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A Vida Devocional Sob o Impacto Da

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RESUMO

A VIDA DEVOCIONAL SOB O IMPACTO DA MÍDIA CONTEMPORÂNEA

Por

José Calixto

Orientador: José Carlos Ramos, D.Min.

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RESUMO DA TESE EM TEOLOGIA PASTORAL Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia Centro Universitário Adventista de São Paulo Campus Engenheiro Coelho

Título: A VIDA DEVOCIONAL SOB O IMPACTO DA MÍDIA CONTEMPORÂNEA

Nome do pesquisador: José Calixto Nome e título acadêmico do orientador: José Carlos Ramos, D.Min. Data do término: dezembro de 2008

Tópico Este estudo fundamentou-se em uma pesquisa bibliográfica que analisa os princípios devocionais e a influência da mídia sobre eles; foi também embasado por uma pesquisa de campo com aplicação pastoral para recomendações e sugestões aos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia em seus hábitos devocionais.

Propósito O objetivo desse estudo foi analisar como a mídia contemporânea interfere na vida devocional dos cristãos adventistas no Brasil. O tema foi discorrido em cinco capítulos, sendo que o primeiro contém uma introdução. O capítulo II descreveu os princípios devocionais para uma comunhão pessoal com Deus – meditação, administração do tempo, oração e estudo da 2

Bíblia e do Espírito de Profecia. O capítulo III descreveu o surgimento da mídia, e especialmente a imprensa, o rádio, a televisão e a internet; analisou os aspectos positivos e negativos deles, sua influência sobre a mente humana e, conseqüentemente, sobre os valores morais e a vida devocional. O capítulo IV apresentou os dados colhidos na pesquisa de campo e uma análise preliminar dos mesmos. E o capítulo V apresentou recomendações e sugestões quanto à vida devocional e o uso da mídia, tendo como base os resultados do Capítulo IV.

Fontes Esta pesquisa utilizou dicionários especializados, enciclopédias, livros, periódicos, entrevistas, pesquisas eletrônicas em sites, CD-ROMs, DVDs, e acima de tudo, a Bíblia e os escritos de Ellen G. White. A pesquisa de campo foi analisada mediante abordagem objetiva e subjetiva dos dados coletados.

Conclusão O estudo demonstrou que pessoas que dispensam muito tempo para alguma mídia em geral, possuem a tendência de estar insatisfeitas com a vida devocional. Por outro lado, pessoas que dedicam mais tempo para o estudo da Bíblia, para a oração, para participar de atividades missionárias, têm maior satisfação com a vida devocional. Assim, o estudo apresenta a necessidade de se realizar uma mudança de paradigmas quanto ao uso da mídia, e sugestões de como usar a mídia com um critério maior, para que a comunhão com Deus seja priorizada.

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ABSTRACT OF GRADUATE STUDENT RESEARCH Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia Centro Universitário Adventista de São Paulo Campus Engenheiro Coelho

Title: DEVOCIONAL LIFE UNDER THE IMPACT OF CONTEMPORARY MEDIA

Name of researcher: José Calixto Name and degree of adviser: José Carlos Ramos, D.Min. Date completed: December 2008

Topic This study is based on bibliographical researches that analyze devotional principles and the influence of the media on them; it is also emphasized by field research with pastoral application for recommendations and suggestions to the members of the Seventh-day Adventist Church in its devotional habits.

Purpose The purpose of this study was to analyze how the contemporary media interfere with devotional life of Adventist Christians in Brazil. The subject was described in five chapters, besides the first one, with an introduction. Chapter II described the devotional principles for a personal communion with God – meditation, administration of time, prayer, study of the Bible and the Spirit of Prophecy. Chapter III described de rising of media, and especially the press, the radio, the television and the internet; analyzed the positive and negative aspects of them, 4

its influence on human mind, and, consequently, on moral values and devotional life. Chapter IV presented the data collected in the field research, and a preliminary analysis of them. And the Chapter V presented suggestions and recommendations about the devotional life and the use of media, based on the results of Chapter IV.

Sources This research used specialized dictionaries, encyclopedias, books, journals, interviews, electronic research in sites, CD-ROMs, DVDs, and above all, the Bible and the writings of Ellen G. White. The field research was analyzed using an objective and subjective approach of the collected data.

Conclusion The research showed that people who spent much time with media in general have the tendency to be unsatisfied about his/her devotional life. On the other hand, people who dedicate more time to study the Bible, to prayer, to participate in missionary activities, have greater satisfaction in his/her devotional life. Thus, the study presents the need of change of paradigms for the use of media, and suggestions of how to use the media with bigger criterion, so that the communion with God would be prioritized.

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Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia Centro Universitário Adventista de São Paulo Campus Engenheiro Coelho

A VIDA DEVOCIONAL SOB O IMPACTO DA MÍDIA CONTEMPORÂNEA

Tese Apresentada em Cumprimento Parcial dos Requisitos para o Título de Doutor em Teologia Pastoral

por José Calixto Dezembro de 2008 6

© Copyright por José Calixto 2008 Todos os Direitos Reservados 7 .

A VIDA DEVOCIONAL SOB O IMPACTO DA MÍDIA CONTEMPORÂNEA Tese Apresentada em Cumprimento Parcial dos Requisitos para o Título de Doutor em Teologia Pastoral por José Calixto COMISSÃO DE APROVAÇÃO: _____________________________ José Carlos Ramos Orientador da Tese Professor de Teologia Bíblica _______________________________ Roberto Pereyra Suárez Examinador Adjunto Diretor da Pós-graduação do SALT _____________________________ Daniel Oscar Plenc Examinador Externo Professor de Teologia Sistemática _____________________________ Data da Aprovação iii .

..................................................................SUMÁRIO LISTA DE GRÁFICOS ................................................................................ Oração e a vitória sobre Satanás . 15 Resumo do Estudo ................................................. Formas de se orar ...... 17 Meditação Popular Versus Comunhão com Deus ...................................................................................................................... Condições para a oração ser atendida ................................................. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA VIDA DEVOCIONAL ............................................................................................... Obstáculos na comunhão com Deus .......................................................... xii Capítulos I....................... Comunhão Pessoal com Deus ..................................................................................................................................... 3 Justificativa do Estudo .................................................................................. Administração do Tempo ..................................... viii LISTA DE ABREVIAÇÕES ... 4 Propósito do Estudo ...... Propósito e influência da oração ................................................................................................................................................................................................................. 6 Definição de Termos ................................................................................................................................................................................. x AGRADECIMENTOS ........................................................................................ Oração .............. Comunhão com Deus enfatizada pelo Espírito de Profecia ...................... Influência do Espírito Santo na comunhão com Deus ........................ 1 Definição do Problema ..... 16 II................... 13 Metodologia ............................................................................................................................ Comunhão com Deus no Novo Testamento ............................... Bíblia .................................................................................. 5 Escopo e Delimitação do Estudo .......................................................................................................................................................................................... iv 17 20 26 27 30 32 33 38 40 45 47 52 55 56 57 59 ...... vii LISTA DE TABELAS ............................................................................... Comunhão com Deus no Antigo Testamento ............................................................. 5 Revisão de Literatura ... INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................................................ Orações não atendidas ......................... Importância da comunhão com Deus ..................................................................................

....................................................................... Era da Internet ....... Tempo Dedicado às Práticas Devocionais ............................................... 183 Conclusão .............................................................................................................................................. Tempo Gasto com a Mídia Secular ...... 178 Considerações e Recomendações Quanto à Vida Devocional ................................ CONSIDERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES .......................................... Conclusão .......... Espírito de Profecia ........................................................................... 178 Considerações e Recomendações Quanto ao Emprego da Mídia ............................ 75 Era Pré-Imprensa ......................................................................................................................................... Impacto da Mídia Sobre a Mente Humana .................................... Aspectos negativos do rádio ........ Conclusão ......................................... 77 81 85 86 88 89 92 94 97 98 99 102 103 111 112 114 115 118 119 127 129 132 IV....................................... Apresentação e Análise de Dados ..... Conclusão ..... 61 66 68 72 74 III.................. Conclusão ........................................ Era da Televisão ............................. Importância do estudo da Bíblia .............. Impacto da Mídia Sobre os Valores Morais ................................................................................................................................ o estudo e a meditação da Bíblia ....... Conclusão ................................................................................................................................................................................................... Aspectos negativos da televisão ..............................................................Razões para a leitura........ Razões para a leitura...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... APRESENTAÇÃO............................. Aspectos positivos da internet ........................ Aspectos negativos da internet .............................................. 133 Método de Apresentação ............... Aspectos negativos da imprensa ...................... Era da Imprensa ......................................................................... Conclusão .............................. 133 135 140 143 147 177 V............................................................................................................................................................................................................................................................................. Aspectos positivos da imprensa ...... Rádio no Brasil ............. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS ............................................................................................................................... Aspectos positivos do rádio .............................................................................................................. IMPACTO DA MÍDIA SOBRE A VIDA DEVOCIONAL ........... Correlação e Interpretação dos Dados ........................ Conclusão ............................... Impacto da Mídia Sobre a Vida Devocional ..................................... Era do Rádio ................................................................................ 186 v ........................... o estudo e a meditação do Espírito de Profecia ...................................................................... Aspectos positivos da televisão ................

............................................................................... 190 Anexos ANEXO A........................................................................................................................................................ Seminário 3: Desafios à autoridade bíblica no período das sete igrejas do Apocalipse .... 192 ANEXO B..........................................................................CONCLUSÃO FINAL ... 253 BIBLIOGRAFIA .......... Seminário 2: Sugestões práticas para a vida devocional ......................... Seminário 4: Protegendo a mente da influência negativa da mídia ...................... GRÁFICOS E TABELAS ........................................ 195 ANEXO C............................................................ SEMINÁRIOS ............................................ O USO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO NA EVANGELIZAÇÃO ADVENTISTA ............. 268 VITA ..................................... 188 Recomendações para futuras pesquisas ........ 204 211 218 228 245 ANEXO D................... AMOSTRA DA PESQUISA DE CAMPO ......................................................... Seminário 5: Métodos para interpretar o Espírito de Profecia ....................... 204 Seminário 1: Administrando o tempo de maneira eficaz ............................................................................................ 290 vi ........

................................... 140 5....... 145 12.................. 138 2.............................................................. 146 13..................................... Sentimento em relação à vida devocional ............................................................................................ 147 vii ........................ Tempo diário dedicado à oração . 145 11....................................................................................... Tempo diário dedicado ao estudo da Bíblia.............. 139 4. Renda familiar ...... Tempo diário acessando internet não como atividade profissional .. Sentimento em relação à participação nas atividades missionárias .................. 138 3. 144 10........................... Tempo diário assistindo filmes seculares .. incluindo a lição da ES ...................... 143 9........... Tempo diário ouvindo programa secular de rádio ............................... Tempo diário dedicado à leitura do Espírito de Profecia ...... Tempo diário na leitura de jornais e revistas seculares ... Participantes por grau de instrução ............................................................. 142 7......................LISTA DE GRÁFICOS 1............................................................. Tempo de batismo .................................... 141 6....... Tempo diário assistindo programa secular de televisão ...... 142 8...........................................................................................

. 149 4...................... Idade/Tempo diário para filmes seculares ......................... Idade/Freqüência à igreja – Culto quarta à noite ............ Idade/Tempo diário para estudo Espírito de Profecia ........................ Sexo/Tempo diário para leitura jornais e revistas seculares ............ 151 6................. Idade/Tempo diário para programa secular TV ...... 159 14..... 154 9....................................................................................................... 161 18.... 155 10.. 162 20................................ Freqüência aos cultos da igreja ......................................... 156 11......................................... 153 8... Idade/Freqüência à igreja – Culto domingo à noite ............................... 157 12.... 158 13........... 150 5................................ 160 15.............. Sexo/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) ..................................................... Idade/Sentimento quanto à participação atividades missionárias da igreja ....................... Idade/Tempo diário para internet não profissional ............................................... Idade/Freqüência à igreja – Culto JA ............................................................ Idade/Sentimento devocional ...................... 146 3................................. Sexo/Tempo diário para filmes seculares ....................................................................... 152 7... 163 viii ...........LISTA DE TABELAS 1..................................................................................... Estado civil/Tempo diário para internet não profissional ... Sexo/Tempo diário para oração .......................................................... 160 16............................................. Plano de amostragem ..... 161 19.... Idade/Tempo diário para oração .................................................................................................... 136 2.................................... Estado civil/Tempo diário para filmes seculares ................................................................ Idade/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) . Sexo/Tempo diário para internet não profissional .......................................... 161 17..............

..... 176 ix . Tempo diário para jornais e revistas seculares/Tempo diário para estudo Espírito de Profecia ....................................21. Estado civil/Tempo diário para oração .......................... Tempo diário para oração/Sentimento vida devocional ............................ 167 26... Tempo diário para jornais e revistas seculares/Tempo diário para oração ............... 172 33....................................................................................... Tempo diário para jornais e revistas seculares/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) .. Grau de instrução/Tempo diário para jornais e revistas seculares ....... Tempo diário para estudo Espírito de Profecia/Sentimento vida devocional ..................................... Tempo diário para internet não profissional/Sentimento vida devocional ............ 174 35....................................... 170 30.... 174 36.......................... 166 25............................................... Grau de instrução/Tempo diário para internet não profissional ....... Adventista batizado?/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) .. 171 31....... Tempo diário para programa secular TV/Sentimento vida devocional ................................................ 175 37...... 173 34.. Tempo diário para internet não profissional/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) ......................................................... 168 28......................... 164 23....... Tempo diário para internet não profissional/Tempo diário para estudo Espírito de Profecia ....................................................... 165 24.................. Tempo diário para oração/Sentimento participação missionária ................ 172 32.... 176 38........... Grau de instrução/Tempo diário para oração ...... 164 22....................... Tempo diário para internet não profissional/Sentimento vida devocional ................... Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES)/Sentimento vida devocional ............................... Estado civil/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) ...................... 168 27................................................... 169 29...

Cultura e Tecnologia Folha de São Paulo Igreja Adventista do Sétimo Dia x .LISTA DE ABREVIAÇÕES ACCH An AR AT At BB CeP CPB DC Dg E-book Ed ED Ep ES ESP Fc Fmct FSP IASD Acta Científica – Ciências Humanas Revista do Ancião Adventist Review Antigo Testamento Revista Atalaia Revista A Bíblia no Brasil Encíclica Comunio ET Progressio Casa Publicadora Brasileira Revista Decisão Diálogo Eletronic book ou livro eletrônico Elder’s Digest Revista Educação Adventista (Brasil) Revista Época Escola Sabatina O Estado de São Paulo Revista Família Cristã Revista Fameco – Mídia.

IÉ IB JA MC MI MK MM Mn Moc NT RA Ra Rac Rbcc RCE RCMI RH RM SA s/d s/p SI SISAC SM Isto É Revista Imprensa Brasileira Jovens Adventistas Revista Mensagem da Cruz Revista Ministério (Brasil) Revista Marketing Meio e Mensagem Revista Ministry Revista Mocidade Novo Testamento Revista Adventista (Brasil) Revista Adventista (Argentina) Revista Escola Adventista (Brasil) Revista Brasileira de Ciência e Comunicação Revista O Colportor Evangelista Revista Retrato Consultoria e Marketing e Ibope Review and Herald Revista Mensal Revista Super Amigo Sem data Sem página Revista Super Interessante Sistema Adventista de Comunicação Salário Mínimo xi .

ST STs SALT SDABC SDABD SDAE TV UNASP USNWR USB UCB UEB UNeB UCoB UNB Vj ABNT ISSO IEC Revista Sinais dos Tempos Signs of the Times Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia Seventiy-Day Adventist Bible Commentary Seventiy-Day Adventist Bible Dictionary Seventiy-Day Adventist Encyclopedia Televisão Centro Universitário Adventista São Paulo U.S. News & World Report União Sul Brasileira União Central Brasileira União Este Brasileira União Nordeste União Centro-Oeste Brasileira União Norte Brasileira Revista Veja Associação Brasileira de Normas Técnicas International Standardization Organization International Eletrotechnical Commission xii .

pelo amor e suporte incondicionais em todos os momentos. Manoel (in memoriam) e Rosa. À União Este Brasileira e à Associação Rio de Janeiro Sul.AGRADECIMENTOS Aos meus pais. pelo indescritível exemplo e inspiração em toda minha vida. Ao pastor João Custódio. e aos demais colegas que me motivaram no percurso desta árdua. Ao doutor José Carlos Ramos. ambas da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Aos pastores Nelson Duarte de Oliveira e Maurício Lima. de outro modo seria impossível realizar este sonho. e principalmente na elaboração deste projeto. por aprovarem a minha participação neste programa acadêmico. e concorrerem para a minha manutenção durante o curso. pela disposição em prestar o suporte financeiro em diferentes circunstâncias. porém compensadora caminhada estudantil. a começar e avançar nesta aventura acadêmica. À Divisão Sul Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia. À minha querida esposa Daisy e aos filhos. enquanto presidentes na referida Associação. pelo grande empenho em me orientar e motivar com sabedoria e prontidão durante toda a trajetória do programa. por acreditarem em mim. xiii . Caroline e Bruno. e me incentivarem. pela existência deste programa doutoral no Brasil e por patrocinar meus estudos.

À direção do UNASP-EC. Euzélio Vaz. que compreenderam a relevância do programa e aplicaram devidamente a pesquisa em suas igrejas. À professora Rita C. sou grato a Deus. pelo acolhimento no Campus e aos funcionários da Biblioteca pela disposição em favorecer o acesso aos materiais de pesquisa. Timóteo Soares. catalogação. por suas palavras de sábia orientação para que o trabalho se desenvolvesse corretamente. Vanderci Ramos Nogueira. encontrou tempo e condições para me assessorar na montagem. xiv . dispêndio de tempo e dinheiro em viagens para este fim. pelas sábias sugestões para enriquecer a pesquisa. Dany Benjamim. Ari Curvelo. Hélio Coutinho Costa. secretária do programa de Pós-graduação. Gilmar Batistoti. Aos professores. Ao professor Everson Muckenberger que. Dirceu Zanella). Paulo César Nogueira. Marcos Aguiar. Gilson Grübner. Acima de tudo. familiares e irmãos do distrito da Pavuna. Aos pastores das dez igrejas centrais das seis Uniões brasileiras (César Guandaline. que de alguma maneira me apoiaram e se mostraram felizes em meu empenho por buscar maiores conhecimentos para utilizar na causa de Deus. análise e interpretação dos dados referentes à pesquisa de campo. amigos. apesar de suas intensas atividades como professor e coordenador do curso de Administração no Unasp-Ec. evitando assim.Ao doutor Roberto Pereyra. pois somente por Seu auxílio e misericórdia foi possível chegar até aqui.

e Abraão.2 O único recurso disponível para resistir o mal. citações bíblicas neste estudo são extraídas da versão de João Ferreira de Almeida.1 CAPÍTULO I INTRODUÇÃO Os primeiros seres humanos viviam em conformidade com os princípios divinos. Mensageira do Senhor: O ministério profético de Ellen G. Ef 2:1). 209 e 210. 1993). Evelyn Christenson. revista e atualizada no Brasil. também possui a conotação de uma vida dedicada a Deus.3 A vida devocional é descrita na Bíblia de diferentes formas. Mas a entrada do pecado no mundo interrompeu essa comunicação (Is 59:2). Noé. usada em relação a Abraão (Is 41:8). Herbert E. White (Tatuí. destacam-se Enoque. A expressão “amigo de Deus”. baseada no estudo da Bíblia e na oração. Por exemplo. Ef 2:13. Douglass. 8. SP: Casa Publicadora Brasileira. 2001). 1Co 1:4. A esta expressão está associada a concessão de perdão (Ef 4:32). Gl 2:16 e Fl 20). 1997). O que acontece quando oramos por nossas famílias (São Paulo: Editora Mundo Cristão. denominado biblicamente “pecado” (Rm 3:23. 3 2 1 1 . e Deus Se comunicava com eles face a face.1 e a mente humana tornou-se um campo de batalha entre as forças espirituais do bem e as do mal. o AT registra a fórmula “andar com Deus” em alusão a pessoas que viviam em comunhão com Ele. que “andou” com Deus (Gn 5:22). 2ª ed. Entre as designações do NT para a devoção com Deus se encontra a fórmula paulina “em Cristo” (Rm 3:24. (São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil. que andava na “presença” de Deus (Gn 24:40). que “andava com Deus” (Gn 6:9). da justificação (Gl Salvo se indicado diferentemente. passou a ser então a “vida devocional”. através da qual todo ser humano pode contar com o poder sobrenatural de Deus para demover a opressão do pecado. Entre elas.

mas também sobre a vida espiritual de outros. da reconciliação (Ef 2:13).. Ellen G. Comentando esta dificuldade na vida espiritual. Corazones en sintonia con Dios (Miame. Seventh-day Adventist Bible Commentary (Washington. Esta obra doravante será referida como SDABC. pois ele era uma pessoa justa (1:1. este pensamento não refletia o real motivo do sofrimento do patriarca. Doravante esta obra será referida como O desejado. estavam em risco de atribuir a honra a si mesmos. 1994). O desejado de todas as nações (Tatuí. da “redenção” (Rm 3:24). isto produz uma tendência de orar menos e ter menos fé. White. da unidade cristã (Rm 12:5) e da “vida eterna” (Rm 6:23). 67. moral e religioso. conseqüentemente. Esta negligência tem sido a razão básica do declínio no âmbito social. perde de vista a dependência de Deus. Francis D. 2004). a louca corrida por ideais seculares. seu amigo Elifaz afirmou: “Tornas vão o temor de Deus e diminuis a devoção a Ele devida” (Jó 15:4). 5 Ciente desse problema. Por contraste.4 Já nos dias do patriarca Jó. tem levado o ser humano a confiar mais em planos e métodos humanos. expressa algo inerente à natureza humana pecaminosa. caindo assim sob as tentações de Satanás”. ed. no entanto.2 2:17). em risco de nutrir orgulho espiritual. o próprio Cristo advertiu que os valores espirituais deveriam ser considerados pelos Seus seguidores como absolutamente prioritários (Mt 6:33). DC: Review and Herald. 42:7). O ser humano é tentado a não dedicar tempo suficiente à meditação. Todavia. à oração e ao estudo da Palavra de Deus e. 3:539. a atitude irreligiosa de Jó tinha um efeito contraproducente não só sobre ele mesmo. o maior perigo para a alma humana não é físico ou material. 4 Jonh e Millie Youngberg. da novidade de vida (2Co 5:17). SP: Casa Publicadora Brasileira. Segundo Elifaz. e sim a tendência natural de relegar a um plano secundário a devoção devida ao Criador. Lamentavelmente. FL: Associacion Publicadora Interamericana. 6 5 . White afirma que “como os discípulos houvessem visto o êxito de seus labores. Nichol. 360.6 Naturalmente. e até mesmo pelo desejo de realizar grandes empreendimentos para Deus. Ellen G. 1954).

Lamentavelmente. 78. vão para o trabalho.. 8 Eventuais efeitos deletérios desse fenômeno. . Alberto R. sem um momento diário a sós com Deus. que por certo arruínam a vida cristã. C. em George B. In His Name (Washington. 54. seriam neutralizados se cada pessoa se empenhasse por um viver contínuo com Deus. bebem. Thompson. retornam para casa. levantam. Timm. tecnológicas e comportamentais têm absorvido o tempo que deveria ser usado com as coisas imperecíveis e eternas. Comem. 1939). DC: Review & Herald. Existe somente um lugar onde o justo pode estar seguro – o convívio com Deus (ver Pv 18:10). n. vol. 5 (2o semestre de 2003). 39.9 Esse é um problema extremamente grave principalmente à luz da advertência do próprio Cristo em Mateus 6:33: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus . 2. cit. Bunch. CA: Pacific Press. Ryle. Ryle afirma que “milhares de pessoas nunca dedicam tempo para oração. Definição do Problema Teólogos têm reconhecido que existe uma tendência natural à negligência da devoção a Deus. 1918). “A família sob o impacto de cinco grandes revoluções”.3 Não há como ser um vitorioso nas lutas da vida. mas nunca falam com Deus.”. The Perfect Prayer (Mountain View. 9 J. as revoluções ideológicas. Vivem à semelhança de uma besta que perece”. ao que clama em contrição sincera. 7 8 Taylor G. e é por isso que Ele é o caminho de escape contra a tentação. tecnológicas e comportamentais têm absorvido o tempo que deveria ser empregado para a comunhão com Deus.. pois Ele reveste de força e dá o triunfo. dormem. ACCH. Cristo é o meio de se desfrutar esse privilégio (Jo 14:6). 7 As revoluções ideológicas.

10 Se a televisão desestimula a leitura. A relevância deste assunto é tal que em abril de 2004. . até hoje.4 Naturalmente. e considerando que nenhum estudo específico. presidente da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Rodriguez propôs a inclusão de uma nova crença devocional dos 10 11 Ellis Cashmore. avaliou como a mídia interfere na comunhão com Deus.11 Neste mesmo contexto. em Jonathan Gallagher. Jan Paulsen. “Growing in Christ”. através do presente projeto procurou-se oferecer. fatores decisivos para a vida devocional. a cultura da mídia desempenha um papel relevante no processo contrário à prática devocional recomendada pela Bíblia. votada há 25 anos atrás. . 4:3. 1998). Angel M. deveria ser revisada. Justificativa do Estudo Levando-se em conta o duplo fato: (1)Tendência natural no ser humano para ser negligente na prática devocional. manipula hábitos de consumo. é fator preponderante para uma situação tal. torna as pessoas violentas. na reunião de inverno.E a televisão se fez (São Paulo: Summus Editorial. 4).. uma contribuição para vitalizar a prática Adventistas do Sétimo Dia no Brasil. ela pode conspirar contra o estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia. AR. Esta negligência se agravaria nos “últimos dias” pela complexidade de um mundo onde o tempo necessário para comunhão com Deus é absorvido por atividades seculares (2Tm 3:1-5.. usada sem nenhum critério. 18 e 19. e (2) o uso indiscriminado da mídia. e desestimula a leitura. cit. Jan Paulsen. 10. contribui para a negligência na comunhão. observou que a corrente lista de nossas crenças fundamentais. maio de 2004. A respeito dos efeitos negativos da televisão. Especialmente a mídia contemporânea. Ellis Cashmore observa que ela deteriora o cérebro.

2006). cit. administração do tempo. Envolve a influência negativa da mídia sobre a mente. Com isso em vista.5 fundamental já praticada na Igreja Adventista: “Crescimento em Cristo”. Este item foi incluso na Assembléia da Conferência Geral em 2005. SP: Casa Publicadora Brasileira. oração. far-se-á uma análise bibliográfica e uma pesquisa de campo com membros de dez igrejas adventistas do sétimo dia do Brasil. ou outros documentos que possam interessar à pesquisa. na procura de textos teóricos. Escopo e Delimitações do Estudo O estudo trata do impacto da mídia sobre a vida devocional. Angel M. 13 12 . Não se aborda a comunhão mística e contemplativa. 151. estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia.13 Com base na apresentação. Cada pessoa é chamada a crescer à semelhança do caráter de Jesus.12 Propósito do Estudo O presente estudo tem por objetivo descobrir e analisar como a mídia contemporânea interfere na vida devocional dos cristãos adventistas brasileiros. 12 e 13. João Augusto Máttar Neto descreve que para fundamentar a pesquisa de campo utiliza-se de biblioteca. interpretação e correlação da pesquisa. mantendo comunhão diária com Ele por meio da oração e alimentando-se de Sua Palavra. Entende-se que a primeira é fundamental para se estabelecer os parâmetros da segunda. em ibidem. exceto para distingui-la do modelo bíblico da comunhão com Deus. Metodologia cientifica na era da informática (São Paulo: Editora Saraiva. ver Manual da igreja (Tatuí. desde era préimprensa até a internet. Rodriguez. Quanto a esta nova crença fundamental. análise. far-se-á considerações e recomendações com conclusões para melhorar os hábitos devocionais dos cristãos adventistas. envolvendo a comunhão pessoal com Deus. ou outros métodos próprios do orientalismo. de artigos que corroborem a hipótese proposta. 2003).

16 A pesquisa de campo. Taylor G.035 146.6 A seção sobre o desenvolvimento da mídia e sua influência sobre a vida religiosa não se detém nos aspectos técnicos daquela. Sendo que no período de 1911 a 1919. 1939). 2008).18 Revisão de literatura A primeira parte do presente estudo discute os princípios fundamentais da vida devocional. Também é um termo que pode englobar diversas áreas de conhecimento que envolvam a difusão comercial de produtos. e Matilda Erickson Andross trata do supremo privilégio em dedicar tempo para estar a sós com Deus.065 2.20 Kay Arthur descreve que a livre graça divina Entende-se por aspectos técnicos da mídia.14 ou em qualquer item a ela afim.208 91. a utilização de equipamentos para sua veiculação e a capacitação de pessoas para divulgá-la. O termo publicidade tem a conotação de habilitação do curso de graduação em Comunicação Social. Bunch alude ao valor da experiência individual para se obter uma perfeita comunhão com Deus. permanecendo a mesma geografia. 19 20 Matilda Erickson Andross. tais como publicidade. o lançamento e a sustentação de um produto ou serviço no mercado consumidor. em especial atividades como o planejamento.17 num processo representativo.955 581.15 locução e marketing.577 180. Bunch. The Perfect Prayer (Mountain View. . Ver RM. criação. limita-se a dez Igrejas Adventistas do Sétimo Dia centrais das seis “Uniões” do território brasileiro. 17 18 16 15 14 Ver Anexo A.178 250. os relatórios apontam Uniões Brasileiras e no período de 1918 a 1920. setembro de 1919. até que em 1936 foi organizada a União Norte Brasileira. se chamava Missões Unidas Norte Brasileiras. As Uniões são: União UEB USB UNB UCB UNeB UCoB Divisão Fundação 1919 1920 1936 1986 1996 2005 1916 Número de membros 149. CA: Pacific Press.19 Taylor G. 1961). Em 1920 este última nomenclatura foi mudada para União Este Brasileira.575.141 Extraído do Seventh–Day Adventist Yearbook (Review Herald. veiculação e produção de peças publicitárias. O termo marketing representa o conjunto de estratégias e ações que provêem o desenvolvimento. Alone with God (Mountain View. CA: Pacific Press.

ensina como andar na presença de Deus.21 Martyn Lloyd-Jones enfatiza a necessidade de abandonar o tradicionalismo e o modernismo e voltar a um relacionamento profundo. s/d). 2004). 27 Jim Hohnberger.23 Ellen G. Pacific Press. ed. White. I Need Grace to Market It (Sisters. 24 Thomas S. Ellen G. Geoffrey Wainwright e Edward Yarnord. ID. Lord. O segredo da bênção espiritual (São Paulo: Editora Textus. aprazível e sincero com Deus. eds. 2002). 1986). romana. anglicana e pentecostal). OR: Questar Publishers. Kepler.. deste modo. histórica (com ênfase nos pais da igreja apostólica tanto do ocidente como do oriente) e tradição (com ênfase nas correntes ortodoxa.22 Cheslyn Jones. Geoffrey Wainwright e Edward Yarnord abordam a espiritualidade na perspectiva teológica (raízes bíblicas no AT e NT). White oferece um amplo conteúdo acerca da prioridade que deve ser dada à devoção individual. Caminho a Cristo (Tatuí. Martyn Lloyd-Jones. ed. 26 25 24 Miguel Pinheiro. SP: Casa Publicadora Brasileira. paralelamente com eventos da história da igreja. Tim e Julie Canuteson. 2006). 28 . 25 Miguel Pinheiro apresenta seminários práticos com ênfase na reeducação dos hábitos devocionais. 1977).27 Tibor Shelley inspira a encontrar mais tempo e significado na comunhão. 1997). MI: Baker Book House.. exteriores como caminho para o crescimento 21 22 23 Kay Arthur. The Study of Spirituality (New York: Oxford University Press.. Kepler destaca o pensamento de grandes personagens religiosos em diferentes épocas. Cheslyn Jones. Thomas S.26 Jim Hohnberger. Anthology of Devotional Literature (Grand Rapids. Tim e Julie Canuteson relatam a história da própria família em busca de uma genuína experiência com Deus. SP: Casa Publicadora Brasileira. SP: Casa Publicadora Brasileira. Santidade e comunhão (Tatuí.28 Richard J.7 conduz a pessoa para um íntimo relacionamento com Deus. Doravante esta obra será referida como Caminho. 1989). Tibor Shelley. Fuga para Deus (Tatuí. Foster destaca as disciplinas interiores. Comunion with God (Nampa.

Bounds relaciona a oração com a fé.34 Carolyn Shealy and William L. Apaixone-se pela oração (Curitiba.8 espiritual. Mike MacIntosh. 1995).32 Estes autores citados salientam temas relacionados a métodos. Foster.37 E. Christerson. ID: Pacific Press. 1999). SP: Editora Cristã Unida. Carolyn Shealy and William L. com o desejo. Self apontam um sistema de oração como sendo mais que um serviço litúrgico. 1996). PR: Santos. Celebração da disciplina (São Paulo: Vida. Thompson. objetivos e importância de relacionar-se intimamente com Deus. Thompson destaca o valor da oração fazendo uso de textos bíblicos com uma abordagem homilética para a época contemporânea. Randy Maxwell. com base na oração do Senhor. If My People Pray (Nampa. Hernandes Dias Lopes. 2004). Youngberg. Learning to Pray (Nampa. Foster. M.35 Randy Maxwell descreve a oração como uma experiência relacional. ID: Pacific Press.31 Evely Christerson fala da oração em família como sendo o meio mais adequado para eliminar a opressão do pecado. Foster ajuda a encontrar respostas para muitas dúvidas e dificuldades em relação à oração. no entanto. Richard J. Oração (Campinas. 29 Hernandes Dias Lopes ressalta como descobrir e conhecer as mais variadas manifestações que Deus utiliza para falar aos seres humanos. com a verdade.36 Richard J. 33 Mike MacIntosh mostra como descobrir o que está faltando na vida de oração e como encontrar alegria na prece incessante. Self. como uma chave para buscar os ilimitados recursos do Céu. .30 John e Millie Youngberg enfatizam o culto familiar como fator de união da família e preservação da herança religiosa para as próximas gerações. eles não tratam do impacto da mídia sobre a vida devocional. 29 30 31 32 33 34 35 36 37 Richard J. George B. A Poderosa voz de Deus (São Paulo: Hagnos. 2000). 2002).

8-10 . M. Porter destaca como os hebreus mensuravam o tempo. Martha Gene Meraviglia. M. 1988).43 Ellen G. BB. MI: Eerdmans. MD: Ministerial Association General Conference of Seventh-day Adventists.40 Robert H. e conduz a pessoa a Cristo.9 com o fervor. James Orr. 39 38 Sandra Lee Clark Ragl. Bounds. com a obediência. novembro de 2004. H.45 James Nix destaca algumas razões claras para se crer e meditar na Bíblia e nos escritos inspirados. Para você que quer ser um líder (São Paulo: Seminário Latino Americano de Teologia. Bounds on Prayer (Grand Rapids. com a vigilância e com a Palavra de Deus. “Time”. White ressalta que a leitura. ed. 41 H. “A importância do estudo da Bíblia”. 43 44 42 41 40 Francisco Jalics. a Palavra de Deus responde às inquietações de forma a dar sentido a vida humana. 45 46 Walter Altman. 1990). Prayer and the Well-Being of the Older Adult (Florida: Atlantic University. The Complete Works of E. julho a setembro de 2005.38 Por meio de uma pesquisa qualitativa. “A Luz Ainda Brilha”. 1949). o estudo e a meditação na Bíblia ocupam um lugar muito importante na vida devocional44 Walter Altman comenta que em meio à grande quantidade de livros seculares e religiosos existentes. White. 1997). James Nix. Robert H. Ellen G.39 Martha Gene Meraviglia correlaciona os efeitos imediatos da espiritualidade entre o impacto do câncer e o senso de bem estar nos pacientes com câncer do pulmão. International Standard Bible Encyclopedia (Grand Rapids. The Mediating Effects of Meaning in Life and Prayer on the Physical and Psychological Responses of People Experiencing Lung Câncer – tese doutoral (Texas: University of Texas. 34.42 Francisco Jalics comenta as razões para a leitura e estudo da Bíblia. Porter. RA. com o caráter e conduta. e meditação nela. Aprendendo a orar (São Paulo: Edições Paulinas. Sandra Lee Clark Ragl apresenta um estudo acerca da influência que a oração promove para o relacionamento íntimo com Deus e para o bem estar de uma pessoa idosa. 1981). MI: Baker Book House.46 E. Pierson escreve acerca da importância da administração do tempo para o desempenho de uma liderança mais eficaz. Pastoral Ministry (Silver Spring.. 2001). Pierson. 1995).

1995). vol. Hasel descreve que o dom profético é um firme fundamento para a fé e uma revelação da vontade de Deus para nossas vidas 47 Entre os autores citados que aludem o impacto da mídia sobre a vida devocional. História da imprensa no Brasil (Rio de Janeiro: Mauad. o papel. 2. Nelson Werneck Sodré. 1999). “A Integridade do dom profético”.52 Antonio Carlos Xavier analisa a interação que se estabelece entre o comunicador de rádio e seus ouvintes. Timm. Sobre ética e imprensa (São Paulo: Companhias das Letras. Wilson Martins. Puntel. a imprensa de Gutenberg.50 Nelson Werneck Sodré ressalta a imprensa desde a era colonial. sexual. 2002). . Antonio Carlos Xavier. SP: Editora Mantiqueira). Hasel. 5 (2o semestre de 2003). Comunicação do grito ao satélite (Campos do Jordão. período da independência e as crises do controle rígido que a imprensa teve que superar. bem como o excesso de informação que podem tornar as pessoas extremamente teóricas e apáticas às necessidades reais da vida. com destaque nos temas relacionados as bibliotecas antigas e modernas. Alberto R. n. 2005).53 Joana T. a ponto de se sentirem confusas e mal informadas. Puntel trata de um estudo sobre a problemática cultural da comunicação e o posicionamento da Igreja nesse contexto.49 Antonio Costela descreve os progressos das comunicação no Brasil e no Mundo. “A família sob o impacto de cinco grandes revoluções”. 49 50 51 52 53 Eugênio Bucci. Alberto R. RA. Acta Científica – Ciências Humanas. outubro de 1982. A palavra escrita (São Paulo: Ática. Cultura midiática e igreja (São Paulo: Edições Paulinas. Rádio e interação verbal: monólogo ou conversação (Recife: Universidade Federal de Pernambuco. tecnológica e cibernética trouxeram para a sociedade e a família.51 Wilson Martins aborda a história do livro e da imprensa desde o surgimento da escrita até o livro contemporâneo. a imprensa no Brasil e as principais bibliotecas brasileiras. 54 Joana T. 48 Eugênio Bucci destaca os conteúdos corruptores da mídia impressa. 9-11. 54.54 Oliver Krüger enfatiza como os 47 48 Gerhard F.10 Gerhard F. Antonio Costela. os manuscritos medievais. 1996). feminista. Timm comenta a influência negativa que as revoluções industrial.

2001). Mídias sem limite (Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira. La economia digital (Santafé de Bogotá. 2003). and the Internet: The History of Evolution and the Utopia of Community in Media Society (Princeton.11 grupos religiosos homogêneos tratam os meios eletrônicos. para a sociedade e para os indivíduos. Gaia. DC: McGRAW-HILL. Todd Gitlin.62 Rita Rezende Vieira Peixoto Migliora descreve o impacto da televisão na vida das crianças — correlacionada ao tempo dedicado à prática de ver tevê e às atividades Oliver Krüger. 2004). Mírlei Aparecida Malvezzi Valenzi. 1997). de sua identidade cultural. O livro de ouro da comunicação (Rio de Janeiro: Ediouro. . também descreve como a superação audiovisual não se esgota na realização de desejos por entretenimentos e prazer instantâneos.58 Todd Gitlin mostra o que está por trás das ilimitadas promessas de satisfação. 'The Wonder Years': a identidade americana na mídia televisiva. God. 2001). principalmente. 56 57 58 59 60 61 62 55 John Downing. 2003). Don Tapscott. Silvana Gontijo. SP: Edusc.60 Don Tapscott faz uma análise ampla dos perigos que a revolução da informação suscita para os negócios. dissertação de mestrado (São Paulo: USP.55 John Downing faz uma análise panorâmica de como os grupos sociais utilizam a mídia e a cultura para lutar pela transformação social. A cultura da mídia (Bauru. Mídia radical (São Paulo: Editora Senac. 2007). Douglas Kellner.59 Silvana Gontijo trata da história da comunicação a era pré-escrita até a era contemporânea da cibernética. particularmente quando há um conflito entre o uso da nova tecnologia e os valores religiosos.61 Mírlei Aparecida Malvezzi Valenzi analisa como a mídia televisiva norte-americana influencia e reforça não só seu sistema de representação mas. dos dramas e suspenses. IN: Princeton University. Alison Armstrong e Charles Casement.56 Douglas Kellner oferece um amplo estudo sobre a utilização da mídia para influenciar a cultura contemporânea. A criança e a máquina (Porto Alegre: Artmed. 57 Alison Armstrong e Charles Casement apresentam como a falta de crítica quanto ao uso de computadores nas escolas levou a uma das mais caras e menos produtivas revoluções na história da educação. 2001). para os governos.

64 Raquel de Barros Pinto Miguel e Maria Juracy Filgueiras Toneli descrevem sobre o conteúdo sexual veiculado pela mídia e sua influência na sexualidade do adolescente. Violência na mídia e seu impacto na vida dos adolescentes: reflexões e propostas de prevenção sob a ótica da saúde pública – tese doutoral (Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública. Para ela o cuidado do corpo deve ser o primeiro meio de comunicação. filmes e seriados) e sentem imenso prazer em se relacionar com elas. 66 65 64 . Recomenda propostas consideradas essenciais para serem adotadas pelo setor saúde. a utilização da mídia para influenciar a cultura contemporânea. a veiculação 63 Rita Rezende Vieira Peixoto Migliora. o culto familiar. traçando um percurso que vai da Antigüidade a nossos dias. Enfatiza o uso do corpo como sistema complexo de signos a serem decodificados biológica e culturalmente.12 que as crianças deixam de fazer em função disso.66 Apesar dos autores tratarem de temas relevantes. Crianças e televisão: um estudo de audiência infantil e de fatores intervenientes (Rio de Janeiro.65 Kathie Njaine evidencia as condições de produção e consumo da violência na mídia e sua interação com os adolescentes no Brasil. 2007). como devoção com Deus. Kathie Njaine. a oração. 2007). sexualidade e mídia: uma breve revisão da literatura nacional e internacional – tese doutoral (Florianópolis: UFSC.63 Adriana Leite de Sousa Ladeira propõe um estudo do corpo como canal de comunicação. Adolescência. tem preferência por linguagem de ficção (telenovelas. 2004). 2001). A influência da mídia e os estereótipos corporais – dissertação de mestrado (Rio de Janeiro: UFRJ. principalmente quando a escola se localiza em comunidades violentas e os educadores não promovem um debate adequado sobre a questão. PUC-Rio. Raquel de Barros Pinto Miguel e Maria Juracy Filgueiras Toneli. Adriana Leite de Sousa Ladeira. Este estudo demonstrou que a violência na mídia possui relação importante com o ambiente escolar. ela interfere no convívio familiar e afeta o cotidiano dos adolescentes. Seu estudo mostrou que as crianças que dedicam mais de três horas diárias assistindo televisão. Os veículos midiáticos mais explorados nos estudos são a televisão e as revistas.

no grego koin$nia significa a estreita união e laços fraternais entre seres humanos. 2002). Deonísio da Silva. nenhum deles.13 de dramas e suspenses para influenciar de maneira perniciosa a mente humana. exclusão. 1:838 e 839.67 O vocábulo teve originalmente vinculação religiosa. em hebraico h!rem – devoto.69 Neste estudo. Definição de Termos “Devoção”. é conectada à idéia de santidade. comunhão aponta para o relacionamento de fé com Cristo. Este autor destaca que a vida moderna roubou do ser humano a maior parte do tempo que ele tinha disponível para pensar e cultivar a vida interior. o termo tem conotação religiosa. .. The Interpreter´s Dictionary of the Bible George (New York: Abingdon Press. o impacto imoral dos meios de comunicação sobre a mente das crianças. 70 69 68 67 Ver 1 Co 10:16. Para ele. Arthur Buttrick. indicando sentimentos humanos em relação a superiores ou a deuses. quanto se saiba. 146. “Comunhão”. separação. isto é. 1976). ressalta os princípios da vida devocional. tal como empregado pelo apóstolo Paulo. os perigos que a mídia suscita para os governos. sociedade e indivíduos. “Devoted”. tudo isso sob o impacto da mídia contemporânea. bem como a comunhão evidente e ininterrupta entre homens e deuses.70 Gerhard Von Rad. Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira define comunhão como participação em comum em crenças ou idéias. A vida íntima das palavras (São Paulo: Editora Arx.68 A fórmula “vida devocional” é usada no sentido de dedicação íntima Àquele que é alvo de veneração universal. Fl 2:1 e Fm 6. ed. a comunhão com Deus mediante uma sábia administração do tempo que faculte o estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia. Pequeno dicionário brasileiro da língua portuguesa (Rio de Janeiro: Editora Nacional. sagrado. A raiz desta palavra é usada em toda a linguagem semítica para denotar coisas proibidas. a saber. 1962). Deus. e a prática da oração. 307.

. Carlos Alberto Rabaça e Gustavo Barbosa definem mídia como grafia aportuguesada do inglês media (Dicionário de comunicação [São Paulo: Editora Ática. uso de força. Publisher. OH: Geo.html. Ver Ricardo Ramos. A fórmula. White (compilação dos livros do Espírito de Profecia). designa os meios de comunicação: jornais. A. São 365 (ou 366 se o ano for bissexto) tópicos de leitura diária para o culto matutino. Designa longos períodos marcados por fatos importantes. 316. 11. e significa por tudo em comum. Enciclopédia da Memória Adventista no Brasil (disponível no site http://www. estudar. etc. 73 74 75 72 71 Deonísio da Silva. cinema.71 “Impacto” vem do latim impactu e significa colisão ou choque. Pflaum. De 1953 a 1955. jornal. elabora um livro devocional intitulado.73 “Comunicação” é definida por Woods como uma troca de informações. Propaganda (São Paulo: Global Editora. Desde 1953 a Igreja Adventista do Sétimo Dia. 1998). meio. De três em três anos. O termo pressupõe pressão. The Media Maze (Dayton. idéias ou atitudes entre pessoas. “Mídia” faz referência aos diversos sistemas de comunicação: imprensa.com/comunicação/201-o-relacionamento-na-era-da-informação. plural de medium. Deonísio da Silva.14 “Meditação” vem do latim meditatione e trás o sentido de ponderar. TV. 1969). televisiva e internet. etc.br/). e também a área da propaganda especializada na distribuição da mensagem comercial. Meditação Matinal. e a partir de 1956 em forma de livro.74 e. sugere a mídia impressa. 1977). rádio. propaganda em geral.75 “Comunicar” deriva do latim “comunicare”. época. posteriormente mudado para Meditações diárias. Ferreira argumenta que “comunicação” abrange todos os símbolos entre os homens.memoriaadventista. 1995]. 400). e Valdecir Simões Lima. Richard Woods.72 Ou pode ser tomada como cada um desses sistemas.com. 59. “Era” vem do latim aera. revistas.igrejaunasp. este devocional é de autoria de Ellen G. rádio. revista. Timm. televisão. site www. Alberto R. refletir e pensar sobre algo. publicado no Brasil pela Casa Publicadora Brasileira com o fim de estimular a fé e consagração dos seus membros. e os meios de propagá-los no espaço e preservá-los no tempo. radiofônica.. Dicionário de sociologia (São Paulo: Editora José Bushatsky. 173. outdoor. “principais meios de comunicação”. foi conhecido e editado em forma de calendário.146. Luiz Pinto Ferreira. internet.

os principais veículos da mídia podem ser divididos em dois grandes grupos: mídia eletrônica (TV. criação.78 Metodologia A proposta central deste estudo é descobrir se existe influência negativa da mídia sobre os valores espirituais. veiculação e produção de peças publicitárias. ilustrações. organização. listas e guias. A mídia impressa trabalha fundamentalmente com o sentido da visão. e da audição e visão (televisão e cinema). a investigação é iniciada com o levantamento de dados bibliográficos que discutem os princípios devocionais e a influência da mídia. 2002). rádio e cinema) e mídia posições ou impressa (revistas. “Marketing” representa o conjunto de estratégias e ações que provêem o desenvolvimento.15 “Publicidade” pode englobar diversas áreas de conhecimento que envolvam a difusão comercial de produtos. 94 e 95. 12. análise e interpretação de dados e para a utilização dos mesmos na tomada de decisões. 13. desde a era da 76 77 78 Rafael Sampaio.77 “Estatística” é parte da matemática aplicada que fornece métodos para a coleta. Estatística fácil (São Paulo: Editora Saraiva. o lançamento e a sustentação de um produto ou serviço no mercado consumidor. Antônio Arnot Crespo. em especial atividades como o planejamento. jornais e mala direta). Propaganda de A a Z (Rio de Janeiro: Editora Campus. . 2003). formas) e textos. De acordo com Sampaio. descrição. Para isso. Ibidem. acionada por imagens (fotos.76 “Método científico” é o conjunto de meios dispostos convenientemente para se chegar ao fim que se deseja. A mídia eletrônica opera com o sentido da audição (rádio).

Quanto à pesquisa de campo. pesquisas em sites. A análise será construída a partir da coleta destes dados. ressaltando a importância da comunhão com Deus. enciclopédias eletrônicas em CDRom. Como recurso para o desenvolvimento desta pesquisa. com sugestões e conclusões. do rádio. serão utilizados dicionários especializados. DVD e mesmo online. administração do 79 Ibidem. anuários. a Bíblia e os escritos de Ellen G. fontes de dados estatísticos. O estudo é bibliográfico. O mesmo é baseado em uma pesquisa de campo fundamentada por dados bibliográficos.16 imprensa. White. . será estabelecida uma abordagem objetiva e subjetiva de dados visando uma compreensão do comportamento do universo pesquisado. enciclopédias. O capítulo dois apresenta um estudo bibliográfico com base em renomados autores que abordam o tema. 156. Resumo do Estudo Este estudo objetiva analisar a vida devocional sobre o impacto da mídia contemporânea. periódicos. a interpretação. acima de tudo. livros. e com recomendações e sugestões aos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia em seus hábitos devocionais. secundado por uma pesquisa de campo com aplicação pastoral para recomendações e sugestões aos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia em seus hábitos devocionais. também será relevante a consulta a teses e dissertações que subsidiam a elaboração deste estudo. fragmentos de conversas com professores. da televisão e da internet. atlas. anotações extraídas da própria mídia. coleções de abstrats (que resumem artigos). será formulada segundo o que as respostas obtidas e analisadas indicarem.79 e.

da televisão e da internet.17 tempo. do rádio. e sua influência sobre a mente e a vida devocional. O capítulo quatro descreve a apresentação. correlações e interpretações de dados de uma pesquisa de campo feita com o objetivo de identificar a influência exercida pela mídia sobre os membros da Igreja. a conclusão do estudo inclui uma aplicação prática a ser cumprida por meio de seminários constantes no anexo C e voltados para os membros da igreja. e avançando para a era da imprensa. O capítulo três ressalta o desenvolvimento positivo e negativo da mídia a partir da era pré-imprensa. Finalmente. oração. O capítulo cinco apresenta recomendações e sugestões com base nos dados obtidos por meio da pesquisa. estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia como algo fundamental para a vida cristã. análise. .

essas relações se efetivam no exercício da devoção a Ele.18 CAPÍTULO II PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA VIDA DEVOCIONAL Este capítulo contém um estudo teológico com base na Bíblia. 1 A expressão “ser cósmico”. é dissociado da devoção popular e transcendental de origem oriental. Antes de tudo. o uso do termo “devoção cristã”. ou transcendental. porém. pode ser empregada tanto em referência a Deus como a Satanás. Por outro lado. Aqueles que possuem o senso de não se pertencer a ninguém. O intenso valor que se dispensa à linhagem ilustra a importância de se manter a raiz genealógica própria. Meditação Popular Versus Comunhão com Deus A devoção tem sido considerada uma das maneiras em que o ser humano pode se identificar com o “ser cósmico” a quem pertence e adora. A necessidade de se pertencer é algo inerente à natureza humana. Espírito de Profecia e outras fontes que oferecem relevante contribuição para o presente tema. No que diz respeito a Deus. Deus criou os seres humanos para desfrutarem relações próximas com Ele e uns com os outros (Mt 22:37 e 39). um relacionamento de amor e companheirismo é essencial para o crescimento saudável em todos os níveis da vida.1 Nesta abordagem. geralmente ficam desmotivados. amargurados e até apresentam um comportamento rebelde. é necessário que se diferencie a chamada devoção popular. Freqüentemente se ouvem histórias de pessoas que gastam tempo e dinheiro para encontrar parentes que desapareceram. da devoção a Deus. 18 .

os quais incluem o êxtase místico por meio da dança. dezembro de 2001. num encontro dos Beatles com o guru Mararishi Mahesh Yogi. inibindo os sentidos e esvaziando a mente. . Estes valores. O budismo tem a meditação como um método de examinar a realidade pessoal e eliminar condicionamentos. 4 Assim. RA. outubro de 2003. M. Para o hinduísmo a meditação é uma das principais práticas de conjunto de escolas da Índia. para a religião bíblica. desde então. agosto de 1981. na filosofia. Este autor ressalta que cada religião tem sua versão dessa prática. M. nos ideais culturais. Richards Jr. H. “A arte da meditação cristã”. atesta a capacidade da meditação popular para baixar o metabolismo do corpo.. 12-14. “É só respirar”. 12-14. o corpo é parte essencial que nos permite usufruir as coisas de Deus. Em vez de esvaziar a mente para chegar à consciência Jomar Morais. ao invés de buscar a verdade e praticar a devoção pessoal para com Deus. S. atraem adeptos de toda parte. Ele surgiu em 1967. iniciou a expansão da meditação transcendental no ocidente e o florescimento de uma infinidade de gurus e técnicas meditativas que. tudo isso sem perder o estado de alerta.3 O perigo dessa meditação popular consiste em que os adeptos não sentem a necessidade de Deus e procuram encontrar uma vida de paz longe de Cristo. 59. menos deprimidas e com melhor qualidade de vida. essa prática está associada à crença na imortalidade da alma humana. o ritmo cardíaco. sua prisão material. ainda que úteis para a vida intelectual e de relações humanas. para muitos. SI. extraindo de si mesmos os recursos positivos que necessitam para melhorar.. 3 4 2 Ella Rydzewski. Richards Jr. da Harvard Medical School. S. sem dormir. Pesquisas evidenciam que esse tipo de meditação pode levar a pessoa a sentir-se bem pela auto-suficiência.19 A meditação popular exige concentrar-se cada vez menos em coisas. a pressão sanguínea e reduzir as ondas do cérebro. O islamismo incorpora a meditação aos seus rituais. Este autor realça que. ou seja. carecem de uma dimensão que nos transcenda à Fonte de nossa existência. Os praticantes de vários tipos de meditação oriental declaram que a realidade só é alcançada quando a alma se liberta do corpo. nas chamadas ciências do espírito.. e. At. León Gambetta enfatiza que. na psicologia. 17. o ritmo respiratório. comenta que um surto de meditações varreu o mundo na década de 70. Richards Jr. “Meditação ou medicação”.2 Ela parece funcionar como um meio de relaxamento que ajuda as pessoas a se sentirem mais tranqüilas. Há um outro grupo que explora a meditação transcendental conhecido como os independentes. Cit. os valores espirituais estão na arte. Herbert Berson. em H.

obedecer-Lhe a voz e estar à Sua disposição. os santos anjos. A parte humana é manter comunhão com o Senhor. 1978). e o último estado daquele homem se torna pior do que o primeiro” (Mt 12:43-45). caminhando pelo jardim com a fresca do 5 6 Ibidem. desconhecer o valor da meditação cristã. donde saí [. e. 13 e 14. pois Ele conhece os propósitos para a vida do homem. “Meditação.] Então.. RA. e. Celebração da disciplina (São Paulo: Vida. 11.20 cósmica.7 Portanto. fevereiro de 2002. Ronald Rutter. 2000).6 Ella Rydzewski comenta que “a meditação. que não põe Cristo como o centro da existência. Doutrina bíblica da oração (Rio de Janeiro: Juerp.5 Jesus mencionou a história do homem que se esvaziara do mal. Para uma compreensão mais ampla do valor da meditação cristã. Foster. 9 Ao compreender as principais diferenças entre a devoção popular e a devoção a Deus. 28. não o achando. Rydzewski.. e deles recebiam conselho e instrução. o próximo passo é aprofundar o conhecimento naquilo que Deus revelou como sendo a verdadeira devoção. 8 9 7 Tércio Sarli. 28. Il: Tyndale House. é vazia” e sem sentido. sua importância na vida cristã”. Outras vezes. entrando. 16-78. 17. ver David Ray.8 As grandes experiências com Deus são de Sua própria iniciativa. piores do que ele. vai e leva consigo outros sete espíritos. White comenta que “os moradores do Éden muitas vezes eram visitados por Seus mensageiros. The Art of Christian Meditation (Wheaton. é desconsiderar a importância da comunhão com Deus. Comunhão Pessoal com Deus A Bíblia relata que o homem foi o único ser criado neste planeta que recebeu a capacidade de manter comunicação racional com seu Criador (Gn 1:27). anda por lugares áridos. habitam ali. 29. Richard J. diz: Voltarei para minha casa. . 2001). a meditação cristã consiste em suprir a mente com a vontade revelada de Deus. procurando repouso. mas não se enchera do bem: “Quando o espírito imundo sai do homem. Doravante esta obra será referida pelo título Celebração.

Dt 23:15 e 2Sm 7:6-7). assim como os anjos no Céu desfrutam desse relacionamento íntimo. White. White. Turner salienta que. e Deus o dAquele que procura . TE: Word Books.12 Conseqüentemente. e face a face entretinham comunhão com o Eterno”. o pecado entrou neste mundo porque Adão e Eva não deram atenção a esta advertência. em todo o drama cósmico de procura e de busca. 35. Self.Gn 3:8 (Waco. e 219. 13 12 11 10 Cit. agosto de 1975. Turner. Educação (Tatuí. 2003). ouviam a voz de Deus. Charles W. da mesma autora Patriarcas e Profetas (Tatuí. ali no Éden. 9. Gn 3:8 dá a entender que. 1999). 2003).14 E esse Deus que está sempre em busca do pecador. SP: Casa Publicadora Brasileira. RA. Word Biblical Commentary . Ellen G. a morte dos descendentes de Adão (Gn Ellen G. Caminho. Patriarcas. 1:76. 21. White. ver. SP: Casa Publicadora Brasileira. veio para dar esperança em meio à terrível tragédia do pecado.11 Alguns desses anjos advertiram o casal de que poderiam perder o magnificente lar se olvidassem a comunhão com Deus e dessem ouvido às maldosas insinuações de Satanás. Doravante esta obra será referida pelo título Patriarcas. sempre o homem cumpre o papel de fugitivo. White acrescenta que “os anjos têm prazer em prostrar-se perante Deus” e “consideram a comunhão com Deus sua maior alegria”.21 dia. Learning to Pray (General Conference of Seventh-day Adventists.13 e o homem sempre tem dependido da iniciativa divina.10 De fato. Wenham. “A comunhão com Deus estabelece a diferença”. 81. 1987). O sentido espiritual da vida (São Paulo: Livraria Liberdade. Gordon J. 4-6. Ellen G. Francis Thompson comenta que Deus é o eterno captador do espírito humano. em Charles W. a presença de Deus com Suas criaturas era costumeira. O termo hebraico !" ‘caminhando' é subseqüentemente usado para a presença de Deus na tenda do santuário israelita (Lv 26:12. Ver Carolyn Shealy Self e William L. Além disso. Sobre as novas descobertas que enchiam com amor o coração de Adão e Eva enquanto no Éden. Conrado. Essa ruptura na comunhão com Deus causou a queda do homem (Gn 3:1-24) com suas conseqüências: o homicídio de Caim (Gn 4:8-16). 45. 14 . Deus criou o homem com o propósito de desenvolver comunhão com Ele. 1947). Ver também Naor G. 218 Ibidem.

. SDABC (1953).17 White comenta que “o espírito de rebelião a que ele próprio (Adão) havia dado entrada. 10. (2) É uma revelação constante (v. Esse nome foi dado pela fé. na revelação sobrenatural (Bíblia)20 e 15 16 Mario Veloso. Ao dedicar uma porção de tempo para comungar com Deus por meio da oração.. A linguagem de Deus é rica. Algumas formas de intervenção milagrosa foram necessárias: Ex. Deus.]” (Gn 3:17. “vida”. (no hebraico Jawwah).22 5:25-31). nome que significa esperança de vida àqueles que estavam sob o domínio do mal. Adão chamou sua mulher de “Eva”. Em Gn 3:15. Educação.]”. Ellen G. 1). como ilustrado pelo ato de Caim matar seu irmão (Gn 4:8). (2) amaldiçoou o mundo vegetal: “Maldita é a Terra por tua causa [. maio e junho de 2007. Extremo de calor e frio alterou a natureza dos animais. ajustando o mundo caído. [. O homem foi criado com a capacidade de olhar para cima. A impressão digital de Deus está em tudo que fez. que significa “mãe”. 1:234-236. sua variedade é abundante. maldita és entre todos os animais [.. 10. no esplendor do sol. foram instituídos alguns canais de comunicação. fala conosco todos os dias e todas as noites. (3) É uma revelação sem uma 19 .] ela produzirá também cardos e abrolhos [. da meditação na revelação natural19e. Testemunhos para a Igreja (Tatuí. o pardal e a jibóia”. SP: Casa Publicadora Brasileira. White. É impossível contemplar esse quadro exuberante sem perceber a glória excelsa de Deus. deixa de falar à serpente literal que dialogou com Eva.. Baldwin comenta as três maldições que o pecado trouxe sobre o mundo: Deus (1) amaldiçoou a serpente: “Visto que isto fizeste. 26. “Um dia discursa outro dia. chamou-a de “mãe dos viventes”.16 Baldwin comenta que um efeito primário do pecado foi a mudança da ordem original. As maldições sugerem alguns importantes efeitos do pecado sobre a natureza.. cita: “Ele nunca fez um espinho. (3) amaldiçoou mais tarde toda a Terra ou o reino mineral por um dilúvio universal. pesteando e deformando o equilíbrio da natureza além do limite.]” (Gn 3:14). Baldwin acrescenta que Deus exerce papel positivo. de um habitat livre de morte para um regido pelo ciclo vidamorte. 17 18 John T. erguer os olhos e ver a mão de Deus nas estrelas. e assim. 10 Lopes identifica as seguintes características da revelação natural com base no salmo 19: (1) É uma revelação clara (v. Os espinhos representam algumas mudanças que surgem no reino vegetal e o dilúvio representa um distúrbio universal no reino mineral. 6:186. seus métodos são variados. Estes são obras de Satanás.. de fato. na variedade da fauna e da flora.] Deus não reprogramou o reino vegetal para produzir espinhos. 18). White. sd). Com o dilúvio. Logo após a queda. “Deus. etc..”. 66. posteriormente.18 Para que a humanidade pudesse reintegrar o relacionamento interrompido pelo pecado e voltar a desfrutar de um contato íntimo com Deus.15 O ser humano passou a ter a morte como realidade (Gn 3:19) e a vida como esperança (Jo 3:16). através desta mesma criação. A maldição sobre a serpente poderia representar uma mudança geral no reino animal. estendeu-se por toda a criação animal”.. Baldwin. para pronunciar juízo sobre o diabo (ver Hb 2:14 e 1Jo 3:8). os efeitos do pecado também produziram mudança na temperatura atmosférica. [. Cada dia é um tempo singular da ação e das potestades de Deus na história. ao passo que Satanás exerce papel destrutivo.: Seria inadmissível um coelho com garra de leão. O Homem pessoa vivente (Brasília: Alhambra. Baldwin. “a que dá a luz” ou “a que seria a mãe de todos os viventes” (Gn 3:20). um cardo ou uma cizânia. pois a sentença de morte acabava de ser pronunciada. o dilúvio (Gn 6:11-22).. 2).. e. MI... 2005). que alterou a crosta da Terra (Gn 6-9). Ele olhou para além da tumba e com fé fixa no Redentor que viria. White.

23 em outros escritos inspirados. 61. se regozija como herói. e as suas palavras até aos confins do mundo”. Ele penetra em todas as nações. (4) Ela é pura (v. interrompida no Éden. no canto do pássaro. 9). A idéia principal de h'bar. (4) É uma revelação universal (v..21 O conceito de comunhão é expresso em hebraico pelo termo “&$ #& % ”. reunido. no brilho do sol. A Palavra do Senhor é pura e santa porque o seu autor é puro e santo. a mente humana entraria em sintonia com a mente de Deus e assim haveria um maior desenvolvimento espiritual. como noivo sai dos seus aposentos. Davi enumera cinco características da Palavra de Deus: (1) Ela é perfeita (v. (3) Ela é justiça (v. Hernandes Dias Lopes. 2Cr 20:35-37). com isso desagradando a Deus. SP: Casa Publicadora Brasileira. A Bíblia não pode sofrer nem adição nem subtração (Mt 5:19. mas a Palavra é eterna. no sorriso da criança. no AT é “ajuntar” ou unir duas ou mais coisas. Ibidem. o verbo h'bar é usado em quatro referências específicas: (1) Objetos ajuntados – as cortinas foram ajuntadas para que se completassem os quatro lados da tenda do santuário (Êx 28:7. proibida e caçada como um livro perigoso. 59-68. 2002). ter comunhão com. de maneira específica. deveria ser retomada. e deles não se ouve nenhum som”. E essa comunhão diária com Deus. A Palavra do Senhor tem resistido a toda sorte de perseguição. Para informações acerca da história de uma família que buscou uma experiência genuína com Deus. Esse testemunho é fiel no sentido de que merece toda a nossa confiança. e é comumente considerado como relacionado à raiz semítica comum que significa “ser ajuntado”. a percorrer seu caminho [. (5) É uma revelação majestosa (v. Tudo o que precisa para a nossa fé.7). 3). Além disso. Para Harris. das águas espumejantes da praia. este termo aparece como designação da cidade com o significado de “comunidade”. e (4) os homens de Judá erradamente unidos aos infiéis de Israel em empreendimentos militares e políticos (2Cr 20:35). “O tempo do Senhor é límpido e permanece para sempre”. o mistério da noite estrelada. (3) homens unidos de maneira geral por pertencerem à raça dos viventes (Ec 9:4) e. “A lei do Senhor é perfeita”. como um grupo de pessoas que constituem uma cidade unificada e forte (Sl 122:3). 11-71. o encanto do romper da alva? É impossível deixar de ver a mão do Criador nos contornos multiformes das nuvens que dançam ao balouçar dos ventos. “Os preceitos do Senhor são retos”.. senão comparando-a com um noivo que sai ao encontro da sua noiva. Em ugarítico. 7). “Não há linguagem. nem há palavras. “O mandamento do Senhor é puro”. ela é purificadora. no frescor da brisa. tornando-se um estilo de vida para a pessoa. Na Palavra não há equívoco algum. Nenhum homem pode ficar fora do alcance desta revelação. pessoas que se juntaram aos ídolos e seus adoradores 22 21 20 . Ibidem. É justa quando narra a vida dos santos de Deus sem omitir seus fracassos. ver Jim Hohnberger & Tim & Julie Canuteson. 8). 2006). Lopes comenta ainda que. sendo traduzido por “amarrar” em assírio. foi trancada nas bibliotecas. O discurso não é dirigido aos ouvidos. (2) homens ajuntados em atividades políticas e militares (Gn 14:3. mas aos olhos. Quem pode criar do nada bilhões de mundos estelares? Quem pode criar o romantismo do entardecer. Os dogmas e filosofias humanas passam. que significa ser ajuntado. ela não é somente pura. Ap 22:18 e 19).22 linguagem articulada (v. (5) Ela é eterna (v. A poderosa voz de Deus (São Paulo: Hagnos. (2) Ela é fiel (v. por toda a terra se faz ouvir a sua voz. conduta e ação esta revelado nas Escrituras. 4) – “No entanto. ligado. (h'bar). 8). “O testemunho do Senhor é fiel”. Ez 1:9). 5 e 6) – “O qual. Triunfou sobre as fogueiras. 62-64. Davi não encontrou uma palavra mais romântica para descrever a criação. no Salmo 19:7-9. Fuga para Deus (Tatuí.]”.

