.2): Reaeração Oxidação de carbonáceos (DBO) Oxidação do nitrogênio Fotossíntese Respiração Demanda de oxigênio pelo sedimento Oxigenação devido a presença de barramentos no curso de água 5-2 . São geralmente contínuos embora variem as vezes de quantidade e são provenientes de uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) ou de uma indústria poluente.com. 2000 Em 1925 foi deduzida a equação de Streeter.1) se vê uma estação de tratamento de esgotos lançando os efluentes num rio cujo oxigênio dissolvido estava próximo da saturação. 5. começa a prevalecer o oxigênio fornecido pela aeração e o rio vai se recompondo de oxigênio até chegar ao estado inicial. Depois. dai ser necessário prever o que vai acontecer e as medidas que devem serem tomadas. Iremos apresentar uma equação global que torna a equação de Streeter-Phelps um caso particular de somente duas variáveis. A poluição difusa conforme a gravidade do problema deverá fazer parte da análise da qualidade das águas dos rios e corregos.1 Introdução Há duas categorias possiveis de fontes de poluição: Pontual Difusa Vamos estudar somente a poluição pontual com lançamento discreto e que pode ser medido e quantificado. No começo o consumo de oxigênio é maior que o fornecimento de oxigênio pela aeração e o oxigênio dissolvido vai dimimnuindo até um limite crítico. Figura 5.Phelps para fazer um modelo de demanda de oxigênio (OD) para o rio Ohio nos Estados Unidos que avalia o consumo de oxigênio dissolvido relativa a DBO e a aeração ao longo do rio.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Após o lançamento vai havendo um decréscimo de oxigênio dissolvido devido ao consumo do oxigênio devido a DBO até chegar um ponto mínimo. O lançamento pontual de esgotos em cursos de água afetam a qualidade dos mesmos. Na Figura (5.br Capitulo 05.Curso de água que recebe efluentes Fonte: Aisse. Tudo isto é o que chamamos autodepuração dos cursos de água. Ao mesmo templo sempre existe a aeração que vai fornecendo oxigênio à agua.

Os softwares podem fazer os cálculos por trechos. Nitrogênio orgânico 5-3 . Os peixes para sobreviverem necessitam de no mínimo 2mg/L de oxigênio dissolvido (OD). 2000 e SISBAHIA (SIstema de base hidrodinâmico ambiental).br Figura 5.com.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 1966 O Banco Mundial em 1998 estabeleceu dois objetivos: Estabelecer prioridades para reduzir as demandas existentes de esgotos sanitários Prever os impactos para as novas descargas.2. o Simox II do Centro Panamericano de Engenharia Sanitaria e Ambiental CEPIS/OPS citado por Aisse. CE-QUAL-RIV1.Variáveis importantes para o oxigênio dissolvido em cursos de água Azevedo Neto. Temperatura 3. Oxigênio dissolvido 2. HEC-5Q e SIMOX (I. 50m. O programa mais usado no mundo é o Qual2e que pode usar 15 constituintes da qualidade da água de maneira geral ou combinados: 1.Curso de esgotos Capitulo 05.1) Tabela 5.1966 destacou três problemas básicos conforme Tabela (5. 2006. Algas 4. II e III) da OPAS e CEPIS. 2005 conforme Ferreira et al. 5. WASP. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.2 Softwares Podemos usar uma planilha Excel ou usar programas gratuitos como o Qual2e.1.Tipo de problemas em balanço de oxigênio dissolvido em rios Problemas Tipo de problemas Determinação da curva da depressão do oxigênio ao longo do rio I Grau de tratamento de esgoto requerido para evitar problemas de oxigênio dissolvido OD II III Determinar a população máxima cujos despejos poderão ser recebidos em um curso de água. Fonte: adaptado de Azevedo Neto. como por exemplo. QUAL2E 1987 (USEPA atual QUAL2K). mas mundialmente é aceito que o OD mínimo deve ser 4mg/L ou 5mg/L. Segundo o Banco Mundial existem os seguintes softwares: WQAM.

Disco de Secchi Fonte: Lampanelli. 8.3 Classificação do estado trófico Na Tabela (5. 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com. 1993 são apresentadas as seguintes relações que serão úteis nos cálculos: Vazão no rio: Qx Descarga de esgotos: QD 5-4 .Classificação do estado trófico Estado trófico Oligotrófico Mesotrófico Eutrófico >20 μg/L >10 μg/L <2m <1% Fósforo total (μg/L) <10 μg/L Entre 10 μg/L/ e 20 μg/L Clorofila-a (μg/L Chl-a) <4 μg/L Entre 4 μg/L a 10 μg/L Profundidade no disco de Secchi (m) <4m Entre 2m a 4m Oxigênio do hypoliminio em % de >80% Entre 10% a 80% saturação Fonte: http://www. 9.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 6. 7.Observar que o oxigênio dissolvido está em porcentagem do oxigênio dissolvido de saturação que é usual esta forma de apresentação.pdf 5. 10. Figura 5. Na Figura (5.br 5.epa.2.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR. Amônia Nitrito Nitrato Fósforo orgânico Fósforo dissolvido Coliformes Constituintes não conservativos (arbitrário) Três constituintes conservativos.3. Trataremos neste capítulo somente de lançamento de efluentes em córregos e rios.4 Lançamento dos efluentes A análise simplificada da qualidade podem ser em: Córregos e rios Lagos e reservatórios Estuários Mar. Variavel Tabela 5.3) temos o disco de Secchi que é muito usado. 12.5 Cálculo de Lo após a mistura com o despejo Conforme Metcalf e Eddy.2) apresentamos uma classificação do estado trófico. 11.Curso de esgotos Capitulo 05. 2004 5.

oxigênio dissolvido igual a 6. descarrega suas água em um rio de vazão igual a 45 L/s.0 + 113400x 0) / 846936 = 7.400m3/dia= QD DBO= 200mg/L OD= 0. concentração de oxigênio dissolvido igual a 32 mg/L e temperatura de 26ºC. DBO igual a 5mg/L. DD) / Q Exemplo 5.0mg/L Temperatura= 15ºC Parâmetros dos esgotos lançados no rio Volume diário= 113.0mg/L Temperatura= 20ºC A vazão total Q= Qx + QD = 733. Parâmetros do rio: Volume diário= 733.7ºC Calculemos o Oxigênio Dissolvido da mistura OD Lo= (Qx . Lx + QD . LD) / Q Lo= (733536x1.6mg/L =DBO da mistura Vamos calcular a temperatura da mistura: Lo= ( Qx .5mg/L ODmistura = (Qrio x ODrio + Qcórrego x ODcórrego) / ( Qrio + Qcórrego) ODmistura = (45 x 6. LD) / Q O déficit de oxigênio Do da mistura é calculado da seguinte maneira. 2006 apresentam as seguintes relações para as misturas:DBO.br A vazão Q é a soma das duas: Q= Qx + QD A DBO do curso de água é Lx e a dos esgotos é LD e a DBO da mistura Lo será: Lo= (Qx . Do= (Qx . Dx +QD .1 Seja um rio onde é lançado efluentes de esgotos tratados. 2006) Dado um rio poluído com vazão de 5 L/s. LD) / Q t= (733536 x 15 + 113400x 20) / 846936 = 15. OD e Temperatura: Para o cálculo da DBO da mistura: DB0mistura = (Qrio x DB0rio + Qcórrego x DB0corrego) / (Qrio + Qcorrego) Para o cÁlculo do oxigênio dissolvido da mistura: ODmistura = (Qrio x ODrio + Qcorrego x ODcorrego) / (Qrio + Qcorrego) Para a temperatura da mistura: Tmistura = (Qrio x Trio + Qcorrego x Tcorrego) / (Qrio + Qcorrego) Exemplo 5. quais as características das águas do rio neste ponto? DB0mistura = (Qrio x DB0rio + Qcórrego x DB0córego) / ( Qrio + Qcórrego) DB0mistura = ( 45 x 5 + 5x 50) / ( 45 + 5)= 9.0 + 113400x200) / 846936 =27.05mg/L Tmistura = (Qrio x Trio + Qcórrego x Tcórrego) / (Qrio + Qcórrego) Tmistura = (45 x 20 + 5 x 26) / (45 + 5)=20. Lx + QD . LD) / Q OD= (733536 x 9.8 mg/L Piveli e Kato.400= 846.536m3/dia= Qx DBO= 1mg/L OD= 9.Curso de esgotos Capitulo 05.com.6ºC 5-5 . DBO igual a 50mg/L.5 + 5 x 2) / ( 45+5)=6.5mg/L e temperatura de 20ºC.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.936m3 Vamos agora calcular a DBO da mistura e que denominaremos Lo Lo= (Qx . Supondo-se que a 50m a jusante a mistura já tenha sido completada.536 + 113.2 (Pivelli e Kato. Lx + QD . Lx + QD . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

utilizando-se dados de população.10 com sete dias consecutivas e período de retorno de 10anos. A vazão de esgotos é obtida através dos procedimentos convencionais. justifica-se uma campanha de amostragem. .10 A vazão Q usada é a conhecida vazão ecológica também chamada de Q7.1735 x 10-6 (pH)mistura= . A vazão Q7. OD pode ser adotado.10 Oxigênio dissolvido no rio.3 Seja uma cidade que tem uma Estação de Tratamento de Água que produz vazão de 20 L/s e o pH da água pH=8. É um importante indicador para ver a existência da vida aquática. a montante do lançamento O teor de oxigênio dissolvido em um curso d'água.7 Vazão Q7. 1996 a vazão de esgotos considerada em estudos de autodepuração é usualmente a vazão média.8 Oxigênio dissolvido O oxigênio dissolvido (OD) é encontrado em bolhas microscópicas de oxigênio que ficam misturadas na água e que ficam entre as moléculas. o OD do esgoto bruto como zero. Efluentes de tratamento primário podem ser admitidos como tendo OD igual a zero. por segurança. como 80 a 90% do valor de saturação de oxigênio conforme Sperling. 1996.10 é usada como a vazão mínima nos projetos de avaliação das cargas poluidoras. Para a criação de peixes o ideal é OD entre 7mg/L a 9mg/L. face à DBO remanescente do tratamento.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.9 Vazão de esgotos Conforme Sperling.com. este oxigênio poderá vir a ser consumido. Achar o pH da mistura? Lembremos que o pH= . O oxigênio é removido da água pela respiração e decomposição da matéria orgânica e medido em mg/L. . nos cálculos de autodepuração. de forma a incluir os principais focos poluidores.Lagoas facultativas. ou mesmo que os estudos de autodepuração se estendam para montante.Tratamento primário.br 5. as seguintes considerações podem ser efetuadas: . Existe ainda um poço tubular profundo com vazão de 5 L/s e pH=9.log(0. em torno de 5 a 6 mg/l face à produção de oxigênio puro pelas algas. 5. 5-6 . Efluentes de lagoas facultativas podem apresentar teores médios de OD elevados. Caso não seja possível coletar amostras de água neste ponto. pode-se estimar a concentração de OD em função do grau de poluição aproximado do curso d'água. Efluentes desses sistemas sofrem uma certa aeração nos vertedores de saída dos decantadores secundários.0. a montante do lançamento dos despejos. Efluentes de processos anaeróbios de tratamento possuem também um OD igual a zero. podendo o OD subir a 2 mg/l ou mais. 5. Exemplo 5. sem coeficientes para a hora e o dia de menor consumo. implicando em um elevado consumo de oxigênio pelos microrganismos decompositores. A maioria dos peixes não sobrevive quando a quantidade de OD< 3mg/L.Lodos ativados e filtros biológicos.1735 x 10-6)= 6.6 Mistura de diversas águas com pH Vamos seguir o exemplo dado por Piveli e Kato. adota-se usualmente. os teores de oxigênio dissolvido são normalmente nulos ou próximos a zero. 5. 1996 nos esgotos. . é um produto das atividades na bacia hidrográfica a montante.Tratamento anaeróbio. infiltração.10 Oxigênio dissolvido no esgoto Conforme Sperling. Metcalf & Eddy adotam 90% do valor da saturação. contribuição específica (no caso de despejos industriais) etc.0 e uma fonte de água que é clorada e tem vazão de 5 L/s e pH=6. Assim. Caso o curso d'água já se apresente bem poluído a montante. contribuição per capita. 5.Curso de esgotos Capitulo 05.log (H+) e que (H+)= 10 –pH (H+)mistura = ( Qeta x (H+)eta + Qpoço x (H+)poço + Qfonte x (H+)fonte / ( Qeta + Qpoço+Qfonte) (H+)mistura = ( 20 x 10-8 + 5 x 10-9+ 5 x 10-6 / ( 20+5+5) = 0. Isto se deve à grande quantidade de matéria orgânica presente. 2006. O oxigênio entra na água por absorção diretamente da atmosfera ou pelas plantas aquáticas e pela fotossíntese das algas. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Se o emissário de lançamento final for longo.0. Em tal situação.76 5. Caso o esgoto seja tratado. o valor de OD será bem inferior ao teor de saturação. Se este apresentar poucos indícios de poluição.

Para o caso de runoff 3mg/L. Dica: caso não tenhamos dados sobre DBO podemos adotar DBO entre 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Pode-se estimar também a DBO dos esgotos domésticos através da divisão entre a carga de DBO (kgDBO/d) e a vazão de esgotos (m3/d).11 DBO5 do esgoto A concentração da DBO5 dos esgotos domésticos brutos tem um valor médio da ordem de 250-350 mg/l (mg/l= g/m3). Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 05.br Dica: quando não temos dados podemos adotar para o rio 80% a 90% da saturação de oxigênio dissolvido. 5.0mg/L em rios. 1984 a transformação para se obter oxigênio: 5-7 . Dica: quando não se tem dados podemos supor que DO= 1mg/L no runoff.com.5mg/L a 3. Demanda total diária e por habitante Conforme Dacach.

Eficiências típicas de diversos sistemas na remoção da DBO Sistema de tratamento Eficiência na remoção de DBO (%) Tratamento primário 35 – 40 Lagoa facultativa 70 – 85 Lagoa anaeróbia-lagoa facultativa 70 – 90 Lagoa aerada facultativa 70 – 90 Lagoa aerada de mistura completa-lagoa de decantação 70 – 90 Lodos ativados convencional 85 – 93 Aeração prolongada 93 – 98 Filtro biológico (baixa carga) 85 – 93 Filtro biológico (alta carga) 80 – 90 Biodisco 85 – 93 Reator anaeróbio de manta de lodo 60 – 80 Fossa séptica-filtro anaeróbio 70 – 90 Infiltração lenta no solo 94 – 99 Infiltração rápida no solo 86 – 98 Infiltração subsuperficial no solo 90 – 98 Escoamento superficial no solo 85 – 95 5-8 . Tabela 5.000 m3/dia x 300mg/L= 3.3. Caso haja despejos industriais significativos. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 05.3) apresenta faixas típicas de remoção da DBO de diversos sistemas de tratamento de esgotos predominantemente domésticos. 1084 a população equivalente pode ser definida como: Pe= Di / Dh Sendo: Pe= população equivalente ao esgoto de uma indústria.000g/dia Dh= Dt / P Dh= 3.com.000g/dia / 50. por exemplo (hab) Di= demanda diária (g) Dh= demanda de oxigênio devido a DBO adotada como mínimo como por exemplo 54g/hab x dia. como as do ramo alimentício.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. estes devem ser incluídos no cálculo. Tais valores podem ser obtidos por meio de amostragem ou através de dados de literatura. principalmente aqueles oriundos de indústrias com elevada carga orgânica no efluente.br Dt= V x DBO Sendo: V= volume de produção diário de esgoto (m3/dia) DBO= demanda (mg/L=g/m3) Dt= demanda diária de oxigênio (g) Dh= Dt / P Sendo: Dh=demanda de oxigênio por habitante (g) P= população habitantes Exemplo 5.000hab= 60g/habitante por dia A norma da ABNT NB 570/1990 para projeto de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários admite 54g/hab x dia de DBO para projetos quando não se tem dados. Admitir Dh= 54 g/hab x dia Pe= Di / Dh Pe= 140000 / 54 = 2593hab.5 Calcular a população equivalente a uma indústria cuja demanda diária seja de 140. Calcular a produção diária de oxigênio consumido pela DBO se o volume V= 10.000m3/dia Dt= V x DBO 300mg/L= 300 g/m3 Dt= 10. População equivalente Ainda segundo Dacach.000. A Tabela (5. Exemplo 5.000g de oxigênio.000.4 Seja uma cidade com P=50 mil habitantes e DBO de 300mg/L.

0 º C Cor 138 Turbidez 121 Oxigênio Dissolvido (OD) 3. Klein.com. Tabela 5. a qualidade que os esgotos devem possuir ao serem lançados no corpo receptor) Padrão do corpo receptor (qualidade da água a ser mantida no corpo receptor.7 mg/L DBO filtrada 41. a montante do lançamento A DBO5 no rio.82mg/L Nitratos 0. Tabela 5.br 5.87 mg/L DBO normal 68.1962 in Sperling propõe a classificação apresentada na Tabela (5.085mg/L Nitritos 0. Nestas condições têm-se os seguintes padrões a serem satisfeitos: • • Padrão de lançamento (padrão de emissão.4) na ausência de dados específicos.4 mg/L Nitrogenio amoniacal 13.60mg/L NMP coliformes 924 x 103 /100mL Sólidos totais 402 mg/L Sólidos solúveis 284 mg/L Sólidos suspensos 113mg/L Sólidos sedimentáveis 8 ml/L Sólidos voláteis totais 261mg/L Sólidos suspensos voláteis 127mg/L Sólidos solúveis voláteis 133mg/L Fonte: Benoit.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. ou seja. a montante do lançamento.56 Alcalinidade total 135.4.7mg/L o que é bastante alto. São aqui também válidas as considerações sobre campanhas de amostragem e a inclusão dos focos poluidores de montante conforme Sperling. o efluente em DBO ainda tem 68.5. sendo uma anaeróbia e outra aeróbica.Curso de esgotos Capitulo 05. Apesar da boa redução de DBO. é função dos despejos lançados ao longo do percurso até o ponto em questão.5) apresentamos análise dos efluentes de duas lagoas de São José dos Campos.9 º C Temperatura da água 15. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Valores de DBO5 em função das características do curso d'água Condição do rio Bastante limpo Limpo Razoavelmente limpo Duvidoso Ruim DBO5 do rio (mg/l) 1 2 3 5 >10 Na Tabela (5.4 mg/L pH 7.13 Legislação As recomendações mais recentes brasileiras estão na Resolução Conama nº 357 /2005 que classifica os rios em classes estabelecendo limites mínimos e máximos.Efluentes das lagoas anaerobia e aerobia de São José dos Campos de 1963 Determinações Valores médios do efluente tratato Temperatura ambiente 24. em função de sua classe) 5-9 .0070mg/L Cloretos 45.12 DBO5 no rio. 1964 5. 1996.58mg/L Nitrogenio orgânico 0.

determina que os efluentes de qualquer fonte poluidora não poderão conferir ao corpo receptor características em desacordo com o enquadramento do mesmo.br Para os parâmetros analisados no presente estudo. num período de até 5 semanas consecutivas.Oxigênio Dissolvido (OD).14 Diferenças entre DBO e CDBO A DBO é basicamente a quantidade de oxigênio dissolvido necessária pelas bactérias durante a estabilização da decomposição da matéria orgânica em condições aeróbicas conforme Dezuane. Grau de Tratamento Requerido Para a disposição superficial do esgoto tratado no rio Baquirivu-Guaçu.000 o limite para os de origem fecal. ou seja. substâncias que comuniquem gosto ou odor. A DBO é tipicamente dividida em duas partes: demanda por oxigênio devido aos carbonáceos CBDO e outra demanda por oxigênio devido a nitrogênio NDBO O CDBO (Demanda bioquímica de oxigênio devido ao carbonáceo) é o resultado da quebra de moléculas orgânicas como a celulose e açúcar em dióxido de carbono e água. 20ºC no máximo de 60 mg/l. 5-10 . A Resolução Conama 357/05 é mais recente e mais restritiva e deverá ser obedecida verificando-se que em rios de Classe 3 o oxigênio dissolvido deverá sempre ser ≥ 4mg/L e que a DBO deverá ser ≤10mg/L. III . De acordo com o Decreto do Estado de São Paulo n. II . na Classificação das Águas. 1997. A seção II – Dos Padrões de Emissão. o rio Baquirivu-Guaçu está enquadrado como corpo de água pertencente à Classe 3.Virtualmente ausentes: . DBO = CDBO + NDBO Se medirmos a DBO e CDBO podemos achar NDBO= DBO-CDBO A conversão da amônia em nitrato requer quatro vezes mais oxigênio do que a conversão da mesma quantidade de açúcar para formar o dióxido de carbono e água. A DBO é um pouco maior que a CDBO e geralmente é medido nas águas de esgotos lançados nos cursos de água. O CDBO é usado em estudos de analise da qualidade de água em rios. que prejudiquem sua qualidade pela alteração dos seguintes parâmetros ou valores: I . IV .468/76.substâncias solúveis em n-hexana. Depois que é quebrada a molécula de nitrogênio forma-se usualmente a amônia que rapidamente é convertida em nitrato no meio ambiente.Número Mais Provável (NMP) de coliforme até 20. . mesmo tratados.Curso de esgotos Capitulo 05.755/77. à preservação de peixes em geral e de outros elementos da fauna e da flora e dessedentação de animais e por isso requer tratamento a nível secundário. 20ºC do despejo. águas destinadas ao abastecimento doméstico após tratamento convencional. Por meio do Decreto do Estado de São Paulo nº 8.com. tem-se: Padrão do corpo d’água (Classe 3): • concentração de DBO ≤ 10 mg/l • concentração de OD ≥ 4 mg/l Vamos nos referir ao rio Baquirivú-Guaçu existente em Guarulhos município de São Paulo para efeito de aplicação dos conceitos das leis federais e estaduais.materiais flutuantes. em 100 ml. em qualquer amostra. para 80% de pelo menos 5 amostras colhidas. nas coleções de água desde que obedeçam as condições estabelecidas por índices máximos de vários parâmetros. a 20ºC em qualquer amostra. sendo 4.Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) em 5 dias.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. dos quais se destaca para o presente caso a DBO: -DBO5 dias. Como temos a DBO5 temos também a CDBO5dias para a demanda carbonácea de oxigênio. Artigo 18. não inferior a 4 mg/l. Proteínas contem açúcar ligado ao nitrogênio. inclusive espumas não naturais. direta ou indiretamente. até 10mg/l. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 5. em no mínimo 80%. e somente poderão ser lançados. Este limite somente poderá ser ultrapassado no caso de efluentes de sistema de tratamento de águas residuárias que reduza a carga poluidora em termos de DBO 5 dias. nas águas de Classe 3 não poderão ser lançados efluentes. a qualidade do efluente não deve modificar a classificação do curso de água.000. A demanda de oxigênio devido ao nitrogênio NDBO é o resultado da quebra de proteínas.º 10.

K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) KN= coeficiente de consumo de oxigênio pelo nitrogênio (/dia) Ks= coeficiente de consumo de oxigênio pelo lodo depositado no fundo de rio ou lago (/dia) H= profundidade média do rio (m) pa= oxigênio devido a fotossíntese das algas (mg O2/L /dia) R= consumo de oxigênio pelas algas (/dia) Lo= valor inicial da DBO (mg/L) LoN= valor inicial de oxigênio consumido devido ao nitrato numa temperatura determinada t= tempo decorrido em dias Com esta equação poderemos montar um planilha eletrônica tipo Excel onde obteremos o valor máximo do déficit de oxigênio que estará a uma certa distância = velocidade média x tempo em dias. Os primeiros estudos sobre oxigênio dissolvido começaram na Inglaterra em 1870 e nos Estados Unidos em 1912.030 ambientes lênticos 2 ≤5 <0..Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. A clássica equação de Streeter-Phelps.com.15 Teoria A equação básica para o balanço de oxigênio em um curso de água baseda nos estudos de Thomann e Muller.R – Ks/H)/K2 5-11 . 1966 Condições extremas de verão 25º C Condicões extremas de inverno 15º C Condições médias 20º C Plínio Tomaz 2007 32º C 13º C 20º C 5.4) onde podemos ver o máximo déficit de oxigênio Dc quando somente usamos duas variáveis: DBO e aeração. D= Do x e –K2 x t + +{ [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo + +{ [KN / (K2-KN)] x (e –KN x t – e –K2 x t) }x LoN . Em 1987 Thomann e Muller lançaram o livro Principles of surface water quality modeling and control que é um State of Art do assunto.7. Dois grandes pesquisadores são Thomann em 1963 e Muller em 1984. 1966 e Tabela (5. 1989 que foi obtida através da equação de Streeter-Phelps feita em 1925.14 Temperatura Geralmente os estudos são feitos para três temperaturas conforme Azevedo Neto..Curso de esgotos Capitulo 05.Temperaturas de estudos Faixa para estudo Temperatura Azevedo Neto.(1 – e –K2 x t) x ( pa.7). Tabela 5.050 outros ≥5 3 4 Fonte: adaptado da Resolução Conama 357/05 ≥4 ≥2 ≤10 Não citado 5.Resolução Conama 357/2005 aplicado a rios e lagos Classe do rio OD DBO Clorofila-a (mg/L) (mg/L) μg/L 1 ≤3 <10 ≥6 <0.br Tabela 5. Sendo: D=déficit de oxigênio (mg/L) = Cs – C Cs= concentraçao de oxigênio de saturação na água numa determinada altitude e numa determinada temperatura (mg/L) C= concentração numa determinada temperatura (mg/L) e= número e= 2.718.6. bastante conhecida fica: D= Do x e –K2 x t + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo A representação gráfica da mesma está na Figura (5.

br Figura 5. É o maior déficit que ocorre no tempo tc em dias.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. É a DBO antes da contagem dos 5 dias. Após 5 dias teremos a DBO5. O valor máximo de Dc será: Dc= (K1/K2) x Lo x e –K1 x tc Sendo: Dc= déficit crítico de oxigênio (mg/L). K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) tc= tempo crítico (dias) 5-12 . Após 5 dias teremos a DBO5. Fonte: Leme. ou seja. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. É a DBO antes da contagem dos 5 dias. o déficit crítico de oxigênio Dc (dia) K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) Do=é o déficit de oxigênio no início (mg/L) Ln= logaritimo neperiano Lo= valor inicial da DB0 (mg/L).com. 1977 Os valores obtidos conforme Metcalf e Eddy.Representação gráfica da Equação de Streeter-Phelps. 1993 são: tc= (1 / (K2 – K1)) x ln ((K2/K1) x (1-Do x (K2-K1)/(K1 x Lo)) Sendo: tc= tempo onde ocorre o máximo déficit de oxigênio.4.Curso de esgotos Capitulo 05. Lo= valor inicial da DB0 (mg/L).

1993 in Maidment: K1= 1. O coeficiente de desoxigenação da DBO K1=0.0m e velocidade média de 0.2 x 2.5 K2= 3. Quando os esgotos forem mais depurados.1 – 7.1mg/L.5 / 3.0 1. maior é a oxidação e portanto maior deve ser o K1 adotado.10 A vazão Q usada é a conhecida vazão ecológica também chamada de Q7.303.8) apresenta alguns valores de K1 na base “e”.9mg/L DO=7.1mg/L Portanto em 2.303 5-13 .5 x (0. O oxigênio de saturação do local é 9.41-0. 3. O K1 geralmente é na base “e” mas caso tenhamos K1 na base 10 e queremos passar para a base “e” basta multiplicar por 2.6= 1.5= 0. então menores serão os coeficientes K1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.2/dia.5 / H 1.2 x 10.Curva do déficit de oxigênio Fonte: Urias et al.49 Sendo: Q= vazão do rio (m3/s)= Q7. Vamos usar o metodo de Streeter-Phelps Do= 9.9 x e –0.67dias Dc= (K1/K2) x Lo x e –K1 x tc Dc= (0. Esclarecemos o porque da base “e” pois usou-se há tempos a base 10 dos logaritmos na teoria geral do déficit de oxigênio dissolvido.41/0. 5.Curso de esgotos Capitulo 05.41) x 10.br Figura 5.67dias o déficit de oxigênio no rio será o maio possível.67= 3.com.0/dia sendo um valor típico K1=0. Pela experiência foi provado que quando o lançamento de esgotos for mais poluentes.41/dia tc= (1 / (K2 – K1)) x ln ((K2/K1) x (1-Do x (K2-K1)/(K1 x Lo)) tc= (1 / (0. O rio tem profundidade média de 3.6mg/L.2/0. 2006 Exemplo 5. Pode ser obtido de equações empíricas citado por Huber. A Tabela (5. isto é.1/dia a 4.3 0.9)) = 2.2) x (1-1.2)) x ln ((0.10 com sete dias consecutivas e período de retorno de 10anos.2)/(0.9 x 0. K1 base e= K1 base 10 x 2.3m/s.2/dia.6 Calcular o oxigênio dissolvido a 20ºC em um rio que tem DBO=Lo=10.89 / Q 0.16 Coeficiente de oxidação K1 da DBO O coeficiente de oxidação ou desoxigenação denominado K1 varia de 0.5mg/L A constante de rearação K2 pode ser obtida de: K2= 3.1mg/L.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.41 –0.5.9 x v 0.

4m K1= 0.89 / 8. As fezes de animais. KN. 5-14 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.07 (1. pois o nitrato é reduzido a nitrito na corrente sanguínea.49 =0.1) Bowie et al demand) Decaimento de bactérias KB 1. Proteínas (nitrogênio orgânico) + Bactérias -> NH3 A amônia com ações de bactérias denominadas nitrosomonas se transformam em nitrito e em presença de bactérias denominadas nitrobactérias se transformam em nitrato. tornando o sangue azul conforme Piveli e Kato.085 (1.9. Tabela 5. et al 1994.8).49 K1= 1.2 a 0.5 Tratamento melhor que secundário 0.4m K1= 0.44 / 2 0.434 quando 0 < H <2. KB.66/dia Thomann e Mueller apresentaram a seguinte relação que adaptada para unidades SI ficam: K1= 0.br Tabela 5. K1= K1 x θ (temperatura–20) K2= K2 x θ (temperatura–20) KN= KN x θ (temperatura–20) R= R20 x θ (temperatura–20) pa= pa20 x θ (temperatura–20) Coli= Coli20 x θ (temperatura–20) Ks= Ks x θ (temperatura–20) 5.33 5.10= 8.com. sendo que para o sistema aquático somente interessa 4 conforme Sawyer.0m.5 Tratamento instável com sedimentos no fundo 0.18 Oxigênio consumido pelo nitrogênio (NOD) A química do nitrogênio é complexa pois o nitrogênio se apresenta de 10maneiras.9).066 Thomann e Mueller Fonte: adaptado de Huber.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.4 Fonte: Brown.Curso de esgotos Capitulo 05.8 Calcular o coeficiente K1 de oxidação da DBO para rio com profundidade de 2.08 Thomann e Mueller Fotossíntese pa20 1.8. K1= 0. as plantas mortas produzem amônia.047 Camp Rearação de DO K2 1.7 Calcular o coeficiente K1 de oxidação da DBO para um rio com vazão Q7.3 a 0. 2005.024 Camp Oxidação devido ao nitrogênio NOD (nitrogenous oxygen KN 1.035 a 1. K1= 1. competindo com o oxigênio livre.17 Coeficiente de correção θ O coeficiente K1 é sempre referido a temperatura de 20º C. 1993 A correção da temperatura no coeficiente K1 também é aplicada para os coeficientes K2.44 / H 0.49m3/s. O nitrato não deve ser maior que 10mg/L nas águas de abastecimento público de água potável.05) Mancini patogênicas e virus Oxigênio consumido pelo lodo Ks 1.40m Exemplo 5.30 para H> 2.026 a 1.89 / Q 0.434 quando 0 < H <2. pois causa doença a metahemoglonemia infantil que é letal para crianças.065 Thomann e Mueller Respiração R R20 1.44 / H 0.Valores de K1 Tipo de tratamento K1 na base e Tratamento secundário 0. Ks e valores R20 da respiração e pa20 da fotossíntese conforme Tabela (5.3 a 1. 1995 Exemplo 5. Caso a temperatura seja diferente de 20ºC o novo valor de K1 passa a ser calculado da seguinte maneira: K1= K1 x θ (temperatura–20) Os valores de θ variam de autor para autor conforme se podem ver na Tabela (5.49 0.Valores dos coeficiente θ usuais na base “e” com as referências Processo Coeficiente Valor de θ Referência Oxidação do DBO K1 1.434 =0.

NTK= Kjeldahn (NTK). adotar em climas quentes 1. O valor de NOD conforme Huber.Curso de esgotos Capitulo 05. posteriormente em nitrato. Nitrogênio Kjeldahn (NTK) É o nitrogênio orgânico com o nitrogênio em forma de amônia. O nitrato (mg/L) pode sofrer o processo de desnitrificação sendo reduzido a nitrogênio gasoso.6/dia. Nos Estados Unidos não é permitido mais que 0.14 x NO2 Sendo: LoN=NOD= nitrogenus oxygen demand (mg/L) a 20º C NO2= nitrito (mg/L) Os valores de KN variam de 0.2/dia a 0.com.0/dia conforme Huber. 1993 é: LoN=NOD= 4.837mg/L.7mg/L Dica: Quando não se tem dados. 1987 temos: O runoff produz Na=0.9) onde temos alguns coeficientes KN.3mg/L e No= 6.br Nitrogênio Amoniacal (NH3) A amônia na forma livre NH3.57 x (20+28)=220 mg/L Conforme Thomann e Muller. A média do nitrogênio Kjeldhal é 1. 1987 usam: LoN=NOD= 4. Nitrato (NO3) O nitrogênio em forma de amônia se transforma com o tempo. a amônia não ionizada é tóxica aos peixes e na forma ionizada NH4 não é tóxica.2mg/L causam fatalidades a varias espécies de peixes conforme Sawyer et al 1994.02mg/L de amônia livre mas águas dos rios. 1993. O nitrito e o nitrato têm em média 0. Dica: Quando não se tem dados adotar em rios adotar NOD (demanda de oxigênio devido ao nitrogênio) entre 0. daí a sua importância como parâmetro químico na qualidade das águas. Ver Tabela (5.5mg/L em climas frios.57 x TKN + 1. O NTK é a forma predominante do nitrogênio nos esgotos domésticos brutos. A amônia livre em concentrações maiores que 0. dependendo das condições físicas e químicas do meio aquático em nitrito e.67mg/L. Na conversão de nitrogênio para NO3 e para NO2 consome oxigênio que é conhecido como NOD (nitrogenuos oxygen demand).5mg/L a 1.57 x (No+Na) LoN=NOD= 4. A presença do nitrogênio na forma de nitrato no corpo d’água é um indicador de poluição antiga relacionada ao final do período de nitrificação ou pode caracterizar o efluente de uma estação de tratamento de esgotos sanitários a nível terciário. mas podem variar também de 0.5mg/L Dica: em runoff adotar NH3=0 Abaixo de 10ºC a influência do nitrogênio é inibida. LoN=NOD= 4. isto é. O NTK é a soma do NH3+ os nitrogênios orgânicos (mg/L) 5-15 .57 x (No+Na) Sendo: No=concentração de nitrogênio orgânico Na= concentração de amônia Para a média municipal de entrada de esgotos o NOD é de 220 mg/Lm No=20mg/L de nitrogênio orgânico e Na=28 mg/L de NH3. com o objetivo da redução de nutrientes. a concentração de amônia é menor que 1mg/L. O esgoto doméstico contém de 15mg/L a 30mg/L de nitrogênio total sendo 60% nitrogênio amoniacal e 40% nitrogênio orgânico.7mg/L No Uruguai Na=20mg/L e No=18mg/L New York temos: Na=6.02/dia a 6.5mg/L de NH3 e 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. onde o processo de nitrificação é induzido e controlado. Quando OD<2mg/L a nitrificação é inibida também.6mg/L e No=1. De maneira geral para pH das águas de rio menores que 8.3 mg/L Los Angeles: Na= 8. Nota: Thomann e Muller.4mg/L e No=6.

6. Figura 5.5 O2 NO3Esta reação requer 1. O nitrito então é oxidado para nitrato pela bactéria do genus Nitrobacter da seguinte maneira: NO2. entretanto a amônia não ionizada em forma de gás NH3 é tóxica a peixes. o problema do nitrogênio em um rio ou córrego tem varias facetas.com. Conforme Thomann e Muller. A equação de equilíbrio é: NH4+ + 1. O total de oxigênio utilizado para a inteira nitrificação é 4. 1985 Resumindo.br O resultado da nitrificação é o nitrato.5O2 ---> NO2 + 2H+ + H20 A reação requer 3.Porcentagem de amônia não ionizada em porcentagem Fonte: Usepa. 5-16 . que estimulará o crescimento de plantas aquáticas. 1987 a presença da amônia em águas naturais se deve a descargas de esgotos ou a decomposição de matéria orgânica de varias formas. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Depois forma um íon não ionizado que é tóxico a organismos aquáticos.57g de oxigênio por grama de amônia oxidada para nitrato. Primeiramente causa a depleção do oxigênio através da nitrificação. Finalmente a amônia e o nitrato são nutrientes essenciais para a fotossíntese. 1996.Curso de esgotos Capitulo 05. Quando o pH aumenta a reação tende para o lado direito e conseqüentemente um alto nível de pH da água resulta num nível alto de amônia não ionizada conforme Figura (5. 1996.43g de oxigênio para 1g de nitrogênio oxidado a nitrito. 1987 a amônia é oxidada sob condições aeróbicas e se transforma em nitrito pela ação das bactérias do genus Nitrosomonas.14g de oxigênio para 1 g de nitrito para oxidar para nitrato. O íon de amônia NH4+ não causa nenhum problema.19 Toxidez da amônia A amônia existe em duas formas naturais: o íon de amônia NH4+ e a amônia gás NH3. Conforme Thomann e Muller.+ 0. Isto causa um produto não esperado (byproduct) chamado nitrato que é um poluente conforme Chafra in Mays. 5.6). que causa sérias doenças em crianças conforme Chafra in Mays.

57 x20.90mg/L Nitrogênio orgânico= 1. Temperatura = 22.60mg/L Nitrogênio amoniacal= 18. 1987) 1/dia Nota: entre 5ºC e 10ºC (Thomann e Muller.60mg/L Sólidos sedimentáveis= 157.98 mg/L Na=18.57 x (No+Na) No= 1.50mg/L Coliformes totais= 83 x 106 NMP/ 100mL NTK= 18.6 Alcalinidade total= 124.com.8 Rios com sedimento no fundo 0. 1987) Para rios pequenos (Thomann e Muller.57 x (1.98mg/L Nitritos= 0. 1987: LoN=NOD= 4.90)= 95.5 Muller.57 x TKN + 1.14x 0.98=20.10.71= 38.4 x 95.4 o valor a ser usado na fórmula geral será igual: LoN =KN x LoN= 0.9B Com os mesmos dados do Exemplo (5.90+1.58+18. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 1987) 0 Um valor típico de KN=0.25 =95.0 a 0.57 x (No+Na) LoN=NOD= 4.3 a 0.1 a 0.71mg/L de O2 Caso KN=0.11mg/L Cloretos= 46.9 Calcular o valor de LoN para um esgoto bruto de São José dos Campos de 13 de dezembro de 1960 quando a metade da cidade teve o seu esgoto tratado com duas lagoas em série que constituíam o método Australiano elaborado pelo engenheiro civil Benoit Almeida Victoretti conforme sua tese de doutoramento de 1964.08 (temperatura–20) Thomann e Muller.br Exemplo 5.1 a 0.28 Exemplo 5.Valores de KN conforme o curso de água Tipo de curso de água KN a 20ºC na base “e” 20º C Rios fundos 0.14 x NO2 LoN=NOD= 4.2 mg/L de O2 Tabela 5.30mg/L Sólidos totais= 641.Curso de esgotos Capitulo 05.1ºC DBO= 338 mg/L pH= 6.9) calcular usando a equação de Thomann e Muller.25mg/L Nitratos= 0.88 + 1.3 Rio raso com algumas pedras no fundo 0. KN= KN x θ (temperatura–20) KN= KN x 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.3/dia a 20º C.5 Rio raso com fundo rochoso 0.6 a 0.02 Para corpos de água grandes e fundos (Thomann e 0.90 mg/L LoN=NOD= 4.88 mg/L LoN=NOD= 4.70 ml/L Sólidos suspensos= 318.1987 5-17 .

D= Do x e –K2 x t + + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo +{ [Kn / (K2-Kn)] x (e –Knx t – e –K2 x t) }x LoN .7) mostra as transformações ocorridas com o nitrogênio.br Devemos observar que para o consumo de nitrogênio a entrada dos valores na fórmula geral entra de uma maneira diferente da respiração R e fotossíntese p.R – Ks/H)/K2 As transformações do nitrogênio são: NH3 Transforma-se em amônia ionizada NH4 + NH4 + a amônia ionizada com bactérias nitrosomonas transforma-se em nitrito NO2 NO2 .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.(1 – e –K2 x t) x ( p.7.Curso de esgotos Capitulo 05.Transformações do nitrogênio Fonte: Stream corridor processes characteristics and functions 5-18 . Figura 5.o nitrito com as nitrobactérias transforma-se em nitrato NO3 – A Figura (5.com. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

Após esse tempo. sendo usual a taxas de 0.025 x P Exemplo 5.05/dia a 0.1 a 0. desta forma.25mg/L μr=0.1 /dia aop= 0.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.1/dia R= 0. Costuma-se utilizar a concentração de clorofila (em ug/l) para expressar a biomassa fitoplanctônica. 1987 temos: R= aop x μr x P aop=0.017mg/L obtendo dados de respiração R que varia de 0 a 0. Um dos métodos.024 x (clorofila-a) (μg/L) R (mg/L/dia)= 0.25 x 0.11 Dado o valor da clorofila-a de 10 μg/L achar a RESPIRAÇÃO. μr= taxa de respiração do fitoplâncton que varia de 0. durante 12 horas. 1983). a solução é centrifugada e o líquido obtido tem sua absorvância determinada.408mg/L/dia. Exemplo 5. pode detectar possíveis alterações na qualidade das águas. Exemplo: R=0.19 Respiração Da mesma maneira que a fotossíntese a respiração é devido ao fitoplâncton clorofila “a” R= aop x μr x P Sendo: R= respiração pelo fitoplâncton (mg/L x dia).20 Fotossíntese Através do site http://www. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.10 μr= 0.Curso de esgotos Capitulo 05. dos pigmentos existentes no resíduo da filtração da amostra de água. associado aos parâmetros físicos e químicos. buscar indicadores biológicos da qualidade de água. 5-19 .25x0.br/institutos/it/de/acidentes/fito.024 x (clorofila a) (μg/L) Geralmente os valores da clorofila-a na faixa de 0.0 a 0.htm expomos uma explicação sobre o que é a clorofila-a. Assim. Vamos adotar aop=0. bem como avaliar tendências ao longo do tempo.024 x 10=0.24 mg O2/ L x dia 5. a análise dos níveis de clorofila pode estabelecer uma correlação entre a ocorrência das espécies e a biomassa e.25 mg O2/ L x dia. com acetona a 90%. As algas (e outras partículas em suspensão) contidas numa amostra de água e retidas em papel de filtro.1/dia usada no programa STREADO.br 5. consiste na extração.com.3. que se reflitam em modificações no habitat ou no comportamento dos organismos aquáticos.025x 10= 0. nos comprimentos de onda específicos (Aminot e Chaussepied.25/dia. R (mg/L/dia)= 0. P= fitoplâncton clorofila-a em μg/L Conforme Thomann e Muller. Além disso. P= clorofila-a em μg/L= 10 μg/L R= aop x μr x P R= 0. serão analisadas em laboratório para a obtenção da concentração da Clorofila-a.1 x 10=0.3.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.ufrrj.1=0. aop= razão em mg de DO/ μg de clorofila a .25 razão em mg de DO / μg de clorofila-a que varia de 0.1 a 0. o estudo do fitoplâncton e da biomassa (Clorofila-a). 1985 recomenda para a respiração a equação: R (mg/L/dia)= 0. Varia de 0.25 mg O2/ L x dia A USEPA.

pH e alcalinidade. profundidade. são obtidas com auxílio da garrafa tipo Van Dorn de 2 litros. 2006 5-20 . A concentração de clorofila-a na água está diretamente relacionada com a quantidade de algas presentes no manancial. sendo a mais importante a Clorofila-a seguida da feofitina-a conforme Figuras (5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.9) e (5. também influem nas espécies e no número de algas encontradas nos lagos. No manancial do Tanque Grande em Guarulhos encontramos 0. 2004 a relação entre clorofila-a e feofitina-a é 1:1 em rios e 2:1 em reservatórios sendo adotado em seu trabalho a clorofila-a corrida para feofitina-a que foi adotada com indicadora de biomassa fitoplanctônica tanto para reservatórios como para rios.br Figura 5.com. As características da qualidade da água determinam que espécies de algas estão presentes. Fotossíntese é o processo em que a energia solar se converte em água e dióxido de carbono e glicose. A concentração excessiva de algas confere aos lagos a aparência indesejável de "sopa de ervilha". como: temperatura.Curso de esgotos Capitulo 05. Outros fatores.10). Lagos com elevados níveis de nutrientes.9-Esquema da Clorofila a. tendem a suportar um maior número de algas do que aquelas com baixo nível desses elementos. Conforme Lamparelli. Observar o magnésio Mg Fonte: Soarez.8) e as amostras de profundidade. Figura 5. A reação da fotossíntese pode ser escrita assim: 6CO2 + 6 H20 C6 H12 O6 + 6O2 A produção do oxigênio é acompanhada da remoção de hidrogênio da água formando peróxido que é quebrado em água e oxigênio.8.Mostra coleta de amostra usando garrafa tipo Van Dorn As amostras de superfície são coletadas diretamente nos frascos conforme Figura (5.3 μg/L de Feofitina-a. Existem dez tipos de clorofila. As plantas aquáticas e o fitoplâncton têm um efeito muito grande na concentração do oxigênio dissolvido num corpo de água.97μg/L de clorofila-a e 2.

sendo crucial para a fabricação de glicose através da fotossíntese. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. A produção de oxigênio é tão grande que a água fica supersaturada chegando até 150% a 200% acima do nível de saturação conforme Huber.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Curso de esgotos Capitulo 05. Vamos mostrar com um exemplo para facilitar a compreensão do assunto: conforme http://www.pdf Vamos fazer dois cálculos: Obtenção do OD devido a fotossíntese durante o dia Variação do OD durante o dia 5-21 .gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR.br Figura 5.Esquema da transformação da Clorofila-a em feofitina-a.epa. Observar a remoção do Mg. formando peróxido que se quebra na água liberando oxigênio.com. cuja concentração não muda. 2006 Clorofila-a A clorofila está presente nas folhas das plantas. Vamos utilizar o método baseado na clorofila “a”. A produção de oxigênio ocorre através da remoção do hidrogênio da água. A clorofila é produzida pela planta através dos cloroplastos. Fonte: Soarez. 1993.10. É a clorofila-a a responsável pela coloração verde das plantas e pela realização da fotossíntese.

95mg/L poderá haver variação de oxigênio de 5. Vamos adotar aop=0.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.29 pa= ps x G (Ia)= 2. 1 Langley=grama-caloria/cm2 Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2.Curso de esgotos Capitulo 05.73 = [( 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: f= 0.5 x 1dia)] Δc/0.25x 10= 2.29 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0. P= clorofila-a em μg/L= 10 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0. Devido a energia solar.6 x 1dia) x ( 1.md.1 a 0.6f) )] / [0.914 = 0.7 / Ds sendo Ds= profundidade obtida com o disco de Secchi (m) α1= αo x e –Ke x z= 1.66 até 5.3.42) / (1.87) =0.29=6.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.6 ( e -0.42 x e .24mg/L de O2.21 Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese Conforme http://www.39 Δc = 0.04 x 0. Conforme Branco. 1971 são usados luxímetros ou fotômetros para registrar a intensidade luminosa em unidades langley.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia.718 x f ( e -α1 .55 .29mg Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 5.1.6 x 0. 1987 fazem algumas simplificações: Δc= 0.29= 0.29=5.com.5/dia pa= 0.42 H= 1.87m = profundidade média (adotado) Ke= 1.5 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia H= profundidade (m) G(Ia)= 2. a fotossíntese só ocorre durante o dia.e -1.95+0.73 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.55 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 1.718 x 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia (mg O2/ L x dia) ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.25 razão em mg de DO / μg de clorofila-a que varia de 0. ps=aop x P aop= 0.5 x 0.5 x (1 – e –0.5 x 0.e –Ka x T x (1.95-0.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/0. f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0. Thomann e Mueller.e – 0.73 = 0.5 pa 5-22 .04/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.20 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia.6dias T=1dia Ka=K2=0.5 pa quando Ka < 2/dia Ka=K2 Δc= 0.5/dia então: Δc= 0.3 pa quando 2/dia ≤ Ka ≤ 10/dia Como Ka =0.e – Ka x f x T) x ( 1.br 5.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.73 = 0.mde.state.e –0.04 x 1.6 dia αo= coeficiente α1=coeficiente z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) 5.25 x P= 0.04 adotado Ke = 1.5 x 1 x (1-0.39 x 0.5 μg/L = 2.73 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.

24 Sendo: Clorofila-a em μg/L Fósforo total (PT) em μg/L Exemplo 5.12 Sendo a concentração de fósforo de 50 ug/l Clorofila-a= 0. indesejavelmente. em determinadas condições. 5. 1987 ainda sugerem que: pa´= pa x H R´= R x H Sendo: H= profundidade (m) Então os valores de pa´ e R´ terão as unidades: g de O2/ m2 x dia pa´ e R´ tem as unidades mg O2/ L x dia Os valores de pa´ variam de 0. O fósforo total tem média de 337μg/L enquanto que o fósforo solúvel tem média de 100μg/L.24= 10. Os níveis de respiração abrangem aproximadamente os mesmos valores. Fósforo total (PT) A presença de fósforo na água pode dar-se de diversas formas. para rios e lagos concluiu a seguinte relação: Clorofila-a= 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.br Δc= 0. A mais importante delas para o metabolismo biológico é o ortofosfato. o processo de eutrofização.4μg/L 5-23 . 2004. Lamparelli.73=0.081 x 50 1.3 a 3g O2/m2 x dia conforme Thomann e Muller. A concentração elevada de fósforo pode contribuir da mesma forma que o nitrogênio para a proliferação de algas e acelerar. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 05.081 x (PT) 1. 1987 para áreas de produção moderada podendo chegar até 10 g O2/m2 x dia para rios onde existe uma biomassa significante.com.5 x 0.081 x (PT) 1.365 mg O2/ L x dia Thomann e Muller. O fósforo é um nutriente e não traz problemas de ordem sanitária para a água.24 Clorofila-a= 0.22 Estimativa da quantidade de clorofila a através da quantidade de fósforo em um lago.

4 25cm 6.12g O2/dia para temperatura de 20ºC calcular Ks para temperatura de 30ºC.Demanda bentônica de oxigênio de acordo com a espessura estimada do depósito bêntico conforme vários autores.912 Baity Lama de esgotos 0.0cm 5. O valor de Ks pode ser corrigido conforme a temperatura.12 x 1. Ks= Ks x θ (temperatura–20) Sendo θ= 1.0= 3.12 g/m2/dia Exemplo 5.1cm 0.Curso de esgotos Capitulo 05.com.13 Dado 1cm de lodo calcular para temperatura de 20ºC o valor de Ks.8 O’ Connel e Weeks Média achada nol estuário do 2.16 McDonnel e Hall Lama de rios 2cm 3.15x 20 +0.17 Edwards & Rolley Lama de rios 4. 1985 apresenta a equação: Ks (g/m2/dia) =0.11) K2= coeficiente de reaeração (/dia) t= tempo de trânsito da água do rio (dia) Nota: Ks também é chamado de SB.5 Rio Potomac 5-24 .21 Demanda de oxigênio devido ao sedimento A demanda de oxigênio devido ao sedimento ocorre: Sedimentação de esgotos Morte de plantas e queda de folhas devido ao runoff Deposição do fitoplâncton Criação de bactérias com filamentos devido a sólidos orgânicos solúveis No fundo do rio com profundidade H o depósito de sedimentos pode variar de localização desde sedimentação baixa como elevada. O coeficiente Ks varia de 2g O2/m2 x dia a 10g O2/m2 x dia A USEPA. D= [Ks / (H x K2)] x ( 1 – e -k2 x t) ou D= (Ks / H) x ( 1 – e -k2 x t)/K2 Sendo: D= déficit de O2 pela demanda bêntica (mg/L) H= profundidade do rio (m) Ks= SB=demanda bentônica (grama de O2 / m2 x dia) conforme Tabela (5.2cm 4.14 Sendo Ks= 3. O oxigênio utilizado pelos sedimentos depende do material orgânico e dos organismos bênticos existentes no local.12 x Ds Sendo : t= temperatura em (ºC) Ds=profundidade do sedimento (cm) Exemplo 5.656 Oldaker et al Lama de rio 0.065 (30–20)= 3.065.15x t +0. Ks= Ks x θ (temperatura–20) Ks= 3. Ks (g/m2/dia)= 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.77g O2/m2 /dia Tabela 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.br 5.42 cm 1.12x Ds 2 Ks (g/m /dia)= 0.15x t +0.552 4.11.12 x 1. Investigadores Depósito bêntico Grama de O2 /m2 x dia Ks ou SB Fair et al 1.056 10.

11 0. Existem fórmulas empíricas para se achar o coeficiente K2 conforme Huber.728x U 0.55 x V 0. 1971 quando a velocidade do rio for menor que 0.054 Sendo: K2= coeficiente de reareação a 20º C.13/dia 5-25 .com.703 / H 1.333=0.55/dia Lagos Sendo: KL= 0.0 = 0.15 Seja o rio Delaware com velocidade média V=0.Curso de esgotos Capitulo 05. 1993 K2= 4.5 -0. KL= 0.55 x 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.0m/s e profundidade do lago H=5.7m. 1993 apresenta a fórmula empírica: K2= KL / H Exemplo 5.0 0.3m/s a 0.02 KL= 1. Ainda segundo Branco.5 -0.16 Seja um lago com velocidade do vento a 10m de altura U=3.br Conforme Branco.26 – 0.5m/s haverá arrastamento do lodo sedimentado. aumento da velocidade e da declividade do rio e decresce com o aumento da profundidade. 1971 até 2cm de espessura do lodo não há aumento substancial de consumo de oxigênio.55 x V 0.00m. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. KL= unidades em m/dia Para o caso de lagos conforme Banks e Herrera in Huber.663m/dia K2= KL / H K2= 0. K2= 4.703 / H 1.31 x U + 0.037 x 3. Quando a velocidade for maior que 0.0 + 0.31 x 3.0372 x U2 U= velocidade do vento (m/s) a 10m de altura.663 / 5.728x 3.31 x U + 0.037 x U2 KL= 0.11m/s e profundidade média H=1.5 -0.93+0. Achar o coeficiente de reaeração K2. Calcular o coeficiente de reaeração K2.728x U 0.7 1.054 K2= 0.2m/s há deposição de matéria orgânica.054 K2= 4.22 Coeficiente K2 devido a reaeração A rearação aumenta com a turbulência. Varia de 1/dia a 10/dia V= velocidade média do rio (m/s) H= profundidade média do rio (m) Exemplo 5.703 / 1. Futura demanda bêntica Para previsão da demanda bêntica podemos fazer o seguinte: Ks futuro= Ks presente x (TSS futuro / TSS presente) Sendo: Ks futuro= demanda bentônica futura (grama de O2 x m2 x dia) Ks presente = demanda bentônica presente (grama de O2 x m2 x dia) TSS futuro = futura carga de sólidos totais em suspensão (mg/L) TSS presente = carga presente de sólidos totais em suspensão (mg/L) 5.

11m/s e H=1. m e autores das fórmulas empíricas de K2 a 20ºC c n m Autor Velocidade principal (m/s) 3.17 Calcular o valor de K2 usando a fórmula de O´Connor.50 Para prof.05/dia a 12. para V=0.56/dia O coeficiente K2 segundo O´Connor varia 0.12) obtemos os valores: c=3.73 0.50 m=1. vazão Q=8m3/s e velocidade média de 3200m/dia calcular o coeficiente de reaeração K2.12. 1987.67 1.5m3/s Exemplo 5.23 Estimativas de K2 Jordão.97 5.000188m/m.71.00 0.3 0.50 1.71m3/s a 8. K2= c x V n / Hm Sendo: V= velocidade média do rio (m/s) H= profundidade média do rio (m) Tabela 5.11 0.80 a 1.13. <0.18 0.12).13) Tabela 5.50 / H1.283m3/s a 0.Valores c. U= velocidade média do rio (m/dia) S= declividade média do rio (m/m) C= coeficiente que depende da faixa de vazão do rio conforme Tabela (5.000188 = 0.5 K2= 0. n.7m K2= c x V n / Hm Consultando a Tabela (5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Fonte: Jordão.37 0 a 0.30m a 0.67 Profundidade varia de 0. C=0.Coeficientes C de acordo com a faixa de vazão. 2005 apresenta a fórmula empírica conforme coeficientes da Tabela (5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.71m3/s C=0.73 n=0.5 K2= 3.5m3/s podemos usar a equação de Tsivoglou: K2= C x U x S Sendo: K2= coeficiente de reaeração na base ‘e´ a 20ºC. C=0.br 5.60m a 4.50 1.73 x 0.00m.80 e para prof < 0.50 K2= c x V n / Hm K2= 3. 1987 0.60m 5.05 a 0.73 x V 0.50 / 1. Para rios rasos com vazões até 8.21 0. 2005 Exemplo 5.2/dia conforme Thomann e Muller.18 devido Q= 8m3/s.9m Thomann e Muller.com.85 O’ Connor Churchill Owens 0.18 x 3200 x 0.10/dia 5-26 . K2= 0.Curso de esgotos Capitulo 05.283m3/s C=0.18 Para um rio raso com declividade média S=0.

5= 4. O objetivo é a investigação do impacto de bactérias e outros organismos que causam doenças.23 Decaimento de bactérias. mas pode atingir 84/dia conforme estudos realizados em oceanos.5 a 3 Lago Ontário. vírus e patogênicos Vamos exprimir sucintamente os conceitos de Thomann e Muller. coliformes fecais. O tempo t para mortalidade de 90% das bactérias é: t90= 2.26 Águas marinhas.8 Média água doce Coliformes fecais 37 a 110 Água do mar a luz do sol Patogênicos como salmonella 0. 4ºC a 25 ºC Vírus (entéricos) 0.5 Na água doce no verão a 20ºC 0. O decaimento de bactérias e patogênicos não influi na redução de oxigênio na água e mostra os perigos do uso da água a jusante para usos públicos e banhos.KB .24 Decaimento de organismos em rios e córregos. Os valores de KB estão na Tabela (5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 05. Fecalis é da mesma ordem de grandeza do grupo dos coliformes. 1987. 1987.07 (T-20) Tabela 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 0ºC a 24ºC Fonte: adaptado de Thomann e Mueller.3/KB t90= 2.3/0. 1978 in Thomann e Muller. exp ( .14) t= tempo t= x/ U x= comprimento desde a origem U= velocidade da água Valor de KB para outras temperaturas KB= KB 20ºC x 1. Temos duas considerações básicas: Decaimento de organismos em rios e córregos Decaimento de organismos em lagos e estuários 5.2 /dia para estimativo de decréscimo de bactérias 12h depois conforme Mancini. 18ºC thompson. A constante do S. apesar que foram encontrados valores até 55/dia no oceano sob a luz solar. 1987 para água doce a constante KB é aproximadamente 1 /dia enquanto que para a água do mar é de 1.6dias Conforme Thomann e Muller.14. por exemplo.5/dia calcular o tempo em que estarão mortas 90% dos coliformes totais.05 a 0. 1987. t90= 2. Os vírus geralmente possuem uma constante KB menor que as bactérias.5 /dia. No= concentração após a mistura em número/ 100mL KB = constante /dia= 2.KB . Salmonella etc.br 5.1 Dado KB= 0.com.3 Oceano em diferentes ambientes. Existem legislações que estabelecem os limites para coliformes totais. 5-27 .3/KB Exemplo 5. x/U) Sendo: N= concentração de organismos em número/ 100mL.15 a 2. t) t= x/U N= No .Estimativas do coeficiente KB de decaimento de bactérias e vírus Organismos Coeficiente KB Observações (/dia) Coliformes Totais 1 a 5. Vírus (polio tipo I) 0. exp ( . Para rios e córregos o decaimento de bactérias pode ser assim representado: N= No .

0/dia. Queremos o impacto no local do banho. Resolução do problema Vamos fazer uma superposição.18A (exemplo de Thomann e Muller.06m/s tem no inicio 500 coliformes totais/100mL. a carga distribuída pelo runoff e finalmente a carga pontual. 5-28 .07 (T-20) Resolução Conama 274/2000 Trata-se das exigências de balneabilidade para águas doces.Curso de esgotos Capitulo 05.com. São consideradas águas impróprias para balneabilidade quando a amostra for maior qualquer um das três restrições: • >2500 coliformes fecais (termotolerantes)/ 100mL • >2000/100mL Escherichia Coli • >400/100mL Enterococos Exemplo 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. tomando-se primeiramente o impacto da carga a montante. 1987) Um rio tem vazão Q7.10 de 2830 L/s e os coliformes totais TC são de 500organismos/100ml e o coeficiente de decréscimo KB=0. Na distância de 6405m tem um lugar para banhistas. depois.0/dia a 20ºC. Impacto a montante A montante do ponto considerado o rio tem coeficiente KB =0.br Variação com a temperatura Sendo: KB= taxa de decaimento/dia na temperatura T KB 20= taxa de decaimento /dia a 20ºC T= temperatura em º C KB= KB 20ºC x 1. Ainda no mesmo rio temos descargas devido ao runoff de 1890 litros/dia que estão distribuídas em 805m carregando coliformes totais de 30 x 106 organismos/100ml com coeficiente de decréscimo KB=1. salinas e salobras.5/dia. a 805m+5600m=6405m.5/dia e velocidade 0. No mesmo rio a 805m do ponto de partida temos uma carga pontual com 1890 litros/dia com carga de coliformes totais TC de 20 x 106 microorganismos/100mL e coeficiente de decréscimo KB= 1. Queremos saber qual é a porcentagem de redução de coliformes totais sabendo-se que adotamos o critério do Estado de New York que o valor máximo no local de banho seja menor que 2400organismos/100ml. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. isto é.

Impacto devido a entrada de água distribuída em 805m Será calculado por: N(x=805m)= (SD/ KB) x [ 1.exp ( .06m/s e para um dia será: U=0. está se deslocando. x/U) N= 500 .1. 6405/5184)= 270 coliformes totais / 100mL Portanto.exp ( .00/dia SD= 15150 organismos/100mL X=805m U= 5.br Figura 5. SD= w/ V A carga w será: 1m3 = 1000 litros Em 1 litro temos 10 pequenos volumes de 100mL w= (30 x 106 ) x (18900L/dia x 10)= 5.Curso de esgotos Capitulo 05.7432 x 108 SD= w/V= 5.06m/s.10. isto é. exp ( .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.150 organismos/ 100mL N(805m)= SD/ KB ( 1. X/U)] Sendo: X= 805m=distância (m) U= velocidade do rio =5184m/dia KB= coeficiente de decaimento= 1.184m N(805m)= (15150/ 1. x/U) KB= 1.KB .KB .5m2 x 805m)] x 104 V= 37432 x 104 =3.67 x 1012 / 3. V= (46. o impacto de montante no local do banho será de 29 coliformes totais/ 100ml.5 . exp ( .7432x 108=15.06 m x 86400s= 5184m/dia N= No .0) [ 1.0.com. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0 x 805/5184)]=2121organismos/100mL 5-29 . Lembramos que o rio tem velocidade de 0.exp (-KB.Esquema do rio A velocidade U=0.67 x 1012organismos/100/ ml x dia O volume V será o deslocamento do trecho de 805m em 5184m/dia.0/dia SD= valor da carga distribuída em organismos/100ml x dia O valor de SD é a razão entre a quantidade de coliformes totais que entra no rio dividido pelo volume de agua da frente de 805m.

com.0 x 5600/5184)=2121 x0.Curso de esgotos Capitulo 05.br No fim da área distribuída do runoff temos 15150 organismos/100mL e queremos saber a 5600m abaixo onde está a área de banho.34=78843 org/ 100mL No local de banho supondo que o limite máximo seja de 2400 coliformes totais/100mL exigido no Estado de New York temos: 2400 – (270+721)=1409/ 100mL Porcentagem de redução= 100x( 78843.34=721 org/ 100mL Impacto devido a carga concentrada Existe no fim dos 805m uma carga concentrada de 1890 litros/dia. exp ( .890 org/100mL Impacto no local de banho a 5600m N= No .1.0/DIA. x/U) N= 2121 .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. exp ( . teremos que remover 98.KB .1409)/ 78843=98. N= No . O valor de KB=1. 5-30 .890 . exp ( .0 x 5600/5184)=231890 x0. N (805m)= W/Q= 1890x 10 x 30 x 106 / (2830 L/s x 86400s x 10)=231.KB .1.21% dos coliformes totais da carga pontual da cidade. x/U) N= 231.21% Portanto. exp ( . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

11 a x b (1+ 0.11x 0.0 – { 1 – 1/ [(1+0. A equação abaixo foi desenvolvida na Inglaterra em 1958 por Gameson.46 x 20) x 15]} x 3. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5m de altura com déficit de DO antes da barragem de DO=Da= 3mg/L usando a equação de Gameson.Curso de esgotos Capitulo 05.Barragem com aeração da água Existem varias equações da Usepa.8 x 1. Cuidado para não errar: a altura é em pés! a= fator de correção que depende da qualidade da água: a= 1. 1985 e apresentaremos uma equação mais simples de se usar que foi desenvolvida por Holler.3 para queda com escada b Figura 5.5m/0.25 para água limpa a= 1.3 Temperatura da água do rio= 20º C Da= 3mg/L Db= Da – { 1 – 1/ [(1+0. 1985 as barragens podem mudar o oxigênio dissolvido na água de 1mg/L a 3mg/L em rios pequenos.19 Calcular a reaeração de uma barragem com 4.00 para água moderadamente poluída a=0.br 5.11) mostra uma barragem com vertedor que possibilita uma boa aeração.80 para água muito poluída b= fator de correção do vertedor sendo: b= 1.11.00 para queda livre no vertedor b= 1.8 Queda com rampa= b= 1. 4. Db= Da – { 1 – 1/ [(1+0.3=15ft Água muito poluída= a=0.11 a x b (1+ 0. 1971: r=(Cs-Cu)/ (Cs-Cd)= 1+0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.46 x T) x H]} x Da Sendo: Db= déficit de DO a jusante da barragem (mg/L) Da= déficit de DO a montante da barragem (mg/L) T= temperatura da água do rio (ºC) H= altura da queda da água (ft).24 Reareação devido à existência de uma barragem no rio Conforme Usepa.com.17 mg/L 5-31 .46 x T) x H]} x Da Db= 3.21x H Sendo: Cs: oxigênio dissolvido de saturação Cu= concentração de oxigênio dissolvido a montante (upstream) Cd= concentração de oxigênio dissolvido a jusante (downstream) Exemplo 5.0=2. A Figura (5.3 (1+ 0.

Porém Huber.17 15ºC 1.31 Fonte: Mônica Porto.15): Tabela 5. a diferença do oxigênio de saturação e do oxigênio dissolvido existente.83 Primário 0.Valores da relação DBO/DBO5 em função da temperatura Temperatura DBO/DBO5 10ºC 1. conforme Usepa. 1993 apresenta uma maneira analítica de se calcular o valor de Cs ao nível do mar em função da temperatura e da salinidade.80655 x clorinidade (ppt= parte por thousand ou parte por mil).3mg/L o que mostra que tem mais oxigênio dissolvido graças a reaeração. Nota: todo o nosso trabalho está baseado em K1 na base “e”.26 Cs. pois o déficit a montante era de 3.16) 5.075 ( 0.25 Relação DBO/DBO5 A relação DBO/DB05 conforme por Huber.0mg/L e a jusante somente 1.10) 0. 1993: Lo=DBO= DB05 / ( 1 – e -5x K1) Sendo: Lo=DBO= valor da DBO antes dos cinco dias (mg/L) DB05= valor da DBO a 5 dias depois (mg/L) K1= coeficiente de oxidação da DBO na base e.35 (0.15a.com. número 82 de setembro.63 Lodos ativados 0. isto é. Cso= exp( Co + C1/T + C2/T2 + C3/T3+C4/T4+ salinidade x (C5 + C6/T+ C7/T2) (Equação 5. 5= cinco dias Huber.49 sendo Q (m3/s).41/dia.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 5-32 .50) 0.20 (0. A salinidade pode ser definida como sólido total na água. 5. 1966 apresenta a Tabela (5. Lo=DBO= DB05 / ( 1 – e -5x K1) DBO= 100 / ( 1 – e -5x 0. todos os bromatos e iodetos forem substituídos por cloro e todos os metais orgânicos forem oxidados.10 a 0.15. até C7 coeficiente dado pela Tabela (5. 1987 que está baseado no acordo internacional de 1967: Salinidade=1.saturação de oxigênio numa determinada altitude e temperatura Existem tabelas que fornecem o coeficiente de saturação em função da altitude e da temperatura que ser deseja.26 Definição de salinidade: O efeito da salinidade ou dos cloretos é reduzir o valor da saturação do oxigênio dissolvido.D= Db Significa que houve oxigenação. Conforme dra Mônica Porto.15 Co.1): Tabela 5. 1985.61 Fonte: adaptado de Azevedo Neto.41) =115mg/L Azevedo Neto. Cs. USP Exemplo 5. Quanto maior a salinidade menor é o valor da saturação do oxigênio.8/Q0.Curso de esgotos Capitulo 05.05 a 0.1) Sendo: Cso= saturação na temperatura T T= temperatura em graus Kelvin= ºC + 273. 5. A equação usada por Thomann e Muller.46 25ºC 1. 20ºC igual a 100mg/L e K1=0.20 Calcular a DBO no primeiro estágio sendo a DBO5. depois que todos os carbonatos forem transformados em óxidos. Revista DAE.br Nota: estamos falando o déficit. 1993 apresenta o valor de K1= 1.20 a 0. USP os valores de K1 estão na Tabela (5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 1966.Valores de K1 conforme o tipo de tratamento Tratamento K1 (20ºC) /dia DBO5/DBO Não tratado 0.30) 0.32 20ºC 1.

96 5 12.17) estão os valores do oxigênio saturado para a cidade de São Paulo para diversas temperaturas usando a Equação (5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.642308 x 107 C3 1.79 760 11. Temperatura Ao nível do mar CidadeOxigênio dissolvido Cso São Paulo na saturação Cs Altitude (Z) (ºC) (mg/L) (m) (mg/L) 0 14. 1993 Na Tabela (5. ppt (parts per thousand).04 760 10.B.79 760 9. Tabela 5.34411 C1 1.30 760 10. 5.754 C7 2140.64 19 9.62 3 13.58 760 10. ou seja.00186=0.62 14 10.com.16.80655x0.06 12 10.47 20 9.0. Como 1L tem 1000g então a clorinidade é o cloreto dividido por 1000 como vimos acima.86 760 10.17.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.29 4 13.48 760 8.10 760 9.86mg/L deve ser transformado em mg/g.24 760 12.34 1 14.Coeficientes para oxigênio dissolvido de saturação de Cs ao nível do mar Coeficiente Valor C0 -139.47 760 11.98 2 13.00186mg/g=0.66 6 12.40 15 10.29 760 8.68 760 8.13 760 11.30 5-33 .48 760 12.br Clorinidade= fornecido em parte por mil.36 7 12.575701 x 105 C2 -6.Curso de esgotos Capitulo 05.21 Para o manancial do Tanque Grande em Guarulhos que corresponde a 1.1).82 18 9. temos clorinidade =1.85 760 12.80655 x clorinidade (ppt)=1.00336ppt Nota: aproximadamente 1.10 760 8.20 16 9.08 8 11.0001167 x Z) Sendo: Z= altitude ao nível do mar (m) Tabela 5.88 760 9.Oxigênio dissolvido na saturação ao nível do mar e para a cidade de São Paulo.86/1000=0. Krause in Huber.84 13 10.86mg/L de cloreto.64 760 13.7 Fonte: B.27 Para correção da altitude Cs = Cso (1.01 17 9.00186ppt Salinidade=1.017674 C6 10.55 760 9.621940x1011 C5 -0. Exemplo 5. Benson e D.30 11 11.243800 x 1010 C4 -8.16 760 11.81 9 11.55 10 11.32 760 9.

00 12.57 7.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.76 8.78 6.44 7.00 8.96 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 8.68 7.90 6.12) mostra a variação da saturação de oxigênio com relação a temperatura.93 8.00 0 10 20 30 Temperatura (ºC) Figura 5.Curso de esgotos Capitulo 05.19 7.45 6.12.07 6.00 6.84 7.27 8.OD varia com a temperatura 5-34 .00 2.14 7.55 6.54 7. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.70 7.67 6.40 7.31 7.98 7.14 7.27 7.59 8.br 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 8.02 6. Saturaçao de oxigênio dissolvido em função da temperatura Saturaçao de oxigênio dissolvido (mg/L) 14.com.00 4.00 10.43 8.12 7.34 A Figura (5.98 7.00 0.83 7.

27 Análise de sensibilidade Fazemos a análise de sensibilidade variando os parâmetros.008 x T 2 Sendo: ODs= oxigênio dissolvido de saturação (mg/L) T=temperatura da água em ºC Exemplo 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. K2 etc. Coeficiente K adotado (K) 2. 1085. K1. 1985 é selecionar um modelo o mais simples possível que satisfaz a resolução temporal e espacial necessária para a qualidade da agua e analise do ecossistema.008 x 20 2= 9. conforme Usepa.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. um de cada vez colocando-se o seguinte: 1.008 x T 2 ODs= 14. 1998 apresenta a fórmula: Cs= 14.57 – 0. Consideramos também o “steady state” Quando as variáveis não mudam com o tempo. Uma maneira prática de aplicar análise de sensibilidade é variar os coeficientes.28 Oxigênio dissolvido de saturação McCuen.22 Achar o oxigênio dissolvido de saturação aproximado para temperatura de 20ºC ODs= 14. Metade do coeficiente K adotado (K/2) 3.41 x T + 0.0070695 x T2 – 0.28 Escolha de modelo Como os coeficientes adotados nunca são inteiramente corretos um modelo refinado não irá corrigir o problema segundo USEPA. Calibração do modelo É importante que se aferiam em campo os cálculos efetuados fazendo-se o que se chama de calibração do modelo.65 -0.10mg/L de O2 5.65 -0. O dobro do coeficiente K adotado ( 2 x K) 5.41 x T + 0. Para pequeno lago consideramos dimensão zero.0000589066x T3 Válida no intervalo 0 ≤ T ≤ 40ºC 5.65 -0. Os rios são considerados de uma dimensão e é desejável que estuários e grandes lagos tenham três dimensões. ODs= 14.br Oxigênio Dissolvido de saturação Existe uma fórmula aproximada para o cálculo do oxigênio dissolvido de saturação (ODs) ao nível do mar com a temperatura.com. mas as vezes pode adotar o “quasi-state” quando a variação matemática é muito pequena no ponto escolhido. sendo o lago considerado um tanque reator.39311 x T + 0.Curso de esgotos Capitulo 05. A melhor solução para o engenheiro e o analista do ecossistema.65mg/L de O2 O valor correto para a temperatura de 20ºC é de 9. Daí o fato de se escolher um modelo complexo não significa que irá mudar os resultados. 5-35 .41 x 20 + 0.

52 (sem dimensão) Fator de Sombra S A fração da iluminação é fração da luz que chega às águas dividido pela luz incidente no leito do rio raso.br 5.60 ou S=0.60 0.7m/s.80 após correção da direção norte-sul =0.5 / ( 2 x σ x G*) Sendo: P= biomassa das algas (gC/m2) μ= taxa de crescimento das algas (gC/m2 x dia) σ= taxa suposta constante=0.035 – S) Sendo: μmax= máxima taxa de crescimento das algas sob luz saturada.90 0. Estes modelos foram testados na Nova Zelândia e um pouco na Austrália.22B Seja um rio com 2m de largura com algumas curvas. onde não existem barrancos ou sobras devido a vegetação ripariana.52 x μmax x ( 1-S)/(1. sendo usual o valor=5 (gC/m2 x dia) 5-36 . O modelo de Rutherford.31 Valor do crescimento de algas μ O valor do crescimento de algas μ é dado pela equação: μ=0.Cálculo do fator de Sombra conforme Rutherford. extraindo a sua nutrição do ar e da chuva em vez de fazê-lo do hospedeiro que fornece sustentação estrutural. Perifiton: comunidade complexa de plantas e animais que aderem aos objetos no fundo de corpos de água doce.44 1-S= 1-0.15B. Existem muitas pesquisas para lagos e poucas para rios para os estudos da respiração. sendo usual valores entre 0. Pode ser calculado ou usado S=0. Iremos seguir modelo de Rutherford que nos parece ser simples e prático. 1005 Vegetação ripariana Barrancos nas margens Montanha ao lado Fator de iluminação igual Fator de sombra 0. 2005 é para rios de águas claras rasos que tenham velocidade menor que 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. ‘ Tabela 5. 2005.90 após correção da direção norte-sul =0.30 Obtenção da biomassa algal P em gC/m2 x dia As equações básicas são três: P= ( -μ + ( μ2 + 4 x σ x G* x μ x Pmax) 0.81=0. Pmax= 50 x (NT/(100+NT) x (1-S)/(1.5 a 3. Pode ser estimado em conforme exemplo abaixo. como caules de plantas radiculares e rochas. Epifítica: planta que cresce em outras plantas mas que não é parasítica.6 x 0. ou seja.29 Cálculo da respiração e produção de oxigênio devido as algas seguindo Rutherford.56 5. 1985: PT= fósforo total (mg/L) ou (g/m3) NT= nitrogênio total (mg/L) ou (g/m3) TN/ TP < 7 Neste caso o nutriente limitante é o nitrogênio total (NT) 7 < TN/ TP < 10 Neste caso o nutriente limitante pode ser o NT ou PT TN/TP>10 Neste caso o limitante é o fósforo. pedregulho ou com grande quantidade de madeira. Exemplo 5.81 0. Os modelos em rios ainda na atingiram o ponto em que os resultados estejam dentro de um nível de confiança adequado conforme Rutherford et al . O leito deverá ser de rochas. Biomassa: quantia total de todo material biológico.44=0. fotossíntese e da biomassa das algas.com. o PT ou NT conforme as relações sugeridas pela USEPA.2 (m2 /g x dia) G*= biomassa especificado pelo usuário.035-S) quando o nutriente limitante é o NT Pmax= 50 x (PT/(14+PT) x (1-S)/(1.Curso de esgotos Capitulo 05.9 x 0.0gC/m2 Pmax= máxima quantidade da biomassa de algas (gC/m2) Valor de Pmax Os valores de Pmax são obtidos das relações abaixo devendo ser escolhido a substância limitante.035-S) quando o nutriente limitante é o PT Sendo: S= fração de sombra. 5. 2005 (RIOS). montanha e direção do rio norte-sul.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.

5 / ( 2 x 0.13=0.42 gC/m2 x dia P= ( -μ + ( μ2 + 4 x σ x G* x μ x Pmax) 0.52. Sendo: Tref= 20ºC T= 20ºC f5= ξ (T-Tref) =1.32 Cálculo de Pmax.013gC/m2 Em outras unidades: 5-37 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.52)= 2. Calcular a biomassa de algas P em (gC/m2).13C/m2 em rio com profundidade 1.7 g de C) Exemplo 5.42 + ( 2.04mg/L.2 m2/g x dia Pmax=0.13gC/m2 5.035-S) Pmax= 50 x (0.13) 0.49/0.04/(14+0.42 gC/m2 x dia 5. mas também o consomem através da respiração.422 + 4 x 0.23 Seja um rio raso com TP=0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.7= conversão do carbono para o oxigênio (1g de O2 é 2.Curso de esgotos Capitulo 05.com.52 x 5 x ( 1-052)/(1.5 / ( 2 x σ x G*) P= ( -2.52 μ=0.2 x 3)=0.7xρ x f5 x P /H Sendo: Res=respiração das algas (gO2/m2xdia) H= profundidade do rio (m) 2.2 x 3 x 2.52)/(1.1/dia f5= ξ (T-Tref) ξ= coeficiente de temperatura variando entre 1. Geralmente 20ºC. Adotamos 0. Pmax= 50 x (PT/(14+PT) x (1-S)/(1.035-0.br Exemplo 5.52 x μmax x ( 1-S)/(1.05 a 1.13gC/m2 5.42 x 0.1/dia Res= ρ x f5 x P Res= 0.49mg/L e fração de sombra S=0.1 x 1.24 Calcular a respiração das algas durante um dia para massa algal P=0.035 – 0.2 usado tanto para respiração como para crescimento das algas (sem dimensão).52)=0. Em outras unidades: Res= 2.035 – S) Adotando μma = 5 S=0.0 x 0.04 = 37 e portanto o fator limitante é o fósforo.13gC/m2 μ= 2. TN=1. Primeiramente vamos cálculos o valor do crescimento das algas μ μ=0. Verifiquemos primeiramente a relação NT/TP NT/TP= 1. Usemos então Pmax para fósforo. T= temperatura da água (ºC) Tref= temperatura de referência.04) x (1-0.2 (20-20)=1 ρ= 0. A respiração das algas na temperatura T é dada pela equação: Res= ρ x f5 x P Sendo: Res=respiração das algas (gC/m2) ρ= taxa de respiração na temperatura Tref (/dia).87m.34 Respiração das algas As algas produzem oxigênio.33 Cálculo de biomassa das algas P (clorofila do fitoplâncton) Adotamos G*= 3 gC/m2 (adotado) σ= 0.

13)= 0.25 Calcular o coeficiente adimensional f4 para PT=0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. f3= P / (Ф +P) Sendo: f3= coeficiente adimensional P= massa algal (gC/m3).com.87= 0.013/ 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.00398 Coeficiente f3 O coeficiente f3 fornece informações sobre a biomassa de carbono das algas. f2. f4= N/ (ψ + N) Sendo: f4=coeficiente adimensional N= é o nutriente limitante podendo ser o fósforo ou o nitrogênio (g/m3).04g/m3 e TN=1.035 Imax= 4500 μmol/m2 x s e neste caso κ=0. Geralmente igual a 2.Curso de esgotos Capitulo 05.52 5-38 .04/ (10 + 0.5 (gC/m2) Exemplo 5.7 x 0. f3.40/0.13g C/m2 f3= P / (Ф +P) f3= 0.36 Coeficientes f1.0494 Coeficiente f2 O coeficiente f2 é função da temperatura ótima das algas epilíticas la aumenta e diminui como se fosse uma distribuição de Gauss assimétrica.04) =0.5 Coeficiente f1 O coeficiente f1 estimado para 24h tem a média depende da fixação da intensidade luminosa e pode ser calculado da seguinte maneira: f1= I/ Ik quando 0 < I < Ik f1= 1 quando I > Ik Geralmente Ik= 230 Sendo: f1= coeficiente adimensional que quantifica os efeitos da luz e varia de 0 a 1 (sem dimensão) I= fotossíntese instantânea (μmol/m2 x s) Ik= radiação de saturação =230 μmol/m2 x s e neste caso λ=1. f4 e fs Coeficiente f4 O coeficiente adimensional f4 que mostra os efeitos dos nutrientes nitrogênio ou fósforo.br Res= 2.02 gO2/m2x dia 5.26 Calcular o coeficiente f3 sendo dado P=0. Pode ser medido ou estimado. ψ=coeficiente de meia saturação para o nutriente limitante (g/m3) Quando o nutriente limitante é o fósforo ψ=10g PT/m3 Quando o nutriente limitante é o nitrogênio ψ=100gNT/m3 Exemplo 5. Os efeitos da limitação dos nutrientes é usado cinética de Michaelis-Menton nas concentrações da água do rio.40g/m3 NT/PT= 1. Ф= coeficiente da densidade da biomassa algal que é metade da taxa máxima. São duas equações básicas para dois intervalos de temperatura: f2= exp( -((T-Tot)/ΔTmin)2) quando Tmin < T<Tot f2= exp( -((T-Tot)/ΔTmax)2) quando Tot < T<Tmax Sendo: Tot= temperatura ótima das algas epilíticas (ºC) Tmin= temperatura mínima das algas epilíticas (ºC) Tmax= temperatura máxima das algas epilíticas (ºC) ΔTmin= (Tot – Tmin)/ (ln(20))0.13 / (2.04=37 e portanto o limitante é o fósforo f4=N/ (ψ + N) f4= 0.5 ΔTmax= (Tmax – Tot)/ (ln(20))0.5 +0.

00398 já calculado f5=1 Notar que o segundo termo da equação refere-se a respiração das algas durante 24h que é constante.52x 4500 x seno (3. O primeiro termo da equação mostra o oxigênio fornecido pelas algas que varia durante do dia.37 Variação do oxigênio durante um dia considerando as algas do perifiton Durante um dia a variação do oxigênio varia conforme: dO/ dt = 2.Curso de esgotos Capitulo 05. Para águas claras K varia de 0.28 Calcular Iz tendo Io e z=1.2/m.K x z) Sendo: Iz ou Io= luz na profundidade z (μmol/m2 x s) z= profundidade da água (m) K=atenuação vertical da luz (/m).13099x t) x exp (. Mas Io pode ser calculado aproximadamente por: Io= S x Imax x sem (PI x t / 24) Sendo: S= fração diária da sombra (sem dimensão).27 Calcular Io para S=0. Adotamos normalmente fs=1.1/m a 0.7x fs x μmax x f1 (Iz) x f2 x f3 x f4/ H – 1.2 x seno (0.52 e Imax= 4500 Io= S x Imax x seno (PI x t / 24) Io= 0.87=) Iz= 2340xseno (0.1/dia H=profundidade do rio = 1.87m Iz= Io x exp(.5 + PI/2 – sen -1( Ik/Imax)) quando Imax>Ik f1= (Hora x Imax)/ (12 x PI x Ik) quando Imax < Ik Coeficiente Iz A quantidade de luz que chega ao perifiton a uma certa profundidade da superfície é usada a equação de Beer-Lambert: Iz= Io x exp( .1416 x t / 24)= 2340 x seno (0.52 ou 0.0. pois o mesmo depende das horas de sol devido a fotossíntese.br Entretanto o coeficiente f1 varia de hora em hora e pode ser calculado por: f1= (Hora/12xPI)x ((Imax/Ik – ((Imax/Ik)2 -1) 0.com. t= horas do dia variando de 0 a 24h Imax= 4500 μmol/m2 Nota importante: o valor de f1 pode ser calculado através de Iz ficando f1(Iz) que varia de acordo com o tempo. Para águas com muita turbidez K varia de 5/m a 10/m.1 x 1. Exemplo 5.87m.0494 já calculado f4=0. para exemplo f1 (Iz)= variável f2= 1 adotado f3=0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.83=1942.K x z) Iz= 2340xseno (0. Exemplo 5. Coeficiente fs Assume valores entre 0 e 1.13099x t) Donde podemos observar que variando t de 0 a 24 de hora em hora obtemos valores de Iz. Geralmente igual a 0. 5.13099x t) x0.60.13099 x t) Variando t de hora em hora de 0 a 24 teremos a variação diária de Io.2 x fs x ρx f5 x P/H (gO2/m2xdia) Sendo: ρ=0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 5-39 .

02 -0.02 -0.00 0.87 1.02 -0.87 1.00 Imax 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 S 0.29 Seja um rio com NT=1.87 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.52 0.65 2.52 0.00 0.67 2.38 2.2/m K 0.18) estão os cálculos efetuadas em planilha Excell.1 0.02 -0.02 -0.00 Respiração segunda -0.38 0.02 -0.18 2.79 0.1 0.99 0.02 -0.17 Média de g02/m x dia 2 2 5-40 .02 -0.02 1.1 0.00 0.87 1.1 0.br Exemplo 5.87 1.04g/m3.87 1.00 0.02 -0.00 0.52 0.1 0.1 a 0.75 2.1 0.52 0.79 0.02 -0.02 -0.02 -0.00 0.87 1.87 1.00 0.87 0.52 0.1 0.87 1.13 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.19 0.1 0.1 Prod.52 0.52 0.77 2.02 -0.02 -0.02 -0.87 1.19 2.52 0.87 1.49g/m3 e PT=0.72 2.1 0.02 -0.02 -0.61 0.1 0.com.Curso de esgotos Capitulo 05.87 1.52 0.52 0.52 0.56 2.00 0.02 -0.00 0.02 g O2/m x dia Total -0.02 -0.02 -0.00 0.96 2.18 -0.1 0.00 0.02 -0.87 1.1 0.52 0. Calcular a massa de carbono das algas e a respiração das mesmas e o oxigênio produzido variando de hora em hora.18.26 0.52 0.92 0.02 -0.87 1.52 0.02 -0.97 0.52 0.02 -0.52 Io 0 0 0 0 0 0 1655 1856 2027 2162 2260 2320 2340 2320 2260 2162 2026 1856 0 0 0 0 0 0 0 Prof z 1.99 1.52 0.38 0.74 2.92 0.52 0.54 2.94 2.1 0.00 1.52 0.97 0.72 2.54 2.40 2.02 -0.65 2.00 0.02 -0.87 1.87 1.52 0.52 0.87 1.1 0.87 2 Tabela 5.87 1.1 0.02 -0.02 1.26 0.1 0.87 1.02 -0.02 -0.1 0.1 0.13 0.1 0.87 0.87 1.02 -0.50 0.71 0. Na Tabela (5.52 0.Cálculos (rio) K= 0.50 0. O2 Iz 0 0 0 0 0 0 1372 1540 1681 1793 1875 1924 1941 1924 1875 1793 1681 1540 0 0 0 0 0 0 0 f1 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 Primeira 0.1 0.1 0.87 1.38 2.67 2.52 0.02 -0.74 2.52 0.87 1. μmol/m x s Horas do dia 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 seno 0.1 0.61 0.71 0.56 2.02 -0.40 2.02 -0.02 -0.52 0.00 0.02 -0.1 0.1 0.87 1.87 1.

13-Variação da produção de oxigênio devido as algas. 5-41 .50 0 5 10 15 20 Horas do dia Figura 5.br Variação da produção de oxigenio e respiração devido a algas O x ig e n io d is p o n iv e l p e la s a lg a s (g 0 2 / m 2 x d i a ) 5.50 1.com.50 3.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.50 -0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 05.

30 Com dados anteriores estimar a variação de oxigênio consumido pelas algas.87 =0. Notar que existe um fator para a influência da sombra: ( κ x (1-S))/ ( λ +S) Se chamarmos a expressão total de PP.7 / 1.[ρ x ξ (T-20) x P] = PP PP = 5 x 0.52)=0.7 / H H=1.035 P =biomassa das algas (gC/m2) Ф=2.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. a variação de oxigênio dissolvido durante o dia será de 0. Variação de oxigênio diária= PP x 2.16 x 0.013gC/m2 Variação de oxigênio diária= PP x 2.com.00398 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.38 Cálculo aproximado da variação diária da biomassa Neste caso não há perifiton ou algas epifíticas somente existindo as algas em suspensão. Fator do sombreamento= (κ x (1-S))/ ( λ +S)= 0.52 (1-0.0494 x 1 x 0.52)/(1.87m (profundidade do rio) Variação de oxigênio diária= 0.ρ x ξ (T-20) x P = PP Sendo: μmax= 5gC/m2 x dia κ =0.52 admitido λ=1.Curso de esgotos Capitulo 05.00398 já calculado f5=1 P=0. f4 e f3 já definidos e calculados.02g02/m2xdia Portanto.0.013 x 2.7 e dividir pela profundidade H em metros.16 f3=0.05 ψ=100 ou 10 conforme o limitante for nitrogênio ou fósforo ρ =0.00016 -0.1/dia (adotado) Observar que na equação temos o fator f5.013=0.13 = 0.035+0.7 / H Exemplo 5.br 5. ξ =1.13gC/m2 μmax=5 gC/m2 xdia dP/dt = μmax x [ κ x (1-S)]/ ( λ +S) x [P/(Ф+P)] x [N/ (ψ +N)] x ξ (T-20) . Será aquele que for limitante.0494 já calculado f4=0. podemos achar em oxigênio dissolvido bastando multiplicar por 2.1 x 1 x 0.5gC/m2 N= nitrogênio ou fósforo.52 S= 0.02g02/m2xdia 5-42 . A equação abaixo fornece a variação média diária de gC/m2 dP/dt = μmax x ( κ x (1-S))/ ( λ +S) x (P/(Ф+P)) x (N/ (ψ +N) x ξ (T-20) . não sendo considerada as algas no perifiton.

md. ano 2006 -HUBER. 2004. Acessado em 20 de dezembro de 2006 -INTERNEThttp://www. 1996. Dissolved Oxygen Analysis of Stream with point sources. -BROWN. ISBN 0-07-113908-7.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006 -JORDAO. 14páginas. J. J. ISBN. CIV 590. N. ano 2005 ISBN 85-905545-1-1 932páginas -LAMPARELLI. FRANCILIO PAES.pdf Acessado em 20 de dezembro de 2006. water quality modeling and control. 7/6/2006. Acessado em 6 de janeiro de 2007. Autodepuração dos cursos de água. MARIO TAKAYUKI. Contaminant transport in surface water. -INTERNET http://www. Hydrologic analysis and design. Georgia. 1985-Rates.br 5. Tratamento de esgotos sanitários. M. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental UFMG. 2000 191páginas. MIGUEL MANSUR. JOHN. ABES. 1991.0-07-100824-1.br/posgraduacao/arquivos/documentos/me166c. CSIRO Land and Water Technical Report 23/05. CLAIR N et al. -VICTORETTI.. Princípios do tratamento biológico de águas residuárias. Chemistry for environmental engineering. Tese de Doutoramento. V. CETESB. dezembro 2005. (1996). 1987. São Paulo.Curso de esgotos Capitulo 05. Cetesb.epa. NELSON GANDUR. 1984. ABES. 1998 814p. and kinetics formulations in surfaced water quality modeling (second edition).. PAULO et al. ISBN 85-7022-135-5 -AZEVEDO. -MCCUEN. et al. EDUARDO PACHECO E PESSÔA. ROQUE PASSOS e KATO. RAFAEL RIBEIRO DA SILVA. Maringá. 1977. 2ª ed.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final. 238. BENOIT ALMEIDA. 3ª ed.mde. Estudo de propriedades da Clorofila-a e da Feotinina-a visando a Terapia Fotodinânimica. Tratamento de esgotos sanitários. Planejamento e projeto dos sistemas urbanos de esgotos sanitários. Rivers and Streams. 257páginas -DEZUANE. Plublishers. setembro de 1966 número 62 ano 26.Y. Maidment. WAYNE C. photosynthesis and respiration in streams. Modelling perifhyton biomass. .39 Bibliografia e livros recomendados -AISSE. Dissertação de Mestrado. Revista DAE. constants. Revista Brasileira de Recursos Hídricos volume 11 número. Universidade Federal de Minas Gerais.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR. Site: www. três volumes com 1214paginas no total.com. 1997 575páginas.csiro. Handbook of drinking water quality. In Handbook of Hydrology de David R. 1994. JOSE MARTINIANO DE. Anexo A 5-43 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. ISBN 0-13-1349589 -METCALF & EDDY. -SUAREZ. Publicada pela CETESB em 1973 com 131páginas. março de 2006. Hidrobiologia aplicada à engenharia sanitária. L. 2a ed. Modelagem do transporte e dispersão de poluentes.au -SAWYER. 1334páginas -PIVELI. Principles of surface. -BRANCO. Athes. In Mays.543121. -INTERNET http://www. 1989 -URIAS. Sistemas Urbanos de Esgoto. EPA/ 600/3-85/040 june 1983. SAMUEL MURGEL. -USEPA. SUSAN M. Van Nostrand Reinhold. 92páginas. 213páginas.Curva de depressão do oxigênio. -RUTHERFORD. Harper & Row. Prentice Hall.dqi. 4ª edição. revisada. Mcgraw-Hill. -THOMANN. Janeiro de 1995. A. CONSTANTINO ARRUDA. DERICK G. Wasterwater engineering.WROBEL. -DACACH. Larry W. STEVEN C. Instituto de Geociências da USP.Water Resources Handbook. -CHAPRA.br/institutos/it/de/acidentes/fito. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. RICHARD H. ALDO PACHECO et al. http://www. 658páginas. Tese de doutoramento na EPUSP em 1964.state. Mcgraw-Hill. -LEME. 1971. Princepton University. -VON SPERLING. 1. CHRISTOPHER E CUDDY. 2006. 1993. -FERREIRA. Vol.. MUELLER. Guanabara dois. Programa de pós-graduação.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. C.htm. MARTA CONDÉ: Graus de trofia em corpos de água no Estado de São Paulo.pdf. Contribuição ao emprego de lagoas de estabilização como processo para depuração de esgotos domésticos. Contribuições para o desenvolvimento da capaciade de previsão de um modelo de qualidade da água. 243 p.ufrrj.uem. 285páginas. Qualidades das águas e poluição: aspectos físicoquimicos. R. 2ª ed.

