Capitulo 01- Reúso de água

Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.com.br 25/07/08

“O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo”.
Referência ecológica encontrada em Gênesis 2:15

COMUNICAÇÃO COM O AUTOR Engenheiro civil Plínio Tomaz e-mail: pliniotomaz@uol.com.br

Titulo: Curso de redes de esgoto Livro eletrônico em A4, Word, 587páginas, 38 capítulos julho 2008 Editor: Plínio Tomaz Autor: Plínio Tomaz Revisão: Composição e diagramação: Plínio Tomaz ISBN: 85-905933-3-9

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Apresentação
Este livro nasceu do Curso de Rede de Esgotos ministrado no SAAE de Guarulhos em 2008 com 64 horas de duração. O livro destina-se a engenheiros, arquitetos e tecnólogos que trabalham nos municípios pois fornecem elementos e base para que se façam manuais ou guias para o problema do manejo de águas pluviais Agradeço a Deus, o Grande Arquiteto do Universo, a oportunidade de poder contribuir na procura do conhecimento com a publicação deste livro.

Guarulhos, julho de 2008 Engenheiro civil Plínio Tomaz

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Curso Redes de Esgotos
64h Engenheiros, arquitetos e tecnólogos, 52 capítulos

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Programa do Curso de esgotos sanitários
Cap. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 Nome Reúso de água MBR Tanque séptico e septo difusor Águas cinzas Método simplificado para determinação da qualidade da agua em córregos e rios Balanço de fósforo, nitrogênio, oxigênio em lagos e rios Impacto do nitrogênio e do fósforo em lados e córregos Gramado em campo de golfe Evapotranspiração Necessidade de irrigação Método de Thornthwaite, 1948 Balanço hídrico método de Thornthwaite-Matther Método de Romanenko Método de Turc Quando faltam dados de entrada Pedidos de outorga para irrigação Método de Hargreaves Método de Penman, 1948 superfície Comparação de métodos de evapotranspiração Chuvas de Guarulhos Gramado-campo de Golfe Método de Blaney-Criddle Método de Penmam-Monteih FAO Ligações prediais de esgoto sanitário Textura e estrutura do solo Redes coletoras de esgoto sanitário Método de Muskingum-Cunge Interceptor de esgotos sanitários Ecotoxicologia- substâncias tóxicas na água Estação elevatória de esgotos sanitários Cargas em tubos flexíveis Captação de óleos e graxas Noções sobre Tratamento de esgotos Previsão de esgotos Caixa de gordura Gases em rede coletoras de esgoto Reabilitação de rios e córregos Redes condominiais, pressurizada, vácuo, etc

64 horas aula Prof. Plínio Tomaz Engenheiros, arquitetos e tecnólogos

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Capítulo 01

Reúso de água
Promover a reciclagem e reutilização das águas residuais e dos resíduos sólidos.
Agenda 21

Guilherme de Occam argumentava, em todos os seus escritos, que “é perda de tempo empregar vários princípios para explicar fenômenos, quando é possível empregar apenas alguns”.
Fonte: História da Teologia Cristã - Roger Olson

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SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 1 - Reúso de água 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 1.10 1.11 1.12 1.13 1.14 1.15 1.16 1.17 1.18 1.19 1.20 1.21 1.22 1.23 1.24 1.25 1.26 1.27 1.28 1.29 1.30 1.31 1.32 1.33 1.34 Introdução Conservação da água Medidas e incentivos Mercado de água de reúso Média de consumo de uma casa Quanto podemos reaproveitar de águas cinzas numa casa? Normas da ABNT Reúso Reúso de esgotos sanitários urbanos regionais Onde usar a água de reúso dos esgotos sanitários? Reúso para uso industrial Reúso para uso agrícola Reúso para o meio ambiente Recarga dos aqüíferos subterrâneos Reúso para uso Recreacional Reúso urbano Níveis de tratamento de esgotos sanitários municipais Tratamento preliminar Tratamento primário Tratamento secundário Tratamento terciário Tecnologia de filtração em membranas Riscos à saúde pública Rede dual Guia para reúso da água da USEPA Estado de New Jersey Estado da Geórgia Estado da Flórida Estado do Texas Uso da água de reúso Padrões de qualidade da água para reúso Normas da ABNT Custos Bibliografia e livros consultados 21 páginas

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Capítulo 1- Reúso de água 1.1 Introdução Asano, 2001 diz que o reúso é o desafio do século XXI em que haverá uma integração total dos recursos hídricos. Interpretando as afirmações de Asano os recursos hidricos no século XXI serâo: • Recursos superficiais • Recursos de águas subterrâneas • Aproveitamento de água de chuva • Reúso de esgotos No mundo moderno do seculo XXI o planejamento de recursos hídricos não poderá esquecer o aproveitamento de agua de chuva e o reúso de esgotos, além dos tradicionais recursos superficiais e subterrâneos. Segundo Asano, 1001 a água de reúso tem duas funções fundamentais: 1. O efluente tratado vai ser usado como um recurso hídrico produzindo os benefícios esperados. 2. O efluente pode ser lançado em córregos, rios, lagos, praias, com objetivo de reduzir a poluição das aguas de superfície e das águas subterraneas O fundamento da água de reúso é baseado em três principios segundo Asano, 2001: 1. A água de reúso deve obedecer a controle de qualidade para a sua aplicação, devendo haver confiabilidade na mesma. 2. A saúde deverá ser protegida sempre. 3. Deverá haver aceitação pública Reúso é o aproveitamento de água previamente utilizada uma ou mais vezes, em alguma atividade humana, para suprir a necessidade de outros usos benéficos inclusive o original. O objetivo deste estudo é mostrar as soluções para reúso de esgoto sanitário local e regional em áreas urbanas. O reúso local destina-se a aqueles que se beneficiam na sua origem, como o águas cinzas de uma casa que pode ser usada no próprio local para irrigação subsuperficial de gramados. O reúso regional são de grandes áreas e geralmente tem sua origem nas estações de tratamento de esgotos públicas que atingem o tratamento terciário e o distribuem até uma certa distância de onde é produzido através de redes especiais de água não potável (sistema dual de abastecimento: água potável + água não potável). Não trataremos em nenhuma hipótese de reúso da água para fins potáveis. Mesmo os processos de infiltração de águas residuárias no solo não são recomendados até o presente momento a não ser quando usado o processo de membranas. No Japão foram feitas pesquisas e chegaram a conclusão que para áreas construidas maiores que 30.000m2 e/ou consumo maior que 100m3/dia de água não potável o reúso é a melhor opção e é mais vantajoso do que se usar água pública conforme Figura (1.1). Os custos no Japão são geralmente calculadas para pagamento da obra (amortização) em 15anos a um juros anuais de 6% e incluso os preços de manutenção e operação do sistema.

Figura 1.1- Custos comparativos para reúso usando águas cinzas, águas de chuva e água pública.
Fonte: Nações Unidas, 2007

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1.2 Conservação da água A American Water Works Association - AWWA em 31 de janeiro de 1993 definiu a conservação da água como as práticas, tecnologias e incentivos que aperfeiçoam a eficiência do uso da água. Um programa de conservação da água constitui-se de medidas e incentivos. 1.3 Medidas e incentivos Medidas são as tecnologias e mudanças de comportamento, chamada de práticas, que resultam no uso mais eficiente da água. Incentivos de conservação da água são: a educação pública, as campanhas, a estrutura tarifárias, os regulamentos que motivam o consumidor a adotar as medidas específicas conforme Vickers, 2001. Como exemplo, o uso de uma bacia sanitária para 6 litros/descarga, trata-se de uma medida de tecnologia e a mudança de comportamento para que o usuário da bacia sanitária não jogue lixo na mesma, é uma medida prática. Os incentivos na conservação da água são as informações nos jornais, rádios, televisões, panfletos, workshops, etc, mostrando como economizar água. Uma tarifa crescente incentiva a conservação da água, um pagamento de uma parte do custo de uma bacia sanitária (rebate em inglês) é incentivo para o uso de nova tecnologia, como a bacia sanitária com 6 litros/descarga. Os regulamentos de instalações prediais, códigos, leis são incentivos para que se pratique a conservação da água. O aumento da eficiência do uso da água irá liberar os suprimentos de água para outros usos, tais como o crescimento da população, o estabelecimento de novas indústrias e a melhora do meio ambiente. A conservação da água está sendo feita na América do Norte, Europa e Japão. As principais medidas são o uso de bacias sanitárias de baixo consumo, isto é, 6 litros por descarga; torneiras e chuveiros mais eficientes quanto a economia da água; diminuição das perdas de água nos sistemas públicos de maneira que o tolerável seja menor que 10%; reciclagem; reúso da água e informações públicas. Porém, existem outras tecnologias não convencionais, tais como o reúso de águas cinzas, muito usado na Califórnia, e o aproveitamento de água de chuva. 1.4. Mercado da água de reúso McCormick, 1999 in Tsutiya et al, 2001, apresenta a proposta de divisão das águas de reúso em três categorias conforme a qualidade da mesma: 1. Efluentes secundários convencional: é a água de reúso restrito a aplicações agrícolas e comerciais onde não existe possibilidade de contato humano direto com a água de reúso. 2. Água de reúso não potável: é o efluente secundário de alta qualidade, tais como efluente de reatores de membranas, filtrado e desinfetado com UV, cloro, ozônio, ou outro processo. 3. Água de reúso quase potável: é a água de reúso não potável tratada com osmose reversa ou nanofiltração para remoção dos contaminantes químicos, orgânicos e inorgânicos. É o mesmo que reúso potável indireto. McCormick, 1999 apresenta a seguinte Tabela (1.1) onde existem 4 categorias, sendo a categoria 4 para água potável. A categoria 2 onde existe contato com pessoas é a mais usada em irrigação de jardins, parques e descargas em bacias sanitárias, observando-se que a turbidez deverá ser menor que 2 uT, ausência de coliformes fecais e DB05 < 10mg/L. A Tabela (1.1) foi feita por dois grandes especialistas dos Estados Unidos que são Slawomir W. Hermanowicz e Takashi Asano.

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Tabela 1.1- Principais mercados para água de reúso e níveis de qualidade de água estipulados para cada mercado (Hermanowitcz e Asano, 1999)
Padrão de qualidade da água de reúso Categoria 1 Mercado Exemplo de aplicação

Filtração, desinfecção: DBO5 < 30mg/L TSS< 30mg/L Coliformes fecais <200mL/100mL Cloro residual livre: 1 mg/L pH entre 6 e 9

Irrigação de áreas com acesso restrito ou controlado ao público Produção agrícola de produtos não destinados ao consumo humano ou consumidos após processamento que elimine patógenos Uso recreacional sem contato direto com a água Uso industrial

Campo de golfe, cemitérios, reservas ecológicas pouco freqüentadas; Reflorestamento, pastos, produção de cereais e oleaginosas. Rios e lagos não utilizados para natação

Categoria 2

Filtração, desinfecção: DBO5 < 10mg/L Turbidez <2 uT Coliformes fecais ausentes em100mL Cloro residual livre: 1 mg/L pH entre 6 e 9

Uso urbano sem restrições Produção agrícola de alimentos Uso recreacional sem restrições Melhoramento ambiental

Irrigação de parques, playgrounds e jardins escolares. Água para sistemas de hidrantes, construção civil e fontes em praças publica. Usos residenciais: descarga de vasos sanitários, água para sistemas de ar condicionado. Produtos agrícolas cultivados para consumo humano na forma crua ou sem cozimento. Lagos e rios para uso recreacional sem limitação de contato com a água. Alagados artificiais, perenização de rios e córregos em áreas urbanas. Reúso potável indireto, barreiras contra intrusão de águas salinas em aqüíferos, maioria dos usos residenciais 0 banho, lavagem de roupa e utensílios de cozinhas, etc). Reúso potável

Categoria 3 Efluente de osmose reversa Reúso potável indireto

Categoria 4 Água potável Fonte: Tsutiya, et al, 2001.

Reúso direto

McCormick, 1999 mostra a Tabela (1.2) onde temos água potável, água não potável e água quase potável em uma residência. Observar que o termo “quase potável” não é muito usado no Brasil e nem aplicado. Poucas pessoas tomariam banho e lavariam os utensílios de cozinhas com uma água “quase potável”. Observar também que somente 7% da água é necessário em uma residência para que seja realmente potável. Tabela 1.2- Categorias de consumo de água doméstico e nível de qualidade de água para cada categoria (Cieau, 2000) Uso Percentual Qualidade
Bebida Preparo de alimentos Lavagem de utensílios de cozinha Lavagem de roupas Bacia sanitária Banho Outros usos domésticos Lavagem de carro/rega de jardim, etc;
Fonte: Tsutiya, et al, 2001.

1% 6% 10% 12% 39% 20% 6% 6%

Potável potável Quase potável Quase potável Não potável Quase potável Quase potável não potável

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1.5 Média de consumo de uma casa Segundo Vickers, 2001 a média de consumo interno de uma casa está na Tabela (1.3) onde observamos que o ponto da casa de maior consumo é a bacia sanitária com 27%, seguido pela lavagem de roupa que é 22%. As torneiras são no total 16% e são fundamentalmente duas: pia da cozinha e lavatório do banheiro. Não estão inclusos os consumos de água dos gramados, lavagens de carros, etc.
Tabela 1.3 - Média de consumo de água interno de uma casa nos Estados Unidos
Tipos de usos da água Descargas na bacia sanitária Chuveiro Lavagem de roupa Vazamentos em geral Lavagem de pratos Consumo nas torneiras Outros Total Fonte: adaptado de Vickers, 2001 Porcentagem 27% 17% 22% 14% 2% 16% 2% 100% Consumo residencial no Brasil supondo média mensal de 160 litros/dia x habitante (litros) 43 27 35 22 3 26 3 160

Pela Tabela (1.3) podemos verificar que os volumes internos de água não potável que pode ser usado é somente o água destinada para bacias sanitárias, que é 27% do consumo. Concluímos então que para o consumo interno de uma casa podemos usar somente 27%, ou seja, 43 litros/dia x habitante. Assim uma casa com 5 habitantes poderemos reaproveitar para reúso a quantia de 215litros/dia: 5hab x 43 litros/dia x hab= 215 litros/ dia 1.6 Quanto podemos reaproveitar de águas cinzas numa casa? É importante termos uma idéia da água que pode ser usada pelo reúso dentro de uma casa, conforme Tabela (1.4).
Tabela 1.4 - Volume de esgotos sanitários que se pode aproveitar para as águas cinzas
Tipos de usos da água Chuveiro Lavagem de roupa Consumo nas torneiras (consideramos somente a torneira do lavatório no banheiro) Total Porcentagem 17% 22% 8% 47% 75 Consumo residencial no Brasil supondo média mensal de 160 litros/dia x habitante (litros) 27 35 13

Pela Tabela (1.4) podemos aproveitar somente 75 litros/dia por habitante para o águas cinzas, ou seja, 47%. Observar que podemos utilizar na bacia sanitária somente 43litros/dia x habitante, havendo, portanto um saldo que não sabemos o que fazer. Estudo de casa: casa maior que 300m2 com jardim Uma casa com área construída igual ou maior que 300m2 e 500m2 de área de gramado. Consumo interno= 3,5 pessoas/casa x 30 dias x 160 litros/dia x pessoa= 16.800 litros. Jardim: 2 litros/m2 x rega Rega de duas vezes por semana Consumo no jardim mensal= 2 litros/m2 x 8= 16 litros/m2 Área de jardim= 500m2 Consumo= 500m2 x 16 litros/m2= 8000 litros/mês Consumo por semana= 8000litros/4= 2000 litros/semana Para as águas cinzas vão 47% do consumo da casa, ou seja: 0,47 x 16800 litros= 7.896 litros/mês Por semana= 7.896litros/mês /4 = 1974 litros/semana GW= 1974 litros/semana Grama tipo bermuda com coeficiente de cultura Kc= 0,5

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ETo= 35mm/semana LA= GW / (ETo x Kc)= 1974/ (35 x 0,5)= 113m2 Portanto, usando as águas cinzas, somente será irrigado 113m2, necessitando outra fonte de abastecimento para rega do restante para completar os 500m2 de jardim. 1.7 Normas da ABNT A NBR 5626/ 1998 é de Instalação predial de água fria. Ela prevê no item 1.2 que pode ser usada para água potável e não potável. Prevê ainda no item 5.2.1.3 que as instalações devem ser independentes e que a água não potável pode ser usada em descarga em bacias sanitárias, mictórios e combates a incêndio e para outros usos onde os requisitos de potabilidade não se faça necessário. É necessário que as normas de Instalações de Água Fria sejam revisadas, devendo obrigatoriamente os edifícios terem dois reservatórios: um para água potável e outro para água não potável. 1.8 Reúso Definição: reúso é o aproveitamento da água previamente utilizada uma ou mais vezes, em alguma atividade humana, para suprir a necessidade de outros usos benéficos, inclusive o original. Pode ser direto ou indireto, bem como decorre de ações planejadas ou não (Lavrador Filho, 1987 in Mancuso, 2003). A Resolução nº 54 de 28 de novembro de 2005, publicado em 9 de março de 2006, estabelece diretrizes para reúso direto não potável de água e estabelece algumas definições importantes: Água residuária: esgoto, água descartada, efluentes líquidos de edificações, industriais, agroindústrias e agropecuárias, tratadas ou não. Reúso da água: utilização de água residuária. Água de reúso: água residuária, que se encontra dentro dos padrões exigidos para sua utilização nas modalidades pretendidas. Reúso direto das águas: uso planejado de água de reúso, conduzida ao local de utilização, sem lançamento ou diluição prévia em corpos hídricos superficiais ou subterrâneos. Reúso potável indireto: caso em que o esgoto, após tratamento é disposto na coleção de águas superficiais ou subterrâneas para diluição, purificação natural e subsequente captação, tratamento e finalmente utilizado como água potável, conforme Mancuso et al, 2003. O reúso direto pode ser para fins: urbanos, agrícolas, ambientais, industriais e aquicultura. A resolução prevê que a atividade de reúso de água deve ser informado ao orgão gestor dos recursos hídricos: identificação, localização, finalidade do reúso, vazão, volume diário de água de reúso produzida, distribuída ou utilizada. O reúso pode ser: urbano ou rural Nos dedicaremos ao reúso urbano somente. O reúso urbano pode ser: local ou regional O reúso urbano local é feito no próprio local onde são gerados os esgotos. Assim, o uso do águas cinzas ou fossa séptica (tratamento biológico) é um reúso local. Reúso local Estudo de caso: Empresa de ônibus de Guarulhos localizada no Bairro do Taboão reciclava a água após a lavagem dos ônibus em caixas de deposição de sedimentos e retirada de óleos. O reaproveitamento era de 80%. A água de make-up era introduzida, ou seja, os 20% restantes. O óleo ficava na parte superior e semanalmente era retirado por uma empresa. Postos de gasolina e lava-rápidos podem também reciclar a água. 1.9 Reúso de esgotos sanitários urbanos regionais O reúso dos esgotos sanitários urbanos que saem de uma Estação de Tratamento de Esgotos Esgotos Sanitários públicas não são destinados a serem transformados em água potável. Geralmente são feitos em lugares onde há problemas de recursos hídricos e existência de indústrias para consumirem a água não potável. Nos Estados Unidos os locais onde mais se faz o reúso dos esgotos sanitarios são: Texas, Flórida e Califórnia.

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br 25/07/08 1. conforme Figura (1. isto é.Reúso nas indústrias Fonte: USEPA 1. sendo que uma água de reúso pode ser usada sem problemas.11 Reúso para uso industrial A demanda do uso industrial situa-se em torno de 8% no Brasil Muitas indústrias não precisam de água potável. o que não acontece com o México. Existem três modalidades.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.13 Reúso para o meio ambiente As águas de esgoto tratado podem ser usadas em wetlands artificiais. As outras maneiras de recarga são para armazenar as águas de esgotos tratadas para futuro uso ou para controlar a subsidência.14 Recarga de aquíferos subterrâneos Uma maneira é evitar a intrusão salina que é usado geralmente em litorais. 1-12 . As indústrias deverão estar próximas das estações de tratamento de esgotos para diminuir os custos e deve.2): Bacia de infiltração Poço de infiltração que fica na região não saturada Poço tubular que atinge a região saturada e de preferência um aqüífero confinado.com.5 .12 Reúso para uso agrícola A agricultura consome de 60% a 70% do consumo total da água doce. No Brasil não é costume usar a água de esgotos tratada para uso agrícola. o abaixamento do solo. segundo USEPA.1) que mostram seis usos: Reúso para uso industrial Reúso para uso agrícola Reúso para o meio ambiente Recarga de aquíferos subterrâneos Reúso para uso recreacional Reúso urbano. logicamente. haver uma quantidade de indústrias onde compense fazer os investimentos necessários.Capitulo 01. 1. Tabela 1. 1. Na Tabela (1.7) apresentamos algumas exigências nas indústrias em vários estados americanos. 1.10 Onde usar a água de reúso dos esgotos sanitários? Os usos mais comuns estão na Figura (1.

com. 2. Asano. Pode ser usada para irrigar jardins de cemitérios.16 Reúso Urbano O reúso urbano dos esgotos tratados podem ser usados em praças públicas. 1. na Flórida. Virus entéricos e outros patógenos emergentes. Asano.2 . onde haverá coleta de água para tratamento completo. etc. barcos. 1-13 . etc. Sais e metais pesados. grandes parques.br 25/07/08 Figura 1. etc.Infiltração de esgotos tratados em bacia de infiltração. havendo uma diminuição no consumo de água potável.6) temos algumas exigências de vários estados americanos para o tratamento avançado e se faz a diluição do efluente em um curso de água.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. 2001 que a água de reúso para ser usada nas águas subterrâneas apresenta 3 classes de constituintes que devem ser estudados: 1. Na Tabela (1.15 Reúso para uso Recreacional Os esgotos tratados podem ser usados em lagoas para uso de pesca. jardins. 3.Capitulo 01. que usa a água de esgotos tratada desde 1977 com sucesso. poço tubular em zona aerada e em zona saturada. Constituintes orgânicos que inclui produtos industriais e farmacêuticos. 2001 alerta ainda quando aos produtos químicos que produzem disruptores endócrinos e a existência de antibióticos resistentes achados na água. 1. Pode ser feito um sistema dual de distribuição como a cidade de São Petersburg.

tratamento terciário ( avançado). Figura 1. tratamento anaer[obico e processo de fotossíntese.com. desinfeção e e troca iônica.17. sedimentação. como nas lagoas. tratamento secundário. Processos químicos: as impurezas sao removidas quimicamente através da coagulação. Níveis de Tratamento de esgotos sanitários municipais O tratamento dos esgotos é uma combinação de três processos conforme Nações Unidas.br 25/07/08 Tabela 1.3): tratamento preliminar.6 . tratamento primário.3. absorção ou adsorção ou ambas e centrifugação. 1997 O tratamento dos esgotos está assim dividido conforme Figura (1.Reúso indireto para água potável Fonte: USEPA 1. absorção. como tratamento aeróbico. filtraçao.Capitulo 01. Processos biológicos: os poluentes sao removidos usando mecanismos biologicos. 2007: Processos físicos: as impurezas são removidas por peneiramento.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. oxido-redução. 1-14 .Alternativas para reúso dos esgotos sanitarios de uma cidade Fonte: Borrows. flotação.

20 Tratamento secundário É tratamento biológico e remoção dos poluentes biodegradáveis. 1996 são: Processo de lodos ativados Lagoas de estabilização Sistemas anaeróbicos com alta eficiência Lagoas aeradas Filtros biológicos Precipitação química com alta eficiência É a fase do tratamento biológico. fósforo. Remoção de areia 3. A velocidade do fluxo é. Flotação por ar dissolvido 5. 1. mas evitando que os sólidos se depositem. Eletrodiálise 6. menor que 0.Capitulo 01. Caixa de retenção de óleo e gordura 4.com. Coagulação química e sedimentação 2.18 Tratamento preliminar O tratamento preliminar consiste basicamente em remoção de sólidos de tamanho grande e partículas de detritos: 1. Os processos de tratamento secundário. em geral. etc. Peneiras Nada mais é que o gradeamento para remover os objetos flutuantes de grandes dimensões. as eficiências de remoção são altas. telas ou flotação. cerca de até 98% do DBO foi removida. do nitrogênio. conforme Nunes. Remove matéria orgânica dissolvida e em suspensão. Reator com membranas O tratamento terciário vai remover o que restou dos sólidos em suspensão. A DBO é removida quase totalmente. Gradeamento 2. Os tanques sépticos são um tratamento primário. Comumente faz-se coagulação e sedimentação seguido de desinfecção. da matérias orgânica. odor: 1.21 Tratamento terciário e avançado O tratamento terciário consiste basicamente na remoção de poluentes específicos como nitrogênio. Geralmente é usado quando pode haver contato das águas de reúso com o seres humanos. Osmose reversa 5. Há introdução de ar e se acelera o crescimento de bactérias e outros organismos para consumir o restante da matéria orgânica. cor. O tratamento primário consiste também em digestores para tratamento do lodo removido e desidratação do lodo. Depois pode ser usado desinfecção com cloro ou ultravioleta.br 25/07/08 1.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. É feita também a remoção física da areia e partículas sólidas através de deposição. Remoção de organismos patogênicos 10. Adsorção em carvão ativado 4. Filtros de areia 8. 1-15 . Coagulação e sedimentação A redução da DBO no tratamento primário é muito baixa variando de 30% a 40%. Após o tratamento secundário. Decantação primária ou simples 2. Troca iônica 7. Dependendo do sistema adotado. É usado quando o tratamento secundário não consegue remover nitrogênio. do fósforo. metais pesados e bactérias. 1. Precipitação química com baixa eficiência 3.19 Tratamento primário O tratamento primário consiste basicamente remoção de sólidos em suspensos: 1. 1. Filtros de areia 3. fósforo. Sedimentação 4. A remoção de DBO é desprezível no tratamento preliminar.3m/s. Tratamento com ozônio 9.

Capitulo 01. 2005 os critérios de um projeto de uma estaçao de tratamento de esgotos são: O processo de tratamento deve minimizar os odores. Quando houver queda de energia imediatamente deverá entrar a fonte alternativa. Controle automático dos resíduos 8. Ainda segundo City Hollister. as varias variáveis que podem mudar no tratamento. Confiabilidade no processo de tratamento de esgotos O tratamento tem ser facil de ser operado O tratamento de esgoto tem que ser flexibilidade Temos que verificar o espaço disponível Temos que saber onde vamos dispor os resíduos do tratamento Temos que ver os problemas de odores Cuidar dos aspectos estéticos Verificar os custo de implantação e de manutenção e operação Verificar as leis existentes sobre a disposiçao do efluente Facilidade ou dificuldade de ser aprovado pelos orgãos ambientais.10. A desidratação do lodo dos esgotos e as instalações que serao usadas não devem ser esquecidas.1 Austrália <5mg/L <3 <0.1mg/L Fonte: Membrane bioreactor (MBR) treatment of contaminants 1-16 . O sistema de tubulações e bombeamento deverá ser flexível para mudanças de emergência 6. Usar múltiplos unidades e equipamentos 4. Programa efetivo de monitoramento 3. Qualificação de pessoal 2. Duplicar as fontes de energia elétrica. Programa efetivo de manutenção e operação Avaliações para escolha do tratamento adequado City Hollister. isto é.20 NT PT Europa EC-1998 25mg/L 10 a 15mg/L 1 a 2 mg/L Alemanha (2002) 15 a 40 mg/L 13 a 18mg/L 1 a 2mg/L China 30a 80mg/L USA < 1mg/L 1mg/L 0.Alguns standards de alguns países para tratamento municipal de esgotos Parâmetros DBO5.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. O nitrogênio é um fator importante para a remoção. 2004 salienta a importância de uma unidade de tratamento para reúso enfatizando oito regras gerais que são: 1.com. 2005 para apreciaçao das alternativas para a escolha do tratamento de esgoto adequado montou os seguintes fatores: Gerenciamento do efluente do tratamento de esgotos Força do tratamento.br 25/07/08 Confiabilidade A USEPA. Tabela 1. Fazer um reservatorio de armazenamento de emergência 5. 3. Standards dos efluentes Vamos analisar alguns standards de alguns países para se ver eficiência do sistema MBR. Alarme automático Enfatiza ainda: 1. Sistema de cloração duplo 7. O processo de tratamento deve minimizar os ruidos durante a construçao e durante a operaçao dos equipamentos. 2. Os processos devem ter um longo tempo de retenção para estabilizar o lodo.

densidade relativa entre 1. a decloração é um processo muito caro para ser usado no reúso. ou seja. Ovos de Helmintos: os ovos de helmintos possuem diâmetro que varia entre 20 μm a 80μm. Infelizmente alguns pa[ises no mundo usam os esgotos sem tratamento na agricultura. Os sólidos em suspensos agem como um escudo para os microorganismos que se protegem do cloro. Devemos ter um tempo correto de contato e uma concentração adequada de ozônio. Os processos de coagulação.Exemplos de patógenos associados a esgotos municipais Protozoário Giardia lamblia. Alguns dos patógenos que se podem encontrar num esgoto bruto são os seguintes: Tabela 1. 2007. Vibrio cholerae. Legionellacease bactérias Fonte: Nações Unidas. Enteroviroses Doenças causadas por Salmonella sp. ozônio.06 a 1. Crysptosporidium sp Helmintos Ascaris. Ultravioleta: a radiação UV inativa o microorganismo para reprodução e não cria subproduto. floculação removem os ovos de helmintos.br 25/07/08 1.com. Cloro: é o mais usado desinfetante. 2007 Desinfecção O objetivo da desinfecção é matar ou inativar os microorganismos patogênicos. mas todos eles não deixam inativo os ovos de helmintos. O cloro pode ter alguns efeitos negativos em certas irrigações de determinadas culturas e em ambiente aquático. disenteria. Toxocara. sedimentação. Deve ser estudado para cada caso qual a melhor solução. helmintos.9. Taenia.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. A retirada do cloro.15 e altamente pegajoso. vírus e parasitas da água de esgotos tratadas.Capitulo 01. bromo. Ozônio: é um ótimo desinfetante. conforme Nações Unidas. mas a presença de sólidos em suspensão. matérias orgânica ou amônia na água causam problemas para a sua eficiência. Rotavirus.23 Riscos à saúde pública Um dos grandes perigos do reúso para a saúde pública é quando não se faz o tratamento e a desinfeção. podendo ocasionar doenças como: cólera. Comumente a desinfecção se utiliza de fortes oxidantes como o cloro. ancylostoma Virus Hepatite A. 1-17 . mas é caro. Somente podem ser inativos com temperaturas acima de 40ºC. febre tifoide.

16).Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Tabela 1. para reúso urbano necessitamos de tratamento secundário.br 25/07/08 1. Por exemplo.10) com orientações para as várias modalidades de reúso. filtração e desinfecção.Sistema de rede dual A água não potável provém do tratamento de esgotos sanitários e se destina somente a rega de jardins públicos e gramados privados. na Flórida. Figura 1. Funciona desde 1977.16 . conforme Figuras (1. cloro e coliformes fecais devem ser monitorados com espaçamentos variados. A rede dual para transporte de água de reúso geralmente é de plástico classe 15 ou classe 20 com coeficiente de rugosidade C=130. lavagem de carros e calçadas se usam pressão mínima de 35mca. 1998 1. pode ser feita irrigação com a mesma. Na Tabela (1.8) estão os volumes de esgotos tratados e usados na agricultura nos estados da Califórnia e Flórida. 1-18 . O sistema dual diariamente supre mais de 75. Os parâmetros como pH.25 Guia para reúso da água da USEPA A USEPA apresenta nas Tabelas (1.15) e (1. entretanto as pressões geralmente atingem um mínimo de 21m conforme Asano. dependendo da pressão a que se destina. DBO.Capitulo 01. existem duas redes: água potável e água não potável. Nos Estados Unidos para irrigação de jardins.24 Rede dual Na cidade de São Petersburgo.Volume de esgotos aproveitado na agricultura Estados Volume anual de esgotos tratados que vão para a agricultura Califórnia 6.Sistema de rede dual na Flórida Figura 1.9m3/s Quando há tratamento e desinfecção das águas cinzas. Na Califórnia 63% do volume de águas de esgotos tratados são usadas na agricultura.9) e (1. uT.com.600m3/dia (875 L/s).15 .10 .6m3/s Flórida 3.

execução de concreto) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Uso Industrial (once through cooling) Diário Continuadamente Semanal. Diário Diário Continuadamente Área de acesso restrito para irrigação Locais onde o público é proibido Secundário Desinfecção Fonte: adaptado da USEPA Tabela 1. lavagem de agregados. Diário Paisagismo (locais onde o público tem contato) Secundário Desinfecção Uso na construção civil (compactação de solo.br 25/07/08 Tabela 1.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Mensal Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Reúso Urbano Jardins.continuação. Diário Diário Continuadamente Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual 1-19 .Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Semanalmente Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Recreacional (contato acidental Filtração ≤ 2 uT Continuadamente parcial ou total na pesca ou velejamento) Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal. lavagens de Filtração ≤ 2 uT Continuadamente veículos Descarga em bacias sanitárias Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal Semanal.9 .com.Capitulo 01.10. Diário Diário Continuadamente Semanal.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.

prédios de apartamentos e locais onde o usuário não tem acesso ao sistema predial de instalações para reparos e modificações. aquelas em que o público pode ter contato com a água. 1-20 . 1.0mg/l de cloro com tempo de contato mínimo de >15mim.28 Estado da Flórida Em lugares onde será usada a água de reúso para descargas em vasos sanitários. se recomenda que. isto é. Aplicado a hotéis.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. motéis. A água de reúso deverá ter cor azul. 2005 recomenda se utilizar do esgoto sanitário tratado somente a partir da vazão > 4.com.br 25/07/08 mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Uso Industrial Secundário Desinfecção Coagulação química e filtração DBO ≤ 30mg/L Semanal. As tubulações deverão ter cor vermelha. (recirculationg cooling towers) ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Diário Diário Diário semanal Semanal. Não pode ser usado em residências onde o usuário pode ter interferência nas instalações prediais. Diário Diário Uso ambiental (uso em wetlands. várzeas e despejos em córregos Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Continuadamente Fonte: adaptado da USEPA 1.Capitulo 01.27 Estado da Geórgia O Estado da Geórgia recomenda que o uso das águas de esgotos tratadas (reúso) deve obedecer no mínimo: Turbidez ≤ 3 uT DBO5 ≤ 5 mg/L TSS ≤ 5mg/L Coliformes fecais ≤ 23/100mL pH entre 6 a 9 O desinfetante deve ser detectável em qualquer ponto. Se usar desinfeçcão coml Ultravioileta a dosagem mínima deve ser de 100 mJ/cm2 e neste caso uT<2.4 L/s (380m3/dia) Recomenda ainda que se o reúso for usado em áreas públicas Tipo I. Os coliformes fecais < 14 /100mL O sólido total em suspensão TSS < 5mg/L O nitrogênio total (NO3 + NH3) ≤ 10mg/L Não pode ser irrigado mais de ≤ 50mm/semana. deve seguir o seguinte: Desinfecção com 1.26 Estado de New Jersey O Estado de New Jersey. Pode também ser usado ozônio. alagados. 1.

São Paulo.com.29 Estado do Texas A água de reúso para descarga em bacias sanitárias deve ter segundo NRRI 97-15 do Estado do Texas: DBO5 ≤ 5 mg/L Coliformes fecais ≤ 75/100mL Cor azul da água Análise uma vez por semana Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. espelhos de água.31 Padrões de qualidade da água para Reúso Não existe legislação brasileira quanto ao reúso. Fontes decorativas Lagos para enfeite Incêndio Lavagem de ruas 1. chafarizes. lavagem de roupas. isto é.br 25/07/08 1. Para irrigação de gramado.30 Uso da água de reúso A água de reúso pode ser usada em. sem tratamento. É necessário autorização dos órgãos de saúde quando as águas cinzas tem vazão maior ou igual 0. paisagismo é exigido: DBO5 ≤ 10 mg/L Turbidez ≤ 3uT Coliformes fecais ≤ 75/100mL Análise uma vez por mês Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada. lavagem de pisos. Água de Reúso Classe 1 São para águas tratadas.2 L/s (17m3/dia) 1. Tabela 1. 2005 definiu 4 classes de água para reúso.12). No Estado do Texas é proibida a irrigação com água de esgotos bruta. entretanto o Sinduscon. isto é.Capitulo 01. lavagem de veículos. etc conforme Tabela (1.Água de reúso classe 1 1-21 .11. destinadas a edifícios em descargas de bacias sanitárias.

com. conforme Tabela (1.Capitulo 01.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. conforme Tabela (1. 1-22 .12 . controle de poeira.13).15).13 . compactação de solo. conforme Tabela (1.Água de reúso classe 3 Água de Reúso Classe 4 São para águas tratadas destinadas a resfriamento de equipamentos de ar condicionado e com água a ser usada em torres de resfriamento com recirculação e sem recirculação. Tabela 1.Água de reúso classe 2 Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins.br 25/07/08 Água de Reúso Classe 2 São para águas tratadas destinadas a construção de edifícios como lavagem de agregados.12). Tabela 1. preparação de concreto.

0/m3 para a água de reúso e US$ 3.br 25/07/08 Tabela 1. porém desconhecemos normas para estações de tratamento físico-químico de efluentes industriais.Água de reúso classe 4 1.15 .Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol. Há uma idéia errada de que a água de reúso é sempre mais barata que a água potável. na Califórnia o custo da água de reúso provindo dos esgotos sanitários é de US$ 0.7/m3 para a água potável. No Japão é usado 20anos como tempo de amortização de capital.Custos de Estações de Tratamento em dólares americanos por habitante. 1-23 . 1. Na cidade de Fukuoka no Japão sempre citada nestes assuntos de reuso o custo da água de reúso é de US$ 2.20 setembro de 2006 Segundo Asano. Estação de Tratamento de Esgotos Custo (US$ /habitante) Lodo ativado 68 Lagoa de estabilização 29 Reatores UASB com pós-tratamento 23 1US$= R$ 2.15). A Califórnia usa para amortização de capital o prazo de 20anos.14 . 2005 é R$ 1. Os custos das estações de tratamento de esgotos estão na Tabela (1. mas entretanto pode ser usado em rega de gramados e campos de golfe e praças públicas.50/m3 que é muito grande para ser usado na agricultura.Capitulo 01. Por exemplo. 2001 os custos variam numa faixa muito grande.32 Normas da ABNT A norma NB-570 de março de 1990 trata sobre o Projeto de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários.00/m3 enquanto que a água potável é US$ 1. Tabela 1.33 Custos O custo de água de reúso para março de 2005 segundo Hespanhol e Mierzwa.80/m3. O custo para o consumidor na mesma cidade é US$ 3.com.9/m3.

Trata-se de reúso de esgotos para uso como água não potável.Capitulo 01.Reúso de água Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plíniotomaz@uol.br 25/07/08 1. químicos ou biológico.com. para produzir esgoto de reúso reciclável para um fim especifico. possibilitando que mais usuários possam usar a água potável dos serviços públicos. 1-24 . O objetivo do sewer mining é a reciclagem do esgotos.34 Sewer Mining Sewer Mining é o processo de extrair esgotos de um sistema de esgotos podendo ser antes ou depois da estação de tratamento e depois tratá-lo com processos físicos. Tem sido muito aplicado na Austrália na cidade de Sydnei efetivamente desde o ano 2006. O rejeito do esgotos do sewer mining são em geral descartados introduzindo novamente na rede pública de esgotos.

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br 01/06/08 Capítulo 02 Membrane Bioreator (MBR) 2-1 .com.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.Capitulo 02.

3.6) e as membranas podem estar submersas dentro do reator ou externas.Figura (2. O esquema geral de um tratamento com MBR está na Figura (2. 2005: 1. mas as membranas introduzidas no processo melhoraram ainda mais a qualidade do efluente tendo sido criado o sistema MBR que é o verdadeiro State of Art do tratamento de esgotos. 2. Fonte: Roger Babcock.4).5.6) direita 2-2 .Esquema simplista do MBR Figura 2.4. Basicamente num tratamento de esgotos queremos três fatores fundamentais conforme City of Hollister.6) esquerda Sistema MBR Externo . Figura 2. É o que se chama de retrofit.Acima temos o tratamento convencional de lodo ativado e abaixo a introdução de membranas como bioreator denominado de MBR. Conforme as Nações Unidas. O tratamento deve ser feito para o reúso ou reciclagem da água. 2005 WaterReuse Conference Até o presente o tratamento por lodo ativado era considerado o melhor de todos.5).O objetivo do nosso estudo é somente do reúso de Águas de esgotos domésticos municipaIS que pode estar incluso um pouco de esgoto industrial. Assim num sistema de lodo ativado podemos introduzir as membranas e se obter melhores resultados e sistema mais compactado conforme Figura (2. O tratamento deve ser compatível com o futuro para remover os sólidos dissolvidos.Membrane Bioreator (MBR) Combinando a tecnologia de membranas com tratamento de esgotos foi desenvolvido nos últimos 10 anos os bioreatores com membranas que é conhecido como o sistema MBR (membrane bioreator) conforme Figura (2. Observar que o sistema MBR pode ser introduzido em reatores anaerobios de fluxo ascendente também com sucesso.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. separadas do reator: Sistema MBR Submerso -Figura (2. isto é.com. 2007 com as membranas de filtração podemos obter uma alta qualidade da água de esgoto ou da dessalinizaçao das águas do mar e das águas salobras.Capitulo 02.br 01/06/08 Capitulo 02. O tratamento deve obedecer aos limites impostos pelo nitrato.

A firma Zenon tem poro de 0. A Kubota não tem fluxo invertido e mecanismo é mais simples.1μm (porosidade efetiva de 0. mas existem algumas particularidades.1μm de porosidade efetiva). Figura 2.br 01/06/08 Figura 2.9).8.8) e (2.making every drop count.Esquema simplificado de um MBR Fonte: TSG.4μm estando entre microfiltração e e ultrafiltração.4μm (0.035μm e 0. Ambos são bons. dezembro 2005 Figura 2. Na Zenon temos pulsação automática e a Kubota não.Capitulo 02. 2-3 . dezembro 2005 Existem dois processos básicos no mundo: o de fibras ocas usado pela firma Zenon e membranas planas usado pela Kubota conforme Figuras (2. Na Zenon a pulsação faz o fluxo inverter todo 10min a 15mim para evitar entupimentos. Fonte: TSG.com.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.7.6.Mostra as membranas com fibras ocas a esquerda e membranas planas a direita.Reator submerso a esquerda e externo a direita As membranas possuem tamanho dos poros entre 0.035μm e a firma Kubota têm poros de 0.making every drop count.

making every drop count.Reatores de Membrana da Kubota(acima) e da Zenon( abaixo). Figura 2.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Fonte: TSG.Esquemas básicos do uso do MBR. dezembro 2005 A Figura (2.10) mostra duas estações compactas de tratamento de esgotos sendo uma da firma Kubota e outra Zenon. dezembro 2005 2-4 . Acima é o esquema da firma Zenon (Canadense) e abaixo da firma Kubota (japonesa).9.com. Fonte: TSG.making every drop count.10.Capitulo 02.br 01/06/08 Figura 2.

Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. chegando-se a um verdadeiro State of Art dos MBR. As membranas de fibras ocas começaram a ser feitas nos anos 1980 e foram testadas em 1992 no Condado de Orange com sucesso. • uso não potável. Entre 0. O MBR não só elimina a necessidade do clarificador secundário numa estação de tratamento por lodo ativado. cistos e oocistos. Nanofiltraçao (NF): neste caso as membranas são similares ao RO e a taxa de rejeição é baixa. Nos Estados Unidos as instalações de MBR variam de 41L/s a 440 L/s.1μm a 1μm de diâmetro.br 01/06/08 Na Europa o uso do Reator de Membrana (MBR) começou em 1999 sendo que as instalações existentes variam de 25 L/s a 210 L/s. incluso bactérias e virus.com. Ultrafiltração (UF): variam de 0. Os processos de filtração em membranas podem ser classificados de acordo com a remoção das partículas conforme Figura (2.01 a 0. Com o passar dos anos as membranas de acetato de celulose foram substituídas por membranas de poliamidas.001 μm 4. Nos Estados Unidos praticamente o primeiro processo de Reator de Membranas foi feito em 1975 na Califórnia no Condado de Orange com uma instalação de 219 L/s usando membranas de acetato de celulose.12): 1. As pressões aumentam na seguinte ordem: MF<UF<NF<RO 2-5 . • indústrias têxteis. As membrans são um processo em que a separação das partículas é por meio determinada pressão em uma dada concentração conforme Figura (2. etc.Capitulo 02.001μm Figura 2.01 μm a 0. 2. 2007 A Alemanha e Austrália usam o tratamento de lodos ativados com membranas que se chama (MBRmembrane bioreactors) para reúso de esgotos.11-Membranas de osmose reversa Fonte: Naçoes Unidas. Microfiltraçao (MF): a membrana tem poros que variam de 0.1 μm e pode remover partículas e moléculas grandes. Osmose Reversa (RO): neste caso as membranas podem rejeitar até pequenos solutos iônicos tais como sais como o que estão livres na água mineral.12. <0.11). 3. 2007 Figura 2.Processos de filtração em membranas e os materiais que podem ser retidos. Pode remover partículas como bactérias. como produz um efluente de alta qualidade. As aplicações de reúso por MBR tem sido em: • descargas de bacias sanitárias. Fonte: Nações Unidas.

17m3/h e no maximo 3 2. Foram usados em tratamento de esgotos até 50 L/s a 116 L/s. Koch.2001conforme Tabela (2. A qualidade do efluente de esgotos usando reatores de membrana conforme Nocachhis et al conforme Tsutyia. Caracteristicas MF UF MBR NF RO submersa Pressão (atm) 0.2 uT e que a remoção de virus seja de 4log (99.com.1μm. celulose e Polivinillidene PVDF poliamida poliamida Fluiride aromática aromática (PVDF) Fluxo 2 (L/m x h) Modelos de configuração 35 a 52 Fibra oca Entrada/Saida Dentro para fora Fluxo transversal Fim de linha Osmonics. Temos a apresentação de um módulo.40 0. Koch. Kubota.001 a 0.0035 a 0.14 L/s) com área de 225m2. Polisulfona.10) a (2. Osmonics.7) estão as características de vários tipos de membranas. Por exemplo. Hubedr and SegherKeppel 17 a 21 Espiral Entrada e saida Fluxo transversal Dow. Polipropileno Polietileno.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. onde faz-se uma limpeza com jato de ar das membranas e se retira o lodo acumulado. que por sua vez é maior que a ultrafiltração que é maior que a microfiltração.2 0.8 a 8. 2-6 .br 01/06/08 Assim a pressão para Osmose Reversa é maior que a nanofiltração.2 8.13) e (2.0 -0. A manutenção das membranas é feita somente uma vez por ano. USfilter 26 a 44 Fibra oca. Hydranautics. Pall.É um processo de tratamento terciário. Tripsep. que deverá ser desidratado e encaminhado a um aterro sanitário. membrana plana Entrada/Saida Fluxo transversal hibrido Fim de linha Zenon.7 a -0. Durante a operação é introduzido sulfato férrico para diminuir a quantidade de nitrogênio nos esgotos. Filme Tec. Toray Operação Firmas fornecedors Fonte: Werf Facilmente se consegue que o efluente tenha turbidez <0.1μm sendo usado material polisulfona e fibras ocas com fluxo é de 26 L/m2 x h a 44 L/m2xh. Tabela 2. Pall e Zenon 10 a 35 Fibra oca.12) mostram os módulos do chamado sistema MBR (reator em membranas).0 atm ou seja. Koch.7-Caracteristicas importantes de membranas para aplicações municipais. Osmonics.Capitulo 02. Norit. espiral Entrada/Saida Dentro para fora Fluxo transversal Fim de linha ]Dow.01 1 xc 10 a 1 -3 poro(μm) x 10 Material Polipropileno.3 4. 2001 et al). Estas membranas seguramente removem os patogênicos como Cryptosporidium e Giardia. Normalmente as membranas podem tratar até 98. Trata-se de ultrafiltração com diâmetros de poros menor que 0. Na Tabela (2.4 0.01 a 0.14) mostra o corte longitudinal e transversal de um sistema de lodo ativado com membranas. A Figura (2.1 0. Mitsubishi.28 m3/dia (1. Trisep. As membranas são usadas no tratamento de lodos ativados em lugar dos clarificadores secundários.1 a 0.8). sendo que acima de 3000m2 de membranas são introduzidos discos rotativos. Hydranautics.73 m /dia para as horas de pico. 7mca a 20mca sendo que o diâmetro do poro chega até 0. Tripsep.32 a 1.5 a 20. Deverão ser estudados os custos de manutenção e operação para o bom funcionamento do sistema de tratamento de membranas devendo observar os seguintes parâmetros operacionais (Tsutiya.99%) dependendo do diâmetro nominal dos poros da membrana. conhecido como MBR (reator com membranas). Hydranautics. Acetato de Acetato de Polisulfona. Pode ser feito em concreto ou material plástico.7 a 2.4 -4 Diâmetro 0.25m2 pode tratar em média 0. Dow. PVDF celulosed. a superposiçao de outro módulo e a composição com três módulos.7atm a 2. uma membrana UF a pressão varia de 0. Toyobo 17 a 21 Espiral Entrada e saida Fluxo transversa Dow. Pressão de operação das membranas Perda de carga nos módulos Fluxo do permeado e de concentrado Condutividade elétrica do permeado As Figuras (2. USfilter. Filme Tec. Para uma simples casa a membrana terá área de 6.

1mg/L < 1 uT Abaixo do limite de detecção Abaixo do limite de detecção Redução acima de 4log e na maioria dos casos abaixo do limite de detecção Remoção em % > 99% >99% > 96% >97% >96% >99% 100% 100% >99% Fonte: Novachis et al.com.8. poliamida.Qualidade dos efluentes de reatores de membranas Parâmetro Valor DBO TSS TKN NH3 PT Turbidez (uT) Coliformes totais Coliformes fecais Virus < 2mg/L Abaixo do limite de detecção < 2mg/L <0.13. 2894 11ºandar conjunto 113 São Paulo Telefone 3071-1680.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter. somente 2mca que significa baixo custo de energia elétrica na bomba. Faria Lima. polietersulfona.martin-systems. 2002.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. ou seja.com. poliacrilamida e outros Nao nos interessa os grandes tratamento de esgotos com o uso de membranas como os reatores tradicionais produzidos pela Zenon e pela Kubota. As membranas de ultrafiltração são de material plástico denominado polisulfona (PSO).geasanevita.br 01/06/08 Tabela 2. O representante das membranas fabricadas na Alemanha (Martin System do Brasil é a firma Geasanevita.pdf 2-7 . Existem outros materiais como: acetato de celuluse. A pressão de bombeamento é baixo. O interesse que temos é para pequenas estações de tratamento para uma casa ou centenas de casas usando reatores de membranas submersos novos.engenharia e meio ambiente. http://www. 1998 in Tsutiya.br localizada na av.3mg/L <0.Capitulo 02.Um módulo do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro Fonte:http://www. t de Figura 2. polipropileno.

pdf Figura 2.Capitulo 02.br 01/06/08 Figura 2.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.com.Três módulos do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro 2-8 .Dois modulos do MBR (reator em membranas) fornecido pela firma alemã SiClaro Fonte:http://www.15.14.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.martin-systems.

Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.br 01/06/08 Figura 2.com.pdf 2-9 .martin-systems.16.Capitulo 02.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter.Corte longitudinal de um sistema de lodo ativado residencial com as membranas da siClaro Fonte:http://www.

2004. Vantagens do MBR O tratamento com MBR cada vez mais está diminuindo os custos das membranas e já está provado que é mais eficiente que os tratamentos biológicos. mas em geral está acima dos padrões legais. O processo MBR produz um efluente de melhor qualidade.de/en/produkte/downloads/Membran/siClaro-Membranfilter. Tempo de 30 a 45h são possiveis de serem atingidos e isto aumentará a biiodegradação dos compostos resistentes e melhorar a performance da nitrificaçao conforme EPA.O vácuo é introduzido ao lado das membranas Desvantagens do MBR As desvantagens do MBR são: Custo alto de capital e de operação São técnicas novas de uso de membranas para tratamento de esgotos sanitários ainda não conhecidas.17. substitui o clarificador secundário do tratamento dos lodos ativados O tempo de retenção do lodo pode ser completamente controlado. A remoção de bactérias e virus é feita sem adição de produtos químicos.martin-systems.pdf Em instalações acima de 139 L/s é importante o uso de peneiras e tratamento primário antes do tratamento propriamente dito. A turbulência n o exterior é mantido por difusão de ar para evitar a deposição. prevalecendo então as técnicas de conhecimento geral. O sistema MBR submerso permite que se faça um upgrade em instalações existentes. Salientamos a importância da desifecção com cloro do efluente devido a facilidade de monitoramento. Precisa de menos espaço.Capitulo 02. Em plantas abaixo de 22 L/s o peneiramente é limpo automaticamente. 2-10 .Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.br 01/06/08 Figura 2. As vantagens são: Alta qualidade do efluente podendo o mesmo ser usado para resfriamento. pois. Há uma redução drástica do lodo. Os sistemas convencionais atendem a legislação vigente. O lodo estabilizado deve ser compactado antes de ir para o aterro sanitário existindo equipamentos para isto. Geralmente são MF ou UF e composta de membranas ôcas ou planas.Corte transversal de um sistema de lodo ativado residencial com as membranas da siClaro Fonte:http://www. descarga em bacias sanitárias.com. A biomassa pode ser bem concentrada atingindo 30g/L no MBR. rega de jardins ou outro processo qualquer.

USA Fonte: City of Hollister.com. Existe uma associação internacional de custos.br 01/06/08 Figura 2.Capitulo 02.Esquema de lodo ativado com MBR em Hollister. 2005 Custos Conforme Tsutiya.9) mostra uma adaptação em números das curvas do autor citado. os reatores em membranas (MBR) são competitivos com o sistema de lodos ativados convencionais até a vazão de 579 L/s.American Association of Cost Engineers (AACE) e normalmente se espera que o custo de uma estação de tratamento de esgotos variem de -30% a + 50% que são os limites de confiabilidade achado nos Estados Unidos e isto não deve ser confundido com a reserva de contingência (City of Hollister. et al 2001.Diferença de cor do líquido apos o MBR (a direita) Fonte: Clean Water from Wastewater Figura 2.18. 2005).19. A Tabela (2. 2-11 . Nos Estados Unidos os custos estimados possuem uma contingência de 20%.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.

secreção. transporte.com.05 0.Capitulo 02. O livro Nosso futuro roubado de Theo Colborn et al que trata do assunto é uma espécie de continuação do livro Primavera Silenciosa de Rachel Carson que falou sobre o DDT. Também é facilmente aceito que os MBR podem ser usados no tratamento das águas cinzas. 1998 apresenta ainda que para vazão em torno de 43 L/s o custo do metro cúbico com amortização de capital em 20anos e juros de 10% anuais é de US$ 0. Cisek da Universidade de Manitoba em Winnipeg. No Canadá o Departamento da Justiça definiu como disruptor endócrino a substância que tem a habilidade de alterar a síntese. reprodução desenvolvimento e comportamento de um organismo.000 estão no Japão e o resto na Europa e Estados Unidos. Canadá no ano 2003.02 Fonte: adaptado de Tsutiya. O custo global será US$ 1.9. na Alemanha 264m3/dia e 250m3/dia.04 0. A tecnologia do MBR pode ser aplicada em tratamento de chorume de aterros sanitários.03 0. A reciclagem da água em edificios e o tratamento de esgotos de pequenas comunidades é feito cada vez mais no Japão. detergentes sintéticos e inseticidas que possibilitam os disruptores endócrinos. hormonios. A boa noticia é que o MBR pode propiciar a eliminação dos disruptores endócrinos. pesquisas feitas nos Estados Unidos acharam 95 substâncias orgânicas contaminantes em 139 rios de 30 estados. ação ou eliminação de hormônios em um organismo e que é responsável pela manutenção da homeostase.03 0.200 MBR sendo que 1. Nos Grandes Lagos no Canadá se acharam disruptores endócrinos que geralmente provem dos esgotos municipais. Conforme José Santamarta os disruptores endócrinos interferem no funcionamento do sistema hormonal mediante algum dos três mecanismos seguintes: substituindo os hormônios naturais: bloqueando a ação hormonal: aumentado ou diminuindo os níveis de hormônios naturais.br 01/06/08 Tabela 2. Na cidade de Zagreb usando ultrafiltração chegou-se a remoção de 90% da carga orgânica do chorume e se tivessem usado membranas com poros menores a remoçao seria maior.06 0.5% de TOC com nanofiltração.Estimativa de custos em dólares por m3 dos reatores em membranas (MBR) e o tratamento convencional por lodo ativado.03 0. Obteve-se remoçao de 87% de COD e 93.07 0.04 0. Existem no mundo mais de 1. Existem tratamento de chorume na França com 50m3/dia.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.08 0. Asano.75/m3 e a manutenção e operação do sistema é US$ 0. et al 2001. De todas estas instalações do Japão. bem como os pesticidas e herbicidas. que possuem uma alta taxa de DBO.47/m3 Aplicações do MBR Sao inúmeras as aplicações do MBR nestes 30 anos. 55% são de membranas submersas da firma Kubota e o restante 45% quando as membranas externas. de pesticidas e herbicidas da agricultura. Entre estes os mais frequentes achados são esteróides. 2-12 .72/m3. Confome N.04 0.10 0. Vazão (L/s) MBR US$/m 3 Lodo ativado convencional 3 US$/m 0 58 116 174 232 290 0.

Qualificação de pessoal 2. Fazer um reservatorio de armazenamento de emergência 5. 3.1mg/L Fonte: Membrane bioreactor (MBR) treatment of emergin contaminants 2-13 . 2004 salienta a importância de uma unidade de tratamento para reúso enfatizando oito regras gerais que são: 1. Confiabilidade no processo de tratamento de esgotos O tratamento tem ser facil de ser operado O tratamento de esgoto tem que ser flexibilidade Temos que verificar o espaço disponivel Temos que saber onde vamos dispor os residuos do tratamento Temos que ver os problemas de odores Cuidar dos aspectos estéticos Verificar os custo de implantação e de manutençao e operaçao Verificar as leis existentes sobre a disposiçao do efluente Facilidae ou dificuldade de ser aprovado pelos orgaos ambientais. Sistema de cloração duplo 7.Alguns standards de alguns países para tratamento municipal de esgotos Parâmetros DBO5. Os processos devem ter um longo tempo de retençao para estabilizar o lodo. as varias variaveis que podem mudar no tratamento.20 NT PT Europa EC-1998 25mg/L 10 a 15mg/L 1 a 2 mg/L Alemanha (2002) 15 a 40 mg/L 13 a 18mg/L 1 a 2mg/L China 30a 80mg/L USA < 1mg/L 1mg/L 0.br 01/06/08 Confiabilidade A USEPA. Ainda segundo City Hollister.Capitulo 02. O processo de tratamento deve minimizar os ruidos durante a construçao e durante a operaçao dos equipamentos.com.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol. Duplicar as fontes de energia elétrica. 2005 os critérios de um projeto de uma estaçao de tratamento de esgotos sao: O processo de tratamento deve minimizar os odores. Programa efetivo de manutenção e operação Avaliações para escolha do tratamento adequado City Hollister. O sistema de tubulações e bombeamento deverá ser flexível para mudanças de emergencia 6. Alarme automático Enfatiza ainda: 1. Tabela 2. A desidratação do lodo dos esgotos e as instalações que serao usadas nao devem ser esquecidas. Standards dos efluentes Vamos analisar alguns standards de alguns paises para se ver eficiencia do sistema MBR. Controle automático dos resíduos 8.1 Austrália <5mg/L <3 <0. O nitrogenio é um fator importante para a remoção. Programa efetivo de monitoramento 3. isto é. Usar múltiplos unidades e equipamentos 4. 2005 para apreciaçao das alternativas para a escolha do tratamento de esgoto adequado montou os seguintes fatores: Gerenciamento do efluente do tratamento de esgotos Força do tratamento. 2.10. Quando houver queda de energia imediatamente deverá entrar a fonte alternativa.

bromo. Ozônio: é um ótimo desinfetante. mas todos eles na deixam inativo os ovos de helmintos. floculação removem os ovos de helmintos. Ultravioleta: a radiação UV inativa o microorganismo para reprodução e não cria subproduto.Exemplos de patógenos associados a esgotos municipais Protozoário Giardia lamblia. Enteroviroses Doenças causadas por bactérias Salmonella sp. Deve ser estudado para cada caso qual a melhor solução. 2-14 . Comumente a desinfecção se utiliza de fortes oxidantes como o cloro. sedimentação. conforme Nações Unidas.com. A retirada do cloro.23 Riscos à saúde pública Um dos grandes perigos do reúso para a saúde pública é quando não se faz o tratamento e a desinfeção. helmintos. Somente podem ser inativos com temperaturas acima de 40ºC. Legionellacease Fonte: Nações Unidas. Cloro: é o mais usado desinfetante. Alguns dos patógenos que se podem encontrar num esgoto bruto são os seguintes: Tabela 2. disenteria. Toxocara. a decloração é um processo muito caro para ser usado no reúso. Devemos ter um tempo correto de contato e uma concentração adequada de ozônio. 2007. densidade relativa entre 1. Rotavirus. matérias orgânica ou amônia na água causam problemas para a sua eficiência. vírus e parasitas da água de esgotos tratadas. Os sólidos em suspensos agem como um escudo para os microorganismos que se protegem do cloro. Vibrio cholerae. Taenia.15 e altamente pegajoso. ozônio. mas a presença de sólidos em suspensão.Membrane Bioreators (MBR) Curso de esgotos engenheiro Plínio Tomaz plínio tomaz@uol.br 01/06/08 2.Capitulo 02. Crysptosporidium sp Helmintos Ascaris. podendo ocasionar doenças como: colera.06 a 1. Infelizmente alguns paises no mundo usam os esgotos sem tratamento na agricultura. Os processos de coagulação. O cloro pode ter alguns efeitos negativos em certas irrigações de determinadas culturas e em ambiente aquático. mas é caro.9. ou seja. ancylostoma Virus Hepatite A. febre tifoide. 2007 Desinfecção O objetivo da desinfecção é matar ou inativar os microorganismos patogênicos. Ovos de Helmintos: os ovos de helmintos possuem diâmetro que varia entre 20μm a 80μm.

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Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 03.com.br 10/06/08 Capítulo 03 Tanque séptico e sépto difusor 3-1 .

1 3.10 3.6 3.br 10/06/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 3 –Tanque séptico e sépto difusor 3.4 3.8 3.7 3.com.11 Introdução Normas brasileiras Sistemas de tanques sépticos Septo difusor Efluente do sistema de Tanque séptico + septos difusores Remoção do lodo Custo Reúso Estudo de caso Adsorção em carvão ativado Bibliografia e livros consultados 3-2 .Curso de esgotos Capitulo 03.3 3.5 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9 3.2 3.

O tanque séptico pode atender uma residência ou até 300 unidades (1500pessoas). Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. 3.3 Sistemas de tanques sépticos Os sistemas de tanques sépticos são basicamente o seguinte: Caixa de gordura que deve ser bem maior que a das normas brasileiras no caso de sistema de tratamento isolado.001 x Q x DBO Sendo: Dt= demanda diária de oxigênio em kg Q= produção diária de esgoto em m3 DBO demanda em mg/L Sendo Dh= demanda de oxigênio por habitante em grama Pe= população equivalente Pe= Dt (gramas)/ Dh Considerando Dh= 55 gramas diário de oxigênio por habitante de esgoto domestico. 3. pois conseguem de uma maneira bem econômica e baixíssima manutenção. François Neveux que fabrica 25% dos tanques sépticos na França. Informou ainda que para o dimensionamento da caixa de gordura seguem as normas alemãs da DIN.2 Normas brasileiras As normas brasileiras da ABNT sobre Tanque sépticos são duas: NBR 7229/93 sobre Projeto.001 x Q x DBO Dt= 0.32kg de oxigênio consumido pela DBO por dia Pe= Dt (gramas)/ Dh Pe= 4320g/ 55g/hab=80 hab 3-3 .br 10/06/08 Capítulo 3.36m3/dia Dt= 0. Construção e Operação. Usamos a formula: Dt= 0. sendo o todo o tratamento feito junto. Tanque séptico propriamente dito. A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) varia de >200mg/L a >750mg/L sendo a média de 350 mg/L.1.36m3 x 12000mg/L=4. que é um tratamento primário anaeróbico que atinge a redução de DBO de 60%. seja em grama de oxigênio necessário à estabilização da matéria orgânica do esgoto produzido em média de um habitante em um dia. Exemplo 3. 1984. NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. É muito usado na França e no Japão. Sendo o consumo de água de cada porco de 12 L/porco teremos: Q= 30 porcos x 12 L/porco= 360 L/dia= 0.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Na França não se separa o graywater (água cinza) do blackwater (esgoto sanitário). Devido a isto. 3.com. redução de DB0 de 96%. a escolha que fizemos foi sobre sistema de tanque séptico existente no Brasil.3A População equivalente Vamos usar os conceitos de população equivalente conforme Dacah. Introdução Os tanques sépticos eram antigamente chamado de fossas sépticas. Primeiramente temos que transformar a DBO medida em laboratório em quilograma de oxigênio necessário a estabilização do volume diário de esgoto. O chamado sistema tanque séptico tem um tratamento complementar e adotamos o tratamento aeróbio com septo difusores devido ao baixo custo de implantação. Septo difusor que é tratamento secundário aeróbico que juntamente com o tratamento primário atinge redução de DBO de 96%.Tanque séptico e septo difusor 3.Curso de esgotos Capitulo 03. manutenção e operação. onde o tanque séptico faz a redução anaeróbica e os septos difusores (tecnologia francesa) a redução aeróbica.001 x 0. Tivemos a oportunidade de conversamos com o industrial e pesquisador francês sr. Devido a altíssima redução de DBO o efluente dos Tanques Sépticos podem ser usados como água de reúso.1 Achar a população equivalente a 30 porcos que possui DBO5 variando de 4500mg/L a 12000mg/L.

Na prática se usa comumente 1 porco= 4 pessoas.5 L/dia x cabeça Consumo de ovino ou caprino= 50/ 5= 10 L/dia x cabeça Consumo de bovino ou eqüino= 50 L/dia x cabeça 3. Tabela (3.2) que fornece a taxa de acumulação de lodo K e Tabela (3.1 Período de detenção T em função da vazão afluente (N x C) Contribuição (N x C) Período de detenção T (Litros/dia) (horas) (dias) Até 1500 24 1.00 De 1501 a 3000 22 0. Tabela 3.unidade de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos.Ocupantes permanentes .00 3-4 .com.83 De 4501 a 6000 18 0. a população equivalente de 30 porcos será de 80 habitantes.br 10/06/08 Portanto.000 litros.50 Fonte: NBR 7229/93 N= numero de pessoas ou unidades de contribuição C= contribuição unitária de esgoto L/pessoa x dia ou L/unidadexdia Intervalos entre limpezas (anos) 1 2 3 4 5 Fonte: NBR 7229/93 Tabela 3.00 -alojamento provisório pessoa 80 1. Nas Figuras (3.00 -hotel sem lavanderia e cozinha pessoa 100 1.92 De 3001 a 4500 20 0.5 Tabelas básicas da NBR 7229/03 Vamos apresentar as três tabelas básicas da NBR 7229/93 que serão utilizadas na equação para achar o volume do tanque séptico que são: Tabela (3.1) que fornece o período de detenção T. 3. sendo que o volume varia de 1.58 Mais que 9000 12 0.75 De 6001 a 7500 16 0.3 Contribuições unitárias de esgotos (C) e de lodo fresco (Lf) por tipo de prédios e de ocupantes (L/dia) Prédio Unidade Contribuição de Lodo fresco esgotos Lf C 1.67 De 7501 a 9000 14 0.00 -residência padrão baixo pessoa 100 1.5) a (3.4 Tanque séptico A NBR 7229/1993 trata de Projeto.3) que fornece as contribuições unitárias e o valor do lodo fresco Lf.2.Taxa de acumulação total de lodos K (dias) Temperatura ºC <10 10<T<20 94 65 134 105 174 145 214 185 254 225 >20 57 97 137 177 217 Tabela 3.residência padrão alto pessoa 160 1.00 -residência padrão médio pessoa 130 1. Consumo de animais O consumo de água para rebanhos BEDA é um consumo médio igual a equação: BEDA= BOVINOS + EQUI NOS+ 1/5 (OVINOS/CAPRINOS) + ¼ SUINOS Observar que o consumo de suinos é ¼ de 50 litros= 12. construção e operação de sistemas de tanques sépticos e a NBR 13969/97 que trata de Tanques sépticos. construção e operação.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 03.Projeto.000litros até 8.7) podemos ver um tanque séptico feito em polietileno.

Esquema de tanque séptico de seção circular Fonte: Jordao.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 Formas do tanque séptico As dimensões mais comuns são as de seção retangular e as de seção circular conforme Azevedo Neto.10 0. teatros. 1988.30 0. 2005 3-5 .Quando de seção retangular recomenda-se que o comprimento seja pelo menos o dobro da largura para assegurar boas condições de escoamento.02 4.00 3.1.10 0.20 0. locais de curta permanência -sanitários públicos Fonte: NBR 7229/93 operário pessoa pessoa pessoa pessoa refeição Lugar bacia sanitária 70 50 50 50 6 25 2 480 0.Curso de esgotos Capitulo 03.20 0.br 10/06/08 2-Ocupantes temporários -fábricas em geral -escritórios -edifícios públicos/comerciais -escolas (externatos) e locais de longa permanência -bares -restaurante e similares -cinemas. Figura 3.20 0.com.

br 10/06/08 3. 3-6 . mas oferecem maior proteção contra o arrastamento de sólidos suspensos para o efluente.2 .com. 1988 são basicamente os tanques Imohoff que são econômicos somente a partir de 25 pessoas.7 Compartimentação Os tanques sépticos podem ser de três tipos principais conforme Azevedo Neto. Fonte: Jordão et al. 2005.Curso de esgotos Capitulo 03. melhorando dessa forma. Os tanques sépticos de câmara única são os mais usuais e econômicos.5 : 1.Esquema de tanque séptico prismático retangular de câmara única. A relação comprimento total sobre a largura (L/B) não deve ser inferior a 1. a remoção de sólidos em suspensão conforme Azevedo Neto.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Os tanques sépticos sobrepostos conforme Azevedo Neto. O primeiro compartimento mede ½ a 2/3 e o segundo 1/3 a ½ do comprimento total L. 1988. Os tanques com dois compartimentos em série são um pouco mais caros. 1988: • Simples não compartimentados • Compartimentados com câmaras em série • Com câmaras sobrepostas Figura 3.

Tanque séptico de forma prismática retangular de câmaras em série Fonte: Jordão.3. 2005 3-7 .Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/06/08 Figura 3.com.Curso de esgotos Capitulo 03.

Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 03.Tanque séptico cilíndrico de câmaras sobrepostas Fonte: Jordão.com.4. 2005 3-8 .br 10/06/08 Figura 3.

3) Fossa séptica (tanque séptico) de polietileno (1000L a 8000L) pliniotomaz@uol.000 litros a 8.br/ Corte do tanque séptico Tampa removível Tubo PVC Ø100mm Afluente vem da caixa de gordura Tubo PVC Ø100mm efluente vai para Filtro Anaeróbio/ Sépto Difusor Vedação nos tubos PVC com silicone Cesto com brita nº 3 ou 4 Ø externo Corte .000 litros Fonte:http://www.2 Dimensionar um tanque séptico para escritório com 70 pessoas N= 70 C= 50 litros/dia T= 1dia K= 225 para limpeza de 5 em 5 anos.br Figura 3.7).2) Lf= contribuição do lodo fresco em litros por pessoa (Tabela 3.650 litros Portanto.Tanque séptico de polietileno de 1.com.com.Curso de esgotos Capitulo 03.rotogine.8 Equação básica do tanque séptico O volume do tanque séptico deve ser obtido pela equação: V= 1000 + N (C x T + K x Lf) Sendo: V= volume do tanque séptico (litros) N= número de contribuintes ou população equivalente C= contribuição de esgotos em litros por pessoa por dia (Tabela 3.rotogine.br Figura 3. com a vantagem da manutenção ser feita de 5 em 5 anos e de não haver fornecimento de energia elétrica ou peças girantes.Corte esquemático do Tanque séptico Fonte:http://www.5 .Tanque Séptico s/ escala pliniotomaz@uol.20)= 7.com.br/ Exemplo 3. 3-9 h1 h2 .com. Os tanques sépticos podem atingir até 1500 casas.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1) K= taxa de acumulação de lodo em dias de acordo com o intervalo entre limpezas no tanque séptico e a temperatura do mês mais fria (Tabela 3.br 10/06/08 3. conforme se pode ver na Figura (3. Lf= 0.20 litros/pessoa V= 1000 + N (C x T + K x Lf) V= 1000 + 70 (50 x 1 + 225 x 0. usaremos um tanque séptico de polietileno com 8.3) T= período de detenção em dias (Tabela 3.6 .000 litros de capacidade.com.

Septo difusor Fonte:http://www.com.0)= 5287 L= 5.com.28m3/1.Extraído de Jordão.3) Vazão diária= Q= N x C= 26 x 130= 3.br Figura 3.3.2=2.8 .50= 3.20m Verificação da relação L/B= 2. Septo difusor-(aeróbio) pliniotomaz@uol.83 + 57 x 1.com.5m Área superficial = A= 5.7 .9 Septo difusor (tratamento secundário) O septo difusor é o tratamento secundário aeróbico e que faz com que todo o sistema tenha redução de 96% de DBO.Curso de esgotos Capitulo 03.83dia (Tabela 3.rotogine.500 casas pliniotomaz@uol. 2005 Seja um prédio onde moram 26 pessoas com nível socioeconômico médio.br/ 3-10 .8) e (3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Bateria de tanques sépticos para 1500casas Exemplo 3.br 10/06/08 Fossas sépticas e tanques anaeróbios: 1.br Figura 3.2) Contribuição do lodo fresco Lf= 1.5m2 Dimensões em planta= 2. Volume útil da fossa V= 1000 + N(CxT + K x Lf) Numero de pessoas contribuintes N=26 Contribuição per capita= 130 litros/habitante x dia (Tabela 3.com.28 m3 Profundidade fixada h= 1.3) Dimensões: V= 1000 + N(CxT + K x Lf) V= 1000 + 26(130x0.9).380 L/dia Tempo de detenção T=20h=0. Dimensionar um tanque séptico prismático de câmara única. conforme Figura (3.1) Taxa de acumulação de lodo para intervalo de 1ano K=57 (Tabela 3.0m x 1.00 L/hab x dia (Tabela 3.9/1.4 3.

00 x 0. Poço absorvente Vala de infiltração Rede Pública Corpo de água Jordão et al.65m x 0.br Figura 3. As águas doces são classificadas em: Classe especial Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4 3-11 .br 10/06/08 Septo difusores: tratamento Aeróbio pliniotomaz@uol.11 Lançamento em curso de água Para o lançamento do efluente num curso de água o mesmo deverá obedecer a Conama-Resolução nº 357 de 17 de março de 2005.20m x 1. vala de infiltração.Curso de esgotos Capitulo 03. onde os corpos de água são classificados em águas doces e águas salinas. 3.com. vala de filtração ou filtro de areia. Considerando consumo de 70 litros/dia x empregado Consumo médio diário=70 x 120= 8.com.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.40m.Dimensões e capacidade dos septos difusores Dimensões Tipo Capacidade de tratamento 1.20m.9 . 3.00m x0.40 (melhor) II (mais usado) 1000 l/dia Exemplo 3.20 I 250 l/dia 1.4 .Vários septos difusores Fonte:http://www.65 x 0.22m x 0.400 litros/dia Como o septo-difusor Tipo II é para 1000 litros/dia.4 septos-difusores Como são em pares.br/ Os septos difusores é tecnologia francesa e possuem dois modelos (Tipo I e Tipo II) e são feitos em polietileno e bidim. N= 8. O modelo antigo tinha 250litros/dia de capacidade de tratamento e com dimensões de 1.400 / 1000= 8.10 Efluente do sistema do Tanque séptico + septos difusores As normas brasileiras sobre Tanque sépticos prevêem o uso do efluente em: Rega de jardim Lavagem de pátio Irrigação subsuperficial de jardins Uso em descarga em bacias sanitárias.4 Dimensionar a quantidade de septo difusor tipo II para cozinha com 120 empregados. 2005 recomenda que a disposição do efluente de um sistema de tanque séptico seja destinado ao sumidouro. O novo septo difusor (Tipo II) é mais usado é para capacidade de 1000 litros /dia e possui as dimensões de 1.rotogine. Tabela 3.22 x 0. adotamos 10 septo-difusores Tipo II.20 x 1.com.

5) estão as exigências para as águas doces das Classe 1 a Classe 3.pesca amadora. . plantas frutíferas e de parques.são as destinadas ao abastecimento humano após tratamento.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. jardins. tais como natação. esqui aquático e mergulho.proteção das comunidades aquáticas.br 10/06/08 Na Tabela (3. .irrigação de culturas arbóreas. campos de esporte e lazer.dessedentação de animais. com os quais o público possa vir a ter contato direto.recreação de contato primário.recreação de contato secundário. Classe 2 .irrigação de hortaliças. Tabela 3.são as destinadas ao abastecimento humano após tratamento convencional ou avançado. .Curso de esgotos Capitulo 03. 3-12 .5 .Padrões da Resolução Conama 357/2005 para águas doces Águas doces DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) (mg/L) OD (Oxigênio Dissolvido) (mg/L) CF (Coliformes Fecais) ( NMP/100mL) Classe 1 Classe 2 Classe 3 3 5 10 6 5 4 200 1000 Classe Especial -são as águas destinadas abastecimento humano com desinfecção -preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas -preservação dos ambientes aquáticos. esqui aquático e mergulho. Classe 1 .preservação das comunidades aquáticas.recreação de contato primário. . . . . cerealíferas e forrageiras. tais como natação.com. Classe 3 . . .são as águas doces para abastecimento humano após tratamento simplificado.

O efluente poderá ser desinfetado com hipoclorito de sódio.056 mg/L Exemplo 3. DBO= (Qrio x DBOrio + Qind x DBO ind) / (Qrio + Qind) DBO= (36.6 .Curso de esgotos Capitulo 03.000m3/h. 1996 Um rio apresenta OD média de 7. 3.000 x 1.12 Remoção do lodo De cada 5 em 5 anos ou conforme o intervalo escolhido será retirado por caminhão tanque o lodo digerido no tanque séptico e encaminhado para uma Estação de Tratamento de Esgoto Pública. Após o lançamento industrial de 24m3/h de OD de 0mg/L.Extraído de Nunes.6.0 + 24 x 0) / (36.000 x 7.5. pede-se calcular a DBO em que ficará o rio após o lançamento. OD= (Qrio x ODrio + Qind x OD ind) / (Qrio + Qind) OD= (36. Exemplo 3.com.harmonia paisagística. 1996 Um rio apresenta DBO média de 1. Tabela 3.são as águas destinadas da navegação. pede-se calcular a OD em que ficará o rio após o lançamento.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Extraído de Nunes.Custos dos tanques sépticos em polietileno Capacidade Custo do Tanque séptico (litros) 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Fonte: 1US$= R$ 2.0mg/L e vazão crítica de 10m3/s= 36.000m3/h.br 10/06/08 Classe 4 . Após o lançamento industrial de 24m3/h de DBO de 85mg/L.0mg/L e vazão crítica de 10m3/s= 36.8) em dólares americanos do dia 9 de setembro de 2006 (1US$= R$2.13 Custo Os custos de materiais dos produtos da Rotogine estão nas Tabelas (3.000+24)= 1.33 de 8/9/06 US$ 227 370 601 858 990 1247 1449 1549 3-13 .33).6) a (3. O artigo 19B informa que o lodo proveniente de sistemas como fossa séptica deverão ser encaminhado a ETE.0 + 24 x 85) / (36. . havendo possibilidade de a dosagem ser automática.99 mg/L 3.000+24) = 6.

250 2.Custos das caixas de gorduras em polietileno Capacidade Litros 100 250 500 1000 1500 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Dimensões e diâmetro (m) 0.com.65m x 0.20m x 1.500 Custo da caixa de gordura US$ 74 90 186 261 289 366 784 1130 1356 1381 1495 1609 Fonte: 1US$= R$ 2.12 4.12 4.22 1.Custos dos septos difusores em polietileno e bidim Septor difusor Capacidade de tratamento US$ 1.3 2.40 0.12 1.80x0.40m (Tipo II) 1000 l/dia 549 Fonte: 1US$= R$ 2.700 1.800 1.12 Altura (m) 0.16 1.50 1.3 2.12 4.00m x 0.22m x 0.87 4.900 2.04x 0.75 0.33 de 8/9/06 3-14 .3 2.16 1.Curso de esgotos Capitulo 03.160 1.230 1.20m (Tipo I) 250 l/dia 123 1.72 0.400 1.7 .87 1.650 0.55 1.82x1.100 2.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Área superfície (m2) 0.22 1.3 2.12 4.br 10/06/08 Tabela 3.740 1.33 de 8/9/06 Tabela 3.8 .595 2.55 2.92 1.

lavagem de agregados.10 . É previsto pela norma brasileira que o mesmo pode ser usado em descarga em bacias sanitárias. Usando padrões americanos da USEPA. Diário Paisagismo (locais onde o público tem contato) Secundário Desinfecção Uso na construção civil (compactação de solo. execução de concreto) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual Diário Continuadamente 3-15 .9) e (3.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Mensal Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Reúso Urbano (jardins.Curso de esgotos Capitulo 03. conforme Tabela (3. mas não fixa parâmetros de qualidade que não existiam na época da elaboração das mesmas.10) para descarga em bacias sanitárias.com. Diário Diário Continuadamente Semanal. como a feitura de concreto para elaboração de blocos. Uma aplicação de reúso é na construção civil. Tabela 3.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/06/08 3.9 . deve ser obedecido no mínimo a: pH entre 6 a 9.14 Reúso Os efluentes dos sistemas de tanque sépticos incluso o septo difusor reduz a DBO em 96% e pode ser aproveitado. Diário Diário Continuadamente Área de acesso restrito para irrigação (locais onde o público é proibido) Secundário Desinfecção Fonte: adaptado da USEPA Tabela 3. lavagens de Filtração ≤ 2 uT Continuadamente veículos. DBO menor que 10mg/L e turbidez menor que 2uT e não sendo detectável coliformes fecais e com cloração mínima de 1 mg/L. Descarga em bacias sanitárias Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal Semanal.Orientações para reúso da água da USEPA Tipo de reúso Tratamento Parâmetros Monitoramento pH de 6 a 9 Semanalmente Secundário DBO ≤ 10mg/L Semanal Recreacional (contato acidental Filtração ≤ 2 uT Continuadamente parcial ou total na pesca ou velejamento) Desinfecção Coliformes fecais não detectáveis Cloro residual mínimo de 1mg/L DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Diariamente Continuadamente Semanal.

daí deve haver uma certa área de prédio em que tais custos podem ser absorvidos e havendo boa relação entre benefício/custo. Como se vê pelos padrões americanos.000m2 ou que o consumo de água não potável diariamente for maior que 100m3/dia. 3-16 . Diário Diário Uso ambiental (uso em wetlands. Uma das conseqüências que pode ocorrer é o mau cheiro na hora da descarga e o problema de se formar um colarinho preto ao nível da água na bacia sanitária.br 10/06/08 mínimo de 1mg/L Uso Industrial (once cooling) through Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Semanal. custa caro o monitoramento de análises diárias e semanais. No Japão é obrigatório o reúso e aproveitamento de água de chuva quando a área construída for maior que 30.Curso de esgotos Capitulo 03. várzeas e despejos em córregos) Secundário Desinfecção DBO ≤ 30mg/L ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L Continuadamente Alertamos que se deve tomar muita precaução para o reúso de tanques sépticos em descargas em bacias sanitárias.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Diário Diário Continuadamente Uso Industrial Secundário Desinfecção Coagulação química filtração DBO ≤ 30mg/L e ≤ 30mg/L TSS ≤ 200 Coliformes fecais coli Cloro residual mínimo de 1mg/L pH de 6 a 9 Semanal. (recirculationg cooling towers) Diário Diário Diário Semanal Semanal.com. alagados.

3-17 .4 DQO (Demanda química de oxigênio) TSS (sólidos totais em suspensão) Coliformes fecais Coliformes totais Na Tabela (3. O efluente da indústria FEMAC foi usado na construção civil para fazer blocos de concreto.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10) e (3.16 Sumidouro Conforme Jordão.5 90. Somente o TSS atingiu somente 46 mg/L sendo exigido pela USEPA menor ou igual que 30mg/L. Também não foi aplicado dosagem de cloro. Tabela 3.6 65.br 10/06/08 3. mas no caso não vemos necessidade.11 . Embora seja permitido pelas normas da ABNT a USEPA.11) estão as análises feitas pelo laboratório Bioagri na FEMAQ de Piracicaba. Engenharia e Máquinas Ltda. 28 do livro Tratamento Primário de esgoto e valores obtidos pela Rotogine em Piracicaba Tipo de tratamento Preliminar Primário Secundário Terciário DBO (Demanda Bioquímica de oxigênio) 5% a 10% 25% a 85% 75% a 97% 97% a 100% TSS (sólidos totais em suspensão) 5% a 20% 40% a 90% 70% a 95% 95% a 100% 65% Bactérias 10% a 20% 25% a 80% 90% a 98% 98% a 100% 98% Rotogine. devendo ser a mais rasa possível conforme Figura (3.000 litros.6.Fundição. a firma FEMAQ .4 97.11). localizada em Piracicaba. A melhor maneira para infiltração do efluente de um tratamento com tanque séptico e septo-difusor é através de vala de infiltração. recebendo os efluentes diretamente das fossas sépticas conforme Figura (3.Curso de esgotos Capitulo 03.4%. 2004 não recomenda mais ou uso dos sumidouros sendo muito pouco usado devido ao grande número de fracasso de funcionamento.com. Observar na Tabela (3. O efluente líquido é usado para fabricar blocos de concreto e lajotas de concreto para pisos. Piracicaba 96% Classificação: tratamento secundário Conclusão: a fossa séptica de Piracicaba reduz 96% de DBO.01 na FEMAQ -Piracicaba Parâmetros DBO (Demanda Bioquímica de oxigênio) Valor inicial (mg/L) 167 754 132 400/100ml 720/100ml Valor final (mg/L) 6 18 46 10/100ml 69/100ml Redução 161 736 86 390/100ml 651/100ml Redução em (%) 96. Existe um restaurante onde os 120 empregados fazem suas refeições e usam os banheiros. 2005 os sumidouros são conhecidos também como poços absorventes. Firma que executou as fossas sépticas e septo difusor: Rotogine. Na Tabela (3.11) que não temos problemas de coliformes e da DBO pelas análises.12). O volume da fossa séptica de Piracicaba é de 8.Análise feita pelo laboratório Bioagri em 29.2 97.12) estão as comparações com dados de Nelson Gandur Dacah. Um dos fracassos no uso do sumidouro é adotar valores muitos altos de infiltração.Valores de Nelson Gandur Dacah p. reduz 65% de sólidos em suspensão e reduz 98% de bactérias e pode o tratamento ser classificado como secundário.15 Estudo de caso Visitei em 20 de dezembro de 2001. 3. A redução de DBO é de 96. As fossas sépticas são feitas em polietileno. Tabela 3.12 .

Curso de esgotos Capitulo 03.Sumidouro cilíndrico de alvenaria de tijolos Fonte: Jordão.br 10/06/08 Figura 3.com. 2005 3-18 .Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10.

Curso de esgotos Capitulo 03.Sumidouro cilíndrico com enchimento de pedras britadas Fonte: Jordão. A profundidade admitida é de 4. 2005 Exemplo 3.11.1m 3-19 .7.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/06/08 Figura 3.Dimensionamento de sumidouro Sendo a taxa de infiltração de 16L/m2 x dia e a vazão a ser infiltrada de 3380 L/dia dimensionar um sumidouro prismático com 2m de largura e comprimento variável L.00m 3380L/dia/ 16 L/m2 x dia= 211m3 As áreas laterais e do fundo são Área= L x 4 x 2 + 2 x L= 10L= 211m2 L=21.com.

precisamos de 161m de vala de infiltração. 2) Usamos coeficiente de segurança igual a 2 3-20 .30m x 16L/m2/dia= 21 L/m x dia Agua a ser infiltrada/ vazão infiltrada/m = 3.4 trincheira de 30m ou seja.Curso de esgotos Capitulo 03.12. A taxa de infiltração é de 16 L/m2 x dia e a quantidade de esgoto tratado que queremos infiltrar é de 3.30m em toda a área conforme a norma da ABNT NBR 13.Vala de infiltração Fonte: Jordão. A conclusão a que se chegou é a seguinte: 1) não há variação da taxa de infiltração em toda a área mesmo variando a declividade.50m e altura de 0. 30% a 40% e >40%.380 L/dia / 21L/mxdia = 161m Portanto. 20% a 30%.br 10/06/08 Figura 3.380 L/dia.9 Escolha da taxa de infiltração em um loteamento em Campos do Jordão.8 Dimensionar uma vala de infiltração com largura de 0. 6 trincheiras de 30m distante 2. a área por metro linear infiltrada é 1. Como cada trincheira só pode ter 30m de comprimento no máximo teremos: 161m/ 30m= 5. Foram feitos 24 ensaios de infiltração na profundidade de 0.40m+0.00m uma da outra. 2005 Exemplo 3.30m Portanto.com.969/97 nas declividades de 0 a 10%. Por metro linear de vala de infiltração a soma das paredes e do fundo será: 0.40m. Exemplo 3.50m + 0.40m= 1.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Exemplo 3.00m.5m2= 35 m Como o comprimento da vala de infiltração máximo é de 30m faremos duas valas de infiltração com 17.5m + 0.com.50m) x 1.50m de largura e altura de 0. Caso queiramos um sumidouro prismático com 2.5m+0. OK Sumidouro Taxa= 15 L/ m2 x dia Produção diária = 800 Litros /dia 800 L/dia / 15 L/ m2 x dia = 53m2 Supondo diâmetro D=2. US$ 74.50 teremos: Área por metro= (0.0m de largura e 4m de profundidade teremos: Área total= áreas laterais + área do fundo= L x 4 x 2 + 2 xL = 10 LK 53m2= 10L L= 5. A produção de esgoto diário= 160 L/dia x pessoa x 5 pessoas= 800 Litros/dia K=217 para manutenção em 5 anos T=1.00m= 1.00 US 601 US$ 492 US$ 1167 US$ 584 US$ 1751 3-21 .0 + 218 x 1.00m de diâmetro e 4m de profundidade observando que o fundo do sumidouro deverá estar 1.10 Dimensionar o tanque séptico e septo difusor para uma casa de padrão alto com 5 pessoas.5m cada uma espaçadas de 2.0 Lf=1.00m e profundidade H=4.Curso de esgotos Capitulo 03.50m acima do lençol freático.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00 temos: Área= PI x D x 4m + PI x D2/4= 28m2 Como precisamos de 53m2 e num sumidouro temos 28m2 então faremos dois sumidouros de 2.885 Litros > 1250 L mínimo.3m Vala de infiltração Caso optemos por vala de infiltração de 0.0)= 2. Septo difusor Como será infiltrado 800 L/dia e como o septo difusor Tipo I trata 250 L/dia teremos: 800 KL/dia/ 250 KL/dia= 4 septos difusores Tipo I Estimativa de Custo Caixa de gordura de 100 Litros da Rotogine Tanque séptico de polietileno de 3000 Litors 4 septos difusores Tipo I a preço unitário US$ 123 Total materiais Mão de obra (50%) Total geral Não incluímos o custo do sumidouro ou da vala de infiltração.0 V= 1000 + N (C x T + K x Lf) V= 1000 + 5 x (160 x 1.50m2/m 53m2/ 1.br 10/06/08 3) a taxa de infiltração que pode ser adotada é de 36mm/h 4) o solo é classificado como areias siltosas e areias finas.

Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00m A distancia deve ser maior que a profundidade 4.60m Septo difusor tipo II da Rotogine 1000 Litros/dia 19500 litros/ dia/ 1000 L/dia= 19.5m Podemos fazer dois sumidouro com 49m cada distante um do outro de 5. 1988 o comprimento deve ser o dobro da largura e teremos: Adotamos profundidade H=2.30= 6. o comprimento do sumidouro é 97.500 LK.0 C=130 L/dia N=150 V= 1000+ N x (C x T + K x Lf) V= 1000 + 150 x (130 x 0.5 +217 x 1.5m Portanto.11 30 casas de padrão médio estão numa rua isolada e queremos fazer um tratamento local.300 Litros=43.br 10/06/08 Exemplo 3. 3-22 .00m Área = L x 4 x 2 + 2 L= 10L Taxa admitida = 20 L/m2 x dia 19500 Litros/dia/ 20 L/m2 x dia= 975m2 Área = 10 L= 975m2 L=97.3m3 Supondo tanque séptico prismático o conforme Azevedo Neto.com.0 B x B x 2 = V=43.5 K=217 Lf=1.30m L= 2 B= 2 x 3.00 2.00m e profundidade 4.3m3 B= 3.00 OK.0m e portanto é 5.0_= 43. 5 pessoas x 30 casas = 150 pessoas 150 pessoas x 130 L/dia= 19.Curso de esgotos Capitulo 03.5 = 20 septo difusores Tipo II Sumidouro prismático Largura 2./dia de contribuição de esgotos T=0.

1334páginas. Conservação e reúso da água em edificações.com. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. Jun. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www. 185 páginas. WANDERLEY DE OLIVEIRA. Blucher. -METCAL&EDDY. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). 1991.gov/ 3-23 .br/ -SINDUSCON. ABES. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE. Considerations for the management of discharge of fats. Junho 2005. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. 906 páginas. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto. -NUNES. -JORDÃO. 2002.17 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO. São Paulo. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. CONSTANTINO ARRUDA. EVANDRO RODRIGUES DE. -CIDADE OF EUGENE. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. 2004. 2005. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos. 26 páginas.rotogine.br 10/06/08 3. 150 páginas. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. 2002. e MELO. Wastewater Engineering. ARCHIBALD JOSEPH. Instalações Hidráulicas.. -BRITTO. 277 páginas. Guidelines for Water Reuse. 4ª ed. 161 páginas. -USEPA (U. 770 páginas. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. McGray-Hill. 1988.Curso de esgotos Capitulo 03.S. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. Construção e Operação.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. Tratamento de Esgotos Domésticos.epa. -MACINTYRE. JOSÉ M.Tanque séptico e septo difusor engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. -CONAMA.com. -ROTOGINE. 73 páginas. 1996. JOSÉ ALVES.

aproveitamento de águas residuais e reciclagem da água.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 04. Agenda 21 4-1 . reposição artificial de águas subterrâneas.br 09/07/08 Capítulo 04 Águas cinzas Desenvolver fontes novas e alternativas de abastecimento de água tais como dessalinização da água do mar. uso de água de pouca qualidade.com.

17 4.6 4.20 4.br 09/07/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 04 .13 4.16 4.11 4.4 4.18 4.8 4.7 4.14 4.Águas cinzas 4.21 4.com.3 4.22 Introdução Tratamento das águas cinzas Nomenclatura Riscos das águas cinzas Qualidade das águas cinzas Área para irrigação com águas cinzas Custos Aceitação pública Página Reservação das águas cinzas Volume de água para dimensionamento Uso da água Uso do águas cinzas Técnicas e Tecnologias Recomendações finais Exemplo de caso: APEX .12 4.9 4.10 4.15 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 4.1 4.2 4.19 4.reúso da água usando águas cinzas Introdução Aspecto legal Solução técnica Cloração Proposta Custos Bibliografia e livros recomendados 4-2 .Curso de esgotos Capitulo 04.

Na Califórnia o uso das águas cinzas é legalizado e usado somente para irrigação abaixo da superfície através de tubulações enterradas. Light águas cinzas: chuveiro e lavatório. Para o aproveitamento das águas cinzas não devem ser lançados produtos químicos ou ingredientes biológicos e químicos nos pontos citados. Inclui todo o tipo de água não incluindo a adição de produtos químicos ou químico-biológicos que possam causar problemas. Consiste largamente de compostos orgânicos que passam no trato digestivo do corpo humano.Curso de esgotos Capitulo 04. usam o nome dark gray.5m3/dia) e é vedado uso das águas cinzas com água de pia de cozinha. Águas cinzas incluem: • a água do chuveiro.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Yellow águas cinzas: somente urina.00. Não faz parte das águas cinzas: • A água da pia da cozinha • Bacia sanitária • Máquina de lavar pratos. • pia do banheiro. • lavagem de roupas em máquinas domésticas. O uso do águas cinzas reduz o consumo de água na Califórnia. Blackwater especificamente a água de esgotos sanitários de uma casa. 4.1) temos um modelo de tratamento das águas cinzas para o uso do efluente na irrigação subsuperficial dos jardins usado nos Estados Unidos onde 50% a 60% das casas possuem jardins gramados. O código da Califórnia define Águas cinzas como a água de esgoto não tratada que não teve contato com a bacia sanitária.Águas cinzas 4.00 a US$ 1. Algumas cidades ainda usam o termo light gray para a água da banheira e do chuveiro e. O destino das águas cinzas é para irrigação subsuperficial.com. Dark águas cinzas: pia da cozinha. Figura 4. bacias sanitárias e máquina de lavar pratos. cerca de 15% a 25%. 4. pois se usa muito a irrigação de jardins o que não acontece no Brasil. 4-3 .1 Introdução O uso das águas cinzas também é reúso. Brown águas cinzas: fezes sem urina. Algumas vezes blackwater é definido somente como a água das bacias sanitárias. Contém fezes humanas. sendo proibido o uso por aspersão (Sprinklers) e recomenda-se ainda que sejam evitadas águas de lavagem de fraldas de criança. urina.2 Tratamento das águas cinzas Na Figura (4.br 09/07/08 Capítulo 4 . No Arizona as águas cinzas podem ser usadas simplesmente sem autorização até 1.Tratamento de esgoto (águas cinzas) para uso na irrigação Existem para serem adquiridos na Califórnia cerca de 20 sistemas que usam as águas cinzas cujo custo varia de US$ 200. pedaço de papel (celulose) etc. • banheira.000.1 .3 Nomenclatura • • • • • Black water :fezes e urina.500 litros/dia (1. para água da torneira da cozinha.

indústria e prédios de apartamentos. as águas cinzas podem ser usadas também em comércio. As Figuras (4.com.br 09/07/08 Com as modificações do código da Califórnia feitas em 18 de março de 1997.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 . Não esquecer também que as águas cinzas tem que ser aprovado pelos órgãos sanitários. Figura 4.7) mostram esquemas de águas cinzas. Parece ser um conceito geral de que não existe uma solução universal do uso das águas cinzas que se aplique a tudo. como a Secretaria da Saúde e Cetesb.Curso de esgotos Capitulo 04.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4-4 .2 .Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.2) a (4.

Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4-5 .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.com.4 .br 09/07/08 Figura 4.Curso de esgotos Capitulo 04.5 .6 .Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia Figura 4.

Ao longo do tempo. cloretos.com. A desvantagem é aumentar a poluição das águas subterrâneas e para isto devemos ter o nível do lençol freático no mínimo 1. portanto.1) estão os valores em grama/dia/pessoa de águas cinzas.Esquema das águas cinzas Fonte: Califórnia 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. não deve ser feita irrigação por aspersão devido as bactérias que ficarão no ar. Alguns detergentes usados em lavanderias possuem boro. 1967 são os mais conhecidos no mundo. O boro é muito tóxico e queima as folhas das plantas. Riscos no solo Há tendência do solo ficar alcalinizado. 4-6 . causando problema na absorção de água para as plantas. blackwater e águas cinzas mais blackwater. peróxidos e produtos destilados do petróleo.50 abaixo do fundo da tubulação por onde passam as águas cinzas. conforme o tipo de solo. Riscos na saúde do homem Não existe risco a saúde do homem e.5 Qualidade das águas cinzas Geralmente os estudos sobre as águas cinzas apontam os seguintes parâmetros: Demanda Bioquímica de Oxigênio a 20ºC e 5 dias (DBO5 . aumentando o chamado índice SAR.br 09/07/08 Figura 4. Riscos no meio ambiente A vantagem é reduzir o uso de água potável. Na Tabela (4. 4.20) Sólidos totais em suspensão (TSS) Sólidos totais dissolvidos (TDS) para salinidade Sódio (Na) Boro (B) Contagem de bactérias Demanda química de oxigênio (DQO) Fósforo total (PT) Nitrogênio total (NT= nitrogênio total) Os estudos da Suécia de Olsen. A irrigação será subsuperficial sempre.Curso de esgotos Capitulo 04. será reduzida a permeabilidade e a aeração.4 Riscos das águas cinzas São basicamente quatro: Riscos nas plantas O risco nas plantas é o aumento do sódio que pode descolorir as folhas devido ao ambiente se tornar muito alcalino.7 . que mede a absorção de sódio pelo solo. conforme é recomendado no Arizona.

5 a 8.1 4.2 .000m2 ou que usem mais de 100m3/dia de água não potável. Uma recomendação especial é que as águas cinzas não podem ser usadas em rega de jardins.0 < 15 uH < 0.3 .3): Tabela 4. mas os coliformes aumentam após 2 ou 3 dias.Parâmetros e valores usados nos Estados Unidos para o uso da água tratada de esgotos sanitários. Numa certa posição o DBO1 é 40% do DO consumido pela blackwater é somente de 8% do DO. o que é muito caro.com. a decomposição do águas cinzas é muito mais rápida do que o blackwater conforme se pode ver no site http://www. as águas cinzas contém menos patogênicos que o blackwater.com.2 1. Esta rápida estabilização das águas cinzas tem a vantagem de prevenir que a matéria orgânica se decomponha rapidamente no solo durante da infiltração havendo menor impacto ambiental.2): Tabela 4.5mg/L no ponto de entrega 4-7 . Caso se jogue as águas cinzas num lago.1 Resíduo total 77 53 130 Estudos feitos pela bioquímica Margaret Findley estão na Tabela (4. em frutas. Deve ser evitado o uso de bombas centrífugas devido ao problema da constante limpeza dos filtros de 75μm.6 Um dos problemas das águas cinzas é que a quebra das moléculas orgânicas se dá muito mais rápido do que as águas do blackwater.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A água tratada de esgotos sanitários nos Estados Unidos deverá obedecer a Tabela (4. No Japão é obrigatório o uso das águas cinzas e água de chuva para prédios com mais de 30. verduras e não pode ser lançado no córrego mais próximo.5 Nitrogênio total (NT) 1. blackwater e águas cinzas + blackwater.1 . A quantidade de oxigênio necessária para a decomposição do águas cinzas nos cinco dias DBO5 possui 90% do total da demanda de oxigênio DO consumido para a decomposição. Parâmetros Coliformes fecais Coliformes totais em 95% das amostras Vírus Parasitas Turbidez pH Cor Cloro livre Valores < 1/100mL < 10/100mL < 2 /50L < 1/50L < 2 uT 6. Não há casos comprovados de doenças causadas pelo uso do águas cinzas. não esquecendo que o nitrato e nitrito são causadores de câncer e são difíceis de serem removidos no tratamento. imediatamente se desenvolveram algas perto do ponto de descarga e dá uma aparência que a poluição está pior.águas cinzas. As águas cinzas contém cerca de 1/10 do nitrogênio contido no blackwater. Isto significa que a decomposição orgânica do blackwater continuará a consumir oxigênio num tempo maior do ponto de descarga do que as águas cinzas. Parâmetros Águas cinzas Blackwater Gray+black DBO5 (demanda bioquímica de oxigênio em 5 dias) 25 20 45 DQO (demanda química de oxigênio) 48 72 120 Fósforo total (PT) 2. O oxigênio dissolvido das águas cinzas diminui.1 11 12.Valores em grama/dia/pessoa de águas cinzas.6 3. Por exemplo. que não é nada agradável. Além disso. compensando somente para edifícios de apartamentos muito grandes. O uso das águas cinzas em bacias sanitárias deve ser feito somente quando houver um tratamento completo do mesmo.br 09/07/08 Tabela 4.6 13.Valores em gramas/dia/pessoa de águas cinzas (água cinza) e águas cinzas + blackwater (esgoto sanitário) Parâmetro Águas cinzas Águas cinzas+ blackwater DBO5 34 71 Sólidos Totais em suspensão (TSS) 18 70 Nitrogênio total (NT) 1.2 Fósforo total (PT) 3. O DBO5 da blackwater é somente 40% do oxigênio necessário no águas cinzas.Curso de esgotos Capitulo 04. ocasionando problemas de odor. em 5 anos poderemos ter 100 vezes limpar com luvas especiais os filtros fétidos. Tudo isto mostra as grandes diferenças entre as águas cinzas e blackwater de fezes e urina serem tratados separadamente. Portanto.

0 e ficam piores quando a quantidade de boro é maior que 2.br 09/07/08 Uso da água de reúso em bacias sanitárias. pois reduz a habilidade de tirar água do solo.75meq/L (miliequivalente/litro) de boro não há problemas. Quando o pH for menor que 7 então o solo será acido e caso seja igual a 7 o solo será neutro. cálcio que age combinado em forma de cloretos.com. pH Em geral o pH está entre 6. Biodegradável É chamado de biodegradável o complexo químico que pode ser quebrado em vários compostos mais simples com a atividade biológica. Boro É necessário para as plantas em pequenas quantidades. sulfatos e carbonatos.5 a 8. 4-8 . conforme Texas A água de reúso de esgotos tratados no Texas para ser usada em descarga em bacias sanitárias tem as seguintes condições (Texas chapter 310 Rules: e310. Fosfatos É bom para plantas e usado como fertilizante.Valores de pH Tipo de restrição Sem restrição Com restrição moderada Solo com restrição severa Valores do pH do solo <7 Entre 7 e 8 >8 Na prática são usados solos sem restrição a solos com restrição moderada. Cloreto Muitos detergentes possuem cloro. sendo que o excesso destrói a estrutura das argilas. No Arizona não se usa a água da torneira da cozinha devido a ser encontrado um número muito grande de coliformes fecais: 88400/ 100mL. Mas quando o nível de cloretos está entre 142mg/L a 355mg/L começam a aparecer os problemas que são muito sérios para níveis de cloreto acima de 355mg/L. Abaixo de 0. removendo os vazios e prejudicando a drenagem.4 conforme Tabela (4. potássio. Em concentrações abaixo de 142mg/L de cloreto não causa problema.75 a 2. Quando o solo tem mais que 207mg/L de sódio os problemas são bastante severos. A desinfecção é para remover os coliformes. Os problemas começam quando o sódio está entre 69mg/L a 207mg/L.Curso de esgotos Capitulo 04. Quando a quantidade de sódio no solo é menor que 69mg/L não há problemas. Uma vez o solo danificado com sódio nunca mais será recuperado. Os problemas começam quando o boro está entre 0.4).Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Sódio Age como veneno. Tabela 4. DBO5 5mg/L Coliforme fecal 75/ 100ml Para a descarga deverá ter cor azul Que seja feita análise da água uma vez por semana quando usada para descarga em bacias sanitárias. Alcalinidade É uma solução de sódio.4 . O cloro bloqueia o processo metabólico da planta.0meq/L. Quando o solo tiver pH maior que 7 será básico.11).

br 09/07/08 Dureza (Carbonato de Cálcio CaCO3) É uma medida da capacidade da água em consumir sabão e formar incrustações e deve-se a presença de compostos de Ca e Mg.64 xCE Sendo: TDS= sólidos totais dissolvidos (mg/L) CE= condutividade elétrica (μmhos/cm) A classificação da água conforme os sólidos totais dissolvidos (TDS) está na Tabela (4. Conforme Macedo. sob a forma de carbonatos. as águas naturais possuem condutividade elétrica entre 5 a 50 μS/cm enquanto a água do mar está entre 50 a 50. Tabela 4.000 a 10. 1mS/m= 10 μmhos/cm 1μS/cm (microsiems/cm)= 1 μmhos/cm (micromhos/cm) Tabela 4. Para irrigação é melhor uma água mole (água branda) do que uma água dura.000 μS/cm. São expressos geralmente em ppm de CaCO3.6).000 1. a condutividade elétrica é a capacidade da água de transmitir a corrente elétrica.Classificação da dureza das águas conforme concentração de CaCO3. 1997).com.000 >100.5 .54 a 0.000 a 100. conforme Tabela (4. Classe Doce Salobra Salina Muito salgada Fonte: Fetter. em geral. Classificação da água segundo ETP.6 .Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 .Curso de esgotos Capitulo 04. É medida em microsiemens/cm (SI) a uma determinada temperatura em graus Celsius. Ela mede os sais dissolvidos na água e quanto maior a concentração de sais e minerais. 2004. sulfatos e cloretos conforme Tabela (4. É medida por um aparelho chamado condutivímetro.000 4-9 .96 Condutividade (μmohos/cm)= soma dos cátios (meq/L) x 100 Um valor médio que pode ser usado nas estimativas de TDS é: TDS= 0.000 10. Condutividade Elétrica CE A condutividade elétrica da água (CE) é um indicador da salinidade. 1986 Concentração de CaCO3 Água mole (água branda) 0 a 75mg/L Água moderadamente dura 75 a 150mg/L Água dura 150 a 300mg/L Água muito dura >300mg Fonte: Macedo. Tabela 4. conforme Mestrinho.7). Existe relação entre CE que fornece o TDS. 1997: TDS (mg/L)= A x condutividade (μmohos/cm) Sendo: A= 0. maior é o potencial de impactos adversos às plantas e ao solo. 2004 Águas e Águas.Classificação da salinidade conforme condutividade elétrica CE. Classificação da salinidade Água não salina Água ligeiramente salina Água meio salina Água moderadamente salina Água muito salina Condutividade Elétrica (CE) (mhos/cm) 0 a 2000 2000 a 4000 4000 a 8000 8000 a 16000 > 16000 Segundo Mestrinho 1997.Classificação das águas baseado no Sólido Dissolvidos Ttotal (TDS).5) (Mestrinho. 1994 TDS (mg/L) 0 a 1.

Plantas que não gostam muito de sódio: Jasmim e outras. conforme Tabela (4. O perigo começa quando SAR está entre 7 a 18 e fica grave quando SAR está entre 11 e 26.312 Fonte: adaptado de Hounslow.312= 0. Magnésio (Mg) Em quantidades apropriadas o magnésio é um micronutrientes para as plantas. camélia. É a troca iônica que é muito importante em argilas que podem remover metais pesados. Peso equivalente Espécie Peso molecular Valência Peso molecular / valência Na+ 22.8 . etc. 4-10 . violetas. O índice SAR está relacionado com a condutividade elétrica CE. meq/L= mg/L /peso equivalente = 6 mg/L / 12. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. Plantas que gostam das águas cinzas Grama bermuda. Os índices maiores que 13 reduzem a permeabilidade e aeração dos solos causando problemas na irrigação. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR. agapanto. o cálcio tem valência=2 e Mg tem valência=2.5 Geralmente as concentrações são expressas em meq/L.49 meq/L Quando o índice SAR está entre 2 a 10 indica que não há perigo do sódio.1 Calcular em meq/L de 6 mg/L de Mg. rosas. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. Tabela 4.Curso de esgotos Capitulo 04. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR. Altos níveis de cálcio tendem a tornar o solo alcalino. 1994. Geralmente o nível de magnésio no solo não apresenta problema. valência e peso equivalente.991 1 22. o manganês e o cálcio ficando no lugar deles.312 2 12. conforme Fetter.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.08 2 20. 1995 Exemplo 4. Relembremos que a troca catiônica é muito importante.com.Peso molecular. etc. Cálcio (Ca) Em quantidades apropriadas o cálcio é um micronutrientes para as plantas. 1995) Peso equivalente= peso molecular / valência O sódio tem valência=1. SAR= Na+ / [(Ca2+ + Mg2+)/2]0.04 Mg 2+ 24. Altos níveis de magnésio tendem a tornar o solo alcalino.8). Plantas que não gostam de águas cinzas. mmol/L= mg/L / peso molecular Molaridade= mol/L = mmol/L / 1000 Miliequivalente/litro (meq/L)= mmol/L= mg/L/peso equivalente (Hounslow. gardênia.991 Ca 2+ 40. pois seguem esta ordem: Na+ > K+ > Mg2+ > Ca 2+ Isto significa que o sódio substitui o potássio. begônia. Geralmente são plantas que gostam da acidez e não gostam de ambiente alcalino: azálea.br 09/07/08 Adsorção de sódio (SAR-Sodiumn adsorption ratio) A adsorção de sódio é um parâmetro importante.

1 Achar a área de gramado LA que pode ser usada em uma casa que tenha 160litros/ dia das águas cinzas para o mês de janeiro na cidade de Guarulhos.5 a 0.8 Planta que tem consumo médio de água 0. bem como da evapotranspiração.9 . Em uma semana teremos 1litro/m2= 1mm /m2 4-11 .8. Figura 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10) Tabela 4. Os gráficos servem de alerta para os estudos de precipitação e evapotranspiração. Evopotranspiração Mês mensal média (mm/mês) (mm/mês) (mm/semana) janeiro 140 35 fevereiro 126 32 março 130 33 abril 107 27 maio 85 21 junho 73 18 julho 81 20 agosto 104 26 setembro 108 27 outubro 130 33 novembro 139 35 dezembro 144 36 A Figura (4. 1998. calculado conforme Método de Penman-Monteith.Figuras mostram a precipitação e evapotranspiração 4.Valores de evapotranspiração de Guarulhos obtido pelo método de Penman-Monteith FA0.6 Área para irrigação com águas cinzas A área é dada pela equação: LA= GW / (ETo x Kc) Sendo: LA= área para landscap (paisagismo) (m2) GW= estimativa de águas cinzas (mm/semana) Kc= coeficiente da cultura (adimensional).10 .5 Planta que consome pouca água Menor que 0.3 Exemplo 4.9) os valores médios mensais da evapotranspiração de Guarulhos.Coeficiente da cultura Kc Tipo de plantas Kc Planta que consome muita água 0.3 a 0.8) mostra a diferença de histogramas de precipitações mensais da Califórnia e Flórida.Curso de esgotos Capitulo 04. 1998. conforme Tabela (4.br 09/07/08 Evapotranspiração Apresentamos na Tabela (4. recomendado pela FAO. Tabela 4. Observa-se que na Flórida chove bastante quando há alta evapotranspiração e na Califórnia chove muito pouco.com.

