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2_Matematica

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MATEMÁTICA

Didatismo e Conhecimento
1
MATEMÁTICA
1. - NÚMEROS INTEIROS: OPERAÇÕES E
PROPRIEDADES.
Defnimos o conjunto dos números inteiros como a reunião do conjunto dos números naturais (N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...},
o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero. Este conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen=número em alemão). Este
conjunto pode ser escrito por: Z = {..., -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...}
O conjunto dos números inteiros possui alguns subconjuntos notáveis:
- O conjunto dos números inteiros não nulos:
Z* = {..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4,...};
Z* = Z – {0}
- O conjunto dos números inteiros não negativos:
Z
+
= {0, 1, 2, 3, 4,...}
Z
+
é o próprio conjunto dos números naturais: Z
+
= N
- O conjunto dos números inteiros positivos:
Z*
+
= {1, 2, 3, 4,...}
- O conjunto dos números inteiros não positivos:
Z_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}
- O conjunto dos números inteiros negativos:
Z*_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1}
Módulo: chama-se módulo de um número inteiro a distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica inteira.
Representa-se o módulo por | |.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7
O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.
Números Opostos: Dois números inteiros são ditos opostos um do outro quando apresentam soma zero; assim, os pontos que os
representam distam igualmente da origem.
Exemplo: O oposto do número 2 é -2, e o oposto de -2 é 2, pois 2 + (-2) = (-2) + 2 = 0
No geral, dizemos que o oposto, ou simétrico, de a é – a, e vice-versa; particularmente o oposto de zero é o próprio zero.
Adição de Números Inteiros
Para melhor entendimento desta operação, associaremos aos números inteiros positivos a ideia de ganhar e aos números inteiros
negativos a ideia de perder.
Ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+5) + (+3) = (+8)
Perder 3 + perder 4 = perder 7 (-3) + (-4) = (-7)
Ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+8) + (-5) = (+3)
Perder 8 + ganhar 5 = perder 3 (-8) + (+5) = (-3)
O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, mas o sinal (–) antes do número negativo nunca pode ser dispensado.
Propriedades da adição de números inteiros: O conjunto Z é fechado para a adição, isto é, a soma de dois números inteiros
ainda é um número inteiro.
Didatismo e Conhecimento
2
MATEMÁTICA
Associativa: Para todos a,b,c em Z:
a + (b + c) = (a + b) + c
2 + (3 + 7) = (2 + 3) + 7
Comutativa: Para todos a,b em Z:
a + b = b + a
3 + 7 = 7 + 3
Elemento Neutro: Existe 0 em Z, que adicionado a cada z em Z, proporciona o próprio z, isto é:
z + 0 = z
7 + 0 = 7
Elemento Oposto: Para todo z em Z, existe (-z) em Z, tal que
z + (–z) = 0
9 + (–9) = 0
Subtração de Números Inteiros
A subtração é empregada quando:
- Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto uma delas tem a mais que a outra;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a uma delas para atingir a outra.
A subtração é a operação inversa da adição.
Observe que: 9 – 5 = 4 4 + 5 = 9
diferença
subtraendo
minuendo
Considere as seguintes situações:
1- Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião passou de +3 graus para +6 graus. Qual foi a variação da temperatura?
Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6) – (+3) = +3
2- Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, durante o dia, era de +6 graus. À Noite, a temperatura baixou de 3 graus. Qual a
temperatura registrada na noite de terça-feira?
Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) + (–3) = +3
Se compararmos as duas igualdades, verifcamos que (+6) – (+3) é o mesmo que (+6) + (–3).
Temos:
(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
(–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3
Daí podemos afrmar: Subtrair dois números inteiros é o mesmo que adicionar o primeiro com o oposto do segundo.
Multiplicação de Números Inteiros
A multiplicação funciona como uma forma simplifcada de uma adição quando os números são repetidos. Poderíamos analisar
tal situação como o fato de estarmos ganhando repetidamente alguma quantidade, como por exemplo, ganhar 1 objeto por 30 vezes
consecutivas, signifca ganhar 30 objetos e esta repetição pode ser indicada por um x, isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30
Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2 + 2 + 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos: (–2) + (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = –60
Didatismo e Conhecimento
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MATEMÁTICA
Observamos que a multiplicação é um caso particular da adição onde os valores são repetidos.
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as letras.
Para realizar a multiplicação de números inteiros, devemos obedecer à seguinte regra de sinais:
(+1) x (+1) = (+1)
(+1) x (-1) = (-1)
(-1) x (+1) = (-1)
(-1) x (-1) = (+1)
Com o uso das regras acima, podemos concluir que:
Sinais dos números Resultado do produto
Iguais Positivo
Diferentes Negativo
Propriedades da multiplicação de números inteiros: O conjunto Z é fechado para a multiplicação, isto é, a multiplicação de
dois números inteiros ainda é um número inteiro.
Associativa: Para todos a,b,c em Z:
a x (b x c) = (a x b) x c
2 x (3 x 7) = (2 x 3) x 7
Comutativa: Para todos a,b em Z:
a x b = b x a
3 x 7 = 7 x 3
Elemento neutro: Existe 1 em Z, que multiplicado por todo z em Z, proporciona o próprio z, isto é:
z x 1 = z
7 x 1 = 7
Elemento inverso: Para todo inteiro z diferente de zero, existe um inverso z
–1
=1/z em Z, tal que
z x z
–1
= z x (1/z) = 1
9 x 9
–1
= 9 x (1/9) = 1
Distributiva: Para todos a,b,c em Z:
a x (b + c) = (a x b) + (a x c)
3 x (4+5) = (3 x 4) + (3 x 5)
Divisão de Números Inteiros
Dividendo divisor dividendo:
Divisor = quociente 0
Quociente . divisor = dividendo
Sabemos que na divisão exata dos números naturais:
40 : 5 = 8, pois 5 . 8 = 40
36 : 9 = 4, pois 9 . 4 = 36
Vamos aplicar esses conhecimentos para estudar a divisão exata de números inteiros. Veja o cálculo:
(–20) : (+5) = q  (+5) . q = (–20)  q = (–4)
Didatismo e Conhecimento
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MATEMÁTICA
Logo: (–20) : (+5) = - 4
Considerando os exemplos dados, concluímos que, para efetuar a divisão exata de um número inteiro por outro número inteiro,
diferente de zero, dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor. Daí:
- Quando o dividendo e o divisor têm o mesmo sinal, o quociente é um número inteiro positivo.
- Quando o dividendo e o divisor têm sinais diferentes, o quociente é um número inteiro negativo.
- A divisão nem sempre pode ser realizada no conjunto Z. Por exemplo, (+7) : (–2) ou (–19) : (–5) são divisões que não podem
ser realizadas em Z, pois o resultado não é um número inteiro.
- No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é associativa e não tem a propriedade da existência do elemento neutro.
1- Não existe divisão por zero.
Exemplo: (–15) : 0 não tem signifcado, pois não existe um número inteiro cujo produto por zero seja igual a –15.
2- Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro por zero é
igual a zero.
Exemplos: a) 0 : (–10) = 0 b) 0 : (+6) = 0 c) 0 : (–1) = 0
Potenciação de Números Inteiros
A potência a
n
do número inteiro a, é defnida como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado a base e o número
n é o expoente.
a
n
= a x a x a x a x ... x a
a é multiplicado por a n vezes
Exemplos:
3
3
= (3) x (3) x (3) = 27
(-5)
5
= (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
(-7)² = (-7) x (-7) = 49
(+9)² = (+9) x (+9) = 81
- Toda potência de base positiva é um número inteiro positivo.
Exemplo: (+3)
2
= (+3) . (+3) = +9
- Toda potência de base negativa e expoente par é um número inteiro positivo.
Exemplo: (– 8)
2
= (–8) . (–8) = +64
- Toda potência de base negativa e expoente ímpar é um número inteiro negativo.
Exemplo: (–5)
3
= (–5) . (–5) . (–5) = –125
Propriedades da Potenciação:
Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-se a base e somam-se os expoentes. (–7)
3
. (–7)
6
= (–7)
3+6
= (–7)
9
Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva-se a base e subtraem-se os expoentes. (+13)
8
: (+13)
6
= (+13)
8 – 6
= (+13)
2
Potência de Potência: Conserva-se a base e multiplicam-se os expoentes. [(+4)
5
]
2
= (+4)
5 . 2
= (+4)
10
Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (+9)
1
= +9 (–13)
1
= –13
Potência de expoente zero e base diferente de zero: É igual a 1. Exemplo: (+14)
0
= 1 (–35)
0
= 1
Radiciação de Números Inteiros
Didatismo e Conhecimento
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MATEMÁTICA
A raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro número inteiro não negativo b que elevado
à potência n fornece o número a. O número n é o índice da raiz enquanto que o número a é o radicando (que fca sob o sinal do
radical).
A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro número inteiro não negativo que elevado
ao quadrado coincide com o número a.
Observação: Não existe a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto dos números inteiros.
Erro comum: Frequentemente lemos em materiais didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas aparecimento de:
√9 = ±3
mas isto está errado. O certo é:
√9 = +3
Observamos que não existe um número inteiro não negativo que multiplicado por ele mesmo resulte em um número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro número inteiro que elevado ao cubo seja
igual ao número a. Aqui não restringimos os nossos cálculos somente aos números não negativos.
Exemplos
(a)
3
8 = 2, pois 2³ = 8.
(b)
3
8 −
= –2, pois (–2)³ = -8.
(c)
3
27 = 3, pois 3³ = 27.
(d)
3
27 − = –3, pois (–3)³ = -27.
Observação: Ao obedecer à regra dos sinais para o produto de números inteiros, concluímos que:
(a) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número inteiro negativo.
(b) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz de qualquer número inteiro.
Exercícios
1. Qual é o maior quadrado perfeito que se escreve com dois algarismos?
2. Um número inteiro é expresso por (53 – 38 + 40) – 51 + (90 – 7 + 82) + 101. Qual é esse número inteiro?
3. Calcule:
a) (+12) + (–40)
b) (+12) – (–40)
c) (+5) + (–16) – (+9) – (–20)
d) (–3) – (–6) – (+4) + (–2) + (–15)
4. Determine o valor de x de modo a tornar as sentenças verdadeiras:
a) x + (–12) = –5
b) x + (+9) = 0
c) x – (–2) = 6
d) x + (–9) = –12
e) –32 + x = –50
f) 0 – x = 8
5. Qual a diferença prevista entre as temperaturas no Piauí e no Rio Grande do Sul, num determinado dia, segundo as informações?
Tempo no Brasil: Instável a ensolarado no Sul.
Mínima prevista -3º no Rio Grande do Sul.
Máxima prevista 37° no Piauí.
Didatismo e Conhecimento
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MATEMÁTICA
6. Qual é o produto de três números inteiros consecutivos em que o maior deles é –10?
7. Três números inteiros são consecutivos e o menor deles é +99. Determine o produto desses três números.
8. Copie as igualdades substituindo o x por números inteiros de modo que elas se mantenham:
a) (–140) : x = –20
b) 144 : x = –4
c) (–147) : x = +21
d) x : (+13) = +12
e) x : (–93) = +45
f) x : (–12) = –36
9. Adicionando –846 a um número inteiro e multiplicando a soma por –3, obtém-se +324. Que número é esse?
10. Numa adição com duas parcelas, se somarmos 8 à primeira parcela, e subtrairmos 5 da segunda parcela, o que ocorrerá com
o total?
Respostas
1) Resposta “9²”.
Solução: Basta identifcar os quadrados perfeitos.
Os números quadrados perfeitos são:
1² = 1 (menor que dois algarismos)
2² = 4
3² = 9
4² = 16 (dois algarismos)
5² = 25
6² = 36
7² = 49
8² = 64
9² = 81
10² = 100 (mais que dois algarismos)
Logo, o maior quadrado perfeito é o 9² = 81
2) Resposta “270”.
Solução:
(53 – 38 + 40) – 51 + (90 – 7 + 82) + 101
55 – 51 + 165 + 101 = 270
Portanto, o número inteiro é 270.
3) Solução:
a) (+12) + (–40) = 12 – 40 = -28
b) (+12) – (–40) = 12 + 40 = 52
c) (+5) + (–16) – (+9) – (–20) = +5 -16 – 9 + 20 = 25 – 25 = 0
d) (–3) – (–6) – (+4) + (–2) + (–15) = -3 + 6 – 4 – 2 – 15 = 6 – 24 = -18
4) Solução:
a) x + (–12) = –5 → x = -5 + 12 → x = 7
b) x + (+9) = 0 → x = -9
c) x – (–2) = 6 → x = 6 – 2 → x = 4
d) x + (–9) = –12 → x = -12 + 9 → x = -3
Didatismo e Conhecimento
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MATEMÁTICA
e) –32 + x = –50 → x = -50 + 32 → x = -18
f) 0 – x = 8 → x = -8
5) Resposta “40˚”.
Solução:
A diferença está entre -3º e +37º. Se formos ver... -3º, -2º, -1º, 0º, 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º... será +40º.
6) Resposta “-1320”.
Solução:
(x) . (x+1) . (x+2) = ?
x+2 = -10
x= -10 -2
x = -12
(-12) . (-12+1) . (-12+2) =
-12 . -11 . -10 = - 1320
7) Resposta “999900”.
Solução:
(x) . (x+1) . (x+2) = ?
x= 99
(99) . (99+1) . (99+2) =
99 . 100 . 101 = 999900
8) Solução:
a) (–140) : x = –20
-20x = -140
x = 7
b) 144 : x = –4
-4x = 144
x = -36

c) (–147) : x = +21
21x = -147
x = -7
d) x : (+13) = +12
x = 12 . 13
x = 156

e) x : (–93) = +45
x = 45 . -93
x = -4185
f) x : (–12) = –36
x = -36 . -12
x = 432
9) Resposta “738”.
Solução:
Didatismo e Conhecimento
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MATEMÁTICA
x + (-846) . -3 = 324
x – 846 . -3 = 324
-3 (x – 846) = 324
-3x + 2538 = 324
3x = 2538 – 324
3x = 2214
x =
x = 738
10) Resposta “3”.
Solução: Seja t o total da adição inicial.
Ao somarmos 8 a uma parcela qualquer, o total é acrescido de 8 unidades: t + 8
Ao subtrairmos 5 de uma parcela qualquer, o total é reduzido de 5 unidades: Temos:
t + 8 - 5 = t + 3
Portanto o total fcará acrescido de 3 unidades.
2. - NÚMEROS RACIONAIS,
REPRESENTAÇÃO FRACIONÁRIA E
DECIMAL: OPERAÇÕES E PROPRIEDADES.
Números Racionais - Q
Um número racional é o que pode ser escrito na forma
m
n
, onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser diferente de
zero. Frequentemente usamos m/n para signifcar a divisão de m por n.
Como podemos observar, números racionais podem ser obtidos através da razão entre dois números inteiros, razão pela qual, o
conjunto de todos os números racionais é denotado por Q. Assim, é comum encontrarmos na literatura a notação:
Q = {
m
n
: m e n em Z, n diferente de zero}
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:
- Q* = conjunto dos racionais não nulos;
- Q
+
= conjunto dos racionais não negativos;
- Q*
+
= conjunto dos racionais positivos;
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos.
Representação Decimal das Frações
Tomemos um número racional
p
q
, tal que p não seja múltiplo de q. Para escrevê-lo na forma decimal, basta efetuar a divisão do
numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número fnito de algarismos. Decimais Exatos:
2
5
= 0,4
1
4
= 0,25
Didatismo e Conhecimento
9
MATEMÁTICA
35
4
= 8,75
153
50
= 3,06
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infnitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se periodicamente.
Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
1
3
= 0,333...
1
22
= 0,04545...
167
66
= 2,53030...
Representação Fracionária dos Números Decimais
Trata-se do problema inverso: estando o número racional escrito na forma decimal, procuremos escrevê-lo na forma de fração.
Temos dois casos:
1º) Transformamos o número em uma fração cujo numerador é o número decimal sem a vírgula e o denominador é composto
pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas decimais do número decimal dado:
0,9 =
9
10
5,7 =
57
10
0,76 =
76
100
3,48 =
348
100
0,005 =
5
1000
=
1
200
2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada; para tanto, vamos apresentar o procedimento através de alguns exemplos:
Exemplo 1
Seja a dízima 0, 333... .
Façamos x = 0,333... e multipliquemos ambos os membros por 10: 10x = 0,333
Subtraindo, membro a membro, a primeira igualdade da segunda:
10x – x = 3,333... – 0,333... ⇒ 9x = 3 ⇒ x = 3/9
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração
3
9
.
Exemplo 2
Seja a dízima 5, 1717...
Façamos x = 5,1717... e 100x = 517,1717... .
Subtraindo membro a membro, temos:
99x = 512 ⇒ x = 512/99
Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração
512
99
.
Didatismo e Conhecimento
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MATEMÁTICA
Exemplo 3
Seja a dízima 1, 23434...
Façamos x = 1,23434... 10x = 12,3434... 1000x = 1234,34... .
Subtraindo membro a membro, temos:
990x = 1234,34... – 12,34... ⇒ 990x = 1222 ⇒ x = 1222/990
Simplifcando, obtemos x =
611
495
, a fração geratriz da dízima 1, 23434...
Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que representa esse número ao ponto de abscissa zero.
Exemplo: Módulo de - 3
2
é 3
2
. Indica-se
3
2
-
=
3
2
Módulo de +
3
2
é
3
2
. Indica-se
3
2
+
=
3
2
Números Opostos: Dizemos que –
3
2
e
3
2
são números racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto do outro. As
distâncias dos pontos –
3
2
e
3
2
ao ponto zero da reta são iguais.
Soma (Adição) de Números Racionais
Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de uma fração, defnimos a adição entre os números
racionais
a
b
e
c
d
, da mesma forma que a soma de frações, através de:
a
b
+
c
d
=
ad + bc
bd
Propriedades da Adição de Números Racionais
O conjunto Q é fechado para a operação de adição, isto é, a soma de dois números racionais ainda é um número racional.
- Associativa: Para todos a, b, c em Q: a + ( b + c ) = ( a + b ) + c
- Comutativa: Para todos a, b em Q: a + b = b + a
- Elemento neutro: Existe 0 em Q, que adicionado a todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q + 0 = q
- Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q, tal que q + (–q) = 0
Subtração de Números Racionais
A subtração de dois números racionais p e q é a própria operação de adição do número p com o oposto de q, isto é:
p – q = p + (–q)
Multiplicação (Produto) de Números Racionais
Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de uma fração, defnimos o produto de dois números
racionais
a
b
e
c
d
, da mesma forma que o produto de frações, através de:
a
b
x
c
d
=
ac
bd
O produto dos números racionais a e b também pode ser indicado por a × b, axb, a.b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as letras.
Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma regra de sinais que vale em toda a Matemática:
(+1) × (+1) = (+1)
(+1) × (-1) = (-1)
(-1) × (+1) = (-1)
(-1) × (-1) = (+1)
Didatismo e Conhecimento
11
MATEMÁTICA
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de dois números com sinais
diferentes é negativo.
Propriedades da Multiplicação de Números Racionais
O conjunto Q é fechado para a multiplicação, isto é, o produto de dois números racionais ainda é um número racional.
- Associativa: Para todos a, b, c em Q: a × ( b × c ) = ( a × b ) × c
- Comutativa: Para todos a, b em Q: a × b = b × a
- Elemento neutro: Existe 1 em Q, que multiplicado por todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q × 1 = q
- Elemento inverso: Para todo q =
a
b
em Q, q diferente de zero, existe q
-1
=

b
a

em Q: q × q
-1
= 1
a
b

x
b
a
= 1
- Distributiva: Para todos a, b, c em Q: a × ( b + c ) = ( a × b ) + ( a × c )
Divisão de Números Racionais
A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação de multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é: p ÷ q =
p × q
-1
Potenciação de Números Racionais
A potência q
n
do número racional q é um produto de n fatores iguais. O número q é denominado a base e o número n é o expoente.
q
n
= q × q × q × q × ... × q, (q aparece n vezes)
Exemplos:
a)
2
5






3
=
2
5






.
2
5






.
2
5






=
8
125
b)
c) (–5)² = (–5) . ( –5) = 25
d) (+5)² = (+5) . (+5) = 25
Propriedades da Potenciação: Toda potência com expoente 0 é igual a 1.
+
2
5






0
= 1
- Toda potência com expoente 1 é igual à própria base.


9
4






1
= -
9
4
- Toda potência com expoente negativo de um número racional diferente de zero é igual a outra potência que tem a base igual ao
inverso da base anterior e o expoente igual ao oposto do expoente anterior.