. Hb 12:2224). 1998). 1:666. R. Na dispensação cristã. Walter A. Lampe. 1Co 11:23-26). 1:371. ressurreição e glorificação de Jesus (Mc 14:22-25. Pfeiffer. “H'bar”. significa literalmente “tomar parte” importante nas seguintes conexões: (1) entre o concerto de Deus e Seu povo – a noção do pacto envolve a idéia de comunhão entre Deus e o homem. ela também constitui a comunhão da igreja como o corpo de Cristo (Jo 14:20-23). Mt 8:11. no AT. G. Charles F. Moisés é destacado como alguém que se comunicava com Deus face a face. ed. “Communion”.25 e (3) em participação mútua nas bênçãos materiais (Rm 12:13.. McRay. H. The Interpreter´s Dictionary of the Bible (New York: Abingdon Press.. Vos e John Rea. através da vida. Gl 6:6). George Arthur Buttrick.24 O termo “comunhão”.24 A comunhão apresenta pelo menos três sentidos diferentes: (1) pelo novo nascimento (Jo 3:1-12). Enciclopédia histórico-teológica da igreja cristã (São Paulo: Vida Nova. a comunhão entre Deus e o homem foi estabelecida com um novo e profundo sentido. W. G. dessa forma. consumada no permanente companheirismo com Deus e com o semelhante (Sl 73:23-26. 1:666. Laird Harris. A comunhão com Cristo não é meramente uma experiência individual. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento (São Paulo: Vida Nova. eds. 25 26 24 23 Ibidem. A fórmula “em Cristo”. 420. Ver também J. sendo.. Wycliffe Bible Encyclopedia (Chicago: Moody Press. usada com freqüência por Paulo. Howard F. morte. ed. 1993). Sua comunhão com Deus era diferente dos demais profetas (Dt 34:10). R. 17:21 e 23). 1975).. Wick Broowne.23 No NT a palavra “comunhão” é a versão do grego “'(*+. “Communion of Saints”.26 desagradaram-nO ainda mais (Sl 94:20). 1962). Lampe. ed. “Comunhão”. 1:300. (2) entre Deus e indivíduos – certos indivíduos mantinham um relacionamento mais íntimo com Deus. Elwell. restrita para aqueles que estão em Cristo (2Co 5:17). (2) na unidade espiritual entre o crente e Jesus Cristo e uns com os outros (Jo 15:1-10.+-/” (koinonia) e descreve o companheirismo do verdadeiro crente com Deus e de uns com os outros. indica a essência da experiência cristã. Van Groningen. e (3) entre Israel e Deus (Jr 31:33-34).

O exemplo daqueles cristãos indica que a comunhão também se fortalece pelo uso dos dons espirituais (Mt 25:15). pode ser interrompida pela prática do pecado (1Co 5:1-7. ainda Sua misericórdia circunda a Terra. 1:331. passou a viver a dimensão vertical e horizontal da comunhão. Para evidenciar a importância do forte e duradouro relacionamento divino-humano no Antigo e Novo Testamentos. mas também lhes deu sinais e símbolos. como um selo de justiça pela fé e. A promessa de Deus era que por meio do sacrifício de um cordeiro cada casa salva do destruidor. "[. Samuel Bacchiocchi. etc. 1963). White. 1Sm 14:6. Baras. tem se esquecido do profundo significado da festa da Páscoa. (2) O sangue protege o indivíduo contra o destruidor. E. 30:6. e. especialmente dos filisteus (Js 4:3. “Belonging”. que. 2Jo 9-11).29 o pão e o vinho da Ceia do Senhor (Mc 14:22-25). que visavam fortalecer esse relacionamento. o batismo (Rm 6:1-4).. relata que “este símbolo nas nuvens deve confirmar a crença de todos e estabelecer sua confiança em Deus. STs. aprende-se três coisas: (1) O sangue sempre será o instrumento de libertação espiritual e moral. ressalta que Deus instituiu o sábado através do tríplice ato de descansar. em resultado desta prática. (2) Salvação da família.28 o sangue do cordeiro pascoal (Êx 12). Serafim Ausejo.] para cada casa" (Êx 12:3)..] aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro [. até porque a versão secular desta data é apenas comercial e não religiosa. Houvesse Deus apenas descansado. e dúvida ainda poderia haver quanto à validade desse descanso para as criaturas.. Em relação ao sangue do cordeiro de Deus. o sábado – estabelecido como sinal de propriedade divina (Ez 20:12). “Circuncisão”.27 a circuncisão (Gn 17:1-14). Gl 5:3) e como sinal distintivo de outros povos. como sinal que devia trazer à memória os deveres impostos pela aliança (Dt 10:10:1. Ibidem.25 A igreja apostólica que Cristo estabeleceu enquanto esteve na Terra.” Ellen G. Diccionario de la Biblia (Barcelona: Editorial Herder. A circuncisão foi concebida como sinal de aliança (At 7:8). White. 1Jo 1:6-10). doravante esta obra será referida com História. (3) A realização da obra de Cristo para a nossa redenção. Timm. abençoar e santificar (Gn 2:1-3). Hb 13:16).. (3) O sangue de Jesus liberta o pecador deste mundo. A Páscoa surge como a festa que marcava o fim da opressão escravizadora de Faraó sobre o povo hebreu. 1Tm 6:18.30 etc. 70 e 71. Alguns significados que a páscoa tem dentro do contexto escriturístico: (1) Libertação. 1999). 17. 183. SP: Casa Publicadora Brasileira. Deus não somente falou às Suas criaturas. em suas muitas ocupações. História da redenção (Tatuí. pelo erro de conduta (2Ts 3:6-15) ou doutrina distorcida (1Jo 2:19. entretanto. como sinal de submissão a Jeová (Êx 4:25) e o de pertencer à comunidade religiosa israelita (Êx 12:48. A Páscoa era exatamente uma antecipação figurativa da obra de Jesus no Calvário. O homem moderno. Mas o fato de Ele também haver 30 29 28 27 . alcançou um crescimento qualitativo e quantitativo fenomenal (At 2:42-46. pois é um sinal da divina misericórdia e bondade para com o homem..). abril de 1985. embora Deus tenha sido provocado a destruir a Terra pelo dilúvio. conseqüentemente. tais como o arco-íris (Gn 9:8-17). Jr 4:4. Quanto ao arco-íris. Deus disse que quando olhasse para o arco nas nuvens Se lembraria da aliança que Ele fez com Seu povo.. Nm 9:14 e Rm 4:11). ed. 378.

32 A grande cilada reside em mudar-se de um relacionamento vivo com Jesus para uma ortodoxia morta. Jones assegura que não se pode ser um cristão sem a ortodoxia. “O Sábado na Experiência da Salvação”.26 Importância da comunhão com Deus O propósito de Deus é viver. mover e existir em íntima associação com o crente sincero (At 17:28). 10. jamais oscilando em intensidade. RJ: Textus. além de restaurar o verdadeiro sentido da vida. RA. . Sakae Kubo afirma que Deus “escolheu um segmento de tempo para comungar com Suas criaturas por três motivos: (1) porque o tempo é universal. MG: Betânia. 32 33 34 31 Martyn Lloyd-Jones. e está em toda parte. O maior privilégio da vida (Venda Nova. 11. Cit. É impossível não refletir o caráter de Deus e melhorar as ações quando se permanece longo tempo em Sua presença. 238. ver Cheryl Woolsey Hollaway. Timm ressalta ainda que o sábado revela o poder criador de Deus. Ibidem. O segredo da bênção espiritual (Niterói. 11-13. e (3) porque o tempo é todo-abarcante. a imparcialidade de Deus. a soberania de Deus. apontando além do espaço e da matéria para as coisas espirituais. da teologia e da verdade divina. Ibidem. e começa a entender que compensa dedicar-Lhe mais tempo diário para este objetivo. abril de 1985. como um segmento de tempo. DeVern Fronke. apenas crer nas coisas certas não constitui salvação.33 À medida que o homem conhece mais a Deus. Ibidem. unindo-nos em uma família”. Timm. Para mais informações sobre devoção de manhã e à tarde. o respeito divino ao livre-arbítrio humano. é esquecer que a salvação é uma questão de relacionamento pessoal. chegue igualmente a todos nós (ricos e pobres. Alberto R. 14-44. abençoado (transformando em um canal de bênçãos) e santificado (separando para uso sagrado) esse dia confirma a instituição edênica do sábado para a raça humana. em ibidem. porque a essência da salvação é o relacionamento com Deus. 2002). porém. cultos e incultos). 237. DC: Review and Herald. Creative Devotions (Washington. (2) porque o tempo é imaterial. 31 Lloyd-Jones alerta que um dos perigos a que estão expostos aqueles que acreditam na importância da doutrina. o desejo de manter comunhão com Ele vai aumentando.34 O relacionamento entre Deus e a raça humana após o pecado é descrita na Bíblia de forma muito clara. São essas características do tempo que permitem que o sábado. 1982). 1994). o que se verá a seguir.

Apaixone-se pela oração (Curitiba. 8. elevados e enobrecidos pela comunhão com Deus. Patriarcas. Noé 35 36 White. e. com Lameque. Em meio à iniqüidade prevalecente dos primitivos dias.. para isso. Apesar de cumprir determinadas tarefas em meio à comunidade incrédula de seus dias. PR: Santos. em vez de tornar-se uma das maiores aventuras da nossa fé. o nascimento de Enos (neto de Adão). . 80. o descendente de Caim que se tornou um polígamo e assassino (4:23). Abraão (18:1733). viviam como que na companhia do Céu”. como alguém que andava em fervorosa comunhão com Deus.. Mas.Observa-se também em Gn 24:63. talvez o primeiro profeta que viveu na terra. As pessoas começaram novamente a invocar o nome do Senhor (4:26). Este autor acrescenta que a maioria dos crentes entende que a oração é um privilégio incrível. freqüentemente se retirava para passar algum tempo em solidão com Deus.37 A qualificação espiritual de Noé foi o ponto mais importante para que ele encontrasse favor diante de Deus. diariamente buscava um contato mais próximo com Ele. despertou um avivamento espiritual.36 Segundo a narrativa bíblica. dentre os que foram enaltecidos por fazerem da comunhão com Deus um estilo de vida.35 De acordo com MacIntosh. a Bíblia fala de Enoque.] Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos. 37 Ibidem. destacam-se Enoque (5:24). Ele tinha necessidade de conhecê-lO. houve “uma linhagem de homens santos que. 2004). muitas vezes. Mike MacIntosh. que Isaque saía à meditar no campo. de alguma forma. e com os anti-diluvianos que se tornaram corruptos e violentos (6:11-13). Davi (Sl 23:6) e Daniel (Dn 2:17).27 Comunhão com Deus no Antigo Testamento Ainda que o mal tenha se instalado no coração humano (Gn 6:5). Moisés (Êx 18:8). “[. 86. como ocorreu com Adão e Eva que foram expulsos do Éden (3:23 e 24). os cuidados da vida acabam tornando a oração apenas mais um dever a ser cumprido. Noé (6:9). essa comunhão foi se tornando tão pessoal que Deus o levou para o Céu.

o conceito de estar na presença de Deus é estar literalmente onde você possa ver as Suas faces (sempre no plural e sugerindo provavelmente as várias emoções e atitudes de Deus). não prosperaram (Gn 11: 4). Em chamas para Deus (São Paulo: Candeia. Devido à sua intimidade com Deus. 2:1. 1:294. Os sacerdotes que ministravam diante da arca.212. Howard F. 39 40 38 Nichol.38 A verdadeira grandeza de Abraão destacou-se pelo acatamento às ordens de Deus e sua cooperação com o propósito divino. A direita e à esquerda do peitoral havia duas grandes pedras. IPe 3:20.. aparelhou a arca para a salvação de sua casa (Hb 11:7. O cuidado de Deus com Noé continuou por vários anos após o dilúvio. recebeu a promessa de que a Terra não seria mais destruída pelas águas. Duewel. que resplandeciam com grande brilho. pelo fato de Noé levantar um sacrifício de gratidão ao Senhor. eds. Charles F.40 O Senhor também instruiu Josué à meditar no livro da lei para que seu caminho se tornasse próspero (Js 1:8). porém. usavam um peitoral guarnecido de pedras preciosas de diferentes materiais. a ponto de ser considerado o amigo de Deus (Tg 2: 23). muçulmanos e cristãos. Pfeiffer. Whitcomb. entre judeus. Além do mais. ver Ez 14:14 e 20).28 andava com Deus” (Gn 6:9. desafiando a Deus. Wesley L. Wycliffe Bible Encyclopedia. Seu encorajamento ou restrição. Temente a Deus. 1994). Por outro lado. todas as promessas seguintes dadas aos patriarcas e a Israel se aclararam ou se ampliaram (Gl 3:8). no hebraico do AT. 201. onde possa visualizar constantemente no semblante dEle. SDABC. .39 Moisés também manteve uma comunhão tão íntima com Deus a ponto de ficar face a face com Ele. Sua alegria ou desagrado. Quando eram trazidos aos juízes assuntos John C.Vos e John Rea. Os edificadores da torre de Babel haviam pensado em “perpetuar o nome”. na promessa feita a Abraão. 2Pe 2:5). privilégio que nenhum outro ser humano jamais teve (Dt 34:10). foi-lhe conferida uma promessa de excelsa segurança e diferenciada amizade. Abraão foi obediente as instruções divinas e seu nome se tornou perpetuado. “Noah”. Duewel comenta que. Após o dilúvio.

Esta foi uma instrução meramente permissiva. então. um vapor ou nuvem parecia cobrir a pedra preciosa à esquerda (Êx 28:30). Balaão é um exemplo de um profeta que prostituiu sua vocação ao procurar obter ganâncias com o dom divino. 1:901-903. do “erro de Balaão (Ju 11) e “do caminho de Balaão (2P 2:15). 44 45 43 Ellen G.41 Com profunda humildade. Antônio Gilberto. e (2) os planos para a centralização da adoração num templo em Jerusalém. White. Fundamentos da educação cristã (Tatuí. na narrativa do AT. Doravante esta obra será referida com Fundamentos. ele fazia de Deus a sua força. 17. White. Se o profeta desejasse cumprir a vontade de Deus. como ocorreu com Balaão (Nm 22). o Senhor permitiu que ele fosse até Balaque. . quando juízos eram pronunciados sobre ele. e aqueles que não cuidaram deste aspecto tornaram-se um empecilho no programa divino. Howard F. Davi reconhecia a grandeza e majestade do Senhor e estendia seu coração perante Deus. ele intercedia diante de Deus por si e por seu povo (Dn 2:18).44 Nota-se. 1996). Young. Fred E. Por isso comenta-se da “doutrina da Balaão” (Ap 2:14). História. Em Número 22: 12 e 22. Wycliffe Bible Encyclopedia. 78. eds. Muitas vezes. Ele estabeleceu a adoração do povo de Israel de acordo com a lei de Moisés. 1986). que acontece 41 42 White.43 Com profunda humildade. as palavras registradas no verso 12 haviam definido o assunto. Charles F. 183. 1:428 e 429. com lágrimas e coração lacerado.45 Já uma prova da bênção. confessando sua própria indignidade. foram: (1) A unificação das doze tribos dentro de uma monarquia tendo Jerusalém como capital. SDABC. 42 Daniel foi submetido às mais severas tentações. Deus havia feito conhecer a Sua vontade à Balaão. Ellen G. Pfeiffer. que lhes respondia. outubro a dezembro de 1979. contudo. baseada não na vontade de Deus senão na vontade de Balaão. “Comunhão: questão de vida ou morte”. MC. com humilhação e arrependimento. que. Davi.. eles os encaminhavam aos sacerdotes. Santificação (Tatuí. sobre outras pessoas ou sobre cidades. e o temor do Senhor estava continuamente diante dele em todos os acontecimentos de sua vida. sobre o que não podiam decidir. SP: Casa Publicadora Brasileira. a comunhão com Deus era uma questão de vida ou morte na fé. debruçava-se nos braços de Deus e obtinha vitórias. “King of Israel”. Vos e John Rea. Se Deus reprovava. uma auréola de luz e glória repousava especialmente sobre a pedra à direita.29 difíceis. No verso 20. e estes inquiriam a Deus. SP: Casa Publicadora Brasileira. As contribuições mais significantes de Davi para a vida de Israel. Se o Senhor aprovava a solução que se pretendia. 52.

32. a tornar-se um cético ou a procurar conforto nos cultos de mistério espalhados pelo Império Romano. . Entre os judeus prevaleciam as tradições que afastavam o povo da real comunhão com Deus (Mc 7:7). formando diferentes partidos. a cultura grega e a política romana eram predominantes.47 Todas aquelas influências filosóficas. Cairns expressa que qualquer que chegasse a conhecer seus princípios. ocorreu nos dias do rei Ezequias (715-686 a. Tais povos foram deixados num vácuo espiritual que não estava sendo satisfeito pelas religiões de então. na satisfação das necessidades espirituais do homem. Apesar de ser uma idéia ignorada por muitos. 47 46 Ibidem. Todavia. está evidenciado que a comunhão pessoal com Deus traz avivamento e reforma para o indivíduo. etc. que somente o cristianismo. Mas a Bíblia relata no NT que a compreensão dessa verdade nem sempre foi seguida ou respeitada. dos cultos de mistérios e do culto ao imperador. os essênios e os zelotes. muitos judeus se dispersaram para regiões distantes de Jerusalém. jamais revelava um Deus pessoal de amor. a filosofia apenas aspirava por Deus. a família e a sociedade. como os fariseus. com sua oferta de um relacionamento pessoal Na maioria dos casos.46 Quanto à influência da cultura grega por ocasião da primeira vinda de Cristo. fazia um apelo somente como meio de tornar tangível o conceito do Império romano. a partir da primeira diáspora (após o cativeiro babilônico). Um reavivamento espiritual mudou completamente a história de Israel (Ver 2Cr 29).). que surgiu cedo na era cristã. O culto ao imperador romano. produziram corações tão vazios. As contribuições dos judeus formam a herança do cristianismo. Cairns comenta que as conquistas romanas levaram muitos povos à falta de fé em seus deuses. logo percebia que sua disciplina intelectual tornara a religião tão intelectual que a acabava abandonando em favor da filosofia. Ao primitivo panteão romano juntaram-se centenas de deuses. então. fazendo dEle uma abstração. os saduceus. Comunhão com Deus no Novo Testamento Nos dias que antecederam a primeira vinda de Cristo à Terra. Cairns. Earle E. Estes povos seguiam o caminho da idolatria. A filosofia falhou. O cristianismo através dos séculos (São Paulo: Vida Nova. fosse grego ou romano.C. que se via obrigado. tradições culturais e políticas. uma vez que eles não foram capazes de protegê-los dos romanos. ao legar à igreja em formação os Escritos Sagrados. 33. 1984). porém.30 quando se busca ao Senhor.

(4) o justo e piedoso Simeão que esperava a consolação de Israel (Lc 2:25-28). antes da ressurreição de Lázaro (Jo 11:41. 29). Seus milagres e Seus ensinos vinham de Deus (Jo 5:30). o caminho para a chegada do Prometido (Mt 3:1-3). White descreve que as nações estavam unidas sob o mesmo governo. White relata que Cristo. SP: Casa Publicadora Brasileira. Vida de Jesus (Tatuí. antes de Sua transfiguração (Lc 9:28. e era o vício consagrado como parte da religião.51 Embora fosse o eterno Filho de Deus. 22.48 Mesmo estando imersos em meio às aparências e fábulas que predominavam naqueles dias. no deserto (Lc 5:16). Tem o significado de motivo condutor. White. Falava-se vastamente uma língua e os sistemas pagãos iam perdendo o domínio sobre o povo. que vieram a Belém para adorar a Jesus (Mt 2:1-2). 49 50 48 Ellen G. pode-se destacar alguns que viviam em comunhão com Deus: (1) João Batista. O desejado. e violenta era a hostilidade humana contra o Céu. Leitmotif é variante de leitmotiv. O pecado se tornara uma ciência. 51 Mauro Bueno. e na cruz (Lc 23:34). “saudava cada manhã cantando hinos de louvor. 31-39. meditando em Deus. Ele manteve comunhão com Deus em todos os momentos cruciais de Seu ministério (Lc 9:28): no batismo (Lc 3:21). ele Quanto a isto. O significado da palavra alemã leit foi associado ao da palavra francesa motif que significa motivo. Cristo veio. em nenhum momento viveu independente do Pai (Jo 8:28. Seu testemunho. Mesmo quando o peso do pecado esteve sobre Seus ombros. orando ou lendo a Bíblia”. 2001). no Getsêmani (Mt 26:36. (2) os magos do oriente. 28. 2005). (3) os pastores de Belém. que chamava o povo ao arrependimento e preparava assim. Muitos estavam cansados de aparências e fábulas e tinham sede do conhecimento do Deus vivo. pôde preencher. antes de fazer o convite “vinde a mim” aos discípulos (Mt 11:25-30). quanto Satanás parecia prestes a triunfar. e também Ana. . A rebelião deitara fundas raízes na alma. Jesus é o maior exemplo de alguém que manteve profunda contrição com Deus.31 com Deus. Ensina-nos a orar (São Paulo: Centrais Impressoras Brasileiras. que acompanhavam pelos rolos sagrados a chegada do Prometido (Lc 2:8-14). Ao amanhecer estava sempre em algum lugar sossegado. 36-39. O engano do pecado atingira sua culminância e todos os meios para depravar a alma dos homens haviam sido postos em operação. Justo no momento da crise. 42). a fim de restaurar no homem a imagem de seu Criador. 49 Cristo fazia da devoção o leitmotif50de Sua vida. a profetisa (Lc 2:36-38). 29). 39).

362. Comunhão com Deus enfatizada pelo Espírito de Profecia52 White escreveu muito sobre a importância de se manter uma profunda comunhão com Deus. cinco imperativos se destacam: 1) buscar a compreensão da Palavra de Deus: “Não basta simplesmente ler ou ouvir a Palavra. à oração e ao estudo da Palavra de Deus”. Ora. Esse assunto é de tal forma decisivo para o ser humano que Deus proveu mais conselhos em nossos dias por meio dos escritos de Ellen G.53 (2) dedicar tempo: “Conquanto devemos trabalhar ativamente pela salvação dos perdidos.] não se faça a minha vontade. com sincero coração. aqueles que anelam que as Escrituras lhe sejam úteis. para que vós. nos incentiva a estar em Sua companhia e nos permite ter uma comunhão sem restrições. em plena certeza de fé. doravante esta obra será referida como Parábolas. Deus convida a um encontro pessoal com Ele. a mensageira a quem Deus outorgou o dom profético. Jesus Cristo” (1Jo 1:3). A comunhão implícita no NT também encerra o sentido de se viver junto a Deus no decorrer de uma vida toda em transformação.54 (3) 52 53 Haverá um tópico mais adiante que fará um estudo acerca do Espírito de Profecia. 59 e 60. 2000). White.32 orou ao Pai dizendo: “[. igualmente mantenhais comunhão convosco. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira. a ponto de haver parceria no viver e na plenitude de Suas bênçãos. O apóstolo Paulo exorta: “Aproximemo-nos. a nossa comunhão é com o Pai e com Seu filho. e o apóstolo João comenta que “o que temos visto e ouvido anunciamos a vós outros. precisam meditar sobre a verdade que lhe foi apresentada”. tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura” (Hb 10:22). A intimidade divino-humana pode ser tão favorável. Ellen G. De fato. .. Cristo deixou o exemplo da verdadeira sintonia com o céu através da vida devocional.. White. cumpre-nos também consagrar tempo à meditação. O desejado. Parábolas de Jesus (Tatuí. mas a Tua” (Lc 22:42). Dentre outros. 54 White.

Espírito é a versão do grego “0+124/” (pneuma). El Espiritu Santo: ¿Que dice la Biblia? (Bueno Aires: Casa Bautista de Publicaciones.]” (Jr 15:16). 72-75. 1973). SP: MarGraphics. amar a hora quando a alma entra em comunhão com Deus”. Endruveit comenta que os hebreus usavam a palavra nephesh para descrever “espírito do homem”. Você receberá mais força dedicando uma hora por dia em meditação”. amar as reuniões de oração. 2007). Influência do Espírito Santo58 na comunhão com Deus O Espírito Santo aparece a primeira vez nas Escrituras em Gênesis 1:2.55 (4) sentir os ministros sua necessidade: “Seu sucesso como pastor depende de guardar o próprio coração. Educação. 2002). Ruach e nephesh tem o seu próprio significado. 1:433. 59 58 . 13-28. presente e futuro (Ijuí. breve interpretação histórica e revelação bíblica (Engenheiro Coelho. meu companheiro (São Paulo: Vida. White.. O. O Espírito Santo. Pickering. as Tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração [. Para um estudo acerca do Espírito Santo e o cristão.56 e (5) obter a revelação dos tesouros do céu: A meditação nos temas sagrados revelará ao estudante os tesouros que jamais sonhou. Ibidem (2004). Para maior compreensão acerca do pecado contra o Espírito Santo. Para mais informações acerca das razões no Espírito de Profecia para a comunhão com Deus. Endruveit. Wilson H. 34-47. 59 Ele é claramente mencionado em mais da metade dos 39 livros que compõem o 55 56 57 White. Testemunhos para a igreja (2005). e daí em diante Sua presença é preeminente em ambos os Testamentos. 11. 17. e ruach para descrever “Espírito de Deus” algumas vezes ruach é comparado ou equivalente ao “espírito do homem”. Doutrina do Espírito Santo (São Paulo: Imprensa Batista Regular. O Espírito Santo no passado. é necessário se destacar o papel do Espírito Santo como agente ativo na vida do cristão. Engelmann. ver L. O Espírito Santo. Para maior compreensão sobre a comunhão com o Espírito Santo. Ele provará na sua própria vida a realidade da experiência descrita nas Escrituras: “Achadas as Tuas palavras. ver David Yonggi Cho. acima de tudo. 81-89 e Enio dos Santos. 1993). amar a hora de meditação.33 aprender a amar as coisas espirituais: “Eduque sua mente para amar a Bíblia. 252. Sarli. logo as comi. ver T. mas não é o seu uso normal. 2: 268. e do hebraico “& # 58” (rûach).. RS: Colméia Gráfica e Editora. 1987).57 Mas além de tudo o que foi mencionado até agora. ver Ernest D. Ambos os termos denotam o infinito Espírito de Deus.

Jan Paulsen. dotado de personalidade. emoções Endruveit. Ez 11:5. 1Co 12:4-6. 19.1Re 22:24. Há aí pelo menos 88 citações explícitas sobre Sua divina atividade. o Rûach foi também responsável pela inspiração dos profetas (2Sm 23:2. Sproul. Ele sabe tudo (1Co 62 61 60 . SP: Casa Publicadora Brasileira. Ellen G. White. outras vezes. inteligência e conhecimento para fazer o serviço do santuário (Êx 35:31-36:1). em 1901 e 1905. 2003). Vos e John Rea. 414. e Sansão recebeu poder para destruir os inimigos (Jz 13:25. Howard F. Quanto à personalidade e divindade do Espírito Santo. 14:6. 8-10. etc. Ele testifica (Jo 15:26). José foi capacitado a interpretar o sonho de Faraó (Gn 41:38). selecionando indivíduos para aumentar suas capacidades naturais. Mq 3:8). com extraordinário poder. Evangelismo (Tatuí. Rm 8:14). “Holy Spirit”. ‘os três mais elevados poderes do Céu. 17. Woodrow Whidden. 18. 85 e 86. entre outros. Jerry Moon e John W. When the Spirit Descends – Understanding the Holy Spirit (Hagerstown. e é Deus.62 Segundo a Bíblia. Ele ordena (At 16:6 e 7). caráter e propósito. At 5:3 e 4. A Bíblia sugere uma personalidade distinta para o Espírito Santo e indica que Ele tem a mesma essência de Deus. Bazaleel foi cheio de habilidade. ver R. Para uma estudo mais detalhado sobre quem é o Espírito Santo. habilitando as pessoas. mas não em pessoa”. Ele é onipresente (Sl 139:7). Ele faz coisas que uma força não faria. Ele intercede (Rm 8:26).61 A natureza e os atributos do Espírito Santo caracterizam-nO como o “Espírito eterno” (Hb 9:14). 9-20 e Cornelius Van Til. as ‘três pessoas viventes do trio celestial’ – o Pai. Is 61:1. Reeve ressaltam: “Sugerir que o Espírito Santo é um ser criado ou uma força impessoal parece inteiramente impróprio quando as Escrituras colocam o Espírito Santo numa posição de igualdade coordenada com o Pai e o Filho”. escreveu algo que expressava sua compreensão da Divindade: “‘Três eternos dignitários celestiais’. 1:804-806. 17. RA. C. emoções e vontade. Ele é poderoso (Lc 1:35). ver José Carlos Ramos.. 19). Charles F. 2Co 13:13. agosto de 2001. na Bíblia. não conhecendo princípio de dias nem fim de existência. o Filho e o Espírito Santo são um em natureza. Ele fala (Ap 2:7. Pfeiffer. Ele é eterno (Hb 9:14). Ele conduz (Jo 16:13). 1997). Endruveit. At 13:2). Graham comenta que. o Espírito Santo é descrito como tendo intelecto. tendo a mesma natureza dEle. MD: Review and Herald. o Espírito Santo tem intelecto. Ver também alguns textos que assumem significado em favor da doutrina do Espírito Santo: Sl 139: 7. 2001). eds.60 Jan Paulsen descreve que Rûach é uma super força. A Trindade (Tatuí. Wycliffe Bible Encyclopedia. o super natural invadindo o natural. The Mystery of the Holy Spirit (Grand Rapids: MI. SP: Casa Publicadora Brasileira. Mt 28:19. algumas vezes causando destruição. 1990). “Uma Pessoa Maravilhosa Chamada Espírito Santo”. Ef 4:4-6. não sendo assim meramente uma influência ou emanação dEle. Ele guia (At 8:29. Ele aparece ao lado de Deus.34 AT.

O poder do Espírito Santo – ativando o poder de Deus em sua vida (São Paulo: Vida Nova. 65 . O Espírito Santo (St. intercede (Rm 8:26).64 De fato. o Espírito Santo entra misteriosamente em nossa vida para capacitá-la a crescer na comunhão com o Pai. 16 e 17. Por ocasião da ascensão de Cristo (At 1:8). (3) chama algumas pessoas para proclamar o evangelho. os discípulos receberam a promessa da chegada do Espírito Santo para atuar na vida de cada ser humano e. Louis. em qualquer época. 41 e 42. The Spirit and His Church (Washington. José Rêgo do Nascimento. (4) convida todos os cristãos para um viver responsável dentro da Igreja. 11). 1995). 16-19. Heijkoop. mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5:18). Woolsey. DC: Review and Herald. MI: Depósito de Literatura Cristã. e Raymond H. 1970). e (5) chama todos os cristãos a se unirem na grande missão de evangelização mundial. pois se alguém se embebedava com vinho era porque o havia tomado em abundância. Ele faz coisas que uma simples força não faria. de maneira especial. guia (At 8:29. 63 64 Ibidem. ordena (16:6 e7) e nomeia (At 20:28). “não vos embriagueis com vinho. Billy Graham. de oração e de fé. O Espírito Santo na herança wesleyana (São Paulo: Imprensa Metodista. ver H. 2000). Ele é chamado Deus (At 5: 3 e 4). 134. L. Na língua grega esta ordem transmite a idéia de ser continuamente enchido ou “encham-se e continuem se enchendo do Espírito de Deus”. A ordem de Paulo aos cristãos de Éfeso. Nascimento acrescenta que Paulo usa a imagem paralela dos que se embriagavam com o vinho. testifica (Jo 15:26).63 Ele fala (Ap 2:7).65 2:10. 1978). (2) preserva a identidade e integridade do Evangelho. Stokes sugere cinco itens que o Espírito Santo cumpre para a formação e nutrição da igreja em sua missão mundial: (1) une os cristãos numa comunidade de apoio. Marck B. Stokes. na vida dos cristãos. é válida para todos os cristãos. 1960).35 e vontade. Rm 8:14). Para um estudo sobre a direção do Espírito Santo no serviço. 40-48. somente uma pessoa real. Calvário e pentecoste – estudo sobre o Espírito Santo (Belo Horizonte: Edições Renovação Espiritual. 94-96.

os crentes derrotavam o poderio das riquezas ao seu redor. Ele acrescenta: Sem dinheiro. E foi assim que eles fincaram a cruz acima da águia romana [. E. Gane. os templos pagãos se esvaziavam e os conversos se multiplicavam aos milhares. . Os ditames e a autoridade do Espírito foram ignorados. 1995). sem escolas. Poder para suportar perseguições (4:8). 127 e 128. mostravam-se mais fortes que o Sinédrio. SP: Casa Publicadora Brasileira. 1989). Paulo expressou seu fervente desejo aos Coríntios: “A graça do Senhor Jesus Cristo. deu-se ao Espírito Santo o Seu devido lugar. durante a era apostólica. A graça de Cristo e o amor de Deus se apresentam no indivíduo pela ação direta do companheirismo do Espírito Santo. A vinda do Consolador (Tatuí. Espiritu Santo. Erwin R. 28 e 29. Para um estudo mais detalhado acerca do trabalho do Espírito Santo. Em meio a apostasia desenvolveu-se na Igreja um sistema hierárquico. 30-33. métodos e dinheiro. ver George Smeaton. eram mais poderosos que as legiões romanas.] Lentamente. ven (Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana. até alcançarmos hoje o tempo da reforma completa e final. eles confundiam os letrados rabis. desafiavam os sacerdotes e o templo. e ergueu-se a cabeça que usurpou o lugar do Espírito Santo como vigário de Cristo.. 1988). nessa experiência se inicia a vida eterna (Jo 5:24). 259-290. O livro de Atos apresenta toda a questão da eficiência nos negócios do reino como dependendo do revestimento do Espírito Santo. e da chuva serôdia.. Dana. poder para anunciar o evangelho (4:31). o amor de Deus. 1974). não tendo um sacerdócio. durante os três últimos séculos. 67 Gane descreve que quando o Espírito Santo habita no coração de uma pessoa. Dana assegura que todos os cristãos fariam bem em adotar o mesmo ponto de vista dos primeiros discípulos de Cristo. Froom. O Espírito Santo no livro de atos (Rio de Janeiro: Juerp.. Ibidem. 67 68 66 Leroy E. e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. conforme os triunfos da cruz continuaram (Mc 16:20). Mas também.66 Froom relata que. Passou desde então a depender de homens. PE: The Banner of Truth Trust. ela passa a viver uma vida interna com Cristo e o Pai. a ponto de assentar-se como se fosse o próprio Deus [.36 Quando os discípulos se sentiram cheios do Espírito eles passaram a anunciar o evangelho com poder e ousadia (At 4:31). sem um soldado sequer.68 H. The Doctrine of the Holy Spirit (Carlisle.. e a Igreja imergiu na meia-noite da Idade Escura.] Já no século quarto a Igreja cristã havia transferido sua dependência do poder divino para os sorrisos da realeza e proteção de um trono terrestre. sem poder político ou social. Amém” (2Co 13:14).

há a concessão do privilégio. Samuel Chadwick. ven. até que Cristo volte para receber os redimidos em Seu reino. Chadwick salienta que a base da obra do Espírito Santo é sempre a da comunhão.69 Ele é o Enviado do Pai e do Filho para ficar na Igreja. Este autor ressalta que a igreja que tem autoridade para “ligar e desligar” (Mt 18:18) é uma igreja harmonizada em oração e reunida em torno do Seu nome. 47 e 48. e de receber o dom da vida eterna. 30. nos chama à comunhão com Seu Filho Jesus Cristo (1Co 1:5.] o Espírito da graça” (Hb 10:29). A aceitação do sacrifício objetivo de Cristo ocorre mediante a permanência do Espírito Santo em nós. mas é um profundo anseio que nasce através do amor por Ele num processo que se estende através de uma existência. “[. e essa virtude divina conduz o pecador ao arrependimento.70 O Espírito Santo procura Se associar e comungar conosco diariamente. NEle a Igreja encontra toda fonte de vida e graça. . Espiritu Santo. mas o Espírito fala e opera por meio do povo que ora e se consagra. ter restaurada sua união com Deus. (2) etapa da intimidade 9 quando o homem se coloca a sós com Deus.. sabedoria e poder. Intimidade não é derramar perante o Senhor uma torrente de palavras bonitas. nada tende a desviá-lo do seu intento de cultivar a comunhão com Ele.37 A graça prevista no Calvário oferece a oportunidade a cada ser humano de ser perdoado de seus pecados. (3) etapa do privilégio – é na atmosfera da comunhão profunda que brota confiança.. O 69 70 Gane. 7 e 9). A Igreja deriva sua autoridade do Espírito. O caminho para o pentecostes (São Paulo: Casa Nazarena de Publicações. Bright descreve que o Espírito Santo utiliza quatro etapas diferentes para conduzir o homem a uma devoção pessoal com Deus: (1) etapa do amor 9 a salvação é uma aceitação do amor de Deus. Gane destaca que a graça de Cristo e o amor de Deus pertencem a uma pessoa quando ela desfruta da “comunhão com o Espírito Santo” (2Co 13:13). Havendo confiança. 1998).

178-195. observa-se uma superficialidade e um conseqüente declínio espiritual mesmo nas igrejas cristãs. especialmente tempo. “Flertando o Inimigo”. Não é só para satisfazer as necessidades que Deus concede o privilégio de conhecê-lO. 50. 38. Paulo. Miroslav Kis. novembro-dezembro de 2004. Ele pode ser inibido pela descrença. mas também para que a pessoa possa retratá-lO corretamente ao mundo. 30.73 De fato. o Espírito e o povo de Deus (Campinas. MG: Betânia. MI. acerca do Espírito Santo e os dons. e o orgulho. 71 Deus. além de cuidar do ser humano. muitos vivem agitados numa corrida sem fim em meio às dificuldades que surgem e não conseguem encontrar tempo para a comunhão com Deus. a vaidade. a ambição mundana. ver Gondon D. Welcome. 172-208. 73 74 Brigth. também atribui funções para que este possa executar. Holy Spirit (Nashville. ver Benny Hinn. evidentemente porque desprezam Seus conselhos. 1995). . para a devoção pessoal. e (4) etapa da responsabilidade 9 aquele que crê que Cristo está vivo e o redimiu. passa a fazer qualquer sacrifício para permanecer ao lado dEle. Ibidem.38 maior privilégio do crente é ter acesso a Deus.72 Seus recursos são inexauríveis e Sua força invencível. Sobre sete coisas que ocorrem quando o Espírito Santo transforma. 39. Obstáculos à comunhão com Deus A humanidade se encontra longe do ideal divino de honrar o Senhor através da verdadeira comunhão (Ml 1:6). TN: Thomas Nelson Publishers. White ressalta que “os filhos da Terra. Sete promessas de um homem de palavra (Venda Nova. 1996). SP: United Press. nada existe que possa induzir tão eficazmente ao pecado como a quebra da comunhão com o Criador. 1997). Fee. com a certeza de que Ele atenderá suas petições. mas existem barreiras que impedem Sua atuação de forma completa. que tanto precisam do auxílio que só 71 72 Bill Bright. do que será tratado a seguir. e também pela atitude pessoal de não priorizar. Por conseguinte.74 Estes são verdadeiros obstáculos à comunhão com Deus. porém. Além da incredulidade que impera.

75 Muitos esperam que Deus ouça seus clamores nos tempos de crises. A marca principal na vida do orgulhoso é viver como se Deus não existisse. O profeta Isaías escreveu que “as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus” (Is 59:2). Deus condena e afirma que destruirá o soberbo de coração (Pv 16:18-19). White enfatiza que “o adversário procura continuamente obstruir o caminho para o trono da graça. Ef 2:13 e 1Jo 1:7). Ibidem. para que não obtenhamos. mas não dedicam tempo para estar a sós com Ele. não tinham um relacionamento pessoal com Deus (Mt 15:8). Para se obter noção mais ampla da vida devocional para vencer o inimigo. apesar de serem considerados religiosos. Além do mais. inclusive dele mesmo. nem mesmo o diabo. ver Dekele Heye. Os escribas e fariseus. 9. 77 Ninguém peca por orgulho a não ser por causa do orgulho. Não existe tentação que não possa ser vencida e para todas elas Deus proporciona escape. RA.76 Sammy Tippit identifica cinco obstáculos que podem bloquear a comunhão com Deus: (1) O pecado. graça e poder para resistir à tentação”. parecem satisfeitos em andar sem a luz de Seu Espírito”. o homem precisa estar limpo diante dEle (Sl 24:3-4). 81. Jesus fez várias 75 76 White. A tentativa constante de Satanás é manter nossa atenção desviada de Jesus. (3) A religião sem um conhecimento experiencial de Deus. 11-13.39 Deus pode dar. Para se ter companheirismo com um Deus santo e puro. cf Hb 1:6. 82. . a pessoa deixa de reconhecer Deus como a fonte de todo o bem e passa a achar que pode haver algum tipo de poder próprio para superar todas as coisas. pela súplica fervorosa e fé. Ver também Self e Self. A grande salvaguarda para nos libertar desta condição.77 Por causa do orgulho. se encontra na disposição divina em eliminar nossos pecados pelo sangue de Cristo (Is 1:18. (2) O orgulho. nada pode afastar o pecador de Deus. “Desenvolvendo uma vida devocional”. Caminho. Orgulho é o ingrediente básico de todos os pecados. outubro de 1984.

(12) cansaço. 209.40 advertências a essas duas classes de pessoas por levarem uma vida sem uma experiência viva com Deus (Mt 23:23-35). 81 Quanto a isso. têm uma agenda tão cheia de compromissos com a Obra de Deus que se esquecem do Deus da Obra (Lc 10:41).80 Este ponto é muito importante e requer maior atenção. a vida pode se tornar uma rotina sem significado para o crente. salvos e condenados. Princípios de liderança (Engenheiro Coelho. 2000).78 (4) Relacionamento interpessoal indevido: Não é possível manter um relacionamento de companheirismo com Deus. White acrescenta que “ao meditarmos nas perfeições do Salvador. 27. Administração do Tempo Deus é revelado em Sua Palavra como criando e agindo no tempo. RA. havemos de desejar ser transformados por completo. Ellen G. Porém. 1:220. ver Morris Venden. (5) socialização. sem restaurar o relacionamento com o próximo. . Sobre isto. (6) correspondência descartável e leitura estranha ao trabalho. 48-54. SDABC. Caminho. Cit. “Arrependidos o suficiente para abandonar”. Holbrook. por amor da devoção pessoal. (2) problemas de desorganização. As palavras “no princípio” em Gênesis 1:1. 81 Nichol. classificando aqueles em ordem de importância: (1) desorganização pessoal. 2 de novembro de 1974. White. (7) falta de planejamento. (3) interrupções. 79 80 78 Tippit. (9) reuniões. ricos e pobres. (11) viagens e problemas com carro. 98. (8) televisão. Follett. Ou então. porque a comunhão envolve um relacionamento divino e humano (1Jo 4:19-21). identificou desperdiçadores de tempo a partir de uma análise de líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Norte. uma administração sábia do tempo. (10) problemas e saídas familiares. A alma terá fome e sede de tornar-se semelhante Àquele a quem adora”. se não houver prioridade para os momentos devocionais. como à diferença no emprego do seu tempo. nos recordam que só Aquele que está entronizado como soberano Senhor do tempo não tem princípio nem fim. (4) indecisão e procrastinação.79 (5) Ocupação. Muitas pessoas vivem tão ocupadas com coisas transitórias e materiais que não tem tempo para Deus. geralmente não se deve tanto à diferença em circunstâncias e começo que tiveram da vida. é imperativo. santos e pecadores. O’Ffill comenta que não sendo possível levantar de madrugada para ficar algum tempo com Deus. (13) internet que tem sido uma grande vilã absorvendo uma parcela significativa do tempo dos pastores. em Philip S. e renovados na imagem de Sua pureza. pode-se fazer em outro momento. 10. SP: Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. A diferença entre os homens sábios e néscios.

Porter. “:% . mês. O outro termo “&# 8E D” (herah). Howard F. foi usado no princípio da história da Terra (Gn 1 e 2) e foi delimitado por “tarde e manhã”. chamadas vigílias.. à criação do mundo (Gn 1 e 2).82 Deus estabeleceu esses blocos de tempo para servir como meio para computá-lo. usado para designar o mês. menos o sétimo. Smick. noite. em hebraico “ KE "F&” (hIdhesh). 84 83 82 . ano. que equivale a “dia” e “tempo”. eds. Mc 6:48).84 A divisão do mês foi determinada pelas fases da lua. provavelmente após o exílio. Durante o tempo pré-exílico a noite foi separada em três divisões. semana. “Division of Time”. como aparece no NT. “Time”. H. marcando período de variação lenta (Jz 7:19). Também. etc. Já no NT se encontra a divisão da noite em quatro vigílias (Mt 14:25. “M/NNOPQ+-PO” (sabbatón-tá).710 e 1. A base dos hebreus mensurarem o tempo era o dia e a noite lunar. International Standard Bible Encyclopedia.> =? # ” (Sha@tã). A divisão do dia em hora foi feita mais tarde. “> # 5$K % ” (Shãbûa).711. o qual era o sábado. estações. Ibidem. sexta feira era chamada de dia de preparação para o sábado (Lc 23:54). Do termo shãbûa deriva a palavra “># $K E ” (shebha‘)” sete. Como o sétimo dia era o dia de descanso ou “<% LK # ” (shabbãth) em hebraico. fazendo o ano lunar corresponder com o ano Elmer B..83 O termo “ABD” (Yôm).) remontam. A palavra hebraica usada para “hora”. Charles F. e significa “lua”. etc. é indicada na história da criação. O ano hebraico era composto de 12 ou 13 meses. segundo.982. Mais tarde veio o ano intercalado por um mês a mais. Wycliffe Bible Encyclopedia. 5:2. Vos e John Rea. indicando o período de sábado a sábado (Mt 28:1). traduzida por “semana”. 5:5).41 A origem do tempo e suas delimitações (dia.. ed. e estava em uso em Babilônia antes dos dias de Abraão. deve ter sido usada primeiramente pelos hebreus antes da lei mosaica. a lua nova marcava o começo de um novo mês. só ocorre no livro Daniel (4:33. Os dias da semana eram indicados pelos números primeiro. “<E 8FG?H = ” (ashmIreth). Nos tempos do NT. ou um período de sete dias. A palavra. esta palavra veio a ser usada para semana. Pfeiffer. James Orr. assim. geralmente os semitas seguiam os mesmos critérios. 2:1.

Quando se refere ao passado pode ser uma antigüidade remota e quando se diz respeito ao futuro. Porter. observa-se que Deus deu exemplos claros de como organizar sabiamente o tempo e todas as atividades relacionadas a ele.+” (aiõn) é uma designação para um longo período de tempo no passado ou no futuro. pode assumir um significado de eternidade. “Time”.85 Por outro lado. The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible (Grand Rapids. “Eram visitados pelos anjos. Mas... Assim. o meio mais simples e fidedigno de explicar as fórmulas “de eternidade a eternidade” ou “até mil gerações”. 1:687. separou uma porção especial do tempo para que os seres humanos tivessem um momento de comunhão mais profunda com Ele (Gn 2:1-3). por meio de seus anjos. as plantas antes do sol. Cristo usou chrónos e kairós. Tenney. a palavra grega “/*R. “Calendar”. e “XVQ+(W” (chrónos).982. Em Seu planejamento. também em grego. e concedia-se-lhes comunhão com seu Criador. em grego. A diferença entre o ano lunar e solar era de dez a onze dias.981 e 2. Deus mantinha contato com Adão e Eva todos os dias.42 solar.86 Já o termo hebraico “<S >” (‘Tth) significa “tempo”. White. Lilley. refere-se a um tempo fixo. 87 Se mesmo antes da queda Deus sabia que o ser humano necessitava desse momento para contemplar Suas obras e meditar em Seu poder e bondade. 1975). após a queda essa necessidade Ibidem. Ao terminar Sua obra. ver J. 5:2. tem sido “de geração a geração”. a um tempo estendido. quando disse a seus discípulos que “não vos compete conhecer o tempo (chrónos) ou época (kairós)” (At 1:7). ao passear pelo jardim do Éden por ocasião da viração do dia. International Standard Bible Encyclopedia. No relato de Gênesis. ed. sem nenhum véu obscurecedor de permeio”. indiretamente. Isto requeria a adição de um mês a cada três anos. 86 87 85 H. James Orr. ed. 50. enquanto “'/*V(2W” (kairós). Patriarcas. Para um estudo mais detalhado acerca do tempo. Ele criou cada parte no devido momento – não criou primeiro os peixes e depois o mar. . além do sétimo dia da semana. ou diretamente. MI: Zondervan. Merrill C.

.. Wycliffe Bible Encyclopedia. Mn. maio-junho de 2004. 1:219. 27. James Barr. Quando na terra. Pfeiffer. Cress. porque o mal afronta sem cessar (Ef 6:18) e muitos fracassam na vida devido à falta de quietude e de tempo exclusivo para a reflexão e oração. 25. R. Ele também deixou claro que o tempo dedicado à comunhão deve ser particular. Guia para administração do tempo (Rio de Janeiro: Campus. Ellen G. na pesquisa das Escrituras e na oração. 343-345. “Maximizing our Time”. 22. o tempo para a Robert H. Uma pessoa geralmente tem sua vida programada com horários para trabalho. eds. 2:1. recreação e outros compromissos. Richard O’Ffill. White. “Venha viver com Cristo”.]”. pois então daríeis ao reino do Céus lugar de suprema importância”. Mn. e era nesses momentos que Ele buscava forças e sabedoria para realizar as obras em prol dos pecadores. A mente humana necessita de um tempo diário a sós com Deus. Ensman Jr. Roy Alexander. E infelizmente.. Jesus exemplificou uma administração sábia do tempo. Richard G. Mas preso por uma rotina onde há mais atividades a serem realizadas do que tempo para cumpri-las. pois todas as atividades da vida humana ocorrem dentro dele. O cuidado de Deus (Tatuí. janeiro de 1994. Parábolas. alimentação. Colunas do caráter (Santo André. “The use of Time in Ministry”. Charles F. “Time”. o ser humano acaba priorizando aquilo que pensa ser imprescindível. 27.88 Através da devoção diária o homem permanece em Deus e cresce na divina graça. S. 26. SDABC. White salienta que muitos parecem lamentar os momentos empregados em meditação. 1980). Ela continua: “Desejaria que todos pudésseis ver essas coisas sob o aspecto por que Deus quereria que as viseis. Ele ressaltou que o segredo para ser feliz é buscar em primeiro lugar o reino de Deus (Mt 6:33). Pierson. “Respiração da Alma”. Para uma melhor discussão acerca do uso do tempo. SP: Casa Publicadora Brasileira. novembro de 1974. “Time Test: How Well do You Manage Time”. Clifford Jones. 3. 29. como se o tempo assim empregado fosse perdido. 89 88 . RA. SP: Casa Publicadora Brasileira. “Making the Most of your Time”. Quanto a isto. julho de 1997. Mn. ver James A. e Doug Burrell. “Venha viver [. Ministério. Pierson. Schwantes. O tempo é um princípio fundamental e decisivo. Mn. repouso. 26. White. Howard F. 1994). estudo. Esta obra será doravante referida com O cuidado. maio de 1994. Ellen G.. 28.43 se tornou sumamente vital. 1995). Vos e John Rea. J. priorizando o que era fundamental em suas atividades cotidianas. Para isso. dedicava boa parte das horas antes do início do dia em comunhão com o Pai. junho de 1996. 82.89 e essa comunhão antes do início das atividades cotidianas deve se estender também ao longo de todo o dia.708. e não deve ser visto como exemplo de superioridade espiritual. 56-59. 20.

há um seminário com o tema “administrando o tempo de maneira eficaz”. 91 92 90 Ellen G.44 devoção pessoal não tem sido assim considerado. 117.92 Para que esta comunhão seja efetiva. SP: Casa Publicadora Brasileira. sendo substituído por preocupações e ansiedades diárias. 131-141. Robert H. 1983). o que será tratado a seguir. Para administrar sabiamente o tempo.91 Além disso. White enfatiza que “da mesma maneira que não nos é possível ser fisicamente fortes sem tomar o alimento temporal. é necessário valorizá-lo como se valoriza a própria vida e usá-lo para comunhão com Deus e no trabalho em prol dos semelhantes. Aqueles que negligenciam esta verdade não estarão em condições de receber as bênçãos de Deus. Para você que quer ser um líder. No anexo C. A oração de Moisés mostra qual deve ser o maior desejo de um cristão: “Ensina-nos a contar os nossos dias. Testemunhos seletos (Santo André. Seleção de temas para meu arquivo (São Paulo: Instituto Adventista de Ensino. White. . Deus adverte que o tempo é breve e que a vida humana passa “como uma neblina que aparece por instantes e logo se dissipa” (Tg 4:14). não podemos viver a vida religiosa sem o cumprimento dos deveres espirituais. 1:580. O apóstolo Pedro recomenda que o indivíduo administre o tempo tendo a Cristo como prioridade central para que possa desfrutar uma vida equilibrada e de êxito (1Pe 4:11). 1984).90 Nada deve ser tão importante para o cristão do que o tempo dedicado para a comunhão com Deus e o preparo para a vida imortal. e Paulo exorta a “remir o tempo porque os dias são maus” (Ef 5:16). Precisa sentarse diariamente à mesa de Deus”. Pierson. 118. para que alcancemos coração sábio” (Sl 90:12). a oração é elemento-chave. O salmista Davi afirmou: “Àquele que ordena seu caminho Eu mostrarei a salvação de Deus” (Sl 50:23). Pedro Apolinário.

seu nome foi mudado e sua vida foi salva (Gn 32:24-32). e por esse meio o ser humano pode expressar pessoalmente ao Criador seus sentimentos. 94 95 93 C. 1986). intercedeu pelos habitantes de Sodoma e Deus retirou Ló dali antes que tudo fosse destruído (Gn 18:22. Elias orou para que o filho da viúva de Sarepta ressuscitasse e o menino tornou a viver (1Re 17:20-24). Spurgeon. The Meaning of Prayer (Nashville. 19:29). cit.45 Oração A doutrina bíblica da oração enfatiza o caráter de Deus e a necessidade humana de estar numa relação de concerto salvífico com Ele. “A Prática da Oração na Igreja Adventista”. Jacó lutou com Deus. 8. em Sammy Tippit. Daniel reuniu-se aos amigos para orarem por entendimento e Deus em visão revelou-lhe os mistérios até os últimos dias (Dn 2:12-19). 38. Rubens Lessa. MA: Cowley Publications. Jonas orou no ventre do grande peixe e este o vomitou na Bueno. 1980). . H. nem uma apresentação vocal. 15. É comunhão espiritual com o Criador dos céus e da terra”. orou para ter um filho e Deus atendeu-lhe a petição (1Sm 1:10-18 e 26-28). 1990). H. Para um estudo acerca da oração como comunhão com Deus. TN: Festival Books. Spurgeon diz que “a verdadeira oração não é um mero exercício mental.93 C. Salomão clamou por discernimento para julgar o povo e o Senhor concedeu-lhe coração sábio de maneira a não haver igual (1Re 3:6-14). Meditanting On the Word (Boston. mais é algo muito mais profundo do que isso. ver Holloway. 14-44. RA. 23. Para mais informações acerca da oração e comunhão. e Dietrich Bonhoeffer. Ana. ver Harry Emerson Fosdick.94 A oração dessa forma se torna um diálogo com Deus.95 O Antigo e Novo Testamentos relatam muitos episódios onde a oração foi utilizada: Abraão orou pelos seus e obteve a promessa de uma descendência como as estrelas do Céu (Gn 15:2-6). 27-54. sendo estéril. 19-36. fevereiro de 1997. O fator oração (Rio de Janeiro: Juerp.

Acerca da ordem de oração por dia da semana. e Pedro orou por Dorcas que estava morta e ela foi ressuscitada (At 9:36-42).96 Examinando os hábitos de oração de Jesus registrados nos Evangelhos. a oração tem especial afinidade com a “casa de Deus”. 47-78. Como a casa de Deus é de oração. pois Ela dá encorajamento aos que oram. e. obediência era olhada acima de sacrifício (Dt 5:29). Hoyler. PA: Fortress Press. ver John W. 107-158. Practical Pointers to Personal Prayer (Washington. SP: United Press. O Céu deve sentir a força do clamor fervoroso. 28. Self e Self. alma e vida deve encontrar lugar na real oração. Para um estudo acerca da oração que Jesus ensinou – o Pai Nosso. (3) o desejo – A pessoa deve ir a Deus com um forte senso de necessidade. a intenção divina é que o povo vá a ela para se reunir com Deus. estando Ele a orar. para que também eles usufruam do poder para vencer o mal presente neste mundo. M. nas tuas mãos entrego o meu espírito! E. a igreja é sem vida. 98 97 96 . Para este autor. a igreja orou por Pedro na prisão e um anjo do Senhor o libertou (At 12:5-7). ver Bill Hybels. The Complete Works of E. especialmente em Lucas. 1986). (4) o fervor – o coração. logo após Seu batismo. O “pobre de espírito” é o mais competente para orar. Bounds. ao ser todo o povo batizado. Doberstein. o Céu se abriu.97 “Naqueles dias. expirou” (Lc 23:46). 1976). 1990). DC: Review and Herald. 24-28. Reflexões sobre a oração do Senhor (Campinas. (7) a vigilância – para o apóstolo Paulo. 1999). também o foi Jesus. (2) a verdade – sendo absoluta e consumada. dizendo isto. Jeremias. o Espírito Santo desceu sobre Ele e ainda se ouviu a voz Deus dizendo-Lhe: Tu és meu Filho amado. 34. M. a oração é sem sentido. MI: Baker Book House. a fim de orar. e passou a noite orando a Deus” (Lc 6:12). 35-38. Em resultado da oração feita por Jesus. 5-8. A vida. é um ato consciente e desta maneira a oração deve ser proferida. sem poder e sem comunhão. “Então. 13-23. retirou-se para o monte. O Pai-Nosso: a oração do Senhor (São Paulo: Edições Paulinas. e S. Para um estudo mais amplo sobre o convite do próprio Deus para que se possa conversar com Ele. Bounds relaciona a oração com: (1) a fé – sem fé. “Ele. se retirava para lugares solitários e orava” (Lc 5:16). SP: Novo Mundo. ver J. 8-183. Ocupado demais para deixar de orar (Campinas. (6) a obediência – na lei mosaica. 29. 33-50. 33-48. o céu se abriu” (Lc 3:21).46 terra (Jn 2:1-10). Sem a oração. Bounds on Prayer (Grand Rapids. e Carrol Johnson Shewmake.O ser humano depende da oração para obter contínuo sucesso no desenvolvimento da caráter e da conduta. Jesus clamou em alta voz: Pai. E. 2-40. 1989). 35-42.98 Esse exemplo de relacionamento com o Pai que Jesus deixou deve ser seguido por todos os Seus discípulos. Minister’s Prayer Book (Philadelphia. o clímax de todas as armaduras do cristão para vencer a Satanás está na perseverança da oração. 73-88. em Ti me comprazo (Lc 3:21 e 22). 1983). percebe-se que Ele desenvolveu um estilo intensamente natural e pessoal de comunhão com o Pai: “E aconteceu que. o poder e a glória da Igreja está na oração. (5) o caráter e conduta – a oração ajuda a estabelecer o caráter e moldar a conduta. porém. e (8) a Palavra de Deus – a Bíblia pode ser chamada de “livro de oração”.

quando está na presença de uma ou mais pessoas. MI. 23-25. Foster. ver A. Through Night to Morning (Grand Rapids. No entanto. ver Angel M. Rodriguez. significa que eles devem orar em. Outro aspecto a ser analisado é a quem deve ser dirigida nossa oração. Como saber a vontade de Deus (São Paulo: Mundo Cristão. Para informações acerca do significado teológico da oração. em Richard J. Orar em nome de Jesus significa ter plena convicção da grande obra realizada por Ele. Jesus disse certa vez: “E tudo quanto pedirdes em meu nome. por meio de Jesus. 100 99 .99 Quando Ele recomenda a seus discípulos que orem em Seu nome. com os olhos fechados. C. MI: Baker Book House. Donald Bloesch. ou.100 White ressalta que “orar em nome de Jesus é mais do que simplesmente mencionar-Lhe o nome no começo e fim da oração. em pé. Strauss. SP: Cristã Unida. significa reconhecer nosso completo desamparo à parte de Sua mediação e intercessão”. com a ajuda de. a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14:13). Dixon. e em público. 1986). significa apelar ao sangue de Cristo como fonte de poder para a vida de oração. ao Para um estudo mais detalhado sobre como orar. em meio a uma atividade cotidiana.47 Formas de se orar Uma oração pode ser feita em qualquer lugar e em qualquer momento. cit. etc. abertos. Para estas ocasiões. “Teologia da Oração”. 1969). existem várias formas de se erguer uma prece a Deus: ajoelhado. momento onde a pessoa ora sozinha. É orar segundo o sentimento e o espírito de Jesus. o refúgio da alma (Campinas. isso farei. 1996). 80-90. 112-126. Bloesch afirma: “Orar em nome de Cristo significa orar com a consciência de que nossas orações não têm valor ou eficiência à parte do Seu sacrifício reconciliatório e mediação redentora. pois é a ligação mais íntima entre o ser humano e Deus. existem duas ocasiões específicas em que oração pode e deve ser feita: em particular. julho-agosto de 2007. por. 220. e Richard L. Oração.

44. descansamos em Sua graça. não deixeis de vos prostrar de joelhos 101 102 103 White. A vida particular de oração determina a qualidade e validade da oração em público.104 Jesus orientou seus seguidores em relação aos momentos de oração individual (Mt 6:6). pois. oração e trabalho. Evelyn Christenson. ID: Pacific Press. Nossa alta vocação (Santo André. TN: A Dynamic Bible Living Publication. o adorador se desligará completamente das atividades corriqueiras e atenções mundanas para concentrarse no contato pessoal com o Pai. e o resultado pôde ser visto na vida de seus discípulos. 105 104 Rutter. The Answer Is Prayer (Boise. Jesus com freqüência orava em voz alta. persistência na oração. tipos de oração. 1995). Caminho. 1962). 128. mencionando que ela deve ser feita em um ambiente reservado. e quanto à intrigante questão “por que coisas ruins também ocorrem quando oramos?” ver Morris L. SP: Casa Publicadora Brasileira. Venden. Science of Prayer its ABC’s (Roan Mountain. algumas orações devem ser realizadas de certa forma. 1974). que ao ouvirem Suas palavras foram movidos no íntimo.103 Mas retirar-se para orar em secreto é talvez o tipo mais vital de oração a que alguém se pode dedicar. Mark Finley. Uma jornada de oração (São Paulo: Mundo Cristão. onde apenas Deus possa ouvir”. 20 e 21. Ibidem. a congregação expressa reverência e humildade na presença de Deus permanecendo ajoelhada enquanto a prece é oferecida.105 Dentro de alguns contextos específicos. 87. 133. Para informações sobre como argumentar com Deus. e fazemos Suas obras”. 37. 167 e 183. assim. “Como tornar-se um Intercessor Poderoso”. . White recomenda que “quando vos reunis para adorar a Deus. Por exemplo. Para um estudo acerca da ciência da oração receptiva. Esta autora sugere: “Aprenda a orar em voz alta. 23. 21. ver Glenn and Ethel Coon.101 Outra questão importante é a oração de uns pelos outros (Hb 10:25). 1988). White. ver Ellen G. 14-19. Acerca de orar em voz alta. número especial. num culto de adoração.102 A prece “em voz alta dá um sentido mais objetivo aos pensamentos e torna mais definidos os pedidos”.48 mesmo tempo em que cremos em Suas promessas. ST.

3) assentado – o salmista Davi orou ao Senhor assentado (2Sm 7:18). 9-19. Mensagens escolhidas (Tatuí. 2: 314. do suplicante a Deus. 107 Angel Manuel Rodriguez. e corpo e espírito estão em sujeição ao Espírito de verdade”. 13). não a prática de orar em pé (Mt 6:5). 5) prostrado – esta é uma expressão de homenagem e submissão diante do Ser superior (1Re 1:47. . Jesus condenou o orgulho dos judeus. 2) em pé – Ana e Jó oraram ao Senhor estando em pé. RA. White. If Only God Would Answer (Hagertown. 12 e 13. setembro de 2004. 1Re 1:47). 161-174. MD: Review and Herald. orou em favor dela e a vida foi-lhe restituída (At 9:40). 1997). significa reconhecer a Deus como Rei do Universo.106 Por outro lado. Orar estando deitado no leito enfatiza um ato secreto da devoção. SP: Casa Publicadora Brasileira. Que esta ação testifique de que toda a alma. White pedia que a 106 Ellen G. ver Steven Mosley. 63:6. “Postura ao Orar”. Estevão prostrou-se ajoelhado. 1986). Jó 30:20).49 diante dEle. a nação de Judá orou ao Senhor em pé quando estava prestes a ser invadida (2Cr 20:5. Por vezes Ellen G. e o Senhor lhe respondeu (1Sm 1:20. em oração. e falava com o Senhor pouco antes de ser apedrejado (At 7:60). 62-78. Pedro ajoelhou-se diante do corpo de Tabita. Mc 14:35).107 Observa-se que não há uma postura particular e exclusiva exigida dos adoradores quando se dirigem ao Senhor – o ato em si não indica que aquele que está ajoelhado será mais reverente que alguém que não possa ajoelhar-se. Ajoelhar-se era a expressão ritual da entrega sem reservas. 4) deitado – há casos registrados na Bíblia de pessoas que oraram estando na cama (Sl 4:4. Para informação sobre como obter mais respostas às orações. e é uma oportunidade de se meditar na bondade do Senhor e aproximar-se dEle. Estar em pé. Rodriguez descreve que na Bíblia e no próprio Espírito de Profecia encontra-se diferentes posturas ao orar: 1) De joelhos – Daniel orava ajoelhado três vezes ao dia (6:10).