20m Declividade mínima do tubo= 0.2mm. A bomba deverá ter vazão mínima de 2.5) = 63m2 Portanto.br 09/07/08 GW= 160 litros/dia x 7 dias= 11. Irrigação por gotejamento A irrigação por gotejamento é subsuperficial e deverá ter bico de no máximo 115μm.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1200μm devendo ser resistente contra raízes. O período de detenção da água servida em reservatório deve ser sempre menor ou igual a 72h. Na Califórnia é usado reservatório sempre maior que 200L.25% 4.5 LA= GW / (ETo x Kc )= 11200mm/ ( 35 x 0. A pressão máxima deverá ser de 28mca e os tubos deverão estar enterrado cerca de 200mm.com. A pressão máxima no gotejador deverá ser de 14mca e caso seja maior. podemos irrigar subsuperficialmente 63m2 de grama tipo bermuda usando as águas cinzas. Nunca se deve armazenar águas cinzas que não tiver sido tratado. mas de preferência deve ser menor ou igual a 24h. 1999. 0.7 Custos Nos Estados Unidos. O objetivo é obter a aceitação do processo. para uma residência. PVC. sendo considerada a conta anual de água de US$ 250. 4. conforme Arizona.4 m3/h. PEAD ou outro Comprimento máximo: 30m Espaçamento mínimo= 1. Supondo-se uma economia de 19% obtém-se o pay-back em 15 anos. ou seja.9 Reservação das águas cinzas Geralmente os reservatórios para armazenar as águas cinzas possuem volumes que variam de 80 L até 600 L. o custo aproximado é de US$ 1. 4. Deverá haver filtro com capacidade aproximada de 6m3/h.200litros= 11200mm Grama tipo bermuda com coeficiente de cultura Kc= 0. ou seja.115mm. 4-12 .8 Aceitação pública É sempre aconselhável a educação pública e estudar as atitudes das pessoas e dos órgãos do governo para o uso do águas cinzas. Os emissores do gotejamento deverão ter abertura de 1. deverá haver um redutor de pressão. Tubos perfurados Diâmetro mínimo de 75mm Material.000 para as águas cinzas serem usadas em bacias sanitárias.Curso de esgotos Capitulo 04.

Uso da água Lavagem de roupas Bacias sanitárias Água para beber e cozinhar Rega de jardins Banheira e chuveiro Total USA 13 29 3 35 20 100 Austrália 15 19 5 35 26 100 UK 12 35 19 6 28 100 4.11) temos o uso da água e porcentagem nos Estados Unidos. secundário e terciário. com sucesso. mesmo assim. 4. Isto inclui carvão ativado.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.13 Técnicas e Tecnologias Para o uso das águas cinzas deve ser considerada a técnica e tecnologia disponível.000m2 de área de construção) é que compense o tratamento completo do águas cinzas e. A água da torneira do banheiro é usada somente em 5% dos casos e o restante 4% são outros usos. algumas vezes.14 Recomendações finais O uso das águas cinzas deve ser feito com muita cautela sendo necessários estudos de benefício/custo e cuidados na utilização. banheiro etc: 100 litros/pessoa/dia Lavagem de roupas: 60 litros/pessoa/dia. que é muito usado na Califórnia. Acredito que somente em edifícios muito grandes (da ordem de 30. Austrália e Inglaterra. O uso das águas cinzas com pequeno tratamento pode ser feito para irrigação de jardins e gramados subsuperficial. Tabela 4. 4-13 . As águas das banheiras e chuveiros são usadas em 15% dos casos. Uma maneira mais simples é filtrar as águas cinzas para evitar entupimentos e usá-lo em irrigação subsuperficial. 4.12). o que pode ser feito para uso em irrigação. Outra solução é fazer o tratamento primário.12 Uso das águas cinzas Pesquisas cujos resultados estão na Tabela (4.com.Curso de esgotos Capitulo 04. Primeiramente pode-se querer usar as águas cinzas sem nenhum tratamento.12 . usa-se somente as águas da máquina de lavar roupa. até o uso de osmose reversa.10 Volume de água para dimensionamento O código da Califórnia prevê: Primeiro quarto: 2 pessoa/quarto Para quarto adicional: 1 pessoa/quarto Chuveiro. A água da torneira da cozinha é usada em 10% dos casos.11 Uso da água Na Tabela (4. mostraram que em 66% dos casos. Várias fontes de que provêem Porcentagem das casas que as águas cinzas usam águas cinzas provindo das varias fontes (%) Lavagem de roupas 66 Banheira e chuveiro 15 Torneira da cozinha (não 10 aconselhado) Torneira do banheiro 5 Outros usos 4 Total 100 Nota: o uso do águas cinzas em todos os casos foi para irrigação 4. para obter a chamada águas cinzas. Tabela 4.11 . mas apresenta problemas e não é recomendado.Uso da água em porcentagem nos Estados Unidos. desinfecção e. Todos estes processos custam muito e somente é recomendado após estudos de benefício/custo. Austrália e Inglaterra.Porcentagens das varias fontes utilizadas para o águas cinzas.br 09/07/08 4. o custo será alto.

2 Aspecto legal No Brasil ainda não existe norma da ABNT sobre o uso das águas cinzas.3 Solução técnica O uso das águas cinzas sem tratamento não é possível. O projeto é elaborado conforme normas técnicas da ABNT concernentes ao tratamento de esgotos: ABNT 7229/93 e 13969/97. 4. Apesar das águas cinzas ter pouca matéria orgânica. no máximo.15. ambas localizadas nos banheiros. Trata-se do que é chamado mundialmente das águas cinzas.15. Septo difusor tipo II de polietileno para o tratamento aeróbio. Exemplo de caso: APEX . No tratamento anaeróbio será feito em tanques de polietileno.500.5 Proposta Consideramos que a APEX se utiliza dos seguintes índices: • 1 vaso sanitário para cada 20 pessoas • 1 chuveiro para cada 10 pessoas O dimensionamento foi de canteiro de obras de 10 pessoas até 140 pessoas e foram usadas as normas da ABNT já citadas. sendo um anaeróbio e outro aeróbio. atinge 96%. comparando-se ao tratamento de uma estação de lodo ativado e muito superior as fossas sépticas tradicionais que reduzem somente 35% a 60% da DBO. 4-14 .com. considerando manutenção anual e contribuição de 50 litros/pessoa x dia. c. A água dos chuveiros e lavatórios dos banheiros é encaminhada para o tanque séptico de polietileno. No Japão é usado somente para prédios com mais de 30.reúso da água usando águas cinzas 4. de 72h e alguns estados americanos aconselham no máximo de 24h. aconselhando que o armazenamento seja.00. para água não potável para os canteiros de obras em todo o Brasil. Propomos a construção modular de Tanque Séptico + Septos difusores na seqüência: a. A cloração é feita no reservatório enterrado após o efluente sair dos septos-difusores. Nos Estados Unidos o uso do águas cinzas é para irrigação subsuperficial. O reúso das águas cinzas será usado somente para descargas em bacias sanitárias. 4. isto é.5mg/L.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. No tanque séptico realiza-se o tratamento anaeróbio e depois o efluente vai para os septos difusores. Espera-se uma redução da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de 96%. existe um problema de odor provocado pela rápida decomposição da matéria orgânica existente. Deverá haver dois tratamentos.15. ou seja. ou seja.15. Com o reúso da água certamente irá diminuir a tarifa de água e esgoto a ser paga à concessionária local.000m2 ou que gastem mais de 100m3/dia de água não potável. Não há peças girantes. 4. A eficiência do sistema começa a partir dos 3 meses de funcionamento quando a DBO atinge a redução de 92% e. A solução proposta é o tratamento completo das águas cinzas para ser usada em bacias sanitárias.15. que poderá ser feito através de dosador automático com custo aproximado de R$1. daí ser necessário o tratamento. fáceis de serem instalados e reaproveitáveis. Tanque séptico de polietileno para o tratamento anaeróbio. o tempo de duração média de uma obra e toda a água que passa nos chuveiros e torneiras de lavatórios serão reaproveitadas.1 Introdução O objetivo da APEX é o reúso dps esgotos sanitários para uso não doméstico. a partir de 4 meses.4 Cloração Não há legislação no Brasil sobre as águas cinzas. 4. que apresentam menos patogênicos e 1/10 do nitrogênio de um esgoto provindo da bacia sanitária. Serão reaproveitadas as águas de lavagem do corpo humano. a água de banho e de lavagem das mãos. Nos septos difusores que são de polietileno com colméia interna. realiza-se o tratamento aeróbio. A grande vantagem é que a limpeza do tanque séptico é de um ano. mesmo assim aconselha-se fazer a cloração da água do reúso com o mínimo de 0. b.15.br 09/07/08 4. Não há motor. Mesmo assim.Curso de esgotos Capitulo 04. a água de lavagem que estamos considerando possui pequena quantidade de fezes e de urina.

O destino da extravazão será a rede coletora de esgoto sanitário público existente. a mão de obra para retirada é de aproximadamente 20%.44m de polietileno (para água não potável) e gorduras Custo do Tanque Séptico Polietileno (litros) R$ (litros) 1500 553 315 2000 708 500 3000 1150 1000 4000 1639 1500 5000 1892 2000 6000 2385 3000 7000 2770 5000 8000 2962 7500 10000 Data base: 8 de dezembro de 2003 Material Polietileno Material Tipo R$ (litros) R$ R$ 116 100 142 Tipo I 235. conforme Tabela (4. rega de jardins ou lavagem de formas.5mg/L.2167 e http://www.81/m3. para encaminhamento da água de reúso para o reservatório superior ou outro destino como lavagem de pátio.com. Ainda no reservatório inferior será instalada bomba simples. 0. reservatório enterrado de polietileno de onde a água de reúso será encaminhada por bombeamento para o reservatório superior de água não potável para abastecer as bacias sanitárias. extravazão. no mínimo. ou seja. 4.kneplast.00 144 250 180 Tipo II 1050.00m x H=0.00 229 500 356 465 637 946 1328 1949 2260 Resultado final Na Tabela (4. f.15. g. tipo Nauger. No reservatório inferior deverá ser feita a cloração de. Neste reservatório inferior deverá haver uma canalização de.14) e (4.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda com telefone 4611-1379 ou 4611. 4-15 . O prazo de duração dos materiais é de 20 anos.13). Após esse tratamento o efluente vai para um.20m x W= 1.br Septo difusor Tanque séptico Caixas d água Caixas L=1. e.br 09/07/08 d.Curso de esgotos Capitulo 04.com.6 Custos O custo fornecido é de data de 8 de dezembro de 2003.Custos dos materiais fornecido pela firma Rotogine.13 . O sistema de bombeamento deverá ser automatizado com sistema de ligadesliga. 100mm para funcionar como overflow.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. bem como os volumes dos reservatórios inferiores e superiores necessários. Elaboramos quatro grupos de bacias sanitárias e chuveiros para facilitar o dimensionamento.15) estão os tanques sépticos e septos difusores em função do número de bacias sanitárias e número de chuveiros. Tabela 4. A mão de obra para instalação é de cerca de 30% a 40% do custo do material e. no mínimo. O custo médio do metro cúbico de água tratada é de R$ 0.

14 .Curso de esgotos Capitulo 04. Bacias Sanitárias Chuveiros Número de pessoas Tanque Séptico (anaeróbio) (litros) 2000 3000 4000 4000 5000 5000 6000 6000 6000 6000 7000 7000 7000 8000 Septo difusor Tipo II (aeróbio) 2 2 2 4 4 4 4 6 6 6 6 8 8 8 4 4 4 8 8 8 8 12 12 12 12 14 14 14 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 2 2 2 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 Tabela 4.br 09/07/08 Tabela 4.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.continuação. Reservatórios de água não potável Inferior (litros) 500 500 500 1000 1000 1000 1000 1500 1500 1500 1500 2000 2000 2000 superior (litros) 500 500 500 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1500 1500 1500 Volume de água não potável disponível Bacia Sanitária (litros/dia) 300 600 900 1200 1500 1800 2100 2400 2700 3000 3300 3600 3900 4200 Outros fins (litros/dia) 1395 1710 2065 2240 2550 2620 2890 2840 3070 2850 3035 2740 2885 3030 4-16 .Tanques sépticos e número de septos difusores em função do número de bacias sanitárias e chuveiros.Tanques sépticos e número de septos difusores em função do número de bacias sanitárias e chuveiros.15.

99m3/dia Numero de dias no ano= Volume anual recuperado(m3)= Custo total (R$)= Juros anuais =8% ao ano Número de anos = 20 Amortização anual (R$)= Custo do reúso 5 365 1825 10.00 20.00 1. tubulações.385.65 R$ 0. sistema liga-desliga e timer Dosador automático de cloro Volume diário = 4.Custo médio para canteiro de 70 pessoas Canteiro de obras para 70 pessoas Material Quantidade R$ Tanque séptico de polietileno 6000 litros Septo difusor Tipo II Reservatório inferior polietileno 1000 litros Reservatório superior polietileno 1000 litros Bomba.17) apresenta o custo médio de canteiro.022.050.Curso de esgotos Capitulo 04.com.00 1 3 1 1 Verba Verba 4-17 .16) e (4.81/m 3 2.00 229.16 . Tabela 4.040.55 8.00 229.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.00 1.br 09/07/08 A Tabela (4.

040.00 R$ 834.75 1.00 R$ 834.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.50 309.00 229.15 80.55 Total Material Mão de obra Material +mão de obra 4-18 .00 1.15 450.219.55 R$ 3.150.00 Total= 10.150.com.15 309.040.15 10.00 229.Curso de esgotos Capitulo 04.00 1.75 4.00 3.br 09/07/08 Tabela 4.17.00 Total= R$ 2.50 309.75 4.500.15 R$ 3.385.219.102.15 309.50 80.500.continuação.385.252.00 3.102.15 80.252.75 1.00 229.50 80.00 229.Custo médio para canteiro de 70 pessoas Total Material Mão de obra Material +mão de obra R$ 2.15 450.

br 09/07/08 4. Recomenda-se cautela em aplicação de águas cinzas em descargas em bacias sanitárias tendo em vista a falta de norma da ABNT e de responsabilidade técnica de operação e manutenção do sistema de águas cinzas e o quem será o profissional do CREA que colocará a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).Curso de esgotos Capitulo 04. 4-19 . O maior problema das águas cinzas é que não há normas técnicas brasileiras a respeito e normalmente se adotam soluções cujos resultados não baseados em pesquisas feitas no Brasil.Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.16 Problemas com as águas cinzas.com.

Águas cinzas engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. SUELY S. www. ARTHUR W. -MESTRINHO. Ministério de Minas e Energia.org/ -MANCUSO. Lewis publishers.com. Water quality data. Departamento Nacional de Produção Mineral em convênio com ABAS. 2003. -http://www.11) in -http://www.net/faq/SBebmudGWstudy. Universidade de São Paulo.com.br 09/07/08 4.htm -http://www.br -TEXAS CHAPTER 310 RULES: e310.kneplast.17 Bibliografia e livros recomendados -HOUNSLOW. PEDRO CAETANO SANCHES ET AL.Curso de esgotos Capitulo 04.oasisdesign.org/águas cinzas/contents.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda. PACHECO.net/faq/sbebmudgwstudy. Geoquímica e contaminação de águas subterrâneas.htm -http://www. Reúso de Água. 1995 ISBN 087371-676-0. ISBN 85204-1450-8.htm 4-20 . 397páginas.Associação -ROTOGINE.watercasa.csbe.analysis and interpretation.oasisdesign.

Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Capítulo 05 Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.com.Curso de esgotos Capitulo 05.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 5-1 .

Tudo isto é o que chamamos autodepuração dos cursos de água. 5. Depois. Na Figura (5. As variáveis mais importantes usadas no balanço de oxigênio podem ser mostradas esquematicamente conforme Figura (5. começa a prevalecer o oxigênio fornecido pela aeração e o rio vai se recompondo de oxigênio até chegar ao estado inicial.br Capitulo 05.1. que é chamado de déficit crítico de oxigênio.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. A poluição difusa conforme a gravidade do problema deverá fazer parte da análise da qualidade das águas dos rios e corregos.Curso de água que recebe efluentes Fonte: Aisse. O lançamento pontual de esgotos em cursos de água afetam a qualidade dos mesmos.Curso de esgotos Capitulo 05.1 Introdução Há duas categorias possiveis de fontes de poluição: Pontual Difusa Vamos estudar somente a poluição pontual com lançamento discreto e que pode ser medido e quantificado. Ao mesmo templo sempre existe a aeração que vai fornecendo oxigênio à agua.2): Reaeração Oxidação de carbonáceos (DBO) Oxidação do nitrogênio Fotossíntese Respiração Demanda de oxigênio pelo sedimento Oxigenação devido a presença de barramentos no curso de água 5-2 . Iremos apresentar uma equação global que torna a equação de Streeter-Phelps um caso particular de somente duas variáveis.Phelps para fazer um modelo de demanda de oxigênio (OD) para o rio Ohio nos Estados Unidos que avalia o consumo de oxigênio dissolvido relativa a DBO e a aeração ao longo do rio. São geralmente contínuos embora variem as vezes de quantidade e são provenientes de uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) ou de uma indústria poluente.1) se vê uma estação de tratamento de esgotos lançando os efluentes num rio cujo oxigênio dissolvido estava próximo da saturação. 2000 Em 1925 foi deduzida a equação de Streeter. No começo o consumo de oxigênio é maior que o fornecimento de oxigênio pela aeração e o oxigênio dissolvido vai dimimnuindo até um limite crítico. Figura 5. Após o lançamento vai havendo um decréscimo de oxigênio dissolvido devido ao consumo do oxigênio devido a DBO até chegar um ponto mínimo.com. dai ser necessário prever o que vai acontecer e as medidas que devem serem tomadas. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.

2 Softwares Podemos usar uma planilha Excel ou usar programas gratuitos como o Qual2e. 2000 e SISBAHIA (SIstema de base hidrodinâmico ambiental).Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.br Figura 5.1966 destacou três problemas básicos conforme Tabela (5. o Simox II do Centro Panamericano de Engenharia Sanitaria e Ambiental CEPIS/OPS citado por Aisse. O programa mais usado no mundo é o Qual2e que pode usar 15 constituintes da qualidade da água de maneira geral ou combinados: 1.1. 2006. Oxigênio dissolvido 2. Algas 4.2. CE-QUAL-RIV1. Nitrogênio orgânico 5-3 . QUAL2E 1987 (USEPA atual QUAL2K). 1966 O Banco Mundial em 1998 estabeleceu dois objetivos: Estabelecer prioridades para reduzir as demandas existentes de esgotos sanitários Prever os impactos para as novas descargas. Os peixes para sobreviverem necessitam de no mínimo 2mg/L de oxigênio dissolvido (OD). Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com. 5. como por exemplo. Os softwares podem fazer os cálculos por trechos. Temperatura 3. II e III) da OPAS e CEPIS. 2005 conforme Ferreira et al. HEC-5Q e SIMOX (I. Segundo o Banco Mundial existem os seguintes softwares: WQAM. 50m.1) Tabela 5.Tipo de problemas em balanço de oxigênio dissolvido em rios Problemas Tipo de problemas Determinação da curva da depressão do oxigênio ao longo do rio I Grau de tratamento de esgoto requerido para evitar problemas de oxigênio dissolvido OD II III Determinar a população máxima cujos despejos poderão ser recebidos em um curso de água. Fonte: adaptado de Azevedo Neto. WASP.Curso de esgotos Capitulo 05.Variáveis importantes para o oxigênio dissolvido em cursos de água Azevedo Neto. mas mundialmente é aceito que o OD mínimo deve ser 4mg/L ou 5mg/L.

6. Amônia Nitrito Nitrato Fósforo orgânico Fósforo dissolvido Coliformes Constituintes não conservativos (arbitrário) Três constituintes conservativos. Na Figura (5.3. 5.Curso de esgotos Capitulo 05.Disco de Secchi Fonte: Lampanelli. Figura 5. 9.5 Cálculo de Lo após a mistura com o despejo Conforme Metcalf e Eddy.3 Classificação do estado trófico Na Tabela (5. 12.br 5.4 Lançamento dos efluentes A análise simplificada da qualidade podem ser em: Córregos e rios Lagos e reservatórios Estuários Mar. 8. Trataremos neste capítulo somente de lançamento de efluentes em córregos e rios.2.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 1993 são apresentadas as seguintes relações que serão úteis nos cálculos: Vazão no rio: Qx Descarga de esgotos: QD 5-4 . 11. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.epa.Observar que o oxigênio dissolvido está em porcentagem do oxigênio dissolvido de saturação que é usual esta forma de apresentação.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR.2) apresentamos uma classificação do estado trófico.com.3) temos o disco de Secchi que é muito usado. 2004 5.Classificação do estado trófico Estado trófico Oligotrófico Mesotrófico Eutrófico >20 μg/L >10 μg/L <2m <1% Fósforo total (μg/L) <10 μg/L Entre 10 μg/L/ e 20 μg/L Clorofila-a (μg/L Chl-a) <4 μg/L Entre 4 μg/L a 10 μg/L Profundidade no disco de Secchi (m) <4m Entre 2m a 4m Oxigênio do hypoliminio em % de >80% Entre 10% a 80% saturação Fonte: http://www.pdf 5. 7. Variavel Tabela 5. 10.

536 + 113. Parâmetros do rio: Volume diário= 733.536m3/dia= Qx DBO= 1mg/L OD= 9.400= 846.0mg/L Temperatura= 15ºC Parâmetros dos esgotos lançados no rio Volume diário= 113. Supondo-se que a 50m a jusante a mistura já tenha sido completada. LD) / Q t= (733536 x 15 + 113400x 20) / 846936 = 15. LD) / Q O déficit de oxigênio Do da mistura é calculado da seguinte maneira.5mg/L e temperatura de 20ºC. OD e Temperatura: Para o cálculo da DBO da mistura: DB0mistura = (Qrio x DB0rio + Qcórrego x DB0corrego) / (Qrio + Qcorrego) Para o cÁlculo do oxigênio dissolvido da mistura: ODmistura = (Qrio x ODrio + Qcorrego x ODcorrego) / (Qrio + Qcorrego) Para a temperatura da mistura: Tmistura = (Qrio x Trio + Qcorrego x Tcorrego) / (Qrio + Qcorrego) Exemplo 5. descarrega suas água em um rio de vazão igual a 45 L/s. DBO igual a 50mg/L. 2006) Dado um rio poluído com vazão de 5 L/s. oxigênio dissolvido igual a 6. LD) / Q Lo= (733536x1. Do= (Qx .2 (Pivelli e Kato.7ºC Calculemos o Oxigênio Dissolvido da mistura OD Lo= (Qx . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Lx + QD .5 + 5 x 2) / ( 45+5)=6. Lx + QD .936m3 Vamos agora calcular a DBO da mistura e que denominaremos Lo Lo= (Qx . DBO igual a 5mg/L. Lx + QD .8 mg/L Piveli e Kato.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.6ºC 5-5 . Lx + QD .400m3/dia= QD DBO= 200mg/L OD= 0. concentração de oxigênio dissolvido igual a 32 mg/L e temperatura de 26ºC. quais as características das águas do rio neste ponto? DB0mistura = (Qrio x DB0rio + Qcórrego x DB0córego) / ( Qrio + Qcórrego) DB0mistura = ( 45 x 5 + 5x 50) / ( 45 + 5)= 9.br A vazão Q é a soma das duas: Q= Qx + QD A DBO do curso de água é Lx e a dos esgotos é LD e a DBO da mistura Lo será: Lo= (Qx . LD) / Q OD= (733536 x 9. 2006 apresentam as seguintes relações para as misturas:DBO.com. DD) / Q Exemplo 5.0mg/L Temperatura= 20ºC A vazão total Q= Qx + QD = 733.0 + 113400x 0) / 846936 = 7.05mg/L Tmistura = (Qrio x Trio + Qcórrego x Tcórrego) / (Qrio + Qcórrego) Tmistura = (45 x 20 + 5 x 26) / (45 + 5)=20.1 Seja um rio onde é lançado efluentes de esgotos tratados. Dx +QD .5mg/L ODmistura = (Qrio x ODrio + Qcórrego x ODcórrego) / ( Qrio + Qcórrego) ODmistura = (45 x 6.6mg/L =DBO da mistura Vamos calcular a temperatura da mistura: Lo= ( Qx .0 + 113400x200) / 846936 =27.Curso de esgotos Capitulo 05.

o OD do esgoto bruto como zero. 5. sem coeficientes para a hora e o dia de menor consumo. podendo o OD subir a 2 mg/l ou mais. 5. Efluentes desses sistemas sofrem uma certa aeração nos vertedores de saída dos decantadores secundários.1735 x 10-6 (pH)mistura= . de forma a incluir os principais focos poluidores. contribuição per capita.8 Oxigênio dissolvido O oxigênio dissolvido (OD) é encontrado em bolhas microscópicas de oxigênio que ficam misturadas na água e que ficam entre as moléculas. Existe ainda um poço tubular profundo com vazão de 5 L/s e pH=9. adota-se usualmente.log (H+) e que (H+)= 10 –pH (H+)mistura = ( Qeta x (H+)eta + Qpoço x (H+)poço + Qfonte x (H+)fonte / ( Qeta + Qpoço+Qfonte) (H+)mistura = ( 20 x 10-8 + 5 x 10-9+ 5 x 10-6 / ( 20+5+5) = 0.1735 x 10-6)= 6. o valor de OD será bem inferior ao teor de saturação.10 Oxigênio dissolvido no rio.Lodos ativados e filtros biológicos. Exemplo 5. a montante do lançamento O teor de oxigênio dissolvido em um curso d'água. implicando em um elevado consumo de oxigênio pelos microrganismos decompositores.3 Seja uma cidade que tem uma Estação de Tratamento de Água que produz vazão de 20 L/s e o pH da água pH=8. 5.9 Vazão de esgotos Conforme Sperling. Caso não seja possível coletar amostras de água neste ponto. 5. Efluentes de processos anaeróbios de tratamento possuem também um OD igual a zero. A vazão de esgotos é obtida através dos procedimentos convencionais. as seguintes considerações podem ser efetuadas: . face à DBO remanescente do tratamento.Tratamento primário. é um produto das atividades na bacia hidrográfica a montante.0.br 5. justifica-se uma campanha de amostragem. Se este apresentar poucos indícios de poluição. A vazão Q7. os teores de oxigênio dissolvido são normalmente nulos ou próximos a zero.76 5. 5-6 . Achar o pH da mistura? Lembremos que o pH= .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. . por segurança. contribuição específica (no caso de despejos industriais) etc.0 e uma fonte de água que é clorada e tem vazão de 5 L/s e pH=6.6 Mistura de diversas águas com pH Vamos seguir o exemplo dado por Piveli e Kato. nos cálculos de autodepuração. ou mesmo que os estudos de autodepuração se estendam para montante.7 Vazão Q7. 1996 a vazão de esgotos considerada em estudos de autodepuração é usualmente a vazão média. .com. OD pode ser adotado. a montante do lançamento dos despejos. O oxigênio é removido da água pela respiração e decomposição da matéria orgânica e medido em mg/L. Isto se deve à grande quantidade de matéria orgânica presente. em torno de 5 a 6 mg/l face à produção de oxigênio puro pelas algas. pode-se estimar a concentração de OD em função do grau de poluição aproximado do curso d'água. Efluentes de tratamento primário podem ser admitidos como tendo OD igual a zero. Para a criação de peixes o ideal é OD entre 7mg/L a 9mg/L. Caso o esgoto seja tratado. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0. Assim.Curso de esgotos Capitulo 05. O oxigênio entra na água por absorção diretamente da atmosfera ou pelas plantas aquáticas e pela fotossíntese das algas. este oxigênio poderá vir a ser consumido.10 com sete dias consecutivas e período de retorno de 10anos. 1996. . Metcalf & Eddy adotam 90% do valor da saturação.10 A vazão Q usada é a conhecida vazão ecológica também chamada de Q7.10 Oxigênio dissolvido no esgoto Conforme Sperling.Lagoas facultativas.log(0.10 é usada como a vazão mínima nos projetos de avaliação das cargas poluidoras. 1996 nos esgotos. Caso o curso d'água já se apresente bem poluído a montante. 2006. como 80 a 90% do valor de saturação de oxigênio conforme Sperling. infiltração. utilizando-se dados de população. Em tal situação. É um importante indicador para ver a existência da vida aquática.Tratamento anaeróbio. Efluentes de lagoas facultativas podem apresentar teores médios de OD elevados. A maioria dos peixes não sobrevive quando a quantidade de OD< 3mg/L. Se o emissário de lançamento final for longo.

Dica: caso não tenhamos dados sobre DBO podemos adotar DBO entre 1.Curso de esgotos Capitulo 05.br Dica: quando não temos dados podemos adotar para o rio 80% a 90% da saturação de oxigênio dissolvido. Para o caso de runoff 3mg/L.5mg/L a 3. 1984 a transformação para se obter oxigênio: 5-7 .11 DBO5 do esgoto A concentração da DBO5 dos esgotos domésticos brutos tem um valor médio da ordem de 250-350 mg/l (mg/l= g/m3).Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.com. Pode-se estimar também a DBO dos esgotos domésticos através da divisão entre a carga de DBO (kgDBO/d) e a vazão de esgotos (m3/d). Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 5.0mg/L em rios. Demanda total diária e por habitante Conforme Dacach. Dica: quando não se tem dados podemos supor que DO= 1mg/L no runoff.

por exemplo (hab) Di= demanda diária (g) Dh= demanda de oxigênio devido a DBO adotada como mínimo como por exemplo 54g/hab x dia.000. População equivalente Ainda segundo Dacach.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 1084 a população equivalente pode ser definida como: Pe= Di / Dh Sendo: Pe= população equivalente ao esgoto de uma indústria.com. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Admitir Dh= 54 g/hab x dia Pe= Di / Dh Pe= 140000 / 54 = 2593hab. como as do ramo alimentício. Caso haja despejos industriais significativos.Eficiências típicas de diversos sistemas na remoção da DBO Sistema de tratamento Eficiência na remoção de DBO (%) Tratamento primário 35 – 40 Lagoa facultativa 70 – 85 Lagoa anaeróbia-lagoa facultativa 70 – 90 Lagoa aerada facultativa 70 – 90 Lagoa aerada de mistura completa-lagoa de decantação 70 – 90 Lodos ativados convencional 85 – 93 Aeração prolongada 93 – 98 Filtro biológico (baixa carga) 85 – 93 Filtro biológico (alta carga) 80 – 90 Biodisco 85 – 93 Reator anaeróbio de manta de lodo 60 – 80 Fossa séptica-filtro anaeróbio 70 – 90 Infiltração lenta no solo 94 – 99 Infiltração rápida no solo 86 – 98 Infiltração subsuperficial no solo 90 – 98 Escoamento superficial no solo 85 – 95 5-8 .br Dt= V x DBO Sendo: V= volume de produção diário de esgoto (m3/dia) DBO= demanda (mg/L=g/m3) Dt= demanda diária de oxigênio (g) Dh= Dt / P Sendo: Dh=demanda de oxigênio por habitante (g) P= população habitantes Exemplo 5.000g de oxigênio.000g/dia Dh= Dt / P Dh= 3. Calcular a produção diária de oxigênio consumido pela DBO se o volume V= 10. estes devem ser incluídos no cálculo.000m3/dia Dt= V x DBO 300mg/L= 300 g/m3 Dt= 10.000. A Tabela (5.4 Seja uma cidade com P=50 mil habitantes e DBO de 300mg/L. Tabela 5. principalmente aqueles oriundos de indústrias com elevada carga orgânica no efluente.3.5 Calcular a população equivalente a uma indústria cuja demanda diária seja de 140. Exemplo 5.3) apresenta faixas típicas de remoção da DBO de diversos sistemas de tratamento de esgotos predominantemente domésticos.000g/dia / 50.Curso de esgotos Capitulo 05. Tais valores podem ser obtidos por meio de amostragem ou através de dados de literatura.000 m3/dia x 300mg/L= 3.000hab= 60g/habitante por dia A norma da ABNT NB 570/1990 para projeto de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários admite 54g/hab x dia de DBO para projetos quando não se tem dados.

5.82mg/L Nitratos 0.9 º C Temperatura da água 15. 1996. a qualidade que os esgotos devem possuir ao serem lançados no corpo receptor) Padrão do corpo receptor (qualidade da água a ser mantida no corpo receptor.1962 in Sperling propõe a classificação apresentada na Tabela (5.Curso de esgotos Capitulo 05.com. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0 º C Cor 138 Turbidez 121 Oxigênio Dissolvido (OD) 3.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.4. Tabela 5. a montante do lançamento A DBO5 no rio.Valores de DBO5 em função das características do curso d'água Condição do rio Bastante limpo Limpo Razoavelmente limpo Duvidoso Ruim DBO5 do rio (mg/l) 1 2 3 5 >10 Na Tabela (5. é função dos despejos lançados ao longo do percurso até o ponto em questão.12 DBO5 no rio. ou seja.4) na ausência de dados específicos.Efluentes das lagoas anaerobia e aerobia de São José dos Campos de 1963 Determinações Valores médios do efluente tratato Temperatura ambiente 24.085mg/L Nitritos 0.br 5. sendo uma anaeróbia e outra aeróbica.4 mg/L pH 7.87 mg/L DBO normal 68. a montante do lançamento.60mg/L NMP coliformes 924 x 103 /100mL Sólidos totais 402 mg/L Sólidos solúveis 284 mg/L Sólidos suspensos 113mg/L Sólidos sedimentáveis 8 ml/L Sólidos voláteis totais 261mg/L Sólidos suspensos voláteis 127mg/L Sólidos solúveis voláteis 133mg/L Fonte: Benoit. 1964 5.0070mg/L Cloretos 45. Tabela 5.56 Alcalinidade total 135. Apesar da boa redução de DBO. São aqui também válidas as considerações sobre campanhas de amostragem e a inclusão dos focos poluidores de montante conforme Sperling.58mg/L Nitrogenio orgânico 0. em função de sua classe) 5-9 .5) apresentamos análise dos efluentes de duas lagoas de São José dos Campos. Nestas condições têm-se os seguintes padrões a serem satisfeitos: • • Padrão de lançamento (padrão de emissão. o efluente em DBO ainda tem 68.4 mg/L Nitrogenio amoniacal 13. Klein.13 Legislação As recomendações mais recentes brasileiras estão na Resolução Conama nº 357 /2005 que classifica os rios em classes estabelecendo limites mínimos e máximos.7mg/L o que é bastante alto.7 mg/L DBO filtrada 41.

A Resolução Conama 357/05 é mais recente e mais restritiva e deverá ser obedecida verificando-se que em rios de Classe 3 o oxigênio dissolvido deverá sempre ser ≥ 4mg/L e que a DBO deverá ser ≤10mg/L.Oxigênio Dissolvido (OD).468/76. 5. à preservação de peixes em geral e de outros elementos da fauna e da flora e dessedentação de animais e por isso requer tratamento a nível secundário. sendo 4. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. substâncias que comuniquem gosto ou odor.Virtualmente ausentes: . A seção II – Dos Padrões de Emissão.br Para os parâmetros analisados no presente estudo.755/77.000 o limite para os de origem fecal. Depois que é quebrada a molécula de nitrogênio forma-se usualmente a amônia que rapidamente é convertida em nitrato no meio ambiente. 5-10 . a 20ºC em qualquer amostra. águas destinadas ao abastecimento doméstico após tratamento convencional. A demanda de oxigênio devido ao nitrogênio NDBO é o resultado da quebra de proteínas. em qualquer amostra. III . Como temos a DBO5 temos também a CDBO5dias para a demanda carbonácea de oxigênio.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Grau de Tratamento Requerido Para a disposição superficial do esgoto tratado no rio Baquirivu-Guaçu. II . 20ºC do despejo. mesmo tratados. que prejudiquem sua qualidade pela alteração dos seguintes parâmetros ou valores: I . não inferior a 4 mg/l. tem-se: Padrão do corpo d’água (Classe 3): • concentração de DBO ≤ 10 mg/l • concentração de OD ≥ 4 mg/l Vamos nos referir ao rio Baquirivú-Guaçu existente em Guarulhos município de São Paulo para efeito de aplicação dos conceitos das leis federais e estaduais. o rio Baquirivu-Guaçu está enquadrado como corpo de água pertencente à Classe 3. IV . até 10mg/l. DBO = CDBO + NDBO Se medirmos a DBO e CDBO podemos achar NDBO= DBO-CDBO A conversão da amônia em nitrato requer quatro vezes mais oxigênio do que a conversão da mesma quantidade de açúcar para formar o dióxido de carbono e água. determina que os efluentes de qualquer fonte poluidora não poderão conferir ao corpo receptor características em desacordo com o enquadramento do mesmo. 1997. a qualidade do efluente não deve modificar a classificação do curso de água.Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) em 5 dias.º 10. . nas coleções de água desde que obedeçam as condições estabelecidas por índices máximos de vários parâmetros. Proteínas contem açúcar ligado ao nitrogênio.com.000. Artigo 18. direta ou indiretamente. Este limite somente poderá ser ultrapassado no caso de efluentes de sistema de tratamento de águas residuárias que reduza a carga poluidora em termos de DBO 5 dias.Número Mais Provável (NMP) de coliforme até 20. A DBO é tipicamente dividida em duas partes: demanda por oxigênio devido aos carbonáceos CBDO e outra demanda por oxigênio devido a nitrogênio NDBO O CDBO (Demanda bioquímica de oxigênio devido ao carbonáceo) é o resultado da quebra de moléculas orgânicas como a celulose e açúcar em dióxido de carbono e água. A DBO é um pouco maior que a CDBO e geralmente é medido nas águas de esgotos lançados nos cursos de água. dos quais se destaca para o presente caso a DBO: -DBO5 dias. nas águas de Classe 3 não poderão ser lançados efluentes. em 100 ml. Por meio do Decreto do Estado de São Paulo nº 8. De acordo com o Decreto do Estado de São Paulo n.Curso de esgotos Capitulo 05. num período de até 5 semanas consecutivas. para 80% de pelo menos 5 amostras colhidas.substâncias solúveis em n-hexana. e somente poderão ser lançados.materiais flutuantes. inclusive espumas não naturais. na Classificação das Águas. ou seja. O CDBO é usado em estudos de analise da qualidade de água em rios. em no mínimo 80%. 20ºC no máximo de 60 mg/l.14 Diferenças entre DBO e CDBO A DBO é basicamente a quantidade de oxigênio dissolvido necessária pelas bactérias durante a estabilização da decomposição da matéria orgânica em condições aeróbicas conforme Dezuane.

Curso de esgotos Capitulo 05.Temperaturas de estudos Faixa para estudo Temperatura Azevedo Neto. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 1989 que foi obtida através da equação de Streeter-Phelps feita em 1925.718.com. 1966 Condições extremas de verão 25º C Condicões extremas de inverno 15º C Condições médias 20º C Plínio Tomaz 2007 32º C 13º C 20º C 5.7.6.R – Ks/H)/K2 5-11 .7). Sendo: D=déficit de oxigênio (mg/L) = Cs – C Cs= concentraçao de oxigênio de saturação na água numa determinada altitude e numa determinada temperatura (mg/L) C= concentração numa determinada temperatura (mg/L) e= número e= 2. A clássica equação de Streeter-Phelps. 1966 e Tabela (5. Tabela 5. Em 1987 Thomann e Muller lançaram o livro Principles of surface water quality modeling and control que é um State of Art do assunto..4) onde podemos ver o máximo déficit de oxigênio Dc quando somente usamos duas variáveis: DBO e aeração.050 outros ≥5 3 4 Fonte: adaptado da Resolução Conama 357/05 ≥4 ≥2 ≤10 Não citado 5. D= Do x e –K2 x t + +{ [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo + +{ [KN / (K2-KN)] x (e –KN x t – e –K2 x t) }x LoN . bastante conhecida fica: D= Do x e –K2 x t + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo A representação gráfica da mesma está na Figura (5.(1 – e –K2 x t) x ( pa. Dois grandes pesquisadores são Thomann em 1963 e Muller em 1984.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) KN= coeficiente de consumo de oxigênio pelo nitrogênio (/dia) Ks= coeficiente de consumo de oxigênio pelo lodo depositado no fundo de rio ou lago (/dia) H= profundidade média do rio (m) pa= oxigênio devido a fotossíntese das algas (mg O2/L /dia) R= consumo de oxigênio pelas algas (/dia) Lo= valor inicial da DBO (mg/L) LoN= valor inicial de oxigênio consumido devido ao nitrato numa temperatura determinada t= tempo decorrido em dias Com esta equação poderemos montar um planilha eletrônica tipo Excel onde obteremos o valor máximo do déficit de oxigênio que estará a uma certa distância = velocidade média x tempo em dias.030 ambientes lênticos 2 ≤5 <0.15 Teoria A equação básica para o balanço de oxigênio em um curso de água baseda nos estudos de Thomann e Muller.Resolução Conama 357/2005 aplicado a rios e lagos Classe do rio OD DBO Clorofila-a (mg/L) (mg/L) μg/L 1 ≤3 <10 ≥6 <0..14 Temperatura Geralmente os estudos são feitos para três temperaturas conforme Azevedo Neto. Os primeiros estudos sobre oxigênio dissolvido começaram na Inglaterra em 1870 e nos Estados Unidos em 1912.br Tabela 5.

Curso de esgotos Capitulo 05. É o maior déficit que ocorre no tempo tc em dias.com. 1993 são: tc= (1 / (K2 – K1)) x ln ((K2/K1) x (1-Do x (K2-K1)/(K1 x Lo)) Sendo: tc= tempo onde ocorre o máximo déficit de oxigênio. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Após 5 dias teremos a DBO5. O valor máximo de Dc será: Dc= (K1/K2) x Lo x e –K1 x tc Sendo: Dc= déficit crítico de oxigênio (mg/L). Lo= valor inicial da DB0 (mg/L). Fonte: Leme. É a DBO antes da contagem dos 5 dias.Representação gráfica da Equação de Streeter-Phelps. K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) tc= tempo crítico (dias) 5-12 . ou seja.4. 1977 Os valores obtidos conforme Metcalf e Eddy.br Figura 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. o déficit crítico de oxigênio Dc (dia) K2= coeficiente de aeração( /dia) K1= coeficiente de consumo de oxigênio (oxidação) pela DBO (/dia) Do=é o déficit de oxigênio no início (mg/L) Ln= logaritimo neperiano Lo= valor inicial da DB0 (mg/L). É a DBO antes da contagem dos 5 dias. Após 5 dias teremos a DBO5.

Esclarecemos o porque da base “e” pois usou-se há tempos a base 10 dos logaritmos na teoria geral do déficit de oxigênio dissolvido.1mg/L Portanto em 2. então menores serão os coeficientes K1. A Tabela (5.5 x (0.41/0.Curso de esgotos Capitulo 05.9mg/L DO=7.5 / H 1.5. 5.41/dia tc= (1 / (K2 – K1)) x ln ((K2/K1) x (1-Do x (K2-K1)/(K1 x Lo)) tc= (1 / (0. isto é.6 Calcular o oxigênio dissolvido a 20ºC em um rio que tem DBO=Lo=10.1mg/L.com.9 x v 0.16 Coeficiente de oxidação K1 da DBO O coeficiente de oxidação ou desoxigenação denominado K1 varia de 0.1mg/L.89 / Q 0.5= 0.41-0.49 Sendo: Q= vazão do rio (m3/s)= Q7.2/0.5 / 3.3 0. Vamos usar o metodo de Streeter-Phelps Do= 9.8) apresenta alguns valores de K1 na base “e”.10 com sete dias consecutivas e período de retorno de 10anos.6mg/L. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 3. 1993 in Maidment: K1= 1.303 5-13 .0 1.9 x 0.2 x 2.2 x 10.6= 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Quando os esgotos forem mais depurados. O oxigênio de saturação do local é 9.3m/s.2)/(0.Curva do déficit de oxigênio Fonte: Urias et al.41 –0.1/dia a 4.2/dia.1 – 7.2) x (1-1.67dias o déficit de oxigênio no rio será o maio possível.9 x e –0. Pela experiência foi provado que quando o lançamento de esgotos for mais poluentes. K1 base e= K1 base 10 x 2.10 A vazão Q usada é a conhecida vazão ecológica também chamada de Q7. O K1 geralmente é na base “e” mas caso tenhamos K1 na base 10 e queremos passar para a base “e” basta multiplicar por 2.br Figura 5.2)) x ln ((0.2/dia.67dias Dc= (K1/K2) x Lo x e –K1 x tc Dc= (0. maior é a oxidação e portanto maior deve ser o K1 adotado. 2006 Exemplo 5.303.41) x 10. Pode ser obtido de equações empíricas citado por Huber.5mg/L A constante de rearação K2 pode ser obtida de: K2= 3. O rio tem profundidade média de 3.0m e velocidade média de 0.5 K2= 3.67= 3. O coeficiente de desoxigenação da DBO K1=0.0/dia sendo um valor típico K1=0.9)) = 2.

49m3/s.44 / H 0.Valores de K1 Tipo de tratamento K1 na base e Tratamento secundário 0.05) Mancini patogênicas e virus Oxigênio consumido pelo lodo Ks 1.com.49 K1= 1.434 quando 0 < H <2.44 / H 0. 1995 Exemplo 5. Ks e valores R20 da respiração e pa20 da fotossíntese conforme Tabela (5. 5-14 . sendo que para o sistema aquático somente interessa 4 conforme Sawyer. tornando o sangue azul conforme Piveli e Kato. 1993 A correção da temperatura no coeficiente K1 também é aplicada para os coeficientes K2. KB.49 0.3 a 0.Curso de esgotos Capitulo 05.085 (1.2 a 0.024 Camp Oxidação devido ao nitrogênio NOD (nitrogenous oxygen KN 1.066 Thomann e Mueller Fonte: adaptado de Huber.9).5 Tratamento melhor que secundário 0.4 Fonte: Brown. Proteínas (nitrogênio orgânico) + Bactérias -> NH3 A amônia com ações de bactérias denominadas nitrosomonas se transformam em nitrito e em presença de bactérias denominadas nitrobactérias se transformam em nitrato.7 Calcular o coeficiente K1 de oxidação da DBO para um rio com vazão Q7. O nitrato não deve ser maior que 10mg/L nas águas de abastecimento público de água potável.434 =0.Valores dos coeficiente θ usuais na base “e” com as referências Processo Coeficiente Valor de θ Referência Oxidação do DBO K1 1. pois o nitrato é reduzido a nitrito na corrente sanguínea.07 (1.3 a 1.89 / Q 0.89 / 8.8 Calcular o coeficiente K1 de oxidação da DBO para rio com profundidade de 2.4m K1= 0.035 a 1.065 Thomann e Mueller Respiração R R20 1.8.0m. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.44 / 2 0. KN. competindo com o oxigênio livre. as plantas mortas produzem amônia.40m Exemplo 5. 2005.10= 8. et al 1994.66/dia Thomann e Mueller apresentaram a seguinte relação que adaptada para unidades SI ficam: K1= 0.434 quando 0 < H <2. K1= K1 x θ (temperatura–20) K2= K2 x θ (temperatura–20) KN= KN x θ (temperatura–20) R= R20 x θ (temperatura–20) pa= pa20 x θ (temperatura–20) Coli= Coli20 x θ (temperatura–20) Ks= Ks x θ (temperatura–20) 5. Caso a temperatura seja diferente de 20ºC o novo valor de K1 passa a ser calculado da seguinte maneira: K1= K1 x θ (temperatura–20) Os valores de θ variam de autor para autor conforme se podem ver na Tabela (5.5 Tratamento instável com sedimentos no fundo 0. As fezes de animais. K1= 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.08 Thomann e Mueller Fotossíntese pa20 1.047 Camp Rearação de DO K2 1. K1= 0.33 5.4m K1= 0.9.49 =0.17 Coeficiente de correção θ O coeficiente K1 é sempre referido a temperatura de 20º C.8).18 Oxigênio consumido pelo nitrogênio (NOD) A química do nitrogênio é complexa pois o nitrogênio se apresenta de 10maneiras.026 a 1.br Tabela 5. Tabela 5. pois causa doença a metahemoglonemia infantil que é letal para crianças.30 para H> 2.1) Bowie et al demand) Decaimento de bactérias KB 1.

posteriormente em nitrato. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. NTK= Kjeldahn (NTK). onde o processo de nitrificação é induzido e controlado. 1987 usam: LoN=NOD= 4. daí a sua importância como parâmetro químico na qualidade das águas. dependendo das condições físicas e químicas do meio aquático em nitrito e.67mg/L.5mg/L Dica: em runoff adotar NH3=0 Abaixo de 10ºC a influência do nitrogênio é inibida.837mg/L.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. O valor de NOD conforme Huber.57 x (No+Na) Sendo: No=concentração de nitrogênio orgânico Na= concentração de amônia Para a média municipal de entrada de esgotos o NOD é de 220 mg/Lm No=20mg/L de nitrogênio orgânico e Na=28 mg/L de NH3.02mg/L de amônia livre mas águas dos rios.br Nitrogênio Amoniacal (NH3) A amônia na forma livre NH3. Quando OD<2mg/L a nitrificação é inibida também.5mg/L em climas frios. A presença do nitrogênio na forma de nitrato no corpo d’água é um indicador de poluição antiga relacionada ao final do período de nitrificação ou pode caracterizar o efluente de uma estação de tratamento de esgotos sanitários a nível terciário. Na conversão de nitrogênio para NO3 e para NO2 consome oxigênio que é conhecido como NOD (nitrogenuos oxygen demand). a concentração de amônia é menor que 1mg/L.4mg/L e No=6. O NTK é a forma predominante do nitrogênio nos esgotos domésticos brutos.6/dia.57 x (20+28)=220 mg/L Conforme Thomann e Muller.5mg/L de NH3 e 0. Nota: Thomann e Muller.3 mg/L Los Angeles: Na= 8. O nitrato (mg/L) pode sofrer o processo de desnitrificação sendo reduzido a nitrogênio gasoso.7mg/L No Uruguai Na=20mg/L e No=18mg/L New York temos: Na=6. isto é. A média do nitrogênio Kjeldhal é 1.02/dia a 6. Dica: Quando não se tem dados adotar em rios adotar NOD (demanda de oxigênio devido ao nitrogênio) entre 0.7mg/L Dica: Quando não se tem dados. a amônia não ionizada é tóxica aos peixes e na forma ionizada NH4 não é tóxica.57 x TKN + 1.9) onde temos alguns coeficientes KN. Ver Tabela (5.com. De maneira geral para pH das águas de rio menores que 8.3mg/L e No= 6. O NTK é a soma do NH3+ os nitrogênios orgânicos (mg/L) 5-15 . 1993. O nitrito e o nitrato têm em média 0. Nos Estados Unidos não é permitido mais que 0. mas podem variar também de 0.0/dia conforme Huber.57 x (No+Na) LoN=NOD= 4.2mg/L causam fatalidades a varias espécies de peixes conforme Sawyer et al 1994. LoN=NOD= 4. adotar em climas quentes 1. A amônia livre em concentrações maiores que 0. Nitrogênio Kjeldahn (NTK) É o nitrogênio orgânico com o nitrogênio em forma de amônia.Curso de esgotos Capitulo 05. 1987 temos: O runoff produz Na=0.5mg/L a 1.6mg/L e No=1. 1993 é: LoN=NOD= 4.2/dia a 0. Nitrato (NO3) O nitrogênio em forma de amônia se transforma com o tempo. com o objetivo da redução de nutrientes. O esgoto doméstico contém de 15mg/L a 30mg/L de nitrogênio total sendo 60% nitrogênio amoniacal e 40% nitrogênio orgânico.14 x NO2 Sendo: LoN=NOD= nitrogenus oxygen demand (mg/L) a 20º C NO2= nitrito (mg/L) Os valores de KN variam de 0.

Primeiramente causa a depleção do oxigênio através da nitrificação.6). Conforme Thomann e Muller.com. 1996. 1996. 1985 Resumindo. O nitrito então é oxidado para nitrato pela bactéria do genus Nitrobacter da seguinte maneira: NO2. O total de oxigênio utilizado para a inteira nitrificação é 4. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5O2 ---> NO2 + 2H+ + H20 A reação requer 3.Porcentagem de amônia não ionizada em porcentagem Fonte: Usepa. 5. Figura 5.Curso de esgotos Capitulo 05. Depois forma um íon não ionizado que é tóxico a organismos aquáticos. entretanto a amônia não ionizada em forma de gás NH3 é tóxica a peixes. A equação de equilíbrio é: NH4+ + 1. Isto causa um produto não esperado (byproduct) chamado nitrato que é um poluente conforme Chafra in Mays. Quando o pH aumenta a reação tende para o lado direito e conseqüentemente um alto nível de pH da água resulta num nível alto de amônia não ionizada conforme Figura (5.19 Toxidez da amônia A amônia existe em duas formas naturais: o íon de amônia NH4+ e a amônia gás NH3.43g de oxigênio para 1g de nitrogênio oxidado a nitrito. 5-16 . O íon de amônia NH4+ não causa nenhum problema. que estimulará o crescimento de plantas aquáticas. o problema do nitrogênio em um rio ou córrego tem varias facetas. que causa sérias doenças em crianças conforme Chafra in Mays. Finalmente a amônia e o nitrato são nutrientes essenciais para a fotossíntese. 1987 a amônia é oxidada sob condições aeróbicas e se transforma em nitrito pela ação das bactérias do genus Nitrosomonas.br O resultado da nitrificação é o nitrato. Conforme Thomann e Muller.+ 0.57g de oxigênio por grama de amônia oxidada para nitrato.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.5 O2 NO3Esta reação requer 1. 1987 a presença da amônia em águas naturais se deve a descargas de esgotos ou a decomposição de matéria orgânica de varias formas.6.14g de oxigênio para 1 g de nitrito para oxidar para nitrato.

98 mg/L Na=18. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com.90+1.57 x (No+Na) No= 1.1987 5-17 .5 Rio raso com fundo rochoso 0.98=20.25 =95.9) calcular usando a equação de Thomann e Muller.8 Rios com sedimento no fundo 0.2 mg/L de O2 Tabela 5.57 x (No+Na) LoN=NOD= 4.98mg/L Nitritos= 0.3 Rio raso com algumas pedras no fundo 0.02 Para corpos de água grandes e fundos (Thomann e 0.6 a 0.71mg/L de O2 Caso KN=0.4 x 95.57 x20.11mg/L Cloretos= 46.1ºC DBO= 338 mg/L pH= 6.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.88 mg/L LoN=NOD= 4. 1987: LoN=NOD= 4.30mg/L Sólidos totais= 641.5 Muller.Curso de esgotos Capitulo 05.60mg/L Nitrogênio amoniacal= 18.50mg/L Coliformes totais= 83 x 106 NMP/ 100mL NTK= 18.70 ml/L Sólidos suspensos= 318.1 a 0.25mg/L Nitratos= 0.90mg/L Nitrogênio orgânico= 1.4 o valor a ser usado na fórmula geral será igual: LoN =KN x LoN= 0.57 x (1.88 + 1.90 mg/L LoN=NOD= 4.0 a 0.6 Alcalinidade total= 124.9B Com os mesmos dados do Exemplo (5.60mg/L Sólidos sedimentáveis= 157. 1987) 0 Um valor típico de KN=0.28 Exemplo 5. 1987) Para rios pequenos (Thomann e Muller.71= 38.14 x NO2 LoN=NOD= 4.br Exemplo 5.9 Calcular o valor de LoN para um esgoto bruto de São José dos Campos de 13 de dezembro de 1960 quando a metade da cidade teve o seu esgoto tratado com duas lagoas em série que constituíam o método Australiano elaborado pelo engenheiro civil Benoit Almeida Victoretti conforme sua tese de doutoramento de 1964.14x 0.08 (temperatura–20) Thomann e Muller.3 a 0.Valores de KN conforme o curso de água Tipo de curso de água KN a 20ºC na base “e” 20º C Rios fundos 0.1 a 0.57 x TKN + 1.90)= 95.3/dia a 20º C. 1987) 1/dia Nota: entre 5ºC e 10ºC (Thomann e Muller.10. KN= KN x θ (temperatura–20) KN= KN x 1. Temperatura = 22.58+18.

7) mostra as transformações ocorridas com o nitrogênio.br Devemos observar que para o consumo de nitrogênio a entrada dos valores na fórmula geral entra de uma maneira diferente da respiração R e fotossíntese p.(1 – e –K2 x t) x ( p.com. D= Do x e –K2 x t + + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo +{ [Kn / (K2-Kn)] x (e –Knx t – e –K2 x t) }x LoN .Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.7.o nitrito com as nitrobactérias transforma-se em nitrato NO3 – A Figura (5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Figura 5.R – Ks/H)/K2 As transformações do nitrogênio são: NH3 Transforma-se em amônia ionizada NH4 + NH4 + a amônia ionizada com bactérias nitrosomonas transforma-se em nitrito NO2 NO2 .Curso de esgotos Capitulo 05.Transformações do nitrogênio Fonte: Stream corridor processes characteristics and functions 5-18 .

1 x 10=0.br/institutos/it/de/acidentes/fito.24 mg O2/ L x dia 5.1=0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. associado aos parâmetros físicos e químicos.25 mg O2/ L x dia.11 Dado o valor da clorofila-a de 10 μg/L achar a RESPIRAÇÃO.25 x 0.25/dia. 1987 temos: R= aop x μr x P aop=0.20 Fotossíntese Através do site http://www.024 x (clorofila a) (μg/L) Geralmente os valores da clorofila-a na faixa de 0. Exemplo: R=0.htm expomos uma explicação sobre o que é a clorofila-a. que se reflitam em modificações no habitat ou no comportamento dos organismos aquáticos.1 a 0.024 x (clorofila-a) (μg/L) R (mg/L/dia)= 0. consiste na extração. 1985 recomenda para a respiração a equação: R (mg/L/dia)= 0.0 a 0. R (mg/L/dia)= 0. durante 12 horas. aop= razão em mg de DO/ μg de clorofila a . pode detectar possíveis alterações na qualidade das águas.ufrrj. μr= taxa de respiração do fitoplâncton que varia de 0.408mg/L/dia. bem como avaliar tendências ao longo do tempo.25 razão em mg de DO / μg de clorofila-a que varia de 0.com. dos pigmentos existentes no resíduo da filtração da amostra de água. Um dos métodos. Assim.1 /dia aop= 0. serão analisadas em laboratório para a obtenção da concentração da Clorofila-a. 1983).1 a 0.05/dia a 0. o estudo do fitoplâncton e da biomassa (Clorofila-a). buscar indicadores biológicos da qualidade de água. sendo usual a taxas de 0. Varia de 0. desta forma.024 x 10=0. Vamos adotar aop=0.Curso de esgotos Capitulo 05.025x 10= 0.25mg/L μr=0. Exemplo 5.br 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.25 mg O2/ L x dia A USEPA.25x0. As algas (e outras partículas em suspensão) contidas numa amostra de água e retidas em papel de filtro. a análise dos níveis de clorofila pode estabelecer uma correlação entre a ocorrência das espécies e a biomassa e.3. Costuma-se utilizar a concentração de clorofila (em ug/l) para expressar a biomassa fitoplanctônica. Após esse tempo. P= fitoplâncton clorofila-a em μg/L Conforme Thomann e Muller.1/dia usada no programa STREADO.017mg/L obtendo dados de respiração R que varia de 0 a 0. a solução é centrifugada e o líquido obtido tem sua absorvância determinada.1/dia R= 0. P= clorofila-a em μg/L= 10 μg/L R= aop x μr x P R= 0. Além disso.3.10 μr= 0. com acetona a 90%.025 x P Exemplo 5.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.19 Respiração Da mesma maneira que a fotossíntese a respiração é devido ao fitoplâncton clorofila “a” R= aop x μr x P Sendo: R= respiração pelo fitoplâncton (mg/L x dia). nos comprimentos de onda específicos (Aminot e Chaussepied. 5-19 .

A reação da fotossíntese pode ser escrita assim: 6CO2 + 6 H20 C6 H12 O6 + 6O2 A produção do oxigênio é acompanhada da remoção de hidrogênio da água formando peróxido que é quebrado em água e oxigênio. As plantas aquáticas e o fitoplâncton têm um efeito muito grande na concentração do oxigênio dissolvido num corpo de água. Figura 5. No manancial do Tanque Grande em Guarulhos encontramos 0. Existem dez tipos de clorofila. como: temperatura. são obtidas com auxílio da garrafa tipo Van Dorn de 2 litros. Observar o magnésio Mg Fonte: Soarez. Conforme Lamparelli. tendem a suportar um maior número de algas do que aquelas com baixo nível desses elementos. Outros fatores. 2004 a relação entre clorofila-a e feofitina-a é 1:1 em rios e 2:1 em reservatórios sendo adotado em seu trabalho a clorofila-a corrida para feofitina-a que foi adotada com indicadora de biomassa fitoplanctônica tanto para reservatórios como para rios.8) e as amostras de profundidade.9) e (5.3 μg/L de Feofitina-a.8. 2006 5-20 . As características da qualidade da água determinam que espécies de algas estão presentes. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Fotossíntese é o processo em que a energia solar se converte em água e dióxido de carbono e glicose. profundidade. também influem nas espécies e no número de algas encontradas nos lagos.br Figura 5.Curso de esgotos Capitulo 05. A concentração de clorofila-a na água está diretamente relacionada com a quantidade de algas presentes no manancial.97μg/L de clorofila-a e 2. sendo a mais importante a Clorofila-a seguida da feofitina-a conforme Figuras (5.com. pH e alcalinidade. Lagos com elevados níveis de nutrientes.9-Esquema da Clorofila a.Mostra coleta de amostra usando garrafa tipo Van Dorn As amostras de superfície são coletadas diretamente nos frascos conforme Figura (5. A concentração excessiva de algas confere aos lagos a aparência indesejável de "sopa de ervilha".Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.10).

formando peróxido que se quebra na água liberando oxigênio. cuja concentração não muda.10.pdf Vamos fazer dois cálculos: Obtenção do OD devido a fotossíntese durante o dia Variação do OD durante o dia 5-21 . 1993.Esquema da transformação da Clorofila-a em feofitina-a. sendo crucial para a fabricação de glicose através da fotossíntese.br Figura 5. A produção de oxigênio ocorre através da remoção do hidrogênio da água.epa. É a clorofila-a a responsável pela coloração verde das plantas e pela realização da fotossíntese. Vamos mostrar com um exemplo para facilitar a compreensão do assunto: conforme http://www.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 05. Fonte: Soarez. 2006 Clorofila-a A clorofila está presente nas folhas das plantas. A produção de oxigênio é tão grande que a água fica supersaturada chegando até 150% a 200% acima do nível de saturação conforme Huber.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR. Observar a remoção do Mg. A clorofila é produzida pela planta através dos cloroplastos.com. Vamos utilizar o método baseado na clorofila “a”.

25 razão em mg de DO / μg de clorofila-a que varia de 0.29=6.5 μg/L = 2.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.914 = 0.7 / Ds sendo Ds= profundidade obtida com o disco de Secchi (m) α1= αo x e –Ke x z= 1.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: f= 0. f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.6f) )] / [0.73 = 0.04 adotado Ke = 1.42) / (1.73 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1. a fotossíntese só ocorre durante o dia.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.29=5. P= clorofila-a em μg/L= 10 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.95+0.state.6 dia αo= coeficiente α1=coeficiente z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) 5.e – 0.73 = [( 1.com.29= 0.6 x 0. Thomann e Mueller.6dias T=1dia Ka=K2=0.1 a 0.6 ( e -0.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia. Conforme Branco.25 x P= 0.br 5.mde.5 x (1 – e –0.04 x 1.39 x 0.e -1.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.6 x 1dia) x ( 1.e –Ka x T x (1.42 x e .5 pa quando Ka < 2/dia Ka=K2 Δc= 0.718 x 0.5 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia H= profundidade (m) G(Ia)= 2.5 pa 5-22 .e – Ka x f x T) x ( 1.21 Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese Conforme http://www.87m = profundidade média (adotado) Ke= 1.5 x 1dia)] Δc/0.3.24mg/L de O2.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. ps=aop x P aop= 0.718 x f ( e -α1 .73 = 0.5 x 0. 1987 fazem algumas simplificações: Δc= 0. Vamos adotar aop=0. 1 Langley=grama-caloria/cm2 Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2.73 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.95mg/L poderá haver variação de oxigênio de 5.20 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia.95-0.29 pa= ps x G (Ia)= 2.29mg Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Devido a energia solar.5/dia pa= 0.55 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 1.5 x 0.66 até 5.04 x 0.Curso de esgotos Capitulo 05.md.1.39 Δc = 0.5/dia então: Δc= 0.87) =0. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia (mg O2/ L x dia) ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado. 1971 são usados luxímetros ou fotômetros para registrar a intensidade luminosa em unidades langley.04/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.25x 10= 2.29 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.55 .3 pa quando 2/dia ≤ Ka ≤ 10/dia Como Ka =0.5 x 1 x (1-0.42 H= 1.e –0.

indesejavelmente. O fósforo é um nutriente e não traz problemas de ordem sanitária para a água.22 Estimativa da quantidade de clorofila a através da quantidade de fósforo em um lago.24 Sendo: Clorofila-a em μg/L Fósforo total (PT) em μg/L Exemplo 5. 1987 para áreas de produção moderada podendo chegar até 10 g O2/m2 x dia para rios onde existe uma biomassa significante. O fósforo total tem média de 337μg/L enquanto que o fósforo solúvel tem média de 100μg/L.24 Clorofila-a= 0.081 x 50 1.com.365 mg O2/ L x dia Thomann e Muller. 1987 ainda sugerem que: pa´= pa x H R´= R x H Sendo: H= profundidade (m) Então os valores de pa´ e R´ terão as unidades: g de O2/ m2 x dia pa´ e R´ tem as unidades mg O2/ L x dia Os valores de pa´ variam de 0. o processo de eutrofização. A concentração elevada de fósforo pode contribuir da mesma forma que o nitrogênio para a proliferação de algas e acelerar. para rios e lagos concluiu a seguinte relação: Clorofila-a= 0. Fósforo total (PT) A presença de fósforo na água pode dar-se de diversas formas.12 Sendo a concentração de fósforo de 50 ug/l Clorofila-a= 0. A mais importante delas para o metabolismo biológico é o ortofosfato. Os níveis de respiração abrangem aproximadamente os mesmos valores.3 a 3g O2/m2 x dia conforme Thomann e Muller.5 x 0.73=0.081 x (PT) 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Δc= 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 5. Lamparelli.4μg/L 5-23 . em determinadas condições.24= 10.Curso de esgotos Capitulo 05. 2004.081 x (PT) 1.

912 Baity Lama de esgotos 0.0cm 5.14 Sendo Ks= 3.21 Demanda de oxigênio devido ao sedimento A demanda de oxigênio devido ao sedimento ocorre: Sedimentação de esgotos Morte de plantas e queda de folhas devido ao runoff Deposição do fitoplâncton Criação de bactérias com filamentos devido a sólidos orgânicos solúveis No fundo do rio com profundidade H o depósito de sedimentos pode variar de localização desde sedimentação baixa como elevada.17 Edwards & Rolley Lama de rios 4.11. 1985 apresenta a equação: Ks (g/m2/dia) =0.77g O2/m2 /dia Tabela 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Ks= Ks x θ (temperatura–20) Sendo θ= 1.2cm 4.056 10.5 Rio Potomac 5-24 .12x Ds 2 Ks (g/m /dia)= 0.com.15x t +0.4 25cm 6.br 5.8 O’ Connel e Weeks Média achada nol estuário do 2.16 McDonnel e Hall Lama de rios 2cm 3.0= 3.Curso de esgotos Capitulo 05. Investigadores Depósito bêntico Grama de O2 /m2 x dia Ks ou SB Fair et al 1.12 x Ds Sendo : t= temperatura em (ºC) Ds=profundidade do sedimento (cm) Exemplo 5.12 x 1. D= [Ks / (H x K2)] x ( 1 – e -k2 x t) ou D= (Ks / H) x ( 1 – e -k2 x t)/K2 Sendo: D= déficit de O2 pela demanda bêntica (mg/L) H= profundidade do rio (m) Ks= SB=demanda bentônica (grama de O2 / m2 x dia) conforme Tabela (5.065 (30–20)= 3. O valor de Ks pode ser corrigido conforme a temperatura.11) K2= coeficiente de reaeração (/dia) t= tempo de trânsito da água do rio (dia) Nota: Ks também é chamado de SB. O coeficiente Ks varia de 2g O2/m2 x dia a 10g O2/m2 x dia A USEPA.42 cm 1.12 x 1. Ks (g/m2/dia)= 0.12 g/m2/dia Exemplo 5. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Ks= Ks x θ (temperatura–20) Ks= 3.Demanda bentônica de oxigênio de acordo com a espessura estimada do depósito bêntico conforme vários autores.552 4.1cm 0.15x 20 +0.12g O2/dia para temperatura de 20ºC calcular Ks para temperatura de 30ºC.13 Dado 1cm de lodo calcular para temperatura de 20ºC o valor de Ks.15x t +0.656 Oldaker et al Lama de rio 0. O oxigênio utilizado pelos sedimentos depende do material orgânico e dos organismos bênticos existentes no local.065.

1971 quando a velocidade do rio for menor que 0.054 Sendo: K2= coeficiente de reareação a 20º C.Curso de esgotos Capitulo 05.7 1.13/dia 5-25 .728x 3.333=0. Quando a velocidade for maior que 0.5 -0. Calcular o coeficiente de reaeração K2. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0 + 0.55 x V 0.2m/s há deposição de matéria orgânica. Futura demanda bêntica Para previsão da demanda bêntica podemos fazer o seguinte: Ks futuro= Ks presente x (TSS futuro / TSS presente) Sendo: Ks futuro= demanda bentônica futura (grama de O2 x m2 x dia) Ks presente = demanda bentônica presente (grama de O2 x m2 x dia) TSS futuro = futura carga de sólidos totais em suspensão (mg/L) TSS presente = carga presente de sólidos totais em suspensão (mg/L) 5.663m/dia K2= KL / H K2= 0.31 x U + 0. Achar o coeficiente de reaeração K2.55 x V 0. 1993 K2= 4.037 x U2 KL= 0. KL= unidades em m/dia Para o caso de lagos conforme Banks e Herrera in Huber.703 / H 1.5 -0. Existem fórmulas empíricas para se achar o coeficiente K2 conforme Huber.0372 x U2 U= velocidade do vento (m/s) a 10m de altura.15 Seja o rio Delaware com velocidade média V=0.703 / H 1.0 = 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.93+0.037 x 3.31 x U + 0.com. Varia de 1/dia a 10/dia V= velocidade média do rio (m/s) H= profundidade média do rio (m) Exemplo 5.16 Seja um lago com velocidade do vento a 10m de altura U=3.22 Coeficiente K2 devido a reaeração A rearação aumenta com a turbulência.5m/s haverá arrastamento do lodo sedimentado.054 K2= 0.054 K2= 4. 1971 até 2cm de espessura do lodo não há aumento substancial de consumo de oxigênio.br Conforme Branco.0m/s e profundidade do lago H=5.5 -0.00m.31 x 3.0 0.703 / 1.11m/s e profundidade média H=1. KL= 0.02 KL= 1. aumento da velocidade e da declividade do rio e decresce com o aumento da profundidade.728x U 0.663 / 5.728x U 0.55/dia Lagos Sendo: KL= 0.11 0. K2= 4.26 – 0.55 x 0. 1993 apresenta a fórmula empírica: K2= KL / H Exemplo 5.7m. Ainda segundo Branco.3m/s a 0.

283m3/s a 0.97 5.18 x 3200 x 0.30m a 0. 2005 apresenta a fórmula empírica conforme coeficientes da Tabela (5. 2005 Exemplo 5.60m a 4.50 1. <0.73 0.11 0. C=0.56/dia O coeficiente K2 segundo O´Connor varia 0.000188m/m.50 / H1.12).12.5m3/s Exemplo 5.5m3/s podemos usar a equação de Tsivoglou: K2= C x U x S Sendo: K2= coeficiente de reaeração na base ‘e´ a 20ºC.18 0.50 / 1.37 0 a 0. vazão Q=8m3/s e velocidade média de 3200m/dia calcular o coeficiente de reaeração K2.Curso de esgotos Capitulo 05.50 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.71m3/s a 8.85 O’ Connor Churchill Owens 0. n.3 0. 1987.05 a 0.13) Tabela 5.73 x V 0. Para rios rasos com vazões até 8.67 Profundidade varia de 0.11m/s e H=1. para V=0.13. U= velocidade média do rio (m/dia) S= declividade média do rio (m/m) C= coeficiente que depende da faixa de vazão do rio conforme Tabela (5.Valores c.18 devido Q= 8m3/s.283m3/s C=0.71m3/s C=0.73 x 0. K2= c x V n / Hm Sendo: V= velocidade média do rio (m/s) H= profundidade média do rio (m) Tabela 5.50 K2= c x V n / Hm K2= 3.80 e para prof < 0.000188 = 0.50 Para prof.2/dia conforme Thomann e Muller.71. 1987 0. m e autores das fórmulas empíricas de K2 a 20ºC c n m Autor Velocidade principal (m/s) 3.5 K2= 3.Coeficientes C de acordo com a faixa de vazão.10/dia 5-26 .5 K2= 0.23 Estimativas de K2 Jordão. C=0.05/dia a 12.60m 5.80 a 1.50 m=1. K2= 0.12) obtemos os valores: c=3.18 Para um rio raso com declividade média S=0.9m Thomann e Muller.7m K2= c x V n / Hm Consultando a Tabela (5.br 5.67 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.17 Calcular o valor de K2 usando a fórmula de O´Connor.73 n=0. Fonte: Jordão.00 0.com.21 0.00m.

br 5. Fecalis é da mesma ordem de grandeza do grupo dos coliformes. O decaimento de bactérias e patogênicos não influi na redução de oxigênio na água e mostra os perigos do uso da água a jusante para usos públicos e banhos. O tempo t para mortalidade de 90% das bactérias é: t90= 2.KB .com. A constante do S. Existem legislações que estabelecem os limites para coliformes totais. exp ( .8 Média água doce Coliformes fecais 37 a 110 Água do mar a luz do sol Patogênicos como salmonella 0. apesar que foram encontrados valores até 55/dia no oceano sob a luz solar. 1987. coliformes fecais. 0ºC a 24ºC Fonte: adaptado de Thomann e Mueller. Temos duas considerações básicas: Decaimento de organismos em rios e córregos Decaimento de organismos em lagos e estuários 5. por exemplo.3 Oceano em diferentes ambientes. x/U) Sendo: N= concentração de organismos em número/ 100mL. mas pode atingir 84/dia conforme estudos realizados em oceanos.Estimativas do coeficiente KB de decaimento de bactérias e vírus Organismos Coeficiente KB Observações (/dia) Coliformes Totais 1 a 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 4ºC a 25 ºC Vírus (entéricos) 0.KB . Vírus (polio tipo I) 0.26 Águas marinhas.6dias Conforme Thomann e Muller. 1978 in Thomann e Muller.5= 4. t90= 2. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1 Dado KB= 0. vírus e patogênicos Vamos exprimir sucintamente os conceitos de Thomann e Muller.3/KB Exemplo 5.3/KB t90= 2. 1987. Para rios e córregos o decaimento de bactérias pode ser assim representado: N= No . Salmonella etc.07 (T-20) Tabela 5. exp ( .24 Decaimento de organismos em rios e córregos. No= concentração após a mistura em número/ 100mL KB = constante /dia= 2. O objetivo é a investigação do impacto de bactérias e outros organismos que causam doenças. 1987.14) t= tempo t= x/ U x= comprimento desde a origem U= velocidade da água Valor de KB para outras temperaturas KB= KB 20ºC x 1.2 /dia para estimativo de decréscimo de bactérias 12h depois conforme Mancini.15 a 2. t) t= x/U N= No .14. 18ºC thompson. Os vírus geralmente possuem uma constante KB menor que as bactérias.23 Decaimento de bactérias. 5-27 . Os valores de KB estão na Tabela (5.5/dia calcular o tempo em que estarão mortas 90% dos coliformes totais.3/0.05 a 0.Curso de esgotos Capitulo 05. 1987 para água doce a constante KB é aproximadamente 1 /dia enquanto que para a água do mar é de 1.5 a 3 Lago Ontário.5 /dia.5 Na água doce no verão a 20ºC 0.

Curso de esgotos Capitulo 05. Queremos o impacto no local do banho. No mesmo rio a 805m do ponto de partida temos uma carga pontual com 1890 litros/dia com carga de coliformes totais TC de 20 x 106 microorganismos/100mL e coeficiente de decréscimo KB= 1. São consideradas águas impróprias para balneabilidade quando a amostra for maior qualquer um das três restrições: • >2500 coliformes fecais (termotolerantes)/ 100mL • >2000/100mL Escherichia Coli • >400/100mL Enterococos Exemplo 5.06m/s tem no inicio 500 coliformes totais/100mL.0/dia. a carga distribuída pelo runoff e finalmente a carga pontual. salinas e salobras. isto é.br Variação com a temperatura Sendo: KB= taxa de decaimento/dia na temperatura T KB 20= taxa de decaimento /dia a 20ºC T= temperatura em º C KB= KB 20ºC x 1.5/dia.com.5/dia e velocidade 0.10 de 2830 L/s e os coliformes totais TC são de 500organismos/100ml e o coeficiente de decréscimo KB=0. 1987) Um rio tem vazão Q7. 5-28 . tomando-se primeiramente o impacto da carga a montante.07 (T-20) Resolução Conama 274/2000 Trata-se das exigências de balneabilidade para águas doces. Impacto a montante A montante do ponto considerado o rio tem coeficiente KB =0. Ainda no mesmo rio temos descargas devido ao runoff de 1890 litros/dia que estão distribuídas em 805m carregando coliformes totais de 30 x 106 organismos/100ml com coeficiente de decréscimo KB=1. Queremos saber qual é a porcentagem de redução de coliformes totais sabendo-se que adotamos o critério do Estado de New York que o valor máximo no local de banho seja menor que 2400organismos/100ml.18A (exemplo de Thomann e Muller.0/dia a 20ºC.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. a 805m+5600m=6405m. Resolução do problema Vamos fazer uma superposição. depois. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Na distância de 6405m tem um lugar para banhistas.

06m/s. exp ( .67 x 1012 / 3.exp ( . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5 . X/U)] Sendo: X= 805m=distância (m) U= velocidade do rio =5184m/dia KB= coeficiente de decaimento= 1.00/dia SD= 15150 organismos/100mL X=805m U= 5.67 x 1012organismos/100/ ml x dia O volume V será o deslocamento do trecho de 805m em 5184m/dia.0/dia SD= valor da carga distribuída em organismos/100ml x dia O valor de SD é a razão entre a quantidade de coliformes totais que entra no rio dividido pelo volume de agua da frente de 805m.br Figura 5.06m/s e para um dia será: U=0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. exp ( .150 organismos/ 100mL N(805m)= SD/ KB ( 1.5m2 x 805m)] x 104 V= 37432 x 104 =3.Curso de esgotos Capitulo 05.1.7432 x 108 SD= w/V= 5. Lembramos que o rio tem velocidade de 0.10.Esquema do rio A velocidade U=0. SD= w/ V A carga w será: 1m3 = 1000 litros Em 1 litro temos 10 pequenos volumes de 100mL w= (30 x 106 ) x (18900L/dia x 10)= 5.0) [ 1.exp (-KB. isto é.0 x 805/5184)]=2121organismos/100mL 5-29 .exp ( . Impacto devido a entrada de água distribuída em 805m Será calculado por: N(x=805m)= (SD/ KB) x [ 1.KB .KB . o impacto de montante no local do banho será de 29 coliformes totais/ 100ml.7432x 108=15. V= (46. x/U) KB= 1. x/U) N= 500 . está se deslocando. 6405/5184)= 270 coliformes totais / 100mL Portanto.06 m x 86400s= 5184m/dia N= No .184m N(805m)= (15150/ 1.0.com.

1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. teremos que remover 98.0 x 5600/5184)=231890 x0.KB . exp ( . 5-30 . exp ( .1409)/ 78843=98.br No fim da área distribuída do runoff temos 15150 organismos/100mL e queremos saber a 5600m abaixo onde está a área de banho.0 x 5600/5184)=2121 x0.com.890 . exp ( . x/U) N= 2121 .34=78843 org/ 100mL No local de banho supondo que o limite máximo seja de 2400 coliformes totais/100mL exigido no Estado de New York temos: 2400 – (270+721)=1409/ 100mL Porcentagem de redução= 100x( 78843.0/DIA.34=721 org/ 100mL Impacto devido a carga concentrada Existe no fim dos 805m uma carga concentrada de 1890 litros/dia.Curso de esgotos Capitulo 05.21% Portanto.21% dos coliformes totais da carga pontual da cidade. N (805m)= W/Q= 1890x 10 x 30 x 106 / (2830 L/s x 86400s x 10)=231. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.KB . exp ( . O valor de KB=1.890 org/100mL Impacto no local de banho a 5600m N= No . x/U) N= 231. N= No .1.

11.17 mg/L 5-31 .3 Temperatura da água do rio= 20º C Da= 3mg/L Db= Da – { 1 – 1/ [(1+0. 1985 e apresentaremos uma equação mais simples de se usar que foi desenvolvida por Holler. A equação abaixo foi desenvolvida na Inglaterra em 1958 por Gameson.5m de altura com déficit de DO antes da barragem de DO=Da= 3mg/L usando a equação de Gameson.80 para água muito poluída b= fator de correção do vertedor sendo: b= 1.com.24 Reareação devido à existência de uma barragem no rio Conforme Usepa.11 a x b (1+ 0.3 (1+ 0.Barragem com aeração da água Existem varias equações da Usepa.00 para água moderadamente poluída a=0. 4.11x 0.0=2.br 5.8 x 1.46 x T) x H]} x Da Db= 3.25 para água limpa a= 1.19 Calcular a reaeração de uma barragem com 4.21x H Sendo: Cs: oxigênio dissolvido de saturação Cu= concentração de oxigênio dissolvido a montante (upstream) Cd= concentração de oxigênio dissolvido a jusante (downstream) Exemplo 5.46 x T) x H]} x Da Sendo: Db= déficit de DO a jusante da barragem (mg/L) Da= déficit de DO a montante da barragem (mg/L) T= temperatura da água do rio (ºC) H= altura da queda da água (ft).46 x 20) x 15]} x 3. Cuidado para não errar: a altura é em pés! a= fator de correção que depende da qualidade da água: a= 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 1985 as barragens podem mudar o oxigênio dissolvido na água de 1mg/L a 3mg/L em rios pequenos.00 para queda livre no vertedor b= 1.5m/0.11 a x b (1+ 0.3 para queda com escada b Figura 5. A Figura (5.8 Queda com rampa= b= 1.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Db= Da – { 1 – 1/ [(1+0.Curso de esgotos Capitulo 05. 1971: r=(Cs-Cu)/ (Cs-Cd)= 1+0.11) mostra uma barragem com vertedor que possibilita uma boa aeração.0 – { 1 – 1/ [(1+0.3=15ft Água muito poluída= a=0.

1985. 1993 apresenta o valor de K1= 1.30) 0.26 Cs.8/Q0. 1993 apresenta uma maneira analítica de se calcular o valor de Cs ao nível do mar em função da temperatura e da salinidade.15 Co. Cs.1): Tabela 5.Valores da relação DBO/DBO5 em função da temperatura Temperatura DBO/DBO5 10ºC 1. Conforme dra Mônica Porto. 5-32 . Cso= exp( Co + C1/T + C2/T2 + C3/T3+C4/T4+ salinidade x (C5 + C6/T+ C7/T2) (Equação 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. 5= cinco dias Huber. todos os bromatos e iodetos forem substituídos por cloro e todos os metais orgânicos forem oxidados.saturação de oxigênio numa determinada altitude e temperatura Existem tabelas que fornecem o coeficiente de saturação em função da altitude e da temperatura que ser deseja.05 a 0.Valores de K1 conforme o tipo de tratamento Tratamento K1 (20ºC) /dia DBO5/DBO Não tratado 0.075 ( 0.83 Primário 0. USP Exemplo 5. pois o déficit a montante era de 3.com.20 Calcular a DBO no primeiro estágio sendo a DBO5.15a. A equação usada por Thomann e Muller. Revista DAE. USP os valores de K1 estão na Tabela (5. 5.31 Fonte: Mônica Porto.41/dia.0mg/L e a jusante somente 1. número 82 de setembro.15.61 Fonte: adaptado de Azevedo Neto. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Quanto maior a salinidade menor é o valor da saturação do oxigênio.80655 x clorinidade (ppt= parte por thousand ou parte por mil). 1966 apresenta a Tabela (5.10) 0.32 20ºC 1.3mg/L o que mostra que tem mais oxigênio dissolvido graças a reaeração. depois que todos os carbonatos forem transformados em óxidos.35 (0. até C7 coeficiente dado pela Tabela (5.41) =115mg/L Azevedo Neto.46 25ºC 1.10 a 0. a diferença do oxigênio de saturação e do oxigênio dissolvido existente. 1987 que está baseado no acordo internacional de 1967: Salinidade=1.1) Sendo: Cso= saturação na temperatura T T= temperatura em graus Kelvin= ºC + 273.20 (0. conforme Usepa. isto é. Nota: todo o nosso trabalho está baseado em K1 na base “e”.br Nota: estamos falando o déficit.D= Db Significa que houve oxigenação. 1993: Lo=DBO= DB05 / ( 1 – e -5x K1) Sendo: Lo=DBO= valor da DBO antes dos cinco dias (mg/L) DB05= valor da DBO a 5 dias depois (mg/L) K1= coeficiente de oxidação da DBO na base e.15): Tabela 5. Porém Huber.16) 5. 5.50) 0.20 a 0.26 Definição de salinidade: O efeito da salinidade ou dos cloretos é reduzir o valor da saturação do oxigênio dissolvido. Lo=DBO= DB05 / ( 1 – e -5x K1) DBO= 100 / ( 1 – e -5x 0. A salinidade pode ser definida como sólido total na água.49 sendo Q (m3/s).17 15ºC 1. 20ºC igual a 100mg/L e K1=0. 1966.Curso de esgotos Capitulo 05.63 Lodos ativados 0.25 Relação DBO/DBO5 A relação DBO/DB05 conforme por Huber.

754 C7 2140.01 17 9.80655x0.017674 C6 10.48 760 12.80655 x clorinidade (ppt)=1.58 760 10.82 18 9. Exemplo 5.1). temos clorinidade =1.br Clorinidade= fornecido em parte por mil.81 9 11.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.Curso de esgotos Capitulo 05.86mg/L de cloreto.243800 x 1010 C4 -8.08 8 11.88 760 9.00186=0.34411 C1 1.86mg/L deve ser transformado em mg/g.00186mg/g=0.98 2 13.62 14 10.7 Fonte: B. ppt (parts per thousand).84 13 10.20 16 9.21 Para o manancial do Tanque Grande em Guarulhos que corresponde a 1.47 760 11.55 760 9.10 760 8. Como 1L tem 1000g então a clorinidade é o cloreto dividido por 1000 como vimos acima.79 760 9.96 5 12.16.17) estão os valores do oxigênio saturado para a cidade de São Paulo para diversas temperaturas usando a Equação (5.40 15 10.06 12 10.30 760 10.29 4 13.17.642308 x 107 C3 1. Temperatura Ao nível do mar CidadeOxigênio dissolvido Cso São Paulo na saturação Cs Altitude (Z) (ºC) (mg/L) (m) (mg/L) 0 14. ou seja.85 760 12.30 5-33 .00336ppt Nota: aproximadamente 1.13 760 11.575701 x 105 C2 -6.B.0.32 760 9.68 760 8.Coeficientes para oxigênio dissolvido de saturação de Cs ao nível do mar Coeficiente Valor C0 -139.55 10 11.00186ppt Salinidade=1.48 760 8.621940x1011 C5 -0.29 760 8. 1993 Na Tabela (5.62 3 13. Krause in Huber.0001167 x Z) Sendo: Z= altitude ao nível do mar (m) Tabela 5.34 1 14. Benson e D.10 760 9.79 760 11. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Tabela 5.Oxigênio dissolvido na saturação ao nível do mar e para a cidade de São Paulo.27 Para correção da altitude Cs = Cso (1.16 760 11.86/1000=0. 5.04 760 10.64 760 13.47 20 9.24 760 12.com.30 11 11.86 760 10.66 6 12.36 7 12.64 19 9.

93 8.com. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.00 0.12 7.84 7.00 10.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.83 7.OD varia com a temperatura 5-34 .07 6.00 0 10 20 30 Temperatura (ºC) Figura 5.31 7.98 7.00 12.70 7.78 6.45 6.76 8.96 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 760 8.57 7.59 8.Curso de esgotos Capitulo 05. Saturaçao de oxigênio dissolvido em função da temperatura Saturaçao de oxigênio dissolvido (mg/L) 14.12) mostra a variação da saturação de oxigênio com relação a temperatura.00 8.54 7.34 A Figura (5.40 7.55 6.43 8.14 7.44 7.00 2.00 4.68 7.19 7.67 6.br 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 8.27 8.00 6.98 7.14 7.27 7.90 6.12.02 6.

O dobro do coeficiente K adotado ( 2 x K) 5.com.008 x T 2 Sendo: ODs= oxigênio dissolvido de saturação (mg/L) T=temperatura da água em ºC Exemplo 5. Metade do coeficiente K adotado (K/2) 3.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.65 -0. mas as vezes pode adotar o “quasi-state” quando a variação matemática é muito pequena no ponto escolhido.10mg/L de O2 5.008 x 20 2= 9. 1085. K1. Os rios são considerados de uma dimensão e é desejável que estuários e grandes lagos tenham três dimensões.39311 x T + 0. A melhor solução para o engenheiro e o analista do ecossistema.br Oxigênio Dissolvido de saturação Existe uma fórmula aproximada para o cálculo do oxigênio dissolvido de saturação (ODs) ao nível do mar com a temperatura.41 x T + 0. um de cada vez colocando-se o seguinte: 1.57 – 0. Uma maneira prática de aplicar análise de sensibilidade é variar os coeficientes.65mg/L de O2 O valor correto para a temperatura de 20ºC é de 9.0070695 x T2 – 0.0000589066x T3 Válida no intervalo 0 ≤ T ≤ 40ºC 5.28 Escolha de modelo Como os coeficientes adotados nunca são inteiramente corretos um modelo refinado não irá corrigir o problema segundo USEPA. Daí o fato de se escolher um modelo complexo não significa que irá mudar os resultados. Para pequeno lago consideramos dimensão zero. sendo o lago considerado um tanque reator. 5-35 . Coeficiente K adotado (K) 2.41 x 20 + 0.008 x T 2 ODs= 14.65 -0. Consideramos também o “steady state” Quando as variáveis não mudam com o tempo.27 Análise de sensibilidade Fazemos a análise de sensibilidade variando os parâmetros.Curso de esgotos Capitulo 05.65 -0. 1998 apresenta a fórmula: Cs= 14. Calibração do modelo É importante que se aferiam em campo os cálculos efetuados fazendo-se o que se chama de calibração do modelo. conforme Usepa. 1985 é selecionar um modelo o mais simples possível que satisfaz a resolução temporal e espacial necessária para a qualidade da agua e analise do ecossistema.28 Oxigênio dissolvido de saturação McCuen.41 x T + 0. K2 etc. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.22 Achar o oxigênio dissolvido de saturação aproximado para temperatura de 20ºC ODs= 14. ODs= 14.

56 5.30 Obtenção da biomassa algal P em gC/m2 x dia As equações básicas são três: P= ( -μ + ( μ2 + 4 x σ x G* x μ x Pmax) 0.15B.44 1-S= 1-0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.22B Seja um rio com 2m de largura com algumas curvas.035 – S) Sendo: μmax= máxima taxa de crescimento das algas sob luz saturada.com.br 5.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Os modelos em rios ainda na atingiram o ponto em que os resultados estejam dentro de um nível de confiança adequado conforme Rutherford et al . Pode ser calculado ou usado S=0.31 Valor do crescimento de algas μ O valor do crescimento de algas μ é dado pela equação: μ=0.Curso de esgotos Capitulo 05. O modelo de Rutherford.2 (m2 /g x dia) G*= biomassa especificado pelo usuário. Existem muitas pesquisas para lagos e poucas para rios para os estudos da respiração. Iremos seguir modelo de Rutherford que nos parece ser simples e prático. 1005 Vegetação ripariana Barrancos nas margens Montanha ao lado Fator de iluminação igual Fator de sombra 0. Exemplo 5. 2005 é para rios de águas claras rasos que tenham velocidade menor que 0.90 após correção da direção norte-sul =0. sendo usual o valor=5 (gC/m2 x dia) 5-36 .81=0. Pode ser estimado em conforme exemplo abaixo.Cálculo do fator de Sombra conforme Rutherford.035-S) quando o nutriente limitante é o NT Pmax= 50 x (PT/(14+PT) x (1-S)/(1. Perifiton: comunidade complexa de plantas e animais que aderem aos objetos no fundo de corpos de água doce.9 x 0. como caules de plantas radiculares e rochas. O leito deverá ser de rochas. Epifítica: planta que cresce em outras plantas mas que não é parasítica. 2005 (RIOS). sendo usual valores entre 0.81 0. 1985: PT= fósforo total (mg/L) ou (g/m3) NT= nitrogênio total (mg/L) ou (g/m3) TN/ TP < 7 Neste caso o nutriente limitante é o nitrogênio total (NT) 7 < TN/ TP < 10 Neste caso o nutriente limitante pode ser o NT ou PT TN/TP>10 Neste caso o limitante é o fósforo.5 a 3.0gC/m2 Pmax= máxima quantidade da biomassa de algas (gC/m2) Valor de Pmax Os valores de Pmax são obtidos das relações abaixo devendo ser escolhido a substância limitante.60 ou S=0.6 x 0. ‘ Tabela 5. Pmax= 50 x (NT/(100+NT) x (1-S)/(1. extraindo a sua nutrição do ar e da chuva em vez de fazê-lo do hospedeiro que fornece sustentação estrutural.90 0. montanha e direção do rio norte-sul. pedregulho ou com grande quantidade de madeira. fotossíntese e da biomassa das algas.80 após correção da direção norte-sul =0. 5. Biomassa: quantia total de todo material biológico. onde não existem barrancos ou sobras devido a vegetação ripariana.52 x μmax x ( 1-S)/(1.5 / ( 2 x σ x G*) Sendo: P= biomassa das algas (gC/m2) μ= taxa de crescimento das algas (gC/m2 x dia) σ= taxa suposta constante=0. o PT ou NT conforme as relações sugeridas pela USEPA.035-S) quando o nutriente limitante é o PT Sendo: S= fração de sombra. ou seja.52 (sem dimensão) Fator de Sombra S A fração da iluminação é fração da luz que chega às águas dividido pela luz incidente no leito do rio raso.44=0.60 0. 2005. Estes modelos foram testados na Nova Zelândia e um pouco na Austrália.29 Cálculo da respiração e produção de oxigênio devido as algas seguindo Rutherford.7m/s.

035-S) Pmax= 50 x (0.Curso de esgotos Capitulo 05.24 Calcular a respiração das algas durante um dia para massa algal P=0. Adotamos 0.52)/(1.2 x 3)=0.42 gC/m2 x dia P= ( -μ + ( μ2 + 4 x σ x G* x μ x Pmax) 0.13=0.7= conversão do carbono para o oxigênio (1g de O2 é 2. Usemos então Pmax para fósforo. Primeiramente vamos cálculos o valor do crescimento das algas μ μ=0.2 (20-20)=1 ρ= 0.49/0.0 x 0.52 x μmax x ( 1-S)/(1.52)= 2.34 Respiração das algas As algas produzem oxigênio.52.13) 0.13gC/m2 5.1 x 1.013gC/m2 Em outras unidades: 5-37 . Geralmente 20ºC.23 Seja um rio raso com TP=0.7 g de C) Exemplo 5.49mg/L e fração de sombra S=0.52 x 5 x ( 1-052)/(1. Em outras unidades: Res= 2.5 / ( 2 x 0.2 m2/g x dia Pmax=0. T= temperatura da água (ºC) Tref= temperatura de referência.04 = 37 e portanto o fator limitante é o fósforo.5 / ( 2 x σ x G*) P= ( -2.32 Cálculo de Pmax.035 – S) Adotando μma = 5 S=0. TN=1.035 – 0.7xρ x f5 x P /H Sendo: Res=respiração das algas (gO2/m2xdia) H= profundidade do rio (m) 2.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.04/(14+0.87m.422 + 4 x 0. Sendo: Tref= 20ºC T= 20ºC f5= ξ (T-Tref) =1.1/dia f5= ξ (T-Tref) ξ= coeficiente de temperatura variando entre 1.com. mas também o consomem através da respiração.13gC/m2 μ= 2.42 gC/m2 x dia 5.1/dia Res= ρ x f5 x P Res= 0.52 μ=0.13gC/m2 5. Verifiquemos primeiramente a relação NT/TP NT/TP= 1. Calcular a biomassa de algas P em (gC/m2).33 Cálculo de biomassa das algas P (clorofila do fitoplâncton) Adotamos G*= 3 gC/m2 (adotado) σ= 0.2 x 3 x 2. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.05 a 1.42 + ( 2.13C/m2 em rio com profundidade 1.br Exemplo 5. Pmax= 50 x (PT/(14+PT) x (1-S)/(1.42 x 0.04) x (1-0.2 usado tanto para respiração como para crescimento das algas (sem dimensão).04mg/L. A respiração das algas na temperatura T é dada pela equação: Res= ρ x f5 x P Sendo: Res=respiração das algas (gC/m2) ρ= taxa de respiração na temperatura Tref (/dia).035-0.52)=0.

5 ΔTmax= (Tmax – Tot)/ (ln(20))0.36 Coeficientes f1. f3= P / (Ф +P) Sendo: f3= coeficiente adimensional P= massa algal (gC/m3).5 Coeficiente f1 O coeficiente f1 estimado para 24h tem a média depende da fixação da intensidade luminosa e pode ser calculado da seguinte maneira: f1= I/ Ik quando 0 < I < Ik f1= 1 quando I > Ik Geralmente Ik= 230 Sendo: f1= coeficiente adimensional que quantifica os efeitos da luz e varia de 0 a 1 (sem dimensão) I= fotossíntese instantânea (μmol/m2 x s) Ik= radiação de saturação =230 μmol/m2 x s e neste caso λ=1. Os efeitos da limitação dos nutrientes é usado cinética de Michaelis-Menton nas concentrações da água do rio. São duas equações básicas para dois intervalos de temperatura: f2= exp( -((T-Tot)/ΔTmin)2) quando Tmin < T<Tot f2= exp( -((T-Tot)/ΔTmax)2) quando Tot < T<Tmax Sendo: Tot= temperatura ótima das algas epilíticas (ºC) Tmin= temperatura mínima das algas epilíticas (ºC) Tmax= temperatura máxima das algas epilíticas (ºC) ΔTmin= (Tot – Tmin)/ (ln(20))0.04) =0.0494 Coeficiente f2 O coeficiente f2 é função da temperatura ótima das algas epilíticas la aumenta e diminui como se fosse uma distribuição de Gauss assimétrica.br Res= 2. f2.26 Calcular o coeficiente f3 sendo dado P=0.035 Imax= 4500 μmol/m2 x s e neste caso κ=0.00398 Coeficiente f3 O coeficiente f3 fornece informações sobre a biomassa de carbono das algas.Curso de esgotos Capitulo 05.25 Calcular o coeficiente adimensional f4 para PT=0.13g C/m2 f3= P / (Ф +P) f3= 0.013/ 1. Ф= coeficiente da densidade da biomassa algal que é metade da taxa máxima.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.13)= 0.04=37 e portanto o limitante é o fósforo f4=N/ (ψ + N) f4= 0.40g/m3 NT/PT= 1. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.02 gO2/m2x dia 5.04g/m3 e TN=1.40/0.5 +0. f4= N/ (ψ + N) Sendo: f4=coeficiente adimensional N= é o nutriente limitante podendo ser o fósforo ou o nitrogênio (g/m3).04/ (10 + 0. f3.13 / (2. ψ=coeficiente de meia saturação para o nutriente limitante (g/m3) Quando o nutriente limitante é o fósforo ψ=10g PT/m3 Quando o nutriente limitante é o nitrogênio ψ=100gNT/m3 Exemplo 5.com.7 x 0. f4 e fs Coeficiente f4 O coeficiente adimensional f4 que mostra os efeitos dos nutrientes nitrogênio ou fósforo. Geralmente igual a 2.5 (gC/m2) Exemplo 5.52 5-38 . Pode ser medido ou estimado.87= 0.

13099x t) x0. Coeficiente fs Assume valores entre 0 e 1. 5-39 .5 + PI/2 – sen -1( Ik/Imax)) quando Imax>Ik f1= (Hora x Imax)/ (12 x PI x Ik) quando Imax < Ik Coeficiente Iz A quantidade de luz que chega ao perifiton a uma certa profundidade da superfície é usada a equação de Beer-Lambert: Iz= Io x exp( .52 ou 0.13099x t) x exp (.27 Calcular Io para S=0. O primeiro termo da equação mostra o oxigênio fornecido pelas algas que varia durante do dia.com.1 x 1. Exemplo 5.83=1942.K x z) Sendo: Iz ou Io= luz na profundidade z (μmol/m2 x s) z= profundidade da água (m) K=atenuação vertical da luz (/m).0494 já calculado f4=0. Para águas com muita turbidez K varia de 5/m a 10/m.52 e Imax= 4500 Io= S x Imax x seno (PI x t / 24) Io= 0. pois o mesmo depende das horas de sol devido a fotossíntese.2 x seno (0.13099x t) Donde podemos observar que variando t de 0 a 24 de hora em hora obtemos valores de Iz. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.00398 já calculado f5=1 Notar que o segundo termo da equação refere-se a respiração das algas durante 24h que é constante. Exemplo 5.37 Variação do oxigênio durante um dia considerando as algas do perifiton Durante um dia a variação do oxigênio varia conforme: dO/ dt = 2. Adotamos normalmente fs=1.7x fs x μmax x f1 (Iz) x f2 x f3 x f4/ H – 1.br Entretanto o coeficiente f1 varia de hora em hora e pode ser calculado por: f1= (Hora/12xPI)x ((Imax/Ik – ((Imax/Ik)2 -1) 0. Geralmente igual a 0.0.13099 x t) Variando t de hora em hora de 0 a 24 teremos a variação diária de Io.2 x fs x ρx f5 x P/H (gO2/m2xdia) Sendo: ρ=0.2/m.87=) Iz= 2340xseno (0.1/m a 0. Para águas claras K varia de 0.1416 x t / 24)= 2340 x seno (0.87m.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. para exemplo f1 (Iz)= variável f2= 1 adotado f3=0.K x z) Iz= 2340xseno (0.52x 4500 x seno (3.Curso de esgotos Capitulo 05.1/dia H=profundidade do rio = 1. Mas Io pode ser calculado aproximadamente por: Io= S x Imax x sem (PI x t / 24) Sendo: S= fração diária da sombra (sem dimensão).87m Iz= Io x exp(. 5.60. t= horas do dia variando de 0 a 24h Imax= 4500 μmol/m2 Nota importante: o valor de f1 pode ser calculado através de Iz ficando f1(Iz) que varia de acordo com o tempo.28 Calcular Iz tendo Io e z=1.

02 -0.00 0.92 0.87 1.74 2.02 g O2/m x dia Total -0.50 0.04g/m3.52 0.com.02 -0.52 0.00 0.1 0.87 1.52 0.00 0.87 1.52 0.02 -0.75 2.92 0.02 -0.13 0.02 -0.1 0.02 -0.00 0.40 2.67 2.02 -0.02 1.00 Imax 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 4500 S 0.38 0.87 1.02 -0.02 -0. Na Tabela (5.1 0.00 1.1 0.94 2.1 0.1 0.1 0.77 2.02 -0.52 0.2/m K 0.18 -0.99 1.1 0.02 -0.49g/m3 e PT=0.00 0.56 2.50 0.96 2.02 -0.1 0.61 0.52 0.52 0.00 0.87 1.1 0.02 -0.02 -0.02 -0.00 Respiração segunda -0.52 0.74 2.18.87 1.00 0.00 0.18 2.13 0.52 0.87 0.02 -0.br Exemplo 5.02 1.02 -0.1 0.52 0.02 -0.87 1.52 0.02 -0.02 -0.00 0.87 1.99 0.87 1.71 0.00 0.02 -0.00 0.87 0.52 0.38 0.Cálculos (rio) K= 0.38 2.87 1.1 0.52 0.19 0.17 Média de g02/m x dia 2 2 5-40 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.56 2.1 0.52 0.1 0.52 0.1 0.87 1.02 -0.18) estão os cálculos efetuadas em planilha Excell.38 2.02 -0.1 Prod.79 0.52 0.02 -0.87 1.29 Seja um rio com NT=1.87 1.87 1.1 0.00 0.61 0.52 0.52 0.87 1.54 2.65 2.87 1.54 2.1 0.97 0.65 2.1 0.72 2.72 2.52 0.19 2.02 -0.02 -0.02 -0.87 1.1 0.02 -0.52 0.1 a 0.1 0.52 0.87 1.02 -0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.02 -0. μmol/m x s Horas do dia 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 seno 0.02 -0.26 0.52 0.87 2 Tabela 5.87 1.87 1.97 0.79 0.52 Io 0 0 0 0 0 0 1655 1856 2027 2162 2260 2320 2340 2320 2260 2162 2026 1856 0 0 0 0 0 0 0 Prof z 1.02 -0.87 1. O2 Iz 0 0 0 0 0 0 1372 1540 1681 1793 1875 1924 1941 1924 1875 1793 1681 1540 0 0 0 0 0 0 0 f1 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 Primeira 0.02 -0.1 0.1 0.67 2.87 1.02 -0.52 0.Curso de esgotos Capitulo 05.40 2.1 0.00 0.52 0.87 1.71 0.26 0. Calcular a massa de carbono das algas e a respiração das mesmas e o oxigênio produzido variando de hora em hora.02 -0.1 0.87 1.

5-41 .50 0 5 10 15 20 Horas do dia Figura 5.50 1.Curso de esgotos Capitulo 05.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.50 -0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.br Variação da produção de oxigenio e respiração devido a algas O x ig e n io d is p o n iv e l p e la s a lg a s (g 0 2 / m 2 x d i a ) 5.50 3.13-Variação da produção de oxigênio devido as algas.com.

16 f3=0. f4 e f3 já definidos e calculados.87m (profundidade do rio) Variação de oxigênio diária= 0. a variação de oxigênio dissolvido durante o dia será de 0.br 5.0494 já calculado f4=0.00398 já calculado f5=1 P=0.87 =0.5gC/m2 N= nitrogênio ou fósforo.7 / H Exemplo 5.013 x 2. Variação de oxigênio diária= PP x 2. A equação abaixo fornece a variação média diária de gC/m2 dP/dt = μmax x ( κ x (1-S))/ ( λ +S) x (P/(Ф+P)) x (N/ (ψ +N) x ξ (T-20) .[ρ x ξ (T-20) x P] = PP PP = 5 x 0.035 P =biomassa das algas (gC/m2) Ф=2.0. podemos achar em oxigênio dissolvido bastando multiplicar por 2.1 x 1 x 0.16 x 0.00398 .Curso de esgotos Capitulo 05.02g02/m2xdia 5-42 . Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com.00016 -0.0494 x 1 x 0.05 ψ=100 ou 10 conforme o limitante for nitrogênio ou fósforo ρ =0.7 / H H=1.02g02/m2xdia Portanto.52 S= 0.1/dia (adotado) Observar que na equação temos o fator f5. Fator do sombreamento= (κ x (1-S))/ ( λ +S)= 0.52 (1-0.013=0.52)/(1.035+0. Será aquele que for limitante.38 Cálculo aproximado da variação diária da biomassa Neste caso não há perifiton ou algas epifíticas somente existindo as algas em suspensão.13 = 0. Notar que existe um fator para a influência da sombra: ( κ x (1-S))/ ( λ +S) Se chamarmos a expressão total de PP.52)=0.7 / 1. ξ =1.52 admitido λ=1. não sendo considerada as algas no perifiton.13gC/m2 μmax=5 gC/m2 xdia dP/dt = μmax x [ κ x (1-S)]/ ( λ +S) x [P/(Ф+P)] x [N/ (ψ +N)] x ξ (T-20) .013gC/m2 Variação de oxigênio diária= PP x 2.7 e dividir pela profundidade H em metros.30 Com dados anteriores estimar a variação de oxigênio consumido pelas algas.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.ρ x ξ (T-20) x P = PP Sendo: μmax= 5gC/m2 x dia κ =0.

Modelling perifhyton biomass.543121. RICHARD H. Qualidades das águas e poluição: aspectos físicoquimicos. -RUTHERFORD. N. 2000 191páginas. Dissolved Oxygen Analysis of Stream with point sources. Mcgraw-Hill. CETESB. J. 7/6/2006.dqi. Prentice Hall. Athes. março de 2006. 1985-Rates. Hidrobiologia aplicada à engenharia sanitária. -FERREIRA. In Mays. -INTERNET http://www. V.gov/reg3wapd/tmdl/MD%20TMDLs/Urieville%20Lake/urievilleDR. MARTA CONDÉ: Graus de trofia em corpos de água no Estado de São Paulo. (1996). Acessado em 20 de dezembro de 2006 -INTERNEThttp://www. Van Nostrand Reinhold. R. 2ª ed. -DACACH. 238. NELSON GANDUR. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental UFMG. ISBN. 2ª ed. . Contribuição ao emprego de lagoas de estabilização como processo para depuração de esgotos domésticos. Hydrologic analysis and design. -BROWN. Handbook of drinking water quality.state. 1996. STEVEN C.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006 -JORDAO. -VICTORETTI. Planejamento e projeto dos sistemas urbanos de esgotos sanitários.htm. 1977. Maidment. JOHN.br 5. Dissertação de Mestrado. EPA/ 600/3-85/040 june 1983. -THOMANN.Curso de esgotos Capitulo 05. ABES. photosynthesis and respiration in streams. revisada. -BRANCO. Harper & Row.Curva de depressão do oxigênio. Georgia. JOSE MARTINIANO DE. ISBN 85-7022-135-5 -AZEVEDO. ROQUE PASSOS e KATO. São Paulo. 92páginas. CHRISTOPHER E CUDDY. DERICK G.. Maringá.Water Resources Handbook. Tese de Doutoramento.pdf Acessado em 20 de dezembro de 2006. Princepton University.uem. 2a ed. EDUARDO PACHECO E PESSÔA. CIV 590. Instituto de Geociências da USP. SAMUEL MURGEL. -MCCUEN.com.Y. 14páginas. 1.md. dezembro 2005. -INTERNET http://www. Revista Brasileira de Recursos Hídricos volume 11 número. C.39 Bibliografia e livros recomendados -AISSE.. Plublishers. water quality modeling and control. -CHAPRA. 1989 -URIAS. 257páginas -DEZUANE. J.br/institutos/it/de/acidentes/fito.. MUELLER. MIGUEL MANSUR. Publicada pela CETESB em 1973 com 131páginas. 1993. Guanabara dois. Programa de pós-graduação. Universidade Federal de Minas Gerais.0-07-100824-1. CONSTANTINO ARRUDA. RAFAEL RIBEIRO DA SILVA. CSIRO Land and Water Technical Report 23/05.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. and kinetics formulations in surfaced water quality modeling (second edition).WROBEL. 1971. Vol. FRANCILIO PAES. ALDO PACHECO et al. três volumes com 1214paginas no total. Contribuições para o desenvolvimento da capaciade de previsão de um modelo de qualidade da água.mde. CLAIR N et al. ISBN 0-07-113908-7. ABES. et al. 1987. In Handbook of Hydrology de David R.br/posgraduacao/arquivos/documentos/me166c. Modelagem do transporte e dispersão de poluentes. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. Principles of surface. Tratamento de esgotos sanitários. Site: www. Revista DAE. MARIO TAKAYUKI. Princípios do tratamento biológico de águas residuárias. http://www. WAYNE C. 2004. Tese de doutoramento na EPUSP em 1964. 1994. 3ª ed. BENOIT ALMEIDA. 1998 814p. ano 2005 ISBN 85-905545-1-1 932páginas -LAMPARELLI. Acessado em 6 de janeiro de 2007. Sistemas Urbanos de Esgoto. 213páginas. 1984. SUSAN M.epa. Wasterwater engineering.ufrrj. Autodepuração dos cursos de água. Larry W. -USEPA. Janeiro de 1995. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Chemistry for environmental engineering. Rivers and Streams. constants. ano 2006 -HUBER. 1991. ISBN 0-13-1349589 -METCALF & EDDY. Estudo de propriedades da Clorofila-a e da Feotinina-a visando a Terapia Fotodinânimica. 1334páginas -PIVELI.csiro. L.au -SAWYER. 243 p. -LEME. M. 658páginas. A. -SUAREZ. Anexo A 5-43 . setembro de 1966 número 62 ano 26. 285páginas. Mcgraw-Hill. 2006. 1997 575páginas.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.pdf. PAULO et al. Contaminant transport in surface water. Cetesb. Tratamento de esgotos sanitários. -VON SPERLING. 4ª edição.

06 Níquel mg/L 0. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.18 <0.15 amoniacal N.61 Condutividade mg/L 54.001 I<0.025 0. ar ºC 22 Absorb.02 NKT mg/L 0. Nitrito mg/L Máximo 1 0.8 Temp.0002 <0.02 Parâmetro Microbiológico Coliformes termo NMP/100ml Máximo 200 1 Parâmetro Ecotoxicológico Toxicidade Não tóxico Parâmetros hidrobiológicos Clorofila-a μg/L 0.8 Temp.78 THM mg/L 127 Res. Total mg/L 51 Res. Análise do reservatório do Tanque Grande em Guarulhos datada de 4/8/2004 efetuada pela CETESB em um dia que não choveu. volátil mg/L 12 Sulfato mg/L Máximo 250 <10 Turbidez uT Máximo 40 13 Zinco mg/L Máximo 0. água ºC 20. Tabela 5.01 DBO (5.18.1 Cloreto total mg/L 1.025 <0.0001 Nitrogênio mg/L 0.20) mg/L 3 <3 DQO mg/L <50 Fenois mg/L 0.1 0.52 Fósforo total mg/L Máximo 0.02 <0.86 Cobre mg/L 0. filtrável mg/L máximo500 47 Res.28 N.05 Mercúrio mg/L Máximo 0. Nitrato mg/L Máximo 10 1.001 i<0.03 i<0.Análise do Tanque Grande efetuada pela CETESB Padrão conama Análise do dia Parâmetros Unidade 357/05 04/8/04 Classe 1 Coloração Verde pH U:pH Entre 6 a 9 6.97 Feofitina-a μg/L 2.3 (i): conformidade indefinida quanto ao limite da classe devido a analise laboratorial não ter atingido os limites legais.com.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios.br Exemplo de análise para mostrar o nitrogênio.21 Cádmio mg/L Máximo 0.04 Manganês mg/L Máximo 0.048 Aluminio mg/L Máximo 0. fósforo e clorofila-a.003 Ferro total mg/L 0. no UV m 0.5 Cor verdadeira mg Pt/L 80 Cromo total mg/L <0. UFC= unidade formadora de colônia 5-44 .Curso de esgotos Capitulo 05.01 0.005 Chumbo mg/L Máximo 0.53 OD mg/L Mínimo 6 5.01 COD mg/L 3.