3
5






−2
. −
5
3






2
=
25
9
- Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal da base.
2
3






3
=
2
3






.
2
3






.
2
3






=
8
27
- Toda potência com expoente par é um número positivo.
Didatismo e Conhecimento
12
MATEMÁTICA

1
5






2
= −
1
5






. −
1
5






=
1
25
- Produto de potências de mesma base. Para reduzir um produto de potências de mesma base a uma só potência, conservamos a
base e somamos os expoentes.
2
5






2
.
2
5






3
=
2
5
.
2
5






.
2
5
.
2
5
.
2
5






=
2
5






2+3
=
2
5






5
- Quociente de potências de mesma base. Para reduzir um quociente de potências de mesma base a uma só potência, conservamos
a base e subtraímos os expoentes.
- Potência de Potência. Para reduzir uma potência de potência a uma potência de um só expoente, conservamos a base e
multiplicamos os expoentes
Radiciação de Números Racionais
Se um número representa um produto de dois ou mais fatores iguais, então cada fator é chamado raiz do número. Vejamos alguns
exemplos:
Exemplo 1
4 Representa o produto 2 . 2 ou 2
2
. Logo, 2 é a raiz quadrada de 4. Indica-se √4= 2.
Exemplo 2
1
9
Representa o produto
1
3
.
1
3

ou
1
3






2
. Logo,
1
3

é a raiz quadrada de
1
9
.Indica-se
1
9
=
1
3
Exemplo 3
0,216 Representa o produto 0,6 . 0,6 . 0,6 ou (0,6)
3
. Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se 0, 216
3
= 0,6.
Assim, podemos construir o diagrama:
N Z Q
Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o número zero ou um número racional positivo. Logo, os números
racionais negativos não têm raiz quadrada em Q.
O número
-100
9
não tem raiz quadrada em Q, pois tanto
-10
3
como
+10
3
, quando elevados ao quadrado, dão
100
9
.
Um número racional positivo só tem raiz quadrada no conjunto dos números racionais se ele for um quadrado perfeito.
O número
2
3
não tem raiz quadrada em Q, pois não existe número racional que elevado ao quadrado dê
2
3
.
Didatismo e Conhecimento
13
MATEMÁTICA
Exercícios
1. Calcule o valor das expressões numéricas:
a)
7
24

5
12

1
8






− −
7
6
+
3
4












b)
+
3
16






: −
1
12






+
5
2







9
4

7
2






2. Escreva o produto
7 3
3
2
.
3
2
|
.
|

\
|
+ |
.
|

\
|
+

como uma só potência.
3. Escreva o quociente


16
25






12
: −
16
25






4
como uma só potência.
4. Qual é o valor da expressão
5. Para encher um álbum de fgurinhas, Karina contribuiu com
1
6
das fgurinhas, enquanto Cristina contribuiu com das fgurinhas
3
4
. Com que fração das fgurinhas as duas juntas contribuíram?
6. Ana está lendo um livro. Em um dia ela leu
1
4
do livro e no dia seguinte leu
1
6
do livro. Então calcule:
a) A fração do livro que ela já leu.
b) A fração do livro que falta para ela terminar a leitura.
7. Em um pacote há
4
5
de 1 Kg de açúcar. Em outro pacote há
1
3
. Quantos quilos de açúcar o primeiro pacote tem a mais que o
segundo?
8. A rua onde Cláudia mora está sendo asfaltada. Os
5
9
da rua já foram asfaltados. Que fração da rua ainda resta asfaltar?
9. No dia do lançamento de um prédio de apartamentos,
1
3
desses apartamentos foi vendido e
1
6
foi reservado. Assim:
a) Qual a fração dos apartamentos que foi vendida e reservada?
b) Qual a fração que corresponde aos apartamentos que não foram vendidos ou reservados?
10. Transforme em fração:
a) 2,08
b) 1,4
c) 0,017
d) 32,17
Respostas
1) Solução
a)
7
24

5
12

1
8






− −
7
6
+
3
4












=
7
24

10 − 3
24







−14 + 9
12












7
24

7
24
+
5
12






=
7
24

7 +10
24






=
7
24

17
24
= −
10
24
= −
5
12
Didatismo e Conhecimento
14
MATEMÁTICA
b)
mmc:(4;2)=4
2) Solução:
+
2
3






10
3) Solução:

16
25






8
4) Solução:
|
.
|

\
| +
|
.
|

\
| −


4
3
:
2
1
24
13
3

|
.
|

\
| +
|
.
|

\
| −


4
3
:
8
1
24
13
|
.
|

\
| +
|
.
|

\
| −


3
4
.
8
1
24
13
|
.
|

\
| −


24
4
24
13
24
4
24
13
+

8
3
24
9 −
=

5) Resposta
11
12
Solução:
1
6
+
3
4
=
2
12
+
9
12
=
11
12
6) Solução:
a)
1
4
+
1
6
=
3
12
+
2
12
=
5
12
b) 1-
5
12
=
12
12
-
5
12
=
7
12
7) Respostas
7
15
Solução:
Didatismo e Conhecimento
15
MATEMÁTICA
4
5
-
1
3
=
12
15
-
5
15
=
7
15
8) Resposta
4
9
Solução:
1 -
5
9
=
9
9
-
5
9
=
4
9
9) Solução:
a)
1
3
+
1
6
=
2
6
+
1
6
=
3
6
=
1
2
b) 1-
1
2
=
2
2
-
1
2
=
1
2
10) Solução:
a) 2,08 →
208
100
=
52
25
b) 1,4 →
14
10
=
7
5
c) 0,017 →
17
1000
d) 32,17 →
3217
100
Números Irracionais
Os números racionais, aqueles que podem ser escritos na forma de uma fração a/b onde a e b são dois números inteiros, com a
condição de que b seja diferente de zero, uma vez que sabemos da impossibilidade matemática da divisão por zero.
Vimos também, que todo número racional pode ser escrito na forma de um número decimal periódico, também conhecido como
dízima periódica.
Vejam os exemplos de números racionais a seguir:
3 / 4 = 0,75 = 0, 750000...
- 2 / 3 = - 0, 666666...
1 / 3 = 0, 333333...
2 / 1 = 2 = 2, 0000...
4 / 3 = 1, 333333...
- 3 / 2 = - 1,5 = - 1, 50000...
0 = 0, 000...
Existe, entretanto, outra classe de números que não podem ser escritos na forma de fração a/b, conhecidos como números
irracionais.
Exemplo
O número real abaixo é um número irracional, embora pareça uma dízima periódica: x = 0,10100100010000100000...
Observe que o número de zeros após o algarismo 1 aumenta a cada passo. Existem infnitos números reais que não são dízimas
periódicas e dois números irracionais muito importantes, são:
e = 2,718281828459045...,
Didatismo e Conhecimento
16
MATEMÁTICA
Pi (π) = 3,141592653589793238462643...
Que são utilizados nas mais diversas aplicações práticas como: cálculos de áreas, volumes, centros de gravidade, previsão
populacional, etc.
Classifcação dos Números Irracionais
Existem dois tipos de números irracionais:
- Números reais algébricos irracionais: são raízes de polinômios com coefcientes inteiros. Todo número real que pode ser
representado através de uma quantidade fnita de somas, subtrações, multiplicações, divisões e raízes de grau inteiro a partir dos
números inteiros é um número algébrico, por exemplo:
A recíproca não é verdadeira: existem números algébricos que não podem ser expressos através de radicais, conforme o teorema
de Abel-Ruffni.
- Números reais transcendentes: não são raízes de polinômios com coefcientes inteiros. Várias constantes matemáticas são
transcendentes, como pi ( ) e o número de Euler ( ). Pode-se dizer que existem mais números transcendentes do que números
algébricos (a comparação entre conjuntos infnitos pode ser feita na teoria dos conjuntos).
A defnição mais genérica de números algébricos e transcendentes é feita usando-se números complexos.
Identifcação de números irracionais
Fundamentado nas explanações anteriores, podemos afrmar que:
- Todas as dízimas periódicas são números racionais.
- Todos os números inteiros são racionais.
- Todas as frações ordinárias são números racionais.
- Todas as dízimas não periódicas são números irracionais.
- Todas as raízes inexatas são números irracionais.
- A soma de um número racional com um número irracional é sempre um número irracional.
- A diferença de dois números irracionais, pode ser um número racional.
Exemplo: - = 0 e 0 é um número racional.
- O quociente de dois números irracionais, pode ser um número racional.
Exemplo:
8 : 2 = 4 = 2
e 2 é um número racional.
- O produto de dois números irracionais, pode ser um número racional.
Exemplo: . = = 5 e 5 é um número racional.
- A união do conjunto dos números irracionais com o conjunto dos números racionais, resulta num conjunto denominado
conjunto R dos números reais.
- A interseção do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números irracionais, não possui elementos comuns e,
portanto, é igual ao conjunto vazio (∅).
Simbolicamente, teremos:
Q∪I = R
Q∩I =∅
Didatismo e Conhecimento
17
MATEMÁTICA
3. - MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM.
O mínimo múltiplo comum de dois ou mais números é o menor número positivo que é múltiplo comum de todos os números
dados. Consideremos:
- O número 6 e os seus múltiplos positivos:
M*
+
(6) = {6, 12, 18, 24, 30, 36, 42, 48, 54, ...}
- O número 8 e os seus múltiplos positivos:
M*
+
(8) = {8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, 64, ...}
Podemos descrever, agora, os múltiplos positivos comuns:
M*
+
(6) M*
+
(8) = {24, 48, 72, ...}
Observando os múltiplos comuns, podemos identifcar o mínimo múltiplo comum dos números 6 e 8, ou seja: MMC (6,8) = 24
Outra técnica para o cálculo do MMC:
Decomposição isolada em fatores primos
Para obter o mmc de dois ou mais números por esse processo, procedemos da seguinte maneira:
- Decompomos cada número dado em fatores primos.
- O mmc é o produto dos fatores comuns e não-comuns, cada um deles elevado ao seu maior expoente.
Exemplo
Achar o mmc entre 18 e 120.
18 2 120 2 18 = 2 . 3
2

9 3 60 2 120 = 2
3
. 3 . 5
3 3 30 2
1 15 3 mmc (18, 120) = 2
3
. 3
2
. 5 = 8 . 9 . 5 = 360
5 5
1
4. - RAZÃO E PROPORÇÃO.
Razão
Sejam dois números reais a e b, com b ≠ 0. Chama-se razão entre a e b (nessa ordem) o quociente a b, ou .
A razão é representada por um número racional, mas é lida de modo diferente.
Exemplos
a) A fração
5
3
lê-se: “três quintos”.
b) A razão
5
3
lê-se: “3 para 5”.
Os termos da razão recebem nomes especiais.
Didatismo e Conhecimento
18
MATEMÁTICA
O número 3 é numerador
a) Na fração
5
3
O número 5 é denominador
O número 3 é antecedente
a) Na razão
5
3
O número 5 é consequente




Exemplo 1
A razão entre 20 e 50 é
20
50
=
2
5
; já a razão entre 50 e 20 é
50
20
=
5
2
.
Exemplo 2
Numa classe de 42 alunos há 18 rapazes e 24 moças. A razão entre o número de rapazes e o número de moças é
18
24
=
3
4
, o que
signifca que para “cada 3 rapazes há 4 moças”. Por outro lado, a razão entre o número de rapazes e o total de alunos é dada por
18
42
=
3
7
, o que equivale a dizer que “de cada 7 alunos na classe, 3 são rapazes”.
Razão entre grandezas de mesma espécie
A razão entre duas grandezas de mesma espécie é o quociente dos números que expressam as medidas dessas grandezas numa
mesma unidade.
Exemplo
Uma sala tem 18 m
2
. Um tapete que ocupar o centro dessa sala mede 384 dm
2
. Vamos calcular a razão entre a área do tapete e a
área da sala.
Primeiro, devemos transformar as duas grandezas em uma mesma unidade:
Área da sala: 18 m
2
= 1 800 dm
2
Área do tapete: 384 dm
2
Estando as duas áreas na mesma unidade, podemos escrever a razão:
384dm
2
1800dm
2
=
384
1800
=
16
75
Razão entre grandezas de espécies diferentes
Exemplo 1
Considere um carro que às 9 horas passa pelo quilômetro 30 de uma estrada e, às 11 horas, pelo quilômetro 170.
Distância percorrida: 170 km – 30 km = 140 km
Tempo gasto: 11h – 9h = 2h
Calculamos a razão entre a distância percorrida e o tempo gasto para isso:
140km
2h
= 70km / h
Didatismo e Conhecimento
19
MATEMÁTICA
A esse tipo de razão dá-se o nome de velocidade média.
Observe que:
- as grandezas “quilômetro e hora” são de naturezas diferentes;
- a notação km/h (lê-se: “quilômetros por hora”) deve acompanhar a razão.
Exemplo 2
A Região Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) tem uma área aproximada de 927 286 km
2
e uma
população de 66 288 000 habitantes, aproximadamente, segundo estimativas projetadas pelo Instituto Brasileiro de Geografa e
Estatística (IBGE) para o ano de 1995.
Dividindo-se o número de habitantes pela área, obteremos o número de habitantes por km
2
(hab./km
2
):
6628000
927286
≅ 71, 5hab. / km
2
A esse tipo de razão dá-se o nome de densidade demográfca.
A notação hab./km
2
(lê-se: ”habitantes por quilômetro quadrado”) deve acompanhar a razão.
Exemplo 3
Um carro percorreu, na cidade, 83,76 km com 8 L de gasolina. Dividindo-se o número de quilômetros percorridos pelo número
de litros de combustível consumidos, teremos o número de quilômetros que esse carro percorre com um litro de gasolina:
83, 76km
8l
≅10, 47km / l
A esse tipo de razão dá-se o nome de consumo médio.
A notação km/l (lê-se: “quilômetro por litro”) deve acompanhar a razão.
Exemplo 4
Uma sala tem 8 m de comprimento. Esse comprimento é representado num desenho por 20 cm. Qual é a escala do desenho?
Escala =
comprimentoi noi desenho
comprimentoi real
=
20cm
8m
=
20cm
800cm
=
1
40
ou1: 40
A razão entre um comprimento no desenho e o correspondente comprimento real, chama-se Escala.
Proporção
A igualdade entre duas razões recebe o nome de proporção.
Na proporção
3
5
=
6
10
(lê-se: “3 está para 5 assim como 6 está para 10”), os números 3 e 10 são chamados extremos, e os números
5 e 6 são chamados meios.
Observemos que o produto 3 x 10 = 30 é igual ao produto 5 x 6 = 30, o que caracteriza a propriedade fundamental das proporções:
“Em toda proporção, o produto dos meios é igual ao produto dos extremos”.
Exemplo 1
Na proporção
9
6
3
2
= , temos 2 x 9 = 3 x 6 = 18;
e em
1
4
=
4
16
, temos 4 x 4 = 1 x 16 = 16.
Didatismo e Conhecimento
20
MATEMÁTICA
Exemplo 2
Na bula de um remédio pediátrico recomenda-se a seguinte dosagem: 5 gotas para cada 2 kg do “peso” da criança.
Se uma criança tem 12 kg, a dosagem correta x é dada por:
5gotas
2kg
=
x
12kg
→x = 30gotas
Por outro lado, se soubermos que foram corretamente ministradas 20 gotas a uma criança, podemos concluir que seu “peso” é 8
kg, pois:
5gotas
2kg
= 20gotas / p → p = 8kg
(nota: o procedimento utilizado nesse exemplo é comumente chamado de regra de três simples.)
Propriedades da Proporção
O produto dos extremos é igual ao produto dos meios: essa propriedade possibilita reconhecer quando duas razões formam ou
não uma proporção.
4
3
e
12
9
formam uma proporção, pois
Produtos dos extremos ←4.9
36

= 3.12
36

→ Produtos dos meios.
A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro (ou para o segundo termo) assim como a soma dos dois últimos está para
o terceiro (ou para o quarto termo).
5
2
=
10
4

5 + 2
5



=
10 + 4
10

7
5
=
14
10
ou
5
2
=
10
4

5 + 2
2



=
10 + 4
4

7
2
=
14
4
A diferença entre os dois primeiros termos está para o primeiro (ou para o segundo termo) assim como a diferença entre os dois
últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
8
2
4
1
8
6 8
4
3 4
6
8
3
4
= ⇒

=
¹
´
¦ −
⇒ =
ou
6
2
3
1
6
6 8
3
3 4
6
8
3
4
= ⇒

=
¹
´
¦ −
⇒ =
A soma dos antecedentes está para a soma dos consequentes assim como cada antecedente está para o seu consequente.
12
8
=
3
2

12 + 3
8 + 2



=
12
8

15
10
=
12
8
ou
12
8
=
3
2

12 + 3
8 + 2



=
3
2

15
10
=
3
2
Didatismo e Conhecimento
21
MATEMÁTICA
A diferença dos antecedentes está para a diferença dos consequentes assim como cada antecedente está para o seu consequente.
3
15
=
1
5

3−1
15 − 5



=
3
15

2
10
=
3
15
ou
3
15
=
1
5

3−1
15 − 5



=
1
5

2
10
=
1
5
Exercícios
1. Em um mapa verifca-se que a escala é 1 : 22 000 000. Duas cidades estão distantes de São Paulo, respectivamente, 4 e 6 cm.
Se fosse feita uma estrada ligando as três cidades, qual seria o mínimo de extensão que ela teria?
2. Em um mapa, a distância em linha reta entre Brasília e Palmas, no Tocantins é de 10 cm. Sabendo que a distância real entre as
duas cidades é de 700 km, qual a escala utilizada na confecção do mapa?
3. Uma estátua de bronze tem 140 kg de massa e seu volume é de 16 dm³. Qual é a sua densidade?
4. Um trem percorreu 453 km em 6 horas. Qual a velocidade média do trem nesse percurso?
5. O estado de Tocantins ocupada uma área aproximada de 278 500 km². De acordo com o Censo/2000 o Tocantins tinha uma
população de aproximadamente 1 156 000 habitantes. Qual é a densidade demográfca do estado de Tocantins?
6. A diferença entre a idade de Ângela e a idade de Vera é 12 anos. Sabendo-se que suas idades estão uma para a outra assim
como
2
5
, determine a idade de cada uma.
7. Um segmento de 78 cm de comprimento é dividido em duas partes na razão de
4
9
. Determine o comprimento de cada uma
das partes.
8. Sabe-se que as casas do braço de um violão diminuem de largura seguindo uma mesma proporção. Se a primeira casa do braço
de um violão tem 4 cm de largura e a segunda casa, 3 cm, calcule a largura da quarta casa.
9. Água e tinta estão misturadas na razão de 9 para 5. Sabendo-se que há 81 litros de água na mistura, o volume total em litros
é de:
a) 45
b) 81
c) 85
d) 181
e) 126
10. A diferença entre dois números é 65. Sabe-se que o primeiro está para 9 assim como o segundo está para 4. Calcule esses
números.
Respostas
1) Resposta “1320 km”.
Solução: 1cm (no mapa) = 22.000.000cm (na realidade)
*SP ---------------------- cidade A ------------------------ cidade B
4cm 6cm
O mínimo de extensão será a da cidade mais longe (6cm)
Didatismo e Conhecimento
22
MATEMÁTICA
22.000.000 x 6 = 132.000.000 cm = 1320 km.
Logo, o mínimo de extensão que ela teria corresponde à 1320 km.
2) Resposta “1: 7 000 000”.
Solução: Dados:
Comprimento do desenho: 10 cm
Comprimento no real: 700 km = (700 . 100 000) cm = 70 000 000 cm
Escala =
comprimentododesenho
comprimentoreal
=
10
70000000
=
1
7000000
ou1: 7000000
A escala de 1: 7 000 000 signifca que:
- 1 cm no desenho corresponde a 7 000 000 cm no real;
- 1 cm no desenho corresponde a 70 000 m no real;
- 1 cm no desenho corresponde a 70 km no real.
3) Resposta “8,75 kg/dm³”.
Solução: De acordo com os dados do problema, temos:
densidade =
140kg
16dm
3
= 8, 75kg / dm
3
Logo, a densidade da estátua é de 8,75 kg/dm³, que lemos como: 8,75 quilogramas por decímetro cúbico.
4) Resposta “75,5 km/h”.
Solução: De acordo com que o enunciado nos oferece, temos:
velocidademédia =
453km
6h
= 75, 5km / h
Logo, a velocidade média do trem, nesse percurso, foi de 75,5 km/h, que lemos: 75,5 quilômetros por hora.
5) Resposta “4,15 hab./km²
Solução: O problema nos oferece os seguintes dados:
Densidadedemográfica =
1156000hab.
278500km
2
= 4,15hab. / km
2
6) Resposta “Ângela 20; Vera 8”.
Solução:
A – V = 12 anos
A = 12 + V
A
V
=
5
2

12 +V
V
=
5
2
2 (12+V) = 5V
24 + 2V = 5V
5V – 2V = 24
3V = 24
V =
24
3
V (Vera) = 8
A – 8 = 12
A = 12 + 8
Didatismo e Conhecimento
23
MATEMÁTICA
A (Ângela) = 20
7) Resposta “24 cm; 54 cm”.
Solução:
x + y = 78 cm
x = 78 - y
x
y
=
4
9

78 − y
y
=
4
9
9 (78 - y) = 4y
702 – 9y = 4y
702 = 4y + 9y
13y = 702
y =
702
13
y = 54cm
x + 54 = 78
x = 78 - 54
x = 24 cm
8) Resposta “
27
16
cm
”.
Solução: Caso a proporção entre a 2ª e a 1ª casa se mantenha constante nas demais, é só determinar qual é esta proporção existente
entre elas: no caso, = 0,75, ou seja, a largura da 2ª casa é 75% a largura da 1ª; Portanto a largura da 3ª casa é (3 . 0,75) = 2,25 cm.
Logo, a largura da 4ª casa é de (2,25 . 0,75) = 1,69 cm.
Portanto a sequência seria: (4...3... ... ...) e assim por diante.

Onde a razão de proporção é ... e pode ser representada pela expressão:
T
i
. P elevado à (n - 1)
Onde:
T
i
= termo inicial, neste caso: 4
P = proporção entre T
i
e o seguinte (razão), neste caso:
n = número sequencial do termo que se busca, neste caso: 4
Teremos:
(T
i
= 4; P = ; n – 1 = 3)
4 . =
9) Resposta “E”.
Solução:
A = 81 litros
A
T
=
9
5

81
T
=
9
5
9T = 405
T =
T = 45
Didatismo e Conhecimento
24
MATEMÁTICA
A + T = ?
81 + 45 = 126 litros
10) Resposta “117 e 52”.
Solução:
x – y = 65
x = 65 + y
x
y
=
9
4

65 + y
y
=
9
4
9y = 4 (65 + y)
9y = 260 + 4y
9y – 4y = 260
5y = 260
y =
y = 52
x – 52 = 65
x = 65 + 52
x = 117
5. - PORCENTAGEM.
É uma fração de denominador centesimal, ou seja, é uma fração de denominador 100. Representamos porcentagem pelo símbolo
% e lê-se: “por cento”.
Deste modo, a fração
50
100
é uma porcentagem que podemos representar por 50%.
Forma Decimal: É comum representarmos uma porcentagem na forma decimal, por exemplo, 35% na forma decimal seriam
representados por 0,35.
75% =
75
100

= 0,75
Cálculo de uma Porcentagem: Para calcularmos uma porcentagem p% de V, basta multiplicarmos a fração
100
p
por V.
P% de V =
100
p
. V
Exemplo 1
23% de 240 =
23
100
. 240 = 55,2
Exemplo 2
Em uma pesquisa de mercado, constatou-se que 67% de uma amostra assistem a um certo programa de TV. Se a população é de
56.000 habitantes, quantas pessoas assistem ao tal programa?
Resolução: 67% de 56 000 =
67
100
.56000 = 37520
Resposta: 37 520 pessoas.
Didatismo e Conhecimento
25
MATEMÁTICA
Porcentagem que o lucro representa em relação ao preço de custo e em relação ao preço de venda
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e venda a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
Lucro = preço de venda – preço de custo
Caso essa diferença seja negativa, ela será chamada de prejuízo.
Assim, podemos escrever:
Preço de custo + lucro = preço de venda
Preço de custo – prejuízos = preço de venda
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas formas:
Lucro sobre o custo = lucro/preço de custo. 100%
Lucro sobre a venda = lucro/preço de venda. 100%
Observação: A mesma análise pode ser feita para o caso de prejuízo.
Exemplo
Uma mercadoria foi comprada por R$ 500,00 e vendida por R$ 800,00.
Pede-se:
- o lucro obtido na transação;
- a porcentagem de lucro sobre o preço de custo;
- a porcentagem de lucro sobre o preço de venda.
Resposta:
Lucro = 800 – 500 = R$ 300,00
L
c
=
500
300
= 0,60 = 60%
L
v
=
800
300
= 0,375 = 37,5%
Aumento
Aumento Percentual: Consideremos um valor inicial V que deve sofrer um aumento de p% de seu valor. Chamemos de A o
valor do aumento e V
A
o valor após o aumento. Então, A = p% de V =
100
p
. V
V
A
= V + A = V +
100
p
. V
V
A
= ( 1 +
100
p
) . V
Em que (1 +
100
p
) é o fator de aumento.
Desconto
Desconto Percentual: Consideremos um valor inicial V que deve sofrer um desconto de p% de seu valor. Chamemos de D o
valor do desconto e V
D
o valor após o desconto. Então, D = p% de V =
100
p
. V
V
D
= V – D = V –
100
p
. V
V
D
= (1 –
100
p
) . V
Em que (1 –
100
p
) é o fator de desconto.
Exemplo
Didatismo e Conhecimento
26
MATEMÁTICA
Uma empresa admite um funcionário no mês de janeiro sabendo que, já em março, ele terá 40% de aumento. Se a empresa deseja
que o salário desse funcionário, a partir de março, seja R$ 3 500,00, com que salário deve admiti-lo?
Resolução: V
A
= 1,4 . V
3 500 = 1,4 . V
V =
2500
4 , 1
3500
=
Resposta: R$ 2 500,00
Aumentos e Descontos Sucessivos: Consideremos um valor inicial V, e vamos considerar que ele irá sofrer dois aumentos
sucessivos de p
1
% e p
2
%. Sendo V
1
o valor após o primeiro aumento, temos:
V
1
= V . (1 +
100
1
p
)
Sendo V
2
o valor após o segundo aumento, temos:
V
2
= V
1
. (1 +
100
2
p
)
V
2
= V . (1 +
100
1
p
) . (1 +
100
2
p
)
Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá sofrer dois descontos sucessivos de p
1
% e p
2
%.
Sendo V
1
o valor após o primeiro desconto, temos:
V
1
= V. (1 –
100
1
p
)
Sendo V
2
o valor após o segundo desconto, temos:
V
2
= V
1
. (1 –
100
2
p
)
V
2
= V . (1 –
100
1
p
) . (1 –
100
2
p
)
Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá sofrer um aumento de p
1
% e, sucessivamente, um desconto de p
2
%.
Sendo V
1
o valor após o aumento, temos:
V
1
= V . (1+
100
1
p
)
Sendo V
2
o valor após o desconto, temos:
V
2
= V
1
. (1 –
100
2
p
)
V
2
= V . (1 +
100
1
p
) . (1 –
100
2
p
)
Exemplo
(VUNESP-SP) Uma instituição bancária oferece um rendimento de 15% ao ano para depósitos feitos numa certa modalidade de
aplicação fnanceira. Um cliente deste banco deposita 1 000 reais nessa aplicação. Ao fnal de n anos, o capital que esse cliente terá
em reais, relativo a esse depósito, são:
Resolução: V
A
=
v
p
n
.
100
1 |
.
|

