Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos

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Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos
Lúcia Helena Xavier Tereza Cristina Carvalho

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© 2014, Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/98. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográfi cos, gravação ou quaisquer outros. Copidesque: Wilton Fernandes Palha Editoração Eletrônica: Thomson Digital Revisão Gráfica: Gabriel Pereira Elsevier Editora Ltda. Conhecimento sem Fronteiras Rua Sete de Setembro, 111 – 16° andar 20050-006 – Centro – Rio de Janeiro – RJ – Brasil Rua Quintana, 753 – 8° andar 04569-011 – Brooklin – São Paulo – SP Serviço de Atendimento ao Cliente 0800-0265340 atendimento1@elsevier.com ISBN: 978-85-352-7182-9 ISBN (versão eletrônica): 978-85-352-7628-2 Nota: Muito zelo e técnica foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de digitação, impressão ou dúvida conceitual. Em qualquer das hipóteses, solicitamos a comunicação ao nosso Serviço de Atendimento ao Cliente, para que possamos esclarecer ou encaminhar a questão. Nem a editora nem o autor assumem qualquer responsabilidade por eventuais danos ou perdas a pessoas ou bens, originados do uso desta publicação.

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ X21g Xavier, Lúcia Helena Gestão de resíduos eletroeletrônicos / Lúcia Helena Xavier, Tereza Cristina Carvalho. - 1. ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2014. 240 p. ; 23 cm. ISBN 978-85-352-7182-9 1. Engenharia ambiental. I. Carvalho, Tereza Cristina. II. Título. 13-05670 CDD: 628 CDU: 628

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Agradeço aos grandes mestres da minha vida, a começar pelos meus pais, que sempre apontam e me direcionam a seguir meu Projeto de Vida. Tereza Cristina Melo De Brito Carvalho A Victor, Pedro e João. Lúcia Helena Xavier

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A gestão de resíduos eletroeletrônicos no Brasil

Apresentação
A gestão de resíduos no Brasil tem sido motivada, prioritariamente, por exigências legais, mas aspectos de ordem social, econômica e ambiental também desencadeiam ações e favorecem as políticas públicas nesse segmento. Por vezes considerado um problema social e, outras vezes, uma questão econômica, a gestão de resíduos suscita amplas discussões e embates em diferentes esferas de poder. Há algumas décadas verifica-se a destinação de resíduos perigosos gerados nos países desenvolvidos, seguindo para os países em desenvolvimento. A partir do Acordo da Basileia (Suíça), estabelecido na década de 1980, essa movimentação de resíduos perigosos passou a ser acompanhada de perto e restrições foram impostas. Recentemente, evidência de casos de contaminação decorrentes da exposição a altas concentrações de metais pesados ganhou destaque na mídia e institutos de pesquisa passaram a estudar, de forma mais pontual, o efeito de diferentes agentes tóxicos na saúde humana. Desta forma, os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) ganharam destaque dentre os resíduos considerados perigosos. A Europa foi a precursora na elaboração de mecanismos regulamentadores a respeito da gestão de REEE a partir da elaboração da Diretiva RoHS (Restriction of Hazardous Substances) e da WEEE (Waste Electrical and Electronic Equipment). Ambos os instrumentos regulamentam a respeito dos riscos e ações esperadas para a destinação das classes de REEE comercializados, dando instruções referentes à gestão desses resíduos e auxiliando na compreensão de técnicas de destinação de produtos pós-consumo, bem como de formas de reciclagem e políticas de reúso. Toda a cadeia de valor, considerando o pré e pós-consumo, é considerada nessas duas Diretivas. A União Europeia motivou o comprometimento por parte de diversos países e, na América Latina, o Brasil ganhou papel de destaque a partir da elaboração das Políticas Estaduais e Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Além do Brasil, países como Argentina, Paraguai, Peru, Uruguai e Colômbia já possuem legislação própria sobre o assunto. O Brasil se destaca entre os países latino-americanos pela profundidade de sua