Sabesp 0. Mairiporã.0 3.914 13.Curso de esgotos Capitulo 05.9 5-45 .88 Reservatório Paiva Castro. Alguns resultados de PT. 2004 Clorofila-a (mg/L) 2. NT e clorofila-a de 1996 Reservatórios e rio PT NT (análises de 1996) (mg/L) (mg/L) Reservatório do Guarapiranga (Sabesp) 0.023 0.044 0.023 0.8 3.901 Rio Tietê Fonte: Campanelli.com.68 0. 0.Método simplificado para determinação da qualidade da água em córregos e rios. Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. nitrogênio total e clorofila-a em alguns mananciais da SABESB localizado na Região Metropolitana de São Paulo.br Anexo B Exemplo para mostrar a quantidade de fósforo total.831 Sabesp Reservatório do Atibainha.9 8.

br Capítulo 06 Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios 6-1 .Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogênio. nitrogenio.com. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

despejos de fossas sépticas ou ainda por rios que carregam fósforo e o depositam nos lagos conforme http://pearl.maine.Balanço de fósforo. metabolismo celular e fornecimento de energia ao sistema de células. fósforo.htm O fósforo encontrado em lagos pode nos informar como está o crescimento das plantas no mesmo e como estão as atividades humanas ao redor do mesmo. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Para o caso do fósforo vamos seguir o modelo de Metcalf& Eddy.br Capítulo 06. nitrogênio e poluentes. No processo de decomposição da matéria orgânica por bactérias no fundo do lago é feito com oxigênio dissolvido na água. pela vazão de entrada. Em regiões tropicais os lagos são monomíticos ou politimíticos. Por exemplo.edu/windows/community/Water_Ed/Phosphorus/phos_whatisit. 1993. Nos lagos o fósforo é usualmente encontrado em pequenas quantidades. Figura 6.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.com. a mistura ocorre somente uma vez ou quando a mistura ocorre varias vezes. Muitos lagos com algas pode-se 6-2 . Outro problema é que o crescimento muito grande das algas pode quebrar o balanço no equilíbrio natural do sistema do lago. 6. No aumento das algas surgem florescências (blooms) que formam escumas no topo da água que muitas vezes produzem odor e que afastam as pessoas do lago. fertilizantes de gramados ou jardins. mas devido ao impacto das atividades do homem. aumenta a quantidade de fósforo.1 Introdução Em lagos rasos e misturados podemos fazer uma análise simplificada de Oxigênio Dissolvido (OD). nitrogenio. nitrogênio.1. uma conseqüência da produção das algas é que quando elas morrem. oxigênio em lagos e rios 6. Trataremos de lagos rasos onde há uma mistura facilmente atingida pelo vento.2 Fósforo O fósforo é um dos nutrientes essenciais a vida de todos os organismos. isto é. É fundamental no processo da vida como armazenamento e transferência de informações genéticas. Aumentando o fósforo aumentam as algas. elas caem no fundo do lado como matéria orgânica morta. vazão de saída e pela transferência de calor na interface ar-água. Tudo vai depender do tempo de residência que é o volume do lago dividido pela vazão de saída.Mistura em lagos O fósforo pode entrar no lago através de sedimentos.

Os lodos dos esgotos representam 1% de fósforo e o lodo dos estações de lodos ativados são 1. Uma fonte de poluição como efluente de tratamento de esgotos ou uma fábrica podem aumentar a quantidade de fósforo no lago.com. 1990. As algas podem consumir ainda quantidade grande de fósforo. O lodo geralmente é vendido por causa do nitrogênio e não pelo fósforo.211 10.025mg/L conforme Conama nº 357/05.1-Limites para diferentes níveis de estado trófico segundo o sistema de classificação de Carlson modificado por Toledo.3 0.014mg/L).5 a 1.3 >0. Critério Estado trófico Transparência Fósforo total Clorofila-a (m) (mg/L) (μg/L) IET≤ 24 Ultraoligotrófico ≥ 7.81 44<IET≤54 Mesotrófico 1.053 a 0. 1994.7 a 2. O fósforo varia de 1ppb a 110ppb (parte por bilhão) com média de 14ppb (14μg/L ou 0.007 a 0.5% do fósforo. Quando o pH sobe promove a retirada de fósforo dos sedimentos.0mg/L. 6. O aumento do fósforo aumenta a quantidade de algas tornando a situação cada vez pior.0 0. As experiências têm demonstrado que não acontecem florescência de algas quando o nível de fósforo é menor que 0. 2004 6-3 .52 a 3.052 3.005mg/L conforme Saywer et al.9 a 1.9 a 0. Nos Estados Unidos é lançado nos esgotos diariamente 1.06 Fonte: Lamparelli.0 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. que reduz o escoamento de fósforo do sedimento para a água.34 54<IET≤74 Eutrófico 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.51 24<IET≤44 Oligotrófico 7. Nos esgotos o fósforo inorgânico varia de 2 a 3mg/L enquanto que o fósforo na forma orgânica varia de 0.027 a 0.06 IET>74 Hipereutrófico <0. A quantidade de fósforo lançada é função das proteínas que o ser humano ingere. as algas são encontradas vivendo nos sedimentos.82 a 10.026 0. Os polifosfatos são geralmente usados para controle da corrosão.006 ≤0.br tornar anóxido no verão.5g/dia de fósforo por pessoa. Os polifosfatos que foram feitos para substituir os sabões aumentam também a quantidade de fósforo na água dos rios. o pH afeta o transporte de fósforo entre o sedimento e a água. Por outro lado em lugares onde os sedimentos recebem luz solar. aumentando a quantidade de fósforo tirada dos sedimentos. As algas produzem oxigênio.3 Índice do Estado Trófico (IET) Através do fósforo. Por exemplo. clorofila-a e do IET (Índice do Estado Trófico) de um rio ou lago o mesmo pode ser classificado pela CETESB conforme Tabela (6. significando que não mais se adequarão as condições de reprodução ou sobrevivência. A química do lago pode afetar as condições de fósforo no lago.35 a 76. A produção primária das águas aumenta o pH na água. O limite para o fósforo total nas águas é de 0.1). As pesquisas existentes apontam o fósforo e o nitrogênio que são essenciais para o crescimento das algas e cianobactérias e que o limite de quantidade destes elementos é usualmente um fator de controle da taxa de crescimento.8 ≤0. nitrogenio. Tabela 6.211 >76.

oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.04-0.Proposta para classes tróficas da dra. Estado de Minas Gerais 1500mm por ano de precipitação Comprimento máximo efetivo (Ce)= 290m Vazão média= 0. Marta Lamparelli apresentou uma proposta mais condizente com a realidade que está na Tabela (6. Minas Gerais.695 x ln (5.2). A Tabela (6.br 6. Calcular o índice do estado trófico.1) foi feita para lagos sendo usada no Estado de São Paulo também para rios.32 / P) / ln 2 ]} IET (Clor-a)= 10 { 6 – [ (2. Marta Lamparelli. 2002 Lagoa do Nado.03μg/L.03) / ln 2 ]} =55. Dados de Bezerra-Neto e Coelho. nitrogenio. O índice original foi introduzido por Carlson e modificado por Toledo.2 Calcular o índice do estado trófico para o lago do Nado localizado em Belo Horizonte.04-0.695 x ln (Clor-a) / ln 2 ]} P= concentração de fósforo total medida na superfície da água (μg/L) Clor-a.1 Dados: P= 13μg/L e Chl-a= 5. que causa algumas vezes certas inconsistência de resultados conforme apontado por Lam parelli.8)/2 =45 Lamparelli.535m2 6-4 . IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 Sendo: IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.2. 2004 propôs uma classificação para o Estado de São Paulo conforme Tabela (6.8 IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 =(33.2).4 Índice do estado trófico CETESB Segundo a Cetesb o indice do estado trófico (IET) é a média do índice do estado trófico da produção de fósforo com a clorofila-a. IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.com.7+55.006m3/s Área da bacia: 804. 2004 para o Estado de São Paulo Exemplo 6.32 / 13) / ln 2 ]}= 33. Belo Horizonte.7 IET (Clor-a)= 10 { 6 – [ (2. 2004 e é por isto que a dra. Tabela 6.concentração de clorofila-a medida na superfície da água (μg/L) Ln= logarítmo natural Exemplo 6.

br Área da lagoa= 40.Estação de chuvas (outubro a março) .695 x ln (Cl-a) / ln 2 ]} IET (cla-a)= 10 { 6 – [ (2.6m Z= 2.75 Índice de desenvolvimento de volume (Dv)= 1.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.32 /50) / ln 2 ]} =58 IET (cl-aP)= 10 { 6 – [ (2.081 x (PT) 1.1) verificamos que o lago é Eutrófico.7m profundidade média (Z) Z/ Zn= 0.04-0. Geralmente: K2= KL/ H Sendo: KL= coeficiente de aeração do lago (m/dia) H= profundidade média do lago (m) K2= coeficiente de reaeração do lago (dia-1) v= velocidade do vento no lago (m/s) 6.562m3 Clorofila-a= 11 μg/L L=NT=1276 μg/L= 1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.695 x ln (11) / ln 2 ]}= 53 IET= [IET (P) + IET( Clor-a) ]/ 2 IET= (58 + 53) / 2= 55 O índice do estado trófico do lago do Nado é IET=55 Verificando-se a Tabela (6.00m T=tempo de retenção no período chuvoso= 2.8 Relação entre clorofila-a e fósforo total Clorofila-a= 0.5 Sechi = 1.com.8m Profundidade máxima (Zn)= 7.5 Reaeração de lagos Em lagos geralmente as fórmulas possuem relação com o vento.07 Volume= 40. 2004 pesquisando rios e lagos no Estado de São Paulo propôs algumas relações que podem ser úteis em estimativas.35 Fator de envolvimento (Fe)= 53 Declividade média (alfa)= 2.Estação de secas (abril a setembro) 6.24 6-5 .04-0. nitrogenio.32 / P) / ln 2 ]} IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80. 2004 concluiu que para o Estado de São Paulo a sazonalidade pode ser feita em duas partes: . 6.276mg/L PT=50 μg/L NT/PT= 1276/50=25.7% Índice de desenvolvimento de perímetro (Dp)= 2.562m2 Perímetro=1193m Largura máxima efetiva=51.6 Sazonalidade: Lamparelli. 6.1 dias T= tempo de retenção no período seco= 78 dias Sendo: IET (P)= 10 { 6 – [ ln (80.7 Relações Lamparelli.

4 μg/L 6. Calcular a clorofila-a.60 x (NT) 1. 2004 a Conama 357/05 estabelece o limite máximo de fósforo de 0.9 Relação entre clorofila-a e nitrogênio para rios Clorofila-a= 1. 2004 (PT)= Pin x Tw (3/4) / ( 3 x Z) Sendo: (PT)= concentração média de fósforo (mgP /m3) Pin= carga de fósforo afluente (g/m2 /ano) Tw= tempo de residência (anos) Z= profundidade média (m) Segundo Lamparelli.10 Equação de Salas e Martino.24 Clorofila-a= 0.47 = 11. Conforme o ambiente lótico ou lêntico teremos valores diferentes de fósforo.276 mg/L. Clorofila-a= 8.081 x (PT) 1. Clorofila-a= 8.34 x (NT) 0. Clorofila-a= 0. Calcular a clorofila-a do lago.276 1.47 NT= nitrogênio total (mg/L) Clorofila-a em μg/L Exemplo 6. sendo a clorofila 11 μg/L S=transparência= 2.4 μg/L 6. 2001 in Lamparelli.10 Clorofila-a x transparência S para rios S=transparência= 0.33 = 1.60 x NT 1.60 x 1.5 x 11 -0. 6-6 .33 Exemplo 6.13m 6.33 S=transparência= 2.24 1. nitrogenio.com.081 x 50 = 10.5 Calcular a transparência S de um lago.5 x clorofila -0.3 Dado um lago com fósforo total PT= 50 μg/L.28 Clorofila-a x transparência S para reservatórios S=transparência= 2.47 Clorofila-a= 8. No Brasil conforme Lamparelli.025mg/L das águas doces Classes 1 e 2 .55 Sendo: NT= nitrogênio total (mg/L) Clorofila-a em μg/L Relação entre clorofila-a e nitrogênio para reservatórios Observemos que em reservatórios a quantidade de clorofila-a é bem maior do que em rios.br Sendo: Clorofila-a em μg/L Fósforo total (PT) em μg/L Exemplo 6.613 x clorofila -1.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.5 x clorofila -0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 2004 esta fórmula foi aplicada no lago Paranoá em Brasília achando-se a concentração média de fósforo (PT) de 40 mgP /m3.4 Em um lago o nitrogênio total NT=1.

071 57.0ºC 35ºC Secas (abril a setembro) 21.7ºC 18.62 0.005 2.00 282.70 Resíduo total Rios 140 4. 2004 6-7 .00 Reservatórios 66 0.01 25.3).00 56.004 0.1 Fósforo total 0.34 0.22 Reservatórios 0. 2004 A tese de doutoramento da dra.024 0.070 0.040 0.47 0. Marta Lamparelli fornece elementos importantes que estão na Tabela (6.57 Temperatura da água Chuvas (outubro a março) 25.Dados das pesquisas de Lamparelli.4.020 0.18 0. 2004 para o Estado de São Paulo mg/L mg/L mg/L Média Mínimo Máximo Fósforo total rios 0.00 Reservatórios 0.63 Nitrogênio Total rios 2.4) contém as concentrações basais encontrada nos Estados Unidos.0 Nitrato 0.00 Resíduo fixo Rios 82 2.05 566.br 6.00 801.07 Reservatórios 18. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.00 417.48 Reservatórios 2.8 Pesquisas de Lamparelli.3.210 Reservatórios 0.4ºC 13.01 32.0 ºC 32ºC A Tabela (6.59 0.1 Fonte: Lamparelli.88 0.6 Amônia 0.030 0. Tabela 6.00 Nitrato Rios 0.05 169.15 Nitrogênio amoniacal Rios 1.090 Ortofosfato solúvel rios 0.75 0.55 0.01 6.00 Clorofila-a Rios 3.10 Nitrogênio orgânico Rios 0.00 Reservatórios 116 1.00 22.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.122 0.00 333.Concentração basal de nutrientes em riachos nos Estados Unidos conforme USGS Nutriente Concentração basal em riachos (mg/L) Nitrogênio Total 1.01 6.062 36. nitrogenio.00 (nitrogênio amoniacal+nitrato+nitrito) Reservatórios 0.24 0.63 0. Tabela 6.55 Reservatórios 0.com.

o crescimento das algas prossegue com aquelas que conseguem usar N2. nitrogenio. a qual estabelece que a produção de um organismo é determinado pela abundância da substância que estiver presente no ambiente na menor quantidade relativa a sua necessidade conforme Wetzel.9 Razão N/P O conceito de nutrientes limitantes é baseado na Lei do Mínimo proposta por Liebig. 2004. Para N/P < 4 estimula-se o crescimento das águas azuis ou cianofíceas que são tóxicas. Rodolfo Martins e Dra. 1987 valem para rios. Quando NT/PT << 10 o fator limitante é o nitrogênio e Quando NT/PT >> 10 o fator limitante é o fósforo. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.10 Teoria sobre carga de fósforo em um lago Conforme Metcalf e Eddy. 6.br 6. Quanto ocorre a limitação por nitrogênio. A relação N/P é importante para determinar as medidas de controle. Sendo: NT= nitrogênio total PT= fósforo total Os professores da EPUSP do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária PHD2460 dr. 1993 a carga M’ em um lago é dada pela equação: M’= Qp x Cp + Qs x Cs + Qr x Cr + Qg x Cg + Qw x Cw Sendo: M’= carga no lago (mg/s) Qp=vazão devida a precipitação direta na área Qs= vazão de rio que chega ao lago (m3/s) Qe= vazão devida a evaporação da água na superfície do lago (m3/s) Qr= vazão devida ao escoamento superficial (runoff) que cai no lago (m3/s) Qg= vazão devida a contribuição das águas subterrâneas (m3/s) Qw= água que é retirada (m3/s) Qws= água que é resposta ao lago (m3/s). lagos e estuários para poluição pontual e difusa. 1993 in Lamparelli. Mônica Porto alertam em suas aula o seguinte: Quando ocorre a limitação por fósforo o processo de eutrofização estabiliza. Alguns limnologistas consideram que apenas o fósforo é limitante.com. As relações NT/PT segundo Thomann e Muller. Qws = aQw sendo a fração da água que retorna ao lago Qo= vazão de saída do lago (m3/s) Cp= concentração de fósforo na precipitação água de chuva (mg/L) Cr= concentração de fósforo devido ao runoff (mg/L) Cs= concentração de fósforo que vem do rio que cai no lago (mg/L) Cr= concentração de fósforo contido no escoamento superficial (runoff) (mg/L) Cg= concentração de fósforo da água subterrânea (mg/L) Cw= concentração de fósforo de efluente de estação de tratamento de esgotos lançado no lago (mg/L) 6-8 .Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. o nitrogênio apenas comanda o tipo de alga que se desenvolve.

6-9 .Modelo de lagos e reservatórios totalmente misturado Fonte: Metcalf&Eddy. 1993 to= V/Qo Sendo: to= tempo de permanência (s) ou tempo de detenção ou tempo de residência V= volume de água do lago (m3) Qo= vazão de saída do lago (m3/s) β= K + Qo/V = K + 1/ to Sendo: β=constante do lago para o fósforo K= constante de fósforo= 0. Geralmente é a área multiplicado pela profundidade média.br Figura 6. nitrogenio.2.com. Geralmente é a área multiplicado pela profundidade média. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. Qo= vazão de saída do lago (m3/s) M’= Cc x βx V Sendo: M’= carga presente no lago (mg/s) Cc=concentração de fósforo no lago (mg/L) β=constante do lago para o fósforo V= volume do reservatório (m3).000000034/s V= volume do reservatório (m3).Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.003/86400s= 0.003/dia= 0.

15m3/s β= K + Qo/V K= constante de fósforo= 0.1 x Crx1000+ 2.1m3/s A vazão causada pela precipitação direta na superfície do lago é: Qp= Área do lago x precipitação anual= 130 x 1000 x 1000 x (500/1000) /(365 x 86400)= 2. C= 2.56mg/s= 20.4 x 10-8/s + 7.7 x 3.56 mg/s – 2204)/ ( 0.000m3 = 1.01mg/L e é retirado do lago 3. A área da bacia do lago tem 2300km2 e a profundidade média do lago é de 15m.06 x 0.09mg/L x 3.56 -5872.50mg/L mostra que o lago é muito sensível às descargas lançadas nele. A quantidade de fósforo na água de chuva Cp=0.950.1 x 1000)=0.2mg/L para 0.4 x 10-8/s V= 1.96 Cr= 737.2x1000 6610.95x109=3.8x 1000) =2. A água de retorno ao lago possui Cw= 2. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.36667 x10-8= 3.7= 0.com.30 x Qws.30 x Qws= 9.081mg/L Determinar a carga de fósforo que deve ser lançada no lago para que a concentração de fósforo no lago seja de 0. O volume do lago é a superfície multiplicado pela profundidade média.7667x 10-8 x 1.1x Crx1000+5852=5872. A concentração de fósforo medida do lago é de Cc=0.95 x 109= 2204 mg/s Quantidade de fósforo no esgoto retornado para o lago.89 – 0.56mg/s= 2.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.15/1.96/( 9.15m3/s β= K + Qo/V β= 3.2 – 1.2 . M’= Cc x βx V =0. nitrogenio.8= 7.000.6 + 9. A área da superfície do lago tem 130km2.8=2.1 + 2.89m3/s A vazão de saída Qo será: Adotando as seguintes simplificações: Qg=0 vazão devido a águas subterrâneas. Qs=0 vazão do rio que chega ao lago É importante salientar que 70% do volume extraído retorna ao lago e 30% é lançado a jusante do mesmo fazendo parte portanto como 0.03mg/L.06 -2. V= 130km2 x 1000 x 1000x 15= 1.1x Crx1000= 6610.000.09mg/L.1x Crx1000 9.03mg/L x 3.003/dia= 0.000m3 =1.95x109) x 1000= 6610.66 x 2.95 x 109m3 A vazão média Qr que chega ao lago causado pelo runoff (escoamento superficial): Qr= Área da bacia x (125/1000)/ (365x86400s)= 2300x 1000 x 1000 x (125/1000)/ (365x 86400)=9.2mg/L de fósforo.6 Elaborar a análise de fósforo em um lago com escoamento superficial médio anual de 125mm. 6-10 .003/86400s= 3.95 x 109 m3 Qo= 7.66m3/s (retorno) 6610.50mg/L Metcalf e Eddy. evaporação anual de 700mm e precipitação média anual de 500mm.56mg/s Qw=0. 1993 salientam que a redução de 2.30x 3.7x3.8m3/s sendo reposto em forma de esgoto tratado 70% da vazão. Qo= Qr + Qp – Qe – 0.6+9.06m3/s A vazão evaporada da superfície do lago: Qe= 130 x 1000 x 1000 x (700/1000)/ (365 x 86400)= 2.950.01x1000 + 9.br Exemplo 6.7667 x 10-8 /s M’= Cc x βx V =(0.7667 x 10-8 /s x 1.4 x 10-8/s + 0.(6610.6=737.56 mg/s A carga da concentração de fósforo devido ao runoff é: M’= Qp x Cp + Qr x Cr + Qw x Cw=6610.

024 x 10-6 /s M’= Qr x Cr + Qw x Cw Qr=0.000m3 Qo=0.3/dia= 0. O volume do lago é a superfície multiplicado pela profundidade média.br Exemplo 6.289x 1.0= 600.20km2. A quantidade de DBO na água de escoamento superficial (runoff) Cp=1. 1993.0425m3/s com DBO=Cw=25mg/L.3/86400s= 3. A área da bacia do lago tem 25.20x 1000 x 1000 x 0. nitrogenio.0425= 0.3315/600000= 3.52 x 10-7/s =4. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.3/dia K= constante da DBO= 0.0mg/L.3315m3/s β= K + Qo/V β= 3. A área da superfície do lago tem 0.7 Determinar a concentração da DBO5 em um lago que tem chuva escoamento superficial médio anual de 0.0m conforme exemplo adaptado de Metcalf e Eddy.289+0.356m.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.com.024 x 10-6 x 6 x 105 x 103)=0.56mg/L DBO 6-11 .0 + 0.289m3/s Cr= 1mg/L DBO Qw=0.472x10-6/s +5.6km2 e a profundidade média do lago é de 3.356/ (365x 86400)=0.000m3 A vazão média Qr que chega ao lago causado pelo runoff (escoamento superficial): Qr= Área da bacia x 0.20km2 x 1000 x 1000x 3.0425 Cw= 25mg/L DBO M’=( 0.3315m3/s β= K + Qo/V K=0.472x10-6/s V= 600.0425x 25) x 1000= 1351 mg/s Cc= M´/ βx V =1351/ (4. É lançado efluente de esgoto tratado na vazão de Qw=0.289m3/s A vazão de saída Qo será: Qo= Qr + Qws= 0.356m/ (365x86400s)= 0. V= 0.472x10-6/s + 0.

982m3 fazemos a soma do volume total: Volume total= 456676m3 + 38. 6-12 .22 x 0.44 x 97ha x 10000m2 =456.620 0.792 103.00 = 0.982m3= 495.600 g/ano.73. A carga de fósforo adotada para a área urbana é de 0.44 Na Tabela (6. volume de 38. florestas e urbanas da região. C= (0. nitrogenio.66 x 0.3 16.6kg/ano Na Tabela (6.Calcular a carga de fósforo no lago.43 Tabela 6. Somente consideramos a poluição difusa causada pelo escoamento superficial (runoff) e não consideramos as águas subterrâneas.31 + 0. assim para a área urbana C=0.73)/ 1.7) a precipitação média anual é de 1.658m3 Conforme Tabela (6.920m2 vamos achar a carga de fósforo em gramas por metro quadrado por ano.792kg de fósforo por ano por hectare e multiplicando pela área em ha obtemos 16.5. Na Tabela (6.com.920m2.792 kg/ha x ano x 21ha = 16. A precipitação média anual na região é de 1.8 Dada uma área da bacia de 97ha de um lago.31 0.07m e considerando o runoff ponderado obtido de 0.Porcentagem das áreas e coeficientes de runoff e cargas de fósforo Uso do solo Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Área (ha) Porcentagem C.5) a carga total de fósforo que chega ao lago é de 120.73 0. Carga= 0. ou seja. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.600g/ano / 495.6581m3 =0. Como a área da superficie do lago As= 15.58 g/m2 ano A concentração de fósforo será: 120.6) vamos calcular o coeficiente de runoff ponderado em relação as áreas e o obtido foi C=0.6kg/ano.br Exemplo 6.07 m x 0. runoff Carga P (kg/haxano) Carga P (kg/ano) 64 12 21 97ha 66% 12% 22% 100% 0.73 1.983m3.44 obtemos 456.6 kg/ano de P .07m.31 0.Calcular o coeficiente de runoff ponderado Uso da terra Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Total= Área (ha) 64 12 21 97 fração da área 0.66 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. 120.600 g/ ano / 15. O lago tem área superficial de 15.920m2 = 7. Para cada uso do solo foi estimado o coeficiente de runoff C.36 + 0.00 C.12 x 0. Poderia ser incluso também o efluente de uma ETE e o volume de lançamento no lago deveria ser usado o método da solução para a concentração final fósforo.43.36 0. De maneira análoga poderiamos fazer aplicar o exemplo para o nitrogênio mudando somente as taxas de aplicação do nitrogênio. mostrando que 64% da área é agrícola e 21% urbana. Tabela 6. 1.24 g/m3= 0. que apresentam grande dificuldade de estimativas.24mg/L Nota: este exemplo é muito fácil de ser aplicado.027 0.676 m3 Considerando o volume do reservatório de 38.12 0.5) estão as áreas agrícolas.676m3. runoff 0.7 0.22 1.36 0.6. 120.6kg/ano de fósforo que chegará ao lago.6 120.

9 Area urbana 10.0 Floresta 1.30mg/L de fósforo total PT.782g/ano de fósforo A carga total será a soma da carga da poluição difusa mais a carga concentrada da ETE. nitrogenio.940 m3= 732. Por ano teremos: 365dias x 756m3/dia=275.8 g/m2 x ano A concentração de fósforo será: 203.600g/ano=203. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.920m2=12. 82.676m3 + 275.382g/ano Dividindo pela área do lago de 15.com.616 m3 A carga anual de fósforo da ETE será: 275.28 mg/L de fósforo total 6-13 .8.Estimativa da carga total de nitrogênio baseado no uso do solo Uso do solo Carga total de nitrogênio (kg/ha x ano) Agricultura 20.940 m3/ano x 0.30g/ m3= 82.782 g/ano + 120.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.676m3 que acrescido aos 275.940m3/ano O volume anual devido ao runoff foi de 456.382g/ano/ 15.9 Para o exemplo anterior vamos supor que exista uma ETE que produz 756m3/dia de esgotos que são lançados no lago com 0.920m2 teremos: 203.9 Exemplo 6.382 g/ano / 732.940m3 resultará em: 456.616m3= 0.br Tabela 6.

5m/s KL= 0.10. O coeficiente Kr=0.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=4.58mg/L para temperatura de 23ºC.br 6.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.6 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.317 x U+ 0. 1987 Seja um lago com profundidade média H=1.04m3/s. A temperatura que queremos é 23ºC.com.Fonte: Thomann e Mueller.3/dia a 23º C e Kd=K1=0. respiração. 1987: Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (DO) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga (m3/s) Kd=K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO L= DB0 existente nas lagoas no início A=área da superficie do lago (m2) V= volume do lago (m3) cin = concentração de OD na água que entra no lago (mg/L) KL= 0. A taxa de consumo de oxigênio pelo sedimento SB=0.2/dia a 23ºC.50. Cs= 8.5 g/m2 x dia que denominamos também de Ks. A carga de DBO lançado por dia é W=120 kg DBO/dia.5 -0.00mg/L e a DBO de entrada Lin=0. onde a vazão de entrada e saida são de 0.3m e superficie A=15000m2.3m= 19.5 -0.728 x U0. -consumo de oxigênio pelo sedimento) Para um lago completamente misturado em condições de equíbrio vale: L=DBO= W/ (Q + Kr x V) Exemplo 6.87m/dia (0.6m/dia a 0.9m/dia) OK.11 Cálculo do oxigênio dissolvido em LAGO e RESERVATÓRIOS Conforme Thomann e Mueller.317 x U+ 0.5 -0.0372 x U2 Kr= Ksed + Kd = Ksed + K1 O valor Kr é a soma da deposição de DBO no fundo do lago que denominaremos de Ksed e da taxa de desoxigenação da DBO chamado de K1 ou Kd.500m3 Vazão de entrada e de saida Q= 0.728 x 4. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.5+ 0.5m/s e a taxa de oxigênio na entrada do lago é cin=8. nitrogenio. Achar a concentração de OD da mistura. Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigenio usando uma tabela ou calculando.04m3/s x 86400s =3460m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 19500m3/ 3460m3/dia= 5. Concentração de DBO no lago 6-14 C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L+ –(Wc / (Q+ KL xA)) .52= 0.317 x 4.0372 x 4. Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= A x H= 15000m2 x 1. Wc= é a carga de outras origens e consumo de OD podendo ser positivo ou negativo (+fotossíntese. A velocidade do vento é V=4.728 x U0.

00m de Guarulhos =8.00 + (0. a concentração de DBO no lago é 12. consumo de oxigênio devido a DBO e consumo de oxigênio devido a sedimentos no fundo do lago.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.390m3/ 184m3/dia= 116 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.390m3 Ks= SB=demanda de oxigênio pelo sedimento= 1. 1987.87 x 15000m2=16500m3/dia C= ( 3460 / 16500) x 8.58/dia L= DB0 existente nas lagoas no início = 2mg/L A=área da superfície do lago= 18. Adotaremos modelo de Thomann e Mueller.79 –3.5 -0.50.3mg/L T= 20ºC Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= 21.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=3.3 x 19500m3)= 12.0mg/L ( vaira de 80% a 90% da Ods) cs= saturação do OD a 20ºC na altitude 760.87 x 15000 /16500)x8.89mg/L Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L+ –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Q+KL x A= 3460m3/dia + 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.2 / 16500)x 12.45=4.58 – (19500x0.5+ 0.5x 15000 / 16500 C= ( 1. saturação do OD. nitrogenio.71m/dia (0.6m/dia a 0.com.05 –0.728 x 3.5 -0.9m/dia) OK.89mg/L Portanto.68 + 6.056g/m2/dia (adotado) cin = concentração da água que entra no lago com OD=7.68 + 6.5m/s (média de Guarulhos na Estação Climatológica da UNG) KL= 0.97 mg/L Exemplo 6.79 –3.89 –SB A / 16500 C= ( 1.11 Lago dos Patos em Guarulhos Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos A concentração de oxigênio dissolvido OD é dado pelas parcelas referentes a córrego tributário.390m3 Vazão de entrada e de saida Q= 184m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 21.52= 0.728 x U0.br L= W/ (Q + Kr x V)= (120 kg/dia x 1000g/dia) / ( 3560m3/dia +0.05 –0. 6-15 .0372 x 3. C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (OD) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga= 184m3/dia K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO= 0.317 x 3.800m2 V= volume do lago= 21.317 x U+ 0.

800m2=13.390x0.056 g/m2/dia (adotado) Wc= 1.84 mg de O2/Lx dia Vamos supor para efeito de exemplo que o lago não possa ter menos que 5. a concentração de oxigenio no Lago dos Patos é de 5.58 / 13.71 x 18.0mg/Lx dia de oxigênio dissolvido.19 -1.com.00 + (0.95 +8.30mg/L para temperatura de 20ºC altitude 760m em Guarulhos.800m2=19853 C= ( 1840 / 13.532)x 2.532)x8. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.84 mg O2/L x dia.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. Portanto. nitrogenio.12) ou calculando. 6-16 .47=5.30 – (21.br Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigênio usando a Tabela (5.532) x 7.532m3/dia Wc= SB x A SB=Ks= 1.800 /13.056 x 18.83 – 1. Cs= 8.71 x 18. Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Q+KL x A= 184m3/dia + 0.0 –(19853 / 13532) C= 0.

pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia em mg O2/ L x dia ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.6 ( e -0.e -1.914 = 0.12 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia devido ao fitoplancton.6 dia 6-17 . P= clorofila a em μg/L= 10 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.04 x 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. nitrogenio. ps=aop x P aop= 0.5 x 0.87m = profundidade média (adotado) Ke= 1.718 x 0.29 pa= ps x G (Ia)= 2.42 H= 1.3.7 / Ds sendo Ds= profundidade obtida com o disco de Secchi (m) z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) =0.com.42 x e .04 adotado Ke = 1.1.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.73 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.04/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.87) =0. Vamos adotar aop=0.55 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 1.br 6.42) / (1.5 μg/L = 2.914m α1= αo x e –Ke x z= 1. Devido a energia solar.29= 0.55 .25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.04 x 1.25 razão em mg de DO / μg de clorofila a que varia de 0.5 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia G(Ia)= 2. Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2. a fotossíntese só ocorre durante o dia.25 x P= 0.1 a 0.718 x f ( e -α1 .e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.25x 10= 2.

007 x Cor + 0.29mg O2/ L x dia.6/ 6.007 x 150 + 0. Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 5.78 + 0.29=5.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: f= 0.66 até 5. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.73 = 0.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final.com.5 x 1dia)] Δc/0.e –Ka x T x (1.95mg/L poderá haver variação de oxigênio de 5.5 x (1 – e –0.5 x 0.95-0.8/m Z= 4.6f) )] / [0.e –0.036 x turbidez em UT Ke varia de 2. Coeficiente de extinção de luz (Ke ou η) = 2.78 + 0.39 x 0. Guarulhos sabendo que através de análise de água a cor foi maior que 150 uH e que a turbidez foi de 83 uT.29 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.e – 0.state.73 = [( 1.6 x 1dia) x ( 1.6 x 0.29=6.6/ Ke= 4.md.95+0.73 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.036 x turbidez Ke = 2.br 6.67m 6-18 . 1997 concluíram que com 13% de erros temos: Coeficiente de extinção de luz: Ke= 2.14 Coeficiente de extinção da luz Ke Pesquisas efetuadas por Lee e Rast.mde.85m conforme as pesquisas efetuadas Exemplo 6.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.24mg/L de O2.78 + 0.5 x 1 x (1-0.61m a 1.73 = 0.8=0.5/dia pa= 0.6/ Ke que varia de 0.39 Δc = 0.13 Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese (fitoplâncton) Conforme http://www.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/0.007 x Cor em uH + 0.6dias T=1dia Ka=0.93 /m conforme as pesquisa A profundidade eufótica z em metros pode ser estimada pela relação: z= 4. 6.e – Ka x f x T) x ( 1.49 /m a 7.036 x 83 = 6. nitrogenio.12 Calcular o coeficiente de extinção de luz e a profundidade eufótica do lago dos Patos em Vila Galvão.

066( 23-20)= 2.1 x 0.49 .126/dia pa= aop x Gp x P= 0. 1987 página 450. Acima fizemos os cálculos da variação de oxigênio devido a lagos e agora vamos ver a variação de oxigênio devido ao fitoplâncton devido em rios. nitrogenio. 6-19 .5/dia.619/dia Dp= respiração endógena Dp= μR x 1.00 x e .com.718 x 0.5/dia a 2.00) / (1. Faremos a explicação juntamente com um exemplo. R= aop x Gp x P Sendo: R= respiração pelo fitoplâncton (mg O2/ L x dia) P= clorofila-a (μg/L) Gp= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia f= foto período = 0. mas vamos usar modelo de Thomann e Muller.90m= profundidade do rio (dado do problema) Ke= 1.1/dia Dp= 0. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.1 x 1.18/dia Gp= G(I) x G (T)= 0.5 (dado do problema) H= 0.133 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado para o exemplo que faremos.1 dado do problema α1= αo x e –Ke x H= 4.08 (T-20) O valor de μR varia de 0.08 (23-20)= 0. Vamos adotar aop=0.8/dia que é um misto da população do fitoplancton.00 H= 0.126 x P =0.25/dia.284 Temperatura= 23º C Crescimento e morte de fitoplâncton.18/dia=0.15 Cálculo da variação de oxigênio para rios devido somente ao fitoplâncton No capítulo 5 fizemos um cálculo da respiração e produção de oxigênio devido as algas segundo Rutherford.5)/300=4.1. Iniciamos primeiramente com o cálculo da respiração R pelo fitoplâncton.718 x f ( e -α1 .8 x 1.284 x 2.90) =0.br 6.1/m G (I)= 2.133 x 0. Adotamos Gmax=1.1 x 0. Adotamos μR =0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.05/dia a 0.5 (dado do problema) αo= Ia / Is = (600/0.3.5 ( e -1.082xP ( mg O2/ L x dia) O valor de R será: R= aop x Dp x P R= 0.0168xP (mg O2/ L x dia) Sendo: P=clorofila-a (μg/L) Is= 300 ly/dia (dado do problema) Radiação solar diária It= 600 ly/dia (dado do problema) f=foto período=0.619/dia x P=0.e -4..1 a 0.9 = 1. G(T)= Gmax x 1.90m = profundidade média (adotado) Ke= 1.e -αo) / (Ke x H) G (I)= 2.49 aop= 0.133 x 0.25 razão em mg de OD / μg de clorofila a que varia de 0. 2005 para rios.066 (T-20) Os valores de Gmax variam de 1. Mas G(T)= 1.

46 2.46 0.9).69 x 1.73 x 0.15m/s=velocidade média do rio. Substituimos o valor K2 por Ka D= Do x exp (-Ka x Δt) – ((pa-R)/Ka) x (1.90m Ka= 3. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.25 2.73 x V0.50 dias e somente o ultimo é de 0. O déficit no fim de cada trecho será o inicio do trecho seguinte.81 -2.83 3.64 0.50 0.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.16 4.73 3.15 Ka=K2= coeficiente de aeração Usando equação de O´Connor nas unidades SI temos: Ka= 3.98 -1.5/ H 1.91/2= 2.81/dia A média diária de déficit de oxigênio dissolvido OD em (mg/L) é dada pela equação: Da equação de Streeter-Phelps do capítulo 5 deste livro temos: D= Do x e –K2 x t + { [K1 / (K2-K1)] x (e –K1 x t – e –K2 x t) }x Lo +{ [KN / (K2-KN)] x (e –KN x t – e –K2 x t) }x LoN .50= 1.84 -3.84 0.46 2.46 2.92 0.02 -0.44 0.41 4.9).62 -1.br Tabela 6.33 3.91 a favor da segurança) O resumo dos cálculos estão na Tabela (6. variando de 1 a 5 Coluna 2: estão os valores a clorofila-a conforme amostra extraída de cada trecho.024 (23-20)= 1.58 -0.92 2.50 0.1) Sendo: D= déficit (mg/L) Di= déficit inicial (mg/L) Ka= coeficiente =1. Coluna 1: estão os trechos do rio.26 2. nitrogenio.R – Ks/H)/K2 Considerando Ks=0 e não o resto da equaçao e sim somente a parte que está nos interessando agora que é a produção e o consumo de oxigênio pelo fitoplancton temos a equação.91 0.69 -1.99 1.50 0.29 -1.com.07 -0.50 0.44dia.46 mg/L (Tomamos o maior valor de “pa”.(1 – e –K2 x t) x ( pa.62 -0.exp(-Ka x Δt )) (Equação 6.39 -0. 6-20 .25 -0.81/dia no exemplo Δt=horas no trecho Para o primeiro trecho iniciamos com Do=0.57 0.21 -2.80 2. geralmente de 0. dado do problema H= profundidade média do rio (m)=0.02mg/L de déficit de OD.150. 4. para 23º temos Ka=K2= 1.29 -1.Estimativa do oxigênio dissolvido no rio devido ao fitoplâncton Trecho do rio clorofila Cl-a pa R pa-R Temp Déficit D Do no inicio Coluna 7 Coluna 8 delta c= Déficit +Deltac/2 Déficit – deltac/2 (mgO2/L x dia) Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 (mgO2/L x dia) Coluna 4 Coluna51 (dias) Coluna 6 pa/2 Coluna 9 Coluna 10 Coluna 11 1 2 3 4 5 27 34 41 50 59 2. ou seja.98 -1.58 -0.45 0. O déficit diário será a média diária mais ou menos Δc/2 sendo: Para Ka< 2/dia então: Δc= pa/2= 4.69/dia Como o valor de Ka ou K2 é para a temperatura de 20ºC.69 0.50 V= velocidade=0.9. Coluna 3: estão os valores do oxigênio consumido durante o dia pa de cada trecho devido as algas Coluna 4: está a respiração das algas de cada trecho Coluna 5: estão os valores de pa-R de cada trecho Coluna 6: estão os tempos em dias de cada trecho.46 2.901. Vamos explicar coluna por coluna da Tabela (6.5/ 0.52 -2.

oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.46/2 Coluna 11: São os valores da coluna 8 – 2.br Coluna 7: Na primeira linha está o valor da demanda de oxigênio no inicio de 0.46mg/L considerando o maior valor da coluna 3 que é 4.91/2=2. nitrogenio.1) sendo o Do o do cálculo anterior.46/2 6-21 . Coluna 9: São os valores de Δc de 2. Nas demais linhas o valor de Do é o valor calculado na linha anterior da coluna 8. Coluna 10: São os valores da coluna 8 + 2.com.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.02mg/L. Coluna 8: Aplicação da equação (6.46.

Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogenio.com. 1987. Vamos explicar dando um exemplo seguindo modelo de Thomann e Muller.br 6.23/ano S=S’ x{ 1 – exp([ -(1 + K x td) x (t/td)]} 6-22 . Seja um lago misturado de proporções moderadas: W= Qe x Se + Qr x Sr + QT x ST + P x As x Sp + Sd x V Sendo: W= entrada de massa Qe x Se = transferência de massa de esgotos de um efluente Qr x Sr =devido a um rio que entra no lago QT x ST = devido a um tributário P x As x Sp = devido a precipitação da água de chuva Sd x V=devido ao sedimento Qe= vazão efluente Qr= vazão do rio que entra no lago Qt= vazão do tributário P= quantidade de precipitação As= área da superficie do lago V= volume do lago Se= concentração do efluente Sr= concentração do rio ST= concentração do tributário Sp= concentração nas águas de chuvas Sd= concentração do poluente que sai dos sedimentos td= V/Q Sendo: td= tempo de detenção no lago S’ = W/ (Q + KV) = (W/Q) / ( 1 + Ktd) Sendo: S= concentração no tempo t t= tempo em ano K=0.16 Lançamento de poluentes em um lago. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

00anos)]} =1178 μg/L A máxima concentração do poluente é 1.5anos vem recebendo um pesticida (Triallate) com 518.00) x (1.23x 1. 1987.5 anos quando acaba o poluente repentinamente teremos: S=S’ x{ 1 – exp([ -(1 + k x td) x (t/td)]} S(t=1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.4kg x 1000 x 1000) / (2.3. Seja um lago com durante 1. Achar a concentração de equilíbrio? Achar a máxima concentração? Figura 6. Nota: O triallate é um pesticida usado para matar vegetação daninha.5anos)=1400 {1 – exp([ -(1 + 0.Esquema do lago Primeiramente vamos determinar o tempo de detenção td td= V/Q=(89154.br Figura 6.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogenio.com. Não é tóxico para passarinhos e é um pouco tóxico para o ser humano.4mg/L S’= 1400 μg/L Portanto.23x0.83m3/s) / (365dias x 86400)= 1.000m3/ 2.2.400μg/L Para 1. É tóxica para peixes e outros organismos aquáticos.0anos O valor de S S’ = W/ (Q + kV) = (W/Q) / ( 1 + Kx td) = (528.000 m3. a concentração de equilibrio é 1.5anos/1.145.95)= 1.13 Adaptado de Thomann e Muller. O valor K=0.Esquema de lago misturado Exemplo 6.83m3/s.83 x 1000) / ( 1+0. O volume do lago é de V= 89.23/ano e a vazão média anual da saída do lago é de 2.178 μg/L 6-23 .4 kg/dia e depois termina.

com.17 Tipo de análises No Lago do Nado em Belo Horizone foram feitas análises longitudinais e mensais ao lago em profundidade: 0 1m 3m 5m 1. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 3. 4. Nestes pontos foram retiradas com retiradas amostras com a garrafa de Van Dorn de 2 litros: Fósforo total pelo método de Murphy e Reley Nitrogênio total usando autoclave c persulfato de potássio Clorofila-a pelo método espectrofotométrico usando acetona como solvente orgânico. Oxigênio dissolvido Temperatura Disco de Secchi 6-24 . 2. 6. nitrogenio.br 6. 5.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo.

com. -THOMANN.state. turbid reservoir. MARTA CONDÉ: Graus de trofia em corpos de água no Estado de São Paulo. Texas. Mcgraw-Hill. E RAST. Instituto de Geociências da USP. Belo Horizonte. 1334páginas. US Department of the Interior -METCALF & EDDY. JOSE FERNANDES e COELHO.Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. nitrogenio. Revista Brasileira de Recursos Hídricos volume 11 número.S. 238. ano 2006 http://www.br 6. 6páginas. Ligth attenuation in a shallow. RICARDO MOTTA PINTO. Contribuições para o desenvolvimento da capacidade de previsão de um modelo de qualidade da água. 1987. 1993.us/assets/document/TMDL/adkins/adkins_main_final. ISBN 0-06-046677-4 6-25 . 1991. Maidment.mde.md. -LEE. WALTER. Editora Harper Collins. 3ª ed. 644 páginas. WAYNE C. JOHN A.pdf -HUBER. ALDO PACHECO et al. lake Houston. 2004. ROBERT V. Contaminant transport in surface water.br/Docs/ctf/Biologicas/2002/02_245_01_Jose%20BezerraNeto%20e%20outro_A%20morfometria. MUELLER. ROGER W. Geological Survey. Wastewater engineering. A morfologia e o estado trófico de um reservatório urbano: lago do Nado. Tese de Doutoramento. Acessado em 23 de dezembro de 2006.ppg. ISBN. 2002 Universidade Federal de Minas Gerais.18 Bibliografia e livros recomendados -BEZERRA NETO. U. Austin.0-07-100824-1. In Handbook of Hydrology de David R..uem. Estado de Minas Gerais. -FERREIRA. 1997. Texas. Principles of surface water quality modeling and control.pdf acessado em 26 de dezembro de 2006: -LAMPARELLI. -INTERNET http://www. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

com.br Apêndice A: fonte USEPA. nitrogenio. 1985 página 63 6-26 .Curso de esgotos Capitulo 06: Balanço de fósforo. oxigênio em lagos e rios Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.

Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com.br Capítulo 07 Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos 7-1 .

000= 3. Na Baia de Buttermilk em Massachusetts.490kg/ano.709.26 723 1. A segunda parcela é dos fertilizantes usados nos gramados. Massachusetts Ordem Coluna 1 Fonte do nitrogênio Coluna 2 Unidade Coluna 3 Padrão Mass. Volume de água de recarga= 218. Coluna 3: unidade. Na prática o nitrogênio varia de 25mg/L a 45mg/L.2 Impacto do nitrogênio É o problema III do Azevedo Neto conforme Tabela (5.00kg/ha 40ha 7. pois adotada a taxa máxima de 0. Coluna 5: é a quantidade de pessoas.888 70.000. observando-se que que os tanques sépticos com vala de infiltração contribui com 70. 8708hab ou o número de hectares estimados. 2002 poderão obter concentrações baixas de nitrogênio de 10mg/L a 25mg/L. Geralmente kg de nitrogênio /ha x ano. Para os tanques sépticos e vala de infiltração consideramos 208 litros/habitante x dia e considerando que cada pessoa contribuirá com 40mg/L de nitrogênio teremos: 40mg/L x 208 L/dia x pessoa x 365 dias/ 1000.3mg/L Runoff no pavimento 2.298 5. Coluna 7: é a porcentagem de contribuição de cada fonte. ou seja. Sistemas mecanizados de tratamento de esgoto sanitário conforme EPA.75mg/L Fertilizante em árvores pequenas kg N/pessoa x ano 208 litros/dia x hab 40 x 208 x 365/1.209 8.50 kg/ha 40ha 790kg/ha 4ha Total (kg N/ano)= 3.709.04 Coluna 4: Padrão em kg/ha usado em Massachussets. runoff no pavimento e runoff no telhado e fertilizantes de pequenas árvores.02 kg/pessoa/ano 8708 hab 46.1) está uma aplicação prática do assunto: Tabela 7.490kg/ano.Cargas de nitrogênio na Baia de Buttermilk.81 840 2. Qualquer construção que seja feita na região os efluentes nao poderão ultrapassar a carga anual de nitrogênio de 52.49 100. As cargas de fósforo e nitrogênio.160 37. O impacto do nitrogênio numa determinada área é muito importante. podem ser estimadas em um lago. que a taxa de nitrogênio anual não poderia passar de 52.41 kg/ha 212 ha 21. chuvas. gramado. 2002 Coluna 1: ordem Coluna 2: fonte do nitrogênio: tanque séptico e valo de infiltração. Na Tabela (7. Estados Unidos com área de 212ha foi determinado por uma comissão em 1990.1) do Capítulo 5 que consiste em determinar a população máxima cujos efluentes podem despejar no curso de água.00kg/ha 3.490kg Para estimativa assumimos que o efluente tratado de esgotos sanitários tenha 40mg/L de nitrogênio e que a cota per capita seja de 208 litros/dia x habitante.br Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e fósforo em lagos e córregos 7.94 128 ha 26.com.000m3/ano / 1000=52.00 300 0. pois são levadas pelo escoamento superficial das chuvas e das águas subterrâneas.000 kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano kg N/ha x ano 3.0mg/L Runoff no telhado 0. Coluna 4 Quantidade Coluna 5 (kg/ano) Col 4 x col 5 Coluna 6 (%) Coluna 7 1 2 3 4 5 6 Tanque séptico e vala de infiltração 40mg/L Fertilizante no gramado Atmosfera 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. por exemplo. 7.24mg/L de nitrogênio para que fosse diminuida a quantidade de algas na região.68%do nitrogênio anual.82 Fonte: USEPA. Coluna 6: é a multiplicação da coluna 4 pela coluna 5 fornecendo o total de nitrogênio em kg por ano.000m3/ano 0.1. 7-2 .1 Introdução Vamos expor suscintamente o impacto do fósforo e do nitrogênio em lagos e rios. Apresentaremos ainda o método Simples de Schueler que é muito usado em poluição difusa devido a sua simplicidade.24g/m3 x 218.68 15.

300 Quasi área agrícola 6. Existe a influência do tipo de solo e das declividades.24mg/L OK Na prática o volume de recarga não é um dado facil de se achar.4 a 1.82 0.3 0. Geralmente não se admite mais de 10mg/L de nitrato devido a doença azul de bebês que é a methemoglobinemia.3.2-Estimativas de exportação de fósforo de acordo com varios tipos de áreas Fonte de fósforo Área urbana Área rural ou agrícola Florestas Precipitações Alto 5.1) temos: Carga do polunte= 37.5 0.1 a 0.50 0.88 0. 1997 define os usos ou cobertura dos solos: Área de floresta quando tem mais de 75% da área coberta com florestas Área quasi uma floresta: quando a área coberta por floresta estiver entre 50% a 75% Área agrícola quando mais de 75% da area é usada na agricultura 7-3 .5 0. Do nitrogênio inorgânico 20% é amônia e 80% é nitrato.6 Fósforo kg/haxano Médio Baixo 0.410 Fonte: Marsh.1 0. 2002.085 Quasi floresta 4. 1999 em várias florestas praticamente intocadas.0 3.2 a 0. O balanço de massa é o quociente entre a carga anual em gramas e o volume anual de recarga em metros cúbicos. Carga do poluente mg/L= carga anual em gramas/ volume anual de recarga metros cúbicos Para a Tabela (7.5 0. Tabela 7. 1997 A média de 5.5 Impacto do nitrogênio e do fósforo Marsh. Isto mostra que a Tabela (7.1kg/ha x ano de nitrogênio total foi achada por Lewis. Marsh.2 7.280 Area agrícola 9.0 0.3 Balanço de massa O balanço de massa do nitrogênio ou de outro poluente fornecem a concentração do poluente na água subterrânea e na água superficial conforme Usepa.3). 7.709.0 0.310 Area mista 5.0 0.000m3 = 0.175 Quasi área urbana 7.2) fornece a quantidade de fósforo por kg/haxano e por ano de vários tipos de áreas.Carga anual média de nitrogênio e fósforo Uso do solo ou cobertura Nitrogênio Fósforo (kg/ha/ano) (kg/ha/ano) Florestas 4.7 0.40 0.00 0.52 0. 7. como áreas urbanas.8 a 3. Assim partículas mais finas e terrenos com maiores declividades terão maior aporte de fósforo. Tabela 7. precipitações e áreas rurais.17mg/L< 0.31 0.3) no que se refere a floresta pode ser aplicada para o Brasil. como a da rio Amazonas e do rio Negro. et al.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 1997 apresenta para estimativa da carga de nitrogênio e fósforo para os Estados Unidos a seguinte Tabela (7.4 Impacto do fósforo A Tabela (7. Do nitrogênio total 50% é nitrogênio orgànico e os outros 50% é inorgânico. É a redução da habilidade do sangue de carregar oxigênio e causa problemas na gravidez.185 Campo de Golf 15.209kg x 1000g/ 218.com. florestas.br Uma das dificuldades para se avaliar o impacto do nitrogênio é determinar com precisão a recarga anual de água subterrânea.

40 85 2.80 Aguas pluviais urbanas 1.41 40 Paisagismo 19 0. teremos no lago 83kg de fósforo por ano 7-4 .0 a 70 Efluente de plantas de tratamento secundário de esgotos sanitários 5 a 10 >20 Fonte: Marsh.03 0. Os cálculos estão na Tabela (7. 1997 recomenda para os Estados Unidos 0.01 a 0.4) onde estão os níveis representativos de fósforo e nitrogênio em vários corpos de água dos Estados Unidos.085 2 73 Portanto. comércio.475 Paisagismo 19 4.5. Area mista: quando tem por exemplo.0 a 10 Escoamento superficial na agricultura 0.br Área quasi urbana: quando a área tem desenvolvimento mais de 40% ocupado por residências.0 Agua nos lagos com problemas de algas <0.1 Seja um loteamento com 283ha com 166ha de lotes residenciais.Niveis representativos de fósforo e nitrogênio em corpos de água nos Estados Unidos Água Fósforo total Nitrogênio total PT (mg/L) NT (mg/L) Água da chuva 0.0 e 2.00 1. 1997 Exemplo 7. Marsh. 30% de área agrícola e 45% de área de florestas. 1997 apresenta ainda a Tabela (7.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.475 Portanto. indústria e institucional.com. Tabela 7.025 <0.52 915 Campo de Golfe 98 15.28kg de fósforo/ano por casa e 10.1 5. Lembremos que as cargas presentes nas precipitações já estão inclusas.35 Agua dos lagos com problemas sérios de algas >0.1 a 2.4.05 a 1.66 kg/de nitrogênio por casa por ano (lembremos que estas cargas são maiores que as brasileiras). Não esquecendo que serve somente para uma estimativa. teremos no lago 2475kg de nitrogênio por ano (ha) Fósforo Áreas (kg/km2/ano) (kg) Lotes residenciais 166 0.85 31 Campo de Golfe 98 0.0 2. 25% de área urbana. 19ha de gramados e 98ha de campo de golfe. Tendo-se as áreas podemos estimar as cargas de nitrogênio e fósforo que irão cair em um rio ou um lago.5) Tabela 7. Marsh. Calcular a carga média anual de nitrogênio e fósforo no lago.10 >0.Cálculo da carga anual média de nitrogênio e fósforo Nitrogênio Áreas (ha) (kg/ha/ano) (kg) Lotes residenciais 166 5.

A equação de Schueler é similar ao método racional e nas unidades SI adaptada neste livro: L=0.45 0.00 0.3 2.05 0.00 ND Média 506 281 34 0.5 e para eventos de uma simples precipitação Pj =1. estacionamento de veículos. (1993).02 Estradas 1913 990 529 1.com.03 0.9 1.8 0. O método foi obtido através de exaustivos estudos na área do Distrito de Washington nos Estados Unidos chamado National Urban Runoff Program (NURP) bem como com dados da EPA.3 3.5 2. 7-5 .06 2.90 ND 0.17 0.24 0.00 0.02 Estacionamento 1463 450 338 0.5 ND 225 0.6 Método Simples de Schueler Schueler em 1987 apresentou um método empírico denominado “Método Simples” para estimar o transporte de poluição difusa urbana em uma determinada área. Pj =0.3 53 304 0. Tabela 7. indústrias.8 5. Rv= 0.00 0.5 3.10 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.6 3.7 0.2002 em kg/ha x ano Área residencial com densidades Comercial 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Sólidos Totais TSS Cl TP TKN NH3 N03 + NO2 DBO5 COD Pb Zn Cr Cd As 2363 1125 473 1.3 0.9 0.Poluentes típicos e areas urbanas conforme Burton& Pitt.23 0.01 0.1 1 8 0.6) estão os poluentes típicos em áreas urbanos elaborados por Burton&Pitt.00 0.0 0.04 2.11 0.5 70 473 3.7 7. estradas de rodagem. média e baixa e área de parques. EKT-CT-2002-00082 LNEC João Rocha 7.1 4. conforme AKAN. 2002 notando-se que as maiores quantidades são para áreas comerciais.11 0.68 0.36 0.0 0.7 ND ND 5.5 0.90 para precipitação média anual.79 ND 0. Shopping Center. october 2004. mas pode atingir valor Pj =0.36 0.68 0.6 15 56 0.00 0.6 1.04 ND ND ND ND ND 0 ND ND ND ND Fonte: New techniques for urban river rehabilitation.00 Baixa 73 11 10 0.1 3.2 1. residências de alta densidade.90 0.00 Alta 754 473 61 1.9 (normalmente adotado) Rv= runoff volumétrico obtido por análise de regressão linear.6 0.01 ND Shopping Center 810 495 41 0.00 Áreas de Parques ND 3 ND 0.6 ND ND 1.0 8.9 2.02 Indústria 754 563 28 1. A= área (ha) C= concentração média da carga do poluente nas águas pluviais da (mg/L) Valor de Pj O valor de Pj usualmente é 0.0.00 0.3 30 191 0.br Na Tabela (7.01 x P x Pj x Rv x C x A Sendo: L= carga do poluente anual (kg/ano) P= precipitação média anual (mm) Pj= fração da chuva que produz runoff.7 2.90 0.009 x AI AI= área impermeável (%).00 0.05 + 0. AKAN.7 4. (1993) salienta que os estudos valem para áreas menores que 256ha e que é usado cargas anuais.6.02 0.

26 260-4000 700 4000Coliformes fecais 3000 20000 0.9) Tabela 7.0 COD 5. (2000) Área em construção 4000 7-6 .7 .8.8 Amônia 0.03 0.6 163.8 >40.2 – 0. 1987 em mg/L.2 0.250 0. (1993) e McCUEN.5 Chumbo Fonte: MALÁSIA.09 0.2 Nitrogênio total (NT) 0.0 11.200 50.8 1. Tabela 7. Poluente NURP Baltimore Washington NURP Virginia FHWA DC National Study Área Áreas Área média Florestas Rodovias suburbana velhas comercial americanas 0.15 Fósforo total 2.7) e (7.9 BOD 5dias 0.78 Nitrogênio Total 35.01.380 Zinco Fonte: AKAN.0 124.01-9.com.03 0. (1998).46 0. (1998) os valores médios da carga de poluição C em mg/L é fornecida pelas Tabelas (7.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.6 2.397 0.09 0.00 13.Valores de “C”usados pelo Método Simples de Schueler.Valores médios de concentração adotados na MALÁSIA em mg/L Vegetação nativa/ Área Área Área Poluente floresta rural industrial urbana 85 500 50 .26 1.31 0.03 – Cobre 0.13 Fósforo total (PT) 0. (1993) e McCUEN.200 Sedimentos 6 30 60 85 Sólidos totais em suspensão (TSS) 0.176 0.0.0 1.8) estão os valores de concentração média adotado na Malásia. (1987) e citadas por AKAN.08 0.037 0.010.1 36.12 0.0 90.br Valores de C Conforme as pesquisas feitas por Schueler.17 3. Na Tabela (7.

46 P=965mm Pj =0.2 x 10 7 19 1440 23.90.8) na coluna de Virginia. A carga anual será calculada usando: L=0.000 12 0.09 kg/ano Para a situação de pós-desenvolvimento.01 x P x Pj x Rv x C x A L=0.9 adotado C=85mg/L sedimentos/ Floresta/ Malásia 7-7 . Supomos que no pré-desenvolvimento havia 2% de área impermeável e com o desenvolvimento passou para 70%.01 x 965mm x 0..5 x 10 7 30. 1969 mínimo 1 450 55 máximo 700 14600 11.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.9 x 0.br Na Tabela (7.19 1. (1993). Cincinatti Weibel et al.05 + 0. com o desenvolvimento a quantidade total de fósforo aumentará de 1.07 L=0.09kg/ano para 12.3 Calcular o aumento de sedimentos de área urbana com 46.46 x 0.26mg/L x 12ha L=12.46 kg/ano Portanto.8 545 8.009 x 45 = 0.000 31. (2001). 1974 DBO Sólidos totais pH Coliformes NPM/100ml Ferro Chumbo Amônia Fonte: TUCCI. Tabela 7. (2001).com.01 x P x Pj x Rv x C x A P=965mm Pj =0.90.01 x P x Pj x Rv x C x A P=1540mm Pj =0.46 kg/ano com a construção de um bairro residencial proposto. na Tabela (7. Para a situação de pré-desenvolvimento: Rv= 0.05 + 0.009 x 2 = 0.9 x 0.15mg/L para fósforo total em florestas.8 1523 1.9) temos valores médios de poluentes fornecidos por Tucci.9 adotado Rv=0.3 0.46 0. chuva média anual de 965mm sendo Pj = 0. Calcular o aumento anual de fósforo total.9.07 Adotando C=0.15mg/L Fósforo total/ Floresta A=12ha Rv=0.75ha.07 C=0.15mg/L x 12ha L=1.01 x 965mm x 0. Exemplo 7.26mg/L Fósforo total/ área suburbana A=12ha L=0. chuva anual média de 1540mm e Pj =0.4 111. Área antes do desenvolvimento com 2% de área impermeável passou a 45% com a construção de uma vila de casas.2 Exemplo de AKAN.9 adotado Rv=0.07 x 0. Pré-desenvolvimento L=0.Valores médios de parâmetros de qualidade de águas pluviais em mg/L para algumas cidades. Durham Poluente Colson. Trata-se de área com 12ha. 1964 Tulsa AVCO.0 Exemplo 7.07 C=0. Rv= 0. 1970 Porto Alegre APWA APWA.

68 x 200mg/L x 46.68 L=0.009 x 17.855 kg de sedimentos/ano Pós-desenvolvimento L=0.01 x P x Pj x Rv x C x A P=1540mm Pj =0.75ha L=88.46 0.855kg/ano para 88.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.18 mg/L de PT L=0.009 x AI= 0.05 + 0.20 P= 1070mm precipitação média anual Pj=0.18 x 97= 34 kg/ano de PT Portanto. Exemplo 7.9 adotado C=200mg/L sedimentos / Urbana/ Malásia.Média ponderada da carga poluente e da área impermeável AI Uso da terra Agricultura Floresta Urbana (pavimentada) Total= Área (ha) AI Concentração Média (mg/L) 64 12 21 97 2% 2% 72% 17.01 x 1540mm x 0.9 x 0.01 x 1540mm x 0. chegará ao lago 34kg/ano de fósforo total.05 + 0.18 Conforme Tabela (7.01 x 1070 x 0.18mg/L e da área impermeável AI= 17. Rv=0.75ha Rv=0.122kg de sedimentos/ano Ou 88.05+0.9 x 0. Tabela 7.15% 0.20 x 0.15=0.75ha=1885 kg/ha x ano de sedimentos Com o pós-desenvolvimento o sedimento aumentará de 3.01 x P x Pj x Rv x C x A L=0. 7-8 .009 x 2 = 0.122kg/ano.br A=46.122kg/46.90 A=97ha C= 0.15%.9) A=46.90 x 0.75ha Rv=0.4 Seja uma área de 97ha conforme Tabela (7.05+0.10) cujas águas de chuvas caem em um lago.15 0.75ha L=3. Calcular a carga anual de fósforo total usando o Método Simples de Shueller. Tabela (7.09 0.com.009 x 70 = 0.07 x 85mg/L x 46.10.07 L=0.10) a média ponderada da carga poluente C=0.

com. então dp/dt=0 e denominando W= Σ Qi pi.7 Análise simplificada de eutrofização de um lago.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0274m/dia) ou podem ser adotados outros valores como 12. A segunda simplificação é que o lago encontra-se em estado de equilíbrio esquecendo o comportamento dinâmico do lago ao longo de um ano. 1987 comentam que apesar das simplificações feitas o método funciona muito bem. Assumindo um estado de equilíbrio (steady state). na parte superior. pi – Ks. p. teremos: V .V – Q . p.4m/ano ou 16m/ano conforme Thomann e Muller. A equação geral do balanço de massa para qualquer substância num lago completamente misturado é: V .br 7.V – Q .p(Ks . isto é. 1987. 1987: O lago encontra-se totalmente misturado Que o lago está em condições de equilíbrio representando a média anual sazonal Que o fósforo é limitado Que o fósforo é usado como medida do índice do estado trófico Thomann e Muller. p . Book IV. p. p V . isto é.p 0= W – Ks. O valor de pi é a concentração de cada origem (g/ano). V+ Q)=0 Donde: p= W/ (Ks x V + Q) Ou p= W/ (Q+vs x As) Introduzindo a profundidade média Z teremos: H= V/As As= V/H Façamos a introdução do tempo de detenção hidráulica (ano) que é o valor td: td= V /Q 7-9 . V – Q . pi – Ks . O assunto também está muito bem explicado na página 404 do livro de Thomann e Muller. pi=W= soma de todas as taxas de massas do nutrientes que caem no lago de todos os lugares (g/ano). V– Q. A terceira simplificação indica que somente um nutriente deve ser considerado e normalmente em lagos é o nutriente fósforo. O modelo que usaremos apóia-se no balanço de massas do nutriente e baseia-se nas seguintes simplificações conforme Thomann e Muller.Lakes.p= W.V – Q. dp/ dt = Σ Qi . dp/ dt = Σ Qi . A quarta simplificação indica que o nutriente vai ser usado como medida de status do índice trófico é o fósforo. que não está estratificado ignorando a intensificação do fitoplancton no epiliminio do lago. A primeira simplificação é de que o lago encontra-se misturado. p. dp/ dt = W – Ks. 1987. A base de nos estudos é EPA 440/4-84-019 de agosto de 1983 Technical Guidance Manual for Perfoming Waste Load Allocations. p 0= Σ Qi pi – Ks . vs= velocidade de sedimentação na coluna de água (m/ano). Normalmente é adotado vs=10m/ano (0. p Ks= vs/H Sendo: V= volume do lago (m3) Ks= taxa de sedimentação do nutriente (m/ano) Q= vazão que sai do lago (m3/s) p= concentração do nutriente no lago (mg/L) Σ Qi . Existem modelos complexos para análise de eutrofização de um lago.

05 2.5) – 0.85 x ln (H) (com R2=0.Valores de Ks conforme equação de Vollenweider.77 7.00 7.16 1.20 1. O controle do fósforo parece que fornece os melhores meios de controlar o crescimento de águas azuis-verdes pela fixação do nitrogênio. pode ser feita uma estimativa usando a equação de Vollenweider. 1975 para o valor de Ks. Nota: Devido a dificuldade em se achar o valor da velocidade de sedimentação vs ou o valor de Ks.br Sendo: H= profundidade média do lago (m) V= volume do reservatório (m3) As= área da superfície do reservatório (m2) td= tempo de detenção hidráulica (ano) p= W/ (Ks x V + Q) Dividindo o segundo membro por As no numerado e denominador teremos: p= W/As/ (Ks x V /As+ Q/As) p= W/ ( Q + vs x As) p= W/As/ [(Ks x H+ (Q/ V) x H)] Denominando W´=W/As p= W´ /[(Ks x H+ (Q/ V) x H)] Taxa de saída da água q=Q/As p= W´/ (q + vs) p= W´/ [H (ρ +Ks)] ρ= Q/V= 1 / td p= concentração do poluente no lago (mg/L) Este modelo simplificado é devido a Vollenweider e trata dos nutrientes como fósforo.36 Existe ainda uma equação mais simplificada: Ks= 10/H Na Tabela (7. Entretanto o fósforo foi considerado o nutriente mais importante devido as seguintes razões: Existem tecnologias para remoção do fósforo nos esgotos tratados Existe fósforo de uma maneira significante nos esgotos domésticos.79) Na Tabela (7.12) estão alguns valores de Ks calculado por Ks=10/H 7-10 .50 6.48 6. Ln (Ks)= ln (5.10 6.69 1.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. nitrogênio e outros.40 1.11) estão os valores de Ks calculados conforme Tabela 7.05 vs= Ks x H 5. H(m) 1 2 3 4 5 6 7 Ks 5.11. De modo geral o fósforo é o fator limitante. 1975 Prof.50 3.com.20 7.

Quarto passo: Achar a taxa de sedimentação de fósforo. Geralmente pode ser obtido pelo runoff anual através de estações de medições que medem o volume de água que passa pelo lago.33 2.Valores de Ks simplificado Ks=10/H Prof.000m3 Área da superfície do lago= 17.5 Calcular a quantidade de fósforo num lago em um loteamento em Campos do Jordão.1=2.500m2 Volume precipitado e evaporado na área do lago= ((1783-684)/ 1000)x 17. Não tendo ela pode ser estimado anualmente pelo runoff.009 x 16= 0.0131m3/s H=5.05+0.233m3/ (365 dias x 86.43 Procedimento de cálculos Os procedimentos são através dos seguintes passos: Primeiro passo: estimar o volume do lago.67 1. É obtido através de batimetria ou de previsões feitas em planta aerofotogramétricas. tributários e atmosférico.19/1000)=413. Portanto. Estado de São Paulo que tem: Precipitação média anual = 1783mm/ano Evapotranspiração=684mm/ano Área da bacia= 122ha Área impermeável= AI=16% Coeficiente volumétrico Rv Rv= 0.009 x AI=0.4m/ano. área da superfície e profundidade média.00 1.400s)=0.br Tabela 7. a vazão de saída é Q= 0. 1977 ou outra.4 / 5. Quinto passo: Selecionar os objetivos do fósforo ou clorofila-a. Para lagos muito grande deve ser levado em conta a precipitação sobre o mesmo e a evaporação.500m2=19. Terceiro passo: Estimar a média da carga anual de fósforo de todas as fontes.299m3/ (365 dias x 86. H(m) 1 2 3 4 5 6 7 Ks 10. Isto inclui todas as fontes rurais.4m/ano Ks= vs/ H= 12.19 Volume runoff= (122 x 10000m2) x (1783 x 0.05+0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.0131m3/s Volume do reservatório= 90.12.50 2.47 Cálculo de W’ 7-11 .299m3 Vazão correspondente ao runoff= 413.00061m3/s Como se pode ver a vazão correspondente ao precipitado na superfície da lagoa é pequena e pode ser desprezada. Segundo passo: estimar a média anual de vazão da água. Geralmente pode ser calculado ou se não temos dados estimar em Ks= 12.400s)=0.00 5.233m3/ano Vazão correspondente ao precipitado = 19. A estimativa geralmente é feita com tabelas como a de Marsch. Exemplo 7.00 3.1m profundidade média da lagoa vs= 12.com.

0145ano= 128. Vamos explicar juntamente com um exemplo para melhor compreensão.844kg=231.87m=profundidade média do lago (m) ks= perda de fósforo de primeira ordem (/ano) p= W/ [H(1/td + ks)] =W/ (q + ws) q= Q/A = H/ td Sendo: Q= vazão de saída (m3/s) A=área da superficie do lago (m2) ws= velocidade do particulado do fósforo. td= tempo de residência (ano) = Volume do lago (V)/ Vazão de saída Qout (m3/s) td= V/Qout H= 1.7g/m2 x ano W= 1.18) o lago ficará mesotrófico.2μg/L de P 7-12 . Área= 122ha W= 122ha x 0.96m/ano p= W/ [H(1/td + ks)] p=1.87m(1/0.39 p= W´/ (q + vs) p= 1.1/ 0.35)]= 1.99=0.97=0.15 kg/ha x ano de fósforo total.35/ano td= 0.15 kg/ha x ano= 18.0131 x 86400 x 365)=0. Tomemos.844/ 136.0122 mg/L=12.029 mg/L=29μg/L Portanto.6) o fósforo total para uma área de densidade média é 0.029g/m3=0.300g/ 17500m2= 1.046 g/m2 ano td= V/ Q= 90.3 kg/ha x ano e para densidade baixa é 0.2 μg/L de P O fósforo produzirá algas e podemos estimar a clorofila-a através da equação elaborada por Lamparelli. Nota: como o valor da velocidade vs adotado foi de 12.7/138.4m/ano poderia ser adotado outros valores como 10m/ano ou 16m/ano.218=23.br Conforme Tabela (7.6)=1.87m/0. 2004: Para rios e lagos temos: Clorofila-a= 0. q= H/ td ks=10/H Cálculos: ks=10/H= 10/1. Nota: geralmente dificil de se obter.6 Carga de fósforo em um lago Trata-se do Lago Urieville.081 x (PT) 1.com.046/ (23.3 kg de fósforo total por ano=18300 g por ano W´= W/ As= 18.046/35.029mg/L e verificando a Tabela (7. portanto.844g W=P/As= 231.12).24 PT=12.7g/m2 x ano/ [1. Maryland onde usaremos os ensinamentos de Huber.6m/ano Descarga: q=Q/As= H/td= 5.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. 1993 in Maidment.379= 1. Os resultados deverão ser verificados e estarão dentro de uma faixa.39 + 12.0145 +5. p= concentração de fósforo no lago (mg/L) W= carga total da área da bacia (g) /área da superficie líquida do lago (m2) As= 136.379m2 (área da superficie do lago) P= carga total de fósforo da bacia= 231.0. Exemplo 7. Caso queiramos tirar água do lago para abastecimento podemos verificar a Resolução Conama 357/05 que para ambientes lênticos o valor do fósforo total é 0. a média 0.87= 5.03mg/L conforme Tabela (7. o lago terá a concentração média de 0.7 g/m2 x ano=taxa de carga de fósforo (g/m2 x ano).0145ano (dado do problema) q= H/ td = 1.000m3 / (0.218 ano Adotando vs=12.

9 a 1.Alguns parâmetros das águas doces Classe 2 segundo Conama 357/05 Águas doces Limites Classe 2 DBO5. 1990 mostra que o estado trófico é função da transparência. Tabela 7.052 3.13.027 a 0.8 Resolução Conama 357/2005 Para os estudos de impacto de fósforo e nitrogênio deverá ser consultada a Resolução Conama nº 357/05.52 a 3. 2004 7-13 .14-Limites para diferentes níveis de estado trófico segundo o sistema de classificação de Carlson modificado por Toledo. Para corpos de água da Classe 2 temos a Tabela (7.050mg/L para ambientes intermediários com tempo de residência entre 2dias e 40dias) 7.211 10.82 a 10. Critério Estado trófico Transparência Fósforo total Clorofila-a (m) (mg/L) (μg/L) IET≤ 24 Ultraoligotrófico ≥ 7. Devido a isto se pode ver a importância do fósforo para o enquadramento do estado trófico.030 mg/L para ambientes lênticos <0.8 μg/L de Cl-a Portanto.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.9 Estado trófico A Tabela (7.8 ≤0.20 < 5mg/L OD (oxigênio > 5mg/L dissolvido) Clorofila-a PT (fósforo total) < 30μg/L <0.br Clorofila-a= 0.026 0. Tabela 7.9 a 0.com.007 a 0.14) de classificação de Carlson modificada por Toledo.7 a 2.2) 1. 1990.0 0.3 0. 7.006 ≤0.081 x (12.06 IET>74 Hipereutrófico <0.8 μg/L de Cl-a. fósforo total e clorofila-a.13).35 a 76.0 0. a concentração de 12.2g/L de P no lago resultou na estimativa de clorofila-a de 1.3 >0.51 24<IET≤44 Oligotrófico 7.06 Fonte: Lamparelli.211 >76.24 = 1.34 54<IET≤74 Eutrófico 0.81 44<IET≤54 Mesotrófico 1.053 a 0.

087mm/h Dados do problema: Tratamento de esgotos sanitários • População servida: 50.7mg/L • I=0.7 Vamos mostrar um exemplo de Thomann e Muller. Na Figura (7.700. Figura 7.00m Intensidade de chuva média (mm/h)=I= 762/(365dias x 24h)= 0.0 mg/L • 80% dos esgotos é lançado no lago.2625 x 86400 x 365 x 6 x1000 / (1000x 1000)=49.000hab x 567 L/hab x dia/ (1000 x 86.000.669 kg de fósforo/ano Águas pluviais com esgotos • Coeficiente de runoff C=0.087mm/h (estimativa) Qáguas+esgoto= 0.Esquema Fonte: Thomann e Muller.27 • Área de contribuição (ha)=A=640ha • Estimativa da quantidade de fósforo na água = 0.br Exemplo 7.087mm/h (estimativa) 7-14 .400)= 0.0992m3/s Carga de fósforo no ano= 0.1.1) temos uma lago e queremos saber qual a quantidade de fósforo do mesmo tendo em vista que recebe o fósforo de varias origens.45 x 0.45 • Área de contribuição (ha)=A=960ha • Estimativa da quantidade de fósforo na água = 4 mg/L • 5% das águas pluviais vão para a ETE • I=0.8x 50.0992 x 86400x 1000 x 4x365 / (1000 x 1000) =12514 kg de fósforo/ano Águas pluviais somente • Coeficiente de runoff C=0. 1987 adaptado às unidades SI que é bem elucidativo.000habitantes • Quota per capita= 567 L/ hab x dia • Quantidade de fósforo no efluente dos esgotos que é lançado no lago= 6.000m2 Precipitação média anual= P=762mm/ano Profundidade média do lago H (m)= 8.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.com. 1987 Lago Os dados do lago são: Volume V= 622.000 m3 Área de superfície As= 77. Q esgoto= 0.2625m3/s Carga de fósforo por ano= 0.95x 0.087 x 960/360=0.95 x CIA/360= 0.

27 x 0.024 g/m2 x ano Tempo de detenção td td= V/Q = 622000000/ (17.01 m/ano p= concentração do poluente no lago (mg/L) p= W´/ (q + vs)= 1.6 onde alteraremos o valor vs de 12.000m2/ (1000x365dias x 86400)=0.01+12.79m3/s Carga de fósforo por ano= 0.0m/ano P= W´/ (q + vs)= 1.037 818 Área agrícola 0.000=1.0/ 1.br Qáguas+esgoto= CIA/360= 0.16 x 86400 x 365)=1.024/ 19.044mg/L Portanto.15m3/s • Estimativa de fósforo =0.000m2/ (1000x365dias x 86400)=0.15= 7.30 x 762mm/ano x 12800ha x 10.02 x 365dias/(1000 x 1000)= 8925kg de fósforo/ano Área para agricultura • Área A= 9600ha • Carga de fósforo= 0.6m/ano q= Q/As= H/ td= 8.1) 7-15 .com.700.02=0.7 x 365 / (1000 x 1000) =818 kg de fósforo/ano Água a montante • Vazão Q= 14.052mg/L=52μg/L Portanto.928m3/s Carga de fósforo por ano= 0.00046875 kg/ha x dia x 12800ha x 365=2190 kg/ano Tabela 7.6) = 1.15 ano Adotando vs= 12.037 x 86400x 1000 x 0. a lagoa tem estado trófico conforme Tabela (7.000g/ano/ 77.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.62=0.15 8925 ETE 0.024 g/m2 x ano/ (7.02+16) = 1.992 12514 Águas pluviais somente 0.15.00046875kg / ha x dia • Runoff 30% da precipitação (estimado) Q agric= 0.6m/ano para 16m/ano.30 x 762mm/ano x 9600ha x 10.16 79582 W= 79582 kg de fósforo /ano=79582.18) Exemplo 7.15 x 86400 x 1000 x 0.8 É o mesmo Exemplo 7.Resumo Origem do fósforo Vazão Carga anual (m3/s) (kg/ano) Montante 14.087 x 640/360=0.79 5466 Área de floresta 0.928 2190 Total= 17.00156 kg / ha x dia • Runoff 30% da precipitação (estimado) Q agric= 0.2625 49669 Águas pluviais+esgotos 0.044 g/m3= 0. a lagoa continuará no estado trófico conforme Tabela (6.037m3/s Carga de fósforo no ano= 0.024 g/m2 x ano/ (7.02mg/L Carga de fósforo por ano= 14.000g/ano W´= W/As= 79582.024/ 23.00156 kg/ha x dia x 9600ha x 365=5466 kg/ano Área para a floresta • Área A= 12800ha • Carga de fósforo= 0. Adotando vs= 16.052 g/m3= 0.

036758m3/s x 86.03636m3/s Q total= 0.08 L/s que deve ser somada a vazão devido ao escoamento das águas pluviais.6)= 0.3 kg/haxano W= 154 ha x 0.0258g/m3=0.54 km2= 154ha Volume do lago V= 100.6m/ano P= W´/ (q+vs)= 0.02 L/s x ha Vazão base= 0.7.924 g/m2 x ano td= V/Q td= tempo de residência (ano) V= volume =100.00m Vazão base unitária= 0. I= 1488mm/ano /(365 x 24)=0.8μg/L Portanto.9 Estimar a quantidade de fósforo do Lago Azul localizado em Guarulhos Estado de São Paulo com os seguintes dados: Precipitação média anual= 1488mm/ano Evapotranspiração média anual= 1367mm/ano Área da bacia= 1.17mm/h Qmédio do runoff=CIA/360 Qmédio do runoff=0.086ano A descarga q= Q/As= H/td= 2.924/ 35.10) Resolução Coeficiente de runoff C=0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.17mm/h x 154ha/360=0.000m3 (estimado) Profundidade estimada= H= 2.26+12.400s x 365dias)= 0.000m3/ (0.000m3 A vazão Q é a soma da vazão base 3.036758m3/s td= V/Q= 100.50 x 0.0258mg/L=25.26 P= W´/ (Q+vs) Admitindo vs= 12.86=0.30 kg/ha x ano=46.000398m3/s=0.000m2 (estimado) Vazão firme que se pode retirar= 12 L/s (sem deixar o Q.50 Taxa de fósforo adotado para área residencial media conforme Tabela (7.0m/0.086ano =23.02 L/s x ha x 154ha=3.08 L/s Área de superfície As=50.924/ (23. o lago é oligotrófico 7-16 .2 kg/ano de fósforo= 46200g/ano W´= W/As= 46200g/ 50000m2=0.6)=0.br Exemplo 7.03636m3/s+0.com.

An introduction to methods.edu/limnology/pubs/Pub144.pdf -MARSH. Water Resources Systems planning and management. 1998. Italia. WILLIAN M. Simplified Analytical Method for determining NPDES effluent limitations for POTWs discharging into low-flow streams. 3a ed. Stormwater Management Design Manual. -USEPA. Acessado em 6 de Janeiro de 2007. 2005.http://cires. Editora Navegar. E MUELLER. Biogeochemistry 46: 149-162-1999. -LEWIS. Principles of surface water quality modeling and control.br 7. Technical Guidance Manual for Perfoming Waste Load Allocations. NY. Agosto de 1983. WILLIAM M. On site wastewater treatment systems manual. models and applications. Landscape planning environmental applications. et al. -THOMANN.com.10 Bibliografia e livros recomendados -ESTADO DE NEW YORK. -USEPA. 2006. ISBN 0-06-046677-4. Josh Wiley. 2001. 2001. 644páginas.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol. ISBN 92-3-103998-9. 14páginas. -TOMAZ. ROBERT V. 623 páginas. Documento EPA-440/4-84-019. Poluição Difusa. 434 páginas. -UNESCO. Editora Harper Collins Publishers. JOHN A.colorado. EPA 625/R-00/008 fevereiro de 2002. Albany. PLINIO. October. 1987. 61 páginas ’ 7-17 . New York State Department of Environmental Conservation. Nitrogen yelds from undisturbed watersheds in the Americas.

o lago dos patos encontra-se extremamente assoreado.br APENDICE A Resumo: Trabalho: Balanço HÍdrico e Oxigênio Dissolvido do Lago dos Patos O objetivo é mostrar que o Lago dos Patos é um patrimonio histórico importante para Guarulhos e que não há problema de balanço hídrico no mesmo.80m com profundidade média de 1. O volume total de água armazenado é de 21. cheio de peixes e apresentando de vez em quando florações de águas. História do lago O lago dos Patos fica em Guarulhos no bairro de Vila Galvão na rua Francisco Gabriel Vasconcelos e foi construido em 1910 ou 1911 pelo sr Francisco Gonzaga de Vasconcelos e sempre foi usado como area de lazer para banhos.05 km2) O mesmo encontra-se assoreado.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.15m.5m a 1. As florações de algas aparecem devido a entrada de nitrogênio e fósforo. O lago dos Patos é alimentado por seis minas de água que atraves de um tubo de 150mm de PVC que vem da av. A area da bacia a montante do lago dos Patos é de 105ha (1. Vi uma foto da mãe do sr Moacyr dando milho aos gansos em região gramada onde hoje é o lago dos Patos. Existe ainda uma mina que sai perto da Casa dos Churros que vai ao lago. mergulhos e passeios de barco.com. pois a profundidade máxima chegava a 6. Objetivo O objetivo é apresentar o balanço hídrico e o oxigênio dissolvido do lago dos Patos localizada em Guarulhos no bairro de Vila Galvão.00m conforme me informou o sr Moacyr Vasconcelos.390m3. fezes dos patos e gansos. pois há muitos anos havia trampolim onde os merguladores davam shows. 3. causado por excesso de comida jogada aos peixes e patos. Dados técnicos do lago A área de superficie tem 18. Francisco Conde e o mesmo recebe dois outros tubos. A barragem é artificial e foi construida em terra transportada por carrocinhas puxado a burro e a rua chama-se Rua Piracamjuba. decomposição das folhas das árvores que caem no lago. um vindo do Nosso Clube de Vila Galvão com 150mm e outro de casa da familia Marinelli na rua Santo Antonio. Balanço Hídrico e Oxigênio Dissolvido do Lago dos Patos 1.800m2 sendo a profundidade atual variando de 0.0mg O2/L devendo ser previsto monitoramento para o controle de algas cianofíceas e desassoreamento do mesmo. 7-18 . 2. Aos fundos dava para ver a casa em estilo colonial construida pelo arquiteto Ramos de Azevedo e que hoje é o teatro Nelson Rodrigues. No que se refere ao oxigênio dissolvido (OD) necessário para manter o ecossistema aquático o mesmo encontra-se no limite desejável de 5. 4 Problemas Hoje.

14 139.19 4681 2347 5080 7414 15163 mar 31 3 200.28 85.11 3994 2680 5443 6757 21390 1487.87 129.8 1.64 726 1351 5443 4818 21390 Tabela 3-continuação Balanço Hídrico Meses do ano Numero de dias no mês Mês precipitação média mensal (mm) = Evaporação média mensal ( mm)= Precipitação na represa= área da represa xPrecipitação mensal (m3)= Evaporação volume (m3)= evaporação mensal x área da superfície da represa= Vazão base (m3/mês)= Balanço (m3) volume que entra.49 1307 1590 5625 5342 21390 jun 30 6 39.volume que sai= Balanço mensal o que fica no reservatório no fim do mês (m3)= jan 31 1 254.13 108.02 72.85 80.69 7-19 .65 126.02 18600 105 21390 Tabela 2.com.91 4727 2602 5625 7749 7749 fev 28 2 251.80m.Balanço Hídrico Meses do ano Numero de dias no mês Mês precipitação média mensal (mm) = Evaporação média mensal ( mm)= Precipitação na represa= área da represa xPrecipitação mensal (m3)= Evaporação volume (m3)= evaporação mensal x área da superfície da represa= Vazão base (m3/mês)= Balanço (m3) volume que entra.32 107.49 138.19 2555 2422 5443 5577 21390 nov 31 11 130.volume que sai= Balanço mensal o que fica no reservatório no fim do mês (m3)= julho 31 7 30.8 1366. elaboramos o balanço hidricio: Tabela 1.64 3736 2411 5625 6950 21390 abr 30 4 58.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.06 463 1936 5625 4153 21390 set 31 9 75.14 1085 1993 5443 4535 21390 mai 31 5 70. Balanço Hidrico Com dados fornecidos pela Estação Climatológica da Universidaded de Guarulhos calculamos a evaporação pelo Metodo de Pennan-Monteith.56 574 1498 5625 4700 21390 ago 31 8 24.51 2427 2576 5625 5475 21390 dez 30 12 214.92 104.br 5. A entrada de água sao as minas já citadas e a saida é um vertedor tipo Tulipa de diametro de 0.8 0.5 1. Media= Área da superfície (m2)= Ilha (m2)= Área da superfície liquida (m2)= volume (m3)= Vazão base (litros/segundo x ha) Área da superfície (m2)= Área da bacia (ha)= Volume do reservatório (m3)= 4788 0.74 144.39 130.25 1397 2013 5625 5009 21390 out 30 10 137.Balanço Hídrico Volume mensal (m3)= Vertedor tipo tulipa com tubo (m)= Profundidade mínima= Profundidade máxima= Prof.15 18800 200 18600 21390 0.

728 x 3.58/dia L= DB0 existente nas lagoas no início = 2mg/L A=área da superficie do lago= 18.5+ 0.52= 0.056g/m2/dia (adotado) cin = concentração da água que entra no lago com OD=7.71m/dia (0.390m3/ 184m3/dia= 116 dias Coeficiente KL para o lago KL= 0.br O balanço hídrico nos mostra que o lago dos Patos não apresenta problema de ficar seco mantendo praticamente constante o volume médio de agua de 21.50. consumo de oxigênio devido a DBO e consumo de oxigênio devido a sedimentos no fundo do lago.00m de Guarulhos =8. C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Como temos consumo de oxigênio pelo sedimento: Wc= SB x A Sendo: C= concentração de oxigênio dissolvido (DO) na lagoa (mg de O2/ L x dia) Q=vazão de descarga= 184m3/dia K2= taxa de transferência de OD para reareação=0.71 x 18.390m3 Ks= SB=demanda de oxigênio pelo sedimento= 1.0372 x U2 Sendo: U= velocidade do vento a 10m de altura (m/s) U=3.532m3/dia Wc= SB x A 7-20 . Cs= 8. 1987.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.3mg/L T= 20ºC Resolução do problema: Cálculo do volume do lago V V= 21.0372 x 3.com.317 x 3. Concentração de saturação cs Podemos achar a saturação do oxigênio usando uma tabela ou calculando.800m2 V= volume do lago= 21.30mg/L para temperatura de 20ºC altitude 760m em Guarulhos.5m/s (média de Guarulhos na Estação Climatológica da UNG) KL= 0.6m/dia a 0.58/dia K1= coeficiente devido deoxidação referente a DBO= 0.5 -0. Cálculo da concentração de OD no lago C= ( Q / (Q + KL x A)) x cin + (KL x A / (Q + KL x A))xcs – (VxKd / (Q + KL x A))x L –(Wc / (Q+ KL xA)) Q+KL x A= 184m3/dia + 0. saturação do OD.0mg/L cs= saturação do DO a 20ºC na altitude 760.390m3 Vazão de entrada e de saida Q= 184m3/dia Tempo de detenção ou tempo de residência td= V/Q= 21.9m/dia) OK.317 x U+ 0.5 -0. Adotaremos modelo de Thomann e Mueller.800m2=13.728 x U0.390m3 6 Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos Consumo de oxigênio dissolvido (OD) no lago dos Patos A concentração de oxigênio dissolvido OD é dado pelas parcelas referentes a córrego tributário.

800m2=19853 C= ( 1840 / 13.6/6.32 mg O2/ L x dia Sendo: αo= Ia / Is = 500/350=1.818/dia Ia= média da radiação solar durante o dia em Langley/dia=500 Langleys/dia.056 x 18.84 mg de O2/L Portanto. Vamos adotar aop=0.25 que é a taxa de luz que produz demanda de oxigênio saturado.25 razão em mg de DO / μg de clorofila a que varia de 0.00 + (0.67 = 0.78 + 0.3.95 +8.532)x 2.818 z= profundidade de atividade da fotossíntese (m) z= 4.0 –(19853 / 13532) C= 0.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.718 x 0.71 x 18.036 x turbidez Ke= 2.056 g/m2/dia (adotado) Wc= 1.15m = profundidade média (adotado) Cor aparente= 150 uH Turbidez= 83 uT Ke= 2.532) x 7.390x0.67m α1= αo x e –Ke x z= 1.19 -1.e -1.78 + 0.25x 8= 2.84mgO2/L x dia Como o lago tem algas elas produzem e consomem oxigênio para a sua respiração.6dias 7-21 .6/Ke= 4. a concentração de OD no l ago dos Patos é de 5.007 x 150 + 0.e -αo) / (Ke x H) G(Ia)= 2.42 x e – 6.15) =0.br SB=Ks= 1.25 x P= 0.30 – (21.83 – 1. 7 Cálculo do oxigênio dissolvido durante o dia devido ao fitoplancton.6 ( e -0. ps=aop x P aop= 0.818 Ke= 6.1 a 0.16 pa= ps x G (Ia)= 2.0 x 0.0 mg O2/ L x dia G (Ia)= fator de atenuação da luz de acordo com a profundidade e em um dia G(Ia)= 2.06 w/m2) Is= luz no qual o fitoplâncton cresce ao máximo em Langley/dia e que varia de 250 a 500 = 350 Langley/dia f= foto período (fração da duração da luz do dia) =0.036 x 83= 6. a fotossíntese só ocorre durante o dia.5 μg/L = 2. P= clorofila a em μg/L= 8 μg/L (admitido: é uma quantidade grande) ps=0.16= 0. Nota: Langley/dia (Ly – 1caloria/cm2=2.800 /13.718 x f ( e -α1 .58 / 13.532)x8. É importante calcular a variação de oxigênio durante um dia como veremos abaixo.47=5.818= 0.42) / (6.818 x 0. pa= ps x G (Ia) Sendo pa= oxigênio dissolvido durante o dia em mg O2/ L x dia ps= produção de luz que produz o oxigênio dissolvido saturado.com.818 x 1.42 H= 1.01 .007 x Cor + 0.01 Sendo: Ke= coeficiente de extinção da luz (1/m) = 6.6 dia Estimativa da variação diurna do oxigênio devido a fotossíntese (fitoplâncton) f= 0. Devido a energia solar.

8. Supondo que o oxigênio dissolvido no lago é de 4.Curso de esgotos Capitulo 07-Impacto do nitrogênio e do fósforo em lagos e córregos Engenheiro Plínio Tomaz 30 de maio 2008 pliniotomaz@uol.58/dia pa= 0.com. quando a temperatura for de 20ºC a variação de oxigênio dissolvido no Lago dos Patos irá variar de 5. havendo uma variação média durante o dia de 0.71mgO2/L x dia a 5.13=5. O lago dos Patos está isendo de contamniação de esgotos ou de outra fonte conforme constado.25 x 0.71 mgO2/L x dia 5.25/dia μR= 0.40 Δc = 0.58 x (1 – e –0.13= 5.2 mg/O2/L x dia Portanto.13 mg O2/ L x dia O valor Δc achado mostra que durante o dia oxigênio dissolvido aumenta ou diminui de 0.91mg/L poderá haver variação de oxigênio: 5.6 x 1dia) x ( 1. que é o suficiente para manter o ecossistema aquático existente.e –Ka x T x (1.32 = 0.13mgO2/L x dia.e – 0.58 x 0.58 x 1dia)] Δc/pa = 0.e – Ka x f x T) x ( 1. devendo-se tomar o cuidado de não se comer as entranhas devido a presença de algas cianofíceas no mesmo. Respiração das algas R aop= 0.6f) )] / [0. Guarulhos é um patrimônio histórico de Guarulhos e tem normalmente o equilíbrio de oxigênio dissolvido de 5.f) )] / [f x Ka x (1 – e –Ka x T)] Δc/pa = [( 1.32 mg O2/ L x dia Δc/pa = [( 1.58 x 1 x (1-0.Conclusão O lago dos Patos localizado em Vila Galvão. 7-22 .20 mg/L x dia de oxigênio.97 mgO2/L x dia Portanto.13mg O2/ L x dia.97mgO2/ L x dia.84– 0.1 P= 8 μg/L R= aop x μR x P= 0.0 mg O2/Lx dia.1 x 8=0.84+0.e –0. É recomendável que o lago fosse desassoreado para voltar a profundidade original e que de vez em quando fosse diminuida a quantidade de peixes.32mg O2/L x dia de oxigênio mas como precisam respirar consumo 0. as algas produzem em média 0.6 x 0.br T=1dia K2=0.40 x 0.

Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.04 in Hg 1 N/m2 = 1Pa janeiro de 2007 2 ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) 8-1 . Hg 1mm Hg= 1.0295in.br 28/06/08 Capítulo 08 Gramados Engenheiro civil Plínio Tomaz 1 bar= 10 5 Newtons/m2 1 mb (milibar)= 10 N/m2 = 1000dina /cm2=0.0143psi= 0.36 mb= 0.

16º C ´ 8-2 .br 28/06/08 Conversão de unidades Varejão-Silva.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. 2005 Conversão de temperatura Tc= (5 / 9) x (Tf – 32) Tc= temperatura em graus centígrados (ºC) Tf= temperatura em Fahrenheit (ºF) Tf= 32+ (9/5) x Tc Graus Kelvin (ºK) tem o zero a -273.

7 8.4 8.br 28/06/08 Ordem 8.20 8.14 8.15 8.21 8. substrato Limitar a área de gramados Uso de plantas com baixo consumo de água Hidrozona e tipo de gramas Eficiência da irrigação Deverá ser mantida uma rotina de manutenção Solo-água-planta Percolação Runoff Profundidade efetiva das raízes RZ Capacidade de armazenamento da água no solo.16 8.28 8.12 8.9 8.18 8.24 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Gramados Assunto Introdução Consumo de água em jardins residenciais As sete etapas de um bom gramado doméstico Projeto e planejamento Melhoria do solo Solo Condutividade hidráulica Uso de matéria orgânica.2 8.22 8.6 8.25 8.23 8.com.11 8.19 8.1 8.8 8.26 8.AWHC Água disponível para a planta na zona das raizes PAW Quantidade de água que pode ser extraída (MAD= Management Allowabele depletion ) Porcentagem de água que pode ser extraída pelas plantas (AD) Coeficiente de paisagismo (KL) Fator das espécies Ks Fator de microclima Kmc Fator de densidade Kd Precipitação efetiva (Pe) Precipitação efetiva “Pe” pelo método do United States Departmement of Agriculture – USDA Método USDA.13 8.27 8. SCS conforme FAO.3 8.29 SUMÁRIO Capitulo 08.5 8.10 8.17 8. 1998 Bibliografia e livros recomendados 43 páginas 8-3 . ou seja.

o volume de água disponível local e os custos totais de manutenção. Muitos conceitos serão apresentados de maneira simples. as precipitações mensais e anuais. Figura 8. as faces nortes e sul.1. ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) As Figuras (8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. a direção dos ventos predominantes.Consequentemente torna-se necessário conhecer a evapotranspiração que é fundamental para a irrigação. O ponto a ser atingido é que o sistema de irrigação seja automático com a máxima economia de água atendendo os projetos arquitetônicos.Exemplo de um landscape em pesqueiro de trutas em Campos do Jordão Figura 8. Conforme a Associação Nacional de Paisagismo (ANP) no projeto devem ser analisados os seguintes aspectos: Tamanho e forma da área Paisagismo a ser implantado Horas de radiação direta de cada área 8-4 .com.2) mostram alguns gramados bem executados e conservados.Gramados 8.br 28/06/08 Capitulo 1. campos de futubel e campos de golfe.1) e (8.2 Mostra do gramado que embeleza a paisagem 8.2 Projeto e planejamento Os aspectos de planejamento a serem observados são: as declividades.1 Introdução O objetivo deste trabalho é a estimativa do consumo de água para irrigação por aspersão em áreas verdes e praças públicas.

substrato que é um produto equilibrado física e biologicamente. são os mais adequados para o desenvolvimento de raízes das plantas. rochas. Isto irá reduzir as necessidades de mais água nas plantas. A textura ou composição granulométrica de um solo é um termo usado para caracterizar a distribuição das partículas no solo quanto as suas dimensões conforme Figura (8.3) e (8. ou seja. 8. A condutividade hidráulica do solo conforme Tabela (8. Para plantio coloca-se cerca de 10 cm de altura e para recuperação usa-se cerca de 3cm de altura. etc. 8-5 . silte e argila.Condutividade hidráulica com relação ao tipo de solo Textura do solo Condutividade hidráulica (mm/h) Argiloso 2a5 Franco-argiloso 6a 8 Franco-siltoso 7 a 10 Franco 7 a 12 Franco-arenoso 8 a 12 Arenoso 12 a 25 Fonte: Gomes.3 Melhoria do solo Para a melhorar as características físicas do solo deve-se usar uma mistura de materiais orgânicos. facilitarem o desenvolvimento de sementes e diminuir a erosão.1) é medida com o infiltrômetro de duplo anel no local (in situ).br 28/06/08 Declividade do terreno Necessidade hídrica das plantas Profundidade efetiva do sistema radicular Ação dos ventos predominantes Tipo de solo Sombreamento. água e ar e constitui o substrato de água e nutrientes para as raízes das plantas.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. em geral. 1997 8. Deve-se ter o cuidado de não se construir barreiras que impeçam ou eliminem a capilaridade. principalmente em áreas urbanas que podem ter camadas de areia. Um outro problema é da compactação do solo.4) Os solos de texturas médias (francos) que possuem proporções equilibradas de areia. já que apresentam condições bastante satisfatórias de drenagem. Abaixo do Horizonte A teremos o que se chama na prática de subsolo.10m a 0. aeração e retenção de água. pronto para uso. O solo que vamos tratar é basicamente o chamado Horizonte A que tem aproximadamente de 0.4 Solo O solo é formado por partículas sólidas (minerais e orgânicas).1. Tabela 8.30m de espessura.

com.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 Figura 8. 2004 8-6 .3 .Triângulo de classificação textural. Fonte: Reichardt e Timm.

br 28/06/08 Exemplo 8.com.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Figura 8.1 Classificar um solo com 25% de areia. 60% de silte e 15% de argila.4 .5 Valores usuais está hachurado 8-7 .3) vimos que se trata de solo franco siltoso. Figura 8.Triângulo de textura proposto por USDA (United States Department of Agriculture). Entrando na Figura (8.

A fração de silte medida foi de 18mm. conforme Reichardt e Tim.5). 18/50= 0. 2004. Adicione água e chacoalhe a garrafa. ou seja. silte e argila é tomarmos uma garrafa com boca larga na qual enchemos a metade com água conforme Figura (8.6). As linhas grossas do gráfico indicam as fronteiras de cada uma das classes de textura.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. orientação e organização das partículas sólidas conforme Reichardt e Timm. 1997). ou seja 27/50= 0. A argila é calculada pela diferença. De acordo com a proporção de argila.54 (54% de areia). Garrafa de teste Figura 8. A estrutura do solo ao contrário do que ocorre com a textura. Tire 50mm de solo e coloque dentro da garrafa. Resumo: Areia 54% Silte 36% Argila 10% Total= 90% Classificação do solo: franco arenoso (loamy sand) 8-8 . Estrutura O conceito de estrutura de um solo é qualitativo e é usado para descrever o solo no que se refere a arranjo. A fração de silte demora mais horas e a argila somente poderá ser observada no dia seguinte. que podem ser determinadas através do triângulo de texturas proposto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e apresentado na Figura (8.6 – Garrafa de teste de textura do solo Uma maneira aproximada para saber a porcentagem de areia.36 (36%). é difícil de quantificar e também de catalogar (Gomes.com. Solos de texturas iguais podem possuir estruturas diferentes que apresentam maiores ou menores dificuldades à penetração ou circulação da água.br 28/06/08 Os valores usuais de solos usados em gramados estão hachurados conforme Figura (8. a textura se divide em várias classes. 2004. No exemplo tirei no jardim da minha casa 50mm de solo e depois de 24h podemos observar 27mm de areia. Depois de umas horas a areia já se deposita no fundo. A estrutura de um solo caracteriza a forma de arranjo de suas partículas. Adicione um detergente líquido para facilitar a quebra das estruturas. silte e areia na composição do solo.3) (Gomes. O triângulo se compõe de doze espaços que representam 12 classes distintas de textura. do ar e das raízes das plantas. Textura A textura de um solo refere-se à distribuição das partículas do solo tão somente quanto ao seu tamanho. 1997).

8 4.2) apresenta a variação da condutividade hidráulica do solo conforme a declividade do terreno e textura do solo.7 10.1 16.0 13.9 6.4 4.2 7.8 3.8 2.7 11.4 19.3 > 16% mm/h 7. Tipos de solo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Áreia grossa Areia média Areia fina Areia franca Franco arenoso Franco arenosa fina Franco arenosa muito fina Franco Franco siltoso Solo siltoso Argila arenosa Franco argiloso Argila siltosa Solo argiloso 0 a 4% mm/h 31.6 3.0 2.4 7.6 5.Condutividade hidráulica do solo conforme a declividade do terreno e textura do solo.3 14.8 2.6 4.3 2.2 12.8 Fonte: Toro Company.0 1.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9 22.6 6.5 1.9 10.6 6.8 3.5 11.7 8.9 10.5 2.3 0.5 8% a 12% mm/h 19.7 9.7 8. 1986 in AWWA.1 17.8 15.1 5.7 12.1 16.4 6.2 13.9 6.2.4 5.1 3.9 6.0 1. Tabela 8.6 3. Observa-se que quanto maior a declividade. Condutividade hidráulica conforme a declividade do terreno.8 2.0 12% a 16% mm/h 12.9 8.8 26.9 23. A Tabela (8.4 9.7 11. numa determinada unidade de tempo (h) sob um gradiente hidráulico unitário.9 7.6 4.5 Condutividade hidráulica A condutividade hidráulica geralmente em mm/h representa a coluna de água em (mm) que atravessa um solo saturado.3 5 a 8% mm/h 25.1 4.br 28/06/08 8.0 15.1 3.4 21. 1993 8-9 . menor é a condutividade hidráulica .com.8 3.6 19.8 2.1 5.2 8.9 6.

substrato A matéria orgânica irá se decompor melhorando a qualidade do solo local conforme Figura (8. substrato ajuda a manter a umidade do solo Fonte: Waterwise Florida landscape. A vermiculita é uma argila que na estrutura 2:1 é um mineral secundário que ajuda a reter a água. Quando aquecida a 700ºC ela se expande passando a um volume dez vezes maior conforme Reichardt e Timm.8. As Figuras (8. É aconselhado de dois em dois anos colocar a matéria orgânica (areia e húmus) sobre o gramado em pelo menos 80% da área. A adição de matéria orgânica na forma de adubo verde.7. não precisando de irrigação. 2006 8. P e S conforme Reichardt e Timm.6 Uso de matéria orgânica. ou seja.8).7 Uso de plantas com baixo consumo de água Uma grama que consome muita água deverá ser evitada. Figura 8.Solo orgânico Figura 8.O material orgânico.7) e (8. de estrume ou de composto ajudam também a melhorar a capacidade de campo do solo e introduz nutrientes como N. 2004. 2004.9) e (8. 8-10 . O solo orgânico colocado varia de 5cm a 10cm. O gramado mais adequado será aquele que se sustenta somente com as chuvas locais.br 28/06/08 8.com.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10) mostram gramados salientando o assentamento em rolos.

Figura 8. A cidade de Albuquerque.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Texas em um jardim. onde se exige 42% das plantas com pouco consumo de água. A cidade de Austin. As plantas nativas não são somente gramados. Geralmente as gramas possuem raízes razas. sejam de plantas que consumam muita água.Exemplo de raízes razas e profundas.9. mas árvores.Gramado Figura 8. Califórnia permite que no máximo 35% das plantas em um jardim tenham consumo com muita água.com.Grama sendo assentada em rolos A Figura (8. o limite para os gramados chega até 40%. 43% das plantas devem consumir pouca água.11) mostra exemplo de raízes razas e profundas. da área total. 2001 em Austin. Em se tratando de áreas irrigadas com esgoto sanitário tratado. Fonte: Waterwise Florida landscape.br 28/06/08 Figura 8. arbustos etc. Texas oferece incentivos para quem reduzir o consumo de água nos jardins.11. O mesmo acontece na cidade de East Bay -Califórnia. que 8-11 . 2006 Segundo Vickers. O município de Marin. e que os gramados não excedam de 25%. Novo México exige que no máximo 20% das áreas do jardim.10. Uma das maneiras de se utilizar plantas que consumam pouca água é usar plantas nativas principalmente nos gramados.

Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Tolerantes a pisoteio 8-12 . É o que se chamam as hidrozonas. Bermuda Nome cientifico: Cynodum dactylum Uso em campos esportivos.8 Hidrozona e tipo de gramas O agrupamento das plantas com consumo semelhantes de água também é aconselhável. SP. 2006 8.br 28/06/08 existam na região.Água de reúso classe 3 Fonte: Sinduscon.3 .Conservação e Reúso da água em edificações. pois permanece praticamente verde durante todo o ano. desde que seja irrigada). Gramas tolerantes a seca e não tolerantes Conforme informações da técnica em paisagismo Marinez Costa as melhores gramas tolerantes a seca são: • Batatais • Bermuda • Esmeralda As gramas pouco tolerantes a seca são: • Santo Agostinho • Grama Coreana • São Carlos As características principais das gramas mencionadas acima são: Batatais (melhor de todas) Nome cientifico: Paspalum Notatum. Deveremos ter cuidado com plantas e forrações invasivas. Flugge (esta grama é usada muito nas estações climatológicas no Brasil.com. playgrounds e campos de golfe. para que não se tornem uma Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins. conforme Tabela (8. Altura de 15cm a 30cm Resiste ao pisoteio Resiste à seca Não resiste a sombra Tolerância à meia sombra Uso em parques públicos e grandes áreas Resistente a pragas e doenças. São Paulo. praga. Tabela 8.3) do Sinduscom.

Vários tipos de grama usada no Brasil Fonte: http://www. São Carlos Nome científico: Axonopus Compressus Altura de 15cm a 20cm Origem do sul do Brasil Tolerância ao frio Pleno sol e meia sombra Não é resistente a seca Usar em áreas de sobra A Figura (8. devido a problemas com os animais.9 Eficiência da irrigação A eficiência da irrigação só melhorará.12. que podem beber a água de uma poça de água e ficar doente.com. Na Califórnia.br/Noticias/escolhagrama. é permitido o uso da água da lavagem de roupas. Preferimos por ora.12) mostra foto de vários tipo de gramas existentes no Brasil. com muitos prós e contras.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. banhos e lavatório do banheiro.itograss. A escolha do tipo de irrigação por sprinkler ou gotejamento dependerá da declividade. a chamada graywater ou águas cinzas em portugues para irrigação. Figura 8.br 28/06/08 Resistente a seca Suporta temperatura até 40ºC Sobrevive até 12mm /semana de água de irrigação Esmeralda Nome cientifico: Zoysia japonica Altura de 10cm a 15cm Originaria do Japão Muito ramificada Gosta de sol Não resiste muito ao pisoteio Não resiste a sombra Resiste à seca Santo Agostinho Nome cientifico: Stenotaphrum secundatum Altura de 15cm a 25cm Não resiste a sombras Não resiste ao pisoteio Tolerante a salinidade Bom para região litorânea Provém da América Subtropical Grama coreana Nome cientifico: Zoysia Tanuifolia Altura de 10cm a 15cm Gosta de muito sol Crescimento lento Não é resistente ao pisoteio Precisa de irrigação periódica. como cachorros e gatos. ou seja.htm 8. principalmente subsuperficial. separando as plantas de acordo com o consumo de água. para irrigação tem sido muito discutido nos Estados Unidos. O uso da água de esgoto tratado. não usar água de esgoto como irrigação. 8-13 . de maneira que não haja escoamento superficial (runoff).com. as chamadas hidrozonas.

16). A quantidade de água necessária que fica na zona das raízes e que é chamada de soil moisture reservoir. A percolação profunda ou seja a água livre ocorre quando a água fica abaixo das raízes e não é mais usada pelas plantas. que irá para o manancial subterrâneo. A percolação profunda pode encaminhar produtos químicos e fertilizantes da zona das raízes para o aqüífero subterrâneo.11 Percolação É a taxa pela qual a água se move através do solo. 8.12 Runoff È a água que não é absorvida pelo solo e pelas plantas quando é feita a irrigação. A água escorrerá superficialmente formando poças d´água e sulcos. É como se fosse um reservatório de água conforme Figuras (8.13 Profundidade efetiva das raízes RZ É a profundidade do solo na quais as plantas buscam os nutrientes.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10 Solo.br 28/06/08 8. 8. 8.13) a (8. 8-14 .com. Isto acontecerá quando houver um excesso de irrigação. Conhecida como escoamento superficial ou enxurrada. A água livre é uma água perdida. É também chamada zona ativa das raízes ou zona das raízes onde estão praticamente 95% das raízes. no sistema de raízes das plantas e depois volta para a atmosfera.água – planta São as relações que definem o modelo no qual a água entra e se move na profundidade efetiva das raízes.

tamu.edu/ Figura 8.Mostra a capacidade total de água na zona de raízes.Mostra o reservatório de água na zona de raizes http://gilley.br 28/06/08 Figura 8. onde existe o máximo e o mínimo. http://gilley.14.13.com.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.edu/ 8-15 .tamu.

com.br 28/06/08 Figura 8.Mostra a extração de água na zona de raízes http://gilley.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.15.tamu.edu/ 8-16 .