\
|
+
V
A
=
1.
15
100






n
.1000
V
A
= 1 000 . (1,15)
n
V
A
= 1 000 . 1,15
n
V
A
= 1 150,00
n
Exercícios
1. (Fuvest-SP) (10%)
2
=
a) 100%
Didatismo e Conhecimento
27
MATEMÁTICA
b) 20%
c) 5%
d) 1%
e) 0,01%
2. Quatro é quantos por cento de cinco?
3. (PUC-SP) O preço de venda de um bem de consumo é R$ 100,00. O comerciante tem um ganho de 25% sobre o preço
de custo deste bem. O valor do preço de custo é:
a) R$ 25,00
b) R$ 70,50
c) R$ 75,00
d) R$ 80,00
e) R$ 125,00
4. (VUNESP-SP) O dono de um supermercado comprou de seu fornecedor um produto por x reais (preço de custo) e
passou a revendê-lo com lucro de 50%. Ao fazer um dia de promoções, ele deu aos clientes do supermercado um desconto de
20% sobre o preço de venda deste produto. Pode-se afrmar que, no dia de promoções, o dono do supermercado teve, sobre
o preço de custo:
a) Prejuízo de 10%.
b) Prejuízo de 5%.
c) Lucro de 20%.
d) Lucro de 25%.
e) Lucro de 30%.
5. (Mackenzie-SP) Um produto teve um aumento total de preço de 61% através de 2 aumentos sucessivos. Se o primeiro
aumento foi de 15%, então o segundo foi de:
a) 38%
b) 40%
c) 42%
d) 44%
e) 46%
6. (FUVEST-SP) Barnabé tinha um salário de x reais em janeiro. Recebeu aumento de 80% em maio e 80% em novembro.
Seu salário atual é:
a) 2,56 x
b) 1,6x
c) x + 160
d) 2,6x
e) 3,24x
7. (PUC-SP) Descontos sucessivos de 20% e 30% são equivalentes a um único desconto de:
a) 25%
b) 26%
c) 44%
d) 45%
e) 50%
Didatismo e Conhecimento
28
MATEMÁTICA
8. (FUVEST-SP) A cada ano que passa o valor de um carro diminui em 30% em relação ao seu valor do ano anterior. Se
V for o valor do carro no primeiro ano, o seu valor no oitavo ano será:
a) (0,7)
7
V
b) (0,3)
7
V
c) (0,7)
8
V
d) (0,3)
8
V
e) (0,3)
9
V
9. Numa cidade, havia cerca de 25 000 desempregados para uma população economicamente ativa de 500 000 habitantes.
Qual era a taxa percentual de desempregados nessa cidade?
10. Se 4% do total de bolinhas de uma piscina correspondem a 20 unidades, qual o total de bolinhas que está na piscina?
Respostas
1) Resposta “D”.
Solução:
10
100
.
10
100
=
1
100
=1%
2) Resposta “80%”.
Solução:
05 ----------- 100%
04 ----------- x
5 . x = 4 . 100 → 5x = 400 → x =
400
5
= 80%
3) Resposta “D”.
Solução:
Pcusto = 100,00
O Pcusto mais 25% do Pcusto = 100,00
Pc + 0,25Pc = 100,00
1,25Pc = 100,00
Pc =
4) Resposta “C”.
Solução:
X reais (preço de custo)
Lucro de 50%: x + 50% =
x +
50
100
=
100x + 50
100
=
10x + 5
10
=
2x +1
2
(dividimos por 10 e depois dividimos por 5).
Suponhamos que o preço de custo seja 1, então substituindo o x da equação acima, o preço de venda com 50% de lucro seria 1,50.
Se 1,50 é 100%
X 20% fazemos esta regra de três para achar os 20%: 20.1,50 100 = 0,30
Então no dia de promoção o valor será de 1,20. Isto é, 20% de lucro em cima do valor de custo. Alternativa C.
5) Resposta “B”.
Solução: Se usarmos a fórmula do aumento sucessivo citada na matéria será:
Didatismo e Conhecimento
29
MATEMÁTICA
V
2
= V.(1 +
100
1
p
).(1 –
100
2
p
).
Substituindo V por um valor: 1, então no fnal dos dois aumentos esse valor será de 1,61=V
2
.
1,61 = 1.(1 +
15
100
).(1 –
100
2
p
)
1,61 = (1 +
15
100
).(1 –
100
2
p
) (mmc de 100)
1,61 = (
100
115
).(1 –
100
2
p
)
1,61 = -
10000
) 2 100 ( 115 P −
16100 = -11.500 + 115P
2
115P
2
= -11.500 + 16100
P
2
= 4600/115
P
2
= 40%
6) Resposta “E”.
Solução:
S
A
= 1+
80
100






. 1+
80
100






.x =1, 8.1, 8.x = 3, 24x
7) Resposta “C”.
Solução: Se usarmos a fórmula do desconto sucessivo citada na matéria será:
V
2
= V.(1 -
100
1
p
).(1 –
100
2
p
)
Substituindo V por um valor: 1, fcará:
V
2
= 1.(1 -
20
100
).(1 –
30
100
)
V
2
= (
100 − 20
100
).(
100 − 30
100
)
V
2
= (
80
100
).(
70
100
)
V
2
=
10000
5600
V
2
=
56
100
que é igual a 56%
100% - 56% = 44%
8) Resposta “A”.
Solução:
1º ano = 1
2º ano = 0,70 – 30% (0,21)
3º ano = 0,49 – 30% (0,147)
4º ano = 0,343 – 30 % (0,1029)
5º ano = 0,2401 – 30% (0,07203)
6º ano = 0,16807 – 30% (0,050421)
Didatismo e Conhecimento
30
MATEMÁTICA
7º ano = 0,117649 – 30% (0,0352947)
8º ano = 0,0823543
0,0823543 = (0,7)
7
V
9) Resposta “5%”.
Solução: Em 500 000 habitantes → 25 000 desempregados
Em 100 000 habitantes → 5 000 desempregados
Em 100 habitantes → 5 desempregados
5
100
= 5%ou
25000
500000
=
5
100
= 5%
Portanto, 5% da população da cidade é desempregada.
10) Resposta “500 unidades”.
Solução: 4% → 20 bolinhas. Então:
20% → 100 bolinhas
100% → 500 bolinhas
Ou, ainda, representando por x o total de bolinhas: 4% de x equivalem a 20.
Como 4% =
4
100
= 0, 004
, podemos escrever:
0,04 . x = 20 → x =
20
0, 04
→ x = 500.
Logo, o total de bolinhas na piscina são 500 unidades.
6. - REGRA DE TRÊS SIMPLES.
Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente ou inversamente proporcionais podem ser resolvidos através de um
processo prático, chamado regra de três simples.
Exemplo 1: Um carro faz 180 km com 15L de álcool. Quantos litros de álcool esse carro gastaria para percorrer 210 km?
Solução:
O problema envolve duas grandezas: distância e litros de álcool.
Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser consumido.
Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna e as grandezas de espécies diferentes que se correspondem
em uma mesma linha:
Distância (km) Litros de álcool
180 15
210 x
Na coluna em que aparece a variável x (“litros de álcool”), vamos colocar uma fecha:
Distância (km) Litros de álcool
180 15
210 x
Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo de álcool também duplica. Então, as grandezas distância e litros de
álcool são diretamente proporcionais. No esquema que estamos montando, indicamos esse fato colocando uma fecha na coluna
“distância” no mesmo sentido da fecha da coluna “litros de álcool”:
Didatismo e Conhecimento
31
MATEMÁTICA
Distância (km) Litros de álcool
180 15
210 x


mesmo sentido


Armando a proporção pela orientação das fechas, temos:
x
15
210
180
7
6
=

6x = 7 . 15 6x = 105 x =
6
105
x = 17,5
Resposta: O carro gastaria 17,5 L de álcool.
Exemplo 2: Viajando de automóvel, à velocidade de 60 km/h, eu gastaria 4 h para fazer certo percurso. Aumentando a velocidade
para 80 km/h, em quanto tempo farei esse percurso?
Solução: Indicando por x o número de horas e colocando as grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna e as grandezas
de espécies diferentes que se correspondem em uma mesma linha, temos:
Velocidade (km/h) Tempo (h)
60 4
80 x
Na coluna em que aparece a variável x (“tempo”), vamos colocar uma fecha:
Velocidade (km/h) Tempo (h)
60 4

80 x
Observe que, se duplicarmos a velocidade, o tempo fca reduzido à metade. Isso signifca que as grandezas velocidade e tempo
são inversamente proporcionais. No nosso esquema, esse fato é indicado colocando-se na coluna “velocidade” uma fecha em
sentido contrário ao da fecha da coluna “tempo”:


Velocidade (km/h) Tempo (h)
60 4
80 x
sentidos contrários
Na montagem da proporção devemos seguir o sentido das fechas. Assim, temos:
3
4
60
80 4
=
x
4x = 4 . 3 4x = 12 x =
4
12
x = 3

Resposta: Farei esse percurso em 3 h.
Exemplo 3: Ao participar de um treino de Fórmula 1, um competidor, imprimindo velocidade média de 200 km/h, faz o percurso
em 18 segundos. Se sua velocidade fosse de 240 km/h, qual o tempo que ele teria gasto no percurso?
Vamos representar pela letra x o tempo procurado.
Estamos relacionando dois valores da grandeza velocidade (200 km/h e 240 km/h) com dois valores da grandeza tempo (18 s e
x s).
Queremos determinar um desses valores, conhecidos os outros três.
Velocidade
Tempo gasto para
fazer o percurso
Didatismo e Conhecimento
32
MATEMÁTICA
200 km/h 18 s
240 km/h x
Se duplicarmos a velocidade inicial do carro, o tempo gasto para fazer o percurso cairá para a metade; logo, as grandezas são
inversamente proporcionais. Assim, os números 200 e 240 são inversamente proporcionais aos números 18 e x.
Daí temos:
200 . 18 = 240 . x
3 600 = 240x
240x = 3 600
x =
240
3600
x = 15
O corredor teria gasto 15 segundos no percurso.
7. - MÉDIA ARITMÉTICA SIMPLES.
Defnição
A média dos elementos do conjunto numérico A relativa à adição é chamada média aritmética.
Cálculo da média aritmética
Se x for a média aritmética dos elementos do conjunto numérico A = {x
1
; x
2
; x
3
; ...; x
n
}, então, por defnição:
n parcelas
e, portanto,
x =
x
1
; x
2
; x
3
;...; x
n
n
Conclusão
A média aritmética dos n elementos do conjunto numérico A é a soma de todos os seus elementos, dividida por n.
Exemplo
Calcular a média aritmética entre os números 3, 4, 6, 9, e 13.
Resolução
Se x for a média aritmética dos elementos do conjunto (3, 4, 6, 9, 13), então x será a soma dos 5 elementos, dividida por 5. Assim:
x =
3+ 4 + 6 + 9 +13
15
↔x =
35
5
↔x = 7
A média aritmética é 7.
Didatismo e Conhecimento
33
MATEMÁTICA
Exercícios
1. Determine a média aritmética entre 2 e 8.
2. Determine a média aritmética entre 3, 5 e 10.
3. Qual é a média aritmética simples dos números 11, 7, 13 e 9?
4. A média aritmética simples de 4 números pares distintos, pertences ao conjunto dos números inteiros não nulos é igual a 44.
Qual é o maior valor que um desses números pode ter?
5. Calcule a média aritmética simples em cada um dos seguintes casos:
a) 15; 48; 36
b) 80; 71; 95; 100
c) 59; 84; 37; 62; 10
d) 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9
Respostas
1) Resposta “5”.
Solução:
M.A. ( 2 e 8 ) = 2 + 8 / 2 = 10 / 2 = 5 → M.A. ( 2 e 8 ) = 5.
2) Resposta “6”.
Solução:
M.A. ( 3, 5 e 10 ) = 3 + 5 + 10 / 3 = 18 / 3 = 6 → M.A. ( 3, 5 e 10 ) = 6.
3) Resposta “10”.
Solução: Para resolver esse exercício basta fazer a soma dos números e dividi-los por quatro, que é a quantidade de números,
portanto:
M.A =
11+ 7 +13+ 9
4
=
40
4
=10
Logo, a média aritmética é 10.
4) Resposta “164”.
Solução: Quando falamos de média aritmética simples, ao diminuirmos um dos valores que a compõe, precisamos aumentar a
mesma quantidade em outro valor, ou distribuí-la entre vários outros valores, de sorte que a soma total não se altere, se quisermos
obter a mesma média.
Neste exercício, três dos elementos devem ter o menor valor possível, de sorte que o quarto elemento tenha o maior valor dentre
eles, tal que a média aritmética seja igual a 44. Este será o maior valor que o quarto elemento poderá assumir.
Em função do enunciado, os três menores valores inteiros, pares, distintos e não nulos são:2, 4 e 6. Identifcando como x este
quarto valor, vamos montar a seguinte equação:
2 + 4 + 6 + x
4
= 44
Solucionando-a temos:
Logo, o maior valor que um desses números pode ter é 164.
5) Solução:
a) (15 + 48 + 36)/3 =
99/3 = 33
Didatismo e Conhecimento
34
MATEMÁTICA
b) (80 + 71 + 95 + 100)/4=
346/4 = 86,5
c) (59 + 84 + 37 + 62 + 10)/5=
= 252/5
= 50,4
d) (1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9)/9=
45/9 =
= 5
8. - EQUAÇÃO DO 1º GRAU.
Veja estas equações, nas quais há apenas uma incógnita:
3x – 2 = 16 (equação de 1º grau)
2y
3
– 5y = 11 (equação de 3º grau)
1 – 3x +
2
5
= x +
1
2
(equação de 1º grau)

O método que usamos para resolver a equação de 1º grau é isolando a incógnita, isto é, deixar a incógnita sozinha em um dos
lados da igualdade. Para conseguir isso, há dois recursos:
- inverter operações;
- efetuar a mesma operação nos dois lados da igualdade.
Exemplo 1
Resolução da equação 3x – 2 = 16, invertendo operações.
Procedimento e justifcativa: Se 3x – 2 dá 16, conclui-se que 3x dá 16 + 2, isto é, 18 (invertemos a subtração). Se 3x é igual a
18, é claro que x é igual a 18 : 3, ou seja, 6 (invertemos a multiplicação por 3).
Registro
3x – 2 = 16
3x = 16 + 2
3x = 18
x =
18
3

x = 6
Exemplo 2
Resolução da equação 1 – 3x +
2
5
= x +
1
2
, efetuando a mesma operação nos dois lados da igualdade.
Procedimento e justifcativa: Multiplicamos os dois lados da equação por mmc (2;5) = 10. Dessa forma, são eliminados os
denominadores. Fazemos as simplifcações e os cálculos necessários e isolamos x, sempre efetuando a mesma operação nos dois
lados da igualdade. No registro, as operações feitas nos dois lados da igualdade são indicadas com as setas curvas verticais.
Registro
1 – 3x + 2/5 = x + 1 /2
10 – 30x + 4 = 10x + 5
-30x - 10x = 5 - 10 - 4
Didatismo e Conhecimento
35
MATEMÁTICA
-40x = +9(-1)
40x = 9
x = 9/40
x = 0,225
Há também um processo prático, bastante usado, que se baseia nessas ideias e na percepção de um padrão visual.
- Se a + b = c, conclui-se que a = c + b.
Na primeira igualdade, a parcela b aparece somando no lado esquerdo; na segunda, a parcela b aparece subtraindo no lado direito
da igualdade.
- Se a . b = c, conclui-se que a = c + b, desde que b ≠ 0.
Na primeira igualdade, o número b aparece multiplicando no lado esquerdo; na segunda, ele aparece dividindo no lado direito
da igualdade.
O processo prático pode ser formulado assim:
- Para isolar a incógnita, coloque todos os termos com incógnita de um lado da igualdade e os demais termos do outro lado.
- Sempre que mudar um termo de lado, inverta a operação.
Exemplo
Resolução da equação
5(x+2)
2
=
(x+2) . (x-3)
3
-
x
2
3
, usando o processo prático.
Procedimento e justifcativa: Iniciamos da forma habitual, multiplicando os dois lados pelo mmc (2;3) = 6. A seguir, passamos
a efetuar os cálculos indicados. Neste ponto, passamos a usar o processo prático, colocando termos com a incógnita à esquerda e
números à direita, invertendo operações.
Registro
5(x+2)
2
-
(x+2) . (x-3)
3
=
x
2
3
6.
5(x+2)
2
- 6.
(x+2) . (x-3)
3
= 6.
x
2
3
15(x + 2) – 2(x + 2)(x – 3) = – 2x
2
15x + 30 – 2(x
2
– 3x + 2x – 6) = – 2x
2
15x + 30 – 2(x
2
– x – 6) = – 2x
2
15x + 30 – 2x
2
+ 2x + 12 = – 2x
2
17x – 2x
2
+ 42 = – 2x
2
17x – 2x
2
+ 2x
2
= – 42
17x = – 42
x = -
42
17
Note que, de início, essa última equação aparentava ser de 2º grau por causa do termo -
x
2
3
no seu lado direito. Entretanto, depois
das simplifcações, vimos que foi reduzida a uma equação de 1º grau (17x = – 42).
Exercícios
1. Resolva a seguinte equação:
x - 1
2
-
x + 3
4
= 2x -
x - 4
3
2. Resolva:
3. Calcule:
a) -3x – 5 = 25
Didatismo e Conhecimento
36
MATEMÁTICA
b) 2x -
1
2
= 3
c) 3x + 24 = -5x
4. Existem três números inteiros consecutivos com soma igual a 393. Que números são esses?
5. Determine um número real “a” para que as expressões (3a + 6)/ 8 e (2a + 10)/6 sejam iguais.
6. Determine o valor da incógnita x:
a) 2x – 8 = 10
b) 3 – 7.(1-2x) = 5 – (x+9)
7. Verifque se três é raiz de 5x – 3 = 2x + 6.
8. Verifque se -2 é raiz de x² – 3x = x – 6.
9. Quando o número x na equação ( k – 3 ).x + ( 2k – 5 ).4 + 4k = 0 vale 3, qual será o valor de K?
10. Resolva as equações a seguir:
a)18x - 43 = 65
b) 23x - 16 = 14 - 17x
c) 10y - 5 (1 + y) = 3 (2y - 2) - 20
Respostas
1) Resposta “ x =
-31
17

Solução:
x - 1
2
-
x + 3
4
= 2x -
x - 4
3
6(x - 1) - 3(x + 3) = 24x - 4(x - 4)
12
6x – 6 – 3x – 9 = 24x – 4x + 16
6x – 3x – 24x + 4x = 16 + 9 + 6
10 x – 27x = 31
(-1) - 17x = 31
x =
-31
17
2) Resposta “ ”
Solução:
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37
MATEMÁTICA
3) Solução:
a) -3x – 5 = 25
-3x = 25 + 5
(-1) -3x = 30
3x = -30
x =
- 30
3
= -10
b) 2x -
1
2
= 3
2(2x) - 1 = 6
2
4x – 1 = 6
4x = 6 + 1
4x = 7
x =
7
4
c) 3x + 24 = -5x
3x + 5x = -24
8x = -24
x =
- 24
8
= -3
4) Resposta “130; 131 e 132”.
Solução:
x + (x + 1) + (x + 2) = 393
3x + 3 = 393
3x = 390
x = 130
Então, os números procurados são: 130, 131 e 132.
5) Resposta “22”.
Solução:
(3a + 6) / 8 = (2a + 10) / 6
6 (3a + 6) = 8 (2a + 10)
18a + 36 = 16a + 80
2a = 44
a = 44/2 = 22
6) Solução:
a) 2x – 8 = 10
2x = 10 + 8
2x = 18
x = 9 → V = {9}
b) 3 – 7.(1-2x) = 5 – (x+9)
3 –7 + 14x = 5 – x – 9
14x + x = 5 – 9 – 3 + 7
15x= 0
x = 0 → V= {0}
7) Resposta “Verdadeira”.
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38
MATEMÁTICA
Solução:
5x – 3 = 2x + 6
5.3 – 3 = 2.3 + 6
15 – 3 = 6 + 6
12 = 12 → verdadeira
Então 3 é raiz de 5x – 3 = 2x + 6
8) Resposta “Errada”.
Solução:
x
2
– 3x = x – 6
(-2)
2
– 3. (-2) = - 2 - 6
4 + 6 = - 2 – 6
10 = -8
Então, -2 não é raiz de x
2
– 3x = x – 6
9) Resposta “ k =
29
15

Solução:
(k – 3).3 + (2k – 5).4 + 4k = 0
3k – 9 + 8k – 20 + 4k = 0
3k + 8k + 4k = 9 + 20
15k = 29
k =
29
15
10) Resposta
a) 18x = 65 + 43
18x = 108
x = 108/18
x = 6
b) 23x = 14 - 17x + 16
23x + 17x = 30
40x = 30
x = 30/40 = ¾
c) 10y - 5 - 5y = 6y - 6 -20
5y - 6y = -26 + 5
-y = -21
y = 21
9. - SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU.
Defnição
Observe o raciocínio: João e José são colegas. Ao passarem por uma livraria, João resolveu comprar 2 cadernos e 3 livros e pagou por
eles R$ 15,40, no total dos produtos. José gastou R$ 9,20 na compra de 2 livros e 1 caderno. Os dois fcaram satisfeitos e foram para casa.
No dia seguinte, encontram um outro colega e falaram sobre suas compras, porém não se lembrava do preço unitário de dos
livros. Sabiam, apenas que todos os livros, como todos os cadernos, tinham o mesmo preço.
Bom, diante deste problema, será que existe algum modo de descobrir o preço de cada livro ou caderno com as informações que
temos ? Será visto mais à frente.
Um sistema de equação do primeiro grau com duas incógnitas x e y, pode ser defnido como um conjunto formado por duas
equações do primeiro grau. Lembrando que equação do primeiro grau é aquela que em todas as incógnitas estão elevadas à potência
1.
Didatismo e Conhecimento
39
MATEMÁTICA
Observações gerais
Em tutoriais anteriores, já estudamos sobre equações do primeiro grau com duas incógnitas, como exemplo: X + y = 7 x – y =
30 x + 2y = 9 x – 3y = 15
Foi visto também que as equações do 1º grau com duas variáveis admitem infnitas soluções:
x + y = 6 x – y = 7
x y x y
0 6 0 -7
1 5 1 -6
2 4 2 -5
3 3 3 -4
4 2 4 -3
5 1 5 -2
6 0 6 -1
... ...
Vendo a tabela acima de soluções das duas equações, é possível checar que o par (4;2), isto é, x = 4 e y = 2, é a solução para as
duas equações.
Assim, é possível dizer que as equações
X + y = 6
X – y = 7
Formam um sistema de equações do 1º grau.
Exemplos de sistemas:
x + y = 4
x − y = 7