Mensagens escolhidas. Ibidem (1985). 1972). 3:24.109 Um aspecto importante é como a pessoa incumbida de dirigir a oração pública se expressa. Podemos orar e conversar com o Senhor onde quer que estivermos”. Especialmente quem ora em público deve servir-se de linguagem simples. ou em particular. White ressalta ainda que “não é a vontade de Deus que nas reuniões de oração nos exponhamos a enfados e canseiras com ficarmos muito tempo ajoelhados. Hawthorne e Graham Kendrick. 112 A autora acrescenta que “em família convém evitar orações longas e sobre assuntos remotos. tornando assim a oração congregacional. Ibidem. pedidos e desejos. 1906. 1993). Pessoas fracas não podem permanecer muito tempo em tal atitude. Prayer-Walking (Orlando. Obreiros evangélicos (Tatuí. White. FL: Creation House. White. 177. sem ficarem fatigadas e exaustas”. 3:268 e 269.110 Da mesma forma. seja para a petição no púlpito. a linguagem floreada é dispensável. caso alguém queira fazer alguma dessa espécie”. SP: Casa Publicadora Brasileira. Pode-se orar e conversar com o Senhor onde quer que estiver. Testemunhos seletos. Em vez de usar o pronome pessoal “eu”. 113 112 111 . Ela deve ter sempre em mente que está representando a todos ao expressar louvor. 18. 1:457. Para informação acerca do propósito da jornada de oração ver Steve C.113 108 Ellen G. SP: Casa Publicadora Brasileira. Ela ressalta: “Não precisamos esperar por uma oportunidade para ajoelhar-nos diante de Deus. “Os que são confiados e sempre prontos a falar. 76-91. Essas orações enfadam. 3:266. Ibidem. ver Carta 342. prestando ouvidos a uma série de compridas orações. 273. Nós adoramos a Deus (Santo André.108 Ela acrescenta que não precisa esperar por uma oportunidade para ajoelhar-nos diante de Deus. deveria usar “nós”. 55. Que as longas e enfadonhas petições fiquem para nosso aposento particular. tudo deve ser no plural. 1993). para que os outros possam entender o que está sendo dito e unir-se à petição. Doravante esta obra será referida com Obreiros. no círculo da família.111 Longas e fastidiosas orações são inadequadas em qualquer parte. 44-53. e especialmente na reunião de oração. White. tomam a liberdade de sacrificar o testemunho dos tímidos. Ellen G. 109 110 White.50 congregação se levantasse para uma oração de consagração. Mensagens escolhidas (1987). em vez de constituírem um privilégio e uma bênção”. material não autorado.

1998). confissão. gratidão e súplica. até que se compreenda que Ele não pode atender ao pedido. 1990). 114 e 115.51 Também há diferentes maneiras de se utilizar o tempo em oração. A impressão causada em Jesus se nota 114 115 116 Ruthie Jacobsen.116 2) A prece congratulatória ocorre em função das inúmeras razões diretas e indiretas para se agradecer a Deus (Ef 5:20). 16. Ela sentou-se aos pés de Jesus. Jalics descreve que três lições valiosas são aprendidas: a) a profunda solicitude de Deus para com Seus filhos. e os informem das coisas que gostariam de ter. e c) a ilimitada liberdade humana de exprimir pela oração todos os desejos do coração. Jacobsen enuncia que é importante gastar o tempo como Maria fez (Lc 10:41. 142. em contraste com a dos demais que não fizeram o mesmo. da mesma maneira como os pais humanos querem que seus filhos os procurem sem constrangimentos. crescendo. aprendendo.115 Da mesma maneira. Se por algum motivo Deus não puder conceder aquilo que foi pedido. que a Ele seja comunicado todos os desejos do coração. The Difference Is Prayer (Washington. Oração (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana. A estrutura da oração pode envolver adoração. traz rico tempo de transformação em sua presença. b) a insipiência e o egocentrismo humano.114 Hallesby classifica as formas de preces de acordo com seu propósito específico: 1) A prece suplicatória ou peticionária é a atitude de voltar-se para Deus no intento de receber alguma coisa. Cada parte da oração. Ele fará o que Jesus fez aos filhos de Zebedeu (Mt 20:20-23) e a Paulo (2Co 12:7-10): falará com ternura e simpatia. quando usada em contrição. DC: Review and Herald. Jesus mostrou grande apreço pela gratidão ao mencionar a atitude daquele leproso que foi curado e que retornou para agradecer (Lc 17:11-19). Jalics. 42). A vontade de Deus é que Ele seja procurado de modo espontâneo e confiante. O. . Hallesby. e tendo a Ele como Senhor.

Aquele que manifesta um espírito de gratidão para com a graça e a misericórdia de Deus estará sempre disposto a render louvores a Deus. tanto mais rica é a comunhão que experimenta com o interlocutor. tanto aqui nesta terra quanto no céu (Sl 40:3). por que orar? A oração realmente ajuda na cura física? Por que Deus às vezes parece tão próximo e outras vezes . abre caminho para a recepção do Espírito Santo no coração (Lc 11:13). Oração: ela faz alguma diferença? (São Paulo: Vida.52 por meio de sua pergunta: “Não foram curados. livra da ansiedade (1Pd 5:7).118 4) A prece conversada ocorre quando o crente entretém com Deus um diálogo mais amplo. dá força espiritual (Sl 138:6). 119 e 120. Ibidem. Philip Yancey. ó Pai. livra do mal (Jl 2:32). outras vezes sem elas. os dez? Onde estão os outros nove?” 3) A prece de louvor e as ações de graças são afins.6). porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11:25). porventura.119 5) A prece inarticulada é a atitude para com Deus. onde se demonstra uma familiaridade com Deus. 116 e 117. orienta e santifica (Is 58:9-11). pois visam exatamente dar glória a Deus. 121. 2007). proporciona plenitude de alegria (Jo 16:23. Este autor tece as seguintes indagações: Deus está ouvindo? Por que Deus se interessaria por mim? Se Deus sabe de tudo. 16. A oração liberta a pessoa do temor (Sl 118:5. Senhor do céu e da terra. dá sabedoria e entendimento (Dn 9:2027). 24).120 habilita para receber 117 118 119 120 Hallesby. traz recompensa (Mt 6:6). às vezes expressa em palavras. traz paz (Sl 22:6) e plenitude espiritual (Ef 3:19). Ibidem.117 Jesus possuía o hábito de pronunciar palavras de graça ou louvor: “Graças te dou. Bueno. Propósito e influência da oração A oração é de valor indescritível porque trata de um relacionamento de grau infinito com um Ser que também é infinito.

Martin J. e com humilde petição elevai a Deus vosso coração.121 pois ele não pode suportar o som de fervorosas súplicas ascendendo ao trono de Deus. 27. reuni-vos ao redor de vós os filhos. 253. A arma sobrenatural para se obter vitória é a oração.. 1974). sd). 55-58. Para mais informações de como a oração pode mudar a vida humana. ver Ellen G. Mn. 2000). Parker e Eliane St. 27-30. 16. 211. 185194. em Seu círculo íntimo. 2004). Aquele que não ora. então por que não aprender sobre a oração? Tippit. passa a pensar. White. O poder dos pais que oram (São Paulo: Mundo Cristão. ver Betty Shannon Cloyd. Burne. 28-47. 121-136. 119-124. suplicando-Lhe auxílio”. Prayer Can Change Your Life (Nova Jersey: Pocket Book. White. 122 123 124 121 Norman Vincent Peale. A ciência do bom viver (Tatuí. Papai do Céu [. e Stormie Omartian. pois Seu maior desejo é ter todos ligados a Ele. . Satanás ataca especialmente as famílias e os recursos humanos não são suficientes para obter êxito nesta guerra espiritual. Christenson. janeiro de 1980. mais cedo ou mais tarde poderá definhar espiritualmente. 2001).123 Outro aspecto importante que deve ser analisado é a importância da oração na família. 125 126 Ellen G.122 Uma vida de oração é muito importante aos olhos de Deus. 103-106. porque a vida cristã é um reflexo da vida de oração. Para mais informações sobre nossa atitude em oração. assim como estavam os profetas e apóstolos. “Do You Need Less Prayer than Jesus Did?”. 17. 175-179. O que acontece. 74. 59-92.125 Quem negligencia a oração. ver William R. O poder do pensamento positivo (São Paulo: Cultrix. evitando ou limitando as enfermidades e o desgaste físico”. 210.53 poder do Espírito (At 1:8) e para vencer a Satanás (Ef 6:12-17).126 tão distante? A oração faz Deus mudar de idéia ou muda a mim mesmo? Se a oração é o lugar em que Deus e os seres humanos se encontram.124 White orienta que na família deve haver um tempo determinado para a devoção matutina e vespertina. Obreiros. sentir e falar cada vez menos sobre Cristo e as coisas celestiais. “Cada manhã e noite.. 30.] ensinando às crianças o valor da oração (São Paulo: Eclesia. Peale ressalta que “o poder da oração parece capaz até mesmo de normalizar o processo de envelhecimento. Para estudo adicional sobre a importância da oração em família. SP: Casa Publicadora Brasileira. 89-98. Johns.

Ibidem. ver John Maxwell. 45. ver Roger J.131 Aqueles que buscam a graça de Deus em favor de outros. Quanto a isto. e que se 127 128 Cit. 45. para o rei Nabucodonosor. Peale diz “que quanto mais se ora em favor dos outros. O livro de Hebreus descreve Jesus vivendo sempre para interceder pelas pessoas (Hb 7:25). More Incredible Answers to Prayer (Hagerstown. e Emerson afirma que “se derramardes perfume em outra pessoa. Ver: Dn 2:17-19. PR: Descoberta. 1996). 46. 914. SP: Editora Santuário. 130 129 Emerson. deve deixar de orar por si mesma e passar a orar por outras pessoas. 70-72. Moody comenta que “aqueles que deixam as mais profundas impressões neste mundo amaldiçoado pelo pecado são os homens e mulheres de oração”. para os sábios da corte.128 O crente torna-se um intercessor quando é tomado de um sentimento de empatia pelas necessidades e sofrimentos do próximo. alcançando até o mundo contemporâneo. 49.]”. SP: Casa Publicadora Brasileira. 2001). estão se unindo com Jesus na obra de intercessão. cit.129 Tiago 5:16 recomenda: “[. 46. Roberto Andrade Tannus. 15. Peale. 1977). em Is 59:15-16 e Ez 22:29.. Deus estava procurando um intercessor que clamasse pela intensa miséria de Israel pouco antes de cair nas mãos dos exércitos de Babilônia. 51-56. Você e Deus (Tatuí. Ibidem. 131 . apanhareis algumas gotas em vós mesmos”. em Luiz Waldvogel. L. Para um estudo adicional sobre o ministério da oração.. Parceiros da oração (Venda Nova. e para o mundo em geral. 32. A Missão de interceder (Londrina. tarefas do intercessor. melhor vão as coisas”. MG: Betânia. etc. 46. 30. e quanto menos se ora por si mesmo. Neste relato se observa que a oração feita por Daniel e seus amigos resultou em eficácia para eles próprios.130 Waldvogel acrescenta que se a pessoa se sente infeliz ou as coisas lhe parecem difíceis.] orai uns pelos outros [.. Para maior esclarecimento sobre o intercessor e seu Deus.127 A Bíblia mostra diversas vezes que a oração sincera é importante para aquele que ora. 1993). Finley sugere que se separe períodos de tempo específico. Procura-se um intercessor (Aparecida. Acerca das características do intercessor.. 1998). 19-85. para outros por quem se ora. ver Durvalina Barreto Bezerra. em Tippit. lugar privativo. Morneau. Tannus pondera que.54 Dwigth. MD: Review and Herald.

Para maior abordagem da paixão pela oração pessoal e o propósito da intercessão. 21. citando nomes e necessidades. se destaca. Teach Us to Pray”. e resulta num viver pacífico.133 Uma rápida oração por alguém pode acontecer mesmo andando pela rua. não é possível romper o domínio do diabo. como exemplo máximo de amor. 2004). 1977). Come Pray With Me (Grand Rapids. Na prece privada todos têm o privilégio de orar pelos semelhantes de maneira específica.. Mellor. enche o coração com a plenitude do amor de Deus. “Pai. Mark Finley. piedoso e respeitável em todos os sentidos (1Ts 3:10-13). 22 de outubro de 1970. 7. MI: Zondervan. para que a tua fé não desfaleça” (Lc 22:32). Para um estudo sobre intercessão inteligente. M. 16. Ao longo da história do homem. porque não sabem o que fazem [. roguei por ti.]”. 17. Thomas. Os problemas do próximo devem ser apresentados diante de Deus como um filho traz as necessidades do próprio irmão diante do pai e como Moisés intercedeu pelos israelitas idólatras (Êx 23:34). 105-115. tem saído para roubar e destruir.]” (Lc 23:34). Praying God (Boise. porém. a oração intercessora de Jesus por Seus algozes.. Se meu povo orar (Tatuí. Bueno. 1994. O Senhor falou a Pedro: “Eu.. proporciona uma vida com os frutos da justiça (Fl 1:9-11). além de tornar eficaz o partilhar da fé (Fm 6). ID: Pacific Press. Maxwell. .132 A oração intercessora pode resultar em maior sabedoria e poder (Ef 1:15-19).135 Oração e a vitória sobre Satanás Satanás. assim como Jesus fazia. 82-102. “Lord. 58-68.. 69-78. perdoa-lhes. Todo tempo ocioso pode ser usado para elevar preces para o alto. A “Como tornar-se [. mas tem medo mortal da oração verdadeira. J. Ele nunca se preocupa com os rituais da igreja. SP: Casa Publicadora Brasileira.134 Naturalmente. apoiado pelos demônios. Mn. e Jerry D. ver Carolyn Rhea. em viagem ou conversando. o inimigo tem lutado para que as promessas de Deus não se cumpram na vida dos homens.55 escolha pessoas específicas para este ministério de intercessão. 134 135 133 132 Waldvogel. Sem contar com o poder da oração. 46. ver Randy Maxwell. Ela fortalece o homem interior.

em rebeldia a pessoa acha que se for do modo de Deus. M. 85. MC. Os que têm fome e sede de justiça. “Se chegarmos a Deus convencidos de nosso desamparo e dependência. 13. Richard Foster acrescenta que Jesus dividiu a oração em duas categorias: O fariseu que orava de si para si e não permitia que Deus fosse um dos participantes principais. se a pessoa está satisfeita com seus próprios recursos. E. vigiando com ações de graças” (Cl 4:2). e não apenas o tenha como um Ser poderoso que atende as orações. em Tommy Tenney. e anelam por Deus.138 (2) ter fé.139 (3) ser perseverante. Bounds enfatiza que quem está tão ocupado para orar estará ocupado para viver uma vida santa. E. Purpose in Prayer (Chicago: Moody Press. Ver também Fronke. boas. Lorrane Peterson. FL: Betânia. Às vezes.137 No entanto. e com humilde e confiante fé fizermos conhecidas nossas necessidades Àquele cujo conhecimento é infinito [. 135. ela não será ouvida por Deus. de maneira que a vida de 136 137 Yonggi Cho. De fato. substituindo ou anulando sem errar o alvo. 27. negando. Fome e sede de justiça é condição básica para que uma oração seja atendida.. Cit. Christenson. 2128. White. e o publicano que era pecador e estava inteiramente ciente disso. 82. com freqüência. 1980). Caminho.56 Quando a pessoa começa a vida de comunhão com o Senhor. “Perseverança na Oração”. e fará a luz brilhar em nosso coração”. ela não vai orar mais. Bounds. 1990). pois o maior interesse de Deus é que o cristão o conheça como Pai e confie nEle.. ¿Que sucede cuando Dios responde a nuestras oraciones? (Miami. 139 140 138 Ibidem. Deus dá a resposta que provém de Sua mente. 16. podem estar certos de que serão satisfeitos. Sobre isto. 27. 15. Orações dos caçadores de Deus (Belo Horizonte: Betânia. mesmo para aquelas coisas que aos olhos humanos são corretas. julho e agosto de 1997. Também Christenson comenta que. Ele pode atender e atenderá o nosso clamor. 2005). . é necessário que algumas condições sejam preenchidas para que a oração possa ser atendida: (1) sentir a necessidade do auxílio divino. tais quais somos.].136 Condições para a oração ser atendida Orar não consiste apenas em pedir e receber. 140 A oração deve ser ininterrupta. Paulo exorta os crentes a “perseverar em oração. oportunas e lógicas. as oposições novas e variadas de Satanás são destruídas.

144 Orações não atendidas O povo judeu no tempo de Jesus buscava as instruções religiosas dos líderes das sinagogas porque eram homens que diziam ter elevada crença na oração. não useis de vãs repetições. O Novo testamento interpretado versículo por versículo (São Paulo: Hagnos. MG: Betânia. Russel Norman Champlin. 2:315. transformando-a em peça de teatro. chegando ao cúmulo de atrair multidões. “E. Ibidem.141 (4) sentir que Deus está presente. como os gentios. a oração deixara de ser um privilégio. 156-159. e (7) não guardar mágoa contra ninguém. Champlin comenta que a expressão usada por Jesus. também vosso Pai celeste vos perdoará” (Mt 6:14. Ibidem. para serem vistos dos homens. Afirmavam: “Quem ora no interior de sua casa está cercando-a de uma muralha mais forte que o ferro”. Rutter. de ser um gozo. “Deve haver um conhecimento inteligente de como se aproximar de Deus em reverência e piedoso temor com amor devocional”. veio a assumir o significado de ator. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa” (Mt 6:5). A oração nunca deve ser proferida como demonstração da superioridade religiosa. orando. 2002). 38. 144 145 146 Charles Swindoll. . “Porque. não sereis como os hipócritas. 141 142 143 White. Ibidem. que aplaudiam o espetáculo. As autoridades profanavam a prática religiosa. e no seu uso e desenvolvimento. 153. fazendo com que todo o ser alcance a pureza e santidade. Mensagens escolhidas. para ser uma obrigação. “hipócritas”.142 (5) não ser hipócrita. vem do grego e significa “réplica”.145 Infelismente para este povo e seus líderes. 1985). “E. para ser uma exigência. 15).146 de ser uma experiência íntima para ser um formalismo vazio. porque presumem que por seu muito falar serão ouvidos” (Mt 6:7). Firme seus valores (Venda Nova.143 (6) não usar de vãs repetições. porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças.57 Deus flua para a vida humana. 1:319. quando orardes. se perdoardes aos homens as suas ofensas.

Por vezes. Essa oração presume que a criatura conhece suas necessidades muito mais do que o Criador. Deus age dessa forma visando tão somente fortalecer o caráter do cristão. sendo que a maioria das pessoas preferia ir às sinagogas. ver R. a oração torna-se vazia e sem sentido. Ele estava preocupado em obedecer tudo o que fosse pedido pelo Pai. mas sim. Para mais informações acerca do Senhor dos impossíveis. 1977). A. esses costumes e tradições que apenas impediam o crente de ter um relacionamento pessoal com Deus. sua fé e perseverança. a resposta de Deus está de acordo com o Seu propósito para a vida de cada um. ver Ruthie Jacobsen e Penny Estes Wheeler.58 Naqueles dias. Torrey. e sim como tu queres” (Mt 26:39). em vez de uma expressão livre do indivíduo. sem Ibidem. o inimigo a faz imaginar que o Senhor a abandonou. Para um estudo mais detalhado de como e quando orar. mais parecendo uma rotina pré-programada. 147 . Quando uma pessoa não sente a reposta de Deus. A oração se tornara assim um discurso formal. passe de mim este cálice! Todavia. Os caminhos de Deus ultrapassam os sentimentos humanos. MD: Review and Herald. o tempo certo para a resposta e as conseqüências que podem surgir. Como orar (Bueno Aires: Casa Bautista de Publicaciones. Para quem pede com orgulho e arrogância. 97-103.147 Embora orando com sinceridade. Jesus não condenou a prática da oração. no entanto. Because You Prayed (Hagerstown. um ritual. 1999). 38-44. se possível. e a fé deve estar em Deus e não na resposta recebida. Porém. Um tipo de oração que não pode ser atendida é aquela feita por pessoas que tentam convencer ou manipular Deus para que Ele atenda a uma necessidade específica. as preces eram formais e não refletiam o sentimento de quem estava orando. Jesus demonstrou essa fé no Pai quando estava em agonia no Getsêmani: “Meu Pai. havia orações para cada ocasião e circunstância. não seja como eu quero. Swindoll ressalta que havia momentos determinados para a oração e também lugares certos para se orar. 72-77. um suplicante poderá não obter uma pronta resposta.

são comunicados conceitos. em Lopes. ver Bounds. . Reis acrescenta que a revelação especial nos mostra a origem do Universo e da espécie humana. mas apenas orar não preenche todas as necessidades espirituais. The Complete Works. No encontro com Deus e com Seus profetas. Centro Universitário Adventista. Introdução geral à bíblia (São Paulo: Artes Gráficas. Ibidem. para a morte por nossos pecados. para o sepulcro e a ressurreição. 2004). nascido na terra. São Paulo. julho de 2001. Para informações acerca de Jesus como exemplo da oração. informações e conteúdos de valor permanente. ver Ibidem. 29. Bíblia Por meio da revelação geral (natureza e mente humana)149 e sobrenatural (a Bíblia e Jesus Cristo). 35-56. nem tampouco se ensina mais do que o que é preciso saber”. É usada a fórmula “revelação geral” porque foi feita para todos os homens em todas as épocas e lugares. pregado pela igreja.59 questionar nada. Isso será constatado a seguir. O estudo da Palavra de Deus é também fundamental para o crescimento e fortalecimento da fé. escrito pelos homens (2Pe 1:21). 152 151 150 149 148 João Calvino. Para mais informações sobre revelação geral e revelação sobrenatural. a oração é parte fundamental da vida devocional do cristão. odiado no inferno. 497-568.148 Como foi visto. Ibidem. ver Emilson Reis. Ele seguiu com Deus para a cruz. 244254. Jesus deu o exemplo de um palmilhar com Deus que transforma a experiência para a vida eterna. esboço de sala de aula para Mestrado em Teologia Pastoral. cit. 401-408. Amin Rodor.151 João Calvino afirmou: “A Escritura é a escola do Espírito Santo na qual nem se tem deixado de por coisa alguma necessária e útil de conhecer. acerca do ministro e a oração. por isso. caminhou com Deus em toda a graça e em todo o serviço. Engenheiro Coelho. 152 A Bíblia é o livro inspirado por Deus (2Tm 3:16). 19-29. bem como o porquê da natureza humana pecaminosa e a possibilidade de salvação. e.150 Deus se move em direção ao homem para que este não permaneça em trevas. concebido no céu.

em línguas diferentes. 17-134. é o sopro que dá vida ao homem que está morto em seus delitos e Ibidem. É o único livro da humanidade que demorou cerca de 1. de vida palaciana como Isaías e Daniel. Deus vê o futuro agora. o infinito toca o finito. o mais pregado e o mais combatido. 1995). o eterno invade o temporal e o divino e o humano se encontram.600 anos para ser escrito. Eles escreveram para pessoas diferentes. ou. ver Max Anders. mas trouxe libertação. 154 153 . O mesmo sopro que a inspirou. o mais obedecido e o mais escarnecido. ver John B. Foi muitas vezes. mas tirou muitas vidas das chamas do inferno. Salomão e Paulo. e conhece o amanhã como se fosse hoje. e nela os céus e a terra se abraçam. 71-84. Para mais informações de como a Bíblia foi considerada ao longo da história.153 Ela é a voz de Deus em linguagem humana. É o livro que foi muitas vezes acorrentado. (2) o cumprimento das profecias. mas dentro de uma absoluta concordância e harmonia de conteúdo. mais distribuído e mais comentado do mundo. A Bíblia como literatura (São Paulo: Edições Loyola. de cultura enciclopédica como Moisés. 29. A Bíblia em doze lições (São Paulo: Vida. é o mais amado e o mais odiado. Ela tem sido o farol que revela o coração amoroso de Deus. e (3) o poder da Bíblia de transformar as pessoas que a examinam. Nenhum futurólogo poderia prever com precisão aquilo que a Bíblia registrou há mais de dois mil anos. homens simples como o boieiro Amós e o pescador Pedro. Para mais informações sobre as formas literárias da Bíblia. Ela conta a história antes de acontecer. Ela é lâmpada que clareia a escuridão do coração e lança luz na estrada da vida.154 Lopes identifica ainda três razões para a veracidade da Bíblia: (1) sua unidade na diversidade. queimado nas fogueiras. Wheeler. 2003). Lopes acrescenta que a Bíblia é o livro dos paradoxos: é o livro mais lido e o mais desconhecido. e por cerca de 40 autores compostos de homens de diferentes lugares.60 perseguido pelo mundo e crido pelos eleitos. então. Gabel e Charles B. em épocas diferentes. Quando o homem lê a Bíblia ele é lido por ela. É o livro mais publicado. Lopes.

ao contrario. 32. Jalics. para tanto.61 pecados. Força para viver (Venda Nova.155 Buckingham salienta que a pessoa “precisa do Espírito Santo para ajudá-lo a entendê-la e interpretá-la”. Razões para a leitura.159 Donald valida esse ponto sugerindo que se recorra a informações lingüísticas. O estudo. 43. 43. ou mesmo de reunião de materiais. estudá-la ou nela meditar. Jamie Buckingham. 158 159 Foster. 1991). dicionários e enciclopédias condizentes com o texto em estudo. emprega-se artigos. Para um estudo acerca de sermões e meditações nos salmos. toma-se um texto e faz-se uma leitura corrida como se lê qualquer outro livro. 9-128. 1983). ver Bonhoeffer. Celebração. estudar a Bíblia e nela meditar? O próximo tópico trata desse tema. ela deve ser lida. pode-se chegar até à investigação do 155 156 157 Lopes. ou análise. 46. 118.156 Além do mais. arqueológicas e exegéticas.157 Deve haver um desejo de descobrir a verdade e aplicá-la à vida diária. 55-96. ver James Braga. MG: Betânia. livros. o estudo e a meditação da Bíblia A meditação nas Escrituras se efetiva quando uma passagem bíblica é personalizada. Para mais informações acerca do estudo da Bíblia. Para ler. nesse caso. . para que a Bíblia tenha real significado e seja uma verdadeira história do amor de Deus por nós. Foster. 31. 158 Jalics ressalta que uma pessoa pode abrir a Bíblia com três intenções diferentes: lê-la. estudada e meditada de capa a capa. Mas. fazendo com que ela se torne uma palavra viva no coração da pessoa. Como estudar a Bíblia (São Paulo: Vida. há como distinguir alguma diferença entre ler. aprofunda-se mais e conduz a um maior conhecimento. O momento de meditar na Bíblia deve ser diferente daquele dedicado à estudos técnicos de palavras.

o método de estudar versículo por versículo é com freqüência de muita utilidade. e concentre seu pensamento em descobrir o pensamento que Deus para ele pôs naquele versículo. Ellen G. Steere. 97. 1976). A familiarização com as Escrituras aguça o discernimento. A leitura e o estudo buscam compreendê-la. 26. Uma passagem assim estudada até que sua significação se torne clara Hope MacDonald. No estudo domina a inteligência. . tanto na leitura como no estudo da Bíblia. aumentará a espiritualidade. e então ocupe-se com esse pensamento até que dele se aproprie. mas prolongá-la para mais de meia hora. A Bíblia é o livro de meditação por excelência. 1963). em cinco minutos não se faz uma boa meditação. O estudo objetiva analisar a mensagem da Bíblia. esclarece-se um texto com outros nos quais se trata de algo parecido ou do mesmo tema visto de ângulo diferente. o estudo das profecias ou as preciosas lições do Salvador – isto será de efeito revigorador sobre as faculdades mentais. 161 160 Jalics. Tome o estudante um versículo. ao passo que a meditação leva a sentir a mensagem. e da meditação nela para nossa vida cristã. Jesus. 98. a meditação toca pessoalmente e ilumina a vida. que eleva os pensamentos e coloca num nível superior de devoção. Cit. estudá-la e nela meditar.161 Dado o valor da leitura e estudo da Bíblia. O ideal é quando a leitura e o estudo se transformam em meditação. Dimensões da oração (New York: Harper & Row. ensaios escritos sobre tópicos capazes de desenvolver a mente e comunicar conhecimento. Apesar da relevância que existe. mas existem outras fontes de meditação. fortificando a alma contra os ataques de Satanás.160 Assim. Acerca do tempo em que deve durar a devoção bíblica é difícil de estabelecer. ao passo que a meditação enche o coração. No estudo diário. 46. Tereza de Ávila afirma que “um bom livro devocional ajuda na devoção bem como na coleta de bons pensamentos. porém.62 fundo cultural e analise da intenção e estilo do autor. White destaca alguns pontos relevantes para os quais é bom atentar: A leitura da Bíblia. há uma considerável diferença entre lê-la. em Douglas V. pode fugir a concentração. O bom livro é aquele que inspira e faz pensar. ensina-nos a orar! (São Paulo: Mundo Cristão. o exame crítico de seus temas.

em ibidem.166 É valido Ellen G.164 O segredo da meditação é descobrir a mensagem que uma passagem bíblica tem por meio de uma leitura desapressada. 1983). em que se leia o texto por mais vezes. volte-se à passagem para que tome vida outra vez. 163 164 165 162 Foster. Cit. imagina-se a cena que está sendo descrita.163 Dietrich Bonhoeffer descreve que “assim como você não analisa as palavras de alguém a quem você ama. aceite a Palavra escrita e pondere-a em seu coração. 189. é uma viva mentira. 207. mas aceita-as conforme lhe são ditas. Conselhos aos professores. SP: Casa Publicadora Brasileira. Ellen G. A palavra de Deus deve ser transferida para a vida”. 123. White. Doravante esta obra será referida como Conselhos. Um exame ocasional da Palavra não é suficiente. Celebração. 43. 2000). pais e estudantes (Tatuí.162 Foster sugere que o leitor tome um simples acontecimento. Busque viver a experiência deste texto. White ressalta que “ser ocasionalmente um cristão é um engano. 166 Ibidem. 543. White. Em seguida. Um estudo devocional da Bíblia requer o mais diligente esforço e a mais perseverante meditação.63 é de mais valor que o manuseio de muitos capítulos sem qualquer propósito definido em vista e sem uma instrução.165 porque os mais valiosos ensinos de Deus não são obtidos com estudos ocasionais ou fragmentados. 544 e 461. . porque o primeiro texto ainda parece não dizer nada. SP: Casa Publicadora Brasileira. Educação. uma parábola ou um verso e reflita bastante nele. até que sua mensagem se personalize na mente do leitor. mas não se deve avançar até que o significado do texto no qual se medita tenha-se cristalizado na mente e causado impressão na alma. Olhando para o alto (Santo André. entrando na história como um participante ativo e imaginando que o acontecimento do passado seja uma experiência viva no presente. No começo pode surgir a tentação de se continuar lendo a passagem seguinte. como o fez Maria” (Lc 10:42). White. como a ressurreição de Cristo. e se houver distração.

64 perguntar: há em minha vida. o hebraico e o aramaico. o NT ficou pronto em 1861. foi completado por missionários dinamarqueses e publicado em dois volumes em 1753. Matos Soares. Devemos demorar-nos nesse pensamento até que se torne nosso e saibamos "o que diz o Senhor". a Bíblia de Jerusalém. que seja fiel ao texto original. sinto-me iluminado e isto me permite uma conversação com Ele?167 A simples leitura da Palavra não produzirá o resultado que o Céu tem em vista. Ibidem. em meu ambiente. Jerônimo. Devemos tomar um verso e concentrar a mente na tarefa de determinar o pensamento que Deus pôs nesse verso para nós. situações ou acontecimentos parecidos? Dirijo-me a Jesus Cristo. A pressa reflete o nosso estado interior e isto precisa ser vencido porque a meditação depende de profundidade e não de velocidade da leitura. a exemplo da do Pe. isto é. sendo que a mais usada por evangélicos é a de João Ferreira de Almeida. . e acalentada no coração. cit. pedindo a Deus que nos dê a ajuda do Espírito Santo. 43 e 44. o grego. Neste aspecto. em que os termos empregados não se equivalem com precisão aos 167 168 169 Tereza de Ávila. em Steere. Devemos estudar diligentemente a Bíblia. isto é.168 É importante resistir a tentação de examinar superficialmente muitas passagens ao mesmo tempo. Já a Bíblia na Linguagem de Hoje e a chamada Bíblia Viva são versões conhecidas como dinâmicas. ela precisa ser estudada. A mais antiga tradução católica para a nossa língua nos vem do padre Antônio Pereira de Figueiredo. e num único volume em 1819. esta versão.169 Um método adequado para o estudo da Bíblia deve incluir a escolha de uma boa versão. 440-442. outra versão católica é digna de menção. cujo texto do AT devido ao falecimento do tradutor. não sendo portanto versões feitas diretamente dos idiomas da Bíblia. para que possamos compreender Sua Palavra. preparada mais recentemente por um grupo de eruditos. Existem várias. datando o NT de 1781 e o Antigo de 1790. 26. Conselhos. O conhecimento de Deus não é obtido sem esforço mental. White. tem como base a Vulgata Latina de S.

José Carlos Ramos. Outro fator indispensável para o estudo da Bíblia é o respeito aos princípios corretos de interpretação. na apreciação de determinada passagem. Patriarcas e Profetas. com a consulta a bons comentários. por exemplo. e enternecer a alma com a mensagem vinda de Deus. é excelente para se ampliar o horizonte do conhecimento bíblico. a prática de se fazer o ano bíblico conjugado com a leitura das obras de Ellen G. “1150 ou 2300?”. quanto às diferentes versões para o português. O Desejado de Todas as Nações. pois quando alguém. isto é. fá-lo para sua própria condenação (2Pe 3:15 e 16. o estudo será sempre calmo e ponderado. o que há é uma equivalência dinâmica. 5-7. levando em consideração seu contexto histórico e literário. o estudante sempre se lembrará de que a Bíblia é sua própria interprete. observando bem a gramática. o estudante jamais chegará a uma conclusão que contraria o ensino bíblico como um todo. RA. com o subsídio dos escritos do Espírito de Profecia. Este item é por demais importante. a propósito. Ver. e. perverte o ensino da Bíblia. Ap 22:18 e 19). e o sentido das palavras (permitindo assim que o escritor sagrado diga aquilo que ele. ver Renato Emir Oberg. Acima de tudo. Por exemplo. de fato. Profetas e Reis. a construção das sentenças. “As Bíblias Modernas”. e nunca impondo à passagem o parecer humano. Atos dos Apóstolos e O Grande Conflito. deve-se evitar uma abordagem bíblica casual e sem propósito. livro por livro. dezembro de 1995. quando necessário. através da qual a mensagem original é ajustada às estruturas e formas do idioma atual.65 termos originais. 12 e 13. mediante uma abordagem inconveniente.170 Outro detalhe relevante para um método criterioso de reflexão na Bíblia é a estruturação de um plano regular de estudo. e. agindo assim. dará preferência ao sentido mais simples e óbvio. o que inevitavelmente implicará em algumas discrepâncias textuais em comparação com versões mais “conservadoras”. RA. White constituintes da série sobre a grande controvérsia entre Cristo e Satanás. 170 . A todo custo. agosto de 1980. está dizendo). com seus méritos e deméritos.

A Bíblia é um Ellen G. segundo o apóstolo Paulo em 2Tm 3:15 a 17. uma fortaleza de espírito capazes de resistir às tentações do inimigo”. Saem para o trabalho como o boi ou o cavalo. (2) ela faz crescer espiritualmente em capacidade para servir a Deus. especialmente. Este livro é nosso guia para uma vida mais elevada e mais santa”. 22. mais três fortes razões para se estudar a Bíblia e nela meditar: (1) ela leva o leitor a encontrar a Jesus e ganhar a salvação. são culpados desta negligência. sem um pensamento de Deus ou do Céu”. Pastoral Ministry (Silver Spring. 442 e 139. como ela sugere: “Os filhos devem ser incentivados a se tornarem estudantes da Bíblia e terem firmes princípios religiosos que suportem a prova dos perigos que certamente serão experimentados por todos os que viverem na Terra durante os últimos dias. White. e rogando a contínua presença de Jesus na casa.. 1995). MD: Ministerial Association General Conference of Seventh-day Adventists. Conselhos. como salienta White: Em muitos lares a oração é negligenciada. e (3) ela ensina o que é útil e construtivo.66 Importância do estudo da Bíblia Ler e estudar a Bíblia. enquanto a Bíblia é negligenciada. Os pais entendem que não possuem tempo para o culto da manhã e da noite [. haveria uma retidão interior.] Não têm tempo para fazerem oração pedindo auxílio e guia divino. 172 173 171 White.171 Por outro lado. White. . Patriarcas. e nela meditar. esta autora aconselha: “Por que nossos jovens. Não fazem do seu estudo. ocupam um lugar muito importante na vida devocional porque as pessoas que diariamente separam tempo para este fim obtêm forças espirituais e crescem no favor de Deus.. Os jovens. Se dela se fizesse estudo diário. há. e mesmo os de idade mais madura. 4:212. mas aquele que indica o caminho da vida eterna não é estudado diariamente. em todas as idades precisa haver motivação para o estudo da Bíblia (2Tm 3:15). Ela ainda acrescenta: “Tanto adultos como jovens negligenciam a Bíblia. existem aqueles que desprezam estes preciosos momentos. a regra de sua vida. 143. são tão facilmente levados à tentação e ao pecado? É porque a Bíblia não é estudada e meditada como devia ser. Testemunhos para igreja (2003). Quanto à importância de ler a Bíblia.172 Sendo assim. 213.173 Além de fortalecer para a vitória nas lutas espirituais diárias. no final da história do mundo”. A maioria deles encontra tempo para ler outros livros. Histórias insignificantes são lidas atentamente.

. da repreensão. Guild. 124. as pessoas deparam-se com inúmeros canalizadores da Nova Era. 1995). 34. “Como estudar a Bíblia”. Concílio Anual da Associação Geral de 1986. M. e conduz a pessoa a Cristo. se obtém maior compreensão da Bíblia e melhores 174 Comissão de Estudo da Bíblia. entre eles pode-se destacar o espiritismo moderno. Para os que vivem mais próximos do retorno de Cristo. da correção e da educação na justiça (v.67 eficiente meio para promover o crescimento espiritual através do ensino. as experiências extra-corpóreas. mesmo neste tempo em que correntes de leitura de baixo nível moral e espiritual reclamam ser ouvidas. ou todos os livros reunidos. procura elevá-los por meio de Sua Palavra revelada.175 A Bíblia é um livro que confunde qualquer sábio.178 Este autor acrescenta que enquanto houver seres humanos nesta Terra. 16).176 Richards Jr. porém. julho a setembro de 2005. a nobre simplicidade de suas declarações. Sendo assim. Walter Altman. MI. buscada em oração. S. White. 178 Raymond Holmes. H. até uma criança pode entendê-la (1Co 1:20). 175 176 177 White. lhes foi outorgado o dom de profecia por meio do ministério profético de Ellen G. e Daniel R. a beleza de suas imagens. BB.174 Segundo White. Richards Jr. despertam e elevam os pensamentos como nada mais o faz”. julho-agosto de 1996. Algumas Universidades e hospitais procuram estudar e praticar estes fenômenos mediúnicos. Em meio à grande quantidade de livros seculares e religiosos existentes. projeção astral e extra-sensorial. 181. 2004). a astrologia. a Palavra de Deus responde às inquietações de forma a dar sentido a vida humana. 13-17. e Guild comentam que. etc. “A importância do estudo da Bíblia”. 177 Holmes salienta que a voz de Deus continua falando através de Sua Palavra. Deus. em Sua bondade. SP: Casa Publicadora Brasileira. Educação. por meio da mídia. A Ponta de um iceberg (Berrien Springs. “a Bíblia é mais eficiente do que qualquer outro livro. MI: Adventists Affirm. Boas-novas para você (Tatuí. 294. A grandeza de seus temas.

Tenney. Miller e J. Para uma compreensão sobre se deve haver profetas ainda hoje. O profetismo. 1991). Lane Miller. Espírito de Profecia Embora o pecado tenha interrompido a comunicação face a face do Criador com os seres humanos (Is 59:2). 1Pe 1:19-21. Nisto cremos (Tatuí. 4:875-878. podem ser sugeridos pelo verbo “ver”. Além disso. 292. MI: Zondervan. Merril C. Madeleine S.68 condições para aplicá-la à própria vida. At 2:1421. 137-147. Hb 1:1-3. O termo proph!t!s possui um significado literal de “aquele que é inspirado por Deus”. 582-585.180 e dentre elas. The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible (Grand Rapids. 2003). Profetas ontem e hoje (São Paulo. eds. R$´eh e R$zeh. 957 e 958. Este autor ressalta que o dom de profecia opera em três esferas: (1) nos escritores bíblicos. ver A. tendo visto a mensagem de Deus. utilizou os profetas como instrumentos humanos na tarefa de transmitir Seu propósito à raça caída (Jl 2:28 e 29. Paulo não teria advertido aos tessalonicenses para fazer prova dos dons. Eles são sinônimos e fazem referência ao fato de um homem que. A. maio – junho de 2000. 1979). (2) em Ellen White e (3) na igreja local. das origens à época moderna (São Paulo: Edições Paulinas. ver Victor Casali. ed.. se Deus não houvesse planejado enviar profetas depois dos tempos bíblicos. Edições Paulinas. “Profetas na Igreja Local”. Verbete não autorado. 1961). “Prophet”.182 Paulo afirma que até a manifestação de Cristo não faltará nenhum dom ao povo de Deus (1Co 1:7).181 O dom de profecia não se limitou a certas épocas da história humana. e aos tessalonicenses esse apóstolo deu conselhos com respeito ao dom de profecia (1Ts 5:19-21). se 179 180 181 Ibidem. como aquele que fala com Deus e interpreta a Sua vontade. SP: Casa Publicadora Brasileira.. 38-67. e Jesus Asurmendi. Ele desenvolveu novas formas de comunicação. esse dom seria restabelecido na igreja. 182 . Harper´s Bible Dictionary (Nova York: Harper & Row. ver Norbert Lohfink. Acerca do desenvolvimento do dom profético. esta palavra parecia ter um sentido mais amplo. O profeta Joel previu que algum tempo antes da vinda do Senhor. este será analisado de maneira mais atenta a seguir. Roy Naden. No início. MacRae. e. MacRae ressalta que dois destes termos. isso não impediu que Deus mantivesse o contato com eles. Historia de las doctrinas adventistas (Entre Rios: Universidad Adventista del Plata. Ventura e Escuain mencionam que o termo hebraico nabi’ significa aquele que anuncia. declarou-a. 1988). “Prophets and Prophecy”. Para um estudo mais completo acerca dos termos que designam o profeta. 26-29. 73-90. 1975). Ap 12:17 e 19:10). Estes autores tembém definem o termo grego proph!t!s.179 Considerado desta forma o dom de profecia. MI.

Esses dons foram dados para o aperfeiçoamento dos santos. da mesma maneira o Espírito de Profecia não é maior que a Bíblia. Primeiros escritos (Tatuí. SP: União Central Brasileira. em outubro de 1846. Cit. em 28 de julho de 1849. 9. de 1849 a 1852. absorver seus ensinamentos. Para uma abordagem sobre as evidências da inspiração de Ellen G. ver George R. ouviu pela primeira vez Guilherme Miller apresentar a mensagem do advento. 2005).186 Ela rejeitou ser chamada profetisa. Em 22 de dezembro de 1844. O dom profético foi também concedido à igreja cristã juntamente com os demais dons do Espírito Santo (1Co 12 e Ef 4:11-13). 279. Henry Nichols.. Sua vida cristã sempre foi caracterizada por profunda piedade. 1988). em março de 1840. aos 17 anos de idade. casou-se com Tiago White. com o marido . White. ela recebeu sua primeira visão em Portland. Knight. White. Maine. não muda o Céu. 185 Para os adventistas do sétimo dia esse dom foi manifesto principalmente no ministério de Ellen G. Em busca de identidade (Tatuí.. recebeu uma pedrada que lhe quebrou o nariz e a deixou muito abalada. O dom de profecia e o movimento adventista (Artur Nogueira. em 26 de junho de 1842. em Juan Carlos Viera. nasceu o primeiro filho. com saúde frágil. foi batizada e aceita na Igreja Metodista. mudou-se para vários lugares no país. Coon. mas aproxima a compreensão bíblica ao entendimento humano. Nisto cremos.184 Gerhard F. White. possuindo educação até o terceiro ano do ensino fundamental.69 confirmado. ela tinha grande fé na oração e era zelosa na devoção pessoal. Alguns dados biográficos desta senhora são como seguem: Ela nasceu em 26 de novembro de 1827 em Gorhan. aceitou o sábado do sétimo dia. Maine. 16-27. enquanto ajoelhada em oração com um grupo de jovens. Sobre a natureza dinâmica da revelação. querendo ser obediente à visão celestial. 19:10). Assuntos contemporâneos em orientação profética (São Paulo: Instituto Adventista de Ensino. SP: Casa Publicadora Brasileira. Estados Unidos. 9-11. a obra do ministério e a edificação do corpo de Cristo. ficou desapontada quando Cristo não veio. em março de 1836. 2002). Hasel comenta que “no dom profético temos um firme fundamento para a nossa fé e uma revelação da vontade de Deus para nossas vidas [.183 O apóstolo João acrescentou também que a característica da última igreja sobre a Terra seria a guarda dos mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus. 1988). ver Roger W. José Viana diz que assim como o telescópio não é maior que o Céu. James Edson. não muda a Bíblia. 26 de agosto de 1847. 185 186 184 183 Hasel. Ellen G. 325-328. Maine. SP: Casa Publicadora Brasileira.] mediante o dom profético podemos estar certos de um futuro que se estenderá através da eternidade”. que é o espírito de profecia (Ap 12:17. nasceu o segundo filho. mas aproxima o Céu dos olhos humanos. 13 e 14. mas. em 30 de agosto de 1846. em 22 de outubro de 1844. em Portland.

White. muitas vezes em tempo de crise. quebrando o quadril. e. Ela se tornou uma das maiores escritoras da história. foi-lhe ordenado pelo Senhor para que escrevesse as coisas que lhe eram reveladas. 187 O pesquisador sincero nota que através de setenta anos (1845-1915). no começo de suas atividades em público. Os depositários de White declaram que a Igreja Adventista do Sétimo Dia sempre esteve bem chegada ao coração de Ellen G. Mas novamente veio a ordem: "Escreve as coisas que lhe são reveladas". Manual da igreja adventista do sétimo Dia (Tatuí. . 190 189 188 187 Cit. Kellogg e ela quanto a qual dos dois seria o líder dos Adventistas do Sétimo Dia. editor do magazine Newsweek. William Clarence. em 12 de setembro de 1891. 8-10. em Nix. instrução. terminou sua vida aos 87 anos de idade. Mensagens escolhidas. Mil e tantas vezes no decorrer de sua longa existência. SP: Casa Publicadora Brasileira. foi ela usada como instrumento de Deus para trazer orientação profética. Ellen G. caiu em sua casa em Elmshaven. O cuidado. conforto.190 Daniells. Sobre suas aspirações por funções de liderança na igreja. SP: Casa Publicadora Brasileira. ninguém jamais a ouviu pretender a categoria de líder da denominação. só é ultrapassado pelo supremo dom de Seu Filho que era editor. Ao ler esses artigos. a ponto de publicar tais deturpações. White menciona que. Ela obedeceu. nasceu o quarto filho. Na ocasião em que recebeu essa mensagem ela não tinha firmeza na mão. 244. menciona que “o dom de profecia é um dos mais apreciáveis dons concedidos à família humana. ela sentiu-se extremamente angustiada por haver alguém interpretando mal sua obra e a do doutor Kellogg. de informação e de repreensão e correção. em 29 de agosto de 1854. 2006). 3:240. 188 Pessoas conceituadas afirmam que seus escritos são uma autorizada fonte de verdade. Em verdade. em 6 de agosto de 1881. como resultado. de instrução. tanto individual como coletivamente. John Herbert. ela ressaltou que nos jornais diários de várias cidades apareceram artigos que descreviam uma luta existente entre o doutor. 1988). White. De acordo com Kenneth Woodward. em 16 de julho de 1915. orientação. “se a Igreja Adventista do Sétimo Dia perder sua mãe fundadora. Suas últimas palavras foram: “Eu sei em quem tenho crido”. Não houve discussão entre ambos no tocante à questão de liderança. em fevereiro de 1915. navegou para a Austrália. White. nasceu o terceiro filho. White. em 20 de setembro de 1860. Ver Ellen G. Essas numerosas visões foram dadas para guiar e guardar os membros do povo remanescente de Deus que observa o sábado. Testemunhos seletos. muitos volumes de sua pena estão ainda em circulação mundial e contém orientações atualizadas. Sua condição física lhe impossibilitava de escrever.70 relatou o que Deus lhe havia mostrado. Mensagens escolhidas. a igreja poderá perder sua visão distintiva”. 6-12. Vida e ensinos (Tatuí. 3:14. Ver White. o Céu acercou-se dela com mensagens de incentivo. não demorou muito para que pudesse escrever página após página com relativa facilidade. 15.189 além é claro. 3:37 e 38. de levar à maior consagração e mais zeloso esforço na salvação de pecadores. White. Passado quase um centenário de sua morte. morreu o marido. e correção para a Igreja.

12 de junho de 1866. Cremos que estes escritos são o inspirado conselho divino para a igreja”. 195 194 White. 124. mas sua influência poderosa continua. “The Vision”.193 (2) “Na qualidade de delegados à assembléia mundial da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. Ver também O dom de profecia (Santo André. 30:122 e 127. Orientação profética no movimento adventista. 25 de junho de 1958. ao mais zeloso esforço pela santidade de coração. também são relevantes: (1) “Que expressemos nossa continuada crença na perpetuidade dos dons proféticos durante a dispensação evangélica.. cit. 10. sobre a aceitação do ministério profético de Ellen G. Daniells comenta que durante quinze dos vinte e um anos de sua atuação como presidente da Associação Geral (1901 a 1922). 14 de maio de 1867. E agradecemos a Deus porque Suas instruções dadas através do Dom de profecia fossem publicadas em livros e tornadas acessíveis a todos. 1965). RH. cit. Lídia M. Ellen G. tr.192 As declarações dos delegados na Assembléia oficial da Associação Geral em 1867 e 1958. de Oliveira. 193. manifestado por meio da Sra. esta mensageira tocou cada ponto das necessidades da humanidade. Citado em O Dom de profecia. Adventistarchives/ acessado em 08 de agosto de 2008. White. Disponível em www. “Reaffirmation of Belief in the Profetic Gifts to the Remnent Church”. persistem as bênçãos dos dons. SP: Casa Publicadora Brasileira. Review and Herald. obra não autorada. Review and Herald. em “Spiritual Gifts”. Vida e ensinos. General Conference Session Bulletins. 194 De fato. Daniells. e à maior diligência na causa e no serviço de nosso Mestre”. 192 193 191 Uriah Smith. 1962). White. reafirmamos nossa crença e total confiança neste Dom profético. e nossa gratidão a Deus por haver ele ligado intimamente o Espírito de Profecia à proclamação da tríplice mensagem angélica”.195 A. 28 de maio de 1867. (Brasília: Associação Ministerial da Divisão Sul Americana.71 unigênito e de Seu Espírito Santo a um mundo extraviado e separado pelo pecado”. em 1915. 124. G.191 E Uriah Smith acrescenta: “Seus frutos são de molde a mostrar que a fonte de que procedem é oposta ao mal [. White foi sua principal conselheira e continuou tomando parte ativa nos interesses maiores da causa até quase no final da vida. Sua voz silenciou. 9.. 257. seção da tarde. sua mensagem e obra deixaram um monumento que nunca se apagará. . em Nix.] Têm-nos erguido e reerguido à maior consagração a Deus. Ellen G. General Conference Session Bulletins.

se torna indispensável ao cristão contemporâneo: “Crede no Senhor.197 nestes dias finais. SP: Casa Publicadora Brasileira. eles “são uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior”. Ellen G. Razões para a leitura. 125. que o dom profético atuará no tempo do fim como atuou nos dias dos apóstolos. destacando a Bíblia como base de fé e prática. White. março de 1985. explicando seus ensinamentos e aplicando seus princípios ao viver diário. “O Dom Profético”. E isso é assim devido ao fato de pouca atenção ser “dada a Bíblia”. . os escritos de Ellen G. e estareis seguros. Mesmo durante os tempos bíblicos. e que estejam seguros de que o conhecimento perfeito da Bíblia é 196 197 198 Enilson Sarli. O Colportor evangelista (Tatuí. que sintam que o estudo da Palavra de Deus robustece a inteligência e todas as faculdades do espírito. o conselho do rei Josafá dado aos habitantes de Judá. crede nos seus profetas e prospereis” (2Cr 20:20). Da mesma forma. Por estas razões e outras. Desta maneira. muito embora elas não tenham sido incluídas nas Escrituras. inúmeros profetas inspirados por Deus deram mensagens de grande relevância para as necessidades da época. os adventistas do sétimo dia aceitam estes escritos e crêem que eles contêm a verdade necessária para preparar os seres humanos para a vida eterna. White jamais foram pretendidos como uma “segunda Bíblia” ou mesmo complemento dela.72 Entende-se assim. o estudo e a meditação do Espírito de Profecia A mais forte razão para se usar o Espírito de Profecia como conteúdo devocional consiste em sua inspiração divina. vosso Deus. 1983). Ibidem. RA. Nas palavras da própria escritora. 198 Esta autora sempre procurou destacar que o Senhor a incumbiu de fazer com que todos examinem as Escrituras.196 o que significa que estas são completas sem a inclusão daquelas mensagens. 43-45.

sempre gerou sérias conseqüências para o professo povo de Deus. doutrinas. . Esse engano foi apontado como o erro fatal de resvalar para o formalismo. 1988). 31. eles sentem a vida espiritual mais fortalecida. que foram recebidos durante o ano de 1887. advertiam do perigo. constatou o impacto que a leitura desses escritos havia produzido. com 5. Cristo nossa justiça (Tatuí.200 Daniells.848 leitores e 5. comentando sua experiência em relação aos testemunhos de Ellen G. demonstrando. Indicavam repetidamente um mal específico. maquinários e outras atividades. a substituição das formas. o perigo na época (e hoje também).199 De fato. maquinários e atividades por essa experiência de coração que vem mediante comunhão com Cristo Jesus. Ver Nix. doutrinas. 8 e 9. 202 203 201 Valdecir Simões Lima. Ao longo de todo o ano. destaca o seguinte: Os testemunhos do Espírito de Profecia. É um comentário inspirado das Escrituras Sagradas. consistia em substituir a experiência do coração que vem mediante comunhão com Cristo Jesus. pois a rejeição de um profeta implica na rejeição dAquele que o enviou (Lc 10:16). da mesma maneira.375 não-leitores dos escritos de Ellen G. porém. cerimônias. RA. 32. este perigo específico foi destacado perante ministros e povo por mensagens que apareciam na Review and Herald. 8-10. não muda o Céu. assim. Testemunhos seletos (1985). e nem mesmo uma adição a ela. um engano em que a igreja estava caindo. o valor dos escritos do Espírito de Profecia para o fortalecimento da fé:203 199 200 White. Arthur G. White. 201 Para Valdecir Lima a rejeição aos profetas nos momentos cruciais. cerimônias. White. Em realidade. não muda a Bíblia. mas aproxima o Céu dos nossos olhos. Daniells. mas aproxima a compreensão da Bíblia ao nosso entendimento e nosso coração.202 Uma pesquisa feita pela Divisão Norte-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia.73 superior a qualquer outro. Para ilustrar a Bíblia como luz maior e o Espírito de Profecia como luz menor. dezembro de 2000. em Viera. esta declaração de Daniells consta do original. “Necessitamos de um Profeta Hoje?”. Cit. os escritos de Ellen G. aqueles que examinam esses escritos sentem-se movidos a terem um relacionamento mais sólido com Jesus. no entanto. José Mascarenhas Viana apresenta uma analogia com o telescópio: este não é maior que o Céu. por formas. 9. 2:296. o Espírito de Profecia não é maior que a Bíblia. SP: Casa Publicadora Brasileira. White não são uma nova Bíblia.

Sem uma administração sábia e eficaz desse aspecto. Isso gera um efeito em série. Jack Provonsha observa que é impossível contar a história do movimento adventista do sétimo dia sem entrelaçar o ministério de Ellen White na confirmação da doutrina bíblica. prejudicando a quantidade e qualidade de tempo dedicado à oração. não é possível estabelecer um momento especial de devoção. Ibidem. os escritos desta autora são também de valor inestimável. o tempo. todos eles estão interligados e são interdependentes. De acordo com esta pesquisa. no estabelecimento de uma organização eclesiástica suficientemente forte para manter uma igreja mundial e com mensagens de reprovação e encorajamento. Quanto a isto. é estranho que alguns abandonem seus preciosos conselhos”. 204 . foram apresentados aspectos essenciais para uma comunhão pessoal com Deus. Conclusão Neste capítulo. que ajudaram a moldar o caráter da igreja. como se pôde observar. infelizmente muitos ainda continuam céticos para com estes ensinos. 204 Mesmo diante de razões claras para se crer e meditar na Bíblia e nos escritos inspirados. Nesse aspecto. sem dúvida. em Douglass. as pessoas que não aceitam as verdades reveladas por meio de Ellen G. Cit. Constatou-se que o ponto de partida é. White cerca de 140 anos atrás. ao estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia.74 Assunto Relacionamento com Cristo Certeza de estar em paz com Deus Estudo diário da Bíblia Apoio regular para planos missionários Participação em testemunho no ano anterior Culto familiar diário Estudos bíblicos no ano anterior Participação regular em pequenos grupos Leitores 85% 82% 82% 76% 73% 70% 45% 40% Não leitores 59% 59% 47% 46% 49% 42% 26% 20% James Nix comenta que “numa época em que muitos que não pertencem à fé adventista estão olhando para o que Deus revelou a Ellen G. 538. White geralmente encontram inúmeros obstáculos para manter comunhão com Deus e cumprir a missão divina.

do rádio. gasto com essas atividades. a mornidão laodiceana não deixa por menos.75 Como a prática dos princípios devocionais proporciona sentido consistente à existência humana. Conseqüentemente. não é difícil entender a razão da existência de tantos problemas na sociedade humana atual. o cristianismo se torna superficial. E na Igreja. sua falta leva a um relacionamento insatisfatório do indivíduo com o Criador. No cotidiano das famílias é possível verificar o papel cada vez mais predominante da mídia. Além do aspecto tempo. os cultos uma rotina de rituais e tradições sem propósito. Diante desse quadro. com ele mesmo. seriam esses veículos agentes mais motivadores ou desmotivadores para a comunhão pessoal com Deus? Como analisar a influência que esses meios exercem sobre a mente humana e os reflexos no comportamento? Existe algum aspecto da mídia que poderia ser utilizada na vida devocional do cristão e na missão evangélica? O próximo capítulo estuda a era da imprensa. e com seus semelhantes. da televisão e da internet e o impacto dessas tecnologias sobre a mente humana. . que. É exatamente essa questão das tecnologias midiáticas que precisa ser analisada mais detidamente. acelerada pelo espírito do pós-modernismo e embalada por tecnologias que capturam os sentidos. e a missão evangélica uma realidade infrutífera. os valores cristãos e a vida devocional. encontra grandes dificuldades para incluir estes princípios na vida diária.

O livro de ouro da comunicação (Rio de Janeiro: Ediouro. contribuiu para perpetuar ou eliminar os princípios religiosos inseridos na consciência humana. ver Felicísimo Martínez Díez. A quebra desse relacionamento por causa do pecado ocorreu por meio do recurso áudio-visual (Gn 3:1-7). 14. da televisão e finalmente da internet. Um estudo teológico sobre comunicação (São Paulo: Aste. acerca da comunicação entre as gerações. Para um estudo mais detalhado sobre Jesus Cristo e a Comunicação. os seres humanos se expressaram utilizando as técnicas disponíveis de comunicação. principalmente com vistas à necessidade de se resguardar os valores morais e a vida devocional. Observa-se com isso que a mídia pode ser positiva ou negativa em seus resultados. e comunicação e liturgia. e ao impacto por ela causado sobre a mente humana. 1997). 1974). 53-58. É feita necessária alusão aos aspectos positivos e negativos da mídia. 2004). do rádio. A mídia.1 No princípio da História.76 CAPÍTULO III IMPACTO DA MÍDIA SOBRE A VIDA DEVOCIONAL Em cada época. o meio usado por Adão e Eva em seu relacionamento com Deus era a comunicação verbal (Gn 3:8). ver Jonas Neves Resende. Teologia da comunicação (São Paulo: Paulinas.2 Já as culturas idólatras utilizavam esses meios para difundir os ideais pagãos. 76 . O presente capítulo aborda o emprego da mídia nos diferentes estágios da trajetória humana. 211-248. destacando o posterior surgimento da imprensa. dependendo do propósito para o qual é empregada e do agente que a utiliza. em cada geração. Os patriarcas e profetas do AT usavam os meios de comunicação existentes para enaltecer os valores divinos e levar o povo a um relacionamento mais íntimo com Deus. 1 2 Silvana Gontijo.

White comenta que “com a transgressão. com a entrada do pecado. e por sua vez transmiti-lo intacto à sua posteridade”. intelectual e espiritual a semelhança de Deus. mediante as Suas obras”. mas com o pecado. Deus nunca deixou de Se revelar. (2) glorificar o gênio humano. 80. Educação. posteriormente. toda essa capacidade foi obliterada. o homem ficou privado de aprender de Deus mediante a comunhão direta. 17. Glorioso era o campo aberto para a pesquisa. Ap 4:11). quanto mais o homem vivesse. Patriarcas. 8 Tais pessoas foram instruídas diretamente por Adão. (3) adorar as obras das mãos. e era Seu intento que. Rm 1:18-20.5 Na verdade. . Suas criaturas tiveram condição de conhecê-Lo e comungar com Ele (Dt 29:29. Ibidem.1-2:3. houve naquela época uma linhagem de homens que mantinha comunhão com Deus.6 As primeiras gerações da Terra desfrutavam de grande longevidade e notável capacidade mental. e (4) ensinar os filhos a curvar-se ante imagens de escultura. White observa que “os antediluvianos não tinham livros. (Ibidem.7 Apesar da iniqüidade prevalecente. em grande parte. Contudo. por meio de Jesus. uma revelação especial por meio do exercício profético e. tanto mais suas faculdades ampliassem e se revigorassem. mas conseguiam aprender e reter aquilo que lhes era comunicado. White. mental e espiritual afetadas. 3 4 5 6 7 8 Ibidem. Cl 1:16. trazia em sua natureza física. a criação era perfeita (Gn 1. por essa razão. não tinham registros escritos.77 Era Pré-Imprensa Segundo a concepção criacionista. Em todas as épocas. 88).4 Deus proveu. Esta autora acrescenta que os principais pecados das primeiras gerações consistiam em: (1) adorar a natureza. tudo teve sua origem pelo ato criador de Deus. 15. Ibidem. White.3 E também: Quando Adão saiu das mãos do Criador. o ser humano se viu degradado e teve suas faculdades física. 81. Hb 1:1-3). Ibidem. No princípio. e.

Satanás havia sugerido a crença de que não há recompensa para os justos ou castigo para os ímpios. História. Os santos serão glorificados na presença daqueles que os odiaram por sua leal obediência aos justos mandamentos de Deus”. como um julgamento sobre o pecado da humanidade. 10 White destaca que “por entre a corrupção prevalecente. Então Deus. Unger´s Commentary on the Old Testament (Chicago: Moody Press. Ellen G. de onde nossos primeiros pais foram expulsos e que permaneceu na terra até o dilúvio. Certamente. trabalhavam para preservar vivo o conhecimento do verdadeiro Deus. Matusalém. O nome 13 . assegurando-lhe a certeza de um severo juízo contra os iníquos (Jd 14 e 15). 1: 246 e 247. este permaneceu na Terra até o dilúvio. a morte de Adão projetou uma sombra de incerteza sobre o futuro.12 Matusalém figura na lista dos descendentes de Sete (Gn 5:21-27).13 Após o dilúvio. e de uma ditosa recompensa para os justos (Gn 5:24). 1981). Commentary on the Holy Bible (Carlisle. 1974). também figura na genealogia de Jesus (Lc 3:37). para aquela comunidade fiel a Deus. mostrou a Enoque. Noé e muitos outros. White ressalta que “a trasladação de Enoque para o Céu. White ainda fala que o puro e amável jardim do Éden. Sendo assim. mais gloriosamente adornado. seu pai Enoque conheceu Adão.11 Segundo cálculos fundamentados na lista genealógica de Gênesis cinco. 1:15. Matthew Poole. e conter a onda dos males morais”.9 e contavam com o jardim do Éden como espécie de “comunicação visual” da verdade. 58. Merrill F. o evento da segunda vinda de Cristo. pois quando ele morreu Deus mandou a catástrofe sobre a Terra. PN: The Banner of Thuth Trust. 61. pouco antes da destruição do mundo pelo dilúvio. Unger. em Sua maravilhosa providência removeu-o da Terra. 9 Nichol.78 tinham a Cristo e aos anjos como conselheiros. Patriarcas. Matusalém contava com 243 anos quando Adão morreu. SDABC. Ele foi o pai de Lameque e o avô de Noé. além de trasladá-lo para o Céu (Gn 5:24). 11 12 10 White. Poole cita que este nome (Matusalém) de acordo com alguns entendidos contém uma profecia do dilúvio. Ellen G. e o fará voltar outra vez. representa a trasladação de todos os justos vivos da Terra antes da sua destruição pelo fogo. Unger comenta que Enoque deu a Matusalém este nome como uma antecipação profética do dilúvio. 1:34. Deus. e juntamente com seu filho testemunhou sua morte. 89. História. para dar aos Seus filhos a segurança de que seria recompensada a vida de fé.