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abordagem nos instrumentos legais e ainda pela prioridade dada, no âmbito da inclusão social, aos catadores de materiais recicláveis. Ainda são muitos os desafios que permeiam a inovação tecnológica, a gestão de resíduos e os instrumentos regulatórios. As pesquisas apontam avanços significativos no segmento tecnológico, mas os avanços ainda são tímidos na área social e ambiental. Particularidades da América Latina, Ásia e África delimitam um cenário que requer uma forte intervenção do poder público e conscientização dos cidadãos na busca por uma gestão sustentável dos REEE. Neste livro propomos a abordagem dos aspectos relacionados à gestão dos REEE sob as diferentes perspectivas, com o propósito de consolidar o conhecimento a respeito da temática, tendo como base a experiência de diferentes especialistas da academia e outros segmentos. Os autores, em sua maior parte professores envolvidos com pesquisa e projetos relacionados a essa área, apresentam as diferentes percepções a respeito da gestão de resíduos eletroeletrônicos e permitem ao leitor a compreensão dos principais argumentos que embasam o gerenciamento de REEE no Brasil. Desejamos que apreciem a leitura e, acima de tudo, que compartilhem essa trajetória singular que percorremos desde a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, visando a melhoria da qualidade de vida em nosso país.

Lúcia Helena Xavier Tereza Cristina Carvalho

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Sobre os Autores

TEREZA CRISTINA MELO DE BRITO CARVALHO – Graduação em Engenharia Eletrônica (1980), mestrado em Engenharia Elétrica (1988), doutorado em Engenharia Elétrica (1996) e Livre Docência em Engenharia Elétrica (2012) pela Universidade de São Paulo (USP) e Especialização em Liderança Humanista pela Universidade Estatal da Rússia (2013). Possui MBA na área de administração e negócios (2002) pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology). Atualmente é professora associada da USP, coordenadora geral do Laboratório de Sustentabilidade em Tecnologias Digitais(LASSU), Coordenadora do Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (CEDIR) e pesquisadora do Laboratório de Arquitetura de Redes de Computadores (LARC). Além disso, é colunista (TI Inside) e membro do Conselho Editorial da InformationWeek Brasil. Tem experiência na área de Engenharia da Computação, atuando principalmente em projetos relacionados a Internet Avançada, Redes de Computadores, IPTV, Gerenciamento e Segurança da Informação, Governança de TI e Sustentabilidade em TI. Recebeu diversos prêmios por sua atuação em projetos de Sustentabilidade e Tratamento de Resíduos Sólidos, dentre eles: Prêmio Von Martius de Sustentabilidade, Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (2013); 1° Lugar – Categoria Tecnologia – Projeto CEDIR (2013); 2o. Lugar – Categoria Humanidades – Projeto Eco-Eletro(2013); 3o. Lugar – Categoria Natureza – Programa Origem Sustentável para Indústria Calçadista (2013); Prêmio FECOMERCIO de Sustentabilidade – Categoria Professor – 1o. Lugar – Projeto Eco-Eletro (2013); Prêmio Governador Mário Covas - Categoria Inovação, Governo do Estado de São Paulo - Secretaria da Gestão Pública pelos Projetos CEDIR e Eco-Eletro (2008 e 2009) e Prêmio Iniciativa verde, Revista Info Exame - Editora Abril (2010). LÚCIA HELENA XAVIER – Graduação em Biologia, Bacharelado em Genética pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997), mestrado (2001) e doutorado (2005) em Gestão Ambiental pelo Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ). Possui experiência na área de Engenharia de Produção, com ênfase em Engenharia Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: Gestão ambiental, Desempenho ambiental (ISO 14031), Logística reversa e Logística ambiental. Desenvolveu pesquisa em parceria com a Universidade de Oviedo (Espanha) em Logística reversa e ambiental. Bolsista PRODOC/CAPES pelo Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção da UFPB (2006). Pesquisadora Titular na Coordenação de Estudos Ambientais da Fundação Joaquim Nabuco (CGEA/ FUNDAJ). Professora Colaboradora no Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil na Universidade Federal de Pernambuco. Professora do MBA em Planejamento e Gestão