2x + 3y + 2z =10
4x − 5y + z =15



2x + y =10
5x − 2y = 22




Observe este símbolo. A matemática convencionou neste caso para indicar que duas ou mais equações formam um sistema.
Resolução de sistemas
Resolver um sistema signifca encontrar um par de valores das incógnitas X e Y que faça verdadeira as equações que fazem parte
do sistema.
Exemplos:
a) O par (4,3 ) pode ser a solução do sistema
x – y = 2
x + y = 6
Para saber se estes valores satisfazem ao sistema, basta substituir os valores em ambas as equações:
x - y = 2 x + y = 6
Didatismo e Conhecimento
40
MATEMÁTICA
4 – 3 = 1 4 + 3 = 7
1 ≠ 2 (falso) 7 ≠ 6 (falso)
A resposta então é falsa. O par (4,3) não é a solução do sistema de equações acima.
b) O par (5,3 ) pode ser a solução do sistema
x – y = 2
x + y = 8
Para saber se estes valores satisfazem ao sistema, basta substituir os valores em ambas as equações:
x - y = 2 x + y = 8
5 – 3 = 2 5 + 3 = 8
2 = 2 (verdadeiro 8 = 8 (verdadeiro)
A resposta então é verdadeira. O par (5,3) é a solução do sistema de equações acima.
Métodos para solução de sistemas do 1º grau.
- Método de substituição
Esse método de resolução de um sistema de 1º grau estabelece que “extrair” o valor de uma incógnita é substituir esse valor na
outra equação.
Observe:
x – y = 2
x + y = 4
Vamos escolher uma das equações para “extrair” o valor de uma das incógnitas, ou seja, estabelecer o valor de acordo com a
outra incógnita, desta forma:
x – y = 2 ---> x = 2 + y
Agora iremos substituir o “X” encontrado acima, na “X” da segunda equação do sistema:
x + y = 4
(2 + y ) + y = 4
2 + 2y = 4 ----> 2y = 4 -2 -----> 2y = 2 ----> y = 1
Temos que: x = 2 + y, então
x = 2 + 1
x = 3
Assim, o par (3,1) torna-se a solução verdadeira do sistema.
- Método da adição
Este método de resolução de sistema do 1º grau consiste apenas em somas os termos das equações fornecidas.
Observe:
x – y = -2
3x + y = 5
Neste caso de resolução, somam-se as equações dadas:
x – y = -2
3x + y = 5 +
4x = 3
x = 3/4
Didatismo e Conhecimento
41
MATEMÁTICA
Veja nos cálculos que quando somamos as duas equações o termo “Y” se anula. Isto tem que ocorrer para que possamos achar
o valor de “X”.
Agora, e quando ocorrer de somarmos as equações e os valores de “x” ou “y” não se anularem para fcar somente uma incógnita ?
Neste caso, é possível usar uma técnica de cálculo de multiplicação pelo valor excludente negativo.
Ex.:
3x + 2y = 4
2x + 3y = 1
Ao somarmos os termos acima, temos:
5x + 5y = 5, então para anularmos o “x” e encontramos o valor de “y”, fazemos o seguinte:
» multiplica-se a 1ª equação por +2
» multiplica-se a 2ª equação por – 3
Vamos calcular então:
3x + 2y = 4 ( x +2)
2x + 3y = 1 ( x -3)
6x +4y = 8
-6x - 9y = -3 +
-5y = 5
y = -1
Substituindo:
2x + 3y = 1
2x + 3.(-1) = 1
2x = 1 + 3
x = 2
Verifcando:
3x + 2y = 4 ---> 3.(2) + 2(-1) = 4 -----> 6 – 2 = 4
2x + 3y = 1 ---> 2.(2) + 3(-1) = 1 ------> 4 – 3 = 1
10. - SISTEMA MÉTRICO: MEDIDAS DE
TEMPO, COMPRIMENTO, SUPERFÍCIE E
CAPACIDADE.
Sistema de Medidas Decimais
Um sistema de medidas é um conjunto de unidades de medida que mantém algumas relações entre si. O sistema métrico decimal
é hoje o mais conhecido e usado no mundo todo. Na tabela seguinte, listamos as unidades de medida de comprimento do sistema
métrico. A unidade fundamental é o metro, porque dele derivam as demais.
Unidades de Comprimento
km hm dam m dm cm mm
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
Há, de fato, unidades quase sem uso prático, mas elas têm uma função. Servem para que o sistema tenha um padrão: cada unidade
vale sempre 10 vezes a unidade menor seguinte.
Por isso, o sistema é chamado decimal.
Didatismo e Conhecimento
42
MATEMÁTICA
E há mais um detalhe: embora o decímetro não seja útil na prática, o decímetro cúbico é muito usado com o nome popular de
litro.
As unidades de área do sistema métrico correspondem às unidades de comprimento da tabela anterior.
São elas: quilômetro quadrado (km
2
), hectômetro quadrado (hm
2
), etc. As mais usadas, na prática, são o quilômetro quadrado,
o metro quadrado e o hectômetro quadrado, este muito importante nas atividades rurais com o nome de hectare (ha): 1 hm
2
= 1 ha.
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10 vezes, como nos comprimentos.
Entretanto, consideramos que o sistema continua decimal, porque 100 = 10
2
.
Unidades de Área
km
2
hm
2
dam
2
m
2
dm
2
cm
2
mm
2
quilômetro
quadrado
hectômetro
quadrado
decâmetro
quadrado
metro
quadrado
decímetro
quadrado
centímetro
quadrado
milímetro
quadrado
1000000m
2
10000m
2
100m
2
1m
2
0,01m
2
0,0001m
2
0,000001m
2
Agora, vejamos as unidades de volume. De novo, temos a lista: quilômetro cúbico (km
3
), hectômetro cúbico (hm
3
), etc. Na
prática, são muitos usados o metro cúbico e o centímetro cúbico.
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade vale 1000 vezes a unidade menor seguinte. Como 1000 = 10
3
, o
sistema continua sendo decimal.
Unidades de Volume
km
3
hm
3
dam
3
m
3
dm
3
cm
3
mm
3
quilômetro
cúbico
hectômetro
cúbico
decâmetro
cúbico
metro
cúbico
decímetro
cúbico
centímetro
cúbico
milímetro
cúbico
1000000000m
3
1000000m
3
1000m
3
1m
3
0,001m
3
0,000001m
3
0,000000001m
3
A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. Se o volume da água que enche um tanque é de 7 000 litros, dizemos que
essa é a capacidade do tanque. A unidade fundamental para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm
3
.
Cada unidade vale 10 vezes a unidade menor seguinte.
Unidades de Capacidade
kl hl dal l dl cl ml
quilolitro hectolitro decalitro litro decilitro centímetro mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l
O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas de massa. A unidade fundamental é o grama.
Unidades de Massa
kg hg dag g dg cg mg
quilograma hectograma decagrama grama decigrama centigrama miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001g
Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda a tonelada (t): 1t = 1000 kg.
Não Decimais
Desse grupo, o sistema hora – minuto – segundo, que mede intervalos de tempo, é o mais conhecido.
2h = 2 . 60min = 120 min = 120 . 60s = 7 200s
Para passar de uma unidade para a menor seguinte, multiplica-se por 60.
0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos; como 1 décimo de hora corresponde a 6 minutos, conclui-se que 0,3h = 18min.
Didatismo e Conhecimento
43
MATEMÁTICA
Para medir ângulos, também temos um sistema não decimal. Nesse caso, a unidade básica é o grau. Na astronomia, na cartografa
e na navegação são necessárias medidas inferiores a 1º. Temos, então:
1 grau equivale a 60 minutos (1º = 60’)
1 minuto equivale a 60 segundos (1’ = 60”)
Os minutos e os segundos dos ângulos não são, é claro, os mesmos do sistema hora – minuto – segundo. Há uma coincidência de
nomes, mas até os símbolos que os indicam são diferentes:
1h32min24s é um intervalo de tempo ou um instante do dia.
1º 32’ 24” é a medida de um ângulo.
Por motivos óbvios, cálculos no sistema hora – minuto – segundo são similares a cálculos no sistema grau – minuto – segundo,
embora esses sistemas correspondam a grandezas distintas.
Há ainda um sistema não-decimal, criado há algumas décadas, que vem se tornando conhecido. Ele é usado para medir a
informação armazenada em memória de computadores, disquetes, discos compacto, etc. As unidades de medida são bytes (b),
kilobytes (kb), megabytes (Mb), etc. Apesar de se usarem os prefxos “kilo” e “mega”, essas unidades não formam um sistema
decimal.
Um kilobyte equivale a 2
10
bytes e 1 megabyte equivale a 2
10
kilobytes.
Exercícios
1. Raquel saiu de casa às 13h 45min, caminhando até o curso de inglês que fca a 15 minutos de sua casa, e chegou na hora
da aula cuja duração é de uma hora e meia. A que horas terminará a aula de inglês?
a) 14h
b) 14h 30min
c) 15h 15min
d) 15h 30min
e) 15h 45min
2. 348 mm
3
equivalem a quantos decilitros?
3. Quantos decalitros equivalem a 1 m
3
?
4. Passe 50 dm
2
para hectômetros quadrados.
5. Quantos quilômetros cúbicos equivalem a 14 mm3?
6. Quantos centilitros equivalem a 15 hl?
7. Passe 5.200 gramas para quilogramas.
8. Converta 2,5 metros em centímetros.
9. Quantos minutos equivalem a 5h05min?
10. Quantos minutos se passaram das 9h50min até as 10h35min?
Respostas
1) Resposta “D”.
Solução: Basta somarmos todos os valores mencionados no enunciado do teste, ou seja:
13h 45min + 15 min + 1h 30 min = 15h 30min
Didatismo e Conhecimento
44
MATEMÁTICA
Logo, a questão correta é a letra D.
2) Resposta “0, 00348 dl”.
Solução: Como 1 cm
3
equivale a 1 ml, é melhor dividirmos 348 mm
3
por mil, para obtermos o seu equivalente em centímetros
cúbicos: 0,348 cm
3
.
Logo 348 mm
3
equivalem a 0, 348 ml, já que cm
3
e ml se equivalem.
Neste ponto já convertemos de uma unidade de medida de volume, para uma unidade de medida de capacidade.
Falta-nos passarmos de mililitros para decilitros, quando então passaremos dois níveis à esquerda. Dividiremos então por 10
duas vezes:
0, 348 :10 :10 0, 00348 ml dl ⇒
Logo, 348 mm³ equivalem a 0, 00348 dl.
3) Resposta “100 dal”.
Solução: Sabemos que 1 m
3
equivale a 1.000 l, portanto para convertermos de litros a decalitros, passaremos um nível à esquerda.
Dividiremos então 1.000 por 10 apenas uma vez:
1000 :10 l dal ⇒
Isto equivale a passar a vírgula uma casa para a esquerda.
Poderíamos também raciocinar da seguinte forma:
Como 1 m
3
equivale a 1 kl, basta fazermos a conversão de 1 kl para decalitros, quando então passaremos dois níveis à direita.
Multiplicaremos então 1 por 10 duas vezes:
1 .10.10 100 kl dal ⇒
Logo, 100 dal equivalem a 1 m³.
4) Resposta “0, 00005 hm²”.
Solução: Para passarmos de decímetros quadrados para hectômetros quadrados, passaremos três níveis à esquerda.
Dividiremos então por 100 três vezes:
2 2
50 :100 :100 :100 0, 00005 dm hm ⇒
Isto equivale a passar a vírgula seis casas para a esquerda.
Portanto, 50 dm² é igual a 0, 00005 hm².
5) Resposta“0,000000000000000014 km
3
, ou a 1,4 x 10
-17
km3”.
Solução: Para passarmos de milímetros cúbicos para quilômetros cúbicos, passaremos seis níveis à esquerda. Dividiremos então
14 por 1000 seis vezes:
3
18 3 18
17 3 3
14 :1000 :1000 :1000 :1000 :1000 :1000
14 :10 14.10
1, 4.10 0.000000000000000
mm
km km
km km


⇒ ⇒
⇒ ⇒
Portanto, 0, 000000000000000014 km
3
, ou a 1,4 x 10
-17
km3 se expresso em notação científca equivalem a 14 mm
3
.
6) Resposta “150.000 cl”.
Didatismo e Conhecimento
45
MATEMÁTICA
Solução: Para irmos de hectolitros a centilitros, passaremos quatro níveis à direita.
Multiplicaremos então 15 por 10 quatro vezes:
15 .10.10.10.10 150.000 hl cl ⇒
Isto equivale a passar a vírgula quatro casas para a direita.
Logo, 150.000 cl equivalem a 15 hl.
7) Resposta “5,2 kg”.
Solução: Para passarmos 5.200 gramas para quilogramas, devemos dividir (porque na tabela grama está à direita de quilogra-
ma) 5.200 por 10 três vezes, pois para passarmos de gramas para quilogramas saltamos três níveis à esquerda.
Primeiro passamos de grama para decagrama, depois de decagrama para hectograma e fnalmente de hectograma para quilogra-
ma:
5200 :10 :10 :10 5, 2 g kg ⇒
Isto equivale a passar a vírgula três casas para a esquerda.
Portanto, 5.200 g são iguais a 5,2 kg.
8) Resposta “250 cm”.
Solução: Para convertermos 2,5 metros em centímetros, devemos multiplicar (porque na tabela metro está à esquerda de centí-
metro) 2,5 por 10 duas vezes, pois para passarmos de metros para centímetros saltamos dois níveis à direita.
Primeiro passamos de metros para decímetros e depois de decímetros para centímetros:
2, 5 .10.10 250 m cm ⇒
Isto equivale a passar a vírgula duas casas para a direita.
Logo, 2,5 m é igual a 250 cm.
9) Resposta “305min”.
Solução:
(5 . 60) + 5 = 305 min.
10) Resposta “45 min”.
Solução: 45 min
11. - RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS:
TABELAS E GRÁFICOS.
Números diretamente proporcionais
Considere a seguinte situação:
Joana gosta de queijadinha e por isso resolveu aprender a fazê-las. Adquiriu a receita de uma amiga. Nessa receita, os ingredientes
necessários são:
3 ovos
1 lata de leite condensado
1 xícara de leite
Didatismo e Conhecimento
46
MATEMÁTICA
2 colheres das de sopa de farinha de trigo
1 colher das de sobremesa de fermento em pó
1 pacote de coco ralado
1 xícara de queijo ralado
1 colher das de sopa de manteiga
Veja que:
- Para se fazerem 2 receitas seriam usados 6 ovos para 4 colheres de farinha;
- Para se fazerem 3 receitas seriam usados 9 ovos para 6 colheres de farinha;
- Para se fazerem 4 receitas seriam usados 12 ovos para 8 colheres de farinha;
- Observe agora as duas sucessões de números:
Sucessão do número de ovos: 6 9 12
Sucessão do número de colheres de farinha: 4 6 8
Nessas sucessões as razões entre os termos correspondentes são iguais:
6
4
=
3
2

9
6
=
3
2

12
8
=
3
2
Assim:
6
4
=
9
6
=
12
8
=
3
2

Dizemos, então, que:
- os números da sucessão 6, 9, 12 são diretamente proporcionais aos da sucessão 4, 6, 8;
- o número
2
3
, que é a razão entre dois termos correspondentes, é chamado fator de proporcionalidade.
Duas sucessões de números não-nulos são diretamente proporcionais quando as razões entre cada termo da primeira sucessão e
o termo correspondente da segunda sucessão são iguais.
Exemplo 1: Vamos determinar x e y, de modo que as sucessões sejam diretamente proporcionais:
2 8 y
3 x 21
Como as sucessões são diretamente proporcionais, as razões são iguais, isto é:
2
3
=
8
x
=
y
21

3
2
=
x
8

3
2
=
21
y
2x = 3 . 8 3y = 2 . 21
2x = 24 3y = 42
x=
24
2
y=
42
3
x=12 y=14
Logo, x = 12 e y = 14
Exemplo 2: Para montar uma pequena empresa, Júlio, César e Toni formaram uma sociedade. Júlio entrou com R$ 24.000,00,
César com R$ 27.000,00 e Toni com R$ 30.000,00. Depois de 6 meses houve um lucro de R$ 32.400,00 que foi repartido entre eles
em partes diretamente proporcionais à quantia investida. Calcular a parte que coube a cada um.
Solução:
Didatismo e Conhecimento
47
MATEMÁTICA
Representando a parte de Júlio por x, a de César por y, e a de Toni por z, podemos escrever:
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦
= =
= + +
30000 27000 24000
32400
z y x
z y x
x
24000
=
y
27000
=
z
30000
=
x + y + z
32400
   
24000 + 27000 + 30000
81000
    
Resolvendo as proporções:
x
24000
=
32400
4
81000
10
10x = 96 000
x = 9 600
y
27000
=
4
10
10y = 108 000
y = 10 800
z
3000
=
4
10
10z = 120 000
z = 12 000
Logo, Júlio recebeu R$ 9.600,00, César recebeu R$ 10.800,00 e Toni, R$ 12.000,00.
Números Inversamente Proporcionais
Considere os seguintes dados, referentes à produção de sorvete por uma máquina da marca x-5:
1 máquina x-5 produz 32 litros de sorvete em 120 min.
2 máquinas x-5 produzem 32 litros de sorvete em 60 min.
4 máquinas x-5 produzem 32 litros de sorvete em 30 min.
6 máquinas x-5 produzem 32 litros de sorvete em 20 min.
Observe agora as duas sucessões de números:
Sucessão do número de máquinas: 1 2 4 6
Sucessão do número de minutos: 120 60 30 20
Nessas sucessões as razões entre cada termo da primeira sucessão e o inverso do termo correspondente da segunda são iguais:
1
1
120
=
2
1
60
=
4
1
30
=
6
1
20
=120
Dizemos, então, que:
- os números da sucessão 1, 2, 4, 6 são inversamente proporcionais aos da sucessão 120, 60, 30, 20;
- o número 120, que é a razão entre cada termo da primeira sucessão e o inverso do seu correspondente na segunda, é chamado
fator de proporcionalidade.
Observando que
Didatismo e Conhecimento
48
MATEMÁTICA
1
1
20
é o mesmo que 1.120=120
4
1
30
é mesmo que 4.30=120
2
1
60
é o mesmo que 2.60=120
6
1
20
é o mesmo que 6.20= 120
Podemos dizer que: Duas sucessões de números não-nulos são inversamente proporcionais quando os produtos de cada termo da
primeira sucessão pelo termo correspondente da segunda sucessão são iguais.
Exemplo 1: Vamos determinar x e y, de modo que as sucessões sejam inversamente proporcionais:
4 x 8
20 16 y
Para que as sucessões sejam inversamente proporcionais, os produtos dos termos correspondentes deverão ser iguais. Então
devemos ter:
4 . 20 = 16 . x = 8 . y
16 . x = 4 . 20 8 . y = 4 . 20
16x = 80 8y = 80
x = 80/16 y = 80/8
x = 5 y = 10
Logo, x = 5 e y = 10.
Exemplo 2: Vamos dividir o número 104 em partes inversamente proporcionais aos números 2, 3 e 4.
Representamos os números procurados por x, y e z. E como as sucessões (x, y, z) e (2, 3, 4) devem ser inversamente proporcionais,
escrevemos:
4
1
3
1
2
1
z y x
= =
4
1
3
1
2
1
z y x
= = =
4
1
3
1
2
1
104
+ +
+ +
  
z y x

Como, vem
Logo, os números procurados são 48, 32 e 24.
Grandezas Diretamente Proporcionais
Considere uma usina de açúcar cuja produção, nos cinco primeiros dias da safra de 2005, foi a seguinte:
Dias Sacos de açúcar
1 5 000
2 10 000
3 15 000
4 20 000
5 25 000
Com base na tabela apresentada observamos que:
Didatismo e Conhecimento
49
MATEMÁTICA
- duplicando o número de dias, duplicou a produção de açúcar;
- triplicando o número de dias, triplicou a produção de açúcar, e assim por diante.
Nesse caso dizemos que as grandezas tempo e produção são diretamente proporcionais.
Observe também que, duas a duas, as razões entre o número de dias e o número de sacos de açúcar são iguais:
Isso nos leva a estabelecer que: Duas grandezas são diretamente proporcionais quando a razão entre os valores da primeira é igual
à razão entre os valores da segunda.
Tomemos agora outro exemplo.
Com 1 tonelada de cana-de-açúcar, uma usina produz 70l de álcool.
De acordo com esses dados podemos supor que:
- com o dobro do número de toneladas de cana, a usina produza o dobro do número de litros de álcool, isto é, 140l;
- com o triplo do número de toneladas de cana, a usina produza o triplo do número de litros de álcool, isto é, 210l.
Então concluímos que as grandezas quantidade de cana-de-açúcar e número de litros de álcool são diretamente proporcionais.
Grandezas Inversamente Proporcionais
Considere uma moto cuja velocidade média e o tempo gasto para percorrer determinada distância encontram-se na tabela:
Velocidade Tempo
30 km/h 12 h
60 km/h 6 h
90 km/h 4 h
120 km/h 3 h
Com base na tabela apresentada observamos que:
- duplicando a velocidade da moto, o número de horas fca reduzido à metade;
- triplicando a velocidade, o número de horas fca reduzido à terça parte, e assim por diante.
Nesse caso dizemos que as grandezas velocidade e tempo são inversamente proporcionais.
Observe que, duas a duas, as razões entre os números que indicam a velocidade são iguais ao inverso das razões que indicam o
tempo:
30
60
6
12
= inverso da razão
12
6
30
90
4
12
= inverso da razão
12
4
30
120
3
12
= inverso da razão
12
3
Didatismo e Conhecimento
50
MATEMÁTICA
60
90
4
6
= inverso da razão
6
4
60
120
3
6
= inverso da razão
6
3
90
120
3
6
= inverso da razão
4
3
Podemos, então, estabelecer que: Duas grandezas são inversamente proporcionais quando a razão entre os valores da primeira é
igual ao inverso da razão entre os valores da segunda.
Acompanhe o exemplo a seguir:
Cinco máquinas iguais realizam um trabalho em 36 dias. De acordo com esses dados, podemos supor que:
- o dobro do número de máquinas realiza o mesmo trabalho na metade do tempo, isto é, 18 dias;
- o triplo do número de máquinas realiza o mesmo trabalho na terça parte do tempo, isto é, 12 dias.
Então concluímos que as grandezas quantidade de máquinas e tempo são inversamente proporcionais.
Exercícios
1- Calcule x e y nas sucessões diretamente proporcionais:
a) 1 x 7
5 15 y
b) 5 10 y
x 8 24
c) x y 21
14 35 49
d) 8 12 20
x y 35
2- Calcule x e y nas sucessões inversamente proporcionais:
a) 4 x y
25 20 10
b) 30 15 10
x 8 y
c) 2 10 y
x 9 15
d) x y 2
12 4 6
3- Divida 132 em partes inversamente proporcionais a 2, 5 e 8.
Didatismo e Conhecimento
51
MATEMÁTICA
4- Reparta 91 em partes inversamente proporcionais a
6
1
4
1
,
3
1
e
.
5- Divida 215 em partes diretamente proporcionais a
3
1
2
5
,
4
3
e
.
6- Marcelo repartiu entre seus flhos Rafael (15 anos) e Matheus (12 anos) 162 cabeças de gado em partes diretamente propor-
cionais à idade de cada um. Qual a parte que coube a Rafael?
7- Evandro, Sandro e José Antônio resolveram montar um pequeno negócio, e para isso formaram uma sociedade. Evandro
entrou com R$ 24.000,00, Sandro com R$ 30.000,00, José Antônio com R$ 36.000,00. Depois de 4 meses tiveram um lucro de R$
60.000,00, que foi repartido entre eles. Quanto recebeu cada um? (Nota: A divisão do lucro é diretamente proporcional à quantia que
cada um empregou.)
8- Leopoldo e Wilson jogam juntos na Sena e acertam os seis números, recebendo um prêmio de R$ 750.000,00. Como Leopoldo
participou com R$ 80,00 e Wilson com R$ 70,00, o prêmio foi dividido entre eles em partes diretamente proporcionais à participação
de cada um. Qual a parte que coube a Wilson?
9- O proprietário de uma chácara distribuiu 300 laranjas a três famílias em partes diretamente proporcionais ao número de flhos.
Sabendo-se que as famílias A, B e C têm respectivamente 2, 3 e 5 flhos, quantas laranjas recebeu cada família?
10- (UFAC) João, Paulo e Roberto formam uma sociedade comercial e combinam que o lucro advindo da sociedade será dividido
em partes diretamente proporcionais às quantias que cada um dispôs para formarem a sociedade. Se as quantias empregadas por João,
Paulo e Roberto foram, nesta ordem, R$ 1.500.000,00, R$ 1.000.000,00 e R$ 800.000,00, e o lucro foi de R$ 1.650.000,00, que parte
do lucro caberá a cada um?
Respostas
1- a) x = 3 y = 35 b) x = 4 y = 30 c) x = 6 y = 15 d) x = 14 y = 21
2- a) x = 5 y = 10 b) x = 4 y = 12 c) x = 45 y = 6 d) x = 1 y = 3
3- 80, 32, 20
4- 21, 28, 43
5- 45, 150, 20
6- 90
7- Evandro R$16.000,00 Sandro R$20.000,00 José Antônio R$24.000,00
8- R$350.000,00
9- 60, 90, 150
10- João R$750.000,00 Paulo R$500.000,00 Roberto R$400.000,00
Resolução 04
x+y+z
--------- = x/3 ou y/4 ou z/6 (as frações foram invertidas porque 3+4+6 as partes são inversas)
91/13=x/3
13x=273
x=21
91/13=y/4
13y=364
y=28
91/13=z/6
13z=546
Didatismo e Conhecimento
52
MATEMÁTICA
z=42
Resolução 05
x/(3/4) = y/(5/2) = z/(1/3) = k (constante)
x + y + z = 215
3k/4 + 5k/2 + k/3 = 215
(18k + 60k + 8k)/24 = 215 → k = 60
x = 60.(3/4) = 45
y = 60.(5/2) = 150
z = 60/3 = 20
(x, y, z) → partes diretamente proporcionais
Resolução 06
x = Rafael
y = Mateus
x/15 + y /12 = 160/27 (dividindo 160 por 27 (dá 6), e fazendo proporções, só calcular)
x/15=6
x=90
y/12=6
y=72
12. - NOÇÕES DE GEOMETRIA: FORMA,
PERÍMETRO, ÁREA, VOLUME, TEOREMA
DE PITÁGORAS.
Geometria Plana
A Geometria é a parte da matemática que estuda as fguras e suas propriedades. A geometria estuda fguras abstratas, de uma
perfeição não existente na realidade. Apesar disso, podemos ter uma boa ideia das fguras geométricas, observando objetos reais,
como o aro da cesta de basquete que sugere uma circunferência, as portas e janelas que sugerem retângulos e o dado que sugere um
cubo.
Reta, semirreta e segmento de reta
Defnições.
a) Segmentos congruentes.
Dois segmentos são congruentes se têm a mesma medida.
b) Ponto médio de um segmento.
Didatismo e Conhecimento
53
MATEMÁTICA
Um ponto P é ponto médio do segmento AB se pertence ao segmento e divide AB em dois segmentos congruentes.
c) Mediatriz de um segmento.
É a reta perpendicular ao segmento no seu ponto médio
Ângulo
Defnições.
a) Ângulo é a região plana limitada por duas semirretas de mesma origem.
b) Ângulos congruentes: Dois ângulos são ditos congruentes se têm a mesma medida.
c) Bissetriz de um ângulo: É a semirreta de origem no vértice do ângulo que divide esse ângulo em dois ângulos congruentes.
Perímetro
Entendendo o que é perímetro.
Imagine uma sala de aula de 5m de largura por 8m de comprimento.
Quantos metros lineares serão necessários para colocar rodapé nesta sala, sabendo que a porta mede 1m de largura e que nela
não se coloca rodapé?
A conta que faríamos seria somar todos os lados da sala, menos 1m da largura da porta, ou seja:
P = (5 + 5 + 8 + 8) – 1
P = 26 – 1
P = 25
Colocaríamos 25m de rodapé.
A soma de todos os lados da planta baixa se chama Perímetro.
Portanto, Perímetro é a soma dos lados de uma fgura plana.
Didatismo e Conhecimento
54
MATEMÁTICA
Área
Área é a medida de uma superfície.
A área do campo de futebol é a medida de sua superfície (gramado).
Se pegarmos outro campo de futebol e colocarmos em uma malha quadriculada, a sua área será equivalente à quantidade de
quadradinho. Se cada quadrado for uma unidade de área:
Veremos que a área do campo de futebol é 70 unidades de área.
A unidade de medida da área é: m² (metros quadrados), cm² (centímetros quadrados), e outros.
Se tivermos uma fgura do tipo:
Sua área será um valor aproximado. Cada