Fausset e David Brown. já estava em uso vários sistemas de escrita. no entanto. Para um estudo sobre a escrita cuneiforme. As formas de comunicação precedente sofreram um golpe com o aparecimento da escrita alfabética. Pfeiffer. e representavam essa contabilidade através de um sistema composto de fichas moldadas em barro. 58-60.15 Moisés registrou a história e as leis para instruir as gerações futuras (Êx 17:14. pérsia e hugarítica. Gerald G. Patriarcas. Considerando que os fenícios eram conhecidos por seus contemporâneos como comerciantes e colonizadores. 362. 1999). 1961). suméria.. e Gontijo. Niceto Blázquez. também tinham esta habilidade (Nm 5:23.. acádia. em uso na península do Sinai. Ética e meios de comunicação (São Paulo: Edições Paulinas. a palavra falada foi a forma de comunicação humana imperante. 16 15 14 Swaim.79 coube a Noé e sua família transmitir o conhecimento do Deus verdadeiro para os habitantes do mundo pós-diluviano. . Experimental and Practical on the Old and New Testaments (Grand Rapids. Antes de escrever. dessa surgiu o alfabeto. ele enviará”. referindo a ocorrência de uma catástrofe por ocasião de sua morte. R. Dt 6:6-9). White. 586-590.828. A Commentary Critical.828. Wycliffe Bible Encyclopeia (Chicago: Moody Press. Ele deveria conhecer a linguagem hieróglifa e cuneiforme. eles devem ter divulgado a escrita inventada pelos cananeus. Pfeiffer. pergaminho (couro curtido de animais). 1:82. “Escritura”. 2:1. ele não era o único letrado de seus dias. Vos e John Rea. Vos e John Rea. “Writing”. Ver Robert Jamieson. e papiro. “Writing”. A. eds. pois os sacerdotes israelitas e Josué seu sucessor. bem como a escrita alfabética mais simples dos cananeus. Essas fichas de diferentes formatos e com diferentes gravações são as precursoras da escrita. eds. Swaim. Charles F. Uma cristalização de imagem e escrita é encontrada no hieróglifo egípcio e nos pictogramas (representação direta de idéias por meio de sinais gráficos) da Índia.16 O Matusalém trás o significado de “em sua morte. Js 24:26). baseada em signos representando idéias e objetos. os povos antigos usavam diferentes materiais. MI: Eerdmans. como tabletes de argila ou de madeira. Uma vez que ele era treinado “em toda ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras” (At 7:22). Blázquez destaca que durante longo tempo. ver V. não existe evidências de que a escrita tenha sido criada para transmitir mensagens. Scheil e F. 89. mas tudo leva a crer que a intenção de registrar está associada à necessidade de lembrar. Dicionário de la Bíblia (Barcelona: Editorial Herder. 1975). os seres humanos contavam as ovelhas. Para Gontijo. Wycliffe Bible Encyclopeia. H. os utensílios. provavelmente estava familiarizado pelo menos com a maioria desses sistemas. Assim. Para escrever. Howard F.14 No tempo de Moisés. as colheitas. 2:1. Os pergaminhos eram materiais finos e muito caros. E dela surgiu a escrita ideográfica. e eram usados somente para os escritos muito valiosos. hitita. Weissbach. Howard F. 1963). Charles F.

da música (Êx 15: 20 e 21) e do gesto (Is 33:15). até o surgimento da imprensa (século 15 d. 19 18 17 Ibidem. É possível que Moisés tenha escrito em papiros os primeiros livros da Bíblia. era produzido a partir de uma planta que cresce em pântanos. através da invenção da imprensa. canções de amor. poesias. Ibidem.). O domínio da escrita os livrava do trabalho árduo. formavam uma espécie de tecido. . Gontijo destaca que do caule do papiro.18 Os escribas também se tornaram uma categoria privilegiada e a eles era reservado o direito de tomar parte nas assembléias da corte e de comer nos banquetes de palácios reais. essas folhas eram amaradas umas às outras até formar um rolo de grande extensão. paulatinamente a mídia foi atingindo formas ainda não exploradas de alcance até então inatingível. Gontijo acrescenta que os fenícios tinham diferentes línguas. precursor do papel moderno. 74.C. fábulas e outros. de imagens (Êx 25:8). relatos de aventuras. 68. A seguir era amolecido por meio de pancadas até se transformar numa massa uniforme.). da televisão e da internet. Por sua capacidade de circular entre várias civilizações. Por conseguinte. pois pagavam escrevendo. Em alguns casos. Transportar os textos escritos em papiro era leve e fácil. O Egito era um grande produtor e exportador desse material. SDABC. 1:31. formas de escritas e também diferentes níveis de desenvolvimento cultural e tecnológico. já havia diferentes formas de se comunicar. 67. sagas históricas.17 A escrita passou a disseminar com extraordinária velocidade e riqueza os diversos elementos. hinos aos deuses e reis. como máximas morais.C. como a comunicação visual (Gn 3:6). do rádio. era extraída a casca.19 Mas além do desenvolvimento da escrita a partir dos dias de Moisés (século 15 a.80 papiro. e a informação passou a circular com muito mais velocidade e a vencer distâncias cada vez maiores. Nichol. quando se iniciou a impressão e divulgação da Bíblia e de outros textos. trançadas. se constituíam em um eficiente veículo de comunicação. e o que restava era decomposto em tiras que. das tarefas manuais e até os impostos não existiam para eles. que depois de seca resultava em folhas de um material resistente. época em que Deus fez a primeira comunicação por escrito (os Dez Mandamentos).

com referência aos valores morais e a vida devocional. 148. Segundo Pérez e Garcia. ao tempo em que os meios de comunicação contribuem para facilitar o processo de informação. da televisão. no fim do século 12 e no decurso do século 13. Mas. quanto o obter a adesão do expectador e conseguir a maior fatia possível do bolo publicitário. passou a ocorrer uma regressão na produção e difusão de manuscritos. bem como a caracterizar a identidade das pessoas. do rádio.21 far-se-á a seguir uma análise da influência positiva e negativa da mídia. Ensinar ou aprender a ler e a escrever (Porto Alegre.81 Todavia. 2001). no fim do século 12. com um estudo acerca do impacto causado por ela sobre a mente humana. e passaram a produzir apenas manuscritos litúrgicos e obras para a necessidade de seus membros. Então. com o renascimento urbano da época monástica. e da internet. As cidades continham uma população restrita e cumpriam uma atividade limitada às necessidades locais e cotidianas. 150. Era da Imprensa De acordo com Pérez e Garcia. as idéias sobre o mundo e as pessoas se expressam na maneira como a mídia as exibe. gradativamente a difusão de literaturas saiu Francisco Calvajal Pérez e Joaquím Ramos Garcia. Esta mutação foi provocada devido às invasões que ocorreram no Ocidente. RS: Artmed. 21 20 Ibidem. As abadias também deixaram de ser os únicos centros de vida intelectual. agora com o surgimento da imprensa. . efetuou-se uma transformação na fabricação e difusão do material impresso. passam também a influenciar de forma eficaz a estruturação das crenças e das emoções.20 Considerando que ela não prioriza tanto os programas de qualidade moral e espiritual.

31. 1981). Até então. no comentário de texto. o papel foi transmitido ao mundo mediterrâneo pelos árabes. romances. contos populares em versos). 22 23 24 Ibidem. incitou os autores a confiar suas obras mais facilmente ao manuscrito. a cópia de manuscritos um a um não era suficiente e procuraram-se meios de acelerar e multiplicar a produção de materiais desde muito cedo. os mestres e alunos tiveram que se unir para defender seus interesses comuns e assegurar a autonomia indispensável ao seu trabalho. e a clientela do livro passou a invadir o mundo universitário. A sua fabricação difundiu-se pela Europa no decurso do século 16. Labarre comenta que. originário da China. 23 O aumento de pessoas capazes de ler um texto e não apenas o escutar. . mas. Por isso. 31. os misteres do livro organizaram-se na estreita dependência das universidades. que o implantaram na Espanha no século 11 e na Itália no século 12. receberam no século oito o nome de universitas.24 Ainda que a necessidade de textos tenha ficado limitada durante muito tempo.22 Desta maneira. mas exigia um trabalho longo e delicado. fossem de edificação (opúsculo de piedade). A xilografia ofereceu uma solução técnica preliminar para o problema e assinalava um processo crescente. Nesse contexto. As corporações que se formaram. História do livro (São Paulo: Cultrix. como era baseado na discussão. fossem de entretenimento (crônicas.82 do circuito fechado do mundo monástico. fossem especializados (textos jurídicos). Albert Labarre. surgiu outra clientela do livro. a vida intelectual ganhou as cidades. que voltaram a ser centros de produção e trocas. Com o desenvolvimento demográfico. Ibidem. 32. o ensino possuía caráter oral e se dava grande valor à memória. os livros eram necessários aos professores e aos estudantes que tinham que recorrer a auxiliares profissionais. as cortes principescas tomavam amplitude e todos precisavam de livros.

1972). que foi queimado em Constança (Alemanha) em 6 de julho de 1415. 27 28 26 25 Ibidem. o alemão Johannes Gensfleisch (também conhecido por Gutenberg). os caracteres um a um.465 páginas. 182. com o invento da imprensa. 65. este foi o canal de divulgação dos ensinos dos reformadores.25 Uma solução mais efetiva residia na descoberta de caracteres móveis que. Colônia. Louvaina. jurídicos ou médicos. Ingolstadt e todas as cidades universitárias da época. 50 e 51. utilizou este meio para imprimir em Wittenberg (Alemanha) suas 95 teses denunciando a prática das indulgências e marcando o início de sua ruptura com o papado. Até os próprios monges procuravam aprender a profissão de imprimir. em meados do século 15 (1434 e 1444). de suprir as necessidades do culto e do clero. talhando-o no sentido das fibras. Mello informa que os biógrafos divergem quanto a data exata do nascimento de Gutenberg. e de contribuir para a edificação dos fiéis.27 No início da “era da imprensa” ocorreu a publicação de uma Bíblia que continha 42 linhas e 1. Se João Huss 1373-1415). colocou em condições de funcionar. as oficinas de impressão e o patrocínio dos príncipes alemães garantiram uma difusão em grande escala de suas idéias.83 pois sua utilização carecia de flexibilidade. também A xilografia consistia em talhar um bloco de madeira de forma a deixar um desenho em relevo. Ela destaca que os principais centros de difusão do livro protestante situaram-se inicialmente na Alemanha. Na segunda metade do século 16. Labarre declara que Gutenberg não pensava senão em descobrir um método mais eficaz para a fabricação de livros. Desse modo. a maioria das grandes cidades universitárias européias possuía imprensas que inauguravam a sua atividade com a publicação de tratados teológicos. . Os textos tinham de ser gravado página a página. os blocos deterioravam-se depressa e não permitiam senão uma tiragem limitada. sem pressentir as imensas conseqüências que a sua invenção acarretaria. 28 Durante a Reforma Protestante. Gontijo ressalta que as primeiras impressões – gramáticas latinas e calendários foram atribuídos a Gutenberg. correspondendo às necessidades do ensino. Martinho Lutero. Síntese histórica do livro (Rio de Janeiro: Editora Leitura. em 1517.26 Entretanto. em 1448. a Contra-Reforma em desenvolvimento utilizou também o livro como instrumento de propaganda. A partir do século 15. a igreja seguiu atraindo mais impressores que tratavam de favorecer o trabalho dos teólogos. 132. depois aplicava-se por cima uma folha de papel que se prensava brunindo o seu verso com uma bola de crina. A parte saliente era então entintada. José Barbosa Mello. Labarre. Os principais centros de difusão eram Paris.

Acerca do controle da imprensa brasileira. 30 31 29 Ibidem. sendo a guardiã da ortodoxia e impedindo a difusão dos pensamentos denominados heréticos. História da imprensa no Brasil (Rio de Janeiro: Editora Mauad.30 Enquanto em certos lugares essa legislação opressiva procurava coibir a edição de livros.32 Por muitos séculos. a produção se desenvolvia em países com regime mais liberal. “Sobre livros. muitas pessoas passaram a ler e questionar os dogmas da Igreja Romana. 07 de junho de 2007. graças ao apoio de nações como os Estudos Unidos. 65. A constituição norte-americana afirma: “O congresso não aprova leis que limitem a liberdade de expressão. Acerca do controle da imprensa brasileira. ver Sodré. 69-70. poderia ter ampliado a influência de seus escritos. 1964). assim como Lutero o fizera. Labarre. A Informação (São Paulo: Difusão Européia do Livro.29 A Reforma fomentou também a divulgação das Bíblias traduzidas para os idiomas do povo. Sendo assim. 32 . Nelson Werneck Sodré. ou de imprensa”. as autoridades eclesiásticas da época na intenção de controlar a impressão de livros pelos teólogos e proibindo a difusão de escritos “difamatórios”. 17-49. finalmente veio a ser um veículo eficiente para a expressão do pensamento humano. Para um estudo mais detalhado acerca da infância da imprensa e seu apogeu. censura e identidade”. 31 Mas essa mídia impressa. como a Holanda. devido a elevada taxa de custo. jornais e enciclopédias eram assuntos de polícia e de censura. a Igreja que tinha amiúde favorecido a implantação da imprensa. 1999). sentiu-se ameaçada pelo rápido desenvolvimento da Reforma. e que dentro de certos limites. Marcos Maciel.84 tivesse à sua disposição tal ferramenta. controlada e perseguida durante anos. Desta maneira. 410-449. que ainda sobrevive em vários países e é o pior dos instrumentos que a liberdade de pensamento tem de vencer. os jornais eram controlados por seus proprietários. Com isso. Fsp. 410-450. Maciel fala que em tempos não remotos. A3. ver Fernand Terrou. ler e escrever têm sido os principais métodos de comunicação entre as pessoas. livros. Sodré comenta que a imprensa industrial da fase capitalista é bem diversa da imprensa artesanal que a antecedeu. foi publicado o Edito de Nantes em 13 de abril de 1598. E o homem passou Ibidem. Ibidem.

o liberalismo existente na veiculação de idéias e conceitos. não apenas desinforma acerca da verdade que a pessoa busca. 34 mas condiciona a diferentes formas de engano. tornou-o mais acessível a um maior número de pessoas e acelerou a circulação dos conhecimentos. A disseminação é extremamente rápida e a editora pode fornecer correções e atualizações com muita agilidade. 1986. “Livros eletrônicos vão substituir os livros de papel?”. ocorreram indescritíveis multiplicações de obras literárias. 60. Comunicação – do grito ao satélite (Campos do Jordão. o livro eletrônico seria excelente. Juliano Niederauer comenta que a vantagem dos primeiros é reduzir a necessidade de cortar florestas para se produzir papel. 34 33 Mello comenta que depois do Peru. “O Livro e sua importância”. o país que conheceu a arte tipográfica foram os Estados Unidos. 2-5. bastaria um único.html.. 2004). Ilusões fatais (Tatuí. 322. em Mario Salviano Silva. ver http://www.33 Contudo. 35 1978). Madlyn Hamblin e Cari Haus.36 Lewis H. Quanto à questão. 64. 2000).com/2008/03/o-livro. ou seja. A historiadora norte-americana Eisenstein destacou que decorrente da impressão gráfica ocorreu a padronização e preservação do conhecimento e facilitou a divulgação de diferentes temas literários.com.br/editoriais/01/11/2002. Acerca do declínio da imprensa. Elizabeth Eisenstein. ver Wilson Dizard Jr. A nova mídia (Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Lapham. assim como os sofisticados satélites de comunicação não substituíram o irrisório apito do guarda de trânsito. acessado em 24/07/2008. Neste site.35 O invento da imprensa barateou o custo do livro. Observar-se-á primeiro os aspectos positivos da imprensa. pois ao invés de carregar a mochila com livros. por uma seqüência de papéis que passam por uma tipografia. 280. dada à influência que a literatura passou a exercer sobre a mente. fonte não autorada. SP: Editora Mantiqueira. pois utilizando os livros eletrônicos eles não precisariam pagar intermediários. desde a certidão de nascimento ao atestado de óbito. http://criancagenial. os livros chegarão em locais onde nem existem livrarias.niederauer. 220-253.85 a buscar na imprensa a verdade. Para os estudantes. 36 . Aspectos positivos da imprensa Com o desaparecimento das antigas perseguições e com o desenvolvimento tecnológico da imprensa. SP: Casa Publicadora Brasileira. Hamblin e Haus comentam que os meios eletrônicos nunca substituirão o impresso em papel. cit.blogspot. A vida humana passou a transcorrer. Dg. Uma edição de um e-book não se esgota nunca! O alcance também é muito maior e a distribuição é feita em nível mundial através da Web. 19: 1. Para os editores as vantagens são maiores. além de não correr o risco de ficar com o estoque encalhado se não houver sucesso nas vendas. Antonio Costella.

39 Para Rubens Lessa. o prazer. .38 ainda continuariam os disseminadores de literaturas perniciosas que corrompem a mente. a vaidade. Aspectos negativos da imprensa Mesmo que toda humanidade compreendesse que. “todo grande homem deve grande parte de sua grandeza ao legado dos [bons] livros que lhe foram deixados pelas gerações anteriores”. em Hamblin e Haus. a literatura impressa sintetiza o convívio das diferenças do mundo. tratar-se-á a seguir. “Influência da literatura secular”. o raciocínio e a imaginação são aguçados. Flávio Aguiar. a proliferação das literaturas perniciosas só serão exterminadas quando o mal for completamente extinto deste planeta (Ml 4:1). 64. 10. Ilusões fatais. Cit. que formam caracteres para a perdição moral e espiritual. Todavia. que induzem as pessoas para a marginalidade e sensualidade. Este instrumento de comunicação incrementou a missão de educar. De fato. dando espaço para: (1) o espírito guerreiro. na opinião de Flávio Aguiar. o vocabulário é enriquecido. ela tem retratado as graduações sutis de todas as épocas. pois dela se obtém informações. Sobre isso.86 A imprensa passou a desempenhar um papel importante na vida e na formação do ser humano. não se pode negar a existência dos aspectos negativos que ela provoca na vida das pessoas desde seu surgimento. conforme menciona John Snyder. (2) os conceitos pagãos da literatura latina. que destroem casamentos. No entanto. cit. pois através dela as pessoas se tornam mais sensíveis ao mundo e capazes de entender suas próprias reações. setembro de 2002.37 além de ampliar a visão e interpretação sobre o mundo e a vida individual. (3) as lendas e os mitos da 37 38 39 39 Ibidem. em Rubens Lessa. Ibidem. e revela em profundidade os pensamentos contraditórios do planeta. as figuras mitológicas e idéias pagãs da literatura grega. RA.

quão freqüentemente a imaginação é tão excitada que sois induzidos ao pecado!”. Doravante esta obra será referida com Nos Bastidores. a ponto de muitos se sentirem confusos e mal informados. pois vivem a vida irreal. 2002). . 5) super exploração do sexo. Fundamentos. Os leitores tornam-se incapazes para os deveres. 93.43 2) fuga da realidade: “Satanás está buscando dirigir tanto [.. White destaca que eles provocam: 1) enfraquecimento moral e espiritual: “Quando começais a ler um livro de narrativas fictícias. este autor desenvolve mais pormenorizadamente este aspecto da imprensa secular. em Eugênio Bucci. 4) assassinato de reputação. não sabendo como agir diante de tanta matéria veiculada. do período iluminista.41 De acordo com Paul Johnson. e (8) a confusão de valores do ambiente cultural pluralista em que se vive. os sete pecados capitais da imprensa são: 1) Distorção. (4) a preocupação humanista e antropocêntrica da época renascentista. Nos bastidores da mídia (Tatuí.] à leitura de romances. cit. 2005). SP: Casa Publicadora Brasileira. 153. Às páginas 137-164.. (5) a rejeição do sobrenatural e a exaltação do homem. 40 E Stephen Kanitz enfatiza que “embora coletivamente o mundo esteja ficando mais inteligente. 6) envenenamento das mentes infantis. Sobre ética e imprensa (São Paulo: Companhias das Letras.87 literatura medieval. (6) o rompimento dos padrões morais dos anos sessenta. (7) as idéias esposadas pelo espiritualismo oriental. Concernente aos principais aspectos negativos causados pela literatura perniciosa. contos e outras literaturas. os conteúdos corruptores. bem como o excesso de informação. também podem ser considerados um aspecto negativo. não sentindo desejo de buscar as Escrituras para se 40 41 Ibidem. individualmente estamos ficando cada vez mais burros”. por tornar as pessoas extremamente teóricas e apáticas às necessidades reais da vida. 3) invasão da privacidade. deliberada ou inadvertida. Cit. 43 42 White. 2) culto das falsas imagens. Stephen Kanitz.42 Ademais. 131. e 7) abuso do poder. em Michelson Borges.

45 46 47 48 44 White. esta autora acrescenta que a leitura limpa e sã será para o espírito o que é para o corpo o alimento saudável. pois eles contêm um veneno semelhante ao das víboras”. SP: Casa Publicadora Brasileira. inclusive. Doravante esta obra será referida com o título Mente. Antes do surgimento da escrita. 49 . Educação. 189. caráter e personalidade (Tatuí. Ellen G. e a mente perde a sua capacidade para um pensamento continuo e vigoroso”. White. Fundamentos. 93. Doravante esta obra será referida com o título Mensagens. a era da imprensa inegavelmente despertou humanidade para grandes conquistas. ver ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros”.45 4) perversão do gosto: “Ao ser cultivado o apetite de histórias excitantes sensacionais. Mensagens aos jovens (Santo André. 48. 2001). 2002). a exemplo de qualquer outro.49 Entretanto. White. porque se não houver um critério norteado pelas normas Ellen G. 188. perverte-se o gosto moral. uma faca de dois gumes. pouco conhecimento foi preservado.46 5) perda de vigor mental: “Com a imensa maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo.47 Mediante tais malefícios da literatura perniciosa. 1:107. 271. devem evitar ler.44 3) obstáculo à reverência: “Nunca vos considereis suficientemente fortes para ler livros de autores incrédulos. os achados arqueológicos dos materiais mais antigos procedem de fatos pós-dilúvio. “Aqueles que não querem ser presas dos ardis de Satanás devem guardar bem as entradas da alma.88 alimentarem espiritualmente”. e a mente não fica satisfeita. White. Mente.48 Conclusão Como analisado neste tópico. velhos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial. Gontijo. este órgão de comunicação é. Ibidem. SP: Casa Publicadora Brasileira. 163. a não ser que seja continuamente alimentada com essa inútil e nociva comida”. além de facilitar a preservação do conhecimento histórico e científico para as próximas gerações.

52 50 51 Lessa. 42. 52 . Era do Rádio Mesmo que a radiodifusão tenha sido resultado do trabalho de vários pesquisadores em diversos países ao longo de anos. História do rádio e da televisão no Brasil e no Mundo (Rio de Janeiro: Achiamé. Luis Artur Farraretto. tanto positiva como negativamente. provou a existência de ondas capazes de transmitir sons à distância. Ele se manifestava declarando que considerava as ondas eletromagnéticas semelhantes às ondas de luz e de calor. RS: Sagra Luzzatto. tudo o que é puro. Mario Ferraz Sampaio. incluindo o rádio e a televisão. tudo o que é amável. 10..50 Em realidade. visando principalmente a transmissão de mensagens à distância. a história e a técnica (Porto Alegre. estes dois princípios avaliativos são fundamentais: 1) ler o que contribua para exaltar o Criador. seja isto o que ocupe o vosso pensamento” (Fl 4:8).89 bíblicas para o uso da imprensa. Seus estudos abriram caminho à futura ordem de invenções da telegrafia sem fio. os mais impressivos avanços da imprensa. 2000). ocorreram em parceria com o rádio. 80. se alguma virtude há e se algum louvor existe. Rádio: o veículo. 1984).51 Ferraz Sampaio ressalta que depois de várias tentativas científicas. e 2) nada deve escapar à norma de higiene mental e intelectual sugerida pelo apóstolo Paulo: “[. Alemanha. do que será tratado a seguir. tudo o que é de boa fama. em 1888. inclusive seu nome foi potencialmente dado a esse tipo de ondas. pode se tornar difícil estabelecer uma linha de separação entre o relevante e o nocivo. Para se estabelecer bons critérios nos hábitos de leitura. ela se tornou uma tecnologia importante política e economicamente. a 22 de novembro de 1857.] tudo o que é verdadeiro. tudo o que é justo. Este autor informa que Hertz nasceu em Hamburgo.. tudo o que é respeitável. Heinrich Rudolf Hertz.

Ibidem. e neste ano realizou estudos ali e se tornou professor na Escola Politécnica. em seguida aos estudos de Hertz. o que mais tarde trocou pela física. Inicialmente estudou engenharia. na Universidade de Bonn. “Entre a Cruz e a Antena”. por pouco não chegando à descoberta do raio-x. alcançando até dois quilômetros. 70-72. Compareceu. Este autor informa também que Marconi. mas não foi feliz. considerado por muitos o “senhor do espaço”. entre 1885 e 1889. procurando ali o engenheiro chefe do Serviço Telegráfico Britânico. Em 1885. mas foi ignorado pelos historiadores. Marconi já estava logrando o que outros cientistas não haviam conseguido: transformar as ondas hertzianas num veículo de transmissão importantíssimo e original. 43. a experiências sensacionais. Ele buscou o apoio do governo italiano para prosseguir suas provas de campo. com irradiações à distância. capaz de revolucionar a comunicação. que tomando conhecimento do dispositivo montado por Marconi. em 1896. estimulou-o. e criando. mudou para Karlsruhe. já com o nome conhecido e famoso. explorando ainda mais o seu invento. Nessa Escola. identificando-se com as experiências de cientistas de maior destaque em seu tempo. Transferiu-se. ele e faleceu em Bonn. para a Inglaterra. aos 37 anos. Ele deu atenção aos conhecimentos providos dos ensinamentos e experiências de Hertz. lançou-se. Guilherme Marconi insistiu em estudos a respeito de eletricidade. continuou suas experiências sobre o fenômeno das descargas elétricas nos gases rarefeitos. 53 . Então. Estes estudos abriram caminho à futura ordem de invenções da telegrafia sem fio – do rádio e da TV. com a apresentação de estudos desenvolvidos previamente. novo. a 25 de abril de 1874.90 De acordo com Sampaio. embora achando que os aparelhos apresentados não ofereciam uma aplicação imediata. Conseguiu patente e continuou. nasceu na cidade de Bolonha. tornou-se famoso. e tendo em mãos patentes de maior importância. em seguida. ver Karina Padial. agosto de 2008. aos 22 anos. Numa segunda fase. Acerca da história do padre brasileiro que inventou o rádio antes de Marconi. IB. ao registro inglês de patentes e apresentou seu invento “destinado à exploração de um sistema de rádio-comunicação”. Itália.53 Aos 21 anos. então.

a companhia Marconi. assinado em 1929. ver “Rádio”. 164 e 165. Por volta de 1930.. ed. Farreratto. matéria não autorada. Com o apoio de homens poderosos. maio de 1982. Moc. 56 55 54 Ibidem. Enciclopédia universal (São Paulo: Editora Pedagógica Brasileira. Pio XI usou pela primeira vez o microfone para enviar uma mensagem em latim para todo mundo católico. 45. Ver também Gontijo. a ponto de. a utilização das ondas hertizianas passou ao controle do governo dos países beligerantes. a 17. Mas ele avançou em várias direções. a emissora BBC de Londres. 351. 18. sendo que 46 por Ferraz Sampaio. alcançou maior prestigio e influenciou a decisão de países baixos como a Suécia.000 km de distância. o cientista comandou à distância os relés de comutação da energia elétrica. em conseqüência do qual a Itália concedeu à Santa Sé o status de estado soberano. os Estados Unidos tinha 618 estações em operação. Bastidores do rádio (Rio de Janeiro: Imago. o rádio já estava em cinqüenta países.977. conquistando todas as camadas sociais. Para mais informações sobre o surgimento do rádio. na década de 1920. No final da década de 1920. as quais adotaram o mesmo modelo de rádio estatal. Dois anos depois.91 próprio. Renato Murce. Assim. 2. Este autor informa que Pio XI convocou Guilherme Marconi e lhe solicitou a instalação de uma emissora na área da Cidade do Vaticano. por exemplo. 1969). as experiências com o rádio alcançavam finalidades militares.9752. a Dinamarca e as colônias inglesas. iluminando o monumento. seu invento ganhou. na Austrália. Marconi cumpriu sua promessa. levando música a todos os aparelhos receptores. 18 e 19. a bordo de um navio em Gênova. a partir daí. Pelo rádio. Em 1919. o contato mais significativo de Marconi com o Brasil ocorreu em 12 de outubro de 1931 por ocasião do evento da iluminação do Cristo Redentor no morro do Corcovado. a maioria em rede. “Comunicações: Ontem e hoje”. O autor ainda descreve que. só houve aperfeiçoamentos. . 83-85. na Inglaterra. o Vaticano.54 Na primeira guerra mundial. por Marconi em companhia do papa. Os refletores do monumento foram ligados desde a Itália a bordo do iate Eletra. já ter conquistado quase todas as regiões civilizadas do globo.55 Desta maneira. finalmente. poucas realizações humanas lograram sucesso tão rápido e êxito tão retumbante quanto esta mídia. ver também Costella 28. Ferraz Sampaio destaca que o rádio no Vaticano resultou do Pacto de Latrão. Arnaldo Batista Marques de Soreval.56 De acordo com Gontijo. empolgante por sua beleza e grandiosidade. matéria não autorada. inaugurou sua estação transmissora em 12 de fevereiro de 1931. Marconi transmitiu um discurso a eletrotécnicos em Sidney. 1976). entregando uma potente estação de rádio ao primado maior da igreja católica. repercussão mundial.

silenciosamente. “O último meio que Deus nos pôs nas mãos”. Manuel Campos Vidal cit. Todavia. e Henrique Moritze. etc. além de adaptar em modalidade e temas ao ritmo da vida cotidiana das pessoas. o rádio no Brasil nasceu em 20 de abril de 1923 com os esforços de Edgar Roquete Pinto. 58 59 57 Orlando G. Pinho.). livremente o conforto moral da ciência e da arte. s/d. Em 17 de outubro de 1923 foi para o ar a Rádio Clube de Pernambuco. 59 Apesar de perder sua centralidade. A paz será realizada entre as nações. 8. A sociedade em rede (São Paulo: Paz e Terra. que transportam. adolescência (1927-1937) e maturidade (1937-1945). no espaço. Assim como os filmes foram adaptados para atender às audiências televisivas e os jornais e revistas especializaram-se no aprofundamento de conteúdos ou enfoque de sua audiência. RA. Tudo isso há de ser o milagre das ondas misteriosas. 60 . 354. eram primitivos. tendo o alto-falante fora do corpo receptor. MA: Addison-Wesley. com a aparência de um chapéu chinês. ver Eugene S. estado que reivindicava o pioneirismo da Gontijo.57 Em 1947. Comunicação – radiodifusão hoje (Rio de Janeiro: Editora Temário. julho de 1947. renomado escritor e antropólogo. Foster.60 De acordo com Renato Murce. Rádio no Brasil No Brasil. 56-83. as harmonias”. Para um estudo detalhado sobre a perspectiva histórica do rádio na sua infância (18901920).92 cento dos lares americanos possuíam receptores. Saint Clair Lopes registra as palavras de Roquete Pinto ao inaugurar a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro: “Todos os lares espalhados pelo imenso território do Brasil receberão. em 1924 os aparelhos de rádio. s/p. 17. por longo tempo diretor do observatório do Rio de Janeiro. na cidade do Rio de Janeiro. Murce. 1999). o rádio se fazia presente em milhões de lares ao redor da Terra. ganhou em penetrabilidade e flexibilidade. 362.58 Vidal comenta que durante a década de 1980. o rádio se instalou definitivamente em 7 de setembro de 1922. com o discurso do presidente Epitácio Pessoa no centenário da independência. 1982). os programas de rádio se adaptaram para preencher o tempo de passageiros nos meios de transporte. Understanding Broadcasting (Reading. novas tecnologias transformaram o mundo da mídia e o rádio foi se especializando cada vez mais. de trabalhadores em horários flexíveis. nome com que ficaram conhecidos na época. em Manuel Castells.

(1924) – Rádio Clube de Ribeirão Preto. Fundação de emissoras de rádio no Brasil na década de 1920: 1. que vieram a culminar com a revolução paulista em 5 de julho de 1924. (1926) – Rádio Educadora do Brasil (Tamoio). palestras destituídas de qualquer interesse. Franca. 6. música popular ou outros conteúdos que de algum modo desvirtuasse as intenções traçadas em seu começo. pelo repertório e pela apresentação. começaram a aparecer. Rádio Club Hertz. Murce comenta que o resultado destas urnas levou Artur Bernardes à presidência da república. entre os pernambucanos. 5. Neste contexto. (1924) – Rádio Club do Brasil. Não veiculava publicidade. Rádio São Paulo. (1925) – Rádio Gaúcha.Rio de Janeiro: (1923) – Rádio Sociedade. 2. 7. . 9. com uma programação quase que só de música erudita (não apreciada pela maioria).Ceará: (1924) – Ceará Rádio Club. pretendia-se impor que o rádio fosse apenas um veículo de cultura.62 criando inúmeros focos de rebeldia por toda a nação. coisa que talvez 61 Murce. 10. O país amargava um período de insatisfação geral pelo resultado das urnas.Pará: (1928) – Rádio Club do Pará. SP.63 Desta maneira.Pernambuco: (1923) – Rádio Clube de Pernambuco.Minas Gerais: (1927) – Rádio Sociedade Mineira. os primeiros artistas que despertaram o interesse do público. poderiam apresentar muita coisa capaz de agradar os ouvintes. porque desde 6 de abril de 1919 já ocorria. (1925) – Rádio Record.Paraná: (1923) – Rádio Club do Paraná.Rio Grande do Sul: (1924) – Rádio Sociedade Rio-Grandense.93 implantação radiofônica no Brasil. 8. Os diretores das estações também compreendiam que. sem precisar descer a baixos níveis artísticos.São Paulo: (1923) – Rádio Educadora Paulista. 63 62 Ibidem. Curitiba. um movimento de incentivo à radiotelegrafia. (1925) – Rádio Pelotense. 4. (1925) – PRA-7. além das dificuldades para organizar programas que interessassem ao público. Nessa situação. um rádio sofisticado que não atingia a massa. (1927) – Rádio Mayrink (extinta).Bahia: (1924) – Rádio Sociedade da Bahia. o rádio ficou engatinhando por dois ou três anos. Pelotas. por volta de 1925 e 1926. o jornal Correio da Manhã foi fechado por um ano e o rádio lutava com carência de recursos técnicos. 21 e 22. Belém. 61 Apesar do impacto causado com a implantação do rádio. o rádio lutava com a carência de recursos técnicos. conferências maçantes.Maranhão: (1924) – Rádio Sociedade Maranhense. o que culminou na revolução paulista comandada por Isodoro Dias Lopes. 3. Recife. No entanto. Fortaleza. 18 e 19. muito animadora. Porto Alegre. por diversas razões. a situação nos primeiros anos não era. No começo. enfim.

88. 2) 64 65 66 67 68 Ibidem.65 Em 1942 existiam 75 emissoras e elas já travavam lutas pela busca da manutenção e patrocínios comerciais.64 O rádio ainda não era estruturado como empresa até que foi autorizado pela legislação a receber pagamentos por veiculação de publicidade comercial. Emilio Prado.68 Gisela Swetlana Ortriwano coloca o rádio como o meio de comunicação mais privilegiado pelas seguintes razões: 1) linguagem oral: ele leva vantagem sobre os veículos impressos.67 Aspectos positivos do rádio Face à capacidade de se comunicar com um público que não necessita uma formação específica para decodificar a mensagem.66 Em 1995. à especialização de programação para público específico: jovens. o rádio passou a ter um papel relevante nas sociedades subdesenvolvidas.94 se atribua ao regime de governo de então. a introdução da televisão no Brasil obrigou o rádio a corrigir novamente seu curso. e a radiodifusão cresceu conjuntamente com o comércio. Estrutura da Informação Radiofônica (São Paulo: Summus Editorial. até que a situação começou a se regularizar com o governo de Washington Luis. direcionando-se agora às necessidades de informação regional e. esportistas. e etc. a partir de 1930 o Brasil passou por uma transformação significativa. A Invasão Cultural Norte-Americana (São Paulo: Moderna. pois para receber as informações. Então. o ouvinte não precisa ser alfabetizado. 28. 28 e 29. Costella. Júlia Falivene Alves. nos maiores centros. donas-de-casa. 1993). . 1989). 180. adultos. havia neste país 477 emissoras radiofônicas e meio milhão de aparelhos receptores. Ibidem. 183. Na década de cinqüenta.

1971.72 Hoje. o Carnaval e o Samba já eram as duas maiores instituições nacionais. 1948). 78. seu valor é indiscutível e por sua influência são criados novos hábitos. “Le Journal et l’Actualité”. 80. automóveis. quarto.69 3) mobilidade: além de estar presente com mais facilidade no local dos acontecimentos e transmitir as informações com mais rapidez. banheiro.google. vantagem do rádio. escritório. a participação Quanto ao rádio como um dos veículos mais importante na comunicação externa. com grande audiência e importância na história. Ele ativa a vida prática. Marabout. 4) baixo custo: o rádio é um aparelho receptor barato. 11. no teatro e na poesia. Os meios de comunicação como extensões do homem (São Paulo: Pensamento – Cultrix. 1980. grandes mudanças ocorreram na imprensa. Roger Clausse ressalta que a emissão radiofônica é dotada de uma potência de penetração que abre o caminho da voz e sua mensagem. estando sua aquisição ao alcance de uma parcela maior da população. cozinha. Apostila não autorada. em instantes.br. Com o rádio. inúmeros obstáculos foram superados. 1964). na publicidade. Roger Clausse. quer na cidade ou no campo. 337.71 Marshall McLuhan afirma que o rádio propiciou a primeira experiência eletrônica maciça e redirecionou o sentido de muitas civilizações. passou a fazer contato com um mundo variado. 73 72 . um pequeno aparelho. fábrica. ed. A Informação no Rádio (São Paulo: Summus Editorial. www. o ouvinte não precisa estar em casa com tempo exclusivo para ouvir o aparelho. e outros lugares. ver “Sugestões para as atividades do departamento de comunicação a nível da igreja”. Marabout Universite. o rádio é como uma misteriosa janela aberta para o mundo. incentiva o programa intelectual. 70 71 69 Gisela Swetlana Ortriwano. Marshall McLuhan. tendo dispêndio mínimo de custo. Alves comenta que ao terminar a segunda guerra mundial. USB. Verviers. O ritmo nascido nos morros cariocas conquistara o resto do Brasil pelas ondas do rádio. Bibl. podendo inclusive afetar o comportamento moral e espiritual das pessoas. o rádio é o mais abrangente entre os outros meios de comunicação.70 Com o rádio. 73 De acordo com Blázquez.com. O rádio está presente na sala. Acessado em 17/07/2006.95 penetração: em termos geográficos.

63% em automóveis. os cientistas e pesquisadores dão conhecimento ao mundo acerca dos seus achados. O índice de credibilidade pública: televisão 54%. Steinberg. Esta mídia tem se destacado como um poderoso meio de civilização. portátil podendo ser transportado e usado em todos os lugares. No levantamento feito em 1994. 74 Atualmente existe uma infinidade de estações de rádio. superando em quantidade as rádios ligadas às igrejas evangélicas. O rádio oferece Blázquez. 1966). Jornalismo de rádio (São Paulo: Contexto. a mídia do rádio tem sido há muito explorada pelos segmentos religiosos. Os homens públicos fazem conhecer seus projetos com possibilidade de serem discutidos e melhorados. ver Farraretto. 183-185. 98. Ele é prático. Para obter informações acerca das igrejas radiofônicas. pregação. ver Rafael Sampaio. 3) o horário nobre do rádio dura treze horas. 58. cultura e de denúncia contra injustiças sociais. 305-309. etc. 97. 2) o rádio chega aonde a televisão não vai. 76 75 74 Milton Jung. ver Charles S. Aliás. 2005). tanto AM quanto FM. Existem as rádios voltadas para programações definidas por gênero musical – sertanejo. 5) pode ser o meio mais interativo de todos. Acerca dos meios de radiodifusão. Para mais informação sobre a presença do rádio na vida das pessoas. custa 95% menos que a da TV. e os artistas e educadores encontram na radiodifusão uma fonte inesgotável de estímulos criativos e pedagógicos. existiam 181 emissoras católicas. inclusive nas igrejas.75 Jung ressalta que 58% das dioceses possuem emissoras. e rádio 75%. e é justo que as autoridades religiosas a aproveitem na disseminação dos valores espirituais. 43% são portáteis. As emissoras religiosas transmitem uma programação que reúne música. Comunicação de massa (São Paulo: Editora Cultrix. cultos. clássica. 4) uma produção de rádio.76 Algumas vantagens a mais do rádio são: 1) Permite grande freqüência de exposição devido ao baixo custo unitário do comercial. e da TV apenas três. 41% são rádio-relógio e 22% em walkman. revista 56%. 409. pop. . cada uma buscando um diferencial que faça o ouvinte sintonizá-las. Estudos mostram que a penetração do rádio se distribui assim: 95% em domicílios. jornal 66%. debates populares e notícias de interesse específico. 59.96 social e a vida religiosa.

no entanto.97 condições para que o ouvinte opine. 10) o ouvinte pode fazer outra coisa ao mesmo tempo em que ouve rádio. como músicas. não têm uma consistência duradoura para ser publicada e acompanhada por muito tempo pelo ouvinte. o surgimento do rádio proporcionou inúmeras aberturas para a expansão do conhecimento e facilidades em diversos aspectos da vida humana. e 12) possui mais facilidade para destruir certos preconceitos e criar boa vontade entre as civilizações. mande recados. 4) sua programação. mas permite que o ouvinte use seu cérebro. para que melhores resultados sejam alcançados. paralelamente aos aspectos positivos de sua programação. 2) como é uma mídia de cobertura de menor alcance. Aspectos negativos do rádio No aspecto técnico e comercial. via de regra. criando em sua mente a mensagem transmitida. tirando a nobreza e exclusividade do rádio. 9) há pouco esforço para receber mensagens pelo rádio. e isto exige maior número de veiculações comerciais. 11) não limita sua mensagem com uma imagem. 6) pode ser atrativo e capaz de interessar a atenção do público sem exigir-lhe um esforço excessivo de concentração. faça pedidos e anúncios de forma instantânea. muitas rádios possuem um alcance baixo de penetração.5) a falta de contato visual entre locutor e receptor pode levar a uma não identificação . Inegavelmente. efeitos sonoros e vinhetas. o custo aumenta. os aspectos negativos despontaram. 3) a concorrência com outras emissoras se avoluma cada vez mais. afetando direta ou diretamente a conduta das pessoas. algumas desvantagens do rádio podem ser destacadas: 1) com exceções. 7) possibilidade de trabalhar com recursos além da fala. levando-o a pensar. 8) possibilita a empatia e interatividade do locutor com o ouvinte. para se atingir uma grande parte do país.

julho de 1949. se não for criteriosamente controlado. as crenças e até o nome de Deus. Na época em que o controle dos programas de radiodifusão era mais rigoroso. 26. indecentes. 18 anos”. o rádio pode ser um instrumento de bênçãos. Erbolato. no afã de conquistar mais audiência. apresentam programas vulgares. 1984). por divulgar notícias infundadas. Empresa de Telecomunicações. 19. 200. as emissoras seculares tendem a veicular programas que desrespeitam a santidade do casamento. muitas vezes. 334-345.79 Conclusão Notou-se que a radiodifusão se distingue da imprensa por ser um meio de comunicação direta e rápida. teve caçada a suspensão dos programas por três dias. Elder. Rafael Sampaio. “A Tentação”. de programas. algumas emissoras. dependência por parte do ouvinte.78 Deste modo. “Embratel. Ademais. de entretenimentos e até de noticiários afetam os ouvintes de maneira muito perniciosa. 98. porém. Elder. elas tendem a enaltecer as programações que tratam de tudo indiscriminadamente. Além disso. o rádio é um veículo que produz um melhor diagnóstico dos problemas da sociedade moderna e representa. e 6) perigo de cansaço. o papel único em momento de solidão. alguns tipos de músicas. uma emissora (no Governo de Jânio Quadros).77 Além disso. De acordo Harvey A. .98 com o locutor e/ou programa. 79 80 Harvey A. e por provocar um efeito imediato no ouvinte. distração. obra não autorada. sem considerar os limites legais que protegem o homem contra os ataques corruptores. 77 78 Para mais informações sobre os aspectos negativos do rádio. RA. 18 de setembro de 1983. criar novos hábitos de consumo. Comunição e cotidiano (São Paulo: Papiros. que ridicularizam as pessoas. De acordo com Rafael Sampaio. Mário L. destacam as relações sexuais ilícitas como louváveis. torna-se prejudicial à educação e um perigoso inimigo da formação do caráter. que tratam o divórcio como solução de problemas conjugais. ver McLuhan.80 além de atuar no comportamento moral e espiritual das pessoas.

99 transmitir informação com mais rapidez que qualquer outra comunicação.81 O conteúdo das informações em inúmeras emissoras, influencia no distanciamento dos valores morais e espirituais. 82 Basta sintonizar em alguma freqüência para se observar programas onde a linguagem utilizada é muitas vezes obscena e vulgar, com o uso de gírias e desrespeito para com os valores morais e a santidade da família. Considerando que o rádio é um púlpito de onde o bom e o ruim são divulgados, e muitas vezes, de forma tendenciosa e persuasiva (especialmente quando se trata de publicidade e propaganda),83 cabe ao ouvinte estar atento para discernir o que serve e o que não serve, e, com critério, escolher somente aquilo que eleva os pensamentos, enobrece o caráter e solidifica o relacionamento com Deus.

Era da Televisão O surgimento da televisão ocorreu em 1911, quando o escocês Campbell Swinton apresentou em Londres os detalhes de um equipamento televisivo 84 e, em maio de 1932, começava nos Estados Unidos a industrialização de transmissores e receptores de TV.85 Mas John Logie Baird, em 1926, expôs um método de conversão das imagens em sinais elétricos, usando processos eletromagnéticos. Desta maneira, foi possível identificar figuras humanas nos grandes e complexos aparelhos que havia fabricado.86

81 82 83 84 85

Ibidem. “O rádio”, RA, abril de 1952, 12; matéria não autorada. Blásquez, 409. Ferraz Sampaio, 189.

Ibidem, 192. Mais informações acerca de como principiou a TV, ver Steinberg, 320-327; John R. Bittner, Mass Comunication (Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, 1980),117-124. Victor Civita, Pequena História das Invenções (São Paulo: Abril Cultural, 1974), 174. Para mais informação sobre a invenção da televisão, ver “Televisão”, Arnaldo Batista Marques de Soveral, ed., Enciclopédia universal, 3.465 e 3.466. Em 1897, o alemão Karl Ferdianand Braun (1859-1918) estava pesquisando a condutibilidade elétrica do ar com o objetivo de descobrir a condutibilidade elétrica no vácuo; para
86

100 Entretanto, a Segunda Guerra Mundial interferiu no desenvolvimento desta mídia, do mesmo modo que a primeira o fizera com o rádio. No entanto, com o caráter revolucionário da invenção do transmissor em 1948, a televisão retomou fôlego, e, ao ressurgir, levou enorme vantagem sobre o rádio porque este já construíra uma estrutura comercial e jurídica, da qual a televisão tirou proveito imediato.87 A televisão veio a ser a mais importante revolução virtual, por suprir imagens que o rádio não tem, e ser capaz de fixar hábitos na rotina das pessoas – senta-se em família diante dela como os primitivos se sentavam ao redor da fogueira.88 De fato, ela surgiu com um modo próprio de retratar o cotidiano, enquadrar a realidade ao sabor de seus caprichos.89 Para Debray, com o advento desta tecnologia, as mídias anteriores sofreram um impacto e necessitaram de reajuste às novas realidades.90 Richard Ohmann comenta que em 1865 havia um exemplar de revista mensal para cada dez americanos, e em 1905, três exemplares para cada dez americanos. Já a audiência da televisão cresceu mais rapidamente: de dez aparelhos existentes em 1946 para quatro milhões

isso ele construiu seu famoso tubo, que ficou conhecido como osciloscópio. No entanto, aquilo que lhe pareceu um simples instrumento de laboratório forneceu o ponto luminoso com o qual a televisão se concretizou. Costella, 194 e 195. Este autor acrescenta que partindo do tubo construído por Braun e aproveitando experimentos realizados em São Petersburgo por seu professor Boris Rosing, o russo Vladimir Kosma Zworykin (1889-1982), tornou-se o principal nome envolvido com a invenção da TV. Radicado nos Estados Unidos, construiu e patenteou esse invento em 1923, às expensas de um grupo inglês. Em 1936, na Inglaterra, começaram as transmissões usando sinais de VHF (very high frequency – freqüência muito alta). Na Inglaterra as emissões de TV só se tornaram regulares com a inauguração, em 1936, do transmissor BBC com o padrão de 405 linhas. A França, somente em 1935, teve a sua primeira estação de funcionamento regular montado na Torre Eiffel, em Paris e na Alemanha as transmissões começaram em 22 de março de 1935.
88 89 90 87

Luiz Costa Pereira Junior, A vida com a TV (São Paulo: Senac, 2002), 13. Ibidem, 133.

Régis Debray, Curso de midiologia geral (Petrópolis, RJ: Vozes, 1993), 341. Giovanni Sartori cita que McLuhan foi o primeiro autor que nos fez compreender o advento da era televisava. McLuhan considerava que a televisão teria intensificado ao máximo a responsabilidade dos seres humanos no sentido de nos responsabilizarmos em toda a parte e a respeito de tudo. Sartori entende a aldeia global a que se refere McLuhan, da seguinte forma: a televisão despedaça o mundo em miríade de aldeias transformando-o ao mesmo tempo em uma espécie de aldeia geral. Giovanni Sartori, Homo Videns: televisão e pós-pensamento (Bauru, SP: Edusc, 2001), 102-105.

101 em 1950. 91 A organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura salienta que a quantidade de televisores no mundo subiu para 116 milhões em 1962, 251 milhões no início dos anos 70 e 1,24 bilhão em 1994.92 Em 2008, somente a China, produz na ordem de 430 milhões de televisores que são consumidos por diferente camada social, além de exportar para outros países.93 Essa nova tecnologia multiplicou a capacidade humana de transformar, recriar, e inovar utilizando imagens e sons.94 A televisão passou a pautar as conversas, ditar a hora de dormir, a decoração da casa, a qualidade do que se come, dentre outras coisas. 95 De fato, enquanto a televisão fascina e também assusta, suas mensagens parecem querer ocupar todos os segmentos da sociedade. Ela passou a ser uma prodigiosa máquina que franqueia às pessoas o acesso ao melhor da arte, da ciência e da cultura universais. Com ela, o conhecimento chega através dos olhos e ouvidos, sem esforço, sem custos e com prazer. Cashmore revela que segundo uma pesquisa americana (1986), as pessoas demonstraram ter mais prazer com a televisão do que com comida, álcool, religião, dinheiro ou sexo.96

91 92

Cit. em Flávio Prado, Ponto eletrônico (São Paulo: Publish Brasil, 1998), 11-13.

Ibidem. Antonio Carlos Santomauro comenta que em 2005, no Brasil, os investimentos em mídia totalizaram R$ 21,9 bi, o que significa expansão duas vezes e meia superior à evolução do PIB (Produto Interno Bruto). Os maiores índice de elevação na participação no bolo publicitário foram obtidos por TV paga e revistas. “Mercado Publicitário Registra 7,4% de Crescimento Real”, Inter-Meios, 5 de junho de 2006, 10. Informações sobre a história do cinema e televisão, ver Asa Briggs e Peter Burke, Uma história social da mídia (Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004), 169-184. Marcelo Knörich Zuffo, “TV Digital Aberta no Brasil”, www.lsi.usp.br/interativos/nem/tv digital.pdf, acessado em 06/10/2008.
94 95 96 93

Deise Reis, “Mensagem subliminar na TV”, Entrevista com Unaspress em 17 de julho de 2002. Pereira Junior, 15. Sobre a possibilidade de haver manipulação na televisão, ver Blázquez, 501. Cashmore, 10.

102 No Brasil e na América do Sul, a primeira emissora de televisão comercial entrou em funcionamento em 18 de setembro de 1950,97 quando Assis Chateaubriand lançou a TV Tupi de São Paulo. O Brasil vivia um surto desenvolvimentista, com expectativas gerais de progresso pessoal e coletivo. A primeira transmissão interestadual ocorreu num jogo de futebol entre Brasil e Itália em 1956, no Maracanã. A Globo foi a primeira emissora com sentido real de rede no Brasil; além disso, ela veio com uma tecnologia de ponta para a época e revolucionou todos os conceitos existentes. A partir de 1970, os telejornais da Globo passaram a servir de modelo aos demais no Brasil.98 A televisão se tornou um mobiliário doméstico e social presente no lar de pelo menos 92% dos brasileiros, e ainda tem ocupado o lugar de muitos pais na educação de seus filhos.

Aspectos positivos da televisão Uma análise crítica da televisão revela aspectos muito interessantes e positivos que podem e devem ser explorados: as transmissões televisivas (1) ultrapassam barreiras políticas e culturais; (2) mantém o telespectador a par dos acontecimentos que ocorrem no mundo como se ele mesmo estivesse presente;99 (3) ampliam as fronteiras e permitem entrar em contacto com diferentes realidades; (4) utilizam recursos visuais; (5) usam a liberdade de escolha;100 (6) são um meio de lazer e entretenimento; (7) tornam-se acessíveis às pessoas

Quanto a isto, nota-se que o Brasil foi o primeiro país da América Latina, e o quinto do mundo (depois da Inglaterra, França, Estados Unidos e Holanda) a realizar uma transmissão televisiva. No dia 4 de julho de 1950, em São Paulo, foi apresentado o primeiro programa, com a participação do cantor Frei José de Guadalupe Mojica, pelo canal 3 da TV Tupi. A inauguração oficial foi dois meses mais tarde (18 de setembro). “Televisão: Trinta anos de Brasil”, Moc, setembro de 1992, 30, 31; matéria não autorada. Flávio Prado, 14, 16, 18. Para uma melhor noção acerca da televisão no Brasil e seus apelos para se obter maior audiência, ver Gontijo, 414- 430.
99 98

97

Paulo VI, encíclica “Comunio et Progressio", 148, cit. em Brázquez, 532.

Eloísa Dupas Penteado, A Televisão e os adolescentes – dissertação de mestrado apresentado ao departamento de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (São Paulo: Gráfica Sangirard, 1980), 133.

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103 incultas – milhares que são privados da leitura têm na televisão o apoio para suprir sua deficiência; além do fato de que (8) são uma forma muito viável para alcançar as pessoas com a mensagem da salvação.101 Apesar dos aspectos positivos que esta mídia trás para a humanidade, ela também exerce muitas influências negativas ao determinar o modo de ser, de pensar e de agir das pessoas. Ela acabou promovendo um novo estilo de vida dividido em três partes: trabalhar, dormir e assistir televisão. De acordo com o ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, “toda gente sabe o impacto causado pelos meios modernos de comunicação de massa, especialmente a televisão, na vida contemporânea”.102

Aspectos negativos da televisão Um dos principais aspectos negativos da televisão tem a ver com o conteúdo de seus programas. Muitos deles abordam temas agressivos ao pudor e a moral, como erotismo, traição conjugal, homossexualismo, filhos rebeldes, violência, crimes, vinganças e enredos voltados para o espiritismo. Confirmando estes malefícios, Cashmore descreve que a televisão

Ver “Dez medidas para não jogar fora sua TV”, RA, janeiro de 1973, 15, matéria não autorada. Quanto as vantagens da televisão, Hattemer e Showers descrevem que a TV é um dos mais poderosos instrumentos do mundo para transmitir a educação. Ela tem mais influência sobre o que uma criança aprende que seus pais, igreja, e escola combinados. Barbara Hattemer e Robert Showers, Don´t Touch that Dial (Lafayette, IN: Huntington House, 1993), 18. Nichol reconhece que uma obra promissora esteja sendo realizada por esta mídia; ele assegura que seria questionável mesmo o gasto para compra de um aparelho, por sermos o povo de Deus que necessita santificar-se para o avanço de Sua causa. Francis D. Nichol, “Caixa de Perguntas”, RA, janeiro de 1966, 39. Hattemer e Showers entendem que a indústria americana de entretenimento, através da televisão, música, filmes e programas de rádio, controla acima de 75% do mercado mundial. Fernando Henrique Cardoso, no prefácio de Jorge Werthein, Meios de comunicação: realidade ou mito (São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1979), xiii. Quanto a isto, Marly Timm ressalta que com esta revolução cibernética, a família mudou. A comunicação oral se perdeu. A família não sabe mais dialogar e aquele momento de conversar em volta da mesa se foi. Cit. em Andréia Moura e Cigredy Neves, “Mentes Midiatizadas”, ED, ano 10, 17:20. Para um estudo acerca da presença da televisão na sociedade atual, ver M. Alfonso Erausquin, Luis Matilla e Miguel Vásquez, Os teledependentes (São Paulo: Summus Editorial, 1983), 15-133.
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104 deteriora o cérebro, deixa as pessoas violentas, manipula os hábitos de consumo, manipula politicamente e desestimula o hábito da leitura. 103 Outro aspecto negativo tem a ver com a influência quase magnética exercida pela televisão. Dificilmente quando uma família está assistindo algum programa, ocorrem interações onde cada um pode expor alguma dificuldade ou pedir conselhos sobre algum problema. Dessa forma, o tempo dedicado à televisão se torna exclusivo. Autores de prestígio observam os seguintes problemas associados aos programas oferecidos pela televisão: (1) rouba parte do tempo que seria útil para outras finalidades importantes;104 (2) afasta o telespectador de tarefas urgentes a serem cumpridas; (3) cria dificuldade para se voltar ao mundo real e aceitar a vida como ela é. A pessoa acaba tendo replays mentais daquilo que viu, ou seja, a mente devaneia no irreal; (4) incentiva distorções de sexualidade e apatia em relação à violência. 105 (5) incentiva uma preferência pela vida “fabricada”, em detrimento de uma experiência original;106 (6) incapacita para emoções autênticas; (7) veicula temáticas polêmicas sem qualquer critério, sendo responsável pela distorção da realidade;107 (8) provoca um super-estímulo dos sentidos que incapacita para atividades que exijam concentração; (10) impõe mudanças de personalidade e estilo de vida,

Cashmore, 10. Para mais informações acerca do fascínio, modelos e linguagem da TV, ver Ciro Marcondes Filho, A televisão, a vida pelo vídeo (São Paulo: Moderna, 1993), 36-49. Hamblin e Haus, 23-25. Boa parte dos conteúdos apresentados na televisão pode tornar-se tão atraente, tão divertido, tão cativante, que os telespectadores além de gastarem mais tempo assistindo, ficam mais íntimos dos personagens do que dos familiares, dos amigos, ou mesmo de Deus. Ibidem, 24. Para mais informações, ver também Daniel Scarone, “Outra visão da televisão”, Dc, julho de 1985, 10.
105 106 104

103

Hamblin e Haus, 28.

Central de diretores JA, 6 de abril de 2005, www.ministério.com/pequenosgrupos/ comodomaratelevisão; texto não autorado.
107

George A. Tichy, “Interferência da televisão”, RA, abril de 1982, 7, 8.

14:3. Dg. a Bíblia também diz: “Pode. em Moura & Neves. . Os programas devem ser analisados na perspectiva cristã positiva. e se tornarão virtuosos. e pior. “Como escolher o que assistir”. o etíope mudar a sua pele ou o leopardo [mudar] as suas manchas? Então podereis fazer o bem sendo ensinados a fazer o mal” (Jr 13:23. Cit. Marly Timm acredita que “não temos que ser anti-informação.111 Concernente aos aspectos negativos da televisão na vida da criança e do adolescente. acaso. e tem prazer no pecado (Sl 51:5). Mas temos que ter bem definidos os critérios de seleção.109 Além do mais. e. 18-23. cit. anti-televisão. cit. Daniel Reynaud. principalmente quando a criança ainda é pequena”.112 Além do mais. 66 e 67. Ibidem. porque depois. No entanto. “Comunicação. maio de 2004. Cashmore destaca que os programas de televisão podem causar a morte das faculdades críticas dos adultos. envolvimento e curiosidade. irrelevante e ainda corre o risco de desligar-se da sociedade. 20. em Pereira Junior. FC. 13. 15-17. a televisão tira mais coisas de nossos cérebros do que coloca. João Paulo II. Almeida edição revista e corrigida). Acerca da vida segundo a TV. ela é responsável por doenças físicas e mentais. e Alexandra Penhalver. a teoria da “saturação” deve ser considerada diabólica porque vem de encontro à verdade bíblica que o homem possui natureza corrompida. 110 111 112 109 108 Cashmore. (13) aumenta a susceptibilidade às doenças devidas ao sedentarismo.105 prejudicando até o horário de dormir. Nesta ponderação. Este autor sugere a rejeição da mídia que ignora a realidade do mal e suas conseqüências. Educadores e pesquisadores também afirmam que proibir não é a solução. para que os valores sociais e cristãos sejam enaltecidos. 133-187. White revela um princípio básico: Reynaud comenta que privar-se inteiramente da mídia e seu potencial parece pouco realista porque a mensagem cristã pode tornar-se isolada. Cit. Incomunicação ou Espaços Vazios?”. (15) promove ideologias anti-cristãs. até saturar. muitos imaginam que eles devem ver tudo que é mau. pela própria saturação. ver ibidem.110 Jib Fowles acrescenta que. como material de fantasia. 2002. acabarão se desgostando do que viram. 80-84.108 (11) promove o distanciamento familiar e o consumismo. em ibidem. (16) inibe a criatividade. em Patrícia Silva. ver Hamblin e Haus. Para mais informação sobre a influência da TV. 45-50. 12.

ou qualquer outra instância de socialização tradicional. Instrutores insensatos. 115 116 . Ibidem. e outras instituições de lazer e entretenimento. assistir televisão para muitas crianças é questão de fidelidade. a tarefa de “formar” e “socializar” as novas gerações. a qual exibe 1. formando os exércitos de brincadeira e o colocando à sua frente. a televisão assume a companhia. 2002). Vasconcelos acrescenta que “não existem mais crianças.423 crimes em uma semana de desenhos animados. como comandante. e quão amplamente diversa poderia ter sido sua história. a família.114 Com isso. pelo menos duas perguntas necessitam de respostas: Qual a relação da mídia com a violência na sociedade? Quais os efeitos da violência televisiva sobre o comportamento das crianças e dos jovens?115 Para Belloni. 196. A formação na sociedade do espetáculo (São Paulo: Edições Loyola. no sentido literal da palavra. Maria Luiza Belloni. 106. 1986). nem espaço para lazer sadio. Ibidem. mostrando material pernicioso. Ademais. informa-se que as bases do caráter são lançadas na infância e é exatamente nessa fase da vida que tempo em demasia é gasto diante da televisão. como novelas ousadas. 88% dos adolescentes a partir dos doze anos identificam-se com personagens da televisão brasileira. Orientação da criança (Tatuí.116 Diante dessa afirmação. imbuindo-lhe o jovem coração do espírito do Evangelho. inspiraram-lhe o amor à conquista.106 O caráter de Napoleão foi grandemente influenciado por sua educação na meninice. Diante disso. De acordo com Maria Luiza Belloni. seriados picantes e programas sensacionalistas que reforçam preconceitos e desprezam valores humanos. Aí foi posto o fundamento de sua carreira de lutas e derramamento de sangue. pois a televisão 113 114 Ellen G.113 Assim. Fossem os mesmos cuidados e esforços dirigidos para torná-lo um homem bom. White. a igreja. SP: Casa Publicadora Brasileira. a televisão divide com a escola. 107. se um juvenil não tem os pais presentes para integrá-los a ambientes saudáveis. 96 e 97. O tempo exposto à televisão é maior do que o destinado à escola.

Para informações quanto à participação da TV na construção da visão de mundo das crianças. Desta maneira. as pessoas do Brasil copiam um modelo de sociedade americana competitiva. SP: Papirus. e mesmo que elas não estejam preparadas para encarar o que assistem. (3) falar e ouvir o filho. . pois eles copiam tudo: a moda. “Janela Indiscreta”. Televisão. (4) limitar o tempo dedicado a televisão e. não cobra salário ou encargos e ainda consome pouca energia elétrica. os costumes. (5) se possível. acompanhar o que o filho vê.117 De acordo com Cashmore. podem ser: menos desempenho escolar. Natanael Bernardo Pereira Moraes. Sendo assim. 118 119 117 Cashmore. 94% dos encontros sexuais nas novelas ocorrem entre pessoas não casadas. imaginário e educação (Campinas. Ibidem. num verdadeiro processo de auto-alimentação. a televisão produz uma verdadeira desordem cultural e ainda desconsidera a autoridade paternal. ST. menos desenvolvimento social e aumento de peso. na cena doméstica. 1988). menos exercício físico. porque ela distrai a criança com entretenimentos variados. Além do mais. criança. maio e junho de 2000. (2) colocar Deus dentro da família por meio do culto familiar. Teologia e Ética do Sexo para Solteiros (Engenheiro Coelho: Imprensa Universitária Adventista. 11. os efeitos da televisão são tão prejudiciais que chega a expor as crianças ao mundo antes velado dos adultos. 119 Outro aspecto digno de destaque é que a aprendizagem realizada pela criança mediante esta mídia é sempre de mão única e pode ser compartilhada por todas as crianças ao mesmo tempo.107 amadureceu e envelheceu a todas. ver Elza Dias Pacheco. De acordo com pesquisa feita por Moraes. a nova ideologia vai entrando aos poucos na mente delas e formando uma sociedade muito debilitada. No entanto. assim a televisão assume um papel de nivelador social. e a aprendizagem Ibidem. 71118. Michelson Borges apresenta alguns passos para ajudar na seleção dos programas que vai assistir: (1) diálogo com o filho sobre os efeitos negativos da mídia. consumista e profundamente televisiva. os pais deixam os filhos assistirem televisão na maior parte do seu tempo livre. 14 e 15. Moraes acrescenta que os efeitos negativos provocados pela televisão na criança. menos interação com a família. eles não dão conta que a mídia substitui identidades e ideologias por padrões impostos pela lógica do mercado econômico e pelas manipulações políticas e ideológicas. 118 Neste contexto. 188.”. A maioria dos jovens contemporâneos é uma [cópia] xérox. e estabelecer valores e limites. a sociedade é fortemente influenciada pelos próprios meios de comunicação. etc. 2001).