02 <0.02 NKT mg/L 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.61 Condutividade mg/L 54.048 Aluminio mg/L Máximo 0.18 <0.05 Mercúrio mg/L Máximo 0.0001 Nitrogênio mg/L 0.18.06 Níquel mg/L 0. ar ºC 22 Absorb. no UV m 0.86 Cobre mg/L 0.8 Temp.8 Temp.52 Fósforo total mg/L Máximo 0.20) mg/L 3 <3 DQO mg/L <50 Fenois mg/L 0. filtrável mg/L máximo500 47 Res. UFC= unidade formadora de colônia 5-44 .28 N.97 Feofitina-a μg/L 2.15 amoniacal N.01 DBO (5.04 Manganês mg/L Máximo 0.br Exemplo de análise para mostrar o nitrogênio.0002 <0. água ºC 20.1 0. volátil mg/L 12 Sulfato mg/L Máximo 250 <10 Turbidez uT Máximo 40 13 Zinco mg/L Máximo 0. Nitrato mg/L Máximo 10 1.53 OD mg/L Mínimo 6 5.02 Parâmetro Microbiológico Coliformes termo NMP/100ml Máximo 200 1 Parâmetro Ecotoxicológico Toxicidade Não tóxico Parâmetros hidrobiológicos Clorofila-a μg/L 0.Análise do Tanque Grande efetuada pela CETESB Padrão conama Análise do dia Parâmetros Unidade 357/05 04/8/04 Classe 1 Coloração Verde pH U:pH Entre 6 a 9 6.001 I<0. Análise do reservatório do Tanque Grande em Guarulhos datada de 4/8/2004 efetuada pela CETESB em um dia que não choveu.5 Cor verdadeira mg Pt/L 80 Cromo total mg/L <0.01 0.3 (i): conformidade indefinida quanto ao limite da classe devido a analise laboratorial não ter atingido os limites legais.001 i<0.025 0.03 i<0.21 Cádmio mg/L Máximo 0.com. Nitrito mg/L Máximo 1 0. Tabela 5.01 COD mg/L 3.Curso de esgotos Capitulo 05.003 Ferro total mg/L 0.78 THM mg/L 127 Res. fósforo e clorofila-a. Total mg/L 51 Res.005 Chumbo mg/L Máximo 0.025 <0.1 Cloreto total mg/L 1.

8 3.9 8.914 13. NT e clorofila-a de 1996 Reservatórios e rio PT NT (análises de 1996) (mg/L) (mg/L) Reservatório do Guarapiranga (Sabesp) 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 0. Alguns resultados de PT. Sabesp 0.68 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.com.br Anexo B Exemplo para mostrar a quantidade de fósforo total.831 Sabesp Reservatório do Atibainha. nitrogênio total e clorofila-a em alguns mananciais da SABESB localizado na Região Metropolitana de São Paulo.023 0.88 Reservatório Paiva Castro.Curso de esgotos Capitulo 05.044 0. 2004 Clorofila-a (mg/L) 2.9 5-45 .901 Rio Tietê Fonte: Campanelli.023 0.0 3. Mairiporã.

br Capítulo 06 Balanço de fósforo.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.com. nitrogênio. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. nitrogenio. oxigênio em lagos e rios 6-1 .

metabolismo celular e fornecimento de energia ao sistema de células.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogênio e poluentes. despejos de fossas sépticas ou ainda por rios que carregam fósforo e o depositam nos lagos conforme http://pearl. fósforo. Muitos lagos com algas pode-se 6-2 . Trataremos de lagos rasos onde há uma mistura facilmente atingida pelo vento. Em regiões tropicais os lagos são monomíticos ou politimíticos. Tudo vai depender do tempo de residência que é o volume do lago dividido pela vazão de saída.com. Aumentando o fósforo aumentam as algas. uma conseqüência da produção das algas é que quando elas morrem.br Capítulo 06.2 Fósforo O fósforo é um dos nutrientes essenciais a vida de todos os organismos. a mistura ocorre somente uma vez ou quando a mistura ocorre varias vezes. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1 Introdução Em lagos rasos e misturados podemos fazer uma análise simplificada de Oxigênio Dissolvido (OD). 6. Nos lagos o fósforo é usualmente encontrado em pequenas quantidades. pela vazão de entrada.maine. É fundamental no processo da vida como armazenamento e transferência de informações genéticas. nitrogenio. nitrogênio.htm O fósforo encontrado em lagos pode nos informar como está o crescimento das plantas no mesmo e como estão as atividades humanas ao redor do mesmo. elas caem no fundo do lado como matéria orgânica morta. No aumento das algas surgem florescências (blooms) que formam escumas no topo da água que muitas vezes produzem odor e que afastam as pessoas do lago. No processo de decomposição da matéria orgânica por bactérias no fundo do lago é feito com oxigênio dissolvido na água.Mistura em lagos O fósforo pode entrar no lago através de sedimentos. fertilizantes de gramados ou jardins. isto é. Outro problema é que o crescimento muito grande das algas pode quebrar o balanço no equilíbrio natural do sistema do lago. Para o caso do fósforo vamos seguir o modelo de Metcalf& Eddy.Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios 6. aumenta a quantidade de fósforo.edu/windows/community/Water_Ed/Phosphorus/phos_whatisit. 1993. vazão de saída e pela transferência de calor na interface ar-água. mas devido ao impacto das atividades do homem.1. Figura 6. Por exemplo.

As algas produzem oxigênio. O aumento do fósforo aumenta a quantidade de algas tornando a situação cada vez pior.35 a 76. As experiências têm demonstrado que não acontecem florescência de algas quando o nível de fósforo é menor que 0. As pesquisas existentes apontam o fósforo e o nitrogênio que são essenciais para o crescimento das algas e cianobactérias e que o limite de quantidade destes elementos é usualmente um fator de controle da taxa de crescimento.052 3. O lodo geralmente é vendido por causa do nitrogênio e não pelo fósforo. o pH afeta o transporte de fósforo entre o sedimento e a água. Uma fonte de poluição como efluente de tratamento de esgotos ou uma fábrica podem aumentar a quantidade de fósforo no lago.027 a 0.81 44<IET≤54 Mesotrófico 1.026 0. Os lodos dos esgotos representam 1% de fósforo e o lodo dos estações de lodos ativados são 1.06 IET>74 Hipereutrófico <0.0 0. Quando o pH sobe promove a retirada de fósforo dos sedimentos. Por outro lado em lugares onde os sedimentos recebem luz solar.5 a 1.211 10. As algas podem consumir ainda quantidade grande de fósforo.053 a 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.9 a 0. significando que não mais se adequarão as condições de reprodução ou sobrevivência.5g/dia de fósforo por pessoa.com.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.82 a 10.br tornar anóxido no verão.3 Índice do Estado Trófico (IET) Através do fósforo. A química do lago pode afetar as condições de fósforo no lago.211 >76.3 0.1).006 ≤0.8 ≤0. O limite para o fósforo total nas águas é de 0.7 a 2. nitrogenio.3 >0. Os polifosfatos que foram feitos para substituir os sabões aumentam também a quantidade de fósforo na água dos rios. clorofila-a e do IET (Índice do Estado Trófico) de um rio ou lago o mesmo pode ser classificado pela CETESB conforme Tabela (6. Critério Estado trófico Transparência Fósforo total Clorofila-a (m) (mg/L) (μg/L) IET≤ 24 Ultraoligotrófico ≥ 7. as algas são encontradas vivendo nos sedimentos. O fósforo varia de 1ppb a 110ppb (parte por bilhão) com média de 14ppb (14μg/L ou 0.9 a 1.51 24<IET≤44 Oligotrófico 7. 6.34 54<IET≤74 Eutrófico 0.025mg/L conforme Conama nº 357/05.1-Limites para diferentes níveis de estado trófico segundo o sistema de classificação de Carlson modificado por Toledo.0mg/L. que reduz o escoamento de fósforo do sedimento para a água.06 Fonte: Lamparelli. A produção primária das águas aumenta o pH na água. Os polifosfatos são geralmente usados para controle da corrosão.52 a 3. 1994.005mg/L conforme Saywer et al.0 0. 1990. Tabela 6. 2004 6-3 . aumentando a quantidade de fósforo tirada dos sedimentos. A quantidade de fósforo lançada é função das proteínas que o ser humano ingere. Nos esgotos o fósforo inorgânico varia de 2 a 3mg/L enquanto que o fósforo na forma orgânica varia de 0.5% do fósforo. Nos Estados Unidos é lançado nos esgotos diariamente 1.014mg/L).007 a 0. Por exemplo.

4 Índice do estado trófico CETESB Segundo a Cetesb o indice do estado trófico (IET) é a média do índice do estado trófico da produção de fósforo com a clorofila-a. Marta Lamparelli.1) foi feita para lagos sendo usada no Estado de São Paulo também para rios.2).concentração de clorofila-a medida na superfície da água (μg/L) Ln= logarítmo natural Exemplo 6. 2004 propôs uma classificação para o Estado de São Paulo conforme Tabela (6. que causa algumas vezes certas inconsistência de resultados conforme apontado por Lam parelli.2 Calcular o índice do estado trófico para o lago do Nado localizado em Belo Horizonte.03) / ln 2 ]} =55. Belo Horizonte. Dados de Bezerra-Neto e Coelho.695 x ln (5. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.7+55.8 IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 =(33.695 x ln (Clor-a) / ln 2 ]} P= concentração de fósforo total medida na superfície da água (μg/L) Clor-a. O índice original foi introduzido por Carlson e modificado por Toledo. Calcular o índice do estado trófico.535m2 6-4 .32 / P) / ln 2 ]} IET (Clor-a)= 10 { 6 – [ (2. Marta Lamparelli apresentou uma proposta mais condizente com a realidade que está na Tabela (6. nitrogenio.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.1 Dados: P= 13μg/L e Chl-a= 5. Tabela 6. 2004 para o Estado de São Paulo Exemplo 6.2). A Tabela (6.03μg/L.2. Minas Gerais.Proposta para classes tróficas da dra.006m3/s Área da bacia: 804.8)/2 =45 Lamparelli.7 IET (Clor-a)= 10 { 6 – [ (2. Estado de Minas Gerais 1500mm por ano de precipitação Comprimento máximo efetivo (Ce)= 290m Vazão média= 0.32 / 13) / ln 2 ]}= 33.04-0. IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80. 2002 Lagoa do Nado. 2004 e é por isto que a dra.com. IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 Sendo: IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.04-0.br 6.

6m Z= 2. 2004 concluiu que para o Estado de São Paulo a sazonalidade pode ser feita em duas partes: .75 Índice de desenvolvimento de volume (Dv)= 1.com. nitrogenio.8 Relação entre clorofila-a e fósforo total Clorofila-a= 0.6 Sazonalidade: Lamparelli.5 Sechi = 1.695 x ln (11) / ln 2 ]}= 53 IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 IET= (58 + 53) / 2= 55 O índice do estado trófico do lago do Nado é IET=55 Verificando-se a Tabela (6.Estação de secas (abril a setembro) 6.562m2 Perímetro=1193m Largura máxima efetiva=51.04-0. 6.Estação de chuvas (outubro a março) .04-0.5 Reaeração de lagos Em lagos geralmente as fórmulas possuem relação com o vento.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.24 6-5 .695 x ln (Cl-a) / ln 2 ]} IET (cla-a)= 10 { 6 – [ (2.276mg/L PT=50 μg/L NT/PT= 1276/50=25.1 dias T= tempo de retenção no período seco= 78 dias Sendo: IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.07 Volume= 40.35 Fator de envolvimento (Fe)= 53 Declividade média (alfa)= 2. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1) verificamos que o lago é Eutrófico.32 / P) / ln 2 ]} IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.7m profundidade média (Z) Z/ Zn= 0. Geralmente: K2= KL/ H Sendo: KL= coeficiente de aeração do lago (m/dia) H= profundidade média do lago (m) K2= coeficiente de reaeração do lago (dia-1) v= velocidade do vento no lago (m/s) 6.562m3 Clorofila-a= 11 μg/L L=NT=1276 μg/L= 1. 2004 pesquisando rios e lagos no Estado de São Paulo propôs algumas relações que podem ser úteis em estimativas. 6.32 /50) / ln 2 ]} =58 IET (cl-aP)= 10 { 6 – [ (2.br Área da lagoa= 40.00m T=tempo de retenção no período chuvoso= 2.8m Profundidade máxima (Zn)= 7.7 Relações Lamparelli.081 x (PT) 1.7% Índice de desenvolvimento de perímetro (Dp)= 2.

Conforme o ambiente lótico ou lêntico teremos valores diferentes de fósforo. sendo a clorofila 11 μg/L S=transparência= 2. 2004 esta fórmula foi aplicada no lago Paranoá em Brasília achando-se a concentração média de fósforo (PT) de 40 mgP /m3. 2004 (PT)= Pin x Tw (3/4) / ( 3 x Z) Sendo: (PT)= concentração média de fósforo (mgP /m3) Pin= carga de fósforo afluente (g/m2 /ano) Tw= tempo de residência (anos) Z= profundidade média (m) Segundo Lamparelli.47 = 11. Clorofila-a= 0.24 1.4 μg/L 6. No Brasil conforme Lamparelli.276 mg/L.5 Calcular a transparência S de um lago.025mg/L das águas doces Classes 1 e 2 .5 x clorofila -0. Clorofila-a= 8.47 NT= nitrogênio total (mg/L) Clorofila-a em μg/L Exemplo 6.55 Sendo: NT= nitrogênio total (mg/L) Clorofila-a em μg/L Relação entre clorofila-a e nitrogênio para reservatórios Observemos que em reservatórios a quantidade de clorofila-a é bem maior do que em rios.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. Clorofila-a= 8.10 Equação de Salas e Martino.081 x 50 = 10. 6-6 .13m 6.10 Clorofila-a x transparência S para rios S=transparência= 0.com. 2004 a Conama 357/05 estabelece o limite máximo de fósforo de 0.4 Em um lago o nitrogênio total NT=1. nitrogenio.33 = 1.47 Clorofila-a= 8.4 μg/L 6.24 Clorofila-a= 0.9 Relação entre clorofila-a e nitrogênio para rios Clorofila-a= 1.276 1.br Sendo: Clorofila-a em μg/L Fósforo total (PT) em μg/L Exemplo 6.081 x (PT) 1.613 x clorofila -1. 2001 in Lamparelli.60 x (NT) 1.28 Clorofila-a x transparência S para reservatórios S=transparência= 2.3 Dado um lago com fósforo total PT= 50 μg/L. Calcular a clorofila-a.34 x (NT) 0.33 Exemplo 6.5 x clorofila -0.5 x 11 -0.60 x NT 1. Calcular a clorofila-a do lago. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.60 x 1.33 S=transparência= 2.

Marta Lamparelli fornece elementos importantes que estão na Tabela (6.00 Nitrato Rios 0.6 Amônia 0.Dados das pesquisas de Lamparelli.70 Resíduo total Rios 140 4.062 36.48 Reservatórios 2.55 Reservatórios 0.00 Clorofila-a Rios 3.8 Pesquisas de Lamparelli.7ºC 18.004 0.18 0.0 Nitrato 0.00 Reservatórios 116 1.55 0.071 57. Tabela 6.00 333. Tabela 6.59 0.024 0.br 6.0 ºC 32ºC A Tabela (6. 2004 6-7 . oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.75 0.00 282.01 32.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.4) contém as concentrações basais encontrada nos Estados Unidos.63 0.00 801.com.01 6.22 Reservatórios 0.3).01 6.01 25.3.24 0.62 0.Concentração basal de nutrientes em riachos nos Estados Unidos conforme USGS Nutriente Concentração basal em riachos (mg/L) Nitrogênio Total 1. 2004 A tese de doutoramento da dra.0ºC 35ºC Secas (abril a setembro) 21.00 56.4.10 Nitrogênio orgânico Rios 0.63 Nitrogênio Total rios 2.040 0.090 Ortofosfato solúvel rios 0. 2004 para o Estado de São Paulo mg/L mg/L mg/L Média Mínimo Máximo Fósforo total rios 0.34 0.00 Reservatórios 66 0.1 Fonte: Lamparelli. nitrogenio.57 Temperatura da água Chuvas (outubro a março) 25.07 Reservatórios 18.05 169.47 0.00 22.00 (nitrogênio amoniacal+nitrato+nitrito) Reservatórios 0.070 0.005 2.1 Fósforo total 0.00 Reservatórios 0.88 0.05 566.122 0.4ºC 13.15 Nitrogênio amoniacal Rios 1.00 Resíduo fixo Rios 82 2.020 0.210 Reservatórios 0.00 417.030 0.

nitrogenio. 1987 valem para rios. 6. a qual estabelece que a produção de um organismo é determinado pela abundância da substância que estiver presente no ambiente na menor quantidade relativa a sua necessidade conforme Wetzel. 1993 in Lamparelli. Alguns limnologistas consideram que apenas o fósforo é limitante. As relações NT/PT segundo Thomann e Muller.10 Teoria sobre carga de fósforo em um lago Conforme Metcalf e Eddy. Quando NT/PT << 10 o fator limitante é o nitrogênio e Quando NT/PT >> 10 o fator limitante é o fósforo. Qws = aQw sendo a fração da água que retorna ao lago Qo= vazão de saída do lago (m3/s) Cp= concentração de fósforo na precipitação água de chuva (mg/L) Cr= concentração de fósforo devido ao runoff (mg/L) Cs= concentração de fósforo que vem do rio que cai no lago (mg/L) Cr= concentração de fósforo contido no escoamento superficial (runoff) (mg/L) Cg= concentração de fósforo da água subterrânea (mg/L) Cw= concentração de fósforo de efluente de estação de tratamento de esgotos lançado no lago (mg/L) 6-8 . Para N/P < 4 estimula-se o crescimento das águas azuis ou cianofíceas que são tóxicas.com. Mônica Porto alertam em suas aula o seguinte: Quando ocorre a limitação por fósforo o processo de eutrofização estabiliza. 2004. o crescimento das algas prossegue com aquelas que conseguem usar N2.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. lagos e estuários para poluição pontual e difusa.9 Razão N/P O conceito de nutrientes limitantes é baseado na Lei do Mínimo proposta por Liebig. o nitrogênio apenas comanda o tipo de alga que se desenvolve. Sendo: NT= nitrogênio total PT= fósforo total Os professores da EPUSP do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária PHD2460 dr. 1993 a carga M’ em um lago é dada pela equação: M’= Qp x Cp + Qs x Cs + Qr x Cr + Qg x Cg + Qw x Cw Sendo: M’= carga no lago (mg/s) Qp=vazão devida a precipitação direta na área Qs= vazão de rio que chega ao lago (m3/s) Qe= vazão devida a evaporação da água na superfície do lago (m3/s) Qr= vazão devida ao escoamento superficial (runoff) que cai no lago (m3/s) Qg= vazão devida a contribuição das águas subterrâneas (m3/s) Qw= água que é retirada (m3/s) Qws= água que é resposta ao lago (m3/s). Rodolfo Martins e Dra. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br 6. A relação N/P é importante para determinar as medidas de controle. Quanto ocorre a limitação por nitrogênio.

Geralmente é a área multiplicado pela profundidade média.000000034/s V= volume do reservatório (m3).003/86400s= 0. Geralmente é a área multiplicado pela profundidade média.2. 6-9 . Qo= vazão de saída do lago (m3/s) M’= Cc x βx V Sendo: M’= carga presente no lago (mg/s) Cc=concentração de fósforo no lago (mg/L) β=constante do lago para o fósforo V= volume do reservatório (m3).Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogenio.003/dia= 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 1993 to= V/Qo Sendo: to= tempo de permanência (s) ou tempo de detenção ou tempo de residência V= volume de água do lago (m3) Qo= vazão de saída do lago (m3/s) β= K + Qo/V = K + 1/ to Sendo: β=constante do lago para o fósforo K= constante de fósforo= 0.Modelo de lagos e reservatórios totalmente misturado Fonte: Metcalf&Eddy.br Figura 6.com.

66 x 2.2mg/L para 0.1x Crx1000= 6610.003/dia= 0.1m3/s A vazão causada pela precipitação direta na superfície do lago é: Qp= Área do lago x precipitação anual= 130 x 1000 x 1000 x (500/1000) /(365 x 86400)= 2.6+9. Qs=0 vazão do rio que chega ao lago É importante salientar que 70% do volume extraído retorna ao lago e 30% é lançado a jusante do mesmo fazendo parte portanto como 0.1 x 1000)=0.081mg/L Determinar a carga de fósforo que deve ser lançada no lago para que a concentração de fósforo no lago seja de 0.09mg/L x 3. A água de retorno ao lago possui Cw= 2.50mg/L mostra que o lago é muito sensível às descargas lançadas nele. Qo= Qr + Qp – Qe – 0.4 x 10-8/s V= 1. nitrogenio.15m3/s β= K + Qo/V K= constante de fósforo= 0.30 x Qws.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.7667 x 10-8 /s x 1. A concentração de fósforo medida do lago é de Cc=0.03mg/L.6 Elaborar a análise de fósforo em um lago com escoamento superficial médio anual de 125mm.1 + 2.56mg/s= 20.000m3 = 1.(6610.15m3/s β= K + Qo/V β= 3.09mg/L.30x 3.89m3/s A vazão de saída Qo será: Adotando as seguintes simplificações: Qg=0 vazão devido a águas subterrâneas.7= 0.95x109=3.95 x 109 m3 Qo= 7. C= 2.30 x Qws= 9.8x 1000) =2. M’= Cc x βx V =0.95x109) x 1000= 6610. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.2 .8= 7.96 Cr= 737.56 -5872.50mg/L Metcalf e Eddy.56 mg/s – 2204)/ ( 0.95 x 109= 2204 mg/s Quantidade de fósforo no esgoto retornado para o lago.66m3/s (retorno) 6610.003/86400s= 3.1 x Crx1000+ 2.950.1x Crx1000+5852=5872.95 x 109m3 A vazão média Qr que chega ao lago causado pelo runoff (escoamento superficial): Qr= Área da bacia x (125/1000)/ (365x86400s)= 2300x 1000 x 1000 x (125/1000)/ (365x 86400)=9. 6-10 .96/( 9. evaporação anual de 700mm e precipitação média anual de 500mm.000. A quantidade de fósforo na água de chuva Cp=0.36667 x10-8= 3.06 -2.7667x 10-8 x 1.6=737.6 + 9.01x1000 + 9.com. A área da bacia do lago tem 2300km2 e a profundidade média do lago é de 15m.br Exemplo 6.7x3. 1993 salientam que a redução de 2.06m3/s A vazão evaporada da superfície do lago: Qe= 130 x 1000 x 1000 x (700/1000)/ (365 x 86400)= 2.06 x 0.03mg/L x 3.2x1000 6610. O volume do lago é a superfície multiplicado pela profundidade média.56mg/s= 2.000.01mg/L e é retirado do lago 3.56 mg/s A carga da concentração de fósforo devido ao runoff é: M’= Qp x Cp + Qr x Cr + Qw x Cw=6610.7667 x 10-8 /s M’= Cc x βx V =(0.8=2.15/1. A área da superfície do lago tem 130km2.2mg/L de fósforo. V= 130km2 x 1000 x 1000x 15= 1.7 x 3.000m3 =1.2 – 1.89 – 0.4 x 10-8/s + 7.1x Crx1000 9.56mg/s Qw=0.4 x 10-8/s + 0.8m3/s sendo reposto em forma de esgoto tratado 70% da vazão.950.

3315m3/s β= K + Qo/V β= 3.0425 Cw= 25mg/L DBO M’=( 0.6km2 e a profundidade média do lago é de 3.289+0.000m3 Qo=0.20km2.3/86400s= 3.472x10-6/s +5.3315m3/s β= K + Qo/V K=0.000m3 A vazão média Qr que chega ao lago causado pelo runoff (escoamento superficial): Qr= Área da bacia x 0. O volume do lago é a superfície multiplicado pela profundidade média.0425m3/s com DBO=Cw=25mg/L. A área da bacia do lago tem 25.0425= 0.20km2 x 1000 x 1000x 3.289m3/s A vazão de saída Qo será: Qo= Qr + Qws= 0.0= 600.0425x 25) x 1000= 1351 mg/s Cc= M´/ βx V =1351/ (4. É lançado efluente de esgoto tratado na vazão de Qw=0.3315/600000= 3. A quantidade de DBO na água de escoamento superficial (runoff) Cp=1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.472x10-6/s + 0.3/dia= 0.7 Determinar a concentração da DBO5 em um lago que tem chuva escoamento superficial médio anual de 0.472x10-6/s V= 600.024 x 10-6 /s M’= Qr x Cr + Qw x Cw Qr=0.289x 1.356m. 1993. A área da superfície do lago tem 0.024 x 10-6 x 6 x 105 x 103)=0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.356/ (365x 86400)=0.br Exemplo 6.356m/ (365x86400s)= 0.0 + 0.289m3/s Cr= 1mg/L DBO Qw=0.com. V= 0.20x 1000 x 1000 x 0.3/dia K= constante da DBO= 0.52 x 10-7/s =4.0mg/L. nitrogenio.0m conforme exemplo adaptado de Metcalf e Eddy.56mg/L DBO 6-11 .

6kg/ano.24 g/m3= 0. Poderia ser incluso também o efluente de uma ETE e o volume de lançamento no lago deveria ser usado o método da solução para a concentração final fósforo.07m e considerando o runoff ponderado obtido de 0.6) vamos calcular o coeficiente de runoff ponderado em relação as áreas e o obtido foi C=0.com.00 = 0.31 0.22 x 0.Calcular o coeficiente de runoff ponderado Uso da terra Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Total= Área (ha) 64 12 21 97 fração da área 0.24mg/L Nota: este exemplo é muito fácil de ser aplicado.027 0. A carga de fósforo adotada para a área urbana é de 0.5.7) a precipitação média anual é de 1.44 Na Tabela (6.44 obtemos 456.Porcentagem das áreas e coeficientes de runoff e cargas de fósforo Uso do solo Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Área (ha) Porcentagem C.600g/ano / 495. Para cada uso do solo foi estimado o coeficiente de runoff C.792 kg/ha x ano x 21ha = 16.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. 120.66 0. 6-12 .6 120.36 + 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.6kg/ano de fósforo que chegará ao lago.5) a carga total de fósforo que chega ao lago é de 120.73 0. volume de 38.792kg de fósforo por ano por hectare e multiplicando pela área em ha obtemos 16.5) estão as áreas agrícolas. Tabela 6. Carga= 0.920m2 vamos achar a carga de fósforo em gramas por metro quadrado por ano. florestas e urbanas da região. C= (0.982m3= 495. runoff 0.676m3.Calcular a carga de fósforo no lago. ou seja.73 1.44 x 97ha x 10000m2 =456.43 Tabela 6.600 g/ ano / 15. nitrogenio.920m2. assim para a área urbana C=0.12 0.31 + 0.620 0.br Exemplo 6. A precipitação média anual na região é de 1.3 16.6.12 x 0.58 g/m2 ano A concentração de fósforo será: 120.73)/ 1.600 g/ano.07m.36 0.982m3 fazemos a soma do volume total: Volume total= 456676m3 + 38.676 m3 Considerando o volume do reservatório de 38.00 C. 120. que apresentam grande dificuldade de estimativas.8 Dada uma área da bacia de 97ha de um lago. Como a área da superficie do lago As= 15.66 x 0.7 0. Na Tabela (6.792 103. runoff Carga P (kg/haxano) Carga P (kg/ano) 64 12 21 97ha 66% 12% 22% 100% 0.73.07 m x 0. 1.6kg/ano Na Tabela (6.31 0.22 1. O lago tem área superficial de 15.983m3. De maneira análoga poderiamos fazer aplicar o exemplo para o nitrogênio mudando somente as taxas de aplicação do nitrogênio.920m2 = 7.43.658m3 Conforme Tabela (6.36 0. mostrando que 64% da área é agrícola e 21% urbana. Somente consideramos a poluição difusa causada pelo escoamento superficial (runoff) e não consideramos as águas subterrâneas.6 kg/ano de P .6581m3 =0.

br Tabela 6.676m3 que acrescido aos 275.382 g/ano / 732.Estimativa da carga total de nitrogênio baseado no uso do solo Uso do solo Carga total de nitrogênio (kg/ha x ano) Agricultura 20.940 m3= 732.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.616 m3 A carga anual de fósforo da ETE será: 275.920m2 teremos: 203.382g/ano/ 15.940m3/ano O volume anual devido ao runoff foi de 456.382g/ano Dividindo pela área do lago de 15.28 mg/L de fósforo total 6-13 .8 g/m2 x ano A concentração de fósforo será: 203.30g/ m3= 82.782 g/ano + 120.782g/ano de fósforo A carga total será a soma da carga da poluição difusa mais a carga concentrada da ETE.600g/ano=203. Por ano teremos: 365dias x 756m3/dia=275.com.676m3 + 275.8.9 Area urbana 10.940 m3/ano x 0.30mg/L de fósforo total PT. nitrogenio. 82.9 Para o exemplo anterior vamos supor que exista uma ETE que produz 756m3/dia de esgotos que são lançados no lago com 0.940m3 resultará em: 456.9 Exemplo 6.616m3= 0.0 Floresta 1.920m2=12.

3/dia a 23º C e Kd=K1=0.5+ 0. nitrogenio.04m3/s x 86400s =3460m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 19500m3/ 3460m3/dia= 5.10.50. -consumo de oxigênio pelo sedimento) Para um lago completamente misturado em condições de equíbrio vale: L=DBO= W/ (Q + Kr x V) Exemplo 6.728 x U0.6 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.5 -0.com.3m e superficie A=15000m2.728 x U0.Fonte: Thomann e Mueller.0372 x 4. Concentração de DBO no lago 6-14 C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L+ –(Wc / (Q+ KL xA)) .500m3 Vazão de entrada e de saida Q= 0.728 x 4.04m3/s. 1987 Seja um lago com profundidade média H=1. onde a vazão de entrada e saida são de 0. O coeficiente Kr=0. 1987: Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (DO) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga (m3/s) Kd=K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO L= DB0 existente nas lagoas no início A=área da superficie do lago (m2) V= volume do lago (m3) cin = concentração de OD na água que entra no lago (mg/L) KL= 0. A carga de DBO lançado por dia é W=120 kg DBO/dia.317 x U+ 0.11 Cálculo do oxigênio dissolvido em LAGO e RESERVATÓRIOS Conforme Thomann e Mueller.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=4.9m/dia) OK. Wc= é a carga de outras origens e consumo de OD podendo ser positivo ou negativo (+fotossíntese.5m/s e a taxa de oxigênio na entrada do lago é cin=8. Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= A x H= 15000m2 x 1.58mg/L para temperatura de 23ºC.5m/s KL= 0.52= 0.317 x U+ 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.3m= 19.5 g/m2 x dia que denominamos também de Ks. A taxa de consumo de oxigênio pelo sedimento SB=0. Achar a concentração de OD da mistura. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5 -0.317 x 4.5 -0.6m/dia a 0.00mg/L e a DBO de entrada Lin=0.br 6.0372 x U2 Kr= Ksed + Kd = Ksed + K1 O valor Kr é a soma da deposição de DBO no fundo do lago que denominaremos de Ksed e da taxa de desoxigenação da DBO chamado de K1 ou Kd. Cs= 8. A temperatura que queremos é 23ºC. Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigenio usando uma tabela ou calculando. A velocidade do vento é V=4.2/dia a 23ºC. respiração.87m/dia (0.

Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogenio.728 x U0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5 -0.390m3 Vazão de entrada e de saida Q= 184m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 21.br L= W/ (Q + Kr x V)= (120 kg/dia x 1000g/dia) / ( 3560m3/dia +0.800m2 V= volume do lago= 21. C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (OD) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga= 184m3/dia K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO= 0.5+ 0.50. a concentração de DBO no lago é 12. saturação do OD.00m de Guarulhos =8.3mg/L T= 20ºC Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= 21.89mg/L Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L+ –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Q+KL x A= 3460m3/dia + 0.2 / 16500)x 12. 1987.05 –0.87 x 15000m2=16500m3/dia C= ( 3460 / 16500) x 8.0372 x 3.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=3.87 x 15000 /16500)x8.com.68 + 6.056g/m2/dia (adotado) cin = concentração da água que entra no lago com OD=7.58 – (19500x0.05 –0.97 mg/L Exemplo 6.317 x U+ 0.5 -0.9m/dia) OK. Adotaremos modelo de Thomann e Mueller.5m/s (média de Guarulhos na Estação Climatológica da UNG) KL= 0.00 + (0.79 –3.728 x 3.52= 0.11 Lago dos Patos em Guarulhos Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos A concentração de oxigênio dissolvido OD é dado pelas parcelas referentes a córrego tributário.45=4.89 –SB A / 16500 C= ( 1.79 –3.68 + 6.0mg/L ( vaira de 80% a 90% da Ods) cs= saturação do OD a 20ºC na altitude 760.390m3/ 184m3/dia= 116 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.5x 15000 / 16500 C= ( 1. consumo de oxigênio devido a DBO e consumo de oxigênio devido a sedimentos no fundo do lago.3 x 19500m3)= 12.390m3 Ks= SB=demanda de oxigênio pelo sedimento= 1.317 x 3.89mg/L Portanto. 6-15 .58/dia L= DB0 existente nas lagoas no início = 2mg/L A=área da superfície do lago= 18.71m/dia (0.6m/dia a 0.

83 – 1.532)x 2.532)x8.com.800m2=13.58 / 13.532m3/dia Wc= SB x A SB=Ks= 1.0 –(19853 / 13532) C= 0.71 x 18. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigênio usando a Tabela (5.84 mg de O2/Lx dia Vamos supor para efeito de exemplo que o lago não possa ter menos que 5.532) x 7.71 x 18.95 +8.056 x 18.84 mg O2/L x dia. Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Q+KL x A= 184m3/dia + 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.47=5. a concentração de oxigenio no Lago dos Patos é de 5. Cs= 8. Portanto. nitrogenio.056 g/m2/dia (adotado) Wc= 1. 6-16 .390x0.800m2=19853 C= ( 1840 / 13.19 -1.30mg/L para temperatura de 20ºC altitude 760m em Guarulhos.0mg/Lx dia de oxigênio dissolvido.800 /13.12) ou calculando.30 – (21.00 + (0.

06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.87) =0.5 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia G(Ia)= 2.914m α1= αo x e –Ke x z= 1.87m = profundidade média (adotado) Ke= 1.04 x 1.29= 0.5 x 0.04 adotado Ke = 1.55 . oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.12 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia devido ao fitoplancton.25x 10= 2.42 x e .04 x 0. a fotossíntese só ocorre durante o dia.com.55 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 1. ps=aop x P aop= 0.04/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.914 = 0.3.42) / (1. P= clorofila a em μg/L= 10 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0. nitrogenio.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado. Devido a energia solar. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia em mg O2/ L x dia ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.1 a 0.1.42 H= 1.5 μg/L = 2.73 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.6 dia 6-17 .718 x 0.br 6.25 razão em mg de DO / μg de clorofila a que varia de 0. Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2. Vamos adotar aop=0.6 ( e -0.25 x P= 0.7 / Ds sendo Ds= profundidade obtida com o disco de Secchi (m) z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) =0.718 x f ( e -α1 .e -1.29 pa= ps x G (Ia)= 2.

5 x (1 – e –0.007 x 150 + 0.5 x 1dia)] Δc/0.br 6.39 x 0.14 Coeficiente de extinção da luz Ke Pesquisas efetuadas por Lee e Rast.95+0.007 x Cor em uH + 0.md.61m a 1.5 x 0.95mg/L poderá haver variação de oxigênio de 5.8/m Z= 4.state.78 + 0. Guarulhos sabendo que através de análise de água a cor foi maior que 150 uH e que a turbidez foi de 83 uT.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/0.6dias T=1dia Ka=0. Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 5.49 /m a 7.78 + 0.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.73 = 0.39 Δc = 0.13 Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese (fitoplâncton) Conforme http://www.e –Ka x T x (1.12 Calcular o coeficiente de extinção de luz e a profundidade eufótica do lago dos Patos em Vila Galvão.6/ Ke que varia de 0.007 x Cor + 0.e – 0.com.6 x 1dia) x ( 1.6/ 6.73 = 0.85m conforme as pesquisas efetuadas Exemplo 6.e –0.73 = [( 1.78 + 0.29 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.8=0. Coeficiente de extinção de luz (Ke ou η) = 2.95-0.036 x 83 = 6. 1997 concluíram que com 13% de erros temos: Coeficiente de extinção de luz: Ke= 2.6/ Ke= 4.5/dia pa= 0.29=6.6 x 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.66 até 5.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.67m 6-18 .6f) )] / [0.5 x 1 x (1-0.29=5.e – Ka x f x T) x ( 1.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: f= 0.24mg/L de O2.29mg O2/ L x dia.93 /m conforme as pesquisa A profundidade eufótica z em metros pode ser estimada pela relação: z= 4.036 x turbidez em UT Ke varia de 2. nitrogenio. 6.036 x turbidez Ke = 2.mde.73 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.

90) =0.9 = 1.5/dia a 2. 6-19 .1/m G (I)= 2.90m = profundidade média (adotado) Ke= 1. R= aop x Gp x P Sendo: R= respiração pelo fitoplâncton (mg O2/ L x dia) P= clorofila-a (μg/L) Gp= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia f= foto período = 0. Vamos adotar aop=0.082xP ( mg O2/ L x dia) O valor de R será: R= aop x Dp x P R= 0.18/dia=0.133 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado para o exemplo que faremos.718 x f ( e -α1 .1 a 0.25/dia.718 x 0.284 Temperatura= 23º C Crescimento e morte de fitoplâncton.br 6. Adotamos Gmax=1.1 x 0.066( 23-20)= 2.066 (T-20) Os valores de Gmax variam de 1..1.com.5)/300=4.126/dia pa= aop x Gp x P= 0.619/dia Dp= respiração endógena Dp= μR x 1.133 x 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. 1987 página 450.00 H= 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.3.5 (dado do problema) αo= Ia / Is = (600/0.8/dia que é um misto da população do fitoplancton.05/dia a 0.5 ( e -1.5/dia.25 razão em mg de OD / μg de clorofila a que varia de 0.49 aop= 0. Acima fizemos os cálculos da variação de oxigênio devido a lagos e agora vamos ver a variação de oxigênio devido ao fitoplâncton devido em rios.284 x 2.49 .1/dia Dp= 0.15 Cálculo da variação de oxigênio para rios devido somente ao fitoplâncton No capítulo 5 fizemos um cálculo da respiração e produção de oxigênio devido as algas segundo Rutherford.133 x 0. mas vamos usar modelo de Thomann e Muller.5 (dado do problema) H= 0.e -αo) / (Ke x H) G (I)= 2.08 (23-20)= 0.08 (T-20) O valor de μR varia de 0.1 x 1.90m= profundidade do rio (dado do problema) Ke= 1. Adotamos μR =0.18/dia Gp= G(I) x G (T)= 0. G(T)= Gmax x 1. nitrogenio.00 x e .0168xP (mg O2/ L x dia) Sendo: P=clorofila-a (μg/L) Is= 300 ly/dia (dado do problema) Radiação solar diária It= 600 ly/dia (dado do problema) f=foto período=0.8 x 1.e -4.1 x 0.619/dia x P=0.126 x P =0.1 dado do problema α1= αo x e –Ke x H= 4. Faremos a explicação juntamente com um exemplo. Iniciamos primeiramente com o cálculo da respiração R pelo fitoplâncton.00) / (1. Mas G(T)= 1. 2005 para rios.

exp(-Ka x Δt )) (Equação 6.45 0.46 2. Substituimos o valor K2 por Ka D= Do x exp (-Ka x Δt) – ((pa-R)/Ka) x (1.9. O déficit no fim de cada trecho será o inicio do trecho seguinte.73 3.50 0.91 a favor da segurança) O resumo dos cálculos estão na Tabela (6.92 2.33 3.62 -0.Estimativa do oxigênio dissolvido no rio devido ao fitoplâncton Trecho do rio clorofila Cl-a pa R pa-R Temp Déficit D Do no inicio Coluna 7 Coluna 8 delta c= Déficit +Deltac/2 Déficit – deltac/2 (mgO2/L x dia) Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 (mgO2/L x dia) Coluna 4 Coluna51 (dias) Coluna 6 pa/2 Coluna 9 Coluna 10 Coluna 11 1 2 3 4 5 27 34 41 50 59 2.46 2.91/2= 2.73 x V0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.52 -2.50 0.50 0.15m/s=velocidade média do rio. nitrogenio.92 0.9).5/ H 1.29 -1.1) Sendo: D= déficit (mg/L) Di= déficit inicial (mg/L) Ka= coeficiente =1. Coluna 1: estão os trechos do rio. para 23º temos Ka=K2= 1.69/dia Como o valor de Ka ou K2 é para a temperatura de 20ºC.81/dia A média diária de déficit de oxigênio dissolvido OD em (mg/L) é dada pela equação: Da equação de Streeter-Phelps do capítulo 5 deste livro temos: D= Do x e –K2 x t + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo +{ [KN / (K2-KN)] x (e –KN x t – e –K2 x t) }x LoN .50 V= velocidade=0.69 -1. dado do problema H= profundidade média do rio (m)=0.84 -3.90m Ka= 3.(1 – e –K2 x t) x ( pa.br Tabela 6. 6-20 .21 -2.150.83 3.9).39 -0.15 Ka=K2= coeficiente de aeração Usando equação de O´Connor nas unidades SI temos: Ka= 3.58 -0.46 mg/L (Tomamos o maior valor de “pa”. Coluna 3: estão os valores do oxigênio consumido durante o dia pa de cada trecho devido as algas Coluna 4: está a respiração das algas de cada trecho Coluna 5: estão os valores de pa-R de cada trecho Coluna 6: estão os tempos em dias de cada trecho.024 (23-20)= 1.50 0.44 0.69 0.02 -0.16 4.R – Ks/H)/K2 Considerando Ks=0 e não o resto da equaçao e sim somente a parte que está nos interessando agora que é a produção e o consumo de oxigênio pelo fitoplancton temos a equação.41 4.46 0.98 -1.64 0. variando de 1 a 5 Coluna 2: estão os valores a clorofila-a conforme amostra extraída de cada trecho. ou seja.26 2.99 1.80 2.com.29 -1. geralmente de 0.69 x 1.62 -1. 4.57 0.91 0.46 2.07 -0.98 -1.58 -0.25 -0.25 2.50 dias e somente o ultimo é de 0.5/ 0.81 -2. Vamos explicar coluna por coluna da Tabela (6.901.84 0.81/dia no exemplo Δt=horas no trecho Para o primeiro trecho iniciamos com Do=0.50= 1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.73 x 0.02mg/L de déficit de OD. O déficit diário será a média diária mais ou menos Δc/2 sendo: Para Ka< 2/dia então: Δc= pa/2= 4.46 2.44dia.

nitrogenio.1) sendo o Do o do cálculo anterior.46/2 6-21 . Nas demais linhas o valor de Do é o valor calculado na linha anterior da coluna 8.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.46mg/L considerando o maior valor da coluna 3 que é 4.02mg/L.91/2=2.com. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.46. Coluna 10: São os valores da coluna 8 + 2.br Coluna 7: Na primeira linha está o valor da demanda de oxigênio no inicio de 0.46/2 Coluna 11: São os valores da coluna 8 – 2. Coluna 9: São os valores de Δc de 2. Coluna 8: Aplicação da equação (6.

br 6. Seja um lago misturado de proporções moderadas: W= Qe x Se + Qr x Sr + QT x ST + P x As x Sp + Sd x V Sendo: W= entrada de massa Qe x Se = transferência de massa de esgotos de um efluente Qr x Sr =devido a um rio que entra no lago QT x ST = devido a um tributário P x As x Sp = devido a precipitação da água de chuva Sd x V=devido ao sedimento Qe= vazão efluente Qr= vazão do rio que entra no lago Qt= vazão do tributário P= quantidade de precipitação As= área da superficie do lago V= volume do lago Se= concentração do efluente Sr= concentração do rio ST= concentração do tributário Sp= concentração nas águas de chuvas Sd= concentração do poluente que sai dos sedimentos td= V/Q Sendo: td= tempo de detenção no lago S’ = W/ (Q + KV) = (W/Q) / ( 1 + Ktd) Sendo: S= concentração no tempo t t= tempo em ano K=0.16 Lançamento de poluentes em um lago. nitrogenio.23/ano S=S’ x{ 1 – exp([ -(1 + K x td) x (t/td)]} 6-22 .com. 1987. Vamos explicar dando um exemplo seguindo modelo de Thomann e Muller.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

Não é tóxico para passarinhos e é um pouco tóxico para o ser humano.83m3/s.83m3/s) / (365dias x 86400)= 1.83 x 1000) / ( 1+0.23x0. O volume do lago é de V= 89.23x 1. nitrogenio.com.4mg/L S’= 1400 μg/L Portanto.br Figura 6. 1987.Esquema de lago misturado Exemplo 6.5 anos quando acaba o poluente repentinamente teremos: S=S’ x{ 1 – exp([ -(1 + k x td) x (t/td)]} S(t=1.5anos vem recebendo um pesticida (Triallate) com 518.4kg x 1000 x 1000) / (2.95)= 1.13 Adaptado de Thomann e Muller.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.5anos/1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5anos)=1400 {1 – exp([ -(1 + 0.2.145. Nota: O triallate é um pesticida usado para matar vegetação daninha.23/ano e a vazão média anual da saída do lago é de 2.3. O valor K=0.000 m3.000m3/ 2. Seja um lago com durante 1.400μg/L Para 1.4 kg/dia e depois termina. É tóxica para peixes e outros organismos aquáticos. a concentração de equilibrio é 1.Esquema do lago Primeiramente vamos determinar o tempo de detenção td td= V/Q=(89154.0anos O valor de S S’ = W/ (Q + kV) = (W/Q) / ( 1 + Kx td) = (528.00) x (1. Achar a concentração de equilíbrio? Achar a máxima concentração? Figura 6.178 μg/L 6-23 .00anos)]} =1178 μg/L A máxima concentração do poluente é 1.

17 Tipo de análises No Lago do Nado em Belo Horizone foram feitas análises longitudinais e mensais ao lago em profundidade: 0 1m 3m 5m 1.com. 2. nitrogenio.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. Nestes pontos foram retiradas com retiradas amostras com a garrafa de Van Dorn de 2 litros: Fósforo total pelo método de Murphy e Reley Nitrogênio total usando autoclave c persulfato de potássio Clorofila-a pelo método espectrofotométrico usando acetona como solvente orgânico. Oxigênio dissolvido Temperatura Disco de Secchi 6-24 . 6. 4. 5.br 6. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 3.

Revista Brasileira de Recursos Hídricos volume 11 número. 1997.S.md. 3ª ed.ppg.com.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.0-07-100824-1. ISBN.18 Bibliografia e livros recomendados -BEZERRA NETO. Mcgraw-Hill. ROGER W. 6páginas. ISBN 0-06-046677-4 6-25 .pdf -HUBER. Contaminant transport in surface water. -INTERNET http://www. Austin.br 6. nitrogenio.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: -LAMPARELLI. 2004. -THOMANN. Estado de Minas Gerais. U. Editora Harper Collins. Geological Survey. MARTA CONDÉ: Graus de trofia em corpos de água no Estado de São Paulo. -LEE. Wastewater engineering. ROBERT V. JOHN A. -FERREIRA. In Handbook of Hydrology de David R. E RAST. 1991. Instituto de Geociências da USP. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Texas. 1334páginas. US Department of the Interior -METCALF & EDDY. WALTER. Ligth attenuation in a shallow.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final. Tese de Doutoramento. 238. Principles of surface water quality modeling and control. A morfologia e o estado trófico de um reservatório urbano: lago do Nado.mde. lake Houston. JOSE FERNANDES e COELHO.br/Docs/ctf/Biologicas/2002/02_245_01_Jose%20BezerraNeto%20e%20outro_A%20morfometria. WAYNE C. 644 páginas. Texas. Acessado em 23 de dezembro de 2006.uem. Belo Horizonte.state. 1993.. 1987. Contribuições para o desenvolvimento da capacidade de previsão de um modelo de qualidade da água. ALDO PACHECO et al. turbid reservoir. RICARDO MOTTA PINTO. 2002 Universidade Federal de Minas Gerais. Maidment. ano 2006 http://www. MUELLER.

com. nitrogenio. 1985 página 63 6-26 .Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.br Apêndice A: fonte USEPA. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

com.br Capítulo 07 Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos 7-1 .Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

Estados Unidos com área de 212ha foi determinado por uma comissão em 1990.41 kg/ha 212 ha 21.00kg/ha 3. A segunda parcela é dos fertilizantes usados nos gramados.490kg/ano. Massachusetts Ordem Coluna 1 Fonte do nitrogênio Coluna 2 Unidade Coluna 3 Padrão Mass.3mg/L Runoff no pavimento 2. pois adotada a taxa máxima de 0.490kg Para estimativa assumimos que o efluente tratado de esgotos sanitários tenha 40mg/L de nitrogênio e que a cota per capita seja de 208 litros/dia x habitante.0mg/L Runoff no telhado 0.490kg/ano.000 kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano 3.160 37.68 15.2 Impacto do nitrogênio É o problema III do Azevedo Neto conforme Tabela (5. Coluna 3: unidade.26 723 1. 2002 poderão obter concentrações baixas de nitrogênio de 10mg/L a 25mg/L.298 5.04 Coluna 4: Padrão em kg/ha usado em Massachussets. 7-2 . Para os tanques sépticos e vala de infiltração consideramos 208 litros/habitante x dia e considerando que cada pessoa contribuirá com 40mg/L de nitrogênio teremos: 40mg/L x 208 L/dia x pessoa x 365 dias/ 1000. Volume de água de recarga= 218. Coluna 6: é a multiplicação da coluna 4 pela coluna 5 fornecendo o total de nitrogênio em kg por ano.000m3/ano / 1000=52. chuvas. Na Baia de Buttermilk em Massachusetts.1) está uma aplicação prática do assunto: Tabela 7. Coluna 4 Quantidade Coluna 5 (kg/ano) Col 4 x col 5 Coluna 6 (%) Coluna 7 1 2 3 4 5 6 Tanque séptico e vala de infiltração 40mg/L Fertilizante no gramado Atmosfera 0. Na Tabela (7. Coluna 7: é a porcentagem de contribuição de cada fonte. podem ser estimadas em um lago.24mg/L de nitrogênio para que fosse diminuida a quantidade de algas na região. As cargas de fósforo e nitrogênio. por exemplo. Na prática o nitrogênio varia de 25mg/L a 45mg/L. que a taxa de nitrogênio anual não poderia passar de 52.49 100.02 kg/pessoa/ano 8708 hab 46.000.com.00 300 0. Apresentaremos ainda o método Simples de Schueler que é muito usado em poluição difusa devido a sua simplicidade.000m3/ano 0. 7. Coluna 5: é a quantidade de pessoas.br Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e fósforo em lagos e córregos 7. Sistemas mecanizados de tratamento de esgoto sanitário conforme EPA.Cargas de nitrogênio na Baia de Buttermilk.81 840 2. observando-se que que os tanques sépticos com vala de infiltração contribui com 70. O impacto do nitrogênio numa determinada área é muito importante. 8708hab ou o número de hectares estimados.709.709.888 70.94 128 ha 26.50 kg/ha 40ha 790kg/ha 4ha Total (kg N/ano)= 3. gramado. runoff no pavimento e runoff no telhado e fertilizantes de pequenas árvores.000= 3. ou seja. pois são levadas pelo escoamento superficial das chuvas e das águas subterrâneas.1 Introdução Vamos expor suscintamente o impacto do fósforo e do nitrogênio em lagos e rios.68%do nitrogênio anual.82 Fonte: USEPA.1.00kg/ha 40ha 7.209 8.1) do Capítulo 5 que consiste em determinar a população máxima cujos efluentes podem despejar no curso de água.75mg/L Fertilizante em árvores pequenas kg N/pessoa x ano 208 litros/dia x hab 40 x 208 x 365/1.24g/m3 x 218. Geralmente kg de nitrogênio /ha x ano.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 2002 Coluna 1: ordem Coluna 2: fonte do nitrogênio: tanque séptico e valo de infiltração. Qualquer construção que seja feita na região os efluentes nao poderão ultrapassar a carga anual de nitrogênio de 52.

3 Balanço de massa O balanço de massa do nitrogênio ou de outro poluente fornecem a concentração do poluente na água subterrânea e na água superficial conforme Usepa. Tabela 7. florestas.000m3 = 0. 2002.1kg/ha x ano de nitrogênio total foi achada por Lewis.5 0.00 0.com. Existe a influência do tipo de solo e das declividades. O balanço de massa é o quociente entre a carga anual em gramas e o volume anual de recarga em metros cúbicos. 1999 em várias florestas praticamente intocadas.085 Quasi floresta 4.52 0.2 7. Do nitrogênio inorgânico 20% é amônia e 80% é nitrato.31 0. precipitações e áreas rurais.17mg/L< 0.0 0. Isto mostra que a Tabela (7.3).175 Quasi área urbana 7.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0 0. como áreas urbanas. et al.3) no que se refere a floresta pode ser aplicada para o Brasil.410 Fonte: Marsh.3 0. Do nitrogênio total 50% é nitrogênio orgànico e os outros 50% é inorgânico.2 a 0. É a redução da habilidade do sangue de carregar oxigênio e causa problemas na gravidez.4 Impacto do fósforo A Tabela (7.1 a 0.6 Fósforo kg/haxano Médio Baixo 0. Carga do poluente mg/L= carga anual em gramas/ volume anual de recarga metros cúbicos Para a Tabela (7.Carga anual média de nitrogênio e fósforo Uso do solo ou cobertura Nitrogênio Fósforo (kg/ha/ano) (kg/ha/ano) Florestas 4.40 0.5 0.1) temos: Carga do polunte= 37.709. 7. 1997 define os usos ou cobertura dos solos: Área de floresta quando tem mais de 75% da área coberta com florestas Área quasi uma floresta: quando a área coberta por floresta estiver entre 50% a 75% Área agrícola quando mais de 75% da area é usada na agricultura 7-3 . Tabela 7.2-Estimativas de exportação de fósforo de acordo com varios tipos de áreas Fonte de fósforo Área urbana Área rural ou agrícola Florestas Precipitações Alto 5. Marsh. 1997 A média de 5. como a da rio Amazonas e do rio Negro.3.300 Quasi área agrícola 6.50 0.5 Impacto do nitrogênio e do fósforo Marsh.24mg/L OK Na prática o volume de recarga não é um dado facil de se achar.310 Area mista 5.5 0.8 a 3.0 0.280 Area agrícola 9.1 0.185 Campo de Golf 15.82 0.7 0.209kg x 1000g/ 218.0 3. 7. Geralmente não se admite mais de 10mg/L de nitrato devido a doença azul de bebês que é a methemoglobinemia. 1997 apresenta para estimativa da carga de nitrogênio e fósforo para os Estados Unidos a seguinte Tabela (7.4 a 1. Assim partículas mais finas e terrenos com maiores declividades terão maior aporte de fósforo.br Uma das dificuldades para se avaliar o impacto do nitrogênio é determinar com precisão a recarga anual de água subterrânea.2) fornece a quantidade de fósforo por kg/haxano e por ano de vários tipos de áreas.88 0.

1997 Exemplo 7.5) Tabela 7. Area mista: quando tem por exemplo. comércio.66 kg/de nitrogênio por casa por ano (lembremos que estas cargas são maiores que as brasileiras).35 Agua dos lagos com problemas sérios de algas >0.00 1.0 e 2.4) onde estão os níveis representativos de fósforo e nitrogênio em vários corpos de água dos Estados Unidos.41 40 Paisagismo 19 0.com.52 915 Campo de Golfe 98 15.Cálculo da carga anual média de nitrogênio e fósforo Nitrogênio Áreas (ha) (kg/ha/ano) (kg) Lotes residenciais 166 5.85 31 Campo de Golfe 98 0. Tabela 7.0 a 10 Escoamento superficial na agricultura 0.40 85 2. teremos no lago 83kg de fósforo por ano 7-4 .085 2 73 Portanto. 25% de área urbana.10 >0.03 0.025 <0. Calcular a carga média anual de nitrogênio e fósforo no lago.475 Portanto.475 Paisagismo 19 4. Não esquecendo que serve somente para uma estimativa.4. indústria e institucional. Os cálculos estão na Tabela (7. 1997 recomenda para os Estados Unidos 0. Marsh.br Área quasi urbana: quando a área tem desenvolvimento mais de 40% ocupado por residências.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.01 a 0.28kg de fósforo/ano por casa e 10.0 Agua nos lagos com problemas de algas <0. 19ha de gramados e 98ha de campo de golfe.05 a 1. teremos no lago 2475kg de nitrogênio por ano (ha) Fósforo Áreas (kg/km2/ano) (kg) Lotes residenciais 166 0.1 5.80 Aguas pluviais urbanas 1. Marsh. 1997 apresenta ainda a Tabela (7.1 Seja um loteamento com 283ha com 166ha de lotes residenciais. Lembremos que as cargas presentes nas precipitações já estão inclusas. 30% de área agrícola e 45% de área de florestas.0 2. Tendo-se as áreas podemos estimar as cargas de nitrogênio e fósforo que irão cair em um rio ou um lago.Niveis representativos de fósforo e nitrogênio em corpos de água nos Estados Unidos Água Fósforo total Nitrogênio total PT (mg/L) NT (mg/L) Água da chuva 0.0 a 70 Efluente de plantas de tratamento secundário de esgotos sanitários 5 a 10 >20 Fonte: Marsh.1 a 2.5.

3 0. mas pode atingir valor Pj =0.00 0.00 Baixa 73 11 10 0. (1993) salienta que os estudos valem para áreas menores que 256ha e que é usado cargas anuais.6 Método Simples de Schueler Schueler em 1987 apresentou um método empírico denominado “Método Simples” para estimar o transporte de poluição difusa urbana em uma determinada área.00 ND Média 506 281 34 0.7 7.0 0.2002 em kg/ha x ano Área residencial com densidades Comercial 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Sólidos Totais TSS Cl TP TKN NH3 N03 + NO2 DBO5 COD Pb Zn Cr Cd As 2363 1125 473 1.9 0. Shopping Center.Poluentes típicos e areas urbanas conforme Burton& Pitt.0 0.00 0.6 ND ND 1. residências de alta densidade.7 0.3 2.01 0.3 53 304 0.6.9 2. october 2004. A= área (ha) C= concentração média da carga do poluente nas águas pluviais da (mg/L) Valor de Pj O valor de Pj usualmente é 0.8 5.3 3.5 70 473 3.00 0.00 Áreas de Parques ND 3 ND 0.02 0.79 ND 0.02 Estradas 1913 990 529 1.2 1.06 2.68 0.10 0.01 x P x Pj x Rv x C x A Sendo: L= carga do poluente anual (kg/ano) P= precipitação média anual (mm) Pj= fração da chuva que produz runoff.5 ND 225 0.00 0.05 0.5 2.11 0.9 1. (1993).6) estão os poluentes típicos em áreas urbanos elaborados por Burton&Pitt.com.23 0.02 Indústria 754 563 28 1.9 (normalmente adotado) Rv= runoff volumétrico obtido por análise de regressão linear.02 Estacionamento 1463 450 338 0. Tabela 7. estacionamento de veículos.00 0.5 0. 7-5 .009 x AI AI= área impermeável (%).36 0.24 0. estradas de rodagem.6 1. conforme AKAN. AKAN.45 0.7 4. EKT-CT-2002-00082 LNEC João Rocha 7.6 3.00 0.11 0.7 2.0 8.6 15 56 0.1 3.3 30 191 0.03 0.90 para precipitação média anual.68 0.5 e para eventos de uma simples precipitação Pj =1.00 Alta 754 473 61 1. O método foi obtido através de exaustivos estudos na área do Distrito de Washington nos Estados Unidos chamado National Urban Runoff Program (NURP) bem como com dados da EPA. Rv= 0.6 0.90 ND 0.5 3.90 0.00 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. média e baixa e área de parques.04 ND ND ND ND ND 0 ND ND ND ND Fonte: New techniques for urban river rehabilitation.0.04 2.90 0.8 0. 2002 notando-se que as maiores quantidades são para áreas comerciais. A equação de Schueler é similar ao método racional e nas unidades SI adaptada neste livro: L=0.1 1 8 0.br Na Tabela (7.36 0.17 0.01 ND Shopping Center 810 495 41 0.7 ND ND 5. Pj =0.1 4. indústrias.05 + 0.

380 Zinco Fonte: AKAN.0 11. Tabela 7. (1987) e citadas por AKAN.78 Nitrogênio Total 35.397 0.03 0.8. 1987 em mg/L. (2000) Área em construção 4000 7-6 .8 >40.15 Fósforo total 2.00 13. (1998).200 Sedimentos 6 30 60 85 Sólidos totais em suspensão (TSS) 0.8 Amônia 0.2 Nitrogênio total (NT) 0.037 0.13 Fósforo total (PT) 0.03 0.08 0.Valores de “C”usados pelo Método Simples de Schueler.0.6 163.9 BOD 5dias 0.8 1.8) estão os valores de concentração média adotado na Malásia.200 50.01-9.17 3.01.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0 124.0 90.0 1.com.2 – 0.250 0.Valores médios de concentração adotados na MALÁSIA em mg/L Vegetação nativa/ Área Área Área Poluente floresta rural industrial urbana 85 500 50 .5 Chumbo Fonte: MALÁSIA.12 0. (1993) e McCUEN. (1993) e McCUEN.176 0.7 .9) Tabela 7.6 2.09 0.26 260-4000 700 4000Coliformes fecais 3000 20000 0.br Valores de C Conforme as pesquisas feitas por Schueler. Poluente NURP Baltimore Washington NURP Virginia FHWA DC National Study Área Áreas Área média Florestas Rodovias suburbana velhas comercial americanas 0.26 1. Na Tabela (7.2 0.03 – Cobre 0.0 COD 5.31 0.7) e (7.010.1 36. (1998) os valores médios da carga de poluição C em mg/L é fornecida pelas Tabelas (7.09 0.46 0.

(2001). (2001).07 x 0.90.05 + 0. Pré-desenvolvimento L=0. Rv= 0.46 P=965mm Pj =0.15mg/L x 12ha L=1.46 0..75ha. Calcular o aumento anual de fósforo total.com. Supomos que no pré-desenvolvimento havia 2% de área impermeável e com o desenvolvimento passou para 70%.0 Exemplo 7. Área antes do desenvolvimento com 2% de área impermeável passou a 45% com a construção de uma vila de casas.46 kg/ano Portanto.009 x 45 = 0.46 kg/ano com a construção de um bairro residencial proposto.9 x 0.01 x P x Pj x Rv x C x A P=1540mm Pj =0. 1974 DBO Sólidos totais pH Coliformes NPM/100ml Ferro Chumbo Amônia Fonte: TUCCI.5 x 10 7 30.07 Adotando C=0.19 1.01 x 965mm x 0.07 C=0. 1970 Porto Alegre APWA APWA.46 x 0.05 + 0. 1964 Tulsa AVCO.2 Exemplo de AKAN.15mg/L para fósforo total em florestas. 1969 mínimo 1 450 55 máximo 700 14600 11. Para a situação de pré-desenvolvimento: Rv= 0.09kg/ano para 12. Cincinatti Weibel et al.09 kg/ano Para a situação de pós-desenvolvimento.01 x 965mm x 0.Valores médios de parâmetros de qualidade de águas pluviais em mg/L para algumas cidades. Trata-se de área com 12ha.2 x 10 7 19 1440 23.9 adotado Rv=0.009 x 2 = 0.8) na coluna de Virginia.3 0.9 adotado Rv=0. chuva anual média de 1540mm e Pj =0.8 1523 1. chuva média anual de 965mm sendo Pj = 0. Durham Poluente Colson.br Na Tabela (7. com o desenvolvimento a quantidade total de fósforo aumentará de 1.01 x P x Pj x Rv x C x A P=965mm Pj =0.90. A carga anual será calculada usando: L=0.01 x P x Pj x Rv x C x A L=0. (1993).26mg/L x 12ha L=12.000 31.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.000 12 0.8 545 8.9 x 0.9 adotado C=85mg/L sedimentos/ Floresta/ Malásia 7-7 .4 111.15mg/L Fósforo total/ Floresta A=12ha Rv=0.07 C=0. na Tabela (7.3 Calcular o aumento de sedimentos de área urbana com 46.26mg/L Fósforo total/ área suburbana A=12ha L=0.9. Tabela 7.9) temos valores médios de poluentes fornecidos por Tucci. Exemplo 7.07 L=0.

18 mg/L de PT L=0. Calcular a carga anual de fósforo total usando o Método Simples de Shueller.20 P= 1070mm precipitação média anual Pj=0.20 x 0.09 0.9 x 0.05+0.15% 0.75ha=1885 kg/ha x ano de sedimentos Com o pós-desenvolvimento o sedimento aumentará de 3.68 x 200mg/L x 46.855kg/ano para 88.9 adotado C=200mg/L sedimentos / Urbana/ Malásia.009 x 70 = 0.01 x 1540mm x 0.90 x 0. 7-8 .01 x 1540mm x 0.9 x 0.4 Seja uma área de 97ha conforme Tabela (7.009 x 2 = 0.18 x 97= 34 kg/ano de PT Portanto.01 x P x Pj x Rv x C x A P=1540mm Pj =0.05 + 0.br A=46. Exemplo 7.07 L=0.9) A=46.10. Tabela (7.18 Conforme Tabela (7.05 + 0.855 kg de sedimentos/ano Pós-desenvolvimento L=0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.90 A=97ha C= 0.75ha Rv=0.46 0.122kg/ano.009 x AI= 0.75ha Rv=0.122kg/46.009 x 17.05+0.com.15%.68 L=0.18mg/L e da área impermeável AI= 17.10) a média ponderada da carga poluente C=0. chegará ao lago 34kg/ano de fósforo total.75ha L=88.122kg de sedimentos/ano Ou 88.Média ponderada da carga poluente e da área impermeável AI Uso da terra Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Total= Área (ha) AI Concentração Média (mg/L) 64 12 21 97 2% 2% 72% 17.07 x 85mg/L x 46.15=0.75ha L=3. Tabela 7.01 x 1070 x 0. Rv=0.01 x P x Pj x Rv x C x A L=0.15 0.10) cujas águas de chuvas caem em um lago.

A equação geral do balanço de massa para qualquer substância num lago completamente misturado é: V . V – Q . pi – Ks. 1987. p.7 Análise simplificada de eutrofização de um lago. p.p= W.Lakes. A primeira simplificação é de que o lago encontra-se misturado. Assumindo um estado de equilíbrio (steady state).p(Ks .p 0= W – Ks. então dp/dt=0 e denominando W= Σ Qi pi. dp/ dt = Σ Qi . O valor de pi é a concentração de cada origem (g/ano).0274m/dia) ou podem ser adotados outros valores como 12. Normalmente é adotado vs=10m/ano (0. p.V – Q . dp/ dt = W – Ks.V – Q . isto é. A base de nos estudos é EPA 440/4-84-019 de agosto de 1983 Technical Guidance Manual for Perfoming Waste Load Allocations. V+ Q)=0 Donde: p= W/ (Ks x V + Q) Ou p= W/ (Q+vs x As) Introduzindo a profundidade média Z teremos: H= V/As As= V/H Façamos a introdução do tempo de detenção hidráulica (ano) que é o valor td: td= V /Q 7-9 .V – Q. V– Q. pi=W= soma de todas as taxas de massas do nutrientes que caem no lago de todos os lugares (g/ano). p V . A terceira simplificação indica que somente um nutriente deve ser considerado e normalmente em lagos é o nutriente fósforo. pi – Ks . 1987 comentam que apesar das simplificações feitas o método funciona muito bem. p . A quarta simplificação indica que o nutriente vai ser usado como medida de status do índice trófico é o fósforo. p Ks= vs/H Sendo: V= volume do lago (m3) Ks= taxa de sedimentação do nutriente (m/ano) Q= vazão que sai do lago (m3/s) p= concentração do nutriente no lago (mg/L) Σ Qi . A segunda simplificação é que o lago encontra-se em estado de equilíbrio esquecendo o comportamento dinâmico do lago ao longo de um ano. O modelo que usaremos apóia-se no balanço de massas do nutriente e baseia-se nas seguintes simplificações conforme Thomann e Muller.4m/ano ou 16m/ano conforme Thomann e Muller. O assunto também está muito bem explicado na página 404 do livro de Thomann e Muller. 1987: O lago encontra-se totalmente misturado Que o lago está em condições de equilíbrio representando a média anual sazonal Que o fósforo é limitado Que o fósforo é usado como medida do índice do estado trófico Thomann e Muller. p. isto é. teremos: V . dp/ dt = Σ Qi .com. 1987. na parte superior. que não está estratificado ignorando a intensificação do fitoplancton no epiliminio do lago. p 0= Σ Qi pi – Ks .Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Existem modelos complexos para análise de eutrofização de um lago.br 7. vs= velocidade de sedimentação na coluna de água (m/ano). Book IV.

16 1.85 x ln (H) (com R2=0.5) – 0.11) estão os valores de Ks calculados conforme Tabela 7. nitrogênio e outros.69 1. De modo geral o fósforo é o fator limitante.Valores de Ks conforme equação de Vollenweider. Entretanto o fósforo foi considerado o nutriente mais importante devido as seguintes razões: Existem tecnologias para remoção do fósforo nos esgotos tratados Existe fósforo de uma maneira significante nos esgotos domésticos.11.12) estão alguns valores de Ks calculado por Ks=10/H 7-10 .48 6.79) Na Tabela (7.50 3.br Sendo: H= profundidade média do lago (m) V= volume do reservatório (m3) As= área da superfície do reservatório (m2) td= tempo de detenção hidráulica (ano) p= W/ (Ks x V + Q) Dividindo o segundo membro por As no numerado e denominador teremos: p= W/As/ (Ks x V /As+ Q/As) p= W/ ( Q + vs x As) p= W/As/ [(Ks x H+ (Q/ V) x H)] Denominando W´=W/As p= W´ /[(Ks x H+ (Q/ V) x H)] Taxa de saída da água q=Q/As p= W´/ (q + vs) p= W´/ [H (ρ +Ks)] ρ= Q/V= 1 / td p= concentração do poluente no lago (mg/L) Este modelo simplificado é devido a Vollenweider e trata dos nutrientes como fósforo.20 1. Ln (Ks)= ln (5.com.77 7.05 vs= Ks x H 5.36 Existe ainda uma equação mais simplificada: Ks= 10/H Na Tabela (7. O controle do fósforo parece que fornece os melhores meios de controlar o crescimento de águas azuis-verdes pela fixação do nitrogênio. Nota: Devido a dificuldade em se achar o valor da velocidade de sedimentação vs ou o valor de Ks.00 7.20 7.40 1. pode ser feita uma estimativa usando a equação de Vollenweider. 1975 Prof.50 6. H(m) 1 2 3 4 5 6 7 Ks 5.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.10 6. 1975 para o valor de Ks.05 2.

000m3 Área da superfície do lago= 17. Exemplo 7.4m/ano.009 x 16= 0.500m2 Volume precipitado e evaporado na área do lago= ((1783-684)/ 1000)x 17.43 Procedimento de cálculos Os procedimentos são através dos seguintes passos: Primeiro passo: estimar o volume do lago. Isto inclui todas as fontes rurais.50 2.br Tabela 7.67 1.0131m3/s H=5.4 / 5. A estimativa geralmente é feita com tabelas como a de Marsch. Para lagos muito grande deve ser levado em conta a precipitação sobre o mesmo e a evaporação.1=2.400s)=0. Estado de São Paulo que tem: Precipitação média anual = 1783mm/ano Evapotranspiração=684mm/ano Área da bacia= 122ha Área impermeável= AI=16% Coeficiente volumétrico Rv Rv= 0. É obtido através de batimetria ou de previsões feitas em planta aerofotogramétricas.47 Cálculo de W’ 7-11 .33 2. Terceiro passo: Estimar a média da carga anual de fósforo de todas as fontes.299m3 Vazão correspondente ao runoff= 413. Geralmente pode ser calculado ou se não temos dados estimar em Ks= 12.12.299m3/ (365 dias x 86. área da superfície e profundidade média.1m profundidade média da lagoa vs= 12.233m3/ (365 dias x 86. Quinto passo: Selecionar os objetivos do fósforo ou clorofila-a.00061m3/s Como se pode ver a vazão correspondente ao precipitado na superfície da lagoa é pequena e pode ser desprezada. a vazão de saída é Q= 0.19/1000)=413.Valores de Ks simplificado Ks=10/H Prof.com.400s)=0.0131m3/s Volume do reservatório= 90.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 1977 ou outra.05+0.233m3/ano Vazão correspondente ao precipitado = 19.19 Volume runoff= (122 x 10000m2) x (1783 x 0. Segundo passo: estimar a média anual de vazão da água.00 3.500m2=19.5 Calcular a quantidade de fósforo num lago em um loteamento em Campos do Jordão. Não tendo ela pode ser estimado anualmente pelo runoff.00 1. Quarto passo: Achar a taxa de sedimentação de fósforo.05+0.009 x AI=0. Portanto. Geralmente pode ser obtido pelo runoff anual através de estações de medições que medem o volume de água que passa pelo lago. tributários e atmosférico. H(m) 1 2 3 4 5 6 7 Ks 10.00 5.4m/ano Ks= vs/ H= 12.

0145ano= 128. Caso queiramos tirar água do lago para abastecimento podemos verificar a Resolução Conama 357/05 que para ambientes lênticos o valor do fósforo total é 0.379= 1.3 kg/ha x ano e para densidade baixa é 0.1/ 0. Vamos explicar juntamente com um exemplo para melhor compreensão.96m/ano p= W/ [H(1/td + ks)] p=1.br Conforme Tabela (7.029mg/L e verificando a Tabela (7.0122 mg/L=12.844/ 136.6 Carga de fósforo em um lago Trata-se do Lago Urieville.97=0.300g/ 17500m2= 1.844g W=P/As= 231. portanto.0145ano (dado do problema) q= H/ td = 1. Exemplo 7.2μg/L de P 7-12 .218 ano Adotando vs=12.046/ (23.99=0. Tomemos.39 + 12. td= tempo de residência (ano) = Volume do lago (V)/ Vazão de saída Qout (m3/s) td= V/Qout H= 1.046/35.15 kg/ha x ano= 18.87m(1/0.35)]= 1.24 PT=12.0145 +5.7/138.844kg=231. Nota: como o valor da velocidade vs adotado foi de 12.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.12).7g/m2 x ano W= 1.6m/ano Descarga: q=Q/As= H/td= 5.029 mg/L=29μg/L Portanto.35/ano td= 0.6) o fósforo total para uma área de densidade média é 0. a média 0. 2004: Para rios e lagos temos: Clorofila-a= 0.379m2 (área da superficie do lago) P= carga total de fósforo da bacia= 231.0. Maryland onde usaremos os ensinamentos de Huber.7g/m2 x ano/ [1.029g/m3=0.3 kg de fósforo total por ano=18300 g por ano W´= W/ As= 18.046 g/m2 ano td= V/ Q= 90.6)=1.87m/0.000m3 / (0. Os resultados deverão ser verificados e estarão dentro de uma faixa.com.218=23. Área= 122ha W= 122ha x 0.39 p= W´/ (q + vs) p= 1.7 g/m2 x ano=taxa de carga de fósforo (g/m2 x ano).081 x (PT) 1.87= 5. 1993 in Maidment.87m=profundidade média do lago (m) ks= perda de fósforo de primeira ordem (/ano) p= W/ [H(1/td + ks)] =W/ (q + ws) q= Q/A = H/ td Sendo: Q= vazão de saída (m3/s) A=área da superficie do lago (m2) ws= velocidade do particulado do fósforo.4m/ano poderia ser adotado outros valores como 10m/ano ou 16m/ano. p= concentração de fósforo no lago (mg/L) W= carga total da área da bacia (g) /área da superficie líquida do lago (m2) As= 136.0131 x 86400 x 365)=0. q= H/ td ks=10/H Cálculos: ks=10/H= 10/1.2 μg/L de P O fósforo produzirá algas e podemos estimar a clorofila-a através da equação elaborada por Lamparelli.03mg/L conforme Tabela (7.15 kg/ha x ano de fósforo total. Nota: geralmente dificil de se obter.18) o lago ficará mesotrófico. o lago terá a concentração média de 0.

052 3. Tabela 7.Alguns parâmetros das águas doces Classe 2 segundo Conama 357/05 Águas doces Limites Classe 2 DBO5.82 a 10.20 < 5mg/L OD (oxigênio > 5mg/L dissolvido) Clorofila-a PT (fósforo total) < 30μg/L <0.14-Limites para diferentes níveis de estado trófico segundo o sistema de classificação de Carlson modificado por Toledo. 2004 7-13 .9 Estado trófico A Tabela (7.053 a 0. 1990.081 x (12.9 a 0.8 μg/L de Cl-a.050mg/L para ambientes intermediários com tempo de residência entre 2dias e 40dias) 7. Para corpos de água da Classe 2 temos a Tabela (7.br Clorofila-a= 0. fósforo total e clorofila-a.8 μg/L de Cl-a Portanto. Critério Estado trófico Transparência Fósforo total Clorofila-a (m) (mg/L) (μg/L) IET≤ 24 Ultraoligotrófico ≥ 7.06 Fonte: Lamparelli.0 0. 1990 mostra que o estado trófico é função da transparência.13.2) 1.211 >76.14) de classificação de Carlson modificada por Toledo.2g/L de P no lago resultou na estimativa de clorofila-a de 1.35 a 76.8 Resolução Conama 357/2005 Para os estudos de impacto de fósforo e nitrogênio deverá ser consultada a Resolução Conama nº 357/05.9 a 1. Devido a isto se pode ver a importância do fósforo para o enquadramento do estado trófico.24 = 1.51 24<IET≤44 Oligotrófico 7. a concentração de 12.3 >0. 7.81 44<IET≤54 Mesotrófico 1.026 0.com.030 mg/L para ambientes lênticos <0.3 0. Tabela 7.0 0.027 a 0.7 a 2.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.211 10.52 a 3.06 IET>74 Hipereutrófico <0.006 ≤0.34 54<IET≤74 Eutrófico 0.13).8 ≤0.007 a 0.

8x 50.000 m3 Área de superfície As= 77.00m Intensidade de chuva média (mm/h)=I= 762/(365dias x 24h)= 0.95 x CIA/360= 0.000habitantes • Quota per capita= 567 L/ hab x dia • Quantidade de fósforo no efluente dos esgotos que é lançado no lago= 6.000m2 Precipitação média anual= P=762mm/ano Profundidade média do lago H (m)= 8.7mg/L • I=0.000.087mm/h Dados do problema: Tratamento de esgotos sanitários • População servida: 50.45 x 0.087mm/h (estimativa) Qáguas+esgoto= 0.000hab x 567 L/hab x dia/ (1000 x 86.1.700. 1987 adaptado às unidades SI que é bem elucidativo.27 • Área de contribuição (ha)=A=640ha • Estimativa da quantidade de fósforo na água = 0. 1987 Lago Os dados do lago são: Volume V= 622.087 x 960/360=0.0992 x 86400x 1000 x 4x365 / (1000 x 1000) =12514 kg de fósforo/ano Águas pluviais somente • Coeficiente de runoff C=0.400)= 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Na Figura (7.45 • Área de contribuição (ha)=A=960ha • Estimativa da quantidade de fósforo na água = 4 mg/L • 5% das águas pluviais vão para a ETE • I=0. Figura 7.0992m3/s Carga de fósforo no ano= 0.95x 0. Q esgoto= 0.7 Vamos mostrar um exemplo de Thomann e Muller.Esquema Fonte: Thomann e Muller.087mm/h (estimativa) 7-14 .com.2625m3/s Carga de fósforo por ano= 0.1) temos uma lago e queremos saber qual a quantidade de fósforo do mesmo tendo em vista que recebe o fósforo de varias origens.669 kg de fósforo/ano Águas pluviais com esgotos • Coeficiente de runoff C=0.0 mg/L • 80% dos esgotos é lançado no lago.2625 x 86400 x 365 x 6 x1000 / (1000x 1000)=49.br Exemplo 7.

7 x 365 / (1000 x 1000) =818 kg de fósforo/ano Água a montante • Vazão Q= 14.052mg/L=52μg/L Portanto.000=1.024/ 19.000g/ano W´= W/As= 79582.044mg/L Portanto.15.79m3/s Carga de fósforo por ano= 0.18) Exemplo 7.700.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.037 x 86400x 1000 x 0.com. a lagoa continuará no estado trófico conforme Tabela (6.087 x 640/360=0.037 818 Área agrícola 0.6 onde alteraremos o valor vs de 12.6m/ano q= Q/As= H/ td= 8.0/ 1.024 g/m2 x ano/ (7.928m3/s Carga de fósforo por ano= 0.02=0.27 x 0.15m3/s • Estimativa de fósforo =0.6m/ano para 16m/ano.16 x 86400 x 365)=1.30 x 762mm/ano x 12800ha x 10.30 x 762mm/ano x 9600ha x 10.00046875kg / ha x dia • Runoff 30% da precipitação (estimado) Q agric= 0.79 5466 Área de floresta 0.15 8925 ETE 0.15 ano Adotando vs= 12.6) = 1.1) 7-15 .02 x 365dias/(1000 x 1000)= 8925kg de fósforo/ano Área para agricultura • Área A= 9600ha • Carga de fósforo= 0.00046875 kg/ha x dia x 12800ha x 365=2190 kg/ano Tabela 7.052 g/m3= 0.037m3/s Carga de fósforo no ano= 0.2625 49669 Águas pluviais+esgotos 0.0m/ano P= W´/ (q + vs)= 1.02mg/L Carga de fósforo por ano= 14.000m2/ (1000x365dias x 86400)=0.15 x 86400 x 1000 x 0.928 2190 Total= 17.024 g/m2 x ano Tempo de detenção td td= V/Q = 622000000/ (17.01 m/ano p= concentração do poluente no lago (mg/L) p= W´/ (q + vs)= 1.044 g/m3= 0.8 É o mesmo Exemplo 7. Adotando vs= 16.000g/ano/ 77.992 12514 Águas pluviais somente 0. a lagoa tem estado trófico conforme Tabela (7.01+12.00156 kg / ha x dia • Runoff 30% da precipitação (estimado) Q agric= 0.br Qáguas+esgoto= CIA/360= 0.024/ 23.024 g/m2 x ano/ (7.000m2/ (1000x365dias x 86400)=0.00156 kg/ha x dia x 9600ha x 365=5466 kg/ano Área para a floresta • Área A= 12800ha • Carga de fósforo= 0.02+16) = 1.16 79582 W= 79582 kg de fósforo /ano=79582.15= 7.62=0.Resumo Origem do fósforo Vazão Carga anual (m3/s) (kg/ano) Montante 14.

10) Resolução Coeficiente de runoff C=0.6)=0.50 x 0.03636m3/s Q total= 0.54 km2= 154ha Volume do lago V= 100.8μg/L Portanto.2 kg/ano de fósforo= 46200g/ano W´= W/As= 46200g/ 50000m2=0.000m3 A vazão Q é a soma da vazão base 3.924/ 35.0m/0.036758m3/s x 86.3 kg/haxano W= 154 ha x 0.7.26+12.0258g/m3=0.17mm/h x 154ha/360=0.9 Estimar a quantidade de fósforo do Lago Azul localizado em Guarulhos Estado de São Paulo com os seguintes dados: Precipitação média anual= 1488mm/ano Evapotranspiração média anual= 1367mm/ano Área da bacia= 1.00m Vazão base unitária= 0.924/ (23.08 L/s Área de superfície As=50.br Exemplo 7.000m2 (estimado) Vazão firme que se pode retirar= 12 L/s (sem deixar o Q.036758m3/s td= V/Q= 100.02 L/s x ha x 154ha=3.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0258mg/L=25. I= 1488mm/ano /(365 x 24)=0.400s x 365dias)= 0.924 g/m2 x ano td= V/Q td= tempo de residência (ano) V= volume =100.6m/ano P= W´/ (q+vs)= 0.com.000398m3/s=0.26 P= W´/ (Q+vs) Admitindo vs= 12.086ano =23.000m3/ (0.30 kg/ha x ano=46. o lago é oligotrófico 7-16 .86=0.17mm/h Qmédio do runoff=CIA/360 Qmédio do runoff=0.02 L/s x ha Vazão base= 0.03636m3/s+0.08 L/s que deve ser somada a vazão devido ao escoamento das águas pluviais.086ano A descarga q= Q/As= H/td= 2.000m3 (estimado) Profundidade estimada= H= 2.50 Taxa de fósforo adotado para área residencial media conforme Tabela (7.6)= 0.

Documento EPA-440/4-84-019. models and applications. Landscape planning environmental applications. Editora Harper Collins Publishers. -THOMANN. Simplified Analytical Method for determining NPDES effluent limitations for POTWs discharging into low-flow streams. 434 páginas. On site wastewater treatment systems manual. 2001.10 Bibliografia e livros recomendados -ESTADO DE NEW YORK.colorado. JOHN A. ROBERT V. Water Resources Systems planning and management. 2005. Acessado em 6 de Janeiro de 2007. PLINIO. 1998.pdf -MARSH. Agosto de 1983. ISBN 92-3-103998-9. Stormwater Management Design Manual.com. October. NY. EPA 625/R-00/008 fevereiro de 2002. -UNESCO. Editora Navegar. 2006. Biogeochemistry 46: 149-162-1999. 623 páginas. WILLIAM M. Technical Guidance Manual for Perfoming Waste Load Allocations. An introduction to methods. 1987. 14páginas.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. -LEWIS. Josh Wiley. WILLIAN M. Poluição Difusa. ISBN 0-06-046677-4. Italia. E MUELLER. -USEPA. et al. -USEPA. 3a ed.http://cires.edu/limnology/pubs/Pub144. New York State Department of Environmental Conservation. Nitrogen yelds from undisturbed watersheds in the Americas. Albany.br 7. 61 páginas ’ 7-17 . 2001. -TOMAZ. 644páginas. Principles of surface water quality modeling and control.

O lago dos Patos é alimentado por seis minas de água que atraves de um tubo de 150mm de PVC que vem da av.800m2 sendo a profundidade atual variando de 0. o lago dos patos encontra-se extremamente assoreado. Objetivo O objetivo é apresentar o balanço hídrico e o oxigênio dissolvido do lago dos Patos localizada em Guarulhos no bairro de Vila Galvão. Francisco Conde e o mesmo recebe dois outros tubos. cheio de peixes e apresentando de vez em quando florações de águas. 4 Problemas Hoje. 3. Balanço Hídrico e Oxigênio Dissolvido do Lago dos Patos 1. No que se refere ao oxigênio dissolvido (OD) necessário para manter o ecossistema aquático o mesmo encontra-se no limite desejável de 5. História do lago O lago dos Patos fica em Guarulhos no bairro de Vila Galvão na rua Francisco Gabriel Vasconcelos e foi construido em 1910 ou 1911 pelo sr Francisco Gonzaga de Vasconcelos e sempre foi usado como area de lazer para banhos. decomposição das folhas das árvores que caem no lago. Vi uma foto da mãe do sr Moacyr dando milho aos gansos em região gramada onde hoje é o lago dos Patos. um vindo do Nosso Clube de Vila Galvão com 150mm e outro de casa da familia Marinelli na rua Santo Antonio.15m.0mg O2/L devendo ser previsto monitoramento para o controle de algas cianofíceas e desassoreamento do mesmo.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br APENDICE A Resumo: Trabalho: Balanço HÍdrico e Oxigênio Dissolvido do Lago dos Patos O objetivo é mostrar que o Lago dos Patos é um patrimonio histórico importante para Guarulhos e que não há problema de balanço hídrico no mesmo. A barragem é artificial e foi construida em terra transportada por carrocinhas puxado a burro e a rua chama-se Rua Piracamjuba.390m3. causado por excesso de comida jogada aos peixes e patos. 7-18 .00m conforme me informou o sr Moacyr Vasconcelos.80m com profundidade média de 1. fezes dos patos e gansos. As florações de algas aparecem devido a entrada de nitrogênio e fósforo.5m a 1.com. mergulhos e passeios de barco. pois a profundidade máxima chegava a 6. Existe ainda uma mina que sai perto da Casa dos Churros que vai ao lago. Dados técnicos do lago A área de superficie tem 18. pois há muitos anos havia trampolim onde os merguladores davam shows.05 km2) O mesmo encontra-se assoreado. 2. Aos fundos dava para ver a casa em estilo colonial construida pelo arquiteto Ramos de Azevedo e que hoje é o teatro Nelson Rodrigues. O volume total de água armazenado é de 21. A area da bacia a montante do lago dos Patos é de 105ha (1.

85 80.49 138.8 1366.br 5.volume que sai= Balanço mensal o que fica no reservatório no fim do mês (m3)= julho 31 7 30.19 2555 2422 5443 5577 21390 nov 31 11 130.80m.64 3736 2411 5625 6950 21390 abr 30 4 58.5 1.8 1.64 726 1351 5443 4818 21390 Tabela 3-continuação Balanço Hídrico Meses do ano Numero de dias no mês Mês precipitação média mensal (mm) = Evaporação média mensal ( mm)= Precipitação na represa= área da represa xPrecipitação mensal (m3)= Evaporação volume (m3)= evaporação mensal x área da superfície da represa= Vazão base (m3/mês)= Balanço (m3) volume que entra.56 574 1498 5625 4700 21390 ago 31 8 24.92 104.13 108.87 129.65 126.15 18800 200 18600 21390 0.25 1397 2013 5625 5009 21390 out 30 10 137. Balanço Hidrico Com dados fornecidos pela Estação Climatológica da Universidaded de Guarulhos calculamos a evaporação pelo Metodo de Pennan-Monteith. A entrada de água sao as minas já citadas e a saida é um vertedor tipo Tulipa de diametro de 0.28 85.14 139. Media= Área da superfície (m2)= Ilha (m2)= Área da superfície liquida (m2)= volume (m3)= Vazão base (litros/segundo x ha) Área da superfície (m2)= Área da bacia (ha)= Volume do reservatório (m3)= 4788 0.11 3994 2680 5443 6757 21390 1487.06 463 1936 5625 4153 21390 set 31 9 75.74 144.69 7-19 .Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.02 18600 105 21390 Tabela 2.14 1085 1993 5443 4535 21390 mai 31 5 70.19 4681 2347 5080 7414 15163 mar 31 3 200.volume que sai= Balanço mensal o que fica no reservatório no fim do mês (m3)= jan 31 1 254.39 130.Balanço Hídrico Meses do ano Numero de dias no mês Mês precipitação média mensal (mm) = Evaporação média mensal ( mm)= Precipitação na represa= área da represa xPrecipitação mensal (m3)= Evaporação volume (m3)= evaporação mensal x área da superfície da represa= Vazão base (m3/mês)= Balanço (m3) volume que entra.com.49 1307 1590 5625 5342 21390 jun 30 6 39.02 72.51 2427 2576 5625 5475 21390 dez 30 12 214. elaboramos o balanço hidricio: Tabela 1.91 4727 2602 5625 7749 7749 fev 28 2 251.Balanço Hídrico Volume mensal (m3)= Vertedor tipo tulipa com tubo (m)= Profundidade mínima= Profundidade máxima= Prof.8 0.32 107.

Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Q+KL x A= 184m3/dia + 0. consumo de oxigênio devido a DBO e consumo de oxigênio devido a sedimentos no fundo do lago.532m3/dia Wc= SB x A 7-20 .390m3/ 184m3/dia= 116 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.390m3 Ks= SB=demanda de oxigênio pelo sedimento= 1.52= 0.390m3 6 Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos A concentração de oxigênio dissolvido OD é dado pelas parcelas referentes a córrego tributário.3mg/L T= 20ºC Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= 21.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=3.5 -0.800m2=13.71 x 18.00m de Guarulhos =8.390m3 Vazão de entrada e de saida Q= 184m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 21.com.71m/dia (0.0372 x 3.br O balanço hídrico nos mostra que o lago dos Patos não apresenta problema de ficar seco mantendo praticamente constante o volume médio de agua de 21.5+ 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5 -0. 1987. Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigênio usando uma tabela ou calculando.317 x U+ 0. C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (DO) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga= 184m3/dia K2= taxa de transferência de OD para reareação=0.58/dia K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO= 0.58/dia L= DB0 existente nas lagoas no início = 2mg/L A=área da superficie do lago= 18.30mg/L para temperatura de 20ºC altitude 760m em Guarulhos.0mg/L cs= saturação do DO a 20ºC na altitude 760.800m2 V= volume do lago= 21.50. Adotaremos modelo de Thomann e Mueller. Cs= 8.317 x 3.728 x U0. saturação do OD.6m/dia a 0.728 x 3.5m/s (média de Guarulhos na Estação Climatológica da UNG) KL= 0.056g/m2/dia (adotado) cin = concentração da água que entra no lago com OD=7.9m/dia) OK.

01 .800 /13.532)x 2.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.818= 0.25x 8= 2.007 x Cor + 0.818 x 1.42 H= 1. ps=aop x P aop= 0.42) / (6.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado. Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2.0 x 0.71 x 18.818 Ke= 6.6 ( e -0.800m2=19853 C= ( 1840 / 13.036 x turbidez Ke= 2. a fotossíntese só ocorre durante o dia.83 – 1.16 pa= ps x G (Ia)= 2.15m = profundidade média (adotado) Cor aparente= 150 uH Turbidez= 83 uT Ke= 2.32 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.19 -1. Vamos adotar aop=0.056 g/m2/dia (adotado) Wc= 1.00 + (0.58 / 13.390x0.718 x 0.78 + 0.532)x8.84 mg de O2/L Portanto.br SB=Ks= 1.007 x 150 + 0. P= clorofila a em μg/L= 8 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.0 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia G(Ia)= 2.67m α1= αo x e –Ke x z= 1. É importante calcular a variação de oxigênio durante um dia como veremos abaixo.036 x 83= 6.47=5. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia em mg O2/ L x dia ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.6/Ke= 4.0 –(19853 / 13532) C= 0.6 dia Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese (fitoplâncton) f= 0.1 a 0.6/6. Devido a energia solar.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0. a concentração de OD no l ago dos Patos é de 5.67 = 0.532) x 7.com.25 razão em mg de DO / μg de clorofila a que varia de 0.42 x e – 6.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.056 x 18.818 x 0.e -1.84mgO2/L x dia Como o lago tem algas elas produzem e consomem oxigênio para a sua respiração.30 – (21.95 +8.25 x P= 0.818 z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) z= 4.818/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.15) =0.6dias 7-21 .78 + 0. 7 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia devido ao fitoplancton.718 x f ( e -α1 .01 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 6.16= 0.5 μg/L = 2.3.