é uma unidade, então a área aproximada dessa fgura será de 4 unidades.
No estudo da matemática calculamos áreas de fguras planas e para cada fgura há uma fórmula pra calcular a sua área.
Retângulo
É o quadrilátero que tem todos os ângulos internos congruentes e iguais a 90º.
No cálculo da área de qualquer retângulo podemos seguir o raciocínio:
Didatismo e Conhecimento
55
MATEMÁTICA
Pegamos um retângulo e colocamos em uma malha quadriculada onde cada quadrado tem dimensões de 1 cm. Se contarmos, veremos
que há 24 quadrados de 1 cm de dimensões no retângulo. Como sabemos que a área é a medida da superfície de uma fguras podemos dizer
que 24 quadrados de 1 cm de dimensões é a área do retângulo.
O retângulo acima tem as mesmas dimensões que o outro, só que representado de forma diferente. O cálculo da área do retângulo
pode fcar também da seguinte forma:
A = 6 . 4 A = 24 cm²
Podemos concluir que a área de qualquer retângulo é:
A = b . h
Quadrado
É o quadrilátero que tem os lados congruentes e todos os ângulos internos a congruentes (90º).
Sua área também é calculada com o produto da base pela altura. Mas podemos resumir essa fórmula:
Como todos os lados são iguais, podemos dizer que base é igual a e a altura igual a , então, substituindo na fórmula A = b . h,
temos:
A = .
A= ²
Trapézio
É o quadrilátero que tem dois lados paralelos. A altura de um trapézio é a distância entre as retas suporte de suas bases.
Didatismo e Conhecimento
56
MATEMÁTICA
Em todo trapézio, o segmento que une os pontos médios dos dois lados não paralelos, é paralelo às bases e vale a média
aritmética dessas bases.
A área do trapézio está relacionada com a área do triângulo que é calculada utilizando a seguinte fórmula:
A = b . h (b = base e h = altura).
2
Observe o desenho de um trapézio e os seus elementos mais importantes (elementos utilizados no cálculo da sua área):
Um trapézio é formado por uma base maior (B), por uma base menor (b) e por uma altura (h).
Para fazermos o cálculo da área do trapézio é preciso dividi-lo em dois triângulos, veja como:
Primeiro: completamos as alturas no trapézio:

Segundo: o dividimos em dois triângulos:
A área desse trapézio pode ser calculada somando as áreas dos dois triângulos (∆CFD e ∆CEF).
Antes de fazer o cálculo da área de cada triângulo separadamente observamos que eles possuem bases diferentes e alturas iguais.
Cálculo da área do ∆CEF:
Didatismo e Conhecimento
57
MATEMÁTICA
A∆1 = B . h
2
Cálculo da área do ∆CFD:
A∆2 = b . h
2
Somando as duas áreas encontradas, teremos o cálculo da área de um trapézio qualquer:
AT = A∆1 + A∆2
AT = B . h + b . h
2 2
AT = B . h + b . h → colocar a altura (h) em evi-
2
dência, pois é um termo comum aos dois fatores.
AT = h (B + b)
2
Portanto, no cálculo da área de um trapézio qualquer utilizamos a seguinte fórmula:
A = h (B + b)
2
h = altura
B = base maior do trapézio
b = base menor do trapézio
Losango
É o quadrilátero que tem os lados congruentes.
Em todo losango as diagonais são:
a) perpendiculares entre si;
b) bissetrizes dos ângulos internos.
A área do losango é defnida pela seguinte fórmula:
.
2
d D
S =
Onde D é a diagonal maior e d é a menor.
Triângulo
Didatismo e Conhecimento
58
MATEMÁTICA
Figura geométrica plana com três lados.
Ângulo externo. O ângulo externo de qualquer polígono convexo é o ângulo formado entre um lado e o prolongamento do outro
lado.
Classifcação dos triângulos.
a) quanto aos lados:
- triângulo equilátero.
- triângulo isósceles.
- triângulo escaleno.
b) quanto aos ângulos:
- triângulo retângulo.
- triângulo obtusângulo.
- triângulo acutângulo.
Propriedades dos triângulos
1) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3 ângulos internos é 180º.
2) Em todo triângulo, a medida de um ângulo externo é igual à soma das medidas dos 2 ângulos internos não adjacentes.
3) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3 ângulos externos é 360º.
Didatismo e Conhecimento
59
MATEMÁTICA
4) Em todo triângulo isósceles, os ângulos da base são congruentes. Observação - A base de um triângulo isósceles é o seu lado
diferente.
Altura - É a distância entre o vértice e a reta suporte do lado oposto.
Área do triangulo
Segmentos proporcionais
Teorema de Tales.
Em todo feixe de retas paralelas, cortado por uma reta transversal, a razão entre dois segmento quaisquer de uma transversal é
igual à razão entre os segmentos correspondentes da outra transversal.
Didatismo e Conhecimento
60
MATEMÁTICA
Semelhança de triângulos
Defnição.
Dois triângulos são semelhantes se têm os ângulos dois a dois congruentes e os lados correspondentes dois a dois proporcionais.
Defnição mais “popular”.
Dois triângulos são semelhantes se um deles é a redução ou a ampliação do outro.
Importante - Se dois triângulos são semelhantes, a proporcionalidade se mantém constante para quaisquer dois segmentos
correspondentes, tais como: lados, medianas, alturas, raios das circunferências inscritas, raios das circunferências circunscritas,
perímetros, etc.
Exercícios
1. Seja um paralelogramo com as medidas da base e da altura respectivamente, indicadas por b e h. Se construirmos um outro pa-
ralelogramo que tem o dobro da base e o dobro da altura do outro paralelogramo, qual será relação entre as áreas dos paralelogramos?
2. Os lados de um triângulo equilátero medem 5 mm. Qual é a área deste triângulo equilátero?
3. Qual é a medida da área de um paralelogramo cujas medidas da altura e da base são respectivamente 10 cm e 2 dm?
4. As diagonais de um losango medem 10 cm e 15 cm. Qual é a medida da sua superfície?
5. Considerando as informações constantes no triangulo PQR, pode-se concluir que a altura PR desse triângulo mede:
a)5 b)6 c)7 d)8
6. Num cartão retangular, cujo comprimento é igual ao dobro de sua altura, foram feitos dois vincos AC e BF, que formam, entre
si, um ângulo reto (90°). Observe a fgura:
Didatismo e Conhecimento
61
MATEMÁTICA
Considerando AF=16cm e CB=9cm, determine:
a) as dimensões do cartão;
b) o comprimento do vinco AC
7. Na fgura, os ângulos assinalados sao iguais, AC=2 e AB=6. A medida de AE é:
a)6/5 b)7/4 c)9/5 d)3/2 e)5/4
8. Na fgura a seguir, as distâncias dos pontos A e B à reta valem 2 e 4. As projeções ortogonais de A e B sobre essa reta são os
pontos C e D. Se a medida de CD é 9, a que distância de C deverá estar o ponto E, do segmento CD, para que CÊA=DÊB
a)3
b)4
c)5
d)6
e)7
9. Para ladrilhar uma sala são necessários exatamente 400 peças iguais de cerâmica na forma de um quadrado. Sabendo-se que
a área da sala tem 36m², determine:
a) a área de cada peça, em m².
b) o perímetro de cada peça, em metros.
10. Na fgura, os ângulos ABC, ACD, CÊD, são retos. Se AB=2 3 m e CE=
3
m, a razão entre as áreas dos triângulos ABC e
CDE é:
a)6
b)4
c)3
d)2
e)
3

Respostas
1. A2 = (2b)(2h) = 4bh = 4A1
Didatismo e Conhecimento
62
MATEMÁTICA
2. Segundo o enunciado temos:
l=5mm
Substituindo na fórmula:
² 3 5² 3
6, 25 3 10, 8
4 4
l
S S S = ⇒ = = ⇒ =
3. Sabemos que 2 dm equivalem a 20 cm, temos:
h=10
b=20
Substituindo na fórmula:
. 20.10 100 ² 2 ² S b h cm dm = = = =
4. Para o cálculo da superfície utilizaremos a fórmula que envolve as diagonais, cujos valores temos abaixo:
d1=10
d2=15
Utilizando na fórmula temos:
1. 2 10.15
75 ²
2 2
d d
S cm = ⇒ =
5.
4 6 36
6
9 6
PR
PR
= ⇒ = =
6.
9
² 144 12
16
) 12( ); 2 24( )
) 9² ² 81 144 15
x
x x
x
a x altura x comprimento
b AC x
= ⇒ = ⇒ =
= =
= + = + =
7.
8.
Didatismo e Conhecimento
63
MATEMÁTICA
9.
10.
Sólidos Geométricos
Para explicar o cálculo do volume de fguras geométricas, podemos pedir que visualizem a seguinte fgura:
a) A fgura representa a planifcação de um prisma reto;
b) O volume de um prisma reto é igual ao produto da área da base pela altura do sólido, isto é
V = Ab x a
c) O cubo e o paralelepípedo retângulo são prismas;
d) O volume do cilindro também se pode calcular da mesma forma que o volume de um prisma reto.
Os formulários seguintes, das fguras geométricas são para calcular da mesma forma que as acima apresentadas:
Figuras Geométricas:
Didatismo e Conhecimento
64
MATEMÁTICA
O conceito de cone

Considere uma região plana limitada por uma curva suave (sem quinas), fechada e um ponto P fora desse plano. Chamamos de
cone ao sólido formado pela reunião de todos os segmentos de reta que têm uma extremidade em P e a outra num ponto qualquer da
região.
Elementos do cone
- Base: A base do cone é a região plana contida no interior da curva, inclusive a própria curva.
- Vértice: O vértice do cone é o ponto P.
- Eixo: Quando a base do cone é uma região que possui centro, o eixo é o segmento de reta que passa pelo vértice P e pelo centro
da base.
- Geratriz: Qualquer segmento que tenha uma extremidade no vértice do cone e a outra na curva que envolve a base.
- Altura: Distância do vértice do cone ao plano da base.
- Superfície lateral: A superfície lateral do cone é a reunião de todos os segmentos de reta que tem uma extremidade em P e a
outra na curva que envolve a base.
- Superfície do cone: A superfície do cone é a reunião da superfície lateral com a base do cone que é o círculo.
- Seção meridiana: A seção meridiana de um cone é uma região triangular obtida pela interseção do cone com um plano que
contem o eixo do mesmo.
Classifcação do cone
Didatismo e Conhecimento
65
MATEMÁTICA
Quando observamos a posição relativa do eixo em relação à base, os cones podem ser classifcados como retos ou oblíquos. Um
cone é dito reto quando o eixo é perpendicular ao plano da base e é oblíquo quando não é um cone reto. Ao lado apresentamos um
cone oblíquo.
Observação: Para efeito de aplicações, os cones mais importantes são os cones retos. Em função das bases, os cones recebem
nomes especiais. Por exemplo, um cone é dito circular se a base é um círculo e é dito elíptico se a base é uma região elíptica.
Observações sobre um cone circular reto
1. Um cone circular reto é chamado cone de revolução por ser obtido pela rotação (revolução) de um triângulo retângulo em
torno de um de seus catetos
2. A seção meridiana do cone circular reto é a interseção do cone com um plano que contem o eixo do cone. No caso acima, a
seção meridiana é a região triangular limitada pelo triângulo isósceles VAB.
3. Em um cone circular reto, todas as geratrizes são congruentes entre si. Se g é a medida de cada geratriz então, pelo Teorema
de Pitágoras, temos: g
2
= h
2
+ R
2

4. A Área Lateral de um cone circular reto pode ser obtida em função de g (medida da geratriz) e R (raio da base do cone):A
Lat

= Pi R g
5. A Área total de um cone circular reto pode ser obtida em função de g (medida da geratriz) e R (raio da base do cone):
A
Total
= Pi R g + Pi R
2

Cones Equiláteros
Um cone circular reto é um cone equilátero se a sua seção meridiana é uma região triangular equilátera e neste caso a medida da
geratriz é igual à medida do diâmetro da base.
A área da base do cone é dada por:
Didatismo e Conhecimento
66
MATEMÁTICA
A
Base
=Pi R
2

Pelo Teorema de Pitágoras temos:
(2R)
2
= h
2
+ R
2
h
2
= 4R
2
- R
2
= 3R
2

Assim:
h = R
Como o volume do cone é obtido por 1/3 do produto da área da base pela altura, então:
V = (1/3) Pi R
3

Como a área lateral pode ser obtida por:
A
Lat
= Pi R g = Pi R 2R = 2 Pi R
2

então a área total será dada por:
A
Total
= 3 Pi R
2

O conceito de esfera
A esfera no espaço R³ é uma superfície muito importante em função de suas aplicações a problemas da vida. Do ponto de vista
matemático, a esfera no espaço R³ é confundida com o sólido geométrico (disco esférico) envolvido pela mesma, razão pela quais
muitas pessoas calculam o volume da esfera. Na maioria dos livros elementares sobre Geometria, a esfera é tratada como se fosse um
sólido, herança da Geometria Euclidiana.
Embora não seja correto, muitas vezes necessitamos falar palavras que sejam entendidas pela coletividade. De um ponto de vista
mais cuidadoso, a esfera no espaço R³ é um objeto matemático parametrizado por duas dimensões, o que signifca que podemos obter
medidas de área e de comprimento, mas o volume tem medida nula. Há outras esferas, cada uma defnida no seu respectivo espaço
n-dimensional. Um caso interessante é a esfera na reta unidimensional:
S
o
= {x em R: x²=1} = {+1,-1}
Por exemplo, a esfera
S
1
= { (x,y) em R²: x² + y² = 1 }
é conhecida por nós como uma circunferência de raio unitário centrada na origem do plano cartesiano.
Aplicação: volumes de líquidos
Um problema fundamental para empresas que armazenam líquidos em tanques esféricos, cilíndricos ou esféricos e cilíndricos é
a necessidade de realizar cálculos de volumes de regiões esféricas a partir do conhecimento da altura do líquido colocado na mesma.
Por exemplo, quando um tanque é esférico, ele possui um orifício na parte superior (pólo Norte) por onde é introduzida verticalmente
uma vara com indicadores de medidas. Ao retirar a vara, observa-se o nível de líquido que fca impregnado na vara e esta medida
corresponde à altura de líquido contido na região esférica. Este não é um problema trivial, como observaremos pelos cálculos reali-
zados na sequência.
A seguir apresentaremos elementos esféricos básicos e algumas fórmulas para cálculos de áreas na esfera e volumes em um
sólido esférico.
A superfície esférica
A esfera no espaço R³ é o conjunto de todos os pontos do espaço que estão localizados a uma mesma distância denominada raio
de um ponto fxo chamado centro.
Didatismo e Conhecimento
67
MATEMÁTICA
Uma notação para a esfera com raio unitário centrada na origem de R³ é:
S² = { (x,y,z) em R³: x² + y² + z² = 1 }
Uma esfera de raio unitário centrada na origem de R
4
é dada por:
S³ = { (w,x,y,z) em R
4
: w² + x² + y² + z² = 1 }
Você conseguiria imaginar espacialmente tal esfera?
Do ponto de vista prático, a esfera pode ser pensada como a película fna que envolve um sólido esférico. Em uma melancia
esférica, a esfera poderia ser considerada a película verde (casca) que envolve a fruta.
É comum encontrarmos na literatura básica a defnição de esfera como sendo o sólido esférico, no entanto não se devem con-
fundir estes conceitos. Se houver interesse em aprofundar os estudos desses detalhes, deve-se tomar algum bom livro de Geometria
Diferencial que é a área da Matemática que trata do detalhamento de tais situações.
O disco esférico é o conjunto de todos os pontos do espaço que estão localizados na casca e dentro da esfera. Do ponto de vista
prático, o disco esférico pode ser pensado como a reunião da película fna que envolve o sólido esférico com a região sólida dentro
da esfera. Em uma melancia esférica, o disco esférico pode ser visto como toda a fruta.
Quando indicamos o raio da esfera pela letra R e o centro da esfera pelo ponto (0,0,0), a equação da esfera é dada por:
x² + y² + z² = R²
e a relação matemática que defne o disco esférico é o conjunto que contém a casca reunido com o interior, isto é:
x² + y² + z² < R²
Quando indicamos o raio da esfera pela letra R e o centro da esfera pelo ponto (x
o
,y
o
,z
o
), a equação da esfera é dada por:
(x-x
o
)² + (y-y
o
)² + (z-z
o
)² = R²
e a relação matemática que defne o disco esférico é o conjunto que contém a casca reunido com o interior, isto é, o conjunto de
todos os pontos (x,y,z) em R³ tal que:
(x-x
o
)² + (y-y
o
)² + (z-z
o
)² < R²
Da forma como está defnida, a esfera centrada na origem pode ser construída no espaço euclidiano R³ de modo que o centro
da mesma venha a coincidir com a origem do sistema cartesiano R³, logo podemos fazer passar os eixos OX, OY e OZ, pelo ponto
(0,0,0).
Seccionando a esfera x²+y²+z²=R² com o plano z=0, obteremos duas superfícies semelhantes: o hemisfério Norte (“boca para
baixo”) que é o conjunto de todos os pontos da esfera onde a cota z é não negativa e o hemisfério Sul (“boca para cima”) que é o
conjunto de todos os pontos da esfera onde a cota z não é positiva.
Didatismo e Conhecimento
68
MATEMÁTICA
Se seccionarmos a esfera x²+y²+z²=R² por um plano vertical que passa em (0,0,0), por exemplo, o plano x=0, teremos uma cir-
cunferência maximal C da esfera que é uma circunferência contida na esfera cuja medida do raio coincide com a medida do raio da
esfera, construída no plano YZ e a equação desta circunferência será:
x=0, y² + z² = R
2
sendo que esta circunferência intersecta o eixo OZ nos pontos de coordenadas (0,0,R) e (0,0,-R). Existem infnitas circunferên-
cias maximais em uma esfera.
Se rodarmos esta circunferência maximal C em torno do eixo OZ, obteremos a esfera através da rotação e por este motivo, a
esfera é uma superfície de revolução.
Se tomarmos um arco contido na circunferência maximal cujas extremidades são os pontos (0,0,R) e (0,p,q) tal que p²+q²=R² e
rodarmos este arco em torno do eixo OZ, obteremos uma superfície denominada calota esférica.
Na prática, as pessoas usam o termo calota esférica para representar tanto a superfície como o sólido geométrico envolvido pela
calota esférica. Para evitar confusões, usarei “calota esférica” com aspas para o sólido e sem aspas para a superfície.
A partir da rotação, construiremos duas calotas em uma esfera, de modo que as extremidades dos arcos sejam (0,0,R) e (0,p,q)
com p²+q²=R² no primeiro caso (calota Norte) e no segundo caso (calota Sul) as extremidades dos arcos (0,0,-R) e (0,r,-s) com
r²+s²=R² e retirarmos estas duas calotas da esfera, teremos uma superfície de revolução denominada zona esférica.
De um ponto de vista prático, consideremos uma melancia esférica. Com uma faca, cortamos uma “calota esférica” superior e
uma “calota esférica” inferior. O que sobra da melancia é uma região sólida envolvida pela zona esférica, algumas vezes denominada
zona esférica.
Consideremos uma “calota esférica” com altura h
1
e raio da base r
1
e retiremos desta calota uma outra “calota esférica” com altura
h
2
e raio da base r
2
, de tal modo que os planos das bases de ambas sejam paralelos. A região sólida determinada pela calota maior
menos a calota menor recebe o nome de segmento esférico com bases paralelas.
No que segue, usaremos esfera tanto para o sólido como para a superfície, “calota esférica” para o sólido envolvido pela calota
esférica, a letra maiúscula R para entender o raio da esfera sobre a qual estamos realizando os cálculos, V será o volume, A(lateral)
será a área lateral e A(total) será a área total.
Algumas fórmulas (relações) para objetos esféricos
Didatismo e Conhecimento
69
MATEMÁTICA
Objeto Relações e fórmulas
Esfera
Volume = (4/3) Pi R³
A(total) = 4 Pi R²
Calota esférica (altura h, raio
da base r)
R² = h (2R-h)
A(lateral) = 2 Pi R h
A(total) = Pi h (4R-h)
V=Pi.h²(3R-h)/3=Pi(3R²+h²)/6
Segmento esférico (altura h,
raios das bases r
1
>r²)
R² = a² + [(r
1
² -r
2
²-h²)/2h)]²
A(lateral) = 2 Pi R h
A(total) = Pi(2Rh+r
1
²+r
2
²)
Volume=Pi.h(3r
1
²+3r
2
²+h²)/6
Estas fórmulas podem ser obtidas como aplicações do Cálculo Diferencial e Integral, mas nós nos limitaremos a apresentar um
processo matemático para a obtenção da fórmula do cálculo do volume da “calota esférica” em função da altura da mesma.
Volume de uma calota no hemisfério Sul
Consideremos a esfera centrada no ponto (0,0,R) com raio R.
A equação desta esfera será dada por:
x² + y² + (z-R)² = R²
A altura da calota será indicada pela letra h e o plano que coincide com o nível do líquido (cota) será indicado por z=h. A inter-
seção entre a esfera e este plano é dado pela circunferência
x² + y² = R² - (h-R)²
Obteremos o volume da calota esférica com a altura h menor ou igual ao raio R da esfera, isto é, h pertence ao intervalo [0,R] e
neste caso poderemos explicitar o valor de z em função de x e y para obter:
z = R− R
2
− (x
2
+ y
2
)
Para simplifcar as operações algébricas, usaremos a letra r para indicar:
r² = R² - (h-R)² = h(2R-h)
A região circular S de integração será descrita por x²+y²<R² ou em coordenadas polares através de:
0<m<R, 0<t<2Pi
A integral dupla que representa o volume da calota em função da altura h é dada por:
Vc(h) =
s ∫ ∫
(h − z)dxdy
ou seja
Vc(h) =
s ∫ ∫
(h − R+ R
2
− (x
2
+ y
2
))dxdy
Escrita em Coordenadas Polares, esta integral fca na forma:
Vc(h) = (h − R+ R
2
− m
2
m=0
R

t =0
2x

)mdmdt
Didatismo e Conhecimento
70
MATEMÁTICA
Após realizar a integral na variável t, podemos separá-la em duas integrais:
Vc(h) = 2π{ (h − R)mdm+ R
2
− m
2
0
R