13 a 0.24 0.05 a 0. 1998 8-17 . 8.θPM Permanente θCC θPM (m3/m3. 1998 a Tabela (8.13 a 0.18 Franco argiloso siltoso 0.32 a 0.19 0. cm3/cm3.17 0.07 0.13 a 0.21 0. cm3/cm3.03 a 0.= capacidade de armazenamento de água pelo solo (m3/m3. mm/mm) θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permantente (m3/m3.4) onde temos a textura do solo e a capacidade de campo e o ponto de murcha permanente.4 – Capacidade de campo. quantidade de água contida na capacidade de campo e quantidade de água contida no ponto de murcha permanente.37 0.07 a 0.42 0.17 0.17 a 0.18 a 0.10 0.17 a 0. AWHC (Available Water Holding Capacity).16 a 0.11 a 0.20 Argila Fonte: FAO.28 a 0.br 28/06/08 Figura 8.19 Franco siltoso 0. o que usualmente.12 a 0.06 a 0.30 a 0.28 0.15 Franco arenoso 0.20 0. mm/mm) 0.12 a 0.02 a 0.22 a 0.12 Areia franca 0. Tabela 8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2004. havendo um ponto de refill onde deverá haver chuva ou irrigação. bem como a diferença entre eles.30 a 0.20 Silte 0.Mostra esquematicamente o máxima capacidade de água disponível para as plantas. mm/mm) A Capacidade de Campo θCC conforme Wihmeyer e Hendrickson.18 Franco 0.16. O Ponto de Murcha Permanente θPMP é a umidade do solo na qual uma planta murcha não restabelece turgidez mesmo quando colocada em atmosfera saturada de 12h. A FAO.36 0.11 Areia 0. cm3/cm3.07 a 0.19 Argila siltosa 0.06 a 0. conforme Reichardt e Timm.40 0. 1949 in Reichardt e Timm.29 0. cm3/cm3.12 a 0.11 a 0.13 a 0. mm/mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo (m3/m3.20 a 0. 2004 é a quantidade de água retida pelo solo após a drenagem do seu excesso.30 0. ponto de murcha permanente conforme a textura do solo e capacidade de armazenamento da água no solo. ocorre dois a três dias após a chuvas ou irrigação em solos permeáveis de estrutura e textura uniforme.16 0.22 0.14 Capacidade de armazenamento de água pelo solo Vamos definir três parâmetros que é muito importante para o estudo da irrigação que são: capacidade de armazenamento de água pelo solo.com.09 a 0. Textura do solo Capacidade de Ponto de campo Murcha AWHC=θCC .36 0. quando a velocidade do movimento descendente praticamente cessa.

13 0.5 ) x 1. Exemplo 8.17 0. 2005 Fuentes Yague e Cruz Roche.08 Fonte: Adaptado de The Irrigation Association. Textura do solo Craul WSU mm/mm mm/mm Areia 0.16 0.38= 1.21 0. março de 2005.18 0.138mm/mm).20 0.12 0.12 a 0.13 0. 1990 in Gomes.06 a 0.17 Franco siltoso 0. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permantente em % do peso.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management e de Gomes. AWHC= (1/10) x (θCC . relativa à densidade da água (adimensional).19 Franco siltoso 0. Capacidade de armazenamento de água pelo Textura do solo solo (AWHC) (mm/mm) The irrigation Association.com.12 0.6) onde para solo franco arenoso temos AWHC= 0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.04 a 0.08 0.10 0.17 0.19 0.12 0. Tabela 8.14 a 0.Capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC).12 Franco 0. Dar= densidade aparente do solo. 1997 Argiloso Franco-argiloso Franco-siltoso Franco Franco-arenoso Arenoso 0.21 0. o que significa que a tabela funciona bem para estimativa.6. Solo franco arenoso.13 0.38g/cm3.18 Argila arenosa 0.10 Franco arenoso 0.θPM ) x Dar AWHC= (1/10) x (15 .2 Calcular AWHC= capacidade de armazenamento da água no solo (mm/cm) sendo dados a capacidade de campo=15% do peso do solo e ponto de murcha igual a 5% do peso do solo.19 A capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC) pode ser calculada conforme Gomes.07 Areia franca fina 0.138mm/mm Podemos comparar com a Tabela (8.06 Areia franca 0.19 Franco argilo-siltoso 0.13 0.08 a 0.18 0.00 Argila 0.38mm/cm=0.4) e (8.5.06 0.θPM ) x Dar Sendo: AWHC= capacidade de armazenamento da água no solo (mm/cm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso.15 0.13mm/mm (0. A densidade do ar Dar= 1. Tabela 8.6) estão a Capacidade de Armazenamento no solo AWHC em função da textura do solo. 1997.Capacidade de armazenamento de água de acordo com a textura do solo (AWHC).09 s 0.17 0.19 Franco argiloso 0.br 28/06/08 Nas Tabelas (8.14 a 0. 1997 através da expressão: AWHC= (1/10) x (θCC . 8-18 .08 0.

de um gramado PAW.17) e obtemos 7.16 Água disponível para a planta na zona das raizes É a quantidade de água na zona das raízes.17) e achamos a porcentagem.θPM ) x Dar x RZ/10 PAW= (16.com.12atm obtemos o valor da capacidade de campo igual a 16% Para acharmos o ponto de murchamento entramos com a pressão de 15atm na mesma Figura (8.7. Dar= 1. PAW= AWHC x RZ Sendo: PAW= água disponível para a planta na zona das raizes (mm) AWHC= capacidade de armazenamento no solo (mm/mm) RZ= profundidade média das raízes para uma determinada hidrozona (mm). RZ= profundidade das raízes (cm) Exemplo 8.17mm/mm x 150mm = 26mm 8-19 .3 Dada a tensão de sucção igual a 0.12 atm para determinação da capacidade de campo obtido em laboratório. Entramos na Figura (8. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso.32 RZ= 40cm PAW= (θCC .8%.17mm/mm. 1998 Exemplo 8. Entrando na Figura (8. que fica disponível para as plantas PAW (Plant Avaliable Water).17) com 0.8 ) x 1.32 x 40/10= 43. PAW = (θCC . Outra maneira de resolver o problema Uma outra maneira de ser resolver o problema conforme Azevedo Neto. Para solos argilosos conforme Tabela (8. PAW= AWHC x RZ PAW= 0. em solo argiloso com raízes de profundidade efetiva de 150mm. A disponibilidade de água para as plantas vai de um limite superior chamado de Capacidade de Campo (CC) até um limite inferior chamado PMP (Ponto de Murcha Permanente).4) o valor de AWHC= 0.17.br 28/06/08 8.Curva característica de retençao de água de um solo Fonte: Azevedo Neto.4 Calcular a quantidade de água disponível.3mm Figura 8. relativa à densidade da água (adimensional). 1998 é obtermos o valor da tensão de sucção em laboratório.θPM ) x Dar x RZ/10 PAW= água disponível para a planta na zona das raízes (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso. Dar= densidade aparente do solo.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.7) foi feita para ETc=5mm e para outros valores ela deve ser corrigida através da Equação: AD = MAD da tabela + 0. Depende do tipo de solo e o valor máximo recomendado é de 50%. ou seja.9) MAD= quantidade máxima que pode ser extraída ou déficit tolerável para diversos tipos de cultura conforme Gomes.com. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso. só podemos aproveitar no máximo 50% da água disponível. Deste reservatório como veremos adiante.50 (fração) MAD = MAD da tabela + 0.7. Da Tabela (8. Exemplo 8.9) em fração Etc= evopotranspiração da cultura (mm/dia). março de 2005. Quanto maior for a evopotranspiração da cultura ETc menor será a quantidade de água que pode ser extraída..Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. antes que o stress nas plantas comece. AWHC= 0.17 mm/mm RZ= 150mm PAW= AWHC x RZ = 0.50 + 0.θPM ) x Dar x RZ x MAD Sendo: AD= lamina de irrigação liquida máxima (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso. 1997 temos: AD= (1/10) x (θCC . A Tabela (8. 1997 conforme Tabela (8.br 28/06/08 Uma maneira de se imaginar a quantidade disponível de água PAW de uma planta.18 Quantidade de água que pode ser extraída pelas plantas (AD) A quantidade máxima de água que a planta pode extrair é: AD= PAW x (MAD / 100) Exemplo 8. Dar= densidade aparente do solo (g/cm3) RZ= profundidade efetiva das raízes da planta (m) conforme Tabela (8. Tabela 8. antes que atinja o ponto de murcha permanente. 8. conforme FAO.38 = 38% O valor será 38% e não 50% para o MAD. Outra maneira de calcular AD Conforme Gomes.04 x (5 – ETc) Sendo: MAD= quantidade máxima que pode ser extraída da Tabela (8.04 x (5 – ETc) MAD = 0.7) para solo franco MAD= 50%= 0.7).Quantidade de água que pode ser extraída (MAD)de acordo com textura do solo.04 x (5 – 8) = 0. é supormos um reservatório de água disponível para a planta (Soil moisture reservoir). 8.6 Seja um solo argiloso com raízes de profundidade efetiva média de 150mm.17 x 150= 26mm MAD= 50% AD= PAW x (MAD/ 100) = 26 x (50/100) = 13mm Assim do reservatório de água no solo (soil moisture reservoir) pode ser extraído somente 13mm. Quantidade de água que pode ser extraída (MAD) Textura do solo (%) Argiloso 30 Franco-argiloso 40 Franco-siltoso 40 Franco 50 Franco-arenoso 50 Arenoso 50 a 60 Nota: o valor máximo de MAD é de 50% Fonte: Adaptado de The Irrigation Association.8). 8-20 .17 Porcentagem de água que pode ser extraída (MAD= Management Allowable depletion) É a máxima porcentagem de água que pode ser extraída do solo antes da irrigação ser aplicada conforme Tabela (8.5 Calcular o valor de MAD para ETc= 8mm/dia para solo franco. 1998.

Kd= fator da densidade das plantas.10.5) x 1. KL = Ks x Kmc x Kd Sendo: KL = coeficiente de paisagismo Ks= fator das espécies Kmc= fator do microclima. para a densidade das plantas usando (Kd) e para o impacto das necessidades de água da planta usando o coeficiente (Ks) que na prática é praticamente o antigo coeficiente Kc.7 Calcular a lâmina de irrigação líquida máxima AD em mm sendo dados a capacidade de campo=15% do peso do solo e ponto de murcha igual a 5% do peso do solo. Tabela 8.38 x 0.8.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. solo franco arenoso. 8-21 .Déficit tolerável para diversos tipos de cultura Cultura MAD (%) Alfafa 35 Tomate 45 Feijão 50 Milho 40 Fonte: Gomes.as propriedades do solo. AD= (1/10) x (θCC . RZ=0. A densidade do ar Dar= 1.10) de Antônio Cardoso Neto no segundo fascículo de Tópicos básicos de irrigação.70x 45=43. que continua a ser usado em outras culturas.9-Profundidade efetiva das raízes para diferentes tipo de cultura Cultura Profundidade das raízes (cm) Abacate 60cm a 90cm Tomate 60cm a 120cm Feijão verde 25cm a 50cm Milho 60cm a 120cm Fonte: Gomes. 1997 Tabela 8.Capacidade de campo e ponto de murchametno segundo a classe estrutural do solo Classe textural do solo Capacidade de campo Ponto de Murchamento (em peso) permanente (em peso) Argilosa 45% 30% Argilo-barrenta 40% 25% Areno-barrenta 28% 18% Fino-arenosa 15% 8% Arenosa 8% 4% Fonte: Antônio Cardoso Neto Exemplo 8.θPM ) x Dar x RZ x MAD AD= (1/10) x (10.38g/cm3.br 28/06/08 Tabela 8. A vantagem do coeficiente de paisagismo KL é que pode ser reajustado para microclima usando o coeficiente (Kmc).19 Coeficiente de paisagismo (KL) O coeficiente de paisagismo KL é um conceito novo que substitui o antigo coeficiente Kc.com. 1997 Estimativa da capacidade de campo e ponto de murchamento permanente Na ausência de dados do solo podemos estimar os valores conforme Tabela (8.70m e MAD=45.5mm 8.

enquanto que outras consomem relativamente pouca água conforme Tabela (8.11.5 0. março de 2005.2 Forrações: plantas rasteiras 0.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.9 0.11) são plantas que estão muito bem protegidas dos ventos.2 Mistura de árvores.9 0.2 1.com.Valores do microclima Kmc para plantas diversas plantas Vegetação Alto Médio Baixo Árvores 1.0 0.5 Arbustos 1.10. ventos.2 Gramado 0. 8. Um alto fator de microclima Kmc se deve a locais rodeados por superfícies que absorvem o calor e que haja muitos ventos.9 0.br 28/06/08 8.7 0. Um fator Kmc médio são as plantas que estão na sombra e protegidas do vento.0 0.5 0.21 Fator do microclima Kmc Os prédios. 8-22 . Um fator Kmc= 0.2 1.2 Arbustos 0.5 conforme Tabela (8. declividades.5 0.0 0.0 0.80 0. Tabela 8.4.0 0.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.4 1.8 Fonte: The Irrigation Association.5 Gramados 1.10).5 0. março de 2005.Valores do fator das espécies Ks para diversas plantas Vegetação Alto Médio Baixo Árvores 0. etc podem influenciar muito o meio ambiente local. pavimentação.3 1.20 Fator das espécies Ks As diversas plantas de diferentes espécies possuem taxas de evapotranspiração diferentes.60 Fonte: The Irrigation Association. Algumas espécies transpiram muita água. chegando o coeficiente atingir Kmc= 1. sombras.75 0.5 Forrações: plantas rasteiras 1. Tabela 8.4 1. arbustos e gramas 1. arbustos e gramas 0.5 Mistura de árvores.

práticas culturais e conservacionistas.22 Fator de densidade Kd A densidade da vegetação no paisagismo varia muito. Ks= 0.Valores da fator de densidade Kd para plantas diversas plantas Vegetação Árvores Arbustos Forrações: plantas rasteiras Mistura de árvores.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.Esquema de um lisímetro Fonte: FAO.6 Kmc= 0.3 1.5 0.8 x 1.1 1. média e baixa densidade conforme Tabela (8. Precipitação efetiva é a parcela da água de chuva que não escoa superficialmente e nem percola abaixo da zona radicular da cultura. Tabela 8. num local de clima quente e úmido.12. declividade do terreno.6mm/dia da Tabela (8. espécies de plantas e ciência do solo. É aquela que efetivamente é usada pelas plantas. sistema de cultivo. o método do balanço da água no solo.É influenciado pela intensidade da chuva.48 = 3.1 1.1mm/dia a 7.4mm/dia x 0. março de 2005. Figura 8. onde há bastante sombra.18. textura. como o lisímetro da Figura (8. Considerar a densidade média do gramado. o método de Blaney-Criddle e o método do Soil Conservation Service.18).Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 Fonte: The Irrigation Association.0 1.6 x 0.0 1. Exemplo 8.23 Precipitação efetiva (Pe) É a porção da chuva que fica armazenada no solo até a profundidade das raízes e que fica disponível para as plantas.5 0. profundidade do sistema radicular e demais características das culturas Existem vários métodos para se achar a precipitação efetiva.5 a 1.6) PWR=ETc= ETo x KL = 6.0 = 0.3 e que está em três grupos: alta.8 Seja um gramado em zona de edificações. Queremos a lâmina líquida de água necessária para a grama Santo Agostinho no mês de julho.0 Baixo 0. mas complexo na prática porque envolve muitas disciplinas como metereologia.8 (sombras) Kd= 1.br 28/06/08 8.12).4mm/dia= média entre 5.3 1. A densidade é um fator que está entre 0.6 0. O termo é simples.0 1.5 0.com. tipo de solo. 1998 8-23 .0 (grama) KL = Ks x Kmc x Kd = 0.0 1.0 Médio 1.1mm/dia 8.48 ETo= 6. umidade do solo. arbustos e gramas Gramados Alto 1. estrutura. Existem plantas que ficam esparsas e que oferecem menor área de superfície de folhas e outras mais densas.

Tabela 8.com.Precipitação efetiva com percentual fixo (Fator RF) da precipitação histórica mensal.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.2mm e para terrenos planos.13) para aplicação do método do percentual fixo. Na Tabela (8. 8-24 .24 Precipitação efetiva Pe com percentual fixo da USDA-SCS Nos Estados Unidos foram feitas pesquisas com dados de 50anos pelo USDA Soil Conservation Service (USDA-SCS) e se chegou a seguinte Tabela (8.4mm a 203. Pe = P x RF /100 Sendo: Pe= precipitação efetiva (mm) P= precipitação mensal (mm) RF= fator obtido da Tabela (8. dependendo do tipo de solo e da profundidade das raízes conforme USDA-SCS e válido para terrenos planos. Exemplo 8. É válido para precipitações mensais de 6.9 Para solo argiloso. março de 2005.13).13) ou através de pesquisa realizada. A precipitação mensal é 120mm.13) conforme o tipo de solo e as profundidades das raízes obtemos a porcentagem da precipitação total mensal que deve ser usada como precipitação efetiva.br 28/06/08 O método fundamental que iremos adotar é do percentual fixo da USDA-SCS.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Categoria de solo Tipo de solo Profundidade das raízes em milímetros 150mm 300mm 457mm 610mm Precipitação média mensal efetiva em (%) da precipitação mensal 1 2 3 4 5 Arenoso Franco-arenoso Franco Franco-argiloso Argiloso 44 47 49 47 45 48 53 57 55 51 52 58 63 60 55 55 63 68 65 59 Fonte: The Irrigation Association. 8. raiz de planta de 150mm e fator RF= 45% conforme Tabela (8. usando o fator RF.13. Pe = P x RF /100 P= 130mm RF= 50% Pe = P x RF /100 Pe = 120 x 50 /100= 60mm Dica: para planejamento de irrigação RF máximo seja de 50%.

SCS conforme FAO.Effective rainfall in irrigated agriculture Tabela 8.com.Tabela da multiplicação pelo factor SF entrando-se na tabela com o valor AD A Tabela (8.br 28/06/08 8.15-continuação-Precipitaçao efetiva mensal baseada na media mensal de precipitaçao em mm e no uso consumptivo (evapotranspiraçao da cultura ETc).25 Método USDA. Quando o valor for maior ou menor que 75mm temos que multiplicar por um valor obtido na Tabela (8.14) a (8.14-Precipitação efetiva mensal baseada na média mensal de precipitação em mm e no uso consumptivo (evapotranspiraçao da cultura ETc). Consiste na aplicação das Tabelas (8. 1998 O método US.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Fonte: FAO. Departament of Agriculture e Soil Conservation Service não inclui a intensidade das precipitaçoes e nem a textura do solo. 1978.15) foram feitas para d=75mm. 1978.16).16) denominado SF. Fonte: FAO. Uso consumptivo = evapotranspiraçao da cultura (ETc) Tabela 8. AD: é a quantidade máxima de água que a planta pode extrair do solo 8-25 .16.Effective rainfall in irrigated agriculture Tabela 8.14) e (8.

Entrando na Tabela (8.11556) x (10 (0. Portanto.70917 x P 0. Há paises que consideram a precipitaçao efetiva media como sendo aquela em que entram somente precipitações superiores a 5mm e inferiores a 75mm/dia e 125mm num período de 10 dias.531747 + 0. O valor SF será um numero entre 0. Pe= 35mm x SF=35mmx 1.295164 x AD.br 28/06/08 SF: é o fator de redução ou aumento pois o valor padrão da tabela da SCS foi feito para AD=75mm.8in=97.01mm <75mm OK Exemplo 8.93)=0.9 0. Na Índia se utiliza 60% da precipitação media e alguns paises 75%.04= 36. Isto quer dizer que no projeto de irrigação de paisagismo não se pode prever toda a precipitação efetiva e sim que a mesma não poderá passar de 25% da precipitação. Queremos que a altura de irrigação a ser aplicada seja de 50mm. Exemplo 8.02426x3.295164 x 0.93 que deverá ser multiplicado pelo valor obtido na Tabela (8. Entrando na Tabela (8.02426xETc)) SF= (0. 8-26 .16) para 50mm achamos o fator SF=0.295164 x AD.12 Seja uma cidade com precipitação P=227mm=8.com.7mm Consultando a Tabela (8.003804 x AD3) Sendo: Pe=precipitação efetiva mensal (in) P= precipitação média mensal (in) Etc= média da evaporação da cultura (in) SF= fator de armazenamento no solo Exemplo 8. O valor de Pe é dados pela equação que está em polegadas: Pe= SF x ( 0.5mm 8.9 2 + 0. SF= (0.9.0. Achar a precipitação efetiva mensal Pe. Cunha et al.8mm=3.7))= 3.531747 + 0.9in. Etc= 93.74 x ( 0. 8.531747 + 0.057697x 0.0. sendo a quantidade máxima de água armazenada no solo que a planta pode retirar AD=125mm.93=49.04.27 Precipitação efetiva Na Califórnia a precipitação efetiva anual não poderá passar de 25% da precipitação anual.070.11556) x (10 (0. 2007 informam que há diferentes critérios para a estimativa da precipitação efetiva.620 e 1.82416 – 0.70917 x 8.0.26 Método analítico do SCS para achar a precipitação efetiva mensal Com 50 anos de dados de precipitações nos Estados Unidos os cientistas do SCS através de 22 locais desenvolveram uma técnica para calcular a precipitação efetiva Pe.82416 – 0. isto é. evapotranspiração Etc=100mm.11 Calcular a precipitação efetiva Pe do mês de abril do município de Guarulhos sendo Etc= 47mm e precipitação média mensal de abril P= 48mm.14) achamos o valor Pe= 52.10 Calcular a precipitação efetiva Pe mensal para precipitação média mensal de 75mm e uso consumptivo.9in.003804 x AD3) SF= (0. quanto AD for maior que 75mm haverá um acréscimo e quando menor um decréscimo.7in e AD=22mm=0.16) obtemos o fator 1.7mm x SF=52.14) Então a precipitação efetiva: Pe= 52.14) estimamos Pe=35mm e olhando-se a Tabela (8.003804 x 0.74 Pe= 0.057697x AD 2 + 0.057697x AD 2 + 0.4mm <48mm OK Nota: a precipitação efetiva Pe deverá ser menor que ETc ou a precipitação mensal.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7x 0.

Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. 1991. VIANELLO. J. AWWA . • EMBRAPA. Editora Manole. Xeriscape-programs for water utilities. ABRH. Minas Gerais. Universidade Federal da Paraíba.Rome. 332páginas. 1997.anponline. 2ª ed. ACACIO EIJI et al. Terme di Caracalla.AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. • BALL. Avaliação das demandas de ofertas hídricas na bacia do Rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. Waterplow press. 819 páginas. Universidade Estadual de Feira de Santana. Introdução à Climatologia para os trópicos. Italy. KEN. SANDRA MEDEIROS. Water Use Conservation. TUCCI. LEA. processos e aplicações. VICKERS. Azeveto Netto. 2001. ADIL RAINIER. E HAZINSKI. ISBN 85-204-1773-6. 1996. 1993. ITO. IRRIGATION ASSOCIATION. Modelo Hidrológico de precipitação-escoamento. ISBN 0-89867-525-1. ROSANGELA E SANTO. 446 páginas. 1998. 4ª edição. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). 1ª ed. ISBN 1-931579-07-5. 91páginas. Solo. 1998. 1990. • • • • • • • • • • • • • • • • -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION). Water-Efficient Landscape – guidelines. Sete Lagoas. Landscape irrigation scheduling and water management. Effective rainfall in irrigated agriculture. Agencia Nacional das Águas. 176 páginas. RIGHETTO. outubro de 1999. março de 2005. ESALQ. Requerimento de água das culturas. GOMES. GALVANI. O. Metereologia Básica e aplicações. 478 páginas. 2006. 8-27 .org. Massachusetts. planta e atmosfera. Universidade Federal de Viçosa. 449 páginas. Hidrologia e Recursos hídricos.. • CUNHA.conceitos. HEBER PIMENTEL. ALAN VAZ E FREITAS.28 Bibliografia e livros consultados • ANP-ASSOCIAÇAO NACIONAL DE PAISAGISMO. ISBN 0-89867-679-7.Curso de esgotos Capítulo 08-Gramados Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Irrigation and drainage paper 56. OLIVEIRA. PEDRO et al. Circular técnico 2 de dezembro de 2002. Turf and landscape irrigation. 2004. Modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lâmina de água evaporada em Tanque Classe “A”. AWWA .Best Management Practices. abril de 2005. SINDUSCON SP: Conservação e Reúso da água em edificações. REICHARDT. Engenharia de irrigação. LOPES. ANTONIO MAROZZI.AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. RICHARD E. LUIS CARLOS. Rome. 1955. Manual de Hidráulica.com. 8ª ed. http://www. ISBN 92-5-100272-X. USP. ISBN 85-85205-25-5. 1ª ed. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de Thornthwaite-Mather.. Campina Grande. FAO. RODRIGO. Procedimentos para pedidos de outorga de direito de uso da água para irrigação. 390 páginas. MARCOS AIRTON DE SOUZA. Hidrologia. Monte de Caparica. • BENNET. E. 2ª edição. MICHAEL S. Atualizada Blucher. AMY. ISBN 85-7025-298-6. Bahia. 1993. Piracicaba. 669p. RUBENS LEITE E ALVES. 1998. 29 paginas. ISBN 92-5-1042105. Coordenador Editorial: Antônio Christofoletti. KLAUS e TIMM. Minas Gerais. IRRIGATION ASSOCIATION. 943páginas. USP.br/ • AYOADE. CARLOS E. et al.br 28/06/08 8.

com.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 28/06/08 Capítulo 9 EVAPORAÇAO e LIXIVIAÇÃO ´ 9-1 .

2 9.3 9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 9.8 Assunto Introdução Evapotranspiração ECA Transpiração Evaporação Evapotranspiração Evapotranspiração de referência ETo Evapotranspiração da cultura ETc Bibliografia e livros consultados 17 páginas 9-2 .5 9.1 9.4 9.7 9.com.br 28/06/08 SUMÁRIO Ordem 9.

Figura 9.1 Introdução Vamos fornecer alguns conceitos principais da evaporação e transpiração.Evaporação e Lixiviação 9.Esquema de evaporação.Diagrama solo-água do balanço de uma cultura na zona radicular Fonte: USA. Figura 9.br 28/06/08 Capitulo 2.Esquema de evapotranspiração Costuma-se falar em evaporação e evopotranspiração quando é para uma superfície líquida e quando é para uma cultura.com.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1). Para a evopotranspiração é necessária a evaporação provocada pelo sol bem como a evaporação provocado pelos estômatos das folhas conforme Figura (9.1. Para a evaporação é necessário energia e esta vem do sol. conforme Figura (9. mas enfim tudo é evaporação. 1993 9-3 .1. Figura 9. SCS.2.2).

Circular Técnica Sete Lagoas. 9. da umidade relativa do ar e da temperatura média no mês de verão conforme pesquisas feitas nos Estados Unidos. que pode ser obtida com um Figura 9.Corte esquemático do estômato Fonte: Embrapa. Sete Lagoas. condições do tempo e a quantidade de água disponível para as plantas. Tabela 9. densidade. Geralmente a grama é a planta de referência.com. sendo mantido nivelado sobre um suporte de madeira. Clima Frio úmido Definições para verão < 19ºC >50%UR ETo (mm/dia) 2.81 9-4 .br 28/06/08 9. através das quais os gases e o vapor de água passam conforme Embrapa.5 Evapotranspiração Evaporação e transpiração ocorrem simultaneamente e não existe uma maneira fácil de distinguir entre os dois processos. como lagos.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Afetam a evopotranspiração a espécie da planta. dezembro de 2002. com altura de 75mm a 150mm e a evapotranspiração de referência de referência é representada por ETo. tamanho. rios. pavimentos.4) Estes são pequenas aberturas na folha. dependendo do tipo de clima.3 Transpiração A transpiração consiste na vaporização da água líquida contida nos tecidos da planta e da remoção do vapor para a atmosfera.Evapotranspiração de referência ETo para o verão em diversos climas em função da temperatura e da umidade relativa do ar (UR). O método direto para obter a evapotranspiração é usando o lisímetro ou evapotranspirômetro.4 Evaporação É o processo pelo qual a água líquida é convertida em vapor de água (vaporização) e removida da superfície evaporante (remoção de vapor). Minas Gerais.3). 9. Figura 9. circular técnica 20. A água evapora de diversas superfícies.1). O valor de ETo pode ser obtido aproximadamente pela Tabela (9.54 3.1. É a quantidade total de água perdida. dezembro 2002 9.2 Evapotranspiração ECA É a medida local da evaporação em mm da superfície de água evaporímetro com Tanque Classe A conforme Figura (9. solos e vegetação úmida.3-Tanque Classe A para medir evaporação tem 1.4.22m de diâmetro uma coluna de água de 30cm. na superfície do solo e das plantas (evaporação) e a água usada na transpiração das plantas. As culturas perdem predominantemente sua água através dos estômatos conforme Figura (9.

na Latitude 22º e longitude 47º a altura média de 556m achou-se: ETo= 0.2.1 Calcular a evapotranspiração ETo sendo ECA anual de 957mm e o valor Kp=0. março de 2005. sendo normalmente adotado Kp= 0.2). que depende do vento local.85 conforme Tabela (9.43 UR= umidade relativa do ar (%) Fonte: The Irrigation Association.08 7.81 5. ETo= Kp x ECA= 0.96 9-5 .Valores de Kp O raio de bordadura refere-se ao lado dominante do vento. Conforme modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lâmina de água evaporada em Tanque Classe A em outubro de 1999 por E. Existe bordadura com solo de vegetação verde e bordadura com solo nu. Exemplo 9.265 Sendo: com R2 = 0.35 7.08 5.08 6. A evapotranspiração de referência ETo conforme Shuttleworth. a vegetação com altura de 0. ETo= Kp x ECA Sendo: ECA= evaporação no Tanque Classe A (mm/dia) Kp = coeficiente do tanque (adimensional) que varia de 0.Landscape Irrigation Scheduling and Water Management.81 3.62 11. Escobeto.50 a 0. Galvani.12m e resistência da superfície de 69 s/m. também recomendado por Reichardt e Timm. 1993 está associada ao albedo de 0.80. Klosowski e Villa Nova obtiveram para a cidade de Piracicaba onde se encontra a Esalq. o ETo varia de 3.USP.6 Evapotranspiração de referência (ETo) A evapotranspiração de referência ETo em mm/dia é obtida multiplicando-se um coeficiente Kp da Tabela (9. Para o município de Guarulhos onde a umidade relativa média do ar é maior que 73% e a temperatura média é maior que 19ºC. da umidade relativa do ar e do tamanho da bordadura admitida no Tanque Classe A.com. É praticamente definido para um solo com grama do tipo batatais. Pereira.90.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.23.80 x 957mm=766mm Tabela 9.80.08 5. 2004.745 x ECA + 0. 9.br 28/06/08 Frio seco Meio quente úmido Meio quente seco Quente úmido Quente seco < 19ºC <50%UR 19ºC a 29ºC >50%UR 19ºC a 29ºC <50%UR > 29ºC >50%UR > 29ºC <50%UR 3.35 a 0. ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) O coeficiente Kp está entre 0.62 5.81mm/dia a 5. Cunha.08mm/dia.2).

000376 x U + 0.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.024 x ln (F) – 0.0045 x UR Sendo: Kp= coeficiente do tanque (adimensional) Ln= logaritmo neperiano F= distância da área tampão (m) U= velocidade do vento (km/dia) UR= umidade relativa média do dia (%) 9-6 .br 28/06/08 ECA= evaporação obtida no tanque Classe A (mm/dia) ETo= evaporação de referência (mm/dia) Utilizou-se para se obter o coeficiente do tanque Kp a equação de Snyder. 1992 de simples aplicação: Kp= 0.482 + 0.

mm/mês ou mm/ano. Para paisagismo Kc varia de 0 a 0.Fase que se inicia no final do período 1 e termina em um ponto imediatamente antes da floração.Variação do coeficiente de cultivo no ciclo vegetativo da planta. arbustos e gramados não tolerantes a secas Arvores. Geralmente é adotado mm/dia.7 a 1. Uso consumptivo é muitas vezes usado como sinônimo de evapotranspiração da cultura ETc.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Fonte: Gomes. 1997 9-7 .Valores de Kc conforme o consumo Tipo de planta Grama de folhagem e raízes densa Arvores.0 9.7 0.5 0.50 < 0. O valor do coeficiente de cultivo Kc para paisagismo é considerado para plantas que consomem muita água.Valores de Kc conforme o consumo Consumo de água das plantas Plantas que consomem muita água Plantas com consumo médio de água Plantas que consomem pouca água Tabela 9.5. Nota-se quatro fases ou quatro períodos assim definidos: Período 1. 1997 Conforme Gomes. Figura 9.3.com.5 a 0. Período 3. Nos projetos de irrigação que estamos tratando.fase de floração e frutificação Período 4. arbustos e gramados que consomem pouca água Arvores.5).2 0. consome medianamente e que consomem pouco.80.desde o momento da semeadura até o ponto em que a cultura alcança aproximadamente 15% do seu desenvolvimento. sempre usaremos ETc.4.br 28/06/08 9.30 a 0.fase de maturação compreendida entre o final do período 3 e a colheita. 1997 o coeficiente Kc varia conforme o periodo de do ciclo vegetativo da planta conforme Figura (9. podendo atingir valores igual a 1 e de 1. ETc= Kc x ETo Sendo: ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia) ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Kc= coeficiente de cultivo conforme Tabelas (9. arbustos e gramados tolerante a seca Área não irrigada Fonte: Water Efficient Landascape.30 Valor Kc 0. Tabela 9.7 Evapotranspiração da cultura (ETc) É a quantidade de água consumida em um determinado intervalo de tempo pela cultura.3) e (9.4). Período 2.0 0. mas pode-se usar mm/semana.8 0.8 Variação do coeficiente Kc conforme Gomes. 1993 AWWA Kc 0.25 na cultura do milho por exemplo.

10 1.Cálculo do fator de cultura médio Kp considerando áreas de plantio diferentes. bem correlacionados com os valores obtidos em lisímetros.60 Cultura Tomate Alface Arroz Soja O método mais recomendado para o cálculo da evapotranspiração de referência ETo e recomendado pela FAO é o de Penman-Monteith (Embrapa.50 ETc= Kc x ETo= 0.75 1. Tabela 9.35 0. volume 2. Exemplo 9. os quais variam para cada período podendo aumentar.48 Plantas que usam muita água 0. ano de 1998. Tabela 9.45 0.90 1.10 1.Valores do coeficiente de cultivo Kc Período 1 Período 2 Período 3 Período 4 0.52 1.52.2 Calcular o ETc= evapotranspiração máxima de uma cultura sendo ETo=120mm/mês e Kc= 0.4) apresenta alguns valores de Kc conforme o período de cultivo.5) e verificamos que obtemos a media de Kp=0.05 0.00 0.10 0. conforme Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental de Campina Grande. página 132 a 135.80 0.3 Calcular o fator da planta média para diversas frações de área conforme Tabela (9.60 0.50 x 120mm/mês=60mm/mês Exemplo 9.15 0. abaixar ou se manter igual.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1993 AWWA 9-8 . número 2.04 Área não irrigada 0 0.00 0.10 1. Pesquisas conduzidas em diferentes localidades e condições climáticas indicam que o método de Penman-Monteith tem apresentado estimativas de ETo para a grama.80 0.35 0. Uso de áreas não irrigadas Fator da Fração Fator planta da área com peso Tipo de plantas e necessidade Kc de água Grama densa com raízes densas 0.80 0.10 0.5.com.45 0. 2002).60 1.00 Fonte: Water Efficient Landscape.52 kc médio = 0.4.br 28/06/08 A Tabela (9.75 1.

Quando se quer adotar um valor único a FAO recomenda adotar Kc de início Tabela 9.85 0.com. 1998 O ideal é para cada cultura fazermos um gráfico igual ao da Figura (9.15 0.90 0.9 Variação do coeficiente Kc conforme FA0 A FAO apresenta três valores de Kc que são: Kc início Kc médio Kc final A Tabela (9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Notar que temos quatro períodos apesar dos três valores.6) no qual poderemos obter os valores de Kc mês a mês. Figura 9. Para estimativas preliminares a FAO recomenda usar o valor Kc inicio.br 28/06/08 9.Os três coeficientes Kc da FAO.Valores de Kc para umidade relativa do ar de mais ou menos 45% e velocidade do vento de 2m/s.05 1.80 1.6 0.70 a 0. Fonte: FAO. Adota-se o Kc inicio de modo geral Cultura Kc início Kc médio Kc final Brocoli Tomate Grama Bermuda ou Santo Agostinho 0. 9-9 .6) temos os três valores de Kc que vão formar quatro períodos.7 0.85 Na Figura (9.6) apresenta alguns exemplos.95 0.6.6.

2007.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 dS/m não há restrição nenhuma (TDS < 450mg/L) ECw entre 0. 2007. 1987 a lixiviação é uma quantidade adicional de água que se deve acrescentar à irrigação para que não se acumulem os sais no solo. Alguns sais causam efeitos tóxicos nas plantas. a presença de sais na água do solo reduz o potencial de energia da solução solo-água. Se a redução no rendimento da cultura for de 90% usa-se o valor de 90% na Tabela (9.10 Lixiviação Conforme FAO. As plantas tolerantes à salinidade toleram até 15 g/ L de NaCl. A grama bermuda é tolerante a salinidade Lixiviação por aspersão Em campos de golfe o metodo mais usado para irrigação com água de reúso é por aspersão. 1987 Considerando a eficiência da irrigação IE e lixiviação LR temos: NL = (ETc – Pe)/ [IE (1-LR)] Sendo: NL= necessidade de irrigação líquida mensal (mm) ETc= evapotranspiração máxima da cultura mensal em (mm) ETc= ETo x KL Pe= precipitação efetiva mensal (mm) IE= eficiência da irrigação em fração.7) da FAO do qual tiramos somente a grama Bermuda grass em função da redução do rendimento potencial. LR= ECw / (5 x ECe-ECw) Sendo: LR= lixiviação como fração mínima de água destinada a lavar os sais acumulados no solo. LR é a fração da lâmina de água a aumentar. pois tornam o solo com menos água disponível para as raízes das plantas extrairem água. 2007.7 a 3. 2007 é a seguinte: ECw < 0. O valor da condutividade elétrica do extrato do solo pode ser estimado usando a Tabela (9. ECe= valor estimado da condutividade elétrica da água do solo nas raizes em dS/m (deciSiemens por metro). equivalente a metade da concentração da agua do mar conforme Vieira. LR= lixiviação em fração Salinidade é a medida de sais solúveis na água ou solo. A conversão da condutividade elétrica em TDS pode ser feita da seguinte maneira conforme Metcalf e Eddy.1 então não será necessário aumentar a lâmina de irrigação para lavar os sais (Critério prático de Gomes. A condutividade elétrica da água Ecw é expressa em decisiemens por metro (dS/m). 1998 os sais na água do solo podem reduzir a evapotranspiração.br 28/06/08 9. A lixiviação dependende do método de irrigação. Portanto. O objetivo é prever a redução na evapotranspiração causada pela salinidade da água.0 dS/m a restrição é denominada de severa (TDS> 2000mg/L). 9-10 .7). 2997. A água de irrigação requerida para suprir as necessidades da cultura e a lixiviação dos sais se obtém por meio do quociente entre a necessidade de irrigação líquida NL e o fator (1. podendo reduzir o metabolismo e o crescimento das mesmas. O excesso de água levará os sais soluveis fora da zona das raizes evitando a salinização. ECw= condutividade elétrica da água de irrigação em dS/m (deciSiemens por metro) medida a 25ºC.LR) conforme Gomes. A salinidade é a medida do sólido total dissolvido TDS. conforme Metcalf e Eddy. É usada a equação de Roades e Merrill. 1987). milli-ohms por centimetro (mmho/cm) ou micro ohms por centimetro (μmho/cm) é usada em substituição a medida de concentração do TDS.com. 1976 in FAO.0 dS/m há restrição moderada (TDS 450 a 2000mg/L) ECw > 3. Para ECw < 5 dS/m Para ECw > 5 dS/m TDS(mg/L)= ECw (dS/m) x 640 TDS(mg/L)= ECw (dS/m) x 800 Os valores de Ecw conforme a Universidade da Califórnia in Metcalf e Eddy. entretando nos tees e greens vem sendo usado ultimamente irrigação subsuperficial devido a sua eficiência e pelo fator de nao expor o ser humano a uma água de reúso conforme Metcalf e Eddy. Se o valor de LR for menor que 0. Conforme Gomes. 1998. Uma planta com redução do rendimento potencial for 100% ou 0% indica que a salinidade teórica ECe e que cessa o crescimento da planta.

A relação ECe=1.5 dS/m então deverá ser usado para achar ECe o valor de 100%. Edio Luiz da Costa e Antonio Heriberto de Castro Teixeira temos: LR= Ecw/ (2 x max Ece) Sendo: LR= fração da lixiviação Ecw= condutividade elétrica da água de irrigação (dS/m) Max ECe= condutividade elétrica máxima do extrato de saturação do solo que reduziria a zero a produtividade da cultura. Nota: A FAO recomenda que quando a água de irrigação tem ECw> 1.0 / (5 x 3. 20% e 10% na zona de raizes. Cálculo da lixiviação LR (fração) Conforme Eugenio Ferreira Coelho.5 Queremos fazer irrigação num gramado com água de reúso em solo com condutividade elétrica da água a 25ºC medido ECw= 1. Supomos que ECe=3.07 Portanto. 30%. 9-11 .7) que fornece uma estimativa.9 dS/m.ECw) LR= 1.ECw) LR= 1. Exemplo 9. o volume de água a ser irrigado deverá ser aumentado de 7% para a lixiviação.7) o valor Ecw x 1.0) =0.5 dS/m para 90% e recomendação da FAO. Supomos que para grama Bermuda grass maxECe=6.024 Portanto.0) =0. LR= ECw / (5 x ECe .6 75% ECe ECw 11 7.0 -1. LR= ECw / (5 x ECe .br 28/06/08 Tabela 9. 30%.5 Ecw da Figura (9.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1998 100% ECe ECw 6.6 90% ECe ECw 8.072 < 0.4% para a lixiviação.0 dS/m.9 4.7) corresponde a lixiviação de 15% a 20% para a faixa de consumo de 40%. Usam-se as quatro faixas padrão de 40%.5 5.0 dS/m. 30% 20% e 10%. 1998 possui o gráfico da Figura (9.Valores estimativos para Ece para grama bermuda grass em função da redução do rendimento potencial (Cynodon dactylon) conforme FAO.7) o valor de ECe=8. 20% e 10% usada como padrão. Observar que as faixas de consumo de água sao 40%. Na prática consideramos a lixiviação.2 50% ECe ECw 15 0.5 -1. A FAO. No caso acima usariamos ECe= 6.9) =0.5= ECe é uma espécie de guia para seguir e tem fator de lixiviação LF=LR entre 15% a 20%.6 Queremos fazer irrigação num gramado com água de reúso em solo com condutividade da água a 25ºC medido ECw= 1.0 dS/m.4 Queremos fazer irrigação num gramado solo com condutividade da água a 25ºC medido ECw= 1. Para a grama bermuda grass conforme Tabela (9.0 dS/m.10 não consideramos a lixiviação Na Figura (9.0/ (2 x 6.7. Exemplo 9.8 ECe 23 O% ECw 15 Exemplo 9.9 dS/m.com. o volume de água a ser irrigado deverá ser aumentado de 2. LR= ECw/ (2 x max Ece) LR= 1.0 / (5 x 8.

1+0.br 28/06/08 Figura 9.2007 as gramados não são afetados pela salinidade da água do solo quando a mesma é < 3 dS/m. As gramas muito sensitivas devem ser evitados quando usar água de reúso. Tolerância à salinidade Nem todas as plantas se comportam da mesma maneira na presença da salinidade. 20% e 10%) e considerando o fator de lixiviação LF que é a mesma coisa que LR. Conforme Metcalf e Eddy. a bermuda grass é considerada uma planta tolerante à salinidade assim como a grama Zoysia e Santo Agostinho. Obtém-se a equação: ECe= [ ECw+ ECw/(0. Conforme Metcalf e Eddy.7. Determinação da fração da lixiviação Conforme Metcalf&Eddy. 2007 apresenta um outro método para obter a lixiviação.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 30%.9x) + ECw/x ]/ 5 Sendo : ECw= condutividade elétrica da água de irrigação (dS/m) ECe= condutividade elétrica da água na zona das raízes (dS/m) x= valor da lixiviação em fração 9-12 .3+0.4 x) +ECw/(0.Efeito da salinidade da água ECw no zona das raízes ECe nas várias frações do solo (40%. baseado na água consumida em cada uma das quatro faixas: 40%.7 x) + ECw/ (0.8). 2007 existem plantas: TOLERANTES ≤ 10 dS/m MODERADAMENTE TOLERANTES entre 6 a 10 dS/m PLANTAS SENSIVEIS A SALINIDADE entre 3 a 6 dS/m PLANTAS MUITO SENSIVEIS A SALINIDADE ≤ 3 dS/m Como o nosso interesse é somente gramados. 30% 20% e 10% conforme Figura (9.6 +0.com.

16. 2003 in Metcalf e Eddy.9x) + ECw/x ]/ 5 3= [ 1+ 1/(0. 30%. ou seja. Observar que usando a equação de Rhoades.Conforme Metcalf& Eddy.7 x) + 1/ (0. 20% e 10%) Fonte: Metcalf&Eddy. O melhor tratamento é o lodo ativado com membranas MBR (Membrane Bioreators).1+0.05 Nitrogênio total NT (mg N/L) Nitrato (mg N/L) Fósforo total (mgP/L) 20 a 70 0 traços 4 a 12 15 a 35 10 a 30 4 a 10 2 a 12 1 a 10 1a2 Fonte: Tchobanoglous et al. Supondo que a condutividade elétrica da água de irrigação de reúso tenha salinidade na concentração de ECw=1 dS/m e que a condutividade do solo nas raízes seja ECe=3 dS/m. ECe= [ ECw+ ECw/(0.8. 2007 9-13 . 2007 achamos 16.6 +0.8). Tabela 9.1+0.165.9x) + 1 /x ]/ 5 Achamos x=0.Consumo de água em cada quarto (40%.5%.3+0.7 x) + ECw/ (0.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 x) +ECw/(0.8.11 Uso de água de reúso em irrigação de gramados Os esgotos sem tratamento e os esgotos tratados que podem ser usados em irrigação possuem os seguintes níveis conforme Tabela (9.4 x) +1/(0.5% Portanto. 2007 Exemplo 9.com.5% para atender a lixiviação necessária. teremos que aumentar a água em 16.6. 9.3+0.Níveis dos nutrientes de esgotos Esgoto sem tratamento Lodo ativado convencional Lodo ativado com remoção de nutriente Lodo ativado com membranas MBR <1 <1 <0. 2007. 1974 com os mesmos dados obtivemos o valor de 7% enquanto que na de Metcalf&Eddy. O lodo ativado convencional depois de tratado tem NT entre 10mg/L a 30mg/L e fósforo total entre 4mg/L a 10 mg/L.6 +0.br 28/06/08 Figura 9.

5 <0. Altos níveis de magnésio tendem a tornar o solo alcalino. Altos níveis de cálcio tendem a tornar o solo alcalino. 1995 Peso molecular 22.7 0.10.5 12 a 20 ≥ 2. Tabela 9.5 Geralmente as concentrações são expressas em meg/L.9 Fonte: Metcalf e Eddy. Geralmente o nível de magnésio no solo não apresenta problema. 1995) Peso equivalente= peso molecular / valência O sódio tem valência=1. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR. O perigo começa quando SAR está entre 7 a 18 e fica grave quando SAR está entre 11 e 26.9 <2. o magnésio e o cálcio ficando no lugar deles. valência e peso equivalente.Graus de restrição para irrigação SAR Nenhuma Restrição pouca Restrição restrição a moderada severa 0a3 Ecw ≥0.2 a 0. pois seguem esta ordem: Na+ > K+ > Mg2+ > Ca 2+ Isto significa que o sódio substitui o potássio.10) temos os graus de restrição para irrigação conforme o valor de SAR. 2007 9-14 . Relembremos que a troca catiônica é muito importante.312 Valência 1 2 2 Peso equivalente Peso molecular / valência 22. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial. mmol/L= mg/L / peso molecular Molaridade= mol/L = mmol/L / 1000 Miliequivalente/litro (meq/L)= mmol/L= mg/L/peso equivalente (Hounslow.2 3a6 ≥ 1.0 5.3 <1. Os índices maiores que 13 reduzem a permeabilidade e aeração dos solos causando problemas na irrigação.3 <0. meq/L= mg/L /peso equivalente = 6 mg/L / 12.49 meq/L Quando o índice SAR está entre 2 a 10 indica que não há perigo do sódio.7 Calcular em meq/L de 6 mg/L de Mg.0 a 2. o cálcio tem valência=2 e Mg tem valência=2. Espécie Na+ Ca 2+ Mg 2+ Fonte: adaptado de Hounslow.9 .08 24.9). Magnésio (Mg) Em quantidades apropriadas o magnésio é um micronutrientes para as plantas. conforme Tabela (9.9 a 1. O solo é medido para estimarmos o valor do SAR.9 1.Peso molecular.2 <0.3 6 a 12 ≥ 1. Cálcio (Ca) Em quantidades apropriadas o cálcio é um micronutrientes para as plantas. SAR= Na+ / [(Ca2+ + Mg2+)/2]0. Na Tabela (9. Tabela 9.312= 0. O índice SAR está relacionado com a condutividade elétrica CE.Curso de esgotos Capitulo 09-Evaporação e lixiviação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. É a troca iônica que é muito importante em argilas que podem remover metais pesados.7 a 0.2 1.9 2.12 Adsorção de sódio (SAR-Sodium adsorption ratio) A adsorção de sódio é um parâmetro importante.991 40.3 20 a 40 ≥ 5.04 12.com.991 20. mas em quantidade excessivas entopem as pontas dos emissores no gotejamento na irrigação subsuperficial.9 a 0. conforme Fetter.312 Exemplo 9.br 28/06/08 9. 1994.

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Curso de esgotos Capitulo 10.br 29/06/08 Capitulo 10 Necessidade de irrigação 10-1 .com.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

1 10.14 10.6 10.Curso de esgotos Capitulo 10.8 10.21 Assunto Introdução Necessidade de irrigação Eficiência da Irrigação Parâmetros da irrigação Aspersores Sistemas de Sprinklers Raio de alcance do aspersor Gotejamento Microaspersão Quantidade de água necessária para irrigação (IR) Tempo de operação OT Dias de irrigação ID Dias de operação Máxima irrigação por ciclo Ciclos por dia Intensidade media de precipitação de um aspersor AR Calendário de irrigação Estação climatológica Exemplo de dados Tensiômetro Bibliografia e livros recomendados 22 páginas 10-2 .2 10.20 10.19 10.5 10.4 10.15 10.7 10.11 10.13 10.br 29/06/08 SUMÁRIO Ordem 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.16 10.3 10.12 10.com.10 10.18 10.9 10.17 10.

G . Princípios de uma irrigação eficiente Existe quatro princípios de uma irrigação eficiente: 1.W Sendo: NL= necessidade de irrigação líquida mensal (mm) ETc= evapotranspiração máxima da cultura mensal (mm) ETc= ETo x KL Pe= precipitação efetiva mensal (mm) G= dotação de água por capilaridade à zona radicular da cultura (mm) W= reserva de água no solo no principio do intervalo de tempo considerado. Quantidade de água a ser aplicada na planta e no solo.85 a 0. semanal. 3.40 de largura Sprinkler em plantas com 0.40 filas menores que 2.Curso de esgotos Capitulo 10.40 de largura Sprinkler em spray(bocal) em plantas com 0. 2.90 Sprinkler usando rotor em plantas com 0. diário ou anual. Deverá ser evitado escoamento superficial (runoff) e drenagem profunda.90 Gotejamento 0. deve ser feita a irrigação no paisagismo ou em qualquer outra cultura. Aplicar a água uniformemente.75 filas maiores que 2. NL = ETc – Pe Considerando a eficiência da irrigação IE e lixiviação LR temos: NL = (ETc – Pe)/ [IE (1-LR)] Sendo a eficiência IE e lixiviação LR em fração 10. Tempo de aplicação correto.625 conforme Tabela (10.2 Necessidade de irrigação A necessidade de irrigação líquida mensal é a diferença entre a evapotranspiração da cultura ETc e a precipitação efetiva mensal.625 filas maiores que 2.1 Introdução Quando não temos as precipitações naturais. IE= volume total de água usada/ volume total da água aplicada Tabela 10.com.1. (mm) Normalmente considera-se G=0 e W=0.40 de largura Fonte: Water Efficient Landascape.1).Eficiência da irrigação Tipo de irrigação Eficiência da irrigação Sprinkler para irrigar árvores e arbusto 0. O intervalo de tempo pode ser além de mensal.br 29/06/08 Capítulo 10 – Necessidade de irrigação 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1993 AWWA 10-3 . 4.3 Eficiência da irrigação A eficiência da irrigação mínima a ser adotada em irrigação é IE=0. NL = ETc – Pe. 10.85 a 0.

As precipitações foram fornecidas pela Universidade de Guarulhos e são a média de 11anos.95 Ea= obtido da Tabela (10.95= 62% Portanto.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.000m3/ ano Volume = 13.2. Para o mês de janeiro temos: P= 254mm Pe = 254 mm x 47/100 = 119mm/mês A necessidade liquida para irrigação será o valor maior ou igual de ETc – Pe Para o mês de maio: ETc=38mm Pe= 33mm 10-4 . NL = ETc – Pe = 460mm – 395mm= 65mm Para uma área de 200.br 29/06/08 Tabela 10. 1997 temos: IE= Ea x Ed Ed=eficiêcia da distribuição=0.com.95= 65 x 0.8 km/h. Exemplo 10.Valores em porcentagem da eficiência de aplicação da irrigação por aspersão convencional.625.1998.2) IE=Ea x 0. Supondo que a lâmina de água seja de 50mm obtemos: Ea=65%. Evopotranspiração da cultura Etc Etc= Kc x ETo Adotamos Kc= 0.625 = 20.50 e para janeiro ETo= 123mm/mês ETc= 0.800m3 Exemplo 10.2 Calcular a necessidade de irrigação líquida NL anual para uma evapotranspiração da cultura ETc=460mm e Pe=395mm. FAO. Usando a Tabela (10. considerando a eficiência da aspersão mínima de 0.5 x 123= 61mm/mês Para solo franco arenoso e raízes de 150mm usamos o método da USDA-SCS que nos fornece a porcentagem RF= 47%.1 Sendo a velocidade do vento de 3m/s e usando aspersão para irrigação. a eficiência a ser adotada é 62%.Trata-se de solo franco arenoso com gramado com profundidades de raízes de 150mm.Curso de esgotos Capitulo 10.95 Exemplo 10. calcular a eficiência IE. Conforme Gomes.000/ 0. IE=Ea x 0.2) com a velocidade 3m/s=10. O valor da evapotranspiraraçao de referência ETo foi obtido pelo Método de Penman-Monteith.3 Cálculo da necessidade líquida NL mensal para o município de Guarulhos.000m2 o volume necessário será: Volume= Área x NL / 1000= 200.000m2 x (65 / 1000)= 13.

33= 5mm sem considerar o rendimento.5 33 33 47 5 0.7 7 18.3) e (10.7 0 22.3.Pe Eficiência da irrigação= Necessidade de irrigação mensal NL (mm/mês) = 24.com.Cálculo da necessidade líquida NL usando a precipitação efetiva Meses= janeiro fevereiro março abril maio junho Temperatura média mensal ETo (mm/mês)= Precipitação média (mm/mês) Dias do mês = ETc= Kc x ETo Kc= Pe (mm/mês)= P x RF/100 Pe Porcentagem fixa para Pe solo franco arenoso raízes=150mm RF NL (mm/mês)=ETc.5 27 27 47 20 0.5 94 57 47 0 0.br 29/06/08 NL = ETc – Pe= 38.5 18 18 47 12 0.3 76 70 31 38 0.5 95 58 30 47 0. Considerando o rendimento de 70% por aspersão teremos: NL= (5 / 70)x 100 = 7mm/mês As Tabelas (10.7 123 254 31 61 0.5 119 61 47 0 0.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Tabela 10.7 17 10-5 .4) são autoexplicativas.5 118 57 47 0 0.Curso de esgotos Capitulo 10.7 0 24.0 113 252 28 57 0.0 115 201 31 57 0.7 29 19.2 61 39 30 30 0.7 0 24.

o que é muito comum nos Estados Unidos para efeito de taxação.continuação. rotores entre outros. Alemanha Na Alemanha se usa para prever irrigação em jardins dos seguintes dados: Gasto de água em irrigação nas áreas verdes dos jardins 60 litros/ m2 x ano Gasto em irrigação em atividades esportivas 200 litros/m2 em seis meses Para solo pesado (solo argiloso) o gasto em 6 meses é de 80 litros/ m2 a 150 litros/m2 Para solos leves (solo arenoso) o gasto em 6 meses vai de 100 litros/ m2 a 200 litros/ m2 10.9 126 215 31 63 0. permitir trânsito livre sobre os gramados e poda manual ou mecanizada com absoluta segurança. Durante um ano será necessário a irrigação de 173mm nos meses de abril a setembro.7 19 0 0. 10-6 .4 Parâmetros de Irrigação Vamos examinar os parâmetros de irrigação para Sprinkler e gotejamento sem considerar a precipitação efetiva Pe.5 35 35 47 outubro 21.000m2). isto é.6 87 25 31 43 0. ou seja.5 65 58 47 novembro 22. em 6 meses.4. borbulhadores) Válvulas solenóides (registros) Controladores (“imers” eletrônicos).5 12 12 47 setembro 20. gotejadores.Pe Eficiência da irrigação= Necessidade de irrigação mensal NL (mm/mês) = julho 17.5 14 14 47 agosto 19. Volume= Área x NL / 1000= 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7 28 32 0.Curso de esgotos Capitulo 10. Caso se tenha que irrigar um hectare (10.br 29/06/08 Tabela 10. Cada modêlo possui características específicas. rotores.000m2 x (173 / 1000)= 1730m3/ ano Portanto. Nos outros 6 meses não haverá necessidade de irrigação. 2mm por rega. Azevedo Neto Azevedo Neto adotava 2litros/ dia x m2 para irrigação de jardins. mensalmente 24mm/mês que é um numero coerente com o obtido.Cálculo da necessidade líquida NL usando a precipitação efetiva Meses= Temperatura média mensal ETo (mm/mês)= Precipitação média (mm/mês) Dias do mês = ETc= Kc x ETo Kc= Pe (mm/mês)= P x RF/100 Pe Porcentagem fixa para Pe solo franco arenoso raízes=150mm RF NL (mm/mês)=ETc.50m a 46m conforme Figuras (10.com. o consumo anual de irrigação será de 1.1) a (10.4) na última linha temos a necessidade de irrigação em mm/dia.5 101 63 47 20 0. Os raios de alcance podem variar de 0.3) e (10.7 0 Das Tabela (10. Quanto aos equipamentos para o sistema de irrigação a ANP (Associação Nacional de Paisagismo) sistematiza da seguinte maneira: Redes hidráulicas: secundária e principal Emissores de água (sprays. Regando-se 12vezes por mês teremos.5 123 130 30 62 0.7 0 0 0.8 68 31 31 34 0. 10.3).5 61 61 47 dezembro 23.2 98 75 30 49 0.7 0 0 0. Os aspersores podem ser sprays.8 116 137 31 58 0. micro sprays.7 45 14 0.5 Aspersores Os emissores são os elementos responsáveis pela emissão da água. que são instalados submersos no solo e emergem somente na hora de realizar a irrigação. Os emissores escamoteáveis (podem subir e abaixar) possuem a vantagem de não ferir a estética do paisagismo. de impacto.730m3. Podem ser ainda do tipo escamoteáveis.

Rotores: são giratórios. Hoje.5m a 24m.Aspersão Fonte: Naadan.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1.2. 10-7 . 2004 Figura 10. 2004 Figura 10. 2004 Controle eletrônico O controlador eletrônico é o cérebro do sistema de irrigação automatizado. temos o monitoramento de vários sistemas através de um computador central integrado a uma estação meteorológica.5m.Curso de esgotos Capitulo 10. Possuem jato fixo e raio de alcance de 0.Aspersão Fonte: Hunter.br 29/06/08 Sprays: são aspersores escamoteáveis ou aparentes. com raios de alcance de 6. Com ele é possível programar o horário. Figura 10. O nível de automação está tão evoluído que hoje temos controles remotos para controladores e.4). para projetos de maior porte. Irrigação automatizada: já pode ser feita no Brasil inclusive para paisagismo. existem diversas opções de controladores para atender demandas específicas.60m a 4.3.Aspersão Fonte: Rotors. no mercado.com. ligando e desligando o sistema em tempos projetados para cada área a ser irrigada (setor) conforme Figura (10.

Dado o horário programado.Controlador eletrônico de irrigação http://www. Os aspersores dos Sprinkler estão a 25º a 45º e podem ser: 1.br/reportagem_rain%20bird_irrigacao%20paisagismo. 10-8 . Deverá ser consultado livros especializados no assunto como Engenharia de Irrigação de Heber Pimentel Gomes.com. Após decorrido o tempo programado ela se fecha. com alcance de 12m a 36m e vazão de 1m3/h a 6m3/h 3. A taxa de aplicação do Sprinkler não deve ser menor que 3mm/h a um máximo de 51mm/h.org. De modo geral a taxa de aplicação do Sprinkler.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Média pressão: varia de 20mca a 40mca. Quando a declividade do solo for maior que 15%.Curso de esgotos Capitulo 10. Baixa pressão: até 20mca e bocal de 4mm com alcance até 15m e vazão menor que 1m3/h 2.4.anponline.anponline. a taxa de aplicação deve ser menor que 22mm/h. Varia de 0. Figura 10. Existem em vários modelos e tamanhos que são dimensionadas de acordo com as características do projeto em questão conforme Figura (10.6 Sistema de Sprinklers A equação fundamental do sistema de sprinklers é: AR= (Q x 1000) / (S1 x S2 ) Sendo: AR= taxa de aplicação do Sprinkler (mm/h).org. onde é explicado a hidráulica dos sistemas pressurizados de aspersão e gotejamento.5. deve ser menor que a taxa de infiltração da água no solo para evitar o runoff.php Os setores são comandados por válvulas solenóides.Controlador http://www. 3mm/h≤AR≤ 51mm/h Q= vazão no aspersor do Sprinkler (m3/h).br 29/06/08 Figura 10.50m3/h a 100m3/h S1= espaçamento ao longo da lateral (m) S2= espaçamento lateral (m) As pressões num aspersor variam de 10mca a 80mca e os alcances vão de 6m a 60m.5). Alta pressão: com pressão de 40mca e vazão de 20m3/h a 120m3/h com alcance até 100m.br/reportagem_rain%20bird_irrigacao%20paisagismo.php 10. elas se abrem e permitem que a água se direcione aos aspersores comandados por ela. que são componentes que respondem a programação do quadro controlador. e o seu valor dependerá da textura do solo e da declividade do mesmo.

73 x R 1.7 Raio de alcance do aspersor O raio de alcance de um aspersor é fornecido pela equação de Cavazza.14mm e pressão h= 42mca. triangular e retangular.14 x 42) 0.com.4 x R 1. Disposição Distância entre os aspersores Distância entre linhas Quadrada 1.Distâncias máximas recomendadas entre aspersores segundo a disposição dos mesmos.6) mostram a distância entre os aspersores e a distancia entre as linhas.4m 10.Curso de esgotos Capitulo 10. 1997 10-9 .5.6.3 x R Fonte: Gomes.5 Sendo: R= alcance do aspersor (m) d= diâmetro do bocal do aspersor (mm) h= pressão em metros de coluna de água (m) As Tabelas (10.5 R= 1.35 x (d x h) 0.35 x (7. escolhida a disposição que queremos: quadrada.4 x R Triangular 1.35 x (d x h) 0. 1997 Figura 10. 1965 conforme Gomes.5 x R Retangular R 1. R= 1.4 Calcular o raio de alcance de um aspersor com d= 7.Espaçamento máximo segundo a disposição dos aspersores Fonte: Gomes.8 Distâncias entre os aspersores Tabela 10. 1997: R= 1.5= 23.5) e Figura (10. Exemplo 10.br 29/06/08 10.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

diretamente sobre a zona radicular das plantas.5mm e as vazões varia de 2 a 12 litros/hora. onde existe um predomínio de solos arenosos. Os gotejadores que atendem as árvores não devem exceder de 5. clima árido e quantidade limitada de água com considerável teor de sais.Curso de esgotos Capitulo 10.com. Figura 10. O gotejamento é usado principalmente na zona de raízes de arbustos e árvores.9) De modo geral os gotejadores tem diâmetro entre 0. mas tem alto custo e é usado para irrigar culturas nobres ou economicamente rentáveis como fruteiras.9 Gotejamento Conforme Gomes. A pressão de entrada varia de 5 a 15mca.5mm a 1. O gotejamento economiza cerca de 30% de água em relação a aspersão.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. hortaliças e flores. O gotejamento é usado em declividades do solo maior que 25% e neste caso a precipitação máxima do emissor deve ser de 12mm/h. O sistema de gotejamento é adequado a condições de solo. Os dispositivos usados são os gotejadores ou emissores localizados juntos aos pés das plantas conforme Figuras (10. 1997. saída para zero na gota.8.7 Gotejador Figura 10.7) a (10.Irrigação por gotejamento (Drip Emitters) 10-10 . clima e água menos favoráveis. 1997 gotejamento é o método de irrigação no qual a água é aplicada em gotas. devido a isto é muito usado em Israel desde a década de setenta conforme Gomes.br 29/06/08 10.7 litros /min.

com.Gotejamento Fonte: Naadan.Microaspersor Fonte: Gomes. 1997 10-11 .9.10 Microaspersão O sistema de irrigação por microaspersão conforme Gomes. A pressão de serviço está situada entre 10 a 20mca e as vazões entre 20 a 140 litros/hora com alcance que varia entre 1m a 3m.10) e (10. É utilizado um aspersor (microaspersor) em cada planta conforme Figura (10. 2004 10. O sistema de microaspersão se adequa mais a irrigação de culturas arbóreas.br 29/06/08 Figura 10. 1997.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.11). é um sistema intermediário entre a irrigação por aspersão e a irrigação por gotejamento. Figura 10.10.Curso de esgotos Capitulo 10.

Microsaspersor Fonte: Waterwise Florida landscape. 10-12 .com.Necessidade de irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Exemplo 10. NL= ETc / IE Sendo: NL = quantidade de água necessária para irrigação (mm) ETc= evapotranspiração do paisagismo (mm) ETc= PWR IE= eficiência. Ver Tabela (10.70. 2006 10.5mm/semana e a eficiência IE= 0.11.70 =20.br 29/06/08 Figura 10.12 Tempo de operação (OT) O máximo tempo em min de um sistema de irrigação é determinado por: OT= NL x 60 / AR Sendo: OT= tempo de operação (min) NL = quantidade de água necessária para irrigação (mm) AR= taxa de aplicação (mm/h) Nota: o valor de AR tem que ser menor ou igual a taxa de infiltração no solo. NL = ETc / IE NL = 14.11 Quantidade de água necessária para irrigação (IR) É usada dividindo-se a água necessária pela eficiência IE sem considerar a precipitação efetiva Pe.1). sendo a evapotranspiração do paisagismo de 14.5/ 0.5 Calcular a quantidade de água necessária em mm.7 mm/semana 10.Curso de esgotos Capitulo 10.

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Exemplo 10.6 Calcular o tempo de operação (OT) para NL =20,7mm/semana e AR=16mm/h OT= NL x 60 / AR OT= 20,7 x 60 / 16 =78 min/semana 10.13 Dias de irrigação (ID) O número de dias de irrigação é importante. Considera-se o mês de 31 dias e a irrigação será em 8dias, isto é, todo 4º dia haverá irrigação. ID= ETc / AD Sendo: ID= dias de irrigação (dias) ETc= evapotranspiração do paisagismo (mm). ETc= PWR AD= quantidade máxima de água a ser extraída da planta (mm) Exemplo 10.7 Calcular os dias de irrigação, sendo ETc= 14,5mm/semana e a quantidade máxima de água que pode ser extraída AD= 10mm. ID= ETc / AD ID= 14,5 / 10 =1,45 = 2 dias /semana (arredondamento) 10.14 Dias de operação Td= OT / ID Sendo: Td= total por dia de irrigação (min/dia) OT= tempo de operação (min) ID= dias de irrigação (dias) Exemplo 10.8 Calcular os dias de operação Td, sendo o tempo de operação OD= 78minutos/semana e os dias de irrigação ID= 2 dias/semana. Td= OT / ID = 78min/ 2= 39min/dia 10.15 Máxima irrigação por ciclo RC= taxa de infiltração x 60 / AR Sendo: RC= máxima irrigação por ciclo (min) AR= taxa de aplicação (mm/hora) Taxa de infiltração no solo em (mm/h)

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Exemplo 10.9 Calcular a máxima irrigação por ciclo, sendo a taxa de infiltração do solo de 16,5mm/h e a taxa de aplicação do Sprinkler de 16mm/h RC= taxa de infiltração x 60 / AR RC= 16,5 x 60 / 16 =60 min 10.16 Ciclos por dia C= Td / RC Sendo: C= ciclo por dia Td= total por dia de irrigação (min/dia) RC= máxima irrigação por ciclo (min) Exemplo 10.10 Calcular o número de ciclos por dia C para o total de irrigação de 39min/dia e com a máxima irrigação por ciclo de 60min. C= Td / RC C= 39 / 60 = 0,65 = 1 (arredonda-se) 10.17 Intensidade média de precipitação de um aspersor AR A intensidade média de precipitação de um aspersor, ou simplesmente precipitação, é um dado de suma importância na elaboração de um projeto de irrigação por aspersão conforme Gomes, 1997. O aspersor deve ser selecionado de modo que sua intensidade média de precipitação não supere a capacidade de infiltração do solo, nas condições da cobertura vegetal existente. A intensidade está na Tabela (10.20) do SCS (Soil Conservation Service) que estabelece um conjunto de valores máximos das intensidades de precipitação admitidas pelos terrenos, em função da textura média do solo, da declividade média do terreno e da existência ou não da cobertura vegetal, conforme Gomes, 1997.

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Tabela 10.6- Intensidade máxima de precipitação (AR) para condições médias de solo, declividade e vegetação (SCS/USA 1960)

Fonte: Gomes 1997

Na Tabela (10.6) dada a precipitação podemos escolher a vazão, diâmetro do bocal, pressão e espaçamentos.

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Tabela 10.7- Espaçamento em função da precipitação em mm/h

Fonte: Azevedo Neto, 1998

Exemplo 10.11 Escolher a intensidade de precipitação média de um aspersor para terreno franco siltoso com declividade de 5% a 8%. Consultando a Tabela (10.6) achamos AR=16mm/h como taxa de irrigação AR. Exemplo 10.12 Calcular a precipitação do Sprinkler considerando vazão do aspersor de 2,31m3/h e pressão de 52,7mca e 5,15mm diâmetro do bocal. O raio de alcance do aspersor R será: R= 1,35 x (d x h ) 0,5 = 1,35 x (2,31 x 52,7) 0,5 = 22,24m Considerando disposição quadrada a distância S1=1,4 xR e S2= 1,4 x R S1= 1,4 x 22,24= 31,14m S2= 31,14m AR= (Q x 1000) / (S1 x S2 ) AR= (2,31 /1000)7 (31,14 x 31,14 )= 24mm/h.

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10.18 Calendário de irrigação
Calcular o calendário de irrigação para o mês de julho de um gramado com raízes de 20cm e não considerar a precipitação excedente Pe. A evapotranspiração da cultura mensal é de 102mm. O terreno tem declividade entre 0% a 5% e o solo é franco arenoso. Na Tabela (10.8) estão os cálculos resumidos.
Tabela 10.8- Cálculo teórico para gramado com raízes de 20cm. A irrigação será feita por sprinkler a taxa de 16mm/h. O calendário de irrigação é para o mês de julho. Não foi usada a precipitação excedente Pe. Nº item Cálculos Valor Unidades 1 Água necessária 3.1 Plantação Gramado para paisagismo 3.2 Mês de referência Escolhido Julho 3.3 Período relevante Irrigação semanal 7 Dias 3.4 ETo-evapotranspiração referência (102 mm/ 31dias) x 7 23 mm/semana 3.5 Coeficiente de paisagismo KL Ks x Kd x Kmc= 0,63 x 1,0x 1,0 0,63 3.6 Água necessária para o gramado PWR=ETc PWR=ETc=ETo x KL = 23 x 0,63 14,5 mm/semana 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 3 3.1 3.2 3.3 3.4 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 Propriedades do Solo Tipo de solo na zona das raízes Taxa de infiltração no solo Capacidade de armazenamento no solo AWHC Profundidade das raízes RZ Água disponível para as plantas PAW Fator da quantidade que pode ser extraída MAD Quantidade máxima de água que pode ser extraída AD Sistema de irrigação Taxa de irrigação admitida AR Eficiência IE Água necessária para irrigação NL Tempo de operação (OT) Calendário de irrigação Dias de irrigação (ID) Restrição Total por dia de irrigação Td Máxima irrigação por ciclo (RC) Ciclo por dia (C)

Inspeção in loco Consultar Tabela (1.2) Consultar Tabela (1.7) Inspeção local PAW=AWHC X RZ=200x 0,1 Tabela (1.8) MAD= 50% AD= PAW x (MAD/100)= 20 x 50/100

Solo franco arenoso 16,5 mm/h 0,1 mm/mm 200 mm 20 mm 50% 10 mm

Cálculo. Ver Tabela (3.20) Tabela (3.1) NL = ETc/ IE=14,5/0,7 OT= NL x 60 / AR= 21 x 60 /16 ID= PWR / AD= 14,5/10=1,45 3ª e 6ª feiras Td= OT / ID= 78/2 RC =(taxa infiltração / AR) x 60= (16,5mm/h / 16mm)x 60= 60 C= Td / RC= 39/ 60

16 0,7 21 78

mm/h mm/semana min/semana

2 39 60 1

dia/semana min/dia min Ciclo/dia

Poderemos escolher conforme Tabela (3.6) bocal do aspersor com diâmetro de 20 x 4mm, pressão de 35mca, precipitação de 15,6 mm/h que é aproximadamente ao adotado de 16mm/h, mas que é menor que 16,5mm/h que é a taxa de infiltração da água no solo. Os aspersores estarão separados um do outro de 42m e as linhas também serão separadas por 42m, cobrindo uma área de 42m x 42m= 1764m2 para cada aspersor. Maiores detalhes sobre a irrigação: princípios, métodos e dimensionamento, poderá ser vista no “Manual de Hidráulica do Azevedo Neto”, 8ª edição revisto pelos professores da FATEC de São Paulo em 1998. 10.19 Estação Climatológica Existem estações climatológicas compactas conforme se vê nas Figuras (10.12) e (10.13)

Figura 10.12- Sensor de chuva e sensor de vento
Fonte: Hunter, 2004

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Figura 10.13- Estação climatológica compacta
Fonte: Hunter, 2004

10.20 Exemplos de dados A Tabela (10.9) mostra a umidade relativa máxima e mínima do ar, temperatura, velocidade do vento e horas de insolação de acordo com latitude. Tabela 10.9-Exemplo de dados climatológicos de quatro locais em território nacional do mês de março para aplicação do Método de Penman-Monteith para evapotranspiração ETo. Velocidade do N= número de horas de Umidade relativa Umidade relativa Temp. ar insolação do ar Local Latitude do ar (horas) URmin (C) V URmax (%) (m/s) (%) A 10º S 90 70 30 1,7 7 B 10º S 50 40 30 0,6 12 C 20º S 75 50 20 1,7 10 D 20º S 75 50 20 0,6 10
Fonte: Righeto, 1998

A Tabela (10.10) mostra a insolação máxima diária de cada mês do ano conforme a latitude. Tabela 10.10- Insolação máxima diária N em horas

Fonte: Righeto, 1998, página 117

10.21 Tensiômetro Tensiômetros (Figura (10.14) a (10.16) são equipamentos que medem a tensão ("força") com que a água é retida pelo solo, a qual afeta diretamente a absorção de água pelas plantas. São disponíveis com manômetro metálico ou de mercúrio. Os metálicos são de mais fácil instalação e manutenção e mais seguros do ponto de vista ambiental. As unidades de medida podem ser em kPa, cbar, mmHg e cmH2O.

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Figura 10.14- TENSIÔMETRO em que a água da coluna é medida pelo mercúrio que tem densidade 13,6 maior que a água. Fonte: Soares, 2004

Tensiômetros têm capacidade para leitura de tensão entre 0-75 kPa, sendo recomendados para o manejo da irrigação na maioria das hortaliças cultivadas em campo ou sob cultivo protegido. Para que apresentem desempenho satisfatório é indispensável observar uma série de cuidados e procedimentos simples no preparo, instalação, operação, manutenção e armazenamento. http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/tensiometro.html#Introducao

Figura 10.15- Tensiômetro
http://www.infojardin.com/articulos/fotos-tensiometro/tensiometro-dibjo-raiz.gif Acessado em 22/09/2006

Tensiômetro de faixas (semáforo): indica a hora de irrigar

Tensiômetro de faixas: um semáforo que indica a hora de irrigar conforme Figura (10.16). Um equipamento simples e de fácil manuseio, que indica para o produtor o momento certo de irrigar como se fosse um semáforo. Assim é o tensiômetro de faixas, que utiliza as cores vermelha, amarela e verde para orientar a utilização da água na propriedade. O vermelho indica que está na hora de irrigar; o amarelo significa que o produtor deve ficar atento; e o verde quer dizer que por enquanto ele não precisa se preocupar com a irrigação.

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Figura 10.16- Tensiômetro de faixas que indica a hora de irrigar. É como um semáforo.
Fonte: http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/tensiometro.html#Introducao

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Fertilizantes Vamos expor os conceitos do trabalho de Francisco Eduardo Lapido Loureiro e Marisa Nascimento exposto em 2003 sob o titulo: Importância e função dos fertilizantes numa agricultura sustentável. Fertilizantes são produtos ou substâncias que, aplicados aos solos, fornecem às plantas os nutrientes necessários ao bom desenvolvimento e produção (Albuquerque, 2000). Fertilizante é uma substância mineral ou orgânica ou sintética, fornecedora de um ou mais nutrientes das plantas (Decreto Federal 86.955 de 18/02/82). Os fertilizantes do ponto de vista físico podem ser: Sólidos que são os mais comuns (pó ou grânulos) Fluidos (líquidos) que são soluções/ suspensões e gasosos como a amônia anidra aplicada de forma liquefeita. Químico: podem ser minerais, orgânico-minerais e orgânicos de origem animal ou vegetal. Os elementos essenciais são: C, H e O e N, P, K, S, Ca, Mg, B, Cu, Zn, Mn, Mo, Cl e Ni. Os elementos benéficos são Na, Si, Co e Se que são exigidos por determinados grupos de plantas. Os elementos móveis, isto é, aqueles que possuem mobilidade são: N. P, K. Mg, Cl e Mo. Os elementos pouco móveis são: S, Cu, Fé, Mn, Ni e Zn. Os elementos muito pouco móveis são: Ca e B. Nitrogênio, fósforo e potássio são os três mais importantes macronutrientes necessários ao bom desenvolvimento das plantas, mas vários pesquisadores consideram o enxofre como nutriente pela sua função benéfica na saúde e crescimento das plantas. A composição dos fertilizantes fosfáticos e potássios podem exprimir-se, tanto sob a forma elementar P e K como na dos respectivos óxidos: Pe O5 ou K20. O nitrogênio é sempre apresentado como elemento. As substâncias nutrientes podem ainda ser divididas em: Nutrientes naturais: C. H e O Nutrientes primários: P, K e N Nutrientes secundários: Ca, Mg e S O principal fator que influência a comercialização dos fertilizantes é o seu teor em nutrientes, quanto mais elevado ele for, menor serão os custos de transportes, distribuição, armazenagem e manuseamento. Não é mera coincidência que os produtos mais consumidos sejam, para o N, a uréia, para o P, o fosfato de amônio e outros compôs NP, e para o K, o cloreto de potássio.

3.21

Figura 10.1- Saco de fertilizante usado em gramados
Fonte: University of Califórnia. http://anrcatalog.ucdavis.edu/InOrder/Shop/ItemDetails.asp?ItemNo=8065

No Brasil os fertilizantes comerciais tem a sua destinação específica: Manutenção de gramados Forth Jardim 19-10-19 Implantação de gramados antes do plantio: Forth plantio 02-07-02 Para campo de golfe: Forth golf 24-00-15 para manutenção dos gramados de campo de golfe. Para recuperação de gramados de campo de golfe: Forth golf 30-00-05 Para adubação em manutenção de gramados com baixo teor de matéria orgânica. Forth organo Mix

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10.22 Bibliografia e livros consultados • ANP- ASSOCIAÇAO NACIONAL DE PAISAGISMO. http://www.anponline.org.br/ • AYOADE, J. O. Introdução à Climatologia para os trópicos. 4ª edição, 332páginas, 1996, Coordenador Editorial: Antônio Christofoletti. • BALL, KEN. AWWA - AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION, Xeriscape-programs for water utilities. 1990, ISBN 0-89867-525-1, 91páginas. • BENNET, RICHARD E. E HAZINSKI, MICHAEL S. AWWA - AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION. Water-Efficient Landscape – guidelines, 1993, ISBN 0-89867-679-7, 176 páginas. • EMBRAPA. Requerimento de água das culturas. Circular técnico 2 de dezembro de 2002, Sete Lagoas, Minas Gerais. • GALVANI, E., et al. Modelo de estimativa de evapotranspiração de referência (ETo) a partir da lÊmina de água evaporada em Tanque Classe “A”. ESALQ, USP, Piracicaba, outubro de 1999. • GOMES, HEBER PIMENTEL. Engenharia de irrigação. Universidade Federal da Paraíba, 2ª edição, 390 páginas, 1997, Campina Grande. • HARIVANDI, M. ALI. Interpreting turfgrass irrigation water test results. • IRRIGATION ASSOCIATION. Landscape irrigation scheduling and water management, março de 2005. • IRRIGATION ASSOCIATION. Turf and landscape irrigation- Best Management Practices, abril de 2005. • ITO, ACACIO EIJI et al. Manual de Hidráulica. Azevedo Netto. 8ª ed. Atualizada Blucher, 669p. • LEA, ROSANGELA E SANTO, SANDRA MEDEIROS. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de Thornthwaite-Mather, 1955. Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia. • LOPES, ALAN VAZ E FREITAS, MARCOS AIRTON DE SOUZA. Avaliação das demandas de ofertas hídricas na bacia do Rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). • LOPES, ALFREDO SCHEID e GUILHERME, LUIZ ROBERTO GUIMARAES. Interpretação de análise do solo- conceitos e aplicações. Julho de 1992, Associação Nacional para difusão de adubos. ANDA, São Paulo. • LOUREIRO, FRANCISCO EDUARDO LAPIDO e NASCIMENTO, MARISA. Importância e função dos fertilizantes numa agricultura sustentável. CETEM/MCT 2003. ISBN 85-7227-177-4, 75páginas • OLIVEIRA, RODRIGO. Modelo Hidrológico de precipitação-escoamento. Monte de Caparica, 1998. • REICHARDT, KLAUS e TIMM, LUIS CARLOS. Solo, planta e atmosfera- conceitos, processos e aplicações. Editora Manole, 2004, ISBN 85-204-1773-6. 1ª ed. 478 páginas. • RIGHETTO, ANTONIO MAROZZI. Hidrologia e Recursos hídricos. 1ª ed. USP, ISBN 85-85205-25-5, 1998, 819 páginas. • SOARES, JOSE VIANES. Hidrologia das florestas. Setembro 2004. • TUCCI, CARLOS E., Hidrologia, ABRH, 1993, 943páginas, ISBN 85-7025-298-6. University of California, publication 8009. • VIANELLO, RUBENS LEITE E ALVES, ADIL RAINIER. Metereologia Básica e aplicações. Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, 1991, 449 páginas. • VICKERS, AMY. Water Use Conservation. Waterplow press, Massachusetts, 2001, ISBN 1-931579-07-5, 446 páginas.

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Curso de rede de esgotos Capitulo 11- Método de Thornthwaite, 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/07/08

Capitulo 11 Método de Thornthwaite, 1948

Tanque para evaporaçao Classe A Varejao-Silva, 2005

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Método de Thornthwaite.4 Introdução Método de Thornthwaite.com.2 11. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 11. 1945 Conclusão Bibliografia e livros recomendados Assunto 11-2 .3 11.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 11.

2) N= fotoperíodo (horas) fornecido pela Tabela (11. Para sua aplicação são necessários dados de no mínimo 30anos.24 x Ta -0. 2005.5ºC ET´ = 16 (10 x Ta/ I) a (Equação 11.1) de acordo com a latitude local. 1992 in Oliveira.Estimativa da evapotranspiração de referência ETo pelo método de Thornthwaite. por vezes grosseira.49239 (Equação 11.7.4h. 1998 chega a subestimar a evapotranspiração de referência em porcentagem que podem atingir os 40%. conforme Varejão-Silva.2) A somatória I= Σin O valor de i= (Ta / 5)1. O método de Thornthwaite é muito criticado.3) Correção: ETo = (ET´ x N )/ ( 30 x 12) Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/mês) ET´= valor calculado pela Equação (11.1) ou (11.1 Introdução.85 + 32.75 x 10 –7 x I 3 . 1948 Thornthwaite em 1948 baseado em observações lisimétricas e perdas de água na região central dos Estados Unidos apresentou a Equação (11. 2002. Quando 0 <Ta < 26. A Figura (11.1) encontram-se os valores do fotoperíodo fornecido em horas e de acordo com a latitude.Curso de rede de esgotos Capitulo 11. Assim para Guarulhos que está na latitude sul a 23º o valor do fotoperíodo para o mês de janeiro será 13. isto é.com. 11. O balanço hídrico proposto por Thornthwaite e Mather em 1957 somente devem ser considerados como uma estimativa.1) mostra a variação anual do fotoperíodo com a latitude. contudo em outras regiões os resultados não foram bons.2 Método de Thornthwaite.5ºC 11-3 .1) para calcular o valor da ETo.Método de Thornthwaite. calculada da seguinte forma: a= 6.79 x 10-2 x I + 0. pois segundo Lencastre.71 x 10 –5 x I 2 + 1. Nova Zelândia.514 O valor de a= constante. a evapotranspiração de referência. pois o mesmo considera inexistente os dados da radiação solar. da realidade física.br 01/07/08 Capitulo 11. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Vários outros autores como Singh e Shuttleworth desaconselham o uso do método de Thornthwaite.1948 11. Para latitude norte o valor será positivo e para latitude sul será negativo. Na Tabela (11.1) Sendo: Ta= temperatura média do ar mês “n” (º C) I= índice térmico anual ou índice de calor anual in= índice térmico do mês “n” a= constante que varia de local para local ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) para um mês de 30 dias ET´= -415. que são muito importantes.43 x Ta 2 (Equação 11. Quando Ta ≥ 26. Verificaram-se bons resultados do Método de Thornthwaite nos Estados. Canadá. O valor de ET´depende da temperatura média do ar conforme Medeiros.

Curso de rede de esgotos Capitulo 11.Relação anual do fotoperíodo com a latitude Fonte: Varejão-Silva.com.Método de Thornthwaite. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1. 2005 11-4 .1. Para latitude norte o sinal é positivo e para o sul negativo. 2005 Figura 11. Fonte: Varejão-Silva.br 01/07/08 Tabela 11.Valores do fotoperíodo de acordo com al latitude.

1998.9 1.7 18.7 Σ=1487. -XU.8mm 11.9 2.9 97. Metereologia e Climatologia.4 12. ADIL RAINIER.1 48.3 12.no/chongyux/papers/fulltext.4 83. Estimativa da evopotranspiração de referencia a partir da equação de Penman-Monteih de medidas lisimétricas e de equações empíricas em Paraipaba. 1991.4 96.1 2.7 200.2 78.05 Σ=102.0 20. Portugal. Queremos estimar a evapotranspiração de referência ETo mensal usando o método de Thornthwaite.6 1. http://folk. 1948 um bom método. 1948 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9 58. 11. Minas Gerais. Tese de doutoramento apresentada em fevereiro de 2002 na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.9 3.6 17.6 13.4 130. Hydrologic Models. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology. ano de 2002.9 12. RODRIGO PROENÇA.8 21.9 75. RUBENS LEITE E ALVES.8 82. sendo que a precipitação média anual é de 1487.4 2.8 10.8 24.5 Bibliografia e livros consultados -MEDEIROS.9 60. Tabela 11.0 30. 1998 1201mm/ano. Media mensal (mm) (dado) 254.5 22.1 Temos as temperaturas médias mensais de Guarulhos (1995 a 2005).5 ETo diário mm/dia 3.uio. 1948.1 251. CHONG-YU.514 ET´ mm 105.5 1.pdf 11-5 .5 16.59 9.7 2.0 10.2 99. -OLIVEIRA.4 Fotoperíodo Para a Latitude Escolhida (h) 13. 1948 Dias do mês Mês ºC (dado) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 Σ=365dias 23.3 18.9 3.85 Valor I a=2.69 6.6 Temperatura Média do ar Precip.4 3.0 12.59 8.Curso de rede de esgotos Capitulo 11.9 Média=20.6 12.4 Conclusão: O método de Thornthwaite.8 19.3 11.96 10. com 165páginas.21 9.0 64. Não podemos considerar o método de Thornthwaite.01 7. que é 20% abaixo do método padrão de Penman-Monteith FAO.7 22. CE.8 23. 2005 -VIANELLO.Evaporação de referência ETo corrigida de Thornthwaite.32 6.1 137.68 9. Universidade Federal de Viçosa.com. Metereologia Básica e aplicações.6 11. Cálculo da evapotranspiração de referência.3 70.0 62.br 01/07/08 Exemplo 11. A latitude é 23º Sul.8 53.7 ETo mensal mm/mês 122 97 106 80 58 48 45 60 64 85 88 113 Σ=965 A evapotranspiração de referência ETo média anual é de 965mm. Recife.9 11. MARIO ADELMO.09 10.8 10.2 .3 39.2 21.5 214.41 7.Método de Thornthwaite.24 7.254292 Índice Térmico I= (T/5) 1. -VAREJAO-SILVA. ALMIRO TAVARES. 1948 (analítico) para evapotranspiração de referência ETo apresentou anualmente 965mm/ano.7 1.

br 01/07/08 Capítulo 12 Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. 1955 12-1 .

br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 12. 1955 Conclusão Bibliografia e livros consultados 7 páginas 12-2 .3 12.4 Assunto Introdução Balanço hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.1 12.2 12.com.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

CAD varia de 25mm a 400mm.2) As Equações básicas são: (12. 1955 conforme apresentação de Varejão-Silva.exp(N/CAD)) (Equação 12.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.ETP) – em mm Inicio Escolhe-se um mês no fim das secas e antes do inicio do período chuvoso No nosso caso é o mês de maio (mês 5) ARM5= M/ ( 1.ETP) +.ETp>0. A vantagem do método de Mendonça é que pode ser usado sem tabela com qualquer valor de CAD. Para uma seqüência de dois meses (n=2) de P.1) e (12. 12.com. CAD= armazenamento máximo no solo.4) e depois usa-se a Equação (12. Thornthwaite e Mather. 12-3 .ETP)+ em mm N= somatório de (P .2 Teoria Para uma seqüência de n meses com estiagem após a estação chuvosa. 1955 12. 2005 e Antonio Roberto Pereira. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1958 e Pereira et al. mas com valores insuficientes para levar o ARM até o valor de CAD. segue-se a rotina normal com: ARMn= ARM n-1 + (P – ETO)n (Equação 12. A grande vantagem do método é que não são necessárias tabelas e o cálculo pode ser feito usando uma planilha eletrônica do tipo Excel.ETP) Na prática calcular-se primeira o ARM conforme Equação (12.ETP <0 para facilitar a demonstração e expandido a equação acima tem-se: ARM2= CAD x exp (P-ETP)1 + (P-ETp)3)/ CAD)= CAD x exp ((P – ETP)1 / CAD) x exp ((P – ETP)2/CAD) Por definição: CAD x exp ((P-ETP)1/CAD)= ARM1 Resultando: ARM2=ARM1 x exp ((P-ETP)2/CAD) Que para uma seqüência de n meses reduz-se à equação geral: ARMn=ARMn-1 x exp ((P-ETP)n/CAD) (Equação 12. 1958 na forma condensada.1) Havendo um ou mais meses com P.exp( N/CAD)). o armazenamento (ARMn) ao longo desses meses será dado pela equação de Mendonça.ETP>0. 1945 (mm) Neg acum= somatório anual dos negativos acumulados até o mês n.3) Sendo: ARM= armazenamento no mês M= somatório de (P . 1997 fizeram algumas modificações e sugeriram que o valor de ARM no fim do período chuvoso seja dado por: ARM= M/ (1. 2005 que usam a abordagem de Mendonça.2) quando P. P= precipitação média mensal no mês n (mm) ETP= evopotranspiração de referência no mês n calculado por Thornthwaite. Mendonça.2).1 Introdução Vamos explicar o método de Thornthwaite-Mather. Sendo: ARM5= armazenamento para o mês de maio M= somatório dos (P. 1955 supuseram CAD=100mm. ou seja: ARMn= CAD x exp (Neg acum/ CAD)= CAD x exp (Σ (P – ETP) n / CAD) Sendo: ARMn= armazenamento no mês n.br 01/07/08 Capitulo 12 –Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.1) quanto P-ETP<0 e usa-se a Equação (12. N= somatório dos (P.

ETP) <0 que é igual a -80mm CAD=130mm 12-4 . ARM5= M/ ( 1. Col 6 Arm Col 7 alt Col 8 ETR Co 9 DEF Col 10 EXC Col 11 130 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 254 252 201 58 70 39 31 25 75 137 130 215 Σ=1488 122 97 106 80 58 48 45 60 64 85 88 113 Σ=965 133 155 95 -22 13 -9 -14 -35 11 52 42 102 Σ=522 13 -9 -14 -35 11 52 42 102 Σ=603 Σ=-80 133 155 95 -22 130 130 130 108 130 121 109 83 94 130 130 130 Σ=1426 130 0 0 0 -22 22 -9 -13 -26 11 36 0 0 122 97 106 80 58 48 43 51 64 85 88 113 Σ=954 0 0 0 0 0 0 2 9 0 0 0 0 Σ=11 133 155 95 0 0 0 0 0 0 16 42 102 Σ=543 Vamos explicar coluna por coluna. 1955 com alterações de Mendonça. 1958 para a cidade de Guarulhos. A somatória das diferenças negativas é N= -80mm Coluna 7 A coluna 7 relativa ao armazenamento ARM é a mais difícil de ser feita.Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather. Coluna 1 Na coluna 1 estão os meses de janeiro a dezembro. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Mes Col 1 P Col 2 Etp Col 3 P-Etp Col 4 Pos.3). acum Col 5 Neg ac. 1948. As diferenças podem ser positivas ou negativas. Coluna 2 Na coluna 2 estão as precipitações médias mensais obtidas na estação climatológica local (mm) Coluna 3 Na coluna 3 estão as evopotranspiração de referência obtidas usando o método de Thornthwaite. Primeiramente se procura na coluna 4 quando começam a aparecer P-ETP < 0 e escolhe-se um mês posterior ao mês de abril que é -22 que será o mês de maio. Aplicamos a equação (12. Coluna 5 Na coluna 5 estão todas as diferenças positivas da coluna 4.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. que é igual +603mm N= somatório dos (P.br 01/07/08 Exemplo 12.1.1 Fazer o balanço hídrico na cidade de Guarulhos usando CAD (capacidade de armazenamento do solo)=130mm.ETP) >0. A somatória das diferenças positivas é M=+603mm Coluna 6 Na coluna 6 estão todas as diferenças negativas da coluna 4. Sendo: ARM5= armazenamento para o mês de maio M= somatório dos (P. O cálculo de ETP pelo Método de Thornthwaite 1948 foi feito no Capítulo 11 deste livro Tabela 12. Coluna 4 Na coluna 4 estão as diferenças entre a precipitação P do coluna 2 e a evopotranspiração de referência ETP da coluna 3.com.exp( N/CAD)).

com.1): ARM6=130 x exp ((-9/130) ARM6= 121mm Para ARM7 fazemos a mesma coisa: ARM7=121 x exp ((-14/130) =109mm Para ARM8 fazemos a mesma coisa. o mês de março.exp( -80/130))= 1312m Como o resultado é maior que 130mm adotamos: ARM5=130mm Na mesma coluna 7 referente ao armazenamento ARM calculamos a linha subseqüente usando a Equação (12.2).exp( N/CAD)). SE (P-ETP)>0 então o valor é ETP para a coluna 9. colocamos zero.3 Balanço hídrico climático No método do balanço hídrico de Thornthwaite e Mather.2) ARM9= 83 + 11=94mm ARM10= 94+ 52 = 146mm > 130mm então ARM10=130mm.eP) – ALT. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. caso contrario o valor será: ABS( P-ETP) + ABS(ALT).1). isto é. 12. Coluna 10 A coluna 10 é diferença entre a linha correspondente a ETP menos ETR. Quando o valor for negativo.br 01/07/08 ARM5= M/ ( 1. Assim na primeira linha teremos: 130-130=0 E assim por diante até encontramos 108-130=22 Coluna 9 ETR Usa-se na prática a função SE do Excel. P-ETP>o usamos a Equação (12. 1955 podemos obter alguns índices climáticos: Índice de aridez Ia = 100 x DEF/ EPo Índice de umidade Iu= 100 x EXC/ EPo Índice hídrico Im= Iu – Ia É comum quando se faz o balanço hídrico apresentar um gráfico como o da Figura (12.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. ARM8=109 x exp ((-35/130) =83mm Agora como as diferenças são positivas. Para o mês de abril usamos a Equação (12. É a diferença do valor de P com o anterior. ARMn= ARM n-1 + (P – ETO)n (Equação 12. Desta maneira a coluna se monta automaticamente.Alt E a altura da coluna 7. ARM5= 603/ ( 1. Para o mês 11 temos: ARM11= 130+42= 172mm usa-se então 130mm ARM12= 130+ 102= 232mm então usa-se 130mm E assim vamos até o mês onde P-ETP são positivos.1): ARMn=ARMn-1 x exp ((P-ETP)n/CAD) ARMn=130 x exp (-22/130) =108mm Coluna 8. 12-5 . isto é. Coluna 11 EXC A coluna 11 referente ao excesso EXC são os valores positivos de (P.

Gráfico da precipitação P.0 mm/mês 108 109 115 107 95 80 62 78 77 102 108 117 1158 -67 -54 -15 22 0 27 62 -20 -39 -85 -89 -96 -354 111 22 0 27 62 -20 -39 -85 -89 -96 -465 Índice de aridez= Índice de umidade= Índice hídrico= -67 -54 -15 8 5 3 3 25 25 52 114 97 71 36 18 8 8 -3 -2 111 -89 0 27 62 -17 -26 -35 -18 -9 44 57 211 107 95 80 62 75 64 52 37 30 914 64 52 -96 0 0 0 0 3 13 50 71 87 244 0 0 0 111 0 0 0 0 0 0 0 0 111 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 21. ETp e ETR 300.0 17.0 100.0 21.2.0 804. 1955 com alterações de Mendonça. umidade e hídrico do Exemplo (12.0 129.br 01/07/08 Precipitação.0 00.Balanço Hídrico pelo método de Thornthwaite-Mather.0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 101112 Meses do ano Figura 12. ARM ALT ETR DEF EXC Precipitação ETp ETR (mm/mês) 41.0 38.1.14%=51.05 9. 1958.46 % % % 12-6 .0 58.26% .2 Calcular o índice de aridez.0 124.59 -11.0 95. ETp e ETR Exemplo 12. CAD=125mm Latitude: -7º 08´ Longitude: 35 321´W Altitude: 548m Tabela 12.0 55.1 Índice de aridez= ia = 100 x DEF/ EPo= 100 x 11/965= 1.0 19.0 100. P ETP PETP + Acum.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather.3 Campina Grande.1. 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Acum.0 (mm) 200.14% Índice de umidade Iu= 100 x exc/EPo= 100 x543 / 965= 52.27% Índice hídrico= Iu – Ia= 52.com.0 107.12% Exemplo 12.

com. 12-7 .1 Calcular a capacidade de armazenamento CAD dados: θCC= 15% θPMP=5. Minas Gerais. Meteorologia Básica e aplicações. 1955. Roteiro para calcular o balanço hídrico pelo sistema de ThornthwaiteMather. 2005 temos: CAD= (1/10) x (θCC . 1955 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997.θPM ) x Dar x RZ Sendo: CAD=capacidade de armazenamento do solo (mm) θCC= quantidade de água contida na capacidade de campo em % do peso. Dar= 1.Departamento de Tecnologia.38g/cm3 RZ= 70cm CAD= (1/10) x (θCC . 1991.br 01/07/08 12. RUBENS LEITE E ALVE. Conforme Varejão-Silva. ADIL RAINIER. SANDRA MEDEIROS.5 Bibliografia e livros consultados -GOMES. Universidade Federal de Viçosa.θPM ) x Dar x RZ CAD= (1/10) x (15-5 ) x 1. -VIANELLO.Curso de esgotos Capitulo 12-Método de Thornthwaite-Mather. Engenharia de irrigação. Recife. θPMP= quantidade de água contida no ponto de murcha permanente em % do peso. Universidade Estadual de Feira de Santana. Campina Grande. 390 páginas. HEBER PIMENTEL. -SANTO. Meteoreologia e Climatologia.4 CAD= armazenamento máximo no solo. 2005. Universidade Federal da Paraíba. -VAREJAO-SILVA. 2ª edição. 449paginas. Dar= densidade aparente do solo (g/cm3) RZ= profundidade efetiva das raízes da planta (m) Exemplo 12.38 x 70=97mm 12. MARIO ADELMO.

1961 para evapotranspiração ETo 13-1 .com. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Método de Romanenko.Curso de rede de esgotos Capítulo 13.br 01/07/08 Capítulo 13 Método de Romanenko.

com.1 13.Curso de rede de esgotos Capítulo 13.Método de Romanenko. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 13.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 13.3 Introdução Conclusão Bibliografia e livros recomendados Assunto 13-2 .

2 Conclusão: O método de Romanenko.8 Temperatura média do ar mensal (ºC) 24. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.8 22.0 30. ano de 2002. http://folk.3 Bibliografia e livros recomendados .Método de Romanenko.5 19.5 23.1) obtendo-se no ano o total de 1245mm. Hydrologic Models. 1961 para a cidade de Guarulhos.9 75.pdf 13-3 .3 70.2 21. ETo= 0.UR) Sendo: ETo= evapotranspiração (mm/mês) T= temperatura média mensal (ºC) UR= umidade relativa do ar (%) Exemplo 13.4 130.3 18.1 137.0 22.1 Calcular a evapotranspiração mensal pelo Método de Romanenko.no/chongyux/papers/fulltext. Mês do ano Precipitação média mensal (mm) Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 254. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology. mês de janeiro com temperatura média mensal de 24.7ºC e umidade relativa do ar de 75%. 13.7 Total=1.75)=111mm/mês Para os demais meses pode ser vista a Tabela (13.Curso de rede de esgotos Capítulo 13.7 ) 2 x (100 .com.6 20. somente 4% acima do método de Penman-Monteith.8 19. 1961 pode ser considerado bom.Método de Romanenko.7 24. 1961 para a cidade de Guarulhos.0018 x ( 25 + T ) 2 x (100 .9 UR Umidade relativa do ar (% ) 75 75 75 73 75 75 73 68 72 73 73 74 Média=73 Evapotranspiração de referência ETo (mm/mês) 111 110 109 109 90 84 90 113 103 105 110 111 Total=1.XU. 1961 para evapotranspiração ETo 13.5 214.9 58. CHONG-YU. ETo= 0.0018 x ( 25 + T ) 2 x (100 .7 200.uio.2 17.Aplicação do Método de Romanenko.1 Introdução Baseado na umidade relativa do ar UR e na temperatura média mensal T temos a equação de Romanenko. com 165páginas.1.245 13.0018 x ( 25 + 24.UR) ETo= 0.3 39.br 01/07/08 Capítulo 13. 1998 FAO que apresentou 1201mm/ano. Tabela 13.1 251. 1961 conforme Xu.487.0 24.8 24. 2000. O método de Romanenko. 1961 apresentou para o ano a evapotranspiração de referência de 1245mm.

Método de Turc. 2005 14-1 .br 01/07/08 Capítulo 14 Método de Turc.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.com. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1961 Anemômetro Varejao-Silva.

5 14.7 14.11 14.2 14. 1961 Dia Juliano Distância relativa da Terra ao Sol Ângulo da hora do por do sol ws Declinação solar Relação n/N Radiação extraterrestre Ra Radiação útil de curto comprimento Rs Estudo do caso: aplicação do Método de Turc.6 14.3 14.12 Assunto Introdução Método de Turc.10 14.8 14.4 14.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 14.Método de Turc. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 14. 1961 para a cidade de Guarulhos Conclusão Bibliografia e livros recomendados 14-2 .9 14.com.1 14.

br 01/07/08 Capitulo 14. ETo= 0013 x [T / (T+15)]x (Rs + 50) x [ 1+ (50 – UR) / 70)] UR<50% ETo= 0.5 cal/cm2xdia A Figura (14.com. • nebulosidade (relação n/N). 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Umidade relativa do ar (RH) em função da hora e da temperatura Fonte: http://www. Figura 14.1-Dia Juliano Mês Dia Juliano Janeiro 15 Fevereiro 46 Março 74 Abril 105 Maio 135 Junho 166 Julho 196 Agosto 227 Setembro 258 Outubro 288 Novembro 319 Dezembro 349 14-3 . • latitude.1 Introdução O método de Turc.Método de Turc.2 Método de Turc. para fevereiro é 46. 1961 14.1) mostra a umidade relativa do ar em função da temperatura e da hora do dia.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.htm 14.1.Método de Turc. 2002 onde aparecem duas equações.org/docrep/X0490E/x0490e07. 1961 Vamos usar as notações de Xu. Assim para janeiro o dia Juliano (Caio Julio César) é 15.3 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias. para março é 76 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (14.013 x [T / (T+15)] x (Rs + 50) UR ≥ 50% Sendo: T= temperatura média mensal do ar (º C) UR= umidade relativa do ar média mensal (%) ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Rs= radiação solar total (cal/cm2 x dia) Conversão de unidades: 1mm/dia= 58. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro. 1961 para evapotranspiração de referência ETo baseia-se em: • umidade relativa do ar em porcentagem. 14.1). sendo uma para umidade relativa do ar (UR) menor que 50% e outra para maior que 50%. Tabela 14.fao. • temperatura média mensal do ar em graus centígrados.

4 Calcular a declinação solar para Guarulhos para o meio do mês de março Dia Juliano J=74 δ= 0.br 01/07/08 Exemplo 14. 14. o número de horas em que temos sol n é igual a N e portanto.1416/180=-0.59rad 14. O valor de Φ varia de 55º N para 55º S.2 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março.Método de Turc. O dia Juliano para o meio mês de março conforme Tabela (14. As horas totais de dias são N e o número de horas em que temos sol é denominado de n. sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0.6 Declinação solar δ δ = declinação solar (rad) A declinação solar delta pode ser calculado por: δ= 0.040 )]= 1.1) Exemplo 14. Conversão graus para radianos Radiano = (PI / 180) x (graus) Exemplo 14.410 rad= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [.tan(-0. n/N=1. n=0 e n/N=0.3 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23. 14-4 .com.410) x tan (-0.040 em radianos.39] Exemplo 14. Quando não temos nenhuma nuvem.033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0.010 rad 14.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.39]= -0.23º e 30min = -23.39] δ= 0. Durante 24h temos horas de dia e horas de noite. Assim dia 15 de março J=74 conforme Tabela (14.047 rad 14. No caso de o dia ser totalmente nublado então.1416/ 365) x 74 .409 x sen [( 2x PI/ 365) x J .5º em radianos: Radiano= -23.033 x cos [(2 x 3.409 x sen [( 2x 3.1.1) é J=74dias.5 Ángulo da hora do por do sol ws ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado. Também deve estar em (rad).4 Distância relativa do Terra ao Sol A distância relativa da terra ao sol dr em radianos é fornecida pela equação: dr= 1 + 0.1416 /365) x 74] dr=1.7 Relação n/N A relação n/N significa os dias de bastante sol durante o dia.1.1 Achar o dia Juliano do meio do mês de março.5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0.033 x cos [(2 x π / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias.409 x sen [( 2x PI/ 365) x J . Para Guarulhos Φ=.1.5 x 3.5º x PI / 180=-23. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!).5º (hemisfério sul é negativo). 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Primeiramente transformemos Φ= 23.

80 12.76 13.htm O valor n que as horas de sol durante o dia é determinado através de dispositivo de Campbell Stokes conforme Figura (14.88 10.15 13.2.17 11. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.74 1.59 1.42 1.31 12.72 1.68 11.46 1.50 1. 14-5 .com.2) fornece os valores de N para o municipio de Guarulhos para o meio de cada mes desde janeiro a dezembro.64 1.fao.44 A maneira de se achar o número de horas de dia em 24 horas é usando a expressão: N= (24/ PI) x ws A Tabela (14.40 1. Figura 14.46 10.Número de horas de sol por dia N Fonte: http://www.2) mostra a variação dos valores de N para os diversos meses do ano e conforme a latitude. A Figura (14.Método de Turc.org/docrep/X0490E/x0490e07. O dispositivo marca de hora em hora o chamado dia de sol obtendo-se no final o valor de n.56 10.3).38 1.55 13.86 12.18 11.Valores de N para os meses de Janeiro a dezembro para o municipio de Guarulhos ws Número de horas de sol durante o dia N (rad) (h) Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 1.55 1.br 01/07/08 Tabela 14.68 1.2.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.

com.br 01/07/08 Figura 14.org/docrep/X0490E/x0490e07.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.uk/meteorology/campbell_stokes_sunshine_recorder.41 ou seja 41% 14.1= 0.russell-scientific.59rad N= (24/ PI) x ws N= (24/ 3.5 Calcular o número máximo de horas de sol por dia N em horas para o mês de março sendo ws= 1.html Exemplo 14. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0. Figura 14.1h Exemplo 14.59=12.co.8 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera da Terra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gsc x (ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) x sen (ws)).1h e n=5h Nebulosidade = n/N = 5/ 12.0820 MJ/m2 x min (Cuidado não errar na unidade) ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol (rad) A Figura (14.3.Método de Turc.4-Valores da radiação extraterrestre Ra Fonte: http://www. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4) mostra os valores da radiação extraterrestre Ra conforme a latitude e mês.Dispositivo para achar o valor de n denominado Campbell Stokes http://www.1416) x 1.6 Calcular a relação n/N sendo N= 12.fao.htm 14-6 .

23 as=0.410 rad δ =declinação solar (rad)= -0.59)=36.054 rad dr= distância relativa da Terra ao Sol= 1. Rs= (0.com. É uma medida qualitativa não muito precisa.10 Estudo do caso: aplicação do Método de Turc. mês de março sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.013 x [24 / (24+15)] x (397.0820 MJ/m2 x min (Cuidado não errar na unidade) ws= ângulo solar (rad)=1. 1961 para a cidade de Guarulhos 14-7 .9= 397.410) x sen (-0.57 + 50) = 3.8 Dado Ra=36. Para Guarulhos a média é n/N= 0.054) x cos(-0.7 Calcular a radiação solar extraterrestre Ra para o município de Guarulhos.Método de Turc.010 x 0.42 ) x 36.59 x sen (-0.25 e bs=0.013 x [T / (T+15)] x (Rs + 50) ETo= 0. Pode também ser fornecido em porcentagem. Energia total incidente sobre a superfície terrestre (MJ/m2xdia) Exemplo 14.57 MJ/m2 x dia x 23.1416) x 1. Cálculo da evapotranspiração Como a UR>50% temos: para o mês de março T=24 ºC ETo= 0.03 MJ/m2 x dia n/N= 0. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6mm/dia Como o mês de março de 31 dias teremos: ET0 mês de março = 31 x 3.054+ cos(-0. Mas 1 MJ/m2 x dia equivale a 23.50 x n /N ) x Ra Rs= (0.03 =16.42.50 x n /N ) x Ra Sendo: α= albedo.42 Calcular a radiação útil de curto comprimento Rs. 42%. Para solo gramado α=0.03 MJ/m2 x dia 14.50 x 0.63 MJ/m2 x dia Mas na fórmula de Turc.6mm/dia= 111mm/mês 14.25 + 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 14. ou seja.25 + 0.25 + 0. Ra= (24x60/3.010 rad Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx (ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws).410) x sen (1.50 são coeficientes que para climas médios n= número de horas de sol forte por dia (h) N= número máximo de horas de sol por dia (h) n/N= nebulosidade ou fração de luz.0820x (1.br 01/07/08 Exemplo 14.9 cal/cm2 x dia então teremos: Rs= 16.57 cal/cm2 x dia.59 rad Φ= latitude (rad)= -0. Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= radiação solar de entrada. 1961 o valor de Rs está cal/cm2 x dia.9 Radiação útil de curto comprimento Rs A radiação útil de curto comprimento de onda Rs pode ser calculada por: Rs= (as + bs x n /N )x Ra = (0.