58 x 1 x (1-0. 7-22 .6 x 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br T=1dia K2=0.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/pa = [( 1.20 mg/L x dia de oxigênio.40 x 0.Conclusão O lago dos Patos localizado em Vila Galvão.84– 0. havendo uma variação média durante o dia de 0.58 x 1dia)] Δc/pa = 0.e – 0.71mgO2/L x dia a 5.0 mg O2/Lx dia. É recomendável que o lago fosse desassoreado para voltar a profundidade original e que de vez em quando fosse diminuida a quantidade de peixes.e –Ka x T x (1.97mgO2/ L x dia.13=5.32mg O2/L x dia de oxigênio mas como precisam respirar consumo 0.32 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.58/dia pa= 0.32 = 0.13 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.58 x 0.6 x 1dia) x ( 1.1 P= 8 μg/L R= aop x μR x P= 0. Guarulhos é um patrimônio histórico de Guarulhos e tem normalmente o equilíbrio de oxigênio dissolvido de 5. 8.e –0. que é o suficiente para manter o ecossistema aquático existente. as algas produzem em média 0. Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 4.13mgO2/L x dia.13mg O2/ L x dia.71 mgO2/L x dia 5.91mg/L poderá haver variação de oxigênio: 5.58 x (1 – e –0. O lago dos Patos está isendo de contamniação de esgotos ou de outra fonte conforme constado.40 Δc = 0. quando a temperatura for de 20ºC a variação de oxigênio dissolvido no Lago dos Patos irá variar de 5.2 mg/O2/L x dia Portanto.25 x 0. Respiração das algas R aop= 0.6f) )] / [0.13= 5. devendo-se tomar o cuidado de não se comer as entranhas devido a presença de algas cianofíceas no mesmo.com.97 mgO2/L x dia Portanto.25/dia μR= 0.84+0.1 x 8=0.e – Ka x f x T) x ( 1.

br 28/06/08 Capítulo 08 Gramados Engenheiro civil Plínio Tomaz 1 bar= 10 5 Newtons/m2 1 mb (milibar)= 10 N/m2 = 1000dina /cm2=0.36 mb= 0.0143psi= 0. Hg 1mm Hg= 1.04 in Hg 1 N/m2 = 1Pa janeiro de 2007 2 ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) 8-1 .com.0295in.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

16º C ´ 8-2 . 2005 Conversão de temperatura Tc= (5 / 9) x (Tf – 32) Tc= temperatura em graus centígrados (ºC) Tf= temperatura em Fahrenheit (ºF) Tf= 32+ (9/5) x Tc Graus Kelvin (ºK) tem o zero a -273.com.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 Conversão de unidades Varejão-Silva.

br 28/06/08 Ordem 8.2 8.14 8.18 8.17 8. substrato Limitar a área de gramados Uso de plantas com baixo consumo de água Hidrozona e tipo de gramas Eficiência da irrigação Deverá ser mantida uma rotina de manutenção Solo-água-planta Percolação Runoff Profundidade efetiva das raízes RZ Capacidade de armazenamento da água no solo.Gramados Assunto Introdução Consumo de água em jardins residenciais As sete etapas de um bom gramado doméstico Projeto e planejamento Melhoria do solo Solo Condutividade hidráulica Uso de matéria orgânica.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.24 8.13 8.22 8.19 8.23 8.11 8.7 8.com.20 8.6 8.AWHC Água disponível para a planta na zona das raizes PAW Quantidade de água que pode ser extraída (MAD= Management Allowabele depletion ) Porcentagem de água que pode ser extraída pelas plantas (AD) Coeficiente de paisagismo (KL) Fator das espécies Ks Fator de microclima Kmc Fator de densidade Kd Precipitação efetiva (Pe) Precipitação efetiva “Pe” pelo método do United States Departmement of Agriculture – USDA Método USDA.12 8.3 8.8 8. SCS conforme FAO.15 8.4 8.5 8.16 8.26 8.1 8.9 8.10 8.29 SUMÁRIO Capitulo 08.25 8. 1998 Bibliografia e livros recomendados 43 páginas 8-3 .21 8.28 8. ou seja.27 8.

com. as precipitações mensais e anuais. ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) As Figuras (8.1 Introdução O objetivo deste trabalho é a estimativa do consumo de água para irrigação por aspersão em áreas verdes e praças públicas. Figura 8.Exemplo de um landscape em pesqueiro de trutas em Campos do Jordão Figura 8. o volume de água disponível local e os custos totais de manutenção.br 28/06/08 Capitulo 1.2 Projeto e planejamento Os aspectos de planejamento a serem observados são: as declividades.1) e (8.Gramados 8.2 Mostra do gramado que embeleza a paisagem 8.1. a direção dos ventos predominantes. Conforme a Associação Nacional de Paisagismo (ANP) no projeto devem ser analisados os seguintes aspectos: Tamanho e forma da área Paisagismo a ser implantado Horas de radiação direta de cada área 8-4 . O ponto a ser atingido é que o sistema de irrigação seja automático com a máxima economia de água atendendo os projetos arquitetônicos.2) mostram alguns gramados bem executados e conservados. as faces nortes e sul.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Muitos conceitos serão apresentados de maneira simples.Consequentemente torna-se necessário conhecer a evapotranspiração que é fundamental para a irrigação. campos de futubel e campos de golfe.

10m a 0. 8.com. principalmente em áreas urbanas que podem ter camadas de areia. Isto irá reduzir as necessidades de mais água nas plantas.1. Um outro problema é da compactação do solo.3) e (8.30m de espessura. Deve-se ter o cuidado de não se construir barreiras que impeçam ou eliminem a capilaridade. etc. já que apresentam condições bastante satisfatórias de drenagem. são os mais adequados para o desenvolvimento de raízes das plantas. substrato que é um produto equilibrado física e biologicamente. O solo que vamos tratar é basicamente o chamado Horizonte A que tem aproximadamente de 0. facilitarem o desenvolvimento de sementes e diminuir a erosão. A textura ou composição granulométrica de um solo é um termo usado para caracterizar a distribuição das partículas no solo quanto as suas dimensões conforme Figura (8. pronto para uso.4 Solo O solo é formado por partículas sólidas (minerais e orgânicas). 8-5 . Tabela 8. em geral. ou seja.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. água e ar e constitui o substrato de água e nutrientes para as raízes das plantas. Abaixo do Horizonte A teremos o que se chama na prática de subsolo. 1997 8.1) é medida com o infiltrômetro de duplo anel no local (in situ).Condutividade hidráulica com relação ao tipo de solo Textura do solo Condutividade hidráulica (mm/h) Argiloso 2a5 Franco-argiloso 6a 8 Franco-siltoso 7 a 10 Franco 7 a 12 Franco-arenoso 8 a 12 Arenoso 12 a 25 Fonte: Gomes.4) Os solos de texturas médias (francos) que possuem proporções equilibradas de areia.3 Melhoria do solo Para a melhorar as características físicas do solo deve-se usar uma mistura de materiais orgânicos. aeração e retenção de água. silte e argila.br 28/06/08 Declividade do terreno Necessidade hídrica das plantas Profundidade efetiva do sistema radicular Ação dos ventos predominantes Tipo de solo Sombreamento. Para plantio coloca-se cerca de 10 cm de altura e para recuperação usa-se cerca de 3cm de altura. A condutividade hidráulica do solo conforme Tabela (8. rochas.

3 .Triângulo de classificação textural. 2004 8-6 .com. Fonte: Reichardt e Timm.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 Figura 8.

Entrando na Figura (8.Triângulo de textura proposto por USDA (United States Department of Agriculture).br 28/06/08 Exemplo 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3) vimos que se trata de solo franco siltoso. Figura 8. 60% de silte e 15% de argila. Figura 8.4 .com.1 Classificar um solo com 25% de areia.5 Valores usuais está hachurado 8-7 .

2004. 1997).6 – Garrafa de teste de textura do solo Uma maneira aproximada para saber a porcentagem de areia.3) (Gomes. A estrutura de um solo caracteriza a forma de arranjo de suas partículas. A fração de silte medida foi de 18mm. a textura se divide em várias classes. Resumo: Areia 54% Silte 36% Argila 10% Total= 90% Classificação do solo: franco arenoso (loamy sand) 8-8 . silte e argila é tomarmos uma garrafa com boca larga na qual enchemos a metade com água conforme Figura (8. A estrutura do solo ao contrário do que ocorre com a textura. é difícil de quantificar e também de catalogar (Gomes. Depois de umas horas a areia já se deposita no fundo.com. A argila é calculada pela diferença. do ar e das raízes das plantas. Estrutura O conceito de estrutura de um solo é qualitativo e é usado para descrever o solo no que se refere a arranjo. Garrafa de teste Figura 8. De acordo com a proporção de argila.54 (54% de areia).6). que podem ser determinadas através do triângulo de texturas proposto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e apresentado na Figura (8. Adicione água e chacoalhe a garrafa. No exemplo tirei no jardim da minha casa 50mm de solo e depois de 24h podemos observar 27mm de areia. orientação e organização das partículas sólidas conforme Reichardt e Timm. O triângulo se compõe de doze espaços que representam 12 classes distintas de textura.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A fração de silte demora mais horas e a argila somente poderá ser observada no dia seguinte. conforme Reichardt e Tim. 1997). Solos de texturas iguais podem possuir estruturas diferentes que apresentam maiores ou menores dificuldades à penetração ou circulação da água. silte e areia na composição do solo. Textura A textura de um solo refere-se à distribuição das partículas do solo tão somente quanto ao seu tamanho. Tire 50mm de solo e coloque dentro da garrafa. Adicione um detergente líquido para facilitar a quebra das estruturas.5). As linhas grossas do gráfico indicam as fronteiras de cada uma das classes de textura. 18/50= 0.36 (36%). ou seja.br 28/06/08 Os valores usuais de solos usados em gramados estão hachurados conforme Figura (8. 2004. ou seja 27/50= 0.

6 6. Tipos de solo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Áreia grossa Areia média Areia fina Areia franca Franco arenoso Franco arenosa fina Franco arenosa muito fina Franco Franco siltoso Solo siltoso Argila arenosa Franco argiloso Argila siltosa Solo argiloso 0 a 4% mm/h 31.br 28/06/08 8.3 0. 1993 8-9 .1 17.8 Fonte: Toro Company. Condutividade hidráulica conforme a declividade do terreno.8 3.7 10.4 9.1 5.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 1.7 12.9 6.2 13. Tabela 8.2.9 22.9 10.3 5 a 8% mm/h 25.2 7.com.3 14.9 6. 1986 in AWWA.8 15.6 3.6 4.4 21.9 6.1 16.1 3.9 10.6 4. menor é a condutividade hidráulica .0 13. Observa-se que quanto maior a declividade.6 3.8 3. numa determinada unidade de tempo (h) sob um gradiente hidráulico unitário.3 > 16% mm/h 7.0 12% a 16% mm/h 12. A Tabela (8.5 8% a 12% mm/h 19.0 15.0 1.7 11.3 2.2 12.7 8.9 8.7 8.4 5.Condutividade hidráulica do solo conforme a declividade do terreno e textura do solo.9 6.5 1.7 9.6 6.7 11.4 19.4 4.0 2.2 8.9 23.8 2.6 19.5 Condutividade hidráulica A condutividade hidráulica geralmente em mm/h representa a coluna de água em (mm) que atravessa um solo saturado.8 3.4 7.4 6.8 2.2) apresenta a variação da condutividade hidráulica do solo conforme a declividade do terreno e textura do solo.1 5.1 16.5 11.8 26.8 2.9 7.1 4.8 4.8 2.6 5.5 2.1 3.

Quando aquecida a 700ºC ela se expande passando a um volume dez vezes maior conforme Reichardt e Timm.7. Figura 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. substrato ajuda a manter a umidade do solo Fonte: Waterwise Florida landscape.7) e (8. 2004.br 28/06/08 8.com.10) mostram gramados salientando o assentamento em rolos.6 Uso de matéria orgânica. É aconselhado de dois em dois anos colocar a matéria orgânica (areia e húmus) sobre o gramado em pelo menos 80% da área.9) e (8. 2006 8. O solo orgânico colocado varia de 5cm a 10cm. 8-10 . As Figuras (8.8). A vermiculita é uma argila que na estrutura 2:1 é um mineral secundário que ajuda a reter a água.O material orgânico. P e S conforme Reichardt e Timm.7 Uso de plantas com baixo consumo de água Uma grama que consome muita água deverá ser evitada.Solo orgânico Figura 8. substrato A matéria orgânica irá se decompor melhorando a qualidade do solo local conforme Figura (8. não precisando de irrigação.8. de estrume ou de composto ajudam também a melhorar a capacidade de campo do solo e introduz nutrientes como N. O gramado mais adequado será aquele que se sustenta somente com as chuvas locais. ou seja. A adição de matéria orgânica na forma de adubo verde. 2004.

Fonte: Waterwise Florida landscape.Grama sendo assentada em rolos A Figura (8.br 28/06/08 Figura 8. mas árvores.11) mostra exemplo de raízes razas e profundas. O mesmo acontece na cidade de East Bay -Califórnia.11.com. sejam de plantas que consumam muita água. Uma das maneiras de se utilizar plantas que consumam pouca água é usar plantas nativas principalmente nos gramados. 2006 Segundo Vickers. onde se exige 42% das plantas com pouco consumo de água. arbustos etc. A cidade de Austin. Geralmente as gramas possuem raízes razas. As plantas nativas não são somente gramados.10. A cidade de Albuquerque. Figura 8. que 8-11 . da área total. Texas oferece incentivos para quem reduzir o consumo de água nos jardins. Texas em um jardim. 43% das plantas devem consumir pouca água. e que os gramados não excedam de 25%.Gramado Figura 8. Novo México exige que no máximo 20% das áreas do jardim. Califórnia permite que no máximo 35% das plantas em um jardim tenham consumo com muita água. O município de Marin.Exemplo de raízes razas e profundas.9. Em se tratando de áreas irrigadas com esgoto sanitário tratado. 2001 em Austin.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. o limite para os gramados chega até 40%.

Deveremos ter cuidado com plantas e forrações invasivas.com. desde que seja irrigada). Flugge (esta grama é usada muito nas estações climatológicas no Brasil. Altura de 15cm a 30cm Resiste ao pisoteio Resiste à seca Não resiste a sombra Tolerância à meia sombra Uso em parques públicos e grandes áreas Resistente a pragas e doenças.3 .Conservação e Reúso da água em edificações. Tolerantes a pisoteio 8-12 . Bermuda Nome cientifico: Cynodum dactylum Uso em campos esportivos. São Paulo. Tabela 8. conforme Tabela (8. playgrounds e campos de golfe. para que não se tornem uma Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins.3) do Sinduscom. Gramas tolerantes a seca e não tolerantes Conforme informações da técnica em paisagismo Marinez Costa as melhores gramas tolerantes a seca são: • Batatais • Bermuda • Esmeralda As gramas pouco tolerantes a seca são: • Santo Agostinho • Grama Coreana • São Carlos As características principais das gramas mencionadas acima são: Batatais (melhor de todas) Nome cientifico: Paspalum Notatum.8 Hidrozona e tipo de gramas O agrupamento das plantas com consumo semelhantes de água também é aconselhável.br 28/06/08 existam na região. É o que se chamam as hidrozonas. SP. praga. 2006 8. pois permanece praticamente verde durante todo o ano.Água de reúso classe 3 Fonte: Sinduscon.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

principalmente subsuperficial. com muitos prós e contras.itograss.br 28/06/08 Resistente a seca Suporta temperatura até 40ºC Sobrevive até 12mm /semana de água de irrigação Esmeralda Nome cientifico: Zoysia japonica Altura de 10cm a 15cm Originaria do Japão Muito ramificada Gosta de sol Não resiste muito ao pisoteio Não resiste a sombra Resiste à seca Santo Agostinho Nome cientifico: Stenotaphrum secundatum Altura de 15cm a 25cm Não resiste a sombras Não resiste ao pisoteio Tolerante a salinidade Bom para região litorânea Provém da América Subtropical Grama coreana Nome cientifico: Zoysia Tanuifolia Altura de 10cm a 15cm Gosta de muito sol Crescimento lento Não é resistente ao pisoteio Precisa de irrigação periódica.htm 8. que podem beber a água de uma poça de água e ficar doente. A escolha do tipo de irrigação por sprinkler ou gotejamento dependerá da declividade. para irrigação tem sido muito discutido nos Estados Unidos. é permitido o uso da água da lavagem de roupas. Figura 8. ou seja.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. as chamadas hidrozonas. O uso da água de esgoto tratado.9 Eficiência da irrigação A eficiência da irrigação só melhorará.Vários tipos de grama usada no Brasil Fonte: http://www. a chamada graywater ou águas cinzas em portugues para irrigação.com. São Carlos Nome científico: Axonopus Compressus Altura de 15cm a 20cm Origem do sul do Brasil Tolerância ao frio Pleno sol e meia sombra Não é resistente a seca Usar em áreas de sobra A Figura (8.com. separando as plantas de acordo com o consumo de água. não usar água de esgoto como irrigação.br/Noticias/escolhagrama.12) mostra foto de vários tipo de gramas existentes no Brasil. como cachorros e gatos. de maneira que não haja escoamento superficial (runoff). 8-13 . devido a problemas com os animais. banhos e lavatório do banheiro. Na Califórnia.12. Preferimos por ora.

8-14 .11 Percolação É a taxa pela qual a água se move através do solo. que irá para o manancial subterrâneo.com. A percolação profunda ou seja a água livre ocorre quando a água fica abaixo das raízes e não é mais usada pelas plantas. É também chamada zona ativa das raízes ou zona das raízes onde estão praticamente 95% das raízes. no sistema de raízes das plantas e depois volta para a atmosfera.br 28/06/08 8. A percolação profunda pode encaminhar produtos químicos e fertilizantes da zona das raízes para o aqüífero subterrâneo. 8.16).10 Solo. A água escorrerá superficialmente formando poças d´água e sulcos. 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Conhecida como escoamento superficial ou enxurrada.13) a (8.12 Runoff È a água que não é absorvida pelo solo e pelas plantas quando é feita a irrigação. A quantidade de água necessária que fica na zona das raízes e que é chamada de soil moisture reservoir. É como se fosse um reservatório de água conforme Figuras (8. Isto acontecerá quando houver um excesso de irrigação. 8.água – planta São as relações que definem o modelo no qual a água entra e se move na profundidade efetiva das raízes. A água livre é uma água perdida.13 Profundidade efetiva das raízes RZ É a profundidade do solo na quais as plantas buscam os nutrientes.

13.Mostra a capacidade total de água na zona de raízes.br 28/06/08 Figura 8.edu/ 8-15 .Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. onde existe o máximo e o mínimo.tamu.com. http://gilley.edu/ Figura 8.Mostra o reservatório de água na zona de raizes http://gilley.14.tamu.

com.Mostra a extração de água na zona de raízes http://gilley.br 28/06/08 Figura 8.tamu.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.edu/ 8-16 .15.

11 Areia 0.17 0.30 a 0.16 0. 1949 in Reichardt e Timm.17 a 0.θPM Permanente θCC θPM (m3/m3.12 Areia franca 0.11 a 0.42 0.07 a 0.07 a 0.17 0. Tabela 8.22 a 0.05 a 0.com.20 0. 8. Textura do solo Capacidade de Ponto de campo Murcha AWHC=θCC . bem como a diferença entre eles.22 0.02 a 0. 2004 é a quantidade de água retida pelo solo após a drenagem do seu excesso.06 a 0.29 0.30 a 0. quantidade de água contida na capacidade de campo e quantidade de água contida no ponto de murcha permanente. ocorre dois a três dias após a chuvas ou irrigação em solos permeáveis de estrutura e textura uniforme.17 a 0.18 Franco 0.12 a 0. mm/mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo (m3/m3.18 a 0.32 a 0. O Ponto de Murcha Permanente θPMP é a umidade do solo na qual uma planta murcha não restabelece turgidez mesmo quando colocada em atmosfera saturada de 12h.18 Franco argiloso siltoso 0.21 0. cm3/cm3.13 a 0.40 0.28 a 0.13 a 0.12 a 0. conforme Reichardt e Timm.28 0.37 0. cm3/cm3. 1998 a Tabela (8.36 0.15 Franco arenoso 0. ponto de murcha permanente conforme a textura do solo e capacidade de armazenamento da água no solo.16 a 0. cm3/cm3.13 a 0.13 a 0.19 Argila siltosa 0.12 a 0. o que usualmente.Mostra esquematicamente o máxima capacidade de água disponível para as plantas.07 0. 2004. quando a velocidade do movimento descendente praticamente cessa.4) onde temos a textura do solo e a capacidade de campo e o ponto de murcha permanente.16.4 – Capacidade de campo. havendo um ponto de refill onde deverá haver chuva ou irrigação.03 a 0. AWHC (Available Water Holding Capacity).20 a 0.11 a 0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10 0.30 0. A FAO.09 a 0.24 0.br 28/06/08 Figura 8.20 Silte 0.14 Capacidade de armazenamento de água pelo solo Vamos definir três parâmetros que é muito importante para o estudo da irrigação que são: capacidade de armazenamento de água pelo solo.19 0. mm/mm) A Capacidade de Campo θCC conforme Wihmeyer e Hendrickson.= capacidade de armazenamento de água pelo solo (m3/m3.19 Franco siltoso 0. 1998 8-17 . mm/mm) θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permantente (m3/m3. mm/mm) 0.36 0.06 a 0.20 Argila Fonte: FAO. cm3/cm3.

19 Franco argilo-siltoso 0.19 Franco siltoso 0.Capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC).18 0.6) onde para solo franco arenoso temos AWHC= 0.6) estão a Capacidade de Armazenamento no solo AWHC em função da textura do solo.21 0. A densidade do ar Dar= 1.138mm/mm Podemos comparar com a Tabela (8. Exemplo 8. AWHC= (1/10) x (θCC .13 0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.12 0.14 a 0.20 0.38= 1.16 0.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management e de Gomes.17 Franco siltoso 0.06 0.12 Franco 0.br 28/06/08 Nas Tabelas (8.2 Calcular AWHC= capacidade de armazenamento da água no solo (mm/cm) sendo dados a capacidade de campo=15% do peso do solo e ponto de murcha igual a 5% do peso do solo.18 0. Tabela 8.10 Franco arenoso 0. 8-18 . março de 2005.18 Argila arenosa 0.14 a 0. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permantente em % do peso.4) e (8.θPM ) x Dar AWHC= (1/10) x (15 .Capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC). Textura do solo Craul WSU mm/mm mm/mm Areia 0.08 0. 1997 através da expressão: AWHC= (1/10) x (θCC .09 s 0.17 0. Capacidade de armazenamento de água pelo Textura do solo solo (AWHC) (mm/mm) The irrigation Association. Solo franco arenoso. 1990 in Gomes.38g/cm3.21 0.6.07 Areia franca fina 0.5.38mm/cm=0. relativa à densidade da água (adimensional).08 a 0.08 Fonte: Adaptado de The Irrigation Association.19 0.19 Franco argiloso 0.17 0.06 Areia franca 0.13 0.08 0.12 a 0.00 Argila 0.12 0. o que significa que a tabela funciona bem para estimativa.θPM ) x Dar Sendo: AWHC= capacidade de armazenamento da água no solo (mm/cm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.17 0.10 0.15 0.12 0. 2005 Fuentes Yague e Cruz Roche.19 A capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC) pode ser calculada conforme Gomes.04 a 0.com.13 0. Tabela 8. Dar= densidade aparente do solo.13 0.13mm/mm (0.138mm/mm). 1997 Argiloso Franco-argiloso Franco-siltoso Franco Franco-arenoso Arenoso 0.5 ) x 1. 1997.06 a 0.

32 x 40/10= 43.Curva característica de retençao de água de um solo Fonte: Azevedo Neto.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7. 1998 Exemplo 8. Para solos argilosos conforme Tabela (8. relativa à densidade da água (adimensional).17) e achamos a porcentagem.θPM ) x Dar x RZ/10 PAW= (16.3mm Figura 8. Entramos na Figura (8. RZ= profundidade das raízes (cm) Exemplo 8.12 atm para determinação da capacidade de campo obtido em laboratório. que fica disponível para as plantas PAW (Plant Avaliable Water). PAW= AWHC x RZ PAW= 0.br 28/06/08 8.17.17) e obtemos 7.17mm/mm x 150mm = 26mm 8-19 . A disponibilidade de água para as plantas vai de um limite superior chamado de Capacidade de Campo (CC) até um limite inferior chamado PMP (Ponto de Murcha Permanente). Outra maneira de resolver o problema Uma outra maneira de ser resolver o problema conforme Azevedo Neto. PAW = (θCC . 1998 é obtermos o valor da tensão de sucção em laboratório.4 Calcular a quantidade de água disponível.3 Dada a tensão de sucção igual a 0.8%.17) com 0.16 Água disponível para a planta na zona das raizes É a quantidade de água na zona das raízes. Dar= densidade aparente do solo.θPM ) x Dar x RZ/10 PAW= água disponível para a planta na zona das raízes (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.32 RZ= 40cm PAW= (θCC .4) o valor de AWHC= 0.12atm obtemos o valor da capacidade de campo igual a 16% Para acharmos o ponto de murchamento entramos com a pressão de 15atm na mesma Figura (8. em solo argiloso com raízes de profundidade efetiva de 150mm.8 ) x 1. PAW= AWHC x RZ Sendo: PAW= água disponível para a planta na zona das raizes (mm) AWHC= capacidade de armazenamento no solo (mm/mm) RZ= profundidade média das raízes para uma determinada hidrozona (mm).com. Entrando na Figura (8. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso. Dar= 1.17mm/mm. de um gramado PAW.

Exemplo 8. Da Tabela (8.7). 1997 conforme Tabela (8. A Tabela (8.18 Quantidade de água que pode ser extraída pelas plantas (AD) A quantidade máxima de água que a planta pode extrair é: AD= PAW x (MAD / 100) Exemplo 8.9) em fração Etc= evopotranspiração da cultura (mm/dia). Quanto maior for a evopotranspiração da cultura ETc menor será a quantidade de água que pode ser extraída. 1998. 8.7) para solo franco MAD= 50%= 0.7) foi feita para ETc=5mm e para outros valores ela deve ser corrigida através da Equação: AD = MAD da tabela + 0.6 Seja um solo argiloso com raízes de profundidade efetiva média de 150mm.com. AWHC= 0. Dar= densidade aparente do solo (g/cm3) RZ= profundidade efetiva das raízes da planta (m) conforme Tabela (8. Deste reservatório como veremos adiante.38 = 38% O valor será 38% e não 50% para o MAD. 8-20 .8). antes que o stress nas plantas comece.04 x (5 – 8) = 0. é supormos um reservatório de água disponível para a planta (Soil moisture reservoir). Quantidade de água que pode ser extraída (MAD) Textura do solo (%) Argiloso 30 Franco-argiloso 40 Franco-siltoso 40 Franco 50 Franco-arenoso 50 Arenoso 50 a 60 Nota: o valor máximo de MAD é de 50% Fonte: Adaptado de The Irrigation Association. conforme FAO. 8.5 Calcular o valor de MAD para ETc= 8mm/dia para solo franco. Depende do tipo de solo e o valor máximo recomendado é de 50%.θPM ) x Dar x RZ x MAD Sendo: AD= lamina de irrigação liquida máxima (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso. Outra maneira de calcular AD Conforme Gomes.br 28/06/08 Uma maneira de se imaginar a quantidade disponível de água PAW de uma planta. só podemos aproveitar no máximo 50% da água disponível..17 mm/mm RZ= 150mm PAW= AWHC x RZ = 0. antes que atinja o ponto de murcha permanente. março de 2005. 1997 temos: AD= (1/10) x (θCC .Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ou seja.04 x (5 – ETc) Sendo: MAD= quantidade máxima que pode ser extraída da Tabela (8. Tabela 8.Quantidade de água que pode ser extraída (MAD)de acordo com textura do solo.9) MAD= quantidade máxima que pode ser extraída ou déficit tolerável para diversos tipos de cultura conforme Gomes. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso.04 x (5 – ETc) MAD = 0.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.50 (fração) MAD = MAD da tabela + 0.50 + 0.17 Porcentagem de água que pode ser extraída (MAD= Management Allowable depletion) É a máxima porcentagem de água que pode ser extraída do solo antes da irrigação ser aplicada conforme Tabela (8.17 x 150= 26mm MAD= 50% AD= PAW x (MAD/ 100) = 26 x (50/100) = 13mm Assim do reservatório de água no solo (soil moisture reservoir) pode ser extraído somente 13mm.7.

10.9-Profundidade efetiva das raízes para diferentes tipo de cultura Cultura Profundidade das raízes (cm) Abacate 60cm a 90cm Tomate 60cm a 120cm Feijão verde 25cm a 50cm Milho 60cm a 120cm Fonte: Gomes.θPM ) x Dar x RZ x MAD AD= (1/10) x (10.19 Coeficiente de paisagismo (KL) O coeficiente de paisagismo KL é um conceito novo que substitui o antigo coeficiente Kc. A densidade do ar Dar= 1. RZ=0. Tabela 8.5mm 8. 1997 Tabela 8.70x 45=43.br 28/06/08 Tabela 8. KL = Ks x Kmc x Kd Sendo: KL = coeficiente de paisagismo Ks= fator das espécies Kmc= fator do microclima.5) x 1. 1997 Estimativa da capacidade de campo e ponto de murchamento permanente Na ausência de dados do solo podemos estimar os valores conforme Tabela (8.7 Calcular a lâmina de irrigação líquida máxima AD em mm sendo dados a capacidade de campo=15% do peso do solo e ponto de murcha igual a 5% do peso do solo.8.Capacidade de campo e ponto de murchametno segundo a classe estrutural do solo Classe textural do solo Capacidade de campo Ponto de Murchamento (em peso) permanente (em peso) Argilosa 45% 30% Argilo-barrenta 40% 25% Areno-barrenta 28% 18% Fino-arenosa 15% 8% Arenosa 8% 4% Fonte: Antônio Cardoso Neto Exemplo 8. que continua a ser usado em outras culturas. 8-21 .com. AD= (1/10) x (θCC .10) de Antônio Cardoso Neto no segundo fascículo de Tópicos básicos de irrigação. Kd= fator da densidade das plantas.Déficit tolerável para diversos tipos de cultura Cultura MAD (%) Alfafa 35 Tomate 45 Feijão 50 Milho 40 Fonte: Gomes.as propriedades do solo. A vantagem do coeficiente de paisagismo KL é que pode ser reajustado para microclima usando o coeficiente (Kmc). solo franco arenoso.38 x 0.70m e MAD=45.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. para a densidade das plantas usando (Kd) e para o impacto das necessidades de água da planta usando o coeficiente (Ks) que na prática é praticamente o antigo coeficiente Kc.38g/cm3.

5 Gramados 1. enquanto que outras consomem relativamente pouca água conforme Tabela (8.11) são plantas que estão muito bem protegidas dos ventos.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.60 Fonte: The Irrigation Association.br 28/06/08 8.75 0.0 0.2 Gramado 0.Valores do microclima Kmc para plantas diversas plantas Vegetação Alto Médio Baixo Árvores 1.2 Mistura de árvores.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. etc podem influenciar muito o meio ambiente local.5 Forrações: plantas rasteiras 1. arbustos e gramas 1.Valores do fator das espécies Ks para diversas plantas Vegetação Alto Médio Baixo Árvores 0.9 0. Um fator Kmc= 0.5 0.7 0. Algumas espécies transpiram muita água.2 1. Tabela 8.5 0.11.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 0. ventos. sombras.5 conforme Tabela (8.9 0.4 1. 8.10. Um fator Kmc médio são as plantas que estão na sombra e protegidas do vento. março de 2005.4 1. março de 2005.20 Fator das espécies Ks As diversas plantas de diferentes espécies possuem taxas de evapotranspiração diferentes.5 0.9 0.5 Mistura de árvores.3 1. 8-22 . arbustos e gramas 0.5 Arbustos 1.2 1. Um alto fator de microclima Kmc se deve a locais rodeados por superfícies que absorvem o calor e que haja muitos ventos.0 0.5 0. Tabela 8.10). declividades.2 Forrações: plantas rasteiras 0.0 0. chegando o coeficiente atingir Kmc= 1.21 Fator do microclima Kmc Os prédios.2 Arbustos 0.80 0.com.0 0. pavimentação.4.8 Fonte: The Irrigation Association.

Valores da fator de densidade Kd para plantas diversas plantas Vegetação Árvores Arbustos Forrações: plantas rasteiras Mistura de árvores.É influenciado pela intensidade da chuva.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. Tabela 8.com.5 0.6 Kmc= 0. mas complexo na prática porque envolve muitas disciplinas como metereologia.1 1.0 (grama) KL = Ks x Kmc x Kd = 0.3 1.0 Baixo 0.4mm/dia= média entre 5.0 Médio 1.0 1. textura. Precipitação efetiva é a parcela da água de chuva que não escoa superficialmente e nem percola abaixo da zona radicular da cultura.5 0. espécies de plantas e ciência do solo.0 = 0. Existem plantas que ficam esparsas e que oferecem menor área de superfície de folhas e outras mais densas.18. profundidade do sistema radicular e demais características das culturas Existem vários métodos para se achar a precipitação efetiva.6 Fonte: The Irrigation Association.6 0. o método do balanço da água no solo.0 1.0 1.6 x 0.8 (sombras) Kd= 1.23 Precipitação efetiva (Pe) É a porção da chuva que fica armazenada no solo até a profundidade das raízes e que fica disponível para as plantas.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6mm/dia da Tabela (8.12. tipo de solo. como o lisímetro da Figura (8. estrutura.Esquema de um lisímetro Fonte: FAO. Queremos a lâmina líquida de água necessária para a grama Santo Agostinho no mês de julho. umidade do solo. arbustos e gramas Gramados Alto 1. março de 2005.1mm/dia a 7.3 e que está em três grupos: alta. sistema de cultivo. Ks= 0.br 28/06/08 8. o método de Blaney-Criddle e o método do Soil Conservation Service. É aquela que efetivamente é usada pelas plantas. Exemplo 8. declividade do terreno.0 1. média e baixa densidade conforme Tabela (8. 1998 8-23 . Considerar a densidade média do gramado.3 1. onde há bastante sombra.1 1.8 x 1. num local de clima quente e úmido. A densidade é um fator que está entre 0.4mm/dia x 0.22 Fator de densidade Kd A densidade da vegetação no paisagismo varia muito. O termo é simples. Figura 8.5 a 1.1mm/dia 8.18).6) PWR=ETc= ETo x KL = 6.48 = 3.12).5 0.48 ETo= 6. práticas culturais e conservacionistas.8 Seja um gramado em zona de edificações.

8. março de 2005.13) para aplicação do método do percentual fixo.Precipitação efetiva com percentual fixo (Fator RF) da precipitação histórica mensal. Exemplo 8. 8-24 .13).13.4mm a 203.br 28/06/08 O método fundamental que iremos adotar é do percentual fixo da USDA-SCS.13) conforme o tipo de solo e as profundidades das raízes obtemos a porcentagem da precipitação total mensal que deve ser usada como precipitação efetiva. dependendo do tipo de solo e da profundidade das raízes conforme USDA-SCS e válido para terrenos planos. usando o fator RF.13) ou através de pesquisa realizada.24 Precipitação efetiva Pe com percentual fixo da USDA-SCS Nos Estados Unidos foram feitas pesquisas com dados de 50anos pelo USDA Soil Conservation Service (USDA-SCS) e se chegou a seguinte Tabela (8. Pe = P x RF /100 Sendo: Pe= precipitação efetiva (mm) P= precipitação mensal (mm) RF= fator obtido da Tabela (8.com. Categoria de solo Tipo de solo Profundidade das raízes em milímetros 150mm 300mm 457mm 610mm Precipitação média mensal efetiva em (%) da precipitação mensal 1 2 3 4 5 Arenoso Franco-arenoso Franco Franco-argiloso Argiloso 44 47 49 47 45 48 53 57 55 51 52 58 63 60 55 55 63 68 65 59 Fonte: The Irrigation Association. raiz de planta de 150mm e fator RF= 45% conforme Tabela (8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A precipitação mensal é 120mm. Pe = P x RF /100 P= 130mm RF= 50% Pe = P x RF /100 Pe = 120 x 50 /100= 60mm Dica: para planejamento de irrigação RF máximo seja de 50%. Tabela 8. É válido para precipitações mensais de 6.2mm e para terrenos planos. Na Tabela (8.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.9 Para solo argiloso.

15-continuação-Precipitaçao efetiva mensal baseada na media mensal de precipitaçao em mm e no uso consumptivo (evapotranspiraçao da cultura ETc). SCS conforme FAO. Quando o valor for maior ou menor que 75mm temos que multiplicar por um valor obtido na Tabela (8.15) foram feitas para d=75mm. 1998 O método US. 1978.Effective rainfall in irrigated agriculture Tabela 8.14) e (8. Fonte: FAO.25 Método USDA. Fonte: FAO.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.16.14-Precipitação efetiva mensal baseada na média mensal de precipitação em mm e no uso consumptivo (evapotranspiraçao da cultura ETc).com.16).br 28/06/08 8. Uso consumptivo = evapotranspiraçao da cultura (ETc) Tabela 8.16) denominado SF. Departament of Agriculture e Soil Conservation Service não inclui a intensidade das precipitaçoes e nem a textura do solo. 1978. AD: é a quantidade máxima de água que a planta pode extrair do solo 8-25 .Effective rainfall in irrigated agriculture Tabela 8. Consiste na aplicação das Tabelas (8.Tabela da multiplicação pelo factor SF entrando-se na tabela com o valor AD A Tabela (8.14) a (8.

Cunha et al. Entrando na Tabela (8. isto é.4mm <48mm OK Nota: a precipitação efetiva Pe deverá ser menor que ETc ou a precipitação mensal.003804 x 0.14) achamos o valor Pe= 52. sendo a quantidade máxima de água armazenada no solo que a planta pode retirar AD=125mm.93 que deverá ser multiplicado pelo valor obtido na Tabela (8.531747 + 0.93=49.9 0.0.74 x ( 0.82416 – 0.11556) x (10 (0.003804 x AD3) Sendo: Pe=precipitação efetiva mensal (in) P= precipitação média mensal (in) Etc= média da evaporação da cultura (in) SF= fator de armazenamento no solo Exemplo 8.9 2 + 0.295164 x AD.531747 + 0.070.com.057697x 0. Etc= 93. Queremos que a altura de irrigação a ser aplicada seja de 50mm.7in e AD=22mm=0.5mm 8.11 Calcular a precipitação efetiva Pe do mês de abril do município de Guarulhos sendo Etc= 47mm e precipitação média mensal de abril P= 48mm. Portanto.14) Então a precipitação efetiva: Pe= 52.02426xETc)) SF= (0.9in. O valor de Pe é dados pela equação que está em polegadas: Pe= SF x ( 0.7mm Consultando a Tabela (8. Isto quer dizer que no projeto de irrigação de paisagismo não se pode prever toda a precipitação efetiva e sim que a mesma não poderá passar de 25% da precipitação.74 Pe= 0.br 28/06/08 SF: é o fator de redução ou aumento pois o valor padrão da tabela da SCS foi feito para AD=75mm. quanto AD for maior que 75mm haverá um acréscimo e quando menor um decréscimo.003804 x AD3) SF= (0.8mm=3.0.16) obtemos o fator 1.10 Calcular a precipitação efetiva Pe mensal para precipitação média mensal de 75mm e uso consumptivo.16) para 50mm achamos o fator SF=0.9in.057697x AD 2 + 0.04.01mm <75mm OK Exemplo 8.7x 0. Achar a precipitação efetiva mensal Pe.82416 – 0.93)=0. Há paises que consideram a precipitaçao efetiva media como sendo aquela em que entram somente precipitações superiores a 5mm e inferiores a 75mm/dia e 125mm num período de 10 dias.26 Método analítico do SCS para achar a precipitação efetiva mensal Com 50 anos de dados de precipitações nos Estados Unidos os cientistas do SCS através de 22 locais desenvolveram uma técnica para calcular a precipitação efetiva Pe.0.27 Precipitação efetiva Na Califórnia a precipitação efetiva anual não poderá passar de 25% da precipitação anual. Entrando na Tabela (8.7mm x SF=52.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.295164 x AD. SF= (0.620 e 1.04= 36. Pe= 35mm x SF=35mmx 1.11556) x (10 (0. Na Índia se utiliza 60% da precipitação media e alguns paises 75%.295164 x 0.12 Seja uma cidade com precipitação P=227mm=8.057697x AD 2 + 0.14) estimamos Pe=35mm e olhando-se a Tabela (8.9. 8-26 .70917 x P 0.70917 x 8. 2007 informam que há diferentes critérios para a estimativa da precipitação efetiva.8in=97. 8.02426x3.531747 + 0.7))= 3. Exemplo 8. O valor SF será um numero entre 0. evapotranspiração Etc=100mm.

1996. 91páginas. 669p. 1955. 1ª ed. 1993. Atualizada Blucher. CARLOS E. outubro de 1999. 1990. 478 páginas. Monte de Caparica. 8ª ed. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de Thornthwaite-Mather. E. 390 páginas. KLAUS e TIMM. Water-Efficient Landscape – guidelines. 4ª edição. MARCOS AIRTON DE SOUZA. 176 páginas. OLIVEIRA. Landscape irrigation scheduling and water management. Turf and landscape irrigation. SANDRA MEDEIROS. 2006. USP. 2ª ed. Modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lâmina de água evaporada em Tanque Classe “A”. Waterplow press. VIANELLO. LUIS CARLOS. HEBER PIMENTEL. 449 páginas. 1998. 1991.Rome. RUBENS LEITE E ALVES. 2ª edição. RICHARD E.com. Rome.br 28/06/08 8. IRRIGATION ASSOCIATION.AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. ISBN 0-89867-679-7. 29 paginas. • EMBRAPA.. • BENNET. Universidade Federal da Paraíba. AWWA . GALVANI. GOMES. LOPES.br/ • AYOADE. Universidade Federal de Viçosa. planta e atmosfera. ALAN VAZ E FREITAS. FAO. 332páginas. USP. 446 páginas. PEDRO et al. Campina Grande. Minas Gerais. J.Irrigation and drainage paper 56. AWWA . MICHAEL S.. 1997. • CUNHA.AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. abril de 2005. Minas Gerais. Introdução à Climatologia para os trópicos. Hidrologia. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. ISBN 0-89867-525-1. • BALL. Effective rainfall in irrigated agriculture. ISBN 92-5-100272-X. ITO. TUCCI. Manual de Hidráulica.28 Bibliografia e livros consultados • ANP-ASSOCIAÇAO NACIONAL DE PAISAGISMO. ACACIO EIJI et al. E HAZINSKI. 2004. Procedimentos para pedidos de outorga de direito de uso da água para irrigação. ESALQ. Water Use Conservation. LEA. Avaliação das demandas de ofertas hídricas na bacia do Rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. 2001. Agencia Nacional das Águas. O. SINDUSCON SP: Conservação e Reúso da água em edificações.anponline. REICHARDT. ISBN 92-5-1042105. IRRIGATION ASSOCIATION. ABRH. Editora Manole. Engenharia de irrigação.org. • • • • • • • • • • • • • • • • -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION).conceitos. processos e aplicações. RIGHETTO. 1993. 1998. AMY. http://www. ISBN 85-85205-25-5. Modelo Hidrológico de precipitação-escoamento. 943páginas. Sete Lagoas. Piracicaba. março de 2005. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Circular técnico 2 de dezembro de 2002. ADIL RAINIER. Xeriscape-programs for water utilities. ISBN 1-931579-07-5. Bahia. 1ª ed. Massachusetts. RODRIGO. Metereologia Básica e aplicações. Hidrologia e Recursos hídricos. Coordenador Editorial: Antônio Christofoletti. Universidade Estadual de Feira de Santana. ISBN 85-204-1773-6. Azeveto Netto. KEN. ISBN 85-7025-298-6. Requerimento de água das culturas. ROSANGELA E SANTO.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Solo. 1998. 819 páginas. ANTONIO MAROZZI. et al.Best Management Practices. 8-27 . Italy. VICKERS. Terme di Caracalla.

Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 Capítulo 9 EVAPORAÇAO e LIXIVIAÇÃO ´ 9-1 .com.

5 9.8 Assunto Introdução Evapotranspiração ECA Transpiração Evaporação Evapotranspiração Evapotranspiração de referência ETo Evapotranspiração da cultura ETc Bibliografia e livros consultados 17 páginas 9-2 .1 9.br 28/06/08 SUMÁRIO Ordem 9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 9.7 9.4 9.6 9.2 9.com.

Figura 9.1. conforme Figura (9.Diagrama solo-água do balanço de uma cultura na zona radicular Fonte: USA. SCS.2.1).1 Introdução Vamos fornecer alguns conceitos principais da evaporação e transpiração.1. Figura 9.Esquema de evaporação.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 Capitulo 2.com. Para a evaporação é necessário energia e esta vem do sol. Figura 9.Evaporação e Lixiviação 9. Para a evopotranspiração é necessária a evaporação provocada pelo sol bem como a evaporação provocado pelos estômatos das folhas conforme Figura (9.2).Esquema de evapotranspiração Costuma-se falar em evaporação e evopotranspiração quando é para uma superfície líquida e quando é para uma cultura. 1993 9-3 . mas enfim tudo é evaporação.

com. O método direto para obter a evapotranspiração é usando o lisímetro ou evapotranspirômetro. dependendo do tipo de clima.81 9-4 . rios. da umidade relativa do ar e da temperatura média no mês de verão conforme pesquisas feitas nos Estados Unidos.br 28/06/08 9. sendo mantido nivelado sobre um suporte de madeira. 9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Sete Lagoas. Clima Frio úmido Definições para verão < 19ºC >50%UR ETo (mm/dia) 2. Geralmente a grama é a planta de referência. As culturas perdem predominantemente sua água através dos estômatos conforme Figura (9.4 Evaporação É o processo pelo qual a água líquida é convertida em vapor de água (vaporização) e removida da superfície evaporante (remoção de vapor). É a quantidade total de água perdida.3-Tanque Classe A para medir evaporação tem 1.1).Corte esquemático do estômato Fonte: Embrapa.54 3. que pode ser obtida com um Figura 9.Evapotranspiração de referência ETo para o verão em diversos climas em função da temperatura e da umidade relativa do ar (UR). 9. dezembro de 2002. tamanho. O valor de ETo pode ser obtido aproximadamente pela Tabela (9. condições do tempo e a quantidade de água disponível para as plantas.5 Evapotranspiração Evaporação e transpiração ocorrem simultaneamente e não existe uma maneira fácil de distinguir entre os dois processos. com altura de 75mm a 150mm e a evapotranspiração de referência de referência é representada por ETo.1. através das quais os gases e o vapor de água passam conforme Embrapa. dezembro 2002 9.3). como lagos.2 Evapotranspiração ECA É a medida local da evaporação em mm da superfície de água evaporímetro com Tanque Classe A conforme Figura (9. Afetam a evopotranspiração a espécie da planta. Minas Gerais. A água evapora de diversas superfícies. Figura 9.22m de diâmetro uma coluna de água de 30cm.4. na superfície do solo e das plantas (evaporação) e a água usada na transpiração das plantas. pavimentos. densidade.3 Transpiração A transpiração consiste na vaporização da água líquida contida nos tecidos da planta e da remoção do vapor para a atmosfera.4) Estes são pequenas aberturas na folha.Circular Técnica Sete Lagoas. solos e vegetação úmida. Tabela 9. circular técnica 20.

na Latitude 22º e longitude 47º a altura média de 556m achou-se: ETo= 0.80.2). ETo= Kp x ECA= 0.2. A evapotranspiração de referência ETo conforme Shuttleworth. a vegetação com altura de 0.1 Calcular a evapotranspiração ETo sendo ECA anual de 957mm e o valor Kp=0.08 6.23.12m e resistência da superfície de 69 s/m. Para o município de Guarulhos onde a umidade relativa média do ar é maior que 73% e a temperatura média é maior que 19ºC.6 Evapotranspiração de referência (ETo) A evapotranspiração de referência ETo em mm/dia é obtida multiplicando-se um coeficiente Kp da Tabela (9.43 UR= umidade relativa do ar (%) Fonte: The Irrigation Association.08 7.08 5.08 5. É praticamente definido para um solo com grama do tipo batatais.90. 1993 está associada ao albedo de 0.62 5. Conforme modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lâmina de água evaporada em Tanque Classe A em outubro de 1999 por E.81 5. Exemplo 9.35 7.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management. Cunha. ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) O coeficiente Kp está entre 0. Escobeto.96 9-5 .50 a 0.USP. 2004.62 11.35 a 0. também recomendado por Reichardt e Timm.80 x 957mm=766mm Tabela 9. Pereira. sendo normalmente adotado Kp= 0. Klosowski e Villa Nova obtiveram para a cidade de Piracicaba onde se encontra a Esalq. março de 2005.Valores de Kp O raio de bordadura refere-se ao lado dominante do vento.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.265 Sendo: com R2 = 0.81 3. ETo= Kp x ECA Sendo: ECA= evaporação no Tanque Classe A (mm/dia) Kp = coeficiente do tanque (adimensional) que varia de 0.com. o ETo varia de 3.80. Galvani. que depende do vento local. Existe bordadura com solo de vegetação verde e bordadura com solo nu.08mm/dia.85 conforme Tabela (9.2). 9.81mm/dia a 5.745 x ECA + 0. da umidade relativa do ar e do tamanho da bordadura admitida no Tanque Classe A.br 28/06/08 Frio seco Meio quente úmido Meio quente seco Quente úmido Quente seco < 19ºC <50%UR 19ºC a 29ºC >50%UR 19ºC a 29ºC <50%UR > 29ºC >50%UR > 29ºC <50%UR 3.

br 28/06/08 ECA= evaporação obtida no tanque Classe A (mm/dia) ETo= evaporação de referência (mm/dia) Utilizou-se para se obter o coeficiente do tanque Kp a equação de Snyder.000376 x U + 0.0045 x UR Sendo: Kp= coeficiente do tanque (adimensional) Ln= logaritmo neperiano F= distância da área tampão (m) U= velocidade do vento (km/dia) UR= umidade relativa média do dia (%) 9-6 .Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. 1992 de simples aplicação: Kp= 0.482 + 0.024 x ln (F) – 0.

O valor do coeficiente de cultivo Kc para paisagismo é considerado para plantas que consomem muita água. consome medianamente e que consomem pouco. podendo atingir valores igual a 1 e de 1.5 a 0.5). Nota-se quatro fases ou quatro períodos assim definidos: Período 1.5 0.0 9. Para paisagismo Kc varia de 0 a 0.com.7 0. Tabela 9. 1997 Conforme Gomes. 1993 AWWA Kc 0. Período 2.fase de maturação compreendida entre o final do período 3 e a colheita.Valores de Kc conforme o consumo Tipo de planta Grama de folhagem e raízes densa Arvores.50 < 0. Fonte: Gomes.0 0. 1997 9-7 .Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Valores de Kc conforme o consumo Consumo de água das plantas Plantas que consomem muita água Plantas com consumo médio de água Plantas que consomem pouca água Tabela 9. ETc= Kc x ETo Sendo: ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Kc= coeficiente de cultivo conforme Tabelas (9.8 Variação do coeficiente Kc conforme Gomes.Variação do coeficiente de cultivo no ciclo vegetativo da planta. arbustos e gramados que consomem pouca água Arvores.3.7 Evapotranspiração da cultura (ETc) É a quantidade de água consumida em um determinado intervalo de tempo pela cultura.30 Valor Kc 0. Nos projetos de irrigação que estamos tratando.desde o momento da semeadura até o ponto em que a cultura alcança aproximadamente 15% do seu desenvolvimento.5. sempre usaremos ETc. arbustos e gramados tolerante a seca Área não irrigada Fonte: Water Efficient Landascape.br 28/06/08 9. Figura 9. mm/mês ou mm/ano.7 a 1.8 0.30 a 0.80.Fase que se inicia no final do período 1 e termina em um ponto imediatamente antes da floração. Uso consumptivo é muitas vezes usado como sinônimo de evapotranspiração da cultura ETc.fase de floração e frutificação Período 4.4.3) e (9.4). Período 3.25 na cultura do milho por exemplo. arbustos e gramados não tolerantes a secas Arvores. mas pode-se usar mm/semana. 1997 o coeficiente Kc varia conforme o periodo de do ciclo vegetativo da planta conforme Figura (9. Geralmente é adotado mm/dia.2 0.

10 0.br 28/06/08 A Tabela (9.Cálculo do fator de cultura médio Kp considerando áreas de plantio diferentes.2 Calcular o ETc= evapotranspiração máxima de uma cultura sendo ETo=120mm/mês e Kc= 0.10 1.4. bem correlacionados com os valores obtidos em lisímetros. Tabela 9.04 Área não irrigada 0 0. Uso de áreas não irrigadas Fator da Fração Fator planta da área com peso Tipo de plantas e necessidade Kc de água Grama densa com raízes densas 0.00 0.15 0. abaixar ou se manter igual.60 1.52. volume 2.90 1. ano de 1998.52 1.35 0.5) e verificamos que obtemos a media de Kp=0.Valores do coeficiente de cultivo Kc Período 1 Período 2 Período 3 Período 4 0. número 2. os quais variam para cada período podendo aumentar.80 0. 2002).60 0.com.10 1. Tabela 9.80 0.45 0.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.80 0. Pesquisas conduzidas em diferentes localidades e condições climáticas indicam que o método de Penman-Monteith tem apresentado estimativas de ETo para a grama.00 Fonte: Water Efficient Landscape.52 kc médio = 0.45 0.35 0.5.05 0.3 Calcular o fator da planta média para diversas frações de área conforme Tabela (9.60 Cultura Tomate Alface Arroz Soja O método mais recomendado para o cálculo da evapotranspiração de referência ETo e recomendado pela FAO é o de Penman-Monteith (Embrapa.75 1.48 Plantas que usam muita água 0.50 ETc= Kc x ETo= 0.75 1.10 0. página 132 a 135. 1993 AWWA 9-8 .50 x 120mm/mês=60mm/mês Exemplo 9. Exemplo 9. conforme Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental de Campina Grande.00 0.10 1.4) apresenta alguns valores de Kc conforme o período de cultivo.

Os três coeficientes Kc da FAO.6 0. Adota-se o Kc inicio de modo geral Cultura Kc início Kc médio Kc final Brocoli Tomate Grama Bermuda ou Santo Agostinho 0.80 1.com.7 0.95 0. 1998 O ideal é para cada cultura fazermos um gráfico igual ao da Figura (9.6) temos os três valores de Kc que vão formar quatro períodos.85 Na Figura (9.90 0.05 1.6) apresenta alguns exemplos.6. Quando se quer adotar um valor único a FAO recomenda adotar Kc de início Tabela 9. Notar que temos quatro períodos apesar dos três valores.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 9-9 . Fonte: FAO.9 Variação do coeficiente Kc conforme FA0 A FAO apresenta três valores de Kc que são: Kc início Kc médio Kc final A Tabela (9.85 0.6.70 a 0.Valores de Kc para umidade relativa do ar de mais ou menos 45% e velocidade do vento de 2m/s. Figura 9.br 28/06/08 9.15 0. Para estimativas preliminares a FAO recomenda usar o valor Kc inicio.6) no qual poderemos obter os valores de Kc mês a mês.

7) da FAO do qual tiramos somente a grama Bermuda grass em função da redução do rendimento potencial.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. conforme Metcalf e Eddy. 2007. 9-10 .1 então não será necessário aumentar a lâmina de irrigação para lavar os sais (Critério prático de Gomes. A água de irrigação requerida para suprir as necessidades da cultura e a lixiviação dos sais se obtém por meio do quociente entre a necessidade de irrigação líquida NL e o fator (1. A condutividade elétrica da água Ecw é expressa em decisiemens por metro (dS/m). O objetivo é prever a redução na evapotranspiração causada pela salinidade da água.LR) conforme Gomes.7 a 3. 2007 é a seguinte: ECw < 0. ECe= valor estimado da condutividade elétrica da água do solo nas raizes em dS/m (deciSiemens por metro).br 28/06/08 9. A lixiviação dependende do método de irrigação. Se o valor de LR for menor que 0.com.0 dS/m há restrição moderada (TDS 450 a 2000mg/L) ECw > 3. podendo reduzir o metabolismo e o crescimento das mesmas. equivalente a metade da concentração da agua do mar conforme Vieira. O valor da condutividade elétrica do extrato do solo pode ser estimado usando a Tabela (9. pois tornam o solo com menos água disponível para as raízes das plantas extrairem água. LR é a fração da lâmina de água a aumentar. O excesso de água levará os sais soluveis fora da zona das raizes evitando a salinização. 1987). 2007.0 dS/m a restrição é denominada de severa (TDS> 2000mg/L).7 dS/m não há restrição nenhuma (TDS < 450mg/L) ECw entre 0. Se a redução no rendimento da cultura for de 90% usa-se o valor de 90% na Tabela (9. Uma planta com redução do rendimento potencial for 100% ou 0% indica que a salinidade teórica ECe e que cessa o crescimento da planta. Conforme Gomes. a presença de sais na água do solo reduz o potencial de energia da solução solo-água. LR= lixiviação em fração Salinidade é a medida de sais solúveis na água ou solo. Portanto. Para ECw < 5 dS/m Para ECw > 5 dS/m TDS(mg/L)= ECw (dS/m) x 640 TDS(mg/L)= ECw (dS/m) x 800 Os valores de Ecw conforme a Universidade da Califórnia in Metcalf e Eddy. As plantas tolerantes à salinidade toleram até 15 g/ L de NaCl. LR= ECw / (5 x ECe-ECw) Sendo: LR= lixiviação como fração mínima de água destinada a lavar os sais acumulados no solo. É usada a equação de Roades e Merrill. ECw= condutividade elétrica da água de irrigação em dS/m (deciSiemens por metro) medida a 25ºC. Alguns sais causam efeitos tóxicos nas plantas. 1998 os sais na água do solo podem reduzir a evapotranspiração. entretando nos tees e greens vem sendo usado ultimamente irrigação subsuperficial devido a sua eficiência e pelo fator de nao expor o ser humano a uma água de reúso conforme Metcalf e Eddy. A grama bermuda é tolerante a salinidade Lixiviação por aspersão Em campos de golfe o metodo mais usado para irrigação com água de reúso é por aspersão. 2997. 1987 a lixiviação é uma quantidade adicional de água que se deve acrescentar à irrigação para que não se acumulem os sais no solo. 1976 in FAO. 1998. 1987 Considerando a eficiência da irrigação IE e lixiviação LR temos: NL = (ETc – Pe)/ [IE (1-LR)] Sendo: NL= necessidade de irrigação líquida mensal (mm) ETc= evapotranspiração máxima da cultura mensal em (mm) ETc= ETo x KL Pe= precipitação efetiva mensal (mm) IE= eficiência da irrigação em fração.7). A salinidade é a medida do sólido total dissolvido TDS. 2007.10 Lixiviação Conforme FAO. milli-ohms por centimetro (mmho/cm) ou micro ohms por centimetro (μmho/cm) é usada em substituição a medida de concentração do TDS. A conversão da condutividade elétrica em TDS pode ser feita da seguinte maneira conforme Metcalf e Eddy.

5 5.5 Ecw da Figura (9.br 28/06/08 Tabela 9.0 dS/m. Supomos que ECe=3. Na prática consideramos a lixiviação. Para a grama bermuda grass conforme Tabela (9.Valores estimativos para Ece para grama bermuda grass em função da redução do rendimento potencial (Cynodon dactylon) conforme FAO.0/ (2 x 6.2 50% ECe ECw 15 0.10 não consideramos a lixiviação Na Figura (9.0 dS/m. A relação ECe=1. 30%.9 4.5 dS/m para 90% e recomendação da FAO. Usam-se as quatro faixas padrão de 40%.5= ECe é uma espécie de guia para seguir e tem fator de lixiviação LF=LR entre 15% a 20%.4 Queremos fazer irrigação num gramado solo com condutividade da água a 25ºC medido ECw= 1.9) =0. LR= ECw / (5 x ECe .7) o valor de ECe=8.0 dS/m.0 -1. No caso acima usariamos ECe= 6.com. Supomos que para grama Bermuda grass maxECe=6. 9-11 . 20% e 10% na zona de raizes. 30% 20% e 10%.6 90% ECe ECw 8.0 / (5 x 8. o volume de água a ser irrigado deverá ser aumentado de 2. 1998 possui o gráfico da Figura (9.9 dS/m. 20% e 10% usada como padrão.7) que fornece uma estimativa.0) =0.6 75% ECe ECw 11 7. 1998 100% ECe ECw 6. LR= ECw / (5 x ECe .072 < 0.024 Portanto.5 dS/m então deverá ser usado para achar ECe o valor de 100%.7) o valor Ecw x 1.0) =0.8 ECe 23 O% ECw 15 Exemplo 9. Nota: A FAO recomenda que quando a água de irrigação tem ECw> 1. Exemplo 9. Edio Luiz da Costa e Antonio Heriberto de Castro Teixeira temos: LR= Ecw/ (2 x max Ece) Sendo: LR= fração da lixiviação Ecw= condutividade elétrica da água de irrigação (dS/m) Max ECe= condutividade elétrica máxima do extrato de saturação do solo que reduziria a zero a produtividade da cultura. Observar que as faixas de consumo de água sao 40%. o volume de água a ser irrigado deverá ser aumentado de 7% para a lixiviação.9 dS/m. A FAO.07 Portanto. Exemplo 9.5 Queremos fazer irrigação num gramado com água de reúso em solo com condutividade elétrica da água a 25ºC medido ECw= 1.5 -1.4% para a lixiviação.7. 30%.0 / (5 x 3.ECw) LR= 1.7) corresponde a lixiviação de 15% a 20% para a faixa de consumo de 40%.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 dS/m. Cálculo da lixiviação LR (fração) Conforme Eugenio Ferreira Coelho. LR= ECw/ (2 x max Ece) LR= 1.6 Queremos fazer irrigação num gramado com água de reúso em solo com condutividade da água a 25ºC medido ECw= 1.ECw) LR= 1.

30% 20% e 10% conforme Figura (9.br 28/06/08 Figura 9.com. Conforme Metcalf e Eddy. baseado na água consumida em cada uma das quatro faixas: 40%. 2007 apresenta um outro método para obter a lixiviação.9x) + ECw/x ]/ 5 Sendo : ECw= condutividade elétrica da água de irrigação (dS/m) ECe= condutividade elétrica da água na zona das raízes (dS/m) x= valor da lixiviação em fração 9-12 .2007 as gramados não são afetados pela salinidade da água do solo quando a mesma é < 3 dS/m.6 +0. a bermuda grass é considerada uma planta tolerante à salinidade assim como a grama Zoysia e Santo Agostinho.4 x) +ECw/(0. Determinação da fração da lixiviação Conforme Metcalf&Eddy.1+0.8). 20% e 10%) e considerando o fator de lixiviação LF que é a mesma coisa que LR. As gramas muito sensitivas devem ser evitados quando usar água de reúso.7. Obtém-se a equação: ECe= [ ECw+ ECw/(0. 30%.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 x) + ECw/ (0. 2007 existem plantas: TOLERANTES ≤ 10 dS/m MODERADAMENTE TOLERANTES entre 6 a 10 dS/m PLANTAS SENSIVEIS A SALINIDADE entre 3 a 6 dS/m PLANTAS MUITO SENSIVEIS A SALINIDADE ≤ 3 dS/m Como o nosso interesse é somente gramados. Conforme Metcalf e Eddy.3+0. Tolerância à salinidade Nem todas as plantas se comportam da mesma maneira na presença da salinidade.Efeito da salinidade da água ECw no zona das raízes ECe nas várias frações do solo (40%.

Consumo de água em cada quarto (40%.br 28/06/08 Figura 9. 2003 in Metcalf e Eddy. 9. Supondo que a condutividade elétrica da água de irrigação de reúso tenha salinidade na concentração de ECw=1 dS/m e que a condutividade do solo nas raízes seja ECe=3 dS/m.3+0.8). 2007.165.1+0. 30%. 2007 achamos 16. Observar que usando a equação de Rhoades.9x) + 1 /x ]/ 5 Achamos x=0.6 +0. 20% e 10%) Fonte: Metcalf&Eddy.Conforme Metcalf& Eddy. O lodo ativado convencional depois de tratado tem NT entre 10mg/L a 30mg/L e fósforo total entre 4mg/L a 10 mg/L.6 +0.5%.6. O melhor tratamento é o lodo ativado com membranas MBR (Membrane Bioreators). 2007 9-13 .11 Uso de água de reúso em irrigação de gramados Os esgotos sem tratamento e os esgotos tratados que podem ser usados em irrigação possuem os seguintes níveis conforme Tabela (9.9x) + ECw/x ]/ 5 3= [ 1+ 1/(0.1+0.3+0. 2007 Exemplo 9.7 x) + ECw/ (0.com.8.5% para atender a lixiviação necessária. teremos que aumentar a água em 16.8.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Tabela 9. ECe= [ ECw+ ECw/(0.5% Portanto. 1974 com os mesmos dados obtivemos o valor de 7% enquanto que na de Metcalf&Eddy. ou seja.7 x) + 1/ (0.05 Nitrogênio total NT (mg N/L) Nitrato (mg N/L) Fósforo total (mgP/L) 20 a 70 0 traços 4 a 12 15 a 35 10 a 30 4 a 10 2 a 12 1 a 10 1a2 Fonte: Tchobanoglous et al.4 x) +ECw/(0.4 x) +1/(0.Níveis dos nutrientes de esgotos Esgoto sem tratamento Lodo ativado convencional Lodo ativado com remoção de nutriente Lodo ativado com membranas MBR <1 <1 <0. 16.

O índice SAR está relacionado com a condutividade elétrica CE.2 <0. 2007 9-14 . conforme Tabela (9. Os índices maiores que 13 reduzem a permeabilidade e aeração dos solos causando problemas na irrigação.9 2.5 <0.3 6 a 12 ≥ 1.2 a 0. Magnésio (Mg) Em quantidades apropriadas o magnésio é um micronutrientes para as plantas. Na Tabela (9. Tabela 9.08 24. O perigo começa quando SAR está entre 7 a 18 e fica grave quando SAR está entre 11 e 26.5 12 a 20 ≥ 2.9). SAR= Na+ / [(Ca2+ + Mg2+)/2]0.10.312 Valência 1 2 2 Peso equivalente Peso molecular / valência 22. conforme Fetter.0 5.Graus de restrição para irrigação SAR Nenhuma Restrição pouca Restrição restrição a moderada severa 0a3 Ecw ≥0. 1995 Peso molecular 22. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.9 a 0. Relembremos que a troca catiônica é muito importante.2 1. Tabela 9. pois seguem esta ordem: Na+ > K+ > Mg2+ > Ca 2+ Isto significa que o sódio substitui o potássio. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial.5 Geralmente as concentrações são expressas em meg/L.br 28/06/08 9. 1995) Peso equivalente= peso molecular / valência O sódio tem valência=1.991 20. Altos níveis de cálcio tendem a tornar o solo alcalino. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.9 1. o cálcio tem valência=2 e Mg tem valência=2.9 Fonte: Metcalf e Eddy.312= 0. mmol/L= mg/L / peso molecular Molaridade= mol/L = mmol/L / 1000 Miliequivalente/litro (meq/L)= mmol/L= mg/L/peso equivalente (Hounslow.12 Adsorção de sódio (SAR-Sodium adsorption ratio) A adsorção de sódio é um parâmetro importante. Altos níveis de magnésio tendem a tornar o solo alcalino. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial.991 40. valência e peso equivalente.Peso molecular. o magnésio e o cálcio ficando no lugar deles.10) temos os graus de restrição para irrigação conforme o valor de SAR.9 a 1.3 <1. Espécie Na+ Ca 2+ Mg 2+ Fonte: adaptado de Hounslow. É a troca iônica que é muito importante em argilas que podem remover metais pesados.com. 1994.0 a 2.312 Exemplo 9.2 3a6 ≥ 1.9 .3 20 a 40 ≥ 5. meq/L= mg/L /peso equivalente = 6 mg/L / 12.04 12.7 0. Cálcio (Ca) Em quantidades apropriadas o cálcio é um micronutrientes para as plantas.3 <0.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Geralmente o nível de magnésio no solo não apresenta problema.7 Calcular em meq/L de 6 mg/L de Mg.7 a 0.49 meq/L Quando o índice SAR está entre 2 a 10 indica que não há perigo do sódio.9 <2.

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Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 29/06/08 Capitulo 10 Necessidade de irrigação 10-1 .Curso de esgotos Capitulo 10.

15 10.14 10.6 10.3 10.11 10.12 10.7 10.19 10.2 10.10 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.20 10.13 10.9 10.1 10.com.8 10.br 29/06/08 SUMÁRIO Ordem 10.Curso de esgotos Capitulo 10.4 10.18 10.16 10.5 10.17 10.21 Assunto Introdução Necessidade de irrigação Eficiência da Irrigação Parâmetros da irrigação Aspersores Sistemas de Sprinklers Raio de alcance do aspersor Gotejamento Microaspersão Quantidade de água necessária para irrigação (IR) Tempo de operação OT Dias de irrigação ID Dias de operação Máxima irrigação por ciclo Ciclos por dia Intensidade media de precipitação de um aspersor AR Calendário de irrigação Estação climatológica Exemplo de dados Tensiômetro Bibliografia e livros recomendados 22 páginas 10-2 .

(mm) Normalmente considera-se G=0 e W=0.2 Necessidade de irrigação A necessidade de irrigação líquida mensal é a diferença entre a evapotranspiração da cultura ETc e a precipitação efetiva mensal.40 de largura Sprinkler em plantas com 0.1 Introdução Quando não temos as precipitações naturais. 1993 AWWA 10-3 .1.85 a 0.1). NL = ETc – Pe Considerando a eficiência da irrigação IE e lixiviação LR temos: NL = (ETc – Pe)/ [IE (1-LR)] Sendo a eficiência IE e lixiviação LR em fração 10.W Sendo: NL= necessidade de irrigação líquida mensal (mm) ETc= evapotranspiração máxima da cultura mensal (mm) ETc= ETo x KL Pe= precipitação efetiva mensal (mm) G= dotação de água por capilaridade à zona radicular da cultura (mm) W= reserva de água no solo no principio do intervalo de tempo considerado. NL = ETc – Pe. Princípios de uma irrigação eficiente Existe quatro princípios de uma irrigação eficiente: 1. Deverá ser evitado escoamento superficial (runoff) e drenagem profunda. 4.40 de largura Fonte: Water Efficient Landascape. IE= volume total de água usada/ volume total da água aplicada Tabela 10. 10.40 filas menores que 2.90 Sprinkler usando rotor em plantas com 0. deve ser feita a irrigação no paisagismo ou em qualquer outra cultura. semanal. Tempo de aplicação correto.br 29/06/08 Capítulo 10 – Necessidade de irrigação 10. 3.85 a 0.Curso de esgotos Capitulo 10. Aplicar a água uniformemente.com.90 Gotejamento 0.40 de largura Sprinkler em spray(bocal) em plantas com 0.Eficiência da irrigação Tipo de irrigação Eficiência da irrigação Sprinkler para irrigar árvores e arbusto 0. diário ou anual.G .75 filas maiores que 2. Quantidade de água a ser aplicada na planta e no solo.625 conforme Tabela (10.625 filas maiores que 2.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2. O intervalo de tempo pode ser além de mensal.3 Eficiência da irrigação A eficiência da irrigação mínima a ser adotada em irrigação é IE=0.

O valor da evapotranspiraraçao de referência ETo foi obtido pelo Método de Penman-Monteith. NL = ETc – Pe = 460mm – 395mm= 65mm Para uma área de 200. considerando a eficiência da aspersão mínima de 0.50 e para janeiro ETo= 123mm/mês ETc= 0.com.Trata-se de solo franco arenoso com gramado com profundidades de raízes de 150mm. Conforme Gomes.3 Cálculo da necessidade líquida NL mensal para o município de Guarulhos. As precipitações foram fornecidas pela Universidade de Guarulhos e são a média de 11anos.000m2 x (65 / 1000)= 13.5 x 123= 61mm/mês Para solo franco arenoso e raízes de 150mm usamos o método da USDA-SCS que nos fornece a porcentagem RF= 47%. FAO.000m2 o volume necessário será: Volume= Área x NL / 1000= 200.8 km/h.2) com a velocidade 3m/s=10. Evopotranspiração da cultura Etc Etc= Kc x ETo Adotamos Kc= 0.2.br 29/06/08 Tabela 10.95 Ea= obtido da Tabela (10. Usando a Tabela (10.625. Supondo que a lâmina de água seja de 50mm obtemos: Ea=65%. Para o mês de janeiro temos: P= 254mm Pe = 254 mm x 47/100 = 119mm/mês A necessidade liquida para irrigação será o valor maior ou igual de ETc – Pe Para o mês de maio: ETc=38mm Pe= 33mm 10-4 . calcular a eficiência IE. Exemplo 10.95= 62% Portanto.000/ 0.000m3/ ano Volume = 13.Valores em porcentagem da eficiência de aplicação da irrigação por aspersão convencional.625 = 20.2) IE=Ea x 0.Curso de esgotos Capitulo 10. a eficiência a ser adotada é 62%. IE=Ea x 0.800m3 Exemplo 10. 1997 temos: IE= Ea x Ed Ed=eficiêcia da distribuição=0.1998.1 Sendo a velocidade do vento de 3m/s e usando aspersão para irrigação.95= 65 x 0.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 Calcular a necessidade de irrigação líquida NL anual para uma evapotranspiração da cultura ETc=460mm e Pe=395mm.95 Exemplo 10.

Cálculo da necessidade líquida NL usando a precipitação efetiva Meses= janeiro fevereiro março abril maio junho Temperatura média mensal ETo (mm/mês)= Precipitação média (mm/mês) Dias do mês = ETc= Kc x ETo Kc= Pe (mm/mês)= P x RF/100 Pe Porcentagem fixa para Pe solo franco arenoso raízes=150mm RF NL (mm/mês)=ETc.5 27 27 47 20 0.0 115 201 31 57 0.7 0 24.5 33 33 47 5 0.5 94 57 47 0 0.br 29/06/08 NL = ETc – Pe= 38.Pe Eficiência da irrigação= Necessidade de irrigação mensal NL (mm/mês) = 24.5 18 18 47 12 0.7 7 18.3) e (10.7 17 10-5 .Curso de esgotos Capitulo 10.5 118 57 47 0 0.4) são autoexplicativas.5 119 61 47 0 0.7 0 24.5 95 58 30 47 0.3 76 70 31 38 0. Considerando o rendimento de 70% por aspersão teremos: NL= (5 / 70)x 100 = 7mm/mês As Tabelas (10.com.0 113 252 28 57 0.2 61 39 30 30 0.7 0 22.7 123 254 31 61 0.7 29 19.3.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Tabela 10.33= 5mm sem considerar o rendimento.

2mm por rega. Caso se tenha que irrigar um hectare (10. Azevedo Neto Azevedo Neto adotava 2litros/ dia x m2 para irrigação de jardins. gotejadores.Curso de esgotos Capitulo 10.2 98 75 30 49 0.6 87 25 31 43 0.4.7 0 0 0. mensalmente 24mm/mês que é um numero coerente com o obtido.Pe Eficiência da irrigação= Necessidade de irrigação mensal NL (mm/mês) = julho 17.5 14 14 47 agosto 19. Os emissores escamoteáveis (podem subir e abaixar) possuem a vantagem de não ferir a estética do paisagismo. 10-6 .continuação.8 68 31 31 34 0.com.000m2).3).5 35 35 47 outubro 21. o que é muito comum nos Estados Unidos para efeito de taxação. em 6 meses. que são instalados submersos no solo e emergem somente na hora de realizar a irrigação. de impacto.000m2 x (173 / 1000)= 1730m3/ ano Portanto. Podem ser ainda do tipo escamoteáveis.4) na última linha temos a necessidade de irrigação em mm/dia.5 101 63 47 20 0.8 116 137 31 58 0. ou seja.7 45 14 0.5 61 61 47 dezembro 23. rotores. Nos outros 6 meses não haverá necessidade de irrigação.50m a 46m conforme Figuras (10.4 Parâmetros de Irrigação Vamos examinar os parâmetros de irrigação para Sprinkler e gotejamento sem considerar a precipitação efetiva Pe. isto é. micro sprays.7 0 0 0. Regando-se 12vezes por mês teremos. Durante um ano será necessário a irrigação de 173mm nos meses de abril a setembro. Alemanha Na Alemanha se usa para prever irrigação em jardins dos seguintes dados: Gasto de água em irrigação nas áreas verdes dos jardins 60 litros/ m2 x ano Gasto em irrigação em atividades esportivas 200 litros/m2 em seis meses Para solo pesado (solo argiloso) o gasto em 6 meses é de 80 litros/ m2 a 150 litros/m2 Para solos leves (solo arenoso) o gasto em 6 meses vai de 100 litros/ m2 a 200 litros/ m2 10. permitir trânsito livre sobre os gramados e poda manual ou mecanizada com absoluta segurança.5 65 58 47 novembro 22.Cálculo da necessidade líquida NL usando a precipitação efetiva Meses= Temperatura média mensal ETo (mm/mês)= Precipitação média (mm/mês) Dias do mês = ETc= Kc x ETo Kc= Pe (mm/mês)= P x RF/100 Pe Porcentagem fixa para Pe solo franco arenoso raízes=150mm RF NL (mm/mês)=ETc.7 19 0 0. borbulhadores) Válvulas solenóides (registros) Controladores (“imers” eletrônicos).7 28 32 0.730m3. Volume= Área x NL / 1000= 10.5 123 130 30 62 0. Cada modêlo possui características específicas.3) e (10.br 29/06/08 Tabela 10. o consumo anual de irrigação será de 1.5 12 12 47 setembro 20. 10.1) a (10. Quanto aos equipamentos para o sistema de irrigação a ANP (Associação Nacional de Paisagismo) sistematiza da seguinte maneira: Redes hidráulicas: secundária e principal Emissores de água (sprays. Os raios de alcance podem variar de 0. Os aspersores podem ser sprays.5 Aspersores Os emissores são os elementos responsáveis pela emissão da água.9 126 215 31 63 0. rotores entre outros.7 0 Das Tabela (10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

2004 Figura 10. com raios de alcance de 6. Rotores: são giratórios.3. no mercado. ligando e desligando o sistema em tempos projetados para cada área a ser irrigada (setor) conforme Figura (10.60m a 4. para projetos de maior porte. Possuem jato fixo e raio de alcance de 0.com.2.br 29/06/08 Sprays: são aspersores escamoteáveis ou aparentes. temos o monitoramento de vários sistemas através de um computador central integrado a uma estação meteorológica. 10-7 .Curso de esgotos Capitulo 10. Com ele é possível programar o horário.1. existem diversas opções de controladores para atender demandas específicas.Aspersão Fonte: Naadan.4). Figura 10. 2004 Figura 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5m.Aspersão Fonte: Rotors.Aspersão Fonte: Hunter. 2004 Controle eletrônico O controlador eletrônico é o cérebro do sistema de irrigação automatizado. Irrigação automatizada: já pode ser feita no Brasil inclusive para paisagismo. Hoje.5m a 24m. O nível de automação está tão evoluído que hoje temos controles remotos para controladores e.

Alta pressão: com pressão de 40mca e vazão de 20m3/h a 120m3/h com alcance até 100m. Os aspersores dos Sprinkler estão a 25º a 45º e podem ser: 1.br/reportagem_rain%20bird_irrigacao%20paisagismo.Curso de esgotos Capitulo 10.Controlador eletrônico de irrigação http://www.anponline.6 Sistema de Sprinklers A equação fundamental do sistema de sprinklers é: AR= (Q x 1000) / (S1 x S2 ) Sendo: AR= taxa de aplicação do Sprinkler (mm/h). deve ser menor que a taxa de infiltração da água no solo para evitar o runoff. elas se abrem e permitem que a água se direcione aos aspersores comandados por ela. Existem em vários modelos e tamanhos que são dimensionadas de acordo com as características do projeto em questão conforme Figura (10. a taxa de aplicação deve ser menor que 22mm/h. Dado o horário programado. 10-8 . Deverá ser consultado livros especializados no assunto como Engenharia de Irrigação de Heber Pimentel Gomes. Figura 10. De modo geral a taxa de aplicação do Sprinkler.5).Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Controlador http://www. com alcance de 12m a 36m e vazão de 1m3/h a 6m3/h 3. Baixa pressão: até 20mca e bocal de 4mm com alcance até 15m e vazão menor que 1m3/h 2. Média pressão: varia de 20mca a 40mca. A taxa de aplicação do Sprinkler não deve ser menor que 3mm/h a um máximo de 51mm/h.php Os setores são comandados por válvulas solenóides.50m3/h a 100m3/h S1= espaçamento ao longo da lateral (m) S2= espaçamento lateral (m) As pressões num aspersor variam de 10mca a 80mca e os alcances vão de 6m a 60m. Varia de 0. Após decorrido o tempo programado ela se fecha.anponline. onde é explicado a hidráulica dos sistemas pressurizados de aspersão e gotejamento.com. 3mm/h≤AR≤ 51mm/h Q= vazão no aspersor do Sprinkler (m3/h). e o seu valor dependerá da textura do solo e da declividade do mesmo.org. Quando a declividade do solo for maior que 15%.4. que são componentes que respondem a programação do quadro controlador.br/reportagem_rain%20bird_irrigacao%20paisagismo.br 29/06/08 Figura 10.5.php 10.org.

5= 23. R= 1.5 x R Retangular R 1. 1997 10-9 .Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4m 10.73 x R 1. escolhida a disposição que queremos: quadrada. 1997: R= 1.8 Distâncias entre os aspersores Tabela 10.35 x (7.5 Sendo: R= alcance do aspersor (m) d= diâmetro do bocal do aspersor (mm) h= pressão em metros de coluna de água (m) As Tabelas (10.3 x R Fonte: Gomes.Espaçamento máximo segundo a disposição dos aspersores Fonte: Gomes.4 x R Triangular 1. Exemplo 10.4 Calcular o raio de alcance de um aspersor com d= 7.com.14 x 42) 0. 1965 conforme Gomes.35 x (d x h) 0.14mm e pressão h= 42mca.7 Raio de alcance do aspersor O raio de alcance de um aspersor é fornecido pela equação de Cavazza.6) mostram a distância entre os aspersores e a distancia entre as linhas. Disposição Distância entre os aspersores Distância entre linhas Quadrada 1.5) e Figura (10.Distâncias máximas recomendadas entre aspersores segundo a disposição dos mesmos. triangular e retangular.Curso de esgotos Capitulo 10. 1997 Figura 10.4 x R 1.35 x (d x h) 0.6.5.br 29/06/08 10.5 R= 1.

O sistema de gotejamento é adequado a condições de solo. onde existe um predomínio de solos arenosos. Os gotejadores que atendem as árvores não devem exceder de 5. O gotejamento economiza cerca de 30% de água em relação a aspersão.9) De modo geral os gotejadores tem diâmetro entre 0.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 10. O gotejamento é usado principalmente na zona de raízes de arbustos e árvores. A pressão de entrada varia de 5 a 15mca.5mm e as vazões varia de 2 a 12 litros/hora. devido a isto é muito usado em Israel desde a década de setenta conforme Gomes. diretamente sobre a zona radicular das plantas. clima e água menos favoráveis.8. O gotejamento é usado em declividades do solo maior que 25% e neste caso a precipitação máxima do emissor deve ser de 12mm/h. 1997. clima árido e quantidade limitada de água com considerável teor de sais.9 Gotejamento Conforme Gomes. saída para zero na gota.Irrigação por gotejamento (Drip Emitters) 10-10 .7 Gotejador Figura 10. Os dispositivos usados são os gotejadores ou emissores localizados juntos aos pés das plantas conforme Figuras (10.7 litros /min.com.7) a (10. 1997 gotejamento é o método de irrigação no qual a água é aplicada em gotas.br 29/06/08 10. Figura 10. mas tem alto custo e é usado para irrigar culturas nobres ou economicamente rentáveis como fruteiras. hortaliças e flores.5mm a 1.

Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Gotejamento Fonte: Naadan.10 Microaspersão O sistema de irrigação por microaspersão conforme Gomes.11).com. 1997 10-11 . O sistema de microaspersão se adequa mais a irrigação de culturas arbóreas.br 29/06/08 Figura 10. é um sistema intermediário entre a irrigação por aspersão e a irrigação por gotejamento.Microaspersor Fonte: Gomes.10) e (10. 2004 10. É utilizado um aspersor (microaspersor) em cada planta conforme Figura (10. A pressão de serviço está situada entre 10 a 20mca e as vazões entre 20 a 140 litros/hora com alcance que varia entre 1m a 3m.Curso de esgotos Capitulo 10. Figura 10.9.10. 1997.

NL = ETc / IE NL = 14.70. NL= ETc / IE Sendo: NL = quantidade de água necessária para irrigação (mm) ETc= evapotranspiração do paisagismo (mm) ETc= PWR IE= eficiência.com. Exemplo 10.br 29/06/08 Figura 10.11.1).5 Calcular a quantidade de água necessária em mm. 2006 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Microsaspersor Fonte: Waterwise Florida landscape.5mm/semana e a eficiência IE= 0.5/ 0.7 mm/semana 10.70 =20.Curso de esgotos Capitulo 10. Ver Tabela (10.12 Tempo de operação (OT) O máximo tempo em min de um sistema de irrigação é determinado por: OT= NL x 60 / AR Sendo: OT= tempo de operação (min) NL = quantidade de água necessária para irrigação (mm) AR= taxa de aplicação (mm/h) Nota: o valor de AR tem que ser menor ou igual a taxa de infiltração no solo.11 Quantidade de água necessária para irrigação (IR) É usada dividindo-se a água necessária pela eficiência IE sem considerar a precipitação efetiva Pe. sendo a evapotranspiração do paisagismo de 14. 10-12 .

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Exemplo 10.6 Calcular o tempo de operação (OT) para NL =20,7mm/semana e AR=16mm/h OT= NL x 60 / AR OT= 20,7 x 60 / 16 =78 min/semana 10.13 Dias de irrigação (ID) O número de dias de irrigação é importante. Considera-se o mês de 31 dias e a irrigação será em 8dias, isto é, todo 4º dia haverá irrigação. ID= ETc / AD Sendo: ID= dias de irrigação (dias) ETc= evapotranspiração do paisagismo (mm). ETc= PWR AD= quantidade máxima de água a ser extraída da planta (mm) Exemplo 10.7 Calcular os dias de irrigação, sendo ETc= 14,5mm/semana e a quantidade máxima de água que pode ser extraída AD= 10mm. ID= ETc / AD ID= 14,5 / 10 =1,45 = 2 dias /semana (arredondamento) 10.14 Dias de operação Td= OT / ID Sendo: Td= total por dia de irrigação (min/dia) OT= tempo de operação (min) ID= dias de irrigação (dias) Exemplo 10.8 Calcular os dias de operação Td, sendo o tempo de operação OD= 78minutos/semana e os dias de irrigação ID= 2 dias/semana. Td= OT / ID = 78min/ 2= 39min/dia 10.15 Máxima irrigação por ciclo RC= taxa de infiltração x 60 / AR Sendo: RC= máxima irrigação por ciclo (min) AR= taxa de aplicação (mm/hora) Taxa de infiltração no solo em (mm/h)

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Exemplo 10.9 Calcular a máxima irrigação por ciclo, sendo a taxa de infiltração do solo de 16,5mm/h e a taxa de aplicação do Sprinkler de 16mm/h RC= taxa de infiltração x 60 / AR RC= 16,5 x 60 / 16 =60 min 10.16 Ciclos por dia C= Td / RC Sendo: C= ciclo por dia Td= total por dia de irrigação (min/dia) RC= máxima irrigação por ciclo (min) Exemplo 10.10 Calcular o número de ciclos por dia C para o total de irrigação de 39min/dia e com a máxima irrigação por ciclo de 60min. C= Td / RC C= 39 / 60 = 0,65 = 1 (arredonda-se) 10.17 Intensidade média de precipitação de um aspersor AR A intensidade média de precipitação de um aspersor, ou simplesmente precipitação, é um dado de suma importância na elaboração de um projeto de irrigação por aspersão conforme Gomes, 1997. O aspersor deve ser selecionado de modo que sua intensidade média de precipitação não supere a capacidade de infiltração do solo, nas condições da cobertura vegetal existente. A intensidade está na Tabela (10.20) do SCS (Soil Conservation Service) que estabelece um conjunto de valores máximos das intensidades de precipitação admitidas pelos terrenos, em função da textura média do solo, da declividade média do terreno e da existência ou não da cobertura vegetal, conforme Gomes, 1997.

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Tabela 10.6- Intensidade máxima de precipitação (AR) para condições médias de solo, declividade e vegetação (SCS/USA 1960)

Fonte: Gomes 1997

Na Tabela (10.6) dada a precipitação podemos escolher a vazão, diâmetro do bocal, pressão e espaçamentos.

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Tabela 10.7- Espaçamento em função da precipitação em mm/h

Fonte: Azevedo Neto, 1998

Exemplo 10.11 Escolher a intensidade de precipitação média de um aspersor para terreno franco siltoso com declividade de 5% a 8%. Consultando a Tabela (10.6) achamos AR=16mm/h como taxa de irrigação AR. Exemplo 10.12 Calcular a precipitação do Sprinkler considerando vazão do aspersor de 2,31m3/h e pressão de 52,7mca e 5,15mm diâmetro do bocal. O raio de alcance do aspersor R será: R= 1,35 x (d x h ) 0,5 = 1,35 x (2,31 x 52,7) 0,5 = 22,24m Considerando disposição quadrada a distância S1=1,4 xR e S2= 1,4 x R S1= 1,4 x 22,24= 31,14m S2= 31,14m AR= (Q x 1000) / (S1 x S2 ) AR= (2,31 /1000)7 (31,14 x 31,14 )= 24mm/h.

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10.18 Calendário de irrigação
Calcular o calendário de irrigação para o mês de julho de um gramado com raízes de 20cm e não considerar a precipitação excedente Pe. A evapotranspiração da cultura mensal é de 102mm. O terreno tem declividade entre 0% a 5% e o solo é franco arenoso. Na Tabela (10.8) estão os cálculos resumidos.
Tabela 10.8- Cálculo teórico para gramado com raízes de 20cm. A irrigação será feita por sprinkler a taxa de 16mm/h. O calendário de irrigação é para o mês de julho. Não foi usada a precipitação excedente Pe. Nº item Cálculos Valor Unidades 1 Água necessária 3.1 Plantação Gramado para paisagismo 3.2 Mês de referência Escolhido Julho 3.3 Período relevante Irrigação semanal 7 Dias 3.4 ETo-evapotranspiração referência (102 mm/ 31dias) x 7 23 mm/semana 3.5 Coeficiente de paisagismo KL Ks x Kd x Kmc= 0,63 x 1,0x 1,0 0,63 3.6 Água necessária para o gramado PWR=ETc PWR=ETc=ETo x KL = 23 x 0,63 14,5 mm/semana 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 3 3.1 3.2 3.3 3.4 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 Propriedades do Solo Tipo de solo na zona das raízes Taxa de infiltração no solo Capacidade de armazenamento no solo AWHC Profundidade das raízes RZ Água disponível para as plantas PAW Fator da quantidade que pode ser extraída MAD Quantidade máxima de água que pode ser extraída AD Sistema de irrigação Taxa de irrigação admitida AR Eficiência IE Água necessária para irrigação NL Tempo de operação (OT) Calendário de irrigação Dias de irrigação (ID) Restrição Total por dia de irrigação Td Máxima irrigação por ciclo (RC) Ciclo por dia (C)

Inspeção in loco Consultar Tabela (1.2) Consultar Tabela (1.7) Inspeção local PAW=AWHC X RZ=200x 0,1 Tabela (1.8) MAD= 50% AD= PAW x (MAD/100)= 20 x 50/100

Solo franco arenoso 16,5 mm/h 0,1 mm/mm 200 mm 20 mm 50% 10 mm

Cálculo. Ver Tabela (3.20) Tabela (3.1) NL = ETc/ IE=14,5/0,7 OT= NL x 60 / AR= 21 x 60 /16 ID= PWR / AD= 14,5/10=1,45 3ª e 6ª feiras Td= OT / ID= 78/2 RC =(taxa infiltração / AR) x 60= (16,5mm/h / 16mm)x 60= 60 C= Td / RC= 39/ 60

16 0,7 21 78

mm/h mm/semana min/semana

2 39 60 1

dia/semana min/dia min Ciclo/dia

Poderemos escolher conforme Tabela (3.6) bocal do aspersor com diâmetro de 20 x 4mm, pressão de 35mca, precipitação de 15,6 mm/h que é aproximadamente ao adotado de 16mm/h, mas que é menor que 16,5mm/h que é a taxa de infiltração da água no solo. Os aspersores estarão separados um do outro de 42m e as linhas também serão separadas por 42m, cobrindo uma área de 42m x 42m= 1764m2 para cada aspersor. Maiores detalhes sobre a irrigação: princípios, métodos e dimensionamento, poderá ser vista no “Manual de Hidráulica do Azevedo Neto”, 8ª edição revisto pelos professores da FATEC de São Paulo em 1998. 10.19 Estação Climatológica Existem estações climatológicas compactas conforme se vê nas Figuras (10.12) e (10.13)

Figura 10.12- Sensor de chuva e sensor de vento
Fonte: Hunter, 2004

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Figura 10.13- Estação climatológica compacta
Fonte: Hunter, 2004

10.20 Exemplos de dados A Tabela (10.9) mostra a umidade relativa máxima e mínima do ar, temperatura, velocidade do vento e horas de insolação de acordo com latitude. Tabela 10.9-Exemplo de dados climatológicos de quatro locais em território nacional do mês de março para aplicação do Método de Penman-Monteith para evapotranspiração ETo. Velocidade do N= número de horas de Umidade relativa Umidade relativa Temp. ar insolação do ar Local Latitude do ar (horas) URmin (C) V URmax (%) (m/s) (%) A 10º S 90 70 30 1,7 7 B 10º S 50 40 30 0,6 12 C 20º S 75 50 20 1,7 10 D 20º S 75 50 20 0,6 10
Fonte: Righeto, 1998

A Tabela (10.10) mostra a insolação máxima diária de cada mês do ano conforme a latitude. Tabela 10.10- Insolação máxima diária N em horas

Fonte: Righeto, 1998, página 117

10.21 Tensiômetro Tensiômetros (Figura (10.14) a (10.16) são equipamentos que medem a tensão ("força") com que a água é retida pelo solo, a qual afeta diretamente a absorção de água pelas plantas. São disponíveis com manômetro metálico ou de mercúrio. Os metálicos são de mais fácil instalação e manutenção e mais seguros do ponto de vista ambiental. As unidades de medida podem ser em kPa, cbar, mmHg e cmH2O.

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Figura 10.14- TENSIÔMETRO em que a água da coluna é medida pelo mercúrio que tem densidade 13,6 maior que a água. Fonte: Soares, 2004

Tensiômetros têm capacidade para leitura de tensão entre 0-75 kPa, sendo recomendados para o manejo da irrigação na maioria das hortaliças cultivadas em campo ou sob cultivo protegido. Para que apresentem desempenho satisfatório é indispensável observar uma série de cuidados e procedimentos simples no preparo, instalação, operação, manutenção e armazenamento. http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/tensiometro.html#Introducao

Figura 10.15- Tensiômetro
http://www.infojardin.com/articulos/fotos-tensiometro/tensiometro-dibjo-raiz.gif Acessado em 22/09/2006

Tensiômetro de faixas (semáforo): indica a hora de irrigar

Tensiômetro de faixas: um semáforo que indica a hora de irrigar conforme Figura (10.16). Um equipamento simples e de fácil manuseio, que indica para o produtor o momento certo de irrigar como se fosse um semáforo. Assim é o tensiômetro de faixas, que utiliza as cores vermelha, amarela e verde para orientar a utilização da água na propriedade. O vermelho indica que está na hora de irrigar; o amarelo significa que o produtor deve ficar atento; e o verde quer dizer que por enquanto ele não precisa se preocupar com a irrigação.

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Figura 10.16- Tensiômetro de faixas que indica a hora de irrigar. É como um semáforo.
Fonte: http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/tensiometro.html#Introducao

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Fertilizantes Vamos expor os conceitos do trabalho de Francisco Eduardo Lapido Loureiro e Marisa Nascimento exposto em 2003 sob o titulo: Importância e função dos fertilizantes numa agricultura sustentável. Fertilizantes são produtos ou substâncias que, aplicados aos solos, fornecem às plantas os nutrientes necessários ao bom desenvolvimento e produção (Albuquerque, 2000). Fertilizante é uma substância mineral ou orgânica ou sintética, fornecedora de um ou mais nutrientes das plantas (Decreto Federal 86.955 de 18/02/82). Os fertilizantes do ponto de vista físico podem ser: Sólidos que são os mais comuns (pó ou grânulos) Fluidos (líquidos) que são soluções/ suspensões e gasosos como a amônia anidra aplicada de forma liquefeita. Químico: podem ser minerais, orgânico-minerais e orgânicos de origem animal ou vegetal. Os elementos essenciais são: C, H e O e N, P, K, S, Ca, Mg, B, Cu, Zn, Mn, Mo, Cl e Ni. Os elementos benéficos são Na, Si, Co e Se que são exigidos por determinados grupos de plantas. Os elementos móveis, isto é, aqueles que possuem mobilidade são: N. P, K. Mg, Cl e Mo. Os elementos pouco móveis são: S, Cu, Fé, Mn, Ni e Zn. Os elementos muito pouco móveis são: Ca e B. Nitrogênio, fósforo e potássio são os três mais importantes macronutrientes necessários ao bom desenvolvimento das plantas, mas vários pesquisadores consideram o enxofre como nutriente pela sua função benéfica na saúde e crescimento das plantas. A composição dos fertilizantes fosfáticos e potássios podem exprimir-se, tanto sob a forma elementar P e K como na dos respectivos óxidos: Pe O5 ou K20. O nitrogênio é sempre apresentado como elemento. As substâncias nutrientes podem ainda ser divididas em: Nutrientes naturais: C. H e O Nutrientes primários: P, K e N Nutrientes secundários: Ca, Mg e S O principal fator que influência a comercialização dos fertilizantes é o seu teor em nutrientes, quanto mais elevado ele for, menor serão os custos de transportes, distribuição, armazenagem e manuseamento. Não é mera coincidência que os produtos mais consumidos sejam, para o N, a uréia, para o P, o fosfato de amônio e outros compôs NP, e para o K, o cloreto de potássio.