0
R

mdm}
ou seja:
Vc(h) = π{(h − R)R
2
− R
2
− m
2
0
R

(−2m)dm}
Com a mudança de variável u=R²-m² e du=(-2m)dm poderemos reescrever:
Vc(h) = π{(h − R)R
2
+ u du
u=0
R
2

}
Após alguns cálculos obtemos:
V
C
(h) = Pi (h-R) [R² -(h-R)²] - (2/3)Pi[(R-h)³ - R³]
e assim temos a fórmula para o cálculo do volume da calota esférica no hemisfério Sul com a altura h no intervalo [0,R], dada por:
V
C
(h) = Pi h²(3R-h)/3
Volume de uma calota no hemisfério Norte
Se o nível do líquido mostra que a altura h já ultrapassou o raio R da região esférica, então a altura h está no intervalo [R,2R]
Lançaremos mão de uma propriedade de simetria da esfera que nos diz que o volume da calota superior assim como da calota
inferior somente depende do raio R da esfera e da altura h e não da posição relativa ocupada.
Aproveitaremos o resultado do cálculo utilizado para a calota do hemisfério Sul. Tomaremos a altura tal que: h=2R-d, onde d é
a altura da região que não contém o líquido. Como o volume desta calota vazia é dado por:
V
C
(d) = Pi d²(3R-d)/3
e como h=2R-d, então para h no intervalo [R,2R], poderemos escrever o volume da calota vazia em função de h:
V
C
(h) = Pi (2R-h)²(R+h)/3
Para obter o volume ocupado pelo líquido, em função da altura, basta tomar o volume total da região esférica e retirar o volume
da calota vazia, para obter:
V(h) = 4Pi R³/3 - Pi (2R-h)²(R+h)/3
que pode ser simplifcada para:
V(h) = Pi h²(3R-h)/3
Independentemente do fato que a altura h esteja no intervalo [0,R] ou [R,2R] ou de uma forma geral em [0,2R], o cálculo do
volume ocupado pelo líquido é dado por:
V(h) = Pi h²(3R-h)/3
Poliedro
Poliedro é um sólido limitado externamente por planos no espaço R³. As regiões planas que limitam este sólido são as faces do
poliedro. As interseções das faces são as arestas do poliedro. As interseções das arestas são os vértices do poliedro. Cada face é uma
região poligonal contendo n lados.
Poliedros convexos são aqueles cujos ângulos diedrais formados por planos adjacentes têm medidas menores do que 180 graus.
Outra defnição: Dados quaisquer dois pontos de um poliedro convexo, o segmento que tem esses pontos como extremidades, deverá
estar inteiramente contido no poliedro.
Didatismo e Conhecimento
71
MATEMÁTICA
Poliedros Regulares
Um poliedro é regular se todas as suas faces são regiões poligonais regulares com n lados, o que signifca que o mesmo número
de arestas se encontram em cada vértice.
Tetraedro Hexaedro (cubo) Octaedro
Áreas e Volumes
Poliedro regular Área Volume
Tetraedro a
2
R[3] (1/12) a³ R[2]
Hexaedro 6 a
2

Octaedro 2 a
2
R[3] (1/3) a³ R[2]
Dodecaedro 3a
2
R{25+10·R[5]} (1/4) a³ (15+7·R[5])
Icosaedro 5a
2
R[3] (5/12) a³ (3+R[5])
Nesta tabela, a notação R[z] signifca a raiz quadrada de z>0.
Prisma
Prisma é um sólido geométrico delimitado por faces planas, no qual as bases se situam em planos paralelos. Quanto à inclinação
das arestas laterais, os prismas podem ser retos ou oblíquos.
Prisma reto
As arestas laterais têm o mesmo comprimento.
As arestas laterais são perpendiculares ao plano da base.
As faces laterais são retangulares.
Prisma oblíquo
As arestas laterais têm o mesmo comprimento.
As arestas laterais são oblíquas ao plano da base.
As faces laterais não são retangulares.
Bases: regiões poligonais
congruentes
Altura: distância entre
as bases
Arestas laterais
paralelas: mesmas
medidas
Faces laterais:
paralelogramos
Prisma reto Aspectos comuns Prisma oblíquo
Seções de um prisma
Seção transversal
Didatismo e Conhecimento
72
MATEMÁTICA
É a região poligonal obtida pela interseção do prisma com um plano paralelo às bases, sendo que esta região poligonal é con-
gruente a cada uma das bases.
Seção reta (seção normal)
É uma seção determinada por um plano perpendicular às arestas laterais.
Princípio de Cavaliere
Consideremos um plano P sobre o qual estão apoiados dois sólidos com a mesma altura. Se todo plano paralelo ao plano dado
interceptar os sólidos com seções de áreas iguais, então os volumes dos sólidos também serão iguais.
Prisma regular
É um prisma reto cujas bases são regiões poligonais regulares.
Exemplos:
Um prisma triangular regular é um prisma reto cuja base é um triângulo equilátero.
Um prisma quadrangular regular é um prisma reto cuja base é um quadrado.
Planifcação do prisma
Um prisma é um sólido formado por todos os pontos do espaço localizados dentro dos planos que contêm as faces laterais e
os planos das bases. As faces laterais e as bases formam a envoltória deste sólido. Esta envoltória é uma “superfície” que pode ser
planifcada no plano cartesiano.
Tal planifcação se realiza como se cortássemos com uma tesoura esta envoltória exatamente sobre as arestas para obter uma
região plana formada por áreas congruentes às faces laterais e às bases.
A planifcação é útil para facilitar os cálculos das áreas lateral e total.
Volume de um prisma
O volume de um prisma é dado por:
Vprisma = Abase . h
Área lateral de um prisma reto com base poligonal regular
A área lateral de um prisma reto que tem por base uma região poligonal regular de n lados é dada pela soma das áreas das faces
laterais. Como neste caso todas as áreas das faces laterais são iguais, basta tomar a área lateral como:
Cilindros
Didatismo e Conhecimento
73
MATEMÁTICA
Seja P um plano e nele vamos construir um círculo de raio r. Tomemos também um segmento de reta PQ que não seja paralelo
ao plano P e nem esteja contido neste plano P.
Um cilindro circular é a reunião de todos os segmentos congruentes e paralelos a PQ com uma extremidade no círculo.
Observamos que um cilindro é uma superfície no espaço R
3
, mas muitas vezes vale a pena considerar o cilindro com a região
sólida contida dentro do cilindro. Quando nos referirmos ao cilindro como um sólido usaremos aspas, isto é, “cilindro” e quando for
à superfície, simplesmente escreveremos cilindro.
A reta que contém o segmento PQ é denominada geratriz e a curva que fca no plano do “chão” é a diretriz.

Em função da inclinação do segmento PQ em relação ao plano do “chão”, o cilindro será chamado reto ou oblíquo, respectiva-
mente, se o segmento PQ for perpendicular ou oblíquo ao plano que contém a curva diretriz.
Objetos geométricos em um “cilindro”
Num cilindro, podemos identifcar vários elementos:
- Base É a região plana contendo a curva diretriz e todo o seu interior. Num cilindro existem duas bases.
- Eixo É o segmento de reta que liga os centros das bases do “cilindro”.
- Altura A altura de um cilindro é a distância entre os dois planos paralelos que contêm as bases do “cilindro”.
- Superfície Lateral É o conjunto de todos os pontos do espaço, que não estejam nas bases, obtidos pelo deslocamento paralelo
da geratriz sempre apoiada sobre a curva diretriz.
- Superfície Total É o conjunto de todos os pontos da superfície lateral reunido com os pontos das bases do cilindro.
- Área lateral É a medida da superfície lateral do cilindro.
- Área total É a medida da superfície total do cilindro.
- Seção meridiana de um cilindro É uma região poligonal obtida pela interseção de um plano vertical que passa pelo centro do
cilindro com o cilindro.
Classifcação dos cilindros circulares
Cilindro circular oblíquo Apresenta as geratrizes oblíquas em relação aos planos das bases.
Cilindro circular reto As geratrizes são perpendiculares aos planos das bases. Este tipo de cilindro é também chamado de cilin-
dro de revolução, pois é gerado pela rotação de um retângulo.
Cilindro equilátero É um cilindro de revolução cuja seção meridiana é um quadrado.
Volume de um “cilindro”
Em um cilindro, o volume é dado pelo produto da área da base pela altura.
V = A
base
× h
Se a base é um círculo de raio r, então:
V = r
2
h
Áreas lateral e total de um cilindro circular reto
Quando temos um cilindro circular reto, a área lateral é dada por:
A
lat
= 2 r h
Didatismo e Conhecimento
74
MATEMÁTICA
onde r é o raio da base e h é a altura do cilindro.
A
tot
= A
lat
+ 2 A
base
A
tot
= 2 r h + 2 r
2
A
tot
= 2 r(h+r)
Exercícios
1. Dado o cilindro circular equilátero (h = 2r), calcular a área lateral e a área total.
2. Seja um cilindro circular reto de raio igual a 2cm e altura 3cm. Calcular a área lateral, área total e o seu volume.
3. As áreas das bases de um cone circular reto e de um prisma quadrangular reto são iguais. O prisma tem altura 12 cm e volume
igual ao dobro do volume do cone. Determinar a altura do cone.
4. Anderson colocou uma casquinha de sorvete dentro de uma lata cilíndrica de mesma base, mesmo raio R e mesma altura h da
casquinha. Qual é o volume do espaço (vazio) compreendido entre a lata e a casquinha de sorvete?
Respostas
1) Solução: No cilindro equilátero, a área lateral e a área total é dada por:
A
lat
= 2 r. 2r = 4 r
2
A
tot
= A
lat
+ 2 A
base
A
tot
= 4 r
2
+ 2 r
2
= 6 r
2
V = A
base
h = r
2
. 2r = 2 r
3

2) Solução: Cálculo da Área lateral A
lat
= 2 r h = 2 2.3 = 12 cm
2

Cálculo da Área total A
tot
= A
lat
+ 2 A
base
A
tot
= 12 + 2 2
2
= 12 + 8 = 20 cm
2

Cálculo do Volume V = Abase × h = r
2
× h V = 2
2
× 3 = × 4 × 3 = 12 cm
33
3) Solução:
h
prisma
= 12
A
base do prisma
= A
base do cone
= A
V
prisma
= 2 V
cone
A h
prisma
= 2(A h)/3
12 = 2.h/3
h =18 cm
4) Solução:
V = V
cilindro
- V
cone
V = A
base
h - (1/3) A
base
h
V = Pi R
2
h - (1/3) Pi R
2
h
V = (2/3) Pi R
2
h cm
3

Teorema de Pitágoras
Dizem que Pitágoras, flósofo e matemático grego que viveu na cidade de Samos no século VI a. C., teve a intuição do seu famoso
teorema observando um mosaico como o da ilustração a seguir
Didatismo e Conhecimento
75
MATEMÁTICA
Observando o quadro, podemos estabelecer a seguinte tabela:
Triângulo
ABC
Triângulo
A`B`C`
Triângulo
A``B``C``
Área do quadrado
construído sobre
a hipotenusa
4 8 16
Área do quadrado
construído sobre
um cateto
2 4 8
Área do quadrado
construído sobre
o outro cateto
2 4 9
Como 4 = 2 + 2,8 = 4 + 4,16 = 8 + 8, Pitágoras observou que:
A área do quadrado construído sobre a hipotenusa é igual à soma das áreas dos quadrados construídos sobre os catetos.
A descoberta feita por Pitágoras estava restrita a um triângulo particular: o triângulo retângulo isósceles.
Estudos realizados posteriormente permitiram provar que a relação métrica descoberta por Pitágoras era válida para todos os
triângulos retângulos.
Com base no triângulo retângulo utilizado nas construções egípcias e construindo quadrados sobre os lados desse triângulo,
podemos obter as seguintes fguras:
= 1 unidade de comprimento
= 1 unidade de área

25 = 16 + 9 5
2
= 4
2
+ 3
2
Didatismo e Conhecimento
76
MATEMÁTICA
Nessas condições, confrma-se a relação: a área do quadrado construído sobre a hipotenusa é igual à somadas áreas dos quadrados
construídos sobre os dois catetos.
Muito utilizada, essa relação métrica é um dos mais importantes teoremas da matemática.
Teorema de Pitágoras
Em todo triângulo retângulo, o quadrado da medida da hipotenusa é igual à soma dos quadrados da medida dos catetos.
Demonstrando o teorema de Pitágoras
Existem inúmeras maneiras de demonstrar o teorema de Pitágoras. Veremos uma delas, baseada no cálculo de áreas de fguras
geométricas planas.
Consideremos o triângulo retângulo da fgura.
a = medida da hipotenusa
b = medida de um cateto
c = medida do outro cateto
Observe, agora, os quadrados MNPQ e DEFG, que têm a mesma área, pois o lado de cada quadrado mede (b+c).

- Área do quadrado MNPQ = área do quadrado RSVT + (área do triângulo RNS) . 4
- Área do quadrado DEFG = área do quadrado IELJ + área do quadrado GHJK + (área do retângulo DIJH).2
- Área do quadrado RSVT = a
2
- Área do triângulo RNS=
2
.c b
- Área do quadrado IELJ=c
2
- Área do quadrado GHJK=b
2
- Área do retângulo DIJK=b.c
Didatismo e Conhecimento
77
MATEMÁTICA
Como os quadrados MNPQ e DEFG têm áreas iguais, podemos escrever:
a
2
+
bc
2






. 4
2
=c
2
+b
2
+ (bc) . 2
a
2
+ 2bc = c
2
+ b
2
+ 2bc
Cancelando 2bc, temos:
a
2
= b
2
+ c
2
A demonstração algébrica do teorema de Pitágoras será feita mais adiante.
Pense & Descubra
Um terreno tem a forma de um triângulo retângulo e tem rente para três ruas: Rua 1, Rua 2 e Rua 3, conforme nos mostra a fgura.
Calcule, em metros, o comprimento a da frente do terreno voltada para a rua 1.
De acordo com os dados do problema, temos b = 96 m e c = 180 m.
Aplicando o teorema de Pitágoras:
a
2
= b
2
+ c
2
a
2
= 41616
a
2
= (96)
2
+ (180)
2
a =
41616
a
2
= 9216 + 32400 a = 204
Então, a frente do terreno para a rua 1 tem 204 m de comprimento.
Teorema de Pitágoras no quadrado
Aplicando o teorema de Pitágoras, podemos estabelecer uma relação importante entre a medida d da diagonal e a medida l do
lado de um quadrado.

d= medida da diagonal
l= medida do lado
Aplicando o teorema de Pitágoras no triângulo retângulo ABC, temos:
d
2
=l
2
+l
2

d = 2l
2
d
2
=2 l
2

d = l 2
Teorema de Pitágoras no triângulo equilátero
Didatismo e Conhecimento
78
MATEMÁTICA
Aplicando o teorema de Pitágoras, podemos estabelecer uma relação importante entre a medida h da altura e a medida l do lado
de um triângulo equilátero.

l= medida do lado
h= medida da altura
No triângulo equilátero, a altura e a mediana coincidem. Logo, H é ponto médio do lado
BC
.
No triângulo retângulo AHC,
^
H é ângulo reto. De acordo com o teorema de Pitágoras, podemos escrever:
l
2
=h
2
+
2
2
|
.
|

\
| l
→ h
2
=l
2
-
4
2
l
→ h
2
=
4
3
2
l
→ h=
4
3
2
l
→ h =
l 3
2
Exercícios
1. Sendo a,vb e c as medidas dos comprimentos dos lados de um triângulo, indica, justifcando, aqueles que são retângu-
los:
a) a = 6; b = 7 e c = 13;
b) a = 6; b = 10 e c = 8.
2. Calcula o valor de x em cada um dos triângulos retângulos:
a)

b)

3. A fgura representa um barco à vela.
Didatismo e Conhecimento
79
MATEMÁTICA
Determina, de acordo com os dados da fgura, os valores de x e y.
4. O Pedro e o João estão a andar de balance, como indica a fgura:
A altura máxima a que pode subir cada um dos amigos é de 60 cm. Qual o comprimento do balance?
5. Qual era a altura do poste?
6. Qual é a distância percorrida pelo berlinde.
7. Calcule a área da seguinte fgura.
8. Calcule a área da seguinte fgura.
Didatismo e Conhecimento
80
MATEMÁTICA
9. Calcule o valor do segmento desconhecido no triângulo retângulo a seguir.
10. Calcule o valor do cateto no triângulo retângulo abaixo:
Respostas
1) Solução: “Se num triângulo as medidas dos seus lados verifcarem o Teorema de Pitágoras então pode-se concluir que o triân-
gulo é retângulo”.
Então teremos que verifcar para cada alínea se as medidas dos lados dos triângulos satisfazem ou não o Teorema de Pitágoras.
a)
13
2
= 7
2
+ 6
2
⇔169 = 49 + 36
⇔169 = 85Falso
b)
10
2
= 8
2
+ 6
2
⇔100 = 49 + 36
⇔100 =100Verdadeiro
2) Solução:
a)
Didatismo e Conhecimento
81
MATEMÁTICA
x
2
=12
2
+ 5
2
⇔x
2
=144 + 25
⇔x
2
=169
⇔x = 169
⇔x =13
b)
7, 5 = 4, 5
2
+ x
2
⇔ 56, 25 = 20, 25 + x
2
⇔ x
2
= 56, 25 − 20, 25
⇔ x
2
= 36
⇔ x = 36
⇔ x = 6
3) Solução:
a = x + y
2
2
=1, 2
2
+ y
2
⇔ 4 =1, 44 + y
2
⇔ y
2
= 4 −1, 44
⇔ y
2
= 2, 56
⇔ y = 2, 56
⇔ y =1, 6

6, 5
2
= 4, 2
2
+ a
2
⇔ 42, 25 =17, 64 + a
2
⇔ a
2
= 42, 25 −17, 64
⇔ a
2
= 24, 61
⇔ a = 24, 61
⇔ a ≅ 5
x = a - y = 5 - 1,6 = 3,4
4) Solução: Pode-se aplicar o Teorema de Pitágoras, pois a linha a tracejado forma um ângulo de 90 graus com a “linha”
do chão.
Então vem:
1,8 m = 180 cm
h
2
=180
2
+ 60
2
⇔ h2 = 32400 + 3600
⇔ h2 = 36000
⇔ h = 36000
⇔ h ≅190
Logo, o comprimento do balance é de 1,9 m.
5) Solução:
Didatismo e Conhecimento
82
MATEMÁTICA
x
2
= 4
2
+ 3
2
⇔x
2
=16 + 9
⇔x
2
= 25
⇔x = 25
⇔x = 5
h = 4 + 5 = 9
Logo, a altura do poste era de 9 m.
6) Solução:
h
2
= 25
2
+ 60
⇔h
2
= 625 + 3600
⇔h
2
= 4225
⇔h = 4225
⇔h = 65
d = 65 + 200 = 265
Portanto, a distância percorrida pelo berlinde é de: 265 cm = 2,65 m.
7) Solução:
10
2
= h
2
+ 5
2
⇔100 = h
2
+ 25
⇔ h
2
=100 − 25
⇔ h
2
= 75
⇔ x = 75
⇔ x ≅ 9(0c.d.)