97. . dão prazer. explosões e brigas que obscurece a compreensão da realidade. os hábitos gerais e. Para ele. M. provavelmente. Essa reação pode conduzir o espectador a uma fuga de sua própria realidade. repetidas sem cessar. paralisando sua capacidade de ação e reflexão. mas. 109. cit. um dos presentes de maior alcance que você pode lhe dar do ponto de vista do desenvolvimento.121 Buckingham comenta que “algumas crianças são tão fascinadas por filmes de terror que podem conversar com o adulto sobre seus efeitos”. Ibidem. Limitar radicalmente o tempo durante o qual seu filho assiste televisão antes dos 10 ou 11 anos de idade é. mas também fazem-nas ficar tristes ou aflitas. a cultura.120 Belloni ressalta que essa “sub-cultura televisa” bate contra os agentes socializadores tradicionais – a família e escola.123 120 121 122 123 Cit.122 Buckingham que ressalta “as crianças são afetadas pelos filmes. além de colocar a criança em situações psicologicamente complexas que elas ainda não tem capacidade para compreender e dominar. a habilidade de ler e escrever. a longo prazo. tanto positiva como negativamente”.108 torna-se mais superficial. Além disso. O hemisfério esquerdo controla o pensamento verbal e racional. Belloni acrescenta que as mensagens televisivas atuam sobre o inconsciente e o imaginário. de raciocinar. ao mesmo tempo em que têm prazer. RS: Artmed. 113. sentem medo ou ficam perturbadas por aquilo que viu. podendo afetar os gestos. A curva da aprendizagem (Porto Alegre. acabam construindo uma realidade cheia de guerras. as representações (reais e fictícias) da violência. Winn ressalta que a televisão em excesso desenvolve o hemisfério direito do cérebro em detrimento do esquerdo. em ibidem. as duas reações vêm juntas. em Judith Marks Mishne. 1996). organizar idéias e conceitualizá-las com palavras faladas e por escrito. Davi Buckingham. as atitudes. Belloni. Sendo assim.

terá pouca motivação para exercitar criativamente sua mente. Para mais informações. afirma-se que não é todo ato de violência na mídia que trás preocupação. em Rubens Lessa. ver também Fernando Iglesias. 7 e 8. a televisão pode entorpecer como qualquer droga”. fator que contribui para o comportamento violento. “Televisão e comportamento. 20 lutas. Euclides Quandt de Oliveira comenta que em cada 100 horas de programação infanto-juvenil o espectador assiste em média doze assassínios. RA. 111. em Roberto Lizuka. Tichy. 39. Tichy também enumera seis tópicos em que a televisão influencia negativamente a vida humana: 1) Inteligência: Uma criança que fica exposta diante da tela durante seis horas diárias. RA. Ibidem. Quanto a isto. aponta que nenhum estudo aponta ser a violência na mídia o único.”. 125 126 124 Cit. 31 de julho de 1977. ou mesmo o mais importante. em ibidem. nem toda criança ou adulto são afetados. 12. Roberto Kubey descreve que “em vez de divertir ou educar. abril de 1982. 127 Rubens Lessa. o sexo. setembro de 1989. Cit. “Televisão e Comportamento. 21 fuzilamentos. RA. Em pesquisa conduzida nos EUA a respeito da violência na televisão sobre os espectadores. “Lazer televisivo”. No entanto. estrelas do mundo pop e músicos. 20 acidentes com armas de fogo. para as meninas. 32 ameaças e nove chantagens. Além disso. seis tentativas de suicídios. são os modelos agressivos (30% dão a si o nome de um herói de ação).126 além de banalizar a violência. “Consumindo ou sendo consumido”. . ou pelo menos influenciando os adultos mediante informações tendenciosas. janeiro de 1979. porque ali não precisa exercer a capacidade de julgamento e avaliação. há clara evidência que a exposição à violência na mídia contribui de forma significativa para a violência no mundo real.127 Além de tudo isso.. nove facadas. realizado em 23 países. mostraram como os heróis da mídia são usados como “modelos” pelas crianças para os meninos. a linguagem. Está Você Imune?”.. 26. Sartori enfatiza que após formar a criança. ver Reynaud. 12. nove incêndios. 5-7.124 Esta pesquisa demonstrou que o ato de ver violência na mídia pode levar a dessensibilização emocional em ralação à violência do mundo real e às suas vítimas. dois linchamentos. Cit. ESP.125 Ela é capaz de influenciar as estruturas individuais em qualquer estágio da maturação humana. a negação dos valores éticos e contrapor os valores transmitidos por pais que tentam educar corretamente os filhos. a televisão continua formando.109 Estudos da Unesco (1996-1997).

Sendo assim. professores e outros adultos do seu círculo de amizades pelos tele personagens e heróis. por isso mesmo. lugar onde muitas características da personalidade são modeladas. exaltação à infidelidade conjugal. e neste processo os modelos colocados diante do indivíduo se tornam de grande influência. em Moura & Neves. Muitas delas preferem o vídeo à companhia dos pais. As pessoas vão se acostumando ao que vê e o anormal passa a ser visto como aceitável. Alves cita que segundo alguns psicólogos. sensibilidade para com os valores humanos. . valorização do espiritismo.128 Não é fácil modificar os módulos mentais formados de acordo com modelos negativos presentes no ambiente. No ambiente do lar são gerados estímulos que contribuem para a formação dos sentimentos afetivos. a criança terá grande lastro emocional e tornará menos susceptível a influência negativa da televisão.110 2) Caráter: A grande maioria dos valores relacionados ao caráter são adquiridos. em lugar de cantar hinos cristãos. consumo de drogas e bebidas. muitas crianças têm substituído progenitores. como ternura. 3) Estrutura familiar: As pressões são cada vez mais fortes para isolar a pessoa de seu convívio familiar. Acerca do mundo “inocente” de Walt Disney. 4) Comportamento social: O que se aprende são resultados de modelos que vão sendo acoplados à estrutura humana. Marly Timm enfatiza que na infância a criança ainda está extremamente receptível às influências dos pais e que. respeito para com os semelhantes. 39. 8. 23. dissolução de famílias. bondade. 5) Práticas religiosas: Nos momentos de solidão.129 Tichy. ver Lizuka. Alguns modelos vistos hoje são: comportamentos homossexuais e de prostitutas. Entretanto. as crianças estão cheias do que se mostra na televisão. 129 128 Para mais informações acerca importância da estrutura familiar na formação da criança. eles devem exercer sabedoria para filtrar tudo que irão apresentar aos filhos. e gravidez precoce e indevida. tomando-os como modelos na estruturação de suas personalidades. Cit. desde a infância os filhos devem ser influenciados com os valores que os pais desejam ver no seu futuro adolescente. se há uma boa estrutura familiar. etc.

O termo “vazio”. o verdadeiro sentido da vida implica ao homem voltar a relaciona-se com Deus. educar e entreter. René Rogelio Smith. com a natureza e com o próximo. de fato. No entanto. Naturalmente. 7-9. pois pode levar a uma auto-suficiência. é decisivo para que ele entre em intimidade com Deus. De acordo com Smith. “A Proposta Pedagógica Adventista”. seja negar um momento íntimo consigo mesmo. E muito do futuro do indivíduo dependerá de como este vazio foi preenchido anteriormente. no UNASP-EC. talvez. todos estes fatores contribuem em grande escala para a influência negativa da televisão. um fator significativo. Conclusão É inegável que a mídia televisiva pode ser utilizada como uma ferramenta útil para informar. para conhecer o próprio interior. Simpósio realizado em janeiro de 2008. para que isso efetivamente ocorresse.131 E não se pode olvidar que o momento íntimo da pessoa consigo mesma. O auto-conhecimento sem Deus é infrutífero. . é o encontro do indivíduo com ele mesmo.130 Tichy afirma ainda que a televisão rouba de maneira eficaz e cabal estes momentos de vazio. É no vazio do ambiente e do espírito que começa a percepção de certas realidades pessoais e espirituais. indica uma pausa individual em meio aos afazeres da vida para uma introspecção acerca do real sentido da vida.111 6) Preenchimento do vazio: Este é. palestra proferida no Encontro Nacional de Professores Universitários Adventistas. nesta abordagem. e a partir daí começam a se formar mentes completamente incapazes de exercer autodomínio e que entrarão em colapso diante de exigências difíceis da vida. O maior pecado da televisão. preenchendo-os com um conteúdo nada apropriado. Ibidem. 130 131 Tichy. O vazio a sós. no Éden. é fator de graves reflexos na estrutura da personalidade e na composição do caráter. conhecido em psicologia como sendo de importância para a saúde mental. os responsáveis pelas programações exibidas deveriam ter uma consciência moral adequada para barrar programas de baixa qualidade e incentivar aqueles que forem realmente enriquecedores. vínculos destruídos com a transgressão.

”. que é. a partir de projetos desenvolvidos por agências do Departamento de Defesa Americano. Invenções como o telégrafo. “Dez medidas . Verifica-se que as emissoras de televisão são defensoras de interesses econômicos. 15. Nathaniel Hawthone escreveu que “mediante a eletricidade.133 Era da Internet Em 1851.112 Mas o que pode ser visto é exatamente o oposto. ao invés de apenas informar a realidade. Ibidem. cada cristão deve priorizar tempo para a comunhão com Deus. praticamente todo o conteúdo veiculado acaba manipulando a mente dos telespectadores para que absorvam o que foi transmitido sem análise ou julgamento. gerando atitudes nas quais a pessoa passa a gostar do que não interessa e a comprar o que não precisa. preocupadas em manter a viabilidade das telecomunicações em caso da ocorrência de uma 132 133 134 Lizuka. 1997). que vibraria em milhares de milhas em um só ponto estático de tempo”. DC: McGRAW-Hill Interamericana. o mundo da matéria se converteria em um grande nervo. Don Tapscott. fundamentado nos princípios da Bíblia. estabelecer limites para aquilo que assiste. e. o telefone. La economía digital (Santafé de Bogotá.134 Durante mais de um século. 132 Portanto. 135 . 6-8. 7-9. a humanidade deu passos para tornar realidade a visão de Hawthone.135 Nicholas Negroponte menciona que a internet surgiu no final da década de 1950. ao mesmo tempo. exibir programas formativos e entreter de forma sadia.. um mecanismo de disseminação de informações e um meio de interação entre indivíduos independente da localização geográfica em que se encontram.. o rádio e a televisão prepararam o terreno para o surgimento da internet. 8. com avanços cada vez mais significativos na mídia em geral. políticos e ideológicos e.

A idéia central desses projetos consistia em interligar centros militares por meio de computadores. 232. 140 . de interesse militar. 2000). H. 269-307. passaram a conectar-se também a pesquisadores de centros acadêmicos dos Estados Unidos. As pessoas vivem a maior 136 137 138 139 Nicholas Negroponte. A internet hoje é considerada a segunda mídia mais abrangente. 232. Costella. milhares de redes internas interligaram-se. 69. aceleram o fluxo de investimentos internacionais. a partir de 1975. 2001). tornando viável informar a cada instante tudo o que estava ocorrendo no espaço aéreo da América do Norte.113 guerra nuclear. ver Wilson Gomes. Mudanças na comunicação pessoal (São Paulo: Edições Paulinas. os outros 50% representam as classes C. Para mais informações. 1995). Para mais informações acerca da internet. 137 No Brasil. D e E. teve início o acesso às redes por meio da RPN. Sandra Regina da Silva. Agosto de 2005. 77-87.138 A ampliação da internet para pessoas comuns tomou impulso com a oferta de novos serviços em 1991. com a criação da www. 155-165.140 Ademais. as quais. 108. Downing. 233. estabeleceram-se redes interligando a comunidade científica em geral. 20 e 21. 231.139 Atualmente (junho de 2008). só perdendo para a televisão aberta. Por meio dela. Rede Nacional de Pesquisas. MM. “Internet é Mídia Social”. mais massiva. que congregou as principais instituições educacionais do País. ver John D. 23 de junho de 2008. na Suíça em 1989. A vida digital (São Paulo: Companhia das Letras. e José Manuel Moran. ela continua crescendo e nesse processo de globalização. Fmct. incluíram intercâmbio internacional. Ibidem. As redes iniciais. Mídia radical (São Paulo: Senac. Ibidem. 232.136 Na década de 70. a internet abrange todas as camadas sociais e mais de 50% dos internautas representam as classes A e B. em 1990. “Internet e Participação Política em Sociedades Democráticas”. em Genebra. envolvidos com pesquisas para fins bélicos. organizando-se o tráfico mundial de informações trocadas por meio de computadores.

pensa-se conectar todas as salas de classe à internet objetivando prover os estudantes de computadores. organizações. e que buscam ou disseminam informações.. homem e máquina. Aspectos positivos da internet A internet não é nada mais do que um espaço virtual livre onde as pessoas podem colocar ou buscar qualquer informação à disposição de outros usuários da rede. 59. a televisão a cabo.142 estando também sujeitos a críticas e sugestões por parte daqueles que querem se manifestar. qualquer um pode expressar suas idéias. democracia e autoritarismo. tornando-se assim um ambiente de comunicação ideal para vozes que não costumavam ser ouvidas por estarem à margem dos fluxos predominantes da mídia. passaram a ser parte integrante do ensino. Outra vantagem da internet é que ela se constituiu em um meio alternativo de comunicação. Com isso. Nesse sentido. em vista do crescente número de usuários. etc. “Liberdade e autonomia – As novas tecnologias da comunicação podem mudar as estruturas de poder das sociedades democráticas” Acct. com a nova tecnologia focalizando o futuro. 2º semestre de 2003. 142 141 . Desta maneira. deixaram de existir dentro do ciberespaço. a internet se tornou uma poderosa ferramenta que facilita o contato entre pessoas. Cress descreve que. Quanto a isto. especialmente a internet. Por ser um ambiente livre de controle. Além disso. humanidade e ciências técnicas. como troca de experiências e informações. o vídeo cassete). barreiras que existiam anteriormente e que dificultavam as pesquisas. James A. os meios eletrônicos (os computadores. Vanderlei Dorneles observa que as novas tecnologias. pode-se facilmente atrair pessoas de perto e de longe para a Neste tempo pós-moderno. Tratar-se-á a seguir dos aspectos positivos da internet.114 experiência de liberdade já experimentada pelo ser humano. acirram o debate entre liberdade e controle. a internet pode ser ainda utilizada como um eficiente meio de evangelização.141 Grupos democráticos e antidemocráticos têm seu espaço de manifestação na rede.

Mn. cit. cit. Marcos De Benedicto compara a internet com o jardim do Éden.com. mas ela apresenta também muitos riscos para todos os usuários. não há censura.148 (4) pode ocorrer perda financeira. Cress. 148 Borges. isto é. 14. perda de privacidade. em www.115 história de Jesus e Seu amor. (Grand Rapids. 143 E segundo Raafat Kamal. Para uma melhor noção acerca dos perigos da pornografia na internet. 145 146 147 Marcos De Benedicto. existem outros problemas relacionados à internet: (1) a rede não tem um controle rígido que impõe limites sobre o que é divulgado. onde podem ser encontradas as forças do bem e do mal.com/ perigosdainternet. ver Jason D.145 Além disso. 1997).br. rápido e econômico. 149-154.canaldaimprensa.glooge. texto não autorado. o percentual da população mundial que emprega a internet para propósitos religiosos aumentou em dois terços de 1998 até 2007. ela também apresenta aspectos preocupantes e que motivam vigilância.com.147 (3) há um afastamento dos usuários de seus relacionamentos sociais e muitos acabam perdendo completamente o contato com a realidade. em www. nas diferentes faixas etárias. 143 144 James A. “Dynamic New Computer Resource for Pastors”. “Perigos da internet”. tanto privado como público.146 (2) isso acaba facilitando a disseminação de conteúdos de caráter perigoso e duvidoso sob todos os aspectos. apresentando excesso de dados e informações desvinculadas de valores e princípios éticos. perda de credibilidade. cit. MI: Baker Books. “Mídia e Religião”.144 Contudo. Ibidem. que possibilita a interação imediata com gente de todo mundo. 25. não hierarquiza as informações. Chistian Cyberspace Companion. No entanto. acessado em 10/11/2007. em www. Inegavelmente. secretário de campo para a região Trans-Européia da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Raafat Kamal. setembro de 1997. ela é uma ferramenta com acesso fácil.live. Baker. apesar dos progressos oriundos desta mídia. . Aspectos negativos da internet A nova tecnologia possui inegáveis vantagens.

151 150 149 . A criança e a máquina. ver Sonia Virgínia Moreira. 158. Tapscott. estes são indícios fortes de dependência. aumentam também os riscos de as crianças serem expostas a material impróprio. Alison Armstrong e Charles Casement.150 Não é apenas o tempo gasto com a internet. Muitos patrocinadores do uso do computador conectado em rede acreditam que ele estabelece um ambiente capaz de nutrir aprendizes independentes e motivados. As possibilidades de distrações são infindáveis. Cecilia Von Feilitzen e Ulla Carlsson. XXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. mas também o tipo de dedicação que indicam dependência. e não há como salvaguardar a privacidade diante de tal realidade. ele poderá apresentar queda na qualidade do trabalho e diminuirá qualquer tipo de relacionamento fora do mundo virtual. e os computadores podem enriquecê-las.151 Afirmam que as salas de aula são pobres em informações. sem um Acerca dos aspectos éticos nas publicações eletrônicas. (Porto Alegre. 2003). Se o indivíduo perde horas de sono com esta mídia. 1999). 157. 2001). muitas vezes sem custo financeiro. Para Don Tapscott a medida que as comunicações humanas entram em rede. ética e sociedade (Belo Horizonte: PUC-Minas. E as crianças são incapazes de lidar com as informações. 15. Feilitzen e Carlsson ressaltam que a medida que o uso da internet aumenta. Anais – intercom 2003: Mídia. 5. Contudo. RS: Artmed. 62. Desta maneira. escolher por onde andar na internet é como caminhar em um Shopping Center gigante – existem muitas coisas interessantes para deslumbrar os olhos. A criança e a mídia (São Paulo: Cortez. 127. 482. difamação e processos judiciais. são conectados quantidades e tipos inimagináveis de informações.149 e (5) a disponibilidade e facilidade das informações. em particular a atividade criminosa de pedófilos e exploradores de pornografia com crianças. incita o usuário a ficar viciado no uso da rede. olham as imagens mais que os textos e aprendem muito pouco.116 roubo de informações.

63 e 64. as crianças são incapazes de distinguir entre o importante e o trivial. A internet pode levar uma separação do corpo físico da “presença” em um grau tão elevado que a nossa identidade se perde nesse emaranhado tecnológico. mesas de trabalho mal-projetadas. até enxaquecas e cansaço dos olhos. Além disto. A pornografia internética se expande amplamente e de maneira tão capciosa que até mesmo pessoas consideradas idôneas e honradas são vítima deste espaço 152 153 154 Ibidem. As lesões mais comuns são doenças musculoesqueléticas que entram na categoria ampla das lesões por esforço repetitivo. Por conseguinte. primeiro semestre de 2007. “As Novas Tecnologias e a In(ex)clusão Social. trabalho por muito tempo sem intervalo. desde os musculares. 153 Ana Maria de Moura Schäffer comenta que formas diversas de esquizofrenia produzem um gosto demasiado pelas criaturas virtuais. as vozes vindas da tela não substituem a fala dos pais ou professores. em nossos dias. e o resultado se vê no descalabro moral progressivo que. . Ana Maria de Moura Schäffer. técnicas inadequadas. os computadores podem contribuir para uma ampla variedade de problemas. é evidente que usar esta tecnologia de forma impensada é arriscar-se em terreno perigoso. Lingüística e Digital”. das juntas e danos aos tendões. Ibidem. caracteriza o comportamento humano. 152 Igualmente. nº 12. o número de visitantes de sites sexuais sobe a vários milhares. porém. Causado por combinação de má postura.154 Assim.117 direcionamento constante. porque não estão conectadas com uma presença humana que dirija a atenção da criança àquilo ao redor e responda às suas reações. Alison Armstrong e Charles Casement descrevem que professores e pais tem introduzido crianças pequenas ao computador na crença de que a tecnologia irá acelerar a aprendizagem dos filhos. Acch.

1986). 15.. além de tornar o usuário incapaz de fazer qualquer escolha saudável.155 De acordo com Alberto R. Nova enciclopédia barsa (São Paulo: Encyclopédia Britannica do Brasil. 158 157 Reynaud.158 155 156 Catharina Bucht e Cecília von Feilitzen. ed. . Para um estudo mais detalhado acerca da evolução dos diversos meios de comunicações midiáticas. a internet permite o acesso para toda sorte de bênção e maldição. a identidade e conduzir a pessoa para longe da vida real. “Comunicação”. De fato. pois a internet se tornou um “paraíso encantado” que pode afetar o pensamento. Alberto R. 81. conviver neste contexto midiático e não se tornar vítima de seus mecanismos é uma luta a ser travada a cada momento. 38. Sendo assim. a internet quebra as barreiras da distância e faz com que o mundo esteja virtualmente na ponta dos dedos. 157 Desta maneira. “Estaria a Internet Preparando o Caminho para os Últimos Acontecimentos” An. 33. João Augusto Macedo Costa. ver Marshall McLuhan. com apenas um clique. 156 Conclusão De fato. outubro-dezembro de 2003. Timm. A criança e a mídia (Brasília: Edições Unesco. 2002). as pessoas possuem a imensa responsabilidade de utilizar as potencialidades desta comunicação objetivando a proteção da mente. Timm. a presente globalização da verdade e do erro está colocando a humanidade em uma situação semelhante à de Eva diante da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2:15-17. 319-323. Lizuka. refugo e dejetos de uma sociedade corrupta encontra o seu espaço nesta mídia. onde cada pessoa necessita escolher entre a fidelidade a Deus e os atrativos oferecidos pelas hostes do mal. Catharina Bucht e Cecília Von Feilitzen acrescentam que a maioria dos estudos sobre a influência da mídia na vida das crianças destaca os aspectos nocivos. todo o lixo.118 virtual. 3:1-8). Caso contrario. ela poderá entorpecer os valores morais e espirituais.

Propaganda subliminar multimídia (São Paulo: Summus Editorial. 13. e que produz efeitos na atividade psíquica ou mental. qualquer estímulo produzido abaixo do limiar da consciência. 19. 1998). As mensagens ou propagandas subliminares são veiculadas nos mais diversos canais de comunicação como internet. Quanto a isso. rádio. músicas. bonecas. Reinaldo Brose. 254.159 Os meios comunicação especializaram-se em novas formas e técnicas para influenciar de alguma maneira o ser humano. revistas. jornais. 161 Com esta ênfase a mídia se tornou uma espécie de religião. 1992). outdoors. informática. 1973).119 Impacto da Mídia sobre a Mente Humana A partir de 1970. no entanto.163 ou como a psicologia o coloca. 162 163 Erbolato. Deste modo. ocorreu um explosivo desenvolvimento da mídia. teatro. 159 160 161 Ibidem. o plano original de Deus era que as diversas formas e meios de comunicação contribuíssem para ajudar a construir no ser humano uma identidade social. embalagens. histórias em quadrinhos. vídeo games. principalmente a televisiva e a cibernética.160 A potencialização e perpetuação da cultura do desejo. Considera-se subliminar qualquer estímulo que não é percebido de maneira consciente. ver Ferrés. 10-17. destaca-se: 1) A mensagem subliminar. Flávio Calazans. TV. com mais adeptos que as igrejas mais freqüentadas. . Joan Ferrés. RS: Artmed. Comunicação cristã (São Paulo: Imprensa Metodista. fliperamas. tem tornado as pessoas prisioneiras de seus próprios sistemas consumistas. Televisão subliminar: socializando através de comunicações despercebidas (Porto Alegre. com a mudança do contexto perfeito para o pecaminoso.162 Em realidade. 54. 14. coube ao homem filtrar as influências que podem moldá-lo negativamente. entre os elementos associados ao processo de comunicação cujos resultados exigem total consideração. cinema. 18.

2002). concebido tradicionalmente como uma simples etapa intermediária entre a retina e as áreas visuais do córtex. Segundo Dick Duerksen.120 vitrines e outros. conferindo-lhes significação. seja na revista. recebem menos de 20% de suas aferições da retina. comerciais e outros. pois não dá opção de escolha. A pessoa não nota alteração. etc. Os fatores cognitivos exercem. Deus pode lembrar a alguém dos seguimentos que se enquadram com Seus Para um estudo acerca de estratégias para se alcançar o primeiro lugar na mente de uma pessoa. Jacob Bazarian comenta que as informações entram de contrabando e se depositam no subconsciente. uma influência determinante nas informações que chegam às áreas visuais. . pois. 165 166 164 Ferrés. como acontece normalmente com outra comunicação. Cit. Posicionamento: a batalha por sua mente (São Paulo: Makron Books. em Borges. as imagens que uma pessoa assiste ficam armazenadas em uma porção recuperável do cérebro.165 Nossos olhos focam sempre o objeto principal das imagens. Então. As imagens são absorvidas a nível subliminar e remetidas sutilmente ao nosso cérebro em um nível sub-visual e involuntário.166 e não lhe é dada a opção de aceitar ou rejeitar a mensagem. e na adoção de uma filosofia ou ideal. mas ocorre o registro que fica no subconsciente. na televisão. 34. um banco de memória ao qual somente Deus e Satanás têm acesso. Este procedimento subliminar fere um princípio divino chamado livre arbítrio. As células do corpo genicular lateral. ver Al Ries Jasck Trout. 27. A retina não é o fator principal no processo visual. mais de 80% provém de diversas zonas corticais. O melhor caminho a ser adotado em nossa sociedade com excesso de comunicação é o da mensagem super simplificada e refinada. Nos bastidores. E seus efeitos podem acontecer mesmo ao folhear uma revista ou quando se depara com cartazes e outdoors. Investigações realizadas no campo da neurofisiologia da visão demonstram que o que a pessoa vê está condicionada numa proporção mínima pelas informações que chegam diretamente à sua retina. 11-30. com objetivos políticos. É o cérebro que processa os sinais luminosos enviados pela retina. seja na compra de um produto. É a mente que realiza a operação de estruturar as formas. nos quadros.164 Segundo Joan Ferrés. internet e outros. O olho atua como um simples sensor. nas paisagens. porque não provém dela a maior parte das informações.

167 No entanto. 21. 1999). parecia haver uma nova ênfase no ato de ver.168 Em 1851 já havia centenas de estúdios de daguerreotipia (fotógrafos ambulantes) na cidade de Nova Iorque com gente fazendo fila para tirar retrato. época em que o cinema foi inventado. como um grande mestre nesse processo. Como o entretenimento conquistou a realidade (São Paulo: Companhia das Letras. não obriga o homem a seguir Seus caminhos. antes. Neal Gabler relata que. embora Deus recomende que haja escolha pelo que é correto. O efeito que as imagens tiveram sobre a mente dos americanos fez com que a imprensa gráfica se tornasse revolucionária. que enquadra com seu objetivo. “Escolha bons filmes”. Ele. na categoria de Criador. Por conseguinte. ST. Abandonavam princípios para investir contra o caráter de indivíduos e revelar todos os seus vícios e fraquezas. ocorreu a revolução gráfica nos Estados Unidos. 169 Estes procedimentos tornaram-se tão comuns que nos dias atuais o ser humano é 167 168 Dick Duerksen. que fazia um apelo grosseiro e aberto às paixões de seus leitores. 2) Impacto das imagens. março de 1998. no momento em que a pessoa está no limiar de uma decisão.121 propósitos. Por toda parte nos EUA. O inimigo. Jocquevile censurou a imprensa americana dizendo que era integrada por culturas vulgares e sem instrução. . 56 e 57. Neal Gabler. as imagens que se viam eram aquelas colocadas nas igrejas. As publicações que antes se limitavam ao texto passaram a ter ilustrações abundantes e o mercado foi inundado com imagens. lança uma memória “X”. Deus é muito incisivo quanto à importância de controlar as entradas da mente. e Satanás também. propõe-lhe que faça a opção pelo bem ao invés do mal (Dt 30:15 e 19). Antes do século 19. 169 Ibidem. no final do século 19.

] Mediante o uso de figuras e símbolos. transformou-se num elemento informativo. O maligno se agrada quando se rebaixam as verdades eternas. 2004). 190. . em último caso. fala e age de acordo com uma escala de valores estabelecidos através de imagens elaboradas num ambiente de estúdios.170 A observação pelo visual passou a refletir em todos os aspectos da vida. as lições dadas eram assim ilustradas e gravadas mais firmemente na memória. fundamental e indispensável para informar. 357 e 359. Blásquez. convencer. Todd Gitlin.174 170 171 Adauto Novaes. Para maior informação acerca dos alicerces das imagens. 1979). A imagem que. Por meio desse conjunto de imagens animadas.173 Por outro lado. É lamentável que a representação e a aparência vem substituindo a compreensão do ser humano. sentir e prever que alcançava muito além do visível e transitório: até o invisível e eterno.122 constantemente assediado por imagens. veste. Mídias sem limites (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. esculturas. Muito além do espetáculo (São Paulo: Senac. na sabedoria e nas esperanças dos pais e guiada num modo de pensar. ilustrativo. manipular e seduzir as pessoas.. Fundamentos. 70. quase desde a infância. José Maria Casasús. pinturas. 17 e 18. nos mistérios. Moraes destaca que a televisão veio completar e dar o toque ao processo iniciado pelo cinema. ver ibidem. manipulação da imagem e imagem e sociedade. mediante o uso de ilustrações que servem de zombaria. antes.172 As imagens audiovisuais constituem um poder tão destacado de sedução que grandes quantias são gastas diariamente em cosméticos para melhorar a auto-imagem. 95. [. Teoria da imagem (Rio de Janeiro: Salvat Editora do Brasil. como descreve White: Deus ordenou aos hebreus que ensinassem aos filhos Seus reclamos. 174 173 172 White. Acerca disto.. 58. Geralmente se dá mais importância ao que se vê do que àquilo que se possa entender por meio do raciocínio.171 O indivíduo come. invadindo e comandando a vida das pessoas dentro do próprio lar. reais e úteis para exibir melhor as coisas de Deus. 2003). fotografias e filmes de estilos diversos. as imagens também podem formar valores perfeitos. 43. 25. cumpria um papel puramente estético e. era a criança iniciada.

11 e 12. Philip Roth descrevia que a realidade representava um desafio para a ficção. Daniel Boorstim dizia que. Glaber assegura que o entretenimento é a força mais poderosa e esmagadora de nosso tempo. rádio e a televisão e que todos estavam se tornando atores e.179 175 176 177 178 179 Gabler. Ibidem. 16. por todos os lados.178 Para Gabler. tão convincentes.176 Na mesma época. 12. No entender de Boorstin.123 3) Entretenimento. e acabou virando a própria vida. 14. o fabricado. o inautêntico e o teatral estavam expulsando da vida o natural o genuíno e o espontâneo. em Ibidem. platéia de um grandioso e ininterrupto espetáculo – “a vida virou arte”. a tal ponto que a própria realidade se convertera em encenação. tão realistas que é até possível viver delas. 175 Na metade do século 20. os americanos estavam vivendo cada vez mais num mundo onde a fantasia é mais real que a realidade. . ao mesmo tempo. e ele fez uma advertência: A geração atual está a ponto de se tornar o primeiro povo da história a ter sido capaz de fazer suas ilusões tão vívidas. Cit. O entretenimento promete afastar as pessoas dos problemas diários e atribulações da vida. é a ficção que representa um desafio para a realidade. transformar a vida num entretenimento é uma adaptação perversa e perigosa. 177 Roth e Boorstin estavam referindo à mais importante transformação cultural dos Estados Unidos no século 20. Eles reconheceram que a própria vida estava aos poucos se tornando um veículo de comunicação como a imprensa. No momento em que a cultura se submete à tirania do entretenimento a vida se torna um filme e as pessoas retrocedem a uma “cultura de lixo”. em Gabler. Hoje é precisamente o oposto. onde o espúrio tem mais chance de ser recompensado que o meritório. Cit.

182 183 181 180 Luiz Costa Lima. White. Blázquez. Acerca de entretenimento cristão. filmes virtuais. acrescenta que o cinema começou a acusar a competição da televisão. Segundo uma pesquisa. ver Sueli Ferreira de Oliveira e Fernando Torres. fama virtual e emoções virtuais. em meados dos anos 90 milhares de usuários estavam gastando horas na frente do computador. ficam a mercê do mal. lutas raciais. militarismo. A violência no cinema americano chegou a um auge espetacular a partir de fins da década de cinqüenta. eróticos e pornográficos como isca para arrastar um público que não podia ainda ser satisfeito pela televisão. 8-12. “Entretenimento Cristão”. muitas pessoas. 98. nem contemporizará com nenhum outro enfeitiçante prazer que lhe venha banir a Cristo do espírito. 399. Ellen G. White acrescenta que O verdadeiro cristão não desejará entrar em nenhum lugar de diversão nem se entregar a nenhum entretenimento sobre que não possa pedir a bênção divina. sexo virtual. Assim. desenvolveu-se um mercado enormemente ampliado para a arte. aqueles que entram nestes sites assistem o drama da existência de um indivíduo que não preza pelos valores morais e espirituais. na década de 1960. Não se unirá aos alegres valsistas. o cinema introduziu os temas do sexo. empregos virtuais. houve um relaxamento Ibidem. Não será encontrado no teatro. e nos salões de jogos. com encontros virtuais. corrupção. divulgavam os valores do casamento e da família. colaborando com colegas usuários na redação de filmes virtuais. Teoria da comunicação em massa (Rio de Janeiro: Paz e Terra. casamento virtual. 2002).182 Até 1950. dado ao seu caráter basicamente familiar e caseiro.124 A chegada da internet contribuiu ainda mais para mostrar aqueles exibicionistas que converteram sua vida em entretenimento. . Enfatizando os perigos do entretenimento. não percebendo os perigos e implicações destas influências perniciosas.181 4) Filmes. fevereiro de 2008. 123. No entanto. RA. Mensagens. sucesso virtual. etc. mas com o aparecimento das novas tecnologias de comunicação. com o abandono das restrições sociais. somente uma elite reunia condições de assistir peças de teatro e filmes. Estes montam as câmeras em suas próprias casas e registram os movimentos que fazem.183 Nos anos 70. 180 Desta maneira. Moraes. e de participar dos centros artísticos. 223. Alguns séculos atrás. e explorou os fenômenos violentos. em geral. A isso contribuiu o clima de liberdade social que se criou com a chegada de John Kennedy ao poder. os filmes.

108-111. ou anorexia cultural – considera todo filme como representação de pecado. as pessoas assistem filmes e programas que enaltecem o “nu artístico”. 9. ver Michelson Borges. Eles glorificam a impureza chamando-a de amor.187 Ibidem. divórcio.d. Lyden. Duerksen traz a seguinte sugestão para selecionar bons filmes para a família: (1) Avalie o valor: Este vídeo ensina atitudes e comportamentos que desejo sentir e seguir? (2) Avalie a virtude: Os valores sexuais deste vídeo estão em conformidade com o aceitável? (3) Avalie a qualidade: Qual é a qualidade da produção do vídeo? 4) Avalie a emoção: Este filme me deixará com um humor saudável? (5) Avalie a memória: Será agradável ter esse vídeo retido na memória? 21. cigarro. 19. Ibidem.186 Enquanto projetos no Congresso propõem mecanismos para controle dos programas midiáticos.184 Para neutralizar a opinião pública a respeito dos filmes. 194-201. na grande maioria. Brian Godawa. apesar de estarem cientes que são mais perigosos que o ladrão nas ruas. chamando-a de arte e beleza. orgia e jogos como sendo adequados e legítimos. 2004). mostram bebidas alcoólicas. Por outro lado.185 Promove a falsa idéia de que aquilo que se assiste não afeta a vida moral e espiritual. A este respeito. Nos bastidores. Cinema e fé cristã (Viçosa. pervertedores da moral. Godawa sugere uma análise introspectiva para descobrir se a pessoa possui glutonaria cultural – vê todo filme que interessa sem antes considerar se o assunto tratado é apropriado. 185 186 184 Mauro Bueno. Mauro Bueno destaca que os filmes. Bueno acrescenta que certos filmes são armadilhas para a alma. 187 . Para um estudo acerca de filmes infantis e fantasia. MG: Editora Ultimato. Cinema? (São Paulo: Centrais Impressoras Brasileiras. ver John C. escolas de crime e corruptores da inocência. uma maldição para a vida cristã e zombaria para o caráter de Deus. que permitiu a produção de filmes com implicações sociais e políticas. exaltam a nudez e a indecência. Natanael B.125 da censura. apenas reflete a realidade cotidiana. são alimentadores das paixões. Moraes descreve que a nudez total tornou-se corriqueira e o palavrão entrou no currículo normal dos atores. 21. s. nem causa violência.). sem se preocupar com o contexto. Asseguram que estar envolvido pelo que é proibido faz parte do processo de crescimento. fomentadores da ganância. a indústria cinematográfica gasta milhões de dólares em publicidade. 2003). Film as Religion (New York: University Press.

623. o que faz aqui. 28. (6) Senso de missão restaurada. 145. e que entrarão em colapso diante de dificuldades que surgem. para onde vai. Satanás usou o método empírico para tentar Éva (Gn 3). não deve se conformar com ela (Rm 12:1).152 2. “Recordes de Bilheterias” Mk. sem tê-lo advertido. a mídia não só influencia direta e indiretamente o comportamento das pessoas. o cristão deve estar seguro que mais importa obedecer a Deus. no entanto.804 19. mas e o lado espiritual? (4) Compromisso para com os valores absolutos – uma boa maneira de relacionar com esta cultura seria viver como Maria (aos pés de Jesus) no mundo (agitado) de Marta (Lc 10:3842).579 Na sociedade atual.964. Alberto R.189 Então. 190 191 Anna Gabriela.666 12. o conteúdo absorvido pelo telespectador não tem passado por censura de equilíbrio moral. O indivíduo deve avaliar por que veio ao mundo. 1988). janeiro de 2008. 75. o leal seguidor de Cristo deve filtrar com bastante critério o que a mídia oferece sem discriminação. Ninguém é um mero acidente (1Tm 1:19). (Brasília.143. a influência negativa dos programas tem trazido conseqüências que afetam o futuro de qualquer pessoa. sem abandonar os valores éticos e cristãos: (1) Existência com propósito. março de 2004. e boa parte da programação televisiva faz aceitar o inaceitável. incluso IV determina que as emissoras respeitem os valores éticos e sociais.191 Além do mais.425 8. mas produz impactos negativos sobre os valores morais do ser humano. em seu artigo 221.784 2. . (3) Seletividade do conhecimento – este princípio mostra que nem todo conhecimento é válido. 188 189 Ferrés. mãe do Filho de Deus Didi. (2) Postura crítica para com a cultura – Normalmente a pessoa é afetada pela cultura. DF: Centro Gráfico do Senado Federal. este diria que o fruto era bom para se comer.722. A partir daí começa a formação de mentes incapazes de exercer autodomínio.305. o cupido trapalhão Renda 29. Palestra Ministrada no Encontro Nacional de Professores. ao acabar de assistir o filme. ver e ouvir uma considerável gama de imundície moral é quase inevitável. Unasp-EC. observe as cinco produções que influenciaram o maior público e foram mais rentáveis no Brasil em 2005:190 Produção Carandiru Lisbela e o prisioneiro Os normais Maria.696.535 Público 4.832 3. Porém. e. o espectador foi emotiva e eticamente pego tanto pelo bem como pelo mal.955.825. Se levasse o fruto para o laboratório.746.758.032 1.481 19. 188 De fato. Timm sugere seis maneiras de se relacionar com a cultura contemporânea. A constituição republica federativa do Brasil.126 De acordo com Ferrés. (5) Tolerância para com as diferenças culturais aceitáveis – quando a cultura entra em choque com a fé. porém.

6 e Antonio Tadeu Ayres. 109. os valores são afetados pela poderosa escola de violência e erotismo que induz as pessoas à agressividade e ao medo.. "se é bom para você [. mas na vida real tornou-se frustração completa”. Numa entrevista publicada em 1990 com algumas adolescentes. sobre a mente humana. produz poderosos efeitos. agosto de 1974. a mídia contemporânea.. Hayakawa. 192 A mídia passa uma idéia errada na hora errada.]".. 32. Conseqüentemente. ver também S. as regras são extrapoladas. conscientes ou inconscientes. sem maturidade para assumir compromissos. Quanto a isto. Sentem que nenhum ato praticado possui conseqüências futuras. “Feitiçaria na TV”. .. I. Acontece que quando o indivíduo se sente na liberdade para fazer de tudo.193 Ayres comenta que o erotismo e a sensualidade permeiam o mundo da propaganda. e no "fique livre. 7. A ênfase predominante na mídia é no "se lhe dá prazer [. enquanto as cenas de sexo estão presentes todos os dias nos seriados. 1997). RA. Muitos jovens entram em relacionamentos sem consciência do que isso significa. Algumas disseram que "na TV. 193 110.]". você pode tudo". Televisão: falando francamente a respeito (São Paulo: Vida. Certas cenas deixam marcas 192 Gitlin. Assim. em sua relevância sem comparação. no sentido de influenciar a mente e o comportamento das pessoas. a revista Veja notou a reação delas diante da primeira relação sexual. já que nos filmes tudo acaba bem. tudo parecia lindo e emocionante. os limites são quebrados e a família perde seu poder para estruturar relacionamentos saudáveis. novelas e filmes. Este autor diz que ninguém em sã consciência pode negar a força da pornografia e do erotismo.127 Impacto da Mídia sobre os Valores Morais Observa-se que esta é uma época da história em que os valores morais são tão desprezados que até as escolas públicas extinguiram aquela matéria que abordava a “educação moral e cívica”.

28. E seria ingenuidade supor que a televisão não tem nada a ver com as crises familiares e a quebra de harmonia dentro da família. 195 A pesquisa de campo realizada por Moraes mostra que 43 por cento dos pais adventistas brasileiros não têm interesse em limitar o tempo e selecionar o tipo de programa que o filho vê. podendo exercer influência para o resto da existência. aumentar o peso e apresentar pior desenvolvimento escolar. trabalho de edição e trilha sonora. Ver também “Janela Indiscreta”. em Rosa Maria Bueno. etc.198 O público é persuadido com reações diversas por meio dos ângulos das câmeras.196 enquanto isso. a preocupação da mídia não é a estética ou a moralidade. 104. 129. ler menos. Este autor ressalta que a mídia segmenta seu mercado e define seu estilo a partir das características culturais do espectador. Ver também: Bueno Fischer. a pesquisa de Michael Medved verificou que a mídia contemporânea enfraquece a religião. Este relata que enquanto as crianças deveriam estar brincando. relacionamento ilícito. AIDS. Cit. Televisão e educação. Quanto à influência da TV na vida sexual dos solteiros. Influencia e controla por meio da opinião e interesse do expectador. assistem programas deturpados sobre namoro. fruir e pensar a TV (Belo Horizonte: Autêntica. Aqueles que passam mais tempo assistindo televisão correm um risco maior de fazer menos exercícios. Ibidem. sexo. SP: Casa Publicadora Brasileira. Deste modo. 206. cit. 2001). beijo erótico. Para mais informações acerca da intenção da mídia. O tempo passado em frente da televisão é subtraído de muitas atividades importantes. 97.194 Dificilmente a mídia mostra o lado mau dos programas. informações de péssimo valor moral. 199 198 197 196 José Maria B. 1996). ensina que o matrimônio é uma instituição falida. mas fazer dinheiro. os trabalhos da escola. Ibidem.197 Semelhantemente. Quem a pessoa é. 2002). a interação da família e o desenvolvimento social. 222. 98. 182. iluminação. Imprensa e democracia. 11. gravidez indesejada e feridas emocionais incuráveis.128 permanentes na lembrança. o esporte. Silva. ver Moraes. Dissertação de mestrado em ciências sociais (São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 181. Moraes. o qual se efetiva em desilusão. 31. Nos bastidores. e estimula relações sexuais ilegítimas como se fossem coisa normal. em Borges. tais como a leitura. elas vão crescendo e assimilando no subconsciente. Estilo de vida jovem (Tatuí. corresponde a como ela vive ou gasta o seu tempo. ver Carlos Alberto Furtado de Melo.199 Belloni descreve que a mídia tem um papel muito mais forte como defensora de interesse econômico do que na disseminação de conteúdo 194 195 Ibidem. 142. promove promiscuidade. 10. .

201 Mesmo os “bons” programas tem subjugado a vida das pessoas. em Patrícia Silva. na família e na igreja. 42. Timm argumenta que “hoje as pessoas precisam se atualizar a respeito de tantas coisas que as prioridades espirituais deixam de ser prioritárias. Neste caso. 201 202 200 Alberto R. a pressa exigida nos tempos modernos. Janeiro de 2006. estão se tornando mais vulneráveis as tentações”. . agora a televisão fala mais alto dentro de casa e a sua fala representa justamente a proposta de homogeneização do pensamento e da cultura. ou seja. de modo a não ter tempo livre para estudar. A maioria das famílias cristãs considera os programas apresentados pela mídia bem mais atrativos que a vida devocional. as pessoas continuam crendo em Deus. Timm. tenta fazer com que Deus se sujeite a necessidades supérfluas. e assim. 84. os especialistas da mídia inventam “ídolos” que simbolizam os ideais que as massas Belloni. Em conseqüência. mas não se dão conta de que não há tempo para um relacionamento com Cristo e também com o próximo. Mediante as conseqüências danosas provocadas pelo uso indevido da mídia sobre a vida devocional. 67. como se verá a seguir. Sobre isto. ajudar o próximo e servir ao Senhor. as famílias conversavam e liam. ela é onipotente e onipresente e capaz de determinar o comportamento e o destino dos seres humanos. a vida devocional fica profundamente afetada. não é por acaso que João Paulo II haja comentado que as pessoas crescem ou diminuem de acordo com as palavras que pronunciam e com as mensagens que escolhem ouvir ou ver. Ela cita que se antes da chegada da televisão.129 moral ou na concretização de informações. RA. 200 Sendo assim.202 Por outro lado. Cit. Belloni acrescenta que a televisão é comparada a Deus. Por outro lado. Impacto da Mídia sobre a Vida Devocional Mesmo com o sacrifício de algumas normas. a sociedade vive em constante necessidade de se curvar aos apelos da mídia para garantir a sobrevivência. por isso que se torna pouco confiável. 66. “Repensando as prioridades familiares”. nem sempre altera os valores e convicções. orar.

segundo 31:1: “Fiz aliança com meus olhos..207 7) “Aquele que diz que permanece nele. esse deve também andar assim como ele andou” (1Jo 2:6). precisa que andar assim como Ele andou. Sobre isto. 28).. Não há indicação acerca da vida religiosa dos israelitas no Egito. significa estar distante.. 220.130 humanas aspiram ou adoram. o ideal cristão não pode concretizar-se na vida de uma pessoa.204 4) “Todas as coisas me são lícitas.] seja isso o que ocupe o vosso pensamento”(Fl 4:8).205 5) “Finalmente.]” (Ez 20:7). 3:580. Stott ressalta que não basta guardar a Sua palavra..] eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. Champlin acrescenta que essas virtudes devem ocupar a mente humana. manter-se afastado. tudo o que é verdadeiro. Mediante tais perigos é imperioso atentar para as instruções da Palavra de Deus. 4:86. O texto não diz explicitamente quem é esse “ele”. 143. pois. John B. mas pode-se inferir com alguma segurança que não tinham muito sucesso em manter a pureza religiosa...208 Há uma ligação deste tópico com a alta estima pela pureza pessoal do patriarca Jó. 1981). mas o contexto indica que é Jesus e nesta epístola os 208 207 206 205 204 203 . gerando muitas tentações.]” (Sl 101:3). Leon Morris. tudo o que é respeitável. a humanidade fica condicionada. [. mas também as pessoas tem obrigações e precisam cultivar as virtudes espirituais. 1989). Ibidem. ao modo de pensar de quem se encontra por trás dos bastidores.. Ver SDABC (1954). 3) “Então lhes disse: Cada um lance de si as abominações de que se agradam os seus olhos. os fixaria eu numa donzela?”. sem que se queimem seus pés?” (Pv 6:27. Morris acrescenta que há algumas coisas que não são expressamente proibidas. com pouca exceção. mas [. 79. abster-se. 1 Coríntios. sobre o que se deve incluir na conduta espiritual daqueles que aspiram o reino de Deus: 1) “Não porei cousa injusta diante de meus olhos [. irmãos.]” (1 Co 6:12). mas nem todas me convêm [. introdução e comentário (São Paulo: Vida Nova. introdução e comentário (São Paulo: Mundo Cristão. Ezequiel. E neste papel manipulador. como.. tudo o que é justo. O mal se manifesta sob muitas formas.206 6) “Abstende-vos de toda forma de mal” (1Ts 5:22). E o discípulo de Cristo deve ser suficientemente sábio para reconhecer e rejeitar a todas essas formas. Taylor. [. A exigência do primeiro dos dez mandamentos subentende que Israel devia sair da etapa do apego por outros deuses para entrar numa adoração exclusiva ao Deus verdadeiro. sempre ‘levando em conta’..203 2) “Tomará alguém fogo no seu seio sem que as suas vestes se incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas. tudo o que é puro.. e se a história posterior servir de indício pode-se imaginar a tarefa longa e difícil que Moisés teve no sentido de educar seu povo para aceitar a revelação de Deus. 5:63 A palavra grega apecho “abstende”. Sem essas virtudes. mas cujos resultados são tais que elas devem ser rejeitadas pelo crente. a investigação espiritual. Champlin interpreta este verso afirmando que “‘todas as coisas estão em meu poder’ de serem praticadas. Deus guarda e dá a paz como um dom.

1 Pe 2: 21). bem como os seus mandamentos (cf. o ideal é refletir se aquela é a melhor maneira de gastar o tempo. (Tatuí. 1988). John R. SP: Casa Publicadora Brasileira. 104. W.209 2) “Os que desejam ter a sabedoria que vem de Deus [. e se a Bíblia parecerá mais interessante após assistir o programa. 4: 7) e autos (2: 8. Ele se mostrava menos apressado que nós. ou ligar um aparelho eletrônico. 3. e. o exemplo de Cristo se destaca. . 5. 16. 2005).. 80. 3: 3-7. 12. Devem fechar os ouvidos. para não verem nem aprenderem o mal. ele pode adaptar suas tentações de modo a prevalecer-se de nossos pontos fracos de caráter”.] devem fechar os olhos. ouvir nossas palavras. estas declarações de Ellen G. 28. pois apesar de suas responsabilidades terem sido bem maiores que as nossas. às suas perguntas tolas (João 14:5-10). White. antes de ler alguma coisa. sem impaciência. mas pode ver nossos atos. (6) passar toda uma noite em oração antes de uma decisão importante (Lucas 6:12). (5) retirar-se para o deserto e orar (Lucas 5:16). O lar adventista. Ibidem.210 Por conseguinte. Ellen G. 7.211 pronomes ekeinos (ver: 3: 3.. I. Ele teve tempo para: (1) falar com a estrangeira junto ao poço (João 4:1-6). 209 210 211 White. 404. White são oportunas: 1) “Satanás não pode ler nossos pensamentos. (3) lavar os pés de Seus discípulos (João 13:5). para que não ouçam o que é mau e não obtenham o conhecimento que lhes mancharia a pureza de pensamento e de ação”. A conformidade do cristão deve ser com o exemplo de Cristo. (4) responder. 27. (2) admirar os lírios dos campos (Mateus 6:28) ou um pôr-do-sol (Mateus 16:2). Mente. Semelhantemente. Stott. 2: 29. se a mensagem que está sendo veiculada promove os valores espirituais. 3:2. II e III João: introdução e comentário (São Paulo: Mundo Cristão. 4:21) referem-se a Cristo. e graças ao seu longo conhecimento da família humana.131 Além destas recomendações bíblicas que contribuem positivamente para fortalecer a vida devocional. Jo 13: 15.

quem pode exercer força e violência. SP: Edusc. Mediante avaliação dos itens do questionário empregado na referida pesquisa. onde vence quem coloca mais conteúdo nocivo diante do espectador. A Cultura da mídia (Bauru. porque num lar onde a mídia é controlada com critério. também oferecido por ela. Assim sendo. 213 Conclusão Na elaboração deste capítulo. Douglas Kellner. Kellner ressalta que os espetáculos da mídia demonstram quem tem poder e quem não tem. do Espírito de Profecia. obras de autores seculares e religiosos foram consultadas com o fim de tratar do impacto da mídia contemporânea sobre a vida devocional. e quem não. além de outros devocionais. Paternidade (Niterói. 10. espera-se determinar alguns princípios úteis que venham servir de sugestão e recomendação aos membros da igreja em seus hábitos devocionais. 136. emerge juntamente com eles um crescente poder para influenciar e até dominar a mente das pessoas. Estrada comenta que “no cardápio da televisão abundam programas de entretenimento e há escassez de peças educativas”. venha interferir nos hábitos devocionais de modo a não viverem em coerência com as verdades que estão anunciando. aqueles mesmos que devem se valer dos recursos oferecidos pela mídia para propagar as verdades do evangelho não permitam que o material deletério.212 o cristão nunca deve permitir que abominações entrem soberanamente em sua intimidade. é necessário analisar seus efeitos e resistir às suas manipulações. cuja análise é abordada no quinto capítulo. 213 212 . O quarto capítulo fará uma apresentação e análise de dados oriundos de uma pesquisa realizada em dez igrejas adventistas de seis regiões do Brasil. é igualmente importante que. 2001). Antonio Estrada. 2003). a devoção pessoal dos filhos se torna mais praticável e certamente haverá mais tempo para a oração. para o estudo da Bíblia.132 Portanto. RJ: Ados. em meio a esta acirrada guerra por audiência. e que para se fortalecer espiritualmente contra a moderna cultura que ela impõe. Ressalta-se que à medida em que novos meios de comunicação surgem no cenário da história.

052 = 400. e respondendo pelos estados do Pará. União Centro-Oeste Brasileira (UCoB) com sede em Brasília. verificou-se que vários autores argumentam sobre os aspectos positivos e negativos da mídia. e respondendo pelo estado de São Paulo. onde no corresponde a uma primeira aproximação para o tamanho da amostra. Santa Catarina. e respondendo pelos estados de Goiás. pode ser feito através da fórmula no = 1 ÷ Eo2. entende-se São elas: União Sul Brasileira (USB) com sede em Curitiba. União Este Brasileira (UEB) com sede em Niterói. Tocantins e Mato Grosso.05). Amapá. Rondônia e Acre. 1 com o propósito de se verificar a correlação entre os hábitos ligados à mídia e a prática devocional destes membros. e reunindo os estados do Rio Grande do Sul. Bahia. não se levando em consideração o tamanho da população. obtém-se o seguinte volume da amostra: no = 1 ÷ 0. União Nordeste (UNeB) com sede em Recife. e União Norte Brasileira (UNB) com sede em Belém. a qual pode manipular os valores sociais. União Central Brasileira (UCB) com sede na cidade de Artur Nogueira. Espírito Santo e Minas Gerais. e reunindo os estados de Pernambuco. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS No capítulo anterior. já que este índice situa-se como média entre o mínimo e o máximo de erro possível. e Eo2. representativas das seis Uniões que consolidam estruturalmente e territorialmente a Igreja neste país. reunindo os estados do Rio de Janeiro. 1 133 . Alagoas. foi aplicada uma pesquisa entre membros de dez Igrejas Adventistas do Sétimo Dia centrais do território brasileiro. e tornar as pessoas dependentes de seu conteúdo em diferentes aspectos da vida. Roraima. Amazonas. Considera-se 0. Rio Grande do Norte. Paraná e Mato Grosso do Sul. Sergipe. Maranhão. o erro amostral tolerável (0. um cálculo preliminar do tamanho da amostra. Paraíba. Com a aplicação da fórmula indicada por Barbetta. morais e espirituais da sociedade. Ceará e Piauí. Método de Apresentação De acordo com Barbetta. Com isto. Com este fato em vista.133 CAPÍTULO IV APRESENTAÇÃO.05 u’a margem adequada de erro.

entre agosto de 2006 e junho de 2008.000 × 400 = 560. órgão maior da IASD neste continente. Estatística geral (São Paulo: Atlas.200 questionários. 3 . o número de ASD no Brasil é estimado em 1. Campinas. a uma primeira aproximação para o tamanho da amostra. Estatísticas aplicadas às ciências sociais (Florianópolis.400. 1999). representativas que são de todo o território nacional. Brasília. onde n corresponde ao tamanho da amostra.000. 2 Ver Pedro A. Giuseppe Milone e Flávio Angelini.134 que 400 é um número ideal de pesquisas a serem aplicadas nas referidas igrejas.000. o estudo poderá ser feito por meio de uma amostra representativa”. 1993). envolvendo agora a população de ASD no Brasil: n = (N × no) ÷ (N + no). Salvador. temos: 1. dos quais foram recolhidos 1. visando ampliar ainda mais a margem de segurança. o número foi acrescido para 1.400. Recife. São Paulo (capital). Seguiu-se aqui o princípio estabelecido por Giuseppe Milone e Flávio Angelini. N.400. 32. Este valor é confirmado por outra fórmula (também de Barbetta).3 Esta amostra é formada pelas referidas igrejas. e no.89. SC: UFSC. precisamente as centrais de Curitiba. já calculada em 400. à tal população. os quais ressaltam que “no caso em que seja difícil ou até mesmo impossível a obtenção de dados sobre determinada população. Goiânia e São Luís. Assim.400 = 399.2 Embora 400 seja um número suficiente para assegurar a validade dos resultados provenientes da pesquisa. Vitória. aplicando a fórmula. Segundo informações mais recentes da Divisão Sul-Americana.188. 58.000 ÷ 1. devido ao grande número de elementos ou a sua dispersão no tempo ou no espaço. Rio de Janeiro. Barbetta.

135 Além da parte preliminar. onde é feita uma apresentação e análise dos diferentes dados da pesquisa (o que inclui particularmente circunstâncias pessoais dos interessados. A Tabela 1 indica a composição do plano de amostragem na distribuição das pesquisas por região: . o presente capítulo disponibilizará uma correlação destes dados com uma resultante interpretação dos mesmos. foi aplicado o padrão de planejamento com três cotas de 400 pesquisas para cada bloco composto de duas Uniões. Já a UNB e UCoB. Apresentação e Análise dos Dados Na composição do plano de amostragem. e tempo empregado com a mídia e com práticas devocionais). integrarão o quinto capítulo deste estudo. tais como a USB e UCB. eram uma única composição organizacional. que. Cada ponto será considerado com o emprego de tabelas e gráficos correspondentes. que deverão facilitar a percepção da abrangência e implicações dos dados. que. e a UEB e UNeB. juntas às recomendações e conclusões. o que abrirá espaço para as considerações finais decorrentes. no passado. apesar de terem sido organizadas originalmente a partir da população de outras regiões do país. também possuem traços característicos semelhantes na distribuição demográfica e topográfica. devido a características similares entre elas. embora sempre distintas territorialmente.

estudo da Bíblia e Espírito de Profecia). 10. 5 6 4 Ver amostra do questionário no anexo A.6% estão entre 18 e 25 anos. material do próximo capítulo. O questionário5 possui 23 questões subdivididas em três seções. por meio dela.25% não altera a margem de confiabilidade nos resultados. 30% estão entre 41 e 60 anos e Pelo fato de constar neste capítulo um número de questionário triplicado em relação ao esperado.6% estão entre 26 e 40 anos. 26. o teste estatístico indica que o percentual de 61. sem contudo. . as questões 14 a 16 envolvem o tempo dedicado aos princípios devocionais (meditação por meio da oração.136 Tabela 1 Plano de Amostragem Região USB/UCB UEB/UNeB UCoB/UNB Total Planejado 400 400 400 1.188 Percentual realizado 132% 103. As questões de 1 a 8 identificam os dados pessoais dos pesquisados. 19. Ibidem. A questão 24 é descritiva e. rádio.6 extraiu-se sugestões e recomendações práticas para melhorar a vida devocional. e as questões 17 a 22 mostram o sentimento de satisfação para com as atividades missionárias.7% dos entrevistados estão entre 12 e 17 anos. para com a vida devocional e para com a freqüência à igreja. identificar os nomes dos participantes. e deste modo. televisão e internet). Concernente à faixa etária. mostram o tempo gasto com os principais meios de comunicação (imprensa.75% 61. As questões de 9 a 13. o estudo pôde se desenvolver com maior eficácia.25%4 99% Este retorno alcançado de 99% indica que houve um comprometimento sério dos pastores e igrejas envolvidos.200 Realizado 528 415 245 1.

e o segundo maior na faixa de 26 a 40 anos. Entretanto.9 inclusive nas igrejas. Também nesta amostra o maior número de participantes é do sexo feminino (57. inclusive familiar e espiritual.7 Nota-se que o maior percentual pesquisado está na faixa de 41 a 60 anos. Devido a isso. Sobre o estado civil.9%)8 e isto parece revelar uma tendência crescente da participação de mulheres nos diversos setores da sociedade. como permanecer fora da igreja durante ou após o culto ou falta de interesse em responder a questionários. as respostas expressam melhor a realidade da população pesquisada. 10 Ver gráfico 3. 91. Aparentemente isso pode ser avaliado como um fator negativo. o mesmo questionário identifica que a menor participação se encontra entre os adolescentes. a pesquisa mostrou que a maioria dos entrevistados (44. SP: Unicamp. A relevância desta distribuição consiste em que. geralmente se desenvolve maior produtividade em diferentes aspectos da vida. no anexo B. o gráfico a seguir apresenta estes resultados: As pesquisas foram aplicadas por pastores dos respectivos distritos. Em seguida estão os solteiros que compõem 43.10 Esta composição se mostra significante para o estudo. anexo B. e. 8 9 7 Ver gráfico 1. nestes períodos. .1% estão acima de 60 anos. Eliel Unglaub.2% dos pesquisados. ou anciãos das igrejas envolvidas. por ser basicamente heterogênea. 2003). Tese doutoral (Campinas. utilizando um período de tempo entre o culto do sábado pela manhã. houve uma menor participação desta faixa etária talvez devido a fatores imprevisíveis. pois nesta faixa etária eles são mais influenciados pela mídia. Por outro lado.6%) é casada. Diligência de estudo de graduação de tempo integral e tempo parcial. Em relação ao grau de instrução. e os separados e viúvos que somam 12%.137 13.

http://www. o IBGE mostrou uma queda no índice de analfabetismo em nosso país.9%. O número de analfabetos que correspondia a 16.15111 Gráfico 1 – Participantes por grau de instrução Neste gráfico percebe-se que 6% dos participantes não possuem nenhum estudo escolar ou não tem o ensino fundamental completo. Entre 1992 a 2002. O resultado parece apontar para a existência de uma comunidade de nível sócio-cultural com proporção idêntica à realidade da população brasileira em geral. nota-se que a maior participação corresponde ao ensino médio completo. no final deste período caiu para 10. Assim.suapesquisa. e apenas 2% indicaram ter o superior completo.102 Gráfico 2 – Tempo de batismo A letra “n” que consta abaixo de todos os gráficos e tabelas indica o número de respostas obtidas referente ao item solicitado.4% da população.138 n = 1. acessado em 15 de agosto de 2008.com/educacaobrasil. 12 11 . 12 Quanto ao tempo de batismo têm-se os seguintes índices: n = 1.

Por outro lado. a igreja tende a perder o senso de missão e sua força espiritual. Nota-se que a maioria dos participantes é de nível econômico baixomédio.124 Gráfico 3 – Renda familiar O gráfico mostra que a grande maioria dos membros pesquisados (40%) estão na faixa de 2 a 5 salários mínimos. . o que denota que a maioria dos membros já possui um considerável conhecimento acerca das doutrinas que a igreja ensina e também reúne condições de maior envolvimento na missão. quando não há maior crescimento numérico. Isso pode indicar que na denominação existe um povo de sólida estrutura eclesiástica e que tem maior probabilidade de transmitir com mais eficiência as noções acerca da fé aos membros mais novos. Isto pode significar que há considerável recebimento de novos membros.139 O gráfico revela que 43% são adventistas a mais de 15 anos. Quanto ao nível sócio-econômico dos entrevistados obteve-se o seguinte: n = 1. isto representa um número bastante elevado. Considerando as igrejas pesquisadas. o que expressa a realidade dos demais segmentos da população nacional. E 37% compõem a faixa de 5 a 15 anos. Também se observa que 20% dos membros possuem um tempo de batismo de zero a quatro anos (basicamente recém-batizados).

Ignacio Ramonet comenta que a maioria dos grandes jornais da imprensa francesa passa por sérias quedas de circulação: Le Figaro: 4. Este resultado referente ao interesse dos respondentes pela leitura por jornais parece corresponder à realidade da população mundial.3%.140 Tempo Gasto com a Mídia Secular Os percentuais a seguir correspondem aos dados das questões 9 e 13 do questionário. 30.2%. segundo estudos. uma revista online financiada pela Microsoft.4%. assistindo televisão e acessando internet”.000. Le Monde: 7. As opções de respostas foram: “nenhum tempo.13 Ao mesmo tempo.168 Gráfico 4 – Tempo diário na leitura de jornais e revistas seculares O gráfico indica que 30% dos membros não possuem o hábito de dedicar tempo diário para a leitura de jornais e revistas seculares e apenas 11% dedicam acima de 40 minutos para este objetivo. A avaliação foi feita mediante questões tais como: “Tempo diário dedicado à leitura de jornais e revistas seculares. os que possuem o hábito de leitura acima de Grande parte dos conteúdos editoriais de jornais e revistas são disponibilizados via internet. Libération: 6. devido à ascendência a outros veículos de comunicação mais velozes. até 20 minutos. Sobre a regressão na leitura de jornais. que. 13 . ouvindo rádio. por exemplo.4%. seus leitores caíram de 200. A nova mídia (Rio de Janeiro: Jorge Zahar. ed. E quando a Slate.5%. Les Echos: 6. Jorge Zahar. com os seguintes resultados: n = 1. 2000)..000 para 30. O jornal norte-americano International Herald Tribune. vem (aquele tipo de leitura) diminuindo gradativamente. geralmente sem custo. começou a cobrar uma assinatura de 20 dólares anuais pelo que antes era gratuito. e La Tribune: 12. de 20 a 40 minutos e mais de 40 minutos”.