3.21

Figura 10.1- Saco de fertilizante usado em gramados
Fonte: University of Califórnia. http://anrcatalog.ucdavis.edu/InOrder/Shop/ItemDetails.asp?ItemNo=8065

No Brasil os fertilizantes comerciais tem a sua destinação específica: Manutenção de gramados Forth Jardim 19-10-19 Implantação de gramados antes do plantio: Forth plantio 02-07-02 Para campo de golfe: Forth golf 24-00-15 para manutenção dos gramados de campo de golfe. Para recuperação de gramados de campo de golfe: Forth golf 30-00-05 Para adubação em manutenção de gramados com baixo teor de matéria orgânica. Forth organo Mix

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10.22 Bibliografia e livros consultados • ANP- ASSOCIAÇAO NACIONAL DE PAISAGISMO. http://www.anponline.org.br/ • AYOADE, J. O. Introdução à Climatologia para os trópicos. 4ª edição, 332páginas, 1996, Coordenador Editorial: Antônio Christofoletti. • BALL, KEN. AWWA - AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION, Xeriscape-programs for water utilities. 1990, ISBN 0-89867-525-1, 91páginas. • BENNET, RICHARD E. E HAZINSKI, MICHAEL S. AWWA - AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. Water-Efficient Landscape – guidelines, 1993, ISBN 0-89867-679-7, 176 páginas. • EMBRAPA. Requerimento de água das culturas. Circular técnico 2 de dezembro de 2002, Sete Lagoas, Minas Gerais. • GALVANI, E., et al. Modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lÊmina de água evaporada em Tanque Classe “A”. ESALQ, USP, Piracicaba, outubro de 1999. • GOMES, HEBER PIMENTEL. Engenharia de irrigação. Universidade Federal da Paraíba, 2ª edição, 390 páginas, 1997, Campina Grande. • HARIVANDI, M. ALI. Interpreting turfgrass irrigation water test results. • IRRIGATION ASSOCIATION. Landscape irrigation scheduling and water management, março de 2005. • IRRIGATION ASSOCIATION. Turf and landscape irrigation- Best Management Practices, abril de 2005. • ITO, ACACIO EIJI et al. Manual de Hidráulica. Azevedo Netto. 8ª ed. Atualizada Blucher, 669p. • LEA, ROSANGELA E SANTO, SANDRA MEDEIROS. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de Thornthwaite-Mather, 1955. Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia. • LOPES, ALAN VAZ E FREITAS, MARCOS AIRTON DE SOUZA. Avaliação das demandas de ofertas hídricas na bacia do Rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). • LOPES, ALFREDO SCHEID e GUILHERME, LUIZ ROBERTO GUIMARAES. Interpretação de análise do solo- conceitos e aplicações. Julho de 1992, Associação Nacional para difusão de adubos. ANDA, São Paulo. • LOUREIRO, FRANCISCO EDUARDO LAPIDO e NASCIMENTO, MARISA. Importância e função dos fertilizantes numa agricultura sustentável. CETEM/MCT 2003. ISBN 85-7227-177-4, 75páginas • OLIVEIRA, RODRIGO. Modelo Hidrológico de precipitação-escoamento. Monte de Caparica, 1998. • REICHARDT, KLAUS e TIMM, LUIS CARLOS. Solo, planta e atmosfera- conceitos, processos e aplicações. Editora Manole, 2004, ISBN 85-204-1773-6. 1ª ed. 478 páginas. • RIGHETTO, ANTONIO MAROZZI. Hidrologia e Recursos hídricos. 1ª ed. USP, ISBN 85-85205-25-5, 1998, 819 páginas. • SOARES, JOSE VIANES. Hidrologia das florestas. Setembro 2004. • TUCCI, CARLOS E., Hidrologia, ABRH, 1993, 943páginas, ISBN 85-7025-298-6. University of California, publication 8009. • VIANELLO, RUBENS LEITE E ALVES, ADIL RAINIER. Metereologia Básica e aplicações. Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, 1991, 449 páginas. • VICKERS, AMY. Water Use Conservation. Waterplow press, Massachusetts, 2001, ISBN 1-931579-07-5, 446 páginas.

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Curso de rede de esgotos Capitulo 11- Método de Thornthwaite, 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/07/08

Capitulo 11 Método de Thornthwaite, 1948

Tanque para evaporaçao Classe A Varejao-Silva, 2005

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1945 Conclusão Bibliografia e livros recomendados Assunto 11-2 .2 11.4 Introdução Método de Thornthwaite.3 11.1 11.com.Método de Thornthwaite.Curso de rede de esgotos Capitulo 11. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 11.

1) de acordo com a latitude local. pois segundo Lencastre. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4h. 2002.75 x 10 –7 x I 3 . Vários outros autores como Singh e Shuttleworth desaconselham o uso do método de Thornthwaite. O valor de ET´depende da temperatura média do ar conforme Medeiros. 1948 Thornthwaite em 1948 baseado em observações lisimétricas e perdas de água na região central dos Estados Unidos apresentou a Equação (11.1 Introdução. 2005.1) encontram-se os valores do fotoperíodo fornecido em horas e de acordo com a latitude. A Figura (11. Nova Zelândia.49239 (Equação 11.514 O valor de a= constante. pois o mesmo considera inexistente os dados da radiação solar. 1998 chega a subestimar a evapotranspiração de referência em porcentagem que podem atingir os 40%. O balanço hídrico proposto por Thornthwaite e Mather em 1957 somente devem ser considerados como uma estimativa.79 x 10-2 x I + 0. Canadá.1) ou (11. Para latitude norte o valor será positivo e para latitude sul será negativo.5ºC 11-3 . Quando 0 <Ta < 26. Verificaram-se bons resultados do Método de Thornthwaite nos Estados. por vezes grosseira. isto é. Quando Ta ≥ 26.Curso de rede de esgotos Capitulo 11. da realidade física. a evapotranspiração de referência.1948 11. O método de Thornthwaite é muito criticado. Assim para Guarulhos que está na latitude sul a 23º o valor do fotoperíodo para o mês de janeiro será 13.1) para calcular o valor da ETo.br 01/07/08 Capitulo 11.Estimativa da evapotranspiração de referência ETo pelo método de Thornthwaite.Método de Thornthwaite. conforme Varejão-Silva.71 x 10 –5 x I 2 + 1.85 + 32.7.1) Sendo: Ta= temperatura média do ar mês “n” (º C) I= índice térmico anual ou índice de calor anual in= índice térmico do mês “n” a= constante que varia de local para local ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) para um mês de 30 dias ET´= -415.com. Na Tabela (11. contudo em outras regiões os resultados não foram bons. calculada da seguinte forma: a= 6. 1992 in Oliveira.2) N= fotoperíodo (horas) fornecido pela Tabela (11. Para sua aplicação são necessários dados de no mínimo 30anos.24 x Ta -0.5ºC ET´ = 16 (10 x Ta/ I) a (Equação 11.43 x Ta 2 (Equação 11.2) A somatória I= Σin O valor de i= (Ta / 5)1. que são muito importantes.3) Correção: ETo = (ET´ x N )/ ( 30 x 12) Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/mês) ET´= valor calculado pela Equação (11.2 Método de Thornthwaite.1) mostra a variação anual do fotoperíodo com a latitude. 11.

2005 11-4 .Método de Thornthwaite.br 01/07/08 Tabela 11.1. 2005 Figura 11. Fonte: Varejão-Silva.Valores do fotoperíodo de acordo com al latitude.com.Relação anual do fotoperíodo com a latitude Fonte: Varejão-Silva. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1. Para latitude norte o sinal é positivo e para o sul negativo.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.

1948 Dias do mês Mês ºC (dado) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 Σ=365dias 23. sendo que a precipitação média anual é de 1487. 1948 (analítico) para evapotranspiração de referência ETo apresentou anualmente 965mm/ano.7 22.6 12. 1998. Não podemos considerar o método de Thornthwaite. Estimativa da evopotranspiração de referencia a partir da equação de Penman-Monteih de medidas lisimétricas e de equações empíricas em Paraipaba. 1998 1201mm/ano. ALMIRO TAVARES.1 137. Minas Gerais.8 10. Metereologia e Climatologia.8mm 11. Queremos estimar a evapotranspiração de referência ETo mensal usando o método de Thornthwaite.3 12.9 1. 1948 um bom método.9 3.254292 Índice Térmico I= (T/5) 1.8 19.0 30.09 10. 1948.4 2. Media mensal (mm) (dado) 254. que é 20% abaixo do método padrão de Penman-Monteith FAO.4 Conclusão: O método de Thornthwaite.uio.Método de Thornthwaite.2 . http://folk.Evaporação de referência ETo corrigida de Thornthwaite. ADIL RAINIER.9 Média=20. 1991.5 Bibliografia e livros consultados -MEDEIROS.0 10. CE.0 20.85 Valor I a=2. -VAREJAO-SILVA.3 70.9 12. 11.9 3.1 Temos as temperaturas médias mensais de Guarulhos (1995 a 2005). Metereologia Básica e aplicações.3 11.05 Σ=102.6 11.8 82.5 ETo diário mm/dia 3.9 58.8 24. A latitude é 23º Sul. Universidade Federal de Viçosa.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.5 214.6 Temperatura Média do ar Precip.6 1.4 83. Cálculo da evapotranspiração de referência.no/chongyux/papers/fulltext.8 23.8 53.7 1.9 97. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology.9 11.24 7.9 75.7 18.1 251. Hydrologic Models.32 6. Tabela 11.5 16.01 7.2 99.2 78.br 01/07/08 Exemplo 11.7 Σ=1487.0 12.3 39. -OLIVEIRA.7 2.59 8. MARIO ADELMO.69 6.5 1.7 ETo mensal mm/mês 122 97 106 80 58 48 45 60 64 85 88 113 Σ=965 A evapotranspiração de referência ETo média anual é de 965mm.68 9.6 17.3 18. CHONG-YU.9 60.1 2.5 22.com.0 64.7 200.21 9.4 12.2 21.4 130.59 9. com 165páginas. RUBENS LEITE E ALVES.4 3.6 13.4 Fotoperíodo Para a Latitude Escolhida (h) 13. ano de 2002. Recife. -XU.1 48. Tese de doutoramento apresentada em fevereiro de 2002 na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.0 62. Portugal.pdf 11-5 .8 10.4 96.41 7. RODRIGO PROENÇA.8 21.9 2. 2005 -VIANELLO.514 ET´ mm 105.96 10. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.com.br 01/07/08 Capítulo 12 Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. 1955 12-1 . 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

2 12.com. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 12.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.4 Assunto Introdução Balanço hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. 1955 Conclusão Bibliografia e livros consultados 7 páginas 12-2 .1 12.3 12.

2) As Equações básicas são: (12.2 Teoria Para uma seqüência de n meses com estiagem após a estação chuvosa.2). 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Thornthwaite e Mather. mas com valores insuficientes para levar o ARM até o valor de CAD.ETP) – em mm Inicio Escolhe-se um mês no fim das secas e antes do inicio do período chuvoso No nosso caso é o mês de maio (mês 5) ARM5= M/ ( 1. CAD varia de 25mm a 400mm. 12. ou seja: ARMn= CAD x exp (Neg acum/ CAD)= CAD x exp (Σ (P – ETP) n / CAD) Sendo: ARMn= armazenamento no mês n.ETP)+ em mm N= somatório de (P . Para uma seqüência de dois meses (n=2) de P. CAD= armazenamento máximo no solo.3) Sendo: ARM= armazenamento no mês M= somatório de (P . 1997 fizeram algumas modificações e sugeriram que o valor de ARM no fim do período chuvoso seja dado por: ARM= M/ (1. 1955 supuseram CAD=100mm. o armazenamento (ARMn) ao longo desses meses será dado pela equação de Mendonça. 12-3 .2) quando P. 1955 conforme apresentação de Varejão-Silva.exp(N/CAD)) (Equação 12.br 01/07/08 Capitulo 12 –Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. 1945 (mm) Neg acum= somatório anual dos negativos acumulados até o mês n. P= precipitação média mensal no mês n (mm) ETP= evopotranspiração de referência no mês n calculado por Thornthwaite. N= somatório dos (P.1) Havendo um ou mais meses com P.ETP) Na prática calcular-se primeira o ARM conforme Equação (12. A grande vantagem do método é que não são necessárias tabelas e o cálculo pode ser feito usando uma planilha eletrônica do tipo Excel.ETP>0.4) e depois usa-se a Equação (12. A vantagem do método de Mendonça é que pode ser usado sem tabela com qualquer valor de CAD. 2005 e Antonio Roberto Pereira.exp( N/CAD)). 2005 que usam a abordagem de Mendonça.ETP <0 para facilitar a demonstração e expandido a equação acima tem-se: ARM2= CAD x exp (P-ETP)1 + (P-ETp)3)/ CAD)= CAD x exp ((P – ETP)1 / CAD) x exp ((P – ETP)2/CAD) Por definição: CAD x exp ((P-ETP)1/CAD)= ARM1 Resultando: ARM2=ARM1 x exp ((P-ETP)2/CAD) Que para uma seqüência de n meses reduz-se à equação geral: ARMn=ARMn-1 x exp ((P-ETP)n/CAD) (Equação 12. Mendonça.1 Introdução Vamos explicar o método de Thornthwaite-Mather.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. 1955 12.com. 1958 na forma condensada. Sendo: ARM5= armazenamento para o mês de maio M= somatório dos (P. 1958 e Pereira et al. segue-se a rotina normal com: ARMn= ARM n-1 + (P – ETO)n (Equação 12.ETP) +.1) quanto P-ETP<0 e usa-se a Equação (12.1) e (12.ETp>0.

As diferenças podem ser positivas ou negativas. que é igual +603mm N= somatório dos (P.Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.1.com.exp( N/CAD)). 1958 para a cidade de Guarulhos.br 01/07/08 Exemplo 12. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Aplicamos a equação (12. Coluna 2 Na coluna 2 estão as precipitações médias mensais obtidas na estação climatológica local (mm) Coluna 3 Na coluna 3 estão as evopotranspiração de referência obtidas usando o método de Thornthwaite. 1955 com alterações de Mendonça. A somatória das diferenças positivas é M=+603mm Coluna 6 Na coluna 6 estão todas as diferenças negativas da coluna 4. A somatória das diferenças negativas é N= -80mm Coluna 7 A coluna 7 relativa ao armazenamento ARM é a mais difícil de ser feita.ETP) >0.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. ARM5= M/ ( 1. Col 6 Arm Col 7 alt Col 8 ETR Co 9 DEF Col 10 EXC Col 11 130 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 254 252 201 58 70 39 31 25 75 137 130 215 Σ=1488 122 97 106 80 58 48 45 60 64 85 88 113 Σ=965 133 155 95 -22 13 -9 -14 -35 11 52 42 102 Σ=522 13 -9 -14 -35 11 52 42 102 Σ=603 Σ=-80 133 155 95 -22 130 130 130 108 130 121 109 83 94 130 130 130 Σ=1426 130 0 0 0 -22 22 -9 -13 -26 11 36 0 0 122 97 106 80 58 48 43 51 64 85 88 113 Σ=954 0 0 0 0 0 0 2 9 0 0 0 0 Σ=11 133 155 95 0 0 0 0 0 0 16 42 102 Σ=543 Vamos explicar coluna por coluna.3).1 Fazer o balanço hídrico na cidade de Guarulhos usando CAD (capacidade de armazenamento do solo)=130mm. Coluna 5 Na coluna 5 estão todas as diferenças positivas da coluna 4. Coluna 4 Na coluna 4 estão as diferenças entre a precipitação P do coluna 2 e a evopotranspiração de referência ETP da coluna 3. Mes Col 1 P Col 2 Etp Col 3 P-Etp Col 4 Pos. Primeiramente se procura na coluna 4 quando começam a aparecer P-ETP < 0 e escolhe-se um mês posterior ao mês de abril que é -22 que será o mês de maio. Coluna 1 Na coluna 1 estão os meses de janeiro a dezembro. acum Col 5 Neg ac. 1948.ETP) <0 que é igual a -80mm CAD=130mm 12-4 . Sendo: ARM5= armazenamento para o mês de maio M= somatório dos (P. O cálculo de ETP pelo Método de Thornthwaite 1948 foi feito no Capítulo 11 deste livro Tabela 12.

o mês de março. colocamos zero. isto é.1): ARM6=130 x exp ((-9/130) ARM6= 121mm Para ARM7 fazemos a mesma coisa: ARM7=121 x exp ((-14/130) =109mm Para ARM8 fazemos a mesma coisa. Coluna 10 A coluna 10 é diferença entre a linha correspondente a ETP menos ETR.exp( N/CAD)). Para o mês de abril usamos a Equação (12. caso contrario o valor será: ABS( P-ETP) + ABS(ALT). 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Desta maneira a coluna se monta automaticamente. ARM5= 603/ ( 1.1): ARMn=ARMn-1 x exp ((P-ETP)n/CAD) ARMn=130 x exp (-22/130) =108mm Coluna 8.eP) – ALT.exp( -80/130))= 1312m Como o resultado é maior que 130mm adotamos: ARM5=130mm Na mesma coluna 7 referente ao armazenamento ARM calculamos a linha subseqüente usando a Equação (12. É a diferença do valor de P com o anterior. ARM8=109 x exp ((-35/130) =83mm Agora como as diferenças são positivas. 12.1). 1955 podemos obter alguns índices climáticos: Índice de aridez Ia = 100 x DEF/ EPo Índice de umidade Iu= 100 x EXC/ EPo Índice hídrico Im= Iu – Ia É comum quando se faz o balanço hídrico apresentar um gráfico como o da Figura (12. SE (P-ETP)>0 então o valor é ETP para a coluna 9.br 01/07/08 ARM5= M/ ( 1. 12-5 .2). Coluna 11 EXC A coluna 11 referente ao excesso EXC são os valores positivos de (P. Para o mês 11 temos: ARM11= 130+42= 172mm usa-se então 130mm ARM12= 130+ 102= 232mm então usa-se 130mm E assim vamos até o mês onde P-ETP são positivos. ARMn= ARM n-1 + (P – ETO)n (Equação 12.2) ARM9= 83 + 11=94mm ARM10= 94+ 52 = 146mm > 130mm então ARM10=130mm.Alt E a altura da coluna 7.3 Balanço hídrico climático No método do balanço hídrico de Thornthwaite e Mather. Quando o valor for negativo.com. P-ETP>o usamos a Equação (12. isto é.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. Assim na primeira linha teremos: 130-130=0 E assim por diante até encontramos 108-130=22 Coluna 9 ETR Usa-se na prática a função SE do Excel.

0 17.br 01/07/08 Precipitação.0 804. ETp e ETR Exemplo 12.0 19.Gráfico da precipitação P. Acum.1 Índice de aridez= ia = 100 x DEF/ EPo= 100 x 11/965= 1.0 107.0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 101112 Meses do ano Figura 12.2.0 38.com.05 9. umidade e hídrico do Exemplo (12.26% .0 100. CAD=125mm Latitude: -7º 08´ Longitude: 35 321´W Altitude: 548m Tabela 12.0 (mm) 200.2 Calcular o índice de aridez.0 21. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. P ETP PETP + Acum.46 % % % 12-6 .3 Campina Grande.0 mm/mês 108 109 115 107 95 80 62 78 77 102 108 117 1158 -67 -54 -15 22 0 27 62 -20 -39 -85 -89 -96 -354 111 22 0 27 62 -20 -39 -85 -89 -96 -465 Índice de aridez= Índice de umidade= Índice hídrico= -67 -54 -15 8 5 3 3 25 25 52 114 97 71 36 18 8 8 -3 -2 111 -89 0 27 62 -17 -26 -35 -18 -9 44 57 211 107 95 80 62 75 64 52 37 30 914 64 52 -96 0 0 0 0 3 13 50 71 87 244 0 0 0 111 0 0 0 0 0 0 0 0 111 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 21.0 124.1.14% Índice de umidade Iu= 100 x exc/EPo= 100 x543 / 965= 52.27% Índice hídrico= Iu – Ia= 52.14%=51.12% Exemplo 12.0 95. 1955 com alterações de Mendonça.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.1.Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. ETp e ETR 300. ARM ALT ETR DEF EXC Precipitação ETp ETR (mm/mês) 41.0 100.0 00.0 55. 1958.59 -11.0 129.0 58.

Universidade Federal da Paraíba. Meteoreologia e Climatologia.br 01/07/08 12. 1997. 390 páginas. -VAREJAO-SILVA. Engenharia de irrigação. -SANTO. 1955. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.38 x 70=97mm 12. Campina Grande.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.θPM ) x Dar x RZ CAD= (1/10) x (15-5 ) x 1.4 CAD= armazenamento máximo no solo.θPM ) x Dar x RZ Sendo: CAD=capacidade de armazenamento do solo (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso. 2005. Minas Gerais. 2ª edição. MARIO ADELMO.5 Bibliografia e livros consultados -GOMES. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso.1 Calcular a capacidade de armazenamento CAD dados: θCC= 15% θPMP=5.Departamento de Tecnologia. -VIANELLO. Meteorologia Básica e aplicações. Universidade Estadual de Feira de Santana. HEBER PIMENTEL.38g/cm3 RZ= 70cm CAD= (1/10) x (θCC . Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de ThornthwaiteMather. RUBENS LEITE E ALVE. Dar= densidade aparente do solo (g/cm3) RZ= profundidade efetiva das raízes da planta (m) Exemplo 12. 12-7 . 1991. Dar= 1. SANDRA MEDEIROS. Recife. ADIL RAINIER.com. 2005 temos: CAD= (1/10) x (θCC . Universidade Federal de Viçosa. 449paginas. Conforme Varejão-Silva.

br 01/07/08 Capítulo 13 Método de Romanenko.Método de Romanenko. 1961 para evapotranspiração ETo 13-1 .Curso de rede de esgotos Capítulo 13. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

1 13.Curso de rede de esgotos Capítulo 13.3 Introdução Conclusão Bibliografia e livros recomendados Assunto 13-2 .com.Método de Romanenko. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 13.2 13.

13. ETo= 0. 1961 conforme Xu.5 23.5 214.7 24. com 165páginas.8 Temperatura média do ar mensal (ºC) 24. mês de janeiro com temperatura média mensal de 24.3 Bibliografia e livros recomendados .Método de Romanenko.0018 x ( 25 + T ) 2 x (100 .3 18.8 22. 1961 apresentou para o ano a evapotranspiração de referência de 1245mm.7 200. Hydrologic Models.1 Introdução Baseado na umidade relativa do ar UR e na temperatura média mensal T temos a equação de Romanenko. O método de Romanenko. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.UR) ETo= 0.uio.0 30.5 19.no/chongyux/papers/fulltext.Método de Romanenko.pdf 13-3 . Mês do ano Precipitação média mensal (mm) Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 254. 1961 pode ser considerado bom. 1998 FAO que apresentou 1201mm/ano.8 19. somente 4% acima do método de Penman-Monteith.4 130.7 ) 2 x (100 .2 21. 1961 para a cidade de Guarulhos. 2000.3 70. 2 Conclusão: O método de Romanenko.2 17.6 20.UR) Sendo: ETo= evapotranspiração (mm/mês) T= temperatura média mensal (ºC) UR= umidade relativa do ar (%) Exemplo 13. Tabela 13.8 24.1) obtendo-se no ano o total de 1245mm.Aplicação do Método de Romanenko.245 13.Curso de rede de esgotos Capítulo 13. ETo= 0. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology.0 24.7 Total=1.0018 x ( 25 + T ) 2 x (100 .9 UR Umidade relativa do ar (% ) 75 75 75 73 75 75 73 68 72 73 73 74 Média=73 Evapotranspiração de referência ETo (mm/mês) 111 110 109 109 90 84 90 113 103 105 110 111 Total=1. http://folk. 1961 para a cidade de Guarulhos. ano de 2002.1 251.XU.1 137.7ºC e umidade relativa do ar de 75%.9 75. CHONG-YU.0 22.1.0018 x ( 25 + 24.487.com.br 01/07/08 Capítulo 13.75)=111mm/mês Para os demais meses pode ser vista a Tabela (13.1 Calcular a evapotranspiração mensal pelo Método de Romanenko. 1961 para evapotranspiração ETo 13.9 58.3 39.

1961 Anemômetro Varejao-Silva.br 01/07/08 Capítulo 14 Método de Turc. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.com.Método de Turc. 2005 14-1 .

3 14.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.7 14. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 14.com.4 14.5 14.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 14. 1961 para a cidade de Guarulhos Conclusão Bibliografia e livros recomendados 14-2 . 1961 Dia Juliano Distância relativa da Terra ao Sol Ângulo da hora do por do sol ws Declinação solar Relação n/N Radiação extraterrestre Ra Radiação útil de curto comprimento Rs Estudo do caso: aplicação do Método de Turc.8 14.9 14.10 14.6 14.Método de Turc.11 14.1 14.12 Assunto Introdução Método de Turc.

1961 14. 14.1). • temperatura média mensal do ar em graus centígrados.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.fao.1) mostra a umidade relativa do ar em função da temperatura e da hora do dia. 1961 Vamos usar as notações de Xu.1 Introdução O método de Turc. 1961 para evapotranspiração de referência ETo baseia-se em: • umidade relativa do ar em porcentagem. ETo= 0013 x [T / (T+15)]x (Rs + 50) x [ 1+ (50 – UR) / 70)] UR<50% ETo= 0.1.3 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias.com.5 cal/cm2xdia A Figura (14.Método de Turc.Umidade relativa do ar (RH) em função da hora e da temperatura Fonte: http://www. • nebulosidade (relação n/N). Assim para janeiro o dia Juliano (Caio Julio César) é 15.013 x [T / (T+15)] x (Rs + 50) UR ≥ 50% Sendo: T= temperatura média mensal do ar (º C) UR= umidade relativa do ar média mensal (%) ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Rs= radiação solar total (cal/cm2 x dia) Conversão de unidades: 1mm/dia= 58. Figura 14.br 01/07/08 Capitulo 14.2 Método de Turc. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro. para março é 76 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (14.Método de Turc.org/docrep/X0490E/x0490e07. 2002 onde aparecem duas equações. sendo uma para umidade relativa do ar (UR) menor que 50% e outra para maior que 50%. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1-Dia Juliano Mês Dia Juliano Janeiro 15 Fevereiro 46 Março 74 Abril 105 Maio 135 Junho 166 Julho 196 Agosto 227 Setembro 258 Outubro 288 Novembro 319 Dezembro 349 14-3 . Tabela 14.htm 14. para fevereiro é 46. • latitude.

Para Guarulhos Φ=.040 )]= 1.23º e 30min = -23. Durante 24h temos horas de dia e horas de noite.5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0. Primeiramente transformemos Φ= 23.39] δ= 0.39]= -0.047 rad 14.033 x cos [(2 x π / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias.1 Achar o dia Juliano do meio do mês de março.com.1. O valor de Φ varia de 55º N para 55º S.1416 /365) x 74] dr=1.040 em radianos.1.409 x sen [( 2x PI/ 365) x J .4 Calcular a declinação solar para Guarulhos para o meio do mês de março Dia Juliano J=74 δ= 0.1416/180=-0.410 rad= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [.39] Exemplo 14.5º (hemisfério sul é negativo).409 x sen [( 2x PI/ 365) x J .7 Relação n/N A relação n/N significa os dias de bastante sol durante o dia.410) x tan (-0.5º x PI / 180=-23.033 x cos [(2 x 3. No caso de o dia ser totalmente nublado então.br 01/07/08 Exemplo 14.010 rad 14.2 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março.1) é J=74dias. n/N=1. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!). 14-4 .1) Exemplo 14. Conversão graus para radianos Radiano = (PI / 180) x (graus) Exemplo 14.1. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23. 14. o número de horas em que temos sol n é igual a N e portanto. O dia Juliano para o meio mês de março conforme Tabela (14. sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0.5º em radianos: Radiano= -23. n=0 e n/N=0.tan(-0.1416/ 365) x 74 .6 Declinação solar δ δ = declinação solar (rad) A declinação solar delta pode ser calculado por: δ= 0. Também deve estar em (rad).5 Ángulo da hora do por do sol ws ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.Método de Turc. Quando não temos nenhuma nuvem.409 x sen [( 2x 3.4 Distância relativa do Terra ao Sol A distância relativa da terra ao sol dr em radianos é fornecida pela equação: dr= 1 + 0.5 x 3.59rad 14. Assim dia 15 de março J=74 conforme Tabela (14.033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0. As horas totais de dias são N e o número de horas em que temos sol é denominado de n.

68 1.15 13.86 12.Valores de N para os meses de Janeiro a dezembro para o municipio de Guarulhos ws Número de horas de sol durante o dia N (rad) (h) Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 1.2) mostra a variação dos valores de N para os diversos meses do ano e conforme a latitude.Método de Turc.2.59 1.com.44 A maneira de se achar o número de horas de dia em 24 horas é usando a expressão: N= (24/ PI) x ws A Tabela (14.2.64 1.68 11.3).46 1. A Figura (14.42 1.72 1.55 13.76 13.80 12.htm O valor n que as horas de sol durante o dia é determinado através de dispositivo de Campbell Stokes conforme Figura (14.31 12.46 10.17 11.56 10. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.50 1.2) fornece os valores de N para o municipio de Guarulhos para o meio de cada mes desde janeiro a dezembro.38 1.88 10.Número de horas de sol por dia N Fonte: http://www.18 11.org/docrep/X0490E/x0490e07.40 1. O dispositivo marca de hora em hora o chamado dia de sol obtendo-se no final o valor de n. Figura 14.br 01/07/08 Tabela 14.55 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.fao.74 1. 14-5 .

4) mostra os valores da radiação extraterrestre Ra conforme a latitude e mês.html Exemplo 14.4-Valores da radiação extraterrestre Ra Fonte: http://www.uk/meteorology/campbell_stokes_sunshine_recorder. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.59=12.com.russell-scientific.0820 MJ/m2 x min (Cuidado não errar na unidade) ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol (rad) A Figura (14.Método de Turc.8 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera da Terra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gsc x (ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) x sen (ws)).59rad N= (24/ PI) x ws N= (24/ 3.41 ou seja 41% 14.3. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.5 Calcular o número máximo de horas de sol por dia N em horas para o mês de março sendo ws= 1.htm 14-6 .6 Calcular a relação n/N sendo N= 12.1416) x 1.fao.co. Figura 14.Dispositivo para achar o valor de n denominado Campbell Stokes http://www.1h Exemplo 14.br 01/07/08 Figura 14.org/docrep/X0490E/x0490e07.1= 0.1h e n=5h Nebulosidade = n/N = 5/ 12.

410 rad δ =declinação solar (rad)= -0. Energia total incidente sobre a superfície terrestre (MJ/m2xdia) Exemplo 14.8 Dado Ra=36. 1961 para a cidade de Guarulhos 14-7 .57 + 50) = 3.50 x n /N ) x Ra Sendo: α= albedo.410) x sen (1.50 são coeficientes que para climas médios n= número de horas de sol forte por dia (h) N= número máximo de horas de sol por dia (h) n/N= nebulosidade ou fração de luz.42 ) x 36.9 Radiação útil de curto comprimento Rs A radiação útil de curto comprimento de onda Rs pode ser calculada por: Rs= (as + bs x n /N )x Ra = (0.9= 397.57 MJ/m2 x dia x 23. 1961 o valor de Rs está cal/cm2 x dia.25 + 0.25 e bs=0.br 01/07/08 Exemplo 14.7 Calcular a radiação solar extraterrestre Ra para o município de Guarulhos.50 x 0. Pode também ser fornecido em porcentagem.42.0820 MJ/m2 x min (Cuidado não errar na unidade) ws= ângulo solar (rad)=1.com.03 MJ/m2 x dia n/N= 0. É uma medida qualitativa não muito precisa.Método de Turc.03 MJ/m2 x dia 14.1416) x 1. Rs= (0.410) x sen (-0.013 x [24 / (24+15)] x (397.6mm/dia= 111mm/mês 14.59 rad Φ= latitude (rad)= -0.59)=36. Cálculo da evapotranspiração Como a UR>50% temos: para o mês de março T=24 ºC ETo= 0.010 rad Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx (ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws).63 MJ/m2 x dia Mas na fórmula de Turc. Mas 1 MJ/m2 x dia equivale a 23.054) x cos(-0.Curso de rede de esgotos Capitulo 14. ou seja.23 as=0. Ra= (24x60/3.57 cal/cm2 x dia.0820x (1.010 x 0.25 + 0. Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= radiação solar de entrada.42 Calcular a radiação útil de curto comprimento Rs. mês de março sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.6mm/dia Como o mês de março de 31 dias teremos: ET0 mês de março = 31 x 3.03 =16.59 x sen (-0. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.054+ cos(-0.10 Estudo do caso: aplicação do Método de Turc.50 x n /N ) x Ra Rs= (0.25 + 0. Para Guarulhos a média é n/N= 0.054 rad dr= distância relativa da Terra ao Sol= 1.9 cal/cm2 x dia então teremos: Rs= 16. 42%. Para solo gramado α=0.013 x [T / (T+15)] x (Rs + 50) ETo= 0.

992 0.3.410 -0.11 10.0 75 31 Março 200.5-continuação.335 0.9 24.80 2 Turc 2 (cal/cm xdia) 411.18 23.72 424.5 73 31 Dezembro 214.4 3.8 17.410 -0.38 1.46 (mm/dia) 3.22 342.Método de Turc.55 13.230 0.3 19.7 % 31 Janeiro 254.29 33.31 12.88 10.1 20.46 1.010 -0.35 16.Aplicação para todos os meses da cidade de Guarulhos Latitude (rad) -0.46 40.56 10.56 42.6 68 30 Setembro 75.32 18.5 227 0.68 11.13 38.98 430.15 13.49 -23.410 ws (rad) 1.410 -0.80 12.Aplicação para todos os meses da cidade de Guarulhos Dia Juliano Declinação solar Nebulosidade Latitude ( 1 a 365) dr (rad) n/N graus (rad) 0.2 75 31 Julho 30.08 27.35 -23.5 46 1.1 24.38 397.5 288 1.37 -23.239 0.5 196 0.410 -0.9 74 365 Total 1487.18 11.03 30.410 -0.023 -0.5 349 1.64 1.407 0.407 Tabela 14.34 289.57 349.410 -0.40 1.63 14.7 24.11 14.5 74 1.023 -0.9 2.46 10.br 01/07/08 Tabela 14.329 0.008 -0.23 41.977 0.410 -0.85 2 Rs (MJ/m xdia) 17.9 3.032 -0.91 389.032 -0.3 75 30 Junho 39.17 11.6 3.410 -0.98 337.968 0.8 3.5 22.59 1.42 1.375 0.8 Média=73 Tabela 14.1 2.Aplicação do Método de Turc para a cidade de Guarulhos UR umidade Precipitação Temperatura relativa do ar média Dias no mês média mensal média do mês (ºC) Mês Dias (mm) 23.166 0.55 1.410 -0.37 -23.49 -23.86 12.5 166 0.23 17.410 -0.7 3.31 -23.91 22.7 3.76 16.5 15 1.76 N (h) 13.47 -23.68 1.0 18.44 Ra (MJ/m xdia) 42.47 -23.5 105 0.0 75 30 Abril 58. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.74 1.53 -23.7 23.39 -23.3 22.4-continuação.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.42 -23.370 0.037 0.047 0.72 1.3 2.8 73 30 Novembro 130.46 14.50 262.169 0.12 24.968 0.7 75 28 Fevereiro 251.410 -0.5 258 0.62 12.4 21.2 2.9 19.991 0.50 1.33 -23.5 73 31 Maio 70.976 0.2 72 31 Outubro 137.com.5 319 1.8 73 31 Agosto 24.01 17.53 273.98 11.44 425.8 Total= (mm/mês) 116 106 111 93 77 67 71 88 88 105 112 118 1153 14-8 .10 36.5 135 0.5 2.

1961 apresentou evapotranspiração de referência ETo anual de 1153mm/ano.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.br 01/07/08 14. Rome. sendo o método considerado bom. ano de 2002.com.uio.pdf.11 Conclusão: O método de Turc.Irrigation and drainage paper 56. ISBN 92-5-1042105. com 165páginas.Método de Turc.12 Bibliografia e livros consultados -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION). 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. próximo ao valor ao método padrão de Penman-Monteith FAO. O erro foi somente de 4%. 1998 cujo valor é 1201mm/ano.no/chongyux/papers/fulltext. -XU. Hydrologic Models. 14. CHONG-YU. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology. 14-9 . 1998. http://folk.

15-1 .Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 09/7/08 Capitulo 15 Quando faltam dados de entrada no método de Penman-Monteith. 1998 FAO para a evapotranspiração de referencia ETo.

1 15.5 15.br 09/7/08 SUMÁRIO Ordem 15.3 15.2 15.com.4 15.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 Assunto Introdução Vento Quando faltam dados de radiação solar n/N Quando falta a umidade relativa do ar UR (%) Método de Hargreaves para ETo Radiação extraterrestre Ra 15-2 .

1998.16 ou 0.5 x Ra (Equação 15. 1998 15.5m/s.5) O coeficiente de ajuste krs é empírico e é adotado krs=0. isto é.5.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. da radiação extraterrestre. mas não de n. A FAO. 1998.42)= 3. que são imprescindíveis na aplicação do método de Penman-Monteith FAO.87 / (ln (67. Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Tmax= temperatura máxima do ar (ºC) Tmin= temperatura mínima do ar (ºC) krs= coeficiente de ajuste que pode ser 0. Em se tratando de cidade que está no interior krs=0.3 Quando faltam dados da radiação solar n/N É fácil obter o valor de N.5m/s.42] (Equação 15. baseada na equação de radiação de Hargreaves: Rs= krs x (Tmax – Tmin ) 0. isto é.8 x z . 1998 usa uma alternativa para isto. que é uma estimativa do vento em mais de 2000 estações de tempo em todo o mundo conforme a FAO. Exemplo 15.0m/s Fonte: FAO.0m/s Vento leve a vento moderado 1 a 3 m/s Vento moderado a vento forte 3 a 5 m/s Vento forte Maior ou igual a 5.2 Calcular o valor de Rs em função de Ra para temperatura mínima de 16ºC e temperatura máxima de 32.2) que precisamos sempre da temperatura máxima e mínima.87 / (ln (67.2 Vento A velocidade do vento padrão adotado pela FAO é na altura de 2. u2= uz x 4. da evapotranspiração é recomendado pela FAO que se use sempre a equação de Penmam-Monteith FAO. Os dados poderão ser estimados: velocidade do ar.2) Sendo: Rs= radiação solar de entrada (MJ/m2 x dia).0m/s 7Dica: Quando não temos nenhuma informação sobre a velocidade do vento. A FAO apresenta a Tabela (15. Isto torna-se um problema.5.42) u2= 4 x 4. pois não conseguimos calcular o valor de Rs.00m acima do piso. a equação seja validada regionalmente fazendo os devidos fatores de correção.com.8 x 10 . Energia incidente sobre a superfície terrestre. Caso tenhamos velocidade “uz” em uma altura z maior que 2.8 x z .br 09/7/08 Capitulo 15-Quando faltam dados de entrada no método de Penman-Monteith.16 para regiões do interior e krs=0.5 x Ra (Equação 15.00m. 15.1) onde estão os ventos médios.2) 15-3 .5. o vento deve ser maior ou igual a 0.Classe de ventos mensais Descrição Média mensal do vento a 2m de altura Vento leve ≤ 1. Nota-se na Equação (15. mesmo que faltem dados.1 Introdução Para o cálculo de ETo.1) sendo: u2= velocidade do vento a 2m do chão (m/s) uz= velocidade do vento na altura z (m/s) z= altura em que foi medida a velocidade (m) ln= logaritmo neperiano. Recomenda ainda a FAO que com a falta de dados.19 para regiões litorâneas. a velocidade u2 será obtida usando a seguinte equação: u2= uz x 4. Portanto. Na aplicação da equação de Penmam-Monteith não deve ser aplicada vento menor que 0.16.19 (ºC -0. 1998 FAO para a evapotranspiração de referencia ETo. Rs= krs x (Tmax – Timin ) 0. 1998. Exemplo 15. adotamos um valor médio de 2m/s.1 Achar a velocidade do vento u2 em um local onde a 10m do chão foi medida a velocidade do vento de 4m/s. Tabela 15.87 / [ln (67. 15.1. umidade relativa do ar e radiação solar.6ºC referente ao mês de janeiro.

3)] =4. Fazemos a hipótese que Tdew= Tmin ea= 0.81 kPa A umidade relativa do ar UR (%) será a média da umidade relativa do ar mínima com a umidade relativa do ar máxima.6 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extra-terrestre Ra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].3 Calcular o umidade relativa do ar em um local onde a temperatura mínima do mês de janeiro é 16ºC e a máxima de 32.3) eo (tmax)= 0.611 x exp [17. Ponto de orvalho (Dew point): é definido como o ponto em que o vapor de água presente no ar está preste a se condensar (Tdew).27 x Tmin/ (Tmin+237.27 x 16/ (16+237.3) A estimativa é que a temperatura do ponto de orvalho “Tdew” seja aproximadamente igual a temperatura mínima.92 kPa Para a temperatura mínima: eo (tmin)= 0.46 MJ/m2 x dia teremos Rs= 0.611 x exp [17.611 x exp [17.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol.46= 27.6 – 16 ) 0.4 Quando falta a umidade relativa do ar UR (%) Em alguns locais não possuímos o dado da umidade relativa do ar UR.81/ 4. ea= 0.3)] ea= 0. conforme FAO.27 x 16/ (16+237.5 x Ra = 0.27 x T/ (T+237.6/ (32. 1998.6 ºC.92 = 36.27 x T/ (T+237.84% UR= (URmax + URmin )/ 2 = (100% + 36. Umidade relativa do ar máxima: UR= 100 x ea / eo (tmax) URmax= 100 x 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. e (T)= 0. Podemos então.65Ra Supondo que Ra= 42.27 x Tmin/ (Tmin+237.27 x 32. 15-4 .611 x exp [17.3)] (Equação 15.3) eo (tmin)= 0.81/1.65 x 42.com.16 x (32.5) Exemplo 15. fazer uma estimativa usando como parâmetro a temperatura mínima.3)] (Equação 15.6+237.84% )/2 = 68.3)] =1.611 x exp [17.3)]= 1.3)] (Equação 15.611 x exp [17.br 09/7/08 Rs= 0. Sendo: Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.81= 100% UR= 100 x ea / eo (tmin) URmin= 100 x 1.3)] (Equação 15.4% 15.611 x exp [17.71 MJ/m2 x dia 15.81kPa Para a temperatura máxima: eo (tmax)= 0.4) Sendo: eo(T)= vapor da pressão estimada (kPa) ea = vapor da pressão estimada (kPa) T= temperatura escolhida (ºC) Tmin=temperatura mínima (٥C) exp= exponencial O valor da umidade relativa do ar UR é fornecida pela equação: UR= 100 x ea / eo (T) (Equação 15.611 x exp [17.27 x T/ (T+237.

Curso de rede de esgotos Capitulo 16.br 02/06/08 Capítulo 16 Pedidos de outorga para irrigação 16-1 .com.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

5 Coeficiente de molhamento da superfície do solo (Ks) O coeficiente de molhamento Ks expressa a relação entre a área molhada pela irrigação e a área do solo ocupada pela cultura. NL= ETc . sem levar em consideração as precipitações inferiores a 5mm e superiores a 75mm/dia e 125mm num período de 10 dias.1 Introdução O texto base para a discussão do assunto é da Agencia Nacional de Águas (ANA) elaborado por Pedro Cunha et al.3 Precipitação efetiva Outro ponto controvertido é a vazão efetiva que é a parte da precipitação armazenada no solo até a profundidade das raízes e que efetivamente contribui para a produção das culturas.Pe 16-2 .2 Vazão insignificante O artigo 12 da Lei Federal 9. são irrigados cerca de 3 milhões de hectares. 14% para uso animal e 5% para uso industrial. pivot-central.br 02/06/08 Capítulo 16. etc) e menor que 1 para sistema de irrigação localizada (gotejamento e microaspersão). Em alguns países considera-se a precipitação efetiva como uma média. mas não a responsabilidade de computá-las e quantificá-las.com.433/97 considera vazão insignificante aquela que não necessita de outorga. 16. A partir deste valor é necessário a outorga. A evapotranspiração da cultura ETc= Kc x ETo.Pedidos de outorga para irrigação 16. 16. O critério que mais usamos é aquele baseado no Método do US Soil Conservatior Service. O Brasil possui 30 milhões de hectares de área em potencial para ser irrigada sendo que somente 10% é utilizado. Na Índia se considera como precipitação efetiva 60% do total da precipitação ou 75% da precipitação média. Segundo a FAO o Brasil tem 63% de uso da água na irrigação.0 L/s.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 16. 16. 18% para abastecimento humano. O coeficiente de cultura Kc é um fator adimensional que estabelece a reação entre a evapotranspiração de referência e a evapotranspiração da cultura.6 Necessidade de irrigação É a diferença ente a evapotranspiração da cultura e a precipitação efetiva PE. O valor Ks=1 quando apresentarem 100% da área molhada (aspersão convencional.4 Evapotranspiração de referência ETo Consideramos como o valor de ETo aquele calculado pelo Método de PenmanMonteith recomendado pela FAO. Para o rio Paraíba do Sul é considerado vazão insignificante até 1. Portanto.Curso de rede de esgotos Capitulo 16. 16.

com.9 Vazões indicadoras de demandas de irrigação Pedro Cunha e outros apresentam as vazões contínuas em litros por segundo por hectare conforme o método de irrigação conforme Tabela (16.lençol raso 60 Aspersão convencional Ventos fortes 60 Com ventos leves ou sem 75 Autopropelido/montagem Ventos fortes 60 direta Com ventos leves ou sem 75 Pivô central Vento forte/ condições razoáveis 75 Em ótimas condições 90 Microaspersão Condições razoáveis 75 Em ótimas condições 90 Gotejamento Condições razoáveis 85 Em ótimas condições 95 Tubos perfurados Perfuração manual 65 Em ótimas condições 80 Fonte: Pedro Cunha e outros. gotejamento) 0.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 Necessidade de irrigação bruta NL= (ETc – PE)/ eficiência do sistema Na Tabela (16.2).7 Fonte: Pedro Cunha e outros.1) estão os valores estimados de eficiência conforme o método de irrigação.lençol profundo 40 Solo argilo.Eficiência média de irrigação em função do método de irrigação e de condicionantes Método Condicionante Eficiência Sulcos de infiltração Sulcos longos e/ou solos arenosos 50 Solo e comprimento adequados 65 Inundação (tabuleiros) Solo arenoso.0 Aspersão 0. Pode ser determinado o numero de horas por dia em que será feito o bombeamento no local de captação. Tabela 16.0 Localizada (microaspersão.5 Sulcos 0.br 02/06/08 16.8 Vazão de bombeamento A vazão de bombeamento de captação ou vazão instantânea pode ser fornecido em mm/mês. ANA 16-3 .1.0 a 2. É costume calcular a vazão de captação por hectare de área irrigada (L/s x ha).Vazão contínua por método de irrigação ( L/s x ha) Método Vazão continua (L/s x ha) Inundação 2.2. Tabela 16.Curso de rede de esgotos Capitulo 16. ANA 16.8 a 2. 16.6 a 1.3 a 0.

10 mas na Bahia se usa o 80% do Q90.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10 Lixiviação Para controlar a salinidade as vezes é necessário uma lâmina de água que atravesse a zona radicular. Para uma estimativa de água consumida pela irrigação devemos considerar como balizador o limite máximo 1.10 ou Q95 da permanência dependendo do Estado do Brasil.br 02/06/08 16. 16. É a lixiviação que deve ser aplicada antes ou depois do período vegetativo.327 L/s x ha como uma demanda média.Curso de rede de esgotos Capitulo 16. 16-4 .11 Disponibilidade de água do manancial São usadas as vazões Q7.com. No Estado de São Paulo se considera a dotação de 0. No Estado de São Paulo comumente se usa o Q7.0 L/s x ha.

1416/180=-0. Para Guarulhos Φ=. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!). δ = declinação solar (rad) N= número de horas de luz solar em um dia (h) 17.5º x PI / 180=-23.br 05/07/08 Capitulo 17.040 )]= 1.2 Distância relativa da Terra ao Sol dr Mas a dr é a distância relativa da terra ao sol que é fornecida pela equação em radianos: dr= 1 + 0.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. como temperatura media.410= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [.39] Exemplo 17.5º Primeiramente transformemos Φ= 23.tan(-0.1.1. 17.23º e 30min = -23.405] δ= 0.1.2 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23.405]= . δ= 0. O dia Juliano para o mês de março conforme Tabela (23. Também deve estar em (rad).59rad 17-1 .3 Declinação solar δ (rad) A declinação solar δ pode ser calculada por: δ= 0.5 x 3.040 rad Exemplo 17.1 Introdução O método de Hargreaves.5º (hemisfério sul é negativo).4093 x sen [( 2x PI/ 365) x J .409 x sen [( 2x PI/ 365) x J .040 em radianos.4093 x sen [( 2x 3.5= 23.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 17. N= (24/ PI) x ws Mas: ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado.033 x cos [(2 x PI / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias. 1985 tem como objetivo obter a evapotranspiração de referência ETo baseado em poucos dados.1) é J=74dias. mínima e máxima mensal e da radiação extraterrestre Ra.410) x tan (-0.1 Calcular a declinação solar para o mês de março em local. 23 graus + 30min/ 60 = 23 + 0.1416/ 365) x 74 .Método de Hargreaves 17.5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0.0.5º em radianos: Radiano= -23.

Ordem Coluna 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Tabela 17.5 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extra-terrestre Ra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].1).6) dará o valor 15 e assim por diante. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro.com.010 rad 17.6 15 Janeiro 46 Fevereiro 74 Março 105 Abril 135 Maio 166 Junho 196 Julho 227 Agosto 258 Setembro 288 Outubro 319 Novembro 349 Dezembro Mês Coluna 2 17. Usamos a planilha Excel da Microsoft com a função TRUNCAR =TRUNCAR (Coluna 1 x 30.br 05/07/08 Exemplo 17. Assim para janeiro o dia Juliano é 15.033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0.1416 / 365 x 74] dr=1. para março é 74 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (17.5 -14.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.3 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Usaremos como base sempre o dia 15 de cada mês. sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0. para fevereiro é 46.5 – 14.033 x cos [(2 x 3. Sendo: Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0. 17-2 .4 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias.1-Dia Juliano Dia Juliano (1 A 365) Coluna 3 =TRUNCAR (Coluna 1 x 30.

5 x 17.6 Método de Hargreaves para ETo ETo= 0.6 – 16) 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.33mm/dia ETo= 0.8mm/dia ETo= 6.br 05/07/08 17.0135 x 0.45 KT=0.com.4 Calcular ETo usando o método de Hargreaves.7ºC e temperatura máxima de 32.8mm/dia para o mês de janeiro Para efeito de comparação.8) x (32.8) x (Tmax – Tmin) 0. temperatura média de 24. foi calculado usando Penman-Monteith FAO. devendo por isto ser calibrado.162x (Tmedia + 17.19 para região costeira Então para região interiorana KT=0.45=17. sendo a temperatura mínima de 16ºC.0022 x (24.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0022 x (Tmédia + 17. Consideramos o valor da radiação extraterrestre Ra= 42.0022x (Tmedia + 17.0135 x KTx (Tmedia + 17. 1998 o ETo= 4.5 x Ra Exemplo 17.8) x (Tmax – Tmin) 0.5 x Ra ETo= 0.6ºC. Podemos então observar que o método de Hargreaves apresenta grandes erros.5 x Ra Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Tmedia= temperatura média do mês (ºC) Tmax= temperatura máxima do mês (ºC) Tmin= temperatura mínima do mês (ºC Ra= radiação extraterrestre (mm/dia) Nota: para tranformar Ra de MJ/m2 dia para mm/dia temos que dividir por 2.0mm/dia.8) x (Tmax – Tmin) 0.46/2. 17-3 .162 ETo= 0.5 x Ra ETo= 0.46 MJ/m2xdia.46 MJ/m2xdia= 42.162 para região interiorana KT= 0.7 + 17.8) x (Tmax – Tmin) 0. Ra= 42.33= 6.

13 10.410 -0.410 -0.410 -0.28 13.176 -0.4 18.5 -23.32 38.992 1.0 27.032 1.50 11.5 -23.6 31.1 134.3 26.5 -23.7 -23.65 1.Cálculos de aplicação do método de Hargreaves para o município de Guarulhos Guarulhos UNG ano 2005 Dias no mes 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 365 Janeiro fev mar abr maio junho julho agosto set out nov dez Ordem 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Total= Precipitaçao (mm) 254.024 1.373 -0.2 12.5 -23.5 21.5 6.173 0.40 1.33 16.8 32.1 3.74 1.3 31.64 33.233 0.4 23.68 1.0 16.4 1715.036 -0.7 1487.5 3.1 137.br 05/07/08 Exemplo 17.5 -23.5 Aplicar o método de Hargreaves para o município de Guarulhos.3 5.38 1.8 29.59 1.5 -23.8 6.3.410 -0.1 8.5 -23.991 0.72 16. Tabela 17.0 23.8 136.5 -23.2 15.5 -23.3 16.5 -23.0 20.5 -23.72 1.2 5.5 -23.6 4.Cálculos de aplicação do método de Hargreaves para o município de Guarulhos graus delta -0.1 32.5 -23.040 0.0 Temp max Temp min tm=tmax+tmin /2 Temp media (ºC) 23.7 12.3 32.8 15.410 -0.3 24.10 35.410 -0.56 1.977 0.968 0.334 0.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.42 1.2.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.68 29.3 8.9 58.977 0. 17-4 .7 168.99 17.56 12.236 -0.7 30.7 24.3 17.76 Ra MMJ/m2xdia 42.410 -0.5 Latitude norte: positivo e sul: negativo Latitude Guarlhos 23graus e 30min graus Dia Juliano ( 1 a 365) 15 46 76 107 137 168 198 229 259 290 320 351 1.2 200.2 22.5 32.408 0.023 1.968 0.5 214.46 40.50 Hargreaves ETo (mm/dia 6.9 75.410 -0.03 9.7 8.3 4.8 17.5 Laltitude rad -0.2 173.408 Latitude Guarulhos -23.5 -23.5 -23.3 70.8 24.1 251.73 24.5 -23.27 27.336 -0.9 103.1 174.4 19.06 9.410 -0.8 31.5 -23.9 92.com.5 -23.1 111.6 9.032 dr Tabela 17.3 39.6 3.49 1.372 0.8 9.64 42.51 41.5 -23.410 -0.3 12.5 -23.7 200.0 30.410 ws rad 1.009 1.2 O método de Hargreaves produz valores muito grandes e portanto não é aceitável.6 22.47 1.6 6.5 -23.9 26.37 14.9 207.5 -23.009 0.9 Hargreaves Eto (mm/mês) 212.64 22.4 130.13 23.87 Ra (mm/dia) 17.60 15.410 -0.

120 kPa= 2.2 Tensão de saturação de vapor es.837 kPa e a umidade relativa do ar UR= 75% ea= (UR /100) x es ea= (75 /100) x 2.Método de Penman.12/0. ETo= C (es – ea) Sendo C um coeficiente empírico que Penman. 1948 (Xu.3 + 23. 1948 para evaporação de superfícies livres 18.7183.61 x exp [17.2 mb (milibar) 18-1 . es= 0.61 x exp [17.Método de Penman.Vamos apresentar somente a equação de Penmam apresentada em 1948.3 + T)] Sendo: es= tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC) exp= 2. ETo= 0.1= 21.1 Introdução Baseado na umidade relativa do ar do mês e a umidade de saturação bem como da velocidade do vento a 2m de altura.1 Calcular a tensão de saturação de vapor es para o mês de março sendo a temperatura de 23.837 kPa = 2.61 x exp [17.1= 28.2ºC.837/0. usou a velocidade do vento a 2m de altura para determiná-lo.35 x ( 1 + 0. 2002.com.2 Calcular a pressão de vapor de água à temperatura ambiente para o mês de março sendo T= 23. Todos se baseiam na equação original de Dalton feita em 1802.3 Pressão de vapor da água à temperatura ambiente ea= (UR /100) x es Sendo: ea= pressão de vapor de água a temperatura ambiente (kPa) UR= umidade relativa do ar média mensal fornecida (%) es= tensão de saturação de vapor (kPa) Exemplo 18..27 x 23.27 x T/ (237.br Capítulo 18. (base do logaritmo neperiano) Exemplo 18.24 x u2 ) x (es – ea) Sendo: ETo= evaporação de superfície líquida (mm/dia) es= umidade de saturação do ar (mb) ea= umidade de vapor de água a temperatura ambiente (mb) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) 18.2/ (237.2º C e es=2. es= 0. Depende da temperatura do ar. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.27 x T/ (237.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.3 + T)] es= 0.2)] es=2. Tem sido aplicado em evaporação de lagos e existem muitas fórmulas empíricas. 2000). podemos estimar a evaporação em mmm/dia de uma superfície livre conforme Método de transferência de massas de Penman.37 mb (milibar) 18. O método de transferência de massa para achar a evaporação de superfícies liquidas é um método simples e razoavelmente preciso conforme Xu.837 =2.

0 137.7 1.8 20.0295in.2 58.0143psi= 0.8 1.7 31 Dez 22.1 Calcular a evaporação transpiração da superfície líquida de um lago dos Patos em Guarulhos no mês de março onde a temperatura média é 23.6 18-2 .41mm/dia Como março tem 31dias ETo= 31 x 3.4 Transformação de unidades: 1 bar= 10 5 Newtons/m2 1 mb (milibar)= 102 N/m2 = 1000dina /cm2=0.0 1.5 1.Dados de precipitações.5 31 Julho 16.1.1 1.com.41= 106mm/mês 18. temperatura e velocidade do ar de Guarulhos Dias no mês Precipitação Temperatura Velocidade do ar do ar (mm) (ºC) m/s 254.9 31 Out 20.1 e obtemos os valores em milibares.9 1.Método de Penman.br 18.6 28 Fev 22.9 30 Nov 21.5 Estudo de caso: Guarulhos Tabela 18.5 30 Abr 21.37-21.7 24. Exemplo 18.3 70.5 214.27º C e a velocidade do vento a 2m de altura é de 1.5 ) x (28.5m/s.7 251.36 mb= 0.8 200.5 30.3 1.7 30 Set 19.24 x 1.6 1. dividimos por 0.5 31 Mar 23. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.24 x u2 ) x (es – ea) ETo= 0.1 1. Hg 1mm Hg= 1.8 75.7 1.4 1.35 x ( 1 + 0.6 39.4 31 Maio 18.5 31 Janeiro 23.35 x ( 1 + 0. ETo= 0.3 1.3 30 Junho 17.9 1.2) =3.04 in Hg 1 N/m2 = 1Pa Como normalmente achamos os valores de e0 e ea em kPa.4 31 Agosto 18.9 365 1487.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.8 130.

01+1.191 99 1.525 78 1.82mm/dia Como março tem 31dias ETo= 31 x 3.com.204 3.13 x u2 x (es – ea) ETo= 3.906 2.558 3.459 3.837-2.br Tabela 18.164 3.410 95 2.796 3. rios e canais a equação feita em 1980 por Jobson.211 2.454 76 1.937 3.479 2.530 106 2.82= 118mm/mês 18-3 .858 2.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.502 2.283 68 1.804 2.13 x u2 x (es – ea) Sendo: ETo= evaporação de superfície líquida (mm/dia) es= umidade de saturação do ar (kPa) ea= umidade relativa do ar do mês (kPa) u2 = velocidade do vento a 2m de altura (m/s) Exemplo 18.837 3.539 3.6 Conclusão: O valor do método de Penman.068 2.2 Calcular a evaporação transpiração da superfície liquida de um lago em Guarulhos no mês de março onde a temperatura média é 23.27º C e a velocidade do vento a 2m de altura é de 1.01+1.120 2.141mm/ano 18. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. 1948 de superfície líquida é de 1.388 1.424 106 1.Método de Penman.143 2.257 98 1.071 2.055 92 1. 1985 recomenda como a melhor equação para se achar a evaporação de um lago. 1980 A USEPA.002 2.587 2.7 Evaporação usando a equação de Jobson. ETo= 3.600 2.5m/s.01+1.Evaporação de superfície liquida usando o método de Penman Tensão saturação de vapor es ea Penman Penman mm/dia mm/mês kPa kPa 2.474 108 2.586 111 1. ETo= 3.867 2.2.13 x 1.5 (2.774 3.12)=3.328 103 1.141 mm/ano 18.

Rates.3.820 3.Evaporação para superfície liquida da cidade de Guarulhos para rios e lagos usando o método de Jobson.502 1.365mm.5 1. com 165páginas. 18.211 2. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.5 1.867 2.624 3.8 21.459 2. junho de 1985.7 1.8 19.120 1. 2a ed. a evaporação de superfície liquida usando o método de Jobson.790 3.002 1.6 1.595 3.539 2. constants.071 2. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology.143 2. and kinetics formulations in surface water quality modeling.6 1.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.937 2. 1980 é de 1.796 3. http://folk.5 22.828 119 107 118 113 112 107 111 117 111 116 114 119 1365 Portanto.pdf -USEPA.6 17.XU.5 1.3 18.com.858 1. 18-4 .9 20.779 3.707 3.uio.479 1.4 1.388 1. Hydrologic Models.0 20.8 23.600 1.2 21.164 2.587 1. CHONG-YU.Método de Penman.837 2.831 3.774 2.7 18.br Tabela 18.204 2.808 3.4 1.7 Bibliografia e livros recomendados .906 2.no/chongyux/papers/fulltext.5 16.7 1.804 1. 1985 Mês Temperatura (ºC) U m/s Pressão de vapor ea (kPa) Saturação do valor es (kPa) Evaporação do lago (mm/dia) Evaporação mensal do lago (mm/mês) Janeiro Fev Mar Abr Maio Junho Julho Agosto Set Out Nov Dez 23.068 2.9 1.6 2.5 1. ano de 2002.9 1.750 3.558 2.3 1.576 3.7 22.784 3.

Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 30/06/08 Capítulo 19 Comparação dos métodos de evapotranspiração de referência ETo 19-1 .com.

Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 30/06/08 SUMÁRIO Ordem 19.com.1 Introdução Assunto 19-2 .

Evapotranspiração anual do município de Guarulhos usando diversos métodos mm Métodos Thornthwaite. existindo mais de 20 equações a respeito. Daí ele foi recomendado como método padrão e sempre tomado como referência pela FAO. 1975 (novo). 1975 nos parece de grande utilidade. Todos os estudos feitos na Europa e pela ASCE (American Society of Civil Engineer) mostraram que o método de Penmam-Monteith se aplica a regiões úmidas e áridas.Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1961 Turc. 1948 Romanenko. Tabela 19. 1961 Blaney-Criddle. é sempre usar Penman-Monteith FAO. 1975.1 Introdução Os métodos de evapotranspiração de referência ETo variam muito. 19-3 . 1998 com as hipóteses recomendadas. 1998.Comparação dos métodos de evapotranspiração de referência ETo 19.com. Recomenda ainda a FAO o uso do método de Hargreaves.1. A FAO cita também o método de Blaney-Criddle informando que o mesmo é ainda muito usado. porém a recomendação da FAO. deve ser usado o método de Penman-Monteith FAO. A FAO recomenda que mesmo que faltem dados. devendo ser feita a correção adequada na região. 1998.br 30/06/08 Capitulo 19.Método Padrão da FAO e Embrapa 965 1245 1153 1136 1201 Dica: quando não temos muitos dados recomendamos o Método de Blaney-Criddle. Recomendado quando não se tem muitos dados Penman-Monteith FAO. O novo método de Blaney-Criddle.

Curso de rede de esgotos Capitulo 20.br 01/07/08 Capítulo 20 Chuvas em Guarulhos 20-1 .Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

com.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 20.2 Introdução Dados do município de Guarulhos Assunto 20-2 .1 20.

7 Média=1.9 1.4 130. Tabela 20.33 Média=0. Vento.7 22.8 24.9 Média=20.8 19.53 0.5 1.47 0.com.3 39. Umidade relativa do ar.5 1. 1998 média mensal mensal (mm/mês) (mm/mês) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total= 254 253 201 58 70 39 31 25 75 137 131 215 1489mm/ano 123 113 115 95 76 61 68 87 98 116 123 126 1201mm/ano 20-3 .4 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.4 1.8 Na Tabela (20.6 m/s (6km/h) Na Tabela (20.3 70.39 0. 1998) Temperatura média anual: 20.1 251.2) estão os resultados de evapotranspiração de referência ETo e evaporação de superficies líquidas válidas para Guarulhos com dados da Universidade de Guarulhos.7 1.2 21.37 0.35 0.7 18.Chuvas em Guarulhos 20.1.8 21.8 23.2.9 1.Precipitação.31 0.49 0.9 75.6ºC Umidade relativa do ar média: 73% Porcentagem de horas de sol durante o dia: (0.0 20. Tabela 20.42) 42% Velocidade média do vento a 2m de altura do chao: 1.37 0.42 0. temperatura e fração de luz da Estação Climatológica da UNG com dados de 1995 a 2005 (11anos).Precipitação e evapotranspiração com dados de 1995 a 2005 (11anos) da Universidade de Guarulhos Evapotranspiração Meses do ano Precipitação Método de Penman-Monteith FAO.1 137.49 0. Meses do ano Precipitação Umidade relativa do ar (%) 75 75 75 73 75 75 73 68 72 73 73 74 Média= 73 Vento a 2m de altura (m/s) 1.42 Fração de luz de hora de sol durante o dia (mm) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total= 254.6 0.br 01/07/08 Capítulo 20.6 1.5 22.47 0.3 18.7 200.1 Introduçãoo Os dados que usamos em quase todos os exemplos são do municipio de Guarulhos 20.6 Temperatura média do ar (ºC) 23.1) estão os dados médios de 11 anos obtidos na Universidade de Guarulhos.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 1.5 16.7 1487.5 1.2 Dados do municipio:Guarulhos Precipitação média anual:1489mm/ano Evapotranspiração média anual: 1201mm/ano (Método Padrão da FAO – Penman-Monteith.0 30.6 17.9 58.5 1.5 214.

Gráfico das precipitações e evapotranspiração de Guarulhos Precipitaçao e evapotranspiração (mm) 300 250 200 150 100 50 0 1 3 5 7 9 11 Meses Figura 20.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.1. Evapotranspiração mensal Precipitação mensal 20-4 .1) podemos ver um gráficos das precipitações médias mensais de Guarulhos com dados de 11anos e da evapotranspiração de referência ETo obtido com o Método padrão de Penman-Monteith.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1998 FAO.Gráfico das precipitações e evapotranspiração de referência média mensal com dados fornecidos pela UNG e aplicação do Método de Penman-Monteith.br 01/07/08 Na Figura (20.com. 1998 FAO.

br 09/07/08 Capítulo 21 Gramado em Campo de Golfe 21-1 .Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

3 21.17 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.13 21.29 21.12 21.22 21.20 21.10 21.5 21.25 21.27 21.19 21.14 21.31 Assunto Introdução Campos de golfe Grama usada em campo de golfe Gramado Importância da grama Qualidade visual e funcional Gerenciamento de um gramado Projeto de gramado Espécie de grama Poda Much mowing Trimming Edging Pestes Irrigação Freqüência de rega Horário de rega Manutenção de campo de golfe Testes do solo para gramados Topsoil Condicionadores de solos Relação C/N Macrófitas aquáticas Uso de águas de esgotos tratadas para irrigação Alternativas de plantio de gramas Fertigation Drenagem na irrigação Viveiro de mudas (nursery) Plano de contingência para época de secas Evapotranspiração Bibliografia e livros consultados 23páginas 21-2 .18 21.30 21.28 21.4 21.23 21.9 21.16 21.com.26 21.24 21.2 21.br 09/07/08 SUMÁRIO Ordem 21.11 21.8 21.15 21.7 21.6 21.21 21.1 21.

1974 21-3 .1.000m3/ano (12 L/s) e devido a este enorme consumo de água de irrigação que alguns estados americanos obrigam o uso da água de esgotos tratada.000m3/ano (7. 1974.com. Figura 21. 21.Exemplo de percurso em um campo de golfe Fonte: Neufert. 1974 Figura 21.Exemplo de percurso em um campo de golfe de Bad Wildungen. Fonte: Neufert.1) a (21.2. a água de reúso.br 09/07/08 Capítulo 21. ou seja. No Brasil campos de golfe que existem e estao sendo construidos sao de 18 buracos com área de 75ha.2 Campo de Golfe Nas Figuras (21. Conforme Metcalf e Eddy.3 L/s) até 380.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3) podemos ver os esquemas de campo de golfe conforme Neufert. O consumo de água dos campos de golfe americanos variam de 230.000m2) sendo o mais encontrado campos com 32ha a 40ha.1 Introduçao O objetivo deste capítulo são os gramados para aplicação em Campo de Golfe. 2007 a média dos campos de golfe nos Estados Unidos é de 61ha (610.Gramado em Campo de Golfe 21.

O genus Cynodum possui nove espécies com C. sendo usada extensamente a partir de 1900.3 Grama usada em campo de golfe Sem dúvida a grama mais usada em campo de golfe é a bermuda cujo nome científico é Cynodon spp. caddies (portatadores) e jardineiros e as correspondnetes zonas de convivio. Dactylon sendo a mais usada. homens e professor. ribanceiras). lança-se a bola que roda suavemente para os buracos. Perto do buraco mais afastado do edifício coloca-se as vezes um pavilhão para descanso ou refugio em caso de mau tempo. etc.500m e um jogo de campeonato com percurso de 400 a 500m tem percurso estimado em 6.br 09/07/08 Figura 21.3. 21-4 . telefone. etc.com. O árido ou terreno de lançamento. O ponto de lançamento é uma superficie plana e bem tratata de 40m2 a 60m2. nem ser da mesma grandeza.000m. com partidas a distância diferente para senhoras.Exemplo de percurso em um campo de golfe em Roma Fonte: Neufert. Nos verdes. para que o vento e o sol não sejam sempre favoráveis ou prejudiciais. Para ajudar a manutenção do campo. cozinhas. além dos vestiários para homens e senhoras. A grama bermuda tem origem da África e foi introduzida nos Estados Unidos em 1807. Os diferentes percursos não devem se tocar e nem se cruzar. instalam-se com frequência nas imediações pequenas moradias de aluguel ou casas de fim de semana para sócios do clube. tem os compartimentos necessários para os treinadores. No verde de cada buraco está situada a partida para o curso seguinte. nem ter a mesma direção. O edifício do clube. Um jogo médio com percursos de 300m a 400m tem percurso de 5.000m. Distinguem-se duas zonas de pista: 1. para guardar ferramentas de jardinagem. Percursos de 250m a 300m são desfavoráveis e devem-se evitar. O percurso total do jogo depende do comprimento dos percursos parciais: um jogo curto de 18 buracos com percurso de 100m a 250m tem um percurso aproximadamente de 5. As proximidades dos buracos ou verdes aque são planaltos de 500m2 a 100m2 de relva aparada com alguns obstáculos naturais (bunkers. 1974 Baseado em Neufert.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A largura da pista deve ser de 40m a 80m com relva curta e ligeiras ondulações facilmente visíveis do posto do jogador. 21. sem ser tratado e com obstáculos e 2. A bola de 4cm de diâmetro e os buracos têm 20cm de profundidade e 10cm de casquilho metálicos. 1974 teremos: Os percursos contam-se como eixos ideais das pistas de jogo (fairway) como linhas retas ou quebradas desde o ponto de lançamento até o buraco correspondente.

Pode ser atacada por poluição do ar onde a mesma exista havendo descoloraçao da mesma. O nitrogênio a ser aplicada está na faixa de 0. isto é.62mm/dia de água para irrigação.54mm/dia a 7. A grama bermuda possui os seguintes atributos: Excelente resistência ao calor e a seca Baixo consumo de água para irrigação Formação densa Tolerância a vários tipos de solos com faixa variável do pH Boa tolerância a salinizaçao da água Boa tolerância ao tráfego de pessoas Relativamente fácil de ser aplicada Cresce em qualquer tipo de solo.5 adicionar calcáreo.5kg/100m2 É uma planta esteril. Foram feitos vários cruzamentos da grama bermuda nos Estados Unidos a partir de 1940 e resultaram as seguintes gramas que são denominadas de gramas híbridas que nao produzem sementes. na India chama-se grama do diabo (devil´s grass e na Argentina chama-se gramillia.5 a 8. 21-5 . É sensivel as mudanças de estações muito drásticas. A grama bermuda Tiffreen 328 possui os seguintes atributos: Muito usada em campos de golfes. A grama bermuda é resistente ao pisoteio e devido a isto é muito usada em campo de golfe. insetos e aplicação de fungicidas.0.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Tolerante a seca Densa Textura fina Precisa de 25mm a 50mm de água por semana Rápida recuperação com pestes que podem ser controladas facilmente quimicamente. não tem sementes. pH entre 6. Quando pH<6. Doenças: nematoides Deve-se contrar as pestes. mesmo rasos Precisa de 2.br 09/07/08 Na África do Sul a grama bermuda tem o nome de Kweekgrass. 80% do sistema radicular está nos 150mm de raízes. Funciona bem em solos com pH na faixa de 5. na Austrália chamase couch grass. A grama bermuda pode atingir altura de 5cm a 40cm chegando até 90cm. e sim somente mudas: Tifflawn (1952) Tifgreen 328 (1956) Tifway 419 (1960) Tifdwarf (1965) Tifway II (1981) A regra é a seguinte: quando você compra sementes de grama vai ter sementes e quando compra mudas não vai ter sementes. em jardins comerciais e em paisagismo em geral.5 Funciona bem em solos com 112kg/ha de fósforo e 187 kg/ha de potássio que propiciará um rápido crescimento da planta.com.

1º C do que fosse de concreto Reduz a temperatura de 0. As gramas podem ser nativas ou importadas e quando consideradas junto com o solo são chamadas de gramados. A palavra muito usada nos Estados Unidos é “turf” que é derivada do Sânscrito da palavra “darbhus”.1) Tabela 21. Os gramados privados da era Vitoriana na Inglaterra são famosos em todo o mundo.com.4) e (21.br 09/07/08 21.5 Importância da grama Não há dúvida da importância da grama para o paisagismo.4 Gramado Na bíblia encontramos referência ao jardins usados na Pérsia e na Arábia.5) mostram a qualidade visual das gramas.9º C do que fosse de solo nu.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Qualidade visual é: Densidade Textura Uniformidade Cor Hábitos de crescimentos Suavidade da superfície As Figuras (21. Os aspectos mais importantes do gramado são: Efeito estético e ornamental Serve para relaxação mental Bom para a recreação e esportes Reduz incêndios Evita cobras e ratos Reduz os danos de erosão no solo Reduz a temperatura de 1. O primeiro cortador de grama foi inventado por Edwin Budding na Inglaterra em 1830. A qualidade de uma grama pode ser visual e funcional. baseball e outros. Reduz a poeira Reduz barulhos de 30% a 40% Melhora a qualidade das águas de chuvas Fornece oxigênio pela fotossíntese Reduz alergias (mas pode também causar alergias) Esportes em que se usam gramados: futebol. Vamos dar um exemplo de como é feita a classificação das gramas. sendo que a mesma valoriza o imóvel em 6% a 15%. mostrando a grama Merion Kentuchy Bluegrass conforme Tabela (21. que significa solo de grama. 21.6 Qualidade visual e funcional. golfe. As gramas são da família Poaceae.1. 21-6 . O inicio dos gramados surgiu no século 16 ou 17.Classificação da grama Merion Kentucky Bluegrass Reino Planta Divisão Embryophyta Subdivisão Phanaerogama Ramo Angiospermae Classe Monocotyledoneae Subclasse Glumiforae Ordem Poales Família Poaceae Subfamília Pooideae Tribo Poeae Genus Poá Espécie Pratensis Cultivar Merion 21.

com.4.Qualidade visual da grama Qualidade funcional A qualidade funcional das gramas são: 21-7 .Qualidade visual da grama Figura 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 Figura 21.5.

Qualidade funcional da grama Figura 21.br 09/07/08 Quantidade de raízes e a profundidade das mesmas Capacidade de recuperação da grama Aspecto verde do gramado após a poda Figura 21.6.com.7.Qualidade funcional da grama 21-8 .Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Definições: .8 Projeto de gramado Os gramados devem ser construídos com declividade mínima do solo de 2% para permite a drenagem e declividade máxima de 25% para permitir que os equipamentos de poda possam ser usados. -Poda É o uso de determinado equipamentos para cortar a grama. -Top dressing É aplicação de área na superfície do gramado para aumentar o movimento de ar e água e manter a superfície do gramado seca e firme. inibe a entrada de água e do nutriente e pode desenvolver patógenos e portanto. Muita grama cortada é retirada e parte fica no solo.Aeração Como passam pessoas.0. A remoção de thatch deve ser feita pelo menos uma vez por ano e coincidirá com o programa de colocação de sementes e aeração do solo. Notar que se acrescentamos areia em solo muito argiloso pode melhorar a drenagem porém pode ocasionar outros problemas.5kg/100m2 de área. A aeração é feita com buracos no gramado a profundidades variadas para facilitar o movimento do ar e da água no solo. pois criará uma superfície anaeróbia que reduzirá a ação dos micróbios.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A superfície seca do gramado facilita ainda a poda da grama. pois. Então o material orgânico que está no solo poderá formar barreira impermeável. ou seja. 21-9 . veículos. podar a grama. A camada de thatch tem ¼” a ½” e pode causar problemas. sendo os ingredientes primários na quantia mais usada que é 5 -1 -4 respectivamente. -pH O solo poderá ser acido ou alcalino e o pH do solo ideal deverá estar entre 5. tratores sobre o gramado é necessário que o mesmo seja aerado para evitar a compactação. Pelo menos uma vez por ano deverá ser feito o over-seeding.com. Se necessário o solo pode ser acrescido de areia para facilitar a drenagem e deixar sempre seca a superfície do gramado.5 a 7. As folhas que porventura estejam sobre a grama deverão ser retiradas. Deverão ser feitas pesquisas no solo para aplicação específica. Podem também ser usadas para prática de esportes 21. Geralmente a aeração e feita uma ou duas vezes por ano usando furos de 25cm a 36cm.br 09/07/08 21.Fertilizante São nutrientes orgânicos ou sintéticos que combinados basicamente com o nitrogênio (N). Deve ser escolhidos os meses que são melhores para a aeração do solo. fósforo (P) e potássio (K) formando o que chamamos de NPK. -Turf ou gramado Termo técnico aplicado a qualquer jardim ou parque gramado. tomando-se o cuidado para não causar danos na rede de irrigação. -Thatch É a camada de raízes mortas e parcialmente decomposto no gramado e que foi acumulado quando foi feito o corte da grama com lâminas.Best Management Practices – Turf Management.7 Gerenciamento de um gramado Vamos usar os conceitos da cidade de Seattle. deve ser removida. -Over-seeding Para reparar áreas doentes de gramados são usadas sementes sobre o mesmo para a recuperação. Deve ser salientado que não existe um método de aeração que não traga algum problema. A taxa aproximada de overs-seeding é de 2. . BMP Manual 2005.

De modo geral a Kentuchy Bluegrass deve ser evitada.br 09/07/08 Os materiais orgânicos acrescidos ao solo natural serão decompostos em prazo de mais ou menos dois anos. mas nem sempre necessário. A grama Bermuda Tifdwart é muito usada para greens de campo de golfe. tees e fairways de campo de golfe. beisebol. 21. perto de árvores devem ser preservadas. etc e outras amenidades deve ser colocada cuidadosamente grama para reduzir a poda manual. As seguintes características de uso e manutenção devem ser seguidas para a seleção das sementes de gramas: O local ideal do gramado é tenha muito sol. 21-10 .12 Trimming A grama que fica perto de cercas. A altura de corte de um campo de golfe pode ser assim: Anti-greens: altura de 18mm a 22mm Tees: 8mm a 12mm Fairways: 12mm a 15mm Roughs: 25mm a 35mm 21. Normalmente os cortes mais baixos são usados no período de primavera/verão ou para torneios importantes. A grama Bermuda Tifway 419 é muito usada para futebol. arbustos. Aplique fertilizante antes ou depois de semente. Evite as áreas molhadas. O corte pode ser mecânico ou manual e em alguns casos aplicar herbicidas para eliminar a grama.com.11Much mowing A grama cortada raramente é removida do gramado que retorna como nutriente necessário ao solo e é importante para a saúde do gramado. O pH do solo deve ser testado e determinado o pH e acrescido calcário se necessário. com quantidades altas de nitrogênio ns proporções: 10-2-6: 21-7-14 ou 24-4-12. 21. etc. pólo. O mulch aplicado deve ter menos que ¼”. lembrando que deve ser evitado de cortar mais de 1/3 do caule da grama.10 Poda Distinguimos na poda o seguinte: -Freqüência É importante para a saúde do gramado que seja monitorado quando são feitos os cortes de grama. Em alguns casos o mulch deve ser evitado.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 21. Altura de corte Para muitas gramas perenes a altura de corte deve ser de 38mm a 50mm. O ideal é que seja rodeada de grama. Gramados que são parcialmente sombreados ou que possuam drenagem pobre devem ser misturados os tipos de grama.9 Espécies de grama A seleção das espécies de grama que serão usadas depende de muitos aspectos. muitas sombras. etc. Os equipamentos devem ser ajustados regularmente. tais como drenagem baixa. boa drenagem e razoável fertilidade do solo e bom para gramas perenes. Deve ser evitada a compactação do solo com as rodas do equipamento de corte de grama. Coloque as sementes específicas na área selecionada na quantidade de kg/ha. obras em concreto. Deve-se ter cuidado com o tipo de pesticida a ser usado. A aplicação de camada fina de material orgânico (mulch) é bom. Anti-Greens: 2 vezes por semana Tees: 2 a 3 vezes por semana Fairways: mínimo de 2 vezes por semana Roughs: 1 a 2 vezes por semana As gramas tipo bermuda possuem crescimento maior na primavera/verão. dependendo de como foi preparada a aplicação das sementes e irrigação. pouco fertilizante. As árvores.

Fazer ajustamento de campo para locais com sombras. como o nitrogênio ou colocar de menos. A velocidade máxima está entre 1. 2007. 2007 O estado de arte da irrigação é: Calcular a perda de água por evaporação ocorrida deste a última irrigação Informar a cada sprinkler quanto de água deve ser aplicado para substituir a perda por evaporação Não usar muita água para não produzir runoff.com. 1998 e a máxima de 84mca. O coeficiente C=130 de Hazen-Willians e a velocidade mínima é de 0.15 Redes de irrigação Influencia na irrigação o tipo de solo. ferro fundido dúctil e PEAD(polietileno de alta densidade).Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O diâmetro do tubo de PVC classe 15 ou classe 20 geralmente é menor ou igual a 100mm.Pressões recomendada nos Estados Unidos para irrigação Parâmetro Pressão mínima Pressão máxima Pressão diferencial na zona de pressão 21mca 50mca Pressão estática no alto 21mca 35mca Pressão estática na parte baixa 56mca 70mca Fonte: Metcalf e Eddy.br 09/07/08 Em áreas com muita declividade cuidados especiais devem ser tomados a ser usado equipamento de corte de grama. Tabela 21. a topografia.14 Pestes São tolerados em gramados geralmente os insetos. Geralmente a irrigação é feita durante o período da noite num período de 8h a 10h. praças públicas é 2. os ventos. No caso de irrigação para água de reúso colocar uma tarja vermelha ou outra cor para identificar a tubulação.4mm/dia de irrigação de água de reúso. 2007: Forma de árvore: um eixo principal e os galhos da árvore são os secundários. doenças na grama e plantas (weeds). 1998 recomenda a média de irrigação de campo de golfe com água de reúso de 2. 2007 estão na Tabela (21. Normalmente usam-se tubos de PVC rígido. Forma de grelha: há um eixo principal e rede secundária que estão interligados.1. aço. As pressões máximas e mínimas recomendadas conforme Metcalf e Eddy. As redes podem ser feitas de três maneiras básicas conforme Metcalf e Eddy.11).4mm/dia.1. 1998 o valor médio encontrado nos Estados Unidos para irrigação de campos de golfe. Pode também ser instalados hidrantes para água de reúso caso se queira.18) a (21. Não podemos irrigar demais e nem de menos. Deverá ser previsto descargas períodos para limpeza da rede de água tanto para água potável como para água de reúso. Forma de loop: há tubulação principal correndo pelos quatro cantos e no meio ficam as tubulações secundárias. Durante 2 a 4 vezes por ano o edging deve ter manutenção. 21.5m/s a 2. A pressão mínima recomendada é de 42mca conforme Asano. Dica: Asano.3m/s. 21. Deverão ser tomadas as precauções para resolver o problema. As tubulações podem ser de PVC.1mm/dia a 3. etc Conforme Asano.1m/s conforme Metcalf e Eddy.13 Edging Quando os gramados atingem as bordas de uma superfície pavimentada temos o edging. Dependendo do local a manutenção deve ser mais cuidadosa. 21-11 . grandes declividades. média e baixa densidade conforme podemos ver nas Figuras (21.1mm/dia a 3. Não podemos colocar nutrientes demais. 21. sendo mais comum tubos de polietileno de alta. o clima da região e a estação do ano. principalmente com o uso de pesticidas. Regularize a pressão em cada ponto de modo a obter uma distribuição uniforme da irrigação.

br 09/07/08 21. Para previsão de longo alcance são feitos lagos e são muito grandes e impermeabilizados no fundo. Neste caso os reservatórios são fechados não podendo entrar o sol para não desenvolver algas. O custo de um reservatório de aço para água de reúso conforme Metcalf e Eddy. Deve-se ter o cuidado para que o reservatório não fique muito tempo estagnado para não ficar sem cloro residual. isto é. 2007 são os seguintes: Estagnação Odor que sai dos reservatórios principalmente de gás sulfídrico H2S Perda de cloro residual Recrescimento de organismos Em reservatórios abertos.1mm deveremos por hectare reservar 385m3 no mínimo para atender as flutuações.17 Reservatórios para armazenamento de água de reúso Asano. Salientamos que em alguns lugares é proibido o uso do sulfato de cobre para matar as algas. Assim podemos misturar água potável na água de reúso em um reservatório.0 o consumo médio do dia de verão. Quando o campo de golfe for irrigado por água de reúso é necessário que a água seja filtrada em filtros com 600μm (0. Uma maneira de se melhorar a qualidade da água é a diluição.com. semi-enterrado ou apoiado ou elevado que não tenha contato com o sol cuja água deve ser clorada.16 Picos de vazão Os picos de consumo de água de reúso para irrigação de landscape e campo de golfe conforme Metcalf e Eddy. Para reservatórios de emergência muitos usados em bombeamentos deve ter o cuidado para que a água de reúso não tenha tempo de residência muito grande para não ter problemas na qualidade conforme Metcalf e Eddy. 1998 informa que na prática existem dois picos. 1998 salienta que o reservatório pode ser um lago isolado onde não entram as águas superficiais do runoff ou pode ser feito um reservatório enterrado. Assim com a demanda diária de 2.6mm) Asano. misturar com água de outra procedência. 21. Como geralmente a maior demanda de irrigação é durante a noite deve-se prever um reservatório com volume mínimo de 5% da demanda anual. um deles devido a irrigação noturna do campo de golfe e outro devido a descarga de bacias sanitárias nas casas. Uma outra recomendação de Metcalf e Eddy. O dimensionamento será 1. 1998 ressalta que o Irvine Rach que usa água de reúso para irrigação de paisagismo e campo de golfe é mais antigo é adotado Pico=2.5 a 2 2a3 1 a 1. 2007 pode ser assim resumido : Água de reúso Irrigação para agricultura Irrigação para landscape Água de makeup para resfriamento Fator de pico de vazão Maximo por dia/ média diária Pico por hora/ máximo por dia 1. isto é.5 ou 2. que é 5% do volume anual por hectare. os lagos para armazenamento de água de reúso temos os mesmos problemas dos reservatórios fechados acrescido do desenvolvimento de águas que podem ser resolvido com sulfato de cobre.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2007 para dimensionamento de reservatórios com água de reúso é que o mesmo pode ser dimensionado para : Previsão de curto alcance: um dia ou uma semana Previsão de longo alcance: lagos Reservatório de emergência Para previsão de curto alcance para água de reúso aconselha-se que o volume do reservatório seja do consumo de um dia ou de uma semana conforme o caso. A cor é causada pela presença de materiais úmicos que estão na água de reúso.65 Sendo: C= custo em dólar (US$) V= volume (m3) 21-12 . Caso haja reservatório de incêndio para ser usado com água de reúso segundo as normas americanas o volume mínimo deve ser para 4horas de incêndio com pressão de 14mca.5 1a2 Fonte: Metcalf e Eddy. 2007 Asano. 2007 é: C= 637 x V 0. 2007. Os problemas de armazenamento de água de reúso em reservatórios fechados conforme Metcalf e Eddy. Deverá ser observado a pior situação.5 4a6 1 a 1.

br 09/07/08 21.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe. 21-13 . Há vários modelos com vazões que variam de 2 litros/hora. -Gotejadores Primeiramente usado em Israel nos anos 60.6m a 24. O emissor emite gotas para realizar a irrigação.18. Observar a derivaçao lateral de menor diâmetro. 8 litros/ hora e outras.6m.8.Gerador de emergência Deve ser sempre pensado se deverá haver ou não gerador de emergência caso haja interrupção da energia elétrica. Figura 21.12 L/s a 0.9. 4 litros/hora.5cm e 30cm para facilitar a irrigação e em campos de golfes podem chegar a 35cm de altura. maciços de plantas.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe. Os aspersor mais usado no Brasil é de rotor. 12.29 L/s. podendo chegar até 36m em áreas de campo de golfe. Os aspersores possuem elevação de 10cm. etc. -Aspersores Geralmente possuem alcance de 4.com. É bom para pequenos espaços como vasos.03 L/s a 2.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Os aspersores rotores para paisagismo possuem vazão que variam de 0. Figura 21.

10. observando-se um hidrômetro Woltman.com.Medição da água para irrigaçáo.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe.br 09/07/08 Figura 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9. Observar a derivação lateral com um aspersor que se levanta automaticamente com a pressão da água. Figura 21. 21-14 .

3 vezes por semana. 21.com. Geralmente a rega em campo de golfe vai de 8h a 10h por dia e é feito durante a noite.16 Freqüência de rega É aconselhável fazer regras periódicas para irrigação. como por exemplo. Conforme Paulo Antonio Azeredo Neto.Em áreas sombreadas. Deve-se evitar o cozimento da grama quando o sol está muito forte e a grama está encharcada de água. arbustos e jardins) 21.11.Válvula redutora de pressão e válvula retentora de fluxo usadas em irrigação. Quantidade de água De modo geral as gramas exigem 3mm a 5mm de água por dia.17 Horário de rega Pode ser regado o gramado no inicio da manhã e/ou no final da tarde.br 09/07/08 Figura 21. os áreas mais sombreadas e com solos argilosos exigem menos rega do que as áreas ensolaradas com solo arenoso.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.18 Manutenção de campo de golfe O campo de golfe basicamente é dividido em: Greens Anti-greens Fairways Roughs Bancas Paisagismo (árvores.19 Testes do solo para gramados Os testes de solo importantes são: Salinidade Condutividade elétrica para se achar o TDS Quantidade de sódio SAR (sodium adorption ratio) Bicarbonato e carbonato pH Cloreto Boro Cloro Nutrientes Sólidos totais em suspensão (TSS) Turbidez 21-15 . 16. 21. evite regar à tarde para não favorecer o aparecimento de fungos.

praças publicas e jardins dos lotes. tênis ou outro esporte.Água de reúso classe 3 Estado do Texas Para irrigação de gramado. 21. É uma alternativa para uso de nutrientes.1). isto é. Deverão ser monitorados os índices de: SAR (sodium adsorption ratio) Condutividade elétrica 21-16 . golfe.com.21Condicionadores de solos Os condicionadores de solos aumento a capacidade de troca catiônica (CTC) do solo.20m a 0.itograss.22 Relação C/N É importante a relação C/N. onde o fósforo deve ser observado. Uma boa alternativa devido a um ótimo tratamento dos esgotos Serve para irrigar campos de golfe.br o topsoil é uma camada superficial de 0. Tabela 21. Ainda não temos leis brasileiras sobre o assunto e devemos usar o que está no Sinduscon. Tanto a camada de topsoil como as porcentagens da mistura condicionador e areia média podem variar dependendo da finalidade do campo esportivo: futebol. Temos que manter um equilíbrio entre C e N 21.10m onde será plantada a grama. 21. submersas e plantas emergentes. 21.20 Topsoil Os solos brasileiros apresentam 1% a 2% de matéria orgânica e então se torna necessário a complementação necessário para o bom enraizamento e desenvolvimento do gramado. conforme Tabela (21.1 .com. paisagismo é exigido: BDO5 ≤ 10 mg/L Turbidez ≤ 3uT Coliformes fecais ≤ 75/100mL Análise uma vez por mês Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada.br 09/07/08 21.23 Macrófitas aquáticas Temos plantas flutuantes.24 Uso de águas de esgotos tratadas para irrigação O uso dos esgotos sanitários tratados para irrigar um campo de golfe é muito usado atualmente baseado num dos motivos abaixo relacionados: Evitar o lançamento de esgotos em cursos de água intermitentes ou em terrenos particulares. 2005. Então o solo terá melhor capacidade de retenção de água diminuindo o stress hídrico e menor freqüência de irrigação. Conforme http://www. que é a relação da matéria orgânica com o nitrogênio. pólo. Utiliza-se condicionador de solos em porcentagem de 10% a 25% em mistura com areia média.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.. Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins.

com. O sistema de Plugs já vem sendo usado no Brasil a mais de 10anos e não depende de equipamentos especiais.br as alternativas de plantio de gramas são: Semente Sprigs Plugging Plugs Tapetes (mais comum 90% do mercado) O sistema de sprigs e plugging ainda não é usado no Brasil.12-Grass plugs: buracos onde são plantas as mudas Figura 21.14-Plugging num gramado saudável 21-17 .itograss.com.25 Alternativas de plantio de gramas Segundo www.br 09/07/08 Boro Outros 21.13-Mudas de grama Figura 21. pois necessita de equipamentos apropriados.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Figura 21.

com.br 09/07/08 Figura 21.18-Sprigs de Tifway 410 grama bermuda 21-18 .16-Semente de grama de jardim Figura 21.15-Tapete de grama natural Figura 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.17-Semente de gramas Figura 21.

