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A CIDADE GRANDE

Clara uma moa do interior acostumada paz e ao sossego caracterstico das cidades pequenas. Muito vaidosa, sempre chamou a ateno dos rapazes. Um belo dia foi convidada a passar as frias na capital por sua tia. Imensamente feliz Clara sonhou com essa viagem a semana toda. No dia ela foi com um monte de malas, parecia que iria se mudar, vestida com um vestido nada prtico, maquiada e com um par de sandlias de salto alto. Adivinhe qual o resultado, isso mesmo, Clara chegou exausta, mal conseguindo se movimentar com as malas. Ela ficou to deslumbrada com toda aquela novidade que os olhos arregalados nem piscavam de tanto deslumbramento. Tudo era novidade, desde a escada rolante, que acabou caindo, at o elevador. No outro dia, animada para ir ao shopping, se arrumou da melhor maneira possvel e saiu com sua tia. O seu primeiro desgosto foi perceber que ningum prestava ateno nela. As pessoas andavam sem olhar uma para as outras, nem mesmo os homens a olhavam Clara ficou desolad a e pesou acho que quando as mulheres aqui precisam ouvir um elogio devem apelar andando perto de uma obra ou oficina porque se depender de ser notada na rua, vai morrer esperando. Muito diferente de sua cidadezinha onde se voc retirar a calcinha da bunda em pblico dezenas de olhares de crtica e desejo so lanados sobre ti. Coitada de Clara ainda no sabia o que tava por vir quando entrou em um nibus lotado para ir para o seu destino. Um empurra, empurra rapazes se esfregando nas mulheres, nossa um tormento sem fim e quando finalmente chega ao seu destino achando que nada mais poderia dar errado eis que ao descer do nibus pisa dentro de uma poa dgua que a suja inteira. Quase chorando, Clara enfrenta o estres do nibus novamente para voltar para casa de sua tia, quando de repente um assalto. O ladro levou sua bolsa e at mesmo sua sandlia melissa. minha amiga esse o mundo te dizendo para voc voltar do buraco de onde voc veio.