16% nas vendas em 2003. Como exposto no capítulo dois. de 9. ser mais influenciados com o conteúdo das leituras seculares. Há quem pense que talvez a imprensa escrita seja uma coisa do passado. e até no Japão. que prossegue em fabulosa expansão. Resultado: todos os setores de informação. desta forma. Nos países desenvolvidos. perdem seu público devido à maneira pela qual a concorrência entre os meios de comunicação se tornou implacável. correspondem a 29% e podem. o rádio perdeu sua centralidade devido à atração das novas mídias.5%. Acessado em 29/06/08. de 6. um número cada vez mais significativo de pessoas já se informa através do celular. com exceção da Internet. o número de jornais vendidos nos últimos anos diminuiu em um milhão de exemplares por dia. Desta teve uma diminuição de 4. No âmbito da União Européia. mas ganhou em penetrabilidade e flexibilidade. houve um recuo de 2.6%. cuja população é a maior consumidora de jornais do mundo. a imprensa teve uma queda de circulação de 7.9%. e que 14% dos pesquisados dedicam mais de 40 minutos diários nesse mister. .141 20 minutos diariamente. http://diplo. o Financial Times caiu 6. um veículo da era industrial em vias de extinção.7% nos últimos cinco anos. No Japão e na Coréia do Sul. na Dinamarca.2%. na Alemanha. 2% por ano. n = 1. “Mídias em crise”. As causas externas dessa crise podem ser a ofensiva devastadora dos jornais gratuitos por Internet.158 Gráfico 5 – Tempo diário ouvindo programa secular de rádio O gráfico mostra que a maioria considerável dos entrevistados (55%) não tem o hábito de ouvir rádio diariamente.br/2005-01.uol.a1046. a circulação de jornais pagos cai. Em escala mundial. em média.com. de 9. a partir da década de 80. na Grã-Bretanha. muita gente substitui a leitura de jornais e até a televisão pela tela do computador.9%. na Áustria. e adaptou sua modalidade e temas ao ritmo da vida cotidiana das pessoas. na Bélgica.

a maioria separa . No entanto. a viagens ou a razões de ordem moral e espiritual.163 Gráfico 6 – Tempo diário assistindo programa secular de televisão As respostas deste gráfico mostram que um expressivo percentual da população adventista (41%) dedica mais de 40 minutos diários assistindo a programas seculares de televisão. Apenas 14% dos entrevistados não dedicam tempo para assistir televisão.142 maneira. 45% dos membros pesquisados dedicam algum tempo diário ouvindo rádio. ele continua ocupando o significativo espaço na vida dos ouvintes.131 Gráfico 7 – Tempo diário assistindo filmes seculares O gráfico aponta um índice significativo (44%) de isenção à assistência de filmes. o que pode ser devido a trabalho. como veículo de comunicação. de alguma forma. Este não deixa de ser um percentual positivo. Isto denota que uma grande proporção de membros tem a televisão como uma companheira constante. n = 1. n = 1.

outros assistem em grupo nos finais de semana ou preferem freqüentar o cinema. em maior ou menor escala. n = 1. Os índices aqui expostos são fundamentais para a . o que pode influenciar drasticamente o relacionamento moral e interpessoal com Deus e com o semelhante. Em razão do elevado percentual de pessoas que acessam a internet diariamente (64%). muitos pais se têm mostrado preocupados com o tipo de material que seus filhos estão buscando na rede. que acessa a internet mais de 40 minutos diariamente. Tempo Dedicado às Práticas Devocionais O teor das perguntas desta seção tem a ver com o tempo dedicado às práticas devocionais tratadas neste estudo. Este é um dado razoável mediante o interesse crescente para com esta mídia. vemos um número quase equivalente (31%). Por outro lado.156 Gráfico 8 – Tempo diário acessando internet não como atividade profissional As respostas deste gráfico revelam que há um universo de 36% que não dedica tempo acessando a internet. É possível que alguns assistem em seu próprio lar.143 partes do tempo para este objetivo (56%). Este resultado confirma a tendência crescente de se dedicar mais tempo a esta denominada “nova mídia”.

Olhando pelo lado positivo.144 interpretação e correlação de dados a serem apresentados no próximo tópico. o percentual aponta que a oração tem relevância para a maioria dos entrevistados em diversas circunstâncias da vida.180 Gráfico 9 – Tempo diário dedicado à oração As respostas deste gráfico revelam a quantidade de tempo diário que a maioria dos membros dedica à oração. O gráfico demonstra que 64% dedicam até 20 minutos para a oração. e para as considerações e recomendações que comporão o último capítulo deste estudo. n = 1. De qualquer maneira. . parece que há uma tendência de ter a oração como uma prioridade para relacionar-se com Deus e obter forças diante dos obstáculos que surgem. no trabalho ou até mesmo no lazer. certamente também se refere a momentos de oração particular ou mesmo pública. Apesar desse tempo gasto em oração poder se referir a orações em viagens. Por outro lado. as respostas também indicam que há um grupo de 4% que não dedica tempo em oração.

171 Gráfico 10 – Tempo diário dedicado ao estudo da Bíblia.145 n = 1. pois 58% dos pesquisados não dedicam tempo algum à leitura do Espírito de Profecia. n = 1. Este percentual revela uma situação inquietante. Felizmente. pois estudar a Bíblia é um princípio divino fundamental para o crescimento cristão (Jo 5:39). apenas 1% separa mais de 40 minutos para este fim. um percentual significativo (42%) dedica algum tempo a esse sagrado mister.149 Gráfico 11 – Tempo diário dedicado à leitura do Espírito de Profecia O gráfico demonstra um resultado semelhante ao do anterior. incluindo a lição da ES Neste gráfico nota-se um índice preocupante: 58% dos entrevistados não costumam separar tempo diário para a leitura da Bíblia ou da lição da Escola Sabatina. .

Tabela 2 Freqüência aos cultos da igreja Freqüência à igreja Escola sabatina Sábado pela manhã Culto JA Culto domingo à noite Culto quarta à noite Sim 89% 97. como aparece na tabela 2.146 n = 1.5% Não 11% 2. parece ser a freqüência às reuniões da igreja.5% 54. A pesquisa indicou que cerca de 97.5% 46.168 1.5% freqüentam o culto de sábado. excetuando a Escola Sabatina e o culto JA. por exemplo.184 1.6% 52.4% 47. O índice de 37% para os muito satisfeitos demonstra que Deus tem pessoas dedicadas que procuram cumprir a missão enquanto aguardam o retorno de Cristo (Mt 9:37). . a tendência é estar mais satisfeito com os demais aspectos da vida cristã.1% 64% Questionários válidos 1.129 Gráfico 12 – Sentimento em relação à participação nas atividades missionárias Apesar dos movimentos missionários promovidos com freqüência nas igrejas adventistas. De qualquer forma. conforme o gráfico 13.108 A Tabela 2 mostra quais os cultos mais freqüentados e quais os menos pela maioria dos membros. como. e que.125 1. este resultado aponta que. quando há mais envolvimento na missão.107 1.9% 35. a maioria não freqüenta outras reuniões da igreja. e o sentimento em relação à prática devocional. o resultado deste gráfico mostra que a maioria dos membros continua vivendo um estado de comodismo (63%).

147 por exemplo apenas 35. descobrir-se as correlações mais significantes entre hábitos de mídia e vida devocional dos membros. É possível que muitos não freqüentam mais regularmente a igreja. etc. devido a problemas relacionados a saúde. ao fato de residirem longe da igreja. para. é possível que também se sintam na “UTI” espiritual. n = 1. Porém. a idade avançada.050 Gráfico 13 – Sentimento em relação à vida devocional O gráfico demonstra que 78se encontram entre mais ou menos satisfeitos para com a vida devocional. também há a possibilidade de muitos estarem permutando os cultos por programas principalmente de televisão. deste modo. mas de acordo com o gráfico 6. Correlação e Interpretação dos Dados Face às dificuldades em estudos estatísticos relacionados com a área humana de identificar a causa e efeito ou a influência de um item sobre o outro. O próximo tópico analisa os dados procurando extrair recomendações que possam ser úteis para ajudar a melhorar o desempenho espiritual da igreja. É possível que um número expressivo de entrevistados tenha indicado estas respostas por sentirem que ainda há muito que melhorar neste aspecto. ao custo elevado do transporte. a excesso de trabalho. far-se-á cruzamentos dos itens estipulados no questionário.5% dos membros freqüentam o culto de quarta-feira à noite. . aos freqüentes perigos em determinadas regiões.

148 Sendo assim.05. 1999). estes podem ser consultados no anexo B.16 Joseph F. há grande diversidade de testes de significâncias. para a correlação dos dados.96 indica a célula no cruzamento onde essa correlação acontece. Além disso. E= freqüências esperadas. nas tabelas. Análise Multivariada de Dados (São Paulo: Artmed. Além dos 13 gráficos e 38 tabelas apresentados neste capítulo. que indica uma correlação significativa. O resíduo ajustado [ a 1. 2006). como exemplos: cruzamento entre faixa de idade e tempo dedicado assistindo televisão. que se preocupa essencialmente com as diferenças entre as freqüências obtidas na pesquisa por amostragem e as que poderiam ser esperadas caso não houvesse associação entre as variáveis. onde: Y = somatório. qui-quadrado. se as constatações observadas são verdadeiras ou resultam de algum erro de amostragem. será aplicado este teste. existem outros que não estão diretamente relacionados com o tema. Tatham. mas o grau de associação existente entre as variáveis. Rolph E. Segundo Antonio Carlos Gil. O = freqüências observadas. abaixo dos gráficos. Entretanto. a análise de correspondência usa um dos conceitos estatísticos mais básicos. o teste procura identificar. cuja fórmula é: X² = Y (O – E)² ÷ E. O percentual em negrito indica onde houve relevância na correlação dos dados. Hair. o X². e William Black. e. 14 Desta maneira. o mais importante não é o percentual. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social (São Paulo: Atlas. tempo dedicado acessando internet e estudo da Bíblia. Além disso. Ronald L. para tais correlações. O mais usual é um p Z 0. 182. 441. por arredondamento em percentual. é o indicativo da margem de erro admitida em estudos de ciências humanas e ciências sociais. Este resíduo significa a diferença entre o observado e o esperado. 15 16 14 Antonio Carlos Gil. a opção pelo teste denominado qui-quadrado (X²) é devido à praticidade e confiabilidade em seus resultados. Aplica-se.15 A letra “p”. . que é uma medida padronizada de freqüências reais de células comparadas com freqüências esperadas das células.

0% 29.278 p = 0.125 Qui-quadrado = 140.0% Até 20 minutos 13.0% 20 a 40 minutos 13.5% 20.0% 100. O capítulo bibliográfico que trata da influência dos filmes sobre a mente.8%* 27. . Desta maneira. Além da influência negativa exposta na grande maioria dos filmes.9% 29.5% 27.8% 100.7% 26.0% Mais de 40 minutos 18. o resultado mensurado mostra que a maior proporção dos que assistem filmes seculares está na faixa de 12 a 17 anos.5% 32. os filmes passaram a introduzir temas que corrompem a mente humana a partir da adolescência.5% 19.000 *Resíduo ajustado Z 1. a próxima tabela certifica que a televisão também possui outros atrativos que fatalmente podem comprometer o tempo que o expectador poderia utilizar para outros fins enobrecedores.7%* 100.7% 38.9%* 27.149 Tabela 3 Idade/Tempo diário para filmes seculares Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Nenhu m 4.0% Total 11.7% 8. Nota-se também por meio dos percentuais em negrito que quanto menor a faixa de idade (com limite de 12 anos).0%* 19.0% n = 1.6% 3.6% 11. maior é a atração por filmes.0% 20.0% 22.9%* 28.3% 24. aponta que a partir da década de 1960 houve um relaxamento da censura e os palavrões entraram no currículo normal dos atores.3% 7.8% 100.96 Segundo esta tabela.4% 13.0% 100.

0% Mais de 40 minutos 14.2% 16. .150 Tabela 4 Idade/Tempo diário para programa secular TV Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Nenhum 6.0% Total 10. E aqueles que estão entre 41 a 60 anos apontam maior probabilidade de não dedicar algum tempo a esta mídia. Por outro lado.7% 100. de fato.5% 28. O estudo bibliográfico do capítulo três.2% 20.9% 29.1% 20.2% 22.893 p = 0. 5-7.17 os programas televisivos mostram ser instrumentos formadores de valores que competem com a família.4% 28.8% 100.9% 31. Quanto a isto.015 *Resíduo ajustado Z 1. 8. Os que estão na faixa etária de 12 a 17 anos são mais tendentes a gastar maior volume de tempo assistindo televisão.7%* 20.8% 24.0% Até 20 minutos 7.7% 19.156 Qui-quadrado = 24.6% 11. principalmente para os mais jovens.9% 26.7% 29. ver também Iglesias. Além de possuir a capacidade de influenciar as estruturas individuais em qualquer etapa da vida.5% 16. 7.96 Este cruzamento apresentou níveis preocupantes.0% 100.0% n = 1. a 17 Tichy.2% 11. paulatinamente o mercado publicitário investe quantia significativa para produzir programas que conquistem a mente do telespectador.0%* 12.9% 12.7% 38. aponta a televisão como se tornando cada vez mais um veículo de suprema veneração.9% 100.8% 100.6% 28.0% 20 a 40 minutos 9.

muitos deles com alto nível de conflito para consciência autenticamente cristã.9% 20.4% 184 355 Mais de 40 minutos 21.9%* 409 Até 20 minutos 5.6% 20. Em realidade. 12:1. Daniel Reynaud. Por outro lado. físico e moral.8% 26.7%* 34.96 Esta tabela aponta que.3%* 22.9% 202 20 a 40 minutos 9. Mostra-se tudo. 26. há maior propensão para o consumo de mais tempo acessando a internet. mais a pessoa se envolve com internet. entre os membros da igreja na faixa etária de 12 a 17 anos.2% 27.8% 5.0% 29. Dg.2% 14.151 escola e a igreja. É indiscutível que quanto mais jovem. o hábito de acessar a internet indiscriminadamente vem se tornando tão alarmante que até governos de diferentes países procuram alternativas que concorram para regredir o tempo dedicado à ela.7% Total 10.7%* 37. Pedrinho A.1% 1150 n = 1. 18 . “Televisão e a violência: uma resposta cristã ao debate sobre seus efeitos”.18 Tabela 5 Idade/Tempo diário para internet não profissional Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Nenhum 4.6%* 6. Guareschi e Osvaldo Biz confirmam que a oferta de material e estímulos pela internet é extremamente abundante.4%* 26.4% 7.764 p = 0.9% 34. e quanto mais idosa menos se ocupa com ela.9% 14.6%* 35.0%* 24.000 *Resíduo ajustado Z 1.1% 3. e se evite maiores danos para o usuário no aspecto psicológico.150 Qui-quadrado = 297. 2000.0% 43.9% 12.

2005). pesquisa e divulgação do que é útil e eficiente. Mídia. Gaylin. televisão e internet fascinam mais as pessoas na faixa etária de 12 a 25 anos. Guareschi e Osvaldo Biz.0% 7.1% 100.0% 100% n = 1.19 Então. cultura.0% 38. devem interferir para que a internet seja apenas um instrumento de educação.4% 17. O medo aumenta quando se descobre que o inimigo mora perto (ou dentro) de casa.2% 16.3% 9. Existem hoje cerca de 500 mil sites com material pornográfico na rede.br. 4 e 5 apontam que filmes. 135.0% Mais de 40 minutos 3. as tabelas 3.96 19 20 Pedrinho A. o que pode acontecer com a maioria dos jovens que vivem navegando no complexo mundo virtual? De fato. acessado em 22 de junho de 2008. E como mostra o capítulo três.7%* 15. Ainda falta muito para uma vitória definitiva nesta área.9% 15. Educação e Cidadania (Petrópolis.0% Total 10. O problema tem alcançado grandes proporções e o medo do acesso irrestrito acabou atingindo os Estados Unidos.8% 26.8% 21.5%* 26.000 *Resíduo ajustado Z 1.3% 100.9% 13.5%* 34.6% 25. Cit.3%* 23.6% 8.932 p = 0.8% 100. .152 por todos os lados.interprensa.9% 37.0% 20 a 40 minutos 8.20 Tabela 6 Idade/Tempo diário para oração Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Nenhum 18.7% 19. sobretudo os pais.6% 100. edição 52. ano V.6% 30. “Material impróprio na Internet preocupa governos”. mas líderes. afirma que. No Brasil.0%* 29.. em Tarcila Campanella. em todos os sentidos. e os dados obtidos estimam que 85% desses sites têm lucros calculados em torno de US$ 1 bilhão.0% Até 20 minutos 12. o acesso à pornografia é muito prejudicial. em www. novembro 2001.com.173 Qui-quadrado = 111. a influência corruptora é tão evidente na maioria destes veículos de comunicação que qualquer cristão pode ser afetado com o uso da mídia sem critério. na adolescência. já existe um projeto de lei na Comissão de Educação do Senado que visa prover o poder público de mecanismos de identificação de conteúdos considerados restritos à faixa adulta. Cerca de 80% dos jovens acessam a internet de centros estudantis e 20% a operam em seus próprios lares.5% 29. RJ: Vozes. o psicanalista da Universidade de Colúmbia.

7% 11.6% 7. casamento. algo auspicioso.0% 5.9% 100.164 Qui-quadrado = 116. a oração é um princípio fundamental na vida de qualquer indivíduo. jovens e os adultos até 40 anos.0% Total 10. Tabela 7 Idade/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Nenhum 17.4%* 27.9% 20. A próxima tabela envolve o estudo da Bíblia.9% 29.0% 11.7% 19. como viu-se no gráfico 9. No entanto.0% Até 20 minutos 11.8% 26. Ademais.0% Mais de 40 minutos 5.1% 31.000 *Resíduo ajustado Z 1. os que situam entre 41 e 60 anos mostram uma tendência de gastar acima de 20 minutos em oração. Por outro lado.7% 100.7% 12.0%* 28. os pais que deveriam estar repassando aos filhos .4%* 100.5%* 29.9% 100.96 Esta tabela indica que. na faixa etária de 12 a 25 anos. pois o êxito dos grandes movimentos espirituais sempre ocorreu com ênfase na oração.1% 38.4% 21. etc.2% 32. nesta fase da existência ocorrem as escolhas mais importantes relacionadas à profissão.0% n = 1. O estudo indicou que estas faixas etárias tendem a dedicar até 20 minutos para a oração. O ideal seria que nesse hábito se verificasse indistintamente com todas as faixas etárias.1% 17. Por outro lado.626 p = 0. este período dedicado à prece pode consistir tanto de oração particular como pública.0% 20 a 40 minutos 10.9% 100. Como o capítulo dois demonstra. incluindo a lição da Escola Sabatina. de acordo com a pesquisa bibliográfica do capítulo três.0% 25.153 Os dados desta tabela apontam que houve diferença no tempo dedicado à oração entre os adolescentes.0% 16. a tendência é não dedicar tempo diário algum para o estudo da Bíblia.9%* 31.

3% 24. com freqüência estão envolvidos com inúmeras atividades seculares e.000 *Resíduo ajustado Z 1. As tabelas 3 a 5 mostraram nitidamente que neste período da existência (12 a 25 anos).1% 31.1% 100% Mais de minutos 7.9% 16.6% 28.9% 12. enquanto os meios de comunicação absorvem a maior porção do tempo e satura a mente com alternativas indevidas.5%* 28.9% 26.142 Qui-quadrado = 71. desta maneira.2% 29. . os adolescentes e jovens são fascinados com os encantos ilusórios da mídia.9% 25.1% 100% 40 Total 10. Mediante este resultado preocupante.2% 34. esta tabela aponta que o tempo para a devoção na Palavra de Deus tem sido irrisório. O gráfico 11 21 No próximo capítulo serão desenvolvidas algumas sugestões acerca disto.4% 12.1% 26.6% 13.9% 20.1% 8.9% 15.6% 100% n = 1. os filhos ficam a mercê das influências corruptoras da mídia.0% 100% Até 20 minutos 10. a maior proporção dos que estão acima de 60 anos dedica mais de 20 minutos para este propósito.9% 10.154 os verdadeiros valores morais e espirituais.96 O fato surpreendente nesta tabela é a tendência dos que tem até 25 anos de idade não gastarem tempo algum na leitura do Espírito de Profecia. Enquanto isso. o que pais e líderes deveriam fazer para que os filhos pudessem se entreter menos com a mídia e mais com a preparação para o reino de Deus e propagação do Evangelho?21 Tabela 8 Idade/Tempo diário para estudo Espírito de Profecia Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Nenhum 12.9% 29.5% 100% 20 a 40 minutos 5.2% 31. Assim.0% 27.105 p = 0.

7% * 100. Sendo assim.123 Qui-quadrado = 43. verificar porque a maior proporção de adolescentes sente estar muito satisfeita em relação as atividades missionárias? Será que entendem o que significa fazer parte da missão? Ou se sentem eles satisfeitos devido a incentivos que recebem na igreja ou em casa? E quanto aos que estão acima dos 60 anos e se sentem satisfeitos? Será que isto esteja ocorrendo devido ao tempo que estão na igreja e já .8% 100. demonstrou que 37% dos respondentes possuem muita satisfação em relação às atividades missionárias.6% 100. Os membros de 26 a 40 anos indicam uma tendência maior de se sentirem insatisfeitos nestas atividades.0% 20.0% 9.8% 31.0% n = 1.155 mostrou que 58% dos membros lamentavelmente não reserva tempo para ler o Espírito de Profecia.7% 29.8% 22.148 p = 0.1% 22.96 O gráfico 12. Já a presente tabela mostra que a maioria dos que se sentem muito satisfeitos com as atividades missionárias estão na faixa etária de 12 a 17 anos e acima de 60 anos.1% 23. 42% declararam possuir um sentimento de pouca satisfação e 21% se manifestaram insatisfeitos.6%* 15.4% 32.1% 27. Tabela 9 Idade/Sentimento quanto à participação atividades missionárias da igreja Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Muito satisfeito 14.000 *Resíduo ajustado Z 1.0% Total 11.0% Pouco satisfeito 10. então.3% 28.5% 18. este resultado demonstra que há uma urgente necessidade de se tomar alguma medida que venha fortalecer o hábito de se estudar esses escritos.7% 12. Já a indicação na presente tabela é que os leitores dos escritos inspirados se situam acima de 60 anos. Não seria importante.0% Insatisfeito 6.2% 8.0% 26.5%* 29. porém.1% 100.

3% 11.8% 34. Esta tabela aponta que a maior parte dos que freqüentam o culto jovem se situa entre 12 e 25 anos e os que menos freqüentam estão .8% 27.2%* 26.4% 14.8%* 14.000 Resíduo ajustado Z 1.6%* 7. Tabela 10 Idade/Freqüência à igreja – Culto JA Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Freqüência à igreja – Culto JA Sim Não 7.4% 26.123 *Qui-quadrado = 52.5% 20.156 formaram boa consciência do que necessitam realizar? Ou seria por terem mais tempo disponível para dedicar à obra do Senhor? E a igreja. e aqueles que estão insatisfeitos? Seria a maior insatisfação por estarem se eximindo de suas responsabilidades missionárias? Será que estão se envolvendo em demasia em outras atividades internas ou externas da igreja que não sobra tempo para os deveres missionários? Ou será que as atividades profissionais no decorrer da semana absorvem o tempo que poderia ser empregado em realizar a missão? E também não pode ser que estes estejam trabalhando o suficiente.819 p = 0. vamos tratar agora da correlação entre idade e freqüência aos cultos JA. mas ainda sentem que poderiam fazer mais para a obra de Deus? Antes de aplicar qualquer alternativa de incentivo. não poderia ela utilizar a dedicação destes para motivar os demais a se empenharem mais nesta tarefa? Além disso.5% 29. domingos e quartas à noite.0% 100% n = 1.96 Considerando que a tabela 2 apontou que 97% dos respondentes freqüentam o culto divino e 89% assistem a Escola Sabatina.3% 28.8% 24. a igreja deveria encontrar as verdadeiras causas da insatisfação de seus membros.8% 14.8%* 100% 100% Total 11.

realizam programas paralelos.2% 11.6% 100% 100% Total 11.9% 27.9% 100% n = 1.8% 29. parece ficar a impressão de que muitas vezes os líderes da igreja. saem para atividades missionárias externas ou ficam do lado de fora da igreja resolvendo problemas ou em diálogos seculares.157 acima dos 41.96 .7% 27. que sempre necessitam do apoio dos mais experientes. projetando assim um exemplo negativo para os mais novos.2%* 12. Este surpreendente resultado parece indicar que uma considerável proporção dos que lideram a igreja não freqüentam assiduamente os programas dos jovens.002 *Resíduo ajustado Z 1.770 p = 0.6% 26. Tabela 11 Idade/Freqüência à igreja – Culto domingo à noite Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Freqüência à igreja – Culto domingo à noite Sim Não 7.3% 14. Além disso.9% 25.118 Qui-quadrado = 16. isto é.2% 20. o maior número dos que não freqüentam se encontra a partir dessa idade.5% 11. isto é lamentável.7%* 20. no horário do culto jovem.4% 20.1% 32. Vejamos a seguir o que acontece em relação aos cultos de domingo e quarta.

alguns tendem a confundir os cultos espirituais com os cultos emocionais e superficiais..96 Vimos na tabela 2 que há um índice muito baixo de freqüentadores do culto JA (54.1% 13. Aqui. a igreja sente a necessidade de mensagens do estilo apresentado no caminho de Emaús: “. a maioria dos jovens não freqüenta os cultos de domingo e quarta.4%* 16.9% 28.2% 20. Entretanto. porém.3%* 8.8% 17.2% 29. o dos domingos (47. não nos ardia o . Será que o exemplo ou falta de apoio dos adultos nos programas dos jovens não os leva a fazer o mesmo em relação aos demais cultos da igreja? Ou será que os cultos são formatados exclusivamente para faixas especificas de idade? Ou quem sabe os cultos não possuem programas planejados e por isso não preenchem a expectativas espirituais do adorador? De qualquer maneira estes resultados sinalizam a necessidade de se elaborar estratégias urgentes para que os membros sejam reavivados e os cultos se tornem mais atrativos. Deve haver um consenso comum entre os cristãos que há necessidade urgente de reavivamento nos cultos da igreja.5%).101 Qui-quadrado = 35.000 *Resíduo ajustado Z 1.8%* 100% 100% Total 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total 11..158 Tabela 12 Idade/Freqüência à igreja – Culto quarta à noite Idade Freqüência à igreja – Culto quarta à noite Sim Não 7.9%* 24.4% 26.0% 12. Porventura.0% 100% n = 1.9%) e o dos de quarta (35.6% 33.7% 27.883 p = 0. de qualquer modo.4%). as duas presentes tabelas nos exibem resultados opostos ao observado na anterior.8% 22.

0% 100. De outro modo.7% 13.9% 22.1% 12. De acordo com o gráfico 13.8% 3. pelo caminho.4% 11. por métodos estatísticos.0% n = 1.5% 26.7% 16.8% 32. verifica-se que 67% dos pesquisados dedicam mais de 20 minutos diário assistindo televisão e 47% acessam a internet mais de 20 minutos diariamente. tabela 8 tabela 9 idade/tempo diário dedicado a idade/tempo diário no estudo Bíblia (incluindo a lição da Escola Sabatina) e idade/tempo dedicado a leitura do Espírito de Profecia. nos falava.0% Total 11. ao associarmos esta tabela com as tabelas 7 oração.8% 100.2% 27.000 *Resíduo ajustado Z 1. que estudam mais a Bíblia e os escritos inspirados.8% 28. Portanto. tem a tendência de se sentirem mais satisfeitos na vida devocional.6%* 25. há maior tendência de se possuir sentimento de insatisfação devocional. entendemos que há forte correlação entre eles.5% 27.354 p = 0.3% 23. quando Ele.3%* 35.96 Os resultados apresentados nesta tabela mostram que entre as pessoas dos 18 aos 40 anos. .0% Mais ou menos satisfeito 11.5% 26.5% 21.0% Insatisfeito 8. na correlação desta tabela 13 com os gráficos 6 e 8. este grupo corresponde a 23% dos pesquisados. Tabela 13 Idade/Sentimento devocional Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Completamente satisfeito 13. Curiosamente. Ainda.159 coração.043 Qui-quadrado = 67. observa-se que a maior proporção dos que oram mais. estimar qual o fator que influencia o outro. mesmo sendo impossível.1% 100.5%* 100. os que se sentem completamente satisfeitos com a devoção pessoal se encontram acima de 60 anos de idade. quando nos expunha as Escrituras?” (Lc 24:32).

96 Tabela 15 Sexo/Tempo diário para filmes seculares Sexo Masculino Feminino Total Nenhum 37.0% Total 42. a pesquisa bibliográfica do capítulo dois está correta ao antecipar estes resultados.6% 100.0% Até 20 minutos 49. Tabela 14 Sexo/Tempo diário para leitura jornais e revistas seculares Sexo Masculino Feminino Total Nenhum 31.600 p = 0.6% 100.160 enquanto que 58% não separam tempo para o estudo da Bíblia.000 *Resíduo ajustado Z 1.2% 100.8% 100.0% 63. e ao verificar que quanto mais tempo se dedica às comunicações seculares.0% Total 43.0% Mais de 40 minutos 50. As tabelas 14 a 18 apontam para possíveis situações a este respeito.0% n = 1.7% 50. menos satisfação haverá na vida devocional.4% 100.0% 20 a 40 minutos 47.3% 100.0% 57. Sendo assim. lição da Escola Sabatina e Espírito de Profecia (gráfico 10 e 11).000 *Resíduo ajustado Z 1.163 Qui-quadrado = 24.0% n = 1.166 p = 0.4% 57.4% 61.96 .0% 100. Mediante tais amostras.4% 68. não seria necessário buscar uma avaliação individual de como a mídia influencia na devoção pessoal? Vejamos a seguir o empenho pela devoção pessoal relacionado com a diferença de sexo.2% 52.6%* 53.6%* 49.0% Mais de 40 minutos 48.0%* 100.0% 20 a 40 minutos 38.4% 100.126 Qui-quadrado = 19.0% Até 20 minutos 46.8% 51.6%* 100.

001 *Resíduo ajustado Z 1.4% 100.0% n = 1.3% 58.3% 68.0% 100.96 Tabela 18 Sexo/Tempo diário de estudo da Bíblia (com lição ES) Sexo Masculino Feminino Total Nenhum 53.0%* 54.1% 100.0% n = 1.1% 100.2% 63.7%* 100.9% 60.788 p = 0.000 *Resíduo ajustado Z 1.0% Até 20 minutos 45.96 Os resultados destas tabelas apontam que o sexo masculino tem maior tendência de dedicar mais tempo à leitura de revistas e jornais seculares.6% 57.3% 100.2% 57.0% 20 a 40 minutos 41.0% Até 20 minutos 46. Também apontam que o sexo feminino tem tendência de dedicar mais tempo à oração .0% Mais de 40 minutos 39.4% 100.0% Total 42.0% Mais de 40 minutos 37.1% 100.668 p = 0.7% 100.0% Mais de 40 minutos 49.151 Qui-quadrado = 14.161 Tabela 16 Sexo/Tempo diário para internet não profissional Sexo Masculino Feminino Total Nenhum 36.9%* 50.0% 100.0% n = 1.0% Total 42.174 Qui-quadrado = 20.6% 57.0% Até 20 minutos 43.166 Qui-quadrado = 15.0% 63.7%* 46.2% 100.0% Total 42.8%* 100.96 Tabela 17 Sexo/Tempo diário para oração Sexo Masculino Feminino Total Nenhum 54.5% 100.8% 100.5% 45.9% 54.778 p = 0.0% 20 a 40 minutos 36.9%* 100.002 *Resíduo ajustado Z 1.1% 63. para assistir filmes e para acessar internet.8% 56.0% 20 a 40 minutos 31.

na faixa de idade acima 40 anos.0% 43. é imperativo que a igreja engendre algum plano para que os homens dediquem mais tempo para o estudo da Bíblia e desenvolvam melhor relacionamento com Deus.162 e estudo da Bíblia. seria .6%* 47. Contudo.6%* 100.7% 38.6%* 12.2% 5.7% 8.0% 100. Tabela 19 Estado civil/Tempo diário para filmes seculares Estado civil Solteiro Casado Separado Viúvo/a Total 20 20 a 40 Mais de Nenhum Até minutos minutos minutos 41. a pesquisa não indicou relevância.7%* 50. pois enquanto cabe ao homem a função de sacerdote do lar.2% 100. na grande maioria solteiros. incluindo a lição da ES. separados e viúvos.96 Os dados desta tabela mostram que os solteiros são mais tendenciosos a dedicarem mais tempo diário assistindo filmes.8% 2.0% 100. Sendo assim.1% 5. a maioria pertence ao sexo masculino.001 *Resíduo ajustado Z 1.5% 9.2% 47.1% 41. Já as respostas indicaram que os casados.0% 40 Total 43.0% n = 1. não possuem a tendência de assistir filmes.2% 2.5% 3.0% 100.5% 41.9% 7.366 p = 0. nota-se que os que mais assistem filmes seculares compõem a faixa etária de 12 a 25 anos.085 Qui-quadrado = 61.4% 3. na associação da tabela 18 estudo da Bíblia. Correlacionando esta amostra com a tabela 4. Diante das respostas obtidas nesta pesquisa.6% 44. com o gráfico 10 sexo/tempo diário dedicado ao tempo diário estudo Bíblia. à mulher (mãe) cabe a responsabilidade pela orientação dos filhos. observa-se que entre os 58% que não dedicam tempo algum para o estudo da Bíblia. O ideal seria que houvessem proporções equivalentes para homens e mulheres. Já com relação ao tempo dedicado para assistir televisão.

3%* 10.3% 8.163 recomendável que a igreja desenvolvesse alternativas que pudessem ocupar melhor o tempo dos que compõem este grupo. adolescentes e jovens quanto aos perigos oriundos da mídia.6% .111 Qui-quadrado = 161.7% 58. .000 *Resíduo ajustado Z 1. e que oferecem inigualáveis vantagens.5% 2. Tabela 20 Estado civil/Tempo diário para internet não profissional Estado civil Solteiro Casado Separado Viúvo/a Total Nenhum 25.9% 100. Novamente os resultados desta tabela confirmam a amostra das tabelas 5 e 6.5% . onde a maior proporção dos que acessam a internet mais de 40 minutos estão na faixa de 25 anos de idade. simultaneamente estão consumindo grande parte do tempo que deveria ser dedicado à comunhão com Deus.0% n = 1.0% 55.8% 44.0%* 10.4% 5.5% 100.6% 100.2% 6.96 A análise dos dados acima demonstra que os solteiros também são os que mais dedicam tempo acessando internet não como atividade profissional. Novamente destacamos a importância de alertar as crianças. em seguida estão os casados que ficam até 20 minutos diários. Portanto.0% Mais de 40 minutos 68.0% Total 43.6% 42.8% 100.0% 20 a 40 minutos 48.2%* 25.22 22 O seminário quatro do anexo C trata de como resguardar a mente contra as influências perniciosa da mídia.780 p = 0.9% 8.0% Até 20 minutos 33. quem sabe envolvendo-os mais diretamente nas atividades espirituais e sociais da igreja.1%* 100.2% 1. Também os que compõem esta faixa de idade são os menos propensos a dedicar tempo para o estudo da Bíblia (tabela 7) e do Espírito de Profecia (tabela 8). esta mídia e outras que trouxeram surpreendentes avanços para a sociedade.

9%* 100.7% 8.0% Até 20 minutos 47.5% 48.96 . entre os que não oram e aqueles que dedicam até 20 minutos para este fim.3% 100.96 Algo surpreende nesta tabela.0% 2. pois em geral os mais jovens nem sempre possuem o hábito de orar com mais freqüência.0% 20 a 40 minutos 41.7% 1.3% 100.5% 45. E isto se torna muito louvável.0% 20 a 40 minutos 36.3% 3.164 Tabela 21 Estado civil/Tempo diário para oração Estado Civil Solteiro Casado Separado Viúvo/a Total Nenhum 60.0% Mais de 40 minutos 32.130 p = 0.1%* 10.0% Até 20 minutos 45.6%* 9.2%* 33.1% 14. a maior proporção está entre os solteiros.6% 3. Tabela 22 Estado civil/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Estado civil Solteiro Casado Separado Viúvo Total Nenhum 60. Por outro lado.4%* 6. geralmente.7%* 100. vivem mais sozinhas ou solitárias.0% 2. assim.6% 4.0% n = 1.5% 100.0%* 37.3% 100.135 Qui-quadrado = 47.9% 46.3% 7.3% 44.0% Total 43. a pesquisa mostra que os que dedicam mais tempo à oração são os separados e viúvos.124 Qui-quadrado = 36. Entretanto.6% 8.0% n = 1.524 p = 0.6% 3.7% 8.4% 44.0%* 42. tendem a dedicar mais tempo em busca da intimidade com Deus.000 *Resíduo ajustado Z 1.1% 3.3% 45.5% .4% 2.5% 100.1% 100.4% 100.3% 12.000 *Resíduo ajustado Z 1.8% 9. por sentirem maior dificuldade para superar as crises existências. Este resultado parece ser natural considerando que estas pessoas.9% 50.0% Total 43.6% 100.0% Mais de 40 minutos 28.

0% Até 20 minutos 1.0% 11. enquanto isso.6% 37.8% 100.0% 20 a 40 minutos 1.6% 16.23 Tabela 23 Grau de instrução/Tempo diário para jornais e revistas seculares Grau de instrução Nenhum Fundamental completo Ensino médio completo Superior completo Total Nenhu m 7.4% 39.96 23 O seminário um do anexo C trata de como administrar o tempo tendo como prioridade a comunhão com Deus. . está entre os solteiros.0% Mais de 40 minutos 2.9% 17.165 Esta tabela mostra que a tendência de dedicar menos tempo para o estudo da Bíblia e a lição da Escola Sabatina.0 % n = 1.764 p = 0.6% 41.000 *Resíduo ajustado Z 1. Qual seria o motivo para que os solteiros dediquem menos tempo para o estudo da Bíblia? A idade? A falta de conversão? A influência de amigos? Seria o próprio Satanás por investir mais naqueles que ainda estão em formação? São perguntas que requerem um são discernimento.4% 17.7% 100. os separados e viúvos tendem a gastar mais tempo na leitura destes devocionais.7% 41.4% 100.0% 47.0% Total 3.5% 40.5% 100.8% 29. como notamos na tabela anterior.3%* 40.4% 100.1% 40.135 Qui-quadrado = 40.2%* 22.4%* 40.

7% 17.1% 100% n = 1.4% 51.9% 31. Neste caso. gradativamente.9%* 26.7% 44. Ademais. como se destaca no capítulo três.2% 17. Entretanto.4%* 100% Mais de 40 minutos 1. a maioria atingiu o curso superior completo.2% 41.0% 34. Hoje ela é acessível em qualquer ambiente. ela alcançou primeiramente a classe alta da sociedade e. desde que a internet surgiu.96 Em certo sentido os dados das tabelas 23 e 24 indicam um resultado natural.3% 100% Até 20 minutos 1.189 p = 0.8% 6. Quanto aos que acessam internet diariamente. pois aqueles que não alcançaram nenhum grau de instrução.000 *Resíduo ajustado Z 1. não dedicam tempo para a literatura secular ou acesso à internet.5% 38.1% 46. . foi conquistando as demais camadas sociais.0% 9. a tabela 24 indica que os maiores leitores de jornais e revistas seculares tendem a ser os que cursaram o ensino médio.0%* 36.166 Tabela 24 Grau de instrução/Tempo diário para internet não profissional Grau de instrução Nenhum Fundamental completo Ensino médio completo Superior completo Total Nenhum 5. porém as influências negativas trazem resultados de conseqüências preocupantes em todos os âmbitos da vida humana. o seu fácil acesso trás inúmeras vantagens.0% 47.3% 100% Total 3.0%* 100% 20 a 40 minutos 2.123 Qui-quadrado = 73.6% 38. obviamente.

Qual a relação.6% 100% Total 3.5% 41. e os que cursaram o ensino médio completo mostram tendência de não orar diariamente.5% 15.7% 17. Parábolas.8% 44.167 Tabela 25 Grau de instrução/Tempo diário para oração Grau de Nenhum instrução Nenhum 6. Ellen G.96 De acordo com o que esta tabela indica. então.2% 37.144 Qui-quadrado = 14. para que possamos fazer o maior bem que formos capazes de realizar”.3% 18. 330. White destaca que “Deus quer que cultivemos cada faculdade ao mais elevado grau de perfeição.4% 100% 20 a 40 minutos 2.9%* 100% Mais de 40 minutos 2. entre a vida de oração e o conhecimento intelectual? Esta indagação é bom motivo para uma pesquisa no âmbito de igreja local.5% 39.7% 41. .4% 34. Já o teste não apresentou nenhuma correlação com aqueles que não estudaram ou chegaram apenas ao fundamental completo.4% 17.8% Fundamental 20.111 *Resíduo ajustado Z 1.8%* completo Superior 15.1% 42.4% 100% n = 1.330 p = 0.7% 37. pessoas que cursaram o ensino superior possuem a tendência de orar mais.5% completo Ensino médio 56.9% completo Total 100% Até 20 minutos 3.24 24 White.

741 p = 0.2% 100% n = 1. segundo esta tabela.7% 41.2% 4.003 *Resíduo ajustado Z 1.028 Qui-quadrado = 25. os adventistas batizados tendem a dedicar mais tempo à leitura da Bíblia e da lição que os não batizados.8% 100% n = 1.070 p = 0.1%* 100% 100% 100% Total 13.7% 18.159 Qui-quadrado = 13.2%* 100% Até 20 minutos 95.96 Esta tabela indica que a maior proporção dos pesquisados que dedicam mais de 40 minutos diários para a televisão possuem sentimentos de insatisfação para com a vida . Este resultado indica que.9% 52.4%* 29.1% 100% Mais de 40 minutos 96.4% 20.5% 15.3% 100% 20 a 40 minutos 95.8% 17.1% 30. Isso talvez seja devido à influência positiva que a igreja procura exercer sobre a vida espiritual de seus membros.4% 40.1% 13.8%* 3. mesmo assim dedicam mais tempo a essa prática.4% 26.8% 11.000 *Resíduo ajustado Z 1. embora a maioria dos adventistas não tenha o hábito diário da prática devocional.7% 4.0% 24.96 À guisa de comparação.0% 28. Tabela 27 Tempo diário para programa secular TV/Sentimento vida devocional Tempo diário programa secular TV Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento vida devocional Completamente Mais ou menos Insatisfeito satisfeito satisfeito 16.2% 12.168 Tabela 26 Adventista batizado?/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Adventista batizado? Sim Não Total Nenhum 88.2% 100% Total 95. em comparação com os não batizados.9% 4.

000 *Resíduo ajustado Z 1.1% 18.523 p = 0. os que a ficam acessando por mais de 40 minutos possuem maior propensão para a insatisfação. Diante da inegável interferência negativa da televisão sobre o sentimento devocional. aqueles que gastam no máximo 20 minutos diariamente assistindo televisão revelam maior tendência de possuir um sentimento devocional mais satisfatório.4% 100% n = 1. por conseguinte. se não controlada devidamente.1% 20.8% 32.7% 17.2% 37. aqueles que não gastam tempo acessando a internet possuem a tendência de se sentir completamente satisfeitos com a vida devocional.9% 23. Em contraste. Tabela 28 Tempo diário para internet não profissional/Sentimento vida devocional Tempo diário para internet não profissional Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento vida devocional Completamente Mais ou menos Insatisfeito satisfeito satisfeito 32. Sendo assim. os dados confirmam os estudos que destacam os perigos arrasadores desta mídia.4% 26.8% 44.96 De acordo com os dados desta tabela. sobre os valores cristãos. fica evidente a necessidade de se enfatizar mais a comunhão individual.169 devocional.9% 16.023 Qui-quadrado = 24.9%* 100% 100% 100% Total 33. familiar e pública ao tempo em que se invista na aplicação de princípios norteadores quanto ao uso desta mídia.6% 32.9%* 12.4% 16. Desta maneira. . a comparação acima indica que a internet também exerce influência avassaladora sobre os valores espirituais.5% 16.3% 17. o que determina o grande cuidado que seus usuários devem ter para que ela não venha a se tornar uma vilã no que respeita ao destino eterno deles.

5% 21. Sempre é bom lembrar que o segredo do êxito espiritual .7% 22.2%* 100.9% 100.0% 8.6% 100. os que oram mais de 40 minutos diariamente mostraram a tendência de estar muito satisfeitos em relação às atividades missionárias. com pressa e talvez sem vida. Certamente aqueles que mais oram também demonstram mais disposição para os serviços do evangelho e vice-versa.0% 5.000 *Resíduo ajustado Z 1.5% 5.3% 16. porém.6% 64.96 Esta tabela mostra que as pessoas que oram até 20 minutos diariamente têm a tendência de possuir sentimento de insatisfação com relação às atividades missionárias.8% 100.2% 66.1% 16.123 Qui-quadrado = 31. conseqüentemente se sentem insatisfeitos na vida devocional.0%* 22.170 Tabela 29 Tempo diário para oração/Sentimento participação missionária Tempo diário para oração Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento quanto à participação em atividade missionárias Muito satisfeito Pouco satisfeito Insatisfeito 3. Em contra partida.0% n = 1. é possível que o estilo de oração deste grupo seja mais rotineiro.6% 73. e nenhum tempo ao estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia (58%). Em conseqüência de não orar convenientemente.9% 2. O gráfico 9 indicou que 64% dos pesquisados dedicam até 20 minutos em oração. O gráfico 13 indicou que 78% da população pesquisada se encontra entre insatisfeito e mais ou menos satisfeito com a devoção pessoal. alcançam pouco ou nenhum benefício em suas preces. considerando o baixo índice de satisfação devocional dos que dedicam mais tempo com a mídia (ver tabelas 27 e 28).340 p = 0.2% 57. o que parece significar muito tempo.1% 10.0% Total 3. Podemos inferir que este percentual também corresponda ao mesmo grupo dos que dedicam pouco tempo à oração.

6:46).9%* 100% 10. mediante a relação destes dados mensurados. Igualmente. por meio da oração. as indicações bibliográficas do capitulo dois são apropriadas no sentido de ratificarem que a oração faz parte dos princípios fundamentais da vida devocional.2% 65. Esta tabela também demonstrou que aqueles que dedicam acima de 20 minutos diariamente para a oração têm a tendência de se sentirem completamente satisfeitos na vida devocional. Tabela 30 Tempo diário para oração/Sentimento vida devocional Tempo diário de oração Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento de vida devocional Completamente Mais ou menos Insatisfeito satisfeito satisfeito 1.1%* 18.6%* 21. menos satisfeita ela se sente na vida devocional. observa-se que aqueles que se encontram mais ou menos satisfeitos e/ou insatisfeitos na devoção pessoal são os que menos dedicam tempo para a oração. ou dedicam até 20 minutos.7% 10.9% 12. Acrescentamos que o gráfico 16 indicou que 68% dos pesquisados demonstram fazer parte deste grupo.96 Na correlação desta tabela.8% 1.6%* 48. Entretanto.5% 100% Total 3.000 *Resíduo ajustado Z 1. o que nos assegura que quanto menos tempo a pessoa dedica à oração.2% 31.044 Qui-quadrado = 83.5% 100% 2.6% 21. é necessário que outros princípios devocionais sejam estabelecidos na vida.6% 77.171 na vida de Jesus consistia em seu hábito de orar muito (Mc 1:35. Por conseguinte. como vemos a seguir.5% 100% n = 1.387 p = 0.2% 64. .9% 7. mesmo que a oração se faça presente. os membros também podem superar os embates do mundo e alcançar elevadas dimensões espirituais.

7% 100% 11.389 p = 0.046 p = 0.0%* 15.6% 32..5% 29.96 .2%* 11.8% 34.96 Esta tabela aponta que quanto mais tempo se dedica ao estudo da Bíblia.6% 17.037 Qui-quadrado = 93. Inegavelmente este princípio se encontra inserido nas recomendações de Cristo: “Examinais as Escrituras.8% 28.1% 40.0%* 16..2% 31.6% 100% Insatisfeito 79. Tabela 32 Tempo diário para estudo Espírito de Profecia/Sentimento vida devocional Tempo diário para estudo Espírito de Profecia Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento de vida devocional Completamente satisfeito 39.8% 100% n = 1.1% 6.4%* 100% Mais ou menos satisfeito 50.0% 1.172 Tabela 31 Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES)/Sentimento vida devocional Tempo diário estudo Bíblia (com lição ES) Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento vida devocional Completamente satisfeito 4.6%* 100% Mais ou menos satisfeito 8.4%* 16.8%* 22.8% 34.6% 5.1% 100% n = 1.]” (Jo 5:39).1% 100% Total Insatisfeito 23.2% 10.8% 40. mais satisfeito vai se sentindo na vida devocional.7% 30.7% 100% Total 54.016 Qui-quadrado = 100.000 *Resíduo ajustado Z 1. porque julgais ter nelas a vida eterna [.3% 3.1% 7.4%* 46.000 *Resíduo ajustado Z 1.0% 31.8% 14.

8%* 11.1% 10. segundo a qual os que possuem o hábito de ler os escritos inspirados tendem a manter melhor relacionamento com Cristo.2%* 100% Total 30.8% 47. 25 . que descreve as razões para se meditar nos escritos de Ellen G.000 *Resíduo ajustado Z 1.9% 24.25 Mediante tal constatação. White.0% 31.9% 7.6% 15. não possuem o hábito de ler diariamente estes escritos. Este resultado ratifica o estudo bibliográfico do capítulo 2.6%* 31. esta também demonstra que quanto mais tempo se dedica à leitura do Espírito de Profecia.4% 100% n = 1. ler mais regularmente a Bíblia. Tabela 33 Tempo diário para jornais e revistas seculares/Tempo diário para oração Tempo diário jornais e revistas seculares Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Tempo diário oração Até 20 20 a 40 Nenhum minutos minutos 28.8% 46. Com estes resultados se entende que a classe mais atuante da igreja não lê regularmente os escritos do espírito de profecia.949 p = 0. tópico “Espírito de Profecia”. e ainda a tabela 8 mostrou que a maioria dos que os lêem está acima dos 60 anos.4% 18.5% 16. e dar mais apoio aos planos missionários da igreja e outros.173 À semelhança da tabela 31. mais se sente tendente a estar satisfeito com a vida devocional. não seria conveniente que houvesse mais empenho pela igreja para fortalecer esta prática? 58% dos membros. Este resultado se evidencia com a pesquisa de campo feita por James Nix na divisão Norte-Americana.1% 41.5% 29.160 Qui-quadrado= 42. como se nota no gráfico 13.2% 18.96 Para uma compreensão mais detalhada acerca da pesquisa de Nix.9% 13.6% 100% 100% 100% Mais de 40 minutos 34.6%* 9. ver capítulo dois.1% 32.

0% 100.0% 18.4% 9.8% 21. seria interessante que houvesse mais orientação aos membros no sentido de lerem.2%* 14.151 Qui-quadrado= 37.133 Qui-quadrado= 26.4% 17. Tabela 34 Tempo diário para jornais e revistas seculares/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Tempo diário para jornais e revistas seculares Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Até 20 20 a 40 Nenhum minutos minutos 33.0% 100.0% n = 1.0% Mais de 40 minutos 33.0% n = 1.7% 41.0% 10.3% 12.6% 26.9% 16.5% 10.0% 100.0% 100.4% 18.6%* 100.3% 30.1% 33.6% 29.7% 19.4% 100.1% 17. aquilo que mais dignificasse os valores espirituais.2% 15.000 *Resíduo ajustado Z 1.4% 100.4% 5.2% 17.229 p = 0. na proporção em que os pesquisados dedicam tempo para a leitura de jornais ou revistas seculares.174 O curioso nesta tabela é que.9% 27.3% 31. Então.2% 23.8% 49.8%* 100.0% 100.7% 41.0% 32. Por exemplo: as notícias veiculadas por jornais podem muito bem indicar o cumprimento das profecias bíblicas.96 .96 Tabela 35 Tempo diário para jornais e revistas seculares/Tempo diário para estudo Espírito de Profecia Tempo diário de leitura de jornais e revistas seculares Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Tempo diário de leitura do Espírito de Profecia Até 20 20 a 40 Mais de 40 Total Nenhum minutos minutos minutos 23.4% 41.3% 34.1% 47. também dedicam tempo à oração diária.493 p = 0.7%* 39.7% 7.8% 40.0% 18. como destacado no capítulo três.5% 37. nesse tipo de literatura.002 *Resíduo ajustado Z 1.4% 12.2% 10.0% Total 29.0% 100.

3%* 100.7% 28. por mais de 40 minutos.0% Mais de 40 minutos 48. .1%* 13.7% 15.175 Segundo estas tabelas. utilizam internet não como atividade profissional. estão na faixa etária até 25 anos.000 *Resíduo ajustado Z 1.3% 16. A correlação parece indicar que o tempo dedicado à esta mídia consome o tempo que poderia ser utilizado para o estudo reflexivo da Bíblia.0% 100. de afastamento da comunhão com Deus.9%* 31. É nesse período que ocorre maior risco de envolvimento com pornografia.6% 12.1% 26.5% 21. observa-se que a maior proporção dos que.7% 43.0% 100.4% 15.0% n = 1.141 Qui-quadrado= 43.9%* 12.7% 15.96 Esta tabela mostra que aqueles que não gastam tempo algum acessando a internet possuem a tendência de dedicar mais de 40 minutos para o estudo diário da Bíblia e lição da Escola Sabatina. Aqueles que separam mais de 40 minutos para a internet são tendentes a não dedicar nenhum tempo para a leitura da Bíblia.3% 17.6% 40.1% 100.6% 27. com a prática de anorexia.9% 31. Segundo a tabela 5. acima de tudo. Os que dedicam até 20 minutos com literaturas seculares. ocorre aqui o mesmo fenômeno observado na anterior. Tabela 36 Tempo diário para internet não profissional/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Tempo diário para internet não profissional Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Até 20 20 a 40 Nenhum minutos minutos 27. de isolamento familiar e.0% Total 35.112 p = 0.5% 18. também tendem a fazer o mesmo com relação ao estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia.2% 100. e de distúrbios psicológicos.

2% 37.1% 18.96 Tabela 38 Tempo diário para internet não profissional/Sentimento vida devocional Tempo diário acesso internet não profissional Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento vida devocional Mais ou Completamente menos Insatisfeito satisfeito satisfeito 32.176 Tabela 37 Tempo diário para internet não profissional/Tempo diário para estudo Espírito de Profecia Tempo diário para internet não profissional Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Tempo diário para leitura Espírito de Profecia Nenhum Até 20 20 a 40 minutos minutos 30.1%* 15.5% 17.1% 20.126 Qui-quadrado= 28.96 Finalmente.1% 30.5% 35.001 *Resíduo ajustado Z 1.4% 17.3% 21.001 *Resíduo ajustado Z 1. torna-se mais tendente a dedicar menos tempo para a leitura dos livros do Espírito de Profecia e a sentir-se insatisfeita com a vida devocional.7% 17.3% 16. .6% 38.6%* 100% 100% 100% Total Mais de 40 minutos 52.7% 16.4% 26.8% 18.7% 20.314 p = 0.9% 23.1% 100% 35. quem não dedica tempo nenhum acessando internet é tendente a ler mais os escritos inspirados e a sentir-se completamente satisfeito com a vida devocional.3% 17.8% 32.9%* 100% 100% 100% Total 33.7% 100% n = 1. Por outro lado.4% 16.126 Qui-quadrado= 28.8% 44.5% 16.4% 100% n = 1.5% 16.6% 32.2% 16.314 p = 0.8% 27.0% 44.5% 11.9%* 12. observa-se nestas duas últimas tabelas que quanto mais tempo uma pessoa dedica à internet.9% 16.5% 17.

os quais destacam os impactos positivos e negativos oriundos dos diversos meios de comunicação. é imperativo que. Mediante o que se observou neste estudo. no capítulo a seguir. sejam feitas algumas considerações e recomendações quanto ao emprego da mídia em relação à prática devocional.177 Conclusão Os resultados dos gráficos e tabelas exarados neste capítulo confirmam as pressuposições bibliográficas dos capítulos anteriores. . que estabeleçam conclusões claras indicativas do fato de que a primeira não pode interferir negativamente na segunda.

Então. a possessão da mídia. a administração do tempo é fator decisivo para se estabelecer uma genuína comunhão com Deus e ser bem 178 .. Com base no fundamento bibliográfico e na pesquisa de campo. fica evidente a necessidade de realçar algumas considerações e recomendações no desfecho desta pesquisa.]” (2Pe 3:18). espera-se oferecer subsídio para o crescimento na comunhão com Deus. sobre a mente das pessoas em suas decisões. numa era em que a mídia procura subtrair o tempo das pessoas e influenciar os valores morais e espirituais. de acordo com o apóstolo Pedro. oblitera extremamente a capacidade de livre escolha conferida por Deus. e igualmente do emprego da mídia. crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo [. Mediante isso.. Farse-á também recomendações para futuras investigações. este é o grande anelo divino. Considerações e Recomendações Quanto à Vida Devocional Como verificado. induzindo de modo pernicioso. “Antes.178 CAPÍTULO V CONSIDERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES Os capítulos anteriores abordaram a vida devocional na perspectiva de seus princípios fundamentais para a obtenção de um relacionamento mais íntimo com Deus. pois. o presente capítulo apresenta considerações e recomendações para a reeducação dos hábitos devocionais dos membros da igreja adventista do sétimo dia no Brasil. Os seguintes pontos deveriam ser levados em consideração: 1) Administração do tempo Conforme delineado no capítulo dois.

2) Oração Considerando a correlação da tabela 31. os líderes da Organização26 poderiam se empenhar para desenvolver a cultura da pontualidade em seus compromissos espirituais.179 sucedido na vida. levando. os liderados a observarem a importância de administrar melhor o tempo. As primeiras horas da manhã têm sido a melhor opção para muitos. O próprio Jesus ressaltou que o segredo para ser feliz é buscar em primeiro lugar o reino de Deus (Mt 6:33) e exemplificou isso dedicando boa parte das horas do início do dia. com a benção divina. Isto poderia acontecer estando em casa. os lideres da igreja também poderiam administrar melhor seu tempo e ajudar mais os membros por meio do próprio exemplo. . consigo mesmo e com o semelhante. o Criador emitiu um sábio modelo ao criar cada coisa no seu devido tempo e ainda separar uma porção especial de tempo para que os seres humanos comungassem com Ele. o termo “Organização” refere-se ao corpo administrativo eclesiástico da Igreja Adventista do Sétimo Dia. desta maneira. mais satisfeito ele se sente em relação à vida devocional. seminários e conselhos a esse respeito. porque a mente ainda não está envolvida com ocupações seculares. seu culto familiar e então. no estudo. Sendo assim. quanto mais tempo o membro da igreja dedica à oração. ele deveria dedicar mais tempo à oração. Naturalmente. e de sermões. Igualmente. o membro da igreja poderia organizar bem seu tempo para que os melhores momentos do dia fossem reservados para a devoção pessoal. Ademais. este é um aspecto básico da vida cristã freqüentemente ignorado. membros e líderes deveriam se empenhar mais em valorizar o relaciomento com Deus. O membro deveria acordar mais cedo. Em realidade. viver um novo dia em parceria com Deus. como sugeriu o apóstolo Paulo: “Orai sem cessar” (1Ts 5:17). fazer sua devoção pessoal. os líderes da igreja também poderiam instituir um coordenador de oração 26 Neste capítulo. etc. sendo assim. Por essa razão. no lazer. no trabalho. Por outro lado.

os líderes da Organização poderiam fundamentar este ministério aplicando mais seminários. como o programa jornada de oração. O capítulo dois apontou a Bíblia como um livro que fortalece o cristão para a vitória nas lutas espirituais diárias e que responde às inquietações da mente. buscar diferentes métodos para obter mais intimidade com a Palavra de Deus. quanto mais tempo se dedica ao estudo da Bíblia. nas pregações e no ensino à outros. seminários e sermões.180 intercessora com um programa regular em favor da igreja. separando mais tempo para conhecer suas doutrinas e exaltá-la diante de um mundo tão secularizado. “Razões para leitura. muitos problemas são evitados quando a prece é intensificada e há mais fidelidade e confiança entre os membros. Sendo assim. orando antes e durante o estudo para 27 Mais informações acerca disso ver capítulo dois. De fato. De igual modo. dos que a dirigem e da comunidade em geral.27 assim deveria o membro criar um hábito de lê-la num plano diário e sistemático. estudo sobre as grandes orações da Bíblia. como Jesus o fez (Mt 4:4. 28 . os líderes da igreja e da Organização deveriam utilizar mais a Bíblia na devoção pessoal. e dos líderes em geral. vigílias. reuniões de oração nos lares. programa sobre o valor do altar da família. estudo e meditação da Um seminário acerca da autoridade bíblica é encontrado no anexo C. a oração deveria ser a força decisiva dos membros. etc. 7 e 10). mais satisfeito a pessoa se sente na vida devocional. Estudá-la como um exercício religioso e não simplesmente correr os olhos por suas páginas. Enfim. Por se tratar de um relacionamento com o Ser infinito.28 mantendo uma atitude espiritual reverente para com a Palavra de Deus. 3) Estudo da Bíblia – Mediante a indicação da pesquisa. Como Jesus prescreveu: “Errais não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt 22:29). Bíblia”. deveriam discorrer mais sobre a importância do tema em reuniões.

antes de chegar a uma conclusão. 4) Leitura do Espírito de Profecia – Conforme a pesquisa. ver tabelas 17 a 22 no anexo B. de orar e de cumprir a missão que Jesus conferiu à Igreja como um todo. o membro deveria criar o hábito de ler mais estes livros.30 O membro deveria priorizar a freqüência a todos os cultos. Em acréscimo. e estes que lêem tendem a estar mais satisfeitos na vida devocional. 30 . então.181 encontrarem a Deus e a Seu Filho nas páginas sagradas. Para informação acerca da freqüência aos cultos em relação à vida devocional e às atividades missionárias. ou apenas profissionais de Bíblia. Deveriam usar os momentos vagos para memorizar a verdade aprendida. e considerando tudo o que o profeta diz. buscando a orientação do Espírito Santo. praticando seus ensinos. Então. a maioria dos leitores do Espírito de Profecia está na faixa etária acima de 60 anos. e que a maioria dos mais adultos tende a não assistir o culto jovem. Foi indicado também que a maior parte dos jovens tende a não freqüentar os cultos da noite. pois isto proporciona maior desejo de estudar a Bíblia. Deveriam ensinar o membro a utilizar os escritos inspirados segundo os princípios hermenêuticos de interpretação abrindo mão de posições preconceituosas quando o assunto envolve algum ponto controvertido. na devoção particular. maior é a tendência de se estar satisfeito em relação à vida devocional e às atividades missionárias. etc. os líderes da igreja local e da Organização deveriam realizar mais seminários sobre a importância desta literatura nos tempos finais (que indubitavelmente caracterizam os nossos dias). independente do dia e horário. Jamais deveriam considerar meros biblicistas.29 5) Freqüência à igreja – A pesquisa revelou que quanto mais assiduidade aos cultos ocorre. os líderes da igreja deveriam conscientizar os jovens a que sejam mais 29 Orientação acerca de métodos hermenêuticos para estudar o Espírito de Profecia é provida no anexo C. de fazer mais uso deste material nos cultos.

Ademais. um fator preocupante que pode culminar em apostasia. Deveriam envolver mais os adolescentes e jovens nos programas de louvor. ou até perigosos. projetos de oração com os jovens. etc. pois se eles. em creches. outras vezes. ou por residirem em lugares distantes da igreja. porém. deixando as reuniões paralelas e mesmo as atividades missionárias para outros momentos. por exemplo. tais como encontro de jovens com Cristo. Esse apoio não se restringiria apenas a assistir esses programas. etc.182 assíduos às reuniões de domingo e da quarta-feira. 31 Extraído de um sermão do Dr. em presídios. tendem a passar mais tempo com a televisão ou qualquer outro entretenimento. . os cultos da noite não são freqüentados devido à atividades seculares dos membros. os adultos deveriam dar mais apoio aos programas dos jovens. em semanas de oração. em asilos. nessas ocasiões. e em atividades externas. clube de aventureiros. como retiros espirituais. com ênfase na segunda parte do verso 6. projeto de leitura da Bíblia. tem sido devido à negligência pessoal. retiros espirituais. do que comungar com Deus. em grupos musicais. Muitas vezes. de desbravadores e de líderes. José Carlos Ramos sobre o Salmo 23. os líderes da igreja poderiam ajudar a desenvolver outros programas para o fortalecimento espiritual da igreja. atividades missionárias em hospitais. incluiria uma participação mais ativa. na Escola Sabatina. palestras que correspondam a diferentes necessidades deles. e ajudando a encontrar alternativas adequadas para que haja um reavivamento entre eles. como poderão estar se preparando para comungar com Ele durante toda uma eternidade?31 De igual forma. providenciando.

183 Considerações e Recomendações Quanto ao Emprego da Mídia Uma vez estabelecidas algumas sugestões sobre como incrementar os deveres devocionais; igualmente, alude-se as seguintes recomendações quanto ao emprego da mídia: 1) Literatura – A pesquisa mostrou que quanto mais tempo o indivíduo consome na leitura secular, mais ele tende a fazer o mesmo em relação à oração, e ao estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia.32 Ciente disso, o membro da igreja deveria manter o hábito de ler bons livros (formando uma significativa biblioteca em seu lar) e bons periódicos. Ele poderia ter em mãos um livro para ler enquanto, por exemplo, espera por alguém. Por outro lado, como analisado, a leitura de jornais e de outros veículos noticiosos poderia estar voltada à situação do mundo e o cumprimento das profecias, indicativos da breve volta de Jesus. Os líderes de igreja deveriam motivar mais os membros a se habituarem à boa leitura, pois esta enobrece,33 e a evitarem a literatura perniciosa que entorpece a sensibilidade moral e espiritual, levando à fuga da realidade e à perda do vigor mental. Além do mais, os líderes das escolas também deveriam motivar mais os estudantes a fazerem o mesmo. 2) Rádio – Considerando que, infelizmente, as emissoras de radio geralmente apresentam programas vulgares, que ridicularizam pessoas e até o nome de Deus; e considerando que, como indicou a pesquisa de campo, 45% dos membros são assíduos ouvintes desta mídia,34 estes deveriam ter um critério correto para selecionar o tipo de
32 33

Ver capítulo 4, tabelas 33-35.

Este fato é evidenciado na experiência de Ben Carson, um menino pobre que veio a se tornar um neurocirurgião de fama mundial, graças ao incentivo que sua mãe lhe dava para ler bons livros. Ela sempre dizia: “as portas do mundo estão abertas às pessoas que sabem ler”. Em 30 de julho de 2008, o governo dos Estados Unidos concedeu ao Doutor Carson a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta honraria civil que um americano pode receber. Ben S. Carson e Cecil Murphey, Ben Carson (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997), 42. Na cerimônia, George Bush expôs o motivo: “por suas contribuições excepcionais para a medicina e sua influência motivadora sobre os jovens americanos”. Quem conhece a história de Ben Carson, sabe o quanto esse reconhecimento é justo e merecido. Disponível em http://coisasquegosto.com/2008/07/30/ben-carson-nacasa-branca.
34

Ver capítulo quatro, gráfico 5.