5 166 0.46 (mm/dia) 3.5 73 31 Maio 70.68 1.32 18.166 0.1 20.7 3.410 -0.com.49 -23.80 2 Turc 2 (cal/cm xdia) 411.Aplicação do Método de Turc para a cidade de Guarulhos UR umidade Precipitação Temperatura relativa do ar média Dias no mês média mensal média do mês (ºC) Mês Dias (mm) 23.3 19.047 0.169 0.50 262.410 -0.23 41.8 3.410 ws (rad) 1.375 0.9 19.46 10.2 2.38 397.91 389.88 10.63 14.7 75 28 Fevereiro 251.023 -0.Curso de rede de esgotos Capitulo 14.037 0.46 14.010 -0.0 75 31 Março 200.55 13.410 -0.4-continuação.976 0.5 288 1.22 342.9 24.86 12.03 30.34 289.5 135 0.8 73 30 Novembro 130.3 22.410 -0.0 18.13 38.35 16.42 -23.5 15 1.11 14.74 1.239 0.6 68 30 Setembro 75.032 -0.7 % 31 Janeiro 254.44 Ra (MJ/m xdia) 42.37 -23.5 319 1.59 1.10 36.98 337.023 -0.18 11.76 16.032 -0.008 -0.407 0.1 2.992 0.85 2 Rs (MJ/m xdia) 17.80 12.370 0.15 13.17 11.42 1.55 1.39 -23.5 74 1.8 73 31 Agosto 24.8 17.5 349 1.410 -0.8 Total= (mm/mês) 116 106 111 93 77 67 71 88 88 105 112 118 1153 14-8 .410 -0.Método de Turc.08 27.230 0.329 0.2 72 31 Outubro 137.76 N (h) 13.335 0.5 227 0.br 01/07/08 Tabela 14.37 -23.6 3.7 23.410 -0.968 0.410 -0.5 196 0.56 10. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.49 -23.11 10.5 2.40 1.410 -0.9 74 365 Total 1487.4 3.991 0.46 1.35 -23.23 17.0 75 30 Abril 58.91 22.01 17.968 0.7 3.29 33.Aplicação para todos os meses da cidade de Guarulhos Dia Juliano Declinação solar Nebulosidade Latitude ( 1 a 365) dr (rad) n/N graus (rad) 0.5 73 31 Dezembro 214.18 23.33 -23.31 12.977 0.Aplicação para todos os meses da cidade de Guarulhos Latitude (rad) -0.9 2.5 46 1.2 75 31 Julho 30.407 Tabela 14.8 Média=73 Tabela 14.72 424.68 11.5 105 0.53 -23.1 24.72 1.47 -23.5 258 0.62 12.4 21.46 40.410 -0.7 24.57 349.9 3.5 22.3.31 -23.50 1.98 430.3 2.47 -23.3 75 30 Junho 39.53 273.38 1.56 42.44 425.12 24.5-continuação.64 1.98 11.410 -0.

Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO. -XU.no/chongyux/papers/fulltext. 1998.Método de Turc. O erro foi somente de 4%. 14. CHONG-YU. 1961 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.12 Bibliografia e livros consultados -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION). 1998 cujo valor é 1201mm/ano. ISBN 92-5-1042105.Irrigation and drainage paper 56. Hydrologic Models. 14-9 . Rome. sendo o método considerado bom.com. http://folk. ano de 2002.br 01/07/08 14.uio.Curso de rede de esgotos Capitulo 14. próximo ao valor ao método padrão de Penman-Monteith FAO. 1961 apresentou evapotranspiração de referência ETo anual de 1153mm/ano. com 165páginas.11 Conclusão: O método de Turc.pdf. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology.

br 09/7/08 Capitulo 15 Quando faltam dados de entrada no método de Penman-Monteith. 15-1 .com.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1998 FAO para a evapotranspiração de referencia ETo.

Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/7/08 SUMÁRIO Ordem 15.1 15.com.6 Assunto Introdução Vento Quando faltam dados de radiação solar n/N Quando falta a umidade relativa do ar UR (%) Método de Hargreaves para ETo Radiação extraterrestre Ra 15-2 .2 15.4 15.5 15.3 15.

0m/s Fonte: FAO. 1998.8 x 10 .5. A FAO apresenta a Tabela (15.2 Calcular o valor de Rs em função de Ra para temperatura mínima de 16ºC e temperatura máxima de 32.16 para regiões do interior e krs=0. Caso tenhamos velocidade “uz” em uma altura z maior que 2. Energia incidente sobre a superfície terrestre.42)= 3.87 / (ln (67.2) 15-3 . o vento deve ser maior ou igual a 0. 15. Recomenda ainda a FAO que com a falta de dados.16. baseada na equação de radiação de Hargreaves: Rs= krs x (Tmax – Tmin ) 0.1.5.6ºC referente ao mês de janeiro. 1998.8 x z . umidade relativa do ar e radiação solar. 1998 usa uma alternativa para isto.00m.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. que são imprescindíveis na aplicação do método de Penman-Monteith FAO.19 para regiões litorâneas. adotamos um valor médio de 2m/s.5m/s.5m/s. A FAO.5 x Ra (Equação 15. Tabela 15. Rs= krs x (Tmax – Timin ) 0.8 x z . que é uma estimativa do vento em mais de 2000 estações de tempo em todo o mundo conforme a FAO. isto é. a equação seja validada regionalmente fazendo os devidos fatores de correção.com. u2= uz x 4. Exemplo 15. Portanto. Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Tmax= temperatura máxima do ar (ºC) Tmin= temperatura mínima do ar (ºC) krs= coeficiente de ajuste que pode ser 0. 1998 15.2 Vento A velocidade do vento padrão adotado pela FAO é na altura de 2. Exemplo 15. pois não conseguimos calcular o valor de Rs.1) onde estão os ventos médios. a velocidade u2 será obtida usando a seguinte equação: u2= uz x 4.00m acima do piso. Os dados poderão ser estimados: velocidade do ar.2) Sendo: Rs= radiação solar de entrada (MJ/m2 x dia).Classe de ventos mensais Descrição Média mensal do vento a 2m de altura Vento leve ≤ 1.0m/s 7Dica: Quando não temos nenhuma informação sobre a velocidade do vento. da evapotranspiração é recomendado pela FAO que se use sempre a equação de Penmam-Monteith FAO. Nota-se na Equação (15. Isto torna-se um problema. 15.5) O coeficiente de ajuste krs é empírico e é adotado krs=0.1 Introdução Para o cálculo de ETo.5 x Ra (Equação 15.br 09/7/08 Capitulo 15-Quando faltam dados de entrada no método de Penman-Monteith.1 Achar a velocidade do vento u2 em um local onde a 10m do chão foi medida a velocidade do vento de 4m/s.3 Quando faltam dados da radiação solar n/N É fácil obter o valor de N.19 (ºC -0.87 / [ln (67. 1998 FAO para a evapotranspiração de referencia ETo.0m/s Vento leve a vento moderado 1 a 3 m/s Vento moderado a vento forte 3 a 5 m/s Vento forte Maior ou igual a 5. da radiação extraterrestre.5.42] (Equação 15. isto é.2) que precisamos sempre da temperatura máxima e mínima.87 / (ln (67. mas não de n.1) sendo: u2= velocidade do vento a 2m do chão (m/s) uz= velocidade do vento na altura z (m/s) z= altura em que foi medida a velocidade (m) ln= logaritmo neperiano.16 ou 0.42) u2= 4 x 4. 1998. mesmo que faltem dados. Na aplicação da equação de Penmam-Monteith não deve ser aplicada vento menor que 0. Em se tratando de cidade que está no interior krs=0.

3)] (Equação 15.3)] =1.27 x T/ (T+237.4) Sendo: eo(T)= vapor da pressão estimada (kPa) ea = vapor da pressão estimada (kPa) T= temperatura escolhida (ºC) Tmin=temperatura mínima (٥C) exp= exponencial O valor da umidade relativa do ar UR é fornecida pela equação: UR= 100 x ea / eo (T) (Equação 15.3) eo (tmin)= 0.3)] (Equação 15.3) eo (tmax)= 0.81/1.611 x exp [17.6 ºC.3)] ea= 0. Umidade relativa do ar máxima: UR= 100 x ea / eo (tmax) URmax= 100 x 1. 15-4 .com.84% )/2 = 68.3)] (Equação 15.4% 15.81/ 4.27 x Tmin/ (Tmin+237.84% UR= (URmax + URmin )/ 2 = (100% + 36. ea= 0. Sendo: Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.27 x 16/ (16+237.611 x exp [17.92 kPa Para a temperatura mínima: eo (tmin)= 0. 1998. e (T)= 0.27 x Tmin/ (Tmin+237.71 MJ/m2 x dia 15.6+237.611 x exp [17.27 x T/ (T+237. Ponto de orvalho (Dew point): é definido como o ponto em que o vapor de água presente no ar está preste a se condensar (Tdew).0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol.611 x exp [17.6/ (32.611 x exp [17.46= 27.5) Exemplo 15.81 kPa A umidade relativa do ar UR (%) será a média da umidade relativa do ar mínima com a umidade relativa do ar máxima.81= 100% UR= 100 x ea / eo (tmin) URmin= 100 x 1.3)] =4.46 MJ/m2 x dia teremos Rs= 0.27 x T/ (T+237.Curso de rede de esgotos Capitulo 15-Quando faltam dados no método de PM Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 Quando falta a umidade relativa do ar UR (%) Em alguns locais não possuímos o dado da umidade relativa do ar UR. conforme FAO.611 x exp [17.br 09/7/08 Rs= 0.6 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extra-terrestre Ra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)]. Fazemos a hipótese que Tdew= Tmin ea= 0.81kPa Para a temperatura máxima: eo (tmax)= 0.3) A estimativa é que a temperatura do ponto de orvalho “Tdew” seja aproximadamente igual a temperatura mínima. fazer uma estimativa usando como parâmetro a temperatura mínima.16 x (32.3 Calcular o umidade relativa do ar em um local onde a temperatura mínima do mês de janeiro é 16ºC e a máxima de 32.92 = 36.65 x 42.27 x 32.6 – 16 ) 0.5 x Ra = 0.27 x 16/ (16+237.611 x exp [17.3)] (Equação 15.611 x exp [17. Podemos então.65Ra Supondo que Ra= 42.3)]= 1.

Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 02/06/08 Capítulo 16 Pedidos de outorga para irrigação 16-1 .Curso de rede de esgotos Capitulo 16.com.

Curso de rede de esgotos Capitulo 16.4 Evapotranspiração de referência ETo Consideramos como o valor de ETo aquele calculado pelo Método de PenmanMonteith recomendado pela FAO. Na Índia se considera como precipitação efetiva 60% do total da precipitação ou 75% da precipitação média. 14% para uso animal e 5% para uso industrial. 16. sem levar em consideração as precipitações inferiores a 5mm e superiores a 75mm/dia e 125mm num período de 10 dias.br 02/06/08 Capítulo 16.Pe 16-2 . NL= ETc .6 Necessidade de irrigação É a diferença ente a evapotranspiração da cultura e a precipitação efetiva PE. 16.Pedidos de outorga para irrigação 16.1 Introdução O texto base para a discussão do assunto é da Agencia Nacional de Águas (ANA) elaborado por Pedro Cunha et al.3 Precipitação efetiva Outro ponto controvertido é a vazão efetiva que é a parte da precipitação armazenada no solo até a profundidade das raízes e que efetivamente contribui para a produção das culturas. Portanto. Para o rio Paraíba do Sul é considerado vazão insignificante até 1.5 Coeficiente de molhamento da superfície do solo (Ks) O coeficiente de molhamento Ks expressa a relação entre a área molhada pela irrigação e a área do solo ocupada pela cultura. O valor Ks=1 quando apresentarem 100% da área molhada (aspersão convencional. 16. Em alguns países considera-se a precipitação efetiva como uma média.433/97 considera vazão insignificante aquela que não necessita de outorga. O critério que mais usamos é aquele baseado no Método do US Soil Conservatior Service. A evapotranspiração da cultura ETc= Kc x ETo. etc) e menor que 1 para sistema de irrigação localizada (gotejamento e microaspersão).com. 16. A partir deste valor é necessário a outorga. mas não a responsabilidade de computá-las e quantificá-las. Segundo a FAO o Brasil tem 63% de uso da água na irrigação.2 Vazão insignificante O artigo 12 da Lei Federal 9. O Brasil possui 30 milhões de hectares de área em potencial para ser irrigada sendo que somente 10% é utilizado.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0 L/s. são irrigados cerca de 3 milhões de hectares. 18% para abastecimento humano. pivot-central. 16. O coeficiente de cultura Kc é um fator adimensional que estabelece a reação entre a evapotranspiração de referência e a evapotranspiração da cultura.

ANA 16. Tabela 16.Eficiência média de irrigação em função do método de irrigação e de condicionantes Método Condicionante Eficiência Sulcos de infiltração Sulcos longos e/ou solos arenosos 50 Solo e comprimento adequados 65 Inundação (tabuleiros) Solo arenoso.com.1) estão os valores estimados de eficiência conforme o método de irrigação.Curso de rede de esgotos Capitulo 16.7 Necessidade de irrigação bruta NL= (ETc – PE)/ eficiência do sistema Na Tabela (16.9 Vazões indicadoras de demandas de irrigação Pedro Cunha e outros apresentam as vazões contínuas em litros por segundo por hectare conforme o método de irrigação conforme Tabela (16. 16.0 Localizada (microaspersão.br 02/06/08 16.8 Vazão de bombeamento A vazão de bombeamento de captação ou vazão instantânea pode ser fornecido em mm/mês.6 a 1. Pode ser determinado o numero de horas por dia em que será feito o bombeamento no local de captação.0 Aspersão 0.0 a 2.Vazão contínua por método de irrigação ( L/s x ha) Método Vazão continua (L/s x ha) Inundação 2.3 a 0.2).8 a 2.lençol raso 60 Aspersão convencional Ventos fortes 60 Com ventos leves ou sem 75 Autopropelido/montagem Ventos fortes 60 direta Com ventos leves ou sem 75 Pivô central Vento forte/ condições razoáveis 75 Em ótimas condições 90 Microaspersão Condições razoáveis 75 Em ótimas condições 90 Gotejamento Condições razoáveis 85 Em ótimas condições 95 Tubos perfurados Perfuração manual 65 Em ótimas condições 80 Fonte: Pedro Cunha e outros.7 Fonte: Pedro Cunha e outros.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Sulcos 0. Tabela 16.lençol profundo 40 Solo argilo. ANA 16-3 . gotejamento) 0.2.1. É costume calcular a vazão de captação por hectare de área irrigada (L/s x ha).

No Estado de São Paulo comumente se usa o Q7.Curso de rede de esgotos Capitulo 16. Para uma estimativa de água consumida pela irrigação devemos considerar como balizador o limite máximo 1.10 mas na Bahia se usa o 80% do Q90.Pedidos de outorga para irrigação Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 16-4 .0 L/s x ha. 16.327 L/s x ha como uma demanda média. No Estado de São Paulo se considera a dotação de 0.com.10 Lixiviação Para controlar a salinidade as vezes é necessário uma lâmina de água que atravesse a zona radicular. É a lixiviação que deve ser aplicada antes ou depois do período vegetativo.11 Disponibilidade de água do manancial São usadas as vazões Q7.10 ou Q95 da permanência dependendo do Estado do Brasil.br 02/06/08 16.

5º em radianos: Radiano= -23.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. como temperatura media.1.1.5º x PI / 180=-23.5= 23.1416/ 365) x 74 . Para Guarulhos Φ=.Método de Hargreaves 17.Curso de rede de esgotos Capitulo 17. δ= 0.4093 x sen [( 2x PI/ 365) x J .5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0.409 x sen [( 2x PI/ 365) x J . 1985 tem como objetivo obter a evapotranspiração de referência ETo baseado em poucos dados.040 em radianos.1.1) é J=74dias.410= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [.033 x cos [(2 x PI / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias.tan(-0.2 Distância relativa da Terra ao Sol dr Mas a dr é a distância relativa da terra ao sol que é fornecida pela equação em radianos: dr= 1 + 0.0.405] δ= 0.040 rad Exemplo 17.4093 x sen [( 2x 3.405]= .5º Primeiramente transformemos Φ= 23. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!). 23 graus + 30min/ 60 = 23 + 0. 17.1 Calcular a declinação solar para o mês de março em local.1 Introdução O método de Hargreaves. mínima e máxima mensal e da radiação extraterrestre Ra.5 x 3.5º (hemisfério sul é negativo). N= (24/ PI) x ws Mas: ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado.040 )]= 1.3 Declinação solar δ (rad) A declinação solar δ pode ser calculada por: δ= 0.1416/180=-0.410) x tan (-0.br 05/07/08 Capitulo 17.59rad 17-1 .23º e 30min = -23. δ = declinação solar (rad) N= número de horas de luz solar em um dia (h) 17. O dia Juliano para o mês de março conforme Tabela (23.2 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23. Também deve estar em (rad).39] Exemplo 17.com.

com.3 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março.5 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extra-terrestre Ra em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].1-Dia Juliano Dia Juliano (1 A 365) Coluna 3 =TRUNCAR (Coluna 1 x 30. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro.4 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias.1).5 – 14.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0. Usaremos como base sempre o dia 15 de cada mês.br 05/07/08 Exemplo 17.0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol. Assim para janeiro o dia Juliano é 15. Sendo: Ra= radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.1416 / 365 x 74] dr=1.033 x cos [(2 x 3. Usamos a planilha Excel da Microsoft com a função TRUNCAR =TRUNCAR (Coluna 1 x 30. sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0.6) dará o valor 15 e assim por diante. para fevereiro é 46.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 -14. para março é 74 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (17. 17-2 .010 rad 17.6 15 Janeiro 46 Fevereiro 74 Março 105 Abril 135 Maio 166 Junho 196 Julho 227 Agosto 258 Setembro 288 Outubro 319 Novembro 349 Dezembro Mês Coluna 2 17. Ordem Coluna 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Tabela 17.

1998 o ETo= 4.5 x Ra ETo= 0.6ºC.8) x (Tmax – Tmin) 0.46 MJ/m2xdia= 42.com.0135 x 0.33= 6.5 x Ra ETo= 0.br 05/07/08 17.8) x (Tmax – Tmin) 0. temperatura média de 24.0022x (Tmedia + 17. Consideramos o valor da radiação extraterrestre Ra= 42.162 ETo= 0.6 – 16) 0.7 + 17.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.19 para região costeira Então para região interiorana KT=0.0022 x (Tmédia + 17. sendo a temperatura mínima de 16ºC. foi calculado usando Penman-Monteith FAO.5 x Ra Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) Tmedia= temperatura média do mês (ºC) Tmax= temperatura máxima do mês (ºC) Tmin= temperatura mínima do mês (ºC Ra= radiação extraterrestre (mm/dia) Nota: para tranformar Ra de MJ/m2 dia para mm/dia temos que dividir por 2.4 Calcular ETo usando o método de Hargreaves.7ºC e temperatura máxima de 32.46 MJ/m2xdia. Ra= 42.8mm/dia para o mês de janeiro Para efeito de comparação.6 Método de Hargreaves para ETo ETo= 0.0135 x KTx (Tmedia + 17.33mm/dia ETo= 0.46/2. devendo por isto ser calibrado.162 para região interiorana KT= 0.5 x Ra Exemplo 17.8) x (Tmax – Tmin) 0. Podemos então observar que o método de Hargreaves apresenta grandes erros.8) x (32. 17-3 .8) x (Tmax – Tmin) 0.162x (Tmedia + 17.45 KT=0.45=17.0022 x (24.8mm/dia ETo= 6.5 x 17.0mm/dia.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

173 0.023 1.1 32.3 17.28 13.64 42.5 -23.3 31.7 168.410 -0.Cálculos de aplicação do método de Hargreaves para o município de Guarulhos Guarulhos UNG ano 2005 Dias no mes 31 28 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 365 Janeiro fev mar abr maio junho julho agosto set out nov dez Ordem 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Total= Precipitaçao (mm) 254.42 1.56 12.0 20.64 22.56 1.5 -23.5 Laltitude rad -0.5 -23.1 174.5 -23.2 200.Método de Hargreaves Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.410 -0.8 136.1 251.38 1.5 -23.73 24.7 12.8 15.176 -0.7 24.8 32.410 ws rad 1. 17-4 .37 14.7 -23.Curso de rede de esgotos Capitulo 17.6 3.6 9.50 Hargreaves ETo (mm/dia 6.9 26.2 5.5 3.968 0.9 Hargreaves Eto (mm/mês) 212.9 103.2 12.968 0.4 19.8 17.8 24.0 27.024 1.410 -0.410 -0.1 111.0 Temp max Temp min tm=tmax+tmin /2 Temp media (ºC) 23.7 8.4 130.13 10.5 -23.5 -23.46 40.3 4.991 0.3 5.5 -23.5 -23.5 -23.233 0.5 -23.03 9.372 0.1 8.5 -23.68 1.040 0.4 18.72 16.410 -0.6 6.9 75. Tabela 17.3 39.5 32.2 22.9 58.236 -0.408 0.032 dr Tabela 17.1 137.5 6.7 30.3 26.3 8.3 24.5 -23.5 -23.64 33.40 1.5 Aplicar o método de Hargreaves para o município de Guarulhos.4 23.7 1487.5 21.27 27.410 -0.410 -0.32 38.9 92.6 4.65 1.8 6.76 Ra MMJ/m2xdia 42.5 Latitude norte: positivo e sul: negativo Latitude Guarlhos 23graus e 30min graus Dia Juliano ( 1 a 365) 15 46 76 107 137 168 198 229 259 290 320 351 1.72 1.408 Latitude Guarulhos -23.5 -23.49 1.9 207.5 -23.50 11.410 -0.410 -0.7 200.3 16.5 -23.977 0.06 9.5 -23.Cálculos de aplicação do método de Hargreaves para o município de Guarulhos graus delta -0.6 22.99 17.2 15.1 134.10 35.009 1.3.8 9.3 32.0 23.0 30.74 1.1 3.6 31.5 -23.68 29.3 70.992 1.51 41.4 1715.2 173.009 0.036 -0.336 -0.87 Ra (mm/dia) 17.8 29.5 214.032 1.8 31.5 -23.13 23.373 -0.3 12.59 1.334 0.com.0 16.410 -0.br 05/07/08 Exemplo 17.33 16.977 0.2.410 -0.5 -23.60 15.47 1.5 -23.2 O método de Hargreaves produz valores muito grandes e portanto não é aceitável.

61 x exp [17. O método de transferência de massa para achar a evaporação de superfícies liquidas é um método simples e razoavelmente preciso conforme Xu.12/0.Método de Penman. podemos estimar a evaporação em mmm/dia de uma superfície livre conforme Método de transferência de massas de Penman.61 x exp [17. Todos se baseiam na equação original de Dalton feita em 1802. 1948 para evaporação de superfícies livres 18. usou a velocidade do vento a 2m de altura para determiná-lo.3 + T)] Sendo: es= tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC) exp= 2.2 Calcular a pressão de vapor de água à temperatura ambiente para o mês de março sendo T= 23.Método de Penman. es= 0. 2000). ETo= 0.120 kPa= 2.1 Introdução Baseado na umidade relativa do ar do mês e a umidade de saturação bem como da velocidade do vento a 2m de altura.837 kPa e a umidade relativa do ar UR= 75% ea= (UR /100) x es ea= (75 /100) x 2.com..2 Tensão de saturação de vapor es. 2002.3 Pressão de vapor da água à temperatura ambiente ea= (UR /100) x es Sendo: ea= pressão de vapor de água a temperatura ambiente (kPa) UR= umidade relativa do ar média mensal fornecida (%) es= tensão de saturação de vapor (kPa) Exemplo 18.37 mb (milibar) 18. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.1= 28.1 Calcular a tensão de saturação de vapor es para o mês de março sendo a temperatura de 23. Depende da temperatura do ar. es= 0.2º C e es=2.837 =2.837/0.1= 21.br Capítulo 18.61 x exp [17.3 + T)] es= 0.24 x u2 ) x (es – ea) Sendo: ETo= evaporação de superfície líquida (mm/dia) es= umidade de saturação do ar (mb) ea= umidade de vapor de água a temperatura ambiente (mb) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) 18. (base do logaritmo neperiano) Exemplo 18. 1948 (Xu. Tem sido aplicado em evaporação de lagos e existem muitas fórmulas empíricas.2ºC.27 x T/ (237.27 x T/ (237.837 kPa = 2.35 x ( 1 + 0.2)] es=2. ETo= C (es – ea) Sendo C um coeficiente empírico que Penman.2/ (237.Vamos apresentar somente a equação de Penmam apresentada em 1948.27 x 23.7183.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.3 + 23.2 mb (milibar) 18-1 .

5 ) x (28. Exemplo 18.36 mb= 0.24 x 1.0295in.4 Transformação de unidades: 1 bar= 10 5 Newtons/m2 1 mb (milibar)= 102 N/m2 = 1000dina /cm2=0.7 31 Dez 22.9 31 Out 20.5 31 Janeiro 23.5m/s.3 70.5 31 Mar 23.5 214.4 1. temperatura e velocidade do ar de Guarulhos Dias no mês Precipitação Temperatura Velocidade do ar do ar (mm) (ºC) m/s 254.9 30 Nov 21.4 31 Agosto 18.7 1.Método de Penman.7 24.Dados de precipitações.35 x ( 1 + 0.6 28 Fev 22.3 1.com.5 30.37-21.br 18.8 20.5 30 Abr 21.2) =3. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Hg 1mm Hg= 1.9 365 1487.0 1.6 18-2 .4 31 Maio 18.3 30 Junho 17.41mm/dia Como março tem 31dias ETo= 31 x 3.3 1. ETo= 0.1.8 130.24 x u2 ) x (es – ea) ETo= 0.8 1.6 1.0 137.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.0143psi= 0.9 1. dividimos por 0.5 Estudo de caso: Guarulhos Tabela 18.7 1.7 30 Set 19.27º C e a velocidade do vento a 2m de altura é de 1.9 1.8 75.1 Calcular a evaporação transpiração da superfície líquida de um lago dos Patos em Guarulhos no mês de março onde a temperatura média é 23.8 200.41= 106mm/mês 18.5 1.7 251.1 e obtemos os valores em milibares.2 58.1 1.1 1.35 x ( 1 + 0.04 in Hg 1 N/m2 = 1Pa Como normalmente achamos os valores de e0 e ea em kPa.6 39.5 31 Julho 16.

br Tabela 18.587 2.454 76 1. rios e canais a equação feita em 1980 por Jobson. ETo= 3.01+1.7 Evaporação usando a equação de Jobson.502 2.Evaporação de superfície liquida usando o método de Penman Tensão saturação de vapor es ea Penman Penman mm/dia mm/mês kPa kPa 2.002 2.283 68 1.410 95 2.525 78 1.459 3.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.01+1.6 Conclusão: O valor do método de Penman.804 2.837-2.837 3.5m/s.558 3.Método de Penman.211 2. ETo= 3.774 3.82= 118mm/mês 18-3 . 1985 recomenda como a melhor equação para se achar a evaporação de um lago.2 Calcular a evaporação transpiração da superfície liquida de um lago em Guarulhos no mês de março onde a temperatura média é 23.937 3.164 3.906 2.143 2.82mm/dia Como março tem 31dias ETo= 31 x 3.071 2. 1980 A USEPA.600 2.27º C e a velocidade do vento a 2m de altura é de 1.479 2.867 2.191 99 1.13 x u2 x (es – ea) Sendo: ETo= evaporação de superfície líquida (mm/dia) es= umidade de saturação do ar (kPa) ea= umidade relativa do ar do mês (kPa) u2 = velocidade do vento a 2m de altura (m/s) Exemplo 18.068 2.530 106 2.586 111 1.5 (2.13 x 1.13 x u2 x (es – ea) ETo= 3.055 92 1.2. 1948 de superfície líquida é de 1.424 106 1.204 3.com.12)=3.141mm/ano 18.474 108 2. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.539 3.388 1.120 2.01+1.141 mm/ano 18.858 2.257 98 1.328 103 1.796 3.

uio. junho de 1985.5 1.120 1. com 165páginas.624 3.8 23.750 3.8 21.pdf -USEPA. Rates.7 Bibliografia e livros recomendados .0 20.459 2.837 2.Evaporação para superfície liquida da cidade de Guarulhos para rios e lagos usando o método de Jobson. Hydrologic Models. Uppsala University Department of Earth Sciences Hydrology. 2a ed.784 3.828 119 107 118 113 112 107 111 117 111 116 114 119 1365 Portanto.558 2.7 1.5 1.774 2.3 1.707 3.365mm.8 19.7 22.796 3.164 2.4 1.9 1. CHONG-YU.6 1. ano de 2002.539 2.595 3.576 3.808 3.587 1.820 3.XU.3 18.831 3.Evapotranspiração e consumo de água no paisagismo Capitulo 18.858 1.5 22.790 3.6 2.5 1.388 1.br Tabela 18.502 1.com.6 17.779 3. 1985 Mês Temperatura (ºC) U m/s Pressão de vapor ea (kPa) Saturação do valor es (kPa) Evaporação do lago (mm/dia) Evaporação mensal do lago (mm/mês) Janeiro Fev Mar Abr Maio Junho Julho Agosto Set Out Nov Dez 23. http://folk.9 1.9 20.068 2.002 1.071 2. a evaporação de superfície liquida usando o método de Jobson. constants. 18.211 2. 18-4 .2 21.867 2.7 1. 1980 é de 1.5 16. 1948 para evaporação de superfícies livres Engenheiro Plínio Tomaz 09 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.600 1.no/chongyux/papers/fulltext.906 2.6 1.4 1.804 1.7 18.3.5 1.204 2.143 2.Método de Penman.937 2. and kinetics formulations in surface water quality modeling.479 1.

Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 30/06/08 Capítulo 19 Comparação dos métodos de evapotranspiração de referência ETo 19-1 .

com.1 Introdução Assunto 19-2 .Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 30/06/08 SUMÁRIO Ordem 19.

1998 com as hipóteses recomendadas.br 30/06/08 Capitulo 19. 1975 (novo). 1998. Tabela 19. 1948 Romanenko. devendo ser feita a correção adequada na região. deve ser usado o método de Penman-Monteith FAO. existindo mais de 20 equações a respeito.Curso de rede de esgotos Capitulo 19-Comparação dos métodos de evopotranspiração Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 19-3 . 1998. 1975 nos parece de grande utilidade. Recomendado quando não se tem muitos dados Penman-Monteith FAO.Evapotranspiração anual do município de Guarulhos usando diversos métodos mm Métodos Thornthwaite. O novo método de Blaney-Criddle. 1961 Blaney-Criddle. Todos os estudos feitos na Europa e pela ASCE (American Society of Civil Engineer) mostraram que o método de Penmam-Monteith se aplica a regiões úmidas e áridas. é sempre usar Penman-Monteith FAO.1. Daí ele foi recomendado como método padrão e sempre tomado como referência pela FAO.1 Introdução Os métodos de evapotranspiração de referência ETo variam muito. 1961 Turc.Método Padrão da FAO e Embrapa 965 1245 1153 1136 1201 Dica: quando não temos muitos dados recomendamos o Método de Blaney-Criddle.com. 1975. A FAO recomenda que mesmo que faltem dados. porém a recomendação da FAO. A FAO cita também o método de Blaney-Criddle informando que o mesmo é ainda muito usado. Recomenda ainda a FAO o uso do método de Hargreaves.Comparação dos métodos de evapotranspiração de referência ETo 19.

Curso de rede de esgotos Capitulo 20.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/07/08 Capítulo 20 Chuvas em Guarulhos 20-1 .com.

Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/07/08 SUMÁRIO Ordem 20.1 20.2 Introdução Dados do município de Guarulhos Assunto 20-2 .com.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.

49 0.2 21.3 39. Tabela 20.33 Média=0.5 214.0 20.2 Dados do municipio:Guarulhos Precipitação média anual:1489mm/ano Evapotranspiração média anual: 1201mm/ano (Método Padrão da FAO – Penman-Monteith.1 137.7 1487.8 24.br 01/07/08 Capítulo 20.4 1.6ºC Umidade relativa do ar média: 73% Porcentagem de horas de sol durante o dia: (0.53 0. Vento.4 130.42 Fração de luz de hora de sol durante o dia (mm) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total= 254.Precipitação.9 1.9 1.31 0. 1998 média mensal mensal (mm/mês) (mm/mês) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total= 254 253 201 58 70 39 31 25 75 137 131 215 1489mm/ano 123 113 115 95 76 61 68 87 98 116 123 126 1201mm/ano 20-3 .5 1.1 251.5 22. 1998) Temperatura média anual: 20.39 0.37 0.9 58. Tabela 20.8 23.35 0.7 22.8 21.5 16.7 1.6 1.1 Introduçãoo Os dados que usamos em quase todos os exemplos são do municipio de Guarulhos 20.2.5 1.3 70.7 18.49 0.com.3 1.6 Temperatura média do ar (ºC) 23.8 19. temperatura e fração de luz da Estação Climatológica da UNG com dados de 1995 a 2005 (11anos).4 1.6 m/s (6km/h) Na Tabela (20. Umidade relativa do ar.2) estão os resultados de evapotranspiração de referência ETo e evaporação de superficies líquidas válidas para Guarulhos com dados da Universidade de Guarulhos.42 0. Meses do ano Precipitação Umidade relativa do ar (%) 75 75 75 73 75 75 73 68 72 73 73 74 Média= 73 Vento a 2m de altura (m/s) 1.1.1) estão os dados médios de 11 anos obtidos na Universidade de Guarulhos.0 30.9 75.37 0.47 0.47 0.5 1.6 0.Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Precipitação e evapotranspiração com dados de 1995 a 2005 (11anos) da Universidade de Guarulhos Evapotranspiração Meses do ano Precipitação Método de Penman-Monteith FAO.5 1.9 Média=20.6 17.42) 42% Velocidade média do vento a 2m de altura do chao: 1.7 200.Chuvas em Guarulhos 20.8 Na Tabela (20.3 18.7 Média=1.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.

Chuvas em Guarulhos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/07/08 Na Figura (20.com. Gráfico das precipitações e evapotranspiração de Guarulhos Precipitaçao e evapotranspiração (mm) 300 250 200 150 100 50 0 1 3 5 7 9 11 Meses Figura 20.Curso de rede de esgotos Capitulo 20.Gráfico das precipitações e evapotranspiração de referência média mensal com dados fornecidos pela UNG e aplicação do Método de Penman-Monteith.1) podemos ver um gráficos das precipitações médias mensais de Guarulhos com dados de 11anos e da evapotranspiração de referência ETo obtido com o Método padrão de Penman-Monteith.1. 1998 FAO. 1998 FAO. Evapotranspiração mensal Precipitação mensal 20-4 .

br 09/07/08 Capítulo 21 Gramado em Campo de Golfe 21-1 .Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.

11 21.31 Assunto Introdução Campos de golfe Grama usada em campo de golfe Gramado Importância da grama Qualidade visual e funcional Gerenciamento de um gramado Projeto de gramado Espécie de grama Poda Much mowing Trimming Edging Pestes Irrigação Freqüência de rega Horário de rega Manutenção de campo de golfe Testes do solo para gramados Topsoil Condicionadores de solos Relação C/N Macrófitas aquáticas Uso de águas de esgotos tratadas para irrigação Alternativas de plantio de gramas Fertigation Drenagem na irrigação Viveiro de mudas (nursery) Plano de contingência para época de secas Evapotranspiração Bibliografia e livros consultados 23páginas 21-2 .12 21.24 21.br 09/07/08 SUMÁRIO Ordem 21.com.26 21.6 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.23 21.22 21.2 21.29 21.20 21.5 21.27 21.15 21.25 21.17 21.4 21.28 21.21 21.16 21.9 21.3 21.7 21.19 21.1 21.14 21.10 21.13 21.18 21.8 21.30 21.

ou seja. Conforme Metcalf e Eddy. 1974.2 Campo de Golfe Nas Figuras (21.com.000m2) sendo o mais encontrado campos com 32ha a 40ha. Fonte: Neufert.000m3/ano (7.1 Introduçao O objetivo deste capítulo são os gramados para aplicação em Campo de Golfe. O consumo de água dos campos de golfe americanos variam de 230.1) a (21.3 L/s) até 380. 2007 a média dos campos de golfe nos Estados Unidos é de 61ha (610. No Brasil campos de golfe que existem e estao sendo construidos sao de 18 buracos com área de 75ha. 21.1.Gramado em Campo de Golfe 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1974 Figura 21. Figura 21.2.Exemplo de percurso em um campo de golfe Fonte: Neufert.Exemplo de percurso em um campo de golfe de Bad Wildungen. a água de reúso.br 09/07/08 Capítulo 21.3) podemos ver os esquemas de campo de golfe conforme Neufert.000m3/ano (12 L/s) e devido a este enorme consumo de água de irrigação que alguns estados americanos obrigam o uso da água de esgotos tratada. 1974 21-3 .

21-4 . Para ajudar a manutenção do campo. telefone.Exemplo de percurso em um campo de golfe em Roma Fonte: Neufert.500m e um jogo de campeonato com percurso de 400 a 500m tem percurso estimado em 6. A grama bermuda tem origem da África e foi introduzida nos Estados Unidos em 1807. O percurso total do jogo depende do comprimento dos percursos parciais: um jogo curto de 18 buracos com percurso de 100m a 250m tem um percurso aproximadamente de 5. Distinguem-se duas zonas de pista: 1. O genus Cynodum possui nove espécies com C. A largura da pista deve ser de 40m a 80m com relva curta e ligeiras ondulações facilmente visíveis do posto do jogador. homens e professor. 1974 teremos: Os percursos contam-se como eixos ideais das pistas de jogo (fairway) como linhas retas ou quebradas desde o ponto de lançamento até o buraco correspondente.000m. O árido ou terreno de lançamento. lança-se a bola que roda suavemente para os buracos. A bola de 4cm de diâmetro e os buracos têm 20cm de profundidade e 10cm de casquilho metálicos. etc. 1974 Baseado em Neufert. cozinhas. tem os compartimentos necessários para os treinadores. 21. No verde de cada buraco está situada a partida para o curso seguinte. O edifício do clube. Um jogo médio com percursos de 300m a 400m tem percurso de 5. Nos verdes. sem ser tratado e com obstáculos e 2. com partidas a distância diferente para senhoras.000m. além dos vestiários para homens e senhoras. Os diferentes percursos não devem se tocar e nem se cruzar. ribanceiras). para que o vento e o sol não sejam sempre favoráveis ou prejudiciais. nem ter a mesma direção. caddies (portatadores) e jardineiros e as correspondnetes zonas de convivio. nem ser da mesma grandeza. sendo usada extensamente a partir de 1900. instalam-se com frequência nas imediações pequenas moradias de aluguel ou casas de fim de semana para sócios do clube.br 09/07/08 Figura 21.com. para guardar ferramentas de jardinagem.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. As proximidades dos buracos ou verdes aque são planaltos de 500m2 a 100m2 de relva aparada com alguns obstáculos naturais (bunkers. O ponto de lançamento é uma superficie plana e bem tratata de 40m2 a 60m2.3. Dactylon sendo a mais usada. Percursos de 250m a 300m são desfavoráveis e devem-se evitar. Perto do buraco mais afastado do edifício coloca-se as vezes um pavilhão para descanso ou refugio em caso de mau tempo. etc.3 Grama usada em campo de golfe Sem dúvida a grama mais usada em campo de golfe é a bermuda cujo nome científico é Cynodon spp.

na Austrália chamase couch grass. Tolerante a seca Densa Textura fina Precisa de 25mm a 50mm de água por semana Rápida recuperação com pestes que podem ser controladas facilmente quimicamente. não tem sementes.com. O nitrogênio a ser aplicada está na faixa de 0. A grama bermuda Tiffreen 328 possui os seguintes atributos: Muito usada em campos de golfes.62mm/dia de água para irrigação. na India chama-se grama do diabo (devil´s grass e na Argentina chama-se gramillia. Pode ser atacada por poluição do ar onde a mesma exista havendo descoloraçao da mesma.5 adicionar calcáreo. isto é.5 Funciona bem em solos com 112kg/ha de fósforo e 187 kg/ha de potássio que propiciará um rápido crescimento da planta. É sensivel as mudanças de estações muito drásticas.5kg/100m2 É uma planta esteril. A grama bermuda possui os seguintes atributos: Excelente resistência ao calor e a seca Baixo consumo de água para irrigação Formação densa Tolerância a vários tipos de solos com faixa variável do pH Boa tolerância a salinizaçao da água Boa tolerância ao tráfego de pessoas Relativamente fácil de ser aplicada Cresce em qualquer tipo de solo.br 09/07/08 Na África do Sul a grama bermuda tem o nome de Kweekgrass. 80% do sistema radicular está nos 150mm de raízes. A grama bermuda pode atingir altura de 5cm a 40cm chegando até 90cm. pH entre 6.0. em jardins comerciais e em paisagismo em geral.5 a 8. insetos e aplicação de fungicidas. 21-5 . Doenças: nematoides Deve-se contrar as pestes. A grama bermuda é resistente ao pisoteio e devido a isto é muito usada em campo de golfe. mesmo rasos Precisa de 2. Funciona bem em solos com pH na faixa de 5. Quando pH<6. e sim somente mudas: Tifflawn (1952) Tifgreen 328 (1956) Tifway 419 (1960) Tifdwarf (1965) Tifway II (1981) A regra é a seguinte: quando você compra sementes de grama vai ter sementes e quando compra mudas não vai ter sementes. Foram feitos vários cruzamentos da grama bermuda nos Estados Unidos a partir de 1940 e resultaram as seguintes gramas que são denominadas de gramas híbridas que nao produzem sementes.54mm/dia a 7.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

1) Tabela 21. A qualidade de uma grama pode ser visual e funcional.1º C do que fosse de concreto Reduz a temperatura de 0. sendo que a mesma valoriza o imóvel em 6% a 15%.br 09/07/08 21.6 Qualidade visual e funcional.9º C do que fosse de solo nu. 21-6 . que significa solo de grama. O primeiro cortador de grama foi inventado por Edwin Budding na Inglaterra em 1830. Os aspectos mais importantes do gramado são: Efeito estético e ornamental Serve para relaxação mental Bom para a recreação e esportes Reduz incêndios Evita cobras e ratos Reduz os danos de erosão no solo Reduz a temperatura de 1. As gramas são da família Poaceae. A palavra muito usada nos Estados Unidos é “turf” que é derivada do Sânscrito da palavra “darbhus”.1. mostrando a grama Merion Kentuchy Bluegrass conforme Tabela (21. O inicio dos gramados surgiu no século 16 ou 17. Qualidade visual é: Densidade Textura Uniformidade Cor Hábitos de crescimentos Suavidade da superfície As Figuras (21.com.5 Importância da grama Não há dúvida da importância da grama para o paisagismo. As gramas podem ser nativas ou importadas e quando consideradas junto com o solo são chamadas de gramados. Os gramados privados da era Vitoriana na Inglaterra são famosos em todo o mundo. Vamos dar um exemplo de como é feita a classificação das gramas.4 Gramado Na bíblia encontramos referência ao jardins usados na Pérsia e na Arábia. golfe.5) mostram a qualidade visual das gramas. Reduz a poeira Reduz barulhos de 30% a 40% Melhora a qualidade das águas de chuvas Fornece oxigênio pela fotossíntese Reduz alergias (mas pode também causar alergias) Esportes em que se usam gramados: futebol. baseball e outros.4) e (21. 21.Classificação da grama Merion Kentucky Bluegrass Reino Planta Divisão Embryophyta Subdivisão Phanaerogama Ramo Angiospermae Classe Monocotyledoneae Subclasse Glumiforae Ordem Poales Família Poaceae Subfamília Pooideae Tribo Poeae Genus Poá Espécie Pratensis Cultivar Merion 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Qualidade visual da grama Figura 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 09/07/08 Figura 21.4.Qualidade visual da grama Qualidade funcional A qualidade funcional das gramas são: 21-7 .5.com.

Qualidade funcional da grama 21-8 .7.br 09/07/08 Quantidade de raízes e a profundidade das mesmas Capacidade de recuperação da grama Aspecto verde do gramado após a poda Figura 21.Qualidade funcional da grama Figura 21.com.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6.

Deve ser salientado que não existe um método de aeração que não traga algum problema. Então o material orgânico que está no solo poderá formar barreira impermeável. -Turf ou gramado Termo técnico aplicado a qualquer jardim ou parque gramado.com. pois criará uma superfície anaeróbia que reduzirá a ação dos micróbios. A remoção de thatch deve ser feita pelo menos uma vez por ano e coincidirá com o programa de colocação de sementes e aeração do solo. Muita grama cortada é retirada e parte fica no solo. A aeração é feita com buracos no gramado a profundidades variadas para facilitar o movimento do ar e da água no solo. sendo os ingredientes primários na quantia mais usada que é 5 -1 -4 respectivamente. podar a grama. As folhas que porventura estejam sobre a grama deverão ser retiradas. Se necessário o solo pode ser acrescido de areia para facilitar a drenagem e deixar sempre seca a superfície do gramado. -Poda É o uso de determinado equipamentos para cortar a grama. -pH O solo poderá ser acido ou alcalino e o pH do solo ideal deverá estar entre 5. -Thatch É a camada de raízes mortas e parcialmente decomposto no gramado e que foi acumulado quando foi feito o corte da grama com lâminas. inibe a entrada de água e do nutriente e pode desenvolver patógenos e portanto.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. deve ser removida.8 Projeto de gramado Os gramados devem ser construídos com declividade mínima do solo de 2% para permite a drenagem e declividade máxima de 25% para permitir que os equipamentos de poda possam ser usados. BMP Manual 2005. -Over-seeding Para reparar áreas doentes de gramados são usadas sementes sobre o mesmo para a recuperação. Notar que se acrescentamos areia em solo muito argiloso pode melhorar a drenagem porém pode ocasionar outros problemas.Fertilizante São nutrientes orgânicos ou sintéticos que combinados basicamente com o nitrogênio (N). -Top dressing É aplicação de área na superfície do gramado para aumentar o movimento de ar e água e manter a superfície do gramado seca e firme.Best Management Practices – Turf Management.0. pois. 21-9 . tomando-se o cuidado para não causar danos na rede de irrigação.5 a 7. ou seja. A superfície seca do gramado facilita ainda a poda da grama. A camada de thatch tem ¼” a ½” e pode causar problemas. A taxa aproximada de overs-seeding é de 2. Podem também ser usadas para prática de esportes 21. tratores sobre o gramado é necessário que o mesmo seja aerado para evitar a compactação. Definições: . . Deverão ser feitas pesquisas no solo para aplicação específica. Deve ser escolhidos os meses que são melhores para a aeração do solo.5kg/100m2 de área. Pelo menos uma vez por ano deverá ser feito o over-seeding.Aeração Como passam pessoas. Geralmente a aeração e feita uma ou duas vezes por ano usando furos de 25cm a 36cm.br 09/07/08 21. fósforo (P) e potássio (K) formando o que chamamos de NPK. veículos.7 Gerenciamento de um gramado Vamos usar os conceitos da cidade de Seattle.

Evite as áreas molhadas. 21. Os equipamentos devem ser ajustados regularmente. etc. tais como drenagem baixa. Gramados que são parcialmente sombreados ou que possuam drenagem pobre devem ser misturados os tipos de grama.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A grama Bermuda Tifway 419 é muito usada para futebol. Altura de corte Para muitas gramas perenes a altura de corte deve ser de 38mm a 50mm. perto de árvores devem ser preservadas. com quantidades altas de nitrogênio ns proporções: 10-2-6: 21-7-14 ou 24-4-12. 21. As árvores. boa drenagem e razoável fertilidade do solo e bom para gramas perenes. dependendo de como foi preparada a aplicação das sementes e irrigação. tees e fairways de campo de golfe. O pH do solo deve ser testado e determinado o pH e acrescido calcário se necessário. O corte pode ser mecânico ou manual e em alguns casos aplicar herbicidas para eliminar a grama. mas nem sempre necessário. De modo geral a Kentuchy Bluegrass deve ser evitada. Coloque as sementes específicas na área selecionada na quantidade de kg/ha. O mulch aplicado deve ter menos que ¼”. pouco fertilizante. A aplicação de camada fina de material orgânico (mulch) é bom. beisebol. O ideal é que seja rodeada de grama. A grama Bermuda Tifdwart é muito usada para greens de campo de golfe. 21.com. Aplique fertilizante antes ou depois de semente. Normalmente os cortes mais baixos são usados no período de primavera/verão ou para torneios importantes. Deve-se ter cuidado com o tipo de pesticida a ser usado. Deve ser evitada a compactação do solo com as rodas do equipamento de corte de grama. A altura de corte de um campo de golfe pode ser assim: Anti-greens: altura de 18mm a 22mm Tees: 8mm a 12mm Fairways: 12mm a 15mm Roughs: 25mm a 35mm 21.9 Espécies de grama A seleção das espécies de grama que serão usadas depende de muitos aspectos. Em alguns casos o mulch deve ser evitado.br 09/07/08 Os materiais orgânicos acrescidos ao solo natural serão decompostos em prazo de mais ou menos dois anos. As seguintes características de uso e manutenção devem ser seguidas para a seleção das sementes de gramas: O local ideal do gramado é tenha muito sol. pólo. arbustos.11Much mowing A grama cortada raramente é removida do gramado que retorna como nutriente necessário ao solo e é importante para a saúde do gramado. Anti-Greens: 2 vezes por semana Tees: 2 a 3 vezes por semana Fairways: mínimo de 2 vezes por semana Roughs: 1 a 2 vezes por semana As gramas tipo bermuda possuem crescimento maior na primavera/verão.10 Poda Distinguimos na poda o seguinte: -Freqüência É importante para a saúde do gramado que seja monitorado quando são feitos os cortes de grama.12 Trimming A grama que fica perto de cercas. etc. lembrando que deve ser evitado de cortar mais de 1/3 do caule da grama. obras em concreto. muitas sombras. 21-10 . etc e outras amenidades deve ser colocada cuidadosamente grama para reduzir a poda manual.

21. Pode também ser instalados hidrantes para água de reúso caso se queira. 21. praças públicas é 2. Normalmente usam-se tubos de PVC rígido. A pressão mínima recomendada é de 42mca conforme Asano.1. Geralmente a irrigação é feita durante o período da noite num período de 8h a 10h. No caso de irrigação para água de reúso colocar uma tarja vermelha ou outra cor para identificar a tubulação.1m/s conforme Metcalf e Eddy. O coeficiente C=130 de Hazen-Willians e a velocidade mínima é de 0.14 Pestes São tolerados em gramados geralmente os insetos. Forma de grelha: há um eixo principal e rede secundária que estão interligados. a topografia.18) a (21.13 Edging Quando os gramados atingem as bordas de uma superfície pavimentada temos o edging.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5m/s a 2. Não podemos colocar nutrientes demais. O diâmetro do tubo de PVC classe 15 ou classe 20 geralmente é menor ou igual a 100mm. 2007 estão na Tabela (21. Dica: Asano. Durante 2 a 4 vezes por ano o edging deve ter manutenção.com. Forma de loop: há tubulação principal correndo pelos quatro cantos e no meio ficam as tubulações secundárias. etc Conforme Asano.3m/s. aço. 2007. 1998 o valor médio encontrado nos Estados Unidos para irrigação de campos de golfe. As redes podem ser feitas de três maneiras básicas conforme Metcalf e Eddy. 2007: Forma de árvore: um eixo principal e os galhos da árvore são os secundários. Não podemos irrigar demais e nem de menos. As pressões máximas e mínimas recomendadas conforme Metcalf e Eddy.1. Tabela 21. como o nitrogênio ou colocar de menos. 1998 recomenda a média de irrigação de campo de golfe com água de reúso de 2. 21-11 .4mm/dia de irrigação de água de reúso. Deverão ser tomadas as precauções para resolver o problema.15 Redes de irrigação Influencia na irrigação o tipo de solo. média e baixa densidade conforme podemos ver nas Figuras (21. Dependendo do local a manutenção deve ser mais cuidadosa.1mm/dia a 3.4mm/dia. principalmente com o uso de pesticidas. Regularize a pressão em cada ponto de modo a obter uma distribuição uniforme da irrigação. sendo mais comum tubos de polietileno de alta. As tubulações podem ser de PVC. o clima da região e a estação do ano.Pressões recomendada nos Estados Unidos para irrigação Parâmetro Pressão mínima Pressão máxima Pressão diferencial na zona de pressão 21mca 50mca Pressão estática no alto 21mca 35mca Pressão estática na parte baixa 56mca 70mca Fonte: Metcalf e Eddy. Fazer ajustamento de campo para locais com sombras. A velocidade máxima está entre 1.11). doenças na grama e plantas (weeds). os ventos. Deverá ser previsto descargas períodos para limpeza da rede de água tanto para água potável como para água de reúso. grandes declividades. ferro fundido dúctil e PEAD(polietileno de alta densidade).1mm/dia a 3. 21. 1998 e a máxima de 84mca.br 09/07/08 Em áreas com muita declividade cuidados especiais devem ser tomados a ser usado equipamento de corte de grama. 2007 O estado de arte da irrigação é: Calcular a perda de água por evaporação ocorrida deste a última irrigação Informar a cada sprinkler quanto de água deve ser aplicado para substituir a perda por evaporação Não usar muita água para não produzir runoff.

2007 para dimensionamento de reservatórios com água de reúso é que o mesmo pode ser dimensionado para : Previsão de curto alcance: um dia ou uma semana Previsão de longo alcance: lagos Reservatório de emergência Para previsão de curto alcance para água de reúso aconselha-se que o volume do reservatório seja do consumo de um dia ou de uma semana conforme o caso. Neste caso os reservatórios são fechados não podendo entrar o sol para não desenvolver algas. 21. Quando o campo de golfe for irrigado por água de reúso é necessário que a água seja filtrada em filtros com 600μm (0. Deverá ser observado a pior situação. Para previsão de longo alcance são feitos lagos e são muito grandes e impermeabilizados no fundo. 1998 informa que na prática existem dois picos. os lagos para armazenamento de água de reúso temos os mesmos problemas dos reservatórios fechados acrescido do desenvolvimento de águas que podem ser resolvido com sulfato de cobre. 2007 são os seguintes: Estagnação Odor que sai dos reservatórios principalmente de gás sulfídrico H2S Perda de cloro residual Recrescimento de organismos Em reservatórios abertos. Uma outra recomendação de Metcalf e Eddy. 1998 ressalta que o Irvine Rach que usa água de reúso para irrigação de paisagismo e campo de golfe é mais antigo é adotado Pico=2.16 Picos de vazão Os picos de consumo de água de reúso para irrigação de landscape e campo de golfe conforme Metcalf e Eddy. Como geralmente a maior demanda de irrigação é durante a noite deve-se prever um reservatório com volume mínimo de 5% da demanda anual.17 Reservatórios para armazenamento de água de reúso Asano. 2007 pode ser assim resumido : Água de reúso Irrigação para agricultura Irrigação para landscape Água de makeup para resfriamento Fator de pico de vazão Maximo por dia/ média diária Pico por hora/ máximo por dia 1.5 1a2 Fonte: Metcalf e Eddy. Deve-se ter o cuidado para que o reservatório não fique muito tempo estagnado para não ficar sem cloro residual. 2007 é: C= 637 x V 0. O dimensionamento será 1. Para reservatórios de emergência muitos usados em bombeamentos deve ter o cuidado para que a água de reúso não tenha tempo de residência muito grande para não ter problemas na qualidade conforme Metcalf e Eddy. Salientamos que em alguns lugares é proibido o uso do sulfato de cobre para matar as algas. A cor é causada pela presença de materiais úmicos que estão na água de reúso. O custo de um reservatório de aço para água de reúso conforme Metcalf e Eddy. 2007 Asano.5 a 2 2a3 1 a 1.br 09/07/08 21. Caso haja reservatório de incêndio para ser usado com água de reúso segundo as normas americanas o volume mínimo deve ser para 4horas de incêndio com pressão de 14mca. isto é. um deles devido a irrigação noturna do campo de golfe e outro devido a descarga de bacias sanitárias nas casas. misturar com água de outra procedência. 2007. Uma maneira de se melhorar a qualidade da água é a diluição.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1998 salienta que o reservatório pode ser um lago isolado onde não entram as águas superficiais do runoff ou pode ser feito um reservatório enterrado.5 4a6 1 a 1. Assim podemos misturar água potável na água de reúso em um reservatório. isto é.65 Sendo: C= custo em dólar (US$) V= volume (m3) 21-12 .6mm) Asano.5 ou 2. semi-enterrado ou apoiado ou elevado que não tenha contato com o sol cuja água deve ser clorada. Os problemas de armazenamento de água de reúso em reservatórios fechados conforme Metcalf e Eddy.0 o consumo médio do dia de verão. que é 5% do volume anual por hectare.1mm deveremos por hectare reservar 385m3 no mínimo para atender as flutuações. Assim com a demanda diária de 2.com.

12. maciços de plantas. podendo chegar até 36m em áreas de campo de golfe. -Aspersores Geralmente possuem alcance de 4. etc.6m a 24. Observar a derivaçao lateral de menor diâmetro. 4 litros/hora.8.6m.03 L/s a 2. 21-13 .5cm e 30cm para facilitar a irrigação e em campos de golfes podem chegar a 35cm de altura. Há vários modelos com vazões que variam de 2 litros/hora.9.18. -Gotejadores Primeiramente usado em Israel nos anos 60. 8 litros/ hora e outras.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe. Os aspersores possuem elevação de 10cm. O emissor emite gotas para realizar a irrigação. Figura 21. Os aspersores rotores para paisagismo possuem vazão que variam de 0.Gerador de emergência Deve ser sempre pensado se deverá haver ou não gerador de emergência caso haja interrupção da energia elétrica. Figura 21. Os aspersor mais usado no Brasil é de rotor.12 L/s a 0. É bom para pequenos espaços como vasos.com.29 L/s.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe.br 09/07/08 21.

9.Assentamentos de tubos de PVC rigido em um campo de golfe.Medição da água para irrigaçáo.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Observar a derivação lateral com um aspersor que se levanta automaticamente com a pressão da água. observando-se um hidrômetro Woltman.br 09/07/08 Figura 21.com. Figura 21.10. 21-14 .

Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.19 Testes do solo para gramados Os testes de solo importantes são: Salinidade Condutividade elétrica para se achar o TDS Quantidade de sódio SAR (sodium adorption ratio) Bicarbonato e carbonato pH Cloreto Boro Cloro Nutrientes Sólidos totais em suspensão (TSS) Turbidez 21-15 . os áreas mais sombreadas e com solos argilosos exigem menos rega do que as áreas ensolaradas com solo arenoso. 21.17 Horário de rega Pode ser regado o gramado no inicio da manhã e/ou no final da tarde.11. Conforme Paulo Antonio Azeredo Neto. Geralmente a rega em campo de golfe vai de 8h a 10h por dia e é feito durante a noite. 21. Deve-se evitar o cozimento da grama quando o sol está muito forte e a grama está encharcada de água.Válvula redutora de pressão e válvula retentora de fluxo usadas em irrigação. 16. 3 vezes por semana.18 Manutenção de campo de golfe O campo de golfe basicamente é dividido em: Greens Anti-greens Fairways Roughs Bancas Paisagismo (árvores. evite regar à tarde para não favorecer o aparecimento de fungos.br 09/07/08 Figura 21. arbustos e jardins) 21. Quantidade de água De modo geral as gramas exigem 3mm a 5mm de água por dia.16 Freqüência de rega É aconselhável fazer regras periódicas para irrigação.Em áreas sombreadas.com. como por exemplo.

21. golfe.21Condicionadores de solos Os condicionadores de solos aumento a capacidade de troca catiônica (CTC) do solo.20 Topsoil Os solos brasileiros apresentam 1% a 2% de matéria orgânica e então se torna necessário a complementação necessário para o bom enraizamento e desenvolvimento do gramado. pólo. Água de Reúso Classe 3 São para águas tratadas destinadas a irrigação de áreas verdes e rega de jardins. Então o solo terá melhor capacidade de retenção de água diminuindo o stress hídrico e menor freqüência de irrigação.br o topsoil é uma camada superficial de 0. Temos que manter um equilíbrio entre C e N 21. Tabela 21.20m a 0. Ainda não temos leis brasileiras sobre o assunto e devemos usar o que está no Sinduscon. 2005.10m onde será plantada a grama. onde o fósforo deve ser observado.com.1 .23 Macrófitas aquáticas Temos plantas flutuantes. que é a relação da matéria orgânica com o nitrogênio.Água de reúso classe 3 Estado do Texas Para irrigação de gramado. tênis ou outro esporte. isto é.itograss.com.. paisagismo é exigido: BDO5 ≤ 10 mg/L Turbidez ≤ 3uT Coliformes fecais ≤ 75/100mL Análise uma vez por mês Caso a água fique armazenada mais de 24h deverá ser desinfetada. É uma alternativa para uso de nutrientes.br 09/07/08 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.24 Uso de águas de esgotos tratadas para irrigação O uso dos esgotos sanitários tratados para irrigar um campo de golfe é muito usado atualmente baseado num dos motivos abaixo relacionados: Evitar o lançamento de esgotos em cursos de água intermitentes ou em terrenos particulares.1). Deverão ser monitorados os índices de: SAR (sodium adsorption ratio) Condutividade elétrica 21-16 .22 Relação C/N É importante a relação C/N. 21. conforme Tabela (21. 21. praças publicas e jardins dos lotes. Uma boa alternativa devido a um ótimo tratamento dos esgotos Serve para irrigar campos de golfe. Utiliza-se condicionador de solos em porcentagem de 10% a 25% em mistura com areia média. submersas e plantas emergentes. Tanto a camada de topsoil como as porcentagens da mistura condicionador e areia média podem variar dependendo da finalidade do campo esportivo: futebol. Conforme http://www.

itograss. Figura 21.com. O sistema de Plugs já vem sendo usado no Brasil a mais de 10anos e não depende de equipamentos especiais.14-Plugging num gramado saudável 21-17 .Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.13-Mudas de grama Figura 21.25 Alternativas de plantio de gramas Segundo www. pois necessita de equipamentos apropriados.12-Grass plugs: buracos onde são plantas as mudas Figura 21.br 09/07/08 Boro Outros 21.br as alternativas de plantio de gramas são: Semente Sprigs Plugging Plugs Tapetes (mais comum 90% do mercado) O sistema de sprigs e plugging ainda não é usado no Brasil.

15-Tapete de grama natural Figura 21.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.18-Sprigs de Tifway 410 grama bermuda 21-18 .br 09/07/08 Figura 21.com.16-Semente de grama de jardim Figura 21.17-Semente de gramas Figura 21.

pois a presença de lama.18.com. Deverá ser estudado o solo com muito cuidado para tal aplicação. Muitas vezes em drenagem de campo de golfe necessitamos de fazer sifonagem e bombeamento. tênis molhados.80m.5m de espaçamento de drenagem quando o buraco está em terreno plano. areia e não pedregulho e são envolvidos com geotêxtil. A taxa de infiltração da areia varia de 76cm/hora a 203cm/hora A condutividade hidráulica do solo é importante para a determinação da tubulação principal que conduzem as águas de drenagem a um determinado ponto.5m. A largura das trincheiras são de 13cm a 18cm para acomodar estes materiais. O espaçamento entre as linhas de trincheiras depende do solo e geralmente está entre 3. As profundidades podem variar de 0.00m a 7. É muito importante uma boa drenagem num campo de golfe. lama na bola e o deslocamentos dos veículos elétricos trarão enormes restrições no campo. Nos pontos baixos que devem ser identificados deve ser feita trincheiras com profundidade mínima de 46cm. 21. As linhas de drenagem são feitas perpendicularmente a linha do fluxo da água. devemos ter em torno dele linhas de drenagem espaçadas de 7. As linhas de drenagem usam solo nativo. Pode haver bacias sifonadas com 4. Figura 21. Geralmente é de 0.5m.26 Fertigation Fertigation é a colocação de pequenas quantidades de nutrientes juntamente com a água de irrigação.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. que melhora as águas pluviais. Fonte: Green Section Record. Planning a golf course drainage projetc Patrick M.Obras de drenagem de um campo de golfe.27 Drenagem na irrigação Os campos de golfes devem possuir um sistema de drenagem.60m a 1.60m. Quando o buraco do campo de golfe está em terreno elevado. O próprio gramado já é um biofiltro. O´Obrien 21-19 .br 09/07/08 21.

Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 21-20 .19.Matérias de drenagem estocados. Observar os drenos são perpendiculares ao fluxo. Figura 21.Obras de drenagem de um campo de golfe.br 09/07/08 Figura 21.com.20.

21.com.28 Viveiro de mudas (nursery) Em loteamentos muito grande é comum se fazer um viveiro de mudas para a implantaçao do gramado. Conductivity > 6 in. 8 in. 21. Deve-se pensar sempre em um plano de contingência para a irrigação do campo de golfe.br 09/07/08 Figura 21.30 Evapotranspiração Como geralmente não temos muitos dados para determinação com maior precisão evapotranspiração. a 21-21 . podemos usar o método de Bradley-Criddle.22-Observar que a grama está assentada sobre camada de material para a zona de raízes e a drenagem. Na Figura (21. Intermediate Layer (coarse sand – fine gravel) Crushed Stone Native Soil Drainage Lines Figura 21.1975 que produz bons resultados. Abaixo temos 200mm de solo nativo e as tubulações de drenagem.29 Plano de Contingência para época de secas. 4 in.22) a grama está sobre uma camada de solo de 300mm a qual por sua vez está sobre uma camada de areia de 100mm.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 21./hr) 12 in.21-Reservatório de retenção no campo de golfe para reter águas pluviais USGA Putting Green Profile Titleist Root Zone Mix Coarse grained material (loamy fine sand – fine sand) (Hyd. para situações de secas muito prolongada. 4 in.

1 Podemos usar um loteamento conforme Tabela (21. 21. Tabela 21. Observar que precisamos de mais água no campo de golfe. pois o efeito adverso da salinidade é que a grama vai ficando com coloração marrom e amarelada.000m2 para o cálculo da quantidade em milimetros que deve ser irrigada por dia mês a mês para o municipio de Itatiba no Estado de Sao Paulo. isto é.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.31 Salinidade Conforme Asano. Foi usado o Método de Blaney-Criddle para a evapotranspiração.4mm/dia.6mm/dia de irrigação. 21-22 .1) que haverá irrigação para paisagismo e para o campo de golfe.2 Aplicação a área de campo de golfe com 18 buracos e com 750. Afetará os greens os tees. O rendimento adotado para irrigação foi de 80%. Os cálculos foram feitos com e sem a precipitaçã efetiva Pe. enquanto que para o paisagismo comum precisamos de 0.br 09/07/08 Exemplo 21.1. 1998 a salinidade é o maior problema no uso de água de reúso em campos de golfe. Muitas plantas são sensitivas ao cloro e ao boro. Para o mês de janeiro precisamos para o campo de golfe de 0. O solo adotado é franco siltoso.com. o campo de golfe gasta aproximadamente 50% a mais de água que o gramado comum.Resultados a serem usados em irrigaçao Exemplo 21.

Arte de projetar em arquitetura. BMP Manual 2005.com. 1998 21.greenleafgramados. 1974. PATRICK.br/doc/informe_tecnico_01. Wastewater reclamation and reuse. ISBN 1-56676-620-6 (Volume 10). -CIDADE DE SEATTLE. TAKASHI. -Internethttp://www. Editora Gustavo Gili do Brasil. ERNST. CRC Press. 21-23 . -O´OBRIEN. 1528páginas.htm -NEUFERT.com. Planning a golf course drainage projetc.Best Management Practices – Turf Management.doc -Internet-http://www. 432 páginas. Green Section Record. 1998.br/informativoverde/edicao69/mat05ed69.br 09/07/08 Fonte: Asano.32 Bibliografia e livros consultados -ASANO. 4ª edição.com.Curso de redes de esgotos Capítulo 21-Gramado em Campo de Golfe Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.itograss.

0 3.18 300 54 40 40.75 0 30 65 90 0.18 300 54 40 40.08 22 0.8 7.18 300 54 40 40.75 0 30 51 66 0.0 0.4 2.6 2.5 55 125 57 57 75.75 76.75 0 30 68 89 0.6 0.6 0.1 0 22 0.5 55 69 31 31 75.18 300 54 40 40.18 300 54 40 40.74 0.18 300 54 40 40.75 55.75 49.6 0.11 22 0.6 7.2)=vento 3m/s Rendimento da irrigação adotado= 227 125 0.75 1 1 0.75 66.4 1.74 1.1 3 22 0.8 7.75 1 1 0.9 8.9 24.2 31.3 0.4 0.2 0.9 1.18 300 54 40 40.750 31 205 125 0.6 0.13 para solo franco siltoso=RF = Pe= P x RF/100= 9mm) Pe sendo 25% da precipitação= Precipitação efetiva deve ser menor que P e Etc Rendimento Ea usando Tabela (3.9 55 85 38 38 75.0 0.6 16.9 2.0 0.8 7.0 1.75 1 1 0.7 7.4 3.1 2 22 0.3 57.75 1 1 0.75 1 1 0.9 0.9 6.6 0.18 300 54 40 40.9 2.75 0 31 60 74 0.9 2.750 338 ] 0.74 2.25 135 1 115 0 mm/an o mm/an o .7 0.09 22 0.7 7.74 1.74 3.0 0.75 1 1 0.75 49.1 7.4 55 113 51 51 75.74 3.0 8 22 0.18 300 54 40 40.0 0.0 0.6 0.75 1 1 0.1 7.75 1 1 0.1 3 22 0.5 62.1 3.1 4 22 0.3 32.74 0.74 2.0 0.5 89.18 300 54 40 40.75 0 28 190 102 0.8 55 105 48 48 75.5 3.1 28.0 9 22 0.0 0.75 61.3 55 37 17 17 75.3 0.0 0.75 82.5 7.janeir o feverei ro març o abril maio junho julho agost o setemb ro outubr o novemb ro dezemb ro 31 Precipitação (mm/mês)=P= Evapotranspiração mm/mês Método de Blaney-Criddle Ks Kd Kmc Coeficiente de paisagismo KL= Ks x Kd x Kmc Etc= Eto x KL (mm/mes)= Taxa de infiltração no solo (mm/h)=solo franco siltoso com declividade de 8% a 12% Capacidade de armazenamento no solo AWHC para solo franco siltoso Profundidade das raízes (mm)= Água disponível para as plantas PAW (mm)= Fator de água que pode ser extraído para solo franco siltoso MAD (%)= Fator de água que pode ser extraído para solo franco siltoso MAD (%)= Quantidade máxima de água que pode ser extraída pelas plantas AD (mm)= AD em polegadas= Precipitação em polegadas Pi= ETC em polegadas= Fator SF pelo SCS formula= Pe da formula do SCS= em polegadas= Pe em milímetros do SCS= Precipitaçao efetiva Tabela 1.75 67.6 0.9 5.6 0.74 3.9 3.75 0 31 36 65 0.18 300 54 40 40.9 0.09 22 0.75 84.0 0.9 5.0 0.750 31 126 110 0.6 0.75 0 31 32 82 0.75 1 1 0.75 80.3 2.9 7.2 80.6 0.3 55 33 15 15 75.6 0.9 1.6 0.75 93.75 93.0 0.8 7.9 2.0 0.7 0.0 3.7 2.5 7.75 0 30 138 113 0.750 31 154 108 0.7 67.0 55 28 13 13 75.75 1 1 0.74 0.75 1 1 0.2 0.6 0.9 8.3 55 20 9 9 75.74 1.7 7.18 300 54 40 40.8 97.74 2.4 55 76 34 34 75.1 1 22 0.6 0.7 17.1 55 36 16 16 75.75 1 1 0.1 55 18 8 8 75.

0 97 0.7 1.3 3.7 26 15.0 67 0.Pe)/ rendimento/ dias do mês=mm/dia NL mm/dia sem Pe Nl mm/semanas sem Pe=mm/semada Taxa de irrigação admitida AR (mm/h)Tabela 3.7 3.8 1.0 59 30 1.0 102 0.8 4.0 113 30 3.3 2.0 74.5 3.2 15 15.7 2.0 74 0.0 113 30 3.0 62 0.7 2.4 3.2 3.0 113 1.9 2.0 2.0 62 30 2.9 1.1 .0 1.5 para solo franco siltoso decl 8% a 12% Tempo de operação OT=NL x 60/AR= min/semana Dias de irrigação ID= PWR/AD= dia/semana Dias de irrigação ID= PWR/AD= dia/semana Total por dia de irrigação Td=OT/ID=(min/dia)= Máxima irrigação por ciclo RC= min=60 x taxa de infil/AR Ciclo por dia C= Td/Rc= Ciclo por dia C= Td/Rc= Irrigação m3/h para Campo de Golfe somente 1.6 4.0 93. 1 1.7 1.4 1.5 2.2 1.9 1.8 3.0 59 0.0 83.3 2.2 3.7 4.0 102 30 3.0 117.6 1.7 1.6 2.0 66.7 4.0 92.0 111.NL mm/dia= (Etc .0 97 30 3.1 2.2 3.8 1.0 113 1.0 126.6 25 15.4 17 15.0 74 30 2.0 68.0 2.2 2.2 3.08 1.0 67 30 2.0 108.6 1.0 105 1.0 83 30 2.8 1.0 105 30 3.7 19 15.0 84 30 2. 5 2.7 3.0 21 15.6 1.0 100 30 3.0 84 0.0 114.08 1.5 24 15.1 15 15.3 3.0 100 1.0 28 15.0 21 15.0 1.8 26 15.0 126.4 3. 3 2.0 28 15.0 83 0.

2005 22-1 .com. 1975 para evapotranspiração de referência ETo Latitude Varejao-Silva.br 28/06/08 Capítulo 22 Método de Blaney-Criddle. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Método de Blaney-Criddle.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.

2 22.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.com. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 22.5 Assunto Introdução Método novo de Blaney-Criddle. 1978 Evapotranspiração de referência ETo Conclusão Bibliografia e livros consultados 22-2 .3 22.br 28/06/08 SUMÁRIO Ordem 22.1 22.Método de Blaney-Criddle.

1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Método de Blaney-Criddle. 22-3 .13) Sendo: H*= lâmina de água no perÍodo de um dia (mm) T= temperatura média do mês (º C) f*= média da porcentagem diaria do fotoperiodo anual em latitudes que variam de 10º N a 35º S.Valores de f* para a nova fórmula de Blaney-Criddle conforme Varejão-Silva. H*= f* (0.br 28/06/08 Capitulo 22. Tabela 22. 22. 2005. 1975 para evapotranspiração de referência ETo 22. 1975.Método de Blaney-Criddle.1.2 Método novo de Blaney-Criddle.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.1). conforme Tabela (22.46 x T + 8.1 Introdução O Método antigo de Blaney-Criddle data de 1950 e foram apontados varios erros e posteriormente foi criado o Método de Blaney-Criddle. 2005. Recomendamos este metodo quando nao temos muito dados.com. 1975 O método está muito bem explicado por Varejão-Silva.

98 ETo= a + b x H* ETo= -1. a umidade relativa do ar e o vento. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ETo= a + b x H* Sendo: Eto= evapotranspiração (mm/dia) A e b são coeficientes obtidos da Tabela (22.42.5) H*= calculado anteriormente (mm) Exemplo 22.7 + 8. a ETo mensal será: ETomês= 4.1mm/dia Como o mês de janeiro tem 31 dias.7º C.98 x 5.31. a velocidade do vento média de 1. Consultando Tabela (22.4 Calcular a evapotranspiração de referência ETo para Guarulhos sento a umidade relativa do ar média de 73%.98 x H= -1.Valores de a e b para a nova fórmula de Blaney-Criddle.13)=5.br 28/06/08 Tabela 22.9 =4.6m/s e a relação n/N média de 0.1) para janeiro f*= 0.46 x T + 8. onde entram as relações n/M.9mm 22.Método de Blaney-Criddle.65 + 0. Aplicando a equação: H*= f* (0.2) achamos razão de insolação baixa e coeficientes: a= -1. 2005.65 b= 0.65 + 0.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.31 (0. Entrando nas Tabela (22.1mm/dia x 31 dias= 128mm/mês Para os restantes dos meses temos: 22-4 .3 Evapotranspiração de referência ETo O valor de ETo é determinado usando a Tabela (22.5º Sul e temperatura média do mês de janeiro de 23.46 x 23. Exemplo 22.3 Calcular H* para o mês de janeiro para município de Guarulhos com latitude de 23.2.2) achamos os valores de a e b. 1975 conforme Varejão-Silva.13) H*= 0.

9 31 agosto 18.8 Média=20.5 214.9 31 março 23.5 30 novembro 21.1 31 Janeiro 23.6 22-5 .4 31 outubro 20.1 30 setembro 19.0 30 junho 17.com.2 58.0 137.Cálculo de ETo usando equação de Blaney-Criddle Cidade de Guarulhos Dias no mês Precipitação Temperatura do ar (mm) (ºC) 254. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3.5 30.3 31 maio 18.6 39.7 31 dezembro 22.8 130.br 28/06/08 Tabela 22.Método de Blaney-Criddle.8 31 julho 16.3 70.8 200.7 28 fevereiro 22.8 75.9 365 Total=1487.7 24.3 30 abril 21.Curso de rede de esgotos Capitulo 22.7 251.

8 0.31 5.4 102 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. 1998 o valor de 1201mm/ano.7 88 2.6 0.31 5.9 0.1 0.1 105 3.com.6 0.5º H* ETo ETo Para Guarulhos f* (mm/dia) (mm/dia) (mm/mês) 0.9 65 2.30 5.3 109 3. 1975 apresentou 1136mm/ano para a evapotranspiração de referência ETo.6 0.4 0. 22-6 .29 5.6 85 2. o resultado pode ser considerado bom. portanto.8 125 4. O erro foi somente de 5%. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 Conclusão: O novo método de Blaney-Criddle.br 28/06/08 Tabela 22.26 4.29 5.1 0.5 0.25 4.4 81 2.2 76 2.4 0.2 0.28 5.Método de Blaney-Criddle.8 64 2.9 128 4.0 Total=1136 22.Cálculo de ETo usando equação de Blaney-Criddle Cidade de Guarulhos Latitude 23.24 3. enquanto que o método padrão de Penman-Monteith FAO.26 4.4.4 109 3.24 3.27 4.

1993.5 Bibliografia e livros consultados -GOMES.Método de Blaney-Criddle. Universidade Federal da Paraiba. Metereologia e Climatologia. New York. Handbook of Hydrology. Evaporation. ISBN 0-07-039732-5. W. -VAREJAO SILVA. in Maidment. versão digital. HEBER PIMENTEL. julho de 2005. 1997. Campina Grande. JAMES. 2ª ed. Recife. MARIO ADELMO.Curso de rede de esgotos Capitulo 22. David R. McGraw-Hill. -SHUTTLEWORTH.com. 1975 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 22-7 . Engenharia de irrigação.br 28/06/08 22.

1998 para evapotranspiração de referência ETo 23-1 .Método de Penman-Monteith FAO. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.uol.com.br 04/07/08 Capítulo 23 Método de Penman-Monteith FAO.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.

com.23 23.14 23.19 23.10 23.4 23.16 23.6 23.5 23.12 23.20 23.25 23.24 23.7 23.uol.11 23.26 23.9 23.Método de Penman-Monteith FAO.13 23.15 23.18 23.radiação solar extraterrestre Tensão de saturação de vapor es Derivada da função de saturação de vapor Pressão de vapor de água à temperatura ambiente Déficit de vapor de pressão D Resistência da vegetação rs Cálculo da radiação Rn Radiação solar em dias de céu claro Rso Radiação útil de curto comprimento Rns Radiação de ondas longas Rnl Método de Hargreaves Radiação extraterrestre Ra Conclusão Bibliografia e livros consultados 18 páginas 23-2 .27 SUMÁRIO Assunto Introdução Nomes técnicos adotados neste trabalho Dados de entrada Cálculo da evopotranspiração de referência ETo Fluxo de calor recebido pelo solo G Pressão atmosférica P Constante psicromlétrica Radiação extraterrestre Ra Distancia relativa da Terra ao Sol dr Declinação solar Dia Juliano Mudanças de unidades Rs Rns.21 23.1 23.8 23.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.br 04/07/08 Ordem 23.2 23. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.17 23.22 23.3 23.

Umidade relativa do ar mínima (%) 6.3 Dados de entrada Os dados de entrada do Método de Penman-Monteith.Método de Penman-Monteith FAO. ou seja.Método de Penman-Monteith FAO. mas são necessários sempre a temperatura máxima e a temperatura mínima. 1998 para evapotranspiração de referência ETo 23. 8. Velocidade do vento a 2m de altura u2 em m/s 4. 23.uol.23 e a resistência superficial de 70s/m. FAO.1 Introdução A evaporação é um fenômeno muito importante na natureza.1.1998 são os seguintes: 1. Latitude em graus. 1993 O Método de Penman-Monteith FAO (Food and Agriculture Organization of the United NationOrganização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) é destinado ao cálculo da evapotranspiração de referência ETo em mm/dia. Temperatura máxima em ºC 2. Relação n/N 7. Figura 23.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. Para latitude sul: negativo. Umidade relativa do ar máxima (%) 5. entretanto. Altitude z em m Um dos grandes problemas do Método de Penman-Monteith. Fonte: Shuttleworth in Maidment. pois considera a influência dos estomas à transpiração e a influência da resistência aerodinâmica de uma certa cultura à passagem de massas do ar. 23-3 . praticamente a grama batatais. mas algumas se condensam a uma taxa proporcional a pressão de vapor: as moléculas com bastante energia se vaporizam a uma taxa determinada pela temperatura da superfície. Nota “c” vem de crop.Troca molecular entre a superfície do líquido e o vapor d´água. plantação. É o método padrão da FAO. Não são todas as moléculas que atingem a superfície são capturadas.com. O método é ótimo. 1998 é que são necessários muitos dados de entrada. sendo a cultura de referência um gramado com 12cm de altura. Para latitude norte: positivo.br 04/07/08 Capítulo 23. É considerado também o albedo de 0. Temperatura mínima em ºC 3. 23.2 Nomes técnicos adotados neste trabalho ETo=evapotranspiração de referência (mm/dia) ETc= evapotranspiração da cultura (mm/dia). assim como a transpiração das plantas. há maneiras de resolver o problema.

Dica: geralmente o valor de G é muito baixo e supomos G =0. 1993.14 (Ti – T i-1) / 2.3 x [(293.0.45 Sendo: G= fluxo de calor recebido durante o período considerado (MJ/m2 x dia) Ti = temperatura do ar no mês (ºC) T i-1= temperatura do ar no mês anterior (ºC) O valor de G tem sinal.1).1) Sendo: ETo= evapotranspiração de referência (mm/dia) γ = constante psicrométrica (kPa/ºC) Δ = derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) Rn= radiação útil recebida pela cultura de referência (MJ/m2 xdia) G= fluxo de calor recebido pelo solo (MJ/m2 x dia) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) T= temperatura média do ar no mês (º C) es= tensão de saturação de vapor de água (kPa) ea= tensão de vapor da água atual (kPa) es-ea= déficit de vapor de pressão de saturação (kPa) 23.408 Δ (Rn – G) + γ x 900 x u2 x (es-ea) /(T+273)] / ( Δ + γ (1+0. 1998 é considerado o método padrão pela FAO e altamente recomendado.34 x u2) (Equação 23. Shuttleworth.14 (Ti – T i-1) /2. Quando a temperatura do mês é maior que a anterior é positivo.45 G= 0. caso contrario será negativo.com. 1993. 23. P= 101.Método de Penman-Monteith FAO.uol. ETo= [0. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.1) = 0. o fluxo de calor recebido pelo solo pode ser estimado por: Na prática se usam as temperaturas médias mensais dos meses.Monteith FAO.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. conforme sugere Shuttleworth. salientando que a mesma não é a equação original de Penman-Monteith e sim uma equação na qual alguns termos foram desprezados e informa ainda que tal equação é por ele recomendada para os cálculos de evaporação.1. Exemplo 23.14.5 Fluxo de calor recebido pelo solo G Conforme Shuttleworth.6 Pressão atmosférica P A pressão atmosférica depende da altitude z.0065 x z)/ 293] 5. (para período de um mês) G= 0.1 ºC G= 0. Em outras publicações a Equação (23. 1993 in Maidment cita a Equação (23.26 Sendo: P= pressão atmosférica (kPa) 23-4 . 1998 e também é recomendada pela EMBRAPA.1) é chamada de Equação de Penman.1 ºC Abril 16.14 (16.28MJ/m2 x dia Nota: G poderá ser positivo ou negativo.4 Cálculo da evapotranspiração de referência ETo.1 Calcular o fluxo de calor recebido pelo solo no mês de abril sendo: Março 14.br 04/07/08 23. O método de Penman-Monteith FAO.

0065 x z)/ 293] 5.665x 10-3 x P γ = 0. Os poros estomáticos controlam o fluxo de CO2 para as plantas para ser assimilado durante a fotossíntese e o fluxo de água para a atmosfera que é o fluxo de transpiração.2 Calcular a pressão atmosférica de um local com altitude z=770m.062 kPa/ºC 23. Fonte: Shuttleworth in Maidment. para cada planta é chamada de superfície de resistência RS.52=0.0.com. Figura 23. Define-se LAI (Leaf Área Índex) como a razão da superfície das folhas com a projeção da vegetação na superfície do solo em m2/m2.26 P= 101.3 Calcular a constante psicrométrica γ para pressão atmosférica P= 92. O ar dentro das cavidades dos estômatos está saturada na temperatura da folha e o vapor d’água difuso através da abertura do estômato vai para atmosfera menos saturante contra a resistência do estômato.Método de Penman-Monteith FAO.3 x [(293.0065 x 770)/ 293] 5.Transpiração por difusão molecular do vapor de água através das aberturas dos estômatos de folhas secas.8 Resistência dos estômatos Estômatos são poros nas folhas das plantas com dimensões que variam de 10-5m a 10-4m.br 04/07/08 z= altura acima do nível do mar (m) Exemplo 23. P= 101.665x 10-3 x P Sendo: γ = constante psicrométrica (kPa/º C) P= pressão atmosférica (kPa) Exemplo 23. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. 1993 23-5 .2.uol. os quais abrem e fecham em resposta a estímulos ambientais.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.7 Constante psicrométrica γ A constante psicrométrica γ é dada pela equação: γ = 0. permitindo a entrada de dióxido de carbono a ser assimilado durante a fotossíntese e a saída de vapor de água formando o fluxo de transpiração.665x 10-3 x92.5 kPa 23.26 P= 92.0. O valor LAI varia de 3 a 5 conforme o tipo de vegetação e densidade.5 kPa γ = 0.3 x [(293.

50m alfafa Para um gramado com 0.Método de Penman-Monteith FAO. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.20 a 0.26 Gramado e pastagem 0.12m de altura temos: rs= 200/ LAI= 200/ (24x0.1.1) do albedo conforme o tipo de cobertura do solo. tem albedo α=0.35 Fonte: Chin. onde a tensão U é igual a resistência R multiplicada pela corrente.Valores do albedo α conforme a cobertura do solo Cobertura do solo Albedo α Superfície da água 0. 1993 o valor de LAI pode ser estimado para as culturas de grama e alfafa. 1998 adota rs=70 s/m Shuttleworth.5+ 1. A fração α é denominada albedo.20 a 0. 1993 compara a resistência com a resistência da energia elétrica usando a Lei de Ohm.11 a 0. A grama usada como vegetação de referência.05 de um solo nu molhado.9=69 s/m A FAO. 1998 A resistência dos estômatos é: rs= 200/ LAI= 200/ LAI Conforme Shuttleworth in Maidment. que é muito variável para diferentes superfícies e do ângulo de incidência à superfície com declividade.3.9 Albedo Conforme FAO. Uma vegetação verde tem um albedo entre 0.20 a 0.95 para uma neve recém caída ou pequeno como α=0. 23. U=Rx I e R= U/I Semelhantemente teremos para o estomata de uma folha: E= k(es-e)/ rs Onde a pressão de vapor é proporcional ao fluxo de valor E.05m<hc<0.20 Cultura de cereais 0. Tabela 23.5 ln(hc) 0.16 Cultura alta 0.26 Solo nú molhado 0.12)= 200/2. 1998 uma considerável parte da radiação solar é refletida.br 04/07/08 Figura 23.10m<hc<0.15m grama LAI= 5.com.Variação da LAI Fonte: FAO. 2000 23-6 .25.26 Cultura baixa 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.08 Floresta alta 0. O albedo pode ser grande como α=0.20 a 0. 2000 apresenta uma a Tabela (23.23.uol.10 Solo nú seco 0. LAI= 24 x hc 0.15 a 0. Chin.

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23.10 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)]. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0,0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol (rad)

Figura 23.4- Balanço da radiação na superfície da Terra. A radiação St que incide no topo da atmosfera So alcança o solo e algumas Sd indiretamente são refletidas pelo ar e pelas nuvens. A proporção α do albedo é refletida. As ondas de radiação longa Lo é parcialmente compensada pela radiação de onda longa Li. Si é tipicamente 25 a 75% de So, enquanto So pode variar entre 15 a 100% de St; Ambas são influenciadas pela cobertura das nuvens. O valor α é tipicamente 0,23 para superfície de terra e 0,018 para superfície de água. Fonte: Shuttleworth in Maidment, 1993

Figura 23.1- Energia disponível para evapotranspiração da cultura Fonte: USA, Soil Conservation Service (SCS) , 1993

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23.11 Distância relativa da Terra ao Sol dr Mas a dr é a distância relativa da terra ao sol que é fornecida pela equação em radianos: dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x PI / 365) x J] Sendo: dr= distância da terra ao sol (rad) J= dia Juliano que varia de 1 a 365dias. N= (24/ PI) x ws Mas: ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] Sendo: ws= ângulo da hora do por do sol em (rad) Φ= latitude do local considerado. Positivo no hemisfério norte e negativo no hemisfério Sul (Cuidado!). Para Guarulhos Φ=- 23º e 30min = -23,5º (hemisfério sul é negativo). Também deve estar em (rad). δ = declinação solar (rad) N= número de horas de luz solar em um dia (h) 23.12 Declinação solar δ (rad) A declinação solar δ pode ser calculada por: δ= 0,409 x sen [( 2x PI/ 365) x J - 1,39]

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23.13 Dia Juliano Vai de 1 a 365 dias. Geralmente é o meio do mês contado deste o dia primeiro. Usaremos como base sempre o dia 15 de cada mês. Assim para janeiro o dia Juliano é 15; para fevereiro é 46; para março é 74 e para abril 105 e assim por diante conforme Tabela (23.2). Usamos a planilha Excel da Microsoft com a função TRUNCAR =TRUNCAR (Coluna 1 x 30,5 – 14,6) dará o valor 15 e assim por diante. Tabela 23.2-Dia Juliano Ordem Mês Dia Juliano (1 A 365) Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 =TRUNCAR (Coluna 1 x 30,5 -14,6 15 1 Janeiro 46 2 Fevereiro 74 3 Março 105 4 Abril 135 5 Maio 166 6 Junho 196 7 Julho 227 8 Agosto 258 9 Setembro 288 10 Outubro 319 11 Novembro 349 12 Dezembro

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Tabela 23.2- Calendário do dia Juliano

Fonte: USA, SCS, 1993 Exemplo 23.4 Calcular a declinação solar para o mês de março em local. O dia Juliano para o mês de março conforme Tabela (23.1) é J=74dias. δ= 0,4093 x sen [( 2x PI/ 365) x J - 1,405] δ= 0,4093 x sen [( 2x 3,1416/ 365) x 74 - 1,405]= - 0,040 rad Exemplo 23.5 Calcular o ângulo do por do sol ws em local com latitude Φ= -23,5º (sinal negativo porque está no hemisfério sul) e declinação solar δ = -0,040 em radianos. 23 graus + 30min/ 60 = 23 + 0,5= 23,5º Primeiramente transformemos Φ= 23,5º em radianos: Radiano= -23,5º x PI / 180=-23,5 x 3,1416/180=-0,410= Φ ws= arccos [-tan(Φ) x tan (δ )] ws= arccos [- tan(-0,410) x tan (-0,040 )]= 1,59rad

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Exemplo 23.6 Calcular a distância relativa da terra ao sol para o mês de março, sendo o dia Juliano J=74 dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x PI / 365) x J] dr= 1 + 0,033 x cos [(2 x 3,1416 / 365 x 74] dr=1,010 rad Exemplo 23.7 Calcular o número máximo de horas de sol por dia N em horas para o mês de março sendo ws= 1,59 rad N= (24/ PI) x ws N= (24/ 3,1416) x 1,59=12,1h

Figura 23.5- Dispositivo para achar o valor de n denominado Campbell Stokes http://www.russell-scientific.co.uk/meteorology/campbell_stokes_sunshine_recorder.html

Exemplo 23.8 Calcular a relação n/N sendo N= 12,1h e n=5h Nebulosidade = n/N = 5/ 12,1= 0,41 ou seja 41% O valor de “n” pode ser medido no local usando o dispositivo da Figura (23.5). Exemplo 23.9 Calcular a radiação solar extraterrestre Ra para o mês de março para local com latitude sul de Φ=-23,5º = -0,410 , ws= 1,59rad δ= - 0,040 rad e dr=1,009rad Ra= (12 x 60/PI) x Gsc x dr x [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)] Ra= (12 x 60/PI) x 0,0820x 1,009 x [1,59 x sen (-0,410) x sen (-0,040 )+ cos(-0,040 ) x cos(-0,410) sen (1,59)]= 36,03 MJ/m2xdia

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23.14 Mudança de unidades A radiação solar pode ser expressa em mm/dia e MJ/m2 x dia através da seguinte equação: Para transformar MJ/m2 x dia para mm/dia. Rn (mm/dia) = 1000 x Rn x (MJ/m2 x dia) / (ρw x λ) = Rn x(MJ/m2 x dia) / λ Sendo: ρw= massa específica da água (1000kg/m3) λ= calor latente de vaporização em MJ/kg. Geralmente λ=2,45. λ = 2,501- 0,002361 x T T= temperatura em graus centígrados. Para transformar mm/dia para MJ/m2 x dia. Rn (MJ/m2 x dia) = Rn x (mm/dia) x λ Exemplo 23.10 Mudar as unidades de 15mm/dia para MJ/m2 x dia do mês de março que tem temperatura de 23,2º. Primeiramente calculemos o calor latente de vaporização λ. λ = 2,501- 0,00236 x T Sendo: λ = calor latente de evaporação (MJ/kg) T= temperatura média mensal º C. λ = 2,501- 0,00236 x23,2 =2,45 MJ/kg So= 15mm/dia (exemplo de unidade a ser mudada) So (mm/dia) = 1000 x So x (MJ/m2 x dia) / (1000 x λ) = So x(MJ/m2 x dia) / λ So (MJ/m2 x dia) = So (mm/dia) x λ = 15 x 2,45= 36,75 MJ/m2 x dia 23.15 Rs

Figura 23.1- Radiação
Fonte: FAO, 1998

Rs= (as + bs x n /N )x Ra

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Exemplo 23.11 Calcular a energia total incidente sobre a superfície terrestre Rs, sendo dado n/N=0,42 e as= 0,25 e bs= 0,50 e Ra=36,75 MJ/m2 x dia Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= (as + bs x n /N )x Ra Rs= (0,25 + 0,50 x 0,42 )x 36,75= 16,9 MJ/m2 x dia

Figura 23.6- Os componentes do balanço de energia de um volume abaixo da superficie do solo com a altura na água a radiação é determinada. Fonte: Shuttleworth in Maidment, 1993

23.16 Tensão de saturação de vapor es. Depende da temperatura do ar. es= 0,61 x exp [17,27 x T/ (237,3 + T)] Sendo: es= tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC) exp= 2,7183... (base do logaritmo neperiano) Exemplo 23.12 Calcular a tensão de saturação de vapor es para o mês de março sendo a temperatura de 23,2ºC. es= 0,6108 x exp [17,27 x T/ (237,3 + T)] es= 0,6108 x exp [17,27 x 23,2/ (237,3 + 23,2)] es=2,837 kPa 23.16 Derivada da função de saturação de vapor Δ Δ = 4098 x es / (237,3 + T) 2 Sendo: Δ=derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) es=tensão de saturação de vapor (kPa) T= temperatura média do mês (ºC)

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Exemplo 23.13 Calcular a derivada da função de saturação de vapor de água Δ para o mês de março com temperatura média mensal de 23,2ºC e tensão de saturação de vapor es=2,837kPa. Δ = 4098 x es / (237,3 + T) 2 Δ = 4098 x 2,837 / (237,3 + 23,2) 2 Δ = 0,171 kPa/ºC 23.17 Pressão de vapor da água à temperatura ambiente ea= (UR /100) x es Sendo: ea= pressão de vapor de água a temperatura ambiente (kPa) UR= umidade relativa do ar média mensal fornecida (%) es= tensão de saturação de vapor (kPa) Exemplo 23.14 Calcular a pressão de vapor de água à temperatura ambiente para o mês de março sendo T= 23,2º C e es=2,837 kPa e a umidade relativa do ar UR= 75% ea= (UR /100) x es ea= (75 /100) x 2,837 =2,120 kPa 23.18 Déficit de vapor de pressão D D= es – ea Sendo: D= déficit de vapor de pressão (kPa) es= tensão de saturação de vapor (kPa) ea= pressão de vapor da água à temperatura ambiente (kPa) Exemplo 23.15 Calcular o déficit de vapor de pressão D para o mês de março sendo es=2,837 kPa e ea= 2,120 kPa. D= es – ea D= 2,837 – 2,120=0,717 kPa 23.19 Cálculo da Radiação Rn A radiação Rn é a diferença entre a radiação que entra Rns e a radiação que sai Rnl. Rn= Rns - Rnl 23.20 Radiação solar em dias de céu claro Rso É fornecida pela equação: Rso= (0,75 + 2 x 10 -5 x z ) x Ra Sendo; Rso= radiação solar em dias de céu claro (MJ/m2xdia) z= altura do local em relação ao nível do mar (m) Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Exemplo 23.16 Calcular o valor de Rso para município com altura z=770m e Ra já calculado para o mês de março de 36,03MJ/m2xdia. Rso= (0,75 + 2 x 10 -5 x z ) x Ra Rso= (0,75 + 0,00002 x 770 ) x 36,0= 27,58 MJ/m2xdia

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23.21 Radiação útil de curto comprimento Rns Rns= (1- α) x Rs Exemplo 23.17 Calcular a radiação solar extraterrestre Rns, sendo a energia total incidente sobre a superfície terrestre Rs= 16,9 MJ/m2 x dia e o albedo α =0,23. Rns= (1- α) x Rs Rns= (1- 0,23) x 16,9= 12,7 MJ/m2 x dia A radiação útil de curto comprimento de onda Rs pode ser calculada por: Rns= (1- α) x Rs Rs= (as + bs x n /N )x Ra = (0,25 + 0,50 x n /N ) x Ra Sendo: α= albedo. Para solo gramado α=0,23 as=0,25 e bs=0,50 são coeficientes que para climas médios n= número de horas de sol por dia (h) N= número máximo de horas de sol por dia (h) n/N= nebulosidade ou fração de luz. Pode também ser fornecido em porcentagem. É uma medida qualitativa não muito precisa. Para Guarulhos a média é n/N= 0,42, ou seja, 42%. Ra= radiação solar extraterrestre (MJ/m2 xdia) Rs= radiação solar de entrada. Energia total incidente sobre a superfície terrestre (MJ/m2xdia) Rns= radiação de curto comprimento (MJ/m2xdia) 23.22 Radiação de ondas longas Rnl Rnl= σ x [ (Tmax4 + Tmin4)/2]x (0,34-0,14x ea 0,5)x [(1,35 x Rs/Rso – 0,35] Sendo: Rnl= radiação solar de ondas longas (MJ/m2 x dia). ea= pressão atual de vapor (kPa) Rs= radiação solar (MJ/m2xdia) Rso= radiaçao solar em dias de céu claro (MJ/m2xdia) Rs/Rso= radiação de onda curta limitada a ≤ 1,0. MJ/(m2 K4) σ=constante de Stefan-Boltzmann=4,903 x 10 -9 Tmax= tmax(ºC) + 273,16. Em graus Kelvin: K= ºC + 273,16 Tmini= tmin (ºC)+ 273,16 Exemplo 23.18 Calcular a radiação de onda longa “Ln” para o mês de março sendo: Tmin=15,3 ºC Tmax= 31,7ºC ea= 2,40kPa Rs= 16,63 MJ/m2xdia Rso= 27,58 MJ/m2xdia Rs/Rso= 0,60 <1 OK. Rnl= σ x [ (Tmax4 + Tmin4)/2]x (0,34-0,14x ea 0,5)x [(1,35 x Rs/Rso – 0,35] Rnl= 4,903 x 10-9 x [((31,7+273,16)4 + (15,3+273,16)4)/2]x (0,34-0,14x 2,40,5)x [(1,35 x 0,60 – 0,35] = 2,18 MJ/m2x dia Rnl= 2,18 MJ/m2xdia

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Exemplo 23.19 Calcular a evapotranspiração potencial pelo método de Penman-Monteith FAO, para o mês de março, município de Guarulhos, com velocidade de vento a 2m de altura de V= 1,5m/s. Consideramos G=0. ETo= [0,408 Δ (Rn – G) + γ x 900 x u2 x (es-ea) /(T+273)] / ( Δ + γ (1+0,34 x u2) (Equação 23.2) Sendo: ETo= evapotranspiração potencial (mm/dia) γ = constante psicrométrica (kPa/ºC) Δ = derivada da função de saturação de vapor de água (kPa/ºC) Rn= radiação útil recebida pela cultura de referência (MJ/m2 xdia) G= fluxo de calor recebido pelo solo (MJ/m2 x dia) u2= velocidade do vento a 2m de altura (m/s) T= temperatura média do ar no mês (º C) es= tensão de saturação de vapor de água (kPa) ea= tensão de vapor da água atual (kPa) es-ea= déficit de vapor de pressão de saturação (kPa) Os cálculos de janeiro a dezembro estão nas Tabela (23.3) a (23.8). Tabela 23.3- Método de Penman-Monteith – FAO Dias no mês Precipitação Temp Temp ( max min Media ºC) (mm) 23,9 254,1 32,6 16,0 24,7 31 Janeiro 251,7 31,8 16,2 24,0 28 fevereiro 200,9 31,7 15,3 24,0 31 março 58,3 30,0 12,8 22,5 30 abril 70,3 27,9 9,7 19,3 31 maio 39,0 26,3 8,3 18,2 30 junho 30,8 26,8 8,1 17,8 31 julho 24,9 29,3 8,6 19,6 31 agosto 75,1 31,5 9,7 20,2 30 setembro 137,4 32,3 12,2 21,8 31 outubro 130,5 32,1 12,8 22,5 30 novembro 214,7 32,3 15,0 23,9 31 dezembro 365 1487,8

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Tabela 23.4- Método de Penman-Monteith – FAO UR umidade média Umidade Saturação U2 relativa do ar n/N Velocidade do ar % kPa kPa m/s 75 2,54 3,37 1,5 0,31 75 2,44 3,28 1,6 0,39 75 2,40 3,21 1,5 0,42 73 2,09 2,86 1,5 0,47 75 1,85 2,48 1,4 0,47 75 1,70 2,26 1,3 0,49 73 1,67 2,30 1,5 0,49 68 1,78 2,60 1,4 0,53 72 2,09 2,91 1,7 0,37 73 2,29 3,12 1,9 0,35 73 2,28 3,13 1,9 0,37 74 2,42 3,27 1,7 0,33 Média= 73 0,42 1,6

Tabela 23.5- Método de Penman-Monteith – FAO λ Albedo Dia Juliano dr delta Latitude (MJ/kg) gramado ( 1 a 365) (rad) (rad) Guarulhos 2,50 0,23 15 1,032 -0,373 -23,5 2,44 0,23 46 1,023 -0,236 -23,5 2,44 0,23 74 1,010 -0,054 -23,5 2,45 0,23 105 0,992 0,160 -23,5 2,46 0,23 135 0,977 0,325 -23,5 2,46 0,23 166 0,968 0,406 -23,5 2,46 0,23 196 0,968 0,377 -23,5 2,45 0,23 227 0,976 0,244 -23,5 2,45 0,23 258 0,991 0,043 -23,5 2,45 0,23 288 1,008 -0,164 -23,5 2,45 0,23 319 1,023 -0,332 -23,5 2,44 0,23 349 1,032 -0,407 -23,5

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63 11.65 8.56 1.57 0.81 2.25 2.46 11.uol.98 16.00 92.1416 14.80 770.11 19.52 70 41.50 11.1788 14.55 770.46 17.63 0.53 13.86 770.08 -0.56 770.1652 12.00 11.410 1.69 0.1795 16.18 770.67 0.52 70 24.50 0.1283 14.03 -0.87 2.67 2.62 23.58 13.68 0.17 770.18 10.52 70 42.98 0.64 12.89 5.07 0.68 10.74 13.92 0.52 70 33.00 92.68 12.29 -0.80 32.23 -0.1781 23-18 .23 32.00 92.46 2.410 1.52 70 30.00 92.58 0.36 0.76 13.15 770.Rnl Δ 2 2 2 2 2 MJ/m xdia MJ/m x dia MJ/m x dia MJ/m x dia MJ/m x dia (kPa/ ºC) 17.56 12.00 92.35 25.09 7.46 770.78 11.com.59 12.00 11.1596 18.31 770.52 70 38.52 70 40.52 70 36.10 -0.40 10.410 1.410 1.32 29.63 27.410 1.00 92.85 Tabela 23.26 0.65 11.57 13.00 92.Método de Penman-Monteith – FAO Rs Rso Rs/Rso Rsn Rnl Rn=Rns .42 10.88 770.410 1.52 70 42.38 10.1315 11.57 11.410 1.63 0.58 8.11 20.52 70 23.96 0.00 92.87 0.1653 17.56 -0.52 70 22.52 70 27.67 0.00 92.Método de Penman-Monteith FAO.01 31.26 1.93 5.410 1.05 0.13 -0.410 1.410 1.09 8.6.71 1.93 10.1396 10.00 92.62 0.05 2.71 6.91 -0.65 8.61 0.Método de Penman-Monteith – FAO Latitude ws N Altitude z atmos rs Ra (rad) (rad) (h) D(m) kPa s/m MJ/m2xdia -0.68 770.76 30.54 13.89 0.1465 16.00 92.00 92.60 12.33 2.46 -0.80 0.12 -0.77 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.89 0.83 2.410 1.410 1.81 0.64 9. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.86 3.br 04/07/08 Tabela 23.18 -0.7.44 770.72 13.55 11.1858 17.

0820 MJ/m2 x min ws= ângulo solar (rad) Φ= latitude (rad) δ =declinação solar (rad) dr= distância relativa da Terra ao Sol. 1998 cita o método de Hargreaves: ETo= 0.252 2.439 2.Curso de rede de esgotos Capitulo 23.093 4.093 4.061528 -0.0 0.224 3.061528 0.061528 0.0023 x (Tmédio + 17.061528 0.7 115 22.24 Radiação extraterrestre Ra A radiação solar extraterrestre Ra no topo da atmosfera em (MJ/m2 x dia) pode ser estimada por: Ra= (24x60/PI) x dr x Gscx [ws x sen (Φ) x sen (δ )+ cos(δ ) x cos(Φ) sen (ws)].04 + 0.011 3.7 (kPa/C) (MJ/m x dia= (mm/dia) (mm/mês) 24.0 113 24.5 76 18.br 04/07/08 Tabela 23.9 0.8 0.5 0.061528 -0.061528 0.0 61 17. Sendo: Ra= radiação solar no topo da atmosfera ou radiação extraterrestre (MJ/m2 x dia) Gsc= constante solar= 0.uol. 1998 com o Método de Hargreaves fornece: ETo= a + b x ETo Hargreaves ETo= 16.8) x (Tmax.Timin) 0.061528 4.0 123 24.5 0.061528 -0.151 2.8.1 123 0.23 Método de Hargreaves A FAO.3 0.8 87 20.52 x ETo Hargreaves (mm/mês) com R2=0. 23-19 .2 0.5 x Ra Sendo: ETo= evapotranspiração de referência pela fórmula de Hargreaves (mm/dia) Tmédio= temperatura média em º C Tmax= temperatura máxima em ºC Tmin= temperatura mínima em ºC Ra= radiação extraterrestre (mm/dia) 23. (rad) A FAO recomenda o uso do Método de Hargreaves após calibração do mesmo com a equação: ETo= a + b x ETo Hargreaves Para o município de Guarulhos através de análise de regressão linear comparando o valor do Método de Penman-Monteith FAO.7 116 22.com.97 OK.8 0.197 23.Método de Penman-Monteith – FAO Constante psicrométrica temp ar troca radiação PenmanPM FAO com o solo G Monteih FAO graus C γ G ETo ETo 2 23.7 0.3 98 21.2 68 19.061528 -0.061528 -0.0 0. 1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@.2 0.1 126 Total=1201 23.Método de Penman-Monteith FAO.087 3.061528 0.061528 -0.2 95 19.141 4.210 3.062 2.6 0.

1998 Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@. -FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATION).com. 1998. -SHUTTLEWORTH. 310 páginas 23-20 . SOIL CONSERVATION SERVICE.uol.25 Conclusão: O método de Penmam-Monteith FAO. Crop evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements FAO.br 04/07/08 23. 1998. Portugal. ISBN 92-5-1042105. David R. -CHIN. McGraw-Hill. Prentice Hall. RODRIGO PROENÇA.Método de Penman-Monteith FAO.Curso de rede de esgotos Capitulo 23. W.Irrigation and drainage paper 56. setembro 2003 Chapter 2 – Irrigation water requirements. ISBN 0-20135091-2. 750páginas. in Maidment. 1993.26 Bibliografia e livros consultados -OLIVEIRA. 23. 1998 é o método padrão que forneceu 1201mm/ano para Guarulhos para o cálculo da evapotranspiração de referência ETo. Water Resources Engineering.Rome. New York. -USA. JAMES. Handbook of Hydrology. 2000. DAVID A. New Jersey. ISBN 0-07-039732-5. Evaporation. Cálculo da evapotranspiração potencial.

com.Curso de esgoto Capitulo 24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/06/2008 Capítulo 24-Ligação de esgoto sanitário 24-1 .

4. 2.br 24. 3. bem como dimensionar o ramal predial de ligação de esgoto.com. caixa de gordura e caixa de inspeção.1). Tabela 24.60m. É costume brasileiro atual de não se verificar se as instalações hidráulicas sanitárias prediais possuem erros ou não e de só verificar se há tubo ventilador. As concessionárias públicas de esgotos tem quatro funções principais: 1. O sistema de instalação predial termina na caixa de inspeção. a existência de tubo de ventilação e as dimensões da caixa de inspeção. Verificar se existe caixa de gordura importante para a manutenção das redes coletoras de esgoto sanitário.2 Objetivos O sistema de coleta de esgotos públicos termina na caixa de inspeção que faz parte do sistema.1 Introdução O objetivo é dimensionar os coletores prediais de esgoto sanitário e verificar a existência da caixa de gordura.Curso de esgoto Capitulo 24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Dimensionar o coletor predial que vai da caixa de inspeção a rede pública.br 10/06/2008 Capitulo 24 Ligação de esgoto sanitário 24. A NBR 8160/93 de Instalações prediais de esgoto sanitário de modo geral superdimensiona o ramal predial daí ser necessário a interferência da concessionária para o seu dimensionamento.1.45mx0. Verificar se as instalações possuem tubo ventilador para expelir os gases dos esgotos. Os valores da demanda bioquímica de oxigênio (DBO) para diferentes tipos de águas residuárias estão na Tabela (24. 24-2 . 2005 www.scielo. Águas residuárias DBO (mg/L) Esgotos sanitários 200 a 600 Efluentes de alimentos.Valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) para diferentes tipos de águas residuárias. Verificar a localização e a qualidade da caixa de inspeção de 0.enlatados 500 a 2000 Efluentes de cervejarias 500 a 2000 Efluentes de processamento de óleo comestível 15000 a 20000 Efluente de destilaria de álcool (vinhaça) 15000 a 20000 Percolado de aterros sanitários (chorume) 15000 a 20000 Efluentes de matadouros (sem recuperação de resíduos) 30000 Efluente de laticínios (sem recuperação de soro de queijo) 40000 a 48000 Fonte: Mendes et al.