Nos pontos baixos que devem ser identificados deve ser feita trincheiras com profundidade mínima de 46cm. 21.5m.27 Drenagem na irrigação Os campos de golfes devem possuir um sistema de drenagem. Deverá ser estudado o solo com muito cuidado para tal aplicação.00m a 7. Muitas vezes em drenagem de campo de golfe necessitamos de fazer sifonagem e bombeamento.60m a 1. As linhas de drenagem são feitas perpendicularmente a linha do fluxo da água. Quando o buraco do campo de golfe está em terreno elevado.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. As profundidades podem variar de 0.5m de espaçamento de drenagem quando o buraco está em terreno plano.com. O´Obrien 21-19 . O próprio gramado já é um biofiltro. tênis molhados.Obras de drenagem de um campo de golfe. que melhora as águas pluviais. lama na bola e o deslocamentos dos veículos elétricos trarão enormes restrições no campo. Planning a golf course drainage projetc Patrick M.18. A taxa de infiltração da areia varia de 76cm/hora a 203cm/hora A condutividade hidráulica do solo é importante para a determinação da tubulação principal que conduzem as águas de drenagem a um determinado ponto. A largura das trincheiras são de 13cm a 18cm para acomodar estes materiais. As linhas de drenagem usam solo nativo.26 Fertigation Fertigation é a colocação de pequenas quantidades de nutrientes juntamente com a água de irrigação. Geralmente é de 0. O espaçamento entre as linhas de trincheiras depende do solo e geralmente está entre 3. Fonte: Green Section Record. Pode haver bacias sifonadas com 4. areia e não pedregulho e são envolvidos com geotêxtil.5m. Figura 21.80m.60m. devemos ter em torno dele linhas de drenagem espaçadas de 7. É muito importante uma boa drenagem num campo de golfe. pois a presença de lama.br 09/07/08 21.

Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 21-20 .br 09/07/08 Figura 21.19.Obras de drenagem de um campo de golfe.Matérias de drenagem estocados. Observar os drenos são perpendiculares ao fluxo. Figura 21.20.com.

21-Reservatório de retenção no campo de golfe para reter águas pluviais USGA Putting Green Profile Titleist Root Zone Mix Coarse grained material (loamy fine sand – fine sand) (Hyd.28 Viveiro de mudas (nursery) Em loteamentos muito grande é comum se fazer um viveiro de mudas para a implantaçao do gramado. para situações de secas muito prolongada. 8 in. 21.com. 4 in./hr) 12 in.22-Observar que a grama está assentada sobre camada de material para a zona de raízes e a drenagem.br 09/07/08 Figura 21.22) a grama está sobre uma camada de solo de 300mm a qual por sua vez está sobre uma camada de areia de 100mm. 21.1975 que produz bons resultados. Abaixo temos 200mm de solo nativo e as tubulações de drenagem. Deve-se pensar sempre em um plano de contingência para a irrigação do campo de golfe. Intermediate Layer (coarse sand – fine gravel) Crushed Stone Native Soil Drainage Lines Figura 21. Na Figura (21. a 21-21 . 4 in. Conductivity > 6 in.29 Plano de Contingência para época de secas. 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.30 Evapotranspiração Como geralmente não temos muitos dados para determinação com maior precisão evapotranspiração. podemos usar o método de Bradley-Criddle.

isto é. o campo de golfe gasta aproximadamente 50% a mais de água que o gramado comum. pois o efeito adverso da salinidade é que a grama vai ficando com coloração marrom e amarelada.1) que haverá irrigação para paisagismo e para o campo de golfe.1. Afetará os greens os tees.31 Salinidade Conforme Asano.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4mm/dia. Para o mês de janeiro precisamos para o campo de golfe de 0. Muitas plantas são sensitivas ao cloro e ao boro.6mm/dia de irrigação. Os cálculos foram feitos com e sem a precipitaçã efetiva Pe. 1998 a salinidade é o maior problema no uso de água de reúso em campos de golfe. enquanto que para o paisagismo comum precisamos de 0. Tabela 21.1 Podemos usar um loteamento conforme Tabela (21. Observar que precisamos de mais água no campo de golfe. Foi usado o Método de Blaney-Criddle para a evapotranspiração.000m2 para o cálculo da quantidade em milimetros que deve ser irrigada por dia mês a mês para o municipio de Itatiba no Estado de Sao Paulo. O rendimento adotado para irrigação foi de 80%. O solo adotado é franco siltoso.br 09/07/08 Exemplo 21.Resultados a serem usados em irrigaçao Exemplo 21.2 Aplicação a área de campo de golfe com 18 buracos e com 750.com. 21-22 . 21.

br 09/07/08 Fonte: Asano. CRC Press.htm -NEUFERT. ERNST. Editora Gustavo Gili do Brasil.com. BMP Manual 2005. -O´OBRIEN. -Internethttp://www.br/informativoverde/edicao69/mat05ed69.greenleafgramados.doc -Internet-http://www. 1974. Wastewater reclamation and reuse. TAKASHI. 432 páginas.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1528páginas. 21-23 . Arte de projetar em arquitetura. -CIDADE DE SEATTLE. 1998.Best Management Practices – Turf Management. 1998 21.32 Bibliografia e livros consultados -ASANO. 4ª edição. ISBN 1-56676-620-6 (Volume 10). PATRICK.com. Green Section Record. Planning a golf course drainage projetc.com.br/doc/informe_tecnico_01.itograss.

0 0.75 76.18 300 54 40 40.75 1 1 0.0 0.8 7.75 55.75 1 1 0.75 1 1 0.75 1 1 0.6 0.18 300 54 40 40.9 2.2)=vento 3m/s Rendimento da irrigação adotado= 227 125 0.3 55 33 15 15 75.1 28.750 338 ] 0.18 300 54 40 40.74 2.5 62.75 93.6 0.18 300 54 40 40.0 55 28 13 13 75.09 22 0.75 82.1 0 22 0.75 49.8 7.0 3.9 24.6 16.75 93.5 3.75 1 1 0.1 3 22 0.9 0.74 1.6 0.18 300 54 40 40.7 17.75 1 1 0.18 300 54 40 40.3 55 20 9 9 75.9 6.75 1 1 0.1 55 18 8 8 75.11 22 0.75 0 30 51 66 0.0 1.1 3 22 0.1 2 22 0.6 0.2 80.5 55 69 31 31 75.74 1.0 8 22 0.750 31 126 110 0.0 0.6 0.0 0.74 2.75 0 31 32 82 0.3 57.75 1 1 0.3 55 37 17 17 75.6 0.6 0.75 80.18 300 54 40 40.75 1 1 0.7 2.75 0 30 138 113 0.2 31.6 0.0 9 22 0.1 4 22 0.6 0.9 0.9 7.9 5.74 0.8 7.0 0.9 55 85 38 38 75.8 7.3 0.18 300 54 40 40.7 7.6 2.7 7.74 1.3 32.18 300 54 40 40.0 3.75 0 31 60 74 0.4 3.75 0 30 68 89 0.0 0.6 0.09 22 0.18 300 54 40 40.1 55 36 16 16 75.75 67.6 0.13 para solo franco siltoso=RF = Pe= P x RF/100= 9mm) Pe sendo 25% da precipitação= Precipitação efetiva deve ser menor que P e Etc Rendimento Ea usando Tabela (3.4 0.0 0.9 8.janeir o feverei ro març o abril maio junho julho agost o setemb ro outubr o novemb ro dezemb ro 31 Precipitação (mm/mês)=P= Evapotranspiração mm/mês Método de Blaney-Criddle Ks Kd Kmc Coeficiente de paisagismo KL= Ks x Kd x Kmc Etc= Eto x KL (mm/mes)= Taxa de infiltração no solo (mm/h)=solo franco siltoso com declividade de 8% a 12% Capacidade de armazenamento no solo AWHC para solo franco siltoso Profundidade das raízes (mm)= Água disponível para as plantas PAW (mm)= Fator de água que pode ser extraído para solo franco siltoso MAD (%)= Fator de água que pode ser extraído para solo franco siltoso MAD (%)= Quantidade máxima de água que pode ser extraída pelas plantas AD (mm)= AD em polegadas= Precipitação em polegadas Pi= ETC em polegadas= Fator SF pelo SCS formula= Pe da formula do SCS= em polegadas= Pe em milímetros do SCS= Precipitaçao efetiva Tabela 1.1 1 22 0.75 0 30 65 90 0.9 8.6 7.75 1 1 0.9 1.0 0.74 0.4 2.18 300 54 40 40.9 3.0 0.6 0.5 89.75 84.0 0.75 0 28 190 102 0.7 0.1 3.5 55 125 57 57 75.9 1.3 2.4 55 76 34 34 75.0 0.5 7.75 61.6 0.9 2.75 0 31 36 65 0.8 97.7 7.18 300 54 40 40.7 0.74 3.4 1.74 2.3 0.25 135 1 115 0 mm/an o mm/an o .1 7.5 7.750 31 205 125 0.9 5.75 66.08 22 0.74 0.0 0.1 7.7 67.4 55 113 51 51 75.75 49.750 31 154 108 0.9 2.75 1 1 0.6 0.2 0.75 1 1 0.74 3.8 55 105 48 48 75.2 0.74 3.0 0.9 2.

0 105 1.08 1.5 3.0 100 1.9 2.0 97 30 3.4 3.0 74 0.0 97 0.7 1.0 93.9 1.7 2.0 114.0 59 0.8 3.0 126.NL mm/dia= (Etc .0 117.0 67 0.0 62 30 2.0 111.6 1.0 74.0 2.5 2.7 26 15.2 15 15.0 84 0.0 83.2 3.0 62 0.3 3.7 1.8 1.3 3.7 3.0 28 15.0 100 30 3.4 3.0 1.6 1. 1 1.7 4.0 113 30 3.0 102 0.6 25 15.7 1.7 19 15.0 83 0.2 3.08 1.0 2.0 126.7 4.2 1.0 83 30 2.6 2.0 1.0 92.0 113 1.1 2.5 para solo franco siltoso decl 8% a 12% Tempo de operação OT=NL x 60/AR= min/semana Dias de irrigação ID= PWR/AD= dia/semana Dias de irrigação ID= PWR/AD= dia/semana Total por dia de irrigação Td=OT/ID=(min/dia)= Máxima irrigação por ciclo RC= min=60 x taxa de infil/AR Ciclo por dia C= Td/Rc= Ciclo por dia C= Td/Rc= Irrigação m3/h para Campo de Golfe somente 1.8 4.0 84 30 2.2 3.4 17 15.0 108.7 3.0 59 30 1.2 2.0 66.0 21 15. 3 2.0 28 15.4 1.6 1.1 15 15.6 4.0 113 1.2 3.0 74 30 2.Pe)/ rendimento/ dias do mês=mm/dia NL mm/dia sem Pe Nl mm/semanas sem Pe=mm/semada Taxa de irrigação admitida AR (mm/h)Tabela 3.0 105 30 3.3 2.0 67 30 2.5 24 15.8 26 15.3 2.8 1.0 68.1 . 5 2.8 1.0 113 30 3.0 21 15.7 2.9 1.0 102 30 3.

1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1975 para evapotranspiração de referência ETo Latitude Varejao-Silva.br 28/06/08 Capítulo 22 Método de Blaney-Criddle.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.com.Método de Blaney-Criddle. 2005 22-1 .

br 28/06/08 SUMÁRIO Ordem 22.Método de Blaney-Criddle.com.4 22.5 Assunto Introdução Método novo de Blaney-Criddle.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.1 22. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1978 Evapotranspiração de referência ETo Conclusão Bibliografia e livros consultados 22-2 .2 22.3 22.

1975 para evapotranspiração de referência ETo 22.1 Introdução O Método antigo de Blaney-Criddle data de 1950 e foram apontados varios erros e posteriormente foi criado o Método de Blaney-Criddle. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Método de Blaney-Criddle.46 x T + 8.1. 2005. Tabela 22.2 Método novo de Blaney-Criddle. 2005.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.1). 22-3 .com. 22.Valores de f* para a nova fórmula de Blaney-Criddle conforme Varejão-Silva.Método de Blaney-Criddle. 1975. conforme Tabela (22.13) Sendo: H*= lâmina de água no perÍodo de um dia (mm) T= temperatura média do mês (º C) f*= média da porcentagem diaria do fotoperiodo anual em latitudes que variam de 10º N a 35º S. H*= f* (0. Recomendamos este metodo quando nao temos muito dados. 1975 O método está muito bem explicado por Varejão-Silva.br 28/06/08 Capitulo 22.

31. Aplicando a equação: H*= f* (0. Exemplo 22.13) H*= 0.1mm/dia Como o mês de janeiro tem 31 dias.1) para janeiro f*= 0.46 x T + 8.5) H*= calculado anteriormente (mm) Exemplo 22.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.65 + 0.42.com.Valores de a e b para a nova fórmula de Blaney-Criddle.2) achamos razão de insolação baixa e coeficientes: a= -1.65 b= 0.1mm/dia x 31 dias= 128mm/mês Para os restantes dos meses temos: 22-4 .7º C.13)=5.65 + 0.3 Calcular H* para o mês de janeiro para município de Guarulhos com latitude de 23. Consultando Tabela (22.98 x 5. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. onde entram as relações n/M. 1975 conforme Varejão-Silva.2) achamos os valores de a e b.31 (0.2.7 + 8.98 x H= -1.4 Calcular a evapotranspiração de referência ETo para Guarulhos sento a umidade relativa do ar média de 73%.9mm 22. 2005. ETo= a + b x H* Sendo: Eto= evapotranspiração (mm/dia) A e b são coeficientes obtidos da Tabela (22. a umidade relativa do ar e o vento. a ETo mensal será: ETomês= 4.5º Sul e temperatura média do mês de janeiro de 23.3 Evapotranspiração de referência ETo O valor de ETo é determinado usando a Tabela (22.9 =4.br 28/06/08 Tabela 22. a velocidade do vento média de 1.46 x 23.98 ETo= a + b x H* ETo= -1.6m/s e a relação n/N média de 0.Método de Blaney-Criddle. Entrando nas Tabela (22.

7 28 fevereiro 22.6 22-5 .3.br 28/06/08 Tabela 22.7 251.1 31 Janeiro 23.8 200.9 365 Total=1487.9 31 março 23.3 31 maio 18.1 30 setembro 19.8 130.3 30 abril 21.2 58.8 31 julho 16.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.0 137.8 75.3 70.5 30 novembro 21.6 39.7 31 dezembro 22.7 24.4 31 outubro 20. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Método de Blaney-Criddle.0 30 junho 17.5 214.Cálculo de ETo usando equação de Blaney-Criddle Cidade de Guarulhos Dias no mês Precipitação Temperatura do ar (mm) (ºC) 254.8 Média=20.9 31 agosto 18.5 30.

br 28/06/08 Tabela 22.4 109 3.com.9 128 4.29 5.5 0.9 65 2.5º H* ETo ETo Para Guarulhos f* (mm/dia) (mm/dia) (mm/mês) 0. 22-6 .26 4.4 81 2.6 0.8 64 2.Método de Blaney-Criddle. 1975 apresentou 1136mm/ano para a evapotranspiração de referência ETo.27 4.8 125 4. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. enquanto que o método padrão de Penman-Monteith FAO.1 0.31 5.31 5.Cálculo de ETo usando equação de Blaney-Criddle Cidade de Guarulhos Latitude 23.28 5.2 76 2.4.9 0. O erro foi somente de 5%.4 Conclusão: O novo método de Blaney-Criddle.0 Total=1136 22.24 3.8 0.4 102 3.26 4.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.2 0.6 0.6 85 2.4 0.7 88 2.3 109 3.29 5. portanto.24 3.4 0. o resultado pode ser considerado bom. 1998 o valor de 1201mm/ano.30 5.1 0.25 4.1 105 3.6 0.

David R. Universidade Federal da Paraiba. McGraw-Hill. Evaporation. Campina Grande. New York. versão digital. 1993. HEBER PIMENTEL. julho de 2005. Metereologia e Climatologia. Handbook of Hydrology. MARIO ADELMO. 22-7 . 1997.5 Bibliografia e livros consultados -GOMES. Engenharia de irrigação.br 28/06/08 22. W. Recife. 2ª ed.Método de Blaney-Criddle. -VAREJAO SILVA. ISBN 0-07-039732-5. JAMES. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. in Maidment.com. -SHUTTLEWORTH.

br 04/07/08 Capítulo 23 Método de Penman-Monteith FAO.com. 1998 para evapotranspiração de referência ETo 23-1 .Curso de rede de esgotos Capitulo 23.uol. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.Método de Penman-Monteith FAO.

13 23.24 23.26 23.br 04/07/08 Ordem 23.27 SUMÁRIO Assunto Introdução Nomes técnicos adotados neste trabalho Dados de entrada Cálculo da evopotranspiração de referência ETo Fluxo de calor recebido pelo solo G Pressão atmosférica P Constante psicromlétrica Radiação extraterrestre Ra Distancia relativa da Terra ao Sol dr Declinação solar Dia Juliano Mudanças de unidades Rs Rns.16 23.18 23.uol.19 23.11 23.25 23.23 23.10 23.7 23.12 23. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.15 23.20 23.21 23.2 23.6 23.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.5 23.22 23.3 23.17 23.14 23.9 23.8 23.com.Método de Penman-Monteith FAO.4 23.1 23.radiação solar extraterrestre Tensão de saturação de vapor es Derivada da função de saturação de vapor Pressão de vapor de água à temperatura ambiente Déficit de vapor de pressão D Resistência da vegetação rs Cálculo da radiação Rn Radiação solar em dias de céu claro Rso Radiação útil de curto comprimento Rns Radiação de ondas longas Rnl Método de Hargreaves Radiação extraterrestre Ra Conclusão Bibliografia e livros consultados 18 páginas 23-2 .

sendo a cultura de referência um gramado com 12cm de altura. É considerado também o albedo de 0. praticamente a grama batatais.1 Introdução A evaporação é um fenômeno muito importante na natureza. ou seja. 23-3 . Fonte: Shuttleworth in Maidment.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. 1998 é que são necessários muitos dados de entrada. FAO.23 e a resistência superficial de 70s/m. Não são todas as moléculas que atingem a superfície são capturadas.1. mas algumas se condensam a uma taxa proporcional a pressão de vapor: as moléculas com bastante energia se vaporizam a uma taxa determinada pela temperatura da superfície. Para latitude norte: positivo.1998 são os seguintes: 1. Latitude em graus. 1998 para evapotranspiração de referência ETo 23. Altitude z em m Um dos grandes problemas do Método de Penman-Monteith. 23. pois considera a influência dos estomas à transpiração e a influência da resistência aerodinâmica de uma certa cultura à passagem de massas do ar. plantação. Velocidade do vento a 2m de altura u2 em m/s 4.br 04/07/08 Capítulo 23. 8. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. assim como a transpiração das plantas. Relação n/N 7.2 Nomes técnicos adotados neste trabalho ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia). Umidade relativa do ar máxima (%) 5. entretanto. O método é ótimo. Nota “c” vem de crop. 1993 O Método de Penman-Monteith FAO (Food and Agriculture Organization of the United NationOrganização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) é destinado ao cálculo da evapotranspiração de referência ETo em mm/dia.Método de Penman-Monteith FAO. Para latitude sul: negativo. Figura 23.3 Dados de entrada Os dados de entrada do Método de Penman-Monteith.uol. há maneiras de resolver o problema. Temperatura mínima em ºC 3.com. 23.Método de Penman-Monteith FAO.Troca molecular entre a superfície do líquido e o vapor d´água. mas são necessários sempre a temperatura máxima e a temperatura mínima. É o método padrão da FAO. Temperatura máxima em ºC 2. Umidade relativa do ar mínima (%) 6.

14 (Ti – T i-1) /2. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. Exemplo 23. (para período de um mês) G= 0.Método de Penman-Monteith FAO.408 Δ (Rn – G) + γ x 900 x u2 x (es-ea) /(T+273)] / ( Δ + γ (1+0. Em outras publicações a Equação (23. Quando a temperatura do mês é maior que a anterior é positivo. ETo= [0. P= 101.14 (16.14. 1993 in Maidment cita a Equação (23.1 ºC Abril 16.26 Sendo: P= pressão atmosférica (kPa) 23-4 . conforme sugere Shuttleworth.br 04/07/08 23.1 ºC G= 0. o fluxo de calor recebido pelo solo pode ser estimado por: Na prática se usam as temperaturas médias mensais dos meses.3 x [(293. O método de Penman-Monteith FAO.1).com.1) é chamada de Equação de Penman.4 Cálculo da evapotranspiração de referência ETo.28MJ/m2 x dia Nota: G poderá ser positivo ou negativo. 1993.1) Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) γ = constante psicrométrica (kPa/ºC) Δ = derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) Rn= radiação útil recebida pela cultura de referência (MJ/m2 xdia) G= fluxo de calor recebido pelo solo (MJ/m2 x dia) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) T= temperatura média do ar no mês (º C) es= tensão de saturação de vapor de água (kPa) ea= tensão de vapor da água atual (kPa) es-ea= déficit de vapor de pressão de saturação (kPa) 23.1.1) = 0.34 x u2) (Equação 23. 1998 é considerado o método padrão pela FAO e altamente recomendado.5 Fluxo de calor recebido pelo solo G Conforme Shuttleworth. salientando que a mesma não é a equação original de Penman-Monteith e sim uma equação na qual alguns termos foram desprezados e informa ainda que tal equação é por ele recomendada para os cálculos de evaporação.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. Dica: geralmente o valor de G é muito baixo e supomos G =0.45 G= 0.14 (Ti – T i-1) / 2. 1993.0065 x z)/ 293] 5.uol.1 Calcular o fluxo de calor recebido pelo solo no mês de abril sendo: Março 14.Monteith FAO. 1998 e também é recomendada pela EMBRAPA. Shuttleworth.45 Sendo: G= fluxo de calor recebido durante o período considerado (MJ/m2 x dia) Ti = temperatura do ar no mês (ºC) T i-1= temperatura do ar no mês anterior (ºC) O valor de G tem sinal. 23.6 Pressão atmosférica P A pressão atmosférica depende da altitude z. caso contrario será negativo.0.

3 x [(293. O ar dentro das cavidades dos estômatos está saturada na temperatura da folha e o vapor d’água difuso através da abertura do estômato vai para atmosfera menos saturante contra a resistência do estômato.0.5 kPa 23.3 Calcular a constante psicrométrica γ para pressão atmosférica P= 92.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. 1993 23-5 . Figura 23. os quais abrem e fecham em resposta a estímulos ambientais.665x 10-3 x P γ = 0.2 Calcular a pressão atmosférica de um local com altitude z=770m.26 P= 101.26 P= 92.52=0.5 kPa γ = 0. O valor LAI varia de 3 a 5 conforme o tipo de vegetação e densidade.0.com.665x 10-3 x P Sendo: γ = constante psicrométrica (kPa/º C) P= pressão atmosférica (kPa) Exemplo 23.8 Resistência dos estômatos Estômatos são poros nas folhas das plantas com dimensões que variam de 10-5m a 10-4m. Define-se LAI (Leaf Área Índex) como a razão da superfície das folhas com a projeção da vegetação na superfície do solo em m2/m2.3 x [(293. P= 101.665x 10-3 x92. Os poros estomáticos controlam o fluxo de CO2 para as plantas para ser assimilado durante a fotossíntese e o fluxo de água para a atmosfera que é o fluxo de transpiração.7 Constante psicrométrica γ A constante psicrométrica γ é dada pela equação: γ = 0. Fonte: Shuttleworth in Maidment.0065 x 770)/ 293] 5.uol. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.2.062 kPa/ºC 23.br 04/07/08 z= altura acima do nível do mar (m) Exemplo 23. para cada planta é chamada de superfície de resistência RS.Método de Penman-Monteith FAO.0065 x z)/ 293] 5.Transpiração por difusão molecular do vapor de água através das aberturas dos estômatos de folhas secas. permitindo a entrada de dióxido de carbono a ser assimilado durante a fotossíntese e a saída de vapor de água formando o fluxo de transpiração.

1998 uma considerável parte da radiação solar é refletida. Uma vegetação verde tem um albedo entre 0.26 Gramado e pastagem 0.20 a 0. 2000 23-6 . A grama usada como vegetação de referência.com. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.10 Solo nú seco 0. A fração α é denominada albedo.20 a 0.16 Cultura alta 0.26 Cultura baixa 0.1) do albedo conforme o tipo de cobertura do solo.12)= 200/2. Chin.3.5+ 1.Método de Penman-Monteith FAO.50m alfafa Para um gramado com 0. 1993 compara a resistência com a resistência da energia elétrica usando a Lei de Ohm.1.11 a 0.20 a 0. LAI= 24 x hc 0.5 ln(hc) 0.9 Albedo Conforme FAO. 1993 o valor de LAI pode ser estimado para as culturas de grama e alfafa.uol.Valores do albedo α conforme a cobertura do solo Cobertura do solo Albedo α Superfície da água 0.br 04/07/08 Figura 23. tem albedo α=0.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. 23.15 a 0.15m grama LAI= 5. U=Rx I e R= U/I Semelhantemente teremos para o estomata de uma folha: E= k(es-e)/ rs Onde a pressão de vapor é proporcional ao fluxo de valor E.Variação da LAI Fonte: FAO.12m de altura temos: rs= 200/ LAI= 200/ (24x0. onde a tensão U é igual a resistência R multiplicada pela corrente.05m<hc<0.9=69 s/m A FAO.10m<hc<0.20 a 0. O albedo pode ser grande como α=0.95 para uma neve recém caída ou pequeno como α=0. 2000 apresenta uma a Tabela (23. que é muito variável para diferentes superfícies e do ângulo de incidência à superfície com declividade.23. 1998 adota rs=70 s/m Shuttleworth.25.05 de um solo nu molhado.35 Fonte: Chin.20 Cultura de cereais 0. Tabela 23.08 Floresta alta 0.26 Solo nú molhado 0. 1998 A resistência dos estômatos é: rs= 200/ LAI= 200/ LAI Conforme Shuttleworth in Maidment.

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23.10 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)]. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0,0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol (rad)

Figura 23.4- Balanço da radiação na superfície da Terra. A radiação St que incide no topo da atmosfera So alcança o solo e algumas Sd indiretamente são refletidas pelo ar e pelas nuvens. A proporção α do albedo é refletida. As ondas de radiação longa Lo é parcialmente compensada pela radiação de onda longa Li. Si é tipicamente 25 a 75% de So, enquanto So pode variar entre 15 a 100% de St; Ambas são influenciadas pela cobertura das nuvens. O valor α é tipicamente 0,23 para superfície de terra e 0,018 para superfície de água. Fonte: Shuttleworth in Maidment, 1993

Figura 23.1- Energia disponível para evapotranspiração da cultura Fonte: USA, Soil Conservation Service (SCS) , 1993

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23.11 Distância relativa da Terra ao Sol dr Mas a dr é a distância relativa da terra ao sol que é fornecida pela equação em radianos: dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x PI / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias. N= (24/ PI) x ws Mas: ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!). Para Guarulhos Φ=- 23º e 30min = -23,5º (hemisfério sul é negativo). Também deve estar em (rad). δ = declinação solar (rad) N= número de horas de luz solar em um dia (h) 23.12 Declinação solar δ (rad) A declinação solar δ pode ser calculada por: δ= 0,409 x sen [( 2x PI/ 365) x J - 1,39]

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23.13 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro. Usaremos como base sempre o dia 15 de cada mês. Assim para janeiro o dia Juliano é 15; para fevereiro é 46; para março é 74 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (23.2). Usamos a planilha Excel da Microsoft com a função TRUNCAR =TRUNCAR (Coluna 1 x 30,5 – 14,6) dará o valor 15 e assim por diante. Tabela 23.2-Dia Juliano Ordem Mês Dia Juliano (1 A 365) Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 =TRUNCAR (Coluna 1 x 30,5 -14,6 15 1 Janeiro 46 2 Fevereiro 74 3 Março 105 4 Abril 135 5 Maio 166 6 Junho 196 7 Julho 227 8 Agosto 258 9 Setembro 288 10 Outubro 319 11 Novembro 349 12 Dezembro

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Tabela 23.2- Calendário do dia Juliano

Fonte: USA, SCS, 1993 Exemplo 23.4 Calcular a declinação solar para o mês de março em local. O dia Juliano para o mês de março conforme Tabela (23.1) é J=74dias. δ= 0,4093 x sen [( 2x PI/ 365) x J - 1,405] δ= 0,4093 x sen [( 2x 3,1416/ 365) x 74 - 1,405]= - 0,040 rad Exemplo 23.5 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23,5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0,040 em radianos. 23 graus + 30min/ 60 = 23 + 0,5= 23,5º Primeiramente transformemos Φ= 23,5º em radianos: Radiano= -23,5º x PI / 180=-23,5 x 3,1416/180=-0,410= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [- tan(-0,410) x tan (-0,040 )]= 1,59rad

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Exemplo 23.6 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março, sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x 3,1416 / 365 x 74] dr=1,010 rad Exemplo 23.7 Calcular o número máximo de horas de sol por dia N em horas para o mês de março sendo ws= 1,59 rad N= (24/ PI) x ws N= (24/ 3,1416) x 1,59=12,1h

Figura 23.5- Dispositivo para achar o valor de n denominado Campbell Stokes http://www.russell-scientific.co.uk/meteorology/campbell_stokes_sunshine_recorder.html

Exemplo 23.8 Calcular a relação n/N sendo N= 12,1h e n=5h Nebulosidade = n/N = 5/ 12,1= 0,41 ou seja 41% O valor de “n” pode ser medido no local usando o dispositivo da Figura (23.5). Exemplo 23.9 Calcular a radiação solar extraterrestre Ra para o mês de março para local com latitude sul de Φ=-23,5º = -0,410 , ws= 1,59rad δ= - 0,040 rad e dr=1,009rad Ra= (12 x 60/PI) x Gsc x dr x [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)] Ra= (12 x 60/PI) x 0,0820x 1,009 x [1,59 x sen (-0,410) x sen (-0,040 )+ cos(-0,040 ) x cos(-0,410) sen (1,59)]= 36,03 MJ/m2xdia

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23.14 Mudança de unidades A radiação solar pode ser expressa em mm/dia e MJ/m2 x dia através da seguinte equação: Para transformar MJ/m2 x dia para mm/dia. Rn (mm/dia) = 1000 x Rn x (MJ/m2 x dia) / (ρw x λ) = Rn x(MJ/m2 x dia) / λ Sendo: ρw= massa específica da água (1000kg/m3) λ= calor latente de vaporização em MJ/kg. Geralmente λ=2,45. λ = 2,501- 0,002361 x T T= temperatura em graus centígrados. Para transformar mm/dia para MJ/m2 x dia. Rn (MJ/m2 x dia) = Rn x (mm/dia) x λ Exemplo 23.10 Mudar as unidades de 15mm/dia para MJ/m2 x dia do mês de março que tem temperatura de 23,2º. Primeiramente calculemos o calor latente de vaporização λ. λ = 2,501- 0,00236 x T Sendo: λ = calor latente de evaporação (MJ/kg) T= temperatura média mensal º C. λ = 2,501- 0,00236 x23,2 =2,45 MJ/kg So= 15mm/dia (exemplo de unidade a ser mudada) So (mm/dia) = 1000 x So x (MJ/m2 x dia) / (1000 x λ) = So x(MJ/m2 x dia) / λ So (MJ/m2 x dia) = So (mm/dia) x λ = 15 x 2,45= 36,75 MJ/m2 x dia 23.15 Rs

Figura 23.1- Radiação
Fonte: FAO, 1998

Rs= (as + bs x n /N )x Ra

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Exemplo 23.11 Calcular a energia total incidente sobre a superfície terrestre Rs, sendo dado n/N=0,42 e as= 0,25 e bs= 0,50 e Ra=36,75 MJ/m2 x dia Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= (as + bs x n /N )x Ra Rs= (0,25 + 0,50 x 0,42 )x 36,75= 16,9 MJ/m2 x dia

Figura 23.6- Os componentes do balanço de energia de um volume abaixo da superficie do solo com a altura na água a radiação é determinada. Fonte: Shuttleworth in Maidment, 1993

23.16 Tensão de saturação de vapor es. Depende da temperatura do ar. es= 0,61 x exp [17,27 x T/ (237,3 + T)] Sendo: es= tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC) exp= 2,7183... (base do logaritmo neperiano) Exemplo 23.12 Calcular a tensão de saturação de vapor es para o mês de março sendo a temperatura de 23,2ºC. es= 0,6108 x exp [17,27 x T/ (237,3 + T)] es= 0,6108 x exp [17,27 x 23,2/ (237,3 + 23,2)] es=2,837 kPa 23.16 Derivada da função de saturação de vapor Δ Δ = 4098 x es / (237,3 + T) 2 Sendo: Δ=derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) es=tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC)

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Exemplo 23.13 Calcular a derivada da função de saturação de vapor de água Δ para o mês de março com temperatura média mensal de 23,2ºC e tensão de saturação de vapor es=2,837kPa. Δ = 4098 x es / (237,3 + T) 2 Δ = 4098 x 2,837 / (237,3 + 23,2) 2 Δ = 0,171 kPa/ºC 23.17 Pressão de vapor da água à temperatura ambiente ea= (UR /100) x es Sendo: ea= pressão de vapor de água a temperatura ambiente (kPa) UR= umidade relativa do ar média mensal fornecida (%) es= tensão de saturação de vapor (kPa) Exemplo 23.14 Calcular a pressão de vapor de água à temperatura ambiente para o mês de março sendo T= 23,2º C e es=2,837 kPa e a umidade relativa do ar UR= 75% ea= (UR /100) x es ea= (75 /100) x 2,837 =2,120 kPa 23.18 Déficit de vapor de pressão D D= es – ea Sendo: D= déficit de vapor de pressão (kPa) es= tensão de saturação de vapor (kPa) ea= pressão de vapor da água à temperatura ambiente (kPa) Exemplo 23.15 Calcular o déficit de vapor de pressão D para o mês de março sendo es=2,837 kPa e ea= 2,120 kPa. D= es – ea D= 2,837 – 2,120=0,717 kPa 23.19 Cálculo da Radiação Rn A radiação Rn é a diferença entre a radiação que entra Rns e a radiação que sai Rnl. Rn= Rns - Rnl 23.20 Radiação solar em dias de céu claro Rso É fornecida pela equação: Rso= (0,75 + 2 x 10 -5 x z ) x Ra Sendo; Rso= radiação solar em dias de céu claro (MJ/m2xdia) z= altura do local em relação ao nível do mar (m) Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Exemplo 23.16 Calcular o valor de Rso para município com altura z=770m e Ra já calculado para o mês de março de 36,03MJ/m2xdia. Rso= (0,75 + 2 x 10 -5 x z ) x Ra Rso= (0,75 + 0,00002 x 770 ) x 36,0= 27,58 MJ/m2xdia

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23.21 Radiação útil de curto comprimento Rns Rns= (1- α) x Rs Exemplo 23.17 Calcular a radiação solar extraterrestre Rns, sendo a energia total incidente sobre a superfície terrestre Rs= 16,9 MJ/m2 x dia e o albedo α =0,23. Rns= (1- α) x Rs Rns= (1- 0,23) x 16,9= 12,7 MJ/m2 x dia A radiação útil de curto comprimento de onda Rs pode ser calculada por: Rns= (1- α) x Rs Rs= (as + bs x n /N )x Ra = (0,25 + 0,50 x n /N ) x Ra Sendo: α= albedo. Para solo gramado α=0,23 as=0,25 e bs=0,50 são coeficientes que para climas médios n= número de horas de sol por dia (h) N= número máximo de horas de sol por dia (h) n/N= nebulosidade ou fração de luz. Pode também ser fornecido em porcentagem. É uma medida qualitativa não muito precisa. Para Guarulhos a média é n/N= 0,42, ou seja, 42%. Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= radiação solar de entrada. Energia total incidente sobre a superfície terrestre (MJ/m2xdia) Rns= radiação de curto comprimento (MJ/m2xdia) 23.22 Radiação de ondas longas Rnl Rnl= σ x [ (Tmax4 + Tmin4)/2]x (0,34-0,14x ea 0,5)x [(1,35 x Rs/Rso – 0,35] Sendo: Rnl= radiação solar de ondas longas (MJ/m2 x dia). ea= pressão atual de vapor (kPa) Rs= radiação solar (MJ/m2xdia) Rso= radiaçao solar em dias de céu claro (MJ/m2xdia) Rs/Rso= radiação de onda curta limitada a ≤ 1,0. MJ/(m2 K4) σ=constante de Stefan-Boltzmann=4,903 x 10 -9 Tmax= tmax(ºC) + 273,16. Em graus Kelvin: K= ºC + 273,16 Tmini= tmin (ºC)+ 273,16 Exemplo 23.18 Calcular a radiação de onda longa “Ln” para o mês de março sendo: Tmin=15,3 ºC Tmax= 31,7ºC ea= 2,40kPa Rs= 16,63 MJ/m2xdia Rso= 27,58 MJ/m2xdia Rs/Rso= 0,60 <1 OK. Rnl= σ x [ (Tmax4 + Tmin4)/2]x (0,34-0,14x ea 0,5)x [(1,35 x Rs/Rso – 0,35] Rnl= 4,903 x 10-9 x [((31,7+273,16)4 + (15,3+273,16)4)/2]x (0,34-0,14x 2,40,5)x [(1,35 x 0,60 – 0,35] = 2,18 MJ/m2x dia Rnl= 2,18 MJ/m2xdia

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Exemplo 23.19 Calcular a evapotranspiração potencial pelo método de Penman-Monteith FAO, para o mês de março, município de Guarulhos, com velocidade de vento a 2m de altura de V= 1,5m/s. Consideramos G=0. ETo= [0,408 Δ (Rn – G) + γ x 900 x u2 x (es-ea) /(T+273)] / ( Δ + γ (1+0,34 x u2) (Equação 23.2) Sendo: ETo= evapotranspiração potencial (mm/dia) γ = constante psicrométrica (kPa/ºC) Δ = derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) Rn= radiação útil recebida pela cultura de referência (MJ/m2 xdia) G= fluxo de calor recebido pelo solo (MJ/m2 x dia) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) T= temperatura média do ar no mês (º C) es= tensão de saturação de vapor de água (kPa) ea= tensão de vapor da água atual (kPa) es-ea= déficit de vapor de pressão de saturação (kPa) Os cálculos de janeiro a dezembro estão nas Tabela (23.3) a (23.8). Tabela 23.3- Método de Penman-Monteith – FAO Dias no mês Precipitação Temp Temp ( max min Media ºC) (mm) 23,9 254,1 32,6 16,0 24,7 31 Janeiro 251,7 31,8 16,2 24,0 28 fevereiro 200,9 31,7 15,3 24,0 31 março 58,3 30,0 12,8 22,5 30 abril 70,3 27,9 9,7 19,3 31 maio 39,0 26,3 8,3 18,2 30 junho 30,8 26,8 8,1 17,8 31 julho 24,9 29,3 8,6 19,6 31 agosto 75,1 31,5 9,7 20,2 30 setembro 137,4 32,3 12,2 21,8 31 outubro 130,5 32,1 12,8 22,5 30 novembro 214,7 32,3 15,0 23,9 31 dezembro 365 1487,8

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Curso de rede de esgotos Capitulo 23- Método de Penman-Monteith FAO, 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08

Tabela 23.4- Método de Penman-Monteith – FAO UR umidade média Umidade Saturação U2 relativa do ar n/N Velocidade do ar % kPa kPa m/s 75 2,54 3,37 1,5 0,31 75 2,44 3,28 1,6 0,39 75 2,40 3,21 1,5 0,42 73 2,09 2,86 1,5 0,47 75 1,85 2,48 1,4 0,47 75 1,70 2,26 1,3 0,49 73 1,67 2,30 1,5 0,49 68 1,78 2,60 1,4 0,53 72 2,09 2,91 1,7 0,37 73 2,29 3,12 1,9 0,35 73 2,28 3,13 1,9 0,37 74 2,42 3,27 1,7 0,33 Média= 73 0,42 1,6

Tabela 23.5- Método de Penman-Monteith – FAO λ Albedo Dia Juliano dr delta Latitude (MJ/kg) gramado ( 1 a 365) (rad) (rad) Guarulhos 2,50 0,23 15 1,032 -0,373 -23,5 2,44 0,23 46 1,023 -0,236 -23,5 2,44 0,23 74 1,010 -0,054 -23,5 2,45 0,23 105 0,992 0,160 -23,5 2,46 0,23 135 0,977 0,325 -23,5 2,46 0,23 166 0,968 0,406 -23,5 2,46 0,23 196 0,968 0,377 -23,5 2,45 0,23 227 0,976 0,244 -23,5 2,45 0,23 258 0,991 0,043 -23,5 2,45 0,23 288 1,008 -0,164 -23,5 2,45 0,23 319 1,023 -0,332 -23,5 2,44 0,23 349 1,032 -0,407 -23,5

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89 5.09 8.96 0.1781 23-18 .00 92.410 1.11 19.98 0.1653 17.57 11.05 2.55 11.1788 14.50 11.65 8.1416 14.57 0.50 0.52 70 33.31 770.12 -0.00 92.00 11.64 12.72 13.54 13.62 23.410 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.83 2.59 12.52 70 22.Método de Penman-Monteith FAO.80 32.46 770.1315 11.87 0.18 770.42 10.67 0.46 17.74 13.68 10.56 770.13 -0.52 70 23.58 0.57 13.46 11.87 2.89 0.52 70 27.26 0.71 1.36 0.29 -0.69 0.05 0.410 1.410 1.uol.00 92.63 27.52 70 38.86 3.410 1.71 6.44 770.23 -0.00 11.410 1.93 10.00 92.00 92.Método de Penman-Monteith – FAO Latitude ws N Altitude z atmos rs Ra (rad) (rad) (h) D(m) kPa s/m MJ/m2xdia -0.08 -0.410 1.81 2.Rnl Δ 2 2 2 2 2 MJ/m xdia MJ/m x dia MJ/m x dia MJ/m x dia MJ/m x dia (kPa/ ºC) 17.11 20.77 0.98 16.52 70 42.56 1.25 2.62 0.58 8.6.80 770.52 70 42.88 770.65 8.07 0.46 -0.com.52 70 30.1596 18.67 2.18 -0.68 770.52 70 40.1795 16.63 0.32 29.63 0.68 0.68 12.10 -0.00 92.33 2.17 770.89 0.55 770.23 32.00 92.7.86 770.93 5.410 1.00 92.53 13.67 0.br 04/07/08 Tabela 23.00 92.1858 17.00 92.35 25.38 10.40 10.01 31.78 11.00 92.64 9.1652 12. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.80 0.52 70 36.1396 10.92 0.61 0.85 Tabela 23.1465 16.1283 14.52 70 41.52 70 24.410 1.09 7.63 11.76 30.91 -0.65 11.410 1.76 13.03 -0.56 12.410 1.26 1.15 770.410 1.46 2.Método de Penman-Monteith – FAO Rs Rso Rs/Rso Rsn Rnl Rn=Rns .18 10.81 0.00 92.56 -0.60 12.58 13.

3 0.061528 -0. 1998 cita o método de Hargreaves: ETo= 0.061528 -0.com.7 (kPa/C) (MJ/m x dia= (mm/dia) (mm/mês) 24.087 3. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.8 0.061528 0.6 0.061528 0.061528 -0.141 4.1 126 Total=1201 23. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.52 x ETo Hargreaves (mm/mês) com R2=0.011 3.061528 0.061528 4.Timin) 0. 23-19 .97 OK.224 3.151 2.5 0. (rad) A FAO recomenda o uso do Método de Hargreaves após calibração do mesmo com a equação: ETo= a + b x ETo Hargreaves Para o município de Guarulhos através de análise de regressão linear comparando o valor do Método de Penman-Monteith FAO.061528 0.8 87 20.061528 0.062 2.9 0.04 + 0.0 0.093 4.061528 -0. 1998 com o Método de Hargreaves fornece: ETo= a + b x ETo Hargreaves ETo= 16.br 04/07/08 Tabela 23.252 2.8 0.1 123 0.2 0.0 113 24.5 x Ra Sendo: ETo= evapotranspiração de referência pela fórmula de Hargreaves (mm/dia) Tmédio= temperatura média em º C Tmax= temperatura máxima em ºC Tmin= temperatura mínima em ºC Ra= radiação extraterrestre (mm/dia) 23.24 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].439 2.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol.210 3.Método de Penman-Monteith FAO.5 76 18.5 0.061528 -0.8.23 Método de Hargreaves A FAO.2 95 19.0 0.093 4.0 123 24.061528 -0.2 0.7 0.3 98 21.197 23.8) x (Tmax.2 68 19.Método de Penman-Monteith – FAO Constante psicrométrica temp ar troca radiação PenmanPM FAO com o solo G Monteih FAO graus C γ G ETo ETo 2 23.7 115 22.0023 x (Tmédio + 17.uol.7 116 22.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.0 61 17.

br 04/07/08 23. -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION).Irrigation and drainage paper 56. Evaporation. Portugal. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. ISBN 0-07-039732-5. -SHUTTLEWORTH. Water Resources Engineering. 310 páginas 23-20 . ISBN 92-5-1042105. Cálculo da evapotranspiração potencial. 1998.26 Bibliografia e livros consultados -OLIVEIRA. RODRIGO PROENÇA. David R. in Maidment.Rome. setembro 2003 Chapter 2 – Irrigation water requirements.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. JAMES. -USA. -CHIN. 1993.Método de Penman-Monteith FAO. 2000. 750páginas.uol. DAVID A. New Jersey. Handbook of Hydrology. W. ISBN 0-20135091-2. New York.com. 1998 é o método padrão que forneceu 1201mm/ano para Guarulhos para o cálculo da evapotranspiração de referência ETo. SOIL CONSERVATION SERVICE. Prentice Hall. 1998. 23. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. McGraw-Hill.25 Conclusão: O método de Penmam-Monteith FAO.

Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Curso de esgoto Capitulo 24.br 10/06/2008 Capítulo 24-Ligação de esgoto sanitário 24-1 .

caixa de gordura e caixa de inspeção. Verificar se existe caixa de gordura importante para a manutenção das redes coletoras de esgoto sanitário.com. É costume brasileiro atual de não se verificar se as instalações hidráulicas sanitárias prediais possuem erros ou não e de só verificar se há tubo ventilador. O sistema de instalação predial termina na caixa de inspeção.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 24-2 .2 Objetivos O sistema de coleta de esgotos públicos termina na caixa de inspeção que faz parte do sistema. 2.1).1. bem como dimensionar o ramal predial de ligação de esgoto. A NBR 8160/93 de Instalações prediais de esgoto sanitário de modo geral superdimensiona o ramal predial daí ser necessário a interferência da concessionária para o seu dimensionamento. Águas residuárias DBO (mg/L) Esgotos sanitários 200 a 600 Efluentes de alimentos.scielo. Dimensionar o coletor predial que vai da caixa de inspeção a rede pública. Verificar a localização e a qualidade da caixa de inspeção de 0.45mx0.br 10/06/2008 Capitulo 24 Ligação de esgoto sanitário 24.br 24. Tabela 24.1 Introdução O objetivo é dimensionar os coletores prediais de esgoto sanitário e verificar a existência da caixa de gordura.enlatados 500 a 2000 Efluentes de cervejarias 500 a 2000 Efluentes de processamento de óleo comestível 15000 a 20000 Efluente de destilaria de álcool (vinhaça) 15000 a 20000 Percolado de aterros sanitários (chorume) 15000 a 20000 Efluentes de matadouros (sem recuperação de resíduos) 30000 Efluente de laticínios (sem recuperação de soro de queijo) 40000 a 48000 Fonte: Mendes et al. 3.Valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) para diferentes tipos de águas residuárias. Verificar se as instalações possuem tubo ventilador para expelir os gases dos esgotos. As concessionárias públicas de esgotos tem quatro funções principais: 1. 4. a existência de tubo de ventilação e as dimensões da caixa de inspeção. 2005 www.60m. Os valores da demanda bioquímica de oxigênio (DBO) para diferentes tipos de águas residuárias estão na Tabela (24.Curso de esgoto Capitulo 24.

a qual não tem sifão. Na verdade toda instalação ligada à rede pública de esgoto sanitário. Muitas vezes os pequenos construtores esquecem de colocar o tubo ventilador e daí surge o mau cheiro. Hoje não mais é adotada a caixa especial dos ingleses. Deve também estar distante no mínimo de 4m de uma janela. já citada.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Na prática em todas as instalações de esgotos sanitários que são dimensionadas.br 10/06/2008 24. faziam a ventilação da rede pública. subcoletor ou ramal de descarga de um vaso sanitário e prolongado até acima da cobertura desse prédio. b) em prédios de dois ou mais pavimentos. nas caixas sifonadas e os ralos sifonados em um banheiro. É importante salientar que as redes coletoras de esgotos sanitários sempre possuem um espaço livre para a exalação de gases e é devido a isto que os esgotos são dimensionados para atender 0.3 Tubo ventilador Segundo a NBR 8160/1983 tubo ventilador é o tubo destinado a possibilitar o escoamento de ar da atmosfera para a instalação de esgoto e vice-versa ou a circulação de ar no interior da instalação com a finalidade de proteger o fecho hídrico dos desconectores de ruptura por aspiração ou compressão e encaminhar os gases emanados do coletor público para a atmosfera.Curso de esgoto Capitulo 24. 24-3 . Pelo espaço livre correm os gases que são liberados através dos tubos ventiladores das casas.75 do diâmetro. principalmente nos banheiros. e sim a caixa de inspeção. existe o tubo ventilador. os tubos de queda devem ser prolongados até acima da cobertura. que só podia ser operada por eles. tinham uma caixa especial de inspeção. os ingleses. sendo todos os desconcentres (vaso sanitários. para evitar os gases. ligado diretamente à caixa de inspeção ou em junção ao coletor predial. Segundo a NBR 8160/1983 a ventilação de esgoto deve ser projetada da seguinte forma: a) em prédios de um só pavimento deve existir pelo menos um tubo ventilador de DN 100. Os ingleses quando fizeram o sistema de rede coletora de esgotos sanitários (sistema misto) na cidade do Rio de Janeiro.com. O tubo ventilador tem diâmetro mínimo de 50mm e está sempre no mínimo a 30cm do telhado ou 2m da laje. sifões e caixas sifonadas) providos de ventiladores individuais ligados à coluna de ventilação. Como a caixa de inspeção tinha um sifonamento. não garantem a ausência total de gases. Para isto é necessário o emprego correto da caixa sifonada e do tubo de ventilação. O sifão do vaso sanitário. devendo a ventilação ser feita pelos usuários. devido aos gases. que podem tanto vir da instalação interna como da rede pública. instalando tubos ventiladores nos postes públicos. deverão ter tubos ventiladores.

br 10/06/2008 24. No caso de indústrias. • A caixa de inspeção deverá ser feita. com profundidade variável com objetivo de facilitar a manutenção do ramal predial que deverá ser feita sempre pela concessionária. de PVC ou de Poliester.Curso de esgoto Capitulo 24. isto é. • A caixa de inspeção pode ser construída com tijolos comuns. Elas são. • Deve ter acabamento interno com reboque liso ou queimado. a caixa de inspeção serve também para verificar o esgoto que é lançado à rede pública. dentro da propriedade do usuário e somente em último caso ser feita no passeio. blocos de concreto ou concreto. • Solicitar ao concessionário a profundidade da rede coletora. Existem também caixas pré-fabricadas de concreto. O objetivo da caixa de inspeção é facilitar a desobstrução do coletor predial. dependendo da profundidade da rede pública de esgoto sanitário. pois a quantidade de gorduras se forem lançadas nas redes coletoras causarão entupimentos constantes conforme já constatado. • Só podem ser lançadas na rede coletora água servidas de tanque.4 Caixa de gordura É importante que haja caixa de gordura em prédios de apartamentos e nas residências. As caixas deverão facilitar a introdução de equipamentos mecânicos ou de jatos de água para desobstrução do coletor predial localizado na rua ou dentro da residência. • A tampa deverá ser removível • Em hipótese alguma podem ser introduzidas águas pluviais na caixa de inspeção ou no sistema interno das instalações prediais de esgoto sanitário.5 Caixa de inspeção Em Guarulhos. com paredes meio ou um tijolo.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. na maioria das vezes. • Os tubos de PVC de entrada e saída devem ser colocados no mesmo nível da canaleta. • A profundidade da caixa é variável de acordo com a profundidade da rede coletora.com. As caixas de gorduras em restaurantes são importantíssimas. Recomenda-se para a caixa de inspeção o seguinte: • A caixa de inspeção deve ser construída junto ao muro. de preferência. A profundidade é normalmente 60cm ou 80cm.irá ser rompida a curva de 90º de PVC instalada sobre a rede coletora. A caixa de inspeção deverá ser instalada em local de fácil acesso e que possibilite a introdução dos dispositivos para desentupir o ramal predial. 24. usamos caixas de inspeção que são preferencialmente instaladas dentro da propriedade do usuário e próximas do alinhamento. Normalmente quando um proprietário quer executar por conta própria a manutenção do ramal predial. da pia e do banheiro. sendo que as dimensões mínimas internas são de 45cm x 60cm. executadas em alvenaria de meio ou um tijolo.4). veja Figura (24. O comprimento mínimo de 60cm é ao longo do coletor predial. o trecho que vai da caixa de inspeção até a rede pública. • ponto de ligação deve sair da caixa em linha reta sem colocar curva. 24-4 .

4–Modelo de caixa de inspeção 24-5 . 24.br 10/06/2008 Fig.Curso de esgoto Capitulo 24.com.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

5 2 4 2 4 4 6 2 6 1 2 2 3 3 2 Diâmetro Nominal do Ramal de Descarga DN 40 40 40 40 75 40 30 30 40 40 75 75 75 30 100 30 40 40 50 50 50 Bacia de Assento (hidroterápica) Banheira de emergência (hospital) Banheira de residência Banheira de uso geral Banheira hidroterápica-fluxo contínuo Banheira infantil (hospital) Bebedouro Bidê Chuveiro coletivo Chuveiro de residência Chuveiro hidroterápico Chuveiro hidroterápico tipo tubular Ducha escocesa Ducha perineal Lavador de comadre Lavatório de residência Lavatório geral Lavatório quarto de enfermeira Lava pernas (hidroterápico) Lava braços (hidroterápico) Lava pés (hidroterápico) Fonte: ABNT NBR 8160/83 24-6 .br 10/06/2008 24.com.6 Unidades Hunter de Contribuição (UHC).7).Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4) a (24. É o fator probabilístico numérico que representa a freqüência habitual de utilização associada à vazão típica de cada uma das diferentes peças de um conjunto de aparelhos heterogêneos em funcionamento simultâneo em hora de contribuição máxima no hidrograma unitário conforme Tabelas (24.Curso de esgoto Capitulo 24.4–Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos Aparelhos Sanitários e Diâmetro nominais dos Ramais de Descarga Aparelho Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) 2 4 3 4 6 2 0. Tabela 24.

caixa de descarga Mictório.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/06/2008 Tabela 24. 24-7 .7–Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos Aparelhos Sanitários e Diâmetro nominais dos Ramais de Descarga Fonte: ABNT-NBR 8160/83 Aparelho Mictório-válvula de descarga Mictório.Curso de esgoto Capitulo 24.descarga automática Mictório de calha por metro Mesa de autópsia Pia de residência Pia de serviço (despejo) Pia de lavatório Pia de lavagem de instrumentos (hospital) Pia de cozinha industrialpreparação Pia de cozinha industrial – lavagem de panelas Tanque de Lavar roupa Máquina de lavar pratos Máquina de lavar roupa Máquina de lavar roupa até 30 kg Máquina de lavar roupa de 30 kg até 60 k g Máquina de lavar roupa acima de 60 kg Vaso Sanitário Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) 6 5 2 2 2 3 5 2 2 3 4 3 4 4 10 12 14 6 Diâmetro Nominal do Ramal de Descarga DN 75 50 40 50 40 40 75 40 40 40 50 50 75 75 75 100 150 100 Nota: o diâmetro nominal deve ser considerado como diâmetro mínimo.com.

que no Brasil. Para dimensionamento do coletor predial.5) número da ABNT. Calculado o número total de unidades Hunter de Contribuição usando as tabelas mencionadas.Curso de esgoto Capitulo 24. que fornece o diâmetro do coletor predial em função da declividade em porcentagem 24-8 . que para somente para prédios residenciais. deve ser usado o aparelho de maior descarga de cada banheiro.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. entra-se em na Tabela (24.com. cujo número de unidades Hunter de contribuição é 6 (seis). segundo a norma citada. devem ser considerados todos os aparelhos contribuintes. deve ser considerado apenas o aparelho de maior descarga de cada banheiro.8) Tabela 24. A NBR 8160/83 é bem clara que prédios não residenciais. Diâmetro nominal do ramal de descarga DN 30 ou menor 40 50 75 100 Fonte: ABNT NBR 8160/83 Número de unidades Hunter de Contribuição 1 2 3 5 6 A NBR 8160/83 apresenta tabela para dimensionamento dos coletores prediais. quando o prédio for residencial. Deve ser frisado.7) não contém o número de unidades Hunter de Contribuição de um aparelho não relacionado.4) e (24. conforme Tabela (24. baseado no número de Unidades Hunter de Contribuição. usualmente é o vaso sanitário.8-Unidades Hunter de contribuição de aparelhos não relacionados na tabela acima. adota-se o número de Hunter conforme o diâmetro nominal do ramal de descarga.br 10/06/2008 Quando a Tabela (24.

5 1. pela Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA).000 400 7000 Fonte: ABNT NBR 8160/83 24.3) 24-9 . Calculamos também a presença de sulfetos pela fórmula Z de Pomeroy.600 2.900 Número máximo de unidades Hunter de contribuição Declividades mínimas (%) 1 180 700 1.Curso de esgoto Capitulo 24. bem como critérios de tensão trativa mínima de 1 Pascal.500 3.010.900 4.920 3.700 12.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Nas redes usamos o diâmetro mínimo de 150mm e nas ligações diâmetro mínimo de 100mm.200 6.600 10.400 2.500 5.300 4. 1998 EPUSP. sendo de grande utilidade sua utilização com PVC. conforme pesquisas efetuadas no Rio de Janeiro. O tirante máximo é de 75% do diâmetro da tubulação.644 (Equação 24.br 10/06/2008 Tabela 24.600 8. A utilização da tensão trativa nos dá menores declividades de redes de esgotos sanitários. Ilha e Santos.2) O diâmetro do coletor predial D a ¾ da seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------8. Diâmetro do coletor predial conforme Gonçalves.000 4 250 1.9-Dimensionamento de coletores prediais e subcoletores segundo ABNT 8160/83 Diâmetro nominal do tubo DN 100 150 200 250 300 0.7 Dimensionamento de tubos de ligação de esgoto sanitário Basicamente usamos a Fórmula de Manning com o coeficiente de rugosidade n= 0. A velocidade máxima adotada é de 5 m/s.300 2 216 840 1.320 (Equação 24. O diâmetro do coletor predial D a ½ seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------6.com.000 2.

71 7. O diâmetro que usamos nos coletores prediais é de 100mm. Em ruas que serão asfaltadas procedemos da seguinte maneira.77 6.62 86.11 77.63 42.43 8. a curva de 90 graus e coletor predial até o alinhamento do imóvel. seguindo depois o coletor predial de esgoto sanitário com tubos de PVC de diâmetro de 100mm. Tabela 24.34 2 2.78 54.00 124.50 22.10 131. n = coeficiente de Manning.74 139.12 18.010 (PVC) Diâmetro nominal Declividades (%) DN 100 150 200 250 300 4 12.50 1. são feitas com um selim.95 59.53 28.96 47.42 24. I = declividade do coletor predial em metro/metro. No caso de se necessitar de diâmetro maior.78 51.89 Tabela 24. de modo geral.27 33.68 10.91 54.11 47.42 76.98 27.Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ¾ da seção para n=0.66 9.34 72.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Primeiramente executamos a rede de esgoto no eixo ou no terço da rua.23 88.45 21.82 93.70 111.013 (manilhas) Diâmetro Declividades nominal (%) DN 1% 1.99 61.com. As nossas ligações.46 152.97 176.89 29.36 24-10 .25 36. Após completada a rede e aterrada. Diâmetro mínimo do ramal predial de esgoto sanitário As ligações de esgoto sanitário são feitas na ortogonal com a rede pública.18 5. não deixando os “t”.5 3 3.25 198.9 9 114.40 162.69 108.30 66.45 108.47 122. outra turma de obras passa a executar as ligações prediais.5 7.29 85.64 36.74 99.88 70. Q = vazão no coletor predial em litros/segundo.05 25.br 10/06/2008 Sendo: D = diâmetro do coletor predial em metros.80 55.46 229.12 181.71 13.61 11.5 8.64 140. ou fazemos duas ou mais ligações de 100mm.Curso de esgoto Capitulo 24. introduzindo o selim.55 31.16 8.66 17. ou fazemos uma ligação especial de 150mm com poço de visita.11.2 7 1 6.76 140.55 214.81 9.46 25.73 164.10-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ¾ da seção para n=0. o que é raro.5% 4% 100 150 200 250 300 4.01 19.05 38. uma curva de 90 graus.93 101.48 67. com tubos de PVC rígido.5% 3% 3.5% 2% 2.

1 Ele pesquisou milhares de ligações de esgoto na Cidade do Rio de Janeiro.49 108. Verificando-se a Tabela (24.5 3 3.72 125.Curso de esgoto Capitulo 24. 24.17 9.20 25.55 76.84 14.02 72.96 39.12 4.com. em 1979.68 200 38.72 100 9.45 59.75 5.17 15.98 117.59 7.40 1.010 (PVC) Diâmetro Declividades nominal (%) DN 1 1.31 5.55 4% 5.01 15. ou a vazão máxima em função da área total edificada em metros quadrados: 1 Apresentados no Congresso da ABES.78 23. o cálculo da vazão máxima em função do numero total de Unidades Hunter de Contribuição (UHC).53 83. através de análise de regressão.93 42.26 30.34 26.39 77. Assim.14 14.99 99. 32 pias de cozinha com torneira elétrica.69 90.82 6.09 68.45 Declividades (%) 2.06 88.12-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ½ da seção para n=0.48 12.5 Seja um prédio de apartamento com 64 vasos sanitários com válvula de descarga.74 36.91 12.29 6.18 33.013 (manilhas) Diâmetro nominal DN 100 150 200 250 300 1% 2.06 51.43 47.67 17.39 250 62.5 4 3.28 2% 3.13-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ½ da seção para n=0.br 10/06/2008 Tabela 24.62 16.54 19.83 3.82 150 21. 64 lavatórios.53 96.5% 3% 4.11 36.14 30.84 300 Tabela 24. 64 chuveiros elétricos.34 20.5% 3.77 48. 24-11 .39 54.09 4.25 32.71 55.96 28. Eugênio Silveira Macedo.69 47.8 Método do Macedo A NBR 8160/83 superdimensiona os coletores prediais.72 61.16 18. medindo a vazão instantânea através de aparelhos especiais e chegou a estabelecer.83 59.66 10.5) para 2% de declividade achamos tubo de 150mm. de Manaus.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Para a ABNT 8160/83 somam-se somente os pesos relativos aos vasos sanitários e assim teremos: peso 6 x 64 vasos sanitários = 384.05 13.5% 4.36 4.22 42.18 67.5 2 2.92 77. o SAAE de Guarulhos utilizou as pesquisas e os estudos feitos pelo Eng.80 Exemplo 24.42 29. 32 máquina de lavar roupas e 32 máquinas de lavar pratos. 32 tanques de lavar roupas.

Para o método do Macedo somam-se todas as Unidades Hunter de Contribuição e assim teremos a Tabela (24.14).4L/s Verificando-se a Tabela (24.com.002 x 1216 + 2= 4. 32 máquina de lavar roupas e 32 máquinas de lavar pratos. Q= 0. Q= vazão máxima em litros por segundo.010 e diâmetro 100mm e declividade de 2%. E =área total edificada em metros quadrados.0004 x E + 2 Sendo: UHC = número total de Unidade Hunter de Contribuição. Macedo recomenda tomar 70% da vazão máxima calculada por uma das fórmulas. o que consequentemente terá grandes vazões de esgotos sanitários.br 10/06/2008 Q= 0. 32 tanques de lavar roupas. 64 chuveiros elétricos.10) a quantidade total de unidades Hunter de contribuição é 1344UHC. Tabela 24.6 Dimensionar o diâmetro da ligação de esgoto de um prédio com área construída de 3500m2.14. conforme NBR 8160/83. Exemplo 24.Cálculo da quantidade total de UHC do prédio Peças Vasos sanitários c/ válvula de descarga Chuveiros elétricos Lavatórios Pia de cozinha com torneira elétrica Tanque de lavar roupa Maquina de lavar roupa Maquina de lavar pratos Quantidade 64 64 64 32 32 32 32 UHC 6 2 1 3 3 10 4 Total= Quant x UHC 384 128 64 96 96 320 128 1216 Portanto. 24-12 . não apresentando um alto consumo de água.5) de tubos de PVC com n=0.0004 x E + 2 Q= 0. Exemplo 24.3 Seja um prédio de apartamento com 64 vasos sanitários com válvula de descarga. Para indústria e comércio.002 x UHC + 2 Ou Q= 0. 64 lavatórios.Curso de esgoto Capitulo 24. conforme Tabela (24. e devendo ser verificado caso a caso.0004 x 3500 + 2= 3. É lógico que se trata de indústria de consumo médio e pequeno. o Eng. 32 pias de cozinha com torneira elétrica.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.002 x UHC + 2 Q= 0.4 L/s Que fornecerá a ligação de 100mm com 2% de declividade. Q= 0.

total de 5.br 10/06/2008 24. cobre. gasolina.0 mg/l (quatro miligramas por litro) sujeita ainda à restrição da alínea e deste inciso. No artigo 19A do Decreto Estadual 15. ausências de solventes. temperatura inferior a 40° C (quarenta graus Celsius).0 mg/l ( cinco miligramas por litro).0 (seis inteiros) e 10. óleos leves e substâncias explosivas ou inflamáveis em geral. se obedecerem as seguintes condições: IIIIIIIVVVIVIIpH entre 6.concentrações máximas dos seguintes elementos. VIII. sujeitas ainda à restrição da alínea e deste inciso. chumbo. i) fluoreto. materiais sedimentáveis até 20 ml/l (vinte mililitros por litro) em teste de 1 (uma) hora em cone Imhoff. prata e selênio – 1. excetuado o cromo hexavalente.5 mg/l (um e meio miligrama por litro) de cada elemento sujeitas às restrição da alínea e deste inciso. 24-13 .5.Fe2+ . c) estanho. e) todos os elementos constantes das alíneas “a” a “d” deste inciso. cromo hexavalente. mercúrio.Curso de esgoto Capitulo 24.15. provido de tratamento com capacidade e de tipo adequados. cádmio.4. diz que os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados em sistema de esgotos.10. ausência de óleo e graxas visíveis e concentração máxima de 150 mg/l (cento e cinqüenta miligramas por litro) de substâncias solúveis em hexano. f) cianeto.2 mg/l ( dois décimos de miligramas por litro).0 mg/l (dez miligramas por litro). ausência de qualquer substância em concentrações potencialmente tóxicas ou qualquer interferência na operação do sistema de esgotos.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 mg/l (cinco miligramas por litro). j) sulfeto. h) ferro solúvel.0 mg/l (dois miligramas por litro) sujeita ainda à restrição da alínea e deste inciso. b) cromo total e zinco 5. d) níquel – 2.9 Despejos industriais: Primeiramente devemos esclarecer que todos os artigos do 19ª até 19F do Decreto Estadual 15425/809 estão no Decreto 8468/76 atualizado.com.0.0 (dez inteiros).425 de 23/07/80 do governo do Estado de São Paulo.0 mg/l (quinze miligramas por litro). conjuntos de elementos ou substâncias: a) arsênico.1.0 mg/l ( um miligrama por litro). g) fenol.0 mg/l (cinco miligramas por litro) de cada elemento. ausência de despejos que causem ou possam causar obstrução das canalizações ou qualquer interferência na operação do sistema de esgotos.

5 0.5 x vazão média horária 1.br 10/06/2008 k) sulfato. dependerão da exigências do concessionário local. os efluentes deverão ser lançados em caixa de “quebra-pressão” da qual partirão por gravidade para a rede coletora”. Tabela 24. isto é. IX – regime de lançamento contínuo de 24 (vinte e quatro) horas por dia.0 24-14 .000 mg/l ( mil miligramas por litro). Quanto as águas de refrigeração e os despejos sanitários e industriais. os industriais e as águas de refrigeração.15-Efluentes Líquidos Industriais Parâmetro pH Sólidos sedimentáveis em teste de 1 hora no cone Imhoff Regime de lançamento Arsênio Total Cádmio Total Chumbo Total Cianeto Total Cobre Total Cromo Hexavalente Cromo Total Surfactantes (MBAS) Unidade de medida --ml/l L/s mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l Valores máximos admissíveis. diz que “o lançamento de efluentes em sistemas públicos de esgotos será sempre feito por gravidade e se houver necessidade de recalque. nele estão os despejos sanitários. despejos sanitários e despejos industriais. Quanto ao lançamento no coletor público.2 1.5 0. Os efluentes líquidos industriais lançados nos sistema público de esgotos sanitários. e em outros casos deverão estar separados.425/80 SP.15).1. deverá ser feito o que na prática se chama pré-tratamento.5 0. com vazão máxima de até 1. exceto pH 6 a 10 20 1.0 5. lançados nos sistema públicos de coleta de esgotos. O artigo 19B do mesmo Decreto 15.5 ( uma vez e meia) a vazão diária.5 5.425/80 SP. No artigo 19C do Decreto 15. Isto quer dizer que o lançamento de esgotos sanitários em redes públicas deverá ser obedecido o artigo 19A e conforme a necessidade. O artigo 19D. diz que as indústrias deverão coletar separadamente as águas pluviais. estão sujeitos a pré-tratamento que os enquadre nos padrões estabelecidos no artigo 19A. águas de refrigeração. Em muitos casos os despejos sanitários estarão juntos com os despejos industriais.Critérios para Lançamentos de Efluentes Líquidos Industriais no Sistema Coletor Público de Esgoto Sanitário. No caso de Guarulhos. diz que “os efluentes líquidos.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgoto Capitulo 24. que apresenta os parâmetros básicos mostrados na Tabela (24. não poderão ser encaminhados as águas pluviais.1 1. é regulado através da ABNT pela NBR 9800/abril/1987. excetuados os de origem sanitária.com. o lançamento é único. X – ausência de águas pluviais em qualquer quantidade.

estes devem ser lançados em caixa de quebra-pressão.01 2. 24. pode ser feita mediante autorização expressa dos órgãos controlador e operador.5 1000 1 5.5 1.0 5. O lançamento dos efluentes líquidos industriais nos sistema público de esgoto sanitário deve ser sempre feito por gravidade e se houver necessidade de recalque. As caixas de areia ou de retenção são usadas em postos de gasolina e restaurantes. De modo geral.11 Caixa detentoras de sólidos e graxas As caixas detentoras são usadas quando os esgotos industriais tiverem sólidos em suspensão. os esgotos industriais devem merecer tratamento especial caso a caso.br 10/06/2008 Estanho Total Fenol Ferro Solúvel (Fe +2) Fluoreto Mercúrio Total Níquel Total Prata Total Selênio Total Sulfato Sulfeto Zinco Total mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l 4. A incorporação de águas pluviais poluídas e águas de refrigeração poluídas.com. 24-15 .0 10. 24. antes de lançar o esgoto com temperatura superior a 40ºC. As águas pluviais e de refrigeração não devem ser lançadas no sistema coletor público.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 0.5 vezes a vazão média horária.0 Fonte: ABNT Parâmetros Básicos NBR 9800/1987 Nota: mg/l: miligrama/litro L/s: litros/segundo ml/l: mililitro/litro Observar que a temperatura dos esgotos industriais não pode ser maior que 40°C e que a vazão máxima que pode ser lançada é de 1.10 Caixa de resfriamento Em casos especiais são solicitadas caixas de resfriamento.0 1.0 15.Curso de esgoto Capitulo 24.

24-16 . Mesmo nos Estados Unidos também são usadas válvulas de retenção de esgotos sanitários.br 10/06/2008 Fig. 1998 p. 159). principalmente quando as instalações hidráulicas de esgotos sanitários. segundo Mendonça. O problema se agrava quando o coletor predial tem declividade menor que 2%.13 Válvula de Retenção de esgotos instalada no Coletor Predial Na prática existem sempre em alguns locais do sistema de coleta de esgoto sanitário. juntamente com o esgoto domestico.12 Gases em coletores Um dos problemas que existe normalmente nos sistemas de esgotos é a produção de gases malcheirosos. Acontece que vários moradores ligando as águas pluviais nos esgotos.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. causando sempre um entupimento na rede pública. 24. Então a rede será pressurizada e o esgoto juntamente com as águas de chuvas entrarão nas residências. principalmente o sulfeto de hidrogênio. H2S. Existem muitos lançamentos clandestinos de águas pluviais que são lançadas na rede coletora de esgotos sanitários.1975. estão abaixo do nível da rua (Woodson.com. quando chove há um acréscimo violento da vazão. onde são necessárias a instalações de válvulas de retenção de esgotos sanitários.6-Válvula de retenção para esgoto sanitário Fonte: Tigre 24.Curso de esgoto Capitulo 24. 24.

Base Nunes. para dentro das residências. conforme Figura (24. 24-17 .br 10/06/2008 Existem muitas redes coletoras de esgoto que não são encaminhadas a um emissário ou interceptor e sim lançadas precariamente nos cursos d’água. próximas dos cursos d’água. DBO.com. 1996 Seja uma indústria têxtil de pequeno porte com atividade descontinua. 24. DQO. É usado principalmente em indústrias com atividades descontinuas. As equações fundamentais são: Vt= Veq + Vmin Veq= (Qe-Qs ) x t Sendo: Vt= volume total do tanque Veq= volume de equalização Vmim= volume mínimo Qe= vazão na entrada Qs= vazão na saída t= número de horas de funcionamento da indústria/dia Figura 24.Tubos e Conexões fábrica válvula de PVC para retenção de esgoto sanitário nos diâmetros de 100mm e 150mm para ser usada nos coletores prediais. 1996 o tanque de equalização pode também homogeneizar tornando uniforme o pH. Quando chove há uma tendência do retorno do esgoto juntamente com as águas do córrego. com funcionamento de 16horas/dia produzindo a vazão média de 25m3/h. 1996 Exemplo 24. cor. que estão na região mais baixas.8.14 Caixa de equalização O objetivo é regular a vazão de saída que deve ser constante. etc.Esquema de caixa de equalização Fontes: Nunes.6).7. sólidos.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Para evitar isto a firma Tigre. temperatura. turbidez.Curso de esgoto Capitulo 24. Segundo Nunes.

00)= 200m3 Potência do agitador P P= Dp x Vt/ 745 Dp= densidade de potencia adotada igual a 10w/m3 P= 10w/m3 x 200m3/ 745 = 2. 24-18 . Portanto.32h Dimensões do tanque Veq= L2 x H (forma quadrada sempre) L= largura e comprimento H= profundidade= 2.Curso de esgoto Capitulo 24.20m Volume total do tanque Vt Vt = Veq + Vmin Vmin= é o volume cuja profundidade adotada é de 1.00 (adotado) 133m3= L2 x 2.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.67m3/h) x 16h= 133m3 Tempo de detenção T T = Veq/ Q T= 133m3/ 25m3/h= 5.00m Vt= 133m3+ (8.br 10/06/2008 Veq= (Qe – Qs ) x t Qs= 25m3/h x 16h / 24h= 16.67m3/h.0 L=8. a caixa terá 200m3 e a vazão média de entrada é 25m3/h e a saída média equalizada é de 16.67m3/h Veq= (25m3/h – 16.com.20 x 1.7HP Devemos deixar uma folga na potência:3HP.20 x 8.

-NUNES. Química nova. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. ADRIANO AGUIAR et al. -METCAL&EDDY. Blucher. 26 páginas. ARCHIBALD JOSEPH. 161 páginas. JOSÉ M.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Instalações Hidráulicas.S. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE. EVANDRO RODRIGUES DE.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. Construção e Operação.br/ -USEPA (U. Tratamento de Esgotos Domésticos. 1988. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). McGray-Hill. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. CONSTANTINO ARRUDA. ABES. e MELO. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www. 73 páginas. ISSN 0100-4042. abril 2005. Aplicação de lípases no tratamento de águas residuárias com elevados teores de lipídeos. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias.epa. 4ª ed. 1334páginas. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. 1991.Curso de esgoto Capitulo 24. -CIDADE OF EUGENE. 2004. 1996. -ROTOGINE. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. -BRITTO. -MENDES. WANDERLEY DE OLIVEIRA. www. 770 páginas. 2002. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. -JORDÃO. Wastewater Engineering.scielo.com. Guidelines for Water Reuse.br. 185 páginas. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos.com.15 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO. Considerations for the management of discharge of fats. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE..br 10/06/2008 24. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. 2005. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. -MACINTYRE. Jun. 2002. 277 páginas. JOSÉ ALVES. -CONAMA. 906 páginas.gov/ 24-19 .rotogine.

etc. O solo que vamos tratar é basicamente o chamado Horizonte A que tem aproximadamente de 0.1) e (25.br 09/06/08 Capitulo 25. principalmente em áreas urbanas que podem ter camadas de areia. Um outro problema é da compactação do solo. água e ar e constitui o substrato de água e nutrientes para as raízes das plantas. A textura ou composição granulométrica de um solo é um termo usado para caracterizar a distribuição das partículas no solo quanto as suas dimensões conforme Figura (25. silte e argila. em geral.2 Solo O solo é formado por partículas sólidas (minerais e orgânicas). Fonte: Reichardt e Timm. Figura 25.com. já que apresentam condições bastante satisfatórias de drenagem. 25.10m a 0.Triângulo de classificação textural que divide em 13 classificações. 2004 25-1 .1 Introdução A grande causa dos fracassos dos sumidouros são a falta de um estudo adequado do solo no que se refere a textura e estrutura.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 . Abaixo do Horizonte A teremos o que se chama na prática de subsolo.2) Os solos de texturas médias (francos) que possuem proporções equilibradas de areia. são os mais adequados para o desenvolvimento de raízes das plantas. Deve-se ter o cuidado de não se construir barreiras que impeçam ou eliminem a capilaridade. rochas.Textura e estrutura dos solos 25. aeração e retenção de água.30m de espessura.Curso de esgotos Capitulo 25.

1 Classificar um solo com 25% de areia.com. Figura 25.2 .Triângulo de textura proposto por USDA (United States Department of Agriculture) que divide em 12 classificações.br 09/06/08 Exemplo 25.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2) vimos que se trata de solo franco siltoso. 60% de silte e 15% de argila. Entrando na Figura (25. 25-2 .Curso de esgotos Capitulo 25.

A água pode ter passagem: Rápida Moderada Lenta Uma estrutura do tipo laminar a passagem da água é lenta e uma estrutura em bloco tem passagem moderada de água como se pode ver na Figura (25. Após os estudos de Jerry Tyler no ano 2000 professor da Ciência dos Solos da Universidade de Wisconsin foi feita uma tabela na qual o uso da simplesmente da textura não funcionava e tinha sido o fracasso de inúmeros estudos de infiltração de esgotos domésticos. orientação e organização das partículas sólidas conforme Reichardt e Timm. A estrutura do solo pode ser feita da seguinte maneira: 25. conforme Reichardt e Tim.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997). A estrutura de um solo caracteriza a forma de arranjo de suas partículas. a textura se divide em várias classes. do ar e das raízes das plantas. 2004.com. silte e areia na composição do solo.2) (Gomes. Assim uma estrutura tipo laminar passa muito pouca água. é difícil de quantificar e também de catalogar (Gomes. De acordo com a proporção de argila. que podem ser determinadas através do triângulo de texturas proposto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e apresentado na Figura (25. mas alguma coisa não funcionava e isto é o exame da estrutura do solo (estudo morfológico do solo). A estrutura do solo ao contrário do que ocorre com a textura. As linhas grossas do gráfico indicam as fronteiras de cada uma das classes de textura. Estes estudos.3 Textura A textura de um solo refere-se à distribuição das partículas do solo tão somente quanto ao seu tamanho. O triângulo se compõe de doze ou treze espaços que representam classes distintas de textura. 1997). Tudo estava de acordo com as normas técnicas.5 Tipo de estrutura Que define a forma e o arranjo das partículas. podendo ser: Laminar Prismática Blocos Esferoidal O tipo de estrutura do solo é importante para a passagem da água. 2004.4 Estrutura O conceito de estrutura de um solo é qualitativo e é usado para descrever o solo no que se refere a arranjo.Curso de esgotos Capitulo 25. A estrutura em simples grãos como a da areia tem p 25-3 . a meu ver. 25.br 09/06/08 25. enfatizando a necessidade de ser verificada a estrutura do solo é importantíssimo e explica os inúmeros fracassos em sumidouros que presenciei ao longo dos anos como diretor de obras do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos.3). Solos de texturas iguais podem possuir estruturas diferentes que apresentam maiores ou menores dificuldades à penetração ou circulação da água.

que impedem o movimento vertical da água. Um solo com grau de estrutura denominado forte possui bem definidas as fraturas ou os espaços vazios que facilitam a passagem da água. Os solos com grau de estrutura denominado fracos oferecem mais resistência a passagem da água e são solos maciços ou laminares. moderada ou lenta da água.1) estão as texturas dos solos conforme USDA. Observe-se que quanto menor for a DBO maior é carga hidráulica que se pode admitir. 25.br 09/06/08 Figura 25. 2002 A estrutura do solo pode ser definida também pelo chamado grau da estrutura.com. O objetivo é fornecer dados mais seguros para infiltração quando a DBO for menor que 30mg/L ou quando a DBO for maior que 30mg/L.Tipos de estrutura do solo.3) podemos ver pela estrutura do solo a passagem rápida.10) onde se nota que o valor máximo da taxa de infiltração em esgotos domésticos é de 35 L/m2 x dia.3. a estrutura dos solos.. As cargas orgânicas são estimativas. No estado da Pennsylvania localizado nos Estados Unidos foi reunida uma comissão que adaptou a Tabela (25. sendo maior em solos úmidos que em solos secos conforme Antônio Cardoso Neto. Estes dados foram extraídos de Tyler.Curso de esgotos Capitulo 25. Na Figura (25. 25-4 .6 Grau da estrutura Refere-se a coesão dos agregados e varia com o teor da umidade. pois ainda não se dispõem de muitos estudos para precisão das mesmas. 2000 e adaptado . 1997. Fonte: Usepa. a carga hidráulica em litros/m2 x dia e a carga orgânica em kg/ha x dia. Na Tabela (25.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1) para uma tabela mais resumida que é a Tabela (25.

Taxas de infiltração recomendadas e baseadas na tabela de Tyler.Curso de esgotos Capitulo 25.state. franco argilo siltoso Franco argilo arenoso.2 a 6. argila siltosa Argila arenosa. é recomendado o uso da taxa de infiltração de 5 litros/m2 x dia e devendo ser feito o cálculo para 10litros/m2 x dia para a metade de cada campo. franco argilo siltoso Argila arenosa. franco argiloso.pa.2 0 <3 0 0 2 Fonte: http://www.7 a 4. Textura segundo USDA Estrutura do solo Taxa de infiltração (Litros/m x dia) Areia Areia franca Areia franca Franco arenoso Franco arenoso Franco arenoso Franco. Como o solo da Califórnia tem sempre argila. franco argiloso. argila. 1991 que o campo de disposição seja feito em duas partes devendo cada uma funcionar seis meses por ano.br 09/06/08 Tabela 25.us/dep/subject/advcoun/wrac/2006/10-13-06_mtg_handout.3 0 1. franco argilo siltoso Franco argilo arenoso. Quando o solo for argiloso é recomendado ainda por Metcalf&Eddy. argila siltosa Sem estrutura Moderado a forte Fraco a laminar fraco Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço Moderado a forte Fraco a forte Maciço Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço 11 a 35 6.3 a 12. Tabela 25. franco siltoso Franco.pdf de 30 de agosto de 2006 25. USA. 1991 6 14 12 12 25-5 . franco siltoso Franco.6 4. 1991 A recomendação é que para trincheiras de infiltração sejam usadas somente as duas paredes da vala e não o fundo. 2000 usadas no Estado da Pennsylvania. A infiltração por gravidade ou por pressão Tanque Séptico 8 Filtro de areia intermitente 16 Filtro de areia com recirculação 16 Para solos argilosos Tanque Séptico Filtro de areia intermitente Filtro de areia com recirculação Trincheira de infiltração rasa Fonte: Metcalf&Eddy. franco argiloso.3 a 25 0 0 6.2 0 1.7 a 4.7 Taxa de infiltração de Metcalf&Eddy. franco siltoso Franco argilo arenoso.2.2 <4.Valores recomendados de taxa de infiltração de disposição dos efluentes de esgotos sanitários Tipo de solo Taxa de infiltração a ser aplicada nas paredes da trincheira (L/m2 x dia) Para solos que não são argilosos.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. argila.com.dep. argila siltosa Argila arenosa. argila.1.

com. • Adotar o menor dos três tempos. encher cada caixa com 15cm de água e medir o tempo que leva para abaixar o nível de água de 1cm. encher as três caixas com água. 25. • Com o tempo obtido entrar na Tabela (25.Curso de esgotos Capitulo 25. que será o tempo padrão de infiltração do solo na profundidade considerada. O método a ser aplicado é o seguinte: • Na profundidade onde vai estar a vala de infiltração fazer três escavações com formato de uma caixa paralelepípedo de 30cm x 30cm x 30cm.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. • No dia do teste encher as três caixas com água e deixar secar.4 . A NBR 7229/93 de “Construção e Instalação de Fossas sépticas e disposição dos efluentes finais” apresenta uma maneira prática de se estimar o coeficiente de infiltração em litros/m2/dia conforme Botelho.8 Coeficiente de infiltração segundo a NBR 7229/93.4) mostra esquematicamente o paralelepípedo cujo lado é 30cm e o gráfico para se obter o coeficiente de infiltração conforme Tanaka. 1986. • No dia anterior ao teste.Gráfico para determinação do coeficiente de infiltração Fonte: Tanaka. Podemos aproximadamente supor que ff= K= coeficiente de infiltração. 1986 25-6 . Figura 25. • Após secar. A Figura (25.2) é bem inferior aos dados fornecidos pelas normas brasileiras. 1998.br 09/06/08 É importante observar que os valores da taxa de infiltração da Tabela (25.3) e achar o coeficiente de infiltração do solo.

argilas compactadas <20 Argilas de cor amarela ou marrom. 25-7 .com.4) os valores de infiltração só levam em conta a textura do solo e devido as pesquisas de Tyler. 1993 Como se pode observar na Tabela (25. a estrutura do mesmo. Portanto.3 .Curso de esgotos Capitulo 25. 2002 x ABNT. 1998 25.2) que apresenta valores bem inferiores aos da ABNT que foi elaborada em 1993.8 Comparações USEPA. 2000 são menores que 1/3 dos valores da NBR 7229/93.Estimativa do coeficiente de infiltração de acordo com o tipo de solo local Constituição provável do solo Coeficiente de infiltração (litros/m2/dia Rochas.Coeficiente de infiltração em função do tempo em minutos Tempo de infiltração para rebaixamento de 1cm Coeficiente de infiltração (min) (litros/m2/dia ou mm/dia) 22 22 20 23 18 24 16 25 14 27 12 33 10 40 8 47 6 57 4 73 2 100 1 110 0.br 09/06/08 Tabela 25. 1998 Tabela 25. 2000 é necessário saber a estrutura do solo que é a Tabela (25. Os valores apresentados por Tyler.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 . medianamente compactas 20 a 40 Argila arenosa 40 a 60 Areia ou silte argiloso 60 a 90 Areia bem selecionada >90 Fonte: Botelho. Dica: verificar sempre além da textura do solo. oportunamente deverá ser revista a NBR 7229/93.5 130 Fonte: Botelho.

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granular Massiva Laminar Prismático. areia muito fina. granula Grau da estrutura Sem estrutura Sem estrutura Sem estrutura Fraca Moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraca. bloco. Argila Muito argilosa. franco siltoso Silte. granular Prismático. bloco. franco siltoso 34 17 8 8 0 17 25 8 0 8 17 8 0 17 25 0 0 17 25 0 0 8 17 0 0 0 8 67 42 25 21 0 29 42 21 0 25 34 21 0 25 34 8 0 25 34 0 0 13 25 0 0 0 13 45 23 11 11 0 23 34 11 0 11 23 11 0 23 34 0 0 23 34 0 0 11 23 0 0 0 11 18 11 7 6 0 8 11 6 0 7 9 6 0 7 9 2 0 7 9 0 0 4 7 0 0 0 4 . moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco.Sugestões de condutividade hidráulica dos solos para esgotos domésticos e carga orgânica.Tabela 25. franco siltoso Silte. 2000 in USEPA. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. Argila Muito argilosa. bloco. areia franca Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso. franco arenoso Areia fina. bloco. areia fina Franco arenoso. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. bloco. bloco. areia franca. granular Prismático. Carga hidráulica Textura conforme USDA Tipo de Estrutura Simples grão Simples grão Massiva Laminar Laminar Prismático. granular Prismático.9. granular Massiva Laminar Prismático. bloco. granular Massiva Laminar Prismático. areia fina Franco arenoso. moderada forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. areia fina Franco arenoso. bloco. franco siltoso Silte. bloco. bloco. argila soltosas. moderada a forte Fraco Moderado a forte (litros/m x dia) DBO=150mg/L DB0=30mg/L 2 Carga orgânica (kg/ ha x dia) DBO=150mg/L DB0=30mg/L Areia grossa. Baseado nos estudos de Tyler. granula Prismático. granular Massiva Laminar Prismático. argila soltosas. argila soltosas. Argila Silte.2002. bloco. granular Prismático. Argila Muito argilosa. areia fina Franco Franco Franco Franco Franco siltoso Franco siltoso Franco siltoso Franco siltoso Muito argilosa. granular Massiva Laminar Laminar Prismático. argila soltosas.

.

2 Histórico Conforme Azevedo Neto. As partículas traçam trajetórias bem definidas no sentido do escoamento. em módulo. pois ao invés de usar o critério das velocidades mínimas passou a usar o critério da tensão trativa mínima de 1 Pa e altura máxima da lâmina de água de 0. Assim desta maneira as partículas de esgotos não ficarão depositadas na tubulação. A tensão trativa mínima ou tensão de arraste mínima é a força por unidade de área que haja sobre uma partícula e que permite o deslocamento da mesma. pois temos que calcular uma tensão trativa mínima de 1Pa para que ela seja arrastada. 1999 a tensão trativa foi introduzida originalmente por Du Boys em 1879.1 Introdução Felizmente para redes coletoras de esgoto sanitário existe a norma NBR 9649/ 1986 que introduziu uma modificação de enorme importância. O primeiro uso da tensão trativa foi em canais. isto é. as características do escoamento não variam ao longo do tempo e da canalização. O sistema separador absoluto só foi introduzido no Brasil em 1911 em São Paulo. 26. mas admitia a entrada de águas pluviais dos prédios e portanto. sendo mais tarde desenvolvido os conceitos técnicos por Brahms em 1754 e por Chow em 1981. tratava-se de um sistema separador parcial conforme Tsutiya. isto é.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1973 em 1879 foi inventado o sistema separador absoluto pelo Coronel engenheiro George Waring e aplicado pela primeira vez na cidade de Memphis no Tennessee.Redes coletoras de esgoto sanitário 26. direção e sentido é idêntico em todos os pontos. O escoamento é uniforme. 1999. Tal idéia partiu dos engenheiros da SABESP drs Joaquim Gabriel e Milton Tsutiya. o vetor velocidade. 26. O escoamento é permanente. 26-1 .9% de água e 0.75D. 26.1% de sólidos com características semelhantes à da água. O esgoto sanitário tem 99. Estados Unidos. Os esgotos na cidade de São Paulo foi feito pela primeira vez em 1876 que era um sistema misto.3 Classificação do escoamento Em redes de esgotos o escoamento é livre. O sistema era separador absoluto.com.4 Tensão trativa Conforme Tsutiya. A cidade do Rio de Janeiro foi uma das primeiras capitais o mundo a ser servida com redes de esgotos em 1857 com projeto feito pelos ingleses.br 10/07/2008 Capítulo 26. o fluido escoa em contato com a atmosfera. isto é.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.

1997 A tensão trativa σt é dada pela equação: σt= R .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 26. Conforme Tsutiya.Esquema de canal mostrando a tensão trativa Fonte: Fernandes. 26-2 .1. tubos de inspeção e limpeza. γ . etc. A Sabesp começou a usar o critério da tensão trativa em 1983 como pleno êxito sendo depois o conceito passado a norma brasileira sendo adotado em todo o Brasil e atualmente é adotado praticamente em todos os países da America Latina. I Sendo: σt= tensão trativa em Pascal ou N/m2 R= raio hidráulico (m) γ=peso específico do esgoto (N/m3)= 104 N/m3 I= declividade da tubulação (m/m) Em coletores usa-se a tensão trativa mínima de 1 Pa enquanto que para interceptor em tubos acima de 500mm usa-se 1.com.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5 Vazões parasitarias (infiltração) Pode haver infiltração de água de drenagem nos coletores de esgoto e isto se chama de vazões parasitarias que atingem até 6.br 10/07/2008 Figura 26.0 L/s x km.5 Pa para se evitar a formação de sulfetos. caixas de passagem. estações elevatórias. 1999 as águas do subsolo atingem as redes coletoras através de: • Juntas das tubulações • Paredes das tubulações • Poços de visita.

2.Taxas de infiltração em redes coletoras de esgoto Fonte: Crespo.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 1997 26-3 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Vazões parasitárias Figura 26.br 10/07/2008 Tabela 26.com.1.

3) onde nota-se um ponto de energia específica mínima Ec e duas curvas.50 Vazão mínima K3=0. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1. 26.05 L/s x km a 1.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. A curva da direita mostra o movimento rápido e a da esquerda mostra o movimento lento.485/ Q 0. 1983 como a relação entre a energia cinética real do escoamento e a energia cinética de um escoamento fictício que todas as partículas se movessem com a velocidade média V.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. comercial. Variando-se a velocidade e altura y podemos construir a Figura (26. E= y + αV2/ 2g Usando a equação da continuidade Q=A. uma a direita e outra a esquerda. 26-4 . 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2.7 Energia específica A energia específica é definida como a quantidade de energia de peso de líquido.5 Coeficiente de retorno= 0.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui.0 L/s x km.V V= Q/A V2= Q2/ A2 E= y + αQ2/ 2gA2 Sendo: E= energia específica y= altura da lâmina de água g= aceleração da gravidade V= velocidade média (m/s) A= área molhada da secção (m2) Q= vazão (m3/s) α=coeficiente de Coriolis (1792-1843) que é definido conforme Lencastre. Q≤ 751 L/s K=1.80 Conforme Tesutya. Normalmente adotamos α=1.20 + 17. medida a partir do fundo do canal e representado por. publico em L/s 26.br 10/07/2008 Conforme a norma da ABNT 9649 a taxa de infiltração depende da posição do lençol freático variando de 0.80 Q> 751 L/s K= 1.6 Coeficientes de vazões Quando não possuímos pesquisas para os coeficientes de vazões podemos estimar conforme norma NBR 9649/ 1986 os coeficientes em: Vazão máxima diária= K1= 1.20 Vazão máxima horária K2=1.

Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 A(A/b)0.3-Diagrama de energia específica Fonte: Rolim Mendonça et al.com. Quando o valor de y está no regime lento podemos chamar de regime lento ou regime fluvial e quando y está no regime rápido podemos chamar de regime rápido ou torrencial.3) são chamados de conjugados de igual energia E.5 26-5 . Vamos aplicar os conhecimentos de Lencastre. Observemos ainda que y1 e y2 conforme a Figura (26. dE/dy = 1 – Q2/gA3 x dA/dy=0 Sendo “b” a largura superficial da lâmina líquida teremos: dA= b x dy Fazendo-se as substituição temos: dE/dy = 1 – Q2/gA3 x bdy/dy=0 dE/dy = 1 – (Q2/gA3 )x b=0 1 = Q2/gA3 x b Isolando a vazão Q e a aceleração da gravidade g temos: A3/b = Q2/g Extraindo a raiz quadrada dos dois lados da equação temos: A0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5 = Q /g 0.5 = Q /g 0. basta derivar e igual a zero.5A/b0. 1987 O valor da energia específica no ponto mínimo é a energia específica crítica e se dá numa altura denominada de yc que é um ponto de instabilidade pois pode passar rapidamente de um regime para outro.br 10/07/2008 Figura 26. 1983 para obter o ponto mínimo da curva.