184 programação que pretendem ouvir. Os líderes da igreja local e da Organização deveriam orientá-los nesse sentido, salientando os malefícios de certos tipos de músicas, de programas, de entretenimentos, e até de noticiários, que são veiculados indiscriminadamente. 3) Televisão – Conforme a pesquisa bibliográfica, a televisão pode conduzir as pessoas para uma vida imaginária, criando dificuldade para o retorno ao mundo real; pode incentivar uma preferência pela vida “fabricada” em detrimento de uma experiência original, impondo mudanças de personalidade e estilo de vida, gerando distorções de sexualidade e apatia em relação à violência. Por outro lado, como indicou a pesquisa de campo, os que dedicam mais de 40 minutos diários assistindo televisão tendem a possuir um sentimento de insatisfação para com a vida devocional. 35 Estes dois fatos justificam a necessidade de se limitar diante da telinha, e de se escolher melhor os programas a serem assistidos. É imperioso que os pais orientem os filhos neste mister, por meio de palavras e atitudes exemplares, buscando, inclusive, outras alternativas em que empregar muito do tempo gasto com televisão. Os líderes da igreja local e da Organização poderiam exortar mais os membros, por meio de palestras e seminários, sobre os malefícios desta mídia. É inegável, todavia, que a televisão oferece matérias que podem e devem ser apreciadas (caso contrário o melhor que se poderia fazer com o aparelho de TV era descartálo). Entre essas matérias, se encontram os tele-noticiosos, que, a exemplo dos jornais, poderiam ser observados simultaneamente com a atenção voltada às profecias bíblicas. 4) Internet – Praticamente não existe qualquer forma de censura para esta mídia, o que favorece a veiculação, aos quarto ventos, de material deletério. A pornografia online, por exemplo, que não deixa imune nem as crianças (que o digam as denúncias de pedofilia pela internet), abre espaço para o chamado sexo virtual, responsável por conspurcar a reputação de
35

Ver capítulo quatro, tabela 27.

185 muita gente (antes tida como honrada), e por romper relacionamentos normais e sadios, como aquele que se deve observar entre marido e mulher, ou entre a Igreja e seus afiliados. O número de visitantes de sites sexuais sobe a vários milhares, e o resultado se vê no descalabro moral progressivo que, em nossos dias, caracteriza o comportamento humano. Acrescente-se, ainda, o fato de que, como ficou demonstrado no capítulo anterior, quanto mais tempo se passa navegando pela internet mais tendência existe de se dedicar menos à leitura da Bíblia e do Espírito de Profecia, e teremos razões mais que suficientes para que os cristãos não se deixem capturar por tais armadilhas. Por tudo isso, e muito mais, os pais e os líderes da igreja local e da Organização têm o dever de estar atentos em favor dos que “navegam” por esta mídia, principalmente adolescentes e jovens. Precisam alertá-los quanto aos “amigos virtuais” e quanto ao que estes oferecem tão generosa e atraentemente; precisam ajudá-los a estabelecer critérios pelos quais valorizem apenas o que pode e deve ser valorizado; precisam incentivá-los a evitar qualquer coisa que fuja aos padrões morais tão claramente estabelecidos na Palavra de Deus. 5) Filmes – Como visto no estudo bibliográfico, um grande número de filmes deturpa a mente e contraria os valores cristãos. A julgar pela matéria oferecida, fica-se com a impressão de que muito enredo de filmes é gerado pelo príncipe das trevas. Mediante tais aspectos negativos, o membro da igreja jamais deveria desfrutar indiscriminadamente desta mídia, pois, se o fizer, estará entristecendo o Espírito Santo. Esta é, entre outras, uma boa razão para dizer “NÃO!” ao cinema,36 e clamar ao Céu por discernimento na escolha daquilo

Quanto às razões por que muitos vão ao cinema, ver Ruben Scheffel, “Religião do Cinema”, RA, agosto de 1983, 6-8. Quanto às razões porque não se deve ir ao cinema, ver Mauro Bueno, Cinema? Algumas pessoas afirmam que o cinema não é mais um lugar prejudicial; então houve mudança. E aí se pergunta: no cinema ou nas pessoas? O fato de que famílias inteiras, incluindo logicamente as crianças, vão ao cinema evidencia que ele é conveniente?

36

186 que é oferecido pelas vídeo-locadoras,37 porque ao escolher um vídeo para assistir, a pessoa está concedendo ao produtor e ao diretor do mesmo a oportunidade de virem a ela e influenciar a mente. É inegável que os ângulos da câmera, os sons, os diálogos, cenários, trajes e ações são cuidadosamente planejados para provocar uma resposta emocional específica, e cada imagem vai se tornar um ponto permanente no subconsciente de cada telespectador.38 Nesta época em que os filmes geralmente exploram a violência, o sensualismo (inclusive homossexual), o espiritismo, etc., os líderes da igreja local e da Organização deveriam, por meio de palestras e seminários, conscientizar mais os membros a esse respeito. Deveriam também planejar atividades sociais alternativas, principalmente para os mais aficionados por filmes, com o propósito de levá-los a reduzir significativamente o tempo empregado com esse entretenimento.

Conclusão Procurou-se neste capítulo, mediante as considerações e recomendações aqui exaradas, confirmar, de vez, aquilo que, desde o princípio, revelou-se fundamentalmente
E mais: assistir um filme em casa é a mesma coisa de assisti-lo no cinema? Alguns avaliam esta questão dizendo ser possível ir ao cinema já que podemos assistir em casa um filme lá exibido. Esquecem, todavia, que o critério correto é precisamente o inverso; é o fato de não se deve ir ao cinema que deve normatizar o que se vê em casa em matéria de filmes. Como diz Köhler, a pessoa, se se deixar levar por princípios sadios, pode, em casa, dominar aquilo que assiste; no cinema, porém, ela paga para entrar, as portas se fecham, o ambiente se escurece, e a platéia quer silêncio, não sendo próprio alguém ficar entrando e saindo. Tudo favorece a que ela assista o filme por completo, independente da qualidade, a qual geralmente violenta os princípios cristãos. Ver Erton Köhler, “Cinema & Vídeo”, http://www.adventistas.org.br/canais/index. Os vídeos se tornaram uma solução fácil para o divertimento, e com muita freqüência o processo de seleção é mais orientado pela propaganda do filme do que pela sabedoria cristã. Então, ao resolver assistir a um filme, a pessoa deve avaliá-lo com o cuidado de quem mexe em uma bomba. Os resumos dos jornais e revistas, normalmente fazem uma avaliação fria da mensagem, objetivo, qualidade e impacto do filme. Embora escritos, na maioria, por não-cristãos, esses resumos também podem ajudar a se ter uma avaliação mais abrangente e segura. Ibidem. Ao escolher um filme, a pessoa deve comparar o conteúdo com os traços de caráter que escolheu para modelar a vida. Ira, rancor, malícia, sensualidade, cobiça e mentira, ou bondade, humildade, pureza, perdão e amor. Quando entregamos o controle de nossas escolhas a Deus, a alegria substitui a depressão e a paz supera as coisas negativas; e só assim saberemos fazer escolhas acertadas quanto a tudo o que é oferecido por aí.
38 37

187 lógico e judicioso: a prática devocional é absolutamente prioritária, deva a vida cristã ser autêntica e seu possuidor um legítimo discípulo do Mestre maior. Absolutamente prioritária significa que nada pode se antepor a ela ou sobrepor-lhe; que jamais pode ser relegada a um segundo plano, jamais preterida por qualquer coisa por preciosa que pareça. A oração, o estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia, e a participação em atividades ligadas à congregação integrante da igreja precisam ter uma cadeira cativa em todos os cristãos: o primeiro lugar em suas vidas. Exatamente por esta razão, procurou-se paralelamente observar que a mídia pode se tornar a grande vilã no processo da prática devocional, ou por subtrair o tempo devido à comunhão com Deus, ou, o que é pior, por fixar na mente seus valores e princípios como condicionantes da vida. Daí a necessidade de se empregar critérios biblicamente fundamentados que norteiem seu emprego e o desfruto daquilo que ela oferece, não venha ela se tornar uma pedra de tropeço na avançada “para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fl 3:14).

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CONCLUSÃO FINAL

Este estudo abordou a vida devocional em seus princípios fundamentais para a obtenção de um relacionamento mais íntimo com Deus, isso numa era em que a mídia procura subtrair o tempo das pessoas e influenciar negativamente os valores morais e espirituais. A partir da pesquisa de campo, buscou-se descobrir o impacto que a mídia – impressa, radiofônica, televisiva e informatizada – exerce sobre a vida devocional dos membros da igreja adventista no território brasileiro. Segundo o que foi constatado neste estudo, chega-se às seguintes inferências: 1) A devoção pessoal deve constituir prioridade na vida do cristão, assim como foi para os personagens descritos na narrativa bíblica, sobretudo o próprio Cristo que viveu em constante comunhão com Deus. Que o descuido deste princípio impele à uma vida cristã rotineira, estéril, e a um relacionamento insatisfatório com o Criador, consigo mesmo, e com os semelhantes. 2) A vida cristã deve ser pautada pela oração incessante. Como verificado, em resultado da oração, logo após Seu batismo, o Céu se abriu para Jesus, o Espírito Santo desceu sobre Ele e ainda foi ouvida a voz de Deus dizendo-Lhe: Tu és meu Filho amado, em Ti me comprazo (Lc 3:21 e 22). Tudo em resultado da devoção. Isso é modelar para o seguidor de Cristo. 3) A administração eficaz do tempo deve ser o ponto de partida para estabelecer os momentos especiais de devoção. Sem a prática deste princípio, a quantidade e qualidade de tempo a ser dedicado à comunhão com Deus, estarão comprometidas.

188

41 6) O membro da igreja não deve permitir que o material oferecido pela mídia. comprar. provar. etc. de modo a se evitar qualquer incoerência com a verdade desta forma propagada (Sl 101:3. vigiando cada avenida da alma39 por onde Satanás possa encontrar acesso”. vestir. inclusive.189 4) O membro da igreja. a qual é empregada. Este item é pertinente devido à grande tendência. SP: Casa Publicadora Brasileira. para a propagação do evangelho. audição. Inegavelmente. . venha a interferir nos hábitos devocionais requeridos por esse mesmo evangelho. White. dirigir. esses meios. a mídia tem procurado persuadir a sociedade contemporânea a ser feliz por meio de coisas que possam experimentar. A pertinência deste item encontra respaldo em conselhos como este de Ellen G.40 5) Deve haver um plano regular na igreja que fortaleça o interesse. ver capítulo quatro. principalmente entre pessoas de sexo masculino. sem critério. Ez 20:7). 8) A igreja deve se preocupar mais em adestrar os membros a viverem mais plenamente o binômio comunhão e missão. as pessoas deste gênero tendem dedicar menos tempo à prática da devoção. White: “Todo cristão precisa manter-se em guarda continuamente. de praticar a devoção pessoal. 77. olfato e paladar) que dão acesso à mente humana. tabelas 14 a 18. por meio da prática de um estilo de vida em comunhão com Deus. 7) A igreja deve se interessar mais com a maneira como os jovens utilizam os diferentes meios de comunicação. Conselhos sobre Educação (Tatuí. tato. Mais informação acerca da correlação entre sexo e tempo dedicado à devoção e mídia. Desta A fórmula “cada avenida da alma” faz referência aos cinco sentidos (visão. 2002). deve se prevenir contra os aspectos negativos da mídia. segundo a pesquisa. um autêntico slogan adventista. Isto é justificável porque. nesta faixa etária. 40 41 39 Ellen G. e mais à mídia. para se utilizar.

Algo que os ajudasse a ser mais originais e autônomos para com o domínio que ela procura exercer sobre eles. de fato.190 maneira. para o cumprimento da missão. as pessoas investem o máximo em tempo e recursos para propósitos materiais e consumistas. a comunhão sempre resulta não apenas em crescimento numérico. à .Seria conveniente a elaboração de um estudo específico sobre como ajudar adolescentes e jovens a não serem tão facilmente capturados pela influência negativa da mídia. conseqüentemente. desde que se priorize tempo para o legado da “devoção” deixado por Deus a Seus filhos. mesmo em meio a um mundo agitado. em detrimento dos valores que. Recomendações para Futuras Pesquisas A partir dos resultados deste estudo. 3. algumas recomendações para futuros estudos são próprias: 1.Acentuar mais distintamente e mais definidamente a importância da comunhão com Deus para o legítimo crescimento da igreja. entre outras razões. sem o quê não há como suprir o vazio existencial. Neste estudo procurou-se mostrar que o verdadeiro sentido da existência só é encontrado junto ao Autor da vida – Jesus. A relevância deste tema é devido. satisfazem o anseio da alma – tudo o que se liga à comunhão com Deus. em qualidade de vida cristã. fundamental para o autêntico crescimento e. Segundo o que ocorreu com a igreja apostólica. Por conseguinte.Um estudo acerca da importância da comunhão com Deus na teologia e prática da adoração também tem o seu lugar. está acessível à qualquer um e em qualquer circunstância. mas. acima de tudo. a mesma experiência alcançada por muitos. 2.

e povo” (Ap 14:6). e língua. tendem a dedicar tempo à oração diária e fazer o mesmo com relação ao estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia.A IASD tem avançado no emprego da mídia para a evangelização. a ponto de alunos não distinguirem entre o virtual e imaginário. Um estudo mais detalhado dos resultados até agora obtidos seguido de uma proposta de como incrementar ainda mais esse emprego seria providencial. este “evangelho eterno” tem ainda de ser pregado a “cada nação. E é com a conclusão desta tarefa e com o conseqüente aparecimento de Jesus Cristo em glória que os verdadeiros cristãos mais sonham. e tribo.Uma pesquisa que possa correlacionar a influência do conhecimento secular sobre os hábitos de oração. poderia orientar melhor os que se empenham menos neste mister. além de descobrir o tempo médio que os membros dedicam à prece particular e pública. Afinal. para tal. onde mostrou que na proporção em que os pesquisados dedicam tempo para a leitura de jornais ou revistas seculares.Um estudo fenomenológico acompanhado de uma pesquisa de campo. acerca dos hábitos de oração dos membros da IASD no Brasil. pelo fato de escolas estarem estimulando a cultura da ficção midiática. as demais atividades da vida também são afetadas. de estudo da Bíblia e Espírito de Profecia. os recursos oferecidos pela mídia são inigualáveis. ou enquanto realizam alguma atividade secular. 4. . 6.Um estudo acerca da influência do cognitivo (ou imaginário) sobre o real é justo. 5. e a vida real. em nível de igreja local. 7. Este estudo se justifica devido a pressuposição que quando as pessoas não possuem o hábito de sem cessar. isto se justifica mediante o resultado obtido no capítulo quatro.191 visão distorcida de milhares de céticos que acham ser possível adorar no estilo que mais lhes apetece. e.

casado/a ( ) 3.superior completo. 192 .separado/a ( ) 4. Tempo de batismo: ( ) 1. Faixa de idade: ( ) 1. Grau de instrução: ( ) 1. no território brasileiro.nenhum ( ) 2. 4. 7.sim ( ) 2. Seção A: 42 Os números que seguem os parênteses servem para o estudo das amostras pesquisadas. como são mencionadas a seguir.41 a 60 anos ( ) 5. Você não precisa identificar 1. 6. 8. 3.192 ANEXO A AMOSTRA DA PESQUISA DE CAMPO Esta pesquisa de campo foi aplicada em duas igrejas de cada “União”. Estado civil: ( ) 1. 5.até cinco salários ( ) 3.viúvo/a.acima de 60 anos. e comparar por inferência.até um salário mínimo ( ) 2.não. procurou-se avaliar.11 a 15 anos ( ) 4-acima de 15 anos.fundamental completo ( ) 2.masculino ( ) 2.não. Por meio de 23 questões objetivas e uma subjetiva.5 a 10 anos ( ) 3. Renda familiar: ( ) 1.12 a 17 anos ( ) 2.ensino médio completo ( ) 3. Sexo: ( ) 1. o impacto da mídia sobre a vida devocional dos membros adventistas.18 a 25 anos ( ) 3. Estudou ou estuda em Escola Adventista: ( ) 1.sim ( ) 2.0 a 4 anos ( ) 2.acima de dez salários. Adventista batizado: ( ) 1.42 2.26 a 40 anos ( ) 4.feminino.até dez salários ( ) 4.solteiro/a ( ) 2.

mais de quarenta minutos. 16. Escola Sabatina ( ) 1. 19.reuniões que assisto normalmente: 18.até vinte minutos ( ) 3. Em relação a participação nas atividades missionárias da igreja. 22. 23.vinte a quarenta minutos ( ) 4.não.não.nenhum ( ) 2. Tempo diário dedicado ao estudo da Bíblia. Em relação à vida devocional.sim ( ) 2.até vinte minutos ( ) 3. não como atividade profissional: ( ) 1.sim ( ) 2.insatisfeito.até vinte minutos ( ) 3. Freqüência à igreja.vinte a quarenta minutos ( ) 4. 15.até vinte minutos ( ) 3.sim ( ) 2.sim ( ) 2. 12. Culto aos domingos a noite ( ) 1. Culto do sábado ( ) 1.muito satisfeito ( ) 2.vinte a quarenta minutos ( ) 4. incluindo a lição da Escola Sabatina: ( ) 1.nenhum ( ) 2.193 9.não.nenhum ( ) 2. 18-22. Tempo diário dedicado à oração: ( ) 1.até vinte minutos ( ) 3. 13.vinte a quarenta minutos ( ) 4. Tempo diário assistindo filmes seculares: ( ) 1. você se sente: ( ) 1.nenhum ( ) 2.até vinte minutos ( )191 3.completamente satisfeito ( ) 2.vinte a quarenta minutos ( ) 4.mais de quarenta minutos. 21.mais de quarenta minutos.mais de quarenta minutos. Tempo diário ouvindo programa secular no rádio: ( ) 1.nenhum ( ) 2.pouco satisfeito ( ) 3. 20. Culto JA ( ) 1.mais de quarenta minutos Seção B 14. Tempo diário dedicado à leitura do Espírito de Profecia: ( ) 1. Culto às quartas . você se sente: ( ) 1.mais de quarenta minutos.nenhum ( ) 2.nenhum ( ) 2.nenhum ( ) 2.insatisfeito.feira ( ) 1. . Tempo diário na leitura de jornais e revistas seculares: ( ) 1.vinte a quarenta minutos ( ) 4.mais de quarenta minutos.mais de quarenta minutos.vinte a quarenta minutos ( ) 4.até vinte minutos ( ) 3. Tempo diário assistindo programa secular na televisão: ( ) 1. 11. 17.não.até vinte minutos ( ) 3. Tempo diário acessando Internet.vinte a quarenta minutos ( ) 4.mais ou menos satisfeito ( ) 3. 10.não.sim ( ) 2.

194 24. Sugestão para melhorar a “vida devocional”: ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ .

porém não são citados na descrição do capítulo quatro. de alguma maneira.188 Gráfico 2 – Distribuição de freqüência por faixa etária 195 . n= 1. ao tema principal do estudo. e estão relacionados.195 ANEXO B GRÁFICOS E TABELAS Os gráficos e tabelas a seguir são partes da pesquisa de campo analisadas e correlacionadas no capítulo quatro.188 Gráfico 1 – Distribuição por gênero n = 1.

882 p = 0.065 *Qui-quadrado = 37.196 n=1.188 Gráfico 3 – Participação de acordo com estado civil Tabela 2 Estado civil/Freqüência à igreja – Culto JA Estado civil Solteiro Casado Separado Viúvo Total Freqüência à igreja – Culto JA Sim Não 171 310* 226 237* 33 57* 14 17 583 482 Total 481 463 90 31 1.065 n= 1.094 n= 1.96 .96 Tabela 3 Grau de instrução/Sentimento participação atividades missionárias da igreja Grau de instrução Nenhum Fundamental completo Ensino médio completo Superior completo Total Muito satisfeito 27* 96* 149 131 403 Pouco satisfeito 5 67 206* 188 466 Insatisfeito 3 27 94 101* 225 Total 35 190 449 420 1.630 p = 0.094 *Qui quadrado = 49.000 Resíduo ajustado Z 1.000 Resíduo ajustado Z 1.

3% 28.5% 100% n= 1.3% 14.2% 15.0%* 30.0% Total 19.4% 17.8%* 16.5% 22.0% 100.6% 100.7% 15.96 .0% 57.5% 42.088 *Qui quadrado = 33.8% 61.7% 31.5% 22.0% Até 20 minutos 19.7%* 100.612 p = 0.9% 100% 20 a 40 minutos 19.000 Resíduo ajustado Z 1.2% 35.4% 14.071 *Qui quadrado = 66.1% 12.8% 42.7%* 16.0% 20 a 40 minutos 23.2% 21.6% 46.366 p = 0.0% 41.5%* 100% Até 20 minutos 18.1% 100.0% n= 1.0% 100% Total 19.6% 19.8% 100% Até 20 minutos 18.5% 8.0% 54.7% 100.9% 100% Mais de 40 minutos 18.000 Resíduo ajustado Z 1.9% 17.2% 39.000 Resíduo ajustado Z 1.2% 24.0% Mais de 40 minutos 16.1% 13.8% 100% Mais de 40 minutos 25.9% 100% n= 1.1% 7.197 Tabela 4 Tempo de batismo/Tempo diário acesso internet não professional Tempo de batismo 0 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 15 anos Acima de 15 anos Total Nenhum 16.3%* 35.7% 19.9% 22.8% 41.0% 100% Total 19.8% 37.3% 17.365 p = 0.5% 23.4% 15.0% 40.7% 20.1% 40.7% 22.96 Tabela 6 Tempo de batismo/Tempo diário estudo Bíblia (com lição ES) Tempo de batismo 0 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 15 anos Acima de 15 anos Total Nenhum 22.5% 16.4% 32.6% 100% 20 a 40 minutos 20.095 *Qui quadrado = 31.0% 15.96 Tabela 5 Tempo de batismo/Tempo diário oração Tempo de batismo 0 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 15 anos Acima de 15 anos Total Nenhum 10.2% 20.

3% 15.8% 15.5%* 51.5% 100% n= 1.6% 42.025 *Qui quadrado = 19.792 p = 0.5% 10.2% 100% Tempo diário Espírito de Profecia Até 20 20 a 40 Mais de 40 minutos minutos minutos 16.2% 14.6% 22.96 .066 *Qui quadrado = 33.198 Tabela 7 Tempo de batismo/Tempo diário Espírito de Profecia Tempo de batismo 0 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 15 anos Acima de 15 anos Total Nenhum 20.8%* 57.000 Resíduo ajustado Z 1.5% 20.96 Tabela 8 Tempo de batismo/Freqüência à igreja – ES Tempo de batismo 0 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 15 anos Acima de 15 anos Total Freqüência à igreja – ES Sim Não 179 33* 207 33* 158 13 32 429* 973 111 Total 212 240 171 461 1.5% 47.9%* 100% 100% 100% Total 19.6% 26.9% 22.6%* 16.084 n= 1.084 *Qui quadrado = 16.737 p = 0.025 n= 1.001 Resíduo ajustado Z 1.2% 11.511 p = 0.6% 36.8% 9.000 Resíduo ajustado Z 1.96 Tabela 9 Tempo de batismo/Freqüência à igreja – Culto JA Tempo de batismo 0 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 15 anos Acima de 15 anos Total Freqüência à igreja – Culto JA Sim Não 114 94 74 160* 89 73 213 208* 576 449 Total 208 234 162 421 1.4% 21.

1% 40.7%* 40.961 p = 0.9% 21.119 n= 1.96 .6% 100% Tempo diário Espírito de Profecia Até 20 20 a 40 Mais de 40 minutos minutos minutos 11.5% 21.96 Tabela 11 Renda familiar/Tempo diário jornais e revistas seculares Renda familiar Tempo diário jornais e revistas seculares Nenhum Até 20 20 a 40 Mais de 40 minutos minutos minutos 43 18 13 61* 135 190 80 42 79 100 44 27 55 123 35 61* 330 456 203 117 Total Até 1 SM 2 a 5 SM 6 a 10 SM Acima de 10 SM Total 135 447 250 274 1.106 n= 1.4% 22.96 Tabela 12 Renda familiar/Tempo diário Espírito de Profecia Renda familiar Até 1 SM 2 a 5 SM 6 a 10 SM Acima de 10 SM Total Nenhum 9.119 *Qui quadrado = 68.0%* 25.0% 42.9% 20.6% 24.199 Tabela 10 Escola adventista?/Tempo diário acesso internet não profissional Escola adventista? Sim Não Total Tempo diário acesso internet não profissional Nenhum Até 20 20 a 40 Mais de 40 minutos minutos minutos 130 89 104* 220* 109 79 131 257* 387 198 183 351 Total 543 576 1.106 *Qui quadrado = 29.8% 100% n= 1.9% 26.5% 27.9% 33.8% 26.6% 100% 100% 100% Total 12.0% 21.766 p = 0.371 p = 0.091 *Qui quadrado = 30.000 Resíduo ajustado Z 1.4% 33.000 Resíduo ajustado Z 1.1% 18.000 Resíduo ajustado Z 1.3% 19.

6%* 30.678 p = 0.7% 12.7% 100% n= 1.4%* Total 100% 100% 100% Total 54.4%* 12.4% 13.5% 53.4% 16.0% 31.9% 43.0% 34.8% 100% n= 1.2% 11.0%* 30.6% 39.6% 25.7% 26.5% 6.3% 31.8% Nenhum 69.000 Resíduo ajustado Z 1.6% 17.200 Tabela 13 Tempo diário estudo Bíblia (com lição ES)/Sentimento participação atividades missionárias Tempo diário estudo Bíblia (com lição ES) Sentimento participação atividades missionárias Muito Pouco Insatisfeito satisfeito satisfeito 9.96 Tabela 14 Tempo diário Espírito de Profecia/Sentimento participação atividades missionárias Tempo diário Espírito Sentimento participação atividades missionárias de Profecia Completamente Mais ou menos Insatisfeito satisfeito satisfeito 46.96 .000 Resíduo ajustado Z 1.5% 28.3% Até 20 minutos 31.115 *Qui quadrado = 41.0% 7.7% 10.8% 20 a 40 minutos 4.100 *Qui quadrado = 41.3% 10.1% 45.7% 4.3% Mais de 40 minutos 10.5%* 100% 100% 100% Total Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total 11.3% 18.260 p = 0.

000 Resíduo ajustado Z 1.047 *Qui quadrado = 100.047 n= 1.96 Tabela 16 Freqüência à igreja – Culto JA/Sentimento participação atividades missionárias Freqüência à igreja – Culto JA Sim Não Total Sentimento participação atividades missionárias Muito satisfeito Pouco satisfeito Insatisfeito 85 232* 266* 161 182 133* 393 448 218 Total 583 476 1.389 p = 0.059 n= 1.047 n= 1.96 .000 Resíduo ajustado Z 1.000 Resíduo ajustado Z 1.047 *Qui quadrado = 100.201 Tabela 15 Freqüência à igreja – Culto sábado/Sentimento vida devocional Freqüência à igreja Sentimento vida devocional Total – Culto sábado Completamente Mais ou Insatisfeito satisfeito menos satisfeito Sim 222 225 1023 576* Não 6 6 24 12* Total 228 582 237 1.96 Tabela 17 Freqüência à igreja – Culto sábado/Sentimento vida devocional Freqüência à igreja – Culto sábado Sim Não Total Sentimento vida devocional Total Completamente Mais ou menos Insatisfeito satisfeito satisfeito 222 225 1023 576* 6 6 24 12* 228 582 237 1.059 *Qui quadrado= 28.627 p = 0.389 p = 0.

000 Resíduo ajustado Z 1.001 Resíduo ajustado Z 1.96 .307 p = 0.059 n= 1.96 Tabela 20 Freqüência à igreja – Culto quarta à noite/Sentimento participação atividades missionárias Freqüência à igreja – Culto quarta à noite Sim Não Total Sentimento participação atividades missionárias Completamente satisfeito 177* 216 393 Mais ou menos satisfeito 150 294 444 Insatisfeito 51 171* 222 Total 378 681 1.000 Resíduo ajustado Z 1.171 p = 0.059 *Qui quadrado= 31.202 Tabela 18 Freqüência à igreja – Culto quarta à noite/Sentimento vida devocional Freqüência à igreja – Culto quarta à noite Sim Não Total Sentimento vida devocional Completamente satisfeito 100* 111 211 Mais ou menos satisfeito 197 340 537 Insatisfeito 56 170* 226 Total 353 621 974 n= 974 *Qui quadrado= 24.076 n= 1.076 *Qui quadrado= 15.253 p = 0.96 Tabela 19 Freqüência à igreja – Culto domingo à noite/Sentimento participação atividades missionárias Freqüência à igreja – Culto domingo à noite Sim Não Total Sentimento participação atividades missionárias Total Muito satisfeito Pouco Insatisfeito satisfeito 220 84 520 216* 183 235 556 138* 399 455 222 1.

000 Resíduo ajustado Z 1.203 Tabela 21 Freqüência à igreja – Culto domingo à noite/Sentimento vida devocional Freqüência à igreja – Culto domingo à noite Sim Não Total Sentimento vida devocional Completamente satisfeito 131* 82 213 Mais ou menos satisfeito 293 261 554 Insatisfeito 80 142* 222 Total 504 485 989 n= 989 *Qui quadrado= 30.082 p = 0.96 .

visando fortalecer os membros em seus hábitos devocionais em meios aos inúmeros ruídos da mídia que procura ocupar o primeiro lugar na mente. No entanto. O principal objetivo destes seminários é que sejam aplicados na igreja. acabe utilizando-o com preocupações e ansiedades desnecessárias. “Como proteger a mente da influência negativa da mídia”. Seminário 1 – Administrando o tempo de maneira eficaz Introdução No período de vida determinado para o ser humano. E isso. tais como: “Administrando o tempo de maneira eficaz”. o ser humano acaba priorizando aquilo que pensa ser imprescindível. ao invés de desfrutar com alegria o tempo que lhe é dado graciosamente. cada pessoa pode e deve estabelecer horários e rotinas. cada vez mais pressionado por atividades que parecem imperativas e intermináveis. “Sugestões práticas para a vida devocional”. faz com que ele. 204 . “Desafios à autoridade bíblica no período das sete igrejas do apocalipse” e “Métodos para se interpretar o Espírito de Profecia”. infelizmente.204 ANEXO C Este anexo apresenta cinco seminários que contém métodos e conselhos sugestivos.

E Jesus acrescenta: “Convém que eu faça as obras dAquele que Me enviou enquanto é dia: a noite vem. contemplar as obras do Criador (ser abençoado). meio que após a queda se tornou ainda mais fundamental para revitalização e resistência contra o mal (Is 58: 13 e 14). separou um dia especial para que o ser humano pudesse entreter comunhão com Ele (Gn 2:13). criou Deus. colocando o firmamento (céu) no meio das águas (1:6 e 9). a camada gasosa que envolve o planeta.400 segundos por dia. que precisam ser valorizados e utilizados com sabedoria. O apóstolo Paulo exortou: “Remindo o tempo porque os dias são maus” (Ef 5:16).. o tempo! Ao criar o mundo. e separando também as estações e os anos (1:14). No entanto. ao criá-lo. “Águas debaixo do firmamento” e “sobre o firmamento” fazem certamente referência à água no estado líquido e gasoso respectivamente. priorizando o que é permanente e eterno (Mt 6:33). O mesmo mandamento que ordena a guarda do sábado também requer que se trabalhe nos demais dias da semana. quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9:4). Comunhão com Deus. viu a necessidade de haver tempo para ele recompor as energias (descansar). Deus preparou todo o ambiente para receber o ser humano.43 estabelecendo dois grandes luzeiros no céu para governar o dia e a noite. Por isso. separando as águas que estavam debaixo do firmamento e sobre o firmamento (1:7). 43 . muitos fracassam em seus esforços por não administrarem sabiamente o tempo. Depois. pois deles será pedido contas.205 No princípio. prioridade número um do cristão Deus coloca à disposição de cada pessoa um saldo de 86. e meditar em Deus (santificar-se). mesmo antes da queda. Deus estruturou o tempo separando a luz (dia) das trevas (noite) (Gn 1:3-5). Firmamento aqui faz referência ao “céu atmosférico”..

etc. 1:580. pois então daríeis ao reino do Céus lugar de suprema importância”. White. 45 As orientações de Cristo a esse respeito parecem simples e lógicas. A vida não deve ser considerada uma corrida insana. 46 O tempo precisa ser valorizado como se valoriza a própria vida. White comenta: “Da mesma maneira que não nos é possível ser fisicamente fortes sem tomar o alimento temporal. O Cuidado. Testemunhos Seletos. e a melhor forma de fazê-lo é priorizar a comunhão com Deus. como se o tempo assim empregado fosse perdido”. as roupas. Também acrescenta: “Desejaria que todos pudésseis ver essas coisas sob o aspecto por que Deus quereria que as vísseis. os amigos. não se justifica qualquer negligência na administração apropriada do tempo. mas uma viagem que precisa ser desfrutada a cada passo do caminho. não podemos viver a vida religiosa sem constante oração e o cumprimento dos deveres espirituais.206 O pecado fez com que o ser humano se afastasse de Deus. . Então.. no cumprimento de suas várias atividades. Patzer. Estabelecendo uma rotina sábia e equilibrada Muitos gastam o tempo naquilo que não é urgente nem importante. As prioridades da vida podem ser classificadas desta maneira: 44 45 46 White. 2005).44 Ela ainda menciona: “Muitos parecem lamentar os momentos empregados em meditação. Rumo ao futuro (Tatuí. tornou-se indispensável buscar junto a Ele orientação diária para que. Precisamos sentar-nos diariamente à mesa de Deus”. Ellen G. os programas. bloqueando aquela comunicação direta entre o Criador e a criatura. o homem não viesse a entrar em desarmonia com Sua vontade. 22. Jere D. 78. estarão em harmonia com os interesses de Deus. na pesquisa das Escrituras e na oração. as músicas. As prioridades. portanto. SP: Casa Publicadora Brasileira. Adota um estilo de vida celestial quem separa tempo para conviver com Deus.

assistir programas banais de televisão. 69-86. preparo de algum projeto. como uma doença que surge inesperadamente. Ver Patzer. 234. ou por pressões externas. Follett. É óbvio que. uma chamada telefônica (costuma-se deixar tudo para atendê-la). Toda pessoa deve ter planos e objetivos próprios que sejam realísticos. 48 Toda pessoa que deseja ser bem sucedida terá alvos definidos pois estes são como veículos que transportam a pessoa para o destino proposto. ao contrário a vida será determinada pelo acaso. 2) Não urgente e importante: As coisas ou compromissos que necessitam ser feitos. trabalho sem importância. como é o caso de visita a amigos. Com isso em conta. uma pessoa deve organizar o tempo tendo em mente algumas questões: 1.207 1) Urgente e importante: Neste item considera-se aquilo que requer atenção imediata e inadiável. mas não deve permitir 47 48 49 Follett. 3) Não importante e urgente: As interrupções que ocorrem enquanto se realiza alguma atividade. recreação. quem não sabe para onde vai. Quais são os alvos? – Muitos vivem sem um alvo definido. descreve que “o homem pode moldar as circunstâncias. . porém imperativos por exigência superior. 4) Não urgente e não importante: Coisas que ocupam o tempo de alguém. uma reunião para tratar de assuntos que requerem solução rápida. etc. não chega a lugar algum. 47 como por exemplo. mas que podem ser adiados por algum tempo. etc. 213.49 Ellen G. etc. White. mas não produzem resultados positivos para a vida. concretos e admissíveis. ou o preparo de relatórios que nem sempre são importantes. como por exemplo.

sendo que os mais importantes serão catalogados sob a letra A. cada pessoa deve ter o propósito de viver com alvos definidos e apresentá-los à família. Se algo está errado. sobretudo. para o trabalho. a Deus em oração. que esteja em desequilíbrio com os alvos planejados. Este método evita o desperdício de tempo. pois causam um efeito negativo sobre o corpo.208 que as circunstâncias o moldem a ele. e os não tão importantes sob a letra C. 3.. a mente e o espírito. eles são os “desperdiçadores de tempo”. entre os quais citam-se: 50 White. Como mencionado. Outro aspecto que precisa ser considerado é a impossibilidade de se lograr a plena realização em todos os aspectos da vida. com o próximo.. deve-se resolver a questão o quanto antes. Por isso. Identificando e combatendo os “desperdiçadores do tempo” Com freqüência pode-se observar a inversão de prioridades devido a certos fatores que precisam ser removidos da rotina diária. e não ficar se culpando por algo que está além do próprio controle.”50 De fato. para o estudo. Como planejar os alvos? – Os alvos devem ser colocados em uma lista de prioridades. para a alimentação. A ciência. para o repouso. deve-se estabelecer tempo para o contato com Deus. os relativamente importantes sob a letra B. isto é. para a recreação e para outros compromissos. É necessário gastar tempo naquilo que realmente é primordial e indispensável. . 500. este pensamento demonstra o que aqueles que possuem alvos e propósitos definidos seguramente farão. aos amigos e. Frustrações poderiam ser evitadas se periodicamente cada um fizesse uma avaliação de como está utilizando o tempo. Como usar o tempo? – A maneira como se administra o tempo é influenciada pelo modo como são organizadas as atividades diárias. 2.

números de telefone. pela tarde e à noite. Se se empregar uma agenda para o registro destas atividades. e as atividades devem ser alistadas em ordem de prioridade a partir dos itens mais importantes e urgentes. esta deve ser colocada em lugar de fácil acesso. o estresse inevitavelmente afetará a experiência da comunhão com Deus. o mal do século 21. E o que é pior. Distrações – Quando se tem o tempo devidamente organizado. como e quando. e o que é facultativo. e o repouso na medida certa capacita para novos desafios. ou do computador. dificultará. Deve-se também manter o equilíbrio em relação ao trabalho. Antes da pessoa se retirar para o repouso noturno. o que. é fácil imaginar que se pode ficar até tarde em frente da “telinha”. ou ainda conversando ou realizando atividades não planejadas. 2. No contexto cultural contemporâneo. 3. mas deve ser feito de maneira que haja moderação e equilíbrio. ela deve separar alguns minutos para planejar a agenda do dia seguinte: o que terá que ser feito. Interrupções e interferências externas – Embora seja quase inevitável que ocorram interrupções e interferências durante a execução do planejamento diário. como gastamos o tempo e o modo como nos levantamos acima delas. inevitavelmente. Esse equilíbrio não se encontra nem na ociosidade nem no excesso de atividades. por excelência. o que importa é a maneira como gerenciamos a vida. etc. considerado. pois o trabalho na medida certa dignifica e enobrece.209 1. etc. ou mesmo . O ideal é que tudo que se refira às atividades por serem cumpridas seja mantido no mesmo lugar: apontamentos. para que se evite o terrível estresse. isso é possível. Desorganização – Para evitar o problema de desorganização ou falta de planejamento. o correto é estabelecer previamente o que será feito pela manhã. onde as exigências sociais e profissionais vão além do limite de cada pessoa.. às vezes se torna necessária a realização de mais de uma atividade ao mesmo tempo. endereços.

Ellen G. e colocá-la de mal com a vida. . etc. De nenhum talento que nos concedeu requererá Ele mais estrita conta do que de nosso tempo”. descartar as coisas inúteis. Deve-se sempre ter em mente que o tempo é breve e que a vida humana passa “como uma neblina que aparece por instantes e logo se dissipa” (Tg 4:14). Conclusão Deus é o dono do nosso tempo. pedir sabedoria e ajuda a Deus. 4. White menciona que “cada momento é Seu. 51 White. 342. compartilhar atividades. de um cardápio inadequado. A oração de Moisés mostra qual deve ser o maior anelo do cristão: “Ensina-nos a contar os nossos dias. devemos aprender a dizer “não” para o que não é prioridade. para recreação. Parábolas. Isso pode afastar uma pessoa de Deus. é corrigi-lo para que não se torne uma doença. para que alcancemos coração sábio” (Sl 90:12). e.210 impedirá o cumprimento satisfatório de qualquer plano de devoção pessoal diária. é necessário uma pausa para examinar se não está ocorrendo algum tipo de desequilíbrio resultante da falta de repouso suficiente. Esgotamento físico e mental – Se a pessoa sente que está estressada e com baixa produtividade. Ao ser identificado o problema. o que seria um mal maior. sobretudo. da falta de tempo para atividades físicas. e estamos sob a mais solene obrigação de aproveitá-lo para Sua glória.51 Por essa e outras razões.

mas em Deus. como se esse relacionamento pudesse ser conseguido por “osmose”. autêntica e individual. Preparação A melhor preparação para a meditação bem-sucedida é uma convicção pessoal de sua importância e uma firme determinação de perseverar em sua prática. Porém. íntima. e ela inclui tanto a aprendizagem como o sentimento. de intensa atividade secular e de superficialidade espiritual. A verdadeira espiritualidade não está centralizada no eu.211 Seminário 2 – Sugestões práticas para a vida devocional Introdução Muitos esperam alcançar. é fundamental que cada um faça um balanço na vida para descobrir o grau de prioridade dada à devoção pessoal. Encontrar um local específico. resultados espirituais por meio de um relacionamento superficial com Deus. para ser usado todos os dias. Para se obter mais tempo de devoção. a devoção deve ser contínua. . confortável. para crescer em Cristo. onde não haja distrações e interrupções. da noite para o dia. Deus vai guiando o sincero na descoberta da melhor maneira de prosseguir no crescimento espiritual. Independentemente da forma como a devoção é praticada. é preciso haver um preparo. e para isso é necessário desenvolver os seguintes passos: 1. Num tempo como esse.

Com olhos abertos repita o texto sagrado. vossa comida e vossa bebida.52 3. William Loveless. quando fizerdes de seus princípios os elementos de vosso caráter. desde jazer prostrado ao chão até em pé. Na confissão o homem restaura seu relacionamento com Deus. 41. Muitos gastam a maior parte do tempo da oração falando e não ouvindo o suficiente. significa esperar com expectação ativa. o que. 83. . e nos localiza. O. Janeiro de 1986. Pode orar em qualquer parte. William Loveless sugere um plano semanal para a meditação que compreende os seguintes passos:54 1º dia: Memorize a passagem em estudo e repita freqüentemente durante o dia. nos procura. Noutro sentido. papel. com as mãos e a cabeça erguidas para os céus. 4. 3º dia: Aplique o texto para sua própria situação. O melhor método seria encontrar uma posição com o máximo conforto e com o mínimo de distração. Ouvir mais a voz de Deus do que falar o tempo todo. vagarosamente e em silêncio para você mesmo. 2º dia: Busque o significado do texto para a vida pessoal. conhecereis melhor como receber conselho de Deus”. pois Deus faz três coisas por nós: Ele nos ama.53 5. “Christian Meditation”. Estudos dizem que o ideal é gastar 20% do tempo falando e 80% ouvindo o Espírito de Deus. uma agenda por quem orar. Não há lei que prescreve uma postura correta. 10-12. A Bíblia contém de tudo. 115. 114. Mensagens. “Quando fizerdes da Bíblia vosso alimento. e em qualquer posição. Hallesby descreve que a postura não faz muita diferença. White. em qualquer momento. 53 54 52 Ibidem. Confessar os pecados. Ter sempre à mão Bíblia.212 2. Mi. a postura é de máxima importância. Esperar pacientemente no Senhor. caneta e quando possível. porém. de acordo com Isaías 40:31.

Através do dia volte a repetir várias vezes.. volte a meditar no texto e agradeça a Deus pelas vitórias e bênçãos recebidas. e seremos mais profundamente imbuídos de Seu Espírito”. “Organize sua vida devocional”.. julho de 1978. 5º.. 42-45. 83... Meditando em Seu grande sacrifício por nós. White. Dom Orei ao levantar? Participei dos cultos matutino e vespertino? Li a Bíblia hoje? Orei ao meio-dia? Estudei a lição da Escola Sabatina? Realizei minha comunhão particular? Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Ellen G.. especialmente as finais. Antes de dormir. White recomenda: “Faria bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus.55 Semana:. Através da oração falamos com Deus e por meio da meditação Ele fala conosco. O ideal seria preencher diariamente um questionário como o que segue.. 55 56 Tércio Sarli.... nosso amor vivificado. RA. nossa confiança nEle será mais constante. para avaliar os hábitos devocionais diários. 6º e 7º dias: Siga o programa do 4º dia... Tomar ponto por ponto.. ..213 4º dia: Pratique por dez minutos e repita as conclusões como “minha vida está com Cristo em Deus”...56 Dialogando com Deus A linha entre a oração e a meditação parece ser indistinta. O Desejado. Onde caiu agradeça pela oportunidade de aprender o certo. e deixar que a imaginação se apodere de cada cena..

“A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo”. 3. Alguns dias o diálogo pode parecer um monólogo. bens.57 e seu propósito consiste em: 1. outros dias o Espírito Santo pode impressionar com um significado específico. 39. O ser humano necessita reconhecer a necessidade de Deus e decidir buscá-Lo em primeiro lugar. Caminho. 4.214 A comunhão tem o aspecto de um diálogo com o céu baseado em um reflexivo exame das Escrituras. não Deus – A oração não pode tornar Deus mais sábio. Hb 13:8). mas a pessoa deve estar disposta a entregar o coração. Solidificar o relacionamento com Deus. Permitir que Deus opere – Mesmo ciente que a oração seja a solução para todos os problemas e que o poder de Deus flui para quem ora em sinceridade. muitas pessoas deixam que suas atividades diárias se tornem “pequenos deuses” disputando para tomar o tempo. tempo e 57 White. Sintonizar com a sabedoria e o poder de Deus – Orar pelos outros faz com que quem ora se torne canais de graça e poder para eles. Seu amor e graça são constantes (Ml 3:6. A imaginação é um importante componente da comunhão porque ela volve a mente do indivíduo aos sentimentos e mensagens dos autores bíblicos. “De fato. o qual é constante em relação ao ser humano – A oração não pode fazer Deus melhor do que Ele já é. ou fazê-Lo trabalhar mais. para apoiar financeiramente um projeto missionário ou outra coisa que Deus deseja. . 93. Mudar o homem. Deus opera. para gastar tempo com outrem. mais bem informado. Suas sugestões para chamar alguém. A prece deve elevar-nos à harmonia com Ele. Rm 8:38. pois nós é que somos variáveis. Escuta-se os sussurros divinos. 2.

24-27. Encorajando a devoção pessoal e em família. SP: Casa Publicadora Brasileira. O coordenador de oração é o elemento essencial para uma igreja que ora.215 energia à Sua vontade”58 (Sl 27:14. líderes de igreja. Ele ajuda a integrar a oração em toda a vida da igreja e no calendário da igreja. White. União. programas e lugares para o povo orar junto pela igreja. Oração privativa é a mais elevada atividade espiritual que uma pessoa pode cumprir. mas acima de tudo. 1995). como já foi referido. Acerca disto. Ele pode realinhar os pensamentos e escolhas humanas de acordo com Seu propósito. Estabelecendo um coordenador de oração na igreja. 37:5.60 58 59 60 Dan Smith. . 98. Ellen G. pelos líderes e pela comunidade. (b) estabelecer grupos para planejar as iniciativas da oração. e (c) ajudar na implementação de planos para as duplas ou grupos que estarão orando por pedidos específicos (por nome) de pastores. Jr 29:12 e 13. Divisão e Associação Geral. e pode cumprir as seguintes tarefas: (a) identificar pessoas que têm interesse na oração intercessora. 3. White recomenda: “Temos que orar em família.59 2. Quebrando as barreiras As barreiras que impedem a devoção podem ser quebradas através dos seguintes passos: 1. Caminho. Mediante uma entrega total a Deus. professores. Ml 3:10). pois ela é vida da alma”. 2005. Estabelecendo tempo. ver Guia para Ministros (Tatuí. 17:2. 8. não devemos negligenciar a oração secreta. Associação. “Qual é o Propósito da Oração?” Dg.

(d) escolher companheiros de oração. (c) montar correntes de oração.62 Alguns passos que podem ser úteis para a equipe de oração de uma igreja: (a) estabelecer um “jardim” de oração no serviço de culto. “União Norte Brasileira capacita 146 pastores aspirantes”. (2) vida dedicada à oração. encorajar e liderar com ênfase na oração.. (3) maturidade espiritual. Temas Teológicos. pratique sua devoção pessoal. com sono. (g) formar grupos de oração para o evangelismo. White menciona que Deus não espera que nos tornemos eremitas ou monges. e o convívio das multidões. s/d). White. Caminho. (e) realizar reuniões de intercessão. formação espiritual. ou em breve deixará essa prática. que nos afastemos do mundo com o objetivo de nos consagrar às práticas de piedade. a diferença á a oração” (Cachoeira. (f) promover vigílias espirituais. A pessoa que não faz outra coisa senão orar. (b) realizar semanas de ênfase na oração. em Dayse Bezerra.] mesmo cansado. 25. Nossa vida deve ser tal qual foi a de Cristo 9 dividir-se entre o monte da oração.216 No nível de igreja local. Ellen G. A oração e o estudo da Bíblia sem missão é cristianismo contemplativo e a missão sem oração torna qualquer ação autenticamente improdutiva. cit. “Apostilas e materiais. 62 61 . Alejandro Bullón. (i) escolher um dia de jejum e oração. e (j) formar equipes de oração para eventos e necessidades específicas. 101. CD-Rom.61 Oração e missão O segredo do sucesso da igreja consiste em combinar oração e estudo da Bíblia com a missão. (h) fazer retiros de oração. Isto é ser homem de Deus.. a pessoa apontada para esta posição deve ter: (1) boa reputação entre os membros. RA. ou suas orações acabarão se tornando formais e rotineiras. BA: Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Alejandro Bullón enfatiza que “o segredo para se manter firme na obra é a comunhão diária com Cristo [. e (4) dons de organizar. maio de 2007.

. “Devoção pessoal.63 como é exemplificado nestes textos: Raízes Frutos Sl 37:4: “Agrada-te do Senhor.217 Conclusão Acima de tudo. cit. e Ele satisfará aos desejos do teu coração”. 41. podeis fazer”. e o mais ele fará”. abril de 2006. receberemos os frutos (bênçãos). 67 e 68. Sl 37:5: “. SP: Casa Publicadora Brasileira. porque sem mim nada mim.. 1965). Jo 15:5: “. fonte de poder”. quem permanece em esse dá muito fruto. Quando a devoção se torna um estilo de vida.. confia nEle. Evelyn Nagel. o essencial nesta terra é vivermos aprofundando as raízes (permanência em Cristo).. e então. 20. obra não autorada. e eu nele. Martinho Lutero.64 63 64 Fronke.. a pessoa passa a viver uma vida mais feliz no presente e a esperança de um futuro promissor – a vida eterna (Mc 10:29 e 30). RA. em Princípios Básicos do Viver Cristão (Santo André.

e controla todo o corpo. etc. A parte física do cérebro compõe-se de uma estrutura com cerca de um quilo de tecido biológico (em um adulto). e do comando das ações involuntárias (circulação sanguínea. A mente é o resultado do funcionamento do cérebro composto de pensamentos. e espiritualidade Cada órgão do corpo foi feito para ser coordenado pela mente e todas as nossas ações boas ou más originam-se nela. da inteligência. direito e esquerdo. E para que o cérebro seja sadio. olfação. Na parte central existe um sulco profundo que o divide em dois hemisférios. como andar. É um órgão maravilhoso tanto quanto incomparável. Se pelos hábitos . deve ser sadio o cérebro. e nele se encontram numerosos sulcos sinuosos. Ele comanda os movimentos voluntários. chamados cissuras. Na parte externa existe uma camada cinzenta denominada córtex. audição. do raciocínio. Relação entre mente e corpo. correr e escrever. gustação e tato).218 Seminário 3 – Protegendo a mente da influência negativa da mídia Introdução O cérebro humano é um sistema tão complexo que quanto mais se aprende a respeito de suas atividades. digestão. sentimentos e emoções. menos ele é compreendido. A fim de que as partes do organismo sejam sadias. No cérebro se situam os centros da memória.). que apresenta um grande número de reentrâncias e saliências semelhante a uma noz. além da interpretação dos sentidos (visão. Ellen G. deve o sangue ser puro. da imaginação. White descreve: “O cérebro é o órgão e o instrumento da mente.

prisão de ventre. dor de cabeça (enxaqueca). enfraquece o fígado. artrite e até mesmo gagueira. Ellen G. um cérebro cheio de temor e ansiedade ou perturbações. o corpo padece. enquanto a natureza moral e espiritual se debilita. 385. pode produzir debilidades físicas tais como distúrbios gástricos. pressão alta. “o comer e o beber impróprios resultam num pensar e agir impróprios também”. podendo atingir um estado vegetativo. azia.67 Esta afirmação mostra que nós somos compostos daquilo que comemos. . 241.70 Muitos se incapacitam para o trabalho. White.65 White ainda ressalta que “muito íntima é a relação que existe entre a mente e o corpo. doenças cardíacas. Santificação. White. A doença é em geral. Obreiros. que registro apresentará então a vida de muitos! Então verão o que poderiam ter feito se não 65 66 67 68 69 70 White.66 Desta maneira. indigestão. assim. White. aflige a mente e. 392. Mente. alergia. úlceras. perverte o temperamento e o espírito do homem”. 69 “produz má digestão. Mente. mental e físico. 388.68 e “a condescendência com o apetite obscurece e entorpece a mente. Fortalecem-se as tendências animais. 230. White continua: “Em muitos casos a deficiência mental é a sobrecarga do estômago que fatiga o corpo e debilita o espírito”. Desta maneira. embota as santas emoções da alma”. mas se a mente não estiver saudável. White. diarréia. Quando estivermos junto ao grande trono branco. O ser humano pode ser privilegiado com uma invejável estrutura física. Ibidem. 29. A Ciência.219 correto do comer e do beber o sangue se conserva puro. o cérebro será alimentado de maneira apropriada”. pelo excesso em comer e pela satisfação de paixões concupiscentes. produzida e fortemente agravada pela imaginação”.

71 Esta autora destaca também que “pelo apetite.73 e também ilustrativos (os objetos do santuário do AT. utilizando diversas formas de comunicação para ajudar a construir na mente humana os valores morais e espirituais conforme Seu desejo. Ibidem. desde que nascem. etc. 72 . mentais e morais. 2005). os princípios e valores foram menosprezados em função dos desejos egoístas do sistema consumista.72 Como as influências atingem a mente O plano original de Deus era que. Então reconhecerão que alturas de grandeza intelectual poderiam ter atingido. Satanás controla a mente e o ser todo. num verdadeiro processo de auto-sustentação. 167. Dentre elas. a sociedade é fortemente influenciada pelos meios de comunicação. citam-se: 1. 160. são expostas ao mundo antes velado aos adultos. o ser humano interagisse com o mundo ao redor. se tivessem dado a Deus toda a força mental e física que lhes confiara. e mais recentemente com a alteração dos paradigmas experimentada pela sociedade. porque sacrificaram todas as suas faculdades à condescendência com o apetite”. Milhares que poderiam ter vivido. SP: Casa Publicadora Brasileira. No entanto. White. os símbolos 71 Ellen G. com as mudanças ocorridas após a queda. Conselhos sobre regime alimentar (Tatuí. Assim. Imagens – Em séculos passados cumpriam um papel predominantemente estético (nas catedrais.220 tivessem aviltado as faculdades que Deus lhes concedera. passaram para o túmulo como fragmentos físicos. As crianças. A mídia procura ocupar o primeiro lugar na mente das pessoas através de diferentes estratégias. por meio dos sentidos. em quadros.).

como um grande mestre nesse processo. Quanto às imagens. as imagens se transformaram num elemento informativo. Sl 115:4-8. 2. O indivíduo passa a comer. O inimigo então. etc). Costuma-se assim dar mais importância aquilo que se vê do que àquilo que se pode entender por meio do raciocínio. também eram utilizadas como objetos de adoração entre os pagãos e aqueles que se afastavam dos caminhos de Deus. convencer. lança certa memória “X”. vestir. que se enquadra em seus objetivos no momento em que a pessoa está no limiar de uma decisão. ver Nm 33:52. ler e ouvir coisas de caráter imoral e pecaminoso. fundamental e indispensável para informar. Is 44:9-17.221 apresentados em Daniel 2. como acontece normalmente com outros tipos de comunicação. Este procedimento subliminar fere um princípio divino chamado livre arbítrio. Sl 135:15-18. Mensagens subliminares – Por este mecanismo subliminar. Há uma reprovação divina àqueles que adoram as imagens ao invés de adorar o Criador. falar e agir de acordo com uma escala de valores estabelecidos por imagens elaboradas num ambiente de estúdios. pois este entretenimento procura acessar e afetar a mente. Deus é muito incisivo quanto à importância de se controlar as entradas da mente. 74 73 . pois não dá opção de escolha. As imagens que uma pessoa assiste ficam armazenadas em uma porção recuperável do cérebro. Deus pode lembrar a alguém dos episódios que se enquadram com Seus propósitos. As imagens audiovisuais constituem um poder tão destacado de sedução que grandes quantias são gastas diariamente em cosméticos para melhorar a aparência. evitando ver. um banco de memória ao qual somente Deus tem direito de acesso. Por isso. as informações entram de contrabando e se alojam no subconsciente. mas o mesmo acontece também com Satanás. manipular e seduzir as pessoas. todavia. sem dar a opção de aceitar ou rejeitar a mensagem.74 Hoje. seja na compra de um produto ou na adoção de uma filosofia ou ideal.

dado ao seu caráter basicamente familiar e caseiro. White acrescenta: O verdadeiro cristão não desejará entrar em nenhum lugar de diversão nem se entregar a nenhum entretenimento sobre que não possa pedir a bênção divina. o genuíno e o espontâneo. fazendo com que as ilusões sejam tão vívidas. que começava com um crescimento explosivo. Enfatizando os perigos do entretenimento. Para neutralizar a opinião pública a respeito dos filmes. Ellen G. Entretenimento: O entretenimento promete afastar as pessoas dos problemas diários e tribulações da vida. o cinema. etc. buscou explorar mais a violência. tão realistas que se torna quase possível viver delas.222 3. 399. Filmes: Com o abandono das restrições sociais. não houve demora e estas duas mídias se tornaram parceiras por excelência na propagação do que é imoral e corrupto. Esta é uma armadilha perigosa. houve um relaxamento da censura. a indústria cinematográfica investe milhões de dólares em publicidade e as pessoas são persuadidas por meio de reações diversas provindas dos ângulos das câmeras. nem contemporizará com nenhum outro enfeitiçante prazer que lhe venha banir a Cristo do espírito. visando não perder audiência para a televisão. o inautêntico e o teatral expulsa da vida o natural.75 4. Não será encontrado no teatro. do trabalho de edição e de trilha sonora. e nos salões de jogos. Entretanto. a mídia procura idealizar um mundo onde a fantasia é mais agradável e aprazível que a realidade. 75 White. . Então. a pornografia e o descaso com os valores humanos. temas ainda não veiculados pela televisão. Desta maneira. onde o fabricado. Não se unirá aos alegres valsistas. a partir da década de 70. da iluminação. tão convincentes. Mensagens.

e feridas emocionais incuráveis. manipula bem. O mais terrível é que a mídia altera os valores. que sabe o que quer e onde vai chegar. e apenas refletem a realidade cotidiana. ao injusto. nunca sente culpa ou remorso. O termo psicopata designa aquele que possui 100% da razão e 0% de emoção. Ela promove uma noção errônea de que as cenas que se assistem não afetam os valores morais ou espirituais. a mídia tem tirado até o significado da vida. Os especialistas da mídia inventam “ídolos” que simbolizam os ideais que as massas aspiram ou adoram. além disso. ao mentiroso. a mídia cria uma cultura onde se valoriza o lado mau dos programas que se efetivam em desilusão. não as convicções. . crises familiares. ao impuro. colocando nas pessoas um estado de carência de sentido que gera inúmeros suicídios.223 De fato. AIDS. puro. que calcula friamente o crime que deseja praticar sem importar com o semelhante. justo. As pessoas continuam crendo em Deus. a humanidade fica condicionada. Em certo sentido. cria a pressa. e neste papel manipulador. o próprio inimigo e seus agentes. gravidez indesejada.77 Influências negativas sobre a mente 78 Por diferentes métodos. tira o desejo de ler a Bíblia em vista de trabalho ou entretenimento excessivos. a mídia revolucionou a linguagem e inventou uma realidade paralela à vida humana. Enquanto o termo psicose define a loucura ou delírio de um indivíduo. com pouca exceção. 78 77 76 Mais informações sobre este tópico ver o Capítulo III. A vida real passou a ser representada com tanta perfeição e rapidez que os "mundos" simulados se tornam um desafio aos sentidos. ao modo de pensar dos que se encontram por trás dos bastidores.76 onde se enaltece o “vilão” e deixa o “mocinho” como bobo. que mente bem. não causam violência. mas a mídia faz suas escolhas. O “vilão” refere-se a ênfase que é dada ao incorreto. a mídia estimula uma cultura psicopata. Assegura que estar envolvido pelo que é proibido faz parte do processo de crescimento. Enquanto que o “mocinho” representa aquele que quer ser honesto. ao sensual. amável e respeitável.

da ênfase nas desgraças sociais. Explorar os outros – elas. no Éden. Viver uma cultura de alta tensão – elas se tornam vítimas da pressão no trabalho. Adaptar-se a um estilo compulsivo – elas passaram a trabalhar sob efeito de drogas para manter o pique face à ousadia e o status que a sociedade impõe. 22. a menos que lhe seja cedido o controle.80 Mesmo os “bons” programas que a mídia apresenta têm subjugado a vida das pessoas. de serviços obtidos dentro do carro (drive-thru). 5. Ser orientadas pela conveniência – elas se valem de comida congelada. 79 80 White. de modo a não ter tempo livre para estudar. Porém. 4. etc. . orar. da ameaça de demissão. ajudar o próximo e servir ao Senhor. da ansiedade crônica. e confundir as pessoas de tal maneira que não seja ouvida nenhuma outra voz senão a sua.79 O inimigo procura vincular a mente humana à mente dele. 2. as pessoas passaram a: 1.224 Através da potencialização e perpetuação dessa cultura do desejo. Mente. ele não pode controlar a mente humana. Ele procura atuar ao volante da memória humana para obter o controle da mente e enredá-la para o caminho do erro. Ibidem. da competição. as pessoas tem se tornado prisioneiras dos sofismas de Satanás. 6. do estresse na vida pessoal. etc. Com isso. Buscar entretenimento e escapismo – elas são programadas pelas expectativas ilusórias que a mídia impõe e desta maneira fogem da busca do sentido das coisas. 3. oprimem os trabalhadores e geralmente se tornam cínicas diante dos sofrimentos alheios. como fez com Adão e Eva. Enfatizar a tecnologia sofisticada – elas endeusam a ciência crendo que a tecnologia resolve tudo. movidas pelo capitalismo.

Face aos inúmeros perigos da mídia. todos são atingidos positiva ou negativamente. Assim. não deve ocupar o tempo das outras coisas que. A mente embotada de conteúdo que encanta a natureza carnal não terá facilidade para louvar ao Senhor. que já se propaga certa marca de produto. fazer o culto doméstico. “Tomará alguém fogo no seu seio . Em razão disso. Os cristãos têm sido capturados e persuadidos com shows. Por exemplo: que mal existe em trabalhar? No entanto. alterar o comportamento e a motivação humana para fins lucrativos. Satanás tenta as pessoas com coisas boas para substituir o lugar de Deus na vida. que se torna difícil viver sem ela – basta apontar o indicador para cima. É lamentável que a mídia venha sendo utilizada para manipular a mente. Que mal há em assistir filme com amigos? Porém. são prioritárias. também.225 Estes padrões impostos pelo mercado econômico e por manipulações políticas têm substituído identidades e ideologias. Cultivando uma mente renovada Para cultivar uma mente renovada neste mundo de tantas vozes. se o conteúdo do filme não for avaliado com critério. por exemplo. ministrar um sermão na igreja ou orar com um doente. e produzido uma verdadeira desordem cultural. Ela se tornou o veículo tão adequado para impulsionar as emoções e decisões. inconscientemente. devemos exercer o domínio de nossa vontade. ir ao culto da igreja. e gastam muito tempo enchendo a mente com cenas subliminares e com o mundo virtual. a pessoa estará permitindo que abominações entrem soberanamente em sua intimidade. a revelação divina provê orientação segura: “Não porei coisa injusta diante de meus olhos” (Sl 101:3). como pode a Bíblia ou um sermão fazer sentido? O apóstolo Paulo afirma que a pregação não consiste em linguagem persuasiva. mesmo sendo algo bom. mas em demonstração do Espírito (1Co 2:4).

. “Todos quanto se acham sob as instruções de Deus precisam da hora tranqüila para a comunhão com o próprio coração. tudo o que é respeitável. para não verem nem aprenderem o mal. é necessário refletir a respeito de tudo o que se faz: É esta a melhor maneira de gastar o tempo? A mensagem que está sendo veiculada promove os valores espirituais? A Bíblia parecerá mais interessante após assistir o programa? Onde a mídia é controlada com critério. envolvendo o regime alimentar. para que não ouçam o que é mau e não obtenham o conhecimento que lhes mancharia a pureza de pensamento e de ação”. “Abstende-vos de toda forma de mal” (1Ts 5:22)..] seja isso o que ocupe o vosso pensamento”(Fl 4:8). E Ellen G. O Lar. 404. Devem fechar os ouvidos. [. Conclusão Em razão da acirrada guerra pelo controle da mente. irmãos. “Cada um lance de si as abominações de que se agradam os seus olhos” (Ez 20:7). esse deve também andar assim como ele andou” (1Jo 2:6). “Finalmente. a devoção pessoal se torna mais praticável e certamente haverá mais tempo para os devocionais. exercícios físicos.. tudo o que é verdadeiro. com a natureza e 81 White. repouso. tudo o que é puro. trabalho e tempo dedicado à vida devocional.226 sem que as suas vestes se incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas.81 Uma vida guiada pelo Espírito Santo dominará a vontade por meio da reforma de seus hábitos. “Aquele que diz que permanece nele. White completa: “Os que desejam ter a sabedoria que vem de Deus [. “Todas as coisas me são lícitas.. mas nem todas me convêm” (1Co 6:12). sem que se queimem seus pés?” (Pv 6:27.] devem fechar os olhos. tudo o que é justo. 28)..

o silêncio da alma torna mais distinta a voz de Deus.. esperamos diante dEle. Mente.”82 82 White.227 com o próprio Deus.. 1:11. .] Quando todas as outras vozes silenciam e. [. em quietação.