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Ambiental da Universidade Católica de Pernambuco. Pós-doutora pela Universidade de São Paulo (2011-2012). Pesquisadora colaboradora do CERSOL (Centro Multidisciplinar de Estudos em Resíduos Sólidos da USP). ANA PAULA BORTOLETO – Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Campinas (2002), mestrado e doutorado no curso de Engenharia Ambiental pela Universidade de Tóquio (2006 e 2009). Pesquisadora financiada pela Comunidade Europeia (Marie Curie Fellowship) na Universidade de Sheffield, Inglaterra (2011 – 2012). Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Engenharia Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: prevenção de resíduos sólidos, análise de comportamento e fatores sociais, análise de ciclo de vida, sustentabilidade e impactos ambientais e sociais do gerenciamento de resíduos sólidos. ANTÔNIO CONDE – Técnico em Eletrônica com 28 anos de experiência no segmento. Aluno do curso de Bacharelado em Gestão Ambiental pelo Instituto Metodista de Ensino Superior (2012). Atua no segmento da indústria de reciclagem de resíduos eletroeletrônicos desde 2008 e atua em empresas que estabeleceram parceria com o Cedir/USP desde 2011. CARLOS R. V. SILVA FILHO – Advogado, pós-graduado em Direito Administrativo e Econômico pela Universidade Mackenzie. Atualmente é Diretor Executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), Membro da Diretoria da ISWA (International Solid Waste Association - Associação Internacional de Resíduos Sólidos) e Coordenador da Secretaria Subregional da IPLA – Parceria Internacional para expansão dos serviços de gestão de resíduos junto a Autoridades Locais, um programa mantido pela ONU - UNCRD. Editor da Revista Conexão Academia, revista científica sobre resíduos sólidos, autor do livro “Resíduos Sólidos: o que diz a lei”, da Editora Trevisan e do capítulo “Os serviços de limpeza urbana e a PNRS”, que compõe a obra Política Nacional, Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos, da Coleção Ambiental, da Editora Manole. Professor convidado e palestrante em eventos nacionais e internacionais. CECÍLIA LOSCHIAVO – Professora Titular de Design da Universidade de São Paulo e Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Graduação (1976), Licenciatura (1977), Mestre (1985) e Doutora (1993) em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Obteve o título de livre-docente pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (2003). Orientadora em dois programas de pós-graduação da Universidade de São Paulo: na FAU - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e no PROCAM - Programa de Ciência Ambiental, do qual é presidente (20122014). Presidente da Comissão de Pós-Graduação do Instituto de Energia e Ambiente/ USP (2012-2014). Presidente da Comissão de Cultura e Extensão - CCEx do IEE - USP (2011-2012). Pós-Doutorado: University of California, Los Angeles, School of Public Policy and Social Research (1995-1997); Nihon University, Tóquio (1999); Centre Canadien d Architecture, Montreal (2001), University of California, School of Public Affairs, Los Angeles (2007-2008). Pesquisadora visitante Waseda University, Tóquio (2001); Tokyo Zokey University (2006); Indian Habitat Center, Nova Delhi (2006); Tama Art University (2008), University of Tokyo (2009); Loughborough University (2012); San Francisco