15m e vazão de Q=0.007 / 9.81 0.093m Portanto.5) x 0. (1/D5/2) x Q / g 0.4.81 0.15=0. 1983 Lencastre.62 yc=0.5= 0.077m. 1983 apresenta a Figura (26.152.4) para canais circulares onde podemos facilmente calcular a altura critica yc.15=0.5) x 0.007m3/s.26 na abscissa achamos y/D=0. a altura crítica será de yc=0.2 Calcular a altura crítica para uma tubulação circular com diâmetro de D=0.5=(1/0.Para canais circulares Fonte: Lencastre.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.093m.4) com 0.010 / 9.010m3/s.152. a altura crítica será de yc=0.br 10/07/2008 Figura 26. Exemplo 26.37 Entrando na Figura (26.5=(1/0.077m Portanto.1 Calcular a altura crítica para uma tubulação circular com diâmetro de D=0.15m e vazão de Q=0.51 x 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. (1/D5/2) x Q / g 0.4) com 0.37 na abscissa achamos y/D=0.51 yc=0.62 x 0. 26-6 .5= 0. Exemplo 26.com.26 Entrando na Figura (26.

62)/ 3.V V= Q/A V2= Q2/ A2 Substituindo V2 temos: Ic = Q2 n2/ A2Rc4/3 2 Mas o valor de Q pode ser substituído por: A3/b = Q2 /g gA3/b = Q2 I c = Q2 n2/ A2Rc4/3 Ic = gA3 n2/ bA2Rc4/3 Ic = gA n2/ bRc4/3 Ic = g(A/b) n2/ Rc4/3 O valor A/b é igual a altura media do regime critico.010m3/s Facilmente achamos yc=0.62)=0.15) θ = 2 cos-1 ( 0. n2/ Rc4/3 Exemplo 26.81 rad= 3.yc . ou em outras palavras. aquela em que o escoamento se escoa com o mínimo de energia. θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 x0.5 I c0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.093/0.0103 (rugosidade de Manning e vazão Q=0.093m já calculado no exemplo anterior.5 Sendo: V= velocidade média (m/s) R= raio hidráulico (m) Ic= declividade crítica (m/m) Isolando o valor da declividade teremos: V= (1/n) Rc2/3 x Ic 0. Usando a equação de Manning temos: V= (1/n) R2/3 x Ic 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Calcular a declividade critica de um tubo de seção circular com n=0.042m Ic = g . n2/ Rc4/3 Ou podemos escrever: 26-7 .br 10/07/2008 26.24) θ = 2 x 1.8 Inclinação crítica Seguindo os ensinamentos de Lencastre 1983.5 = V n/ Rc2/3 Elevando ambos os lados ao quadrado temos: Ic = V2 n2/ Rc4/3 Usando a equação da continuidade Q=A.15/4) (1-(seno 3.yc . ou seja.com. A/b=yc Ic = g . a inclinação crítica é aquela para a qual o escoamento se dá em regime uniforme crítico.62rad R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.

a declividade crítica é Ic=0.0m geralmente é usado tubos de concreto de seção circular.093 x 0.9 Número de Froude O número de Froude é a relação entre a força da inércia e a força da gravidade no escoamento.0102/ 0.Seção circular Fonte: Rolim Mendonça et al.00618m/m Velocidade critica A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0. Os coletores nas ruas e ligações de esgoto são geralmente feitas tubos circulares de PVC com diâmetro de 100mm no mínimo.5 Sendo: V= velocidade média na seção (m/s) R= raio hidráulico (m) Raio hidráulico (m) = Área molhada/ perímetro molhado S= declividade (m/m) 26.62 – sen3. V= (1/n) x R 2/3 x S0.4.br 10/07/2008 Ic = 9.5 Sendo: F= número de Froude (adimensional) g= aceleração da gravidade= 9.0424/3 =0.01147m2 V=Q/A= 0.152 ( 3.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. É um número adimensional e muito importante e é através dele que vimos quando o regime é crítico. 1987 26-8 .8 Fórmula de Manning A fórmula mais usada em canais é a de Manning que será adotada. rápido ou lento.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Figura 26. Se o número de Froude for igual a igual a 1 temos o escoamento crítico e caso seja maior que 1 temos o escoamento rápido e se for menor que 1 temos o escoamento lento. F= v / (g x y )0.10elações geométricas da seção circular Até o diâmetro de 2.010/0.87m/s 26.00618m/m Portanto.62)8=0.01147=0.81 x0.com.81m/s2 y= altura da lâmina de água (m) 26.

1993 p.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 Sendo: θ = ângulo central em radianos (rad) y= altura da lâmina de água (m) D= diâmetro da tubulação (m) n= rugosidade de Manning (adimensional) Q= vazão (m3/s) I= declividade (m/m) Como se pode ver na equação acima está na formula implícita. θ= seno θ + 2 2.6 D-1. que corresponde 0. sendo impossível de se separar o ângulo central θ.br 10/07/2008 O ângulo central θ (em radianos) do setor circular. pode ser obtido pela seguinte expressão conforme Chaudhry.1984 Revista DAE SP temos: • Usando a fórmula de Manning e tirando-se o valor de θ usando as relações acima obtemos para o regime uniforme a fórmula para obter o ângulo central θ.80.95: θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) ou θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) Sendo: θ = ângulo central em radianos (rad) y= altura da lâmina de água (m) D= diâmetro da tubulação (m) Conforme Chaudhry.6 (n Q/I 1/2) 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.10 temos: A área molhada “A”: A= D2 ( θ – seno θ)/8 O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 O raio hidráulico “R”: R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) A corda “b” correspondente a altura molhada é dado por: b= D sen (θ/2) Conforme Mendonça.15≤y/D≤ 0.1993 p.6 θ 0. não havendo possibilidade de se tornar a equação numa forma explícita.com.50 rad. Usam-se para isto alguns métodos de cálculo: 26-9 . • Daí a necessidade de resolvê-la por processo iterativo. ≤ θ ≤ 4. como o Método de Newton-Raphson. • Observar que o ângulo central θ aparece nos dois lados da equação.43 rad. O ângulo central θ está entre 1.

4 Arbitramos um valor qualquer do ângulo central em radianos: 3.82 – seno 3.82)=0.81 x 0.8 0.4 X= seno (3.19 > 1 Portanto.011m2 Equação da continuidade: Q= A x V V= Q/A= 0.5graus Cos (3.6 θ 0.6 θ 0. a altura a lâmina de água é 0.0013m3/s.8) +2.5 F=1.010x0.82 Adotamos θ= 3. Método da bissecção.0.82rad)/ 3. A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.15 -0.4 θ= seno θ +2.15 1. raio hidráulico e número de Froude θ= seno θ + 2 2.15=0.33=2y/0.15/4) (1-(seno 3. Calcular a altura y.6 (0.10/ 0.6x 3.6 0. corda.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.4 X= .61 +4.18 / (9.010.4 θ= seno θ + 2 2.007 1/2) 0.33= 1 – 2y/0.15 -1.67= 67% < 75% OK.82rad R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0. θ 0.013m3/s / 0.82rad/2=219graus/2=109.10m y/D= 0.6 D-1.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.43= 3.15 y=0.6θ 0.82rad=219graus/2=109.14m θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /0.15-1.6 .15 sen (3.82 Adoto 3.4 Seja um tubo de PVC com n=0.33= -2y/0. declividade I=0.82rad/2)= 1 – 2y/0.82rad/2)=0.152 ( 3.8rad X= seno θ +2.044m b= D sen (θ/2) b= 0. regime de escoamento rápido ou supercrítico Área molhada 26-10 . Método de Newton-Raphson e Método das Aproximações Sucessivas.6 (n Q/I 1/2) 0.011m2= 1.10m Portanto.82)/8 =0.5 F= 1.007m/m e vazão de 0.5graus θ /2= arc cos ( 1 – 2y /15)=3.10 )0. Exemplo 26.18m/s Número de Froude F= v / (g x y )0.com.15)=3.013/0.br 10/07/2008 • • • • Método de tentativa e erros.

com. θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 Segundo Rolim Mendonça et al. a maior lâmina admissível deve ser menor ou igual a 50% do diâmetro do coletor.75D.5 6= vc (g R) -0. 26.81m/s2 (aceleração da gravidade) R= raio hidráulico (m) Azevedo Neto.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 26-11 . 1980 em que o número de Boussinesq é igual a 6 quando se inicia a mistura de ar e água.0 D (θc – senθc))] (1/3) Para calcular o valor de θc com várias iterações: θoc .12 Velocidade crítica Para achar o ângulo central crítico θc temos que resolver a seguinte equação conforme Rolim Mendonça et al. assegurando-se a ventilação do trecho sendo a velocidade critica definida por: Vc= 6 x (g x R) ½ Sendo: Vc= velocidade crítica (m/s) g= 9.(4/3) (Qc2/g) 1/3 x D -5/3 x (sen (θoc/2) -2/3 cos (θoc/2) A NBR 9649/86 diz que quando a velocidade final vf for superior a velocidade critica vc. 1998 justifica a equação da velocidade critica da norma usando as pesquisas de Volkart.sen (θc))} 0.11 Lâmina de água em tubos e canais Segundo a NBR 9649/86 a altura máxima da lâmina de água em redes coletoras de esgoto sanitário é 75% do diâmetro ou seja 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 1987.5 Sendo: B= numero de Boussinesq G= aceleração da gravidade m/s2 R= raio hidráulico (m) Quando se inicia a mistura do ar com a água o numero de Boussinesq é igual a 6 e portanto B=6 B= vc (g R) -0.br 10/07/2008 26.{θoc -sen θc .5 Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3} θc = ________________________________________________ 1 – cos θoc . 1987 a velocidade crítica Vc e a declividade crítica Ic são: yc/D= (1/2) x (1 – cos θc/2) Vc= {[g xD/ (8 sen(θc /2))] x (θc . B= vc (g R) -0.

5) o coeficiente Khidr.1026 Vc= 6 x (g x R) ½ Vc= 6 x (9.49m/s Para h/D= 0.50 x 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. Nota: cuidado.1026) ½ = 6.50=0.30=0.50 Entrando na Figura (26.5).81 x 0.342 R= Khidr x h/D R= 0. 1998 recomenda a verificação da velocidade crítica vc em relação a velocidade final do plano vf e m todos os trechos da canalização.25) ½ = 9.02m/s 26-12 .com.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.81 x 0. R= Khidr x h/D Com os valores h/D achamos na Figura (26. Exemplo 26.50 achamos Khidr=0.25 Vc= 6 x (g x R) ½ Vc= 6 x (9.30 achamos Khidr=0.5 Calcular a velocidade critica conforme a NBR 9649/86 sendo h/D= 0.br 10/07/2008 Tirando-se o valor da velocidade critica Vc temos: Vc= 6 x (g x Rc) ½ Azevedo Neto.342 x 0.5) com h/D=0. o raio hidráulico é do ângulo central crítico Rc= (D/4) (1-(seno θc)/ θc) Conforme Crespo. 1997 o raio hidráulico R para o cálculo da velocidade critica pode ser consultada a Figura (26.50 R= Khidr x h/D R= 0.

81) 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5. diâmetro D=0.33 26-13 .Coeficientes para o calculo do raio hidráulico para a velocidade critica da NBR 9649/86.br 10/07/2008 Figura 26.6 Calcular o ângulo central crítico e a velocidade crítica para vazão de 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.15m tubo de PVC n=0. 1997 Exemplo 26.33 [sen(θc/2)] 0.67 θc= sen θc +4.29 [sen(θc/2)] 0.010m3/s. θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.33 x 0.15 -1.010. Fonte: Crespo.0102/9.

63 < 0.67 ] =0.15(3.19 x (3.11 3.15=0.02 3.15/4) [ 1 – (sen 3.sen (3. 1981 o valor de yc pode ser estimado por: yc= 0.32 4.67 +0.67-sen 3.75D yc=0.67))} 0.095m Verificação Conforme Metcalf&Eddy.sen (θc)} 0.0x0.07 3.5 Vc=0.083D yc= 0.34 4.67/2] x [3.29 [sen(θc/2)] 0.483 x (Q/D) 2/3 + 0.Cálculo para o ângulo central por tentativas θc θc= sen θc +4.40 4.67] (1/3) Ic= =[0.07 3.483 x (0.34 4.15=(1/2)x (1 – cos 3.0052m/m 26-14 .13+3.083x0.32 4.0102 x 9.04 3.28)/2= 3.0933m y/D= 0.36 4.09 3.38 4.com.67 /2))] x (3.28 Tomamos o valor médio θc= (4.67/2)=0.67 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.40 4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.30 4.02 3.04 3.89m/s Declividade crítica Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.5 Vc= {[9.01/0.17] 1/3 Ic=0.67)/ 3.11 3.13 3.15/ (8 sen(3.br 10/07/2008 Tabela 26.15) 2/3 + 0.0 D (θc – sen θc))] (1/3) Ic= =[0.13 3.2.36 4.81/ (sen(3.81 x0.38 4.63 R= (D/4) ( 1 – sen θ/ θ ) R= (0.5 Vc= {[0.30 4.33 4 3.043m Vc= {[g xD/ (8 sen(θc /2))] x (θc .00101 x 5.674/ (2.50} 0.67 rad yc/D= (1/2) x (1 – cos θc/2) yc/0.09 3.

013 PVC 0. Tabela 26.14 Profundidade do coletor De modo geral a profundidade mínima na rua é 0.013 Aço soldado 0. polietileno 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.65m no passeio.013 Concreto 0.13 Velocidade máxima A velocidade máxima conforme norma NBR 9649/ 1986 é de 5m/s.90m e 0. 26.00m a 2.3.16 Coeficiente n de Manning Os coeficientes n de Manning mais usuais estão na Tabela (26.4).010 Ferro fundido com revestimento 0. Tabela 26.011 Poliéster.Velocidades máximas conforme o tipo de material Velocidade máxima Material usualmente admitida (m/s) Ferro fundido 5 PVC e manilhas cerâmicas 5 Concreto 5 26.br 10/07/2008 26.012 Ferro fundido sem revestimento 0.011 26-15 . A profundidade máxima no passeio varia de 2.4.50m e na rua no máximo em 4.15 Materiais Os materiais mais comuns são: • Cerâmico: diâmetros variam de 75mm a 600mm • Concreto simples: diâmetro de 200mm a 600mm • Concreto armado: diâmetro de 300mm a 2000mm • PVC: diâmetro de 100mm a 400mm • Polietileno e polipropileno: diâmetro de 63mm a 1200mm • Ferro fundido: diâmetro de 80mm a 2000mm • Aço: varia conforme o fabricante • PRFV (fibra de vidro): diâmetro de 300mm a 2400mm 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Coeficientes n de Manning conforme os materiais Material dos condutos Coeficiente n de Manning Cerâmico 0.00m.

D=0.000N/m3 V= velocidade média (m/s) N= coeficiente de rugosidade de Manning θ= ângulo central em radianos σt= tensão trativa (Pa) Exemplo 26.013 e v=5m/s Q em L/s Imax=4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.17Tensão trativa A tensão trativa σt é dada pela equação: σt= γ .com. 1987 para 75% de seção para Q em m3/s Imax= 3. Conforme Rolim Mendonça et al.03 Pa= 3.7Q-0.04 x [ 4x 3.82/(D(3. 0.28/0.18 Velocidade máxima e declividade máxima A velocidade máxima admitida pela norma é 5m/s que é a mesma admitida em galerias de águas pluviais.7Q-0. 26-16 .67 Quando n=0.7 Sendo θ=3. mas a norma brasileira usa o critério da tensão trativa mínima de 1Pa e usando o coeficiente de rugosidade de Manning n=0.15m.8 Calcular a declividade máxima a ¾ da seção para a vazão de 13 L/s tubos de PVC Imax=2.4838m/m 26.82rad. n2 V2 x [ 4θ/(D(θ-senoθ)] 1/3 2 2 σt= 10000x.67 Exemplo 26.67 Imax=2.5Q-0.0055 x Qi -0.19 Declividade mínima Na maioria dos países em todo o mundo usa o critério da velocidade mínima e daí calculam a declividade mínima. v= 1.010 PVC. Achar a tensão trativa.82-seno3.45] 1/3 σt= 3.013 temos a declividade mínima: Io min= 0.br 10/07/2008 26.7x 13-0.010 e v=5m Q em L/s Imax=2.03 N/m2 26. n=0.0816 x [ 15.67 =0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.64 x n2 x v 2.82)] 1/3 σt= 1. n2 V2 x [ 4θ/(D(θ-senθ)] 1/3 γ = peso especifico do esgoto= 10kN/m3=10.04m/s.47 Sendo: Iomin= declividade mínima (m/m) Qi= vazão inicial ( L/s) Há muito anos se usava o critério da velocidade mínima de arraste de 0.67 Para n=0.60m/s.15(4.67 x Q -0. σt= γ .010 x 1.

com.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.1. 1999 Figura 26.60m/s Fonte: Tsytiya.60m/s Fonte: Tsytiya.br 10/07/2008 Figura 26.1.Declividades mínimas do Metcalf&Eddy para velocidade mínima de 0. 1999 26-17 . 1999 ‘ Figura 26. Fonte: Tsutiya.Declividades mínimas do antigo DAE para velocidade mínima de 0.1-Equações obtidas para a declividade mínima de modo a garantir tensão trativa maior que 1Pa.

61x 0.25 x I 0.375 A declividade mínima será: Considerando: Tensão trativa mínima = 1 Pa γ= 10.013-0. Io min= 0.75 x Q 0.20 Declividade mínima para qualquer valor de n Conforme Rolim Mendonça et al.75 x Q 0.010 I=0.0055 x Qi -0.375 V= 15.25 x n -0. Ilha e Santos.61x n -0. 1987 a declividade mínima pode ser calculada pela seguinte equação: V= (R2/A)0. O diâmetro do coletor predial D a ½ seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------26-18 (Equação 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 26.013 I=0.000721 n-9.375 Para n=0.br 10/07/2008 Exemplo 26.0016m/m Na prática a declividade mínima que pode ser usada é I=0.013-0.61 Macedo Q= vazão em L/s Teremos: I=0.0005 m/m. 1998 EPUSP.1) .375 Para tubos de PVC n=0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.25 x I 0.75 x Q 0.0055 x Q -0.75 x Q 0.25 x I 0.006 x Q -0.25 x I 0.375 V= 19.4614 x Q -0.61x 0.013 (manilhas cerâmicas) V= 0.75 x Q 0.9 Dada a vazão de 13 L/s com n=0.com.013 achar a declividade mínima conforme norma da ABNT.25 x I 0.010-0.21 Diâmetro do coletor conforme Gonçalves.000N/m3 M=0.47 26.8 x Q 0.0055 /130.75 x Q 0.25 x I 0.25 x I 0.375 V= 0.47 A norma adota: Para n=0.61x 0.47 Io min= 0.375 Ou V= 0.25= 0.47 Para n=0.47 Iomin=0.010 V= 0.3 x Q 0.25 x I 0.375 Entretanto o engenheiro Eugênio Macedo observou que com erro de 5% podemos aproximar o termo da equação: (R2/A)0.61 ficando: V= M x n -0.61=M Macedo denominou de M=0.

22 Vazão mínima Quando um coletor não temos vazão mínima deve-se adotar o mínimo de 1.320 Sendo: D = diâmetro do coletor predial em metros.644 O diâmetro do coletor predial D a ¾ da seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------8.5 L/s conforme a norma brasileira.com. Até o presente momento não temos critérios firmes de localização de PV. 26.2) 26-19 . n = coeficiente de Manning. (Equação 26. Há vários anos o Departamento de Águas e Esgotos (antigo DAE) fez pesquisas em milhares de poços de visita de esgotos salientado que inúmeros PV nunca foram abertos para manutenção enquanto que uma porcentagem menor é constante manuseado. Q = vazão no coletor predial em L/s.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A meu ver o grande número de entupimentos em redes de esgotos se dá em trecho descendente seguido de trechos praticamente em nível e nestes locais os PV serão constantemente abertos para manutenção. Quando existe equipamento de jatos de água a sua eficiência se dá no máximo em 60m e portanto a distancia entre os PVs pode ser de 120m. I = declividade do coletor predial em m/m. 26.232 Distância entre os PV Depende do equipamento disponível.br 10/07/2008 6.

1997 26-20 .br 10/07/2008 Figura 26.com.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Poço de visita típico Fonte: Crespo.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6.

8. 1997 26-21 .7.Poço de visita com tubo de queda Fonte: Crespo.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Poço de visita com tubo de queda e dissipador de energia retangular Fonte: Crespo. 1997 Figura 26.br 10/07/2008 Figura 26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.com.

V22/2g) V1= velocidade a montante (m/s) V2= velocidade a jusante (m/s) Perda de carga com alargamento súbito com entrada arredondada Ho= 0.br 10/07/2008 26.0 (V12/2g . geralmente não são consideradas.1 (V12/2g .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.05 (V12/2g .V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com contração súbita com entrada bem arredondada Ho= 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. contando-se com isto com altura da lâmina de esgoto que no máximo deve ser de 75% do diâmetro.5 (V12/2g . 1994 apresenta as perdas de cargas localizadas em canais livres de uma maneira bem sucinta que passamos a descrever: Perda de carga com contração súbita com entrada chanfrada Ho= 0. 1994 Qasim.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com alargamento súbito com entrada chanfrada Ho= 0.com.2 a 1.V22/2g) V1= velocidade a montante (m/s) V2= velocidade a jusante (m/s) 26-22 . Entretanto caso se queira levar em conta as perdas de cargas localizadas num poço de visita.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com contração súbita com entrada arredondada Ho= 0.25 (V12/2g .24 Perdas de cargas As perdas de cargas nos poços de visita onde há uma mudança de direção e dos poços de visita de passagem dos esgotos sanitários. As perdas distribuídas hf são: hf= S x L S= [(Q x n/ (A x R2/3)]2 A perda de carga distribuída hf numa tubulação de comprimento L será: hf= S x L = L x [(Q x n)/ (A x R2/3)]2 Sendo: n=rugosidade de Manning L=comprimento (m) Q= vazão (m3/s) A= área molhada (m2) R= raio hidráulico (m) S= perda distribuída (m/m) Perdas localizadas conforme Qasim. basta fazer um rebaixo relativa a perda de carga localizada calculada.

78(V2/2g ) Passagem direta por um poço de visita Ho= 0.Vd2/2g) Sendo: Vo= velocidade das esgotos sanitários na saída (m/s) Vd= velocidade do local de lançamento (m/s) No caso de o lançamento ser feito em um lago ou reservatório Vd=0 e então teremos: Ho= 1.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.00 (V2/2g ) Quando uma rede de esgoto é lançada num lago.br 10/07/2008 Sifão Ho= 2.30 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 90º com dispositivo de desvio Ho= 1. num rio ou noutra tubulação de maior dimensão temos a equação: Ho= 1.00 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 45º Ho= 0.30 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 90º Ho= 1.0 x (Vo2/2g .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1987 in Tsutya. 26-23 .com. 1999 mostra as perdas de cargas localizadas (hf) em poços de visita: • Nas passagens retas: 0.03m • Nas curvas: • Se Rc <2D então hf= V2/40 • Se 2D <Rc <8D então hf= V2/80 Sendo: Rc= raio da curva (m) V= velocidade a montante (m/s) D= diâmetro do conduto (m) Exemplo 26.10 Dada a velocidade de V=2.0m/s achar a perda de carga num PV de passagem e num poço de visita a 90graus com dispositivo de desvio.0 x (Vo2/2g) Conforme Martins .40 (V2/2g Mudança de direção no PV de 45º com dispositivo de desvio Ho= 0.05 (V2/2g) Passagem direta por um poço de visita terminal Ho= 1.

0. I . Da Tabela (26.br 10/07/2008 Passagem direta por um poço de visita Ho= 0.81)=0. I ½ =0.4429 donde 26-24 .20m 26.81)=0. Primeiro problema: Dados Q. D achar y= ? Dados: Vazão no coletor predial = 6 L/s = 0. D=0. Y= lâmina d’água em m.05 (2.013. 0. I .256004 achamos: y/D = 0.10 8/3 . I .1) a (26. n. Q . n= coeficiente de rugosidade de Manning . n. n / (D 8/3 .com.69. D achar y= ? • Dados y . D achar Q= ? Sendo: Q= vazão no coletor em m3/s.006 m3/s.05 (V2/2g) Ho= 0.1998.1) entrando com o número adimensional 0.25 Critério de vazões A norma brasileira 9649/86 introduziu o conceito que em tubulações de esgoto deverá calculada pela vazão inicial (Qi) e vazão final (Qf).69 = 0.006 .26 Dimensionamento de coletores circulares usando tabela de parâmetros adimensionais conforme Neto. A tubulação transversal de um coletor pode funcionar a seção plena e a seção variável.69 = 0.10m teremos: y= D . n /D 2/3 . Araujo. Araújo.69 achamos o parâmetro adimensional 0.00 (V2/2g ) Ho= 1.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.8) elaboradas pelos professores Ariovaldo Nuvolari e Acácio Eiji Ito da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP) e citado no livro Neto. • Dados Q. 1998. D= diâmetro do coletor em m.10m. v. Ito. Uma maneira prática de se calcular os parâmetros hidráulicos é usar as Tabelas (26.01m Mudança de direção no PV de 90º com dispositivo de desvio Ho= 1. n .00 (22/2x9.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 0.Ito. n=0.4429.069m (altura da lâmina d’água) Calculemos a velocidade média v. I ½ )= (0. Comecemos calculando o parâmetro adimensional da Tabela (26. 26.5) usando y/D = 0. Na prática existem dois tipos básicos de problema.013) / 0.1).1 . I= declividade do coletor em m/m.256004 Consultando a Tabela (26.02 ½ = 0.02/2x9. 0. Como o valor de D=0. onde o valor da lâmina d’água y é menor que o diâmetro.02 m/m ou seja 2%. I=0.

06 5.5.82 4.86 4.10 -1.66 4.74 4.70 4. σt = γ . Ângulo central crítico θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/6 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.72 4.81) 1/3 [sen(θc/2)] 1/6 x 0.013)/(0. n / (I 1/2) )3/2 = ((1.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.41 4.68 4.16 4.07 [sen(θc/2)] 1/6 θc 4 5. v= (1/n) RH 2/3 I ½ RH = (v.03 x 0.89 Pa >> 1 Pa.11 5.13 4.029x 0.37 4.00 4.76 4.com.02 = 5. I ½)/n = (0.Cálculo por tentativas sen θc + 6.95 4.13 4.029 m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.70 4.65 26-25 .39 4.34 4.41 4.(0.21 4.4429xD 2/3 . I σt = γ .28 4.br 10/07/2008 v= (0.44 4.43 4.79 4.021/2))/0.32 4.39 4.34 4.06 4.06 4.72 4.28 4.13 [sen(θc/2)] 1/6 x 46.03 m/s. I = 10.000x 0. RH .25 4. OK.0062/9.00 4.68 4.76 4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Pela fórmula de Manning.12/3) .11 5.16 4.82 4.46 Tabela 26.79 4. (0.74 4.21 4.25 4. tiremos o valor do raio hidráulico.43 4.67 θc= sen θc + 0.66 4.06 5.4429 . RH .90 4.46 4.73 θc= sen θc + 6.32 4.95 4.44 4.37 4.86 4.90 4.013 = 1.07 [sen(θc/2)] 1/6 5.02 ½ )) 3/2 = 0.

47 4. 0.0167 m 3/s Procuremos o valor da velocidade média e da tensão trativa.35 . n=0.02 ½ )) 3/2 = 0.02 ½ ) =0.73rad=271graus Velocidade critica Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (θc . I = 10.47 4.00m/s > Vc=0.2430 Q= (0. D achar Q= ? Dados: Vazão no coletor predial = ? m3/s.044 .64 4. σt = γ . 0. Pela fórmula de Manning.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. I=0. Segundo problema: Dados y . I . 0.73 /2))] x (4.10m então temos a relação y/D y/D = 0. 0. I ½ )= Q x.73} 0.seno (θc))} 0.02 ou seja 2%.8 Pa >> 1 Pa 26-26 .15 2.013)/(0.73 .15 = 0. RH .1/0. Regime supercrítico Como a velocidade é maior que a velocidade critica então conforme a NBR 9649/86 o valor y/D deverá ser menor ou igual a 0.49 Adotamos θc= 4.seno (4. v= (1/n) RH 2/3 I ½ RH = (v.64 4.00m/s Como a velocidade V= 1. Da Tabela (26.1m (altura da lâmina d’água) Solução: Como temos a altura da lâmina d’água y=0.4390xD 2/3 . I ½)/n = (0.02 = 8.000 .48 4.88m/s.1) tiremos o adimensional 0.2430 Q .4390 donde v= (0.63 4.013) . n / (I 1/2) )3/2 = ((1.50.02 ½ )= 0. tiremos o valor do raio hidráulico. y=0. n .15 8/3 x 0.73))} 0. Uma solução imediata é aumentar o diâmetro para o seguinte. n / (D 8/3 .65 4.175 x (5.666m Entrando na Tabela 6.4 com y/d=0.013 = 1.021/2))/0.br 10/07/2008 4. (0.15m.48 4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. I ½ =0.4390 relativo a y/D= 0. então D=0.666 obtemos 0.044 m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa. RH .63 4.5 Vc= {[9.666 v.com.2430 /0.10/ (8 seno(4.15m.5 Vc= 1.67 x 0.013. n /D 2/3 .4390 x (0.5 Vc= {0. I σt = γ .35 m/s.152/3) x(0.013 / (0.81x0. D=0.

com.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.br 10/07/2008 26-27 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

1611 0.01 0.53 0.0015 0.0273 0.0095 0. n / (D 8/3.2040 0.08 0.0065 0. n / (D 8/3.55 0.05 0.18 0.28 0.1933 0.2200 0.54 0.3046 26-28 .57 0.0362 0.10 0.6-Condutos circulares em regime permanente y/D Q .2409 0.23 0.06 0.14 0.79 0.58 0.69 0.2658 0.2969 0.30 0.80 Fonte: Netto.0220 0.2797 0.11 0.27 0.52 0.1665 0.0331 0.65 0.0394 0.0041 0.2460 0.2510 0.72 0.2705 0.78 0.0005 0. 1998 Q .19 0.02 0.0113 0.17 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.2752 0. Araujo e Ito.1772 0.0031 0.66 0.76 0.26 0.br 10/07/2008 Tabela 26.0461 0.2357 0.63 0.60 0.2094 0.0571 0.0151 0.0173 0.61 0.0079 0.70 0.0022 0. I ½) 0.62 0.04 0.71 0.13 0.0009 0.03 0.59 0.68 0.0196 0.73 0.56 0.0052 0.2147 0.0497 0.2885 0.com.0002 0.0131 0.0001 0.2609 0.75 0.07 0.2842 0.16 0.67 0.15 0.1987 0.1825 0.09 0.3008 0.29 0.64 0.22 0.24 0.0534 0.21 0.1718 0.2560 0.0427 0.20 0.0301 0. Fernandez.2305 0.75 0.2253 0.1879 0.25 0.12 0. I ½) y/D 0.2928 0.77 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0246 0.0610 0.51 0.

41 0.47 0. n / (D 8/3.99 0.3285 0.3293 0.31 0.37 0.90 0.97 0.3083 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.89 0.3335 0.98 0. 1998 Q .92 0.1349 0.1247 0.8^7 0.3182 0.0776 0. I ½) y/D 0.br 10/07/2008 Tabela 26.88 0.91 0.49 0.3339 0.3321 0.33 0.0691 0.1401 0. n / (D 8/3.1197 0.3211 0.3118 0.38 0.1148 0.1003 0. I ½) 0.94 0.45 0.1099 0.48 0.95 0.0650 0.3305 0.50 0.0733 0.3247 0.43 0.3345 0.3151 0.44 0.96 0.3322 0. Araujo e Ito.32 0.0956 0.3116 26-29 .1453 0.81 0.0909 0.7-Condutos circulares em regime permanente y/D Q .86 0.1298 0.0819 0.1050 0.3351 0.93 0.40 0.0864 0.3263 0.39 0.3352 0.00 Fonte: Netto.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.1558 1.42 0.85 0.34 0. Fernandez.3238 0.1505 0.84 0.83 0.36 0.com.46 0.35 0.3340 0.82 0.

17 2.6624 0.62 0.19 2.3849 0.2097 0.7295 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.03 5.22 1.70 0.23 1.0613 0.30 1. n/(y 8/3 .69 0.7724 0.66 0.4854 0.28 1.9529 0.04 4.1061 0.6120 0.7724 0. I ½) 0.68 0.7662 0.59 0.br 10/07/2008 Tabela 26.6360 0. Araujo e Ito.65 0.71 0.7208 0.6496 0.72 0.73 0.8022 0.09 3.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.2935 0.25 1.07 3.5998 0.8208 0.29 1.77 0.4107 0.52 0. n/(y 8/3 .7436 0.1326 0.8752 0.58 0.7579 0.5132 0.9625 0.74 0.56 0.01 10.2043 0.16 2.6805 0.06 4.7212 0.51 0.8654 0.20 1.5878 0.7872 0.5509 0.18 2.4207 0.21 1.8332 0.9339 0.63 0.8989 0.67 0.9950 0.7696 0. Fernandez.60 0.27 1.61 0.7436 0.02 7.05 4.80 Fonte: Netto.7872 0.7579 0. I ½) y/D 0.com.75 0.8176 0.78 0.64 0.11 2.0009 0.10 3.55 0.6318 0.54 0.08 3.8-Condutos circulares y/D Q.8606 0.1118 0.8491 0.13 2.14 2.0201 0.5966 0.15 2.8820 0.53 0. 1998 Q.12 2.24 1.5523 26-30 .6753 0.57 0.5640 0.9332 0.5758 0.76 0.79 0.9705 0.9162 0.5903 0.6244 0.26 1.

4066 0.88 0.40 1.5293 0.3602 0.86 0.br 10/07/2008 Tabela 26.37 1.1841 0.41 1.9894 1.32 1.43 1.4842 0. n/(y 8/3 .84 0.5066 0.31 1.99 0.45 1.39 1.44 1.3335 0.83 0.4178 0.1600 0.98 0. I ½) y/D Q.4771 0.3954 0.38 1.com.2348 0.3840 0.0701 0.47 1.4620 0.93 0.87 0.3723 0.95 0.81 0.33 1.90 0. 1998 26-31 .36 1.00 0.4426 0.4399 0.4509 0.92 0.34 1.9-Condutos circulares em regime permanente Q. Fernandez.1365 0.3174 0.96 0.91 0.2091 0.97 0.89 0.50 0.4289 0.2889 0.48 1.0916 0.3475 0.49 1.3469 0.82 0.0491 0.4094 0.3776 0. n/(y 8/3 .1138 0.5407 0.5179 0.46 1.85 0.4953 0.2614 0.35 1.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.94 0.0088 0.3116 Fonte: Netto.42 1. Araujo e Ito. I ½) y/D 0.0287 0.4731 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

11 0.67 0. 1998 y/D 0.13 0.53 0.17 0. n /(D 2/3 .4512 0.20 0. Araujo e Ito.27 0.4002 0.76 0.57 0.4517 0.58 0.64 0.55 0.12 0.br 10/07/2008 Tabela 26. n /(D 2/3 .0353 0.2512 0.69 0. I ½) 26-32 .4279 0.25 0.1691 0.2367 0.24 0.4414 0.4469 0.15 0. Fernandez.4520 0.4444 0.4505 0.22 0.4523 v.21 0.26 0.2133 0.65 0.2843 0.4489 0.4095 0.78 0.4343 0.79 0.62 0.4480 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4065 0.56 0.4429 0.4323 0.09 0.06 0.19 0.4256 0.3080 0.4153 0.01 0.0559 0. I ½) 0.10-Condutos circulares em regime permanente y/D v.73 0.4381 0.30 0.2650 0.0730 0.1592 0.4034 0.2441 0.2905 0.77 0.07 0.1965 0.02 0.4180 0.29 0.54 0.72 0.4457 0.16 0.2291 0.23 0.70 0.1786 0.51 0.05 0.61 0.08 0.4362 0.66 0.4206 0.4301 0.2780 0.03 0.59 0.75 0.52 0.0881 0.2582 0.3023 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.80 Fonte: Netto.28 0.14 0.com.10 0.2214 0.2716 0.68 0.74 0.1267 0.1381 0.4231 0.1489 0.4498 0.1147 0.4398 0.2965 0.1019 0.60 0.71 0.2051 0.4124 0.04 0.1877 0.63 0.18 0.

32 0.49 0.40 0.88 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.38 0.94 0.3863 0.3490 0.85 0.45 0. Araujo e Ito.95 0.41 0.4267 0.31 0.3666 0.47 0.48 0.4524 0.35 0.3899 0.4376 0.36 0.4507 0.4522 0.3624 0.3748 0. I ½) 0.4519 0.3787 0.3136 0.50 0.83 0.4213 0.46 0.97 0.3968 1.com.87 0.86 0.br 10/07/2008 Tabela 26.91 0.3968 Fonte: Netto.44 0. n /(D y/D v.3708 0. I ½) 26-33 .4402 0.39 0.92 0.3345 0.4445 0.4345 0.81 0.4309 0.3535 0.98 0.11-Condutos circulares em regime permanente y/D v.96 0.4524 0.43 0.3190 0.99 0.4489 0.42 0.3394 0.4499 0. n /(D 2/3 .89 0.3295 0.3443 0.34 0.4476 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.84 0.3825 0.3580 0.93 0.37 0.00 0.4514 0.33 0. 1998 2/3 . Fernandez.4142 0.82 0.4462 0.3934 0.3243 0.4425 0.90 0.

5982 0.7163 0.24 0.7584 0.7487 0.6260 0.7608 0. n/(y2/3 .5330 0.04 0.23 0.7414 0.10 0.69 0.6015 0.17 0.28 0.5637 0. n/(y2/3 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5371 0.6873 0.79 0.76 0.68 0. I ½) 0.27 0.66 0.54 0.7007 0.7111 0.19 0.57 0.7511 0.7033 0. Fernandez.59 0.21 0.5882 0.58 0.5673 0.5525 0.5709 0.5848 0.65 0.12-Condutos circulares em regime permanente y/D v.5449 0.77 0.6144 0.12 0.29 0.7438 0.52 0.72 0.75 0.7085 0.11 0.73 0. Araujo e Ito.60 0.07 0. 1998 v.5744 0.5779 0.63 0.7340 0.6980 0.6080 0.13 0.5410 0.06 0.7188 0.62 0.7389 0.02 0.6048 0.5600 0.15 0.67 0. I ½) y/D 0.6900 0.5949 0.26 0.6238 0.61 0.80 Fonte: Netto.br 10/07/2008 Tabela 26.56 0.70 0.18 0.05 0.22 0.7290 0.5814 0.30 0.7536 0.55 0.78 0.74 0.7365 0.5290 0.03 0.7239 0.7315 0.7463 0.7214 0.6112 0.7265 0.7560 0.08 0.5248 26-34 .64 0.71 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.6954 0.com.09 0.53 0.01 0.5563 0.6827 0.16 0.7137 0.6207 0.20 0.25 0.51 0.6176 0.5916 0.7059 0.14 0.5487 0.

36 0.38 0.4786 0.4888 0.13-Condutos circulares em regime permanente y/D y/D v. I ½) 0.4271 0. I ½) 0. n/(y2/3 .93 0.99 0. Araujo e Ito.6764 0.41 0. Fernandez.97 0.45 0.6846 0.39 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6449 0.6680 0.4354 0.31 0.6360 0.5120 0.449.4936 0.4428 0.4838 0.6708 0.5164 0.43 0.50 0.34 0.84 0.6736 0.33 0.91 0.com.6537 0.37 0.82 0.40 0.6819 0.6420 0.46 0.6479 0.44 0.00 Fonte: Netto.88 0.5206 0.96 0.6330 0.48 0.6508 0.4560 0.4678 0.92 0. 1998 v.br 10/07/2008 Tabela 26.4984 0.89 0.86 0.5030 0.3968 26-35 .90 0.6623 0.6 0.85 0.32 0.4170 0.42 0.98 0.6390 0.94 0.87 0.81 0.4620 0.6652 0.4733 0.83 0.49 0.35 0. n/(y2/3 .6299 1.6595 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5076 0.47 0.6791 0.95 0.6566 0.

Primeiramente calculamos ψ ψ = Q2 / g = 15 2 / 9.b/ 30z = 0.27 .81 .1) Exercício 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.94 / 32) 0.97m Seção trapezoidal Para a seção trapezoidal de um canal com base b e inclinação das paredes 1 na vertical e z na horizontal.75 .33 = (22. vazão de 15m3/s. a altura critica do canal é de 1. 0.26) . b 1.94 yc = 0.27 .25 = 0.01 / D 0.7Hydraulic of Open Channel Flow.br 10/07/2008 26.25 ) 0.33 sendo b=largura do canal (m).12 Calcular a altura crítica de um tubo de concreto de diâmetro de 1.97m Portanto.36m. ψ = Q2 / g = 152 / 9.92 yc = (1.33 = 1. Primeiramente calculamos ψ ψ = Q2 / g = 32 / 9. Primeiramente é definido um termo denominado ψ = Q2 / g ( Equação 26.81 = 22.94 / 3 0.00m. (ψ / z 0. 3 1.01m 26-36 .11.3/ 30.01 / D 0.2) yc = (ψ / b2) 0.13 Achar a altura critica de um canal trapezoidal com base de 3. (Equação 26.81 .75 .81 = 22. Seção retangular (Equação 26. Calcular a altura crítica de um canal retangular com largura de 3. Exercício 26.1) Exercício 26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.81 = 0.75 . mostra quatro equações semi-empíricas para a estimativa da altura crítica yc extraídas de trabalho de Straub.1) 3 2 sendo Q a vazão (m /s) e g=9.00m.0.04.01 / 1.94 yc = (ψ / b2) 0.81 m/s .b/ 30z ( Equação 26.25 ) 0. a altura critica é: yc = 0.36m Portanto. ψ 0.5m para conduzir uma vazão de 3m3/s.3 = yc = 1. 1982. ( 22.03 = 1.26) . a altura critica no tubo é de 0.81 .25 sendo D o diâmetro da tubulação.27 . b 1.50. Seção circular ψ = Q2 / g yc = (1. 1999 em seu livro Hydraulic Design Handbook capítulo 3.25 = (1. (ψ / z 0.27 Equações semi-empiricas para estimativa da altura crítica French in Mays. vazão de 15m3/s e declividade da parede de 1 na vertical e 3 na horizontal ( z=3).26) .com.92 0.25 ) 0. ψ 0.

23 4.4 θ= sen θ +2.56 4. θ= sen θ + 2 2.14.302 ( 4.18)=0.56 4.18 4.4 θ 3.00 4.627m O raio hidráulico “R”: R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.4962x0.0928/0.847.30/4) (1-(seno 4.Rolim Mendonça et al.Cálculos para achar o ângulo central do escoamento normal θ= seno θ +2.18 4.18 rad= 239.0567m2 .18)/ 4.-567= 1.18 – seno 4.18 = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 4.6 θ 0. a altura critica é de 1.6 (n Q/I 1/2) 0.18 4. I 26-37 A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.18 4. θ 0.14. θ 0.011m/m com diametro de 300mm e n=0.64m/s O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 P=(4.09= cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) -0.0111/2) 0.18 x 0.01m Exemplo 26. o angulo central θ =4.18)/8=0.18 Portanto.4962 = ( 1 – 2 (y/D)) -1.75 A área molhada “A”: Equação da continuidade Q= A x V V= Q/A= 0.30=0.224m y/D= 0.com.224/ 0. σt = γ .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.30/2= 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.6 0. R .847.013 (Manning).30 y=1. 1987 Dimensionar um coletor para vazão de 92.013x0.18/2 = 2.30)/2=0.6 D-1.23 4.0928/0.033m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.8 L/s no fim do plano com declividade de 0.4 Tabela 26.30-1.6 θ 0.4962=-2 y/D=-2y/0.5 graus θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) ou θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 4.6 (0.4 θ= sen θ + 2 2.br 10/07/2008 Portanto.

50 2.255)} 0.15.68 2.63 Pa >> 1 Pa.30 (3.03 4.28x0.5 Vc=1.com.033x 0.715 rad Portanto.715/2))] x [3.45 3.715/2= cos-1 ( 1 – 2 (y/0.46 θc= sen θc +5.91 2.91 2.3 yc= 1.97 4.50 2. o angulo central critico θc=3.000x 0.seno (θc))} 0.93 4.br 10/07/2008 σt = γ .67 θc= sen θc +0.3 -1.71 4.3/2=0.85 4.93 4.71 4.192/0.01 4.56 2.42 3.011 = 3.715 – sen 3.2y/0.56 2.715))] (1/3) Ic=0.30)) 3.28= .85 [sen(θc/2)] 1/3 4 4.0 x0.68 2.28= 1. I = 10.784 [sen(θc/2)] 1/3 x 7.5 Vc= {[0.40 θc O problema apresenta dois valores 3.0132 x 9.03+4. R .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.192m y/D= 0.03 4.40/2 = 3.85 4. Ângulo central crítico θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.715 .5 Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (3.0 D (θc – senθc))] (1/3) Ic= =[0.81) 0.42 3. OK.2y/0.09282/9.97 4.45 3.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.383] x (4.715rad= 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/0.33 [sen(θc/2)] 1/3 x 0.715rad θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 3.Cálculos do ângulo central sen θc +5.30=0.3 -1.seno (3.85 [sen(θc/2)] 1/3 Tabela 26.64 Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (θc .7154/ (2.01 4.129m/m 26-38 .40rad e tomamos a nmedia.30)) -0. 3.715))} 0.03rad e 4.27m/s Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.81/ (sen(3.

1 de fazer com que y/D≤ 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. S1/2 Fonte: Metcalf&Eddy.16) e (26.29m/s Como 1. 1981 26-39 .64> Vc=1.64>1. Análise da velocidade Velocidade normal= 1.Valores de K para secção circular m termos da altura da lâmina de água d. 1981 apresentam as Tabelas (26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.35m.29m/s então temos segundo a NB no item 5. Q= (K/n) d 8/3 .16.19) Tabela 26.29 o regime de escoamento é supercrítico ou torrencial.64m/s Se a velocidade 1.28 Elementos hidráulicos numa seção circular Metcalf & Eddy.17) bem como a Figura (26.50 Então adotamos D=0.17-Valores de K´ para secção circulas em termos do diâmetro do tubo Q= (K´/n) D 8/3 . 26. S1/2 Fonte: Metcalf&Eddy. 1981 Tabela 26.br 10/07/2008 Regime de escoamento Velocidade em regime normal de escoamento= 1.1.com.64m/s Velocidade crítica= 1.

Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Elementos hidráulicos de tubo circular Fonte: Metcalf&Eddy.20.Elementos hidráulicos de tubo circular Fonte: \Hammern 1979 26-40 . 1981 Figura 26.br 10/07/2008 Figura 26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.19.

19) com d/D=0.30/ 4=0.30= 0. adotamos D=0.15.17) achamos K´= 0.n)/ (K´ .65 entrando na Tabela (26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0051/2 )=0.br 10/07/2008 Exemplo 26. 1981´ Determinar o diâmetro.0526 Entrando na Tabela (26.013)/ (0.01m3/s/ 0.28 x 0. d= 0. Entrando na Figura (26.60m 26-41 .070686m2 A/Atotal = 0. S1/2 D= (Q.n) / (D 8/3 .013 Q= (K´/n) D 8/3 .005m/m n=0.com.236 Vamos então tirar o valor de D.15m3/s 65% cheio= d/D=0.641m/s Exemplo 26.0011/2) =0. Dados: D=0.3 8/3 x 0.28 achamos A=Atotal = 0. Usemos a equação da continuidade Q= A x V portanto V=Q/A Temos que achar a área molhada.65 S=0.01m3/s Solução Vamos tirar o valor de K´ Q= (K´/n) D 8/3 .01 x 0.28 Portanto. S1/2 ) K´= (0.084m Vamos achar a velocidade. Dados: Q=0.16.0156m2 V= Q/ A = 0.001 m/m n=0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Extraído de Metcalf & Eddy.17) com K´= 0. S1/2 Como d/D= 0.Extraído de Metcalf & Eddy.0526 achamos d/D=0. S1/2 K´= (Q.22 A= 0. S1/2) D= (0.30 x 0.070686m2=0.15x0.30m S= 0.22 x 0.015) / (0.236x 0.605m Portanto. Q= (K´/n) D 8/3 . 1981 Determinar a altura da lâmina liquida e a velocidade de um escoando com secção parcialmente cheia.0156m2=0.015 (coeficiente de rugosidade de Manning) Q=0.22 Como: Atotal = PI x 0.

433 páginas. 1997. 1997. JOSÉ M. 129páginas. Editora Livros Técnicos. Rio de Janeiro. -ABNT NBR 7362/90. 654 páginas.29 Bibliografia e livros consultados -ABNT NBR 10158/87 Tampão circular de ferro fundido. -FERNANDES. Hidráulica Geral. -HAMMER. CARLOS. Sistemas de esgotos. -ABNT NR 9814/87 Execução de rede coletora de esgoto sanitário -AZEVEDO NETO. Editora Universitária.. MARK J. SERGIO ROLIM et al. João Pessoa. Coleta e transporte de esgoto sanitário. 452 páginas. Sistemas de esgoto sanitário. -LENCASTRE.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. Faculdade de Saúde Publica e CETESB. JOSE M. PEDRO ALEM. -AZEVEDO NETO. 1987. 1979. Sistemas de abastecimento de água e esgotos. -MENDONÇA. 547 páginas 26-42 . Dimensões. 563 páginas. Esgotos sanitários.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Tubo de PVC rígido com junta elástico. 416páginas. Editora UFMG. -TSUTIYA. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. 8ª Ed. 669páginas. Edição Luso-Brasileira. -CRESPO. 1973. EPUSP. -ABNT NBR 9649/86 Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário.br 10/07/2008 26. 1983. 1999. A. PATRICIO GALLEGOS. Manual de Hidráulica. Projeto e Construção de redes de esgotos.com. coletor de esgoto.

com.br Capítulo 27 Método de Muskingum-Cunge 27-1 .Curso de esgotos Capitulo 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.

2 27.5 27.4 27.1 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.com.1 27.3.Método de Muskingum-Cunge Introdução Routing de rios e canais usando o método de Muskingum Routing de rios e canais usando o método de Muskingum segundo FHWA Routing de rios e canais usando o método de Muskingum-Cunge segundo FHWA Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge segundo Chin quando há canal lateral Método de Muskingum-Cunge segundo Chin Método de Muskingum quando há canais laterais Método de Muskingum-Cunge segundo Tucci Bibliografia e livros consultados 23 páginas 27-2 .br SUMÁRIO Ordem 27.Curso de esgotos Capitulo 27.7 27.8 Assunto Capítulo 27 .6 27.3 27.

5. conforme Figuras (27. 1993: dS/dt = I – Q Sendo: S= volume de água no canal (armazenamento) I= vazão a montante Q= vazão a jusante (nota: as vezes usa-se a notação “O” de output) t= tempo. Observar o prisma e a cunha. onde S é proporcional a diferença entre a entrada e a saída.br Capítulo 27 . é também.5. As aplicações de routing são basicamente duas: routing de reservatórios e routing de rios e canais. conforme a Figura (27.2 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum Conforme Chaudhry.Esquema do canal para aplicação do Método de Muskingum. chamado de Muskingum routing.Método de Muskingum-Cunge 27. mas devido as dificuldades de levantamentos de dados usa-se o método de Muskingum-Cunge. O armazenamento no canal forma um prisma onde S (storage) é proporcional a O (output) e o armazenamento em cunha. Vamos expor as idéias de routing elaborados por McCuen no FHWA (Federal Highway Administration) que faz parte do Highway Hydrology. sendo o valor típico 0. 1988. O cálculo exato seria o uso das equações gerais de Saint-Venant conforme Porto. O Método de Muskingum para o chamado “flood routing” foi desenvolvido em Ohio pela primeira vez em 1938 no rio Muskingum por McCarthy do US Army Corps of Engineers e.2. para routing de rios e canais são usados uns dos quatros métodos: • Método de Muskingum. podemos ver a combinação de um prisma de armazenamento K.com. conforme Chow et al.1) e (27. 1993 para um trecho de um canal com movimento não uniforme. o armazenamento depende da vazão de entrada e de saída. O valor de X varia entre 0 ≤ X ≤ 0.1 Introdução O Método de Muskingum-Cunge tem como objetivo a propagação de cheias em rios. sendo K o tempo de trânsito até o local desejado e “O” a vazão naquele local. 27. Dica: a secção é constante durante todo o trecho No Método de Muskingum. 2000 27-3 . Fonte: Chin.3.1) Figura 27. 2003.1). Em rios naturais o valor de X é usualmente entre 0 e 0. Para o routing de reservatórios normalmente é usado o método modificado de Pulz e.X (I –O).1 .O e uma cunha K.Curso de esgotos Capitulo 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. Para armazenamento em reservatórios X=0 e quando o armazenamento marginal está cheio X= 0. Em um canal podemos escrever conforme Akan. • Método de Muskingum-Cunge.2). (Equação 27.

podemos achar um valor de K.3 (Handbook of Hydrology. K e X. 1993 Isto pode ser escrito da maneira usual de aplicação do Método de Muskingum.Q +K.3) Sendo: S= volume. O melhor valor de K será aquela curva que é praticamente uma linha reta.(Q1+ Q2)/2 Usando a Equação (27. p. K= constante do travel time (tempo de trânsito ou tempo de translação) X= fator entre 0 e 1. O mais usado é X= 0.603).X) -(Δt / K)]/ A Sendo que: C0 + C1+ C2= 1. Usualmente o valor de X está entre 0. capítulo 10).4) (Equação 27. Podemos reescrever a Equação (27. sendo S o armazenamento.9) Uma das dificuldades de se aplicar o método de Muskingum é adotar Δt.2 . O intervalo de tempo Δt quando há ramificações laterais deve ser igual ao menor tempo.1) para o intervalo de tempo Δt: (S2 – S1)/ Δt = (I1 + I2)/2 .Esquema do canal para aplicação do Método de Muskingum.4): Sendo: Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1. Q= vazão na saída (m3/s). Usualmente X= 0.3) após as simplificações obtemos genericamente a Equação (27. I + (1 – X) Q] (Equação 27. Para cada valor de X adotado.2 para canais naturais.2) S= K [X.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.00 (Equação 27. Fonte: Chaudhry. I= vazão na entrada (m3/s).6) (Equação 27.0.3).1 e 0.5) (Equação 27.7) (Equação 27.X (I – Q)] (Equação 27.8) (Equação 27. conforme Figura (27. I a vazão na entrada e Q a vazão no ponto considerado. S= K.Curso de esgotos Capitulo 27. Observar o prisma e a cunha.br Figura 27. 27-4 .2 (McCuen. O básico do método de Muskingum é que para se achar os valores de K e de X temos que usar os dados de entrada e de saída e através de tentativas e erros achar qual o valor melhor de K e de X.com.

95h é o tempo de trânsito da seção A até a seção B usando a equação de Manning.2 e Δt =0. Ainda usando o Método de Muskingum quando não se tem os pares de valores de entrada e de saída.2 temos aproximadamente uma linha reta e dela está o melhor valor de K e de X.4m/s e o tempo de trânsito de A até B usando Manning é de 0.3. fornecida a hidrógrafa em A. 274 O grande inconveniente de se usar o Método de Muskingum é que se precisa dos valores de entrada e de saída.5.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. pois valores de X>0. De modo geral o valor de x deve estar entre 0 e 0. por exemplo.Aplicação do Método de Muskingum Vamos usar um exemplo da Figura (27. usando a equação de Manning. 1982. Quanto ao valor de X vamos adotar X= 0. o que na maioria das vezes só possuímos os valores de entrada.4) que consta no FHWA.5h A= 2 (1-X) + Δt /K= 2. Vamos supor que não dispomos do par de dados de entrada e saída para avaliarmos corretamente os valores de K e X.13 27-5 . p. Dica: o método de Muskingum-Cunge considera o amortecimento e devido a isto que é usado em dimensionamento de coletores troncos de esgotos sanitários.95h quando não há retificação do canal. Calcular a hidrógrafa em B. Dica: o método de Muskingum-Cunge funciona bem quando o tempo de pico do hidrograma de entrada é maior que 2h.5 amplifica a hidrógrafa a jusante trazendo informações fora da realidade. Quando há retificação o tempo de trânsito será de 0. Exemplo 27. usa-se X entre 0. Supomos que o valor de K= 0.79h.3 . Na Figura com X= 0. cujo pico da descarga é Qmax= 84m3/s e Tr=25anos. Quando há mudanças de declividade ou de seção o calculo é feito por trechos prismáticos com declividade constante e mesma secção.br Figura 27.00m. Na ausência de dados. Supomos que não há contribuição lateral no trecho. Considera-se que a vazão média é Qo= 34m3/s e a altura da lâmina de água é y= 2. Calcular o hidrograma de um ponto B de um rio localizado a L= 4800m de um ponto A.Curso de esgotos Capitulo 27. Fonte: Linsley et al.com.2 e 0. A velocidade média é V= 1.1 .Determinação do coeficiente K. podemos estimar o valor de K como o tempo de trânsito da seção A até a seção B.

Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.5 12 12.059 C1= [(Δt / K) + 2X]/ A= 0.8 40.5 8 8.9 39.0m3/s E assim por diante.5 1 1.2 31.4 15.5 68.5 2 2.3 2.436 C2= [2 (1.8 72.5 1 1.2 7.com.5 9 9.6 30.505 Q1 Q2= 0.5 15 Seção A I (m3/s) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 Seção B O (m3/s) 0 0.7 36.505 x0=0.059 I2 + 0.7 4.0 74.5 1.X) -(Δt / K)]/ A= 0.7 52.436x7 + 0.7 19.5 6 6.436 I1 + 0. Tabela 27.5 9 9.4 9.1 12.1 4.br C0= [(Δt / K) – 2X]/ A= 0.5 25.5 7 7.8 76.0 34.5 4 4.9 0.4 4.9 57.2 38.5 10 10.5 4 4.7 1.5 18.5 26.8km Com 4km 27-6 .8 50.436 I1 + 0.5 56.9 27.3 18.2 Com 4.5 5 5.1 53.4=4.505 Q1 Para tempo de 0.7 65.5 2 2.9 41.059 I2 + 0.5 13 13.059 x7 + 0.5 15 I (m3/s) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 Seção B O (m3/s) 0 0.5 8 8.4 10.5 27.4 22.5 14 14.436x0 + 0.505 Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.4 0.5 13 13.2 7.505 x0.4 65.9 10.1 75.Obtenção do hidrograma na seção B Seção A tempo (h) 0 0.8 23.9 5.4 0.7 0.1 .5 11 11.5 3 3.5 10 10.5 3 3.3 13.9 58.1 16.0 43.Curso de esgotos Capitulo 27.5 6 6.5h teremos: Q2= 0.5 12 12.4m3/s Para 1h temos: Q2= 0.3 64.0 45.8km teremos: Q2= 0.059 x13 + 0.3 tempo (h) 0 0.0 9.5 5 5.00 Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Para o trecho com 4.5 14 14.5 7 7.5 11 11.8 0.8 76.6 72.7 16.

3 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge.8km para 4.com.0 Como resultado obtemos o hidrograma da Seção B onde obtemos a vazão de 75. V= velocidade média (m/s) do trecho entre a seção A e a seção B.433107 Quando houve a mudança de 4. B.5 16 16.0 0. pois parece com os métodos hidrológicos.Curso de esgotos Capitulo 27. (Q/A)= (5/3) (q/y) A= área molhada da seção transversal (m2). Onde: C= c .12) (Equação 27.13) 27-7 . q= descarga unitária.1 0. So .0m aumentará a vazão para 76.5 17 0 0 0 0 0. Segue aproximadamente a mesma equação de Muskingum: Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: C0= (-1 + C + D) / (1 + C + D) C1= (1 + C . ou seja. Deve estar perto de 1.8m3/s. Para 4km achamos: Co= 0.2 0. apesar de similar ao Método de Muskingum.br 15. Δt / L D= Qo/ ( B .10) Sendo: C= coeficiente de Courant ou razão da celeridade.0 0. sendo que o pico na entrada era de 84m3/s a 4h. [1. conforme McCuen. o Método de Muskingum-Cunge é um método híbrido de routing. mas ligeiramente menor que 1 para evitar dispersão. B= A/ y= área molhada (m2)/ lâmina de água (m). É uma espécie de número de Reynolds do trecho. mas contém informações físicas típicas de um método de routing hidráulico.6m3/s a 5h.104308 C1=0.5 17 0 0 0 0 0.Q/(So. Y= lâmina da água (m) Os valores de C e D foram introduzidos através de: K= L/ c X= ½ .5 16 16. So= declividade média entre a seção A e a seção B (m/m). Segundo McCuen. c . V = (5/3) . 1996 in Highway Hydrology. a vazão por metro de largura (q3/s/m) Qo= vazão média (m3/s).0 0. não precisa de dados hidrológicos para calibração e os dados são fáceis de serem obtidos. O método de Muskingum-Cunge é uma das soluções da equação da difusão e baseia-se nas equações de difusão da onda que provém das equações da continuidade e do momento.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. L= distância entre a seção A e a seção B (m). c L)] Uma outra condição muito importante para aplicação do Método de Muskingum-Cunge é que o valor de Δt deve ser menor que 1/5 do tempo de pico da seção A.C + D) / (1 + C + D) Nota: pode ser negativo Os valores de Co + C1 + C2= 1 como o Método de Muskingum. D= razão da difusão. c= celeridade da onda (m/s) = β.0 15.1 0. V = (5/3) . Δt ≤ tp/5 (Equação 27. 27.D) / (1 + C + D) Nota: pode ser negativo C2= (1 . L) (Equação 27.11) (Equação 27. A soma de C+D deve ser maior ou igual a 1. segundo FHWA A grande vantagem e a popularidade do Método de Muskingum-Cunge é que.462585 C2=0.

00095m/m.Esquema da retificação do rio entre os pontos A e B.0 12.95h. Usando período de retorno Tr= 25anos foi calculado o hidrograma no ponto A Calcular o hidrograma de um ponto B de um rio localizado a L= 4800m de um ponto A.0 4.0 10.br O método de Muskingum-Cunge é apropriado para uso na maioria dos rios e canais. Considera-se que a vazão média é Qo= 34m3/s e a altura da lâmina de água é y= 2.0 Tempo (h) 8.00114m/m. Exemplo 27. Leva em conta a difusão da onda de enchente.4 . conforme FHWA. Figura 27.5 .Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 27.Hidrograma no ponto A 27-8 . O método não deve ser usado se há controle a jusante ou se há efeito de backwater para montante. conforme Figura (27.0 Figura 27. é de 0.40m/s e o tempo de trânsito de A até B. usando Manning.0 6.Aplicação do Método de Muskingum-Cunge Vamos usar um exemplo que consta no FHWA.2 .8km do ponto A até o ponto B e declividade S= 0. A velocidade média é V= 1.00m.4). cujo pico da descarga é Q máximo= 84m3/s.0 2. fornecida a hidrógrafa em A. Pretende-se retificar o rio passando o comprimento para 4km e declividade de S= 0.com. Um canal tinha 4. Hidrograma do ponto A (entrada) 100 Vazão (m3/s) 80 60 40 20 0 0. Calcular a hidrógrafa em B.

00095 x 2.2 .5h L= 4800m c= celeridade= (5/3) .00m D= Qo / (B . c . So .5 1.00m= 11.0 1.4464 C2= 0.33m/s C= c .00m x 0.Cálculo da vazão média do hidrograma da Figura (27.00m Área molhada = 22 m2 bo= 9.5 6.718= 1.00m B= A/y= 22m2/2.5 7.33m/s x 4800m)= 0.0 Volume total V= Quantidade de horas= Vazão= V/ (13h x 3600s)= Seção A Volume (m3/) (m3) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 13 34m3/s 0 6300 18000 32400 49500 72900 105300 129600 144000 145800 134100 117900 100800 88200 77400 68400 61200 54000 46800 39600 32400 26100 21600 16200 11700 8100 2700 1611000 Primeiramente calculemos C e D.875 <1 OK Lâmina de água= 2.0 7.000 27-9 .5 3.718 O valor C + D= 0.5 13.5 11.875+ 0.5 12. 1.5 10.0 6.593 > 1 Ok C0= 0.0 4. Δt / L= 2.40= 2. L)= 34 m3/s/ (11.33 x (0.0 0.0 11.br Tabela 27.5 2.5 8.5 4.0 2.3250 C0+ C1 + C2= 1.0 3.5 9. Δt= 0.0 10.2286 C1= 0.5 5.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.0 5.0 9.0 8.Curso de esgotos Capitulo 27.0 12.4) tempo (h) 0.com.5x 3600s)/ 4800m= 0.

C + D) / (1 + C + D) C3= (2.Obtenção do hidrograma na seção B usando Método de Muskingum-Cunge Seção A Seção B tempo I O (h) m3/s m3/s 0.Curso de esgotos Capitulo 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.0 8.5 11.0 12.0 7.0 15.0 4.0 1.5 6.5 10.0 11.3 .5 9.5 3.5 1.5 16.0 13. 27.0 2.0 9.1 Contribuição lateral Conforme publicado pelo Dr.0 14.0 10.0 3.5 12.5 7.3.5 8.5 4.br Tabela 27. professor na Universidade de San Diego. C) / (1 + C + D) 27-10 .5 15.5 14.0 5.com.0 6.5 13.5 5.0 0. na Califórnia no trabalho Diffusion wave modeling of catachment dynamic.5 2.0 16.D) / (1 + C + D) C2= (1 .0 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 7 13 22 33 48 63 74 79 77 70 62 54 47 41 37 33 29 25 21 17 14 11 8 6 3 1 0 0 0 0 0 0 0 Observe-se que a vazão de pico na seção A é de 84m3/se e na seção B é 79m3/s. quando há precipitação excedente QL em um canal ela pode ser levada em conta acrescendo um coeficiente C3 ficando as equações da seguinte maneira: Q2= C0 I2 + C1 I1 + C2 Q1 + C3 QL C0= (-1 + C + D) / (1 + C + D) C1= (1 + C .5 17. Victor Miguel Ponce.

Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.X) (O2-O1)} (Equação 27. O coeficiente (5/3) segundo Chin.14) empírica de Dooge et al.17) (Equação 27.1982.4 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge. So= declividade do canal (m/m) L= distância até o ponto considerado (m) (Equação 27. Para o valor de X Chin. conforme Fred. 2000 o método de Cunge feito em 1967 propôs estimativa para X e para K da seguinte maneira: K= L / c Sendo: L= distância até o ponto considerado (m) c= celeridade da onda (m/s).2. c= (5/3) . segundo Chin quando há canal lateral Conforme McCuen. quando há canais laterais. 2000 os valores de K. Colocados em gráfico.16) 27-11 .18) (Equação 27. 2000 citando Cunge.qo/ (So c L)] Sendo: qo= vazão por unidade da largura (m3/s / m). A celeridade da onde “c” é definido como: c= k’ .5 Δt [(I2 + I1) . v Sendo: v= velocidade média de descarga.15): K= {0. o valor escolhido de K será aquele que o loop se aproximar mais de uma linha. são feitas curvas para cada valor de X usando os valores das vazões de entrada I e de saída. K= 0.com. Ainda citando Chin.6 L / V Sendo: L = comprimento (m) V= velocidade média do canal (m/s) K= constante de travel time (s) Conforme Chin.14) Tendo o valor de Δt.606 podemos usar Equação (27. Na falta de dados normalmente é feito X= 0. 1993.(O1 + O2)]} / {X (I2.15) (Equação 27.br 27. 2000 é derivado da Equação de Manning. 1967 : X= ½ [1.I1) + (1. pode ser obtido pela Equação (27. v Sendo k’a razão cinemática Para canais retangulares largos o valor de k’= 5/3. 1998 p.Curso de esgotos Capitulo 27.

19) Como regra prática McCuen diz que Δt /K dever ser.4. S (1/2) Sendo: V= velocidade média (m/s). McCuen cita que.4 . segundo Hjelmfelt.23) (Equação 27. 1993 aconselha ainda para melhorar a precisão da aplicação do Método de Muskingum-Cunge os valores de Δt e de L selecionados devem obedecer as Equações (27. igual a 1 e que X deverá estar entre 0 e 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. K= 40min e o hidrograma de entrada. conforme Chin. conforme Chin. Fread.20).0 10. So= declividade do fundo do canal (m/m) L= distância até o ponto considerado (m) Equação de Manning: V= (1/n) R (2/3) .So .5 produzem valores fora da realidade.11) sugeridas por Cunge.0 23. os valores ideais de X.5 . Tabela 27. 1985. Valores de X>0.5.2 é o valor usual de X para pequenos e grandes canais.8 27-12 . 393.0 25. Δt e K deverão obedecer a seguinte relação: X ≤ [(0. S= declividade média (m/m) e n= rugosidade de Manning (adimensional) (Equação 27. aproximadamente.5.22) Sendo: q= média da vazão por unidade da largura.5 25. Chin. Para canais naturais X= 0.24) Exemplo 27.3 Estimar o hidrograma de um canal a 1. q/(c2 . sendo dados X= 0.20) K/3 < Δt < K (Equação 27. Δt . quando se usam as Equações (27.5 (Equação 27.200m abaixo da seção usando o Método de Muskingum.003m/m.com. c. Δt ≤ tp/5 e que: L= 0.Δt)] 0.Curso de esgotos Capitulo 27. 2009 p.3 27. 2000.br 27. McCuen ainda informa que X= 0. Q/B B= largura do canal.5 } (Equação 27. 2000 recomenda que: Δt ≥ 2KX (Equação 27.0 31. isto.0 45. temos então o Método de Muskingum-Cunge.2.5 Método de Muskingum-Cunge segundo Chin Chin.21) FREAD.{ 1 + [ 1 + 1.19) e (27. 2000 diz que.9) a (27.5 Δt)/ K] ≤ (1 – X) e X ≤ 0. (1998) comenta que pode-se aplicar o método de Muskingum-Cunge para análise de inundações a jusante de rios e vales em lugares em que a declividade do canal So > 0.Hidrograma na seção A Seção A tempo I min m3/s 0 30 60 90 120 150 180 210 10. R= raio hidráulico (m).

27) acima partir do tempo zero e obtemos a Tabela (27.362= 1.35 Co= [(30/ 40) – 2x 0.4) Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Q2= 0.489 I1 + 0.25) (Equação 27.2 23.4 17. A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1.2) + 30/40= 2.5 32.35= 0.362 (Equação 27.5 .0 10.35= 0.3 120 35.2= 16min K/3 < Δt < K 40/3= 13.X) -(Δt / k)]/ A A= 2 (1-X) + Δt /K A= 2 (1-0.0 10.5 12.1 10.149 +0489+0.0.1 180 25 28.br 240 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 21.0 10.4 90 45 31.489 C2= [2 (1.1 150 27.5 16.26) Verificamos ainda que: Co + C1+ C2= 0.Curso de esgotos Capitulo 27.27) Aplicando a Equação (27.00 Vamos aplicar a Equação (27.com.8 27-13 .0 10.0 Δt ≥ 2KX Δt ≥ 2 x 40min x 0.0 10.35= 0.5) Tabela 27.2]/ 2.2) -(30/ 40)]/ 2.2]/ 2.362 Q1 (Equação 27.149 I2 + 0.3 13.3 19.149 C1= [(30/ 40) + 2x 0.3min < Δt < 40min Adotamos Δt= 30min.Obtenção do hidrograma na seção B Seção A Seção B tempo I O min m3/s m3/s 0 10 10 30 10 10 60 25 12.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.0 10.

6 14.200m de distância da seção A 27.1 10 10 10 10 10 10 10 26.12) a (27. conforme Akan. 1993.8 21.Curso de esgotos Capitulo 27. por exemplo.6 Método de Muskingum quando há canais laterais Quando há.5 12.3 22.6 . Os valores de K e X são determinados pelas Equações (27.5 16. dois canais laterais ao canal onde estamos aplicando o método de Muskingum.4 12. Foi aplicado o método de Muskingum para obter a seção B a 1.com. C3= (Δt / K) / [2 (1 – X) +(Δt / K)] Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 + C3 (QL1 + QL1) Sendo: QL1= L x q1 QL1= L x q2 q1= vazão lateral por unidade de comprimento no tempo t1 q2= vazão lateral por unidade de comprimento no tempo t2 L= comprimento do canal lateral.2 24. A Equação (27.3 19. primeiramente temos que computar a influência dos mesmos.3 13.1 10 10 10 Método de Muskingum 50 Vazao (m3/s) 40 30 20 10 0 0 200 400 600 800 Seção A Seçao B a 1200m a jusante Tempo (min) Figura 27.6 10.14).1 20.br 210 240 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 23.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.4) fica modificada com mais coeficiente C3 que será obtido da Equação. 27-14 .3 16.9 10.4 17.3 10.Hidrograma de entrada e saída.1 18.

2 10 4.5m3/s após 2h.5 5.0 25 30 6 8 14 24. 1993.2 3 1.9 8 3.0 3.7.0 2.5 30.5h As hidrógrafas de QL1 e QL2 As hidrógrafas I1 e I2 conforme a Tabela (27.5 20 25 4 6 10 17.5 4.6 7 3.0 15 10 2 0 2 23.4).742 C2= 0.0 0.5 / 0.0 11.2 10. São fornecidos: K= 0. Tabela 27.Uso do Método de Muskingum com entradas laterais.359 Δt= 0.0 4.Curso de esgotos Capitulo 27.5 2.1 4 1.0 11.0 5 2.6 .2 24.0 25 20 6 4 10 35.5 10 15 0 2 2 10.4 Usando o método de Muskingum com C0= 0.083 C1= 0.com.5 3.2 27-15 .Contribuições laterais QL1 e QL2 Exemplo 27.413 Procedemos como o método usual de Muskingum obtendo o valor Q2 que é o pico de 35.5 20 15 4 2 6 30. Primeiramente faremos o cálculo de C3 C3= (Δt / K) / [2 (1 – X) + (Δt / K)] C3= (0.5 / 0.1 31.0 9 4.555h X= 0.0 35.5 6 2.0 15 20 2 4 6 11.6 23.359) +(0.9 17.175. QL1+ Q1 t2 I1 I2 QL1 QL2 Q2 Ordem t1 QL2 (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (h) (h) 1 0.br QL1 QL2 Figura 27.555)]= 0.555) / [2 (1 – 0.5 1.0 10 10 0 0 0 11.5 30 25 8 6 14 31. baseado em Akan.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.2 2 0.2 17.5 10 10 0 0 0 17.0 1.

L= comprimento do trecho (m). [1.2 Como a equação acima não é linear. co . (So 0.com.8 .045 e largura da rio no trecho é de b=30m.4 o valor de Δt /K é o seguinte: Δt / K= 3. Usando a equação da celeridade: co= (5/3) .25 0.4) / ( n 0. em seu livro Modelos Hidrológicos. Δt ≤ tp/5 Sendo: tp: tempo de pico do hidrograma de entrada. Tucci.4 ≤X ≤ 0. apresenta o Método de Muskingum-Cunge com uma aplicação bem objetiva e definiu as seguintes variáveis: X= 0.8. So . mas pode-se obter o valor de Qo usando o histograma de entrada. 30 0. co) + 0. So . (0.Qo/ (bo.2 ≤ X ≤ 0.158 salienta que se pode fixar o valor de Δt. 1998.6 . X 1. O tempo médio de deslocamento da onda é o parâmetro K. o valor de Δt deve ser menor ou igual a tp/5. (c.4 ≤X ≤ 0. co= celeridade (m/s). e então obtemos o valor de L.Curso de esgotos Capitulo 27. So . 1998 aconselha que a primeira tentativa a ser usada para o valor de L é: L= (2. Assim. Δt) 0.0007 0. b 0.86m/s 27-16 . 1998 p.7 Método de Muskingum-Cunge conforme Tucci Tucci. L 0.5.4) Qo= ( 2/3) de Q máxima= (2/3) x 130 = 87 m3/s co= (5/3) . Qo= vazão média a montante (m3/s).Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. So= declividade do trecho L em (mm).0007m/m.045 0. Δt / K ~ 1 0. (So 0. para 0. co= (5/3) .3 .co) Tucci. 1998 sugere a estimativa da vazão média Qo como sendo 2/3 da vazão máxima de montante. 87 0. rugosidade de Manning n= 0.6 . Qo 0. Tucci.2 ≤ X ≤ 0.5 Como geralmente não dispomos de muitos dados.4 Para 0. Qo 0.5 Qo)/ (b. K= L / co O valor de Δt / K depende do valor de X.5 Calcular a celeridade em um canal com declividade 0. L)] Sendo: X= fator entre 0 e 0.125 . Ainda conforme Tucci. vazão máxima de 130m3/s.5 .br 27. 1998 o valor da celeridade co pode ser obtida usando a equação de Manning.4) / ( n 0.3 . bo= largura média do trecho (m).4)= 1.5 o valor de Δt / K será aproximadamente igual a 1.6 . b 0.4) Exemplo 27.3 .4) / (0. L= Qo/ (b.

V= (Qp x t ) / 2 t= ( 2 x V ) / (Qp x 60) Sendo. Dica: observar que o tempo de formação da brecha é de 24min. que é praticamente a metade do tempo de esvaziamento.003m/m. • A altura do triângulo é a vazão de pico da falha.000m3. FREAD.8) o tempo total de esvaziamento t é a soma do tempo de formação da brecha t1 até atingir o pico Qp. 1997. V= volume total da barragem (m3) t= tempo de esvaziamento da barragem (min) Qp= vazão de pico ocasionado pela brecha (m3/s) Qp t1 t2 t= t1 + t2 Figura 27.7 Achar o hidrograma da falha da barragem com V= 90.8 .br 27.com. • A base do triangulo é o tempo para esvaziamento do reservatório com a vazão de pico da falha.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. (1998) comenta que pode-se aplicar o método de Muskingum-Cunge para análise de inundações a jusante de rios e vales em lugares em que a declividade do canal So > 0. 1997 o hidrograma a falha da barragem pode ser obtida da seguinte maneira: • Adota-se a forma aproximada de um triângulo isósceles. o tempo de esvaziamento é de 44min. conforme preconizado na USACE. Sendo t1= 24min o valor de t2= 44min – 24min= 20min.Curso de esgotos Capitulo 27. t= t1 + t2 Exemplo 8. mais o tempo t2 descendente. • Supõe-se que a metade do volume do reservatório destina-se a erosão provocada na barragem. Na Figura (27.8 Aplicação do método de Muskingum-Cunge em falhas de barragem Conforme USACE.Hidrograma em forma triangular do escoamento da água da barragem com a falha. • Recomenda ainda o uso do Método de Muskingum-Cunge. Qp= 69m3/s t= (2 x V) / (Qp x 60)= (2 x 90000) / (69 x 60)= 44min Portanto. 27-17 .

25= Δ t= K x 3.250 0.607 x V 0.309 1.23 0.35 0.00m tf = 0.br Exemplo 28.23 2.899 0.0221 2.5) Δx= L ≤ 0.4 então Δ t/ K = 3.295 x h 1. co . (1995) temos: V= 90.6 . C+D>1 Denominador= 69 8 800 300 301 5ha 15 24 4.295 x 3. X 1.5 ( 1 .Mostra simplificada dos cálculos executados.8 Barragem do Tanque Grande. Conforme FROEHLICH.25 x 2min x 60s x (1 + (1+ 1.1524 x V 0.25 2 0.000 0. bo 0.Qo/ (bo.5x 69/ (15 x 0.125 .53 / 3 0.3/ (n 0.25 2 x 2 x 60)) 0. Δt / L= (adimensional) Valor D= Qo/ ( So .000m3 h= 3. localizada em Guarulhos. Comprimento máximo do trecho O valor de L ou Δx deve ser menor que a Equação: Δx= L ≤ 0.0 1.L)= Quando 0.24 Qp = 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. Tabela 27.207 2.207 27-18 .4 ≤ X ≤ 0. Estado de São Paulo. Conforme FROEHLICH.607 x 90.2 ≤ X ≤ 0.000 0. co . Modelos Hidrológicos Vazão de pico (m3/s)= Qo Área da bacia (km2)= Área da bacia (ha)= Comprimento L (m)= Δx= O valor L adotado deve ser menor que o valor L calculado Área da superfície da barragem do Tanque Grande (m2)= Largura da base do córrego Tanque Grande (m)= bo= Tempo até o pico (min)= tp= Δt calculado ≤ tp/5 (min) Coeficiente de Manning adotado e suposto enchente= n= Declividade média do canal (m/m)= So= Valor de K= L/ co = (min) Celeridade (m/s) = co=(5/3) Qo 0.00m Qp = 0.com. bo.5 x 2. So .125 . co 2 Δt)) 0.24 =69 m3/s Tempo de formação da brecha.4)= Δt (min) adotado= Valor de X= 0.Curso de esgotos Capitulo 27. do trecho. A soma de C+D deve ser maior que 1. So 0.5 então Δ t/K=1 então Δ t=K= Valor C= número de Courant=co . So . o comprimento do trecho deve ser menor que 301m e adotamos L= Δx = 300m.84 2.83 1. isto é.90 tf = 0. (1995) temos: V= 90.5 Qo/ (bo. L)= número de Reynolds da célula.4 . Muskingum-Cunge Tucci.5) Δx≤ 301m Portanto. Vazão de pico devido a brecha na barragem. o tempo até o pico é de 24min. X 1.000m3 h= 3.7 . isto é.1524 x 90.53 / h 0.90 = 24min Portanto.5 x co x Δt x (1 + (1+ 1.0221 x 2.80 0.25= Quando 0.

8 .51min sendo a largura de 15m e n= 0.Hidrograma de vazão na saída da barragem e a 6km a jusante e a 44.25. Tabela 27.com.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.186 1.094 0. conforme FHWA A soma de C com D deve ser maior que 1 O valor de C deve estar próximo de 1 e < 1 O valor de C não pode ser maior que 1 para evitar dispersão numérica 0. Método de Muskingum-Cunge Seção A na brecha da barragem Seção a 6km a jusante Vazão Vazão m3/s m3/s 0 0 6 0 12 0 17 0 23 0 29 0 35 0 40 0 46 0 52 0 58 0 63 0 69 0 62 0 55 0 48 0 41 0 35 0 28 0 21 1 14 2 7 3 0 5 0 9 13 0 17 0 22 0 28 0 0 0 0 0 0 33 39 44 48 52 tempo (min) 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50 52 54 56 58 60 62 64 27-19 .Curso de esgotos Capitulo 27.720 0.0000 Devemos obedecer na aplicação do método de Muskingum-Cunge as condições de Courant para haver estabilidade nos cálculos.br C0= C1= C2= C0+ C + C2= Verificações do Método de Muskingum-Cunge.

Hidrograma de saída na barragem devido a brecha e a 6km e 44.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.14m/s para 1.br 66 68 70 72 74 76 78 80 82 84 86 88 90 92 94 96 98 100 102 104 106 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 54 54 53 50 46 41 36 30 25 19 15 10 7 4 3 1 1 0 0 0 0 Hidrograma de entrada e a 6km 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Tempo (min) Figura27.com.10m para 3.9 .40m e a velocidade cai de 1.51min.0 m/s.51min para a onda chegar até o rio Baquirivu Guaçu há uma diminuição da altura da água de 4. Observar que o pico devido a brecha era de 69m3/s passa para 54m3/s a 6km de distância com 20 intervalos de 300m e a 44. Vazão (m3/s) 27-20 .Curso de esgotos Capitulo 27.

Curso de esgotos Capitulo 27. observando-se os taludes a montante e a jusante. 2005 27-21 .10.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.com. bem como o cutoff e o tapete de areia média.Corte transversal de uma barragem de terra.br Figura 27. Fonte: DAEE.

Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.br 27.9 Bibliografia e livros consultados -PORTO. 519 p.com. 2003. Hidráulica básica. 27-22 . RODRIGO DE MELO.Curso de esgotos Capitulo 27. EESC USP. 2ª ed.

1983 em Sistemas de Esgotos Sanitários. Figura 28.Esquema de coletor.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. da qual resulta o amortecimento das vazões máximas. 1983. Normalmente usamos o sistema separador absoluto em que se separa as águas pluviais dos esgotos sanitários.1) podemos ver os coletores que alimentam os coletores troncos e estes que se dirigem para os interceptores.br 10/7/08 Capítulo 28. podendo também receber as contribuições dos coletores de menor diâmetro das redes das águas circunvizinhas.com. Eugênio Macedo conforme mostrado por Fernandes.1 Introdução Vamos resumir os ensinamentos do dr. 28-1 . 1983 denomina-se Interceptor ao conduto que recebe os esgotos sanitários transportados pelos coletores principais (chamados coletores tronco).Interceptor 28. O emissário encaminha os esgotos até a ETE.1. 1997 Na Figura (28. Emissários são os condutos cuja única função é o transporte final das águas residuárias e não recebem contribuições em marcha e não interceptam outros condutos conforme CETESB. 1997 e os de José Maria Costa Rodrigues conforme CETESB. interceptor e emissário Fonte: Fernandes. Geralmente o Interceptor tem grandes dimensões acima de 1. entretanto existe um sistema pseudo-separador com redes de águas pluviais e redes coletoras de esgoto sanitário que permitem o ingresso de certa quantidade de águas pluviais na rede de esgotos sanitários. Conforme CETESB.00m e comprimentos acima de 5. A ABNT NBR 12207/92 define Interceptor como canalização cuja função precípua é receber e transportar o esgoto sanitário coletado. caracterizada pela defasagem das contribuições.0km.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. coletor tronco.

4 Efeito reservatório Em redes coletoras de esgoto sanitário é considerado o regime permanente e uniforme.5 Pa para a vazão inicial e coeficiente de Manning n=0. Qi= vazão inicial (m3/s) Para valores diferentes de n=0. para o dimensionamento o regime de escoamento pode ser considerado permanente e uniforme conforme NBR 12207/92.2 Norma da ABNT 12207/92 A ABNT possui a norma NBR 12207/92 que trata de Projeto de Interceptor de esgoto sanitário que estabelece que: • Vazão parasitaria seja de até 6. quando o amortecimento das vazões resulta em diminuição no dimensionamento hidráulico destas instalações.14553 -0.0 L/s x Km de rede afluente. Portanto.00035 x Qi -0.0005m/m OK 28. No trecho de grande declividade (escoamento supercrítico) deve ser interligado ao de baixa declividade (escoamento subcrítico) por um segmento de transição com declividade crítica para a vazão inicial.47 Sendo: Iomin= declividade mínima do interceptor (m/m) para as condições iniciais. Exemplo 28. Este procedimento é recomendado no caso de interceptor afluente à estação elevatória ou ETE. A tensão trativa em cada trecho de ser maior que 1 Pa. 28.3 Critério de dimensionamento Conforme NBR 12207/92 para avaliação das vazões no trecho final do interceptor.br 10/7/08 28. No caso de lançamento de contribuição de tempo seco ao interceptor. Iomi= 0. 28-2 .Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.000866 m/m > 0.com.013. pode ser considerada a defasagem das vazões das redes afluentes a montante.00035 x Qi -0. mediante a composição dos respectivos hidrogramas com as vazões dos trechos imediatamente anteriores.00035 x 0. porem no cálculo de interceptores de dimensões elevadas maiores que 1. o valor mínimo da tensão tratativa média dever ser de 1.47 Iomi= 0. é recomendado a ser considerado a defasagem das vazões para o dimensionamento da seção do interceptor quando isto acarreta uma diminuição no dimensionamento.1 Achar a declividade mínima de um interceptor que tem vazão de pico de 0. A declividade mínima usada na prática tanto para tubos de seção circular como retangular é de 0.013 deverá ser justificada a tensão trativa média e a declividade mínima a adotar.00m e distancias maiores que 5km de se usar o denominado efeito reservatório. Iomi= 0.47 Io min=0.4553 m3/s. O interceptor deve ser dimensionado para a vazão inicial e vazão final do plano conforme NBR 12207/92 Embora o regime de escoamento no interceptor seja gradualmente variado e não uniforme.0005m/m.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.

5).br 10/7/08 Uma maneira de se considerar o efeito reservatório é usar o Método de Muskingum. Figura 28.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2.2) a (28.com.Hidrograma médio residencial tipo “a” Fonte: Fernandez. 28. porém graças ao grande engenheiro Eugênio Macedo este trabalho foi feito na cidade do Rio de Janeiro. 1997 28-3 .5 Hidrograma A grande dificuldade de se usar o método de Muskingum é que precisamos de hidrogramas da vazão afluente. Os hidrogramas médios afluentes de esgotos sanitários estão nas Figuras (28. Macedo apresentou quatro tipos básicos de hidrogramas médios: • Hidrograma médio para bacias tipo “a” em áreas residências • Hidrograma médio para bacias tipo “b” em áreas residenciais • Hidrograma médio para bacias 100% industriais • Hidrograma médio para bacias 100% comerciais.

com. 1997 28-4 .3. 1997 Figura 28.Hidrograma médio para bacias 100% industriais Fonte: Fernandez.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.br 10/7/08 Figura 28.Hidrograma médio residencial tipo “b” para casas modestas com mais de 4 pessoas/casa Fonte: Fernandez.4.

25. então a ordenada do hidrograma composto as 9h 30min da manhã será: Desta maneira como se pode ver usando os diagramas das Figuras (28.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2) baseou-se em dados da zona norte da Cidade do Rio com 100% residencial com 4549 residências em 964 domicílios com taxa 4. vazão em com 7594 de Janeiro superior a 28.20 x 11.br 10/7/08 Figura 28.com.1) a (28.00morador por domicilio. 20% industrial e 30% comercial.Hidrograma médio para bacias 100% comerciais Fonte: Fernandez.1) foi obtida em área de Copacabana 100% residencial moradores e 2290 domicílios ou seja uma taxa morador/domicilio de 3.30 x 16. A Figura (28. q=0.4) podemos obter aproximadamente um hidrograma médio para o nosso problema particular. 1997 mostra que numa bacia com a distribuição percentual de áreas edificadas fosse 50% residencial. pois o mesmo foi feito para uma área padrão de 10ha.6 L/s Se a bacia em estudo de área A é 10 vezes maior que a área padrão Ao=10ha.2 + 0.50 x 19.6 Como obter um hidrograma diferente do padrão? Fernandez. A Figura (28.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. ter-se-ia as 9h 30min da manhã.3. 1997 Observar que os hidrogramas obtidos por Macedo estão com a litros/segundo.5. a seguinte ordenada padrão para a nova bacia. sabendo-se que a taxa residencial/morador é inferior a 0.3= 16. 28-5 .00 + 0.

com.2.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 O objetivo é dimensionar um interceptor com 8. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Exemplo 28.00 K= tempo de trânsito ou tempo de percurso em horas Δt= intervalo de tempo adotado. Dimensionar o interceptor considerando três casos: • Sem defasagem • Com defasagem de 4h • Com amortecimento usando Muskingum (efeito reservatório) Figura 28.6km sabendo-se que a área de contribuição no inicio do mesmo tem área de 3.6). Os valores de Co. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1.7 Método de Muskingum As equações básicas do Método de Muskingum estão abaixo. C1 e C2 são calculados e sua soma deve ser igual a 1 (um).Esquema de interceptor com duas entradas 28-6 .br 10/7/08 28.5m2 e que a 8.X) -(Δt / K)]/ A Sendo que: C0 + C1+ C2= 1. Geralmente menor ou igual a K X=0 devido a considerar-se um reservatório.Adaptado de Fernandez. A equação para se obter o hidrograma efluente Q1.6.6km adiante há uma entrada de esgotos de uma área de contribuição de 4.2km2 conforme Figura (28. e Q2 e consideram-se os valores do afluente I1 e I2.

00 60. Observar que o valor da vazão máxima obtida é 169.97 38.46 166.942 4.24 58.85 17.16 92. Coluna 2: estão os valores das vazões do hidrograma residencial tipo “b” de hora em hora.5 12.00 68.02 90.46 21.15 144.68 22.0 19.96 76.29 76.00 77.20 49. pelo valor da área contribuinte inicial que é 3.30 75.85 40.44 107.85 17.80 69.90 18.8192 Com defasagem 3.16 90.81 2398.7 96.42 21.5 18.44 26.3 5.72 106.40 81.72 83.6 19.5+4.3 5.72 151.3 311.42 21.36 39.42 36.70 63.42 21.06 90.4 5.16 83.16 92.2Km2 está 8.99 2410.2+4h Coluna 6 34.00 37.55 1090.99 45.40 142.53 53.2 6.46 152. Coluna 1: está o hidrograma médio adotado residencial segundo Macedo desde a hora zero até 24h.1) coluna por coluna.96 83. Coluna 6: como a vazão de entrada de 4.72 97.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.30 94.44 26.16 63.96 83.8 8.90 78.5+(4.1 5.81 39.0 5.2 18.10 155.40 169.3 43.60 69.44 1320.0 10.42 21.72 83.6 95.26 160. Coluna 3: nesta coluna está multiplicada cada ordenada da coluna 2 denominada coluna padrão.4292 Vamos descrever a Tabela (28.14 138.85 17.2+4h) Coluna 7 52.65 62.1 8.1 5.60m/s o tempo de trânsito ou de deslocamento será: 28-7 .1.5 Coluna 3 18.44 75.80 83.5 52.40 92.16 90.26 1308.8 19.8 19.58 40.8 18.00 22.46 169.30 77. São dados tirados diretamente da Figura (28.2 14.40 150.96 114. pelo valor da área contribuinte inicial que é 4.26 21.1 5.3 52.81 41.60 72.com.2).80 28.42 36.14 48.46 21.96 156. Coluna 5: estão a soma da coluna 3 com a coluna 4 em que não se considera a defasagem e nem o efeito reservatório.2Km2.3 5.5Km2.44 75.40 81.26 22.80 63.27 39.Cálculos observando a defasagem de 4 h nas cores amarelo bp (horas) Coluna 1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Total Média Bacia padrão Coluna 2 5.24 104.70 22.51 39.30 69.25 65.2 Coluna 4 22.50 18.2) Coluna 5 40.0 17.46 bpx3.60 132.6km de distante e como a velocidade média admitida é 0.8 21.68 22.42 21.11 40.85 30.36 34.80 45. Coluna 4: nesta coluna está multiplicada cada ordenada da coluna 2 denominada coluna padrão.27 39.76 140.32 152.26 21.br 10/7/08 Tabela 28.05 17.55 17.10 127.36 34.90 78.41 148.0 22.61 bp x 4.96 76.16 83.26 22.55 18.8 22.50 40.40 92.42 21.332 Sem defasagem (3.80 45.60 72.76 152.16 167.24 58.40 L/s.86 52.00 22.27 67.27 38.

2km2.3 5.6km e haverá uma defasagem de 4h já mostrada acima.0 22. 21 etc e coloquemos na Tabela (28. dos valores da bacia padrão da coluna 3.1.3).2.3 5.2) que é parte da Tabela (28.1 21.0 19.8 8.0 5.8 18.8 21.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.98 h= 4h (aproximadamente). Então as vazões do hidrograma estão defasadas de 4 horas em relação ao hidrograma da coluna 4.8 19.5 18. Obtemos assim os valores: 5.2.0 17. Nela fazemos uma média de 4 horas na coluna 1.com.5km2 chegar no ponto de 4. Coluna 7: é a soma da coluna 6 que está defasada com a coluna 3.5km2 entrou ao mesmo tempo que 4.2km2 terá percorrido 8.1 5.6 6.3 13.3 5.br 10/7/08 8600m/ 0.3s= 238. Tabela 28.9min=3.60m/s= 14333.2 6.Média dos valores de 4h da bacia padrão Coluna 1 (horas) Coluna 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 bp Bacia padrão Coluna 3 5.1 5. 12. Quando a vazão no ponto de 3.4 5.0 19.2 12.1). mas quando a vazão de 3.1 8.6 19. Façamos uma tabela considerando o tempo de trânsito de 4 h Primeiramente vamos considerar a Tabela (28.2 14.2 18.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.1 5.8 19.3 5.0 10.0 28-8 .8 22.