É importante salientar que as redes coletoras de esgotos sanitários sempre possuem um espaço livre para a exalação de gases e é devido a isto que os esgotos são dimensionados para atender 0. instalando tubos ventiladores nos postes públicos. principalmente nos banheiros. os tubos de queda devem ser prolongados até acima da cobertura.75 do diâmetro. b) em prédios de dois ou mais pavimentos. devendo a ventilação ser feita pelos usuários. Na prática em todas as instalações de esgotos sanitários que são dimensionadas. sendo todos os desconcentres (vaso sanitários.com. nas caixas sifonadas e os ralos sifonados em um banheiro. que só podia ser operada por eles. faziam a ventilação da rede pública. Deve também estar distante no mínimo de 4m de uma janela. Como a caixa de inspeção tinha um sifonamento. ligado diretamente à caixa de inspeção ou em junção ao coletor predial. deverão ter tubos ventiladores. tinham uma caixa especial de inspeção.br 10/06/2008 24. devido aos gases. Na verdade toda instalação ligada à rede pública de esgoto sanitário. para evitar os gases.3 Tubo ventilador Segundo a NBR 8160/1983 tubo ventilador é o tubo destinado a possibilitar o escoamento de ar da atmosfera para a instalação de esgoto e vice-versa ou a circulação de ar no interior da instalação com a finalidade de proteger o fecho hídrico dos desconectores de ruptura por aspiração ou compressão e encaminhar os gases emanados do coletor público para a atmosfera. os ingleses. O sifão do vaso sanitário. O tubo ventilador tem diâmetro mínimo de 50mm e está sempre no mínimo a 30cm do telhado ou 2m da laje.Curso de esgoto Capitulo 24. 24-3 . sifões e caixas sifonadas) providos de ventiladores individuais ligados à coluna de ventilação. não garantem a ausência total de gases. a qual não tem sifão. existe o tubo ventilador. Para isto é necessário o emprego correto da caixa sifonada e do tubo de ventilação. que podem tanto vir da instalação interna como da rede pública. Hoje não mais é adotada a caixa especial dos ingleses. Muitas vezes os pequenos construtores esquecem de colocar o tubo ventilador e daí surge o mau cheiro. já citada. e sim a caixa de inspeção. Pelo espaço livre correm os gases que são liberados através dos tubos ventiladores das casas. subcoletor ou ramal de descarga de um vaso sanitário e prolongado até acima da cobertura desse prédio. Segundo a NBR 8160/1983 a ventilação de esgoto deve ser projetada da seguinte forma: a) em prédios de um só pavimento deve existir pelo menos um tubo ventilador de DN 100. Os ingleses quando fizeram o sistema de rede coletora de esgotos sanitários (sistema misto) na cidade do Rio de Janeiro.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

da pia e do banheiro. com paredes meio ou um tijolo. • A tampa deverá ser removível • Em hipótese alguma podem ser introduzidas águas pluviais na caixa de inspeção ou no sistema interno das instalações prediais de esgoto sanitário. A profundidade é normalmente 60cm ou 80cm. executadas em alvenaria de meio ou um tijolo. • Os tubos de PVC de entrada e saída devem ser colocados no mesmo nível da canaleta. • A caixa de inspeção pode ser construída com tijolos comuns.com.4). de PVC ou de Poliester. 24. a caixa de inspeção serve também para verificar o esgoto que é lançado à rede pública.Curso de esgoto Capitulo 24. na maioria das vezes. Elas são. As caixas de gorduras em restaurantes são importantíssimas. Existem também caixas pré-fabricadas de concreto. Recomenda-se para a caixa de inspeção o seguinte: • A caixa de inspeção deve ser construída junto ao muro. dentro da propriedade do usuário e somente em último caso ser feita no passeio.5 Caixa de inspeção Em Guarulhos. blocos de concreto ou concreto. • ponto de ligação deve sair da caixa em linha reta sem colocar curva.4 Caixa de gordura É importante que haja caixa de gordura em prédios de apartamentos e nas residências. com profundidade variável com objetivo de facilitar a manutenção do ramal predial que deverá ser feita sempre pela concessionária. pois a quantidade de gorduras se forem lançadas nas redes coletoras causarão entupimentos constantes conforme já constatado. Normalmente quando um proprietário quer executar por conta própria a manutenção do ramal predial.irá ser rompida a curva de 90º de PVC instalada sobre a rede coletora. O objetivo da caixa de inspeção é facilitar a desobstrução do coletor predial. o trecho que vai da caixa de inspeção até a rede pública. • Solicitar ao concessionário a profundidade da rede coletora. veja Figura (24. O comprimento mínimo de 60cm é ao longo do coletor predial. • A caixa de inspeção deverá ser feita.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. As caixas deverão facilitar a introdução de equipamentos mecânicos ou de jatos de água para desobstrução do coletor predial localizado na rua ou dentro da residência. A caixa de inspeção deverá ser instalada em local de fácil acesso e que possibilite a introdução dos dispositivos para desentupir o ramal predial. No caso de indústrias. 24-4 . sendo que as dimensões mínimas internas são de 45cm x 60cm. • Só podem ser lançadas na rede coletora água servidas de tanque.br 10/06/2008 24. de preferência. isto é. usamos caixas de inspeção que são preferencialmente instaladas dentro da propriedade do usuário e próximas do alinhamento. • A profundidade da caixa é variável de acordo com a profundidade da rede coletora. dependendo da profundidade da rede pública de esgoto sanitário. • Deve ter acabamento interno com reboque liso ou queimado.

br 10/06/2008 Fig.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4–Modelo de caixa de inspeção 24-5 .Curso de esgoto Capitulo 24.com. 24.

5 2 4 2 4 4 6 2 6 1 2 2 3 3 2 Diâmetro Nominal do Ramal de Descarga DN 40 40 40 40 75 40 30 30 40 40 75 75 75 30 100 30 40 40 50 50 50 Bacia de Assento (hidroterápica) Banheira de emergência (hospital) Banheira de residência Banheira de uso geral Banheira hidroterápica-fluxo contínuo Banheira infantil (hospital) Bebedouro Bidê Chuveiro coletivo Chuveiro de residência Chuveiro hidroterápico Chuveiro hidroterápico tipo tubular Ducha escocesa Ducha perineal Lavador de comadre Lavatório de residência Lavatório geral Lavatório quarto de enfermeira Lava pernas (hidroterápico) Lava braços (hidroterápico) Lava pés (hidroterápico) Fonte: ABNT NBR 8160/83 24-6 .6 Unidades Hunter de Contribuição (UHC).Curso de esgoto Capitulo 24.4) a (24.7).com.4–Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos Aparelhos Sanitários e Diâmetro nominais dos Ramais de Descarga Aparelho Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) 2 4 3 4 6 2 0. É o fator probabilístico numérico que representa a freqüência habitual de utilização associada à vazão típica de cada uma das diferentes peças de um conjunto de aparelhos heterogêneos em funcionamento simultâneo em hora de contribuição máxima no hidrograma unitário conforme Tabelas (24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/06/2008 24. Tabela 24.

24-7 .descarga automática Mictório de calha por metro Mesa de autópsia Pia de residência Pia de serviço (despejo) Pia de lavatório Pia de lavagem de instrumentos (hospital) Pia de cozinha industrialpreparação Pia de cozinha industrial – lavagem de panelas Tanque de Lavar roupa Máquina de lavar pratos Máquina de lavar roupa Máquina de lavar roupa até 30 kg Máquina de lavar roupa de 30 kg até 60 k g Máquina de lavar roupa acima de 60 kg Vaso Sanitário Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) 6 5 2 2 2 3 5 2 2 3 4 3 4 4 10 12 14 6 Diâmetro Nominal do Ramal de Descarga DN 75 50 40 50 40 40 75 40 40 40 50 50 75 75 75 100 150 100 Nota: o diâmetro nominal deve ser considerado como diâmetro mínimo.Curso de esgoto Capitulo 24.7–Número de Unidades Hunter de Contribuição (UHC) dos Aparelhos Sanitários e Diâmetro nominais dos Ramais de Descarga Fonte: ABNT-NBR 8160/83 Aparelho Mictório-válvula de descarga Mictório.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.caixa de descarga Mictório.br 10/06/2008 Tabela 24.

7) não contém o número de unidades Hunter de Contribuição de um aparelho não relacionado.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de esgoto Capitulo 24.8) Tabela 24. segundo a norma citada. quando o prédio for residencial. deve ser usado o aparelho de maior descarga de cada banheiro.8-Unidades Hunter de contribuição de aparelhos não relacionados na tabela acima. conforme Tabela (24.5) número da ABNT. baseado no número de Unidades Hunter de Contribuição. que no Brasil. usualmente é o vaso sanitário. Calculado o número total de unidades Hunter de Contribuição usando as tabelas mencionadas. adota-se o número de Hunter conforme o diâmetro nominal do ramal de descarga. Diâmetro nominal do ramal de descarga DN 30 ou menor 40 50 75 100 Fonte: ABNT NBR 8160/83 Número de unidades Hunter de Contribuição 1 2 3 5 6 A NBR 8160/83 apresenta tabela para dimensionamento dos coletores prediais.com. Para dimensionamento do coletor predial. que para somente para prédios residenciais.br 10/06/2008 Quando a Tabela (24. entra-se em na Tabela (24. cujo número de unidades Hunter de contribuição é 6 (seis). deve ser considerado apenas o aparelho de maior descarga de cada banheiro.4) e (24. que fornece o diâmetro do coletor predial em função da declividade em porcentagem 24-8 . A NBR 8160/83 é bem clara que prédios não residenciais. devem ser considerados todos os aparelhos contribuintes. Deve ser frisado.

Ilha e Santos.200 6. A velocidade máxima adotada é de 5 m/s.000 400 7000 Fonte: ABNT NBR 8160/83 24. pela Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA).010. Nas redes usamos o diâmetro mínimo de 150mm e nas ligações diâmetro mínimo de 100mm. sendo de grande utilidade sua utilização com PVC. conforme pesquisas efetuadas no Rio de Janeiro.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.000 2.400 2.320 (Equação 24.Curso de esgoto Capitulo 24.300 4.7 Dimensionamento de tubos de ligação de esgoto sanitário Basicamente usamos a Fórmula de Manning com o coeficiente de rugosidade n= 0.600 10.3) 24-9 . O tirante máximo é de 75% do diâmetro da tubulação.600 8.000 4 250 1.com.920 3. bem como critérios de tensão trativa mínima de 1 Pascal. A utilização da tensão trativa nos dá menores declividades de redes de esgotos sanitários.600 2. 1998 EPUSP. O diâmetro do coletor predial D a ½ seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------6. Calculamos também a presença de sulfetos pela fórmula Z de Pomeroy.644 (Equação 24.900 Número máximo de unidades Hunter de contribuição Declividades mínimas (%) 1 180 700 1.500 5.9-Dimensionamento de coletores prediais e subcoletores segundo ABNT 8160/83 Diâmetro nominal do tubo DN 100 150 200 250 300 0.700 12.500 3.900 4. Diâmetro do coletor predial conforme Gonçalves.2) O diâmetro do coletor predial D a ¾ da seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------8.br 10/06/2008 Tabela 24.5 1.300 2 216 840 1.

34 72.01 19.10 131.93 101. introduzindo o selim.27 33. As nossas ligações.73 164.74 139.46 25.88 70. são feitas com um selim.013 (manilhas) Diâmetro Declividades nominal (%) DN 1% 1. com tubos de PVC rígido. uma curva de 90 graus.com.5 3 3.50 1.71 7.70 111.42 76.5 8.10-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ¾ da seção para n=0.25 198. de modo geral.82 93.76 140. No caso de se necessitar de diâmetro maior.Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ¾ da seção para n=0. seguindo depois o coletor predial de esgoto sanitário com tubos de PVC de diâmetro de 100mm.69 108.89 Tabela 24. Diâmetro mínimo do ramal predial de esgoto sanitário As ligações de esgoto sanitário são feitas na ortogonal com a rede pública.68 10.16 8.23 88.010 (PVC) Diâmetro nominal Declividades (%) DN 100 150 200 250 300 4 12.12 181. ou fazemos duas ou mais ligações de 100mm.71 13.64 140.05 38.00 124.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5% 4% 100 150 200 250 300 4.5 7.12 18.43 8.42 24.Curso de esgoto Capitulo 24.55 214. ou fazemos uma ligação especial de 150mm com poço de visita. Primeiramente executamos a rede de esgoto no eixo ou no terço da rua.46 152. não deixando os “t”. Após completada a rede e aterrada.9 9 114.62 86.98 27.97 176.47 122.74 99.45 21. Tabela 24.11.05 25.34 2 2.63 42.50 22.78 51.18 5. O diâmetro que usamos nos coletores prediais é de 100mm.96 47. a curva de 90 graus e coletor predial até o alinhamento do imóvel.55 31.29 85.40 162.66 9. outra turma de obras passa a executar as ligações prediais.95 59.46 229. o que é raro.81 9.11 47.78 54.48 67.11 77.36 24-10 . Q = vazão no coletor predial em litros/segundo.80 55.25 36.89 29.5% 3% 3. n = coeficiente de Manning.br 10/06/2008 Sendo: D = diâmetro do coletor predial em metros.45 108.66 17.99 61.64 36.91 54.61 11. I = declividade do coletor predial em metro/metro.5% 2% 2. Em ruas que serão asfaltadas procedemos da seguinte maneira.2 7 1 6.53 28.77 6.30 66.

através de análise de regressão. medindo a vazão instantânea através de aparelhos especiais e chegou a estabelecer. o cálculo da vazão máxima em função do numero total de Unidades Hunter de Contribuição (UHC).96 28.16 18.39 77.91 12.06 88.53 96.5) para 2% de declividade achamos tubo de 150mm. em 1979.92 77. 32 pias de cozinha com torneira elétrica. Assim.09 68.12 4.84 14.5 2 2.013 (manilhas) Diâmetro nominal DN 100 150 200 250 300 1% 2.80 Exemplo 24.55 4% 5. 24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.34 20.22 42.72 61.55 76.62 16.12-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ½ da seção para n=0. Eugênio Silveira Macedo.83 3.45 59.25 32. Para a ABNT 8160/83 somam-se somente os pesos relativos aos vasos sanitários e assim teremos: peso 6 x 64 vasos sanitários = 384.93 42.11 36.5 4 3.5% 3.83 59.68 200 38. Verificando-se a Tabela (24.17 9.39 250 62.09 4.99 99. ou a vazão máxima em função da área total edificada em metros quadrados: 1 Apresentados no Congresso da ABES.49 108.71 55.29 6.84 300 Tabela 24. de Manaus.78 23.98 117.31 5.5 3 3.05 13.13-Vazão máxima em litros/segundo no coletor predial com escoamento a ½ da seção para n=0.67 17.82 150 21.69 47.40 1.01 15.36 4.18 67.5 Seja um prédio de apartamento com 64 vasos sanitários com válvula de descarga.66 10. 32 máquina de lavar roupas e 32 máquinas de lavar pratos.14 30. o SAAE de Guarulhos utilizou as pesquisas e os estudos feitos pelo Eng.18 33. 24-11 .69 90.82 6.54 19.br 10/06/2008 Tabela 24.74 36.Curso de esgoto Capitulo 24.06 51.28 2% 3.72 100 9.20 25.77 48.17 15.010 (PVC) Diâmetro Declividades nominal (%) DN 1 1. 64 chuveiros elétricos.1 Ele pesquisou milhares de ligações de esgoto na Cidade do Rio de Janeiro.39 54.53 83.14 14.com.96 39.8 Método do Macedo A NBR 8160/83 superdimensiona os coletores prediais.72 125.59 7.48 12.26 30.75 5. 64 lavatórios.42 29.5% 3% 4.45 Declividades (%) 2. 32 tanques de lavar roupas.5% 4.43 47.34 26.02 72.

com.br 10/06/2008 Q= 0. o Eng. Para o método do Macedo somam-se todas as Unidades Hunter de Contribuição e assim teremos a Tabela (24. 32 máquina de lavar roupas e 32 máquinas de lavar pratos. E =área total edificada em metros quadrados.4L/s Verificando-se a Tabela (24.002 x UHC + 2 Q= 0. Exemplo 24. Macedo recomenda tomar 70% da vazão máxima calculada por uma das fórmulas. 32 pias de cozinha com torneira elétrica. 64 chuveiros elétricos.0004 x E + 2 Q= 0.0004 x E + 2 Sendo: UHC = número total de Unidade Hunter de Contribuição. 64 lavatórios. não apresentando um alto consumo de água.6 Dimensionar o diâmetro da ligação de esgoto de um prédio com área construída de 3500m2.002 x 1216 + 2= 4.5) de tubos de PVC com n=0.10) a quantidade total de unidades Hunter de contribuição é 1344UHC.Curso de esgoto Capitulo 24.14). e devendo ser verificado caso a caso.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Q= 0.002 x UHC + 2 Ou Q= 0.3 Seja um prédio de apartamento com 64 vasos sanitários com válvula de descarga.14. Q= 0.Cálculo da quantidade total de UHC do prédio Peças Vasos sanitários c/ válvula de descarga Chuveiros elétricos Lavatórios Pia de cozinha com torneira elétrica Tanque de lavar roupa Maquina de lavar roupa Maquina de lavar pratos Quantidade 64 64 64 32 32 32 32 UHC 6 2 1 3 3 10 4 Total= Quant x UHC 384 128 64 96 96 320 128 1216 Portanto.0004 x 3500 + 2= 3. o que consequentemente terá grandes vazões de esgotos sanitários. Tabela 24. É lógico que se trata de indústria de consumo médio e pequeno.010 e diâmetro 100mm e declividade de 2%. Q= vazão máxima em litros por segundo. Exemplo 24.4 L/s Que fornecerá a ligação de 100mm com 2% de declividade. 24-12 . conforme Tabela (24. conforme NBR 8160/83. 32 tanques de lavar roupas. Para indústria e comércio.

f) cianeto.425 de 23/07/80 do governo do Estado de São Paulo. materiais sedimentáveis até 20 ml/l (vinte mililitros por litro) em teste de 1 (uma) hora em cone Imhoff.0 mg/l (dez miligramas por litro).10. prata e selênio – 1. c) estanho. ausência de qualquer substância em concentrações potencialmente tóxicas ou qualquer interferência na operação do sistema de esgotos. temperatura inferior a 40° C (quarenta graus Celsius).0 mg/l (quinze miligramas por litro).5. h) ferro solúvel. chumbo.0 mg/l (cinco miligramas por litro).1.0. provido de tratamento com capacidade e de tipo adequados.Curso de esgoto Capitulo 24. excetuado o cromo hexavalente. cobre. ausência de óleo e graxas visíveis e concentração máxima de 150 mg/l (cento e cinqüenta miligramas por litro) de substâncias solúveis em hexano. conjuntos de elementos ou substâncias: a) arsênico. gasolina. d) níquel – 2.2 mg/l ( dois décimos de miligramas por litro). 24-13 .0 (seis inteiros) e 10. e) todos os elementos constantes das alíneas “a” a “d” deste inciso. b) cromo total e zinco 5.5 mg/l (um e meio miligrama por litro) de cada elemento sujeitas às restrição da alínea e deste inciso. No artigo 19A do Decreto Estadual 15.Fe2+ .0 mg/l (cinco miligramas por litro) de cada elemento.0 mg/l (dois miligramas por litro) sujeita ainda à restrição da alínea e deste inciso.0 (dez inteiros). ausência de despejos que causem ou possam causar obstrução das canalizações ou qualquer interferência na operação do sistema de esgotos. j) sulfeto.concentrações máximas dos seguintes elementos.4. VIII. se obedecerem as seguintes condições: IIIIIIIVVVIVIIpH entre 6.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. i) fluoreto. g) fenol. cromo hexavalente.com.0 mg/l ( um miligrama por litro). ausências de solventes. mercúrio.0 mg/l (quatro miligramas por litro) sujeita ainda à restrição da alínea e deste inciso.br 10/06/2008 24. cádmio. sujeitas ainda à restrição da alínea e deste inciso.total de 5.15. óleos leves e substâncias explosivas ou inflamáveis em geral.9 Despejos industriais: Primeiramente devemos esclarecer que todos os artigos do 19ª até 19F do Decreto Estadual 15425/809 estão no Decreto 8468/76 atualizado.0 mg/l ( cinco miligramas por litro). diz que os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados em sistema de esgotos.

0 5.15-Efluentes Líquidos Industriais Parâmetro pH Sólidos sedimentáveis em teste de 1 hora no cone Imhoff Regime de lançamento Arsênio Total Cádmio Total Chumbo Total Cianeto Total Cobre Total Cromo Hexavalente Cromo Total Surfactantes (MBAS) Unidade de medida --ml/l L/s mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l Valores máximos admissíveis.Critérios para Lançamentos de Efluentes Líquidos Industriais no Sistema Coletor Público de Esgoto Sanitário.1.Curso de esgoto Capitulo 24.com.425/80 SP. dependerão da exigências do concessionário local. não poderão ser encaminhados as águas pluviais. estão sujeitos a pré-tratamento que os enquadre nos padrões estabelecidos no artigo 19A. Tabela 24. o lançamento é único.425/80 SP. exceto pH 6 a 10 20 1. Quanto ao lançamento no coletor público. os industriais e as águas de refrigeração. Os efluentes líquidos industriais lançados nos sistema público de esgotos sanitários. nele estão os despejos sanitários. Isto quer dizer que o lançamento de esgotos sanitários em redes públicas deverá ser obedecido o artigo 19A e conforme a necessidade. X – ausência de águas pluviais em qualquer quantidade. excetuados os de origem sanitária. os efluentes deverão ser lançados em caixa de “quebra-pressão” da qual partirão por gravidade para a rede coletora”. lançados nos sistema públicos de coleta de esgotos. O artigo 19B do mesmo Decreto 15. diz que “o lançamento de efluentes em sistemas públicos de esgotos será sempre feito por gravidade e se houver necessidade de recalque. Quanto as águas de refrigeração e os despejos sanitários e industriais. No caso de Guarulhos.5 0.5 0. diz que as indústrias deverão coletar separadamente as águas pluviais.5 0. deverá ser feito o que na prática se chama pré-tratamento.5 ( uma vez e meia) a vazão diária. O artigo 19D. águas de refrigeração.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. isto é.1 1. No artigo 19C do Decreto 15. com vazão máxima de até 1.br 10/06/2008 k) sulfato.000 mg/l ( mil miligramas por litro). IX – regime de lançamento contínuo de 24 (vinte e quatro) horas por dia.2 1. é regulado através da ABNT pela NBR 9800/abril/1987.15). e em outros casos deverão estar separados.5 x vazão média horária 1. despejos sanitários e despejos industriais.5 5. que apresenta os parâmetros básicos mostrados na Tabela (24. diz que “os efluentes líquidos. Em muitos casos os despejos sanitários estarão juntos com os despejos industriais.0 24-14 .

0 Fonte: ABNT Parâmetros Básicos NBR 9800/1987 Nota: mg/l: miligrama/litro L/s: litros/segundo ml/l: mililitro/litro Observar que a temperatura dos esgotos industriais não pode ser maior que 40°C e que a vazão máxima que pode ser lançada é de 1. De modo geral. As águas pluviais e de refrigeração não devem ser lançadas no sistema coletor público.br 10/06/2008 Estanho Total Fenol Ferro Solúvel (Fe +2) Fluoreto Mercúrio Total Níquel Total Prata Total Selênio Total Sulfato Sulfeto Zinco Total mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l mg/l 4.0 10.01 2.0 1.0 5.0 15.10 Caixa de resfriamento Em casos especiais são solicitadas caixas de resfriamento. 24.5 1000 1 5. pode ser feita mediante autorização expressa dos órgãos controlador e operador. antes de lançar o esgoto com temperatura superior a 40ºC.5 1.5 vezes a vazão média horária.11 Caixa detentoras de sólidos e graxas As caixas detentoras são usadas quando os esgotos industriais tiverem sólidos em suspensão. 24-15 . os esgotos industriais devem merecer tratamento especial caso a caso. 24.Curso de esgoto Capitulo 24.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. estes devem ser lançados em caixa de quebra-pressão.0 0. As caixas de areia ou de retenção são usadas em postos de gasolina e restaurantes. A incorporação de águas pluviais poluídas e águas de refrigeração poluídas.com. O lançamento dos efluentes líquidos industriais nos sistema público de esgoto sanitário deve ser sempre feito por gravidade e se houver necessidade de recalque.

com. onde são necessárias a instalações de válvulas de retenção de esgotos sanitários. O problema se agrava quando o coletor predial tem declividade menor que 2%. 24-16 . quando chove há um acréscimo violento da vazão. principalmente o sulfeto de hidrogênio.6-Válvula de retenção para esgoto sanitário Fonte: Tigre 24. Acontece que vários moradores ligando as águas pluviais nos esgotos. juntamente com o esgoto domestico.13 Válvula de Retenção de esgotos instalada no Coletor Predial Na prática existem sempre em alguns locais do sistema de coleta de esgoto sanitário. 1998 p.Curso de esgoto Capitulo 24.1975. causando sempre um entupimento na rede pública. 24.br 10/06/2008 Fig. segundo Mendonça. 159). H2S. Existem muitos lançamentos clandestinos de águas pluviais que são lançadas na rede coletora de esgotos sanitários. estão abaixo do nível da rua (Woodson. Então a rede será pressurizada e o esgoto juntamente com as águas de chuvas entrarão nas residências. 24. principalmente quando as instalações hidráulicas de esgotos sanitários.12 Gases em coletores Um dos problemas que existe normalmente nos sistemas de esgotos é a produção de gases malcheirosos.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Mesmo nos Estados Unidos também são usadas válvulas de retenção de esgotos sanitários.

1996 Exemplo 24.Base Nunes. turbidez.com. próximas dos cursos d’água. DQO. 24-17 . É usado principalmente em indústrias com atividades descontinuas.br 10/06/2008 Existem muitas redes coletoras de esgoto que não são encaminhadas a um emissário ou interceptor e sim lançadas precariamente nos cursos d’água. 1996 o tanque de equalização pode também homogeneizar tornando uniforme o pH. Quando chove há uma tendência do retorno do esgoto juntamente com as águas do córrego.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. etc.7.6). Segundo Nunes.14 Caixa de equalização O objetivo é regular a vazão de saída que deve ser constante. DBO. 1996 Seja uma indústria têxtil de pequeno porte com atividade descontinua. conforme Figura (24.8. Para evitar isto a firma Tigre. sólidos.Curso de esgoto Capitulo 24. As equações fundamentais são: Vt= Veq + Vmin Veq= (Qe-Qs ) x t Sendo: Vt= volume total do tanque Veq= volume de equalização Vmim= volume mínimo Qe= vazão na entrada Qs= vazão na saída t= número de horas de funcionamento da indústria/dia Figura 24. que estão na região mais baixas. temperatura. para dentro das residências. cor. 24.Esquema de caixa de equalização Fontes: Nunes.Tubos e Conexões fábrica válvula de PVC para retenção de esgoto sanitário nos diâmetros de 100mm e 150mm para ser usada nos coletores prediais. com funcionamento de 16horas/dia produzindo a vazão média de 25m3/h.

67m3/h) x 16h= 133m3 Tempo de detenção T T = Veq/ Q T= 133m3/ 25m3/h= 5.67m3/h Veq= (25m3/h – 16.7HP Devemos deixar uma folga na potência:3HP.Curso de esgoto Capitulo 24.20m Volume total do tanque Vt Vt = Veq + Vmin Vmin= é o volume cuja profundidade adotada é de 1.com.67m3/h.0 L=8. Portanto.00 (adotado) 133m3= L2 x 2.br 10/06/2008 Veq= (Qe – Qs ) x t Qs= 25m3/h x 16h / 24h= 16.32h Dimensões do tanque Veq= L2 x H (forma quadrada sempre) L= largura e comprimento H= profundidade= 2.00)= 200m3 Potência do agitador P P= Dp x Vt/ 745 Dp= densidade de potencia adotada igual a 10w/m3 P= 10w/m3 x 200m3/ 745 = 2. a caixa terá 200m3 e a vazão média de entrada é 25m3/h e a saída média equalizada é de 16.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.20 x 8. 24-18 .00m Vt= 133m3+ (8.20 x 1.

-MACINTYRE. Considerations for the management of discharge of fats.br/ -USEPA (U. 277 páginas. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. WANDERLEY DE OLIVEIRA. Blucher.S. -CONAMA. Tratamento de Esgotos Domésticos. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos. -METCAL&EDDY. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. Instalações Hidráulicas.epa. 185 páginas.com. JOSÉ ALVES. -NUNES.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. 1988. e MELO.15 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO. Construção e Operação.br 10/06/2008 24. 1991. Química nova. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. 770 páginas. CONSTANTINO ARRUDA. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. 26 páginas. Jun. 1996. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 906 páginas. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. ADRIANO AGUIAR et al. -MENDES. 2002. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE. abril 2005. ISSN 0100-4042. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). -CIDADE OF EUGENE. -ROTOGINE. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE.gov/ 24-19 . Aplicação de lípases no tratamento de águas residuárias com elevados teores de lipídeos. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www. -JORDÃO.scielo.Ligação de esgoto sanitário Engenheiro civil Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br..rotogine. ABES. JOSÉ M. 2002. EVANDRO RODRIGUES DE. 4ª ed. 2005. Guidelines for Water Reuse. 1334páginas. 2004.Curso de esgoto Capitulo 24. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto. McGray-Hill.com. ARCHIBALD JOSEPH. 161 páginas. -BRITTO. Wastewater Engineering. 73 páginas. www.

Triângulo de classificação textural que divide em 13 classificações.30m de espessura. silte e argila. Deve-se ter o cuidado de não se construir barreiras que impeçam ou eliminem a capilaridade. A textura ou composição granulométrica de um solo é um termo usado para caracterizar a distribuição das partículas no solo quanto as suas dimensões conforme Figura (25. 2004 25-1 .1 .Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. aeração e retenção de água. água e ar e constitui o substrato de água e nutrientes para as raízes das plantas.1) e (25.br 09/06/08 Capitulo 25.2 Solo O solo é formado por partículas sólidas (minerais e orgânicas). principalmente em áreas urbanas que podem ter camadas de areia. Um outro problema é da compactação do solo. O solo que vamos tratar é basicamente o chamado Horizonte A que tem aproximadamente de 0.com. em geral. Fonte: Reichardt e Timm. 25. etc.1 Introdução A grande causa dos fracassos dos sumidouros são a falta de um estudo adequado do solo no que se refere a textura e estrutura. são os mais adequados para o desenvolvimento de raízes das plantas. já que apresentam condições bastante satisfatórias de drenagem.Textura e estrutura dos solos 25.Curso de esgotos Capitulo 25. rochas.10m a 0. Abaixo do Horizonte A teremos o que se chama na prática de subsolo. Figura 25.2) Os solos de texturas médias (francos) que possuem proporções equilibradas de areia.

2 .Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Entrando na Figura (25.Curso de esgotos Capitulo 25.2) vimos que se trata de solo franco siltoso. 25-2 .Triângulo de textura proposto por USDA (United States Department of Agriculture) que divide em 12 classificações. 60% de silte e 15% de argila.1 Classificar um solo com 25% de areia.com.br 09/06/08 Exemplo 25. Figura 25.

a meu ver. silte e areia na composição do solo. Solos de texturas iguais podem possuir estruturas diferentes que apresentam maiores ou menores dificuldades à penetração ou circulação da água. 1997). que podem ser determinadas através do triângulo de texturas proposto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e apresentado na Figura (25. De acordo com a proporção de argila. Assim uma estrutura tipo laminar passa muito pouca água. A estrutura de um solo caracteriza a forma de arranjo de suas partículas. conforme Reichardt e Tim.3 Textura A textura de um solo refere-se à distribuição das partículas do solo tão somente quanto ao seu tamanho. enfatizando a necessidade de ser verificada a estrutura do solo é importantíssimo e explica os inúmeros fracassos em sumidouros que presenciei ao longo dos anos como diretor de obras do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos.com. orientação e organização das partículas sólidas conforme Reichardt e Timm.5 Tipo de estrutura Que define a forma e o arranjo das partículas. podendo ser: Laminar Prismática Blocos Esferoidal O tipo de estrutura do solo é importante para a passagem da água. Tudo estava de acordo com as normas técnicas. 2004. A água pode ter passagem: Rápida Moderada Lenta Uma estrutura do tipo laminar a passagem da água é lenta e uma estrutura em bloco tem passagem moderada de água como se pode ver na Figura (25. é difícil de quantificar e também de catalogar (Gomes.3). A estrutura em simples grãos como a da areia tem p 25-3 .4 Estrutura O conceito de estrutura de um solo é qualitativo e é usado para descrever o solo no que se refere a arranjo. 25.br 09/06/08 25. A estrutura do solo pode ser feita da seguinte maneira: 25. mas alguma coisa não funcionava e isto é o exame da estrutura do solo (estudo morfológico do solo).Curso de esgotos Capitulo 25. As linhas grossas do gráfico indicam as fronteiras de cada uma das classes de textura. 1997). A estrutura do solo ao contrário do que ocorre com a textura.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2) (Gomes. Após os estudos de Jerry Tyler no ano 2000 professor da Ciência dos Solos da Universidade de Wisconsin foi feita uma tabela na qual o uso da simplesmente da textura não funcionava e tinha sido o fracasso de inúmeros estudos de infiltração de esgotos domésticos. O triângulo se compõe de doze ou treze espaços que representam classes distintas de textura. do ar e das raízes das plantas. 2004. Estes estudos. a textura se divide em várias classes.

a estrutura dos solos. 2002 A estrutura do solo pode ser definida também pelo chamado grau da estrutura. 2000 e adaptado . Estes dados foram extraídos de Tyler. Na Figura (25. As cargas orgânicas são estimativas.3.br 09/06/08 Figura 25.Curso de esgotos Capitulo 25. a carga hidráulica em litros/m2 x dia e a carga orgânica em kg/ha x dia. pois ainda não se dispõem de muitos estudos para precisão das mesmas. O objetivo é fornecer dados mais seguros para infiltração quando a DBO for menor que 30mg/L ou quando a DBO for maior que 30mg/L. 1997.Tipos de estrutura do solo. Observe-se que quanto menor for a DBO maior é carga hidráulica que se pode admitir.10) onde se nota que o valor máximo da taxa de infiltração em esgotos domésticos é de 35 L/m2 x dia. Fonte: Usepa.. moderada ou lenta da água. No estado da Pennsylvania localizado nos Estados Unidos foi reunida uma comissão que adaptou a Tabela (25.1) estão as texturas dos solos conforme USDA.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. que impedem o movimento vertical da água. 25-4 . Os solos com grau de estrutura denominado fracos oferecem mais resistência a passagem da água e são solos maciços ou laminares. 25. Na Tabela (25.com.6 Grau da estrutura Refere-se a coesão dos agregados e varia com o teor da umidade. sendo maior em solos úmidos que em solos secos conforme Antônio Cardoso Neto.1) para uma tabela mais resumida que é a Tabela (25.3) podemos ver pela estrutura do solo a passagem rápida. Um solo com grau de estrutura denominado forte possui bem definidas as fraturas ou os espaços vazios que facilitam a passagem da água.

2 a 6.2 <4. franco siltoso Franco. franco argilo siltoso Franco argilo arenoso. Textura segundo USDA Estrutura do solo Taxa de infiltração (Litros/m x dia) Areia Areia franca Areia franca Franco arenoso Franco arenoso Franco arenoso Franco. argila siltosa Sem estrutura Moderado a forte Fraco a laminar fraco Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço Moderado a forte Fraco a forte Maciço Moderado a forte Fraco a laminar fraco Maciço 11 a 35 6.pa.pdf de 30 de agosto de 2006 25. franco argilo siltoso Argila arenosa. argila.2 0 1.2 0 <3 0 0 2 Fonte: http://www.3 a 12.state.6 4. 2000 usadas no Estado da Pennsylvania. USA.7 Taxa de infiltração de Metcalf&Eddy. franco siltoso Franco.1.7 a 4.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1991 que o campo de disposição seja feito em duas partes devendo cada uma funcionar seis meses por ano. A infiltração por gravidade ou por pressão Tanque Séptico 8 Filtro de areia intermitente 16 Filtro de areia com recirculação 16 Para solos argilosos Tanque Séptico Filtro de areia intermitente Filtro de areia com recirculação Trincheira de infiltração rasa Fonte: Metcalf&Eddy. Quando o solo for argiloso é recomendado ainda por Metcalf&Eddy.7 a 4.br 09/06/08 Tabela 25. argila. franco argiloso. argila siltosa Argila arenosa.3 a 25 0 0 6. argila siltosa Argila arenosa. franco siltoso Franco argilo arenoso. franco argiloso. é recomendado o uso da taxa de infiltração de 5 litros/m2 x dia e devendo ser feito o cálculo para 10litros/m2 x dia para a metade de cada campo. Como o solo da Califórnia tem sempre argila.Taxas de infiltração recomendadas e baseadas na tabela de Tyler. argila. franco argilo siltoso Franco argilo arenoso. 1991 6 14 12 12 25-5 . Tabela 25.Curso de esgotos Capitulo 25.us/dep/subject/advcoun/wrac/2006/10-13-06_mtg_handout.com. 1991 A recomendação é que para trincheiras de infiltração sejam usadas somente as duas paredes da vala e não o fundo. franco argiloso.2.Valores recomendados de taxa de infiltração de disposição dos efluentes de esgotos sanitários Tipo de solo Taxa de infiltração a ser aplicada nas paredes da trincheira (L/m2 x dia) Para solos que não são argilosos.3 0 1.dep.

• No dia anterior ao teste. • No dia do teste encher as três caixas com água e deixar secar. • Com o tempo obtido entrar na Tabela (25. Podemos aproximadamente supor que ff= K= coeficiente de infiltração. A Figura (25.br 09/06/08 É importante observar que os valores da taxa de infiltração da Tabela (25. 25. • Adotar o menor dos três tempos.Gráfico para determinação do coeficiente de infiltração Fonte: Tanaka.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 . O método a ser aplicado é o seguinte: • Na profundidade onde vai estar a vala de infiltração fazer três escavações com formato de uma caixa paralelepípedo de 30cm x 30cm x 30cm. encher as três caixas com água.3) e achar o coeficiente de infiltração do solo.Curso de esgotos Capitulo 25. 1998.8 Coeficiente de infiltração segundo a NBR 7229/93. 1986. • Após secar. 1986 25-6 . encher cada caixa com 15cm de água e medir o tempo que leva para abaixar o nível de água de 1cm. que será o tempo padrão de infiltração do solo na profundidade considerada. Figura 25.2) é bem inferior aos dados fornecidos pelas normas brasileiras.4) mostra esquematicamente o paralelepípedo cujo lado é 30cm e o gráfico para se obter o coeficiente de infiltração conforme Tanaka.com. A NBR 7229/93 de “Construção e Instalação de Fossas sépticas e disposição dos efluentes finais” apresenta uma maneira prática de se estimar o coeficiente de infiltração em litros/m2/dia conforme Botelho.

br 09/06/08 Tabela 25. a estrutura do mesmo.Curso de esgotos Capitulo 25.5 130 Fonte: Botelho. 1998 Tabela 25. 1993 Como se pode observar na Tabela (25.3 . 2000 são menores que 1/3 dos valores da NBR 7229/93. oportunamente deverá ser revista a NBR 7229/93. Portanto. Os valores apresentados por Tyler. 1998 25.4) os valores de infiltração só levam em conta a textura do solo e devido as pesquisas de Tyler. argilas compactadas <20 Argilas de cor amarela ou marrom.com. medianamente compactas 20 a 40 Argila arenosa 40 a 60 Areia ou silte argiloso 60 a 90 Areia bem selecionada >90 Fonte: Botelho. 2000 é necessário saber a estrutura do solo que é a Tabela (25. 25-7 . 2002 x ABNT.Coeficiente de infiltração em função do tempo em minutos Tempo de infiltração para rebaixamento de 1cm Coeficiente de infiltração (min) (litros/m2/dia ou mm/dia) 22 22 20 23 18 24 16 25 14 27 12 33 10 40 8 47 6 57 4 73 2 100 1 110 0.8 Comparações USEPA.Estimativa do coeficiente de infiltração de acordo com o tipo de solo local Constituição provável do solo Coeficiente de infiltração (litros/m2/dia Rochas.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4 .2) que apresenta valores bem inferiores aos da ABNT que foi elaborada em 1993. Dica: verificar sempre além da textura do solo.

Jun. 1997-8. 2004. RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. Wastewater Engineering. GERALDO DE ANDRADE JR. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www.us/dep/subject/advcoun/wrac/2006/10-13-06_mtg_handout. Instalações prediais hidráulicas e sanitárias. -BOTELHO. On site wastewater treatment systems manual. EDUARDO PACHECO e PESSÔA. Florianópolis: Departamento de Engenharia Sanitária da Universidade Federal de Santa Catarina. Construção e Operação.state. Fortilit.br -SINDUSCON. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). 1986. As Propriedades do solo.dep.br 09/06/08 25.gov. (Tópicos Básicos de Irrigação 2º Fascículo). 770 páginas. -NUNES. Anotações do curso de Irrigação e Drenagem de Terras Agrícolas -CIDADE OF EUGENE.gov/ -USEPA. Editora Livros Técnicos. São -TANAKA. Conservação e reúso da água em edificações.S.pdf de 30 de agosto de 2006. 1334páginas. Junho 2005. McGray-Hill. NBR 7229 de setembro de 1993.com. construção e operação de sistemas de tanques sépticos. Guidelines for Water Reuse.kneplast. Tratamento de Esgotos Domésticos. 4ª ed. ARCHIBALD JOSEPH. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. USA acessado em 16 de fevereiro de 2007. 2004. S. 1996. Instalações hidráulicas prediais feitas para durar. Fevruary.. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos. EVANDRO RODRIGUES DE. oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. -JORDÃO. 2002. Environmental Protection Agency. JOSÉ ALVES. -ROTOGINE.com. Pennsylvania.epa. A.ana. 2002. -BRITTO.br/AcoesAdministrativas/CDOC/ProducaoAcademica.http://www. MANOEL HENRIQUE CAMPOS e RIBEIRO. -METCAL&EDDY. Instalações Hidráulicas. U.Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www. -MACINTYRE. 906 páginas.pa. 1991. -ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. ISBN 85-216-0461-0 -USEPA (U. -ABNT. 15 p. 161 páginas.Textura e estrutura dos solos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 73 p http://www. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE. 238páginas. 2002 EPA/625/r00/008.asp acessado em 16 de fevereiro de 2007. CARDOSO NETO. CONSTANTINO ARRUDA. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. 25-8 .9 Bibliografia e livros consultados . 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento. Considerations for the management of discharge of fats. TAKYDY. 26 páginas. ABES. -CONAMA.Curso de esgotos Capitulo 25. 277 páginas.Projeto.

granular Prismático. franco arenoso Areia fina. areia muito fina.9. moderada a forte Fraco Moderado a forte (litros/m x dia) DBO=150mg/L DB0=30mg/L 2 Carga orgânica (kg/ ha x dia) DBO=150mg/L DB0=30mg/L Areia grossa. argila soltosas. bloco. bloco. bloco. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. argila soltosas. moderada forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. granular Massiva Laminar Prismático. bloco. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. areia fina Franco arenoso. moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraco. Argila Muito argilosa. granular Prismático. granula Grau da estrutura Sem estrutura Sem estrutura Sem estrutura Fraca Moderada a forte Fraco Moderado a forte Sem estrutura Fraca. areia fina Franco Franco Franco Franco Franco siltoso Franco siltoso Franco siltoso Franco siltoso Muito argilosa. franco siltoso Silte. bloco. argila soltosas. granular Massiva Laminar Prismático. granular Massiva Laminar Laminar Prismático.Tabela 25. bloco. 2000 in USEPA. areia franca. franco siltoso Silte.Sugestões de condutividade hidráulica dos solos para esgotos domésticos e carga orgânica. franco siltoso Silte. areia fina Franco arenoso. bloco. Argila Silte. granular Prismático. bloco. granular Massiva Laminar Prismático. granular Prismático. Argila Muito argilosa. bloco. granular Massiva Laminar Prismático. franco siltoso 34 17 8 8 0 17 25 8 0 8 17 8 0 17 25 0 0 17 25 0 0 8 17 0 0 0 8 67 42 25 21 0 29 42 21 0 25 34 21 0 25 34 8 0 25 34 0 0 13 25 0 0 0 13 45 23 11 11 0 23 34 11 0 11 23 11 0 23 34 0 0 23 34 0 0 11 23 0 0 0 11 18 11 7 6 0 8 11 6 0 7 9 6 0 7 9 2 0 7 9 0 0 4 7 0 0 0 4 . bloco. areia franca Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso com areia grossa Franco arenoso.2002. granula Prismático. argila soltosas. bloco. areia fina Franco arenoso. Argila Muito argilosa. Baseado nos estudos de Tyler. Carga hidráulica Textura conforme USDA Tipo de Estrutura Simples grão Simples grão Massiva Laminar Laminar Prismático.

.

isto é. as características do escoamento não variam ao longo do tempo e da canalização. As partículas traçam trajetórias bem definidas no sentido do escoamento. isto é. O sistema separador absoluto só foi introduzido no Brasil em 1911 em São Paulo. O sistema era separador absoluto. sendo mais tarde desenvolvido os conceitos técnicos por Brahms em 1754 e por Chow em 1981.3 Classificação do escoamento Em redes de esgotos o escoamento é livre.9% de água e 0.br 10/07/2008 Capítulo 26. 1999 a tensão trativa foi introduzida originalmente por Du Boys em 1879. 1999. Assim desta maneira as partículas de esgotos não ficarão depositadas na tubulação.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. isto é.4 Tensão trativa Conforme Tsutiya. pois ao invés de usar o critério das velocidades mínimas passou a usar o critério da tensão trativa mínima de 1 Pa e altura máxima da lâmina de água de 0. O esgoto sanitário tem 99. direção e sentido é idêntico em todos os pontos. 26. o fluido escoa em contato com a atmosfera.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.2 Histórico Conforme Azevedo Neto. tratava-se de um sistema separador parcial conforme Tsutiya. 1973 em 1879 foi inventado o sistema separador absoluto pelo Coronel engenheiro George Waring e aplicado pela primeira vez na cidade de Memphis no Tennessee. 26. mas admitia a entrada de águas pluviais dos prédios e portanto. O escoamento é permanente. em módulo.75D. o vetor velocidade.com. 26-1 .1 Introdução Felizmente para redes coletoras de esgoto sanitário existe a norma NBR 9649/ 1986 que introduziu uma modificação de enorme importância. pois temos que calcular uma tensão trativa mínima de 1Pa para que ela seja arrastada. 26.1% de sólidos com características semelhantes à da água. O primeiro uso da tensão trativa foi em canais. Estados Unidos. A tensão trativa mínima ou tensão de arraste mínima é a força por unidade de área que haja sobre uma partícula e que permite o deslocamento da mesma. A cidade do Rio de Janeiro foi uma das primeiras capitais o mundo a ser servida com redes de esgotos em 1857 com projeto feito pelos ingleses. O escoamento é uniforme. Os esgotos na cidade de São Paulo foi feito pela primeira vez em 1876 que era um sistema misto.Redes coletoras de esgoto sanitário 26. Tal idéia partiu dos engenheiros da SABESP drs Joaquim Gabriel e Milton Tsutiya.

0 L/s x km.com. γ . caixas de passagem. tubos de inspeção e limpeza.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5 Pa para se evitar a formação de sulfetos.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 26-2 .1. A Sabesp começou a usar o critério da tensão trativa em 1983 como pleno êxito sendo depois o conceito passado a norma brasileira sendo adotado em todo o Brasil e atualmente é adotado praticamente em todos os países da America Latina. estações elevatórias.5 Vazões parasitarias (infiltração) Pode haver infiltração de água de drenagem nos coletores de esgoto e isto se chama de vazões parasitarias que atingem até 6.br 10/07/2008 Figura 26. I Sendo: σt= tensão trativa em Pascal ou N/m2 R= raio hidráulico (m) γ=peso específico do esgoto (N/m3)= 104 N/m3 I= declividade da tubulação (m/m) Em coletores usa-se a tensão trativa mínima de 1 Pa enquanto que para interceptor em tubos acima de 500mm usa-se 1. etc. Conforme Tsutiya. 26. 1999 as águas do subsolo atingem as redes coletoras através de: • Juntas das tubulações • Paredes das tubulações • Poços de visita. 1997 A tensão trativa σt é dada pela equação: σt= R .Esquema de canal mostrando a tensão trativa Fonte: Fernandes.

2.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Taxas de infiltração em redes coletoras de esgoto Fonte: Crespo. 1997 26-3 .br 10/07/2008 Tabela 26.1.com.Vazões parasitárias Figura 26.

80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui.5 Coeficiente de retorno= 0.50 Vazão mínima K3=0. 1983 como a relação entre a energia cinética real do escoamento e a energia cinética de um escoamento fictício que todas as partículas se movessem com a velocidade média V. Variando-se a velocidade e altura y podemos construir a Figura (26.6 Coeficientes de vazões Quando não possuímos pesquisas para os coeficientes de vazões podemos estimar conforme norma NBR 9649/ 1986 os coeficientes em: Vazão máxima diária= K1= 1. 26-4 . 26. E= y + αV2/ 2g Usando a equação da continuidade Q=A. A curva da direita mostra o movimento rápido e a da esquerda mostra o movimento lento.05 L/s x km a 1.80 Q> 751 L/s K= 1. Q≤ 751 L/s K=1.20 Vazão máxima horária K2=1.3) onde nota-se um ponto de energia específica mínima Ec e duas curvas.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Normalmente adotamos α=1. medida a partir do fundo do canal e representado por.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.20 + 17. comercial.0 L/s x km.br 10/07/2008 Conforme a norma da ABNT 9649 a taxa de infiltração depende da posição do lençol freático variando de 0.485/ Q 0.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1.com. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2.7 Energia específica A energia específica é definida como a quantidade de energia de peso de líquido. uma a direita e outra a esquerda. publico em L/s 26.80 Conforme Tesutya.V V= Q/A V2= Q2/ A2 E= y + αQ2/ 2gA2 Sendo: E= energia específica y= altura da lâmina de água g= aceleração da gravidade V= velocidade média (m/s) A= área molhada da secção (m2) Q= vazão (m3/s) α=coeficiente de Coriolis (1792-1843) que é definido conforme Lencastre.

br 10/07/2008 Figura 26. Observemos ainda que y1 e y2 conforme a Figura (26.5 = Q /g 0.5 A(A/b)0.3) são chamados de conjugados de igual energia E. Vamos aplicar os conhecimentos de Lencastre.5 26-5 . 1987 O valor da energia específica no ponto mínimo é a energia específica crítica e se dá numa altura denominada de yc que é um ponto de instabilidade pois pode passar rapidamente de um regime para outro.com.5A/b0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3-Diagrama de energia específica Fonte: Rolim Mendonça et al. basta derivar e igual a zero. Quando o valor de y está no regime lento podemos chamar de regime lento ou regime fluvial e quando y está no regime rápido podemos chamar de regime rápido ou torrencial.5 = Q /g 0. 1983 para obter o ponto mínimo da curva. dE/dy = 1 – Q2/gA3 x dA/dy=0 Sendo “b” a largura superficial da lâmina líquida teremos: dA= b x dy Fazendo-se as substituição temos: dE/dy = 1 – Q2/gA3 x bdy/dy=0 dE/dy = 1 – (Q2/gA3 )x b=0 1 = Q2/gA3 x b Isolando a vazão Q e a aceleração da gravidade g temos: A3/b = Q2/g Extraindo a raiz quadrada dos dois lados da equação temos: A0.

15=0.010m3/s. 1983 Lencastre.37 Entrando na Figura (26. (1/D5/2) x Q / g 0.15=0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.010 / 9.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5= 0.093m Portanto.81 0.br 10/07/2008 Figura 26.077m Portanto.15m e vazão de Q=0. 26-6 .5=(1/0.51 x 0.093m.26 na abscissa achamos y/D=0.81 0. Exemplo 26. Exemplo 26. a altura crítica será de yc=0.5) x 0.37 na abscissa achamos y/D=0.007m3/s.2 Calcular a altura crítica para uma tubulação circular com diâmetro de D=0.152. 1983 apresenta a Figura (26.Para canais circulares Fonte: Lencastre.007 / 9.62 yc=0.5) x 0.4) com 0.077m.4) para canais circulares onde podemos facilmente calcular a altura critica yc.26 Entrando na Figura (26.4) com 0.62 x 0.15m e vazão de Q=0.5= 0.152.1 Calcular a altura crítica para uma tubulação circular com diâmetro de D=0.4.com. a altura crítica será de yc=0. (1/D5/2) x Q / g 0.5=(1/0.51 yc=0.

5 Sendo: V= velocidade média (m/s) R= raio hidráulico (m) Ic= declividade crítica (m/m) Isolando o valor da declividade teremos: V= (1/n) Rc2/3 x Ic 0.br 10/07/2008 26.3 Calcular a declividade critica de um tubo de seção circular com n=0.15) θ = 2 cos-1 ( 0.62)=0. a inclinação crítica é aquela para a qual o escoamento se dá em regime uniforme crítico.com. A/b=yc Ic = g .62)/ 3.010m3/s Facilmente achamos yc=0.5 I c0. θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 x0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. n2/ Rc4/3 Exemplo 26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.yc .093m já calculado no exemplo anterior.042m Ic = g . Usando a equação de Manning temos: V= (1/n) R2/3 x Ic 0. ou em outras palavras.62rad R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.yc .5 = V n/ Rc2/3 Elevando ambos os lados ao quadrado temos: Ic = V2 n2/ Rc4/3 Usando a equação da continuidade Q=A.8 Inclinação crítica Seguindo os ensinamentos de Lencastre 1983.24) θ = 2 x 1.0103 (rugosidade de Manning e vazão Q=0. aquela em que o escoamento se escoa com o mínimo de energia. n2/ Rc4/3 Ou podemos escrever: 26-7 .15/4) (1-(seno 3.093/0. ou seja.81 rad= 3.V V= Q/A V2= Q2/ A2 Substituindo V2 temos: Ic = Q2 n2/ A2Rc4/3 2 Mas o valor de Q pode ser substituído por: A3/b = Q2 /g gA3/b = Q2 I c = Q2 n2/ A2Rc4/3 Ic = gA3 n2/ bA2Rc4/3 Ic = gA n2/ bRc4/3 Ic = g(A/b) n2/ Rc4/3 O valor A/b é igual a altura media do regime critico.

00618m/m Portanto.152 ( 3.01147m2 V=Q/A= 0. F= v / (g x y )0.0102/ 0.62)8=0.10elações geométricas da seção circular Até o diâmetro de 2.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.8 Fórmula de Manning A fórmula mais usada em canais é a de Manning que será adotada. rápido ou lento.9 Número de Froude O número de Froude é a relação entre a força da inércia e a força da gravidade no escoamento.093 x 0. Figura 26. a declividade crítica é Ic=0.Seção circular Fonte: Rolim Mendonça et al. 1987 26-8 .5 Sendo: V= velocidade média na seção (m/s) R= raio hidráulico (m) Raio hidráulico (m) = Área molhada/ perímetro molhado S= declividade (m/m) 26.01147=0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Sendo: F= número de Froude (adimensional) g= aceleração da gravidade= 9. É um número adimensional e muito importante e é através dele que vimos quando o regime é crítico.0424/3 =0.br 10/07/2008 Ic = 9.010/0.87m/s 26. Os coletores nas ruas e ligações de esgoto são geralmente feitas tubos circulares de PVC com diâmetro de 100mm no mínimo. V= (1/n) x R 2/3 x S0.81m/s2 y= altura da lâmina de água (m) 26.4. Se o número de Froude for igual a igual a 1 temos o escoamento crítico e caso seja maior que 1 temos o escoamento rápido e se for menor que 1 temos o escoamento lento.00618m/m Velocidade critica A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.62 – sen3.0m geralmente é usado tubos de concreto de seção circular.81 x0.com.

que corresponde 0.6 D-1.br 10/07/2008 O ângulo central θ (em radianos) do setor circular.50 rad.10 temos: A área molhada “A”: A= D2 ( θ – seno θ)/8 O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 O raio hidráulico “R”: R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) A corda “b” correspondente a altura molhada é dado por: b= D sen (θ/2) Conforme Mendonça.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 (n Q/I 1/2) 0.1993 p. Usam-se para isto alguns métodos de cálculo: 26-9 .6 θ 0. ≤ θ ≤ 4.1984 Revista DAE SP temos: • Usando a fórmula de Manning e tirando-se o valor de θ usando as relações acima obtemos para o regime uniforme a fórmula para obter o ângulo central θ.95: θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) ou θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) Sendo: θ = ângulo central em radianos (rad) y= altura da lâmina de água (m) D= diâmetro da tubulação (m) Conforme Chaudhry. θ= seno θ + 2 2.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.com.43 rad. sendo impossível de se separar o ângulo central θ. • Daí a necessidade de resolvê-la por processo iterativo. não havendo possibilidade de se tornar a equação numa forma explícita. O ângulo central θ está entre 1. • Observar que o ângulo central θ aparece nos dois lados da equação.1993 p. como o Método de Newton-Raphson.15≤y/D≤ 0. pode ser obtido pela seguinte expressão conforme Chaudhry.80.4 Sendo: θ = ângulo central em radianos (rad) y= altura da lâmina de água (m) D= diâmetro da tubulação (m) n= rugosidade de Manning (adimensional) Q= vazão (m3/s) I= declividade (m/m) Como se pode ver na equação acima está na formula implícita.

044m b= D sen (θ/2) b= 0.15 1. A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0.011m2= 1.br 10/07/2008 • • • • Método de tentativa e erros.82 Adoto 3.6 (0.6θ 0.6 θ 0.82rad/2=219graus/2=109.15/4) (1-(seno 3.0013m3/s.43= 3. θ 0.8) +2.82rad/2)=0.14m θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /0. raio hidráulico e número de Froude θ= seno θ + 2 2.82rad=219graus/2=109.6x 3. Método da bissecção.007 1/2) 0.82 Adotamos θ= 3.82rad R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.33=2y/0.010x0.4 Seja um tubo de PVC com n=0.67= 67% < 75% OK.4 X= seno (3.152 ( 3.15 -0.82)/8 =0. Método de Newton-Raphson e Método das Aproximações Sucessivas.5 F= 1.4 X= .6 0.6 θ 0.33= -2y/0.013m3/s / 0.5 F=1.81 x 0.5graus Cos (3.10m y/D= 0.10 )0.82 – seno 3.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. corda.007m/m e vazão de 0.15-1.4 Arbitramos um valor qualquer do ângulo central em radianos: 3.18m/s Número de Froude F= v / (g x y )0. a altura a lâmina de água é 0. declividade I=0.15 -1.15 sen (3.61 +4.6 D-1. regime de escoamento rápido ou supercrítico Área molhada 26-10 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.82rad/2)= 1 – 2y/0.15)=3.4 θ= seno θ +2. Exemplo 26.6 (n Q/I 1/2) 0.011m2 Equação da continuidade: Q= A x V V= Q/A= 0.8rad X= seno θ +2.10/ 0.33= 1 – 2y/0.15=0.19 > 1 Portanto.18 / (9.com.82)=0.10m Portanto.010.8 0.0.6 . Calcular a altura y.15 y=0.013/0.82rad)/ 3.4 θ= seno θ + 2 2.5graus θ /2= arc cos ( 1 – 2y /15)=3.

1998 justifica a equação da velocidade critica da norma usando as pesquisas de Volkart.8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3} θc = ________________________________________________ 1 – cos θoc .br 10/07/2008 26.11 Lâmina de água em tubos e canais Segundo a NBR 9649/86 a altura máxima da lâmina de água em redes coletoras de esgoto sanitário é 75% do diâmetro ou seja 0. θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 Segundo Rolim Mendonça et al.12 Velocidade crítica Para achar o ângulo central crítico θc temos que resolver a seguinte equação conforme Rolim Mendonça et al.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Sendo: B= numero de Boussinesq G= aceleração da gravidade m/s2 R= raio hidráulico (m) Quando se inicia a mistura do ar com a água o numero de Boussinesq é igual a 6 e portanto B=6 B= vc (g R) -0.sen (θc))} 0.com.75D.(4/3) (Qc2/g) 1/3 x D -5/3 x (sen (θoc/2) -2/3 cos (θoc/2) A NBR 9649/86 diz que quando a velocidade final vf for superior a velocidade critica vc. 26.5 6= vc (g R) -0.5 Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.5 26-11 . B= vc (g R) -0. a maior lâmina admissível deve ser menor ou igual a 50% do diâmetro do coletor.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 1987.81m/s2 (aceleração da gravidade) R= raio hidráulico (m) Azevedo Neto. assegurando-se a ventilação do trecho sendo a velocidade critica definida por: Vc= 6 x (g x R) ½ Sendo: Vc= velocidade crítica (m/s) g= 9.{θoc -sen θc . 1980 em que o número de Boussinesq é igual a 6 quando se inicia a mistura de ar e água.0 D (θc – senθc))] (1/3) Para calcular o valor de θc com várias iterações: θoc . 1987 a velocidade crítica Vc e a declividade crítica Ic são: yc/D= (1/2) x (1 – cos θc/2) Vc= {[g xD/ (8 sen(θc /2))] x (θc .

Curso de rede de esgotos Capítulo 26.02m/s 26-12 .5).49m/s Para h/D= 0.50=0.5) com h/D=0. 1997 o raio hidráulico R para o cálculo da velocidade critica pode ser consultada a Figura (26.342 x 0.30 achamos Khidr=0.5 Calcular a velocidade critica conforme a NBR 9649/86 sendo h/D= 0.30=0.50 achamos Khidr=0.50 R= Khidr x h/D R= 0.1026) ½ = 6.25) ½ = 9.25 Vc= 6 x (g x R) ½ Vc= 6 x (9. o raio hidráulico é do ângulo central crítico Rc= (D/4) (1-(seno θc)/ θc) Conforme Crespo.81 x 0.br 10/07/2008 Tirando-se o valor da velocidade critica Vc temos: Vc= 6 x (g x Rc) ½ Azevedo Neto. R= Khidr x h/D Com os valores h/D achamos na Figura (26.5) o coeficiente Khidr.50 x 0. Exemplo 26.com.50 Entrando na Figura (26.81 x 0.1026 Vc= 6 x (g x R) ½ Vc= 6 x (9. Nota: cuidado.342 R= Khidr x h/D R= 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1998 recomenda a verificação da velocidade crítica vc em relação a velocidade final do plano vf e m todos os trechos da canalização.

33 x 0.15 -1. Fonte: Crespo.5.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.br 10/07/2008 Figura 26.Coeficientes para o calculo do raio hidráulico para a velocidade critica da NBR 9649/86.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.33 [sen(θc/2)] 0.67 θc= sen θc +4.33 26-13 .6 Calcular o ângulo central crítico e a velocidade crítica para vazão de 0.15m tubo de PVC n=0.0102/9.29 [sen(θc/2)] 0.010m3/s.com. diâmetro D=0. θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.81) 0.010. 1997 Exemplo 26.

483 x (Q/D) 2/3 + 0.34 4.5 Vc= {[0.043m Vc= {[g xD/ (8 sen(θc /2))] x (θc .67] (1/3) Ic= =[0.04 3.30 4.32 4.63 < 0.sen (3.07 3.15/4) [ 1 – (sen 3.19 x (3.67 .04 3.02 3.00101 x 5.483 x (0.40 4.33 4 3.0933m y/D= 0.com.29 [sen(θc/2)] 0.67))} 0.50} 0.0052m/m 26-14 .67/2] x [3.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.81/ (sen(3.38 4.095m Verificação Conforme Metcalf&Eddy.5 Vc= {[9.15=0.0x0.09 3.15(3.67 ] =0.01/0.sen (θc)} 0. 1981 o valor de yc pode ser estimado por: yc= 0.63 R= (D/4) ( 1 – sen θ/ θ ) R= (0.28)/2= 3.15/ (8 sen(3.15) 2/3 + 0.89m/s Declividade crítica Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.30 4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.67 /2))] x (3.083D yc= 0.40 4.81 x0.13 3.083x0.67/2)=0.67 +0.32 4.36 4.br 10/07/2008 Tabela 26.28 Tomamos o valor médio θc= (4.13+3.11 3.0102 x 9.11 3.67 rad yc/D= (1/2) x (1 – cos θc/2) yc/0.2.17] 1/3 Ic=0.34 4.67)/ 3.36 4.38 4.75D yc=0.674/ (2.5 Vc=0.0 D (θc – sen θc))] (1/3) Ic= =[0.13 3.Cálculo para o ângulo central por tentativas θc θc= sen θc +4.02 3.67-sen 3.15=(1/2)x (1 – cos 3.07 3.09 3.

13 Velocidade máxima A velocidade máxima conforme norma NBR 9649/ 1986 é de 5m/s. Tabela 26.65m no passeio.14 Profundidade do coletor De modo geral a profundidade mínima na rua é 0.50m e na rua no máximo em 4.010 Ferro fundido com revestimento 0.00m.013 Aço soldado 0.012 Ferro fundido sem revestimento 0.Velocidades máximas conforme o tipo de material Velocidade máxima Material usualmente admitida (m/s) Ferro fundido 5 PVC e manilhas cerâmicas 5 Concreto 5 26. 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. polietileno 0.013 PVC 0.013 Concreto 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.16 Coeficiente n de Manning Os coeficientes n de Manning mais usuais estão na Tabela (26.00m a 2.br 10/07/2008 26.Coeficientes n de Manning conforme os materiais Material dos condutos Coeficiente n de Manning Cerâmico 0.90m e 0.011 Poliéster. A profundidade máxima no passeio varia de 2.15 Materiais Os materiais mais comuns são: • Cerâmico: diâmetros variam de 75mm a 600mm • Concreto simples: diâmetro de 200mm a 600mm • Concreto armado: diâmetro de 300mm a 2000mm • PVC: diâmetro de 100mm a 400mm • Polietileno e polipropileno: diâmetro de 63mm a 1200mm • Ferro fundido: diâmetro de 80mm a 2000mm • Aço: varia conforme o fabricante • PRFV (fibra de vidro): diâmetro de 300mm a 2400mm 26.011 26-15 .3. Tabela 26.com.4).4.

7x 13-0.15m.000N/m3 V= velocidade média (m/s) N= coeficiente de rugosidade de Manning θ= ângulo central em radianos σt= tensão trativa (Pa) Exemplo 26.7Q-0.03 Pa= 3.67 Para n=0.64 x n2 x v 2.0055 x Qi -0.47 Sendo: Iomin= declividade mínima (m/m) Qi= vazão inicial ( L/s) Há muito anos se usava o critério da velocidade mínima de arraste de 0.013 temos a declividade mínima: Io min= 0.04 x [ 4x 3.com.82)] 1/3 σt= 1.0816 x [ 15.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.19 Declividade mínima Na maioria dos países em todo o mundo usa o critério da velocidade mínima e daí calculam a declividade mínima.82/(D(3.04m/s. 1987 para 75% de seção para Q em m3/s Imax= 3.010 PVC.60m/s.7Q-0.15(4. 0.7 Sendo θ=3.8 Calcular a declividade máxima a ¾ da seção para a vazão de 13 L/s tubos de PVC Imax=2. n2 V2 x [ 4θ/(D(θ-senθ)] 1/3 γ = peso especifico do esgoto= 10kN/m3=10.br 10/07/2008 26.67 x Q -0. 26-16 .82rad. Achar a tensão trativa.5Q-0. n=0.4838m/m 26.17Tensão trativa A tensão trativa σt é dada pela equação: σt= γ .67 Quando n=0. v= 1. Conforme Rolim Mendonça et al.013 e v=5m/s Q em L/s Imax=4.03 N/m2 26.45] 1/3 σt= 3.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.010 e v=5m Q em L/s Imax=2.67 Imax=2. σt= γ .18 Velocidade máxima e declividade máxima A velocidade máxima admitida pela norma é 5m/s que é a mesma admitida em galerias de águas pluviais. n2 V2 x [ 4θ/(D(θ-senoθ)] 1/3 2 2 σt= 10000x.67 Exemplo 26. D=0.67 =0.28/0.82-seno3. mas a norma brasileira usa o critério da tensão trativa mínima de 1Pa e usando o coeficiente de rugosidade de Manning n=0.010 x 1.

1999 26-17 .1.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1.Declividades mínimas do antigo DAE para velocidade mínima de 0.br 10/07/2008 Figura 26.60m/s Fonte: Tsytiya. Fonte: Tsutiya. 1999 ‘ Figura 26.com.60m/s Fonte: Tsytiya.Declividades mínimas do Metcalf&Eddy para velocidade mínima de 0.1-Equações obtidas para a declividade mínima de modo a garantir tensão trativa maior que 1Pa. 1999 Figura 26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.

75 x Q 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.75 x Q 0. O diâmetro do coletor predial D a ½ seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------26-18 (Equação 26.375 Ou V= 0.61x n -0.010 I=0.375 Para n=0.013-0.013 (manilhas cerâmicas) V= 0.21 Diâmetro do coletor conforme Gonçalves.75 x Q 0.25 x I 0.61x 0.1) .61x 0.0005 m/m.25= 0.25 x I 0.61x 0.0016m/m Na prática a declividade mínima que pode ser usada é I=0.0055 x Qi -0. 26.75 x Q 0.47 26.61 Macedo Q= vazão em L/s Teremos: I=0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.3 x Q 0.25 x I 0.25 x n -0.20 Declividade mínima para qualquer valor de n Conforme Rolim Mendonça et al. Ilha e Santos.4614 x Q -0.75 x Q 0. 1998 EPUSP.75 x Q 0.006 x Q -0.25 x I 0.br 10/07/2008 Exemplo 26.375 Entretanto o engenheiro Eugênio Macedo observou que com erro de 5% podemos aproximar o termo da equação: (R2/A)0.375 Para tubos de PVC n=0.61=M Macedo denominou de M=0.375 V= 15.375 V= 0.47 Para n=0.25 x I 0.013 achar a declividade mínima conforme norma da ABNT.013 I=0.8 x Q 0.25 x I 0.25 x I 0.000N/m3 M=0.000721 n-9.61 ficando: V= M x n -0.013-0.010 V= 0.0055 /130.47 Io min= 0.9 Dada a vazão de 13 L/s com n=0.010-0. Io min= 0.375 V= 19.25 x I 0. 1987 a declividade mínima pode ser calculada pela seguinte equação: V= (R2/A)0.47 A norma adota: Para n=0.0055 x Q -0.com.47 Iomin=0.375 A declividade mínima será: Considerando: Tensão trativa mínima = 1 Pa γ= 10.

26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5 L/s conforme a norma brasileira. Quando existe equipamento de jatos de água a sua eficiência se dá no máximo em 60m e portanto a distancia entre os PVs pode ser de 120m.com.232 Distância entre os PV Depende do equipamento disponível. (Equação 26. 26. n = coeficiente de Manning. Há vários anos o Departamento de Águas e Esgotos (antigo DAE) fez pesquisas em milhares de poços de visita de esgotos salientado que inúmeros PV nunca foram abertos para manutenção enquanto que uma porcentagem menor é constante manuseado.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. I = declividade do coletor predial em m/m.320 Sendo: D = diâmetro do coletor predial em metros. A meu ver o grande número de entupimentos em redes de esgotos se dá em trecho descendente seguido de trechos praticamente em nível e nestes locais os PV serão constantemente abertos para manutenção.br 10/07/2008 6.22 Vazão mínima Quando um coletor não temos vazão mínima deve-se adotar o mínimo de 1. Até o presente momento não temos critérios firmes de localização de PV.2) 26-19 . Q = vazão no coletor predial em L/s.644 O diâmetro do coletor predial D a ¾ da seção é dado por: n 3/8 Q 3/8 I –3/16 D = ----------------------------8.

1997 26-20 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.Poço de visita típico Fonte: Crespo.br 10/07/2008 Figura 26.6.com.

8.7.br 10/07/2008 Figura 26. 1997 Figura 26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 1997 26-21 .com.Poço de visita com tubo de queda Fonte: Crespo.Poço de visita com tubo de queda e dissipador de energia retangular Fonte: Crespo.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

5 (V12/2g .05 (V12/2g .com. 1994 Qasim. geralmente não são consideradas.24 Perdas de cargas As perdas de cargas nos poços de visita onde há uma mudança de direção e dos poços de visita de passagem dos esgotos sanitários. basta fazer um rebaixo relativa a perda de carga localizada calculada.0 (V12/2g .1 (V12/2g .25 (V12/2g . 1994 apresenta as perdas de cargas localizadas em canais livres de uma maneira bem sucinta que passamos a descrever: Perda de carga com contração súbita com entrada chanfrada Ho= 0.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com contração súbita com entrada bem arredondada Ho= 0. As perdas distribuídas hf são: hf= S x L S= [(Q x n/ (A x R2/3)]2 A perda de carga distribuída hf numa tubulação de comprimento L será: hf= S x L = L x [(Q x n)/ (A x R2/3)]2 Sendo: n=rugosidade de Manning L=comprimento (m) Q= vazão (m3/s) A= área molhada (m2) R= raio hidráulico (m) S= perda distribuída (m/m) Perdas localizadas conforme Qasim.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 10/07/2008 26.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com contração súbita com entrada arredondada Ho= 0.V22/2g) V1= velocidade a jusante (m/s) V2= velocidade a montante (m/s) Perda de carga com alargamento súbito com entrada chanfrada Ho= 0.2 a 1. Entretanto caso se queira levar em conta as perdas de cargas localizadas num poço de visita. contando-se com isto com altura da lâmina de esgoto que no máximo deve ser de 75% do diâmetro.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.V22/2g) V1= velocidade a montante (m/s) V2= velocidade a jusante (m/s) Perda de carga com alargamento súbito com entrada arredondada Ho= 0.V22/2g) V1= velocidade a montante (m/s) V2= velocidade a jusante (m/s) 26-22 .

0m/s achar a perda de carga num PV de passagem e num poço de visita a 90graus com dispositivo de desvio.00 (V2/2g ) Quando uma rede de esgoto é lançada num lago.05 (V2/2g) Passagem direta por um poço de visita terminal Ho= 1.10 Dada a velocidade de V=2. 26-23 .0 x (Vo2/2g . 1987 in Tsutya.Vd2/2g) Sendo: Vo= velocidade das esgotos sanitários na saída (m/s) Vd= velocidade do local de lançamento (m/s) No caso de o lançamento ser feito em um lago ou reservatório Vd=0 e então teremos: Ho= 1.0 x (Vo2/2g) Conforme Martins .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.30 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 90º Ho= 1.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.40 (V2/2g Mudança de direção no PV de 45º com dispositivo de desvio Ho= 0. num rio ou noutra tubulação de maior dimensão temos a equação: Ho= 1.30 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 90º com dispositivo de desvio Ho= 1.com.03m • Nas curvas: • Se Rc <2D então hf= V2/40 • Se 2D <Rc <8D então hf= V2/80 Sendo: Rc= raio da curva (m) V= velocidade a montante (m/s) D= diâmetro do conduto (m) Exemplo 26.00 (V2/2g ) Mudança de direção no PV de 45º Ho= 0.78(V2/2g ) Passagem direta por um poço de visita Ho= 0. 1999 mostra as perdas de cargas localizadas (hf) em poços de visita: • Nas passagens retas: 0.br 10/07/2008 Sifão Ho= 2.

A tubulação transversal de um coletor pode funcionar a seção plena e a seção variável.20m 26. 0.4429 donde 26-24 .069m (altura da lâmina d’água) Calculemos a velocidade média v. I .00 (22/2x9. n / (D 8/3 .Ito. 1998.8) elaboradas pelos professores Ariovaldo Nuvolari e Acácio Eiji Ito da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP) e citado no livro Neto. D achar y= ? Dados: Vazão no coletor predial = 6 L/s = 0.81)=0. D=0.02 ½ = 0. onde o valor da lâmina d’água y é menor que o diâmetro.256004 Consultando a Tabela (26.5) usando y/D = 0. I . Uma maneira prática de se calcular os parâmetros hidráulicos é usar as Tabelas (26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.69 achamos o parâmetro adimensional 0.02 m/m ou seja 2%.256004 achamos: y/D = 0. I ½ =0. Como o valor de D=0. D achar Q= ? Sendo: Q= vazão no coletor em m3/s. Y= lâmina d’água em m.05 (2. n. Ito. 26.1) entrando com o número adimensional 0. I= declividade do coletor em m/m. • Dados Q.69 = 0. Na prática existem dois tipos básicos de problema.013) / 0. I .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.006 m3/s.006 . v. D achar y= ? • Dados y .25 Critério de vazões A norma brasileira 9649/86 introduziu o conceito que em tubulações de esgoto deverá calculada pela vazão inicial (Qi) e vazão final (Qf).81)=0.01m Mudança de direção no PV de 90º com dispositivo de desvio Ho= 1. 0.10m teremos: y= D .02/2x9. Araujo. n /D 2/3 .69 = 0. n= coeficiente de rugosidade de Manning . 0. n. Da Tabela (26. Primeiro problema: Dados Q.10 8/3 . Comecemos calculando o parâmetro adimensional da Tabela (26.69. I ½ )= (0.00 (V2/2g ) Ho= 1. n .br 10/07/2008 Passagem direta por um poço de visita Ho= 0. Q .26 Dimensionamento de coletores circulares usando tabela de parâmetros adimensionais conforme Neto.10m.1). D= diâmetro do coletor em m.1) a (26.4429.05 (V2/2g) Ho= 0.com.013. Araújo. n=0.1998. I=0.1 . 0.

76 4.43 4.013 = 1.32 4.br 10/07/2008 v= (0.68 4.82 4.46 4.029x 0.07 [sen(θc/2)] 1/6 5.06 5.86 4. (0.90 4.43 4.74 4.013)/(0.44 4.06 4.02 ½ )) 3/2 = 0.28 4.13 4.89 Pa >> 1 Pa.4429xD 2/3 .00 4.65 26-25 .95 4.11 5.(0.021/2))/0.86 4.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.13 [sen(θc/2)] 1/6 x 46.10 -1.34 4.06 5.000x 0. Pela fórmula de Manning.07 [sen(θc/2)] 1/6 θc 4 5. n / (I 1/2) )3/2 = ((1.44 4.70 4. σt = γ .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.79 4.72 4.37 4.37 4.70 4.34 4.66 4.16 4. I σt = γ . I = 10.28 4.06 4.Cálculo por tentativas sen θc + 6.41 4.79 4.32 4.41 4. I ½)/n = (0.com.03 x 0.21 4. RH .21 4.02 = 5.73 θc= sen θc + 6. Ângulo central crítico θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/6 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.66 4.74 4.0062/9.16 4.67 θc= sen θc + 0. tiremos o valor do raio hidráulico.72 4.39 4.12/3) .90 4.76 4. RH .39 4.82 4.4429 .95 4.25 4.5.03 m/s.68 4.00 4.81) 1/3 [sen(θc/2)] 1/6 x 0. v= (1/n) RH 2/3 I ½ RH = (v.46 Tabela 26.25 4.029 m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.11 5. OK.13 4.

σt = γ . n .81x0. 0.666 obtemos 0.10m então temos a relação y/D y/D = 0.1/0. Segundo problema: Dados y .47 4.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 0. RH .35 m/s. D=0.4390xD 2/3 .5 Vc= {[9.73 .5 Vc= {0.15 = 0.02 = 8. Pela fórmula de Manning.64 4.15 8/3 x 0. n=0.63 4.73rad=271graus Velocidade critica Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (θc .000 .73} 0. I=0.seno (θc))} 0. Da Tabela (26.4 com y/d=0. Uma solução imediata é aumentar o diâmetro para o seguinte.35 .4390 relativo a y/D= 0.48 4. I . n /D 2/3 .15m. v= (1/n) RH 2/3 I ½ RH = (v.2430 /0.65 4. n / (I 1/2) )3/2 = ((1. n / (D 8/3 .Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.10/ (8 seno(4.49 Adotamos θc= 4.00m/s Como a velocidade V= 1.67 x 0. então D=0.2430 Q . I = 10.5 Vc= 1. I ½ =0.4390 x (0.013.02 ½ ) =0.8 Pa >> 1 Pa 26-26 .02 ½ )= 0.73 /2))] x (4.1) tiremos o adimensional 0. 0.48 4.88m/s. I ½ )= Q x.02 ½ )) 3/2 = 0.15 2.1m (altura da lâmina d’água) Solução: Como temos a altura da lâmina d’água y=0. Regime supercrítico Como a velocidade é maior que a velocidade critica então conforme a NBR 9649/86 o valor y/D deverá ser menor ou igual a 0.666m Entrando na Tabela 6.63 4.013 / (0. RH .152/3) x(0.00m/s > Vc=0.666 v. 0. (0.com.15m.2430 Q= (0.013 = 1.044 .50. D achar Q= ? Dados: Vazão no coletor predial = ? m3/s.73))} 0.seno (4.br 10/07/2008 4.64 4.47 4. I ½)/n = (0.0167 m 3/s Procuremos o valor da velocidade média e da tensão trativa. tiremos o valor do raio hidráulico. I σt = γ . y=0.4390 donde v= (0.02 ou seja 2%.175 x (5.044 m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.013)/(0.013) .021/2))/0.

Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 10/07/2008 26-27 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.

Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.21 0.0331 0.0005 0.2842 0. Araujo e Ito.0131 0.2305 0.30 0.2969 0.1879 0.72 0.02 0.2510 0.0362 0.68 0.3008 0.2357 0.1825 0.0220 0.0497 0.0002 0.63 0.0246 0.2885 0.78 0.0151 0.0031 0.18 0.13 0.01 0.2460 0.57 0. 1998 Q .70 0.2253 0.2409 0.0041 0. n / (D 8/3.03 0.2705 0.69 0.80 Fonte: Netto.1611 0.0065 0.55 0.0571 0.2752 0.0301 0.6-Condutos circulares em regime permanente y/D Q .1933 0.2928 0.2040 0.11 0.0196 0.25 0.54 0.23 0.79 0.75 0.2609 0.61 0.2560 0.2094 0.24 0.76 0. Fernandez.br 10/07/2008 Tabela 26.14 0.0394 0. I ½) 0.51 0.2658 0.2200 0.0427 0.64 0.66 0.0079 0.1665 0.0052 0.com.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.0015 0.19 0.07 0.12 0.62 0.0173 0.29 0.17 0.1987 0.59 0.26 0.04 0.05 0.06 0.28 0.16 0.71 0.3046 26-28 .0461 0.65 0.1772 0.10 0. n / (D 8/3.58 0.09 0.0610 0.60 0.0022 0.0001 0.73 0.27 0.15 0.2147 0.0534 0.22 0.0273 0. I ½) y/D 0.1718 0.08 0.53 0.67 0.52 0.0095 0.77 0.0113 0.2797 0.75 0.56 0.20 0.0009 0.

88 0.96 0.81 0.7-Condutos circulares em regime permanente y/D Q .1197 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Araujo e Ito.0650 0.3238 0.3351 0.85 0.0776 0.0691 0.39 0.3339 0.38 0.3285 0.92 0.3293 0.40 0. I ½) 0.97 0.0956 0.31 0.1453 0.98 0. I ½) y/D 0.1298 0.82 0.3116 26-29 .1401 0.3182 0.35 0.83 0.44 0.86 0.36 0.43 0.8^7 0.89 0.br 10/07/2008 Tabela 26.95 0. n / (D 8/3.90 0.3118 0.3263 0.com.3305 0.3211 0.3335 0.84 0.1505 0.99 0.3345 0. Fernandez.1148 0.3352 0.46 0.48 0.45 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.94 0.37 0. n / (D 8/3.32 0.0733 0.3247 0. 1998 Q .3321 0.0909 0.3340 0.1050 0.1558 1.3151 0.0864 0.49 0.34 0.3322 0.1247 0.41 0.00 Fonte: Netto.33 0.1099 0.93 0.1349 0.0819 0.91 0.42 0.47 0.3083 0.50 0.1003 0.

1326 0.7724 0.08 3.74 0.8654 0.28 1.30 1.80 Fonte: Netto.10 3.59 0.0613 0.6805 0.5132 0.76 0.27 1.6318 0.06 4.8989 0.9625 0.8022 0.19 2.5523 26-30 .51 0.2935 0.73 0.8820 0.23 1.5640 0.8491 0.7696 0.77 0.61 0.71 0.br 10/07/2008 Tabela 26.6496 0.24 1.02 7.6624 0.78 0.7579 0.5998 0.8752 0.2097 0.16 2. n/(y 8/3 .69 0.17 2.70 0.8332 0.79 0.5878 0.13 2.01 10.4854 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.21 1.22 1.8208 0.20 1.7872 0.5966 0.52 0.62 0.57 0.55 0. Fernandez.65 0.8176 0.7662 0.67 0.56 0.7208 0.75 0. Araujo e Ito.1061 0.05 4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.9529 0.58 0.64 0.63 0.6120 0. 1998 Q.7295 0.53 0.0009 0.5758 0.4207 0.9162 0.3849 0.09 3.18 2.7436 0.60 0.29 1.6753 0.14 2.12 2.5509 0.54 0.7436 0.66 0.15 2.7872 0.11 2.7579 0.7724 0.9332 0.72 0. I ½) 0.9339 0.1118 0. I ½) y/D 0.5903 0.0201 0.03 5.07 3.9705 0.4107 0.6244 0.6360 0.8606 0.04 4.8-Condutos circulares y/D Q.2043 0.7212 0.68 0. n/(y 8/3 .25 1.26 1.9950 0.

4426 0.85 0.44 1.88 0.5066 0.4731 0.35 1.93 0.48 1.5293 0.1600 0.95 0.9894 1.31 1.1138 0.4953 0.32 1.40 1.0701 0. I ½) y/D Q.br 10/07/2008 Tabela 26.99 0.4289 0. 1998 26-31 .4509 0.4771 0.3776 0.3469 0.5407 0.3954 0.0287 0. n/(y 8/3 .91 0. Araujo e Ito.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.86 0.1365 0.84 0.3475 0.4094 0.89 0.97 0.5179 0.87 0.0491 0.37 1.94 0.36 1. Fernandez.3602 0.45 1.46 1.4842 0.34 1.2348 0.3174 0. n/(y 8/3 .90 0.3335 0.4399 0. I ½) y/D 0.47 1.2614 0.49 1.98 0.3723 0.39 1.00 0.50 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.82 0.com.3116 Fonte: Netto.2889 0.38 1.83 0.92 0.41 1.81 0.43 1.0916 0.1841 0.9-Condutos circulares em regime permanente Q.3840 0.0088 0.4178 0.4066 0.42 1.33 1.2091 0.4620 0.96 0.

1267 0.2441 0.1691 0.30 0.24 0.4153 0.25 0.23 0.4489 0.1489 0.80 Fonte: Netto.62 0.2051 0.20 0.61 0.21 0.4323 0.com.15 0.75 0.3023 0.53 0.78 0.1786 0.4457 0. n /(D 2/3 .2582 0.0559 0.4343 0.18 0.02 0.11 0.58 0.2965 0.64 0.3080 0.77 0.16 0.13 0.2214 0.09 0.4429 0. 1998 y/D 0.29 0.71 0.14 0.4065 0.19 0.4002 0. Araujo e Ito.4520 0.1592 0.4279 0.01 0.17 0.0730 0.2367 0.66 0.76 0.05 0.4517 0.2780 0.4444 0.10 0.br 10/07/2008 Tabela 26.60 0.12 0.4398 0.10-Condutos circulares em regime permanente y/D v.59 0.74 0.52 0.06 0. Fernandez.1877 0.08 0.72 0.65 0.4124 0.0353 0.04 0.4206 0.03 0.73 0.51 0.0881 0.69 0.4498 0.2905 0.4034 0.26 0.68 0.1381 0.1019 0.54 0.2291 0.2512 0.28 0.56 0. I ½) 0.2133 0.57 0.4469 0.4256 0.4523 v.4505 0.4414 0.4362 0.2843 0.2716 0.27 0.79 0.07 0.4301 0.4480 0.22 0.4095 0.67 0.4381 0.4180 0.4231 0.1147 0.2650 0.1965 0.70 0.63 0.55 0. n /(D 2/3 .Curso de rede de esgotos Capítulo 26.4512 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. I ½) 26-32 .

4499 0.4402 0.91 0.3968 1.3580 0.4267 0.3490 0.86 0.4519 0.4345 0.3345 0.89 0.83 0.84 0.4376 0.90 0.br 10/07/2008 Tabela 26.88 0.4524 0.43 0.4425 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.95 0.3394 0.35 0.94 0.3787 0.50 0.40 0.00 0.4522 0.82 0.4309 0.93 0.3535 0.47 0.46 0.4462 0.36 0. 1998 2/3 .4476 0.92 0.3666 0.3825 0.3968 Fonte: Netto.42 0.4213 0.3748 0.81 0.3708 0.4524 0.85 0.31 0.11-Condutos circulares em regime permanente y/D v.4507 0.4142 0. Araujo e Ito.45 0.3295 0.3243 0.3136 0.38 0.49 0.32 0.96 0.44 0.3443 0.34 0.4514 0.3899 0. n /(D 2/3 .97 0.98 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.3624 0.41 0.33 0.39 0.4489 0.3190 0. Fernandez.48 0.4445 0. I ½) 0. I ½) 26-33 .99 0.37 0.3863 0.3934 0. n /(D y/D v.87 0.com.

7059 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.69 0.7340 0.5330 0.61 0.17 0.5410 0.14 0.7389 0.7365 0.6207 0.7608 0.65 0.5600 0.6176 0. Fernandez.5779 0.26 0.7239 0.5248 26-34 .67 0.28 0.5814 0. I ½) y/D 0.62 0.5848 0.25 0.71 0. 1998 v.6080 0.73 0.59 0.55 0.5882 0.com.05 0.7111 0.6015 0.5949 0.7560 0.63 0.7290 0.6980 0.7315 0.78 0.08 0.75 0.5709 0.7137 0.53 0.6260 0.7536 0.7007 0.07 0. n/(y2/3 .6954 0.6873 0.19 0.7438 0.5982 0.06 0.30 0.7085 0.6827 0.66 0.16 0.7265 0.5916 0.51 0.79 0.7414 0.11 0.5525 0.57 0.7463 0.21 0.br 10/07/2008 Tabela 26.72 0.7214 0.5449 0.6900 0.29 0.7188 0.15 0.09 0.22 0.56 0.18 0. I ½) 0.02 0.5487 0.20 0.68 0.23 0.03 0.5290 0.12-Condutos circulares em regime permanente y/D v.54 0. Araujo e Ito.13 0.77 0.10 0.60 0.70 0.7033 0.7163 0.04 0.76 0.58 0.5637 0.12 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.5744 0.6238 0.74 0.6048 0.80 Fonte: Netto. n/(y2/3 .24 0.27 0.5563 0.7511 0.6112 0.7487 0.5673 0.01 0.52 0.5371 0.7584 0.6144 0.64 0.

com.31 0.48 0.93 0.87 0.4733 0.6736 0.4428 0.4271 0.37 0.46 0.84 0.47 0.5120 0.5076 0.5030 0.90 0. I ½) 0.6449 0.4354 0.4936 0.6708 0.43 0.6846 0.4838 0.50 0.32 0.4620 0.91 0.4984 0. 1998 v.35 0.40 0.4786 0.88 0.82 0.6537 0.33 0.85 0.6819 0.99 0.41 0.39 0. n/(y2/3 .92 0.6680 0.38 0.br 10/07/2008 Tabela 26.94 0.6360 0.34 0.6299 1.4678 0.49 0. Fernandez.81 0.00 Fonte: Netto.97 0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.83 0.6652 0.3968 26-35 .4560 0. n/(y2/3 . Araujo e Ito.6420 0.86 0. I ½) 0.4888 0.449.96 0.36 0.95 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.4170 0.5206 0.6508 0.6479 0.5164 0.44 0.45 0.6764 0.89 0.6 0.13-Condutos circulares em regime permanente y/D y/D v.42 0.6791 0.6330 0.6595 0.6566 0.98 0.6623 0.6390 0.

ψ 0.94 yc = (ψ / b2) 0.12 Calcular a altura crítica de um tubo de concreto de diâmetro de 1. Primeiramente calculamos ψ ψ = Q2 / g = 32 / 9. a altura critica no tubo é de 0. Exercício 26.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5m para conduzir uma vazão de 3m3/s. mostra quatro equações semi-empíricas para a estimativa da altura crítica yc extraídas de trabalho de Straub.81 = 22.25 ) 0. b 1.00m.94 / 32) 0.1) Exercício 26.81 = 0. vazão de 15m3/s e declividade da parede de 1 na vertical e 3 na horizontal ( z=3).2) yc = (ψ / b2) 0.81 .25 ) 0.27 Equações semi-empiricas para estimativa da altura crítica French in Mays.01 / 1.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.94 yc = 0.92 yc = (1.25 = 0.01m 26-36 . 1999 em seu livro Hydraulic Design Handbook capítulo 3.97m Portanto.97m Seção trapezoidal Para a seção trapezoidal de um canal com base b e inclinação das paredes 1 na vertical e z na horizontal. Primeiramente calculamos ψ ψ = Q2 / g = 15 2 / 9. (ψ / z 0.0. ( 22.26) . (Equação 26.03 = 1.1) 3 2 sendo Q a vazão (m /s) e g=9. vazão de 15m3/s.81 . (ψ / z 0. Seção retangular (Equação 26.3 = yc = 1.01 / D 0.b/ 30z = 0.27 .25 = (1.br 10/07/2008 26.1) Exercício 26.b/ 30z ( Equação 26.33 = (22. Primeiramente é definido um termo denominado ψ = Q2 / g ( Equação 26. ψ = Q2 / g = 152 / 9.26) .11. ψ 0.33 sendo b=largura do canal (m).81 m/s .3/ 30.00m.75 .81 . a altura critica é: yc = 0. Seção circular ψ = Q2 / g yc = (1.25 ) 0.75 . 1982.26) .92 0. Calcular a altura crítica de um canal retangular com largura de 3.13 Achar a altura critica de um canal trapezoidal com base de 3.94 / 3 0. b 1.7Hydraulic of Open Channel Flow. 3 1.25 sendo D o diâmetro da tubulação.33 = 1.36m.75 .50.27 .01 / D 0.36m Portanto.com. 0.04. a altura critica do canal é de 1.81 = 22.27 .

6 0.5 graus θ = 2 arc cos ( 1 – 2y /D) ou θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 4.224/ 0.18)=0.com.14.Rolim Mendonça et al. θ 0.6 D-1.18 x 0.013x0.23 4.033m É importantíssimo calcularmos a tensão trativa.18/2 = 2.18 – seno 4.847.56 4.01m Exemplo 26.6 θ 0. 1987 Dimensionar um coletor para vazão de 92.56 4.-567= 1.30/2= 0.4962x0.6 (n Q/I 1/2) 0. I 26-37 A= D2 ( θ – seno θ)/8 A= 0. o angulo central θ =4.30 y=1.6 θ 0.18 4.18 4.4962 = ( 1 – 2 (y/D)) -1.30/4) (1-(seno 4.0567m2 .75 A área molhada “A”: Equação da continuidade Q= A x V V= Q/A= 0.64m/s O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 P=(4.4 θ= sen θ + 2 2. θ= sen θ + 2 2.30=0.18)/8=0.0928/0.4962=-2 y/D=-2y/0.302 ( 4.00 4.4 θ 3.18 = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 4.013 (Manning).6 (0.011m/m com diametro de 300mm e n=0.4 Tabela 26.30)/2=0.18 Portanto.14.224m y/D= 0.627m O raio hidráulico “R”: R= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) R= (0.30-1.23 4.09= cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) -0. σt = γ .0928/0.847.Cálculos para achar o ângulo central do escoamento normal θ= seno θ +2.8 L/s no fim do plano com declividade de 0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.18)/ 4.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0111/2) 0.18 rad= 239. a altura critica é de 1.18 4.18 4.4 θ= sen θ +2.br 10/07/2008 Portanto. R . θ 0.

56 2.67 θc= sen θc +0.28x0.03 4.715 – sen 3. R .255)} 0.50 2.91 2.715 rad Portanto.715rad= 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/0.7154/ (2.5 Vc=1.Cálculos do ângulo central sen θc +5.715))} 0.383] x (4.71 4.192/0. 3.71 4.2y/0.85 4.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.45 3.129m/m 26-38 .715/2))] x [3.0 x0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.15.85 [sen(θc/2)] 1/3 Tabela 26.46 θc= sen θc +5.seno (3.63 Pa >> 1 Pa.715/2= cos-1 ( 1 – 2 (y/0.192m y/D= 0.30)) 3.40 θc O problema apresenta dois valores 3.3/2=0.91 2.seno (θc))} 0.81/ (sen(3.011 = 3.01 4.42 3.br 10/07/2008 σt = γ .3 -1.2y/0.715 .033x 0.50 2.93 4.27m/s Ic= =[n2 x g/ (sen(θc/2))] x [θc4/ (2.28= 1.68 2.97 4.715rad θ = 2 cos-1 ( 1 – 2 (y/D)) 3.715))] (1/3) Ic=0.64 Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (θc .3 yc= 1.784 [sen(θc/2)] 1/3 x 7.56 2.03rad e 4.5 Vc= {[g xD/ (8 seno(θc /2))] x (3.68 2. OK.3 -1.com.81) 0.30 (3.40/2 = 3.5 Vc= {[0. Ângulo central crítico θc= sen θc + 8 ( Q2/g) 1/3 [sen(θc/2)] 1/3 x D -5/3 θc= sen θc + 8 ( 0.09282/9.000x 0. o angulo central critico θc=3.85 [sen(θc/2)] 1/3 4 4. I = 10.0132 x 9.03+4.03 4.01 4.85 4.97 4.30)) -0.93 4.0 D (θc – senθc))] (1/3) Ic= =[0.30=0.33 [sen(θc/2)] 1/3 x 0.40rad e tomamos a nmedia.28= .45 3.42 3.

29 o regime de escoamento é supercrítico ou torrencial. S1/2 Fonte: Metcalf&Eddy.29m/s então temos segundo a NB no item 5.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Análise da velocidade Velocidade normal= 1.29m/s Como 1.64>1. 1981 apresentam as Tabelas (26. S1/2 Fonte: Metcalf&Eddy. Q= (K/n) d 8/3 . 26.com.1 de fazer com que y/D≤ 0. 1981 26-39 .br 10/07/2008 Regime de escoamento Velocidade em regime normal de escoamento= 1. 1981 Tabela 26.64m/s Se a velocidade 1.17) bem como a Figura (26.16) e (26.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.28 Elementos hidráulicos numa seção circular Metcalf & Eddy.16.35m.64> Vc=1.1.19) Tabela 26.Valores de K para secção circular m termos da altura da lâmina de água d.64m/s Velocidade crítica= 1.50 Então adotamos D=0.17-Valores de K´ para secção circulas em termos do diâmetro do tubo Q= (K´/n) D 8/3 .

20.com.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.19.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. 1981 Figura 26.br 10/07/2008 Figura 26.Elementos hidráulicos de tubo circular Fonte: \Hammern 1979 26-40 .Elementos hidráulicos de tubo circular Fonte: Metcalf&Eddy.

Dados: Q=0.30m S= 0.60m 26-41 . Usemos a equação da continuidade Q= A x V portanto V=Q/A Temos que achar a área molhada.15x0.65 S=0. adotamos D=0.0156m2=0.236 Vamos então tirar o valor de D.15.005m/m n=0.n) / (D 8/3 .01 x 0.236x 0.0526 Entrando na Tabela (26.19) com d/D=0.16. S1/2) D= (0. Dados: D=0.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. S1/2 D= (Q.3 8/3 x 0. S1/2 K´= (Q.17) com K´= 0.015 (coeficiente de rugosidade de Manning) Q=0.605m Portanto.Extraído de Metcalf & Eddy.30/ 4=0. 1981´ Determinar o diâmetro.070686m2 A/Atotal = 0.30= 0.22 x 0.br 10/07/2008 Exemplo 26.0526 achamos d/D=0.0011/2) =0.22 Como: Atotal = PI x 0. S1/2 ) K´= (0.n)/ (K´ .28 Portanto. Q= (K´/n) D 8/3 .013 Q= (K´/n) D 8/3 .001 m/m n=0.17) achamos K´= 0.15m3/s 65% cheio= d/D=0.Curso de rede de esgotos Capítulo 26.070686m2=0. Entrando na Figura (26.Extraído de Metcalf & Eddy.28 x 0.30 x 0.0156m2 V= Q/ A = 0.22 A= 0. 1981 Determinar a altura da lâmina liquida e a velocidade de um escoando com secção parcialmente cheia.084m Vamos achar a velocidade. S1/2 Como d/D= 0.28 achamos A=Atotal = 0.641m/s Exemplo 26.01m3/s Solução Vamos tirar o valor de K´ Q= (K´/n) D 8/3 .01m3/s/ 0.65 entrando na Tabela (26. d= 0.015) / (0.com.013)/ (0.0051/2 )=0.

-ABNT NBR 7362/90. -FERNANDES. Projeto e Construção de redes de esgotos.com. Manual de Hidráulica. 563 páginas. 1973. JOSE M. PATRICIO GALLEGOS. Sistemas de esgotos. 416páginas. JOSÉ M. 1987. Coleta e transporte de esgoto sanitário. -HAMMER. 669páginas. coletor de esgoto. Sistemas de esgoto sanitário.Redes coletoras de esgoto sanitário Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 654 páginas. Edição Luso-Brasileira. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. Rio de Janeiro. CARLOS. Tubo de PVC rígido com junta elástico. 452 páginas. -AZEVEDO NETO.. SERGIO ROLIM et al.Curso de rede de esgotos Capítulo 26. A. Editora UFMG. PEDRO ALEM. 8ª Ed. 1983. Editora Universitária. -ABNT NR 9814/87 Execução de rede coletora de esgoto sanitário -AZEVEDO NETO. 547 páginas 26-42 . -CRESPO. Editora Livros Técnicos. -ABNT NBR 9649/86 Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário. Hidráulica Geral. João Pessoa. -TSUTIYA. Dimensões.br 10/07/2008 26. MARK J. EPUSP. 1997. -MENDONÇA. -LENCASTRE. 129páginas. Faculdade de Saúde Publica e CETESB.29 Bibliografia e livros consultados -ABNT NBR 10158/87 Tampão circular de ferro fundido. 1979. 433 páginas. 1997. 1999. Esgotos sanitários. Sistemas de abastecimento de água e esgotos.

Curso de esgotos Capitulo 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.com.br Capítulo 27 Método de Muskingum-Cunge 27-1 .

Método de Muskingum-Cunge Introdução Routing de rios e canais usando o método de Muskingum Routing de rios e canais usando o método de Muskingum segundo FHWA Routing de rios e canais usando o método de Muskingum-Cunge segundo FHWA Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge segundo Chin quando há canal lateral Método de Muskingum-Cunge segundo Chin Método de Muskingum quando há canais laterais Método de Muskingum-Cunge segundo Tucci Bibliografia e livros consultados 23 páginas 27-2 .7 27.com.br SUMÁRIO Ordem 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.5 27.3.Curso de esgotos Capitulo 27.4 27.8 Assunto Capítulo 27 .6 27.2 27.1 27.1 27.3 27.

1) e (27. conforme a Figura (27.com.1 . As aplicações de routing são basicamente duas: routing de reservatórios e routing de rios e canais. 1993: dS/dt = I – Q Sendo: S= volume de água no canal (armazenamento) I= vazão a montante Q= vazão a jusante (nota: as vezes usa-se a notação “O” de output) t= tempo. Dica: a secção é constante durante todo o trecho No Método de Muskingum. O cálculo exato seria o uso das equações gerais de Saint-Venant conforme Porto.1). conforme Chow et al. conforme Figuras (27. Em rios naturais o valor de X é usualmente entre 0 e 0. • Método de Muskingum-Cunge. O armazenamento no canal forma um prisma onde S (storage) é proporcional a O (output) e o armazenamento em cunha. onde S é proporcional a diferença entre a entrada e a saída.2). chamado de Muskingum routing.5. 2003. é também. 2000 27-3 .Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.2. 27.5. 1993 para um trecho de um canal com movimento não uniforme. Vamos expor as idéias de routing elaborados por McCuen no FHWA (Federal Highway Administration) que faz parte do Highway Hydrology. mas devido as dificuldades de levantamentos de dados usa-se o método de Muskingum-Cunge.X (I –O).br Capítulo 27 . o armazenamento depende da vazão de entrada e de saída. O Método de Muskingum para o chamado “flood routing” foi desenvolvido em Ohio pela primeira vez em 1938 no rio Muskingum por McCarthy do US Army Corps of Engineers e.Curso de esgotos Capitulo 27. sendo o valor típico 0.O e uma cunha K. sendo K o tempo de trânsito até o local desejado e “O” a vazão naquele local. Observar o prisma e a cunha. O valor de X varia entre 0 ≤ X ≤ 0.Esquema do canal para aplicação do Método de Muskingum. Fonte: Chin. Para armazenamento em reservatórios X=0 e quando o armazenamento marginal está cheio X= 0.2 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum Conforme Chaudhry.Método de Muskingum-Cunge 27.3. para routing de rios e canais são usados uns dos quatros métodos: • Método de Muskingum. podemos ver a combinação de um prisma de armazenamento K. 1988. Para o routing de reservatórios normalmente é usado o método modificado de Pulz e.1) Figura 27.1 Introdução O Método de Muskingum-Cunge tem como objetivo a propagação de cheias em rios. (Equação 27. Em um canal podemos escrever conforme Akan.

O intervalo de tempo Δt quando há ramificações laterais deve ser igual ao menor tempo. p.7) (Equação 27.3) Sendo: S= volume. K= constante do travel time (tempo de trânsito ou tempo de translação) X= fator entre 0 e 1. Q= vazão na saída (m3/s).2) S= K [X. conforme Figura (27.3).2 .Esquema do canal para aplicação do Método de Muskingum.4): Sendo: Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1.1 e 0. Fonte: Chaudhry.Curso de esgotos Capitulo 27. O básico do método de Muskingum é que para se achar os valores de K e de X temos que usar os dados de entrada e de saída e através de tentativas e erros achar qual o valor melhor de K e de X.3) após as simplificações obtemos genericamente a Equação (27.2 (McCuen.4) (Equação 27.(Q1+ Q2)/2 Usando a Equação (27.00 (Equação 27. O mais usado é X= 0. sendo S o armazenamento.2 para canais naturais. podemos achar um valor de K. capítulo 10).Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. I + (1 – X) Q] (Equação 27. S= K. I a vazão na entrada e Q a vazão no ponto considerado.8) (Equação 27.1) para o intervalo de tempo Δt: (S2 – S1)/ Δt = (I1 + I2)/2 . 27-4 . Observar o prisma e a cunha. Usualmente X= 0.X) -(Δt / K)]/ A Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.9) Uma das dificuldades de se aplicar o método de Muskingum é adotar Δt. Para cada valor de X adotado. K e X. O melhor valor de K será aquela curva que é praticamente uma linha reta.6) (Equação 27.3 (Handbook of Hydrology.0. I= vazão na entrada (m3/s).Q +K.603).com.br Figura 27. Usualmente o valor de X está entre 0. Podemos reescrever a Equação (27.5) (Equação 27.X (I – Q)] (Equação 27. 1993 Isto pode ser escrito da maneira usual de aplicação do Método de Muskingum.

5h A= 2 (1-X) + Δt /K= 2. Quanto ao valor de X vamos adotar X= 0.4m/s e o tempo de trânsito de A até B usando Manning é de 0. p. 274 O grande inconveniente de se usar o Método de Muskingum é que se precisa dos valores de entrada e de saída. Dica: o método de Muskingum-Cunge funciona bem quando o tempo de pico do hidrograma de entrada é maior que 2h.5. Exemplo 27. Fonte: Linsley et al.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. podemos estimar o valor de K como o tempo de trânsito da seção A até a seção B. cujo pico da descarga é Qmax= 84m3/s e Tr=25anos. usa-se X entre 0. Ainda usando o Método de Muskingum quando não se tem os pares de valores de entrada e de saída.1 . por exemplo.95h quando não há retificação do canal. Quando há mudanças de declividade ou de seção o calculo é feito por trechos prismáticos com declividade constante e mesma secção. Considera-se que a vazão média é Qo= 34m3/s e a altura da lâmina de água é y= 2. De modo geral o valor de x deve estar entre 0 e 0.com. Na Figura com X= 0. Calcular a hidrógrafa em B. Calcular o hidrograma de um ponto B de um rio localizado a L= 4800m de um ponto A. o que na maioria das vezes só possuímos os valores de entrada. fornecida a hidrógrafa em A. pois valores de X>0.Curso de esgotos Capitulo 27.00m.2 e 0.2 temos aproximadamente uma linha reta e dela está o melhor valor de K e de X.5 amplifica a hidrógrafa a jusante trazendo informações fora da realidade. A velocidade média é V= 1.Aplicação do Método de Muskingum Vamos usar um exemplo da Figura (27. Quando há retificação o tempo de trânsito será de 0. Dica: o método de Muskingum-Cunge considera o amortecimento e devido a isto que é usado em dimensionamento de coletores troncos de esgotos sanitários.2 e Δt =0.95h é o tempo de trânsito da seção A até a seção B usando a equação de Manning. 1982.Determinação do coeficiente K. Supomos que o valor de K= 0.13 27-5 .3.3 . Supomos que não há contribuição lateral no trecho. Vamos supor que não dispomos do par de dados de entrada e saída para avaliarmos corretamente os valores de K e X.79h. Na ausência de dados.4) que consta no FHWA.br Figura 27. usando a equação de Manning.

9 57.5 3 3.1 16.5 1 1.5 56.5 6 6.Curso de esgotos Capitulo 27.0 9.5 11 11.5 8 8.4 0.5 25.8 40.3 64.4 9.3 18.0 43.436 I1 + 0.1 53.0 45.9 0.5 9 9.2 38.4 0.8 72.9 41.com.5 5 5.8 50.6 30.5 12 12.9 10.2 7.505 x0=0.5 1 1.7 4.1 12.059 x7 + 0.7 52.0 74.505 Q1 Para tempo de 0.059 C1= [(Δt / K) + 2X]/ A= 0.5 10 10.5 6 6.5 11 11.3 tempo (h) 0 0.059 I2 + 0.436x7 + 0.5 4 4.X) -(Δt / K)]/ A= 0.8km teremos: Q2= 0.5 9 9.0 34.5 10 10.7 36.5 15 Seção A I (m3/s) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 Seção B O (m3/s) 0 0.8 0.9 5.5 4 4.5 14 14.7 19.1 75.8 76.9 58.8km Com 4km 27-6 .1 .5 15 I (m3/s) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 Seção B O (m3/s) 0 0.4 15.5 26.5 1.9 27.5 27.4=4.5 12 12.4 4.5 5 5.Obtenção do hidrograma na seção B Seção A tempo (h) 0 0.5h teremos: Q2= 0.7 1.7 0.7 65.1 4.4 65.436x0 + 0.5 13 13.059 I2 + 0.5 3 3.3 13.4 22.0m3/s E assim por diante.5 8 8.2 7.5 18.8 23.9 39.5 7 7. Tabela 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.8 76.br C0= [(Δt / K) – 2X]/ A= 0.5 13 13.2 Com 4.5 2 2.4 10.6 72.00 Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Para o trecho com 4.2 31.436 C2= [2 (1.5 14 14.4m3/s Para 1h temos: Q2= 0.3 2.7 16.505 Q1 Q2= 0.505 Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.5 2 2.436 I1 + 0.059 x13 + 0.505 x0.5 68.5 7 7.

13) 27-7 .3 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge. mas contém informações físicas típicas de um método de routing hidráulico.5 17 0 0 0 0 0.2 0.com.0m aumentará a vazão para 76.0 0.8km para 4.8m3/s.6m3/s a 5h. B. (Q/A)= (5/3) (q/y) A= área molhada da seção transversal (m2). c .0 Como resultado obtemos o hidrograma da Seção B onde obtemos a vazão de 75. a vazão por metro de largura (q3/s/m) Qo= vazão média (m3/s).5 17 0 0 0 0 0. [1.1 0.462585 C2=0.br 15. c L)] Uma outra condição muito importante para aplicação do Método de Muskingum-Cunge é que o valor de Δt deve ser menor que 1/5 do tempo de pico da seção A.0 15.11) (Equação 27. L) (Equação 27. Segue aproximadamente a mesma equação de Muskingum: Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: C0= (-1 + C + D) / (1 + C + D) C1= (1 + C .12) (Equação 27. Δt ≤ tp/5 (Equação 27. sendo que o pico na entrada era de 84m3/s a 4h.D) / (1 + C + D) Nota: pode ser negativo C2= (1 . Segundo McCuen. L= distância entre a seção A e a seção B (m). segundo FHWA A grande vantagem e a popularidade do Método de Muskingum-Cunge é que. conforme McCuen. V = (5/3) .104308 C1=0. V= velocidade média (m/s) do trecho entre a seção A e a seção B.0 0.5 16 16. não precisa de dados hidrológicos para calibração e os dados são fáceis de serem obtidos. Deve estar perto de 1.C + D) / (1 + C + D) Nota: pode ser negativo Os valores de Co + C1 + C2= 1 como o Método de Muskingum. c= celeridade da onda (m/s) = β.Curso de esgotos Capitulo 27. q= descarga unitária. So= declividade média entre a seção A e a seção B (m/m). Para 4km achamos: Co= 0.5 16 16. So .1 0.10) Sendo: C= coeficiente de Courant ou razão da celeridade. Onde: C= c . Y= lâmina da água (m) Os valores de C e D foram introduzidos através de: K= L/ c X= ½ . 1996 in Highway Hydrology.Q/(So. O método de Muskingum-Cunge é uma das soluções da equação da difusão e baseia-se nas equações de difusão da onda que provém das equações da continuidade e do momento. B= A/ y= área molhada (m2)/ lâmina de água (m). pois parece com os métodos hidrológicos. apesar de similar ao Método de Muskingum. É uma espécie de número de Reynolds do trecho. D= razão da difusão. V = (5/3) . A soma de C+D deve ser maior ou igual a 1. mas ligeiramente menor que 1 para evitar dispersão.433107 Quando houve a mudança de 4.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. o Método de Muskingum-Cunge é um método híbrido de routing.0 0. Δt / L D= Qo/ ( B . 27. ou seja.

br O método de Muskingum-Cunge é apropriado para uso na maioria dos rios e canais.4 . conforme FHWA.95h.Curso de esgotos Capitulo 27. Hidrograma do ponto A (entrada) 100 Vazão (m3/s) 80 60 40 20 0 0. Considera-se que a vazão média é Qo= 34m3/s e a altura da lâmina de água é y= 2.40m/s e o tempo de trânsito de A até B. conforme Figura (27.00m. cujo pico da descarga é Q máximo= 84m3/s.0 4. Um canal tinha 4.0 6.2 .com. usando Manning. Exemplo 27.Hidrograma no ponto A 27-8 .0 Figura 27.0 12.0 Tempo (h) 8. Usando período de retorno Tr= 25anos foi calculado o hidrograma no ponto A Calcular o hidrograma de um ponto B de um rio localizado a L= 4800m de um ponto A. Pretende-se retificar o rio passando o comprimento para 4km e declividade de S= 0. Leva em conta a difusão da onda de enchente.00114m/m.4).0 2. Figura 27. Calcular a hidrógrafa em B.0 10.8km do ponto A até o ponto B e declividade S= 0. fornecida a hidrógrafa em A.Esquema da retificação do rio entre os pontos A e B.00095m/m. A velocidade média é V= 1.5 . é de 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. O método não deve ser usado se há controle a jusante ou se há efeito de backwater para montante.Aplicação do Método de Muskingum-Cunge Vamos usar um exemplo que consta no FHWA.

5 5.5 3.00m D= Qo / (B .0 Volume total V= Quantidade de horas= Vazão= V/ (13h x 3600s)= Seção A Volume (m3/) (m3) 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 13 34m3/s 0 6300 18000 32400 49500 72900 105300 129600 144000 145800 134100 117900 100800 88200 77400 68400 61200 54000 46800 39600 32400 26100 21600 16200 11700 8100 2700 1611000 Primeiramente calculemos C e D.0 8. 1. So .Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.0 10.5 2.5 7. L)= 34 m3/s/ (11.718 O valor C + D= 0.0 7.Curso de esgotos Capitulo 27.Cálculo da vazão média do hidrograma da Figura (27.00m Área molhada = 22 m2 bo= 9.com.5 13.00m x 0.0 6.33m/s x 4800m)= 0.00095 x 2.0 12.2 .4464 C2= 0.718= 1.4) tempo (h) 0.875+ 0.5 12.5 1.5 11.0 11.0 0.2286 C1= 0.875 <1 OK Lâmina de água= 2.5 10.0 4.593 > 1 Ok C0= 0.40= 2.5x 3600s)/ 4800m= 0. c .5 8.0 3.0 1.0 2.00m B= A/y= 22m2/2.br Tabela 27.5h L= 4800m c= celeridade= (5/3) .0 5. Δt / L= 2.000 27-9 .33m/s C= c .5 6.00m= 11.3250 C0+ C1 + C2= 1.5 4. Δt= 0.5 9.0 9.33 x (0.