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State University (2012). Membro do Comitê de Ética em Pesquisa da FSPUSP (20072013). Membro do Laboratório de Sustentabilidade em TIC da Escola Politécnica da USP. Membro do Conselho Editorial: Estudos em Design, Design em Foco, Design Philosophy Papers. Exerce atividades de coordenação e assessoria científica nas principais agências de fomento brasileiras, destacando-se seu papel como membro do Comitê de Assessoramento do CNPq e CAPES para a área de Design. Tem experiência na área de Design, com ênfase nos seguintes temas: design, design para a sustentabilidade, design brasileiro, design social, exclusão sócio espacial, moradores de rua, catadores de recicláveis. www.closchiavo.pro.br DANIELA DA GAMA E SILVA VOLPE MOREIRA DE MORAES – Possui graduação em Administração Pública pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2008), mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos (2011) e, atualmente, é doutoranda do mesmo programa na linha de pesquisa de Gestão da Tecnologia e Inovação. É pesquisadora do Programa AMBIENTRONIC - Produtos Eletroeletrônicos Ambientalmente Corretos - no Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), dedicando-se a temas relacionados à gestão de resíduos eletroeletrônicos. Participa de atividades de normalização ambiental para produtos e sistemas elétricos e eletrônicos na comissão de estudos CE 03:111 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e no TC 111 da International Electrotechnical Commission (IEC). DENISE CROCCE ROMANO ESPINOSA – Professora Associada do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e professora visitante da Rede Temática em Engenharia de Materiais (REDEMAT). Possui graduação em Engenharia Metalúrgica pela Universidade de São Paulo (1995), mestrado (1988) e doutorado (2002) em Engenharia Metalúrgica pela Universidade de São Paulo. Atuou como pesquisadora visitante no Massachusetts Institute of Technology (MIT) em 2001. É editora da Seção de Metalurgia e Materiais da Revista Escola de Minas e editora adjunta da Revista Brasileira de Ciências Ambientais. Integrante da Comissão de Avaliação da Área de Engenharias II da Capes (2013). Atua principalmente na área de Engenharia Metalúrgica e de Materiais com ênfase em: Metalurgia Extrativa, Reciclagem e Tratamento de Resíduos. DENNIS BRANDÃO – Possui graduação em Engenharia Mecânica (1998), mestrado em Engenharia Mecânica (2000) e doutorado em Engenharia Mecânica (2005) pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor doutor no Departamento de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área Automação Industrial e atua nos seguintes temas: redes de campo, integração industrial, monitoramento e controle de processos. JOÃO MÚCIO AMADO MENDES – Mestrando em Direito Civil pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Bacharel em Direito pela USP (2010), com graduação-sanduíche na Faculdade de Direito da Ludwig-Maximilians-Universität München (2007-2008). Foi bolsista do Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD) e da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP. Atualmente, realiza estágio supervisionado em docência em Direito Civil na USP, com bolsa do Programa de Aperfeiçoamento do Ensino

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(PAE). É pesquisador do Grupo de Estudos Aplicados ao Meio Ambiente (GEAMA/USP), do Centro Multidisciplinar de Estudos em Resíduos Sólidos (CeRSOL/USP), do Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres no Estado de São Paulo (CEPED/USP) e da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (DIREITO GV). Realiza pesquisa em Direito Civil Ambiental, com ênfase em: responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; resíduos de equipamentos eletroeletrônicos; logística reversa; prevenção de resíduos; tutela do consumidor e do meio ambiente; design sustentável do produto; responsabilidade civil por danos ambientais; áreas contaminadas; e prevenção de desastres. Membro da International Solid Waste Association (ISWA) e associado benemérito do Instituto Sustentabilidade e Saúde. Professor convidado, consultor ambiental e advogado em São Paulo. JORGE ALBERTO SOARES TENÓRIO – Professor Titular da Universidade de São Paulo (2005). Engenheiro Metalurgista (1984). Mestrado e Doutorado em Engenharia Metalúrgica (1988-1992) pela Universidade de São Paulo. Professor Livre-Docente pela Escola Politécnica (1996). Sabatino no Department of Materials Science and Engineering do Massachusetts Institute of Technology (2001). Atua nas áreas de Engenharia de Materiais e Metalúrgica, com ênfase em Reciclagem, Tratamento de Resíduos Sólidos e Metalurgia Extrativa. Presidente do ICTR - Instituto de Ciência e Tecnologia em Resíduos e Desenvolvimento Sustentável (20082011). Professor e orientador convidado do programa de Ciência e Engenharia de Materiais da REDEMAT UFOP desde 2000. Professor e orientador convidado do Programa de Mestrado em Engenharia Metalúrgica do Instituto Federal do Espírito Santo PROPEM IFES desde 2009. Editor da Revista Brasileira de Ciências Ambientais do ICTR (qualis B2) e da Seção Metalurgia e Materiais da Revista Escola de Minas (qualis B1) e da Revista Tecnologia em Metalurgia e Materiais da ABM (qualis B2). Integrante do Comitê de Assessoramento do CNPq de Engenharia de Minas e de Metalurgia e Materiais (CA-MM) desde 2010. Integrante da Comissão de Avaliação da Área de Engenharias II da CAPES (2004-2009). Intercâmbios Internacionais com a Northeastern University (2000) e com o MIT (2001-2002). Coordenador de projetos em Rede Nacionais PROCAD (2000-2004), Pro-Engenharias (2008-2013) e Rede Nanobiotech (2008-2013). Chefe do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica desde 2010. Coordenador do CERSOL (Centro Multidisciplinar de Estudos em Resíduos Sólidos da USP). LUCIANA LUCENA – Possui graduação em Engenharia Civil (1996) e mestrado em Engenharia Civil (1999) pela Universidade Federal da Paraíba, e doutorado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (2004). Atualmente é Professora Adjunta na Escola de Ciências e Tecnologia da UFRN e Professora Colabora na Pós-Graduação em Engenharia Civil na UFRN. Tem experiência nas áreas de Engenharia e Economia, com ênfase em Planejamento de Transportes, Materiais Alternativos e Economia dos Recursos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão de resíduos sólidos, meio ambiente, economia e materiais alternativos. MARCIA REGINA EWALD – Possui mais de 25 anos de experiência industrial, atuando nas áreas de engenharia de produtos, engenharia de processos e produção de placas