A =
22 +12
2
× 9
⇔ A =
34
2
× 9
⇔ A =17 × 9
⇔ A =153
8) Solução:
15
2
= h
2
+122
⇔ 225 = h
2
+144
⇔ h
2
= 225 −144
⇔ x = 81
⇔ x = 9
A =12 × 9
⇔ A =108
9) Solução:
x² = 9² + 12²
x² = 81 + 144
x² = 225
√x² = √225
x = 15
Didatismo e Conhecimento
83
MATEMÁTICA
10) Solução:
x² + 20² = 25²
x² + 400 = 625
x² = 625 – 400
x² = 225
√x² = √225
x = 15
13. - RACIOCÍNIO LÓGICO.
O Raciocínio é uma operação lógica, discursiva e mental. Neste, o intelecto humano utiliza uma ou mais proposições, para
concluir através de mecanismos de comparações e abstrações, quais são os dados que levam às respostas verdadeiras, falsas ou
prováveis. Foi pelo processo do raciocínio que ocorreu o desenvolvimento do método matemático, este considerado instrumento
puramente teórico e dedutivo, que prescinde de dados empíricos. Logo, resumidamente o raciocínio pode ser considerado também
um dos integrantes dos mecanismos dos processos cognitivos superiores da formação de conceitos e da solução de problemas, sendo
parte do pensamento.
Sequências Lógicas
As sequências podem ser formadas por números, letras, pessoas, fguras, etc. Existem várias formas de se estabelecer uma
sequência, o importante é que existam pelo menos três elementos que caracterize a lógica de sua formação, entretanto algumas
séries necessitam de mais elementos para defnir sua lógica. Algumas sequências são bastante conhecidas e todo aluno que estuda
lógica deve conhecê-las, tais como as progressões aritméticas e geométricas, a série de Fibonacci, os números primos e os quadrados
perfeitos.
Sequência de Números
Progressão Aritmética: Soma-se constantemente um mesmo número.
Progressão Geométrica: Multiplica-se constantemente um mesmo número.
Incremento em Progressão: O valor somado é que está em progressão.
Série de Fibonacci: Cada termo é igual a soma dos dois anteriores.
1 1 2 3 5 8 13
Números Primos: Naturais que possuem apenas dois divisores naturais.
2 3 5 7 11 13 17
Didatismo e Conhecimento
84
MATEMÁTICA
Quadrados Perfeitos: Números naturais cujas raízes são naturais.
1 4 9 16 25 36 49
Sequência de Letras
As sequências de letras podem estar associadas a uma série de números ou não. Em geral, devemos escrever todo o alfabeto
(observando se deve, ou não, contar com k, y e w) e circular as letras dadas para entender a lógica proposta.
A C F J O U
Observe que foram saltadas 1, 2, 3, 4 e 5 letras e esses números estão em progressão.
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U
B1 2F H4 8L N16 32R T64
Nesse caso, associou-se letras e números (potências de 2), alternando a ordem. As letras saltam 1, 3, 1, 3, 1, 3 e 1 posições.
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T
Sequência de Pessoas
Na série a seguir, temos sempre um homem seguido de duas mulheres, ou seja, aqueles que estão em uma posição múltipla de
três (3º, 6º, 9º, 12º,...) serão mulheres e a posição dos braços sempre alterna, fcando para cima em uma posição múltipla de dois (2º,
4º, 6º, 8º,...). Sendo assim, a sequência se repete a cada seis termos, tornando possível determinar quem estará em qualquer posição.
Sequência de Figuras
Esse tipo de sequência pode seguir o mesmo padrão visto na sequência de pessoas ou simplesmente sofrer rotações, como nos
exemplos a seguir.
Sequência de Fibonacci
O matemático Leonardo Pisa, conhecido como Fibonacci, propôs no século XIII, a sequência numérica: (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21,
34, 55, 89, …). Essa sequência tem uma lei de formação simples: cada elemento, a partir do terceiro, é obtido somando-se os dois
anteriores. Veja: 1 + 1 = 2, 2 + 1 = 3, 3 + 2 = 5 e assim por diante. Desde o século XIII, muitos matemáticos, além do próprio Fibonacci,
dedicaram-se ao estudo da sequência que foi proposta, e foram encontradas inúmeras aplicações para ela no desenvolvimento de
modelos explicativos de fenômenos naturais.
Veja alguns exemplos das aplicações da sequência de Fibonacci e entenda porque ela é conhecida como uma das maravilhas da
Matemática. A partir de dois quadrados de lado 1, podemos obter um retângulo de lados 2 e 1. Se adicionarmos a esse retângulo um
quadrado de lado 2, obtemos um novo retângulo 3 x 2. Se adicionarmos agora um quadrado de lado 3, obtemos um retângulo 5 x 3.
Observe a fgura a seguir e veja que os lados dos quadrados que adicionamos para determinar os retângulos formam a sequência de
Fibonacci.
Didatismo e Conhecimento
85
MATEMÁTICA
Se utilizarmos um compasso e traçarmos o quarto de circunferência inscrito em cada quadrado, encontraremos uma espiral
formada pela concordância de arcos cujos raios são os elementos da sequência de Fibonacci.
O Partenon que foi construído em Atenas pelo célebre arquiteto grego Fidias. A fachada principal do edifício, hoje em ruínas,
era um retângulo que continha um quadrado de lado igual à altura. Essa forma sempre foi considerada satisfatória do ponto de vista
estético por suas proporções sendo chamada retângulo áureo ou retângulo de ouro.
Como os dois retângulos indicados na fgura são semelhantes temos: (1).
Como: b = y – a (2).
Substituindo (2) em (1) temos: y
2
– ay – a
2
= 0.
Resolvendo a equação:
em que não convém.
Logo:
Esse número é conhecido como número de ouro e pode ser representado por:
Didatismo e Conhecimento
86
MATEMÁTICA
Todo retângulo e que a razão entre o maior e o menor lado for igual a é chamado retângulo áureo como o caso da fachada do
Partenon.
As fguras a seguir possuem números que representam uma sequência lógica. Veja os exemplos:
Exemplo 1

A sequência numérica proposta envolve multiplicações por 4.
6 x 4 = 24
24 x 4 = 96
96 x 4 = 384
384 x 4 = 1536
Exemplo 2
A diferença entre os números vai aumentando 1 unidade.
13 – 10 = 3
17 – 13 = 4
22 – 17 = 5
28 – 22 = 6
35 – 28 = 7
Exemplo 3
Didatismo e Conhecimento
87
MATEMÁTICA
Multiplicar os números sempre por 3.
1 x 3 = 3
3 x 3 = 9
9 x 3 = 27
27 x 3 = 81
81 x 3 = 243
243 x 3 = 729
729 x 3 = 2187
Exemplo 4
A diferença entre os números vai aumentando 2 unidades.
24 – 22 = 2
28 – 24 = 4
34 – 28 = 6
42 – 34 = 8
52 – 42 = 10
64 – 52 = 12
78 – 64 = 14
QUESTÕES
01. Observe atentamente a disposição das cartas em cada linha do esquema seguinte:
Didatismo e Conhecimento
88
MATEMÁTICA
A carta que está oculta é:
(A) (B) (C)

(D) (E)

02. Considere que a sequência de fguras foi construída segundo um certo critério.
Se tal critério for mantido, para obter as fguras subsequentes, o total de pontos da fgura de número 15 deverá ser:
(A) 69
(B) 67
(C) 65
(D) 63
(E) 61
03. O próximo número dessa sequência lógica é: 1000, 990, 970, 940, 900, 850, ...
(A) 800
(B) 790
(C) 780
(D) 770
04. Na sequência lógica de números representados nos hexágonos, da fgura abaixo, observa-se a ausência de um deles que pode
ser:
Didatismo e Conhecimento
89
MATEMÁTICA
(A) 76
(B) 10
(C) 20
(D) 78
05. Uma criança brincando com uma caixa de palitos de fósforo constrói uma sequência de quadrados conforme indicado abaixo:
1° 2° 3°
.............
Quantos palitos ele utilizou para construir a 7ª fgura?
(A) 20 palitos
(B) 25 palitos
(C) 28 palitos
(D) 22 palitos
06. Ana fez diversas planifcações de um cubo e escreveu em cada um, números de 1 a 6. Ao montar o cubo, ela deseja que a
soma dos números marcados nas faces opostas seja 7. A única alternativa cuja fgura representa a planifcação desse cubo tal como
deseja Ana é:
(A)
1 3 6
2 4 5
(B)
4
5 1 2 3
6
(C)
5
6 4 1 2
3
(D)
2
3 6 1
4 5
(E)
3
2 1 6 5
4
07. As fguras da sequência dada são formadas por partes iguais de um círculo.
Didatismo e Conhecimento
90
MATEMÁTICA
Continuando essa sequência, obtém-se exatamente 16 círculos completos na:
(A) 36ª fgura
(B) 48ª fgura
(C) 72ª fgura
(D) 80ª fgura
(E) 96ª fgura
08. Analise a sequência a seguir:
Admitindo-se que a regra de formação das fguras seguintes permaneça a mesma, pode-se afrmar que a fgura que ocuparia a
277ª posição dessa sequência é:
(A)

(B)
(C)

(D)

(E)
09. Observe a sequência: 2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, ... Qual é o próximo número?
(A) 20
(B) 21
(C) 100
(D) 200
10. Observe a sequência: 3,13, 30, ... Qual é o próximo número?
(A) 4
(B) 20
(C) 31
(D) 21
11. Os dois pares de palavras abaixo foram formados segundo determinado critério.
LACRAÇÃO → cal
AMOSTRA → soma
LAVRAR → ?
Didatismo e Conhecimento
91
MATEMÁTICA
Segundo o mesmo critério, a palavra que deverá ocupar o lugar do ponto de interrogação é:
A) alar
(B) rala
(C) ralar
(D) larva
(E) arval
12. Observe que as fguras abaixo foram dispostas, linha a linha, segundo determinado padrão.
Segundo o padrão estabelecido, a fgura que substitui corretamente o ponto de interrogação é:
(A)

(B)

(C)
(D)

(E)
13. Observe que na sucessão seguinte os números foram colocados obedecendo a uma lei de formação.
Os números X e Y, obtidos segundo essa lei, são tais que X + Y é igual a:
(A) 40
(B) 42
(C) 44
(D) 46
(E) 48
14. A fgura abaixo representa algumas letras dispostas em forma de triângulo, segundo determinado critério.
Didatismo e Conhecimento
92
MATEMÁTICA
Considerando que na ordem alfabética usada são excluídas as letra “K”, “W” e “Y”, a letra que substitui corretamente o ponto
de interrogação é:
(A) P
(B) O
(C) N
(D) M
(E) L
15. Considere que a sequência seguinte é formada pela sucessão natural dos números inteiros e positivos, sem que os algarismos
sejam separados.
1234567891011121314151617181920...
O algarismo que deve aparecer na 276ª posição dessa sequência é:
(A) 9
(B) 8
(C) 6
(D) 3
(E) 1
16. Em cada linha abaixo, as três fguras foram desenhadas de acordo com determinado padrão.
Segundo esse mesmo padrão, a fgura que deve substituir o ponto de interrogação é:
(A)

(B)
(C)

(D)
(E)
17. Observe que, na sucessão de fguras abaixo, os números que foram colocados nos dois primeiros triângulos obedecem a um
mesmo critério.
Didatismo e Conhecimento
93
MATEMÁTICA
Para que o mesmo critério seja mantido no triângulo da direita, o número que deverá substituir o ponto de interrogação é:
(A) 32
(B) 36
(C) 38
(D) 42
(E) 46
18. Considere a seguinte sequência infnita de números: 3, 12, 27, __, 75, 108,... O número que preenche adequadamente a quarta
posição dessa sequência é:
A) 36,
(B) 40,
(C) 42,
(D) 44,
(E) 48
19. Observando a sequência
(1, , , , , ...)
o próximo numero será:
A)
(B)
(C)
(D)
20. Considere a sequência abaixo:

BBB BXB XXB
XBX XBX XBX
BBB BXB BXX
O padrão que completa a sequência é:
(A) (B) (C)
XXX XXB XXX
XXX XBX XXX
XXX BXX XXB
(D) (E)
XXX XXX
XBX XBX
XXX BXX
Didatismo e Conhecimento
94
MATEMÁTICA
21. Na série de Fibonacci, cada termo a partir do terceiro é igual à soma de seus dois termos precedentes. Sabendo-se que os dois
primeiros termos, por defnição, são 0 e 1, o sexto termo da série é:
(A) 2
(B) 3
(C) 4
(D) 5
(E) 6
22. Nosso código secreto usa o alfabeto A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V X Z. Do seguinte modo: cada letra é
substituída pela letra que ocupa a quarta posição depois dela. Então, o “A” vira “E”, o “B” vira “F”, o “C” vira “G” e assim por diante.
O código é “circular”, de modo que o “U” vira “A” e assim por diante. Recebi uma mensagem em código que dizia: BSA HI EDAP.
Decifrei o código e li:
(A) FAZ AS DUAS;
(B) DIA DO LOBO;
(C) RIO ME QUER;
(D) VIM DA LOJA;
(E) VOU DE AZUL.
23. A sentença “Social está para laicos assim como 231678 está para...” é melhor completada por:
(A) 326187;
(B) 876132;
(C) 286731;
(D) 827361;
(E) 218763.
24. A sentença “Salta está para Atlas assim como 25435 está para...” é melhor completada pelo seguinte número:
(A) 53452;
(B) 23455;
(C) 34552;
(D) 43525;
(E) 53542.
25. Repare que com um número de 5 algarismos, respeitada a ordem dada, podem-se criar 4 números de dois algarismos. Por
exemplo: de 34.712, podem-se criar o 34, o 47, o 71 e o 12. Procura-se um número de 5 algarismos formado pelos algarismos 4, 5, 6,
7 e 8, sem repetição. Veja abaixo alguns números desse tipo e, ao lado de cada um deles, a quantidade de números de dois algarismos
que esse número tem em comum com o número procurado.
Número
dado
Quantidade de números de 2
algarismos em comum
48.765 1
86.547 0
87.465 2
48.675 1
O número procurado é:
(A) 87456
(B) 68745
(C) 56874
(D) 58746
(E) 46875
Didatismo e Conhecimento
95
MATEMÁTICA
26. Considere que os símbolos ♦ e ♣ que aparecem no quadro seguinte, substituem as operações que devem ser efetuadas em cada
linha, a fm de se obter o resultado correspondente, que se encontra na coluna da extrema direita.
36 ♦ 4 ♣ 5 = 14
48 ♦ 6 ♣ 9 = 17
54 ♦ 9 ♣ 7 = ?
Para que o resultado da terceira linha seja o correto, o ponto de interrogação deverá ser substituído pelo número:
A) 16
(B) 15
(C) 14
(D) 13
(E) 12
27. Segundo determinado critério, foi construída a sucessão seguinte, em que cada termo é composto de um número seguido de
uma letra: A1 – E2 – B3 – F4 – C5 – G6 – .... Considerando que no alfabeto usado são excluídas as letras K, Y e W, então, de acordo
com o critério estabelecido, a letra que deverá anteceder o número 12 é:
A) J
(B) L
(C) M
(D) N
(E) O
28. Os nomes de quatro animais – MARÁ, PERU, TATU e URSO – devem ser escritos nas linhas da tabela abaixo, de modo
que cada uma das suas respectivas letras ocupe um quadrinho e, na diagonal sombreada, possa ser lido o nome de um novo animal.
Excluídas do alfabeto as letras K, W e Y e fazendo cada letra restante corresponder ordenadamente aos números inteiros de 1
a 23 (ou seja, A = 1, B = 2, C = 3,..., Z = 23), a soma dos números que correspondem às letras que compõem o nome do animal é:
(A) 37
B) 39
(C) 45
(D) 49
(E) 51
Nas questões 29 e 30, observe que há uma relação entre o primeiro e o segundo grupos de letras. A mesma relação deverá existir
entre o terceiro grupo e um dos cinco grupos que aparecem nas alternativas, ou seja, aquele que substitui corretamente o ponto de
interrogação. Considere que a ordem alfabética adotada é a ofcial e exclui as letras K, W e Y.
29. CASA: LATA: LOBO: ?
(A) SOCO
(B) TOCO
(C) TOMO
(D) VOLO
(E) VOTO
Didatismo e Conhecimento
96
MATEMÁTICA
30. ABCA: DEFD: HIJH: ?
(A) IJLI
(B) JLMJ
(C) LMNL
(D) FGHF
(E) EFGE
31. Os termos da sucessão seguinte foram obtidos considerando uma lei de formação (0, 1, 3, 4, 12, 123,...). Segundo essa lei, o
décimo terceiro termo dessa sequência é um número:
A) Menor que 200.
(B) Compreendido entre 200 e 400.
(C) Compreendido entre 500 e 700.
(D) Compreendido entre 700 e 1.000.
(E) Maior que 1.000.
Para responder às questões de números 32 e 33, você deve observar que, em cada um dos dois primeiros pares de palavras dadas,
a palavra da direita foi obtida da palavra da esquerda segundo determinado critério. Você deve descobrir esse critério e usá-lo para
encontrar a palavra que deve ser colocada no lugar do ponto de interrogação.
32. Ardoroso → rodo
Dinamizar → mina
Maratona → ?
A) mana
(B) toma
(C) tona
(D) tora
(E) rato
33. Arborizado → azar
Asteroide → dias
Articular → ?
(A) luar
(B) arar
(C) lira
(D) luta
(E) rara
34. Preste atenção nesta sequência lógica e identifque quais os números que estão faltando: 1, 1, 2, __, 5, 8, __,21, 34, 55, __,
144, __...
35. Uma lesma encontra-se no fundo de um poço seco de 10 metros de profundidade e quer sair de lá. Durante o dia, ela consegue
subir 2 metros pela parede; mas à noite, enquanto dorme, escorrega 1 metro. Depois de quantos dias ela consegue chegar à saída do
poço?
36. Quantas vezes você usa o algarismo 9 para numerar as páginas de um livro de 100 páginas?
37. Quantos quadrados existem na fgura abaixo?
Didatismo e Conhecimento
97
MATEMÁTICA
38. Retire três palitos e obtenha apenas três quadrados.
39. Qual será o próximo símbolo da sequência abaixo?
40. Reposicione dois palitos e obtenha uma fgura com cinco quadrados iguais.
41. Observe as multiplicações a seguir:
12.345.679 × 18 = 222.222.222
12.345.679 × 27 = 333.333.333
... ...
12.345.679 × 54 = 666.666.666
Para obter 999.999.999 devemos multiplicar 12.345.679 por quanto?
42. Esta casinha está de frente para a estrada de terra. Mova dois palitos e faça com que fque de frente para a estrada asfaltada.
Didatismo e Conhecimento
98
MATEMÁTICA
43. Remova dois palitos e deixe a fgura com dois quadrados.
44. As cartas de um baralho foram agrupadas em pares, segundo uma relação lógica. Qual é a carta que está faltando, sabendo
que K vale 13, Q vale 12, J vale 11 e A vale 1?
45. Mova um palito e obtenha um quadrado perfeito.
46. Qual o valor da pedra que deve ser colocada em cima de todas estas para completar a sequência abaixo?
47. Mova três palitos nesta fgura para obter cinco triângulos.
48. Tente dispor 6 moedas em 3 fleiras de modo que em cada fleira fquem apenas 3 moedas.
Didatismo e Conhecimento
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MATEMÁTICA
49. Reposicione três palitos e obtenha cinco quadrados.
50. Mude a posição de quatro palitos e obtenha cinco triângulos.
Respostas
01. Resposta: “A”.
A diferença entre os números estampados nas cartas 1 e 2, em cada linha, tem como resultado o valor da 3ª carta e, além disso, o
naipe não se repete. Assim, a 3ª carta, dentro das opções dadas só pode ser a da opção (A).
02. Resposta “D”.
Observe que, tomando o eixo vertical como eixo de simetria, tem-se:
Na fgura 1: 01 ponto de cada lado  02 pontos no total.
Na fgura 2: 02 pontos de cada lado  04 pontos no total.
Na fgura 3: 03 pontos de cada lado  06 pontos no total.
Na fgura 4: 04 pontos de cada lado  08 pontos no total.
Na fgura n: n pontos de cada lado  2.n pontos no total.
Em particular:
Na fgura 15: 15 pontos de cada lado  30 pontos no total.
Agora, tomando o eixo horizontal como eixo de simetria, tem-se:
Na fgura 1: 02 pontos acima e abaixo  04 pontos no total.
Na fgura 2: 03 pontos acima e abaixo  06 pontos no total.
Na fgura 3: 04 pontos acima e abaixo  08 pontos no total.
Na fgura 4: 05 pontos acima e abaixo  10 pontos no total.
Na fgura n: (n+1) pontos acima e abaixo  2.(n+1) pontos no total.
Em particular:
Na fgura 15: 16 pontos acima e abaixo  32 pontos no total. Incluindo o ponto central, que ainda não foi considerado, temos
para total de pontos da fgura 15: Total de pontos = 30 + 32 + 1 = 63 pontos.
03. Resposta “B”.
Nessa sequência, observamos que a diferença: entre 1000 e 990 é 10, entre 990 e 970 é 20, entre o 970 e 940 é 30, entre 940 e
900 é 40, entre 900 e 850 é 50, portanto entre 850 e o próximo número é 60, dessa forma concluímos que o próximo número é 790,
pois: 850 – 790 = 60.
Didatismo e Conhecimento
100
MATEMÁTICA
04. Resposta “D”
Nessa sequência lógica, observamos que a diferença: entre 24 e 22 é 2, entre 28 e 24 é 4, entre 34 e 28 é 6, entre 42 e 34 é 8,
entre 52 e 42 é 10, entre 64 e 52 é 12, portanto entre o próximo número e 64 é 14, dessa forma concluímos que o próximo número é
78, pois: 76 – 64 = 14.
05. Resposta “D”.
Observe a tabela:
Figuras 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª
Nº de Palitos 4 7 10 13 16 19 22
Temos de forma direta, pela contagem, a quantidade de palitos das três primeiras fguras. Feito isto, basta perceber que cada
fgura a partir da segunda tem a quantidade de palitos da fgura anterior acrescida de 3 palitos. Desta forma, fca fácil preencher o
restante da tabela e determinar a quantidade de palitos da 7ª fgura.
06. Resposta “A”.
Na fgura apresentada na letra “B”, não é possível obter a planifcação de um lado, pois o 4 estaria do lado oposto ao 6, somando
10 unidades. Na fgura apresentada na letra “C”, da mesma forma, o 5 estaria em face oposta ao 3, somando 8, não formando um
lado. Na fgura da letra “D”, o 2 estaria em face oposta ao 4, não determinando um lado. Já na fgura apresentada na letra “E”, o 1 não
estaria em face oposta ao número 6, impossibilitando, portanto, a obtenção de um lado. Logo, podemos concluir que a planifcação
apresentada na letra “A” é a única para representar um lado.
07. Resposta “B”.
Como na 3ª fgura completou-se um círculo, para completar 16 círculos é sufciente multiplicar 3 por 16 : 3 . 16 = 48. Portanto,
na 48ª fgura existirão 16 círculos.
08. Resposta “B”.
A sequência das fguras completa-se na 5ª fgura. Assim, continua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A fgura de número 277
ocupa, então, a mesma posição das fguras que representam número 5n + 2, com n N. Ou seja, a 277ª fgura corresponde à 2ª fgura,
que é representada pela letra “B”.
09. Resposta “D”.
A regularidade que obedece a sequência acima não se dá por padrões numéricos e sim pela letra que inicia cada número. “Dois,
Dez, Doze, Dezesseis, Dezessete, Dezoito, Dezenove, ... Enfm, o próximo só pode iniciar também com “D”: Duzentos.
10. Resposta “C”.
Esta sequência é regida pela inicial de cada número. Três, Treze, Trinta,... O próximo só pode ser o número Trinta e um, pois ele
inicia com a letra “T”.
11. Resposta “E”.
Na 1ª linha, a palavra CAL foi retirada das 3 primeiras letras da palavra LACRAÇÃO, mas na ordem invertida. Da mesma forma,
na 2ª linha, a palavra SOMA é retirada da palavra AMOSTRA, pelas 4 primeira letras invertidas. Com isso, da palavra LAVRAR, ao
se retirarem as 5 primeiras letras, na ordem invertida, obtém-se ARVAL.
12. Resposta “C”.
Em cada linha apresentada, as cabeças são formadas por quadrado, triângulo e círculo. Na 3ª linha já há cabeças com círculo e
com triângulo. Portanto, a cabeça da fgura que está faltando é um quadrado. As mãos das fguras estão levantadas, em linha reta ou
abaixadas. Assim, a fgura que falta deve ter as mãos levantadas (é o que ocorre em todas as alternativas). As fguras apresentam as
2 pernas ou abaixadas, ou 1 perna levantada para a esquerda ou 1 levantada para a direita. Nesse caso, a fgura que está faltando na
3ª linha deve ter 1 perna levantada para a esquerda. Logo, a fgura tem a cabeça quadrada, as mãos levantadas e a perna erguida para
a esquerda.
Didatismo e Conhecimento
101
MATEMÁTICA
13. Resposta “A”.
Existem duas leis distintas para a formação: uma para a parte superior e outra para a parte inferior. Na parte superior, tem-se que:
do 1º termo para o 2º termo, ocorreu uma multiplicação por 2; já do 2º termo para o 3º, houve uma subtração de 3 unidades. Com isso,
X é igual a 5 multiplicado por 2, ou seja, X = 10. Na parte inferior, tem-se: do 1º termo para o 2º termo ocorreu uma multiplicação
por 3; já do 2º termo para o 3º, houve uma subtração de 2 unidades. Assim, Y é igual a 10 multiplicado por 3, isto é, Y = 30. Logo,
X + Y = 10 + 30 = 40.
14. Resposta “A”.
A sequência do alfabeto inicia-se na extremidade direita do triângulo, pela letra “A”; aumenta a direita para a esquerda; continua
pela 3ª e 5ª linhas; e volta para as linhas pares na ordem inversa – pela 4ª linha até a 2ª linha. Na 2ª linha, então, as letras são, da direita
para a esquerda, “M”, “N”, “O”, e a letra que substitui corretamente o ponto de interrogação é a letra “P”.
15. Resposta “B”.
A sequência de números apresentada representa a lista dos números naturais. Mas essa lista contém todos os algarismos dos
números, sem ocorrer a separação. Por exemplo: 101112 representam os números 10, 11 e 12. Com isso, do número 1 até o número 9
existem 9 algarismos. Do número 10 até o número 99 existem: 2 x 90 = 180 algarismos. Do número 100 até o número 124 existem:
3 x 25 = 75 algarismos. E do número 124 até o número 128 existem mais 12 algarismos. Somando todos os valores, tem-se: 9 + 180
+ 75 + 12 = 276 algarismos. Logo, conclui-se que o algarismo que ocupa a 276ª posição é o número 8, que aparece no número 128.
16. Resposta “D”.
Na 1ª linha, internamente, a 1ª fgura possui 2 “orelhas”, a 2ª fgura possui 1 “orelha” no lado esquerdo e a 3ª fgura possui 1
“orelha” no lado direito. Esse fato acontece, também, na 2ª linha, mas na parte de cima e na parte de baixo, internamente em relação
às fguras. Assim, na 3ª linha ocorrerá essa regra, mas em ordem inversa: é a 3ª fgura da 3ª linha que terá 2 “orelhas” internas, uma em
cima e outra em baixo. Como as 2 primeiras fguras da 3ª linha não possuem “orelhas” externas, a 3ª fgura também não terá orelhas
externas. Portanto, a fgura que deve substituir o ponto de interrogação é a 4ª.
17. Resposta “B”.
No 1º triângulo, o número que está no interior do triângulo dividido pelo número que está abaixo é igual à diferença entre o
número que está à direita e o número que está à esquerda do triângulo: 40 5 21 13 8.
A mesma regra acontece no 2º triângulo: 42 ÷ 7 = 23 - 17 = 6.
Assim, a mesma regra deve existir no 3º triângulo:
? ÷ 3 = 19 - 7
? ÷ 3 = 12
? = 12 x 3 = 36.
18. Resposta “E”.
Verifque os intervalos entre os números que foram fornecidos. Dado os números 3, 12, 27, __, 75, 108, obteve-se os seguintes 9,
15, __, __, 33 intervalos. Observe que 3x3, 3x5, 3x7, 3x9, 3x11. Logo 3x7 = 21 e 3x 9 = 27. Então: 21 + 27 = 48.
19. Resposta “B”.
Observe que o numerador é fxo, mas o denominador é formado pela sequência:
Primeiro Segundo Terceiro Quarto Quinto Sexto
1 1 x 2 = 2 2 x 3 = 6
3 x 4 =
12
4 x 5 =
20
5 x 6 =
30
20. Resposta “D”.
O que de início devemos observar nesta questão é a quantidade de B e de X em cada fgura. Vejamos:
BBB BXB XXB
XBX XBX XBX
BBB BXB BXX
7B e 2X 5B e 4X 3B e 6X
Didatismo e Conhecimento
102
MATEMÁTICA
Vê-se, que os “B” estão diminuindo de 2 em 2 e que os “X” estão aumentando de 2 em 2; notem também que os “B” estão sendo
retirados um na parte de cima e um na parte de baixo e os “X” da mesma forma, só que não estão sendo retirados, estão, sim, sendo
colocados. Logo a 4ª fgura é:
XXX
XBX
XXX
1B e 8X
21. Resposta “D”.
Montando a série de Fibonacci temos: 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34... A resposta da questão é a alternativa “D”, pois como a
questão nos diz, cada termo a partir do terceiro é igual à soma de seus dois termos precedentes. 2 + 3 = 5
22. Resposta “E”.
A questão nos informa que ao se escrever alguma mensagem, cada letra será substituída pela letra que ocupa a quarta posição,
além disso, nos informa que o código é “circular”, de modo que a letra “U” vira “A”. Para decifrarmos, temos que perceber a posição
do emissor e do receptor. O emissor ao escrever a mensagem conta quatro letras à frente para representar a letra que realmente deseja,
enquanto que o receptor, deve fazer o contrário, contar quatro letras atrás para decifrar cada letra do código. No caso, nos foi dada a
frase para ser decifrada, vê-se, pois, que, na questão, ocupamos a posição de receptores. Vejamos a mensagem: BSA HI EDAP. Cada
letra da mensagem representa a quarta letra anterior de modo que:
VxzaB: B na verdade é V;
OpqrS: S na verdade é O;
UvxzA: A na verdade é U;
DefgH: H na verdade é D;
EfghI: I na verdade é E;
AbcdE: E na verdade é A;
ZabcD: D na verdade é Z;
UvxaA: A na verdade é U;
LmnoP: P na verdade é L;
23. Resposta “B”.
A questão nos traz duas palavras que têm relação uma com a outra e, em seguida, nos traz uma sequência numérica. É perguntado
qual sequência numérica tem a mesma ralação com a sequência numérica fornecida, de maneira que, a relação entre as palavras e a
sequência numérica é a mesma. Observando as duas palavras dadas, podemos perceber facilmente que têm cada uma 6 letras e que
as letras de uma se repete na outra em uma ordem diferente. Tal ordem, nada mais é, do que a primeira palavra de trás para frente, de
maneira que SOCIAL vira LAICOS. Fazendo o mesmo com a sequência numérica fornecida, temos: 231678 viram 876132, sendo
esta a resposta.
24. Resposta “A”.
A questão nos traz duas palavras que têm relação uma com a outra, e em seguida, nos traz uma sequência numérica. Foi perguntado
qual a sequência numérica que tem relação com a já dada de maneira que a relação entre as palavras e a sequência numérica é a
mesma. Observando as duas palavras dadas podemos perceber facilmente que tem cada uma 6 letras e que as letras de uma se repete
na outra em uma ordem diferente. Essa ordem diferente nada mais é, do que a primeira palavra de trás para frente, de maneira que
SALTA vira ATLAS. Fazendo o mesmo com a sequência numérica fornecida temos: 25435 vira 53452, sendo esta a resposta.
25. Resposta “E”.
Pelo número 86.547, tem-se que 86, 65, 54 e 47 não acontecem no número procurado. Do número 48.675, as opções 48, 86 e 67
não estão em nenhum dos números apresentados nas alternativas. Portanto, nesse número a coincidência se dá no número 75. Como
o único número apresentado nas alternativas que possui a sequência 75 é 46.875, tem-se, então, o número procurado.
26. Resposta “D”.
O primeiro símbolo representa a divisão e o 2º símbolo representa a soma. Portanto, na 1ª linha, tem-se: 36 ÷ 4 + 5 = 9 + 5 = 14.
Na 2ª linha, tem-se: 48 ÷ 6 + 9 = 8 + 9 = 17. Com isso, na 3ª linha, ter-se-á: 54 ÷ 9 + 7 = 6 + 7 = 13. Logo, podemos concluir então
que o ponto de interrogação deverá ser substituído pelo número 13.
Didatismo e Conhecimento
103
MATEMÁTICA
27. Resposta “A”.
As letras que acompanham os números ímpares formam a sequência normal do alfabeto. Já a sequência que acompanha os
números pares inicia-se pela letra “E”, e continua de acordo com a sequência normal do alfabeto: 2ª letra: E, 4ª letra: F, 6ª letra: G,
8ª letra: H, 10ª letra: I e 12ª letra: J.
28. Resposta “D”.
Escrevendo os nomes dos animais apresentados na lista – MARÁ, PERU, TATU e URSO, na seguinte ordem: PERU, MARÁ,
TATU e URSO, obtém-se na tabela:
P E R U
M A R A
T A T U
U R S O
O nome do animal é PATO. Considerando a ordem do alfabeto, tem-se: P = 15, A = 1, T = 19 e 0 = 14. Somando esses valores,
obtém-se: 15 + 1 + 19 + 14 = 49.
29. Resposta “B”.
Na 1ª e na 2ª sequências, as vogais são as mesmas: letra “A”. Portanto, as vogais da 4ª sequência de letras deverão ser as mesmas
da 3ª sequência de letras: “O”. A 3ª letra da 2ª sequência é a próxima letra do alfabeto depois da 3ª letra da 1ª sequência de letras.
Portanto, na 4ª sequência de letras, a 3ª letra é a próxima letra depois de “B”, ou seja, a letra “C”. Em relação à primeira letra, tem-se
uma diferença de 7 letras entre a 1ª letra da 1ª sequência e a 1ª letra da 2ª sequência. Portanto, entre a 1ª letra da 3ª sequência e a 1ª
letra da 4ª sequência, deve ocorrer o mesmo fato. Com isso, a 1ª letra da 4ª sequência é a letra “T”. Logo, a 4ª sequência de letras é:
T, O, C, O, ou seja, TOCO.
30. Resposta “C”.
Na 1ª sequência de letras, ocorrem as 3 primeiras letras do alfabeto e, em seguida, volta-se para a 1ª letra da sequência. Na 2ª
sequência, continua-se da 3ª letra da sequência anterior, formando-se DEF, voltando-se novamente, para a 1ª letra desta sequência: D.
Com isto, na 3ª sequência, têm-se as letras HIJ, voltando-se para a 1ª letra desta sequência: H. Com isto, a 4ª sequência iniciará pela
letra L, continuando por M e N, voltando para a letra L. Logo, a 4ª sequência da letra é: LMNL.
31. Resposta “E”.
Do 1º termo para o 2º termo, ocorreu um acréscimo de 1 unidade. Do 2º termo para o 3º termo, ocorreu a multiplicação do termo
anterior por 3. E assim por diante, até que para o 7º termo temos 13 . 3 = 39. 8º termo = 39 + 1 = 40. 9º termo = 40 . 3 = 120. 10º termo
= 120 + 1 = 121. 11º termo = 121 . 3 = 363. 12º termo = 363 + 1 = 364. 13º termo = 364 . 3 = 1.092. Portanto, podemos concluir que
o 13º termo da sequência é um número maior que 1.000.
32. Resposta “D”.
Da palavra “ardoroso”, retiram-se as sílabas “do” e “ro” e inverteu-se a ordem, defnindo-se a palavra “rodo”. Da mesma forma,
da palavra “dinamizar”, retiram-se as sílabas “na” e “mi”, defnindo-se a palavra “mina”. Com isso, podemos concluir que da palavra
“maratona”. Deve-se retirar as sílabas “ra” e “to”, criando-se a palavra “tora”.
33. Resposta “A”.
Na primeira sequência, a palavra “azar” é obtida pelas letras “a” e “z” em sequência, mas em ordem invertida. Já as letras “a” e
“r” são as 2 primeiras letras da palavra “arborizado”. A palavra “dias” foi obtida da mesma forma: As letras “d” e “i” são obtidas em
sequência, mas em ordem invertida. As letras “a” e “s” são as 2 primeiras letras da palavra “asteroides”. Com isso, para a palavras
“articular”, considerando as letras “i” e “u”, que estão na ordem invertida, e as 2 primeiras letras, obtém-se a palavra “luar”.
34. O nome da sequência é Sequência de Fibonacci. O número que vem é sempre a soma dos dois números imediatamente atrás
dele. A sequência correta é: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233...
Didatismo e Conhecimento
104
MATEMÁTICA
35.
Dia Subida Descida
1º 2m 1m
2º 3m 2m
3º 4m 3m
4º 5m 4m
5º 6m 5m
6º 7m 6m
7º 8m 7m
8º 9m 8m
9º 10m ----
Portanto, depois de 9 dias ela chegará na saída do poço.
36. 09 – 19 – 29 – 39 – 49 – 59 – 69 – 79 – 89 – 90 – 91 – 92 – 93 – 94 – 95 – 96 – 97 – 98 – 99. Portanto, são necessários 20
algarismos.
37.
= 16