Obtenção do hidrograma na seção B usando Método de Muskingum-Cunge Seção A Seção B tempo I O (h) m3/s m3/s 0.5 11.0 7.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 27.5 4.0 0 7 13 23 32 49 68 76 84 78 71 60 52 46 40 36 32 28 24 20 16 13 11 7 6 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 7 13 22 33 48 63 74 79 77 70 62 54 47 41 37 33 29 25 21 17 14 11 8 6 3 1 0 0 0 0 0 0 0 Observe-se que a vazão de pico na seção A é de 84m3/se e na seção B é 79m3/s.0 12.com.0 1.0 15.0 8.5 16.5 10.0 13.5 17.0 11.0 9. quando há precipitação excedente QL em um canal ela pode ser levada em conta acrescendo um coeficiente C3 ficando as equações da seguinte maneira: Q2= C0 I2 + C1 I1 + C2 Q1 + C3 QL C0= (-1 + C + D) / (1 + C + D) C1= (1 + C .0 2.3 .0 16. Victor Miguel Ponce. 27.5 2.5 9.5 15.0 14.5 13.5 8.br Tabela 27. C) / (1 + C + D) 27-10 .0 0.0 6.5 7.5 14.C + D) / (1 + C + D) C3= (2.D) / (1 + C + D) C2= (1 .5 1.0 10.1 Contribuição lateral Conforme publicado pelo Dr.0 5.5 5. professor na Universidade de San Diego.5 12.0 3.3.5 6. na Califórnia no trabalho Diffusion wave modeling of catachment dynamic.0 4.5 3.

conforme Fred.(O1 + O2)]} / {X (I2. c= (5/3) . 2000 é derivado da Equação de Manning.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 27. Na falta de dados normalmente é feito X= 0. 2000 os valores de K.14) empírica de Dooge et al. Ainda citando Chin. pode ser obtido pela Equação (27. são feitas curvas para cada valor de X usando os valores das vazões de entrada I e de saída. quando há canais laterais.18) (Equação 27. 2000 citando Cunge.17) (Equação 27. 1998 p. O coeficiente (5/3) segundo Chin. Para o valor de X Chin.2.16) 27-11 . 2000 o método de Cunge feito em 1967 propôs estimativa para X e para K da seguinte maneira: K= L / c Sendo: L= distância até o ponto considerado (m) c= celeridade da onda (m/s).5 Δt [(I2 + I1) . v Sendo k’a razão cinemática Para canais retangulares largos o valor de k’= 5/3. segundo Chin quando há canal lateral Conforme McCuen.14) Tendo o valor de Δt.606 podemos usar Equação (27.15): K= {0. 1967 : X= ½ [1. 1993.4 Routing de rios e canais usando o Método de Muskingum-Cunge. So= declividade do canal (m/m) L= distância até o ponto considerado (m) (Equação 27. v Sendo: v= velocidade média de descarga. A celeridade da onde “c” é definido como: c= k’ .1982.I1) + (1. K= 0. Colocados em gráfico. o valor escolhido de K será aquele que o loop se aproximar mais de uma linha.15) (Equação 27.qo/ (So c L)] Sendo: qo= vazão por unidade da largura (m3/s / m).br 27.com.X) (O2-O1)} (Equação 27.6 L / V Sendo: L = comprimento (m) V= velocidade média do canal (m/s) K= constante de travel time (s) Conforme Chin.

Valores de X>0.2. Chin.5.0 31.3 Estimar o hidrograma de um canal a 1. Δt e K deverão obedecer a seguinte relação: X ≤ [(0.19) e (27. 1993 aconselha ainda para melhorar a precisão da aplicação do Método de Muskingum-Cunge os valores de Δt e de L selecionados devem obedecer as Equações (27. 2000. segundo Hjelmfelt.24) Exemplo 27. conforme Chin.5 produzem valores fora da realidade.5 25.23) (Equação 27. S= declividade média (m/m) e n= rugosidade de Manning (adimensional) (Equação 27.So .8 27-12 .{ 1 + [ 1 + 1.Hidrograma na seção A Seção A tempo I min m3/s 0 30 60 90 120 150 180 210 10. 2000 recomenda que: Δt ≥ 2KX (Equação 27.9) a (27.0 23.2 é o valor usual de X para pequenos e grandes canais.200m abaixo da seção usando o Método de Muskingum. Δt .5 Método de Muskingum-Cunge segundo Chin Chin.br 27. Tabela 27. sendo dados X= 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 27.0 25. So= declividade do fundo do canal (m/m) L= distância até o ponto considerado (m) Equação de Manning: V= (1/n) R (2/3) .21) FREAD. os valores ideais de X. igual a 1 e que X deverá estar entre 0 e 0. c. 393. 2009 p.003m/m. Δt ≤ tp/5 e que: L= 0.5 (Equação 27.com.4.20) K/3 < Δt < K (Equação 27. quando se usam as Equações (27. McCuen ainda informa que X= 0. 2000 diz que.5 Δt)/ K] ≤ (1 – X) e X ≤ 0. 1985.0 10.3 27. Q/B B= largura do canal.5 } (Equação 27. Fread. R= raio hidráulico (m).4 . temos então o Método de Muskingum-Cunge.22) Sendo: q= média da vazão por unidade da largura.11) sugeridas por Cunge. q/(c2 . isto. K= 40min e o hidrograma de entrada. aproximadamente. Para canais naturais X= 0. conforme Chin.19) Como regra prática McCuen diz que Δt /K dever ser.Δt)] 0.5.20). S (1/2) Sendo: V= velocidade média (m/s). McCuen cita que.0 45. (1998) comenta que pode-se aplicar o método de Muskingum-Cunge para análise de inundações a jusante de rios e vales em lugares em que a declividade do canal So > 0.5 .

Curso de esgotos Capitulo 27.5 16.3min < Δt < 40min Adotamos Δt= 30min.2 23.1 10.0 10.0 Δt ≥ 2KX Δt ≥ 2 x 40min x 0.2= 16min K/3 < Δt < K 40/3= 13.4 17.3 13.0 10.35= 0.27) acima partir do tempo zero e obtemos a Tabela (27.2) + 30/40= 2.362 (Equação 27.5 32.489 C2= [2 (1.35= 0.0 10.4) Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Q2= 0.0 10.25) (Equação 27.35 Co= [(30/ 40) – 2x 0.3 19.26) Verificamos ainda que: Co + C1+ C2= 0.149 +0489+0.3 120 35.5 12. A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1.4 90 45 31.0.35= 0.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.8 27-13 .0 10.0 10.362 Q1 (Equação 27.5 .1 150 27.00 Vamos aplicar a Equação (27.br 240 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 21.5) Tabela 27.489 I1 + 0.Obtenção do hidrograma na seção B Seção A Seção B tempo I O min m3/s m3/s 0 10 10 30 10 10 60 25 12.149 C1= [(30/ 40) + 2x 0.com.1 180 25 28.X) -(Δt / k)]/ A A= 2 (1-X) + Δt /K A= 2 (1-0.362= 1.27) Aplicando a Equação (27.149 I2 + 0.2) -(30/ 40)]/ 2.2]/ 2.2]/ 2.

3 13.1 10 10 10 Método de Muskingum 50 Vazao (m3/s) 40 30 20 10 0 0 200 400 600 800 Seção A Seçao B a 1200m a jusante Tempo (min) Figura 27.5 16.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.6 14.1 20.3 16.1 18. 27-14 .4 17. Foi aplicado o método de Muskingum para obter a seção B a 1. A Equação (27. primeiramente temos que computar a influência dos mesmos.14).9 10. conforme Akan.4) fica modificada com mais coeficiente C3 que será obtido da Equação.4 12.200m de distância da seção A 27. dois canais laterais ao canal onde estamos aplicando o método de Muskingum.6 .com.1 10 10 10 10 10 10 10 26.2 24.3 10.3 22.Hidrograma de entrada e saída. 1993.br 210 240 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600 23.5 12.12) a (27. por exemplo.3 19.6 10.6 Método de Muskingum quando há canais laterais Quando há. Os valores de K e X são determinados pelas Equações (27.Curso de esgotos Capitulo 27.8 21. C3= (Δt / K) / [2 (1 – X) +(Δt / K)] Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 + C3 (QL1 + QL1) Sendo: QL1= L x q1 QL1= L x q2 q1= vazão lateral por unidade de comprimento no tempo t1 q2= vazão lateral por unidade de comprimento no tempo t2 L= comprimento do canal lateral.

0 11.com.5 10 15 0 2 2 10.2 10 4.0 1.2 24.5 20 25 4 6 10 17.0 4.2 27-15 .359) +(0.5 30 25 8 6 14 31. Tabela 27.5m3/s após 2h.0 3.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.083 C1= 0.5h As hidrógrafas de QL1 e QL2 As hidrógrafas I1 e I2 conforme a Tabela (27.5 3.0 15 20 2 4 6 11.5 2.7.0 25 20 6 4 10 35.5 5.6 7 3.Curso de esgotos Capitulo 27.4 Usando o método de Muskingum com C0= 0.2 3 1. Primeiramente faremos o cálculo de C3 C3= (Δt / K) / [2 (1 – X) + (Δt / K)] C3= (0.9 8 3.5 4.5 1.175. São fornecidos: K= 0. baseado em Akan. 1993.0 0.0 2.0 5 2.br QL1 QL2 Figura 27.0 35.5 20 15 4 2 6 30.0 10 10 0 0 0 11.1 31.0 11. QL1+ Q1 t2 I1 I2 QL1 QL2 Q2 Ordem t1 QL2 (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (m3/s) (h) (h) 1 0.2 2 0.Contribuições laterais QL1 e QL2 Exemplo 27.0 15 10 2 0 2 23.6 .413 Procedemos como o método usual de Muskingum obtendo o valor Q2 que é o pico de 35.4).5 / 0.2 10.0 25 30 6 8 14 24.1 4 1.555)]= 0.0 9 4.9 17.6 23.Uso do Método de Muskingum com entradas laterais.555) / [2 (1 – 0.555h X= 0.2 17.359 Δt= 0.5 6 2.5 30.5 10 10 0 0 0 17.742 C2= 0.5 / 0.

Δt / K ~ 1 0. 1998 sugere a estimativa da vazão média Qo como sendo 2/3 da vazão máxima de montante. rugosidade de Manning n= 0. So .Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.5 o valor de Δt / K será aproximadamente igual a 1. L= comprimento do trecho (m).045 e largura da rio no trecho é de b=30m.5 . L= Qo/ (b. co .6 . L)] Sendo: X= fator entre 0 e 0. 1998 o valor da celeridade co pode ser obtida usando a equação de Manning. Qo 0.4)= 1.2 ≤ X ≤ 0.6 .co) Tucci.5 Calcular a celeridade em um canal com declividade 0.3 . 1998. b 0. o valor de Δt deve ser menor ou igual a tp/5.com.4) Exemplo 27.4) / (0.Qo/ (bo. (So 0. O tempo médio de deslocamento da onda é o parâmetro K.br 27. bo= largura média do trecho (m). 1998 p.6 . Qo 0. (So 0.4 Para 0.0007 0.4) Qo= ( 2/3) de Q máxima= (2/3) x 130 = 87 m3/s co= (5/3) .3 . Δt) 0.5 Qo)/ (b. apresenta o Método de Muskingum-Cunge com uma aplicação bem objetiva e definiu as seguintes variáveis: X= 0.3 . co= (5/3) .4 ≤X ≤ 0. co= celeridade (m/s). mas pode-se obter o valor de Qo usando o histograma de entrada. Δt ≤ tp/5 Sendo: tp: tempo de pico do hidrograma de entrada. co) + 0. Qo= vazão média a montante (m3/s).8. Ainda conforme Tucci. vazão máxima de 130m3/s.4) / ( n 0.5 Como geralmente não dispomos de muitos dados. So= declividade do trecho L em (mm).86m/s 27-16 .125 .158 salienta que se pode fixar o valor de Δt. K= L / co O valor de Δt / K depende do valor de X.045 0. 30 0.7 Método de Muskingum-Cunge conforme Tucci Tucci. Assim. (0. em seu livro Modelos Hidrológicos. b 0.4 o valor de Δt /K é o seguinte: Δt / K= 3.25 0.2 ≤ X ≤ 0. Tucci. Usando a equação da celeridade: co= (5/3) .Curso de esgotos Capitulo 27. [1. X 1. e então obtemos o valor de L.4) / ( n 0. para 0. So . (c. 1998 aconselha que a primeira tentativa a ser usada para o valor de L é: L= (2. Tucci.2 Como a equação acima não é linear. 87 0.5.4 ≤X ≤ 0.0007m/m.8 . L 0. So .

com.br 27. V= (Qp x t ) / 2 t= ( 2 x V ) / (Qp x 60) Sendo. 1997. que é praticamente a metade do tempo de esvaziamento.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. 1997 o hidrograma a falha da barragem pode ser obtida da seguinte maneira: • Adota-se a forma aproximada de um triângulo isósceles. • Supõe-se que a metade do volume do reservatório destina-se a erosão provocada na barragem. mais o tempo t2 descendente.Curso de esgotos Capitulo 27.7 Achar o hidrograma da falha da barragem com V= 90. Na Figura (27. conforme preconizado na USACE. o tempo de esvaziamento é de 44min. Sendo t1= 24min o valor de t2= 44min – 24min= 20min.000m3. Dica: observar que o tempo de formação da brecha é de 24min. • Recomenda ainda o uso do Método de Muskingum-Cunge.8) o tempo total de esvaziamento t é a soma do tempo de formação da brecha t1 até atingir o pico Qp. • A base do triangulo é o tempo para esvaziamento do reservatório com a vazão de pico da falha. t= t1 + t2 Exemplo 8. FREAD.8 Aplicação do método de Muskingum-Cunge em falhas de barragem Conforme USACE. (1998) comenta que pode-se aplicar o método de Muskingum-Cunge para análise de inundações a jusante de rios e vales em lugares em que a declividade do canal So > 0. • A altura do triângulo é a vazão de pico da falha. 27-17 .003m/m. V= volume total da barragem (m3) t= tempo de esvaziamento da barragem (min) Qp= vazão de pico ocasionado pela brecha (m3/s) Qp t1 t2 t= t1 + t2 Figura 27. Qp= 69m3/s t= (2 x V) / (Qp x 60)= (2 x 90000) / (69 x 60)= 44min Portanto.8 .Hidrograma em forma triangular do escoamento da água da barragem com a falha.

Conforme FROEHLICH.00m Qp = 0. localizada em Guarulhos. do trecho. co 2 Δt)) 0.L)= Quando 0.25= Δ t= K x 3.53 / h 0.5 x co x Δt x (1 + (1+ 1. A soma de C+D deve ser maior que 1. X 1.295 x 3.0221 x 2.4)= Δt (min) adotado= Valor de X= 0.3/ (n 0. So .000m3 h= 3.35 0. So 0.7 .25= Quando 0. Comprimento máximo do trecho O valor de L ou Δx deve ser menor que a Equação: Δx= L ≤ 0. So .5 x 2. Modelos Hidrológicos Vazão de pico (m3/s)= Qo Área da bacia (km2)= Área da bacia (ha)= Comprimento L (m)= Δx= O valor L adotado deve ser menor que o valor L calculado Área da superfície da barragem do Tanque Grande (m2)= Largura da base do córrego Tanque Grande (m)= bo= Tempo até o pico (min)= tp= Δt calculado ≤ tp/5 (min) Coeficiente de Manning adotado e suposto enchente= n= Declividade média do canal (m/m)= So= Valor de K= L/ co = (min) Celeridade (m/s) = co=(5/3) Qo 0.23 0.000 0.125 . X 1.90 = 24min Portanto. o tempo até o pico é de 24min.000 0. Tabela 27.5) Δx= L ≤ 0.br Exemplo 28.0221 2. L)= número de Reynolds da célula. o comprimento do trecho deve ser menor que 301m e adotamos L= Δx = 300m. bo. bo 0. isto é.Qo/ (bo.25 x 2min x 60s x (1 + (1+ 1.24 Qp = 0.80 0.6 .125 .207 2. co . Δt / L= (adimensional) Valor D= Qo/ ( So .0 1.4 ≤ X ≤ 0.5) Δx≤ 301m Portanto.Mostra simplificada dos cálculos executados.25 2 x 2 x 60)) 0.8 Barragem do Tanque Grande.5 ( 1 .1524 x V 0.250 0.90 tf = 0.53 / 3 0. Muskingum-Cunge Tucci.295 x h 1.207 27-18 .607 x V 0.607 x 90.2 ≤ X ≤ 0.4 então Δ t/ K = 3.5 então Δ t/K=1 então Δ t=K= Valor C= número de Courant=co .899 0.5x 69/ (15 x 0. (1995) temos: V= 90.com.1524 x 90.25 2 0.4 .23 2. Conforme FROEHLICH.309 1. C+D>1 Denominador= 69 8 800 300 301 5ha 15 24 4. Vazão de pico devido a brecha na barragem. (1995) temos: V= 90.00m tf = 0. Estado de São Paulo. isto é. co .24 =69 m3/s Tempo de formação da brecha.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 27.000m3 h= 3.83 1.84 2.5 Qo/ (bo.

Tabela 27.8 .com. Método de Muskingum-Cunge Seção A na brecha da barragem Seção a 6km a jusante Vazão Vazão m3/s m3/s 0 0 6 0 12 0 17 0 23 0 29 0 35 0 40 0 46 0 52 0 58 0 63 0 69 0 62 0 55 0 48 0 41 0 35 0 28 0 21 1 14 2 7 3 0 5 0 9 13 0 17 0 22 0 28 0 0 0 0 0 0 33 39 44 48 52 tempo (min) 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50 52 54 56 58 60 62 64 27-19 .25.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.720 0. conforme FHWA A soma de C com D deve ser maior que 1 O valor de C deve estar próximo de 1 e < 1 O valor de C não pode ser maior que 1 para evitar dispersão numérica 0.Hidrograma de vazão na saída da barragem e a 6km a jusante e a 44.094 0.Curso de esgotos Capitulo 27.51min sendo a largura de 15m e n= 0.186 1.0000 Devemos obedecer na aplicação do método de Muskingum-Cunge as condições de Courant para haver estabilidade nos cálculos.br C0= C1= C2= C0+ C + C2= Verificações do Método de Muskingum-Cunge.

9 .14m/s para 1.0 m/s.Curso de esgotos Capitulo 27. Observar que o pico devido a brecha era de 69m3/s passa para 54m3/s a 6km de distância com 20 intervalos de 300m e a 44.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.51min.br 66 68 70 72 74 76 78 80 82 84 86 88 90 92 94 96 98 100 102 104 106 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 54 54 53 50 46 41 36 30 25 19 15 10 7 4 3 1 1 0 0 0 0 Hidrograma de entrada e a 6km 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Tempo (min) Figura27.com.51min para a onda chegar até o rio Baquirivu Guaçu há uma diminuição da altura da água de 4.40m e a velocidade cai de 1.Hidrograma de saída na barragem devido a brecha e a 6km e 44.10m para 3. Vazão (m3/s) 27-20 .

10. observando-se os taludes a montante e a jusante. bem como o cutoff e o tapete de areia média.br Figura 27. Fonte: DAEE.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de esgotos Capitulo 27.com.Corte transversal de uma barragem de terra. 2005 27-21 .

519 p. Hidráulica básica.9 Bibliografia e livros consultados -PORTO. 2ª ed. RODRIGO DE MELO.com. 27-22 .Curso de esgotos Capitulo 27.Método de Muskingum-Cunge Engenheiro Plínio Tomaz 14 de junho de 2008 pliniotomaz@uol. 2003.br 27. EESC USP.

Figura 28.1.com.Interceptor 28.0km.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. Geralmente o Interceptor tem grandes dimensões acima de 1.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Conforme CETESB.1) podemos ver os coletores que alimentam os coletores troncos e estes que se dirigem para os interceptores. 1983. 1983 em Sistemas de Esgotos Sanitários.br 10/7/08 Capítulo 28. 1997 e os de José Maria Costa Rodrigues conforme CETESB. 1983 denomina-se Interceptor ao conduto que recebe os esgotos sanitários transportados pelos coletores principais (chamados coletores tronco).1 Introdução Vamos resumir os ensinamentos do dr. 1997 Na Figura (28. Normalmente usamos o sistema separador absoluto em que se separa as águas pluviais dos esgotos sanitários. Eugênio Macedo conforme mostrado por Fernandes. interceptor e emissário Fonte: Fernandes. coletor tronco. O emissário encaminha os esgotos até a ETE. 28-1 . podendo também receber as contribuições dos coletores de menor diâmetro das redes das águas circunvizinhas. Emissários são os condutos cuja única função é o transporte final das águas residuárias e não recebem contribuições em marcha e não interceptam outros condutos conforme CETESB. entretanto existe um sistema pseudo-separador com redes de águas pluviais e redes coletoras de esgoto sanitário que permitem o ingresso de certa quantidade de águas pluviais na rede de esgotos sanitários. A ABNT NBR 12207/92 define Interceptor como canalização cuja função precípua é receber e transportar o esgoto sanitário coletado.Esquema de coletor. caracterizada pela defasagem das contribuições. da qual resulta o amortecimento das vazões máximas.00m e comprimentos acima de 5.

é recomendado a ser considerado a defasagem das vazões para o dimensionamento da seção do interceptor quando isto acarreta uma diminuição no dimensionamento.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.4553 m3/s.0005m/m OK 28.00035 x 0. o valor mínimo da tensão tratativa média dever ser de 1. No caso de lançamento de contribuição de tempo seco ao interceptor. O interceptor deve ser dimensionado para a vazão inicial e vazão final do plano conforme NBR 12207/92 Embora o regime de escoamento no interceptor seja gradualmente variado e não uniforme. 28-2 . quando o amortecimento das vazões resulta em diminuição no dimensionamento hidráulico destas instalações. A tensão trativa em cada trecho de ser maior que 1 Pa.013.0005m/m.00035 x Qi -0. mediante a composição dos respectivos hidrogramas com as vazões dos trechos imediatamente anteriores. 28. Este procedimento é recomendado no caso de interceptor afluente à estação elevatória ou ETE.14553 -0.013 deverá ser justificada a tensão trativa média e a declividade mínima a adotar.2 Norma da ABNT 12207/92 A ABNT possui a norma NBR 12207/92 que trata de Projeto de Interceptor de esgoto sanitário que estabelece que: • Vazão parasitaria seja de até 6.47 Iomi= 0. Qi= vazão inicial (m3/s) Para valores diferentes de n=0. Iomi= 0.br 10/7/08 28. Exemplo 28.4 Efeito reservatório Em redes coletoras de esgoto sanitário é considerado o regime permanente e uniforme.com. para o dimensionamento o regime de escoamento pode ser considerado permanente e uniforme conforme NBR 12207/92. porem no cálculo de interceptores de dimensões elevadas maiores que 1. Portanto. No trecho de grande declividade (escoamento supercrítico) deve ser interligado ao de baixa declividade (escoamento subcrítico) por um segmento de transição com declividade crítica para a vazão inicial.00035 x Qi -0.3 Critério de dimensionamento Conforme NBR 12207/92 para avaliação das vazões no trecho final do interceptor.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 Pa para a vazão inicial e coeficiente de Manning n=0.0 L/s x Km de rede afluente. Iomi= 0.000866 m/m > 0.47 Io min=0.00m e distancias maiores que 5km de se usar o denominado efeito reservatório. pode ser considerada a defasagem das vazões das redes afluentes a montante. A declividade mínima usada na prática tanto para tubos de seção circular como retangular é de 0.47 Sendo: Iomin= declividade mínima do interceptor (m/m) para as condições iniciais.1 Achar a declividade mínima de um interceptor que tem vazão de pico de 0.

Hidrograma médio residencial tipo “a” Fonte: Fernandez.5). porém graças ao grande engenheiro Eugênio Macedo este trabalho foi feito na cidade do Rio de Janeiro. 1997 28-3 . Os hidrogramas médios afluentes de esgotos sanitários estão nas Figuras (28. 28.5 Hidrograma A grande dificuldade de se usar o método de Muskingum é que precisamos de hidrogramas da vazão afluente.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Macedo apresentou quatro tipos básicos de hidrogramas médios: • Hidrograma médio para bacias tipo “a” em áreas residências • Hidrograma médio para bacias tipo “b” em áreas residenciais • Hidrograma médio para bacias 100% industriais • Hidrograma médio para bacias 100% comerciais.br 10/7/08 Uma maneira de se considerar o efeito reservatório é usar o Método de Muskingum.2.com. Figura 28.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.2) a (28.

Hidrograma médio para bacias 100% industriais Fonte: Fernandez.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.Hidrograma médio residencial tipo “b” para casas modestas com mais de 4 pessoas/casa Fonte: Fernandez.4.3. 1997 28-4 . 1997 Figura 28.br 10/7/08 Figura 28.

1) a (28. q=0. a seguinte ordenada padrão para a nova bacia.1) foi obtida em área de Copacabana 100% residencial moradores e 2290 domicílios ou seja uma taxa morador/domicilio de 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.6 L/s Se a bacia em estudo de área A é 10 vezes maior que a área padrão Ao=10ha.4) podemos obter aproximadamente um hidrograma médio para o nosso problema particular.5. 28-5 .2) baseou-se em dados da zona norte da Cidade do Rio com 100% residencial com 4549 residências em 964 domicílios com taxa 4.3. A Figura (28. 1997 Observar que os hidrogramas obtidos por Macedo estão com a litros/segundo.00 + 0.20 x 11.Hidrograma médio para bacias 100% comerciais Fonte: Fernandez. sabendo-se que a taxa residencial/morador é inferior a 0. 20% industrial e 30% comercial. então a ordenada do hidrograma composto as 9h 30min da manhã será: Desta maneira como se pode ver usando os diagramas das Figuras (28.00morador por domicilio.25.30 x 16. pois o mesmo foi feito para uma área padrão de 10ha.6 Como obter um hidrograma diferente do padrão? Fernandez.com.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. vazão em com 7594 de Janeiro superior a 28. ter-se-ia as 9h 30min da manhã.3= 16. 1997 mostra que numa bacia com a distribuição percentual de áreas edificadas fosse 50% residencial.2 + 0.50 x 19.br 10/7/08 Figura 28. A Figura (28.

6.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1997 O objetivo é dimensionar um interceptor com 8.2. A equação para se obter o hidrograma efluente Q1. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: A= 2 (1-X) + Δt /K C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C2= [2 (1. e Q2 e consideram-se os valores do afluente I1 e I2.6km adiante há uma entrada de esgotos de uma área de contribuição de 4. Os valores de Co. Dimensionar o interceptor considerando três casos: • Sem defasagem • Com defasagem de 4h • Com amortecimento usando Muskingum (efeito reservatório) Figura 28. C1 e C2 são calculados e sua soma deve ser igual a 1 (um).Esquema de interceptor com duas entradas 28-6 .br 10/7/08 28.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.Adaptado de Fernandez.X) -(Δt / K)]/ A Sendo que: C0 + C1+ C2= 1. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Exemplo 28.2km2 conforme Figura (28.com.6km sabendo-se que a área de contribuição no inicio do mesmo tem área de 3.6).7 Método de Muskingum As equações básicas do Método de Muskingum estão abaixo.00 K= tempo de trânsito ou tempo de percurso em horas Δt= intervalo de tempo adotado. Geralmente menor ou igual a K X=0 devido a considerar-se um reservatório.5m2 e que a 8.

81 39.44 107.72 151.80 45.50 40.40 92.55 18.41 148.16 92.40 142.0 5.5 12.97 38.55 1090.30 69.10 155. pelo valor da área contribuinte inicial que é 3.5 Coluna 3 18.2+4h) Coluna 7 52.20 49.72 97.90 78.00 22.27 38. Coluna 2: estão os valores das vazões do hidrograma residencial tipo “b” de hora em hora.3 5.46 bpx3.2 6.46 169.85 17.15 144.80 69. Coluna 1: está o hidrograma médio adotado residencial segundo Macedo desde a hora zero até 24h.44 75.16 63.86 52.25 65.26 1308.70 63.24 104.2+4h Coluna 6 34.80 63.46 21.96 76. Coluna 3: nesta coluna está multiplicada cada ordenada da coluna 2 denominada coluna padrão.72 83.42 21.53 53.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.30 75.3 5.1 8.99 2410.85 40.2).00 37.1. Coluna 6: como a vazão de entrada de 4.1 5.42 21.96 83.99 45.1) coluna por coluna.27 39.50 18.0 19.com. Observar que o valor da vazão máxima obtida é 169.81 41. São dados tirados diretamente da Figura (28.44 26.26 160.14 48.36 34.942 4.60 132.6 19.24 58.8192 Com defasagem 3.42 21.44 75.58 40.72 83.42 21.55 17.05 17.24 58.27 39.3 311.26 21.2 18.32 152.6 95.0 22.4292 Vamos descrever a Tabela (28.26 21.30 94.00 77.br 10/7/08 Tabela 28.80 45.60 69.16 92.26 22.30 77.2 14.46 166. Coluna 5: estão a soma da coluna 3 com a coluna 4 em que não se considera a defasagem e nem o efeito reservatório.0 17.2 Coluna 4 22.00 22.26 22.7 96.02 90.2Km2.42 21.10 127.332 Sem defasagem (3.8 18.80 28.6km de distante e como a velocidade média admitida é 0.8 19.5+4.40 81.51 39.60 72.42 36.40 81.3 43.85 17.68 22.11 40.96 83.5+(4.00 60.14 138.61 bp x 4.8 21.1 5.3 52.85 17.44 1320.36 34.40 169.42 36.96 76. pelo valor da área contribuinte inicial que é 4.85 30.0 10.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.06 90.60 72.42 21.8 22.16 90.76 152.44 26.2Km2 está 8.4 5.2) Coluna 5 40.96 156.90 18.Cálculos observando a defasagem de 4 h nas cores amarelo bp (horas) Coluna 1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Total Média Bacia padrão Coluna 2 5.16 83.8 8.5 52.68 22.80 83.65 62.8 19.46 152.96 114.16 83.72 106.3 5.70 22.60m/s o tempo de trânsito ou de deslocamento será: 28-7 .90 78.5 18.16 167.46 21.36 39.00 68.29 76.40 92.81 2398.76 140. Coluna 4: nesta coluna está multiplicada cada ordenada da coluna 2 denominada coluna padrão.40 150.27 67.40 L/s.1 5.16 90.5Km2.

98 h= 4h (aproximadamente).2 18.8 19.2 12.0 17.2) que é parte da Tabela (28.1 5. Então as vazões do hidrograma estão defasadas de 4 horas em relação ao hidrograma da coluna 4.8 22.1 5.2 14.8 21.0 19. 12. Tabela 28.2km2.3 13.5km2 chegar no ponto de 4.0 19.3 5. dos valores da bacia padrão da coluna 3.br 10/7/08 8600m/ 0. mas quando a vazão de 3.com.1 5. Coluna 7: é a soma da coluna 6 que está defasada com a coluna 3.1 8.8 8.3).1 21.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.1). Quando a vazão no ponto de 3.8 18.0 28-8 .0 10.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 18.5km2 entrou ao mesmo tempo que 4.2.60m/s= 14333. Obtemos assim os valores: 5.4 5.6 6. 21 etc e coloquemos na Tabela (28.3s= 238.6km e haverá uma defasagem de 4h já mostrada acima.3 5.3 5.0 5. Nela fazemos uma média de 4 horas na coluna 1.2km2 terá percorrido 8.Média dos valores de 4h da bacia padrão Coluna 1 (horas) Coluna 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 bp Bacia padrão Coluna 3 5. Façamos uma tabela considerando o tempo de trânsito de 4 h Primeiramente vamos considerar a Tabela (28.0 22.1.2 6.6 19.2.3 5.9min=3.8 19.

Assim multiplicando 5.70 148.20 12.60 6.46 41.2 25.2Km2 Coluna 5: coluna 3+ coluna 4.35 73.20 21.99 58.04 93.20 81.66 78.20 x 3.75 128.2Km3 + 4h Defasagem media Col 1 0 4 8 12 16 20 24 Col 2 5.20 81.97 Vamos explicar a Tabela (28. Somamos a coluna 8 obtida pelo Método de Muskingum com a coluna 6 de 4.52 99.com.82 L/s está defasado na coluna 6 de 4h e assim por diante Coluna 7: É a coluna 3 + a coluna 6 da defasagem.72 46.00 5.12 25.12 43.10 21.84 21.00 19.61 104.3): Coluna 1: variação das horas de 4 em 4 horas Coluna 2: valores em L/s obtido pela média obtido na Tabela (28.19 139.81 61.00 18.82 88.60 21.20 42. Coluna 4: idem usando 4. Observar na coluna 4 que 50. Coluna 8: Hidrograma obtido da coluna 3 usando o Método de Muskingum.04 64.20 Col 7 40. A norma de Interceptor aconselha a defasagem.04 47.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. É o efeito reservatório.Cálculos Padrao (L/s) Inicio x 4. Coluna 9: é o efeito reservatório.5Km2 (L/s) Col 3 18.20 x 3.84 Col 5 40.93 26.20 L/s e assim por diante.2km2 defasado de 4h.55 47. Obtemos o valor máximo de 150.99 L/s.19 L/s 28-9 .32 155. É o cálculo normal que se faz obtendo a vazao de pico 161.50 67.04 Col 6 21.50 L/s para 61.82 88. Obtemos um pico um pouco menor que é 155.83 97.70L/s Coluna 6: Defasagem de 4h.99 46.40 Col 8 18.12 25.77 Com amortecimento Com Muskingum Soma do 4.5km2 e assim obtemos o hidrograma de entrada variando de 4h em 4h.06 57.84 50.20 40.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.75 L/s.84 50.17 161.63 150.30 13.06 57.05 51.5Km2 +4.20 Col3+col6 Qe Col 4 21.3.2 +Qe Col 9 40.br 10/7/08 Tabela 28.5km2=18.2Km2 4.2) Coluna 3: multiplicação da coluna 2 por 3.2Km2 (L/s) 3. Observar que houve um achatamento do pico da coluna 3 de 73.19 124.

No caso adotamos o mesmo valor de K ou seja.5km2 para 4.33x 42.2 = 25. X=0.70 L/s • Com defasagem: 155. O valor de Δt pode ser menor ou igual ao valor de K.com.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.33x18.33 C1= [(Δt / K) + 2X]/ A C1= [(4 / 4 + 2x0]/ 3 =0. admitimos primeiramente que Q1=18.5km2 que chega ao ponto onde entra o hidrograma dos 4. Desta maneira obtemos toda a coluna 6 que é o hidrograma do primeiro ponto com 3. 4h.35 + 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.33 x18.00 Para calcular a coluna 6 da vazão efluente Q1 e Q2. Importante notar que obtemos: • Sem defasagem: 161.33 C2= [2 (1. O valor K= 4. As equações básicas do Método de Muskingum estão abaixo.99 L/s e assim por diante.X) -(Δt / K)]/ A C2= [2 (1.br 10/7/08 Método de Muskingum.00 que é o tempo de trânsito do ponto de 3.2 + 0.75 L/s • Com efeito do reservatório: 150.2 L/s Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Q2= 0. Δt= 4. Q2= Co I2 + C1 I1 + C2 Q1 Sendo: A= 2 (1-X) + Δt /K = 2 (1-0) + 4 /4=3 C0= [(Δt / K) – 2X]/ A C0= [(4 / 4 – 2x0]/ 3 =0.33 Sendo que: C0 + C1+ C2= 1.00horas.2km2.00 pois consideraremos um reservatório para amortecimento.19 L/s D=700mm D=700mm D=600mm 28-10 .0) -(4 / 4]/ 3 =0.2km2.

0 Qm= 0. no inicio e no fim do hidrograma.28 Adotamos Qm=0.30 Adotamos também 6 horas para a vazão mínima das 0 as 3 e das 22.50= 1.br 10/7/08 28.20 K2=coeficiente da hora de maior consumo= 1.56 Sendo: Qm= vazão média (m3/s) K1= coeficiente do dia de maior consumo =1.5 Vazão mínima Qm x K3=0. 23 e 24h.com.20 x 1.56 x 0.8 Hidrograma unitário Como não temos muitas pesquisas sobre o hidrograma de esgotos. vamos construir um hidrograma unitário de maneira que a vazão de pico seja igual a 1 (unidade).Curso de rede de esgotos Capitulo 28. Portanto: Qm x K1 x K2= 1.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 28-11 .0 Qm x 1.50 K3= coeficiente da vazão mínima=0.50=0.

46 0.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.30 0.69 0.77 0.30 0.92 1.30 0.38 0.Hidrograma unitário para interceptor construído através dos coeficientes K1.38 0.92 0.53 0.84 0.30 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.30 0.com.77 0.61 0.61 0.br 10/7/08 Tabela 28.4.53 0.30 0.69 0.46 0.30 28-12 .30 0.00 0.84 0. K2 e K3 Tempo (horas) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Hidrograma p/interceptor 0.

4 0.com.0 0.8 0.Hidrograma unitário baseado nos coeficientes K1.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7.2 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.6 0. K2 e K3 28-13 .0 0 4 8 12 Horas 16 20 24 Figura 28.br 10/7/08 Hidrograma elaborado Vazão unitária (m3/s) 1.

Aplicação do exemplo do Macedo com Hidrograma adotado Tabela 28.26 23.21 92.30 0.79 74.36 48.10 29.50 145.84 64.50 35.72 27.50 35.72 27.72 27.40 155.72 27.00 0.07 47.21 Explicação da Tabela (28.52 116.82 50.01 77.30 é o resultado aproximado de Qm x K3.30 0.82 50.38 0.72 50.05 156.82 50.53 131.69 0.00 70.65 141.57 93.62 71.38 0.09 49.82 50.61 0.82 50.89 103.68 142.10 23.10 23.33 89.22 169.65 70.72 34.87 143.92 1.85 142.01 77.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.03 65.5.82 50.84 0.11 27.04 59.78 77.br 10/7/08 Exemplo 28.68 59.42 29.91 42.97 42.62 71.72 27.44 116.17 90.29 53.10 23.98 118.72 27.77 0.06 53.82 50.84 78.01 77.3. 28-14 . Os valores mínimos 0.92 0.46 0.82 27.53 0.2km2 Pico 92.02 71.10 27.30 0.11 27.77 0.30 0.09 35.82 64.40 L/s Coluna 4 Hidrograma unitário Coluna 2 Pico 77 L/s Coluna 3 Soma (3) + (4) Coluna 5 (4)+ 4h Defasagem Coluna 6 Defasagem (3) + (6) Coluna 7 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 0.5km 2 Tempo (horas) Coluna 1 4.82 56.78 87.97 40.21 92.35 103.72 27.48 140.02 79.76 56.71 144.81 35. K2 e K3.70 129.84 0.72 50.91 42.28 56.com.13 46. Coluna 3: como temos a vazão de pico de 77 L/s multiplicamos o valor 77 L/s por todas as ordenadas da coluna 2 obtendo a coluna 3 que dará o pico as 12h.82 50.30 130.81 62.03 85.37 50.36 48.Cálculos elaborados com Hidrograma unitário 3.15 63.30 127.5) Coluna 1: são o tempo de hora em hora a começa de zero hora Coluna 2: é o hidrograma unitário obtido conforme os coeficientes K1.72 27.03 85.72 27.47 63.10 23.53 0.46 72.84 78.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.30 0.40 85.95 101.72 27.61 0.92 64.43 106.72 27.46 0.09 49.28 56.82 50.76 56.30 0.72 27.60 58.69 0.72 34.40 85.07 65.00 77.10 23.72 27.47 63.72 27.80 68.30 0.65 70.10 23. As 12h temos o valor máximo 1 que é o resultado de Qm x K1 x K2.97 42.72 27.08 41.30 23.15 63.72 27.13 114.

Coluna 6: como é o exercício anterior do Macedo em que temos uma defasagem de 4h.53 L/s Em resumo temos: Importante notar que obtemos: • Sem defasagem: 169.com.40 L/s • Com defasagem: 145.20 L/s D=700mm D=700mm D=600mm 28-15 .Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Este é o cálculo normalmente adotado nos coletores.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.40 L/s. Coluna 5: é a soma das coluna 3 com a coluna 4 que fornecerá o valor de pico as 12h no valor de 169. Obtemos o valor de pico igual a 145.40 L/s. que é a defasagem. só que o valor de pico é 92. Este é o resultado previsto na norma técnica. observar que os valores da coluna 6 estão defasados de 4 horas em relação aos da coluna 4.br 10/7/08 Coluna 4: segue o mesmo raciocínio da coluna 3.53 L/s • Com efeito do reservatório: 142. Coluna 7: é a soma da coluna 3 com a coluna 6 que está defasada de 4horas.

80 Q> 751 L/s K= 1.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui. público em L/s Quanto maior for a vazão Q. Qtrecho= ( K1 x K2 -1) Qm senΦ + Qm +Qmf + KI x QI Sendo: Qtrecho= vazão de montante de um trecho no instante de fase K1= coeficiente da máxima vazão diária K2=coeficiente da máxima vazão horária Φ=ângulo de fase da senóide (24h = 360º) Qm= vazão média dos esgotos sanitários.br 10/7/08 28. comercial.10 Método da Sabesp para dimensionamento de esgotos com composição de hidrogramas. 1999 desde 1978 a Sabesp utiliza um hidrograma de descarga de esgotos representado por uma senóide.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. Q≤ 751 L/s K=1. comerciais.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial. Conforme Tsutya. A empresa norte-americana Hazen-Sawyer utilizou na falta de dados medidos na década de 70 o dimensionamento que iremos expor.com.485/ Q 0. 28. Conforme Tsutiya. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2.9 Método da Sabesp para dimensionamento de interceptores de diminuição da vazão de pico K=K1 x K2. dos serviços públicos e de pequenas indústrias Qmf= vazão de infiltração KI= coeficiente de pico para as vazões industriais= 1.1 QI= vazão proveniente das grandes indústrias 28-16 . menor será o coeficiente K. Isto é usado para o amortecimento das vazões de pico no dimensionamento das estações elevatórias ou estação de tratamento de esgotos.20 + 17. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1.

Hidrograma padrão senoidal Fonte: Tsutiya. 1999 28-17 .9.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1999 Figura 28.8.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 28.br 10/7/08 Figura 28.Variação de K2 em função da vazão média da bacia de esgotamento Fonte: Tsutiya.

Sistemas de esgotos sanitários. 213 páginas. Faculdade de Saúde Pública e CETESB.Curso de rede de esgotos Capitulo 28. Planejamento e projeto dos sistemas urbanos de esgotos sanitários. PEDRO ALEM. João Pessoa. -LEMES. CETESB. Esgotos sanitários. -FERNANDES. -CETESB. 547páginas 28-18 . 433 páginas.Interceptor de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. -TSUTIYA.br 10/7/08 28.11 Bibliografia e livros consultados -ABNT 12207/92. Projeto de interceptor de esgoto sanitário. 1997. 1973.com. EPUSP. 1999. FRANCISCO PAES. Editora Universitária. . Coleta e transporte de esgoto sanitário. CARLOS. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO. 1977. 418 páginas.

sugere a aplicação de medidas preventivas para os impactos futuros antes que ocorram graves danos ao ambiente natural. Segundo Truhaut.com.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Portanto.4 Destino dos poluentes O destino dos poluentes são basicamente três: • Ar • Água: receptor final dos poluentes • Solo/sedimento 29-1 . as substâncias químicas. 29. através de ensaios com matéria viva. a toxicologia estuda os venenos e as intoxicações pelos mesmos. As atividades humanas e processos naturais podem causar fontes de contaminação nos ecossistemas com graves conseqüências ecotoxicológicas. 2002.Noções de Ecotoxicologia 29. 2008 os primeiros testes de toxicidade com despejos industriais surgiram em 1863 e 1917 e os testes de toxicidade aguda em organismos aquáticos surgiram em 1930.2 Ecotoxicologia Conforme Maranho. A finalidade da ecotoxicologia é saber em qual grandeza. A ecotoxicologia estuda os efeitos adversos dos agentes tóxicos causados por contaminantes naturais ou sintéticos para o ambiente. A ciência dos agentes tóxicos.Curso de esgotos Capitulo 29. 29.2008 a toxicologia é a ciência que estuda os efeitos nocivos decorrentes da interação de substâncias químicas e de fenômenos físicos com o organismo. a toxicologia é o estudo dos efeitos adversos de agentes químicos ou físicos em seres vivos conforme Lopes.3 Perigo Maranho. isto é. isoladas ou em forma de misturas. A USEPA lançou em janeiro de 2004 o software gratuito denominado AQUATOX (release 2) que apresenta o modelo de rios e lagos onde existe os efeitos tóxicos.br 19/06/08 Capítulo 29. 2008 diz que a ecotoxicologia alerta para os danos ocorridos nos diversos ecossistemas por substâncias químicas que representam risco e assim. A palavra “eco” vem do grego oikos que quer dizer casa. 2002 a ecotoxicologia é o estudo dos efeitos adversos de agentes químicos ou físicos no ecossistema. são nocivas e como e onde manifestam seus efeitos. habitat e daí saiu o termo ecologia. Segundo Maranho. 1969 in Lopes. a ecotoxicologia como estuda todo o ecossistema engloba a toxicologia.1 Introdução O inicio da ecotoxicologia se deu em 1969 com o pesquisador francês René Truhaut. Portanto.. domicilio. No Brasil teve inicio somente em 1975 com Programa Internacional de Padronização de testes de toxicidade aguda com peixes. 29. que pode ser facilmente acessado pelo site.

Curso de esgotos Capitulo 29. 29-2 .1-Esquema do destino dos poluentes Fonte: Maranho.com. degradação microbiana e oxidação/redução • Solo: fotólises. fotólises. O agente tóxico (xenobiótico ou substância ou toxicante) é qualquer substância química que interagindo com um organismo vivo. hidrólises.5 Transporte dos poluentes O transporte dos poluentes são cinco: • Ar: fotólises e reações com OH• Agua: hidrólises.br 19/06/08 Figura 29. biodegradação e oxidação/redução • Biota: bioacumulação e metabolismo Conforme as propriedades físico-químicas dos xenobióticos é que é determinando o transporte entre as diferentes fases do meio. oxidação e redução e biodegradação • Sedimento: hidrólises.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2008 29. A movimentação dos contaminantes nos meios é determinada por processos físicos relacionados às propriedades químicas dos compartimentos ambientais e dos contaminantes. é capaz de produzir um efeito tóxico seja este uma alteração funcional ou a morte.

Muitos testes crônicos são feitos com ovos e larvas de peixes e testes agudos podem ser feitos com minhocas. 2008 os testes de toxicidade é feito através de bioindicadores dos grandes grupos de uma cadeia ecológica e ligadas aos ambientes agrícolas. Assim são usadas: • Produtores (algas) • Consumidores primários (microcustáceos) • Consumidores secundários (peixes.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 Testes de toxicidade Conforme Maranho. Não existe um ensaio que detecta todos os efeitos e portanto existe uma bateria de ensaios diferentes com vários critérios de toxicidade e conforme a situação específica.Curso de esgotos Capitulo 29.com. microorganismos) Nos testes de toxidade se examinam sinais. abelhas) • Decompositores (minhocas. 29-3 . 2008 29.2-Esquema de transporte dos poluentes Fonte: Maranho. por exemplo ou com abelhas.br 19/06/08 Figura 29. sintomas e efeitos que causam desequilíbrio orgânico.

Curso de esgotos Capitulo 29.3-Testes de toxicidade Fonte: Maranho.4-Testes de toxicidade Fonte: Maranho.com.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2008 Figura 29.br 19/06/08 Figura 29. 2008 29-4 .

armazenamento. hepatotoxicidade. que depende da via de introdução.guarú. 29.96: concentração nominal do agente químico que causa efeito agudo (letalidade) a 50% dos organismos-teste em 96h de exposição. Fase clínica: sinais. Efeitos nocivos decorrentes da ação tóxica. biotransformação e eliminação de substâncias inalteradas e/ou metabólitos. Conforme Machado Neto. 2008 os principais efeitos deletérios são: • Alterações cardiovasculares e respiratórias • Alterações do sistema nervoso • Lesões orgânicas: totoxicidade. Como teste preliminar para determinar o intervalo de concentração pode ser usadas as espécies: o Brachydanio rerio (Cyprinidae) – paulistinha o Poecilia reticulata ou Phalocerus caudimaculatus (Poecilidae). Define-se LC50 como a quantidade de pesticida presente por litro de solução aquosa que é letal para 50% dos organismos testados. 29.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Conforme Machado Neto. A toxidade aguda tem como base no LC50. freqüência e da duração da exposição. das propriedades físico-químicas do agente e de fatores relacionados à suscetibilidade individual.8 Fases da intoxicação As fases da intoxicação são basicamente quatro abaixo explicadas conforme Maranho. nefrotoxicidaded.7 CE 50 e CL 50 A toxidade pode ser aguda ou crônica. 2005 a toxicidade aguda para peixes é definida por: Concentração letal inicial média CL (I)50. O EC50 é a efetiva concentração em MG/L ou ug/L que produz em específico efeito mensurado em 50% de um organismo testado em determinadas condições de tempo em estudo. CENO: concentração de efeito não observado CEO: concentração de efeito observado.e etc. 2005 é a média geométrica dos valores CENO e CEO.com. 2005 para peixes o CEO é a menor concentração nominal do agente tóxico que causa efeito deletério estatisticamente significativo na sobrevivência e reprodução em 7 dias de exposição. 29-5 . sintomas e alterações detectáveis por provas diagnósticas que caracterizam os efeitos deletérios ao organismo. 2008.br 19/06/08 29. Fase da toxicodinâmica: mecanismos de interação entre o toxicante e os sítios de ação dos organismos. Valor crônico (VC): conforme Machado Neto.9 Principais efeitos deletérios Conforme Maranho. distribuição. concentração xenobiótico.Curso de esgotos Capitulo 29. Fase da exposição:a primeira fase da intoxicação é a fase da exposição. Fase de toxicinética: processos desde a disponibilidade química até a concentração do toxicante nos órgãos alvo (absorção.

. Cloranfenicol: aplasia medular 20.10 Interações entre os agentes tóxicos sobre os organismos Conforme Maranho.Curso de esgotos Capitulo 29. inativando-o. Infertilidade masculina. cérebro e coração Talidomida: coração e membros Fenobarbital: palato. o Mutagênese: alterações hereditárias produzidas na informação genética armazenada no DNA( ex. 2008. re-arranjos de partes de cromossomos. coração e atraso mental Álcool: defeitos faciais e atraso mental. radiações ionizantes). 20.com.11 Bioindicadores São espécies animais ou vegetais que indicam precocemente a existência de modificações bióticas (orgânicas) e abióticas (físico/químicas) de um ambiente. o Efeito aditivo: o efeito tóxico final é igual à soma dos efeitos produzidos separadamente. o Efeito sinérgico: o efeito final é maior que a soma dos efeitos individuais o Potenciação: o efeito de um xenobiótico é aumentado por interagir com outro toxicante que originalmente.br 19/06/08 • • • Lesões carcinogênicas/ tumorigênicas Lesões teratogênicas (malformações do feto) Alterações genéticas como : o Aneuploidização: ganho ou perda de um cromosso inteiro o Clastogênese: aberrações cromossônicas com adições. produzindo efeitos contrários. 2008 temos. falhas. não produziria tal efeito. o Antagonismo químico: o antagonista reage com o responsável pela ação. no final o efeito tóxico será menor. feminina ou mista o Teratogênese provocada por agentes infecciosos ou drogas o Aborto precoce ou tardio Alterações da capacidade reprodutora Exemplos: Vitamina A: atraso mental.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. o Antagonismo funcional: quando dois antagonistas agem sobre o mesmo sistema. o Antagonismo competitivo: quando um toxicante reduz o efeito do outro. Precisamos monitorar o meio ambiente 29-6 . São organismos que ajudam a detectar diversos tipos de modificações ambientais antes que se agravem e ainda a determinar qual o tipo de poluição que pode afetar um ecossistema conforme Maranho.

Curso de esgotos Capitulo 29. 2008 fez um estudo do impacto ecotoxicológico no Estado de São Paulo para avaliar os diversos ramos industriais cujos efluentes são lançados em corpos hídricos. Foram coletadas 90 amostras e fizeram testes de toxicidade aguda com Daphnia similis e ainda foram comparados os resultados as tradicionais análises físico-químicas e biológicas.12 Impacto ecotoxicológico Nieto.br 19/06/08 29.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Foi usada metodologia da ABNT para o uso da Daphnia similis bem como o uso de CE50/ 10 que foi comparado com o valor CER definido como: CER= vazão média do efluente x 100/ vazão média do efluente + Q7. De 32 amostra 66% tinham o potencial para acarretar impactos aos organismos aquáticos dos corpos receptores. 29-7 .com.10 do corpo receptor. CER ≤ CE50/ 100 Os resultados foram que os tratamentos feitos com projetos e bem operados tiveram uma remoção significativa da toxicidade. Funcionou o teste de toxicidade com Daphnia similis constituindo uma ferramenta indispensável para previsão do impacto dos efluentes industriais nos corpos de água receptores.

Engenheiro químico da CETESB. -FERCINOLA. NILDA A. Universidade Évora. 29-8 . campus de Jabuticabal. Ecotoxicologia.Associação dos engenheiros da CETESB. USEPA.Curso de esgotos Capitulo 29. junho. -NIETO. -NIETO. Controle da poluição das águas em indústrias têxteis. Toxicologia Ambiental. -MARANHO. ALVARO TEIXEIRA. Caracterização ecotoxicológica de efluentes liquidos industriaisFerramenta para ações de controle da poluição das águas. 2002. Nov/ 2005. Principles of surface water quality modeling and control. Modeling environmental fate and ecological effects in aquatic ecosystems. Ecotoxicologia. G. HarperCollins.br 19/06/08 29. G. 2002. JOHN. -THOMAN. Ecotoxicologia dos agrotóxicos e saúde ocupacional. Lisboa. Faculdade de Farmácia. 1987. ROBERT e MUELLER. 2008 (?).com. -LOPES. Bióloga. UNESP. REGIS.. XXVI Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental. CETESB. 2004. -MACHADO NETO. 3º encontro técnico anula da ASEC. REGIS. LUCINEIDE APARECIDA.15 Bibliografia e livros consultados -AQUATOX REALEASE 2. ABES.Noções de Ecotoxicologia Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Corte esquemático de uma elevatória convencional com bombas de eixo horizontal.2 Velocidades Conforme a NBR 12208/92 as velocidades na sucção e recalque são: • Sucção: 0.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.60m/s ≤ V ≤ 3. Existe a norma da ABNT NBR 12208/92 Projeto de Estações elevatórias de esgoto sanitário que é a antiga NB-569/1989.50m/s ≤ V ≤ 1.br 25/06/08 Capitulo 30.Estação elevatória de esgotos sanitários 30.1) a (30.1. Figura 30.00m/s As tubulações terão o diâmetro mínimo de 100mm.3 Dimensionamento do poço de sucção Vamos seguir os ensinamentos de Crespo.1 Introdução O dimensionamento de bombas e motores já foi explicado no curso de redes de água. 1997 30-1 .Curso de esgotos Capítulo 30.4) temos os vários tipos de estação elevatória de esgotos sanitários. 30. 30.50m/s • Recalque: 0. Fonte: Fernandes.com. 2001 que no dimensionamento de um poço de sucção é necessário atender duas exigências básicas: • Intermitência na partida das bombas • Tempo de detenção de esgotos Nas Figuras (30. A única diferença que existe é que no dimensionamento temos que prever um poço de sucção e que a detenção do esgoto no referido poço não passe de 20min.

br 25/06/08 Figura 30. Fonte: Fernandes. 1997 30-2 .Curso de esgotos Capítulo 30.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3.2.com. 1997 Figura 30. Fonte: Fernandes.Elevatória com bombas de eixo vertical.Elevatória com bombas de eixo horizontal.

1997 Na Figura (30. 1997 30-3 .5. Fonte: Fernandes.com. Fonte: Fernandes.5) temos vários tipos de sucção de bombas para elevatória de esgotos sanitários.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4.Instalação típica para bombas Flygt. Figura 30.Formas de sucção e respectivas submergências.Curso de esgotos Capítulo 30.br 25/06/08 Figura 30.

Conforme a NBR 12208/92 o maior tempo de detenção deve ser de 30min. 30. conforme recomendado pelo fabricante. 2001 a vazão mínima é uma variável difícil de ser fixada.com.7 Número de bombas Conforme a NBR 12208/92 devem ser previstos dois conjuntos motor-bomba. o reserva instalado deve ter capacidade igual à do conjunto de maior vazão.9 Dimensionamento do poço de sucção O volume do poço é dado pela seguinte relação: Vd= A x H Sendo: Vd= volume do poço (m3) A= área do poço (largura x comprimento) (m2) H= distância vertical entre o NA médio e o fundo do poço (m). recomenda-se que os conjuntos motor-bomba sejam iguais. No caso de mais de dois conjuntos.6 Volume do poço de sucção È o volume compreendido entre os níveis máximo e mínimo de operação das bombas conforme NBR 12208/92. Admite-se que o NA médio corresponde a um nível eqüidistante entre o NAmax e o NAmin. Qf= vazão afluente no fim do plano.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Para o cálculo da vazão mínima considera-se a vazão média de fim de plano sem considerar a infiltração e dividida por 4. 30. 30.8 Volume útil Conforme NBR 12208/92 o volume útil deve ser calculado. 30.4 Tempo de detenção média.5 Vazões iniciais e finais As vazões a serem consideradas são: Qi= vazão afluente no inicio do plano desprezando a variação horária K2.br 25/06/08 30. Qmin= Qmédio/ 4 Sendo: Qmin= vazão mínima (m3/min) Qmédio= vazão média de fim de plano sem considerar infiltração (m3/min) 30-4 . O limite máximo de rotação recomendado pela NBR 12208/92 é de 1800 rpm. 30. A vazão mínima representa uma grandeza tão pequena que inviabiliza o cálculo para determinar o volume máximo do poço.Curso de esgotos Capítulo 30. Segundo Crespo. cada um com capacidade para recalcar a vazão máxima. Quando forem adotadas bombas de rotação constante. sendo um deles reserva. considerando a vazão da maior bomba a instalar (quando operada isoladamente) e o menor intervalo de tempo entre as partidas consecutivas do seu motor de acionamento.

5 x Qb Sendo: V= volume mínimo do poço de sucção entre o Namax e o Namin (m3) Qb= capacidade nominal da bomba (m3/min) Exemplo 30.Curso de esgotos Capítulo 30.25 L/s + 25.Extraído de Crespo.com.000hab • Quota per capita: 150 L/dia x hab • Extensão da rede coletora: 50km • Taxa de infiltração: 0.0 L/s= 181.br 25/06/08 O tempo de detenção de esgoto no poço de sucção é dado pela seguinte equação conforme Crespo.5 = 156. A média considerada entre duas partidas consecutivas é de 10min.10 Intermitência na partida das bombas Conforme Crespo.2 coeficiente de vazão no dia de maior consumo • K2= 1.25 L/s Vazão de infiltração: 50 km x 0. 2001.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 L/s x km= 25 L/s Vazão de projeto Q= 156. Admitindo-se intervalo de 10min de intermitência o volume mínimo do poço de sucção será: V= t x Qb/ 4 Admitindo t=10min entre duas partidas temos: V= t x Qb/ 4 V= 10 x Qb/ 4= 2. A bomba não deve ter mais de 5 ou 6 partidas por hora e caso não seja feito isto teremos problemas na vida útil dos equipamentos. 2001 Dimensionar um poço de sucção de uma estação elevatória de uma cidade com: • População de 50.1.5 coeficiente de vazão na hora de maior consumo • Número de bombas: 2 +1 Solução: Vazão média Qmédia= (50000hab x 150 L/dia x hab)/ 86400s= 86.8 L/s Vazão máxima sem infiltração Qmax= 86. T= Vd/Qmin Sendo: T= tempo de detenção do esgoto no poço de sucção (min) Vd= volume do poço de sucção (m3) Qmin= vazão mínima (m3/min) 30.81 L/s x 1.5 Qb V= 2.25 L/s 30-5 .5 L/s x km • Coeficientes de vazão: • K1= 1. 2001 o intervalo de duas partidas consecutivas de uma mesma bomba denomina-se intermitência das partidas.2 x 1.

99m2 Considere-se que a disposição das bombas na estação elevatória exige um comprimento do poço na horizontal igual a 7. Portanto.96m.44m3/min= 13. Este valor é fixado de modo que o Namin fique em cota igual ao topo do rotor.80/2 + 0.5 x 5.81 min < 20min OK.25 L/s / 2= 90.44 m3/min V= 2.40 x 2. Distância vertical entre o Na médio e o fundo do poço: 0.Estação elevatória de esgotos sanitários Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.80m= 16.21m3/min Qmin= Qmédio/ 4= 5.15m3/ 1.40m.5 x Qb V= 2.30 m3/min T= Vd/ Qmin = 23. Largura do poço= 16.40m= 2.96= 1. a vazão de cada bomba Qb será: Qb= 181.com. 30-6 .30= 23.15m3 Vazão mínima Qmin Qmédio= (50000 x 150/ 1000 x 24 x 60) = 5.30m Verificação do volume do poço de sucção para respeitar o tempo de detenção máximo permitido.59m3 A= Vd/H=13.80m Vd=13.21/4= 1.30m3/min= 17.46m Vd= 1. T= Vd/ Qmin Sendo: T= templo de detenção (min) Vd= volume do poço ente o Na médio e o fundo do poço (m3) Qmin= vazão mínima de projeto (m3/min) Distância entre o Namin e o fundo do poço: 0.36 x 7.50m3/ 0.80m teremos: Área do poço: Vd= A x H A= Vd/ H H=0.59m3 Admitindo-se uma distância vertical entre o Namax e o Namin de 0.Curso de esgotos Capítulo 30.63 L/s= 5.br 25/06/08 Vamos ter duas bombas funcionando e mais uma de reserva.99m2/ 7.

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Figura 30.6- Esquema do NA max, Na min

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30.11 Modelo Paulo S. Nogami O prof dr. Paulo S. Nogami apresentou em 1973 para sistemas elevatórios de esgotos o seguinte modelo. Recomendou que o período de detenção não exceda de 30min em qualquer caso. Recomendou ainda que o número de partida do motor não ultrapasse de 10, o que limita a 6 minutos o ciclo ente dois inícios de bombeamento. Nogami, 1973 citou as seguintes expressões: V= q x p p= V/ q Sendo: V= volume útil do poço de tomada q= vazão de chegada p= período de parada da bomba V= (Q –q) x f f = V/ (Q – q) Sendo: V= volume do poço Q=vazão de bombeamento q= vazão de chegada f= período de funcionamento da bomba Exemplo 30.2- Extraído de Paulo S. Nogami, 1983 Determinar o volume útil de um poço de tomada de uma estação elevatória que deverá receber uma vazão média anual de 16 L/s. As vazões máxima e mínima correspondem, respectivamente a 2 vezes a metade da vazão média. Indicar a capacidade da bomba e calcular os períodos de funcionamento e parada da bomba para quando a vazão de chegada for mínima. Volume do poço V= 0,016m3/s x 10min x 60s= 9,6 m3 Capacidade adotada para a bomba: 35 L/s ( > 32 L/s) Período de funcionamento para a vazão mínima Vazão mínima= 0,5 x 16 L/s= 8 L/s= q Q= 35 L/s V= 9600 Litros f = V/ (Q – q) f = 9600/ (35 – 8) = 355 s= 5,9min Tempo de detenção no poço de sucção p= V/q p= 9600/8 = 1200s= 20min < 30mim OK

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Exemplo 30.3- Extraído de Fernandes, 1997 Dimensionar o volume do poço úmido e a potência instalada para desnível geométrico de 6,60m. Dados: 805 casas 5 pessoas/casa Distância: 408m Rede coletora a montante: 4,30Km. Solução: População de projeto P= 805casas x 5 pessoas/casa= 4025 pessoas Quota per capita= 150 L/dia x pessoa Coeficiente de retorno= C= 0,80 V= 0,80 x 0,150 x 4025= 483m3/dia= 5,59 L/s K1= 1,25 K2=1,40 K3=0,60 Taxa de infiltração= TI= 0,000 5 L/s x m Contribuição doméstica no dia de maior consumo: Qd= K1 x 483000 Litros/ 86400s= 1,25x 483000 Litros/ 86400s =6,99 L/s Contribuição doméstica na hora de maior consumo: Qd,max= K2 x Qd= 1,40 x 6,99= 9,79 L/s Vazão máxima de projeto em tempo de chuva Qh,max= 9,79 + 0,0005 x 4300m= 11,94 L/s Vazão mínima em tempo de seco Qmin= K3 x 483000/86400= 0,60 x 483000/86400= 3,35 L/s Pré-dimensionamento do volume Admitindo um período de parada de 10min quando a vazão de chegada corresponde a Qd teremos: V= tp x Qd = ( 10min x 60s) x 6,909/1000= 4,19m3 Adotamos V=4,0m3 Testando este valor para: 1) para máxima (vazão de chegada mínima) tp,max = V/ Qmax= 4000 /(3,35 x 60)= 19,90 min < 20min OK. 2) Funcionamento mínimo (vazão de chegada mínima) para Qmax= 11,94 L/s e analisando-se as circunstâncias do problema com uma só bomba funcionando com capacidade Qb= 12 L/s. tf, min= V/ (Qb- Qmin)= 4000/ ( 12,0- 3,35) x 60= 7,71min 3) Número máximo de partidas por hora (quando a vazão de chegada for mínima indica máxima parada com mínimo funcionamento). N= 60min / (tp, max + tf, min)= 60/ (19,90+7,71)=60/27,61= 2,14 < 4 OK Assim conclui-se que o volume de 4,00m3 satisfaz as condições de impedimento de septicidade e sedimentação e número máximo de partidas por hora. 30-9

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Potência instalada Dr= diâmetro da canalização de recalque Fórmula de Bresse Dr= 1,3 x Qb 0,5= 1,3 x 0,012 0,5= 0,142m Se Dr=150mm tem-se Vr=0,68m/s Se Dr=125mm tem-se Vr= 0,97m/s então adota-se no recalque Dr=125mm e na sucção será Ds=150mm. Altura manométrica H Empregando Hazen-Willians C=80 ferro fundido 10,643 . Q 1,85 J = ----------------------C1,85 . D4,87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m); Q= vazão em m3/s; C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Q= 12 L/s achamos J=0,0224 m/m Supondo comprimento virtual para as perdas localizada equivalentes a 26m encontram-se: H= 0,0224 (26+408)= 16,32m Potência instalada 1) Potência da bomba Qb= 12 L/s rendimento bomba= 66% rendimento do motor=80% Pb= (12 x 16,32)/ (75 x 0,66x 0,80)= 4,9 CV= 4,95 x 0,986=4,88 HP Folga de 20% ( 5HP a 10 HP) Pt= 1,20 x 4,88= 5,48 HP Adoto: Pt= 6 HP Teremos dois motores de 6 HP cada, sendo um de reserve.

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30.12 Grades de barras Quando a vazão for maior que 250L/s a limpeza das grades deverão ser mecanizadas. 30.13 Gerador de emergência Conforme a NBR 12208/92 no ponto de entrada de energia elétrica, deve ser previsto dispositivo que permita a ligação de gerador de emergência. 30.14 Fórmula de Hazen-Willians A formula de Hazen-Willians é usada para tubos com diâmetro maiores que 50mm; 10,643 . Q 1,85 J = ----------------------C1,85 . D4,87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m); Q= vazão em m3/s; C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians; D= diâmetro em metros. Obtemos: Qo= (C1,85 . D4,87 . J / 10,643) (1/1,85)

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Figura 30.7- Nomograma para a equação de Hazen-Willians para C=100 Fonte: Hammer, 1979

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Figura 30.8- Fatores de correção para determinação da perda de carga com valores diferentes de C=100. Fonte: Hammer, 1979 Exemplo 30.4 Para a vazão de 12 L/s, diâmetro D=100mm na Figura (30.7) achamos a perda Hf= 40/1000 Como queremos C=80 olhando a Figura (30.8) achamos K=1,51 Portanto, Hf= K x 40/1000= 1,51 x 40/1000=0,0604m/m

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30.15 Bibliografia e livros consultados -ABNT NBR 12208/92, Projeto de Estações elevatórias de esgoto sanitário. -CETESB. Sistemas de esgotos sanitários. Faculdade de Saúde Pública e CETESB, 1973, 418 páginas. -CRESPO, PATRICIO GALLEGOS. Elevatórias nos sistemas de esgotos. Editora UFMG,2001, 290páginas. -CRESPO, PATRICIO GALLEGOS. Sistemas de esgotos. Editora UFMG, 1997, 129páginas. -FERNANDES, CARLOS. Esgotos sanitários. Editora Universitária, João Pessoa, 1997, 433 páginas. -HAMMER, MARK J. Sistemas de abastecimento de água e esgotos. Editora Livros Técnicos, 1979, 563 páginas. -NOGAMI, PAULO S. Estação elevatória de esgoto. In Sistema de esgotos sanitários, 1973, Faculdade de Saúde Publica e CETESB, 416páginas.

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Capitulo 31- Cargas em tubos flexíveis 31.1 Introdução O SAAE de Guarulhos usa o PVC para esgoto desde 1983 e usa o polietileno de alta densidade (PEAD) desde 1972. Os tubos cerâmicos tiveram começaram a ser assentados em 1966 com juntas feitas com estopa alcatroada e asfalto preparado. Mais tarde foram usados tubos cerâmicos com j unta elástica. 31.1 Deformação diametral Uma das primeiras preocupações que tive, quando comecei a usar os tubos de PVC rígido em redes de esgotos sanitários, foi com a deformação diametral. Minha dúvida era sobre a resistência dos tubos de PVC. Primeiramente, comecei a fazer uma pesquisa sobre a profundidade de valas que o SAAE de Guarulhos usava. Profundidade da vala (m) 1,2 1,5 1,8 2,0 2,3 2,4 Total Freqüência de ocorrências (%) 0,5 80,0 5,0 10,0 4,0 0,5 100,0%

Conclui que 80% de nossas valas eram praticamente da profundidade de 1,5 m, sendo que a profundidade variava de 1,2 a 2,4 m. A largura das valas, feitas por retroescavadeira, também era padronizada: valas estreitas, com largura de 0,60 m ,e valas largas, com largura de 0,80 m. Para valas até 1,5 m de profundidade, usamos a caçamba de 0,60 m, e para valas superiores a 1,5 m de profundidade, usamos caçamba de 0,80 m de largura. 31.2Teoria dos tubos flexíveis O professor Anson Marston, da Universidade de Iowa (EUA), em 1913, publicou sua teoria sobre cargas em tubos, considerada até hoje “o estado de arte” sobre o assunto. Marston fez duas teorias, sendo uma para tubos rígidos e outra para tubos flexíveis. Segundo ele, para tubos rígidos, temos; w = Cd x b x W , Sendo: w = peso por metro linear (kgf/m); Cd = coeficiente de carga para condutos instalados em vala; b = largura da vala medida na geratriz superior do tubo em metros; W = peso específico do solo (kgf/m). Entretanto, a equação acima só pode ser aplicada para valas estreitas, isto é, menores que 2,5xD. Para valas maiores que 2,5xD, temos que considerar a condição de prisma: Assim teremos:
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w= h x W x b (kgf/m) ou p= pe x h x d (kgf/m) Sendo: w = peso por metro linear (kgf/m); pe = peso específico (kgf/m3); h = altura de recobrimento em metros; d = diâmetro externo do tubo em metros. 31.3 Spangler Splanger era formando na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, quando achou o erro nas fórmulas dos tubos flexíveis: a não validade da carga sobre dois pratos paralelos para avaliação dos tubos flexíveis. A nova fórmula desenvolvida por Spangler está muito bem explicada no ITT-3 (Informativo Técnico Tigre, Número 3). Usando a Teoria de Marston, para a carga de terra, e a Teoria de Spangler, para tubos flexíveis, e usando ainda a carga móvel segundo o tipo T-30 da ABNT, que admite que o veículo tenha carga máxima de 30 toneladas, dando 5.000 kg em cada roda, e usando o tipo de compactação leve que fazemos e escolhendo o pior terreno, calculamos as várias deformações, a longo prazo, que poderíamos ter. Assim, obtivemos a Tabela (31.1).
Tabela 31.1-Cálculo da deflexão diametral para tubos flexíveis de esgoto sanitário (PVC)

Profundidade. (m) 1,2 1,5 1,8 2,0 2,3 2,4

Diâmetro (mm) 150 150 150 150 150 150

Altura de recobr. (m) 1,05 1,35 1,65 1,85 2,15 2,25

Largura da vala (m) 0,6 0,6 0,8 0,8 0,8 0,8

Carga da terra (kgf/m) 330 425 519 582 677 708

Carga móvel (kgf/m) 566 404 325 291 254 243

Carga total (kgf/m) 896 829 845 874 931 952

Sendo: Carga móvel T-30 Carga de terra: fórmula de Marston Deflexão: fórmula de Spangler Peso específico = 2100 kgf/m³ (argila) Classe de rigidez = CR= 2500 K= 0,1 Compactação leve DR= 1,75 E’= 2,8 MPa

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Tabela 31.2-Cálculo da Deflexão Diametral para tubos flexíveis de esgoto sanitário (PVC) Profundidade Carga total Deflexão máxima Deflexão diametral da vala (%) (m) ( kgf/m) (%) 1,2 896 7,5 4,0 1,5 829 7,5 4,01 1,8 845 7,5 4,32 2,0 874 7,5 4,58 2,3 931 7,5 5,03 2,4 952 7,5 5,19 Concluímos que, para profundidades de vala existente na prática, e pelo tipo de compactação que fazemos, a deformação diametral relativa máxima varia de 4,0 a 5,19%, portanto abaixo de 7,5% , conforme NBR 7367 e que está na Tabela (31.2). 31.4 Testes de deformação diametral relativa a longo prazo Preocupados com a deformação diametral, devida às cargas externas, fizemos experiências em redes de esgoto de PVC rígido de diâmetro de 150 mm, com dois anos de operações, passando um gabarito esférico de plástico rígido de diâmetro 7,5% menor que o diâmetro interno da tubulação. Entramos em contato com os técnicos da Tigre e nosso pedido de confecção do referido gabarito esférico foi encaminhado. Com a esfera pronta, introduzímo-la nas redes de PVC de 150 mm, executadas dois anos antes. Não houve nenhum problema, confirmando, então, a suposição de que a deflexão máxima não atingiria os 7,5% máximos admitidos pela norma. É importante observar que, se houver uma deformação máxima de 7,5% do diâmetro, a seção diminuirá somente em 0,6%, o que é insignificante. Caso queiramos a deformação máxima permissível, logo após a instalação, devemos dividir a deformação máxima ao longo prazo (7,5%) pelo coeficiente de deformação adotado.

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de agosto/86. -American Water Works Association (AWWA).br 22/6/08 31. NBR 7362 de novembro de 1984 referente a Tubo de PVC rígido com junta elástica. -Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema).A.5 Referências Bibliográficas: -Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. coordenador do projeto: Maurício Cleinman. Water-Resources Engeneering. outubro 1984. -Informativo Técnico Tigre 03. Manual M23.com. -Engº Carlos Alberto dos Santos e Adejalmo Figueiredo Gasen. coletor de esgotosespecificação.1952. 1964. -Calvin Victor Davis. 31-4 .Curso de rede de esgotos Capitulo 31. produzido pela Asfamas e Abivinila. Estudos Para determinação de novos parâmetros e critérios de projetos de redes de esgotos utilizando o modelo de otimização. Informativo da Tubos e Conexões Tigre S. McGraw-Hill Book Company. -InformaTigre. setembro 1987. McGraw-Hill Book Company. Pipe Design and Instalacion. Estudo Comparativo entre Redes Coletoras de Esgoto do Tipo Convencional e Não Convencional. -Linsley and Franzini.Cargas em tubos flexíveis Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Handbook of Applied Hydraulics.

32-1 .br Capítulo 32 Caixa de retenção de óleo e sedimentos As pessoas ficam surpresas quando aprendem que muito pouco da precipitação destina-se para a recarga de aqüíferos subterrâneos.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Darrel I.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Leap in The Handbook of groundwater engineering.

Wilken para RMSP Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para P= 25mm e P=13mm.7 32.18 32.1 32.25 32.21 32.6 32.3 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.8 32. 2000 Princípios de Allen Hazen sobre sedimentação Lei de Stokes 46páginas 32-2 .13 32. Critério de seleção Limitações Custos e manutenção Lei de Stokes Dados para projetos Desvantagens da caixa de óleos e graxas Caixa de retenção de óleo API por gravidade Dimensões mínimas segundo FHWA Volume de detenção Caixa de retenção coalescente com placas paralelas Fabricantes no Brasil de caixas com placas coalescentes Flotação Sistemas industriais americanos para separação de óleos e graxas Skimmer Postos de gasolina Vazão que chega até o pré-tratamento Pesquisas do US Army.14 32.22 32.4 32.26 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.11 32.5 32.9 32.10 32.15 32.16 32.24 32.19 32.20 32.27 Capitulo 32.Caixa de retenção de óleos e sedimentos Introdução Densidade gravimétrica Tipos básicos de separadores por gravidade óleo/água Vazão de pico Método Racional Equação de Paulo S.2 32.12 32.com.br Sumário Ordem Assunto 32.17 32.

com. gasolina. Além disto a maioria dos separadores removem sedimentos e materiais flutuantes. Aquele posto de gasolina é um hotspot e nunca deveria ser feito a infiltração no local. lanchonetes. O óleo é misturado a água através de uma emulsão mecânica. por exemplo. • Óleos emulsionados mecanicamente: estão dispersos na água de uma maneira estável. compostos de petróleo leves e graxas. como restaurantes. Muitos destes compostos são PAHs (Policyclic aromatic hydrocarbons) que são perigosos para os humanos e organismos aquáticos (Auckland. Em pouco tempo tudo foi destruído. estradas de rodagens são potenciais para a contaminação de hidrocarbonetos conforme Figuras (32. os “Hotspots” como postos de gasolina. O separador óleo/água não remove óleo dissolvido.Caixa de retenção de óleo e sedimento (oil/grit separators) 32. estacionamentos de automóveis e caminhões. Em geral os glóbulos são da ordem de 5μm a 20μm. A caixas separadores de óleos e graxas são designadas especialmente para remover óleo que está flutuante.1996). Estacionamentos residenciais e ruas possuem baixa concentração de metais e hidrocarbonetos. fluidos alcalinos e outros reagentes. supermercados.1 Introdução O grande objetivo do uso dos separadores óleo/água são os lugares que possuem um alto potencial de contaminação urbana. ou seja.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.1) a (32. O objetivo é remover somente o chamado óleo livre. Usualmente possuem glóbulos menores que 5μm • Óleo dissolvido: é o óleo solubilizado em um líquido que é um solvente e pode ser detectado usando análises químicas. O óleo pode-se apresentar da seguinte maneira: • Óleo livre: que está presente nas águas pluviais em glóbulos maiores que 20μm. shoppings. • Óleo aderente a sólidos: é aquele óleo que adere às superfícies de materiais particulados. Na cidade de Campos do Jordão em São Paulo fizeram um posto de gasolina na entrada da cidade.3). como um bombeamento. onde o piso era de elementos de concreto e no meio tinha grama com areia. • Óleo emulsionado quimicamente: as emulsões deste tipo são geralmente feitas intencionalmente e formam detergentes. etc. Pesquisas feitas em postos de gasolina revelaram a existência de 37 compostos tóxicos nos sedimentos das caixas separadoras e 19 na coluna de água da caixa separadora. pois o óleo contido nas emulsões e quando estão dissolvidos necessitam tratamento adicional.br Capitulo 32. Eles são separados devido a sua baixa gravidade específica e eles flutuam. a existência de uma válvula globo ou uma outra restrição do escoamento. 32-3 . aeroportos.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Outros lugares com estacionamento diário ou de curto período. oficina de conserto de veículos.

Posto de gasolina Figura 32.2.1.com.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Pistas de Aeroportos 32-4 .br Figura 32.

3.com.br Figura 32. 32-5 .Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Firma Vortechnic.Estradas de rodagem asfaltadas As águas pluviais em geral contém glóbulos de óleo que variam de 25μm a 60μm e com concentrações de óleo e graxas em torno de 4 mg/l a 50mg/l (Arizona. mas entretanto as águas pluviais proveniente de postos de gasolina. A emulsão requer tratamento especial e existem varias técnicas. 1989). Acesso em 12 de novembro de 2005. 1996).com/assets/HardingTownship. Dica: a caixa separadora de óleos.Estacionamento de veículos http://www. etc possuem grande quantidade de óleo e graxas. sendo uma delas a acidificação. graxas e sedimentos que seguem a norma API são para glóbulos maiores ou iguais a 150µm. ainda com a desvantagem do sulfato de alumínio produzir grande quantidade de lodo.4.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 1989.vortechnics.pdf. Dica: a caixa separadora de óleos. a adição de sulfato de alumínio e introdução de polímeros conforme Eckenfelder. 1989). graxas e sedimentos com placas coalescentes são para globos maiores ou iguais a 60 µm e reduzem o efluente para 10mg/l (Eckenfelder. Figura 32. reduzem o efluente para cerca de 50mg/l (Eckenfelder.

37 Óleo cru 0.1. Uma maneira de separá-los por gravidade é a utilização da Lei de Stokes.88 Água 1.Diversas densidades de líquidos Líquido Densidade a 20º C g/cm3 ou g/mL Benzeno 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.2 –Eficiência das caixas de óleos e graxas Redução (%) Tipo de caixas Volume TSS Sólidos totais em suspensão Metais Pesados (m3) Três câmaras 52 48% 21% a 36% Poço de visita 35 61% 42% a 52% Óleos e graxas 42% 50% Fonte: Canadá. Ontário-http://www.2 Densidade gravimétrica Há líquidos imiscíveis.Densidades de vários líquidos Líquido Densidade a 20º C Álcool etílico 0.998 Óleo Diesel 0. o óleo e a água. As três câmaras são das normas API .3) mostram as densidades gravimétricas de alguns líquidos.90 recomendado (Auckland. Na caixa de retenção de óleos e sedimentos que denominaremos resumidamente de Separador. Os líquidos imiscíveis ou não solúveis um com o outro formam uma emulsão ou suspensão coloidal com glóbulos menores que 1µm. Tabela 32. etc.85 Óleo de motor 0.81 Mercúrio 13. pois sendo menor a densidade do óleo o glóbulo tende a subir até a superfície. 2005) Gasolina 0. 1980 A eficiência das caixas separadoras de óleo e graxas é estimada pela Tabela (32. como por exemplo.876 Óleo combustível médio 0.cmhc-schl.79 recomendado(Auckland.br 32. Acessado em 8 de novembro de 2005.85 a 0.88 Tetracloreto de carbono 1.59 Querosene 0. Solução: é a mistura de dois ou mais substâncias formando um só líquido estável.80 A velocidade de ascensão dos glóbulos de óleo depende da viscosidade dinâmica que varia com o tipo de líquido e com a temperatura.American Petroleum Institute.00 Fonte: Streeter e Wylie.1) e (32. 2005) Etanol 0. Tabela 32.3.ca/en/imquaf/himu/wacon/wacon_024.2) para caixas com três câmaras e poços de visita.823 Óleo diesel 0. Tabela 32. ficam retidos os materiais sólidos e óleo.cfm. 32-6 .75 recomendado (Auckland.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.906 Querosene 0.68 a 0.79 Benzeno 0.90 Água 0. As Tabela (32.90.85 a 0.93 Óleo lubrificante 0. Emulsão é uma mistura de dois líquidos imiscíveis: detergente.gc. Dica: adotaremos neste trabalho hidrocarboneto com densidade gravimétrica de 0. O separador de óleo remove hidrocarbonetos de densidade gravimétricas entre 0. 2005) Querosene 0.852 Óleo combustível pesado 0.95.

4.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. estabilidade da emulsão e diâmetro do glóbulo Tempo de ascensão Estabilidade da emulsão Diâmetro do glóbulo (μm) < 1 min Muito fraco >500 < 10 min Fraco 100 a 500 Horas Moderado 40 a 100 Dias Forte 1 a 40 Semanas Muito Forte < 1 (Coloidal) A distribuição do diâmetro e do volume dos glóbulos está na Figura (32. maior é o tempo de separação água/óleo.knoxville.pdf.tn.Tempo de ascensão.com.4) mostra os tempos de ascensão com relação ao diâmetro do glóbulo de óleo onde se pode observar que uma partícula com diâmetro de 150μm tem um tempo aproximadamente menor que 10min.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.5). Tabela 32.ci. Figura 32. 32-7 .5. Acessado em 12 de novembro de 2005.Diâmetro e distribuição dos glóbulos de óleos Fonte: http://www. Quanto menor o diâmetro do glóbulo.br A Tabela (32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.

Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. 32-8 .tn. Acessado em 12 de novembro de 2005.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.ci.knoxville.6.com.Separador de óleo em posto de gasolina http://www.br Figura 32.pdf.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.

Constatou que as maiores quantidades de óleo e graxas estavam nas áreas de estacionamento e industriais que possuíam 15.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 1996). inclinadas de 45º a 60º e separadas entre si de 2cm a 4cm.4 Vazão de pico O projetista deve decidir se escolherá se a caixa separadora estará on line ou off line.3 Tipos básicos de separadores por gravidade óleo/água Existe basicamente. CDS. São geralmente enterradas e podem ser construídas em fibra de vidro. nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo. aglutinante. a segunda para o depósito somente do óleo e a terceira para descarga. enquanto que nas áreas residenciais havia somente 4.40ha. Stenstron et al. Os separadores de óleo/água podem remover óleo e TPH (Total Petroleum Hydrocarbon) abaixo de 15mg/l. Se estiver on line a caixa deverá atender a vazão de pico da área. caso seja maior a mesma deverá ser subdividida 32-9 .Óleos e graxas 1. HIL. Este volume poderá ser transformado em vazão através do método de Pitt. 32. Segundo o dicionário Houaiss coalescer quer dizer unir intensamente.8m3/h até 40m3/h. direta ou indiretamente. Vortech. fibra de vidro. concreto ou polipropileno.25mg/l de óleos e graxas. aglutinar e coalescente quer dizer: que se une intensamente.óleos minerais até 20mg/L (Nota: este é o nosso caso) 2.br 32. • Separador tipo poço de visita elaborado por fabricantes O separador tipo API possui três câmaras. O separador Coalescente é também por gravidade e ocupa menos espaço. três tipos de separador água/óleo por gravidade: • Separador tipo API (Americam Petroleum Institute) para glóbulos maiores que 150μm • Separador Coalescente de placas paralelas para glóbulos maiores que 60μm. uso de membranas. partículas de 60μm e performance remoção de até 20mg/L de óleos minerais. aço carbono.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. onde achamos o número CN e aplicando o SCS TR-55 achamos a vazão de pico ou aplicar o método racional que será usado neste Capítulo. A área máxima de projeto é de 0. São os equipamentos chamados: Stormceptor. As demais tecnologias para remoção de óleo/água: flotação. Possuem placas paralelas corrugadas. filtração (filtros de areia). sendo bastante usado.1982 fez pesquisa na Baia de São Francisco sobre óleo e graxa e concluiu que há uma forte conexão entre a massa de óleo e graxa no início da chuva. aço. Com outros tratamentos poderemos remover óleos insolúveis bem como TPH (Total Petroleum Hydrocarbon). O óleo é retirado através de equipamentos manuais ou mecânicos denominados skimmer quando a camada de óleo atinge 5cm mais ou menos. A sua performance depende da manutenção sistemática e regular da caixa. aderente. aço inox cujas vazões variam de 0.90 g/cm3. resguardadas outras exigências cabíveis: V.óleos vegetais e gorduras animais até 50mg/L Para postos de gasolina por exemplo. floculação química. As pesquisas mostram que 30% dos glóbulos de óleo são maiores que 150μm e que 80% é maior que 90μm. para remover até 20mg/L de óleos minerais é necessário que se removam os glóbulos maiores ou igual a 60μm. porém apresentam alto custo e possibilidade de entupimento.com. com um critério que é definido pelo poder público.13mg/l. No Brasil temos fabricantes como Alfamec com separadores coalescentes de PEAD. mas geralmente a escolha é feita off line. carvão ativado ou processo biológico não serão discutidas neste trabalho. A Resolução Conama 357/05 no artigo 34 que se refere a lançamentos exige que: Artigo 34-Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados. Tomaremos como padrão a densidade do hidrocarboneto < 0. sendo a primeira para sedimentação. Existe o critério do first flush que dimensionará o volume para qualidade das águas pluviais denominado WQv. A remoção de 10mg/L a 20mg/L corresponde a remoção de glóbulos maiores que 60μm. Tradicionalmente usa-se o separador para glóbulos acima de 150μm que resulta num efluente entre 50mg/l a 60mg/l (Auckland. O separador elaborado por fabricante possuem tecnologias variadas. A remoção da lama e do óleo podem ser feitas periodicamente através de equipamentos especiais.

86 Para P=13mm Sendo: I= intensidade de chuva (mm/h) C= coeficiente de escoamento superficial P= first flush.13 x C + 0. Adotar Tr=10anos.7 Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para P= 25mm e P=13mm. I . A /360 = 0. C=coeficiente de escoamento superficial varia de 0 a 1.009 x AI = C Sendo: tc= tempo de concentração (min) C= coeficiente de escoamento superficial ou coeficiente de Runoff ( está entre 0 e 1) S= declividade (m/m) AI= área impermeável em porcentagem (%) Rv= coeficiente volumétrico (adimensional) Aplicando análise de regressão linear aos valores de C e de I para áreas A≤ 2ha para a RMSP obtemos: I = 45.000m2 Exemplo 32.4ha/360 = 0. Usando para o tempo de concentração da Federal Aviation Agency (FAA.86 I= 9. Q = C .1 – C) x L 0.181 I =-----------------------(mm/h) ( t + 15)0.03m3/s 32.89 Sendo: I= intensidade média da chuva (mm/h).05+ 0. A= área da bacia (ha). Varia de 0 a 1. 1ha=10.70 x 40mm/h x 0. A vazão Q=CIA/360 obtido usando I =45.5 / S 0.6 Equação de Paulo S.9 . Tr0. coeficiente de escoamento superficial C=0. Quanto mais próximo de 1. 32-10 . mais preciso. 1970) para escoamento superficial devendo o comprimento ser menor ou igual a 150m. I= intensidade média da chuva (mm/h). Tr = período de retorno (anos).com.98 Para P=25mm R2 = 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.4ha.26 x (1. tc=duração da chuva (min).20 R2 = 0.70 e intensidade da chuva I=40mm/h.333 Rv= 0. 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.13x C + 0.1 Dada área da bacia A=0. Wilken para RMSP 1747. A /360 Sendo: Q= vazão de pico (m3/s).98 nos obterá a vazão referente ao volume para melhoria da qualidade das águas pluviais WQv. tc= 3.5 Método Racional A chamada fórmula racional é a seguinte: Q= C .09 x C + 0. P=25mm na Região Metropolitana de São Paulo R2= coeficiente obtido em análise de regressão linear. Calcular o vazão de pico Q.br 32. I .

4/ 360 = 0.009 x 100= 0.4ha.95 x 44 x 0.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.98 I = 45. As águas pluviais entram no poço de visita e uma parte referente ao volume WQv para melhoria da qualidade das águas pluviais vai para a caixa separadora de óleos e graxas e a outra vai para o córrego ou galeria mais próxima. Rv= 0.4ha Q= CIA/360= 0. Rv= 0.4ha com AI=100% sendo o first flush P=25mm.com. Para a RMSP P=25mm Rv=0.95 x 4000m2 =95m3 Exemplo 32.2 Achar o volume WQv para melhoria da qualidade das águas pluviais para área de 0.ci.7.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.05+ 0.009 x AI = 0.009 x AI = 0. com 100% de impermeabilização para first flush adotado de P=25mm.050m3/s 32-11 .tn.pdf.13 x 0.009 x 100= 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.knoxville. Acessado em 12 de novembro de 2005 WQv (volume para melhoria da qualidade das águas pluviais) O volume para melhoria da qualidade das águas pluviais é dado pela equação: WQv= (P/1000) x Rv x A Sendo: WQv= volume para melhoria da qualidade das águas pluviais (m3) P= first flush (mm).05+0.95 WQv= (P/1000) x Rv x A WQv= (25mm/1000) x 0.05+0.95 I= 44mm/h A= 0.009x AI AI= área impermeável (%) Rv= coeficiente volumétrico (adimensional) A= área da bacia em (m2) Exemplo 32.Poço de visita separador de fluxo.98=44mm/h Q=CIA/360 C= 0.05+ 0.3 Achar a vazão para a melhoria da qualidade das águas pluviais para área de 0.05+0.95=C Para P=25mm de first flush para a Região Metropolitana de São Paulo temos: I = 45.br Figura 32.13 x C + 0. http://www.95 + 0.

9 Limitações • Potencial perigo de ressuspenção de sedimentos. • O FHWA admite que o limite de 0. • Pode ser usada em ocasiões especiais perto de estradas com tráfico intenso.000 a US$ 15. • Deve ser feito sempre off-line.9975=0. • Inspeção semanal.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.br 32.01 poise • Gravidade específica da água= 0.fhwa. em geral o óleo e graxas nas águas pluviais está em torno de 15mg/l. 32. posto de gasolina. • Resolução Conama 357/2005 artigo 34: os efluentes de qualquer fonte poluidora podem ter até 20mg/l de óleos minerais. • Não remove óleo dissolvido e nem emulsão com glóbulos de óleo muito pequenos. instalação petrolífera.dot.000 a US$ 8. • Para a primeira câmara: Taxa de 20m2/ha de área impermeável (regra prática).000 conforme FHWA • http://www. • As normas API (American Petroleum Institute) 1990. É o first flush. • A primeira chuva faz uma lavagem do piso em aproximadamente 20min. instalação militar.90 • Diâmetro do glóbulo de óleo: 150μm ou em casos especiais 60μm. • Para as duas primeiras câmaras: taxa de 28m3/ha de área impermeável (regra prática).998 • Gravidade específica do óleo= 0. detergentes ou poluentes dissolvidos.4ha (4. 32-12 . referente a Projeto e operação de separadores de óleo/água: recomenda diâmetro dos glóbulos de óleo a serem removidos em separadores por gravidade. • Não haverá ressuspenção dos poluentes que foram armazenados na caixa de óleo • É aplicável a áreas < 0.68 a 0.8 Critério de seleção • É usada a montante do tratamento juntamente com outras BMPs • A caixa separadora de óleo e sólido não funciona para solventes. estrada de rodagem. • O material da caixa de óleo deve ser bem vedado para evitar contaminação das águas subterrâneas.4ha pode ir até 0. • De modo geral o tempo de residência é menor que 30min e adotaremos 20min.htm Acessado em 8 de novembro de 2005.4ha como. por exemplo: área de estacionamento. • Baixo custo de construção.000m2). devendo ser feita limpeza no mínimo 4 vezes por ano. • É instalada subterraneamente não havendo problemas do seu funcionamento.gov/environment/ultraurb/3fs12. • O custo de construção varia de US$ 5. • Nas duas primeiras câmaras irão se depositar ao longo do tempo cerca de 5cm de sedimentos. • Remove 50% do óleo livre que vem nas águas pluviais durante o runoff. 32. devem ser maiores que 150μm. • O regime de escoamento dentro da caixa de retenção de óleo deve ter número de Reynolds menor que 500 para que o regime seja laminar. Caso a área seja maior deve ser subdividida.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. • A primeira câmara é destinada a reter os resíduos sólidos. • Pode remover de 60% a 70% do total de sedimentos sólidos (TSS).61ha .com. • A gravidade específica do óleo varia de 0. • Temperatura usual= 20 º C • Viscosidade dinâmica=μ = 0. • O tamanho usual dos globos de óleo varia de 75μm a 300μm. Somente este volume de água denominado WQv é encaminhado à câmara de detenção de sólidos e óleos. aeroporto. • O óleo e os sólidos devem ser removidos freqüentemente. publicação nº 421.10 Custos e manutenção. • A área máxima deve ser de 0. a segunda destinada a separação do óleo da água e a terceira câmara serve como equalizador para a descarga do efluente. • Deve ser usado sempre com o first flush.000 sendo a média de US$ 7.95. devendo o restante ser lançado na galeria de águas pluviais ou córrego mais próximo. oficina de manutenção de veículos. etc. • As águas pluviais retêm pouca gasolina e possui concentração baixa de hidrocarbonetos. o que dependerá do projeto feito.

com.11 Potencial perigo de descarga de nutrientes e metais pesados dos sedimentos se a limpeza não for feita constantemente.006cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.04mm=0. Fácil acesso para manutenção.0009 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1.br • • • • • • 32.015)2 Vt= 0.0123 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1.002 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν = μ / ρ = 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.000Stokes = 1m2/s Para D=40μm=0.15mm=0. 1P= 1 g/cm x s ρw=densidade da água (g/cm3) ρo =densidade do óleo na temperatura (g/cm3) =1kg/litro Sw = gravidade especifica das águas pluviais (sem dimensão) So = gravidade específica do óleo presente nas águas pluviais (sem dimensão). Vt= (g / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Sendo: Vt= velocidade ascensional (cm/s) μ= viscosidade dinâmica das águas pluviais em poise. Uso de caminhões com vácuo para limpeza.06mm=0.000Stokes = 1m2/s Para D=60μm=0.006)2 Vt= 0. Lei de Stokes Para óleos e graxas. Os materiais retirados da caixa de separação de óleo e resíduos deve ter o seu destino adequado.004cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x D2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.002 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.004)2 Vt= 0. Inspeção após chuva ≥ 13mm em 24h.0123 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. 1 Stoke= 1cm2/s 10. conforme Eckenfelder.015cm g=981cm/s2 Vt= (981 / 18 μ) x (ρw-ρo) x (0.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes. 1 Stoke= 1cm2/s 10.0009 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0. D= diâmetro do glóbulo do óleo presente (cm) g= 981cm/s2 Para D=150μm=0. 1 Stoke= 1cm2/s 32-13 . Deverá ser feito monitoramento por inspeções visuais freqüentemente.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes. 1989 é válida a aplicação da Lei de Stokes.007 x 10-6 m2/s ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes.

90)/ 0.mfe. • Os sedimentos.5 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.com.90 e viscosidade dinâmica de 0.0012m/s (4.0123 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.90 e viscosidade dinâmica de 0.000Stokes = 1m2/s Vt= velocidade ascensional (cm/s) D=150μm A área mínima horizontal.90)/ 0.90 e viscosidade dinâmica de 0. Vt= 0.90)/ 0.000Stokes = 1m2/s Exemplo 32. 32.3m/h) Exemplo 32.0123 x [(1-So)/ ν ] Sendo: ν=μ/ρ ν= viscosidade cinemática das águas pluviais em Stokes.5) conforme relação Vh/ Vt 32-14 . 32. Vt= 0.0123 x [(0. Q. Admite-se que os glóbulos de óleo são maiores que 150μm e pela Lei de Stokes aplicado ao diâmetro citado temos: So = gravidade especifica do óleo presente nas águas pluviais (sem dimensão). Vt= 0. As caixas API só funcionam para óleo livre. 1 Stoke= 1cm2/s 10.998-0. • Não há controle de volume. 1998) ou no máximo até 0.998 e do óleo So= 0.00009m/s (0.998 e do óleo So= 0.01 ] =0.02 cm/s=0.4ha de área impermeabilizada (Austrália.61ha conforme FHWA. seguiu-se a roteiro usado na Nova Zelândia conforme http://www.71m/h) Exemplo 32.13 Desvantagens da caixa separadora de óleo • Remoção limitada de poluentes.14 Caixa de retenção de óleo API por gravidade As teorias sobre dimensionamento das caixas de retenção de óleo por gravidade.998-0.6 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.2 F2= fornecido pela Tabela (32.002 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.0002m/s (0.br 10.govt.01 ] =0. Vt= 0.998-0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.12 Dados para projetos • O uso individual de uma caixa é para aproximadamente 0.009 cm/s=0.4 Calcular a velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.pdf com acesso em 8 de novembro de 2005.nz/publications/hazardous/water-dischargesguidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.002 x [(0. /Vt Sendo: Ah= área horizontal (m2) Q= vazão (m3/s) Vt= velocidade ascensional final da partícula de óleo (m/s) F= fator de turbulência= F1 x F2 F1= 1.32m/h) 32. nos separadores API é dada pela Equação: Ah= F .998 e do óleo So= 0.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 40μm.12 cm/s=0. • Alto custo de instalação e manutenção.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 60μm.01 ] =0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.0009 x [(0. • Manutenção deve ser freqüente.01poise (20ºC) para glóbulo de óleo com diâmetro de 150μm.. óleos e graxas deverão ser retirados e colocados em lugares apropriados conforme as leis locais.0009 x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.

com.40. Podemos obter o valor de F usando a Figura (32.govt.5 Entrando com Vh/Vt=7.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.14 1.5) achamos F= 1.015/0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Acessado em 12 de novembro de 2005.Esquema da caixa separadora API Fonte: Unified Facilities Criteria UF.army.45 1. Adotamos Vh= 0.htm.52 6 1.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98. Naval Facilities Engiojneerinf Command.27 1.28 Fonte:http://www.8. Air Force Civl Engineer Support Agency.07 1.2F2 20 1.002 m/s e a relação Vh/Vt= 0.5 na Tabela (32.mil/USACHPPM%20Technical%20Guide%20276. 10 july 2001 UFC-3-240-03 http://chppm-www.5 – Escolha do valor de turbulência F2 Vh/Vt F2 F=1.9) Tabela 32.apgea.37 3 1.mfe.74 15 1.64 10 1.br Figura 32. Acessado em 12 de novembro de 2005. US Army Corps of Engineers.37 1. 32-15 .015 m/s e Vt=0.pdf.002 = 7.

Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. 2001 32-16 .10 .9. Figura 32.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separatordesign-dec98.Caixa de retenção de óleos e sedimentos conforme API Fonte: City of Eugene.govt.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.pdf.mfe.Valores de F em função de Vh/Vt Fonte:http://www. Acessado em 12 de novembro de 2005.com.br Figura 32.

5. pois. 2001 que estão na Figura (32. sendo comumente adotado r=0.90m.3 a 0.5 d= máxima altura de água dentro do separador de óleo (m) sendo o mínimo de d ≥ 0.9) são as seguintes: • • • • • • • • • Altura de água mínima de 0.10m.10m para facilidade de manutenção.015 =67Q Exemplo 32.. a altura do nível de água dentro da caixa é 0. mas para efeito de manutenção a altura mínima deverá ser de 1. 1996) Profundidade da camada de água dentro do separador de óleo e graxas (d). A largura mínima W é de 1.34m2 d= ( r x Ac) 0. Vh=velocidade horizontal (m/s) = 0. Geralmente a caixa de captação de óleos e graxas é enterrada.3 Exemplo 32. A área mínima transversal Ac é fornecida pela relação: Ac= Q/ Vh Sendo: Ac= área mínima da seção transversal da caixa (m2).63m.020m3/s para caixa de detenção de óleo e graxas a partir do diâmetro de 150µm.020 Ac=1.3 W= d/0.63m. A caixa de regularização tem comprimento minimo de 2.8 Calcular o valor de d para r=0. r= razão entre a profundidade/ largura que varia de 0. O comprimento mínimo de toda as três câmaras é de 5 vezes a largura W. geralmente a caixa separadora de óleo é feita off line.015m/s Q= vazão de pico (m3/s) O valor da velocidade horizontal Vh muito usado para glóbulos de óleo de diâmetro de 150µm é Vh= 0.015m/s o que resultará em: Ac= Q. Largura da caixa (W) r= d/W=0. N=1 (número de canais).5 d= ( 0.3 x 1.40m A caixa de sedimentação tem comprimento minimo de L/3 a L/2.9) a caixa separadora.3 = 2.10m Então a largura da caixa separadora de óleo será de 2.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.com. Altura mínima da caixa é de 2. 32-17 .br As dimensões mínimas adotadas na Cidade de Eugene.5 d=0. Portanto. Se Ac>16m2 então N>1 (Arizona.90m e máxima de 2./ Vh Ac= Q/ 0.7 Calcular a área mínima transversal Ac para vazão de entrada de 0.80m Observar na Figura ( 32. Ac= 67Q Ac= 67x 0.40m. Deverá haver dispositivo para a retirada do óleo.63 / 0.80m.3 e Ac= 1.34m2 Número de canais (N) Geralmente o número de canais é igual a um. d= ( r x Ac) 0.34) 0.3= 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.

5 o valor F=1.33m Comprimento total (L) da caixa de captação de óleo O comprimento L será a soma de três parcelas.22m.br Comprimento (Ls) da caixa separadora API Ls = F .5 x d Ls = 10.tacoma.us/WaterServices/permits/Volume5/SWMM%20V5-C11.40m.Esquema de uma caixa de retenção de óleo e sedimentos. a segunda para separação do óleo propriamente dito e a terceira para regularização. L Lf Ls La Figura 32.40m = 3. sendo geralmente maior ou igual a 12. Portanto.11): = comprimento das três caixas.5 x d Comprimento da caixa de regularização(La) O comprimento mínimo é de 2.40m.com.10 Seja área com 4000m2 e largura da caixa de retenção de óleo de W=2. sendo usado como dado empírico 20m2/ ha de área impermeável.9 Calcular o comprimento somente da caixa separadora de óleos e graxas.40 correspondente a Vh/vt =7. Fazendo as substituições teremos: Ls = F . janeiro de 2003. a área da caixa de comprimento Lf não poderá ter área inferior ao valor calculado. d . L = Lf + Ls + La O comprimento total do separador é a soma de três componentes das câmaras de: sedimentação.pdf de Thurston.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.11.40 Os dados aproximados de La e Lf foram adaptados de: http://www. Calcular o comprimento Lf. sendo a primeira para sedimentação. Acesso em 8 de novembro de 2005.ci. (Vh/ Vt) Ls = 1. Um valor muito usado para o Fator de Turbulência é F= 1. • La corresponde a caixa de saída para regularização da vazão.5.5 x d Exemplo 32. Área= 20m2/ha x A (ha) W= largura Lf= Área da caixa de sedimentação /W Exemplo 32. Ls = 10.wa.5= 10. separação do óleo da água e regularização conforme Figura (32. 32-18 . (Vh/ Vt) Sendo: Ls=comprimento do separador (m) d=altura do canal (m) Vh= velocidade horizontal (m/s) Vt= velocidade ascensional (m/s) F=fator de turbulência. Área da caixa de sedimentação = 20m2/ha x (4000/10000)= 8m2 Lf = Área da caixa de sedimentação / W= 8m2 / 2. sendo a altura do nível de água de 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. d . Comprimento da caixa de sedimentação (Lf) A área para sedimentação é dado em função da área impermeável. Adotamos Vh/vt= 7.81m : • Lf corresponde a caixa de sedimentação que ficará no inicio • Ls corresponde a caixa separadora de óleo propriamente dita que ficará no meio.40 x d x 7.

40= 18.mfe.33m.40 teremos: L= Ls+ Lf+ Ls = 12.11 Calcular o comprimento total L para área da bacia de 4.81+ 3. Observar que a altura d é a lâmina de água existindo uma folga para até a altura máxima da caixa.nz/publications/hazardous/water-discharges-guidelines-dec98/app-5-separator-design-dec98.govt. Fonte: http://www.4ha) sendo Ls=12. O comprimento L ou seja Ls vai da caixa de sedimentação até a caixa de regularização.pdf 32-19 .54m Figura 32. Lf= 3.Variáveis da caixa separadora de óleos e graxas.33+ 2.com.12.81.000m2 (0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.br Exemplo 32. Adotando-se o mínimo para La=2.

2m2 O L =4.10m para facilitar a manutenção.4ha (FHWA) com as dimensões internas.4ha = 6 m2/ha (20m2/ha) Volume da caixa separadora= 9. diâmetro mínimo da ventilação é de 300mm e deve ter tela de aço com ¼” .4ha (4. A altura da caixa mínima deverá ser de 2.000m2) é a seguinte: Profundidade= 1.82m Comprimento para cada uma das outras duas câmaras= 1.82m Largura =1.82m+ 1.13.br Ventilação Deverá haver ventilação por razão de segurança e se possível nos quatro cantos da caixa.2m2/ 0. 32. Taxa= 10m3/ 0.com.15 Dimensões mínimas segundo FHWA As dimensões internas mínimas para uma área de 0.82m=10m3.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.26m Comprimento da primeira câmara= 1.Esquema de uma caixa de retenção de óleo e sedimentos mínima para área até 0. 32-20 . A≤100ha V= volume do reservatório de detenção (m3) AI= área impermeável (%) variando de 20% a 90% A= área em hectares (ha) ≤ 100ha A vazão específica para pré-desenvolvimento para período de retorno de 10anos é de 24 litros/segundo x hectare.22m Comprimento = 4.82 Ls=1.5m3 Área superficial da caixa separadora= 5.82m x 1.82m Figura 32. Existem caixas com tampas removíveis e outras que podem ser usados insufladores de ar.16 Volume de detenção O volume de detenção para período de retorno Tr=10anos.22m Volume das duas primeiras câmaras =(1.22m La=1. 32.65 AI . A para Tr= 10anos A= área da bacia (ha). V= 4. O comprimento Lf que depende do que vai ser sedimentado pode ser adaptado as condições locais.22 Profundidade=d=1.4ha= 25m3/ha (28m3/ha) Taxa= 2.22m) x 1.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.26m Lf=1.

tacoma.com.wa.14.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.Separador de óleo e graxas em forma de um poço de visita. http://www.pdf.br Figura 32.us/WaterServices/permits/Volume5/SWMM%20V5-C11. Temos dois tipos básicos de separadores de óleos e graxas. A primeira é a caixa de três câmaras e a segunda é o poço de visita.ci.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 32-21 . Com acesso em 8 de novembro de 2005.

05 + 0.050m3/s = 50litros/segundo 32-22 .Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.1 – C) x L 0.95 x 128 x 0.333 tc= 3. 1970) L= 40m S=0.135m3/s = 135litros/segundo (Pico da vazão para Tr=10anos) Portanto.13 x C + 0.98= 45.95 x 44 x 0.com. A= 0.009 x 10 = 0.05+0. Vazão para melhoria da qualidade das águas pluviais referente ao first flush A vazão que irá para a caixa será somente aquela referente ao volume WQv. equação de Paulo Sampaio Wilken: 1747.95 + 0.000m2 e a mesma será calculada off-line.95 Intensidade da chuva correspondente ao volume WQv em mm/h para a RMSP.4ha Intensidade da chuva áreas A≤ 2ha para a RMSP.333 = 15min Para São Paulo.5 / 0.181 I =-----------------------.4 / 360= 0.89 Fórmula Racional Sendo: A= 0.009x AI Supomos C= Rv C= 0.95 tc= 3.13 x 0. o pico da vazão da área de 4000m2 para Tr=10anos é de 130 litros/segundo. A área de um estacionamento de veículos tem 4.9 x 100.1 – 0.4 ha I = 96mm/h Vazão de pico Q=CIA/360= 0.89 Tr= 10anos 1747.26 x (1. Supomos que o estacionamento tem 100m de testada com 40m de largura e a declividade é de 0. I .98 = 44mm/h Fórmula Racional (mm/h) Q= C .Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.98 Tempo de concentração Usando para o tempo de concentração da Federal Aviation Agency (FAA.95) x 40 0.12 Dimensionar uma caixa de retenção óleo/água API para reter glóbulos ≥150µm. I = 45.=128mm/h ( 15 + 15)0.5% (0. A /360 = 0.005 0.181 I =-----------------------( t + 15)0.4 / 360 = 0. Supomos first flush P=25mm.26 x (1.5 / S 0.005m/m) Cálculo da vazão para melhoria da qualidade das águas pluviais.br Exemplo 32. I = 45.13 x C + 0. Tr0.005m/m C=0.9 .

2min > 20min OK.40m OK. Câmara de regularização Adotado comprimento Lf= 1.5 = 1.95m / 0. Comprimento Ls da câmara de separação de óleo propriamente dita Ls= 10.5 x 1.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.015= 3.002m/s e velocidade horizontal Vh=0.050 / (1.6) = 0.5 = 1.br Portanto.5 r=0. a vazão que irá para a caixa de captação de óleo será de 50litros/segundo o restante 13550= 85 litros/segundo irá para o sistema de galeria existente ou para o córrego mais próximo.65 + 1.050m3/s / 3.95m Conferência: Vh= Q / d x W = 0. Velocidade ascensional e horizontal Adotamos velocidade ascensional vt=0.60 x 1. Largura W= 3.5 = 2.5 (adotado) d= ( 0.60m> 1.10+ 13.com.95m Altura d=1. Comprimento total= 17.30m.00m de largura por 1.20m mínimo adotado Câmara de sedimentação Taxa normalmente adotada para sedimentação=20m2/ha x 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.5 x 3.01m/s Mas tempo= comprimento / velocidade = 17.38m2 Q= S x V V= Q / S= 0.0148m/s= 1213s= 20. 32-23 .4m2 Altura d da lâmina de água na caixa d= ( r x Ac) 0.0148m/s <0.20 = 17.30m = 13.015 =0.5 x d= 10.10m> 2.30= 3.38m2 = 0.015m/s Área da secção transversal Ac Q= 0.05/0.00m.30 / 0.80 para manutenção.4) 0.0/ 2.3 x 2.60= 3.20m conforme FHWA Comprimento total das três câmaras L =La + Ls + Lf = 3.30m de altura. S= 2.015m/s OK Tempo de residência A área da seção transversal tem 3.65m Largura W da caixa W= d / 0.050m3/s Ac= Q/ 0.4ha = 8m2 La= Área da câmara sedimentação / largura = 8.