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de circuito impresso. Desde 2005 vem se dedicando às atividades de consultoria nas áreas de sistemas de gestão da qualidade e participa, desde 2006, de projetos do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer para qualificação de componentes eletroeletrônicos (SAC PCI) e para produtos eletroeletrônicos ambientalmente corretos (Ambientronic), sendo responsável técnica para implantação de Sistemas de Gestão de Substâncias Perigosas. Atua desde 2006 nas atividades de normalização nacional e internacional sendo coordenadora da comissão de estudos CE 03:091 (montagens eletrônicas), secretária da CE 03:111 (Normalização ambiental para produtos e sistemas elétricos e eletrônicos) e delegada em comitês técnicos do IEC. Técnica química e administradora de empresas. MARIANA MARENKO FERRON – Possui graduação em Medicina pela Universidade de São Paulo (2002), residência em Medicina de Família e Comunidade pelo Grupo Hospitalar Conceição e Mestrado em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo (2010). Cursando Doutorado em Medicina Preventiva na Universidade de São Paulo. Atualmente trabalha como Diretora do Departamento de Atenção a Saúde da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Medicina de Família e Comunidade e Saúde Indígena, atuando principalmente nos seguintes temas: atenção primária, medicina de família, saúde ambiental e saúde Indígena. NELSON GOUVEIA – Graduado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (1986), tem Mestrado em Epidemiologia (MSc) (1993) e Doutorado em Saúde Pública (PhD) (1998), ambos pela London School of Hygiene and Tropical Medicine - University of London. Atualmente é Professor Associado do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Membro do Grupo Temático de Saúde e Ambiente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), e tem atuado em diversos comitês técnico-assessores do Ministério da Saúde. Tem experiência na área de Epidemiologia e Saúde Coletiva, com ênfase em Saúde Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: poluição do ar, poluição eletromagnética, contaminação química, poluição das águas e sistemas de informação geográfica. NEUCI BICOV FRADE – Graduação em Licenciatura Matemática no IME - Instituto de Matemática e Estatística da USP (1992). Especialização Lato Sensu em Gestão Ambiental do Espaço Urbano (2007). Responsável técnica pelo Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (CEDIR/USP), atuando como gestora ambiental na gestão de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos da Universidade de São Paulo desde 2009. PATRÍCIA FAGA IGLECIAS LEMOS – Professora Associada da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Livre-docente (2011), doutora (2007) e mestre (2002) em Direito pela USP, com graduação em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1991). Orientadora nos Programas de Pós-Graduação em Direito (FD/USP) e em Ciência Ambiental (PROCAM/USP). Pesquisadora líder do Grupo de Estudos Aplicados ao Meio Ambiente (GEAMA/USP), do Centro Multidisciplinar de Estudos em Resíduos Sólidos (CeRSOL/USP) e do Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres no Estado de São Paulo (CEPED/USP). Realiza pesquisa em Direito Civil Ambiental, com ênfase em: responsabilidade civil pós-consumo; resíduos sólidos; logística reversa; responsabilidade