= 09
= 04
=01
Portanto, há 16 + 9 + 4 + 1 = 30 quadrados.
38.

Didatismo e Conhecimento
105
MATEMÁTICA
39. Os símbolos são como números em frente ao espelho. Assim, o próximo símbolo será 88.
40.
41.
12.345.679 × (2×9) = 222.222.222
12.345.679 × (3×9) = 333.333.333
... ...
12.345.679 × (4×9) = 666.666.666
Portanto, para obter 999.999.999 devemos multiplicar 12.345.679 por (9x9) = 81
42.
43.
44. Sendo A = 1, J = 11, Q = 12 e K = 13, a soma de cada par de cartas é igual a 14 e o naipe de paus sempre forma par com o
naipe de espadas. Portanto, a carta que está faltando é o 6 de espadas.
45. Quadrado perfeito em matemática, sobretudo na aritmética e na teoria dos números, é um número inteiro não negativo que
pode ser expresso como o quadrado de um outro número inteiro. Ex: 1, 4, 9...

No exercício 2 elevado a 2 = 4
Didatismo e Conhecimento
106
MATEMÁTICA

46. Observe que:
3 6 18 72 360 2160 15120
x2 x3 x4 x5 x6 x7
Portanto, a próxima pedra terá que ter o valor: 15.120 x 8 = 120.960
47.
48.
49.
50.
Didatismo e Conhecimento
107
MATEMÁTICA
14. - RESOLUÇÃO DE
SITUAÇÕES-PROBLEMA
Os problemas matemáticos são resolvidos utilizando inúmeros recursos matemáticos, destacando, entre todos, os princípios
algébricos, os quais são divididos de acordo com o nível de difculdade e abordagem dos conteúdos.
Primeiramente os cálculos envolvem adições e subtrações, posteriormente as multiplicações e divisões. Depois os problemas são
resolvidos com a utilização dos fundamentos algébricos, isto é, criamos equações matemáticas com valores desconhecidos (letras).
Observe algumas situações que podem ser descritas com utilização da álgebra.
- O dobro de um número adicionado com 4: 2x + 4;
- A soma de dois números consecutivos: x + (x + 1);
- O quadrado de um número mais 10: x
2
+ 10;
- O triplo de um número adicionado ao dobro do número: 3x + 2x;
- A metade da soma de um número mais 15: + 15;
- A quarta parte de um número: .
Exemplo 1
A soma de três números pares consecutivos é igual a 96. Determine-os.
1º número: x
2º número: x + 2
3º número: x + 4
(x) + (x + 2) + (x + 4) = 96
Resolução:
x + x + 2 + x + 4 = 96
3x = 96 – 4 – 2
3x = 96 – 6
3x = 90
x =
x = 30
1º número: x = 30
2º número: x + 2 = 30 + 2 = 32
3º número: x + 4 = 30 + 4 = 34
Os números são 30, 32 e 34.
Exemplo 2
O triplo de um número natural somado a 4 é igual ao quadrado de 5. Calcule-o:
Resolução:
3x + 4 = 5
2
3x = 25 – 4
3x = 21
Didatismo e Conhecimento
108
MATEMÁTICA
x =
21
3
x = 7
O número procurado é igual a 7.
Exemplo 3
A idade de um pai é o quádruplo da idade de seu flho. Daqui a cinco anos, a idade do pai será o triplo da idade do flho. Qual é
a idade atual de cada um?
Resolução:
Atualmente
Filho: x
Pai: 4x
Futuramente
Filho: x + 5
Pai: 4x + 5
4x + 5 = 3 . (x + 5)
4x + 5 = 3x + 15
4x – 3x = 15 – 5
X = 10
Pai: 4x = 4 . 10 = 40
O flho tem 10 anos e o pai tem 40.
Exemplo 4
O dobro de um número adicionado ao seu triplo corresponde a 20. Qual é o número?
Resolução
2x + 3x = 20
5x = 20
x =
20
5
x = 4
O número corresponde a 4.
Exemplo 5
Em uma chácara existem galinhas e coelhos totalizando 35 animais, os quais somam juntos 100 pés. Determine o número de
galinhas e coelhos existentes nessa chácara.
Galinhas: G
Coelhos: C
G + C = 35
Didatismo e Conhecimento
109
MATEMÁTICA
Cada galinha possui 2 pés e cada coelho 4, então:
2G + 4C = 100
Sistema de equações
Isolando C na 1ª equação:
G + C = 35
C = 35 – G
Substituindo C na 2ª equação:
2G + 4C = 100
2G + 4 . (35 – G) = 100
2G + 140 – 4G = 100
2G – 4G = 100 – 140
- 2G = - 40
G =
G = 20
Calculando C
C = 35 – G
C = 35 – 20
C = 15
Exercícios
1. A soma das idades de Arthur e Baltazar é de 42 anos. Qual a idade de cada um, se a idade de Arthur é
5
2
da idade de
Baltazar?
2. A diferença entre as idades de José e Maria é de 20 anos. Qual a idade de cada um, sabendo-se que a idade de José é
5
9

da idade de Maria?
3. Verifcou-se que numa feira
9
5
dos feirantes são de origem japonesa e
5
2
do resto são de origem portuguesa. O total de
feirantes japoneses e portugueses é de 99. Qual o total de feirantes dessa feira?
4. Certa quantidade de cards é repartida entre três meninos. O primeiro menino recebe
7
3
da quantidade e o segundo,
metade do resto. Dessa maneira, os dois receberam 250 cards. Quantos cards havia para serem repartidos e quantos cards
recebeu o terceiro menino?
5. Num dia, uma pessoa lê os
5
3
de um livro. No dia seguinte, lê os
4
3
do resto e no terceiro dia, lê as 20 páginas fnais.
Quantas páginas têm o livro?
6. Uma caixa contém medalhas de ouro, de prata e de bronze. As medalhas de ouro totalizam
5
3
das medalhas da caixa.
O número de medalhas de prata é 30. O total de medalhas de bronze é
4
1
do total de medalhas. Quantas são as medalhas de
ouro e de bronze contidas na caixa?
7. Uma viagem é feita em quatro etapas. Na primeira etapa, percorrem-se os
7
2
da distância total. Na segunda, os
5
3
do
resto. Na terceira, a metade do novo resto. Dessa maneira foram percorridos 60 quilômetros.
Qual a distância total a ser percorrida e quanto se percorreu na quarta etapa?
8. A soma das idades de Lúcia e Gabriela é de 49 anos. Qual a idade de cada uma, sabendo-se que a idade de Lúcia é
4
3

da idade de Gabriela?
9. Num dia, um pintor pinta
5
2
de um muro. No dia seguinte, pinta mais 51 metros do muro. Desse modo, pintou
9
7
do
Didatismo e Conhecimento
110
MATEMÁTICA
muro todo. Quantos metros têm o muro?
10. Um aluno escreve
8
3
do total de páginas de seu caderno com tinta azul e 58 páginas com tinta vermelha. Escreveu,
dessa maneira,
9
7
do total de páginas do caderno. Quantas páginas possuem o caderno?
Respostas
1) Resposta “Arthur 30; Baltazar 12”.
Solução:
A + B = 42 anos
A =
2
5
. B
(substituindo a letra “A” pelo valor
2
5
. B)
2
5
. B + B = 42 (mmc: 5)
2B + 5B = 210
7B = 210
B =
210
7
B = 30 A = 12
2) Resposta “Maria 25; José 45”.
Solução:
J – M = 20
J =
9
5
M
(substituindo a letra “J” por
9
5
M
9
5
M - M = 20 (mmc: 1; 5)
9M - 5M = 100
4M=100
M=
100
4
M=25 e J=45
3) Resposta “135”.
Solução:
F = feirantes
J =
5
9
.F
J + P = 99
(substituindo a letra “J”por
5
9
F)
5
9
F +
2
5
.(F-
5
9
F) = 99
5
9
F +
2
5
.
9F − 5F
9






= 900
Didatismo e Conhecimento
111
MATEMÁTICA
5
9
F +
2
5
.
4F
9
= 99
5
9
F +
8F
45
= 99 (mmc:9; 45)
25
45
F +
8F
45
=
4455
45
33F = 4455
F=
4455
33
F = 135
4) Resposta “350 cards; 3˚ menino recebeu 100”.
Solução:
x = cards
1° =
3
7
.x
2° =
x −
3x
7
2
=
7x − 3x
7
2
=
4x
14
=
2x
7
(substituindo o “1°”e “2°”pelos valores respectivos)
3
7
x +
2x
7
= 250
(mmc:1; 7)
3x+2x = 1750
5x = 1750
x =
1750
5
x = 350 cards
portanto:
1° =
3
7
. 350 = 150
2° =
2
7
. 350 = 100
3° = 350 - 250 = 100
5) Resposta “200”.
Solução:
x = Livro
1 dia =
3
5
x
2 dia =
3
4
(x −
3
5
x)
3 dia = 20 páginas
1 dia + 2 dia + 3 dia = X
Didatismo e Conhecimento
112
MATEMÁTICA
3
5
x +
3
4
(x −
3
5
x) + 20 = x
3
5
x +
3
4
(
5x − 3x
5
) + 20 = x
3
5
x +
3
4
.
2x
5
+ 20 = x
3
5
x +
6x
20
+ 20 = x(mmc : 5; 20)
12x + 6x + 400 = 20x
20x - 18x = 400
2x = 400
x =
400
2
= 200 páginas
6) Resposta “Ouro = 120; Bronze = 50”.
Solução:
T = Total
O =
3
5T
P = 30
B =
1
4T
O + P + B = T
3
5T
+ 30 +
1
4T
= T(mmc : 5; 4)
12t
20
+
5t
20
+
600
20
=
20t
20
17T + 600 = 20T
20T - 17T = 600
3T = 600
T =
600
3
= 200 medalhas
Portanto
O =
3
5T
=
3
5
. 200 = 120
B =
1
4T
=
1
4
. 200 = 50
7) Resposta “Distancia total: 70 km; Quarta etapa: 10 km”.
Solução:
T = total
1ª = 2
7T
2ª =
3
5
T −
2
7
T






=
3
5
.
7T − 2T
7






=
3
5
.
5T
7
=
3T
7
3ª =
T −
2T
7

3T
7
2
=
7T − 2T − 3T
7
2
=
2T
7
2
=
2T
14
1ª + 2ª + 3ª = 60
2T
7
+
3T
7
+
2T
14
= 60
(mmc:7;14)
Didatismo e Conhecimento
113
MATEMÁTICA
4T + 6T + 2T = 840
12T = 840
T =
840
12
T = 70
4ª = 70 – 60 = 10
8) Resposta “Gabriela: 28 anos; Lúcia: 21 anos”.
Solução:
L + G = 49 anos
L =
3
4G
Substitui a letra “L” por
3
4G
3
4G
+ G = 49 (mmc:1; 4)
3G + 4G = 196
7G = 196
G =
196
7
= 28 anos
L = 49 - 28 = 21 anos
9) Resposta “135 metros”.
Solução:
M = muro
1 dia =
2
5
M
2 dia = 51 metros
2
5
M + 51=
7
9
M(mmc : 5; 9)
18M
45
+
2295
45
=
35M
45
18M + 2295 = 35M
35M – 18M = 2295
17M = 2295
M =
2295
17
M = 135 metros.
10) Resposta “144 páginas”.
Solução:
P = total
Azul =
3
8
P
Vermelha = 58
3
8
P + 58 =
7
9
P (mmc:8 ; 9)
27P + 4176 = 56P
56P - 27P = 4176
29P = 4176
P =
4176
29
= 144 páginas
Didatismo e Conhecimento
114
MATEMÁTICA
ANOTAÇÕES
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