F= fator de turbulência (adimensional) Qd= vazão de pico (m3/h) Vt= velocidade ascensional (m/h) que depende do diâmetro do glóbulo e da densidade específica. o que daria uma seção muito pequena e entao vamos escolher as dimensões mínimas que são: largura W=1.Adaptado de Auckland Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio.com. Auckland adota para o first flush com Intensidade de chuva I=15mm/h Q=CIA/360 A= 300/10000=0.75 < d < 2.125m2=4 m/h Vamos achar o fator de turbulência F.5m • W= largura da caixa (m) • 1.75m é importante.3m/h=0. 17 Modelo de Auckland Vamos apresentar o modelo de Auckland que é muito prático e eficiente para dimensionar caixa API.5m3/h A velocidade ascensional para globulo de 60μm é Vt= 0.125m2 Vh x A= Qd Vh= Qd/ A= 4. VT • Vh < 25m/h • d= profundidade (m) • 0.40 x 4.48m2.5m < W < 5m As restrições como a profundidade mínima de 0.03ha I=15mm/h C=1 Q=CIA/360= 1.28 Segundo Auckland.03ha/360=0.br 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.75m resultando a seção transversal: 0.13. Exemplo 32.50=1.00125m3/s=4.62m/h=9.37 3 1.0x15mm/hx0.62m/h.3m/h A área da secção transversal será: Qd/Vh= 4.52 6 1.75x1.45 Entrando na Tabela (32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. mas precisamos da relação Vh/Vt Vh/Vt= 4m/h/ 0.6.5m3/h/ 0. Tabela 32. 2002 Vh/Vt Fator de turbulência F 15 1.6) estimamos F=1.48m2 Portanto.5m3/h / 9.62m/h Ad=10.2m2 32-24 .50m e profundidade d=0.5 W (normalmente d=0. Área da projeção da caixa A área da caixa onde será flotado o óleo é: Ad= (F x Qd)/ Vt Sendo: Ad= área da caixa onde será flotado (m2). Nota: não inclui a primeira câmara de sedimentação e nem a última câmara de equalização.6). assim como manter sempre Vh<15Vt.Fator de turbulência conforme Vh/VT conforme Auckland. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 0.64 10 1. a área da secção transversal deverá ter uma áea de 0.62m/h= 6.40 A area superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1. O fator de turbulência F é dado pela Tabela (32. 2002 devemos adotar certos critérios que são: • Vh ≤ 15 .5W) • 0.5m3/h/ 1.3W < d ≤ 0.

50m temos: 7.50=7 placas Espessura estimada da placa= 1cm Espaçamento entre as placas= 2cm Folga: 15cm antes e depois Distância= 15+7 x 2 + 7+15= 51cm Área = 0.80m La=1.com.51m x 1.62m2/ cos (60)= 7.80m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=6.5m3/h / 0.77m2 que é bem menor que os 10.50m teremos: 10.50m 2 L =10.24m2 32-25 .2m2 obtidos no filtro API gravimétrico.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.80m/3= 2.br Portanto.75m Largura=W=1. Aa= Ah/ cos (θ) Sendo: A área da placa (m2) Ah= área mínima horizontal (m2) θ=ângulo de inclinação da placa com a horizontal θ=60º Aa= 7.50m Placas coalescentes Caso queiramos usar placas coalescentes verticais teremos: Ah= Qd / Vt Sendo: Ah= área mínima horizontal das placas (m2) VT= velocidade ascensional (m/h) Áh= 4.75m x 1.70 Profundidade=d=0.2m / 1.62m/h = 7.26/0.80m Comprimento de 6.2m2.80m Terceira câmara= L/4=6.50=0.75 e largura = 1.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. a área para a flotação do oleo terá 10.62/0.75x1.80m/4=1.77m Profundidade adotada=d= 0. Considerando uma largura de 1.26m2 Considerando placa com 0.50m= 6.27 Ls=6.77m Lf=2.70m Comprimento total= 10.50=15.27m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=6.

6m3/h / 10. Portanto.75 e largura = 1.8mm/h C=0.52 x 8.43m Lf=4. O restante da água pode passar por cima da mesma e ir para a rua. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.7m/h=0. a área da secção transversal deverá ter uma área de 0.09 Ls=12.50m 32-26 .27m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=12.com.125m2=7.br Exemplo 32. o que daria uma seção muito pequena e adotaremos as dimensoes minimais: largura W=1.50m teremos: 18.6m3/h. o comprimento de 12.50m x 0.80m2 Portanto.13m3 Relativamente ao first flush queremos que as primeiras aguas.75m resultando a seção transversal: Wx d= 1.41m / 1. a vazao de pico que vai para o first flush é 8.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.27m.03ha I=8. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 0.14.75m=1.05+0.95 Adotando first flush P=25mm WQv= (P/1000) Rv x A= (25/1000) x 0.71m/h.52 A area superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.00238m3/s=8. ous seja P=25mm chegue a caixa de captação de oleos graxas.125m2= A Vh x A= Qd Vh= Qd/ A= 8.71m/h=10. Intensidade da chuva correspondente ao volume WQv em mm/h.95 x 300m2=7.27m La=3.6m/h Vamos achar o fator de turbulencia F.41m2 Portanto.7 Entrando na Tabela (32.27m/3= 4.07m Comprimento total= 19.27/4=3.1 x WQv/ (5min x 60s)= 0. Considerando uma largura de 1. mas precisamos da relação Vh/Vt Vh/Vt= 7.7m/h A area da secção transversal será: Qd/Vh= 8.6m3/h/ 0.6m/h/ 0.71m/h= 10.07 Profundidade=d=0.009 x 10 = 0.6m3/h/ 1.50m profundidade d=0.05 + 0.09m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=12.27m Terceira câmara= L/4=12. Qd= 0.75m 2 L =19.43m Profundidade adotada= 0.6) estimamos F=1.95 Portanto.71m/h= 18.41m2.009x AI Supomos C= Rv C= 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.50m= 12. Detemos somente o denominado first flush.1 x 7. A velocidade ascensional para globulo de 60μm é Vt= 0.Dados do Brasil Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio com glóbulo de 60μm usando first flush P=25mm.6m3/h A= 300/10000=0.80m2. a área para a flotação do oleo terá 18.13m3/ 300s= 0.

75 e largura = 1.6) achamos F=1.1 x WQv/ (5min x 60) Qo= 0.18m/3= 0.6m3/h/ 3.73m Segunda câmara (flotação do óleo) =L=2. o comprimento de 2. Conclusão: Como podemos ver o uso de captação de óleo com o método gravimétrico da API resulta em caixas muito grandes e daí se usar caixas com placas coalescentes.73 Ls=2.009 x 10 = 0.37 x 8. A velocidade horizontal Vh deve ser: Vh= 15 x Vh= 15 x 3.18m.4m3> 7.55 Profundidade=d=0.46m Profundidade adotada= 0.46m Lf=0.009x AI Supomos C= Rv C= 0. Portanto.95 x 300m2=7. a área para a flotação do óleo terá 3.18m Terceira câmara= L/4=2.15 Dimensionar para um posto de gasolina com área de 300m2 uma caixa API para captar os óleos e graxas provenientes das precipitações no pátio usando glóbulos de 150μm e first flush P=25mm.50m teremos: 3.13m3 deverá ser menor que o volume da 1ª câmara e da segunda câmara: Volume 1ª e 2ª câmara= (4.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.50m= 2.27m2 Portanto.13m3 A vazão que chega à caixa de detenção pode ser dimensionado como a vazão que chega ao prétratamento usando o tempo de permanência minimo de 5min e então teremos: Qo= 0. Coeficiente volumétrico Rv Rv=0.13m3 OK.6m/h.1 x 7.13m3/ (5min x 60)=0.18m La=0.00238m3/s=8.6m/h=54m/h A área superficial da câmara do meio destinada a flotação do óleo: Ad= F x Qd/ Vt Vh/ Vt= 54m/h/ 3.09+12.18m/4=0. Salientamos ainda que as caixas API são geralmente usadas para glóbulos de 150μm e não de 60μm.6m/h= 3.br Conferência: O volume WQv= 7.55m Comprimento total= 3.27m / 1.27m2.75m 2 L =3.75=18.com.05 + 0. Considerando uma largura de 1.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.37 Ad= F x Qd/ Vt Ad= 1.6m3/h A velocidade ascensional para glóbulo de 150μm é Vt= 3.6m/h= 15 Entrando na Tabela (32. Exemplo 32.50m 32-27 .18m Para a primeira câmara de sedimentação é usual tomarmos comprimento igual a L/3 e para o tanque de equalização L/4 Assim teremos: Primeira câmara (sedimentação) = L/3=2.95 WQv= (P/1000) x Rv x A= (25/1000) x 0.05+0.50 x 0.27) x 1.

Dependendo da temperatura do líquido que vai ser detido o óleo usa-se o material adequado. Geralmente este tipo de caixa é para glóbulos acima de 40 ou 60μm. Para efeito de aplicação dos princípios de Hazen são usadas somente as projeções das placas. Figura 32.Placa coalescentes Quando prevemos uma grande quantidade de sólidos as placas são instaladas a 60º com a horizontal para evitar o entupimento. Podem ser mais barato que as caixas de retenção tipo API. Polipropileno (85ºC) e aço inoxidável (85ºC).Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Os glóbulos de óleo se movem entre as placas de plásticos ou polipropileno e vão aumentando em tamanho e vão indo para a superfície. Havendo manutenção adequada das placas coalescentes paralelas não haverá entupimento das mesmas. A câmara de sedimentação deve ter: • Área superficial de no mínimo 20m2/ha de área impermeável. Usando glóbulos até 20 μm poderemos ter efluente com máximo de 10mg/L. • Câmara onde estão as placas paralelas e • Câmara de descarga. Os efluentes das caixas separadoras com placas paralelas indicam retiradas de até 60% do óleo em comparação com o sistema convencional API. As caixas coalescentes com placas paralelas da mesma maneira que as caixas API possuem três câmaras: • Câmara de sedimentação. As placas são ajuntadas em pacotes e podem entupir motivo pelo qual tem que ser estabelecido um intervalo de aproximadamente 6 meses para a limpeza com jatos de água através de mangueiras.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 32-28 . Para o trabalho perfeito das placas coalescente é necessário o regime laminar para escoamento. Assim podem ser usados PVC (60ºC). O óleo pode ser retirado por processo manual ou automático e pode ser recuperado e usado para outros fins. Os glóbulos vão se formando e vão subindo numa posição cruzada com o escoamento seguindo as placas. Para lançamento em cursos de água o ideal é que as placas consigam que o efluente tenha no máximo 20mg/L de óleo e para isto necessitamos de glóbulos maiores ou iguais a 60μm.com. Os separadores coalescentes usam meio hidrofóbico (repele a água) ou oleofílico (adora óleo). meio que repelem a água e atraem o óleo. • Comprimento deve ser maior ou igual a L/3 • O comprimento recomendado é L/2 (recomendado). PVC para alta temperatura (66ºC).1.br 32.18 Caixa de retenção coalescente com placas paralelas As equações para a caixa de retenção coalescente com placas paralelas são várias e todas provem da aplicação da Lei de Stokes conforme já visto na caixa de retenção óleo/água da API. isto é.

Curso de rede de esgotos Capitulo 32.006cm (60μm) Vt= 0.000296m/s=1. / Vt Sendo: Ah= área horizontal (m2) Q= vazão (m3/s) Vt= velocidade ascensional final da partícula de óleo (cm/s) A velocidade ascensional sendo a gravidade específica das águas pluviais Sw= 0.002x [(Sw-So)/ μ ] Vt= 0.0003=3378Q Área de uma placa Aa=Ah/ cos (θ) Sendo: Aa= área de uma placa (m2) θ = ângulo da placa com a horizontal. A câmara onde estão as placas paralelas deve ter as seguintes características: • Confirmar com o fabricante as dimensões para não se ter dúvidas. Para D=0.07mh Ah= Q / Vt Ah= Q / 0. Deve haver um espaço mínimo externo de 8m x 5m para a retirada das placas manualmente ou através de equipamentos. 32-29 .0020 x [(Sw-So)/ μ ] (cm/s) A área mínima horizontal.br A câmara de descarga deve ter: • Comprimento mínimo de 2.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.01 ] =0.40m.0296 cm/s=0.01poise (20º C) para glóbulo de óleo com diâmetro de 60μm.85 e viscosidade dinâmica de 0. fibra de vidro ou polipropileno. São feitas de aço. • Deverá haver folga de 0. Varia de 45º a 60º.com.15m antes e depois do pacote de placas paralelas.002 x [(0. • Comprimento deve ser maior que L/4 (recomendado).998-0.85)/ 0. Vt= 0. As placas são instaladas em blocos. nos separadores coalescente é dada pela Equação: Ah= Q. • A distância entre uma placa e outra varia de 2cm a 4cm. As placas paralelas estão inclinadas de 45º a 60º e espaçadas uma das outras de ½” pois possuem corrugações.998 e do óleo So= 0.

2002 Notar na Figura (32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.br Figura 32. As placas coalescentes ocuparão menos espaços e. portanto a caixa será menor que aquela das normas API.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. sendo a primeira de sedimentação. Fonte : Tennessee Manual BMP Stormwater Treatment.12) que existem as três câmaras.15.com. a segunda onde estão as placas coalescentes e a terceira câmara de regularização ou regularização da vazão.Exemplo de placas paralelas por gravidade. 32-30 .

US Army Corps of Engineers. Quando se espera muitos sedimentos para evitar entupimentos devem-se usar placas com ângulo de 60 º.Esquema da caixa separadora coalescente com placas separadoras Fonte: Unified Facilities Criteria UF.army. 32. Naval Facilities Engiojneerinf Command.2m2 de placas coalescentes. 10 july 2001 UFC-3-240-03 http://chppm-www. Acessado em 12 de novembro de 2005.707= 16.72m2 Portanto.82m2/ 0. Notar na Figura (32.16 Calcular separador com placas coalescentes para vazão de 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.clean. Exemplo 32.0035= 11. serão necessário 38.htm.90g/cm3 e performance de 10mg/L para partículas ≥40µm ou mais fabricado pela Clean Environment Brasil (www. devendo ser consultado o fabricante a decisão final. para densidade de hidrocarboneto ≤0.mil/USACHPPM%20Technical%20Guide%20276.0035m3/s Ah= 3378 x Q = 3378 x 0.16.com.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.apgea.br Figura 32.16) que as placas coalescentes fazem com que os glóbulos de óleo se acumulem e subam para serem recolhidos. 32-31 .82m2 Aa= Ah / cos (θ) θ = 45 º Aa= Ah / cos (θ) = 11. Air Force Civl Engineer Support Agency.19 Fabricantes no Brasil de caixas com placas coalescentes No Brasil existe firmas que fazem caixas separadora de óleo para vazão até 40m3/h com tempo minimo de residência de 20minutos.com.br).

A separação é realizada pela introdução de gás (ar) na forma de bolhas na fase líquida.br SEPARADOR COM SKIMMER Figura 32.18.br/com_sep. óleo. O líquido clarificado é removido próximo ao fundo e parte é reciclado. Flotação é um processo para separar sólidos de baixa densidade ou partículas liquidas de uma fase liquida.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Os sólidos em suspensão são retirados.com. por exemplo. na presença de suficiente ar para promover a saturação da água.htm.capeonline.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Nesse momento o liquido saturado com o ar é despressurizado até a pressão atmosférica por passagem através de uma válvula de redução.20Flotação Iremos reproduzir aula que tive em 1994 com o engenheiro químico Danilo de Azevedo em curso sobre “Efluentes Líquidos Industriais”. Acesso em 17 de julho de 2008 de 10m3/h a 40m3/h com teor máximo de saída de óleo de 20mg/L. Empregam-se em: 32-32 .com. elevando-se até a superfície do tanque. Figura 32. Acesso em 12 de novembro de 2005.17 – Caixa separadora de óleo fabricado http://www. tornam-se flutuantes devido à pequenas bolhas.htm . Pequenas bolhas são liberadas na solução devido a despressurizarão.Caixa separadora de óleo com placas coalescentes http://www.controleambiental. Sólidos em suspensão ou partículas líquidas.com.br/sasc_cob_pista2. A fase líquida é pressurizada em uma pressão de 2atm a 4atm. 32.

Figura 32.baysaver.com • Highland Tank (CPI unit) www. Inc.tn.pdf.com • BaySaver. www.com • H. Quanto a eficiência dos sistemas industriais americanos a melhor comprovação é aquelas feitas por universidades.21 Sistemas industriais americanos para separação de óleos e graxas Nos Estados Unidos existem vários sistemas para melhoria da qualidade das águas pluviais inclusive com caixas separadoras de óleos e graxas e que são fabricadas pelas firmas abaixo relacionadas com o seu o site onde poderão ser procuradas mais informações a respeito. • Stormceptor Corporation www. em dezembro de 2001 o departamento de engenharia civil da Universidade de Virginia fez testes de campos sobre a unidade industrial denominada Stormvault.5ano (80% de Tr=1ano) ou Tr= 0. I. L.br • • • Separação de graxas.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. devendo ser consultado a respeito. Inc.25ano = 3meses (62% de Tr=1ano). Downstream Defender Tecnology.knoxville.com. www.19 – Caixa separadora de óleo e graxa tipo poço de visita patente da firma Downstream Defender. http://www.biz/ Cada fabricante tem o seu projeto específico sendo que é usado de modo geral o período de retorno Tr= 1ano ou Tr= 0. Acesso em 12 de novembro de 2005 32-33 .stormceptor.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. 32. 1989. A grande vantagem destes sistemas industriais é que são compactos em relação aos sistemas convencionais.com • Vortechnics Inc. Adensamento de lodos químicos resultantes de tratamento por coagulação. fibras e outros sólidos de baixa densidade. 1991 da Editora McGraw-Hill e o livro “Industrial Water Pollution Control” de W. As áreas são de modo geral pequenas e variam conforme o fabricante. http://www.vortechnics. Adensamento de lodo no processo de lodos ativados.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.ci.highlandtank.hydro-international. Por exemplo. óleos. Wesley Eckenfelder. Componentes básicos: • Bomba de pressurização • Injetores de ar • Tanque de retenção • Válvula de redução de pressão • Tanque de Flotação Uma discussão mais detalhado sobre flotação poderá ser feita no livro “Wastewater EngineeringTreatment disposal reuse” de Metcalf & Eddy.

Instalação de Baysaver.20 – Caixa separadora de óleo e graxa tipo poço de visita patente da firma Stormceptor.com.pdf.cfm. Acesso em 12 de novembro de 2005.baysaver. http://www.com/newweb_cfmtest/sys_details_installation. 32-34 .21.knoxville. http://www.tn.br Figura 32.ci.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Acesso em 12 de novembro de 2005 Figura 32.us/engineering/bmp_manual/knoxvilleBMP.

html#b2sump 32-35 .html#b2sump Figura 32. http://www.23.ambarenvironmental.com.ambarenvironmental.Sobre o liquido existe o recolhimento do óleo automático http://www.Dispositivo que faz rodar a esteira para recolhimento do óleo http://www.22.com/html/waste_water_plants.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Figura 32.24.html#b2sump Figura 32.com/html/waste_water_plants.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.br 32.22 Skimmer O skimmer é feito para retirar o óleo.ambarenvironmental.com/html/waste_water_plants.Dispositivo que faz rodar a esteira para recolhimento do óleo e o recolhimento.

o valor do número da curva CN. ( P. Temos então duas equações onde precisamos eliminar o valor S. De modo geral a obtenção de CN se deve a obras off-line. Para a RMSP usaremos first flush P=25mm.2S ) 2 Q= --------------------( P+0.90g/cm3.Cita que o lançamento de óleo e graxa mineral sendo que o limite deve ser inferior a 20mg/L Nota: isto pode ser atingido com glóbulos de 60μm.24. sendo um quando trata-se de lavagem de veículos somente e neste caso precisamos da vazão de pico em m3/h.394.1 Vazão que chega até o pré-tratamento usando o Método TR-55 do SCS O objetivo é o cálculo do número da curva CN dada a precipitação P e a chuva excedente Q.P + 0. São dados os valores de Q e de P.23 Postos de Gasolina O Semasa órgão encarregado do sistema de água potável.5] Equação (32.0. mas a maioria dos fabricantes de caixas separadoras de óleos e graxas para postos de gasolina com placas coalescentes no Brasil retêm glóbulos igual ou maior que 40μm e a perfomance de óleo e graxa mineral é 10mg/L para densidade de hidrocarboneto de 0.com. obtendo somente o que nos interessa.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. No outro caso trata-se das precipitações que será usada 90% da precipitação anual média. Vamos apresentar quatro métodos para estimar a vazão que chega até o pré-tratamento quando o mesmo está off-line.4). Obtemos o valor de CN e continuamos a fazer outros cálculos. 32.197. o que é excelente com vazões que atingem até 40m3/h.3) 32-36 .24 Vazão que chega até o pré-tratamento Uma das dificuldades que temos é calcular a vazão que chega à caixa de captação de óleos e sedimentos. 1994 in Estado da Geórgia.2 S (Equação 32. Pitt.8S ) 25400 sendo S= -----------CN válida quando P> 0.1986 adaptado para P e Q em milímetros. É interessante examinarmos também a Conama Resolução nº 273 de 29 de novembro de 2000 que trata das instalações de postos de gasolina. esgoto sanitário e águas pluviais de Santo André possui o Decreto 14555 de 22 de setembro de 2000 que trata dos postos de serviços que geram óleos e graxas. S estão milímetros.2) Dada as a Equação (25.0016Q 2 + 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. 2001 achou a seguinte equação utilizando NRCS TR-55. Temos dois tipos de dimensionamento.P) 0. 32.br 32.0019 . CN= 1000/ [10 + 0.Q. isto é. Os valores de P. Q.1) 254 (Equação 32.Q – 10 (0.3) e Equação (25. Os métodos são: • Método SCS TR-55 conforme equação de Pitt • Método aproximado do volume dos 5min • Método Santa Bárbara para P=25mm • Método Racional até 2ha. que é o first flush.

05 + 0.8.05 + 0.0019 x17x25) 0.7cm (notar que colocamos em cm) Ia = 0. o pico da descarga para o reservatório de qualidade de água. sendo 10ha de área impermeável.366 log Qu = 0.6 Vamos calcular a vazão usando o método SCS – TR-55 S= 25400/ CN – 254 = 25400/96. o valor é CN=93.8mm Ia/P= 1.8mm/25mm =0.7cm =0.55 Qu = 3. que produz o volume do reservatório para qualidade da água em mm.0019 .009 x AI = 0.197.12m3/s.68 = 17mm Vamos calcular o número da curva CN usando a Equação de Pitt CN= 1000/ [ 10 + 0.009 x 70 = 0.10 Escolhendo Chuva Tipo II para o Estado de São Paulo.58m3/s /cm / km2 (pico de descarga unitário) Qp= Qu x A x Q A=2ha = 0.164 [ log (0.009 x 50 = 0. área impermeável de 70% e first flush P=25mm e Área =2ha.02km2 x 1. Calcular a vazão separadora para melhoria de qualidade das águas pluviais WQv. Considere que o first flush seja P=25mm.Q – 10 (0.366 log Qu = 2.6 – 254 =9mm Usa-se a simplificação de Q=P x Rv. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.P) 0.18 Num estudo para achar o volume do reservatório para qualidade da água WQv é necessário calcular a vazão Qw referente a aquele WQv.2 S = 0.394.197 x25 + 0. Rv = 25mm x 0.5] CN= 93.58m3/s/cm/km2 x 0.12m3/s Portanto.0016Q 2 + 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.Q.Q.P + 0.br Exemplo 32. Valores de CN em função da precipitação P usando a Equação de Pitt 32-37 .Q – 10 (0.394.05 + 0.6151 log (0.8 Portanto.072 e portanto adotamos Ia/P=0.0019 x13x 25) 0.394x17 – 10 (0. construído off-line é de 0.50 = 13mm Vamos calcular o número da curva CN usando a equação de Pitt. Seja uma área de 20ha.17 Seja um reservatório de qualidade da água com tc=11min.18) –0.164 tc= 11min = 0.50 (adimensional) Q = P .55323 – 0.2 x 9mm=1.6151 C2= -0.com.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.197.009 x AI = 0.2. Q= P x Rv= 25mm x 0. Exemplo 32.0016x13 2 + 0.18h (tempo de concentração) log (Qu) = Co + C1 log tc + C2 (log tc)2 – 2.0019 .68 (adimensional) Q = P .394 x13 – 10 (0.55323 C1= -0.5] CN= 1000/ [ 10 + 0. Porcentagem impermeabilizada = (10ha / 20ha) x 100=50% Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.02km2 Q=1.197x25 + 0.7cm Qp= Qu x A x Q x Fp =3.0016Q 2 + 0. CN= 1000/ [ 10 + 0. Co= 2.05 + 0.0016x17 2 + 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.18) ] 2 .P + 0.68= 17mm= 1. Rv = 25mm x 0.5] CN= 96.P) 0.

4 80.2 95.8 89.2 S = 0.164 tc= 11min = 0.0 95.9 91.8 92.1 95.3 86.7 97.2 96.0019 .7cm (notar que colocamos em cm) Ia = 0.8 85.7 – Valores de CN em função da precipitação P usando a Equação de Pitt P Área impermeável em porcentagem mm 10 20 30 40 50 60 70 80 13 90.8 94.7 97.6 81.5 88.1 89.4 93.com.7 93.7 95.6 90.0 84.7 96.2 98.2 98.1 93.2 85.5 90.1 98.8 14 90.3 88.68 = 17mm Vamos calcular o número da curva CN usando a Equação de Pitt.3 91.8 91.0 98.0016Q 2 + 0.5 98.6 92.8 97.05 + 0.Q.6 96.9 94.4 86.2 94.1 97.6 98.1 94.2 89.2 92.9 94.197x25 + 0.3 94.0 92.5] CN= 96.8 92.9 96.9 97.4 98.10 Escolhendo Chuva Tipo II para a Região Metropolitana de São Paulo.9 83. CN= 1000/ [ 10 + 0.6 96.8mm/25mm =0.6 – 254 =9mm Usa-se a simplificação de Q=P x Rv.4 97.3 96.68= 17mm= 1.9 88.P) 0.4 97.7 93.3 94.2 97.8 93.6.4 95.68 (adimensional) Q = P .394x17 – 10 (0.0 97.0 90.3 98.197.1 98.6 97.8 98.3 94.3 86.5 96.6 94.9 96.5 92. que produz o volume do reservatório para qualidade da água em mm.7) com P e AI achamos CN=96.3925.0 96.5 98.br Exemplo 32.8 95.19 Achar o número da curva CN para P=25mm e área impermeável de 70%.1 91. área impermeável de 70% e first flush P=25mm e área =50ha.6151 C2= -0.Q – 10 (0.3 93.7 88.6 97.009 x 70 = 0.0016x17 2 + 0.5 90.4 91.1 85.6 92.009 x AI = 0.4 95. Tabela 32.9 87.0 93.4 97. Exemplo 32.8 86.9 92.5 91.3 93.2 85.1 90.1 93.0 95.7 89.P + 0.0 96.1 97.55323 C1= -0.8 95.7 96.4 87.4 96.8mm Ia/P= 1.072 e portanto adotamos Ia/P=0.5 88.6 94.8 97.2 x 9mm=1. Rv = 25mm x 0.0019 x17x25) 0.7 97.5 81.3 97.4 90.05 + 0.2 97.9 98.4 92.5 95. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.5 95.9 94.2 97.7 84.6 82.2 94.4 87.3 Vamos explicar junto com um exemplo abaixo.1 96.6 95. Q= P x Rv= 25mm x 0.5] CN= 1000/ [ 10 + 0.8 83.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.7 15 89.1 88.7 82.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. Entrando na Tabela (32.4 95.0 90.8 88.7 96.5 94.18h (tempo de concentração) 32-38 .6 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 88.5 95.9 97.9 92.7 91. Co= 2.6 Vamos calcular a vazão usando SCS – TR-55 S= 25400/ CN – 254 = 25400/96.7 96.20 Seja bacia com tc=11min.9 92.4 96.2 89.

37m3/s/cm/km2 x 0.27m3/s /cm / km2 (pico de descarga unitário) Qp= Qu x A x Q A= 50ha= 0.68 (adimensional) WQv= (P/1000) x Rv x A= (25/1000) x 0. AI=70 e área =50ha tc=11min Coeficiente volumétrico Rv CNp= 55 (área permeável) CNi=98 (área impermeável) CNw= CNp (1-f) + 98 x f f=0.24.70) + 98 x 0. construído off-line é de 2.21 Seja um reservatório de qualidade da água e first flush P=25mm.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Exemplo 32.009 x AI = 0.70 (fração impermeável) CNw= 55 (1-0.18) –0.24.1 x 8500m3)/ (5 x 60)= 850m3/ 300s =2.2 Método usando o tempo de permanência 5min para calcular Qo Vamos mostrar com um exemplo. Qo=CIA/360 Sendo: Qo= vazão de pico que chega até o pré-tratamento (m3/s) C= coeficiente de runoff.2. Exemplo 32. o pico da descarga para o reservatório de qualidade de água.24.366 log Qu= 2.009 x 70 = 0.05+0.16403 [log (0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. 32.00= 2. obtemos: Qo=3.87m3/s Portanto. Rv=C=0.05 + 0.1 WQV/ (5min x 60s)= (0.br log (Qu)= Co + C1 log tc + C2 (log tc)2 – 2.5km2 x 1.009 x AI AI= área impermeável (%) I= intensidade da chuva (mm/h) A= área da bacia (ha) 32-39 .70=85. Esta é uma estimativa que usa o método Racional e vale somente para áreas menores ou iguais a 2ha e para first flush P=25mm para a RMSP.68 x 50ha x 10000m2= 8500m3 Qo= 0.55323 – 0. Em uma determinada bacia o pré-tratamento pode ser construído in line ou off line.366 log (Qu)= 0.7cm x 1.18)] 2 . AI=70 e A=50ha.4 Vazão relativa ao volume WQv que chega até o pré-tratamento usando o Método Racional para áreas ≤2ha.22 Seja uma bacia com first flush P=25mm.83m3/s 32. sendo que geralmente é construído off line.05 + 0.3 Cálculo de Qo usando o método Santa Bárbara Vamos mostrar com um exemplo.61512 log (0.5281 Qu= 3.09m3/s 32.com.87m3/s.00 Qp= Qu x A x Q x Fp= 3.5km2 Fp=1.1 Usando o método Santa Bárbara para P=25mm. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0.

13 x C + 0. As pesquisas foram feitas nas instalações do exército.009 x AI = 0.05 + 0.com.8) onde aparece a média em mg/L dos efluentes diversos de acordo com quatro parâmetros.13 x 0. Os resultados estão sintetizados na Tabela (32.23 Calcular o tamanho do reservatório destinado ao pré-tratamento de área com 2ha e AI=70%.000m2= 340m3 Vazão de entrada Uma BMP pode ser construída in-line ou off-line.12m3/s Portanto.Média dos influentes no exercito dos Estados Unidos no ano 2000 Parâmetro Óleos e graxas TSS VSS COD Instalações 316 1061 277 2232 Lavagem de aviões 594 625 408 8478 Áreas de manutenção 478 1272 416 1841 Áreas de equipamentos 183 1856 239 692 Lavagem de veículos 58 611 77 99 Sendo: Óleos e graxas: quantidade de média de óleos e graxas do influente (mg/L) TSS= sólidos totais em suspensão (mg/L) VSS= sólidos suspensos voláteis (mg/L) COD= demanda de química de oxigênio (mg/L) 32-40 .86 Para P=25mm Para P=13mm Exemplo 32.13 x C + 0.05 + 0.05 + 0. nas lavagens de aviões.98= 32mm/h (Para P=25mm) A= área da bacia =2ha Q=CIA/360 Q=0.09 x C + 0.009 x AI= 0. Tabela 32.009 x 70 = 0. 32.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.86 I= 9. nas áreas de manutenção e lavagem de veículos.68 x 32mm/h x 2ha /360= 0.20 R2 = 0. C=Rv=0. Quando for construída off-line precisamos calcular a vazão que vai para a BMP.68 x 2ha x 10. Qo=CIA/360 Sendo: Qo= vazão de pico que chega até o pré-tratamento (m3/s) C= coeficiente de runoff.br A≤2ha I = 45.68 WQv= (P/1000/ x Rv x A= (25/1000) x 0.98= 45.05+0. lavagens de equipamentos.25 Pesquisas do US Army. Coeficiente volumétrico Rv Rv = 0. 2000 O exército dos Estados Unidos fez pesquisas sobre separadores de óleo que passaremos a descrever.009 x 70= 0.8.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.68 AI= área impermeável (%) I= intensidade da chuva (mm/h) = 45. sendo adotado o first flush P=25mm.98 R2 = 0. Usando o método racional.68 + 0.12m3/s. a vazão de entrada é 0.

Para o exército americano o efluente tem como objetivo de ser de 100mg/L antes de ser lançado nos cursos de água. Vt= Q/AH Sendo: Vt=velocidade ascensional (m/h) obtida pela aplicação da Lei de Stokes.25. 1996. Q= vazão de pico (m3/h) AH= área plana (m2) Figura 32. espaçadas de 19.32 gpm/ft2 (0.Movimento laminar. 32.26 Princípios de Allen Hazen sobre sedimentação Em 1904 Allen Hazen estabeleceu os princípios da sedimentação em um tanque que varia diretamente com a vazão de escoamento dividido pela área da placa plana do mesmo.com.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. A solução atual mais usada no exército americano são as placas coalescentes de polietileno.05mm e com área de superfície de 0. incluindo a separação água-óleo. Geralmente o glóbulo de óleo adotado é de 60μm. Movimento uniformemente distribuído: laminar Quando o movimento do fluido é laminar e uniformemente distribuindo na secção longitudinal da câmara. a velocidade ascensional Vt é o quociente da vazão pela área horizontal.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Vamos detalhar as Guidelines for Design. O sólido total em suspensão TSS tem valores médios de 210mg/L a 1272mg/L variando os picos de 1386mg/L a 6502mg/L. e movimento turbulento 32-41 . Este princípio não se aplica somente à sedimentação.26 L/s x m2).br O influente médio de óleo e graxas varia de 58mg/L a 594 mg/L enquanto que o pico varia de 209mg/L a 1584mg/L. mas também a processos de separação por gravidade de todos os líquidos. O objetivo dos separadores de óleo e graxas do exército americano é que o efluente tenha no máximo 100mg/L de óleos e graxas o que é alcançado usando-se as caixas separadoras de óleo. Instalation and Operation of Oil-Water Separators for surface runoff treatment de Oldcastle Precast. instalada a 60º do piso.

2 a 1. causam turbulências nas beiradas. 1990.com. O glóbulo pode estar em situação que demorará mais tempo para subir e o tempo em que todos os glóbulos de óleo irão subir é denominado de “ts”.Área plana usada por Allen Hazen Outros regimes de escoamento O escoamento raramente é uniformemente distribuído e laminar. ts ≤tr O tempo de separação ts pode ser obtido por: ts= d/ Vt Sendo: ts= tempo de separação (h) d= altura da câmara (m) Vt= velocidade ascensional (m/h) O tempo de residência tr pode ser obtido por: tr= L/ VH Sendo: tr= tempo de residência (h) L= comprimento da câmara (m) VH= velocidade horizontal (m/h) 32-42 . perto da entrada. isto é.br Figura 32.75. baseado no regime de escoamento que é essencialmente uniforme e radial. Portanto. o valor “tr” como o tempo em que água leva para percorrer a câmara que é chamado de tempo de residência. O tempo de separação ts deve ser menor ou igual ao tempo de residência tr. Lembramos também que além da componente de velocidade vertical Vt. os glóbulos de óleo podem se elevar em varias situações até atingir a superfície. isto é. que recomenda valores de F entre 1. Portanto. existe a velocidade horizontal VH.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. O principio de Hazen foi validado experimentalmente A velocidade ascensional Vt para separador água-óleo pode ser achada pela Lei de Stokes. Definimos por outro lado. tempo de separação.26.Design and Operation of Oil Separators. Muitos separadores por placas coalescentes possuem uma ótima performance perto do ideal e em algumas vezes é admitido F=1 ou omitido intencionalmente o valor de F. Em muitos casos as altas vazões. haverá uma perda de eficiência no processo de separação por gravidade e devido a isto. perto da saída e nas imediações do fundo da câmara. foi introduzido o fator F de turbulência pela American Petroleum Institute –API conforme Publication 421.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. AH= F x Q/ Vt O valor de F não pode ser menor que 1 porque a performance não pode ser maior que os princípios de Hazen.

Figura 32.27. 32-43 .com.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. Só vale a área plana para o dimensionamento.br Como ts ≤tr podemos fazer: d/Vt ≤ L/VH Fazendo um rearranjo podemos obter: VH x d/ L ≤ Vt Aplicando a equação da continuidade temos: Q= VH x Av Av= B x d Sendo: Q= vazão de pico (m3/h) VH= vazão horizontal (m3/h) Av= área da seção transversal (m2) d= altura da câmara (m) B= largura da câmara (m) Teremos: VH= Q/ Av = Q/ (B x d) Mas: VH x d/ L ≤ Vt Substituindo VH temos: Q x d / ( L x B x d) ≤ Vt Notar que o valor de “d” aparece no numerado e no denominador podendo portanto ser cancelado. Portanto fica: Q/ AH ≤ Vt Portanto. fica válido o principio de Hazen: AH= Q/ Vt É importante salientar que a área AH pode ser área plana de uma câmara API ou área plana em projeção de uma placa coalescente instalada a 45º a 60º. o que mostra que a altura da câmara não influencia na performance do separador águaóleo.Projeção da placa coalescente.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.

Mesmo não obedecendo as duas primeiras precisamente. 32. 1984): γ s= 2.650kg/m3 (peso específico seco) γ‘s = 1650 kg/m3 (peso específico submerso) Para o reconhecimento do tamanho dos grãos de um solo. a velocidade de deposição (velocidade de queda) da Lei de Stokes é a seguinte: Vs= [ D 2 ( γs – γ ) ] / 18 .0002mm e 0.2mm (McCuen.2 kg/m3 (Lencastre.701N/m3 μ= viscosidade dinâmica da água a 20º C = 0. ou seja.3) Sendo: Vs= velocidade de deposição (m/s).Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. é considerado como a “porcentagem que passa” representado graficamente em função da abertura da peneira em escala logarítmica (Souza Pinto.00000101 m2/s (Lencastre. que assume o seguinte: (1) as partículas não são influenciadas por outras partículas ou pela parede dos canais e reservatórios.Notar a área planta AH e a área da seção transversal Av bem como as partículas Vt ascensional e VH da velocidade horizontal numa caixa de profundidade d. 1983) ν = viscosidade cinemática da água a 20º C= 0.34 N/m3 (Lencastre. largura B e comprimento L.Curso de rede de esgotos Capitulo 32. μ (Equação 32. realiza-se a análise granulométrica. 434) γs / γ = 2. em geral.br Figura 32. 2000). (3) a viscosidade da água e a gravidade específica do solo são exatamente conhecidas. A abertura nominal da peneira é considerada como o 32-44 . 1983 p. (2) as partículas são esféricas.1998). 1983) Granulometria dos sedimentos Na prática adotam-se os seguintes valores para os cursos de água naturais (Lloret.65 (densidade relativa do quartzo em relação a água) γs= peso específico da partícula do sólido (quartzo)= 25949. 2000). s /m2 (Lencastre. A velocidade (uniforme) da queda de esferas. que também deve ser aplicada a esferas que tenham diâmetro entre 0.28.1983) ρ = massa específica a 20º C = 998. referido ao peso seco da amostra. que consiste. é usado a Lei de Stokes. D= diâmetro equivalente da esfera (partícula) em metros γ = peso específico da água a 20º C = 9792. de duas fases: peneiramento e sedimentação (Souza Pinto.00101 N. O peso do material que passa em cada peneira.com.27 Lei de Stokes Quando uma partícula sólida cai dentro de um líquido segue o que se chama da Lei de Stokes.

devido a peneira nº200.br “diâmetro” das partículas. 2000 diz que na prática.6cm Areia grossa de 2mm a 4.8mm a 7.075mm. A análise por peneiramento tem como limitação a abertura da malha das peneiras.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol. que é a mais fina usada em laboratórios. evidentemente de um “diâmetro equivalente”.05mm Argila inferior a 0.005mm Fonte: Souza Pinto.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.005mm a 0. a separação entre areia e silte é tomada como 0.075mm. para classificação das partículas.42mm a 2mm Areia fina de 0.9). Tabela 32.2000 p. Trata-se.9. diferentemente da norma da ABNT.6cm a 25cm Pedregulho de 4. a Tabela (32.º200. 4 Souza Pinto.com. pois as partículas não são esféricas. cuja abertura é de 0.05mm a 0.8mm Areia média de 0. 32-45 .42mm Silte de 0.Limite das frações de solo pelo tamanho dos grãos Fração Limites definidos pela norma da ABNT Matacão de 25cm a 1m Pedra de 7. A menor peneira costumeiramente empregada é a de n. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) adota. que não pode ser tão pequena quanto o diâmetro de interesse.

0000435 8 0. Temperatura a 20º C e partículas com 2.0056880 100 0.br Tabela 4.0070 0.0800 0.0060 0.0120 0.0050 0.0088874 Fonte: Condado de Dane.0500 0.com.0001280 15 0.0000222 6 0.Velocidade de sedimentação de partículas esféricas conforme Lei de Stokes.0400 0.0007999 40 0.0670 0.0000720 Silte 10 0.Caixa de retenção de óleo e sedimentos Engenheiro Plínio Tomaz 21 de julho de 2008 pliniotomaz@uol.0000080 4 0.0250 0.0020 0.0040 0. Velocidade de Diâmetro partícula sedimentação Tipo de solo vs μm (mm) (m/s) Argila 1 0.0300 0.65 32-46 .1000 0.0000142 5 0. 2003.0000569 9 0.0030 0.0002000 20 0.0000036 3 0.0600 0.0000009 1.0000320 7 0.0003555 25 0.0014220 50 0.4 .0010 0.0090 0.0000020 2 0.0031995 67 0.0080 0.004000 80 0.0015 0.0000889 12 0.0100 0.0200 0. USA.5 0.0022219 Areia 60 0.0150 0.Curso de rede de esgotos Capitulo 32.0005555 30 0.

Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. engenheiro químico Danilo de Azevedo. Prof. 1994. pois com a mesma podemos fazer as alterações necessárias. Não confio em tratamento de esgotos em que não se introduza nenhum tipo de energia”.Noções sobre tratamento de esgotos domésticos “Tratamento de esgotos precisa de energia. 33-1 .br 6/07/08 Capítulo 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.com.

br 6/07/08 Capitulo 33. que seria um sistema separador absoluto que pode receber um pouco de águas pluviais. Figura 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. A água é usada em banheiros. um sistema de redes coletoras que só recebem esgotos sanitários e não pode ser introduzida águas pluviais que é o utilizado no Brasil.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Sistemas de coleta de esgotos: separador absoluto e unificado Existem países na Europa e cidades nos Estados Unidos que usam o sistema unificado e alguns o sistema misto. Veremos como se faz uma unidade de tratamento de esgotos para uma cidade e portanto não iremos comentar os tratamentos de esgotos feitos no local de uso. etc e depois vão para o sistema separador absoluto. como o tanque séptico e os septos difusores. bacias sanitárias. 33-2 . isto é.Noções sobre tratamento de esgotos domésticos 33. chuveiros. portanto o esgoto doméstico nunca é 100% doméstico como se pode ver. do comércio e de algumas pequenas indústrias.2 Estação de tratamento de esgotos sanitários Em uma cidade existe um sistema de rede de água de distribuição. que foi o primeiro a ser instalado na cidade de São Paulo em 1876. Os esgotos domésticos provem das residências.1. 33.1 Introdução Primeiramente salientamos que iremos ver a noção de tratamento de esgotos domésticos e não efluentes líquidos industriais que possuem normalmente algumas particularidades.com.

sendo uma media de 180 L/dia x hab a 230 L/dia x hab. Tratamento secundário: geralmente é um tratamento biológico Tratamento terciário ou Tratamento avançado: tem como objetivo remover alguns poluentes como: fósforo e nitrogênio.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.br 6/07/08 33. O tratamento de esgoto funciona 24h por dia. Tratamento primário: é a sedimentação simples do material sólido que reduz um pouco a poluição. 33-3 .2).4 Sistema de tratamento de esgotos domésticos Os tratamentos de esgotos domésticos são basicamente quatro conforme Figura (33. O grande problema do século XXI com relação aos tratamentos não é somente a redução da DBO e sim a necessidade de redução do nitrogênio e do fósforo. A DBO de entrada em um tratamento varia de 200mg/L a 800 mg/L e a redução varia de 80% a 96%.3 Quota per capita A quota per capita de esgotos varia muito de cidade para cidade. Tratamento preliminar: peneiramento através de barras para remover o material sólido grosseiro.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. que alimentam as algas aumentando a eutrofização nos rios. 33. sendo portanto um sistema de tratamento continuo.com.

33-4 .Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. O tratamento secundário pode ter varias opões: • o sistema de lodo ativado que é o mais comum e melhor inventado na Inglaterra em 1913 e o • sistema de filtros biológicos ou de • lagoas.3) podemos visualizar o que são o tratamento primário.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.2. No tratamento de lama temos que desidratá-la. No sistema de lodo ativado podemos visualizar local para aeração que pode ser mecânica ou através de difusores.com. compactá-la e encaminhá-la para um aterro sanitário. ou seja.br 6/07/08 Figura 33. tratamento terciário verificamos principalmente dois poluentes que são o fósforo e o nitrogênio. secundário. No tratamento avançado. tratamento da lama e tratamento avançado (tratamento terciário).Etapas do tratamento de esgotos Na Figura (33.

br 6/07/08 Figura 33. Para a remoção do fósforo é usado o processo de decantação. 33-5 .3.com. convertendo o nitrato para nitrogênio gasoso que vai para a atmosfera sem causar problemas. 2004. O uso de carvão ativado para adsorção é destinada a remover os materiais orgânicos que resistiram a remoção biológica conforme USEPA.Esquema de tratamento de esgotos O fósforo e o nitrogênio contribuem para o aumento das algas nos rios e lagos e daí serem um problema. um aglutinante como sulfato de alumínio e conseguiremos eliminar mais de 95% de fósforo com o inconveniente de obtermos grande de lodo que terão que ir para aterros sanitários ou outro tratamento específico. sedimentação usando por exemplo. Na Figura (33.4) está o esquema de uma estação de lodo ativado convencional. Para a remoção do nitrogênio temos que fazer a desnitrificação.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. como o que está acontecendo com as ETEs da Sabesp na Região Metropolitana de São Paulo.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.

Esquema de estação de tratamento de esgotos com lodos ativados Fonte: Telles.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. 2007 33-6 .5.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.ETE de Franca de lodos ativados convencional Fonte: Telles. 2007 Figura 33.4.br 6/07/08 Figura 33.

Sem dúvida nenhuma o melhor tratamento é o aeróbio onde é necessária muita energia (oxigênio) para alimentar as bactérias e estas quebrarem a matéria orgânica. 33.Vazões das ETEs da Sabesp na RMSP Fonte: Telles. Numa lagoa quando introduzimos oxigênio os resultados ficam melhores.6 Normas da ABNT A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) possui a NB-579/1990 (NBR 12209/90) sobre Projetos de estações de tratamento de esgotos sanitários que se aplica aos processos de tratamento em: • Separação de sólidos dos meios físicos (tratamento preliminar) • Filtração biológica (tratamento secundário) 33-7 .br 6/07/08 Na Figura (33.6. O maior problema é as leis da Conama como a 357/05 que cada vez mais vão ficando mais restritivas sendo que algumas destas alternativas de baixo custo ficarão impensáveis no futuro. mas aumentamos os custos de manutenção e operação. há uma menor quantidade de lodo porém.5 Avaliação dos tratamentos Basicamente os tratamentos de esgotos são anaeróbios e aeróbios.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.6) estão as ETE de tratamento de esgoto mais importantes da RMSP com capacidade instalada de 18m3/s sendo que vão para os esgotos 63m3/s. Há redução de DBO mas quase nada de fósforo e nitrogênio. o maior problema é que não há redução de poluentes como o fósforo e o nitrogênio. 2007 33. é difícil de ficar interferindo no processo e temos que ficar “rezando” para que tudo dê certo. produzindo muito lodo. Um outro problema é que não havendo energia externa.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com. Figura 33. No tratamento anaeróbio não há gasto de energia.

7) notando-se que o custo da ETE do Parque Novo Mundo é de R$ 149.7 Eficiência do tratamento O professor Nelson Gandur Dacach no seu livro Tratamento Primário de esgoto apresenta a Tabela (33. 1973 Pela Figura (33.7-Valores mais comuns de redução de DBO segundo Azevedo Netto.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. Tabela 33.1) onde estão as eficiências conforme a modalidade do tratamento.7) podemos ver que o tratamento primário reduz no Maximo 40% da DBO enquanto que o lodo ativado vai de 85% a 95%.8 Custos Os custos de implantação de ETE convencionais de lodos ativados estão na Figura (33. Fonte: Faculdade de Saúde Publica. 33-8 . As lagoas variam de 50% a 95%.Porcentual de remoção no esgoto sanitário para as modalidades de tratamento Modalidade de tratamento Preliminar Primário Secundário Terciário Porcentual de remoção DBO Sólidos em suspensão 5 a 10% 5 a 20 25 a 85% 40 a 90% 75 a 97 70 a 95 97 a 100 95 a 100 Bactérias 10 a 20% 25 a 80% 90 a 98 98 a 100 Figura 33.1.70/hab.com.br 6/07/08 • • Lodos ativados (tratamento secundário) Tratamento de lodo 33. 33.

32 x 1.56 C=53045. Jordão. 2005 estabeleceu a equação para lodo ativado de grande porte acima de 1000L/s C= 0.732.300. Custo de implantação= R$ 149.000 hab.09/hab x ano conforme Aisse.00 Para uma lagoa de estabilização o custo de implantação segundo Jordão.Custos de ETES de grande porte Fone: Jordão.00 O custo total de implantação de uma lagoa de estabilização é de US$ 22.br 6/07/08 Figura 33.8) 1.000= R$ 127.610.32 Sendo: C= custo em R$ x 1.300.56= R$ 108.00 Custo de implantação de tratamento por lodo ativado para vazões C=53045.05 x Q + 27.3 Calcular o custo de implantação para ETE de lodo ativado C=53045.2 Calcular o custo de uma ETE convencional por lodos ativados com vazão de 2000 L/s.000 Q= vazão em L/s Exemplo 33.05 x 2000 + 27.92 x Q + 2430891.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.000.70/ hab (Figura 33.522.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2005 Exemplo 33.32 C= 127.70/hab= 194.05 x Q + 27.32 C= 0.com. 2000.000.85 .1 Estimar o custo de uma ETE de lodo ativado convencional (primário+secundário) para população de 1.320.000. C= 0. 2005: 33-9 com R2= 0.4/hab e a operação e manutenção é US$ 0.56 com R2=0.92 x 2000 + 2430891.95 Exemplo 33.000.000hab x R$ 149.92 x Q + 2430891.32=127.8.

98= R$ 1.Esquema de tratamento primário Fonte: Telles.com.5 Dimensionar uma ETE de esgoto com tratamento primário de uma cidade com 60.85 Exemplo 33. 2007 Dados de contribuição de esgoto Contribuição média diária 60.98 C= 22996.000 L= 9.62 x 1.51 x Q + 268161.9.000habitantes.8=206.000.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.9 Pré-dimensionamento das unidades da estação de tratamento de esgotos Vamos nos reportar ao excelente trabalho do professor Nelson Gandur Dacach no livro já mencionado com algumas adaptações a NB 570/90.51 x Q + 268161.2 L/s Vazão no dia de maior consumo Qhora= 104. Exemplo 33.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.987.000 L/ 86400s= 104.417.1= 114.00 33.000m3/dia Vazão média Qm= 9.2 x 1.62 L/s Vazão no dia e hora de maior consumo Qmáximo= 114.br 6/07/08 C= 22996.98 Sendo: C= custo em R$ Q= vazão a ser tratada (L/s) com R2=0.000.4 Calcular o custo de implantação uma lagoa de estabilização para 50 L/s C= 22996.3 L/s 33-10 .51 x 50 + 268161.000 hab x 150 L/hab= 9. Figura 33.

19m2/ 0.3 L/s. Velocidade através da grade: será adotada a velocidade máxima de 0. 206.com. Eficiência da grade: E= a/ (a+1)= 0.75m/s = 0. Área útil entre as barras: A= Qmax/ V= 0.4cm. Para a vazão máxima de 206.1 L/s Comprimento: tamanho da menor partícula a ser removida d=0.728= 0.3m/s (NB 570/90) para a vazão média e não maior que 0. Nota: conforme NB 570/90 quando a vazo no desarenador for maior que 250 L/s a limpeza deverá ser mecanizada. Número de unidades: serão adotadas duas unidades.1 L/s em função do vertedor parshall.2mm Altura da água para a vazão máxima de 103. H= 0. 33-11 . provido de um depósito para areia.19m2 Largura do canal: B= A´/ h = 0.75m/s para a vazão máxima de 103.14m2/ 0. Velocidade e meio de controle A velocidade será mantida em torno de 0.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.br 6/07/08 Tratamento preliminar Grade: serão utilizadas duas grades singelas de limpeza manual. Conforme NB 5 Comprimento= 11m Conforme NB 570/90 o desarenador por gravidade tem taxa de 600 a 1300m3/m2 x dia.454m= 0.40m/s para a vazão máxima. a altura da lâmina de água no vertedor é de aproximadamente de 45.1 L/s em cada unidade.5cm (12”).1 L/s As dimensões da grade são condicionadas ao vertedor parschall a ser utilizado. cuja garganta é de 30.14m2 Espessura das barras: serão empregadas barras de 3/9”. cada uma capaz de atender a vazão máxima de 103.454m.728 Sendo a= afastamento entre as barras Área total A´= A/B= 0. A vazão máxima 103.1 L/s corresponde ao volume diário de 8908m3.3 L/s /2 = 103.30m/s O controle será feito por vertedor pashall de 12” colocado a jusante.5cm Dimensões da grade: cada grade terá seção retangular e deverá atender a vazão máxima no dia e hora de maior consumo. 0. Inclinação: 45º Espaçamento entre as barras: 2.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. que será retirada periodicamente.103m3/s.42m Caixa de areia Tipo e sistema de limpeza: será adotado um tipo singelo de limpeza manual. Seção transversal Adotar-se-a seção trapezoidal de modo a manter a velocidade de 0.

85m2/ 0.4m x 2.4m=3.42m=16.92m= 6.69m2= 0. Área de cada decantador: A= 4500m3/ 35m3/m2 xdia = 128.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1042m3/s/ (6.000 litros= 3.000m3= V Numero=2 digestores cada um com 1500m3 Dimensões Altura= 8m Diâmetro= 15.9 Velocidade de escoamento no sentido longitudinal 0.04m2/hab x 60000hab=2400m2 Número de unidades Serão adotadas 10 unidades que serão construídas a medida das necessidades Área de cada unidade 33-12 .31m Decantadores Capacidade: para o período de detenção de 2h no dia de contribuição média.5m Leito de secagem Área A partir da taxa de 0.42m Comprimento= 6.14 Relação comprimento/profundidade 20.92m Largura Adotamos 6.6 m2 Profundidade h = 375m3/ 128. Nota: o tempo deve ser superior a 1h e inferior a 6h conforme NB 570/90.1042m3/s/ 18.br 6/07/08 Considerando taxa de 1300m3/m2 x dia Área= 8908m3/ 1300m3/m2x dia=6.04 m2/hab para tratamento primário resulta: A= 0.000hab x 50 litros= 3000.10m/6.4m Comprimento 128.6 m2/ 6. V= 9000m3 x 2h/ 24h = 750m3 Número de decantadores=2 Volume de cada decantador= 750m3/2 = 375m3 Área superficial Vazão por unidade de superfície: 35m3/m2 x dia Nota: segundo a NB 570/90 a taxa de escoamento superficial deve ser inferior a 60m3/m2 x dia quando não precede processo biológico.6m2= 2.10m/2.Curso de redes de esgoto Capitulo 33.0056 m/s Digestores Volume 60.85m2 Sendo a largura de 0.com.10m Relação comprimento/largura 20.92m) =0.4m = 20.

lavagem de pátios e rega de jardins. O efluente de 4300m3/mês ( 17 L/s) é vendido há 4 anos a R$ 0. floculação e sedimentação com policloreto de alumínio.com. Ariovaldo Nuvolari que pode ser encontrado na página 236.11 Reúso de água Os professores da FATEC coordenados pelo dr. 33. 1991 na página 593 e o segundo é dos professores da FATEC e denominado Esgoto Sanitário coordenado pelo prof. que fica no bairro do Ipiranga na Capital e inaugurada em 1934.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. Nele há detalhes da ETE Jesus Neto da Sabesp.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Dirceu D´Alkimin Telles elaboraram o livro denominado Reúso de água. O primeiro é o conhecido Metcalf & Eddy.br 6/07/08 A= A/ 20m= 2400m2/ 20m= 120m2 Largura= 4m Comprimento=30m 33.10 Dimensionamento de ETE de lodo ativado O autor recomenda dois livros básicos para o dimensionamento de lodos ativados. Há 4 anos o tratamento de esgotos primário e secundário foi ampliado para tratamento terciário com coagulação.69/m3 com objetivo da lavagem de feiras. 33-13 .

Tratamento de esgotos sanitários. ARI ET AL. ABES. Efluentes líquidos industrias. -METCALF E EDDY. Junho. teorias e práticas. FATEC. MIGUEL MANSUR. -FACULDADE DE SAUDE PUBLICA. 2000. 1993. 1334páginas. -EPA.com. DIRCEU D´ALKIMIN ET AL. Tratamento primário de esgoto. DANILO de. 1991. São Paulo. NELSON GANDUR.Curso de redes de esgoto Capitulo 33. 1991. Esgoto sanitário. EDUARDO PACHECO e PESSOA. -DACACH. -AZEVEDO. CONSTANTINO ARRUDA.Noções sobre tratamento de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 6/07/08 33. Tratamento de esgotos sanitárias. Sistemas de esgotos sanitários. Editora Blucher.12 Bibliografia e livros consultado -AISSE. FATEC. Reúso da água. 1973 -JORDAO. EPA 832-r-04-001 setembro de 2004. 33-14 . Curso no Celacade. -TELLES. 2007. 4ª Ed. -NUVOLARI. 2003.conceitos. Wastewater Engineering. 2005. Primer for municipal wastewater treatment system.

Curso de rede 1 de esgotos Capitulo 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 Previsão de esgotos 34-1 .com.

Projeções dos empregos agregados e desagregados. mas não é consistente e de modo geral não fornece uma boa previsão.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Este método é bom para previsões a curto prazo. suprimentos particulares.. baseado em volume de água gasto por operário em determinado tipo de indústria. d) Outros fatores econômicos: índices de inflações. densidade de moradias. perdas d’água. 34-2 . medidas de redução do consumo de água. b) Moradia: quantidade de pessoas por moradia. renda. a quota per capita. c) Empregos: total de empregos por cada setor industrial. dados históricos mensais por economias e por categorias. Os principais dados necessários para uma previsão são: a) População: projeções e tamanho da família. aumento da renda.1 Introdução Uma das coisas mais difíceis de ser feita é a previsão dos despejos de esgotos em sistema de esgotos separador absoluto. e) Clima: temperatura.com. volume por ligação. estruturas da tarifas. Este método é bom para uma avaliação preliminar do problema. aceitabilidade pelo público etc. Existem segundo Boland et al (1981) e Tung (1992) três métodos básicos de previsões: a) Método de um simples coeficiente (quota per capita. dados históricos da taxa de crescimento dos empregos. f) Estatísticas de água: preços. Mesmo a melhor previsão feitas em países do primeiro mundo. preço da água etc) c) Métodos Probabilísticos (verifica as incertezas nos métodos anteriores) No Método de um Simples Coeficiente tem somente uma variável explanatória que pode ser aplicada. por exemplo. Para o método do simples coeficiente vamos citar dados da AWWA (1991) referente a quota per capita relativa ao número de consumidores: A previsão de população e consumo de água é mais arte do que ciência. pois usa poucos dados. chuvas. tem erros que vão de 5% a 10% podendo chegar a mais de 30%. volume mensal / empregado para cada tipo de indústria) b) Métodos de Múltiplos coeficientes (chuvas.br 14/07/08 Capitulo 34. g) Conservação da água: medidas futuras de conservação da água. projeção do aumento da renda. evapotranspiração. tamanho dos lotes etc. o volume de água por ligação de água ou o coeficiente unitário para método desagregado.Curso de rede 2 de esgotos Capitulo 34. mas são bastantes questionáveis para previsão a longo prazo. Exemplo do coeficiente unitário é a previsão de consumo industrial.Previsão de esgotos 34. Primeiramente não existe nunca uma previsão perfeita.

pois temos que considerar a situação de inicio e a de futuro. Tabela 34. Uma das maneiras mais práticas e usadas é a densidade em habitantes por hectare.1.2 Previsão usando densidade A previsão das vazões de esgoto é baseada na previsão de consumo de água e é muito difícil. AI= -3. lotes grandes 25 a 75 Casas isoladas. Existem várias tabelas sobre o assunto.Curso de rede 3 de esgotos Capitulo 34.2.0 a 2 L/s x ha Tabela 34.br 14/07/08 34.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. lotes médios e pequenos 50 a 100 Casa geminada de 1pavimento 75 a 150 Idem 2 pavimentos 100 a 200 Prédio de pequenos apartamentos 150 a 300 Áreas comerciais 50 a 150 Áreas industriais 25 a 75 Densidade global média 50 a 150 Áreas industriais 1.com.55 x DH Sendo: AI= área impermeável em porcentagem DH= densidade habitacional (hab/ha) 34-3 .Densidade média conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Bairros residências de luxo com lotes de 800m2 100 2 Idem 450m 120 Idem 250m2 150 Bairros mistos residencial e comercial com prédios até 4 pavimentos 300 Bairros residências com até prédios até 12 pavimentos 450 Bairros misto residencial.86 + 0. densidade (hab/ha). comercial e de indústrias leves 600 Bairros comerciais com edifícios de escritório 1000 O professor Tucci desenvolveu por análise de regressão linear equação que fornece a área impermeável em função da.Densidade media conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Áreas periféricas.

64 84. Método da previsão de empregos 8. 5. Método da razão: pensa-se que a cidade segue o crescimento da região. Metcalf & Eddy.14 67. 1985. Método de crescimento aritmético 2. Método geométrica 3.14 45.14 34. 1. Método de crescimento geométrico 3. Método aritmético 2.com.14 89. Método da previsão de cluster de nascimentos: é escolhido um grupo de pessoas nascidas num certo período e daí se fazem as previsões.64 62. CETESB.14 78.64 18.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1994 apresenta sugestão de oito métodos para previsão de população. Método gráfico de comparação entre cidades similares: são comparadas cidades similares e se fazem projeções iguais. 1968. 6.3.br 14/07/08 Tabela 34.14 56.Curso de rede 4 de esgotos Capitulo 34. Os principais métodos utilizados para as projeções populacionais são (Fair et al.64 73. Qasim.64 34. Método de taxa declinante de crescimento: onde a população atinge um ponto de saturação prefixado.14 23. 1981. 7. Barnes et al.64 40. 4. Método Logístico 34-4 . 1978.64 51.64 29. Método da curva logística: é a curva em forma de S onde atinge a população de saturação. 1991): Vamos apresentar somente os três métodos clássicos para previsão de população: 1.3 Previsão de população Qasim.Densidade habitacional em função da área impermeável DH (hab/ha) 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 30 140 150 160 170 AI (%) 12.

980 1.677 41.Dados da população de Guarulhos conforme censo IBGE ANO POPULAÇÃO TOTAL RURAL URBANA (Hab) (Hab) (hab) 13.000 761.973 1.972 1.045 728.4.486 37.940 1.997 1.885 59.682 565.985 1.660 35.000 746.000 893.026 263.550 205.497 182.343 296.226 428.863 444.990 1.439 6.294 900.000 811.422 17.480 630.993 1.4 Dados de população de Guarulhos Primeiramente vamos fornecer os dados da população de Guarulhos segundo o IBGE conforme Tabela (34.926 283.523 18.301 95.975 532.970 1.987 1.971 1.979 1.000 709.197 1.000 916.426 387.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.908 104.000 5.159 414.975 1.281 50.304 17.526 366.811 15.967 1.960 1.000 48.869 223.974 1.966 1.626 345.894 662.226 221.580 81.237 972.000 863.268 539.000 739.518 717.101 101.181 597.099 196.978 1.585 266.981 1.826 304.489 68.047 325.776 77.126 242.186 22.751 355.271 503.000 801.996 1.950 1.326 407.969 1.273 23.999 34-5 .998 1.294 6.991 1.4).690 806.162 90.br 14/07/08 34.697 86.000 680.989 1.995 1.779 6.264 500.000 52.326 102.528 158.000 922. Tabela 34.984 1.988 1.678 672.754 236.000 35.977 1.968 1.744 97.197 173.000 55.com.000 857.073 33.567 473.940 773.627 24.876 189.983 1.982 1.000 794.000 7.745 19.Curso de rede 5 de esgotos Capitulo 34.690 55.989 209.976 1.455 384.726 325.237 6.062 581.000 771.986 1.469 24.093 77.145 463.723 45.000 828.546 833.994 1.992 1.

5 Método aritmético Considerando os valores das populações Po e P1 no tempo to e t1 a razão ou taxa de crescimento aritmético neste período conforme prof Eduardo R.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.179 1.003 2.005 2.Curso de rede 6 de esgotos Capitulo 34. Yassuda e Paulo S.072.006 1.000 2.br 14/07/08 2.251.5) estão os dados com intervalos de 10anos desde 1940 até o ano 2000.6-Razão para o método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1908637 2744557 3859117 Aritmético Razão 2208 6575 13554 29610 27309 26672 Considerando Po= 1940 e P1= 1950 a razão será: 34-6 . Nogami do livro Técnica de Abastecimento de Agua será: r= (P1-Po)/ (t1-to) A população P será: P= Po + r (t – to) Tabela 34.283.5-População de 10 em 10 anos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 34.com.004 2.002 2.001 2. Tabela 34.253 Na Tabela (3.717 1.

Previsão de população de Guarulhos usando método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1629997 1908637 2187277 34-7 .to) = (35523-13439) / (1950 – 1940) =2208 e assim para os demais anos conforme Tabela (34.Curso de rede 7 de esgotos Capitulo 34.com.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.7.1.br 14/07/08 r= (P1.6) População de Guarulhos População (habitantes) 1500000 1000000 500000 0 1940 1960 1980 ano 2000 2020 Figura 34.Po)/ (t1.Gráfico da população de Guarulhos de 1940 ao ano 2000 Considerando a média das três ultimas razões teremos: Média =27864= (29610+27309+26672)/3 P= Po + r (t – to) Considerando to=2000 e Po= 1072717 P= 1072717 + 27864 (t – 2000) Contando-se to a partir do ano 2000 Para t=2010 teremos: P= 1072717 + 27864 (2010 – 2000) Tabela 34.

1967 pelo método geométrico será: P= Po .718 a-bt ) Sendo que o valor de K se obtém: Ps = [2.Curso de rede 8 de esgotos Capitulo 34. q (t-to) P= 806000 x 1. No caso d=10anos t2=2d a = (1/0. log { [Po (K-P1)]/ {P1 .Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Po= 806.4343 x d)} . q= (P1/Po) (t1-to) q= (806000 / 1072717) (2000-1990) =1. (´Po+P2)] / (Po . (K-Po)}} to=0 t1=d.000 hab. P= K / (1 + 2.Po.4343) .03 (2030-1990) =2.br 14/07/08 34.com.Aplicação do método geométrico para Guarulhos Geométrico Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1441642 1937446 2603766 34.03 Adotando a razão q= 1. P1 para o ano de 1990 e P2 para o ano 2000 acharemos o valor de K.P12) b= {1/ (0.6 Método geométrico A previsão de população conforme FHSP.072.766hab Tabela 34.7 Método Logístico O método logístico prevê uma população de saturação denominada K que é considerando um limite superior conforme FHSP. 34-8 . log [(K-Po)/Po] Tomando-se o valor de Po para o ano de 1980.717 hab.03 obtermos para o ano 2030.P2 – P12 . P= Po . P2 . 1967. q (t-to) q= (P1/Po) (t1-to) Dados: Ano 2000 Ano 1990 P1=1.8.P1.603.

Valores de Po.558.10.07232125 a = (1/0. (Ks-Po)}} b= {1/ (0.4343) .9. Para o ano 2010 teremos a diferença 2010-1980 que serás de 30 anos ficando assim.850 Tabela 34. a população de saturação será de K=1. log [(1558889-532908)/532908]= 0. (1558889532908)}}= -0. P= 1558889 / (1 + 2.718 a-bt ) P= 1558889 / (1 + 2.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.889 Portanto.P2 – P12 .718 0. log { [Po (Ks-P1)]/ {P1 .65504-0.277. b= {1/ (0.07232.4343 x d)} .P1. P2 .07232125 a=0. t1 P2.4343 x 10)} .br 14/07/08 Tabela 34.t ) O tempo começa a contar de 1980.65504716 Po.P12) K = [2x532908x806000x1072717 – 8060002 . log [(K-Po)/Po] a = (1/0.558.07232.4343) . to P1.Aplicação do método logístico para Guarulhos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1277850 1408570 1482139 Logística K=1558889 b=0. P1 e P2 Valores Po P1 P2 ano 1980 1990 2000 População 532908 806000 1072717 K = [2.65504-0.889 habitantes.8060002)= 1. (Po+P2)] / (Po .Po.65504716 P= Ks / (1 + 2.718 0. pois to=1980. (532908+1072717)] / (532908x 1072717 . t2 34-9 . log { [532908 (1558889-806000)]/ {806000 . (2010-1980 )= 1.Curso de rede 9 de esgotos Capitulo 34.com.

caixas de passagem.9 Vazões parasitárias (infiltração) Pode haver infiltração de água de drenagem nos coletores de esgoto e isto se chama de vazões parasitarias que atingem até 6. Tabela 34.80 Conforme Tsutya.20 K2= 1. publico em L/s 34.485/ Q 0. tubos de inspeção e limpeza.br 14/07/08 34. 1999 a SABESP usa a equação abaixo para os valores de K= K1 x K2. sendo que para vazões abaixo de 751 L/s o valor K=1. Conforme Tsutiya.5090 Sendo: Q= somatória das vazões médias de uso predominante residencial.Vazões parasitárias 34-10 . estações elevatórias. Conforme ABNT NBR 9649/86 os valores a serem adotados quando não se possuem pesquisas são: K1= 1.80 Q> 751 L/s K= 1.5 Coeficiente de retorno= 0.0 L/s x km.Curso de rede 10 de esgotos Capitulo 34.11.5 K3=0.8 Coeficientes de variação da vazão Os projetos de esgotos usam os seguintes coeficientes: K1= maior consumo diário no ano/ vazão média diária no ano K2= maior vazão horária no dia/ vazão média horária no dia K3= coeficiente de mínima vazão horária que é a relação entre a vazão mínima e a vazão média anual.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.20 + 17. comercial. 1999 as águas do subsolo atingem as redes coletoras através de: • Juntas das tubulações • Paredes das tubulações • Poços de visita. etc.80 é constante e para vazões acima de 751 L/s o valor de K diminui. Q≤ 751 L/s K=1.com.

05 L/s x km a 1.0 L/s x km.Taxas de infiltração em redes coletoras de esgoto Fonte: Crespo.com. 34.10 34-11 . Para vazões industriais (médias e grandes) conforme Tsutiya. pode-se estimar a contribuição de esgotos em 0. 1997 Conforme a norma da ABNT 9649 a taxa de infiltração depende da posição do lençol freático variando de 0. Primeiramente informamos que a legislação não permite que nenhuma indústria lance na rede de esgotos vazões maior que 1.15 L/s x ha a 2.35 L/s x ha.10 Despejos industriais É uma grande dificuldade estimarmos a contribuição industrial numa rede de esgotos. Em áreas industriais onde não se utilizam quantidades significativas de água em seus processos produtivos.2.30 L/s x ha. 1999 estima vazões futuras entre: 1. Na falta de dados Tsutya.Curso de rede 11 de esgotos Capitulo 34. 1999 o valor de K1=1.br 14/07/08 Figura 34.5 vezes maiores que a média.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

-FAIR. ISBN 0-471-25130-5 -FHSP. design and operation. principalmente em cidades de veraneio.planing. American Water Works Association. 34. et al. 1967. MILTON TOMOYUKI. EPUSP.com.1994. Edutira John Willey. 1996. Colorado.Previsão de esgotos engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1966. 2006. 1999. Wastewatrer treatment plants. 643páginas 34-12 . 859 páginas. 2004.11 População flutuante Conforme o caso deve ser levada em conta. BRUCE et al. 547páginas -TSUTIYA. ISBN 1-56676-134-4. GORDON M. -TSUTIYA. -BILLINGS. MILTON TOMOYUKI e SOBRINHO.Curso de rede 12 de esgotos Capitulo 34. Coleta e transporte de esgoto sanitário. LEO et al. Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. EPUSP. -QASIM. SYED R. Abastecimento de água para consumo humano. R. 726páginas. Abastecimento de água. Técnica de Abastecimento e tratamento de água. Forecasting urban water demand. -HELLER. Belo Horizonte. Denver. PEDRO ALEM.12 Bibliografia e livros consultados -ABNT–Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água. Water supply and wastewater removal.br 14/07/08 34. NBR 12211/92.

br 15/07/08 Capítulo 35.net/pdf/FOG_Manual_Final.Caixa de gordura http://www.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.2.1.pdf O problema do excesso de gordura nos esgotos sanitários trás problemas no tratamento na formação do lodo.Caixa de gordura Figura 35.cswd. pois a quantidade de gorduras se forem lançadas nas redes coletoras causarão entupimentos constantes conforme já constato.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1 Introdução É importante que haja caixa de gordura em prédios de apartamentos e nas residências. no aumento do tempo de retenção hidráulica e na redução da atividade hidrolítica devido a biomassa conforme Mendes et al. As caixas de gorduras em restaurantes são importantíssimas.com. 2005. Existe basicamente dois tipos de caixas de gorduras: 35-1 .Caixa de gordura 35. Figura 35.

O dimensionamento correto da caixa de gordura é muito importante para o bom funcionamento do sistema de tanque sépticos.1) para o dimensionamento da caixa de gordura: V= 2 x N + 20 (Equação 35. laticínios.2). conforme Figura (35.2 Caixa de gordura para prédio onde existe rede coletora de esgoto sanitário Conforme a NBR 8160/1983 de Instalação predial de esgoto sanitário recomenda a instalação de caixas retentoras de gorduras nos esgotos sanitários que contiverem resíduos gordurosos provenientes de pias de copas e cozinhas. 35-2 .Curso de rede de esgotos Capitulo 35.scielo. 2005 a concentração de lipídeos (gorduras) em águas residuárias é dado pela Tabela (35. Tabela 35.com.1) Sendo: V= volume em litros N= número de pessoas servidas pelas cozinhas que contribuem para a caixa de gordura. matadouros e efluentes domésticos e de restaurantes.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Fontes de lipídeos(gorduras) e suas concentrações em águas residuárias Tipo de efluentes Concentração de lipídeos (gorduras) (mg/L) Doméstico 40 a 100 Matadouros e avícolas >500 Laticínios 4680 Restaurantes 98 Azeite de oliva 16000 Sorvetes 845 Fonte: Mendes et al. principalmente de fast food conforme Mendes et al. A norma estabelece a Equação (35. 35. 2005. sorvetes.2. 2005 www.br A maior fonte de geração de lipídeos (gorduras) são as indústrias de óleos comestíveis.1) motivo pelo qual vamos nos dedicar um pouco mais visto haver pouca literatura brasileira sobre o assunto.br 15/07/08 • • Caixa de gordura para prédios onde existe rede coletora de esgoto sanitário Caixa de gordura para prédios onde não existe rede coletora de esgoto sanitário Conforme Mendes et al.

2005 35-3 .com.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.3 – Caixa de gordura Fonte: Jordão et al.br 15/07/08 Figura 35.

35.br Figura 35. 3.com.4 . Temperatura: a caixa de gordura deve permitir que os esgotos tenham a sua temperatura aumentada suficientemente para emulsionar a gordura e separálas.4 Caixa de gordura para prédio onde não existe rede coletora de esgoto sanitário As caixas de gorduras da firma Rotogine são feitas em polietileno e possuem volume de 100 litros a 8.br/ 35-4 . Os óleos e graxas. Turbulência: a turbulência deverá ser evitada.com. Volume da caixa: deve ser adequado para permitir o armazenamento da gordura durante os intervalos de limpeza. Tempo de detenção: deverá haver um tempo de detenção suficiente para que as gorduras e o óleo sejam emulsionadas.rotogine.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. 2. Conforme Decreto do Estado de São Paulo 8468 de 8 de setembro de 1976 o lançamento na rede publica de esgoto sanitário deverá obedecer ao artigo 19-A item IV – ausência de óleos e graxas com concentração máxima de 150mg/L.2). Caixa de gordura 100 litros a 500 litros Gordura flutuante Água limpa Resíduos pesados + gordura digerida pliniotomaz@uol. restaurantes e cozinhas industriais é normalmente adotado 100mg/L de óleo e gorduras sendo este a base do dimensionamento das caixas de gordura pela EPA. separadas e que flutuam na superfície da caixa de gordura. Algumas cidades americanas admitem limites de óleo e gorduras que variam de 150mg/L a 300mg/L.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.3 Critérios básicos As caixas de gorduras devem obedecer a quatro critérios básicos para o seu perfeito funcionamento. segundo Jordão. sendo a média de 200mg/L. 1.Caixa de gordura Fonte: http://www. conforme Figura (35. sendo que a ABNT deverá alterar as normas vigentes. 2005 estão presentes nos esgotos de 30mg/L a 70mg/L conforme já constatado em quatro estações de tratamento de esgotos sanitários. pois poderá atrapalhar a subida da gordura. 4.000 litros. Em projetos de hospitais. Uma caixa de dimensões muito pequena acarretará a perda de todo o sistema.br 15/07/08 35.

2 a 3 Média de pico 6 4 2 1.5 Fonte: Metcalf & Eddy. 1991 Para partículas com diâmetro de: • 150μm a velocidade de ascensão é de 3. 1991 recomenda que a caixa de gordura coletiva para que a flotação das gorduras seja efetiva deve deter o efluente no mínimo em 30 (trinta) minutos. pequenas comunidades e residências individuais conforme Tabela (35. Conforme Mecalf&Eddy.com. Restaurante: 11 litros/dia/refeição Metcalf & Eddy. 2000. pequenos estabelecimentos e pequenas comunidades Fator de pico Pico horário Pico por dia Pico por semana Pico por mês Residência individual Faixa de pico 4a8 2a5 1. Tabela 35.Fatores de pico para escoamento de esgotos de residência individuais. 1991 Suponhamos que se gaste 11 litros/refeição por hora Vazão média = 11litros/hora x 300empregados = 3300 L/h= 3.6m/h e • 60μm a velocidade de ascensão será 0.75 1.5) é o modelo recomendado pelo Estado da Carolina do Norte. 1991 os fatores de pico são muito importante para o dimensionamento de caixas de gorduras para pequenos estabelecimentos comerciais.7 2a5 3.6m/h para indústria com 300 empregados.25 a 4 1.3m3/h 35-5 . Tomaz. 35.5 .Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 2002.6m/h.5 4 8 6 3 2 Pequenas comunidadades Faixa de Média de pico pico 3a6 4.5 Método do tempo de detenção conforme Metcalf&Eddy. Previsão de consumo de água. 1991 Metcalf&Eddy.Caixa de retenção de gordura Fonte: Estado da Carolina do Norte.6 1.75 Pequenos estabelecimentos comerciais Faixa de pico Média de pico 6 a 10 4a8 2a6 1. 2002.3. Exemplo 35.5 3 1.1 Supondo velocidade mínima de ascensão de 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.br 15/07/08 A caixa de gordura da Figura (35. Figura 35.2 A 2 1.3).

2) temos: Adotando velocidade mínima ascensional de 3.21m L= 1.3m3/h x fator de pico= 3.5 x 2.5 B2 B= 2.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6m/h teremos: Área (m2)= 26.33= 1.33m2 7.33m2 Adotando: L= comprimento (m) B= largura (m) Supondo: L= 1.com.2m3 Altura da caixa V= L x B x H 13.21= 3.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.32 x 2.5 B2 A= área (m2)= 7.5 B A= L x B A= 1.2m3 = 3.5 x B= 1.32m Tempo de detenção mínimo adotado> 30min (Metcalf e Eddy.3 x 8=26.80m 35-6 .4m3/h /3.4m3/h=13.4 m3/h Usando Equação (35. 1991) Para a flotação ser efetiva adoto 60min V= (30min/60min) x 26.6= 7.br 15/07/08 Usando fator de pico= 8 conforme Tabela (35.21 x H H= 1.3). Vazão de pico= 3.

Esta velocidade poderá ser obtida em um cilindro graduado. O tempo de detenção deverá situar-se entre 3 e 5 minutos. determinado o tempo de subida de uma pequena partícula. o tempo de detenção poderá ser maior. Em um dos lados da caixa deverá ter uma calha para remoção da gordura.6 Caixa de retenção de gordura conforme Nunes. se a temperatura do líquido se encontrar abaixo de 25ºC. Figura 35. até 30minutos. possuindo duas ou mais cortinas. laticínios. Acima desta temperatura.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. matadouros. etc. V (m/h)= H(m)/ t(h) Sendo: V= velocidade mínima ascensional (m/h) H= altura do líquido no cilindro (m) t= tempo de ascensão (h) 35-7 . uma próxima à entrada para evitar turbulência do líquido e a outra próxima à saída. a serem removidas. curtumes. estas gorduras recuperadas têm valor comercial. O principio de separação se dá pela diferença de densidade entre a água e as gorduras.com.br 15/07/08 35. A área necessária A é calculada conforme a seguinte fórmula: A = Q/ V Sendo: A= área da superfície da caixa (m2) Q= vazão máxima (m3/h) V= velocidade mínima de ascensão das partículas de menor tamanho.6-Caixa retentora de gordura Fonte: Nunes.Curso de rede de esgotos Capitulo 35. percorram desde o fundo até a superfície liquida. São utilizadas no tratamento preliminar de águas residuárias de frigorífico. A caixa deve ser construída de forma que o liquido tenha permanecia tranqüila durante o tempo em que as partículas. 1996 As caixas de retentoras de gordura são unidades destinadas a reter gorduras e materiais que flotam naturalmente. Em matadouros e curtumes. 1996 O formato da caixa deverá ser retangular.

ou seja.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.4= 3.5 B2 B=1. 1. 14.5 x B A= L x B 3.60= 60% da água passará na caixa.90m2= 1.4= 1.44m 35-8 .5 x 1.5= coeficiente de pico Dimensões da caixa Considerando que a velocidade de ascensão das menores partículas seja de 4mm/s.42m Altura da caixa H V= L x B x H 5.42m x 1.5 Q/ 14.61= 2.90m2 Adotando comprimento L e largura B L= 1.4m/h teremos: A= 1. 1996 Dimensionar uma caixa de gordura de um frigorífico que abate cerca de 200 cabeças de boi por dia.5/ 14.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.5 x Q x t x 0. Contribuição diária de águas residuárias (Q) Q= 200 cabeças/dia x 1500 litros/cabeça x dia= 300m3/dia Para 8 horas de funcionamento Q= 37.1.Extraído de Nunes. como também o período de 8 horas de funcionamento diário e que 60% das águas residuárias passarão na caixa. A temperatura é de 30ºC. V= 1.50m3/h Volume da caixa V Adotando o tempo de detenção de 10min.br 15/07/08 Exemplo 35.5 x 37.61m L= 1.61m x H H= 1. Considerar a contribuição per capita igual a 15000 Litros/cabeça/dia.60 Sendo: V=volume da caixa (m3) Q= vazão média (m3/h) t= tempo de detenção (h) 0.625m3= 2. tendo em vista que a temperatura do liquido se encontra acima de 25ºC.com.

A localização das caixas de gorduras devido a sua periculosidade não deve ser instalada dentro da cozinha ou do restaurante devendo ser localizada num local de fácil acesso.2 para gorduras leves 0.000 litros V= (número de assentos) x 20litros/refeição x (Fator de armazenamento) x 1/2 do número de horas aberto) x (fator de carga) Exemplo 35.8 Stockton.3 para gorduras moderadas 0.br 15/07/08 35.0 e fator de carga igual a 1.2 Dimensionar a caixa de gordura para restaurante com 50 assentos.4 para gorduras pesadas O tempo de residência padrão é de 24min mais pode ser usado tempo menor com o limite mínimo de 8min.9 Método da EPA1 para restaurantes Este método é baseado empiricamente no valor limite de óleos e gorduras de 100mg/L. V= (número de assentos) x 20litros/refeição x (Fator de armazenamento) x 1/2 do número de horas aberto) x (fator de carga) V= (50 assentos) x 20litros/refeição x (2.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.80 Volume mínimo da caixa de gordura= 3. Consumo por refeição: 20 litros Fator de armazenamento mínimo= 1.7 máximo=2. 2002.7 máximo= 2.25 médio= 1.000litros 35.5 Fator de carga mínimo=0. 35. Califórnia V= vazão de pico da cozinha x 10min Comentário: de modo geral as caixas de gorduras dimensionadas em várias cidades dos Estados Unidos são baseadas na vazão de pico das cozinhas.0) x 1/2 de 8 horas aberto) x (1.5 Consumo por refeição= 18litros/refeição Fator de carga Máquina de lavar prato= 1.5 máximo= 1.0 baixo= 0. A manutenção das caixas deve ser mensal evitando que a mesma atinja 25% do volume do líquido.com.0. usando fator de armazenamento igual 2. trabalhando 8 horas/dia com 20litros por refeição.10 Método da EPA1 para hospitais Volume mínimo= 3. 35. conforme Estado da Carolina do Norte.7 Método da área suburbana de Washington Volume= vazão de pico x fator de diversidade x tempo de residência Fator de diversidade: 0.0) V= 8.25 35-9 .000litros Fator de armazenamento mínimo=1.

V= (número de refeições servidas no dia) x (consumo/refeição) x (fator de armazenamento) x (fator de carga) Refeições= 100 x 3 + 10 x 3 = 330 refeições Fator de armazenamento= 2.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.850 litros 35-10 .Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3 Dimensionar a caixa de gordura de um hospital com 100 pacientes e 10 pessoas para atendimento.75 Exemplo 35.com.25 com máquina de lavar pratos V= 330 x 18 x 2.25 = 14.br 15/07/08 Sem máquina de lavar prato= 0.00 x 1.0 Fator de carga= 1.

7.com.Tiragem de amostra da caixa de gordura 35-11 .Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 15/07/08 Figura 35.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.

Gorduras acumuladas 35-12 .9.8.Caixa de gordura com acesso para inspeção Figura 35.com.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 15/07/08 Figura 35.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.

precast.11.pdf 35-13 .Produção de gorduras Figura 35.Poço de visita extravasando água devido entupimento por gorduras Figura 35.br 15/07/08 Figurda 35.10.Exigências de gorduras nos Estados Unidos http://www.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.12.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.com.

br 15/07/08 Figura 35.pdf 35-14 .precast.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.org/technical/Grease_Interceptor_Design_s.com.14.13.Valores adotados em USA para dimensionamento de caixa de gorduras http://www.pdf Figura 35.Diversos valores de caixa de gorduras conforme os diferentes critérios http://www.Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.precast.Curso de rede de esgotos Capitulo 35.

Curso de rede de esgotos Capitulo 35- Caixa de gordura Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 15/07/08

35.11 Bibliografia e livros consultados -AZEVEDO NETTO, JOSÉ M. e MELO, WANDERLEY DE OLIVEIRA. Instalações prediais Hidráulicas-sanitarias. Blucher, 1988, 185 páginas. -ABNT NBR 13969/97 sobre Tanques sépticos-unidades de tratamento complementar e disposição de efluentes líquidos. Construção e Operação. -ABNT NBR 7229/93 sobre Projeto, Construção e operação de sistemas de tanques sépticos. -BRITTO, EVANDRO RODRIGUES DE. Tecnologias Adequadas ao Tratamento de Esgotos, ABES, 2004, 161 páginas. -CIDADE OF EUGENE. Eugene Stormwater Basin Plan CIDADE, 2002. -CONAMA, RESOLUÇÃO Nº357 DE 17/03/05. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 26 páginas. --ESTADO DA CAROLINA DO NORTE. Considerations for the management of discharge of fats, oil and grease (FOG) to sanitary sewer system. Jun, 2002, 73 páginas. -JORDÃO, EDUARDO PACHECO e PESSÔA, CONSTANTINO ARRUDA. Tratamento de Esgotos Domésticos. 4ª ed., 2005, 906 páginas. -MACINTYRE, ARCHIBALD JOSEPH. Instalações Hidráulicas. 770 páginas. -MENDES, ADRIANO AGUIAR et al. Aplicação de lípases no tratamento de águas residuárias com elevados teores de lipídeos. www.scielo,br, Química nova, abril 2005, ISSN 0100-4042. -METCALF&EDDY. Wastewater Engineering. McGray-Hill, 1991, 1334páginas. -NUNES, JOSÉ ALVES. Tratamento físico-químico de águas residuárias Industriais. 1996, 277 páginas. -ROTOGINE- Kne Plast Indústria e Comércio Ltda internet: http://www.rotogine.com.br/ -USEPA (U.S. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY). Guidelines for Water Reuse. EPA/625/R-04/108 setembro de 2004 acessado em 15 de junho de 2006 http://www.epa.gov/

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Capitulo 36- Gases em tubulações de esgoto 36.1 Introdução Um dos problemas que existe normalmente nos sistemas de esgotos é a produção de gases malcheirosos, principalmente o sulfeto de hidrogênio, H2S, segundo Mendonça,1975. É muito conhecido os casos de tubos de concreto para conduzir esgotos sanitários que devido a produção dos sulfetos entram em colapso conforme Figura (36.1). O motivo é que os sulfetos juntamente com o vapor de água e bactérias cria o ácido sulfúrico que destrói o cimento e conseqüentemente a estrutura do concreto.

Figura 36.1- Corrosão de tubo de concreto para condução de esgoto, por sulfeto de hidrogênio.
Fonte: Tsutiya, 1999

Existem vários gases nos esgotos, mas o mais importante é o sulfeto de hidrogênio H2S.A presença de odor do sulfeto de hidrogênio é importante para os trabalhadores, pois podem causar explosão quando está junto com os gases o metano. A concentração mínima de H2S para causar a morte é 300mg/L sendo que 3000mg/L é fatal conforme Metcalf e Eddy, 1981. Metcalf e Eddy, 1981 apresenta a Tabela (36.1) que mostra os efeitos produzidos pelo sulfeto de hidrogênio ao ser humano.

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Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08 Tabela 36.1- Efeitos produzidos pela exposição humana ao ar contaminado com varias concentrações de sulfeto de hidrogênio. Tempo e condições de exposição Concentração de H2S na Efeitos atmosfera do sistema de esgotos (ppm em volume) Exposição prolongada, trabalho 5 a 10 (algumas pessoas menos) Pouco ou nenhum leve 1 a 2 horas, trabalho leve 10 a 50 (algumas pessoas menos) Irritações leves nos olhos e nas vias respiratórias, dores de cabeça 6 horas de trabalho manual pesado Cerca de 50 Cegueira temporária 1 hora de trabalho manual pesado Cerca de 100 Limite máximo sem conseqüências serias. Fonte: Metcalf e Eddy, 1981 e Tsutiya, 1999

36.2 Sulfetos O H2S é um gás encontrada com freqüência na natureza e muito conhecido pelo seu odor. Pode ser produzido pela decomposição de algumas espécies de matéria orgânica, especialmente a albumina. Segundo Tsutiya, 1999 a principal origem dos sulfetos em esgoto sanitário é devida à ação de bactérias que reduzem o sulfato para obter energia para sua manutenção e crescimento. Sob condições anaeróbias (sem oxigênio) dois gêneros de bactérias anaeróbias obrigatória da espécie Conforme Metcalf e Eddy, 1981 o H2S através da bactéria do genus Thiobacillus forma o ácido sulfúrico: H2S + 2O2 bactéria ---> H2SO4 36.3 Fórmula Z de Pomeroy É muito conhecida a fórmula empírica do Dr. Pomeroy, a qual através de um indicador Z, tem a finalidade de avaliar o risco do aparecimento de odores em coletores sanitários. É a chamada fórmula Z de Pomeroy que segundo Richardson in Tsutiya, 1999 recomenda a sua utilização para vazões entre 3 L/s a 2.000 L/s. 3 (EDBO) p

Z= ------------------- x -------I 1/2 Q 1/3 b Sendo: p= perímetro molhado da seção transversal em m; b= corda correspondente à altura molhada em m; Q= vazão máxima horária em litros/segundo; I= declividade do coletor em m/m; T= temperatura média do esgoto no mês mais quente em °C; EDBO= DBO a 5 dias e 20 °C do esgoto bruto em mg/L multiplicado pelo fator 1,07 T-20 Z= coeficiente Z de Pomeroy.

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36.4 Valores de Z É muito discutido qual os limites dos valores de Z para prevenir a criação de sulfetos. Tsutiya, 1999 comenta que Takahashi sugere o valor de 7.500, Paintal 7.500 e Ludwig e Almeida 10.000. As Tabelas (36.1) e (36.2) mostram alguns valores limites de Z. Para valores de Z menores que 5.000 o H2S está raramente presente ou somente em diminutas concentrações nos coletores. Para valores de Z iguais ou maiores que 25.000, o H2S dissolvido estará presente com freqüência e tubos de concreto com pequenos diâmetros possivelmente entrarão em colapso dentro de cinco a dez anos. Tabela 36.2- Valores de Z e possibilidades de produzir ou não sulfetos Valores de Z Condições a serem observadas Z< 5.000 Neste caso o sulfeto é raramente gerado 5.000≤Z≤25.000 Podemos ter ou não o sulfeto Z> 25.000 Será criado o sulfeto Tabela 36.3- Valores de Z e possibilidades de produzir ou não sulfetos Valores de Z Condições a serem observadas Z< 5.000 Neste caso o sulfeto é raramente gerado 5.000≤Z≤10.000 Podemos ter ou não o sulfeto Z> 10.000 Será criado o sulfeto Fonte: Tsutiya, 1999

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36.5 Relações geométricas da seção circular

Figura 36.2 Ângulo Central O ângulo central θ (em radianos) do setor circular, pode ser obtido pela seguinte expressão conforme Chaudhry,1993 p.95: θ = 2 arc cos ( 1 – 2y/D) Conforme Chaudhry ,1993 p.10 temos: A área molhada “A”: A= D2 ( θ – seno θ)/8 O perímetro molhado ”P”: P=(θ D)/2 O raio hidráulico “RH”: RH= (D/4) (1-(seno θ)/ θ) A corda “b” correspondente a altura molhada é dado por: b= D sen (θ/2) Conforme Mendonça,1984 Revista DAE SP temos: Usando a fórmula de Manning e tirando-se o valor de θ usando as relações acima obtemos para o regime uniforme a fórmula para obter o angulo central θ. Observar que o ângulo central θ aparece nos dois lados da equação, não havendo possibilidade de se tornar a equação numa forma explícita. Daí a necessidade de resolvê-la por processo iterativo, como o Método de NewtonRaphson. O ângulo central θ está entre 1,50 rad. ≤ θ ≤ 4,43 rad. que corresponde 0,15≤y/D≤ 0,80. θ= seno θ + 2 2,6 (n Q/I 1/2) 0,6 D-1,6 θ 0,4 O primeiro seria o método de tentativa e erros, o segundo seria o método da bisseção, o método de Newton-Raphson e o Método das Aproximações Sucessivas.

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O Dr. Sérgio Rolim Mendonça, fez uma tabela de declividades mínimas que se deve ter para não haver gases, usando Z=5.000, que deve ser usado principalmente para grandes coletores de esgotos. O coletor é calculado a meia seção e o coeficiente de rugosidade é n=0,013. I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 Sendo: Q= vazão no coletor em litros por segundo; T= temperatura média do esgoto no mês mais quente em °C; EDBO= DBO a 5 dias e 20 °C do esgoto bruto em mg/l multiplicado pelo fator 1,07 T-20 EDBO=DBO 1,07 T-20 EDBO = em mg/l; K= valor obtido na Tabela (36.4); I min = declividade mínima do coletor em m/m.

Tabela 36.4: Valores de K para achar a declividade mínima em coletores de esgotos Fonte: Mendonça,1985, Revista DAE. 36-5

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Exemplo 36.1 Seja o coletor predial com diâmetro nominal 150, a ¾ da seção ou seja y/d=0,75. Suponhamos ainda que a temperatura média do mês mais quente seja de 25° C que a DBO a 5 dias e 20°C seja 250 mg/litro e que o coeficiente de rugosidade de Manning seja n=0,013, como adotado normalmente. A vazão máxima que o coletor pode conduzir com a declividade de 2% (0,02m/m) é de 6,66 litros/segundo. Para calcular o ângulo central em radiano usamos: θ = 2 arc cos ( 1 – 2 (y/D)) obtendo: θ = 2 arc cos ( 1 – 2 (y/D))= 2 arc cos ( 1 – 2 (0,75))= 2,32 rad O perímetro molhado P=(θ D)/2= (2,32 x 0,15)/2 =0,18m A corda b= D sen (θ/2)= 0,15 sen( 2,32/2)= 0,13m EDBO=DBO 1,07 T-20 = 250 x 1,07 (25-20) = 259,63 mg/l Substituindo na fórmula Z de Pomeroy temos: 3 (EDBO) p

Z= ------------------- x -------I 1/2 Q 1/3 3 x 259,63 0,18 b

Z=-------------------------x -------- = 5515 0,02 ½ x 6,66 1/3 0,13

Como o número Z de Pomeroy é igual a 5.515 portanto maior que 5.000 poderá haver ou não a produção de sulfetos. Caso fosse menor que 5.000 não haveria possibilidade da formação de sulfetos. Caso fosse superior a 25.000 com certeza teríamos a produção de gases. Caso queiramos aplicar a fórmula da declividade mínima em que não haverá a produção de gases teremos que usar a fórmula número: I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 Sendo que o valor de K=2,106 obtido na Tabela (36.2), com y/d=0,75 I min= K x 10-6 x (EDBO)2/Q 2/3 = 2,106x10-6 x (259,63)2/6,66 2/3=0,073 m/m I min= 0,073 m/m, é a declividade mínima para que não se tenha no coletor a produção de gases. Na prática se usam para os coletores prediais de esgoto sanitário, tubos de PVC ou tubos de cerâmica, os quais não apresentam nenhum problema estrutural para os gases. Relembremos também que nas redes coletoras públicas não existem tubos ventiladores, não ser em casos especiais, tal como em elevatórias. A ventilação das instalações prediais de esgoto, compete ao prédio.

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36.6 Interceptores Em interceptores que geralmente possuem diâmetros maiores que 500mm e são feitos de concreto, o problema de sulfetos tem ser considerado. Devido a isto é que a norma da ABNT para Interceptores obriga que os mesmos sejam dimensionados com a tensão trativa mínima de 1,5Pa, ao invés de 1,0 Pa usado nos coletores comuns. 36.7 Gases em esgotos Metcalf e Eddy, 1981 salienta que as casas possuem tubo ventilador para a ventilação das redes de esgotos sanitários. Não se recomenda instalarem-se tampões de ferro fundido perfurados para exalação dos gases devido ao mau cheiro que se produzirá. Recomenda ainda que em locais onde há poucas ligações de esgoto, que se faça uma ventilação usando área da secção metade da seção da tubulação de esgoto. Especial ventilação se deve instalar quando as ligações de esgoto possuírem dispositivos que impedem a passagem dos gases. Nos locais onde temos sifões invertidos devemos instalar dispositivos ou câmaras especiais para a expulsão dos gases dos esgotos. 36.8 Gases em esgotos estação elevatória de esgotos Tsutiya, 1999 comenta que em Santos uma estação elevatória apresentou 2 mg/L de H2S resultando na produção de odores inaceitáveis conforme Figura (36.2). Para corrigir o problema foi instalado um dosador de nível constante e aplicado a dosagem de 12,5mg/L de nitrato de amônio ao esgoto afluente.

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Figura 36.3-Geração de odor pela produção de sulfeto em poços de sucção Fonte: Tsutiya, 1999 36.9 Corrosão devido ao H2S É conhecida a corrosão de tubos de concreto armado pelo ácido sulfúrico produzido pelo H2S. Metcalf e Eddy, 1981 apresenta a corrosão em tubos de concreto e em tubos de ferro fundido. Assim um tubo de concreto com 1200mm de diâmetro e 10.000m de comprimento terá uma corrosão de 0,48mm/ano. Se dividirmos a espessura disponível da tubulação de concreto pelo valor 0,48mm/ano de corrosão, teremos a durabilidade da tubulação. Pode ser adotada uma camada de sacrifício na tubulação de concreto utilizando agregado calcário para o aumento da alcalinidade. Uma outra maneira é adotar-se cimento que seja mais resistente ao ácido sulfúrico.

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Curso de redes de esgotos Capitulo 36- Gases em tubulações de esgotos Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

36.10 Bibliografia e livros consultados -METCALF E EDDY. Wastewater engineering collection and pumping of wastewater. 1981, 432páginas. -TSUTIYA, MILTON TOMOYUKI E SOBRINHO, PEDRO ALEM. Coleta e transporte de esgoto sanitário. EPUSP, 1999, 547páginas.

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Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 14/07/08

Capítulo 37 Reabilitaçao de córregos e rios

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4 37.2 37.3 37.1 37.br 14/07/08 SUMÁRIO Ordem Assunto Capítulo 37 – Reabilitação de córregos e rios 37.com.7 Introdução Conceitos Os cinco elementos chave em um rio ou córrego Potência dos córregos e rios Transporte de sedimentos Dimensionamento de canais Bibliografia 37-2 .5 37.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6 37.

pois quando a área é menor que 10% não há impactos no ecossistema aquático.com. Reabilitação: consiste em restaurar alguns aspectos do córrego e do rio.O que pode ser conseguido realisticamente? A Figura (37. Figura 37. Iremos considerar os córregos e rios urbanos. 37-3 .Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. É praticamente impossível de ser feita.2) mostra os conceitos mencionados.br 14/07/08 Capítulo 37 – Reabilitação de córregos e rios 37. mas não todos. 37.1 Introdução Há uns 20 anos com a degradação física e biológica cada vez maior de córregos e rios começou-se a se ter idéia da recuperação dos mesmos para retorno físico e biológico.2 Conceitos Os conceitos fundamentais são: Restauração: consiste em volta as condições exatamente como eram antigamente quando não havia população e não havia interferência do homem. que são aqueles que possuem uma área impermeável maior que 10%. Remediação: é quando o rio mudou totalmente de configuração relativa as condições originais e podemos fazer alguma coisa para melhorá-lo Renaturalização ou naturalização: significa uma maneira natural para o rio de maneira que o mesmo volte ao ecossistema que existia antes.1.

br 14/07/08 Figura 37.com.2. 2000 37-4 .Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Esquema de reabilitação Fonte: Austrália.

2000 Organismos do ecossistema aquático e Zona ripariana Os componentes biológicos do ecossistema aquático deverá ser estudado em assuntos como a redução dos habitats naturais no corpo do rio. Estrutura física do rio 3. Zona Ripariana 2.Os 5 elementos da saúde de um córrego ou rio Fonte: Austrália.br 14/07/08 37. 37-5 . Qualidade da água 5.3. Quantidade de água Figura 37. Organismos do ecossistema aquático 4. 1. bem como as mudanças da biodiversidade do rio no que se refere a fauna e a flora. 2000 para reabilitação do rio em área urbana.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3) estão os cinco elementos básicos da saúde de um rio conforme Austrália.3 Os cinco elementos chaves em um rio ou córrego Na Figura (37.com.

Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. com as construções de casas.4. É estudado a estabilização do rio do ponto de vista de transporte sólidos. 37-6 .com.Diversos tipos de habitat Estrutura física do rio O componente morfológico do rio são os alinhamentos e os gradientes. industrias e infraestrutura urbana adjacentes ao rio.br 14/07/08 Figura 37.

5 –Diversidade morfológica dos rios 37-7 .Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 14/07/08 Figura 37.com.

o aumento do runoff.br 14/07/08 Figura 37.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.6. Na Europa em 2004 foram estudados 23 casos de reabilitação de rios com comprimento variando de 1300m a 9500m ao custo médio de 1500 euros/metro. o aumento das velocidades. 2000. tais como o aumento da área impermeável.com. Quando se quer reabilitar um córrego deve-se procurar um córrego próximo que tenha as condições físicas e biológicas que queremos e então copiamos o modelo. os sais e os compostos orgânicos que são lançados ao rio diretamente ou através da poluição difusa levado pela drenagem superficial. 37-8 .Diversidades morfológicas dos rios. 2000 está o seguinte: em caso de dúvida. os metais pesados. copie. Os objetivos são variados estando encaixados dentro dos 5 elementos da saúde do rio citado em Austrália. Uma recomendação que está em Austrália. o decréscimo da vazão base e estudo de novas seções nos rios. Estudamos também o aumento de temperatura devido a lançamentos industriais ou água de drenagem bem como a vegetação ripariana e a mata ciliar. Quantidade de água Deverão ser estudados os componentes hidrológicos do rio. Qualidade da água No assunto qualidade da água do rio estudamos os nutrientes.

declividade do canal.5 Pesquisas na Europa Pesquisas apresentas na Europa em jnho de 2004 sobre Urban River Basin Enhancenment Methods sobre Existing Urban River Rehabilitatiions Schemes em 23 rios e córregos apresentaram os seguintes resultados que estão nas Figuras (32. É melhor usar critérios de tensão trativa do que métodos de velocidade. De qualquer maneira a melhor maneira é calcular por tentativas até a melhor solução.7) a (37. largura.11).Objetivos da reabilitação de rios na Europa Figura 37. mesmo assim os mesmos não devem ser desprezados.br 14/07/08 37.10. 37.com.8.Pressão urbana para restauração 37-9 .7. mais as equações de transporte de sedimentos com o devido cuidado e experiência. Figura 37. A vazão dos rios normalmente é calculada usando o conhecido Q7.4 Dimensionamento de canais Os canais que podem transportar sedimentos ou depositar sedimentos devem ser calculados com as equações de resistência normalmente usadas como a fórmula de Manning para dimensionar a altura.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

Custo por metro de reabilitação 37-10 .Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Comprimento dos rios reabilitados na Europa Figura 37.10.9.Largura dos rios Figura 37.br 14/07/08 Figura 37.com.11.

Design for Stream restoration. Journal of Hydraulic engeneering. -EPUSP. ISBN 0642 76028 4 (volume 1 e 2). A rehabilitation manual for Australiam Streams. Apostila com 39páginas. 2003.unc. 37-11 . 2000. et al. Departamento de Hidráulica.pdf -SHIELDS JR. ASCE/ agosto. Volume 1. DOUGLAS.edu/~mwdoyle/pdfs/JHERestorationDesign.com. Giorgio Brightetti.5 Bibliografia e livros consultados -AUSTRALIA.Curso de rede de esgotos Capítulo 37-Reabilitação de córregos e rios Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. http://www. PHD 5023. COPELAND. Sem data.br 14/07/08 37. RONALD R. prof dr. Obras Fluviais.

nos fundos e ao lado. A solução foi ótima no momento.Rede condominial Fonte: Azevedo Netto.com.1. Apliquei há anos no bairro do Jardim Paraventi em Guarulhos onde há terrenos com grande desnível da rede de esgotos passando pelo fundo dos lotes. etc 38. pressurizada. não havia pequenos córregos e as casas eram construídas no meio do lote. foram feitas construções sobre a rede de esgoto e muitos moradores introduziram águas pluviais dentro das mesmas. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. vácuo. 38-1 . 38. pressurizada.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. Figura 38. 1992 in Tsutiya.1 Introdução Vamos mostrar alguns assuntos de redes de esgotos que não são comuns na prática. A grande vantagem da rede condominial são os baixos custos. mas com o decorrer dos anos. pois as tubulações passam na frente das casas. pois não há espaço para passagem das tubulações.1 Rede condominial A rede condominial foi desenvolvida no Rio Grande do Norte.br 14/07/08 Capítulo 38. que é a 4ª cidade do Brasil em número de favelas. 1999 Tive oportunidade de ver uma favela em Brasília onde foi feita com pleno êxito uma rede condominial. Cheguei a trazer os especialistas de Brasília no assunto para ver a solução das favelas aqui em Guarulhos. causando sérios problemas com os vizinhos. Não encontraram solução. vácuo.Rede condominial. São usados tubos de pequenos diâmetros e deve ser feito um trabalho junto aos moradores para que façam a conservação da mesma.Rede condominial. pois os terrenos eram grandes e planos. embora de maneiras diversas tenha sido empregada em muitos locais.

etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Quando existe locais onde muitas casas colocam rede de águas pluviais nos esgotos. o sistema de pressão de rede esgotos é uma opção. A justificativa é que em determinados locais o custo de uma rede de esgoto clássica fica muito elevado devido a poucas moradias. vácuo. 1999 Eventualmente durante entupimentos de rede de esgotos.2 Rede pressurizada Nunca vi uma rede pressurizada de esgoto sanitário. Redes de esgoto sob pressão: Portugal Bentes. et al fizeram um trabalho sobre Redes de Esgotos sob pressão. Foi elaborado um modelo computacional para o dimensionamento da rede de esgoto pressurizado.Rede condominial. enterrada a pequena profundidade e ligada as habitações por ramais de ligação também de pequenos diâmetros (25mm a 45mm).br 14/07/08 38. A grande vantagem é que as tubulações da rede principal irão variar somente de 50mm a 150mm. pressurizada.2.Rede pressurizada Fonte: Tsutiya.com. 38-2 . entretanto o esgotos podem ser pressurizado e enviados a uma caixa de regularização e depois entrar na rede pública através de ligação de esgoto sanitário. Figura 38. a rede fica pressurizada podendo o esgoto retornar as casas. quando chove a rede de esgoto fica pressurizada chegando o mesmo a vazar pelos tampões dos poços de visita.modelo de cálculo de equilíbrio hidráulico.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.

vácuo.Sistema de pressurização 38-3 . pressurizada. Existe dois sistemas de pressurização.4. Figura 38. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.Sistema de pressurização com câmara de decantação A outra alternativa é a da Figura (38. um que possui uma câmara de decantação antes do bombeamento com a função de remover sólidos e gorduras evitando o entupimento ou redução do diâmetro da canalização conforme Figura (38.Rede condominial.3).com.3.br 14/07/08 Os motores são de pequena potência variando de 1 a 2HP que pressuriza o esgoto e o transporta através da tubulação principal até o destino final.4) em que existe instalada uma bomba trituradora que pressuriza o sistema. Figura 38.

5.Rede principal e as ligações de esgoto Figura 38.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. pressurizada.6. A vazão vai depender do número de pessoas que moram na casa e a velocidade na rede adotada é de 1.Curva das bombas A grande desvantagem do sistema de pressurização é o custo de manutenção e operação e a dificuldade por não existir poço de visita e a necessidade de ventosa para entrada e saída de ar na rede principal.com. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Rede condominial.br 14/07/08 Figura 38. vácuo. Outro grande inconveniente é que o sistema de dimensionamento é complexo quanto mais bombas existirem e os estudos estatísticos para determinar o funcionamento simultâneo das bombas.00m/s. 38-4 .

Rede condominial. linhas férreas.400. a ponto de desaconselhar o uso do vácuo no Brasil por enquanto.com.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. como o Shopping Frei Caneca.3.00 cada. tais como galerias de águas pluviais de grande dimensão. mas tenho conhecimento de prédios na capital de São Paulo. vácuo.00 por bacia. onde as bacias sanitárias são a vácuo e gastam somente 1. Conversei com o projetista que informou que na época havia duas firmas no Brasil que produziam os vasos sanitários que custavam cerca de R$ 800. 38-5 . etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Com o passar do tempo passou a existir somente uma firma e o vaso sanitário aumentou para R$ 2. pressurizada.5). Figura 38. 1999 38.Rede a vácuo Fonte: Tsutiya.4 Sifão Invertido Quando se tem um obstáculo no trajeto de uma rede de esgoto sanitário.5 litros/descargas e o pay-back foi muito rápido. etc temos que fazer um sifão invertido conforme Figura (38.3 Rede a vácuo Não tenho conhecimento no Brasil de nenhuma rede pública de esgoto sanitário feita a vácuo.br 14/07/08 38.4) e (38.

com.4.Rede condominial. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Sifão invertido Fonte: Tsutiya.5. 1997 Figura 38.Curso de rede de esgotos Capitulo 38.br 14/07/08 Figura 38. pressurizada. vácuo.Sifão normal e sifão invertido Fonte: Fernandez. 1999 38-6 .

vácuo.5 Redes curvas Os dois poços de visita a montante e a jusante devem ser visitáveis.com.Rede condominial. Primeiramente haverá problema de excesso de gases no poço de visita a montante causados pelo sulfeto de hidrogênio. As normas brasileiras permitem que se faça uma rede curva.Sistema automático de cálculo de redes de esgotos sanitários. • SanCAD. sendo que esta é obtida pela vazão média multiplicada por K2=1. Com a velocidade média Qm a velocidade mínima deve ser maior ou igual a 0. Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).60m/s. 38. 38-7 . pressurizada. • SewerCAD.5. 38.6 Softwares Os softwares mais conhecidos sobre redes de esgotos são: • CEsg redes de esgotos.br 14/07/08 Os sifões invertidos apresentam algumas particularidades que devem ser salientadas. 1081 salienta que quando se utilizar redes curvas deve se levar em conta os equipamentos de limpeza existentes. Uma desvantagem das redes curvas é não possibilitar o uso de equipamentos de lazer durante a construção e dificuldade de se examinar com circuito fechado de TV.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. Outra observação é que deverá ser feito no mínimo duas redes em paralelo e que a velocidade máxima deve ser maior ou igual a 0. Deverá então instalado no PV dispositivo para evacuação dos gases com área variando de 1/10 da seção a ½ da secção do tubo que será utilizado no sifão invertido.Sistemas de esgoto sanitário e pluvial. Metcalf e Eddy. Bentley antiga Haestad Methods. • CEsg. como jatos de água que não apresentam problemas em redes curvas. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental Sanegraph. Tivemos oportunidade de fazer redes de PVC 150mm curvas sem nenhum problema.90m/s. Universidade Federal de Minas Gerais.. Universidade Federal do Ceará.

. 1999. vácuo.Rede condominial. João Pessoa. 547 páginas 38-8 .Modelo de cálculo de equilíbrio hidráulico.6 Bibliografia e livros consultados -BENTES. CARLOS. Coleta e transporte de esgoto sanitário. 290 páginas. etc Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ISABEL et AL. MILTON TOMOYUKI E SOBRINHO. Esgoto sanitários. Redes de esgotos sob pressão. 1997. PEDRO ALEM.com. Universidade do Porto.Curso de rede de esgotos Capitulo 38. EPUSP. 2008. pressurizada. -FERNANDES. Portugal. -TSUTIYA.br 14/07/08 38.

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