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compartilhada; consumo sustentável; design sustentável do produto; áreas contaminadas; responsabilidade civil por danos ao meio ambiente; nexo de causalidade; compensação ambiental; e prevenção de desastres. Conferencista no Brasil e no exterior, possui diversas obras publicadas, com destaque para o livro “Resíduos sólidos e responsabilidade civil pós-consumo”, pela Editora Revista dos Tribunais. Vice-presidente da região Sudeste do Instituto O Direito por um Planeta Verde. Coordenadora, para o Estado de São Paulo, da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil (APRODAB). Membro da European Environmental Law Association (EELA) e do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA). Advogada e consultora ambiental em São Paulo. PATRÍCIA GUARNIERI – Professora adjunta na Universidade de Brasilia (UnB). Doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) (2012). Mestre em Engenharia da Produção, com ênfase em Gestão Industrial, pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) (2006). Especialista em Gestão Empresarial pela Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Cascavel e Instituto Brasileiro de Pesquisas Sócio-Econômicas (2002) e Especialista em Docência no Ensino Superior pela União Pan-americana de Ensino (2005). Bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) (2000). Tem experiência em Gestão de Empresas, atuando principalmente nas seguintes áreas: Logística de Suprimentos e Logística Reversa, Gestão de parcerias e relacionamentos colaborativos no SCM, Contabilidade Ambiental, Análise Financeira de Empresas e Análise de decisões. É autora do livro Logística Reversa: em busca do equilíbrio econômico e ambiental. Possui artigos publicados em eventos e periódicos nacionais e internacionais, capítulos em livros nacionais e internacionais. Referee dos periódicos: Journal of Industrial Engineering and Management; International Journal of Sustainable Engineering e Independent Journal of Management & Production, além de eventos nacionais e internacionais. PATRICIA SILVERIO FERNANDES – Coordenadora de Logística Reversa na empresa Telefônica Transporte e Logística LTDA com mais de 13 anos de experiência na área de Logística com foco em eletroeletrônicos. Os três últimos anos dedicados totalmente à área de reversa contribuindo para implantação da Central de Logística Reversa cujo projeto ganhou o premio Inovador na FGV em 2010. Tecnóloga em Logística pela Universidade Nove de Julho e cursando atualmente MBA em Logística e Cadeia de Suprimentos na FMU. RÚBIA KUNO – Possui graduação em Farmácia e Bioquímica, mestrado em Saúde Pública na área de Epidemiologia e Doutorado em Ciências na área de Medicina Preventiva, todos pela USP. Atualmente é gerente da Divisão de Toxicologia e Genotoxicidade da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – Cetesb, onde trabalha desde 1982. Tem experiência na área de Toxicologia Humana e Saúde Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: contaminação ambiental, chumbo, biomonitoramento, toxicologia e qualidade ambiental. SONIA SENGER – Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Viçosa (1988), mestrado em Engenharia Civil e Ambiental pela Universidade Federal de Campina Grande (1993) e doutorado em Interunidades em Energia pela Universidade de São