Menciona também como a Bíblia sofreu ameaças. foi amada. desprezo.) No período apostólico a igreja se manteve fiel e pura. perseguições. Autoridade bíblica no período da igreja de Éfeso (31-100 d.84 Os Evangelhos. permanecendo uma inalterável fonte de conhecimento para a salvação. Com base nos ensinos apostólicos.83 Costumavam ler nas igrejas alguns dos evangelhos e cartas dos apóstolos. 1980). 1: 100. mesmo diante de perseguição e morte (At 5:17-32. os primitivos cristãos levaram adiante a tarefa de expandir o evangelho. . em geral na versão grega. 83 84 Justo L. Atos.228 Seminário 4 – Desafios à autoridade bíblica no período das sete igrejas de Apocalipse Introdução Este seminário descreve os desafios à autoridade bíblica no período que corresponde às sete cartas às igrejas apocalíptica (Ap 2 e 3). Epístolas e o Apocalipse se tornaram modelo para que os primeiros pais da igreja redigissem seus escritos. Para eles. 57. Uma história ilustrada do cristianismo (São Paulo: Vida Nova. 28:16-22). as quais representam a igreja cristã em diferentes períodos entre a ascensão de Cristo e Sua segunda vinda. mas de igual modo. At 24:14). Cairns. as Escrituras eram formadas pelos livros sagrados dos judeus. Gonzalez. a Septuaginta. pois o considerava a norma para reger a vida em apoio às suas crenças. os quais tinham o AT como referencial indispensável (Lc 24:44 e 45.C. estudada e protegida. Ela seguiu os ensinamentos bíblicos transmitidos por Jesus e pelos apóstolos.

C. quando intimado em 158 d. e mesmo martirizados. . de se negar a adorar os deuses do Império. Entre as igrejas existentes na época. portanto. e nenhum mal me fez. que. Cairns. 1: 79 e 80.90 Com o surgimento das heresias.. 1993).86 e com Policarpo. 96-98. o que contribuiu para se firmar o conceito de que o bispo desta cidade deveria ser o líder geral da igreja. eles também “faziam de tudo para dissipar as falsas acusações acerca de suas crenças e práticas”. respondeu: “Vivi oitenta e seis anos servindo-O. ver Joe E. Ibidem.). 70. neste período era ilícito ser cristão. 88 Entre os cristãos do período de Esmirna não houve a idéia de se fazer uma lista de livros canônicos do NT.C. 87 Embora houvesse uma verdadeira obsessão por parte dos cristãos pelo martírio.85 como ocorreu com Inácio. 66. ver Gonzalez. 95. com o surgimento de falsos escritos (produzidos principalmente por Márcion e pelos gnósticos a partir de 140 d. a jurar pelo Imperador e a maldizer a Cristo.89 a igreja se viu forçada a pensar numa forma mais efetiva de combater os ensinos heréticos. o que o colocaria em liberdade. 19-32. Para um estudo mais detalhado acerca do desenvolvimento das heresias no segundo e terceiro séculos. salvo quando.229 Autoridade bíblica no período da igreja de Esmirna (100-313 d. Como poderia eu maldizer ao meu rei. a de Roma se destacou por sua ortodoxia. que. Tarry.C. 93. os inimigos de Cristo. bispo de Antioquia. que me salvou?”. alguns requisitos 85 86 87 88 89 90 91 Gonzalez. quando por alguma razão. por volta do ano 107 d.91 Além da orientação do Espírito Santo. a igreja se viu na necessidade de um cânon autoritativo para a fé e para a vida.C. mas só eram castigados. os levavam diante dos tribunais. Acerca das influências de Márcion e dos gnósticos. foi acusado ante as autoridades. Desviar a igreja do propósito divino (São Paulo: Hosana. Ibidem.) De acordo com Gonzalez. Ibidem.

94 Contudo. outras dificuldades ocorreram no seio da igreja. que quer dizer “segundo o todo” ou “universal”. 93. a partir desta época. entre os quais o de Roma. Enquanto os hereges diziam ter uma doutrina secreta que só eles conheciam. mas de todos. Além disso. ao mesmo tempo concordavam nos elementos fundamentais da fé. 105. . mas da plena consciência da igreja em relação à importância de cada livro. como se observa no próximo tópico.92 e a obediência aos bispos monárquicos. e fundamentada nos segredos de um único apóstolo. tornou-se imperativa. criou-se também um credo que forneceu uma declaração de fé abalizada para a cristandade. Os cristãos perseguidos não estavam dispostos a arriscar suas vidas por um livro se não estivessem certos de que ele integrava o cânon das Escrituras. começou-se a dar ao cristianismo o título de “católico”. Ibidem. Outro aspecto relevante durante a formação do cânon foi demonstrar que as doutrinas cristãs tinham apoio.230 eram exigidos para se acrescentar um livro ao cânon: (1) o livro foi escrito por um apóstolo? (2) foi escrito por alguém ligado aos apóstolos? e (3) o que estava escrito concordava com as regras de fé baseadas no AT? A formação do cânon do NT foi um processo demorado e não adveio de concílios. não de um evangelho. a igreja apelava à doutrina universal de “todos os apóstolos”.93 Os dogmas formulados neste período foram resultados de pesquisas elaboradas pelos cristãos para interpretar corretamente o significado da Bíblia e evitar opiniões errôneas de filósofos e heréticos. 1: 102 e 107. que aparentemente diferiam entre si. Cairns. 92 93 94 Gonzalez. E estes evangelhos. A partir do segundo século.

96 face a três correntes de pensamento: 1) Ário dizia que Cristo não existiu desde a eternidade.95 O concílio de Nicéia. 95 96 97 Cairns. e diminuiu diante das crescentes influências dos concílios eclesiásticos e autoridade dos bispos. que possuía no primeiro século a pura doutrina (Tt 2:1).97 Além das heresias que surgiam entre os cristãos. da substância do Pai. Jesus foi gerado pelo Pai ou seja. geralmente convocados e presidido pelo imperador. Cairns. co-eterno e da mesma substância com o Pai. Cristo não foi criado do nada como Ário entendia. 107. 3) Eusébio de Cesaréia propôs uma doutrina que combinasse as melhores idéias de Ário e Atanásio. Ibidem. custeado e presidido pelo imperador Constantino. O método adotado pela igreja para resolver as diferenças fundamentais sobre a interpretação bíblica foi a realização de concílios ecumênicos ou universais. Moon e Reeve. 157-159. Para Ário. A partir deste século. adoração de imagens.231 Autoridade bíblica no período da igreja de Pérgamo (313-538 d. . Ver também Whidden.C. 107 e 108. e a guarda o dia do sol (domingo) em lugar do santo sábado (Êx 20:8-11).) Neste período. absorvesse os costumes e tradições pagãs. 107-109.C. por exemplo. mas foi gerado pelo Pai antes da eternidade. mas começou a existir por um ato criativo de Deus antes da criação do mundo. a igreja sofreu graves retrocessos com a chamada cristianização do império romano. a influência negativa do paganismo fez com que a igreja da época. foi realizado em 325 d. como o batismo de crianças. a suprema autoridade das Escrituras foi desafiada. 2) Atanásio achava que Cristo era co-igual. Para ele.

232 especialmente o de Roma.98 A ênfase católica passou a afirmar que os crentes precisavam da Igreja para prover-lhes a correta interpretação das Escrituras, pois pretendiam que a maioria dos livros sagrados era de significado obscuro.99 Em conseqüência de toda essa situação, “as doutrinas vitais do cristianismo tinham quase que inteiramente desaparecido, e com elas a vida e a luz, que consistem na essência da religião de Deus”.100

Autoridade bíblica no período da igreja de Tiatira (538-1517 d.C.) Embora houvessem aqueles que poderiam se caracterizar como bravos cristãos, algo muito grave ocorria no seio da igreja nesse período. Ela desceu ao nível extremamente baixo de a tradição suplantar a revelação bíblica. Durante séculos, o clero se apossou do Livro Sagrado pretendendo ter exclusividade de leitura e interpretação.101 Esse período iniciou-se com a suprema autoridade concedida por Justiniano à igreja romana. Em protesto ao descaso para com as Escrituras, levantaram-se reformadores como John Wicliffe, John Huss, Martinho Lutero, etc. Este, em 1518, afirmou que, para ele, “a única autoridade não seria nem o papa nem a igreja, mas a Bíblia”.102 Como reagiu o romanismo a tais afirmações? O papa Paulo III convocou o concílio de Trento, aberto no dia 13 de dezembro de 1545, e estendeu-se, com longos períodos de sessões, até 4 de dezembro de 1563.

Peter M. van Bemmelen, “Autoridade das Escrituras”, em George Reid, ed., Compreendendo as Escrituras (Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2007), 80.
99

98

Ibidem. J. H. Merle D’Aubigné, História da reforma do século XVI (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, Cairns, 236. Ibidem, 286.

100

sd), 53.
101 102

233 A primeira série de sessões, entre 1545 e 1547, tratou de várias questões doutrinárias. O concílio declarou que, não somente a Bíblia, mas os livros apócrifos da Vulgata de Jerônimo e a tradição da Igreja constituíam autoridade final em matéria de fé. O significado real deste Concílio foi a transformação da teologia medieval escolástica num dogma consumado para todos os fiéis. Este concílio não possibilitou qualquer chance de reconciliação com o protestantismo, porque os protestantes não aceitaram a autoridade da tradição ao nível da autoridade bíblica.103 No século 16, os protestantes consideravam a Igreja Católica Romana como o anticristo, a prostituta de Apocalipse 17, Babilônia, a besta de Apocalipse 13 e o chifre pequeno perseguidor de Daniel 7 e 8, etc. Contemplaram Roma como o homem do pecado, o filho da perdição (2Ts 2:1-3). Lutero dizia que a igreja papal é o poder demoníaco descrito nas Escrituras como o anticristo, que chega até o final dos dias e deverá ser enfrentado não com armas, mas com o Espírito e a Palavra. Para os reformadores, as Escrituras eram como o sol que não necessitava da luz da terra. Ellen G. White comenta:
O poder papal procurava ocultar do povo a Palavra da verdade e colocar diante dele testemunhas falsas para contradizerem o testemunho Bíblia. A Bíblia foi proscrita pela autoridade religiosa e secular; seu testemunho foi pervertido. Homens e demônios faziam todos os esforços para descobrir como desviar da mesma o espírito do povo; os que ousavam proclamar suas sagradas verdades eram perseguidos, traídos, torturados, sepultados nas celas das masmorras, martirizados por sua fé, ou obrigados a fugir para a fortaleza das montanhas e para as covas e cavernas da Terra.104

103

Clifford Goldstein, El gran compromiso (Buenos Aires: Associación Casa Editora Sudamericana,

2001), 27. Ellen G. White, O grande conflito (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 267; doravante esta obra será citada como Conflito.
104

234 A diferença que passou a existir entre os dois grupos, levou ao túmulo milhares de vidas, apesar de que nada justificasse o fato de se matar pessoas em nome de doutrinas.105

Autoridade bíblica no período da igreja de Sardes e Filadélfia (1517-1844 d.C.) Esta foi uma época de mudanças religiosas e de crescente liberdade, ainda que de forma bastante lenta. Ao invés de uma igreja “universal”, muitas denominações se desenvolveram. A reforma ensinou que apenas a Bíblia poderia conduzir à fé; mas qual interpretação deveriam os cristãos aceitar? Surgiram várias posições, todas em nome das Escrituras.106 Blaise Pascal (1623-1662) salientou: “Resolvem-se todas as questões, expliquem-se todas as palavras da Bíblia, e ainda ficarão as maiores dificuldades para o exercício da fé”. Ellen G. White acrescenta que “na vida futura, os mistérios que aqui nos inquietam e desapontam serão esclarecidos”.107 Mais para o fim deste período, eclodiu o iluminismo com seus conceitos racionalistas e com implicações essencialmente religiosas, o que abriu caminho para o atual criticismo histórico, e outros aspectos do secularismo.108

Autoridade bíblica no período da igreja de Laodicéia (1844 até a volta de Cristo) Este período se originou com o senso de urgência referente ao retorno de Cristo. E assim é que, na América do Sul, o padre Manuel Lacunza, estudando as Escrituras, chegou à conclusão que Cristo logo voltaria, e publicou um livro sobre este tema, com ampla circulação. Na Inglaterra e Escócia pregou sobre a segunda vinda Edward Irving e Jorge
105 106

Ibidem, 7 e 8.

A. Kenneth Curtis, J. Stephen Lang e Randy Petersen, Os 100 acontecimentos mais importantes da história do cristianismo (São Paulo: Vida, 1991), 137.
107 108

White, A ciência, 474. Curtis, Lang e Petersen.

235 Müller. José Wolff em outras partes da Europa. Nos Estados Unidos, sinceros pesquisadores como Guilherme Miller, estudaram as profecias de Daniel e entendendo que a volta de Jesus era eminente, conseguiram inflamar multidões. Contudo, após o impacto do desapontamento de 1844, nasceu um movimento que, em 21 maio de 1863 foi organizado oficialmente com o propósito de manter o princípio da plena autoridade bíblica, à semelhança da igreja apostólica, representada por Éfeso. No entanto, é notório que, presentemente, vários conceitos normativos da vida acabam por lançar sombra a autoridade da Bíblia e a correta interpretação dela, como se observa a seguir: 1) Uma força mística interior, típica das várias crenças orientais; 2) concepções humanas precedidas de análise racional; 3) uma organização religiosa (culto com um só líder); 4) uma combinação das Escrituras com a tradição da igreja; 5) uma experiência humana que se diz sob a guia do Espírito Santo, como fazem os grupos carismáticos; Mas felizmente existem aqueles que exaltam a Bíblia como a autorizada Palavra de Deus, entre eles os adventistas do sétimo dia, os quais prezam todos os livros dela como normativos, e lhes dão uma merecida posição elevada. 109 A própria Ellen G. White, declarou em 1851: “Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática. Por essa Palavra seremos julgados. Nela Deus prometeu dar visões nos ‘últimos dias’; não para uma nova regra de fé, mas para o conforto do Seu povo e para corrigir os que se desviam da verdade bíblica”.110 Além disso, em reuniões da Associação Geral, a autoridade da Bíblia foi evidenciada ao longo dos anos. Esta igreja tem estado disposta a aceitar e seguir as
109 110

Reid, “Is the Bible…?”, 6-9. White, Mensagens escolhidas, 3:29.

236 verdades bíblicas, valendo-se de todos os métodos de interpretação que coadunam com o que as Escrituras dizem de si mesmas,111 como assim se observa: 1) A Bíblia é o principal meio primário e autoritativo pelo qual Deus se revela aos seres humanos. O Espírito Santo inspirou os escritores bíblicos com pensamentos, idéias e informações objetivas, e por sua vez, eles expressaram tudo isso com suas próprias palavras. As Escrituras são uma indivisível união dos elementos divino e humano, e nenhum deles deve ser salientado em detrimento do outro (1Pe 1:21). 2) A Escritura não foi formada numa cadeia contínua de revelações ininterruptas, mas à medida que o Espírito Santo comunicou a verdade aos escritores bíblicos. Estes escreveram movidos pelo Espírito Santo (2Tm 3:16; Hb 1:1, 2). 3) Embora tivesse sido dada àqueles que viviam no contexto do Oriente Próximo, a Bíblia transcende a cultura local e da época para servir como a Palavra de Deus para todos os habitantes deste planeta, e em todos os tempos.112 Gerhard Hasel afirma: A Bíblia é a Palavra de Deus para os cristãos modernos, tanto quanto o foi para seus leitores originais. Embora o mundo do século vinte seja dramaticamente diferente do mundo em que a Bíblia foi escrita, sua mensagem básica ainda é importante. Encontrando o significado original, os cristãos se tornam mais aptos a ouvir o que a Bíblia tem a dizer para seu próprio contexto cultural.113

Comissão de estudo da Bíblia do Concílio Anual da Associação Geral de 1986, “Como estudar a Bíblia”, MI, julho-agosto de 1996, 13-17.
112 113

111

Ibidem.

Gerhard Hasel, Biblical Interpretation Today (Washington, DC: Biblical Research Institute, 1985), 111. Para mais informação, ver Leo R. Van Dolson, Revelação e Inspiração (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 78-84.

237 4) A Bíblia é um registro autêntico dos atos de Deus na história; ela traz a interpretação teológica normativa desses atos. Os sobrenaturais revelados nas Escrituras são historicamente verdadeiros. Ela é uma combinação indivisível do divino e do humano. O intelecto humano está sujeito à Bíblia, não acima dela. O propósito de Deus é que a razão humana seja usada em toda a sua extensão, porém sob a autoridade de Sua Palavra; não independente dela.114 5) O Espírito Santo capacita o crente a compreender e aplicar a Bíblia à sua própria vida (Jo 16:13, 14; 1Co 2:10-14). Deus opera para levantar a humanidade caída, conseqüentemente, a pessoa não precisa aceitar, como padrão, os atos de homens pecadores registrados na Bíblia. Quanto à autoridade bíblica observou-se os seguintes pontos: 1) Toda experiência ou declaração das Escrituras é um registro divinamente inspirado, mas nem toda declaração ou experiência da Bíblia é necessariamente normativa para o comportamento cristão de hoje. 2) O espírito e a letra das Escrituras devem ser compreendidos dentro do seu próprio contexto (1Co 10:6-13). 3) A inspiração foi o meio no qual Deus salvaguardou a produção e a preservação da Bíblia, a fim de que tornasse um guia infalível e suficiente para a salvação. 4) Jesus reconheceu que, como Palavra autorizada de Deus, a Bíblia estava acima de toda tradição humana (Mt 15:2, 3). Ele censurou os teólogos judeus de Seu tempo não por estudar o AT, mas por permitirem que as tradições humanas moldassem, e até falsificassem a Palavra escrita de Deus (Mc 7:1-13). Ele usou o AT para dar apoio aos Seus ensinos, instruir

114

Comissão de estudo da Bíblia do Concílio Anual da Associação Geral de 1986.

e definiu as questões contra as argumentações de Satanás utilizando um “está escrito” (Mt 4:4-7). “É a Bíblia uma revelação completa?” RA. como a contemporaneidade. Em Sua vida e ministério. A leitura da Bíblia. . A familiarização com as Escrituras aguça o discernimento. e afastar as tradições. O materialismo anuvia a mente por considerar a Bíblia um mero livro de história. Mensagens. três atitudes incorretas. aumentará a espiritualidade. 397. utilizou o AT como autoridade final. são como seguem: a) negação total. a Bíblia revela o suficiente a fim de capacitar o homem como cidadão para esta vida e para a vida eterna. Contudo. pois existem perguntas que fascinam a inteligência humana. também estava repleta com as verdades do Antigo Testamento. para confirmar o que os profetas escreveram. o estudo das profecias ou as preciosas lições do Salvador – isto será de efeito revigorador sobre as faculdades mentais. Hugo Wichert. e pouco é dito sobre elas. Em conseqüência. março de 1985.115 Material suplementar quanto ao valor da Bíblia Introdução – Mudança de conceito Quando se consideram as circunstâncias que cercam o homem. o conselho divino é não ir além do que está revelado (Dt 29:29). 24. ensaios escritos sobre tópicos capazes de desenvolver a mente e comunicar conhecimento. A mente dos autores bíblicos do Novo Testamento.238 Seus discípulos. o exame crítico de seus temas. a Bíblia não revela tudo quanto gostaríamos de saber. cultura ou capacidade intelectual. 115 116 White. Ellen G. que geralmente se assumem diante da revelação bíblica. fortificando a alma contra os ataques de Satanás. Em tais casos.116 Porém. a crítica bíblica moderna limita a autoridade bíblica. White declara que.

cit. 24. 571. Na encíclica “Ut Unum Sint” de 1995. Em contrapartida. ao longo de Suas páginas. 594. etc. a Federação Luterana Mundial e os Católicos Romanos firmaram uma declaração conjunta sobre a doutrina de justificação pela fé em Augsburgo. muitos protestantes crêem que os católicos romanos têm uma compreensão comum da salvação e que são irmãos em Cristo. Alguns afirmam que a Bíblia não é.118 Mas será que Roma mudou sua posição sobre o ponto que levou a desencadear a reforma protestante (justificação pela fé)? Ellen G. e não nos romanistas”.119 Os que no passado eram acérrimos inimigos de Roma têm proclamado unidade com o papa. Encíclica “Ut Unum Sint. Roma está buscando uma unidade entre aqueles que outrora eram denominados “escravos da corrupção”. 17. Há uma mudança. mas também sobre a justificação pela fé e outros tópicos doutrinários. “Deus tem sobre a Terra um povo que mantém a Bíblia como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas”. Em 1999.117 Os adventistas do sétimo dia têm posicionado dessa forma. em Goldstein. Alemanha. As 117 118 119 White. . 18. doutrina. Procura-se moldar a mensagem bíblica ao pensamento humano.239 b) separação dos aspectos que merecem crédito daqueles que não merecem. não só em temas relacionados ao aborto e à oração em escolas. Conflito. João Paulo II expressa que anelava o dia em que haveria “uma só igreja do Deus vivo”. mas contém a Palavra de Deus. c) interpretação segundo seus próprios conceitos filosóficos culturais ou teológicos. religião. mas a mudança ocorreu entre os protestantes. Em meio a toda essa distorção. 23. Conflito. White escreveu que “não é sem razão que se há sustentado que o catolicismo é hoje quase igual ao protestantismo. White.

121 Conseqüentemente. e 27 no Novo Testamento. A Bíblia é um conjunto de 66 livros sagrados. é o volume mais procurado.189 capítulos. o nome de 10 livros ou seus autores. 650 são esquecidos depois de um ano. “A Bíblia. 31. 10. 14-16. a Escritura Sagrada e o magistério da igreja em uma reciprocidade. de cada 1. porém dizem coisas diferentes e compartilham de vocábulos teológicos comuns. 19. um pouco mais. Manoel Xavier de Lima.693 palavras. número 100. semestre de 1974. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. a suprema norma de fé se deriva da unidade que o Espírito tem criado entre a sagrada tradição. At. com 35 séculos de existência.120 O concílio Vaticano II assinalou especificamente que para a Igreja Católica. mais traduzido e mais lido de todos os tempos. 1o.173 versículos e 773. e apenas 50 são lembrados depois de sete anos. e o Novo Testamento em grego. Contém 1. os dois grupos afirmam ter uma infalível Palavra de Deus. Ver também Ciro Moraes.122 A Bíblia resiste ao tempo Pesquisas indicam que. 23-25.240 afirmações conjuntas rezam: “As razões da divisão do século 16 já não são aplicáveis para o momento atual”. . Francis D. Nichol acrescenta que foram extraídas 433 citações evidentes do Antigo Testamento para o Novo. Ibidem. algumas partes em aramaico. sendo 39 no Antigo Testamento. utilizam os mesmos termos. “A Bíblia” Revista a Bíblia no Brasil. ou um pouco menos. 18. a Bíblia. Ibidem. dependendo da versão. citadas em 46 passagens. com religiões diferentes porque tem distintas fontes de autoridade. em 73 passagens. tais pontos são relevantes: 120 121 122 123 Goldstein. 150 são lembrados depois de três anos.000 livros publicados. I Pe 1:25).123 Quanto a isto. significando que nenhum dos três pode sobreviver sem os outros. “A Palavra do Senhor permanece para sempre” (Is 40:8. declarações do Antigo Testamento são precedidas pela expressão “está escrito”. 44. 34 séculos contestada e amada”. Enquanto isso. dezembro de 1978.

As parábolas esclarecem verdades para os crentes. e o que se poderá esperar no tempo vindouro. White comenta que. lida e respeitada por milhões de sinceros. IAE-Ct. José Carlos Ramos. a profecia mostra a mão de Deus na história até o tempo do fim. 126 125 124 White. Educação. diz-nos onde nos achamos hoje. esmiuçada. o próximo tópico apresenta algumas sugestões úteis para melhor estudá-la. desde a eternidade no passado até a eternidade no futuro. cit. Paulo cita que as Escrituras têm um poder que penetra no âmago da alma (Hb 4:12). unindo-se cada elo aos demais na cadeia profética. “Origem e Autoridade das Escrituras”. .125 Ellen G. 17. Flaming Rutledge. tem se traçado nas páginas da história. até a presente época. maio e junho de 2003.241 (1) As Escrituras colocam diante de nós Alguém que está acima de tudo o que nossa mente pode sonhar. Tudo que a profecia predisse como devendo acontecer. 126 Mediante o inigualável fonte de poder que advém da leitura contextualizada da Bíblia. SP: Edições SALT – Pós-graduação.124 (2) A Bíblia tem sido retalhada. A história que o grande “Eu Sou” assinalou em sua Palavra. Profecia bíblica (Engenheiro Coelho. no prosseguimento dos séculos. e podemos estar certos de que tudo que ainda deve vir se cumprirá em sua ordem. 1988). 3. MI. 178. permanece amada. (3) A Bíblia utiliza diferentes estilos literários que atingem todos os tipos de pessoas. por JoAnn Davidson. e difamada. a poesia mostra os eternos princípios em linguagem sublime. contudo. e a história mostra os atos salvíficos de Deus em Seu trato com o povo envolvido na experiência do pecado. examinada.

307. 8 e 9. Ibidem. Minha consagração hoje (Tatuí. e bem assim a relação de suas partes”. doravante esta obra será referida como Escola sabatina. agosto de 2003. um livro para todos.”. comparando texto por texto”. 1989). “Bíblia.131 5) Compreender a batalha entre o bem e o mal: “Deve aprender a natureza dos dois princípios que contendem pela supremacia.132 6) Ler para aprender algo novo cada dia: “Dia a dia você deve aprender alguma coisa nova das Escrituras.242 Sugestões para o estudo da Bíblia A Bíblia foi escrita para ser acessível à compreensão de todas as classes de pessoas.130 4) Manter-se em Seu tema central: “Deve obter conhecimento de seu grandioso tema central”.. Conselhos sobre a escola sabatina (Tatuí. Ellen G. 22. SP: Casa Publicadora Brasileira. White. Ibidem.” RA. Ellen G. pois contém as palavras da vida eterna. o estudante deve: 1) Fazer uma investigação pessoal: “Precisamos examinar por nós mesmos e aprender as razões de nossa fé. Fundamentos. White. 190. 23..129 3) Ter uma visão do todo: “O estudante deve aprender a Palavra como um todo. . White... 2006).127 Para entendê-la melhor. 129 130 131 132 133 White. Educação.133 127 128 Guilherme Silva. Pesquise-a como se buscasse tesouros escondidos.128 2) Dedicar tempo e esforço: “O conhecimento de Deus não é obtido sem esforço mental.”. SP: Casa Publicadora Brasileira. sem oração por sabedoria.

Educação. Ele iluminará a mente e o guiará na pesquisa”.135 9) Amar sua leitura: “Quando se desperta um verdadeiro amor pela Bíblia. em diferentes épocas da história. ela continua viva e eficaz (Hb 4:12). Nichol. White.243 7) Ler tendo a ciência de que cada verso tem seu valar total: “Tome o estudante um versículo. 19. 189.137 11) Ser compreendida com a ajuda divina: O estudante da Bíblia deve ser ensinado a aproximar-se dela com uma espírito desejoso de aprender. Escola sabatina. Conselhos. White.138 Conclusão Este estudo mostrou que apesar das grandes perseguições levantadas. e o estudante começa a compreender quão vasto é o campo e quão precioso seu tesouro. e concentre o espírito em descobrir o pensamento que Deus ali pôs para ele. 7:989. contra a Palavra de Deus e contra aqueles que a defenderam. Educação. 463. SDABC. 134 135 136 137 138 White. 134 8) Ter tempo para sua leitura: “Precisamos examinar as Escrituras. não meramente devorando um capítulo e repetindo-o sem termos o cuidado de entendê-lo. mas procurando a jóia da verdade que enriquece a mente e fortifica a alma contra os enganos e tentações do grande enganador”.136 10) Requer aplicação para aprender tudo o que Ela tem a oferecer: “Os nervos e músculos espirituais devem ser exercitados a fim de se relacionarem com as palavras de Cristo. útil para o indicar o caminho da verdade e da justiça (2Tm 3:16). White. 189. e então demore-se nesse pensamento até que se torne seu também”. desejará lançar mão de toda oportunidade para se familiarizar com a Palavra de Deus”. .

É por isso que Cristo recomendou: “Examinais as Escrituras. . um estudo meticuloso destes ensinos sagrados proporciona maior crescimento na vida espiritual e faz com que o leitor se torne mais que vencedor. porque julgais ter nelas a vida eterna.244 Sendo assim. e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5:39).

(6) Que influência tem tido os escritos de Ellen White em sua vida? (7) Acha mais difícil orar ou pensar sobre Cristo após ler suas obras? (8) Quando foi a igreja enganada por seguir os conselhos de Ellen White? (9) Poderia a leitura de “Caminho para Cristo”. (5) De acordo com os ensinos bíblicos. o dom de profecia deveria reaparecer nos tempos modernos?(Jl 2:28-30). 1:48. a prosperidade da igreja depende não somente da posse do Espírito de Profecia. 139 A própria Ellen G. 140 139 White. Para mais informações sobre este ponto. 1Ts 5:20. Ford (São Paulo: Instituto Adventista de Ensino. 101 respostas do dr. White afirmou que “o derradeiro engano de Satanás será anular o testemunho do Espírito de Deus”. ou outros livros de Ellen White causar dano a uma pessoa que está buscando sinceramente conhecer ao Senhor? Joel Sarli. A. E como previu o profeta Joel. Delafield. Ellen G. (2) Podem homens não inspirados do mundo. ver D.140 Sendo assim. 155. . (4) Que prova deve ser aplicada para que seja determinada a validade da afirmação de alguém que se diz ser profeta? (Dt 13:1-4). 19:10). 1983). White: (1) Por que meio Deus em geral tornava conhecida a Sua vontade ao homem? (Os 12:10). “O desejado de todas as nações”. É inegável que em todas as épocas Deus proveu Seu povo com diversos dons (1Co 12:10). (3) Outorgou Deus em qualquer tempo a alguma mulher o dom de profecia? (2Re 22:14 e 15). nunca deve ser despresado (Pv 29:18. mas também de sua interpretação correta. 18 e 19). mas também teria o testemunho de Jesus que é o espírito de profecia (Ap 12:17. Sarli identifica algumas questões para reflexão acerca do dom de profecia dado a Ellen G. devido sua importância. o que é confirmado pelo apóstolo João ao descrever que ela não somente guardaria os mandamentos de Deus. a igreja remanescente teria este dom como marca distintiva do povo especial de Deus (2:28). 1966). White e a Igreja Adventista do Sétimo Dia (São Paulo: Casa Publicadora Brasileira. e o dom de profecia. Mensagens Escolhidas (1985). predizer o futuro? (Dn 2:27). 2Pe 1:20 e 21 e Ap 22:7.245 Seminário 5: Métodos para se interpretar o Espírito de Profecia O Espírito de Profecia é um dom indispensável para a igreja nos últimos dias. 52. 10.

uma vez que são a voz de Deus”.-)/0134” (hermenêutica). O termo "hermenêutica" provém do verbo grego “\V4]+12. White. 2) Considerar o contexto interno e externo do texto em questão. ela disse que a voz da Conferência Geral deve ser a voz de Deus. 3:472. "traduzir". 141 Jerome Justesen. Ver http://pt. a verdade e evitar problemas na interpretação. RA.142 Este princípios metodológicos de interpretação se preocupa. 1:57. Mensagens Escolhidas (1985). os anjos ajudam na tomada de decisão. White disse que quando a Conferência Geral emite um juízo é considerada a voz de Deus. 142 143 144 . Ellen G.” (hermTneyI) e significa "declarar". White. ela voltou a dizer: “estes homens devem permanecer num lugar sagrado. Durante algum tempo. mas não é. etc.143 O exemplo a seguir pode esclarecer melhor esta questão: Em 1875.246 Para melhor compreensão dos escritos inspirados.144 Qual é a lição a ser extraída? Quando os dirigentes se humilham e buscam ao Senhor. 1896 e 1901. Em 1890. "esclarecer". a Organização enfrentou problemas gravíssimos com os líderes que conduziam o destino da igreja. “Seis regras para interpretação do Espírito de Profecia”. em definir o significado das palavras com o objetivo de discernir.wikipedia. Significa que alguma coisa é "tornada compreensível" ou "levada à compreensão". 9. essencialmente. os princípios a seguir devem ser aplicados:141 1) Usar a “)*+. No entanto. em 2 de abril de 1901. "anunciar". devem ser considerados. janeiro de 1970.org/wiki/Hermen%C3%AAutica_jur%C3%ADdica. de maneira coerente. O tempo e o lugar. "interpretar". a ponto de tomarem muitas decisões que se opunham à vontade de Deus. 10. Testemunhos.

SP: Casa Publicadora Brasileira. White escreveu outras declarações reprovadoras que necessitam ser avaliadas dentro de um contexto correto. 149 150 Carta 54. o lugar e as circunstâncias alteram as condições. as coisas começaram a mudar para melhor. 3:254. Mensagens. Ellen G. Edson White. decorridos dois meses após a assembléia. A assembléia da Associação Geral daquele ano fez importantes modificações em seus métodos e quadro de funcionários. pois as reprovações foram acatadas. 3:217. para que as reprovações não fossem interpretadas erroneamente. Ela mencionou que: (a) a presença e a glória divinas haviam partido da igreja. continuava a utilizar as declarações reprovadoras escritas por ela em 1898. White. 5:217. White esperava que suas palavras fossem tomadas levando-se em conta o quando. 2000). 265.150 145 146 147 148 White.149 Queria a escritora realmente dizer que a sua igreja fora repudiada por Deus? Não. o onde. 1:57. White. Testemunhos para ministros e obreiros evangélicos (Santo André. Ela então dirigiu-se a ele: “Fere-me pensar que você está usando palavras que escrevi antes da assembléia”. Testemunhos. Pode-se observar então que Ellen G. . 49.148 A partir de 1901. White soube que seu filho.145 (b) a igreja se encontrava em condição laodiceana e a presença de Deus já não estava no meio dela. e o porque foram dadas. White. Testemunhos seletos (2002). 1979).146 (c) a igreja estava voltando para o Egito. Estas reprovações foram feitas nas décadas de 1880 e 1890. período em que a igreja passava por graves dificuldades espirituais e administrativas. 1901. pois o tempo.147 (d) a igreja corria o risco de tornar-se “gaiola de toda ave imunda e aborrecível”. Eventos finais (Tatuí. SP: Casa Publicadora Brasileira. Ellen G.247 Ellen G. No entanto. White.

Roger W. 152 Outros princípios De acordo com Arthur L. 217. MI. o princípio envolvido aqui era a preparação para enfrentar as emergências da vida. antes de chegar a uma conclusão. RJ: Vozes. os princípios a seguir também são básicos para a utilização do Espírito de Profecia: 151 152 White. e não é somente universal.151 Hoje talvez essa orientação fosse para que as mulheres aprendessem a dirigir um veículo. 21 e 22. 1987). Atualmente este costume não ocorre em algumas partes do mundo. palavra profética (Petrópolis. 1996). Quando se utilizam os princípios hermenêuticos de forma adequada. Coon. 119. as conclusões resultantes serão também erradas”. Ellen G. (c) A regra orientava aos pais para serem os próprios professores dos filhos até atingir oito ou dez anos. “Como tratar o texto bíblico”. O princípio é algo que não muda no ser humano.junho de 2001. 4) Considerar tudo o que o profeta diz sobre o assunto. A Bíblia. maio .248 3) Verificar se é um princípio ou tradição. a interpretação será mais correta. Alguns exemplos tornam mais clara esta idéia: (a) Havia um costume que determinava que as pessoas deveriam tirar o chapéu ao entrar na igreja. Educação. Bases bíblicas do dom profético (Engenheiro Coelho. Ver também Emilson dos Reis. . 268-294. White. SP: Centro Universitário Adventista. White disse que cada cristão teria que aprender a ser controlado por princípios. Em 1869 e 1870. e Francisco Marín Heredia. mas também eterno. (b) Havia uma orientação de que as moças deveriam aprender a andar a cavalo. Quando princípios hermenêuticos errados são postos em uso. como Coon destaca: “As divergências doutrinárias devem-se em grande medida a métodos diferentes de interpretação. O princípio era não forçar demais a mente da criança que está em desenvolvimento.

Pessoas diferentes vêm de ambiente e educação diferentes. 4) Deve-se reconhecer que há oportunidade para dúvida. 6) Deve-se estudar o Espírito de Profecia para buscar conselhos e não para provar as conclusões pessoais. deve-se ter em mente que as condições podem mudar. e o estudo da Bíblia. a iniciativa. Não se deve ter liberdade para aceitar parte e rejeitar parte. 7) Ao usar os testemunhos em relação a instituições ou indivíduos. 10) Deve-se ser tolerante com os outros. . Há algumas coisas que cada indivíduo deve decidir por si mesmo de acordo com sua consciência e com Deus.249 1) As mensagens do Espírito de Profecia são primeiramente para mim (a mensagem é pessoal). 11) Deus pode abençoar ricamente alguém que aceite seguir consistentemente a luz total concedida. 2) Deve-se estudar todos os conselhos disponíveis sobre determinado assunto. 9) Deve-se ajudar outros a encontrar seus princípios básicos e não persuadi-los nesta direção. 8) Os conselhos devem ser aplicados consistentemente. o esforço pessoal. 3) Os princípios apresentados nas mensagens são universais em sua aplicação. Isto pode salvar da angústia nesta vida e da perda da vida eterna. 5) O Espírito de Profecia não foi dado para substituir a fé.

Educação.] só compreendendo as velhas verdades é que podemos entender as novas”. 189. White. White e não em folhas não autorizadas de alguém ou em compilações publicadas particularmente. [.156 4) Alimentar a expectativa de descobrir novas verdades. White. “Em cada época há um novo descobrimento da verdade. 157 5) Qualquer interpretação que contradiga pontos especiais de nossa fé.250 12) A pessoa deve ler os conselhos do Espírito de Profecia nos livros de Ellen G. Testemunhos. 5:291. White. “Se examinais as Escrituras para vindicar vossas próprias opiniões.] estarão sujeitos a erros em sua compreensão das Escrituras”.155 3) Sempre que necessário.. “Não devemos receber as palavras dos que vêm com uma mensagem em contradição com os pontos especiais de nossa fé. 1988).. Eles reúnem uma porção de passagens. representa um erro. SP: Centro de Pesquisas Ellen G. 112. . Parábolas.153 Ellen G. por palavras e ações. 5:705. 154 2) Estar disposto a obedecer à verdade. 20 princípios básicos para o estudo e a utilização do Espírito de Profecia (São Paulo. White acrescenta ainda as seguintes orientações: 1) Convidar o Espírito Santo para dirigir o estudo. abrir mão de posições mantidas anteriormente. nunca alcançareis a verdade”. White. 158 153 Ver Arthur L. estar em harmonia com Deus [. Testemunhos. “Sempre que os homens não procuram. e amontoam-na como prova em torno das teorias que afirmam”. 295. 1:161. As velhas verdades são todas essenciais. Mensagens.. White. “Um verdadeiro conhecimento da Bíblia só se pode obter pelo auxílio dAquele pelo qual a Palavra foi dada”. uma mensagem para cada geração. White. 154 155 156 157 158 White..

251 6) Os escritos inspirados devem ser interpretados de acordo com seu significado óbvio. “A linguagem da Bíblia deve ser explicada de acordo com o seu sentido óbvio, a menos que seja empregado um símbolo ou figura”.159 7) Os escritos inspirados são mais confiáveis que conjecturas humanas. “Por haver na igreja membros indignos, não tem o mundo o direito de duvidar da verdade do cristianismo, nem devem os cristãos desanimar por causa destes falsos irmãos. Cristo disse que até ao fim do tempo haveria falsos irmãos na igreja”. 160 8) A Bíblia e o Espírito de Profecia expõem a si próprios. “Os próprios testemunhos serão a chave que explicará as mensagens dadas, como o texto escriturístico é explicado pelo texto escriturístico”.161 9) Procure os princípios básicos envolvidos. “Princípios não mudam, mas a aplicação destes princípios pode variar em oportunidades, lugares e culturas diferentes”.162 10) Várias mentes são melhores que uma; trabalhe em íntima associação com os irmãos mais experientes. “Satanás tem atuado ao volante, manejando-o até que tenha o controle de todas as mentes humanas que acolheram as mentiras com as quais enganou Eva, usando-a depois como agente seu para incitar Adão ao pecado”.163 11) Não pretenda obter respostas finais para qualquer assunto nesta vida. “Tanto na revelação divina quanto na natureza, Deus outorgou aos homens mistérios a fim de dirigir a
159 160 161 162 163

White, Conflito, 599. White, Parábolas, 72 e 73. White, Mensagens, 1:42. White, Testemunhos, 7:83 e 84.

White, Mente, 22. A relevância deste método é devido à dificuldades que realmente existem, e dizem respeito a áreas diversas, como estilo de vida (desleixo na reforma de saúde, vestuário, uso de jóias e pinturas, diversões impróprias e esportes competitivos e violentos, negligência na observância do sábado, etc.), teologia (infiltração de cristologia e sotereologia estranhas ao adventismo, negação do juízo investigativo em 1844, descrença no Espírito de Profecia, reaplicação profética, etc.) e estrutura administrativa (ameaça de congregacionalismo, ordenação de mulheres, emprego inadequado do dízimo, ministérios independentes, etc.).

252 sua fé [...] Devemos estar sempre pesquisando, sempre inquirindo, sempre aprendendo, e ainda assim haverá um infinito diante de nós”.164 A Organização tem mantido a porta aberta para aceitar novas verdades bíblicas; e, ao mesmo tempo, tem exercido muita cautela para que doutrinas espúrias não corrompam as verdades já descobertas. Apesar de acirradas discussões doutrinárias terem ocorrido no percurso de sua história, os fiéis seguidores desta igreja não se surpreendem com aqueles que protestam contra a Bíblia e o Espírito de Profecia, pois esta também foi a sorte de muitos profetas e apóstolos e até do próprio Cristo, que viveu em perfeição absoluta.

Conclusão Aqueles que priorizam os métodos descritos neste estudo, geralmente encontram mais facilidade para compreender que Ellen G. White teve a guia divina no preparo de seus escritos. E assim como os escritos dos profetas deram maior amplitude à verdade exposta por Moisés, da mesma maneira que o NT abriu e enriqueceu os ensinos do AT, também as mensagens dadas à esta autora (dentro do seu contexto), embelezam, ampliam e enriquecem a compreensão dos oráculos divinos.165 Por conseguinte, estes ensinos se harmonizam com a ênfase dada pelo profeta Isaías: “Porque é preceito sobre preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Is 28:10). De fato, em meios aos ensinos confusos que surgem nestes últimos dias, o Espírito Santo almeja guiar os sinceros a toda verdade. Sendo assim, a prática de tais instruções proporciona mais segurança para se conhecer e viver esta pura verdade, tal qual Jesus referiu: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8:32).
164 165

White, Testemunhos Seletos, 3: 261.

Três Meios pelos quais Deus se revela (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1953, 27; matéria não autorada.

253

ANEXO D O Uso dos Meios de Comunicação na Evangelização Adventista

Os pioneiros do adventismo foram poucos em número e desprovidos de recursos financeiros. Viviam um período de redescobertas doutrinárias, pois buscavam a pura verdade bíblica. Hoje, todavia, Deus deparou meios eficazes para fazer com que a obra da pregação do evangelho avance poderosamente pelo mundo; e os adventistas têm se valido desses meios. De fato, a imprensa, o rádio, a televisão e a internet têm facilitado a proclamação do "evangelho eterno" com mais eficácia e rapidez aos "que se assentam sobre a terra” (Ap 14:6). O conteúdo deste anexo oferece um pequeno vislumbre acerca de como a Organização passou a utilizar os principais meios de comunicação na pregação do evangelho, nos Estados Unidos e no Brasil. Lances principais são encabeçados pelo ano em que ocorreram.

O uso da imprensa na evangelização adventista A publicação e distribuição de literaturas foram fatores fundamentais na estruturação e crescimento do movimento adventista desde seu início.

Na América do Norte: 1846: Ellen G. Harmon publica o primeiro folheto To The Remnant Scattered Abroad, datado de 8 de abril, e que se dirigia aos adventistas que haviam passado pela experiência do grande desapontamento. Foram impressos 250 exemplares, custeados por 253

254 Tiago White e H. S. Gurney. Em 8 de maio, José Bates publica um folheto com 40 páginas intitulado The Opening Heavens (Os céus abertos), que tratava de corrigir erros sobre crença na volta de Jesus em 1844, como evento espiritual. 166 Em agosto, ele publica um panfleto de 48 páginas, intitulado The Seventh Day Sabbath, a Perpetual Sign (O sábado do sétimo dia, um sinal perpétuo).167 1847: Primeira publicação conjunta de Tiago, Ellen White e José Bates, intitulada A Word to the Little Flock (Uma palavra ao pequeno rebanho), dirigida aos adventistas. Incluía informes da várias visões de Ellen G. White, uns escritos de Bates respaldando as visões dela e alguns artigos de Tiago White dedicados principalmente às sete últimas pragas e aos acontecimentos próximos à segunda vinda de Cristo. A ênfase principal deste panfleto de 24 páginas era animar os crentes adventistas a se basearem na experiência de 1844 e buscar mais luz sobre a verdade. 1849: No mês de julho, em Middletown, Connecticut, Tiago e Ellen White começam a publicar uma pequena revista de oito páginas intitulada The Present Truth.168 1850: Em agosto, The Present Truth deu lugar ao Advent Review e, em novembro do mesmo ano, seu título foi mudado para Second Advent Review and Sabbath Herald, que ficou conhecido como Review and Herald, tendo a Tiago White como redator e José Bates, S. W.

Ver Richard W. Schwarz, Portadores de luz: Historia de la Iglesia Adventista del Séptimo Día (Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana, 2002), 69, 70. De acordo com Luiz Nunes, no começo o movimento adventista se dividiu em dois grupos: o primeiro deles, considerava que o evento esperado estava correto mas a data era incorreta, então, passou a marcar novas datas para o Segundo Advento. O segundo grupo, que considerava a data correta, subdividiu-se em dois sub-grupos menores: 1) Aqueles que entendiam que Cristo voltara espiritualmente em 1844, e 2) os que concluíram que em 1844 iniciou a purificação do santuário celestial (Hb 9:23). Crises na Igreja Apostólica e na Igreja Adventista do Sétimo Dia (Engenheiro Coelho, SP: Imprensa Universitária Adventista, 1999), 62.
167 168

166

Schwarz, 70. Ver também http://iasddutra.wordpress.com/historia_igreja_adventista. White, Primeiros escritos, xxv.

255 Rhodes e J. N. Andrews como parte da comissão editorial.169 Também é publicado o primeiro hinário adventista, preparado por Tiago White, intitulado Hymns for God´s Peculiar People, That Keep the Commandments of God, and the Faith of Jesus (Hinos para o povo peculiar de Deus, que guarda os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus).170 Este hinário continha a letra de 53 hinos, mas não suas respectivas partituras. 1852: Com a contribuição dos crentes do segundo advento é adquirido o primeiro prelo manual da denominação e, a 6 de maio, o primeiro número do volume 3 da Review and Herald é impresso em Rochester, Nova Iorque. Em agosto desse ano, Tiago White lança outro periódico, The Youth’s Instructor, em Rochester, Nova Iorque, proporcionando lições semanais da escola sabatina sobre temas doutrinários e outros materiais de leitura para o público juvenil.171 Outros autores prosseguem na elaboração das lições, entre eles E. Cottrell, William Higley, Urias Smith, Aldeia Poten e G. H. Bell. Este dá uma forma mais didática e as lições que escreveu foram usadas durante 25 anos. 1855: Começa a funcionar a primeira casa publicadora denominacional em Battle Creek, Michigan, legalmente organizada em 1861 com o nome de Associação de Publicações dos Adventistas do Sétimo Dia. 1858: É publicado o primeiro livro de Ellen White intitulado Spiritual Gifts, abordando o tema do grande conflito entre Cristo e Satanás. 1866: Passa a ser publicado o periódico Health Reformer (o reformador da saúde), com 16 páginas.172

169 170

Don F. Neufeld, SDAE, 11: 400. C. Mervyn Maxwell, História do adventismo (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1982), Schwarz, 75. Ibidem, 108.

101.
171 172

256 1867: O primeiro prelo à força motriz é instalado na oficina da casa publicadora em Battle Creek. 1870: Em 6 de novembro, a primeira sociedade missionária de publicações é organizada na Associação da Nova Inglaterra. 1875: Em 1º de abril é incorporada, em Oakland, Califórnia, a segunda editora adventista americana, a Pacific Publishing Association.173 Em setembro desse ano, Ellen White, na reunião campal de Rome, Nova York, recebeu uma visão que abriu os olhos da crescente igreja para o potencial do evangelismo por meio da literatura. O “jovem de aparência nobre” que falara muitas vezes a ela em visão ou sonho, disse que se devia fazer “cabal esforço” para “fixar essas impressões nas mentes”, do contrário os “esforços agora feitos se demonstrarão quase infrutíferos”.174 Sua sugestão foi adicionar à pregação um material de leitura apropriado, o que resultaria “em uma devolução centuplicada à tesouraria”. 175 Essa obra deveria ser feita por “homens de boa apresentação, que não rejeitem os outros nem sejam rejeitados [...] Os que distribuem folhetos gratuitos devem levar outras publicações para vender a todos quantos as comprarem”.176 1879: Ellen G. White começa a estimular as publicadoras (Central Seventh-day Adventist Publishing Association e a Pacific Seventh-day Adventist Publishing Association) a vender livros doutrinários ao público mediante vendedores de casa-em-casa. Um dos vendedores era o canadense George King.

Ellsworth Olsen, A History of the Origin and Progress of Seventh-day Adventists (Washington, DC: Review and Herald, 1932), 292. Para mais informações acerca do começo da obra de publicações entre os Adventistas, ver ibidem, 199-221; 425-439.
174 175 176

173

Ibidem, 292. Ibidem. White, Evangelismo, 693.

Ellen White recebe uma visão sobre o valor das publicações e o pouco esforço que estava sendo feito pela igreja para se garantir uma ampla circulação. White publica os livros Caminho a Cristo e Obreiros evangélicos. White declarou que “em breve Deus fará grandes coisas por nós. em 30 de dezembro.179 177 178 179 Ibidem.178 1907: Em março.. Enciclopédia da memória adventista no Brasil. compra uma máquina de estereótipos que preparava pranchas para a publicação em braile. se nos achegarmos humildes e confiantes a Seus pés [. pelo qual homens e mulheres levaram a página impressa de porta em porta. 1892: Ellen G. uma subsidiária da Associação Geral. Suíça. Foilhe mostrado que os prelos deveriam estar continuamente ocupados em publicar luz e verdade. Michigan.memoriaadventista. a maioria dos quais reconhecerá haver sido primeiramente convencida através da leitura de nossas publicações. acessado em 22 de outubro de 2008.257 1882: Os adventistas lançam o primeiro livro para venda ao público Thoughts on Daniel and the Revelation (Reflexões sobre Daniel e Apocalipse). 1897: A International Tract Society. Michigan.br/ . a colportagem evangelística da Igreja Adventista foi estabelecida.”177 Sob tal imperativo divino. Nessa ocasião teve início o programa mundial de evangelismo pela literatura.wordpress.com. http://www.] mais de mil se converterão brevemente em um dia. escrito por Uriah Smith. que em janeiro de 1900 edita os primeiros 75 exemplares de publicações para cegos. 1885: Em 14 de setembro é realizada em Basiléia.com/historia_igreja_adventista/. http://iasddutra. 1902: A editora Review and Herald é destruída pelo fogo em Battle Creek.. a terceira assembléia do Concílio Europeu das Missões Adventistas do Sétimo Dia. No ano de 1899 começa a funcionar a Christian Braille Foundation em Battle Creek.

“Produção de Literatura para a Colportagem no Brasil”. uma tarefa que estendeu até 1911. As literaturas distribuídas eram em alemão e inglês. 182 180 181 Roger W. Albert B. Departamento de Educação da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Rubens S. é publicada a Seventiy-day Adventist Encyclopedia..180 A nação norte-americana é tida como o berço do adventismo no mundo e. 1953: Em 9 de março a junta diretiva da Review and Herald. 2000). consignado ao Sr. Lessa. Dick. que trabalhou nos Estados de São Paulo. dez anos depois que os originais ficam prontos.258 1910: É realizado no livro Atos dos apóstolos o acabamento para se publicar e começa à reedição de O grande conflito. através das literaturas preparadas pelas editoras desta Organização neste país. Stauffer. milhares de pessoas ao redor da Terra são iluminadas com as boas novas do evangelho. Alberto R. 181 1893: Em maio chega ao Brasil o primeiro colportor. entra no Brasil o primeiro pacote de literatura do advento. Assuntos Contemporâneos em Orientação Profética. inicia o projeto de publicar o Seventiy-day Adventist Bible Commetary (SDABC) em sete volumes (completado em 1957) e em 1976. No Brasil Mesmo antes do surgimento do primeiro periódico no Brasil já se vendiam livros e folhetos oriundos da língua alemã e inglesa. As primeiras literaturas adventistas chegam aqui por meio de missionários de outros países. ed. História de Nossa Igreja (Santo André. SP: Imprensa Universitária Adventista. Rio Grande do Sul (1894) e no Espírito Santo (1895). 306. Coon. SP: Casa Publicadora Brasileira. residente em Brusque. Santa Catarina. 1879: Através do porto de Itajaí. 92 e 493. Dreefke. D. Rio de Janeiro (1893). 30. A Colportagem Adventista no Brasil (Engenheiro Coelho. Timm. s/d). 182 . tendo como presidente E. então secretário da Associação Geral da IASD.

Enciclopédia da Memória Adventista no Brasil. Timm.186 1906: Em janeiro surge o primeiro número da Revista Trimestral.187 183 184 185 186 187 http://www. que mais tarde mudou o título para Sinais dos Tempos (1918).sp.183 Contudo. Também em maio deste ano é impresso 2. acessado: http://www.259 1900: A publicação em julho da revista O Arauto da Verdade deu início a nossa história editorial em língua portuguesa. publicada pela então Sociedade Internacional de Tratados no Brasil. considerado o primeiro diretor da editora nascente.com.185 depois O Atalaia (1923) e finalmente Decisão (1982). chega ao Brasil três pequenos livros traduzidos do inglês para o português: Vereda de Cristo (atual Caminho a Cristo). na Tipographia e Litographia da Firma Almeida Marques e Cia.000 exemplares de O Arauto. em Battle Creek. Cartilha evangélica e Lições bíblicas para a escola sabatina. Ibidem. 20 e 21.br/. que havia sido salvo do incêndio ocorrido em 1902 nas oficinas da Review and Herald.gov. Ver também História de Nossa Igreja. .memoriaadventista. 1905: Em 10 de maio é publicada uma edição de 2. 39. Ibidem. e alguns folhetos. com endereço na Travessa do Ouvidor. nº 33. 314. órgão geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil. impressos em um prelo movido à mão. de Porto Alegre. Becker.htm.br/StaticFile/integra_sessao/005aSS000414. sob a editoria de Guilherme Stein.al.500 exemplares. Ela funcionava no Rio de Janeiro. A Colportagem Adventista no Brasil. 32. e da atual Revista Adventista (desde 1931). e que veio como doação através de John Lipke. cerca de um ano antes. posteriormente englobados num livro intitulado Instrução bíblica.184 1904: Uma série de cinco folhetos. é impresso na tipografia de Gundlach S. precursora da Revista Mensal (1908).

.260 1907: A Tipografia é mudada de Taquari. com 27 obreiros formando o corpo de funcionários. Com o surgimento do rádio. 1920: Em abril deste ano a Sociedade Internacional de Tratados do Brasil passa a se chamar Casa Publicadora Brasileira. e neste ano publica o livro A vinda gloriosa de Cristo. Esta editora. para promover o bem-estar físico. hoje a editora é um dos maiores expoentes na divulgação de literatura adventista no mundo.189 O uso do rádio na evangelização adventista No princípio. procura cumprir a missão de distribuir literatura cristã. o rádio se tornou um veículo de comunicação fundamental para alcançar lugares não atingidos de outras maneiras. material não publicado. SP. Houve contínuo progresso. social e espiritual do ser humano. 1953: É lançada a revista infantil Nosso Amiguinho. A Colportagem Adventista no Brasil. os pioneiros do adventismo realizavam conferências em tendas e campais para expandir a pregação do evangelho e fortalecer os membros. imprimiram-se 2. 188 189 Enciclopédia Adventista.188 1939: É lançada a revista Vida e Saúde. mental.957. tornaram-se mais abrangentes em seus métodos de evangelização. São Paulo. Ver ibidem.540 livros. Já em seu início. 37 e 43. 1987: Em janeiro ocorre a inauguração da nova CPB em Tatuí. para a Estação São Bernardo (atualmente Santo André). Rio Grande do Sul. produziu 17. partindo de um humilde começo (na primeira década do século 20. que circula ininterruptamente até hoje. educativa e de saúde. Na última década do século 20.700 unidades de livros).. Timm.

M. Adventist Evangelism in the Twentieth Century (Washington. Ibidem.192 1936: A Organização estabelece uma comissão para expandir a evangelização pelo Rádio nos EUA. S. MD: Review and Herald.191 Este evangelista da Califórnia concentra a atenção da igreja no evangelismo através do rádio. 155. 9. 192 193 194 191 190 Andréia Steele. . “Que a Terra ouça sua voz: Setenta anos de rádio adventista”.190 1926: H. Ibidem. 40 Associações da América do Norte abraçam a evangelização pelo rádio e batizam centenas de pessoas. DC: Review and Herald. 567 e Robert E. 843. ficando sob a responsabilidade da IASD.194 A partir daí. a KFGZ. 1935: A esta altura. M. A primeira sede é estabelecida em um galinheiro reformado em South Gate. 1942: Percebendo a importância desse meio de comunicação para o cumprimento da missão. EUA. Califórnia. ver Schwarz. Ver também Andréia Steele. Dg. Weeks.193 Em 15 e 16 de outubro A Voz da Profecia americana é aceita como atividade denominacional. 1993. 9. autorizada a transmitir em 360 metros. H. Richars (Hagerstown. Ver também Howard B. 165. 504. Michigan.261 Na América do Norte 1923: Os adventistas instalam sua primeira estação de radio. nos Estados Unidos. 1998). 1989). de um cômodo da faculdade em Berrien Springs. História de Nossa Igreja. conhecido como “Tabernáculo do Ar”. Richards faz a primeira transmissão radiofônica. ela passa a ser um modelo para os programas de rádio Schwarz. 570. Edwards. 5:3. A Voz da Profecia incorpora um quarteto masculino – The King´s Heralds (Arautos do Rei). a comissão de rádio recomenda que preparativos imediatos sejam feitos para uma conexão nacional de 80 emissoras para uma transmissão semanal de 30 minutos.

Léo Ranzolin. Essa primeira formação se estende de junho de 1963 a junho de 1965.198 195 196 Steele. Não demorou muito e todas as Divisões do mundo produziram suas próprias versões desse programa e organizaram a escola bíblica por correspondência.197 1989: Em 12 de agosto acontece a inauguração da primeira emissora Novo Tempo. com o objetivo de utilizar todos os meios de comunicação existentes para a pregação do evangelho eterno. ES. Rio de Janeiro.196 1963: Formação do primeiro quarteto Arautos do Rei no Brasil. RJ. 197 . 2007). 151. interior do Espírito Santo. 150 e Ibidem. Uma Voz Dedicada a Deus (Tatuí. na cidade de Afonso Cláudio. 1996: É inaugurado o SISAC (Sistema Adventista de Comunicação). No ano seguinte. a partir de Vitória. 1990: Com o lançamento da missão global.262 fora da América do Norte. a sede foi transferida para Nova Friburgo. o papel do rádio na evangelização se torna mais acentuado. ao meio-dia. SP: Casa Publicadora Brasileira. 1995: Em 1º de junho ocorre a primeira transmissão da Rede Novo Tempo em cadeia nacional. No Brasil 1943: Roberto Rabello é escolhido pela Associação Geral para preparar programas em português. 11.195 1942: Em janeiro o programa passa a ter o nome oficial de The Voice of Prophecy (A Voz da Profecia). Em 23 de setembro entra no ar o primeiro programa de A Voz da Profecia no Brasil. em Nova Friburgo.

199 200 Ibidem. O uso da televisão na evangelização adventista O uso adventista da televisão como ferramenta de evangelização se desenvolveu depois da Segunda Guerra Mundial. 1956: O programa adventista de televisão. .199 Mesmo que ainda exista muito a se alcançar por meio deste veículo de comunicação. A lealdade à Palavra de Deus e o compromisso com a qualidade tem sido a marca registrada das apresentações do “Está Escrito”. Rio de Janeiro.novotempo. São Paulo. Quarteto Arautos do Rei. tendo como orador George Vandeman. O diretor-orador Charles D. Atualmente. Na América do Norte 1950: Willian Fagal lança em Nova Iorque um programa de televisão por meia hora. Brooks combinava a pregação 198 http://www. direcionado aos milhões da comunidade de cor. primeiramente nos Estados Unidos. Está Escrito.asp?Conteudo=sisac. 1974: Começa o programa de televisão Breath of Life (Alento de vida).br/index.htm. It is Written (Está escrito). a Rede Novo Tempo de Rádio compõe 16 emissoras de rádio distribuídas pelo país.200 1958: O programa Faith for Today (Fé para hoje) começa a ser transmitido em 130 emissoras com uma audiência televisiva de aproximadamente quatro milhões de pessoas. Rede Novo Tempo de Rádio e a TV Novo Tempo.org. e depois em outros países. à medida que se expandia esta nova tecnologia.263 2005: Em setembro o SISAC é transferido de Nova Friburgo. O SISAC é uma organização da Igreja Adventista do Sétimo Dia que surgiu da junção de instituições já existentes: A Voz da Profecia. vai ao ar em 13 estações. a igreja no Brasil tem atingido resultados espirituais significativos por meio do rádio. para Jacareí.

570 e 571.202 No Brasil 1962: Em 25 de setembro entra no ar o primeiro programa evangélico da televisão brasileira Fé para Hoje. Estes principais programas exibiam três diferentes enfoques de evangelismo televisivo que tiveram atrativos internacionais.php?id_jornal=3436&id_noticia=5724. http://www. alguns com alcance mundial. A cada dia aumenta significativamente o número programas adventistas de televisão. como é o caso da série de programas evangelísticos criada pela Igreja Adventista de Bracknell. 1991: George Vandeman se aposenta e Mark Finley é escolhido como orador e diretor do programa It is Written. acessado em 26 de outubro de 2008.com. que. desde o começo. continua sendo apresentado por Alcides Campolongo. impressionados com os resultados alcançados em outros países e com a qualidade do 201 202 Schwarz. Berkshire. um programa evangelístico transmitido via satélite.br/noticias/detalhes.jornalexpress.264 dinâmica com entrevistas a personalidades proeminentes que dialogavam sobre doutrinas e problemas sociais da América negra. e que está alcançando pessoas ao redor de todo o mundo. 1991: Em 3 de novembro um grupo de empresários adventistas brasileiros. Inglaterra. . 201 Mark Finley foi um passo adiante no ministério eletrônico quando lançou a série Net.

Mais informações acerca da expansão da rede Novo Tempo de televisão no Brasil. 204 205 203 www. ver a história da TV Novo Tempo no Site: www. a 180km do Recife. a Organização também aproveitou este meio para a pregação do evangelho. por ocasião da inauguração do SISAC. Nesta data. passam a patrocinar a transmissão semanal desse programa para todo o território nacional.206 Uso da internet na evangelização adventista Desde que começou a conexão global. Jan Paulsen é presidente mundial da Igreja Adventista.ape. .br/ acessado em 25 de agosto de 2007.novotempo.org. com a concessão de um canal autorizado pela Prefeitura Municipal da cidade de Lagoa dos Gatos.br. presidente da IASD mundial.com/comunicação. 1996: Ocorre a primeira transmissão da TV Novo Tempo no Brasil. 203 1994: O programa Está Escrito começa a ser gravado em português tendo como orador Alejandro Bullón e como produtor Williams Costa Júnior.265 programa Está Escrito. como no interior de Pernambuco.igrejaunasp.org. 2006: Em 23 de abril. é assinado um acordo com o governo brasileiro.adventist. que não é bom contentar-se com as realizações do passado. Jan Paulsen. mas que se deve avançar com criatividade para além dos limites. Entretanto. em: www. estaescrito. concedendo aos adventistas do sétimo dia no Brasil uma licença para retransmissão de programas de TV por todo o país.br/noticias/APe/2007/02_24_tv. baixado em 24 de abril de 2006. torna-se difícil estimar quando e onde se iniciou o uso deste veículo de comunicação para a pregação www. buscando novas maneiras de relatar a história de Jesus. a retransmissão da TV Adventista tornou-se realidade em diversas regiões.news.php.novotempo. Williams Costa Jr é diretor de comunicação da Igreja adventista para a região sul-americana.205 No Brasil. 206 http://www. www. mediante a facilidade que qualquer indivíduo tem para abrir um site e colocar o conteúdo que deseja e deixar disponível a todo mundo.news.org/ São Paulo.org.adventist. declara.204 No dia 24 de abril.org.

Neste ano. Iniciado a partir de um grupo de voluntários sob a liderança de Carlos Magalhães.br).266 do evangelho e quantos sites existem com este objetivo. presidente da Divisão Sul Americana da IASD.wordpress. No entanto. mais da metade dos pedidos de cursos bíblicos que a igreja recebe vem por meio da internet.207 Desta maneira.cvvnet. Advir e A Voz da Profecia). . informação. Cleandro Viana. Nesta nova proposta cada aluno é acompanhado por um instrutor virtual do início ao final do curso.org). em 25 de outubro de 2008. funcionário do Hospital Silvestre. Outro site adventista muito visitado é o Advir (www. 2006: A Organização cria pacotes de programas para a evangelização que conecta com comunidades adventistas globalmente mediante a internet.com.com/historia_igreja_adventista/.advir. programas evangelísticos. acessado em 22 de outubro de 2008. etc. Destacam-se alguns esforços e a data em que a igreja ou membros utilizaram a internet como instrumento de evangelização: 1994: Ocorrem os primeiros esforços adventistas em língua portuguesa bemsucedidos na difusão de conteúdo bíblico via internet. fundou o “Ministério Cristo Vai Voltar” (www. um jovem brasileiro radicado nos Estados Unidos. através de viagens missionárias virtuais. 1998: Os adventistas ampliam a presença na internet. por ocasião da comemoração dos 25 anos. EC.208 2001: Em 5 de abril são lançados dois cursos bíblicos com características inovadoras. de acordo com Erton Köehler. é grande o número de pessoas que encontra a verdadeira fé através deste veículo de comunicação. Ali os internautas podem deixar seus dados e procurar outros jovens para desenvolver amizades. numa parceria entre vários ministérios (Bíblia Online. 208 207 http://iasddutra. este site especializou-se no segmento jovem. recursos de treinamento. Dados do sermão apresentado na Igreja do UNASP.

a internet facilitou o acesso evangelístico a muitos lugares que de outra forma dificilmente seriam penetrados.267 De fato. .

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