20 Col 7 40.60 6.12 43.20 Col3+col6 Qe Col 4 21.04 47.2Km2 Coluna 5: coluna 3+ coluna 4.75 128.32 155.20 42.20 81.66 78.60 21.3): Coluna 1: variação das horas de 4 em 4 horas Coluna 2: valores em L/s obtido pela média obtido na Tabela (28.30 13.82 88.5km2=18.19 124. Coluna 9: é o efeito reservatório.99 L/s.19 L/s 28-9 .84 21. Assim multiplicando 5.3.04 93.2 25.99 46.2 +Qe Col 9 40.10 21.40 Col 8 18. É o cálculo normal que se faz obtendo a vazao de pico 161. A norma de Interceptor aconselha a defasagem.com.81 61.50 L/s para 61.72 46.00 19.83 97.97 Vamos explicar a Tabela (28.20 x 3.5Km2 +4.2Km2 4.70 148. Coluna 4: idem usando 4. Coluna 8: Hidrograma obtido da coluna 3 usando o Método de Muskingum.05 51.84 50.75 L/s.35 73.5km2 e assim obtemos o hidrograma de entrada variando de 4h em 4h.99 58.00 18. Observar que houve um achatamento do pico da coluna 3 de 73.20 x 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.00 5.04 Col 6 21.br 10/7/08 Tabela 28.46 41.06 57.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.61 104.20 12.82 L/s está defasado na coluna 6 de 4h e assim por diante Coluna 7: É a coluna 3 + a coluna 6 da defasagem.63 150.20 81.12 25.20 40.2km2 defasado de 4h.93 26.77 Com amortecimento Com Muskingum Soma do 4.55 47.2Km2 (L/s) 3. Obtemos o valor máximo de 150.70L/s Coluna 6: Defasagem de 4h.5Km2 (L/s) Col 3 18.2Km3 + 4h Defasagem media Col 1 0 4 8 12 16 20 24 Col 2 5.12 25.82 88.20 21.84 Col 5 40.06 57. Obtemos um pico um pouco menor que é 155.Cálculos Padrao (L/s) Inicio x 4. Observar na coluna 4 que 50.19 139. Somamos a coluna 8 obtida pelo Método de Muskingum com a coluna 6 de 4.2) Coluna 3: multiplicação da coluna 2 por 3.17 161.52 99.04 64. É o efeito reservatório.50 67.84 50.20 L/s e assim por diante.

00horas.2 L/s Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Q2= 0.33x18.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.com. Importante notar que obtemos: • Sem defasagem: 161. X=0.33 C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C1= [(4 / 4 + 2x0]/ 3 =0.br 10/7/08 Método de Muskingum.X) -(Δt / K)]/ A C2= [2 (1.5km2 para 4.70 L/s • Com defasagem: 155.33 x18.5km2 que chega ao ponto onde entra o hidrograma dos 4. O valor K= 4. No caso adotamos o mesmo valor de K ou seja. O valor de Δt pode ser menor ou igual ao valor de K.00 pois consideraremos um reservatório para amortecimento.2km2.0) -(4 / 4]/ 3 =0. 4h.00 Para calcular a coluna 6 da vazão efluente Q1 e Q2.75 L/s • Com efeito do reservatório: 150.33 Sendo que: C0 + C1+ C2= 1. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: A= 2 (1-X) + Δt /K = 2 (1-0) + 4 /4=3 C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C0= [(4 / 4 – 2x0]/ 3 =0.19 L/s D=700mm D=700mm D=600mm 28-10 . Δt= 4. Desta maneira obtemos toda a coluna 6 que é o hidrograma do primeiro ponto com 3. As equações básicas do Método de Muskingum estão abaixo. admitimos primeiramente que Q1=18.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.35 + 0.99 L/s e assim por diante.2km2.33x 42.33 C2= [2 (1.2 = 25.00 que é o tempo de trânsito do ponto de 3.2 + 0.

8 Hidrograma unitário Como não temos muitas pesquisas sobre o hidrograma de esgotos.5 Vazão mínima Qm x K3=0. 28-11 .50 K3= coeficiente da vazão mínima=0.br 10/7/08 28.56 x 0. vamos construir um hidrograma unitário de maneira que a vazão de pico seja igual a 1 (unidade).20 K2=coeficiente da hora de maior consumo= 1.0 Qm x 1.20 x 1. no inicio e no fim do hidrograma. 23 e 24h.28 Adotamos Qm=0.56 Sendo: Qm= vazão média (m3/s) K1= coeficiente do dia de maior consumo =1.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.50=0. Portanto: Qm x K1 x K2= 1.30 Adotamos também 6 horas para a vazão mínima das 0 as 3 e das 22.0 Qm= 0.50= 1.com.

61 0.30 28-12 .Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.30 0.com.Hidrograma unitário para interceptor construído através dos coeficientes K1.69 0.30 0.38 0.61 0.30 0.38 0.84 0.53 0.30 0.53 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.84 0.92 0.00 0.46 0.69 0.4.30 0.77 0.92 1. K2 e K3 Tempo (horas) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Hidrograma p/interceptor 0.46 0.77 0.30 0.30 0.br 10/7/08 Tabela 28.

4 0.0 0.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 0. K2 e K3 28-13 .br 10/7/08 Hidrograma elaborado Vazão unitária (m3/s) 1.com.0 0 4 8 12 Horas 16 20 24 Figura 28.Hidrograma unitário baseado nos coeficientes K1.8 0.7.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.6 0.

72 27.53 0.84 78.97 42. 28-14 .22 169.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.01 77. As 12h temos o valor máximo 1 que é o resultado de Qm x K1 x K2.11 27.82 50.72 34.72 27.01 77.40 155.72 27.00 70.09 35.03 85.10 23.69 0.30 127.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.36 48.68 142.30 23.97 40.97 42.92 0.79 74.82 50.70 129.36 48.11 27.17 90.72 27.37 50.91 42.95 101.10 23.5.10 23.72 34.85 142.06 53.84 0.30 0.44 116.65 70.81 62.10 23.38 0.07 65.47 63.62 71.92 64.30 0.82 27.65 141.com.92 1.71 144.00 0.30 0.40 85.10 23.00 77.30 0.72 27.91 42.50 35.68 59.48 140.69 0.82 50.5km 2 Tempo (horas) Coluna 1 4.72 27.3.42 29.46 72.40 L/s Coluna 4 Hidrograma unitário Coluna 2 Pico 77 L/s Coluna 3 Soma (3) + (4) Coluna 5 (4)+ 4h Defasagem Coluna 6 Defasagem (3) + (6) Coluna 7 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 0.72 27.07 47.84 64.29 53.33 89.5) Coluna 1: são o tempo de hora em hora a começa de zero hora Coluna 2: é o hidrograma unitário obtido conforme os coeficientes K1.13 114.21 Explicação da Tabela (28.84 0.82 50.82 50.72 27.08 41.65 70.26 23.62 71.03 85.72 50. K2 e K3.72 27.82 56.72 27.82 64.br 10/7/08 Exemplo 28. Os valores mínimos 0.50 35.30 0.02 71.09 49.28 56.52 116.77 0.53 131.84 78.Cálculos elaborados com Hidrograma unitário 3.82 50.87 143.38 0.04 59.13 46.53 0.35 103.05 156.21 92.28 56.89 103.21 92.15 63.30 0.72 27.61 0.43 106.78 87.61 0.40 85.72 50.76 56. Coluna 3: como temos a vazão de pico de 77 L/s multiplicamos o valor 77 L/s por todas as ordenadas da coluna 2 obtendo a coluna 3 que dará o pico as 12h.72 27.98 118.50 145.46 0.77 0.01 77.72 27.76 56.15 63.72 27.57 93.30 é o resultado aproximado de Qm x K3.2km2 Pico 92.78 77.30 130.10 23.Aplicação do exemplo do Macedo com Hidrograma adotado Tabela 28.72 27.10 27.60 58.10 29.72 27.09 49.82 50.02 79.30 0.82 50.03 65.47 63.80 68.82 50.46 0.81 35.

Coluna 6: como é o exercício anterior do Macedo em que temos uma defasagem de 4h.40 L/s.br 10/7/08 Coluna 4: segue o mesmo raciocínio da coluna 3.com.53 L/s • Com efeito do reservatório: 142.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. só que o valor de pico é 92. observar que os valores da coluna 6 estão defasados de 4 horas em relação aos da coluna 4. Este é o cálculo normalmente adotado nos coletores. Coluna 5: é a soma das coluna 3 com a coluna 4 que fornecerá o valor de pico as 12h no valor de 169. que é a defasagem.53 L/s Em resumo temos: Importante notar que obtemos: • Sem defasagem: 169.20 L/s D=700mm D=700mm D=600mm 28-15 . Este é o resultado previsto na norma técnica. Obtemos o valor de pico igual a 145. Coluna 7: é a soma da coluna 3 com a coluna 6 que está defasada de 4horas.40 L/s.40 L/s • Com defasagem: 145.

28.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui. público em L/s Quanto maior for a vazão Q. 1999 desde 1978 a Sabesp utiliza um hidrograma de descarga de esgotos representado por uma senóide. menor será o coeficiente K. comercial. Q≤ 751 L/s K=1. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2.9 Método da Sabesp para dimensionamento de interceptores de diminuição da vazão de pico K=K1 x K2.com.1 QI= vazão proveniente das grandes indústrias 28-16 . Isto é usado para o amortecimento das vazões de pico no dimensionamento das estações elevatórias ou estação de tratamento de esgotos. dos serviços públicos e de pequenas indústrias Qmf= vazão de infiltração KI= coeficiente de pico para as vazões industriais= 1. comerciais.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial.20 + 17. A empresa norte-americana Hazen-Sawyer utilizou na falta de dados medidos na década de 70 o dimensionamento que iremos expor. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.10 Método da Sabesp para dimensionamento de esgotos com composição de hidrogramas.br 10/7/08 28. Conforme Tsutiya. Conforme Tsutya.80 Q> 751 L/s K= 1.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Qtrecho= ( K1 x K2 -1) Qm senΦ + Qm +Qmf + KI x QI Sendo: Qtrecho= vazão de montante de um trecho no instante de fase K1= coeficiente da máxima vazão diária K2=coeficiente da máxima vazão horária Φ=ângulo de fase da senóide (24h = 360º) Qm= vazão média dos esgotos sanitários.485/ Q 0.

9.Hidrograma padrão senoidal Fonte: Tsutiya.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. 1999 Figura 28.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Variação de K2 em função da vazão média da bacia de esgotamento Fonte: Tsutiya.8.br 10/7/08 Figura 28. 1999 28-17 .

-TSUTIYA. João Pessoa.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. Sistemas de esgotos sanitários. 1977. 547páginas 28-18 . 433 páginas. Esgotos sanitários. 418 páginas. EPUSP. CETESB. CARLOS. Planejamento e projeto dos sistemas urbanos de esgotos sanitários. Coleta e transporte de esgoto sanitário. 1973. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. -CETESB.br 10/7/08 28. FRANCISCO PAES. PEDRO ALEM.11 Bibliografia e livros consultados -ABNT 12207/92. Projeto de interceptor de esgoto sanitário. . Editora Universitária.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. -LEMES.com. 1999. -FERNANDES. Faculdade de Saúde Pública e CETESB. 1997. 213 páginas.

A ciência dos agentes tóxicos. 29.3 Perigo Maranho.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. a toxicologia estuda os venenos e as intoxicações pelos mesmos. A palavra “eco” vem do grego oikos que quer dizer casa. 1969 in Lopes. 2008 diz que a ecotoxicologia alerta para os danos ocorridos nos diversos ecossistemas por substâncias químicas que representam risco e assim. Portanto.4 Destino dos poluentes O destino dos poluentes são basicamente três: • Ar • Água: receptor final dos poluentes • Solo/sedimento 29-1 . isoladas ou em forma de misturas.2 Ecotoxicologia Conforme Maranho. domicilio.Noções de Ecotoxicologia 29.1 Introdução O inicio da ecotoxicologia se deu em 1969 com o pesquisador francês René Truhaut. 2008 os primeiros testes de toxicidade com despejos industriais surgiram em 1863 e 1917 e os testes de toxicidade aguda em organismos aquáticos surgiram em 1930. 2002. Portanto.com. através de ensaios com matéria viva. habitat e daí saiu o termo ecologia. isto é. a toxicologia é o estudo dos efeitos adversos de agentes químicos ou físicos em seres vivos conforme Lopes. Segundo Truhaut..Curso de esgotos Capitulo 29. que pode ser facilmente acessado pelo site.2008 a toxicologia é a ciência que estuda os efeitos nocivos decorrentes da interação de substâncias químicas e de fenômenos físicos com o organismo. são nocivas e como e onde manifestam seus efeitos. A finalidade da ecotoxicologia é saber em qual grandeza. As atividades humanas e processos naturais podem causar fontes de contaminação nos ecossistemas com graves conseqüências ecotoxicológicas. No Brasil teve inicio somente em 1975 com Programa Internacional de Padronização de testes de toxicidade aguda com peixes. 2002 a ecotoxicologia é o estudo dos efeitos adversos de agentes químicos ou físicos no ecossistema. a ecotoxicologia como estuda todo o ecossistema engloba a toxicologia. 29.br 19/06/08 Capítulo 29. Segundo Maranho. sugere a aplicação de medidas preventivas para os impactos futuros antes que ocorram graves danos ao ambiente natural. as substâncias químicas. A USEPA lançou em janeiro de 2004 o software gratuito denominado AQUATOX (release 2) que apresenta o modelo de rios e lagos onde existe os efeitos tóxicos. 29. A ecotoxicologia estuda os efeitos adversos dos agentes tóxicos causados por contaminantes naturais ou sintéticos para o ambiente.

hidrólises.5 Transporte dos poluentes O transporte dos poluentes são cinco: • Ar: fotólises e reações com OH• Agua: hidrólises. O agente tóxico (xenobiótico ou substância ou toxicante) é qualquer substância química que interagindo com um organismo vivo. A movimentação dos contaminantes nos meios é determinada por processos físicos relacionados às propriedades químicas dos compartimentos ambientais e dos contaminantes.br 19/06/08 Figura 29. biodegradação e oxidação/redução • Biota: bioacumulação e metabolismo Conforme as propriedades físico-químicas dos xenobióticos é que é determinando o transporte entre as diferentes fases do meio. fotólises.Curso de esgotos Capitulo 29. oxidação e redução e biodegradação • Sedimento: hidrólises. 29-2 . é capaz de produzir um efeito tóxico seja este uma alteração funcional ou a morte. 2008 29.com.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. degradação microbiana e oxidação/redução • Solo: fotólises.1-Esquema do destino dos poluentes Fonte: Maranho.

29-3 .com. 2008 os testes de toxicidade é feito através de bioindicadores dos grandes grupos de uma cadeia ecológica e ligadas aos ambientes agrícolas. 2008 29. microorganismos) Nos testes de toxidade se examinam sinais.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. abelhas) • Decompositores (minhocas. Muitos testes crônicos são feitos com ovos e larvas de peixes e testes agudos podem ser feitos com minhocas. Não existe um ensaio que detecta todos os efeitos e portanto existe uma bateria de ensaios diferentes com vários critérios de toxicidade e conforme a situação específica.Curso de esgotos Capitulo 29.6 Testes de toxicidade Conforme Maranho. por exemplo ou com abelhas. sintomas e efeitos que causam desequilíbrio orgânico.br 19/06/08 Figura 29. Assim são usadas: • Produtores (algas) • Consumidores primários (microcustáceos) • Consumidores secundários (peixes.2-Esquema de transporte dos poluentes Fonte: Maranho.

Curso de esgotos Capitulo 29.br 19/06/08 Figura 29.com.4-Testes de toxicidade Fonte: Maranho.3-Testes de toxicidade Fonte: Maranho. 2008 Figura 29.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2008 29-4 .

O EC50 é a efetiva concentração em MG/L ou ug/L que produz em específico efeito mensurado em 50% de um organismo testado em determinadas condições de tempo em estudo. concentração xenobiótico.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.e etc. Define-se LC50 como a quantidade de pesticida presente por litro de solução aquosa que é letal para 50% dos organismos testados.br 19/06/08 29. 2008 os principais efeitos deletérios são: • Alterações cardiovasculares e respiratórias • Alterações do sistema nervoso • Lesões orgânicas: totoxicidade. armazenamento. Fase da exposição:a primeira fase da intoxicação é a fase da exposição. 2005 para peixes o CEO é a menor concentração nominal do agente tóxico que causa efeito deletério estatisticamente significativo na sobrevivência e reprodução em 7 dias de exposição. que depende da via de introdução. Como teste preliminar para determinar o intervalo de concentração pode ser usadas as espécies: o Brachydanio rerio (Cyprinidae) – paulistinha o Poecilia reticulata ou Phalocerus caudimaculatus (Poecilidae). sintomas e alterações detectáveis por provas diagnósticas que caracterizam os efeitos deletérios ao organismo. Conforme Machado Neto.9 Principais efeitos deletérios Conforme Maranho. 2005 a toxicidade aguda para peixes é definida por: Concentração letal inicial média CL (I)50. freqüência e da duração da exposição.7 CE 50 e CL 50 A toxidade pode ser aguda ou crônica. Fase clínica: sinais.96: concentração nominal do agente químico que causa efeito agudo (letalidade) a 50% dos organismos-teste em 96h de exposição. biotransformação e eliminação de substâncias inalteradas e/ou metabólitos. CENO: concentração de efeito não observado CEO: concentração de efeito observado. Fase de toxicinética: processos desde a disponibilidade química até a concentração do toxicante nos órgãos alvo (absorção. das propriedades físico-químicas do agente e de fatores relacionados à suscetibilidade individual. 29. nefrotoxicidaded. hepatotoxicidade. Conforme Machado Neto. 2008. distribuição. A toxidade aguda tem como base no LC50. Valor crônico (VC): conforme Machado Neto. Efeitos nocivos decorrentes da ação tóxica.guarú. 29.com.8 Fases da intoxicação As fases da intoxicação são basicamente quatro abaixo explicadas conforme Maranho. 2005 é a média geométrica dos valores CENO e CEO.Curso de esgotos Capitulo 29. Fase da toxicodinâmica: mecanismos de interação entre o toxicante e os sítios de ação dos organismos. 29-5 .

o Mutagênese: alterações hereditárias produzidas na informação genética armazenada no DNA( ex.br 19/06/08 • • • Lesões carcinogênicas/ tumorigênicas Lesões teratogênicas (malformações do feto) Alterações genéticas como : o Aneuploidização: ganho ou perda de um cromosso inteiro o Clastogênese: aberrações cromossônicas com adições. 20. radiações ionizantes). cérebro e coração Talidomida: coração e membros Fenobarbital: palato.Curso de esgotos Capitulo 29.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. o Antagonismo competitivo: quando um toxicante reduz o efeito do outro.11 Bioindicadores São espécies animais ou vegetais que indicam precocemente a existência de modificações bióticas (orgânicas) e abióticas (físico/químicas) de um ambiente. falhas. no final o efeito tóxico será menor.10 Interações entre os agentes tóxicos sobre os organismos Conforme Maranho. o Antagonismo funcional: quando dois antagonistas agem sobre o mesmo sistema.com. Precisamos monitorar o meio ambiente 29-6 . não produziria tal efeito. 2008. coração e atraso mental Álcool: defeitos faciais e atraso mental. re-arranjos de partes de cromossomos. o Antagonismo químico: o antagonista reage com o responsável pela ação. Infertilidade masculina. produzindo efeitos contrários. 2008 temos. o Efeito aditivo: o efeito tóxico final é igual à soma dos efeitos produzidos separadamente. feminina ou mista o Teratogênese provocada por agentes infecciosos ou drogas o Aborto precoce ou tardio Alterações da capacidade reprodutora Exemplos: Vitamina A: atraso mental. São organismos que ajudam a detectar diversos tipos de modificações ambientais antes que se agravem e ainda a determinar qual o tipo de poluição que pode afetar um ecossistema conforme Maranho. o Efeito sinérgico: o efeito final é maior que a soma dos efeitos individuais o Potenciação: o efeito de um xenobiótico é aumentado por interagir com outro toxicante que originalmente.. inativando-o. Cloranfenicol: aplasia medular 20.

Foi usada metodologia da ABNT para o uso da Daphnia similis bem como o uso de CE50/ 10 que foi comparado com o valor CER definido como: CER= vazão média do efluente x 100/ vazão média do efluente + Q7.10 do corpo receptor. Funcionou o teste de toxicidade com Daphnia similis constituindo uma ferramenta indispensável para previsão do impacto dos efluentes industriais nos corpos de água receptores.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Foram coletadas 90 amostras e fizeram testes de toxicidade aguda com Daphnia similis e ainda foram comparados os resultados as tradicionais análises físico-químicas e biológicas.br 19/06/08 29. De 32 amostra 66% tinham o potencial para acarretar impactos aos organismos aquáticos dos corpos receptores.Curso de esgotos Capitulo 29. CER ≤ CE50/ 100 Os resultados foram que os tratamentos feitos com projetos e bem operados tiveram uma remoção significativa da toxicidade. 29-7 .12 Impacto ecotoxicológico Nieto. 2008 fez um estudo do impacto ecotoxicológico no Estado de São Paulo para avaliar os diversos ramos industriais cujos efluentes são lançados em corpos hídricos.com.

29-8 . 2002.15 Bibliografia e livros consultados -AQUATOX REALEASE 2. JOHN. Controle da poluição das águas em indústrias têxteis.br 19/06/08 29. -THOMAN. LUCINEIDE APARECIDA. G. Modeling environmental fate and ecological effects in aquatic ecosystems. junho.Associação dos engenheiros da CETESB. 2002. -FERCINOLA.com. Universidade Évora. -MACHADO NETO. ALVARO TEIXEIRA. Toxicologia Ambiental. CETESB..Curso de esgotos Capitulo 29. Engenheiro químico da CETESB. ABES. -LOPES. -MARANHO. 1987. REGIS. Nov/ 2005. HarperCollins. 2008 (?). Faculdade de Farmácia. REGIS. Bióloga.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Caracterização ecotoxicológica de efluentes liquidos industriaisFerramenta para ações de controle da poluição das águas. UNESP. ROBERT e MUELLER. 2004. XXVI Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental. 3º encontro técnico anula da ASEC. Principles of surface water quality modeling and control. Lisboa. NILDA A. G. USEPA. campus de Jabuticabal. -NIETO. -NIETO. Ecotoxicologia. Ecotoxicologia dos agrotóxicos e saúde ocupacional. Ecotoxicologia.

1. 2001 que no dimensionamento de um poço de sucção é necessário atender duas exigências básicas: • Intermitência na partida das bombas • Tempo de detenção de esgotos Nas Figuras (30. Existe a norma da ABNT NBR 12208/92 Projeto de Estações elevatórias de esgoto sanitário que é a antiga NB-569/1989.Corte esquemático de uma elevatória convencional com bombas de eixo horizontal.1) a (30.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.60m/s ≤ V ≤ 3.00m/s As tubulações terão o diâmetro mínimo de 100mm. 30. Figura 30.50m/s • Recalque: 0. Fonte: Fernandes.3 Dimensionamento do poço de sucção Vamos seguir os ensinamentos de Crespo. A única diferença que existe é que no dimensionamento temos que prever um poço de sucção e que a detenção do esgoto no referido poço não passe de 20min.Estação elevatória de esgotos sanitários 30.Curso de esgotos Capítulo 30. 30.4) temos os vários tipos de estação elevatória de esgotos sanitários.2 Velocidades Conforme a NBR 12208/92 as velocidades na sucção e recalque são: • Sucção: 0.1 Introdução O dimensionamento de bombas e motores já foi explicado no curso de redes de água.50m/s ≤ V ≤ 1. 1997 30-1 .com.br 25/06/08 Capitulo 30.

Elevatória com bombas de eixo vertical. Fonte: Fernandes.com.Elevatória com bombas de eixo horizontal. 1997 30-2 .3.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 25/06/08 Figura 30.2. Fonte: Fernandes. 1997 Figura 30.Curso de esgotos Capítulo 30.

1997 Na Figura (30.br 25/06/08 Figura 30. Fonte: Fernandes.5.Curso de esgotos Capítulo 30.com. Fonte: Fernandes.5) temos vários tipos de sucção de bombas para elevatória de esgotos sanitários. 1997 30-3 .Formas de sucção e respectivas submergências.4.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Instalação típica para bombas Flygt. Figura 30.

4 Tempo de detenção média. Quando forem adotadas bombas de rotação constante. Qmin= Qmédio/ 4 Sendo: Qmin= vazão mínima (m3/min) Qmédio= vazão média de fim de plano sem considerar infiltração (m3/min) 30-4 . 30.6 Volume do poço de sucção È o volume compreendido entre os níveis máximo e mínimo de operação das bombas conforme NBR 12208/92. No caso de mais de dois conjuntos. Conforme a NBR 12208/92 o maior tempo de detenção deve ser de 30min. A vazão mínima representa uma grandeza tão pequena que inviabiliza o cálculo para determinar o volume máximo do poço. sendo um deles reserva. Segundo Crespo. considerando a vazão da maior bomba a instalar (quando operada isoladamente) e o menor intervalo de tempo entre as partidas consecutivas do seu motor de acionamento.Curso de esgotos Capítulo 30. recomenda-se que os conjuntos motor-bomba sejam iguais. 30. Admite-se que o NA médio corresponde a um nível eqüidistante entre o NAmax e o NAmin.5 Vazões iniciais e finais As vazões a serem consideradas são: Qi= vazão afluente no inicio do plano desprezando a variação horária K2.7 Número de bombas Conforme a NBR 12208/92 devem ser previstos dois conjuntos motor-bomba. cada um com capacidade para recalcar a vazão máxima. o reserva instalado deve ter capacidade igual à do conjunto de maior vazão.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. 30.9 Dimensionamento do poço de sucção O volume do poço é dado pela seguinte relação: Vd= A x H Sendo: Vd= volume do poço (m3) A= área do poço (largura x comprimento) (m2) H= distância vertical entre o NA médio e o fundo do poço (m).br 25/06/08 30. O limite máximo de rotação recomendado pela NBR 12208/92 é de 1800 rpm. Para o cálculo da vazão mínima considera-se a vazão média de fim de plano sem considerar a infiltração e dividida por 4. 30. conforme recomendado pelo fabricante. 2001 a vazão mínima é uma variável difícil de ser fixada. 30.8 Volume útil Conforme NBR 12208/92 o volume útil deve ser calculado. Qf= vazão afluente no fim do plano.

2001 o intervalo de duas partidas consecutivas de uma mesma bomba denomina-se intermitência das partidas.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2001 Dimensionar um poço de sucção de uma estação elevatória de uma cidade com: • População de 50.1.com.000hab • Quota per capita: 150 L/dia x hab • Extensão da rede coletora: 50km • Taxa de infiltração: 0.10 Intermitência na partida das bombas Conforme Crespo.5 = 156. T= Vd/Qmin Sendo: T= tempo de detenção do esgoto no poço de sucção (min) Vd= volume do poço de sucção (m3) Qmin= vazão mínima (m3/min) 30. 2001.br 25/06/08 O tempo de detenção de esgoto no poço de sucção é dado pela seguinte equação conforme Crespo.Extraído de Crespo.5 Qb V= 2.5 L/s x km • Coeficientes de vazão: • K1= 1.8 L/s Vazão máxima sem infiltração Qmax= 86.5 L/s x km= 25 L/s Vazão de projeto Q= 156.5 coeficiente de vazão na hora de maior consumo • Número de bombas: 2 +1 Solução: Vazão média Qmédia= (50000hab x 150 L/dia x hab)/ 86400s= 86. A média considerada entre duas partidas consecutivas é de 10min.25 L/s + 25.Curso de esgotos Capítulo 30.5 x Qb Sendo: V= volume mínimo do poço de sucção entre o Namax e o Namin (m3) Qb= capacidade nominal da bomba (m3/min) Exemplo 30.0 L/s= 181.2 x 1. Admitindo-se intervalo de 10min de intermitência o volume mínimo do poço de sucção será: V= t x Qb/ 4 Admitindo t=10min entre duas partidas temos: V= t x Qb/ 4 V= 10 x Qb/ 4= 2.81 L/s x 1.2 coeficiente de vazão no dia de maior consumo • K2= 1.25 L/s Vazão de infiltração: 50 km x 0. A bomba não deve ter mais de 5 ou 6 partidas por hora e caso não seja feito isto teremos problemas na vida útil dos equipamentos.25 L/s 30-5 .

30m3/min= 17.80/2 + 0.80m= 16.21m3/min Qmin= Qmédio/ 4= 5.Curso de esgotos Capítulo 30.59m3 Admitindo-se uma distância vertical entre o Namax e o Namin de 0.80m teremos: Área do poço: Vd= A x H A= Vd/ H H=0.46m Vd= 1. T= Vd/ Qmin Sendo: T= templo de detenção (min) Vd= volume do poço ente o Na médio e o fundo do poço (m3) Qmin= vazão mínima de projeto (m3/min) Distância entre o Namin e o fundo do poço: 0. Portanto.5 x Qb V= 2.59m3 A= Vd/H=13. Distância vertical entre o Na médio e o fundo do poço: 0.96m.com.30= 23. 30-6 .40m.44 m3/min V= 2. Este valor é fixado de modo que o Namin fique em cota igual ao topo do rotor. a vazão de cada bomba Qb será: Qb= 181.br 25/06/08 Vamos ter duas bombas funcionando e mais uma de reserva.25 L/s / 2= 90.36 x 7.99m2/ 7.80m Vd=13.15m3 Vazão mínima Qmin Qmédio= (50000 x 150/ 1000 x 24 x 60) = 5.5 x 5.50m3/ 0.40m= 2.30m Verificação do volume do poço de sucção para respeitar o tempo de detenção máximo permitido.40 x 2.44m3/min= 13.81 min < 20min OK.96= 1.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.15m3/ 1.99m2 Considere-se que a disposição das bombas na estação elevatória exige um comprimento do poço na horizontal igual a 7. Largura do poço= 16.30 m3/min T= Vd/ Qmin = 23.21/4= 1.63 L/s= 5.

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Figura 30.6- Esquema do NA max, Na min

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30.11 Modelo Paulo S. Nogami O prof dr. Paulo S. Nogami apresentou em 1973 para sistemas elevatórios de esgotos o seguinte modelo. Recomendou que o período de detenção não exceda de 30min em qualquer caso. Recomendou ainda que o número de partida do motor não ultrapasse de 10, o que limita a 6 minutos o ciclo ente dois inícios de bombeamento. Nogami, 1973 citou as seguintes expressões: V= q x p p= V/ q Sendo: V= volume útil do poço de tomada q= vazão de chegada p= período de parada da bomba V= (Q –q) x f f = V/ (Q – q) Sendo: V= volume do poço Q=vazão de bombeamento q= vazão de chegada f= período de funcionamento da bomba Exemplo 30.2- Extraído de Paulo S. Nogami, 1983 Determinar o volume útil de um poço de tomada de uma estação elevatória que deverá receber uma vazão média anual de 16 L/s. As vazões máxima e mínima correspondem, respectivamente a 2 vezes a metade da vazão média. Indicar a capacidade da bomba e calcular os períodos de funcionamento e parada da bomba para quando a vazão de chegada for mínima. Volume do poço V= 0,016m3/s x 10min x 60s= 9,6 m3 Capacidade adotada para a bomba: 35 L/s ( > 32 L/s) Período de funcionamento para a vazão mínima Vazão mínima= 0,5 x 16 L/s= 8 L/s= q Q= 35 L/s V= 9600 Litros f = V/ (Q – q) f = 9600/ (35 – 8) = 355 s= 5,9min Tempo de detenção no poço de sucção p= V/q p= 9600/8 = 1200s= 20min < 30mim OK

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Exemplo 30.3- Extraído de Fernandes, 1997 Dimensionar o volume do poço úmido e a potência instalada para desnível geométrico de 6,60m. Dados: 805 casas 5 pessoas/casa Distância: 408m Rede coletora a montante: 4,30Km. Solução: População de projeto P= 805casas x 5 pessoas/casa= 4025 pessoas Quota per capita= 150 L/dia x pessoa Coeficiente de retorno= C= 0,80 V= 0,80 x 0,150 x 4025= 483m3/dia= 5,59 L/s K1= 1,25 K2=1,40 K3=0,60 Taxa de infiltração= TI= 0,000 5 L/s x m Contribuição doméstica no dia de maior consumo: Qd= K1 x 483000 Litros/ 86400s= 1,25x 483000 Litros/ 86400s =6,99 L/s Contribuição doméstica na hora de maior consumo: Qd,max= K2 x Qd= 1,40 x 6,99= 9,79 L/s Vazão máxima de projeto em tempo de chuva Qh,max= 9,79 + 0,0005 x 4300m= 11,94 L/s Vazão mínima em tempo de seco Qmin= K3 x 483000/86400= 0,60 x 483000/86400= 3,35 L/s Pré-dimensionamento do volume Admitindo um período de parada de 10min quando a vazão de chegada corresponde a Qd teremos: V= tp x Qd = ( 10min x 60s) x 6,909/1000= 4,19m3 Adotamos V=4,0m3 Testando este valor para: 1) para máxima (vazão de chegada mínima) tp,max = V/ Qmax= 4000 /(3,35 x 60)= 19,90 min < 20min OK. 2) Funcionamento mínimo (vazão de chegada mínima) para Qmax= 11,94 L/s e analisando-se as circunstâncias do problema com uma só bomba funcionando com capacidade Qb= 12 L/s. tf, min= V/ (Qb- Qmin)= 4000/ ( 12,0- 3,35) x 60= 7,71min 3) Número máximo de partidas por hora (quando a vazão de chegada for mínima indica máxima parada com mínimo funcionamento). N= 60min / (tp, max + tf, min)= 60/ (19,90+7,71)=60/27,61= 2,14 < 4 OK Assim conclui-se que o volume de 4,00m3 satisfaz as condições de impedimento de septicidade e sedimentação e número máximo de partidas por hora. 30-9

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Potência instalada Dr= diâmetro da canalização de recalque Fórmula de Bresse Dr= 1,3 x Qb 0,5= 1,3 x 0,012 0,5= 0,142m Se Dr=150mm tem-se Vr=0,68m/s Se Dr=125mm tem-se Vr= 0,97m/s então adota-se no recalque Dr=125mm e na sucção será Ds=150mm. Altura manométrica H Empregando Hazen-Willians C=80 ferro fundido 10,643 . Q 1,85 J = ----------------------C1,85 . D4,87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m); Q= vazão em m3/s; C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Q= 12 L/s achamos J=0,0224 m/m Supondo comprimento virtual para as perdas localizada equivalentes a 26m encontram-se: H= 0,0224 (26+408)= 16,32m Potência instalada 1) Potência da bomba Qb= 12 L/s rendimento bomba= 66% rendimento do motor=80% Pb= (12 x 16,32)/ (75 x 0,66x 0,80)= 4,9 CV= 4,95 x 0,986=4,88 HP Folga de 20% ( 5HP a 10 HP) Pt= 1,20 x 4,88= 5,48 HP Adoto: Pt= 6 HP Teremos dois motores de 6 HP cada, sendo um de reserve.

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30.12 Grades de barras Quando a vazão for maior que 250L/s a limpeza das grades deverão ser mecanizadas. 30.13 Gerador de emergência Conforme a NBR 12208/92 no ponto de entrada de energia elétrica, deve ser previsto dispositivo que permita a ligação de gerador de emergência. 30.14 Fórmula de Hazen-Willians A formula de Hazen-Willians é usada para tubos com diâmetro maiores que 50mm; 10,643 . Q 1,85 J = ----------------------C1,85 . D4,87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m); Q= vazão em m3/s; C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians; D= diâmetro em metros. Obtemos: Qo= (C1,85 . D4,87 . J / 10,643) (1/1,85)

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Figura 30.7- Nomograma para a equação de Hazen-Willians para C=100 Fonte: Hammer, 1979

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Figura 30.8- Fatores de correção para determinação da perda de carga com valores diferentes de C=100. Fonte: Hammer, 1979 Exemplo 30.4 Para a vazão de 12 L/s, diâmetro D=100mm na Figura (30.7) achamos a perda Hf= 40/1000 Como queremos C=80 olhando a Figura (30.8) achamos K=1,51 Portanto, Hf= K x 40/1000= 1,51 x 40/1000=0,0604m/m

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30.15 Bibliografia e livros consultados -ABNT NBR 12208/92, Projeto de Estações elevatórias de esgoto sanitário. -CETESB. Sistemas de esgotos sanitários. Faculdade de Saúde Pública e CETESB, 1973, 418 páginas. -CRESPO, PATRICIO GALLEGOS. Elevatórias nos sistemas de esgotos. Editora UFMG,2001, 290páginas. -CRESPO, PATRICIO GALLEGOS. Sistemas de esgotos. Editora UFMG, 1997, 129páginas. -FERNANDES, CARLOS. Esgotos sanitários. Editora Universitária, João Pessoa, 1997, 433 páginas. -HAMMER, MARK J. Sistemas de abastecimento de água e esgotos. Editora Livros Técnicos, 1979, 563 páginas. -NOGAMI, PAULO S. Estação elevatória de esgoto. In Sistema de esgotos sanitários, 1973, Faculdade de Saúde Publica e CETESB, 416páginas.

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Capitulo 31- Cargas em tubos flexíveis 31.1 Introdução O SAAE de Guarulhos usa o PVC para esgoto desde 1983 e usa o polietileno de alta densidade (PEAD) desde 1972. Os tubos cerâmicos tiveram começaram a ser assentados em 1966 com juntas feitas com estopa alcatroada e asfalto preparado. Mais tarde foram usados tubos cerâmicos com j unta elástica. 31.1 Deformação diametral Uma das primeiras preocupações que tive, quando comecei a usar os tubos de PVC rígido em redes de esgotos sanitários, foi com a deformação diametral. Minha dúvida era sobre a resistência dos tubos de PVC. Primeiramente, comecei a fazer uma pesquisa sobre a profundidade de valas que o SAAE de Guarulhos usava. Profundidade da vala (m) 1,2 1,5 1,8 2,0 2,3 2,4 Total Freqüência de ocorrências (%) 0,5 80,0 5,0 10,0 4,0 0,5 100,0%

Conclui que 80% de nossas valas eram praticamente da profundidade de 1,5 m, sendo que a profundidade variava de 1,2 a 2,4 m. A largura das valas, feitas por retroescavadeira, também era padronizada: valas estreitas, com largura de 0,60 m ,e valas largas, com largura de 0,80 m. Para valas até 1,5 m de profundidade, usamos a caçamba de 0,60 m, e para valas superiores a 1,5 m de profundidade, usamos caçamba de 0,80 m de largura. 31.2Teoria dos tubos flexíveis O professor Anson Marston, da Universidade de Iowa (EUA), em 1913, publicou sua teoria sobre cargas em tubos, considerada até hoje “o estado de arte” sobre o assunto. Marston fez duas teorias, sendo uma para tubos rígidos e outra para tubos flexíveis. Segundo ele, para tubos rígidos, temos; w = Cd x b x W , Sendo: w = peso por metro linear (kgf/m); Cd = coeficiente de carga para condutos instalados em vala; b = largura da vala medida na geratriz superior do tubo em metros; W = peso específico do solo (kgf/m). Entretanto, a equação acima só pode ser aplicada para valas estreitas, isto é, menores que 2,5xD. Para valas maiores que 2,5xD, temos que considerar a condição de prisma: Assim teremos:
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w= h x W x b (kgf/m) ou p= pe x h x d (kgf/m) Sendo: w = peso por metro linear (kgf/m); pe = peso específico (kgf/m3); h = altura de recobrimento em metros; d = diâmetro externo do tubo em metros. 31.3 Spangler Splanger era formando na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, quando achou o erro nas fórmulas dos tubos flexíveis: a não validade da carga sobre dois pratos paralelos para avaliação dos tubos flexíveis. A nova fórmula desenvolvida por Spangler está muito bem explicada no ITT-3 (Informativo Técnico Tigre, Número 3). Usando a Teoria de Marston, para a carga de terra, e a Teoria de Spangler, para tubos flexíveis, e usando ainda a carga móvel segundo o tipo T-30 da ABNT, que admite que o veículo tenha carga máxima de 30 toneladas, dando 5.000 kg em cada roda, e usando o tipo de compactação leve que fazemos e escolhendo o pior terreno, calculamos as várias deformações, a longo prazo, que poderíamos ter. Assim, obtivemos a Tabela (31.1).
Tabela 31.1-Cálculo da deflexão diametral para tubos flexíveis de esgoto sanitário (PVC)

Profundidade. (m) 1,2 1,5 1,8 2,0 2,3 2,4

Diâmetro (mm) 150 150 150 150 150 150

Altura de recobr. (m) 1,05 1,35 1,65 1,85 2,15 2,25

Largura da vala (m) 0,6 0,6 0,8 0,8 0,8 0,8

Carga da terra (kgf/m) 330 425 519 582 677 708

Carga móvel (kgf/m) 566 404 325 291 254 243

Carga total (kgf/m) 896 829 845 874 931 952

Sendo: Carga móvel T-30 Carga de terra: fórmula de Marston Deflexão: fórmula de Spangler Peso específico = 2100 kgf/m³ (argila) Classe de rigidez = CR= 2500 K= 0,1 Compactação leve DR= 1,75 E’= 2,8 MPa

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Tabela 31.2-Cálculo da Deflexão Diametral para tubos flexíveis de esgoto sanitário (PVC) Profundidade Carga total Deflexão máxima Deflexão diametral da vala (%) (m) ( kgf/m) (%) 1,2 896 7,5 4,0 1,5 829 7,5 4,01 1,8 845 7,5 4,32 2,0 874 7,5 4,58 2,3 931 7,5 5,03 2,4 952 7,5 5,19 Concluímos que, para profundidades de vala existente na prática, e pelo tipo de compactação que fazemos, a deformação diametral relativa máxima varia de 4,0 a 5,19%, portanto abaixo de 7,5% , conforme NBR 7367 e que está na Tabela (31.2). 31.4 Testes de deformação diametral relativa a longo prazo Preocupados com a deformação diametral, devida às cargas externas, fizemos experiências em redes de esgoto de PVC rígido de diâmetro de 150 mm, com dois anos de operações, passando um gabarito esférico de plástico rígido de diâmetro 7,5% menor que o diâmetro interno da tubulação. Entramos em contato com os técnicos da Tigre e nosso pedido de confecção do referido gabarito esférico foi encaminhado. Com a esfera pronta, introduzímo-la nas redes de PVC de 150 mm, executadas dois anos antes. Não houve nenhum problema, confirmando, então, a suposição de que a deflexão máxima não atingiria os 7,5% máximos admitidos pela norma. É importante observar que, se houver uma deformação máxima de 7,5% do diâmetro, a seção diminuirá somente em 0,6%, o que é insignificante. Caso queiramos a deformação máxima permissível, logo após a instalação, devemos dividir a deformação máxima ao longo prazo (7,5%) pelo coeficiente de deformação adotado.

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Cargas em tubos flexíveis Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Water-Resources Engeneering. setembro 1987. McGraw-Hill Book Company. produzido pela Asfamas e Abivinila. -American Water Works Association (AWWA).5 Referências Bibliográficas: -Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. de agosto/86. -InformaTigre. -Calvin Victor Davis. NBR 7362 de novembro de 1984 referente a Tubo de PVC rígido com junta elástica. outubro 1984. -Engº Carlos Alberto dos Santos e Adejalmo Figueiredo Gasen. -Informativo Técnico Tigre 03.Curso de rede de esgotos Capitulo 31. -Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema). coordenador do projeto: Maurício Cleinman.br 22/6/08 31.com. 1964. Manual M23.A. Estudo Comparativo entre Redes Coletoras de Esgoto do Tipo Convencional e Não Convencional. Estudos Para determinação de novos parâmetros e critérios de projetos de redes de esgotos utilizando o modelo de otimização. Informativo da Tubos e Conexões Tigre S. Pipe Design and Instalacion. Handbook of Applied Hydraulics. coletor de esgotosespecificação. McGraw-Hill Book Company. 31-4 . -Linsley and Franzini.1952.

br Capítulo 32 Caixa de retenção de óleo e sedimentos As pessoas ficam surpresas quando aprendem que muito pouco da precipitação destina-se para a recarga de aqüíferos subterrâneos.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Leap in The Handbook of groundwater engineering.com. Darrel I. 32-1 .

9 32.22 32.15 32. Wilken para RMSP Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para P= 25mm e P=13mm.10 32.26 32.6 32. Critério de seleção Limitações Custos e manutenção Lei de Stokes Dados para projetos Desvantagens da caixa de óleos e graxas Caixa de retenção de óleo API por gravidade Dimensões mínimas segundo FHWA Volume de detenção Caixa de retenção coalescente com placas paralelas Fabricantes no Brasil de caixas com placas coalescentes Flotação Sistemas industriais americanos para separação de óleos e graxas Skimmer Postos de gasolina Vazão que chega até o pré-tratamento Pesquisas do US Army.27 Capitulo 32.17 32.16 32. 2000 Princípios de Allen Hazen sobre sedimentação Lei de Stokes 46páginas 32-2 .2 32.4 32.18 32.1 32.24 32.5 32.7 32.13 32.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.8 32.3 32.br Sumário Ordem Assunto 32.Caixa de retenção de óleos e sedimentos Introdução Densidade gravimétrica Tipos básicos de separadores por gravidade óleo/água Vazão de pico Método Racional Equação de Paulo S.20 32.25 32.14 32.19 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.21 32.12 32.11 32.

estradas de rodagens são potenciais para a contaminação de hidrocarbonetos conforme Figuras (32.1996). por exemplo.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Caixa de retenção de óleo e sedimento (oil/grit separators) 32. supermercados. • Óleo emulsionado quimicamente: as emulsões deste tipo são geralmente feitas intencionalmente e formam detergentes. O óleo pode-se apresentar da seguinte maneira: • Óleo livre: que está presente nas águas pluviais em glóbulos maiores que 20μm. aeroportos. O objetivo é remover somente o chamado óleo livre.com. A caixas separadores de óleos e graxas são designadas especialmente para remover óleo que está flutuante. onde o piso era de elementos de concreto e no meio tinha grama com areia. O separador óleo/água não remove óleo dissolvido.1 Introdução O grande objetivo do uso dos separadores óleo/água são os lugares que possuem um alto potencial de contaminação urbana.1) a (32. O óleo é misturado a água através de uma emulsão mecânica. shoppings. Aquele posto de gasolina é um hotspot e nunca deveria ser feito a infiltração no local. Estacionamentos residenciais e ruas possuem baixa concentração de metais e hidrocarbonetos. como restaurantes.3). compostos de petróleo leves e graxas. Pesquisas feitas em postos de gasolina revelaram a existência de 37 compostos tóxicos nos sedimentos das caixas separadoras e 19 na coluna de água da caixa separadora. gasolina. Em geral os glóbulos são da ordem de 5μm a 20μm.br Capitulo 32. Outros lugares com estacionamento diário ou de curto período. Muitos destes compostos são PAHs (Policyclic aromatic hydrocarbons) que são perigosos para os humanos e organismos aquáticos (Auckland. • Óleo aderente a sólidos: é aquele óleo que adere às superfícies de materiais particulados.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. • Óleos emulsionados mecanicamente: estão dispersos na água de uma maneira estável. Na cidade de Campos do Jordão em São Paulo fizeram um posto de gasolina na entrada da cidade. etc. ou seja. fluidos alcalinos e outros reagentes. lanchonetes. Eles são separados devido a sua baixa gravidade específica e eles flutuam. 32-3 . a existência de uma válvula globo ou uma outra restrição do escoamento. pois o óleo contido nas emulsões e quando estão dissolvidos necessitam tratamento adicional. oficina de conserto de veículos. Em pouco tempo tudo foi destruído. os “Hotspots” como postos de gasolina. Além disto a maioria dos separadores removem sedimentos e materiais flutuantes. estacionamentos de automóveis e caminhões. como um bombeamento. Usualmente possuem glóbulos menores que 5μm • Óleo dissolvido: é o óleo solubilizado em um líquido que é um solvente e pode ser detectado usando análises químicas.

2.br Figura 32.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.1.Pistas de Aeroportos 32-4 .Posto de gasolina Figura 32.

1996).Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Estacionamento de veículos http://www. Dica: a caixa separadora de óleos.Estradas de rodagem asfaltadas As águas pluviais em geral contém glóbulos de óleo que variam de 25μm a 60μm e com concentrações de óleo e graxas em torno de 4 mg/l a 50mg/l (Arizona. a adição de sulfato de alumínio e introdução de polímeros conforme Eckenfelder. graxas e sedimentos com placas coalescentes são para globos maiores ou iguais a 60 µm e reduzem o efluente para 10mg/l (Eckenfelder.3. etc possuem grande quantidade de óleo e graxas. 1989).4. mas entretanto as águas pluviais proveniente de postos de gasolina.br Figura 32. Acesso em 12 de novembro de 2005.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. sendo uma delas a acidificação. Dica: a caixa separadora de óleos. 1989). graxas e sedimentos que seguem a norma API são para glóbulos maiores ou iguais a 150µm. 1989. 32-5 .com/assets/HardingTownship.com.vortechnics. reduzem o efluente para cerca de 50mg/l (Eckenfelder. Firma Vortechnic.pdf. Figura 32. A emulsão requer tratamento especial e existem varias técnicas. ainda com a desvantagem do sulfato de alumínio produzir grande quantidade de lodo.

2) para caixas com três câmaras e poços de visita. Tabela 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.88 Água 1.American Petroleum Institute.80 A velocidade de ascensão dos glóbulos de óleo depende da viscosidade dinâmica que varia com o tipo de líquido e com a temperatura. Na caixa de retenção de óleos e sedimentos que denominaremos resumidamente de Separador.3. etc. 32-6 . O separador de óleo remove hidrocarbonetos de densidade gravimétricas entre 0.br 32. Solução: é a mistura de dois ou mais substâncias formando um só líquido estável. 2005) Querosene 0.3) mostram as densidades gravimétricas de alguns líquidos. As três câmaras são das normas API . Uma maneira de separá-los por gravidade é a utilização da Lei de Stokes.85 a 0.37 Óleo cru 0.876 Óleo combustível médio 0.85 Óleo de motor 0. Tabela 32. como por exemplo.2 Densidade gravimétrica Há líquidos imiscíveis. 2005) Gasolina 0.79 recomendado(Auckland.88 Tetracloreto de carbono 1.90.59 Querosene 0.gc. o óleo e a água.90 recomendado (Auckland.Densidades de vários líquidos Líquido Densidade a 20º C Álcool etílico 0. Acessado em 8 de novembro de 2005.Diversas densidades de líquidos Líquido Densidade a 20º C g/cm3 ou g/mL Benzeno 0.85 a 0.2 –Eficiência das caixas de óleos e graxas Redução (%) Tipo de caixas Volume TSS Sólidos totais em suspensão Metais Pesados (m3) Três câmaras 52 48% 21% a 36% Poço de visita 35 61% 42% a 52% Óleos e graxas 42% 50% Fonte: Canadá.cmhc-schl. 2005) Etanol 0. Os líquidos imiscíveis ou não solúveis um com o outro formam uma emulsão ou suspensão coloidal com glóbulos menores que 1µm. Dica: adotaremos neste trabalho hidrocarboneto com densidade gravimétrica de 0.1.1) e (32.823 Óleo diesel 0.cfm.90 Água 0. As Tabela (32.93 Óleo lubrificante 0.95. Tabela 32.com. Emulsão é uma mistura de dois líquidos imiscíveis: detergente.75 recomendado (Auckland.79 Benzeno 0.906 Querosene 0.998 Óleo Diesel 0. Ontário-http://www.00 Fonte: Streeter e Wylie.81 Mercúrio 13.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.852 Óleo combustível pesado 0. 1980 A eficiência das caixas separadoras de óleo e graxas é estimada pela Tabela (32.68 a 0. pois sendo menor a densidade do óleo o glóbulo tende a subir até a superfície. ficam retidos os materiais sólidos e óleo.ca/en/imquaf/himu/wacon/wacon_024.

Figura 32. Quanto menor o diâmetro do glóbulo. maior é o tempo de separação água/óleo.br A Tabela (32. Acessado em 12 de novembro de 2005.5).tn.Tempo de ascensão.pdf.4) mostra os tempos de ascensão com relação ao diâmetro do glóbulo de óleo onde se pode observar que uma partícula com diâmetro de 150μm tem um tempo aproximadamente menor que 10min.Diâmetro e distribuição dos glóbulos de óleos Fonte: http://www.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.4.com.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. estabilidade da emulsão e diâmetro do glóbulo Tempo de ascensão Estabilidade da emulsão Diâmetro do glóbulo (μm) < 1 min Muito fraco >500 < 10 min Fraco 100 a 500 Horas Moderado 40 a 100 Dias Forte 1 a 40 Semanas Muito Forte < 1 (Coloidal) A distribuição do diâmetro e do volume dos glóbulos está na Figura (32.knoxville. 32-7 .Curso de rede de esgotos Capitulo 32.ci. Tabela 32.5.

tn.ci.br Figura 32.pdf. Acessado em 12 de novembro de 2005.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.6.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.com.Separador de óleo em posto de gasolina http://www.knoxville. 32-8 .us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.

óleos vegetais e gorduras animais até 50mg/L Para postos de gasolina por exemplo. Existe o critério do first flush que dimensionará o volume para qualidade das águas pluviais denominado WQv. concreto ou polipropileno. São geralmente enterradas e podem ser construídas em fibra de vidro. aglutinante. Tradicionalmente usa-se o separador para glóbulos acima de 150μm que resulta num efluente entre 50mg/l a 60mg/l (Auckland. HIL. a segunda para o depósito somente do óleo e a terceira para descarga. A remoção da lama e do óleo podem ser feitas periodicamente através de equipamentos especiais. Stenstron et al.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. O separador elaborado por fabricante possuem tecnologias variadas. No Brasil temos fabricantes como Alfamec com separadores coalescentes de PEAD. mas geralmente a escolha é feita off line.óleos minerais até 20mg/L (Nota: este é o nosso caso) 2. carvão ativado ou processo biológico não serão discutidas neste trabalho. Possuem placas paralelas corrugadas.13mg/l. onde achamos o número CN e aplicando o SCS TR-55 achamos a vazão de pico ou aplicar o método racional que será usado neste Capítulo. A Resolução Conama 357/05 no artigo 34 que se refere a lançamentos exige que: Artigo 34-Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados. 32. A sua performance depende da manutenção sistemática e regular da caixa. floculação química. Segundo o dicionário Houaiss coalescer quer dizer unir intensamente. nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo. O separador Coalescente é também por gravidade e ocupa menos espaço. fibra de vidro. aderente. Constatou que as maiores quantidades de óleo e graxas estavam nas áreas de estacionamento e industriais que possuíam 15. Vortech.25mg/l de óleos e graxas. • Separador tipo poço de visita elaborado por fabricantes O separador tipo API possui três câmaras.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. filtração (filtros de areia). sendo a primeira para sedimentação. Este volume poderá ser transformado em vazão através do método de Pitt. enquanto que nas áreas residenciais havia somente 4. aço inox cujas vazões variam de 0. resguardadas outras exigências cabíveis: V.8m3/h até 40m3/h. A área máxima de projeto é de 0. Os separadores de óleo/água podem remover óleo e TPH (Total Petroleum Hydrocarbon) abaixo de 15mg/l. com um critério que é definido pelo poder público. caso seja maior a mesma deverá ser subdividida 32-9 . A remoção de 10mg/L a 20mg/L corresponde a remoção de glóbulos maiores que 60μm. Tomaremos como padrão a densidade do hidrocarboneto < 0. O óleo é retirado através de equipamentos manuais ou mecânicos denominados skimmer quando a camada de óleo atinge 5cm mais ou menos. três tipos de separador água/óleo por gravidade: • Separador tipo API (Americam Petroleum Institute) para glóbulos maiores que 150μm • Separador Coalescente de placas paralelas para glóbulos maiores que 60μm.3 Tipos básicos de separadores por gravidade óleo/água Existe basicamente.40ha. partículas de 60μm e performance remoção de até 20mg/L de óleos minerais. As pesquisas mostram que 30% dos glóbulos de óleo são maiores que 150μm e que 80% é maior que 90μm. porém apresentam alto custo e possibilidade de entupimento. São os equipamentos chamados: Stormceptor. direta ou indiretamente. inclinadas de 45º a 60º e separadas entre si de 2cm a 4cm.br 32.1982 fez pesquisa na Baia de São Francisco sobre óleo e graxa e concluiu que há uma forte conexão entre a massa de óleo e graxa no início da chuva. 1996). aço carbono.4 Vazão de pico O projetista deve decidir se escolherá se a caixa separadora estará on line ou off line.90 g/cm3.Óleos e graxas 1. uso de membranas.com. aço. CDS. Se estiver on line a caixa deverá atender a vazão de pico da área. Com outros tratamentos poderemos remover óleos insolúveis bem como TPH (Total Petroleum Hydrocarbon). As demais tecnologias para remoção de óleo/água: flotação. para remover até 20mg/L de óleos minerais é necessário que se removam os glóbulos maiores ou igual a 60μm. aglutinar e coalescente quer dizer: que se une intensamente. sendo bastante usado.

Q = C .13x C + 0.9 . Calcular o vazão de pico Q. 1970) para escoamento superficial devendo o comprimento ser menor ou igual a 150m. Adotar Tr=10anos.br 32.98 nos obterá a vazão referente ao volume para melhoria da qualidade das águas pluviais WQv.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. I= intensidade média da chuva (mm/h). I .70 e intensidade da chuva I=40mm/h. 1ha=10.20 R2 = 0.333 Rv= 0.7 Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para P= 25mm e P=13mm. mais preciso. 32-10 .009 x AI = C Sendo: tc= tempo de concentração (min) C= coeficiente de escoamento superficial ou coeficiente de Runoff ( está entre 0 e 1) S= declividade (m/m) AI= área impermeável em porcentagem (%) Rv= coeficiente volumétrico (adimensional) Aplicando análise de regressão linear aos valores de C e de I para áreas A≤ 2ha para a RMSP obtemos: I = 45.03m3/s 32.98 Para P=25mm R2 = 0.6 Equação de Paulo S.86 Para P=13mm Sendo: I= intensidade de chuva (mm/h) C= coeficiente de escoamento superficial P= first flush. Usando para o tempo de concentração da Federal Aviation Agency (FAA. P=25mm na Região Metropolitana de São Paulo R2= coeficiente obtido em análise de regressão linear. I . A /360 = 0. Quanto mais próximo de 1.86 I= 9. Wilken para RMSP 1747.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.000m2 Exemplo 32.05+ 0.4ha.70 x 40mm/h x 0. Tr = período de retorno (anos). tc=duração da chuva (min). C=coeficiente de escoamento superficial varia de 0 a 1.181 I =-----------------------(mm/h) ( t + 15)0.09 x C + 0. Tr0.4ha/360 = 0. A vazão Q=CIA/360 obtido usando I =45. tc= 3. coeficiente de escoamento superficial C=0.13 x C + 0.1 – C) x L 0.com.5 Método Racional A chamada fórmula racional é a seguinte: Q= C .5 / S 0. A /360 Sendo: Q= vazão de pico (m3/s).89 Sendo: I= intensidade média da chuva (mm/h). Varia de 0 a 1.26 x (1.1 Dada área da bacia A=0. 32. A= área da bacia (ha).

13 x 0.4ha.05+0.4ha Q= CIA/360= 0. com 100% de impermeabilização para first flush adotado de P=25mm.009 x AI = 0. Para a RMSP P=25mm Rv=0. Rv= 0.009 x 100= 0.95 x 44 x 0.05+0.4ha com AI=100% sendo o first flush P=25mm.05+ 0. Rv= 0.7.95 WQv= (P/1000) x Rv x A WQv= (25mm/1000) x 0.com.95 + 0. Acessado em 12 de novembro de 2005 WQv (volume para melhoria da qualidade das águas pluviais) O volume para melhoria da qualidade das águas pluviais é dado pela equação: WQv= (P/1000) x Rv x A Sendo: WQv= volume para melhoria da qualidade das águas pluviais (m3) P= first flush (mm).Poço de visita separador de fluxo.009 x 100= 0.knoxville.05+ 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.95 x 4000m2 =95m3 Exemplo 32.050m3/s 32-11 .br Figura 32.98 I = 45.4/ 360 = 0.98=44mm/h Q=CIA/360 C= 0.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. http://www.ci.2 Achar o volume WQv para melhoria da qualidade das águas pluviais para área de 0.tn.009 x AI = 0.95=C Para P=25mm de first flush para a Região Metropolitana de São Paulo temos: I = 45.pdf.009x AI AI= área impermeável (%) Rv= coeficiente volumétrico (adimensional) A= área da bacia em (m2) Exemplo 32.13 x C + 0.95 I= 44mm/h A= 0. As águas pluviais entram no poço de visita e uma parte referente ao volume WQv para melhoria da qualidade das águas pluviais vai para a caixa separadora de óleos e graxas e a outra vai para o córrego ou galeria mais próxima.3 Achar a vazão para a melhoria da qualidade das águas pluviais para área de 0.05+0.

posto de gasolina.4ha (4.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. estrada de rodagem. • O FHWA admite que o limite de 0. • Inspeção semanal. • Remove 50% do óleo livre que vem nas águas pluviais durante o runoff. o que dependerá do projeto feito. 32. • O custo de construção varia de US$ 5. • Baixo custo de construção. 32.dot.000 conforme FHWA • http://www. • Para as duas primeiras câmaras: taxa de 28m3/ha de área impermeável (regra prática). por exemplo: área de estacionamento.com. • Não haverá ressuspenção dos poluentes que foram armazenados na caixa de óleo • É aplicável a áreas < 0. referente a Projeto e operação de separadores de óleo/água: recomenda diâmetro dos glóbulos de óleo a serem removidos em separadores por gravidade.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. • O tamanho usual dos globos de óleo varia de 75μm a 300μm. • O material da caixa de óleo deve ser bem vedado para evitar contaminação das águas subterrâneas.4ha pode ir até 0. Somente este volume de água denominado WQv é encaminhado à câmara de detenção de sólidos e óleos.61ha . • A primeira chuva faz uma lavagem do piso em aproximadamente 20min. • A primeira câmara é destinada a reter os resíduos sólidos. • O óleo e os sólidos devem ser removidos freqüentemente. a segunda destinada a separação do óleo da água e a terceira câmara serve como equalizador para a descarga do efluente. instalação militar.90 • Diâmetro do glóbulo de óleo: 150μm ou em casos especiais 60μm. • É instalada subterraneamente não havendo problemas do seu funcionamento. etc. devendo ser feita limpeza no mínimo 4 vezes por ano. • Nas duas primeiras câmaras irão se depositar ao longo do tempo cerca de 5cm de sedimentos.gov/environment/ultraurb/3fs12. • Não remove óleo dissolvido e nem emulsão com glóbulos de óleo muito pequenos. Caso a área seja maior deve ser subdividida. em geral o óleo e graxas nas águas pluviais está em torno de 15mg/l. instalação petrolífera. É o first flush.4ha como. publicação nº 421.000 a US$ 8.95.000 a US$ 15. oficina de manutenção de veículos.000m2).10 Custos e manutenção.8 Critério de seleção • É usada a montante do tratamento juntamente com outras BMPs • A caixa separadora de óleo e sólido não funciona para solventes. • Resolução Conama 357/2005 artigo 34: os efluentes de qualquer fonte poluidora podem ter até 20mg/l de óleos minerais. • Para a primeira câmara: Taxa de 20m2/ha de área impermeável (regra prática). 32-12 .68 a 0. • Deve ser feito sempre off-line. • A área máxima deve ser de 0.01 poise • Gravidade específica da água= 0. • Pode remover de 60% a 70% do total de sedimentos sólidos (TSS).998 • Gravidade específica do óleo= 0. • As normas API (American Petroleum Institute) 1990. • Temperatura usual= 20 º C • Viscosidade dinâmica=μ = 0. devendo o restante ser lançado na galeria de águas pluviais ou córrego mais próximo.fhwa. devem ser maiores que 150μm. • O regime de escoamento dentro da caixa de retenção de óleo deve ter número de Reynolds menor que 500 para que o regime seja laminar. • As águas pluviais retêm pouca gasolina e possui concentração baixa de hidrocarbonetos. • Deve ser usado sempre com o first flush.9 Limitações • Potencial perigo de ressuspenção de sedimentos.htm Acessado em 8 de novembro de 2005. • A gravidade específica do óleo varia de 0.9975=0.000 sendo a média de US$ 7. • Pode ser usada em ocasiões especiais perto de estradas com tráfico intenso. aeroporto. • De modo geral o tempo de residência é menor que 30min e adotaremos 20min. detergentes ou poluentes dissolvidos.br 32.

1 Stoke= 1cm2/s 32-13 .com.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes.br • • • • • • 32.11 Potencial perigo de descarga de nutrientes e metais pesados dos sedimentos se a limpeza não for feita constantemente.015)2 Vt= 0.0009 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.015cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.15mm=0. conforme Eckenfelder.002 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1.04mm=0.006cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.004cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. D= diâmetro do glóbulo do óleo presente (cm) g= 981cm/s2 Para D=150μm=0. 1 Stoke= 1cm2/s 10. 1989 é válida a aplicação da Lei de Stokes.004)2 Vt= 0.0009 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1.002 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.006)2 Vt= 0. Os materiais retirados da caixa de separação de óleo e resíduos deve ter o seu destino adequado.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Lei de Stokes Para óleos e graxas.0123 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes.06mm=0.000Stokes = 1m2/s Para D=40μm=0. Inspeção após chuva ≥ 13mm em 24h. Fácil acesso para manutenção. 1P= 1 g/cm x s ρw=densidade da água (g/cm3) ρo =densidade do óleo na temperatura (g/cm3) =1kg/litro Sw = gravidade especifica das águas pluviais (sem dimensão) So = gravidade específica do óleo presente nas águas pluviais (sem dimensão).0123 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1. Vt= (g / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Sendo: Vt= velocidade ascensional (cm/s) μ= viscosidade dinâmica das águas pluviais em poise. Uso de caminhões com vácuo para limpeza.000Stokes = 1m2/s Para D=60μm=0. 1 Stoke= 1cm2/s 10. Deverá ser feito monitoramento por inspeções visuais freqüentemente.

0002m/s (0. • Não há controle de volume.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.000Stokes = 1m2/s Vt= velocidade ascensional (cm/s) D=150μm A área mínima horizontal.71m/h) Exemplo 32. /Vt Sendo: Ah= área horizontal (m2) Q= vazão (m3/s) Vt= velocidade ascensional final da partícula de óleo (m/s) F= fator de turbulência= F1 x F2 F1= 1.nz/publications/hazardous/water-dischargesguidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.000Stokes = 1m2/s Exemplo 32. 1998) ou no máximo até 0.com.14 Caixa de retenção de óleo API por gravidade As teorias sobre dimensionamento das caixas de retenção de óleo por gravidade.12 Dados para projetos • O uso individual de uma caixa é para aproximadamente 0. Vt= 0. • Os sedimentos.mfe. 1 Stoke= 1cm2/s 10.4ha de área impermeabilizada (Austrália.998-0.6 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0. As caixas API só funcionam para óleo livre.90 e viscosidade dinâmica de 0.02 cm/s=0. seguiu-se a roteiro usado na Nova Zelândia conforme http://www.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.002 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.2 F2= fornecido pela Tabela (32.0123 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0. óleos e graxas deverão ser retirados e colocados em lugares apropriados conforme as leis locais.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 60μm.002 x [(0.61ha conforme FHWA. Q.govt. Vt= 0.90)/ 0.0009 x [(0.998-0.5 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0. 32.998 e do óleo So= 0.5) conforme relação Vh/ Vt 32-14 .01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 40μm. nos separadores API é dada pela Equação: Ah= F .01 ] =0. • Alto custo de instalação e manutenção.998 e do óleo So= 0.0123 x [(0..12 cm/s=0.pdf com acesso em 8 de novembro de 2005.90 e viscosidade dinâmica de 0.32m/h) 32.3m/h) Exemplo 32.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 150μm. Vt= 0. 32.0009 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.009 cm/s=0.00009m/s (0.01 ] =0. Vt= 0.998 e do óleo So= 0.0012m/s (4.4 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.90)/ 0.13 Desvantagens da caixa separadora de óleo • Remoção limitada de poluentes.0123 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν=μ/ρ ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes. • Manutenção deve ser freqüente.01 ] =0.br 10.998-0. Admite-se que os glóbulos de óleo são maiores que 150μm e pela Lei de Stokes aplicado ao diâmetro citado temos: So = gravidade especifica do óleo presente nas águas pluviais (sem dimensão).90 e viscosidade dinâmica de 0.90)/ 0.

64 10 1.br Figura 32.28 Fonte:http://www. Air Force Civl Engineer Support Agency.37 3 1.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Acessado em 12 de novembro de 2005.07 1.002 m/s e a relação Vh/Vt= 0.govt.015 m/s e Vt=0.htm.37 1.5) achamos F= 1.apgea.mil/USACHPPM%20Technical%20Guide%20276.8.com. Podemos obter o valor de F usando a Figura (32.Esquema da caixa separadora API Fonte: Unified Facilities Criteria UF.015/0.pdf.mfe.27 1.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.2F2 20 1.74 15 1. US Army Corps of Engineers. Acessado em 12 de novembro de 2005.002 = 7. Adotamos Vh= 0.14 1. Naval Facilities Engiojneerinf Command.army.5 na Tabela (32.5 Entrando com Vh/Vt=7. 32-15 .40.5 – Escolha do valor de turbulência F2 Vh/Vt F2 F=1.9) Tabela 32.45 1.52 6 1. 10 july 2001 UFC-3-240-03 http://chppm-www.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.

9.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.mfe.Caixa de retenção de óleos e sedimentos conforme API Fonte: City of Eugene. Figura 32. 2001 32-16 . Acessado em 12 de novembro de 2005.govt.10 .br Figura 32.Valores de F em função de Vh/Vt Fonte:http://www.pdf.com.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separatordesign-dec98.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.

7 Calcular a área mínima transversal Ac para vazão de entrada de 0.63m.80m. Deverá haver dispositivo para a retirada do óleo.3 = 2.34m2 d= ( r x Ac) 0.9) são as seguintes: • • • • • • • • • Altura de água mínima de 0.10m para facilidade de manutenção.br As dimensões mínimas adotadas na Cidade de Eugene. Vh=velocidade horizontal (m/s) = 0.8 Calcular o valor de d para r=0. Largura da caixa (W) r= d/W=0.90m e máxima de 2.. 2001 que estão na Figura (32.3 a 0.020m3/s para caixa de detenção de óleo e graxas a partir do diâmetro de 150µm. Geralmente a caixa de captação de óleos e graxas é enterrada.80m Observar na Figura ( 32. A área mínima transversal Ac é fornecida pela relação: Ac= Q/ Vh Sendo: Ac= área mínima da seção transversal da caixa (m2).3= 0.3 W= d/0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.5 d= ( 0. A caixa de regularização tem comprimento minimo de 2.10m. 32-17 . mas para efeito de manutenção a altura mínima deverá ser de 1./ Vh Ac= Q/ 0. Ac= 67Q Ac= 67x 0. r= razão entre a profundidade/ largura que varia de 0.015m/s o que resultará em: Ac= Q. 1996) Profundidade da camada de água dentro do separador de óleo e graxas (d).90m.020 Ac=1. pois.015m/s Q= vazão de pico (m3/s) O valor da velocidade horizontal Vh muito usado para glóbulos de óleo de diâmetro de 150µm é Vh= 0.40m A caixa de sedimentação tem comprimento minimo de L/3 a L/2.com. Portanto. N=1 (número de canais).015 =67Q Exemplo 32. O comprimento mínimo de toda as três câmaras é de 5 vezes a largura W. Altura mínima da caixa é de 2.34) 0.10m Então a largura da caixa separadora de óleo será de 2.5 d=0. A largura mínima W é de 1. geralmente a caixa separadora de óleo é feita off line.63 / 0. d= ( r x Ac) 0.40m.3 Exemplo 32.63m.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.3 e Ac= 1.5 d= máxima altura de água dentro do separador de óleo (m) sendo o mínimo de d ≥ 0.5. Se Ac>16m2 então N>1 (Arizona. a altura do nível de água dentro da caixa é 0.34m2 Número de canais (N) Geralmente o número de canais é igual a um.3 x 1. sendo comumente adotado r=0.9) a caixa separadora.

wa.81m : • Lf corresponde a caixa de sedimentação que ficará no inicio • Ls corresponde a caixa separadora de óleo propriamente dita que ficará no meio. Comprimento da caixa de sedimentação (Lf) A área para sedimentação é dado em função da área impermeável. Calcular o comprimento Lf. sendo a altura do nível de água de 1. a segunda para separação do óleo propriamente dito e a terceira para regularização.5= 10. sendo a primeira para sedimentação.40m. d .22m. L = Lf + Ls + La O comprimento total do separador é a soma de três componentes das câmaras de: sedimentação.tacoma.40m.11): = comprimento das três caixas. (Vh/ Vt) Ls = 1.Esquema de uma caixa de retenção de óleo e sedimentos. Adotamos Vh/vt= 7.5 x d Exemplo 32. 32-18 . separação do óleo da água e regularização conforme Figura (32.40 x d x 7. a área da caixa de comprimento Lf não poderá ter área inferior ao valor calculado. janeiro de 2003. sendo usado como dado empírico 20m2/ ha de área impermeável. Um valor muito usado para o Fator de Turbulência é F= 1.40 correspondente a Vh/vt =7.ci.com.40 Os dados aproximados de La e Lf foram adaptados de: http://www.br Comprimento (Ls) da caixa separadora API Ls = F .5.9 Calcular o comprimento somente da caixa separadora de óleos e graxas.10 Seja área com 4000m2 e largura da caixa de retenção de óleo de W=2. sendo geralmente maior ou igual a 12. Ls = 10. (Vh/ Vt) Sendo: Ls=comprimento do separador (m) d=altura do canal (m) Vh= velocidade horizontal (m/s) Vt= velocidade ascensional (m/s) F=fator de turbulência.5 o valor F=1. L Lf Ls La Figura 32. Área= 20m2/ha x A (ha) W= largura Lf= Área da caixa de sedimentação /W Exemplo 32.5 x d Ls = 10. Área da caixa de sedimentação = 20m2/ha x (4000/10000)= 8m2 Lf = Área da caixa de sedimentação / W= 8m2 / 2.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. d . Acesso em 8 de novembro de 2005.pdf de Thurston.11.us/WaterServices/permits/Volume5/SWMM%20V5-C11.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Fazendo as substituições teremos: Ls = F . Portanto.40m = 3.33m Comprimento total (L) da caixa de captação de óleo O comprimento L será a soma de três parcelas.5 x d Comprimento da caixa de regularização(La) O comprimento mínimo é de 2. • La corresponde a caixa de saída para regularização da vazão.

nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.mfe. O comprimento L ou seja Ls vai da caixa de sedimentação até a caixa de regularização.11 Calcular o comprimento total L para área da bacia de 4.54m Figura 32.com. Adotando-se o mínimo para La=2.4ha) sendo Ls=12.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.40= 18.12. Fonte: http://www.000m2 (0.33+ 2.81.81+ 3.40 teremos: L= Ls+ Lf+ Ls = 12.govt.br Exemplo 32.pdf 32-19 . Observar que a altura d é a lâmina de água existindo uma folga para até a altura máxima da caixa. Lf= 3.33m.Variáveis da caixa separadora de óleos e graxas.

O comprimento Lf que depende do que vai ser sedimentado pode ser adaptado as condições locais.26m Lf=1.82m=10m3. diâmetro mínimo da ventilação é de 300mm e deve ter tela de aço com ¼” .10m para facilitar a manutenção. 32. V= 4.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.16 Volume de detenção O volume de detenção para período de retorno Tr=10anos.4ha (4.26m Comprimento da primeira câmara= 1.82m Comprimento para cada uma das outras duas câmaras= 1.82m x 1.000m2) é a seguinte: Profundidade= 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.br Ventilação Deverá haver ventilação por razão de segurança e se possível nos quatro cantos da caixa.22m Comprimento = 4. Taxa= 10m3/ 0. 32.15 Dimensões mínimas segundo FHWA As dimensões internas mínimas para uma área de 0.22m La=1. A≤100ha V= volume do reservatório de detenção (m3) AI= área impermeável (%) variando de 20% a 90% A= área em hectares (ha) ≤ 100ha A vazão específica para pré-desenvolvimento para período de retorno de 10anos é de 24 litros/segundo x hectare.com.82 Ls=1.82m Largura =1.22 Profundidade=d=1.4ha= 25m3/ha (28m3/ha) Taxa= 2. 32-20 .5m3 Área superficial da caixa separadora= 5.22m Volume das duas primeiras câmaras =(1.65 AI .2m2/ 0.2m2 O L =4.82m Figura 32.4ha (FHWA) com as dimensões internas.13.Esquema de uma caixa de retenção de óleo e sedimentos mínima para área até 0. A altura da caixa mínima deverá ser de 2. Existem caixas com tampas removíveis e outras que podem ser usados insufladores de ar.22m) x 1.4ha = 6 m2/ha (20m2/ha) Volume da caixa separadora= 9.82m+ 1. A para Tr= 10anos A= área da bacia (ha).

Temos dois tipos básicos de separadores de óleos e graxas.wa.ci. A primeira é a caixa de três câmaras e a segunda é o poço de visita.br Figura 32.us/WaterServices/permits/Volume5/SWMM%20V5-C11.14.tacoma. 32-21 .pdf.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. http://www.com. Com acesso em 8 de novembro de 2005.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Separador de óleo e graxas em forma de um poço de visita.

95) x 40 0.4 / 360 = 0.95 Intensidade da chuva correspondente ao volume WQv em mm/h para a RMSP. 1970) L= 40m S=0.26 x (1.009 x 10 = 0.333 tc= 3.26 x (1.4 ha I = 96mm/h Vazão de pico Q=CIA/360= 0.98= 45.005m/m C=0.1 – 0.181 I =-----------------------.95 x 44 x 0.1 – C) x L 0.009x AI Supomos C= Rv C= 0. I .13 x C + 0. A área de um estacionamento de veículos tem 4.05+0. Supomos first flush P=25mm.5 / 0. I = 45.4 / 360= 0. equação de Paulo Sampaio Wilken: 1747. A= 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.=128mm/h ( 15 + 15)0.98 Tempo de concentração Usando para o tempo de concentração da Federal Aviation Agency (FAA.13 x C + 0.9 x 100.000m2 e a mesma será calculada off-line.5% (0. Vazão para melhoria da qualidade das águas pluviais referente ao first flush A vazão que irá para a caixa será somente aquela referente ao volume WQv.12 Dimensionar uma caixa de retenção óleo/água API para reter glóbulos ≥150µm. I = 45.89 Fórmula Racional Sendo: A= 0. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.333 = 15min Para São Paulo.95 tc= 3.5 / S 0. Tr0.13 x 0.4ha Intensidade da chuva áreas A≤ 2ha para a RMSP.005 0. Supomos que o estacionamento tem 100m de testada com 40m de largura e a declividade é de 0.98 = 44mm/h Fórmula Racional (mm/h) Q= C .br Exemplo 32.95 + 0.181 I =-----------------------( t + 15)0.89 Tr= 10anos 1747.9 .05 + 0.95 x 128 x 0.050m3/s = 50litros/segundo 32-22 .005m/m) Cálculo da vazão para melhoria da qualidade das águas pluviais. A /360 = 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.com.135m3/s = 135litros/segundo (Pico da vazão para Tr=10anos) Portanto. o pico da vazão da área de 4000m2 para Tr=10anos é de 130 litros/segundo.

30= 3.002m/s e velocidade horizontal Vh=0. Comprimento total= 17.3 x 2. 32-23 .95m / 0.10+ 13.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.5 = 1. a vazão que irá para a caixa de captação de óleo será de 50litros/segundo o restante 13550= 85 litros/segundo irá para o sistema de galeria existente ou para o córrego mais próximo.5 (adotado) d= ( 0. Câmara de regularização Adotado comprimento Lf= 1. Largura W= 3.95m Altura d=1.050m3/s / 3.60= 3.20m conforme FHWA Comprimento total das três câmaras L =La + Ls + Lf = 3.5 = 1.38m2 Q= S x V V= Q / S= 0.10m> 2.40m OK.050 / (1.30m de altura.5 = 2.38m2 = 0.5 x 3.4) 0.5 r=0.95m Conferência: Vh= Q / d x W = 0.015m/s OK Tempo de residência A área da seção transversal tem 3.30m.60 x 1.30m = 13.65m Largura W da caixa W= d / 0.2min > 20min OK.30 / 0.br Portanto.4m2 Altura d da lâmina de água na caixa d= ( r x Ac) 0.60m> 1.20 = 17.00m.0148m/s= 1213s= 20.0148m/s <0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.015m/s Área da secção transversal Ac Q= 0.00m de largura por 1.com.20m mínimo adotado Câmara de sedimentação Taxa normalmente adotada para sedimentação=20m2/ha x 0.65 + 1.4ha = 8m2 La= Área da câmara sedimentação / largura = 8.050m3/s Ac= Q/ 0.015= 3. S= 2.80 para manutenção. Velocidade ascensional e horizontal Adotamos velocidade ascensional vt=0.05/0.5 x d= 10.5 x 1.015 =0.01m/s Mas tempo= comprimento / velocidade = 17. Comprimento Ls da câmara de separação de óleo propriamente dita Ls= 10.0/ 2.6) = 0.

Fator de turbulência conforme Vh/VT conforme Auckland.62m/h.3m/h=0.40 A area superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.6).125m2 Vh x A= Qd Vh= Qd/ A= 4.48m2.5m3/h A velocidade ascensional para globulo de 60μm é Vt= 0. assim como manter sempre Vh<15Vt. VT • Vh < 25m/h • d= profundidade (m) • 0. Auckland adota para o first flush com Intensidade de chuva I=15mm/h Q=CIA/360 A= 300/10000=0.03ha I=15mm/h C=1 Q=CIA/360= 1.6. Nota: não inclui a primeira câmara de sedimentação e nem a última câmara de equalização.48m2 Portanto.3W < d ≤ 0.3m/h A área da secção transversal será: Qd/Vh= 4.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.50=1.5W) • 0. Área da projeção da caixa A área da caixa onde será flotado o óleo é: Ad= (F x Qd)/ Vt Sendo: Ad= área da caixa onde será flotado (m2). 17 Modelo de Auckland Vamos apresentar o modelo de Auckland que é muito prático e eficiente para dimensionar caixa API.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.75m é importante.0x15mm/hx0. O fator de turbulência F é dado pela Tabela (32.75 < d < 2.br 32.5m3/h/ 0.75m resultando a seção transversal: 0.52 6 1.62m/h=9. 2002 devemos adotar certos critérios que são: • Vh ≤ 15 .5m < W < 5m As restrições como a profundidade mínima de 0.28 Segundo Auckland.64 10 1. F= fator de turbulência (adimensional) Qd= vazão de pico (m3/h) Vt= velocidade ascensional (m/h) que depende do diâmetro do glóbulo e da densidade específica. Tabela 32.45 Entrando na Tabela (32.com.5 W (normalmente d=0.62m/h Ad=10. Exemplo 32. a área da secção transversal deverá ter uma áea de 0. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 0.62m/h= 6.2m2 32-24 .Adaptado de Auckland Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio.03ha/360=0. mas precisamos da relação Vh/Vt Vh/Vt= 4m/h/ 0.5m3/h / 9.5m • W= largura da caixa (m) • 1.13. 2002 Vh/Vt Fator de turbulência F 15 1. o que daria uma seção muito pequena e entao vamos escolher as dimensões mínimas que são: largura W=1.00125m3/s=4.50m e profundidade d=0.37 3 1.125m2=4 m/h Vamos achar o fator de turbulência F.75x1.5m3/h/ 1.6) estimamos F=1.40 x 4.

2m2 obtidos no filtro API gravimétrico.50m temos: 7.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.75x1.77m Lf=2.br Portanto.50=7 placas Espessura estimada da placa= 1cm Espaçamento entre as placas= 2cm Folga: 15cm antes e depois Distância= 15+7 x 2 + 7+15= 51cm Área = 0.80m/4=1.50=0.5m3/h / 0.27m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=6.50m 2 L =10.51m x 1.2m / 1.75m x 1.24m2 32-25 .27 Ls=6.77m2 que é bem menor que os 10.80m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=6.26/0.62m/h = 7. Aa= Ah/ cos (θ) Sendo: A área da placa (m2) Ah= área mínima horizontal (m2) θ=ângulo de inclinação da placa com a horizontal θ=60º Aa= 7.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.50m= 6.80m Comprimento de 6.50=15.50m Placas coalescentes Caso queiramos usar placas coalescentes verticais teremos: Ah= Qd / Vt Sendo: Ah= área mínima horizontal das placas (m2) VT= velocidade ascensional (m/h) Áh= 4.80m/3= 2.50m teremos: 10.77m Profundidade adotada=d= 0.26m2 Considerando placa com 0.70 Profundidade=d=0.75 e largura = 1.62/0.com.2m2.75m Largura=W=1.80m La=1.70m Comprimento total= 10. Considerando uma largura de 1.62m2/ cos (60)= 7. a área para a flotação do oleo terá 10.80m Terceira câmara= L/4=6.

95 Adotando first flush P=25mm WQv= (P/1000) Rv x A= (25/1000) x 0.50m profundidade d=0.41m2 Portanto. Qd= 0.27m La=3.43m Profundidade adotada= 0.13m3/ 300s= 0. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 0.05+0.6m3/h/ 0.50m x 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.27/4=3.95 x 300m2=7. A velocidade ascensional para globulo de 60μm é Vt= 0. Detemos somente o denominado first flush.6m3/h A= 300/10000=0.27m Terceira câmara= L/4=12.7m/h=0.95 Portanto.07 Profundidade=d=0.41m / 1. mas precisamos da relação Vh/Vt Vh/Vt= 7.50m 32-26 .6m/h/ 0.71m/h= 18. o que daria uma seção muito pequena e adotaremos as dimensoes minimais: largura W=1.125m2= A Vh x A= Qd Vh= Qd/ A= 8.75 e largura = 1. a vazao de pico que vai para o first flush é 8.13m3 Relativamente ao first flush queremos que as primeiras aguas.05 + 0. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0. o comprimento de 12.1 x WQv/ (5min x 60s)= 0.80m2 Portanto.27m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=12.52 x 8.27m/3= 4.00238m3/s=8.009x AI Supomos C= Rv C= 0.8mm/h C=0.71m/h=10. Portanto.03ha I=8.27m.6m3/h/ 1.6m3/h. O restante da água pode passar por cima da mesma e ir para a rua.75m resultando a seção transversal: Wx d= 1.50m teremos: 18.6) estimamos F=1.Dados do Brasil Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio com glóbulo de 60μm usando first flush P=25mm.09m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=12. Intensidade da chuva correspondente ao volume WQv em mm/h.43m Lf=4.07m Comprimento total= 19.6m3/h / 10.50m= 12.1 x 7.75m=1.7 Entrando na Tabela (32.7m/h A area da secção transversal será: Qd/Vh= 8.09 Ls=12.14.009 x 10 = 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.41m2.6m/h Vamos achar o fator de turbulencia F.71m/h= 10.52 A area superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1. Considerando uma largura de 1. ous seja P=25mm chegue a caixa de captação de oleos graxas.80m2.75m 2 L =19.br Exemplo 32. a área para a flotação do oleo terá 18.125m2=7.com. a área da secção transversal deverá ter uma área de 0.71m/h.

o comprimento de 2.00238m3/s=8.15 Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio usando glóbulos de 150μm e first flush P=25mm.13m3 deverá ser menor que o volume da 1ª câmara e da segunda câmara: Volume 1ª e 2ª câmara= (4.6m3/h/ 3.50m teremos: 3.1 x WQv/ (5min x 60) Qo= 0.13m3 OK.05 + 0.50 x 0.09+12. a área para a flotação do óleo terá 3.1 x 7. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 3.com.6m/h=54m/h A área superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Vh/ Vt= 54m/h/ 3.75=18.6m/h= 3.50m= 2.55 Profundidade=d=0.75 e largura = 1. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.br Conferência: O volume WQv= 7. Salientamos ainda que as caixas API são geralmente usadas para glóbulos de 150μm e não de 60μm.18m La=0.37 x 8.95 WQv= (P/1000) x Rv x A= (25/1000) x 0.6) achamos F=1.6m/h.46m Lf=0.46m Profundidade adotada= 0.13m3/ (5min x 60)=0.18m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=2.27m2.27) x 1. Considerando uma largura de 1. Conclusão: Como podemos ver o uso de captação de óleo com o método gravimétrico da API resulta em caixas muito grandes e daí se usar caixas com placas coalescentes.009x AI Supomos C= Rv C= 0.50m 32-27 .009 x 10 = 0.13m3 A vazão que chega à caixa de detenção pode ser dimensionado como a vazão que chega ao prétratamento usando o tempo de permanência minimo de 5min e então teremos: Qo= 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.18m.4m3> 7. Exemplo 32.18m/3= 0.18m Terceira câmara= L/4=2. Portanto.18m/4=0.6m3/h A velocidade ascensional para glóbulo de 150μm é Vt= 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.95 x 300m2=7.27m2 Portanto.73m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=2.73 Ls=2.55m Comprimento total= 3.75m 2 L =3.37 Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.05+0.6m/h= 15 Entrando na Tabela (32.27m / 1.

18 Caixa de retenção coalescente com placas paralelas As equações para a caixa de retenção coalescente com placas paralelas são várias e todas provem da aplicação da Lei de Stokes conforme já visto na caixa de retenção óleo/água da API. Os separadores coalescentes usam meio hidrofóbico (repele a água) ou oleofílico (adora óleo). isto é. Os efluentes das caixas separadoras com placas paralelas indicam retiradas de até 60% do óleo em comparação com o sistema convencional API. Polipropileno (85ºC) e aço inoxidável (85ºC). meio que repelem a água e atraem o óleo. As placas são ajuntadas em pacotes e podem entupir motivo pelo qual tem que ser estabelecido um intervalo de aproximadamente 6 meses para a limpeza com jatos de água através de mangueiras. Usando glóbulos até 20 μm poderemos ter efluente com máximo de 10mg/L. Os glóbulos de óleo se movem entre as placas de plásticos ou polipropileno e vão aumentando em tamanho e vão indo para a superfície. As caixas coalescentes com placas paralelas da mesma maneira que as caixas API possuem três câmaras: • Câmara de sedimentação. Dependendo da temperatura do líquido que vai ser detido o óleo usa-se o material adequado. O óleo pode ser retirado por processo manual ou automático e pode ser recuperado e usado para outros fins. Figura 32.com. Para efeito de aplicação dos princípios de Hazen são usadas somente as projeções das placas. • Comprimento deve ser maior ou igual a L/3 • O comprimento recomendado é L/2 (recomendado).br 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Para o trabalho perfeito das placas coalescente é necessário o regime laminar para escoamento. Assim podem ser usados PVC (60ºC). Geralmente este tipo de caixa é para glóbulos acima de 40 ou 60μm. Para lançamento em cursos de água o ideal é que as placas consigam que o efluente tenha no máximo 20mg/L de óleo e para isto necessitamos de glóbulos maiores ou iguais a 60μm. PVC para alta temperatura (66ºC). 32-28 .Placa coalescentes Quando prevemos uma grande quantidade de sólidos as placas são instaladas a 60º com a horizontal para evitar o entupimento. Os glóbulos vão se formando e vão subindo numa posição cruzada com o escoamento seguindo as placas. • Câmara onde estão as placas paralelas e • Câmara de descarga.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Podem ser mais barato que as caixas de retenção tipo API. Havendo manutenção adequada das placas coalescentes paralelas não haverá entupimento das mesmas.1. A câmara de sedimentação deve ter: • Área superficial de no mínimo 20m2/ha de área impermeável.

002x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.07mh Ah= Q / Vt Ah= Q / 0.01 ] =0.0020 x [(Sw-So)/ μ ] (cm/s) A área mínima horizontal.85 e viscosidade dinâmica de 0.01poise (20º C) para glóbulo de óleo com diâmetro de 60μm. • Deverá haver folga de 0.com.85)/ 0. As placas paralelas estão inclinadas de 45º a 60º e espaçadas uma das outras de ½” pois possuem corrugações.000296m/s=1. São feitas de aço. Varia de 45º a 60º. 32-29 .0296 cm/s=0. nos separadores coalescente é dada pela Equação: Ah= Q. Para D=0.002 x [(0. fibra de vidro ou polipropileno. Vt= 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. • A distância entre uma placa e outra varia de 2cm a 4cm.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. / Vt Sendo: Ah= área horizontal (m2) Q= vazão (m3/s) Vt= velocidade ascensional final da partícula de óleo (cm/s) A velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0. Deve haver um espaço mínimo externo de 8m x 5m para a retirada das placas manualmente ou através de equipamentos.998-0.br A câmara de descarga deve ter: • Comprimento mínimo de 2. • Comprimento deve ser maior que L/4 (recomendado). A câmara onde estão as placas paralelas deve ter as seguintes características: • Confirmar com o fabricante as dimensões para não se ter dúvidas.0003=3378Q Área de uma placa Aa=Ah/ cos (θ) Sendo: Aa= área de uma placa (m2) θ = ângulo da placa com a horizontal.15m antes e depois do pacote de placas paralelas. As placas são instaladas em blocos.40m.998 e do óleo So= 0.006cm (60μm) Vt= 0.

br Figura 32. As placas coalescentes ocuparão menos espaços e. a segunda onde estão as placas coalescentes e a terceira câmara de regularização ou regularização da vazão.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.15.Exemplo de placas paralelas por gravidade. Fonte : Tennessee Manual BMP Stormwater Treatment.12) que existem as três câmaras.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 32-30 . 2002 Notar na Figura (32.com. portanto a caixa será menor que aquela das normas API. sendo a primeira de sedimentação.

clean.72m2 Portanto.br Figura 32. US Army Corps of Engineers. serão necessário 38.16.90g/cm3 e performance de 10mg/L para partículas ≥40µm ou mais fabricado pela Clean Environment Brasil (www.com. 10 july 2001 UFC-3-240-03 http://chppm-www.0035m3/s Ah= 3378 x Q = 3378 x 0.2m2 de placas coalescentes.707= 16.82m2 Aa= Ah / cos (θ) θ = 45 º Aa= Ah / cos (θ) = 11.19 Fabricantes no Brasil de caixas com placas coalescentes No Brasil existe firmas que fazem caixas separadora de óleo para vazão até 40m3/h com tempo minimo de residência de 20minutos.htm.82m2/ 0.army. Exemplo 32.0035= 11. devendo ser consultado o fabricante a decisão final.16 Calcular separador com placas coalescentes para vazão de 0.com.16) que as placas coalescentes fazem com que os glóbulos de óleo se acumulem e subam para serem recolhidos. Quando se espera muitos sedimentos para evitar entupimentos devem-se usar placas com ângulo de 60 º. Naval Facilities Engiojneerinf Command. 32-31 . Air Force Civl Engineer Support Agency.apgea.br). Acessado em 12 de novembro de 2005.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 32. Notar na Figura (32.mil/USACHPPM%20Technical%20Guide%20276.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Esquema da caixa separadora coalescente com placas separadoras Fonte: Unified Facilities Criteria UF. para densidade de hidrocarboneto ≤0.

17 – Caixa separadora de óleo fabricado http://www.capeonline. Sólidos em suspensão ou partículas líquidas.com.br/com_sep. Os sólidos em suspensão são retirados. Acesso em 17 de julho de 2008 de 10m3/h a 40m3/h com teor máximo de saída de óleo de 20mg/L.20Flotação Iremos reproduzir aula que tive em 1994 com o engenheiro químico Danilo de Azevedo em curso sobre “Efluentes Líquidos Industriais”. óleo. O líquido clarificado é removido próximo ao fundo e parte é reciclado. A fase líquida é pressurizada em uma pressão de 2atm a 4atm.18.Caixa separadora de óleo com placas coalescentes http://www.com. Acesso em 12 de novembro de 2005. Nesse momento o liquido saturado com o ar é despressurizado até a pressão atmosférica por passagem através de uma válvula de redução.htm.htm .com. elevando-se até a superfície do tanque. Empregam-se em: 32-32 . tornam-se flutuantes devido à pequenas bolhas. Figura 32. 32. por exemplo.br SEPARADOR COM SKIMMER Figura 32. na presença de suficiente ar para promover a saturação da água. Pequenas bolhas são liberadas na solução devido a despressurizarão.br/sasc_cob_pista2.controleambiental. A separação é realizada pela introdução de gás (ar) na forma de bolhas na fase líquida. Flotação é um processo para separar sólidos de baixa densidade ou partículas liquidas de uma fase liquida.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.

www. www. 32.tn.pdf.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP. Downstream Defender Tecnology. óleos. Adensamento de lodo no processo de lodos ativados. Acesso em 12 de novembro de 2005 32-33 .25ano = 3meses (62% de Tr=1ano).Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. • Stormceptor Corporation www. devendo ser consultado a respeito. A grande vantagem destes sistemas industriais é que são compactos em relação aos sistemas convencionais. http://www.stormceptor.br • • • Separação de graxas.knoxville.hydro-international. As áreas são de modo geral pequenas e variam conforme o fabricante. http://www.com • Vortechnics Inc.com • BaySaver.baysaver.highlandtank.com • Highland Tank (CPI unit) www. Componentes básicos: • Bomba de pressurização • Injetores de ar • Tanque de retenção • Válvula de redução de pressão • Tanque de Flotação Uma discussão mais detalhado sobre flotação poderá ser feita no livro “Wastewater EngineeringTreatment disposal reuse” de Metcalf & Eddy.21 Sistemas industriais americanos para separação de óleos e graxas Nos Estados Unidos existem vários sistemas para melhoria da qualidade das águas pluviais inclusive com caixas separadoras de óleos e graxas e que são fabricadas pelas firmas abaixo relacionadas com o seu o site onde poderão ser procuradas mais informações a respeito.com. Por exemplo.com • H. L.biz/ Cada fabricante tem o seu projeto específico sendo que é usado de modo geral o período de retorno Tr= 1ano ou Tr= 0. Quanto a eficiência dos sistemas industriais americanos a melhor comprovação é aquelas feitas por universidades. 1989. Inc. 1991 da Editora McGraw-Hill e o livro “Industrial Water Pollution Control” de W.vortechnics.19 – Caixa separadora de óleo e graxa tipo poço de visita patente da firma Downstream Defender. em dezembro de 2001 o departamento de engenharia civil da Universidade de Virginia fez testes de campos sobre a unidade industrial denominada Stormvault. fibras e outros sólidos de baixa densidade. I.5ano (80% de Tr=1ano) ou Tr= 0. Adensamento de lodos químicos resultantes de tratamento por coagulação. Figura 32. Wesley Eckenfelder.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.ci. Inc.