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Paulo (2002). Tem atuado na área interdisciplinar de Energia, com ênfase no estudo da organização da produção e distribuição da energia na Sociedade. SYLMARA DIAS – Professora Doutora da Escola de Artes Ciência e Humanidades, Universidade São Paulo. Orientadora do Programa de Ciências Ambientais (PROCAM-USP). Doutora em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas - SP. Doutora em Ciência Ambiental pela Universidade de São Paulo. Mestre em Administração pela Universidade de São Paulo. Graduada em Administração pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e em Pedagogia pelo Instituto de Educação de Minas Gerais. Pesquisadora visitante Loughborough University (2012), San Diego University (2013), Secretária Executiva da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Ambiente e Socidedade ANPPAS (2012-2014). Membro da Rede de Pesquisadores em Gestão Social (RGS). Membro do Laboratório de Sustentabilidade em TIC da Escola Politécnica da USP; Vice-coordenadora do Centro de Inovação em Tecnologia Social SocialTec (LASSU-PCS-EPUSP). Membro do Conselho Editorial: Cadernos EBAPE, Cadernos de Gestão Social, Nau Social, Revista Eletrônica Economia e Gestão. Exerce atividades de assessoria científica para principais agências de fomento brasileiras: CNPq, CAPES, FAPESP (áreas Administração e Interdisciplinar). Avaliadora de artigos científicos para periódicos e congressos nacionais e internacionais. Tem experiência na área de Administração, com ênfase nos seguintes temas: sustentabilidade, gestão socioambiental, produção-consumo e meio ambiente, sustentabilidade em cadeia de suprimentos, ciclo de vida de embalagem, logística reversa, resíduos sólidos, catadores, negócios sociais, planejamento estratégico, organizações e sociedade. VIRGÍNIA PRAGANA – Possui graduação em Gestão Ambiental pela Universidade de São Paulo (USP). Realizou iniciação científica e trabalho de conclusão de curso sobre a gestão de resíduos eletroeletrônicos em cooperativas no município de São Paulo. Tem experiência no gerenciamento de resíduos industriais. Atualmente trabalha com auditoria de responsabilidade socioambiental em cadeias produtivas. VIVIANE TAVARES DE MORAES – Possui graduação em Tecnologia Ambiental e em Engenharia Ambiental, e mestrado, doutorado e pós-doutorado em Engenharia Metalúrgica pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente faz pós-doutorado em Engenharia Metalúrgica pela USP. Tem experiência na área de Química, atuando principalmente nos seguintes temas: resíduos eletroeletrônicos, reciclagem, hidrometalurgia.

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Prefácio

O acelerado crescimento populacional, acompanhado dos avanços tecnológicos, produziu o intenso consumo do chamado capital natural acompanhado de um aumento na geração de resíduos, estabelecendo um cenário crescente de promoção da gestão de resíduos que se gerenciados adequadamente levam à degradação ambiental. Após duas décadas de um esforço que envolveu amplo debate entre os setores da sociedade brasileira, o governo promulgou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010). Esse instrumento legal resultou num importante avanço que permitiu ao Estado brasileiro dar prosseguimento a uma estratégia concreta tratamento das questões ambientais agora incluindo os resíduos sólidos em toda a sua diversidade e problemas sociais acarretados. Considerada um dos instrumentos mais desafiadores trazidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, a logística reversa representa um desafio para sociedade e governo brasileiros que se propõem a implantar tal ferramenta para viabilizar a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, promovendo a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para o reaproveitamento em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final e sua ambientalmente adequada. A logística reversa é responsável também por incluir o consumidor neste processo, trazendo a sociedade para atuar a partir de suas residências na promoção da qualidade ambiental e contribuindo para uma responsabilidade mais efetiva sobre os nossos recursos naturais. Ao assumir esse desafio, o Brasil deverá considerar questões ambientais, tecnológicas, sociais e econômicas e aceitar o compromisso de gerir os resíduos sólidos com o envolvimento dos setores públicos, iniciativa privada e segmentos organizados da sociedade civil. Zilda Maria Faria Veloso Diretora de Ambiente Urbano Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Urbano Ministério do Meio Ambiente

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Sumário

Agradecimentos A gestão de resíduos eletroeletrônicos no Brasil Sobre os Autores Prefácio 1 Introdução à Gestão de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos 1.1 1.2 1.3 1.4 2 Introdução Ciclo de vida dos equipamentos tecnológicos Produção e consumo de REEE Considerações finais

v vii ix xvii 1 1 5 10 15

A Prevenção e a Análise do Ciclo de Vida na Gestão de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 Introdução A prevenção de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos A análise do ciclo de vida Avaliação de programas de prevenção através da análise do ciclo de vida Considerações finais

