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IMED - Complexo de Ensino Superior Meridional


Faculdade: Sistemas de Informações
Disciplina: Computação Distribuída
Professora: Andriele Busatto do Carmo
Acadêmico: Thiago Capuano

Descrição de Sistema Distribuído em Grade


Grid Computing

Os objetivos de um sistema distribuído em grade estão nas considerações de


coordenar recursos que não necessitam se sujeitar a um controle centralizado, utilização
de protocolos e interfaces normalizadas que sejam abertas e de uso genérico, garantia da
interoperabilidade em diferentes sistemas e o fornecimento de um serviço com
qualidade na satisfação das necessidades dos utilizadores, independente do grau de
complexidade.
A descrição destes objetivos pode ser conjecturada em uma condicionante
semelhante aos sistemas distribuídos em clusters (cluster computing), para facilitar a
compreensão lógica de seu funcionamento, seguiremos do principio de processamento
de operações. Em um único computador, mono processado de núcleo unitário, o
aplicativo envia ao processador a operação desejada, esta operação entra em uma fila de
processos a serem executados, junto com um conjunto de processos de outros
aplicativos, quando a sua posição na fila estiver exatamente na unidade de
processamento, esta será efetuada e seu resultado enviado ao aplicativo. Nos sistemas de
multi-processadores e/ou multi-núcleos essas operações podem ser configuradas a
trabalharem independentes, onde o processo segue inteiro a um único núcleo ou
processador ou pode ser distribuído para operação simultânea ou paralela, agilizando a
tarefa de processamento e a remontando após o termino da sua execução, reduzindo o
período a execução a sua raiz, dois processadores de núcleo unitário o tempo de
execução é de sua raiz quadrada, de três processadores é esse tempo é a sua raiz cúbica
e assim sucessivamente. Nesta situação a complexidade de recursos do sistema podem
ser obstruídas e ficarem saturadas, prejudicando a velocidade de resolução do processo
executado, conforme a capacidade nativa do equipamento.
No calculo de operações de pouca complexidade, computadores ou servidores
multi-processados e/ou multi-núcleos podem atender com certa eficiência, contudo
conforme a complexidade de processamento aumenta os recursos passam a não suprir as
necessidades de resultado em tempo de execução dos utilizadores, para isso foi
desenvolvido o sistema distribuído em cluster (cluster computing). No sistema em
cluster o mesmo aplicativo anterior é implementado para que suas operações, cada uma
delas, sejam fracionadas e direcionadas a computadores integrantes de uma rede local,
onde cada uma das estações estejam preparadas para a atividade de processamento
solicitada, promovendo assim a agilidade do resultado de resposta de operações
complexas e reduzindo o uso dos recursos ocupados pelo numero de computadores que
estão sendo usados, ou seja, em uma rede de 10 computadores em atividades de
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processos de cluster, sendo elas equipamentos mono processadas e de um único núcleo,


um processo complexo será efetivado em teoria no período do tempo na raiz de 10 e
utilização dos recursos pelo divisor 10. A remontagem dos pacotes de processos
resultantes da execução em cluster é remontado em sua origem pelo método de
protocolagem de rede, especifico para a circunstância, no entanto há nessa distribuição
duas deficiências derivadas da necessidade do uso do mesmo sistema nos equipamentos
da rede local, tornando-o unilateral e pouco permissivo, somado a este fato ainda há a
questão da ociosidade de poder de processamento e recursos quando estes estão sem
atividade de processos em cluster, conseqüentemente o desperdício financeiro.
A origem do estudo da aplicação voltada a distribuição em grade (grid
computing) são voltadas a sanar as deficiências encontradas no formato em cluster, na
busca de aproveitar equipamentos ociosos independentes de sua posição geográfica,
arquitetura ou plataforma que esteja em execução. A perspectiva apresentada na
distribuição em grade é proporcional a efetivada na distribuição em cluster e permissiva
a ponto de dar vazão a seleção de quantidade de equipamentos a serem usados dos
recursos e ainda por requisito de segurança de resultado fornecer capacidade de
execução de processamento idêntico em um grupo de equipamentos distinto, como
confirmação ou não ficar a mercê da dependência do resultado do retorno de um
equipamento. O maior beneficio desse modelo de distribuição computacional está
diretamente ligado que o mesmo pode ser escalar em distribuição de processamento, ou
seja, um processo complexo distribuído em grade pode ser vinculado a um numero ‘X’
de conexões, essas conexões podem ligar a computadores unitários ou a uma rede de
computadores com tecnologia em cluster, onde o processo pode seguir um segundo
fracionamento local, multiplicando a velocidade de retorno do resultado esperado pelo
aplicativo, abrindo neste conceito a propriedade da potencialização do numero de
processos em tempo de execução. A maior dependência da distribuição em grade, é sem
duvida alguma a qualidade e largura de banda de conexão entre a origem e a
distribuição de destino, que interage diretamente com a eficiência e eficácia de todas os
procedimentos relacionados na efetivação das ações.
Todos os procedimentos e processos executados são absolutamente transparentes
ao utilizador, desde a execução em processamento, seu posicionamento em fila,
distribuição das operações, ou seja, a única real observação vista pelo usuário do
aplicativo é os comandos de execução, caso pertinente o período estimado de resolução,
e o resultado propriamente dito, o conhecimento sobre os procedimentos de distribuição
e forma de processamento dos cálculos que o aplicativo executa é facultativa a
composição organizacional ao utilizador.

“Um verdadeiro mestre ou doutor não escolhe um tema e


o pesquisa para seu trabalho, ele cria uma teoria, monta a sua
tese e posteriormente executa a pesquisa para seu trabalho,
assim corrigindo, adicionando e modificando o necessário na
sua autenticidade e originalidade” (Capuano, Thiago)