32-34 .br Figura 32. Acesso em 12 de novembro de 2005 Figura 32.Instalação de Baysaver.cfm.20 – Caixa separadora de óleo e graxa tipo poço de visita patente da firma Stormceptor.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.pdf.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.ci.tn.com.21. http://www.baysaver.knoxville.com/newweb_cfmtest/sys_details_installation. Acesso em 12 de novembro de 2005. http://www.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.

Dispositivo que faz rodar a esteira para recolhimento do óleo e o recolhimento.Dispositivo que faz rodar a esteira para recolhimento do óleo http://www.ambarenvironmental.html#b2sump Figura 32. Figura 32.com/html/waste_water_plants. http://www.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.com.com/html/waste_water_plants.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.com/html/waste_water_plants.22.html#b2sump 32-35 .br 32.Sobre o liquido existe o recolhimento do óleo automático http://www.24.html#b2sump Figura 32.ambarenvironmental.22 Skimmer O skimmer é feito para retirar o óleo.23.ambarenvironmental.

197. sendo um quando trata-se de lavagem de veículos somente e neste caso precisamos da vazão de pico em m3/h. isto é.0016Q 2 + 0. São dados os valores de Q e de P. É interessante examinarmos também a Conama Resolução nº 273 de 29 de novembro de 2000 que trata das instalações de postos de gasolina. Temos então duas equações onde precisamos eliminar o valor S. Pitt.8S ) 25400 sendo S= -----------CN válida quando P> 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.24 Vazão que chega até o pré-tratamento Uma das dificuldades que temos é calcular a vazão que chega à caixa de captação de óleos e sedimentos. No outro caso trata-se das precipitações que será usada 90% da precipitação anual média.Q. Para a RMSP usaremos first flush P=25mm. o que é excelente com vazões que atingem até 40m3/h. 1994 in Estado da Geórgia. 2001 achou a seguinte equação utilizando NRCS TR-55.1 Vazão que chega até o pré-tratamento usando o Método TR-55 do SCS O objetivo é o cálculo do número da curva CN dada a precipitação P e a chuva excedente Q.4). De modo geral a obtenção de CN se deve a obras off-line.Q – 10 (0. Os valores de P.23 Postos de Gasolina O Semasa órgão encarregado do sistema de água potável. S estão milímetros.3) e Equação (25.2) Dada as a Equação (25.Cita que o lançamento de óleo e graxa mineral sendo que o limite deve ser inferior a 20mg/L Nota: isto pode ser atingido com glóbulos de 60μm.3) 32-36 . CN= 1000/ [10 + 0.0.P) 0. Vamos apresentar quatro métodos para estimar a vazão que chega até o pré-tratamento quando o mesmo está off-line.br 32. Temos dois tipos de dimensionamento.24. que é o first flush. mas a maioria dos fabricantes de caixas separadoras de óleos e graxas para postos de gasolina com placas coalescentes no Brasil retêm glóbulos igual ou maior que 40μm e a perfomance de óleo e graxa mineral é 10mg/L para densidade de hidrocarboneto de 0.2S ) 2 Q= --------------------( P+0. ( P. Q.2 S (Equação 32. 32.90g/cm3. 32.1) 254 (Equação 32.com.5] Equação (32.0019 .394. Obtemos o valor de CN e continuamos a fazer outros cálculos. o valor do número da curva CN. esgoto sanitário e águas pluviais de Santo André possui o Decreto 14555 de 22 de setembro de 2000 que trata dos postos de serviços que geram óleos e graxas.P + 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. obtendo somente o que nos interessa.1986 adaptado para P e Q em milímetros. Os métodos são: • Método SCS TR-55 conforme equação de Pitt • Método aproximado do volume dos 5min • Método Santa Bárbara para P=25mm • Método Racional até 2ha.

55323 C1= -0.8mm Ia/P= 1.05 + 0.5] CN= 93.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.0019 x13x 25) 0.55 Qu = 3.164 tc= 11min = 0.072 e portanto adotamos Ia/P=0.8.P + 0.394.6151 log (0.68= 17mm= 1. o valor é CN=93.7cm =0.0016x13 2 + 0.7cm Qp= Qu x A x Q x Fp =3.55323 – 0. CN= 1000/ [ 10 + 0.br Exemplo 32.197x25 + 0. o pico da descarga para o reservatório de qualidade de água.02km2 Q=1. Considere que o first flush seja P=25mm.05 + 0.394. Porcentagem impermeabilizada = (10ha / 20ha) x 100=50% Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0. Rv = 25mm x 0.P) 0.10 Escolhendo Chuva Tipo II para o Estado de São Paulo.0019 .com.2 S = 0.197.164 [ log (0. sendo 10ha de área impermeável.009 x 70 = 0.0019 .18 Num estudo para achar o volume do reservatório para qualidade da água WQv é necessário calcular a vazão Qw referente a aquele WQv.Q – 10 (0.197 x25 + 0.50 = 13mm Vamos calcular o número da curva CN usando a equação de Pitt.Q – 10 (0.0016Q 2 + 0. Seja uma área de 20ha. Rv = 25mm x 0.18) ] 2 . Valores de CN em função da precipitação P usando a Equação de Pitt 32-37 .68 (adimensional) Q = P .18h (tempo de concentração) log (Qu) = Co + C1 log tc + C2 (log tc)2 – 2. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.6151 C2= -0.6 – 254 =9mm Usa-se a simplificação de Q=P x Rv.50 (adimensional) Q = P .394 x13 – 10 (0.12m3/s Portanto.12m3/s.0019 x17x25) 0.Q.68 = 17mm Vamos calcular o número da curva CN usando a Equação de Pitt CN= 1000/ [ 10 + 0.2 x 9mm=1.7cm (notar que colocamos em cm) Ia = 0. construído off-line é de 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.0016Q 2 + 0.05 + 0.18) –0. área impermeável de 70% e first flush P=25mm e Área =2ha.197. Q= P x Rv= 25mm x 0.5] CN= 96.8 Portanto. que produz o volume do reservatório para qualidade da água em mm. Exemplo 32.P + 0.58m3/s/cm/km2 x 0.P) 0.02km2 x 1.0016x17 2 + 0.009 x AI = 0.366 log Qu = 2.8mm/25mm =0.05 + 0.2.17 Seja um reservatório de qualidade da água com tc=11min.394x17 – 10 (0.366 log Qu = 0.009 x 50 = 0. Co= 2.009 x AI = 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Q. Calcular a vazão separadora para melhoria de qualidade das águas pluviais WQv.58m3/s /cm / km2 (pico de descarga unitário) Qp= Qu x A x Q A=2ha = 0.6 Vamos calcular a vazão usando o método SCS – TR-55 S= 25400/ CN – 254 = 25400/96.

9 92.05 + 0.1 97.2 85.0 95. CN= 1000/ [ 10 + 0.0016x17 2 + 0.4 80.3 96.6 94.7 89.7 93.8mm/25mm =0.6 92.8 97.7 97.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.7 97.3 88.6 98.5 90.68= 17mm= 1.0019 .1 90.0 90.7 95.9 96.3 86.9 83.4 96.7 82.8 86. Q= P x Rv= 25mm x 0.br Exemplo 32.6 96. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0. Exemplo 32.8 95.4 95.55323 C1= -0.0 97.7) com P e AI achamos CN=96.3 Vamos explicar junto com um exemplo abaixo.5 95.3 91.5 91.1 98.8 91.4 93.8 88.9 97.0 93.com. Rv = 25mm x 0.2 89.4 98.4 87.0 96.1 88.6 97.5 96.2 94.4 86.009 x 70 = 0.8 92. área impermeável de 70% e first flush P=25mm e área =50ha.5] CN= 96.3 94.9 94.2 94.6 90.P + 0.7 88.4 96.394x17 – 10 (0.6 – 254 =9mm Usa-se a simplificação de Q=P x Rv.2 97.7 – Valores de CN em função da precipitação P usando a Equação de Pitt P Área impermeável em porcentagem mm 10 20 30 40 50 60 70 80 13 90.7 96.7 96.197.2 85.6 81.1 91.P) 0.1 97.4 97.9 88.3 97.3 93.9 94.1 96.6 97.1 95.3 98.5 95.Q – 10 (0.9 94.9 92.6 82.0 92.68 (adimensional) Q = P .8mm Ia/P= 1.6.8 95.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.072 e portanto adotamos Ia/P=0.4 95.8 89.5 98.1 94. Tabela 32.8 93.4 91.8 94.7 91.7 93.2 x 9mm=1.5 92.0 95.2 98.7 15 89.8 92.7 97.9 96.8 14 90.Q.6 92.0 90.5 90.7cm (notar que colocamos em cm) Ia = 0.6 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 88.1 89.5 81.0016Q 2 + 0. Entrando na Tabela (32.4 92. Co= 2.0 96.3 86.0 98.68 = 17mm Vamos calcular o número da curva CN usando a Equação de Pitt.3 94.164 tc= 11min = 0.4 97.4 95.7 96.4 97.2 95.6 96.2 S = 0.1 98.2 96.197x25 + 0.009 x AI = 0.5 95.2 92.3 94.8 97.5 88.2 97.4 87.6151 C2= -0.0 84.9 97.9 92.5 98.1 93.2 89.10 Escolhendo Chuva Tipo II para a Região Metropolitana de São Paulo.1 85.3 93.2 97.05 + 0.20 Seja bacia com tc=11min.18h (tempo de concentração) 32-38 .4 90.19 Achar o número da curva CN para P=25mm e área impermeável de 70%.9 87.3925.7 96.9 91.6 Vamos calcular a vazão usando SCS – TR-55 S= 25400/ CN – 254 = 25400/96. que produz o volume do reservatório para qualidade da água em mm.8 83.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.9 98.6 95.7 84.2 98.5 94.6 94.1 93.8 85.0019 x17x25) 0.5 88.8 98.

87m3/s.2 Método usando o tempo de permanência 5min para calcular Qo Vamos mostrar com um exemplo.87m3/s Portanto. Em uma determinada bacia o pré-tratamento pode ser construído in line ou off line.009 x AI AI= área impermeável (%) I= intensidade da chuva (mm/h) A= área da bacia (ha) 32-39 .5km2 x 1.5281 Qu= 3. Exemplo 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.2. Rv=C=0. construído off-line é de 2.5km2 Fp=1. o pico da descarga para o reservatório de qualidade de água.61512 log (0.br log (Qu)= Co + C1 log tc + C2 (log tc)2 – 2.com.366 log (Qu)= 0.16403 [log (0.7cm x 1.05 + 0.3 Cálculo de Qo usando o método Santa Bárbara Vamos mostrar com um exemplo.24.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Esta é uma estimativa que usa o método Racional e vale somente para áreas menores ou iguais a 2ha e para first flush P=25mm para a RMSP.24. Qo=CIA/360 Sendo: Qo= vazão de pico que chega até o pré-tratamento (m3/s) C= coeficiente de runoff.68 x 50ha x 10000m2= 8500m3 Qo= 0.70 (fração impermeável) CNw= 55 (1-0.21 Seja um reservatório de qualidade da água e first flush P=25mm.1 x 8500m3)/ (5 x 60)= 850m3/ 300s =2.00= 2. AI=70 e A=50ha.1 WQV/ (5min x 60s)= (0.366 log Qu= 2.1 Usando o método Santa Bárbara para P=25mm.18)] 2 .70) + 98 x 0.68 (adimensional) WQv= (P/1000) x Rv x A= (25/1000) x 0.22 Seja uma bacia com first flush P=25mm.05 + 0.009 x AI = 0. obtemos: Qo=3.70=85.05+0. AI=70 e área =50ha tc=11min Coeficiente volumétrico Rv CNp= 55 (área permeável) CNi=98 (área impermeável) CNw= CNp (1-f) + 98 x f f=0.24.55323 – 0.4 Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para áreas ≤2ha. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0. Exemplo 32.83m3/s 32.18) –0. sendo que geralmente é construído off line.37m3/s/cm/km2 x 0.09m3/s 32.00 Qp= Qu x A x Q x Fp= 3. 32.27m3/s /cm / km2 (pico de descarga unitário) Qp= Qu x A x Q A= 50ha= 0.009 x 70 = 0.

68 x 32mm/h x 2ha /360= 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.09 x C + 0.98= 32mm/h (Para P=25mm) A= área da bacia =2ha Q=CIA/360 Q=0.05 + 0.98 R2 = 0. Qo=CIA/360 Sendo: Qo= vazão de pico que chega até o pré-tratamento (m3/s) C= coeficiente de runoff. 32.009 x AI = 0. lavagens de equipamentos.98= 45.009 x 70= 0.23 Calcular o tamanho do reservatório destinado ao pré-tratamento de área com 2ha e AI=70%.68 WQv= (P/1000/ x Rv x A= (25/1000) x 0.20 R2 = 0.25 Pesquisas do US Army.05 + 0.86 I= 9.13 x 0.br A≤2ha I = 45. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0. sendo adotado o first flush P=25mm. As pesquisas foram feitas nas instalações do exército.000m2= 340m3 Vazão de entrada Uma BMP pode ser construída in-line ou off-line.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.68 AI= área impermeável (%) I= intensidade da chuva (mm/h) = 45.8) onde aparece a média em mg/L dos efluentes diversos de acordo com quatro parâmetros.12m3/s.86 Para P=25mm Para P=13mm Exemplo 32.Média dos influentes no exercito dos Estados Unidos no ano 2000 Parâmetro Óleos e graxas TSS VSS COD Instalações 316 1061 277 2232 Lavagem de aviões 594 625 408 8478 Áreas de manutenção 478 1272 416 1841 Áreas de equipamentos 183 1856 239 692 Lavagem de veículos 58 611 77 99 Sendo: Óleos e graxas: quantidade de média de óleos e graxas do influente (mg/L) TSS= sólidos totais em suspensão (mg/L) VSS= sólidos suspensos voláteis (mg/L) COD= demanda de química de oxigênio (mg/L) 32-40 . Tabela 32. Quando for construída off-line precisamos calcular a vazão que vai para a BMP. nas áreas de manutenção e lavagem de veículos.009 x AI= 0.13 x C + 0.13 x C + 0. a vazão de entrada é 0.68 x 2ha x 10.8. C=Rv=0.12m3/s Portanto.009 x 70 = 0. nas lavagens de aviões.05+0.com. Os resultados estão sintetizados na Tabela (32. Usando o método racional. 2000 O exército dos Estados Unidos fez pesquisas sobre separadores de óleo que passaremos a descrever.05 + 0.68 + 0.

26 Princípios de Allen Hazen sobre sedimentação Em 1904 Allen Hazen estabeleceu os princípios da sedimentação em um tanque que varia diretamente com a vazão de escoamento dividido pela área da placa plana do mesmo. 1996. incluindo a separação água-óleo.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. mas também a processos de separação por gravidade de todos os líquidos.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.br O influente médio de óleo e graxas varia de 58mg/L a 594 mg/L enquanto que o pico varia de 209mg/L a 1584mg/L.05mm e com área de superfície de 0.26 L/s x m2). A solução atual mais usada no exército americano são as placas coalescentes de polietileno. a velocidade ascensional Vt é o quociente da vazão pela área horizontal. Geralmente o glóbulo de óleo adotado é de 60μm. Vt= Q/AH Sendo: Vt=velocidade ascensional (m/h) obtida pela aplicação da Lei de Stokes. Este princípio não se aplica somente à sedimentação. O objetivo dos separadores de óleo e graxas do exército americano é que o efluente tenha no máximo 100mg/L de óleos e graxas o que é alcançado usando-se as caixas separadoras de óleo. 32.25. instalada a 60º do piso.32 gpm/ft2 (0.Movimento laminar. Vamos detalhar as Guidelines for Design. Para o exército americano o efluente tem como objetivo de ser de 100mg/L antes de ser lançado nos cursos de água. Instalation and Operation of Oil-Water Separators for surface runoff treatment de Oldcastle Precast. Q= vazão de pico (m3/h) AH= área plana (m2) Figura 32. espaçadas de 19. Movimento uniformemente distribuído: laminar Quando o movimento do fluido é laminar e uniformemente distribuindo na secção longitudinal da câmara. O sólido total em suspensão TSS tem valores médios de 210mg/L a 1272mg/L variando os picos de 1386mg/L a 6502mg/L. e movimento turbulento 32-41 .

foi introduzido o fator F de turbulência pela American Petroleum Institute –API conforme Publication 421. haverá uma perda de eficiência no processo de separação por gravidade e devido a isto. Em muitos casos as altas vazões.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Lembramos também que além da componente de velocidade vertical Vt. os glóbulos de óleo podem se elevar em varias situações até atingir a superfície. ts ≤tr O tempo de separação ts pode ser obtido por: ts= d/ Vt Sendo: ts= tempo de separação (h) d= altura da câmara (m) Vt= velocidade ascensional (m/h) O tempo de residência tr pode ser obtido por: tr= L/ VH Sendo: tr= tempo de residência (h) L= comprimento da câmara (m) VH= velocidade horizontal (m/h) 32-42 . AH= F x Q/ Vt O valor de F não pode ser menor que 1 porque a performance não pode ser maior que os princípios de Hazen. Definimos por outro lado. O glóbulo pode estar em situação que demorará mais tempo para subir e o tempo em que todos os glóbulos de óleo irão subir é denominado de “ts”. Portanto. Muitos separadores por placas coalescentes possuem uma ótima performance perto do ideal e em algumas vezes é admitido F=1 ou omitido intencionalmente o valor de F. que recomenda valores de F entre 1.26. perto da saída e nas imediações do fundo da câmara. O tempo de separação ts deve ser menor ou igual ao tempo de residência tr.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Área plana usada por Allen Hazen Outros regimes de escoamento O escoamento raramente é uniformemente distribuído e laminar.br Figura 32. tempo de separação.75. baseado no regime de escoamento que é essencialmente uniforme e radial. 1990. o valor “tr” como o tempo em que água leva para percorrer a câmara que é chamado de tempo de residência. isto é. Portanto. perto da entrada. O principio de Hazen foi validado experimentalmente A velocidade ascensional Vt para separador água-óleo pode ser achada pela Lei de Stokes. isto é.com. causam turbulências nas beiradas. existe a velocidade horizontal VH.Design and Operation of Oil Separators.2 a 1.

Figura 32. o que mostra que a altura da câmara não influencia na performance do separador águaóleo. Só vale a área plana para o dimensionamento.27.Projeção da placa coalescente. Portanto fica: Q/ AH ≤ Vt Portanto.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.com. fica válido o principio de Hazen: AH= Q/ Vt É importante salientar que a área AH pode ser área plana de uma câmara API ou área plana em projeção de uma placa coalescente instalada a 45º a 60º.br Como ts ≤tr podemos fazer: d/Vt ≤ L/VH Fazendo um rearranjo podemos obter: VH x d/ L ≤ Vt Aplicando a equação da continuidade temos: Q= VH x Av Av= B x d Sendo: Q= vazão de pico (m3/h) VH= vazão horizontal (m3/h) Av= área da seção transversal (m2) d= altura da câmara (m) B= largura da câmara (m) Teremos: VH= Q/ Av = Q/ (B x d) Mas: VH x d/ L ≤ Vt Substituindo VH temos: Q x d / ( L x B x d) ≤ Vt Notar que o valor de “d” aparece no numerado e no denominador podendo portanto ser cancelado. 32-43 .Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.

D= diâmetro equivalente da esfera (partícula) em metros γ = peso específico da água a 20º C = 9792.com.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.34 N/m3 (Lencastre. que assume o seguinte: (1) as partículas não são influenciadas por outras partículas ou pela parede dos canais e reservatórios.00000101 m2/s (Lencastre. referido ao peso seco da amostra. s /m2 (Lencastre. largura B e comprimento L. (3) a viscosidade da água e a gravidade específica do solo são exatamente conhecidas. (2) as partículas são esféricas.1983) ρ = massa específica a 20º C = 998.0002mm e 0. que consiste.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 1984): γ s= 2.2mm (McCuen. de duas fases: peneiramento e sedimentação (Souza Pinto. a velocidade de deposição (velocidade de queda) da Lei de Stokes é a seguinte: Vs= [ D 2 ( γs – γ ) ] / 18 .1998).650kg/m3 (peso específico seco) γ‘s = 1650 kg/m3 (peso específico submerso) Para o reconhecimento do tamanho dos grãos de um solo. μ (Equação 32.br Figura 32. Mesmo não obedecendo as duas primeiras precisamente. 32. A velocidade (uniforme) da queda de esferas.Notar a área planta AH e a área da seção transversal Av bem como as partículas Vt ascensional e VH da velocidade horizontal numa caixa de profundidade d. realiza-se a análise granulométrica. 2000). 2000). 1983) ν = viscosidade cinemática da água a 20º C= 0. que também deve ser aplicada a esferas que tenham diâmetro entre 0. é usado a Lei de Stokes.3) Sendo: Vs= velocidade de deposição (m/s). A abertura nominal da peneira é considerada como o 32-44 . 1983 p.701N/m3 μ= viscosidade dinâmica da água a 20º C = 0.00101 N. 434) γs / γ = 2. é considerado como a “porcentagem que passa” representado graficamente em função da abertura da peneira em escala logarítmica (Souza Pinto.2 kg/m3 (Lencastre.28. em geral. O peso do material que passa em cada peneira. ou seja.27 Lei de Stokes Quando uma partícula sólida cai dentro de um líquido segue o que se chama da Lei de Stokes. 1983) Granulometria dos sedimentos Na prática adotam-se os seguintes valores para os cursos de água naturais (Lloret.65 (densidade relativa do quartzo em relação a água) γs= peso específico da partícula do sólido (quartzo)= 25949.

diferentemente da norma da ABNT.br “diâmetro” das partículas.075mm.075mm.º200. cuja abertura é de 0. 2000 diz que na prática.6cm a 25cm Pedregulho de 4. a Tabela (32.com. a separação entre areia e silte é tomada como 0. 4 Souza Pinto.005mm a 0.6cm Areia grossa de 2mm a 4.8mm a 7.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Tabela 32.05mm Argila inferior a 0. A menor peneira costumeiramente empregada é a de n.9). pois as partículas não são esféricas. evidentemente de um “diâmetro equivalente”. A análise por peneiramento tem como limitação a abertura da malha das peneiras. que é a mais fina usada em laboratórios. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) adota.9. 32-45 . devido a peneira nº200.005mm Fonte: Souza Pinto.Limite das frações de solo pelo tamanho dos grãos Fração Limites definidos pela norma da ABNT Matacão de 25cm a 1m Pedra de 7.42mm Silte de 0. Trata-se.42mm a 2mm Areia fina de 0.8mm Areia média de 0.2000 p.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. para classificação das partículas. que não pode ser tão pequena quanto o diâmetro de interesse.05mm a 0.

Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Velocidade de sedimentação de partículas esféricas conforme Lei de Stokes.0150 0.0250 0.0000142 5 0.0015 0.0000889 12 0.0000320 7 0.0000569 9 0.0090 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.0030 0.0100 0.004000 80 0. USA.0007999 40 0.0050 0.4 .com.0500 0.0031995 67 0.65 32-46 .0005555 30 0.br Tabela 4.0020 0.0000020 2 0.0000720 Silte 10 0.0001280 15 0.0000036 3 0.0000080 4 0.0670 0.0070 0. 2003.0200 0.0014220 50 0.0088874 Fonte: Condado de Dane.0003555 25 0.0800 0. Temperatura a 20º C e partículas com 2.1000 0.0000435 8 0.0040 0. Velocidade de Diâmetro partícula sedimentação Tipo de solo vs μm (mm) (m/s) Argila 1 0.0300 0.0022219 Areia 60 0.0010 0.0002000 20 0.0000222 6 0.5 0.0120 0.0080 0.0056880 100 0.0600 0.0400 0.0000009 1.0060 0.

com.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. pois com a mesma podemos fazer as alterações necessárias. Não confio em tratamento de esgotos em que não se introduza nenhum tipo de energia”. Prof. 1994. 33-1 . engenheiro químico Danilo de Azevedo.br 6/07/08 Capítulo 33.Noções sobre tratamento de esgotos domésticos “Tratamento de esgotos precisa de energia.

Figura 33.br 6/07/08 Capitulo 33.1. 33-2 . que foi o primeiro a ser instalado na cidade de São Paulo em 1876. 33.Sistemas de coleta de esgotos: separador absoluto e unificado Existem países na Europa e cidades nos Estados Unidos que usam o sistema unificado e alguns o sistema misto. chuveiros. portanto o esgoto doméstico nunca é 100% doméstico como se pode ver. A água é usada em banheiros. isto é.1 Introdução Primeiramente salientamos que iremos ver a noção de tratamento de esgotos domésticos e não efluentes líquidos industriais que possuem normalmente algumas particularidades. etc e depois vão para o sistema separador absoluto.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Os esgotos domésticos provem das residências. que seria um sistema separador absoluto que pode receber um pouco de águas pluviais. Veremos como se faz uma unidade de tratamento de esgotos para uma cidade e portanto não iremos comentar os tratamentos de esgotos feitos no local de uso.com. um sistema de redes coletoras que só recebem esgotos sanitários e não pode ser introduzida águas pluviais que é o utilizado no Brasil.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.2 Estação de tratamento de esgotos sanitários Em uma cidade existe um sistema de rede de água de distribuição. como o tanque séptico e os septos difusores. do comércio e de algumas pequenas indústrias.Noções sobre tratamento de esgotos domésticos 33. bacias sanitárias.

Tratamento secundário: geralmente é um tratamento biológico Tratamento terciário ou Tratamento avançado: tem como objetivo remover alguns poluentes como: fósforo e nitrogênio.4 Sistema de tratamento de esgotos domésticos Os tratamentos de esgotos domésticos são basicamente quatro conforme Figura (33.2). O tratamento de esgoto funciona 24h por dia.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. que alimentam as algas aumentando a eutrofização nos rios. Tratamento primário: é a sedimentação simples do material sólido que reduz um pouco a poluição. Tratamento preliminar: peneiramento através de barras para remover o material sólido grosseiro. sendo portanto um sistema de tratamento continuo.com.3 Quota per capita A quota per capita de esgotos varia muito de cidade para cidade. sendo uma media de 180 L/dia x hab a 230 L/dia x hab.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. A DBO de entrada em um tratamento varia de 200mg/L a 800 mg/L e a redução varia de 80% a 96%.br 6/07/08 33. 33-3 . 33. O grande problema do século XXI com relação aos tratamentos não é somente a redução da DBO e sim a necessidade de redução do nitrogênio e do fósforo.

No tratamento de lama temos que desidratá-la. 33-4 . secundário.com. tratamento terciário verificamos principalmente dois poluentes que são o fósforo e o nitrogênio. No tratamento avançado. No sistema de lodo ativado podemos visualizar local para aeração que pode ser mecânica ou através de difusores.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 6/07/08 Figura 33. tratamento da lama e tratamento avançado (tratamento terciário). ou seja.3) podemos visualizar o que são o tratamento primário. O tratamento secundário pode ter varias opões: • o sistema de lodo ativado que é o mais comum e melhor inventado na Inglaterra em 1913 e o • sistema de filtros biológicos ou de • lagoas.Etapas do tratamento de esgotos Na Figura (33.2. compactá-la e encaminhá-la para um aterro sanitário.

O uso de carvão ativado para adsorção é destinada a remover os materiais orgânicos que resistiram a remoção biológica conforme USEPA. como o que está acontecendo com as ETEs da Sabesp na Região Metropolitana de São Paulo. Na Figura (33.3. Para a remoção do nitrogênio temos que fazer a desnitrificação. 33-5 . um aglutinante como sulfato de alumínio e conseguiremos eliminar mais de 95% de fósforo com o inconveniente de obtermos grande de lodo que terão que ir para aterros sanitários ou outro tratamento específico. convertendo o nitrato para nitrogênio gasoso que vai para a atmosfera sem causar problemas.4) está o esquema de uma estação de lodo ativado convencional.Esquema de tratamento de esgotos O fósforo e o nitrogênio contribuem para o aumento das algas nos rios e lagos e daí serem um problema.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.com. 2004. sedimentação usando por exemplo.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 6/07/08 Figura 33. Para a remoção do fósforo é usado o processo de decantação.

5.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2007 33-6 .br 6/07/08 Figura 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.Esquema de estação de tratamento de esgotos com lodos ativados Fonte: Telles.ETE de Franca de lodos ativados convencional Fonte: Telles. 2007 Figura 33.com.4.

5 Avaliação dos tratamentos Basicamente os tratamentos de esgotos são anaeróbios e aeróbios. mas aumentamos os custos de manutenção e operação. Figura 33.Vazões das ETEs da Sabesp na RMSP Fonte: Telles. No tratamento anaeróbio não há gasto de energia. produzindo muito lodo.6) estão as ETE de tratamento de esgoto mais importantes da RMSP com capacidade instalada de 18m3/s sendo que vão para os esgotos 63m3/s. Sem dúvida nenhuma o melhor tratamento é o aeróbio onde é necessária muita energia (oxigênio) para alimentar as bactérias e estas quebrarem a matéria orgânica. é difícil de ficar interferindo no processo e temos que ficar “rezando” para que tudo dê certo. 33.6.br 6/07/08 Na Figura (33. 2007 33. Há redução de DBO mas quase nada de fósforo e nitrogênio.com. o maior problema é que não há redução de poluentes como o fósforo e o nitrogênio.6 Normas da ABNT A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) possui a NB-579/1990 (NBR 12209/90) sobre Projetos de estações de tratamento de esgotos sanitários que se aplica aos processos de tratamento em: • Separação de sólidos dos meios físicos (tratamento preliminar) • Filtração biológica (tratamento secundário) 33-7 . O maior problema é as leis da Conama como a 357/05 que cada vez mais vão ficando mais restritivas sendo que algumas destas alternativas de baixo custo ficarão impensáveis no futuro.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Numa lagoa quando introduzimos oxigênio os resultados ficam melhores.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. Um outro problema é que não havendo energia externa. há uma menor quantidade de lodo porém.

7) notando-se que o custo da ETE do Parque Novo Mundo é de R$ 149. 33-8 .7) podemos ver que o tratamento primário reduz no Maximo 40% da DBO enquanto que o lodo ativado vai de 85% a 95%. Tabela 33.com.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 6/07/08 • • Lodos ativados (tratamento secundário) Tratamento de lodo 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. 33.1.70/hab. As lagoas variam de 50% a 95%. 1973 Pela Figura (33.7-Valores mais comuns de redução de DBO segundo Azevedo Netto.1) onde estão as eficiências conforme a modalidade do tratamento. Fonte: Faculdade de Saúde Publica.8 Custos Os custos de implantação de ETE convencionais de lodos ativados estão na Figura (33.Porcentual de remoção no esgoto sanitário para as modalidades de tratamento Modalidade de tratamento Preliminar Primário Secundário Terciário Porcentual de remoção DBO Sólidos em suspensão 5 a 10% 5 a 20 25 a 85% 40 a 90% 75 a 97 70 a 95 97 a 100 95 a 100 Bactérias 10 a 20% 25 a 80% 90 a 98 98 a 100 Figura 33.7 Eficiência do tratamento O professor Nelson Gandur Dacach no seu livro Tratamento Primário de esgoto apresenta a Tabela (33.

8) 1.com.32 Sendo: C= custo em R$ x 1.00 Para uma lagoa de estabilização o custo de implantação segundo Jordão.92 x Q + 2430891. Custo de implantação= R$ 149.732.32 C= 0.56 C=53045.000.300. C= 0. 2005: 33-9 com R2= 0.522.3 Calcular o custo de implantação para ETE de lodo ativado C=53045.00 Custo de implantação de tratamento por lodo ativado para vazões C=53045.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.70/ hab (Figura 33. 2000.000 hab.Custos de ETES de grande porte Fone: Jordão.000.000= R$ 127.05 x 2000 + 27.56 com R2=0.000.32=127.92 x Q + 2430891.8.610.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.92 x 2000 + 2430891.85 . 2005 Exemplo 33.05 x Q + 27.br 6/07/08 Figura 33. 2005 estabeleceu a equação para lodo ativado de grande porte acima de 1000L/s C= 0.1 Estimar o custo de uma ETE de lodo ativado convencional (primário+secundário) para população de 1.95 Exemplo 33.000hab x R$ 149.000.32 x 1.00 O custo total de implantação de uma lagoa de estabilização é de US$ 22.56= R$ 108.320.09/hab x ano conforme Aisse.32 C= 127.4/hab e a operação e manutenção é US$ 0.2 Calcular o custo de uma ETE convencional por lodos ativados com vazão de 2000 L/s.300.05 x Q + 27.70/hab= 194. Jordão.000 Q= vazão em L/s Exemplo 33.

62 x 1.000 L= 9.000m3/dia Vazão média Qm= 9.62 L/s Vazão no dia e hora de maior consumo Qmáximo= 114. Figura 33.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2007 Dados de contribuição de esgoto Contribuição média diária 60.br 6/07/08 C= 22996.9 Pré-dimensionamento das unidades da estação de tratamento de esgotos Vamos nos reportar ao excelente trabalho do professor Nelson Gandur Dacach no livro já mencionado com algumas adaptações a NB 570/90.51 x Q + 268161.000.00 33.98 C= 22996.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.987.85 Exemplo 33. Exemplo 33.98= R$ 1.4 Calcular o custo de implantação uma lagoa de estabilização para 50 L/s C= 22996.2 x 1.51 x 50 + 268161.Esquema de tratamento primário Fonte: Telles.000 hab x 150 L/hab= 9.51 x Q + 268161.3 L/s 33-10 .5 Dimensionar uma ETE de esgoto com tratamento primário de uma cidade com 60.1= 114.000.98 Sendo: C= custo em R$ Q= vazão a ser tratada (L/s) com R2=0.com.2 L/s Vazão no dia de maior consumo Qhora= 104.000 L/ 86400s= 104.000habitantes.417.9.8=206.

33-11 .Curso de redes de esgoto Capitulo 33.1 L/s corresponde ao volume diário de 8908m3.19m2 Largura do canal: B= A´/ h = 0. Eficiência da grade: E= a/ (a+1)= 0. provido de um depósito para areia.75m/s = 0.1 L/s Comprimento: tamanho da menor partícula a ser removida d=0.75m/s para a vazão máxima de 103.728 Sendo a= afastamento entre as barras Área total A´= A/B= 0. A vazão máxima 103.br 6/07/08 Tratamento preliminar Grade: serão utilizadas duas grades singelas de limpeza manual. Inclinação: 45º Espaçamento entre as barras: 2.3 L/s. Conforme NB 5 Comprimento= 11m Conforme NB 570/90 o desarenador por gravidade tem taxa de 600 a 1300m3/m2 x dia.14m2/ 0.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3m/s (NB 570/90) para a vazão média e não maior que 0.3 L/s /2 = 103.728= 0.4cm.2mm Altura da água para a vazão máxima de 103. 0.30m/s O controle será feito por vertedor pashall de 12” colocado a jusante. Área útil entre as barras: A= Qmax/ V= 0.42m Caixa de areia Tipo e sistema de limpeza: será adotado um tipo singelo de limpeza manual.1 L/s em cada unidade.1 L/s As dimensões da grade são condicionadas ao vertedor parschall a ser utilizado. Seção transversal Adotar-se-a seção trapezoidal de modo a manter a velocidade de 0.5cm (12”).com. que será retirada periodicamente. H= 0. Para a vazão máxima de 206.19m2/ 0. Nota: conforme NB 570/90 quando a vazo no desarenador for maior que 250 L/s a limpeza deverá ser mecanizada.14m2 Espessura das barras: serão empregadas barras de 3/9”.5cm Dimensões da grade: cada grade terá seção retangular e deverá atender a vazão máxima no dia e hora de maior consumo.103m3/s. Número de unidades: serão adotadas duas unidades. Velocidade e meio de controle A velocidade será mantida em torno de 0. Velocidade através da grade: será adotada a velocidade máxima de 0. 206.1 L/s em função do vertedor parshall.454m= 0. a altura da lâmina de água no vertedor é de aproximadamente de 45.454m. cuja garganta é de 30.40m/s para a vazão máxima. cada uma capaz de atender a vazão máxima de 103.

10m/2.1042m3/s/ (6.4m=3.31m Decantadores Capacidade: para o período de detenção de 2h no dia de contribuição média.92m Largura Adotamos 6.85m2 Sendo a largura de 0.69m2= 0.42m=16.1042m3/s/ 18. Área de cada decantador: A= 4500m3/ 35m3/m2 xdia = 128. V= 9000m3 x 2h/ 24h = 750m3 Número de decantadores=2 Volume de cada decantador= 750m3/2 = 375m3 Área superficial Vazão por unidade de superfície: 35m3/m2 x dia Nota: segundo a NB 570/90 a taxa de escoamento superficial deve ser inferior a 60m3/m2 x dia quando não precede processo biológico.85m2/ 0.04 m2/hab para tratamento primário resulta: A= 0.9 Velocidade de escoamento no sentido longitudinal 0.6m2= 2.42m Comprimento= 6.0056 m/s Digestores Volume 60.4m Comprimento 128.14 Relação comprimento/profundidade 20.04m2/hab x 60000hab=2400m2 Número de unidades Serão adotadas 10 unidades que serão construídas a medida das necessidades Área de cada unidade 33-12 .6 m2 Profundidade h = 375m3/ 128.6 m2/ 6.5m Leito de secagem Área A partir da taxa de 0.com.10m/6.4m x 2.000 litros= 3.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.92m) =0.000m3= V Numero=2 digestores cada um com 1500m3 Dimensões Altura= 8m Diâmetro= 15.92m= 6.10m Relação comprimento/largura 20.4m = 20. Nota: o tempo deve ser superior a 1h e inferior a 6h conforme NB 570/90.br 6/07/08 Considerando taxa de 1300m3/m2 x dia Área= 8908m3/ 1300m3/m2x dia=6.000hab x 50 litros= 3000.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

10 Dimensionamento de ETE de lodo ativado O autor recomenda dois livros básicos para o dimensionamento de lodos ativados.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Dirceu D´Alkimin Telles elaboraram o livro denominado Reúso de água. que fica no bairro do Ipiranga na Capital e inaugurada em 1934.br 6/07/08 A= A/ 20m= 2400m2/ 20m= 120m2 Largura= 4m Comprimento=30m 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. Ariovaldo Nuvolari que pode ser encontrado na página 236. 33. floculação e sedimentação com policloreto de alumínio. 33-13 . O efluente de 4300m3/mês ( 17 L/s) é vendido há 4 anos a R$ 0. lavagem de pátios e rega de jardins.11 Reúso de água Os professores da FATEC coordenados pelo dr.69/m3 com objetivo da lavagem de feiras. Há 4 anos o tratamento de esgotos primário e secundário foi ampliado para tratamento terciário com coagulação. Nele há detalhes da ETE Jesus Neto da Sabesp.com. O primeiro é o conhecido Metcalf & Eddy. 1991 na página 593 e o segundo é dos professores da FATEC e denominado Esgoto Sanitário coordenado pelo prof.

2003. -EPA. Esgoto sanitário. 1993. -DACACH. Primer for municipal wastewater treatment system. Tratamento primário de esgoto. -TELLES. CONSTANTINO ARRUDA. -METCALF E EDDY. Editora Blucher. Curso no Celacade. Efluentes líquidos industrias. DIRCEU D´ALKIMIN ET AL. Tratamento de esgotos sanitárias. Reúso da água. FATEC. 4ª Ed.com. Wastewater Engineering. 2005. 2000. 1991. -FACULDADE DE SAUDE PUBLICA. EDUARDO PACHECO e PESSOA. ABES. teorias e práticas. 1991. 1973 -JORDAO.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. EPA 832-r-04-001 setembro de 2004. Sistemas de esgotos sanitários. São Paulo. Tratamento de esgotos sanitários.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.12 Bibliografia e livros consultado -AISSE. -AZEVEDO.conceitos. MIGUEL MANSUR. DANILO de. Junho. 1334páginas. 33-14 . 2007. NELSON GANDUR. FATEC. -NUVOLARI. ARI ET AL.br 6/07/08 33.

br 14/07/08 Previsão de esgotos 34-1 .Curso de rede 1 de esgotos Capitulo 34.com.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

1 Introdução Uma das coisas mais difíceis de ser feita é a previsão dos despejos de esgotos em sistema de esgotos separador absoluto. renda. medidas de redução do consumo de água. e) Clima: temperatura. Para o método do simples coeficiente vamos citar dados da AWWA (1991) referente a quota per capita relativa ao número de consumidores: A previsão de população e consumo de água é mais arte do que ciência. b) Moradia: quantidade de pessoas por moradia. por exemplo. baseado em volume de água gasto por operário em determinado tipo de indústria. c) Empregos: total de empregos por cada setor industrial.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. a quota per capita. Existem segundo Boland et al (1981) e Tung (1992) três métodos básicos de previsões: a) Método de um simples coeficiente (quota per capita. Mesmo a melhor previsão feitas em países do primeiro mundo. pois usa poucos dados. mas são bastantes questionáveis para previsão a longo prazo. 34-2 . perdas d’água. chuvas. o volume de água por ligação de água ou o coeficiente unitário para método desagregado. d) Outros fatores econômicos: índices de inflações.br 14/07/08 Capitulo 34. suprimentos particulares. tamanho dos lotes etc. densidade de moradias. estruturas da tarifas. Primeiramente não existe nunca uma previsão perfeita. aumento da renda. mas não é consistente e de modo geral não fornece uma boa previsão.Curso de rede 2 de esgotos Capitulo 34. g) Conservação da água: medidas futuras de conservação da água. volume por ligação.. evapotranspiração.com. volume mensal / empregado para cada tipo de indústria) b) Métodos de Múltiplos coeficientes (chuvas. dados históricos da taxa de crescimento dos empregos.Previsão de esgotos 34. f) Estatísticas de água: preços. Projeções dos empregos agregados e desagregados. aceitabilidade pelo público etc. Os principais dados necessários para uma previsão são: a) População: projeções e tamanho da família. Este método é bom para uma avaliação preliminar do problema. Este método é bom para previsões a curto prazo. projeção do aumento da renda. preço da água etc) c) Métodos Probabilísticos (verifica as incertezas nos métodos anteriores) No Método de um Simples Coeficiente tem somente uma variável explanatória que pode ser aplicada. dados históricos mensais por economias e por categorias. Exemplo do coeficiente unitário é a previsão de consumo industrial. tem erros que vão de 5% a 10% podendo chegar a mais de 30%.

Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Densidade media conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Áreas periféricas.com. Tabela 34.2. lotes médios e pequenos 50 a 100 Casa geminada de 1pavimento 75 a 150 Idem 2 pavimentos 100 a 200 Prédio de pequenos apartamentos 150 a 300 Áreas comerciais 50 a 150 Áreas industriais 25 a 75 Densidade global média 50 a 150 Áreas industriais 1. Uma das maneiras mais práticas e usadas é a densidade em habitantes por hectare.2 Previsão usando densidade A previsão das vazões de esgoto é baseada na previsão de consumo de água e é muito difícil.br 14/07/08 34.Curso de rede 3 de esgotos Capitulo 34.Densidade média conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Bairros residências de luxo com lotes de 800m2 100 2 Idem 450m 120 Idem 250m2 150 Bairros mistos residencial e comercial com prédios até 4 pavimentos 300 Bairros residências com até prédios até 12 pavimentos 450 Bairros misto residencial. AI= -3.86 + 0. Existem várias tabelas sobre o assunto.1. pois temos que considerar a situação de inicio e a de futuro. densidade (hab/ha). lotes grandes 25 a 75 Casas isoladas.0 a 2 L/s x ha Tabela 34.55 x DH Sendo: AI= área impermeável em porcentagem DH= densidade habitacional (hab/ha) 34-3 . comercial e de indústrias leves 600 Bairros comerciais com edifícios de escritório 1000 O professor Tucci desenvolveu por análise de regressão linear equação que fornece a área impermeável em função da.

14 45. 1981. 1. 4. Metcalf & Eddy. Método de crescimento geométrico 3.64 84. Qasim.14 78.14 67.com.br 14/07/08 Tabela 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Método Logístico 34-4 . Método aritmético 2. Método da curva logística: é a curva em forma de S onde atinge a população de saturação. Os principais métodos utilizados para as projeções populacionais são (Fair et al. 1968.3 Previsão de população Qasim.14 34. 1994 apresenta sugestão de oito métodos para previsão de população. 1985.64 40.14 56.64 73.64 34. Método de taxa declinante de crescimento: onde a população atinge um ponto de saturação prefixado.64 18. Método geométrica 3. Método de crescimento aritmético 2. 6.Curso de rede 4 de esgotos Capitulo 34.14 23. Método da previsão de cluster de nascimentos: é escolhido um grupo de pessoas nascidas num certo período e daí se fazem as previsões. CETESB. Método da razão: pensa-se que a cidade segue o crescimento da região.64 29. Barnes et al.Densidade habitacional em função da área impermeável DH (hab/ha) 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 30 140 150 160 170 AI (%) 12. 7. 5.64 62. Método gráfico de comparação entre cidades similares: são comparadas cidades similares e se fazem projeções iguais.14 89.3.64 51. Método da previsão de empregos 8. 1991): Vamos apresentar somente os três métodos clássicos para previsão de população: 1. 1978.

126 242.745 19.000 922.977 1.908 104.526 366.986 1.000 680.Dados da população de Guarulhos conforme censo IBGE ANO POPULAÇÃO TOTAL RURAL URBANA (Hab) (Hab) (hab) 13.690 55.000 739.000 828.995 1.779 6.960 1.677 41.489 68.099 196.304 17.281 50.000 746.226 428.985 1.326 102.697 86.723 45.000 916.000 863.181 597.000 771.966 1.000 761.237 6.968 1.980 1.000 857.580 81.264 500.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.073 33.268 539.101 101.567 473.273 23.000 52.744 97.439 6.982 1.000 709.528 158.197 1.627 24.885 59.4.000 48.974 1.486 37.145 463.585 266.975 532.998 1.926 283.983 1.979 1.197 173.294 6.000 35.047 325.987 1.999 34-5 .000 801.026 263.469 24.326 407.967 1.876 189.978 1.226 221.997 1.975 1.950 1.4 Dados de população de Guarulhos Primeiramente vamos fornecer os dados da população de Guarulhos segundo o IBGE conforme Tabela (34.989 209.480 630.159 414.690 806.660 35.523 18.550 205.981 1.162 90.062 581.294 900.186 22.776 77.br 14/07/08 34.726 325.682 565.976 1.863 444.000 794. Tabela 34.994 1.546 833.869 223.497 182.455 384.422 17.754 236.992 1.626 345.940 773.989 1.000 7.343 296.237 972.894 662.996 1.991 1.969 1.993 1.301 95.4).000 55.Curso de rede 5 de esgotos Capitulo 34.811 15.678 672.970 1.426 387.com.988 1.973 1.000 811.518 717.271 503.093 77.940 1.990 1.984 1.972 1.971 1.751 355.045 728.826 304.000 5.000 893.

283. Tabela 34.006 1. Yassuda e Paulo S. Nogami do livro Técnica de Abastecimento de Agua será: r= (P1-Po)/ (t1-to) A população P será: P= Po + r (t – to) Tabela 34.179 1.072.5-População de 10 em 10 anos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 34.251.717 1.253 Na Tabela (3.001 2.com.br 14/07/08 2.004 2.5) estão os dados com intervalos de 10anos desde 1940 até o ano 2000.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede 6 de esgotos Capitulo 34.6-Razão para o método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1908637 2744557 3859117 Aritmético Razão 2208 6575 13554 29610 27309 26672 Considerando Po= 1940 e P1= 1950 a razão será: 34-6 .005 2.000 2.003 2.5 Método aritmético Considerando os valores das populações Po e P1 no tempo to e t1 a razão ou taxa de crescimento aritmético neste período conforme prof Eduardo R.002 2.

6) População de Guarulhos População (habitantes) 1500000 1000000 500000 0 1940 1960 1980 ano 2000 2020 Figura 34.Po)/ (t1.Gráfico da população de Guarulhos de 1940 ao ano 2000 Considerando a média das três ultimas razões teremos: Média =27864= (29610+27309+26672)/3 P= Po + r (t – to) Considerando to=2000 e Po= 1072717 P= 1072717 + 27864 (t – 2000) Contando-se to a partir do ano 2000 Para t=2010 teremos: P= 1072717 + 27864 (2010 – 2000) Tabela 34.com.br 14/07/08 r= (P1.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.to) = (35523-13439) / (1950 – 1940) =2208 e assim para os demais anos conforme Tabela (34.1.Curso de rede 7 de esgotos Capitulo 34.7.Previsão de população de Guarulhos usando método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1629997 1908637 2187277 34-7 .

603. Po= 806.717 hab. P2 . q= (P1/Po) (t1-to) q= (806000 / 1072717) (2000-1990) =1. No caso d=10anos t2=2d a = (1/0.072.6 Método geométrico A previsão de população conforme FHSP.Curso de rede 8 de esgotos Capitulo 34.000 hab.766hab Tabela 34.Aplicação do método geométrico para Guarulhos Geométrico Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1441642 1937446 2603766 34. 1967. P= Po . q (t-to) q= (P1/Po) (t1-to) Dados: Ano 2000 Ano 1990 P1=1. 1967 pelo método geométrico será: P= Po .7 Método Logístico O método logístico prevê uma população de saturação denominada K que é considerando um limite superior conforme FHSP.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. log { [Po (K-P1)]/ {P1 .P2 – P12 . log [(K-Po)/Po] Tomando-se o valor de Po para o ano de 1980.03 obtermos para o ano 2030.Po.4343) . P= K / (1 + 2.P12) b= {1/ (0.03 (2030-1990) =2.com. 34-8 .718 a-bt ) Sendo que o valor de K se obtém: Ps = [2. (´Po+P2)] / (Po . (K-Po)}} to=0 t1=d. P1 para o ano de 1990 e P2 para o ano 2000 acharemos o valor de K. q (t-to) P= 806000 x 1.br 14/07/08 34.8.P1.03 Adotando a razão q= 1.4343 x d)} .

t1 P2.Po.P1. (2010-1980 )= 1. a população de saturação será de K=1.65504716 P= Ks / (1 + 2. to P1. P= 1558889 / (1 + 2.07232.07232125 a = (1/0. P1 e P2 Valores Po P1 P2 ano 1980 1990 2000 População 532908 806000 1072717 K = [2.Valores de Po.8060002)= 1.P12) K = [2x532908x806000x1072717 – 8060002 . (1558889532908)}}= -0. log { [532908 (1558889-806000)]/ {806000 .65504716 Po. (Po+P2)] / (Po .65504-0.558. P2 .889 habitantes.10.com.277.4343 x d)} .Aplicação do método logístico para Guarulhos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1277850 1408570 1482139 Logística K=1558889 b=0. log { [Po (Ks-P1)]/ {P1 . t2 34-9 .07232125 a=0.4343) . pois to=1980.889 Portanto. (532908+1072717)] / (532908x 1072717 . log [(K-Po)/Po] a = (1/0. Para o ano 2010 teremos a diferença 2010-1980 que serás de 30 anos ficando assim.t ) O tempo começa a contar de 1980.Curso de rede 9 de esgotos Capitulo 34.9. b= {1/ (0.65504-0.718 0.850 Tabela 34.P2 – P12 .558.718 0.718 a-bt ) P= 1558889 / (1 + 2.4343 x 10)} .07232.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4343) .br 14/07/08 Tabela 34. (Ks-Po)}} b= {1/ (0. log [(1558889-532908)/532908]= 0.

11.0 L/s x km. tubos de inspeção e limpeza.80 Conforme Tsutya. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2. Tabela 34. publico em L/s 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8 Coeficientes de variação da vazão Os projetos de esgotos usam os seguintes coeficientes: K1= maior consumo diário no ano/ vazão média diária no ano K2= maior vazão horária no dia/ vazão média horária no dia K3= coeficiente de mínima vazão horária que é a relação entre a vazão mínima e a vazão média anual. Conforme ABNT NBR 9649/86 os valores a serem adotados quando não se possuem pesquisas são: K1= 1.com.5 Coeficiente de retorno= 0.Vazões parasitárias 34-10 .80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui.485/ Q 0.9 Vazões parasitárias (infiltração) Pode haver infiltração de água de drenagem nos coletores de esgoto e isto se chama de vazões parasitarias que atingem até 6.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial.br 14/07/08 34. Q≤ 751 L/s K=1. estações elevatórias.20 K2= 1. 1999 as águas do subsolo atingem as redes coletoras através de: • Juntas das tubulações • Paredes das tubulações • Poços de visita.5 K3=0.80 Q> 751 L/s K= 1. Conforme Tsutiya.Curso de rede 10 de esgotos Capitulo 34.20 + 17. comercial. etc. caixas de passagem.

30 L/s x ha.05 L/s x km a 1. 1997 Conforme a norma da ABNT 9649 a taxa de infiltração depende da posição do lençol freático variando de 0. Em áreas industriais onde não se utilizam quantidades significativas de água em seus processos produtivos.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1999 o valor de K1=1.Taxas de infiltração em redes coletoras de esgoto Fonte: Crespo. 34.35 L/s x ha. 1999 estima vazões futuras entre: 1.com.0 L/s x km. Na falta de dados Tsutya. pode-se estimar a contribuição de esgotos em 0.5 vezes maiores que a média.10 Despejos industriais É uma grande dificuldade estimarmos a contribuição industrial numa rede de esgotos.Curso de rede 11 de esgotos Capitulo 34.10 34-11 .br 14/07/08 Figura 34.15 L/s x ha a 2. Para vazões industriais (médias e grandes) conforme Tsutiya.2. Primeiramente informamos que a legislação não permite que nenhuma indústria lance na rede de esgotos vazões maior que 1.

design and operation.11 População flutuante Conforme o caso deve ser levada em conta.12 Bibliografia e livros consultados -ABNT–Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. 547páginas -TSUTIYA. 1996.br 14/07/08 34. Edutira John Willey. 1999. NBR 12211/92. Colorado. 2006.1994. principalmente em cidades de veraneio. -FAIR. Water supply and wastewater removal. GORDON M. BRUCE et al. Coleta e transporte de esgoto sanitário. 643páginas 34-12 .Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. R. Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. Técnica de Abastecimento e tratamento de água. 1966. ISBN 1-56676-134-4. Abastecimento de água para consumo humano. 2004. 859 páginas. EPUSP. ISBN 0-471-25130-5 -FHSP. American Water Works Association. Belo Horizonte. EPUSP.planing. SYED R.Curso de rede 12 de esgotos Capitulo 34. -QASIM.com. Wastewatrer treatment plants. Abastecimento de água. -BILLINGS. Forecasting urban water demand. Denver. -HELLER. PEDRO ALEM. LEO et al. 34. -TSUTIYA. MILTON TOMOYUKI. et al. 726páginas. 1967.

1. Existe basicamente dois tipos de caixas de gorduras: 35-1 .Caixa de gordura http://www.1 Introdução É importante que haja caixa de gordura em prédios de apartamentos e nas residências.2.net/pdf/FOG_Manual_Final.com. Figura 35. no aumento do tempo de retenção hidráulica e na redução da atividade hidrolítica devido a biomassa conforme Mendes et al. 2005. As caixas de gorduras em restaurantes são importantíssimas.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.Caixa de gordura Figura 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 15/07/08 Capítulo 35.Caixa de gordura 35. pois a quantidade de gorduras se forem lançadas nas redes coletoras causarão entupimentos constantes conforme já constato.pdf O problema do excesso de gordura nos esgotos sanitários trás problemas no tratamento na formação do lodo.cswd.

2005 www. O dimensionamento correto da caixa de gordura é muito importante para o bom funcionamento do sistema de tanque sépticos.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.1) motivo pelo qual vamos nos dedicar um pouco mais visto haver pouca literatura brasileira sobre o assunto. matadouros e efluentes domésticos e de restaurantes.2). conforme Figura (35.2.Fontes de lipídeos(gorduras) e suas concentrações em águas residuárias Tipo de efluentes Concentração de lipídeos (gorduras) (mg/L) Doméstico 40 a 100 Matadouros e avícolas >500 Laticínios 4680 Restaurantes 98 Azeite de oliva 16000 Sorvetes 845 Fonte: Mendes et al.com.1) Sendo: V= volume em litros N= número de pessoas servidas pelas cozinhas que contribuem para a caixa de gordura.1) para o dimensionamento da caixa de gordura: V= 2 x N + 20 (Equação 35. principalmente de fast food conforme Mendes et al. 2005 a concentração de lipídeos (gorduras) em águas residuárias é dado pela Tabela (35. 35.br 15/07/08 • • Caixa de gordura para prédios onde existe rede coletora de esgoto sanitário Caixa de gordura para prédios onde não existe rede coletora de esgoto sanitário Conforme Mendes et al.2 Caixa de gordura para prédio onde existe rede coletora de esgoto sanitário Conforme a NBR 8160/1983 de Instalação predial de esgoto sanitário recomenda a instalação de caixas retentoras de gorduras nos esgotos sanitários que contiverem resíduos gordurosos provenientes de pias de copas e cozinhas.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A norma estabelece a Equação (35.scielo. Tabela 35.br A maior fonte de geração de lipídeos (gorduras) são as indústrias de óleos comestíveis. laticínios. 35-2 . 2005. sorvetes.

br 15/07/08 Figura 35.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.com. 2005 35-3 .3 – Caixa de gordura Fonte: Jordão et al.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

br Figura 35. segundo Jordão.000 litros. Turbulência: a turbulência deverá ser evitada. Tempo de detenção: deverá haver um tempo de detenção suficiente para que as gorduras e o óleo sejam emulsionadas.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. Conforme Decreto do Estado de São Paulo 8468 de 8 de setembro de 1976 o lançamento na rede publica de esgoto sanitário deverá obedecer ao artigo 19-A item IV – ausência de óleos e graxas com concentração máxima de 150mg/L. 35. Caixa de gordura 100 litros a 500 litros Gordura flutuante Água limpa Resíduos pesados + gordura digerida pliniotomaz@uol.4 .br/ 35-4 .3 Critérios básicos As caixas de gorduras devem obedecer a quatro critérios básicos para o seu perfeito funcionamento. sendo a média de 200mg/L. restaurantes e cozinhas industriais é normalmente adotado 100mg/L de óleo e gorduras sendo este a base do dimensionamento das caixas de gordura pela EPA.Caixa de gordura Fonte: http://www. Em projetos de hospitais. Uma caixa de dimensões muito pequena acarretará a perda de todo o sistema. Volume da caixa: deve ser adequado para permitir o armazenamento da gordura durante os intervalos de limpeza. sendo que a ABNT deverá alterar as normas vigentes.4 Caixa de gordura para prédio onde não existe rede coletora de esgoto sanitário As caixas de gorduras da firma Rotogine são feitas em polietileno e possuem volume de 100 litros a 8. pois poderá atrapalhar a subida da gordura.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2). 2.com. Os óleos e graxas. 4. Algumas cidades americanas admitem limites de óleo e gorduras que variam de 150mg/L a 300mg/L. 3. conforme Figura (35.rotogine.com. Temperatura: a caixa de gordura deve permitir que os esgotos tenham a sua temperatura aumentada suficientemente para emulsionar a gordura e separálas.br 15/07/08 35. separadas e que flutuam na superfície da caixa de gordura.com. 2005 estão presentes nos esgotos de 30mg/L a 70mg/L conforme já constatado em quatro estações de tratamento de esgotos sanitários. 1.

Restaurante: 11 litros/dia/refeição Metcalf & Eddy.6m/h. Tabela 35.75 1. 2002. 1991 Metcalf&Eddy. 35.7 2a5 3.5) é o modelo recomendado pelo Estado da Carolina do Norte.5 .2 A 2 1. 1991 recomenda que a caixa de gordura coletiva para que a flotação das gorduras seja efetiva deve deter o efluente no mínimo em 30 (trinta) minutos.75 Pequenos estabelecimentos comerciais Faixa de pico Média de pico 6 a 10 4a8 2a6 1.5 Fonte: Metcalf & Eddy.com.Caixa de retenção de gordura Fonte: Estado da Carolina do Norte.3m3/h 35-5 .3.5 4 8 6 3 2 Pequenas comunidadades Faixa de Média de pico pico 3a6 4. 1991 Suponhamos que se gaste 11 litros/refeição por hora Vazão média = 11litros/hora x 300empregados = 3300 L/h= 3. Exemplo 35. Previsão de consumo de água.1 Supondo velocidade mínima de ascensão de 3.6m/h e • 60μm a velocidade de ascensão será 0.6m/h para indústria com 300 empregados.5 3 1.5 Método do tempo de detenção conforme Metcalf&Eddy. 2002. Conforme Mecalf&Eddy. 2000.25 a 4 1. pequenos estabelecimentos e pequenas comunidades Fator de pico Pico horário Pico por dia Pico por semana Pico por mês Residência individual Faixa de pico 4a8 2a5 1.6 1.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3).Curso de rede de esgotos Capitulo 35.2 a 3 Média de pico 6 4 2 1. 1991 os fatores de pico são muito importante para o dimensionamento de caixas de gorduras para pequenos estabelecimentos comerciais.Fatores de pico para escoamento de esgotos de residência individuais. 1991 Para partículas com diâmetro de: • 150μm a velocidade de ascensão é de 3. Tomaz.br 15/07/08 A caixa de gordura da Figura (35. Figura 35. pequenas comunidades e residências individuais conforme Tabela (35.

2) temos: Adotando velocidade mínima ascensional de 3.33m2 Adotando: L= comprimento (m) B= largura (m) Supondo: L= 1.33m2 7.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.3 x 8=26.com.2m3 = 3.4m3/h=13.21m L= 1.3m3/h x fator de pico= 3.5 x B= 1.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6= 7.6m/h teremos: Área (m2)= 26.4 m3/h Usando Equação (35. 1991) Para a flotação ser efetiva adoto 60min V= (30min/60min) x 26.4m3/h /3.5 x 2.32 x 2.21= 3.2m3 Altura da caixa V= L x B x H 13.5 B2 B= 2.5 B2 A= área (m2)= 7.3).br 15/07/08 Usando fator de pico= 8 conforme Tabela (35.5 B A= L x B A= 1.80m 35-6 .32m Tempo de detenção mínimo adotado> 30min (Metcalf e Eddy. Vazão de pico= 3.21 x H H= 1.33= 1.

A área necessária A é calculada conforme a seguinte fórmula: A = Q/ V Sendo: A= área da superfície da caixa (m2) Q= vazão máxima (m3/h) V= velocidade mínima de ascensão das partículas de menor tamanho. Acima desta temperatura.6-Caixa retentora de gordura Fonte: Nunes. laticínios. etc. percorram desde o fundo até a superfície liquida. Em um dos lados da caixa deverá ter uma calha para remoção da gordura.br 15/07/08 35. O tempo de detenção deverá situar-se entre 3 e 5 minutos. 1996 O formato da caixa deverá ser retangular. possuindo duas ou mais cortinas. até 30minutos. Esta velocidade poderá ser obtida em um cilindro graduado. V (m/h)= H(m)/ t(h) Sendo: V= velocidade mínima ascensional (m/h) H= altura do líquido no cilindro (m) t= tempo de ascensão (h) 35-7 . estas gorduras recuperadas têm valor comercial. Figura 35. a serem removidas. A caixa deve ser construída de forma que o liquido tenha permanecia tranqüila durante o tempo em que as partículas. curtumes. determinado o tempo de subida de uma pequena partícula.6 Caixa de retenção de gordura conforme Nunes. 1996 As caixas de retentoras de gordura são unidades destinadas a reter gorduras e materiais que flotam naturalmente.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. o tempo de detenção poderá ser maior. O principio de separação se dá pela diferença de densidade entre a água e as gorduras.com. uma próxima à entrada para evitar turbulência do líquido e a outra próxima à saída. matadouros. São utilizadas no tratamento preliminar de águas residuárias de frigorífico. Em matadouros e curtumes.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. se a temperatura do líquido se encontrar abaixo de 25ºC.

V= 1.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4= 1.61= 2.44m 35-8 .1.5 B2 B=1.5/ 14.90m2= 1.625m3= 2. Contribuição diária de águas residuárias (Q) Q= 200 cabeças/dia x 1500 litros/cabeça x dia= 300m3/dia Para 8 horas de funcionamento Q= 37.5 x 1.42m Altura da caixa H V= L x B x H 5.Extraído de Nunes.5 Q/ 14. Considerar a contribuição per capita igual a 15000 Litros/cabeça/dia.42m x 1. 14. tendo em vista que a temperatura do liquido se encontra acima de 25ºC.60 Sendo: V=volume da caixa (m3) Q= vazão média (m3/h) t= tempo de detenção (h) 0.90m2 Adotando comprimento L e largura B L= 1.4= 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. A temperatura é de 30ºC.61m x H H= 1.5 x Q x t x 0. 1996 Dimensionar uma caixa de gordura de um frigorífico que abate cerca de 200 cabeças de boi por dia. como também o período de 8 horas de funcionamento diário e que 60% das águas residuárias passarão na caixa. 1. ou seja.4m/h teremos: A= 1.50m3/h Volume da caixa V Adotando o tempo de detenção de 10min.60= 60% da água passará na caixa.5 x B A= L x B 3.5 x 37.br 15/07/08 Exemplo 35.61m L= 1.com.5= coeficiente de pico Dimensões da caixa Considerando que a velocidade de ascensão das menores partículas seja de 4mm/s.

35.com.7 máximo= 2.7 máximo=2. usando fator de armazenamento igual 2.0) x 1/2 de 8 horas aberto) x (1.10 Método da EPA1 para hospitais Volume mínimo= 3.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.000litros Fator de armazenamento mínimo=1.25 35-9 .0) V= 8.2 Dimensionar a caixa de gordura para restaurante com 50 assentos. 35. Consumo por refeição: 20 litros Fator de armazenamento mínimo= 1. conforme Estado da Carolina do Norte. A localização das caixas de gorduras devido a sua periculosidade não deve ser instalada dentro da cozinha ou do restaurante devendo ser localizada num local de fácil acesso.0 baixo= 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.2 para gorduras leves 0.5 Consumo por refeição= 18litros/refeição Fator de carga Máquina de lavar prato= 1. A manutenção das caixas deve ser mensal evitando que a mesma atinja 25% do volume do líquido.4 para gorduras pesadas O tempo de residência padrão é de 24min mais pode ser usado tempo menor com o limite mínimo de 8min.9 Método da EPA1 para restaurantes Este método é baseado empiricamente no valor limite de óleos e gorduras de 100mg/L. trabalhando 8 horas/dia com 20litros por refeição.8 Stockton.0 e fator de carga igual a 1.7 Método da área suburbana de Washington Volume= vazão de pico x fator de diversidade x tempo de residência Fator de diversidade: 0.3 para gorduras moderadas 0.0. V= (número de assentos) x 20litros/refeição x (Fator de armazenamento) x 1/2 do número de horas aberto) x (fator de carga) V= (50 assentos) x 20litros/refeição x (2.5 máximo= 1.000litros 35. Califórnia V= vazão de pico da cozinha x 10min Comentário: de modo geral as caixas de gorduras dimensionadas em várias cidades dos Estados Unidos são baseadas na vazão de pico das cozinhas.25 médio= 1.000 litros V= (número de assentos) x 20litros/refeição x (Fator de armazenamento) x 1/2 do número de horas aberto) x (fator de carga) Exemplo 35.br 15/07/08 35.80 Volume mínimo da caixa de gordura= 3.5 Fator de carga mínimo=0. 2002.

75 Exemplo 35.25 com máquina de lavar pratos V= 330 x 18 x 2.00 x 1.0 Fator de carga= 1.br 15/07/08 Sem máquina de lavar prato= 0. V= (número de refeições servidas no dia) x (consumo/refeição) x (fator de armazenamento) x (fator de carga) Refeições= 100 x 3 + 10 x 3 = 330 refeições Fator de armazenamento= 2.25 = 14.850 litros 35-10 .Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Dimensionar a caixa de gordura de um hospital com 100 pacientes e 10 pessoas para atendimento.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.

com.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 15/07/08 Figura 35.Tiragem de amostra da caixa de gordura 35-11 .Curso de rede de esgotos Capitulo 35.7.

Gorduras acumuladas 35-12 .8.9.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.Caixa de gordura com acesso para inspeção Figura 35.com.br 15/07/08 Figura 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

br 15/07/08 Figurda 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.pdf 35-13 .org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.11.12.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.Exigências de gorduras nos Estados Unidos http://www.precast.10.Poço de visita extravasando água devido entupimento por gorduras Figura 35.Produção de gorduras Figura 35.

Diversos valores de caixa de gorduras conforme os diferentes critérios http://www.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.13.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.br 15/07/08 Figura 35.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.pdf 35-14 .com.precast.precast.Valores adotados em USA para dimensionamento de caixa de gorduras http://www.14.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.pdf Figura 35.

Curso de rede de esgotos Capitulo 35- Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 15/07/08

35.11 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO, JOSÉ M. e MELO, WANDERLEY DE OLIVEIRA. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. Blucher, 1988, 185 páginas. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. Construção e Operação. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto, Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. -BRITTO, EVANDRO RODRIGUES DE. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos, ABES, 2004, 161 páginas. -CIDADE OF EUGENE. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE, 2002. -CONAMA, RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 26 páginas. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. Considerations for the management of discharge of fats, oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. Jun, 2002, 73 páginas. -JORDÃO, EDUARDO PACHECO e PESSÔA, CONSTANTINO ARRUDA. Tratamento de Esgotos Domésticos. 4ª ed., 2005, 906 páginas. -MACINTYRE, ARCHIBALD JOSEPH. Instalações Hidráulicas. 770 páginas. -MENDES, ADRIANO AGUIAR et al. Aplicação de lípases no tratamento de águas residuárias com elevados teores de lipídeos. www.scielo,br, Química nova, abril 2005, ISSN 0100-4042. -METCALF&EDDY. Wastewater Engineering. McGray-Hill, 1991, 1334páginas. -NUNES, JOSÉ ALVES. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. 1996, 277 páginas. -ROTOGINE- Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www.rotogine.com.br/ -USEPA (U.S. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). Guidelines for Water Reuse. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www.epa.gov/

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Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

Capitulo 36- Gases em tubulações de esgoto 36.1 Introdução Um dos problemas que existe normalmente nos sistemas de esgotos é a produção de gases malcheirosos, principalmente o sulfeto de hidrogênio, H2S, segundo Mendonça,1975. É muito conhecido os casos de tubos de concreto para conduzir esgotos sanitários que devido a produção dos sulfetos entram em colapso conforme Figura (36.1). O motivo é que os sulfetos juntamente com o vapor de água e bactérias cria o ácido sulfúrico que destrói o cimento e conseqüentemente a estrutura do concreto.

Figura 36.1- Corrosão de tubo de concreto para condução de esgoto, por sulfeto de hidrogênio.
Fonte: Tsutiya, 1999

Existem vários gases nos esgotos, mas o mais importante é o sulfeto de hidrogênio H2S.A presença de odor do sulfeto de hidrogênio é importante para os trabalhadores, pois podem causar explosão quando está junto com os gases o metano. A concentração mínima de H2S para causar a morte é 300mg/L sendo que 3000mg/L é fatal conforme Metcalf e Eddy, 1981. Metcalf e Eddy, 1981 apresenta a Tabela (36.1) que mostra os efeitos produzidos pelo sulfeto de hidrogênio ao ser humano.

36-1

Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08 Tabela 36.1- Efeitos produzidos pela exposição humana ao ar contaminado com varias concentrações de sulfeto de hidrogênio. Tempo e condições de exposição Concentração de H2S na Efeitos atmosfera do sistema de esgotos (ppm em volume) Exposição prolongada, trabalho 5 a 10 (algumas pessoas menos) Pouco ou nenhum leve 1 a 2 horas, trabalho leve 10 a 50 (algumas pessoas menos) Irritações leves nos olhos e nas vias respiratórias, dores de cabeça 6 horas de trabalho manual pesado Cerca de 50 Cegueira temporária 1 hora de trabalho manual pesado Cerca de 100 Limite máximo sem conseqüências serias. Fonte: Metcalf e Eddy, 1981 e Tsutiya, 1999

36.2 Sulfetos O H2S é um gás encontrada com freqüência na natureza e muito conhecido pelo seu odor. Pode ser produzido pela decomposição de algumas espécies de matéria orgânica, especialmente a albumina. Segundo Tsutiya, 1999 a principal origem dos sulfetos em esgoto sanitário é devida à ação de bactérias que reduzem o sulfato para obter energia para sua manutenção e crescimento. Sob condições anaeróbias (sem oxigênio) dois gêneros de bactérias anaeróbias obrigatória da espécie Conforme Metcalf e Eddy, 1981 o H2S através da bactéria do genus Thiobacillus forma o ácido sulfúrico: H2S + 2O2 bactéria ---> H2SO4 36.3 Fórmula Z de Pomeroy É muito conhecida a fórmula empírica do Dr. Pomeroy, a qual através de um indicador Z, tem a finalidade de avaliar o risco do aparecimento de odores em coletores sanitários. É a chamada fórmula Z de Pomeroy que segundo Richardson in Tsutiya, 1999 recomenda a sua utilização para vazões entre 3 L/s a 2.000 L/s. 3 (EDBO) p

Z= ------------------- x -------I 1/2 Q 1/3 b Sendo: p= perímetro molhado da seção transversal em m; b= corda correspondente à altura molhada em m; Q= vazão máxima horária em litros/segundo; I= declividade do coletor em m/m; T= temperatura média do esgoto no mês mais quente em °C; EDBO= DBO a 5 dias e 20 °C do esgoto bruto em mg/L multiplicado pelo fator 1,07 T-20 Z= coeficiente Z de Pomeroy.

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36.4 Valores de Z É muito discutido qual os limites dos valores de Z para prevenir a criação de sulfetos. Tsutiya, 1999 comenta que Takahashi sugere o valor de 7.500, Paintal 7.500 e Ludwig e Almeida 10.000. As Tabelas (36.1) e (36.2) mostram alguns valores limites de Z. Para valores de Z menores que 5.000 o H2S está raramente presente ou somente em diminutas concentrações nos coletores. Para valores de Z iguais ou maiores que 25.000, o H2S dissolvido estará presente com freqüência e tubos de concreto com pequenos diâmetros possivelmente entrarão em colapso dentro de cinco a dez anos. Tabela 36.2- Valores de Z e possibilidades de produzir ou não sulfetos Valores de Z Condições a serem observadas Z< 5.000 Neste caso o sulfeto é raramente gerado 5.000≤Z≤25.000 Podemos ter ou não o sulfeto Z> 25.000 Será criado o sulfeto Tabela 36.3- Valores de Z e possibilidades de produzir ou não sulfetos Valores de Z Condições a serem observadas Z< 5.000 Neste caso o sulfeto é raramente gerado 5.000≤Z≤10.000 Podemos ter ou não o sulfeto Z> 10.000 Será criado o sulfeto Fonte: Tsutiya, 1999

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36.5 Relações geométricas da seção circular

Figura 36.2 Ângulo Central O ângulo central θ (em radianos) do setor circular, pode ser obtido pela seguinte expressão conforme Chaudhry,1993 p.95: θ = 2 arc cos ( 1 – 2y/D) Conforme Chaudhry ,1993 p.10 temos: A área molhada “A”: A= D2 ( θ – seno θ)/8 O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 O raio hidráulico “RH”: RH= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) A corda “b” correspondente a altura molhada é dado por: b= D sen (θ/2) Conforme Mendonça,1984 Revista DAE SP temos: Usando a fórmula de Manning e tirando-se o valor de θ usando as relações acima obtemos para o regime uniforme a fórmula para obter o angulo central θ. Observar que o ângulo central θ aparece nos dois lados da equação, não havendo possibilidade de se tornar a equação numa forma explícita. Daí a necessidade de resolvê-la por processo iterativo, como o Método de NewtonRaphson. O ângulo central θ está entre 1,50 rad. ≤ θ ≤ 4,43 rad. que corresponde 0,15≤y/D≤ 0,80. θ= seno θ + 2 2,6 (n Q/I 1/2) 0,6 D-1,6 θ 0,4 O primeiro seria o método de tentativa e erros, o segundo seria o método da bisseção, o método de Newton-Raphson e o Método das Aproximações Sucessivas.

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O Dr. Sérgio Rolim Mendonça, fez uma tabela de declividades mínimas que se deve ter para não haver gases, usando Z=5.000, que deve ser usado principalmente para grandes coletores de esgotos. O coletor é calculado a meia seção e o coeficiente de rugosidade é n=0,013. I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 Sendo: Q= vazão no coletor em litros por segundo; T= temperatura média do esgoto no mês mais quente em °C; EDBO= DBO a 5 dias e 20 °C do esgoto bruto em mg/l multiplicado pelo fator 1,07 T-20 EDBO=DBO 1,07 T-20 EDBO = em mg/l; K= valor obtido na Tabela (36.4); I min = declividade mínima do coletor em m/m.

Tabela 36.4: Valores de K para achar a declividade mínima em coletores de esgotos Fonte: Mendonça,1985, Revista DAE. 36-5

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Exemplo 36.1 Seja o coletor predial com diâmetro nominal 150, a ¾ da seção ou seja y/d=0,75. Suponhamos ainda que a temperatura média do mês mais quente seja de 25° C que a DBO a 5 dias e 20°C seja 250 mg/litro e que o coeficiente de rugosidade de Manning seja n=0,013, como adotado normalmente. A vazão máxima que o coletor pode conduzir com a declividade de 2% (0,02m/m) é de 6,66 litros/segundo. Para calcular o ângulo central em radiano usamos: θ = 2 arc cos ( 1 – 2 (y/D)) obtendo: θ = 2 arc cos ( 1 – 2 (y/D))= 2 arc cos ( 1 – 2 (0,75))= 2,32 rad O perímetro molhado P=(θ D)/2= (2,32 x 0,15)/2 =0,18m A corda b= D sen (θ/2)= 0,15 sen( 2,32/2)= 0,13m EDBO=DBO 1,07 T-20 = 250 x 1,07 (25-20) = 259,63 mg/l Substituindo na fórmula Z de Pomeroy temos: 3 (EDBO) p

Z= ------------------- x -------I 1/2 Q 1/3 3 x 259,63 0,18 b

Z=-------------------------x -------- = 5515 0,02 ½ x 6,66 1/3 0,13

Como o número Z de Pomeroy é igual a 5.515 portanto maior que 5.000 poderá haver ou não a produção de sulfetos. Caso fosse menor que 5.000 não haveria possibilidade da formação de sulfetos. Caso fosse superior a 25.000 com certeza teríamos a produção de gases. Caso queiramos aplicar a fórmula da declividade mínima em que não haverá a produção de gases teremos que usar a fórmula número: I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 Sendo que o valor de K=2,106 obtido na Tabela (36.2), com y/d=0,75 I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 = 2,106x10-6 x (259,63)2/6,66 2/3=0,073 m/m I min= 0,073 m/m, é a declividade mínima para que não se tenha no coletor a produção de gases. Na prática se usam para os coletores prediais de esgoto sanitário, tubos de PVC ou tubos de cerâmica, os quais não apresentam nenhum problema estrutural para os gases. Relembremos também que nas redes coletoras públicas não existem tubos ventiladores, não ser em casos especiais, tal como em elevatórias. A ventilação das instalações prediais de esgoto, compete ao prédio.

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36.6 Interceptores Em interceptores que geralmente possuem diâmetros maiores que 500mm e são feitos de concreto, o problema de sulfetos tem ser considerado. Devido a isto é que a norma da ABNT para Interceptores obriga que os mesmos sejam dimensionados com a tensão trativa mínima de 1,5Pa, ao invés de 1,0 Pa usado nos coletores comuns. 36.7 Gases em esgotos Metcalf e Eddy, 1981 salienta que as casas possuem tubo ventilador para a ventilação das redes de esgotos sanitários. Não se recomenda instalarem-se tampões de ferro fundido perfurados para exalação dos gases devido ao mau cheiro que se produzirá. Recomenda ainda que em locais onde há poucas ligações de esgoto, que se faça uma ventilação usando área da secção metade da seção da tubulação de esgoto. Especial ventilação se deve instalar quando as ligações de esgoto possuírem dispositivos que impedem a passagem dos gases. Nos locais onde temos sifões invertidos devemos instalar dispositivos ou câmaras especiais para a expulsão dos gases dos esgotos. 36.8 Gases em esgotos estação elevatória de esgotos Tsutiya, 1999 comenta que em Santos uma estação elevatória apresentou 2 mg/L de H2S resultando na produção de odores inaceitáveis conforme Figura (36.2). Para corrigir o problema foi instalado um dosador de nível constante e aplicado a dosagem de 12,5mg/L de nitrato de amônio ao esgoto afluente.

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Figura 36.3-Geração de odor pela produção de sulfeto em poços de sucção Fonte: Tsutiya, 1999 36.9 Corrosão devido ao H2S É conhecida a corrosão de tubos de concreto armado pelo ácido sulfúrico produzido pelo H2S. Metcalf e Eddy, 1981 apresenta a corrosão em tubos de concreto e em tubos de ferro fundido. Assim um tubo de concreto com 1200mm de diâmetro e 10.000m de comprimento terá uma corrosão de 0,48mm/ano. Se dividirmos a espessura disponível da tubulação de concreto pelo valor 0,48mm/ano de corrosão, teremos a durabilidade da tubulação. Pode ser adotada uma camada de sacrifício na tubulação de concreto utilizando agregado calcário para o aumento da alcalinidade. Uma outra maneira é adotar-se cimento que seja mais resistente ao ácido sulfúrico.

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Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

36.10 Bibliografia e livros consultados -METCALF E EDDY. Wastewater engineering collection and pumping of wastewater. 1981, 432páginas. -TSUTIYA, MILTON TOMOYUKI E SOBRINHO, PEDRO ALEM. Coleta e transporte de esgoto sanitário. EPUSP, 1999, 547páginas.

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Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

Capítulo 37 Reabilitaçao de córregos e rios

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com.6 37.7 Introdução Conceitos Os cinco elementos chave em um rio ou córrego Potência dos córregos e rios Transporte de sedimentos Dimensionamento de canais Bibliografia 37-2 .Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 37 – Reabilitação de córregos e rios 37.2 37.1 37.3 37.5 37.4 37.

Remediação: é quando o rio mudou totalmente de configuração relativa as condições originais e podemos fazer alguma coisa para melhorá-lo Renaturalização ou naturalização: significa uma maneira natural para o rio de maneira que o mesmo volte ao ecossistema que existia antes. Iremos considerar os córregos e rios urbanos.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Figura 37. Reabilitação: consiste em restaurar alguns aspectos do córrego e do rio.2) mostra os conceitos mencionados. 37-3 . que são aqueles que possuem uma área impermeável maior que 10%.2 Conceitos Os conceitos fundamentais são: Restauração: consiste em volta as condições exatamente como eram antigamente quando não havia população e não havia interferência do homem. mas não todos.com.br 14/07/08 Capítulo 37 – Reabilitação de córregos e rios 37.1.1 Introdução Há uns 20 anos com a degradação física e biológica cada vez maior de córregos e rios começou-se a se ter idéia da recuperação dos mesmos para retorno físico e biológico. É praticamente impossível de ser feita.O que pode ser conseguido realisticamente? A Figura (37. pois quando a área é menor que 10% não há impactos no ecossistema aquático. 37.

2000 37-4 .2.Esquema de reabilitação Fonte: Austrália.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 Figura 37.com.

Qualidade da água 5.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. Estrutura física do rio 3.3) estão os cinco elementos básicos da saúde de um rio conforme Austrália. Quantidade de água Figura 37. Organismos do ecossistema aquático 4. Zona Ripariana 2. 37-5 . 2000 para reabilitação do rio em área urbana. 1.3 Os cinco elementos chaves em um rio ou córrego Na Figura (37.3. 2000 Organismos do ecossistema aquático e Zona ripariana Os componentes biológicos do ecossistema aquático deverá ser estudado em assuntos como a redução dos habitats naturais no corpo do rio.Os 5 elementos da saúde de um córrego ou rio Fonte: Austrália. bem como as mudanças da biodiversidade do rio no que se refere a fauna e a flora.br 14/07/08 37.

4.Diversos tipos de habitat Estrutura física do rio O componente morfológico do rio são os alinhamentos e os gradientes. com as construções de casas. industrias e infraestrutura urbana adjacentes ao rio. 37-6 .Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 Figura 37. É estudado a estabilização do rio do ponto de vista de transporte sólidos.com.

br 14/07/08 Figura 37.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 –Diversidade morfológica dos rios 37-7 .com.

br 14/07/08 Figura 37. Uma recomendação que está em Austrália. o aumento do runoff. 2000 está o seguinte: em caso de dúvida. Na Europa em 2004 foram estudados 23 casos de reabilitação de rios com comprimento variando de 1300m a 9500m ao custo médio de 1500 euros/metro. os metais pesados.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. os sais e os compostos orgânicos que são lançados ao rio diretamente ou através da poluição difusa levado pela drenagem superficial.6. 2000. o decréscimo da vazão base e estudo de novas seções nos rios.com. Os objetivos são variados estando encaixados dentro dos 5 elementos da saúde do rio citado em Austrália. Quantidade de água Deverão ser estudados os componentes hidrológicos do rio. 37-8 .Diversidades morfológicas dos rios. o aumento das velocidades. Estudamos também o aumento de temperatura devido a lançamentos industriais ou água de drenagem bem como a vegetação ripariana e a mata ciliar. Qualidade da água No assunto qualidade da água do rio estudamos os nutrientes. Quando se quer reabilitar um córrego deve-se procurar um córrego próximo que tenha as condições físicas e biológicas que queremos e então copiamos o modelo. copie. tais como o aumento da área impermeável.

Objetivos da reabilitação de rios na Europa Figura 37.4 Dimensionamento de canais Os canais que podem transportar sedimentos ou depositar sedimentos devem ser calculados com as equações de resistência normalmente usadas como a fórmula de Manning para dimensionar a altura. A vazão dos rios normalmente é calculada usando o conhecido Q7.10.8. Figura 37.br 14/07/08 37.5 Pesquisas na Europa Pesquisas apresentas na Europa em jnho de 2004 sobre Urban River Basin Enhancenment Methods sobre Existing Urban River Rehabilitatiions Schemes em 23 rios e córregos apresentaram os seguintes resultados que estão nas Figuras (32.Pressão urbana para restauração 37-9 . mesmo assim os mesmos não devem ser desprezados. largura.com.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 37.7) a (37. declividade do canal.11). mais as equações de transporte de sedimentos com o devido cuidado e experiência. É melhor usar critérios de tensão trativa do que métodos de velocidade. De qualquer maneira a melhor maneira é calcular por tentativas até a melhor solução.7.

Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Custo por metro de reabilitação 37-10 .Largura dos rios Figura 37.br 14/07/08 Figura 37.11.9.Comprimento dos rios reabilitados na Europa Figura 37.com.10.

Sem data. 2003.5 Bibliografia e livros consultados -AUSTRALIA. 2000. COPELAND. Apostila com 39páginas. Journal of Hydraulic engeneering.pdf -SHIELDS JR. Design for Stream restoration. http://www. RONALD R. 37-11 .Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Giorgio Brightetti. Obras Fluviais. PHD 5023. A rehabilitation manual for Australiam Streams.br 14/07/08 37.com. et al.unc. DOUGLAS. Departamento de Hidráulica. prof dr. -EPUSP.edu/~mwdoyle/pdfs/JHERestorationDesign. Volume 1. ISBN 0642 76028 4 (volume 1 e 2). ASCE/ agosto.

foram feitas construções sobre a rede de esgoto e muitos moradores introduziram águas pluviais dentro das mesmas.Rede condominial. pois as tubulações passam na frente das casas. 38. embora de maneiras diversas tenha sido empregada em muitos locais.1 Rede condominial A rede condominial foi desenvolvida no Rio Grande do Norte.1. pressurizada. mas com o decorrer dos anos. causando sérios problemas com os vizinhos. A solução foi ótima no momento. vácuo. Não encontraram solução.Rede condominial Fonte: Azevedo Netto. pois os terrenos eram grandes e planos.Rede condominial. 1992 in Tsutiya. pressurizada.1 Introdução Vamos mostrar alguns assuntos de redes de esgotos que não são comuns na prática. pois não há espaço para passagem das tubulações. Figura 38.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. 38-1 .com. etc 38. Cheguei a trazer os especialistas de Brasília no assunto para ver a solução das favelas aqui em Guarulhos. que é a 4ª cidade do Brasil em número de favelas. não havia pequenos córregos e as casas eram construídas no meio do lote. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A grande vantagem da rede condominial são os baixos custos. vácuo. Apliquei há anos no bairro do Jardim Paraventi em Guarulhos onde há terrenos com grande desnível da rede de esgotos passando pelo fundo dos lotes. nos fundos e ao lado.br 14/07/08 Capítulo 38. 1999 Tive oportunidade de ver uma favela em Brasília onde foi feita com pleno êxito uma rede condominial. São usados tubos de pequenos diâmetros e deve ser feito um trabalho junto aos moradores para que façam a conservação da mesma.

Foi elaborado um modelo computacional para o dimensionamento da rede de esgoto pressurizado. a rede fica pressurizada podendo o esgoto retornar as casas.Rede condominial. A justificativa é que em determinados locais o custo de uma rede de esgoto clássica fica muito elevado devido a poucas moradias. o sistema de pressão de rede esgotos é uma opção.Rede pressurizada Fonte: Tsutiya. 1999 Eventualmente durante entupimentos de rede de esgotos. 38-2 . enterrada a pequena profundidade e ligada as habitações por ramais de ligação também de pequenos diâmetros (25mm a 45mm).com. quando chove a rede de esgoto fica pressurizada chegando o mesmo a vazar pelos tampões dos poços de visita. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. et al fizeram um trabalho sobre Redes de Esgotos sob pressão.modelo de cálculo de equilíbrio hidráulico. Figura 38. Redes de esgoto sob pressão: Portugal Bentes. pressurizada.2.br 14/07/08 38. A grande vantagem é que as tubulações da rede principal irão variar somente de 50mm a 150mm. vácuo. Quando existe locais onde muitas casas colocam rede de águas pluviais nos esgotos. entretanto o esgotos podem ser pressurizado e enviados a uma caixa de regularização e depois entrar na rede pública através de ligação de esgoto sanitário.2 Rede pressurizada Nunca vi uma rede pressurizada de esgoto sanitário.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.

Figura 38. Existe dois sistemas de pressurização.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.4.Sistema de pressurização 38-3 . um que possui uma câmara de decantação antes do bombeamento com a função de remover sólidos e gorduras evitando o entupimento ou redução do diâmetro da canalização conforme Figura (38.3). Figura 38.Rede condominial. pressurizada.3. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 Os motores são de pequena potência variando de 1 a 2HP que pressuriza o esgoto e o transporta através da tubulação principal até o destino final.4) em que existe instalada uma bomba trituradora que pressuriza o sistema.Sistema de pressurização com câmara de decantação A outra alternativa é a da Figura (38. vácuo.

38-4 .5.Curva das bombas A grande desvantagem do sistema de pressurização é o custo de manutenção e operação e a dificuldade por não existir poço de visita e a necessidade de ventosa para entrada e saída de ar na rede principal.br 14/07/08 Figura 38.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.00m/s. Outro grande inconveniente é que o sistema de dimensionamento é complexo quanto mais bombas existirem e os estudos estatísticos para determinar o funcionamento simultâneo das bombas. pressurizada. vácuo. A vazão vai depender do número de pessoas que moram na casa e a velocidade na rede adotada é de 1.com. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Rede condominial.6.Rede principal e as ligações de esgoto Figura 38.

Curso de rede de esgotos Capitulo 38. Com o passar do tempo passou a existir somente uma firma e o vaso sanitário aumentou para R$ 2. linhas férreas.00 cada. pressurizada. a ponto de desaconselhar o uso do vácuo no Brasil por enquanto.4 Sifão Invertido Quando se tem um obstáculo no trajeto de uma rede de esgoto sanitário.5).00 por bacia. vácuo.Rede a vácuo Fonte: Tsutiya. mas tenho conhecimento de prédios na capital de São Paulo.com. 1999 38. etc temos que fazer um sifão invertido conforme Figura (38. tais como galerias de águas pluviais de grande dimensão. Figura 38. Conversei com o projetista que informou que na época havia duas firmas no Brasil que produziam os vasos sanitários que custavam cerca de R$ 800.br 14/07/08 38.4) e (38. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Rede condominial.3 Rede a vácuo Não tenho conhecimento no Brasil de nenhuma rede pública de esgoto sanitário feita a vácuo. 38-5 .5 litros/descargas e o pay-back foi muito rápido. como o Shopping Frei Caneca.3.400. onde as bacias sanitárias são a vácuo e gastam somente 1.

etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Sifão invertido Fonte: Tsutiya.Rede condominial.5.com. vácuo.4.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.Sifão normal e sifão invertido Fonte: Fernandez. 1997 Figura 38. 1999 38-6 .br 14/07/08 Figura 38. pressurizada.

Uma desvantagem das redes curvas é não possibilitar o uso de equipamentos de lazer durante a construção e dificuldade de se examinar com circuito fechado de TV.6 Softwares Os softwares mais conhecidos sobre redes de esgotos são: • CEsg redes de esgotos.90m/s.Sistemas de esgoto sanitário e pluvial. Tivemos oportunidade de fazer redes de PVC 150mm curvas sem nenhum problema.5 Redes curvas Os dois poços de visita a montante e a jusante devem ser visitáveis. • CEsg. sendo que esta é obtida pela vazão média multiplicada por K2=1.br 14/07/08 Os sifões invertidos apresentam algumas particularidades que devem ser salientadas. 38. As normas brasileiras permitem que se faça uma rede curva. Primeiramente haverá problema de excesso de gases no poço de visita a montante causados pelo sulfeto de hidrogênio. • SewerCAD. Deverá então instalado no PV dispositivo para evacuação dos gases com área variando de 1/10 da seção a ½ da secção do tubo que será utilizado no sifão invertido. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1081 salienta que quando se utilizar redes curvas deve se levar em conta os equipamentos de limpeza existentes.Rede condominial. Outra observação é que deverá ser feito no mínimo duas redes em paralelo e que a velocidade máxima deve ser maior ou igual a 0. Bentley antiga Haestad Methods. 38-7 . Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).Sistema automático de cálculo de redes de esgotos sanitários.60m/s. vácuo. Universidade Federal do Ceará. Metcalf e Eddy.com. 38.5..Curso de rede de esgotos Capitulo 38. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental Sanegraph. Com a velocidade média Qm a velocidade mínima deve ser maior ou igual a 0. Universidade Federal de Minas Gerais. pressurizada. como jatos de água que não apresentam problemas em redes curvas. • SanCAD.

Rede condominial. MILTON TOMOYUKI E SOBRINHO.com. Portugal. 2008. Coleta e transporte de esgoto sanitário. Esgoto sanitários. EPUSP. ISABEL et AL.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. 547 páginas 38-8 . 1997. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. CARLOS. Universidade do Porto. -FERNANDES. PEDRO ALEM. Redes de esgotos sob pressão..6 Bibliografia e livros consultados -BENTES.br 14/07/08 38. vácuo. -TSUTIYA. João Pessoa.Modelo de cálculo de equilíbrio hidráulico. pressurizada. 1999. 290 páginas.

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