19 20 21 24 27 30 35 35 36 38 40 45 49 50 51 53 57 62

3

Design e Sustentabilidade na Cadeia de REEE 3.1 3.2 3.3 3.4 3.5 Introdução A sustentabilidade, a logística e a gestão ambiental Sustentabilidade na cadeia produtiva de eletroeletrônicos Design e sustentabilidade na gestão de REEE Considerações finais

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Resíduos eletroeletrônicos e seus aspectos jurídicos no Brasil 4.1 Introdução 4.2 A conceituação legal dos resíduos sólidos pós-consumo e suas implicações 4.3 Resíduos, logística reversa e embalagens 4.4 O tratamento jurídico dos resíduos eletroeletrônicos 4.5 Considerações finais

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Elementos Econômicos da Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos 5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 5.6 Introdução Valoração dos materiais e do processo Abordagem legal e econômica Barreiras e oportunidades Produtos pós-consumo e resíduos na logística reversa de REEEs Ferramentas clássicas da economia e administração financeira e sua aplicação à gestão de REEE 5.7 Considerações finais

67 67 69 70 72 75 78 85

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Catadores: uma reflexão sobre os aspectos socioambientais da gestão de Resíduos dos Equipamentos Eletroeletrônicos 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5 6.6 Introdução Impactos socioambientais da produção, consumo e destinação de REEE A coleta e a destinação dos REEE no Brasil O papel dos catadores no campo da reciclagem no Brasil Gestão de REEE nas cooperativas de catadores A coleta dos REEE em centrais de triagem (CT): o caso da prefeitura de São Paulo 6.7 Considerações finais

87 88 88 95 96 100 104 107 113 113 116 121 124

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Os impactos dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos na saúde 7.1 7.2 7.3 7.4 Introdução Principais REEE e seus efeitos na saúde Os impactos decorrentes da destinação inadequada desses produtos Considerações finais

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Tecnologias de tratamento para resíduos de equipamentos eletroeletrônicos 8.1 8.2 8.3 8.4 8.5 Introdução Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) Composição do resíduo Métodos de tratamento de resíduos eletroeletrônicos Consideraçoes finais

129 129 130 134 136 144 149 150 152

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Normalização para a cadeia reversa de eletroeletrônicos 9.1 Introdução 9.2 A necessidade de normalização para a gestão da cadeia reversa dos equipamentos eletroeletrônicos

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9.3 Estrutura da gestão da cadeia reversa e principais atores envolvidos no processo de normalização 9.4 Processo de elaboração do projeto de norma com requisitos para a cadeia reversa de eletroeletrônicos 9.5 Desafios e oportunidades do processo 9.6 Profissionalização da cadeia e elaboração de novos projetos 9.7 Considerações finais 10 Aspectos operacionais da Gestão de REEE 10.1 Introdução 10.2 Arranjo físico 10.3 Considerações finais 11 Desafios na gestão de REEE: panorama atual e perspectivas futuras 11.1 11.2 11.3 11.4 11.5 Introdução Aspectos da regulamentação Panorama da gestão dos REEE Sistema de logística reversa de REEE Consolidação do acordo setorial para a gestão de REEE

153 155 158 162 163 165 165 166 174 175 176 178 179 183 185 187 187 189 189 190 199 203 204 209 209 210 214 216 217 217

12 Estudo de Caso CEDIR 12.1 12.2 12.3 12.4 12.5 12.6 12.7 Introdução Histórico Selo Verde da USP CEDIR (Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática) Resultados obtidos Projeto EcoEletro Considerações finais

13 Estudo de Caso do RECICL@TESC 13.1 13.2 13.3 13.4 13.5 13.6 Introdução Histórico do projeto Metodologia de trabalho Sustentabilidade financeira Resultados Considerações finais

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